Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09371


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AIII Hlfll 1DMEI0 194
Por tres mezes adiaoUdos 5(000
Por tres raer.es vencidos 6(000

SABBAD0 24 PE AGOSTO SE lili
Por anno adiantado 19)000
Porte fraice para o subscriptor.
WCABRBGAD08 DA SBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Amonio Alexandrino d Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araca-
ty, o Sr. A, da Lomos Braga; Cear o Sr. i. Jos
da Olireir*; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro uimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDA.: UUS LUUHfclua.
Olinda todos os dias as 9 1/3 horas do da.
Iguaraas, Goianna Parahiba as segundas
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caraar, Altinho
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarath, Limoeiro, Brejo, Pos-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartasteiras.
Cabo, Serlnhe'm, Rio Formoso, Una, Barreiros,
EPHEMERIDES DO MIZ DE AGOSTO.
6 Lia ora as 10 horas 34 mnalos da man.
13 Cuarto crescenta ai 4 horas e 56 minutos da
manha.
20 La eheis as 7 horas e 31 minutos ds msn.
28 Quarto minguant* asll horas e 4 minutos da
manha.
PREAUAR DE HOJE.
Agua Preta. Pimenteiras e Natal quintasfeiras. Primeiro as 6 horas e 54 minutos da manhia.
l(Todo*ocorreiop*rtem as 10 horasda manhajlSegando as 7 horas e 18 minutos datardt.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Luiz b. de Tolouse f.; S.Mariano
20 Terca. S. Bernardo ab. doutor da egreja.
21 Quarta. S. Joanna Francisca riu.; S. Umbelina.
22 Quinta. S. Thimoteo ab.; S. Fabriciano m.
23 Sexta. S. Felippe Benicjo ; S. Liberato m.
24 Sabbado. S. Bartholomeo ap.;S. urea v. m.
25 Domingo. O sogrado corago de Mara Santis
AUUie.rtl.lAS UOS TRIBUNaES DA CAPITAL.
Tribunal do commereio; segundas quintas.
Relacao: tercas, quinta* sabbados as 10 horas.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commereio : quartaa ao mel dia:
Dito do orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do eirel: tercas sexta si o meio
dia.
Segunda rara do eiral: quartas sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCAO DO SOL
Alagoas, o Sr. Claadino Falto Dias; Babia,
Sr. Jos* Martina Air**; Rio da Janeiro, Sr
Joao P*r*ira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figaeiro* 4g
Para,na sus livraria praca da Indapendanei n.
0*8.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia ti de agosto de
1861.
Officio ao Exm. blspo deocesano. Passo s
mos de V. Exc, por copia, para sua sciencia, o
aviso da repartigo do imperio de 8 do corrente,
declarando que os lentes de canto gregoriano dos
seminarios episcopaes s teem diieito ao veoci-
menlo de um cont de ris, conforme a resologo
tomada por oulro aviso de 6 de julho ultimo,
quando essa cadeira a do ensino de liturgia, e
determinando que s proceda descont para a
indemnisago dos cofres nacionaes no caso de se
terera feito pagamentos indevidos, alm de 2309,
que especial aos ditos lentes. Remetteu-se
oulra copia thesouraria de fazenda.
Dito ao commandanta do corpo de polica.
Pode V. s. mandar engajar no corpo sobseu
commando, os paisanos Manoel Faustino Wan-
derley e Francisco Aotooio Marques, que al-
lude o seu officio n. 378, desla data.
Dito*ao inspector da thesouraria de fazenda.
Remetiendo 4 V. S. para seu coohecimento o exe-
cugo na parte que Ihe tocar, o incluso expro-
piar do decreto numero 2787 de 26 de abril desle
anno, que promulgou a coorengo celebrada em
10 de dezembro do anno prximo passado, enlre
o Brasil e a Fringa para regular os direitos, pre-
rilegios e inmunidades reciprocas dos cnsules,
vice-consules e chancilleres, bem como as func-
ges e obrigages, que Qcam respectivamente
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
CMARA DOS SUS DEPITAD0S.
SESSAO EM 23 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 3/4 horas, fez-se a chamada, e o Sr.
presidente declarou aberta a sesso.
Lida a acta da sesso antecedente appro-
vada.
O Sr. 1 secretario d conta do seguiole
EXPEDIENTE.
Dous ofDcios do ministro do imperio, datados
de 19 do corrente, enviando as actas das eleicoes
primarias das ptjochias de Iogazeira e Fazeoda-
Grande, pertencentes ao 5districto da provincia
de Pernambuco ; e da do Tucano, da provincia
da Babia.A' commisso de poderes.
Outro do mesmo ministerio, datado de 20 do
mesmo enviando a authentica da eleigo de um
deputado, a que se procedeu no collegio da cor-
te, para preeohimento da vaga que deixou o Sr.
Theophilo Olloni.A' mesma commisso.
Outro do mesmo ministerio, datado de hontem,
enviando o autographo saoccionado da resolucao
da assembla geral permiliodo que a egreja ma-
triz da ilha de Paquel possa possuir bens (e raiz.
A' arebivar-se, fazendo-se a devida communi-
cacao ao senado.
Um requerimento de Jos Antonio de Carvalho,
2 escripturario do thesouco nacional, pediodo
que o lempo que servio provincia do Rio de Ja-
sugeilos nos dous paes, 'ten^o Yd7cir7r-he : n0'r0 8ej" consjde.r80 D, loao ou eB1 Ple P"
que em aviso circular de 30 de julho ultimo, re- a sa* PenUdon*.A commisso de pensoes
commenda o Exm. Sr. ministro de estraogeiros, I e u-as* .. .
que se rel incessantemente fil Pmnrimoi !. Ma"> don* requenmeulo* de Antonio Leile Ri-
to das disposiges
Remelteram-se tambem iguaes exemplare ao
chefe de polica, capito do porto, juiz do com-
mereio, e aos juizes de direito do Recife.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Remeti V. S., para o seu conhecimento, um
eiemplar impresso do decreto numero 2743, de
13 de fevereiro ultimo, que regula a arrecadago
da multt de quatro por cento substitutiva do im-
posto de dous por cento sobre o valor das causas
demandadas.
Dito ao mesmo. Mande V. S. effectuar hoje
mesmo, por conta do dioheiro que houver, o pa-
gamento de 5000000 que se mandou fazer a Vi-
cente Ferreira da Costa Miranda, por officio de
3 do correte.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
iBteirado do conteudo de sua informago de 3 do
correte, sob numero 667, devolvo 4 V. S. co-
bertos com a do commandante superior da co-
marca de Garanhuns, datada de 14 de julho ulti-
mo, numero 33, os documentos comprobatorios
dos vendaremos da forca de guardas nacionaes
que rnarchou para a freguezia de Aguas-Bellas,
aflro do que mande pagar taes vencimentos, em
vista do que dispoe o artigo 91 combinado com
o artigo 87 da lei numero 602 de 19 de setembro
de 1850.
Dito ao mesmo.Pode V. S conforme indica
em sua informago de hontera, sob numero 735,
mandar nao s iodemnisaro alteres quartel-mes-
tr do corpo de guaroigo desla provincia, Ber-
nardino Candida de Araujo, da quantia de 20gOOO
quedispendeu com a sua viagem esta capital,
mas tambem eotregar-lhe egual quantia para oc-
correr s despezas de seu transporte at Tacara-
is, e para esse fim devolvo cobertos com officio '
do coronel commandante das armas de 7 do cor-
rente, numero 1265. o requerimento e mais do-
cumentos que acompaoharam a citada informa-
gao.Communicou-se ao coronel commandante
das armas.
Dito ao director do arsenal de guerra.De con-
formidade com o disposto do ministerio da guer-
ra de 25 de julho ultimo, mande Vmc. fornecer
ao quarto batalho de artilbaria a p e compa-
nhia de artfices, os artigos de fardameoto men-
cionados em as notas de nmeros 1 3, por co-
pia inclusas, cumprindo que Vmc. faga deduzir
do numero de sapatos indicados em a nota nume-
ro 2 os que maodei adiintar ao dcimo bala'ho
por officio de 26 de julho ultimo.Gommunicou- '
se ao coronel commandante das armas.
Dito ao consetho administrativo. Autoriso o '
conselho administrativo comprar para foroeci- \
ment da pharmacia do corpo de guaroigo os
medicamentos e mais objectos mencionados no
no fiel cunprimen- irr.V""J",ovi''r""" "" ""'""'Y "* -
comidas na mesma coorenco. 5e'I e Joao d* SlUa. *. Pediodo dispensa
de lempo para se naturahsarem cidadaos brasi-
leros.A' commisso de poderes.
O Sr. presidente declarou que ia-se oficiar so
goverti pedindo a desigoago do lugar e hora em
que Sua Magestade o ImperaJer recebar a de-
putago que por parte desta cmara tera de feli-
citar o mesmo augusto seohor, no dia 29 do cor-
rente, por ser o anoiversario natalicio de Sua Al-
teza Imperial ; e nomeou para-essa deputago os
Srs. Sergio, Paulino, Pinto de Campos, Teixeira
Jnior, Siqueira alendes, conde de Baependy, Pe
reir Pinto, Pedreira. Lamare, Lamego, baro de
Porto Alegre, Jaguaribe, Figueira de Mello, Bao-
deira de Melb, Vriato, Carneiro de Mondonga,
Paula Fonseca, Luiz Clos, Furtado, Paes de
Mendonga, Pedro Muniz, Lima e Silva, Pereira
da Silva e Esperidio.
A requerimento do Sr. Pereira Pinto fui remet-
tido commisso de estatistica o projeclo n. 71
de 1860, sobre limites da provincia do Espirito
Santo, eferecido pelo mesmo senhor.
ORDEV1 DO DIA.
Conliouou a 3a discusso da proposta do go-
veroo que fu as torgas de mar, e ficou adiada
pela hora.
Orou o Sr. ministro da marinha.
Gontiouou a 2a discusso da proposta do go-
veroo que fixa as torgas de ierra, e ficou adiada
pela hora.
Oraram os Srs. C. Ottoni, ministro da justiga e
F. Octaviaoo.
O Sr. Presidente d a ordem do dia.
Levanta-se a sesso s 4 horas da tarde.
SESSO 24 EM DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 3/4 horas fez-se a chamada, e o Sr.
presidente declarou aberta a sesso.
Lida e approvada a acta, o Sr. 1* secretario
deu eonta do seguiote
EXPEDIENTE.
Um requerimento dos empregados da biblio-
theca pnblica desta corte, pedindo augmento de
vencimentos.A' commisso de pensoes e orde-
nados.
Outro de Jeronymo Antonio de Castro pediodo
para fazer acto do 1 anno phsrmaceutico, que
frequeuta como ouvinle na faculdade de medici-
na desla corte, precedendo exame de francez.
A' commisso de instruego publica.
Outro da compaohia^denominada Empreza
Municipalpedindo dispensa do pagamento da
decima urbana para o mercado da Harmona, que
um proprio municipal.A' commisso de fa-
zenda.
Julgou-se objecto de deliberarlo e foi a impri-
incluso pedido. Communicou-se ao coronel; mir am ProJecl om que conclue o parecer
commandaote das armas e thesouraria de fa- iB^!!?l?.de_."*?.d/,.d,,5_Pe"'*n.do ?8
zenda.
Dito ao engenheiro fiscal da estrada de ferro.
Logo que me foi entregue o seu officio de 19 do
corrente, noticiando a fuga dos ioglezes Lames e
Bill para esta cidade conduzindo- o dinheiro que
haviam recebido em D jas Barras para paga-
mento dos trabalhadores da va frrea, expedas
mais terminantes ordens ao delegado de polica
desta capital para serem capturados esses indivi-
duos.
Dito ao delegado da capital. Informe Vmc.
com urgencia, ouvindo o subdelegado da Boa-
Vista, sobre o facto de que trata o cnsul inglez
interino no incluso officio.
Portara.O presidente da provincia, confor-
mando-se com o que propoz o Exm. bispo dio-
cesano em officio de 20 do corrente, resolve no-
mear o padre Bento Pereira do Reg para o lugar
de capello do cemiterio desta cidade.Fizeram-
*e as devidas communicages.
Dita. O presidente da provincia, attendendo
ao que lhe requeren o partidor e contador do ter-
mo de Goianna, Aotooio Andr Cavalcanti de
Albuquerque, resolve coseder-lbe 15 dias de li-
cenga para rir eita capital.
Despachos do dia Z1 de agosto
ft}wrtmn(o*.
Antonio Jos Aires de Carralho.Informe o
Sr. juiz municipal do termo da Cacada.
Antonio Goncalves Carneiro de Barros.Jun-
te o supplicante a petigo que diz ter sido inde-
ferida.
Antonio Aires de Araujo.Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
James Crabtree & CInforme o Sr. comman-
dante superior da guarda nacional do municipio
do Rectfe.
Francisco de Paula Tiburcio Ferreira.Infor-
me o Sr. Dr. chele de polica.
Joo Caneio da Silva.Informe o Sr. director
do arsenal de guerra.
Jos Caetano Teixeira da Silva.Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
Joo Francisco Padilba.Informe o Sr. capi-
to do porto.
Mara Tbeophila de Almeida Albuquerque.
Informe o Sr. Dr. chefe da polica.
Miguel Pereira de Valle.Informe o Dr. chefe
de polica.
Miguel Pereira d* Valle e outroInforme o
Sr. Dr. ebefe de polica.
Manoel Trarassos Sorinho.Reqaeira ao go-
veroo imperial.
Manoel Machido Revoredo. Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Tuda da Andrade Gomes.Remeltilo ao Sr.
director do arsenal d* guerra.
da
leis de
amorlisago, para que a irmandade de S. Jos
desta cOrte possa continuar a possuir os predios
que actualmente possue.
ORDEM DO DIA.
Continuou a 3a discusso da proposta do gover-
no, que fixa as torgas de mar.
Veo mesa a seguinte emends que foi lida,
apoiada e posta conjunctamente em discusso :
Addiliro:
Os aspirantes que perderem o 1* anno da es-
cola de marinha, na forma do 1 do art. 41 do
regulameoto approrado pelo decreto n. 2163 do
1* de maio de 1858, e os que forem reprovados
urna vez as materias da cadeira e Ia aula desse
anno, podero repeti-lo como alumnos externos,
e ser readmitidos ao intrnalo smeote no caso
de obterem approragoes plenas, e nao excederem
a 18 annos deidade.
c Os aspirantes que tiverem baixa por motivo
de reprovages, e que, matricnlando-se uova-
mente como alumnos externos, obtiverem appro-
ragoes noa tres annos do respectivo curso, e se
houverem distinguido por seu bom comporta-
ment, podero seradmittidos no serrigo da ar-
mada como gu3rdas-marinha, um* rez que se su-
jeitem s condignas estabelecidas para os alum-
nos internos no regulameoto citado.Pereira da
Silra.Z. G. Vasconcellos. -J. R. de Lamare.
O Sr. Paes Brrelo :Sr. presidente, na res-
posta que me propooho dar ao discurso do nobre
ministro da marinha preferido no sesso de hon-
tera, nrocurarei ser o mais breve que me fr pos-
alvei.
Nao roltarei s opinles manifestadas por S.
Exc. no seu relatorio, nem tambem s censuras
que S. Exc. julgou conveniente dirigir aos seus
antecessores.
Nao me oceuparei mais destes assumptos : pri-
meiro, porque enlendo que a defeza que apresen-
tei dos actos censurados por S. Exc. acha-se em
p ; 2 porque deaejo arredar do espirito do nobre
ministro a suspeila em que elle parece estar, de
qae leoho em riita por em duvidao grande mri-
to do *eu relatorio. Mi, senhores, nunca mepas-
sou pela idea aemelhante cousa. Se airen-me a
contestar algumas daa proposiges enjillidas pelo
nobre ministro, foi porque essaa proposiges en-
rolviam censuras a acto* por mim pralicados, e
corria-me o derer de mostrar que as censuras de
S. Exc. nao iinham o menor fundamento.
E tsnlo nao desejo desconceituar o relatorio do
nobre ministro da marinha, que me apresso a fe-
licita-lo pelos applausos e elogios que S. Exc
nos disse ter recebido, tanto da imprenaa da Ar-
te e provincias, como de distinelo* oradora* de
ambas as casaa do parlamento.
Deixando, pois, de parte o relatorio de S. Exc,
eu passo a oceupar-me com as explicagdes que o
nabre ministro nos dea hontem a respailo de al-
gn* acto* por elle praiicados, e que, no meu en
explcagoea de S. Exc. nao me pareceram satisfac-
torias.
Perguntando ao nobre ministro da marinha em
que se hara fundado para expedir o decreto que
creou urna capitana do porlo na provincia de
Mato-Grosso, eu disseque esse acto de S. Exc.
me pareca illegal.em vista do art. Io da lei de
14 de agosto de 1845, que smeote autorisa a
cresgo de capitanas de portos as provincias
martimas.
S. Exc, tendo diante de si a disposigo termi-
nante da le, rio-se obrigado a recorrer a um
argumento que de certo nao digno da sua illus-
tngo. S. Exc. pretenden sustentar que a pro-
vincia de Mato-Grosso um* provista martima,
porque nella existe um rio que vai ter ao mar I
De modo que por este priociplo, a provincia de
Minas tamDem martima, pela razo de que urna
parte do seu territorio banhado pelo Rio Sao
Francisco, que vai le: ao mar....
O Sr. De Lamare :Porm a provincia de Ma-
to-Grosso tem porlo que recebe navios do ocano.
O Sr. Luz :Tem navegago do mar.
O Sr. Paes Brrelo :Para que se cansam os
Ilustres deputados em sustentar urna proposigo
que o si i) pies bom seoso repelle ?
Que o nobre ministro, nao podendo descubrir
urna razo plausivel com que desculpe o seu ac-
to evidentemente illegal, langasse nio desse
triste recurso....
Um Sr. Deputado d um aparte.
OSr. Paes Bsrreto :......comprehende-se ;
mas os honrados deputados que me ioterrompem,
nao esto no mesmo caso, e portanto devemabs-
ter-se de loroar-se cmplices de urna opinio
que nao resiste ao menor exame. Basta atlen-
der-se para a significago da palavra martima,
para reconhecer que a lei de 1845 nao pode ser
applicada provincia de Mato-Grosso, visto como
nenhum ponto do seu territorio chegam as
aguas do mar.
O Sr. De Lamare : Se a provincia de Matlo-
Grosso nao se pode considerar martima no sen-
tido rigoroso,assim considerada poltica e admi-
nistrativamente, por que tem commuoicago di-
recta com o ocano.
O Sr. Paes Brrelo : Pois por que em um
dos ros da prorincia existe navegago, e esta se
estende ao ocano, a provincia torna-se marti-
ma ? Se o rio Paraguay, por ser navegarel, to-
ma o carcter de mar ao ponto de tornar marti-
mos os territorios que elle banha, ento oe-
cessario dar aquelle rio a liberdade de que go-
zara os mares. A poltica do governo seguida em
relago ao rio Amazonas deve ser quanlo autes
abandooada, em risla dos novos principios esta-
belecidos pelo Sr. ministro da marinha.
Sr. presidente, o nobre mioisto bem viu que
elle nao poda elevar Mallo Grosso categora de
provincia martima, por isso tralou de justificar
o seu acto, mostrando a sua ulilidade.
Mas esta nao a questo : nao duvidarei coo-
vr em que a medida tomada por S. Exc. offerece
alguma vanlagem ; mas, repilo, esla nao a ques-
to ; a questo consiste em saber-se se o nobre
ministro poda fazer o que fez em face do art. Io
da lei de 14 de agosto de 1815, que asslm se ex-
prime :
c O governo autorisado a estabelecer urna ca-
pitana do porlo em cada provincia martima do
imperio, onde semelhanie eslabelecimento pare-
cer necessario .
Se o eslabelecimento de urna capitana do por-
lo em Matto-Grosso era necessario, devia o no-
bre ministro vir ao poder legislativo pedir a com-
petente autorisago para levar a efieito esss pro-
videncia ; mas nunca toma-la deautoridade pro-
pria, e contra a expressa disposigo da lei.
S. Ex. nao foi mais feliz na defeza que apre-
seniou do seu acto, que eu qualifiquei de illegal,
relativo nomesgo de paisanos para o conse-
ibo naral, em subslituigo dos membros effecti-
vos desse conselho, que se acham impedidos.
A disposigo legislativa, a este respeilo, nao
admitie a menor duvida.
Diz o art. 4o do regulameoto de 22 de julho de
1858 : c Na falta, ou impedimento de algum dos
membros do conselho naval de que trata o 2
do art. Io deste regulamento, servir o oficial
da armada que for designado pelo ministro da
marinha, e se achar as circunstancias especifi-
cadas pelo mesmo art. Io.
Estas circunstancias consisten) em ser o offi-
cial do servigo activo, de patente nunca inferior
de capito de fragata, e pertencer aos que mais
se distinguem por suas luzes e experiencia.
J v pois a cmara que o nobre ministro vio-
lou clara e terminanlemente a lei, nomeando um
cidado que nao official da armada para mem-
bro interino do conselho naral.
O Sr. De Lamare : Note V. Ex. que a lei nao
prohibe.
O Sr. Paes Bsrreto : O nobre deputado la-
bora em erro. Eis o que dispe a lei que creou
o conselho naral ;
No impedimento de algum dos membros ef-
feclivos do conselho, ser chamado para substi-
lui-lo interinamente o membro adjunto ou a pes-
soa que o ministro designar e que estiver nos
circunstancias do art. Io.
As circumslancias a que este artigo se refere,
e que se acham designadas no arl. 1" dizem res-
peilo aos officiaes da armada que forera escribi-
dos para membros do conselho naral.
J r porlanto o nobre deputado qae nao s
o regulameoto que se oppoe ao acto do honrado
ministro da marinha : tambem a lei.
O nobre ministro porm procurou defender-se,
allegando em sea favor alguna precedentes : e
como eu Iba observasse que contra a let nao ra-
lem os precedentes, S. Ex. sahio-ae da difficul-
dade, respondendo-me que mal de muitoa
consolo I
Semelhanie resposta dada por um ministro de
estado quando argido de ter infringido a lei,
deplora?el.
Tambem, Sr. presidente, o honrado ministro
da marinha nao pode sustentar com razes plau-
sireis o acta por elle praticado de nomear opo-
sitores interinos para a escola de marinha no
impedimento dos respectivos proprielarios.
Em sua defesa S. Exc. leu-nos um artigo do
regulamento do 1 de maio de 1858 ( crelo que o
art. 87 }, aem se lembrar da que a autorisago
concedida nesse artigo refere-se expressamenie
aos casos da raga, e nao aos casos de falta ou im-
pedimento dos respectivos proprielarios.
Para que nao baja a menor duvida o este res-
pello, e que bem palete a infraego de lei com-
mellida pelo nobre ministro da marinha, eu rou
ler o artigo citado por S. Exc. que dispoe o se-
guiote :
As vagas que para o futuro hourer sero
postas a concuiso dentro do praao de 6 inezes, e
quando desle concurso nao resultar provimeoto
delluitivo, proceder-se-ha a novos, que tambem
nao podero ser espagados alm de sais meze*
As de opposores e proiesaores que,nao lenbam
adjuntos podero ser prehenchidas pelo governo,
por nomeages interinas, em quanlo se nao effec-
tuar o seu provimento s>.
A autorisago, por tanto, qaa este artigo con-
cede ao governo para nomear oppositores interi-
nes est limitada ao* caaos de ragas : desde que
a raga pro/ida a autorisago desapparece.
Sr. presidente, notado deque ae trata nem ao
menos pode o nobre ministro soccorrer-se ao
mal i* muiros contolo i ; porquanto nao ha
gagao do regulameoto de Io de maio de 1858,
feito nomeages interinas de oppositores, seno
no caao de dar-se alguma raga.
O Sr. Luz : Entretanto, foi assim que o Sr.
Dr. Carralho substituto o 1 o tenente Leal ; e
depois creio eu, que foi a coocurso.
O Sr. Paes Brrelo : O nobre deputado pela
proyocia de Sania Catharioa labora em erro :
anda desta vez sao inexactas as suas informages
a respeilo dos negocios da rapartigo dt marinha.
O Sr. Lu : Parece-mu que S. Exc. que
est em erro i os Srs. Pessoa e Leal foram assim
oomeados.
O Sr. Octaviano : Nao possivel que o
misso, em virtude da reforma porque passou o peds
respectivo regulamento, e jalgo excusado decla-
rar cmara as razes em q.ue me fundei para
uo louvar os servigos de S. Exc. ; bastar pon-
derar que taes servigos nsda tinham de extraor-
dinarios, e de nenhum modo sao comparaveis
com os que prestou em Itapura o 1* tenente Aze-
vedo. Em todo o caso, S. Exc devia justificar,
ou ao menos explicar o seu procedimento, e nao
roferr-se quele que outros flzeram.
Insisto pois em sustentar que o nobre ministro
nao procedeu reglanosme, que foi injusto para
com um dstiocto offi:ial da armada, exooerao-
do-o de urna commisso em que prestara rel-
nobre ex ministro da munha esleja era erro em I vantesservigos. sem que lhe dsse um signsl de
negocios daquella repartigo. aprego e de considerago. Nao ser de certo por
Sr. Paes Brrelo : Asseguro a cmara que este modo que o nobre ministro achara auxiliares
depois da promulgago do regulamento do Io de
maio de 1858 nao se nomeou um s opposilor
interino, sene nos casos de vaga ; e nestes casos,
como j moslrei, a lei o permiti.
no difficil manejo de sua repartigo.
Tratando do engenheiro hy Jraulico que se man-
dou contratar na Europa. S. Exc. nos disse que
nao tinha anda feito o conlrato, porque esse en-
Um dos lentes da academia se acha ha dous | genheiro exiga sommas exhorbilantes, e puoha
ou tres annos em commisso no Cear ; o seu condiges inacelaveis.
logar nunca foi preeochido. Apesar dos pedidos I Sr. prndente, se o nobre ministro quer um
que Uve para preenchero lugar do oppositor que ] engenheiro hydraulico de ordem superior pelas
mesmas quantias que pagamos aos nossos enge-
foi com liceng* para a Europa, recusei-me sem-
pre a faz-lo, pela razo de que a lei nao o per-
mittia.
O Sr. De Lamare : Entretanto,
mstro proveu a urna necessidade palpitante.
O Sr. Paes Brrelo : Observarei, era respos-
ta ao aparte do nobre deputado por Matto-Grosso
que a necessidade do acto nao prova a sua lega-
lilade. Mostrarei depois que havia til neces-
sidade.
O Sr. De Lamare : O conselho de jnstrucco
recooheceu a necessidade dessas nomeages.
O Sr. Paes Brrelo : A opinio do conselho
de instruego nao altera um artigo expresso de
lei. Qualquer que fosse o parecer do conselho de ,
instruego, cima desse parecer est o regula
ment, que s permitte nomeages interinas de
oppositores em cerlos casos.
O nobre deputado deve saber que em materia
nheiros, de certo nunca o ter. Os engenheiros
estrangeiros que tem vindo para este paiz, nge-
o nobre mi- nheiros especiaes, sempre perceberam vencimen-
tos muito superiores aquellos que damos aos nos-
sos, e com razo.
Um Sr. deputado :Porque motivo ?
O Sr. Paes Brrelo :O motivo me parece de
primeira iotuigo. Esses homens deixam sua
patria, sua familia, seas commodos, e vem para
um paiz que passa na Europa por ser flagellado
pelas epidemias.
A quantia exigida pelo engenheiro contratado
pelo Sr. Marques Lisboa, nosso ministro em Pa-
rs, nao exorbitante; 45,000 francos nao sao
urna somma que assuste ; mais do que isso te-
mos nos pago a outros engenheiros, talvez nao
superiores a esse.
de atiribuiges o que a lei nao permitte vedado. ] s. Exc. nao obter por menos em circumstan-
jtro da marinha ca alguma um engenheiro hydraulico habilitado
para servir-nos com proveito Mas, lendo eu di-
to que nao sabia com que fim se havia mandado
e agora acaba de repetir o nobre deputado por
Matto-Grosso, que as nomeages eram necessa-
rias. Em primeiro lugir direi que, por ser ne-
cessario o aclo, nao se segu que seja legal ; em
segqodo lugar sustento que o acto nao era ne-
cessario.
o contrato celebrado em Paris para o conselho
naval, o Sr. ministro rospondeu que o mandou
em virtude da lei. Ora, o nobre ministro, que
se nao importa com disposices terminantes de
sustento que nao era necessario porque no art. ; le. como j Uve occasio de mostrar, levou nesle
Io de maio de 1858, est | caso os seus escrpulos ao ponto de descobrir no
rogulameoto do conselho
98 do regulamento
prevenido o caso de Talla ou impedimento do3
lentes e prefessores ao conselho de instruego,
uo ao director da academia competente distribuir
o servigo enlre os oppositores, e nao ha dispo-
sigo que vede a um oppositor leccionar em mais
de urna cadeira.
Um Sr. deputado rNao se pode obrigar.
O Sr. Paes Brrelo :-O art. 98 dispoe o se-
guiote :
Os oppositores e adjuntos sero distribuidos
anoualmente pelas diversas aulas, a cujos lentes
naval a obrigago de
| ou'ir o mesmo conselho sobre um assumpto de
I que o regulndolo nao se oceupou.
O que dispoe o 10 do ait. 9, citado por S.
Exc. ? Que compete ao conselho naval dar pare-
cer escriplo e em forma de consulta, entre outros
objectos, sobre construeges navaes, trabalhos
martimos e obras civis e militares da repartigo
da marinha.
Ora, o que tem o contrato do engenheiro com
a disposigo desle paragrapho? Trata-se por ven
isse ao corpo legislativo' urna prorogago d'a-
quella autorisago.
Ha tambem um outro ponto a respeilo do qual
eu desejaria ouvir o nobre ministro. No seu re-
latorio S. Exc. nao falla do pharol de Cabo-Fro.
que mande! construir, e que, segunlo me cons-
ta, j se acha conbecido. Dizem-me que S. Exc.
pretende, por economa, nao permiltir que esse*
pharol funecione. Nao acredito tiesta informag
que mo deram ; mas, em todo o caso, desejava
que S. Exc. dissesee o que ha a este respeito.
Sr. presidente, tenho terminado as observage
que me foram suggeridas pelo discorso do nobr
ministro da marinha. Poderia contestar muitas
das suas proposiges emitlidas hontem a respeilo
de diversos tpicos que foram por mim aoalysa-
dos do seu relatorio ; mas, como j disse, nr>
desejo que o nobre ministro lenha a menor sus-
peita de que pretendo desacreditar o seu traba
Ibo, e por isto nao voltarei mais a este assumalo.
( Muito bem.)
O Sr. Salalhiel requer o- encerrarcenlo da dis-
cusso e a camsra approve.
Procedendo-se votagio, approvado o arti-
go additivo ofterecido na sesso de boje.
A proposta adoptada e remettida com a
emendas commisso de redaego,
Continuou a segunda discusso da proposta d
goveroo, Oxsndo as forgas de Ierra, e ficou adia-
da pela hora.
Onram os Srs. minislros ds fazenda e C. Ma-
dureira
O Sr. presidente d a ordem do da.
Levantou-se a sesso s quatro horas menos
um quarto da tarde.
ou professores substituirao em seus impedimea- tura de alguma coostruego naval, trabaMio ma-
tos e faltas, percebeudo neste caso, como orde- ritimo, ou obra civil e militar? De certo que
nado e gratiflcaco, o mesmo que vencerem os nao ; Irata-se de conloar um engenheiro, e nao
m6"' ou professores a quera substiluirem. | de construir ou planejar obras. O expediente de
Nao ha aqu limitago alguma: a subslituigo : que langou mo o nobre ministro um meio in-
pois pode ter lugar em relago a mais de urna directo de nao realisar um contrato que eu havia
8u'a- autorisado. Era porm muito melhor que S. Exc.
as academias de direito e de medicina essa | declarasse com franqueza que cassava a aulori-
a pratici seguida ; e nao haveodo disposigo al-j sago concedida pela seu antecessor, por nao
guma que vede a accumulago do ensino, pare- julgar necessario ter a repartigo da marinha um
ce-me claro que nao havia necessidade de cha- engenheiro hydraulico.
mar individuos de fra.
O nobre ministro leu-nos o parecer do conse-
lho naval emitlido sobre esta questo. Mas a
cmara vio que no proprio parecer do conselho
naval est a coodemnago do acto praticado por
S. Exc, porquanto a providencia lembrada pelo
referido conselho era, nao a que tomou o nobre elle o carcter de reservado, nao
ministro, mas aquella que se deduz do art. 98 do '. publicidade.
Sr. presidente, eu oei ao nobre ministro que
nos dsse algumas informages a respeito do re-
sultado da commisso do conseibo naval encar-
regada de examinar o arsenal de marinha da Ba-
ha. S. Exc. nos disse que a commisso tinha
apresentado o seu relatorio ; mas como linh
poda dar-lhe
tender, sao eridentemeate contrarios lei. A* 1 exemplo de ter o governo, depois da promulgu-
regulamento citado. Em todo o caso, creio ter
demonstrado evidentemente que o acto praticado
pelo Sr. ministro da marinha um acto illegal,
contrario a expressa determinado da lei.
Tratando da remessa ou de liceoga que deu a
diversos officiaes para irem Europa, S. Exc. nos
disse que l nao existem actualmente mais offi-
ciaes do que aquelles que o regulamento permitte.
O regulamento do 1. de maio de 1858 no arl.
136 diz o seguiote :
O governo poder ter coostantemente na Eu-
ropa, estudando as diversas especialidades da
marinha, quatro officiaes que teoham o curso
completo da sua proflsso. Estes officiaes sero
escolhidos, mediante concurso e prova de suffi-
cieocia, que consistir em urna dissertago es-
cripta no acto do coocurso, sobre ponto dado pelo
conselho de instruego, relativo ao ponto especial
que os candidatos se propuzerem a estudar ou s
observar na Europa, por iodicago do governo.
Alm destes officiaes, o governo poder lirre-
mente escolher mais dous anoualmente para o
mesmo fim, sem dependencia de concurso, urna
vez que tenham os conhecimentos scieolificos
cima mencionados.
Em risla desta disposigo do regulamento,
fra de duvida que o gorerno nao pode ler na
Europa mais de seis officiaes de marinha. Quan-
do deixe o ministerio acharam-se na Europa
seis officiaes, cujos nomes constam do relatorio
de S. Exc
Disse-oos porm o nobra mioistro que man-
dara retirar ltimamente a 1 tenente Silvado, e
permittira a ida de mais dous officiaes. Etistem,
portanto, na Europa actualmente sete officiaes,
isto mais um alm do numero permittido por
lei; v, ou o excesso seja de um ou de muitos,
crtega-se do mesmo modo a este resultado: o
nobre mioistro violn a lei. E tal a disposigo
de S. Exe. a este respeilo, que oo duridou de-
clarar, quando respoodeu ao nobre deputado pela
provincia de Matto-Grosso, que eslava resolvido
a mandar mais algn* officiaes a Europa 1
O nobre ministro da marinha julgou que se de-
fenda completamente, dizendo: Nao hei de
mandar Europa filhos do sol nem netos da
la I
Isto nao resposla que se d n'uma cmara ;
uinguem djz que S. Exc. lenha na Europa filhos
do sol e netos da la, o que se quer que nao
infrinja a lei. E se acaso o nobre ministro, fal-
lando em filhos do sol e netos da la, quiz fazer
alguma insiouaco, declaro desde j qae d'enlre
os officiaes que se acham na Europa, apenas foi
mandado por mim o 1 tenente Barauna, mogo
pobre, estudioso a de reconhecido talento; a res-
peito deste official pode o nobre ministro dizer o
que quizer, menos que elle fllho do sol ou neto
da lus.
O Sr. Casimiro Madurelr :Apoiado.
O Sr. Paes Brrelo :Sr. presidente, quando
fallei ltimamente pergunlei ao nobre mioistro
qual o motivo porque elle tinha demittido o 1
tenente Azeredo do emprego de director do esta-
lecimento naral de Itapura. Eu disse nessa occa-
sio que lameotara'que S. Exc, deatituindo esse
official do lugar que exercia com tanta disttncgo,
e onde baria prestado muito boos servigos, nem
ao menos lhe dise um signal de que o governo
apreciara esses servigos. S. Exc. respoodeu-rae :
< Segu o seu exemplo. > E ento trouxa um
facto pessoal, declarando que, quando o dispen-
se! de fazer parte da commisso de compras, nao
louvei o* seus servigos prestados na referida com-
misso.
O nobre ministro foi dispensando deas* com-
Eu nao dasejo que se d publicidade qullo
que por sua nstureza reservado ; mas observa-
rei que os trabalhos de que foi encarregada a
commiso do conselho naval sao trabalhos de-
terminados por lei ; que a rantagem delles con-
siste em serem cooliecidos. As commisses de-
rem declarar o estado em que se acham os esta-
belecimentos que ellas examinara ; se as leis e
ordens sao cumpridas com zelo e ponlualidade ;
se essas ordens produzem boos ou mos effeitos ;
se os empregados sao capazes de preencher as
respectivas ueges, etc.
Nao me parece que estes .assumptos devam ser
tratados em reservado. Para que se tire ranta-
gem das inspeeges, entendo que o resultado del-
les deve acompaohar os relatnos que os minis-
tros da marinha sao obrigados a presentar s
cmaras.
Na Inglaterra, como V. Exc. sabe, quando se
encarrega a ama commisso de algum trabalho
destes. immediamente se d conta delle ao par-
lamento. Eu acho, alm disto, que, no facto de
que tratamos, havia necessidade de ser publicado
o relatorio.
O nobre ministro nos disse que, em virtude do
que informou a commisso encarregada de ins-
peccionar o arsenal da Baha, tinham sido demit-
tidos e aposentados ]alguos dos seus empregados.
D'aqui se r que paira sobre esses funeciooarios
demittidos urna suspeita muito desagradar el psra
elles.
Nao poda o nobre ministro ter procedido mal?
Nao convem que esses cidadaos que esto sob o
peto de urna aecusago to grave se defeodam ?
E como se podero elles defender e rehabilitar,
se nao aabem dos motivos por que foram demit-
tidos ?
Sr. presidente, eu desejava anda que esse re-
latorio fosse apresentado, porque quera exami-
nar se o nobre ministro procedeu com jostiga de-
mittindo a uns e aposentado a outros. S. Exc.
nos disse que o aposentado tinha trinta annos de
servigo ; mas, senhores, a lei permitte aposentar
na proporgo dos annos que o empregado tem de
ervico. Ess9 que foi aposentado devia-o ser
com o ordenado por inteiro, e os outros que
tiressem rinte, quinze ou dez annos de serrigo
com o ordenado na proporgo de lies annos.
O Sr. Casimiro Madureira : Eram emprega-
dos muito modernos ; tinham apenas quatro ou
cinco aunos de serrigo com o ordenado na pro-
porgo de taes annos.
O Sr. Paes Barreto : E' certo que o nobre
ministro nos disse que eram empregados de con-
flanea ; que o goveroo os podia demiltir quando
julgasse conveniente ; mas S. Exc. comprehende
que ama demisso dada nestas cireumstsncias
maito mais dolorosa do que aquella que dada
por outros motivos.
Sr. presidente, eu disse que seria breve: rou
terminar; mas, anta* de o fazer, desejaria que
o nobre ministro oa algaam por elle, visto nao
achar-se na casa, me dissesse se S. Exc anda
julga em rigor a disposigo da lei de tiiago de
forgas do anno passado que autorisou o governo
para reformar os regulamentos da intendencia e
da conladoria da marinha.
Esta autorisago foi limitada, dispondo a lei
que teria rigor al prxima sesso. Ora, a ses-
so comegou em maio, o Sr. ministro ainda nao
usou da autorisagjo ; mas, aem diz-lo clara-
mente, d a entender no seu relatorio, que pre-
tende axecnta-la opportunamente. Eu entendo,
porm, que, desde que comegou a sesso, au-
torissgo desappareceu ; e seria conveniente que
o nobre. ministro, aproTelta.nd.o-se desta occasio,
SESSAO EM 25 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 3/4 horas fez-se a chamada, e o Sr. pre-
sidente declarou aberta a sesso.
Lida e approvada a acta, o Sr. Io secretarlo deu*
conta do seguiote
EXPEDIENTE.
Um officio do ministro do imperio datado d
23 do correle, eoviaodo copia do officio que r>
presidente da provincia de Goyaz dirigi ao juiz:
municipal de Catalo em 16 de margo deste anno.
A' commisso de poderes.
Outro do ministro da guerra datado de 22 do>
mesmo, enriando um requerimento em que o 2f*
tenente de arlilharia da provincia do Amazonas.
Alicrimo Leocadio Ferreira da Silva, pede trans-
ferencia para a arma.de infantaria. A'com-
misso de marinha e guerra.
Dous oflicios do secretario do senado, datado
de 23 e 24 do mesmo, participando que o asna-
do adopten e vai dirigir sanego as resoluges.
aulorisaodo a conces-o de licenga com ordena-
do ao cqnselheiro Fausto Augusto de Aguiar. e>
com todos os vencimentos aoTbacbarel Antonio.
Borges Leal Cistello Bra-oco e ao conselheiro Jo-
s Benlo da Cunha Figueiredo. Inleirada.
m requerimento de Venancio Jos Gomes da.
C isla Jnior, pedindo matricula e exame do 1*
anno do curso jurdico de S. Paulo, satisfazend
previamente o preparatorio que lhe falla de geo-
metra. A' commisso de instruego publica.
Outro de Manoel da Costa Honorato, pediodo-
uma subvengo para poder imprimir um diccio-
nario completo da lingua iogleza.A'commis-
so de instruego publica.
Outro dos antigos officiaes reformados do exer-
cito, residentes na provincia de Santa Catharioa,
pedindo que seus suidos sejam igualados aos dos-
officiaes reformados modernamente. A' com-
misso de marinha e guerra.
11 DEM DO DIA.
Continuou a segunda discusso do project
n. 37 deste anno, approvando o contrato cele
bradocom Joo Carlos Pereira Piola para a na-
vegago a vapor enlre o porto de Montevideo e
outros, com a emenda apoiada, e ficou adiada,
pela hora.
Orou o Sr. Teixeira Jnior.
O Sr. 1* secretario, oblando a palana pela or-
dem, leu a redaego das emendas feitas c appro-
vadas por esla cmara proposti do governo
Qxando as forgas de mar para o anno fioanceiro
de 1862 a 1863, e sendo posta em discusso, foi
approvada.
Continuou a segunda discusso da resposta do
goveroo que fixa as forgas de trra, e ficou adia-
da pela hora.
Oraram os Srs. Zacaras, ministro da justiga, e
Jos Bonifacio
O Sr. presidente d a ordem do da..
Levantou-se a sesso s 4 horas da tarde.
SESSAO EM 26 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 3/4 horas fez-se a chamada, e o Sr. pre-
sidente declarou aberta a sesso. v
Lilia e approvada a acta, o Sr. 1 secretario
dea conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Dous oflicios do ministro do imperio, datados-
de 25 do corrente, enviando as actas das elei-
ges primariis a que se procedeu as parochias
de Santa-Cruz da Barra de Corda, pertencentes
ao 2 districto da provincia do Maranhao ; e de>
Porto-Alegre, Principe e Serra-Negra, da pro-
vincia do Rio-Grande do Norte. A' commisso-
de poderes.
Outro do mesmo ministro, datado de boje, par-
ticipando que'Sua Magestade o Imperador re-
ceber no pago da cidade, 1 hora da tarde, a
deputago desta cmara, que tem de felicitar a
mesmo augusto senhor no dia 29 da corrente.
por ser o da aoniversario natalicio da princeza
imperial a Senhora D. Isabel.Inleirada.
Outro do Sr. deputado Teixeira Jnior, des-
igual data, parUcipando nao podsr comparecer
temporariamente as sesses por incommodos da.
pessoas de sua familia.Igual destino.
Foi recebido com agrado um exemplar do Bra-
sil Pilortsco, constando de tres volumes de tex-
to escriplo em francez e porluguez, de um l-
bum de estampas lithographadas, offerecidoa.
por Vctor Frond.
Julgou-** objecto de deliberaco, e loi a im-
primir o projeclo que conclue o parecer da com-
misso de pensoes e ordenados, aulorisando av
concesso de licenga com todo* oa vencimeato*
ao Dr. Jos Joaqun) de Oliveir*, lente da phy-,
aica da escola central.
Foram lidos, poslos em discuiso e approva-.
doa os aeguiotes pareceres :
1. Da commisso de poderes, pedindo infor-
mages ao gorerno sobre ai eleigd.es da paro-*-
cha do Pasaa-Tres, a qae e refere a indicaco
do Sr. Barbosa da Cunha.
2." Da commisso da marinha guerra, inde-
feriado o requarimenlo em que o segundo-l-
ente de arlilharia c earallo Delphioo Albino
Goncalves pede ser transferida psra a arma de*
ca vallara.
Faram auceeuivameute lida, posta em dis-
cusso e approradas as redaegea dos projeoto*
ns. 23, 31. 32 e 41 desle auno, approvando a*
pensoes concedidas a D, Escolstica Bazilia do
Seixas, a D. Josepha Cruz e Silra de Andrade, ac
Phitlis Broom e a D. Candida Rosa Pereira
Nunes.
Velo i mes* o seguinte requerimento do Sr.
Fernandos da Cunha, que foi lido, apoiado, pos>
lo em discusso approrado ;
< Requoiro por intermedio do Sr. ministro do-
imperio se tranamitiia com urgencia a esta ca-
ra ar copia dos parecer* ae *mbss s t*culdde
1


&)
DIARIO DI PERN1MBUCO. SABBADO 14 DI AGOSTO DE 1801.
medicas, ou daquella que o tiver dado acerca
la recia maca o da classe dos oppositores das
MMM,
O Sr. Junqueira annunciou oa forma do re-
cimento a seguate lnterpenac.i&, que flcou so-
are a mesa para ser tomada en considerado m
occasio opportuna :
Interpello, oa forma da regiment, o Sr.
mioisiro dos negocios ealrangeiro* sobre os se-
guales pontos.
a 1. Se o gorerno reconhece nos estados con-
federados que se separaram na uoiao americana
-o direito de belligerantes ?
2. Se, caso recnnhec* esse direito, permit-
liri nos portos do Brasil o armamento de cor-
subdelegado de Duas Barras, Miguel Alexandrino
da FoosecaCalvao a priso de Lima.
Informam-nos e pedem-nos que declaremos
au ser urna casa o que osla sendo edificado na
ra do Imperador, e sim um muro que sirva de
tapameoto de urna travessa que hara nesse lu-
gu, oque deforma alguma offeode oaformo-
seaaenlo da eidade, do que hoolem nos oeeu-
pamos.
No dii 22 do correte foram recolhidos i
casa de deteoo 11 homena, sendo 9 livroe e 2
escravos, a saber: 5 a ordem do Dr. chefe de po-'
licia ; 2 a ordem do subdelegado de S. Jos, que
sao os africanos Jacob, escravo de Jos Ignacio
lira nos portos do Brasil o armamento de cor- AWes. e Pelippe, eacravo de Jos Cavalcaeli; 1 a dem 5.O mesruo, um
sanos com baodeirs de qualquer dos belligeran- ordem do da Cabunga ; e 3 a ordem do dos Afo- rea arrendada... .....
tea. e n venda de oresaa ? o.rin. r. .. .-,. ,
tea, e a venda de presas ?
3. Se a poltica do governo ser a de atric-
ta oeutralidade ?
4." Qual o atado presente da questo re-
lativa suspensao nos trabalhos da commisio
aaixta sobre reclamacdes de cidados brasilei-
tos e ioglezes.
ORDEM DO DA,
Continuou a 2* discusso do projecto n. 37
leste aono, com a emenda apoiada, sobre o con-
trato celebrado eom J. C. Pereira Pinto par* a
navegado a vapor entre o porto de Montevideo
alguos da provincia do Rio-Grande do Sul ; e
Ourou o Sr. Amaro da Silveire.
Cooiinuou a 2* discusso da proposta do go-
verno, que fixa as forjas di trra.
O Sr. Souza Mondes requereu o encerramento
da discusso, que nao se volou por nao haver
casa.
Orou o Sr. Henriques.
O Sr. presidente d a ordem do da.
Lersntou-se a sessao s 4 horas da larde.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Aquelle que em lempos passados. ha cerca rfe
25 anoos. por exerndo, houvasse visitado a casa
idos exposlos, e hoje a ella veltasse em visita,
como o li/.emos ha pouco, nao podera por rerio
deixar de julgar-se deslocado em suaa reminicen-
cias peranie a realidade, reconheceudo que esse
slabelecimento ha adqu rido urna organiiagao e
.asseio que nada tem a desejar.
Algumas impressoes desta vi.-ita vamos, pois,
consignar aqu por meio o'uma breve desctipcao.
A pos o vestbulo do elieio, d-se na sala de
*ecepco ; e ahi acham-se, alm de urna uiobilia
decente, os retratos oleo dos bemfeitores do es-
tabelecimento, figurando como creador o capilo
general D. Thomaz Jos de Mello. A' esqeerda,
ubindose tres degros, entra-se em urna sim-
ples e decente capella, decorada com poueos.mas
bellos ornatos ; e direita Oca o dormitorio com
amas de ferro, colchas de chita, leoces e trr-
*esaeiros mu alvos. arranjad09 cora simplicida-
v A esta sala segue-se a de trabalho das meninas
tnaiores de des anuos, que occupam-se de todo
o trabalho de sgulha, inclusive bordados de mi-
ro, froco e retroz, fkando-lhe ao lado urna sale-
ta, ende fabricam-ae os calcados para todo o es-
tabelecimento, e em prolongarlo urna outra em
fine trabalham as meninas menores de dez an-
uo, que tambeot se apphcam 6 costuras acom-
nodadas essa idade.
A sala dos berros onde estavam as enancas de
mama, alero do asseio de que se reseote todo o
siabelecimento, tem em sua proximidade ludo
quanlo preciso para o trstamento dessa idade,
ni quartos reservados, mas contiguos, de modo
a nao se fazer esperar a setisfaco das necessids-
desdella.
A casa de lavagem da roupa, a sala da escola
primaria, a coiinh. todo o estabeleciraento em
lim achava-se em extremo asseio ; nelle reioava
um silencio perfeito, e todas as acommodacoes
ttesejaveis existiam all patentes s vislas de
lodos.
Alm disto, vimos a vestiaria cuja arrumarlo
tornava-se disiincla por tal modo, que os vesti-
dos de chita de urna edr se nao confuadiam com
os de cores difireme..
Acasa que contem 72 exposlos, dirigida por 3
irmas de caridade, do instituto de S. Vicenle de
Paulo, sob a administrado da Santa Casa da Mi-
sericordia ; s quaes nao po lomos omitlir os nos-
sos louvores pela boa direccao e conservado em
Me a tem, sendo para desejar que fosse ella vi-
sitada pelas mes de familia e horas differeo-
tee. sem serem esperadas, como nos acoDteceu,
afirn de por si coovencerem-se da ausencia de
exageraco no que ahi expendemos ; e assim pres-
taren com proficiencia os seus auxilios benefi-
cio desse abrigo da ionocencia desamparada, para
a qual ha em seus coraces de mi ama corda
sensivel.que seropre vibrar harmnica.
E' para notar que neste estabelecimento, onde
sob a regencia de pessoas seculares pagavam-se
costuras e lavagem de roupa, corapravam-se os
calcados, e faiam-se outras despezas anlogas,
hoje tudo isto seja promptifleado dentro delle
mesmo, sobrando ainda tempo para colturar-se
pars fra presos razoaveis I
Maravilhoso effeito de urna direccao illustrada.
Que reflexdes porm nao occorrem ao espirito
to homem pensador ao ver tantos exposlos, mui-
los filhos de pas ricos, mas que se nao pejam de
terem abandonado aquelle3 a quem deram o ser ;
outros filhos da devassido ou do crime, e qu
em partilharem delle, sao todava suas victimas ;
outros finalmente filhos da prostituirn, que para
seguir seus vides desembarazadamente, ao se
commove em presenca do abandono da innocen-
cia l
A's almas compassivas porm nao pode isto
er indiiTerente, e por sso virio em auxilio da
rmandade da santa casa da misericordia, no in-
tuito de sustentar um estabelecimento to huma-
nitario ; visto que os meios de que ella dispe
sao exiguos para a manutengo de tantos estabe-
lecimentoa de caridade, que estao seu cargo e
cada qual rnais importante por seus fins.
Esta innovaco-de auxilio dirige-se raais direc-
amente ao sexo amavel, e a easibilidade que
para elle como o aroma para a flor, impde-lbe
o dever de dar a mo ao filho abandonado, em
cujos labios se roja a mgica palavra de mai
sem urna representacio desse typo anglico ante
os seus olhos, fechados, cegos taes effectos.
E quem nao dar a rnao para encaminhar o ce-
g na vereda da vida ?
A companhia da via frrea desta provnola
paga aos respectivos accionistas o dcimo primei-
ro dividendo, relativo ao semestre decorrido de
favereiro julho prximo pasudo, dos juros de
euas acedas.
Amanbaa tem lugar a fesla commemorativa
le dcimo anniversaro do Gabinete Portugus
fe ettura. ,
A sessao magna ser as ll horas da manhaa
no edificio do baro do Livrameoto, para onde
foi transfsrido esse estabelecimento : e das 5 s
11 horas da tarde estar elle aborto aos visi-
tantes.
t^o G,ranDuas temos noticias, que alcan-
cam 12 do corrente, e transmittem o julgamen-
lo pelo jury dd*Buiqae dos compromeltidos nos
acontecimeotos de Aguas Bellas.
Comparecendo no da 23 de julho ultimo
barra do tribunal, pelos crimea de homicidio, ten-
tativa do mesmo e falsificarn das actas da elei-
co, o capito Saverino Rodrigues Lina de Albu-
querque, Vicente Ferreira de Arauio, Luiz da
Paz, Francisco da Paz, Theotonio Semeao, Fran-
cisco de Carvalho da Silva Queiroz e Lo'ureoco
Barbosa da Silva, feram absolvidos todos.
O juiz de direito, o Dr. Tbeodoro Maehado, ap-
pellou das decisoes absolutorias dos reos. Vicente
Ferreira de Araujo e Lourenco Barbota da Silva.
Por iguaes delictos foram julgadoa 00 da 25
do mesmo mezo padre Malaquias Ramos de Vas-
concelos, professor Liberato Tiburtino de Mirau-
da Maciel, Antonio Ramos de Vasconcelos, Jos
Bernardo de Torres Bina, Justino Pinheiro Dan-
las e oscaboclos Bernardo Manoel Temoteo, to-
dos os quaes tiveram idntico resultado ; mas o
Dr. juiz de direito appellou das absolvices do
padre Malaquias,'Antonio Ramos. Justino Ribei-
r, caboclo Bernardo e professor Liberato, sendo
a deste com relacao ao crime de filsidade.
Encerrada a sessao, depois desses trabalbot, e
rado o Dr. juiz de direito da localidade do
gados.
Matadouro publico.
Mataram-se no dia 21 do correte para 0 con-
sumo desta cidade 112 rezes;
No dia 2268.
MORTALIDABE DO DIA 23.
Joio Jacioihe de Souza, I ha de S. Miguel, 50
annos. soltciro, Boa-Vista ; dyarrhea.
Jos de Souza Ramalho, Alagoas, 26 annos,
solteiro, Boa-Vista ; pneumona.
Joo, Pernambuco, 30 anuos, solteiro, Boa-
Vista ; escrophulas.
Joo Pinto de Queiroz, Portugal, 102 annos,
viuvo, Santo Antonio ; tubrculos.
1209000
168*000
600JOO0
240*000
2:400*000
360*000
500(000
240*000
180*000
700*000
204*000
300*000
300*000
300*000
1:000*006
712*006
300JOO0
3008000
400*000
CONSULADO PROVINCIAL.
Alteracoes que houveram no lanca-
mento da dcima urbana %\ i'i-e-
guezia da Boa-Vista, feilas pelo lan-
zador Demetrio de Gasmo Coelho.
Travessa dos Ferreiros.
N. 2.Herdeiros de Mara Joaqui-
na Martins, urna casa terrea ar-
rendada por......................
dem 4-Manoel Joaquim Moreira,
urna casa terrea arrendada por..
Ra da Saudade.
N. 1.Alexandrina Mara do Espi-
rito-Santo Seve Leal, urna casa
terrea arrendada por............
dem 23. Eduardo Candido de
Oliveira. urna casa terrea arren-
dada por..........................
Ra do Camaro.
N. 5 A.Joao Pacheco de Quei-
roga, um porto com 16 meias-
aguas, arrendado por............
dem 7.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................
dem 9.O mesmo, um portaocom
soto, e um sobrado no fundo,
arrendado por....................
dem 11 O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................
dem 13.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................
Hospicio.
N. 8.Guilherme Sosres Bolelbo,
urna easa terrea arreodada por..
dem 28.Herdeiros de Jos da
Silva Sirsiva, urna casa terrea
arrendada por....................
dem 76.Francisca Escolstica Jo-
sepha da Costa, urna casa terrea
arrendada por....................
dem 78.A mesma, urna casa ter-
rea arreodada por...............
dem 80.A mesma, urna casa ter-
rea arrendada por................
Ra do Hospicio.
N. 82.Bento Jos Hamos de Oli-
veira, um sobrado com urna loja
e um andar, arrendado por......
dem 84Francisco de Assis Pe-
reira Freir e outros, um sobrado
com tres lojas e um.andar arren-
da por............................
dem 3. Joaona Joaquina Laura,
urna casa terrea arrendada por.,
dem 5.A mesma, urna casa tor-
rea arrendada por................
dem 9.Dr. Francisco Joaquim Go-
mes Ribeiro, urna casa terrea ar-
rendada por......................
dem 11.O mesmo, um sobrado
com urna loja, um and. r e soto,
arrendado por ..................
dem 13.Filhos de Jos Thomaz
de Aguiar e outros, urna casa ler-
raa arrendada por................
dem 27,Thomaz de Aquino Fon-
seca, urna casa terrea arrendada
por..............................
dem 29. O mesmo, u*Jae casa
terrea arrendada por............
dem 31.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por......'..........
dem 37.Thomaz de Csrvalho Soa-
res Brando, um sobrado com um
andar e uoia loja arrendado por.
dem 39Jos Jacintho da Silvei-
ra, um sobrado com urna loja e
um andar arrendado por........
Ra da Alegra.
N. 4. Bernardioo Jos Monleiro
urna casa terrea arrendada por.,
dem 16. Antonio Joaquim Fer-
reira Porto, urna casa terrea ar-
rendada por......................
dem 18.Marcolina Mara de Fa-
rias, urna casa terrea arrendada
por...............................
Uem 20. "Francisco de Oliveira
Mello e Silva, urna casa terrea ar-
rendada por......................
dem 24 Alexandre Jos da Silva,
urna casa terrea aarenda.la por.,
dem 26.Marianoa Dorothea Joa-
quina, urna essa terrea arrenda-
da por............................
dem 36 Marcelino Jos Lopes,
urna casa terrea arrendada por..*
dem 42.Filhos de Mara Jos das
Dores, urna casa terrea arrenda-
da por............................
Idera 3 Domingos Jos da Costa
GuimarScs, urna casa terrea ar-
rendada por......................
dem 5.Istbel Mara das Chagas
Guimares, urna casa terrea ar-
rendada por......................
dem 11.Jos Antouio Bastos,
urna casa terrea arrendada por.,
dem 15.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por ..............
dem 17.Jos Joaquim Botelho,
urna casa terrea arrendada por..
Ba da Mangueia.
N. 6.Mara do Rosario Borges e
outros, um sobrado com urna lo-
ja e um andar arrendado por....
dem 12.Mara Claudioa de Miran-
da, casa terrea arrendada por....
dem 14. Francisco Ferreira da
Silva, urna casa terrea arrendada
por..............................
dem 16.Herdeiros de Francisco
Jos Barbosa, casa terrea arren-
dada por..........................
dem 18. Viuva e herdeiros do
Juo Evaogelta da Costa e Sil-
va, casa terrea arrendada por.,
dem 30.Custodio Jos de Csrva-
lho Guimares, urna cass terrea
arrendada por....................
dem 32.Mara Rufina do Nasci-
mento, urna casa terrea arrendada
P>r..............................
dem 3. Manoel Cerdoso Ayres,
urna casa terrea arrendada por.,
dem 5.Mara Joaquina dos Sao-
tos, casa terrea con jolo arreo-
dada por..........................
Travessa da Campia.
N. 7.Antonio Feroandes de Aze-
vedo, uma casa terrea arrendada
870*000
300*000
600*000
6OO500O
6C0*000
900*000
960*000
96*000
192*000
1568000
192*000
180S0O0
216*000
780*000
360*000
3605000
192*000
420*000
168*000
1209*000
650*000
300*000
144*000
360*000
240*000
360000
96*000
384*000
480*000
dem 3.Vicente de Freilas Tava
res, uma casa terrea, arrendada
Por..............................
dem 15.Vtuva de Francisco Ri-
beiro Pires, um telheiro que ser-
ve de.olaria arrendado por......
Ra do Veras.
N. 12. Isabel Emilia da Costa,
uma casa terrea arrendada por..
dem 18Maria LeonarOe de Sou-
za, uma casa terrea arrendada
por................................
dem 3.Joao Matbeus, urna
terrea arrendada por.
casa ter-
rea a rrendada...................,
dem 11.Ttburcio Valeriano Bap-
tista, uma casa terree arrendada
por

3401000
woimH
[Continuar-it-ha.)
Directora geral da instruccao pu-
blica.
Relaco dos alumnos matriculados as escolas
publicas de instrneco elementar de um e ou-
tro sexo da provincia. 00 segundo trimestre de
abril a juoho deste aono, segunde os msppas
recebidos oesla reparlice.
Sexo masculino.
Fora de Portas.... 89 Agua Preta........ 36
Recife............. 53 Goiaona (l. cadei-
OUt^'-?fJ*u'w dar ,0 Sr- invitivl s honras
He enlroUMo, seria mais honroso que o Sr.
eoMOMMuaiilf, M tristemente se arvorou em
<*!, pt*eurmte prestar seus 6on serviros de
H* ntaneira a presidencia da provincia, que
jiurslmenle de bom grado os dispensa, se qui-
ser deixar *e aer tteriptor Cnvisivel, do contra-
300*000 no, sua poco, sempre vivera perdida as trevas
da vil lisonja.
cn./w ^Wrttoao-ao do ensejo. pedimos illus-
360*060 tradatedeccao do tario das Mago que te dig-
ne de declarar, se temos parte directa ou iodi-
recta na mihiiw, remettidas ltimamente desta
eidade para sua folha.
Aqui licamos, Sr. mvisivel, alias bem vistos/
para nos ; se continuar com aseuasindiscripces,
navemos de arrancar-lhe a mascara fingida, pa-
" tatgrnjos P^eote a natural.
/. Fiel de J. Leite.
144*000
192*060
360*000
Santo Antonio (1.
cadeira).......... 153
dem (2.a adeiral. 82
S.Jos............ 97
Boa-Vista {1 ca-
deira)............ 152
dem (2.a cadeira). 62
Afogados.,.......... 43
Peres.............. 87
Varzea............. 20
Venda Grande..... 17
Muribeca.......... 31
S. Lourenco....... 31
Jaboato........... 61
S. Pedro Marlyr... 101
Curato da S...... 1
Beberibe........... 17
Paratibe........... 14
O' de Maraoguape. 28
Iguarass.......... 48
Itamarac......... 33
Tilar de dito....... 89
Itaplssuma........ 30
Cabo............... |f
Nazareth do dito... 20
O'delpojuca...... 86
Rio Formozo..... 53
AbreudeUoa...... 5
Serinhem........ 52
Barreiros.......... 60
ra)
dem (2* cadei-
ra)............... 67
O' de Tiquara..... 41
Crusogy........... 38
Podras de Fogo.... 67
Nazareth da Matla. 62
Tracuoliem....... 29
Vioeocia........... 18
Goit.............. 36
Luz................ 23
Limoeiro........... 40
Bom Jardim....... 63
Victoria............ 84
Escada............. 38
flezerros........... 41
Aliioho............ 27
Panellas .......... 48
Quipap........... 18
Grvala............. 21
Peaqueira.......... 20
Garanhons........ 28
Papacara.......... 39
Correles.......... 26
Flores............. 18
Baixa-verde....... 18
Villa-Bella........ 13
Tacaral........... 13
Salgueiro.......... 19
Granito...........
. 34
Cio............... 14
Rio Formozo...... 31
Goiano............. 37
Nazareth da Matta. 17
Victoria............ 19
Caruar...........
Sexo feminino.
Fora de Portas.... 27 O' de Ipoiuca
Recite............. 18
Sanio Antonio..... 76
S.Jos............. 134
Boa-Vista.......... 66
Afogados.......... 48
Curato da S...... 20
Pilar de Itamarac 35
Observares.
Todas as mais escolas que aqui nao vio men-
cionadas, ainda nao reroetteram os respectivos
maopas.
Secretaria da instruccao publica de Pernambu-
co, 22 de agosto de 1861
O secretario interino,
Salvador Menrique de Albuquerque.
Communicados.
r Por
dem 9 A. Feliciana Joaquina dos
Santos, uma meia agoa arrendada
. Por..............................
dem 21.Francisco Rufino Corroa
de Mello, uma casa terrea ar-
rendada por......................
Ra das Barrenas.
ns^'Assr- *""" ""' "*z ~^^rKr&.
vadr-se da priso.
o ^-oa)09, jnormsdo de que a quaolia de rs.
xauo* que faltou para prefazer o total da rouba-
Ja aos pagadores da via farrea, della se apossra
J pardo Joao Ignacio de Lima, no acto da priso
me um dos criminosos, que a havia oceultado na
malta dentro de um pacote, que foi acbado pelo
mencionado Lisos, o qual j se cbs preso.
-.Ao Sr- tsoente-coronel Coriolaoo Velloso da
Bilrera, se deve a descoberta do individuo em
poder oe quera estava a supradita quantia, e o
ves, urna casa terrea com soto
a rrendada por....................
dem 4. O mesmo, um porto de
um quintal com 10 meias-sguas,
arrendado por....................
dem 14.Galdino dos Santos'Nu-
nes de Olireirs, urna casa terrea
"re<* Por....................
dem 22.Luiz dos Santos Nunaa
da Oliveira, uma uaa larrea ai-
rendada por......................
bastara para respondermos ao Sr. invisivel, com
luuo. o nosso espirito reclama mais algumas pa-
lavras em esforco das injustas alluses, que cla-
ra e positivamente nos foram aliradas.
Se o invitivel, dando-nos a palernidade de so-
melhanteescripto, se lmitasse apenas a laxa-lo
de nao imparcial, por certo que nao o embaraga-
riamos em seu caminhar, porque, desbezando
es suas alluses, haviamos deixa-lo que andasse
livremenle, al que Ihe sahisse ao encontr o
verdadeiro pai, que viesse om soccorro do seu le-
gitimo filho, quando ento perdera a tramonta-
na. Mas elle foi adianle, excedeu-se.
Censurando a opinio do correspondente sobre
a osrracao, que fez do fado, succedido entre a
presidenccia desta provincia e o Sr. Dr. Serfico,
e emprestando-nos a autora da correspondencia,
empresta-nos igualmente seulimentos menos dig-
nos, fallando desle modo:
Mas o tal correspondente, que blasona tan-
la imparcialidade, nao poderia deixar de assim
escrever, pois, segundo nos consta, elleum aca-
dmico, que esluda ao mesmo tempo dous annos
na Faculdade de Direito, e que, fiel aos seus
lentes, nao perde a occasio de prestar serviros a
gente do Constitucional.
Nao podemos conciliar estas primeiras palavras
do comminicane com as suas ultimas, em que
lo generosamente declara que ero de leve pre-
tendia-nos ofieoder. 9 o Sr. coromuntcante con-
sidera-so com direito de dar-uos a autora de um
escripto, que nao da lavra de nossi peona, sem
milltar-lhe razao alguma para assim peusar, se-
nao Ulvez saber que escreviamosem algum lem-
po para aquelle Uiario, e deduzindo disso lgi-
camente qpo seriamos eterno no desempenho
desle compromisso, e vem sobre nos disparar a
sua arma incompetente de censor, muito mais ra-
zao e direito nos assistem para fazer-Ihe rollar o
golpe, que nos quiz dirigir.
Na persuaso o Sr. invisivel de que fossemos o
correspondente, nao nosoffenderia, julgando-nos
capaz de emiltirmos uma opinio parcial, levado
pelo senilmente de querermos preslar servicos
aos nossos dignes lentes ?
Nao concebe que sena uma baixeza do espirito,
que repellimos. porque, qem elles. para fazer-
nos justiga, precisam dos nossos servaos, e nem
tambem necessitamos andar por cerninos indig-
nos para chegarmos alcan;a-la?
Ora, Sr. escriplor invisivel, nao querendo of-
fender-nos nem de leve, offendeu-nos gravemen-
te, ou ento nao enlende o que escreve.
Na verdade somos flei aos nossos llluslrados
lentes no respeito e obediencia, que lhes deve-
nios, porm no cumprimento deste deverde dis-
cpulo, que o chamaremos sagrado, affiancamos
ao Sr. invisivel que nao chegamos a locar ao
servilismo. Conveoca-se de qu-nos deveres, que
temos para com elles como discpulo, nunca sa-
crificamos a oossa dignidade, porque, nao s re-
pugnarla com o nosso espirito, como mesmo en-
teodemos que isso uma m recommendacao,
que tem o estudanle para seus meslres.
Saiba finalmente que nunca ofrendemos ao ca-
rcter justiceiro de cada umdelles com pedidos e
empenhos, quando teem de nos julgar; em taes
occasioes smente leem do dame de si a jusli-
5a, que os deve caracterisar, e o nosso pequeo
mereciraento. Felizmente, se fosse preciso ap-
pellarmos para os nossos respeitaveis lentes, po-
denamos aze-lo, sem que as faces nos coras-
sem.
Nao sabemos a que vem a chistosa expresso de
correspondente, universal; se pelo facto de ter-
mos escripto para algumas folhas de outras pro-
vincias, nonramo-oos muito, porque, embota
immerecidameuie, podemos ganhar a confianca
de redacQes Ilustradas, honra essa que talvez
ainda nao coubesse ao Sr. escriptor invisivel.
Emqusuto ao segundo ponto da censura do Sr.
communicante, sobre o que disse o correspon-
96*000 dnte respeito do Sr. Dr. Ramos, relativamen-
te a empreza do laboratorio i vapor de lavagem
de roupa, quando mesmo fosaeaos nos, qem um
96*000 seolimenl desairoso poderla emprestar-nos, vis-
to como, sendo-nos elle inleiramenle iudifferen-
te. somonte podamos ser levado pelo espirito
120*000 de juslica. Mas ah mesmo se ve a m vontade
do Sr. invisivel, e por isso o desejo de ferir-nos,
eu ento nocomprebendeu o que leu.
Nos parece que, ae o Sr. communicante es-
350*000 esse a par dos principios mais comesiohos da
grammalica, ou se tivesse lijo allenlameote esas
correDondencio, a qual fomos heje obrigado a
600$000 ler. vn que o correspondente alo a iimitou-sa
a louvar pomposamente ao Sr. Dr. Ramos, $s-
quecendo-u dos demais emprciarios, e sim fez
200*000 '6ual jostiga a lodos.
Nao nos cumpre entrar oa apreciaco da im-
parcialidade das opiuiaes, emittidas na eorru-
96*000 poniendo, em questo ; esta obrigacle compete
Tenho dito.
i E"^Qno lDTeJ. em Bom Jardim, 20 do agoito
de 1861.
Joao Barboza da Silva.
O escriplor invisivel do communicado do Oa
rio de Pernambuco de hoje aodou mal avisado,
e por isso nao foi certeiro ero sua ponlarie. O aca-
dmico, que por uma casualidade frequenta dous
annos na Faculdade. ea quem tomou por alvo
para descarregar a sua arma, vem aparar o gol-
pe, que nopode resvalar seu peito.
Embora nao sejamos o correspondente desta ci- ,cu" f jui*o uos meus superiores, que m
dade para o Diario das Alagoas, e somenle isso de. julgar, nem cubrir de vergooha a algumJu-
1 resoondermnaan Sr. inniiwl <>.m. deu Erranteda medicina, cujo camiohar nos
A illustrada redaeco do Constitucional, no
u numero 112, de 8 do andante, sob a eplgra-
pheFados Diversosdiz o seguinte :
Somos informados por cart de pessoa Kde-
digna, qBe, era se d na comarca do Li-
moeiro, uma farca engranada, na qual repre-
sentam, como autores, o lente de polica e
delegado da comarca, Jos Antonio Pestaa, e
o coronel Joo Barbosa da Silva, subdelegado
de polica de Bom Jardim, e outros. Sabemos,
que ha dous mezes, ao Exm. presidente da pro-
viocia fra entregue u.na queixa, dada pele Sr.
Jos da Silva Pessoa, contra o coronel Joo
Barbosa da Silva, como autor de varios crimea
horrorosos, inclusive o de haver cozido a bocea
de um seu escrave Aleixo. depois de haver ou-
tro escravo, de nome Luiz, te nao nos enga-
namos, por sua ordem, comecado por em pra-
tica a caslraco do mesmo Aleixo.
Lamento que a illustrada redacto do Consti-
tucional, com o bom censo e criterio, que a dis-
tingue, acredite to fcilmente ludo quaolo se
lhe impinge, e nao eonheca, ao meuos instincti-
vameole, o genio por excellencia intrigante, que
tem conquistado celebridade e celebridade immor-
redoura emum dos arrebaldes mais populosos
dessa cidad^ nesla comarca, onde olhado com
tedio. asco por lodos os homeos de bem, e de
verdadeiro merecimento.
E' tal o poder d'esse symbolo da discordia, do
enredo da intriga, e do mexerco, em ludo seme-
ihante um satyro dos basques e bem caraderi-
sado pela astucia vulpina, nialignidade da ser-
pente, bajub^o do reptil, edeslealdade eiogra-
lido daguerreotypada8 em suas enmagrecidas
e marmreas faces, que conseguio em poucos das
transformar aquelle bello risooho e iuteressinie
arrebalde, onde as feslas e innocentes prazeresse
tinham viudo aoinhar. escolhendo-o para sua de-
liciosa morada, em thealro das mais torpes sce-
nas, em arenas de pugilatos, e em centro de odios
e malquereocM, entre os seus pacficos habitan-
tes.
Nao enuociarei, por ora, o oome desse bello e
aprazivel suburbio, digno de melhor sorle, nem
o da serpeule, que em algum tempo viveu em
seu seio, porque quero, anda esta vez, dar uma
prova de-prudencia, esperando pela occasio op-
portuna, que nao ha de lardar, para ento esma-
gar esse ente misrrimo e despresivel, quem
nunca offendi nem por peosamenlo.
Ignorar por ventura, esse pergaminho crapu-
loso, que eu, apresentaudo-o ao publico, tal qual
realmeoie chamarei contra si a iodignacoge-
ral ? ignorar, por ventura, que tenho em meu
poder provas robustas para arrasta-lo ante um
tribunal?
Nao direi igualmente cousa alguma com rela-
?ao essa vittoria, que a illustrada redaeco do
Cowjiuctono/ appellidaJe fa^a engracada
sem dar a razo porque o nem com relaco aos
fados, que calumoiosameuie impulou-me o meu
con-cunoado Jos da Silva Pessoa, que. em sua
represenlajo ao Exm. Sr. presidente da provin-
cia oceultou essa circumstancia de parentesco,
que entre qs existe, bem como o motivo que ac-
tuou em seu animo perverso para ofender-me
por tal forma, porque nao quero, nem devo pre-
venir os juizos dos meus superiores, que me leem
i1p mine *m. UkJ. .j________ 1 .
------------>v"v*^f*| *w vuMiiwuwi uva
campos desta vasta sciencia seropre assignalado
por roontes de cadveres.
Promelto, porm, em lempo opportuno defen-
der-mo perante a opinio publica, quem coa-
sagro o mais profundo respeito e acalamento,
desses e oelros lacios,que inimigos particulares,
escudados por adversarios polticos desta comar-
ca e dessa capital leem assoalhado, j em de-
nuncias ao Exm. Sr. presidente da provincia, j
em arligos e aonuuciosaoooymos, coro o fim de
lisoar a minha repulaco, e obter a minha de-
missao do cargo de subdelegado de polica desla
freguezia, o qual oceupo ha cinco annos, sem ha-
ve-lo procurado, como poder muito bem attes-
lar o Exm. Sr. Dr. Arago, ex-juiz de direito
desta comarca: prometi igualmeile chamarpe-
ranie os tnbunaea do paiz todo aquelle que tiver
o arrojo e a imprudenda de atUcar directa ou
indirectamente a minha repulaco, principal le-
gado, que pretendo deixar limpo e puro aos meus
filhos.
Qu Pessoa, esee hroe de Cotunguba, Cancella, S.
Vicente, e 11 jra-Jardim, esse parasyta da familia,
que perlence, fique elle igualmente certo, que
me comprometi provar perante o Exm. Sr.
presidente da provincia, e perante os tnbunaes.
que todos os fados crimioesos, que me ailribue,
ou sao calumnias, ou se passaram por forma e
maneira muito difireme*, e que hei de provar
to bem toda a luz e evidencia, ja que isto
sou toreado que elle assassinou brbaramente
um seu escravo, de oome Joao Ribeiro, sus-
penJeodo-o oa armario de uma cama algemado
de bracos para traz, e com uma mochilla sobre a
cabega, mandando ao depois arrastar o seu ca-
dver pel campia, onde foi sepultado ; que elle
com suas propiias mos deu um Uro 00 inspector
Jernimo de Albuquerque, ja fallecido, em pleno
dia, dentro da povoaco de S. Vicenle, comarca
de Nazareth ; que elle mandou dar uma surra de
ccele no engeuho Cotunguba em um tal Caniido
pelo dito escravo Joo Ribeiro, um crioulo livre,
de nome Bernab, e um marcioeiro, de nome
Joo Maria, surra esta, que deu em resultado a
fractura de uma coslolla da infeliz victima de sua
perversidade ; que elle, finalmente, o autor da
surra cruel, que soffreu uma pobre orpha, sua
tutellada, pela qual est seodo processado pelo
integro Dr juiz municipal d'este termo.
Nao supponham os meus gratuitos inimigos,
que eu temo a discusso da minha vida publica e
particular, que eu temo a lula ; nao, eu aceito
com prazer no terreno honesto e decoroso, tra-
vada por cavalbeiros de viseira aleada, que cora-
preheadam o que seja honra e pundonor, e
nao por miseraveis e eovardes aoonymos, porque
ella s ter por fim tornar mais patente a minha
innocencia e a perversidade dos meus detrac-
tores.
Nunca derramei ossngue humano para idqnirir
ouro, ou pera desaggravar-me de alguma oflensa,
que li**sse recebiao.
Posso ler n minha vida, queja excede de meio
seculo, um ou outro pequeo e iosigaificaola des-
vio, alguma pequea violencia mesmo repre-
heuder-me, mas nenhuma infamia, grecas Dos,
ainda manehou o meu passado, nenhuma nodoa
anda negrejou em minha fronte.
Desafio do nodo o mafs solemne aos meus ini-
migos para que apontem um nico ado de minha
vida, merecedor ae puoioo, e acempanhado das
competentes provas : desao-os para que apre-
tentem contra mim um nico allestado de pessoa
boa e qualillcada, moradora nesta ou em qual-
quer outra comarca.
Sei que una erioole, oficia! de carpina, de
oome Jos Salgado de Albuquerque, contra quem
inlenlei uma aeco civil, que ainda pende do
foro, acompaohado do um outro meu con-eu-
nhado, invocado pelo Sr. Jos da Silva Pessoa,
como lestemunha contra mim, aodou, ha poucos
das, por diversos lugarejos d'esta comarca sol-
licitar d'uns e exlorquir de outros atteslados
contra a minha conducta civil e moral, e que se
dirigir para essa capital com o fim Je junta-loa
uma outra represa*tac,o contra mim ao Exm.
Sr. presidente da provincia, ou dalo ao preio.
Se isto se verificar, comprometio-me ainda A
chamar barra do tribunal todos os atistenles,
que me rero, cuja totalidad ae compe de
gente, que mal sabesolelrar o sea nome, de ve-
queiros, proletarios, e quasi todos eivados de vi-
cios profundos, como sejam a embriaguez, e a
velheearia, crescendo, que a maior parle 'elles
acham-se desputad**, per nao ler sido escolhido
para eleitores.
Repito, nao consentir*!, que a minha honra
repulaco sirvam de brinque** ao* saeus inmi-
gat: quero ser acensado, moa quero s-lo copa
proyas, e cao com calumnias.
Trapiche do baro do Livrameoto, Forte
doMattosii. i 5.
Pomos hi poucos dia, levados por um amigo,
a este magnifico estabelecimento. Na verdade,
quaado se tranpe as suas portas, ca-se sor-
prendido avista da amplido desta atrevida fa-
brica I
Com effeito, obras deslas, nesta provincia s
podem ser concebidas e execuladea pelo Exm.
baro do Livrsmeolo. E' forcoso confeisa-lo.
Quando o visitante se canea de admirar a vas-
tido do armazem, ineonlestavelmente o maior
neste genero, que existe nesta eidade e a solidez
da sua consirucc*, que peas* a vista nos objec-
tos que all se acham armazenados, fica ainda
agradavelmeate commovido pela perft-ita ordem
que reina as arrumaces, e nao sabe que ha de
maneiras distinclas, delicadas solicitudes, e at-
tenciosas palavras, tudo o Sr. Aotunes Guima-
res, socio gorenle da firma commercial Antunes
Guimares & C, possue em subido grao 1 Nao
se pode ve-lo sem se sympathisar com elle, lo
insinuante a sua figura I e nao se pode fre-
quentar, sem se lhe votar a mais estreita amisa-
de, to franco e affavei o seu trato 1
Dotado de energa e aclrvidade admiraveis, el-
le tea empeohado todos os seus eufor^c-s para
que o seu estabelecimento seja o melhor que se
possa encontrar nesle genero, e, com a forca de
vontade que o impelle, de certo o consegui-
r ainda.
Grandes sao j cent effeito os melhoramentos
que se devem sua iniciativa, e muitos mais
ainda ha a esperar d'aquella fecunda imaginaco
que trabalha sempre com o fim d descobrir
qualquer melhoramenlo que traga alguma Vanta-
gem ao commercio.
Antes de se abrir aquelle estabelecimento as
descargas dss navios eram fe reogas, dirigidas ordioariameote por negros que
com aquelle zello, que todos Iho conhecemos
pouco se importavam com a boa arrumaco dos
gneros, que alem disso muito soffriam em ra-
zo das continuas bal Jeacoes ; syslema que mui-
to encoramodo causava aos donos dos gneros,
que tioham de os guardarnas praias, seno os
queriam verdizimsdos ; e ter cautellas s vezes
ropossiveis para os preservar das chuvase outros
muites inconvenientes a que taes descargas da-
vam lugar ; porque os donos das alvarengas ;
logo que estas allracavam praia, o que queriam
era ve-las descarregadas para ganharem novo
frete. sem se importar que os generes soffressem
qualquer avaria.
Hoje nada diste acontece, gracas aos Srs. An-
tunes Guimares & C. >
Tendo ponderado bem os inconvenientes que
acabamos de expor, dezejaram por-lhes termo, e
em breve o desejo se traduzio em fados.
E' verdade que na reatisaco deste desejo ti-
veram um poderoto auxiliar.
Os leitores j adevinharam'a quem nos referi-
mos, porque nao podia ser outra seno o Exm.
baro do Livrameoto, que ha de sempre figurar
oo primeiro plano em todos quadros de melho-
ramentos de Pernambuco.
Por iulermedio deste Seohor, conseguiram que
o seu armazera fosse considerado alfandegado pa-
ra gneros nacionaes, e eremos que tambem pa-
ra estrangeiros ; em seguida mandaran) sondar
o ancoradouro, e vendo que os navios podiam
atracar ao caes defronle do seu armazem na mais
perfeita seguran ja, solicitaran] as competentes li-
cencias, que lhes foram concedidas pelo merilis-
simo Sr. inspector da alfaodega, que nunca se
nega a qualquer concesso era favor do commer-
cio,todas as vezes que o servico publico nao sof-
fre com isso.
Hoje pois atracam os navios ao caes e os g-
neros sao transportados delles para o armazem
com tanta faeilidade eseguranca, como se o fos-
sem de um para outro repartimento no mesmo
armazem.
E' para isto que tomamos a ousadia de cha-
mar a atteoco de todos os consignatarios a do-
nos de gneros e navios. Vo ao tra picheBnro
do Livramento, vejam como o serviqo all fei-
lo, comparem-o com o dos outros trapiches, cou-
versem com seu administrador,e desafia mo-lospm
que nao mandem para all os seus gneros e na-
vios, se nao os dissuadir deste intento algum des-
ses miseraveis rovejosos, que por abi ha, que sao
capszes do consentir que lhes tire um olho, com
Isoto que se tire dous ao seu visinho, que nao
podem a sangue fri ver prosperar.
Nao foi nossa intenjao com as linhas que ahi
ficam escripias, offender, ou se quer menoscabar
os outros propietarios de trapiches e armazens,
entre os quaes conhecemos alguos muito dignos ;
mas dar um publico testemunhu da impresso
quenoscausou a visita que Gzemos aquelle esia-
belecimento, e da viva sympalhia que o seu ad-
ministrador nossoube inspirar.
Desejaramos por aqui o nosso nome, mas isso
nada a eres <:e o tari a ao que dissemos porque a ver-
dade vale pelo que e nao pela qualldade da
foote donde procede, e alm disso, conhecemos
a modestia do Sr. Aotunes Guimares, que nao
pode deixar de se resentir de algumas palavras,
alias sinceras e verdadeiras, que a seu respeito
ahi deiximos escripias, e estamos certos que elle
nos levara muito a mal este nosso procedimenlo,
portanto floremos oceultos detraz do protector
do commercio.
Mercurius.
Recife 20 da agosto de 1861.
Correspondencias.
Cossaarca do Santo Anto.
Agosto 16 de 1861.
Srs. redactores.Ao som montono da imper-
tinente guitarra do uosso vizioho, que ora diver-
te as fadigas do dia, vamos comraunicar-vos al-
gumas couaas, velbaa e novas.
Aconteced que om joven raptasse uma viuva,
e contra o goslo paterno com esta c>sar-se ; e
castigando uma sua escrave, esta talvez receiando
a repeligo dessa graca evsdio-se, e veio ler,
guiada, como se diz, pelo ogro ao delegado de
polica: seguio-se o corpo de delicio e o pro-
cesso.
Aquelle em represalia deounciou, nao do so-
gro, mas de um cunhado, por crime de morle em
um seu escravo.
O delegado de pelida, zeloso dos seus deveres,
iostaurou o processo, que anda nao concluio-se.
Coosta-uos porm que as lestemunhas em nada
tem oTendidq o denunciado, que de certo in-
capaz de pralicar fados desla ordem.
Consta-nos que Manoel Teixeira de Mello, in-
juriando de palavras o fiscal supplente em acte
do exercicio do seu emprego fora processado e
condemnado : bom exemplo para que nao conti-
nu a desrespeilar-so s autoridades legtima-
mente constituidas.
O Dr. juiz municipal o Sr. Pedro Secundino
Meo Jes Lins, nos primeiros das do seu exercicio
leve logo de lular com um processo por falsifica-
cao em uos utos crimea: nao houve porm pro-
va para pronuncia.
A oossa cmara municipal cooduio as suisses-
soes ordinarias: e o seu primeiro trabalho con-
sisti em tomar conhecimonto das reodas da mu-
nicipalidade, e providenciar sobre a sua econo-
ma.
O Dr. juiz de direito o Sr. Jos Feliope de
Souza Leo tendo oblido alguos dias de Wceoca
para tratar de sua saude, j se;ac*>a em exercicio,
embora alada iocommodado : tanto o seu zelo
e dedicaco s funcres do seu alto cargo.
Consta-nos quo o Sr. Alexandre Bczerra de Al-
buquerque Barros elevara 23* o aluguel da ca-
sa em que fuocciooa a cmara municipal, e pela
qual pagara 15*, sem atleoder as bemfelorias
otis, ao predio, como calcadas, ladrilhos, fogoes
com dous fdroos, oo tralaodo-se das de luxo,
como bem pintura, forros do tacto e esterameo-
lo. ludo islo (cito para sella poderem residir SS.
UM. II., quando hooraram esta eidade com a sua
visita.
Nao sabemos qual a razo de to excessivo aug-
mento a um inquiliuio, que de forma alguma po-
de contribuir para a ruina e desaceio do predio;
e lano mais que nos quer parecer, que oo ba-
ver nesta eidade, quem chegueao excessivo alu-
guel de 25* mensaes.
Na neita de 10 deste mez foi roubada a loja do
Sr. Bom Santiago oesla eidade na ra da Impe-
ralris, ntesLagoa do Barro, levaado os ladros
fazeodas e algum dinbeiro.
Gracas porm aclividade da polica foram
capturados os Isdres, um em Tamuatameirim,
com oa fainadas e algum dinbeiro de cobre, e ou-
iroesa o eogenho Tapera, que so evadir, quando
a tropa deu sobro siles.
Consta-Bos que o lasquia rai assolaodo as al-
gibeiras dos jogadores, apeaar da aclividade da
polica.
J temos Delicia de alguna candidatos as-
sembla provincial por este collegio ; e consts-
ooi que as suas spresentaedes tero sido acolhi-
das.
Temos oovido Hllar-s* em preparativo* de
oaordem : o que oo damos creetto : porquaa-
to somonte os inimigos do bem estar, e progres-
sivo augmento da nossa bella prooiaeia peosaro
em um tal desaguisado, meraeol* se refiectirem
sobro o passado.
Nioguem mais dar crdito essas utopias re-
publicana*.
O que do saelfcor queremos, qoe* a no toa for-
ma monrchic, hereditaria, re presiona ti v* cons-
titucional ? Uaja vista a decantada uoiao Norte-
americana. L se eatle estrangulando.
oi oasaa ooUe da* rapubliess aoUgaa, o con-
tinua a ser a das modernas.
Portanto, conservar e melhorarsoba nossa for-
mado governo.
Gaohadores (perroitta-se-nos a expresso) e be-
bedores as aguas larvas serlo os nicos pertur-
badores da ordem publica.
O bom sen so repelle essas ideas subversivas.
Esperar o melhoramenlo das cousas com o an-
dar dos lempos, que o motor mais eflkaz para
e descobrimento das verdades croMas.
O que se pretende? Menos ceotralisaco, mais
franquezas as provincias; a nao imposico de
candidatos estranhos s cmaras vitalicia e qua-
trieonal; quando ellas em ai possuero cidadaos
seus dignos, e habilitados para esses elevados
cargos.
Pois bem : tacamos sentir essas necessidades
uma, e muitas vezes pelo orgo da impreosi;
porque final seremos ouvidos e altendidos.
Os meios para se obierem esses anhelos, nao
sero por certo os subversivos ; oo, anles ex-
peiorarism a nossa sorte ; e ento tudo se nos ne-
gara sob o titulo de anaichislas.
Se oo estaos esquecidos, lembrar-vos-bets,
quaes as razes que se deram para obtermos o
arto addiciooal.
Foi ento mister contentar as provincias, quo
clamavaaa fortemente pelos 8eua direitos, e foi
quanlo os seus clamores incessanles foram ou-
vidos.
Nao sabemos, porm porque fatalidade appare-
ceraru a interpretarlo do acto addiciooal, e de-
pois a leide 3 de dezembre de 1841, 6 o regula-
raenio de 31. de Janeiro de 1842.
Eolo fomos privados daquellas regalas, do
quej gozavameo.
Talvez que alguns abusos occasionassem essas
medidas centralisadoris, contra as quaes ento
cada uro gritara (salvas as excepjes) emquaoto
nao estava oo poder; quando porm l chegava,
as cooservavj, nao sabemos para que fim, de cer-
to que para se segurar.
Teremos ou nao exemplos para apoiar quanlo
levamos dito ?
Laucai as vislas para o passado, ahi os encon-
trareis.
Nao somos de oploo, que se deixe a autorl-
dade sem recursos para governar, e manier a se-
guranza publica e individual; mas tambem nao
apoiamos que te prive ao povo daquellas hber-
dades e franquezas, que de direito lhe deve per-
lencer, segundo a ndole do syslema do nosso go-
verno.
Somos emfim amigos do justo meio : nem tudo
para o governo ; nem ludo pira o povo ; porque
um e outro pode abusar.
Aquelle, que chega adquerir um bello nome,
com diiliculda Je o perder ; e bem se pode com-
parar com a arvore annosa, que leudo laocado
profundas raizes para o centro da Ierra, nao se
raove ao rgido sopro dos ventos.
Pelo contrario aquelle, cuja fama desfavora-
vel, embora com a reforma de coslumes se leoha
tornado outro; todava sempre suspeileso. A
exemplo disto vamos narrar um fado.
Antonio Carlos, que ero algum tempo se dizia
ladro de ca rallos, mas, como se diz, que se dei-
xara desse trafico, sendo encontrado pela polica
em uma das noites passadas montado em um ca-
vado, trazeodo mais dous de um sujeito denomi-
nado Caieiro, foi preso, e logo espalhou-se o
boato, que os furtara. Consla-me porm, que sa-
bendo (Antonio Carlos, que se lioha furlado
Caieiro dous cavailos. cujo ladro se dizia ser seu
genro Jos Flix, foi ter com aquelle, e lhe pedi-
r um cavallo para ir procurar os furlados, e o
recebeodo parlio a fazer suas pesquizas, e de fac-
to descobrio os cavallos furlados a Caieiro, e os
conduzindo, fora preso.
Por isso diziamos nos que os mis precedentes,
ou m fama, traziam sempre em suspeila aquel-
los, contra quera se propalavam fados infames,
em que oulr'ora se dizia incorreram. Qui senxel
malus, semper prm sumilur muas in eodem ge-
nere mal.
Eslo installadas nesta eidade duas sociedades
do dansa, cada uma com sua casa, onde a moci-
dade se rene. Ambas se preparara para festeja-
rem o grande dia do Brasil, esse dia immoiredou-
ro 7 de setembro.
Consta-nos que est agora em uso denunciar-
so dos juizes do direito das comarcaa ao supremo
tribunal da relacao por ninharias taes, que nao
escapar experiencia e sabedoria do conspicuo
tribunal, que essas iuuu Jadas denuucias, sao II-
Ihasdo despeilo, falla do respeito devido ao ma-
gistrado as mais das vezes probo e heorado, que
uflexivel nao quiz dar oseuassenso, e nem sane-
ctooar infamias.
A noite est avancada e hmida, e Horpheu
nos langa a sua capa.
Basta : at outra vez.
O noticiador.
Public jgoes a pedido.
RIO DE JANEIRO.
26 de julho de 1861.
EsforQando-nos sempre por tonar o mais inte-
ressante possivel o nosso jornal, temos procura-
do por todos os meios cousegui-lo, tanto pela
variedade como pela natureza dos objectos de
seus arligos.
Pareceu-nos que embora de internase e in-
contestavelmente d'apreco as noticias a nos-
sa poltica e literatura e commercio. nao eram
ellas comtudo o nico objedo digoo de se tratar.
O circulo eslreitoo jornal tende a desenvolvi-
mentcs largos, em uma poca, em que tudo so
discute, se examina e se julga.Assim poia te-
mos novos coilaboradores em Pars e em Lisboa,
peonas illustradas, que promettem-nos a sua
coadjuvago, enviando-nos, alm de correspon-
dencias, noticiosas arligos sobro as grandes ques-
loes de admioistraco, de economa e de sciencia
social,que forem appareceodo oo terreno das dis-
cussea europeas.
Contin jaremos a transcrever dos jornaes fran-
cezes e inglezes os arligos quejulgar-mos dignos
de leitura, guiando-nos nicamente pelo espirito
imparcial de escolba, atlendendo ao seu mrito.
Alm das folhas de que temos transcripto al ago-
ra, e que sao familiares aos nosso leitores, lira-
remos do Economist e da Brilish Review os es-
criptos, que mais interesse possam inspirar aos
brasileiros, quer porque esses escriplos lhes di-
gam respeilo. quer pela importancia do objecto,
de que tratsm ; dispensando-os assim do dispen-
dio oneroso, que lhes acarretassem as assigoalu-
ras das duas revistas.
A medicina e outros sciencia ser o igualmen-
te tratadas com o mesmo cuidado ; oo sendo
coslume nos nossos jeraaes a publicacio de re-
vista scieoiiicas, julgaodo-as nos de grande pro-
veilo a ulilidade, publica-Ias-hemos regularmen-
te, chamando assim a atteoco dos que a ellas
se dedicam O despertaDdo-os da iodiffereoca,
com que habilualmente olhamos aioda mesmo as
cousas mais importantes.
Publicamos em segnioa uma caria, quo rece-
bemos de um dos nossos coilaboradores de Pa-
rs, em que esta explicada a correspondencia, que
elle se prvpoe entreier com o publico brasileuo.
Ei-la :
Paria, 23 de juoho de 1861.
Encelo hoje para o Comi da Tardo uma
triplica correspondencia, para a qual chamo a
atteoco do governo brasileice e do publico do
Rio de Janeiro. Tenho por alvo agradar a lodos
guardando para com os leitores uros dignidade
nobre e urna iodependeocia, que, apraz-me cre-
lo, me serio levadas ea conla.
Julgar-me-hei multo felii fazendo juslica
quem a merecer, e dizendo a verdade o atea
pensamento sobre os homens e es acontecimeo-
tos do nosso lempo. Alm das correspondencia,
escreverei outros artigoa de littaratura. a tam-
bem de poltica, que possam ioteressar asa ci-
dadaos de um paiz. regido pelo syslema repre-
se ola ti vo,
Ouso esperar que os basilar** appreciaio
os meus escriplos da meamamanoira, porque oa
appreciavam os ameeeoas de New-York, quan-
do eu era correspondite o Ifno-York-Htrtld.
r


3HRI0 Di #M*1MWH*. ~ UBBkDO U M AGOSTO fti 1M1
&
Esforcar-me-
promessa.
hei por alo fallar Biaba.
B. B. Bivil.
[Correio da Tarde.]
commiao.
*lfaaaleoa.
Rendimento de dial a 12 371:185|3i2
dem do da 23.......; 40:416*016
411:6011878
Movlmento da airandeg-a.
Volumei entradoscom fazendas.. 149
> ion gneros.. 147
816
Volumea

sahies
>
com
com
fazendas..
iros..
191
615
77
Oeseerregm. hoje24 de agosto.
Brigua inglezGreyhandbacatho.
Brigue inglezBuaybacalho.
Barca inglezaEuthusiaslmerca dorias.
Barca portugueza Flor de S. Simo carvo
e ferro.
Brigue portugoezRelmpagomercaduras.
Barca prussisoalodiafarinha.
Barca americanaW. Henrique Uboado.
Polaca hespanholaIndiacarne de charque.
Importando.
Brigue ioglez Gryhoni, vindo de Terra Nora
consignado Crablree Wnitely & C. maniteslou.
o aeguiote:
2:610 barricas bacalhio, aos mesmos.
Exporiavao.
Dia 22 de agoste.
Brigue ioglez Margaret Ridley, para Liverpool,
carregarsm :
Phipps Irruios & C. 6 saceos com 23 arrobas
e 9 libras de aliodo.
Barca ingleza Trncalo, para Liverpool, carre-
garam :
Paln Nash & S.,900 saceos com 4'50O arrobas
ae assucar.
Brigue hamburguez Henrich, para o Rio da
Prata, carregarara :
Amorim lrmaos & C. 44 pipas e 12 meias com
om 9,200 medidas cachaga.
Brigue porluguez Santa Clara, para Lisboa,
ca'rregaram.
Prente Vianna & C. 400 meios de sola, e 13
saceos com 57 arrobas de gomma de mandioca.
Azevedo & Heodes, 16 pranches de amarello
e 4 duzias de taboas de costado.
Hcemedoria de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimenlo do dia 1 a 22. 26:3348826
dem de dia 23...... 9059323
27:240349
Consulado provincial.
Rendimento do di 1 a 22. 41:7543440
dem j do dia 23.......2:932*717
.44 687JJ157
ato y.ment do porto.
Navios sahidos no dia 23.
Liverpoolbrigue inglez Margarit Ridley, capi-
to James Brown, carga assucar.
Nao houveram entradas.
Horas.
e 5 B, c B i' O" e o ktkmosphera
V V) C/J OS Dirteco. M a o
W W * > a i o Inttntidadt. 1
2 -4 | Fahrtnktit. 1 m o s o
OS tu "bo ~m os ? B 'en Centgrado.
as -4 eS Hygrometro.
O O o *- o Cisterna hydr-mttrica.
o

v.
ce
9B
<
>
CJ O
Secretaria da thasouraria provincial de PT-
nambuco, 16 de agosto de 1861.
O secretario,
A. F. da AnnunciaeSo.
O Illm. Sr. Dr. chele de puiicia da provin-
cia manda fazer publico, para que se nio allegue
ignorancia, os arligos seguintes da posturas mn-
nicipaas de 31 de agosto de 1854e 13 de agosto
1850.
Artigo 3* das posturas de 31 de agoslo de
1854.
Fies desde j prohibido o aso dos seguintes
iogos: ronda, lasquenet, maior ponto, dito bau-
cado, lecart, lasca, vispora, gago, banca fran-
ceza, tanto de cartas como de dados, e quaes-
quer outros, que, posto tenham denomioacoes
diversas, sejaao casa ludo de paradas. Os infrac-
tores aoffrere a uuita de 30#00. quioze dias
de prisao, e o dupla de qualquer deilas penas
as reincidencia.
Os donos dos botequins o casas do tabolagera,
onde se tizer uso dos iogos prohibido*, soffrerao
as raesmas penas cima mencionadas, alm d'a-
quellas em que incorrem pelo cdigo crimi-
nal.
Posturas de 13 de agosto de 1859.
Ait. 1.a E' prohibid o uso de armas da fugo,
contundentes, cortantes, e perfurantes : so se
permit bengalas.
Art. 2. As autoridades policiaca SO podoro
permitlir espingardas de cacar, pistolas, astada,
floretes.
0 uso de outraa quaesquer armas olensi-
vas, ser punido na forma do artigo 297 do ci-
tado cdigo combnalo com o artigo 3 da leide
26 de outubro de 1831.
Art. 3.' As lice/icas para uso de espingardas
de cagar, e floretea s sero concedidas s pes-
soas eslabelecidas no paiz com geuero de vida
honesta, declarando o impetraste a naca o a que
pertence, sua idade, emprego-e residencia.
Secretaria da polieia de Pernambuco, 16 de
agosto do 1861.
O secretario
Rufino ugutto de Almtida.
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria pro-
vincial manda fazer publico para conhecimento
dos interessados o artigo 48 da lei provincial n.
510 de 18 de juubo do crrenlo anno.
Art. 48. E' permittido pagar-se a meia stza
doa escravos coaipradea em qualquer lempo an-
terior a dala da presente lei iudependtnte de
revalidage e mulla, urna vez que os devedores
acluaes desle imposta, o tacara dentro do ezerci-
cio de 1861 a 1862, os que ae a Gzerem licrao
sujeilos a revalidacao a multa em debro, sendo
un terco para o denunciante. A tbesouraria
far aonunciar por edital nos primeiros 10 dias
deeada mez a presente disposico.
E para constar se mandou affiar o presente o
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 8 dejulho de 1861.O secretario,
A. F. d'Aununciacio.
O Dr. Francisco Domingues da Silva, juiz de di-
reito da 2a vara criminal, e interino da do es-
pecial do comrmrcio desta cidade do Recite de
Pernambuco, por S. M. 1. e C. &.
Fago saber sos que o presente edital virem,
e delle noticia tiverern que no dia 5 de setembro
do correle anno se ha de arrematar por venda
a qiiam maia der, em praga publica desee juzo,
na sala dos auditorios, o escravo de nome Ve-
rissimo, crioulo, de idade 30 aaoos, avaliado por
I.OOO5OOO, o qual tora penhorado a Manoel Luiz
da Veiga por ezecugio que Ihe move Joaquim da
Silva Lopes.
E nao bavendo langador que cabra o prego da
avaliacao, a arrematagao ser feita pelo valor da
adjudicago com o abatimeoto da lei.
E para chegar ao coobecimento de todos man-
dei publicar pelos joroaes e affixar na lugar
do costume.
Reeife, 21 de agosto de 1861.Quadragessimo
da independencia e do imperio do Brasil.Eu
Hanoel Maria Rodrigues do Nascimento, escrivo,
o subscrevi.
Fr O
-1
09
OO OO
o
o
I Franeez.
co
O
O
O
O
A noite
onece.
^8 M
f j fnglti.
"i I
lieclara^es.
clara, vento SE fresco e a-~sim ama-
OSC1HCA Da ar.
Preamar as 6 h. 6'da tarde, altura 6, p.
Baixsmarasll h 54' da manhaa, altura 0,9 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 23 de
agosto de 1861.
Romano Stepple,
1* lente.
Ediiaes.
Directora geral dainstrueco
publica.
Fago saber a quem convier, de ordem do Illm.
Sr. Dr. director geral, que se achsm vagas asca-
deiras de instrueco elementar do primeiro grao
do sexo masculiuo, das povoagdes de Una, o de
S. Vicente edas villas de Buique, da Boa-Vista,
e de Ouricury : pelo que sao as mesmas cadeiras
postas de novo a concurso, marcando-se o prazo
de 30 dias a contar da data deste, para a inscrip-
o e processo de habihlago dos oppositores na
rma das instrueges de 11 de junho de 1859.
Secretaria da inslrucgo publica de Pernambu-
co, 21 de agosto de 1861. O secretario inle-
rino, Salvador Henrique de Albuquerque.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resolugao da juuta da
fazenda, manda fazer publico, que a arrematacao
das casas do patrimonio dos orphos foi transfe-
rida para o dia 29 do correte.
E para constar se mandou affixar o prosete e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 16 de agosto de 1861.
O secretario,
A. F. da Annunciaco.
0 Dr. Francisco Domingues da Silva, juiz de dl-
reito da segunda vara criminal e interino do do
especial do commercio desta cidade do Recite
de Pernambuco por S. M. I. e C, etc.
Fage saber aos que o presente edital virem e
delle noticia tiverern, que no dia 5 de setembro
da correte anno se ha de arrematar por venda
a quera mais der em praga publica deste juizo, na
sala dos auditorios, os bens seguintes :
0 -' Tres aderegos, sendo um detlescompride, ava-
liado por 170$: 16 meios ditos por 540$ ; 13
pulceiras por 4009 '> 6 betes para colete por 12$;
21 alflnetes de peiio para senhora por 2209: 52
pares de rosetas por 3509; 12 pares de botes
para homem por 93$ ; 2 cas?olelas em cain por
169; 3 alnetes para cabera por 249; 1 par de
botes para abertura por 49; 4 pulceiras em cai-
xa por 6O9; 3 meios aderegos, sem calza por
249 ; 14 trjcelins por 380$; 1 re'ogio de prata
dourada por 129; 49 pares de rosetas sem caixa
por 1569; 1 alhnete com pedra roxa por 409:
1 pequeo meio aderego por 129 ; 3 alnelas para
bomem por 109; 1 dito para chanca por 2/; 6
pacas de boloes para homem por 30$ ; 15 pares
de rosetas por 509'. 61 botes de abertura per
91$; 52 aoneis per 1509; 14 cruzes por 309 ; 1
dedal de oure por 49; 2 ditos de prata por 29 ;
A sinetes para relogio por 16; 1 caeta deouro
por 109; 2 flgas do eorai por 109; 29 chaves
por 60$ ; 12 canaletas por 70f.
Os quses oram penhorados Elias Leao Ploeg
por exocugo que|lho,movem Norat & lrmaos. E
mo havendo laogador que cubra o prego da ava-
iiagie. a arrematacao ser feita pelo prego da ad-
judicago com o abatmenlo da lei.
O presente ser publicado pelos joroaes o ate-
sados nos lugares do coslume.
Recite 21 de agosto de 1831.Eu Haooel Mafia
Rodrigues do Nascimento, escrivo o subscrevi.
Fratuii$o omtngues da Silta.
O Illm. Sr. lasyoeter da tbesouraria provin-
cial a cumprimento da resolugao da junta da
aaeada, ja asida fazer publico, que a errematago
daa caaaa do Mtrimoaio doa orphos fot transfe-
rida para o dia 29 da correte.
E para constarse mandou afllxar a presentee
pobiar polo Ditrio.

Tendo a directora das obras militares de
mandar pintar a oleo todas as poriaa e jsnellas
do hospital militar, tanto interno como externa-
mente, os forros das enfermaras, das salas, e
toda a botica do mesmo estabelecimento, aesim
como de mandar caixar externo e internamente
o dito hospital e su muro, por barras a colla
as paredes qndaj as houveram, e concertar os
reboques para se poder pintar e caiar ; convida as
peisoas qu se auizerem propor a estes servigos
a apresentarem suas propostas na dita directora
nos dias 24, 26, e 27 das 9 horas da manhaa as
2 da tarde.
Directora das obras militares de Pernambuco
23 de agosto de 1861.
O escripturario.
Joao Monteiro dr. Andradc Malvinas.
Vice-consulado de Espaa en
Pernambuco.
Participo los subditos de S. M. residentes
en este distrito consular que en consecuencia de
tener que hacer un viage Rio de Janeiro, en
donde pienso demorarme algunos dias ; ha que-
dado encargado interinamente de este vice-con-
sulado mi cargo durante mi corta ausencia, el
Sr, Dr Jos Henriiues Ferreira, cnsul de S.
M. liudsima en esta provincia, con cujo Sor se
debern entender con relacin A cualquiera a
sunto que corresponda al referido vice-consula-
do de S, M.
Vice-consulaJo de Espaa en Pernambuco
23 de agosto de 1861.
El vice-consul de S- M.
Juan Anglada Hijo.
Couselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
los seguintes:
Para o firdamento de 949 recrutas apuraveis
nesta provincia com destino corte.
949 esleirs de palhas de carnauba.
949 mantas de laa.
949 bonets.
949 grvalas.
144 1/4 covados de panno prelo.
4745 varas de brim branco.
2372 1/2 varas de algodozinho.
Para provimenlo dos armazeos do almoxarifado
arsenal de guerra.
20 duzias de taboas de louro de assoalho.
2') duzias de taboas de pinho americanas.
234 covados de baetilha para saceos de pega de
diftereotes calibres.
Quem quizer vendertaes objectos, aprsente as
suas propostas em carta^fachada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manhaa do dia 26do
correte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 19 de
agosto de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaqium Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Vice consolato.
Di S. M. II R Vittorio Ema-
nuele II. in Pernambuco. '
Essendo si aperlo io Italia una soscrizione per
innalzare un monumento all' insigne Uomo di
Slsto, e grande Patriota, l'universalaranle com-
piauto a Cont di Cavour, e volendosi con quel
monumento aOestare ai posteri la ric onocenza
degli Italiani pella grand' opera dell Unit, Li-
beii ed Independeoza, della nostra penisola,
alia quale tanto contribu col vasto sao intelleto,
coll' acume del suo perspicace ingegno, coll' in-
tensit dell' iocredibile sua attiviti, e coll' ope-
rozita del suo gran cuore. II vice consol resi-
dente in questa citt. ad inatauza dell' III" Sig.
Consol Genrale di S. M. in Rio di Janeiro in-
vita tutti, i sudditi Italiani, qui residenti, a con-
correre fine si realizzi questo atto di grande
recoooscenza.
Per la realisaziooe delle soscrizioni, di quelll,
che generosamente veghano concorrere colla loro
offerta per qnesto invito, lo possono tare al Vice
Consolato Italiano, Ra do Trapiehe n. 15 sino
al Koroo 15 del meso di setiembre proasimo.
Peroambuuco 22. Agosto 1861.
II Vice Consol
Jos Teixeira Bastos.
Pela subdelegado do 1. distrelo do Cur-
lo da S de Olioda se faz pablieo (ru se ocha re-
colhido respectiva eadeia o preto Manoel, de
nago, que representa ter 42 airaos, altura regu-
lar, e com urna chaga veterana na perna, o qual
diz que seu seahor ora Podre do tai, mondar bo
serto de S. Francisco, .tendo fallecido depois do
cholera no estado de solteiro.
Francisco das Cbagas Salgueiro.
Subdelegado.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de contratar os gneros
alimenticios para o rancho da companhia dos
meaores do arsenal de guerra nos mezes de se-
tembro e outubro prximos vindooros.
Pao de 4 ongas, bolacha, cha hysson, assucar
refinado de segunda serte, manteiga franceza,
cafa em grao, earae verde, carao secca, farioha
de mandioca da trra, azeile doce de Lisboa, vi-
nagre dito, becalbo, feijao mulatinbo ou prelo,
arroz do Haranho, toucinho da Lisboa.
Quem quizer vendar taes gneros aprsenla
as suas propostao am carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horno da manhaa do dia 28 do
crrante mez.
Sala das sessoes do conserbo administrativo,
para fornecimento do arsenal do amarra, 19 dt
aguato de 1861.
Benlo Jos Lomen Ao Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
Por esta subdelegada se faz publico, que se
ocha depositado um cavado pedrez, que foi re-
medido pelo inspector dn Sicopira Torta, no 21
do corrente, por o ter achado dentro das matas,
o qual indica ter silo roubado, e ali escondido :
quem ae jotgar com direito eomporega, que pro-
bando, Ihe ser entregue.
Subdelegada de polica dos Affogades 22 de
agosto de 1861.
O subdelegado,
. Jos Francisco Carneiro Monteiro,
Tendo a directora daa obras militares de
mandar fazer no hospital militar um acrescimo
de tres palmos no muro, concertar e por vidroa
em algumas vidracas, assim como concertar o te-
diado, por treslinhas e forrar urna das enferma-
ras ; coovida as pessoas que deste servigo se
quizerem encarregar a apreseutarem suas pro-
postas nos dias23, 24 e 26, das tflkoras da ma-
nhaa s 2 da tarde, na referida directora.
Directora das obras militares- de Pernambuco
22 de agosto de 1861.O escripturario,
Joo Monteiro de Aodrade Malvinas.
Por determinado do Illm. Sr. Dr. chefe de
polica, fago publico, para conhecimento de quem
possa interessar, que pela subdelegada da fre-
guezia da Varzea foi preso e recolhido casa de
detengan um preto de nome Manoel, o qual de-
clara andar fgido e ser escravo do mosleiro de
S. Bento, na provincia da Parahiba ; devendo,
quem se ulgar com direito ao dito preto, apre-
sentar-se naquella subdelegada manido de do-
cumentes comprobatorios do dominio legal.
Secretaria da polica de Pernambuco 22 de a-
gosto de 1861.O secretario,
Rufino Augusto de Almeida.
Conseibo administrativo.
O cooselha administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguintes :
Pora a botica da enfermara militar do corpo da
guirnigo .de Pernambuco.
Agua destilada de hortelan-pimenla 2 libras.
Dita dita de canella, 2 ditas.
Dita dita de alface, 2 ditas.
Agua destilada, 6 garrafas.
Aeido ntrico, 2 libras.
Dito clorido, 4 oncas.
Kermes mineral, 4 ong/s.
Sal de chumbo, 1 libra. *
Suboitnto de Bismulh, 1 onca.
Tantos, 2 ditas;
Therembeotina, 1 libra.
Cato, 4 ongas.
Canella em p, 6 ditas.
Emplastro de cicuta mercurial, 1 libra.
Sabao medicinal, 6 007-is.
Precipitado rubro de mercurio, 1 libra.
Nos moscada, 2 onca?.
Iodureto de putassa, 1 libra.
Nilrato de potassa, 1 libra.
Nitrato de prata cristalisado, 1 onga.
Dito de Farioha de mostarda, 8libras.
Liokaca, 16 libras.
Tintura de mcela, 4 ongas.
Pomada alvissima, 2 libras.
Dita de sodureto de chumbo, 2 ditas.
Dita mercurial, 1 dita.
Ungento rosado composto, 1 dita.
Ungento de alinea, 1 dita.
Ungento branco, 2 ditas.
Unto deporco,8 ditas.
Extracto de belladona. 6 ongee,
Dito de ns-vomica, 2 ditas.
Dito de opio, 2 ditas.
Nitro, 1|2 libra.
Jalapa em p, 1 [2 dita.
Resina de batata, 6 ongas.
Sulfato de zinco, 2 ditas.
Perro hydrogenado, 2 ditas)
Capsulas do copahiba, 24 caixas.
Sabino, 2 ongas.
Conserva de rosas. 1|2 libra.
Mel rosado, 1 dita.
Valerienato de zinco, 2 ongas.
Robe Lafecteur, 6 garrafas.
Borato de soda. 2 ongas.
Acetato de amoniaco, 1(2 libra.
Xarope de Chable,6 daros.
Dito de Lamouru, 6 ditos.
Dito de Naf, 6 ditos.
Dito de opia, 4 garrafas.
Dito simples, 4 ditas.
Pastiihas de Naf, 10 caixas.
Opo del doc, 12 ddros.
Aleasss, 2 libras.
Le Roy da 4 grao, 4 garrafas.
Caixas rentes de pilulas, 12 duzias.
Sacarrolha, 1.
Quem quizer vender taes objedos aprsente as
suas propostas era carte fechada, na secretaria do
conselho, s 10 hsras da maoha do dia 2 de se-
tembro prximo vindoaro.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 23 de
agosto de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela administrago do corris desta cidade
se faz publico, que em virtada da convenco pos-
tal, celebrada pelos governos brasileiro e franeez,
sero expedidas malas para a Europa no dia 31
do corrente de conformidade com o annuncio
deste correio publicado no Diario de 29 de Janeiro
prximo passado. As cartas sero recebidas at
duas horas antes da que for marcada para a sa-
hida do vapor, e os jornaes at quatro horas an-
tes. Correio de Pernambuco 24 de agosto de
1861.O administrador,
Domingos des Passos Miranda.
Pela adminislrago do correio desta cidade
se faz publico para Has convenientes, que em
virtude do disposto no art. 138 do regulameoto
geral descorreios de 21 de dezembro de 1844. e
art. 9 do decreto n. 785 de 15 de maio de 1851,
se proceder a consumo das cartas existentes nes-
ta administrarlo, pertencentes so mez de agosto
de 1860, no dia 2 de setembro prximo, s 11 ho-
ras da manhaa, Da porta do mesmo corris, e a
respectiva lista se aeha oesde j exposta aos in-
teressados. Correio de Pernambuco 24 de agos-
to de 1861.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
UM SEGUNDO ANDAR
NA
WJ& MIL1DJL
Comecar s 8 horas.
GRANDE
Magestoso baile
NOS MAGNFICOS
Saldes do caes de Apollo
EM
Beneficio de um particular.
Sabbado 24 do corrente, a horas do coslume
comegar este bello diverlimeato, que ser ador-
nado com a msica ambulante dos artistas ita-
lianos, os quaes em sua harpa, rabeca e harmo-
nioass Rautas obsequiarlo o beneficiado nesta
no te.
A bandado 4* de artilharia execntar es pe-
gas necesarias aos daogados; estando o salo
ricamente Iluminado.
Ser cumprido a risca o regulameoto policial.
Entradas para senhoras gratis ; para homens
a 29OOO.
Leudes.
Alisos martimos.
LE1LO
Transferido para C do
corrente.
Barroca 4 Medeiros faroleilo por interven-
gao do agente Oliveira, de um grande sortimento
de ferragens e miudezas propnas do mercado :
segunda-feira 26 do corrente as 10 horas da ma-
oha em seu armazem ra da Cadeia do Reeife.-
LEILO
Sabbado as 11 horas do dia.
O agente Camargo faro' leilSo por
corita e risco de quem pertencer de 50
saceos com arroz pilado : no trapiche do
Cunta ao correr do martello.
S *F
Vende-se a escuna portugueza Emilia, de lote
de 108 toneladas portuguezas, bem construida,
forrada e encavilhada de cobre, muito veleira e
preparada a navegar para qualquer parte, tendo
sido empregada desde que sabio do estaleiro a
condozir fructas de Lisboa para a loglaterra:
quem a pretender pode examina-la uu ancora-que em 27 do mez prximo passado
dourodesle porto onde seacba fuodeada. e pa- ragao bastante a seu genro o Sr. Manoel Alves
ra tratar no escriptorio de Azevedo & Mendes, Guerra, para tratar dos negocios de sua casa
ra da Cruz o. ). ( commercial.
j Qnem anounciou querer arrendar um enge-
I nho, pode apparecer na ra do Imperador n. 50,
'terceiro andar, para tratar.
Aysos dirersos.
lOTIRIi
No dia 31 do corrente andarao im-
pretenvelmente as rodas da quarta
parte da nona lotera a beneficio da
matriz da Boa-Vista desta cidade; os
bilhet.es e meios bilhetes acham-se a
yenda na thesouraria das loteras ra do
Crespn. 15, pavimento terreo, e as
casas comrnissionadas do costnme. Os
premios serao pago', em continente a
entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Je se Rodrigues de Souza.
S3 Manoel Joaquim Ramos e Silva faz publico
deu procu-
f) Sfj. Jtoaquim Francisco de Sauza Navarro
queira comparensT a repartigo.do correio.'afloa
dereceber um ofjfjo vindo do Rio de Janeiro.
Irma-ndade de Saut'Auna.
O Sr juiz da irmaodade da Senhora Sant'An-
na, erecta na igreja da Santa Cruz, manda pe*
terceira vez convidar os senhores Lrmaos da mes-
ma para eomparecerem em mesa de eleicao no
dia 25 do corrente. pelas 9 horas da manhaa.
Juvelino Hermlno de Barros Crrala.
Secretario.
Declaraco.
O abaixo assigaado declara que lea de ne-
nhum valor toda e qualquer procurarlo pasaada
com a firma Viuva Auadeto & RatiiOS, nem tem
pessoa alguroaautorisada para fazer cbranos do
suas dividas. Recite 23 de agosto de 1861.
Antonio da Silva Ramos.
0 Dr. Francisco de Paula Bsptlsta mudo
a sua residencia para a ra do Destino ni. 6 e 8.
Roga-se ao Sr. proprietario da luja de col-
gado da ra da Imperatriz o. 16, o obsequio do
apparecer na ra da Cadeia do Reeife n. 49, o
negocio de seu interesae.
Precisa-se de urna criada para cozinharv
seja forra ou captiva : na ra do Cabug n. 18,
Precisa-se de um rapaz de 10 a 12 annoo
para caixeiro ; na ra do Cabug n. 18.
1
m
V.1 f.
Maranho e Para.
O hiate Novaes ainda recebe alguma earga
para ambos os portos : trala-secom os consigna-
tarios Marques, Barros & C, largo do Corpo San-
to n. 6.
I Deseja-se saber onde mora nesta provincia
(Joo Pinto da Ponseca. natural de Portugal, ou
I seu mano Amonio Pinto da Ponseca, e roga-se
aos ur j este Diario a sua morada, afim de ser procurado,
i pois se ihe deseja muito fallar.
Aluga-ae um andar e soto na travessa dos
Quarteis d 35: a tratar na roa das Cruzes, taber-
na n. 22.
SEAL COMPANHIA
DE
Paquetes inglezes a vapor
At o da 28 do corrente mez espera-se da
Europa o vapor Ooeida. o qual depois da de-
mora do costume seguir para o Rio de Janeiro,
tocando na Bahia : para passagens etc. dever-
se-ha tratar com os agentes Adamsoo, Howie &
C, roa do Trapiche Novo n. 42
Penedo.
Sahe no dia 29 do corrente para o Penedo
(Rio de S. Francisco) o palhabote nacional San-
to Amaro, recebe alguma carga : a tratar com
Francisco L. O. Azevedo, ra da Madre de Dos
o. 13.
Acarac.
O vapor Jaguaribe, qm tem de sabir no dia
6 de setembro para os portos do norte at a
Granja locar no Acarac para largar qualquer
porgao de carga que para all haja, para o que
se poder tratar no escriptorio* da companhia
pernambucana largo da Assembla n. 1.
Lisboa e Porto
sabir com brevidade a barca Flor de S. Si-
mio' por ter parte da carga prompta : para o
resto e passageiros, trata-se com Carvalno, No-
gueira &C, ni rm do Vigario o. 9. primeiro
andar.
Para o Ass e Aracaty
segu em poucos dias o hiate Camaragibe por
j ter a maior parte do seu carregamento ; a tra-
tar na roa do Vigario o. 5.
No dia 23 do corrente desappareceu da ri-
(beira da freguezia de S. Jos um cavallo com
(caogalhs, pedrez, com a junta das maos queima-
das de sobrecamas, com um pequeo carogo na
sarnelha; quem o pegar ou dar noticia nos ar-
mazens de farioha ao cargueiro Sanl'Aona, ser
recompensado.
i SOC1EDADE
INSTITUTO PI E LITTER4RI0
" Hoje ao meio da haver sesso ordinaria do
conselho director.
. Secretaria do Instituto Pi e Litlerario em 24 de
agosto de 1861.
Henrique Hamede,
1. secretario interino.
VeodG-se para mais de 50 rolas denomina-
das hamburgiiezas ; na ra de S. Francisco como
quem vai para a ra Bella, sobrado n. 10; dndo-
se mais em conta a quem comprar lodae.
Na ra dos Guararapes n 99 deseja-se fal-
lar ao Sr. M. B. Cavalcaoli de Albuquerque para
se Ihe entregar urna eocommenda.
Pede-se a pessoa que por engao levou do
baile Cassioo Militar na noile^do dia 14 do cor-
rente am chale de tooquim cor de palha leoha
a bondade de o maridar entregar na ra do Pilar
n. 137, 1 e 2o andar.
Na roa do
1 Cabug n. 2 loja da
9 esquina
DE #
am Vende-se fazendas pormetade de seus 1
valores assim o freguez traga larjant W
Sintos para senhora a 10500. dfc
Chapeos de seda para senhora ultima .oa
moda a 10, 12$ e15$. ^
Ditos de sol de seda inglezes a 11$. 3P
Ditos de alpaca preta e de cores a A
4#0O
Vestuarioa de cambraia branco borda-
dos para baptisado a 89 tj
Cortes de collete de pelucia e velludo fiSfc
da cores a 5 e 7.
Chaly matisado listas de seda o cora- 9
vado a 60 rs. dBh
Cortes de vestidos brincos bordados 4
a 20 e 4o9.
Chapeos de castor branco rapado a 85. fc
Ditos de dito com pello a 10$. 5
Ditos de follro copa baixa e alta a 6*. ;
Ditos de dito palha e seda para crian- 9
Toucas de seda para criaoca bordados S
e lisos a 5# 5P
Casacas de panno preto muito fino 4&
(fraocezas a moda) a 40. gx
Sobreeisacas de panno preto muito fl- 5
no {fraocezas a moda) a 30$. Qfc
Ditas de ditaa da cores a 22o dBfe
Ditas saceos de caaemira a liJ o 20. 2
Vestuarios de seda para meninos de '3?
diversos tamanhos a 89. 9
Mantelete de filet muito ricos a 20. (jfjr.
Corro de velludo bordados a ouro pa-
ra homem a 5$. p
l'aletots de alpaca preta sobrecasacos *&
ti-
tilas de seda matisadas para sinteiro ^|
a vara 2$. ^
Organdys os melhores que ha ao mer- *
cado a vara a tjjOOO. "^
Cambraias de cores muito fina a 640 9
e 700 rs.
E muitas outras fazendas baratissimat.
Alugase o segundo andar da casa da ra
da Seozala Velha o. 76, a tratar na ra da Ca-
deia do Recite o. 50 primeiro andar.
Fugio do eugeuho Santa Luzia, na quarta-
feira 21 do corrente, a preta Maris Antonia, na-
tural do Para, com os siguaes seguintes: alta,
corpo regular, representa seus 60 aonos, cara
comprida, olhos vermelhos, com falta de denles
a com alguos cabellos brancos, levando vestido
de chita edr de caf, saia de um riscado azul j
uzado, seguindo a dirercio do Recite. Quem
; della der noticia ou apprehend-la dirija-se ao
' Passeio publico n. 11 loja.
Etfe
COSPIXHIA PERMIBlCilU
DK
^iavegaci costeira avapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-:
cao do Assu', Aracaty Ceara',
e Granja.
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato,!
sahir para os portos do norte at a Granja no '
dia 6 de setembro s 4 horas da tarde.
Recebe earga at o dia 5 ao meio dia. En-
eomroendas, passageiros e dinheiro a frete at o '
dia da saluda as 2 horas: escriptorio no Forte do j
Mattos n. 1.
= Sahe impreterivelmenle para o Aracaty o '
hiite Invencivel, no dia 28 do corrente, tem
a maior parte de sen carregamento : quem qui-'
zer nelte carregar dirija-se a ra da Senzala
Velha n. 140, terceiro arriar, a tratar com |
Josa Joaquim Alves da Silva.
Para o Aracaty
o hiate aSanta Rita, para carga trata-se com I
Martins & Irmo ou com o meslre Antonio Jos
Alves.
Para Lisboa.
Pretende seguir oestes oito das a veleira es-
cuna portugueza Emilia, capito Jos Caetano
da Silva, tem parte de seu carregamento abordo
para o resto que Ihe falta e passageiros para os
quaes tem excellentes com modos trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no
seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
O hiate Sergipano segu para a Ilha de For-
nando quem quizer uelle carregar, tendo lieenca
do goveroo, dirija-se ao capUio a bordo junte
do trapiche do algodo.
A dinheiro
*
NA
a dos barateiros ruafl
do Crespo a. 8 A, 9
9Leandro Miranda.
Ricos enfeites a imperatriz a 2$ cada .
2? um 6 outros muitos enfeites de diversas w
^ qualidadespor baratissimo prego de 3#, 9
ff 5-5, 70 e 100 os melhores e de mais gos- a
tos que tem vindo a este mercado, do- J
V se amostras com penbores. i$
= Prorlsa-se de um forneiro na padaria de
Monteiro & Soares, que saiba fazer a sua obriga-
cao na ra larga do Rosario n. 46.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
30 RECITA DA ASSIGNATURA.
.Sabbado 24 de agosto.
Sobara rscena a axcolleats o moitoaoflaudido
drama em cinco actos,
(DLTISlAi
Toma parte toda a companhia.
Terminar o espectculo com a graciosa co-
media en um acto,
ife^
MLiP
Para Lisboa e Porto.
Segu com brevidade a barca portugueza San-
ta Clara, capito Antonio Ventura doa Ssnlos
Neves, para carga e passageiros, tendo para estes
excellentes cimmodos : trata-se com Azevedo Si
Mendes, ra da Cruz n. 1. ou com o capito na
pra?a.
Acarac'
O veleiro cGaribaldi, meslre Custodio Jos
Vianna : a (talar com Tasso lrmaos.
Porto por Lisboa
Segu em breves das a barca nadonal There-
sa I por ter sua carga engajada e parte della j
a bordo-, recebe unicamenle passageiros, para o
que tem excellentes coramodos, e trata-se com
Bailar r Oliveira, ra da Cadaja do Recite n. 12.
D. Aona Machado de Luaa Preire da
Costa seus 01hos Ricardo Pereira da Coala,
Liberato Pereira da Costa. Aona Pereira
da Costa, Mara da Penha Pereira da Costa,
Clementino Pereira da Costa, Asterio Pe-
reira da Costa, Francisco Hathias Pereira
da Costa sua sogra Rita Maria do Sacra-
mento Costa agradecer do fundo d'alma
a todas as pessoas que se dignaram acom-
panlnr at O cemiterio publico os restos
mortaes do seu prezado marido, pai e li-
Iho Francisco Malhias Pereira da Costa,
de uovo convidam para assistir a missa do
stimo dia que se ha de rezar na eapella
do cemiterio publico quarta-feira 28 de
julho s 7 horas da manhaa do referido da.
O Sr. Joao Aires Ferreira queira
dirigir-se a esta typographia a negocio
que Ihe diz respeito.
Ra do Queimado n. 10,
loja de portas
?endem-se barato as seguintes Tazendas, para li-
quidar.
Cortes de casemira fiaos de cor a 3J500 e 1J.
Ditos de dita ditos de cor preta a 5-3 n 6g.
Ditos de brim de puro lioho a 1^600 e 2.
Panno preto, azul, verde e cor de caf, corado
a 3$000.
Cortes de superior velludo de cor a 4$ e 5&000,
Manteletes de fil prelo bordado a 4J.
Visitas de seda aberlas a fil a 4|.
Mantas de dita ditas a fil a 4 e 59.
Riquissimos cortes de seda a 80, 90 e 100$.
Ditos ditos de dita a 15, 20 e 2>.
Chales com palma de seda a 29 e 2&500.
Corles de cambraia bordada a I98OO.
Lencos bordados com bico, duzu a 19500 e ?$.
Chales de touquim a 15 e 309.
Ditos de merino bordado a 4, 5 e 69.
Chitas fraocezas, qualidade superior, corado
a 240 rs.
Ditas ingleza, cores fixas, corado a 160 rs.
Lencos de seda da India a 19.
Cambraias lisas muito finas, com 8 varas a pe-
ca a 395OO e 49.
Cszaveques e capiahas de fusto branco a 89 e
99OOO.
Meias de algodo cr superior fazenda a 49-
Chapeos a Garibaldi a 14 e 159-
Enfeites e chapeos traviata a 9,10 e 129.
Hernestina, riquissima fazenda para vestido
de senhora, covado a 400 e 5O0 rs.
Ambrosina, dem dem, covado a 500 rs.
Mimos do co, covado a 500 rs.
Sediohas de quadros, covado a 700, 800,900 e
19000.
Manguitos de cambraia bordados, um 500 rs.
Gollinha3 dem, urna 320 rs.
Superiores espartilhos para senhora a 4$.
Brim branco de linho, vara a 700, 800 e 1?.
Vende-se o engenho Tireri, na comarca do
Cabo, prompto de todas as obras, embarque per-
to, e dista da estadio duas leguas, bom de racas
e de passadio, pode fazer boas safras, e com al-
guna servido, toroa-se um engenho muitissim
bom, vende-se com negocio muito commodo, re-
cebe-se algura sitio ou casa em conta, dinheiro e
letras com boas firmas : os pretendeotes podem
dirigir-se praijs, no escriptorio do Sr. Vicenta
Mendes Wanderley, na villa do Cabo, com o Dr.
Netto, e no engenho Peres com o seu legitimo
dono Jos Xavier Carneiro.
Vende-se ou permula-se por casas terreas
um sobrado de um andar e soto com commodos
para grande familia, bom quintil, terreno proprio
e em boa ra : a tratar osa Coelhos, ra dos Pra-
zeres n. 30. 3
Precisa-se alugar urna casa terrea que te-
nha commodos para grande familia, e quintal
grande as seguintes ras do Moadego, Trompe
e ra do Sebo al a Soledade : a tratar nos Coe-
lhos, ra dos Prazeres n. 30.
Chrisiieoe Friedriiks e Conradine Grebe.
subditos allemes, retiram-se para as provincias
de norte.
Precisa-se de ama ama para o servigo in-
terno de urna casa de pouca familia : a tratsr na
ra do Sebo n. 39.
Ana.
Na ra do Imperador n. 40, loja, pre-
cisa-se de urna ama boa cosinheira, pa-
ga-se bem agradando,
kmik
O palhabote nacional Dous Amigos, capillo
francisco Jos de Araojo, segu para a Baha em
poucos dias ; para o resto da carga que Iba falla,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azeredo, na ra da Madre de Dos o. 12.
Aluga-se urna excellente esorara que en-
gomma com perfeieio como tambera costoha o
diario de orna casa e mais servicos de urna cas
de familia com a condico da sor para aervico
intenso : na prsca da Boa-Vista n. 9, se dir.
Mademoiselle Mathilde Eva Zocher offere-
ce-se para instruir em alguma cosa de fmula
na cidade ou fora della. Kncarrega-ae, alera da
I aducacao moral o religiosa das meninas que Ihe
forem confiadas aos cuidados do errsloo das prl-
meiras letras, francs, allemo, geographia, his-
toria enliga e moderna, msica e piano: a tratar
com o Sr. tenente-coronelThomaz Jos da Silva
Gusmu, que esti autorisado a dar todos os es-
clarecimentos relativos is eoudicoes do ajuste,
na thasouraria provincial, das 9 at as 3 horas da
tarde.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
e externo de ama easa de pouca familia ; a sol-
tar na ra do Cabug u. 3, segundo andar.
Eu abaixo assignado, lando lido o Coostltucto-
nal u. 121, nelle deparei com um commuuicad
trazando-me como lestemunhadem contraban-
do, o qual o ignoro, pois no dia 2 do correle
achava-me desembarcado, e como talvez pessoas
hajam que ma sejam desafectas, vala-ae do mea
nome, afim do me compromelter ; e desde jA ta-
co scieeteao publico que essa pessoa nao deixa
de ser um calumniador. Reeife 23 de agosto io
1861.Joaquim Ricardo Ferreira.
Quem precisar de urna ama para o servico
interno da caa da pouca familia ou homem sol-
teiro. anauntie ou dirija-se a ra do Imperador
n. 5J, terceiro andar; a qual mulhor nlo Qtha
deita cidade.


<*>
DIARIO DI MJUWMOO. *- SABBADO U D AGOSTO DE 18C1.
M/.
RiDANCA.
Llt Soulan, cutileiro e armeiro francez, participa ao respeitavel publico
especialmente aos seu* freguezes que mudou sua officina da ra das Cruzes p-
ra a ra da Imperatriz n. 13, aonde continua amolar todos os das e a fazer
concertos, reparos e obras novas tendentesa sua arte com promptidaoe barateza
undico
de bronze.
Na bem conhecida fabrica de tundiejo, latoei-
to e funileiro da rus Nova, defroule da Coocei-
c.o, contina a fazer todas as obras tendeles s
mencionadas artes e oiBcioas cima ditas, como
sejam : bronze para engenho, parafusos para di-
tos, e ludo quanto necessatio para tal ibister,
tudo mais barato do que em outra qualquer par-
te, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre, i tudo mais concernente a caldeireiro, obras
de lati com a melhor pereicao possivel, obras
douradas e em lato para militares, como sejam,
apparelhos para birretinas, femgens para telina
e talabarte de qualquer arma, boles de todos os
nmeros, dourados, bronzeadus e em amarello,
obras de folba superiores por serem os artistas
que as fsbricam joroaleiro e nao empreit^iro, que
como se sabe, nunca as obras que sao feius de
empreitada sao perfeitas, tudo muilo barato : na
ra Nova o. 38.
Atten^o.
Mello, Irmao, tendo comprado ao arrematante
da massa fallida de Manuel Francisco de Mello,
faz stientes aos devedores da dita massa a virem
pagar os seus dbitos, e os que nao Qzerem serio
qamados a juizo. Recife 12 de agosto de 1861.

GABINETE
Medico-cirurgico
DO
Dr. Americo Alvares
Gui maraes.
A'RA NOVA N. 21.
Neste seu gabinete se
achara sempre prompto o
referido doutor exercer a
medicina.
Nenhum honorario exige
dos doentes pobres.
8
e
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOFATMGO
DO DOUTOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desdt as 10 horas
al meio dia, acerca das seguiates molestias :
molestia* das mullere, molestia* das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticat, todas as especies de febres,
ftbres intermitientes e sua* consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOP ATH1CA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
tarados som todas as cautelas necessarias, in-
alliTeis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos prego* maia commodo* pos-
aiveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente rendidos em sua pharmacia; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sio acompanhadas de' um
lmaresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pmho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levaren! esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
tas do Dr. Sabino sio falsos.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua-se a tingir
com toda a perfeiqo para qualquer
cor e o mais barato possivel.
ATTIBCiatt-
Santos, Camiuha & Irruios, liquidalarios da
massa de Caminha & Filbos, de novo rogam aos
devedores da mesma o favor de vir ou mandar
satisfacer lnes as importancias de seus dbitos
at 30 do corrente mez, no seu escriptorio na ra
Nova n. 25 ; scientiQcando que no c*so de nio
eerem altendidos. ver se-hio obrigados a proce-
der a cobranca pelos meios que lhes faculta a lei.
Alugi-se o segundo andar da casa da ra
' Direita n. 40 ; a tratar no caes da alfandega, ar-
mazem n. 5.
O bacharel Joio V. da S. Costa tem o seu
escriptoriodeadvogacia na ra do Rangel n. 73,
defronte da botica.
Aluga-se um primeiro andar na ra Ve-
lha e a mesma pessoa vende travs, enchameis,
mos travessas e caibraria tudo mais barato do
que em outra qualquer parte : a tratar na ser-
. raria da ra da Praia n. 59.
Rheuinatismo em um torno-
zello.
Eu abaixo assignado declaro, tanto para bem
. da humanidade, como em abono da verdade, e
agradecimeoto que. devo ao Sr. Ricardo Kirk, es-
criptorio na ra do Parto o.U9, que curou-me
com a applicacao das suas chapas medicinaes de
rheumalismo em um ornozello que padeca ha
mais de 6 annos comtagudissimas dores, e sto
do curto espaco de 24 dias, com as quaes flquei
perfeitamente bom. Ra de Santo Antonio d. 19.
Maooel Ferreira da Costa.
Precisa-se de urna ama que seja escrava
para comprar e cozinhar para casa de pouca fa-
milia ; a tratar ca ra da Imperatriz n. 60. loja
de Gama & Silva.
Roga-se aos seohoresourives ou qualquer
pessoa que for oTerecido um dedal de ourocom
as iniciaos T S L que o apprehendam e leve na
estreila do Rosario o. 29, que serio recompensa-
dos generosamente.
Precisa-se de urna ama que com-
pre e sirva para todo servido de urna
casa de pouca familia : na ra das Crn-
zes n. 20, primeiro andar.
Consultas medias.
Serio dadas todos os dias pelo Dr. Cos- $f
me de Si Pereira no seu escriptorio, ra "
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manhaa menos aos domingos sobre:
1. Molestias de olhos.
2. Molestias de coragao e de peito.
3. Molestias dos orgaos da geracao e
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or-
dem de suas entradas, comegando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos _
olhos. M
Instrumentos chimicos,acsticos eop- V
ticos serio ero pregados em suas cnsul- ta;es e proceder com todo rigor e pru- 1
dencia para obter certeza, ou ao menos S
probabilidade sobre a sede, natureza e *
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamenlo que deve destrui-la ou St
curar. 5
Varios medicamentos serio tambem ||
empregados gratuitamente, pela cer- J*
leza que tem de sua verdadeiraqualidade. m
S- promptidao em seus elTeitos, e a necessi- '
dadedoseu empregourgents que se usar K
delles. p
Pralicar ahi mesmo, ou em casa dos mL
doeotes toda e qualquer operacao que 5
julgar conteniente para o restabeleci-
ment dos mesmos, para cujo tim se icha 2
prvido de urna completa collecco de 11
instrumentos iodispensavel ao medico o
operador. E
Saque sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam
sobre Lisboa ; no seu escriptorio, largo do Corpo
Santo.
Padaria.
Ama.
Precisa-se de urna ama forra eu captiva para
cozioha e engommado, preferindo-se preta, para
urna casa de pequea familia ; na ra da Cruz n.
45, armazem.
JRua do Crespo n. 8 lo-!
""" ja de 4 portas.
Admira a pechiocha.
Laa para vestidos (azenda que
Ioutr'ora custava 800 rs. o cova-
do vende-se a 240 rs., dao-se
amostras com penhor.
Vende-se um escravo. moco, robusto, _
cita figura a de todo servico, bem como do cam-
po, e canoeiro; muito sadio e sem nenhum
chaqu: no Cses do Ramos obrado da esquina
n. 2.
A viuva Dias Pereira & C. declara para
vitar equvocos que o annuncio iocerto do Diario
de hontem 23 do corrente nio se entende com a
xma. Sra. D. Mara das Neves de Miranda Oli-
veira.
U Sr. Dias Pereira & C. declara que o an-
nuncio iocerto no Diario de Pernambuco de 23
do corrente nio se entende com o Sr. Dr. Anto-
nio Brrelo Cutrim de Almeida.
Paula Marta de Mello mi do finado Justino
Pereira de Andrade, declara pelo prosele as
pessoas intersssadas em qualquer negocio do dito
eu finado filho, que a nico pessoa por ella au-
lorisada para assignar a seo rogo 6 Seu seto Fe-
lesmioo Thomaz de Aquino.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
nz, ra dos Pires n. 42, vende-se a muito acre-
ditada bolachinha quadrada.d'agua, propria para
deentes, bolachiba de araruta e dita de moldes.
A commissao liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macado Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de Irnos, que se diri-
jan) com os seus ttulos rna da Cadeia do Re-
cite n. 26. primeiro andar, das ID horas da ma-
nhaa s 2 da tarde, para serem verificados e clas-
sificados pela referida commissao
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, cora sitio grande, coebeira, es-
tribara etc., a casa construida ha poa-
co tempo com ter r ac a roda, sita na
entrada do Poco : a tratar com os pro-
prietarios N. Bieber & C, successo-
res, ra da Cruz n. 4.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier,cirargiaodentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
I denles artificiaos, tudo com a superiori-
dade eparfeiijo que as pessoasentendi-
gjj das Iherecronhecem.
Tem agua e psdentifriciosetc.
9WM99iH89i8fiKeKfiWeieeNai9S
Aluga-se um armazem na ra do Costa : a
fallar em outro, na ra da Lapa n. 13.
Aluga-se, o sobrado n. 2 B da ra do Apollo,
o a casa terrea n. 27da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora n. 36.
Attenco.
D. Antonia Maria da Concedi, proprietaria
do estabelecimeoto de seceos e mulhados sito no
Largo da Penha n. 12, julga nada dever a esta
praga ou fora della no entanto se alguem se jul-
gar seu credor queira presentar suas contas no
praso de 8 dias da data deste no referido estabe-
lecimeoto.
Recite, 20 de agosto de 1861.
Prerisi-se comprar urna negrinha ou mu-
lalinha que lenha de 10 a 12 annos de idade ;
quem tiver para vender, dirija-se a ra da Ca-
deia do Recite, escriptorio u. 12.
No escriptorio da ra da Cadeia n. 12, ha
urna caita para o Sr. Joaquim Lopes da Costa Al-
buquerque viada do Rio Grande do Sul.
A commissao liquidadora dos cre-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aosSrs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das i 0 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Becife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de*
redores, que nSo a obrigue a lancar
mao dos meios judiciacs ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus devedores.
lora
exposico
DE
candiel ros a gaz
Ba Nova numero 24.
O proprietario deste estabelecimeoto toma a
honra de snnunciar ao publico que no dia 8 do
corrente abrir seu novo estabelecimento de can-
dieiros econmicos a gas, as 6 horas da noite se
achara Iluminado at as 9 1|2 da noite com toda
franqueza para verem e conhecerem a ficilidade
que ha em usarem dos ditos candieiros em eco-
noma, pela muita expeiiencia que ha feito com
os ditos candieiros, se encontrar de todos us
precose qualidades ; todos aquelles que quize-
rem usar de ditos candieiros, deixo de mencionar
todas as qualidades que ba pela immensidade
que se oflerece por estarem exposlos com toda
franqueza no dito estabelecimento, na ra Nova
numero 2*.Carneiro Vianna.
Manoel Alves Gueria saca sobre o Rio de
Janeiro.
O -*$
JGabinete medico cirurgico.g
9 Ba das Flores n. 37. 9
9 Serio dadas consultas medlcas-cirurgi- @
*t cas pelo Dr. E-tevo Cavalcanti de Albu- SU
querque das 6 as 10 horas da manhia, ac-
cudindo sos chamados com a maior Lre- 0
^ vidade possivel. t)
g) 1- Partos.
2. Molestias de pelle. (p
9 3.* dem dos olhos. dj
4." dem dos orgaos genitaes. 0
0 Pralicar toda e qualquer operscao em fj
9 seu gabinete ou em casa dos doentes con- d
9 forme lhes for mais conveniente. 9
O
Aluga-se urna casa em Beberibe ; a tratar
com J. I. de M. Reg, ns ra do Trapichen. 31.
A mais fina e nova que se pode desejar neste genero, a 1#000 a libra tanto emporco
como a retalho, vende-se nos armazens Progressivo e Progresista no largo do Carmo n. 9,
e ra das Cruzes n. 36.
CHA HYSSON.
O melhor que se pode desejar em artigo cha a 2$600, 2#800 e 3#000 a libra, afianca-
se qualquer urna das qulidades.
, CHOCOLATE.
francez, inglez, portuguez, a 1#200 alit ra, vende-seno Progressivo e Progressista
no largo do Carmo n. 9, e ra das Cruzes n. 36.
Chegados no ultima paquete a 640 rs. a libra, e sendo inteiro a 600 rs. a libra affian-
ca-se a superior qualidade.
_ OUEIJOS FLAMENGOS.
4)8 mais Irescaes que ha no mercado por serem vindos no ultimo paquete a 2#800
cacia um* -.
Aviso.
Francisco Maciel de Souza participa a seus
freguezes tanto da pra;a como de fora que de
uovo abri o seu estabelecimento de calgado fei-
to na provincia na ra da Imperatriz outr'ora
aterro da Boa-Vista e pretende vender muito em
conta para agradar seus freguezes que todos gos-
tam do bom e barat.
Precisa-se
de 500# a juros de 2 por cento ao mez sobre hy-
potheca de urna casa na villa da Escada, pela
qualse eogetta 1:600$ por venda e rende por
aluguel 209 mensats, durante o prazo de 4 a 5
mezes: na ra Direita laja de miuJezas o. 77,
dir o pretendente.
Ao Sr. acadmico Francisco Barbosa Cor-
deiro, na ra Nova n. 7, precisa-se fallar.
Gavallo furtado.
Do ailio fronteiro a igreja dos Afilelos, na noi-
te de 19 para 20 do corrente, furtaram um caval-
lo quarto com os signaes seguintes : pequeo,
quasi preto, frente aberta, de 7 para 8 annos de
idade, eom urna sobrecana na mi esquerda, um
pequeo calo na sarnelha, ponas das orelhas
cortadas, de raeias carnes, puza um pouco por
urna perna quando anda, pescoco acaroeirado,
marca nos peitosde almaojarra, etc., etc.: quem
o apprehender ou della der noticia, pode dirigir-
se ao mesmo sitio ou ao engenho Boa-Viita do
Cabo, que ser recompensado.
Perderam-se desde a ra de Hortas em se-
guimenlodas ras Augusta, Imperial, S. Mi-
guel dos Afogados at o Giqui, nos autos de
execugio de Manoel Joaquim Baptista como ees-
siooario de Uenrique Bruno 6 C. e Tiburcio Va-
leriano Baptista contra Jos Florencio de Olivei-
ra e Silva e Amaro Goncalves dos Santos, que
correm pelo juizo municipal da segunda vara,
escrivio Santos, com urna senienga de adjudi-
cado exlrahlda dos mesmos autos, da parte da
propriedade Passo do Giqui e Cassotes e do do-
minio directo de diversos terrenos na mesma
propriedade que foram adjudicados ao azoquen-
te: roga-se a pessoa que os tiver acbado de en-
tregar ao exequente abaixo assignado ou ao Sr.
escrivio Santos, que ser bem recompensado.
4 ttengo oqs Srs. de en-
genho.
Precisa-se arrendar um engenho de boa pro-
dueco que seja dJigua e fique perto do porto de
embarque ou da via frrea, nao se olha a prego
e se tiver alguma fabrica tanto melhor: quem
tiver auQuucie para ser procurado.
N. 32--Rua eslreita do Rosario-N. 32
NliA POMPILIO dentista brasileiro, acabada
receber grande e variado sortimento de dentes
terreos-mineraes e mais apparelhos para a con-
feccao de dentaduras artificiaes, plantando-os
pelos eystemas seguintes: succio de ar, gram-
pos-ligaduras, a pivot sem grampos, sem liga-
duras e sem eUra^ao de raizes Arranja e
concerta dentaduras de ouro ou platina. Enche
os naturaes Com ouro, platina, maga adaman-
tina,scinmentos calcarioa etc.e qualquer dos ays-
temas relindos serio accommodados ao estado
da bocea. Limpa os mesmos sem usar de ci-
dos que concorrem positivamente para a queda
dos dentes, visto que dissolve a superficie vi-
trea, expondo os assim a aegio activa dos agen-
tes chimicos, que se desenvolvem na boecs. Ex-
trahe dentes e raizes cariadas por mais difBceis
que sejam e mesmo abandonadas por outros den-
tistas, empregaodo para esse fim o systema nor-
te-americano sem fazer applieagao da chave de
Gariogeot: privando assim os evidentes perigos
que podem resultar das operajoes feitas com um
tal instrumento, como sejam o extrangulamento
dos tecidos moles.fraturaco dos alveolos e mes-
mo da maxilla e tecidos duros, que formam as
covas das raizes dos dentes, nervalgias, hemor-
ragias, afleccoe8 pollipozas, grangrenas e ca-ria
dos tecidos duros. Faz tudo com asseio e promp-
tidio, guardando todas as conveniencias relati-
vas a cyrurgia da bocea e fcygiene dos dentes
podando ser procurado em sua casa a qualquer
hora. Acceita qualquer chamado para os Oos
acina mencionados Unto na capital como fora
della.
O melhor que se pode desejar na qualidade deste queiTo a 600 rs. a libra, e sen-
do porcao a 500 rs.
Em pipa deLisboa, Porto e Figueira a 4^a caada de 500 a 600 rs. em garrafa.
Porto, Duque do Porto, jeuuino Carcavellos, Nector, Madeir^Tfe'itoria, Cheres,
Bordeaux a ip00 agarrafa e 13$ a duzia. nicamente no progressivo e protrressista
no largo do Carmo erua das Cruzes.
N.B. Os gneros cima vendidos em nossos armazens levarao o destentivo dos
mesmos.
t lfc A DOCE DA CASCA DE GOIABA
um dos memores doces que ha em relaco ao tempo a 800 e 1#200 o caixo.
LATAS COM FRUTAS
de todas as qualidades que ha em Portugal o mais bem arranjado que temos tido no
mercado a 800 e 1$000.
ERVILHAS PORTUGEZAS E FRANCEZAS
o que se pode desejar em bom neste genero, pela sua preparaco 'e qualidade a 800
rs. a lata.
/ VINAGRE PURO DE LISBOA
a 240 a garafa e 1J850 a caada aflanca-se ser de Lisboa e de superior qualidade tam-
bem branco por 400 rs. a garrafal 2#560 a caada.
COMINHOS E ERVA DOCE
os mais novos que temos no mercado, emesmonunca os houve melhores a 400 rs. a
libra de erva doce e 800 rs. os comiahos.
a mais nova que se pode desejar a 180 rs. a libra de sevadiaha e 280 rs. o sag.
UTAS COI DOCE DE 1LPEBCE
o melhor que se pode desejar, a 1#100 a lata, tambem marmelada dos melhores fa-
bricantes de Lisboa a 1^(800 a lata, e peras a 1,280 rs. a libra.
alem dos gneros cima encontrar o publico tudo que procurar tendente amo-
loados. *
f5?a
r.
O
Q
a e
MRfffffHffffffff|ff||f| g
Ma.or Pooce de Len afina e concerta pianos,
orgaos. realejos e caixiohas harmnicas de musi-
^oamHbem eD9,D" mu8ica de P'""; qem
precisar do seu pequeo e diminuto presumo di-
rija-se ae hotel Trovador ru. largS doTosa-
riovn. 44. primeiro andar, queoacharao promp-
lgm.-y f"OCOe flcsnd0 eternamente
gratos a toda e qualquer pessoa que o houver de
obsequiar para esse fim. e
Os credores de Jos Nunes de Paula auei-
ram presentar suas letras na ra da Cruz d 4
para proceder-seao rateio do que se acha'em
deposito.
Precisa-se de dous amassadores queVenlen-
dam do trafico de padaria : na ra l.?ro Ro-
sario n. 18, junto da polica.
Aluga-se urna eacrava preta moca para o
rB.Oe.qeuio.!,qUer M" ~ d ^ n'
Acha-se em praca parante o Sr. Dr. iuiz
de orphaos, para ser arrematada depois de tres
audiencias a casa terrea na ra dos Guararapes
r .,.nVt,n,?da5Orc?002, "qe'entode
LoDiUocio Jos da Silva Manta procurador bas-
tante de O.EmiadeSena e Albuqierqu"
Alugam-srduas canoas grandes muito se-
guras sendo urna de 1,600 lijlos outra de 1 400-
quem as pretender dirija-ae a taberna da e'suui-
;u. SE."- B"reirMD-4' V ch.r'co
Aluga-se o primeiro andar da roa da Crux
_. {," "t,r no rmazem do mesmo sobrado.
T~ a'rC1""M ,,u8,r uma escravs que seja
Kft%:ri.oir,fio d,cm 9bai-
Ao arco de Santo Antonio,
loja do Maia Irmes, compramse moedas de
ouro. Na mesma loja chegaram charutos muilo
superiores que se vendem por prego commodo.
_. jjma pessoa que retirou-se deste imperio,
deizaodo uma incumbencia para o Sr. Augusto
Ferreira Carvalho, e ignorando-se sua morada,
pede-se ao mesmo seohor o obsequio de dirigir-
se a ra do Imperador n. 20, loja.
Cassino Militar
Pernambucano.
A directora querendo dar uma prova de rego-
sijo pelo anniversario da oossa Independencia,
resolveu de accordo com os seus dignos conso-
cios festejar o dia 7 de setembro com um baile,
o qual dever ter lugar em o mesmo dia 7 no lo-
gar do costume. Ella roga encarecidamente a
todas os senhores socios que hajam de apresenlar
suas propostas al o dia 28 do corrente, na ra
Nova n. 46. primeiro andar.
Recite 23 de agosto de 1861.O secretario,
Antonio Vilellla.
Agencia de passaporte.
Claudino do Reg Lima tira passaoorte para
dentro e fora do imperio por commodo preco e
presteza : na ra da Praia, primeiro andar n."47.
Sitio muito fresco.
Aluga-se ou vende-se um sitio na Torre, i
margem do rio, com boa casa de sobrado muito
bem folie, com bastantes commodo, eslribaria
para 4 cavallos, cocheira para carros, casa para
fetor, cacimba com boa agua de baber com bom-
ba de puxar agua, ructeiras de diversas quali-
dades, capim para 3 ou 4 cavallos, bom banho do
no, sitio murado, etc. : quem pretender, dirija-
se a ra Nova n. 15, primeiro andar.
Attenco,
Aluga-se o segundo andar do sobrado sito na
ra Augusta n. 1, com commodos para grande
familia e muito fresco : quem pretender aluga-lo
dinja-ie para tratar, na taberna do mesmo so-
brado.
Aluga-se
o primeiro andar da casa da ra da Cadeia do
Recife n. 4, proprio para escriptorio ; a tratar
no armazem da mesma.
Precisa-se de um caizeiro para tomar por
balance uma taberna em ponto pequeo, dndo-
se interesse : no becco Largo n. 2.
Eatevao Jos da Molta avisa a todos os seus
devedores que oinguem poder receber contas
suas sem que aprsente uma autorisacio do mes-
mo. Recife 23 de agosto do 1861.
Sociidade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santos & C. sacam e tomam
saques sobre a praga de Lisboa.
J.Praeger&C.
em liquidcao
mudaram seu armazem para a ra do
Apollo n. 31 defronte do tbeatro.
Attenco.
Precisa-sede um rapaz de 14 a 16 annos para
criado, dando Dador a sua conducta ; quem es-
turer neste caso, dirija-ae a ra do Rangel a. 7,
/> rimeiro andar, que achar com quem tratar.
Cassino Militar.
Os Senhores cujos uomes v8o abaixo ins-
criptos tenham a bondade de dirigir-se a loja de
calcagado da ra da Imperatriz n. 16 tratarem
de negocios de seus ioteresses :
Antonio Gomes Pessoa.
Jos Antonio da Silva Mello.
Belarmino de Barros Correa.
Firmo Cndido da Silveira.
Manoel Ferreira Fialho.
Ignacio Cantanil.
Manoel Machado Teiteira Cavalcanti.
Simplicio Jos Carapello Morici.
Antonio Jos de Brito.
Capitao Francesco Lios.
Braz Antonio da Cunha.
Francisco de Paula Pereira.
Bowman.
Estrella.
Dr. Joo Augusto da Silva Freir.
Jooda Costa Fialho.
Manoel Jos da Costa Reg.
Padre branles.
Manonel Joaquim Arvore de Oliveira.
Joo Machado Soares.
Manoel Jacques da Silva.
Aloe.
Manoel Augusto de Menezes Costa.
Remige Quimack.
Francisco de Carvalho Andrade Brando.
Suppra Frederico.
Joaquim Simphronio AtTongo de Mello.
Joaquim Jos da Cojta.
D. Luiza de Siqueira.
Jaciotho Luiz Querreiro.
Joo Antonio de Vasconcellos.
Joaquim Aotonio de Souza.
Joo da Silva Rangel Jnior.
Dr. Cutrin de Almeida (acadmico).
Jos Maria Cesar do Espirito Santo.
Jaciotho Lisboa
Jos Maria doa Santos.
Antonio Elisu Aolune Antonio Joaquim da Silva Brito.
Alferes Penha.
Joao Francisco da Costa Lobo.
Jos Manoel Correa de Almeida.
Manoel Ribeiro Bastos.
Antonio da Costa e S.
Joo Jos de Azevedo Santos.
Hermenegildo Elisu da Silva Caneca.
Ascencio Goncalves Ferreira.
Helpidio (cocheiro do Adolpho)
CapUo Jos Joaquim de Barros.
Joao Demetrio.
Manoel Correa Ferreira Guimarer. a%
Antonio Barbosa da Silva Ferro.
Capito Bezerra.
Agencia de passaporte.
Jos C obino.
Henrique Rodrigues Carlos da Costa:
Joio Carlos G. Oliveira Pelagio.
Manoel Igoacio de Oliveira Martina.
Jos AIunso Ferreira Jnior.
Dr. Antonio Loureiro.
Manoel Ignacio de Albuquerque Maranho.
Dr. Francisco Baudeira.
lilandin.
Manoel do Nascimento da Silva Bastos.
Jos Rufioo da Silva.
Jos Antonio Maria. --.
Faustino Pereira.
Manoel Antonio.Rodrigues Samico.
Francisco de Paula Borges.
Joaquim Antonio de Moraes.
Jos Bernardo de Miquiles.
Francisco Xavier Cavalcanti.
Joio Francisco (Tos Santos Cavilo.
Justino Francisco de Assis.
Maooel Gongalves da Silva Queiroz.
Manoel de Lemos Ferreira
Joaquim de Lemos Ferreira.
Carlos Augusto da Cooeeieio Ribeiro.
Jos Honorato de Medeiroi.
Antonio Ribeiro de Lscerda.
Manoel da Cruz Martina.
Deodoro Fernandes da Cruz.
Joaquim Correa deAraujo.
Trajano da Costa Ribeiro e Mello.
Augusto Lrns.
Luiz Jos da Silveira.
Jos de Freitas Ribeiro.
Claudico Jos Feliz.
Manoel Joaquim de Paula e Silva.
Jos Luiz Ferreira.
Jos Antonio de Lima.
AJeodalo Vieira Gomes.
Ignacio de Souza Leo.
Antonio Francisco de Moura.
Joo Igoacio de Magalhes.
Joo Francisco Regis Ferreira.
Recife 11 de agosto de 1861.
Na ra do Vigario o. 9, primeiro andar,
existem as seguales imagens, viadas ltimamen-
te da cidade do Porto, e que se trocam a preco
razoavel :
2 santuarios com as competentes imagens.
Santo Antonio.
Cooceico de Nossa Senhora.
Sant'Anoa.
S. Joaquim.
S. Jos.
Meaino Jess.
Aluga-se a padaria da travessa do Pires,
completa de todos os ulencilios, a qual est tra-
balhaodo, ou mesmo para qualquer outra uffi-
cina offerece muilas vantagens porque tem 150
palmos de fundo e 35 de largo, garaote-se o alu-
guel e o commodo : a tratar na ra da Senzala
Nova n. 30.
Precisa se
de uma ama de leite sem Olhos: em Fra de
Portas, ra dos Guararapes n. 30.
Aluga-se uma preta que entende de todo o
servico de uma casa de portas a dentro : a tratar
na travessa da Madre de Deus n. 18.
Antonio Jos Gomes, subdito portuguez.
vai a Portugal.
Jos Pereira Jnior, subdito portuguez, vai
a Portugal.
Roga-se a Illma. cmara municipal desta
cidade, que torne effecliva a disposicao dos seus
annuncios para a arreraataco dos impostos, que
vo praca nos dias 19, 22, e 86 do corrate,
porquanto, nao obstante o que alti se l respet-
to de nao poder ser licitante quem (dias antes)
nao apresenlar por fiadores pessoas, cujos beos
eslejam livres e desembarazados; nio se admit-
tindo cartas de responsabilidades ; individuos ha,
todava, de tanto prestigio, lo cheios de garan-
tas, e immunidades, como que se julgam isentos
ou dispensados da clausula cima, a qual, nao 6
por dignidad*, como porutilidade da mesma c-
mara, nao se d6ve tornar (Ilusoria.
Aluga-se o segundo e terceiro an-
dar do sobrado n. 3b" da ra do Trapi-
che : a tratar no primeiro andar, es-
criptorio de Matheus Austin & G.
A pessoa que quizer comprar um
rico ber;o de Jacaranda, cem cortina-
dos, ludo em bom estado, dirije-se
ra de Hortas o. 106, que acbari com
quem tratar.
Attenco.
A pessoa que anounciou ter 11 esersros a per-
mu ttar por predios nesta pra$a : dirija-se boti-
ca do Sr. Ignacio, na praca da Boa-vista, das 11
horas ao meio dia, que achara com quera tratar
a respeilo.
= Precisa-se de dous officiaes de sitarreire -
na ra Imperial 17. ^




DtAJUO DI fBaHallCO. SA1BADO M AGOSTO DI 1861
(5)
Largo da Peiilia
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem da molhados, partecipa aos seus reguezes, assim como aos seohores da praca, de enge-
nho e lavra#res que d'ora em yante quizerem-se afreguezar neste estabelecimeuto, qae se cha
cora um completo sorlimento de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a miior
parle delles vinaios de coota propria, est portaolo resolvido a veode-los por meaos 10 por cento
do que em outra qualquer parle, a flaneando a boa qualidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir os portadores meos praticos lo bera, como se os seohores viessem pessoalmente, para o que
nao se poupari o proprietario em prestar toda atleDC.au, alien de continuaren a mandar comprar
suas eucommeodas, serlos de que, tods e qualquer encommends comprada neste estabelecimento
aeompanhar urna coala impreasa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
Mantolga Ingleza perfeitamente fiot. imo r,. Ubr., Tende.
se por este preco nicamente pela grande porgo que tem e sefor em barril se ara batimento
Manteiga francesa. 700 r.. iibr. e bm.i a mo r,.
VuUa UyaSOll 0 meihor qe ha nJ mercado a 2800 a libra.
dem preto, 1|600, Hbra.
Queijos do ?et*o 6hegad0S BtiU uHlB0 Tapor a ^oo.
dem prato a 640 rs- inteiro a 700 rs# a libra>
laem smsso a 640 a Ubra em porQSo se ttt a batiment0#
Preimito de fiambre iDgUl. 8oo rs. km.!
PrezunU de lamega. 480 a libra iotero. M0
IV.iiieix.as iraneexas em fragco com 4 libr por 3000> a relalh01800 rg#
Esper msete a 720 rl# a Ubrtt em C8ixa a 700 r8
L,atas com bolaxinUa de soda de aerereBle qualldades, tswo
Latas com pelxe em posta de mwUu qualidade9, woo.
Azettonas maito novas, i$m 0 barrilt, reldlh0,320 m t garrafa.
Boce de \Vpercbe em ,.,, de 21ibr por 1|M0>
tramitas pari podm a 8oo r9. a ibra.
Bauba de porco refinada. 480 a 1bra, em barrl 440 .
Mi(& de tomate
Paios delombo
Cbou ricas e paios ^ no,08 a 560 a ubra.
Palitos de dente libados
Cbocoiate rancez a
marmelada imperial d0 afamado Abreu de outros muitos fabricantes de Lisboa
a 19000 rs. a libra.
\ QIIOS engarrafados Porto> Bordeaux, Carcaellos, e moscatel a 1000 a garafa.
lf InnOS em pipa de 500> 560 e 640 a garrafa> em eaDadas a 3500 4$000 4*500
Vinagre de Lisboa 0 maiuperior. 240 .g.rr.f..
aerveja dag mag acreditadas marcas a 59 a duzia, e em garrafa a 500 lf.
Ki9%reilluua parasopa a mais nova que ha no mercado a 640 rs. a libra.
Milo de amendoa, 800 ., libr8, dU. com M fl 4o rs.
lHOZeS muUo D0Tag a j2o rs. a libra.
Castannas
a^aie m}tit0 stperora 240 rs
Arroz
Fumo americano
Sevadinba
dagn niuito novo a 320 rs. a libra.
X oncinbo de Liboa a 360 n a Ubra # a 10lf a arroba.
Farinha do Maranbao a
T oncinho inglez. 200 r 1bra
Passas em cnixinnnsd.8|Ibru,48oou4aHna.
Inlependente dos gneros mencionados ercootrar o respeilavel publico tudo quanlo pro-
curar tendente a molhados.
a mais ora do mercado a 900 rs., em latas do 2libra por 19700.
a primeira vez que vieram a este mercado a 640 ra. a libra.
1 com 20 macinhos por 200 rs.
19200 rs. a Ubra, dilto portuguez a 800 rs.
piladas a 240 rs. a libra:
a libra, e a 79 a arroba:
do Maranho a 39 em arroba, e em libra a 100 rs.
alga libra, se for em porco se far abatimemo.
de Fringa a 240 rs. a libra.
mais nova a 160 rs. a libra.
Heinrick Cassel, Heinrick Nichoff e Conra-
dine Galzemyer, subditos allemies, retiram-se
para as proviocias do norte.
g O abaixo assignado alumno do quinto gj
anno da faculdade de direito desta cida- 2
P de e advogado pela rela;ao do districto 1
qg pode ser procurado pelos seus comrait- &
tes em todos os dias uteis, das 11 as 2
q^ hores da tarde, no escriptorio do Sr. ^
Jfc Dr. Jorge Dornellas Ribeiro Pessoa, g
_; camboa do Carmo n. 8.
W J. Borges Garneiro. f_
Traspasse de casa.
Traspassa-ee com consentimento do proprie-
tario, o segundo andar do sobrado o. 79 da ra
do Imperador, muito aceiado ; a tratar com Po-
lycarpo Jos Layme na mesma casa.
~ Precisa-se de urna ama forra ou escrava que
saiba cozinhar o diario de urna casa ; na ra Bel-
la, sobrado junto a mar, segundo andar.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITURA.
Tendo de ae commemorar no domingo 25 do
correte o 10* aoniversario da installago do
Gabinete, a directora convida por isso aos se-
ohores associados e ao respeilavel corpo acad-
mico, a comparecern) a sesso magna que lera
logar no referido dia25, s 11 horaa da maoha,
dos saldes da nova casa do Bim. Baro do Li-
Tcamento, na ra do Imperador, para onde ae
acaba de effectuar a mudanza da bibliotheca.
A directora espera a geral concurrencia| dos
seohores associados e convidados, para assim
tornar o acto mais esplendido.
Haverio lugares para as senhoras que se dig-
naren} comparecer a sesso, e o estabelecimento
ser aberto as 5 horas da tarde, e estar patente
aoe seohores visitantes at as 10 horas da ooite.
Sala das sessoes 20 de agosto de 1861.
J. S. Loyo, director.
A. B. Nogueirs, 1.* secretario.
= Comprara-se moedas de 209 por 20$600
na loja da ra do Queimido o. 46.
Compram-se moedas de ouro :
na ra Nova n. 23, loja.
Compram-se dous escravos mocos qae sir-
va mpaMtodooservic^jnaruaDireiUnj^^
Vendas.
Ama.
Precisa-sede ama ama para coaiohar o diario
de orna casa de familia, que seja de meia idade :
a tratar na ra Imperial n. 215, taberna.
Aluga-se o primeiro andar do
obrado n. 20 na tua Velha, concertado
e pintado de novo, coni commodos pa
ra grande familia : a tratar na Boa-Vis-
ta ra do Sebo n. 24.
Compras.
Na ra do Queimado n.
31, sobrado amarello,
compram-se escravos de ambos oa sexos, pre-
ferindo-se pretos mogos, paga-se bem sendo
boas figuras,
* Vende-se ama preta etcellente coznheira,
boa engommadeira, soffrivel doeeira, cosa chao,
(ax todo o servido de ana casa, por mnito com-
uodo preso: a tratar na roa da Moeda a 29.
AU miRAL
NATURALLEDE VlCHY.
Deposito na boticaf ranceza ra da Craz n. 22
ARMAZEM
ROUPA FS1TA
Verdadei-
ra liquidaco
DE
Joaquim FraEcisco dos Santos.
140 RA DO QUEIMADO 40|
Defronte do becco da Gongrega^o letreiro verde.
Neste estabelecimento hasempre um sorlimento completo de roapa (eita de todas as
qualidadea, e tambem se manda ezecutar por medida, vontade dos reguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 409, 359 e 309000
Sobrecasaca de dito, 359 30900
Palitotsde dito e de cores, 359, 309.
25$000 e 209000
Dito de casimira decores, 229000,
159, 129 000
Dito de alpaka preta golla da vel-
ludo, HS000
Ditos de merin-sitim pretos a da
cores, 98000 89000
Ditos de alpaka do cores, 59 e 39500
Ditoa de dita preta, 99, 79. 59 e 39500
Ditos de brim decoras, 59, 49500,
4g000 39500
Ditos de bramante dellnho branco,
68000, 59000 e 48000
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e 89000
Calsssdo casimira preta e decorea,
129,109, 99e 68000
Ditas de princesa a merino de cor-
dio pretos, 59 e 49500
i'Ditas de brim branco a decores,
58000, 49500 e 29500
Ditas de ganga de cores 38000
Golletes de velludo preto e de co-
res, Usos e bordados, 129, 98 e 89OOO
Ditos de case'mira preta e de cores,
lisos a bordados, 69,59500,59 e 39500
Ditos de setim preto 59000"5
Ditos de seda a setim branco, 69 a 5000
Ditos de gurgarao de seda pretos e
decores, 78000,69000a 59000
Ditos de brim a fustao branco,
395OO e 39OOO
Seroulas de brim de Hnho 29200
Ditas de algodo, 18600 e 18280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 68 e 39000
Ditas de madapolo branco e da
cores, 39,29500, 29 a 19800
Camisas de meias 15OOO
Chapeos pretos de massa.fraccezes,
formasda ultima moda 108,89500 e 7S000
Ditos de feltro, 69, 58, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes a
rancezes,149,128, Hf e 79000
Collarinhos de linho muito finos,
novos (eitios. da ultima moda 9800
Ditos de algodo 9500
Relogios de oure, patentas hori-
sontaes, 1009, 909, 809 e 709000
Ditos de prata galranisadoa, pa-
tente hosontaes, 408 309000
Obras de ouro, aderecos e malos
aderecos, pulseiras, rozetaa e
anneis f
Toalhaa da linho. duzia 129OOO a 109000
10*
Na ra do Cabug n. 8.
A' DINHEIRO.
Burgos PoucedeLeon, ven-
de todas as fazendas existentes nesta loja com
grande abalimeuto de seu custo, para que assim
liquidando a massa da ulincta firma de Al-
meida Burgos, somenle em consecuencia da
retirada do socio Almeida, possam os credores
da referida firma ser pagos com toda a brevidade.
PARA SENHORAS.
Chapclinas francezas de seda e Ql ricamente
enfeitadas, dando-se para ellas os seus respecti-
vos veos de fil de seda, bordados a 49, 59, 78,
98. 109 e 129-
Chapot de sol de seda de diversas cores com
toda a armaco de ferro pintado a 29, 29500 e a
39OOO.
Organdys ou cambrsias linissimas de lindos e
modernos gostos a 400 rs. cada covado.
Gaze do seda de urna s cor ha vendo cor de
cana, rosa, azul e encarnada, fazenda qae muito rs. e duzia a 640 rs.
brilha em vestidos de senhoras que tom goeto I Ditas de 200 jardas,
de ae enfeitar a 800 rs. cada rovao. ; duzia.
Gorguro de seda de ijuadrinhos a 19 e seda
de quadrinhos a 19500 cada covado.
Casaveques de cambrata bordados ricamente a
89. e muito finos que se pode imaginar a Ug.
Manguitos com gollinhas de fil e de cambraia
a 28500, 39 e 39200.
Camiiinhas de cambraia proprias para lulo
alcOOO.
Chales de seda de grosdeoaples ricos e de bo-
nitos psdroes a 209, ditos de retroz bordados a
159, ditos de merino fino de goslo da India a
I293OO, ditos de merino de differentes qualidadea
e gostos a 69, 88. 98 e 109, ditos de troco de
velludo a 68, ditos de cambraia de cores a 600 rs.
Cortes de vestidos de grosdenaples de seda de
diversas cores, com ricos babados bordados guar-
dados em seus grandes cartes sendo pretos a
508 e os de cores a 409 e a 559 < I
Tiras de babados bordados de cambraia para
diversos misteres a 500, 640 e a 19 cada tira.
Filas de seda de grosdenaples, sarjadas bem
eccorpadas e muito bonitos padroes para cintos, j
enfeiles de chapeos para seohora, laeos de cor-
tinados, fronhas e sioteiros a 800 e 19 cada vira.
Franjas de seda pretas e de cores a 240 rs. a
vara.
Bicos francezes finos a 19, 19*200. 19600, 29,
39 e 38200 cada pec,a e muito largos a 48, 49500 ,
VICTORIA
DE
Fajoses Jnior
Na ra do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de um completo sor-
limento oe miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a retalho, por precos muito baratos,
como abaixo se ver, s para quem comprar, vic-
toria sempre contar.
Colchetes francezes bons em caito de urna car-
reira a 10 rs.* e duzia 400 rs.
Ditos tambem bons de duas csrreiras a 80 rs.
e 900 rs. a duzia.
Ditos da trra em caixinhas a 800 rs. a duzia.
Agulhss fraucezas boas a 120 rs. a caixa com 4
papis.
Ditas as melhores que se encontrara a 240 rs.
a caixa com 4 papis.
Ditas em papel avulso a 40 rs. o papel.
Ditas para enlar a 40 rs. cada urna.
Linba victoria em carrilel com 200 jardas a 60
de Alexander a 900 rs. a
ELIXIR DE SALDE
Gravatinhas de
froco para senhroas.
Lindas gravatinhas de froco para senhors, pelo
barato preco de 18500 cada una '. na loja da
Victoria, na ra do Queimado n. 75, junto a loja
de cera.
Seceos e molhados
No antigo estabelecimento de seceos e molha-
dos do pateo do Carmo, esquina da ra de Hur-
tas n. 2, conlinua-se a vender todos os gneros
o mais em conta possivel, a saber: assucar bran-
co fino a 140 rs., baixo a 120, mascavado a 160
rs., refinado lino a 160, baixo a 140, crystalisado
a 220, caf a 200, 240 e 280, dito moido a 400 rs.,
pimenta da India a 440, ciavo a 800 rs., herva-
doce a 560, cominho a 19. alfazema a 320, cha a
28800. dito muito fino a 39. preto a 19800, bola-
chinhas e sequilhos de todas as qualidades a 300
rs., ingleza a 320, passas a 500 rs.. toucinho a
400 rs., gomma bem slva a 120, farinha do Mara-
nho a 140, alpista a*200 rs queijo suisso muito
fino a 480, dito de pralo a 640, dito flamengo a
29800, chouricas a 600 rs., paios a 280 um, man-
taiga ingleza a 800 rs. e 960, muito fina a 19300,
franceza a 640 e 720, banha bem alva a 480, vi-
olto a 400, 480. 560 e 640, branco a 560 a garrafa,
e em caadas se vende por menos, engarrafado
legitimo do Porto a I96OO, 18400, 19200 e I9IOO,
Pigueira a 800 rs espermacete a 800 rs., velas
de carnauba a 440, e 480 finas, arroz a 120 e 140
muito fino, azeite doce a 720, aletria, macarroe
lalharim a 560, cartas para jogar a 320, palitos do
gaz, groza a 296OO, urna duzia 240, caixinha a 30
rs., graxa em latas, duzia a 19200. ama lata 120
rs doce de goiaba, caixoes de 4 libras a 29200,
emfim todo se vende barato, latinhas com sardi-
uhas de Nantes a 460.
Quadros de mol-
dura dourada.
Lindos quadros ji feitos de moldura dourada,
proprios para retratos e estampas, pelo diminuto
preco de 59 cada um ; na loja da Victoria, na
ra do Queimado o 75, junto a loja de cara.
Milno.
Vende-se milho muito.novo a 59 saccaa gran-
des e 280 ris a cuia : na roa Nova n. 69.
Coraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidadoa a
500 rs. cada um : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca o. 16.
Attenco.
Na ra do Trapichen. 46, em casa da Ro r o
Rooker & C, existe um bom sorlimento da 11-
nhas decrese brancasem carretela do melhor
abrieaDtede[nglaterrt,asqaes sa Tende por
prajos muirazoaveis
Citrolactato de ferro,
inico deposito na botica do Joaquim Martina o
da Cruz Coy?cia & C, ra do Caaag n. II,
om Peraamaaeo.
H. Thermes(deChalaii)antigo pharmaceutico aprsenla hoje urna nova preparadlo de ferro
com o nome de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico um luxoempregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas tac
variadas, maso bomem da scienciacomprahende a necessioaae e tmporisncta ae una tai vane-
dade.
A formula um objeeto de muita importancia em therapeutica ; um progresso immenso,
quando ella, maniendo a essencia do medicamento, o torna agrada y el, fcil e possivel para todas as
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
Das numerosas preparaces de ferro al hoje coohecidas nenhuma rene to bellas qualida-
des como o eltxir de citrolactato de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quena dose, o ser de urna promptae fcil dissolugao no estomago, de modo que completamente
assimilado; e o nao produzir por causa da lactina, que contem em sua composiQio, a constipado de
ventre to frequentemenleprovocada pelas outras preparc.6esferroginosas.
Estasnoas {validades em nada alterara a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substaocia da qual o medico se nao pode dispensar em sua clnica, de incomparavel ulilidade
qualquer formula aue lhe ddpropriedadestaes que o ortico o possa prescrever sem recejo. E' o
que conseguio o pharmaceutico Thermes com a preparadlo do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparaces ferroginoets, como o
atiesta a pratica de muito mdicos distinctos que o tem ensaiado. Tem sido empregsdo cono im-
menso oroveito as molestias de languidez(chlorose paludas cores; na debilidade subsequente as
hemorrhagias.oas hydropesiasqueapparecem depoisdasiolermitentes na incontinencia : de urinas
por debilidade, as peroles brancas, na escrophula.no rachitismo, na purpura hemorrhagica, na
convalesceocia das molestias graves, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos os casos
em que osanguese acha empobrecido ou viciado pelasfadigasaffec;des chronicas., cachexia tuber-
culosas, cancrosa.syphililica, excessers venreos, onanismo e uso prolongado das re -rjres ruer
curiaes.
Estasenermidades sendo mui frequentes o sendo o ferro a primipai uc-alancie de qu
medico tem de locar mo para ss debelar, o aulhor do citro-lactato do ferio .Bt.ece louvores e
roconhecidamento ahumanidade por ter descoberlo urna formula pela qual se n,a sem recelo usar
de Ierro
23 Ruada Imperatriz 23
PIANOS E MSICAS.
J. Laumonnier convida os senhores mestres e amadores de msica, virem a sea armazem
ver os excedentes- pianos Laumonnier, que seiba de receber da Paris, fabricados expressamente
para o clima do Brasil, muito elegantes e de gostos modernos. Igualmente tem msicas dos me-
lhores autores, sssim como concerta e afina os mesmos instrumentos.
AOS SRS. ACADMICOS
Acaba de chegar da provincia da Bahia superior tibaco em cabello, fabricado na mesma
provincia, para cigarros e cachimbos e acha-se a venda no mesmo deposito em casa de Jos Leo-
poldo Boargard, ra da Cadeia do Recite n, 15, loja do
Centro comniereial
na mesma casa existe pingas de metal para cigarros.
nnoao row
DO DR. CHABIJE
MEDICO E PROFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
DAS ENFERMIDADES
PLUS DE
COPAHU
SEXXIAES,
Citrato 4e ferro Chable.
Xarope mui prefeiivel ao
Copahiba e as Cube-
bas, cura inmediatamen-
te quolquier purgacio,
relaxaco e debilidade, e igualmente fluxos e
flores brancas das mulheres. lajee?o de
Chahie. Esta injeceo benigna emprega-se mes-
mo tempo do xarope de citrato de ferro, urna vez
de manbi, e una vea de tarde durante tres dias;
ella "Segura a cura.
PARA 0 TRATAMENTO E PRMPTO CURATIVO
DM TODAS AS AFFECfOES CUTNEAS, VIRUS
OEPURATIF
n SANG
ALTERACOES DO SANCCE.
Depurativo de Mugue.
Xarope vegetal sem mer-
curio, o nico conbecido
e approvado para curar
con promplida e radi-
calmente impigent, pstulas, btrpes, sarna, co-
mix-;s, acrimonia e alteraces viciosas do san-
gue; virus, e qualquer afleto venrea. Ha-
nho miaeraea. Tomao-te dous por semana, se-
ltitndo o iratamento depurativo. Poaaaaa
tiaeraeUea. De um *ffeito maravilhoso as af-
feces cuuoeas e comisoes.
aientorrafcWan.Pomada que as cuaa em 3 dias.
O deposito na ra larga do Rosario, botica de Uarhtlome Francisco de Soma, n. 36.
/
Sirop du
fFORGET
JARABE DO FORGET.
Este xarope est approvado pelos mais eminentes mdicos de Paris,
_ imo sendo o melhor para curar constipacoes, tosse convalsa e ostras,
afleceoes dos broncMos, ataques de peito, irritaeftes nervosas e insomnolencias: ama colaerada
pela manba, e outra i noite sao sufucientes. O efleito deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
tempo o doente e o medico.
O deposito 4 na ra larga do Rosario, botica de Birtholomto Francisco de Sema, n. 36.
aSOOrs.
Ditos transparentes muito bons a 400 rs.
Meias cruas brancas e de cores para homem a
160, 200.240 e 280 rs. o par.
Ditas prelas para homem a 120 rs. o par. *
Ditas para senhoras a 240, 280 e 320 rs. o par.
Ditas brancas cruas e ne cores para menino a
160. 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para senhora a 200 e 240 rs o par.
Enfeiles de vidiilho a 18800 rs. cada um.
Ditas a_Imperatriz muito lindos a 8Jcadaum.
Cintures de seda com borracha para homem a
320 cada um.
Ditos de algodo 240 rs. cada um.
Cintos muilo lindos para senhora a 1{800, 2L
CJOO e.3j} cada um.
Franjas de botlas brancas e de cores para cor-
tinados a 4$ a pega.
Ditas de algodo para loslha a 25800 a peca.
Ditas de linho para casaveque a 120 rs. s vara:
E outras muitas miudezas que se tornarlo'en-
fadonbo menciona-las atiancaodo-se, porra, que
? 3o se deixar de vender a quem Irouxer diohei-
rona loja da Fajozes Jnior na ra do Queima-
Ainda ha pef
e a 59 a pefa.
Bicos de seda branca ou de blonde para en-
feiles de chapeos como para enfeitar vestidos de
noivss a 320 rs. cada vara.
Enfeites pretos de vidrilho a 28 e a 28500.
Ditos de floree francezas a 3$, 43 e a 58.
Ditos de verdadeiro froco do seda a 2g.
Luvas brancas e edr de canna de pelica de
Jouvin a 500 rs.
Toucas de la francezas para senhoras paridas
a 3800O.
Pentes de tartaruga a imperatriz a 88.
PARA MENINOS.
Brimzinho de linho a 200 rs. o covado.
Capinhas, jaquetinhas e casaveques de la a
18500,28. 28500 e 48.
Calcinitas de cambraia a 38.
Sapalinhos bordados de seda a 18280.
Bonete francezes a 28500, 3$ e a 48-
Toucas de la para menino de peito a 800 rs.,
e de fil enfeitadas com fita e bicos a 18-
Meias pintadas a"300 rs, cada par.
Lencinhos de retroz a 18500.
Luvas dt pelica de Jouvin a 500 rs.
PARA HOMEM.
Brim trancado muilo fino de listras e quadri-
nhos de pura seda e linho para caiga, collete e
paletot a 18500 cada vara.
Fusto alcochoado de riscadiohos para pletot
e calcas a 480 rs. o covado.
Cortes de clleles de fusto a 500 e a 8"0 rs.
Cortes de calcas de case mira a 38, 48. 58 e 68.
Chapeos pretos trancezes a 05, ae pama escu-
ra a 3)3200, do Chyli de 58 al ao preco de 128,
de palha para artistas a 800 rs.
Casacas, palelots, caigas, seroulas, de todas as
qualldades e precos, cdtno muitas- outras fazen-
das to em conta que admira.
ntremelos bordados.
Vende-se a 18600 e a 28 a pega de entremeios
muito finos e ricamente bordados ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Fstojos para barba.
Ricos estojos com espelhos e repartimentos
para os necessarios de barba, pelos pregos de 28,
3. 4 e 58 cada um : na loja da Victoria, na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Facas e garios.
Muito boas facas e garfos para o diario de urna
casa a 28600 a duzia de talheres: na loja da Vic-
toria, na ra do Queimado n. 75, junto a loja de
cera.
Cixas parajoias.
Lindas caixinhas pora guardar joias, pelos pre- 0 uso de seus bracos e pernas, dfpois dedur
gos baratos de 400, 600, 800, 18 e 28 cada uma^: | permanecido longo tempo nos hospiues, o ite
chincha.
8
s
I
Chegou a ra do Creipo n. 8
loja de 4 portas, yin sortimer.to
5 de castas de cores iixas e lindos
padroes que se vendem a 240 rs.
o covado, do se amostras com
JI penhor.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacis
podom teslemunhar as virludes deste remedio
incomparavele provar em caso necesfario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu cojnc e
membrosinteiramentesos depoisde ha>or em-
preado intilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'ss
relatara todos os dias ha muitos annos; e a
maior parte dellas sao to sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Qusntas
pessoas recobraram com este soberano remedio
alojado Victoria, na ra do Queimado n. 75,
junto a leja de cera.
Trapiche
BaraO do Livrameuto.
Largo da Assembla nu-
mero 15.
Ha continuamente para vender neste novo es-
tabelecimento o segainte :
Cera do carmubi em poredes ou a retalbo,
qnalidade regular superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 arroba 9 4.
Barricas com cebo do Rio Grande, em porcoes
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a 2
arrobas.
Meios de sola, differentes qnalidedes, em por-
Qes ou a retalho.
Courinhos curtidos.
Farinha de mandioca por I $500 a sacca.
Farelo em saccas grandes por 3$800 a sacca.
Aos baraleiros.
Vendem-se chitas francezas a 240, 260 e 280 o
covado, ditas inglezas a 160, 180 e 200 rs. o co-
vado, organdys de btns gostoa a 500 rs. o cora-
do, cambrsias de salpicos braocos e de cores a
240 o covado, ripeado francez a 200 rs. o covado:
na ru da Imperatriz, loja armazenada de 4 por-
tas u. 56, do Magalhes Si Heodes.
Luyas de finacamursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
etreommenda mui finas luvas de camua, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e as esta
vendendo a 28500 o par ; os senhores offlciaes e
cavalleiros que lacomprarem conhecero que sio
baratas a viata de sua finura e duracio, e para as
obter dirigirem -se ra do Queimado, loja da
aguia branca o. 16. Adverte-se que a quandade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
Vende-se urna taberna sita oa ra Direita
n. 113, a qual bastante afreguezada ; quem del-
la pretender, dirija-se a mesma, que achara com
quem tratar;
deviam soffrer a amputado 1 Dellas ha ru-
cas quehavendodeixado esses, asylos de psde-
timentos, para se nao submeterem a essa rpe-
racao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu rer0-
nheciraenlo declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e ouiros magis-
trados, afim de mais autenticaren) sua a firma-
tita.
Ninguem desesperara do estado de sande se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar ncontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento be til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos macabros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas de anut.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacdes.
Inflammac^o do figado. |
Inflammaco da bexiga
da matris
Lepra.
Males das pernas.
dos peos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuraces ptridas.
Tinba, em qualquer
parla que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
daa arliculaces.
'otas torcidas 00 no-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres o. 244, aStrand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas eocarregadas da sua venda em toda a
America do sul, Havana t Hespanba.
Vende-se a 800 rs cada bocetinhi conia
urna inatrnocao em portuguez para explicar
modo do axtr uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum.
pharmaceutico. na ra de Cruz n. M, m
Pernambuco.
Ditas de 100 jardss brancas e de cores a 30 rs.
o carrilel.
Ditas de Pedro V, em carto com 200 jardas a
60 rs. a carto.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabera branca e encarnsda*
120 rs. a meada.
Ditas do giz brancas e de cores a 800 e 900 rs.
a caixa com 50 novellos.
Papis com cento e tantos alfinetes a 40 rs. e
duzas 400 rs.
Alfinetes francezes cabera chata a 120 rs. a
carta
Ditaspara arrruces a 2g60O o mago.
Cordao imperial para vestido a 40 rs. a pera.
Eofiadores de algodo a 60 rs. cada um.
Caivetes finos de duas folhas para peona a
200 rs. cada um e duzia a 2$000.
Ditos de cabo de viada de urna folha de 160 rs.
cada um o duzia a 1S600.
Ditos mais ordinarios a 120 rs. cada um e du-
zia a 1^200.
! Lia do todas vas cores para bordar a 6S500 a
j libra.
Pentes muito bons de balis para alisar a 20
240 e 280 rs. cada um.
Ditos os melhores e maiores que se encontram


Mi
.
K6
MARIO 0| MMUIIJrJCO SAMADO U ti *MTw 01 lMt,
Cesuhas de Hamburgo.
S6 na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
IB, quemrecebeu ura completo sortimento de
liadas cestinhas de todos os tamanhos proprias
pira meaints de escola, assim como maiores com
tampa proprias para compras, balaioa preprios
pira costura,ditos proprios para faqueiros, ditos
multo bonitos par brinquemos de meninos, di-
tos maracas pinladinhos que se venden por pre-
sos muito baratos-
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites de retroz, sao os ine-
lhores e mais molernos que ha ne mercado, pelo
bantissimo preco de 89: na ra do Queimado
n. 22, oa loja da boa (.
Vende-se urna cas de pasto em boa loca-
lidade: a tratar na ra do Rangel o. 69.
V cu Je-so peonas de ema para espaoado-
res : na ra do Vigaiio n. 26 Io andar.
Opava vende
cortes de catemira preta, muito boa faienda, a
385UO o corle : na ra da Imperatriz n. 60, loja
de Gima Silva.
vende lencos
Fioissiraos lencos a-imilacSo de labyrintho bor-
dados a 19 e 132x0 : na ra da Imperatriz n. 60,
loja de Gama & Silva.
vende vestidos.
Vestidos de cambraia brancos com babados,
fazenda que se vende era outra qualquer parte a
8$ torram-se a 4S : na ra da Imperatriz n. 60,
luja de Gamma & Silva.
Batos.
Chegou pelo ultimo navio de Liverpool nova
remessa da verdadeira composico de massa
phosohorica para matar ralos e baratas : vnde-
se na travessa da Madre de Dos o. 16, arma-
zem de Ferreira & Martins.

k L0J4 DO PAVi
Da
; Ra da Imperatriz n. 60.
DE
Gama&Silva!

Acaba de recebor um novo sortimeoto
de fazendas proprias para senhoras e
meninas que veodem por presos bara-
lissimos como sejam :
Ricos corles de cambraias brancos
cora barra adamascada e outros com ba--
hados brancos e de cores que vendem a
3550O, pegas de cambraia muito fina com
'i 10 varas e urna vara de largura a 6 e
2 7$, ditas transparentes muito Onas cora
H 8 e 1|2 varas a 39 e 38500, ditas de 6 e
1 1(2 varas a '25500, pega de cambraia
branca com salpico com 8 e 1(2 varas a
B 4J. nortes de cassa com salpicos brancos
I e de c ires a 2j>, ditos de ditos brancos
J iavra las a 2$, capas pntalas com lin-
jj dissimos padrees o covado a 280 rs di-
j tas de salpico brancos e de cores o co-
i vado a 210 rs., chitas francezas escurase
alegres a 220, 240,260, 280, 300 e 320
j ris.
Sedas.
Grosdenaplea preto bastante largo e
I encorpado o covado a I96OO e 1$800, di-
|" to corda rosa a 2$, dito azul cor muito
j Ouuia h ti,^(00 o ooroio, ao ia larroda
cor do ciuna muito moderna por ser ada-
j uscada o i.'ovad. a 2$, chamalole pre-
I to bajtaotelargo o covado a 2/.
Parafuiiiias.
Dimasco de la cora 6 palmos de lar-
I gura para cobrir me3as de jantar, de
I raio de ssla, pianos etc., etc. o covado
a 15250. damasco de seda encarnado e
I amarello proprio para colxas, cortinas
! etc., etc. o covado a 2J20, sedas bran-
cas proprias para vestidos de noivas fa- ra
znda muito superior, mvjapolo muito ^
' fino pega de 40 jardas a 4(0 rs. a jarda,
ditos muito superiores a 200 rs. a jarda, .,
! a 44500. 58,59500, 6g. 68500 e 78, al- K|
pac prea muito superior a 500. 560, &
j GOrs. o covado, grande sortimento de fcjj
j chitas pretas francezas covado a 2i0 rs., ^
j dilas ingieras a 160 rs. o covado. cas- gg
sas pretas a 430 rs. a vara.
Para vestidos.
Orgrniys de cores fazenda muito rao- S|
Jema covado a 560, mimos do eco e ^s
gazias de se la fazenda muito nova co |i9
vado 18, chaly muito bonito a 18, 800 S
py e 61) rs. o covado, lazinhas claras le- Si
tj5 cido kropaa covado a 640 rs., cortes de E8
?S, gorgurao escuros a 69. rgn
P Chales.
%?) Ricos chales de krepom cora listas de *{
gy sda i 8jt. diios de ditos a 78. ditos da a
V3 froco a 6-, diiosde merino com palme .r>
% d) se la e 'le velludo a 49500. ^
Bordados. g|
J2 Camisetas com golla e manguitos a 39, BU
%% e 58. manguitos cora gollinhas a 39, ,.y
'i I9500asolliohas muito delicadas a 600, ~&
P>" 800 c 18. lencinhos de labyrintho pro- ^
? prios paraseihora ou para presente a [r25
\ 18280 e 1 600, ditos muito fiaos a 49. C3
Paletots para homem. |
PalatoU de panno preto de todos os ^
rjpj pregos e qualidades tanto saceos como jjj
Sy sobcecasacos, ditos de casemira de todas gg
fjm a3 coret, ditos de ganga o de riscado, ^
ifeft caigas do brim de linho brancas e de co- r&fl
|p3 res, ditas decasemira de lodos os tama- S
5|j nhos e qualidades tanto prelos como de ^
ra cores garante se a bemfeoria destas r^5
t' obras por terem sjdofeilas por um dos ^
raelhores alfaiales dcsta citado;, na 3|
mesraa loja existe um resto de chapus ^
da sol de seda a 69 e lengos de seda a j|
19, tambera se vttte constantemente um P
cumlelo sortimento de roupa feita para
escravos ou para trabalho muito bem
cozidas, do-se as amostras de todas as
fazendas deixando penhor ou mandam-e
levar pelos caixeiros da casa aos frogua-
zos que quizerern.
jSSH-S^BSlI........
Riada Senzala Nova a.42
Vands-se ira casa da S. P Jonhston 4C,
sel'insa silb5esQglezes,candeeirot a castigaes
br>nz9ados,; onaj aplazas, i davala, ahieou
para carros, oaomaria.irraiospaTa carro da
usa ioua cvalos ralogiosd-a ouro paianta
ngiar.
ilttenco
Venle-se urna cata i bira ao rio C*pibribe,
Bo Poc.o da Panell, co eommodea para grande
familia, e muito propria para se passar a festa,
com 4 auario, gabinete, eopiar, cozinha fftra,
quintal muri to, esirrbaria ; igoatanen vnde-
se una mulata de aoniti ftgur, seno vicia*, oeirt
*li*'iue, no- ciiziuti, lava a engumma ben. e
tambero urna mobilia de ceregeira.em muito bom
estado : ua ra Xora, sobrado n. Vi, pfinetro
andar.
A.rado amencanoic nachiiia-
pitaUfarrottpa:emcftti*.F. Jo
nbston 4 C. ra daienzala a.91.
Nova pechincha.
Pegas de cambraia lisa fina com T li,8 e 9
jardas a 29500, 39 e 39500, chita larga fraticeza
a200e220rs. o covado : na ra do Queimado
n. 44.______________
Grande sorlimeolo
Fazeudas de todas as qua
lidades.
Na loja n. 23.
Vestidos de blonde, ditos de seda, di-
tos de phanlasia e de cambraia bor-
dados.
Lazinhas, sedinbas de quadros e
cambraia3 de cores padres modernos.
-\a leja n. 23 da raa da Cadeia.
Manteletes, capas compridas moder-
nas, taimas de fil epolonezasde rosto.
Fil, larlalana, organdys com novos
padres, cambraia com lista da cor o
mais moderno.
Na loja o. 23 da ra da Cadeia.
Saias balo, manguitos, gollas, pen-
tes de tartaruga, lequas, perfumaras,
luvas de pelica.__________________^^^
Chales de todas as qualidades, gros-
denaples, chita franceza, cimbraia
branca etc., te.
Roupa feita
Na loja n. 23 da ra da Cadeia.
Completo sortimento de paletols, cal-
cas, cohetes, camisas para homem, me-
ninos e senhora.
*^* Vende-se muito barato
t^* Vende-se muito barato
1* Na loja n. 23
K^* Na loja n. 23 de
GURGEL & PERDIGA.O'.
Transslins grossosdere-
troz para relogios.
Vendem-se a 500 rs. cada um na ra da Quei-
mado, loja d'aguia branca, n. 16.
Bandos de nova epro-
veitosa invenco.
Atoja d'aguia branca acaba dereceberama pe-
quen* porcJo de bandos de urna nova e pro-
veilosa invenco, com os quaes muito aJianto
as seohoras n coraposifo de seus cabellos. Es-
ses novos e preciosos bandos sao de compridos
cabellos humanos mui bem tecidos e seguros em
pequeos pentes com osquacs se prendera a-
quelles por dentro do cabello da senbora, ser-
vindo de enchnenlo o mesmo que el les trazera,
e depois junto o cabello do dito ao da pessoa faz
um lindo e perfeito amarradilho, principalmen-
te quando a senhora lera pouco cabello, e em
todo o caso sao dispensadas as pesadas trouxas
que eoto se usavam. E' o que de melhor e
mais moderno apparece, e a vista da perfei^e e
utilidade da obra sao biratos por 69090 o par
Os cabellos s5o prelos e castanhos, conforma os
oaturaes das senhoras. Eiles acharase semen-
te na ra do Queimado, loja d'aguia branca,
n. 16.
mmm
para vestidos de senhora e
roupinhas de criancas.
Na loia d'aguia branca se encootra um bello
sortimento de franjas de seda, laa e linho, bran-
cas e de cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como urna diversidade de galo de seda e
linho, brancos e de cores, aberlos e fechados, lar-
'os e eslreilos al o mais que e possivel, iraocas
ambera de seda, laa e linho, de dilTerenles qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas: por isso quera precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do QueimaMo n. 16, que ser bem
servido,
*^ ^*a &&w **w *BW WW itWW riKwNwWSWat
4 loja da bandeira
SNova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numer 37. g
Manoet Jos da Fonseca participa a 5
II todos os seus freguezes tanto da pra$a |C
* cmodo mato, e juntamente c respeita- 9
vel publico, que tomou a deliberarlo de M
h baixaro preco de todas assuas obras, por
ijl cujo motivo tem para vender um grande If
P sortimento de bahs e bacas, tudo da
2 differeoles tamanhos o de diversas cores S
2 ra pinturas, e juntameute um grande
sortimento de diversas obras, contendo
* banheiros e gametas grandes e pequeas,
machinas para cafe camas de vento, o
que permite vender mais barato possi*!,
como seja bahs grandes a 49 o peque-
nos a 600 rs., bacas grandes a 59 e oe-
quenas a 800 rs,,cocos a 19 a duzia. Re- J
cebe se ura official da mesma oficina tt>
para trabalhar. j|
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Semprecondescendente e prazenteiro com os
fregwezei que Ihe trazem dioheiro, o propriela-
rio deste grande ostabelecimeoto continua a of-
ferecer ao publico, por precoa mdicos- e sempre
ioferiores aos de outra, o seu bello sortimento
de calcado francez, ioglez e brasileiro e rejam :
Homem.
Bonegulns Vctor Emmanuel. 10*000
couro de porco. .... IO9OOO
lord Palmerston (bezerro \ 995O0
99OOO
895OO
59500
50000
SfOOO
1S5O0
58500
3g000
5g500
dteo
59000
41900
49500
48000
38-200
29240
I9OOO
ESTINO
DE
Jos Dias Braodao.
5Ra da Lingueta 5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza i 1j j libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a I94OO, pas-
sas a 560, conservas inglezas e portuguezaa a
700 rs., aletria, tilharim e macarro a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 1940O, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 59 a duzia.dita preta a 600 rs. a garrafa e
698OO a duzia, tanto em garrafas como era meias,
ervilhas francezas e portuguezis a 720 rs. a lata,
spermacelc de 4, 5 e 6 em libra por pre;o mui-
to em conia, vicho do Porte engarrafado fino
(reino) a 19500 rs., vinho de Lisboa eFigueira a
560 es. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-tos, que do contrario se tornava enfa-
donho aos freguezes. (Dioheiro vista.)
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A leja d'flgaia branca acaba de recaber essa ao-
va e apreciavel agua ambreada, de une aroma ex-
celentemente agradare!. Ella serve acertada-
mente para se deitar algamas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando dtsso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com etpecfa-
dade das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mor rfeleitavel. re-
! aullando alem de refrescar o tirar oc fazer desa"?
parecer eae hlito (fesagradavel que quasi aem-
; pre se tem pelo transpirar. Tambe tem a pre-
ctosidade de acalmar o ardor que deia a navalha
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto tenba della compotigo. Gus-
ta o frasco 19, e quero aprecia o bom nlo o.eixar
certamente de comprar desse eslima vel agua em-
breada, lato na loja d'aguia branca, na na do
Queimado n. 16, nica parle onde se chara.
diversos fabricantes (lustre]
John Russell......
Sapates Nantea (bateria inteira). ,
patente.........
Sapatos tianca (portuguezesf. i .
(francezes).....
9 entrada baixa (sola e vira]. .
muito chique (urna sola). .
Senhoras.
Borxeguins primor (Joly). .....
brilbantina. .....
Raspa alta.......
baixa......;
31,32.33.34.....
decores 32,33.34. .
Sapatos com sallo (Joly)......
francezes fresquinhos. .
> 31,32.33 e 34 lustre. t9UW
E um rico sorlimento de couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, sola, vaquetas, cou-
riohos, fio, laixas etc., por menos do que qual-
quer outra poda vender.
BASTOS
Na raa Nova n. 47, junto a Cooceico dos Mi-
litares, acabam de receber um grande sorlimen-
to das verdadeiras camisas inglezas pregaa lar-
gas e estreitas peitos, collariohos e pannos de
linho, e como seja grande quantidade tomamos
ajJeliberacan de vender pelo diminuto preco de
359 e 409 a duzia, uniformes de easemiras de co-
res a 208, 25$ 309, assim como omitas outras
fazendas que s cora a vista que se pode reco-
nhecer o que barato.
Admira vel pechin-
cha a 3,500 o corte.
Na loja do Pavao.
Grande e variado sortimento de cor-
tes de cambraia de seda tanto de barra
como de xadrez, de listas ou de flores
matisadas fazenda de 83 que se vende a
o#500 para apurar dinheiro: na ra
da Imperatriz n. 60, loja de Gama &
Silva.
Enfeites de flores para ca-
samentse bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feilos com muite
gosto e a ultima moda, sao mui propriospara as
senhoras que vio a casamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os presos ao 89,
10 e 129. porm quem apreciar o bom eonhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a rus
do Queimado. loja d'aguia branca n. 16.
Bonitos toncado-
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armacao preta, torneada,
e gaveia com embutidos e maehetados que os
tornam mui elegantes, os quaes servem exceden-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e de rapazessollei-
ros, e pelos precos de 8, 9 e 109, sao baratissi-
mos oa verdade, e quem os vir na ra do Quei-
mado, loja d'agaia branca n. 16, se agradar, e
infallivelmenle comprar.
Espelhos para
salas.
Ricos espelhos de moldura dourada com mui-
to boos vidros para ornamentos de salas, de va-
rios tamanhos e precos : na loja da Victoria, na
rua do Queimado n. 75, junto a loja de Cera.
Lindas caixinhas
com necessarios para costura
Acaba dechegar para a loja d'aguia branca mui
liadas caixinhas matizadas, com espelho, tesonra,
caivete, agulhela, agulheiro, dedal e ponteiro,
tudo pratiado e de apurado gosto, emm ama
caixinha excellente para um presente, mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
109 e 129 : na lo^a d'aguia branca, rua do Quei-
mado n. 16.
Campos Na rua do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de cambraia para guarnicao de vestidos
por commodo prego.
Na loja barata
Vendem-se cortes de cambraia de salpicos,
brancos e de cores, a 29 e 2|400, chales de groxe
a 79, cobertas de groxe a 99. manguitos a 19 o
par, ditos de fuslo a 3$, ditos de linho a 39500 :
na rua da Ira peral iz, loja armazenada de 4 por-
tas n. 56, de Uagalhes & Mondes.
Va ceas torinas S
Vende-se a dinheiro on a praso a taberna
n. 1 da rua do Arago, com poucos lundos, e por
isso muito propria para alguru principiante : quem
jka pretender, dirija-sa a mesms taberna, das 9
horas da manha s 4 da tarda.1
Trina egales.
Na loja n. 30 da rua da Cadeia de Recife ha
para vender trina, galoes e volaotes por precos
commodoa.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'agaia branca receben prximamente
um novo e lindo aprtimenlo de cascarrilhas de
seda para enfeitea de vestido, sendo de difieren-
tes crese larguras, e como sempre as esta ven-
dendo baratamente a 29, 3, 4 e 5g a pega, precos
estes que em nenhuraa outra prtese achara, e
ssim na rua do Queimado, loia d'aguia branca
onuraer 16.
Contina
o pavo.
A 30000.
Ricos vestidos de cambraia de cores, fazenda
intairamenie nova, afiangaudo-se ser cor segura
com 8 1|2 varas, que se veuJe na rua da Impera-
riz a- 60, toja de Gama & Silva.
Bom e assim barato
ningaem deixa de comprar ama pasta psra pa-
pel por 19000. Na loja d'aguia branca aoha-se
umaporgo de boas e perfeitas pastas para pa-
pel com calendara perpetuo, e ndice das testas
mudareis, pelo qu se tornam de fnoila utili-
dade, e o pequeo preco de lflOOO cada urna
convida a aproveitar-se da occasiao am que se
eslo ellas vendendo por metade do que sem-
pre custuram ; assim dirijam-se a rua do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que ser
bem servido.
Gravatinhas de raz de
i
9 chegadas ha tres dias de Lisboa : na rua 9
9 do Hospicio tasa da Thooaea d* Aquioo #
$9 Fonseca. SB
Vende-se em casi de Adamson, Howie &
C, rua do Trapiche Novo n. 42, biscoitos iogleees
aortidos. em pequeas latas.
20 e 30 arcos.
Saia balo a 39OOO cada urna, fazenda perfeita-
mente boa, chales de lia estampados a 39500,
ditos de merino finos d pona redonda a 69, chi-
tas francezas escuras a 240 ra o covado. datas
estreitas tintas segares a 169 rs., viseado francez
padres bonitos a 160, pegas de bretanha de rolo
a 29, cambraia tisa fina a 39 a pega, eassas de
cores a 200 rs. o covado: na loja das 6 portas em
frente do Lisramento.

Pegas de fita de linho brincase de co-
res a
Groza de penas de ago muito finas a
Frasees de opiata para limpar denles a
Copos com banha auilo boa a
Espelhos de columnas ao adaira branca a
Carteiras para guardar dinheiro
Rialejos para meninas a
Baralho portugus
Yaras de franja para cortinadaa a
Groza de botes de lougj brancos a
Tesouras muito finas para nobas e cos-
tura a
Caixas de charutos de Havaoa muito su-
periores a
Carlas muito finas para voltarete o ba-
ralho a 240 e
Varas de bico largura de 3 dedos s
Garrafas com agua celeate para cheiro a
Rialejos com 2 vozes para meninos a
400
49OOO
320
120
19500
100
coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravaliohss de raiz de coral com duas e tres
rollase lagos ms ponas, sendo ellas bstanle
compridas, avista do que sao oaratissimas a
295OO e 39OOO :' assim bom e barato a na loja
d'aguia branca, raa do Queimado n. 16.
Saias de cordo.
Superiores saias de cordo a 39, 3^500 e 49,
ditas aleexoadas muito superiores a 59 ; na rua
do Queimado o. 22, loja da boa f.
Saboneles
Ricos vestidj^s de cambraia
bordados a 30< o corte
sondo os mais modernos que ha no mercado : na
raa da Cadeia do Recife n. 53, loja de Alvaro &
Magalhaes.
Luvas de pellica pretas a 1 #.
Na loja da Aguia d'Ouro, mi do Cabug n. 1 II
vendem-se luTB de pellica pretss de Jouvin a 19
o par.
Venda de propriedades
Vendem-se as casas terreas sitas na rua alraz
da matriz da Boa-Vista o. 30 a 32, Rangel n. 79,
e rua do Parte o. 26, todaa cora solos proprios :
a tratar eom Antonio Jos Rodrigues de Souza,
f" do Queimado n. 12, primeiro andar.
Vende-se a todos miudesas baratas
Apparega dinheiro que a vista faz f ;
Correi freguezinhos s estrellas grata8
Que no Rosario divisam a loja que .
Lujad
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Veodem-sesabonetes de amendoa para barba,
cada um em sua caixinha de louga a 500 rs. ; na
rua do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Libras sterlinas.
Vendem-se Ao escriptorio de Manuel Ignacio
de Oliveira <$ Prlh, largo da Corpo Santo.
4 2.500 o covado.
Damasco de seda boa fazenda, encarnado, cor
de cannae branco.
Manteletes de fil preto enfeilados com bico a 59.
Damasco de la com 6 salmos de largura cova-
do a 19500.
Chales de merino bordados a velludo superior
fizenda a 89.
Cortes de casemira de cor a 39500.
Setim Maco superior a 25500.
Casemira preta setim superior a 29500.
Pegas de indiana tinisstma cera 10 varas a 8$.
Na rua do Crespo loja n. 10.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commo-
do : na rua nova de Santa Rila o. 65.
4 28 o corte,
Cortes de riscado francez com 14 covado pelo
barato prego de 29 : no armazem de fazendas da
rua-do Queimado o. 19.
Tachas e moendas
Braga Filbe & C. tem sempre no seu depo-
sito da rua da Moeda n 3 A, um grandesor-
raento de tachas e moendas para engenho da
muito acreditado fabricante Edwin Mawatra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapiche
n. 4.
Batatas.
Vendem-se batatas a 19 a arroba, e 40 rs. a li-
bra : na rua Nova n. 69.
Vejan o Pavo.
Vendem-se riquissimos cotes de ves-
tidos de seda de cores fazenda que se
?erxdeu por mais de 100$ cada corte e o
Pav3o vende pelo diminuto preqo de
50$. 35$ e 40$, por terem um pequeo
toque de moflo : na rua da Imperatriz
n. 00, leja de Gama & Silva.
AttencSo as sedas de quadrinhos a 720
rs. o covado.
Vendem-se sedas de qua-
drinhos muito enco-pados a
720 rs. o covado e diU a 560
rs.. :na rua dt Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva
lival sen segundo.
Na rus do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Haia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos precos abaixo declarados pa-
ra apurar diaheiro, pois o qua muito precisa,
garante ludo perfeito, pois o prego admira :
Liona do gaz superior para marcar, no-
velo a 40
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a 30
Dita decarretel muito boa, carretel a 30
Nvelos de linha do gaz brancas a 10 e 20
Carreteis com linha preta muito gran-
des a 160
Varas de franja de la muito bonitas a 100
Pecas de tranca de la mullo bonitas o
com 10 varas i 900
Pares de meias cruaa para menino a 200
Ditos ditos de cores todos oa tamanhos a 160
Ditos de cores para meninas a 120
Duzia de meias etuat para homem a 39400
Cartdes de linha Podro V com 200 jar-
das a 80
Caixaa eom tissoes para acender charo-
toa 40
Caixas com phosphoros de seguranza a 160
Duzia de phosphoros do gaz a 140
Fitas para enar vestidos muito gran-
des a 80
Prascos d'agua de cotona muito supe-
rior a __ 400
Ditos comenelros muito fino a 600
Dnziademaiss para senhora o elaer
que b* a 89900
Pecas de traoemha de Ua sortidas a 50
Saboneles superiores e multo grandes a 160
Groza de botes de osso para ealca sendo
- pequeo a 120
Dita de ditos grandes a }40
Tramoia do Porto superiores varas a
* 100, *?*~~*~~~- leo
as (res estrellas, rua
larga do Rosario d. 33
Enadores para espartiUios a 60 rs., ditos de
seda preto a 100 rs., gallo branco de linha a
100 e 120 rs. a vara, ditos prelos de seda a 1JJ600
a pega com 10 varas, tita de velludo escoceza
para sintos a 1JJ a vara, ditas encarnadas a 800
e i#. Ata lavrada de la e seda a 120, 240 e 400
rs., ditas de garsa a 480 rs., ditas de sarja a 800,
Id e 13500, Ola com colxetes a 320 e 360 a vara,
fita de velludo eslreita a 19 a peca, ditas de cor
a 800 rs., caixinhas cora agulhaa francesas a
120, 160 e 240 rs., bico de seda a 120, 240 e
320 rs., ditos largos a 800 e 1&200 a vara, bico
preto de linho a 240 e 400 rs. a vara, franjas de
la preta a 700 rs. a peca com 10 varas, trancado
para enfeitea 800 rs. a peca com 15 varas, pen-
les de tartaraga a imperatriz 1 7j e 85, ditos
para tirar bixos a 320 rs uta de sarja eslreia
com pouca avaria a I a peca eom 11 varas, tra-
moia a 320 e 400 rs. a pe$a com 15 varas, guar-
danaposde linho a 200 duzia 2J, escotas para
tacto a 640, 800 e 1, ditas fina a l#5O0, barre-
tes de palha para meninos a 2|500, ditos de pel-
lucia branca fazenda de apurado gosto a 5tf, es-
tampas de diversas imagensa 120 e 160 rs ditas
brancas ceusa nova a 320 e 400 rs., ditas colo-
ridas muito finas a 800 e 1, tesouras para cos-
tura a 100, 160 e 240 rs., ditas muo finas a 320
e 400 rs., caivetes para aparar penas a 100 e
160 rs., ditos muito finos a 800 e 13 com duaa
folhas.dedaes brancos a 40 rs.. escovas finas pa-
ra dentea a 920 e 400 rs., ditas para unhas a 120
rs., dilas para cabello com cabo de bfalo a
1$500, botes de osso grandes para paletot de
brim a 500 rs. a groza, ditos de massa preto pa-
ra paletot de alpaca a 720 e 800 a groza, ditos
de seda para casaca a 1S600 e 2J800. dilos de
massa cous nova a 3g a grosa, botes de vidro
para casaveque a 200 e 240 rs. a duzia, dilos de
linha a 240 rs., aboluadura para collele a 240 e
820 rs carteiras grandes para dinheiro e let-
tras a 6S, capachos para porta a 480 rs., dilos
grandes para sof a 1^400 e outras muitas qun-
quilheria que se vende sem reserva de preco
para acabar.
Feijo de corda
no armazem de Tasso Irmaos, rua do Amorim
n. 35.
Cabo de marim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas, escovas de cabo de mar-
fim e madreperola a 2j e 2g500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se rua
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Garlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Carissa viu-
da ltimamen-
te de Nevr-
York.um com-
pleto so rt i-
menlo das me-
lbores machi-
nas de eozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
a pe rfeicoa-
mentos, fazendopesponto igual peles dous ladoa
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tamben receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteb, linha de todas as cores tudo
fabricado exprossamente para as mesmaa ma-
sWsw'siesK-sfe^sissie-fiiseiefiRiii
Importante
Aviso
Na loja de!4 portas da rua do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupaa feitas, para coje fim tem aten-
tado urna officina de altaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre viado de Lisboa, pa-
ra desempennartoda e qualquer obra que so Ihe
encommende; por isso que faz am eonrite espe-
cial a todaa as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exordio.
Faz-se fardas, fardos eom superiores prearos
e muilo bem feitas, tambero trata-se fazer o far-
damento todo completo conformo se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
li vieram ; alm disso far-se mais caeaquiohas
para montara, fardetas ou aquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudaBtes de esta-
do maiore de cavallaria, quer seja singlos on
bordados a espequilha de ouro ou prsla, tudo ao
gosto da Europa, tambero prepara-se becas para
desembaraadores e de qualquer juiz segando o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
contiendas at hoje, assim como lem muito ricas
desenos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pageos oa criadas de libr que ae
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaqueles a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
da que se promelter, segundo o systema d'onde
veto o mestre. pois espsra a honrosa visita dos
dignos senhores visto qae nada perdem em ea-
peri asentar.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n. 1 B,
recebeu umicoropleto sortimento de gollinhas de
missaoga, sendo de todas aseores
mnaneie ***
ped
Encyelo- 8
ica I
Ltoja de fazendas
[Rua do Crespo numero 17.]
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratsimos :
Chapelinas de seda de riquissimos gostos
a 120 cada urna.
Ditos de palha de Italia a 289.
Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 3}.
Cassas de cores fixas e delicados padres
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quaoto pertence para adornos de se-
nhora porbaratisstmos precos.
Calcado Meti de 2 solas e sola fina.
Para homens.
Grande sortimento de roupas feitas e
chapeos de todas as qualidades.
Objectos de goslo para
casamentas.
A loja d'agaia branca acaba de receber da aua
encommenda um complete sortimento de objec-
tos de gosto, proprios para casamentos, sendo
finas luvas de pellica enfeiladaa para noivas, de-
licadas apellas com 1 e 2 caixos para o peito,
caixos brancos de flores mui finas, bonitas fitas
brancas lavrada para lacos, dilas muito estrellas
para enfeites de vestidos, franjas de seda e tran-
cas brancas para a manan fim, meias brancas
de seda, fazenda muilo boa, bonitas ligas de
dita (lio bem ha para meninas) gravalaa bran-
cas do seda e chamelote para noivos, em fim
urna variadede da objectos escolladas ao melhor
goslo, e o mata moderno, todos proprios para
casamentos : na rua do Queimado, loja d'aguia
branca, n. 16.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C.,
rua do Vigario 9 o bello sortimento do
relofios de ouro,patente ingle*, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
urna variedade do bonitos traacelins para os
mesmos.
ROUPA FEIT1 AINBASAISBAIUTAS.
SORTIMENTO COMPLETO
DK
fazendas e obras feitas.!
HA
LOJA E ARMAZEM
DK
IGes k Basto!
8
8
8
NA
Una do Queimado
a. 4, frente amarella.
Constantemente emosumgraDdeeva-
riadosortimento deaobrecasacarpretaa
de panno e de cores multo fino < Jfej
30je 35j|, paletols dos mesn.os pannos
a 20S.225 e24|,dites saceos pretos dos
mesmos pannos a 14, 16| 18|, casa-
cas pratasmuitob>em feitas edesuperior
panno a 28, 30$ e 95. aobrecasaras de
casemira da core multo finos s 15;. iff
e 195, ditos saceos das mesan a easemi-
ras a lOf, 1*3 e 14J, calcas pretas de
casemira fina para homem a 85, 9, 101
e 12, dilas decasemira decores a 7$,8J,
99 elOf, ditas de brim brancos muito
fina a 55 069, ditas de ditos de roref
39, 39500, 4 e 49560, ditas de rreia ca-
semira dricas core a 4$ e 45(i, rol-
letes pretos de casemira a 59 e 69,' ditos
da ditos decores a 4fMt e 59, dilos
branco fie seda para casamento *> 59
dito de 69, colletes de brisa branco e de'
f usto a 39, 39500 e 49. ditos de corea a
29500 e 39, paleto tspretos de roerinf d,
cordo saeco e sobrecasacoa ~$, b? e9&,
collotespretosparaluto a 4$5ti(> P 5j
cas pretaa da merino a 4:fe50 e 59. ff-
letots de alpaca pretaa 39500 e 4$, dito*;
sobrecasaco a 69,79 e 8{, muito fino rol-
letes de gorguriio desedade core.muito
boafazandaa39806 e4S. cc-llete.-d rel-
iado de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca depanno pre-
tos e de cores a 149, 159 e 169, ditos de
casemira saccopara os mesmos a 69500 ti
73,di tos de alpasa pretos saceos a 39
S500. di tos sobrecasacoa i5{ 59500,
ealcas de casemi-ra pretas e de cores a 69,
6$500 e 79, camisa para menino a 20
dazia, ca misas Inglesas prega (largas
~ a>uitosaperiora)329aduaiapar*acabar.
Assimcomo temos urna officina deal
'latecodemandamos executartodas a
S'viateondemaodamos t
obras eom br*idede.
Novidade.
Fazendas barat-
simas.
Chitas modernas inglezas, covado a 180 rs.
Dilas francezas, bom gosto, covado a 240.
Cassas pintadas muilo finas, covado a 240.
Vestuario para meninos a 39.
Cortes de vestidos de phanlasia para baile a 65.
Chales de merino cora palmas de velludo a 7.
Dilos de dito com ponas redondea a 65
Camisas de cambraia de linbo para senhora
89000.
Grosdenaple preto superior, covado a 10600.
Cortes de seda lavrada superior a 35$.
Pegas de madapolao muito a 49500.
Lazinhas de quadros para vealidos, covado a
240 rs.
Camisas francezas de linho para homem, dnzia
a 339W0.
Manteletes de grosdenaple preto e de cores a
209000.
Cortea de cambria de rada a 6J.
Ditos do clleles de velludo superiores a 69.
Sedas pretas lavradas, covado a 1|200.
Chaly de cores com lislra de seda, covado a
500 rs.
Corles de gorgurode seda para collele a 2J.50Q
Velbulina Uvrad da cores, covado a 500 rs.
Esguio de linho muito fino, vara a 19.
Cambraias de salpicos muilo Unas, peca a 3J90O
Lencos brancos de cambraia, frauden, duaia a
3$000.
Eofettes pretos e de cores do vidrilbo 1 SJk
Luvas de pellica brancas a 1X500.
Rtseados fronemee finas, aovad** 20.
Meiao eiuaa muito finas, duzia a 39500.
Besa como muitas outras fazendas baralissimas
tanto para negociar como para gaato das familia*
qae farao a oeeior eeeaoaua comprando ; oa loja
do hiendas o deposito do machinas de costura,
de Bayanndo Cario Leite & Irmo. n. 12, rua
da Impeatriz, amigamente aterro da Boa* Vial %
*


DUM1Q D MUaUBCO. 6ABBADO 14 M 1GOSTO DI 2M1.
Chegue-n ao barato.
0 Pregnic*. eal quemando, em sua lejaaa
roa do Queimade n. 2.
Pegas de brttanba de rolo eom 10 raras a 39
easemira escura entestada propria para calsa,
eoHele palitos a 860 rs, o corado, cambraia
rajandir de muilo bon gosto a 480 rs. a rara,
dita liza transparente muito fina a 39, 49 e 69
a peca, dita upada, coa 10 raras a 5$ e 6f a
peca, chitas largas da modernos e escolaidos pa-
drees a 340, 260 e 380 rs. o corado, requissi-
mos challas de marin estampados a 79 e 89
ditos bordados eomduas palmas, fazenda muito
delicada a 99 cada um, ditos com urna s palma
uito finos a 89500 rs., ditos lizos com franja
de seda a 59, lencos de cassa com baTra a
100, 120 e 160 ra. cada um, raeias muito finas
para senhoa a 49 a duzia, ditas de boa qoalida-
de a 39 e 39500 rs. a duzia, efaiua f raneezas
de ricos desenhos para coberta a 280 rs. o cova
do, chitas escuras inglezas a 59900 is. a peca,
e a 160 rs. o corado, brira branco de puro liaho
a 19, 19200 e 19600 rs. a rara, dito preto
muito encorpido a 19500 rs. a rara, brilhantina
aaul a 400 rs. o corado, apalea de diflerenies
cores a 39600 rs. o corado, casemiras prelas fi-
nas a 29500, 3 e 39500 rs. o covado, cam-
bra ia preta e de sal picos a 500 rs. a rara, a ou-
uas muilas fazendas que se far patente ao com-
prador e de todas se daro amostra com penhor.
Attenco
jFazendas e rou-!
pas feitas baratas*
NA LOJA DE
s
[48Ra da Imperatriz48]
Junto a padaria fra aceza.
Acaba da chegar a este estabeleci-
mento am completo e variado sortimento
de roupas de diversas qualida Je* como
sejam : gran4a sorliaseato de paletots
de alpaca preta e de crea 39 e 3d50O,
diloa forrados a 49 e 49500, ditos france-
zes fazenda de 109 69500, ditos de me-
rino preto a 69, ditos de brim pardo a
3jJ800 e 49. ditos de brim de cor a 3500
ditos de ganga de cor a 39500, ditos de
alpaca de la araarella a imitago de pa-
lha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
easemira a 49500, 5$ e 59500, ditos de
easemira saceos a 135, ditos sobrecasacos
a 15, ditos de panno prete fino a 209,
22jt. 28$. ditos brancas de bramante a
39500 e 49, calcas de brim de edr a 1J800
23500, 3, ditas brancas a 39 e 4JtOO, di-
tas de meia easemira a 39500, ditas de
easemira a 6350Q. 7j500 e 9, ditas pre-
las a 48500. 79500. 99 e 109, eolletea de
ganga fraoceza a 1600, diios de fusilo
JfSO. dilos braneos 2j800 e 39, ditos
de setim preto a 39500 e 49500. ditos de
gorguro de seda a 49500 e 59, ditos de
easemira preta e de cores a 49500 e 59
ditos de velludo a 79. 8$ e 99.
Completo sortimeoto de roupa para
meninos como sejam calcas, cohetes, pa-
letots camisas a I98OO e 29, ditas de fusto
a2ja00, cbapos trancazos para cabeea
fazenda superior a 69500, 8$500 e IOS
ditos de sol 6J e 8500, ditos para se-
nhora a 4J500 e 59. Recebem-se algu-
mas, encommeodas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um cen-
tra-mestre n estabelecimenlo para exe-
cutar qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Aobarateiroda ra da Imperatriz d.
48 juntoa padaria fraoceza, vende e:
neos cortes de cambraia brancos e
Bordados com dous folbos a 69OOO, ri-
cos cortes de vestido de seda escocesa m
pelo brrato preco de 12$. cambraias lizas g
muito finas com 10 jardas a 39500 e 49 e
de tcocia a 69, saias a balo de arcos a g
9^00. cortes ae chita fraaceza achamalo- |f
tadacom 14 corados a 5$, pecas de cam- *5
braia lisa para forro cora nove varas a 2f
e um completo sortimento de chita fren- 2
ceza a 2iO. 260 e 280 rs. o covado e das S
inglezas a 180 e 200 rs. e outras multas 5
, fazendas por preces commodos.
gewsittieaK m mmmm^m
rara se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente reeebido de sua
propria eocommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
rapor rancez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso qu*m quizer comprar
boas luvas escusa caosar-se, dirlgir-se aloja
d aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
zttk bem aervldo.
Coral de raz
Vende-se muito bom coral de raz, o o a 1|:
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Polassa da Russia e cal de
Entre-meios
No bem couhecido a acreditado deposito da raa
da Cadeia do Recife n. 11, ha para vender a rs
dadeira potassa da Russia, ora e de superior
qualidade, aasim como tambera cal rirgera em
padra ; tudo por precoa mais baratos do que em
oatr qualquer parte.
Ra do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, ren-
de-se por precos muito baratos as seguinles fa-
zendas de superior qoalidade e modernas, sedas
de quadros miurios para rostidos de senhora e
meninas a 800 ra., babados largos e transparen-
tes a 39 a pe?a, ntremelos muito finos a 19500,
capas de merino e fuslao para senhora a 59, chi-
tas largas escuras e claras a 240 rs. o covado,
roopoesde seda a IOS, Peas de bretanha de al-
godao a 23, nscado francez muito fioo a 180 rs.,
manguitos bordados finos a 29, gollinhas borda-
das a 640 rs., atberns de panno felpudo para
hornera propnos para chuva a 109, capas russia-
as o melhor que tem rindo a este mercado a
309, palelots de panno preto a 18$ e 209. sobre-
casacas de dito muito finas a 25J, calcas de cise-
mira preta e de corea de 5 a %$, ditas re brim
raoco e de eores de 29 a 59, paletots de alpaca
e de brim de 39500 a 59, camisas brancas e d
cores flnss a 2$, chapeos de sol de seda supe-
riores a 6S, ditos ioglezes a 109, cassas de cares
transparentes a 240 rs. o covado, assim como
outras muilas fazendas que se renderao por me-
nos do seo ralor para lechar con tas, vestuarios
de brim e fusto todos guarnecidos e enfeitsdos
para meninos a 29.
os melhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca receben um esplendido
sortimeoto de ntremelos de delicados bordados,
e gostos inteiramente novo, com differentes lar-
guras, do mais estreito at mais de li9 palmo,
cuas diversas applicacdes escusa dizer-se porque
lodas as senhoras sebera : os precos sao de 2 a
59 a pe;a conforme a largura, e tal a bondade
delles que quera os rir e apreciar o bom.infalli-
velmente os comprar: na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado n. 16.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para cuntas e facturas, papel mata-borrao; ven-
de-se na leja d'aguia branca, na do Queimado
o amero 10.
mmmmm m mmmmmm
Na ra da Cruz n. 10, casa de S
Kalkuiann Irmaos &C, tem ex-
posto um completo sortimento 1
j| de amostras de objectos de #bor- %
racha, proprio para machinas de gg
engenhos, sendo correias para *
transmittir movtmento, canudos
de borracha de qualquer com-
j priment e grasura, pannos de
g borracha, rodetas de dita, so-
l bre ditos- artigas tomam-se en- M
S commendas.
Muita grvala ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se eneontra um grande
e bello sortimento de grsratas de differentes gos-
tos e qualidades, e por precos taes que em e-
nhumaootra prtese acha. como soja, gravati-
nhasestrellas bordadas a 800 e 1J, ditas pretas
de cores agradaveis a 19, 19200 e I9500j ditas
com pontas bardadas e matizadas, e lisas de mu
bom setim maceo alf,500. Pela variedade do sor-
timento o cora prador ter muilas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Em casa de KaLkmann Irmaos j
M & C., na ra da Cruz n. 10, exis- (
0 te constantemente um completo $
sortimento de
fij Vinhos Bordeaux de todas as {
^ qualidades.
0 Dito Xerez em barr*. i
m Dito Madeira em barris e caixas. <
^ Dito Muscatel em caixas. i
^ Dito champanhe em gigos.
% Cognac em barris.
M Cerreja branca.
0 Agua de Seltz.
^a Azeite doce muito fino em caixas.,
^* Alvaiade em barris.
Z Cevadinha em garraftes.
Vende-se um cabriolel bastante usado com to-
dos os scus pertences, e por um prego razuavel,
na cocheira do pateo do Paraizo do lado da igre-
ja : para ver e para tratar, com o capito Teixei-
ra no quartel de polica.
I Loja dos bara-S
S teiros,
Ra do Crespo n. 8 A .
B Leandro & Miranda. S
Recebemos pelos ltimos navios e
vapores da Europa grande e variado sor-
0 timeoto de fazendas, roupas feitas e 0
A perfumarlas, e tudo se vende por menos a%
v que em outra qualquer parte, como se- 3
W jam : ^p
s Cortes de vestidos de cambraia branco Si
h bordado a b$, 109, 139 e 25$.
? Superiores saias bordadas a 39. w
0 Baldes de madapolio e crochet a 49.
^ Ditas de clina s 6f500.
W Cobertores de I muito grande a 59. fP
0 Chitas francezas muito finas a 280 rs. o 0
^g covado.
' E outres muilas fazandas por preoos 5
19 baratissimos. Sh
A 51000.
Admirem o pavo
Acaba de chegar pela ultimo vapar francea w-
qufcsiaiae cortes de cambraias brancas e do cor
com babadas da seda e ditos de a venial maula-
dos de seda, fazenda que rai 459, vende-se a 5$:
na ra da Imperatriz a. 60, loja d Gama & Silva.
Loja das seis portas em
Frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno prelo a 229, fazenda fina,
calcas de easemira pealas a de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletets
de bramante a 49, ditos de fusto de cores a 49,
ditos de estamenha a 45, ditos de brim pardo a
33, ditos de alpaca preta saceos a sobrecasacos,
dolletea de velludo pretos e de cores, ditos de
corguro de seda, grarataa da linho as mais mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinhos de linho
ga uliima moda, todas estas fazendas sa renda
parato para acabar; a loja est aberta das 6 bo-
las da manba at as 9 da noite.
mihv
&%!SCI\
as
gai
O deposito dos phosphoros do gaz de Ferreira
& Marlios, na traressa da Madre de Dos, arma-
zera n. 10, acaba de ser supprido com novas re-
n.essas, e contina a vender em caixas e a reta-
lho, por muito menos preco do que em qualquer
outra paite.
SABAO
Joaquim Francisco de Helio Santos arisa aos
seus fregueses desta pra;a e os de fra, que tem
exposte renda sabaode sua fabrica denominada
Recifenoarmazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; massa araarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feito oseu deposito de velas de carnau-
za simples sem mistura alguma, como as do
composico.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de luvas de pellica ebegadas
no rapor ioglez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado o. 16.
Cal de Lisboa.
Veodem-se barris com cal em pedra a mais
nova que ba no mercado a 69 cada um : na ra
do Brum n. 66.
^* aFlll1 a\T37 Acaba del g
mmm____.
Rat daStnalla MfTa a.42.
Hasta esttbaUcimente contina ahavarum
fleto sortiasen to da maendasaaeias moen-
paraengaaho, machinas da rapor etaixas
le farro batido a coado,da todos ostamanhos
Pr* dito
A dinheiro
Loja dos barateiros, ra
do Crespo numero 8 A.
Leandro A Miranda,
Ricos vestidos de cambraia branca bordados a
259 e 309 o* corte, seudo os mais modernos que
na no mercado.
Saias bordadas muito finas a 39.
Vestidos de cambraia branca bordados a Zua-
vos, fazenda nova de muito gosto a 229.
. outras muilas fazendas que temos reeebido
pelos ltimos vapores e navios da Europa, e que
tudo se vende por menos que em outra qualquer
parle. M m
Vende-se a srmacao da muilo afreguezada
taberna da ra das Aguas-Verdes n.48 : a tratar
no pateo do Terco, taberna n. 19.
,yeD0'e",e 'relo superior de Lisboa, saceos
com 90 libras, mais commodo no prego que pode
ser ; no caos do Ramos n. 4.
Vinho chamissp.
iuJ/?/?de",e este delici0l *inho engarrafado a
9500 a garrafa : no novo destino de Jos Dias
Braodao, ra da Lingoela n. 5,
Ha para vender, na rna da Cadeia do Recife a.
12, em case de Bailar & Oliveira.
O torrador!!!
M Lni-go do T erijo 18
* Quem duridar reoha ver; manleiga ingleza
perfeitameole flor a 19 a libra, fraoceza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito eras a 80 rs. a libra
assim como se torra massas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros mullos gneros perten-
ceotes molbados. { a dinheiro vista.)
chegar
ao novo armazem
DE
Vende-se urna boa armaco de amarello,
toda envernisada, que serve para qualquer esta-
belecimento, e por preco razoarel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
Rua do Queimado n. 10,#
J loja de A portas de Fer-||
rao Vende-se cortes de superior ea-
semira que em outra qualquer
parte somente poderlo vender
por 5$ a
Cortes de velludo de cor para
collete de superior qualidade e
gosto a 3J500 e
Cortes de ditos pretos bordados
e5f Chapeos de castor rapado a
45000
49OOO
69000
89000
Peonas deac
inglezas, caligraphieas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda as verdadeiras pennas de ac ingle-
zas, caligraphieas, cuja, supenoridade est deci-
dida, e ainda assim contina a rende-las a 29 a
caixioba : na loja d'aguia branca, ra do- Quei-
mado o. 16.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug o. 1 B,
vende- se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio!
Csixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria eocommenda muito
lindas caixiohas de costara com msica, proprias
para mimo, qne se rende muito barato.
Vendem-se os engenhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
\i safreja dous mil pes:
| quem pretende-los dirija-se
I a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes sarendem por precos muito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurrnos a
269,289, 309 e a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16, 185. S<>9 e a 249, 1
ditos de easemira de cor mesclado e de
novos padroes a 149.169, I89,209 e249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99, 109,129 e a 149, ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 89, 109, e 125, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordo a 12$, ditos
*Si de merino chinez de apurado gosto a 159,
B ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
P ditos suecos pretos a 49, ditos de palha de
I seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
e a 49500, ditos de fusto branco a 49,
grande quantidade de calcas de easemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49, di tis de brim de cores d
finas a 2550O, 39, 39500 e a 45, ditas de 8
brim brancos finas a 49500, 55, 59500 e a 2
69, ditas de brim lons a 59 e a 65, colletes
de gorguro prelo e de coras a 55 e a 65,
ditos de easemira de cor e pretos a 45500
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 45,
ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
ealcas de merino para luto a 45500 e a 55',
capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamaohos : caigas de easemira
prefa e da cor a 55, 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 25, 39 e a 39500, paletotssac-
cos de easemira preta a 65 e a 7s>, ditos
de cor a 69 ea 75, ditos de alpaca a 39
sobrecasacos de panno preto a 129 e
149, ditos de alpaca preta a 59, Loneta
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos es tamaohos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 anuos comfiinco
babados lisos a 89 e a 125, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 59 e a 69, ditos da
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muilas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de ai-
reate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptidao e perfeico nadadei-
xaa desojar.
Attenco
Vendem-se caixoes vastos proprios
parabahuleiros.funileros etc. a 15280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que abi se dir' quem ostem
para vender.
Carros e carrocas.
Em casa de N. O. Bieber
& C. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-se carros americanos mu elegantes
e leves para duas e 4 pessoas e recebem-se en-
commendas para cujo fim elles possuem map-
pas com varios desechos, tambera vendem car-
rosas para condcelo de assucar etc.
N. O. Bieber & C, successores, ra da Cruz
n. 4, tem para vender relegios para algibeira de
ouro e prata.
Berros de palha da Italia
Vendem-se bercos de palha de cores, sendo
amarello, encarnado, azul, verde, e de tartaruga,
muiU) bem feitos, e com sua competente cama!
sao de multa utilidade pan esto paiz por ser elle
muito calido, e os bercos muito frescos, segundo
nos afirma o fabricante da Italia ; devem ser pro-
curados na ra estrella do Rosario o. 11, exposi-
cao de balaios fios e gressos de Sodr & C.
Vende-se urna carraca com um excellente
boi, vende mais um boisou com um carro mui-
to bom, sendo os bois dos melhores conhecidos
no servico da praca : em Santo Amare ao p da
fundico, taberna de Jos Jacinlho de Carralho.
Luvas de Jouvin.
Centinoa-se a vender as superiores luras de
pellica de Jouvin, tanto para homem como para
senhora ; na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f. '
Gravatas da moda.
Vendem-se gravalinhas estreitas muito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo baratis-
simo prego de 1 ; na ra do Queimado n. 22
na loja da boa f,
Bramante de linlio muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho eom duas
raras de largura, pelo baratiasimo prego de 29400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
A 2$500
Chales de merino estampados, que em outras
lojas se vendem por 49 e 59 na loja da boa f
na ra do Queimado n. 22, vende-se pelo bara-
tissimo prego de 29500.
A t$ o corte
de caiga de meias casemiras escuras
cor; na rna do Queimado n. 22,
boa f.
de
na
urna s
loja da
Lencos brancos.
191
Ao Pavo
Vende-se fioissimos cortes de riscadiohos fraa-
cez coml4covadosa29:oa ra da Imperatriz
n. 60, loja de Gama 4 Silva.
Manteiga ingleza
flora 1,000 rs. a libra
Franceza a 680 a libra : na ra das Cruzes n.
24, esquina da traressa doOuridor.
Attenco.
Narua Direitan.32 rende-se carne do serlo
a 320 rs. a libra, rioho da FiRueira a 500 rs. a
garrafa, cerveja diamante a 500 ra. a garrafa
vinho engarrafado a 19380 a garrafa do melbor
que ba no mercado, latas de peixe a 19280, quei-
jo do serto a 640 a libra, ditos do reino a 29600,
?rtSUOl de LameB a 48. linguica do reiuo a'
480 a libra, cbampanha a 1| a garraa, azeite
doce refinado a 900 rs. a garrafa, rancez, reas de
espermaceie a 800 rs. a libra, manleiga ioglea
a 1J120 a libra, dita baoceza a 720. balataa a 60
t. a libra, cha perola a 3g200. dito da India a 39.
rinagre de Lisboa a 320 a garrafa, touciobo a 220
a libra, albo a 60 rs. o molbo, em caoaslra se fa-
r alguma diSatenca : ao maia lodoe os gneros
se renderao em cont.
Vendem-se lencos brancos proprios para algi-
beira, pelo baralissimo prego de 29400 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Para quem precisar.
Na padaria da rna Direita n. 84 ba para render
bons aylindros americanos para padaria, nova-
mente ehegados, assim como rodas para crrela
de diversos lamanhos.e bons aguilhdes e marcaes
que se vendero por commod > preco
' Vende-se champagne superior em
caixas ou gigo : na casa n. 42 ra da
Cruz de James Crabtree Milho a 4000 rs.
Vende-se milho em saceos grandes por 49 : na
ra da Guian. 9.
armazenada de
Paris.
Vendem-se novos gostos de sedas a Pompadour
a 800 rs. o covado, fazenda de 29, pegas de ea-
guio de algodio com 14 jardas a 39, fazenda de
6$, esta fazenda propria para camisas por ser
de boa qualidade: na ra da Imperatriz, loja ar-
mazenada de 4 portaa n. 56, de Magalhaes &
Uendes.'
Luvas de Jouvin.
Goes l Bastos, na loja da ra do Queiaaad
n. 46, tem as verdadeiras luras da Jouvin, e con
mo as recebe em direitura per todos oa rapores,
as vende por prego commodo.
Genebrada Hollanda em bo-
tijas.
Vende-se na casa de Brender a Bran-
dfs 4 C. : na ra do Trapiche Novo nu-
mero 16.
Deposito de arca
de moldar, eadinhos de todos os nmeros, cobre
em lengol e rodas, lato em folha desde a gros-
sura de papel al o mais grosso preciso, estanto
em barra e rerguinha, laxos de cobre a 850 rs a
libra, chumbo em lengol e barra, tenas de vidro,
e ootros muitos objectos de metal : na ra Nora
defronte da Conceigao n. 38.
Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecas de camnrsa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia balso ele etc.,
vista do que, e de soa muita durago sao bara-
tissimes a 1J200, barato assim s se eneontra na
lofa d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Cera de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recife, loja o. 50, ha pa-
ra vender cera de carnauba a melhor que ha no
mercado.
Liquidado
sem lemites, na lo-
ja do sertanejo.
Muniz IrmBo & C, liquidatsrios da firma de
Ribeiro & Lobo, tendo deliberado acabar com o
estabelecimento de fazendas sito na ruado Quei-
mado n. 45, com o titulo de loja do seilaoejo
junto ao becco da Congregagio, pedem a todas
aquellas pessoas que precisaren) de fazendas que
agora a occasio de se sortir, visto o prego fa-
zer cenia, como abaixo declaramos as seguinles:
cortes de vestidos de seda pretos bordados a vel-
ludo a 8O9, dilos dos mesmos a 60$, ditos sem
serem bordados a velludo a 509 e a 359, todos
por metade do seu justo valor, assim como tam-
bera tem de cor, fazenda muito boa, a 509 e a
6O9, todos em bom astado, toalhas de linho para
rosto a 4g50O a duzia, espartilhos de mola e car-
retel a 49500 uro, grvalas de seda pretas e de
cores a 640, grosdeoaple de cor a 1$400, seda de
quadros a 900 rs. o covado, colletes de gorguro,
ditos de velludo pretos e de cores, paletots de
panno fino muito bons a 15 e 189, oigas de ea-
semira pretas e de cores a 69 e a 8, ditos de
meia easemira a 4( e a 59, manteleles, caigas de
brim de cor e brancas, paletots de alpaca de cor,
de merino, de brim branco, franeezes, melas de
seda para senhera, chapeos de castor brancos e
pretos de seda, e muilas outras fazendas que se
torna eofadonho annunciar, e que os freguezes
farao o prego, o que aangamos que nao se en-
geita dinheiro.
Feijo amarello a
10,000
de Lisboa superior, vendem Moreira &
Ferreira, ra da Madre de Dos n. 4.
a Isooo
a arroba de batatas inglezas muito oras : no ba-
zar da roa do Imperador.
Viva a concurren-
cia.
Ra Nova n. 67.
Nesta tenda dealfaiate de J. Hunder encon-
j trarao seus benvolos freguezes um sortimeoto
i de fazendas modernas que recebeu direitamente
da Europa, ptimas para caigas, colletes e casa-
cas, tudo bom para a ptjjmavera : na ra Nova
numero 67,
Madapolo avada-
do na ra do Queimado
numero 19.
Madapola Gno avariado a 3$ a pega.
Vendem-se
os seguinles livros : o assessor forense, manual
abreviado do cidado, o defensor da religio, o
diccionario Iheologico, elementos do direito ec-
clesiastico, Jahr, medicina borneopatbica, 4 vo-
lumes, inslituigoes cirurgicas, atlas geographico,
methodo de violao por Carulli, por prego com-
modo ; na loja de encadernaco de livros junto
a igreja da Coogregagae.
S a dinheiro.
M. 19Roa do QaeimadoN. 19.
ARMAZEM DE FAZENDAS
DE
Santos Goelho.
Vendem-se as seguinles fazendasbaratissimas:
Lindos cortes de phanlasia de seda de tres fo-
Ihos rgg.
Gollinhas a 2$000.
Ricas gollinhas bordadas das mais modernas a
2$000.
Cortes de seda a 40.
Superiores cortes de seda a 409.
Cobertas a l#80O.
Gobertasde chita achineza a 1*800.
Cortes de seda a 25$
Cortes de seda de 1009 por 25g por ter algum
mofo.
Leocoea de linbo a 1J900.
Bales para senhoras e meninas.
Lencoe de bramante a 3#300.
Grandesleogoes de bramante.
480 e 6*0 rs. a#vara.
Algodo de duas larguras a*480 a 640 a rara.
Bramante de linbo
com 10 palmos da largo, pelo barato preco de
2#000 a rara.
Lengoea de panno de linho sem costura a 3$.
Toalhas de fustao a 500 rs. cada urna.
Cambraia de salpicos graudos muilo fina a 59
apega.
Grosdenaples de quadrinhos com algum mofo
a 640 o corado,
Tarlatana de todas as cores para rostido a 800
ra. a vara.
Fil de linho liso muito fino a 750 a rara.
Capellaa de flor da laranja para noiraa a 59.
Barato que admira
Bolacfainha ingleza.
Vendem-se barriquinhas com bolachinha ingle-
za a 19600 ; na ra da Guia, taberna n. 9, e na
Lmgpeta, deposito n. 6, e far-se-ha alguma di-
Jerenga. sendo em porgo.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos oissimos de linio proprios
para os tabaquistas per aerem de cores escurase
fizas, pelo baralissimo prego de 69 a duzia ; na
ra do Queimado n. 22, na bemeonbecida loja da
boa f.
Batatas e cebollas. *
Veudem-se nicamente nos armazens procres-
sivo e progressiata no largo do Carme n. 9 e ra
das Cruzes n. 36. cebolla a 1JJ280 o cenlo, e ba-
tatas a 1$, a arroba a 50 ris a libra, tmbem tem
porgp de queijo de prato chegado no ultimo pa-
quete que vendem-se a 680 ris a libra e 620
sendo inteiro, affianga-se ser tudo do melhor que
se pode desejar.
. ypH
|daco de certas
I fazendas finas. |
RA DO CRESPO N. 17. >
Riquissimas cbapelinss de seda para A
) senhoras, de diversas cores a 129. @
9 Cassas de cores bonitos padroes a 240 "
rs. o covado.
Cassas e organdys de cores a J80 rs. o
covado.
v Chitas de todas as qualidades e pregos.
l Muilissimas fazendas finas que se ven-
dem por pregos baratissimos para liqui-
m dar, do-se amostra das fazendas.
Em casa de Adamson, Howie & C, ra do
Trapiche Novo n. 42. vende-se :
Itolhis de corliga nissimas.
Lona e flele.
Fio de vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Sellios, silhdes, e arreioa para carro ou cabriolet.
Vende-se urna cabra (bicho) parida de pou-
co, mansa e boa leiteira : a tratar na ra Augus-
ta n. 31. B
- Veode-se um escravo eom idada 20 annos
pouco mais on menos, e de bonita figura : na ra
do Queimado loja de ferragens n. 13, de Moraes
Filho.
Vende-se urna taberna ta lugar do Cempo-
Verde, freguezia da Boa-Vista, bem afreguezada
para a trra, com poucos fundos, propria para
quem tiver pouco dinheiro : na ra do Socego uua
mero 44.
Vendem-se pennas de ema ; na ra da
Senzala Nova n. 30.
Vende-sea boa casa terrea n. 18, sila atraz
da igreja do Pilar, lado do mar ; a tratar no pa-
teo do Paraizo n. 10.

#
**

Escrayos fgidos.
No dia 19 de Janeiro de 1856 fugio do en-
genho das Mallas, comarca do Cabo, um raulMo
por nome Jeronymo, idade 30 annos, baixo, es-
padando, ps pequeos e carnudos, os dedos dos
ps curtos, pernas grossas, pouca barba, bom ca-
j bello, cor acanallada, quando falla gagueja
, mestre sapateiroe carreiro. Da primeira fgida
que fez foi preso em Caruar, e agora consta an-
dar por alli mesmo e pelos serldes do Penedo ;
quando fogio levou um poltro rozilho cabano
com este ierro CI: quem o apprehender e levar
i ao referido engenho receber 1009 de gratifica-
gao. O referido mulato iSUtula se forro, e cons-
ta andar pelos sertoea com esse titulo.
Alleiicao
Nesta dala fugio deste engenho o escravo cricu-
lo de nome Jos, com idade de 25 annos, pouco
mjis ou menos, cujos sigoaes sao os seguinles :
alto, corpo regular, cor preta, cabellos carapi-
nhos, nariz proporcionado, bocea pequea, bei-
gos grossos, dentes pequeos e limados, urna ci-
catriz muito visivel no canto de um dos olhos,
que diz ter sido motivada por urna pona de pao
correndogadonosertao, d'onde natural, pouca
barba, pernas grossas, ps grandes e rossos, e
muitos tainos de chicote pelo corpo, fJi escravo
de Francisco Benevides Muniz Falco, morador
na fazenda denominada Taboca, para onde se
suppe ter ido por ter alli seus pais, e fia visto
na estrada de Santo Anto ; e por isso rogo as
autoridades policiaes e capiles de campo de o
apprehenderem e maoda-lo entregar neste en-
genho, ou na capital a meu correspondente ala-
noel Antonio de Santiago Lessa. que ser prom-
ptameote paga tolas as despezas.
Eogenho Rebiogudo sito na freguezia deAaua
Preta 23dejulho de 1861.
Ausentou-se da casa do .abaixo assignado
no dia 12 do correte a sua escrava de nome
Luzia, crioul3, de idade 20 annos pouco mais cu
menos levando ristido de cambraia branca com
riscos cor de rosa dos lados, chali de merino
branco com flores estampadas, foi calgada. Ro-
ga-se as autoridades policiaes e capites de
campo a appreheosao da dita escrava, e leva-la
Passagem da Magdalena ou na ra do Trapiche
armazem n. 13 que ser generosamente recom-
pensado;
Recife, 16 de agosto de 1861.
Augusto Pinto de Lemos.
ILscTavo fgido.
Ausentou-se.110 doming) 11 do cor-
rente, da casa do Sr. Jtoo Frederico de
Abreu Reg, morador na ra das Aguas
Verdes n 46, onde estava para ser ven-
dido, o escravo de nome Paulo, pardo
je cor amarelenta. idade de25 a 30 an-
nos, altura regular e meio *esgo do
olho esquerdo porm pouco se conlie-
ce, levou camisa e calca de algodao
azul, proravel que fosse direito para
Goianna d'onde veio ha pouco tempo
mandado pelo seu senhor oSr. Joaquim
Mffnoel Aran ha da Fonseca, para ser
vendido : roga-se a autoridades poli-
ciaes, capites de campo a captura do
dito escravo e quem o pegar leve o a
seu senhor o Sr. Aranha na cidade de
Goianna, e nesta praca a seu corres-
pondente o Sr. Jo5o Pereira Moutinho,
ra da Cadeia Velha do Recife n. 22,
loja, ou na ra das Aguas Verdes n.
46, que sera' recompensado do seu tra-
badlo.
Desappareceu no dia 13 do correte, do si-
tio de S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com os
sigoaes seguinles : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e asa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedadedo Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades poliches e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, 00 na rna do Trapiche d. 15
a Jos Teixeira Basto.
Achim-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em setembro do anno proxim-
passado, com os signaes seguinles : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos prelos
annellados; e Luiz, cabr*a, natural do Ic, fugio
do em margo deste anno, ecom ossegointes sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muilo pou-
ca barba, chelo do corpo, ps grandes, com al-
guna sienaes_ de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppoe-se este escravo estar oceulto por
ppssoa que o protejo, pelo que protesta-se contra
quem o tlver feito : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der noticia a seu senhor Joio
Jos de Carvalho Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Aviso.
Tendo-se ausentado da casa do Dr. Alcoforado
um seu mulatinho de nome Joo, idade, pouco
mais ou menos, 10 annos, claro, altura regular
muito esperto, suppoe-se ter sido roubado : ro-
ga-se as autoridades policiaes de qualquer dis-
tricto onde elle apparees, de apprehender e mau-
da-lo casa de seu senhor no Caldeireiro. ou na
ra do Amorim n. 54, escriptorio de Candido Al-
coforado, que se pagaro todas as despezas, bem
como se gsatiflear generosamente a quem o ap-
prehender.


(8)
MARIO DI riRliMIDOO; ~ 8ABBAD0 Si DE AGOSTO DI 1861:
Litteratura.
Po IX, re no Vaticano. Vctor Emiua-
nucl, rei do Qairinal.
i
Son romano, sem ser subdito do Papa, porque
7isei-BBe francez, e no son proscripto ; nao
po>? i ser sus ;eilo. E estou i ii luna mente conven-
cido de que o l'apa deve flcar em Roma, e j o
demonstre! em urna brochora intitulada Roma e o
j e j, para o exilio ? E durante o seu exilio,
quem se tornara eterno ? Seria preciso correr-
se o risco de perturbar-se o repouso das conscien-
Ciaa?
Ser preciso abandonar-se as egrejas, privada
dos seas pastores, as influencias apaixonadas, que
snb o prestigio da defeza da religio, viriam tai-
vez acceader urna guerra fatal em toda a Eu-
ropa ?
J disse : estou intimamente convencido de
que se ple reservar a qoestaa, sem corrermos
os riscos que ella parece mostrar-nos.
M ts nao olliem s mente pnmeira indicagio
Congresso, publicada era Janeiro de 1860. Julgo A Ml,a n olliem
pra.fcavel'essa solacau. iu!,pendente do JraTo d' l'8,lllrt?a que me iizerem a honra de lanzaros olhos sobre
estas paginas ; os que so isso Iizerem nao lero
visto seno un laJo da soluco, e a regeilarao
como impralicavel. como hmithanle para o
Papa.
Queiram elles ler o incommodo de me acom-
paohar, e terei talvez a satisfaco de conven-
ce-los.
do Pa.a, mas sem abalo*, sem a guerra, sem fe-
rir tu-ni mesmo as consciencias mais timoratas.
I'VljCiloi-nie por ver a roinha proposigao con-
cordar cora a opiniao emitlida na presenta dose-
n3iio por um personageni augusto, e desenvolvida
eom um talento e urna elocuencia dignos das
mais bellas pocas da tribuna frngela. Infeliz-
mente o momento nao era opportuno, e issodeu
lugar aos partidos extremos a declararem na fa-
eilmrnle iuipossivel ; e os ultramontanos, que
nao quereriam talvez transigir nesta questo, pre-
feriiiilu ver cahido o papado a reerguer a sua re-
ligio, pouco se importiram com ella.
Convencido da efllcacia dessa proposico, jul-
go til nao deixar em esquecimenlo ns meios
porque eu entendo ella pode ser executada. No
rneu primeiro escripto, nao me demorei em de-
monstrar as vanlans dessa solugo, ao alcaoce de
VI
Examinemos primeramente toa algumas pala-
vras se haveria meio de conservar o poder tem-
poral do Papa sem lesar os ioteresse das popu-
lares.
Est demonstrado que no estado actalos ro-
manos nao querem, por coodigio alguma, o go-
verno temporal doa sacerdotes; est demonstra-
do que o governo temporal dos sacerdotes nao
mo liticavel. Mas lamben) est demonstrado que
governe em plena seguranza, em plena liberda-
de.
IX
Quem ha ah que pudesie pdr-lhe obstculos?
quem ousiria entre os seus subditos voluntarios,
elevar a voz e reclamar contra as anas decises
soberaoas e iofahiveia ? Habitantes livras e es-
pontneos de um estado, em que se cha inter-
ina toda a possibilidade de possuir bens immo-
veis, patria escolhida con) conheciment decan-
a, os fnhos nascidos sob esse rgimen nao po-
deriam ellegar o amor da patria para buscar
conspirar contra a autorilade soberana, poisque
para procurar a liberdada, basla-lhes mudar de
habitaco, passaro Tibre e voltar ao estado nor-
mal de cidadie.
j.. .. o rapa tem necessidade do no ler temporal, sem
todos, os penzose os carhopos. aue se encootra-1 K, .jnnmuupii!
ria. seteutassegmosevi,ala ou pro'curassemos um. <'> '*"*" &a'd?"%
i pro
outra.
Devo pois explica-la clara e brevemente.
As cousas cliegarum a um ponto tal. as discus-
so.'S nos grandes corpos de estado em Franca ori-
ginaram lanas opinies contrarias, sem que ellas
cbegtssem a urna solugo que eu julgo favuravcl
o momento para chamar a attencao dos homens
de estalo de toda a Europa sobre a mioha pro-
posico.
Nao tenho a pretencao de elevar-me cathe-
goria de homem poltico ; desejo demoostrar'ape-
ii38 a justeza da soluco proposta.
II
E' intil recordar nesle momento oque foi di-
to com lauta verdade na celebre brochura, O Pa-
pa eo Congresso: c o que espanta o mumdo o
verte o Papa com o throno em Roma, e o sede
f.o Vaticano ; e tudo que fo dito por homens
eminentes, e sobretodo respeilaveis, porque elles
eslavam convencidos da necessidade da indepen-
dencia do pontfice, liberdade em suas deci-
ses, etc.
E eu o declaro alto o bom som : o Papa deve
ser independeole ; o Papa deve ser hvre, o Papa
deve ser rei I I I Sim, re na mais larga extencio
do termorei absoluto esera governo no tempo-
ral tanto como no espiritual porque nunca se po-j
dora tragar a linlis, que marca onde comees o
espiritual, onde acaba o temporal, logo que et--s
duus poderes esto reunidos na mesma pessoa.
III
Pde-seconceberrealmeDteumchefe de religio
submelliJo, posto que nao sujeito s leis civis do
paiz qce elle habita '!... A brochura O Papa eo
Congresso, que me tinha feilo pegar na peona,
em Janeiro de 1860, para protestar contra a sorte
que se pretenda impor cidade de Roma e aos
seus habitantes, demonstrou at a evidencia a
impossibilidade depensar-se em fazer adoptar ao
Papa syslema algum de legislago civil, conforme
a mcessidades daOciedade actual ; ella esla-
beleceu que o seu poder nao possivel seno
isenlo de todas as coudicoes do poder, isiq de
tu Jo que coustitue a sua actividade, os seus des-
envolvimentos e o seu progresso ; que deve viver
sem exercito, sem represenlago legislativa, sem
cdigo, sem justiga...
E os doze annos que acabam de correr prova-
ro Europa a averdade destas asserges. Quanlos
ooselhos 1 quantas admoestacoes. E que res-
posla eternamente steieulypada nos labios do Pa-
pa e dos seus ministros : non possumus !
IV
Non possumus sejamos francos e leaos : esta
resposta justa, ou enlao o papado offerecer o
sua demisso.
Concebe-se um Papa lado a lado... que digo I
no me'io de urna sociodade civil, que permiite o
casamento civil, que concede a liberdade de cons-
ciencia, a liberdade da impreosa o da palavra,
que tolera e protjje cultos dissidentes, queauto-
risava a discusso livre, que admilte em urna pa-
lavra, tantas cousas inevitaveis a quererse ser da
sua poca, e que segundo o dogma e os santos
canotis, e as leis da egreja, e as Consuetudes, e
o; abusos hoje elevados ao estado de leis, s&o
contrarios religio, ou podem, segundo a obser-
vancia dos principios restrictos o cathplecismo,
pr-judicar a salracio das almas ?...
Se o Papa, se os cardeaes, se os bispos e toda
a corle romana nao eslivessem convencidos de
que fazer concesses, por minimas que fossem,
seria arrebatar urna das pedras angulares do edi-
ficio, prestes a desmoronar-se sobre as caberas,
cruel que o Papa e toda a sua corte nao tives-
sem concedido alguma cousa nessa hora supre-
n.a, e que em vez dse opporem a enfadosutl-
nilos, aoa ruidos da discusso e da guerra, nao
n tivessem apressvto a acceder aos cooselhos da
Franca, da Europa iDteira
V
Nao O Papa Do pode transigir, e se transigir
a reforma baler-lhe-ha s portas ; o catholecis-
mo expiar I
Mas de que maoeira se concillar a soberana
temporal do Papa fra do Vaticano e a unicacao
da Italia com Roma para capital ?
Ser preciso permittir-se que o Papa caminhe,
destruidas ou compromellidas seriamente ; est
demonstrado que a Italia tem necessidade da sua
capital, e que para te-la preciso que a Pranga
abandone Roma, e se a Franca abandonar liorna,
preciso que o Papa lambem a abandone. Ha,
pois, responsabilidade em deixa-lo dominar sobre
populacoes que o regeltam, ecuja submisso est
subordinada preseuca das baionetas francezas.
E' preciso procurar-se-lhe um outro estado ?
Nao ha um sd na Europa, que esteja disposto
entregir-se, em corpo e alma, ao poder tem-
poral do Papa, nao vejo urna so oaco disposta a
recebe-lo como soberano, assim como tambera
nao vejo.soberano algum disposlo a ceder-lhe os
seus estados.
Ser preciso edificar uma cidade sobre um
ponto qualquer do globo ? Mas seria isso resol-
ver a queslo com a questo. Mas o que ser
preciso enlo para evitarmos de tocar no poder
temporal do Papa e para satisfazer s justas exi-
gencias das nacoes ?
VII
Ja Uve a honra de o dizer e S. alteza o princi-
pe Napoleo disse-o ao senado : preciso deixar
o Papa em Roma, no Vaticano, sobre os tmu-
los de S. Pedro e de S. Paulo, sob o zioiborio de
Miguel ABgelo. Mas em que condices?
E essa a queslo: sao estas as condices no-
vas, que preciso aprofuntar; preciso ver se
ellas resolvere a queslo, e discutirmo-las.
A brochura O Papa e o Congresso domooslrou
que a exienso do dominio ojio era a questo;
demonstrou lambem que a verdadeira questo
era a nocessidade do manler o poder temporal
do Papa, de o desembarazar, tanto quanto pos-
sivel, de lodas as responsabilidades, que incum-
ben] a um governo e de collocar o chefe da egre-
ja em uma esphera, em que a sua autoridade es-
piritual nao podesse ser compromeltida nem in-
fluida pela sua autoridade poltica.
Ora, nao podemos dizer que satisfaramos a es-
sas condices collocando, como o propuoha o mi-
nistro Aldioi ao imperador Napoleo I, o Papa
no Vaticano, onde a sua pessoa seria considera-
da independanle, porque seria proprietario do
palacio ; e preciso que o Papa teora um do-
miiiiu ; preciso que elle seja soberano pont-
fice.
Temos ainda, infelizmente, muitos exemplos
de pequeos principes soberanos, cujo Estado
pode ser percorrido em algumas horas, e citare-
mos sem entrar na Allemanfia o principado de
Monaco, recentemeDle desapparecido da carta da
Europa. Pode-saser principe em um Estado mi-
croscpico, mas sempre preciso um Estado.
Lembremo-nos porm de que para ter um Es-
tado, quando se est em condices, em que o
exercicio da soberana nao possivel seno fra
das leiscommuos, preciso conteotar-se a tma-
lo sem habitantes, porque potencia alguma pode,
no seculo era que vivemos, tratar as populages
como um rebanho. E' preciso pois comecar-se
por ter um Estado fra lambem das condices e
das leis communs e aceita-lo sem habitantes in-
dgenas.
Esse estado do Papa deve ser : 1 a margera di
reiti da cidade de liorna, 2 o territorio que se
estende desde la Slorla ou Bacctno, al Palo.
VIII
Como nesse estado tudo deve estar fora das
leis communs, precfto que esse estado, essa
cidade, s pertenga a um dono, o papa ; que o
terreno e as construeges sejam a sua prnprtedi-
de ioalienavel, immulavel; que elle o cerque,
se esse o seu desejo, elle ou os seus successo-
res, d'uma muralha mais espessa do que a ds
China ; que estabelega em cada um dos pontos,
cm que quizer permittir a entrada, alfandegas,
como as tinha as suas fronteiras antigs ; que
nao deixe penetrar como do passado, nem um
homem suspeito, nem um livro impo, nem um
jornal liberal. Mas receba elle ali lodos aque-
les que animados por um respeito verdadeiro pe-
lo chefe da egreja romana, quizerem viver em
paz sob o seu governo pateraal.
E ticte ahi suas leis; faga-as respeitar; puna
os traosgressores ; seja re e pontfice; reine e
Reinando e governando com uma independen-
cia completa, segundo a sua coosciencia e a sua
voulade, sem cdigo e sem legislago, aliraodo
ao mundo dogmas novos ou sustentando os anti-
gos, decidilo hvremente as quesles religio-
sas, ao abrigo de toda a preoecupago poltica,
sem temor deinvases-e obstculos mais serios,
sem preoecupago pelo futuro, honrado, respei-
tado pelo muudo inteiro, adorado por seus sub-
ditos voluntarios, opas de todos os fiis reunira
ao redor dalle iodistinctamenle e sem cime de
todas as nacionalidades, porque o Papa nao co-
nhece seno homens, fllhosecatholicos; seria o
chefe verdadeiro da egreja, sem que pessoa al-
guma pudesse suspeita-lo de estar submettido
influencia alguma exterior.
X
Est demonstrado pela brochura O Papa e o
Congresso que a exlenso do territorio comple-
tamente extraoha queslo da Independencia e
da soberana temporal do Papa ; que um territo-
rio mais limitado deixa-lhe una mis larga- por*
cao de liberdade de acgo, porque est desemba-
razado de preoecupages polticas. A questo ri-
ca assim redusida parle material, a uma sim-
ples troca de territorio, a uma simples araliaco
de immovels.
Ja prove algores, que fallando financeirmen-
te, o papado ganharia na troca; as rendas das
antigs posses3es nao basta vara para pagaras
despezas do estado, emquaotoquo a propiiedale
absoluta do territorio e das cooslrucgdes da mar-
gen diroita dariam uma renda superior s ne-
cessidades de um soberano que nada teris a des-
pender na sua defeza e no governo dos seus sub-
ditos, sera fallar nesle momeoto das larguezas
voluntarias dos p >vos calholicos.
Os que conhecem Roma sabem que a parle da
cidade na margera direila do Tibre urna prn-
priedade susceplivel de satisfazer s despezas da
mais feliz existencia de principe. Alm disso,
as rendas da egreja romana nao ficariam diminui-
das, porque todas as chancellaras ecclesiasticas,
todas as congregages continuaran a funecionar
como nos mais bellos das do papado.
XI
Resta pois praticar essa combinago, apezar
dos protestos da corte romana. Mas deixemos
os romanos no seu trabalho.
O exercito francez que est em Roma para pro-
teger o Papa, estacionar no Vaticaoo onde re-
side o pontfice. Se os romanos cortarem as pOn-
tes que os ligam s duas partes da cidade, acon-
tecer que, sem o menor abalo, sam a menor
exploso, a Roma capitolina se tornar a capital
da Italia regenerada, aem que a cidade eterna te-
nha perdido o papado sem que o papado fique
compromettido, hurailhado, embaragado no seu
exercicio da soberaoia temporal e espiritual.
XII
Nao tenho necessidade de repetir que em taes
coodiges nao para temer que o papa possa
achar-se sem subditos voluntarios. J o disse :
se um governo, as coodiges enunciadas na
brochura O Papa e o Congresso, estimse ex-
posto a nao encontrar subditos, esse governo es-
tara condemaado para sempre e teria cumprido
a sua niissao.
No mesmo da em que, por efeito da expro-
priago por causa do interesse universal, os ha-
bitantes do Trastevere e de Borgahi fossem obri-
gados a procurar uma htjbitagao no outro lado
do Tibre, os delegados do papa assignariam mi-
niares de cartas de nalaralisago para satisfazer
as necessidades dos numerosos habitantes, que
viessem voluntariamente declarar-se saus subdi-
tos. E i aso comprehende-se sem implicar uma
S contradicao.
Nao se quar o papa-rei as condiges em que
elle se achou na sua volta Roma em 1815 ;
porm muita gente se julgaria verdaderamente
feliz viven lo a em um caotioho da trra, se-
quostrado dos interesses e das paixes que agi-
tam os outros povos e sob um governo que se
approxima mais da autoridade da familia do que
di administrado do povo. {O papa-e o Con-
gresso.)
XIII
O papa em Roma e no Vaticano, soberano in-
depen lente no seu pequeo estado, tendo por
subdilos todos aquellos, que quizessem j viver
sob o seu dominio e que o papa quizesse admit-
tir deixando-lhes a faculdade de rollar suaan-
tig nacionalidade passando a fronteira... essa
a uuica e a verdadeira soluco da questo ro-
mana.
Declare o governo francez nao se oppor li-
vre demonstrado da voutade nacional na mar-
gena esquerda do Tibre;
Declare o governo de Vctor Emmanuel, em
nome da nago italiana, comprar porexpropria-
go todos os bens existentes na margem opposta
de clarando-os propriedades inalienaveis e ioces-
siveis do soberano pontfice ;
Nomeem-se commissarios para fixar o limite
da propridade pontificia ;
De-se ao santo padre urna guarolclo de honra,
at que se cerque o seu dominio de fronteiras
regulares, e esteja executada a transmisso da
propriedade ;
E o papa reinar do Vaticano ; a Italia ter
sua capital; a questo Romana estar solvida,
owfcnio padre atender a mi para abencoar o
imperador, que deu to brilhantes proras de sua
dedisagao ao pontfice, e para consagrar o rei mag-
nnimo, que aoube fazer triumphar a,santa casa
da naciorialidale e da unidade italiana'.
As consciencias Acardo tranquillas, e os Srs.
bispos nao lero as perseguiges da egreja a de-
plorar, da egreja, que nunca esleve em jugo,
mas que com effeito poderia correr algum risco,
se houvesse obstinago, de un lado a tirar ao
papa a autoridade temporal, e do outro a sub-
meller-lhe cidades e provincias, que regeilam o
governo clerical.
Un ROSUNO.
{.Commercio do Porto.)
FOLHETIII
OBATEDORDEESTRADA
roa
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
XXXIII
[Continuar').)
Teria Joaquina Dick percorrido apenas o espa-
f o de uma milha quando fez parar o seu cavallo, e
mclinando-se para ochopoz-se a examinar com
attencao o vestigio mal perceptivel de uma pegada
impressa n'uraa porgo de pedra calearia. O
acaso acabava de favorece-lo, evitando-lhe lon-
gos e penosas indagages; pois quef lo deparar
com o raslo do marquez d'Hallay.
Descoberto esse ponto de partida nada mais
reslava ao Baledor de Estrada : possuia o fio de
Ariadoe. Sem hesitar, sem fazer a mais peque-
a reflexo proseguio o seu caminho. Essa fa-
cilidade e certeza em seguir assim os vestigios
mal dislinctos das pisadas de alguem teria sur-
prehendido a qualquer Buropeo. Para Joaquim
esse eropeoho era fcil: a medida que svaocava
desenhava-se-lhe no semblante uma expresso
de irona cada vez mais saliente.
__ E nao ter eu logo comprehendido a direc-
gao que elle deverf ter seguido I Que cousa inex-
pljcavel e ao mesmo lempo inveocivel essa at-
traego natural que o ouro exerce sobre os cobi-
gosos I Dir-se-hia que elles o sentem de looge
pelo faro, da mesma sorte que o cao fareja a caca I
E sem mais reparar para o vestigio dos pasaos
de fugitivo, Joaquim deitoo o cavallo a galope.
De pois de ter assim corrido uma meia hora,
psrou de novo*
Elle deve estar por aqu, murmurou apean-
do-se do cavallo.
O lugar m que se achou o Batedor de Estrada
em nada se assemelhava paysagem, que os
aventureiros tinham percebido das margeos do
rio Jaquesila. Successivas e numerosas escabro-
sidades do terreno destruiam a egoaldade da pla-
nicie. A vegetago, fe bem que nao apresentava
a abundante riqueza dos climas tropicaes, toda-
va nao era destituida de vigor. Espessas moitas
de espinos, pequeas matas de frondosas erro-
res oceupavaro ama grande especie de solo.
Joaquim deixou flcar o seu car*llo, e penelrou
resolutamente por entre as moitas; teria andado
uns cem passos quando chegon-lhe aos ouridos
um ruido bastante distincto, semelhante a car-
reira rpida de um javali atrarz de um espi-
nheiro I
Sr. d'Hallay 1 gritou elle com roz clara
e vibrante continuando sempre a arahear.
O ruido cessou ; e logo depois Joaquim ourio
o som produzido pelo gatilho de uma carabina
que se armara.
Nao gastis a vossi polrora atirando, nao
digo sobre um amigo, mas sobre um defensor
que a Proriiencia ros aria, disse framente sem
cessarde caminhar para dianta.
U. B. Saintine.
A' M."e Virginie Ancclot.
(Cootinuago do o. 187.)
Livro terceiro.
II
Impondo-se prirages e penitencias as mais
rudas, jejuara, macera va-se, Qcava s rezes al
tres das sera tomar alimento algum e cahii em
detfallecimentos, honrados por elle com o nome
de extases. Tioha visos e rerellacet. Como
certos Quietistas, torga de domar sua natureza
material cria terchegado a tornar sua alma riai-
rel e conrersava com ella. E aua saude destrua-
se, sua razo perdia-se: eslava louca I
Uui da ouvio elle uma voz rinda dos ceas, que
lhe ordenara qne foase conrerter os Valezios he-
rticos, cujos restos existiam ainda nio looge del-
le, na Valezia.
Giacomo poz-se caminho, atraressou ospai-
zes baohados pelo Sezia, chegou ao cume dos
grandes Alpes, do lado do monte Rosa ; porem,
sbitamente dolido pelo invern no meio de um
povoado de pastores, foi-lhe preciso passar mu
los mezes abrigado sob o vasto tecto de uma ca-
bana, por que as neves amontoadas toham obs-
truido as passagens.
Essa cabana, chamada no paiz las Slabla ou
les Etables era um longo quadrado de quinben-
tos ps de exteoso, aberlo smente do lado do
sul, e fechado, calafetado em suas outras partes
por fortes laboas de pioho, unidas enlre si por
meio de gommas, resinas e musgos. Na estago
rigorosa homeos, mulheres, meninos, rebaohos,
tudo ahi reuni-se sob o aceptro do mais antigo
do povoado. No centro da habitago uma foguei-
ra de continuo alimentada, fazia ferrer borbo-
tos uma enorme caldeira,. onde alternativamen-
te e s rezes tudo juoto preparra-se para lodos
os legamos etcos, o loucinho, o carneiro, os
quartos ale cabrito montez, que se comia oas re-
feices com um pao de casianha, bebeodo-se
guisa de vinho ura licor acre-doce, preparado
de ura d'urso e arandos fermentados.
Ah oceupages numerosas, o cuidado dos re-
baohos e das criangas, a preparago dos queijos,
a fiago do linho, a fabricago de iostrumentos
oratorios psra forgar mais larde durante o rpido
esto desses climas os rochedos a prodnzirem ;
veitidos do pelle de caroeiro ; cestos de eotrecas-
ca d'arvore ; pequeos movis elegantes de ma-
deira de larix e de sycomoro, destinados cida-
de, tinham em movimeoto toda a populago da
cabana, populago laboriosa e alegre, que mis-
lurava seus risos e canges com o barulho dos
machados, das rodas e marlelios. Ahi o traba-
lho pareca doce; o estudo e a orago erarn re-
puta los deveres e prazeres. Ahi, cantava-se sao
tos cnticos com vozes faarmoniosas e exercita-
das: os mais velhos ensinavara aos mais mogos
o conheciraento dos livros e do calculo, aos mais
disposlos a msica e at mesmo um pouco do la-
tira ; por que a civilisaco dos Altos Alpes, co-
mo sua vegetago conserra-se sob a nev ao ma-
nos entre esses povoados, e nao raro ver. na
rolta dos primeiros calores, descer dessas fazen-
das para as aldeias da planicie menestreis e mes-
tres de eschola, que rio propagar baixo da
montanha a instruego e o prazer.
Os hospedes de Giacomo erara valezios.
Para um convertidor a occasio moslrava-se
bella ; porem desde a primeira palavra articula-
da por elle respeifo de sua misso, o chefe da
familia, velho octageoario, menos respeitarel
ainda pela aua edade do que pelos trabalhos e
virtudes, de que lodos os instantes de sua vida
tinham sido cunhados, impoz-lhe silencio.
Nossos paes, diz elle,quizeram antes sof-
frer o exilio, a disperso, a propria raorte, do
que consentir no culto das iraagens : nao espe-
ris fazer sobre nos o que nSo poderam sobre el-
les seculos de perseguigo. Estrangeiro, eis-ros
coodemnado a viver sob nosso tecto : orai vos-
sa maneira, nos o faremos nossa ; porem uoi
vossos exforgos aos noszos em um trabalho com-
mum ; por que aqu, looge dos ruidos e disirac-
ges mundanas, a occiosidade matur-ros-hia.
Sede nosso companheiro, nosso irmo, em quan-
to as neves pesarem sobre nos Depois de de-
sempedidos os caminhos podereis doixar-nos, se
quizerdes, sem abencoar o lar, que ros tirer
aquecido, sem roltar-ros mesmo para smdar
eom o gesto os que vos tirerem agasalhado e nu-
trido. Nada Ihes devereis, por quaoto tereis tra-
balhadocom elles, e se hourer saldo nosso fa-
vor, Deuso pagar-
Porgado a submetter-se, ficou Giacomo duran
te cinco mezes em compaohia desta honrada gen-
te ; durante cinco mezes foi testemunha de suas
virtudes, durante cioeo meses, de manh e de
tarde, ouvio as aeges de graca, que dirigan) i
Deus somonte. Seu espirito acalmou-se, deixan-
do de ser excitado pela vista dos objectos de sea
caito exclusivo, e quando essa prisio, que o ge-
lo fechara sobre seus passos, lhe foi aberii pelo
sol, ao aspecto desse sol e das magnificencias da
natureza, de que estava privado desde tanto lem-
po, e que se desenvolvism seus olhos de cima
dos Alpes,a idea do Senhor eterno e todo pode-
roso enlrou grande e viva em sua alma e recon-J
quislou seu lugar usurpado.
A chegada dos primeiros passaros, s rlsta das
primeiras plantas, que sahiam todas floridas de
debaixo da nev; em torno deltas o zumbido de
eoxames de abelhas, tudo excilava seus trans-
portes de alegra e de amorl .
Um rolume inteiro nao bastara para pintar as
senssges numerosas e dirorsas, por que passou
ento Giacomo. O bom velho tomara-lhe affei-
go ; elle coohecia pouco os livros dos sabios,
mas unir suas proprias observares s de seus
paes, e agradava-lhe explicar o creador pela
creaco. Emlira, deste asylo, ante o qual ae
appresentara com a cabera chela de ideas de fa-
natismo e intoloraocia, o cooverledor sahio qua-
se inteiramente convertido. O habito do traba-
lho, o espetaculo da familia, chamaram as ideas
de Giacomo para os deveres, que lhe reslava
preeacher.
Correu pois a appresentar-se ao locutorio de
sua mulher. Seria ainda uma historia completa
a narrar a dos meios, que devera elle ter empre-
ado aura de reconquistar aquelle coraco prin-
cipio por elle repellido.
Esta historia valer a pena conlar-se um dia.
Em pouco tempo, depois de esforgos incriveis
para arrancar sua mulher vida claustral, para
destruir o effeito de suas primeiras liges, de
seus primeiros ensinos. Giacomo Girhardi, tor-
nado razo, felicida le, s crengas verdadei-
ras, toroa-se o melhor dos esposos, depois, oo
Ara de alguns anoos, o mais feliz dos paes.
Viole e cinco aonos de sabedoria e virtudes res-
cataran) seus erros.
De volta Turin, no meio dos seus, creara
com sua industria oceupages dignas de si. Pos-
suia uma boa fortuna, que o trabalho ainda mais
augmeutaria se sua caridade nao desse um es-
coadouro seus lucros. Praticar o bem lhe era
to doce I O amor de seus seraelhanles encha-
Ihe o corago de alegra, e o estudo da natureza
ajuntava um encanto inexgotarel sua vida.
A natureza animada excitou sobretudo suas
curiosas investigares, e como Deus grande at
em suas mais pequeas obras, os oselos, offe-
recendo-so mais fcilmente as nios do phyloso-
pho religioso, obliveram a preferencia sobre as
outras produeges do sublime obreiro.
do e fechado em ama galera subterrnea, onde
o proprlos carcereiros oo podiam communicar
contigo; passavam mioha comida por meio da
uma roda, e durante um longo mez nada reio
interromper esta muda solido. E' preciso saber
o que experimental ento para comprehender
quanto, pesar de todos os sonhos de nossos
philosophos selvagens, o estado de sociedade o
estado natural da raga humana e que privago
supporla o desgranado coodemnado ao solaman-
lo 1 Nao ver um homem I river sera ser susten-
tado por ura olhar, sera que uma roz retumbe i
seut ouridos, sem tocar uma mo com a vossa
mol repousar a fronte, o peito, o corago ape-
nas sobre objectos fros e insensiveis, medo-
nho ? e a razo a mais forte nao deixaria do suc-
curabir. No enlamo um mez eterno escoou-se
assim ; apenas tinha elle comecado, e js, quan-
do meu circereire rioha de dous em dous dias
renovar miabas provises, o. barulho apenas de
sus passos causava-me alegras inexplicaveis.
Eu esperava esse momeoto com aoxiedade ; gri-
tara-lhe bons dias atrarez da porta d ferro que
nos separara ; porem elle nao me responda ;
procurara durante o girar da roda^ntrerer-lhe
rosto, a mo, os proprios reslidos I Nao o con-
segua e me desolara I Trouxesse elle sobre suas
feices o signal da crueldade e do ricio, eu te-lo
hia achado bello. Estendesse elle os bragos pa-
ra mira, ainda quando fosse para repellir-me, eu
te-lo-hia abengoado I Porem nada I nada I s o
ri do dia de mioha transferencia para Fenes*-
trelle.
Tinha eu enlo por nica dislraco, por nico
prazer, por uniea compaohia, pequeas aranhas,
que analysara horas inteiras; porem ja as hara
aoalysado tanto I Pizera-as minhas amigas, por
que com ellas destribuia meu pao. Nao faltaram
ratos tambem em meu carcere, porem estes ani-
maes sempre me causaran) um espanto e um gosto indisireis. Nutria-os tambem da melhor
maoeira que me era possivel, evitando com tudo
sua approximago e contacto. Todava o cuida-
do que tinha com as miohas aranhas. o terror
mesmo que me inspiravam meas pobres ratos
nao bastaran) para distrahir-me, e o desespero
apoderava-se de mim peosaudo em minha filha I
Charney fez um movmento. Girhardi com-
prehendeu o que oolle se passava e apressou-se
em proseguir tomando ura ar de sereaidade.
Oh I mas nao tardou a sorrir-me um boa
fortuna. A lut penetrava em mioha galeria'por
uma irapeira, fortemeote engradada por meio de
uma cruz de ferro (era mesmo diaute desta cruz
de mioha priso que eu fazia miohas preces pela
manh e pela tarde); um alpendre obltquo que
ae ia alargando, erguia-se em freote da Irapeira,
e s permittia Uxar minhas vistas na extremida-
Eis por que mais tarde, durante aeus dias de J^"?!""rdnls h 8 "kT- d9 n,"",ha' 'T
ptivearo, o relho Girhardi merecer d.parte ft ^^SltlA^f^^^^S'^^l
() Vide Diario a. 193.
Nao obstante a seguranga que dava o Batedor
de Estrada, o marquez de Hallay, pois era elle
com effeito, continuava a ter a arma sempre
apontada, e em termos de disparar.
A' vista da atllude ameagadora do mancebo
um sorriso de piedade rogou pelos labios de Joa-
qoim.
Peosaes, Sr. d'Hallay, que se eu tivesse ms
intenges pr-me-hia a chamar pelo rosso oome
preveniudo-vos assim de mioha presenca ? Es-
taes engaado ; j ha muito ter-vos-hia morto.
Ora, abaixae a vossa arma ; eataes assim repre-
sentando uma figura muito ridicula.
llavia no sangue fri de Joaquim Dirk a cons-
ciencia de uma to esmagadera superioridad?,
que o marquez obedeceu com uma submisso, que
oem mesmo procurou analisar.
Os momentos sao preciosos, continuoa o
Batedor de Estrada : segui-me, seohor.
Seguir-ros, Joaquim? Para onde e porque
razo? Em primeiro lugar preciso que me di-
gaes como aqu ros achaes, e a que titulo ros
proclamaos meu defensor.
Estas exigencias sao inuteis, marquez:
com tudo bei de a ellas responder. Urge porm
antes que tudo que me acompanheis j ; talvez
andem a esta hora em nossa procura.
Quem me diz, senhor, que oo um lago
que me estaes armando?
Joaquim encarou para o sen interlocutor.
A vosea derrota j nao me admira, senhor
marquez : pertenceis forte raga dos rerdadei-
ros aventureiros. Nao tendes grandeza d'alma 1
Bastou a maoeira porque Joaquim pronunciou
estas palavras para convencer ao marquez de
Hallay de que devia cenflar-se oeile : comludo,
ou porque oo se quizesse submetter desvanta-
gem que at ento existir de seu lade duraole a
conrersaglo precedente, ou porque a sua curiosi-
dade vivamente excitada oo lhe permittisse
guardar para mais tarde uma explicarlo, o mar-
quez em lugar de ceder ao convite de Joaquim
dirigio-lhe a palarra pelo modo seguinte :
Seohor, se a natureza me recusou gran-
deza d'alma, coocedeu-me pelo meaos um juizo
recto e sao. Ora, nio posso comprehender o ia-
teresse que a boa hora me rindes hoje demons-
trar, nem o motivo que roa obrigou a procurar-me
no intuito nicamente de salvar a mioha pessoa.
Amisadenao pode ser, porque nanea a honra
entre dos : sympathia muito mecos. Assim
pois persisto no meu interno de nao acompa-
nbar-vos.
Deus queira, Sr. d'Hallay, que nao techaos
bem depressa motivo de arrenpender-vos amar-
gamente desta rossa descoofianga, e obsloaco,
porque muito prorarel que ellas ros sejam fa-
ties I Cada minuto, cada seguodo que passa ag-
grava em extremo a rossa posigo. O que est
escripto l em cima ha de curaprir se nesle mun-
do I Fallae, seohor, que explicages exigs? Re-
commendo-ros sobre tudo que sejaes conciso.
Foi por rossa propria deliberacao que me
viestes procurar?
Nio, foi Antonia quem m'o pedio.
Antonia 1
Sim.
A condessa d'Ambron !
ca
de Ludovicoosobrenome siogular de apanhador
de moscas.
V
Dentro em poueo os dous eaptirosno tiveram
mais segredos um para o outro. Depois de ha-
verern rpidamente contado os principaes aconle-
cimeolos de sua existencia, tomaram-os desta-
cadamente para verificaren) as menores emoges,
que Hies tinham as3gnalado o curso.
Fallavam tambem de Theresa. porem Char-
ney, este nome embarazado, senta de chofre
subir-lhe s faces, e o velho tornava-se pensati-
vo, e um momento do silencio triste e solenne
acompanhava sempre a lembran^a do aojo au-
sente.
De mais boa rontade erara suas narrages io-
terrompidas por alguma grave discusso sobre
um ponto de moral, ou por obsorvages sobre as
esquisitices da natureza humana. A philosophia
de Gerardi, doce e consoladora, fazia consistir
felicidade no amor do prximo ; e Charney, s
rezes em desacord com elle nao poda compre-
hender que aquelle foco de indulgencia e de ter-
nura houvesse assim perdurado para com os ho-
rneas, pesar das iojusttc.as e perseguiges, que
o virtuoso piemontez Uvera a supportardelles.
Porem, lhe dizia elle,nao maldissestes
vos esses humeas oo da, era qae depois de vos
haverem cobardemente calumniado, privaram-
vos de vossa liberdade e da vista de...vossa fi-
lha?
A falta de alguns devia cahir sobre todos?
Aquellos mesmos que me prejudicavam,quem
sabe?engaados pelas apparenclas, cegos por
um fanatismo poltico, erara talvez de boa f I
Crede-me, meu amigo, preciso peosar oo mal,
que se nos causn, cora a idea de perdo oo fun-
do do corago. Qual de nos nao carece delle
para si mesmo ? qual de nos nao tem tomado o
erro pela verdade? O apostlo S. Joo disse que
Deus era todo amor. O 1 quaoto esta palavra
bella e verdadeira I Sim, e amando que nos
elevamos Deus e tomamos delle torgas para
supportar a desgraga. Se eu tivesse eotrado nes-
la priso cora um peosamento de odio contra
homanidade, morreria de desespero sem duvida.
Mas nao, gragasaoscus, esses peosamealos pe-
niveis eslavam longe de mim I A lembranga de
tantos amigos boas, que me foram fiis em meu
infortunio, de tantos corages que gemeram por
causa dos meus soffrimeotos, fazia-me ainda
mais amar meus semelhantes, e o momento
cruel de m6u captiveiro foi aquelle, em que me
prohibirn) a vista de um homem.
Como I usaram de taes rigores para cora-
rosco ?
_ Desde o primeiro momento de minha pri-
so,proseguio seu noro amigo,fui iraosplao-
tar'o para acidadella de Turim, posto em segre-
O pasmo do marquez d'Hallay foi tio excessivo
que privou-o detallar por algum tempo.
Antonia 1 repetiu elle afioal como se duv-
dassedo que tinha ouvido. Nao, nio pode ser I
Porque?
Porque a condessa d'Ambron, looge de de-
sejar a mioha aalraco, dever ter sonhado at
com a minha perda.
Como ros eogaoaes ?
Eolio......
Bom iolerrompeu o Batedor de Estrada
eis que de uma asoallca desconfiaoca ides j ca-
hir n'um absurdo insolente. Eu estira corto de
que, se chegassemos ao capitulo das explicages,
seria um nunca acabar. Ha tantas cousas que es-
capara compreheosao dos espritus positivos
como o rosao 1 Queris saber em que conta ros
tem Antonia? Ouri: quando se falla de rossa
pessoaella horrorisa-se ; quando peosa em ros
ella tem piedade 1 A' saus olhos nio sois um
inimigo, nem um moostro, nem um amante
odioso; sois um ente humano, que olla nanea
desojara, e nem deseja mais encontrar no seu
caminho ; mas a quem quiz salvar de um terri-
rel supplicio que o ameaca I O que acabo de di-
zer enigma para ros, nao marquez ?
Porm ros, senhor? replicou o Sr. d'Hallay
sem responder a esta prgunta do Batedor de
Estrada. Qual o motivo que ros impelliu a as-
sociar-ros ao que chamaes piedade de Antonia?
Joaquim Dick encarou framente e por bastan-
te tempo o seu interlocutor: depois disse-lhe
com uma roz, cuja lnflexo lhe nio era habi-
tual :
O desejo de praticar uma boa acgo.
O marquez estara sendo dominado por extraor-
dinaria incerteza: emfim deliberou-se a tomar
um partido.
Se eu confiar-me de ros, respondis pela
mioha salvagio?
Eis o que nao me dado affiancar; prometi
porm empregar todos os meus esforgos, e fazer
mais do que ros podis fazer para esse fia.
Bem, senhor, estou s rossas ordens : par-
tamos.
O Batedor de Estrada nio esperou por segundo
convite; aproveitou-36 logo da boa rontade do
mancebo para affastar-se o mais depressa pos-
sivel.
Sahiodo da mala roltou-se para o Sr. d'Hallay,
que rinha um pouco atrazado, e esperou.
Sub s miohas costas.
A's rossas costas I
E entio ? E' preciso nio deixar os restigios
dos rossos passos impressos no chio. Demais
prorino-ros uma rez por todas de que as rossas
duvidas e hesitages fazem-me perder um tempo
precioso. Estando persuadido de que eu trabalho
em rosso proprio iateresse, nada mais ros resta
seno prestar-me uma obediencia passira.
Joaquim assim fallando chegou ao lagar em
que o esperara Gabilan.
Saliae sobre a garupa do meuearallo. Bem:
agora procuremos recuperar o lempo perdido por
rossa culpa.
Gabilan, posto que carregado de um fardo du-
plo, devorara o espaco: o ralete animal pare-
ca comprehender que o sea amo era peraeguido.
Durante uma Hora iuteira galopou eom ligei-
mim estava situado o torreo da cidadella. Um
dia...celeste Providencia I quanto te rend gra-
gas a sombra de um homem desenhou-se de
repente sobre a parte da muralha, que se esten-
dia s minhas vistas I oo pude rr o corpo, mas
adivinhei-lhe os movimenlos pelos da sombra I
Esta sombra ia e vinha:era a de um soldado
receotemente posto de senlinella na plata-forma
do reducto. Eu distingua o talhe de seus resli-
dos, suas dragonas, a curra de su patrona, a
punta de sua baioneta, as oscillages de seu pen-
oacho I Como expressar-ros, mou amigo, a ale-
gra que me eocheu a alma ? Eu nao estar mais
sosinho I acabava de chegar-me um companhei-
ro I No dia seguinte e nos outros a sombra pro-
jectada do soldado appareceu de doto sobre a
muralha, delle ou de um outro I Mas emfim era
sempre um hornera, um de meus semelhantes,.
que se mova, que rivia ali, quase aos meus
olhos I Observava e segua as alteroages de ida
e rioda da sombra ; puoha-me em communica-
gao com ella ; caminhara ao longo de minha ga-
lera no mesmo seotido que o soldado ao longo
da plata-forma ; quando rendiam a senlinella,
dizia adeus ao que sania e dava bons dias ao que
entrava como de costume; coohecia o cabo-
d'esquadra ; conheci mesmo cedo todos os meus
guardas militares somente pelas sombras. Dir-
vos-hei? senta por alguns preferencias inexpli-
caveis. Conforme sua atllude, sua marcha, a
lentido ou vivacidade de seus gestos, pretenda
adivinhar sua edade, seu carcter, seus senli-
menlos I Este apressava os passos, fazia girar
rpidamente as mos sua espingarda, ou balaa-
gava a es beca era compasso; sem duvida era
mogo, de um natural alegre;elle cantara ou
embalava-se em soohos de amor. Aquelle pas-
sava com a frool* curvada, parara as vezes, e
apoiando os dous bragos na bocea d'arma, (cava
por muito lempo em uma atllude melancholica ;
devia pensar em sua me ausente, em sua al-
deia, em lulo que deixara apos si l Levava a
mo ao rosto., para enchugar uma lagrima tal-
vez 1 E havia algumas dessas sombras queridas
que eu tomava era affeico, ioleressava-me por
sua sorte e fazia rotos e orava por elles ;e erarn
novas ternuras, que germioavain em meu cora-
go e o consolavam. Crede-me, meu amigo,
preciso que amemos aos nossos semelhantes,
de misler ama-Ios com todas as torgas ; a feli-
cidade eat nisso I
Homem excellente,diz Charney interna-
cido,quem ros nio amara I Por que ros nio
conheci mais cedo 1 Minha rida teria sido muda-
da. Porem dero eu lastimar-me ? Nao achei
aqu o que o mundo me recusara, um corago
dedicado, um apoio solido, a rirlude, a verda-
de, ros e Picciola ?
reza do reado, e a fortaleza do burro ; os seus
cascos estreilos eram aparadoa e rijos como o
ago : qualquer que fosse o estado do terreno suas
pernas compridas, finas e ligeiras nio se dobra-
ram a um falso movmento : era a locomagio le-
vada ao grao de prodigioera um roo terrestre,
permitta-se-oos assim dizer.
Muitas rezes durante essa carreira desenfreada
Joaquim Dick prestara um ouvido atiento aos
ruidos da solido. O marquez debalde o questio-
nava sobre as suas observagea ; elle nada res-
ponda.
De repente Gabilan parou, e estacou com tal
immobilidade que pareca um cavallo de bronze.
Chegamos ? perguotou o Sr. d'Hallay.
Anida nao ; mas somos perseguidos.
E por quem? pelos pelles-rermelhas ?
O Baledor de Estrada algou os hombros.
Os cavados selvagens dos Indios seriam ad-
mirados e inveociveis corredores na Europa ; po-
rm a par de Gabilan aio machinas pesadaa e
ronceiras. Nao sao elles que nos teriam nunca
alcangado.
Neste caso o posso saber quem ha mais
que nos persiga....
J roa esqueceates do nome de Leonox ?
Nio me esqueci nem do seu nome, nem do
seu semblante ; e vo-lo provarei, Sr. Joaquim,
se algum dia tirer occasio; mas nio compre-
heodo como essa especie de louco grotesco pode
alcaogar-oos rindo a p.
Ha pouco gabei-vos eu a reloeidade de Ga-
bilan ; pois sabei que nada comparada com a
de Leonox. Aquelle a quem denominaos um lou-
co grotesco acora pan ha o reado na carreira I..
Pouco importa : uma rez que rem s, que
chegueI
Joaquim Dick abanou a cabega cem singular
expresso.
Lennox por si s vale dez homens I
E' o qoe havemos de ver.
Pelo contrario, espero que o nio reremos,
por beneficio vosso.
Joaquim saltou em trra e tirou a sella a Ga-
bilan.
Agora, meu amigo, disse elle passando-lhe
as mos pelas crinas, iris encontrar-me do outro
lado.
Gabilan parliu aos saltos com o gracioso e tra-
vesso estouvamento do coUegial qoe ae prepara
alegre e aatisfeito para gozar das horas que lhe
concedem de recreo.
A paysagem tioha modado : agora representa-
ra os quadros de SalvadorHosa. Pioheiros gigan-
tescos, cujos ramos caprichosamente dispostos
sobresahiam maisa pardacenta de enormes
montes de pedras, daram a esse lugar ama tris-
teza lgubre. Ruinas eslraraganles, por tal ma-
oeira accumaladas pelo tempo, que ao ve-las
ninguem poderia dizer se eram restos de passa-
das grandezas humanas, ou siraplesmente um ca-
4, pricho da natureza, juncavam o solo de destrogos
seculares. Emfim um silencio mais profundo an-
da do que o silencio que reinava no deserto en-
volva esse sitio lgubre, assim tomo se respirara
ali um ar costoso e pesado, razio porque os pro-
prios animaos fugiam da tristeza e insalubridade
dessas sombras paragens.
O marques d'Hallay contemplara com pasmo
[Continuar-se-ha.)
a Joaquim Dick qus apoiado sobre os joelhos, e
com o rosto inclinado para o chao pareca entre-
gue a um Irabalho incomprehensirel: o seu pas-
mo ainda mais cresceu quando vio uma pedra
eoorme movida por forga iavisivel destaear-se de
repente da sua base, e patentear ama entrada
subterrnea.
O Batedor de Estrada roltou-se psra o mar-
quez.
Eolio, senhor I lhe disse elle cora esse ar
zombador qae em oatro tempo lhe era to fami-
liar ; possivel qae ros conservis assim lio se-
rio 1 Vos, o espirito positivo, o antigo galn pa-
risiense, aceitaea aem sarcasmos esta ridicula e
vulgar mudaoga de vista, que faz recordar os
sombros melodramas do estimarel Sr. de Pixe-
recourl? O subterrneo, nio ignoro, e fcilmen-
te conrenho nislo, j se acha de todo fra da mo-
da. Mas o que queris ? No deserto estamos
mais atrasados ainda do que as provincias. Eu
oo posso offerecer seno aquillo que tenho;
os meus recursos sao limitados. Teode pois o in-
commodo de seguir-me.
Para onde me conduzis ?
Que bonita phrase para um melodrama I
Represeotaes agora admiravelmente o rosso pa-
pel I Lastimo nio ler que responder-ros senio
unta banalidade: cooduzo-ros para minha casa.
Para rossa casa ?
Sim, para mioha casa. Nada dereis re-
ciar : estaris aqu cm seguranga, ao menos por
emquanto. Nao porque o aaeu amigo Leonox
ignore a existencia deste retiro ; mas elle ouoca
pensar que en seja to louco a ponto de oflere-
cer-ros oelle um refugio.
E por que ?
Por que esle subterrneo, meu caro Sr.
marquez, encerra esses meamos thesouros, cuja
conquista meditastes, e ros fez deixar S. Fran-
cisco para correr atrs de aventuras tio singula-
res I Conheceis agora que os esclarecimtntos,
foroecidos pela heranga de Erans, eram de me-
diocre exactidio. O pensameato das penozas e
inuteis indagages, que terieis a fazer, ae conse-
guisseis aqu ebegar em compaohia dos rossos
amareis associados, dere consolar-ros da derro-
ta que soffresles as margeos do Jaquesila. Que
um genliihomem como ros corra airas des com-
bates nao para admirar ; mas de paladino
esforgado lornar-se triste habitante de um sub-
terrneo realmente uma melamorphose des-
agradare! I.... Entio, tio riades ? /Oque ros
relem ?
Senhor, disse o marquez d'Hallay olhando
fixameote para o Batedor de Estrada, coahego
agora que tire razio em desconfiar de ros. E'
incontestavel para mim que me fizeates cahir
o'uma emboscada. Resta saber se esta traigo
ros ser proreitosa: permitti-me que o duride,
por que cae certo de que eu ros arraslarei na
minha queda 1....
Bravo I admiravelmente declamado I ex-
clamou Joaquim Dick com uma roz que se tor-
oava cada rez mais escarnecedora. Nao peosei,
meu caro, senhor, que a minha seena do subter-
rneo dsse taoto de si ; nio sei como agrade-
cer-ros a rossa graciosa indolgeaca .
Basta de zombarias, senhor 1 replicn o
mancebo com o toen ameagador. Esta comedia
j lera durado de mais; tempo de termina-la.
Cheguemos francamente questo. O que que-
ris, o qua esperaes de mim ?
Espero de vos, meu caro senhor, uma per-
feia ingratidio; e espero tambem, no caso da
que consiga salvar-ros, nao tornar mais a vr-ros.
Eis tudo.
O marquez nada disse; reflectia. Joaquim
proseguio, porm desta rez com um tom absolu-
tamente differente.
Tendes razio, senhor, disse elle com gra-
ridade, esta comedia tem durado de mais ;
tempo de termina-la. A minha posigio a rosso
respeito muito franca. Aborrego-ros de todo o
coragio, nio porque sejaes um miserarel que
quizestes ronbar o meu ouro, mas porque per-
turbaste?, aoiquilastes at a existencia de uma
menina para e adorare!, quero fallar de Antonia.
Todava estou decidido a nio recuar perante sa-
crificio algum, nem mesmo o da mioha vida,
para sublrahir-ros ringaoga de Leonox : e isto
s por que o prometti ao aojo a quem ultrajaates
to indignamente I Dereis attribair as miohas
zombarias de ha pouco aoodio sem igual que ros
tributo, por que era preciso dar ama outra direc-
gao aos meus peosamealos, sob pena de nio po-
der conter a exploso. N'uraa palarra os meus
ervos eslavam agitados, e foi para nio despe-
dagar-ros como o tigre sua presa que eu oc-
cultei as garras 1 Espero que se ests explicagio
ros nio saliafizer, ao meos res tranquilisar, e
poupar-ros-ha a asoeira de enfadar-ros. Aqu
estamos sos, longe de oavidos indiscretos, longe
de olhares curiosos ; o rosso amor proprio tem a
solido por salvaguarda : niO ros creio pois tio
louco, nem to simples que procuris privar-ros
voluntariamente de uma dedicago taoto mais
cfficaz e absoluta, por isse qae o homem que a
offurece se chama Joaquim Dick, e se dedica nio
por ros, mas por Antonia I Agora, seohor, ac-
crescentarei que superflua qualquer allusio ao
que acaba de pagsar-ae entre nos, e nio serrera
senio para embaracar a miaba tarefa j por si
muito difficil. Guardemos em nossos corages a
recordagio do passado, e nio deixemos mais que
elle renha a nossos labios.
Seguiu-se um longo silencio. A altitode do
marquez exprimia seotimenlos os mais oppostos
e coniracditorios: era incontestavel que, a nio
ser a ooite de angustias qae tinha passado, a nio
ser a ome que comegara a tortura-lo e a que-
brar-lhe o rigor da alma e do corpo, pois ha-
riam per lo de quareota e oilo horas que sao co-
mia, nio teria sofTrido aquelle insulto, ainda qae
nio houvessem ali lestemunhas, anda que elle
devesse ficar sem echo.
Iodicae-me o caminho, senhor, estou promp-
to a seguir-ros.
Joaquim Dick passou adiaote, acceqdeu um ae-
chte resinoso que achou logo entrada do sub-
terrneo, deu ao marquez para segura-lo e fe-
chou ouira rez a abertura, por onde ambos aca-
ba vam de penetrar no thesouio secreto dos ami-
gos res azteques.
(CoHtinuar-u-ha.)
PE. -Tir. SI M. F. DI FAMA.-1861
f
"


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EE4C7U9YF_YFKOLR INGEST_TIME 2013-04-30T21:46:40Z PACKAGE AA00011611_09371
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES