Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09369


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Full Text

ini xxiTii lomo 192
......
Por tres mezes adiantados 5$OoO
Per tres mezes vencides 6f 000
OOINTA FEIRA 22 BE AGOSTO 91 lili .
Porannadiantadoi9S000
Ptrle fraic para o subscriptor.
NCARRBGAD0SDASB9OHPCA0 DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino d# Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Ceari o Sr. J. Jos
da Oliveira; Maranbo, o Sr. Manoel Jos Mar-
tias Ribeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo daCosta.
fAKl'lUAS DOS liUKrllUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Igtarass, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Csriar, Altinho e
Garanhuos as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarath, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartasfeiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Dna.Barreiros
/Agua Preta, Pimenteiras e Natal qnintasfeiras
l(Todo* o correio* partera as 10 horas da manha]
EPHEMERIDKS DO MIZ DI AGOSTO.
.1 n0Ta ,0 BorM 3* niatos da man.
13 Quarto erescente as 4 horas e 56 minutos da
manha.
20 La cheis as 7 horas e 31 minutos da man.
w Quarto minguante as 11 horss e 4 minutos da
manha.'
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutos da manha.
ISegando as 5 horas e 42 minutos datarde.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. S*.Luiz b.de Toloose f.; S.Mariano
20 Terga. S. Bernardo ab. doutor da egreja.
21 Quarta. S. Joiona Francisca vio.; S. Umbelina.
22 Quinta. S. Tbimoteo ab.; S. Fabriciano m.
23 Sexta. S. Felippe Beoicio ; S. Liberato m.
24 Sabbado. S. Barlholomeu ap.; S. urea t. m.
|25 Domingo. Osogrado corago de Maria Sanfis
AUDIENCIAS DOS 1K1BUNAES DA CAPITAL gMr>. PPP^ ,^ "
Tribunal do .ommereio;.eg.nd... quinta. |ENCARREGAD0S DA *UBSCRIPCA0 DO SUL
Relago: tercas, quintas sabbados as 10 horas.!. A,ai:o,*> s'- Claudino Faleo Dias; Babia,
Fazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas.
Jaizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira Tara do eival: tercas e sextaaao meio
Sr. Jos Martina Altes; Rio de Jan*,
Joao Pereira Martina.
dia.
Segunda Tara do eja-cjl : quartas sabbados a 1
hora da tarde:
Sr
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 19 de agosto de
(Juicio ao Exm. bispo diocesano.Commnoico
V. Exc. Rvma. que segundo consta de commu-
nieacao da secretaria de estado dos negocios do
imperio de 7 do correte, em data de 23 de Ja-
neiro do anno passado pelo ministerio da justiga
se expedio portara approvando a pro posta feita
do cooego Dr. Joaquim Francisco de Faria para
continuar a.reger a cadeira de theologia dogma- (Mande V. S. entregar ao Ihesoureiro da reparti-
tica do Seminario desta diocese, a qual se acha '?ao das obras publicas, conforme requisitou o
retida oaquella secretaria at que o nomeado a resPectio director em officio de 17 do correte,
solicite pagando a respectiva despeza na repart- '*ob ***, a quotia de 3:5768 constante do iu-
cao da fazenda. I cluso pedido, para continuado das obras por ad-
itivamente s diarias abonadas pelo delegado do
termo de Papacaga aos recrutas Francisco Jos
Bezerra, Ponciano Pereira da Silva, Silvestre Nu-
nes Bezerra e Francisco Peixoto Rodrigues.
Dito ao mesmo. Declarando o Exm. Sr. mi-
nistro da agricultura, commercio e obras publicas
em aviso de 6 do correte que nessa data expe-
dir ordem para se abonar ao engenbeiro fiscal
do governo na estrada de ferro desta provincia,
no torrente exercicio, a gratiOcacao meosal ders.
6509, a que foi elevada a de 5509 que elle perce-
bia ; assim o commuaico V. S. para seu coohe-
cimento.
Dito ao inspector da theaouraria provincial.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figaeiroa tfe
Faria.na ana Traria praga da Independencia n.
6 e 8.
servigo o contingente do batalho 'de infanta-
na da guarda nacional deste municipio, que se
achava aquartelada desde 21 de juoho Ando, fal-
tara a um dever, se deixasse de elogiar ao Sr.
capitflo Miguel Bernardo Quioteiro, cosamandan-
te do dito contingente, os seus tres subalternos,
e em geral a tedas as pravas de que elle se com-
punha, pela maneira satisfatoria com que em-
pre se houveram no desempeoho do servieo da
guaroigo desta cidade, tornando-se por Uso' ere-
dores da mengo que ora fago.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme. Antonio Enea Gustavo Galvo,
Alteres ajudanle de ordens interino do eom-
mando.
protestos de
Reitero a V. Exc. Rvma. os meus
estima e considerago.
Dito ao Exm. presidente da Parahiba.Fago
chegar ao conhecimento de V. Exc. com copia
da informago ministrada pelo commandante do
presidio de Femando o requerimento em que o
sentenciado de justiga dessa provincia Deodato
Jos Fernando pede V. Exc. providencias aflm
de ser enviada para all a sua guia, visto que ten- \
do sido condemnado pelo jury do termo de Pal- i
tos a 14 annos de prislo foi remeltido para o
mesmo presidio com o nome de Donato, esclavo, t
sentenciado a gales perpetuas. ,
mmistrago no correte mez. Commuuicou-se
ao director das obras publicas.
Dito ao mesmo. Bestituo V. S. os prets em
duplcala, que acompanharam a sua informago
de 16 do correte, sob. n. 394, aBm de que man-
de pagar ao alferes Antonio Burees de Araujo,
conforme.requisitou o commandante superior da
comarca de Flores em officio de 26 de junho ul-
timo, a quantia de 3989, em que imporlam os
veocimentos de urna escolta de guardas naci-
naes que conduzio sentencionados do 'ermo de
Villa Bella para esta capital, visto nao baver In-
conveniente neste pagamento, segundo consta da
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
Dito ao Exm. presidente das Alagoas.Scien- citsda informago. Communicou-se ao predito
te pelo officio de V. Exc. de 80 de julho ultimo
de nao ter sido paga, nem poder ser man, a pres-
tagao que do respectivo saldo consiguou nessa
provincia o alteres do 2." batalhio de infanlaria
Luiz JosFerreira Jnior, exped as convenien-
tes ordens para ser elle indemnisado das quan-
tias que se deduziram do mesrao sold para o
commandante superior.
Dito ao mesmo.Attendendo ao que reqnereu
oemprezario do theatro de Santa Isabel Guiseppe
Mannangeli na petigao por copia inclusa, conce-
di-lhe permisso para principiar entre abril a ju-
lho do anno prximo vindouro os mezes em que
deve dar as representages para cumprimento do
abono da referida prestago : o que julgo conve- 5eu cn,"to. O que communico V. S. para seu
mente commuoicar V. Exc. para seu conheci-
mento.
Dtoao coronel commandante das armas.A'
vista do aviso da repartigo da guerra de 23 de
fevereiro do anno passado constante da copia
J"0nla. qe V. S. fazer constar ao soldado do
2. batalho de afamara Antonio Pinto Roquet-
te, que foi iodeferido o requerimento em que
elle pedio o abono de vantagens a que se iuleava
com direito.
Dito 80 mesmo.nnvnlvaniln iMlan 0
officio
a que
ao mesmo.Devolveodo incluso o
do commandante do corpo de Ruarso
se refere o de V. Exc. datado de 29 de julho ul-
timo, bem como a conta do aluguel de casa e luz
para o mesmo concernenta aos mezes de margo
a junho deste anoo, tenho a declarar-lhe que
supposto esteja legalmente feita essa despeza,
nao pode por ora ser acreditada ao predito major
por estar esgolado o crdito da rubricaexercito
do exercicio de 1860 a 1661, como informou o
inspector da tbesouraria da fazenda em officio
de l do correte.
Dito ao mesmo.Em solugo ao officio de V.
S. datado de 24 de abril deste auno, remetto-lhe
por copia o aviso de 24 de julho ultimo, no qual
o Exm. Sr. ministro da guerra declara que nao
oi entregue ao ajudante general o processo do
conseibo de direegao feito ao soldado do nono ha*
talhao de mfaotaria Pedro Ignacio de Almeida
Ouedes para ser reconhecido cadete de primeira
Dito ao capito do porto.Recommendo V,
conhecimento. Communicou-se tambera a dt-
. rectora daquelle theatro.
Dito ao commandante de Fernando. Recebi o
seu officio de 25 de julho ultimo, e ficando iotei-
rado de haver Vmc. nomeado o capello padre
Jos Lopes Dias de Carvalhe para ensinar pri-
meiras lettras nesse presidio, tenho a dizer-lhe
em resposta que opportunamente ser tomado em
consideragio o augmento da gratifleago cooce-
i dida pelo ensino dos meninos abi existentes.
I Dito ao mesmo.Deferindo o requerimento do
sentenciado militar Miguel Joaquim Machado so-
bre que Vmc. informou em officio do Io do cor-
rente, o autorso a faxer regresaar o supplicante
para esta capital aflm da finalisar a sua senten-
ga na fortaleza do Brum.
Dito ao juiz de direito do Brejo.Respondo
ao seu officio de 8 do corrente, dizendo-lhe que
em 2 deste mez exonerei o bacbarel Aotooio
Baptista Gitirana do cargo de promotor publico
dessa comarca, e nomeei para o mesmo cargo o
bacharel Francisco Jos Fernsndes Gitirana,
quem nesta data rocommendo que entre quan-
to antes no exercicio de seu cargo.Officiou-se
este bacharel.
Dito ao director do arsenal de goerra.Con-
trate Vmc. com o consignatario ou mestre da
primeira embarcarlo que seguir para o presidio
de Fernando a condugao de quatro offletaes, tres
soldados e tres sentenciados militares destinados
ao mesmo presidio.
Dito ao engenbeiro fiscal interino da estrada de
S. que nao d destino ao recruts de marinha Ray- ierro.Respoodendo ao officio que Vmc. me dirl-
mundo Jos de Aodrade, sem que seja devida- 8o em 14 do corrente, sob n. 257, relativamente
menta tnir.a*MAH.J. -____-_.__.. .- a nual -4- ..-. .--_*______ ...
mente inspeccionado, apresentando-me V. S. o
resultado da inspeegao.
Dito ao mesmo.Teodo por despacho de 16
ao correte concedido ao recruta Jos Francisco
Ribeiro o praso de quinze dias contar daquelia
data para provar isengao legal que diz ter em seu
favor : assim o communico V. S. para seu eo-
nbecimeoto.
Dito ao mesmo.Respondo ao seu officio de 17
do corrente declaraodo-lhe aue o commandante
da estagao naval tem ordem datada de 8 deste
mez para fazer transportar corte na corveta Be-
fintee os recrutas que V. S. tiver do remetter ao
quartel general de marinha ; cumpriodo que nao
sejam incluidos nessa remessa todos os que esta
presidencia tem mandado demorar.
Dito ao Dr. chefe de polica.Sirva-se V. S. de
expedir suas ordens aQm de que o administrador
> detengao satisfaga o que requisita o
ao local da nova estagao que a compaohia da es-
trada de ferro pretende construir na povoagao
dos Affogados, e que, segundo allega a cmara
municipal do Recife, altera a planta desta cida-
de, tenbo a dizer-lhe que remetta-me Vmc. urna
planta que indique o terreno preciso para a re-
ferida estagao e as ras, aflm de melhor se po-
der resolver.
Dito ao director das obras publicas.Para que
eu possa resolver sobre a conlinuago da estrada
do norte nos termos da 1 do artigo 23 da lei
provincial n. 511 de 18 de junho ultimo, cum-
pre que Vmc. proceda aos estudos que forem
precisos e me informe circumstanciadamente
sobre a conveniencia de comprehender o termo
daquelia estrada ou ponto sobre o rio B.
Dito ao empreiteiro da estrada do norte.Para
qae eu possa dar cumprimento ao disposto no
, artigo 23 da lei n. 511 de 18 de junho ultimo,
engeonetro director da repartigo das obras pu- "-se preciso que Vmc. me declare, se Ibes
blicas no officio, n. 198, de 16 do corrente. jun- convm alterar o seu contrato de conformidade
to por copia, relativamente a presos que teem com as modificagdea especificadas nos 88 1. 2e
de receber salarios pelo cofre daquelia repartigo. 3 do li> lei supracilados.
Dito ao commandante superior de Garanhuos. Portara.O presidente da provincia confor-
-Respondo ao seu officio, n. 70, de 10 de junho "ndo-se com
a proposta do Dr. chefe de poli-
ca n. 793 de 14 do correte, resolve nomear a
Ignacio Aires da Silva Santos para o cargo de
segundo suppleote e Antonio da Boeha Hollaoda
Cavalcaoti para o de quarto do delegado de po-
lica do termo dfl Barreiros.
Dita.O presidente da provincia tendo em
vista o que requeren o guarda-mr interino da
alfandega desta cidade, Luiz Gomes Ferreira, e
Dito ao commandante do corpo de polica. Detn assim as informaces ministradas pelas re-
Pelo officio de V. S. o. 379 de 17 do corrente fl- pertigdes competentes, resolve conceder-lhe cin-
quei inteirado de que o cabo de esquadra do cor- coenia dias de licenga com veocimentos, na for-
po sob seu eommando, Antonio Annes da Costa, ma d* lei, para tratar de sua saude.
' concluido o seu engajameoto, conlrahio '' D"a- Os Srs. agentes da Companhia Brasilei-
' ra de paquetes vapor, mandem dar urna pas-
oltimo com referencia s requisiges de torga da
guarda nacional sob seu eommando superior fei-
tas pelo commandante do destacamento, julz de
paz de Aguas Bellas e delegado de Garanbuns,
enho a dizer-lhe que procedeu V. S. regular-
mente pelo modo que refere em seu citado offi-
cio, cabendo-me soniente dizer-lhe que nao re-
cebi a copia d. 2, a que alinde.
tendo
novo.
Dito ao inspector da tbesouraria de fazenda.
Revertendo i V. S coberto com officio do coro
nel commandante das armas o requerimento so-
bre que versa a sus informago de 16 do corren-
te, sob n. 724, e no qual o 2o cirurgiao do corpo
de saude do exercito Dr. Francisco Petronillo Al-
Tes de Oliveira, pede que lhe sejam adiantados
tres mezes de seu sold, o autorso a mandar ef-
fectuar esse adiantamento.
sagem de proa para a Babia no vapor que pa'siar
Kara o sul ao desvalido Francisco de Araujo
lascarenhas em lugar destinado para passagei-
ros de estado. --
Jta.os Srs.
de paquetes i~
agentes da Companhia Brasi-
vapor, mandem dar trans-
porte para a corte por conta do ministerio da
marinha, no vapor quo se espera do norte ao
a que se nao oppoe o segundo cirurgiao do corpo de saude da armada
------------- ., io de julho de 1857,
Tisto ter o mesmo Dr. de seguir em servieo para
a Tilla de Tacarat Officiou-se tambem mes-
an. 10 das iostrueges de 10 "de julho'de 857; Luiz Ferreira da Rocha Lima.-Communicou-se
ma tbesouraria para mandar adaotar ao predito
Dr. tres mezes de sold, para seren descontados
na forma da lei, visto ter sido promovido por de-
creto de 18 de maio ultimo, e bem assim passar-
Ibe a competente guia;
Dito ao mesmo. Mande V. S. passar guia ao
capito reformado do exercito Manoel Joaquim
Madureira, que vai residir na corte.
Dito ao mesmo. Expeca V. S. as suas ordens
para que amauhaa, is 8 horas do dia, se passe
revista de mostra a torga da guarda nacional des-
tacada nesta cidade aflm de ser dispensada do
servigo.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes os
inclusos documentos que me foram remettidos
pelo commandante superior interino da guarda
nacional deste municipio cora officio de 17 do
correte, sob o. 124, mande V. s. pagar os ven-
c ment os relativos ao mez de julho ultimo, dos
officiaes de l1 linha, cornetas, clarios e tambores
nos corpos da mesma guarda nacional.
Mandou-se tambem pagar a Caetano Cyriaco da
Costa Moreira & lrmao a quantia de 1:053|250
importancia dos objectos por el I es vendidos para
a capitana do porto do Rio Grande do Norte, e
communitoase ao Exm. presidente daquelia pro-
Tiocii e ao respectivo agente.
Dito ao mesmo.Para ser pago, quando bou-
ver crdito, conforme V. S. indica em sua infor-
mago de 13 do corrente, sob o. 715, devolvo co-,
berto com a* informagoee do chefe de polica e do
coronel commandante das armas de 14 de maio e
19 de juoho ultimo deste anno, sob os. 406 a 919,
o PWaam dupUcat na importancia de 27f720 re-
ao commandante da estagao naval.
Dita.Qs Srs, agentes da Companhia Brasilei-
ra de Paquetes vapor, mandem dir transporte
para os seus destinos, por conta do ministerio da
guerra, no vapor que se espera do norte, aos
officiaes, pragas de pret e familias mencionadas
na relagao por copia inclusa.Communicou-se
ao commandante das armas.
Despachos do dia A9|de agosto
Rtgutrimtntot.
Antonio Harinho Paes Brrelo.Bemettido ae
Sr. Dr. chefe de polica para jomar em cooside-
racao e providenciar.
Henrique Augusto Milet. Nao tem lugar
avista da informago da thesouraria provin-
cial.
Commeodador Jos Francisco Pereira da Sil-
va.Informe o Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial.
Joo Francisco do Reg Maia.Iodeferido.
Luiz Gomes Ferreira.Passe portara conce-
dendo ciocoenta dias de licenga.
Miguel Joaquim Machado:Deferido.
Manoel Antonio de JesM.Espere que baja
crdito.
COMANDO DAS ARMAS.
Qaartel de eonasnando das armas
de Peraambieo, na eldade de
Recite, em SO de acost de 1861
ORDEM. DO DA N. 131.
O coronel commandante das armas quem S.
Exc. o Sr. presidente da provincia communicou
em officio de 17 do Corrente haTer dispensado do
CMARA DOS SRS DEPUTADOS.
SESSO EM 13 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragib e.
A's 11 3/4 horas fez-se a chamada, o o Sr.
presidente declarou aberta a sesso.
Lida e approvada a acta, o Sr. 1 secretario
deu conta do seguinte
_ EXPEDIENTE.
Um officio do ministro do imperio datado de 11
do corrente, enviando as actas da eleigSo prima-
ria das parochias de Baependy, Rio Verde, Pou-
so Alto, Capivary e S. Thom daa Letras perten-
centes ao 3o districto da provincia de Minas.A*
commisso de poderes.
Julgaram-se objecto de deliberago e foram a
imprimir os seguinles projectos do Sr. Silveira
Lobo.
A assembla geral resolve :
Art. 1. Sao concedidas seis loteras, urna
para cada urna das seguintes matrizes a saber:
de S. Miguel de Piracicaba, Paulo Moreira, Pon-
to-Nova, Santa Cruz, Abre-Campo, e S. Paulo de
Munah, todas do bispado e provincia de Minas-
Geraes.
Art. 2.* Ficam revogadas as disposiedes em
contrario.
\^ da "mar dos deputados, 13 de julho
de 1861.
A assembla geral resolve :
Art. i. Ficam dispensadas as leis de amor-
tuago para poder a irmandade do Senhor Bom
Jess de M.i tosinos do Bacalho, termo do Pi-
ranga, em Minas, possuir al a quantia de 60:000a
em bens de raz.
Art. 2.* Ficam revogadas as disposiedes em
contrario.
. |a? da cmara dos deputados, 13 de julho
de 1861.s *
Sao lidos, apoiados, poslos em discusso e ap-
provados o> seguintes requerimentos:
t 1. Requeiro que se solicite do governo, pelo
ministerio do imperio, que envi o original ou
copia aulheutica da bulla do summo pontifica
Leao XII, pela qual concede ao imperador do
Brasil as mesmas faculdades concedidas so grao
mestre da ordem de Chrislo em Portugal.
Carro.a
2. Requeiro que se pega ao governo, pela
repartigo competente informages acerca do es-
tado de penuria, por falta de vveres sufficientes
nos municipios de S. Raymundo Nonato e Para-
oagu, da provincia do Piauby declarando igual-
mente, quando se d esse estado, quaei as medi-
das lomadas para aoccorrer s classes necesstta-
das.Fialno.
3." Requeiro que se pega ao governo, pelo
ministerio do imperio, copia do aviso que consta
ter sido expedido Illm.* cmara municipal da
corte, estranhando-lhe os embaragos que esta op-
p5e aos reparos de predios e novas edificages no
municipio, antes de ser reconhecido pelos pro-
prietarios o dominio directo que ella pretende
ter sobre terrenos anteriormente considerados
livres.
E mais informe-se, dada a expedigao de tal
aviso, est ainda em vigor, e se foi revogsdo,
quaes as razos em que se fandou o governo pira
essa revogago.Fialho.
c 4." Bequeiro que ae pegam ao governo in-
formages sobre a qunlidade e prego medio do
elgodao exportado para o estrangeiro em cada
um dos annos de 1830 1860, com declaragao da
quandidade exportada por cada urna das provin-
cias productoras ; e bem assim copias de quaes-
quer informages do governo brilannico ao go-
verno do Brasil a respeito da produegao do al-
godo, se taes commuuicages existirem e nao
forem de natureza reservada.Carvalho Res.
OBDEM DO DIA.
Continuoa a discusso do requerimento do Sr.
Esperidio sobre negocios de Porto Calvo, provin-
cia das Alagoas, offerecido em 8 de junho prxi-
mo panado.
Iodo por-se a votos, reconheceu-se nio haver
casa, pelo que ficou encerrada a discusso, e fez-
se a chamada.
O Sr. Presidente d a ordem do dia.
Levantou-ae a sesso s 2 X horas da tarde.
t Pagoda cmara dos deputados, em 8 de ju-
lho de 1861Pereira da Silva.Z, G. e Vascon-
cellos.
O Sr. T. Otloni mandou mesa as seguintes
ioterpellages, declarando o Sr. presidente que
ncavam sdbre a mesa, para se providenciar na
forma do regiment :
Bequeiro que seja designado o dia em que
se possa interpellsr o ministerio, e especialmente
o Sr. ministro dos negocios de agricultura, sobre
os seguintes pontos :
1. Sobre a resolugo que passou ltimamente
e consta do Jornal do Commercio de hoje, na
cmara dos deputados de Berlim, aconselhando o
governo prussiaoo a prohibir a emigraco para o
Brasil, emquanlo o governo brasileiro se nao
submetter s comminaces que arrogantemente
lhe sao impostas naquella celebre resolugo.
2. Sobre o modo porque o governo brasileiro
jenciona desaggravar-se da injuria que en Ber-
lim foi irrogada ao Brasil face da mundo
3.a Quecompromissos o governo tem toma-
do para a fuodago de colonias as visinhangas
das linhas frreas, em conformidade com a auto-
nsago do artigo 11 8 26 da lei de 27 de selem-
bro de 1860.
4.* A que importancia sobem as quaotlas
devidas aos diversos emprezarios e associages
de que trata o final do relatorio da terceira di-
rectora e que teem de pesar sobre o crdito de
6,000:0003 creado pelo decreto numero 885 de 4
de outubro de 1856.
< Sala das sesser, em 15 de julho de 1861.
T. Otloni.
ORDEM DO DIA.
Primeira parte.
Conlnuou a discusso do requerimento de
adiamento do projecto numero 56 de 1858, ele-
vando o oumero dos juizes da relago metropoli-
tana do imperio, offerecido pelo Sr. Dantas, com
a emenda do Sr. Paranagu, e foi approvado o
requerimento, ficando prejudicada a emenda.
O projecto foi, portanto, com o projecto primi-
tivo numero 63 de 1857 s commisses de fzen-
da e negocios ecclesiasticos.
Eutrou em primeira discusso, e foi approvado
para passar aeguoda, o projecto numero 37
deste anoo, approvaodo o decreto relativo ao
contrato celebrando com Joo Carlos Pereira
Pinto.
Entrando em primeira discusso, que a reque*
rmenlo do Sr. Silva Nunes, fof considerada ni-
ca, o projecto n. 32 deste anoo approvaodo a
penso concedida a Philis Broom, vio mesa
a seguiote emenda do mesmo Sr. Silva Nunes,
que foi lida, apoiada e posta em discusso :
Que se approve a penso contando-sa a con-
cesso da dati do decreto.
Posto a votos o projecto, foi approvado; e bem
assim a emenda, e foi commisso de redaego.
Segunda parte.
Contlnuou a segunda discusso da proposta do
governo para a flxago da torga naval, que ficou
adiada pela hora.
O Sr. Taques [minittro dos negocios estran-
geiroi):O nobre deputado pela provincia do Rio
Grande do Sul que fallou no ultimo dia de sesso
pedio algumas explicages acerca dos negocios
do Sul. (Silencio.)
Deseja saber o nobre deputado qual a poltica
do governo imperial em relago s repblicas do
Rio da Prata. Tambem deseja saber o nobre de-
putado quaes sao as vistas do governo imperial
em presenca dos acontecimenlos que se preparara
naquellas regios. Deseja saber mais o nobre de-
putado qual o proposito do governo imperial em
relago aos ioteresses dos subditos do imperio que
se acham estabelecidos em territorio oriental.
O nobre deputado por ultimo dirigi algumas
palavras de censura ao governo imperial, pela
execugo do tratado de commercio de 4 de se-
tembro de 1857, sem a ralificago do tratado de
permuta de territorio da mesma data.
Procurarei, Sr. presidente, satisfacer ao no-
bre deputado.
Sr. presidente, eu nao creio que as palavras
ao honrado cidado a que se referi o nobre de-
putado lonham a sigoiflcago que este lhe quiz
n j* 8"D.01,0S d imperio que se estabelecero
oa Banda Oriental nao pdem esperar all urna
seguranga e protecgo da parte do governo da-
quelia repblica que os proprios naciooaes nao
teem. E condigoem que se acham todos aquel-
es que habitara paizes em que a acgo da auto-
ridade nao bastante forte para fazer respeitar
todos os direitos; mas o governo do Brasil nao
pode esquecer o dever indeclioavel que tem de
prestar a mais ampia protecgo aos seus subditos
estabelecidos na Banda Oriental, ou all domi-
ciliados.
Bem longe disto, Sr. presidente, eu entendo
que, mesmo em razo das circunstancias es-
peciaos da Bepublica Oriental, o governo
Pedras de Fogo, pedindo para quo seja a mesma
povoacao toda para o territorio da provincia da
Ferahyba.A' commissfio de estilstica.
Lram-se e approvaram-se as seguinles re-
t aegoes :
l^Do projecto do anno passado, elevando a
WWW0 o ordenado do poileiro da academia das
Bellas-Artes.
_2". Do projecto deste anno, approvando a nen-
8a2aCO?vCe",a a D" Cl,noi o Do projecto deste anno, approvando iaual-
menle a penso de 3000 concedida ao capito re-
lormado Joao Francisco do Bego Brrelo.
O Sr. Teixeira Jnior pedio dispensa de mem-
oro da primeira commisso de orcamento.
Consultada a casa decidi affirmativamente.
ORDEM DO DIA.
Eotrou
A politicn do governo em relago s repblicas
do Rio da Prata tem sido e contina a sera da
mais perfeita absteogo quanto s questes inter-
nas desses Estados.
SESSO EM 15 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde ae Camaragibe.
A's 11 horas, fez-se a chamada, e o Sr. presi-
dente declarou aberta a sesso.
Lida a seta da sesso antecedente appro-
vada. rv
O Sr. 1 secretario d conta do seguiote
EXPEDIENTE.
Tres officio do ministerio do imperio :
O primeiro datado de 13 do corrente, enviando
por copia a informago do director interino da
faculdade de direito do Recife sobre a pretengo
dos estucantes Manoel do Reg Bsrros Souza
Leao e Alfredo Sergio, que junto devolve.A
quem fez a reqaiiigo.
O segundo, datado de boje, enviando as infor-
mages solicitadas por esta cmara sobre atelei-
Ces feitas as parochias de Papary e S. Bento da
provincia do Rio Grande o Norte.Igual destino.
O lereeiro da mesma data, enviando a acta da
eleicao de deputados feita do collegio da Viga,
provincia do Para.A' commisso de poderes.
Outro do ministerio da fazenda, de 10 do mes-
mo, enviando o mappa das operaces occorridas
na seccao de aubstituigoade papel-moeda duran-
te o mez prximo passado.A primeira commis-
so de orgamenlo.
Oatro do ministerio da justiga, de 11 do mes-
mo, enviando a representagio da eamara muni-
cipal de Ouro Prelo, provincia de Minas Geraes,
que acompanbou o aviso junto do ministerio do
imperio, acerca da creaclo de urna relago na
dita provincia, e da modifleago do actual regi-
ment de cusas.A' commisso de justiga civil.
Outro do presidente do Rio Grande do Sul, de
5 do mesmo, enviando urna collecgo das leis pro-
vinciaes promulgadas no anno passado.a com-
misso de aaaemblss provincises.
Julgou-se objecto de deliberago e foi impri-
mir o seguiote projecto da commisso de mari-
nha e guerra:
c A assembla geral resolve:
a Artigo uoico. Fica o governo autorisado. a
conceder o prazo de aeis mezes a D. Luiza Feli-
ciana de Aroorim e Silva, vluva do teoente-coro-
oel Jos Polycarpo Pessoa de Aodrade e Silva,
aflm de se habilitar dentro dalle pira parceber o
meio sold que lhe compele, dispensadas as dii-
posiges em contrario.
Esta poltica, Sr. presidente, me parece ser a
mais conveniente ao imperio. O governo impe-
nal nao iodifferente ao estado dessas repblicas.
Os interesses do nosso paiz, como os ioteresses
geraes da civilisago, eiigem que a organisago
daquelles Estados se torne definitiva e estavel,
que a ordem publica se mantenha e os poderes
pblicos exercitem a sua aeco com a liberdade
e seguranga necessarias. O governo tem para
este resultado quando possivel concorrido, e
continuar sempre a concorrer; porm entendo
que nao deve iotervir as questes internas da-
quellas repblicas emquanto os ioteresses essen-
ciaes do imperio nao exigirem a sua intervengo.
Esta poltica a mais econmica para o paiz,
e tambem aquella que lirra o imperio dos con-
tinuos desgostoi e inconvenientes dos preconcei-
tos que alliexistem contra o Brasil.
Em relago aos successos que se preparam no
Bio da Prata, o governo tem o firme proposito
de proseguir na poltica a que tenho alludido. O
governo, tanto quanto lhe permittem o pactos
internacionaes existentes, observar a mais stricta
neutralidade as questes entre ogoveroo do Pa-
ran e o de Buenos-Ayres. Nao recusar o ga-
lerno imperial os aeus bous officios sempre que
forem convenientes; o goveroo imperial nao es-
quecer os deveres da humanidade e os ioteres-
ses da civilisago.
O Sr. Mello:Ainda aventurar urna media-
gao?
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros :Bu
disse, Sr. presidente, que o goveroo se absteria
de iotervir oas questes entre o goveroo do Pa-
ran e o de Buenos-Ayres, tanto quanto'o per-
mittirem os pactos internacionaes existente*. E
devo accresceotar que o goveroo proceder lem-
pre, em relago aquellos governo*, de accordo
com os principios do direito das gentes admittido
por lodaa as nages.
A' guerra intestina ou civil sao applicados em
geral os mesmos principios que regulara a guerra
entre as nages.
Em outra occasio recondenemos, como consta
de relatnos da repartigo de annos anteriores
em Buenos-Ayres urna certa existencia separada
da confederaco de que fuera parte ; temos re-
conhecido o laclo, nao prejudicamos a queato
de direito,.
Este tacto, aenhores, que nio pode ser con-
testado, levou-ie a reconheeer em Buenos-Ay-
res o carcter beligerante era relago Confede-
raco Argentina.
Este recooheeimeoto em nada altera o direito
de soberaoia que a Confederago Argentina jul-
ga ter aobre Buenos-Ayres; o resultado dos
fados passados e dos factos existente/
O nobre deputado pela provincia do Rio Grao-
de do Sul, rereriodo-se a algumaa palavraa de
um honrado senador que dirigi a repartigo dos
negocios estrangeiros, perguntoa se o goveroo
abandonara os ioteresses dos subditos do impe-
rio que se acha va m estabelecidos oa Baoda Ori-
ental
rva
nheciam as circumstancias em que se achara <
goveroo oriental, que nio podia prestar nos ha-
bitante* daquelia repblica toda a seguranga que
tora para desejar, o goveroo, digo nio curava
de dar aos subditos do imperio toda a proteccio
de qae tinham oecesstdade.
imperio^ j tenho pensado na maneira de tomar
mais ecaz a polica de nossa fronteira. Julgo
que 6 necessario fazer alguma cousa para que
a polica as raias do Brasil se torne mais activa,
e que naja a maior reciprocidade e todo o auxilio
mutuo entre as autoridades do imperio e as da-
quelia repblica para se obler a ropresso e pu-
nigao dos crimes naquelles lugares.
J v portanto o nobre deputado que o gover-
oo imperial nao abandona os brasileiros esiabe-
tecidos ou domiciliados na Banda Oriental e
oem declina do dever que tem de pre*tar-lh'e a
mais ampia protecgo possirol.
A censura que o nobre deputado dirigi ao eo-
verno imperial pela execugo do tratado de com-
mercio de 4 desetembro de 1857, sem que hou-
vesse aquolle estado ratificado o tratado da mes-
ma dala de troca de territorio, me parece nao ser
justa. Esses dous traalos que foram celebrados
na mesma data, o foram porque o pediam os io-
teresses recprocos do importo e da Bepublica Ori-
ental, nao foram o resultado de abuso de in-
llueocia do imperio sobre a Repblica Oriental.
ro tratado de commercio, o Estado Oriental
inna de ganhar com a sua execugo, e o Brasil
tambera tinha a dimiouigao de direitos dos seus
productos agrcolas importados naquella jepu-
plica. Com eTeilo aquelles tratados foram cele-
brados coojunetamente, hara entre elles urna
certa relago, e conjuclamente deviarn ser exe-
culados. O governo imperial hesitou em dar a
devida execugo ao tratado de commercio em-
quanlo nao fosse ratificado o tratado de permu-
ta de territorio. O governo oriental porm deu
todas as segurangas de que oonsiderav* urna
questao de honra a ralificago deste tratado, e
loi em virtude desta seguranga que o governo im-
perial pflz : aquella oulro.em execugo. Essa ra-
uucagao.senbores por parte do estado oriental ao
ralado de troca de territorio, nao tem sido rea-
lizada at hoje, o senado oriental rejeitou o pa-
recer da commisso que propuohi essa ratifica-
gao, e o governo imperial ento enlendeu que
devia suspender, como suspendeu, a execuco do
tratado de commercio.
V"" yox :_e fez maito bem. (Apoiados.)
O br. Ministro dos negocios estrangeiro :0
tratado de troca de territorio, assim como o de
commercio, nao foi o resultado de abuso de pre-
ponderancia ou influencia do Brasil sobre a Re-
pblica Oriental do Uruguay. Esse tratado esta-
oeiecia a troca de um pequeo territorio denomi-
oadoRincao de Artigas- e que pela demarca-
gao da fronteira devia pertencer ao imperio, por
um territorio denominadoCunha Per per-
tencente Repblica Oriental.
Esta permuta de territorio tinha porfim a me-
lhor polica da fronteira, porquanto a linha divi-
soria, como tinha sido ajustada, passava pela po-
voagao de Santa-Anua do Livrameoto. A cma-
ra comprehende bem que urna boa polica restas
circumstancias era impossivel ; as autoridades
locaes nao podio perseguir como convinha os
criminosos, porque bastava que elles atravessss-
sem de um para oulro lado para estarem em
territorio estrangeiro. Foi portanto, por urna
uecesaidade evidente e mutua, de melhor poli-
ca nis fronteiras, que esse tratado se celebrou.
O senado oriental, porm, nao sei por que moti-
vo enlendeu que nao devia dar a sua approva-
caoa este tratado, e em vista deste facto o gover-
no imperial resolveu oo continuar na execugo
o tratado do commercio.
Sao estas as breves explicages que eu posso
dr nesta accasio ao nobre deputado pela pro-
vincia do Rio-Grande do Sul. Tenho explicado
qual a poltica do governo imperial em relago
Repblica do Prata: o governo espera realizar
essa poltica de accordo com o voto do parla-
mento, e confia que quaodo se tenha de tratar
de quesioes em que sejam ioteressadas a digni-
dade e honra nacional, nao haver nesta casa di-
visao nem partidos. (Apoiados!
Tendo a palavra, Sr. presidente, neste mo-
mento aproveita-la-hei para dizer que o gover-
no, com o apoto da nago e do parlamento, jul-
ga-se habilitado para realizar aquella poltica que
lem em vista, o ministerio se acha pereila-
meote unido e solidario para executar e applicar
os principios que o dirigem Nao ha a este res-
pello discrepancia alguma. As minhas ideas, de
accordo com as dos meus honrados collegas, sao
bem conhecidas nesta cmara e no paiz.
Pego, portanto, aquellos que penso comigo. o
apoio mais franco e decidido ; nao o espero nm
tenho direito a espera-lo, daquelles que teem
urna oploiio opposta.
(Muito bem, muito bem.)
Oro maia o* Sr*. ministro da justica, Jos
Bonifacio e Saldanha Marinho.
O Sr. presidente arca a ordem do dia e le-
vanta a sesso.
Entrando em primeira discusso.que a requeri-
mento do Sr. Pereira Pinto tol considerada ni-
ca, o projecto n. 31 do mesmo anno, que appr0-
va a penso concedida a D. Josepha Cruz e Silva
ae Aodrade, veio mesa a seguiote emenda dos
^rs. Coulo e Pereira Pinto, que foi lida, apoiada
e posta em discusso :
Que a penso seja paga desde a data do de-
crpto. i>
. Procedeu- se volagao e foi approvado o pro-
jecto; e bem assim a^mendj, e foram commis-
so de redaegao.
Entrando depois em primeira discusso, que a
requerimento do Sr. Carlos da Luz, foi conside-
rada nica, o projecto n. 135 do anno passado.
mandando abonar a D. Malhilde Emilia de Vas-
concellos Piolo Leal o meio sold da patente do
seu finado marido, veto mesa o seguinte re-
querimento dos Srs. Santa Croz e Paula Fonseca,
que tol aqu ltdo. apoiado, posto em discusso e
approvado :
Que aeja o projecto e mais papis remettidos
de novo commisso de marinha e guerra para
dar o seu parecer.
Em consequencia, voltou o projecto commis-
so de marinha e guerra.
Eotando finalmente em primeira discusso.
- q? ;e,Iae"monlo do Sr. Diogo Velho foi con-
siderada nica, o projecto n. 38 deste anno, au-
tonsando a matricula do eetudante Maooel Pe-
aro Lardoso Vieira, vieram mesa e foram lidas
apoiadas e postas coojunclamente em discusso
diversas emendas concedendo igual favor aos se-
guintes estudanles:
Joaquim Ignacio Nogueira Penido, Jos da
Molla Nunes, Prudente Ribeiro de Castro, Joa-
quim Cajueiro de Campos, Lino Justioiano de
Almeida Pires, Bernardo Dias Lima, Antonio Jos
de Carvalho, Galdino de Freitas Travassos, Joo
Jos dos Santos Ferreira, Joo Adolpho Hibeiro
da Silva, Joao de Hollanda Cunha. Manoel do
neg Birros Souza Leao e Ignacio Pires de Car-
valho e Albuquerque.
O Sr. Viristo offereceu a seguinte emenda, que
contando urna medida geral, e tratando-se de ob-
jecto particular, enlendeu o Sr. presdeme que
nao podia ser admillida e assim o resolveu :
Que sejam julgadas validas para qualquer
das academias do imperio, para o fim de se ve-
riucar a matricula, os exames preparatorios fei-
tos pelos estudanles em qualquer das nossas aca-
demias sem distinego.
A discusso ficou adiada pela hora.
Continuou a segunda discusso da proposta de
xagao de torgas de mar, que ficou adiada pela
hora.
SESSO EM 16 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 horas e 3/4 fez-se a chamada, eoSr. pre-
sidente declarou aberta a sesso.
Lida e approvada a acta, o Sr. Io secretario deu
conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do ministro do imperio, datado de
hoje, participando que S. M. o Imperador rece-
ber amanha 1 hora da tarde, no pago da ci-
dade a deputago desta cmara que tem de apre-
sentar ao meamo augusto aeohor a resposta i fal-
la do Ihrooo.IoUirada.
Outro do mioistro da fazenda, datado de 13 do
corrente, enviando com as competentes informa-
ces, o requerimento em qu* o primeiro escrip-
lurario da tbesouraria de fazenda de Minas, Ma-
noel Pinbeiro de Ulhoa Cintra, pede um anno de
licenga com todos os vencimeotos para tratar
de sua saude.A' commisso de pensea e orde-
nados.
Um requerimento de Maooel Francisco de Pao
la Barros, pedindo para poder adrogar em qual-
quer parte do imperio, independente de pro-
visto.
Oatro de Jos Maooel de Barros Wanderley
-1 pedindo para fazer acto do primeiro anno da f-
' 'i'f"* qu8 un" !?* que *,lM Procu" cuidad* de direito do Radi, sm frecuenta como
m eatabelecer-se naquelte* territorio*, e eo- ouviote. preeodendo exame de historia e g
geogra-
phia.A' comminio de instruego publics.
Oatro da irmandade de Nossa Senhora da Pe.
nha, pedindo dispensa das leis de amortiaago
para possuir beos de raz at o valor de 20:000*
A' commisso de fazenda,
Outro de diversos moradores da poroagio de
Oraran oa Srs. Zacharias, mioistro da marinha^
Jos Bonifacio e Paes Brrelo.
O Sr. presidente d a ordem do dia.
Levantou-se a sesso s 4 3/4 horas da tarde. ,
SESSO DE 17 JULHO DE 1861.
Presxdencxa do Sr. visconde de Camaragibe..
As 11 3[4 horas fez-se a chamada, e o Sr. pre-
sidente declarou aberta a sesso.
Lida e approvada a acta, o Sr. 1 secretario-
dea conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Dous officios do ministro do imperio;
1. Datado de 13 do corrente, participando
ter-se expedido ordem ao ministerio da fazenda
5arc.e. 8bo?.r. mensalmente durante p exercicio
de 1861 a 1862 ao official-maior da Wretaria
desta cmara a quantia de 150* para a despeza
do expediente ; ao porteiro a de 20$ para asseio
da casa ; e a Jos Manoel Madeira a de 70 de
gratilicagao pela conduego do expediente.lo
teirada.
2.* Datado de hontem. enviando um requeri-
mento em que Joaquim Pinto de Fraoga, orga-
nista da cathedral do Para, pede augmento de
ordenado. A commisso de peosas e erde--
nados.
Um requerimento da sociedade Auxiliadora d
Industria Nacional, pedindo isengo do direito
de tonelagem, para os navios que importarem ga-
do em p de ragas typos, e do de consumo, e ex-
pediente para a importagio de aniones destina-
dos para o melhoramento das ragas.A' com-
misso de fazenda.
O Sr. presidente ooaeou o Sr. Gama Cerqueir
para servir em logar do Sr. Taques oa eommissa
que tem de rever o regiment commum na par-
te em que exige metade e mais um dos memoro
de cada urna das cmaras para poder abrir-se a.
assembla geral.
. ORDEM DO DIA.
Cootinuou a discusso do projecto n. 20 deste
anno aobre a matricula do estudaou Gabriel Jos
Rodrigues dos Santos, conjuntamente eom o pa-
recer da commisso de instruego publica, apre
sentado na sesso de hontem.
Vieram mes*, foram lidas, apoiadas e postas
em iascussSo diversas emeodas, concedendo o
mesmo favor aos estudanles, Olimpio Ignacio dos
Res, Fraoci*co Jos de Souxa, Antonio Monteiro
Barbosa da Silva, Tiburcio de Aodrade Valla*-
que, Francisco da Cunha Bellro Araujo Pereira.
e Maooel Pedro Cardoso Vieira.
O Sr. Silvioo mandou a mesa o seguinte reque-
rimento que foi regettado :-
Requeiro que todas as emeodas sobre que
nao houver parecer favoravel da commisso de
instruego publica vio i mesma commisso pa-
ra dar sobre ellas o seu parecer.
Contiouou portanto a discusso do projecto
com todas as emenda*, o qual foi posto a votos e>
approvado e parecer at aa palavra* Vieira de
Mello, nodo regeitado o resto.
Ao* 10 minutos antes de 1 hora da tarde ia-
terrompeu-ee a votagao e aabio por convite do
Sr. presidente a deputago qae tinha de ir ap*e-
sentar a Sua Magostado o Imperador a resposta
tolla do Ihrooo ; e oio haveodo por Uso. nu- -
mero para continuar a votagio, o Sr. presidenta
suspendeu a aesaio.
A' hora e raeia continuando a discusso pro-
guio a votagio ioterrompida.
Foram approvada* toda* aa emendas oftoreci-
da*,e sendo adoplsdo o projecto assim emenda-
do, toi commisso de redaegio, aeodo reaei-
todo um requerimento do Sr, Gama Cerqueir* pa*
que emendas fosaem redigidas em projectoa.
I0'ton!0 5*>1utC*. o Sr. Biodeira de Mal
^,<*r.de'".|iU deputago toi
racebJda oo p*$o impert! com ai formalidades


w
t*\ nr

DIaRIO DI riWIAMBUCO. QUINTA FEIR* 22 DI AGOSTO BE mi;


eJe eslylo e desempenhanao sua nrisso. 9ua
Mageslade Imprisl se dignara responder: Agra-
eco a cmara dos Sn. deputadn o apoio qae
firomette ao governo, aue continuar a esforzar -
se pelo consciencioso cern primen to dos seus de-
beres,
A resposta foi recebida com muito especial
grado*
Cantineo, a discureo da pronoata que flxa as
larcas de mar, qae fteou adiada pela- hora
Feraro a imprimir os pareceres dr segunda e
aerceirs eommisso do orcamento, Usando a "des-
pwi dos ministerios de juatica, imperio, guerra
e maTinha.
Oraran o* Srs. ministro da justica e Barbosa
4a Cimba.
O Sp. presideole d a ordem do da e taranta
m aeasdo.
PERRAKBUCO.
REVISTA DIARIA.
Teodo sido exonerado da promoteri publica
u comarca do Brejo o bacharel Antonio Bapsta
tiiirana Costa, Coi nomeado ara snbsivtui-lo no
nesmo cargo o bacharel Francisco Jos Feman-
tes Gitirana.
Ao norneado foi determinado que enlrasae sen
Menea no exercicio di respectivo togar.
Sobre proposta do Sr. Dr. chele de polica
forara uomeados- os Sr. Ignacio Aires da Silva
Santos e Antonio da Rocha Hollanda Cavalcaoli,
aeado este para 4 aquella para a* supplente uc
delegada da polica da termo de Barreiroa.
Ao Sr. Luk Gomes Ferretea, guarda-mor
interino da aifandega, oram concedidos ciacoen-
ta dias de Ucenca com vencimentos na forma da
le, para'tratar de sua aaede
Teodo a amara municipal objectado. alle-
gando que altera a planta desta cidade aestago,
^ue a vi* forrea pretende construir na povoaco
dos Afosado, no local escolhido, o Exm. Sr. pre-
sidente da provincia exigi do Sr. engeoheiro fis-
cal remessa de una planta da mestna, na qual
se a indicada e terreno preciso' para a referida es-
tacao, bem cerno para as ras respectivas, am
deque sabr ellsseja tomada urea resoluco ul-
terior e definitiva.
Be cero acham-ee concurso as cadelras
ragas de ustnucro elementar do grao de se-
xo masculino das povoacoes de Una e S. Vicen-
te e da villas de Baique, da Boa-Vista e do Ou-
ticuty.
O praso marcado para a inscripc,o e processo
la habilitacae de 30 dias.
O Exm. Sr. presidente da provincia, sobre
requerimfiito do empresario dos espectculos ly-
ricosdo thestro de Santa Isabel, Gioseppe Mn-
aangeli, concedeu-lhe permissao para principiar
entre abril a julho do anno vindouro o espaco
dentro do qual dere dar as represen taces do
sen controlo.
Foi nomeado o capello do presidio de Fer-
oaodo de Norooha, padre Jos Lopes Dhs de
Carvalho para eostoar primearas letlras oaquelle
presid'o.
E* boje a segunda praca para a arrematado
de differeotes iinpostos, queconstituem urna par-
le das rendas mttnicipaes, sendo a ultima no dia
26 do correte.
' Pelo governo imperial foi nomealo para
continuar a regec a cadeira de theologia dogma-
tica Jo seminario deOUoda o conogo Dr. Joaquim
Francisco de Paria.
Esta nomeaeo foi feita sobre proposta do Exm.
Sr. bispo diocesano.
No da 20 do correte a tarde fez exercicio
de fugo no campo de Saulo Amaro das Salinas, o
S batalhao de infantiria.
O conselho de juramento do corpo de po-
licia, do qual auditor o Dr. promotor publico
{Gusmao Lobo), coudemnou ao soldado da 2*
campnula los AntonioSoares um atino de pri-
sa o por crirae de primeira deserco aggravaa,
como incurso no art. IOS Io combinado com o
3o do mesrao artigo, e art. 101 2 ns. 3 e 4,
iodos do regulameoto de 2 dedezembro de 1853.
O conselho de julgameoto. tendo em vista as
ultimas recomniendaces dw Exm. Sr. presidente
da provincia, usou da faculdade que lhe outorga
o art. 162 da mesmo regulameoto para levar em
conta ao reo o lempo de priso que ha soffrido.
E' este, segundo- nos consta, o ultimo processo
peudente no corpo de policia. Ao lelo e acti-
vidade reonhecida do Sr. Dr. Gasmo Lobo,
deve-se a proapt expeuico de tantos proeessos
-que desde muito esperavarn o julgameoto final.
Ante-bootem desaquaitelou o contingente
do 2o batalhao de infamara da guarda nacional
desle municipio, que se achara auxiliando a tro-
pa de liona, sob o enromando do Sr. capitao Mi-
guel Bernardo Quinteiro.
O Sr capitao Quinteiro com mais este servico
augmentou a con llanca que tem sempre merecido
do governo, pela dedtoaco e zelo que lhe sao
cnuliecidos oodesempenho de suas coramissei;
as quaes oram logo ao debandar o contingente,
reconhecidos por demoostrecoes significativas
partidas dos seus subordinados nosses vivas com
que o victoriaram.
No di 20 casa de dvtenco 4 bornea e 2 mulheree, sendo
4 livres e 2 escravos, a saber: a ordem do Dr.
juiz municipal da 2a vara 1, ordem do subde-
gado do Recif 2, a ordem do- de Santo Antonio
3, inclusive as cnoulas Justina escrava de Ma-
ri riel Los da Veiga e Josnna escrava de Joao
Xuiz Pereira Lima.
MOKTALtOADE DO DIA 21.
Mara, frica, 35 anuos, solteira, Boa-Vista, t-
sica.
Domingos Pereira de Almeida, Bahia, 30 annos,
solleiro, Boa-Vista, tsico.
Cuilhermina, Pernambuco, 5 mezes, Santo An-
tonio, tosse convulsa.
Igne?, Pernambuco, 8 mezes, Santo Antonio,, in-
tente
Manuel lavares de Jess, Pernambuco, 32 annos,
casado, S. Jos, tsico.
Rila, Portugal, 80 annos, viuva,,branca, catar-
rbo chronico.
Communicados.
A remocao do E) ni. Sr. dezembargador
Amonio Joaquim da Silva Uouies da
relaco des te districto para a do da
Baha.
A magistratura foi sempre um sacerdocio to
venerando, que no aeu nobre exercicio- nao ha
meio termo, ou os juizes devero ser, quaes ou-
tros deuse na subUme phrase da eecripture, sem
davida parque eilee, na trra faaam a vezes da
dKindade, ou entao equiparara-se Ithodarmn
toa, juizes da inferoo, ministros de Satanaz. Por
iaao, cora grande acert, dizia o eooseltteir Bas-
tos, o majisirado que nao i um hroe, nao nem
homem de bem, as um ante perigotiuimo,
un inimigo publico, ou ante um verdadeiro
monslno na so/Hedade.
Nestas circumstaocia quando um paiz pode
cootar um bom numaro da magistrados indepen-
deules, illustrados e iotegerrimos, pode tambem
desde logo considerar-ee feliz a al ufanar-ae, por
qae cada cidadao tranquillo cotilla no livre exer-
cicio de aeus maisacrosantos direitos, e na- ple-
na garanta de sua saguranca individual, da hon-
ra e da prapriedade, a despeilo dos aeaaltus e ca-
prichos do poderoso usurpadores e perversos
cmfim.
-fie outro modo, quebrados estes forte vncu-
los de harmona social, a aaarebio substitue or-
dem, a fraude a a prevarieacao vao sentar-sano
throno da justica, a a impetuosa vontade da pre-
potente bada- neceesariamaota imperar sobre a
incontroversos dirtiitosdo fraco-e desvalido, d'ah
proceder o odio dosoidadao, a infelioidade e
i nina do estado.
Bettruireis *po*, a tranquilidade, diria nm
deulof da egrefs, te imprimir o$ tribunaet.
No nosao pala, onde-a magistratura mal con-
siderada, peaaimameota retrioaidar, alm dajazer
a orna per&ita depeodeocia da accao goreroa-
tiv, da que adrada se tem procurado circundar,
observa -se qa anda Beata preclarisaima classe
Ji a felizmente muito membros respaila veis, par-
que na lata de lodos esses obioeae pnvaces es-
faram-se par fazr soarewhir, e triumphsr as
aerdadeiras virtudes, w posaaam a sao por isso
nesmo digno de teda consideraco possive!.
Sem innos mais-tonga-, entre-oda- meamos na1
retaceo dette distrieto acabamos de ter um bem
edificad exempio, um facto mui significativo, e
convincente, do nosso aseerto.
Todos sabem nesla cidade, que o Exm. Sr. da-
embargador Antonio Jeaquim d Silva Ootnea,
em outroa netos pera saa decente lubsutaacia
do que os leones veatfmenlos que percebia, em
razao de seu nobre officio, cheio por consegunte
de algomas privacoes, porque desses mesmos
poucos recanos via-se obrigado 4 repartir com
sua velha mi, algumas manas e sobrlohas exis-
tentes na Babia, 'onde etle natural, sempre
aqui se portou no desempenho de suas Iunc;des
com amaior independencia e gravidade possivel.
pudendo-se-lhe bem applic^r o sublime peaaa-
mento de Dupin da qae a cadeira por to dietu-
to magistrado oceupattaera he** de eipinhoe. em
r/vees por vezas lhe pnngimm o eepiro, nvaa nun-
ca a contciencia Ae catstsaram. ddres mas nunca
reme*aov m um paiavre, que para elle a Justi-
na sempre foi o hrado dos opprimidos, e a agida
da todos.
A per desse carcter iategerrimo e bbb ctr-
cumspecto do Exra.-Sr. deseaibargador Sil*a Go-
mes, elle bem sabia aquilatar a sua melindrosa
raissao e Imperiosos, deveres, parque na mais res-
tricto- cumprimento tfella absonria todo sen pre-
cioso lempo, alm de que rarissima foi a sesso
daquelle respeltarel tribunal a que elte naocom-
parecessa, a rssa mesmo s6 por mui grave enfer-
midade. A sua poutualidaae tornou-se prover-
bial.
Outro sim, sem receio da errar, se pode adir-
mar que era um homem viva para o trabalhos e
marte parcas passa ttmpos 4o mundo, tanto as-
sim que sabe-se com exaccao, que contando elle
apenas quasi tres annos de exercicio. ou smente
34 mezes (desde outubro de 1858 al agosto do
corrate) julgou cerca de mil e duzeotos feitos, o
que na veTdade assombra, e demonstra mui sin-
gular actividade e dedica^ao ao servido publico,
visto como acresce, que nesses mesmos 31 mezes
necessario fazer o descont de qualro mezes das
ferias divinas occorridas no respectivo periodo ;.
il'onde bem se v que elle considerava esseocial
toda essa sua sollcitude sem precipitacao, para
nao incorrer no pensa ment dla Brusereque i
urna injuilica o faxer esperar ajustia.-
Aquelles que commnnlcaram o Sr. desembaga-
dor Silva Gomes, e ouviram-no discutir materias
jurdicas na relaco com sua palavra poderosa e
convincente, cora a madureza as deliberarles,
eraiira que tiveram occasio de lr os luminosos
accordos por elle redigidos e lanzados na quali-
dade de relator das respectivas causas, sabem
mui bem e devem estar convictos, de que elle
nao de urna vulgar illuslrac,o, mas im possue
alm de subida inlelligencia, profundo estudo,
ampio coohecimeoto da legislagao patria, grande
licao do direito positivo o dos mais eximios juris-
consultos, o longa pratica forenseseu eslylo so-
bretudo lomava-se apreciavel pela precisito, cla-
reza, diccao de phrase. caracteres preferiris,
proprios e r^commendaveis as serias occasies
de dogmatisar e decidir sobre as controversias
alheias.
E sem duvida era por o Sr. desembargador Sil-
va Uomes comprehender ajustadamente o que
deve a sociedade e empenhar-se vivamente no
cabal preenchimenlo das imperiosas funecoes do
seu nobre cargo, que coneenlrava se sempre em
seu domicilio, retirava-se tfo reboliQO social, e
dedicava-se prolongadas vigilias e aturados es-
tudos.
Sassim que um magistrado pode obter me-
recidos louros, e toruar-se digno de justos lou-
vores.
Por outro modo (diz Santo Agostinho] os juizes
constituom-se o fiagello das sociedades, o refugio
do crime, a calamidade da innocencia e o juris-
consulto inglez Biascktoue accrescentou logo,,
txpe-se ao despreso publico, e reflecte muito de-
zar sobre aquelles que os conservam empregados.
O Sr. desembargador Silva Gomes fez-se aiada
recommendavel por urna invejavel forjado espi-
rito, acompanhada da mais completa imparciali-
dade. A lodo o transe elle soube sustentar ina-
balavel em suas mos a balanza da juslice.
Nenhum receio, considersQes alguma o fazia
vacillar de, com varonil vigor ennunciar seus re-
tissimos juizos, adespotto mesmo de ir por elles
attrahir desaffeices, desgoslos, compromelli-
mentos e contrariedades de ordem mui superior,
e oas mais crilicas occasies, como nao seria dif-
cil de demonstrar.
Foidest'arle que elle pule alcancar o mais il-
libado crdito, o mais brilhante nome de um p-
timo magistrado. Por cerlo nSo lhe era, desco-
nh-'cido o principioNoli qme rere fieri judex ni-
si valeas virlule irrumpere iniquitates.
Outras virtudes moraes destiuguiam o Sr. de-
sembagador Silva Gomes.e completara os enco-
mios, de que digno. Dolado de bastante reli-
giosidade, elle, era sempre visto do templo em
actos sagrados.
Sem a religiao eo temor de Deus moralcen-
te impossivel que as paixdes nao oQusquem a ra-
zao, oo imperera, e por ultimo nao possam dei-
xar de corresponder o mais incorruptivel carcter.
Queru presa a religiao segu necessariaaienle
os seus imprescriptiveis diclames, e por cousu-
guinte sabe garantir e ressalvar os direitos da
sociedade inteira, dar cada um o que seu,
com igualdade e justica, sem distiocco de classes
ou de individuos, e emfim se assignala por urna
vida lo excmplar, como aquella estimavel ma-
gistrado.
Seu trato foi sempre mui polidoe aJJavel para
Com todos, que o communicaram, sem indiscreta
franqueza nessa excessiva familtaridade que o tor-
nasse despresivel.
Nunca precisando de fazer crr aos autros que
o seu merecimeolo era superior so que possuia,
nem de se fazer desconhecido, jamis so tornou
de ditficil accesso. bem fazia myslecio ou econo-
ma de sum palsvras. como se ellas fossem sa-
gradas partculas, no entender de muita genle
boa, que ad instar dos res da Numidia nunca so
inclinaran-! para cortejar pessoa alguma, e pro-
cura m peto profundo sizo inculcar muita snbenga
e indefectivel justicia, ou na phrase vulgar de
Vales mais pelo peso do que pelo, feitio.
Que louca pretenco considerar o coracao de
um magistrado ioacessivels naturaesjinclinacoes,
e aos mais nobres sentimeotoa da humanldade,
como de piedade e commiseraco. amizade, etc.,
ou de mesmo modo suppo-lo pessoa iuleiramenle
seggregsda do scalo, incommuoieavel, sem con-
tacto algunr com a sociedade, como se fosse al-
gum religioso Claustral, quando. a sua firmeza
consiste no seu incorruptivel comportameoto,.
quando o seu zelo est no cuidado, que deve ter
em que se Ihes nao falte eom as honras devidas,
nem com o decoro proprio.
Cicero bem eosioou no seu excelleote Tratada
dos deveres, como nm magistrado p le ser ae
mesmo lempo bom juizeamigoExconversalio-
ne ce quali nom nascitur contemplus dignitaiis.
Quem o contrario pensa e o pratica ( forca.
confessar) deixa bem claramente entrevera pro-
pria desconfianza de serincompativef sua digoi-
dade, e indefeclibilidade da sua justica com a
embargador Silva Gomes aqui portoi-se cima del sigoeu com7 jo ir parte, do Que don fS.Eu
todos os elogios, quer no desempen&o a>a aaaa l:
altas funecoes, quer em carcter da' particular,
sempre na conformidad daquelles sena-
precedentes, quando elle, emfim, jfasjjiit
exerce atlribuiQdes algumas, e retira-se>MMpi
sua provincia natal; a Bahia, como pedir, atfrn
de viver ao lado de sus velha e cariahose. mae,
presada* Irniiaa, segundo eaaate. e por ansa-
gttinte ajaendo tambem j n ao-pode ileatliiiii
com jusaut t. ajaeiejaer naaataacia lisonja, ina-
pora d* novo prestar-lhe, (guardando sempre
mesmo incgnito) o devidXec justo respei ae
seu etaaatio mereciraentov
Oial#, qaa-o Se. deseJalisgadra? Silva Goma
egandn tt salvo naquua-seu beitb torro pa>>
aa, pana fruir sampr* da todaetae vaaaaraav.
junto de su a Fsras. faaaill, e ae-meem lampo
eootinaar s^mereeer o glorioso crdito, toda* a es-
tima a suhila cnsidexac,o que pelos seus pro-
prior factor atruT soube obter- e hade perpelusr-se
na memoria dos Pernambusanos, que sao domi-
nados do verdadeiro- sentimorrtde justiga, ido-
latras da plena execu^o das leis.
Dia da Macedo escrivao o escrev.
udes da Silva MouraFran-
K
De urna oreesportaeocia, scriplai desta eida-
de e publicada no Diario dme Alagae da 9 do
correte, encontramos, depois de narrar o cor-
responden le o fado, que se deu ltimamente entre
a preaiderrcM desta provincia e Dr Seraphico,
sobre a ineompetibilidad* desta no exeroiew de
lente de ColUgjo das Artas, e desunciente de
juiz municipal, as seguinles pafavras:
c Achira-se as cousas neste ponto ; mas com.
a imparcialidade, que nos propria, eremos que
esta deciso do presidente nao pola ser justifica-
da, e parece-nos que o Sr. Dr. Seraphico fez o
seo dever.
A" nos, parra, que parece que, se o Sr. cor-
respondente estivesse par das leis, ou se lives-
se lido attentaraente as portaras da. presidencia
dirigidas sobre isso ao Dr. Seraphico, por certo
que sua concluso, dizendo que aquella cumprio
dignamente com o seu dever, e que o proced-
melo deste que nao poda em face da le, ser
justificavel. Mas o tal correspondente, que bla-
sona tanta, imparcialidad?, nao podia'deixar de
assim escrever, pois, segundo nos eoosta, elle
um acadmico, qne esluda ao mesmo lempo dous
anuos na Faculdade de Direito, e que, fiel aoseus
lentes, nao perde a occasiSo de prestar servicos
agente do Constitucional. D'aqui so v,que tses
palavras no devem proluzir etleito na provincia,
para oode foram escripias, e nem para onde esse
correspondente universal houver de escrever em
sentido desta nalureza.
alais um reparo. O correspondente nao fiel
anda & sua imparcialidade narrando na raesma
correspoodeneia a inaugurarlo do laboratorio de
roupa do sitio dos Bariltys, limitou-se a louvar
pomposamente ao Dr. Ramos, esquecendo-se dos
de mais emprezarios. que tanto concorreram para
engraodecimeoto da empreza, e para o brilhan-
tisno do acto da inauguraco.
E' pena que o Sr. correspondente nao se} fiel
oa narracao dos fictos, e que deUe algumas ve-
zes desvairar, pois nem de leve desejamos offen-
der, principalmente servindo-nos da capa de
Escriptor invisivel.
18 de agosto.
Publicif^oes a pedido.
Eio\tTj meajmo da, mez e anoo antes deca-
rados.nesta cidade de Thereiina e casas de mora-
dado jui* municipal suppleotatam parta criminal,
major IBjpaelariques de Paava> coaigo eaeri-
* i saa aaaajaaiio noraeada, riu preseate o
* *amco da;Parias Lernos, aapilaa.Jaaa
Pereiaa Kuoesv este pelo juu Ulaftuam taita
sa segasataa pergnotas:
PergvaaAadkv qtael o seu no roa, Mr., pr
salado, resideania, naluralidade, e castumesv
Respoodeu Aamar-se Joa treretr NhHHfa,
com 40 annos' da idade, erunragado publica d*
administrarlo drenda provasMial, aeado, ra*-
rador nesta capital, natural desta provincia e dos
Jurou aos Santos Evangelhos debaixo do qual
ne encarragoa que com baa e saa consciencia
declarasse o que soubesse e oerguntado lhe fos-
se acerca do caniendo na petiQao a folhas do Dr^
Trancfsco de Ferias Lomos : o que prometteu fa-
aer, e disse que no dia 23 de dezembro do anuo
prximo passado, sa a memoria lhe oia faina,
elle testemunha declaradamente apresentou ao
Sr. Dr. chefe de polica o accordo da relami do
districto contra Joaquim- FerTeira de-Mello, e ha-
vendo o mescao S. Dr. cete de polica, por oe-
casiode racabat a da accordo dito que j sa-
bia desse negocio o qual havL caducado, succe-
deade ista- la+ver por ser un negocio preparado
para fina elettaraes. ella declarante rapondeu a
sua senhoria, que ignara/a o fim de aemelliaole
processo. mas que assevecaaa que a lefarid ao-
cordao saacbava. nesta cidade a muito lempo,
em- podes do Dr. DaolioAo. Maadea da Silva Mou-
ra, que naqueUe dia I ha o tinh entregado, di-
zeado que j o havia-apresentada ao Sf. Qr. che-
fe de polica, na accasio em que este se achata
de partida para Principe Imperial, e- que sua se-
nhoria lhe deelacara qua deaaase para sua volta
a deciso de semelbaiate accordo.Salvo aqui
a eairw-nh* por mam posta digo viole usoa
lauda 6 verso era nuraeraca.
Nade mais dase aaaa Lbe foi pergeniado den-
se por Ando este depoimento que lido e acbando
conforme assignou-so com o juiz e parte, do que
dou f.
Eu Raymundo Bisa d Macado, scriro e es-
crev. Paiva.Jsa Pereira NuaeaFrancisco
de Parias Lemos.
dada opposta nao lhe foi nova mente tomad i.
Lancando-se depois, o povo mesa, a detla tira-
mos a orna em occasio que felizmente vera en-
trando n'esta villa quatro pracas das que o Bxm>.
Sr. presidente, ltimamente para aqui mandou,
com o fim de cooter a ordem, amea^ada pela
parcialidade do juiz de piz, as quaes concorren-
do logo igreja, pelo tumulto que alli arreban-
lra eom ella puda reatabelecer a oriem eeaii-
luindo a urna a seu lugar, resultando simples-
maate do confliato urna peladura era urd3do
da-tenle-coronal Francisco Felias Corts^, qjua
segundo diz elleM foi feita por ter tambera pagada
oatMHBM, quando ana o da sua paeuiaitdadn a -
raesam de cima da mesa, a procuraram canaria
sanxram,Ouira Igual peladura, tambem na anio
dotmesario Fraucisco Luiz Pereira de Carv.alno e
Stiv, feita eom a quina da mesma acna, ou fer-
ros da dobradisse na occasio que disputavam,
;de" eojas peladuras nao resultou ferimento qrxe
deitasse a minima gola de saogue.
Apazar disto, porm, o flvd. sigario deapeilado
par aar cortado o terrivel plano da su parciali-
dade, declarou matriz ioterdicta, figucaude
a'ella dertamameato da saogue, com o fim de
obstar a contiuuscao dos trabalhos eleitoraes na
maaeaa matriz.
O-juiz da paz com os dous mesarios de sua par-
cialidade declararan* depois da restabelecida &
ordem, que nao conUnuaram nos trabalhos, e da
igreja retiraram-se, fieaodo os dous outros me-
saras que procuraras) recompor a mesa, pala
forma que a lei determioa. E' o que se passou.
a, neme- me eumere, levo ao alto coohecimeoto
de V. S.
Dees guarde V. S. por felizes annos,. ele. Bar-
ras a de Janeiro da 1861 Utas Se. Dr. Franeis-
co de Parias Lemos, muito |di&uo- chefe de poli-
cia desta provincia.Laureotino Gomes da Silva
(tabello.*Conforme.Joan Alvaro da Souza,
secretario* de polica.
DOCUMENTO N. 3.
O Sr, secretario da resarUco da poftcia infor-
me em qae da, mez a armo ti prepwslo o dele-
godo de polica das Bancas, que oomea compeae-
ram a proposLa e quando foi o mesaie noaeadK)
pelo Exm. presidente d provincia. Outro aira
qual o delegado de. palicia em exercicio oaquelle
termo por occasio das eleicesda cmara muni-
cipal, e juizes de paz. a de elertores, e se contra
ella existe nesta reparticao alguma repaeseniac
de autoridades ou particulares antes ou depois
das mesma* eleicoes. O que eumpra.
Secretaria de policia do Pianh-y, em 26 do mar-
co de 1861.
O chela de policia,
Francisco de Parias Lemos.
maoutenc,o de relages sociaes, e com o exerci-
cio de outros actos tambem recomtrendaveis.na
vida commum, ou alias de ser de possivel dobrez
algums das especies de solicitaedes. como se
fra absolutamente impossfvel a qualquer magis-
trado ter a probidad de Cato, sem a sua ausle-
ndade, sem a sua rudeza, sem a groaseria a fero-
cidade dos brutos.
A essas maneiras insinuantes, e delicadas do
Sr. desembargador Silva Gomes reune-se anda
toda gravidade, modestacircumspecgo respeosa
e grsnde prudencia sem orgulho lgum,Me sorte
que par de saber elle manter illeza a precisa
digntdade, independencia,, reguUridade do seu
procedimento, e o justo renome de um excellea-
le magistrado, jamis deixou da ser um verdadei-
ro amigo, um completo cavallerro, um ptimo
oidado.
Quem assim se exprimo, por corto nao se ja-
mis reoder cultos lisonja.
Como bem conhecido, seu carcter asss inde-
pendente asss o repelle. Apenas elle sabe re-
conhecer, e coofessar com verdade e franqueza o
.mrito real, onde quer que elle esteja. J quin-
to aqui ebegou o Sr. desembargador Silva Gomes,
nomeado para a relaco deste districto, sem aia-
da o conhecer, nem mesmo o ter visto, ellaborou
o fez publicar no Diario de Pernambuco o. *48
de 18 de outubro de 1858 um commuoicado, fe-
licitando muito os nossos patricios pela importan-
te acquisico de nm magistrado to respeiiavel
por todos os ttulos e honrosos precedentes, avis-
ta da correspondencia de Sergipe, Inserta no
Jornal do Commercio da corte de 4' daquelle
mesmo mez, nos seguintes termos, e pediodo a
'Deas-, que esse "nesmo magistrado aqui soubesse
conservar esse seu invejavel crdito :
ODr. Antonio Joaquim da Silva Gomes aca-
< ba de recebar a commuoicaca ofBcial da sua
ti meselo de desembargador da relaco de Per-
I* narrrbuco, e segu por este vapor.para a Baha,
,ci d'bnde partir para o Recife. Ferde esta contar-
i ca um juiz muito integro, e que nesta provin-
cia fez bnlhantemente sua carreira, prestando
relevantes e notorios servidos.
Agora,.pocen, que incontestavelmaDte se cha
O chefe de polica do Planhy e e
juiz de direito Antonio llorgcs
Leal Castello-branco.
(Conclusau.)
DOCUMENTO N 2.
Illm. Sr. juiz municpal.Francisco de Farias
Lemos abem de seu direito lequer a V. S. se dig-
ne mandar citar ao capitao Jos Pereira Nones,
e ao bacharel Deolindo Mendes da Silva Monra
para a primeira audiencia do juizo, a fim de n'ella
declararem sub juramento ; o Io como procura-
dor de Jos Antonio Rodrigues apraseutou ao
supplicante.para, na qualidadede chefe de policia
da provincia, por-lhe oeumpra-seo accordo
do tribunal da relaco do deatriclo preferido con-
tra Joaquim Ferrelra de Mello ; em outra occa-
sio que nao em fins do mez de dezembro pret-
rito, emtsmoselhe consta que tal apresenta-
co livesse sido anteriormente feita ao suppli-
cante, por quem e em que lugar ; o i.", se igual-
mente por elle foi feita aquella spresentsco em
que lempo, lugar, e peraute quem, e ludo mais
que a respeito constar-lhe ; e que tomadas ditas
daelaraces por termo sejam entregues ao sup-
plicante em ongoal indepeodeniemente de tras-
lado porem someote enteressar ao mesmo sup-
plicante.Nestes termos.P. a V. S. defterimen-
to.-E R. M.
Francisco de Farias Lemos.D. ao escrivao
Macedo. The resina 26 de marco de 1851.
Paiva.Gite-se para a primeira audiencia do
do dia 3 de abril prximo, na forma requerida.
Tli- resina 26 de margo de 1861.Paiva,
Dou f citar nesta cidade ao capitao Jos Pe-
reira Nunes, e Dr. Deolindo Mendes da Silva
Moura, na formado despacho supra, oa quaes 11-
caram entendidos, a audiencia as 10 horas, da
manha.
Theresiaa 1." de abril de MttVQ escrivio
Kaimnado Dias de Macedo.
Juramento e dectaracao como abaixo se de-
clara.
A03 tres das do mez- de abril de 1861 n'esta
cidade de Theresina e casas da eamara munici-
pal onde se achara o juiz municipal supplente,
na parte criminal, major Miguel eenques de
Pstva, comigo escrivao de seu cargo, abaixo no-
meado, em publico audiencia ah prsenle o Dr.
Fra ncisco do Farias Lemos diss que, em vista de
sua peticao, despachada por este juizo, vinha as-
sistir s declararles feita por cada um dos cita-
dos, polo que o mesmo juiz admrtfindo o ci-
tado, Dr. Deolindo Mendes da Silva Monra, lhe
forara fetas as seguinles ptrguntas t
Perguntado qual o seu nome, idade, profisso
estado, residencia, naluralidade e costun.es.
Responden chamar-se Deolindo Mendes da Sil-
es Moura, com 26 annos de idade, adrogado, e
empregado da theseurerii de fazenda geral, sol-
leiro, morador desta capital', natural desta pro-
vincia, e aos coetumes disse nada : Jurou aos
Santos Evaugelhos de baixo do qual lhe encar-
regou que eom boa e saa consciencia declarasse
a que soubesse e perguotado-lhe fosee acerca
do contedo na peticao do Dr. Francisco de La-
mo : 9 que prometteu cumplir, disse que,
em lempo algum apresentou ao lllm. Sr.Dr. che-
fe de polica da provincia, Francisco de Parias
Lemos, oeeordeo algum do superior tribunal da
relaco eom o fim de ter andamento, e nem com
qual quer outro fim. Que deste modo responde
na parte em que lhe relativa do 1" tem da pe-
Em cumprimento a portara suppra certifico a
seguinte:
Em dato de 27 de julho do anno paseada fo-
rara proposlo para delegados de pelica do> ter-
mo das Barra as seguinles eidadoscapitao
Laurenlino Gome da Silva Rabello, Gandido Bi-
ges da Carvalha, e major Joao Antonio Rodri-
gues ; pelo Exm. Sr. presidente da provincia foi
em dala de 31 do mesmo- mea aemeado delega-
do de policia do dito termo das Birras o primeiro
proposta Laureo liu Carneada Silva Ka bel l; e
foi este o delegado que eslava em exercicio eas-
sistio all as eleicoca da eamara municipal, juizes
de paz, e eleilores at o oto 5 de Janeiro, em que
por um aeoBtecimeoto imprevisto suspeadeu-ie
os respectivos trabalhos cuto leaaltado foi ento
commuoicado pelo primeiro supplente em exer-
cicio Alexandre Belmente de Carvalho em data
de 11 da dito mez de jaueiro. E tuda isto eoos-
ta do archivo desta reparlic.au ao qual me re-
porto.
Nomes no archivo nao existe, e nem me cenarla
que viesa ,eat Bepartico, representado algu-
ma de autoridades, ou de particulares, autos, e
depuis de ditas eleicoes centra o reerido delega-
do da polica.
Secretaria da policia do Piauhy, em 27 de mar- re>
co de 1861.
O secretaria.
Jeo Alvares de Sousa.
DOCUMENTO N. 7
lllm. senhor.Curapre-me participar V. S.
que hontem tiveram fim as eleicoes secundaria,
que se procedeu oeste colleuto, sem que fosse
alterada a ordem publica, ou se desse oceurreo-
cia alguma, alm de leram-ae ausentado desta
villa os juizes de paz parece-me qua para nao
presidirera interina avente o cullegio ; o aue foi
de prempto feito peto do districto mais viztoho
de Campo-Maior petos sabias e acertadas provi-
dencia do Exm. Sr. presidente da provincia ;
sendo vedado togo o ingresso oa igreja aos elei-
tores, por achar-se fechada, e como mora appa-
recer o-clariculsria. Toado sido afiliado ao final
da eleigo primaria o edita! na poito da igreja,
na maulia seguinte amanbeceu raspado, e para
repellir este isamoral uso pus a policia sabr
aviso, com o que hootem tambem se afilio,
sendo preso um escravo do- Uvd. vigario desta
fregueaia, Miguel Faraandes Al ves que, de ordem
de seu seoher, segundo disse, leolava arranear
ou estragar o mesmo ediiM, de urna para duas
horas da madrugada, firmando o sargento e mais
pravas, que viram quando elle abri a porta a
deu a ordem ; leodo o tllho do mesmo vigano,
Firmino Pernandes Alves, tentado o mesmo fin
com um pretov das nove s dez huras da noite, e
s- alindo a patrulha se llzeraaa de fuga, nu sen-
da agarrados por eBtrarem logo na casi que per-
to Oca. Os meu soffrimentos physicos privam-
me de continuar no exercicio da uelegacia a meu
cargo a nesmo ter de entrar em uso de remedios
por algeos dias, nesta data paseo o exercicio ao
meu digno substituto major Alexamlie Bel-
monte de Carvalho.
Deoa guarde e felicite V S. Delegada de
policia das Barras 31 de Janeiro de 1861.lllm.
Sr. Dr. Francisco de Parias Lemos, muito digno
chafe da policia desta provincia.0 delegado
de pc-licia, Laureaiiao Gomea d Silva Rabello.
Conforme.Jeo Alvares de Souza, secretario de
polica.
rido, afim de que elle lomasae as precisas pro-
videncian, e com effeito, assim obedecen o dito'
ajudaote de ordeos, que trouie o mesmo tenenta
coronel Mendes at aqui, o qne elle informante,
preaenciou por te-lo acompaohado, visto que no
acto da priso lhe disse o escrivao Monteiro, de
ordem do msimo Dr. chele de policia, que com-
parecesse naana salla : O orne fe* confirmado
peto capitn- JbUse Ricardo de Sousa Naaaa,. ma-
jor Jos de duamto Costa, a o tente Pirmioo
Atoa dos Saeton, tendo-JIa sido lido as infor-
raacoes relio
K passaailo o nveamo Da. chefe- d* polica da
rjroviocia^ninarraogaj o ooduzidnv pergunlou-
Ihe, qual ftsetanomi, liliceo-, idadav,etado, pro-
naato, natur^sdad, e- se aabialer aeaorever-.
Respoadau chantar-so ffcnnciseai mandes de
Souza. (litio da Aaaa Rita tfiteinslda, de toada de
quarenta e um annos, solleiro, empregada pu-
blico aposentado, e proprtolario, brasilira-; na-
tural a'esta provincia, e que sabe 1er escrever.
Pergnntou-lhe mais-o mesmo Dr. chefe de po-
licia, se era verdade o que acaavam de dizer as
pessoa presentas, que informaram a respailo da
occorrido.
Respondeu que nao prestou atleoco a leitura
e ae doalarecdee.
Retgunledo mato o que tem do allegar em sua-
deLeza.
Respondeu, que chegando S. Exc. a salla onde
se aeh-ava elle respndeme, e oo o comprimen-
lando cooservou-se asseolado, e disso resultou
gritar ella reepondente, e toeoltar eom a pera-
vras atrevido : ao que relorquio elle interrogado,
que S. Exc. a nao poda injuriar ali sendo que
em quanto ao mato deixava elle interrogado para
a sua defeza;
Epor nada, mais haves respondido, aero, lhe ser
perguntado maadtou o dito r. chefe de polica
Uvrar de ludo pvaeeota tacme q.ue at rubrica-
do pelo Dr. chefe de policia, e assigoado pelo
mesma conductor, preso, e as pessoas ja decla-
radas, do que dou (.
Eu llerxulino de Souza Monteiro, escrivao qne
o eserevi, Francisco da Farias Lemos.Antonio
Joaquim de Lima e Almeida.C Jos Vanes.
DOCUMENTO N. 7.
Provincia do Piauby.Palacio de'presidencia,,
em 19 de Janeiro de 1861.
Havendo Vmc. por ter sido nomeado juiz de di-
reito da comarca de Paranaga. deiado o exerci-
cio do seu cargo de juiz municipal e da orpho
e a de delegado de poUcia desta capital, da que a
seu pedido foi exonerado, cabe-me a satisface-
de agradecer a Vmc es bons serviles que pres-
tou adminittraco da jusliea no exercicio d'a-
quelles eargos, esperando qua es continu a pres-
tar no novo cargo, com que o distingui a acerta-
da escolha do governo imperial.
Deoa guarde a Vmc. Maooel Antonio Duarte de
Azevedo.Sr. Dr. Umbelioo Moreira de Lima.
DOCUMENTO N. 8.
Secretaria da policia da Piauby era 12-de marco-
de 1851. V
Respoodendo ao seu officio de 18 de Janeiro
ultimo, no qual me eommuoicoa ter deiiad o>
exercicio do cargo de delegado de policia de termo
deata capital, em coosequencie de ter sido no-
meado juiz de direito da comarca de Paraaagu,
conforme lhe comrauaicou o Exm. presidenta da
provincia, cabe-me sigoificar-lhe que esteu dista
sciente ; e apruveilo oensejo para louva-lo pela
maneira saliftlaetoria perqu desempenhou se-
melhaata cargo, e agredecer-llie a sua leal
cooperacao, e valiosos servidos que prestan a
causa da jusliea.
Dees guarde a Vrae. Sr. Dr. Umbelioo Moreira
de Oliveira Lima*O chele de polica, Francisco
de Farias Lemos.
DOCUMENTO N. 4.
lllm. Sr. UercuUna da Souza Mouteiro.Dig-
oe-ae V. S. declaiat-me a bem da verdade, se
quando em julhe da anaa prximo paasado Uve
de fazer ao Exm. presidenta da provincia a pro-
posta par e pieencbimento da cargo delegada da
polica da illa das Barras cansultei por me me-
recer V. S. inteira confianza, como aiada naja.
sobra a idonetoade dos seguales individuasca-
pitao Laureotino Gomes da Silva Rabello, Gan-
dido Burgos, de Carvalho, o majos Joao Antonio
Rodrigues e sa fui. eu aov V. S. te parecen
que a primeiro reuna per sua iateUigaacto, mo-
ralidad, fortana, a medecnco, em poltica, as
qualidades precisas para bem exercer as fuoccoes
do referida cargo. Outro aira a que partida po-
ltico pertence V. S. uesla provincia, permiiiin-
do-me bsec da sua lenosla o uso quem cao-
vier.
Sou com teda amisacke a estima
DuV.S^
Amigo alTecteoso e obrigado
Francisco de Farias Lema.
Sua casa, 2 de abril de 1861.
tioao do referido Sp. Dr. chefe de policia, fican-
do implcitamente respondidos o 2v 3a, 4\ to-
to quanto- ao lempo, lugar e em presenca de
quem se ton dado qualquer apresentaco.
Qkie sabe de scieocia propria que este accor-
do i foi apreseulado ao Dr. chela de policia de
25 de novembro de 1860, al fins de dezembro
do mesmo nno, por quanto desde 23 de agosto
mas ou menos, linha elle sciencla da exis-
tencia do referido accvrdo, tendo-o rido em
se poder, como procurador de Jos- Antonio
Rodrigues des Barras, para conseguir o respecti-
cumpra-se o que ?eno rea liso u portar elle tes-
iaunha lido reservada ordena de sen constttu-
intek acerca *a apreseotaro, ou nao apresen-
taceo desee accordo, qae depois, mas ou menos,
em fins |de setembro, foi remt-tiidu ao dito seu
constiluiote, que o levo em seu poder st fins de
ouiubre- quando de novo remetteu a eile tesle-
munha recommendendo-lrie arada com reserva
aiguma'cousa acerca da apresenlaro do mesmo
accordo. para oblar-se o cumpra-se.Em fias
de novembro porem, leve ordem de fizer a apre-
sentaco.sem mais reserva, e como bem lhe pare-
ces conforme cartas que tem em sea poder, e
parecendo-lbe que nao derla apresenla-lo de
fado nio apresentou-o, tendo-o em ssir- poder
at que o 2* procurador capitao fos Pereira
Nunes lhe o procurou, nao sabendo depois disto
coasa alguma mais de sciencia propria, e nem
ouvio mais tralar-se de semelhaote accordSo^sa
nao em um correspondencia impressa no Dto-
rio do Rio de Janeiro, datado das Barras.Disse
mais que julgava conveniente declarar que, quan-
de entreguu o accordo ao capitn Jos Pereira
Nunes este lhe disse, que hia apreseotat ao Dr.
chefe de pericia, lhe disse elle ttstemunha as se-
guinte palavras.
Rain encontrar boa disposicio da parte do jui-
zd porque se me nao engao, urna occasiSo dis-
se-lhe qae tinha em meu poder urna peca Im-
portante contra nm criminoso, e que logo ne
apresentaris ao que o dito juiz responderapre-
senie-m'a que immediatamente pravidenciarei de
modo saihlaiorio. Tildo illo lendo-se passado
em conversaco particular. Tvada mata disse e
lllm. Sr. Dr. Ftancisco da Farias
Respoadeodo so deduzido na carta retro tenho a
dizee em abono da verdade, que exacta quanto
nella raala V, S., do qae rae honro em aonfessar
sendo que a reapeito. do capitn Laureaiiao, nes-
sa mesma occasio, accresaentei. qua atouem j
havia indigitado-o cama auir ea cumplice no
aesaasiaiio da um aactav de seu sogro. e qu
as- Barras, chegaoJo, a digno ei-chefe de polica
De Urancv traiou, da averiguar q.tocto, pcoce-
(tondo as deligencias precisas, e pdde cohecer
ser injusta essa indigiUco, pelo- que cabalmeal
convence-me. de qua aboa intozmacaes que eu
Unba daquelle cidadao, eram merecedora ae to-
ldo crdito, w quanto- ao mato, concluiado por
agradacar a maneira urbana com qua V. S. sa
lem dignado tratar-ma,. doctoro, que perlenco e
sempre peslermt ao exuncte oartud liberal, quer
na mi ha piawocto o-quemes l*.
Poda V. s. usar deeta miaba resposta como
melhor lhe coovier. coma simples exprsalo da
verdade.
De V. S.
Attencioso criado.
Hercoanc- de Suuza Monteiro.
DOCUMENTO N. 5.
Illm. Sr.Participo a V. S. que passar
aaetoigees muoieioaea desta villa sem altecagao
da irauquibidade publica, accoateaendo apenas
ser um individua olTendido physicameute por
Joao Caroco, e Raymundo de tal pessoas do l-
ente corenelFrancisco Borges Leal. A offensa
foi leve, e es otTeaeonra raam aend pceneesadoa
no juizo municipal.
Uso guarde a V. S.Dategecia dB polica da
villa dea Barra 14 de setembro de 1860.Illa.
Sr.. Dr.. Francisco de F-anas Lemos, aigoo chefe
de pulictoi da provincia.Laureotino Gomes da
Silva Rabellu.Coiiforme-. Joao Alvaro^ de Sou-
za, secretario da> polica.
re expectativa,, agora qne se, sabe que o Sf. dea>
verificada a plena reailiaclo daquelU Uto razoa- nem lhe foi perguntado, deu-se por fiado o de-
poimento, depois de lido e chanda conforme as-
DOCUMENTO N. 6.
Illm. senhor.- Apresso-me em levar ao alto
conhecimento de V. S. as oceurrencias que hon-
tem tiveram lugar na igreja matriz deata villa,
por occasio da conUgem des cdulas dos vo-
tantes : faci j, esperado, conforme anterior-
mente levei aa coaaeoimenta do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, em vista dos boatos e amos-
cas que appareceram, partidas da parcialidade do
juiz ae paz da mesa paroctiial, e qne hontem.fo-
ram postas em Rtatica.;. mas qpe felizmente tor-
minou sem que housessa fecimeoto algum al-
telas as providencias qua tomei, para raaUba-
lecer a ordem.Ao coraaco, da coatagem daa
cadulas nm dos mesarloscapitao Jet Pires
Ferrelra, da parcialidade do juiz de paz, euuer-
gou no cidadao Joaquim. Farreira de Mello,, mesv
(rio a victima rancor da maioiia da rae si o desa-
lo de lanjjar ou tirar cdulas na urna, a com este
pretexto susciten, a desordena,, laucando caco os
8usmo da urna, a querando arrbala-la, no
'que fetam repcldo pato referido Mello que
pode susle-la em quanto pelo poro da patciali-
DOCLSIENTO N. 8.
Em cumprimeoto a portarla supra, passei a
i rever o summario crime instaurado ao teen te
caraoel Francisco Mendes de Souza, que me Coi
entregan na audiencia de hoja 23 do correte ;
e d'elle constara as pessas de aue faz menfo a
mases* portara, cujos theores sao os seguinles :
Termo da toformeca do crime*Aos 13 dias
do mez de toaetre do anoo do nascimenio de
Nosso Senhor Jess Christo de 1861,nesta ci-
dade de Theresina, comarca do mesmo nome e
canas da residencia do.chefe de policia da pro-
vincia, o Dr. Francisco de Farias Lemos compa-
o major Aatooio Jeaqaim de Lima e Al-
meida, e o alteres Carlos Jos Vanes, ajudaote
de reteos de S. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia, dizendo este que havtoacompanbado ao l-
ente eoroael Francisco Mendes de Souza. que
lora preso d* ordem de S. Exc, e canduzii a
este lugar pelo referido major Antonio Joaquim
de Lima e Almeida, em acto de injuriar o mes-
ma Exm. Sr. presdante com aa.seguate ex-
preases : Dase que rinda elle eom S. Esc. o
Sr. presidente da provincia, ao entrar este na
sala em que sa tinni reunido diversas pessoas
para os trabalhos da eempanhia de navegacao a
vapor do Rio Parnahiba levanlaram-sa iodoa
deixande-ee ficar sentado o tenente-coronel Fran-
cisca Mandes de Souza : que S. Exc. eetranhara
esse seu procedimento, e quaodit tennte-co-
rouet Mendes relorquira eom expresses otTeasi-
vas : quo S. Exc. dissera ao dito tenente-coro-
nel Mendes qu eile se devia levantar, pois elle
era o presidente da provincia : respondeu e mes-
mo teen te-coronel Mendes qaa .s. Exc. nao era
mato que um accionista alli, e que elle era ou-
tra, a qae por isso ficava assentado : foi nova-
mente pac S. Exc admoestado o referido lente
coronel, dizeodo-me que alto vinha alli como
presidenta da pcovruaia, a que representar, e
qua elle a assim proceder, ao era mais que um
atravimeato; respoodeu-ihe o mencionada te-
neote-caroual Mendes, que atrevido era S. Exc :
Lemos. aa quo pac S. Exc. Lite foi dato que lie teneo--
te-caronel Mandes, sa consiierasse preso pera
idepois deawacluidos os trabalhos, sec coodaaida
i presenca do Dr. chefe de policia da provincia,
o que ao obstante coniiouou e mesme- teneule-
Coronel Mendes a dizer, que nao a recooeecia
como, presidenta da provincia, a sim cerno um
accionista como elle ; e por tose foi eoaduaido
presanca desle juizo, senda ;acampanhado peto
major Antonio Joaquim e elle infrmame, e bm
assim por outras muitaa pessoas que se- acham
presenser.
Em segundo lugar o major Jos da Cuaba Si-
mees, paseande a tofbrmac a teepeito do occorri-
do rer e suppca declarado pete primeiro Infor-
mante. : disse qne- indo S. Exe. a Sr. presidente
da provincia assistir aos trabalhos da assemblea
dos accionistas da compaohia de naveago a va-
por do Rio Paroahto, aa anime na salla, lavan-
taadase as peasoaa qne ali seacbav.am, o-tee ato
coronel Francisco Mendes de Souza-, detoou-se-
ficar sentada, peto que S. Exc. leve de dizer-lhe
qua ella aa devia levantar respondendo a isto o
mencionado tenente coronel Mendes, qaa nao :
S. Exc tornan, a dizer-lhe qua o devia, nao s
porque era elle presdante da provincia, mas tatjp
bem, por que elle Mendes era tenente coronel de
um. batalhao de guardas nacionaes, o que foi pu-
blica e notorio, nao se recordando do mais que
se passou por so ter levantado ali mesmo na salla,
onde o tenente ceronel Mendes sustenlava di-
zendo que nenhuma obrigacao tinha de Levan-
tar-se.
Em lerceiro-lugar Q capitao Lourenco Antonio-
MarieiroGastelto Branco tofermou igualmente
sobre o (acta de qne te trata, pria, maneica se-
guale :
Disse que chegando o-Exm. Sr. presideote, elle
iaforroante com mais alguns Srs. accionistas, o
receueram na primeira salto a eocamiuhando-o
para a segunda, onde linha da tralar-se de nego-
cios da companhia de vapor o Rio Parnahiba,
ali se achava a lenle coronel Francisco Mendes .
de Souza, gerente daflknesma companhia, asseo-
lado junio a mesa S. Exc. fazeodo menco de
a8seni.ar.-8e foi. depois le*antaodo-se e dizendo
ao mesmo teuente coronel Mendes o seguiote :
O Sr. devia levanlar-se coa.'a minha chegada,
a a resposta foi ruto tenho obrigacta disso, S~
Exc. disse t<>m obrigsgo porque eu sou o pre-
sidente da provincia, a a resposta foi: cooheco-o
Francisco Mendes de Souza, Jos da Cnnha Si-
mes, Lourenge Antonia Marreiro Caatello Bran-
co, Jos Ricardo de Souza Neves, Jos de Araujo
Costa, Firmino Alves dos Santo. Era o que se
cootiaha afirmo aqui transcripto.
iforme.
E"l cour
Theresina 23 de Janeiro de 1861.
Eu Uerculano de Souza Monteiro, escrivao qua
cenferi subscrevi e assigoe.O .escrivao Uercu-
lano de Souza Monteiro.
DOCUMENTO N. 9.
Copia.Quartek do commando superior da guar-
da nacional da (Theresina, l de Janeiro da
1861.
ORDEM DO DIA N. 8.
O lente corouel chefe i 'estado -so ai o r da
guarda nacional, aggregado a desta capital, e in-
terinamente .no commando superior, faz publica
para conhecimento da referida a seguinte porta-
rte do Exm. Sr. presidente da provincia, Iraos-
millida per ofiieio dosecrotario do governo de 14
do eorrente pela qual foi suspenso o lente co-
ronel Francisco Mendes do Souza, do exercicio de
seu pslo.
O presidente da provincia no termos do artigo
63, 97 2.a e 98 da toi de 19 de setembro de
1850, reaelve suspenJer o tenente coronel Fran-
cisco Mendes de Souza do exercicio do seu posto,
porque aehaodo-se em servico-do commando do
seu batalhao, lhe faltara publicamente ao res-
peito no dia 13 do corrate lhe dirigir pala-
vras oensivas e injuriosas.Pela secretaria se
expesssni as eootmunicacdes necessarias.
Palacio da presidencia do Piauhy. 14 de Ja-
neiro de 18*1.Mauoel Antonio Dearte de Aze-
vedo-,
Pelo que deve entrar no commando dodilo ba-
talhao ara dos capases, a juera competir a-
forma da lei. Thomaz de AquaoOzorie.
Conforme Symphrooio Olympio da Moraes,.
capitao servto.de de ajudaote de ordem.
DOCUMENTO N. 10.
Palacra da presidencia do Piauhy 14 de Janei-
ro de f8fl.
lllm. SrHavendo prendido o tenente-coro-
nel Francisco Mendes de Sou-za peto desacato e
injurias pralieadas contra mim no dia 13 do cor-
rete, derxo de manda-lo punir pela falta do art.
97 2" da lei regularaentar de 19 de setembro de
1850 ;eo passo a dtsposicode V: S.. para qaa
o mande proeessar pele crime previsto nos arts.
236, 5, 23T, 2, e 238 do cdigo criminal.
Dos guarde a V. S Manoel Antonio Duarte
de Arevedo.Se Br. chefe de policia da pro-
vincia.
Conforme.Too Alves de Souza, secretario de
policia.
DOCUMENTO N. 11.
Secretaria da pirticta do Pianhy, em 14 de Ja-
neiro de 1861.Illm. e Exm. Sr.N. 19.Tendo
V. Exc. por officio de hoje passado i minha dis-
posico t tenente coronel Francisco Mendes de
Souza, que prendeu hootem pelo desacato e in-
jurias pntreados contra V. Exc, para que ea
o mandasse proeessar pelo crime previsto nos
arts. 230 5, 837 92- e 238 do cdigo crimtnal
visto que deixava de manda-lo punir pela falta
do art. 97 2a lei regulamentar ds guarda na-
cional de T9de setembro de-1830, tenho a dizer a
V. Exc, em resposta ao seu citado officio, que
achsndo-se o referido preso a minha disposiqao,
para ser procesado criminalmente, nests data a
mandei por em liberdade ; em face do que dis-
pon os arts. 133 do cdigo do processo criminal
37 da lei da re,, e 299' e 300 do regnlamento res-
pectivo ; e ao Dr. deiegado de policia deste ter-
mo, ns forma do art. 58 13 do regulameoto n.
120 de 31 de Janeiro de 1842, encarreguei deste
processo.
Deus guarde a V. ExcIllm. a Exm. Sr. Dr.'
^Manoel Antonio Duarle da Azevedo, presidenta
da- pTsvirrcia do Piauhy.O chefe
Francisco Farias Lemos.
Gbnfnrme.Joo Alvares de Same,
de policia.
aqui como accionista, e S. Exc. respoodeu, son
presidente e como tal represento a fazenda pro-
vincial, que acoioaisla : ao que o tenente corar
nel Meadas, respondeu, tenho dito, e foi n'ate
momento, formando como urna risada, pelo que
sua Exc. disse, o Sr^aita-ma.o respeito ; consi-
dere mais, que tenente. coronel da guarda na-
cional coramandrnto de om ttrtbltiio, e mais
de policia
secretario
DOCUMENTO N. 12.
O escrivao Mouteico certifique aop dette seis
perda da lempo : 1. se quando foi-rae apresen-
lado no dia 13 do correle o tenente-coronel Fran-
cisco Mendes de Souza preso peto Eim. Sr. pre-
sidente da provincia, por crime de injurias, quo
lhe irrogara na sato da reunieo dou accionista da
compaahte de navegaste vapoo no rio Parna-
hyba, se achara ou nao ecompanbado o ae\x
advogado o bacharel Deoliodo Mando da Silva
Moura.; 2.a se o ama advogado ou ano- dienta
requeren por aseria** ata verbalmante aguma
coas a bemdeaua sellara, e que diimealo
tere a respeito ; &>* aa presencio ou lhe consta
cjue naquella audiencia o mesma advogado.
mando o-dato Mendos outro- mdo da risada, saa
Exc dtoae-Ue o eotmr-a' uax. ateenido. esleto
preso, e chamaad acnseu ajadane-d ordens, or-
denou-lhe que.llndao acto, eonausisse ao maams
tenenia coronal Mandes praso a presen^ do Dr.
che! da polica, a que Ua-narraate*todo oceor- hora poucamaia
um motivo par vspetUr>-oei Neste aelo fbr- 'dfrigindo a banca onda mei achava sealade dia-
sera que o peior era quem Seu cuenca ne> poda
ser sollo,.nem prestar flanea pela rime qae
commetlera, depoto de lar lina porlnm lempa
a andiga do procesa criminal ; toi da re. a res-
jinecttoo ragalamenta qaa me pedir ; 4. a qu
a.uttimou. aun ton-


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ARIO 1 fBMAMUCOv QCTTA fliBA Di AGOSTO 1*1.
(3)
ca, an que precarei informar-ma de crime de O eecrivio pas mandado de prisa* contra o
que era accusado o referido tenente coronel ; 5. roo. fiada os das da le.
se no dia lt seguate Iha fui presentado ama I Therezina 17 de Janeiro do 1861. Umbelino
portara mtnha, ordenaodo-lhe que psssssse or- Moreira de Oleir Lima.
dora de soltura em favor do preso, e sob que fun-
damentos, e efF-jeiivamente em que hora tevj tu-
gara soltura, e seeate procedimenlo foi em vlr-
tude de requerimeoto do pre>o, de aeu advogado
ou ex-offlcio ; 6. a que prisSo foi recolhido o
sobredito teoeote-coronel, por quem foi acom-
panhado para ella, quem dsigoou-a ; 7," floal-
xaeote, se pelo meu juizo j foi promovido algum
procediraento crimioal, ou policial ex-offlcio
contra o iodicado tenente-coronel. se j lhe
constara que por alguna razio fosse elle meu
desafecto ; e qaat tora sido o modo porque o hei
tratad todas as vexes que tem comparecido s
minhas audiencias.O que curnpreFrancisco
de Parias Lemos, chefe de polica.
Certifico ao prmelro tem da portara retro e
supra, que ao tenente coronel Francisco Meudes
de Souza, no dia 13 do correte, quando foi coo-
duzido a presenga do .neritissirao Dr. chefe de
polica da provincia, acompaohou o bacharel
Deolindo Mondes da Silva Moura ;
Ao segundo, que nao ouvia o dito lenente-co-
ronel, e nem o mencionado bacharel, requerer
cousa alguma ;
Ao tcrceiro, que presenciei aquello dito bacha-
rel, dirigir-se a mesa ao p da quai me achava
eu como escrivo designado pelo mesmo Dr. che-
fe de polica, escrevendo as informaces relativa-
mente ao crime pelo que fora cooduzido o mesmo
tenente-eorjuet MeoJei, de ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia por seu ajudante de r-
eteos, e o commandante do corpo de polica o
major Antonio Joaquim de Lima e Almeida, nao
ten lo eu na verda le, presenciado as palavraa
qne ao mesmo Dr. chefe de polica foram dirigi-
das; sendo exacto ler o referido bichare!, pedido
na forma indicada oeste item o cdigo do pro-
cese crimioal, retirado-se um pouco da mesa, e
abri-lo para ler;
Ao qusrto, que o procedimeato de qm trata
este tem, fora ultimado das tres para qualro ho-
ras da larde do dia supra declarado, 13 do cor-
rente ;
Ao quinto, que no da 14 das 7 para as 8 horas
da manhaa, em meu cartorio, recebi a portara
deque faz mengo este item ; para o Qm nelle
indicado, sob os fundamentos de ser o crime pelo
qual tinha sido preso em flagrante o predito le-
nente-coroael, um daquellei em que os reos se
podem livrar sollos ; sendo que logo tratei de
curapri la passaudo a ordem de soltura & favor
do preso, e fazer o officio que devia ser a presen-
tado ao tenente coronel commandante do corpo
de guarnicao desta provincia, cujas pegas fonm
immediatamente assigoadas pelo mesmo Dr.
chefe de polica, para o Qm ordenado; sendo que
leve lugar a soltura um pouco raais tarde, por
causa de ser eu escrivo privado por urna chuvs
que prohibio-me naquellas mismas horas, de
presentar, nao s a ordem de soltura, mas lam-
bem entregar ao tenante-coronel commandante
do corpo de guarnigao, o offlcio de que jft fallei,
que o procediraento da soltnra fot ex-offlcio, e
nao- a-requerimeotu de pessoa alguma ;
Ao sexto, que foi recolhido o tenenle-coronel
Mendes, no estado-maior do quartel respectivo,
sendo para all acompanhado peto mesmo major
Lima e Almeida, cuja priso foi designada pelo
proprio Dr. chefe de polica, como consta da no-
ta constitucional de culpa, que entreguei ao
preso ;
Stimo, que nao houve alm do acto que deu
lugar as informages ah havidas, oulro quatquer
ex-offlcio pela secretaria de polica, ignorando de
qualquer desavenga, e sabendo finalmente, que,
quer em audiencias, e quer fra dellas, o mere-
tissimo Dr. chefe de pulida, sempre tem tratido
o mencionado tenente-coronel Mendes cora bas-
tante civilidade, nao conslaodo-me que seja o
mesmo desafecto do merelissimo Dr. chefe de
polica.
O referido verdade, salvando porm alguma
outra expressao que por nao ter em memoria
possa ler omiltido.deixando por isso de declara-
la, do que dou f. Threzioa 18 de Janeiro de
1861.O escrivo, Herculano de Souza Montoiro.
DOCUMENTO N. 13.
Secretaria da polica do Piauhy, 14 de Janeiro
de 1861.
Tendo silo preso hontem em flagrante Fran-
cisco Alendes de Souza, por ha ver desrespeitado
e injuriado o Exra. Sr. presidente da provincia,
na casa onde se achavam reunidos os accionistas
da compaahia de navegado a vapor do rio Par-
nahiba, como cunsla do termo que junto Ibe
transmiti, baja Vrac. de instaurar-lhe sera per-
da de lempo o respectivo processo, de cujo resul-
tado me scienliicar, advertindo-o de que o dito
Mentes j foi posto em liberdaJo por ser o crime
por elle commeltido, dos ero-que os reos se po-
den) livrar solios em face do que dispoe os arti-
gos 37 da lei da reforma, e 2i)9 e 300 do regula-
ment respectivo.
Para prova do proposito, qu* fet, e do motivo
que levou o respectivo Mandes praticar o crime
Inclusa por certido achara Vmc. a correspon-
dencia ha pouco havida entre o Ex o. Sr. presi-
dente e elle.
Alm des pegas mencionadas no termo de
informago do delito foram testemunhas do fado
o secretario do goveroo Dr. Carlos de Souza Mar-
tina, o official-maior Francisco Galdino Ramos,
Ricardo Jos Teixeira, Jeremas de Castro Lima,
e outros muitos que seria eofadonho enumerar.
Deus guarde a Vmc. Francisco de Faria Le-
raos, chefe de polica. Sr. delegado de polica
do termo da Therezioa.
Conforme. Joo Alvares de Sonza, secre-
tario.
CoMotado provincial.
iUndimonto do dial a20. 36:834*384
Ideo do dia 31...... 3:620*675
Vistos e examinados jala* autos, bera julgado
foi pelo Dr. delegado de polica dosta cidade em
su a aeoienga de fl. 43, que confirmo pelos jurdi-
cos fundamentos em que se basa, e pague o reo
as cuales em que o condemoo.
Alm disso, constando de fl. 19, fl. 14 e fl. Id,
tem de mais o reo commeltido cora reincidencia
os crines deinsubordiosgao e falla de respailo ao
Ex ai. Sr. presidente da provincia, clasificados
nos 1* o do artigo 97 da lei numero 602 cajo
conheciaiento e julgameolo compete aos ceose-
lhos" da disciplina respectivos, segundo o artigo
98 da raeema lei : extraa o escrivo, era execu-
Co do dispesto no artigo 157 do cdigo do pro-
cesso crime, copias authenlicas dos documentos
s fl 14 e fl 16. Ja sen tenga a fl. 43, e da presen-
te para serem remettidaa ao commandante supe-
rior desta cidade, a quom compete a oomoago
do conselho de disciplina aos commaudantea dos
batalhoes, e do de fl. 12, da aentenga a fl. 43 e
da presente para serem remanidas ao Exm. Sr.
presdante da provincia a quera compete a dos
meamos conselhos aos commandaotes superiores
segundo preceilua o artigo 113 da citada lei nu-
mero 602, visto cerno pelo artigo 101 della nao o
extrae das penas que por taes crimes merecer a
applicagio das em qne encorra pela injuria feita
ao Exm. Sr. presidente da provincia, a quem o
artigo 6" da referida lei Iba prescreve subordina-
gao e respeito.
Therezina, 1 de margo de 1861.De. Simplicio
de Souza Mendes.
Expega-se carta de provimeolo do juiz a que
com segredo de juslica, aflm de ser cumprido.
Era ul supra.Dr. Souza Mendes.
DOCUMENTO N. 15.
Smenle por causas legaes, e nao porque o
exijra as partes, davem os juizes reconhecer-se
suspeits. Aviso de 23 de junho de 1831. Dous
sao os fundamentos dos artigos de suspeico a fl.:
primeiro ter-se meu irmo, o Dr. Antonio de Sou-
za Mendes Jnior, dado de suspeilo, afirmando
ser prente prximo do recusante ; segundo ter
eu declarado na carta ollial a fl. ser seu ini-
migo capital.
Examinemos, pois, esses dou* fundamentos
para podermes conhecer sualegitimidade.
Quinto ao primeira fundamento : que nao so-
ja motivo de suspeico ler sido declarado suspei-
to a qualquer dos litigantes, um prenle do juiz,
expresso na Od. I. 3 l 21I. E qual o pa-
reutesto legal que linha meu irmo com o recu-
sante, ignoro ; e nao pos so considerar sua deca-,
racao a fl. 6, seno como demasiado escrpulo
pela fama de ser o recusante filbo de meu lio o
coronel Francisco de Souza Mendes, que nunca o
quiz reconhecer por tal, declarando todos que
para isso se empnbaam, que jamis o faria,
pelos vehementes indicios, que tinha de que ou-
lro ora seu pai.
Estando assim o recusante na classe do vulgo
quaese, cuja paternidade nao ae pode determi-
nar, o que elle mesmo recoohece no acto ou ter-
mo de qualificago junio, neohum parentesco po-
de legalmeote existir entra elle e meu-'rmo, e
do mesmo modo entre mira, pois que neohum
lemos com sua mi Anos Rita Gerioalda.
Ora, sendo necessario para que um juiz seja
suspeilo, que prente consanguneo ou aflm den-
tro do segundo graoOrd. 1. 3 t. 21 10. cod.
do processo crim. arl. 61, reg. n. 120, art. 217,
nao posso por lal fundamento coosiderar-me, nem
ser jurdicamente considerado suspeilo ao rec-
same. .
Quanto ao segando fundamento. Antes de ene
trar na materia releva ponderar que tendo sido a
carta olficial a fl. dirigida ao presidente da direc-
tora da companhia de navegago vapor do rio
Parualiiba, e nao ao recusante, na poda ser
junta era publica forma por tabellio seno em
virtudede criminosa suppresso, e como tal nao
pode ser admittido em juizo.Cod. Crim. art. 129
9. ultimo periodo.
Muitassoas aceapgoes da palavra ioimisade
na carta official a fl. 9, dando as razdes da mi-
nha iniminde, e ella, sem du'ida bem diversa
da inimizade capital em sentido ou accepgo
jurdica, defendida pela ord. 1. 3 t. 56 $ 7, nica
que pode ser motivo de suspego legal nos ter-
mos do arl. 61, do cod. do processo crim., e art.
247 do reg. n. 120.
Ora, nao harendo, nem tendo havido entre
raim e o recusmte, feito crime ou clvel, nem al-'
gum dos outros constitutivos da inimizade capi-
tal estabelecida na Ord. cit 1.3t. 56 7, nao pos-
so considerar-me, nem ser jurdicamente consi-
derado como inimigo capital do recusante, e por
conseguiote suspeito.
Concluso.Falhando assim pois ao recusante
motivo legal de suspeico contra mim, e respei-
tando a jurdica doutrina flxada pelo citado
aviso de 23 de junho de 1834, nao me reconhego
suspeito, e sejaoa estes aillos reroeltidos no jury
oa forma prescripla pelo arl. 255 do reg. n. 120,
para conheciraenlo e julgameoto da imaginada
improcedente suspeigo.
Therezina 9 de fevereiro de 1861.
Dr. Simplicio de Sovxa Mendes.
Nada mais requeren Jo o supplicante, e quanto
se continha em ditas pegas nos autos crimes de
injuria e suspeigo a que me reporto em meu po-
der e cartorio, dos quaes para aqu fiz em certi-
tidosem cousa que duvida faga, e vai por mim
conferida em f de meu offlcio.
Theresini 29 de marco de 1861.Eu Raimundo
Dias de Macedo, escrivo que a subscrevi, e as-
signo.
Raimundo Dia de Macedo.
404551050
MoTiaento do porto.
A'auio entrado no dia 22.
Baha3 dita, brigue bespanbol Ventura, de
330 toneladas, capito Flix Alcina, equipagem
14, em lastro ; a Araoaga lujo & C.
Navio sakidos no metmo dia.
AracatyHiale nacional Dou Irmos, capillo
Jos Joaquim dar Silveira, carga diflereotM
gneros.
Liverpool pela ParahibaBrigue inglez Zone,
C*piteo Francisco X. Priest, carga assucar.
Rio de JaneiroPatacho inglez retaran, capito
Matheus J. Drew, carga parte dj que trouxe
de Ne\r-ork.
Observago.
Fundearam no lamaro um brigue e um pa-
tacho isglezes, mas nao liveram eommunicacio
com a trra. ,
a.
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Hora.
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E para constar se mando afflxar e presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
oaaseco 14 de agosto te 18*1Osecrotarlo,
A. F. a'Annunciago.
Deciarac^s.
Correi#a
Pela admlnistrsgoo do correio se faz publico
que boje 22, pelas 2 horas da tarde em pona,
fechar-se-ho as malas que deve conduzir o va-
per costeiro Iguarass com destino a provincia
do Ceari e poilne intermedios.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para foruecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os obiec-
los seguintes:
Pan o fardaaento de 949 reerolas apurareis
nesta provincia com deslino corte.
949 esleirs de pamas de carnauba.
949 mantas de la.
949 bonete.
949 grvalas.
144 1/4 covado de parrno preto.
4745 varas de brim branco.
2372 1/2 vara de algodaozioho.
Para provimento dos armazeos do almoxarifado
arsenal da guerra.
20 duzias de taboasde louro de assoalho.
Vende-se a escuoa portugueza Emilia, de lot>
de 108 toneladas portugoezs, bem construida,
forrada e encavilhada de cobre, muito veleira e
preparada a navegar para qualquer parte, tendo
ido mpregada desde que sabio do estaleiro a
eondutir frueias de Lisboa para a Inglaterra;
quem a pretender pode examina-la uu ancora-
dourodeste porto aeade seacha fundeada. e pa-
ra tratar no eseriptorlo de Azevedo & Mendes,
-ra da Cruz o. 1.
Sudaras de tabeas de pinho americanas.
234 covados da ba
differeotes calibres.
rados da baetilha para saceos de pega de
Quem quizer vender taes objeclos, aprsente as
luis propostas em caria fochada, na secretara do
conselho, s 10 horas da manba do dia 26 do
correte mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para forneciroento do arsenal de guerra, 19 de
agjato de 1861.
Btnto Jote Lamenta Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaqium Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
A companhia de cavallaria precisa comprar
p. cavallos no prsenle semestre, sendo ditos ani-
i naes com as qualidades seguintes : 50 pollega-
* ; das de altura, novos, sioi e minios com prefe-
r{ reacia castrados : quem propozer-se ao forne-
| amento de ties eavallos pode compsrecer na
| secretaria da companhia no dia. 23 do corren te
Jas 10horas ao mel dia,pois que ser preferi-
Ilo aquelles dos concurrentes que mais ranta-
Cjem offerecer a fazenda nacional.
A noitea principio clara e depote de pequeos!, Q?'1 ne campo das Princezas 19 de agosto
aguacetros vento variavel do ioteaMdade e di-' ~ Joaquim Machado, tenente
reegao. ^commaodante interino.
osciLAQAd d* marb i "~ '*'* subdelegacia do 1." districto do Cura-
Preamar as 4h. 30* da tarde altura 6 6 p i1"*" S<,e01ind se faz publico que se acha re-
BaixamaraslO h!8'da manhaa altura 0*7 o i 'hido respectiva cadeia o preto Manoel, de
Observatorio do arsenal de marinh* 41 a* D"aQ< 1"e representa ler 42 annos, altura regu-
agosto de 1861.
Rouaho Stkpple,
1* tenente.
Eitaes.
DOCUMENTO N. 14.
Certifico que revendo os autos crimes de que
faz mencao o supplicante, dellos consta o que ro-
quer pela maneira seguiolo:
Vistos estes autoa de summario por crime de
injurias, ex-officio instaurado contra o reo ^Fran-
cisco Meodes de Souza, moslra-se que no dia 13
do trrenlo ao entrar o Exm. presidente da pro-
vincia, Dr. Manoel Antonio Doarve de Azevedo,
na sala da ass6mM4a dos accionistas da r/ompa-
nhia de navegacao vapor uo rio Parnahiba, foi
desacatado em sua pessoa e autondade pelo reo
Francisco Mendes de Souza, gerente da dita com-
panhia, que coDservando-se sentado, e sem dar
o menor sigoal de oortezia e respeito ao Exm.
ptesidenie da provincia, e sendo reprehendido
por S. Exc, que invocou o seu carcter publico
de primeira autondade da provincia, a sua posi-
cao naquella assecajISa, e a qualidtde de oicial
da guarda nacional, que tem o reo, foi por este
des atendido com palavraa de escarneo e risadas
de mofa, conservando a posigo desrespeitosa eos
que eeathav*;; pelo que sendo qualifkado de
alrevidb tal procedimenlo ; redarguio o reo esta
repreheosn revertendo-a para o Exm. presiden-
te da provincia ; o que ludo se acha plenamente
provado pelo termo de fl. 4 usque fl. 7 verso,
depoimento conteste e concludenticas testemu-
nhas da aecusago e defeza, e at pelas declara-
res do reo, que de pleno o confessa, na sua de-
feza de fl.
Taes gestse patarras so manifeslamente in-
sultantes, atiento o carcter publico
cargo do offandiJo, que representando na reunio
o aa qualidade de presidente da provincia, a fa-
zenda provincial, possuidora de aegoes da com-
panhia, foi assim desrespeitado e injuriado em
razio do ofli.io, tanto mais quanto exercendo
elle, como primeira auloridade da provinia, e
m razoda lei da sua organisagao, inspergo e
direcgo superior nos negocios da companhia,
deve-lhe respeito, obediencia e subordinado o
respectivo gerente, que, demais, seu inferior
hyerarchico, como tenente-coronel da guarda
nacional, que lhe subordinado nos termos do
artigo 6 da lei de 19 de setembro de 1850; alm
do que exoresso no artigo Io da lei de 3 de ou-
tubro de 1834, que ao presidente da provincia,
como primeira autoriaade della, sao subordina-
dos todos os que celia se acharem, seja qual for
a sua classe e gradusgo, sem distlucgo de em-
pregados e aessoas particulares, e sem que oa
pessoa do presidente da provincia se possa fazer
dillerenga de seu carcter publico e privado, abs-
trajo ridicula, impossivel. e monstruosamente
absurda.
Portanto, e mais dos aatoa, e disposigo de di-
reito, julgo o reo Franeisca Mendes de Souza,
incurso no gr mximo dos artigos 236 5 e
237 2o. combinado com o artigo 2084o eodigo
crimioal eom a circunstancia aggravaoted arti-
go 164, e visto como dos documentos ede-
depeimeoto de fl. se prova qae o r4o foi impel-
udo por motivo reprovado do despeito pela jus-
ta reprehenso, que lhe dirigi o Exm. presiden-
te da provincia, cono a um aubordiuido ; e o-
coodemno s qatro mezes e meio de priso, mul-
ta correspondente a metade do lempo e cusas.
COMMKRCiOa
Alfande^a,
Rendimente do dial a 20. 327:235*569
dem do dia 21.......17 868S359
llar, e com urna chaga veterana naperna, o qual
I diz que seu senhor era Pedro de tal, morador no
\ sertio de S. Francisco, tendo fallecido depois do
chutara no estado de solteiro.
Francisco das Chagas Salgueiro.
Subdelegado.
'Directora geral daiustrucco
i, publica.
Fago saber a quem convier, de ordem do Illm.
ignorancia, os artigos seguintes da posturaa mu- Sr. Dr. director geral, que se acham vagas asca-
nicipaes de di de agosto de 1854 e 13 de agosto deiras de instrueco elementar do primeiro grao
ai- o a *ex0 niasculino, das povoages de Uoa, o de
Iffiiu posturas de 31 de agosto d< S. Vicente e das villas de Buique, da Boa-Vista,
& rt < I.-U- e de Ouricnry : pelo que sao as mesmas cadeiras
rica aesoe ja prohibido o uso dos seguintts postas de novo a coneurao, marcaodo-ae o prazo
jogos: ronda, lasquenel, maior ponto, dito bao- de 30 dias acontar da data deste, para a inscrip-
caao, lecarl, lasca, vispora, gagio. banca fraa- gao e processo de habilttago dos oppositres na
xa, i e cartas cerno de dados, e quiw- forma das iostruegoes da 11 de junho de 1859.
O Illm. Sr. Dr. chefe de peicia da provin-
cia manda fazer publico, para que se nao allegue
BSf*
Para Lisboa e Porto
Segu com brevidade a barca portugueza San-
ta Clara, capito Antonio Ventura dos Santos
Neves, para carga e psssageiros, tendo para estes
excelleotes commodos: trata-se com Azevedo 4
alendes, ra da Cruz n. 1, ou cora o capito Da
praga. r
Acaracu'
Jos
O velero Garibaldi, mestre Custodio
Vtanna : a tratar com Tasso Irmaos.
Porto por Lisboa
Segu em breves dias a barca nacional tThere-
za I por tersua carga engajada q parle della j
a bordo, recebe nicamente passageiros, para o
que tem excelleotes commodos, e trata-so com
Bailar & Oliveira, ra daCadeia do Recife n. 12
Bhi

Segu a sumaca Hortencia, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
hita e passageiros, trata-se com Azevedo & Men-
des, ra da Cruz n. 1.
Almirante.
Segu para o Ro de Janeiro o brigue nacional
Almirante, capito Henrique Corroa Freitas, o
qual tem paite da carga prompta : para o resto
que lhe falta e escravos a frete, trata-se com
Azevedo & Mendes, rus da Cruz o. 1.
O palhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo, segu para a Bahia em
poneos dias ; para o resto da cerga que lhe falta,
Irata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Dos n. 13.
A pessoa que mandou entregar arca cart
vinda pelo ollioM paquete inglez do sol, por in-
termedio do Dr. Beggiaoy, na ra do Hospicio n.
14, teoha a bondade de apparecer na meama ca-
sa, a negocio de seu interesa*.
Desejs-se fallar ao brasileiro adoptivo de
nome Joo Fernandos da Cruz, que em fevereiro
do correte anno requeren um em prego presi-
dencia da provincia, cuja decisio coostow do res-
pectivo expedieute, publicado no Diario de Per-
nambuco n* 49, de 18 do mesmo mez : na ron
Augusta o. 3.
muu
gai.
quer outros, que-, posto tetihmn daoomiagies
diversas, sejam com ludo de paradas. Os infne-
tores sofTrero a muila de 30*000. e quinze Jias
de priso, e o duplo de qualquer destas penas
as reincidencia.
Os donos dos botequfns e casas de tabolgem
onde se zer uso dos jogos prohibido, sofrer
as mesmas penas cima meociooadas, alen d'a-
quellas em que incorrem pelo cdigo crimi-
oal.
Posturas de 13 de agosto de 1859.
Art. 1. E* prohibido o aso de arma de logo,
contundentes, corlantes, e perorantes : si se
permute bengalas.
Art. 8. As autoridades policiaes s podero
permittir espingardas de cagar, pistolas, espada,
e floretes.
O uso de outras quaeaqaer arma* ofTensi-
vas, ser punido oa forma do artigo 297 da ci-
tado cdigo combinato com o artigo 3o da lei de
2tt de oulubro de 1834.
Art. 3. As licengas para uso de espingardas
de cag*r, e floretes s sern concedidas s pes-
soas estabelecidas- no paiz com genero de vida
honesta, declarando o impetrante a nagso a que
perieoce, sua idade. emprego e residencia.
Secretaria da polica de Pernamtuco. 16 de
agosto de 1861.
O secretario
i7t^no Augutto de Almeida.
Subir scena a
3431031928
Mevimeulo das alfa
Volumes entrados com tazendaa..
com gneros..
Volumes sahidos eom fazendas.. 188
a > com gneros.. 146
12
93
------218
334
Descarregam hoje22 de agosto
Birca portugueza Flor de S. Simo carvao
e ferro.
Barca americana Imperadorfarinha.
Barca iogle/.a Eathasiatmercadorias.
Barca americanaW. II -nrique taboado.
Brigue inglezoojbacalho.
Pelaca oespauhol*Indiaaarue de-chsrque.
Brigue portuguez Relmpagobatatas e cebolss
Barca prussianaIndiafarinha.
Expnrlafiu.
Dia 20 de agosto.
Brigue inglez Margarel RidUy, para LiserBool,
carregaram :
Saonders Brothers & C.,236 saceos com 1,J04
errobas o 20 libras de algodo^
I'r.ipps Irmos & C, 30 saeeo com 167 arrobas
e elevado e 10 libras de algodo.
Carvalho Nogueira & C, 20barris eom 720 me-
didas de mel.
Galera franceza Solferino, pata o Havre, car-
regaram :
0. P. Wild.& C, 56 saceos cara 163arrobas e
26 libras de carrapato em sement.
N. O. Bieber <& C, 1,800 saceos com 9,000-ar-
robas de assucar.
Brigue hamborgaez Germania, para Glbraltar,
carregaram :
Patn Nash i C, 300 sancos com 1,500 arrobas
de assucar.
Brigue hamburguai Adlph, pora o Canal, car-
regaram :
James Ryder 4 C, 309 saceos com 1,500 arro-
bas de assucar.
I ilLTBfl
..L"^0 UlllanD M(Ka' PU* Genava, es*. ^eVd't iropo; o fgame tro" do ex
Bastos & Lemas, 523 saceos oom 2,#25 arrobaa
de assucar.
Barca iogleza Trinculo, para Liverpool, carre-
garam :
Patn Nash & C, 600 sacco com 3,000 arrobas
de assucar.
Brigue hamburguez Htnrich, para e Riolejff g,
HmrUh, para Rio
rrata, carregaram :
nmtm Irtnooa, 50 pipas eom 9,200 niedMas
deeaohaca.
Becebedoria de rendas interaas
issoMde Peraambuco.
Rendimento do dia 1 a 20. 24:38*4727
dem do dia 21......; 849j016
O Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, juiz de
direilo especial do commercio desta cidade do 1
Recife e aeu termo capital da provinia de Per-
nambuco por.S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro II,1
que Dsus guarde, ele. ,
Figo saber pelo presente, que no dis 22 de'
agosto do corrente anno se ha de arrematar por!
venda a quem maia der, em praga publica deste'
juizo, depois da audiencia respectia, a escravaj
preta de nome Margarida, crioula, de 20 aonos de
idade, pouco mais ou menos, perleocente a Eduar-'
do l'erreira Bailar, avaliada em 1:0008000, e va.
praga por execugo que contra o mesmo enea-
mtnha Joo Francisco de CarraJba : e na falta r A
licitantes, ser arrematada pelo prego da adjuri- i rama em einco acl08>
cago eom o abaiimeoto de le.
E para que chegue a noticia a quem interaisar'
posas, oandei passsr edaes que sero afinados
nos lugares do costsjme e pubicados pe/a im-
prensa. {
Dado e paasado nesta cidade do Ricifecapital]
da provincia de l'ernaaibuco, aoj 9 lias do mes !
de agesto de 1861, qusdifcgesrme-daindependen-! m em um acto,
cia e do imperio do Brasil
Eu Manoel de Carvalbo Paes deAndrade, es- *
crivo o subscrevi.
Francisco de Assi Pereira Rocha.
Pelo presente sao chamados peante o con-
selho de revista, na casa das setenes da cmara
municipal, no da 22 do correnta s 4(1 horas da
manhia,. os guardas nacionaes, aoaixo declarados
afim do seren inspeccionados ror junta medica.
Joaquim Antonio Pinto Sarodic.
Nopoteo Olympio Pralis.
Esteva o Caed ido da Silva.
Floriano Jos Duaite.
Jos Oomingues Lourengo Pereira.
Francisco Feroandesde Mello.
Jos Francisco do Reg Medeiros Mello.
JJesuino Rodrigues Cerdoso.
Lsurentino Teixeira da Sil'a.
Gustavo Augusto de Figuairedo.
Jos Feroandesde Mello.
Francisco Hermogenes Corris de Albuquerque.
trineo Cavalcaoti Filgunras de Meaezea.
Jos Antonio Pereira.
Joo Francisco Carnein.
Manoel Jos dos Santis.
Joaquim Pinto de Barros.
Joaquim Gregorio ds Res.
Sala das sesses io conselho de revista, 17 de
agosto de 1861.O secretario do conselho, Fir-
mino Jos de Oliveira.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda facer publico para conhecimeoto
dos interessados o artigo 48 da lei provincial n.
510 de 18 dejuiho do correle anno.
Arl. 48. E' iermiltido pagar-se a meia siza
dos escravos oeapraioa em qualquer tempo an-
terior a data da presente lei independale de
revalidago e multa, urna vez que os devedores
Uro do exerci-
cio de 1861 a 1862, os que nao o fuerera flearo
sojeitos a revalidago e multa em dobro, sendo
um terg* para o desuncante. \ Uiesonraria
far anaunciar por edital nos primeiros 10 dias
de cada mez a presente disposigo.
E para constar se mandou afflxar o presentes
licar pelo Diario.
Secretaria da Ihesoararts provUcial de Per-
Secretaria da iostruegao publica de Pernambu-
co, 21 de agosto de 1861. O secretario inte-
rino, Salvador Henrique de Albuquerque.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de contratar os gneros
alimenticios para o raucho da companhia dos
menores do arsenal de guerra nos mezes de se-
tembro e oulubro prximos vindouros.
Pao de 4 ongas, Macha, chi hysson, assucar
refinado de segunda sorte, manleiga franceza,
caf em grao, carne verde, carne secca, farinha
de mandioca da trra, azeile doce de Lisboa, vi-
nagre dilo, bacalho, feijo mulatinho ou preto,
arroz do Maraoho, toucinho de Lisboa.
Quem quizer vender taes gneros aprsente
aa suas propostas em carta fechada na secretaria
lo conselho, s 10 horas da manhia do dia 28 do
correte mez.
Sala das sessoes do conselUo administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 19 d
agosto de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERWANO.
30a RECITA DA ASSiG.NATURA.
Sabbado "21 de Agosto.
excellente e muito applaudido
COMPANHIA PERMMBUCANA
DB
navegacao costo a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Asxu', Aracaty, Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante Moreir*",-
sahir para os portos do norte at o Cear nc
da 22 do corrente s 4 horas da tarde. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Eocommendas,
passageiros e dinheiro a frete at o dia da sahdi
a 1 hora : escriptorio no Forte do Maltos n. 1.
Leiie
z.
LEILAO
Hoje 22 do corrente.
C. J. Astley & C. continuaran por iotervengo
do agente Oliveira, o seu leilo de grande sorli-
mento de fasendas as mais proprias do: quinta-feira 28 do corrente s 10 horas da
manhaa, em seu armazem na ra da Cadeia do
Recife.
DE
O deposito dos phosphoros do gaz de Ferreira
4 Martins. na travessa da Madre de Dos, arma-
zem n. 16, aeaba de ser supprido com nova re
n.essas, e contina a vender em caixas e a reta-
lho, por muito menos prego do que em qualaoer
outra parte.
" v"ende-8e urna casa de pasto em boa loca-
Iidade ; a tratar na roa do Rangel n. 69.
Vende-se urna carroga eom um excellent
boi, vende mais um boi s6ou com um carro muf-
lo bom, sendo os bois.dos roelhores conhecido*
no servio da praga : em Santo Amaro ao p d
fundigio, taberna de J Veode-se urna escrava de bonita figura, dev
30 annos de idade, com duas crias, sendo urna
mulatinha com idade de 8 para 9 annos, um mu-
latinho gom 1 para 2 annos : quem pretender,
fsz-se lodo negocio com crias ou sem ellas: na
ra ds Liogoeta n. 4.
Vende-so urna taberna sita na ra Direita
n. 113. a qual bastante afreguezada ; quero del-
la pretender, dirija-se a mesma, que achara coi
quem tratar.
Ausentou-se da casa do abaixo assignado.
no dia t2 do corrente a sua escrava de nomo
Luiza, de idade 20 annos, pouco mais ou menos,
baixa e gorda, levando vestido de cambraia bran-
ca com riscos cor de rosa dos lados, chale de me-
rino branco com flores estampadas, foi celgada:
roga-sa as autoridades policiaes e capiles da
campo a apprehenso da dita escrava, a leva-la
a Passegem da Magdalena ou a ra do Trapiche,
armazem n. 13, que serao generosamente recom-
pensados.Augusto Pinto de Lemos.
Traspasse de casa.
Traspassa-se com consentimento do propiie
tao, o segundo andar do sobrado n. 79 da ra
do Imperador, muito aceiado ; a tratar com Po-
lycarpo Jos Layme na mesma casa.
0 abaixo assignado roga a todas as autori-
dades policiaes e mais pessoas, de pegarem
meu escravo Lauriano, com oa signaes abaixo
declarados que fazendo-me um crime fugira no
dia 20 de agosto corrente. Lauriano, conhecid
por Bit, preto, crioulo, idade 25 aonos, estatura
regelar, secco do corpo, canellas finas, felgoes
bonitas, olhos encarnigados, bem fallante, cala-
dor e tanoeiro, tem pai forro de nome Francisco,
tem dous irmos de nemes Adolpho, e Porcia,
meus escravos. Este negro foi escravo do falle-
cido Jos Antonio Alves da Silva, pai de mioha
mulher, e j estevo no engenho d'agua Iguaras-
s, do fallecido Henrique Poppe Giro, hoje d
Sr. Dr. Francisco Joo Carneiro da Cunts. Cos-
tuma a dar-lhe erysipella, e andar com um ba-
laio enfiado no braco. Tem estado alugado por
vezes ao Sr. Luiz Vieira de Freitas, e est agora
empregado na estrada de ferro com quem amiava
carregando um bah veodendo miudezas pelas vil-
las do Cabo, Escada, e as estagoes da estrada
de ferro e nos lugares de pagamento da mesma
estrada, e tamben pelas estradas do norte e por
isso bem conhecido. A dias andn espalhando
uns avisos contra o irmo Adolpho por estar f-
gido. Consta que se asila em urna casa da ra
do Colovello coro a prela forra Mequilin*. Pro-
testo proceder contra quem o tiver asilado, se-
duzido, e eropregar em qualquer trabalho : quem
o pegar poder leva-lo a minha olaria n. 13 da
ra do Monlego da freguezia da Boa-Vista, da
cidede do Recite, que pagaroi todas as despezas o
trabalho.
Marcelino Jos Lopes.
m
daco de bertas!
i
"713IS
Toma parle toda a companhia.
Terminar o espectculo com a graciosa co-
idia em um acto,
UM SEGUNDO ANDAR
NA
1M DI MA.
Comecar s 8 horas.
A risos maritimo.
nambucu 8 dejuiho da 1861.O secretario,
A. F. d'Aunuaciago.
0 Illm. Sr. inspector ds thesouraria pro-
vincial, em cumpainseote de resoluge da juota
companhia nm
\a\egac> eosleira avapor
Pa;abiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu', Aracaty Ceara',
e Granja.
0 npor Jaguaribea, commandante Lobato,
sahir para os portos do norte at a Granja no
dia 6 e setembro s 4 horas da tarde.
Recebe carga al o dia 5 ao meio dia. En-
commeadas, passageiros e dinheiro a frete 14 o
dia da sahida as t oras: escriptorio no Forte do
Mallos o.l.
= Sahe impreterivelmente para o Aracaty o
hMealnvencivel, no dia 48 do corrente, tem
a naior parte de seu carregamenlo : quem qui-
zer ne4re earregor dirrja-se a ra da Senxala
VeJia n. 1*0,, terceiro andar, a tratar com
Jos\ Joaquim Alves 4a Silva.
Para o Aracaty
o biale aSanta Rita, para carga trata-se com
Multas & Irmo ou cota o mestre Antonio Jos
'Aires.
Para Lisboa.
Pielende seguir oestes olto dias a veleira ce-
cina portuguesa Emilia, capitie Jos Caetaoo
di Silva, tem parte de seu carregnmento a bordo
pin e testo qne lhe falla e passageiros para os
qiats tem eicelleolea oom modos trata-se
da fazenda, manda fazer publico que a arremata- os aju conautaatarios Azevedo &
code fsraeclfsestade alisMStafiu dos orphaos
do collegio de Santa Thereza, em Oliuda, e das
orphas do collegio desta cidaida, anouneiada par
25 2379773' ra hoje, ticou transferida para o dia42docor-
===== l reate.
sel scriploriorua da Cruz n. 1.
' O hiale Sergipano segu para a Tina de Fer-
nmdo quem quizer nelle carregar, tendo liceoga
di gweroo, dirija-se ao capillo s borde jqnto
dj tnpthe do algodo.
Quinta-feir^ 22 doc jrrente.
Costa Carvalho fara' leilo no dia
cima as 11 horas em ponto de diffe-
rentes movis depositados em seu ar-
mazem oa ra do Imperador n. 35.
Tambem
vender' varias obras de direito e me-
dicina.
Leilo
A 23 do corrente,
Barroca & Medeiros faro leilo por ioterven-
go do agente Oliveira, de um grande sorliaen-
to de ferragens e miudezas proprias desle mer-
cado ; sexla-feira 23 do corrente s 10 horas da
manhaa, em seu armazem na ra da Cadeia do
Recite.
fazend s finas.
Quinta-feira 22 do corrente.
O agente Hjppolito levara' a leilo
diversos movis que existem em seu es-
criptorio, consistindo em mesas para
jantar, cadeiras avulsas, sofas, mobilia
de Jacaranda', e bem assim um excel-
ente repartimento e bal cao para es-
criptorio : tjuarta-feira 22 lo corrente
as 11 horas na ra da Cadeia do Recife
n. 48, primeiro andar.
a mesma occasio
se vender' um excellente cabnolet mo
derno com os competentes arreios e ca-
va los.

9
49

RA DO CRESPO N. 17.
9 Riquissimas cbapelioss de seda para
9 seoheraa, do diversas cores a 1J>.
^ Cassas de cores bonitos padrees a 240
3 rs. o covado.
Cassas e organdys de cores a 580 rs. o
t$ covado.
S Chitas de todas as qualdade3 e pregos.
?1$ Muitissimas fazendas finas que se ven-
t$ dem por pregos baratissimos para liqui-
dar, do-se amostra das fazendas.
=: So ha de arrematar urna casa terrea sita
na ra do Cotovelo n 12, freguezia da Boa-Vis-
ta, pelas 11 horas, na audiencia do Dr. juiz de
orphaos pela quantia de 1209, qu* se acha o es-
cripto oa ra j do porleiro do mesmo juizo.
@s*@ sdj^ ssdsa
2 Va ceas lorinas S
chegadas ha tres dias de Lisboa: na ra
do Hospicio casa de Thomaz de Aquioo d
-& Fonseca &
Ama.
Precisa-sede urna ama para cosiohar o diario-
de urna casa de familia, que seja de meia idade":
a tratar na ra Iu.penal n. 215, taberna.
O abaixo assignado alumno do quiolo
anno da faculdade de direito desta cida-
de e advogado pela relagio do districto
podeser procurado pelos seus commit-
tes em todos os das uteis, daa II aa 2
horts da tarde, no esciiplorio do Sr.
B*r. Jorge Doroellaa Riboiro Pesaos,
camboa do Cirmo o. 8.
J. Burges Carneiro.
Avises diversos.
L0TIBI4
No dia 31 do corrente andarao im-
preterivelmente as rodas da quarta
parte da nona lotera a beneficio da
matriz da Boa-Vista desta cidade; o
bilhetes e meios bilbetes acham se a
venda na thesouraria das loteras ra do
Crespn. 15, pavimento terreo, e as
casgs commissionadas do costme. Os
premios serao pago* em continente a
entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Je s Rodrigues de Souza.
Aluga-se o primeiro andar da ra da Cruz
n. 21: a tratar ao armazem do mesmo sobrado.
= Precisa-se alugar unja escrava que seja
flel e diligente para o servlco de casa de smi-
l lia inania Velos u. 10.
Avres Pereira de Burgos Homem de So uto
Maior Ponce de Len, afina e concerta pianos,
orgaos, realejos e caixinhas harmnicas de msi-
ca e tambem ensina a msica de piano ; quem
precisar do seu pequeo e diminuto prestimo di-
nja-se ao hotel Trovador ra largs du Rosa-
rio n. 44, primeiro andar, que, o acharo prnmp-
to a exercer suas fuocgoes fleando eternamente
gratos a toda e qualquer pessoa que o houver de
obsequiar para esse lim.
Os ctedores de Jos Nunes de Paula quei-
ram presentar soas letras na ra da Cruz n. 4.
para proceder-seao rateio do que se acha era
deposito.
Vende-se
urna mesa rodonda de amarello, 6 cadeiras 4
mesma madeira tudo com pouco uso e um ca-
bidepara roupa tudo por baratsimo prego ; na
praga de Pedro II, lojs de llvres n. 6.
: Alugam-se duasmeia-sguas tendo quiotaf
e agua de beber na rus doProgresso : a fallar fea
roa da Prera armazem de carne secca contiguo
a ribeira do peixe.
m i
1
Ricos vestidos de cajmbraia
bordados a 3# o erke
sendo os mais modernos que ba no mercado: aa
ra da Cadeia do Recife o. 53, toja de Alvaro Sl
Magalhaes.
= rrecsa-se de dous offleisa 4t sfgtrreiro :
os rus Imperial a. 37.


i

(*)
DlfttO Dt ftMABKOGO. QUINTA FEDU 42 D AGOSTO DR lfttt.
MUDANQA.
Lulz\ Soulan, cutileiro e armeiro francez, participa ao reipeitavel publico
e especialmente ao seus freguezes quemudou $ua offiema da ra da Cruzes pa-
ra a ra da Imperatriz n. 13, aonde continua amolar todos os das e a fazer
conceptos, reparos e obras novas tendentes a suaarte com promptidoe barateza.
Fundico
de bronze.
Na bem conhecida fabrica de fundico, laloei-
to e funileiro da rui Nova, defroote da Coocei-
qo, contina a fazer todas as obras tendentes s
mencionadas artes e ofcioas cima ditas, como
sejam : brom para engenho,'parafusos para di-
tos, e ludo quanlo Decessario para tal mister,
tudo mais barato do que em outra qualquer par-
te, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre, e tudo mais coocernente a caldeireiro, obras
de lato com a melhor perfeico possivel, obras
douradas e em lato para militares, como sejam,
apparelhos para barretinas, ferngens para telios
e talabarte de qualquer arma, boles de todos os
nmeros, dourados, bromeados e em amarello,
obras de folha superiores por serem os artistas
que as fabricam joroaleiro e nao empreiteiro, que
cumo se sabe, nunca as obras que sao feitas de
empreitada sao perfeitas, tudo muito barato: na
ra No?a n. 38.


GABINETE
Medico-cirurgico
DO
Dr. Americo Alvares
Guimaraes.
A' RA NOVA N. 21.
Neste seu gabinete se
achara sempre promplo o
referido doulor exercer a
medicina.
Nenbum honorario exige
dos doentes pobres.
9

------------
9
CONSULTORIO ESPECIAL HOSEOPATBICO
DO DOUTOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os das uteis desda as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiates molestias :
molestias das mulheres, molestia* das crian-
coa, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febru,
ftbres intermitientes esuas eonsequencias,
PHARtUCU ESPECIAL HOKEOPATHIC A .
Verdadeiros medicamentos homeopalhicos pre-
arados som todas as cautelas necessarias, in-
illiveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sitino sao
nicamente rendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem Iota della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de'um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
r6dor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao lerarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, pritneiro andar, continua-se a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Attencao.
Mello, Irmio, lendo comprado ao arrematante
da massa fallida de Manoel Francisco de Mello,
faz scientes aos devedores da dita massa a virem
pagar os seus dbitos, e os que nao Qzerem sero
qamados a juizo. Hecifo 12 de agosto de 1861.
a ajscifleiflaigi ^^^ asx36di6
H WSM9 vtim s*nN UM iMum wVm vsw^www
Consultas medicas.
Serio dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 al As 10 horas
da manhaa menos aos domingos sobre:
1." Molestias de olhos.
2.* Molestias de coracao e de peito.
3. Molestias dos orgaos da geraco e
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or-
dena de suss entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos,acsticos e p-
ticos serao empreados em suas consul-
tares e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, natureza e O*
causada molestia, e dahi deduzir oplaoo
de tratamenlo que deve destrui-la ou M
curar. }g
Varios medicamentos sero tambem m
empregados gratuitamente, pela cer- **
if teza que tem de sua verdadeiraqualidade, K
8** promptido em seus effeitos, e a necessi- z?
dadedoseuempregourgenteque se usar *
delles. X
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos m
doentes toda e qualquer operario que X
julgar conveniente para o restabeleci- 1
ment dos mesmos, para cujo fim se icha %
prvido de urna completa collecgao de j|
> instrumentos iodispensarel ao medico g
II operador. X
us***&s a*sais-gi6gi6aig*ft6aiste
m vtum W9r9. tvtnw wwbtbiw van* wwiw wwrm W9w9> wwsm m
O Sr. Jo5o Hypolito de Meira Li-
ma, queira dirigir-se a praca da Inde-
pendenca livraria n. 6 e 8 que se lhe
preciza fallar.
Saque sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam
sobre Lisboa ; do seu escriptorio, largo do Corpo
Santo.
A commissfio liquidadora dos ere-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Mu cedo Lima, pede aosSrs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfacer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a tancar
mao dos meios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus de redores.
Attencao.
pessoa que anouaciou ter 11 escravos a per-
multar por predios nesta praca : dirija-se boti-
ca do Sr. Igoacio, na praca da Boa-Vista, das 11
horas p meio dia, que chara com quera tratar
rspei.
Precii-se de dous amissadores que enten-
dis do trauco de padaria: aa ra larga do Ro-
sario n. 18, junto da polica.
Veode-se pennas de ema para espaoado-
res: na ra do Vigaiio n. 26 Io andar.
GABINETE PORTUGUEZ
um torno-

i
i
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volla para a
camboa do Carmo.
AW
Padaria.
Santos, Caminha & Irmos, liquidatarios da
missa de Caminha c Filhos, de novo rogara aos
devedores da mesma ofavordevir ou mandar
salisfazer-lhes as importancias de seus dbitos
al 30 do corrente mez, ha seu escriptorio na ra
Nova n. 25 ; scientiBcaodo que no caso de nao
serem atendidos, ver se-hao obrigados a proce-
der a cobranga pelos meios que lhes faculta a lei.
Attencao.
Os abaiio assigoados previnem ao respeitavel
publico que teem aberto um grande armazem na
ra da Cadeia do Recife, n. 41, primorosamente
sonido com as mais acreditadas fazendas ingle-
zas, fraocezas, suissas e allemes, as quaes vem-
dem por menos do que outro qualquer, sendo as
iraosaccoes effectuadas a dioheiro.
Esperam portaolo do publico era geral, e parti-
cularmente dos senhores que negociam com o
mesmo artigo, venha ao referido estabelecimen-
to lomar conhecimento da veracidade do pre-
sente aDuncin, submeitido considerarlo geral.
Recife, 6 de agosto de 1861.
, Reg Si Silca.
Alaga seum mulato moco que tei 18 an-
uos, pouco mais ou menos,para o servico de casa
e de ra, muito fiel e diligente : quem o pre-
tender dirija-se a prac,a da Boa-Vista n.9.
Alugi-se o segundo andar da casa da ra
Direita n. 40 ; a tratar no caes da alfandega, ar-
mazem n. 5.
Justin Norat, subdito francs, vai fazer urna
Tiagem ao norte do imperio.
Nsabaixo assignados fazemos scienle ao
corpo de commercio que dissolvemos amigavel-
meole a sociedade da loja sita na ra da Cadeia
do Recife o. 50 A, que gyrava sob a urina social
de Lopes & Miranda, ficando o activo e passivo
da mesma loja a cargo do socio Miranda. Recife
16 de agosto de 1861.Jos Lopes DiasIlygino
Augusto de Miranda.
Um prente do Illm. o Rvm. Sr. cooego
Affonso de Atbuquerque Mello, sabendo que elle
est a chegar a esta capital, roga-lhe o especial
favor de apparecer na ra de S. Jos o. 60.
O bacharel Joo V. da S. Costa tem o seu
escriptorio de advogacia na ra do Raogcl n. 73,
defronte da botica.
Precisa-se de um encllente copeiro : a
tratar na ra do Vigaiio n. 2.
Offerece-se um rapaz portuguez de idade
de 16 a 17 aonos para caixeiro de taberna, da
qual tem bastante platica ; quem se quizer u lili -
sar apparega na ra estreita do Rosario, padaria
numero 13.
Aluga-se um segundo andar do sobrado do
becco Largo n. 1, concertado e pintado de novo,
proprio para grande familia e por mdico prego :
a tratar na mesma ra, taberna o. 2.
No dia 23 do corrente depois da
audiencia do juiz municipal da primei-
. ra vara tem de ser arrematado por ven-
da um sitio com casa de vivenda na ra
de S. Miguel freguezia dos Afogados
com arvoredos de fructos e baixa de ca-
pim, avahado em 5:0oO^s o qual vai a
praca por execucao de Jos Mara Gon-
. calves Vieira Guimaraes contra Fran-
cisco de Salles Andrade Luna como in-
ven tariante da Jos Mara da Costa Car-
val ho. Escrivo Motta.
Aluga-se um primeiro andar na ra Ve-
Iha e a mesma pessoa vende travs, enchameis,
maos travessas e caibraria tudo mais barato do
que em outra qualquer parte : a tratar na ser-
rana da ra da Praia n. 59.
No brigue Relmpago, que acaba de
chegar de Lisboa, vieram 3 lindas vacces touri-
aas legitimas, muito grandes e novas, com as
competentes crias, as quaes se veodem : na ra
do Hospicio casa do Sr, Tbotnaz de Aquino Fon-
ce ci.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, ra dos Pires n. 42, vende-se a muito acre-
ditada bolachinha quadrada.d'agua, propria para
deentes, bolachinha de araruta e dita de moldes.
A commissao liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou cootas de Irnos, que sediri-
jam com os seus ttulos ra da Cadeia do Re-
cife n. 26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
nhaa s 2 da tarde, para serem verificados e cas-
siGcados pela referida commissao
Precisa se fallar ao Sr. Jo5o Al
ves Teixeira : Na livraria da praca da
Independencia n. 6 e 8.
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commodidades de
tarailia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha poa-
co tempo com trraco a roda, sita na
entrada do Poco : a tratar com os pro-
pietarios N. O. Bieber & C., successo-
res, ra da Cruz n. 4.
Wm V9)w 9^f9j lW>f WW WWWWkT wW ^W Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier,cirurgiodenlisla, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
den tes artificiaos, tudo com a superiori-
dade e parfeigo que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tena agua e psdenlifriciosetc.
ssjMiMiifliBaMgMattMMMgMaitiLl
VBV VBVVBf VBV VBV iusj emw*ww VVBVII
Aluga-se um armazem na ra do Costa : a
fallar em outro, ns ra da Lapa n. 13.
Aluga-se, o sobrado n. 2 B da ra do Apollo,
e a casa terrea n. 27da ruado Burgos a tratar na
ra da Aurora o. 36.
Attencao.
*
D. Antonia Maria da Conceicjio, proprielaria
do estabelecimenlo de seceos e molhados sito no
Largo da Penha n. 12, julga nada dever a esta
pra^a ou fora della no entauto se alguem se jul-
gar seu credor queira presentar suas cootas no
praso de 8 dias da data deste no referido estabe-
lecimenlo.
Recife, 20 de agosto de 1861.
Engommadeira de
Pars.
Madame Blanchin avisa seus numerosos lre-
guezes que traosferio sua morada para a ra do
Arago n. 28, onde se eacarrega especialmente
dos engommados de roupas Qnas de senhara,
taes como vestidos bordados o folhas, golinias,
manguitos e todas as pegas bordadas e arren-
dadas.
A contraria da gloriosa Sania
Rita de Cassia, contrata com
quem por menos fizer, sob
as condicQes abaixo decla-
radas, a seguinte obra:
Io. Levantar as paredes mestras de ambos s
corredores e consistorios a altura correspondente
as cuberas do corpo da igreja e capella-mr,
afim de ficar em urna s agua de cada lado com
a competente cornija o reboco.
2. Fazer e collocar cimetricamente 12 jmi-
las novas e regulares com todos os perlencss,
bem como duas portas; sendo igualmente orti-
gado a travejar nao s os corredores como os c#n-
sistorios em ordem de ficar em estado de receber
forro.
3*. Ser obrigado a desmanchar a sua cuta
toda obra velha precisa, podendo empregar na
nova os maleriaes e madeiras que estivereu em
perfeito estado ; sendo igualmente obrigalo a
algamassar o telhado oas paites que forem pre-
cisas.
Coodices.
Io. O empreiteiro ser obrigado a principiar obra dentro de um mez, e concluida dentro en
dous mezes, sob pena de 200$ de multa.
2. Ser obrigado a dir todo material e madu-
ras precisa, e da melhor qualidade, que devero
ser inspeccionados pelos membros da commissao,
assim como a receber aquelles que durante a
obra forem dado a irmandade de esmolas pelo
preco que convencionar com a commissao.
3o. Os pagamentos sero feitos em tres presta-
coes a primeira no cometo da obra, a segunda
quando estiver em meio e a ultima quaodo tiver
concluido : devendo para isso prestar urna fianca
equivalente a primeira prestacao e multa.
4. No caso de demora ou falta de cumprimen-
to do contrato ser a obra concluida por admi-
nistrado a custa do empreiteiro e seu fiador,
que sero responsaveis pelo que exceder.
5. A obra ser inspeccionada pela commissao
encarregada della todas as vezes que julgar con-
veniente ; em caso de duvida nao expecificada
no preseote contrato ser ella decidida por arbi-
tros dando o empreiteiro um ea commissao ou-
tro, e no caso de desconcordancia delles ser des-
empatado por um terceiro que ser tirado a
sorte.
Os prctendentes podero presentar as suas
propostas em carta fechada at o dia 26 do cor-
rete entregando-as na referida igreja-ao guarda
da mes na, o qual se acha autorisado nem s para
este fim como igualmente para deixar examinar
o estado das obras que se tem de fazer.
Recife 19 de agosto de 1861.J. I. Gomes,
memoro da commissao.Iimael Amavel Gomes
da Silva, thesoureiro interino.
Attencao para passar a festa-
Aluga-se ama casa terrea na povoaco do
Monteiro, tem commodos para grande familia,
com quintal murado e cacimba, com porto para
o rio; a tratar na ra do Queimado loja de fera-
5ens n. 28
lova
exposico
DE
MMk>
Necessita-se de urna ama para o servico in-
terno e externo de urna casa de pouca familia*;
a fallar na ra do Cabug n. 3 segundo andar.
OITerece- se una ama para o servico de urna
casa : Da ra do Caldeireiro n. 14.
Offerece-se urna ama para casa de familia :
na ra de Hortas n. 41, Lija do sobrado.
O abaixo assignado e sua familia, lendo de
seguir oestes prximos dias para a Euattpa, e nao
tedo podido deapedir-se de todas as pessoas com
quem entretem relaces, por este meio pede des-
culpa. Outro sim tica pormeu primeiro procura-
dor meu cunhado o Sr. Antonio Jos Leal Reis.
Kecife 20 de agosto de 1861.
Guilherme da Silva Guimaraes.
Prerisi-se comprar urna ntgrinha ou mu-
latinha que tenha de 10 a 12 aonos de idade
quem tiver para vender, dirija-se a ra da Ca-
deia do Recife, escriptorio n. 12.
No escriptorio da ra da Cadeia n. 12, ha
urna carta para o Sr. Josquim Lopes da Cosa Al-
buquerque vinda do Rio Grande do Sul.
Aviso.
DE
LEITIMA.
Tendo de se commemorar do domingo 25 do
corrente o 10.a anniversario da installaco do
Gabinete, a directora convida por isso sos se-
nhores associadoa e ao respeitavel corpo acad-
mico, a comparecerem a sesso magna que fer
lugar no referido dia 25, s 11 horas da manhaa,
nos sales da nova casa do Bxm. Bario do Li-
vramento, na ra do Imperador, para onde se
acaba de effeciuar a mudanza da bibliolht-ca.
A directora espera a geral concurrencia-dos
senhores associadoa e convidados, para assim
tornar o acto mais explendido.
Havero lugares para as senhoras que se dig-
naren) comparecer a sesso, e o ealabelecimento
ser aberto aa 5 horaa da tarde, e estar patente
aos senhores visitantes al as 10 horas da noite.
Sala dassessoes 20 de agosto de 1861.
J. S. Loyo, director.
A. B. Nogueira, 1.a secrelatio.
abaixo assignado faz publico que perdeu
urna letra da quanlia de 2509 aceita pelo Sr. lia-
noel da Fonseca e Albubuerque em 2 de Janeiro
do corrente anno praso de 6 mezes, a qual se
venceu a 2_de olho, por isso previne aoSr. Fon-
seca que nao a pague a qualquer pessoa que lhe
apreseutar e quem a achou que a leve a sua mo-
rada em Maris-Firinha.
Jorge da Costa Gadelha.
CollegiodeBemfica.
Este estabelecimenlo precisa de urna ama go-
vemante ede urna engommadeira.
Para estabelecer-se urna
officina.
Aluga-se urna grande loja do sobrado de um
andar no lugar dos Coelhos da Boa-Vista, com
30 palmos de largura e 90 de fundo, aera repar-
timentos, com um grande armazem junto.com-
municando-se para a loja.com grande terreno no
fundo e cambda ao lado para desembarque: tudo
Sociedade bancaria.
saques.sobre a praca de Lisboa.
S. Jos d'Agona.
Arrenda-se um terreno no lugar do rio tapado
dotermode01inda.com 200 bragas de frente,
com alguns ps de coqueiros, pertencenle ao pa-
trimonio da irmandade de S. Jos d'Agonia : os
pretendentes podero ir examinar, e fazer suas
Moudego, olaria n. 13.
Associatjo Typographica
Pernambucana.
Quinta-feira, 22 do corrente as 7 1|2 horas da
noite, em sesso da assembla geral sero apre-
propostas com Dador idneo, as qaes sero Yo- l8enl*d<)S os estatutos com as reformas exigidas
treges at o dia 24 do corrente. na ra larga do' ?f afsPa.cho,d Ex^' Pre9 deDle desl provincia.
Rosario n. 46. ao provedor da dita irmandade. I ,fi;fiand? TP?. 8 *a ,oc-105 3ue a, p.romP-
Manoel Francisco dos Santos Silva! j M Mat i Mctsitsje se reunir re-
Secretario.
Offerece-se urna ama portugueza para todo
o servico de urna casa ; quem precisar, dirija-se
a ra da Paz o. 31.
Arrenda-se o armazem da casa n.9 da ra
da Cruz: quem o quizer. poder entender-se
com o proprietario da casa, Florencio Jos Car-
neiro Monteiro.
Aluga-se urna boa cata terrea junto a igre-
ja de S. Gonzalo n. 38: quem a pretender, diri-
ja-se a ra do Quartel de polica n. 18, padaria.
Appareceu um negro cabra, de boa altura e
gago, proeurando-me para o comprar, e dizeo-
do-me malmente ser escravo de um senhor de
engenho na freguezia de S. Loureoco ou Luz:
quem for seu dono o mandar buscar, nao me
respoosabillsando pela f-jga.
Joaquim Cavalcanti de Albuquarque.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
bmilis, e preferindo-se escrava ; na ra da Sen-
jala Velha n. 50, se dir quem precisa.
Ama de leite.
Precisa-sede urna ama de leite sem Olhos ; na
rut da Cruz n. 15, segundo andar.
Attencao.
Os abaixo assignados avisam a todos os sens
devedores nesta cidadedo Recife de Pernambuco
que tem autorisado ao Sr. Joo de Souza Rangel
Junbr pata receber dos mesmos senhores o im-
porta de seus dbitos, qur amigavelou judicial-
merte, ficaodo a escolha dos mesmos devedores
o oeio. Recife 19 de agosto de 1861.
Faria &C
Aluga-se urna casa em Beberibe ; a tratar
com J. I. de M. Reg, na ra do Trapiche n. 34.
A pessoa que quizer comprar um berreo ri-
co de Jacaranda cora cortinado, tudo era bom es-
tado, queira dirigir-se a ra de Hortas n. 106,
que achar com quem tratar.
Antonio da Costa e Silva Maduro faz scien-
teque deixou de ser seu caixeiro Joaquim Fer-
Ireira de Souza desde o dia 10 do corrente. Reci-
fe 14 de agosto de 1861
Precisa-se de urna ama que com"
pre e sirva para todo servido de urna
casa de pouca familia : na ra das Crn-
zei n. 20, primeiro andar.
Na typographia da Ordem pre-
cisa-se de um compositor.
Aluga-se o primeiro andar do
sobrado n. 20 naiua Velha, concertado
e pintado de novo, com commodos pa-
ra grande familia : a tratar na Boa-Vis-
ta ra do Sebo n. 2i.
Precisa-se de urna ama forra ou escrava que
aaiba cozinhar o diario de urna casa; oa ra Bel-
la, sobrado junto a mar, segundo andar.
gularmente todas as tercas, quintas e domingos.
Secretaria da Associacao Typographica Per-
nambucana 19 de agosto de 1861.
J. Cesar,
Io secretario.
Joaquim Filippe da Veiga e Jos Antonio
Soares, fazem publico, que no dia 13 do corren-
te dissolveram amigavelmente a sociedade que
tioham na taberna sita na ra d'Aguas-Verdes
n. 48, que gyrava sob a razo de Veiga Si Soares,
perlenceudo dessa data em diante ao socio Veiga
somenle o estabeleeimento com todo activo e pas-
sivo constante do balanco dado na mesma data.
Rheumatismo em
zello.
Eu abaixo assignado declaro, tanto para bem
da humanidade, como em abono da verdade, e
agradecimento qoedevo ao Sr. Ricardo Kirk, es-
criptorio na ra do. Parto o. 119, que curou-me
com a applicaco das suas chapas medicinaes de
rheumatismo em um lornozello que padeca ha
mais de 6 aonos com agudissimas dores, e isto
no curto espado de 24 dias, com as quaes flquei
peifeitamenle bom. Ra de Santo Amonio n. 19.
M*noel Ferreira da Costa.
No da 19 de Janeiro de 1856 fugio do en-
genho das Maltas, comarca do Cabo, um mulato
por nome Jeronymo, idade 30 anoos, baixo, es-
padando, ps pequeos e carnudos, os dedos dos
ps curtos, pernas grossas. pouca barba, bom ca-
bello, cor acaoellada. quando falla gagueja,
mestresapateiroe carreiro. Da primeira fgida
que fez foi preso em Caruar, e agora consta an-
dar por alli mesmo e pelos sertSes do Penedo ;
quando fugio levou um poltro rtizilho cabano
com este ferro CI: quem o apprehender e levar
ao referido engenho receber 100 de gratifica-
do. O referido mulato iotitula-se forro, e cons-
ta andar pelos sertSes com esse titulo.
Precisa-se de urna ama que seja escrava
para comprar e cozinhar para caa de pouca fa-
milia ; a tratar ca ra da Imperatriz n. 60, loja
de Gama & Silva.
Roga-se aos senhores ourives ou qualquer
pessoa que for ofterecido um dedal de ouro co-n
as iniciaas T S L que o apprehendam e leve ra
estreita do Rosario n. 29, que sero recompensa-
dos generosamente.
Seceos e molhados
No anligo estabeleeimento de seceos e molha-
dos do paleo do Carmo, esquioa da ra de Hor-
tas n. 2, conlinua-se a vender todos os gneros
o mais em conta possivel, a saber: assucar bran-
co fino a 140 rs., baixo a 120, mascavado a 160
rs., refinado Uno a 160, baixo a 140, crystalisad
a 220, caf a 200, 240 e 280, dito moldo a 400 rs.,
pimenta da Iodia a 440, cravo a 800 rs.. herva-
doce a 560, cominho a 1. altasema a 320, cha a
2g800, dito muito lino a 3. preto a 1800. bola-
chinhas e sequilhos de todas as qualidades a 300
rs., ingleza a 320, passas a 500 rs., toucinho a
400 rs., gomma bem alva a 120, farinha do Mara-
nhao a 140, alpista a 200 rs., queijo suisso muito
tino a 480. dito de prato a 640, dito flamenco a
2800. chourisas a 600 rs., paios a 280 um, mau-
teiga ingleza a 800 rs. e 960, muito fina a 1300.
franceza a 640 e 720, banha bem alva a 480 vi-
nho a 400. 480, 560 e 640, branco a 560 a garrafa
e em caadas se vende por menos, engarrafado
legitimo do Porto a 1600. IgiOO, 1*200 e 1&100
Figueiraa 800 rs., espermacete a 800 rs.. velas
de carnauba a 410, e 480 finas, arroz a 120 e 140
muito fino, azeite doce a 720, aletria, macarro e
talharim a 560, cartas para jogar a 320, palitos do
gaz, groza a 2j)600, urna dazia 240, caixinha a 30
rs., graxa em latas, duzia a 1*200. urna lata 120
rs doce de goiaba, caixdes de 4 libras a 2*200,
emfim tudo se vende barato, lattnhas com sardi-
nhas de Nantes a 460.
Hoje 22 do correte, fioda a audiencia do
juiz especial do commercio tem de ser arremata-
do pelos alugueis a casa terrea da ra da Concor-
dia o. 21. por execucao que movem Santos, Oli-
veira <& C. contra Manoel Igoacio das Candeias.
Christiane Friedrick e Conradine Grebe, sub-
ditos allemes, reliram-se para as provincias do-
norte.
Heinrick Cassel, Heinrick Nichoff e Conra-
dine Gatzemyer, subditos allemes, retiram-se
para as provincias do norte
C0MPAMII.1 Di VIA FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
Pelo presente sao convidados os Srs. accio-
nistas a virem ao escriptorio da mesma compa-
nhia ra do Crespo n. 2 as horas de expe-
diente, receber o 11 dividendo de juros de suas
acedes, correspondente do semestre decorrido de
1 de fevereiro a 31 de julho deste auno.
AssignadoE. H. Braman,
Superintendente.
Vende-se um cabriolet bastante usado com to-
dos os seus pertences, e por um preco razoavel,
na cocheira do paleo do Paraizo do lado da igre-
ja : para ver e para tratar, com o capito Teixei-
ra do quartel de polica.
Ratos.
Chegou pelo ultimo navio de Liverpool nova
remessa da verdadeira composigo de massa
phosphorica para matar ratos e baratas : vende-
se na travessa da Madre de Dos n. 16, arma-
zem de Ferreira & Uarlins.
candieiros a gaz.
Ra Nova numero 24.
0 proprietario deste estabelecimenlo toma a
honra de annunciar ao publico que no dia 8 do
corrente abrir seu novo estabeleeimento de can-
dieiros econmicos a gaz, as 6 horas da noite se
achara Iluminado at as 9 1|2 da noite com toda
franqueza para verem e conhecerem a fscilidade
que ha em usarem dos ditos candieiros em eco-
noma, pela muita experiencia que ha feito com
os ditos candieiros, se encontrar de todos os
precos e qualidades ; todos aquelles que qiize-
rem usar de ditos candieiros, deixo de mencionar
todas as qualidades que ha pela immensidade
que se offerece por estarem expostos com toda
franqueza no dito estabeleeimento, na ra Nova
numero 24.Carneiro Vanos.
Ama.
Precisa-se de urna ama forra eu captiva para
cozinha e engommado, preferindo-se preta, para
urna casa de pequea familia ; na ruada Cruz n.
45, armazem.
Attencao.
Nesta data fugio deste engenho o escravo criou-
lo de nome Jos, com idade de 25 aonos, pouco
msia ou menos, cujos signaes sao os seguintes :
alto, corpo regular, cor preta, cabellos carapi-
nhos, nariz proporcionado, bocea pequea, bei-
cos grossos, dentes pequeos e limados, urna ci-
catriz muito visivel no canto de um dos olhos,
que diz ter sido motivada por urna ponta de p
correndogado no serlo, d'onde natural, pouca
barba, pernas grossas, ps grandes e grossos, e
rauitos tainos de chicote pelo corpo, foi escravo
de Francisco Benevides Muoiz Falco, morador
na fazenda denominada Taboca, para onde se
suppe ter ido por ter alli seus pas, e fra visto
na estrada de Santo Anto ; e por isso rogo as
autoridades policiaes e capites de campo de o
apprehenderem e manda-lo entregar oeste en-
genho, ou na capital a meu correspondente Ma-
noel Antonio de Santiago Lessa, que ser prom-
ptameote paga todas as despezas.
Engenho Rebingudo sito na freguezia de Agua
Preta 23 de julho de 1861.
Gavallo furtado.
Do sitio fronteiro a igreja dos Afflictos, na noi-
te de 19 para 20 do corrente, furtaram um caval-
lo quarto com os signaes seguintes : pequeo,
quisi preto, frente aberta, de 7 para 8 annos de
idade.com urna sobrecana na mo esquerda, um
pequeo calo na sarnelha, ponas das orelhas
cortadas, de meias carnes, puxa um pouco por
urna perna quando anda, pescoco acarneirado,
marca nos peitos de almaojarra, etc., etc.: quem
o apprehender ou delle der noticia, pode dirigir-
se ao mesmo sitio ou ao engenho Boa- Vis ta do
Cabo, que ser recompensado.
Precisa-se de urna ama para o servico in-
terno de urna casa de pouca familia : a tratar na
ra do Sebo u. 39.
Francisco Haciel de Souza participa a seus
freguezes tanto da praca como de fora que de
uovo abri o seu estabeleeimento de calgado fei-
to na provincia na ra da Imperatriz outr'ora
aterro da Boa-Vista e pretende vender muito em
conta para agradar seus freguezes que todos gos-
tam do bom e barato.
J. F. C. offerece-se para caixeiro, quem
pretender annuncie.
Oa abaixo assignados scieotifleam ao com-
mercio e aos seus freguezes que o Sr. Francisco
Jos Tavares deixou de ser seu caixeiro desde o
dia 18 do preseote. Recife SO de agosto de 1861.
Sodr & C
Precisa-se
de 500$ a juros del por cento ao mes sobre hy-
polheca de urna casa oa villa da Escada, pela
qual se eogeita 1:6009 por venda e rende por
aluguel20$ mensaes, durante o prazo de 4 a 5
mezes: na ra Direita loja de miudezas o. 77,
dir o pretendente.
Precisa-se de urna ama de meia idade para
todo servico de casa de pouca familia mais que
d conhecimento de sua conducta : na na das
Giuzes n. 22.
Precisa-sede um eaixeiro portuguez de 16
aonos com pratica de taberna e diligente e que
de fiadora aaa conducta : na ra das Cruzes nu-
mero 22.
commissao de escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita ra foi transferido o escriptorio de
commissao de escravos que se achava estableci-
do no largo do Paraizo n.16, e ahi da mesma
sorte se contina a receber escravos para erem
vendidos por commissao e por conta de aeus se-
nhores, nao se poupando esforcos para que os
mesmos sejam vendidos com promptid), afim
de aeus aenhores nao soffrerem empate com a
venda destes; assim como se^afianc,a o kom tra-
tamenlo eseguranca. Nesta mesma casa ha sem-
pre para vender escravos de ambos oa sexos, mo-
gos e velhos, com habilidades e sem ellas.
Manoel Alvea Guerra saca aobre o Rio de
Janeiro.
Gabinete medico cirurgico.f
Ra das Flores n. 37. j>
9 Serio dadas consultas medlcas-cirusji- #
# cas pelo Dr. Estevo Cavalcanti de ADu- sft
querque das 6 as 10 horas da man-haa, ac-
0 endiodo aos chamados com a maior re-
9 vdade possivel.
# Partos.
9 2. Molestias de pelle.
9 8.* dem dos olhos.
0 4. dem dos orgaos genitaes. S
% Praticar toda e qualquer operacio em 0
Sseu gabinete ou em casa dos do.ctes eco- dj
forme lhes for mais conveniente. (
**
D-se 1:006$ a juros sobre hypotbacaem
beos de raiz, quem precisar dirija-se a ma do
Rangel o. 11, loja de lou;a das 9 as 10 Ja o-
nha.
k mais fina enova que se pode desejarneste genero, a 1#000 a libra tanto emporco
como aretalho, vende-se nos armazens Progressivo e Progressisia no largo do Carmo n. 9,
ema das Cruzes n. 36.
CHA HYSSOM.
O melhor que se pode desejar em artigo cha a 2$400, 2#800 e 3#000 a libra, afianca-
se qualquer urna das qulidades.
CHOCOLATE.
Francer, mglez, portuguez, a 1$200 a libra, vende-seno Progressivo e Progressista
no largo do Carmo n. 9, e ra das Cruzes n. 36.
Chegados ao ultima paquete a 640 rs. a libra, e sendo inteiro a 600 rs. alibra, affian-
ca-se a superior qualidade.
n r QUEIJOS FLAMENGOS.
Os mais frescaes que ha no mercado por serem viudos no ultimo paquete a 2#80Q
um.
cada
p<
ji
O melhor que se pode desejar na qualidade deste queijo a 600 rs. alibra, e sen-
do porco a 500 rs.
Em pipa deLisboa, Porto e Figueira a4$a caada de 580 a 600 rs. em garrafa.
Porto, Duque do Porto, jeuuino Carcavellos, Nector, Madeira, Feitoria, Cheres,
Bordeaux a 1#200 agarrafa e 13$ a duzia. nicamente no progressivo e progressista
no largo do Carmo erua das Cruzes.
N. B. Os gneros cima vendidos em nossos armazens levaro o destentivo dos
mesmos.
__


DiAfclO 01 HttNAOCO. QUINTA. fERA 22 II AGOSTO DI 1811.
m
23 Ruada Imperairiz 23
PIANOS E MSICAS.
J. Laumomler convida os senhores mestres e amadores de msica, 4 virem a sea armazem
ver o excelleotes pianos Laumonnier, que scaba de receber de Paris, fabricados expressamente
Kira o clima do Brasil, muito elegantes e de gostos modernos. Igualmente tem msicas dos me-
ores autores, assim como concerta e alia os mesmos instrumentos.
l) HIINRALE
NATUHALLEDE VICHY.
Deposito na boticaf ranceza ra da Ctuz n.tt
ARMAZEM
DE
19400.
o barril, a relalho a 320 rs. a garrafa.
Largo da Peiiha
Francisco Fernandes Duarte, proppietario deste
armazem de molhados, partecipa aos seus freguezes, assim como aos senhores da prace, de enge-
nho e labradores que d'ora em vante quizerem-se afreguezar neste estabelecimento, que se acha
cora um completo sorlimento de gneros os mais novos que.ha no mercado e por serem a maior
parte dellesvindos de conta propria, est porlanto resolvido a veode-los por menos 10 por cento
do que em outra qualquer parte, a (aneando a boa qualidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir os portadores meaos praticos to bera, como se os senhores viessem pessoalmente, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar toda altenco, alim de continuarem a mandar comprar
uas encommendas, serlos de que, toda e qualquer encommends comprada neste estabelecimento
aco'rapanhar urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
iantolga ingleza peTtilameute or imo ri. a iibr., rende-
se por este preco nicamente pela grande porco que tem e se for em barril se fara abatimento
ni.ante\ga raueexa 1W) rs. a ilbra e cm banii a 64o rs.
Ca uySSOil 0 melhor que ha na mercado a 29800 a libra.
dem preto a ls600 s 1br8.
QaeiiOB 0 teiaO cnegados oesta ultimo vapor a 2#600.
\aem prato a 640 intero a 70o rs. a ubra.
ldClH SaiSSO a 640. a libra em porQo se faz a batimento.
Freanlo de Hambre ngiez a soo rs. a libra.
PreXWntO de lamegO a 480 a iibra inteiro a 440 rs.
A.meiXa9 iraUCezaS em [ragco com 4 libras por 3*000, a relalho a 800 rs.
l&SpetmaSete a 72o rl. a libra, em caixa a 700 rs.
LiataS COm bolaxlaUa de SOda de aererente qualidades a 18400
Latas com peix.e em posta de muila8 qUaudades a
A.zellonas multo novas a iim rs
Hoce de WperCUe em latUa de libras por 19200. ,
< CuriataS pars p0,im a 800 rs. a libra.
Banna de pOTCO Tefinada a m rs. a libra, em barril a 440 rs.
nflLaQa de tomate a maisnova do mercado a 900rs., em latas de 2 libra por 19700
IralOS ae OVUO a primeira vez que vieram a este mercado a 640 rs. a libra.
CYton ticas e palos muit0 no,08 a m rs. a ibra.
Palitos de dente lixndoscom 20 macinhos por 200 rs.
Chocolate trancex, i820o r8.
Mavmelada impenal d0 afamad0 Abreu
a 19000 ft. a libra.
VinliOS engarratadoS Pott0| Bordeaux, Carcavellos, e moscatel a 19000 a garafa.
\An\tOS em pipa de 500, 56O e 640 rs. a garrafa, em caadas a 39500 4g0C0 49500;
VinagTe de ^Lisboa 0 m,i9 superior a 240 rs. a garrafa.
v^erve^a das mag acreditadas marcas a 5J a duzia, e em garrafa a 500 rs.
iiStrCllinna para copa a mais nova que ha no mercado a 640 rs. a libra.
ILrvilnas francesas a 640 rs. a laUa.
Guilo de amendoa a 80o r8. a libra, dita com casca a 480 rs.
NOieS multo novas a 120 rs. a libra.
CaStanbaS piiadas a 240 rs. a libra:
Cale mut0 saperiora 240 rs. a libra, ei7a arroba:
iVrrOZ do Maranho a 39 em arroba, e em libra a 100 rs.
VamO americano 3 ig a \n,t se for em porco se far abatimento.
Se\adinna de Fr,nca a no a ubre.
SagU mut0 n0T0 a 320 rs. a libra.
T OneinbO de Lisboa a 360 rs. a libra e a 109 a arroba.
Farinna do Maranbao t mail n0Ta a 160 r. aiibra.
T OncinltO inglf X a 200 rs. a libra.
I* asa as em eaixinnas de 8 i,bra* a 19500 cada m.
RO UPA F
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RL4D0 QLE1MAD0 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortiment completo de roupa feita de todas aa
qualidades, e tambem se manda executar por medida, & vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto. 40, 359 e 309000
Sobrecasaca de dito, 355 30900
Palitots de dito e de cores, 35$, 30$,
SOOOe mamnM 20*000
Dito de casimira decores, 12*000, ___
15, 12 9#000
Dito de alpaka preta golla de fi-
ludo, ltgOOO
Ditos de merin-sltim pretos de
cores, 9$00O j000
Ditos de alpaka de cores, 5 e 450U
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e 350O
Ditos de brim decores, 5, 4500,
4J00O e 3*500
Ditos de bramante de linho braneo,
6S000,5000 e 4$000
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e 8000
Galas s de casimira preta e de corea,
12.10, 9 e 6|000
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 5 e 45O0
'Ditas de brim braneo e~ de cores,
5S000, 4J500 e *500
Ditas de ganga de cores 3S000
Goliates de velludo preto e de co-
res, Usos e bordados, 12, 9$ 8*000
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos bordados, 6, 5$500, 5 e 3*500
Ditos de setim preto 5*000
Ditos de seda e setim braneo, 6 e 5*000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7|000,6*000 5*000
Ditos de brim e fustao braneo,
3*500 e 3*000
Seroulas de brim de linho 2*200
Ditas de algodao, 1|600 e 18*80
Camisas de peito de fusto braneo
de cores, 2*500 e 2*300
Ditas de peito de linho 6$ e 3*000
Ditas de madapolo braneo e de
core, 3, 2J500, 2 e 1*800
Camisas de meias 1*000
Chapeos pretos de massa.francezes,
formas da ultima moda 108,8*500 e 7*000
Ditos de fellro, 6, 58, 4 e 2*000
Ditoa de sol de seda, inglezes e
francezes,14, 128,118 e "*00
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda 800
Ditos de algodo *500
Relogios de ouro, patentes horl-
sontaes, 100, 90, 80 e 70*000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 408 30*000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas
armis f
Toalhas de linho. duzia 12*000 a 10*000
Verdadei-
ra liquidaco
DE
I1&
Na ra do Cabug n. 8.
A' DINHEIRO.
Burgos Ponce de Len, ven-
de todas as fazendas existentes nesta loja com
grande abatimento deseu cusi, para que assim
liquidando a massa da extincta irma de Al-
meida & Burgos, someote em consequencia da
retirada do socio Almeida, possam os credores
da referida firma ser pagos com toda a brevidade.
PARA SENHORAS.
Chapelinas francezas de seda e Ci ricamente
enfeitadas, dando-se para ellas os seus respecti-
vos veos de fil de seda, bordados a 4, 5*, 7*,
98. lCe12.
Chapos de sol de seda de diversas cores com
toda a armaco de ferro pintado a 2, 2*500 e a
3*000.
Organdys ou cambrsias tinissimas de lindos e
modernos go&los a 400 rs. cada covado.
Caze de seda de urna t cor havendo cor de
cana, rosa, azul e encarnada, fazenda que muito rs. e duzia a 640 rs.
brilha em vestidos de senhoras que tem gosto j Ditas de 200 jardas, de Alexander a 900 rs.
de se enfeitar a 800 rs. cada covado. i duzia.
Gorguro de seda de quadrinhos a 1 e seda | Ditas de 100 jardis brancas e de cores a 30 rs.
de quadrinhos a 1*500 cada covado. ocarritel.
Casaveques de cambrata bordados ricamente a i Ditas de Pedro V, em cartao com 200 jardas a
8, e muito finos que se pode imaginar a 148. 60 rs. a cartao.
Manguitos com gollinhas de fil e decambraia j Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
a 2S500, 3* e 3*200. 240 rs.'a miada.
Catnisinhas de cambraia proprias para luto
a 1*000.
Chales de seda de grosdeoaples ricos e de bo-
nitos psdroes a 20, ditos de retroz bordados a
15?, ditos de merino fino de gosto da India a
12*500, ditos de merino dedifferenles qualidades
e gostos a 6*, 88, 98 e 10, ditos de froco de
velludo a 68, ditos de cambraia de cores a 600 rs.
Cortes de vestidos de grosdeoaples de seda de
diversas cores, com ricos babados bordados guar-
dados em seus grandes cartoes sendo pretos a
508 e os de cores a 40 e a 55 11
Tiras de babados bordados de cambraia para
diversos misteres a 500, 640 e a 1 cada tira.
Filas de seda de grosdeoaples, sarjadas bem
eocorpadas e muito bonitos padres para cintos,
enfeites de chapeos para senhora, lacos de cor-
tinados, {rochas e sinteiros a 800 e 1 cada vira.
Franjas de seda pretas e de cores a 240 rs. a
vara.
VICTORIA
DE
Fajoses Jnior*
Na ra do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de um completo sor-
limento ae raiudezas para vender, tanto por ata-
cado como a retalho, por presos muito baratos,
como abaixo se ver, s para quem comprar, vic-
toria sempre cootar.
Clcheles francezes bons em catto de urna car-
reira a 40 rs.' e duzia 400 rs.
Ditos tambem bons de duas carreas a 80 rs.
e 900 rs. a duria.
Ditos da trra em caixinhas a 800 rs. a duzia.
Agulhss fraucezas boas a 120 rs. a caixa com t
papis.
Ditas as melhores que se encootram a 240 rs.
a caixa com 4 papis.
Ditas em papel avulso a40rs. o papel.
Ditas para eoQar a 40 rs. cada urna.
Linha victoria em carrilel com 200jardas a 60
cabeca branca e encarnada a
800 e 900 rs-
Ditas de meada
120 rs. a meada.
Ditas do gsz brancas e de cores a
a caixa com 50 novellos.
Papis com ceuto e tantos alfinetes a 40 rs. e
duzias 400 rs.
Alfinetes frsncezes cabera chata a 120 rs. l
carta
Ditas para armaces a 28600 o maco.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. a pera.
EoQadores de algodo a 60 rs. cada um.
Caivetes finos de duas folhas para penna a
200 rs. cada um e duzia a 2g00O.
Ditos de cabo de viado de urna folha de 160 rs.
cada um e duzia a 1600.
Ditos mais ordinarios a 120 rs. cada um e du-
zia a i $200.
La de todas as cores para bordar a 6g500
libra.
Pentes muito bons de baleia para alisar a 220,
a libra, dilto porluguez a 800 rs.
de outros muitos fabricantes de Lisboa
ELIXIR DE SAUDE
Citrolactato de ferro,
\3nieo denosito na botica de f oaqnim Martinivo
da Crnz CovTeia fe C, ra do Canng n. 11,
em Peri\amA>uco.
H. Thermes (de Chalis] antigo pharmaceulico aprsenla hoje urna nova prepararlo de ferro,
com o nome de elixir de citro-lactato de ferro.
Pareceri ao publico umluxoempregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas to
variadas, maso homem da sciencia comprahende a necessidade e importancia de urna talvarie-
dade.
A formula um objecto de muita importancia em therapeuhca; um progresso immenso,
quando ella, maniendo a esseocia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos 03 paladares e para lodosos temperamentos.
Das numerosas preparares de ferro at hoje contiendas nenhuma rene to bellas qualida-
des comofl elixir de citrolactato de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quena dose, o ser de urna promptae fcil dissoluc&o no stomago, de modo que completamente
ossimilado; e o nao produzir por causa da lactina, que contem em sua composiclo, a constipago de
vetftretao frequentementeprovocada pelas outras prepara^esferroginosas.
Estasnovas qualidades em nadaaltsram a sci substancia da qual o medico se nao pode dispensar m sua clinica, de incomparavel utilidade
qualquer formula que conseguio o pharmaceulico Thermes com a preparadlo do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparscoes ferruginosas, tomo o
altestaa pratica de muito mdicos distinctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como im-
menso proveilo as molestias de laoguidez(chlerose paludas coresj na debilidade subiequente as
hemorrhgias,oas hydropesiasqueapparecem depois das intermitentes na incontinencia : de urinas
por debilidade, as perolas brancas, na escrophula, no rachitismo, na purpura hemtfrrhag.ica, Da
convalecencia das molestias graves, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos os casos
em que esanguese acha empobrecido ou viciado pelasfadigas aTec-jes chronicas. cachexia tuber-
culosas, csncrosa.syphililica, excessos venreos, onanismo e uso prolongado das prssirsces mor-
curiaes.
Eslaseafermidades sendo mui frequentes o sendo o ferro a priniipat ubstancie de qsv
medico tem de locar mo para as debelar, o aulhor do citro-lactato u ferro .r i ece louvoies e
roconliecidamento ahumanidade por ter descoberto urna formula pela qual se pi.ie sem receio usar
de tPrro
Bicos francezes finos a 1, 1200, 1*600, 2, 240 e 280 rs. cada um.
3 e 38200 cada pec,a e muito largos a 48, 4*500 Ditos os melhores e maiores que se enconlra
e a 5 a pega. a 800 rs.
Bicos de seda branca ou de blonde para en-
feites de chapeos como para enfeitar vestidos de
noivas a 320 rs. cada vara.
Enfeites pretos de vidrilho a 2 e a 9*500.
Ditos de flores francezas a 38, 4* e a 5.
Ditos de verdadeiro froco de seda a 2$.
Luvas brancas e cor de canna de pelica de
Jouvin a 500 rs.
Toncas de la francezas para senhoras paridas
a 3SO0O.
Pentes de tartaruga a imperatnz a 8.
PARA MENINOS.
Brimzinho de linho a 200 rs. o covado.
Capinhas, jaquetinhas e casaveques de la a
1*500,2. 2*500 e 4.
Calcinhas de cambraia a 3.
Sapalinhos bordados de seda a 1*280.
floners francezes a 2*500, 38 e a 4.
Toncas de la para menino de peito a 800 rs.,
e de fil enfeitadas com Ola e bicos a 1.
i Meias pioladas a 300 rs, cada par.
Lencinhos de retroz a 1*500.
Luvas de pelica de Jouvin a 500 rs.
PARA HOMEM.
Brim trancado muito fino de listras e quadri-
nhos de pura seda e linho para caiga, collete e
paletot a 1*500 cada vara.
Fusto alcochoado de riscadinhos para paletol
e caigas a 480 rs. o covado.
Cortes de colletes de fusto a 500 e a 800 rs.
Cortes de calcas de casemira a 3, 4, 5* e 6.
Chapeos pretos francezes a 8, de palha escu-
ra a 38200, do Chyli de 5 at ao prego de 12,
de palha para artistas a 800 rs.
Casacas, paletots, caigas, seroulas, de todas as
qualidades e pregos, como muitas outras fazen-
das to em conta que admira.
Entremeios bordados.
Vende-se a 1*600 e a 2 a pega de entremeios
muito finos e ricamente bordados ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Inlependente dos gneros mencionados
curar tendente a molhados.
encontrar o respeitavel publie* ludo qua-trte Ditos transparentes muito bons a 400 rs.
Meias cruas bmicas e de cores para bomem c.
160, 200, 240 e 280 rs o par.
Ditas pretas para homem a 130 rs. o par.
Ditas para senhoras a 240, 280 e 320 rs. o par.
Ditas brancas cruas e de cores para menino &
160, 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para senhora a 200 e 240 rs. o par.
Enfeites de vidrilho a 1*800 rs. cada um.
Ditas a Imperatriz muito lindos a 8 cada um.
Cinluroes de seda com borracha para homem a
320 cada um.
Ditos de algodo 240 rs. cada am.
Cintos muito lindos para senhora a 1*600, 25,
2*500 e 3 cada um.
Franjas de bolotas brancas e de cores para cor-
tinados a 4 a pega.
Ditas de algodo para toalha a 2*800 a pega.
Ditas de linho para casaveque a 120 rs. a vara;
E outras muitas miudezas que se tornaro en-
fadooho mencinalas afiaogando-se, porm, que
nao se deixar de vender a quem trouxer dinhei-
ro na loja da Fajozes Jnior na ra do Queima-
do o. 75.
fWVkB* WtBm VBVlSvVSfvmWnfVirVjti
jAinda ha pe-f
chincha. |
Ciegou a ra do Crespo n. 8
loja de 4 portas, um sortimento 8
de cassas de cores ixas e lindes S
padroes que se vendem a 240 rs. !
o corado, dao se amostras com
penhor. jf
SOC1EDADE
INSTITUTO PI E LITTER4RIC
Be ordem do Sr. presidente interine sao con-
vidados os senhores socios a compsrecerem a
sesso ordinaria do ceoseihe director, -e a extra-
ordinaria da assembla geral; quinla-feira 22
de correte, s 11 horas da manha.
Secretaria de Instituto Pi e Luterano em 20 de
oslo de 4861,
Henrique Mamede,
t. secretario interino.
N. 32-Rua estreita do Rosam-N. 32
Cobranca.
Sipop du
DrFORGET!
JARABE DO FORGET.
Este xarope sl approvado pelos mais eminentes mdicos de Paris,
uno sendo e melhor para corar conslipscoes, tesse convulsa e outras,
alleci;oes dos bronchios, ataques de peito, irriuc&es nervosas e insomnolencis: urna colherada
pela inanh, e outra noite sao sufGcientes. O < il'crto deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o doente e o medico.
O dsposito na ra larga do Besarlo, botica de Birtholomeo F'mncisco de Souza, n. 86.
NL'MA POMPIL10 dentista brasileiro, acaba de
receber grande e variado sortimento de denles
lerreos-mineraos e mais apparelhos pira a con-
feccao de dentaduras artificiaes, plantando-os
pelos syetemas seguales: suceo de ar, gram-
pos-ligaduras, a pivet sem grampos, sem liga-
duras e -sem extraogo de raizes. Arranja e
eoncerta dentaduras de ouro ou platina. Eoche
os naturaes com ouro, platina, maga adaman-
tina ,scitinveotos clcanos etc.,e qualquer dos sys-
temas ref jriJos serio accominodados ao estado
da bocea. .Limpa os mesmos em osar de ci-
dos que coucorrem poettivamente para a queda
dos dente., visto que dissolve a superficie vi-
trea, expoodtf-os assim a acgo activa dos agen-
tes ckiinicos.quese deseavolvem na bocea. Ex-
trahe denles raizes caadas por mais diffkeis
tistas, empregaudo para -esse fm o ystema nor-
te-americano em fuer applicago da chave de
Gariogeet; privando assiaa os evidentes perlgos
que poden resultar das operages feas com um
lal instrumento^ amo seja-w o extrasgulamente
4os tecidos mols.^raluraga dos alveolos e mes-
mo da maxilta e tecidos duros, que formara as;
ceras das raices dos denles, ervalgias, hemor-
ragias, affeccea pollipozas, gfogreoas e caria
^oaiecidos duros Paz ludo cea asseio e promp-
tido, guardando todas .conveniencias relalt-
?as a cyrurgia da bocea e bvgiene dos denles
edendo ser procurado em sua casa qualquer
ora, Acceita qualquer enamsdo para os Dos
cima mencionados tanto na capital como lora
della.
J.Praeger&C.
em liquidaco
mudaram leu armazem para a ra do
Apollo n. 31 defronte do tbeatro.
Offerece-M un* mulher de bons costumes
de meia dade para ama de urna casa de potft
* familia : na ra da Imperatiu n. 65.
Urna pesaos eom as precisas habilitagoes pro-
poe-se a cobrar dividas de matoe doserto, me-
diante a paga que se convencionar., prestando
iador idneo -neata praga ; a tratar na-na da Im-
peratriz n. 1Q, casa de Raimundo Caries Leite &
km o.
Attencio.
Precisa-se de um rapaz de 14 a 10 asnos para
oado, dando Qador a sua conducta ; -quem es-
ti'ver neste case, dirija-ae a ra do Raagel n. 7,
pmeiro andar, que achara eom tfuem tratar.
As audiencias do juizo especial do
oonmercio .continan as qumtas-fei-
ra de cada emana ; porm ao meio
dam ponto. Por ordem doDr. juiz
substituto em exercicio.O escrivao,
Maaoel Mara Rodrigues do Nascimento.
Ao Sr. acadmico Francisco Barbosa Cor-
deiro, a ra Nova n. 7, precisa-se fallar.
Compras.
Na ra do Queimado n.
31, sobrado amarello,
compram-se escravos de ambos os sexos, pre-
feriade-se pretos mogos, psga-se bem sendo
boas figuras,
= Cemprim-se moedas de 209 por 20J600
na loja da ra doQueimidu o. 46.
Comprara-se moedas de ouro :
na ra Nova n. 23, loja.
Compram-ie deue escravos mogos que air-
sam para todo o servico : na ra DireiU n. 3.
Vendas,
Em casa de Adamson, Howie k C, rus do
Trapicha Novo n. 42, vende-se :
Bolhas de corliga finissimas.
Lona e filete.
Pi de vela.
Superiores Unte*de toda* as cor
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est receotemente pro-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de tergal eom franjas e borlas,
outros tambem de torga! de seda enfeitados com
aljofares de ores e borlota ao lado, eulros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um apurado gosto e perfeigo,
os pregos de 89 e 109 sao baratos 4 vista das
obras ; alera destas qualidades ha outras para
39 e 49 : isse na ra de Queimado, leja d'aguia
branca n. 1.
Vendem-seoseogeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Beato comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem easa de enge-
nto e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Gadeia do Recite n.
26, primeiro audar, que acha-
ra com quem tratar.
Coraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
500 rs. cada um : na rus do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Attenco.
Na ra do Trapicha a. 46, em casa da Ro r n
Rooker & C., existe am bom sortimento de li-
aba* decrese branca*em carretei* do melhor
cirio
Luvas de Jouvin.
Goes & Bastos, na loja da ra do Queimado
e. 46, tem as verdadeiras luvts de Jouvin, e co-
mo as recebe em direilura por todos o* vapores,
as vende por prego com modo.
Nova pechincha.
Pegas de cambraia lisa fina com 7 1)2,8 e 9
jardas a 2#500, 39 e 39500, chita larga franceza
a 200 e 220 rs. o covado: na ra do Queimado
a. 44.
Quadros de mol-
dura dourada.
Lindos quadros j fettos de moldura dourada,
preprios para retrates e estampas, pelo diminuto
prego de 59 cada um ; oa loja da Victoria, ea
ruado Queimado n. 75, junio a loja de cera.
Miiho.
Vende-se milho muito aovo 59 saccas gran-
des e 280 ria a cuia : na ra Nova n. 69.
Enfeites de eabeca
Na leja da Aguia d'Ouro, ra do Cabug n. 1 B
acaba de receber por este ultimo vapor francez
um completo sortimento de enfeites para senho-
ras do ultimo gosto de Paris, sendo Solferino,
Rosa do Rei, Azul da China, Nakar,queso ven-
de m por pregos mais com modos do que em outra
ualquer parte.
.uvas de pellica pretas a 1$.
Na loja da Aguia d'Ouro, ra do Cabug o. 1 D
veudem-se luvas de pellica pretas de Jouvin a 19
o par.
Gravatinhas de
froco para senhroas.
Lindas gravatinhas de froco para senhora, pelo
barato prego de i$500 cada urna : na loja da
Victoria, na ra do Queimado n. 75, junto loja
de cera.
Sellin, silboes, e arreio* para carro ou cabriole!, prego mulrazoava.
abrisantedetnglaterra.as quaes a* vendem poi os : no estabelecimento de molhados da ruada
Eslojos para barba.
Ricos estojos com espelhos e repartimentos
para os necessarios de barba, pelos pregos de 29,
3, 4 e 59 cada um : na loja da Victoria, na ra
do Queimado d. 75, junto a loja de cera.
Facas e garios.
Muito boas facas e garfos para o diario de urna
casa a 296OO a duzia de talheres: na loja da Vic-
toria, na ra do Queimado n. 75, junto a loja de
cera.
Caixas parajoias.
Queijos.
Vendem-se queijos de qualha do serto e suis-
Imperalriz n. 4.
Liadas caixinhas pora guardar joias, pelos pre-
gos baratos de 400, 600, 800, 19 e 29 cada urna :
na loja do Victoria, na ra do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Trapiche
BaraO do Livrameulo.
Largo da Assembla nu-
merlo.
Ha continuamente para vender neste novo es-
tabelecimento e seguinte :
Cera de canuubi em porges ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 arroba a 4.
Barricas com cebo do Rio Grande, em porges
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de i a-2
arrobas. ,
Meios de sola, differentes qnalidades, em por-
ges ou a retalho.
Courinhos curtidos.
Parinha de mandioca por f $500 a sacca.
Farelo em saccas grandes por3$800 a sacca.
Aos barateiros.
Vendem-se chitas francezis a 240, 260 e 280 o
covado, ditas inglezas a 160, 180 e 200 rs. o co-
vado, organdys de btns gostos a 500 rs. o cova-
do, cambrsias de salpicos brancos e de cores a
240 o covado, riscado francez a 200 rs. o covado:
na rus da Imperatriz, loja armazenada de 4 por-
tas u. 56, de Magalhes & Meode?.
Luvas de fnacamursa
para militares e cavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de tua
encommenda mui fina* luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e as est
vendendo a 29500 o par ; os senhores officiaes e
cavalleiros que iscomprarem conhecero que sao
baratas vista de sua finura e duraco, e para as
obter dlrigirem-se 4 ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16. Adverte-se que a quanlidade
pequea por hora, e star isso nao demorem
Vendem-se dona parea de lanternas lavra-
das, ama mesa grande, para antar, am cabido
mullo proprio para pendurar roupa : 6 tratar-se
no pateo do Collegio 0. 6.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as cagues
podem teslemunhar as virtudes deste remedie
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram (em seu forpoe
membros in teira raen te saos depois de hafor em-
pregado intilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'33
relatara todos os das ha muitos annos; e
maior parte deltas sao to sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Qusniss
pessoas recobraran) com este soberano reir.edio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo lempo nos hospitaes.o lee
deviam soffrer a ampulagao 1 Dallas ha mui-
cas quehavendo deixado esses, asylos depade-
timenlos, para se nao submeterem a essa ope-
rago dolorosa forana curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Ai-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afirade maisautenticarem sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algam tempo o
tratamento que necesslassa a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que ludo cura.
O ungento be a til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
bexiga
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas de anus.
Erupepes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieirs.
Gengivas escaldadas.
Incbacpes.
Inflammaco do figado.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 344, Strand, e na loja
de todos .os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de aua venda em loda a
America do sul, Havana Hespanha.
Vende-se a 800 rs,, cada bocetinha contm
uma instruccao em portugus para explicar e
modo de aser uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soura,
pharmaceulico, na ra de Cruz n. 22, esa
Pernambuco.
Inflammaco da
4a matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
-Hle olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuracoes ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulagoes.
Veas torcidas ou
das as pernas.
ne-


(
MiftlO DI niMk*JOCO QOTMfA FEIRA tt M AGOSTaj DI i*W.
- y
Cestiahas de Hamburgo.
S na loja d'aguia de ouro, rus do Cabug n.
1 B, quem resebeu na completo soriimenio de
lindas cestmhas de lodos os la mentios proprias
para meaints de escola, assim como maores com
lampa proprias para compras, balaioa proprios
para coatura, ditos proprios para faqueiros, dilos
muto bonitos para brinquees de meninos, di-
tos mareis piotadinhos que te veadea por pre-
sos muito baratos-
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites de retroz, sao os me-
lhores e mais moderaos que ha no mercado, pelo
b3rtissimo preco de 89 : na roa do Queimado
o. 22, oa loja da boa f.
Vende-se mol era barra de S.: do deposito
da ra do Rangel d. 9, ou na palana da ra dos
Pescadores ns. 1 e 3.
0 pavaovende
cortos de casemira preta, muito boa fazenda, a
3S5tiO o corte : na ra da Imperatriz n. 60, loja
de Gama & Silva.
vende lencos
Finissituos lencos a imitacao de labyrntho bor-
dados a 19 e 18280 : na ra da Imperatriz n. 60.
Joja de Gama & Silva.
o
vende vestidos
Vestidos de cambraia braacos com babados,
fazenda que se vende em oulra qualquer parte a
K- lorram-se a \% : oa ra da Imperatriz o. 60,
loja de Gamma & Silva.
Travejamento e
enxams.
Vende-se travejamento e enxams de louro e
qualidade.de todos os coroprimentos, em peque-
cas e grandes por^es, por presos commodos : a
tratar na ra da Prara u. 49 ou 53.
A 18,000 rs.
Superiores paletots e sobrecasacas de panno
floo preto forrado do seda : vende-se na ra do
Queimado n. 47.
Grande serlimeoto
Fazendas de todas as cua-
lidades.
Na loja n. 23.
Vestidos de bloade, ditos de seda, di-
phantaaia e de cambraia bor-
tos de
dados.
Lazinhas, sedinbas de quadros e
cambraiaa de cores psdrdes moderan.
Na leja 83 da na a Cadeia.
Manteletes, capas compridaa moder-
nas, taimas de fll e polonezat de oslo.
Fil, tarlataoa, organdys com novos
padres, cambraia com lista da cor o
mais moderno.
F$|
AL0J4D0P4V10
Da
j Ra da Imperatriz ja. 60.
DE
pGama&Silvaj
&3 Acaba de recebar um novo snrlimeoto i
de fazendas proprias para s-mhoras e
meninas que vendem por precos bara-
tissimos como sejam :
Ricos cortea de cambraias braacos
com barra adamascada e oulros com ba-
bados brancos e de cores que vendem a
3jj00, pegas de cambraia muito tina com
10 varas e urna vara de largura a 6g e
; 79, ditas transparentes muito Anas com
8 e 1|2 varas a 3 e 3J500, ditas de 6 e
1.2 vjcjs a 2)500, pega de cambraia
branca com salpico eom 8 e 1[2 varas a
4$, corles de cassa cora salpicos brancos
e decires a 29, ditos de ditos brancos
' lavraias a 2j, capas pintadas com lin-
dsimos padres o cov*do a 280 rs., di-
tas de salpico brancos e de cores o co-
vail.i a 2i0 rs., chitas fraucezas oscuras e
al-gres a 220, 240,260. 280, 300 e 320
ris.
Sedas.
Groadenaples preto bastante largo e
encorpado o covado a 19600 1J800, di-
to cor de rosa a 2g, dito azul r ir muito
bonita a 2J100 o covado, seda lavrada
cor de cinna muito molerna porser ada-
mascada o cu vado a 2}, chmalo.e pre-
to bastante largo o covado a 2/.
Para fioiias.
Damasco del com 6 palmos de lar-
gura para cobrir mesas de jantar, de
ranin de sala, pianos et., etc. o covado
a 1#250, damasco de seda encarnado e
amarello proprio para colxis, cortinas
etc., etc. o covado a 23210, sedas bran-
cas proprias para vestidos de noivas fa-
zenda muito superior, madapoln muito
fino peca de 40 jardas a 440 rs. a jarda,
dilos muito superiores a 200 rs. a jarda,
a 4>5<)0. 59.59500, 6S,6$500 e 7jJ, al-
paca preta rauilo superior a 500. 560,
640 rs. o covado, grande sortimento de
chitas pretis francezas covado a 240 re.,
ditas ingieras a 160 rs. o covado, cas-
sas pretas a 480 rs. a vara.
Para vestidos.
Orgrndys de cores fazenda muito mo-
derna covado a 560, mimos do co e
gazias de seda fazenda muito nova co-
!SJ vado I5, chaly multo bonito a 1$, 800
^ e 640 rs. o covado, lazinhas claras te-
aS cido kn'pa) covado a 640 rs., corles de
*. gorguro escaros 9 6.
Chales.
& Ricos chales de krepom com listas de
{-__,' aeda a 8$. ditos de ditos a 79, ditos de
gg iVd .) a 6J}, ditos de merino com palma
do seda e de velludo a 40500.
Bordados.
Cimisei.iscom golla e manguitos a 39,
4 e 59. manguitos com gollinhas a 3a,
noissimas liras bordadas a 800, 10 e
19500. gollinhas muito delicadas a 600,
80 e 1$, lencinhos de labyrinlho pro-
prios para seahora ou para presento a
10280 e 11600, dilos muito fiaos a 40.
Paltots para homem.
Paletot* de panno preto de todos os
precos e nulidades tanto saceos como ',
sobtecasacos. ditos de casemira de todas
as core?, ditos de ganga e de riseado,
caigas de. brim de linho brancas e de co-
res, ditas de casemira de todos os lma-
nnos e qualilades tanto pr*tos como de
cores garante se a bemfeitoria destas
obras por lerem sido feitas por um dos
me'hores alfaiales desta cidado ; na
meama loja existe ara resto de chapeos
desold seda a 60 e lengo3 de seda a
10, timbera se vende constantemente um
completo sortimento de roupa feila para
escravos ou para trabalho muito bern
cozidas, do-se as amostras do todas aa
fazendas deixando penhor ou mandam-sa
levar pelos caixeiros da casa aos fregue-
zes que quizerem
Na loja 11.23 da ra da Cadeia.
Saias balo, -manguitos, goliat, pen-
tea de tartaruga, leques, perfumeras,
luvas de pelica.
Chales de todas as qualidadas, groa-
denaples, chita francesa, cambraia
branca etc., le.
Roupa feita-
Na loja n. 23 da ra da Cadeia.
Completo sortimento de paletots, cal-
cas, colletes, camisas para homem, me-
ninos e senhora.
*3> Vende-se muito barato
C^* Vende-se muito barato
fc^* Na loja n. 23
6^* Na loja n. 23 de
GURGEL & PERDIGAO'.
\a
Ruada Senzala No va a.4 2
Vende-se em casada S. P.Jonhston 4C,
sellinsa silhesnglezes.candaeiro a castiga:
bronzaados/oaas uglezes, fio devela,flhicata
par carros, a moniaria.arreiospara carro Ja
ua a ioua cvalos ralogios da ouro pitenti
nglez.
Attenco
o
Venle-se urna casa a beira ao rio Gapibaribe,
no Pogo da Paoella, com commodos para,grande
familia, e muito propria para se passar a Testa,
com 4 (narlos, gaWinele, copiar, cozinlva fra,
juintal mralo, estriUaria.; ipialnante endH- ,suirand"aie"m"d"re'fescaV'oliraVTO^ftrtOT aaatf
se urna muUta de bonita.Ugusa, 1^01 nuss, neo
achaques, que cuzinha, lava e Hgomma beas. e
tambem urna mobilia de ceregeira.em muito bom
eslado : oa ra No-va, sbraato n. 37, -riaieiro
andar. ,
.\raio amen cano .e machina-
par lavr roupa: ei oa*a cS.P Joi
hnjton & C. ra daieazalan4"i.
Transelins grossos de re-
troz para re.ogius.
Vendem-se a 500 rs. cada um na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca, o. 16.
Bandos de nova epro-
veitosa invencft.
A ioja d'aguia branca acaba de receber una no-
quena porco de baud de urna nova .pro
veitosa invencao, coro os quaes muito adiantao
as senhoras na composi.jo de seus cabellos. Es-
ses novos e preciosos bandos sao de cornpridos
cabellos humanos rauibem lecidos .e seguros em
pequeos pentes com os quaes se prendero a-
quellas por dentro do cabello da senhora, ser-
vindo de enchimento o mesmo que elles trazem,
e depois junto o cabello do dito ao da pessoa faz
um lido e perfeito amarradllho, principalmen-
te quando a senhora tera pouco cabello, e em
lodo o caso sao dispensadas as pesadas trooxas
que ento se usavam. B' o que de melhor e
mais moderno ep pe rece, e a vista da perfeico e
utilidade da obra sao biratos por 6j>000 o par
Os cabellos sao prelos e caslanhos, couforme os
naturaes das senhoras. Elles acham-se soroen-
te na ra do Queimado, loja d'aguia branes,
n. 16.
HR
para vestidos de senhora e
roupinhas de criancas.
Na.loia d'aguia branca se encontra um bailo
sortimento de franjas de seda, la e liuho, .bran-
cas o de cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como urna diversidade de,galio de seda e
linho, brancosetle cores, abertose fechadoslar-
gos e estreitos at o mais que possivel, trangas
tambem de seda, la e linho, de di He re otes qua-
lidades, e os que.de melhor gosto se pode en-
contrar em laes cousas : por isso quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita lojjd'^guia
branca, na ruado Queimado n.. 16, que ser bem
I Aloja dabaniteira |
gNova loja de funileiro dai
g ra da Cruz do Recife
H numero 3T.
9 Manol Jos da Fonseca participa a
H ldos os seus freguezes tanto da praca
' cmodo mato, e.juntamente oreapeita-,
vel publico, que tomou a deliberaco de
2 baixar o prego de lo las as suas obras, por
|j| cujo motivo tem para vender um grande
sortimento de balis e bacas, tudo da
differeotes tamanhos e de diversas cores
em pinturas, e juntamente um .grande
sortimento de diversas obraa, contando
banheiros e.amelas grandes <-. pequeoas,
machinas para caf e camas de vento, o
que permite vender mais barato poasivel,.
como seja bahus grandes a-4$ e peque-
nos a 600 rs., bacias grandes a 59 e be-
queaas a800 rs.,coeoaa | a duzia. Re-
cebe se um ofBcial da mesoia oCQcin
para tnbalha r.
ESTIRO
DE
Jos ias Brafldo,
5Ra da Linguela ~ 5
O novo destino torra gneros por menos de-seu
valor: superior manteiga iogleaa a 1 a libra,
dita franceza a 700 rs.. ch prato a 19400, Das-
sas a 560, conservas inglezas e portogueza* a
700 rs., aletria, talhatim e macarrao a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 18400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5$ a duzia, dita preta a SOOrs. agarrafa e
6&800 a duzia, tanto em garrafas como em molas,
ervilhas francezas e portuguezas 730 rs. a rala,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por preco mui-
to em conta, vinho do Porto engarrafado floo
(velho) a t$.00 rs., vinho de Lisboa e Figueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 ra. agar-
rafa, e outros rauitos gneros que escurado
menciona-los, que do contrario se tomara tifa
donlio aos freguezes (Dinheiro I vista.)
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de um aroma ex
cellentemente agradarol. Ella serve acertada
mente para se deitar algumas golas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando dlsso que
refresca e conserva o vigor da cotia, com especia
li'dade das senhoras ; assim come parase deitar
n'agua de banho, que o torna muideleitavel, re-

Calcado
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Sempre cendescendente e prarenUairo aro os
freguezes que the trazem dinbairo, e propTieta-
rio desle grande catabelecimento continua a of-
ferecer ao publico, por prejos modicoa sempre
inferiores nos de entro, o aeu bello aortimeoto
de calgado francez, ioglez e braaileire e vejam :
Homem.
Boneguins Vctor EmmanueL 10*000
> couro de porco. lOfOOt
] Chitas do pavao.
lord Palmerslon (bezerro) 99500
diversos fabricantes (lastre) 99000-
John Ruaseli. ... 830
Sapates Nantes (balera inteira). 5fO0
patente......... SM00
Sapatos tianca (portaguezes). ; SJ400
(francezes)..... 1J500
9 entrada baixa (sola e vira]. 5J560
muito chique (urna sola). 3J000
Senhoras.
Borzeguins primor (Jolj)......5J500
brilhsutina...... 5g000
gaspa alta. .... 5*000
baixa.......4J8O0
31,32.33.34.....4J500
decores 32,33.34. 4SOO0
Snalos com salto (lol/J. SJ200
francezes fresquinhos. i>-240
.31, 32. 33 e 34 lustre. .. IJ000
E um rico sortimento de conro de luslr, be-
zerro fraocez, marroquim, aula, vaquetas, cou-
rinhos, o, taixas etc., por menos do que qual-
quer trian pod# vender.
BASTOS
(L Reg.
Na .waiova n. 47, junto a Cooceicao dos ML-
lileres, arabamde receber um grande sortimen-
to das verdadeiras camisas .inglezas pregas lar-
gos e eatreitas peilos, collarinbos e .puchos de
linho, e como seja grande quantidade timamos
a deliberaco de vender pelo diminuto preco de
350 e 409 a duzia, uniformes de casemiras de co-
res a 20$, 259 e a 309,assim como muitas outras
fazendas que s com a .vista que se pode reco-
obecer o que barato.
Admira vel peehi-
cha a 3,&00 q corte.
Na laja do Pavao.
Grande e variado sortimento de cor-
tes de cambraia de seda tanto de barra
como de xadiez, de listas ou de flores
matisadas fazenda de 8,^ que se vende
3^500 para apurar dinheiro: na ra
da Imperatriz n. 60. loja de Gama <&
Silva.
Eafeites de flores para ca-
samentse bailes.
Chegou para a loja d'agnia brinca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto es ultima moda, sao mui propriospara as
senhoras que vio a casameotos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os precos sao 89,
10 e 12..pjorm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado. lo>a d'aguia branca n 16.
Bonitos toncado-
res de armaeo e gaveta,
proprios para os senho-
Tes acadmicos, etc.
A loja d'aguia braiwa acaba de receber anu
bonitos toucadores de armi;o preta, torneada,
e gaveia com embutidos o machetados que os
torna m mui elegantes, os quaes servem exceden-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e derapazeasoltei-
ros, e pelos presos de 8, 9 e 109, sao baraiissi-
mos oa verdade, e quem os vir na ra do Quei-
ma Jo, loja d'aguia branca n. 16, se agradar.-e
infallivelmente comprar.
r Vendem-se chitas muito finas de cor Bxa a 69
E PeS8. ou a 160 rs. o ovada : na ra da Impe-
rarte a. fO, leja de Gama & gilva.
Trin# e gales.
Na loja n. 50 da rea da Cadeia do Recife ha
para vender trias, gales e roanles par precos
commodos.
Novo sortimento
de eascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'agnia branca recebeu prximamente
m nevo estado sortimento de cascarrilhaa de
aeda para enfeites de vestido, sendo de difieren-
*s cores e larguras, e como aempre as est ven -
deudo baratamente a I9, 3,4 a 55 a peca, precoa
estes que em nenhuma outra prtese acham, e
a* airo na ra doQuemado, loja d'aguia branca
onuaner 16.
Contina
opavo.
A 50000.
Bicos vestidos de cambraia de cores, fazenda
inteiramente nova, aQanc,audo-se ser cor segura
com 8 1|2 varas, que se vende na ra da Impera-
riz o- 60, loja de Gama & Silva. .
Bom e assim barato
oinguem deixa de comprar urna pasta para pa-
pel por I9OOO. fva loja d'aguia branca aoha-se
urna porco de boas e perfeilas pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, e ndice das festas
mudareis, pelo que se tornam de milita ulili-
dade, e o pequeo preco de 1#000 cada urna
convida a aproveitar-se da oecasio em que se
esto ellas vendeodo pormelade do que sem-
pre custuram ; assim dirijam-se a ra do
Queimado, laja d'aguia branca n. 16, que ser
bm servido.
Gravati nhas de raiz 4e
coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravaimhas de .raiz de coral com duas e tres
voltaselacos as ponas, sendo ellas bastante
compridas, avista do que sao baratsimas a
39500 e 39OOO : assim bom e barato s na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Saias de eordo.
Superiores saias de corda a 39, 39500 e 49.
ditos alcoxoadas muito superiores a 59 ; oa ra
do Queimado n. 22, loja da boa f.
para
salas.
parecer esae hlito desagradavel que quasi sem-
pre se lem pelo transpirar. TambeW.tm a pre-
ciusidade de acalmar o ardor que deira anaralha
querido ae faz a barba, urna vez que-- agaa com
que se lave o rosto lenba delta compoaicao. Gus-
ta o (rasco 19, e quem aprecia o bom nto^lzar
cerlameAte de comprar deasa estimavel agua am-
breada. lato na loja o'aguia brwi-ca. na na rio
Queimado o. 16, nica parte onde so achara.
Ricos espelhos de moldura dourada com mui-
lo. bous vidros para oroameolos de salas, de va-
rios tamaohos e pregos : na loja da Victoria, aa
ca do. Queimado o. 75, junto a loja de cera.
Liadas caixiuhas
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'agnia branca mui
lindas caixiohas matizadas, com espelbo, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
tudo praliado e de apurado gosto, emflm urna
eaixioha xcellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
09 e 129 : na lo,a d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Campos & Lima.
Na ra do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de cambraia para gu a rnico de vestidos
por commodo prego.
Na ioja barata
Vendem-se cortes de cambraia de salpicos,
brancos e de cores, a 29 6 2J400, chales de groxe
a 79, caberlas de groxe a 99. manguitos a 19 o
par, ditos defusto a 3$, dilos de linho a 39500 :
na ra da Imperat-iz, loja armazenada de 4 por-
tas n. 56, de Magalhes & Meades.
Nao se espantem.
Chegaram as alampadas de atao tao procura-
das, tbunbolos, navetas, calldairinbaa para agua
benta, caixiohas com frascos para santos leos,
caropaiuhas para tocar a sanios de todos os tama-
nhos, tudo com multo gasto e por presos com-
modos; na ra Nova n. 88, defronte da Concei-
oao, no muito antigo deposito do Braga.
Vandje-ee em casi de Adameoo, Howie &
C, ra do-Trapiche Novo n. 42, biscoitos ingleses
sonidos, am pequeas latas.
20 e 30 arcos.
Sata bala o a 39000 cada urna, fazenda perfeila-
mente boa, chales de la estampados a 32*500,
ditos de merino finos de penta redonda a 69, chi-
tas francezas escuras a 240 rs. o corado, ditas
estreitas tintas segaras a 160 rs., riseado fraocez
padroes bonitos a 160. peoae de bretanha do rolo
a'29, cambraia 'lisa fina a99 a pega, cassas de
varas a*80 rs. o covado :na leja das 6 portas em
frente do i.ivramento.
Ra da Imperatriz
numero 4L (
No estabelacimeuto de molhados da ra da Im-
peratriz n. 4, juntos ponte, ha um completo sor-
timento da molhados de superior qualidada e por
precos mdicos, como seja : nranteiga ingleza
flor a 800 e 19, franceza a 640, cha irysaon a
2#800, dito uxim muiu> Ano a 894>resunto de La-
mego a 480,-v4nlioala pipa a 500 e 560, ditos en*
garra fados de varios-autores de IjOOO a I96OO, e
nimios cairos .gneros proprios do estafceleci
ment, ludo se vende barato s para apurar di-
nheiro e acreditar eitabaleciottato boto.
Pecas d# Ata de linho brancas e de co-
res a 40
iGroza deoeo#s de ac sm-Uo finas .500
Frascosde cpwtapara Ump,er.desdes.a Md
Copos com toema muito boa a 4M9
Espelhos de columnas madeira branca a lJpOO
Carleiraa para guardar dinheiro 500
Rialejos para meninos a 40
Baralho portuguez fffO
Varas de franja para cortinados 240
Groza de bolees de'toura bmarco a 120-
Tesouras murle flois para uofcii e eos-
tur e o
Caixas de charutos de Ha va na muito su-
perior es a 49OOO
Cartas muito finas pera voltaje le o ba-
ralho a 240 e J2#
Varas de bico largara ato 3 dlos U
Garrafas com agua celeste pecaeheire 1J30
Rialejos com 2 rosee para mean do a 100
Venda de propriedades
Veodem-se as casas terressstas na rom ara-
da matriz da Boa-Vista n.J0 32. Bangel autfl.
e ra do Forte n. 26. todas com aolos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza,
ra do Queimado n. 12. smoneiro andar;
SaboBetes
de amendoa, em caixiuhas de louca a
500 rs. cada um.
Ver.dem-sesaboneles de amendoa para barba,
cada um em sua caixinha de Ioua a 500 rs. ; na
ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Libras -sterlinas.
Vendem-se ,-no esrriptorio de Manoel Ignacio
de Ol reir &-Filho, largo do Corpo Santo.
4 2.500 o covado.
Damasco dejseda boa .fazenda, ..encarnado, cor
de cannae branco.
Manteletes de fil preto enfeilados com bico a 59.
Damaseo de la com 6 palmos de largura cova-
do 4 19500.
Chales de merino bordados a Iludo superior
fazenda a 89.
Corles de casemira de cor a 39500.
Selioi M ico superior a 2J500.
Casemira pretasetim suoenor a 29500.
Pecas de indiana nissima com 10 varas, a 8$.
a ra do Crespo loja o. 10.
Bom para rancho.
Vende-se um capado jrordo por preco commo-
do : na ra nova de Santa Rila n. 65.
4 28 o corle
Cortes de riseado fraocez com 14 covado pelo
barato preco de 29 : no armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Tachas e moeodas
Braga Filho Se G. tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho de
muito acreditado fabricante Edwin Maw atra-
a r no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
o. 4.
Batatas.
Vendem-se batatas a 19 a arroba, e 40 rs. a li-
bra : na roa Nova n. C9.
Vejam o Pavao.
Vealiem-se riquissimos cortes de ves-
tidos de seda de cores fazenda que se
vendeu por mais de 100# cada corte e o
Pav3o vende pelo diminuto prego de
30#, 35^ e 40,^, por terem um pequeo
toque de mofo : na ra da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva.
Attencao as sedas de qudrinhos a 720
rs. o covado.
Veadem-se sedas de qu-
drinhos muito enco'pados a
720 rs. o covado e dit* a 560
rs : na ra ds Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva
ival sen segundo.
"'Ns-rusdo Queimado n. 55. loja de mindezas
de los de Azevedo Haia e Silva, tem para ven-
der pelos dimioutos presos abaixo declarados pa-
ra apurar diaheiro, pois o que muito precisa,
garante ludo perfeito, pois o prego admira :
Lirrha do gaz superior para marcar, no-
velo a
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a
Dita de carretel Nvelos de linha do gaz brancas a'10 e
Carrateis com linha preta muito gran-
des a
Varas de franja de li muito benitas a
Pecas de tranca de la muito bonitas e
com 10 varas i
Parea de metes cruas (tara menino a
Ditos ditos de cores todos os tamanhos a
Ditos de entes para m-eoiaea a
Duzia de rneias cruas para homem a
Cartoesde liada Pedro V com tOO /ar-
das a
Gaixas com tiseoes para acender chara-
tos a
Caixas com phosphoros de segranos a
Duzia de phosphoros do gaz a
Filas para enar vestidos uiuito gran-
des a
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a
Ditos com crenos muito fino
Onzia de rneias para senhora o mernor
que ha a
Pecas de trancinha de lia sortidas a
Sabonetes superiores e muito grandes a
Groza de boloes de osso para calca sendo
pequeo a
Dita do ditos grandes a
Tramoia do Porto superiores varal a
100, 120 160
40
30
30
20
160
100
seo
200
160
180
SfrtOO
r60
40
240
80
400
500
apooo
50
160
i
940
Vende-se a toses miudeees baratas
Appereca dtobeiro que a vala faz f ;
Correi fregueziohos s estrellas gra>tas
Que no Rsaarie divisam a loja que .
Loja das (res estrellas, ra
larga do Rosario 11.
33
Eofladores para espartilhos a 60 rs., ditos d
seda preto a 100 rs., gallo branco de linha a
100 e 120 rs. a vara, ditos prelos de seda a1)}600
a peca com 10 varas, lia de velludo escoceza
para sintos a || a vara, ditas encarnadas a 808
e 1, fita lavrada de la e aeda a 120, 240 e 400
rs., ditas de garfa a 480 rs., ditas de sarja a800,
10 e 1#500, fila cora colxetes a 320 e 360 a vara,
Qta de velludo estreita a 19 a pega, ditas de cor
a^00is-' caixDna3 com agulhas francezas a
120, 160 e 240 rs., bico de seda a -120, 240 e
320 re., ditos largos a 800 e 1$200 a vara, bico
preto de linho a 240 e 400 rs. a vare, franjas de
la preta a 700 rs. a pega com 10 varas, trancado
para oofeile a 800 rs. a pe?a com 15 varas, pen-
tes do tartaruga a imperatriz a 7J e 8S, ditos
para tirar bixos a 320 rs Ota de gar}a eslreia
com pouca avaria a loa pe?a com 11 varas, ka-,
moia a 320 e 400 re. a peca com 15 varas, guar-
danaposde linho a 200 duzia 2fi, escovas para
fado a 640, 800 el, ditas finas a 1500, barre-
tes de palha para meninos a 2J500, ditos de pel-
lucia braooafeeodade apurado gosto a 5$, es-
tampas de diversas imagons a 120 e 160 rs., ditas
brancas cousa Dova a 320 e 400 rs., ditas colo-
ridas muito finas a 800 e 1, tesouras para cos-
tura a 100, 160 e 240 rs.. ditas muito finas a 320
e 400 rs., caivetes para aparar penas a 100 o
160 rs., dilos muito finos a 800 e If com duas
folhas.dedaes brancos a 40 rs.. escovas finas pa-
ra dentes a 320 e 400 rs., ditas para uohas a 120
rs., ditas para cabello com cabo de bfalo a
1*500, boloesdeosso graodea pata paletot de
brim a 500 rs. a groza, ditos de massa preto pa-
ra paletot de alpaca a 720 e 800 a groza, ditos
de seda para casaca a lg600 e 2$800. ditos de
massa cousa nova a 3g a greza, botoes de vidro
para casaveque a 200 e 240 rs. a duzia, ditos de
linha a 210 rs., abotuadura para collete a 240 e
320rs., carleiras grandes para dinheiro e let-
tras a 6$, capachos para porta a 480 rs., ditos
grandes para sof a 1*400 e outras muitas quin-
quilheriasque.se vende sem reserva de preco
para acabar.
iFeijo.de corda
no armazem de Tasso Irmos, ra do Amorim
n.35.
Cabo de marim emadrepero-
la, escovas para deotes.
Na Ioja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
im e madreperola a 29 e 2J500 cada urna. Cora
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irma o recebe-
ra m pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e I h ora dos
com DOTOl
a perfeicoa-
mentos, fazendo pesponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam lodos
oa preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carrlteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expeessamente para as mesmas ma-
de 4portasn. 10.

i
^erro < Mala.
V..<. .___..:_- .
Vende-se o seguinte .
Corles de seda .para veslidos lia
senhora mais modernas que
Okalea da aatfuisn ( a|.
Harnead
fazaoaU
181-
259000
30S000
4G0
UaalMasMi*Baeesa HatfeaaasaInvista a IO9OGO 9
S^mcrea-caaBisaadelinhoalier- f|
da a ataae pan seajatara
a 49 e 59OOO V
Casaveques brancos bordados A
10 e II90OO 2
Lencos de cambraia bardadas a
duz4aal9600e SfOOO 4&
1 Setim preto o melhor que pos- A
si vel e ovado 8*000 2
Sedaa pretaa lavrada a 19 e 19500 V
Chapelinas de *eda para senhora lOfOOO fj|
Lencos de cambraia bordados
proprios para acte Be igreja a 500 2
Enfeites de flores para cabera de B
I seahora a tJOOO jft
Cortes de cambraia de salpico a 2f 000
Encyclo-
pedica
L<^a de fazendas
Ra do Crespo numero 17.j
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos :
Chapelinas de seda de riquissimos gostos "j
a 129 cada urna.
Ditos de palha de Italia a 289.
Gollinhas e.manguitos de punho de su-
perior qtialidade a 39.
Castas de cores fizas e delicados padres
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quanto^ertence para adornos de se-
nhora por baratissimos precos.
Calcado Mell de 2 solas e sola fina.
Para^homens.
Grande sortimento de roupas feitas e
chapeos de todas as qualidides.
Objecios de gt>sto para
CaS8fDCftcOS
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
eneonimend*-mn eempfeto -sortimento de objec-
tos de gosto, proprios para easameolos, sendo
finas luvas de pellica enfeitades para noivas, de-
licadas capellas com 1 e4 caixes para o peito,
caMtosrbranees Je florea tai fioas, bsoitas fitas
brancas lavradas para lacos, ditas muito estreitas
pars enfeites de vestidos, franjas de seda e tran-
cas brancas para o mesmo iim, meias branca
de seda, fazenda muito boa, bonitas ligas de
dita (lio bem ha para meninas} grvalas oran-
cas do seda e chamelote para noivos, urna variedade de objectos escolhidas ao melhor
gosto, eo mais madera o, todos propriet para
emaaiantoa: na ra do Qoeiaoido, loja d'aguia
branca, n. 16.
Retogios. i
V*nde-sa emeasada Jobnsaoa Patr Ai.,
raa do Vigario a. 3 ara bailo eor ti manto da
relogios de ouro, paren te ingles, de nm dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
asa variedade de bonitos traaceiiM paja os
Importante
Atso
Na loja de;4 portas da ra do Queimado D. 39,
acha-se um grande armazem com todo o aorti-
mantode roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna ofncioa de alfaiate, estando enaarrega-
do della um perfeito mestre vindo.de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer abra que ae Iba
encommeode ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as peaeoaa com especialidade .aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, farddes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambera trata-se fazer a fal-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem.os figurinos que de
l vieram ; alm disso faz-se maia casaquiqbas
para montaria, fardetaa ou jaqoetas, bem como
colletes a militar para oa.Srs. ajudaoles de esta-
do msioie de cavallarta, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargado** e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidaa al hoje,.assim como tem muito ricos
desenos a matiz de todas as cores proprios par*
fardaroento de pageos ou criarlos de libr que ae
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninas iaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiangando
que por tudo se Mea respoossvel samo seja boas
fazendas, bem feito e bom corle, no se falta po
dia que se prometler, segundo o systema d'onde
veio o mestre. pois espara a honrosa visita dos
dignos senhorea visto que nada -perdem e as-
perimentar.
Na loja d'aguia de.ouro, ra do Cabug-o.-l B.
recebeu um completo sortimento de gollinhas de
missaoga, sendo de todas ascorea
Ra do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S. ven-
de-se por prer^ns mullo baratos as seguiotas fa-
zendas de superior qualidade e modernas, sedas
de quadros miudos para vestidos de senhora /
meninas a 800 rs...babados largos e transparen-
tes a 39 a peca, ntremelos muito finos -a 19500,
capas de merino efustao pora senhora a 59, chi-
les largas escuras e claras a 240 m. o covado,
roupdes de seda a 10J, pegas de bretanha de al-
godo a 29, riseado francezmito,fino a 180 ra.,
manguitos bordados finos a 29, gollinhas borda-
das a 640 rs., alberos de panno felpudo para
homem proprios para chuva a 109, capas russia-
as o melbor qu tesa viodo -a este mercado a
309, paletots de panno preto a 18$ e 209, sobre-
casacas de dito muito finas a t5, calcas de ctse-
mira preta e de cores de 59 a 6$. ditas de brim
branco e de cores de 89 -a 59, pl#lots de alpaca
e de brim de 3J500 a 59, camisas brancas a de
cores Unjs a-g, chapees de sol de seda supe-
riores a 6J, ditos mgkzes a 109, aaasas -decores
transparentes-a 240 rs. o cavado, essn como
outras muitas fazendas que se vendetao por me-
aoaaja seu valor par*-fehBT cootas, vestuarios
de brim e fusto todos guarnecidos e- afeitados
para .meninas a 29.
Fazendas baraiis-
simasa
Chitas modernas inglezas, covado a 180 rs.
Ditas francezas, bom gosto, covado a 240.
Cassas pintadas muito finas, covado a 240.
Vestuarto para meninos a 39.
Cortes de vestidos de phantasia para baile a 9$.
Chales de merino com palmas de velludo a 7S.
Ditos de dito com ponas redondas a 6$
Camisas de cambraia de linho para senhora
89000.
Grosdenaple preto superior, covado a 19800.
Cortes de seda lavrada superior a 35$.
Pecas de madapolao muito lino a 49500.
Lazinhas de quadros para vestidos, covado a
240 rs.
Camisas francezas de linho para homem. duzia
a 359000. '
Manteletes de grosdenaple preto e de cores a
20*000.
Cortes de cambria de seda a 6f.
Ditos de colletes de-velludo superiores a 69.
Sedas pretaa lavradas, covado a 1J20.
Chaly de cores com listra de seda, covado a
500 ra.
Cortes de gorgoreo de seda para collete a 2(500
Velbutioa lavrada de cores, covado a 500 rs.
Esguiao de linho muito fino, vara a I9.
Cambraias de salpicos muito finas., peca a 3SQO
Lencos brancos de cambraia, grandes, duzia a
3J000.
I Enfeites pretos e de cores de vidrilbo a 89.
* Luvas de pellica brancas a 1S500.
Atacados francezes finos, covado a 2J0.
Metas cruas mallo fiaua,,-diuta a 354)0.
em como mullas ourasifatandats baratisstanas
fcaia pare.negacur cano a-aro garto das familias
que farao a maior ecanonia comprando ; na loja
de fazendaaa deposito de machinas de costura,
de Raf matase Carica ^aita fe, la a o. a. t, ra
da Imperatriz, amigamente aterro-da Boa-Vista,
Vende-te nrpeof Tinho de.'Bor-
dea ux em quartolas, chegado pelo lt-
spo vapor francez: em caja de Tiwet
Freres ra do TrafcsM sx. ft.
^|


w
-
OUWt DI 1 IMAMlBCft; <~ QUITO* FEItU 12 M AGOSTO DI 1M1.

O Preguica o*i4 tpaisuato. a sua leja a*
roa fe QuaimaaW ru 2.
Peea.s debretaoha de rolo com. tO varas a Sil'
e*se,ura e*w* oAesta>. pispa P M
oelleie, ? paJHi a 960 rs, o covado, camV.va
orgaadir. da muito bora gosio 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 39, 4 e 63
a peca, dita Upada, cora 10 raras a 59 e 6* a
paga, chitas largas do moderno a escolhidos par
drae a 340, 2S0e 2S0rs. o cavado, requissi-
mos challes da merino estampados a ?5> e 89
djlos bordados com. dua* palmas fazenda muito
delicada *9* cada um, di loa cora urna s palma
muito finos a 89500 re., ditos lisos com franja
de seda a 59,, lencos de csea com barra a
IftO,120 e l6Q.rs, cada um.. meia.s muito pnas
para senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualiJa-
da a 39 a 3#50G rs. a duzia, ahites franceas
de ricos desenhos para coberta a 280 rs. o cova-
do, chitas escaras ingjejws a 59900 rs. a poja,
e-a 160 rs. ocovado, brim braoco de puro linho
a 19, 19200 e 19000 rs. a vara, dita preto
rnuito encorpado a 15500 rs. a vara, brilhantina
azul a 400 rs.. o cavado, apalea da difiranles
cores a 39600.r*. o covado. casemiras prelas fi-
nas a 29500 3$ e 39500 rs. o covado, cam-
braia prea e de salpicos a 500 rs. a vara, e ou-
ttas muitas fazeuas que se far patente ao com-
prador e de.tedas sadaro amostra com penhor.
Vaod-se o engenho Tiwri, silo aa comarca
4o Cabo, co aa- proporcoes seguin lee: dista da
estrada de ferio, urna lego*, e porto pasa embar-
que era diaUaci* de 20 bracas, cea terreno pa-
ra grandes safras, e toa mullos torreos para sa
abiirem com facilidad*, ha grande eroado a
muitas matas Este engenho aovo ebem obra-
do ; a tratar oaroa daP-raia a. 47, segundo, au-
dat, ou oo engento Gafuod, sitio em distancia
de. moialegoa da, atocho deOlinda com oabaixo
assi gnado.J oo Paes Bar re lo.
Etre-aieios
os melhores que se tem visto.
A toja d'aguia branca recebeu usa explendido
soriimeoto de ntremelos de delicados bordados,
e gostos integramente novo*, com diferentes lar-
guras, do snaia eatreito al asis de i\2 palmo,
suas diversas applicagoes escosa dizer-se porque
todas as seohoras sebera : oa pregos sao de i a
59 a pei;a conlorrae a largura, e tal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o boro, infalli-
velmenle oe comprar : na loja d'sguia branca,
os ra-do Queimado n. 16.
Papel para msicas, pa-
pel paulada e riscodo
para contas e facturas, papel mata-borro ; ven-
de-se oa loja d'aguia branca,, ra do Queimado
ou mera 16.
Na ra da Cruz n. 10, casa de
Ralktnann Irmaos &.C., tem ex-
posto um completo sortimento.
de amostras de objectos de bor-
racha, proprip para machinas de
. engeuhos, sendo crrelas para
transmittir movtmento, canudos
de borracha de qualquer com-.
priment e grotsura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigos tomatn-se cn-
commendas.
II
i A 51000.
Admreme pavo
Acaba de chegaA alftuJ.tuta vapor fraocez ri-
qusimos cortea de cajulmas brancas e de cor
com babados de.seda e ditos de venial matiza-
dos de seda, fazeoda que val \f>%, vende-se 59:
na ra da ImperaUu a. Ovloja de Oama & Silva.
Loja das seis portas em
frente Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a- 2*9, fazenda fina,
caigas de casemira pretas e de coree, dita* de
ttrim de ganga, ditas de brim bronco, paletots
de bramante a 49, ditos dofoato da cores a 49,
utos de esta mee lia a 4$, ditos do brim pardo
39, ditos de alpaca preta saceos e aobrecaaecoo,
dolletee de velludo pretoa e de cores, ditos de
torgurao de seda, grvalas de linho as maiimo-
beruas a 200 ps. cada urna, collarinhoa de linho
ga uliime moda, todas estas fazendas se venda
parato para acabar; a loja est aberta das 6 bo-
,as da ea-aoha* at as 9t da noile.
Veodb-se a grande e bem construida cesa
te.rtea da ra do Hospicio o. 35, onde mora o Dr.
Baela Nevos, com avista o comprador conhecer'
o tamanho do edificio : a tratar na probada Boa-
Vista, botioa do Sr. Ignacio, das 11- horas ao
meio da.
a os
tem
Fazendas e rou*
pas feitas Mr atas.
NA LOJA DE
i48Rita da Imperatriz48
Jauto s padaria franceza.
Acaba de chegar a esto estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
, de ro*ps de diversa qualidades como
|>sjam: grande soriimeoto de paletots
de alpaca preto e de cores a 39 e 39500,
I ditos forrados a- 49 e 49500, ditos france-
ses fazeoda de 10 a 6&500, ditos de me-
rino preto a 69, ditos de brim pardo a
30800 e 49. ditos do brim de cor a 39500,
ditos'de ganga de edr a 39500, ditos d
alpaca de lia amarella a imitacao de pa-
lha desee>e-3*500e 49. ditos de raeia I
casemira'a 49WO, 5J e 5*500, ditos de !
casemira saceos- al 3f, ditos sobrecasacos
159, ditos de panno preto lino a 209, '
22g. 28$. ditos brancos de bramante '
39500 e 49, igas-de brim de edr a 1 g800, I
Sj'K), 39. ditas brancas a 39o 49500, di- '
taa de raeia casemira a 39500, ditas de
casemira a 69500. 7J500 e 99, ditas pre-
tas a 4g5O0. 79500.99 e 109, colletea de :
ganga fraocew a 19600, ditos de fuslao
9800. ditos brancos a-a>$800 e g ditos
de setim pretoa39500 e 49500. ditos de
gorguro de seda a 49500 e 59. ditos de
casemira preta e-de eores a 49500 e 59
ditos de vello Jo a 79.8$ e 9.
Completo sortimento de roopa para
meninos como sejam calcas, colletes, pa-
E letots, camisas a 9800 e29. ditas de fusto
V a2)500, chapeos fraocezes para cabeca
i faienla seperior a 69500, 8g500 e 109
-dttos do sol a J e 69500, ditos para se-
ohora a 48500 e 59- Recebem-ae algu-
mas encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualqunrobra tendente asas arte.
Fazendas..
P A-?arateiroda ra da Imperatriz n.
? 48 jooiaa padaria ffanceza, vende e:
ricos corte de cambraia brancos e
P bordados com dous folbos a 69OOO, ri-
cos cortes de vestido -de seda escocesa
fpelo brrato pre^o de 12J, cambraias lizas
muito finas com 10 jardas a39500e49e
detseociaa'69, saias a blSo de arcos a
29500. cortes ae chita franceza aohamalc-
tada.com t4cavados a5|, pe?ai de cam-
braia Usa para forro com aove varas a 29
e um completo sortimento de chita fran-
ceza- a 2to, 260 e 280 rs: o covado e das
inglezas a 180 e 200 rs. e outras muitas
fazendas por preQos commodos.
8
aid&M& at&disdi&ais atts>dasMt>
sbvw*^ RPf aVOIV Val sVinVsaVIlf** WW Vsu VdV Mf# |f||
Gollnhas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu-se um completo sortimento de gollinhas
de missanga de todas as cores.
Em casa de Kalkmann limaos
& C., na ra da Cruz n. 10, exis- ^
te constantemente um- completo 8
sortimento de ^
Vinhos Bordeaux de todas as m
qualidades.
Dito Xerez em barris.
Dito Madeira em barris e ca xas.
Dito MuscateJ em caixas.
Dito cbampanhe em gigos.
Cognac em barri.
Cerveja branca.
Agua de Seltz.
Azeite doce muito fino em caixas.
Alvaiade em barris.
. Cevadinha em garra loes.
Joaqalm Francisco de Mello Santo avisa
seus fregueses desta pra;a e os de fra, que
exposte venda sabaode sua fatiricadenominada
Recitedo srmazem dos Srs. Travassos Jnior
& C., na ra do Amorim n. 58; maesa amarella,
castanha, preta e outrae qualidadea por menor
preco que de outras fabricas. No meamo arma-
bem tem feito o seu deposito de velaa do carnau-
sa simples sem mistura alguma, como aa de
composicao.
Lu.vas de pellica.
Novo sortimento de luvaa de pellica chegadas
no vapor ingtez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado n. 16.
i
Farinha SSSF.
Esta eonhecida e superior marca de
farinha chegou a tres dias de Trieste
pelo brigue Lutitania, e vende-se a re-
talbo no armazem de Antunes Guima-
raes.&C, largo da Assembla n. 15.
a dos Baca-j
teiros,
Ra do Crespo n. 8 4. !
Leandro & Miranda.
Recebemos pelos ltimos navios e ,
vapores da Europa grande e variado sor- '
timeoto de fazendas, roupas feitas e I
perfumarlas, e tudo se vendo por menos i
que em outra qualquer parte, como se-
jam : I
Cortes de vestidos de cambraia branco i
bordado a 5g, 109, 139 e 25g.
Superiores saias bordadas a 89.
Baldes de madapoto e crochet a 49:
Ditas declina a 6g500.
Cobertores de l muito grande a 59.
Chitas franoezas muito Boas a 280 rs. o
corado.
E outras muitas fazendas por- presos
I baratissimos.
Molas
balo.
para
Na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n. 1 B,
recebeu de suarencommenda as verdadeirasmo-
las para baldes, que se vende a 200 rs. avara.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jotivin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja'tem constantemente recebido de sua
propria eocommeoda as verdadeiras luvaa de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor franeez o coviior reoebo-las por to-
dos os outros ; por isso quem quizer comprar
boas lavas eseusa caosar-se1, dirlgtr'-se a-loja
d'aguia branca; ra dO'QaemadDB. 16', qu ah
ser bem servido.
Coral de raz
Vende-se mutto'oom coral de ratt, o fio'* 19:
a na do Qoeimado, loja d'aguia branca' t. 16.
Potassa da Russia e cal de
Ra do Queimado n. 10,#
loja de 4 portas de Fer-|j[
rao & Ebria*. S
Lisboa.
Vende-se cortes de superior ca-
semira que em outra qualquer
parte sosente poderlo vender'
por 50 a
Cortes de velludo de cor para
collete de superior qualidade e
gesto a 3560 o
Cortea de ditos pretoa bordados
r5Je
Chapeos do castor rapado a
4(000
49000
6*000
89000
No bem conhecido e acreditado deposito da roa
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outra qualquer parto.
Machinas para desearocar al-
godo.
N. O. BIEBER & C. SCCESSORE3, ra da Cruz
n. 4, participara aos agricultores do algodso
que elles acabara de receber MACHINAS PA-
RA DESCA.fl.OQAR E LIMPAR O ALGODAO'.
Estas machinas teem ae segutotos vantagens:
descareeam cora urna rapidez inerivet, nao
quebrara a sement nem corto o fie do a-lgo-
do, e limpam-o de- toda e qualquer impu-
reza, augmentando assim o valor conaidera-
velmente. A machina mui fcil a manejar,
e s a rapidez com que descorona vele fazer-se
a despeza da compra.
Instrumentos par agricul-
tura.
MACHINAS PARA DBSCAROgAR 0IULH0, ta-
balham com urna pesaoa e descarojam as es-
pigas instantneamente sem qnebrar o milho.
MACHINAS PARA COSTAR CAPIM ; cortsm
com presteza o capim em tamanho de urna
poltegada e teem a vadtagem de nao deixsr
r trajo.
FACA8 feitas axorssamente para cortar cana.
ARADOS, GRADES, BOMBAS para regar capim,
aortas, te., etc., bombas para cacimas.
Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de grvalas de differentes gos-
tos e qualidades, e por presos taes que em ne-
nhuma outra prtese acha. como seja, gravati-
nhas estreitas bordadas a 800 e 1 fl, ditas pretas e
de cores agradaveia a 19, 19200 e 19500, ditas
com pontos bordadas e matizadas, e lisaa de mui
bom setim macio a 1J500. Pela variedade do sor-
timento o comprador lera muitas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca-
numero 16.
Vende-se urna boa srancio de amarello,
toda eovernisada, que serve para qualquer esta-
belecimento, e por prero razoavel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
Penaasdeace
inglezas, caligraphicas.
Aloja d'aguia branca-acaba de receber de sua
eocomtneada as verdadeiras pennas de 850 ingle-
zas-, caligrarhicas, cuja snperioridade est deci-
dida, e anda assim contina a vende-tas ajs
caixinha : na lbja d'aguia branca, roa db Quei-
mado o. 16.
1S200 o par
de sapatoa de tapetes, d fantazia mui bellos e
novoa goato, chegados pelo ultimo paquete da
Europa : na loja do Vapor ra nova n. 7.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ru do Cabug n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de cocal a 900 rs. o fio,.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, rna do Cabug n. i
B, chegado de sua propria encommenda muito
lindas caixiohas de costura com msica, proprias
par mimo, que sevende muito barato.
afnalo desejadotricopherous
Est venda na ra do Queimado, casa de.ca-
belleireiro.
SdBttfi& fiK2MVtta5>ifl{M-MS'9ie^
at#% WcrW WsBw fUl Ra do Crespo n. 8 lo-
ja de 4 por las.
A d tu i rii a pe chincha.
Laa para vestidos (azenda que 8
outr'ora custava 800 rs. O cova-
do vende-se a 240- ra, d5o-se
amostras com penhor.
Cal de Lisboa.
Veodem-se barris com cal em pedra a mais
nova.que ha no mercado a 69 cada um : na ra
do Bram n. 66.
Acaba de
chegar
ao noy armazem
DE
B4ST0S & REG
5 ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados o fazendas e todos
estes se vendem por precos muito modi- j
ticados como de seu costume,assim como i
sejam sobrecasacos de superiores pannos ',
e casacos eitos pelos ltimos flgurinos a
26^,28$, 309 o 359, paletots dos mesmoa
pannos preto a 16g, 18J, 209 e a 2^9,
ditos de casemira de edr mesciad o e de
| novos padrdes a 1*9.169, 189.209 e 249,'
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 93, 109; 12 e al49,ditospretospe-
lo diminuto preco de 89-, t09, e 12$, ditos
de-sarja-de seda a sobreeasacados a 129,
ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merino chinez de apurado goslo a 15,
Sditoa de alpaca preta a 79; 89, 99 e 109,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palha de
mt seda fazenda muito superior a 49500, di-
* tos de brim pardo e de tuslo a 39500, 49
e a<450O, ditos de fusto braoco a 49.
grande quaolidade de calcas de casemira
preta e decores a 7, 89, 9j)e a 1U, ditas
pardas a 39o a 49, ditas de brim decores
unas a 2J500, 39, 39500 e a 4jJ, ditas de
brim brancos unas a 49500, 5J, 59500 e a
69, ditos de brim lons a 5 e a 6$, colletes
de gorguro preto ede cores a 5ge a 6J,
ditos de casemira deeor e pretos a 4$50U
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 45,
ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
calcas de merino para luto a 4g500 e a 5$,
capas de borracha a 99. Para mecios
de todos os tamaitos : caigas de casemira
prefa ed cor a5g, 65 e a 79, ditas ditas
de brimw25,.39.ea-39500, paletotssac-
cos ae casemira preta a 6g e a 7, ditos
deeor a 69 e-a 7$, ditos de alpaca a 3,
sobrecasacos de panno preto a-129.e a
14a, ditos de alpaca preta a 59, bonets
parra, menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos ostamanhoa,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meniaas de 5 a 8 anuos com etneo
S babadoa lisos a 89 e a 12$. ditos de gorgn-
raodecor e de laa a 5j{ e a 63, ditos da
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazeudas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grandequantl-
daee; assim como recebe-seloda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen- '
da degusto e urna grawde oficina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptido e perfeico nadadei-
xa a deaejar.
&craisci&
9TOICiO LftW-MOl,
RttadaSeoitlra lftT b.42,
lests stablecimento contina abaverum
completo sortimentod moendaiameias moea-
daa parengenho, machinas da vapor a taixas
le ferro batido a coado.de todos osiamanhoi
p*raditofc
Delicados chapeo-
ztnhos para baplisados.
Na loja d'aguia braoc* sa acha mui novos e
delicados chapeozinbos para kaplisadoa ebra
mui perfeita e bem enfeitada, sendo cada um em
sua bonita caiiiuba, e pelo baralisaimo prego de
69, ninguem deixar de os comprar : oa loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n, 16.
Opiata ingleza para
(lentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de aua
propria encommenda a bem eonhecida eprovei-
tosa opiata ingleza para dentes, cois bondade
apreciada por todos quantos della tero usado, e
ser mais por quem quizer conservar asgengivaa
em perfeito estado, assim como a alvura dea
dente*; custa cada caixa 19500, o por tal preco
s deixa mais na loja d'aguia branca, no ra do Queima-
do n. 10.
Enfeites de caneca.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegado um completo sortimento de enfeites
para senhora, sendo ultima moda, que se v^nde
maia barato do que em outra qualquer parto.
Vinho chamisso.
Vende-se este delicioso vinho engarrafado *
19500 a garrafa : no novo destino de Jos Dias
Brandao, ra da Lingoeta n. 5,
Libras slerlinas.
Ha para vender, na ra da Cadeia do Recife o.
12, em. casa de Bailar & Oliveire.
Otorradorl
2& l^aTgo do Ter^o 2.3
Quem duvidar venha ver; mantoiga ingleza
perfeita mente flor a 19 a libra, francesa a 640 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra masaes muito unas para sopa
a 440 ris a libra e outros mui tos generes, perten-
centes molhados, ( a dinheiro vista.)
AUentao
Ao Pavo
Vende-se finissimog cortes de riscadinhos frau
C8o^0n.U.C0Tad08a2:na ru d Imperatriz.
n. 60, loja de Gama & silva.
A f ,#00 pechincha.
Vendem-se chlnellas do Porto pelo preco de
18800, a ellas que esiou acabando : na ra da
Senzala Nova n. 1;
Vendem-se peonas deemma em libras : j
do Queimado o. 73, loja de ferragens.
Vende-se um grande ailio defronte da ca-
paila de Belem, com urna excelleotocasa, arvo-
res de-fructo, baixa de capim, e com capacidade
para sustentar 20 vaccas de leile todo o anno,
e tambem se vende metade do sitio com casas de
moreda : a fallar com Guilheune Purvel, em San-
to Amaro, defronte da rundiso do Sr. Star.
Vendem-se caixoes v asi os propnos
para bahuleiros,funileiros etc. a 1^280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graplna, que ah $e dir' quem os tem
para vender.
Carros e carrocas.
*
Em casa de N. O. Bieber
& C. successores ra da Cruz
numero A.
Vendem-se carros americanos mui elegantes
e leves para duas e 4 pessoas e recebem-se en-
commendas pars cujo fim elles possuem mep-
pas com varios desenhos, tambem vendem car-
rosas para conduccao de assucaretc.
N. O. Bieber & C, soccessores, ra da Crai
D. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Berros de palha da Italia
Vendem-se bercos de palha de cores, sen-a o
amarello, encarnado, azul, verde, ede tartaru ga,
muito bem feitcs, e com sua competente cama,
sao de multa utilidade para este paiz por ser elle
muito calido, e os bercos rruito frescos, segu ndo
nos afirma o fabricante da Italia ; devem ser pro-
curados na ra estreita do Rosario o. 11, ex&osi-
c.ao de balaios finos e grossos de Sodr & Milho e fareio.
No estabelecimento de molhados da ra da Im-
peratrizn.4, veodem-se saceos grandes com mi-
lho. fareio e farinha, e haver constantementa
milho e fareio por preco corareodo.
Vende-se um piano muito bom o barato,
urna cadeirinha de arruar de 2 bracos, pintada de
novo e muito forte ; na roa da Praia, sobrado n.
59, primeiro andar, de mentida al as 10 horas,
e de tarde das 3 horas em diante.
Luvas de Jouvin.
Conlinua-se a vender as superiores luvas de
pellica de Jouvin, tanto para homem como para
senhora ; na ra do Queimado n. 2-2, na loja da
boa f.
Gravata s da moda.
Vendem-se gravatiohas estreitas muito supe-
riores, tanto pretas como decores, pelo baratis-
simo preco de 19 ; na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa f-,
Bramante de luho muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho com duas
varss de largura, pelo baratissimo prego de 29400
a vera : na ra do Qneimado n. 22, na bem eo-
nhecida loja da boa fe.
A 2,0500
Chales de merino estampados, que em outras
lojas so vendem por 49'e 59 na lea da boa f
na ra do Queimado n. 22, vende-se pelo bara-
tissitto prego de 29500.
A1$ o corte
de calca de meias casemiras escuras de urna s
cor; na ra do Queimado n. 22, na lojada
boa f.
Lencos brancos.
Vendem-ae leo^oa brancos propres para-algi-
beira, pelo baratissimo prego do 29400 a duaia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Para tjuem precisar.
Na padaria da ra Direito n. 8* be para vender
ibona sylindros americanos para padaria, nova-
mente chegados, assim como rodas para crrela
de diversos tamanhos,e bons aguithoes e maraes
que se venderlo por conrmotro-pTeco
Vende-se champagne superior em
caixas ou gifjos : na caa n. 4 ra da
Cruz de James Crabtree & C
Genebrada Ilollanda em bo-
tijas.
Vndese aa casa de Brender a Bran-
  • mero 16.
    Deposito de ara
    de moldar, cadinhos de todos os numen, cobre
    em lencol e rodas, latao em folha desde a gra-
    sara de papel at o mais grosso preciso, estanto
    em barra e verguinh, taios de cobre a 850 rs a
    libra, chumbo em lengol e barra, telhas de vidro,
    e outros muitos objectos de metal : na ra Nova
    defronte da Conceigao n. 38.
    Boneeas de camur-
    sa com rosto de massa.
    Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
    bonecaa de camursa com rosto de massa, e*pri-
    morosamento vestidas com saia balSo etc etc.,
    vista do que, e de sua muita durago sao bara-
    tissimas a lg200, barato assim s se encontra na
    loja d'sguia branca, ra do Queimado n. 16.
    Cera de carnauba.
    Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, ha pa-
    ra vender cera de carnauba a melbor q.ue ha no
    mercado.
    Liquidado
    sem lemites, na lo-
    ja do sertanejo.
    Muniz Irmlo & C, liquidatarios da firma de
    Ribeiro 4 Lobo, teodo deliberado acabar com o
    estabelecimento de fazendas silo na ra do Quei-
    mado n. 45, com o titulo de loja do seilaoejo
    junto ao becco da Congregacao, pedem a todas
    aquellas pessoas que precisarem de fazendas que
    agora a occasiao de se sortir, visto o prego ta-
    zer conta, como abaiso declaramos as seguiotes :
    cortes de vestidos de seda pretos bordados a vel-
    ludo a 8O9, ditos dos meamos a 60$, ditos sem
    serem bordados a velludo a 509 e a 359. todos
    por metade do seu justo valor, assim como tam-
    bem tem de cor. fszenda muito boa, a 509 e a
    609, todos em bom astado, toalhas de linbo para
    rosto a 4J500 a duzia, esparlilhoa de mola e car-
    retel a 49500 um, grvalas de seda pretas e de
    corea a 640, grosdenaple de cor a 1$400, seda de
    quadros a 900 rs. o covado, colletes de gorguro,
    ditos de velludo pretos e de cores, paletots de
    panno fino muito boas a 15 e 189, caigas de ca-
    semira pretaa e de cores a 69 e a 8f, ditos de
    raeia casemira a 4| e a 59, manteletes, eslgas de
    brim de cor e brancas, paletots de alpaca de cor,
    de merino, de brim branco, francezes, meias de
    seda para senhora, chapeos de castor brancos e
    pretos de seda, e muitas outras fazendas que se
    torna enfadonho annunciar, e que os freguezes
    faro o prego, o que afiangamos que nao se en-
    geitadinheiro.
    Feijo amarello a
    10,000
    de Lisboa superior, vendem Moreira &
    Ferreira, ra da Madre de Dos n. 4.
    a 1JOOO
    a arroba de batatas inglezas muito novas : no ba-
    zar da ra do Imperador.
    Viva a concurren-
    cia.
    Ra Nova n, 67.
    Nesta tenda de alfaiate de J. Hunder encon-
    trarn seus benvolos freguezes um sortimento
    de fazendas modernas que recebeu direilamenle
    da Europa, ptimas para caigas, colletes e casa-
    cas, todo bom para a primavera ; na ra Nova
    numero 67,
    Madapolo avada-
    do na ra do Queimado
    numero 19.
    Madapolo fino averiado a t a pega.
    Vendem-se
    os seguintes livros : o assessor forense, manual
    abreviado do cidadao, o defensor da religio, o
    diccionario Ideolgico, elementos do direito ec-
    clesiastico, Jahr, medicina ho me opa tilica, 4 vo-
    lumes, instituigdes cirurgicas. atlas geogrsphico.
    melhodo de violo por Carolli, por prego com-
    modo ; na loja de encadernagao de livros junto
    a igreja da Congregacao.
    Btalas e cebollas.
    Veudem-se nicamente nos armazene pxogres-
    sivo e progressista no largo do Carmo n. 9 e ra
    das Cruzes o. 36, cebolla a lg280 o cenlo, e ba-
    tatasii i$ a arroba e 50riaa libra, tambem tem
    porgao de queijode prato chegado no ultimo pa-
    quete que vendem-se a 680 ris a libra- e 620
    sendo inteiro, afflaogs-se ser tudo do melbor que
    se pode de seja r.
    StOlirA FEITA AINDAMIS BARATAS.!
    SORTIMENTO COMPLETO
    8 ni
    jjazendas e obras feitas
    na.
    LOJA E ARMAZEM
    DE
    IGes k Basto
    NA
    Ra do Queiusatlt
    l. 4t&,fre\Ufc aAftrelU.'
    Constantemente emosumgrandee va- '
    , rudo sortimento desobrecasacatpretaf
    W"^6 dfcfe muito fino a gfefc
    .& ?.' pile.lols d08 ".os pai.i.i.a
    a S0J.22S e 24$, ditos saceos pretos de*
    mesmos pannos a 14, 16 a iM, casa-
    cas pretasmuitubem feitas edesuperioi
    panno a S8, 808 e 35. aobrec*seref ce
    casemira de core muito tiros a l lf {
    e 18$, ditossaccos das mesKascaseioi-
    risalOf, 11 e 14|, caigas pretas e
    casemiranna para bomem a 8, 9, l|
    e IX, ditas de casemira de corea a 7, 6,
    9 e 10, ditas de brim brancos n.uuo
    usa a 58 e 6, ditas de ditos de co; < s
    3, 3500, 4 e 4500, dita de/r*fa ra-,
    semira de ricas core* 4$ e 4J5((, col-
    letes pretos de casemira a 5 e e, di.
    da ditos decores a 41500 e 5, dilc.<
    branco (de seda para casamento > 5j,
    ditos de 6, colletes d< brim branco e de
    f ustao a 3, 35500 e 4, ditos de core t
    2500 e 3, paletotfpreto de merir dt
    cordo sacco e sobrecasaco a 7f,h} e 9y.
    colletespretosparslulo a 4jtti r 6.
    gas pretaa da merino a 4500 e f>. pa-
    letots de alpaca preta a 300 e 4f, din .-
    sobrecasaco a 6,7e 8$, muito Hvoro)-
    (tes de gorguro de sedadecore; muito
    boafazendaa3800 e4S. colletetd vel-
    lido de cores e pretos a 7 e 8, roupa
    para menino sobre casccadepanrio prt-
    | toa e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
    casemira sacco para os mesmos a 6$500 e
    7, ditos de alpaca pretos saceos e 3$ t
    33500, 1 i tossobrecasacos a Bf e S500,
    '.algasde casemira pretas e decore? a 6,'
    6$500 e 7, camisas para menino a 2
    a duzia, camisas inglezas prega ilargas
    muilosnperiorat32 aduziapara acabar.
    J \ssim como temos urna officinf deal
    S'ilateondemandamoa executartodar ai
    obras com brevidade.
    Vende-se a boa casa terrea n. 18, sita atraz
    da igreja do Pilar, lado do mar ; a tratar no pa-
    leo do Paraizo n. 18.
    Milho a 1.000 rs.
    Vende-se milho em saceos grandes por 4 : na
    ra da Goia n. 9.
    armazenada de
    Pars.
    Vendem-se novoa gosteaide sedas-* BomaadourJ
    a 800 ra. o covado, fazeoda de 3 pecae de es-
    guiao de lgodao com 14-jardas a> 3, fazenda de
    6fl, ekta fazenda propria para cassiias por ser
    boa qualidade : na ra d* Imperatriz. loj af-
    tzenada de 4 portas n. 51, de Ma#lb*i &
    MdtM
    X. 19Ra do QoeimadoX. 19.
    ARMAZEM DE FAZENDAS
    DE
    Santos Coelho.
    Vendem-se aa seguiotes fazendas baratissimae:
    Lindos corleado phantasia de seda de tres fo-
    lhos a 6g.
    Gollinhas a 2000.
    Ricas gollinhas bordadas das mais modernas a
    28000.
    Cortes de seda a 40$.
    Superiores cortes de seda a 40.
    Coberta* a l,$8fl0.
    Cobertasde chita achineza a 1?800.
    Cortes de seda a 25$
    Cortes de seda de 100 por 25$ por ter algum
    ; mofo.
    Lengoes de linho a 1J900.
    Baldes para senhorase meninas.
    Lenqoes de bramante a 3!o00.
    Grandes lengoes de bramante.
    480 e 6-0 rs. a vara*.
    Algodo de duas larguras a 480 e 640 a vara.
    Bramante de linbo
    com 10 palmos de largo, pelo barato preco de
    2O0Oa vara.
    Lengoes do panno de linho sem costura a 3J.
    Toalhas de fusto a 500 rs. cada una.
    Cambraia de salpicos graudos muito lina a 5
    a peca.
    Grosdenaples de quadriohos com algum mofo
    a 640 o covado,
    Tarlatana de todas as cores para vestido a 800
    rs. a vara.
    Fil de linho liso muito Qno a 70 a vara..
    Capailas de flor de larsnja para noivaa a 5.
    Barato que admira
    Bolachiuha ingleza.
    Tendem-se barriquiohas com bolachinba ingle-
    za a' IjXTOO ;. na ra da Guia, taberna n. 9, e na
    Lingoeta, deposito o. 6, e far-se-ha alguma dif-
    rerenga, sendo em porgo.
    Lencos para rap.
    Vendem-se lencos Dntasimos de linho proprios
    para oa tabaquistas por serem de corea escuras e
    fizas, palo baratissimo prega de 6 a duzia ; na
    taa. do Queimado a. 2i\ na bem eonhecida loja da
    hoa.ff
    Escrayos fgidos,
    .\nsenlou-se da casa do abano assignado
    no dia 12 do correte a sua escrava de come
    Luzia, rriouls, de idade 10 ancos pouco mais cu
    menos levando vistido de cambraia branca com
    riscos cor de rosa dos lados, chal de merino
    branco com flores estampadas, foi calgada. lio-
    ga-se as autoridades policiaes e capites de
    campo a appreheoso da dita escrava, e leva-la
    Passagem da Magdalena ou na ra do Trapiche
    armazem n. 13 que ser generosamente recom-
    pensado.
    Recife, 16 de agosto de 1861.
    Augusto Pinto de Lemos.
    'Esclavo fgido.
    Ausentou-se no domingo 11 do cor-
    rente, da casa do Sr. ioao Frederico de
    Abreu Reg, morador na ra das Aguas
    Verdes n 46, onde estava para ser ven-
    dido, o escravo de nome Paulo, pardo
    e cor amarelenta. idade de 25 a 30 an-
    uos, altura regular e meio vesgo do
    olho esquerdo porm pouco se conhe-
    ce, levou camisa e calca de algcdao
    azul, provavel que fosse direito para
    Goianua rj/onde veio lia pouco tempo
    mandado pelo seu senbor o Sr. Joaquim
    Manoel Aranha da Fonseca, para ser
    vendido : roga-se as autoridades poli-
    ciaes, capites de campo a captura do
    dito escravo e quem o pegar leve- o a
    seu senhor o Sr. Aranha na cidade de
    Goianna, e nesta praca a seu corres-
    pondente o Sr. Joao Pereira Vloutinho,
    ra da Cadeia Velha do Recife n. 22,
    loja, ou na ra das Aguas-Verdes n.
    46, que sera' recompensado do seu tra-
    balbo.
    Desappareceu no dia 13 do correte, do si-
    tio de S. Jos do Hanguibo, o escravo crioulo,
    maior de 50 anuos, de nome Joaquim, com oa
    signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
    docorpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
    priedadedo Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
    Aracsty, d'onde veio-para aqui fgido: roga-se
    a todas as autoridades policiaes e a quem ques
    que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
    sitio cima citado, ou na rna do Trapiche n. 15
    a Jos Teixeira Basto.
    Achim-se fgidos o escravos Francisco,
    mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
    do Geera, fgido em setembro do anno proxim-
    passado, cobo os signaes seguintes : idade de 35
    annos, altura regular, barbado e cabellos pretoa
    annetlados; e Luiz, cabra, natural do lr, fugio
    de em margo deste anno, e com os seguintes sig-
    naes-: idade 30 annos, altura regular, muito pou-
    ca barba, cheio do corpo, pee grandes, com al-
    guna signaes de beiigas no- rosto, e muito re-
    grista ; suppoe-se eete escravo estar oceulto por
    pesaoa que o protejo, pelo que protesta-se contra
    quem o llver feito : qualquer pessoa que os ap-
    prehender ou delles der noticia a seu senhor Joo
    Jos de Carvalho ttoraes Filho, na ra do Quei-
    mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
    pensada-.
    Fugio na manha do dia| 18 de junbo pr-
    ximo paseado, da fazenda S. Beato, districto de
    Curraos Novos, termo do Acary, comarca do Se-
    rid, provincia do Bio Grande do Norte, um es-
    crava de. nome Guilherme, idade 13 annos, criou-
    lo, bem preto, roslo redondo, olbos grandes,
    bocea pequen, naris chato, seoco do corpo, per-
    nea fiaa, pea pequeos, muito paxnla, falla
    apressada, e sendo ve xa do gagueja, levou roupa
    de algodao, chapeo eouro, e vesta ludo j ve-
    Ibo, ondas um eaveilor-alaao com a cauda apa-
    rada, uu>. tasto sellado, e com o ferro e letra a
    nurgem suppoe-se ter ido em companhia de al-
    gum velfcaao : roga-ae aa autoridades policiaes e
    pitaes de oaaopo, a maia pessoas do povo que
    preoder, diriiam-se ao abaixo assignado na dita
    fateoda, que sarao racompeosadoa, ou as villas
    de GoiBoaioha desta provincia, ede avaerase da
    provincia de Pernambuco, ae mata coromodo for
    ao conductor ao Sr. Antonio Eufrasino Batbalho
    e Filippe Filgoeira Galvio:
    Lanreniino Beierra deatadtiios Galvo.



    ftlAAIO DI rlRaUMBOCO. v* QUINTA FEIRA Si DE AGOSTO DI 1861;
    Litteratura.
    O direit* divino e t direito humano.
    Dous direitos ditputsm-se boje Europa : de
    urna paite a o direito divioo s da outra o direi-
    to humano.
    Os 'Bcificos ospaaUm-se da agitado que le-
    vantara estas duas palavras, e procuram provar
    que o cireilo humano nada tero de inconei-
    liavel com o direilo divino. Infelizmento
    para seu zelc estao ao lado da questao ; porque,
    na lingua revolucionaria, hoje to echoante, t e
    di re-, lo divino, seo cliristlanismo, a f chris-
    ta, a sociedad? chistea, a plilosophia chrisla,
    a moral christa. a ordem eslabelecida de
    Deuserestanelecili pela encarnajo ; 6 a dou-
    tnaa e a ortica da egreja catholica apostlica
    jomana ; em urna palavra o calholicismo.
    O direito humano, ao contrario, o di-
    reilo fundado sobre c a declarago dos direi-
    los do homem, o puro naturalismo, a pura
    revoluta*, oomo mui bem o disse Mr. Fa-
    Tre ; o direilo que tem por base os diretios que
    cada homem traz nascendo e que Deusoo pode
    ecusar-lhe dando-lhe a existencia.
    Todo homem, nascendo, tem aeu eu, sua perso-
    nalidad?; tem urna existencia propria, urna ra-
    lao propria, urna vontade peisoal, um ioleresse
    proprio, movel de suas accoea. Sem precisar do
    ehristianismo, o homem decahido tem ludo isso,
    zeas s isso tem. Ora, nesta base frgil, e ex-
    iuindo o christiaoismo, que a revolugo quer
    assenttr a civlisago moderna, a religio, a so-
    ciedade, a sciencia, a moral a industria. Nada
    tjuer de Deus, e repelle com raiva o direito di-
    vino porque o a direito diviuo submelleo
    omem Deus o seus enviados. Por conse-
    cuencia, e o que irrita-a, ser-lhe-hia preciso re-
    Bunciar a esta independencia innata, to cara a
    leu orgulho, e que chama liberdade, disargando
    a mai audaciosa revulla com um uome justa-
    mente caro ao coracao do hornero.
    A' autoridade que vem de Deus, o direito
    humaoo oppe por tanto o mandato dos ho-
    Bteos ; sabedoria e f que vem de Deus, a
    pioi dos homens ; veotade de Deus a von-
    tade arbitraria dos homens; ao Verbo de Deus,
    verbo humano; a palavra de Deus, a palavra
    aos homens ; ao espirito de Deus, o espirito hu-
    mano; aos fllhos de Deus, os filhos dos. homens;
    egreja de Deus a assenibla dos homeus
    Dah a opposigo radical do direito divi-
    no e do direito humano, da catholicismo
    e da revoluco. Um refere ludo Deus, o ou-
    tro tudo ao horrem. Sendo mudados os cen-
    tros, ludo muda. A revoluto troca os lem-
    pos e as leis, o direito e a eterna allianga pro-
    clamada pelo evaogelho. Os principios do di-
    jeito divino e do direito rumano sao com ef-
    feiio directamente contrarios: um proclama a
    soberana d Deus e a dependencia do homem; o
    nutro, negando a soberana de Deus, proclama a
    independencia e a soberana do homem. Dahi
    a opposigo necessaria de todas as cousequen-
    cias religiosas e inlellectuaes, moraes e sociaes
    fia derivara da cada principio. Entre os dous
    principios, ha urna guerra de morte, nao poden -
    do cada qual substituir senao com a condigo de
    matar o principio contrario.
    A condigo primaria do christiaoismo de re-
    nunciar o sen tu, e desde ento todos os di-
    sertos do homem. (1)
    II
    A revolujo nos conduz, em nome dos direi-
    tos do homem ao rgimen da pura decadencia,
    edestrue em realidade todos os direilos huma-
    nos que pretende exaltar. E' a consequencia l-
    gica de seu principio, que a negarlo do di-
    jeito divino.
    Encadeiada por Jess Christo, a revoluco foi
    eesencadeada pela reforma. A declaradlo dos
    direilos do homem e a revoluco que ella gera
    nao sao mais do que consequencias do protestan-
    tismo. A negago do papado deslrue a propria
    iase do christianismo, pois Pedro a pedra visi-
    rel da egreja, nico mediador de Christo e da
    egreja, como por sua vez. Christo o nico
    mediador de Deus e doi homens. O julga-
    mento particular, por outra parte, pulvetisa a
    sociedade christa, cujos fragmentos os aoli-
    gos herticos nham oo menos conservado.
    Esses dous principios, que, demais, se susten-
    tan) umaooutro, destruem a christandade nao
    menos que a egreja, pois s6 pela egreja que os
    res podem se tornar os ministros de Christo,
    os bispos do exterior o porque nao ha egre-
    ja sem papa.
    Separae o papa, e nao restar mais do que o
    poder absoluto do antigo rgimen : o velho di-
    reilo divioo da gentiiidade. Ahi, o direito na
    origem um fado consumado, muitas vezes ini-
    quo,que se legitima pela prescripgo. No
    esta a origem do poder na Suecia, na Prussia,
    na Inglaterra, na Russia, em toda a parte onde"
    a egreja nao sendo mais ouvida, a Justina nao
    mais ensinada por ella? Ahi, a realeza nao d
    conta seuo Deus ; ahi reina o direito de do-
    minaco virtualmeole abolido pelo evaogelho,
    que chama os povos um estado maisperfeilo ;
    liberdade dos filhos de Deus ; mooar-
    ehia christa, temperada, a qual tem por origem
    urna vocacao providencial e o consentimento na-
    cional succionado pelas heneaos da egreja. Tal
    foi o rgimen de todas asdymnastias fraocezas.
    Nao tiveram outro titulo mais do que seus servi-
    dos, o consentimento da Franja e a graca de
    Deus.
    Renegando a nobre origem de sua dymnaslia,
    luiz XIV fazia sua posteridade urna situago
    cheia de perigos. O grande rei privava-a nao
    6 do apoio de Jess Christo, cuja realeza deixa-
    ra negar, como do apoio de Franja, cujos direi-
    los negara por seu testamento, e mesmo, posto
    que conslrangido, pela renuncia de Felippe V.
    c O direito divino, dizia um pretndante ao
    hodo de aples, reinou durante seculos; creou
    e manteve poderosas monarchias cuja historia,
    convem reconhece-lo, se identifica gloriosamen-
    te com a da civlisago e do progresso ; reinou
    espeitado, e a universal venerajo, de que por
    tanto lempo se cercou, era o fruto da sabedoria
    e da virlude dos grandes reis. Hoje cae em ra-
    ()____________
    -- -
    (1) Si quis vultpost me vemre, abueget seme-
    tipsum. (Malu. XVI 24.)
    [2] Carta do principe Mural, 25 de novembro
    de 1860.
    FOLHETIM
    OBATEDORDE ESTRADA
    rom
    PAULO DUPLESSIS.
    SEGUNDA PARTE.
    [Conlinuago.)
    XXXII
    Ce em ruina; mas porque ? porque os velhos
    reis separaram-se de Jess Christo, que, s, pode
    vencer a revolugo, iato o naturalismo antigo
    e moderno.
    Quando os reis disseram : Atraz o Christo I
    reioamos em nome de Deus o de nossa espada,
    o liberalismo respondeu : Em nome da liberda-
    de, da egualdade e da fraternidade, part I Nao
    queremos mais poder absoluto, nem mais antigo
    rgimen. Ao direito da espala, oppoinos as
    baionetas intelligenles.
    O parlamentarismo succede ao poder absoluto.
    O liberalismo bem quizera flear ahi ; achava-se
    satisfeito. Transijamos, dizia aos principes : pe-
    ra vos as honras, para nos o poder ; vos reina-
    reis, nos governaremos ; a democracia o ini-
    migo commum ; liguemos-nos contra ella. Dei-
    xae-nos obrar, e conservareis vossas listas civis
    e vossos palacios, vossas roras e vossos ttulos,
    vossas festas e vossos cortezos. Nada fazendo,
    a nao podereis fazer mal; embriagar-vos-he-
    mos de incens, cevar-vos-hemos de riquezas e
    prazeres ; declarar-ves hemos inviolaveis. Mis
    a revolugo camiuha sempre. A lei do progresso
    impelle-a, e ser misler que do liberalismo che-
    gue o socialismo, se se transigir com ella ; por-
    que 188 despediu definitivamente o parlamen-
    tarismo e ioaugurou o reinado da democracia*
    O estar hoje a Europa amea^ada de maiores
    males do que no lempo do parlamentarismo, nao
    urna razo para lastima-la, nao mais do que
    as decepces do parlamentarismo eram urna ra-
    zo para lamentar o antigo rgimen, uto o r-
    gimen do poder absoluto, inaugurado na Europa
    depois da reforma. E' loucura, com effeito, pro-
    corar vencer o mal por um mal menor ; tanto
    Valeria fazer atacar um homem feilo por um me-
    nino ; s o bem pode vencer o mal. Convem
    desde eoto despedir a revoluco sob todas as
    suas mascaras : sob a mascara do liberalismo e
    do absolutismo, como a do socialismo, para vol-
    lar ao reinado de Jesus-Christo, monarchia de
    Clovis, de Carlos-Magno e de S. Luiz, e que, um
    momento, Napoleo I quiz fazer reviver, fazen-
    do-se sagrar por Pi VII, fazendo aben^oar pela
    egreja a allianga que formava com a Franja, sil-
    va por elle da anarebia.
    III
    Tod3 poder vera de Deus ; mas ha duas espe-
    cies de direito divino duas sortea de poderes
    distinctos.
    O direito divino da gentiiidade, fundado
    na dominajao e no temor
    < O direito divino do christianismo, fundado
    na dedicaco e no amor.
    Sob o rgimen di gentiiidade, o direito do
    Creador e do Senhor absoluto se faz em toda a
    parle sentir. A mulher est sob o dominio do
    homem ; o homem, seu turno, est sob o do-
    minio de Jess Christo, dominador dos domi-
    nadores O mesmo Christo desee do co sob a
    forma de escravo, e Deus, por causa de nossos
    crimes, que seu Filio lomou sobre si, trata-o co-
    mo tal.
    Depois de sua morte e resurreijo, ludo mu-
    da : as relages do homem com Deus sao como
    as de um Gibo com seu pae. Ao dominio succe-
    de urna autoridade paternal, obediencia servil a
    liberdade Olial; a mulher torna-se a irma e o
    auxilio do homem, o homem o irmo e o auxilio
    de Jess Christo, que, elle proprio. lendo entra-
    do emsua gloria, sentou-se direita de Deus.
    Todo poder lhe c dado no cu e sobre a tr-
    ra. Elle envia seu espirito que renova a face
    da trra, e o direito novo que ensiora aos ho-
    mens posto em pratica. Vim, dissera elle,
    para servir e nao para ser servido ; eu sou o bom
    pastor, e o bom pastor d a vida por suas ove-
    lhas. Eu conhego minhas oelhas, e miohas
    ovelhas me coohecem. Vos nao sois roeus ser-
    ves, sois roeus amigos, meus irmos. O serr
    ignora os designios de seu amo, eu vos dou par-
    le do que sei. Os reis das nacoes domiuam so-
    bre ellas ; nao fajaes assim ; seja o primeiro
    como o que serve.
    A realeza chrisla segu os exemplos e as 1-
    Qoes do mestre. A sociedade torna-se ento
    urna familia e a autoridade um servico, um car-
    go. Se o vassallo faz-se malar por seus princi-
    pes, esles por sua vez fazem-se matar pela pa-
    tria. En vez de ficarem invisiveis no fundo de
    seu palacio, como os despotas da Asia, os reis
    sao accessiveis lodos ; veem nos grandes cor-
    pos do estado conselhos, auxilios ; dio conta aos
    povos do motivo das leis. da paz e da guerra,
    nao como soberanos, mas como amigos, co-
    mo filhos mais velhos, para que a obediencia
    seja livre, filial, dedicada, razoavel, esclarecida
    Este rgimen paternal, christao, illustrado pe-
    las doutrinas da egreja. o antigo rgimen substi-
    tuir pelo poder absoluto, que fazia substituir
    realeza christa o dominio da gentiiidade ; ao no-
    vo direito divino da lei de graga, o velho direito
    divino da antiguidade.
    A Franca, deixando de tomar por modelo a
    egreja sua me, atirava-se s aventuras, em que
    ler-se-hia perdido, se Deus nao a prolegesse, se
    Jess Christo que preza os Francos nao velasse
    sobre elles. Quando os mooarchas da Europa
    quizerem voltsr ordem e seguranza, olhem o
    modelo que Deus poz sob seus olhos, e prati-
    quem da mesma nnneira. A realeza espiritual
    da egreja, verdade, tem urna perfeigo divina
    que nao podem atlngir os reis temporaes ;
    mas o papa nao somente pontfice ; rei como
    ellos, e nesta qualdade de rei, pode ter as kn-
    perfeicoes e fraquezis da realeza humana ; mas
    elle, ao menos, nunca separa sua causa da de
    Christo, e eis por que a dynastia pontifical nao
    morre. Pi IX ahi est para lhes ensinar o que
    um rei christao. Viva ou morra, triumphe ou
    seja ferido, elle d Deus e ao mundo o mais
    magnifico dos espectculos, o especiadlo do que
    pode a extrema fraqueza apniada na forja de Je-
    ss Christo ; o que pode o direito humano unido
    ao direilo divino.
    Na civilisago chrisla, a egreja, o estado, a fa-
    milia se uera sem nunca se confundir, se dis-
    tinguom sem nunca se separar. Sendo o poder
    christao urna delegago, urna imagem da pater-
    nidade divina, a confuio 6 impossivel entre os
    poderes ; porque sao limitados, circumspriptos
    pela mesma natureza das cousas. O estado nao
    nos d nem a vida physica, nem a vida ospiritual.
    A familia nao nos d nem a vida civil, nem a
    vida espiritual. A egreja nao nos d nem a vida
    civil, nem a vida physica. Desde entao impossi-
    vel que as ordens e os poderes se confundan).
    Mas tambem se distinguen) sem se separar, por-
    Ninguem pde descrerer a scena de desolago,
    e ternura que segdfo-se partida de Lennox, e
    Joaquim Dick. Ha cortos dramas ntimos, cuja
    interpretajo excede a todos os recursos da lia-
    gusgem humana. A terrlvel poesia das sensa-
    eoes s pode ser comprehendida pelo, corago.
    ' Passado um quarlo de hora Joaquim e Lennox
    estavam de volia; este ultimo tnzia na mi urna
    cuia ebeia de urna papa f rosas.
    Toma islo, mioha Alba, disse elle a An-
    tonia.
    A moga, a um olhar supplicaoU que lhe diri-
    gi sen marido, apressou-se a obedecer.
    O que eu te dei, contiouou Lennox, sim-
    plesmente o atole (1) a que addicionei o sueco de
    Igualas hervs: um antidoto poderoso contri o
    kche de palo; poucas pessoas o conhecem. Obi
    Bao me agradejas; Joaquim possuis tambem
    este segredo. Se eu nao me achasse aqui por
    aeaso, fica eerta de que elle te salvarii. Assim
    pois nao me deves reconhecimenlo algum.
    Em quanto Lennox pronunciara estas palavris,
    e Baledor de Estrada com o peacogo estendijo,
    es olhos desmedidamente dilatados, examinara
    com extrema altengo o semblante da moca.
    Tu ne morreras, Antonia I exclamou elle
    afinal. Tu nio morreras 1 Nao penses que digo
    ielo para tnnquiliisar-le: sei quo teus a alan
    forte e valente, e por taso nao tenho uecestidad*
    de enginar-le. Viveras 1.... A lisapedez o o
    lrilho des luis pupilles me dizem que o venene
    ser coa bi lid o: a um symptoma corto,
    fuasi infallivel. Mi desmimes: vivirs anda
    mu i ios e alegres annos m companhia do tsu
    amado Luiz I
    . Vio-e Otario n. 189.
    I) Papa feita da flor do milho.
    Eitas palavras, pronunciadas com profunda
    conviejo, restituiram um pouco de calma ao
    conde d'Ambron : olhou para Lennox aflm de
    ver se este coofirmava o progoostico do Batedor
    de Estrada. O velho maleiro comprehendeu
    perfeitamente esta muda iaterrogaco, e respon-
    deu logo :
    Joaquim nunca meotie na sua vida; mas
    um pelte branca, e como todos da sua raga incli-
    nado exagerajo. Vos outros Europeai sois
    muito ficis em crer que sao realidades os vossos
    dezejos e espsraogas I Ninguem pode affirmar
    com eerteza que a filha da Virgem ha de esca-
    par aejao do veneno, verdade que aprsenla
    todos os signaos de urna prxima cura. As ap-
    preheoses lhe sao actualmente muito prejudi-
    ciaes; deve-as evitar. Qualquer com moca o mi
    lhe poderia occasionar a morte I
    O velho maleiro calou-se; depois de pequea
    pausa, conlinuou a fallar; desta vez a sua voz,
    de ordinario to montona, tornou-ie (orto e
    enrgica.
    Antonia, succeda oque succeder, fica tran-
    quilla a respeito da tua vinganga. O bomem que
    te fez tanto mal j era meu ioimigo: agora as-
    sociarei o teu ao meu odio. O supplicio desse
    marquez d'Hallay seri espantoso Quero que a
    recordagio das suas torturas se torne urna das
    tradiejes mais sanguinolentas do deserto I Con-
    t prolongar a agona desse miseravel alm
    mesmo dos limites que a vida concede i dor!
    Conhego o meio de resoimar as forjas a um mo-
    ribundo Parece-me ji v-lo atado, ao poste
    das tortoras, arrancados os cabellos, as uohas e
    as palpebras.... o chumbo derretido penetra-lhe
    nis cirnes, o sol bate-lhe de frente nos olhos....
    Os insectos algeros descera zumbiodo sobre o
    sea crneo cerceado, e enterran) oa ierrdes as
    veiss expostas ao lempo.... Ouvis os gritos do
    miseravel? Pede perdo, e eu lhe respondo
    dobrando-lhe as torturas, e os soflrimentoi.... e
    entre cada grito que lhe arranca a dor o teu
    nome, o nome de Evans, e o meu resoam aos
    saos ouridos I....
    Lennox se havii exiliado ; parada ji assistir
    ao espantoso espectculo que descrevia: era ao
    mesmo lempo hediondo e sublime na eipresso
    da aua implacavel feroeidade. Ji proseguir; po-
    rm em grito despedacedor que soltou Antonia,
    tcompioaado de um gesto supplicante, (-lo
    suspender a sua horrivel eloquencia. As snis-
    1 tras imagen evocadas pelo velho vlofativo \i
    que o mesrr.o Deas os una enlre si e i si mea-
    mos pela hierarehia e seos mediadores. O rei
    c mediador entre o clero e o povo o papa
    mediador da egreja e de Christo, Chrislo emim
    mediador de Deus e dos homens.
    Esta unio aproveita i todos, porque, sem o
    estado, a familia esti exposla.is violencias. Sem
    a egreja, o estado engaado pelos sophistas e
    victima das sociedades secretas que conspiran)
    sua ruina. Por tua vez, o estado precisa da fa-
    milia que lhe fornece seus cidadios : soldados,
    lavradores, magistrados. O mesmo succede com
    a egreja que tambem precisa nao s da familia,
    como do estado ; por isso qua as concordatas
    regulam as relajees entre a egreja e o estado, e,
    onde a egreja pode obte-lo, as relages da fami-
    lia com o estad) como com a mesma egreja.
    Cumpre notar que na civilisago chrisla o di-
    reilo divino nao para na ordem sobrenatural, como
    poderiam pretende-lohoje. Pelo sacramento do
    matrimonio, penetra na familia, e pela sagragao
    no estado. O rei christao, mediador do clero e
    do povo, lorua-se o bispo do exterior. Por elle,
    Jess Christo, principe dos reis da Ierra, reina na
    ordem temporal, como, com o auxilio dos bispos,
    o mesmo Christo, c bispo de oosaas almas > reina
    na ordem espiritual.
    Assim, d'uma parte, a christandade governada
    pelos reis cbrislos, bispoa do exterior; da outra,
    a egreja governada pelos bispos das almas. Eis
    o calholicismo.
    Roma a jabeja da christandade, como o da
    egreja. Quiz Deus, para a liberdade e paz do
    mundo, que a cidade Eterna fosse ao mesmo lempo
    a cadeira e o patrimonio de Pedro. O vigario de
    Christo oceupa tanto a santa s apostlica como o
    throno dos Cesares. Por elle que os bispos do
    exterior, como os bispos das almas, se uoem i
    Jess Christo, a principe dos pastores e dos reis
    da trra. Supprimi o papado, e o direito divino,
    nascido do christianismo, desapparece entre as
    nagoes. Ento os reis cbrislos se achara em face
    dos direilos do homem, sem mais outro apoio do
    que este direilo da espada, este poder absoluto de
    que ninguem hoje mais quer: os chrislos, porque
    i exemplo de seus paes, s querem obedecer
    Jess Christo, e aos reis por causa de Christo ;
    os revolucionarios, porque i ninguem querem
    obedecer. D'ahi o immenso perigo que corre o
    antigo rgimen de nao vollar ao calholicismo.
    A usurpagao de Roma pelo Piemoole seria o
    mais audacioso dos atleotadoa contra a fignidade
    e liberdade das nagoes christs; contra a dignidade
    e liberdade da Franca. Roma, quer e queiram
    quer nao, sempre ha de reinar sobre o mundo, ou
    pelo amor e a verdade, ou pela forga. E' preciso
    que elle seja ou o covil da loba, ou o aprisco do
    cordeiro; ou o forto dos Mazzinis e dos Garibaldis,
    a cidadella dos assoladores do mundo, ou a cidade
    do rei de paz e do Servo dos servos de Deus.
    O velho direito christao semeado depois da
    resurreigo. inaugurado sob Clovis aperfeigoado
    sob Carlos Magno, glorificado sob S. Luiz declioou
    depois at a reforma, que o destruiu em toda a
    parte, excepto Roma, que so, nao perteoce ao
    antigo rgimen, ao rgimen dos reis independentes
    da egreja e de Christo.
    O protestantismo, atacando o papado e procla-
    mando o julgamento particular, abalou o direito
    christao em toda a Europa. D'ahi o antigo rgi-
    men, que trazia em seus flancos o principio mes-
    mo de sua morte. Porque a reforma, cujo espi-
    rito beber, a verdadeira me da revolujo, a
    me do partido que declara a guerra i todos os
    direilos humanos como todos os direitos di-
    vinos.
    a As calamidades da egreja, diz Po IX em sua
    allocugo de 17 de dezembro, nasce da doutrioa
    perversa que, provenientes dos principios fu-
    neitos da reforma, chegou oblar em toda a
    c parte a forga de urna sorte de direito pu-
    blico.
    Mr. Guinet, que quizra suffocar o papismo na
    lama o e malar o christianismo, chama as seitas
    protestantes es mil portas abertas para sahirdo
    calholicismo. M. Sue v aellas urna sorte de
    ponte com o auxilio da qualdeve-se seguramente
    chegar ao racionalismo puro, como j o teem feiio
    os unitarios; v alm disso o mais poderoso
    auxiliar da revolugo contra as monarchias ci-
    Iholicas.
    Hiveria, diz elle, profunda ignorancia ou no-
    toria iogratido em desconbece-lo. O protestan-
    tismo tem poderosamente servido a causa da li-
    berdade. Negando o papa, negava implcitamen-
    te o rei, pois que a realeza 16 tinha curso e valor
    sgralo pelo papado. Luthero, sapando o altar,
    abalava os turnos. A idea de reforma poltica
    tioha-se to estreilamente ligado idea de refor-
    ma religiosa, que, no seculo XVI, mais do metade
    das provincias de Franja levantadas em armas,
    nao somenle contra o monarcha, mas contra a
    monarchia, se tinham federado sob o nome de
    unio protestante republicana.
    Nossos adversarios nao deixam pois de ter ra-
    zio de dizerque a questao romana urna queslao
    poltica, mai de poltica universal; porque urna,
    questao social. Trata-se com effeito de saber se
    a Besta vae ressuscitir, e se a repblica romana,
    apoiaJa por todos os revolucionarios da Europa,
    vae de novo nos macerar debaixo de seus deoles
    de ferro. Garibaldi modesto em s pedir um
    milho de espingardas, porque seu programma
    abraga a Europa ialeiri.
    Trata-se de saber se as nagoes serSo livres,
    eguaes como as filhas d'uma mesma me ; ama-
    das, defendidas com mais ternura quando ellas
    sao as mais fracas ? oo sa os povoi fortes anoexi-
    rio i si os.fracos? Se cada povo seri seohor em
    seu paiz, ou se a revolujo seri aenhora em to-
    das as nagoes? Se o verdaleiro direito divino, se
    o catholicismo salvar as najos, ou se o direito
    humano, se o socialismo os matar ?
    Trata-se de saber se a egreja ser a guarda in-
    vencivel de todos os direilos, dos direitos da coas-
    ciencia e do pensamento, da f e da razio, da fa-
    milia e do estado, ou se a revolugo destruir to-
    dos os direitos humanos e todos os direitos divi-
    nos? Se a egreja salvar o mundo e mesmo seus
    inimigos, ou se a revolugo, como Saturno, devo-
    rar at os proprios filhos, e, como ero, matari
    at a reforma, sua mi ? Trata-se de saber se a
    revolugo arruinar a religio, a familia e a pro-
    priedade ; se ella arruinar Roma e a Franca,
    nico obstculo, depois de Romi, que no mundo
    encootra o partido dos sophistas e demolidores,
    nham assustado a moga, e indignado ao ultimo
    ponto : esleve quasi a desmaiar.
    Todava fazendo um violento exforjo sobre sus
    fraqueza dirigio-se ao selvagem Europeu com
    a voz vibrante de indignago.
    Lennox, nao possivel que teohas fallado
    seriamente I Nao, nao l Foste dominado pelo
    excesso da colera: creio at que j ests arre-
    pendido deesas horriveis ameagas, 6 renuncias
    aos leus medonhos projeclos. A nao ser assim,
    eu nio poderia supportar mais a tua presea-
    ja.... a tua vista causar-me-hia horror I
    Un aorriso apenai perceptivel desenhou-se
    sobre 9 labios do mateiro.
    As mulberea da pelle-branca, respondeu
    elle, teem a razio e o coragio muito traeos 1
    Ellas sabera amar, mis nio sahem odiar! O que
    eu diiie heide fazer: adens I
    Joaquim Dick, depois de se ter conservado por
    alguna minutos junto- de Antonia, sanio para
    velar na seguranga dos aventureiroa, a quem
    tinha promettido que os pelles-vermelhas nada
    lentariam contra elles. Aehou-os desanimados,
    e preparando-ae todos para a partida.
    Senhores, lhes disse elle, dezejo-vos boa
    viagem, anda que duvido muito que ehegueis
    felizmente a Guaymas: flcae certoa porm de
    que cumprirei a mioha promessa, e os pelles-
    vermelhas vos deixario ir em paz..
    A predcelo do Batedor de Estrada se reali-
    sou. Dos dusentos e tantos aventureiroa que
    embarcaram em S. Francisco somonte sele che-
    garam a Guaymas: todos os outros suecumbiram
    ao camioho as privagoes e s molestias.
    Til foi o fim dessa celebre expedigo, a rei-
    peilo da qual tanta bulha fizeram os jomaos
    americanos ba quatro annos, e que durinte seis
    semanaa Irouxe em continua commogio a cidade
    de S. Francisco I
    Posto que as (requentes catastrophes nos Esta-
    dos-Unidos fago com facilidade esquecerem-se
    urais pelas outraa, com tudo anda hoje ae falla
    ali do lerrivel fim da txpedico Ballay. E' pro-
    va vil que essa lgubre recordagio tome lugar
    noa annaes da historia dos flibusteiros daquella
    nava, atrevida e turbulenta repblica.
    A' noite Joaquim Dick'deitou-se por trra no
    seu capote diante da choupana, em que repou-
    sava a sua filha.
    Quanto a Gnndjean, que'ninguem vira mais
    depois que Antonia fdra livre, tioha-se retirado
    para um lugar da floresta um pouco oceulto, ooda
    nao podetse ter iuterrompldo, afln de meditar
    dos annexadores e carrascos : A Inglaterra e o
    Piemonle, o islanismo e o carbonarismo.
    V. de Maumigy.
    {Monde.H. Chavt$.)
    IP2(B(BIt(DM
    U. B. Saintine.
    A' H.- Yirginie Ancclot.
    (Continuago do n. 187.)
    Litro lerceiro.
    II
    Todava com um seolimenlo de prazer que
    pe anda urna vez as mos aos lvros. Folhea-
    os com aquclle eslremecimento de amor que sen-
    ta ouir'ora quando c saber lhe era cousa mys-
    teriosa e desejavel I A nica scieocia que invo-
    ca, que deseja hoje, a das flores, a da nature-
    za em sua mais graciosa expressio.
    Se em algum da sabir destes lugares, dizia
    elle comsigo, serei botaonico. Ahi nao exislem
    essas controversias escholasticas e pedantescas,
    que nos desviara em vez de esclarecer-nos. A
    natureza deve mostrar-se a mesma todos os
    seiu discpulos, sempre verdadeira, posto que va-
    riayel, sempre bella, posto que nual
    E interroga aquelles ltvros recenlemente che-
    gadoj, perguntaodo tambem i elles seus ttulos
    e Domes. Eram o tpeciea plantarum de Linneo,
    as Inslitutiones re herbaria de Tournefor o
    Theatrum botanicum de Bauhin, depois a Phy-
    tographia, a Dindrologia, a Agrostographia de
    Plukenet, de Aldrovande e de Scbenchzer; de-
    pois anda outros livros escriptos em fraocez ou
    em italiano.
    Posto que um pouco espantado deste apetrecho
    identifico, Charney desanimou, e para preparar-
    se para as suas indagiges premeditadas, abriu
    primeiro o volume nnis fino, afim de procurar
    ao acaso ou de ver no ndice qual era a varieda-
    de de denominages, que podia ter um vegetal.
    Quanto desojara poder escolher naquelle ca-
    lendario floral entre Alcea, Alisma, Andryala,
    Bromelia, Celosa. Coronilla, Eupbasia, Helvella,
    Passiflora, Prmula, Santolina, ou qualquer outro
    nome doce i pronuncia, harmonioso ao ouvido I
    De repente apodera-se do temor de que sua
    planta traga com um nome extravagante e des-
    engragado urna termiinjo masculina ou neutra;
    o que teria confundido todas as suas ideas res-
    peito de sua amiga a companheira,
    O que seria da donzella de seus sonhos se fdra
    preciso dar-lhe urna denomina jo como Hydro-
    charit morsus ranee, ou Salirium hyoseyamus ou
    Gossypium, Cynoglossum, ou Cucubalus, Cen-
    chrus, Ituscus ou mesmo algum nome francez
    mais brbaro anda, como Arrete-boiuf, Altrape-
    mouche, Pain-de pourcean. Herb pauvre hoa-
    me.Bec-degroue.Casselunelle, Dentde chien,
    Ureille-de lievre, Qnene-de renard, Mufller-de
    veau. Barbe-de^ chevre, Langue-de cerf ou Fleur
    decoucoul Nao servira isso para desencnta-
    lo para sempre ? Nio I nio passar por seme-
    Ibante prova I
    A' seu pezar no enlanlo tomava alternativa-
    mente cada volumo, abria-o, de novo, extasian-
    do-se diante das maravilhas innumeraveis da na-
    tureza, irritando-se contra o espirito syslemalico
    dos homens, que deste estudo, al ento to at-
    traclivo para elle, fizeram a sciencia a mais rude,
    a mais technica, a mais intriucada de todas as
    sciencias I
    Durante oito dias ioteiros tentou a analyse de
    sua planta para chegar a conhecer-lhe o noma
    nada pode conseguir.
    No cahos de tantas palavras estranhas, langa-
    do de um systema i outro, perdido no meio des-
    sa pesada e vasta syoooimia, verdadeira rede de
    Vulcano, que cobre a botannica de um tecido co-
    mo para occu'.tar seus encantos e pesa sobre el-
    la ponto de suffoca-la, em vo consultaba todos
    aquelles autores uns aps outros ; desceodo da
    classe ordem, da ordem ao genero, do genero
    i especie, da especie varela le, sem cessar per-
    da o trago e actbava por maldizerseus guias in-
    flis, sempre em desacord entra si, nao smente
    sobra a nomenclatura geral, seao tambem s
    vezes sobre a denomloago e funeges de cada
    um dos orgos da planta. (1)
    No meio de duas expeneucias mil vezes reno-
    vas, a flrsioha, a flor nica, interrogada ptala
    por ptala, folheada at em seu clice, soltou-se
    de repente na mo do analysador, do dissecador,
    a cahiu levando comsigo os projectos de esludo
    sobre a sement, a esperanga da semeada e a
    materoidade de Picciola I
    Charney consternado ficou algam tempo silen-
    cioso ; depois aposlrophando com urna voz com-
    movida e o olhar encolerisado os livros, que ti-
    nha anda abertos sobre os joelhos :
    Que idea tinha eu em consultar-vos'.' ex-
    clamou elle. Ella chama-se Picciola, nada mais
    que Picciola I a planta do prisioneiro, sua conso-
    ladora, sua amiga I Que necessidade tem ella da
    um outro nome ? o que quera eu saber ? losen-
    silo I como I contra esta sede de saber nio ha-
    veri um remedio infallivel?.... nao poder-ae-ha
    oiaguem curar ?
    E em um momento de colera, tomando os li-
    vros nos aps outros, alirou-os com forga no chao,
    Um papel pequeo sahiu d'entre as folhas de
    um deles e voou no pateo.
    Charney apaohou-o. Continha algumas pala-
    vras recentemente tragadas e de um talhe de
    mulher.
    Elle leu o que se segu:
    Esperae e dizei ao vosso vizinho que espere,
    porque nem elle, nem vos esquejo.
    [Evangelho, segundo S. Malheus.)
    III
    Charney lera e relra viole vezes aquello bi-
    lhete. cujo sentido nio podia ser duvidoso ; por-
    quaoto entre as mulberea urna a fra para elle
    ' (1) S citarei aqui um nico exemplo desta
    singular divergencia de opinioes entre os botni-
    co. Quanto s Asclepiades (familias das Apocy-
    neai) Linneo encara as escamas como estames;
    Adanson toma os carnets p"or filamentos dos es-
    tames a escamas pir aotheras; Jaquim pansa que
    as antheras sao fechadas as cavidades das es-
    camas ; Desfontsines admitios corpsculos ne-
    gros como verdadeiras antheras ; Ricardo como
    estigmas movis; emim Lamarck squer aquel-
    las meamas antheras as duas cavidades de sua
    face intima. (Vid Flore frangaise, tom. III p.
    ow.
    o um pequeo discurso justificativo que cootava
    recitar moga para oblar della o esquacimmto
    do pasiado. Ora, o gigante nio obstante apesar
    ae ter pensado e tornado a pensar nio tiaha po-
    dido anda deparar mais do que com estas cinco
    palavras para o seu exordio : a Senbora, sou um
    grande patito I
    XXXIII
    Apesar da mnita aclivldade que deaenvolvera
    no decurso daquella sanguinolento dia, Joaquim
    Dick passou a noite inteira com os olhos prega-
    dos na choupana, em que se achara a aui que-
    rida filha, e esa poder goaar de um a momen-
    to le repouso.
    O que ella soffreu durante aquellas poucas ho-
    ras devera rehabilita-lo parante Deus das fallas
    e erros do seu paasado ; porque a sua dr foi no-
    bre a christa ; j nao tinha no eorago nem co-
    lera nem odio ; ali a humildade substituir ao
    orgulho o arrependimeoto so despreso.
    Os primeiros claros do dia vjoham j apostan-
    do no, horisoota, quando o coode d'Ambroa sa-
    nio da choupana. O mancebo lioha o ar profun-
    damente abatido. Joaquim levantoo-se de um
    salto, e precipitou-se ao seu encontr.
    Antonia corre algum perigo ? perguntou
    elle com a voz cruelmente agitada.
    Ah I Encontrei-vos, meu caro Joaquim ;
    ia mesmo em vossa procura...
    O Baledor de Estrada vacillou.
    Antonia est morreado, nio assim ?
    Nao, gragas a Deua I mas passou muito
    mal a noite : disse hontem ao anoitecer que o
    delirio nio adeixa ; smeote agora que tornou
    a si.
    O delirio I.... porm o leche de palo nio
    produz delirio, Luiz I Ao contrario elle con-
    duz as suas victimas ao tmulo por urna somno-
    lencia tranquilla e quasi lethargica. Dere-seter
    passado algum successo, que me occultaes, ou
    que vos mesmo ignoraos...
    Nada succedeu. Joaquim : nio me apar-
    te! da Antonia um s momento.
    Eolio, para que me procuraras ?
    Porque, segundo disse hontem Lennox, co-
    nheeeis os effaitos que produiem o Uche de palo,
    e s maneir de combate-Ios.
    Joaqun parceu hesitar.
    Neste caso foi de vosso motu proprio que
    viestes coDsultar-me? Antouia nem aa quer lem-
    brou-se deste seu humilde e dedicado servo ?
    Sol injuito, Joaquim I 0 vosso ootn.9 er-
    toda coragio, toda devotamento ; e essa mulher
    elle apenas entrevira ; ignora va o sora de sua voz,
    e ae de repente ella apparecesss em sua preaen-
    ga, ogo poderia reconhece-la sem duvids. Po-
    rm, por que meios, illudindo a vigilancia de
    seos Argos, pode fazer-lhe chegar aquellas li-
    abas?
    Dixei vosso vizinho que espere...
    Pobre filha, que nao ousava chamar seu pae I
    Pobre pae, quera nem ao menos poderi mos-
    trar esta lembranga de sua filha I
    Pensando neste bom velho, cuja desgraga acu-
    mulara e cuja pena estava prohibido de abran-
    dar, Charney senlia-so penetrado de pezarrs, e no
    meio de suas noites sem sonhos a idea de Gir-
    hardi vinha assalta-lo dolorosam6nte.
    Durante urna dessas noiles um ruido desacos-
    tumado fez-se ouvir por cima dalle no qaarlo do
    andar superior, at ento desoecupado, e encheu-
    Ibe o espirito de coojecluras mui extravagantes
    urnas do que as outras.
    Pela machia Ludovico entrou em seu quarlo
    com ar azafamado, e comquanlo teotasse obrigar
    seus tragos i dsscripgo, saus olhos brilhantas e
    animados annunciavara grande novidade.
    Que ha de novo, diz-lhe Charney, e o
    que houve l por cima esta noite?
    Oh I nada, signor eonte, nada, a nio ser
    que nos chegou hontem urna porjao de prisionei-
    ros, e que os alojamentos vazios vo deixar do o
    ser. Sim,proseguio elle, com um tom aneciado
    de commiserago, vae ser-vos preciso dividir o
    gozo de vosso pateo com um compaoheiro de
    captiveiro ; porm traoquillisae-vos. nos s re-
    cebemos aqui boa gente... Quando digo boa gen-
    te,replicou logo,quero fazer ver que nao ha
    ladrees eotre elles I Porm, vede, es-ahi o no-
    vato que vos vem fazer urna visita de instal-
    lajo.
    A' este annuocio inesperado Charney se levan-
    tara cheio da sorpreza, oo sabeodose devia ale-
    grar-so oa aflligir-se com esti mudanga, quando
    sbitamente vio entrar Girhardi em seu quarto I
    Sem pronuociarem urna palavra ambos se lan-
    gararo um para o outro; suas mos serradas o
    confundidas testeraunharam sua alegra, a suas
    almas tocaram-se em um olhar.
    Vamos, vamos,diz Ludovico riodo-se,
    vejo que o conhecimento se far depressa.
    E sahio deixando-os ambos em extase um dian-
    te do outro.
    Depois deste momento de silencio to expres-
    sivo:
    Quem nos reuni 7diz Charney.
    Foi mioha filha, nao posso dovidarl E co-
    mo hei de enganar-me? Tudo o que me succede
    de feliz na vida nio vem della ?
    Charney abaixou a fronte todo interdicto, e
    suas mos apertavam de novo com forga as do
    velho.
    Emim, tirando de seu estojo um pequeo pa-
    pel Ih'o apresentou.
    Conheccis esta lettra ?
    E' a sua Iexclamou Girhardi, a de mi-
    oha Thereza, de minha filhi I Nio, ella nao nos
    tem esquecido, e sua promessa nao tardou era
    realisar-se, pois que eis-nos ambos reunidos I
    Porm como vos veio s mos este bilhele?
    Charney lh'o disse ; e depois, por um movi-
    raento irreflectido, fez um gesto como para apos-
    sar-se do bilbete; porm veodo Girhardi te-lo as
    mos trmulas de emogo, l-lo lentamente pa-
    lavra por palavra, lettra por lettra e beija-locem
    vezes, comprehendeu que elle oo lhe perteocia
    mais, e experimentou no fundo d'alma um sent-
    ment vivo de pezar, que oo soube explicar si
    mesmo.
    Passados os primeiros momentos, depois de es-
    gotarem i respeito de Thereza todas as suas con-
    jecturas sobre sua sorte e em que lugar estara.
    Girhardi percorrendo suas vistas com um senli-
    mento natural decuriosidade pelo quarto de sen
    hospede, parou diante de cada urna das ioscrip-
    jes da parede.
    Se duas dentra ellas tinham j sido modifica-
    das, o recem-chegado comprehendeu que era is-
    so devido i influencia da planta, e adevinhou a
    importancia do papel, que ella devSra ter repre-
    sentado junto do prisioneiro. Por sua vez tomou
    um carvo.
    Urna dassentengas continha estas palavras:
    c Os homens existem sobre a trra como mais
    tarde existiro debaixo della, uns junto dos ou-
    tros, mas sem lagos que os liguem. Para os cor-
    pos este mundo urna arena populosa, onde el-
    les se encontram de todos os lados; para os co-
    rages um deserto.
    Elle acrescentou:
    Se nao se tem um amigo I
    Depois voltando-se docemeota para seu com-
    panheiro, estendeu-lhe os bragos.
    Anda commovido dos pensamento, que aca-
    bavam de agita-lo, com o coragio palpitante, os
    olhos hmidos, Charney precipitou-se nelles, e
    ambos sellaran) aquella santo pacto de amrzade
    com um abrago ardeate e proloogado.
    No dia seguinte almogaram juntos, um defronte
    do outro, na cmara do primeiro andar, um sen-
    tado no loito, outro na cadeira, tendo entre si a
    pequea mesa esculpida, que supporlava ento
    com a dupla ragio da priso urna halla truca do
    lago, lagostos do Cenisa, urna garrafa de encl-
    lente vinho da Mandori e um appetiloso pedago
    desse delicioso queijo de Millesimo, condecido
    em toda a Italia com o nome de ruitoia.
    Era um feslim para captivos 1 Porm Girhardi
    nao poopava drnheiro, nem ocommaodanta com-
    placencias depois das novas ordens receidas I
    Eslabeleceu-se eotre arabos urna cooressegio
    cheia de candanga e de dogura.
    Nuoca Charney tinha lio bem e por tanto tem-
    po saboreado os prazeres da mesa; nunca o co
    mer lhe parecen to suceuleoto. E' que se o erar-
    cicio e as aguas do Eurolasafiavam o appetite ao
    guisado negro dos Sparcialas, a preseoga a a con -
    versagao- de um amigo excitam aioda mais-o gos-
    to dos mais fiaos manjares.
    Em breve as confidencias seguiram seu curso.
    Ambos estimavam-se tanto, posto que se conhe-
    cessem apenas I
    Sem ser de outro modo excitado, sera hesita-
    gao, sem prembulos, somonte como esecugo
    desse contrato de amtaado firmado no dia ante-
    cedente, Charney cont* os trabalhos orgulnosos
    e as louess vaidades de sua mocidade. O velho
    tomou a palavra por su vez e confessou da mes-
    ma maneira os primeiros erros de sua vida.
    rou dos labios de Antonia mais de viole vezes
    durante as loogaa horas de febre...
    Para amaldigoar-me lalvez I
    Ao contrario, para lo vacar a vossa amisa-
    de ; para desculpar-ie de ter duviaado da vossa
    aBaigio.
    O Batedor de Estrada lergueu para o co um
    olhar cheio de ardente reconhecimenlo, e pau-
    sando o brego no do mancebo, dtsae-lhe :
    Vamos.
    E arrastou-o precipitadamente.
    Quando ambos chegsram junto do leilo im-
    provisado, em que se achava a moca estenlida,
    ella recebeu-ps coca um doce sorriso ebeio de
    celeste resignaglo. As sua primeiras palavras
    foram para seu marido.
    Obrigada, Luir.
    E dirigindo-se logo'depois ao Batedor de Es-
    trada, disse :
    Joaquim, o teu semblante appareceu-me
    muitis veies nos meus soohos dests noite. Hon-
    tem oio testemunbei-le o meu reconhecimenlo
    como devera, o como o mereces... porque sei
    agora que foste tu quem salvou o meu Luiz tra-
    tando de auaa feridas. Nio asi como me descul-
    pe da injuriosa e injusta deseooflanja que mos-
    tr! a teu respeito, quanto to geralmente ar-
    riscaras a vida para arrancar-me das mos do
    marquez d'Hallay 1 Oh I se eu oio tivesse sido
    tao insensata, se tivesse confiado na tua anisa-
    de, nada disto me succederia I Joaquim s bom,
    e ou tenho sido lio infeliz que ficilmeate me
    perdoaris, nio verdade ?
    As lagrimas impedirn) o pobre pae do res-
    ponder logo ; s depois de um violento exforgo,
    sobre si mesmo que elle pode filiar.
    Antonia I mioha filha, minha querida fi-
    lha de adopgio, disse com urna voz cuja eslra-
    nha e penetrante seasibilidade era de irresisti-
    vel aeduegio ; nio fallemos mais desees disa de
    aoffrimentos, que quasi aniquilara a tua exis-
    tencia I Consideraos como um sooho odioso, que
    deves esquecer. O teu passado data da hora em
    que viste pela primeira vez o tan nobre e amado
    Luiz, e pera no momento em que estiveste a
    pooto de perde-lo para sempre ; o teu presente
    coanega de hontem ; a o teu futuro um meio
    scalo de felicidades que te esti reservado I
    A desventurada moca, abaaou braadmenle a
    cabega.
    O meu presente, disse ella, o meu paa-
    sado ; e o meu futuro o dia da boje, islo a
    morte 1,,
    IV
    Girhardi nasceu em Turim, onde seu pae pos-
    aula grandes manufacturas d'armas.
    O Piemoole tem servido em todo o tempo de
    passagem s mercadorias e ideas, que vio de
    Franja para a Italia, bem como s idaa e mer-
    cadorias, que vio da Italia para Franja. De tudo
    isto fica sempre alguma cousa em camioho. O
    vento da Franga soprra sobre seu pae; elle erar
    philosopho. volteriaoo, reformista ; o vento da
    Italia soprra sobre sua mi : ella era devota em
    excesso.
    Quanto elle, pobre menino, amando-os, ros-
    peitando-os, ouvindo a ambos com a mesma con-
    Ganga, deria necessariamente participar das duas
    naturezas: foi o que acontoceu. Republicano
    devoto, sonhava com o reinado da religio a da
    liberdade,allianga mui bolla sem dutida, po-
    rm que elle entenda seu modo : tinha vinte
    annos I Era joven eolio oessa edade.
    Nao tardou em dar provas aos dous partidos.
    Nesse tempo a nobreza piemonleza gozava de
    certos privilegios mui humilbantes para as outras
    classes da sociedade. S seus membros, por
    exemplo, podiam apparecer nos camarotes dos
    tbealros, a,quem o crina ?dansar em um bai-
    le publico I porque a dansa era reputada oxerci-
    cio aristocrtico e os burguezes s deviam assis-
    ti-la como simples espectadores.
    A' freote de um bando de mancebos da bur-
    guezia Giacomo Girhardi affrontou publicamente
    um dia essa singular privilegio. Nao temeu for-
    mar urna quadrilha pleba no meio das quadri-
    lhas nobres. Os daogaotea genlishomens indig-
    naran)-se : dan jantes e espectadores plebus le-
    vantaram um grito lerrivel, reclamando a danga
    para todos I A' este clamor sedicioso outros gri-
    tos de liberdade succederam, e no tumulto que
    seguiu-se depois de vinte cariis proposlos ou
    reculados, nao por cobarda, porm por orgulho,
    o imprudente Giacomo, levado pelo fogo de sua
    edade e de suas ideas, deu urna bofetada na face
    do mais altivo e titular de seus adversarios.
    O insulto era grave. A poderosa familia de Sao
    Maano jurava vingar-se ; os cavalleiros de Sio
    Mauricio, os da Annuciada, toda a nobreza do paiz
    emflm, que no perigo forma um corpo nico, pa-
    reca nio ter mais que um rosto, de tal sonetada
    um sentu se offendido por sua propria conta I
    Por ordem de seu pae Giacomo refugiou-se em
    casa de um seu parante, cura da urna pequea
    aldeia do principado de Masseraoo, nos arredores
    de Rielle ; porm pesar de sua fuga foi con-
    deranado por contumaz cinco annos de exilio
    fra de Turio.
    A importancia inconsiderada dada este nego-
    cio, que cbamou-seajl conspiragao danganle, en-
    grandeceu Giacomo aos olhos de seus compatrio-
    tas. Uns olharam-o como viogador do povo ; ou-
    tros com um desses innovadores perigosos, que
    sonhavam com urna repblica universal ; e em
    quanto na corle se assigoalava o dador de bofeta-
    das como um dos membros maia activos do parti-
    do democrtico, o pobre faccioso ajudava tranquil-
    lamente a rui-sa na aldeia e oio sabia da egreja,
    onde acabava de commungar santamente.
    Essa lerrivel estrea de urna vida, que devia es-
    coar-se tao calma, influiu por muito tampo so-
    bre a sorte de Giacomo Girhardi. O velho pagou
    caro as loucuras do mancebo; por que na occasiio
    de sua priso pelo pretendido alteutado contra o
    primeiro cnsul, seus aecusadores nao deixaram
    de fazer valer o juizo, que contra elle vagava de
    perturbador e republicano deseofreado.
    Desde que sahiu de Turio e durante seu exilio
    Giacomo deixando cxtinguir-seinteiramente essa
    amor da egualdade, que eau pae tizara nascer
    nelle, sentio desinvolver-se cada vez mais os sen-
    lmenlos religiosos, que participara de sua me.
    Levou-os logo excesso, e o seu parete, o
    honrado e digno ecclesiastico, coje espirito era
    lalvez acanhado, porm cuja alma era nobre e as
    convieges sinceras, em vez da procurar acalmar
    nelle essa germen de exaltagio, exeitou-o, espe-
    rando fazer-lhe da humildade christa um escu-
    do contra a vivacidade de seu carcter. Mais)
    tarde porm comprehendeu a imprudencia de
    seu calculo.
    Giacomo s tinha um desejo, s fazia um votor
    o de ser sacerdote.-
    Para previoirem aquello golpe, que priva-los-
    hia de seu nico filbo, seus paes tiraram-o da
    tutella do cura, e prevalecendo-se da viva ter-
    nura, quo elle Ibes conservava, tanto fizeram
    que o decidiram, ou antes, constrangeram-o
    forga de supplicas e de lagrimas a casar-se.
    Giacomo casou-se pois ; porm seu casamento
    nao correspondeu principio a expectativa : vi-
    veu cora sua mulher como com urna irma-. Ella
    era joven a bella, e senta por elle a mais terna
    afleijio. Giacomo serviu-se pois de sua influ-
    encia sobre aquelle coragio, usou de sua eloquen-
    cia natural e apaixooada, nao para fazer-lhe com-
    prehender a felicidade domestica, porm aim as
    doguras ds vida religiosa. Triumpbou comple-
    tamente, e da tal sorte, que depois de um auno,
    passado por enes em urna unio casta como a dos-
    aojos, a joven esposa retirou-se um convento
    e elle voltou aos arredores de Bielle.
    A' pouca distancia da aldeia por elle habitada,
    eleva-se urna cadeia de moutaohas, derradeira
    ramificaco dos Apeninos. Na besa do monte Mu-
    crone, o pico mais elevado d'aqjiallas mootaohaa-
    um pequeo valle, enlrauhando-se de repente,
    sombro, escuro, coberto de vapores, irrigado de
    rochedos, bordado de precipicios, assemelha-se
    um pouco descripgao-que Virgilio e Dante nos
    fazem das boceas do inferno. Mas ao passo que
    algum se approxima v os rochedos cobertos de
    urna liada verdura agradavel vista ; os preci-
    picios offerecem declives em suasioclioages, on-
    de arbustos floridos se acastellam em pequeas
    collinas- encantadoras, cobertis de bosques natu-
    raes, e os vapores mudando de corea aos raios-
    do sol, alternativamente palhdos, rseos e edr de
    violetta, acabam por dissipar-se inteiramente.
    Eoto v-se no fundo do lindo valle um lago
    de quinhenlos passos de largura alimentado por
    fon les e donde sane murmurejando o pequeo
    rio de Oroppa, que vae alguma distancia d'ahi
    ciogir urna das collioas da cadeia, em cujo cimo
    se ergue urna egreja consagrada com grandes
    despezase Virgem Maria pela predade dos povos
    Esta egreja a mais celebre de paiz.
    A dar-se crdito legenda, S. Ensebio voltan-
    do da Syria depositou neste lugar isolado a ima-
    gem de madeira da Virgem, esculpida por S. Lu-
    cas o evangelista e que elle quera aubtrahir s
    profanagesdos ariaoos. [Continuar-se-ha.)
    Ests Ioujci, Antonia t Esse veneno...
    Agrsdego o generoso intento com que me
    queres illudir, Jwaquim ; mas intil, inierrom-
    peu ella com vivacidade. Sioto que pouco tem-
    po me resta de existencia I Entretanto, accres-
    centou precipitadamente veodo um gesto de de-
    sespero que- seu marido nao pode contar, en-
    tretanto possivel que euesleja engaada : real-
    mente acho-me melnor asta manhia.
    Penoso silencio seguiu-se a esta raapoaia da-
    Antonia. Joaquim Dick dirigindo-se- finalmeato
    ao cond d'Ambron, Iba disse :
    Senhor, tenho um pedido a faser^vos ; dei-
    xae-m ficir a sos com a aenhora condessa d'Ara-
    bron por poucos momentos.
    A decura ao mesmo lempo cheia de respailo
    e autoridade, com que o Batedor de Estrada faz
    esse pedido, tornou impossivel urna recusa, qua
    afinal de contas nio seria motivada.
    Pois nio 1 respondeu o mancebo ; nio sois
    aeaao o seu medico ? Quando poderei vollar ?
    _ Conservie-voi por parta, Luis. Quando
    eu ti ver dito a Antonia o que a ella deve agora
    ouvir, irei procurar-vos, Querida menina, con-
    tiouou Joaquim apenas sabio o conde, o Sr.
    d'Ambroa acaba de dar-rae o titulo de medico :
    fez inda mais que alia ooneeda-me o titulo
    de pae. Nio ignoro, Antonia, que nio tens no
    coragio sagrados para leu marido ; porm poda
    muito bem aer qua par ama delicadeza engora-
    da, mil interpretada, ou inoportuna, lh le-
    onas dissimulado algum sueoeseo ou pensamen-
    to, que o poderia affligir. Urna filha porm nao
    tem segredos para seu pae I Vejamos, confisa-
    me toda o verdade. De hontem para c senta-
    te alguma cousa qua te tenha imprassianado
    foriemente ?
    Joaquim, juro-te...
    Antes de jurar, Antonia, reflaole bem ; nio
    to aproases, Nio quero dizer que o auccesso que
    produzio tao triste resultado sobre tua sand
    seja por si muito importante ,.. lalvez que oio
    passe de urna palavra, um olhar, em aumma um
    penssmenlo. O que ha para mim em tudo isto
    de certa a incontestaval, qua o teu delirio des-
    ti noite nio foi proveniente do veneno I
    (Continuar-tt-ha. \
    PEU, -.TI*. DI M. P. DI IAWA.-1861.


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