Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09370


This item is only available as the following downloads:


Full Text
wmtmmtmm
lili XZXTII IDIE10 193
Por tres mezes adiaotados 5$000
Par tres metes yencidos 6$ 000
SEXTA FEIEA 23 BE AGOSTO
Por anuo adiantado 19)000
Porte fraico para o sabscrrptor.
HCABR1GADOS DA SB8CRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima ;
(fatal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
*y, o Sr. A, da Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
fAriilUAa US cuiUihtus.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna Parahiba naa segundas t
aextas-feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Garuar, AUinho e
Garaohuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarath, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores,Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartasfeiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Forrnoso, Dna, Barreiros.1
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintaafeiras.
/(Todososcorreiospartem as 10 horaada manhaa)
EPHEMERIDES DO MIZ DE AGOSTO.
6 La ora as 10 horas e 34 minutos da man.
13 Quarto crescente as 4 horas e 56 minutos da
manhaa.
20 La cheia as 7 horas e 31 minutos da man.
28 Quarto minguanta aall horas e 4 minutos da
manhaa;
PREA1IAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 6 horas e 30 minutos datarde.
DIAS DA REMABA.
19 Segunda; S. Luis b. de Tolouse f.; S. Mariano
20 Terca. S. Bernardo ab. doator da egreja.
21 Quarta. S. Joinna Francisca to.; S. Umbelina.
22 Quinta. S. Thimoteo ab.; S. Fabriciano m.
23 Sexta. S. Felippe Benicio ; S. Liberato m.
24 Sabbado. S. Barlholomeu ap ; S. urea v. m.
125 Domingo. Osogrado corago deMara Santis
**" ENCARREGADOS DA SBSCRIPCAO DO SUL
Alafos, o Sr. Claudino Falco Dias; Baha,
AUUlKNlAS DOS
Tribunal do commereio; segundas quintas.
Relacao: tercas, quintas sabbados as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commereio: quartas ao mel dia:
Dito da orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do t1 : tercas e sextaaao meio
Sr. Joa Martina Airas ;
Joo Partir Martina.
Bio da Janeiro, o Sr
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
dia. O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
Segunda Tara do elvel: quartas a sabbadoa a l|Faria,na sua liTraria praca da Independencia n.
.1 hora da tarde: 1S e 8.
PARTE OFFlClnL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia de agosto de
1861.
Oficio ao coronel commandante das armas.
Traosmitlo por copia V. S. para seu cooheci-
melo e execugo oa parte que Ihe toca o aviso
da repartirlo da guerra de 7 do correte, man-
dando aquartelar na villa de Tacarat o corpo de
guaroiqo desta provincia.
Dio ao mesmo.Remelto V. S. para ter o
conveniente destino, i certido de assentamelos
do atieres do corpo de guarnirlo desta provincia,
Francisco do Reg Barros.Ti vera m iguaes des-
tinos as certides de assentamentos dos sollados
oo Francisco da Silva e Antonio Go.nes Boicio,
bem como a guis de soccorrimenlo do cadete Ger-
mano Antonio Machado.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia V. S.,
para ter a devida execugo o aviso que era 30 de
julho ultimo me dirigi o Exm. Sr. ministro da
guerra em deterimeoto a supplica do msico de
primeira classe do 9a batalhao de infanlaria Emig- i
dio Francisco de Souza Magalhes, sobre que
V. S. informou em data de 22 de margo deste
auno.
Dito ao viee cnsul de Hespanha.Inteirado
de haver o Sr. Juan Auglada-hijo, vice cnsul
de Hespaoha nesta provincia, encarregado tem-
porariamente o Sr. Dr. Jos Henrlque Fetreira,
como me commuuicou em data de 17 deste mez,
dai uneces consulares durante a visgem que vai
fszer o mesmo Sr. cnsul ao Rio de Janeiro, e
para a qual j lhe mandei passar a portara do
estylo, lenho a declarar-lhe em resposta que ap-
provo provisoriamente a sua deliberado, cum-
prindo que o nomeado aprsente o imperial exe-
qutur no prazo de tres mezes a contar desta
data.Communicou-se is autoridades do eos-
Dita ao director geral da instruccao publica. j seotimento, a proposico desta cmara, autori-
s ando o governo para conceder ao conselheiro
Joo Jos de Oliveira Junqueira una anno de li-
cenga cora todos os seus vencimentos.A impri-
mir o primeiro e Inteirsd quanlo ao ultimo.
Mais dous do mesmo secretarlo do senado, da-
tados de 15 do correte:
1. devolveodo timbera, por nao ter o senado
podido dar o sou consentimento, a proposito
desta cmara, autorisaodo o governo a garantir
companhia organisada na provincia do Cear
para a factura de urna estrada de rodagera en-
tre a cidade do Aracaiv e a do Cralo um empres-
timo de 200:000 ;
2, participando que o senado adoptoa e vai
dirigir sanego a resolugo exonerando o des-
embarcador Joo Candido de Deus e Silva da di
vida de 1:3065980. pela impresso de suas obras
na typographia nacional.Inteirada.
Um requermento dos empregadosda admiois-
t raga o geral do correio desta corte, pedindo aug-
mento de vencimentos.A' commisso de pen-
se3 e ordenados. "
Jug.ua ti-se objecto de deliberago e foram a
imprimir os projectos co,m que concluem os se-
gnintes pareceres :
Ia, da commisso de fazenda, dispensando as
leis de amortisago em favor da irmandade de
Santa Ephigenia e Santo Elesbao desta corte.
2, da rnesma commisso, fazondo igual dis-
pensa em f i vor da ordem terceira do Carmo des-
ta capital.
3, da commisso de poderes, autorisando a
naluralisaco de Antonio Pereira da Silva Pra-
nnos.
O Sr. presidente designou o dia 20 do correte,
1 hora da tarde, para a d'scusso das ioterpel-
lages annunciadas pelo Sr. T. Otloni oa sesso
de 15.
ORDEM DO DIA.
Entrando em 1a discusso, que a requermen-
to do Sr. Pereira da Silva, foi considerada nica,
o projecto n. 23 deste anno approvando a penso
Devolvo a Vmc. o pedido que acompanhou o seu
officio de 2 do correte sob o. 236, na importan-
cia de 1:0919020 res para as despez de consumo
do collegio das orphas no correte mez, a lira
de que seja elle orgaoisado de Cooformidade cora
a tabella approvada por esta presileocia, como
indica a thesouraria provincial em sua informa-
cao de 17 deste mez, o. 398. cerlo de que nesta
data mandou-se adiantsr respetiva directora a
quantia de 4OO&0O0 reis por couti do mesmo
pedido.
_ Dito ao juiz de paz mais votado do primeiro
districto da freguezia de Cimbres.Em aldita-
mento ao meu ollicio de 8 do correte, apresso-
me a declarar a Vmc. que, segundo consta de
aviso expedido pelo ministerio do imperio em 30
de julho ultimo a ornara dos deputados s ao-
nullou a eleigao primaria feila em duplcala nessa
freguezia sob a presidencia do quarto juiz de paz
Emygdio Camello Pessoa de Siqueira, e nd a
que foi presidida pelo juiz de paz mais votado
Joaquina de Garvalho Civalcanli, a qual foijulga*
da valida, pero que deve Vmc. considerar de
nenhum effeito a ordem contida no citado officio
desta presidencia de 8 do correte que maodou
proceder nessa freguezia nova eloico de eloi-
lores no dia 2 de outubro prximo vindouro.
Fez-se igual additamento para a cmara munici-
pal respectiva.
Dito a cmara municipal do Bom Conselho.
Tenho presente o officio de 27 de julbo ultimo
em que a cmara municipal do Bom Conselho,
communicando-me que o professor dessa villa Vi-
cente Ferreira da Cruz, tendo sido eletto vereador
o anno passado, tem deixado de fazer parte dessa
cmara por julgar esse cargo incompativel com o
de professor, consulta-me se edm efTeilo se d
essa iocompatibilidade.
Em resposta lenho a dizer cmara municipal
do Bom Conselho que os referidos lugares nao
podera ser exercidos cumulativamente, nao s
pelo que se deduz do artigo 33 di le regulamen-
tume.
imo ao chefe de polica.Concedo os dous me- tar da nslrucgo publica, e dos 2. 3. 4 e 5 do concedida a D. Escolstica Basilia de Seixas, veio
sea de licenga que solicita o delegado de polica artigo 2 do regiment interno das escolas publicas mesa urna emenda assignada pelos Srs. Gaspa-
de 23 de agosto de 1859. mas tambem pelo que
dispem os avisos, n. 89 de 4 de juoho de 1847,
de 22 de julho de 1843, mandado observar pelo
aviso o. 24 de 17 da Janeiro de 1851 3. avisos
( nao impressos ) de 20 de maio de 1847 e de 26
de abril de 1849.
Em vista destas decisdes do governo claro
que se d incompatibilidad! entre os dous cargos
em questo, pelo que haveodo motivo legitimo
para nao servir com o vereador, deve o referido
professor solicitar sua dispensa a essa cmara
nos termos do art. 19 da lei do Io de outubro de
do termo de Garaohuns Antonio Baptista de Mel-
lo Peixolo, a que se refere o ofllcio de V. S. n.
792, de 14 do corrente.
Dito ao mesmo.De cooformidade com o que
requiaitou o director das obras publicas em offi-
cio de 19 do corrente, hsja V. S. de recoramen-
dar a antoridade policial competente a expedido
das convenientes orlens para que se nao consul-
ta passar boiadas reunidas sobre a ponte do Ta-
pacur, quando o rio dr vo, pdenlo porm
transitar por ella era grupos, nunca maiores de
dez bois, os gados que oo poderem passar no rio
por causa de ionundaco.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de informar
acerca da inclusa representarlo, que com officio
desta data me foi apresentada pelo commaodanle
superior da guarda nacional deste municipio e
oa qual os officiaes do primeiro batalhao de arti-
1828
Portara.O presideote da pronnei', confor-
maodo-se com a proposta do chelo de polica,
n. 791, de 14 do correte, resolve conceder a
Manoel Camello Pessoa Cavalcante a exonerago
que pdio_do cargo de delegado de polica do
lharia da mesma guarda nacional, pedem serr- termo du Bui.que, e oomea para o mesmo lugar
movido da casa de deleogo para outra prisao o
lenle Jcrao Chrysostomo Pacheco Soares.
Ditoao director interino da faculdade de direi-
to.Accuso a recepc.au do officio que V. S. me
dirigi em 14 do corrente com a tabella da distri-
buirlo das horas em que devem ter lugar as au-
las dessa (aculdade.
Dito ao commandante do corpo policial.A'
vista do que informou V. S. em officio, n. 387,
de 17 do corrente, autoriso-o a mandar dar baixa
ao soldado do corpo sob seu commando Joo Bar-
bosa da Silva.
Autorisou-se timbero a escusa do soldado
Francisco Rufino de Santa Anna, acceitando-se
em seu lugar o paisano Gaudino Pereira Tara-
res.
Dito ao iospector da thesouraria de fazenda.
Respondo ao seu officio, n. 726, de 16 do corre-
le, declaraudo-lhe que no dia 17 foi remedida a
essa thesouraria a ordem do thesouro n. 123, de
7 deste mez, autorisando a pagar compaohia da
estada de ferro a importancia da nova chamada,
que_fez a mesma companhia de duas libras por
aceo correspondente ao numero daa que perlen-
cem hoje a fazenda nacional.
Dito ao mesmo.Remello incluso por copia o
aviso da reparticoda jusIqi de 23 de julho ul-
timo, bem como a imperial resoluQo de consul-
ta de 18 de maio deste anno, determinando quaes
os vencimentos que devem perceber osemprega-
d03 aposentados, que forera nomeados para exer-
cer novo emprego, ou commisso, am de que
V. S. cumpra as disposices comidas em dita re-
solucao, quando por ventura naja algum empre-
gado por parte daquella repartido, no caso da
bypothese constante do mesmo aviso.
Dito ao mesmo.Communico V. S. que em
aviso de de julho ultimo declarou-me o Exm.
Sr. ministro da guerra ter sido approvado por es
tar faito com as solemnidades recommendadas
por lei o contrato celebrado com o bario do Li-
vramento sobre o arrendamento da casa em que
tem de funecionar aaecretaria do commandante
das armas.Communicou-se tambem ao coronel
commandante das armas.
Dito ao mesmo.Declarandc-me o Exm. Sr.
ministro do imperio em aviso do 26 de julho ul-
timo, que nao se pode conceder o augmento de
49:140 que essa thesouraria solicitou. em officio,
o. 13 de 3 de maio ultimo, para o expediente da
inspeceo de saude publica deata provincia, visto
que nao Um aido pratica distribuir-se quantia
para aemelbante servido as provincias ; assim
communico V. S. para seu conhecimeoto.
Dilo ao inspector da thesouraria provincial.
Recommeodo a V. S. que apenas baja qualquer
quantia diapooivel, mande effectuar o pagamento
do que se deve a Carlos Luiz Gambroone, pelo
trabalho que fez no hospital Pedro II.
Ditoao mesmo.Mande V. S. entregar a di-
rectora do collegio das orphas por conta do pe-
dido para as despezas de consumo d'aquelle col-
legio no correte mez a quaotia de 400*000 reis. i
Dito ao commandante do presidio de Fernn-
do.Nao tem lugar o foroecimenlo de mslru-'
montos que Vmc. requisitou em seu officio, n.'
49, de 22 de julbo ultimo, por oio haver verba
para semelhante deapeza, entretanto pode ser
conservada a banda de msica desse presidio,'
como tem sido at agora, nicamente com o re- 1
curso dos particulares.Pica assim respondido o
seu diado officio.
Dito ao director do arsenal de guerra.A' vista
do que Vmc. informou em officio de 29 de julho
ultimo, o autoriso a trocar, urna vez que estejam
em bom estado sa cera armas do l. batalhao de
artilbaria da guarda nacional deste municipio, '
que sao desiguaes das que receben ltimamente
o dito batalhao, deveodo Vmc. dar em substitul-
a Jos Pedro dssco Pereira da Cunha.Com-
municou-se ao chefe de polica.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-se com a proposta do chefe de polica, n. 722,
de 14 do corrente, resolve nomear a Miguel Rei-
naut Duarte para o cargo de 1 e a Manuel Fran-
cisco Puntes para o de 3 supplente do delegado
de polica.Communicou-se ao chefe de polica
do termo de Garaohuns.
Dita.O presidente da provincia, conformn-
dole com a proposto do ebefe de polica, n. 798,
de 16 do corrente resolvo coosiderar sem effeito
a portara de 20 de maio de 1856, e pela qual
foram Theodoro da Silva Los, e Francisco Velloso
da Silveira, nomeados 2o e 5o supplentes do sub-
delegado de polica do districlo de Aripib, 2
da freguezia da Escada, e nomeia a Jos Dias da
Silva para o lugar de 2, e Calisto Teixeira de
Carvalho para o de 5* supplente do referido sub-
delegado.Communicou-se ao chefe de polica.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que informou o respectivo juiz municipal em
13 do corrente com referencia ao requermento
de Too Pessoa da Gama, resolve nomear a este
nos termos do art. 6 da carta de lei de 3 de ou-
tubro de 1834, explicado por aviso do ministerio
da justica de 14 de maio de 1860 para exercer
provisoriamente os oficios de partidor e conta-
dor do termo de Serinhem, creados pela lei pro-
vincial, n. 504, de 29 de maio deste anno, em
quanlo nao forem prvidos na forma do decreto,
n. 817, de 30 de agosto de 1851.
Dita,O presidente da provincia, attendendo
ao que informou o commandante superior da
guarda nacional deste municipio com referencia
ao requermento do alteres da Ia companhia do
3 batalbo de infartara d mesma guarda na-
cional, Sebasti Jo Paes de Souzs, resolve conce-
der a esse seis mezes de liceo;a para ir pro-
vincia do Rio de Janeiro.
Dita.Os Srs. agentes da companhia braaileira
de paquetes a vapor mandem dar transporte, por
conta do ministerio da guerra no vapor que se
espera do norte a 35 pracas do exercito, que tem
o coronel commandante das armaa de enviar para
a corte.Communicou-se ao mesmo coronel.
Despachos do dia SO de agosto
Rtqvtrimtnlos.
Antonio Goocalves Carnelro de Barros.Infor-
me com urgencia a cmara municipal de Pi
d'Alho sobre estando em qualquer obra do con-
cert da ponte at ulterior deliberaeo.
Francisco Al ves Teixeira.Informe o Sr, Dr.
juiz municipal da Ia vara desta cidade.
Igoacio, prelo Africano lvre.Requeira ao
governo imperial.
Manoel Polycarpo Morera de Azevedo.Passe
portara concedendo a licenca requerida sem ven-
cimentos.
Thom Joaquim da Veiga.Ioforme o Sr. ins-
pector da thesouraria provincial.
anno approvando o contrato celebrado com Joo
Carlos Pereira Pinto para a navegaco a vapor en-
tre o porto de Montevideo e o do Salto, e entre o
da conslituico e o da Urnguaysna, na provincia
do Rio-Grande do Sul.
Veio i mesa a seguate emenda que foi lida,
apoada e posta conjunctamente em discusso :
O governo Dea autorsado a cootratar com J.
C. Pereira Pinto ou com quera melhores vantagens
metade e mais um dos membros de cada urna
das cmaras para abrir-se a assembla geral; e
no segundo que o senado nomeou os Srs. Vas-
concellos, visconde de Sapucahy, Peona, viscon-
de de Jequitinhonha e Souza Franco, para a
commisso que reunida com outra desta cmara
tome a seu cargo examinar varios arligos do acto
addicional.Ioteirada.
Um requermento da Silverio Pereira da Silva
offerecer, mediante urna aubveneo annual de Lagda, representando contra o imposto de impor
30:0009 P<>r espaco de 10 snnos, a navegaco do
rio Uruguay entre o porto da Constituido no Es-
tado Oriental at o de S. Borja com escalas pelos
portos intermedios, ficando o emprezario obriga-
do a desobstruir a cachoeira do Butuhy no prazo
de dous anoo9 a contar da data do contrato e fa-
zer duasviagens redondas nos dous primeirosan-
oos e tres nos seguiotes, se o governo julgar con-
veniente.Flix da Cunha.
Orou o Sr. Flix da Cunha.
A discusso ficou addiada pela hora. ,
Eotrou em 2a discusso o art. 1 da proposta do
governo que fixa as torgas de trra para o anno
tinanceiro de 1862 a 1863, que Ucou adiada pela
hora.
Oraram os Srs. Martina Francisco e Heoriques.
O Sr. presidente d a ordem do dia.
Veio a mesa e foi remettido i commisso de
poderes o diploma do Dr. Martinho Alvares da
Silva Campos, deputado eleito pelo districto da
corte na vaga deixada pelo Sr. T. Oltooi.
Levantou-se a sessio s 4 i/2 horas da tarde.
INTERIOR.
roo. Piolo de Campos e outros para que a peo-
so seja paga desde a data do decreto que a con-
ferio.
O projecto foi approvado com a emenda, e re-
mettido commisso de redaeco.
Entrando depois em Ia discusso, que a reque-
rmento do Sr. Pereira Pinto foi considerada ni-
ca o projecto que approva a penso concedida a
D. Candida Risa Pereira Nunes, veio mesa a
seguinte- emenda do mesmo Sr. Pereira Pinto,
que foi apoada e posta em discusso.
a Que a penso seja paga desde a data do de-
creto.
Posto a votos o projecto foi approvado para
passar a 2a, bem como o projecto n. 40 do mea-
mo anno dispensando as leis de amorlisa^oem
favor da irmandsda do Sr. Bom Jess da Lapa da
freguezia do Urub, provincia da Babia.
Entrando, finalmente, em 2a discusso o pro-
jecto n. 10 deste anno, concedendo igual dispen-
sa em favor da ordem terceira de Nossa Senhora
das Dores da capital da provincia do Rio Grande
do Sul, yieram mesa diversas emendas que fo-
ram apoiadaa e postas em discusso, estendeddo
o mesmo favor s seguiotes corporaces :
A' veneravel ordem terceira de Nossa Senhora
Moote do Carmo desta cdrle, i irmandade de
Santa Ephigenia e S. Elesbao desta corle, i ir-
mandade de Nossa Senhora do Amparo da cida-
de da Estancia, provincia de Sergipe, i Santa
Casa de Misericordia da provincia do Ciar, a ir-
mandade de Nossa Senhora da Penha erecta na
freguezia de Iraj, i igreja de Nossa Senhora do
Rosario da provincia do Maranho, i igreja de
Nossa Senhors da Boa Morte da provincia de S.
Paulo, i Sania Casa da Misericordia da provincia
do Espirito Santo, i sociedade Portugueza de Be-
neficencia, na provincia do Bio Grande do Sul, i
irmandade de Nossa Senhora da Conceicio da
villa Caoguss, na mesma provincia, igreja de
Nossa Senhora dasGrotas, irmandade do San-
tissimo Sacramento da provincia da Baha, i ir-
mandade de Nossa Senhora da Conceico da pro-
vincia de Pernambuco, i irmandade de Nossa Se-
nhora do Monte-serrate, da provincia de San
Paulo.
Veio mesa o seguinte requermento que foi
lido, apoiado e posto em discusso.
Que sejam remettidos commisso de fa-
zenda as emendas e auditivos sobre os quaes an-
da nao bouver parecer. Paronoju. Fretro
da Silva,
A discusso ficou adiada pelas hora.
Cootinuou a discusso da proposta que fixa as
forcas de mar.
OSr. Fialbo requeren o eneerramento que foi
approvado.
Posto a votos o art. 1" foi approvado bem como
o f.
Leiam-ae os seguiotes arligos additivos i rapres-
sos da commisso que sao apoiidos, postos em
discusso e approvados:
Art. 1. A crear mais urna companhia de
aprendizes marinheiros na provincia em que me-
Ihor coovier.
a Arl. 2. Fica considerada disposico perma-
nente, desde j, a doutrioa do V do art. 1 da
lei o. 694 de 10 de agosto de 1853, que flxa o
ou maro de companhiaa de que deve constar o
corpo de imperiaes mbrnheiros. Pereira da
Silva. Zacharias. >
A proposta passou para 3a discusso. '
Achando-se esgotada a 2a parte da ordem do
dia, vollou-se i Ia parte.
Conlinuou a discusso do requermento de
adiamento offerecido na sesso de hoje ao pro-
jecto n. 10 deste anno.
Iodo pdr-se a votos, recooheeeu-se nao haver
casa, pelo que Qcou encerrada a discusso do re-
quermento, e procedeu-se i chamada.
Orou o Sr. T. Bastos.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia.
Levantou-ae a sesso is 3 horas da tarde.
BIO DE .IVMIRO,
CAARA DOS SRS. DEPUTADOS.
SESSO EM 18 DE JUNHO.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 e ineia horas fez-se a chamada, e o Sr.
presideote declarou aberla a sessio.
Lida e approvada a acta, o Sr. 1 secretario
deu coata do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do ministro da guerra, datado de 15
do correte, enviando um requermento em que
o segundo tenante de artilbaria a cavallo Carlas
ci d'ajuellas as cem que existem nesse arsenal MacEado de Billencourt pede ser trasfrdopar
com destino a mesma guarda nacional.Commu-, a armada infanlaria.A' commisso de marinha
nicou-ae ao commandante superior do Recite. e guerra.
Dito ao eogenheiro fiscal da estrada de ferro. Outro do mesmo ministro, datado de 16 do cor-
Pelo officio que me dirigi Vmc. em 19 do cor- rente, enviando um requermento em que o len-
rente fico iateirido da Iameotavel oceurrencia te de phyica da escola central, Dr. Jos Joaquim
que se dera na eslacio da Escada. de ter sido es-! de Olireira, pede um anno de licenc.a com todos
magado a 1 1(2 horaa da tarde d'aquelle dia o oa aeus vencimentos. para tratar de aua saude.
trabalbador da mesma estrada Manoel do Canto, | A' commisso de penses e ordenados.
pela machina o. 1, cojo machinista todava Vmc.
prendeu, aflm de poder melhor provar-se que
aquello acontecimento foi todo casual.
Nesta data officio ao Dr. chefe de polica para
proceder a esta respeito.Becommendou-ae #
este magistrado que procedesse is arergosces
aflm de conhscer-se sa foi intencional, ou casual i
o acontecimento de que se trata.
Dous officios do secretario do senado, datados
de 12 do corrente:
1, enviando a proposicio do mesmo seoado,
declarando que sao admissireis no crime os ins-
trumentos ou cartas teslemunhaveis dos recur-
sos:
2*. devolvendo, com oe respectivos documen-
< tos por nao ter o senado podido dar o seu con- i
SESSO EM 19 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe:
A's 11 3/4 horaa fez-se a chamada, e o Sr.
presidente declarou aberta a sesso.
Lida e approvada a acta, o Sr. 1* secretario
deu conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do ministro do imperio datado de 16
do corrente, enviando as acias da eleico prima-
ria daa parochias de Paracat, Alegre e Buri'y,
perteocentes ao 7 districto da provincia de Mi-
nas Geraes.A' commisso de poderes.
O Sr. presidente nomeou o Sr. Pereira da Sil-
va para memoro da Ia commisso de ornamento,
em lugar do Sr. Teixeira Jnior, que loi dispen-
sado a seu pedido em urna daa sessoes passadas.
ORDEM DO DIA.
Procedeu-se i votacio do requermento, cuja
discusso ficou encerrada na sessio de hootem,
offerecido na discusso do projecto n. 10 deste
anno, dispensando as leis de amorlisacio em fa-
vor da Ordem Terceira de Nossa Seohora das Do-
res da capital da provincia do Rie-Grande do Sul;
foi approvado.
Conlinuou portento a 2* discusso do projecto
com aa emendaa dos Srs. Pereira da Silva e Car-
oeiro de Mendooca, na conformidade do vencido;
e foi approvado para pasear a 3a diseussio, com
aa duas referidas emendas; indo, entretanto, i
respectiva commisso para redigir.
Eotrou em 2* discusso o projecto n. 37 deste
SESSO EM 20 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 3/4 horas, fez-se a chamada, e o Sr.
presideote declarou aberta a sesso.
Lida a acta da sesso antecedente appro-
vada.
O Sr. Ia secretario di conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofllcio do secretario do senado datado de
18 do corrente, devolvendo com os respectivos
documentos, por nao ter o senado podido dar o
seu consentimento s segainles proposices desta
cmara : Ia, autorisando o governo para fazer ar-
rematar a casa n. 137 da ra do Ouvidor ; 2a, pa-
ra trocar as sotas do extioclo Banco do Brasil de
que sao possuidores D. Emerenciana Rosa de
Bruce, Manoel Francisco Damasceno e Luiz!
Francisco Murinelli; lerceira, a auxiliar com a i
quantia de 10:000#000 as obras do hospital
dos Lazaros decretadas pela assembla provincial
de S. Paulo ; e 4a, approvando a cesso feita pe-
la cmara municipal da cortea sociedade Aman-
te da Instruccao do dominio ulilque tem em um
terreno sito oa ra de Santa Luzia com o edificio
do matadouro que ali existe.Inteirada.
Um requermento dos guardas ds extincta me-
sa do consulado da proviocia da Baha, pediodo
serena considerados officiaes de descarga.A'
commisso de penses e ordenados.
Outro de Manoel Joaquim Garca, reclamando
contra o decreto que o aposentou no lugar de
amanuense da secretara de policii da provincia
da Baha.A' mesma commisso.
Outro de Jos Jaciotho Pereira, pedindo dis-
pensa do lempo para se oaluraliaar cidado bra-
sil eiro.A' commisso do poderes.
Outro da Ordem Terceira da Penitencia desta
corte, pedindo dispensa das leis de amorlisago
para legitimar a posse de diversos predios que j
possue.A' commisso fazenda.
Julgaram-se objecto de deliberaeo e foram a
imprimir os projectos com que concluem os pa-
receres :
Ia Da con, jiissao de penses e ordenados, ap-
provando a penso annual de 400}, eoncedids a
D. Thereza Mara de Si e Silva.
2a Da mesma commisso, autorisando a con-
cessio de liceoga eom vencimentos ao ajudaote
do inspector du alfandega de Pari, Augusto Cesar
Sampaio.
Foram lidos, postos em discusso e approvados
os pareceres :
Ia Da commisso de marinha e guerra, decla-
rando que nada ha a deferir sobre a pretenco de
Jos Gomes dos Santos.
2o Di commisso de penses e ordenados, pe-
dindo informiQesao governo sobre a pretengio
de Manoel Antonio Basto Ratclif, carcereiro apo-
sentado da cada da villa do Pilar, na provincia
da Parahiba.
Foi a imprimir, para entrar na ordem dostra-
balbos o parecer da 2a commisso de orcamento
relativamente i despeza do ministerio de estran-
geiros.
ORDEM DO DIA.
Foram successivamente IIdos, apoiados, postos
em discusso e approvados, oa seguintes reque-
rimentos:
1 Do Sr. C. Ottoni :
Requeiro que se pera ao governo, pela re-
partirlo competente, um exemplar do Atlas e
relatorio que icerca do rio de S. Francisco apre-
senlou o eogenheiro Fernando Halteld.
2 Do Sr. Pereira da Silva :
< Requeiro que, pela secretaria dos negocios
estraogeiros, se peca copia do parecer das sesses
do conselho de estado icerca da liqnidaca das
prezas heipanholas, feitas no thesouro publico.
3 Do Sr. Vinato :
< Requeiro que se pee.am ao governo, pelo mi-
nisterio da marinha, aa aeguiates iuformac,5ea :
c Ia Quaes as quaplias distribuidas e ordena-
das pelos respectivos ministros nos tres ltimos
annos para a conslrucco do dique do Maranho.
2.a Qual a somma dispendida at ao presen-
e com essa obra.
a 8.a Quaes as informaces e esclareelmeotos
sobre a obra do dique do Maranho, pedidos pe-
lo governo ao actual presidente 'daquella provin-
cia.
c 4.a Que providencias tem dado o governo
para o melhoramento do porto do Maranho, e
quantas sao as barcas de excavaco que all se
acham em efTectivo emprego para impedir a total
obstrueco daquelle porto, e desde quando.
Procedeu-se votaco do requermento do Sr.
Esperidio, sobre negocios de Porto Calvo, da
provincia daa Alagoas, cuja discusso ficou en-
cerrada na sesso de sabbado ; foi regeitado.
Foi lido, posto em discusso e approvado o
parecer da commisso de poderes, reconhecendo
deputado pelo terceiro districto da provincia de
Pernambuco o Sr. Si e Albuquerque,
Em consequencia o Sr. presidente declarou de-
putado o referido senhor, que achando-se na sala
mmediata foi iolroduzido com as formalidades
do estylo, presin juramento e tomou assento.
Entraram em discusso as inlerpellacpes do Sr.
T. Oltooi, annunciadas ni sesso de 15 do cor-
rente, e Qcaram adiadas pela hora.
Orou o Sr. Ottoni.
O Sr. presidente di a ordem do dia.
Levanlou-se a sessio is 5 horas e meia:
SESSAO EM 22 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 horas e 3/4 fez-se a chamada, eoSr. pre-
sidente declarou aberta a sessio.
Lida e approvada a acta, o Sr. 1 secretario den
conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Dous officios do secretario do senado, datados
de 18 do corrente, participando : no primeiro,
que o senado nomeou oSr. Cansanso de Sinim-
b para substituir o Sr. Souza Ramos na com-
misso que com outra desta cmara lea de rever
o regiment commum, oa parte em que exige
porlaco creado por differeotes leis da assembla
provincial de Minas-Geraes. A' commisso de
assemblas provinciaes.
Leu-se, e ficou reservado para quando se dr o
projecto para ordem do dia, o parecer da com-
misso de fazenda, relativo a concesso da dis-
pensa das leis de amortisaco em favor da Santa
Casa da Misericordia de provincia do Cear.
Foi depois lido, posto em discusso e appro- '
vado um parecer da mesma commisso sobre s
prelengo de Carlos Balestra Galli, coucluindo
da seguinte maneira :
a Que se enve ao governo o requermento do
peticionario, recommendaodo-se-lhe que d to-
das as providencias necessarias para o seu paga-
mento 6 dos demais artistas, autorisando em-
preza a dispdr de quaesquer objectos de valor que
posaa dispensar actualmente para semelhante im.
Ribeiro da Luz.Barbosa da Cunha.
Foi tambem lido, posto em discusso e appro-
vado, um parecer da commisso de poderes re-
conhecendo deputado pelo districto da corte o Sr.
Marlioho Alvares da Silva Campos.
Veio mesa o seguinte requermeuto do Sr. C.
I Ottoni, que foi lido, apoiado, posto em discusso
e approvado :
Requeiro que, por intermedio do ministerio
do imperio, se obtenham informaQes da illuslris-
sima cmara municipal da corte, se a compaohia
da estrada de ferro de Pedro II tem incorrido em
iofraeces de posturas pelo que loca is servides
e obras exteriores e alheias ao servico dos tri-
Ihos, as quaes esto como as dos particulares su-
geitss jurisdic;o municipal.
ORDEM DO DIA.
Entrou om terceira discusso a proposta do
governo fixando as forcas de mar para o anno
floanceiro de 1862 i 1863, e ficou adiada pela
hora.
O Sr. Paes Brrelo :Sr. presidente, compro-
metti-me a tomar parte nesta discusso, am de
contestar algumas das opinies do nobre minis-
tro da marinha, emittidas no seu relatorio ; por
isso, e porque tenho de pedir a S. Exc. alguns
esclsrecimentos a respeito de actos por elle pra-
ticados, abalancei-me a pedir a palavra, na es-
peranza deque a cmara se dignar prestar-me
alguns momentos de sua benvola alleogo.
Direi anda, Sr. presidente, algumas palavras
a repeito do regulamento do quarlel-general da
marinha, que j foi to brilhaotemente defendido
e sustentado pelo illustre deputado pelo Paran ;
e contra o qual S. Exc. o Sr. ministro da mari-
nha nao apresentou seno jazes que era mesmo
podem mereoer o titulo de plausiveis.
O tratamento de moco de recados que S. Exc.
deu ao encarregado do quartel-geoeral da mari-
nha, s mente porque o regulamento o considera
como ajudanto de ordens do ministro, nao s
um erro deplorare!, como urna grande inconve-
niencia proferida por um ministro de estado.
Eu j Uve occasio de dizer que sendo o mi-
nistro a primeira autoridade da repartirlo, oo
ficava mal a nioguem, por maior que tosse a sua
graduarlo, executar e fazer cumprir as suas or-
dens.
Os deveres e as atlribuices do encarregado do
quartel general acham-se definidas claramente
no regulamento. O encarregado do quartel-ge-
oeral, portanlo, cumprindo uns e exercendo ou-
tras. executa a lei, serve ao estado e oo ao mi-
nistro. (Apoiados.)
A ordens que o ministro expede e que o en-
carregado do quartel-geoeral incumbido de
transmitir is autoridades que lhe sao subalter-
nas, sao sempre relativas (como expressamenle
declara o regulamento) ao movimeoto, econo-
ma e disciplina do servigo naval militar. Cha-
mar a essas ordens recados, e designar com a de-
nomioaco de mogo de recados a quera as trans-
mute e faz executar, completando-as com as pro-
videncias de detalhe, repito um orro deplora-
vel da parte do nobre ministro. (Apoiados.
Sr. presidente, entre nos o encarregado do
quartel-geoeral da marinha foi sempre conside-
rado ajudaote de orden* do ministro : esse em-
prego tem sido exercido por officiaes generaos
muilo dislinctosda nossa armada, e o nobre mi-
nistro o exerceu, segundo pens por oito ou dez
anana.
Ora, se fnsse exacto que o encarregado do quar-
tel-general da marinha um mogo de recados,
serla preciso coovir em que S. Exc. foi mogo
de recados durante um longo espago de tempo !
Mas, Sr. presidente, nao mogo de recados
aquello que cumpre deveres e que exerce at-
tribuiges que a lei lhe impe. O honrado mi-
nistro, quando era encarregado do quarlel-gene-
ral da marinha, executando e fazendo executar
as ordens que o mioistro respectivo lhe trans-
mitlia em nome de S. M. o Imperador, nao fa-
zia mais do que servir ao Estado eao chefe da
naco.
Nao devo passar adianto sem tocar em um
ponto que tambem serviu de fundamento is cen-
suras do nobre ministro.
Disse S. Exc.: c E' loleravel por ventura que
o chefe do quarlel-general tenha autoridade pa-
ra Bornear officiaes de embarque, remove-los de
uns para oulros navios, e nio possa entretanto
nomear um mestre de armas, um piloto um ca-
pellio, um escreveote etc., sem lioenga ou or-
dem previa do mioistro da marinha ? >
Sr. presidente, antes de tudo observarei que
ha aqu dous equvocos da parte do nobre minis-
tro : o primeiro auppor que o encarregado do
quarlel-general pode uomear officiaes de embar-
que e remove-los de uns para outros navios sem
que proceda do mesmo modo que a respeito dos
mestres d'armas, pilotos, escreventes, etc. : tan-
to em um como em outro caso o encarregado do
guartel-general deve, feitas as nomeages e re-
moges, dar deltas conhecimenlo ao ministro.
O segundo equivoco consiste em dizer S. Exc que
necessaria ordem ou licenca previa do minis-
tro para que aa nomeages de que fallara em ul-
timo lugar posaam aer feitas.
O regulamento o que exige que, feitaa as no-
meages ou promoges, o encarregado do quar-
lel-general paticipe ao ministro da marinha para
definitiva resolugo.
Eis aqoi a dispoaico do 13 do art. 7. do re-
gulamento, qua o que trata desta especie :
c Compete ao encarregado do quarlel-general:
nomear os officiaes que vo embarcar nos navios
da armada; ordenar, quando convenba ao servigo,
a aua passagem de uns para outroa navios ou seu
desembarque; nomear oa que devem servir nos
corpos de marinha, exceptos commandantes ;
designar os capellies e os pilotos extraordina-
rios, os mestres d'armas para os navios em que
forem necessarios, dando immediatamente parte
ao ministro para dafioitiva resolugo.
Portanlo, todos esses actos podem ser pratica-
d?s pelo eocarregados do quartel-geoeral, sem
3ue elle previamente tenha lido licenga ou or-
em do mioistro da marinha : a obrigago im-
posta que, praiicade o acto, teja delle. sabe-
dor o mioistro.
A m& voutad.e que S. Etc. tem ao regnUmea*
to do quarlel-general o leva a commelter erros
que chamarei palmares, porqusnto bastava que
S. Exc. livesse lido esse regulamento para ver
que se acha em erro.
Agora, quanlo i utilidade desta disposico a
cmara comprehende que, sendo o ministro a
primeira autoridade da repartirlo, o primei-
ro responsavel por tudo quaoto nella se pas-
sa, convem que elle seja conheceddr tambem
dos actos que em seu nome sao praticados.
A cmara sabe perfeitamente como no nosso
paiz se entende a responsabilidade dos ministros;
commette um em pregado subalterno a menor
falta ? O ministro responsavel por essa fal-
la. Ora. n'um paiz em que assim se entende a
respoosabilidade ministerial, como possivel dei-
xar que actos lo importantes como sejam, por
exemplo, a noxeago de officiaes para embar-
que, a transferencia de um para outro lugar, etc.,
nao cheguem ao conhecimenlo do ministro?
Masdevo notar que a marcha regular do ser-
vigo nao soffre o monor embarago com esta dis-
posigo; porquanto jdemonstrei que o encarre-
gado do quarlel-general esti autorsado para,
sem licenga. sem communicago previa, fazer as
nomeages, tomaras providencias que as neces-
sidades do servigo exigirero.
Sr. presidente, nao vollarei ao regulamento
dos commandos, porque me parece que quando
tratel desta questo moslrei a toda a luzquessse
regulamento, bem longe deserioexequivel, como
declarou o nobre mioistro, pode ser execulado
completamente na parte relativa s estages as-
sim como que pode ser execulado em parte oa-
quillo que diz respeito is nomeages para os
commandos dos navios de guerra. Tambem creic-
ter posto patente que a razo que acta sobre o
nobre ministro para nao executar o regulamen-
to outra muilo diversa' daquella que elle nos
deu.
O nobre ministro, fallando da lei promulgada o
anno passado, e que autorisou o governo para
reformar a tabella das maiorias dos officiaes da
armada, declarou que a maneira por que o go-
verno executou essa lei feria de frente a mesma
lei. V, pois V. Exc, Sr presidente, que tenho
necessidade de defeoder-me de urna acusago to
grave, porque fui eu que exeeutei a lei, e aecu-
sago parte daquelle que me succedeu no lugar
de ministro da marinha.
Eii aquicomo exprimi o nobre ministro : < A
ex:luso dos officiaes empregados em com-
misses de ierra nao acha fundamento no decre-
to de 10 de setembro, que autorisa o augmento
das maiorias, anfe fere terminantemente as suas
disposices, visto como a locuqhoofficiaes com-
batentesall empregada genrica, e equiva-
lente na phraseologia da legislago militar, a de
officiaes do corpo da armada, e a estes applica-
vel, qualquer que seja a cemmisso ou emprego
em que se achem.
Sr. presidente, a lei a que o nobre ministro,
se refere exprime-se por este modo: iE'o go-
verno autorsado a reformar a tabella da ruaio-
ria dos officiaes combatentes da armada nacio-
nal, podendo exceder os crditos votados al...
100:000*3000.
Tendo de dar execugo a esta lei, entend, Sr.
presidente, que o favor por ella concedido nao
poda extender-se aos officiaes empregados em
ierra. Entenda assim, primeramente porque a
lei referia-se a urna tabella, na qual se marcara.
maiorias, nao para todos os officiaes da armada,
mas smeote para os officiaes embarcados ;
quanlo aos oulros, dispunha a mesma tabella
que percebessem as maiorias aotiga* ; ora, se
haviana tabella qne eu devia reformar esta li-
mitaco, parecia-me que nao podis deixar de
incluir na nova tabella a limitago que j exista.
Outro motivo me levava a pensar assim. as
discusses havidas no senado a respeito desto
objecto, se disse, e lodos os oradores que lo
mram parle no debate declararam que o aug-
mento concedido era s e nicamente para os
officiaes effecliramete embarcados em navios de
guerra.
V. Exc sem duvida eomprehende a razo des--
ta distioegao ; em primeiro lugar funda-se ella
na differenga do servigo. O servigo feito no mar
nao seguramento da mesma nalureza que o
servigo feilo em Ierra. Depois tioha-se entendi-
do at aqu (parece-me que daqui por diante
oo) que o meio mais efficaz de que o governo
poda langar mo para combater a tendencia que
de certo tempo a esta parte tem mostrado os of-
ficiaes de marinha para es empregos em trra,,
esquivando-se assim ao pesado servigo do mar.
devia consistir em tornar mais ventajosa a po- -
sigo daquelles que se empregam no servio'
efTectivo a bordo.
Hoje vejo que.o nobre ministro aparta-se des-
te modo de proceder : entende qne os 'encimen-
tos e vantagens dos officiaes empregados em tr-
ra devem aer iguaes aos que pereebem os que se*
acham embarcados ; que para combater a ten-
dencia que se tem mostrado para os empregos
em trra, se deve langar mo de outro meio que>
(pego licenga a S. Exc. para dize-lo) nao me pa-
rece o melhor, ou pelo menos mais justo.
Segundo declarou o nobre ministro no senado
esse meio consiste em fazer perder ao official:
empregadoem Ierra, nao urna parte dosseus ven-
cimentos, mas ama parte do que elle tem da
mais precioso, isto o tempo de servigo que
lhe di direilo ao accesso.
Sr. presidente, fundado nestas razSes, isto
oa letra da lei do 1 de dezembro de 1841, e no-
espirito da lei de 10 de aetembro do anoo pas-
eado, porque tal o seu espirito om vista da
discusso havida no senado, eu com razo me
julgava autorisade para reformar a tabella das
maiorias pelo modo por que o fiz. Entretanto-
oo querendo por mira s resolver a questo,.
recorr ao conselho de estado, do qual fazianx
parte dous senadores, um dos quaes tioha sido-
aquella que mais iolerease havia mostrado parar
que a lei fosse approvada o anno pvssado, o Sr.
visconde de Abaet.
A questo foi debatida no conselho de estado ;
assisti s sesses que se fizersm para tratar-se-
desse assumpto e por fim decidio-se nicamente*
que o augmento destas maiorias nio poda ea-
tender-se aos officiaes empregados em terra-
Depois desta deciso foi que exped o decreto no
qual estavam marcadas as novas maiorias dos
officiaes da armada.
Ora, pergunto i cmara, sa depois destas ex-
plicages, se depois do modo por que proced,
nobre mioistro tem razo para dizer no seu re-
latorio que o aeu antecessor ferio terminante-
mente a lei ? 1
O Sr. Mioiatro da Marnba : Nio disse isto..
O Sr. Paes Brrelo : V. Exc ourio lr as.
suas palavras...
O Sr. Mioistro da Marinha : Nao disae an-
sian ; em todo o caso nioguem me pode pritar
de dizer mioha opioiio.
O Sr. Paes Brrelo (leodo urna parte da rea*,
torio da marinha) : A excluso dos officiaes
empregados em coinmisset de trra nao acha.
fundamento no decreto de 10 de setembro qua-
autorisa o augmento das maiorias. antea fere ter-
minantemente as suas ditposicoes.it
Porque o nobre ministro antes de escrever este
tpico do seu relatorio nao leu o artigo 4o da lea
de 10 de setembro de 1841 ? Eique S. Exc.
nao leu esse artigo, eu o vou lr, e eoto S.
Exc veri que nio tere a menor razo da diri-
gtr-me lio grave censura, porque me parece que
nio se pode fazer alor eaojura a m luiqri-


m
DU1I0 DI PBENAMBCO. te- SEXTA FKIRA 28 DI AGOSTO 1E 1801."
fff


sde do que dizer que ella (erio terminante-
mente i lei.
A tabella que eu (ui autorisado pira reformar
lena o seguala titulo : Tabella do venciraentos
arios ofBciaes do exercilo armada a que se re-
fere o artigo 4* do decreto deata mesoa data.
Vejamos agora o que dispe o artigo 4 da lei :
Os odos dos officiaes da primeira, segunda
terceira classe constarlo da tabella junta. Os
oblciaes de qualquer classe, quando cffectiva-
sacnteempregados ero servijo niiliUc terao.alm
4o odo, a gralBcacio addicional designada na
aneaoia tabella, e percctberao em cara pan ha,
alera doi mais vencimenlos, una gratificscao
igual tere parte do sold. Os oficiaes da ar-
aada, 9usado embarcado em navios armados,
termo as maioriae de embarque tambern cons-
tantes da mesma tabella ; e quando empreg-
navios desarmados, perceberio a gralificaco,
ou rnaioria, as jnesmas quanlias marcadas astea
testa le.
Ora, Sr. presdeute, se ogoverao era autori-
sado a reformar esta tabella, a qual aaiente se
referia aos ollciaes embarcados em navios ar-
mados, poda elle deixar de attender a seme-
te limiUcio ? Creio que nao.
t' certo que a lei de 10 de setembro falla de
oCBciaes combateotes, e que ofBciaes combaten-
tes sao tambern aquelles que, embota e rn prega-
alosem trra, perleocem so quadro elfeclivo da
armada___
O Sr. Ministro da Harinha : Ergo....
O Sr. Paos Brrelo : Ergo, preciso enten-
der a lei, combinando-a cota a do Io de dazem-
bro de 1841: os officiaes combateotes de que
trata a le de 10 de aetembro sao aquelles a que
sa refere a lei do Ia de dezembro. Assim o
entend, assim entendeu a seceso de marioha e
guerra do cooselho de estado contra a opiniio j
enlo emittida pelo nobre ministro na qualida-
O Sr. Carlos da Luz : Muitos dos anteces-
sores de V. Etc. nao o entendern) assim ; man-
daraoa abonar maoria de embarque a oficiaes
tmpregados em trra.
f0 Sr. Paes Barrito : Pode ser que no ex-
ercilo se enteoda que as gratificarles sao devi-
dei sera que os olliciaes estejam effeclivamente
empregados em servido militar; na marinha o
principio observado o que estabeleceu o artigo
-4 da lei do 1" de dezembro de 1841.
Quando se querdarae oflicial empregado em
trra, ou em qualquer commissao que nao seja a
de effeclivameBle embarcado, declara-se isloex-
pressamente, e com razio, senhores, porque os
fticiaes de marinha sao funecionarios destinados
a servir a bordo dos navios....
O Sr. Cirios da Luz : Podia citar nomes
de oficiaes empregados em trra com esta gra-
lificajio.
O Sr. Paes Barreto : Desafo ao nobre de-
butado para que me aprsenle umexemplo. O
que ha o seguale : Depois da lei de 1841 crea-
rsm-se alguns estabelecimenlos, deram-se at-
trbuices aos oficiaes que fornm eocarregados
de dirgi-los; raarcou-se-lhes vencimenios, e
ao alguns casos coosiderou-se a estes oficiaes
como embarcados, e roiudou-se Ihes dar as
maiorias da tabella de 1811, mas era preciso qne
ae determiuaasse isso expressameete.
O Sr. Carlos da Luz :Poderia Indicar raesmo
um oQiiial de marinha que V. Exc. mandou
de.enhar em Ierra, e entretanto o considerou
como commandante de navio.
O Sr. Paes Barreto :V. Fxc labora em erro
$em_ duvida refere-se ao Io lente Vital. Este
official l i ti h a deixado n eommaodo do seu navio
que tvera ordem para desarmar, e foi servir
na fragata CoHSlluio como official: entretanto
cumo tiuha elle de apresentar a carta de urna
parte de costa do Brasil trabalho em que seem-
pregou por dous ou res anuos, e de que deu
cunta com o zelo e dedicijao que o destioguem,
foi-',he concedida permissao para passar a limpo
seu trabalho em casa.
J v, pois, o nobre deputado pela provincia
de Santa Catharina que nao exacta a informa-
cao que a este respeilo Ihe deram.
Sr. presidente, em vista das observaees que
tenho feito a respeilo da tabella que confecciooei
em virtuJe da lei de 10 de setembro do auno
passado, julgo-me aulorisado para dizer que o
31
dos pilotos e promovidas com clausula nao po-^
diam ler aecesso sem que Se moslrassem com-
petentemente habilitados. O onus novamente
creado foi so mente para os promovidos sem clau-
sula ; per isso, revogado o art. 141 do regula-
meoto do 1 de maio mandei que subsisliisem a
legislacao e a pralica que eram observadas aute*-
nrmente.
' certo que a nobre ministro da marinha,
quaado ncarregado do quartel-geoeral, linha a
opiniao ase agora maoifesta no seu relatorio,
opiniao que es cao podia adherir, parque,
coava ji mostrei, dava no orto do 4>oder legisla-
tivo urna extensa*) que alie nio linha.
Sr. presidente a nobre ministro da marinha
fallando das nossss estajes navaes dissa em um
discurso aqu proferido o seguinte :
< Pronunciando-me, Sr. presidente, pala ex-
tenco das eslaedes navaes, nio quiz dizer que
nos por tos onda presentemente alias aa acbam
deixe de haver sempro urna torea naval. O mo-
tivo por que eotendo que. as estajes nio devem
continuar porque infelizmente a marinha bra-
aileira vai poseo a poueo tornndose em mari-
oha de provincias e nao do imperio, e isso por
tal forma que muilo difficilmeote coosegue o go-
verno remover os ofBciaes de urna para outro es-
tacio, por isso que casando-se elles as provin-
cias em que se acham empregados, e adquirin-
do outras retacos de amisade e inleresses, i
com muita repugnancia se essignam mudanza
de residencia e aos incommodoa da vida activa
da marinha de guerra.
a E' preciso acabar com este mal, e o remedio
heroico no meu entender a extiocjao das ea-
taces.
Sr. presidente, se o nobre ministro declara que
ainda extinctas as esta cues navaes, de ver haver
nos portos em que ellas, existem actualmente
urna forca naval, deceno nao comprehendo on-
de est a vaotagem do alvilre offerecido por S.
Exc, salvo se a vantagem cousiste na mudanca
de Qorae, dizendo-se forca naval, em vez de es-
tacao uaval.
Talrez S. Exc. enteoda que extioetas as esta-
jes navaes lhe ser mais fcil remover os officios
de uns para oulros pontos.
Mas se este o fundamento da providencia
lembrada pelo nobre ministro, eu lhe observarei
que o inconveniente que S. Exc. deseja remover
j leria cessado se acaso o nobre ministro hou-
vesse execulado, come era do seu rigor e dever,
o art. 13 do decreto de 19 de dezembro de 1860,
no qaal sa determina o seguinte :
Os commandantes das estacos navaes do
imperio, e os olficiies dos navaes que as com-
pdem nao podem servir na mesma estaco por
mais de tres annos, salva a excepjao do artigo
5.*
Esta excepcao refere-se ao caso de circums-
tancias extraordinarias, ou falta de olliciaes as
circumslaociasdaquelle artigo.
Porque razao o nobre ministro, que julga de
Unta inconveniencia o conservadlo por muilo
lempo dos oficiaes na mesma estaco.nao oxecu-
ta um decreto que lei do paiz? S. Exc. outro
da disse-nos que era porque nao tinba ofi-
ciaes ; mas a improcedencia desla razao salta aos
olhos.
Existem oficiaes em Pernambuco e na Bahia ;
haver nada mais fcil do que transferir os ofB-
ciaes de Pernambuco para a Bahia o os da Bahia
para Pernambuco ?
O Sr. Ministro da Marioha : E quando vie-
rem de Pernambuco para a Bahia, car aquella
provincia sem ofBciaes ?
O Sr. Paes Brrelo :Ora que razao 1 Pois
julga o nobre ministro que a remollo deve ser
fofamente feita de urna s vez ? S. Exc. bem
v que um tal motivo podia ser dado em outres
lugares, nao aqu.
O Sr. Ministro da Marinha : Responder!.
O S. Pies Brrelo I Sr. presidente, quando
observo eslase outras opioies do nobre minis-
tro, opioies que S. Exc, alias dotado de talento
e do teconhecida illustraco, nao pode funda-
mentar com razoesao menos plaustveis, chego a
suppor que o que S. Exc, tem em vista collo-
car em m posijio os seus antecessores, dando a
eotender que tudo quanto se tem leito al aqui
na reparlicao da marinha nao presta, que s ago-
ra com a sua entrada para o ministerio que as
cousas vo ser postas oos seus eixos. Felizmente
- a i w^/i j1" J" *v* 0V>U0 ^ia,w- o.
ooore ministro nao leve anda neste ponto razao esta supposicao deaapparece desde que
para irrogar censuras aos seus antecessores.
O Sr. Ministro da Marinha :Censuras nao.
Disse a minha opiniao : leoho ampia liberdade
para isso.
(Apoidos.)
O Sr. Paes Barreto : V. Exc. podia, e cura-
pre-lho agora faze-lo, visto ter manifestado se-
melhnnte opiniao no seu relatorio, pedir cma-
ra aulorisagao para esteoder aos ofBciaes que se
acham empregados em Ierra o favor da lei de 10
da setembro de 1860 ; mas para isso nao preci-
sava dizer em seu relatorio que o seu relatorio
linha ferido a lei.
O Sr. Madureira :Fallou do cooselho de es-
tado.
O Sr. Paes Barreto ;PerJe ; o conselho de
estado nao era o encarregado da execueao da lei,
deu simplesmeote a sua opiniao. Desde que a
opioio convertida em acto, ao ministro com-
pete a responsabilidad. Essa responsabilidade
eu a tomo toda inteira, folgando muilo de ter em
aoou favor a opiniao de tres conselbeiros de esta-
do, um delles ofBcial-general de armada, e dous
eminentes estadistas que com grande distineco
serviram ao paiz no elevado cargo de ministro da
anainha.
O Sr. Ministro da Marinha :Podem pensar de
maneira diversa do eo'ender de qualquer profe-
sional sem que por isso pensam melbor.
O Sr. Paes Barreto :Visto que o nobre minis-
tro entende qoe a lei foi mal executada, deve
corrigir o erro do seu antecessor. Previno, po-
rra, a S. Exc. de que uo pode faze-lo de au-
teridade propria : hoje tem neceisidade de pedir
aulorisacao ao corpo legislativo para estender o
ijvor da lei aos ofBciaes nao embarcados.
evo tambern dizer-lhe que nao acredito na
informarlo de S. Exc. quando diz que somente
com 17.000$ poder esteuder esse favor a toda
a classe.
O Sr. Ministro da Marioha d um aparle.
O Sr. Paes Brrelo :Sr. presidente, o nobre
ministro tambern pareccu irrogar-me urna cen-
aura pelo modo por que executei o arl. 5." da
Jei de xacio de forjas de mar do anno pasado.
O tpico do relatorio do nobre ministro a que
me reiro o seguinte :
O art. 5o da lei n. 1,100 do^anno findo re-
?ogou, verdade, o art. 141 do decreto e rf gu-
lamenlo n. 2.163 do Io de maio de 1858, que
sujeitou em geral todos os subalternos proceden-
tes da referida classe (dos pilotos ] i privagao de
aecesso, emquanlo por novos exames nao se
moairarem habilitados as materias designadas
no art. 140 : mas aquella disposigo, conforme
foi declarado por aviso de 18 de outubr ulti-
mo, libertando da prova acadmica os que ti-
nhara sido promovidos sem clausula, deixou em
p semelhanle onus para os que a esta eram su-
jeiios, o que importa nada menos que a inutiliss-
c*o de homens, avanzados em idade, e tendo j
perdido os hbitos de estudo, poderlo por seme-
lhanle meio provar habilitaedes praticamenle de-
monstradas em longos annos de embarque.
Desla tpico do relatorio do nobre ministro da ma-
rioha se cooclue o seguinte: fque.segundo S.Exc.
o rt. 141 do regulamento do l'de maio de 1858
foi que estabeleceu onus de sujeitar-se a certas
provas os subalternos tirados da classe dos pilo-
tas, promovidos quer com clausula, quer sem
ella ; i", que tendo se revogado o art. 141 do
mencionado regulamento era consequencia que
desse onus fossem dispensados tanto nos como ou-
lros ; 3o, que na ojien do ministro na execugao.
do preceilo legislativo dispensado da obrigaclo
de passar por exames aos subalternos promovi-
dos com clausula, segue-se que o ministro in-
fringi a le com damno do servico publico, vislo
como iputilisou per este meio a homens que tem
demonstrado sues habilitarles em longos annos
de embarque, como diz 9. Etc.
O Sr. Ministro da marioha :Eu nao disse se-
melbante cousa.
O Sr. Paes Barreto :Se esta n&o foi a inten-
clo do nobre ministro....
O Sr. Ministro da marinha :SSo illacOes tor-
eadas.
O Sr. Paes Barreto:....S. Etc. dir ao que
Teto esse tpico do seu relatorio.
Se 8. Exc. entende que os subalternos tirados
da classe dos pilotos com clausula devem ter
aceaso sem possuir as habilitac.des necessarias
para oceuparem os altos postos da armada, po-
dia solicitar a competente concessio ao eorpo le-
gislativo sem referir-te i execocio por mim dada
ae art. 5 da lei de fixaclo de torcas de mar do
aroso passado.
Das palanas do nobre ministro se infere que
si o ait. 141 que impoz essa oerigacio quando
anteriormente os f" tenantes lindes da classe
es con-
sidero que um homem superior e de sentimentos
elevados como o nobre ministro, nao tem ne-
cessidade de lanzar mo de taes recursos para
fazer sobresahir o seu grande merecimenlo.
Eotretauto, se nao posso Uribuir i|o motivo in-
dicado o proceder do oobre ministro, nao sei
tambern explicar o desejo que S. Exc. moslra de
descoorir errse defeitos, que alias nao exislem,
nos actos de seus antecessores.
Sr. presidente, o procedimento do nobre mi-
nistro laoto mais extraohavel quanlo, de-
pois de assigoalar oserros e defeilos que S.
Exc. pretende ter descoberto, nao procura mu-
nir-se dos meios necessarios para remove-los.
V. Exc. ouvio como o nobre ministro exprimiu-
se nesla casa a respeito do regulamento das ca-
pitanas dos portos. Nio dundo que esse regu-
lamento precise de alguns retoques que a expe-
riencia tenha mostrado serem necessarios ; mas
dizer, como disse o nobre ministro em rcsposla
ao nobre deputado por S. Paulo, que nao duvi-
dava concordar com a sua opiaiao, quando
essa opiniao era que o regulamento devia ser
quasi todo revogido, ficanlo smenle em exe-
cueao a parle relativa polica dos portos que
me parece inevplicavei 1
Nao pretendo, Sr. presidente, defender o re-
gulamenlo que creou as capitanas dos portos:
esse aclo, que muilo honra o estadista que u pro-
molgou, j tem recebido do tempo edos homens
praticos a necessaria sanelo ; todos lhe tem feito
merecidos elogios ; a opioio pois do uobre mi-
nistro agora emittida, de que o regulamento de
nada serve, nio pode merecer grande peso, e eu
duvido que o nobre ministro se atreva a propor a
revogaco do" regulamento das capitanas dos
portos.
(Ha uro aparte).
Um retoque ou retoques tem silo propostos
por diversos ministros, que alias tem tambern
recoohecilo o grande merecimsato desse acto do
governo....
Um Sr. Deputado: E' urna machina de
guerra.
O Sr. Letio da Cunha : E de eleices.
O Sr. Paes Barreto : Sr. presidente, nao
fallando de outros servidos importantes que o re-
gulamento de 19 de maio de 1846 organisou e
commelteu a vigilancia e direcglo dos capalazea
dos portos, limilar-me-hei a dizer duas palavras
sobre um pooto que repulo de grande alcance e
em que divirjo do nobre ministro da marinha ;
refiro-me ao alistameoto da gente do mar ou a
inscripclo martima.
O noore mioislro, tratando do corpo de impe-
riaes marinheiros no seu relatorio, disse o se-
guinte :
< O slistamenlo de marinhagem o problema
de mais difBcil soluglo na nossa organisaglo
naval.
Fora eofadonho reproduzir aqui quanto se
tem adduzido para chegar seguinte concluio
para termos marinheiros misler crea-Ios.
Denlre as modernas iustuicoes, o corpo de
imperiaes marinheiros sem duvida a que me-
Ihores resultados tem produzido. E' elle quem
fornece o principal e mais precioso elemento da
forca chamada a tripolar os nossos navios.
A'sua prosperiade pois est ligado o futura
da nossa marinha, que alli tem talvez o nico re-
curso para fazer navegar os seas vasos. As com -
panhias de aprendizes marinheiros sao o com-
plemento iodispensavel perfeita organisaco do
corpo deimpenaes marinheiros, sao o meio mais
proficuo de preencher suas fileiras diariamente
rareadas pelas baixss e deserc.de*, mal terrivel
que, herdado da marinha portugueza, tornou-
te endmico entre nos.
Sr. presidente, eu j tire oecasio de manifes-
tar minbi opiniao o respeilo do corpo de impe-
rtes marinheiros: eu ja disse que essa institui-
co era talvez a melbor de nossa marinha : nesla
parte porlanlo eslou de accordo com o nobre mi-
nistro : mas eu observarei a S. Exc. que, apezar
dos bons servicos que tem prestado o corpo de
imperiaes marinheiros, e aquelles que ainda
esse corpo poder prestar, como deseja S. Exc.
e tem desejado seus antecessores, se elle lor ele-
vado a seu estado completo, todava a prudencia
aconselha que S. Etc. nio olhe tmente para o
corpo de imperiaes marinheiros, que procure em
outro ponto recursos para quando tivermos ne-
cessidade de elevar nossas forjas ou augmentando
o numero de notaos navios ou pondo-os em p
guerra.
0 nobre ministro sabe que em Franca, quando
neceseario augmentar a forca, o governo tem
para islo todos as facilidades ; l est a inscrip-
{oo martima que lhe fornece o numero de ma-
rinheiros de que precisa.
Na Inglaterra, onde os ofBciaes geoaraas|da
armada lamentara n&o pOder transplantar para o
seu paiz a iascripcao maritims, so tem procara-
do por oulros meios obviar o inconveniente qus
resulta para o servico da armada de oae possuir
ella um pessoal appropfiado para sa circsmstae
cias extraordinarias : por isso em 1852 flzeram-
se grandes vantagens aquellas que sasm Trusttdti
na marinha ingleza, eugmentando-se-lhes sel-
do, concedeodo-se-lhes pentoes, promog&w, te.,
e exigtado se eea composaaeio deseas vantagess
que o prazo do alistameoto fosse staior do qoe
era anteriormente ; todavia a pratica teatros
que, nio obstante isso, o alairanlado ingles lu-
lava com grandes difficuldades todas as vezes que
era neceaaario augmentar de repente a furga da
marioha.
Em 1856, creio en, raandou-se proceder a um
novo inquerito sobre o recrulamenlo, e depois de
i* angmanlarem u vanlagons concedidas ua\
1852, julgou-se preciso elevar a torga effectira,
organisando-se urna reserva para os casos ex-
traordinarios, e estabeleeeado-se escolas para os
mojos sprendizes, semelhantes a essas que pos
temos.
Ora, para facilitar o alistameoto voluntario e
para conservar no servico da armada os mari-
nheiros expedentes e ameslrados, um des ante-
cessores do nobre ministro fez alguma cousa, aug-
mentando os vencimenlos das pravas de pret,
determinando que estes vencimenlos fossem
crescendo ni proporcao dos annos de serv-
jo, concedenao a peoslo de reforma aos que re-
novasteis o seu eogajamento passado certo tem-
po, e finalmente exigindo dos nossos recrutas
maior numero de annos de praja. Todava, co-
mo o nobre ministro nos diz no seu relatorio,
etsaa providencias ainda nao sao sufficieotes por-
que as baixas e as deserjes cootinuam a ser um
mal endmico entre nos. Para evitar esse mal,
que remedio prope o nobre ministro ? porque
motivo nao recorre S. Exc. sua longa pratica e
sua illustraco para descobrir o meto de des-
truir to grande inconveniente ? Se os incenti-
vos creados pelo Sr. ex-ministro de 1854, que bo-
je collega do oobre ministro da mariclu, nao
sao sufficieotes; se apezar delles o mal conti-
nua, porque razao S. Etc., a exemplo^lo que se
fez em Inglaterra, nao vem pedir aulorisajo pa-
r crear novos iocenlivos ?
Sr. presidente, o que certo que em qual-
quer circumstaocia extraordinaria, quando tiver-
mos necessidade, nao de tres mil, porem de cin-
co mil pracas, ha vemos de cha r- nos em grandes
difficuldades. porque nao temos onde procurar
um pessoal apropriado e prompto para o servijo
de guerra.
Para sahirmos dessa difficuldade o que lembra
o ministro ? O recrulamento forjado 1 Mas o
que produz o recrulamenlo forjado, senao ho-
mens do sertao, inteiramente alheios vida do
mar, e que vio para bordo com a idea de deser-
tar na primeira oecasio que se Ihes offerecer ?
O recurso para esses casos o que o regula-
mento das capitanas dos portos tratou de crear
entre nos, a inseripjlo maritima que os logle-
zesinvejam Franja.
S. Exc, fallando da inscripjo martima., diz
O seguinte :
Nao partilho o enlhusiasmo daquelles que pro-
clamara a inscripjo martima como o meio do
alistamenlo mais equitativo e perfeito: antes es-
lou convencido, ao menos por emqumto, de que
a sua Iransplanlajo para o nosso paiz importa-
ra a completa anoiquillajo da marinhagem na-
cional. D
Sr. presidente, discordando da opiniao do no-
bre ministro a respeito do modo porque elle pen-
sa relativamente inscripjo martima, pejo-lhe
ltcenja para oppor, nao a minha opioio, mas a
opiniao do governo fraocez que desde Luiz XIV
conserva a inscripjo maritima e procuta desen-
volver, e mais ainda a opioio dos proBstionaes
da Inglaterra.
E S. Exc, ha de permltir que lhe lea o trecho
de urna obra que tem por tituloOs orjamentos
da guerra e da marinha da Inglaterra e da Fran-
ja, publicada o anno passado : ahi se diz o se-
guinte :
O laclo mais saliente das grandes discusses
parlamentares que deu lugar o orjamenlo do
almiraotado em fevereiro e abril de 1859 foi a
< unanimiJade com que os administradores e
olliciaes generaes inglezes fizeram o elogio da
inscripjo martima, e exprimiram o pezar de
nao poder inlroduztr na Inglaterra a grande ios-
tiluijo com que o genio de Colbert dotou a Fran-
ja. Estes elogios e estes pezares comprehen-
dem-se desde que se observam as difficuldades
cora que lula o almirantado, apezar da possuir a
Inglaterra um pessoal navegante de serlo de 30
mil marinheiros.
Durante as discusses a que se refere o escrip-
tor a queailud, um dos membros do parlamen-
to proferio estas palavras :
Com a nossa orgaoisajo actual podemos
conservar o numero d* marinheiros queapiouver
o parlamento Qxir. O problema a resolver con-
siste nicamente em descobrir um systcma,
de dobrar ou triplicar este numero, como em
Para uto eu 4rrigi-me o anno passado ao nos-
so ministre em Londres. encirregndo-o de con-
tratar um eogeoheiro hydraulico de primeira or-
dsts que vsate s Pernambuco examinar o porto
e dar o seu parecer sobre o plano qe se devesse
ssgsir eom pbflanja. O nosso ministro deca
rou-me que teodo-se entendido com os enge-
nheiros mata sotareis de Inglaterra, nenhum quiz
preetar-se, pozar das vantagens que Ihes foram
offereeMts, a vir ao Brasil, Em vista dests res-
posta dirig-sao, encarregando o mesma com-
mislo, ao nosso ministro em Fresca, o qaal, de-
pois de algsmas difficuldadoa vencidas, decla-
rou-rue qoe era possivel obter um bom eoge-
oheiro hydraslico que podesse talisfszer s este
servijo e tambern podesse ser empregado na
nossa repartieio de marinha. Incumbencia de
que igualmente o havia encarregado.
Tive urna correspondencia a eale respeito com
o dutincto Sr. coaseUreiro Marques Lisboa, da
qual pude coocluir que S. Exc. chegou a enta-
bolar. ntgsciajoes com am eogenheiro muito h-
bil e capaz de dirigir a importante obra do porto
de Pernambuco.
Mas, Sr. presidente, vi com pezar que o nobre
ministro, em vez de resolver esta questo, que
urgente, sujeitou-a aoexame do conselho naval I
Ora, o que pode o conselho naval dizer a respeito
do contrato de um eogenheiro hydraulico em
Franja ? 4
Pois nao era melbor que o nobre ministro pro-
cedease coa franqueza, ou dissesse ao Sr. Mar-
ques Lisboa, nosso ministro em Franja, que nao
appravava o contrato, o que sattsfazia-se com os
eogeoheiros que temos, ou autorisasse appro-
vasse logo o contrato j eito ?
O Sr. mioislro da marioha : J feito, nao, se-
nbor.
O Sr. Paes Barreto :S dependa da appro-
vajo do governo imperial.
O Sr. ministro da marinha:Perdoe-me V.
Exc. ; nao eslava feito.
O Sr. Paes Barreto :Ea sei do tacto.
O Sr. ministro da marinha :Tambern eu sei.
O Sr. Paes Barreto :S dependa, como disse,
da approvajo do governo.
O Sr. ministro da marinha :Logo nao eslava
feito.
O Sr. Paes Brrelo :O contrato feito com o
engenheiro, mas o nosso ministro, apezar de es-
tar autorisedo por mim para ullima-lo, julgou
conveniente submell-lo k approvajo do minis-
tro da marioha,
O Sr. ministro da marinha : Eu nao tinha
100,000 francos para dar a esse engenheiro.
O Sr. Paes Barreto :Nao sao 100,000 francos :
outro engao de V. Exc. que Unja estas propo-
sites e depois ha de ser embarajado para pro-
va-las.
Agora, Sr. presidente, chegado o momento
de pedir eu alguns esclarecimenlos a respeito de
actos praticados pelo nobre ministro : nao lhe
fajo censuras, pejo s explicajoes.
Sr. presideale, o art. 1. da le de 14 de agosto
de 1845 aulorisou o governo para crear capita-
nas de portos as provincias martimas. Em
virlude desla aulorisajo diversas capitanas se
teem creado ; creio mesmo que em todas as pro-
vincias martimas existem hoje capitanas de por
toe ; nao exislem porm naquellas que nao sao
martimas, e eu creio que oo numero destas
est a provincia de Malo-Grosso. S. Exc, entre-
tanto, sem auloritajao, porque a lei nao lh'a deu,
ltimamente expedio um decreto creando urna
capitana de porto em Mtto-Grosto.
Em que lei se fuodou S. Exe. para expedir este
decreto ? S Exc. sabe que no tempo de minha
administracao se tratou dessa creajao, e que eu
serapre puz dundas ero adopia-la, porque nao
julgava que o governo eslivesse aulotisado pela
lei de 1845 para faz-lo.
Creio mesmo que em umasessao do conselho
naval, a que o nobre mioislro assistio como
membro dessa reparlicao e o honrado deputado
pela proviucia do Parao', se tratou desla quesllo
e Qcou, para assim dizer, assenlado que era pre-
cisa ama aulorisajo especial para esta creajao
S. Exc. entretanto nao Uve a menor duvida em
expedir o decreto respectivo. Ora, a expedidlo
desse decreto importa despeza, e S.Exc.sabe
que o goferno olo pode fazer despezas que nao
estejam autorisadas por le.
lia um outro acto de S. S. Exc. sobre o qual
tambern desejo que me de explicajoes. Posso
estar em erro, mas creio que o oobre ministro
rojoa (uiieicouu lei neste caso.
Segundo a lei do conselho naval e tegundo o
regulamento expedido para a sua execujo, nao
pdem ser nomeados para substituir os membros
ellectivos do cooselho naval que se acharem im-
pedidos senao olliciaes de marinha. O oobre
ministro entretanto,tendo-se retirado dous mem-
bros desse cooselho para lomarem parte oos
trabalhos legislativos, ooraeou um cidadlo alias
habilitado para desempenhar o emprego, mas
que nao eslava no caso da lei porque nio ofli-
cial da armada.
O uobre ministro ha de recordar-se de que,
com quanto anteriormente se tivessem feito no-
meajes de paisanos, eu absve-me sempre de
da desde o seu cornejo um distincto official de
marinha, o primeiro lente Azevedo que des-
empenhou com grande zelo e dedicaco a com-
missao importante que lhe fra conSada pelo
honrado deputado pela Bahia quando ministro
da marinha. E' certo que esse official soffreu
aecusajes da imprensa de S. Paulo, mas, tendo
eu mandado ouvi-Jo obre as arguijes qss lhe
eram feitas, elle sofeodeu-se da maneira a mais
completa. Lerabro-me de ter mandado declarar
a ase official qss elle havia-se justificado eatis-
factoriamente. i
Entretanto um dos primeiros actos do sobre
ministro foi a demissao so primeiro teneste Aze- I
vedo I Nao tratarei de investigar at causat dessa
demissao ; mas, se S. Etc. julgava narenario
destituir um empregado que te tioha distinguido
na creajao de um stabelecimeoto de tanta im-
portancia, porque nem ao menos lhe deu urna
demonstradlo da que o governo apreciava seus
servijos? Se quena mandar para Itapnra um
outre official, porque ao menos nao disse qael-
le, que durante dous ou tros annos passou pelos
maiores sacrificios por amor do servijo publico,
que o governo o louvava pelo zelo que tinha
mostrado oo desempeoho de lio arduos deveres?
Nao valia a pena animar o zelo desse official? E'
assim qne o nobre ministro pretende achar ofB-
ciaes que o ajudem no difBcil manejo dos nego-
cios da sua repartijao? Senhores, preciso que
estes tigoaesde aprejo sejam dados aquelles que
os mereceru pelos seus servijos e nao por oulros
motivos.
Sr. presidente, eu desejav anda tratar de um
outro ponto de que oos fallos o nobre ministro
no snu relatorio ; refiro-me a ida de diversos ofi-
ciaes para a Eurooa, afim de ettudarem certas
especialidades da marinha. Creio que S. Exc.
j alguna enviou para este fim, mas devo obser-
var-lhe que o seu procedimeoto nao se ada de
accordo com as disposijes da lei.
Sinto tocar neste ponto, porque vou talvez pre-
juaicor a mojos distinctos que, aproveitando-se
da gencrosidade do nobre mioislro, vio com lou-
vavel iotenjlo, adquirir cenhecimeotos na Eu-
ropa; roas direi cmara que, segundo o regu-
lamento do 1 de maio de 1848, S. Exc. nao po-
de ter na Europa mais do que seis ofBciaes;
quatro devem ir depois de passar por concurso
e ser approvsdos, e dous escolha do' governo.
Ora, j existiodo na Europa seis olliciaes, como
julgon-seo nobre ministro aulorisado para man-
dar mais dous?
O Sr. Ministro da Marinha: Mandei retirar
alguns.
O Sr. Paes Barreto:S. Exc. mandou retirar,
segundo oujo, o Sr. Silvado, um primeiro tenen-
:e que estiva servindo na marinha franceza, e
adquirindoconhecimento importantes que podia
trazer para a nossa armada, e entreunto manda
para substitui-lo dous oficiaes I At commisses
de que vio iucumbidos os ofBciaes mandados
ltimamente para a Europa nao podiam ser des-
empenhadas por aquelles que j l esto ? ser
preciso onerar os cofres pblicos com mais esta
deepeza? esses olliciaes nao fario falla ao ser- .
vico?
Repito, nio desejo de modo nenhum prejudi- Mu"ribeca."."7*
car esses mojos escollados pelo nobre ministro, | g# Loureco.!!!!'.!
Jaboslao...........
Franja, dentro de um curto espajo de tempo e seguir esses precedentes por me parecerem con-
o com a menor despeza possivel. E' indispeosa- trarios lei e ao respectivo regulamento.
ve) descobrir o meio d fazer passar em alguns
dias a armada do p de paz ao p de guerra,
sem causar a perturbajo na marinha mercante,
e sem impor grandes sacrificios ao paiz.
O Sr. presidente :Lembro ao nobre deputa-
do que a hora est dada.
O Sr. Paes Barreto : Procurarei ser o mais
breve que fr possivel.
Sr. presidente, para termos recursos em cir-
cunstancias extraordinarias, eu de certo nao ou-
saria lembrar o meio usado ltimamente ne In-
glaterra, e isto por urna razio muito simples, por
que so nos nao temos meios de conservar a nossa
forja effctva, como os teremos ainda ptra orga-
nisaruma reserva? Por isso eu cntendo que de-
ven os esforjar-oos por desenvolver as bases es-
tabelecidat no regulamento dts capitanas dos
portos e procurar por meio da iusciipjao maii-
lima habilitar-nos para essas circumstancias ex-
traordinarias.
Nao digo, Sr. presidente, que lancemos mi
da inscripjo maritima para as circumstancias
ordinarias, nio ; para taes circumstancias pode-
mos encontrar os necessarios recursos no corpo
de imperiaes marinheiros, as companhias do
aprendizes marinheiros, e mesmo no recrutamen-
to forjado.
_ O nobre ministro, para tomar odiosa a inscrip-
jao maritima,nos fez delta urna negra descripjio.
ComoV. Exc. j melembrou que a hora est dada,
eu deixo de ler a parle do relatorio dooobre mi-
nistro relativa a este astumpto ; direi porm ao
nobre ministro que ninguem nos obriga a eata-
belecer a inscripjo maritima de modo que se-
jam chamados indislnclamente para o servijo
naval os velhos e os mojos, os casados e os sol-
leiros, os doenles e os aos, como o nobre mi-
nistro diz que se faz em Franja: eaiabeleja o
nobre ministro as condijes e os casos em que
pdem ser chamados ao servijo da marioha de
guerra ds individuos que entre nos se applicam
vida do mar.
At aqui, Sr. presidenta a inscripjo martima
quasi que nao tem produzido nenhum beneficio ;
mas preciso convir que isso devido que
nio se tem dado a esta iostituico o apreco que
ella merece, e tambern porque existe em muita
gente a conviejao de que, no momento em que se
tratar de fazer efiectiva a iascripcao, desappare-
cer esse cornejo de populajao maritima que
existe entre nos.
Senhores, marchemos com a precisa pruden-
cia e cautela, mas nao percamos de visU ettt
instiluicio, porque necesaaameote haremos de
laojar mi desse recurso jio futuro ; nio vejo
outro.
Em circumstancias extraordinarios, quando o
Brasil tiver alguma guerra e seja uecessario em-
pregar a forja naval, forcoaamente nevemos de
lancar mi da gente que se applioa vida do
mar, porque ja que ett mais habilitada ; e
lmente para estes casos que eotendo que a ins-
cripjo martima deve ser desenvolvida entre
nos.
Sr. presidente, eu nao posto deixar, apezar da
obserrajio de V. Exc, de notar ao nobre minis-
tro que a parle do seu relatorio relativa ao porto
de Fernando foi demasiadamente resumida. S.
Etc. spenas nos diz, em termos muilo breves, os
trabalhos que ltimamente alli se fizeram. Mas
S. Exc. sabe, porque perlenceu sempre repar-
tieio esem duvida leu os relatnos dos seus an-
tecessores, que existem planos e projeclos para o
melboramento diquelle porto, planos e projec-
los que ltimamente tratava-se de eujeitar ao
conbecimento de algum ngenheiro hydraulico
de primeira ordem. aflm de que se podesse adop-
tar o que fosee julgado preferivel, o se conse-
guiste tirar da obra qae all se faz, o coa a qual
te teem despendido grandes totumas e conii-
auam-se despender, um provwto corroapon-
deate.
Domingo o anniversario do Gabinete Por-
tugus de Ltitura.
Coctta-net que para eses (esta se hio empre-
gado todos os meios pbssiveis, para torna-la bas-
tantemente concorrida e brilhanle, j por meio
da elegancia dos ornatos dos magnificos salees
em qoe se elle cha, j por via dos convites i
elatseslastradas da nosts sociedade.
A' era competir lembrsmos lance suas
vistas pan na tasa, qae se corneja a edificar,
Sa ra do Imperador, fra do sliahameato que
deve ter esta roa. At quando se calcar tot p
o aformessemente de nossa cidats I!
No da 21 o corrate forsa recolllWes
casa de detenje 9 horsons e 1 nelber, sendo 9
livres e 1 oseravo; a orsetn do Dr. chefe de po-
lica 5 ; a ordem do subdelegado do Recite 4 ; e
a ordem do da Varzea 1, que o crnalo Manoel,
escravo do convento de S. Beato da provincia da
Parahiba.
Passageiros do vapor Iguaratt, sabido para
et portos do norte : Coronel Jos Lucas So a res
Raposo da Cmara, Fr. David da Natividade de
Nossa Senhora, Clemente de Olivelra Gomes. D.
Catharina Lucas de Sena e 1 criado, Gustavo Fer-
raira Alves, Luiz Martins, Candido Pereira Mon-
teiro e 1 criado, Jos Jacome Tasso, Manoel Jos
Martins.
Passageiros de brigue pottoguez Bella Pi-
gueirense, sabido para Lisboa : Guilherme da
Silva Guimaraes e sua familia.
MORTALIDADE DO DA 22.
Mara dos Prazeres, Pernambuco, 22 'anees,
viuva, Santo Antonio ; phtysica.
Clara Mara da Conceijio, Agua-PreU, 20 an-
nos, solteira. Recife ; phtysica.
Nympha Nunes Cavalcanti, Pernambuco, 10
annos, Santo Aetoolo ; febre araarella.
Mara, parda, 4 metes, S. Jos ; anazarca.
Raymundo, preto, 40 annos, Boa-Vista ; pneu-
mona dupla.
Francisco Mathias Ferreira da Costa, Pernam-
buco, 44 annos, casado, Santo Antonio ; hypetro-
phia no corajio.
Directora geral da iostrueco pu-
blica. %
Relelo dos alumnos matriculados as escolas
publicas de inslrucjlo elementar de um e ou-
tro sexo da provincia, no primeiro trimestre de
Janeiro a marco deste anno, segundo os mappas
recebidos nesta repartijao.
Sexo masculino.
Fora de Portas.... 66 dem {*.* cadei-
Recife.............*S4 ra).............
Tambern, Sr. presidente, desejo que o nobre
ministro me explique um oulro acto por S. Exc
praticado; quero fallar da nomeajio de dous
opposiloret inlerioos para a academia de ma-
rinha.
O Sr. Zacharias :0 qoe contra a lei.
O Sr. Paes Barreto :... sem que os lugares
eslivessem vagos. A le permitto ao governo
nornear interinamente oppositores quando ha
vagas ; mas no caso a que alludo nio se dava
esta ciicumttaneia: o individuo que exereia o
lugar de oppositor obleve ltcenja sem venci-
menlos para ir Enropa estudar eogenhatia hy-
Iraulica Em alteojio ao estudo a que se ia en-
tregar esse funecionario, o governo nio duvidou
conceder-lhe licenja.
Teudo-se-me requerido o preenchimento do
seu legar, recusei-me a isso porque a lei nio o
permellis. O nobre ministro, porm, apenas
entrou para a repartijao, nomeou dous opposito-
res, sem examinar se podia faze-lo ou nio.
S. Exc. poder allegar que era neeessario no-
mear os substitutos ou oppositores, para que os
trabalhos da academia corressera regularmente.
Mas eu lembrarei S. Exc. qae, desde que a
academia foi reorganisada ou reformada pelo
regulamento do 1" de maio de 1853, s agora
que tem lodos os lentes e todos os oppositores,
e entretanto o servijo alli se fazia regularmente,
ro atlendendo a isto que nao duvidei conceder
licenja sem vencimenlos ao oppositor a que me
tenho referido....
O Sr De Limare -.Entretanto os oppotitores
fazem sempre falta.
O Sr. Paes Barreto ;Observarei ao nobre de-
putado que me ioterrompe qae, quando S. Exc.
inforrxou, na qualidade de director da academia
o requeiimeoto desse oppositor, devia ter dito o
que agora declara, isto que a licenja nio de-
via ser concedida porque s ausencia desse em-
pregado era prejudicial ao estabelecimenlo....
O Sr. De Lamare : Ioformei que a licenja
era objecto de graja.
O Sr. Paes Barreto :O ministro nao pode fa-
zer grajas : se a iioeoja prejudicava o servico
publico, eu nio devia concede-la; concedia-a
porque eslava persuadido de que nao havia nis-
so o menor inconveniente.
Sr. presidente, se o nobre ministro entenda
que a ausencia do oppositor de quem se trata era
prejudicial ao ensino, devia ter cassado a licen-
ja que lee lora dada, mas nunca nornear outro
oppotiior, seis razio muito simples de que etse
acto contrario 4 lei.
Sr. presidente, ainda no tempo da minha ad-
miuitlrtcio foi Borneada urna commissao com-
posla de membros do conselho naval para ins-
peccionar o arsenal, de marinha da Bahia ; esta
commissao ordenada pela lei.
Consta me que os cooselheiros incumbidos des-
te trabalho apresentaram o seu relatorio, e que
em vista doile S. Exc. demitto diversos empre-
gados do referido arsenal. ,
Sel por informajes que nos deu S. Exc. no
seu relatorio que um deales empregados nao foi
demillido, mas sim aposentado.
Eu desejava que S. Exc. nos communicasse o
que achoua commissao do conselho naval que
aularisasse o seu acto. Que faltas commetleram
esses empregados ? essas fallas ficaram suffici-
entemente punidas com a demissao dada aos
funecionarios qus ss praticaram? o individuo
que foi aposentado porventura acbava-se em
melhores circumstancias do que os outras que
foram demiltidos? Eis aqui as informajes que
a este respeito pojo ao nobre ministro.
Ttmbem nio posto deisar de dizer duas pala-
vras em reltjio eo etttbelecimente naval de Ita-
pura. S. Exc. sabe que este estabelecimento
merecen sempre muito cuidado do governo, so-
bretodo pelo um a que elle destinado.
A direcoio desee esUselecimenio foi iocumbi-
Saoto Antonio (1.a
cadeira]..........
dem (t. cadeira).
S. Jos............
Boa-Vista (l. ca-
deira)............
dem (2.a cadeira).
I Afogados,..........
Peres..............
Varzea.............
Venda Grande.....
que julgo distinctos, que de mais a mais sao le-
vados pela louvavel intenjio de se instruir; o
nobre ministro que nio oodia ser generoso,
nio podia em vista do regulamento do Io de
maio de 1858 ter na Europa mais de seis ofB-
ciaes, e creio qoe j li existem sete ou oito.
S. Exc. oos ditse no seu relatorio, se me nao
engao, que pretende mandar mais alguns. Em
que te funda S. Exc. para tomsr esta delibera-
jio ? Alm disto, nio S. Exc, quem nos repele
lodos os dias que nio tem oficiaes para embar-
car? que nio execula as leis de paiz porque a
reparlicao nio tem ofBciaes de que Unco mi ?
Como, pois, vai dlstrahir do servijo esses ofB-
ciaes, encarregaodo-os de commisses nao au-
torisadas por lei?
Sr. presidente, tendo j dado a hora ha muilo
tempo, limito estas observajes o que linha a
offerecer considerajao do nobre ministro;
vollarei ainda discussio se S. Exc. digoar-se
respouder-me e fr neeessario contestar as suss
proposijes.
Concluirei repetindo o que disse quando fallei
na segunda dscusto desla proposta :pejo ao
Sr. mioislro da marioha que nio tome o que
acabo de dizer como urna hostlidade S. Exc.
O Sr. Ministro da Harinha :Terei a honra de
responder importunamente.
A discussio Oca adiada pela hora.
Continuou a discussio das interpellaces do
Sr. T. Ottoni, e licou adiada pelahora. *
Orou o Sr. ministro de agricultura, commer-
cio e obras publicas.
O Sr. presidente d a ordem do dia.
Levantou-se a sessio s 4 1/2 horas da tarde.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Tendo sido exonerado por pedido proprio o Sr.
Manoel Camello Pessoa Cavalcanti de lugar de
delegado do Buique, foi para o mesmo nomeado,
sobre proposta do Sr. Dr. chele de policia, o Sr.
Jos Pedro Nolasco Pereira da Cunha.
Peram nomeados supplentes do delegado do
termo de Garanhuns os Srs. Miguel Reinaud Duar-
te e Manoel Francisco Pontes, sendo este para 3o
e aquello para Io.
Por portara de 20 docorrenle foi nomeado
para exercer provisoriamente os offlcios de parti-
dor e cenlador do termo de Serinhem o Sr. Joio
Pessoa da Gama.
Tendo sido considerada sem effeito a por-
tara que nomeou os Srs. Theodoro da Silva Los
e Francisco Velloso da Silveira supplentes do
subdelegado do districto de Aripib, da Escada,
foram nomeados os Srs. Jos Dias da Silva e Ca-
lislo Teixeira deCarvalho psrasubstilui-los, seo-
do eslo 5o e aquello 2o sapplente.
Sendo incompativel o exercicio simultaneo
de vereador e de professor publico de iostrucjio
primaria, resolveu S. Exc. sobre consulta da c-
mara municipal do Bom Cooselho, que sol.citas-
se mesma a sua exooerajio e professor da re-
ferida vilU Vicente Ferreira da Cruz.
Foram presos hontem nosApipucos pelo Sr.
subdelegado supplenle em exercicio do Pojo da
Paoella Jos Goojalves da Porciuncula os dous
inglezes, que haviam deaspparecido com dinhei-
ros pertencentes a compaohia da via frrea.
Na oecasio da prisio foram encontrados na
mi dos mesmos qualrocentos e tantos mil res,
resto em duvida da quanlia sublrahida, que nos
dizem andar por um cont e tanto.
Os referidos inglezes eram como que cabos ou
subempreiteiros, e como taea iam incumbidos de
fazer pagamentos, osquaes s realisaram em par-
te, metiendo em si a referida quanlia, e com ella
poodo-se ao fresco.
Como quer que seja, s captura dos mesmos
conslitue mais um documento a favor dos esforjos
da policia, sendo especialmente credor de elogios
o referido subdelegado supplente autor daquella
captura.
Na ausencia do Sr. cnsul hespanhol, fica
encarregado temporariamente do respectivo con-
sulado o Sr. Dr. Jos Heorique Ferreira, eom an-
provajao provisoria do Exm. Sr. presidente da
provincia, que marcou ao nomeado o prazo de
tres mezes para apresentajao do imperial exe-
qutur.
Pelo ministerio da guerra foi approvado o
contrato celebrado com o Exm. bario do Livra-
menlo relativo ao arreodamento da casa, em que
funeciooa a secretaria do commando das armas
desta provincia.
Havendo fallecido o capellio do cemiterio
publico, foi para este lugar nomeado o Rvm. Sr.
padre Pereira do Reg.
O Dr. juiz de direito da 2* vara criminal deu
hontem audiencia no lugar do costume.
Noticiamos para eenheeimento dos interessadoa
que pelo Dr. promotor publico foram offerecidos
oslibellos daaccusajo nos processos em qae sao
reos Manoel Ferreira Garrido, Narciso Ferreira
Veiga e Manoel Francisco de Mello:
No processo por crime de. resistencia, em que
reo Feliciano Primo de Jess, grumete ds ar-
mada, foi o reo interrogado e subiram os autos
conclusio para sentenja Qnal.
Nada mais honre.
Por occasiio do anniversario da nossa in-
dependencia, 4 7 do prximo mea, a directora do
Costino Militar resolveu dar um baile nesse dia,
ao lagar do coslume, recebando propostas para
convite al 28 do corrente, na ra Nova a. 46, 1*
andar.
Leuvamos bastante o interesse que mottra a
directorU do Canino, polo primeiro dia do Bra-
sil, e esperamos seja essa festa bella e entusis-
tica, concorrendo cada m dos ocios com a sua
qaols parte, afim de mais eerilhinta-la.
S. Pedro Marlyr...
Curato da S......
Beberibe...........
Paratibe...........
O' de Maraoguape.
Iguarass..........
Itamaraci.........
Itaplssuma........
Cabo...............
Nazareth do dito...
O'de Ipojuca...... 79
Ipojuca............ 49
Rio Formozo..... 47
Abreu de Una...... 26
Serinhem........ 46
Barreiros.......... 53
Agua Preta........ 27
Goianna (1.a cadei-
ra)......,....... 84
...... 6t
O' de Ttquara..... 30
106 Cruangy........... 41
52 Pedras deFogo.... 64
69 Ponta de Pedras... 12
Nazareth da Matta. 45
128 Tracunhiem....... 22
55 Pao d'Alho........ 65
37 Goit.............. 33
60 Luz................ 23
18 Limoero........... 33
17 Bom Jardim....... 59
29 Victoria............ 76
29 Escada............. 34
53 Bonito............ 18
71 Bezerros........... 47
12 Caruar........... 33
15 Altinho............ 25
11 Panellas .......... 41
26 Quipap........... 22
43 Grvala............. 17
30 Brejo.............. 26
26 Pesqueira.......... 21
44 AUgoa de baixo... 22
14 Garanhuns........ 25
Papacaja.......... 33
Correles.......... 23
Paje............. 17
Baila-verde....... 18
Villa-Bella........ 10
Tacaral........... 6
Sania Hara........ 3
Granito............ 7
Salgueiro.......... 18
Sexo feminino.
Fora de Portas.... 26
Recife............. 14
Santo Antonio..... 65
S.Jos............. 100
Boa-Vista.......... 56
Afogados.......... 43
Curato da S...... 14
Pilar de Itama-
raci............. 24
Observajes.
Todas os mais escolas que aqui nio vio men-
cionadas, ainda nao remetteram os respectivos
mappas.
Secretaria da iostrucjio publica de Pernambu-
co, 22 de agosto de 1861
O secretario interino,
^^^^^ Salvador Henrique de Albuquerque.
Cabo...............
O' de Ipojuca......
Rio Formozo......
Goianna............
Nazareth da Matta.
Pao d'Alho........
Limoero..........
Victoria............
Bonito....... ....
14
31
26
32
13
27
25
16
34
Communicados.
O Exm.I Sr. presidente da provincia acaba de
resolver por modo sabio urna impoilaote questio
que lhe fora affecta por va de recurso, inlerpos-
to da decisio ao conselho de revista da cidade
de Olinda pelo Sr. coronel Francisco Joaqun
Pereira Lobo nos termos do art. 59 das inslruc-
jes dadas pelo decreto n. 722 de 25 de oulubro-
de 1850.
Todos quantos coohecem o reccorrente, sabem
que, havendo retidido por muitos annos na paro-
chia de Santo Antonio onde foi sempre contem-
plado oo collegio eletoral, transferir ha cerca
de 5 annos a sua residencia para o municipio de
Oloda, onde exerce o cargo de chefe do estado
maior da guarda nacional com o zelo que se lhe
reconhece pelo bom andamento do servico pu-
blico.
Merecendo as duas ultimas legislaturas o man-
dato de eleitor no Curato da S, sendo que os
anterior fora eleito o mesmo tempo vereador da
cmara municipal juiz de paz, lem revelado o
reccorrente o sea animo deliberado de residen-
cia por todos os actos que a conslituem urlica-
mente.
Se oulra razio nio podem ter revelado esse ani-
mo deliberado, baslarUm os tactos fados de ha-
ver o reccorrente urna casa onde reside no Cara-
to da S, e de estar qualificado como membro do
juiy daquelle termo.
E' verdade que o reccorrente, levado por cir-
cumstancias particulares, obteve a nomeajao de
vogal secretarlo do conselho administrativo, cuja
repartijao funeciona aa cidade do Recife. Mas,.
alm de que entre os dous cargos nenhuma in-
compatibilidade existe, accresco que funeciooan-
do o conselho em dias designados, o reccorrente
pode transportar-se em menos de urna hora do
lugar, em que tem residencia, para aquelle onda
e empregado.
Alm disto, datando a nomeajao do reccorren-
te de poca muilo anterior ultima eleicao, por
que nio o ehminou o conselho da lista respec-
tiva ?
V-se, pois, que dando provimeoto ao recurso
interposlo, S. Exc: pralicou um acto de juslica e
imparcialidade que muito o recommenda aos ho-
mens calmos e redeclidos.
Publicasoes a pedido.
Presidio de Fernando, 6 de agosto de 1861.
Nos abaixo assignados, commelteriamos urna
iogratidio que, podendo ser em outro urna falta.
seria em nos um crime, se, tondo sido tratados
aavel, polida e offlciosamente pelo muito digno
Sr. major Sebasliio Antonio do Reg Barros, em-
quanto commandante deste presidio, delxassemos
dar um testemunbo publico e solemne, como
prora de nossa gratidio, que lio digno cavalleiro
soube eternisar, e de tecer os devidos enco-
mios de que tornou-se digoo pelo reinado da jus-
ticia e equidade, que soube fundar no presidio,
cujo commando lhe foi merecidamente confiado.
OSr. major Barros, durante a sua administra-
(ao,houve-secomaaclividade,jaslica e equidad
qae para desejar em um commandante, que,
convicto de seus deveres, jamis se desvia da jus-
tica, nico movel de suas acjes.
Como commandante, tratando a todos com af-
fabilidade e polidez, sabia manter a disciplina e
ordem, condijes indiipensavels para ama boa
admioislracio, econquislava atympathias eami-
zade de todos os aeus inspeccionados, condescen-
do com elles, sem detrimento da mesma ordem a
disciplina, as quaes fazia respeRor, comminaodo
a devida punicao i aquelle que ouzavam pertur-
bar e infringi-las.
E', sem duvida, digno de todo apreco e consi-
derajao, e merecedor de todss os elogios, um
comaistario do governo que, como o illustre Sr.
major Barros, comprebendendo importancia
da mioaao qae lhe confiada, a detempenha sa-
__-___
_
__


UQfe *~ SEXTA fEIBA M M AGOSTO M 1M1,
<3>
tisfactoriamente, sem jamis abusar de ana posi- ,
fio para deprimir ce seus subalternos, e Mies, I
tratando todos com bonde.de sem degenera* ere
rouxido, 01 chama, quaodo cu aspee, a satisfa-
r o de seus devores, ao deseropenho de suas
obrigaces, correspoodendo aeeim I eonfianea do
governo depositada merecidamente selle, ad-
queriodo as adhesoes de Udaa, que tem occasio
de apreciar o aeu trato fin* a delicado.
O Sr. major Barros, milita* stiocto, cidadlo
preatimoso, amigo dedicado, aqaem rendemos
ai hocensgeaa de?ida ao sea mrito, querr acei-
tar estas tinhas como a expresso sincera de
aossos senrimentos, e desculpa-las, so forem of-
fensivas ana modestia, altendendo que o nosso
uoico flm sati8fazermos urna divida de gratido
se tal satistacao 4 potaivel.
Jos Narciso Ta varee eos Santo*.
AjCMaao Gustavo Borte*.
l;i
icra.
A.I tandeara.
Rendimento do dial a 21
dem do dia 22.....
S43:108tMr)
26.081J434
371:1859361
Hovtmento da alfandesra,
Volumes entrados com fazendaa.. 167
> com gneros..
Volara**
'
sabidos
>
com
com
fazendas..
gneros..
------167
96
765
------861
Oesearregam boje 23 de agosto.
Brigue inglezBusy-bacalho.
Barca americanaImperadorfarinha.
BriguaporluguezRelmpagobatatas e cebolss
Barca togtetaEothusiaslmercado ras.
Barca prussianaIndiafarinha.
Bsrc portugueza Flor de S. Simo carvo
e ferro.
Brigua ioglezGreyhandbacalho.
Lugre ioglez N. B. V. A.carro.
Barca americanaW. Henriquelaboado.
Polaca hespannolaIndiacarne de charque.
Iiuportayo.
Biigue portuguez Relmpago, vindo de Lisboa,
consgnalo a Tbonaz de Aquioo Fauseca, mani-
festou o seguinte :
120 barris toucioho, 35 ditos azeite doce, 20
ditos e 8 pipas vinagre, 7 ditas 31 barris e 1 cai-
xo violtos, 4 barricas cera em grume, 1 barrica
cerveja e limooada, 3 meias pipas e 32 barris ce-
?ada, 2 saceos rolbas de cortica, 3 vaccas e 3
crias ; a Th'omaz de Aquino Ponseca.
200 barris toucioho-, 50 ditos azeite doce, 10
pipas vinagre. 121 eaixs ceblas, 300 barris cal;
a Francisco Sereriaoo Rabello 4 Filho.
13 barricas cera em grume ; a Fortunato Car-
dpzo de Gouv.Sa.
53 barris aardinhas, 40 ancoretas azeitonas. 50
caixa* ceblas, 100 ditas batatas, 2 barris vinho ;
a Marcelino/os Goncalves da Ponte.
30 caaistras batatas; a Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho.
20 barricas alpiste, 10 saceos erva-doce,30 an-
coretas repolho, 5 ditas feijo; a Jos Biptisla
da Fonseca Jnior.
20 altanados passas ; a Cuoha Irmos & C.
5 caixas e 3 barricas drogas medicinaes ; a Jos
Alejandra Ribeiro.
17 caixas velas de cera ; a Alexandre Jos da
Silva.
1 barril vinho : a Joo Xavier da Fonseci.
1 caixa li vr js ; a Guilherme & Oliveira.
1 estsira ; a Joj Lucio Marques.
2 caixates imageos, guarmeoes de prata e 2
redomas de vidro ; a Manoel da S.la Antunes.
1 caixote doco e cebla; a Miucicto Jos dos
Santos Ribeiro.
1 barril vinagre ; a Antonio Joaquim Pa-
nasco.
3 caiiotes Robe, quadros e figuras de barro, a
Joaquina Rodrigues Ouarle.
50 caixas batatas, 25 ditas ceblas ; a Jos Fer-
nandas Ferreira. =
50 caixas batatas, 30 ditas ceblas ; a Antonio
Lopes Rodrigues.
30 barris carne ensacada, 25 dilos azeite doce ;
a Jos Marcelino da Rosa.
3 barricas carne ensaccada, 50 caixas batatas,
1 dita massa de tomates: a Almeida Gomes Al-
ves & C.
1 pacote msica ; a Jos Augusto da Costa
Goocalves.
100 saceos farelo, 50 barris toucioho ; a Fran-
cisco Luiz de Oliveira.
1 fardo drogas medicinaes; a Caors S Bar-
boza.
150 saceos semea ; a Brito 4 Queiroz.
50 saceos semea ; a Heory Gibsoo.
4 caixas chinellas de orello ; a Joaquim Perei-
ra Arantes.
12 barris azeite de oliveira, -10 ditas ceva-
da ; ; a Luiz Jos da Costa Amorim 4 C.
1 caixote 1 balanca medicinal ; a Jos Velloso
Soares 4 Filho.
20 barris azeile doce ; a Azevedo & Mendes.
25 ditos toucioho ; a ordem.
50 ditos cal; a Joaquim de A. Queiroz.
100 barris cal de pedra ; a Domingos Jos Fer-
reira Guimares.
25 caixas ceblas ; a Aotooio Jos Duarle.
2 barricas drogas medicinaes, 2 caixas vidros ;
viuva de Antonio Pedro das Neves.
20 barris azeite de oliveira ; a Manoel Duarte
Rodrigues.
200 barricas farinha de trigo : a Jos Duarte
das Nevea.
13 moihos cebonas a granel ; a Jos de Jess
Moreira Sobrinbo.
I caixote licor ; a Virialo de Freitas Tavares
5 pipas vinho e 25 barris dito ; a Krabe Wha-
tely 4 C.
45 caixas ceblas, 6 ditas batatas ; a Vieente
Ferreira da Costa.
162 caixas batatas ; a Tasso 4 Irmo.
II caixoles vinbo, 3 ditos licor; a Jos Fran -
isco de S Leilo.
a Albino Jos Ferreira da
2 caixas queijos ; a F. J. Le te.
4 ditas biscoitos, 1 dita preaunto, e 3 barris
sal; a J. F. Lima.
4 barricas e 1 caixa objectoi de bolic; a Joo
Seun 4 C.
33 caixas genebra, 2 ditas biscoitos. 1 dita
Bastarda, doce e bebida, a II. J. G. da Font.
f caixa e 11 fardos faxeada de algodio ; a D.
t. Wild S C.
2 caixas fazendas de algodio, 5 voluntes tazas
de ferro ; a Rostron Rooker & C.
1 caita objecto de machina; a D. W. B.
37 cairas hnhas, a Izidaro Hilliday.
58 caixas e 2 fardos fazendas de algodio, 4 di-
tas dita de liobo ; a Adamson Howie 4 C.
4 far los e 3 caixas fazendas de algodo, 17
ditaa linha, 1 dita-eaepaes da sal, 3 fardos baetas;
a Southall Mellora&C.
10 barris enajvait; a Ordaas.
2 fardos fazend* de algodao, 1 alta alcatifas,
1 caixa meias 4a algodio; a Aagusto C. de
Abreu.
60 barris mantelga; a Manoel Joaquim Ramos
a Silva.
83 gigos louca, 40 caixas cha, 60 fardos e 36
caixas fazendas de algodo, o 104 toneladas cap-
vio de pedra ; aos consignatarios Saunders Bro-
thers & C.
7 barris tintas, 1 barrica facas garios, 2 di-
Isa ferragena; a Parate Viaona & C
35 fardos e 8 eslas fazendaa, de algodio, 4
fardos fio ; a Patn Nash & C.
4 caixa fazendas de algodo; a Gib Kalkman
&C.
2 saceos amostras e cartas; a diversos.
ExjportafAo.
Dia 21 de agosta.
Brigua inglez Maraarel Ridley, para Liverpool,
carregaram:
Saunders Brothers & C, 178 saceos com 493
arrobas e 31 libras de algodio.
Brigue hamburguez Ilenrich, para o Rio da
Prata, carregaram :
Amorim & Icmios 400 barricas com 2,996 ar-
robas de easaear.
Lugre inglez .Y. E. V. A para o Gana), car-
regaram :
James Ryder & C 800 saceos com 4,000 arro-
bas de Besucar.
Barca ingleza Trinculo, paca Liverpool, carre-
garam :
Patn Nash & C.,600 saceos com 3,000 arrobas
de assucar.
Brigue hamburguez Germania, para Gibraltar,
carregaram:
Patn Nash & C, 2,000 saccas cem 10,000 arro-
bas da asnear.
Polaca argentina Christiana, para o Rio da
Prata, carregaram :
Bastos 4 Lomos 30 pipas com 5,520 medidas
de cachaca.
Galera fraoceza Solferino, para o Havre, car-
regaram :
Tisset freres 4 C. 1,700 couros verdes, com
86.473.
Recebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 21. 25 237*773
[dea do dia 22. ..... 1:097*053
por execucao qae|lho^movem Norat & roslos. E
nio havendo laceador que cabra a prego da ara-
lieco, a arreraataco aera feita pelo prego da ad-
judicaco com o abatimeoco da lei.
O presente ser publicada palea jornaea e afil-
iado nos tugares do costease.
Recite 21 de agosta de 1951.En Manoel Maria
Rodrigues do Nascimento, escrivo o aubscrevi.
Francisco Dommgtt ata Siha.
Vice cnsolato.
Di S. M. II R Vittorio Erna-
nuele II. in Pernambuco.
Essendo si aparta ia Italia una socajtajone per
innalxare un uoaumeeto ali* insigne sfomo di
Stato, e grande Patriota. I'universalaaeate com-
pianto Gonte di Cavoiir, e volendosi con quel
monumento alicatara ai posteri U-monos ceoza
degli Italiani pella grand' opera dell Uniti, Li-
beit| ad Independeoza, delta aosloa penisola,
alia quale tanto contribue col vasto suo intelleto,
coll' acume dol suo perspicace iogegoo, coll' in-
teosit dell' incredibite sua atliviti, e coll' ope-
resita del suo gran cuore. II vlce consol resi-
dente io questa cilt, ad instauza dell' 1B* Sig.
Consol Genrale diS. M. in Rio di Janeiro in-
vita tutti, sudditi Italiani, qui residente, a con-
cerrsre fina i realizzi quesio alto di grande
reconoscenxa.
Per la realissaiooe delle soericioai, di se qaelli,
che generosamente vogliano concorrere colla loro
offarla per qaesto invito, lo possooo [are al Vice
Cnsolato Italiano, Ra do Trapiche n. 15 sino
al gioroo 15 del mese di setiembre prossimo.
Pernambuuco 22. Agosto 1861.
v II Viee Consol
Jos Teixeira Bastos.
Lisboa e Porto
* Mlr com brevidade a barca Flor da S. Si-
tsaa par ttr paite da carga prompta: para o
reato e passageiros, trata-se cora Carvalho, No-
gnefra&C., na ra do Vlgario n. 9. primeiro
andar.
Pa o Ass e Aracaty
segu am pauta dia o btate cCamaragibe por
litar a valor parte do aeu carregamento ; a tra-
tar na roa do Vigario b. 5.
V \^u
26:3345820
Consalado provincial.
Rendimento do dia 1 a 21. 40 4553059
dem, do dia 22...... 1:299*381
41:754440
Mot ment do porto.
Navios entrados no dia 22.
Terre-Nova 25 dias, brigue inglez Greyftottn,
de 230 toneladas, capilo William 11. Putt,
equipagem 13, earga 2,610 barricas com baca-
lho ; a Crebtree Wnaiely 4 C.
Santa Helena9 dias, patacho inglez Wanierer,
de 252 toneladas, capitao W. Povvell, eqnpa-
gem 8, em lastro ; a ordem.
Navios sakidos no mesmo dia.
Portos do norteVapor nacional guaran, com-
mandante Miguel de Miranda Vianoa.
LisboaBrigue portuguez Bella Figncirense, ca-
pitio Jos Ferreira Lessa, carga assucar.
CanalBrigue hamburguez Adolph Stranxer, ca-
pitao Ernest Jorjan.
GOTaVNHU PElMHBUaiU
Navegaco costeira a vapor
Parahiba, Kio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu', Aracaty Ceara',
e Granja.
0 vapor Jaguaribe, cemmandante Lobato,
aaiiri para os portos de norte at a Granja no
dia 6 de setembro Ss 4 horas da Urde.
Recebe carga al o dia 5 ae mito dia. En-
cemroendaj, paaaageiroe e dinheiro a frete t o
da da atudeae 2 horas: escriptorio no Porte do
Mattae a, t.
= Saha inapreterivelmente para o Aracaty o
huta clovencivel, no dia 28 do correte, tem
a maior parte de seu carregamento : quem qui
xer nelle earregar dirija-sa a ra da Seazala
Velha d. 140, terceire andar, a tralar com
Josi Joaquim Alvea da Silta.
Directora geral da instruccao Para o Aracaty
BU tilica jo hiate cSanta Rila, para carga trata-se com
ifuwiiuu. Martina 4 lrmao ou com o mestre Antonio Jos
Paco saber a quem convier, de ordem do Illm.! Alvea.
Sr. Dr. director geral, que se achara vagas sca-J pnra ah\o
deiras de instruccao elementar do primeiro grao | x ala JLlSUOa.
do sexo masculino, das povoaces de Una, e de Pretende seguir nestes oilo dias a veleira es-
S. Vicente e das villas de Ruique, da Boa-Vista, a cuna portugueza Emilia*, capitao Jos Caetano
e de Ouricnry : pelo qae sao as mesmas cadeiras j da Siva, tem parte da seu carregamento a bordo
postas de novo a concurso, marcando-se o prazo para o resto que lhe falta e pasaageiros para os
de 30 dias acontar da data deste, para a ioscrip- j quaes tem excellentes commodoa trata-se com
g9o e processo de habilitagao dos oppositores na [ os sus consignatario Azevedo & Mendes, no
forma das iostruegoes de 11 de junho de 1859. '. seu ascriptoriorua da Cruz n. 1.
Secretaria da inatrueco publica de Pernambu-1 O hiate Sergipano segu para a liba de For-
co, 21 de agosto de 1861. O secretario inle-f nanlo quem quizer nelle earregar, tendo licenga
rio, Salvador Henrique de Albnquerque. do governo, dirija-se ao capitao a bordo junte
CnselbO administrativo. do tapishe do algodio.
O cooaelho administrativo, para foraecimento
do arsenal de guerra, tem de contratar os gneros
alimenticios para o rancho da campanhia dos
menores do arsenal de guerra nos mezes de se-'
rembro e outubro prximos vhrdoaros.
Pi de 4 oncas, bolacha, cha hyaaoa. assucar
refinado de segunda sorte, manleiga franceza,
caf en grao, carne verde, carne secca, farinha
Leilo
A 23 do corrente.
Barroca 4 Medeiros farSo leilio por interven-
cao do agente Oliveira. de una grande cortiaen-
lode terragense miadezas proprias deste mr-
calo; aexta-feira23 do correnta s 10 horas da
manhaa, em aeu armazem na roa da Cadeia do
Recite.
Ayisps dTersos.
Alten^ao.
A pessoa que aenonciou ter 11 escraves a per-
multar por predio* nesla praga : dirija-se i bli-
ca du Sr. Ignacio, na praga da Boa-Vista, daa 11
horae ao meto dia, qu* acbarl com quem tratar
a respeilo.
arta

Para Lisboa e Porto
Stgue com brevidade a barca portugueze San-
de mandioca da trra, azeite doce de Lisboa, vi- ] ta Cara, capitao Antonio Ventura dos Sanios
IOTIRI&
No dia 31 do corrente andarao
pretenvelmente as rodas da quar
parte da nona lotera a beneficio da
matriz da Boa-Vista desta cidade; os
bilhetes e meios bilhetes acham-se a
venda na thesouraria das loteras ra do
Crespn. 15, pavimento terreo, e as
casli com mi ssiona das do cottnmc. Os
premios serao pago* em continente a
entrega das listss.
O tbesoureiro,
Antonio Jc$e Rodrigues de Souza.
Aluga-se o primeiro andar da ra da Cruz
o. 21: a tratar no armazem do mesmo sobrado.
= Precisa-se alugar urna escrava qie seja
fiel e diligente para o servico de casa de fami-
lia : na ra Velha n. 10.
= Precisa-se de dous officiaes de sigarreiro :
na ra Imperial a. 37.
A pessoa que mandou entregar ama carta
vinda pelo ultimo paquete ioglez do sul, por in-
termedio do Dr. Buggiany, na ra do Hospicio n.
14, tenba a bondade de apparecer na mesma ca-
sa, a negocio de seu ieteresse.
Deseja-se fallar ao braaileiro adoptivo de
nome Joo Feroandes da Cruz, que em fevereiro
do correnta anno requereu um emprego presi-
dencia da provincia, cuja deciso constou do res-
pectivo expediente, publicado no Diario de Per-
nambuco n 49, de 28 do mesmo mez; na ra
Augusta n. 3.
Alugam-se duas meia-aguas tendo quintal
e agua de bdber na ra do Progresso : a fallar na
ua da Praia armazem de carne secca cooliguo
r ribeira do peixe.
A pessoa que quizer comprar um
rico bergo de Jacaranda, com cortina-
dos, ludo emBom estado, dirija-se a
ru de Hortas n. 106, que achara com
quem tratar.
5 barra vinho ;
Cuoha.
1 caixa macella
d'Almeida Pinto.
1 vacca e 1 cria *.
'--
e gamma lacea ; a Joaquim
. a Bastos 4 Lemos.
638 lages de pedra ; a Victorino Jos Mon-
teiro.
1 caixa Gos e drogas medicinaes, 1 barrica li-
nhaga, 1 saeco pedra-hnme ; a Jos da Cruz
Sanios.
1 barrica fezes de ouro, 1 fardo retalhos de pe-
lica, 1 caixa vidros, t dita brochas, 10 barris al-
vaiade, 1 dito cevada, 1 caixa man, 1 dita potes
e alfazema, 3 ditas drogas medicinaes ; a Joa-
quim Martinho da Cruz Corris.
15 caixas cera ; a Jos Antonio da Silva Gui-
mares.
Patacho nacfboal Emularlo, vindo do Aracaty
pelo Ass, manifestu o seguinte :
221 couros salgados, 553 meios de sola, 23 du-
zias detaboas de cedro, 1 caixote queijos; a Ma-
uoel Goocalveada Silva.
830 meios de sola, 7 allanados, 29 couros sal-
gados ; a JoSo Jos de Carvalbo Moraes.
100 meios de aola ; Jos de S Leilo Ju-
nior.
1 caixo queijos ; a Joo Adolpho Ribeiro da
Silva.
60 meios de sola ; a Joo Bencao & C.
186 meios de sola, 546 couros salgadas, 430
alqueires da sal, 80 moihos de palha de carnau-
ba ; a ordem.
Palhabote nacional Artista, vindo do Rio da
Janeiro, consignado a Azevedo & Dlaa Pereira,
manifestou o seguinte ;
590 saceos cafa. 30 ditos pimenta da India, 20
barris barrilba, 50 ditos sebo em pi, 1 eiixa ra-
p, 1 dita caicotes, t ditas papel, 460 barriqui-
nhas vastas, 1 caixo charutos. 2 ditos chapeos,
1 dito retrates, 16 ditos cha; a diversos.
Barca ingleza Eutkiuiatt, iade de Liverpool,
consignada a Saanden Brothers 4 C. manifestou
o seguinte:
001 barrica* Cariaba de trigo, 2 barra pregas,
4 caixas metal amatella em folba, t dita expia-
garda, 1 dita aeliag, 2 ditas faxaoda de iinho, 28
titee e 13 fardo* aiU da algodio, 82 toneladas e
18 quintaos carree 4a pedra ; a C. 1. Astley &
C
116 caixas 82 ferdoe faxeada da algodio, 10
caixas Liabas; a H. Gibaon.
7 caixas e 2 fardos fazendas de algodio; a Jeto
Jellei&C
15 caiaaa a 11 farda* (asead* da algodo, 1 dito
Uta de la*, aceitas camisas de algodao; a Ar-
kwright & C,
25 barris maateiga; a P. G. de Oliv,
7 farde** 4 caUaa (azoadas da algosie ; a Ja-
cae* CrabUM* 4 C.
1 caua caaia 4*ierro; a Braadaa a Bredia.
IQ.fsaOs*.lAiiaaafajeniaa da algoao; a
IfeUtUtistaiaaC
C7>
ee v
Horas.
n en
o ^
B 2.
Lthmosphera

Direccao.
1
Intensidad.
tn 00

I
Fahrtnkeit.


03
X OT "_*

52
00
I
Centgrado.
5
OS
5
S
Bggrometro.
| Cisterna hydro-
metrica.
g 2 o 2
lo 06 00
S i Francez.

o
M
O
ce
O
te w
inglez.
a
te
ce
>
iS v.
IB
A noite a clara com alguns nevoeiros, vento SE
fresco e assim amanheceu.
08CILAQA Da MARK.
Preamar as 5h. 18' da tarde, altura 6.4 p.
Baixamar as 11 h 18'd manhaa, altura 0,8 p.
Observatorio do arsenal de marinhe, 22 de
agosto de 1861.
Romano Stepple,
1* tenente.
nagre dito, bacalhio, f arroz do Maranhao, loucinho de Lisboa.
Quem quizer vender taes generos aprsente
as suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 28 do
corrente mez.
Sala das sessoes do conseibo administrativo,
para fernecimento do arsenal de guerra, 19 da
agosto de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
Por esta sabdelegacia se faz publico, que se
acha depositado um cavado pedrez, que foi re-
mettido pelo inspector da Sicopira Torta, no 21
do corrente, por o ter adiado dentro das matas,
o qual indica ter silo roubado, e ali escondidos
quem se julgar coro direilo comparega, que pr-^
vando,*lhe ser entregue.
Subdelegada de polica do Affogados 22 de
agosto de 1861.
O subdelegado,
Jos Francisco Carneiro Mooteiro,
Tendo a directora das obras militares de
mandar fazer no hospital militar um acrescimo
de tres palmos no muro, concertar e por vidros
em algumas vidragas, assim como concertar o te-
Ihado, por tres Hnhas e forrar urna das enferma-
ras ; convida aa pessoas que deste sertgo se
quizerem encarregar a apresentarem suas pro-
postas nos dias 23, 24 e 26, das 9 horas da ma-
nhaa s 2 da tarde, na referida directora.
Directora das obras militares de Pernambuco
22 de agosto 4e 1861.O escripturario,
Joo Monteiro de Aodrade Malvinas.
Por determioago do lllm. Sr. Dr. chtfe de
polica, fago publico, para conheciraenlo de quem
possa interessar, qne pela subdelegada da fre-
guezia da Varzea foi preso e recolhido casa de
detencao um prelo de nome Manoel, o quil de-
clara andar fgido e ser escravo do mosteiro de
S. Renlo, na provincia da Parahiba ; devendo,
quem se julgar com direilo ao dito preto, apre-
aenlar-se naquella subdelegada munido de do-
cumentos comprobatorios do dominio legal.
Secretaria da polica de Pernambuco 22 de a-
goslo de 1861.O secretario,
Rufino Augusto de Almeida.
Inspecc.o do arsenal
rinha
Faz-se publico que a commisso de peritos des-
te arsenal, examinando na forma determinada no
regulamenlo aeompanhando o decreto n. 1324 de
5 de fevereiro de 1854, o casco, machinas, appa-
relho, mastreago, veame, amarras e ancoras do
vapor Igusrass da Compauhia Peraambucana
de naregago costeira, achou todos estes objtc-
tos em estado regular.
Inspecco do arsenal de marinha de Pernam-
buco em 21 de agosto de 1861.
Eliziario Antonio dos Santos,
_____ Inspector.
TJEATR
Nevts, para carga e passageiros, tendo para estes
excelentes ommodos : trata-se cora Azevedo 4
Menies, ra da Cruz n. 1, ou com o capitao na
praga.
Editaes.
Pela subdelegada do 1." dislricto do Cura-
to da S de Olinda se faz publico que se acba re-
colhido respectiva cadeia o prelo Manoel, de
nago, que representa ter 42 annos, altura regu-
lar, e com urna chaga veterana naperna, o qnal
diz que seu senhor era Pedro de tal, morador no
serto de S. Francisco, tendo fallecido depois do
cholera no estado de solteiro.
Francisco das Chagas Salgueiro.
Subdelegado.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolugo da junta da
fazenda, manda fazer publico, que a arrematago
das casas do patrimonio dos orphos foi transfe-
rida para o dia 29 do corrente.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 16 de agosto de 1861.
O secretario,
A. F. da Annuneiagio.
0 Dr. Francisco Domingues da Silva, juiz de di-
reilo da segunda vara criminal e interino do do
especial do commercio desta cidade do Recife
de Pernambuco por S. M. *. e C, etc.
Face saber ao* que o presente edital virem o
delle noticia tiverem, qae no dia S de setembro
do correle aano se ha de arrematar por venda
a quem mais derem prace publica deste juo, na
sala dos auditorios, os bna seguinte :
Traa adereces, sendo tu dellescomarido, ava-
llado por 170$; 16 meios ditos per 540J ; 13
pulceiras por 400$; 6 botos para coleto per itj;
21 alQoete* de peiio aera senhora por 2209: 52
pares de rosetas por 350; 12 pares de botos
para homem por 93f ; 2 cscetela* em caixa por
169; 3 alneles para cabeca por 249", f par de
botoes para abortara por 49; 4-pulceiras em cai-
xa por 609; 3 meios adereces, sem caixa por
249 ; 4 traocelins par 2609; relogo de prata
dourada por 129; 49 pare* de resetas seas caixa
por 1569; 1 alnete cem pedra rxa por 40f;
1 pequeo meto aderege por 129; 3 ettoetes para
homem por 109; 1 dte para ensoga por 2/; 61
pares de bolo** pera hernera por 30f; 15 parea
de rosetas por 509; 61 botosa de abertura per
91jJ; 52 aneis por 150; 14 eme por 30 ; 1
dedal de oere pee 4f; 2 ditos de prata per 2f;
4 sinetes para rejego per 199; 1 cenata deeero
por 109; 2 figaa de coral eertOff; 29 chavea
por 605 ; 12 cassoleta* per 709.
Os qutes foram prahetafot Enea Lata Pfcftaj
Acarad!'
Jos
Oveleiro Garibaldi, mestre Custodio
Viacoa : a tratar com Tasso Irmos.
Porto por Lisboa
Segaeem breves dias a barca nacional cThere-
zal por ter sua carga engajada e parte della j
a tordo, recebe nicamente passageiros, para o
que tem excellentes commodos, e trata-se com
Bailar & Oliveira, ra da Cadeia doRecife n. 12.
Baha -
Segu a aumaca Hortencia, capilo Relchioi
Maciel Araujo ; para o reslo da carga que lhe
flta e passageiros, trata-se com Azevedo 4 alen-
des, ra da Cruz n. 1.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante, capilo Henrique Cerreia Freitas, o
qual tem parle da carga prompta ; para o resto
que lhe falta e escravos a frete, trata-se com
Azevedo 4 Mendea, rus da Cruz n.l.
I
O palhabote naciooal Dous Amigos, capitao
Francisco Jos de Aranjo, segu para a Baha em
poucos dias ; para o resto da ccrga que lhe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, 3a ra da Madre de Dos n. 12.
COMPAA PERNA1BUGA!U
M
imeida. bu
dema- Navegacdo costeiraa vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Asm'. Aracaty, Ceara'.
O vapor clguarasa, eommandante Moreira,
aahir para os portoa do norte at o Cear no
dia 22 do corrente s 4 horaa da tarde. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Eocommendaa,
passageiroa e dinheiro a frete at o dia da aahida
a 1 hora : escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
DE
Saeta Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
30a RECITA DA ASSIGPATURA.
Sabbado 2 de Agosto.
Subir scena a excellente e muito applaudido
drama em cinco actos,
Toma parte toda a companbia.
Terminar o espectculo com a graciosa co-
media em um acto,
UM SEGUNDO ANDAR
Ldloes.
LEILO
NA
&MMILM.
Comecar s S horas.
Aysos martimos.

Vende-se a escuna portugaata Emilia, de loto
de IOS toneladas portugalesas, bem construida,
forrada e eacavilhada de cobre, mui'.o veleira e
preparada a navegar para qualquer parte, tanda
sido empregada desde que sanio do estaleiro a
conduzir fructas de Lisboa para a Inglaterra:
eaeaa e pretender pode axanrroa-la ao aocora-
dearro dees* porto aeaide se aeba fondead, e pe-
ra tratar no aacrvptorie de Azevedo & Meades,
rea da Crea a. 1.
Maranhao e Para.
O hiate Nortea anda recebe algnma carga
para ambos oa portas : tcsta-secom os consigna-
tarios trarqaes, Barros 4 C, largo do Carpo Sao
la H.
Antunes vender em seu armazem na roa do
Imperador n. 73, urna linda mulatinha de 11
annos com principio de costura, ootra de 15 an-
nos, urna preta de 22 annos ptima coainbeira e
eogommadeira, e mais duas de meia ida de muito
fortes e sadias, as 11 boraa em ponto.
LEILO
Hoje 23 do corrente.
C. J. Astley 4 C. continuarn por intervenco
do agente Oliveira, o seu leilo de grande sorti-
meoto de fasendas aa mais proprias do merca-
do : aexta-feira 23 do crranla s 10 horas da
manhaa, em seu armazem na ra da Cadeia do
Recite.
LEILO
Transiendo par* 2 do
corrate.
Banoe* & Medeiros ferio leilo por interven-
cao do agente Oliveira, de um grande sot ti ment
de ferragena e miutfezas propnas do mercado :
aegeoda-feira 29 de carrate as 10 horas da ma-
aaa em sea armazem rea da Cadeia do Recife.
LEILO
Sabbado as l horas do dia.
<* gente Camargo far** leiteo por
conta e risco de quem pertenece de 50
MCCOS com arroa pilado : no trapiche do
Cnrrha ao correr do marteilo.
Ayres Pereira de Burgos Homem de Ssul
Maior Pooce de Lepn. afina e concerta piaoosL
orgaos. realejos e caixiohas harmnicas de msi-
ca e tambera ensina a msica de piano ; quena
precisar do seu pequeo e diminuto preslimo di-
rija-se ao hotel Trotador ra larga do Rosa-
no n. 44. primeiro andar, quaoacharo prompr
to a exercer suas foneces Ocando eternamente
gratos a toda e qualquer peasoa que o houver da
obsequiar para esse lim.
s credores de Jos Nunes de Paula quei-
ram apresentar suas lelras na ra da Cruz n. 4.
para proceder-se ao raleio do que se acha em.
deposito.
Precisa-se de dous amsssadores que euteu-
dam do trauco de padaria : na ra' larga do Ro-
sario n. 18, junto da polica.
Precisa-se de urna ama forra ou escrava que
saiba coziobar o diario de urna casa; n ra Rel-
ia, sobrado junto a ruar, segundo andar.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITUHA.
Tendo de se commemorar no domingo 25 do>
correle o 10/ aoniversario da installaco do>
Gabinete, a directora conida por isso aos ae-
nhoresassociados e ao respeitavel corpo aoxt_
mico, a comparecerem a sesso magna que ter
lugar no referido dia 25, s 11 horas da manhaa
nos saldes da nova casa do Exm. Raro do Li-
vramento, na ra do Imperador, para onde se
acaba de effecluar a mudaoca da bibtiolheca.
A directora espera a geral concurrencia! do*
aenhores associados e convidados, para assin-
tornaro acto mais expleudido.
Havero lugares para as seohoras que se diz
narem comparecer a sesso, e o estabelecimeeto
ser aberto as 5 horas da tarde, e estar patente
aos senhores visitantes at as 10 horas da noite.
Sala das sessoes 20 de agosto de 1861.
J. S. Loyo, director.
A. B. Nogueira, f> secretario.
,r=.-.
*VX*a!aV*--*.
Aluga-se urna escrava preta moca para o
servico de qualquer casa : na ra do Crespo n.
21 B, esquina.
A mesa regedora da irmandade do Senhor
Bora Jess dos Pasaos do Recife, pelo presente
convida a seus irmos para comparecerem no
consistorio da igreja do Corpo Santo com o flm
de se tratsr de objecto importante e urgente da
mesma irmandade; sabbado 24 do corrente pelas
5 horas da larde.
Acha-se em praca perante o Sr. Dr. juiz
de orphos, para ser arrematada depois de tres
audiencias, a casa terrea na ra dos Guararapes
n. 51, avallada por 2.000, a requerimenlo de
Constancio Jos da Silva Manta procurador bas-
tante de D.Emilia de Sena e Albuquerque.
No dia 23 do correte depois da audiencia
do juiz municipal da primeira vara tem de aer
arrematadas por veoda seis casinhas tapadas de
barro e urna em aberto em chaos perteocentes a
Mximo Jos dos Santos Andrade no lugar da
Torre freguf-.zia dos Affogados, urna casa tapada-
de barro, cubera de telha avaliada por 120S
urna dita por 120, urna dita por 50$, urna dita
por 30J, urna tapada de barro coberta de palha
por20g, urna dita por20$, urna dita em aberto
por 10, as quaes vio a praga por execucao de
Mxime Jos dos Santos Andrade oonlri os me-
nores de Francisco Borges Mendes.
Alugam-se duas canoas grandes muito se-
guras sendo urna de 1,600 lijlos onlra de 1.400 :
quem as pretender dirija-se a taberna da esqui-
na do beeco das Barreirasn. 49, que achara com
quem tratar.
Perderam-se desde a ra de Horlas em se-
guimentodas roas Augusta, Imperial, S. Mi-
guel dos Afogados at o Giqui, uos autos de
execucao de Manoel Joaquim Baptiata como ces-
siooario de Henrique Bruno & C. e Tibercio Va-
leriano Baptista contra Jos Florencio de Olivei-
ra e Silva e Amaro Goncalves dos Santos, que
correra pelo juzo municipal da segunda vara,
escrivo Santos, com urna seoteoca de adjudi-
carlo extrshida dos mesmos autos, da parte da
propriedade Passo do Giqui e Cassotes e do do-
minio directo de diversos terrenos na mesma
propriedade que foram adjudicados ao exequeo-
te : roga-se a peasoa que os tiver achado de en-
tregar ao exequenle abaixo aasignado ou ao Sr.
escrivo Santos, que ser bem recompensado.
Ra Novan. 18.
II. A. Caj vende para acabar em bom estado'
os cacados aeguintes :
Borzeguns gaspeado para homem 8&000
Ditos sem ser gaspeado para senhora 3&500
Dito* para meninos 30000
Ditos de setim branco 50C0
Sapatos de duas solas e salto 4JO0O
Ditos de urna sola a salto 39500
Ditos virados todos de lastre 2^500
Attengao aos Srs. deen-
genho<
Precisa-se arrendar um engenho de boa pro-
dcelo qae seja d'agaa e fique perto do porto de
embarque onda va frrea, nao se elba a preco
ese tiver alguma fabrica tanto melbor: quem
lirer annuncie para ser procurado.
A dinheiro
NA
Loja dos barateiros, ra
do Crespo numero 8 A.
Leandro A Miranda.
Ricos vestidos de cambraia branca bordado*a
25 a 30 o corla, aeudo os mais modernos que
ha no marcado.
SUiabardada* muito fines a 3*.
Vestidos de cambraia branca bordado* a Zua-
vos, fatanda nova de muito goalo a 23JL
E outras maltas faxeodas que tema* recebido
pelos ltimos vaprese navio* ds Europa, eque
ludo sa veade por manes que am eute* qtiaiquer
parte.
10)1.WM,IU)\ VIA FRREA
00
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
Pelo presente sao convidados os Srs. accio*
nistas a virem ao escriptorio da mesma compa-
uhia i iua do Crespo n. 2 as horas de expe-
diente, recebero 11 dividendo de juros de suas
acQes, correspondente do semestre decorrido de
1 de fevereiro a 31 de julho deste anno.
AasignadoB. II. Braman,
Sunerintendent*.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santos & C. sacam e tomam
saques sobre a praga de Lisboa.
J.Praeger&C.
em liquidco
mudaram seu armazem para a ra do
Apollo n. 31 defronte do theatro.
Attenco.
Precisa-sede um rapaz de 14 a 16 annos para
criado, dando fiador a sua conducta ; quem es-
tiver neste caso, dirjase a ra do Rangel n. 7,
primeiro andar, que achara com quem tratar.
Vende-se a dinheiro ou a prazo a taberoa
n. 1 da ra do Arago, com poucos fundos, e por
isso muito propria para algum principiante: quem
a pretender, dirija-sa a mesrai taberoa, das 9
horas da manhaa s4 da tarde.
Vende-se a srmaco da muito afreguezada
taberoa da ra das Aguas-Verdes n.48 : a tralar
no pateo do Terco, taberna n. 19.
Vende-se farelo superior de Lisboa, saceos
com 9l) libras, mais commodo no preco que pode
ser ,- no caes do Ramos n. 4.
Manteiga ingleza
flora 1,000 rs. a libra
Fraoceza a 680 a libra : na ra das Cruzes n.
24, esquina da travesa do Ouvidor.
Altenco.
Na ra Direita n. 32 vende-se carne do serlo
a 320 rs. a libra, oho da Figueira a 500 rs. a
garrafa, cerveja diamante a 500 rs. a garrafa,
vinho engarrafado a 13280 a garrafa do melbor
que ha no mercado, latas de peixe a 15280, quei-
jo do serto a 640 a liora, dilos do reino a 2600.
presunto de Lamego a 480, linguica do reino a
480 a libra, chempaoha al( i garrafa, azeite
doce refinado a 900 rs. a garrafa, francez, velas de
espermaceti a 800 rs. a libra, manteiga iDgleze
a 1$120 a libra, dita franceza a 720, batatas a 60
rs. a libra, cha perol a 3f2O0, dito da India a 3.
vinagre de Lisboa a 320 a garrafa, toucioho a 22f>
a libra, albo a 60 rs. o molbo, em caoastra se fa-
r alguma dilerenja : no mais todos os genero*
se vendero em conta.
Vendem-se peonas de ema ; na ra ds
Seozala Nova n. 30.
Vende-se urna taberna no lugar do Cempo-
Verde, freguezia da Boa-Vista, bem afregueaada
para a Ierra, com poucos fuJidos. propria para
quem tiver penco dinheiro : aa ra do Soeego una
mero 44. _
Vende-se um escravo com idado 20 annoa
pooco mais ou mdoos, ede bonita figura : na ra
do Queimado loja de ferragens n. 13. de Moraes
Filbe.
S>
o
la0*** O o o ^ (OZMI) c? *tt> ^^-^ aa* -*>


m
5~-Rm estreita d Rosario-;*
Francisco Pialo Oosla continua a col- S
locar dentes artificiaos tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re- g
ceba paga algaraeMavqae as obras nao S
flquem a vontede deseuadonos, tem pos Z
e outras praps**ciea> as mais acreditadas 2
para conservadlo da bocea.
Vanee-** urna cabra (bicho) pacida da tea-
co, aaaaaa boa lei*ir*: a tratar oa ra Auaaa-
t a. SI, ^^




(*)
DURIO. I KANABttOGO,' *- SEXTA FELkU 3 D AGOSTO DE lili.
IHUDANQA.
Luiz Soulan, cvtleir0 e armeiro francez, participa ao respeitavel publico
e especialmente aos seus freguezes que mudou sua officnftHrS rua. dai_Cruze pa-
ra a rua da Imperatriz n. 13, aonde continua amolar todos os das e a fazer
concertos, reparos e obras novas tendentes a sua arte com promptidao e bar ateza.
undico
de bronze.
Na bem conhecida fabrica de fundico, latoei-
ro e (unileiro da rua Nova, defronte da Coocei-
ro, contina a fazer todas as obras tendentes i
mencionadas artes e officioas cima ditas, como
Sejaoj bru para ehgenhn, prafusos par di-
tos, e tildo quauto necessario para tal mister,
tudo mais barato do que em ouira qualquer par-
te, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre, e tudo mais coocernente a caldeireiro, obras
de lato com a melhor perfeico possivel, obras
douradas e em lal para militares, como sejam,
apparelhos para birretinas, ferragens para telins
6 talabarte de qualquer arma, botes de todos os
nmeros, dourados, broozeados e em smarello,
obras de folha superiores por serem os artistas
que as fabricam jorsaleiro e nao empreiteiro, que
como se sabe, nunca as obras que sao feitas de
empreitada sao perfeitas, tudo muilo barato : na
Tua Nova n. 38.
GABINETE
Meclieo-firurgco
DO
Dr. Americo Alvares
Gui maraes.
A' RUA. NOVA N. 21.
Nesle seu gabinete se
chora aempre prompto o
referido doutor exercer a
medicina.
Nenhum honorario exige
dos doeoles pobres.
9


----------------------------------------------9

CONSULTORIO ESPECIAL H09EOPATHICO
DO DOUTOR
SABINO O.L. PINHO.
Rua de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consulas todos os dias uteis desda as 10 horas
al meio dia, acerca das seguiules molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as espesies de febres,
febres intermitientes e suas consequencias,
PBARHACIA ESPECIAL HOHEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus elleitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos prego mais commodos pos-
tilis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sttino sao
anicamente rendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem lta dola sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas da] um
lmpresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor ai seguintes palabras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levaren, esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
mo do Dr. Sabino sao falsos.
Na travessa da rua das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua-se a tingir
com toda a perfeico para qualquer
core o mais barato possivel.
Attenco.
Mello, Irmo, tendo comprado ao arrematante
da massa fallida de Manoel Francisco de Mello,
faz scientes aos devedores da dita massa a virem
pagar os seus dbitos, e os que nao flzerem serlo
qamados a juizo. Recite 12 de agosto de 1861,
K* M Vita MBveflfW VSJVVBWMM VBWfiSaBMBW
Consultas medicas.
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de Si Pereira no seu escriptorio, rua
da Cruz n. 53, desde 4s 6 at As 10 horas
da manha menos aos domingos sobre: ;
1." Molestias de olhos.
2.a Molestias de coraco e de peito.
3. Molestias dos orgaos da gerace e
do anus.
O exame dos doenles Ser feito na r-
dem de suss entradas, comegando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos,acsticos e p-
ticos sero empregados em suas cnsul- 1
la-oes e proceder com todo rigor e pru- 1
deocia para obter certeza, ou ao menos S
probabilidade sobre a sede, naturexa e *
causa da molestia, e dahi deduzlr o plano
de tratamento que deve deslrui-la ou m
curar.
Varios medicamentos serio tambera II
empregados gratuitamente, pela cer- **
teza que tem de sua verdadeiraqualidade, jf
promptidao em seus effeitos, ea necessi- *P
dade do seu emprego urgente que se usar S
delles. g
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos 1
doeotes toda e qualquer operario que fi
julgar conveniente para o restabeleci- II
ment dos mesmos, para cujo fim se icha
prvido de urna completa colleccao de j|
instrumentos indispensavel ao medico j
f| operador.
. ^w-* **Aii ^M* ^'jl* *>'fl* jft0 P&A mup^am^o Stf
Saque sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam
sobre Lisboa ; no seu escriptorio, largo do Gorpo
Santo.
1
A commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aosSrs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfacer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manbSa as 2 da tarde na rua da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obligue a laucar
mao dos meios judiciaes ou do jornal
"para haver essas importancias de que
sao seus devedores.
A contraria da gloriosa Santa
Rita de Gassia, contrata com
quem por menos fizer, sb
as condiccoes abaixo decla-
radas, a seguinte obra:
Io. Levantar as paredes Diestras de arabos os
corredores e consistorios a altura correspondente
as coberias do corpo da igreja e capella-mr,
aflm de flear em urna s agua de cada lado :om
a competente cornija o reboco.
2o. Fazer % collocar cimetricamente 12 jinel-
las novas e regulares com todos os periences,
bem como duas portas; sendo igualmenlt obri-
gado a ira vejar nao s os corredores como os con-
sistorios em ordem de ficar em estado de recebe!
forro.
3*. Ser obrgado a desmanchar a sua cuata
toda obra velha .precisa, podeodo empregar ni
nova os materiaes e madeiras que esliverem ea
Padaria.
Santos, Camioha & Irmos, liquidatarios da
massa de Caminrta & Filhos, de novo rogam aos
devedores da mesma o favor de vir ou mandar
satisfozer lhes as importancias de seus dbitos
at 30 do corrente mez, no seu escriptorio na rua
Nova o. 25 ; scienlificaodo quo no c*so de nao
serem allendidos, ver se-ho obrigados a proce-
der a cobranza pelos meios que lhes faculta a lei.
Alug-se o segundo andar da casa da rua
Direila n. 40 ; a tratar no caes da alfandega, ar-
mazem n. 5.
Justio Norat, subdito francs, vai fazer urna
viagem ao norte do imperio.
Nos abaixo assigoados fazemos sciente ao
corpo de cornmercio que dissolvemos amiga ve I -
mente a socieiade da toja sita na rua da Cadeia
do Recife n. 50 A, que gyrava sob a firma social
de Lopes & Miranda, (cando o activo e passivo
. da mesma loja a cargo-do socio Miranda. Recife
16 de agosto de 1861.Jos Lopes DiasHygino
Augusto de Miranda.
O bacharel Joo V. da S. Costa tem o seu
escriptorio de advogacia na rua do Rangel n. 73,
defronte da botica.
Precisa-se de um excellente copeiro : a
tralar na ruado Vigario n.2.
UH-rece-se um rapaz porluguez de idade
de 16 a 17 annos para caixeiro de taberna, da
quil tem bastante pralica ; quem se quizer utili-
sar appareca na rua eslreita do Rosario, padaria
numero 13.
No dia 25 do corrente depois da
audiencia do juiz municipal da primei-
ra vara tem de ser arrematado por ven-
da um sitio com casa de vivenda na rua
de S. Miguel freguezia dos Afogados
com arvoredos de fructos e baixa de ca-
pim, avaliado em 5:0< 0#s o qual vai a
piara por execucao de Jos M-.ria Gon-
calves Vieira Guimaraes contra Fran-
cisco de Salles Andradc Luna como in-
ventariante da Jos Mara da Costa Car-
valho. Escrivao Motta.
Aluga-se um primeiro andar na rua Ve-
lha e a mesma pessoa vende travs, enchameis,
mos travessas e caibraria tudo mais barato do
que em ouira qualquer parte : a tralar na ser-
iara da rua da Pray n. 59.
Rheu!oatismo em um torno-
zello.
_Eu abaixo assignado declar, tanto para bem
da humanidad?, como em abono da verdade, e
-agradecimeoto que devo ao Sr. Ricardo Kirk, es-
cri(iioiio na rua do Parto n. 119, que curou-me
com a applicaco das suas chapas medicinaes de
rheumatismo em um ornozello que padeca ha
mais de 6 annos corot agudisaimaa dores, e >sto
no curto espaco de 24 dias, com as quaes flquei
peieitamente bom. Rua de Sanio Antonio o. 19.
Manoel Ferreira da Costa.
Precisa-se de urna ama que seja escrava
para comprar e cozinhar para casa de pouca fa-
milia ; a tralar ni rua da Imperalriz n. 60, loja
de Gama A Silva.
Roga-se aos senhores ourives ou qualquer
pteos que for offerecido um dedal de ourocom
s iniciaas T S L quo o appreheodam e leve rua
streita do Rosario o. 29, que sero recompensa-
dlos generosamente.
Precisa-se de urna ama que com-
pre e sirva para todo servico de urna
casa .de pouca familia : na rua das Crn-
zei n,.0, primeiro andar.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, rua dos Pires n. 42, vende-se a muilo acre-
ditada bolachinha quadrada.d'agua, propria para
doenles, bolachinha de araruta e dita de moldes.
A commissao liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de Irnos, que se diri-
jan) com os seus ttulos rua da Cadeia do Re-
cife n. 26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
nha s 2 da larde, para serem verificados e clas-
siOcados pela referida commissao
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, cora sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha poa-
co tempo com trraco a roda, sita na
entrada do Poco : a tratar com os pro-
pietarios N. Bieber & C, successo-
res, rua da Cruz n. 4.
WWf WWWWWWI^b wB^wwwwawm
Dentista de Pars.
15Rua Nova15
Fraderic Gautier,cirurgiodentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
dentes artificiaos, ludo com a superiori-
5 dadee perfeijo que as pessoasentendi-
H das Ihereconhecem.
g Teta agua e psdeatifriciosale.
ais Mfi 9isan MBtiMMfliMii maigi
Aluga-se um armazem na rua do Costa : a
fallar em oulro, na rua da Lapa n. 13.
Aluga-se, o sobrado n. 2 B da rua do Apollo,
e a casa terrea o. 27 da rua do Burgos a tratar na
rua da Aurora n. 36.
Attenco.
*
D. Antonia Maria da Concedi, proprietaria
do estsbelecimento de seceos e molhados sito no
Largo da Penha n. 12, julga nada dever a esta
traga ou fora della no entauto se alguem se jul-
gar seu credor queira apresentar suas coolas no
praso de 8 dias da data desle no referido estabe-
lecimento.
Recife, 20 de agosto de 1861.
Otferece-se urna ama para o servico de urna
casa : na rua do Caldeireiro n. 14.
Offerece-se urna ama para casa de familis :
na rua de Hortas o. -il.bja do sobrado.
Precisa-se comprar urna negrinha ou mu-
latinha quelenha de 10 a 12 annos de idade ;
quem ti ver para vender, dirija-se a rua da Ca-
deia do Recife, escriptorio n. 12.
No escriptorio da rua da Cadeia n. 12, ha
urna carta para o Sr. Joaquim Lopes da Costa Al-
buquerque vinda do Rio Grande do Sul.
A\iso.
Ama,
Preciu-ae de ama ama forra eu captiva para
cozinha e eogommado, preferindo-se preta, para
ama cass de pequea fajailia ; na roa da Cruz n.
45, araasen.
Francisco Maciel de Souza participa a seus
freguezes tanto da prac.a como do fora que de
novo abri o seu eslabelecimento de calcado fei-
to na provincia na rua da Imperalriz outr'ora
aterro da Boa-Vista e pretende vender muito em
conta para agradar seus freguezes que todos gos-
tam do bom e barato.
J. F. C. offerece-se para caixeiro, quem
pretender annuncie.
Os abaixo assigoados scieotificam ao corn-
mercio e aos seus freguezes que o Sr. Francisco
Jos lavares deixou de ser seu caixeiro desde o
dia 18 do presente. Recife 20 de agosto de 1861.
Sodr & C.
Precisa-se
de 500$ a juros de 2 por cento ao mez sobre hy-
potheca de urna casa na villa da Escada, pela
qual se eogeila 1:600$ por venda e rende por
lugue.120tt mensats, durante o prazo de 4 a 5
mezes: na rua Direila loja de miudezas n. 77,
dir o pretendente.
Precisa-se de urna ama de meia idade para
todo servico de casa de pouca familia mais que
d conhecmento de sua conducta : na rus das
Ouzes n. 22.
Precisa-se de um caixeiro porluguez de 16
annos com pralica de taberna e diligente e que
d fiador a sua conducta : na rua das Cruzes nu-
mero 22.
Cavallo furtado.
Do sitio fronteiro a igreja dos Afilelos, na noi-
te de 19 para O do corrente, (urtaram um caval-
lo quarto com os signaes seguintes : pequeo,
qoisi preto, frente abarla, de 7 para 8 annos de
idade, com urna sobrecana na mo esquerda, um
pequeo calo na sarnelha, ponas das orelhas
cortadas, de meias carnes, puxa um pouco por
urna perna quando anda, pescoco acarneirado,
marca nos peitosde almenjarra, etc., etc.: quem
o appreheoder ou delle der noticia, pode dirigir-
se ao mesmo sitio ou ao engenho Boa-Viita do
Cabo, que ser recompensado.
Aluga-se um segundo andar do sobrado do
becco Largo n. 1, concertado e pintado de novo,
proprio para grande familia e por mdico preco :
a tratar na mesma rua, taberna n. 2.
Precisa-se de urna ama para o servico in-
terno de urna casa de pouca familia: a tratar na
rua do Sebo n. 39.
Ao Sr. acadmico Francisco Barbosa Cor-
deiro, na raa Nora n. 7, precisa-se fallar.
perfeito estado ; sendo igualmente obrigado t
algamassar o telhado naa partes que forem pre-
cisas.
Condicdes.
1o. O empreiteiro ser obrigado a*principiar a
obra dentro de um mez, e concluida dentro ea
dous mezes, sob pena de 200$ de multa.
2o. Ser obrigado a dar todo material e madu-
ras precisa, e da melhor qualidade, que devero
ser inspeccionados pelos membros da comxiisso,
assim como a receber aquelles que duiante a
obra forem dado a irmandade de esmolai pelo
preco que coovencinar com a commissao.
3a. Os pagamentos sero feitos em tres presta-
edes a primeira no cometo da obra, a segunda
quando estiver em meio e a ultima quando tiver
concluido : devendo para isso prestar urna langa
equivalente a primeira prestado e mulla.
4*. No caso de demora ou falta de cumprxnen-
to do contrato ser a obra coocluida por idmi-
nistracao a custa do empreiteiro e seu fador,
que sero rrsponsaveis pelo que exceder.
5. A obra ser inspeccionada pela combisso
encarregada della todas as vezes que julgar con-
veniente ; em caso de duvida nao expeclficada
no preseute contrato ser ella decidida pot arbi-
tros dando o empreiteiro um e a commissio ou-
lro, e no caso de descoocordancia delles sei des-
empatado por um terceiro que ser lirado a
sorle.
Os proteodenls podero apresentar ai suas
propostas em caria fechada al o dia 26 co cor-
rete entregan Jo-as na referida igreja ao darda
da mes na, o qual se acha autorisado nem *6 para
este fim como igualmente para deixar extminar
o estado das obras que se tero de fazer.
Recife 19 de agosto de 1861.J. I. Gomes,
memoro da commissao.Ismael Amavel Comes
da Silva, thesoureiro interino.
Attenco para passar a festa*
Aluga-se urna casa terrea na povoac,o do
Monteiro, tem commodos para grande faoilia,
com quintal murado e cacimba, com porto para
o rio ; a tratar na rua do Queimado loja de ftrra-
5ens n. 28
lova
exposicao
DE
candieiros a gaz
Rua Nova numero 24.
O proprietario desle eslabelecimento toma a
honra de annunciar ao publico que no dia 8 do
correte abrir seu novo eslabelecimento de can-
dieiros econmicos a gaz, as 6 horas da noite se
achara Iluminado al as 9 1(2 da noite com toda
franqueza para verem e conhecerem a hcilidade
que ha em usarem dos ditos candieiros em eco-
noma, pela muita experiencia que ha feito com
os ditos candieiros, se encontrar de todos os
pregse qualidades ; todos aquelles que quize-
rem usar de ditos candieiros, deixo de mencionar
(odas as qualidades que ha pela immensidade
![ue se offerece por estarem expostos com toda
ranqueza no dito eslabelecimento, na rua Nova
numero 24.Carneiro Vianna.
Manoel Alvea Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
gGabinete medico cirurgico.J
Rua das Flores n. 37. >
Sero dadas consultas medicas-cirurgi- $
eas pelo Dr. Estevo Cavalcanti de Albu- SB
querque das 6 as 10 horas da manha, ac- 0
cudindo aos chamados com a maior bre- 9
vidade possivel. 4
l's Partos. tj>
2. Molestias de pelle.
3.* dem dos olhos.
4. dem dos orgos genitaes.
Praticar toda e qualquer operaco em
seu gabinete ou em casa dos doantes con-
forme lhes r mais conveniente.

Aluga-se urna casa em Bebenbe ; a tratar
com J. I. de M. Reg, na rua do Trapiche n. 34.
. A pessoa que quizer comprar um berco ri-
co de Jacaranda com cortinado, ludo em bom es-
tajo, queira dirigir-se a rua de Horlas n. 106,
que achara com quem tratar.
A mais fina enova que se pode desejarneste genero, a 1#000 a libra tanto emporco
como a retalho, vende-se nos armazens Progressivo e Progresista no largo do Garmo n. 9,
e rua das Cruzes n. 36.
CHA HYSSON.
O melhor que se pode desejar em artigo cha a 2$600, 2#800 e 3#000 a libra, afianza-
se qualquer urna das qulidades.
CHOCOUTE.
Francez, inglez, portuguez, a 1$200 alit ra, vende-seno Progressivo e Progressista
no largo do Garmo n. 9, e rua das Cruzes n. 36.
Chegados no ultima paquete a 640 rs. a libra, e sendo inteiro a 600 rs. a libra, affian-
ca-se a superior qualidade.
QUEIJOS FLAMENGOS.
Os mais frescaes que ha no mercado por serem viudos no ultimo paquete a 2$800
cada um.
O melhor que se pode desejar na qualidade deste queijo a 600 rs. a libra, e sen-
do porco a 500 rs.
\/K/0
Em pipa de Lisboa, Porto e Figueira a^a caada de 500 a 600 rs. em garrafa.
Porto, Duque do Porto, jeuuino Carcavellos, Nector, Madeira, Feitoria, Cheres,
Bordeaux a 1$200 agarrafa e 13$ a duzia. nicamente no progressivo e progressista
no largo do Garmo erua das Cruzes.
N. B. Os gneros cima vendidos em nossos armazens levaro o destentivo dos
mesmos.
DOCE DA CASCA DE GOIABA
um dos melhores doces que ha em relaco ao tempo a 800 e 1$200 o caixo.
LATAS COM FRUTAS
de todas as qualidades que ha em Portugal o mais bem arranjado que temos tido no
mercado a 800 e 1#000.
ERVILHA.S PORTUGUEZAS E FRANCEZAS
o que se pode desejar em bom neste genero, pela sua preparaco ^e qualidade a 800
rs. a lata.
VINAGRE PURO DE LISBOA
a 240 a garafa e 1J850 a caada afianca-se ser de Lisboa e de superior qualidade tam-
ben* branco por 400 rs. a garrafa'e 2#560 a caada.
COMINHOS E ERVA DOCE
os mais novos que temos no mercado, e mesmo nunca os houve melhores a 400 rs. a
libra de erva doce e 800* rs. os cominbos.
SM\WKE\ BIS. FHx\N<\ Et S\G<]
a mais nova que se pode desejar a 180 rs. a libra de sevadinha e 280 rs. o sag.
UTAS COH DOCE DE iLPEBCE
o melhor que se pode desejar, a 1#100 a lata, tambem marmelada dos melhores fa-
bricantes de Lisboa a 1$800 a lata, e peras a 1,280 rs. a libra.
alem dos gneros cima encontrar o publico tudo que procurar tendente a mo-
lhados.
9
e
3
X. 32-Rua eslreita do Rosario-N. 32
NUMA POMPILIO dentista brasileiro, acabado
receber grande e variado sorlimento de. denles
terreos-mineraes e mais apparelhos para a con-
fecQo de dentaduras artificiaes, planlando-os
pelos systemas seguintes: sueco de ar, graro-
pos-ligaduras, a pivot seru grampos, sem liga-
duras e sem extraeco de raizes Arranja e
concerta dentaduras de ouro ou platina. Eoche
os oaturaes com ouro, platina, maca adaman-
lina.scinmentos clcanos etc.e qualquer dos sys-
temas relindos sero accommodadoa ao estado
da bocea. Limpa os mesmos sem usar de ci-
dos que coocorrem positivamente para a queda
dos denles, visto que dissolve a superficie vi-
Iroa, ezpondo-os assim a accao activa dos agen,
tes chimicos,queso desenvofvem na bocea. Ex-
trae denles e raizes cariadas por mais difficeis
que aejam e mesmo abandonadas por oulros den-
tistas, empregaDdo para ute fim o systema nor-
te-americano sem fazer applicago da chave de
Gariogeot; privando assim os evidentes perigos
que podem resultar das operacoes feitas com um
tal instrumento, como sejam o extraojulamento
dos lecidoa moles, ira tu re cao des alveolos e mes-
mo da malilla e lecidoa duros, que formam aa
coras das raizes dos denles, nervalgias, hemor-
ragias, affecces pollipozas, grangrenas e caria
dos lecidoa duros. Paz tudo com aaseio e promp-
tidao, guardando todaa as conveniencias relati-
vas a cyrurgia da bocea e bygiene dos denles
podendo ser procurado em aua casa a qoalquer
hora. Acceita qualquer chamado para os fias
cima mencionados Unto na capital como fox*
della.
Aviso.
Tendo-se ausentado da casa do Dr. Alcoforado
um seu mulatinho de nome Joo, idade, pouco
mais ou menos, 10 annos, claro, altura regular,
muito esperto, suppe-se ter sido roubado : ro-
ga-ae as autoridades policiaca de qualquer dis-
tricto onde elle appareca, de appreheoder e mau-
da-lo casa de seu senhor no Caldeireiro, ou na
rua do Amorim n. 54, escriptorio de Candido Al-
coforado, que se pagaro todas as despezas, bem
como se gsatificar generosamente a quem o ap-
preheoder.
D. Josepha Clara da Silva, viuva do finado
Joaquim Fernandes de Azevedo tem exposlo
venda terrenos em seu sitio na estrada do Pora -
bal, para pagamento das dividas do casal do mes-
mo finado.
Ao arco de Santo Antonio,
loja do Haia Irmaes, comprara se moedas de
onro. Na mesma loja chegaram charutos muilo
superiores que se veodem por preco commodo.
Urna pessoa que retirou-se deste imperio,
deixaodo urna incumbencia para o Sr. Augusto
Ferreira Carvalho, e igoorando-se sua morada,
pede-se ao mesmo senhor o obsequio de dirigir-
se a rua do Imperador n. 20, loja.
Cassino Militar
Pernambucaao.
A directora quereodo dar urna prora de rego-
sijo pelo anniveraario da nossa Independencia,
resolveu de accordo com os seus dignos conso-
cios festejar o dia 7 de setembro com um baile,
o qual de ver ter lugar em o mesmo dia 7 no lu-
gar do costnme. Ella roga eucarecidamente a
lodosos senhores socios que haiam de apresentar
suas propostas al o dia 28 do correle, na rua
Nova n. 46, primeiro andar.
Recife 23 de agosto de 1861.O secretario,
Antonio Vilellla.
Agencia de passaporte.
Claudino do Reg Lima tira passaporte para
dentro e fora do imperio por commodo prec.o e
presteza : na rua da Praie, primeiro andar n. 47.
Sitio muito fresco.
Aluga-se ou vende-se um sitio na Torre,
margen do rio, com boa casa de sobrado muito
bem faiU, com bastantes commodot, estribara
para 4 cavallos, cocheira para carros, casa para
feitor, cacimba com boa agua de baber com bom-
ba de puxar agua, frucleiras de diversas quali-
dades, capia, para 3 ou 4 cavallos, bom banho do
rio, sitio murado, ele. : quem pretender, dirja-
se a rua Nova o. 15, primeiro andar.
Attenco.
Aluga-se o segundo andar do sobrado sito na
roa Augusta n. 1, com commodos para grande
familia e muito fresco : quem pretender aluga-lo
dirija-se para tratar, aa- taberna do mesmo so-
brado.
Aluga-se
da rua da Cadeia do
escriptorio ; a tratar
o primeiro andar da casa
Recife a. 4, proprio para
oo armazem da mesma.
Precisa-se do aso caixeiro para tomar por
bataneo urna taberna em ponto pequeo, dando-
te inlerease : no becco Largo o. 2.
Estevo Jos da Molla avisa a todos os seus
devedores que oingaem poder receber contas
suas sem que presente ama autorisaco do mes-
mo. Recife 23 de agosto do 1861.
Vende-se urna preta excellente cozinheira,
boa engommadeira, soffrivel doceira, cose chao,
e faz todo o servido de urna casa, por muito com
modo preso : a tratar na ras da Moeda n. 99,
Os Senhores cujos uomes vo abaixo ins-
criptos lenham a bondade de dirigir-se a loja de
caleteado da rua da Imperalriz n. 16 Iratarem
de negocios de seus interesses :
Antonio Gomes Pessoa.
Jos Antonio da Silva Mello.
Belarmino de Barros Correa.
Firmo Candido da Silveira.
Manoel Ferreira Fialho.
Ignacio Cantanil.
Manoel Machido Teixeira Cavalcanti.
Simplicio Jos Cara pello Morici.
Antonio Jos de Brilo.
Capito Francisco Lias.
Braz Antonio da Cunha.
Fraocisco de Paula Pereira.
Bowraan.
Estrella.
Dr. Joo Augusto da Silva Freir.
Joo da Costa Fialho.
Manoel Jos da Costa Reg.
Padre branles.
Manonel Joaquim Arvore de Oliveira.
Joo Machado Soares.
Manoel Jacques da Silva.
Ain.
Manoel Augusto de Menezes Costa.
Remige Quimack.
Francisco de Carvalho Andrade Brando.
Suppra Frederico.
Joaquim Simphronio Affonco de Mello.
Joaquim Jos da Coala.
D. Luiza de Siqueira.
Jaciolho Luiz Querreiro.
Joo Auionio de Vasconcellos.
Joaquim Aolooio de Souza.
Laiz Goncalves Ferreira.
Joo da Silva Rangel Jnior.
Dr. Cutrin de Almeida (acadmico).
Jos Maria Cesar do Espirito Santo.
Jaciolho Lisboa
Jos Maria dos Santos.
Antonio Elisu Anluoes Ferreira.
Antonio Avelioo Leile Braga.
Cerqueira & Silva.
Antonio Joaquim da Silva Brilo.
Alteres Penha.
Joo Francisco da Coala Lobo.
Jos Manoel Correa de Almeida.
Manoel Ribeiro Bastos.
Antonio da Cosa e S.
Joo Jos de Azevedo Santos.
Hermenegildo Elisu da Silva Caneca.
Asceocio Goncalves Ferreira.
Helpidio [cocheiro do Adolpho)
Capito Jos Joaquim de Barros.
Joo Demetrio.
Manoel Correa Ferreira Guimaraes.
D. Maria dasNeves Miraoda.
Antonio Barbosa da Silva Ferro.
Capito Bezerra.
Jos Clobino. *
'Henrique Rodrigues Carlos da Costa.
Joo Carlos G. OUveira Pelagio.
Manoel Ignacio de Oliveira Martina.
Jos Affonao Ferreira Jqnior.
Dr. Antonio Loureiro.
Manoel lguacio de Albuquerque Maranhe.
Dr. Francisco Bandeira.
Olandin.
Manoel do Nascimento da Silva Batios.
Jos Rufino da Silva.
Jos Antonio Maria.
Faustino Pereira.
Manoel Antonio Rodrigues Saaico.
Francisco de Paula Borgea.
Joaquim Antonio do Moraes.
Jos Bernardo de Miquilos.
Francisco Xavier Cavaioanli.
Joo Francisco dos Santos Gaviio.
Justino Fraocisco de Assis.
Manoel Goncalves da Silva Queiros.
Manoel de Lomos Ferreira
Joaquim de Lemos Ferreira.
Carlos Aufusto da Cooceico Ribeiro.
Miguel Francisco de Souza Reg.
Jos Honorato de Medeiros.
Antonio Ribeiro de Lacerda.
Manoel da Cruz Martina.
Dtodoro Fernandes da Cruz.
Joaquim Correa do Araujo.
Trajano da Cotia Ribeiro e Mello.
Augusto Lina.
Luiz Jos da Silveira.
Jos de Freilaa Ribeiro.
Claudino Jos Flix.
Manoel Joaquim de Paula e Silva.
Jos Luiz Ferreira.
Jos Antonio de Lima.
Adeodato Vieira Gomes.
Ignacio de Souza Leo.
Antonio Francisco de Moura.
Joo Ignacio de Magalhes.
Joo Francisco Regs Ferreira.
Recife 11 de agosto de 1861.
Na rua do Vigario n. 9, primeiro andar,
existem as seguintes imagens, vindas ltimamen-
te da cidado do Porto, e que se trocam a preco
razoavel :
2 santuarios com as competentes imagena.
Santo Anlinio.
Concei^lo de Nossa Senhora.
Sanl'Anna. >
S. Joaquim.
S. Jos.
Meaino Jess.
Aluga-se a padaria da travessa do Piras,
completa de lodos os uteocilios, a qual est tra-
balhando, ou mesmo para qualquer outra offi-
cina offerece muilas vantagens porque tem 150
palmos de fundo e 35 de largo, garante-ae o alo-
guel eo commodo : a tratar na rua da Senaala
Nova n. 30.
Precisa se
de urna ama de leile sem filhos: em Fra de
Portas, rua dos Guararapes n. 30.
Aluga-se urna preta que enlende de todo o
servido de urna casa de porUs a deatro : a tratar
na travessa da Madre de Deus n. 18.
Antonio Jos Gomes, subdito portuguez,
vai a Portugal.
Jos Pereira Jnior, subdito portugus. Tai
a Portugal.
Roga-se a Illma. cmara municipal desta
idade, qoe torne effecliva a disposic/o dos seus
annuneios para a arrematarlo dos impostos, que
vo pra;a nos dias 19, 22, e 26 do correte,
porquanto, nao obstante o que alli se t a respei-
to d nao poder ser licitante quem (dias antes)
nao apresentar por fiadores pessoas, cujos bens
estejam livres e desembarazado*; nao se admil-
tindo cartas de respoosabilidadea ; individuos ha,
todava, de tanto prestigio, to cheios de garan-
tas e inmunidades, como que se julgam isentos
ou dispensados da clausula cima, a qual, nao s
por dignidad*, como porulilidade da mesma c-
mara, nao se deve tornar Ilusoria.
Aluga-se o segundo e terceiro an-
dar do sobrado n. 3fj da rua do Trapi-
che : a tratar no primeiro andar, es-
criptorio de Matheus Austin & C.
TINTA PRETA
COMMERCIAL
Recommendada pelo seu autor para uso. das
repartieres publicas, cornmercio, eseriptoraa
etc., etc. Nunca deixa no fundo do tieteiro se-
dimento algum, coDtervando-se aampre seta
mofo e melborando lodos os diaa de sua excen-
cial condieco. As peonas metlicas alo pre-
cisara ser limpas, adquirindo com uso deasa lin-
ts urna cor linda, que as preserva da corrupcio
a que eslo sujeitas aa entregadas as outras
Untas.
Observa-so porm que, nem os tinleiros, nem
as penosa que servirem com a tinta de galha,
nltraeto de prata e ootras, podero ser empre-
adas no uao detta, sem que eejam aullo bem
lavadas.
Sua cor preta to ioaiteravel que nem o
tempo, nem os cidos diluidos n'aga alo ca-
pazes de tira-la do papel. Acaa-se a venda aa
rua do Queimado n. 6, casa do Sr. Jayme E.
Gomes da Silva, e em S. Jos, aa botica do Sr.
Torrea, 1 a garrafa e 500 rs. li* dita.


i '___
D.A110 DI rKKNAJUQCO. SEXTA FE1RA 23 I AGOSTO DI *Bol.
()

Lu oda resilla
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molhados, partecipa aos leus freguezes, asaim como aos seohores da praca, de ense-
oho e labradores que d'ora em vante quizerem-se afreguezar neste estabelecimenlo, que se ocha
com um completo sortimeoto de gneros os mais dovos que ha no mercado e por seren a maior
parte dellesvindos de coala propria, est portanto resolvido a veode-los por menos 10 por cento
do que em outra qualquer parte, adancando a boa qoalidade e acondiciouameuto, asaim como ser-
vir oa portadores meaos praticos lo bem, como se os seohores viessem pessoalmente, para o que
nao se poapar o proprietario em prestar toda atteocao, afim de continuareis a mandar comprar
8uas encommeodas. serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecimenlo
icompanhar urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
Ni amelga iagleza pwi'tUa mente nov, imo ra., iibr., TeDde.
e por este prego uqjcameote pela grande porcao que tem e se for em barril se (ara abatimento
naantetga ir antena 700 rs. a libra e em barril a 6i0 rs.
*^na nySSOn 0 meihor que ha no mercado a 2#800 a libra.
dem preto, im), libra.
QneiJoS do TeinO ehegados nesta ultimo ?apor a 2*600.
dem prato a 60 iDtelro a 700 rs. a ]ibra.
dem SniS^O a 60 r- a Ubra em porsso se faz a batimento.
Preznnto de fiambre iDglex, soo rs. a iibra.
Prexnntn de lamego a 480t5. a ubra inteiro a o rs.
A.meiX.a9 IC&neeZaS em fragco com 4 ibras por 3#000, a retalho a 800 rs.
^SneTmaSete a72o rs. a libra, em caixa a 700 rs.
Tuatas co m bolaxlnna de soda de aefereate quaiidades13400
Latas com peixe em posta de mauas quaiidades a hmoo.
A.ZetonaS mnitO llOVaS a 13200 rs. o barril, a retalho a 320 rs. a garrafa.
Hoee de Alpercne em i.uas de 2 ubra* por 19200.
C TlilaS para podim a goo rs. a libia.
Hanna de porco retinada a 480 r8. a ib, em barril a 440 rs.
Nla^a de tomate a msisn0ya do mercado a 9O0 rs., a em latlaa de 2Ubra por 15700.
iPaiOS de iOmOO a prmeira vez que vieram a este mercado a 640 r. a libra.
Chon ricas e paios mtlit0 n070S a 560rs. a ub.
Patitos de dente iixadoscom 20 macinhos por 200 rs.
GllOCOUlte if aneeZ a i$200 rs. a libra, ditto portuguez a 800 rs.
Sitarme Va Aa impeai d0 afamado Abreu e de oulros muitos fabricantes de Lisboa
a 10000 rs. a libra.
\7 inilOS engarrafados Porl0| Bordeaux, Carcavellos, e moscatel a 1000 a garata.
ViniiOS em pipa de 500, 560 e 640 rs. a garrafa, em caadas a 3*500 4g000 4500.
Vinagre de luisboa 0 maigauperior a 2*0 rs. a garrafa.
enreja dag mais acreditadas marcas a 5$ a duzis, e em garrafa a 500 rs.
KiSlireilinna para opa a mais nova que ha no mercado a 640 rs. a libre.
"ErvUnas franeezas
Milo de amendoa
Noz.es
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na boticaf raneeza ra da Cruz n. f.
ARMAZEM
DE
ROUPA F
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
140 RLA DO QIIEIMADO 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimenlo ha sempre um sorlimento completo de roupa feita de todas aa
quaiidades, e tambem se manda eiecutar por medida, i ronlada dos freguezes, para o
que tem um dos. melhores professores.
Casacas de panno preto, 40j, 359 e 30*000
Sobrecasaca de dito, 859 3000
Palitots de dito e de cores, 35, 309. nn4
25$000 e m, *
Dito de casimira decores, 229,
159, lt 9*0W
Dito de alpaka preta golla da vel-
ludo, IIPW
Ditos da merin-sltim pratoa a da
cares, 9$000 gJOO
Ditos de alpaka de cores. 59 e 3J500
Ditos de dita preta, 99. 79. 59 e 39500
Ditos de brim decoras, 59,49500,
48000 a 8500
Ditos de bramante da linho branco,
6J000, 5*000 e 4|000
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e 8#000
Gaitas de casimira preta a de corea,
12,109, 99 e |000
Ditas de princeza a marin da eor-
dao pretos, 59 e 49500
'Ditasde brim branco a da cores,
" 5S000, 49500 e W00
Ditas da ganga de corea 3f000
Golletes de velludo preto e da co-
res, lisoa e bordados, 129.9$ 8*000
Ditos de caaemira preta e de cores,
lisos a bordados, 69.59500,59 e 39500
59000
59000
Ditos de setim preto
Ditos de seda o setim branco, 69
Ditos da gurgerao de seda pretos e
de cores, 7J000,69000 59000
Ditos de brim a fustao branco.
39500 a 3000
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodo, 1 $600 e 18280
Camisas de peito de fustao branco
a da cores. 9500 a 29300
Ditas da peito de linho 6f e 39000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39,2*500, 29 a 19800
Camisas de meias 19000
Chapeos pretos de massa,franceses,
formas da ultima moda 108,89500 e 79000
Ditos de feltro, 69, 58, 49 e S9000
Ditos de sol da seda, inglezes a
franceses, 149,128. "S e 79000
Collarinhoa de linho muito finos,
novos feilios, da altima moda 9800
Ditos de algodo 9500
Relogioa de ouro, patentas hori-
sontaes, 1009, 909, 809 709000
Ditos de prala galvanisados, pa-
tente hosontaes, 408 309000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderemos, palseiras, rosetas a
anneis f
Toalhas da linho, duzia 129000 a 109000
Verdadei-
ra liquidaco
!!A
Na ra do Cabug n. 8.
A* D1NHEIRO.
Burgos PoncedeLeon, ven-
de todas as fazeodas existentes nesta loja com
grande abatimento de seu cusi, para que assim
liquidando a maesa da extiucta firma de Al-
meida & Bnrgos, sonriente em consequencis^da
retirada do socio Almeida, possam os credores
da referida firma ser pagos com toda a brevidade.
fSl PARA SENHORAS.
Chapelinas franeezas de seda e fil ricamente
enfeitadas, dando-se para ellas os seus respecti-
vos veos de fil de seda, bordados a 49, 59, ~S,
98. 109 e 129.
Chapeos de sol de seda de diversas cores com
toda a armaco de ferro pintado a 29, 25500 e a
39000.
Organdys ou cambraias linissimas de lindos e
modernos goslos a 400 rs. cada covado.
Gazkm seda de urna s cor havendo cor de
cana, rosa, azul e encarnada, fazenda que muito rs. e duzia a 640 rs.
brilha em vestidos de senboras que lom gusto 1 Ditas de 200 jardas,
de se enfeilar a 800 rs. cada covado. duzia.
Gorgurao de seda de ijuadrinhos a 19 e seda
de quadrinhos a 19500 cada covado.
Casaveouesde cambrala bordados ricamente a
89, e muio finos que se pode imaginar a 148.
Manguitos com gollinhas de fil e de cambraia
a 2S500, 39 e 39200.
Camisinhas de cambraia proprias para lulo
a U000.
Chales de seda de grosdeoaples ricos e de bo-
nitos psdroes a 209, ditos de retroz bordados a
159, ditos de merino fino de gosto da India a
VICTORIA
DE
Fajoses Jnior
Na ra do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de um completo sor-
timeoto de miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a retalho, por pregos muilo baratos,
como abaixo se ver, s para quem comprar, vic-
toria sempre contar.
Clcheles francezes bons em carto de urna car-
rea a 40 rs.' e duzia 400 rs.
Dilos tambem bons do duss carreiras a 80 rs.
eyO rs. a duna.
Ditos da trra em caixinhas a 800 rs. a duzia.
Agnlhsa franeezas boas a 120 rs. a caixa com 4
papeii.
Ditas as melhores que se encontraos a 240 rs.
a caixa com 4 papis.
Ditas em papel avulso a 40 rs. o papel.
Ditas para enfiar a 40 rs. cads urna.
Lioha victoria em carritel com 200 jardas a 60
de Alexsnder a 900 tt. a
a 640 rs. a latta.
a 800 rs. a libra, dita com casca a 480 rs.
multo novas a 120 rs. a libra.
aslan\\as
Caf
ELIXIR DE SALDE
>DE
piladas a 240 rs. a libra;
muito saperiora 240 rs. a libra, e a 79 a arroba:
iMfrOZ FIBO amet lCaHO 9 i| a ubre, se for em porco se far abatimento.
SevadlD.ua de Franca a 240 rs. a libra.
agU muil0 noyo a 320 rg# a ubra.
X OUClllllO de Lisboa a 360 ra. a libra a a 109 a arroba.
avin\\a do MaraoJaiao mta aoVa a eo rs. aiibra.
T oueinlio ing\* x, m a libra.
PaSSaS em CaXl\ViaS de8ubras a 29500 cada urna.
Inlependente dos gneros mencionados encontrar o respeitavel publico ludo quanto pro-
curar tendente a molhados.
Heinrick Cassel, Heinrick NichofT e Coora-
dine Galzemyer, subditos altemies, retiram-se
para as provincias do norte-
O abaixo assignadoalumno do quinto
anno da faculdade de direilo desta cida-
de e advogado pela relago do districto
pode ser procurado pelos seus com mil-
tes em todos os dias uteis, das 11 as 2
horzs da tarde, no esciiplorio do Sr.
Dr. Jorge Dornellas Ribeiro Pessoa,
camboa do Carmo n. 8.
J. Borges Carneiro.

ROUPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.]
1 SORTIMENTO COMPLETO
Citrolactato de ferro
ijuveo deposito na botiea de Soaquim Martinlko
da Craz Correia & C, Toa do Cabug n. 1\,
em Peraambueo.
H. Thermes (de Chalis) anligo pharmaceutico aprsenla hoja urna nova preparaca de ferro,
com o nome de elixir de citro-laclato de ferro. ... si
Parecer ao publicoumluxoempregar-se um mesmo medicamento debalxo de forminas tao
ranadas, masohomem da scienciacomprahende a necessidade e importancia de urna lalvarie-
dade. ... ...
A formula um objecto de muila importancia em Inerapeutica ; e um progresso mmenso,
quando ella, maniendo a esseociado medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos. .'.#,
Das numerosas preparac^es de ferro al hojeeonhecidasnenhumaraune tao bellaa quaiida-
des comoo elixir de cilro lactato deferro. K seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quena dose, o ser de urna promptae fcil dissoluc.o no estomago, de modo que completamente
assimilado; eo naoproduzir por causa da lactina, que cootem emsua composico, a constipadlo de
vantreto frequentemente provocada pelas oulras preparacoesferroginosas.
Estasnovas quaiidades em nadaalleram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispensar em sua clnica, de incomparavel ulilidade
qualquer formula que cooseguio o pharmaceutico Thermes com a preparaco do citro-laclato de ferro. Assim este
medicamento oceupa boje o primeiro lugar entre as numerosas preparaces ferroginosas, comoo
altesta a pralica de muilo mdicos distinctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como ini-
menso pro veito as molestias de languidez (chlorose paludas coresj na debilidade subsequente as
hemorrhagias.nas hydropesiasqueapparecem depois das intermitentes na incontinencia : de urinas
por debilidade, as peroles brancas, na escrophula.no rachitismo, na purpura hemorrhaaica, na
convalescencia das molestias graves, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos os casos
em que osanguese acha empobrecido ou viciado pelasfadigasau*ec;es chronicas, cachexia tuber-
culosas, uaocrosa.syphililica, excessos venreos, onanismo e uso prolongado das prciirsoes mor
curiaes.
Estaseuermidades sendo mui frequentes o sendo o ferro a principal ubstancia de qt
medico tem e ln^ar mao para as debelar, o aulhor do citro-lactato do ferro .atiece iouvores e
roconhecidamento ahumanidade por ter descoberto urna formula pela qual se pede sem receio usar
de ferro
129)00, ditos de merino de differenles quaiidades duzas 400 rs.
e gustos a 69, 88, 98 e 109, oitos de froco de
velludo a 68, diloi de cambraia de cores a 600 rs.
Cortes de vestidos de grosdenaples de seda de
diversas cotes, com ricos babados bordados guar-
dados em seus grandes carioes sendo pretos a
508 e > de cores a 409 e a 55911
Tiras de babados bordados de cambraia para
diversos misteres a 500, 640 e a 19 cada tira.
Fitos de seda de grosdenaples, sarjadas bem
encorpadas e muilo bonitos padres para cintos,
enfeiles de chapeos para senhora, lacos de cor-
tinados, fronhas e sioleiros a 800 e 1 cada vira.
Franjas de seda pretas e de cores a 240 rs. a
vara.
Bico francezes finos a 19, 19200. 19600, 29,
39 e 38200 cada pec.a e muito largos a 48, 49500
e a 59 a pee..
Bicos de seda branca ou de blonde para en-
feiles de chapeos como para enfeilar vestidos de
noivas a 320 rs. cada vara.
Enfeites pretos de vidrilho a 29 e a 29500.
/Jiios de floree franeezas a 3, 4j> e a 5.
Ditos de verdadero froco do seda a 28.
Luvas brancas e cor de canna de pelica de
Jouvin a 500 rs.
Toucas de Ida franeezas para senboras paridas
a 38000.
Penles de tartaruga a imperatriz a 89.
PARA MENINOS.
Brimzinho de linho a 200 rs. o covado.
Capinhas, jaquetinhas e casavequea de la a
19500,29. 29500 e 49.
Calcinhas de cambraia a 39.
Sapatinhos bordados de seda a 19280.
Bonete francezes a 29500, 38 e a 4.
Toucas de la para menino de peito a 800 rs.,
e de fil enfeitadas com fita e bicos a 19.
Meias pintadas a 300 rs, cada par.
Lencinhos de retroz a 19500.
Luvas de pelica de Jouvin a 500 rs.
PARA HOMEM.
Brim trancado muilo tino de listras e quadri-
nhos de pura seda e linho para caiga, collete e
paletot a 1$500 cada vara.
Futido alcochoado de riscadinhos para paletot
e calcas a 480 rs. o covado.
Cortes de colleles de fustao a 500 e a 800 rs.
Cortes de calcas de casemira a 39. 49. 59 e 69.
Chapeos prelos francezes a 8#, de palha escu-
ra a 38200, do Cbyli de 59 at ao preco de 129,
de palha para artistas a 800 rs.
Casaca*, palctts, caifas, seroulas. de todas as
quaiidades e precos, como muitas oulras fazen-
das lo em conta que admira.
Entremeios bordados.
Vende-se a I96OO e a 29 a pega de entremeios
muito finos e ricamente bordados ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Ditas de 100 jardas brancas e de cores a 30 rs.
o carritel.
Ditas de Pedro V, em carto com 200 jardas a
60 rs. a carto.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabeca branca e encarnada a
120 rs. a meada.
Ditas do g)z brancas e de cores a 800 e 900 rs.
a caixa com 50 novellos.
Papis com cento e tatitos alinetes a 40 rs. e
Alfinetes francezes cabeca chata a 120 rs. a
carta
Ditas para armsces a 28600 o maco.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Eofladores de algodo a 60 rs. cada um.
Caivetes finos de duas folhas para penna a
200 rs. cada um e duzia a 28000.
Ditos de cabo de viado de urna folha de 160 rs.
cada um e duzia a lgOOO.
Ditos mais ordiuirios a 120 tr. cada um e du-
zis a 18200.
La de todas as cores para bordar a 68500 a
libra.
Tentes muito bons de baleia pars alisar a 220,
240 e 280 rs. cada um.
Ditos os melhores e maiores que se encontrara
a 800 rs.
Ditos transparentes muito bons a 400 rs.
Meias cruas brancas e de cores para homem a
160,200,240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para homem, a 120 rs. o par.
Ditas para senhoras a 240, 280 e 320 rs. o par.
Ditas brancas cruas e de cores para menino a
160, 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditas pelas para senhora a 200 e 240 rs. o par.
Eofeites de vidtilho a I98OO rs. cada um.
Ditas a Imperatriz muito lindos a 89 cada um.
Cinturoes de seda com borracha para homem a
32(J cada um. s
Ditos de algodo 240 rs. cada um.
Cintos muito lindos para senhora a JSOO, 29,
2$500 e 39 cada um.
Franjas de bololas brancas e de cores para cor-
tinados a 49 peca.
Ditas de algodo para toslha a 2$800 a peca.
Ditas de linho para casaveque a 120 rs. a vara:
E oulras muitas miudezas que se tornaro en-
fadonho menciona-las afiancaodo-se, porm, que
n3o se deixar de vender a quem trouxer dinhei-
ro na loja da Fajozes Jnior na ra do Queima-
Anula la pe-
chincha.
DI
Traspasse de casa.
Traspassa-se cora consentimenlo do proprie-
tario, o segundo andar do sobrado n. 79 da ra
do Imperador, muito aceiado ; a tratar com Po-
lycarpo Jos Layme oa mesma casa.
= Se ha de arrematar urna casa terrea sita
na ra do Colrelo n. 12, freguezis da Boa-Vis-
ta, pelas 11 horas, na audiencia do Dr. juiz de
orphoa pela quanlia de 1209, que se acha o es-
cripto na mo do porleiro do mesmo juizo.
Ama.
Precisa-sede urna ama para cosiohar o diario
de urna casa de familia, que seja de meia idade :
a tratar na ra Imperial n. 215, taberna.
- Aluga-se o primeiro andar do
sobrado n. 20 na tua Vel ha, coacertado
e pintado de novo, com commodos pa-
ra grande familia : a tratar na Boa-Vis-
ta ra do Sebo n. 24.
azendas e obras feilas.

Compras.
Na ra do Queimado n8
31, sobrado amarello,
compram-se escravos de ambos os sexos, pre-
ferinlo-se pretos mogos, paga-se bem sendo
boas Qguras,
= Compram-se moedas de 209 por 208600
na loja da ra do Queimado n. 46.
Compram-se moedas de ouro:
na ra Nova n. 23, loja.
Compram-se dous escravos mocos que sir-
,am para todo o servico : na ra Diroila n. 3.
Vendas.
Nova pechincha.
Pecas de cambraia lisa fina com7 1|2,8e9
jardas a 29900, 39 o 39500, chita larga franceza
a200e220rs. o covado: na ra do Queimado'
b. 44.
Enfeites de cabera
ja leja da Aguia d'Ouro, ra do Cabug n. 1 B
acaba de recebar por este ultimo vapor francez
um completo sortimeoto de enfeites para senbo-
ras da arkiasA gosto de Pars, aaodo Solferino,
Rosa do Re, Azul da China, Nakar, que se ven-
dem por precos asis commodos do que em outra
qualquer parte.
LOJA E ARMAZEM
DI
IGes k Basto!
NA
Hua do Queimado
a. 4$, trente amareU&.g
Constantemente emosumgrandeeva- J*
riadosorlimento desobrecasacaspretas S
de panno e de cores muilo fino a icj, g
808 o 359, paletots dos meemos pannos I
a 208,228 o 248, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149,169 188, casa-
cas pretasmuitobem feilas edesuperior
panno a 289, 308 o 359. sobrecasaca* fie
casemira da core muito finos a 159,168
e 188, ditosaaccos das meamascasemi-
rasalOJ, I29 a 148, calcas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99, 10/
a 12, ditas de casemira decores a 78.89,
99 e 109, ditas de brim brancos muito
fina a 5f a 69, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 48 e 48500, rol-
letes pratos de casemira a 59 e 69, ditos
J da ditos decoras a 48500 a 59, ditos
franco ida seda para casamento a 59,
ditos da 6, eolletes debrim branco e de
fustao a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
19500 o 39, paletot spretos de merino de
cordo sacco e sobracasaco a 7f, 89 e 99,
eolleteapretosparaluto a 48500 #59,
cas pretaa da merino a 49500 e 59, pa-
(etots dealpaca preta a 89500 e 48,dito*
sobracasaco a 69,79 88, muito fino col-
latea da gorgurao desedadecoresmuito
boaazendaaS9800e48, collelede rel-
iado de crese pretoa a 79 e 89, roupa
para meninosobre casacadepanno pre-
tos e da cores a 149.159 169, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 a
79, ditos de alpaca pretos saceos a 89 a
39500, ditos sobrecasacos a 5f a 59500,
! calcas da casemira pretas a decores a 69,
61500 a 79, camisas para menino a 209
t dazia, camieas inglezas prega ilargas
muitosap6^lo^al329o*i1r, *
Assim como tamos ua ofeina deal
late ondemandamos executartodas as
obras com brevidade.
Sirop du
DrEORGET
JARABE DO FORGET.
Este xarope est aprrovado pelos mais eminentes mdicos de Pars,
orno sendo o melhor para curar constipaeoes, tosse convulsa e outras.
afiVrcdes pela manba, e outra i nuite sao sufQcientes. O tlleito desle excelente xarope Balistas ao mesmo
lempo o doenle e o medico.
O dsposUo na ra larga do Rosario, botica de Birlholomto Francisco de Souza, n. SC.
Vndese urna casa de pasto em boa loca-
lidade ; a tratar na ra do Rangel n. 69.
Vende-se pennas de ecaa para espadado-
res : na ra do Vigaiio n. 26 1 andar.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
Alojad'aguia branca est recen temente pro-
vid\de um completo sortimeoto de enfeiles de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torgal eom franjas e botlas,
oulros tambem de torcal de seda enfeilados com
aljofares de cores e borlote ao lado, oulros de
froco igualmente enfeilados com aljfar, e borlo- 1
las, todos elles de um apurado goslo e perfei;o,
os pre.Qos de 89 e 109 sao baratos i vista das
obras ; alm destas quaiidades ba oulras para
39 e 49 : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Vendemseosengeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos Da freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Coraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vendem-se massinbos de eoraes lapidados a
500 re. cada um : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca o. 16.
Attenco.
Ha ra do Trapichen. 46, em casa de Ro r n
Rooker & C, existe um bom sorlimento dall-
abas da corea e branca sem carretela do melhor
abrieaBtedelnglaterra.as quaes eevendem poi
precos muirazoareia
Quadros de mol-
dura dourada0
Lindos quadros j [tilos de moldura dourada,
proprios para retratse estampas, pelo diminuto
preco de 59 cada um ; na loja da Victoria, na
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Milho.
Vende-se milho muilo novo a 59 saccas gran-
des e 280 ris a cuia : na ra Nova n. 69.
Seceos e molhados
No anligo estabelecimenlo de seceos e molha-
dos do paleo do Carmo, esquina da ra de Hor-
tas n. 2, coolinua-se a vender lodos os gneros
o mais em conta possivel, a saber: assucar bran-
co fino a 140 rs., baixo a 120, mascavado a 160
rs., refinado fino a 160, baixo a 140, crystalisado
a 220, caf a 200, 240 e 280, dito moido a 400 rs.,
pimenla da India a 440, ctavo a 800 rs.. herva-
doce a 560, cominhoa 19. alfazema a 3iO, chi a
28800, dito muito fino a 39, preto a I98OO. bola-
chinhas e sequilhos de todas as qualidad.es a 300
rs., ingleza a 320, passas a 500 rs., toucinho a
400rs.,gomma bem alva a 120, farinbadoMara-
nhoa 140, alpista a 200 rs., queijo suisso muito
fino a 480, dito de prato a 640, dito flamengoa
29800, chouricas a 600 rs., paios a 280 um, man*
telga ingleza a 800 rs. e 960, muilo fina a 19300.
franceza a 640 e 720, banha bem alva a 480, vi-
nho a 400. 480, 560 e 640, branco a 560 a garrafa,
e em caoadas se vende por menos, engarrafado
legitimo do Porto a 19600, 18400, 19200 e 1&100,
Figueira a 800 is espermacele a 800 rs.. velas
de carnauba a 440, e 480.fioas, arroz a 120 e 140
muito fino, azeite doce a 720, aletria, macarroe
talharim a 560, carias para jogar a 320, palitos do
gaz, groza a 296OO, urna duzia 240. oaixinha a 80
rs., graxa em latas, duzia a 1#200. urna lata 120
rs doce de goiaba, caixdes de 4 libras a 29200,
emfim ludo se vende barato, latlnhas com sardi-
ahas de Nantes a 460.
Gravatihas de
froco para senhroas.
Lindas gravatinhas de froco para senhors, pelo
barato preco de 18500 cada urna '. na loja da
Victoria, na ra do Queimado n. 75, junto a loja
da cera.
Estojos para barba.
Ricos estojos coa. espelhos e repartimeDtos
para os necessarios de barba, pelos precos de 29,
3, 4 e 59 cada um : na loja da Victoria, na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Facas e garios.
Muito boas facas e garfos para o diario de urna
casa a 29600 a duzia de lalheres: na loja da Vic-
toria, na ra do Queimado n. 75, junto a loja de
cera. -
Caixas parajoias.
Lindas caixinhas pora guardar joias, pelos pre-
cos baratos de 400. 600, 800. 19 e 29 cada urna^r
na loja do Victoria, na ra do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Trapiche
Barao do Livrameuto.
Largo da Assemblea nu-
merol5.
Ha continuamente para vender neste novo es-
tabelecimenlo o seguinle :
Cera de carnaubi em porces ou a retalho,
Iqualidade regular esuperior.
Cebo do Porto em caixiuhasde 1 arroba a 4.
Barricas com cebo do Rio Grande, em poredes
ou a retalho. .
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a 2
arrobas.
Meios de sola, differenles qnahdades, em por-
edes ou a retalho.
Courinhos curtidos.
Parinha de mandioca por lgOO a saces.
Farelo em saccas grandes por 38800 a sacca.
Chegou a ra do Crespo n. 8 2
loja de 4 portas, um sortimento 8
S de cassas de cores ixas e lindos S
i padroes que se vendem a 240 rs. j
g o covado, dao se amostras com I
fg penhor. m
??% Iffll JjrUlI Hm wbw mam WSm WV V8VV wfk
REMEDIO INCOMPmVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Militares de individuos de todas as nacSes
podem tesiemunhar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu <*crpo e
membros in teira mente saos depois de havor em-
pregado intilmente outrostratamemos. Cada
pessoa poder-se-haconvencer dessascuras mi-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lb'as
relatam todos os dias ha muitos amos; e a
maior parte dellas sao tao sor prndenles qua
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobrarais com este soberano Temedie
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo lempo nos bospitaes, o tea
deviam soffrer a amputa$o 1 Dellas ba mui-
cas que havendo deixado esses, asylos depade-
limenlos, para se nao submeterem a essa ope-
rado dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
guraas das laes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e ou tros magis-
trados, afim de mais autenticaren) sua a firma-
uva.
Ninguem desesperara do estado de saude so
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
tratamento que necessiasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que ludo cura .
O ungento he a til, mais particu-
larmente nos sejruintes casos*
Inflammacao da bexiga
Aos baraleiros.
Vendem-se chitas franeezas a 240, 260 e 280 o
covado, ditas iogletas a 160, 180 e 200 rs. o co-
vado, organdys de b( ns gostos a 500 rs. o cova-j
do, cambraias de salpicos brancos e de cores a
240 o covado, ritoado francez a 200 rs. o covado:
na ru da Imperatriz, loja armazenada Je 4 por-
tas u. 56, do Hagalhes & alendes.
Luvas de fina camursa
para militares e cavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e as est
vendendo a 2^500 o par i os seohores officiaea e
cavalleiros que iscomprarem conhecerao que aso
baratas vista de sua finura e durnc&o, e paraaa
obter dlrigirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca.o. 16. Ad verte-se que a quantidade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
Vende-so urna taberna sita na ra Direita
n. 113. a qual bastante afreguezada ; quem del-
I la pretender, dirija-se a mesma, que achara com
I quem tratar:
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enferraidades da ct
em geral.
Ditas de anus.
Erupcoes escorbtica.
Fstulas no abdomen.
Frialdad ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas,
(achacos.
Inflammacao do figado
Vende-se este ungento no estabelecimenlo
geral da Londres n. 244, Strand, a e na loja
de lodos oa boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas da sua venda em toda a
America do sul, Ha vana e Hespanba.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinhs conaim
urna in8truocao em portuguez para explicar
modo de asar uso deste ungento.
O deposito geral em easa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulaces.
Veiaa torcidas ou no-
das as-pernas.


(
MARIO DI flRMilliDCO SEXl FEIRA M M AU)8T 01 1161.
Cestinhas de Hamburgo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabugi n.
1 B, quem receben un complet aortimento de
lindas cestinhas de todos os tamaitos proprias
para menints de escola, assim como maiores com
lampa proprias para compras, balaios proprios
para costura, ditos proprios para faqueiros, ditos
muito booitos para brioquedes de meninos, di-
tos marcs piniadinhos que se vendem por pre-
gos muito baratos-
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites de retroz, sao os me-
lhores e mais modernos que ha no mercado, palo
bar'tisiimo preco d8) : mt roa do Queimado
a. 22, na loja da boa f.
Vende-se mel em barris de 5.: no depesito
da ra do Rangol n. 9, ou na paiaria da ra dos
Pescadores ns. 1 e 3.
0 pavao vende
artes de casemira preta, muito boa fazenda^a
3)5(H) o corle : na ra da Imperatriz o. 60, lojf
de Gima & Silva.
vende lencos
Finissiruos lengos a imitago de labyrintho bor-
dados a 19 e 1*280 : na ra da Imperatriz n. 60,
oja de Gama & Silva.
(6
... m
vende vestidos.
Vestidos de carabraia brancos com babados,
fazenda que se vende em outra qualquer parte a
8 torraro-se a 4g : na rus da Imperatriz n. 60,
loja de Gamma & Silva.
Chegou pelo ultimo navio de Liverpool nova
remessa da verdadeira composigo de maesa
phosuhorica para matar ratoa e baratas : vnde-
se na travessa da Madre de Dos d. 16, arma-
zn: de Ferreira & Msrlins.
4L0J4 DOPAViO i
Da
Jv Ilua da Imperatriz n. 60.
DE
tama&Silvai
Acaba de receber um novo sortimento
de fazendas proprias para senhoras e
I meninas que veodem por precos bara-
I tissimos como sejam :
Ricos corles de cambraias brancos
com barra adamascada e outros com ba-
bados brancos e de cores que vendem a
3$O0, pegas de cambraia muito fina com
10 varas e urna vara de largura a 6$ e
7), ditas transparentes muito finas com
8 e 1|2 varas a 3) e 38500, ditas de 6 e
i lf varas a 2)500, pega de cambraia
Branca cora salpico com 8 e 1j2 varas a
43, cortes de cassa com salpicos brancos
e decores a 2), ditos de ditos brancos
I lavradas a 2j|, capas pintadas com lia
| dlssimos padres o covado a 280 rs., di-
tas de salpico brancos e de cores o co-
vado a 210 rs., chitas francezas escuras e
a I-gres a 220, 240, 260. 280, 300 e 320
ris.
Sedas.
Grosdenaples preto bastante largo e
eneoruadoo covado a 1)600 e lg800, di-
to cor de rosa a 2J, dito azul cjr muito
bonita a 2)100 o covalo, seda lavrada i
cor de canna muito moderna porser ada-
mascada o covado a 2), chamalole pre- I
to bastante largo o covado a 2/.
Para familias.
Damasco de l com 6 palmos de lar-I
gura para cobrir mesas de jantar, de
m-io de sala, pianos etc., etc. o covado |
a 1)250, damasco de seda encarnado e
amarello proprio para eolias, cortinas
etc., etc. o covado a 28210, sedas bran-
cas proprias para vestidos de noivas fa-
ziida muito superior, mvlapolao muito
lino pega de 40 jardas a 440 rs. a jarda,
ditos muito superiores a 200 rs. a jarda,
a 4J50O, 5)500. 6J, 6J500 e 7), al-
paisj preta muito superior a 500. 560,
610 rs. o covado, grande sortimento de
chitas pretas francezas covado a 240 rs.,
ditas ingieras a 160 rs. o covado, eas-
sa3 pretas a 480 rs. a vera.
Para vestidos.
Orgrndys de cores fazenda muito mo-
derna covado a 560, mimos do co e
gazias de seda fazenda muito nova co-
vado 1), chaly muito bonito a lg, 800
e 610 rs. o covado, lszinbas claras te-
cido krepao covado a 640 rs., corles de
gorguro escuros a 6).
Chales.
Ricos chales dekrepom cora listas de
seda a 8$. ditos de ditos a 7), ditos de
froco a 6), ditos de merino com palma
de seda e de velludo a 4)500.
Bordados.
Camisetas com golla e manguitos a 3), i
4 e 5a. manguitos com gollinbaa a 3),
iinissioaas titas bordadas a 800, 1) e
1)500, gollinhas muito delicadas a 600,
b > e 18, lencinhos de labyrinlho pro-
prios para senhora ou para presente a
1)280 e 18600, ditos muito fios a 4).
Paletots para homem.
Paletots de panno preto de todos os
oregos e quilidades tanto saceos como
sobiecasacos, ditos de casemira de todas
as cores, ditos de ganga e de riscado,
caigas do brim de-linho brancas e de co-
res, ditas de casemira de lodos os tama-
nnos e qualidades tanto pretos como de
cores garante se a bemfeitoria destas
obras por terem sido feitas por um dos
methores alfaiaies desta cidado ; na
mesma loja existe nm resto de chapeos
1- --ol de sedaba 6) e lencos de seda a
I), ta'iibem se vende constantemente um
completo sortimento de roupa (eilapara
escravos ou para trabalho muito bem
cozidas, dao-se as amostras de todas as
fazendas deixando penhor oo mandam-se
levar pelos caixeiros da casa aos trege-
los que quizerem.
A 18,000 rs.
Superiores paletots e sobrecasacas de panno
fino preto forrado de seda : vende-se na ra do
Queimado n. 47.
Grande sorlimenlo
Fazendas de todas as qua-
lidades.
Na loja n. 23.
Vestidos de blonde, dito de seda, di-
tos de phantasia e de cambraia bor-
dados.
* Laaziuhas, sediobas de quadros e
cambraias de cores padres modernos.
Na leja n. 23 da roa da Cadeia.
Manteletes, capas compridas moder-
nas, taimas de fil e polonesas de geste.
Fil, tarlatana, organdys com noros
padroes, cambraia cun lista de coi o
mais moderno.
Na loja n. 23 da ra da Cadeia.
Saiasbalio, manguitos, gollas, pen-
tea de tartaruga, leques, porfumajtos,
luvas de peca. ^^
Chales de todas as qualidades, gros-
denaples, chita franceza, cambraia
branca etc., etc.
Roupa feita-
Na loja n. 23 da roa da Cadeia.
Completo sortimento de paletots, cal-
cas, colleles, camisa para homem, me-
ninos e senhora.
t^* Vende-se muito barato
S^* Vende-se muito barato
t^* Na loja n. 23
^ Na loja n. 23 de
GURGEL & PERDIGAO'.
Calcado
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Sempre coBdescendente e prazenteiro com as
fregnezes que Ibe traaem dinheiro, o proprieu-
rio deste grande cstabelecimento continua a of-
ferecer ao publico, por pregos mdicos e sempre
inferiores aos de outro, o seu bello sortimento
de colgado francez, ioglez e braseiro e vejam :
Homem.
Borzegulns Victor Emmanuel. 10)000
couro de porco..... 10)000
> lord Palmerslon (bezerro ) 9)500
diversos fabricantes (lustre] 9)000
John Russell. ; 8)500
Sspatea Naotes batera inteira). 5)500
patente......... 58000
Sapatos ti anca (portugueses). : 28000
(francezes)..... 500
9 entrada baixa {sola e vira]. 58500
muito chique (urna sola). 38000
Senhoras.
Borzeguins primor (Joly)......58500
brilhaiitina......5f000
gaspa alta. ...... 5)000
> baixa.......4|800
31,32,33.34.....4)500
de corea 32,33.34. 48000
zapatos com sallo (Joly). ..... 38200
francezes fresquinhos. 8)240
31,32.33 e34 lustre. 1)000
E um rico sortimento de couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, sola, vaquetas, cou-
nnhos, fio, taixas etc., por menos do que qual-
quer outro podo vender.
BASTOS
\ Chitas do pavao*
< Reg.
Ruada Senrala Novan. 42
Venie-se em casa a\a S. P Jonhston fSC.
selnsa jiIhesQglezes,candeeiro s castigaos
bronzeados,lonas aglazes, fio de val,chicla
para carros, amonuria.irraios para carro di
nm loas atvilos rtlogios dt oirro ptente
ngitz.
Attenco
9
Vende-se urna casa a beira ao rio Capibaribe,
no Pnco da Panall, com cmasenos paca grande
familia, e muito propria para ae pasaar a testa,
com 4 loarlo*, gabinete, copiar, cozinha fra,
quintal murado, estribarla ; Igualmente vende-
ge un.a mulita de bonita figura, sena vicios, n*m
achajues, que Cuitaba, lava engomma bem. e
tamben) urna mobilia de ceregeira.em muito bom
estado : na ra Nova, Sobrado ti. Tt, primeiro
andar.
\rados americanoemachina-
pata'avarroupa.-emcasa deS.P Jos
unston ilEEiJSEJaaSSEE'gJlS'iEBaaB'
Transelins grossos dere-
troz para relogos.
Vendem-se a 500 rs. cada um na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca, n. 16.
Bandos de nova epro-
veitosa invenco.
A ioja d'aguia branca acaba de receber ama pe-
quena porcao de bandos de urna nova e pro-
veitosa invenco, com os quaes muito adianto
as senhoras na composicao de seus cabellos, fia-
ses novos e preciosos bandos sao de compridos
cabellos humanos mu bem tecidos e seguros em
pequeos pentes eom os quaes se prendero a-
quelles por dentro do cabello da senhora, ser-
vindo de eochimento o mesmo que elles trazem,
e depois junto o cabello do dito ao da pessoa faz
um lindo e perfeito amarradilho, principalmen-
te quando a senhora tem pouco cabello, e em
lodo o caso sao dispensadas as pesadas Irouxas
que enlo se usavam. E' o que de melhor e
maia moderno apparece, e a vista da perfetcao e
utilidade da obra sao birstos por 6)000 o par
Os cabellos sao pretos e castanhos, conforme os
oaturaes das senhoras. Elles acham-se soman-
te na ra do Queimado, loja d'aguia branca,
n. 16.
H?BIIfB
para vestidos de serohora e
roupinhas de criangas.
Na leia d'aguia branca se encootra um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e do cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como urna diversidale de galn de seda e
linho, brancos e de cores, abertos e fechados, lar-
gos e estreitoaat o mais que possivel, trancas
tambera de seda, la e linho, de ditereotes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas: por isso quero precisar
de taes objectos, dirigir-s a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, quesera bem
servido.
gMBaBswsfie ttaseeeieeieeiegttK
Aloja dabandeira |
gNova loja de funileiro da*
U ra da Cruz do Recife *t
numero 37.
Manoel Jos di Fonseca participa a
todos 03 seus freguezes tanto da praga
8- cmodo mato, e juntamente orespeita- j
vel publico, que tomou a deliberado de |E
- baitar o preco de tolas as suas obras, por S
|C cujo motivo tem para vender um grande 35
sortimento de bahs e bacias, ludo da
differentes tamanhoso de diversas cores Sj
em pinturas, e juntameute um grande *
sortimento de diversas obras, conlendo S
banheiros e gamelas grandes e pequeas, fi
machinas para cafe camas de vento, o 3
que permite vender mais barato possivel, 5
como seja bahs grandes a 4) e peque- M
nos a 600 rs., bacias grandes a 5) e pe- S
quenas a 800 rs.,cocos al) a duzia. Re- jg
cebe se um official da mesma officina para trabalhar. K
i wmw eTTTw &BTW W3IW W3Tw W3m eVCTWT3WSfWw4
ESTINO
DE
Jos Das Brandao.
5Ra da Lingueta 5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza a 1) a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a 1)400, nas-
sas a 560, conservas inglezas e portuguesas a
700 rs., aletria, tilharim e macarrao a 400 rs. a
libra, loucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco reOnada a 480 rs latas com peize de
postas a 1)400, cerveja braoca a 500 rs. a gar-
rafa e 5) a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
6)800 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portuguzss a 790 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, vioho do Porto engarrafado Ano
(velho) a 1)500 rs., vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 ra. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escuiado
menciona-Ios, que do contrario se tornara eofa-
donho aos freguezes. (Dinheiro i vista.)
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de um aroma ex-
cedentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algomas gotaa n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cuta, com especia-
lidad das senhoras ; assim como para se deitar
o'agua de banho, que o torna mui deleita vel, re-
' sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desa"?
parecer esse hlito dessgradavel que quasi sem-
I pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pro-
| ciosidadede acalmar o ardor que deia a navalha
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto teoha della composicao. fus-
ta ofrasco 1), e quem aprecia o bom nao&eixar
cortamente de comprar dessa estlmavel agua am-
breada. isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16,nica parte onde achara.
Na ra Nova n. 47, junto a Cooceico dos Mi-
litares, acabam da receber um grande sortimen-
to das verdadeiras camisas inglezas pregas lar-
gas e estroilaa peitos, collariohos e panhos de
lioho. e como seja grande quantidade tomamos
a deliberacao de vender pelo diminuto prego de
35) e 40) a duzia, uniformes de asentirs de co-
res a 20$, 25).e a 30), assim como muilas outras
fazendas queso com a vista que se pode reeo-
nhecer o que barato.
Ad mira vel pechin-
cha a 3,500 o corte.
Na loja do Pavao.
Grande e variado sortimento de cor-
tes de cambraia de seda tanto de barra
como de xadrez, de listas ou de flores
matisadas fazenda de 8tf que se vende a
3#500 para apurar dinheiro: na ra
da Imperatriz n. 60, loja de Gama &
Silva.
Enfeites de flores para ca-
samentse bailes.
Chegou para a loja d'aguia brinca lindos e de-
licados enfeites de flores finas,feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios paro as
senhoras que vio a casamentos e bailes, eaer-
vem igualmente para passeioe. Os prego? sao 8),
10 e 129. porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-fe a ra
do Queimado. loja d'aguia branca n. 16.
Ronitos toucado-
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia braoca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armagao preta, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que os
tornam mui elegantes, os quaes servem elocuen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e derapazessoltei-
ros, e pelos precos de 8, 9 e 10), sao baratissi-
mos na verdade, e qaem os vir na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
infalllvelmente comprar.
Espelhos para
salas.
Ricos espelhos de moldura dourada com mui-
to boos vidros para ornamentos de salas, de va-
rios tamaohos e pregos : na loja da Victoria, na
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Lindas caixinhas
com necessarios para costura
Acaba dechegar para a loja d'aguia branca mui
lindas caiiinhas matizadas.com espelho, lesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponleiro,
ludo praliado e de apurado gosto, emim urna
caixioha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
10) e 12) : na lo^a d'aguia branca, roa do Quei-
mado n. 16.
Campos A Lima.
Na ra do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de cambraia para guarnicode vestidos
por commodo preco.
Na loja barata
Vendem-se cortes de cambraia de salpicos,
brancos e do cores, a 2) e 28100, chales de groxe
a 7), cobertas de groxe a 9), manguitos a 1) o
par, ditos de fusto a 3$, ditos de linho a 3)500 :
na ra da Impera! iz, loja armazeuada de 4 per-
tas n. 56, de Magalhas & Mendes.

S Va ceas to rias
chegadas ha tres das de Lisboa : na ra 9
j> do Hospicio casa de Thomaz de Aqnino #
3 Fonseca. A
Vende-se em casa de Adamson, Howie A
C, ruado Trapiche Novo n. 42, biscoitos inglezes
sortidos, em pequeas latas.
28 e 30 arcos.
Saia balo a 3)000 cada urna, fazenda perfeita-
mente boa, ehalea do la estampados a 3)500,
ditos de merino finos de ponta redonda a 6), chi-
tas francezas escoras a 240 rs. o covado, ditas
estreitas tintas segaras a 160 rs., viseado francez
padrees bonitos a 160, pecas de bretanha de rolo
a 2), cambraia lisa fina a 3) a pega, cassas de
cores a 200 ra. o covado: na loja *a 6 portas em
frente do Livrameoto.
4 dinheiro
Ricos vestidos de cambraia
bordados a 30$ o corte
sendo os mais modernos que ha no mercado : na
ra da Cadoi do Reeifo d. 53, loja da Alvaro &
Magalhies.
Luvas depelliea pretas al#.
Na loja da Aguiad'Ouro, ruado Cabug n. 1 U
vendem-se luvas de pellica pretas de Jouvin a 1)
o par.
Vendem-se chitas muito finas de cor fixa a
,a pe$a, ou a 160 rs. o eovado : na ra da Impe-
ratriz n. 00, loja de Gana & Silva.
Trina e gales.
Na loja n. 50 da ra da Cadeia do Recife ba
para vender trina, gales e volantes por pregos
com modos.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de differen-
tes cores e larguras, e como sempre as est van
dendo baratamente a 2), 3,4 a 5g a pega, precos
estes que em nenhuma outra prtese achara, e
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
Contina
o pavao.
A 3000.
Ricos vestidos de cambraia do cores, fazenda
inteiramente nova, afianzndose ser cor segura
eom 81|2 varas, que so veuJe na ra da Impera-
riz n- 60, loja de Gama & Silva.
Bom e assim barato
ninguem deixa de eomprar ama pasta para pa-
pel por 1)000. Na loja d'aguia branca acba-se
urna porQo de boas e perfeitas pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, e ndice das festas
mudaveis, pelo que se tornam de milita utili-
dade, e o peqneno preco de 1)000 cada urna
convida a aproveitar-se da occasio em que se
est o ellas vendendo por meta de do que sem-
pre custuram ; assim dirijam-se a ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que ser
bem servido.
Gravatinhas de raiz de
coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravatinhas de raiz de coral com duas e tres
vottase lagos nis ponas, sendo ellas bastante
compridas, avista do que sao baratissimas a
2)500 e 3)000 : assim bom e barato s na toja
d'aguia branca, roa do Queimado n. 16.
Saiasdecordo.
Superiores saias de cordo a 3), 3)500 e 4),
ditas alcoxoadas muito superiores a 5) ; na ra
do Queimado n. 22, loja da boa f.
Sabonetes
de atnendoa, em caixinhas de le-uca a
500 rs. cada um.
Vendem-sesabonetes de amendoa para barba,
cada um em sua caixiuha de louga a 500 rs. ; na
ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
4 2.500 o covado.
Damasco de seda boa fazenda, encarnado, cor
de cannae branco.
Manteletes de fil preto enfeilados com bicoa 5).
Damasco de l com 6 palmos de largura cora-
do a 1)500.
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 8).
Cortes de casemira de cor a 3)500.
Setim Maco superior a 2j)500.
Casemira preta setim superior a 2)500.
Pegas de indiana Qnissima com 10 varas a 85.
Na ra do Crespo loja o. 10.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commo-
do : na ra nova de Santa Rila n. 65.
A 21 o corte.
Cortes de riscado francez com 14 covado pelo
barato prego de 2) : no armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Tachas e moendas
Braga Filho & C. tem sempre no seu depo-
sito da ra da Hoeda n 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho da
muito acreditado fabricante EdwinMaw atra-
a r no mesmo deposito on na ra do Trapicha
n. 4.
Batatas.
Vendem-se batatas a 1) a arroba, e 40 rs. a li-
bra : na ra Nova n. 69.
Vejam o Pavao.
Vendem-se riqusimos cortes de ves-
tidos de seda de cores fazenda que se
vendeu por mais de 100$ cada corte e o
Pavo vende pelo diminuto preco de
30$, 35$ e 40$, por terem um pequeo
toque de mofo : na ra da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva.
Attenco as sedas de qudrinhos a 720
rs. o covado. a
Vendem-se sedas de qu-
drinhos muito enco-pados a
720 rs. o covado e diti a 560
rs. :na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva
lival sem segundo.
Ns rus do Queimado n. 55. loja de miodezas
de Jos de Xzevedo Maia e Silva, tea para ven-
der pelos diminutos pregos abaiio declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois' o que muito precisa,
garante ludo perfeito, pois o prego admira ;
Liona do gaz superior para marcar, no-
velo a 40
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel muito boa, carretela 30
Nvelos de lioha do gaz brancas a 10 e 20
Garreleis com lioha preta muito gran-
des a 160
Varas de franja de li mullo bonitas a 100
Pecas de tranca de la muito bonitas e
com 10 varas a 200
Paros de meias cruas para menino a 200
Ditos ditos de cores todos os tamanhos'a 160
Ditos de cores pora meninas a 120
Duzia de meias cruas para homem a 2)400
CartSes de lioha Pedro V com 200 jar-
das a 80
Caixas comtissoes para acender charu-
tos a 40
Caixas com phosphoros de seguranza a 160
Duzia de phosphoros do gaz a 240
Fitaa para sallar rostidos muito gran-
des a 80
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a 400
Ditos com chelros moito fino a 500
Duzia de meias para- senhora o melhor
que ha a 3)000
Pecas de Iranciubat da lia sortidas a 50
Sabonetes superiores e muito grandes a 160
Groza de botoes de osso para caiga sendo
pequeo a ISO
Dita de ditos grandes a 340
Tramoia do Porto supetiores varia a
100, 120 o HO
Pegas de fita de linho brancas o do co-
res a 4o
Croza de penas de ago muito finas a 800
Frasees de opiata para limpar denles a 4)0
Copos com banha muito boa a 440
Espelhos de columaas madaira branca a 1)500
Carteiras para guardar dinheiro 900
Rialejos para meninos 40
Baralho portoguez no
Varas de franja para cortinadoa a J40
Groza de botoes de lougs brancos a 120
Tesouras muito finas para unhas e cos-
tura a 400
Caixas de charutos de Ha vana muito su-
periores a 4)000
Cartas muito finas para roltarete o ba-
ralho a 210 320
Varas de bico largura de 3 dados a 130
Garrafas com agua celeste para cheiro a 1)500
Rialejos com 2 vozea para meninos a 100
Venda de propriedades
Vendem-se as casas terreas sitas na ra atraz
da matriz da Boa-Vista o. 30 e 32, Bangel n. 79.
e ra do Porta o. 26, todas com solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza,
ra do Queimado a. 12, primeiro andar.
Vende-se a todos miudezae baratas
Apparega dinheiro que a vista faz f ;
Correi (regueziohos s estrellas gratas
Que no Rosario divisam a loja que .
Loja das tres estrellas, ru
larga do Rosario n, 3 3
EnQadores para espartilhos a 60 rs., ditos de
seda preto a 100 rs., gallao branco de liaba a
100 e 120 rs. a vara, ditos pretos de seda al$600
a pega com 10 varas, Ola de velludo escoceza
para sintos a 1) a vara, ditas encarnadas a 800
e 1), ata lavrada de la e seda a 120, 240 e 400
re., ditas de garga a 480 rs., ditas de sarja a 800,
1) e 1)500, fita com colxetes a 320 e 360 a vara,
uta de velludo estreita a 1) a pega, ditas de cor
a 800 rs., caixiohas^com agulhas francezas a
120, 160 e 240 rs., bico de seda a 120, 240 e
320 rs., ditos largos a 800 e 1)200 a vara, bico
preto de linho a 240 e 400 rs. a vara, fraDjas de
l preta a 700 rs. a pega com 10 varas, trangado
para cofeite a 800 rs. a pega com 15 varas, pen-
tes de tartaruga a imperatriz a 7) e 8), ditos
para tirar bixos a 320 rs fita de sarja estrcia
com pouca avaria a 1) a pega com 11 varas, tra-
moia a 320 e 400 rs. a pega com 15 varas, guar-
danaposde lioho a 200 duzia 2fl, escovas para
facto a 640, 800 el), ditas finas a 1)500, barre-
tes de palha para meninos a 2500, ditos de pet-
lucia branca fazenda de apurado gosto a 5), es-
lampas de diversas imagens a 120 e 160 rs., ditas
brancas cousa nova a 320 e 400 rs., ditas colo-
ridas muito finas a 800 e 1), tesouras para cos-
tura a 100, 160 e 240 rs.. ditas muito Gnas a 320
e 400 rs., caivetes para aparar penas a 100 e
160 rs., ditos moito finos a 800 el) com duas
folhas, dedaes brancos a 40 rs.. eseovas finas pa-
ra denles a320 e 400rs., ditas para unhas a 120
rs., ditas para cabello com cabo de bfalo a
1)500, botoes de osso grandes para paletot de
brim a 500 rs. a groza, ditos de massa preto pa-
ra paletot de alpaca a 720 e 800 a groza, ditos
de seda para casaca a 1 $600 e 2)800. ditos de
massa cousa nova a 3$ a groza, botoes de vidro
para cassveque a 200 e 240 rs. a duzia, ditos de
linha a 240 rs., abotuadura para collete a 240 e
320 rs carteiras grandes para dinheiro e let-
tras a 65, capachos para porta a 480 rs., dilos
Brandes para sof a 1)400 e outras muilas quin-
quilherias que se vende sem reserva de prego
para acabar.
Feijo de corda
no armazem de Tasso Irmos, ra do Amorim
n.35.
Cabo de marfm e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fm e madreperola a 2) e 2g500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Raymundo
Carlos Leite Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
Inores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m elhorados
com novos
a perfeigoa-
mentos, fazendo paaponlo igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado exprassamente para as mesmas ma-
chinas.
9ittieeie-ei6ei6Qftei-rosBdiaiK
i
Encyclo- 8
pedica
Lioja le fazendas
Ra do Crespo numero 17.|
DE
Guimares & Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos:
Ghapelinas de seda de riquissimos gostos
a 12) cada urna.
Ditos de palha de Italia a 28).
Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 3).
Casias de cores fixas e delicados padres
a 280 rs. o eovado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quanto pertence para adornos de se-
nhora por baratissimos pregos.
Calcado Meli de 2 solas e sola fina.
Para homens.
Grande aortimento de roupaa feitas e
chapeos de todas as qualidades.
Objectos de gosto para
calamentos.
A loja d'aguia branco acaba de receber da sua
eocommenda um completo sortimento de objec-
tos de gosto, proprios para casamentos, sendo
finas luvas de pellica enfeitadas para noivas, de-
licadas eapellaa eom 1 e 2 ciixos para o peito,
caixos brancos do flores mui finas, bonitas fitas
brancas lavradas para lagos, ditas muito estrellas
para enfeites de vestidos, fraojaa de seda e tran-
gas brancas para o mesmo m, meias brancas
de seda, fazenda muito boa, bonitas ligas de
dita (lao bem ba para meninas) gravalaa bran-
cas do seda e chamalole para ooivos, em flm
urna variedade de objectos aaeelbidas ao melhor
goato, e o mais moderno, lodos proprios para
casamentos : na ra do Queimado, loja d'aguia
braoca, n. 10.
Relogios.
Vande-se em casa de Jobniton Paler & C.,
Iba do Vigario n. 8 nm bello sortimento da
wogios da ouro,patente ingle, de na dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variadade de bonitos tranceln* para os
Btaos.
Ra do Oueimado lojaS
| de 4 portas n. 10. |
ai
Ferro Vende-se o seguate :
Cortes de seda para vestidos de
senhora mais modernas que
tem vindo a este mercado a
Chale* de touquim finas a 151.
25) e "
Heroestinas fazenda delieadissi-
ma o covado a
Lindissimos chapeos a Gaiibaldi a
Enfeites a Travista a
Superiores camisas de Uaho abor-
tas a reodas para senhora
a4)e
Casavequea brancos bordados
a 10) e
Longos de cambraia bordadas a
duzia a 1)600 e
Setim preto o melborque pos-
sivel o eovado
Sedas pretas lavrada a 1) e
Chapeliaas de seda para senhora
Lengos de cambraia bordados
proprios para acto de igreja a
Enfeites de flores psra cabeca de
aenhora a
Cortes de cambraia de salpico a
25)000
368000 j
4C0 S
15)000 2
10)000 9
I
5)000
Dooo Z
2)000
3)000
1)500
108000 0
l
Importante
Atso
Na loja de'4 portas da roa do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo e sorti-
mento de roupas feitas, para cajo fia tem moa-
tado urna officina de alfaiate, estando ncarrega-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que so lhe
encomnrende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pesseas com especialidad* ao
Illms. Srs. offiriaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardoes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o a-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos qno de
l vieram ; alm disso faz-se mais casaquinhas
para montara, frdela* ou jaquetas, bem como
colleles a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at boje, assim como tem muilo ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para,
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en~
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiangando
que por tudo se flea irsponsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nio so falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'ondo
veio o mestre, pois esptra a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Na loja d'aguia de onro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu um completo sortimento de gollinhas de
missanga, sendo de todas ascores
Ra do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, ven-
de-se por pregos muilo baratos as seguintes fa-
zendas de superior qualidade e modernas, sedas
de quadro miudos para vestidos de senhora e
meninas a 800 rs., babados largos e transparen-
tes a 3) a pega, ntremelos muilo finos a 1)500,
capas de merino e fusto para senhora a 5), chi-
tas largas escuras e claras a 240 rs. o covado,
roopes de seda a 10$, pegas de bretanha de al-
godo a 2), riscado francez muito fioo a 180 rs.,
manguitos bordados finos a 2), gollinhas borda-
das a 640 rs., alberns de panno felpudo para
homem proprios para chuva a 10), capas russia-
nas o melhor que tem vindo a este mercado a
30), paletots de panno preto a 18g e 20). sobre-
casacas de dito muilo finas a 25g, caigas de-esse-
mira preta e de cores de 5) a 8J, ditas de brim
braoco e de cores de 2) a 5), paletots de alpaca
e de brim de 3)500 a 5), camisas brancas e de
cores finas a 28, chapeos deso de seda supe-
riores a 68, dilos inglezes a 10), cassas de cores
transparentes a 240 rs. o covado, assim como
ouiras muilas fazendas que se venderao por me-
nos do seu valor para fechar cantas, vestuarios
de brim e fustio todos guarnecidos e enfeitados
para meninos a 2).
Novidade.
Fazendas baratis-
simas.
Chitas modernas inglezas, covado a 180 rs.
Ditas fraccezas, bom gosto, covado a 210.
Cassas pintadas muito finas, covado a 240.
Vestuario para meninos a 3).
Cortes de vestidos de phantasia para baile a 6J.
Chales de merino com palmas de velludo a 7J.
DHos de dito com ponas redondas a 6$.
Camisas de cambraia de linho para senhora
8)000.
Grosdenaple preto superior, covado a 1*800.
Coilas de seda lavrada superior a 35$.
Pegas de madapolo muito fino a 4)500.
Laziohas de quadros para vestidos, covado a
240 rs.
Camisas francezas de linho para homem. duzia
a 35)000.
Manteletes de grosdenaple preto e de cores a
20)000.
Cortes de cambria de seda a 6.
Ditos de colleles de velludo superiores a 6).
Sedas pretas lavradas, covado a 18200.
Chaly de cores com listra de sedo, covado a
500 rs.
Cortos de gorguro de seda para collete a 28500
Velbolioa lavrsda de cores, covado a 500 rs.
Esguio de linho muito fioo, vara a i).
Cambraias de salpicos muito finas, pega a 38200
Lengos brancos de cambraia, grandes, duzia a
38000.
Enfeites pretos e do cores de vidrilao a 2).
Luvas de ptlliea brancas a 18500.
Riscados franceses finos, covado a 220.
Meias cruas muito finas, duzia a 3)500.
Bem como muilas outras fazendas baralissivas
tanto para negociar eomo para gaato das familias
que faro a maior economa comprando ; na loia
de fazendas e depoeito de machina de costu,
de Raymundo Csrloa Leite & Irmao. #2, a
da ImperatrU, amigamente aterro da Boa-Viata

Venderse superior vinho de Bar-
deaux em quartoUs, chegado pelo ulti-
mo vapor trancez : en casa de Tisset
Fie res ra do Trapiche n. 9,

.
n
- : i .--------


D1A1I0 31 fMKAMlCO. SEM* FEIRA 23 DI AGOSTO DI U61.
<7

Cheguem ao barato.
O Praguica Ml queimando. em su Uja M
rali do Queimado n. 2.
Pe$as de bretanha de rolo cora 10 varas i 2l
Msemira escura enfeslaJa propria para calla,
eollele e patitos a 960 rs, o covado, cambraia
organdiz de muito bora gosto a 480 rs. a vara,
di la liza transparente muito fina a 39, 49 e 69
a peca, dita Upada, con 10 varas a 555 e 6* a
pega, chitas largas de modernos e escoltados pa-
dres a 240, 260 e 280 rs. o covado, requissi-
mos challes de merino estampados a 79 e 89
ditos bordados com dual palmas, fazeoda muito
delicada a 09 eada un, ditos com urna s palma
muito finos a 89500 rs., ditos liaos com franja
de seda a 59, lencos de cassa com barra a
100,120 e 160 rs. cada um, meias muito finas
para senhora a 49 A duzia, ditas de boa quali Ja-
ne a 39 a 3*500 rs. a duzia, chitas franeezas
de ricos desenhos para coberta a 280 rs. o cova-
do, chitas escuras inglesas a 51900 rs. a peca,
o a 160 rs. o covado, brim branco de puro Itabo
a 1, ltOOe 1*600 rs. a vara, dito preto
muito encornado a 19500 rs. a vara, brilhantina
azul a 400 rs. o covado, apalea de differentes
cores a 3*600 rs. o covado, casemiras pretas fi-
nas a 2*500, 3?5 e 39500 rs. o covado, cam-
braia preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e ou-
tias muilas fazendas que se far patente ao com-
prador e de todas se darao amostra com penhor.
fc= A*5WkJS*6*6 SSSi5fii6 HfrSi&SiSXE
%
Tende-se o emeenho Tiriri, arto na comarca
do Cabo, eeea as praporcoas aeguinles : dala da
estrada de Ferro urna legoa, e porto pare embat-
queem distancia de 200 bragas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tero mallos terrenos pira se
abrirem com facilidade, ha grande cercado a
muitas matas. Este eogenbo nevo ebem obra-
do ; a tratar na ra da Praia a. 47, segando an-
dar, ou no engenho Cafund, aillo em distancia
de rabia legoa da estsco de blinda com o abaixo
asstgnado.Jeio Paes Brralo.
Enlre-meios
Attenco
jFazendas e rou-!
pas feitas baratas
NA LO JA DE
os meihores que se tem visto.
A loja d'aguia branca receben um esplendido
sortimento de ntremelos de delicados bordados,
e gostot inleirameote novos, com differentes lar-
guras, do mais estreito at mais de 1)2 palmo,
anas diversas applicecdes escusa dizer-se porque
todas as senhoras sabem : os pregos sao de 2 a
5* a pega conforme a largura, e tal a bondade
delles qae quem os vir e apreciar o bom.iofalli-
velmente os comprar: na leja d'aguia branca,
na roa do Queimado o. 16.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para cenias e facturas, papel mata-borrao ; ven-
de-se na loja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
SNa ra da Cruz n. 10, casa de
Kalkmann Irmaos &C, tem ex-
poeto um completo sortimento
j| de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo corrers para
transmittir moviraento, canudos
de borracha de qualquer com-
prime nto e grossura, pannos de
; borracha, rodetas de dita, so-
1 bre ditos artigos tomara-se en-
S commendas.
*** wj mam wnwW3wf3iaTBw IWf wBVWIHVWWaWc
Gollinhas.
Na loja d'aguia de ouro, rjia do Cabug d. 1 B,
recebeu-se um completo sortimento de gollinhas
de missanga de todas as cores.
I
J48--R.ua da Imperatriz481
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
deroupas de diversas qualidades como
sejam : grande sorlimeoto de paletots
de alpaca preta e do ores a 3* e 3*500,
ditos forrados a 4* e 4*500, dilos france-
ses fazeoda de 10* a 6*500, ditos de me-
rino prelo a 6*. ditos de brim pardo a
3g80 e 4*, dilos de brim de cor a 3*500,
ditos de gaoga de edr a 3*500, dilos de'
alpaca de la aroareI la a imitacao de pa-
Iha de seda a 3*500 e 4*. ditos de raeia
casemira a 4*500, 5g e 5*500, ditos de
casemira saceos a 13f. ditos sobrecasacos
a 15*. ditos de pauao prelo tino a 20*
22g, 28$. ditos brancos de bramante a
3*500 e 4*, caigas do brim de cor a ig800
8- 2J500, 3*, ditas brancas a 3* e 45O0, di-
tas de meia casemira a 8*500, ditas de
casemira a 6*500. 7$5Q0 e 9*. ditas pre- -
tas a 1S500. 7*500, 9* e 10*. colletes de H
2.K f:?lDCea a 600- iioa de fusto g
2*800. diloa brancos a 2J800 e 3*. ditos
de setitn prelo a 3*500 e 4*500, ditos de S
gorgurao de seda a 4*500 e 5, ditos de ff
casemira preta e de corea a 4*500 e 5* 3>
ditos de velludo a 7*. 8 e 9*. H
Completo sortimento da roupa para tt
meninos como sejam calcas, colletes, pa- S
letols camisas a t*800 e 2*. ditas de fnstio S
a2$50), chapeos rancezes para cabeca O
fzen4a superior a 6*500, 8S500 e 10 tt
ditos de sol a 6g e 6&500, ditos para se- 3
ohora a 4S500 e 5*. Recebem-ae algu- S
mas encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con- ff
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a sua arte. I
Fazeudas.
Ao barateiro da ra da Imperatriz d. ffi
48 juotoa padaria franceza, vende e: 5
ricos cortes de cambraia brancos e 2
bordados com dous folhos a 6*000, ri- i
C09 cortes de vestido de seda escocesa 1
pelo brrato preco de 12J, cambraias lizas *
muito finas com 10 jardas a 3*500 e 4* e
de Escocia a 6*. saias a balo de arcos a
2*o00, cortes de chita franceza achamalo-
tada com 14 covados a5|, pecas de cam-
braia lisa para forro com nove varas a2*
e um completo sortimento de chita fran-
ceza a 2*0, 260 e 280 rs. o covado e das
inglezas a 180 e 200 rs. e outras muitas
. fazendas por precos commodos.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria eocommeoda as verdadeirts luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quam quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado a. 16, que ahi
aar bem servido.
Coral de raz
Vende-se muito bom coral de rail, o Go a 1*:
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Potassa da Bussia e cal de
Lisboa.
.. No bem conhecido e acreditado deposite da raa
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a var-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
quilidade, assim como tambom cal rirgem em
pedra ; tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Machinas para descarocar al-
lo.
god.
N. O. BIEBER & C. SUCCESSORES, ra da Cruz
n. 4, participam aos agricultores do algodo
que elles acabam de receber MACHINAS PA-
RA DESCA.ROCAR E LIMPAR O ALGODAO'.
Estas machinas teem as seguintes vantagens:
descaro;am com nma rapidez incrivel, nao
quebrara a sement oem cortao o fio do algo-
do, e limpam-o de toda e qualquer impu-
reza, augmentando assim o valor considera-
velraente. A machina mui fcil a manejar,
e s a rapidez com que descoroca vale fazer-se
a despeza da compra.
Instrumentos par 4 agricul-
tura
MACHINAS PARA DESCAROCAR OMILHO. tra-
balham com urna pessoa e descaro;am as es-
pigas instantneamente sem qnebrar o milho.
MACHINAS PARA CORTAR CAPlaf ; cortara
com prestis o capim em tamanho de urna
pollogada e leem a raotagem de nao deizar
retrsco.
FACAS feitaa expressamente para cortar cana.
ARADOS, GRADES, BOMBAS para regar capim,
aortas, etc., etc., bombas para cacito.
A SOOO.
Admirem o pavao
Aeba de chegar pelo ultimo vapor francez ri-
qul*sitaas cortea de cambraias brancas de cor
com babadas de seda e ditos de avental matiza-
do do seda, fazeoda que val t5#, vende-se 5*:
na roa da Imperatriz o. 60, loja de Gama & Silva.
Loja das seis portas em
frente do LivTamenlo.
Roupa fita para acabar,
Paletots de panno prelo a 22*, fazeoda tina,
saleas de casemira pretas e do cores, ditas de
brim e de gaoga, ditas de brim brauco, paletots
de bramante a 4*, ditos de fusto de coros a 4*,
ditoa do estamenha a 4jt, ditos de brim pardo a
3*. ditos de alpaca preta saccoa e aobrecaaacoa,
Jolletes do velludo proles o de cores, ditoa de
corguro de seda, gravatas do linho as maia mo-
bernas a 209 rs. cada ama, collarinhes de linho
gauinma moda, todas estas fazendas se vende
paralo para acabar; a loja est a berta das 6 ho-
jas da manha at aa 9 da noite.
^ Em casa de Kalkmann Irmaos
|S &C, na ra da Cruz n. 10, exu-
g te constantemente um completo
sortimento de
fi Vinhos Bordeaux de todas as
($ qualidades.
k Dito Xerez em barris. [
^ Dito Madeira em barris e caixag. j
0 Dito Muscatel em caixas.
a& Dito champanhe em gigos.
m Cognac em barris.
*Ei Cerveja branca.
^ Agua de Seltz.
a Azeite doce muito fino em caixas..
& Alvaiade em barris.
a Cevadinha em garrafdes.
Vende-se um cabriolet bstanle usado com to-
dos os seus pertences, e por nm prego razoavel,
na cocheira do pateo do Paraizo do lado da igre-
ja : para ver e para tratar, com o capito Teixei-
ra no quartel de policia.
O deposito dos phosphoros de gaz de Ferreira
& Martina, na Ira veesa da Madre do Dos, arma-
zero n. 16, acaba de ser supprido com novas re-
aessas, e contina a vender em caixas e a reta-
lbo, por muito menos preco do que em qualquer
outra parte.
SABAO.
Joaqulm Francisco de Helio Santoa avisa aos
seus freguezes desla praga e oa de fra, que tem
exposte venda sabode sua fabricadenominada
Recifenoarmazem deaSrs. Travassos Jnior
& C, na roa do Amorimn.58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabricas. Ne mesmu arma-
bem tem feito oaeu deposito de velas de cantan*
za simples sem mistura alguma, como aa de
composico.
Luvas de pellica.
Novo sorlimento de luvas de pellica chegadas
no vapor ioglez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado n. 16.
Ra do Crespo n. 8 lo-8
ja de 4 portas. I
Admira a pe-chincha.
L5a para vestidos fazenda que S
outr'ora custava 800 rs. o cova- o
do vende-se & 240 rs., dao-se g
amostras com penhor. ]g
Cal de Lisboa*
LGE.NCIA
DA
Vendem-se barris com cal em pedra
nova que ha no mercado a 6* cada um :
do Brum n. 66.
: *lj^ ^m. *^^m ^j-^ f%nr* r*an Aaf^
PWWVWVWiV WVWI rWw
a mais
na ra
Loja dos bara-l
! teiros* {
Ra do Crespo n. 8 A.
i Leandro & Miranda.
Recebemos pelos ltimos navios o ,
' vapores da Europa grande e variado sor- *
I limeoto de fazendas, roupas feitas e i
I perfumaras, e tudo se vende por menos t
que em outra qualquer parte, como se-
' jam : I
| Cortes de vestidos de cambraia branco (
bordado a 5$. 10*. 13* e 25$.
Superiores saias bordadas a 3*.
| Baldes de rdadapolo e crochel a 4*.
Ditas de clina a 6$500.
I Cobertores de l muito grande a 5*.
( Chitas franeezas muito finas a 280 rs. o j
(covado. -
E outras muitas fazendas por precos
| baratsimos. I
Molas para balo.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu de sua encommenda as verdadeiras mo-
las para baldes, que se vende a 200 rs. a vara.
&Rua do Queimado n. 10,
H loja de 4 portas de Fer-||
rao Vende-se corles de superior ca-
semira que em oulra qualquer
I parte somonte poderlo vender
por 55 a
Corles de velludo de cor para
I collete de superior qualidade e
l gosto a 3J500 e
.Cortes do ditos pretoa bordados
a 5*"e
Chapeos de castor rapado a
4S0OO
4*000
6*000
8*000
Milita grvala ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se enoonlra um grande
e bello sortimento de gravatas de differentes gos-
tos e qualidades, e por precos taes que em ne-
uhuma outra pariese acha. cerno saja, gravati-
n has estrellas bordadas a 800 e lg, ditaa preta a
de cores a grada veis a 1*. 1*200 e 1*500, ditas
com pontas bordadas e matizadas, e liaaa de mui
bom selim msco algOO. Pela variedadedo sor-
timento o comprador ter muitas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
nnmero 16.
Vende-ie ama boa armacao de amarello,
toda eovernisada, que serve para qualquer esta-
belecimento, e por prego razoavel: na roa do
Cresp#b. 15, loja.
Peanas de ac
inglezas, caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda as verdadeiras peonas de ac ingle-
zas, caligraphicas, cuja superioridade est deci-
dida, e ainda assim contina a vende-las a 2* a
caixinba : na loja d'aguia braoca, ra do Quei-
mado o. 16.
1*200par
de sapatos de tapetes, de faataiia mui bellos e
aoves gostoa cbegtdos pelo ultimo paqnete da
Europa : na loja do Vapor roa novo o. 7.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabwg n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fie.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de aua propria encommenda muito
lindas caixinhas de costura com msica, propriaa
para mimo, que se rende muito barato.
f UNDI&O LOW-MOW,
Raa da Seo ral la Nova n.42.
Hasta istabalecimento contina a ha ver um
completo Jortimn to do moeodaioaeioa moen-
das para engenho, machinas da vapor e taixas
le farro balido a coado.da todos ostamanhos
para dito.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui noves e
delicados chapeezinhos pa baptisadoa obra
mui perfeita e bem enfeitada, sendo cada um em
sua bonita caixinba, e pele baratiasimo preco da
6*, nmguem deixarade os comprar : na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Opiata ingleza para
(lentes.
A leja d'aguia branca aeaba de receber de ana
propria encommenda a bem conhecida eprovei-
tosa opiata ingleza para denles, cuja bondade
apreciada por todos quantos della tem usado, e
ser mais por quem quizer conservar asgengivas
em perfeito estado, assim come a alvura dos
denles; cusa cada eaiza 1*500, e por tal preco
s deixaro de comprar quando a nao acharem
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16%
Enfeites de cabeca.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegado um completo sortimento de enfeites
para se ahora, sendo ultima moda, que se vende
mala barato do que em outra qualquer parle.
Vinho chamisso.
Vende-se este delicioso vinho engarrafado a
1*500 a garrafa : no novo destino de Jos Diaa
Brando, ra da Lingoeta n. 5,
Libras slerinas.
Ha para vender, na roa da Cadeia do Recife n,
12, em casa de Bailar & Oliveira.
O toreador!!!
2.3 luM-godo Tctqo ^3
Quem dnvidar veoha ver; manteiga ingleza
perfeilamenle flor a 1* a libra, frsnceza a 610 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra massas milito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros muilos gneros perten-
cenles molhadoa, ( a diobeiro vista.)
bo-
AUenfo
Acaba de
chegar
novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na raa Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e
i feil
variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes sevendem por precos muito modi-
ficados como de seu costume.assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
26*, 289, 30* e a 35*, paletots dos mesmoa
pannos preto a 16g, \8$. 20* e a 24*,
ditos de casemira de cor mesciad o e de
novos padres a 14*. 16*. 18*. 20* e 24*.
ditos saceos das mes mas case miras de co-
res a 9*, 10*. 12* e a 14*, ditos pretos pe-.
lo diminuto preco de 8*, 10*. e 128, dilos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12*,
ditos de merino de cordo a 12*, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 15*.
ditos de alpaca preta a 7*. 8*. 9* e a 10*.
ditos saceos pretos a 4*, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 4*500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 3*500, 4*
e a 4*500, ditos de fusto branco a 4*,
grande quanlidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7*, 8*, 9* e a 10, ditas
pardas a 3* e a 4*, ditas de brim de cores
tinas a 2g500, 3*, 3*500 e a 4$, ditas do
brim brancos finas a 4*500, 5g, 5*500 e a
6*, ditas de brim lona a 5* e a 68, colletes
de gorgurio prelo e de cores afjea 6|,
ditos de casemira de cor e pretos a 48500
e a 5*, ditos de fusto branco e do brim
a3*e a 3*500, ditos de brim lona a 4g,
ditos de merino para luto a 4* e a 4*500,
calcas de merino para luto a 4g500 e a 5g,
capas de borracha a 9*. Para meninos
de todos ostamanhos : calcas de casemira
Srefa ede cor a 5$, 6* e a 7*. ditas dita
e brim a 2j, 3* e a 3*500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6J e a 79, ditos
de cor a 6* ea7g, ditos de alpaca a 3*,
sobrecasacos de panno preto al2*e a
14, ditoa de alpaca preta a 53, bonets
para menino de todas aa qualidades, ca- 1
misas para meninos de todos es tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados liaos a 8* e a 12J, ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 5* e a 6*. ditos do
brim a 3*, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados,e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanli-
dade; assim como recebe-setoda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande oficina de al-
faiate dirigida porum hbil mestre que
pela sua pronoptidSo e perfeico nadadei-
xa a deaejar.
Vendem-se caixoes vastos proprios
para babaleiroi.funileiros etc. a 1#280:
quem pretender dtrija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
Carros e carrocas..
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-se carros americanos mui elegantes
e leves para dnas e 4 pessoas e recebem-se en-
commendas para cujo fim eiles possuem map-
pas com varios desenhos, tambem vondem car-
rocas para condcelo de assucar etc.
N. O. Bieber^ C, successores, ra da Cruz
-n. 4, tem para vender relogioe para algibeira de
ouro e prata.
Berros de palha da Itatia
Vendem-se bercos de palha de cores, sendo
amarello, encarnado, azul, verde, ede tartaruga,
muito bem feitos, e com sua competente cama,
sao de multa utilidade pera este paiz por ser elle
muito calido, e os bercos muito frescos, segando
nos firma o fabricante da Italia ; devem ser pro-
curados na ra estteita do Rosario n. 11, exposl-
$o de balaios finos e grossos de Sodr & C.
Vende-se urna carroca com nm excellente
boi, vende mais um boisou com um carro mui-
to bom, sendo os bois dos meihores conhecidos
no servico da prara : em Santo Amaro ao p da
fundico, taberna de los Jacinlho de Garvalho.
Luvas de Jouvin.
Continua-se a vender as superiores luvas de
pellica de Jouvin, tanto para hornera como para
senhora ; na na do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Gravatas da moda.
Vendem-se gravatinhas estreitas muito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de 1* ; na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa f,
Bramante de linho muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho com duas
varas de largura, pelo baratiasimo prego de 2*400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
Genebrada Hollanda em
tijas.
Vende-se na casa de Brender a Bran-
dis & C. : na ra do Trapiche Noto nu-
mero 16.
Deposito de ara
de moldar, cadinhoa de todos os nmeros, cobre
em lencol e rodas, lati em folha desde a gros-
sura de papel al o mais grosto preciso, estanho
em barra e verguinhs, laxos de cobre a 850 rs a
libra, chombo em lencol e barra, telhas de vidro,
e outros muilos objectos de metal : na ra Nova
defronle da Gooceicio n. 38.
Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecas de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia balao etc etc.,
vista do que, e de sua muila duraco sao bara-
tsimas a 15200, barato assim s se encontra na
loja d'aguia branca, ra do Queimado o. 16.

era de carnauba.
Batatas e cebollas.
Veudem-se nicamente nos armazeos proirres-
sivo e progressista no largo do Carme n. 9 e roa
das Cruzas n. 36, cebolla a If280 o cento, e b-
talas* Ig a arroba e 50 ris a libra, tambem tem
porfo de queijode pralo chegado do ultimo pa-
quete que veodem-se a 680 ris a libra e 620
sendo inteiro, affiangi-se ser ludo do melhor que
se pode desejar.
ero* **
"*^^ r fi/rvnn^ e

l
daco de certasj
fazendas finas.
i
A 2$500
Chales de merino estampados, que em outras
lojas so veodem por 49 e 59 oa loja da boa f
na ra do Queimado n. 22, vende-ae pelo bara-
lissimo prego de 2&500.
A 2$ o corte
de caiga de meias casemiras escuras
cor ; na ra do Queimado n. 22,
boa .
de
na
urna s
loja da
Len Ao Pavo
Vende-se Oaiasimo cortea de riacadiohos fran-
cez com 14 covados a 2*: na raa da Imperalriz
n. 60, loja de Gama & Silva.
A 1,800 pechincha.
Vendem-se chinellas do Porto pelo proco de
lg800, a ellas que estou acabando : aa ra da
Senzala Nova n. 1.
Vendem-se peonaa de emma em libras : oa ra
do Queimado n. 73, loja de ferragens.
Vende-se um grande sitio defronte da ca-
pella de Belem, com urna excellente casa, arvo-
rea de faucto, baixa de capim, e com capacilade
ara sustentar 20 vaccas de leite todo o anno,
e tambem se vende melado do sitio com casas de
morada : a fallar com Gullherme Purvel, em San-
to Amaro, defronte da fuadjcao doSr. Star.
Vendem-ae lencos brancos propries para.algi-
beira, pelo baralissimo preco de 2$400 a duzia :
na raa do Queimado n. 22, loja da boa f.
Para quem precisar.
Na padaria da ra Direila n. 84 ha para vender
bons aylindros americanos para padaria, nova-
mente chegados, assim como rodas para crrela
de diversos tamanhos,e bons aguilhoes e marcaes
que se venderle por com modo preco
Vende-se champagne superior em
caixas ou gigos : na casa n. 42 ra da
Cruz de James Crabtree di C.
Milho a 4.000 rs.
Vende-se milho em saceos grandes por 4# : na
raa da Guia n. 9.
H.M&
armazenada de
Paris.
Vendem-se novos gostos de sedas a Fompadoar
a 800 rs. o covado, fazenda de 29. pecas de es-
guiao de algodio com 14 jardas a 3J, fazenda de
63, esta fazenda propria para camisas por ser
de boa qualidade : na ra da Imperatriz, loja ar-
mazenada de 4 portas n. 56, de Megalhies 4
Mendos:
Luvas de Jouvin.
Goesr. Bastos, na leja da ra do Queimad
o. 46, tea as verdadeiras luvaa de Jouvin, e 000
mo as recebe em direitura or todos oa vaporea,
as vende por preco commodo.
Na rffdi Cadeia do Recife, loja n. 50, ha pa-
ra vender cera de carnauba a melhor que ha no
mercado.
Liquidado
sem lemites, na lo-
ja do sertanejo.
Muniz IrmSo & C liquidalarios da firma de
Ribeiro & Lobo, tendo deliberado acabar com o
estabelecimento de fazendas silo na ra do Quei-
mado n. 45, com o Ululo de loja do seitaoejo
junio ao becco da Congregacio, pedem a todas
aquellas pessoas que precisarem de fazendas que
agora a occasio de se sortir, visto o prego fa-
zer conta, como abaixo declaramos as seguintes :
corles de vestidos de seda pretos bordados a vel-
ludo a 80$, ditos dos mesmos a 60g, ditos sem
serem bordados a velludo a 50$ c a 35$, todos
por metade do seu justo valor, assim como tam-
bem tem de cor, fazenda muito boa, a 50$ e a
60$, todos em bom astado, toalhas de linho para
rosto a 48500 a duzia, espartilhos de mola e car-
retel a 45500 um, gravatas de seda pretas e de
cores a 640, grosdenaple de cor a IgiOO, seda de
quadros a 900 rs. o covado, colletes de gorgurao,
ditos de velludo pretos e de cores, paletots de
panno fino muilo bons a 15 e 18$, caigas de ca-
semira pretas e de cores a 6$ e a 8, dilos de
meia casemira a 45 e a 5$, manteletes, calcas de
brim de cor e brancas, paletots de alpaca de cor,
de merino, de brim branco, francezes, meias de
seda para senhora, chapeos de castor brancos e
pretos de seda, e muilas outras fazendas que se
torna enfadonho annunciar, e que os freguezes
larao o prego, o que afiangamos que nao se eo-
geila dinheiro.
Feijo amarello a
10,000
de Lisboa superior, vendem Moreira &
Ferreira, ra da Madre de Dos n. 4.
A 1sooo
a arroba de batatas inglezas muito novas : no ba-
zar da ra do Imperador.
Viva a concurren-
cia.
Ra Pipva n. 67.
Nesla tenda de alfaiate de J. Hunder encon-
trarlo seus benvolos freguezes um sortimento
de fazendas modernas que recebeu direilamente
da Europa, ptimas para caigas, colletes e casa-
cas, ludo bom para a primavera : na ra Nova
numero 67,
Madapolo avada-
do na ra do Queimado
numero i 9.
Madapolo fino avariado a 3g a pega.
Vendem-se
os seguintes livros : o assessor forense, manual
abreviado do cidadao, o defensor da religio, o
diccionario theologico, elementos do direito ec-
clesiastico, Jahr, medicina homeopathica, 4 vo-
luntes, instituigdes cirurgicas, atlas geogrsphico,
melhodo de violao por Carulli, por prego com-
modo ; na loja de encadernago de livros junto
a igreja da Congregarlo.
S a dinheiro.
N. 19Ruado Queimado--M. 19.
ARMAZEM DE FAZENDAS
DE
. Santos Coelho.
Vendem-se as seguintes fazendasbaratissimas:
Lindos cortes de phantasia de seda de tres fo-
lhos a 8g.
Gollinhas a 2$000.
Ricas gollinhas bordadas das mais modernas a
2g000.
Cortes de seda a 40$.
Superiores cortes de seda a 40$.
Cobertas a 1$800.
Cobertasde chita achineza a 1X800.
Cortes de-seda a 25$
Cortes de seda de 100$ por 2g por ter algum
mofo.
Lengoes de linho a lg900.
Bales para senhoras e meninas.
Lencoes de bramante a 5#500.
Grandes lengoes de bramante.
480 e 610 rs. a vara.
Algodo de duas larguras a 480 e 640 a vara.
Bramante de linbo
com 10palmos de largo, pelo barato prego de
080a vara.
Lengoes do panno de linho sem cotlora a 3.
Toalhas de fusto a 500 rs. cada urna.
Cambraia de salpicos graudos mulo ua a 5$
apega.
Groadeoaplea de quadrinbos com algum mofo
a 640 o covado,
Tarlatana de todas as corea para vestido a 800
rs. a vara.
Fil de linho liso muito fino a 750 a vara.
Capellas de flor de laranja para iieivae a 5$.
Barato que admira
Bolachinha ingleza.
Vendem-se barriquinhas com bolachinha ingle-
sa a 1$600 ; na ra da Guia, taberna n. 9. e na
Lingoeta, deposito o. 6, e far-se-ha alguma dif-
ferenga, sendo em porjao.
RA DO CRESPO N/17.
Riquissimaa chapelinss de seda para
senheras, de diversas cores a 13$.
Cassas de cores bonitos padres a 240
rs. o covado. qp
Cassas e orgaodys de cores a 180 rs. o O
A covado. 9
Chitas de todas aa qualidades e pregos. O
Muilissimas fazendas finas que se ven- sjp
9 dem por pregos baratissimos para liqui-
0 dar, do-se amostra das fazendas. %
m*mm @*@
Em casa de Adamson, Howie de C, ra do
Trapiche Novo n. 42, vende-se :
Rolhes de corliga finissimas.
Lona e fille.
Fio de vela.
Superiores linios de todas s cores.
Sellins, silhes, e arreios para carro ou cabriolet.
Venile-se
urna mesa redonda de amarello, 6 cadeiras da
raesma madeira tudo com pouco uso e um ca-
bide para roupa tudo por baralissimo prego; na
praga de Pedro 11, loja de livros n. 6.
Vende-so a boa casa terrea n. 18, sita atraz
da igreja do Pilar, lado do mar ; a tratar no pa-
leo do Paraizo n. 10.
Escravos fgidos.
No dia 19 de Janeiro de 1856 fugio do en-
genho das Maltas, comarca do Cabo, oni mulato
por nome Jeronymo, idade 30 annos, baixo, es-
padado, ps pequeos e carnudos, os dedus dos
ps curtos, pernas grossas. pouca barba, bom ca-
bello, cor acaoellada. quando falla gagueja,
mestre sapateiro e carreiro. Da primeira fgida
que fez foi preso em Caruar, e agora cousta su-
dar por alli mesmo e pelos serles do Penedo ;
quando fugio levou um poltro rozilho cabano
com este ferro Cf: quem o apprehender e Ipvar
ao refetido engenho receber 100$ de gretifica-
gao. O referido mualo intitula se forro, e cons-
ta andar pelos sertOes com esse titulo.
Lencos
para rape.
Vendem-se lengos finissimos de linbo proprios
para os tabaquistas por serem da corea escuras e
Asas, pelo baratiasimo praco de 6$ a dwsie ; na
raa doQiwimade n. 82, na bem conhecida loja da
boa id.
AHcocao.
Nesta dala fugio deste engenho o escravo cricu-
lo de nome Jos, com idade de 25 annos, pouco
miis ou menos, cojos sigoaes sao os seguintes :
alto, corpo regular, cor preta, cabellos carapi-
nhos, nariz proporcionado, boeca pequea, bei-
gos grossos, denles pequeos e limados, urna ci-
catriz muito visivel no canto de um dos ataos,
que diz ter sido motivada por urna pona de pao
correndo gado no serlo, d'onde natural, puuca
barba, pernas grossas, ps grandes e grossos, o
muilos tathos de chicote pelo corpo, foi entrevo
de Francisco Benevides Muoiz Falcao, morador
na fazenda denominada Taboca, para onde se
suppoe ter ido por ter alli seus pais, e fra visto
na estrada de Santo Anlo ; e por isso rogo as
autoridades policiaes e capitaes de campo oe o
apprehenderem e manda-lo entregar oeste en-
genho, ou na capital a meu correspondente Ifa-
noel Antonio de Santiago Lessa, que ser prora- -
ptamente paga tolas as despezas.
Eogenho Rebingudo silo oa freguezia de Agua
Preta 23dojulho de 1861.
Ausenlou-se da casa do abano assignado
no dia 12 do correte a sua escrava de nome
Luzia, crioula, de idade 20 annos pouco mais ru
menos levando vistido de cambraia branca com
riscos cor de rosa dos lados, chali de merino
branco com flores estampadas, foi calgada. Ho-
ga-se as autoridades policiaes e capiaps de
campo a appreheoso da dita escrava, e leva-la
Passagem da Magdalena ou n a ra do Trapiche
armazem n. 13 que ser gene rosamente recom-
pensado;
Recife, 16 de agosto de 1861.
Augusto Pinto de Lemos.
ILscta\o fgido.
Ausentou-se no domingo 11 do cor-
rente, da casa do Sr. Joo Frederico de
Abreu Reg, morador na ra das Aguas
Verdes n 46, onde estava para ser ven-
dido, o escravo de nome Paulo, pardo
e cor amarelenta, idade de 25 a 30 an-
nos, altura regular e meio fesgo do
olho esquerdo porm pouco se conhe-
ce, levou camisa e calca de algodo
azul, provavel que fosse' direito para
Goianna d'onde veio lia pouco tetnpo
mandado pelo seu senbor o Sr. Joaquim
Manoel Aranba da Fonseca, para ser
vendido : roga-se a autoridades poli-
ciaes, capitaes de campo a captura do
dito escravo e quem o pegar leve o a
seu senbor o Sr. Aranba na cidade de
Goianna, e nesta praca a seu corres-
pondente o Sr. Joao Pereira Moutinho,
ra da Cadeia Velba do Recife n. 22,
loja, ou na ra das Aguas Verdes n.
46, que sera' recompensado do seu tra-
balbo.
Desappareceu no dia 13 do corrente, do si-
tio de S. Jos do Manguind, o escravo crioulo,
maior de 30 annos, de nome Joaquim, com o
signaes seguintoa : cabellos brancos, alto, serco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : ruea-se
a todas as autoridades policiaea a a quem quei
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, ou na roa do Trapiche o. 15
a Jos Teixeira Basto.
Achsm-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa dolp, provincia
do Cear, fagido em setembro do anno prozim-
passado, com os signaes seguintes : idade de 35
annos, altara regular, barbado e cabellos pretos
annellados; e Luiz, cabra, natural do L, fugio
do em margo deste rano, ecom os seguintes sig-
naes : idade 80 asaos, altura regular, muito pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, c>ra al-
guna srkoaes_ de beiigas no rosto, e muito re-
grista ; suppe-se este escravo eslar occuito por
pessoa qae o protejo, pelo que protesta-se contra
quem o tiver feito : qualquer pessoa qu os ap-
prehender ou dees der noticia a seu senhor J.io
Jos de Carvalho Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Fugio na manha do dia|18 de junho pr-
ximo paseado, da fazeoda S. Benlo, distrirto de
Curraos Novos, termo do Acary, cemarca do Se-
rld, provine do Rio Crande do Norte, um es-
cravo de nome Guilherme, idade 13 annos, criou-
lo, bem preto, rosto redondo, olhos grandes,
bocea pequea, nariz chato, secco do corpo, per-
nas finas, p pequeos, muilo patela, faHa
apressada, e sendo vexado gagueja, levou roupa
de algodio, chapeo de couro, e vesta tudo ja v.
Iho, conduz um cavallo alaaao com a cauda apa-
rada, um tanto sellado, e com o ferro e letra a
margen), suppde-se ter ido em eompanhia de al-
fana vethaeo : roga-se as autoridades policiaca e
capitaes de campo, e mais peasois do poo que
prender, dirsm-se ao abaixo assignado na oita
farenda, que serio recompensados, ou ns illas
de Goianninha desta provincia, e da Tguaross da
provincia da Pernambac, se mala commodo fot
ao conductor o Sr. Antonio Eufrasino Baibalho
e Filippe Filgaeira Oalvio;
Laureolino Bezerta de Medelros latvio.


(8)
IARIO DI HBJAJMTJCO. SEXTA FEIRA 13 DE AGOSTO DI 1861;
Litteratura.
destinado a resumir e epilogar a sciencia de to-1 lando as feigdes da natureza e dealumbrando na
Elogio do baro de Homboldt, lido na
sesso publica da academia real das!e & Lhlm!Did.??e
sciencias de Lisboa, pelo secretario
gcral interino, o Sr. Jos Hara Lati-
no Coelho.
Senhotes. Ha na Ierra duas relisi5es egusl-
menle espirttuses, egualtcente necesaarias. A re-
ligiao di fe p a religiao do Nlteudimenio. No
meio das tribu -ne as pompas da vida
servem apenas d eeongSo e de ihealro, s ha
dos, porque era destinado a cenar o cortejo
destes nomes Ilustres, e colligir os Ihesnuros do
saber humano, e a entregar as chaves poca
nova que se abre em nossosdias para a sciencia
Nao toi acaso que por tantos tonos se dilatas -
se esta vida, ennobrecida dor tamanhas peregri-
narles, por to indefezos estudos. por lo nume-
rosos escriptos. por (o intenuplas observages,
por tantos respeitos, tantus triumphos, tantas
glorias.
Desde a infancia o Ircitou o ilesejo immodera-
do de lustrar s m&is apartadas regies.
VCde-o no bergo. Foi sabio? Cuidaos que
haveis de inferir qua foi pobre e humilde sob o
ouas grandes e providentes consolages f crer e tecto da familia? Foi grande perante as vaidades
saber. Por isso os dous maiores ihesouros da j humanas ? Peosaes que o deveu nicamente
humanidade teeai sido o serio sempre a religiao munificencia dos que 1 he galardoaro o tlenlo ?
e a sciencia. Nao pensis que sao antagonistas e To scostumados estamos ver que a pobreza
incompatireis, porque o fanatismo ou a impieda- | entristece o natal dos grandes genios, e que nao
de rompam p vezes momentneamente os heos, de ordinario a gloria senio o respleudor que
com que intimamente se encadeiam f razao, irradia do urna cruz. Humboldt leve tambera
o dogma e a sciencia, Deus e o universo, o di-
i:
no autor e o livro inmenso, era que elle e.xe_
plifki asformosas hirmonias da nalurez ossig-
nsesindeleveis da sua creadora omnipotencia.
E poderia por ventura haver coutradiego as
faculdodes do mesmo espirito ? Poderia a f.que
espera o confia, ter por ioimiga a razo, que es-
tuda e verifica ? Daria a Providencia ao homem
a luz do enlendimento para queao sopro da f
intolerante se apagasse sobre o altar a lampada
por cmplice a fortuna. Como que andou a Pro-
videocia apparclhaodo todos os meios, para que
to singular e primoroso euteodiroenln uo tives-
se urna sombra para o enturvar, urna ddr para o
enooitecer, urna penuria para o desanimar, urna
s ingratidao para o ferir.
Nasceu nobre e opulento. Nobre, para que,
sem subir, estivesse altura das proteeges.
Opuleoto para que a humilhago de estender a
mao aos protectores, lhe nao nao enlibjhgse des
que Deus a todos nos accendeu na inteligencia ? de a infancia este natural e moderaorrorgulho,
Nao paienleia elle o universo, senao para que das j com que o genio mantem intemeratos os foros da
magnificencias da creago affasiemos os olh
co-n o insensato receio de olfeude-lo? Nao
s
o
ihrono, o seu hymno, o seu in-
uiiiverso o seu
censo ?
Urna outra se completara a f e a sciencia.
Diz a f ao homem : Cr Mas nao acrescenta,
voltando-se para a razao : Eromudece s. Diz a
au homem :Eis ali o Deus da ravelago, e
aportando para o universo : Eis ali o Deus d
nalurez I E Deus apparece pare a f infinito
como legislador as paginas escripias ; para a ra-
zo, infinito egualmeute como potencia as pagi-
nas creadas ; infinito na imagen) ideal escalpida
no universo e revelada pela sciencia.
Nao basta a f para entender os enigmas do
muudo sensivel. Nao basta a razo para decifrar
os mysierios do muudo espiritual.
Tem a religiao da f as suas festividades, as
suas coramemorages, os seus anniversarios, as
suas paschoas. Porque nao lera tambera a reli-
giao da sciencia as suas gratularles, os seus ju-
byleus, os seus panegyricos e as suas solemni-
dades ?
Tem a religiao da f os seus confesjore?, os
seus martyres, os seus apostlos, os seus evan-
gelistas, os seus doutores. E porque nao ter
tambera a religiao da sciencia os seus benemri-
tos, os seus hroes e os seus bemaventurados ?
Celebra a egreja as suas festividades a memo-
ria dos que a illuslr.irara pela f. Demos egual-
menlo lugar na liturgia desla religiao profana ao
panegynco dos horneas, que foram ao mesmo
terapo os confesores, os apostlos, os evangelis-
tas, os doutores, e s vezes os martyres desta
communho, ondeo espirito tambera se despren-
de da caroe. onde os xtasis arrebalam e enle-
vam tambem as almas para Deus alravez do uni-
verso, onde os erraos tambem sao delicias para
o sabio, voluntarios para elle os jejuns, risonhos
os perlgos ; suaves as mais apiumidas cordilhei-
ras, e festivos e dourados os mais inhspitos
s sr toes.
E' um destes horaens eminentes, que marcara
nos fastos da sciencia o principio de ura novo e
original capitulo, de urna dessasintelligencias
primorosas, que a Providencia distanceia no lem-
po como as bausas do progresso inlellectual, de
um destes cultores apaixooados da sciencia que
eu lenlei nesle dia consagrar o panegyrico nos-
sa fe.siivldade Iliteraria.
E' de Alexaudre de llura bol lt.
E'esienome um secuto. E'este norae a pro-
pria historia da sciencia, durante todo o terapo
em que o sabio prussiano serviu com a infatiga-
vel actividade do seu espirito privilegiado a quasi
toda a sciencia humana.
Busca-se em vo nos modernos annaes do en-
tenoimenlo um homem que deixasse padres mais
cloqueles da gloria em tantas e to distantes
provincias do saber.
Oseculo XVIII, o seculo tantas vezes calum-
niado pelos que delle receberam o tacho, com
que ain la dissipam as trevas derradeiras, o secu-
lo X > 111, de que lodos nos mais ou menos des-
cendemos pela nossa genealoga inlellectual, nao
foi s um grande seculo pelos espritus que Illa-
minou, e pelos nomes gloriosos de que enrique-
cen a historia da humanidade.
Foi tambem fecundo uos genios que gerou an-
da no seu seio, para que a puericia vissem os l-
timos lampejos daquella quadra memoravel, e ao
espirito de duvida e invesligaco que a inspirou,
ajuntassem madura reflexo, que caracUrisi a
nossa edade.
O seculo XVIII viu morrer os grandes pensa-
dores, a que a posteridade pleiteia de varios mo-
dos a virtude, a generosidade, a Independencia,
a sinceridade, a f e a moral ; mas aquem, en-
tre a apoiheose dos parciaes e aexcommunhao
dos adversarios, unnime em conceder a gloria.
Parece que o seculo seno quera despedir sem
haver assegurado a sua prole inlellectual. Quan-
do muito dos grandes nomes daquelle terapo re-
cebiam no tmulo a consagrarlo da historia, os
louros dos que acabavam de expirar enramavam
e enfloravam j o bergo, ondo o carinho materno
embalava as novas glorias da humanidade.
Quasi ao mesmo tempo surgem Napoleao, By-
roo, Chateaubriand, Humboldt, Laplace e Cu-
vier ; a victoria, a duvida, a f e a sciencia. O
novos rebentos da arvore da civilisaco vencem
em vigor e em formoaura aquellos que as mes-
mas vergonleas se miraram.
Napoleao dao genio de Frederico a fortunada
sua estrella e os bros cavalleirosos da Franca ao-
tiga relemperadoa pela forca juvenil da revolu-
to ; Byron d irona de Voltairea melancola
e o encanto da musa do norte ; Chateaubriand
ressusclta e poetisa a piedade eloquente de Bos-
suet, Laplace continua Newton ; Cuvier escurece
a memoria de Burln ; e Humboldt transpe o
seculo XVIII, floresce, brilha, irradia, deslumhra
durante mais de meio seculo anda, porque era
sua realeza.
A' quantos visitarla no castello patrimonial,
entre as soberbas'da sua condiQo, o desejo de
comprar a gloria pelo talento e pelo estudo ?
Pois Humboldt nao encantarara na puericia os
esplendores da corte, as delicias da vida aris-
tocrtica, os sonhos do poder, as phantasias da
ambigao, os nadas deslumbrantes com que a for-
tuna enfeita os persooagens da sua tragi-co-
media.
Queris saber qual era a sua predilecta ambi-
guo no quieto remanso do seu castello de Tegel?
habis por que anceava tauto deixar os affagos
maternos, as afTeiges domesticas, as perspecti-
vas risonhas da corte, o patrocinio dos Mecenas,
e as promessas com que a fortuna lhe encareca
as grandezas mundanas e vulgares?
Era para discorrer o viajante pela trra e polo
ocano. Julgaes que por vagar na ociosidade
elegante das grandes capilaes, por entrar na fre-
cuencia do nuinio, por luzir oa sociedade, os
dotes do seu eogenho? Nao. Sorriam-lhe ai Ier-
ras mais remotas, mais virgens, mais inhspitas,
com tanto que a nalurez ahi fosse esplendida,
original, opulenta, admiravel.
Quatro homens buscaran", as trras do novo
mundo par instrumento da sua gloria : Colombo,
Chateaubriand, Tocqueville e Humboldt. Colom-
bo para ter a gloria de aportar sonde ninguem
jamis lancera ferro ; Chateaubriand para amal-
digoar a guilhotina desde o fundo das florestas,
onde a nalurez ciosa da sua virgindade ; Toc-
queville para assistir ao regrado crescimenlo da
nascente democracia. Humboldt buscou-a para
completar o navegador, e para iralm do escrip-
lor e do publicista. Colombo descobriu a Ame-
rica, HumboHl estudou-a ; cantou-a Chateau-
briand e Humboldt conheceu-a ; louvou-a Toc-
queville, e Himboldt fez mais que todos, quasi
do novo para a sciencia a descobriu.
E quanlo maior nao foi a fortuna de Hum-
boldt I Colombo viu apenas as praias patentes e
abertas ao primeiro mareante afortunado. As
selvas primitivas de Chateaubriand, aradas pelo
carril de ferro, pullulam hoje decidades e de in-
dustrias I A democracia de Tocqueville macula
com a servido e com a lula das ragas antago-
nistas o dylio democrtico do candido escrip-
torl S a America de Humboldt sempre a mes-
ma. Sempre iudisputadas as conquistas do sabio
as regies que elle primeiro que todos esclare-
ci com a luz do seu talento indagador.
Poucos hemens rruzaram mais ierras, sulca-
ram mais ocanos do que Humboldt. Raros alon-
gara mais do que elles a vida n'esle mundo. Nao
vos parece que a Providencia lhe alargou o es-
pago s observages, o tempo aos pensamentos
com algum intento singular ?
Mas Newton viveu por alguns annos dilatados.
A' Fontenelle e Vollaire a derradeira pulsago da
vida se lhes confunliu com a extrema cenlelha
do espirito, anda fecundo e creador, como nos
dias da sua primavera inlellectual.
Newton adevinhou no mesmo ponto do firma-
mento a lei suprema do universo. Voltaire e
Fontenelle conhecerarn s%mpre o mesmo asul
dos cus, a mesma cor das ondas, o mesmo re-
corte da folhagem, o perfume das mesmas flo-
res, a copa dos mesnios arvoredos, a crista das
mesmas serranas.
Humboldt viveu muito porque era grande a
provincia que lhe caba ua sciencia. Viajou mui-
to, porque tinha por misso comprehender a na-
lurez na sua infinita variedade, e como que res-
taurar o molde peroido do universo, a unidade
do grando todo universal, na mais bella e mais
celebrada das suas numerosas composiges, o
Cosmos.
E' do tempo e do espago que se compe o
mundo. E como queris vos que o pintor se
desempeohasse do grande painel, da Udelissima
copia do universo, se lhe nao acudir a Provi-
dencia com mo larga, em lhe conceder liberal-
mente aquellas dues tintas fundamentaes? Eis-
ahi o segredo com que Humboldt abusou quasi
do espago e da durago. Eis ahi por que elle foi
por excellencia o sabio cosmopolita, aquelle que
se tinha a velha e boa Allemanha por patria tra-
dicional, hava o globo inleiro por patria de adop-
cao. Eis ahi porque o haveis de ver j nonage-
nario quasi, aa quadra em que o corpo se inclina
para a trra, proseguir com a energa de um ado-
lescente os estudos anda havia pouco deli-
neados.
Quem pronuncia o nome de Humboldt, profe-
re logo involuntariamente Kosmos. E', por as-
sim dizer, a Byblia do universo pbysico, a mais
completa descripgo das suas harmonas, das
suas leis, da sua mystica unidade. O grande mo-
vimento intellectual da moderna edade, se re-
partindo as scieocias e attribuindo cada inves-
tigador urna provincia disliceta do saber, facili-
tou os descobrimeatos, como que esteve muti-
sua physionomia com que a assignalou o Crea-
dor. Nasceu a sciencia orna e harmnica, se bem
que errada e imperfeita, na cabeca dos grandes
pensadores da dignidade. No eclipse em que as
sciencias se oscurecern), depois que a sua beren-
ga cahiu no dominio dos barbaros, a philosophia
natural perpetuou-se apenas como urna tradigio
de autoridade.
Com oseculo XVI, com a novaalvoradada ra-
zo, invocou-se de novo o uuiverso como o pri-
meiro e essencial fundamento -do .estudo di na-
lurez. Descartes e Bacon veneeram Aristte-
les, venerado at ali como o supremo orculo.
Masa analyse exagerou com sua influencia a di-
viso iodettnida do saber. A natureza, a seme-
Ihanca de urna bella estatua, foi como quo part -
Ihada entre os seus cultores, que lhe truncaram
aqui e ali as proporges e lhe deixaram perder,
peranto Deus e a sciencia, a unidade. A scien-
cia cahiu ento oa multiplicidade e anarchia.
Parece quo os sabios eram as novas hordas sep-
leolrionaes, chamadas a desmembrar um novo
imperio. Que lastima nao era, para o que po-
demos chamar a estbelica desta formosissima ar-
chiteclura, o espectculo do universo espedaga-
dol Imaginaequo a um templo, da mais elegan-
te e artificiosa coostructura, vieram os barbaros,
e que sem comprehender a unidade do monu-
mento ; coraecaro a deliciar-se no primoroso
das estatuas, no delicado dos relevos, na opulen-
cia das architraves, na sumpluosidade dos mo-
saicos, na elegancia dos fiordes. Comegaram a
demolir o edificio, para gosar de perto as suas
bellezas parciaes. Aqui um pedestal sem figu-
ra, ali urna columna sem pliotho, acola um ca-
pitel com as folhas deacanthoja trqneadas, alm
um fragmento de cornija com os relevos j que-
brados. Mas o edificio, mas a traga primitiva,
mas a idea que nello symbolisou o artista, mas a
iradiego que oelle inteotou perpetuar o funda-
dor ?
Assim apparecia o universo, depois do reoas-
cimento das sciencias. Aqui um astro, como que
despegado do firmamento, ali urna flor desampa-
guidade somos os Blhos mimosos da Providen-
cia?
Quem fex esta nossa cMlisacio, como ella
hoje, com toJosos seua deteitose as suasiocon-
testaveis excelencias ? As sciencias da nalurez,
cultivadas com disvelo, proseguidas com fervor,
punidas muitas vezes com a prefagao de impas
ou descrentes, no proprio instante em que ellas
contribuem para enxugar as lagrimas da huma-
nidade, e para encobrir, ao menos na apparen-
cia, com flores, aioda que sejam desfolhadas, o
agro e>scabroso caminho da existencia.
Esta admiravel sciencia moderna, dinamos
antes esta sciencia que no nosso seculo em mal-
la parte germinou, cresceu, floriu, fructiflcou e
ensornbrou cora a sua ramada, alastrando rpida-
mente o terreno, em que nasceu, devia achar um
talento privilegiado, que a soubesse compendiar,
resumir, encadear, e da palheta riquissima de
todos os malizes, opulenta de todas as tintas na-
luraes, tirasso as cores parn debutar n'um quadro
verdadeiro o aspecto multiforme do universo, il-
luminando pelo radiante esplendor da unidade e
da harmona.
O pintor foi Humboldt. O painel o Kosmos.
A antiguidade nao sonhou se quer urna obra as-
sim. A edade moderna nao
Humboldt conseguir.
Pode dizer-se que foi o Kosmos o termo asig-
nado aos trabalhos, as peregrinages, aos estu-
dos, s viagens, s conferencias, s discussSes
do sabio prussiano. Pelo mundo andou elle col-
ligindo as letras soltas e dispersas desle sublime
alphabeto da natureza. Vde-o logo nos primei-
ros aaoos dirigir a aua educago n'este sentido.
Desde o lempo, em que anda infantil e moroso
oa comprehenso, ouvia a mesa as liges de bo-
tnica do doutor Heira at aos dias em que ad-
mirava a profunda erudigo de Blumenbach na
umversidade de Goetlingen, o espirito lhe volva
lnquetoem procura d'aquellas suspiradas regies,
onde a nulureza opulenta e colossal. Entran-
do no servico dai minas, a sua nova posigo eo-
ciminha-o aos estudos da geologa, os quaes
procura logo fortalecer com excurses variadas
rada do resto da creago, acola urna ave multi- pela Europa. Mas o servico do seu paiz um
cor, roubada s solides da natureza, alm nma
pedra, um fusil isolado. Os materiaes, as esta-
tuas, os ornatos, as medalhas desta grande bas-
lica universal.
Mas o templo, mas a idea, mas a lei, masa
harmona, mas a eterna e sublime inspiraco do
artfice divino?
Newton, este espirito que revereociava a natu-
reza como a manitestago sensivel do creador,
poude na apparenle anarchia do universo achar
os pergaminhos da sua lei fundamental. Nao ha-
veria um lago entre os phenomenos, quema sua
infinita variedade compe as formosuras da trra
e do cu ? Nao ha vera urna harmona universal
entre elementos que pareciam ao primeiro aspec-
to to diversos? O gemetra meditou, e esta re-
velagao mysteriosa, a que chamamos genio, il-
juminando-lhe a fronte n'um momento de feliz
inspirago, apontau-lhe na gravitacao universal
a primeira e a mais fecunda lei do mundo pby-
sico.
A revoluc.ao foi profunda na sciencia. Desde
essa data memoravel se pode dizer afloutamente
comecada a poca mais brilhanle do pensamento,
e iniciadas as conquistas mais audazes, com que
o genio do homem houvesse nunca demonstrado
a energa e o vigor da sua razo.
Nao poderia eu neste momento apontarse quer
summariamenle os captulos da historia intellec-
tual no seculo que ja passou e oa primeira me-
lado daquelle em que vivemos. Em tres seculos
a humanidade tem ofluscado na sciencia todas as
glorias que herdou da antiguidade. Perde-se a
memoria na multid&o dos factos. Como que o
espirito se toma de terror, quando enumera os
triumphos da razo. A humanidade, como que
adormecida na sombra da edade-mdia, acordou
robustecida por aquelle profundo somoo repara-
dor. Adormeceu cootando os astros, temendo
os elementos, estremecendo ao aspecto dos co-
metas, empallidecendo apparigo dos eclip-
ses, clamando ao spro das tempestades, ao ful
gor dos raios, ao fragor das erupges, oscilla-
go dos terremotos, aos bramidos do ocano.
Acordou, e em vez de contar os astros e admi-
rar o sol, v milbes deaes as estrellas do fir-
mamento, prescreve o itinerario dos astros, do-
mestica os cometas, prophelisa os eclipses, de-
cifra o vulcia, aauocia quaai as tempestades,
encadeia o raio, e acha na solido temerosa do
ocano as estradas naturaes as grandes corren-
tes athlanticas. Adormeceu sondando com Pla-
ntel e Raymundo Lullo e arle de transmudar em
ouro fabuloso as substancias mais igoobeis. Acor-
dou aprendendo com Watt e com Lavoisier
transformar em ouro verdadeiro a natureza, pela
poderosa alchimia dos nossos lempos, a indus-
tria, illominada pela sciencia. Adormeceu ig-
norando e temendo. Acordou conhecendo e es-
perando. Adormeceu escrava da materia, Pro-
metheu agrilhoado ao seu rochedo ; despertou,
dominador obedecido, Jungindo as torgas da na-
tureza ao seu carro de Iriamphador:
O mylho dos Tities era, ao parecer, s allego-
ria dos nossos lempos. Mis os Tites modernos
nao sobem ao cu para reptar, como os aotfgos,
a diviudade,-senao para a adoraren] de mais alio
e lhe poderem com a sciencia das suas maravi-
Ihas eotoar o catico de seus louvores. Os Ti-
tes dos nossos dias apercebem-se para lutar
com a natureza e para a fazerem servir eman-
cipago espiritual.
E que poca, porventura, houveja mais espi-
ritualista do que esta que vamos presenciando?
E que mais poderosos auxiliares achou o espirito
no seu combate incessaote com a materia do que
a sciencia, do que os seus devotados e tantas ve-
zes calumniadissimos cultores?
Quem abri industria os ihesouros da natu-
reza ? Quem ensinou os repositorios, onde ella
esconde as suas torgas mais prestadias huma-
nidade ? Quem aligeirou as cadeias do proletario,
condemnado antigamenle a converter em pro-
ducto o seu proprio saogue, no supplicio do ira-
balho manual? Quem inventou as machinas, es-
tes escravos modernos, que nao provocara leis
de represso, nem tumultuara as oficinas con-
tra os seus dominadores? Quera ensina a desen-
trauhar da Ierra o combustivel, que as antigs
revoluges do globo estiveram para nos enthe-
sourando, para nos que em comparago da anti-
FOLHETIM
OBATEDORDE ESTRADA
roR
PAULO DPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
XXXIII
{Continuaco.}
A' proporgio que Joaqulm Dick fallava o ado-
ravel semblante de Antonia revestia-se de urna
expresso de ecolhimento cada vez mais notavel:
era evidente que o espirito da joven expandia-se
luz da verdade.
Teos razo, Joaquim I exclamou ella. Te-
nho um segredo.a communicar-te.
Bem v), Antonia, que eu nao me enganava,
disse o Baledor de Estrada com o acento de terna
reprehenso.
Oh I affirmo-te, Joaquim, que ha pouco era
sincera quando jurava que nenhum aconteciesen-
to se produziu oa minha existencia de honlem
para c : eu mesma o ignorara. Foi a tua insis-
tencia que fazenoo meditar no meu delirio me
abriu os olhos rerdade.
Ento, minha querida Antonia, tu te calas ?
J nao teos conanca em mim ?
Ob I nao isto, mas tenho medo de que me
nao comprehendas.
Para que esse medo, minha menina ? Por
ventura o que tens a dizer-me to extraordina-
rio ou destituido de bom censo ?
Para ti Joaquim: julgar-me-hts muito
iraca I Sempre foste inexoravel para aquellas que
te ultrajaram ou insultaram I Nunca perdoaste a
um inimigo, nio assim ?
O Baledor de Estrada antes de responder a esta
interrogacio conservuu-se por um instante silen-
cioso.
Minha fllha, disse elle tristemente e abai-
xaodo os olhos, pego-te em nome da tua inexhau-
rivel e celeste bondade, nao falles do meu passa-
do I Todas as vezes que me diriges ama palavra
sobre esses lempos do meu orgulho e violeocias,
abres revires urna chaga incuravel e sangrenta
que teuho no corago 1 Muitas cousas exislem que
au nao comprehendia, e de que zombava em ou-
tro tempo, mas perante as quaes me inclino hoje
humilde e arrependido I ________^^
() Vide Diario n. 192.
peso com que nao pode, nio a sua devogo pela
patria, mas*o seu enlhusiasmo pela sciencia.
Tres vezes lenta a viagem to desojada da sua
America. Tres vezes a fortuna lhe desconcerta
os planos maisousados. Humboldt um destes
espiritos que nao cabem no estrello horisonte da
sua patria. As mootanhas do seu paiz sao como
as colimas, que mal eocobrem urna aldeia. A
Europa para elle a miniatura da natureza. As
arvores, que lhe ensombro o tecto natalicio, sao
plantas raateiras ao p desta grandiosa e gigante
vegetagio das regies inlertropicaes. As flores
oo embalsamam o ir como ali com trrenles de
perfumes. O Vesuvio ama foroalha ao p dos
alterosos picos do Cotopaxi ou do Pichincha. Os
ros nao leem na Europa tempo de esquecer o
nome do seu berco, como o Orenoco, o Mississipi
o Amazonas. A paisagem europea quasi um
painel de Watleau. S as regies do novo mun-
do a paisagem se eleva s mageslosas e s vezes
terriveis proporges de urna verdadeira scena da
natureza.
A peregrinado comeca para Humboldt com a
viagem America. Que alegras nao douro o
corago do viajante naturalista 1 O ocano a
sua liberdade ; a Ierra a priso do seu espirito.
Com que sentimento de saudade e de esperanga,
nao v l6vaotar-se do horisonte o crureiro, esta
bella constellago, que tem como escripto no cea
o rotulo do mundo I Com que commogo nao v
desapparecer o cu, que lazia s noites sobre a
trra da sua patria, este cu povoado pela gra-
ciosa mythologia da antiguidade, este cu, em que
a astronoma potica dos povos classicos eslam-
pou a segunda edigo das suas risonhas fbulas,
dos seus poemas heroicos, dos reus amores pa-
gaos, das tendas seosuaea 1
Ei-lo agora na America. Ei-lo n'aquella Ierra
onde o ar s vezes esconde o seu veneno nos a-
romas que tumultuo, e nos insectos dourados,
que reflectora ao sol dos trpicos a sua armadu-
ra resplandecente. Ei-lo percorrendo o Oreno-
co. Ei- lo nos Aodes, subindo a maior altara, quasi
no cimo do Chimborazo, a que baja trepado an-
tes delle um viajante. Ei-lo quasi martyr da
sciencia, tomada a respiragao, borbulhando-lho
o sanae pelo rosto, exhaustas quasi as torgas,
proslrado quasi ao cabo daquella aspenso aven-
turse. Ei-lo tnquirindo as revoluges antigs
do globo, saludando a distribuigo das plantas, e
tragando os lineamenlos desta sciencia, que elle
tundou, a geographia botnica, ei-lo interrom-
pendo os luyatenos siogularissimos do magne-
tismo terreste ; ei-lo emflm ora tomaudo o bor-
do de peregrino para escalar as serranas, ora
embreahando-se naespessura das florestas ; pon-
do a peito as emprezas maia audazes, brincando
com a morte, que lhe anda esvoagando em der-
redor, sem nunca ser ouiada a. saltea-lo ; acu-
diudo, correndo, voando, sonde ha um pheno-
meno curioso a comprehender, urna planta inte-
resante a colligir, um accidente geolgico a in-
vestigar.
Tal o noviciado desta incansavel Colombo da
sciencia. E nao somente nalurez que elle
vota as horas inteiras do seu dia. Quem nao sa-
be os thesouros Iliterarios que encerrava a sua
vasta erudigo ? Quem nao sabe asriquesas lin-
gisticas que aprendeu pronunciar na douta e
amoravel convivencia de seu irmo, Guilherme
de Humboldt ? Na America preodem-lhe a al-
tengo as antiguidades mexicanas, o estado eco-
nmico das colonias hespanholas. E' a obra, aio-
da hoje preciosa, sobre a nova Hespanha um do-
cumento valioso de que a iolelligencia do natu-
ralista de Berlim as horas do seu repouso, na-
quellasem que doassumpto predilecto distrahia
asaltenges, produzia como episodios luteranos,
obras que dariam nome a quem s as tiresse por
brazo.
A viagem da America, d origem a este es-
cripto monumental, que a sciencia boje venera
e consulta anda com um tbesouro.
Dopois das primeiras romageos da sciencia nao
descontinuo* no empenho o sabio investiga-
dor. Percorre anda & Europa muitas vezes,
explora-a, indaga-a ; ora nos campos para sur-
prehender a natureza ; ora nos graudes centros
da civilisaco o da sciencia, em Pars ; em Roma,
em Loo ires, em Vienna, em Berlim, para con-
ferir com as maiores illuslrages desle seculo os
pontos duvidosos, para se aprovettar dos meios
Pois bem, Joaquim, a causa do meu delirio
proveio da impresso violenta que me causaran)
bontem as palavras de Lennox, quando descreveu
a horrivel vinganga que elle pretende tomar con-
tra o marquez d'Hallay. O pensamento dessas
torturas sem nome, e que eu nao posso conceber
que sejam invenges de um hornero, povoou os
meus soohoi de espantosas imagens I Pareca-me
estar ouvindo os gritos desse iofeliz, parecia-me
ver o seu corpo mutilado, o seu saogue salpican-
do-me o vestido, e a sua voz ronca e alquebrada
implorando a minha piedade I Muitas vezes des-
pertei, mas ento aos loucos terrores do sonho e
da febre succedia a penosa consciencia da resu-
dada ; porque emflm o que Lennox disse ha de
faze-lo, nao o duvides. O Sr. d'Hallay foi muito
mo para mim, verdade: conveoho em que
Luiz devsria mata-lo quando elle me retioha pri-
sioneira ; mas agora que estou livre porque se
oceupam mais com esse homem? Basla o remor-
so para atormeota-lo 1 E demais, Joaquim, nao
posso acommodar-me com a idea de que cada
soffrimento infligido a esse desgragado o ser era
meu. nome r pois que o pensamento de ver o meu
nome associado a to cruel e abominavel tortura
faz que na minha consciencia eu me supponha
cmplice dessa monstruosa crueldade.
Antonia calou-se para examinar a impresso
produzida em Joaquim por esta declarago sua.
No semblante do Baledor de Estrada lia-se a ex-
presso de um completo asseotimento. Assim
animada a moga conlinuou :
Oh I nao acabei aioda a minha confisso I...
Antonia estava muito com movida : via-se per-
feitamenle que para proseguir Uvera necessidade
de recorrer a toda sua coragem.
Joaquim, coolinuou ella depois de nova
pausa, tu nao observaste bontem o semblante do
conde d'Ambron, em quaoto Lennox deserevia a
sua futura vingan;s, mas eu nao tirava delle os
olhos. Joaquim, acreditars que o conde, mea
nobre, meu bom, meu generoso Luiz, pareca ap-
provar os projectos de Lennox? Ser possivel que
Luiz concorde com semelhaote acgo ? Oh I esta
idea me faz desejar a morte I Luiz ser egual aos
outros bomens ? Como elles alimentar tambem
paixes vis e mesquinhas? Nao ser o mesmo
como a principio me appareceu, como aioda hoje
o suppooho, isto o typo do que ha de bom e
da sublime neste mundo?... Ohl... a febre tur-
va-me de novo a razio... O que senao um de-
lirio suspeitar-se da nobreza sem egual do cora-
go de Luizl...
de estudo, psra oo deixar esquecido um nico
elemento, dos que pudessem enriquecer a obra
quelraziaj tragada, esta que podera chamar-se
a epopa da sciencia, e a que elle deu o nome
aotigo de Kosmos, para indicar desde a primeira
linha do seu livro que elle era dedicado subli-
me unidade universal.
Quando os sabios vulgares se curvara sob o
peso dos loiros, quando se encostam para ador-
mecer tranquillos beira do tmulo, para osa-
ren) alguns momentos anda em vida esta auro-
la, com que a posteridade lhes doura j a urna
funeraria, quando os entendimentos cummuus
contemplara o seu passado, esedeliciam vaidosos
admirando os fruclos do proprio engeoho. o vo-
ltio Humboldt dispe-se a escrever-o Kosmos. E
o Kosmos nao poda ser seno o brilhanle epilogo
de ama vida Iliteraria consagrada por longos
annos cultura da sciencia e i admiraco intelli-
gente do universo.
E' este livro o resumo eloquente do que sobre
o universo se sabia al o meiado do seculo actu-
al. E' ao mesmo tempo urna copia da natureza
e um Ihesouro do saber. Quando os viodouros
d'aqui a muitos seculos quizerem ter a medida
do que foi para a sciencia a idade em que vive-
podra antes de mos, bao de abrir o livro do Humboldt, e como
nos agora com as obras de Aristteles recompo-
naos idealmente o genio scieotifleo mais com-
pleto da antiguidade grego, assim elles podero
reconstruir a sciencia do scelo actual, interro-
gando as paginas, lautas vezes eloquenles, ani-
madas, quasi inspiradas de estro, com que o
Ilustro prussiano tragou as harmonas da croa-
gao e registrou os exlases era que o elevava a
piltoresca religiao da nalurez.
E' polo Kosmos que Alexandre de Humboldt se
pode dizer a personificago do seculo.se o ha vemos
do considerar pelo seu aspecto scientifico. E o
livro o o autor sao dignos, um de registrar, de
comprehender o outro as magnificencias da pre-
sente civilisago.
Julga por ventura alguem que a humanidade
retroceda, que o espirito se enturve, que novos
eclipses ileslustrem o sol vivificador da iolelli-
gencia ? Teme alguem que a civilisago volva
de suas emprezas, deixe perder as suas conquis-
tas, abata os vos com que segu at boje trium-
phanle? Tmese que novos barbaros a offus-
quem e que os thesouros iulellectuaes se escon-
dan: novamente ?
Nao o temaes. O homom nunca tinha chega-
do a decifrar o universo como agora. Lastima-
mos a perda da sciencia anliga. Mas ahi a ti ve-
mos depois restaurada, e podemos ver que dis-
tancia immensa separa as suas concepges e os
seus factos da opulerfcia dos factos e do vigor das
theorias, com que se enriquece a sciencia dos
nossos lempos.
Folheae o Kosmos. E' o ndice da sciencia. E'
o Ihermometro por onde aferir a quanlo se tem
levantado a inlelligencia e em que emprezas
espirituales nao tem desanimado. Lde aquelle
livro. E depois dizei, ae o homem que chegou
al aquelle ponto do seu itinerario intellectual,
pJe cahir de novo na barbaria, ou enervar a
actividade para deixar qua a antiguidada offus-
que as glorias modernas, ou a meia idade encu-
bra no crepsculo da sua sciencia mystica os
tragos que ebegamos a descobrir e avivar no
livro, perpetuamente novo e original da natu-
reza.
Ohl e ha alguem que ouse cerrar os olhos
luz vivissima, que o seculo est despedindo de
si 1 Que alguem haja para louvar e engrande-
cer o que foi, desagradecido ao favor, com que a
Providencia nos concedeu descobrir e comsre-
hender na ordem physica, como no mundo social,
o que os nossos avs nem poderam na sua rude-
za auspeitar 1
E ha alguem que na presenga deste seculo
engrandega os que passaram, amaldigoe as con-
quistas do espirito moderno, suspire pela resur-
reigodos lempos, que impossivel revocar I
Ha alguem que taxe a sciencia de descreme,
de impa at; que lhe impute o gellar as cons-
ciencias a inspirago sobrenatural; que a torne
cmplice dos desvarios com que a ignorancia e
nao o saber, desacatara a Deus, razo, cons-
ciencia eodeverl Accusam-ua de alterar as
soberbia humanas, de eguilar quasi o homem
ao Creador, de bafejar as vaidades, com que nos
podemos suppr a nos meamos a propria Divin-
dade, de fomentar a duvida e a indifferenca, de
minar os alicorees da f anliga, e de fazer da
Ierra inleira um sepulchro doirado de falsos es-
plendores, em que a mo da impiedade escreva
o epilaphlo da creoga e celebre com o sacrificio
das tradiges mais venerandas, dos sentimentos
mais augustos, dos respeitos menos humanos a
brutal hecatombe da razo. Perguntae a Newton,
ao cardeal Wsemann, ao padre Secchi, se a
sciencia anti-ehrista, e elles vos ho de res-
ponder, que a sciencia que explica o universo,
nio pc'de ser a blaspbemia de Deus, mais antes
ocommenlario da divina inlelligencia.
A Humboldt oo lhe faltaram as imputages
malevolentes deste genero. Quem foi j graude
oa ierra, que nao desstlasse os tiros da ioveja e
os assaltos repetidos da calumnia ? Quem subi,
que nao estivesse algum espirito mesquinho a es-
pa-Ios as alturas, fazeodo votoj porque se des-
penhe? A Humboldt accusaram-nojde pantheis-
la na sua sciencia.
No dia em que Berlim inteiro saudava, com as
primeiras acclamages da posteridade, o fretro
que levava as morlaes reliquias do ilustre natu-
ralista, no dia em que o maior cortejo que teve
jamis nenhum conquistador e nenhum monar-
cha, boorava ao mesmo tempo o sabio que ia re-
pousar no tmulo e a nago que punba cima de
todas as realezas a magestade do talento, no dia
em que desde o re at o ultimo cidado, toma-
vara todos lugar e luto no prestito do venerando
patriarcha da sciencia, nesse mesmo dia a intole-
rancia religiosa agugava as sellas para as atirar
contra as ciozas do anciao. Quando a Prussia io-
teira, a Allemanha, esta solicita honradora de to-
dos os mritos, este solo privilegiado, que d pa-
tria a lodos os talentos, cobriam de laureis a
fronte inanimada do seu Ilustre ftlho, ia a into-
lerancia religiosa punindo com o nome de pan-
theismo esta admiraco, este culto inlellectual da
nalurez, com que involuntariamente os espiritos,
que a tem frecuentado e decorrido, se deixam co-
mo que para ella attrahir e arrebatar.
Na Ierra oode se hasleou a bandeira do livre
etame, na trra onde se proclamou ser licita e
opportuna a mais desasssombrada discussSo, na
trra da reforma, na patria de Lulhero, lulhera-
nos intolerantes buscavam infamar com a nota da
atheismo o sabio venerando e o exemplarissimo
cidado.
Quizera poder tragar-ros todas as phases bri-
lhantissimas desta vida de noventa annos, em-
pregada as mais profundas, has mais activas, as
mais variadas locubrages. Quizera demorar-me
a contemplar o sabio diante das scenas da natu-
reza ; quizera entrar comvosco no gabinete, qua
era nos ltimos annos da vida de Humboldt, co-
mo quo o recesso privilegiado donde acorriam de
todos os pontos do globo a visitar a personilica-
go e a ouvir os orculos de urna sciencia quasi
universal; quizera levar-vos corle de Berlim,
para que visseis como era modesto aquello gran-
de homem, no auge das suas honras e esplendo-
res; quizera que o visseis amigo, camarista, fa-
miliar, conviva freqoentissimo do re Frederico
Guilherme IV, dedicado pelo soberano, que o
amava e distingua, sem deixar de merecer pela
igualdade do seu trato a popuaridade com que o
acclamaram um dos mais ardeotes defensores dos
foros liboraes; quizera mostrarvo-lo ao mesmo
tempo ulico e cidado, conservando diante do
throno a austera independencia dos grandes espi-
ritos, e perante o povo a hombridade honesta do
homem, que sem ser o aduiadordo povo sada
os progressos do tempo, espera nos fructos da li-
berdade, sonha a harmona da natureza traslada-
da para a humanidade, e o Kosmos pbysico de-
butado e traduzido no Kosmos social; que nao
anathematisa a democracia, quando se insurge
as barricadas de Berlim, e que nao langa tanati-
camente conla dos thronos todas as calamida-
des publicas, todas as miserias populares e todas
as incorrigiveis imperfeiges da sociedade ; que
ao mesmo tempo, cousa diflkil e perigosa, o cor-
tezo e o amigo re ; ao mesmo tempo o amigo e
o censor das multides; quizera moslrar-vo-lo
ameno, espirituoso, discredito, irnico mesmo s
vezes, quaodo nos saraos da mais selecta socie-
dade alliava as gragas do seu espirito Iliterario s
doulas e engenhosas observages do eminente
pensador; quizera assistir comvosco s leituras
ioiimas, em que elle na convivencia affectuosa do
seu rnonarcha, como que ensioava ao seu real
amigo, as paginas do seu Kosmos predilecto, a
suprema e immutavel legislago do mundo phy-
sico, nos proprios momentos em que a onda po-
pular, clieganio s portas do pago, annunciava
com os seus rugidos a caducidade das legislarles
humanas e punha em edificante parallelo a fra-
gilidade dos thronos com a eterna magestade da
creago.
Mas como encerrar em poucos minutos os no-
venta annos da vida de Humboldt? Como clau-
surar neste recinto o immeoso thealro das suas
emprezas inlellectuaes?
Parmosnoste ponto. Tivenns a gloria de ser
contemporneos deste genio singular. Sejamos
tambem dos priroeiros a registrar solsmoemente
os seus triumphos. Naqoelta trra privilegiada,
onde o talento nao tem inveja aos mais dilectos
iilhos da fortuna intollectual, decretou o impera-
dor Napoleao que se erigisse estatua publica a
Alexandro de Humboldt, como que para signifi-
car que a que fra por tantos annos a sua patria
Iliteraria, o adoplava tambem a elle por seu lilho,
e dispulava para gloria nacional urna grande par-
te dos seus escribios, consignados j nos fastos da
sciencia franceza. o sabio, que sempre timbrou
de cosmopolita, tambem nosso pela fratornida-
de da sciencia. Na religiao da f e na da razo as
fronteiras desapparecem e'a patria para os san-
tos e para os grandes pensadores o globo inteiro-.
Nos, que mal podemos levantar estatuas aos nos-
sos mais populares engenhos, coasignemos ao
menos nos nossos fastos acadmicos urna honro-
sa commemorago ao vonerando cultor da natif-
reza, a aquelle grande espirito, que deixou o sea
oome vinculado ao novo cominele, oode nos
langamos as primeiras sementesda civilisago.
[Gazeta Medica de Lisboa.)
U. B. Saintine.
A' M.me Yirginie Ancclot.
(Continuarlo do n. 187.)
Livro terceiro.
II
Pois bem I neste pequeo valle, sobre a ponta
desses rochedos, sobre os declives desses preci-
picios, sobre as margeos desse lago e desse rio,
sobre essa mootanhs, nessa egreja, ao p dessa
imagem, Giacomo Girbardi passou anda cinco
aonos de sua vida, esquecendo o mundo inteiro,
seus amigos, sua familia, sua mulher, sua me,
pela Virgem doOroppa.
Ignorando que a credulidade nao a crenga,
que a supersligo con luz idolatra e que todos
os excessos affastam-nos de Deus, nao era a Mara
celeste, a me de Christo que elle adorava, era
sua Virgem, sua Virgero, da montanha I Das e
noites passara a orar, a chorar diaote ella suas
fallas imaginarias, por que seu corago era o de
urna crianga.
Em vo seu prente, o bom cara, inquietndo-
se cada vez mais com este vivissimo fervor, pro-
carava conduzi-lo razo : nada consegua. Em
vio para dislrahi-lo dessa ardenle e perigosa pre-
oceupago propoz-lhe visitar outros lugares em
qae a Virgem era honrada : que imporlavam
Giacomo Nossa Senhora do Loreito e Santa alaria
de Bolonha ou de Milo? Era somonte o ob-
jecto material, a imagem, aquelle pedago de
madeira negro e carcomido que elle adorava, e
oo a santa mulher representada ali to indigna-
mente.
Esse sentimento de exaltago s deixou de ser
profundo psra tornar-se mais extenso.
A Virgem do Oroppa tinha em redor de si seu
cortejo de santos e santas. A' elles Giacomo
destribuira todos os poderes celestes, todas as at-
tribuiges da diviudade. A' urnVpedia que dis-
sipasse as nuvens carregadas de saraiva, que as
vezes das alturas do monte Mucrone desdara so-
bre a sua montanha ; a outro que abraodasse os
pezares de sua me, ou que suativesse sua mu-
lher em suas provaogas ; este que vellasseseu
somno ; e assim aos mais. & a saa devogo re-
dundava em um polylheismo impuro e seu mon-
te d'Oroppa um Olympo, onde somonte Deus oo
tinha um lugar.
[Coulinuar-sc-ha.)
Joaquim Dick nada disse: o seu ar era grave,
triste e pensativo ; pareca indeciso. De repente
levantou a cabega que tinha pendida sobre o peito,
eocarou Antonia com iodisivel expresso que de-
notara ao mesmo lempo a admirago a mais com-
pleta, e a ternura a mais absoluta.
Querida e nobre menina, lhe disse elle, as
las apprehenses proveem do urna delicadeza
levada ao extremo, e que eu estou longo de cen-
surar : mas ellas carecem de fundamento. Len-
nox quando pronnnciou o nome desse miseravel
marquez fez reviverem em teu marido pungentes
recordares : eis aqui porque o viste triste e ta-
citurno ; porm affirmo-te sob minha palavra que
nem um s instante elle pensou em associar-se
aos projectos do vingativo verbo, e nem se quer
nelles acreditou ; considerou-os, estou bem certo
disto, como a ephemer expresso de ama indig-
narlo que nao passaria de ameagas.;.
Oh 1 obrigada, obrigada, Joaquim I excla-
mou a joven com ums aminago que fez resplan-
decer o seu adoravel semblante. Sim, tu teas
razo dez, cera mil vezes razio I Meu Deus I
Como que pude duvidar um s minuto da ge-
nerosidade de Luiz ? Foi o delirio da febre, nio
foi, joaquim? Da outra sorte nunca perdoaria a
mim mesma essa criminosa saspeita 1 Ainda urna
vez, obrigada I Mas tu, qua conheces o carcter
de Lennox, sabes que eram serias as suas amea-
cas...
Sim, querida menina, muito serias ; e elle
as executar. _
Esta affirmae&o fez desapparecer o fraco colori-
do que tingia as faces da moca.
E oo haver um meio de irapedi-lo ? Re-
pito que nao posso tolerar o pensamento de que
sou de alguma (orna a causa do atroz supplicio
desse homem : semelhante pensamento nio me
deixaria gozar um momeotoda trsnquillidade e de
repouso I Reflecte, meu bom Joaquim ; sabes qae
o soqego necessario L minha cura, e eu nio
quero morrer : a vida lio bella quando se ama 1
Parece impossivel que tu, que tens tanta petaetra-
gao, nao descubras um meio para impedir Leooox
de consumar o seu projecto. Eu seria l&o ditosa
aa nio tiresse mais motivo da pensar nesse mar-
quez d'Hallay I
O teu generoso desejo, Antonia, ser cum-
prido, disse framente o Baledor de Estrada. Len-
nox oo levar a effeito o seu designio.
Ests certo disto ?
Juro-o.
E o que faris para arrancar o marquez sua
vinganga ? Esse Lennox to temivel I
A consciencia de preenchermos urna mis-
sao sagrada d-nos urna forca inveocirel, minha
menina.
Como 1 queres t mesmo salvar o mar-
quez?
Certamente. Que outro meio posso eu em-
pregar senio o de ir em pessoa para junto delle?
Mandar-lhe um aviso, urna mensagemde que
servira isto? Elle sabe ji perfeilamente a sorte
que lhe est reservada no caso de que venba a
cahir em poder de Lennox: nao ae tsata pois de
preveni-lo do perigo que corre, mas sim ajuda-lo,
sustenta-lo, e guia-lo. Esta misso ardua e
difflcil, convenho; eu porm a cumprirei pela
ternura que te tenho, e porque nio quero que t
morras I
Has, Joaquim, se te succedesse alguma des-
graga, se fosses victima da tua dedicago em sa-
tisfizer o meu desejo, eu nunca perdoaria a mim
mesma. Fallas de restituir-me o repouso por
esse meio ; e eres por ventura que poderia eu
gozar de um s momento de tranquillidade. se te
visse exposto um perigo por mioha causa ? Nao,
Joaquim. nao quero que partas.
As tuas supplicas para conter-me, serio
agora iouteis, disse o Batedor de Vstrada com
a voz grave e que lioha alguma cousa de solem-
ne. Antonia, atiende bem para o que te vou di-
zer. Se contra as minhas esperanzas eu nio rol-
lar, mais nio te lamentes por ter-me eooduzido
minha perda : neste momento s apenas o ins-
trumento da Providencia I Deas se servio de ti
para communicar-me as suas ordena, e me indi-
car o meu castigo. Ser obrigado a deixtr-te
quando teua diaa correen perigoa ti, a nica
pessoa a quem amo neste mundo, que s a mi-
oha fllha muito querida e adorada.Oh permit-
te-meqaete d este titulo___ sim, ser obrigado
a deixar-te e para que? para ir dedicar-me pela
salvagio do homem a quem mais detesto, nao
isto indicar-me mui claramente que a vinganga,
da qual flz durante a minha vida tio frequeote
e deploravel uso, me torna agora indigno de fruir
os gozos ineffaveis de urna pura ternura pater-
nal ? Oh I porm a par do castigo eotrevejo a re-
compensa. Salvar com risco dos mdus dias o
homem que mais me tem feito mal, o autor de
todas aa minhas desgra;aa passar por urna ex-
piagio qae resgala o meu passado 1 Adeus, An-
tonia; nio procures reter-me, seria intil; nio
me lastimes, seria sen motivo. Quero com urna
prova de arrependimento reconquistar o direito
tua ptima. Adeus, Antonia, adeus I
O Batedor de Estrada ia sahir, a moca cooteve-o.
Urna palavra, mais urna palavra s.Joaquiml
exclamou ella com excessiva vivacidade ; e de-
pois deixar-te-bei livre para obrar segundo as
iospirages da tua consciencia e do teu corago I
Que me queres?
O rubor fez desapparecer a pallidez do sem-
blante de Antonia : achava-se dominada por urna
commogo a que era impossivel attribuir-se um
carcter preciso e particular, mas coia forga nem
por isso era menos visivel e manifests.
Ento ? tornou a pergunlar o Batedor de Es-
trada.
Antonia responden com a roz enternecida ao
ultimo pooto:
T nio me fallaste ainda de minha mi
Joaquim Dick estremecen, e guardou silencio.
De minha mi, proseguio a moca, de quem
ouviste a voz, contemplaste o semblante, e ad-
miraste talvez a belleaa e as virtudes 1 Diz-me,
Joaquim, como coohecesle a duqueza dam* ?
Extrema agitaco apoderou-se de Joaquim.
Antonia, respoodeu elle lentamente, nio
tenho aioda o direito de fallar de tua me I O
ata nome na bocea de um miseravel como eu se-
ria urna profanagio I Deixa-me primeiro rehabi-
lilar-me do mea passado. Oh I agora a acgo da
Providencia torna-se evidente: oo me demores
mais; tenho presta em comegar o meu acto de
expiagio. Tua mi, Antonia, era a mais no-
bre, a mais perfeita, e a mais santa creatara que
Deus tem collocado sobre a trra 1 E' tudo quao-
to te posso dizer. Adeus, adeus, Antonia I
Ohl obrigada, Joaquim I murmurou a jo-
ven com a expresso de ardenle reconhecimento.
O Batedor de Estrada tinha desapparecido.
A primeira pessoa a quem elle encontrou, de-
pois que deixou Antonia, foi Lennox, que con-
versara com o conde d'Ambron.
Eolio ? perguntou o conde com vivacidade
apenas aristn o Batedor de Estrada.
O estado da conlessa d'Ambron nio lio
assustador como eu pense! a principio, respondeu
elle. Tenho boas esperangas.
O mancebo nio acabou a aua conversagao;
vollou apressado para junto de Antonia.
Joaquim e Lennox flearam sos.
Admiro-me de vr-te aqui, Lennox.
Porque?
Porque le julgara ji em busca de leu ini-
migo o marquez d'Hallay. Segundo parece em
nada tens alterado a tua vinganga
Lennox agltou oa labios ; era o teu modo de
sorrir.
A minha presenga aqui ji um comego de
viogaoga.
Nao te compreheodo.
A fome, o isolameato, e a iocerteza deve-
ram ter causado a esse marque d'Hallay ama noi-
te de terrores e de angustias. E para que evitar
lhe esse tormento?
E' justo. Neste caso raes agora dar-lhe
caga?
Nao.
Ah
Desejo que elle, nao se vendo perseguido,
julgue-ae livre e salvo: assim o seu desespero se-
r maior quaodo for apresionado.
Teos razio. Mas se por demorar-te muito
perderos o seu raslo?
Os labios de Lennox desta vez agitaram-se de
urna maneira mas pronunciada; era como elle
coatumava-a rir iberiamente.
Lennox perder o raato de um pelle-branca
desencaminhado no deserto 1 Com effeito, Joa-
quim I
A minha supposigo nio admissirel, con-
cedo : porm digo-te aempre que ae le demora-
res mais dous dias s poders encontrar um ca-
dver.
Como ?
Porque elle morrer de fome.
Lennox ergueu os hombros imperceptivelmen-
te ; acha va que o Batedor de Estrada n aquella
manha dizia cousas bem iouteis.
Tranquillisa-te, respondeu alie, antes que
o sol desapparega hoje no horisonte o nosso ini-
migo ser atado ao poste. Basiam poucas horas
para agarra-lo.
S feliz, Lennox.
Joaqaim atastou-se ; sabia j o que desojara
saber; insistindo por mais lempo poderia desper-
tar as suspeitos do velho matetro.
Meia hora depois o Batedor de Estrada mon-
tado no seo Gabilan chegava is margeos do Ja-
queaila, a ama legua quasi de distancia do lu-
gar em que ae acharan acampados os palles-
vermelhas. Depois de ler olhsdo em torno de si
com extrema altencio, precipilou-sa a cavallo
ao rio, e dabi i poaco cnegava i margem op-
posta. U Continuar-tfha.)
PE1.M, -TTP. DI M. F. DI ff JLUJL1MI,


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ECMYQZUA6_SMLH6V INGEST_TIME 2013-04-30T20:01:57Z PACKAGE AA00011611_09370
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES