Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09368


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Full Text


lili IIIT11 1DME10 191
Por tres mezes diaolados 5$0(j0
Por tres mezes vencidos 6J000
OOABTA FE1RA 21 PE AGOSTO
Por anuo adiantado 19S000
Ptrte fraic pan sobserptor.
PARTIDAS UUS UKH.IUS.
nriRPrinMin miuiriiiPrin nn ,,' Olinda todos os dias as 9 1/1 horas do da.
HCABRIGADOS DA BBSCRIPCAO DO NORTE igMarass, Goianna Parahiba naa segundas e
sextas-feiras.
Parahiba, o Sr. Anidlo Aleandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Oliveira; Ifaranho, o Sr. SIanoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Cinar, Altinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarath, Limoeiro, Brejo, Pei-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas(airas.
Cabo, Serlohiem, RioFormoso, Una, Barreiros
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintaafeiras. '
i(Todososcorreios#rtem aa 10 horaada manhia)
EPHEMERIDES DO MIZ DE AGOSTO.
6 Lia nova as 10 horaa 34 mnalos da man.
13 Quarto crescente aa 4 horas e 56 minatoa da
manhaa.
20 La cheia aa 7 horaa e 31 minatoa da man.
28 Quarto minguanta aa 11 horaa e 4 minutos da
manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
[Primeiro as 4 horas e 54 minutos da manhaa.
(Segando as 4 horaa e 30 minatoa datardt.
DAS Da SEMANA.
19 Segunda. S.Luiz b.de Tolonse f.; S.Mariano
20 Terga. S. Bernardo ab. doutor da egreja.
21 Quarta. S. Joanna Francisca viu.; S. Umbelina.
22 Quinta. S. Thimoteo ab.; S. Fabricieno m.
23 Sexta. S. Felippe Benicio ; S. Liberato m.
24 Sabbado. S. Bartholomeu ep.; S. urea t. m.
25 Domingo. O sogrado coracio de Haria Saotis
TTaA6 UUS T^OSS, ^ C^llA1"iENCARBEGADOS DA SUBSCRIPTO DO SUL
Tribunal do commercio; segundas quintas. v
Relacao: tercas, quintas sabbadoa aa 10 horas.) A,a0M Sr- Claudino Faleio Dias; Baha.
Sr. Jos Martins Airas; Rio da Jsnsiro, o Sr
Fazenda: tercas, quintase sabbadoa as 10horas.
Juizo do eommercio : quartas ao meto dia:
Dito da orphos: torgas e aextaa as 10 horss.
Primaira rara do ciral: tercas a extaso meio
dia.
Segunda rara do eival: qaartaa a sabbados a 1
\ hora da tarde:
Joao Paraira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O propietario do diario Manoel Figaairoa de
Paria,na saa livrarii praga da Indapendancia n*
6 a 8.

PAUTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 16 de agosto de
1861.
OfRcio ao Exm. presidente de S. Paulo.Accu-
so re subido o ufflcio que V. Exc. me dirigi em
27 de julho ultimo com dous exemplares do re-
Iatorio, que V. Exc. apreaentou assembla le-
gislativa dessa provincia na sua sesso extraordi-
naria, que teve lugar no dia 3 de julho.
Dito a o coronel cora mandan te das armas. Sir-
va-se V. Exc. de informar- me com urgencia qual
a forga do Ia liona do exercito existente nesta
provincia, e qual a que pode se considerar dis-
poDivel para queesquer servidos de destacamen-
tos e deligencias no* interior, depois de deduzidas
as pragas necessarias para a guomigo da capital,
quarteis, fortalezas e presidio de Fernando de
Noronha.
Dito ao mesmo Transmiti V. S., para ter
o conveniente destino, o processo do conselho
de direcgao, a que se procedeu para a qualifica-
cao de Io cadete, do soldaJo do 10 batalho de
infamara Julio Cesar do Reso Barros.
Djto ao mesmo.Queira V. S. expedir as suas
ordens para que o conselho econmico do 2 ba-
talho de infamara, ratifique, de cooformidade
com o aviso da repartidlo da guerra de 17 de
julho ultimo por copia junto, o engao a que
allude o incluso relatorio, que mesera devolvido.
Dito ao iaspector di thesouraria de fazeoda.
Devolvo, cobertos com ocio do commandante
superior da guarda nacional de Olinda e Iguaras-
8, os prets relativos aos veocimentos do comet
mor do 9o batalho do Io daquelles municipios,
Marcelino Caetano Barbosa, a contar do 1 de
fevereiro do anno prximo passado at o ultimo '
de junho deste anno, aflm de que, conforme V. '
S.. indica em sua inormago de 14 do correte,
sob n. 722, seja paga ao mesmo corneta a quan-
tia de 116&800 ris pertencente ao exercicio pr-
ximo nodo, mandando processar, quando por elle
for requer lo, a de 485320 ris, para ser satis-'
feita logo que houver autorisaci do governo '
imperial, por perteocer ao exercicio ji encerrado
de 1859 1860.Gommunicou-se ao respectivo
commandante superior. j
Dito ao mesmo.A' vista do incluso pedido.!
mande V. S. adiantar ao almoxarife do hospital
militar a quaotia de 1:0009000 ris para occorrer ,
ao pagamento das despezaa daquelle estabeleci- '
ment ni 2a quiozeoa do presente mez.Com-
monicou-se ao coronel commandante das armas. '
Dito ao mesmo.Declaro V. S., para seu
conhecimento, e aflm de que o faca constar a
quem competir, que, segundo consta de aviso
do ministerio da fazenda de 24 da julho ultimo,
foram approvadas as demisses dadas aos guardas
da alfaodega desta proviucia, Francisco Jos Al-
ves de Carvalho e Antonio Igoacio Borges.
Dito ao mesmo.Inteirado do conteudo de sua
informacao de 14 do correte, sob n. 721, dada
acerca do officio que devolvo, no qual o enge-
Dheiro W. Martineau pede quo sejam pagos os
vencimentos relativos ao mez de julho ultimo
do seu ajudante W. J. Lindsay, tenho a dizer
que o coutracto feito para esse lim com o mesmo
Liu Js->y foi remettido por copia a essa thesoura-
ria com officio da presidencia do Io de abril des-
te anno.
Dito ao mesmo.Certo do conteudo do seu
officio de 13 do corrente, sob n. 706, restituo
V. S. o pret em duplcala dos vencimentos,
relativos ao mez de maio ultimo dos guardas na-
cionaes destacados no dlstrictos Duas Barras em
Serinhaem, am de que mande pagar taes ven-
cimentos qusndo houver crdito.
Dito ao mesmo.Devolvo V. S. o officio do
_ Dr. chele de polica sobre que versa a sua iofor-
"maeao datada de 13 do corrente, sob n. 713, bem
como os recibos a que se refere o citado officio,
para que maode pagar ao alferes Antonio Borges
de Araujo, logo que se consigne crdito para a
rubrica exercito do exercicio de 1860 a 1861, a
quaotia de 37:680, despendida com luz para o
destacamento de Villa Bella nos mezes de feve-
reiro a maio deste anno.
Dito ao mesmo. Sirva-se V. S. de informar
sobre o iocluso.requerimento em que o soldado
invalido do 4o batalho de artilharia a p, Pedro
Aiexandrino, pede ao governo imperial o paga-
mento de seus vencimentos atrasados.
Dito ao mesmo.Teodo o Exm. ministro da
marioha recommendado por vezes a esta presi-
dencia que em bypothese alguma se exceda o
crdito votado para as rubricas obras e material
afim de evitar-se o fado inconveniente, que se
deu no exercicio passado, de que, tendo-ee coo-
- signado para taes obras a quantia de 150 OOOgOOO
ris elevou-ss a despesa realisada subida cifra
de 281:3470704 ris, resultando disto a oecessi-
dade de se abrirem crditossupplementares, qua-
ai ns importancia do duplo da quantia flxada,
recommendo V. S. que, tendo em vista o
crdito destribuido no corrente exercicio para
aquellas rubricas, faga urna desinbuigo por quo-
tas meosaes de modo que em ura mez nao se
despenda mais da quantia, que assim tr des-
tribuida, remetindome V. S. com urgencia urna
tabella dessa deslribuigo, afim de que se pos-
sam expedir as providencias e ordens necessarias
no sentido de nao ser ella jamis excedida.
Dito ao Dr. chafe de polica.Por falta de
crdito na rubrica recrutamento e eogajamento
do exercicio de 1860 a 1861, nao pode ser paga,
como ioforma o inspector da thesouraria de
fazenda em data de 13*do corrente, a importan-
cia da conta que inclusa devolvo, e a que se re-
fere o officio de V. S. datado de 2 de julho ul-
timo.
Dito ao mesmo.A' vista do que informoa V.
- S. em officio, n. 776, de 12 do corrente com
referencia ao requerimento do preso Joo Manoel
da Silva, recommendo-lhe que remeta a este
para o termo de Flores, com os de nomes An-
tonio Luiz da Silva e Joao Luiz da Silva, a que
allude o seu citado officio, quando forem os que
leera de seguir para o termo do Ouricury.
Dito ao commandante superior do Recife.
Faga V. S. dispensar a forga da guarda nacional
sob seu commando superior, que foi aquartella-
da em virtude de meu officio de 21 de junho ul-
timo. Fizeram-seas necessarias communicacoes.
Dito ao commandante superior de Santo An-
tao.Em vista do aviso de 21 de agosto e 19 de
ilezembro do anno passado, nao pode ser salis-
feila a requisicio de capadas e talabartes para a
.msica do batalho 23a da guarda nacional sob
seu commando superior comida no officio de V.
S., n. 45, de 6 do crrante, cuja materia vou la-
var ao conhecimento do governo imperial.
Dito ao capito do porto.Ao officio que V.
S. quo me dirigi em 12 do corrente, sob o. 151,
respondo declarando-lhe que os recrutas de ma-
rioha Bertolino Francisco Jos, Deodato Gomes
da Silra e Jos Cassiano das Naves, derem ser
aqui demorados al ulterior deliberado desta
presidencia.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. eliminar da companhia de aprendiies deise
arsenal os menores Severiano Euzebio Ferreira
de Albuquerque e Ira Severino, visto que se
cham iucapazes do servlco por molestias, como
conttou do resultado do exime, a que sa refere
o seu officio de 13 do corrente.
Dito ao director das obras publicas.Recom-
mendo a Vmc. que manda orear os concert de
que precisa a casa o. 24, da ra d S. Goncalo.
pertencente ao patrimonio dos orphios e me re-
meta esse ornamento, aflm de se providen-
ciar acerca de taes concertos como pede o ins-
pector da thesouraria provincial em sua infor-
macao de hootem, aob n. 396.
Dito ao conselho administrativo.'Autoriso o
conselho administrativo a comprar para forne-
cimento do arsenal de guerra o objeclo mencio-
nado no pedido incluso.Commuoicou-se the-
souraria de fazenda.
Portara.O presidente da provincia, atienden-
do ao que requeren Manoel Joaquim Pereira* de
Mello, resolve nomea-lo, nos termos do art. 60
da carta de lei de 3 de outubro de 1834, explica-
do pelo aviso do ministerio da justica de 14 da
maio de 1860, para exercer provisoriamente os
officio- de partidor e contador do termo de Gara-
nhuns, creados pela lei provincial, n. 504, de 29
de maio desta anno, emquanto nao forem defi-
nitivamente prvidos ns forma do decreto n. 617
dei 30 de agosto de 1851,Communicou-se ao
juizo municipal competente.
Nomeou-se tambera para exercer iguaes offi-
cios no termo de Iguarass a Joo Luiz de Al-
meida RiDeiro.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
a que o coronel Francisco Joaquim Pereira Lobo,
interpondo recurso para esta presidencia da de-
cisao do conselho de revista da guarda nacional
do municipio e cidade de Olinda, que o eliminou
da lista dos guardas qualificados no Curato da
S, provou pelos documentos de ns. 2, 3, 4 e 5,
annexos ao seu requerimento e ministrados pela
secretario da cmara municipal, parocho e sub-
delegado respectivos, ser morador no mesmo Cu-
rato, onde votante e eleitor mais votado, resol-
ve dar provimento ao referido recurso, determi-
nando que seja o recorreote incluido na lista do
servico activo da guarda nacional daquelle mu-
nicipio.Remetteu-se copia desta ao presidente
do predito conselho,
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-secom a proposta do procurador fiscal da the-
souraria provicul datada de honlera, resolve
nomear o bacharel padre Pedro Jos Nunes, para
o lugar vago de ajudante do mesmo procurador
fiscal na comarca do Rio Formoso.Expediram-
se as necessarias communicacoes.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que requereu e provou com attestado medico
o desembargador Jos Ignacio Acciole de Vas-
concellos,-resolve prorogar por mais dous mezes
a licenga com vencimentos, que obteve para tra-
tar de sua saude.
Foram tambera concedidos dous mezes de li-
cenga com vencimentos ao praticaote da thesou-
raria de fazenda, Delphira da Silva Tavares.
Officio ao Exm. director geral da secretaria de
estado dos negocios da justija.S. Exc. o Sr.
presidente da provincia manda aecusar recebido
o officio de 26 do mez passado em que V. Exc.
commuaiea que por decreto de 20 Sua Magealade
0 Imperador houve por bem remover o desem-
bargador Antonio Joaquim da Silva Gomes da
relacao deste para a do districto da Babia, por as-
sim o haver pedido.
Accusou-se tambem o recebimeoto da com-
municacao da remoco do desembargador Marti-
niano da Rocha Bastos, da Baha para esta pro-
viucia.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, manda
Iransmitlir a V. S. a inclusa ordem 4Bi thesouro
nacional datado de 7 do correte, sob n 123.
Dito ao mesmo.0 Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda remetter V. S. as duas inclusas
ordens, sendo urna do thesouro nacional, sob n.
121, e outra em duplcala da repartido do aju-
dante general, n. 272, bem eomo un officio da
directora geral das rendas publicas de 7 do cr-
reme.
Dito ao mesmo.S. Exc. o Sr. presidente da
provincia manda communicar V. S., afim de
que o faga constar a quem competir que, segun-
do consta de aviso do ministerio da fazeoda de 7
Ao corrente foi indeferido o requerimento em que
os tercelros escripturarios e amanuenses desta
thesouraria pediam dispensa do exame de que
trata o art. 6 3 do decreto n. 2549 de 14 de
margo do anno prximo passado, valo ser essa
pretengo contraria s disposicoes do decreto
n. 2666, de 13 de outubro do dito anno.
Dito ao engenheiro fiscal da estrada de ferro.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda
declarar & V. S. que pelo seu officio de 15 do
correle ficou inteirado de haver V. S. oaquella
data reassumido o exercicio de sou emprego.
Communicou-se i thesouraria de fazenda.
Dito ao mesmo.Manda o Exm Sr. presidente
da provincia communicar V. S. que Luiz Ri-
beiro de Souza Besende foi exonerado do cargo
de seu ajudante por portara de 7 do corrente, o
que constou de aviso do mesma data espedido
pela repartlcao da agricultura, eommercio eobraa
publicas.Communicou-se i thesouraria de fa-
zenda.
Despachos do dia 17 de agosto
Rtquerimentos.
1 Antonio Augusto NovaesVieira.Nao compete
a esta presidencia providenciar sobre os fados,
que fazem objeclo desta peticao.
Francisca Pia da Cooceigao.Informe o Sr.
inspector do srseoal de marioha.
Major Joaquim da Souza Leao. Oportuna-
mente ser atlendido o supplicante.
Jesuino Archanjo de Albuquerque.Informe o
Sr. juiz municipal do termo da Escada.
Basilio Alvares de Miranda Varejo. Nao
pede ter lugar a nomeacio da am juiz ad hoc
como requer o supplicante por ser contra a lei,
I acrescendo que todos os suppleotes Horneados
1 para a primeira vara municipal aceitaran as no-
meaces, como consta da secretaria do gover-
no, e nao se acha anda esgotada a lista para
! que possa ser formada outra dentro do quatrien-
i nio nos termos do art. 9a do decrato n. 2017 de
4 de novembro de 1857 deve o supplicante re-
querer o que fez a bem de sua justica ao juiz
municipal da segunda vara e ne seu impedimen-
to aos respectivos suppleotes, urna providencia
aulorisada em laes circumstancias.
Joao Pereira da Silva.Dirija-se ao Sr. ins-
pector da thesouraria provincial para deferir,
depoia de pagoa oa alugueres da casa.
Joo Manoel da Silva.Expediram-sa as con-
venientes ordens no sentido que requer.
Manoel da Azevedo Nascimenlo.Espere que
haja crdito, alm que o supplicante nao apre-
aentou o termo de declarago acerca de um dos
voluntarios.
Manoel Claudino de Oliveira Cruz.Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Illm. e Exm. Sr Ji communiquei V. Exc.
a priso dos 4 autores do roubo feito na ra
frrea, restando prender um delles, que poda
evadir-sa logo depois do conflicto, por se haver
separado dos seus eompanheiros. sem ter parte
na destribuicio do dinheiro roubado.
Alm das qusolias j spprehendidas segundo
participei do sitio da Olaria, foi mais achada a
importancia de 14:5009000 rs. fazendo o total do
dinheiro aprehendido a quantia de 22:023#000
rs.; apenas falta para completar o dinheiro rou-
bado a somma de 2:477#000 rs.
Os prezos aqui se aeham, e rou organisar o
competente summario para com elles seguir para
essa capital com brevidade. O bom xito dessa
importante deligeocia devido a actividade e
zelo, com que providenciaram o subdelegado
Miguel Aiexandrino da Fonseca Galvo e teoen-
te-coronel Coriolano Velloso da Silveira, pres-
tando-se com toda a deligencia o capito Bar-
tholomeu do Reg Barros, capito Francisco
Dorotheo Rodrigues da Silva, tenenle Frucluozo
Dias Alves da Silva, alferes Jos Alexaodre Car-
neiro Leo, alferes Carlos Leonidio do Reg
Barros, varios outros officiaes e grande numero
de guardas nacionaes, que mostrarais loavavel
espootaneidade. O dinheiro apprehendido foi
entregue ao respectivo empregado da com-
panhia.
Deus guarda V. Exc. Engenho Ribeiro 18
de agoatode 1861.Illm. e Exc. Sr. Dr. Antonio
Marcelllno Nunes Gongalves,digno presidente da
provincia.Tristo de Aleocar Araripe, chefe
de polica.
Illm. e Exm. Sr.Depois de ter officiado V.
Exc. ha poucos momentos, dizepdo que faltava
prender um dos cinco autores do roubo feito na
va frrea, chega preso um criminoso, que o de
nome Manoel Corris. Assim esto prezos todos
os autores de to grave attentado.
Deus guarde V. Exc. Engenho Ribeiro, 18
de agosto de 1861.Illm. e Kxm. Sr. Dr. Anto-
nio Harcellino Nunes Gongalves, digno presi-
dente da provincia.Tristo deAlencar Araripe,
chefe de polica.
3.a secgo.Palacio do governo de Pernam-
buco, em 20 de agosto de 1861.Illm. Sr.Ac-
cusoo recebimeoto dos oficios, que V. S. diri-
gio-me em 19 do corrente, confirmando a noticia,
que me havia silo traosmiltida por um despacho
telegraphico, dse acharem prezos todos osauc-
lores do roubo feito na va frrea, e apprehendi-
da a quantia de vinte-dous contos e vinte tres
mil ris. fallando apenas para o total da quantia
roubada a somma de dous contos quatroceotos e
setenta-a sete mil ris.
Ioleirade da cooperado, que preslaram a po-
lica os cidados. a que se refere V. S. em um
do seus citados officios, recommendo-lhe que de
mioha parte louve tambem aos capites Bartho-
lomeu do Reg Barros, Francisco Dorotheo Ro-
drigues da Silva, tenenle Fructuoso Dias Alves
da Silva, alferes Jos Alexaodre Carneiro Leo,
Carlos Leonidio do Reg Barros, e aos demais
officiaes pelo zelo e dedicado, com que concor-
reram para o bom xito das deligencias poli-
ciaes.
Deus guarde iV. S. Antonio Marcellioo Nunes
GoBQalves, Sr. Dr. chefe de polica.
INTERIOR.
RIO DE .1A MI UO
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
SESSO EM 11 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
(Concluido.)
O Sr. Nebias : Sr. presidente, o adiamento
que a cmara honlem votou afim deouviros no-
bres membros que se retiraram nao importa urna
derrota ou um desar para os membros que Aca-
rara (muitos apoiados); foi, ao contrario urna
circumstaacia feliz para os ac'uaes honrados mi-
nistros e para os diguos membros que deixaram
de fazer parte do gabinete. (Muitos apoiados.)
A cmara inteira, de accordo com o nobre mi-
nistro da justica, votou por esse adiamento, de-
pois de ter prestado, em sua grande maioria,
adheso sincera i palavras que tinham sido pro-
feridas pelos nobres ministros presentes. (Muitos
apoiados.)
Os nobres ministros da fazenda e da jusliga de-
ram informaedes satisfactorias a francas, que ti-
nham de ser hoje confirmadas pelos nobres mi-
nistros quo se retiraram. (Muitos apoiados.)
Vozes :Foi approvado unnimemente.
O Sr- Nebias : O nobra ministro da justiga,
repito, pedio a todos os seus amigos que votas-
sem pelo adiamento (apoiados), e foi um dos pri-
meiros que declarou seu voto de approrago.
(Apoiados.)
O adiamanto proposto nao tioba urna tendencia
oppoala ao pensamento dos nobres ministros. A
sua approvago foi mais um acto de Iealdade que
Ss. Excs. praticaram para com os seus illustres
collegas.
Nao me cabe definir a posico do ministe-
rio....
(Cruzam-se apartes.)
Se tal cousa eu pretendesse, commetteria um
acto de louca vaidade, Nem o ministerio preci-
sa de mioha traca voz para explicar a sua situa-
go, que de urna maneira tao brilhante e clara
acaba de ser definida.
Sr. presidente, as conferencias intimas dos mi-
nistros entre si, e sobretudo dos ministros com a
corda, nao devem resaltar do recinto dos seus
conselhos, e nao podem ser objecto de urna dis-
cusso publica no parlamento. Mas, quando ap-
parece urna crise que se resolve por symptomas
extremos e resultados conhecidoi, certamente
deve haver toda a franqueza da parte desses hon-
rados conselheiros da corda.
No caso actual sahiram dous ministros, e urna
grande parte da cmara reconhece que sahiram
inesperadamente.
Pois bem, os ministros que Acarara e os dona
ministros que sahiram comparecem so parlamen-
to, e deviam dar com franqueza todas as expll-
ejeoes.
Os ministros que flearam disseram hontem, a
repetiram hoje que nao houve divergencia ne-
nhuma entra o seus collegas que aulorisasse e
retirada dos rnesmos ; o dous ex-mioistros
apreseotam-ae hoje e veem confirmar esta decla-
rago.
Se isto nao assim, Sr. presidente, se ha mys-
terio da parte dos nobres ministros que formam
o gabinete, cumpre aos dous ministros que sahi-
ram, declarar francamente se houve sorpreza pa-
ra com elles, se houve mudanza na poltica do
paiz. (Apoiados.)
Se o nao fueren), o mysterio corre por sua
conta, e nao por conta do gabinete que contina
a sustentar a sua posico. Ao honrado Sr. Sa-
ralva cumpre dar essas novas explicages___
O Sr. Saraiva :Se o ministerio d liceoga que
eu declare o que formou mioha conviecao, eu o
farei.
O Sr. Mrquez de Caxias ^presidente do conse-
lho) :Pode da-las com toda a franqueza.
Vozes :D, di; deve dar, deve dar.
O Sr. Nebias:Deve dar, eu emendo que sim,
porque o silencio neste caso pode ser prejudicial
ao paiz, ao crdito dos nobres ministros que fi-
caram e dos nobres ministros que sahiram.
Cbegamos ao ponto em que preciso todi a
fraoqueza, para que se desvanecam todas aadu-
vidas ou suspeilas da oploio, para que nao se
pense que altos segredos ministeraes, que tactos
extraordinarias occorreram no seio do gabinete
(muitos apoiados), que trouzeram a retirada
gloriosa dos dous honrados ministros, que pode-
rla com seu silencio ser mal entendida contra os
seus illustres eompanheiros que flearam. Cum-
pre, pois, ao nobra deputado correr tribuna
para satisfazer a anxiedade publica, por si ou por
seu dislincto collega dos negocios aatraogeiros,
explicando sua posico e seus motivos, porque
desta maneira ficari o paiz conhecendo que nao
houve sorpreza para com o nobres ministros que
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------,
sahiram, e que a administrado contina com
franqueza e Iealdade a sustentar o seu program-
la. (Numerosos apoiados.)
Sr. presidente, os nobres deputados por mais
de urna vez e por differentes vozes leem querido
saber do ministerio actual se contina o mesmo
programis e a mesma poltica.
Senhorea, nada maia simples, nada mais dig-
no do que o procedimento dos nobres mioislros
(apoiados), que j pela bocea do honrado Sr. pre-
sidente do conselho, j por outros membros do
gabinete teem declarado que a poltica contina
a mesma de carcter conservador, de justica e
economa, como era quando entraram para o mi-
nisterio os Srs conselheiros Saraiva e Albuquer-
que. (Muitos apoiados.)
Sahiram do ministerio dous membros conser-
vadores, pois como taes foram sempre raeonhe-
cidos, e entraram para o ministerio dous mem-
bros conservadores, igualmente recoohecidos.
A' vista de tal solugo, eu pergunto ao digno
Sr. Saraiva porque sabio, e quaes os pontos ca-
pites de seus desgostos ou disidencias. A elle,
e nao aos ministros que flearam, cumpre dar a
resposta.
E como o nobre deputado quer ser ouvido pela
cmara, e comaprovavelmente todos os seoho-
res mioislros entendem que preciso e querem
por honra sua urna exposigo completa e solem-
ne de um collega que separou-se, eu j me sent,
esperando as respectivas e ultimas explicages
que o nobre deputado tem de dar.
Nao me sentarei. porm, sem tranquilisar aos
nobres deputados daquelles bancos sobre os sen-
timientos e carcter do honrado Sr. ministro da
justiga, meu intimo e prezado amigo.
Nao receem os nobres deputados que se arvo-
re com a influencia do nobre ministro urna ban-
deira intensa aos interesses do paiz, paz publi-
ca do imperio. Creio que ha de ser elle o mes-
mo hornero de tanto mrito, firme em seus prin-
cipios, justo para com todos sem distincego, e
dedicado aos verdadeiros interesses da causa pu-
blica, para continuar a prestar com seus talentos
provadps, ao lado de seus dignos collegas, os ser-
vicos que o paiz reclama, que nos lodos reputa-
mos urgente na quadra actual, e de futura impor-
tancia. (Muitos apoiados.)
O Sr. Mrquez de Caxias (presidente do conse-
lho. Viva attengao e profundo silencio ) : Sr.
presidente, se nao (ora o incidente que acaba de
dar-se, eu nao tomara mais a palavrs, porque os
meus nobres collegas lem dito tudo o que lhes
cumpria nesta discussao ; mas pereceado que a
cmara deseja ouvir do nobre deputado ex-mi-
nistro do imperio mais explcitas declaracoes
cerca dos motivos que o determinaram a retirar-
se do gabinete, e S. Exc. solicita para isso a per-
misso do ministerio, eu o convido, e espero que
o nobre deputado dar com fraoqueza todas essas
explicagoe.". (Muitos apoiados.)
Sr. presidente, tendp-me levantado, aproveito
a occasio para responder ao nobre deputado pelo
Maranho que perguntou se o gabinete segua a
poltica do Sr. Almeida Pereira. Direi ao nobre
deputado que nao me consta que o Sr. Almeida
Pereira iniciasse pulitica nelle enunciada est
sendo execulada e continuar a s-lo.
E' quanto tenho a dizer. (Numerosos apoiados.
Muito bem, muito bem.)
O Sr. Saraiva (movimento de attengao) : Sr.
presideote, apezar da provocagao to directa do
nobre deputado por S. Paulo, que acaba de sen-
lr-se, eu nao correrei os reposteiros do gabinete
das cor^^ocias ministeraes, porque tal foi a
promessa que fiz cmara, e um dever da po-
sigo que hontem mantinha, e que ella deixou-
me. Repito com dr: nao correrei os reposteiros
ministeraes. (Numerosos apoiados.)
Os factos passados nesta mesma vasa, e em nos-
sa preseuga, sao bastantes para confirmar a pro-
cedencia dos motivos que expuz.
O nobre ministro da justica oxpoz nesta cma-
ra como opinio do ministerio a sua opioio in-
dividual acerca de todas as questdes levantadas
pela Ilustrada opposigo. .
Nio admiti, nao tolero que ninguem arras-
te-me aps si, e d como minbas opinioes at qoe
nao tenhe. (Apoiados.) Mioha dignidade repelle
semelhaote tutela. (Apoiados )
Ha outro facto que magoou-me profundamen-
te, e que pedera terminar neste mesmo recioto
a minha retirada do gabinete, se eu nio tivesse a
forga de espirito oecessaria para dominar meus
sentimenlos, mioha dignidade offendida, tortura-
da por urna inexacta apreciacio dos mais recen-
tes acootecimentos polticos do paiz. (Apoiados.)
O nobre ministro da justiga poderou que o par-
tido conservador me nio reputava perdido para si
por en haver pertencido ao gabinete de 4 de
maio, e procurou justificar-me desse passo, que
qualificou um desvio. Justificar a mim. Se. pre-
sidente, de um passo que considero o mais hon-
roso da mioha vida publica?! Chamar desvio um
acontecimeolo que foi approvado pela cmara dos
Srs. deputados e por urna maioria na qual figu-
ravam caracteres dos mais distioctos, dos mais
leaea, dos mais independentes do partido conser-
vador? (Numerosos apoiados.)
Esse desvio consiste em preferir o bem do paiz
aos interesses do meu proprio partido I Nio que-
ro saber, Sr. presidente, se o meu procedimento
passado, presente e futuro, dar a victoria aos
meus adversarios: o que procuro iodagar se
mea procedimento sempre conforma s altas
conveniencias do paiz. (Muito bem, muito bem.)
espego-me da tribuna rendendo a homena-
gem de meu profundo respeilo e considerado pa-
ra com o nobre presideote do conselho.
Sempre o reconbeci animado pelas melhores e
mais patriticas intencoes. Fago votos para que
S. Exc. possa realisar essas intencoes, e nio se-
ja arrestado a pezar seu para urna politica op-
posta.
Tenho concluido. (Apoiados.)
(O orador comprimentado por muitos Srs.
deputados.)
O Sr. Say9o Lobato (ministro da justica]:Sr.
presidente, grande a minha sorprezs ao ouvir o
nobre deputado que acaba de sentar-ae: S. Exc.
formuloa contra mim um capitulo de iocrepago,
declarando o metivo que o levou a lomar a deli-
berago de se retirar do ministerio, e foi o modo
por que me exprim por occasio da discussao do
voto de grecas, sustentando que nisto Ihe havia
irrogado injuria e desar, e o tioha convencido de
que tornera a dianteira, e quera imprimir urna
nova direegio politica do paiz, que elle nio
aceitava a repellia.
Senhores, mistor que a eamara me acredite
quando solemnemente declaro que o que tive a
honra de proferir por occasiio da discussio do
voto de gragas foi de accordo com meus collegas
do gabioete, foi de cooformidade com as suas
opinioes manifestadas em differentes conversas
sobre um assumpto alias de si mesmo esclareci-
do ; e, certo de nio haver discrepancia, me jul-
guei autorisado s expender com toda a fraoqueza
as minhas conviceoes.
Sr. presidente, em tudo quanto expus em mea
discurso, a cmara deve reconhecer qne nio hou-
ve, nem poda haver divergencia em pontos de
doulrioa...
O Sr. Saraiva :Havia quanto ia prerogativas
do poder moderador.
O Sr. Ministro da Justica ;Agora diz o nobre
deputado que havia diserepauea quanto ao ponto
de intolligeocia constitucional das prerogativas do
poder moderador.
Declaro i cmara que se por ventura haria al-
guma discrepancia a este respeito seria entre a
doutrina que expend e a que pela sua parte o
nobre deputado considerava ; porm com a mi-
nha opiniio estavaoi conformes todos os mem-
bros do gabinete.
O Sr. Oltooi:Nao est o Sr. Taques, que en-
trou agora.
O Sr. Ministro da justica :Todos os membros
do gabinete estavam conformes com a minha opi-
oio. Sobre este assompto por mais de urna vez
conversamos ; e direi cmara que o nobre de-
putado, com quanto parecesse algum taoto discre-
par da nossa opioio, comtudo, depois da pratica
que tivemos. pareceu chegar-se a ella, ao menos
nao manifestou___
O Sr. Saraiva :Eu nunca mais fui ao con-
selho.
O Sr. Ministro da Justica :....ao menos nao
manifestou reluctancia decidida em aceitar a opi-
niio pelo modo porque a expuz e sustentei na
cmara.
E bem visto que, qualquer que fosse a dis-
crepancia no modo de entender esses arligos
coustitucionaes, d'ahi nao poda resultar tal di-
vergencia que constituase motivo sufficiente pa-
ra o nobre deputado tomar o accordo que tomou,
e para realmente vir em publico fazer-me esta
carga.
OSr. Saraiva rFui provocado.
O Sr. Ministro da Justiga:E demais, senho-
res, nesta occasio anda que o nobre deputado
formuloa o seu segundo capitulo de queixa con-
tra mim, considerando que no modo por que
aprecia a sua entrada no ministerio de 4 de maio
irroguei-lhe urna grave injuria, reputando com
desar essa parte da sua vida poltica, que julga a
mais gloriosa.
Senhores, ou eu nao soube exprimir como pre-
tenda o meu pensamento, ou enlo duvido que
aiguem seriamente podesse deduzir que o pro-
posito que maoifestei era doestar ao oobre de-
putado I Com verdade ninguem descoohecer
que esforcei-me por dar um testemunho muito
honroso da estima em que tioha o nobre deputa-
do quando ponderei que o nico ponto da sua vi-
da poltica em que apparecia urna discrepancia
entre mim e elle era tal, que coosiderando-se a
posico que tomou, o procedimento que soube
guardar nesaa qnadra importante da sua vida po-
litica, em nada desmereceu, era poda soffrer
desar.
O Sr. Oltooi .-Salva aTedacco.
O Sr Ministro da Justica,:Parece-me que em
ludo quanto pronunciei a tal respeilo nio houve
urna s pro posico que nao fosse em maita hon-
ra do oobre dedutad.
E visto, Sr. presidente, que se urna iterpre-
t'cao lio avssa ao genuino sentido de minhas
palavras, e sobretudo do meu pensamento, adop-
tou o nobre deputado, porque a sua equidade
natural relativamente miuha pessoa j eslava
prejudicada, levando muito a mal que eu tomases
a palavra e me dirigisse cmara em nome do
governo, enunciando os principios e doutrinas que
tive a honra de sustentar, alias multo de aeccor-
do com a opioio dos meus collegas.
O Sr. Flix da Cuoha :E que anda hoje nio
de todo o gabinete.
O Sr. Ministro da Justica:Sr. presidente, nos
termos em que seacba esta questo o que cum-
pre atteoder e resolver ? Cumpre reconhecer que
por parte do governo ha a mais franca enuncia-
cao de que a poltica de justica e economa dos
dinheiros pblicos proclamada e professada pelo
governo a mesma, nao soffreu a mnima altera-
pao com a moditkagao que se deu no gabinete.
Os cobres membros que para elle entraram com-
binara inteiramente no pensamento e proposito
de sustentar e levar a effeiti esta politica, nica
capaz de servir causa publica, nica que as
actuaes circumstancias do paiz cumpre desenvol-
ver. (Apoiados.)
E direi a V. Exc, esta politica de sua natureza
tal que ennobrece o governo que a sodber prati-
car, assim como enobrece aquellos que o apoia-
rem no ompenho de fazer justica e poupar os di-
nheires pblicos.
O Sr. Silveira Lobo:Isto oa bocea de V. Exc.
quer dizer exclusivismo.
O Sr. Ministro da Justica :Esta politica hon-
ra aos que a sustentarem, porque ella rejeila a
bulla das circumstancias, erepelle lodosos meios
de alliago e corrupgSo para o ageilamento de
urna maioria ; aquellas que de coragao e devota-
damente nao prestarem apoio a esta politica, nao
sero porquaesque: considerares de interesse a
isto movidos, porque esta politica exclue e con-
dena o emprego de semelhaote meio. (Apoiados).
O governo, pois, confia que a maioria desla
cmara, como verdadeira representante da opi-
oio publica, sustentar.
Neste proposito, e emquanto tiver a coofianca
da corda e o apoio da opiniio, o governo saber
cooservar-ie no seo posto de honra e de dever.
(Muito bem, muito bem.)
O Sr. F. Octavlaoo Chego larde, Sr. presi-
dente; j fui precedido pelo ultimo orador da de-
putago de S. Paulo, que hbilmente provocoa, e
pode obter mais ampias explicages a respeito
dos factos que trouxeram a rcodiQcagao do ga-
binete. Antes daquelle nobre deputado, varios
de meus amigos, que constituem nesta casa o
partido natural da opposigo, e que por isso ti-
nham mais direito a provocar do gabioete as re-
feridas explicages, embalde se esforgaram por
obl-las. Mas certo que a luz ha de nos vir
este anno constantemente do grupo da depuiago
de S. Paulo, a que perleoce o dislincto orador
que hoje falln com tanlo denodo. J hontem,
depois de um discurso vehemente de um nobre
deputado daquella provincia, annunciou-se a re-
tirada de dous ministros ; e agora s depois do
discurso de sen digno collega que tivemos a
fortuna de conhecer os pormenores da luta in-
testina do gabinete. (Apoiados.)
Com a maestra de chefe de seu partido, o no-
bre deputado nio se contentou com explicages
vagas : elle nos disse que eram precisas posiges
francas; elle exigi do nobre ex-ministro do im-
perio que se justificasse mais amplamente. Of-
fendido em seus brios por algumas palavras que
lhe soaram mal, o nobre ex-ministro revelou-nos
emfim que temos vivido em parfeito engao, que
a myslificacio nao poda durar por mais lempo ;
que temos dous gabinetes, um preaidido pelo
honrado Sr. marquez de Caxias, e outro pelo nos-
so distincto collega, deputado do Rio de Janeiro,
oSr. ministro da jnstiga (apoiados dos liberaos] ;
que eslava prompto a continuar no ministerio se
a vontade do Ilustre preaidenle de direilo, esco-
Ihido pela corea, fosse bastante enrgica para di-
rigir a administracio do paiz ; porm que as oc-
cssioes graves, quando em nome do governo se
tinba de fallar perante a represenlacio nacional,
nio era ouvido o nobre marquez, u falla va-se
smente pelas inspiracoes do llustre presideote
(Apoiados.)
Portanto,Sr. presidente, quemis explicages
queremos ? Digo como o Sr. minittro da fazen-
da.A discussao est completa, est finda. As
explicages foram dadas, a aituago esli clara.
Desligaram-ae do ministerio aquellos membros
qae se haviam associado ao nobre marquez de
Caxias para urna politica que nio chamarei so-
mente moderada, para a poltica de melnor di-
reegio do partido cooservador.
O Sr. Correa de Oliveira :Mas V. Exc. nio
dizia isto antes;
O Sr. F. Octavitno ;Peco licensa ao oobre
deputado que me interrompe para aproveitar-me
da defeza que se fez ha pouco do actual ministro
de estrangeiros.As opinioes de hootem podem
modificar-se hoje. (Risadas )
J v, pois, V. Exc, Sr. presidente, que tueo
se aclarou voz poderosa do nobre deputado por
S. Paulo. O ministerio tioha discordias : est
presentemente unido em um s pensamento. Foi
vencido o elemento representado pelos dous ex-
ministros sob a presidencia do marquez de Ca-
xias ; venceu o elemento representado no gabi-
netete soba presidencia do meu dislincto collega
pelo Rio de Janeiro. (Apoiados.)
Se o nobre deputado por S. Paulo nio tivesse
sido lio difficil de contentar-se, talvez j bastas-
S6 a primeira explicaco do Sr. ex-minislro do
imperio. S. Exc. nos havia dito que sahira por-
que nao reinava a coofianca no gabinete. Ora,
sabendo nos as ideas moderadas de S. Exc, 11-
ohamos na desconfianza que motivara a sua de-
missao a chave da nova orgauisago ministerial,
como bem observou outro deputado de S Paulo,
que nao perleoce ao grupo de onde veio a luz. A
desconflaoga nao poda ser pessoal ; era descon-
fianga poltica. (Apoiados.)
E, Sr. presidente, se tudo nao estivesse dito,
se anda nos fosse necessario mais algum esclare-
cimento para a situacio, ahi tinhamos um faci
que nao escapara perspicacia de todos os mem-
bros desta casa. Antes da recomposigo ministe-
rial, o nobre deputado que me tenho referido
nao apparecia na tribuna em defeza do governo...
O S. Silveira Lobo : E' a verdadeira pedra de
toque.
O Sr. F. Oclaviaoo :O nobre deputado, cons-
cieocioio como firme dos seus dogmas anligos
que nio cede em um s ponto de suas doutrinas)
nao quiz at hoje dar o apoio de sua vozaum
ministerio em que essa doutrioa nio era repre-
sentada com toda a pureza, e cujoa membros vi-
vlam em luta de principios geraes. Mas desde
que o ministerio eliminou de si o elemento con-
tradtlorio, desde que se lornou uoisooo ou har-
mnico ; desde que o nobre presideote do con-
selho aceitou a direegio politica do digno Sr. mi-
nistro da justica, o nobre deputado por S. Paulo
apressou-se em correr tribuna, em defender o
ministerio e condemnar os ex-ministros com um
denodo que o honra ; e islo tanto mais legitima-
mente quando o Sr. ministro da justica, pelo sen
carcter, pelos seus principios, pelos seus servi-
gos, o representante natural da politica do no-
bre deputado por S. Paulo.
Sr. presidente, esta situacio j podia ter-se
aclarado ha mais lempo, se os fossemos coheren-
tes oa pratica do syslema representativo. Quat,do
o honrado ex-ministro do imperio do gabinete
Ferraz equinos indicou vagamente as dissenses
que teve com seus collegas, todos lhe pergunta-
ram : Que diisenses eram essas ? Como preten-
dis realisar a vossa poltica de energa ? O que
decidi a corda entre os dous planos de futuro ?
Nada se nos respondeu ; de sorte que recebemos
um ministerio novo succedendo a essa lula entre
duas polticas, sem se nos dizer francamente o
principio que prevalecer.' (Apoiados.)
S hoje se pode entrever que a cora deseja va
urna politica moderada, mas combinada de modo
a nao produzir irritago eotre os dous grupos
conservadores, e nao desairar o deputado da pro-
vincia do Rio de Janeiro que tioha estado nos
seus conselhos.
O oobre presidente do conselho, incumbido de
to ardua tarefa, organisou um ministerio onde
estivessem conjuoctaraeote representantes da po-
litica de paz e representantes da politica bellicosa,
em summa urna discordia concn.
Esse vicio, esse amalgama da primitiva orgaui-
sago, foi presentido. Os Srs. ministros restan-
tes e o demitlide nio quizeram ser francos na dis-
cussao do voto de gragas ; alias desde eolio sa-
beriamos que a solidariedade era ficticia ; que
havia no gabioete dous principios em guerra la-
tente, guerra que terminou por este desagradaren
desfecho.
Digo desagradavel desfecho, porque, embora
nio pertenca ao partido do ministerio, lmenlo
que elle nos d orgsoisacio lio imperfeitas que-
so nio podem manler nWi por alguns mezes.
(Apoiados.)
' urna decepeo para o paiz ver um ministerio-
conservador, composto de homens que se dizem
dos meamos principios, das mesmas vistas, da
mesmo plano, e que coafessam depoia no parla-
mento que desde o primeiro dia discordavam em
pontos cardeaes 1 ver que nesse ministerio, da
escola da autoridade, o principio da autoridade
era sacrificado, julgando-se cada ministro com o
direito da professar opinioes por sua conta.
Se, pois, Sr. presidente, o mea fim, quando re-
quer a urgencia, est comeletameote preenebi-
do ; se nio precisamos de mais luz a respeito da
crise e da sua solugao, posso repetir com am dos
nobres ministros que o debate est terminado
(Apoiados.)
Vozes :Ordem do dia I ordem do dia 1
O Sr. Presidente': Tem a palavra o Sr. Mar
tim Francisco.
O Sr. Msrlim Francisco : Direi poucas pala-
vras, Sr. presideote. Dado o faci da provoca-
gao por parte nobre deputado pelo 3a districto da
mioha provincia sustenta va a opiniio de que a si-
tuacio nio eslava clara, delta resultou a necessl-
dade de esclarecer a mesma situacio o Sr. minis-
tro do imperio.
Demasiado escrpulo por parte de S. Exc o fez.'
exigir permissio de seus collegas para explicar aav
causas de sua demissio. Tioha eu em mira ins-
tar com os nobres ministros para que pedissenv
taes explicages.
Preveoio-se o Sr. presidente do conselho de-
ministros pediado-as. Deu-as o Sr^ex-ministro-
do imperio. Estas explicacoes foram tio claras a-
terminantes, illuminaram por tal forma o hori
sonte poltico que nada mais resta a dizer sobre a
situacio.
Quando ped a palavra tioha em mira provocar
os nobres ministros que declarassem se concor-
davam em que o nobre ex-ministro do imperio.
mioifestasse quaes as questdes que tinham acar-
ralado a modificago do ministerio. Consegu
este meu fim ; nada mais tenho a dizer, visto-
que o desidertum que tioha em vista est rea-
lisado.
O Sr. Presidente: Nio ha mais quem peca a
palavra : est portaato encerrada a diasio.
Em seguida o mesmo Sr. presideote decan
que se vai officiar ao governo aura de saber-te o.
dia, hora e lugar em que S. M. o Imperador se
dignara recebar a deputacio que por parte deeta.
cmara lem deapretenlar ao mesmo augusto.se
obor a resposta 4 falla do throno, e que neme>
para esta deputagio os Srs.: Bandeira de Mallo.
Pereira da Silra. J. Madoreira, Junqueira. Lessa
Silvino Cavalcaoti, Amaro da Silveira, Pedro Mo-
oii, Leandro Bexerra, Tavares Bastos, Correiadex
Oliveira, Paes de. Meodooca, Carvalho Rea, Ma-
noel Fernandos, Siqueira Mondes, Fiel de Carva-
lho, Fialho, Lima Duarte, Cyrillo. Salalhiei.e
Ferreira da Veiga.
Dada a ordem do dia, levanta-se a aaasAe is & .
horas da tarde.
SESSO EM 12 Dg JULHO DE 1861.
Prttidtncia do Sr. visconde d Camaragibe^.
A'a 11 3/4 horas faz-se a chamada, e o Sr.
preaidente declarou aberta a sessio.
Lida e approrada a acta, o Sr. 1* secretario
den conta do segxiiote


____
;!%&*>' -'j-^^.rr-- -
w
DUB10 DE fIRIUMBUCO. *- QaRTA FEIRA 51 DI AGOSTO BE 1861;
EXPEDIENTE. lio a lei de 17 de selembro de 1839, que se acba
Dous oficios do mirnstfo do imperio, datados |em vigor, tere o poder espiritual, porque deter-
ge hontem, enviando: con o Io as acias da elei-
co de um deputado, que se procedeu noscol-
legioe de Serinhaem, Escaria e Barreiros, per-
teuwnles ao 3o dislrkto da provincia de Pernaro-
kuco, (ara preencbimento da vaga do Sr. S e
Albuquerque; e com o 2*. a da eleico a que se
jrocedeu no collegi de Monte-Sauto. perlencen-
i* ao 4 districte da provincia da Babia, para
tpreenchimenio da vaga de depulado que deixou
Sr. Saraiva.A* commissao de toderes.
Ubi requetimento da sociedad* dramtica na-
cional, eslabelecida no ibealro gyuoesio, peoiu-
1o um auxilio pecuniario p>re oesenvolviaiento
jo iheatro nacional.A' commissao de fazenda.
Outro da irmaodade de Nossa Senbore do Ro-
surio e S. Benedicto des bomeos pretos desta
corte, pedindo dispensa da lei de amortisa^ao,
para possuir bens de riz at o valor de 200:000*
a' rutsma coumisaeo.
Outro de Francisco Antonio Fllgueiras Scbri-
aibo, pedindo para prestar exeme ao 4o anno da
Caculdade dedireito do Recife, que frequenta co-
no ouvinte, caso seja previameate approvado
as materias do 3o auuo.A' commissao de ins-
lruccao publica.
Julgou-se objecto de deliberado e ol a impri-
mir um projeclo da commissao de pensos e or-
denados approvaodo a pensao annunl de 42OJ00O
Concedida a D. Joaquina Cela na da Roso, viuva
to btigadeiro Jos Joaquim da Rochs.
O DEM DO DA.
.4" parte.
Continuou a discusso de requetimentos de
jidiamento do projeclo n. 56 de 1858, otTerecido
ia sessao de hontem pelo Sr.Dantas, llevando o
numero dos juizes da relogo metropolitana.
O Sr. Vilella Tavares:Sr presidente, se o
mina que para desembargados da relaco me-
tropolitana sejam preferidos os hachareis em di-
reito das nossas (acuidades.
No projeclo por ventura se encontra alguma
disposico que v coarctar a atlribugo de no-
mear estes desembargadores ? O projeclo diz ape-
o*s queserao preferidos os que tiverem oslas e
aquellas cundieres. Se essas condices sao to-
das em beneficio* da igreja ealafeelecidas para o
bom andamento do tribunal de que ee trata, de-
vemos votar contra ellas na supposico de que
vao ofleuder as altribuices do poder espiri-
tual?
Quem pao v a (raqueta deste argumento ?
Senhores, eu nao sei como me querem quali-
flcr 1 Se oefendo nesta casa os direitos as pre-
rogativas di igreja, sustentando por evemploque
o.joverno do xioso paz ou que o pMex tempo-
ral nao pode legislar sobre casameutos mixtos
'sem s inlervenco da igreja, e sobre cerlos pon-
tos que exclusivamente compelen].ao poder espi-
ritual, se dizvos sois ultramontano, queris ti-
rar ao poder temporal direitos que lhe compe-
len!; se pretendo dar ao poder temporal o di-
reito de reforma sobre um tribunal por elle j
creado, e ludo de accordo com o metropolita,
que fui o primeiro a concordar com essa medida,
se dizvos atacis a esphera do poder espiritual I
De forma que para uns en sou ultramontano,
para oulroseu sou regslista. Seja ludo pelo amor
de Dos.
OlTender tambero o projeclo a esphera do po-
der temporal autorizando o governo a reformar o
regiment actual do tribunal da relaco metro-
politana ?
Acho que nao, porque, Uve tanto cuidado e es-
crpulo quando tratei disto, que nao exclui a po-
notivo apresenlado cmara para justificar o derosa inlervenco, o soccorro e ajuda do arce-
adiamento proposto pelo honrado depulado pela '
Baha fosse someote o queS. Exc. deu, isto a
economa dos dinheiros pblicos, porque o pro-
jeclo de que se Wats trai o excesso de despeza
de 4:8O0$O0O, eu conteoter-me-hia com o que
ja disse na setso de houlem, poique me parece
zio sufuriente para que deixemos de adoptar o
projeclo, que trata de salisfazer urna desprimei-
xas necesidades da nossa sociedade. (Apoiados.)
Mas oulros honrados deputados epreseotaram
razes diversas, que de alguru nioJo ferem nao
s a inlelligencia como a couscieocia do aulor do
gffojecto. V. Eic. pois compren- nde que eu nao
posso Gcer silencioso.
Tres Ilustres Srs. deputados, um pela provin-
cia de S. Paulo, outro pela da Bahia, e ltima-
mente o meu nobre collega pela provincia de
P< raambuco justificaran) ou prelenderam justifi-
car o adlamento do projeclo que eu live a honra
le apresentar dizendo que esse projeclo invade
a .iitntjuu oe< do poder espiritual e coufere ao
governo do paiz o direilo de aposentar magistra-
dos.
Senhores, e coslumo fallar pouco, e tenho-
jme imposto como regra someote fallar daquellas
materias de que eotendo. No decurso de minha
ida parlamentar e de minha vida litteraria, an-
da nao apreseotei urna idea, anda nao cntrei em
urna discusso, que nao pudesse sustentar. E de
cerio nao leria o arrojo de apresentar ao poder
legislativo um projeclo que ferisse, que alacasse
a esphera do poder espiritual, catholico como me
prezo de ser e corno desejo sempre ser, e offen-
desse i constituido do meu piir.
E' preciso portento que eu mostr que os no-
lres deputados que assim entendem o projecto e
nao estudoram a materia e laborara no engao
que pssso a demonstrar.
Sr. presidente, uos paizes catholico?, nos pai-
aes era que ha un a metropole ecclesiattica, sem-
pre foi uto e costume haver urna curia especial e
dislincta do arcebispu ou do metropolitano, para
conhecer das appellaces inlerpostas dos bispos
uffiaganeof, etc. Mas esso so, observa Tho-
massino, desappareceu desde que foi estabeleci-
do que urna mesma curia seivisse para conhecer
*ias appellaces dos oTciaes do proprio arcebis-
po ou metropolita na sua respectiva diocese, c
lambis das apt-ellacoes e recursos interpostos
dos bispos sufragneos.
Neslas condicoes a camxra comprehende que a
creago de urna relaejio metropoliuna ou de nina
furia especial e disliocta do arcebispo foi sempre
aima crea^ao ecelesiaslica e meramente ecclesias
ics. Ma* entre nos assim nao aconleccu ; entre
cs a relac.o metropolitena foi creada por provi-
ao regia de 30 de merco de 1678. e suas atlri-
buic,es ampliadas pelo decreto, se me nao eo-
ai-o, de 27 de agOMto de 1830...
O Sr. I'into de Campos:De 1814.
O Sr. Viieila lavares:...de IK30, que foi que
leterrainou que na relagao metropolitana se de-
cidissein -m ultima iostaucia as causas civeis e
erimes ecclesiasticas, etc.
Mas, senhores, nao somente na cresgao e
autoridade definitiva desse tribunal que se en-
contra a inlervenco do poder temporal; elle
reslabeleceu anda o regiment do auditorio ec-
clesiastico no Ululo 4o, a lei de 17 de agosto de
1839 reformou esse tribuoal, augmentando o nu-
mero de seus desembargadoref.
Ora, pergunto eu, sendo a relacSo metropoli-
tana do iu-perio, nao urna crea^o especialissl^
ma, particular e privada do arcebispo, mas o
tli-ito tambem de urna lei civil, pagando o go-
verno aoa empregados dessa relaco, modiflean-
do-a e orgaoisando-acomo ja o lem leito e aca-
ito ae prova-lo claramente, era que que olien-
do com o meu projecto a esphera do poder espi-
citual continuando na mesma roareba, augmen-
tando o numero dos ^sembargadores, augmen
tando os seus venciornilos, e dando um novo
regiment ao tribunal?
Ser augmentando o numero dos desembarga-
dores da relaco metropolitana que o projeclo
*u*cnde as aiinbuicops do poder espiritual? Nao
por cedo, porque esse augmento reclamado
pelo arcebispo, e ninguem dir que urna medi-
da redamada pelo metropolitano offende a es-
phera des seus poderes e acuidades.
Ser por augmentar os veocimentos dos de-
sembargadores dessa relaco ? Tembem nao, por
que crejo com todos que, quando o governo d
mais dinheiro ao ecclesiaslico, quando lhe aug-
menta os seus veocimentos, de certo longe de of-
feode-lo, protege-o, soccorre-o.
E se sssim nao fosse, desde muito nos tea-
mos .Hendido o poder espiritual, porque os no-
bispo metropolitano. E rou lr o artigo do pro-
jecto para que a cmara se convenga de que com
elle nao Uve a menor inteocoo de offender aopo-
der espiritual.
O governo, ouvindo o respectivo metropoli-
ta, e respeitada em toda a sua plenitude a juris-
diccao espiritual, reformar o regularoento da re-
lacao metropolitana como fdr conveniente ao bern
commum da igreja e do estado depeodendo
a sua spprovago definitiva do corpo legisla-
tivo.
O governo flca autorisado a reformir o regula-
mento, respeitando as altribuices do pod-r
espiritual e a reforma do regulamento flca sujeita
approvago do corpo legislativo.
Em que pois, Sr. presidente, que com este
attigo se offendem as altribuices do poder espi-
ritual? Se o governo, na reforma que fizer, in-
vadir as altribuices do metropolita, eslai isso
na letra-do projecto? Se assim o fizer, o metro-
polita nao ha de reclamar contra essa invaso do
poder que lhe compele ? E o corpo legislativo po-
der approvar esse regulamento? Eis aqui por-
tento, como creio, destruida essa outra rszo,
com a qual se pode dizer que o projecto deve ser
submettido commissao novamenie, para que
pense, reflicta e d seu parecer sobro elle.
Mas disse-se tambem : o projecto autorisa o
governo a aposentar magistrados, e essa autorl-
sec^So nao pjdemos ou nao devenios dar.
Senhores, se acaso eslivessomos j na discus-
so do projecto, eu dira ludo que peoso a res-
peilo rtesta materia; por agora tratndose s
do adiamento, perfunctoriameule me oceuparei
della.
Eu eotendo que os membros da relaco metro-
politana, comquanto na accep;o geral, a mais
lata da palavra, possam ser considerados como
magistrados, porque julgam ejulgam como mes-
tres das causas ectlesiaslicassubmelliias ao seu
conhecimenlo, todava no sentido stricto, e com
relago principalmente nossa legisleco consti-
tucional e civil, nao sao rigorosamente taes.
Elles nao sao n<.meados com as condico-'S com
que sao nomeados os magistrados civis. Elles nao
gozam dos mesmos direitos e das mesmas prero-
gativas que teem os magistrados civis.
O Sr. Casimiro Madareira :Devem gozar, por
quejalgam era ultima instancia.
O Sr. Vilella Tavares :Nao se podem conside-
rar como vitalicios e perpetuos....
O Sr. Casimiro Madureira : Ento sao juizes
de commissao.
O Sr. Vilella Tavares:.... e por conseguin-
le, senhores, parece-me que se nao podem ter
os membros da relaco metropolitana no mesmo
p de Igualdade em que se acham os desembar-
gadores das nossas relaces. E' esla urna questo
de que em lugar competente me oceuparei, erait-
lindo o meu humilde jubo.
O Sr. Mariim Francisco :Nesle caso o artigo
intil; o governo nao precisa de autorisac.o
para aposentar.
O Sr. Vilella Tavares:Precisa de autorisago
para serem aposentados esses empregados, que
al certo ponto se podem julgar de um tribunal
mixto, porque nao, requerendo elles essa aposen-
tadora, e havendo motivos que devo ter escr-
pulo de declarar na tribuna para que ella seja
dada a alguns, oecessaria a aulonsanao espe-
cial do corpo legislativo.... Aoa empregados
nao vitalicios e perpetuos tambem d aposenta-
doria.
O Sr. Casimiro Madureira :Protesto contra
isto.
O Sr. Vilella Tavares :Nao duvido do protes-
to, mas presan o a autorisaco oecessaria. Alguns
j sao to velhos___
O Sr. Jaguaribe :Se nao sao vitalicios, o go-
verno lem outros recursos.
O Sr: Vilella Tavares:J respond a isso
Mas, Sr. presidente, live anda tanto escrpulo
na autorisaco que dei ao governo para essas
aposentadoriss, que estabeieci a condicao de ser
para isso ouvido o respectivo arcebispo.
O Sr. Mariim Francisco :Podendo o governo
demittir quando lhe aprouver.
O Sr. Vilella Tavares :J v portento que em
minha humilde opiniao ha este excesso, esta exor-
bitancia do poder temporal, em que se bs>aram
os nobres deputados para justificar o adiamento
de que se trata.
Supponharaos, porm, senhores, (porque a ca-
mera sabe perfeitameote que sou dcil as minhas
opiuies ; que, logo que se me convenga de que
estou em erro, celo fcilmente, e nem me des-
douro disto); supponhamos, digo, que eile arti-
go do projecto nao bom, que o governo nao
deve ter essa autorisaco: pois isto molivo
pere se adiar o projecto? Os nobres deputados
i... ,i...,i. ,. _.v___ -----------'..'*. K"1" ac ouiai u uiuietiu i <_>s uuifs ueuuiouus
m 1 ? qU<> P/ T"" ie,s te_ Pr occasio d0 coti-lo apreseniem as suas ra-
?~!U!.?/?f!?lV^!gr0.?.5...b,.,Po,' que deve cahir; mas, senhores, (retemos seria-
mente deste objecto, que na aclualidade, e mes-
negos, dos vigarios, etc. (Apoiados.)
(lia um aparte.(
O projecto sem duvd offende ou alaoa a es-
phera espiritual, segundo a opioio dos nobres
deputados, porque determina certas qualidades,
certas coodiceg para os que devem ser nomea-
dos de preferencia desembargadores, porque au-
torisa o governo pars reformar o regiment des-
se tribunal e para aposentar aquelles desembar-
gadores que o dererem ser na forma da lei. E
digo que necessariamente ha de ser por essas ra-
zes que os nobres deputados pensam assim por
que no projecto nao ha oulras ideas.
Vejamos se ha offensa do poder espiritual com
as condices estabelocides no projecto para a no-
meag dos desembargadores.
Senhores, eu enloodo que, ae ha estado que
leva merecer mito cuidado o vigilancia, muito
ioteresse da pane dos poderes da naci, sem
duvida o estado sacerdotal, porque a cmara sa-
be perfeitamenle que sem a instiucgo e morali-
dade dos sacerdotes o povo, a quem esses sacer-
dotes teero rigorosa obrigao de instruir e mo-
alisar por meio da palav>a e do exaroplo, tam-
bem ne pJe ser instruido nem raoralieado. [A-
poiados.)
Mas, se esta necessidade reconhecida em to-
dos os paescatholicog, est claro, senhorea, que
quando o governo, sem querer arrogar-se a no-
zneaco doa sacerdotes para cerlos e deter-
minados lugares que s podem ser prehenchidoa
pelo poder espiritual e exercidos por sacerdotes,
atabelece certas condices de eaber, de pralica,
de moralidade, como garantas para o bom de-
empenho desee* lugares ou empregos, est d-
isputevelmenle no eu direito.
E ee nao est no seu direito o governo estabe-
leceodo estas condices, ento deixemos nica-
mente aos bispos as suas respectivas dioceses
as nomeaces dos eonegos, dos parochos e de to-
dos os beneficiados. (Apoiados.)
'Mas, se assim nao acontece; se o governo, nao
obstante depender a instiluicao cannica dos res-
pectivos bispos, tem-o de direilo oso apresentar
a collacio em qaalquer beneficio o sacerdote que
nao tirar as qualidades, que nao estiver as con-
icoes prescriptas na lei, e na lei civil, como e
porque para a relaco metropolitana nio pedere-
mos dizernomeem-se os desembargadores, mas
nessaa nomeaces devem preferir os doulores en
caones, e aa Itaii
do projecto em discusso, direi o que puder so-
bre a materia.
Sr. presidente, o paiz deve estar cansado de
ouvir discusses abstractas sobre ppjtiis (>*'
dos), de attender a queatea vagas sosa pplics-
Co immediata s suas mais in tuutl u narrasda
des : o paiz tem o direito de exigir de os os re-
presentantes da safio promplo remedio aos ma-
les que o aftligem, matas que esio sm coas-
ciencia publica.
J ae jOie convencido eu deeta verdade, e
tendo pedido a palavra para tomar parle na dis-
cusso dn projeclo de Oxacao das forjas da asar,
devia limilar-o a tratar deete assumpto, tanto
sais que, como disse, doaejo chamar a illustrada
alteogo do Sr. ministro para certa necessidaaes
que a meu ver sent a noaaa marinha, o servi-
do que lhe concernen1* na provincia do Para,
que aqui tenho a honra de representar.
. No entretanto ha fortes motivos, par, apezar do
e*peato, servir-me da faculdade-queHemcs de a-
fastar-nos na discusso de que oosoecupamos da
materia proprisosente do projecto: promelto po-
rm ser muito breve.
Era poneos palavra pretendo, Sr. presidente,
oppdr um protesto apreeiaco que a opposico
parece ter feto nesta casa, e tara della era um
de seus priucipaes ergos de publicldade de lbu-
mes consideracoes que aqui expuz acerca da io-
terveocao legitima do governo em asiumples
eUiteraes. Pretendo depoia dizer dos* palaras
acerca do programas do gabinete e do alcen-
ce que ter elle no meu comportameolo nesta
casa.
A cmara recordar-se-ha que discnllodo-se a-
qui a eleico do quarto dislriclo de Pernambuco,
aventurei eu a proposi;o deque me pareca que
ao goveroo nao podia ser negado o direilo de,
como urna das opinies mais autorisadas do paiz,
nao ser indifferento a um suceesso to importan-
te na nossa vida poltica como era a eleico.
Nao exprim ento o modo por que entenda
que essa inlervenco se devia dar, eouociei ape-
nas a these ; mas dei-me pressa em declarar que
por forma alguma quera eu que em semelhan-
te inlervenco tivesse parte os recursos ofliciaes,
porque eutendia que contra estes era difficil lu-
tar, e que desde que a lote poltica era desigual
me pareca que toroava-se ella immoral e fo-
ra inteiramenle das condices legalmente possi-
veis.
No entretanto o honrado depulado pelo segun-
do districto de Minas, fallando na diseusso da
resposta falla do throoo, e querendo chegar
concluso deque as cmaras entre nos eram fei-
tura do governo, leve abondade de invocar o meu
testemunho, como o de quem havia sido presi-
dente de varias provincias, e dizer que sua asser-
Co encoulrava inteiro apoio na minha opluio,
emquanlo aqui asseverava que contra es recursos
do governo nao havia luta possivel.
O peosamento do nobre deputado foi levado
imprensa da opposico por um de seus mais li-
des e importantes orgos, com maior desenvolvi-
lo lo anda, por isso que se recordara que eu
sustentara j a tbese de que ao governo compela
inlervir as eleiQes tfj paiz.
A concluso lgica de semelhaotes premissas,
como v a cmara, nao podia deixar de ser-me
muito desairse, desde quo fosse verdadeira se-
melhante apreciaco de minhes opiuies.
Um meu disliocto amigc deputado pelo Mera-
nho, timbera da opposico, vollou depois
questo, edo nsesmooiodo invocou o meu teste-
munho asemelhante respeilo.
Butretanto, note a cmara, tendo fallado aqui
depoia de mim o Ilustrado Sr. ex-mioisiro do
imperio, susleotou S. Exc. a mesma doutrinaque
eu expeudra acerca da inlervenco alludida.
Anda depois igual apoio acharam as mesmas
iJas oo parecer do illustrado Sr. ministro da
justic, e depois oo do honrado depulado pelo
Paran o Sr. coBselheiro Zacaras de Ges, que
levou a floulrirn. como vio a camera, s sues ul-
mo de ha muito lempo, necessario.
O Sr. Casimiro Madureira :Irrefleclidamen-
te, nao.
O Sr. Vilella Tavares :Sr. presidente, eu es-
tou persuadido que o adiamento proposto pelo
meu honrado amigo deputado pela provincia da
Bahia foi antes lembrado pelo desejo de se nao
tratar hontem deste materia, do que mesmo por-
que elle encontresse as duvidas que pareceu ter.
V. Exc. sabe que hontem a cmara eslava im-
pressionada com a modificaco ministerial, todos
nos estavamos anciosos por ouvir as explceles
dos ministros que sahiram e dos ministros que
enlrarsm ; a discusso de outra qualquer materia
que se apresentasse na casa nao merecera por
certo a sua attenco : eis o que eu attribuo o
adiamento proposto pelo n bre depotado. Mas,
boje que essas explicares foram dadas tanto pe-
los honrados ministros que deixaram o gabinete
como por um dos que novamente entraran) e por
oulros que j oelle existiam, creio que podemos
votar contra o adiamento e entrar na discusso do
projecto.
O Sr. Dantas, depois de algumas observares,
pede para retirar o seu reqoerimento.
O Sr. Paranagu offereceu a seguinte emenda,
que foi lida e apolada, e posta em discusso.
Que v commissao de negocios ecelesiastl-
cos para inlerpor o seu parecer com urgencia.
A discusso ficou adiada pela hora.
Continuou a segunda discusso da proposta do
governo, que flxa as forjas de mar, que ficou adia-
da pela hora. <-
O Sr. Leilo da Gonha :Sr. presidente, sinto
que V. Exc. me tivesse dado a palavra em hora
to adiantada, para tratar de um assumpto como
o da nossa marinha de guerra, que coasidero
da maior importancia. Muila allenco deve ella
merecer-nos por differeotes ttulos, e pois pre-
tenda eu expr ao Illustrado Sr. ministro da ma-
rinha algumas consideraQes acerca do objecto
em discusso, e chamar para ellas as vistas de S.
Exc. Me parece porm que isso incompativel
com a estreiteza do lempo de que por hoje dis-
pomos ; no entretanto sendo eu forcado a fallar,
apezar de me haver V. Exc. dado a palavra s
tres e meias hora.i da tarde, e quando demais.
Proviaorioi^tc^a !?- ?,f,rioJ ?"* nao centava"qu"ella"mempetiue8e'nfio oepois
provisorios, etc.-ge ao poiemoi faier Iso, en- ae um orador que se tiyasse pronunciado a favor
timas concluses, declarando que como presiden
le do Paran dirigir urna eleico, e que o Tari
sempre que estivesse nopoder.
O que disse, porm, a opposico acerca de to
autonsa Jos pareceres? Nada acerca do nobre ex-
rainistro do imperio ; apoiou ao Sr. ministro'do
imperio quando declarou que ao governo compe-
la demittir um funecionanode sua conflanc que
trabalhava em eltices em sentido opposto ao
pensamento do goveroo.
O Sr. Ministro da Juslica : Quando o fizesse
com oslentaco, disse eu.
O Sr. Leita da Cunha :Nao me opponho ao
que V. Exc. disse, sotes concordo perfeitameote
com a sua doulriua ; iuvoquei a propusicao do
honrado ministro nicamente para mostrar que
podendo ser dades certas circurcstaucias, o acto
do governo que V. Exc. julga muito regular,
urna perfeita e legitima io|ervenco na eleico,
nao mereceu reparo, e antes o apoio da opposi-
co.
Tal pode ser a importancia do empregado de
conlianca a quem o governo vede entrar ua elei-
Co em certa localidede que ella pode mudar de
face sem o seu apoio. mol
Essa especie de iotervencao urna dlPque eu
julgo regular.
A'cerca do honrado deputado pelo Paran dis-
se o orgo da opposico na imprensa que S. Exc.
havia levado na vespera o debate nesta cesa (bem
que tembem sustentara aquella doulrioa) a toda a
sua altura.
De forma, meus senhores, que semelhanle dou-
Irna parece ser orlhodoxa para a opposico em-
quanlo sustentada por aquelles nou.es autorsa-
dos, e psradoxa quando enunciada por mim|l
Trouxe, Sr. presidente, estas reflexes, s pa-
ra mostrar que eu nunca quiz, nem mais nem
menos do que quizeram o nobre ministro da jus-
tica e o honrado deputado pelo Paran ; e que,
quando ennunciei a doutrina dei-me pressa em
declarar que reprovava in limine que o governo
interviesse em eleigoes com os seus recursos of-
flciaes, porque contra esses recursos era difficil
lular, seria urna luta muito desigual e reprova-
da. De forma que, entendido assim o pensa-
mento, eviclo que delle nao podia a opposico
tirar a concluso que lirou. porque demais eu
nunca dissera que o governo intervera na elei-
co pastada ; isto que se servir por qualquer
forma da doutrina que eu aveoturava anda dos
termos em que eu a tiuha expoalo.
( Ha "varios apartes. )
senhores, eu sou muito dcil, nao duvido at
concordar com os nobres deputados em que a dou-
trina errnea desde que entenderem que o paiz
lucra alguma cousa com eu dizer que o governo
dove ser um estafermo perante o procesao elei-
toral.
( Ha alguna apartes.)
Nao quero discutir agora este ponto, trouxe-o
s para pedir aos cobres deputados que me en-
lendam como creio que entenderam os tres Ilus-
tres cavalleiros a que ha puuco alludt.
Sr. presidente, tinha desejo de entrar desde j
na apreciaco dos negocios da marinha ; no en-
tinto direi sempre duas palavras acerca do pro-
gramla do ministerio, e apreciarei a extenso
que podem ter as palavras de SS. Excs. nesta ca-
sa era relaco ao meu comportamenlo nella.
Principiarei por declarar, Sr. presidente que
nao Ijguei grande importancia ao fado da modi-
ficaco do ministerio ; entendo que o fado deu-
se mu naturalmente, como se podia dar na for-
ma de goveroo que temos a farluoa de possuir.
Sahiram verdade, do ministerio dous caval-
lheiros que alem de suas distinctas qualidades
eram meus amigos particulares ; se pois lamento
como individuo a retirada dos meus dous amigos,
como poltico flquei pouco mais ou menos como
estava. Cumpre-me portento apenas indagar se
o programma apresenlado pelo gabinete antes e
depois da modificaco sufSciento para que eu
lhe d o meu apoio.
Senhores, a respeilo de programma do gabine-
te j o nobre deputado pelo Rio Grande do Sul
que fallou hoje previnio-me em algumas ideas
que tinha de enunciar, entretanto dduzirei mais
as seguintes reflexes:
O governo tem-oos dito que o seu programma
a execuco da constiluiQo e das leis, e Justina
recta a todos.
Declaro com toda a franqueza, e pedindo que
nao se tome o que vou dizer como intengo de
opposico ao gabinete, que a sua decliracSo por
si s nao pode inspirar conflaoca que basta para
que qualquer de nos representantes da Dago pos-
samos dizer-lhehypotheco-vos desde j o meu
voto sem condices.
Com efleito, senhores, executar a conslituico
e ai leis, fazer justica a todos dever de qual-
quer goveroo, e nunca poder a promessa de que
se curaprir esse dever constituir programma mi-
nisterial, a menos que tensamos de condemnar
os gabinetes anteriores ao que faz semelhante
promessa como fado que se vai dar de novo, por
nao terem cumprido aquello religioso dever.
O Sr. F. Oclaviano : Isto mesmo disse o
Sr. ministro da justica.
O Sr. Leilo da Cunha : Nio o ouvi.
O Sr. F. Octa'alano : Disse que era urna pha-
se nova em qe.atrevemos.
O Sr. Leda da Cunha : Pois se foi assim,
aace tieesf* a B. Exc para nao acompanha-lo
flaatmoptoiao, porque lato justica aos gabinetes
itnaaran ao .de S. Exc, acreditando que elles
executaram, eu ao menos procuraram executar a
conslituico e as leis.
Seorea, 6r. presidente, a enuncelo da-
quellas palavras querem dizer programma mi-
nisterial, en lio pedire SS. Eica. o favor de
exporem-me como entendem a excoucio da cons-
lituico a das Leis em relaco i certas q>ieatoes,
certas naoamdades do paiz ; porque nos aabe-
nios que cada waa pode entender executar a cons-
tituigo e as tais, interprea-Us por di rieren te
maneira ; e urna prova moderoissima a ques-
to que oestes das se tem agentado nesta tt
acerca das altribuices do poder moderador. O
nobre ministro .jualioe entende-a por urna
forma, o nobre depulado pelo Paran encarou-a
por forma diversa, e at o actual nobre ministro
dos negocios eslrapgeiros deu-lhe inlelligencia
diversa. lApoiados.)
Por conseguinte, iulgo que como representan-
te da naci, mesmo como amigo poltico do ga-
binete, tenho necessidade de pergunlar ao go-
verno : r como entendis vos a execuco da
conslituico e das leis em relaco a certas neces-
idades de grande momete para o paiz ?
(Apoiados.)
Assim. senhores. pergnutarei ao nobre minis-
tro do imperio o que pretende S. Exc, fazer rela-
livainente s adminicl'oces previnciaes ; ae 6.
Exc. est ou nao resolvido a cortar por urna vez
pelos abusos que mantem esse mo-estar na ad-
rainislraco das provincias que todos temos apre-
ciado ? Que extenso pretende S. Exc. dar
oecessaria desceotralisoco administrativa as
nossas provincias?
Senhores, a centralsaQo poltica e adminis-
trativa condiccao essencial de toda a sociedade
regularmente constituida : se nao manlida no
p cooveoieote condau-uos ecarchia, mas
tambem levada a excesso geral, o servilismo, ma-
ta o grogresso, 6 desenvolvimenlo local. No
nosso paiz extenso, novo a exageraco dessa idea
de perniciosas consequenciss.
Nao com prebendo como se poua manter o ac-
tual estado de cousas das nossas provincias ; co-
mo possa continuar a depender do goveroo cen-
tral a nuiueica) dos mais pequeos empregos
nss repartieres publicas, dos ageotes de correios
das mais centraes e pequeas das nossas povoa-
Ces, de seus ajudaoles, etc. (Apoiados.)
esejava porUnlo saber qual a opiniao do ga-
binete sobre to importante assumpto.
Assim, porguotarei a S. Exc. o Sr. ministro
do imperio o que pretende resolver a respeilo
das altribuices dos presidentes de provincia em
relaco nomeac.au de cerlos empregados de or-
dem secundaria as mesmas provincias. O que
pensa a respeilo de um projecto do Sr. Almeida
Pcreira tratando desta questo. Pretende S. Exc.
promover aadopeo desse projecto, ou pretende-
r continuar a manter o absurdo de urna simples
nomeagio de ageole do correio depender do go-
veroo imperial ?
Um Sr. depulaJo : J cahio esse projecto no
senado.
O Sr. Leilo da Canha :Mas, exista ou nao o
projecto,o pensamento existe, deve ser adoptado,
traduzido em tacto.
Perguolarei agora, Sr. presidente, ao Sr. mi-
nistro da justica, se S. Exc. pretende abandonar,
pelo que se deu no senado, a sua idea acerca do
melhorado da classeda magistratura. O paiz todo
reconhece que sem este melhorameoto nao po-
demos por forma alguma ir adianto ; o paiz todo
reconhece a m situago da magistratura. Todos
sabem que, sem boa administraco de justica, nio
possivel a existencia de urna sociedade regu-
larmente organisada. (Apoiados).
Perguolarei tambem ao Sr. ministro da fazen-
- da que desenvolvimenlo pretende S. Exc, dar s
> disposicoes do novo regulamento das alfandegas
reletivas aos entreposlos e dos despachos das
mercadorias de transito com relaco principal-
mente s aguas da provincia do Para. A cmara
sabe que esta questo toca-me muito de perto ;
questo vital para a minha provincia ; precisa-
ra porlanto celher informaces muito minuciosas
do governo a respeilo o'ella.
Quando Uve a honra de presidir a provincia
do Para em 1858, fiz ver oficialmente a necessi-
dade das disposices que depois o illustrado Sr.
Ferraz consignou no ovo regulamento das al-
fandegas. Uostrei ento que as remessas para a
Repblica do Per nos vapores da companhia do
Amazonas, esse elemento de vida e de progiesso
de minha provincia que no anno de 1856 houve-
ra sido do valor de i8:000g, se elevaram j em
1857 65:0008, o que no primeiro semestre de
1858 altiogira ao valor de 47:000$ o que dara
para o anno todo cerca de 90:000J>.
Isso tudo, senhores, com os embaracos Gscaes,
e com os pesados direitos que as mercadorias
importadas oo Per pelas Aguas do Amazonas
enconiravara ne alfaodega do Para. Assim mes-
mo os 250,000 habitantes da zona quem da cor-
dilheira dos Andes preferiam fornecer-se pelo
Para o faze-lo pelo Pacifico, em cujas alfandegas
aquellas mercadorias ou tinham despacho livre,
ou pagavam direitos mnimos, e isso pelo grande,
quasi insuperavel trabalho que tioham em trans-
por aquella immensa cordilneira.
Felizmente sao hoje lei do paiz aquellas ideas;
entretanto at boje nao se execuiaram na elan-
deg* do Para aquellas salutares disposigoes do
novo regulamento ; disposices de grande al-
cance poltico para o nosso paiz. Porque esse
adiautamento ? Quizera que o Sr. ministro da
fazenda me comrannicasse. Em todo o oso em-
penho quanto valho para S. Exc, aflm de man-
dar quanto antes executar aquellas disposices.
Assim como as quesles que acabo de perpas-
sar, ba outras que omiti por nao me querer
alongar, sobre que desejava ouvir o gabinete,
para ento ter idea precisa do seu programma da
execuco e das leis.
E' possivel, sien, que o gabinete execute ple-
namente a conslituico e as leis ; estou mesmo
certo que o far ; mas pde-o fazer de forma
que eu e outros representantes da ujcao lenha-
mos duvidas a oppdr se entendermos que as ne-
cessidades do paiz mais palpitantes a nosso ver, e
que se prenderem aquella execuco, nao frem
as que tiverem sido atlendi^as de preferencia pelo
governo.
Como quer que seja, porm, Sr. presidente, e
absiraco feita na forma do programma ministe-
rial, desde que o gabinete com o asseoto de con-
viccao com que aqui se tem exprimido, nos asse -
gura que procurar bem servir ao paiz, seguindo
em todo o caso urna poltica de moderaco e de
justica que a nica hoje admissivel entre nos,
e desde que essa seguranea dada porcavalbei-
rosto distinctos como considero os Srs. minis-
tros, declaro que, sem poder hypothecar-lbes o
meu voto sem condices, nesta casa hei de pres-
tar-lhe em todas as exigencias da administraco,
e mesmo as quesles de conlianca em que eu
pon-enture nao julgue pelas circunstancias su-
pervenientes necessario reUra-lo. Quanto s
questes de detalhe, est entendido que reservo
em toda a sua plenitude a minha liberdada e ar-
bitrio na votaco.
Sr. presidente, nao me posso resolver a entrar
a esta hora na parte principal do meu discurso,
que seria a relativa aos negocioa da marinha, e
na qual leria eu de estender-me. Seria indis-
crigao de niona parte abusar da paciencia do Sr.
ministro da marinha, qun deve estar boje fatiga-
do com a disausso que tem batido.
O Sr. ministro da marinha :Ouvi-lo-heicom
muito prazer.
O Sr. Leilo da Cunha ;Agraaego a bondade
de V Exc. mas aguardo- me para em outra occa-
sio opportuoa sujeilar apreciaco de V. Exc.
as considerares que tinha a fazer acerca dos
negocios da repartigo sujeita sua illustrada
direego. Ento S. Exc. se convencer de que o
meu desejo concorrer com o meu fraco contin-
gente para que sua administraco seja to pro-
veitosa marinha quanto o paiz tem o direito de
esperar de suas luzes e patriotismo. Portanto
contluo, digo mal, corto aqui hoje o mau discur-
so para connua-lo quando me fdr permitUdo
faliar em hora mais epportuna,
Tomam oinda parle na discusso os Sra. Ama-
ro da Silveira, ministro da marinha.
A discusso tica adiada pela hora.
Dada a ordem do dia levanla-ae a sesad s
tres horas e tres quartos da larde.
' P*r igeaes offlcios no termo de Iguarass
foi tambem nomeado, por portaria de 15 do cor-
rente, o Sr. Joio L'uix de Almeida flibeiro.
Tendo o Sr. coronel Francisco Joaquim
Pereira Lobo sido eliminado da lista dos guardas
nacionaes qualificados no curato da SdeOlinda,
e havendo da deciso do conselho de revista da-
quelle municipio iulerposlo recurso para a pre-
sidencia, na (roM da lei ; o Exm. Sr. presiden-
te tendo aitengao aos documentos exhibidos pelo
referido Sr. coronel Lobo, deu provirnento o seu
recurso no sentido de ser incluido na lista do
servigo activo da guarda nacional do aupramen-
cionado municipio, de quo Jora excluido.
O Sr. coronel Lobo provou por documeotos mi-
nistrados pelo secretario da cmara municipal,
parocho e subdelegado respectivos, que domi-
ciliado oo mesmo curato, onde votante eeleitor
mais votado.
Fui nomeado sobre proposta do Sr. Dr. pro-
curador fiscal da thesouraria provincial o bacha-
rel padre Pedro Jos Nunes, para o lugar vago
de ajudaote do mesmo procurador fiscal na co-
carca do Rio Formoso.
Foi eiooerado de ajudaote do engenheiro
fiscal da estrada de ferro o Sr. Luiz Ribeiro de
Souza Rezende.
Amanfaa, no paco da cmara municipal,
devem ser inspeccionados perante o conselho de
revista dilfirentes guardas nacionaes, que para o
mesmo recorrern).
A seaso abre-ae s 10 boraHa maoha.
A arremaiacao do reudimeolo do pedagio
da 4>arreira da Taca runa, e aquella do forneci-
mento de gneros alimenticios para os colleio
de orphos e orpbas desia e da cidade de Olin-
da, bao de ter lugar amanha, perante a junta de
fazenda provincial.
Dissolveu-se a sociedade de Soeeorrot Mu-
tuos e Lenla Eman&pafao dos Captivos, por de-
liberacao na assembla geral dos socios.
Salisfazeodo ao pedido que nos feito as
linhas seguintes, aqui as inserimos com asseve-
ngao da veracidade do que oellas exposto.
Por informaces de outro cavalleiro, j de ou-
tra vez tratamos do objecto de que seoecupam
ellas ; e por isso mal peosavamos que subsistis-
se ainda esse estado inconveniente edelrimenloso
para o transito publico, n'um lugar em que e este
bastante importante.
Isto posto, aduicionamos as nossas i reclama-
Ces que seguem, afim de que seja providencia-
do no sentido do desapparecimenlo de Ufo gran-
de copia d'agua naquelle ponto.
Sr. redactor da fletiiso Diaria. Nao obs-
tante o clamor geral dos moradores e dos que
treositam pela estrada da Cruz dos Padres para a
Cruz de Almas deste municipio, clamor motivado
por urna represa das aguas da chova, que all for-
mara um extenso lago, de crer que semelbaote
inconveniente publico nao tenha chegado ao co-
nhecimenlo da cmara ; e como seja indispensa-
vel o remedio, por isso recorremos sua utilis-
sima Revista.
Aquella grande re.resi, alem dassezes que
tem feitc desenvolver e alimenta, embarace com
plvtameole o transito de gente a p; porque mes-
mo em carro a agua to profunda, que em mu-
tos ella entra nt caixa.
O remedio muito fcil, o mesmo que em
todos os sonos se pralicava, coosistindo elle sira-
plesmente na abertura de urna pequea valla, ou
reg de esgoto para a lagoa entre os sitios da
Ponto d'Uchoa e a Teniarioeira. Em anoo algum
e con teteu o que acontece nesle ; e dizem que
motivado por um arbitrario aterro feito por um
dos propietarios d'alli.
Queira pois Vmc. fazer a reclamaco pedida
com o que muito obrigar os ioteressados, e mor-
mente os donos dos carros.
Sou de Vmc. atiento leitor e respeilador.
Um dos prejudicados.
Houlem foi recebido, na estego das Cinco-
Pootas, o seguinte despacho lelegraphico '.
Recife & S. Francisco Railway Limited.
Dous inglezes de Duas Barra?, chamados Lames
e Bill receberam o dinheiro e nao pagaram os
trabalhadores, Fugiram para o Recife, passando
na villa do Cabo s 7 horas e meia da noile do
dia 19. a
_ Na note de 10 do correle cooseguiram dous
ladres iotroduzirem-se na casa deHomembom
Gomes Santiago, morador na ra da Lagda do
Barro da cidade de. Santo Anuo, eutrando pelo
telhado e arrombando ao depois as portas, por
onde sahiram roubando urna grande porco de fa-
zendas, cora que negociara aquelle cidido.
Apenas se divulgou o fado, o delegado de po-
lica do termo Alexandre Jos deollanda Caval-
cauli, e o subdelegado supplenle Antonio Drasi-
lino de llullanda Cavalcanti trataram de dar aa
providencias precisas, e comanlo acert, zelo e
activdade procederam, que no dia 12 foram cer-
cados em urna malta~os autores do roubo, presos
e apprehendida toda a fazenda, que foi encontra-
da na malta, onde a ebandoasram apenas se vi-
rara cercados.
Os criminaos chamam-se Antonio Joaquim de
Oliveira e Jos Teixeira de Lemos.
Este fado unido ao do roubo feito aos conduc-
tores do dinheiro da va frrea, prova bem o zelo
e a actividado que em geral dislinguem as auto-
ridades policiies desta provincia.
No mesmo termo supra. estando no dia 11
do corrente cagando Maooel Faustino di Silva e
Severioo Claro Dias, aconteceu que este alirando
em um pessero fetisse gravemente a Manoel
Faustino, que se acheva do lado opposlc ao em
que o atirador eslava.
O delegado mandou proceder a corpo de delic-
io, preodeu o offensor, e trata de averiguar se o
tacto foi casual, ou intencional.
Ante-hontem (19) foi encontrada no sitio
que foi do finado Guilherme Patricio Bezerra Ca-
valeanli, no lugar da Piraoga, freguezia dos Ala-
gados, urna mulher parda de nomo Mara Gomes
da Silva, erida com urna tacada no baixo veolre.
Interrogada sobre quem a offendera declarou ter
sido ferida na note antecedente por Antonio de
Mello Albuquerque, inspector de quarteiro da
Pessagem da Magdalena, sendo isto levado por
motivos de ciumes que della Uvera.
A offendida foi recolhida ao Hospital de Ciri-
dade, onde os mdicos a consideraran) em perigo
de vida : e o offensor desappareceu do lugar de
sua residencia.
0 subdelegado dos Afogados porlou-se com a
diligencia e zelo que o caso exiga.
No dia 19 do corrente foram recolhidos
casa de Ueieugo 1 homem livre, 1 escravo e 1
mulher. tambem escrava, a saber: a ordem do
Dr chefe de polica 1 ; o a ordem do subdelegado
do Recite >, que sao : o criou'o Joo, escravo de
Joo da Cunha Neves, e Rosa, africana, escrava
de Maiia Magdalena.
Passageiros do vapor Persinunga, sahido
para os portos do sul : Silvestre Los de Bar-
ros, D. Alexaodrioa das Neves Wanderley, 4 fi-
lhos e 3 criados, Lourengo Jos das Neves, sua
neta e 2 criados, Luiz Felippe Cavalcanti de Albu-
querque, Jos Flix Buarque, Ricardo Jos Cor-
rea, Joaquim Accioli Lios, Antonio Augusto de
Amorim, Ignacio de Araujo Pioheiro, Zeferino
Francisco Traveseo e 1 escravo, Sebaslioda Ro-
cha Cavalcanti Wanderley, Jos Joaquim da Cos-
ta Leite, Joaquim Coelbo Accioli, Manoel de Sou-
za Cunha, Maooel Polycarpo Moreira de Aze-
vedo.
Passageiros do patacho nacional Emulaeio,
viudo do Acarac: Joo Rodrigues Machado,
Igoacio Pereira da Silva, Joa juina Rodrigues Pes-
soa, Francisco de Assis Sera.
Passageiro do hiele nacional Artista, viodo
da Baha :Manoel Jos Teixeira Fontes.
Mataooluo publico.
Malaram-se no dia 18 do corrente para o con-
sumo desta cidade 115 rezes:
No dia 19115.
Ne dia 20106.
Moktalidade no nu 20.
Pedro Canuto de Jess, Pernambuco, 57 sn-
oos, solteiro, Boa-Vista ; dyarrhea.
Jos, Pernambuco, 5 mezes, S. Jos ; coque-
luche.
Jos Joo, Pernambuco, z9 annos, solteiro, Re-
cite ; phtysico.
Felicia, frica, 70 annos, escrava, solteira,
Boa- Vista.; estupor.
Jos Joaquim da Coala,, Pernambuco, 70 annos,
solteiro, Saoto Anlooio ; ttano-espontaneo.
Umbelina Joaquina de Albuquerque, Pernam-
buco, 76 annos, viuva, Santo-Autonio ; hydro-
pesio.
Silveira, Gitirana, Lourenco Santiago, Molla, o
Perelli, faltando com causa os Srs. desembarga-
dores Alvaro. Assis e Guerra, procurador da co-
rda, foi aberta a sessao.
Passados os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-seaos seguintes
JULGAMENTOS.
RECURSOS CRIME3.
Recrreme. Joo Ferreira de Soasa Bilo; re-
corrido, o juizo.
Relator Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores Peretti, Gi-
tirana e Molla.
lmproeedente.
AFFRLLAC.OB* CR1MES.
AppeHante, Maooel Vieira de Sondes; appella-
do, o juizu.
Reformada a sentenga.
AppfiJlante..o juizo i appellado, Valentim Jos
de Santa Anoa.
A' novo jury.
Appellaote, Antonio Gomes de Mello; appel-
lado, o juizo.
A.' novo jury.
Appellaote, o juizo ; appellado, Francisco Jos
dos Santos.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Gomes
da Silva.
Nullo o processo.
DESICNAQAO DE DIA.
Assignou-se dia para julgamento das seguintes
appellages civeis :
Appellaote, Anlooio Carlos Fgueira de Fi-
gueiredo; appellado, Manoel Joaquim Duarte
(juimares.
Appellante, a parda Mara ; appellado, Manoel
Thomaz deAquino.
Appellaote, Francisco de Barros Wanderley ;
appellado, Manoel Jos Gongalves Braga.
As appellaces erimes :
Appellante, ojuizo ; appellado, Domingos da
Costa Araujo.
Appellante.", Jos Antonio de Lima e outro ;
appellado, o juizo.
DISTlllBUICES.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, as
appellaces civeis :
Appellante, Manoel Gomes da Silva ; appella-
do, Dr. Manoel Claro Gongalves Guerra.
Ao Sr. desembargador Costa Molla, as appella-
ces civeis .
Appellante, Christovo Dionlzio de Barros ;
appellado, Dr. Pedro Pereira de Araujo Beltro.
Ao Sr. desembargador Ucha Cavalcanti, as
appellaces erimes:
Appellante, ojuizo; appellado, Manoel Cy-
riaco de Moraes.
Ao Sr. desembargador Peretti, as appellaces
erimes:
Appellaote, o juizo ; appellado, Augusto Flo-
rencio dos Santos.
Ao Sr. desembargador Assis, as appellages
erimes:
Appellante, o promotor; appellado, Francisco
Tavares da Fonseca.
A' 1 horaencerrou-se a sessao.
CONSULADO PROVINCIAL.
Relaco das casas abaixo mencionadas,
que sonreram alteraces no presen-
te hncame nio, feito pelo laucado.*
Malta, a saber:
Ra da Senzala-Nova.
N. 9.Joaquim Francisco de Aze-
vedo e Rosa Maria de Azevedo,
um sobrado com loja e 2 andares
arrendado por....................
dem 17.Jos Antonio Moreira e
oulros, um sobrado com 1 loja e
2 andares, arrendado por........
Travessa para o Corpo-Sanlo.
N. 14.Maria Justina, urna casa
terrea arrendada por............
dem 16.Viuva de Jos das Ne-
ves Boa-Ventura, urna casa ter-
rea arrendada por................ 120fiOOO
dem 1.lrmandade do Sanlissimo
Sacramento do, Recife, urna casa
lerrea arrendada por.............
dem 3.Joanna Maria da Soleda-
de, urna casa lerrea arrendada
por..............................
Becco das Miuinbas.
N. 4.Manoel Martina de Carva-
lho, urna casa lerrea arrendada
por...............................
Ra da Guia.
N. 4.Jos Simes de Almeida,
urna casa terrea arrendada por..
dem 6.Viuva de Joo Antonio da
Silva, urna casa terrea arrendada
por..............................
dem 10.Antonio, Qiho de Jose-
pha Mara da Ressurreiso Lo-
pes, urna casa terrea arrendada
por..............................
dem l.Viuva de Jos Dogo da
Silva, uma casa lerrea arrendada
por...............................
dem 36.Mariana Dorolhea Joa-
quina, um sobrado de 1 loja e 2
andares arrendado por..........
dem 40.Miguel Archanjo de Fi-
gueiredo, um sobrado com 5 to-
jas e 2 andtres, arreudado por 1:248*000
dem 15. Candida Francisca da
Lapa, uma casa terrea arrendada
por..............................
dem 21. Ordem Terceira do Car-
mo, uma casa terrea arrendada
por...............................
dem 31.Jos da Rocha Paranhos,
um sobrado com uma loja e 2
andares, arrendado por...........
dem 33. Joo Antonio Guima-
res, um sobrado cora uma loja e
2 andares, arrendado por........
dem 41.Joaquim dos Santos Coe-
lho, uma casa terrea arrendada
por...............................
dem 45. Herdeiros de Estevo
Cavalcanti de Albuquerque, uma
casa tenea arrendada por........
dem 53. Carlota Esmenia da
Conceigo, uma casa terrea arren-
dada por.........................
Travessa do anligo porto.
2 Manoel Joaquim Ramos e
720$00o
5049000
120S00O
144S00O
144*000
12O&00O
2403000
2405000
36O00O
300*000
900*000
166*000
192*000
498*000
740*000
24O00O
168*000
132*000-
PERNAMBUCO.
/ REVISTA DIARIA-
O Sr. Manoel Joaquim Pereira de Mello fot
nomeado para exercer provisoriamente os offlcios
de partidor e contador do termo de Garanhuns.
CHR0N1CA_JUIUARIA.
TRIBUNAL DI RELIfJAO
SESSAO EM 20 DE AGOSTO DE 1861.
MBSIDEHCU DO BXM. SR. C0HSKLHE1R0 IRML1H0
DELBO.
As 10 horas da manhn, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caelano Santiago,
N.
Silva e herdeiros de Joo Anto-
nio Maduro, um sobrado com 1
loja e um andar, arrendado por.. 300^000
dem 4.- Herdeiros de Miguel Jos
Rodrigues, Francisco Antonio
Freir Jnior e Beoto de Frcitas '
Guimares, um sobrado com uma
loja e 1 andar, arrendado por.... 420*000
dem 3.Herdeiros de Bento Fer-
nandes dos Passos, um sobrado
com 2 lojas e 1 andar, arren-
dado por........................ 288S00O
Ru a do Apollo.
N. 7.Viuva de Joo Antonio da
Silva, um sobrado de 1 loja e 1
andar, arrendado por.......... 600*000
dem 53.Manoel Jos do Nasci-
meotoe Silva, um sobrado com
uma loja e 2 andares, arrendado
. PW" ............................ 780SOOO
dem o9 A. Antonio Fernandos
Velloso, uma casi terrea arreo-
d8da Pr.......................... 144*000
Ra do Brum.
N. 4.Manoel Martina de Car va-
lho, ama casa terrea arrendada
por.............................. 200*000
(Continuor-g-io.)
UMA LAGRIMA
sobre a louaa de Parala Nimia de
Sena e Silva esposa de los Dias
da Silva Jnior.
Repousa l no co eterna o te
E t ea e n terr sempre trate.
CaaaBa*.
Parisia, inda hontem lirio ingenuo
E vicosa ostentar tanta belleza,
Quando apenas urna flor linhas brotado,
Poste logo arrebatada coa fereza
Pelo rijo furaco raro do norte,
Dentro os bracos dos teas entregue & morte.
- -
r '..n-r-----


*
I A RIO DI f BRIAIIUOD. CUARTA MIRA 21 DI AGOSTO B fftt.
&
Oh Parisia j|ibu fuTmlnr*teTr
Inda hwrte totiobellue mimas*
De rom #& aWai,utJ*ar tWputa-.
Loga itMInfresarte o aadviflra*
Sortatela rose, o/ern* vi saurehara
Mal ai ptalas)abrir a sol teojMK
Parisi qpta do vijo que ostentaras ? 1
Trazaara*i. labio o nr da vida,.
lias piaaaulaino cwacie.iecaalay ir
Tu nao rwmu cama eneejjreai
Que a teBm.gaaw afcti, pe* a>Mte PYo futuro qrrr riSeeaaa ser eeeetrava,
Foi trmulo na vida, maa bem firme
Tea aeder par' mora, aira a iaooceate ;
Era o corpo p'ra ti bem frgil cofre,
P'ra guardar um thesuuro, e eolio contente
Vi la alma p'r'o co se desusando
De saudades partido me deiando.
Nos labios principio o rir da vida,
\ eio logo a borrasca aps calma
E a c'roe do soffrer te*cinge a fronte ;
Has pura e sincera tinhas alma
Do mundo viajora inda incauta,
Quando funda o batel e morre o nautd.
Porm riroa existem na minh'alma
Estes restos que o Ugedo fri encerr.
Vires, Parisia, o hroe nao morre.
Dos vicios vencedor forte na trra
De cathcliea a f. nao extingue a morte,
Honra de mi, virtude de consorte.
O sol abrasador da morte impa
Estos flores crestuu, sira, amparai-as,
iLcorrei sobre esta flan ressaquidas
Lagrimas minhas tristes orvalhai-at.
Oh renov impossivel 1... Fria a pedra
Do sepulcro a esperanza mioha quebra.
Mas tu, Parisia na manso etherea
Onde vives gosaodo a elerai Jade,
No msnancial perenne saciada
De gosos celestes cora a amizade
S propria de urna mi, Dos implora
Por um filho que te chama, canga e chora.
Recite, 17 de agosto de 1861.
Moiues Das.
proferida junto ao tmulo da Exma,
Sra. O. Parisia Nimia de Sena e
Silva
E OFFERECIBA
ao seu caro esposo o lllm. Sr.
Josi Dias da Silva Jnior e aos seus incomo la-
veis vais o lllm. Sr. lenle-coronel
Jos Rodrigues de Sena Santos e a sua Exma.
esposa a Sra. D.
Joaquina Francisca de Salles Sena.
Mo:le palavra que traduz mysterio !
Sombra as treva a vagar perdida !
fallido cyrio de lacio ruoereo !
riegro fantasma que se abraca a vida !
B. Siii.
4:302 barricas dejfarinhs da trigo, 1*0 rollos
de {salsa parrlha, 2 caixas e t pacota papel de
pezo, 40 ditas dito, 1 pacote amostras ; aos con-
signatarios.
2 caixas e pacote papel e amostras ; a Lindera
Wild SO ditas ajo ; a Rabe Schamettm 4 C.
Exportaeao,
Dia 19 de agosto.
Brgue hambuguez Germania, para Gibraltar.
carregaram :
Patn Nash & C. 1312 saceos com &5B0 arro-
bas de assucar.
Brigue inglez Zona, para Liverpool carre-
garam :
Sjuthall Mellors & C, 289 saceos com 1:508
arrobas de algodao.
Brigue sueco Toln, pira Gibraltar carre-
garam :
Patoo Nash & C, 900 saceos com 4:500 arro-
ba de assucar.
Brigue inglez Margaret Ridley, para Liverpool
carregaram :
Sauoders Brolhas Si C, 200 saceos com 1:000
arrobos de asssucar.
Bailar &. C.,16 saceos com 85 arrobas e 6 libras
de algodao.
Brigue hamburgus dolph, para o Canal, car-
regaram :
James Ryder &.C., 800 saceos com 4:000 arro-
bas de assucar.
Brigue hamburgoez Henriet, psra o Rio da
Prata, carregaram :
Amorim Irmios, 50 pipas com 9:200 medidas
de cachaba.
Patacho italiano Maria, para Rio da Prata car-
regaram :
Bastos & Lemos, 80:000 unhas de boi.
Recebe iloria de rendas internas
geraes de Pernambueo.
Resdimento do dia 1 a 19. 23 9539200
dem do dia 20......; 4355527
24:3887*7
geirss, ou baeharel era lettras, salvo as pessoas
nota veis por sau talento o reconhecida mente
habilitadas, que forem dispensadas desta prora,
pelo goreroo, ou que se quierem prestar a um
exame previo : ludo de cooformidade com o ca-
pitulo 4* do regulainento de 5 de maio de
1856,
Secretaria da Faculdade de Direito do Reclfe,
12 de agosta de 1861.
O secretsrio
Jos Honorio Beztrra de Mentses.
Palo presente sao chamados, perante o con-
selho de revista, na casa das sesses da cmara
municipal, no da 22 do correte, s 10 horas da
manhaa, os guardas naciooaes, abaixo declarados
afioi de serem inspeccionados por junta medica.
Joaquim Antonio Pinto Serodio.
Napoleao Olympio Pralis.
Eslevo Candido da Silva.
Floriano Jos Duaite.
Jos Domingues Lourenco Pereira.
Francisco Fernandesde Mello.
Jos Francisco do Reg Medeiros Mello.
Jesuioo Rodrigues Cardoso.
Laurenlioo Teixeira da Silva.
Gustavo Augusto de FigueireJo.
Jos Fernandes de Mello.
Francisco Hermogenes Corris de Albuquerque.
Irino Cavalcanti Pilgueiras de Meaezes.
Jos Antonio Pereira.
Joo Francisco Carneiro.
Manoel Jos dos Santos.
Joaquim Pinto de Barros.
Joaqun Gregorio dos Res.
Sala das aesses do conselho de revista, 17 de
agosto de 1861.O secretario do conselho, Fu-
mino Jos de Oliveira.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria pro-
vincial manda fazer publico para conbeciraenlo
dos interessados o artigo 48 da tei provincial n.
510 de 18 de junho do corrento anoo.
Art. 48. R' permittido pagar-se a meia sizs
dos escravos comprados em qualquer tempo an-
terior a dala da presente li indepndete de
qoro........... 4341020
Aluguel da cas* da Seledede 144JJ500
Dito dos tainos dos acougues 9
Os que prpteoderem arrematar, no podero
licitar sem que teohara apreseulado antes dos in-
dicados dias as habilitacoes de seos fiadores, os
quaes devem mostrar que poasuem beosde raz,
livrea e desembarzalos, nao se admittindo car-
tea de reapeosabilidade.
Pago da cmara muaicipal do Recite, em ses-
sio de 12 de agosto de 1861.Jos Sezario de
Mello, pro-presidente. Francisco Canuto da
Boaviagem, official-maior servinde de secre-
tario.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de contratar os gneros
alimenticios para o rancho da compaohia dos
menores do arsenal de guerra nos mezes. de se-
tembro e outubro prximos vindouros.
Pao de 4 oegas, baiaeha, th hysson. assucar
refinado de segunda aorte, manteiga fraoceza,
aaf em grao, carne verde, carne secca, farioha
de mandioca da trra, ezeile doce de Lisboa, vi-
nagre dito, bacalhio, feijo muMinho ou preto,
arroz da Maranho, loucioho de Lisboa.
Ouem quizer venler taes gneros presenta
aa suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 28 de
sorrente mez.
Sala das sesses do conselho administrative,
para fornecimento do arsenal de gaerre, 19 d
agosto de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
'Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Leiloes.
LEILAO
DE
FAZENDAS
a retalho*
Quarta-feira 21 do corrente.
Antunes continua a fazer lei'oes de fazendas a
retalho, de todas as qualidades que procuraren)
na ra do Imperador n. 73, cujas serio entre-
gues sem reserva de prego, do dia cima desig-
nado as 11 horas em pooto.
LEILAO
DE
, revalidaco e multa, urna vez que os devedores
.,., \ setuaes deste imposto, o facam dentro do exerci-
proviuciai co de 1861 a 1862. os que nao oflzerem flearo
iy. jm^ sujeitos a revalidaco e multa em dobro, sendo
' um terco pars o denunciante. A tbesonraria
ir RtiKWJ ',r anQUQciar por edital nos primeiros 10 dias
_ 1 de cada mez a presente disposico.
E para constar se maaJou siliiar o prosente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambueo 8 dejulhe de 1861 .O secretario,
A. F. d'Aununciacao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria pro-
vincial, em cumplimento de resoluto da junta
da fazenda, manda fazer publico que a arremata-
Consulado
Rendimento do dia 1
[dera do dia 20.......2:152*728
M Navio entrado no dia 20.
Acara 10 dias patacho nacional Emularao,
do 135 toneladas, capito Antonio Gomes Perei-
ra, equipagem 12, carga couros, sola e sal ; a
Manoel Goncalves da Silva.
Bahia3 dias, hiate nacional artista, de 259 to- J Cao do fornecimento de ahroentaca dos orphaos
neladas capito Joaquim Jos das Neves,- equi- \aa collegio de Santa Thereza em Olinda, e das
pagem 12, carga caf e outros gneros ; a Bar- !rphaaa do collegio desta citado, anouneiadapa-
tholomeu Loereoco. 3 ra hoja, cou transferida para o dia22docor-
Navios saludos no mesmo dia. reDts.
Rio de JaneiroBarca americana Floresta, cap- E ? constar se mandou afflxar o presente s
o Welsh, carga parte da que trouxe de Piula- publicar pelo Diario.
delphia. ] Secretana da Ihesouraria provincial de Per-
LisboaBrigue portugus Luzilano, capito Ao- ] nambuco 14 de agosto de 1861.O secretario,
tooio Jos Casedo, carga assucar. A- Q Annuociacao.
Macei e portos intermedios Vapor nacional fgggg/^/gsgsggg^ggsgggfgsgsgsgsj/gfffm'M'sm
Persinunga, corara m Jante Manoel Rodrigues '
THEATRO
DE
dos Santos Moura.
Canal Escuaa ingleza ilary Ann Gana, capito
Roberto Sutton, carga assucar.
Deciaracotis.
Como a rosa que mais brilha em um jardim de
variadas e liadas Odres, sem ter anda desabro-
chado toda a lou^iinha de sua belleza, e que cui-
dadosamente afageda pormo de hbil jardinei-
ro, ceifada pelo sopro do terrivel tufo ; assim
foi dentre nos arrancada pela iaexhoravei parca
um aojo de cao Jura, urna esposa virtuosa I
Ah I quaoto rae cusa pronunciar o seu oome I
que dores que sioto apertar-me o coraco 1 o
eaogue gela-se-me as veas 1 nos oihos borbu-
Ibam-me lagrimas tristes I J nao existe D.
Parisis Nim Que vida! que sonho I
Ainds ha pouco lo bella e to gentil 1 agora
sem mais um riso nos labios, nem o prazer as
faces I
Devii de ser assim ; era urna rosa do co que
s podis expandir seos perfumes aos ps do Se-
nhor do mundo ; era um anjo que faltava ao
coro d'aojos do celeste pai I
Triste e bem triste a recordago desta vida
precaria 1 Apenas contava ella 16 annos de idade,
tendo inoculadas Taima as sas doutrinas que
aeus pas haviam receido da religio do Martyr
do Golgoths ; sua vida, pois, era toda innocen-
cia ; litha humille acatava os conselhos daquel-
les que Ihe deram o ser, e aioda reconhecida im-
prims um beijo na fronte de sua desvelada e
virtuosa mi.
Nao ha dous anuos que uni a sua sorle a do
nosso inconsolavel amigo o Sr. Jos Dias da Sil-
va Jnior. Quem Ihe dira que bem cedo havia
de separar-se dessa esposa que Ihe toroava a
existencia to feliz I
Mas na ampulheta da vida j estava marcada a
sua hora derradeira, e o sopro da morte ia bafe-
jar-lhe a fronte.
Nesse amargurado transe cercavam-na esposo,
pas, amigos e prenles e todos debuihados em
lagrimas, viram o aojo desprender as szae su-
bir com vo macio at o throno do Senhor I
Que lagrimas tristes sao as que derramara os
olhos de um teroo esposo I q je confrangimento
em seu coraco ao estrellar nos bracos o fructo
de seus amores, a esse anginho cujo coraco
ainda nlo sabe o que saudade e muito me-
nos conhece aioda oque sejaa perda de urna
mi.
Que scena luctuosa I
A amizade e coosideraco que desde longos
asnos het recebado de todos os membros dessa
familia, fazem-me tambera partilbar da dr que
opprime os seus coracoes.
E tu, Parisia, que um s momento na vida
jamis esquecestes os sagrados deveres de lilha,
de esposa e de mi, l da regio etherea derra-
ma o balsamo de consol ico nos peitos daquelles
que dolorosameole carpem a la perda, e nos
.quaes ser eterna a tua memoria I
Kecife, 17 de agosto de 1861.
Jvencio Cesar.
ce
o.
m
a
Horas.
S. w
o
5
C
i'
kthmosphera
pq
M

P3
Cf

Oirtccio.
Intensidad.
I
el 33 53 -1 | Fahrenhtit. 1 H 0 9 m O
w 00 s 91 8 C | Cmtigrado. 1 B -i 9 O
o o -a --1 00 | Hygrometro.
o o O o 00 | Cisterna hydro-metrica.
O
so
-<
si

s 2
t oo oo
O
Francez.
C
O
co
o
C
o
Inglez.
i
H

a
r-
a
o
?^
?
19 en e__o te__
A noite a principio de aguaceiros e depois nu-
blada do qusdraote do SE fresco^
0Sf.IL\Q.\5 Da HAR.
Preamar as 3 h. 30'da tarde, altura 6,2 p.
Baixamar as 9 h 30'da manhaa, altura 0,9 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 20 de
agosto de 1861.
Romano Stepple,
1* lente.
Editaes.
O lllm. Sr. Dr. chefe de polica da provin-
cia manda fazer publico, para que se nao allegue
ignorancia, os artigos seguioles da posturas mu-
nicipaes de 31 do agosto de 1851 e 13 de agosto
de 1859.
Artigo 3 das posturas de 31 de agosto de
1854.
Pica desde j prohibido o uso dos seguioles
jogos: ronda, lasquenet, maior ponto, dito bao-
cado, lecart, lasca, vispora, gagio, banca frao-
ceza, tanto de cartas como de dados, e quaes-
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimeot)
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
los seguintes:
I Para o fardamento de 949 remitas apurareis
; nesta provincia com destino corte.
949 mantas de la.
949 bonets.
949 grvalas.
144 1/4 covades de panno preto.
4745 varas de brim branco.
2372 1/2 varas de algodozinho:
Para provimento dos armazens do almoxarifado
arsenal de guerra.
20 duzias de taboasde louro de assoalho.
20dttzias de taboas de pinho americanas.
234 covados de baelilha para saceos de pega de
differeotes calibres.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretara do
conselho, s 10 horas da manba do dia 26 correle mez.
Sala das sesses do conselho administrativa
para fornecimento do arsenal de guerra, 19 df
agosto de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Franbfacv Joaqium Pereira Cubo,
Coronel vogal secretario nterin).
A companhia de cavallara precisa comprr
cavallos no presente semestre, sendo ditos an-
maes com as qualidades seguintes : 50 pollegt-
das de altura, novos, sao* e mansos com prefe-
rencia castrados : quem propozer-se ao forne-
cimento de lies cavallos pode comparecer n
secretaria da companhia no dia 23 do corren
das lOhoras ao meio dia, pois que ser prefer-
do aquelles dos concurrentes que mais van'.a
I gem offerecer a fazenda nacional.
I Quartel no campo das Princezas 19 de agosl
de 1861. = Manoel Joaquim Machado, tenes!
i commaodante interino.
O lanzador da recebedoria de rendas iuter
[ as gevaes, de confsrmidadecom o art. 37 e seu
| do decreto de 17 de marco de 1860, contine
no dia 19 do correte mez a fazer a collecla ns
, seguintes ras : Encantamento, travessa do V-
I gano. Cacimba, Madre de Deus, travessa da me
roa, Burgos, Cordoniz, Lapa, Moeda, Araorin
largo da Assembla e costa do bairro do Recifi
dos impostos a que esto sujeilas ss lujas e cas?
commerciaes e outras de diversas classes e de
nominaedes ; aviss aos donos dos seus respecti
vos estabelecimenlos para que tenham presenl
no acto da collecla os recibos e papis de arree
damento de suas casas, visto que elles tero d
COMMBIICIO.
Caixa Filial do Banco.
EM 20 DE AGOSTO DE 1861.
A caixa descoala letras a 9 /0, e recebe di-
uheiro ao premio de 8 "/.
novoIanco
DE
Pernambueo.
quer outros, que. posto tenham denomioagoes servir de ba8e ao processo do la"n5amento. Rece
diversas sejam com todo de paradas. Os infrac- Dedoria de Pernambueo 17 de agosto de 1861.
lores soffrerao a multa de 30*000. e quinze das Jos Theodoro de Sena.
u:spr^ei3ncideenc0i.d.up,0 d6 qualquer de,la8 pen" Arsenal de guerra.
Os donos dos botequios e casas de labolagem,' Por ordem do lllm. Sr. coronel director do fr-
onde se fizer uso dos jogos prohibidos, soffrerao ; seal de guerra se faz publico que nos termos o
as mesmas penas cima mencionadas, alm d'a-1 aviso do ministerio da guerra de 7 de margo e
quellas 'em que incorrem pelo cdigo crimi-! 1860, se tem de mandar manufacturar o seguint:
EM 20 DE AGOSTO DE 1861.
O banco descoma na presente semana a
ao anuo at o prazo de 4 mezes e a 11 /0
de 6 mezes, etoma dinheiro em cuntas correnies
simples ou com juros pelo premio e prazo qua se
convencionar.
9 7.
at o
aVIfaodeara*
Rendimento do dial a 19. #292 564*538
dem do dia 20.......34 671S031
327235*569
Hovlmeuto da alfaavdtofja.
Volantes entrados com fazendas.. 198
> > oa gneros.. 104
Vo lames
>
sabidos

con fazendas..
com gneros..
78
269
302
347
Descarregam boje 21 de agosto.
Polaca hespankataIndiacarne de cbsrque.
Patacho portugoezJareoviohos.
Bares portwgaeca Flor de S. Simo carvo
a ferro.
Brigue portugaezRelmpagobatatas e cbelas
Brgue inglezBusybacalhio.
Barca inglezaEntnuaiaslmercaduras.
Lugre iagte-N. E. V. A.carvo e ferro.
Barca americanaImperadorfarioha.
Barca amei i canaW. Hensiquetabeado.
Importado.
Barca russa india, /roda de Fime cansigna-
d a N. O. Bieber & C, msnifestou-se o se-
guinte :
nal.
Posturas de 13 de agosto da 1859.
Art. I. E' prohibido o uso de armas de fogo,
contundentes, cortantes, e perfurantes : s se
permita bengalas.
Art. 2. As autoridades policiaes s podero
permitlir espingardas de cagar, pistolas, espada,
e floretes.
O uso de outras qnaesquer armas offensi-
vas, ser punido oa forma do artigo 297 do ci-
tado cdigo combnalo com o artigo 3o da lei de
26 de outubro de 1831.
Art. 3." As licengas para uso de espingardas
de cagar, e floretes s sero concedidas s pes-
soas eslabelecidas no paiz com genero de vida
honesta, declarando o impetrante a nago a que
pertence, sua idade. emprego e residencia.
Secretaria da polica de Pernambueo, 16 de
agosto de 1861.
O secretario
Ru/ino Augusto de Almeida.
Faculdade de Direito.
De ordem do F.xra. Sr. diractor ioletino fago
publico que, em cumprmeoto do aviso de 10 de
julho do correte aono, est novameote posto a
concurso, com o praso de 4 mezes a contar da
data deale, a cadeira de inglez do curso prepa-
ratorio desta faculdade, pelo que o candidato
que se quizer inscrever dentro do referido praso
dever justificar perante o Exm. Sr. director,
prmeiro ser cidado brasileiro, segundo maio-
ridade legal, terceiro moralidade, por meio de
attestados dos parochos, e de folhss corridas,
nos lugares onde houver residido, nos cinco.l-
timos annos : quarto capacidade proQssional.
Os que porm tiverem sido em algum tempo
condemnadoa a gales, oa soffrido aecusago ju-
dicial, de furto,' roubo, estellionsto, banca-rla
capto, ou outro qualquer crime, que offenda
a moral publica, o'u a religio do estado, nao se
podero inscrever' excepto se a aecusago judi-
rial liver sida argida de falsa,, pelo candidato,
e nao houver provado candemaagio-judicial, e
assim o decidir a congregago, por va de recur-
so; interposto dentre de 10 dias. Para a capa-
cidade professionsl deveri exhibir o- candidato
algum dos documentos seguioles : prmeiro ti-
tulo de capacidade na materia em concurso,
conferido pelo conselho director da instrocgo
primaria e secundaria da corte, segando titulo
de professor publico, tsmbem da materia em
concurso, concedidas pelo govemo imperial, ter-
ceiro diploma de baehsrel, ou de doulor as
Facuidades do imperio, oa academias estrto-
678 frdelas de brim.
678 caigas de brim.
678 camisas de algod&ozioho.
208 pares de polainas.
80 colchas de chita
Quem quizer arrematar o fabrico de ditos al-
gos no praso de 25 dias, comparega na salaa
directora do mesmo arsenal, pelas 11 horasa
manhaa do dia 21 do corrente, com sua propoa
em que declare o menor prego, e qual seu liad.
Arsenal de guerra de Pernambueo 17 de agi-
to de 1861.O amanuense,
Joo Ricardo da Silva.
Santa Isabel.
EWPREZA-GERMAHO.
29a RECITA DA. ASSIGNATURA.
AMANHA
Quarta-feira, 21 de Agosto de 1861.
Subir scena a muito excellente tragedia em
cinco actos,
Nova Castro
que terminar com a brilbaote e pomposa sce-
na da
C01IOACAO.
Toma parle toda a companhia.
Terminar o espectculo coma sempre muito
applaudida comedia em um acto,
lima mulher por daas horas
Comecar s 8 horas.
Avisos martimos
Quarta-feira 21 do corrente
Aotunes vender por todo prego trastes de to-
das as qualidades, que eslaro patentes vista
do comprador no dia aeima designado as 11 ho-
ras em ponto.
Bem como
1 carro de 4 rodas em muito bom estado que s-r
entregue por todo prego obtdo.
Transferencia
DO
HhM
DE
Vende-se a escuna portugueza Emilia, de lote
de 108 toneladas portuguezKS, bem construida,
forrada e encavilhada de cobre, muito veleira e
preparada a navegar para qualquer parte, tendo
sido empregada desde que sahio do eslaleiro a
conduzir fructas de Lisboa para a Inglaterra :
quem a pretender pode examina-la no ancora-
diurodest porto aonde se acba fundeada, e pa-
ra' tratar n escriptorio de Azevedo Si Mendos,
ra da Cruz n. 1.
Quarta-feira 21 do corrate.
O agente Costa Carvalho continua no
da cima as 11 doras em ponto o leilo
da louqa e vidros existeute na loja da
ra larga do Rosario n. 32, sem reser-
va de preep-
copeiro
DE
tfara Lisboa e Porto
Segu com brevidade a barca poitugueza San-
ta Clara, capito Antonio Ventura dos Santos
Neves, para carga e passageiros, tendo para estes
excelleotes oromodos : trata-se com Azevedo Si
Mendes, ra da Cruz n. 1, ou com o capito na
praga.
Para o Aracaty
sahe com bravdade e histe Dois Irmos, j
tem a maior parte da carsa, para o resto traa-
se com Martins Si Irrao, ou com o mestre Joa-
quim Jos da Sil veira.
Lisboa e Porto .
sahir com brevidade a barca Flor de S. Si-
mo' por ter parte da carga prompta : para o
resto e passageiros, trata-se com Carvalho, No-
gueira&C, ni ra do Vigario n. 9. prmeiro
andar.
Para o Ass e Aracaty
segu em poucos dias o hiate Camaragibe por
j ler a maior parte do seu carregamento ; a tra-
tar na ra do Vigario n. 5.
Acarada'
Jos
O veleiro Garibaldi, mestre Custodio
Vianna : a tratar com Tasso Irmos.
Porto por Lisboa
Segu em breves dias a barca nacional There-
za I por ler sua carga engajada e parte della j
a bordo, recebe nicamente passageiros, para o
que tem excellentes commodos, e trata-so com
Bailar & Oliveira, ra oaCadeia do Recite n. 12.
Bnhia.
Segu a sumaca Hartencia, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que Ihe
O hiate Sergipano segu para a libado Fer-
ando quem quizer uelle carregar, tendo licenga
> govemo, dirija-se ao capillo a bardo junto
& trapiche do algodao.
Almirante.
O fiscal desta freguezia de Santo Antonio falta e passageiros. trata-se com Azevedo & Men-
os corrida a que hoje procedeu. nos pjsseiosdes, rju^da Cruzan. 1.
(vulgo calcadas) das raas da Viraeo e Fogo, e
as travessas do Livrameolo, do Carmo e da
Bomba, fes lavrar termos de senadas, contra os
propriatarios daquelles predios, dos quaes os re-
feridos passeiosse achira desconcertados contra
o disposto no art. 18 do til. 7 das posturas em
vigor de 30 de junho de 1849.
O qua pelo presente faz constar aos mesmos
propriatarios para perfeita inteligencia.
Fiscalisago ds freguezia do Santo Antonio, 20
de agosto de 1861.
0 fiscal,
Manoel Joaquim ds Silva Ribeiro.
Tribunal do commercio
Pela secretaria do tribunal do commercib da
provincia de Pernambueo se faz publico,qu3 es-
ta data foi inscripto no registro publico do com-
mercio, o contracto de sociedade celebrado em 6
do corrente por Manoel Carvalho de Mour?e Joo
Teixeira de Souza Lima residentes e estableci-
dos na freguezia dos Afogados desta cidade, sab
a firma de Houra Si Liras, deveodo a acCiadade
que lera comego no dia 2 de maio ultim, durar
em quanto convier a ambos os socios, po1.tempo
limitado de 2 annos, e com o capital del:000y
fornecido pelo socio Moura, sendo o oulfl, socio
de industria. [
Secretaria do tribunal do commercio
nambuco 19 de agosto de 1861.
Julio Guimares.Qnicia
' Perante a cmara mucipat desta cii (
a praga nos dias 19, 22 e 26 do corrente
rem arrematadas por um aonoa s seguiol^
municipaes:
Imposto de affericcs.....1!
dem de 500 ris por cabega de
gaiie...........1(
dem de mscale e boceteiras .
dem de medidas de farioha f02j900|
dem de 40 ris por pe de co-
egue para o Rio de Janeiro o brigue nacional
(mirante, capito Uenrique Correia Freitas, o
qil tem parte da carga prompta : para o resto
qi Ihe falta e escravos a frete, trata-se com
Avedo Si Mendes, ra da Cruz n. 1.
1
(palhabote nacional Dous Amigos, capito
Fra-isco Jos de Araujo. segu para a Baha em
poras dias ; para o resto da cerga que lbe falla,
irat-se com sea consignatario Francisco L. (X
Azcdo, aa ra da Madre de Dos n. 12.
COMPANHIA mMMMJCAIU
n
Ka vgacao costeira a vaper
Parba, Rio Grande do Norte, Ma-
co do Asiu'. Aracaty, Cea-ra'.
Ovapr Iguarass, commaodante Mereira,
sahir lara os portos do norte at o Cear nc
dia 22 ra correle s 4 horas ds tarda. Recebe
carga ai o dia It ao meio dia. Eocommendaa,
passageros e dioheiro a frete at o da da sahida
11 hora: escriptorio no Forte do Mtttos n. 1.
Quinta-fein 22 do corren te.
Costa Carvalho fara' leilao no dia
cima as 11 horas em ponto de dille-
rentes moris depositados em seu ar-
mazem na ra do Imperador n. 35.
Taubem
vender' varias obras de direito e me-
dicina.
LEILO
DE
lima kreaca.
O agente Hyppolito vender' em lei-
lao urna barcaca que se acha fundeada
no caes do Forte do Mattos, por traz dos
armazens alfandegados do Sr. barao do
Livramento, a qual vendida por con-
ta da massa de Jos Martins Nogueira
de Mello, escu&ado dizer o estado del-
la porque esta' fundeada para ser exa-
minada : quarta-feira 21 do corrente
as 11 horas em ponto no referido caes.
eilao
A 23 do corrente,
Barroca & Medeiros faro leilo por interven-
cao do agente Oliveira, de um grande soriinen-
to de ferragens e roiudezas propras deste mer-
cado ; sexta-feira 23 do corrente s 10 horas da
manhaa, em seu armazem na ra da Cadeia do
Recite.
LEILAO
Hoje 31 do corrente.
C. J. Aslley C. cooliouaro por iotervengo
do agente Oliveira, o seu leilo de grande sorli-
mentu de fasendas aa mais propras do merca-
do: quarta-feira 21 do corrente s 10 horss da
manhaa, em seu armatem na ra da Cadeia do
Recife.
LEILAO
Quinta-feira 22 do corrente.
O agente Hyppolito levara' a leilao
diversos movis que existem em seu es
criptorio, consistindo em mesas para
jantar, cadeira* avulsas, sofas, mobilia
de Jacaranda', e bem assim um excel-
lente repartimento e baldo para es-
criptorio : quarta-feira 22 Jo corrente
as 11 horas na ra da Cadeia do Recife
n. 48, prmeiro andar.
Na mesma occasio
se vender' um excellente cabriolet mo-
derno com os competentes arreios e ca-
vallos.
Alisas rrersos
LOT1RI4
No dia 31 do corrente andaro im-
pretenvelmente as rodas da quarU
parte da nona lotera a beneficio da
matriz da Boa-Vista desta cidade; os
bilhetes e raeios bilhetes acbam-se a
venda na thesouraria das loteras ra do-
Crespo n. 15, pavimento terreo, e na$
casascommissionadas do costnme. 0$
premios serao pagcK em continente a
entrega das listes.
O thesoureiro,
Antonio Je se Rodrigues de Souza.
No dia 24 pelaa 11 horas da manhaa em cas
do Dr. juiz municipal do termo de Olila se ha
de arrematar em praca publica por venda es bena
seguintes, urna paite do valor de 51J&807 em um
sobrado de um andar com soto sito na Iedeira-
da S da mesma cidade, em chioa proprioa. com
um quintal todo murado boa cacimba, e baixs
para capim, avallado ludo por 3:OO0gOUO ; outra
parte finalmente do valor de 359974 em urna ca-
sa terrea de pedra e cal, sita alraz da mesma S.
toda deteriorada, com porto ao lado esquerdv
e um pedace do muro ao lado direito, com una
quintal bastante grande, e al*umas arvores de
fructo. avaliado tudo por 100#000, penhorado*
a Francisce Xavier Carneiro da Cunha e Zozima
Izidora Landelina Carneiro da Cunha, para con-
tinuacao da execu;o que pelo mesmo juizo mu-
nicipal lhes move Gregorio Francisco de Jess.
E para que chegue ao conhecimento de quem era
dilos bens quizer bogar se faz o presente.
Em praca publica do juizo de orphaos do
termo de Olinda se hade arrematar por venda no>
dia 22 do corrente mez. depois da audiencia da
mes) juizo os bens Sdguiotes. um eaixo gran-
de por 4*000, um anamento de fazer farinb.
constando de urna prensa, e um rodete, coberio
de cobre por IO5OO, um armario grande por
49OOO, e urna casa de virenda de laipa no lugar
di Mirueira, em trras do coronel Joaquim Ca
valcante de Alququerquer por 223J200, sendo 1J
portas, e 3 jaoellas por 508000 ris 5:500 telhae
por I2332OO e a mo de obra da referida casa
por 503O00.
Aluga-se o segundo sndar da casa da rua-
Direita n. 40 ; a tratar no caes da alfandega, ar-
mazem n. 5.
Justin Norat, subdito francs, vai fazer urna
viagem ao norte do imperio.
Nos abaixo assignados fazemos sciente ao>
corpo de commercio que dissolvemos emigavel-
mente a sociedade da loja sita na ra da Cadeia
do Recife n. 50 A, que gyrava sob a Orina social
de Lopes & Miranda, fkando o activo e passiv
da mesma loja a cargo do socio Miranda. Recife
16 de agosto de 1861.Jos Lopes DiasIiyginev
Augusto de Miranda.
Um prente do lllm. a Rvm. Sr. conego
Affou-o de Albuquerque Mello, sabendo que elle
est a chegar a esta capital, roga-lhe o especia*
favor de apparecer na rus de S. Jos o. 60.
O bacharel Joo V. da S. Cosa tem o seu
escriptorio de advogacia na ra do Rtogel n. 73,
defrunie da botica.
Precisa-se de um excellente
tratar na ra do Vigario o. 2.
Offerece-se um rapaz portoguez de idade
de 16 a 17 annos para caixeiro de taberna, da
qual tem bastante pratica ; quem se quizer uiili-
sar appereQa na ra eslreita do Rosario, padaria
numero 13.
Fugio na manhaa do dia 18 de junho pr-
ximo passado, da fazeoda S. Rento, districto de
Curraes Novos, termo do Acary, comarca do Se
rtd, provincia do RioCrande do Norte, um es-
cravo de nome Guilherme, idade 13 annos, criou
lo", bem preto, resto redundo, olhos grandes
bocea pequea, nariz chato, secco do corpo, per-
nas Gnas, ps pequeos, muito paxola, falla
apressada, e sendo vexado gaguejs, levou roupa
de algodao, chapeo de couro, e vesiia ludo j ve-
Iho, coa luz um cavallo alaso com a cauda apa-
rada, um tanto s-illado, e com o ferro e letra a
margen), suppe-se ler ido em companhia de al-
gum veltiaco : ruga-se as autoridades policiaes e
capites de campo, e mais pessois do povo que
prender, dirijm-se ao abaixo assignado na dita
fazenda, que sero recompensados, ou as villas
de Goiauninha desta provincia, e de Iguarass da
provincia de Pernambueo, se mais coinmolo for
ao conductor ao Sr. Antonio Eufrasino Barbalbo
e Filippe Filgueira Cilvo. v
Laurenlioo Bezerra de Medeiros Galvo>
Aluga-se um segundo andar do sobrado do
becco Largo o. 1, concertado e pintado de novo,
proprio para gran le familia e por mdico prego :
a tratar na mesma ra, taberna n. 2.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITl'HA.
Tendo de se commemorar no domingo 25 do
corrente o 10.* aooiversario da insiallago do
Gabinete, a direeloria convida por isso aos se-
nhores associados e ao respeilavel corpo acad-
mico, a comparecerem a sesso magoa que t-r
lugar no referido dia 25, s 11 horas da msoha,
nos sales da nova casa do Exm. Baro do Li-
vramento, na ra do Imperador, para onde se
acaba de effectuar a mu tanca da bibliolheca.
A directora espera a geral concurrencia dos
seohores associados e convidados, para assim
tornar o acto mais esplendido.
Havero lugares para ta senhoras que se dig-
naren) comparecer a sesso, e o estabelecimest
ser aberto as 5 horas da tarde, e estar patente
aos seohores visitantes al as 10 horas da uoiie.
Sala das sesses 20 de agosto de 1861.
J. S. Loyo, director.
A. B. Nogueira, f. secretario.
SOCIEDADE
INSTITUTO PO E LITTERARIO-
De ordem do Sr. presidente interino sao con-
vidados os senhores socios a comparecerem a
sesso ordinaria do conseiho director, e a extra-
ordinaria da assembla geral; quinta-feira 22
do correle, s 11 horas da manhaa.
Secretaria do Instituto Pi e Luterano em 20 de
agosto de 1861.
Henrique Mamede,
1. secretario interino.
Vi va a concurren-
cia.
Ra Nova n. 67.
Nesta tanda de alfaiate de J. Huoder eocon-
traro seus benvolos freguezes um sortimeot
de fazendas modernas que recebeu direitamente
da Europa, ptimas para caigas, cuteles e casa-
cas, ludo bom para a primavera : na ra Nova
numero 67,
Madapolo avada-
do na ra do Queimado
numero 19.
Madapolo fino avariado a 3$ a peca.
Vende se um cabriole! bastante usado cosa
todos os seus pertencei, e por usa preco razoav-
vel, oa cocheira do pateo do Paraso do lado
da groja : para ver para tratar, com o capito
Teixeira no quirtel de policia.
Vendem-se
os seguintes llvros : oassesser forense, manual
abreviado do cidado, o defensor da religio, o
diccionario theologico, elementos do direito ec-
clesiastico, Jahr, medicina homcopatbica, 4 vo-
luntes, inslituiqes cirurgicas, atlas geographioo
melhodo de violo por Carulii, por prec* co-
roodo ; na loja de encaderoac,o de livro junto
a igreja da Congregarn.
Aluga-se, o sobrade n. 2 B da ra do Apolle
e a casa terrea a. 27da ruado Burgos a tratar aa
ra da Aurora n. 36.
Atten^o.
. D. Antonia Maria da Cooceioe, proprietarta
do estabelecimento de scese e aolhados ito ao
Largo da Penha n. 18, julga bada dever a esta
praca ou fora della na entanlo se alguem aa jul-
gar seu credor queira apresentar suas eontas no
Eiraso de 8 das da data desta no referido estibe
eemeoto.
Reetfe, 20 (Te agesto to 1*61.


:rv::vv r-


DL4BI0 DI FlflflABMJCO. QUARTA FELRA SI DE AGOSTO DE 1861.
MUDANQA.
Luiz Soulan, cutileiro e armeiro francez, participa ao respeitavel publico
e especialmente aot seus freguezes que mudou sua officina da ra das Cruzes pa-
ra a ra da Imperatriz n. 13, aonde continua amolar todos os das e a fazer
concert, reparos e obras novas tendentes a sua arte com promptidSo e barateza.
Fundico
de bronze.
Na bem conhecida fabrica de fundico, laloei-
ro e iunileiro da ro Nova, defroole da Coocei-
Cao, continua a fazer lodas as obras tendentes s
mencionadas artes e officioas cima ditas, como
sejam : bronze para engenho, parafusos para di-
tos, e tudo quaoto oecessario para tal mister,
tudo mais barato do que em outra qualquer par-
te, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre, e tudo mais coocernente a caldeireiro, obras
de lati com a melhor perfeigo possivel, obras
douradas e em latao para militares, como sejam,
apparelhos para birretinas, ferr >gens para telins
e talabarte de qualquer arma, boloes de todos os
nmeros, duurados, bromeados e em smarello,
obras de folha superiores por serem os artistas
que as fabricara joroaleiro e nao empreiteiro, que
como se sabe, ounca as obras que sao feitas de
empreitada sao perfeitas, tudo muito barato: na
ra Nora o. 38.
SU.NALDEGR4TID.iO.
Inflammacao do buco.
Eu abauo assignadu declaro, que tendo minhs
mulher padecido por espaco de 11 annos de urna
inflammaQo no bago que Ihe causava muito can-
sago, e nao sendo possivel obter melhoras, lti-
mamente applicando ss chapas medicioaes do
Sr. Ricardo Kiik, escriptorio na ra do Parto n.
119, sem dieta alguma e sem caasar-lhe o menor
sotrimento, ficou perfeitameote boa. E por isso
emsigoalde minha gratido, assignei o preseole
atteslado para ser conhecido do publico.
Ra da Pedreira da Gloria o. 60 Rio de Ja-
neiro.Antonio Jos da Veiga.
Luiz Margor a risa que os nicos proprieta-
rio da casa sita na ra da Capunga Velba n. 37
A sao os herdeiros do fallecido F. Goulon, que
lho deram procuraco para vender a dita casa
como est tratando de fazer, sendo que o Sr.
Supra Frederico apenas recebia os alaguis, e que
portento ninguem faga negocio acerca dessa ar-
rematagosob pena de ve-la de nenhum eileito.
Aluga-se a casa terrea da ra Imperial n.
76 ; a fallar na rui do Queimado n. 46. ptimeiro
andar, das 11 horas da manha s 3 da tarde.
Attenco,
Aluga-se ou vende-se um excellente sitio no
principio da estrada do Arraial, com boa casa da
pedra e cal coniendo 8 quartos, 2 salas, 1 gabi-
nete, estribara, urna excellente baixa plantada,
um riacho no meio do sitio,.tendo muitas arvo-
res fructferas : quein pretender dirija-se a Pas-
sagem da Magdalena sobrado que volta para o
Remedio, que achara com quem tratar.
m
m


GABINETE
Itledico-cirurgico
DO
Dr. Amcrico Alvares
Gui maraes.
A'RA NOVA N. 21.
Neste seu gabinete se
achara sempre prompto o
referido doutor exercer a
medicina.
Nenbum honorario exige
dos doeotes pobres.
Qaarta-feira 21 do correte, depois da au-
diencia do Ulm. Sr. Dr. provedor de capellas, ir
praga por arrendamento a casa o. 28 da ruada
Roda, perlenceote a irmandade das almas de
Santo Antonio.
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATHICO
DO DOUTOR
SABINO O.L PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio da, acerca das seguintes molestias :
molestias das mulheres, molestias das enan-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes e suas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOKEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus elleitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
aiveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sitino sao
tnicamente rendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de'um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente n lista des medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
me do Or. Sabino sao falsos.
Na traversa da ra das Cruzes n.
' 2, primeiro andar, continua-se a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Um em prego.
Precisa-se de um mogo que tenha pratica de
vender fa/endas para as vender com um escravo
pelas ruis e arrabaldes desta cidade, dando fla-
dor a sua conducta, dirija-se a loja de fazendas
a. 8 da ra do Cabug.
Santos, Camioha & Irmos, liquidalsrios da
musa de Caminha iFilhos, de novo rogam aos
devedores da mesma o favor de vir ou mandar
satisfacer 1 he* b importancias de seus dbitos
at 30 do mrrente mez, no seu escriptorio na ra
Nova n. 25 ; scienliflcando que no caso de pao
erem altendidos, ver se-hao obrigados a proce-
der cobraoca pelos meios que lhes faculu a le.
Aos senhores de eugeuhos.
Um official de caldeireiro se offerece psra ira
qualquer engenho concertar alambiques ou ser-
pentinas, e outras obras de cobre com toda a per-
feicao : os pretendentes dirijsrn-se a ras Impe-
rial n. 215, que achara o dito official. Na mes-
asa casa se vende um bol de carraga com boas
carnes.
Attenco.
Os abaixo assignados previnem ao respeitavel
publico que teem aberto um grande armazem na
ra da Cadeia do Recife/ft. 41, primorossmenle
sorlido com as mais acreditadas fazendas ingle-
sas, raoeezaa, suts as e alleroes, as quaes vem-
Aeca por menos do que outro qualquer, sendo as
traosaeges effectuadas a dinheiro.
Esperara portaoto 4o publico era geral, e parti-
cularmente los senhores que negociara com o
nifsrco artigo, venha ao referido estabelecimen-
to tomar conheeimento da veractdade do pre-
siente aonuacin, submettido considerago geral.
Recite, 6 de agosto de 1861.
fego & Silva.
-y Aluga-se um mulato moco que ter 18 an-
uos, pooco mais oa menos.para o servigo de casa
e de ra, mnito fiel e diligente): quem o pre-
tender dirija-se praca da Boa-Vista o. 9.
Attenco.
Mello, Irmlo, tendo comprado arrematante
da massa fallida de Manoel Francisco de Helio,
faz scienles aos devedores da dita massa a vlrem
pagar os seUs dbitos, e os que nao Qzerem sero
qamados a juizo. Recito 12 de agosto de 1861.
rvivvvfiiiwmiwn WmWwtttwwttm
Consultas medicas.
Serao dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de Si Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 al s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
l.s Molestias de olhos. v
2.* Molestias de coragao e de peito. &
3. Molestias dos orgaos da gerago e do anus.
O exame dos doentes ser feito na or- V
dom de suas entradas, comegando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos 55
olhos. 1|
Instrumentos chimicos,acsticos e op- ,
ticos sero empregados em suas cnsul-
tagnes e proceder com todo rigor e pru- 1
deocia para obter certeza, ou ao menos B
probabilidade sobre a sede, natureza e O
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destrui-la ou 12
curar.
Varios medicamentos serio tambem |I
empregados gratuitamente, pela cer- JJ
teza que temde sua verdadeiraqualidade, m
8*m promptido em seus effeitos, ea necessi- **
dade do seu emprego urgente que se usar m
< de,les' 2
|b Praticar ahi mesmo, ou em casa dos 1|
doeotes toda e qualquer operscao que X
julgar conveniente para o rest'abeleci- *
ment dos mesmos, para cujo fim se icha 2>
prvido de urna completa colleccao de II
instrumentos indispensavel ao medico
operador. f|
&wttmvm mm^mmmmmm
O Sr. JoSo Hypolito de Meira Li-
ma, queira dirigir-se a praca da Inde-
pendenca livraria n. 6 e 8 que se Ihe
preciza fallar.
Atten Urna pesso queretira-se da vida agrcola ven-
de ou permuta por predios nesta praga 11 escra-
vos de differeotes sexos inteirameote affeitos a
servigo de engenho, entre os quaes existem dous
excellentes carreiros. um bom carapioa, e um
banqueiro: quem pretender, annuncie por esta
folha para ser procurado.
Saque sobre Lisboa.
Manoel Igoacio de Oliveira & Filho saccam
sobre Lisboa ; no seu escriptorio, largo do Corpo
Santo.
9
# O Dr. Manoel Moreira a$
% Guerra tem o seu escrip- Q
torio de advocada na ra
gj do Crespo n. 21, primeiro S
andar, onde sera* encon- t
9 irado das 9 horas da roa- #
nhia at as 3 da Urde.

Padaria.
Na padaria de; Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, ra dos Pires n. 42, vende-se a muito acre-
ditada bolachioha quadrada,d'sgua, propria para
doentes, bolachinba de araruta e dita de moldes.
OfTerece-se urna ama para cozinhar e en-
gommar : quem quizer dirija-se a ra larga do
Rosario n. 9.
A commissao liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou coritas de Irnos, que se diri-
ja m com os seus ttulos rna da Cadeia do Re-
cite d. 26, primeiro andar, das 10 horas da ma-
nha s 2 da tarde, para serem verificados e clas-
sificados pela referida commissao
Precisase fallar ao Sr. JoSo Al-
ves Teixeira : Na livraria da praca da
Independencia n. 6 e 8.
1gMaif1
3Roa estreita do Rosario3
A commissao liquidadora dos ere*
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aosSrs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manha as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, qu nao a^ obrigue a lancar
mi dos meios udiciaes ou do jornal
para ha ver essas importancias de que
sSo seus devedores.
Aluga-se um sitio no Rosarinho no oito da
greja, com boa casa de pedra e cal, bastantes
'oin_0,lPdo*. com estribara e cocheira, boa agua
de beber, tanque para banbo, muitos arvoredos
de fructo, baixa de capiro, e jardim na frente :
trata-se na roa da Cadeia do Recife o. 29 primei-
ro andar.
% Francisco Pinto Uzorio continua a col-
$ locar dentes artificiaos tanto por meio de
% molas como pela presso do ar, nao re- ay
0 cebe paga alguma sem que as obras nao
*3 fiquem a vontade de seus donos, tem pos tj
s^ e outras preparagoes as mais acreditadas a
^ para conservago da bocea. a
stst
Evarirto La Vega, Ceferino Alfaro e Ma-
noel C. Rodrigues, retiram-se para o Rio de Ja-
neiro.
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commodidades de
lamilla, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha poj-
co tempo com trraco a roda, sita na
entrada do Poco : a tratar com os pro-
pietarios N. O. Bieber & C, successo-
res, ra da Cruz n. 4.
Hmwjn.ma||a|M|r*|u|U|*H(
5~*Jwws Dentista de Pars.
15Ra Nova15
FradericGaulier,cirurgaodentisla,faz
todas as operaces da sua arte e colloca
dente artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfeigo que as pessoas entendi-
das Iba reconhecem.
Tem agua a psdentifriciosatc.
Obacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova n. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
i
I
0
Engommadeira de
Pars.
Madame Blanchin avisa seus numerosos fre-
guezes que tran-ferio sua morada para a ra do
Arago n. 28, onde se eRcarrega especialmente
dos eogomroados de roupas Qnas de senhora,
taes como vestidos bordados o folhas, golinhas,
manguitos e todas as pecas bordadas e arren-
dadas.
A contraria da gloriosa Santa
Rita de Cassia, contrata com
quem por menos fizer, sb
as condieces abaixo decla-
radas, a seguinte obra:
1. Levantar as paredes mestras de ambos os
corredores e consistorios a altura correspondente
as coberiaa do corpo da igreja e capella-mr,
aQm de flear em urna s agua de cada lado com
a competente cornija o reboco.
2o. Fazer e collocar cimelricameote 12 janel-
las novas e regulares com todos os perteoces,
bem como duas portas; sendo igualmente obri-
gado a ira vejar no s6 os corredores como os con-
sistorios em ordem de ficar em estado de receber
forro.
3*. Ser obrigado a desmanchar a sua cuita
toda obra velha precisa, podeodo empregar oa
nova os materiaes e roadeiras que estiverem em
perfeito estado ; sendo igualmente obrigado a
algamassar o telhado as partes que forem pre-
cisas.
Condicoes.
Io. O empreiteiro ser obrigado a principiar a
obra dentro de um mez, e concluida dentro em
dous mezes, sob peaa de 2008 de multa.
2o. Ser obrigado a dir todo material e madu-
ras precisa, e da melhor qualidade, que deverp
ser inspeccionados pelos membros da commissao,
assim como a receber aquelles que durante a
obra forem dado a irmandade de esmolas pelo
prego que cooveocionar com a commissao.
_3. Os pagamentos sero feitos em tres prest -
(des a primeira no come;o da obra, a segunca
quando estiver em meio e a ultima quando tivtr
concluido: devendo para isso prestar urna fiana
equivalente a primeira prestaco e multa.
4*. No caso de demora ou falta de cumprimer-
to do contrato ser a obra concluida por ada-
nislracao a custa do empreiteiro e seu fiado:,
que serio rsponsaveis pelo que exceder.
5. A obra ser inspeccionada pela commiss)
encarregada della (odas as vezes que julgar con-
veniente ; em caso de duvida nao expeciQcadi
no presente contrato ser ella decidida por arbi- o meio. Recife 19 de agosto de 1861.
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Sociedade bancaria.
Amoriro, Fragoso,Santos 4 C. aacam e tomam
saques sobre a praga de Lisboa.
-- Precisa-se de urna ama no Campo-Verde
n.45, para cosinharpara poucas pessoas.
S. Jos d'Agonia.
Arreoda-se um terreno no lugar do rio tapado
do termo de Olinda, com 200 bragas de frente
com alguns ps de coqueiros, perlencente ao pa-
trimonio da irmandade de S. Jos d'Agonia ; os
pretendentes podero r examinar, e fazer suas
propostas com fiador idneo, aa quaes serao en-
tregues at o dia 24 do correte, na ra larga do
Rosario n. 46. ao provedor da dita irmandade.
Manoel Francisco dos Santos Silva,
Secretario.
Offerece-se urna ama portugueza para todo
o servico de urna casa ; quem precisar, dirija-se
a ra da Paz n. 31.
- Arrenda-se o armazem da casa n. 9 ds ra
da Cruz: quem o quizer, poder entender-se
com o proprietario da casa, Florencio- Jos Car-
neiro Monteiro.
T lu6a-se ama boa casa terrea junto a igre-
ja de S. Gonzalo n. 38 : quem a pretender, diri-
ja-se a ra do Quartel de polica n. 18, padaria.
Appareceu um negro cabra, de boa altura e
gago, procurando-me para o comprar, e dizen-
do-me malmente ser escravo de um seohor de
engenho na freguezia de S. Lourenco ou Luz
quem for seu dono o mandar buscar, nao me
respoosabilisando pela fuga.
Joaquim Civalcanti de Albuquarque.
Precisa-se de urna ama para casa de peuca
familia e preetindo-se escrava ; na ra da Sen-
xala velha n. 50, se dir quem precisa.
Ama de leite.
Precisa-sede urna ama de leite sem fllhos : na
ra da Cruz n. 15, segundo andar.
Atten Os abaixo assignados avsam a todos os seus
devedores nesta cidade do Recife de Pernambuco
que tem autorisado ao Sr. Joo de Souza Rangel
Jnior para receber dos mesmos senhores o im-
porte de seus dbitos, qur amigaveloujudicial-
nte. ficaodo a escolha dos mesmos devedores
Faria &C
Aluga-se urna casa em Beberibe ; a tratar
com J. I. de M. Reg, na ra do Trapiche n. 34.
A pessoa que quizer comprar um berco ri-
ca de Jacaranda com cortinado, tudo em bom es-
tajo, queira dirigir-se a ra de Hortas n. 106.
Vio ohar* oom <|uuin tratar.
Offerece-se
tros dando o empreiteiro um ea commissao ou-
tro, e no caso de desconcordancia delles ser des-
empatado por um terceiro que ser lirado a
sorte.
Os pretendentes podero apreseotar aa suas
propostas em carta fechada at o dia 26 do cor-
rente entregando-as na referida igreja ao guarda
da mes na, o qual se cha autorisado nem sd para
este fim como igualmente para deixar examinar
o estado das obras que se tem de fazer.
Recie 19 de agosto d 1861.J. I. Gomes, uma mulher parda para ama de casa de homem
memoro da commissao.Iimael Amavel Gomea*0'le'rou pouca familia, somente para o servico
da Silva, tbesoureiro interoo. de portas dentro ; na ra do Cano, junto a co-
mf cheira do oito do Carmo.
AttencO para DaSSar a Testa* ~ A0*?10 da Costa eSilva Maduro fazscien-
a casa terrea na novoaco da que^ exou de ser caixeiro Joaquim Fer-
mrfn a Kioimk. nn. ...II. ... *" ** 8S10 06 OOI.
Na typographia da Ordem pre
cisa-se de um compositor.
Aluga-se o primeiro andar do
sobrado n. 20 natua Velha, concertado
e pintado de novo, com commodos pa-
ra grande familia : a tratar na Boa-Vis-
ta ra do Sebo n 2*.
As audiencias do juizo especial do
COmmercio continuara as quintas-fei-
ras de cada semana; porm ao meio
dia em ponto. Por urdem do Dr. juiz
substituto em exercicio.O escrivao,
Manoel Mara Rodrigues do Nascimento.
Offerece-se
correte abrir seu novo estabelecimento de esn-um rapaz de idade 20 annos nara ca.
dieiros econmicos a gaz, as 6 horas da noite se v ? annos, para cai-
achar Iluminado al aa 9 1|2 da noite com todaxe,ro ou criado de hornera solteiro, que
franqueza para verem e conhecerera a fscilidadeda' conheeimento de sua Dessoa an-
que ha em usarem dos ditos candieiros em eco-nuric;e nor Mtp n;aro
nomia. pela muita experiencia que ha feito com C e Pr e,te u,ar,
os ditos candieiros, se encontrar de todos os
pregse qualidades ; todos aquelles que quize-
rem usar de ditos candieiros, deixo de mencionar
todas as qualidades que ha pela immensidade Feliciana Hara Olympia previne ao i
que se offerece por eatarem expostoa com todaque deixar de responder a um Jaaquim Affonso
franqueza no dito estabelecimento, na ra Novade tal porque sua questo nao com esse ho-
Aluga-se uma
Monteiro, tem c
com quintal murado e cacimba, cora porto pan
o rio ; a tratar na ra do Queimado loja de ferra-
5ens n. 28
lova
exposico
DE
candieiros a gaz.
Ra Nova numero 24.
O proprietario deste estabelecimento toma
honra de annunciar ao publico que no dia 8 de
Ao publico.
numero 24.Carneiro Vianna.
Aluga-se um armazem na ra do Costa
fallar em outro, na ra 4a Lapa n. 13.
Os administradores da massa fallida de Ha-
noel Francisco de Mello, avisara aos senhores
credores para lhes apresentarem tt^xs ttulos de
crdito no espatao de 8 dias, aflm de poderem
proceder classiflcacio na forras do art. 859 do
cdigo do commercio, devendo a apresentaco
ter lugar em caa dos administradores Rabe Sena- mesma : na ra
metcau & C. 1 numero 18.
commissao de escravos
ra do Imperador n. 4,
terceiro andar.
Para dita ra foi transferido o escriptoo de
commissao de escravos que se achara estalleci-
do no largo do Paraizo n. 16, e ahi da esma
sorle se contina a receber escravos paraerem
vendidos por commissao e por conta de sis se-
nhores, nao se poupando esforgos para ue oa
mesmos sejam vendidos com promptidi aflm
de seos senhores nao soffrerem empate om a
venda destes; assim como se afianza o bn Ira-
lamento e seguranza. Nesta mesma casa i sem-
pre para vender escravos de ambos osse:s, mo-
tos e velhos, com habilidades e sem ella
Manoel Alves Guerra saca sobre Rio de
Janeiro.
-***;<*
JGabinete medico cirursico.J
tp Ra das Flores n. 37.
9 Sero dadas consultas medlcas-cwrgi- #
% cas peloDr..Estevo Cavalcanti de .lbu- SI
# querque daa 6 aa 10 horas da maohl, ac- %
% cudindo aos chamadoa com a maioi bre- %
% vidade possivel. %
m 1 Partos.
3. Molestias de pelle. #
3.* dem dos olhos. SI
4.* dem dos orgaos genitaes.
Praticar toda e qualquer operado em
ay seu gabinete ou em casa dos dotte con-
q forme lhes fr mais conveniente.

Precisa-se de dous amassadoresde padaria
que entendaos perfeitamente de todo < trafico da
do quartel de policb, psdaria
mem e sim com outro de quem est exigindo
seus ttulos e a quantia de 300$, e felizmente j
obteve um dos ttulos. Quando estiver concluido
todo o negocio dar conta ao publico, que ento
preciar o papel que est se prestando esse po-
fre homem.
O abaixo assigoado faz publico que perdeu
uma letra da quantia de 250$ aceita pelo Sr. Ma-
noel da Fonseca e Albubuerque em 2 de jsneiro
do correte anoo prazo de 6 mezes, a qual se
vencen a 2_de iolho, por isso previne ao Sr. Fon-
seca que nao a pague a qualquer pessoa que Ihe
apreseutar e quem a achou que a leve a sua mo-
rada em Hatis-Fsrioha.
Jorge da Costa Gadelha.
Collegio de Bemtica.
Este estabelecimento precisa de uma ama go-
vernanle ede uma etagommadeira.
Perante o juiz de paz do segundo districto
da freguezia de S. Frei Pedro GoDQalves, tem de
ser arrematados, finda a audiencia, no dia 21 do
corrente pelas 4 horas da tarde, 6 cadeiras de
amarello com assento de palhinha e um par
di consolos da mesma madera, peohorados a
Manoel Dativo dos Santos por Joaquim Paes Pe-
reia da Silva.
S. Jos d'Agonia.
A esa regedora deliberou mandar cantar nna
ladaiiha ao nosso padroeiro domingo 25 do cor-
rente, pelas 7 horas da tarde, em ac;ao de gra-
tas pr se, ter revendicado o terreno do rio tapa-
do, ue a muitos annos se achava em poder de
Um .T"'10 por iso convida a seus irmos a com pareceres!,
aflm u atrilhantar o acto. Consistorio da irman-
dade I de agosto de 1861.
Manoel Francisco dos Santos e Silva,
Secretario.
-se 1:0009 a juros sobre bypotheca em
raz, quem precisar dirija-se a ra do
H, loja delouca daa 9 as 10 da ma-
ende-se champagne superior em
caixabu gigos : na casa n. 42 ra da
Cruz fe James Crabtree & C.
No dia 21 do corrente depois da audiencia
do Sr. Dr. juii municipal da segunda vara prove-
dor de capellas, vai a praca por venda os sitios
denominadosCampo Grande na estrada que vai
para Olinda, tem uma casa de pedra ecal, com 4
quartos, cosinha fora, cacimba, muitos arvore-
dos de fructo, bastante terreno para planlafides,
terreno para' ter vaccas de leite, tem embarque
e desembarque com qualquer mar, mangues e
lugar para grandes baixas de capfm, muito per-
to desta cilade, est avaliado por 9:5O0#, vai a
praca a requerimento do solicitador de capellas e
residuos.
ima de leite.
Orna senbora forte e "dia desoja amamantar
uma crianca em sua cas8 ra do Motocolomb
n. 2.
Aluga-se um sitio na^Capunga Nova mar-
gem do rio Capibaribe, cuja casa tem 9 quartos,
4 salas, boa cozioha, estribara para 4 cavallos,
cocheira e duas baixas com capim ; quem pre-
tender, dirija-se a ra do Cotovello n. 1, segundo
andar, que achara com quem tratar.
AtteiNjao.
A pessoa que annonciou ter 11 escravos a per-
multar por predios nesta praca : dirija-se boti-
ca do Sr. Ignacio, na praga da Boj-Vista, das 11
horas ao meio dia, que achara com quem tratar
a respeito.
Precisa-se de dous amissadores que enlen-
dam do trafico de padaria : na ra larga do Ro-
aario n. 18, junto da polica.
Vende-se peonas de ema para espanado-
res: na ra do Vigaiio n. 26 Io andar.
No brigue a Relmpago, que acaba de
chegar de Lisboa, vieram 3 lindas vaccas touri-
nas legitimas, muito grandes e novas, com as
competentes crias, as quaes se vendem : na ra
do Hospicio casa do Sr. Thomaz de Aquioo Fon-
ce ca.
Para estabelecer-se urna
oflicina.
Aluga-se uma grande loja do sobrado de um
andar no lugar dos C.oelhos da Boa-Vista, com
30 palmos de largura e 90 de fundo, sem repar-
timentos, com um grande armazem junto.com-
municando-se para a loja, com grande terreno no
fundo e camba ao lado para desembarque: tudo
muito proprio para qualquer estabelecimento;
e aluga-se tudo com o sobrado : a tratar ra do
Mondego, olaria n. 13.
Associaijao Typographica
Pernambucana.
Quinta-feira. 22 do corrente as 7 1\2 horas da
noite, em sesso da assembla geral sero apre-
seolados os estatutos com as reformas exigidas
por despacho do Exm. presidente desta provincia,
Qcandoscieotes os Srs. socios que at a promp-
tificacao dos mesmos sociedade se reunir re-
gularmente todas as tercas, quintas e domingos.
Secretaria da Associaco Typographica Per-
nsmbucana 19 de agosto de 1861.
J. Cesar,
Io secretario.
O abaixo* assignado deseja saber
se a loja da ra da Imperatriz n. 12 do
Sr. Raymundo tem licenca para vender
remedios, que s permittido as boticas.
O guarda da cmara.
No dia 23 do corrente depois da
audiencia do juiz municipal da primei-
ra vara tem de ser arrematado por ven-
da um sitio com casa de vivenda na ra
de S. t Miguel freguezia dos Afogados
com arvoredos de ructos e baixa de ca-
pim, avaliado em 5:0( 0/s o qual vai
praca por execucao de Jos Mara Gon-
calves Vieira Guimaraes contra Fran-
cisco de Salles A ndrade Luna como in-
ventariante da Jos Maria da Costa Car-
valbo. Escrivao Motta.
Aluga-se um primeiro andar na ra Ve-
lha e a mesma pessoa vende travs, enchameis,
raaos travessss e caibraria tudo mais barato do
que em outra qualquer parte : a tratar na ser-
rara da ra da Praia n. 50.
Aviso.
para caixeiro, quem
Francisco Haciel de Souza participa a seus
freguezes tanto ds praca como de fora que de
novo abri o seu estabelecimento de calcado fei-
to na provinota na ra da Imperatriz outr'ora
aterro da Boa-Vista e pretende vender muito em
conta para agradar seus freguezes que todos gos-
tam do bom e barato.
J. F. C. offerece-se
pretender annuncie.
Os abaixo assignados scientifleam ao com-
mercio e aos seus freguezes que o Sr. Francisco
Jos Tavaresdeixou de ser seu caixeiro desde o
dia 18 do presente. Recife 20 de agosto de 1861.
Sodr & C.
Precisa-se
de 500$ juros de 2 por cenlo ao mez sobre by-
potheca de uma casa oa villa da Escada, pela
qual se engeita 1:600$ por venda e rende por
aluguel 20j mensats, durante o prazo de 4 a 5
mezes: na ra Direita loja de miudezas o. 77
dir o pretendente.
Precisa-se de-uma ama de meia idade pars
todo servico de casa de pouca familia mais que
d conheeimento de sua conducta : na rus das
Ciuzes n 22.
Precisa-se de um caixeiro portuguez de 16
annos com pratica de taberoa e diligente e que
d Dador a sua conducta : oa ra das Cruzes nu-
mero 22.
N. 32-Rna eslreita do Rosario-N. 32
NUMA POMP1L10 dentista brasileiro, acaba de
receber grande e variado sortimento de dentes
terreo-minerato e mais apparelhos psra a con-
fecQo de dentaduras artiflciaes, plantando-as
pelos eystemas seguintes: sueco de ar, grao-
pos-ligaduras, a pivot sem grampos, sem liga-
duras e sem exiraccao ie raizes. Arranja e
eoncerta dentaduras de onro ou plantina. Enche
os nsturavscom ouro, plantina, ma^a adaman-
tina, sementes calcaras etc., e q ualquer dos sys.
temas refjridos sero accommodados ao estado
da bocea. Limpa os mesmos sem usar de ci-
dos que concorrem positivamente para a queda
dos dentes, visto que dissolve a superficie vi-
trea, expondo-os assim a aeco activa dos agen-
tes chimicos, que se desenvolvem na bocea. Ex-
trae dentes e raizes cariadas por mais difficeis
que sejam e mesmo abandonadas por outros den-
tistas, empregando para esse fim o systema nor-
te-americano sem fazer applicaco do cha de
Gringeot; pnvand j assim os evidentes pera-o*
que podem resultar das operarles feitas com uro
tal instrumento, como sejam o extrangulamento
dos tecidos moles, fMu'.aco dos alvulos e mes-
moda maulla e tecidos duros, que formam as
covas das raizes dos denles, nervslgias, hemor-
ragias afleccoes pollipozas, grangrenas e carias
dos tecidos duros. Faz tudo com asseio e promp-
tidao, guardando tolas as conveniencias relati-
vas a cyrurgia da bocea e hygieno dos denles
podendo ser procurado em sua casa a qualquer
hora. Acceita qualquer chamado para os lias
cima mencionados tanto oa capital como fora
delta*
Linas de Joiivd.
Continua-se a vender as superiores luvas da
pellica de Jouvn, tanto para homem como para
na ra do Queimado n. 22, na loja da
senhora
boa f.
Gravatas da moda.
Vendem-se gravatinhas estreitas muito supe-
riores, tanto pretas como de cores, pelo barat-
simo preco de 1* ; na ra do Queimado n. 22.
na loja da boa f,
Bramante de linho muito
superior.
Vende-se superior bramante de linho com duas
varas de largura, pelo baratissimo prego de 2&400
a vara : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
A 2#500
Chales de merino estampados, que em outras
vendem por 40_ e 5$ na loja da boa f
vende-se pelo bara-
lojas se
na ra do Queimado n. 22,
tissimo prego de 29500.
A 2$ o corte
de caiga de meias casemiras escuras
cor ; na ra do Queimado n. 22,
f.
boa
de
na
uma s
loja da
Len Vendem-se lengos brancos proprios para algi-
beira, pelo baratissimo prego de 2J4O0 a duzia :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Para quem precisar.
Na padaria da ra Direita n. 8* ba para Tender
bons sylindros americanos pafa padaria, nova-
mente ehegados, assim como rodas para crrela
de diversos lamaohos.e bons aguilhdes e marcaes
que se venderao por commodo prego
AMA,
C0MP.4MIA DA VIA FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
Pelo presente sao convidados os Srs. accio-
nistas a virem ao escriptorio da mesma compa-
nhia ra do Crespo n. 2 as horas de expe-
diente, receber o 11" dividendo de juros de suas
aeges, correspondente do semestre decorrido de
1 de fevereiro a 31 de julho deste anno.
AssignadoB. U. Braman,
Superintendente.
J.Praeger&C.
em liquidco
mudaram seu armazem para a ra do
Apollo n. 31 defronte do theatro.
' ~~ Precisa-se de uma ama que com-
pre e sirva para todo servico de uma
casa de pouca familia : na ra das Crn-
zes n. 20, primeiro andar.
Joaquim Filippe da Veiga e Jos Antonio
Soares, fazem publico, que no dia 13 do corren-
te dissolveram amigavelmeote a sociedade que
tiobam na taberna sita na ra d'Aguas-Verdes
o. 48, que gyrava sob a razo de Veiga & Soares,
pertenceudo dessa data em diaote ao socio Veiga
somente o estabelecimento cara todo activo e pas-
sivo constante do balango dado na mesma data.
Milho a 4.000 rs.
Vende-se milho em saceos grandes por 43 : na
ra ds Guia n. 9.
7" Ao Sr. acadmico Francisco Barbosa Cor-
dero, na ra Nova n. 7, precisa-se fallar.
Compram-se dous escravos mogos qae sir-
van para todo o aervigo : na ra Direita n. 3.
Vendem-se dous parea de lanternas lavra-
daa, uma mesa grande, para antar, um cabido
muito proprio para pendurar roupa : tratar-se
no pateo do Collegjo n. 6.
Necessita-se de uma ama para o servigo in-
terno e externo de uma casa de pouca familia :
* J2 rua do Cabu6 n. 3 segundo andar.
Offerece-se uma ama para o servigo de uma
casa : na rua do Caldeireiro n. 1*.
Offerece-se uma ama para casa de familis -
na rua de Hortas o. 41,bja do sobrado.
S a dinheiro.
N. 19Roa do QaeimadoN 19.
ARMAZEM DE FAZENDAS
DE
Santos Cotillo.
Vendem-se as seguintes fazendas baratssimas:
Lindos cortes de phant&sia de sedado tres fo-
lhos a 8$.
Gollinhas a 2,9000.
R^as gollinhas bordadas das mais modernas a
Cortes de seda a 40$.
Superiores cortes de seda a 40$.
Cobertas a 10800.
Cobertasde chita a chineza a 131800.
Cortes de seda a 250
Cortes de seda de 100 por 2fi por ter algum
mofo.
Lengoes de linho a JJ900.
Bales para senhoras e meninas.
Lencoes de bramante a 3#500.
Grandes lengoes de bramante.
480 e 614) rs. a vara.
Algodo de duas larguras a 480 e 640 a vara.
Bramante de linho
com 10 palmos de largo, pelo barato prego de
20000 a var. *
Lengoes do panno de linho sem costura a 3
Toalhas de usto a 500 rs. oda uma.
Cambraia de salpicos graudos muito Una a 5
a pega. ^
Grosdenaples de quadriohos com algum mofo
a 640 o covado,
Tarlatana de todas as cores para vestido a 800 *
rs. a vara.
Fil de linho liso muito Ano a 750 a vara.
Capellaa de flor de laranja para noivas a 5J>.
Barato que admira
Bolachiuha ingleza.
Vendem-se barriquinhascom bolachioha ingle-
ja a I&600 ; na rua da Guia, taberna n. 9, e na
Lingoeta, deposito o. 6. e far-se-ha alguma dif-
ference, sendo em porgo.
- Vende-se boa casa terrea n. 18, sita atraz
da igreja do Pilar, lado do mar ; a tratar no pa-
leo do Paraizo o. 18. v
Lencos
B
na
a
para rape.
Vendem-se lengos finlssimos de linho proprio.
para os tabaquistas por aerem de corea escuras
Uxas, polo baratissimo prego de 6t a duzia c
rua do Queimado n. 12, na bem conhecida loja d
boa f. '
O abaixo assignado e sua familia, tendo do
seguir nestes prximos dias para a Europa, e nio
tendo podido deapedir-se de lodas as peasoas coro
quera entretem re|ger, aor este meio pede des-
culpa. Outro sim rica por meu primeiro procura-
o r me" cunhado o Sr. Antonio Jos Leal Rea.
Recife 20 de agosto de 1861.
Guilherme da Silva Guimaraes.
~ Precisa-se comprar uma Mgrioha ou oa-
lalinha que tenha de 10 a 12 annos de idade ;
quem tiver para vender, dirija-se a rua da Ca-
deia do Recife, escriptorio n. 12.
No escriptorio da*rua da Cadeia n. 12, he
ama carta para o Sr. Joaquim Lopes da Costa Al-
buquerque viada do Rio Grande do Sul.




.?
.
s
DIARIO. DI HRNA*BDCO. QUARTA fKIRA 21 BE AGOSTO DI 1861.
23 Ruada Imperairiz 23
PIANOS E MSICAS.
J. Laumomler conrida os tenhores mestres e amadores de msica, tirem a sea armazem
ver os excellentes pianos Laumonnier, que acaba de receber da Paris, fabricado expressameote
para o clima do Brasil, muito elegantes e de gostos modernos. Igualmente tem msicas dos me-
lnores antores, assim como concerta e auna os meamos instrumentos.
a 480 rs. a libra, em barril a 440 rs.
a maisora do mercado a 900 rs., em lattaa de 2libra por lj~00.
S NO PROGRESSO
NO
largo da Peiilia
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molhados, partecipa aos seus freguezes, assim como aos senbores da praga, de enze-
nho e larradores que d'ora em rante quizerem-se afreguezar neste estabelecimeuto, que se acha
cora um completo sortiraento de gneros os mais noros que ha no mercado e por serem a maior
Sarte dellesrindos de conta propria, est portaoto resolndo a veode-los por menos 10 por cento
o que em outra qualquer parte, afianzando a boa qualidade e acondiciouamento, assim como aer-
vir os portadores menos pralicos tio bera, como se os senbores riessem pessoalmente, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar toda alinelo, afim de continuarem a mandar comprar
anas eocommendas, sertos de que, toda e qualquer encmaaenda comprada neste estabelecimento
acompanhar urna conta iropressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
Niantelg;* mglei.& t ijjooora. a libra, to superior que ae rende com condigao
de rollar seno agradar, sertos de que se bao de gostar por ser a mais ora do mercado.
Manteiga traueexa, 700 rs.. libra e cm barr, 640 .
tjUa liySSOII 0 meihor que ha no mercado a 2&800 a libra.
dem preto ^, mtUt
Qliei JOS 10 TeinO chegados nesta ultimo rapor a 2#600.
dem prato a 640 rs intero a 700 rs# a 1bra
dem suisso a 640 r9 a Hbra em l0 se faz a bBlmenl0.
Prezw&to de fiambre iDglei. 800 .,ibw.
Prezumo de lamego a 480 ., Iibra intero. m .
ivmeixas raneezas em ragco com 4 Ubras por 3(000| a relaih0 a g^ r9>
KiSpermasete a 720 rg> a librai em caixa a 700 rg#
L,atas com bolaxinha de soda de deferente qu.iid.des a 1fuo
Latas com peixe em posta de muilM quiUdtdei1,400.
ILzetOUaS lUUtO llOVaS a moo 0 barrUt a retaib0 a 320 rs. a garrafa.
Hoce de Wpcrene em latta, de 2 librae por lWm
ItOTintaS par, podini a goo rs. a libra.
Banha de poreo refinada
Ma$a de tomate
raiOS Oe lOmbO a prn,eira rez que rieram a este mercado a 6*0 rs. a libra.
C nonricas e paios muit0 BOrot, m .. llbrf.
Palitos de dente lUadoscom 20 macinh0, por 200 rs.
CnOCOiate iranCOZ a l9aoo rs. a libra, ditto portuguez a 800 rs.
Alar melada imperial d0 .[amado Abreu de outros muitos fabricantf s de Lisboa
a ItfOOO rs. a libra.
W innOS engarraiadOS Porlo> Bordeaux, Carcarellos, e moscatel a 1^000 a garata.
\ innOS em pipa de 500i 560 e 640 rf a garrara| em caadas a 3$500 4S000 *J500.
V inagre de Lisboa 0 mai8 superior a m r9. a garrafa.
"* *J* das mais acreditadas marcas a 5# a duzia, e era garrafa a 500 rs.
EiSireilinna para sopa a ma{s nova que na no mercad0 a 640 rs. a libra.
lrvulias francezas. 640 rs.. latta.
Milo de amendoa a 800 t libra. dila com MN. a o r..
S\OZCS mult0 D0T a j2o rg. libra.
Castannas
l^aie muito superior a 240 rs. a libra, e a Ti a arroba:
iVrrOfc do Maranhlo a 3* em arroba, e em libra a 100 rs.
oe\ ana muit0 nova a 160 rge a libra e ^ a arroba.
Sevadinna
dag\l muii0 novo a 320 rs. a libra.
M. OnCinnO de Lilboa a 360 ri a Ubra e a 105) a arroba.
Farinna do Marannao
Toneinno ingUza20or,. am,.
Passas em eaixinnasde81ibragll5oocadauma.
Inlependente dos gneros mencionados encontrar o respeitarel publico tudo quanto pro-
curar tendente a molhados._____________________ ____ ________ _________
armazenada de
Pars.
Vendem-se noros gostos de sedas a Pompadour
a 800 rs. o corado, fazenda de 2$, pegas de es-
guio de algodo com 14 jardas a 3#, fazenda de
6g, esta fazenda propria para camisas por ser
de boa qualidade : na ra da Imperatriz, loja ar-
mazenada de 4 portas n. 56, de Magalhes &
Alendes:
Opavao vende
cortes de casemira preta, muito boa fazenda, a
3#500 o corte : na ra da Imperatriz n. 60, loja
de Gima & Silra.
(5)
EAU MINERALE
NATURAIXEDE VICHY.
Deposito na boticaf ranceza ra da Cruz n.22
ARMAZEM
DE
ROUPAF
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RUADO QUEMADO 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento haaempre um sortimento completo de roupa feita de todaa as
qualidades, e tambera se manda executar por medida, rontade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
piladas a 240 rs. a libra;
Casacas de panno preto, 409, 359 e 309000
Sobrecasaca de dito, 350 30900
Palitots de dito e de cores, 359, 30$,
S550OO e 209000
Dito de casimira de corea, 29000,
159, 1*9 e 99000
Dito de alpaka preta golla da vel-
ludo, 11$000
Ditos de merin-sltim pretos a da
cores, 8SO0O 89OOO
Ditos de alpaka de cores, 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99. 7$. &ft 39500
Ditos de brim decoras, 59, 49500,
4SO0O 39500
Ditos de bramante dalinbo branco,
6g000, 59000 e 4S0O0
Ditos de merino de cordao preto,
159000 e 89000
Galsss de casimira preta e de corea,
129.109, 99 e 6JO0O
Ditas de princeza e merino de cor-
dao pretos, 59 e 49500
Ditas de brim branco a decores,
58000. 49500 e 29500
Ditas de ganga de corea 3$000
Golletea de velludo preto e de co-
rea, lisos e bordados, 129, 9j 89OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos a bordados, 69,59500,59 e 39500
59000
59000
59000
39OOO
29200
1S280
29300
39000
19800
15000
Ditos de setim preto
Ditos de seda a setim branco, 69 e
Ditos de gurgurio de seda pretoa e
de ores, 7|000,69OOO a
Ditos de brim a fustao branco.
39500 e
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodo, 1J600 e
Camisas de peito de fusto branco
e decores, 29500 e
Ditas de peito de linho 6g e
Ditas de madapolo branco a da
cores, 39, 2J500, 29
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa.francezes,
formasda ultima moda 105,89500 e 7}000
Ditos de feltro, 69, 5$, 49 e 29000
Ditos de sol da seda, inglezea a
francezes, 149,125,115 e 79000
Collarinhos de linho muito finos,
noros feitios, da ultima moda 9800
Ditos de aTgodSo 950O
Relogios de ouro, patentaa horl-
sontaes, 1009. 909, 809 e 709000
Ditoa de prata galranisados, pa-
tente hoaontaes, 405 309OOO
Obras de ouro, adere$oa e maioa
aderejos, pulseiras, rozetaa a
anneia j
Toalhas da linho. duzia 129000 a 109000
Verdadci-
V
ra liquidaco
VICTORIA
ELIXIR DE SALDE
de Fringa a 240 rs. a libra.
a mais ora a 160 rs. a libra.
vende lencos
Finissinaos lencos a imitagao de labyrinlho bor-
dados a 19 e 13280 : na ra da Imperatriz n. 60,
loja de Gama & Silra.
Machinas para descarocar al-
godo.
N. O. B1EBER & C. SDCCESSORES, ra da Cruz
n. 4, participara aos agricultores do algodo
que elles acabam de receber MACHINAS PA-
RA DESC\ROCAR E LIMPAR O ALGODO'.
Estas machinas teem as seguintes rantagens:
descarocam com urna rapides incrivel, nao
Suebrara a sement uera cor to o fio do algo-
o, e limpam-o de toda e qualquer impu-
reza, augmentando assim o valor considera-
ramente. A machina mui fcil a manejar,
e s a rapidez com que descorona rale fazer-se
a despeza da compra.
Instrumentos paragricul-
tura.
MACHINAS PARA DESCAROQAROMILHO, tra-
balbam com urna pessoa e descaro;aaa as ea-
pigns instantneamente sem qnebrar o milho.
MACHINAS PARA CORTAR CAPIM ; cortsm
com presteza o capim em tamanho de urna
pollegada teem a rantigem de nao deixir
retraco.
FAGAS feilaa expressameote para cortar cana.
ARADOS, GRADES, BOMBAS para regar capim,
norias, etc., etc., bombas para cacimaa.
Enfeites riquissimos. ,
Vendem-se ricos enfeitts de retroz, sao os me-
lhores e mais modernos que ha no marcado, pelo
bartiimo preco de 89: na roa do Queimado
a. 22, na loja da boa f.
Vende-ie barato um bom vestido
de blonde que s servio no acto do ca-
samento : na ra larga do Rosario n.
46, segundo andar.
Gestinhas de Hamburgo.
S 11a loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B, quemrecebeu um completo sortimento de
lindas cestinhas de todos os tamanhos proprias
para meoines de escola, assim como maiores com
tampa proprias para compras, balaios proprios
para costura, ditos proprios para faqueiros, ditos
muito bonitos para brioquedos de meninos, di-
tos maracas piotadinhos que se rendem por pre-
qos muito baratos-
Attencao as sedas de qudrinhos a 720
rs. o covado.
Vendeui-se sedas de qu-
drinhos muito enco*pados a
720 rs. o covado e dita a 560
rs. :na ra di Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
20 e 30 arcos.
Saia balo a 39000 cada urna, fazenda perfeita-
mente boa, chafes de la estampados a 39300,
ditos de merino Anos de pona redonda a 69, chi-
tas francezas escuras a 240 rs. o covado, ditas
estrejlas tintas seguras a 160 rs., riscado francez
pairos bonitos a 160, pegas de bretanha de rolo
a 29, cambraia lisa flna a 39 a peca, cassas de
cores a 200 rs. o corado : na loja das 6 portaa em
frente do Lirramento.
Saias de cordao.
Superiores saias de cordao a 39, 39500 e 49,
ditaa alcoioadas maito superiores a 59 ; na ra
do Queimado n. 22, loja da boa f.
Citrolactato de ferro,
\juAeo deposito na botica d loaquim MarliuYio
da GiiaZ Cowcia & C, ra do Cabug n. 11,
em Vernambuco.
H. Thermei (de Chalis) antigo pharmaceutico aprsenla hoje urna ora preparaco de ferro
com o nome de elixir de citro-lclalo de ferro. '
Parecer ao publico umluxoempregar-se um mesmo medicamento debalxo de formulas to
ranadas, mas o homem da sciencia comprahende a necessidade e importancia de urna tal rarie-
dade.
A formula um objeeto de muita importancia em therapeutica; um progresso immenso
quando ella, maniendo a essencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possirel para todas as
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
Das numerosas preparages de ferro at hoje conhecidaa nenhuma rene to bellas qualida-
des como o elixir de citrolactato de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em ums pe-
quena dose, o ser de urna promptae fcil dissolugao no estomago, de modo que completamente
assimilado; eo ooproduzir por causa da lactina, que contem emsua composico, a constipaeo de
rantretao trequentementeprorocada pelas outcMpreparacoesferroginosas.
Estasoorasqaalidades em nadaaltsram^ciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispensar em ana clnica, de incompararel utilidade
qualquer formula auelhe d propiedades taes que o ortico o possa prescrerer sem receio. E' o
quei consegua o pharmaceuttco Thermes com a prepararlo do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparaces ferrognosas, como o
atiesta a pratica de muito mdicos distinctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como ini.
menaoproreito as molestias de languidez(chlorosepallidas cores; na debilidade subsequente as
hemorrhagias.nas hydropesiasqueapparecem depois das intermitentes na incontinencia : de orinas
por debilidade, as perolaa brancas, na escrophula, no rachitismo, na purpura hemorrhaaica na
conralescencia das molestias grares. na chloro-anenria das mulheresgraridas, em todos os Mata
em que osanguese acha empobrecido ou riciado pelasfadigas affec^oes chronicas, cachexia tuber-
culosas, cancrosa.syphililica, excessosrenereos, onanismo e uso prolongado das nrcjirjces mer
cnri86S-
Estasenfermidades sendo mui frequentes o sendo o ferro a printlpat ubstancis de aut
medico tem de locar mao para as debelar, o author do citro-lactato de ferr jie.ece lourore
roconhecidamento ahumanidade porter descoberto urna formula pela qual sepile sem receio
Na ra do Cabug n. 8.
A' D1NHEIRO.
Burgos PoucedeLeon, ven-
de todas as fazendas existentes nesta loja com
grande abalimento de seu cusi, para que assim
liquidando a massa da exlincta firma de Al-
meioa & Burgos, sooneote em cossequencia da
retirada do sotio Almeida, possam os credores
da referida firma ser pagos com toda a brevidade
PARA SENHORAg.
Chapelinas francezas de seda e 10 ricamente
enfeiladas, dando-se para ellas os seus respecti-
vos veos de fil de seda, bordados a 49, 59, 7J,
98. lC9e!29.
Chapeme sol de seda de diversas cores com
toda a armacao de ferro pintado a 29, 29500 e a
ojJOOO.
Organdys ou cambraias finissimas de lindos e
modernos gostos a 400 rs. cada covado.
Gaze de seda de urna cor havendo cor de
cana, rosa, azul e eucarnada, fazenda que muito rs. e duzia a 640 rs
bnlha em vestidos de seohoras que tom goto Ditas de 200 jardas,
de se enfeitar a 800 rs. cada covado. I duzia.
Gorguro de seda de qudrinhos a 19 e seda I
de qudrinhos a 19500 cada corado.
Casaveques de cambraia bordados ricamente a
89, e muito finos que se pode imaginar a 14$.
Manguitos com gollinhas de fil e de cambraia
a 2$500, 39 e 3j200.
Camisinhas de cambraia proprias para luto
a 1*000.
Chales de seda de grosdenaples ricos e de bo-
nitos padres a 209, ditos de retroz bordados a
15?, ditos de merino fino de goslo da India a
129)00, ditos de merino dedifferentes qualidades
e gostos a 69, 8J, 9$ e 109, ditos de froco de
velludo a 6jJ. ditos de cambraia de cores a 600 rs.
Cortes de vestidos de grosdenaples de seda de
diversas cores, com ricos babados bordados guar-
dados em seus grandes cartoes sendo pretos a
50$ e os de cores a 40J e a 55911
Tiras de babados bordados de cambraia para
diversos misteres a 500, 640 e a 19 cada lira.
Fitas de seda de grosdenaples, sarjadas bem
encorpadas e muito bonitos padres para cintos,
enfeites de chapeos para seohora, lagos de cor-
tinados, fronhas e sinleirosa 800 e 19 cada vira.
Franjas de seda pretas e de cores a 240 rs. a
rara.
Bicos francezes finos a 1?, ljJ-200, I96OO, 29,
39 e3g200 cada pec,s e muilo largos a 4J, 49500
e a 59 a pega.
Bicos de seda branca ou de blonde para en-
feites de chapeos como para enfeitar vestidos de
noiras a 320 rs. cada rara.
Enfeites pretos de vidrilho a 29 e a 29500.
Ditos de flores francezas a 38, 49 e a 59.
Ditos de verdadeiro froco do seda a 2$.
uvas brancas e cor de canni de pelica de
Jourin a 500 rs.
. Toueas de la francezas para senboras paridas
a 38000.
Pentes de tartaruga a imperatriz a 89-
PARA MENINOS.
Brimzinho de linho a 200 rs. o corado.
Capinhas, jaquotinhas e casaveques de la a
19500,29. 29500 e 49.
Calcinhase cambraia a 39.
Sapatinhos bordados de seda a 19280.
onersfraocezes a 29500, 38 e a 49.
Toueas de la para menino de peito a 800 rs.,
e de fil enfeiladas com fita e bicos a 19.
Meias pintadas a 300 rs, cada par.
Lencinhos ie retroz a 1;500.
Luvas de pelica de Jourin a 500 rs.
PARA HOMEM.
Brim trancado muito fino de listras e qudri-
nhos de pura seda e linho para caiga, collete e
paleto! a 1*500 cada rara.
Fusto alcochoado de riscadinhos para pletol
e caigas a 480 rs. o corado.
Cortes de colletes de fusto a 500 e a 800 rs.
Cortes de calcas de casemira a 39, 49, 59 e 69.
Chapeos pretos francezes a 89, de palha escu-
ra a 38200, do Chyli de 59 al ao prego de 129,
de palba para artistas a 800 rs.
Casacas, paletols, caigas, seroulas, de todas as
qualidades e pregos, como muitas outras fazen-
das toem conta que admira.
Entremeios bordados.
Vende-se a 19600 e a 29 a pega de entremeios
muito finos e ricamente bordados; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
DE
Fajoses Jnior
Na ra do Queimado 11. 75,
junto a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de um completo sor-
timento ae miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a retalho, por pregos muito baratos
como abaixo se ver, s para quem comprar vic-
toria sempre contar.
Clcheles francezes bons em carto de urna car-
reira a 10 rs.' e duzia 400 rs.
Ditos tsmbem bons do duas carreas a 80 rs
e 900 rs. a du'ia.
Ditos da trra em caixinhas a 800 rs. a duzia.
Agulhas fraucezas boas a 120 rs. a caixa com 4
patela.
Ditas as melhores que se encontrara a 240 rs.
a caixa com 4 papis.
Ditas em papel avulso a 40 rs. o papel.
Ditas para etidar a 40 rs. cads tima.
Linha victoria em carritel com 200jarJas a 60
numero 4.
No estabelecimento de molhadoa da ra da Im-
peratriz n. 4, junto a ponte, ha um completo sor-
timento do molhadoa de superior qualidada e por
pregos mdicos, como aeja : manteiga iogleza
fler a 800 e 19, francezs a 640. cha bysson a
29800, dito uxim muito Qno a 39.pre3unto de La-
mego a 480. vinhos de pipa a 500 e560, ditos en-
garrafados de rarios autores de 1J000 a 19600, e
muitos outros gneros proprios do estabeleci-
mento, todo ae rende barato s para apurar dt-
nbeiro e acreditar estabelecimento noto.
usar
Sirop du
urEORGET
JARABE DO FORGET.
Este xarope est approvado pelos mais eminentes mdicos de Paris,
Icomo sendo o melhor para curar constipacoes, tosse convulsa e ouiras,
alleccues dos broncbos, ataques de peito, irriueftes nervosas e insomnolenciss: urna colherada
pela manija, e outra a noite sao sufQcientes. O ttfeito deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o (lente e o medico.
O deposito na ra larga do notario, botica de Bartholomeo F'ancitco de Souzo, n. 36.
Enfeites de bom gosto po-
ra senboras.
A loja d'aguia branca est recen temente pro-
vida de um completo sortimento de enfeilea do
bom gosto para senhnras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torgaleom franjas e borlaa,
outros tambera de torcal de seda eofeitadoa com
aljofares de cores e borlota ao lado, outros de
froco igualmente enfeilados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um apurado gosto e perfeigo,
os pregos de 89 e 109 sao baratos vista das
obras ; alm destas qualidades ha outras para
39 e 49 : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Vendem-se osengeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e pucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pe*:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
Rua da Imperatrizr com (iuem tratf
Goraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vendem-se massinboa de corsea lapidadoa a
500 rs. cada um: na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca o. 16.
Attencao.
f a ra do Trapicha n. 46, em casa da Ro r n
Rooker & C., existe um bom sortimento da 11-
nhas decrese branessem elrreteia do melhor
abricaat e de Inglaterra, as quaes a tendeos poi
presos muirazoarais.
Luvas de Jouvin.
Goes& Bastos, na loja da ra do Queimado
o. 46, tem as rerdadeiras luras de Jourin, e co-
mo as recebe em direitura por todos os vapores
as rende por prego commodo.
Nova pechincha.
Pegas de cambraia lisa flna com 7 li2 8 e 9
jardas a 29. 29500. 39 e 39500, chita larga fran-
ceza a 200 e 220 rs. o corado : na ra do Queima-
do n. 44.
Quadros de mol-
dura dourada.
Lindos quadros j fellos de moldura dourada,
proprios para retratos e estampas, pelo diminuto
prego de 59 cada um ; na loja da Victoria, na
ra do Queimado n 75, junto a loja de cera.
Milno.
Vende-se milho muito noro a 59 saccas gran-
des e-280 ris a cuia : na ra Nora n. 69.
Enfeites de caneca
Na loja da Aguia d'Ouro, ra do C*bug n. 1 B
acaba de receber por este ultimo rapor francez
um completo aorlimento de enfeites para senho-
ras do ultimo gosto de Paris, sendo Solferino,
Hosa do Rei, Azul da China, Nakar, que se ren-
dem por pregos mais commodos do que em outra
qualquer parte.
Luvas de pellica pretas al#.
Na loja da Aguia d'Ouro, rua'do Cabug n. 1 B
vendem-se luras de pellica pretas de Jourin a 19
o par.
Gravatinhas de
froco para senhroas.
Lindas grarstiohss de froco para aenhors, pelo
barato prego de 1J500 cada urna : na loja da
Victoria, na ra do Queimado n. 75, junto a loja
de cera.
Queijos.
Vendem-se queijos de qualha do serto e sais-
sos : no estabelecimento da molhados da ra da
Imperatriz n. 4.
Estojos para barba.
Ricos estojos con. espelhos e repartimentos
para os necessarios de barba, pelos pregos de 29,
3, 4 e 59 cada um : na loja da Victoria, na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Facas e garios.
Muito boas facas e garfos para o diario de urna
casa a 29600 a duzia de talheres: na loja da Vic-
toria, na ra do Queimado n. 75, junto a* loja de
cera.
Caixas parajoias.
Lindas caixinhas pora guardar joias, pelos pre-
gos baratos de 400, 600, 800, 19 e 29 cada urna :
na loja do Victoria, na ra do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Trapiche
Barao do Livrameuto.
Largo da Assembla nu-
mero 15.
Ha continuamente para vender neste noro es-
tabelecimento o seftuinte :
Cera de carnauba em porgdes ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 arroba a 4.
Barricas com cebo do Rio Grande, em porgdes
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a 2
arrobas.
Meios de sola, differeotes qnalidades, ea por-
gdes ou a retalho.
Cominos curtidos.
Farinna de mandioca por lg500 a sacca.
Farelo em saccas grandes por 35800 a sacca.
Aos baraleiros.
Vendem-se chitas francezis a 240, 260 e 280 o
corado, ditas inglezas a 160, 180 e 200 rs. o co-
rado, organdys de bens gostos a 500 rs. o cora-
do, cambraias de salpicos brancos e de cores a
24 o covado, risoado francez a 200 rs. o corado:
na rus da Imperatriz, loja armazenada de 4 por-
tas u. 56, de Magalhes & Hendes.
Luvas de fina camursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja.d'aguia branca acaba de receber de aua
encommenda mui finas luraa de camua, o que
de melhor ae pode dar nesse genero, e as est
rendendo a 29500 o par os senhores officiaes e
caralleiros que as compraren) conhecero que sao
baratas vista de sua finura e durago, e pareas
obter dirigirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16. Adrerte-se que a quandade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
Na ra estrella do Rosario, armazem do Mo-
rena, anda existe grande porgao de palha ipps-
relhada para tecer cadeiraa e todas as obraa de
mareineiro : rende se a retalho a 2} a libra e
de 5 arrobas para cima a I89.
de Alexander a 900 rs. a
Ditas de 100 jardjs brancas e de cores a 30 rs.
o carritel.
Ditas de Pedro V, em carlao com 200 jardas a
60 rs. a carto.
Ditas de peso rerdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabega branca e encarnada a
120 rs. a meada.
Ditas do giz brancas e de cores a 800 e 900 rs
a caixa com 50 novellos.
Papis com cento e tantos alfinetes a 40 rs e
duzias 400 rs.
Alfinetes francezes cabega ehata a 120 rs. a
carta
Ditas para arraagoes a 2|600 o mago.
Cordao imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Eofladores de algodo a 60 rs. cada um.
Caivetes finos de duas folhas para peona t
200 rs. cada um e duzia a 2S0OO.
Ditos de cabo de viado de urna folha de 160 rs.
cada um e duzia a 1JJ6O0.
Ditos mais ordinarios a 120 rs. cada um e du-
zia a 1J200.
La de todas as cores para bordar a 6S500 a
lentes muilo bons de baleia para alisar a "220
240 e 280 rs. cada um.
Ditos os melhores e maiores que se encontrara
a 800 rs.
Ditos transparentes muito bons a 400 rs.
Meias cruas brancas e de cores para homem a
160,200.240 e 280 rs. o par.
Ditis pretas para homem a 120 rs. o par.
Ditas para senhoras a 240, 280 e 320 rs. o par.
Ditas brancas cruas e de cores para meninos
160. 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para senhora a 200 e 240 rs o par.
Enfeites de vidrilho a 1g800 rs. cada um.
Ditas a Imperatriz muito lindos a 89cada um.
Cinluroes de seda com borracha para homem 1
320 cada um.
Ditos de algodo 240 rs. cada um.
Cintos muito lindos para senhora a i80O, 29
295OO e 39 cada um.
Franjas de bolotas brancas e de cores para cor-
tinados a 49 a pega.
Ditas de algodo para toalha a 298OO a pega.
Ditas de linho para casareque a 120 rs. s vara:
E outras muitas miudezas que se tornarao en-
fadonho menciona-las allangando-se, porm, que
nSo se deixar de vender a quem trouxer dinhei-
rona loja da Fajozes Jnior na ruado Queima-
do n. 75.
ga*oie:i6-att MQaKMSsieesesK^
Anda ha pe-f
chincha. |
Chegou a ra do Crespo n. 8 2
S loja de 4 portas, um sortimento S
|| de cassas de cores fixas e lindos 8
a padres que se vendem a 240 rs. !
I o covado, dao se amostras com 3
ft penhor. 8
REMEDIO INCOMPARiVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nagots
podem testemunhar as virtudes deste remedio
ncomparavele provar emeaso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seueorpoe
membros in tetramente saos depois de havor em-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
pessaa poder-se-ha convencer dessas curas m*-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lb'as
relatam todos os das ha moitos anuos; e a
maior parte deltas sao to sor prendentes que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bragos e pernas, depois dedur
permanecido longo lempo nos hospitaes, o lee
deviam soffrer a amputagao 1 Dallas ha mili-
casque havendo deixado esses, asylos depade-
timet los, para se nao submeterem a essa epe-
rago dolorosa foram curadas complelamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declararan estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren) sua a firma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude s
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algnm tempo o
trat ment que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontesttvelmente.
-Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes vasos.
Alporcas
Caimbras
Gallos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeea.
das costas.
dos membros.
Enfermedades da culis
em geral.^
D las de a us.
Erupgdes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaees.
Inflaramagao do figado.
Inflammago da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhoa.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pnlmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurac&es ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de narros.
Ulceras na bocea.
do figado.
das arliculages.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geralde Londres n. J44, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua renda em toda a
America do sul, ETarana Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha cont
urna instraoeao em ponuguez para explicar
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. S2, em
rernambuco.



(6
IiRIO DE riRFAMJCO QUAMA FEIRA 51 iGOSTo DI lfttl.
Cobranca.
Urna pessoa com as precisa* habilitages pro-
6e-se a cobrar dividas do mato e do serlo, me-
diante a paga que se convencionar prestaodo
fiador idooeo nesta prac; a tratar na ra da Im-
neratriz n. 10, casa de Raimundo Garlos Leite &
Irmo.
Attenco.
*
Precisa-sede um rapaz de 14 a 16 annos para
criado, dando fiador a sua conducta ; quem es-
tiver ueste caso, dirija-se a ra do Rangel n. 7,
prinieiro andar, que achara com quem tratar.
Offerece-se urna mulher de boos costumes
e de meia idade para ama de urna casa de pou-
ca familia : na ra da Imperatriz n. 65.______
compras.
as Compram-se raoedas de 20# por 203600:
aa lujada ra doQueimido o. 46.
Compram-se moedas de ouro:
na ra Novan. 25, loja.
Na ra do Queimado n,
31, sobrado amarello,
compram-se escravos de ambos os sexos, pre-
ferinlo-se pretos mojos, paga-so bem sendo
boas Oguras,
_________-lirias.________
vende vestidos
Vestidos de cambraia brancos com babados,
fazenda que se vende era outra qualquer parte a
88 torram-se a 4$ : na ra da Imperatriz n. 60,
loja de Gamma & Silva.
Travejamento'e
enxams.
Vende-se tr.ivpjamento e enxams de louro e
ajoalidade, de tuilus oscomprimentos, em peque-
as e grandes pi.rc.oes, por precos commodos : a
iratar na ra da Praia n. 49 ou 53. ______
i I DA
gj Ra da Imperatriz n. 60.
DE
%ma&SiIvai
* j. ^
A 18,000 rs.
Superiores paletot e sobrecasacas de panno
uno preto forrado 'de seda : vende-se na ra do
Queimado n. 47.
Grande sortimento
Fazendas de todas as qua-
lidades.
Na loja n. 23.
Vestidos de blonde, ditos de seda, di-
to* de phantasia e de cambraia bor-
dados.
Laziuhas, sediobas de quadros e
cambraias de cures padroes modernos.
Na leja n. 23 da ra da Cadeia.
Manteletes, capas compridas moder-
nas, taimas de Al epolonezasde gosto.
Fil, tarlatana, organdys com novos
padroes, cambraia com lista de cor o
mais molerno.
Na loja 11. 23 da ra da Cadeia.
Saias balao, manguitos, gollas, pen-
tes de tartaruga, leques, perfumarlas,
luvat de pelica.
Chales de todas as qualidades, gros-
denaples, chita francezs, csarbraia
branca etc., etc.
Houpa feita
Na lojan. 23 da ra da Cadeia.
Completo sortimento de paletots, cal-
cas, colletes, camisas para homem, me-
ninos e senhora.
t& Vende-se muito barato
fc^* Vende-se muito barato
3* Na loja n. 23
ITP* Na loja n. 23 de
GURGKL 4 PERDIGAO'.

Acaba da recebcr um novo sortimento
de fazeuias proprias para senhoras e
meninas que veodem por presos bara-
lissimos como sejam :
llicus cortes de cambraias brancos,
com barra adamascada e oulros com ba-
bados brancos e de cores que vendem a
3j.300, pegas de cambraia muito fina com
10 varas e urna vara de largura a 6Je
7-3, ditas transparentes muito Boas cora
> 1|2 varas a 3# e 35500, ditas de 6 e
\\t vara9 a 2J500, pega de cambraia
branca cora salpico com 8 e lj2 varas a
4S. cortes de cassa com salpicos brancos
e e ores a 2tf, ditos de ditos brancos
tarradas a2g, capas pntalas com lin-
dissimos padroes o corado a 280 rs., di-
I tas de salpico brancos e de cores o co-
5 vado a 210 rs., chitas francezas escurase
i alegres a 20, 240,260, 280. 300 e 320 '
, ris. j
Sedas.
I Grosdenaples preto bastante largo e
piuorpaJo o covaiio a l$60O e lg800, di-
i to cor de rosa a 23, dito azul cjr muito
| bonita a 23500 o covain, seda lavrada i
j cor de cauna muito mo lerna por ser ada- I
I mascada o curado a 2-2, chamalole pre- I
1 t3 bi>lant>> largo o corado a 2/.
Para f i tullas.
i Damasco de la cora 6 palmos de lar-'
gura para cobrir mesas de jantar, de
meio ie sala, pianos etc., etc. o corado
i a 1^250. damasco de seda encarnado e
! amarillo proprio pqra colxas, cortinas
etc., etc. o covado a 2g2i0, sedas bran-
cas proprias para vestidos de noivas fa-
zenda rauito superior, madapolao muito
tino pega do 40 jardas a 440 rs. a jarda,
ditos rauito superiores a 200 rs. a jarda,
a 430O, 5,5500, 6$. 6$500 e 73, al-
paca preta rauito superior a 500. 560,
60 rs. o colado, grande sortimento de
chitas pretas francezas corado a 2i0 rs.,
ditas inglezasa 160 rs. o corado, cas-
i sas pre'.is a 480 rs. a vara.
Para vestidos.
Orgrniys de cores fazenda muito mo-
| derna corado a 560. mimos do co e
gazias de se Ja fazenda muito ora co-
1 vado tj, chaly muito bonito a 15, 800
e 6i0 rs. o corado, laziuhas claras te-
cido krep ) rovado a 640 rs., corles de
i goruro escuros a 6#.
Chales.
i Ricos chales dekrepom com listas de
o 11 a 8$. ditos de ditos a 7j>, ditos de
froco a (ij, ditos de merino cora palma
j se Ja e de velludo a 49500.
Bordados.
Camisetas cora golla e manguitos a 3$, '
'> e 5j>. maoguiloscom gollinhas a 38,
iiiHSsiuMS utas bordadas a 800, 1) e
I00, gollinhas rauito delicadas a 600,
800 e Ig, lenciahos de labyrinlho pro-
prios para senhora ou para presente a
1$280 e t600, ditos muito finos a 4>.
Paletots para homein.
Paletots de panno preto de todos os
precns 9 qualidades tanto saceos como
sobrecasacos, ditos de casemira de totas
as cores, ditos de ganga e de riscado,
calcas de brim de linho brancas e de co- 1
ros, ditas de casemira de tolos os tama- I
niios e qualidades (antn pretos como de |
cores garante-se a bemeitoria destas
obras por lerem sido feitaa por um dos !
melhores alfaiales desta cidado ; na |
mesma loja existe uej resto de chapeos I
de sol de seda a 6# e lencos de soda a
19, lambem se vende constantemente um |
completo sortimento de roupa feita para
escravos ou para trabalho muito bem
cozidas, do-se as amostras de todas as
fazendas dentando penhor ou mandam-se
levar pelos caixeiros da casa aos fregue-
zes que quizerem.
Ruada Seala JNoyaa.42
Venda-ss m casa d S. P. Jonhston AC,
se'.'.insa ilhesnglezes,candeeiro5 a castigas;
bronzeados/eaas rjflezes, 60 devala,chicoW
para carros, a raoniaria,rraios para carro da
un fott cvalos ralogiosde ouro paienu
BgUz.
Translins grossosdere-
troz para relogios.
Vendem-se a 500 rs. cada um na roa do Quei-
mado, loja d'aguia branca, o. 16.
Bandos de nova epro-
veitosa invenco.
A ioja d'aguia branca acaba de receber urna De-
quena porgo de bandos de urna ora e pro-
reitosa iarenco, com os quaes muito adianto
as senhoras nacomposi^ao de seus cabellos. Es-
ses noros e preciosos bandos sao de corapridos
Cabellos humanos mui bem tecidoa e seguros em
pequeos pentes com os quaes se prendera a-
quelles por dentro do cabello da senhora, ser-
vndo d enchimenlo o mesmo que elles trazera,
e depois junto o cabello do dito ao da pessoa faz
um lindo e perfeilo amarradilho, principalmen-
te quando a senhora lera pouco cabello, e em
todo o caso sao dispensadas as pesadas trouxas
que eolo se usaram. E' o que de melhor e
mais moderno apparece, e a vista da perfeigo e
utilidade da obra sao baratos por6$000opar
Os cabellos s5o pretos e castanbos, conforme os
naturaes das senhoras. Elles acharase somon-
te na ra do Queimado, loja d'aguia branes,
n. 16.
rSil'iiln I Chitas do pavo.
id lJad L Vendwn-se chitas muito finas de cor fiza a (
v* *^" Y**w ^* a peija, oc a 160 rs. o corado : na ra da Iop
>
Sapatos
9

para vestidos de senhora e
roupinhas de enancas.
Na loja d'aguia branca se enconlra um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e de cores, proprias para eofeites de vestidos,
assim corao urna diversida le de galio de seda e
linho, brancos e de cores, aberlos e fechados, lar-
gos e estreitos at o mais que possitel, tranras
tambera de seda, la e linho, de diferentes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas : por isio quem precisar
de taes objeclos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do QueimaJo n. 16, quesera bem
servHo.
333163 &Hm ^l63l6ei6S5l
4 loja da bandeira
Att
Veoie-se orna cata a beira a rio Capibaribe,
o Poqo da Panella, com commodos para grande
familia, e muito propria para aa passar a feita,
com 4 a8il". gabinete, copiar, cozinha fra,
quintal iiiur.pUi, esiribiria ; igualmente rnde-
se uraa n'uhi i oe bonita figura, ira vicios, nen
acha<(u*>s, '.i- cozinha, lava e eogomma bem, *
tambera urna mobilia de ceregeira, em muito bora
estado : na ra >ora, sobrado n. 37, primeiro
andar.
Arado a oten cano te machina-
l
ara lavar roupa: em cala deS.i*. Joi
nston & C. ra daSetzala n.42.
iNova loja de funileiro das
i ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a
; todos oss>us freguezes tanto da praga fl
| cmodo malo, e juntamente o respeila- *
i vel publico, que tomou a deliberaco de m
, baixar o prego de tolas assuas obras, por J
i cujo motivo tem para vender um grande
| sortimento de bahs e bacias, ludo d< V
i diflerentes tamanhoso de diversas cores jft
am pinturas, e juotameute um grande **
sortimento de diversas obras, conten Jo 92
banheiros e gamelas grandes e pequeas, J
machinas para catee camas de vento, o |l
que permite vender mais barato possirel, 5
como seja bahs grandes a 4-3 p peque- le
nos a 600 rs., bacias grandes a 5J> e oe- aj
quenas a 800 rs., cocos a 10 a duzia. Re- M
Scehe se um official ds mesma officin ij*
oara trabalhar.
IHOT
ESTINO
DE
Jos Das Brandao.
5Hua da Lingueta 5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga iogleza a 10 a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha prato a 10400, Das-
sas a 560, cooservas inglezas e portuguezaa a
700 rs., aletria, talharim e macarro a 400 rs. a
bra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 10400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 50 a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
60800 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portuguezaa a 720 rs. a lata,
spermacete de 4,5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, vtoho do Porto engarrafado fino
(velho) a 10500 rs., vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. agar-
rafa, e oulros muitos gneros que escuiado
meociona-Ios, que do contrario se tornara enfa-
donho aos freguezes (Dinheiro vista.)
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de recebar essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de urr aroma ex-
celentemente agradavel Ella serve acertada-
mente para se deitar algamas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando dlaao que
refresca e conserva o vigor da cotia, com especia-
lidade dassenhoras ; assim come para se deitar
n'ngua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer deaa'f
parecer esse balito dassgradarel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambetn tem a pre-
ciusidadede acalmar o ardor que deixa a naralha
quando ae faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto techa delta composicao. Gus-
ta ofraaco 10, e quem aprecia o bom naoa.eixar
cortamente de comprar dessa estimavel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parte onde sa achara.
45 Ra Dfreila 45
Magnifico sortimento.
Semprecondescendento e prazenteiro com os
freguezes que Ihetrazem dinheiro, o propieta-
rio deste grande eslabelecimento continua a of-
ferecer ao publico, por precos mdicos e sempre
inferiores aos de outro, o seu bello sortimento
de calcado francez, ioglez e brasileiro e vejam :
Homem.
Bonegulns Victor Emmanuel. 100000
couro de porco. .... 100000
lord Pal merston (bezerro) 90500
> diversos fabricantes (lustre] 90OOOJ
JohnRuaaeil...... 80500
Sapates Nantes (batera inteira). 50500
patenta......... 5(000
tranca (portugueses). : 28000
(francezes)..... Ijj500
entrada baixa (sola e vira]. 5$500
muito ehique (urna sola). 3(000
Senhoras.
Borzeguins primor (Joly)......5|500
brilhantioa......5(000
gaspa alta.......50000
baix.......4|800
31,32.33.34, .... 40500
decores 32,33,34. 4(000
Sapatos com sallo (loly). ..... 3(200
francezes fresquiohos. 20-240
> 31,32.33 34 lustre. 10000
E um rico sortimento de couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, sola, vaquetas, cou-
rinhos, fio, taixas etc., por menos do que qual-
quer outro pode vender.
BASTOS
d Reg.
Na ra Nova n. 47, junto a Cooceico dos Mi-
litares, acabara de receber um grande sortimen-
to das verdadeiras camisas inglezas pregas lar-
gas e estreitas peitos, collarinhos e punhos de
linho, e come seja grande quanlidade tomamos
adeliberacn de render pelo diminuto prec.0 de
350 e 400 a duzia, uniformes de casemiras de co-
res a 20(, 250 e a 300, assim como muitaa outras
fazendas que s com a vista que se pode reco-
nhecer o que barato.
Admira vel peohin-
cha a 3,500 o corte.
Na loja do Pavo.
GraDde e variado sortimento de cor-
tes de cambraia de seda tanto de barra
como de xadiez, de listas ou de flores
matisadas fazenda de 8$ que se vende a
3#500 para apurar dinheiro: na ra
da Imperatriz n. 60, loja de Gama &
Silva.
Raz de coral.
Na loja d'aguia de'ouro. ra do Cabug n. 1 B,
vende-se a rerdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Ciixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria encommenda muito
lindas caixinhas de costura com msica, proprias
para mimo, que se vende muito barato.
Efeites de flores para ca-
samentse bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca liados e de-
licados enfeiles de flores finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios^ara as
senhoras que vao a casamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os precos sao 80,
10 e 129, porm quem apreciar o bora conhece-
r que sao baratos, e paraisso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Bonitos toncado-
res de armaco e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armario preta, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que os
lornam mui elegantes, os quaes servem exceden-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e de rspazessoltei-
ros, e pelos precos de 8, 9 e 100, sao baratissi-
mos na reriade, e quem os vir na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
infallivelmenle comprar.
Espelhos para
salas.
Ricos espelhos de moldura dourada com mui-
to boos ridros para ornamentos de salas, de va-
rios tamanhos e pregos : na loja da Victoria, na
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
ao
Pavo.
Chitas baratas.
Vende-se chitas escuras de
cor fixas a 4#500 a pega a 120
rs. o ^covado por ter um pe -
queno toque de mofo: na ra
4a Imperatriz n. 60, loja de
Gama & Silva.
Lindas caixiDhas
com necessarios para costura
Acaba dechegar para a loja d'aguia branca mui
lindas caixinhas matizadas, com espelho, tesoura,
caivete, agulhela, agulheiro, dedal e ponteiro,
ludo pratiado e de apurado gosto, emOm urna
caixioha excellente para um prosete, e meamo
para qualquer senhora a possuir, e veodem-se a
100 e 120 : na lo,a d'aguia branca, ra do Quei-
mado o. 16.
Campos A Lima.
Na ra do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de cambraia para guarnico de vestidos
por commodo preco.
Ka loja barata
Vendera-se cortes de cambraia de salpicos,
brancos ede cores, a 20 e S$400, chales de groxe
a 70, cobertas de groxe a 90, manguitos a 10 o
par, ditos defusto a 3g, ditos de linho a 30500 :
na ra da Iraperatiz, loja armazenada da 4 por-
tas n. 56, de Magalbes Si Hendes.
Nao se espantem.
Chegaram as alampadas de latSo tao procura-
das, thuribolos, navetas, calldeirinhss para agua
benta, caixinhas com frascoa para santos leos
campainhaa para tocar a santos de todos os tama-
nhos, ludo con muito goste e por precos com-
modos ; na ras Nova n-38, defronte da Concei-
c.o, no muito aotigo deposito do Braga.
Vende-ae em casi de Adamsoo, Howie &
C, ruado Trapiche Novo n. 42, bUcoilos inglezea
sorlidos, em pequeas latas.
peca, oc a 160 rs. o covado : na ra da Impe-
ratriz n. 60, loja de Gama & Silva.
Trina e gales.
Na loja n. 50 da ra da
para vender trina, gales
commodos.
Cadeia 4o Recife ha
e volantes por precos
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas do
seda para enfeites de vestido, sendo de difieren-
es cores e larguras, e como sempre as est ven -
dendo baratamente a S0.3.4 lija pega, precos
estes que em nenhuma outra parte ae acham, e
so sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onuraer 16.
Contina
| o pavo.
a oi'ooe.
Ricos vestidos de cambraia d cores, fazenda
inteirameote nova, aflan^audo-ae ser cor segura
com 81|2 varas, que se veude na ra da Impera-
ra n- 60, loja de Gama& Silva.
Bom e assim barato
ninguem deixa de comprar urna pasta para pa-
pel por 10000. Na loja d'aguia branca acha-se
umaporgo de boas e perfeitas pastas para pa-
pel com calendirio perpetuo, e in ce das feslas
mudaveis, pelo que se lornam de muita utili-
dade, e o pequeo prec.0 de 10000 cada urna
convida a aproveitar-se da occasio em que se
esto ellas vendendo por melado do que sem-
pre custuram ; assim dirijam-se a ra do
Queimado, loja d'aguia branca n, 16, que ser
bem servido.
Grava ti ii has de raiz de
coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravatinhas de raiz de coral com duas e tres
voltase lagos nss ponas, seodo ellas bastante
compridas, arista do que sao baratissiraas a
20500 e 30000 : assim bom o barato s na loja
d'aguia branca, ruado Queimado n. 16.
Em casa de Adamson, Howie 4 C, ra do
Trapiche Novo o. 42, vende-se :
Rolnas de cortina fioissimas.
Lona e fille. -,
Fio de vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Sellins, silhes, e arreios para carro ou cabriolet
Sabonetes
de araendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-seaabonetes de araendoa para barba,
cada um em sua caixinha de loua a 500 rs. ; na
ra do Queimado, loja d'aguia branaa n. 16.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
41500 o covado.
Damasco de seda boa fazenda, encarnado, cor
de canna e branco.
Manteletes de fil preto enfeitados com bico a 50.
Damasco de la com 6 palmos de largura cova-
do a 10500. 6
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 80.
Cortes de casemira de cor a 35500.
Selim Maco superior a 2g500.
Casemira preta selim suoeror a 20500.
Pe^as de indiana finissima com 10 varas a 8i.
Na ra do Crespo loja o. 10.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commo-
do : na ra uova de Santa Rila n. 65.
A 21 o corte.
ta Cortes de riscado francez com 14 covado pelo
barato prego de 20 : no armazem de fazendas da
ra do Queimado o. 19.
Taclias e moendas
Braga Filbo & C. tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n 3 A, um grandesor-
raento de tachas e moendas para engenho de
muito acreditado fabricante Edwin Mawatra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
o. 4.
Batatas.
Vendem-se batatas a lj a arroba, e 40 rs. a li-
bra : na ra Nova n. CO.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C., de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instrueges completas para ae usarem
estes remedios, contendo um indico onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se vendem a 10000.
Vejam o Pavo.
Vendem-se n'qulssimos cortes de ves-
tidos de seda de cores fazenda que se
ven Jen por mais de 100$ cada corte e o
Pavo vende pelo diminuto preco de
30$, 35$ e 40^1, por terem um pequeo
toque de mofo : na ra da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva.
uval sem segundo.
Ns ros do Queimado n. 55. loja de miodezas
de Jos de Azevedo Maia eSilva, tesa para ven-
der pelos diminutos pregos abaixo declarados pa-
ra apurar diabeiro, pois o que muito precisa,
garante ludo perfeilo, pois o prego admira :
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a 40
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel rauito boa, carretel a 30
Nvelos de llohs do gaz brancas a 10 e 20
Carreleis com linha preta muito gran-
des a 160
Varas de franja de 13 muito bonitas a 100
Pecas de tranga de la muito bonita* e
com 10 varas a 200
Pares de meias crusa para menino a 200
Ditos ditos de cores todos os tamanhos a 160
Ditos de cores para meninas a 120
Duzia de meias cruas para hornera a 20400
Cartoes de linha Pedro V com 200 jar-
das a 80
Caiaa comtissdes paraacender charu-
tos a 40
Caixascom phosphoros de seguranga a 160
Duzia de phosphoros do gaz a 240
Filas para eafiar vestidos muito gran-
des a 80
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a 400'
Ditos com eheiros muito fino a 500
Duzia de meisa para senhora o melhor
que ha a 30000
Pegas de trancinha de lia sortidas a 50
Sabonetea superiores e muita grandes a 160
Groza de botdes de oaso para caiga sendo
pequeo a 120
Dita de ditos grandes a 240
Tramoia do Porto superiores varas a
100, 120 e 160
Pegas da-fila de linho brancas e de co-
'"; 4o
Croza de penas de aqo muito finas a 500
Frascos de opiata para limpar dentea a 400
Copos con basta muito boa a 640
Espelhos de columnas madeira branca a 10500
Carleiras para guardar dinheiro 500
Rialjos para meninos a 40
Baralho portuguez iao
Varas de franja para cortinados a 240
Croza de butoes de louga brancos a 120
Tesouras muito Gnus para unhas e cos-
tura a 40>
Caixas de charutos de Havana muito su-
periores a 4jj0O0
Cartas muito finas para voltarete o ba-
ralho a 240 e 320
Varas de bico largura de 3 dedos a 120
Garrafas com agua celeste para cheiro a 10500
Rialjos coa 2 vozes para meninos a 100
Venda depropriedaties
Vendem-se as casas terreas sitas na ra atrs
da matriz da Boa-Vista n. 30 e 32, Rangel n. 79,
e ra do Forte o. 26, todas com solos proprios :
a tratar com Antonio los Rodrigues de Souza,
ra do Queimado a. 12. primeiro andar.
|Ina do Quemado toja!
I de 4 portas n. i 0. |
f Ferrao & Maia.fi
m
m
Vende-ae a todos miodezas baratas
Apparega dinheiro que a vista faz f ;
Correi treguezinhos s estrellas grata8
Que no Rosario divisam a loja que
Loja (I
as tres estrellas, ra
larga do Rosario i, 3 3
EnQadores para espartilhos a 60 rs., ditos de
seda preto a 100 rs., gallao branco de linha a
100 e 120 rs. a vara, ditos pretos de seda alg600
a pega com 10 varas, fila de ve'ludo escoceza
para sintes a 1$ a vara, ditas encarnadas a 800
e 1#, fita lavrada de la e seda a 120, 240 e 400
rs., ditas de garga a 480 rs., dilas de sarja a 800,
I e JM00, fita com colxetes a 320 e 360 a vara,
fita de velludo eslreita alga pega, ditas de cor
a 800 rs., caixinhas com agulhas francezas a
120, 160 e 240 rs., bico de seda a 120, 240 e
320 rs., dilos largos a 800 e 1200 a vara, bico
preto de linho a 240 e 400 rs. a vara, franjas de
la preta a 700 rs. a pega com 10 varas, traogado
para onfeitea 800 rs. a pega com 15 varas, pen-
tes do tartaruga a imperatriz a 7 e 8, ditos
para tirar bixos a 320 rs, fita de sarja esireia
com pouca avaria alga pega com 11 varas, tra-
moia a 320 e 400 rs. a pega com 15 varas guar-
danaposde linho a 200 duzia 28, escovas para
faci a 640, 800 el, ditas finas a 1&500, brre-
les de palha para meninos a 2$500, ditos de pel-
lucia branca fazenda de apurado gosto a 5*. es-
tampas de diversas imageos a 120 e 160 rs., ditas
brancas cousa nova a 320 e 400 rs., ditas colo-
ridas muito finas a 800 e 1&, tesouras para cos-
tura a 100, 160 e 240 rs.. ditas muito finas a 320
e 400 rs., caivetes para aparar penas a 100 e
160 rs., ditos muito finos a 800 e 1$ com duas
folhas, dedaes brancos a 40 rs.. escovas finas pa-
ra denles a 320 e 400 rs., ditas para unhas a 120
rs dilas para cabello cora cabo de bfalo a
1500, botes de osso grandes para paletot de
brim a 500 rs. a groza, ditos de roassa preto pa-
ra paletot de alpaca a 720 e 800 a groza. dilos
de seda para casaca a 1J600 e 2*800. ditos de
massa eouss nova a 3g a groza, boioes de vidro
para casaveque a.200 e 240 rs. a duzia, ditos de
linha a 240 rs., aboluadura para collete a 240 e
320 rs carleiras grandes para dinheiro e let-
Iras a 6S, capachos para porta a 480 rs., ditos
grandes para safa a 1*400 e outras muitas quin-
quilleras que se vende sem reserva de prego
para acabar.
Feijo de corda
no armazem de Tasso Irmaos, ra do Amorim
o. 35.
Cabo de marfim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fim e madreperola n 2 e 2J500 cada urna. Com
urna escuva assim delicada faz gosto lirapar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ra m pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto s o r t i -
ment das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e 1 h o r a dos
com novos
apereigoa-
mentos, fszendo paspooto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na rea da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Encyclo-
Vende-se o seguinte :
Cortes de seda para vestidos de
senhora mais modernos que
tem vindo a este mercado a
Chales de touquim finos a 15g,
25| e
Heraestinas fazenda delieadiaei-
rna o co-vaAo a
Lindissimos chapeos a Garibaidi a
Enfeites a Travista a
Superiores camisas de linho a ber-
tas a rendas para aeobora
a 4e
Casaveques brancos bordados
a 10 e
Lencos de cambraia bordadas a
duzia a 1$600 e
Selim preto o melhor que pos-
sivel o covado
Sedas pretas lavrada a lj e
Chapelinas de seda para senhora
Lengos de cambraia bordados
proprios para acto do igreja a
Enfeites de flores para cabega de
senhora a
Cortes de cambraia de salpico a
m

m
9
25$000
36$000 <"
4G0 A
i&sooo 2
105000 m
I
ajooo #
uwoog
2000#
3*000 fi
19500 V
ogooo fl
500 i
2S0O0 A
2J000 j
pedi
tica
!i [Ra do Crespo numero 17.
Guimares & Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
de mes baratissimos :
Chapelinas da seda de riquissimoa goslos
a 12# cada urna.
Ditos de palha de Italia a 289.
Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 3$.
Casias de cores Gxas e delicados padroes
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quanto pertence para adorno de se- g
nhora por baratissimos pregos.
Calgado Mell de 2 solas e sola fina. **
Para homens. L
Grande sortimento de. roupas feilas o f
chapeos de todas as qualidades.
Objectos de gosto para
casamentos.
A loja d'aguia branca aeaba de reeeber de sua
encommenda um completo sortimento de objec-
tos de gosto, proprios para casamentos, sendo
finas luvas de pellica enfeitadas para noivas, de-
licadas capellas com 1 e 2 caixos para o peito,
caixos brancos de flores mui finas, bonitas fitas
brancas tarradas para lagos, ditas muito estreitas
para enfeites de vestidos, franjas de seda e iran-
ias brancas para o mesmo lira, meiasbrsncaa
de seda, fazenda muito boa, bonitas ligas de
dita (too bem ha para .meninas) grvalas bran-
cas do seda o chamalole para noivos, em fim
urna variedade de objectos escolladas ao melhor
gosto, e o mais moderno, todo proprios para
casamentos : na ra do Queimado, loja d'aguia
Branca, n. 16.
Relogios.
Voode-ss eme asa do Job nston Palor C,
roa do Ti gario n. 9 um bello sortiMento do
relogios de ouro patente ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade da bonitos traneelius para os
mesmos.
Importante
Aviso
Na loja de]4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
m*nto de roupas feitas, para cujo fim lem mon-
tado urna oieina de alfaiate. estaado encarrega-
do derla um perfeilo mostr vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhartnda e qualquer obra que se lho
encoramende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com sspecialidade aos
Illms. Srs. officiaes lano da armada corao do
exercito.
Faz-se fardas, fardos com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figorinos que de
l vieran ; alem disso faz-se mais cassqumbas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar rAra ns Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja siogelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prals, lude ao
gosto da Europa, tambem prepara-se besas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
eatjlode Coimbra sonde se faiem as melhores
conhecidas at hojo, assim como lem muito ricos
deseobos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiangando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bemfeito e bom corte, nao se falta do
dia que se prometter, segundo o systems d'onde
veio o mestre. pois espera a honrosa visitados
dignos senhores visto iue nada perdem em ex-
perimentar.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
recebeu um complelo sortimento de gollinhas de
missanga, s:ndo de todas ascores
Sua do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, ven-
de-se por pregos muito baratos as seguinles fa-
zendas de superior qualidade e modernas, sedas
de quadros miudos para vestidos de senhora e
meninas a 800 rs., babados largos e transparen-
tes a 33 8 pega, ntremelos muito finos a lj>500,
capas de merino e fuslo para sobora a 5>. chi-
tas largs escuras e claras a 240 rs. o covado,
roupea de seda a 10$, pegas de bretsnha de al-
godo a 2, riscado francez muito fino a 180 rs.,
manguitos bordados finos a 2#, gollinhas borda-
das a 610 rs., alberns de panno felpudo para
homem proprios para chuva a 10$, capas russia-
as o melhor que lem vindo a este mercado a
30#, paletots de panno preto a 18J e 20J, sobre-
casacas de dito muito finas a 25$, caigas de cise-
mira preta e de cores de 5% a 8g, ditas de brim
braoco e de cores de 2 a 5, paletots de alpaca
e de brim de 3500 a 5, camisas brancas e de
cores lioss a 2J, chapeos de sol de s riores a 6J. ditos inglezes a 10, cassas de cores
transparentes a 240 rs. o covado. assim como
outras muitas fazendas que se vendero por me-
nos do seu valor para fechar contas, vestuarios
de brim e fustao todos guarnecidos e enfeitados
para meninos a 2#.
Novidade.
Fazendas barat-
simas.
Chitas modernas inglezas, covado a 180 rs.
Ditas fraccetas, bom gosto, covado a 240.
Cassas pintadas muito finas, covado a 240.
Vestuario para meninos s 38.
Corles de vestidos de phantasia para baile a 6g.
Chales de merino com palmas de velludo a 7g.
Dilos de dito com pontas redondas a 6
Camisas de cambraia de linho para senbora
8#000.
Grosdenaple preto superior, covado a 1*800.
Corte de seda lavrada superior a 35$.
Pegas de madapolao mullo Uno a 49500.
Laziohas de quadros pars vestidos, covado a
240 rs.
Camisas francezas de linho para hornera, duzia
a 350O0.
Manteletes d grosdenaple preto e de cores a
209000.
Cortes de cambria de seda a 6$.
Ditos de colletes de velludo superiores a 6J.
Sedaa pretas lavradas, covado a 1 $200.
Chaly de corea com listra de seda, covado a
500 rs.
Cortes de gorguraode seda para collete a 2$00
Yelbutina lavnda de cores, covado a 500 rs.
Esguio de linho muilo fino, vara a 1.
Cambraias de salpicos muito O ose, pega a 3$Q0O
Lengos brancos de cambraia, grandes, duzia a
3J000.
Enfeiles pretos e de cores de vidrilbo a 2).
Luvas de pellica brancas a 1$500.
Riscados francotes finos, covado a 220.
Meias croas muito finas, duzia a 3*500.
Bem como muitas outras fazendas baralissiaoas
tanto para negociar como para gasto das familias
que faro a mtior economa comprando ; na loja
de fazendas e deposito de machinas de cssturs.
de Raymundo Carlos Leite & Irmo. o. It, tm
da Imperatriz, amigamente aterro da Boa-Vista.
Vcntfe-ac superior vmho de Bor-
deaux em quartolas, chegado pelo ulti-
mo vapor francez : em caaa de Tiiset
Fie res ra do Trapiche n. 9,



D1AU0 ^1 IURAMMIO. ggOLRT. FEIRi ti DI AGOSTO DI 1861.
(7
Cheguena ao barato.
O Preguiga esta queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanba de rolo can 10 varas a M
eaiemira escura eafesuda propria para cala,
colleta e palitos a 960 rs. o corado, cambraia
organdiz de mu i to bora gosto a 480 rs. a vara,
dita lisa transparente muito fina a 39, 49 e 69
a pega, dita tapada, cora 10 varas a 5$ e 6< a
peca, chitas largas de modernos e escolhidos pa-
droes a 240, 260 280 rs. o covado, re mos challes de merino estampados a 79 e 89
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 9f cada un, ditos com urna s palma
muito fiaos a 89500 rs., ditos lisos com-franja
de seda a 59, lencos de casca com barra a
100,120 e 160 rs. cada um, meias muito finas
para senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualida-
de a 39 e 3f500 rs. a duzia, chitas francezas
de ricos desenhos para coberta a 280 rs. o cova-
do, chitas escuras ioglezas a 5*900 is. a pea,
e a 160 rs. o covado, brim branco de puro linho
a 1, 19200 e 19600 rs. a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 rs. a vara, brilhantina
azul a 400 rs. o covado, apalea de differentes
cores a 3 9 60 O rs. o covado, casemiras prstas fi-
nas a 29500, 3f> e 39500 rs. o covado, cam-
braia preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e ou-
tias muilas fazendas que se far penle ao com-
prador e de todas se da rao amostra com penhor.
&ai&&ittiecie mmtm mmmu
i
Menco
jFazendas e rou-j
pas feitas baratas, i
> DE
1 PORTO
[48Ra da Iinperatriz481
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
ment um completo e variarlo sortimento
deroupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletols
de alpaca preta e de cores a 3je 3*500,
ditos (orrdosa 49 e 49500, ditos france-
zes fazenda de 109 a 69500, ditas de me-
rino prelo a 69, ditos de brim pardo a
3g800 e 49. ditos de brim de cor a 39500
ditos de ganga de cor a 3?500. ditos de
alpaca de laa amarella a imitaco de pa-
lha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 5$ e 5*500, dilos de
casemira saceos i 13J, ditos sobrecasacos
a 15>, ditos de panoo preto floo a 209
22g. 289. ditos brancos dfl* bramante
39500 e 49, calcas de brim de cor a lg800,
2$300, 39, ditas braocas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 3*500, ditas de
casemira a 69500. 7J500 e 9*. ditas pre-
tas a 4|500. 7*500. 9* e 10*. col le les de
ganga franceza a 1*600, ditos de fustao
23800, dilos brancos a 2$800 e 3, ditos
de selim preto a 3*500 e 4*500, ditos de
gorgurio de seda a 4*500 e 5*. ditos de
casemira preta e de cores a 4*500 e 5* S
ditos de velluio a 7*. 8$ o 9*.
Completo sortimento de roupa para I
meninos como sejara caigas, colletes, pa- S
letots camisas a 1*300 e 2*. ditas de fustao %t
a-29500, chapeos francezes para cabeca O
[senda superior a 6*500, 8g500 e 10, U
ditos de sol a 6g e 6&500, ditos para se- !
nhora a 4S500 e 5*. Recebem-se algu- f
mas encommenias de roupa por medida 2
e para isto lem deliberado a ter um con- S
tra-mestre no eslabelecimento para exe- S
cular qualquer obra tendente a sua arte. M
NA LOJA DE
Vende-se o eogenho Tiriri, sito na comarca
do Gibo, com as proporges seguioles: dista da
estrada de Cerra urna legoa, e perto para embar-
que em distancia de 200 bracas, coa terreno pa-
ra grandes safras, e tem muitos terrenos para se
abrrrem com faeilidade, ha grande cercado e
militas matas. Este eogenho novo ebem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segundo an-
dar, ou ao engenho Cafund, sitio em distancia
de meta legoa da estico de Olinda com o abaiio
assignado.Joo Paes Barre to.
Enlre-meios
os melhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca recebeu um ezplendido
sortimento de ntremelos de delicados bordados,
e gostos inteirameote novo*, com differentes lar-
guras, do mais estreito at mais de 1(2 palmo,
cuas diversas applicacdes escusa dizer-se porque
todas as seohoras sabem : os presos sao de 2 a
5* a pega conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o bom, infalli-
velmente os comprar : na loja d'aguia branca,
na ra doQueimadoo. 16.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para con tas e facturas, papel mata-borra o; ven-
de-se na loja d'aguia branca, ra do Queimado
un mero 16.
acate MS'Si&siA ats Wfiteasttafts^Bt*
Na ra da Cruz n. 10, casa de 1
Ralkmann Irmaos &C, tem ex- '
posto um completo sortimento S
de amostras de objectos de bor- ]
racha, proprio para machinas de i
engenhos, sendo correias para ]
transmittir movimento, canudos X
de borracha de qualquer com- j
primento e groisura, pannos de <*
| borracha, rodetas de dita, so- *
|g bre ditos artigos tomam-se en- 11
S| commendas.
Gollinhas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1B,
recebeu-se uta completo sortimento de gollinhas
de missanga de todas as cores.
&$ mmmmm mmmm
Em casa de Ralkmann Irmaos S
&C, na ruada Cruz u. 10, exis- ^
te constantemente um completo *;
sortimento de p.
Virihos Bordeaux de todas as js
qualidades. g
Dito Xerez em barris. *&
Dito Madeira em barris e caixas. ;j
Dito Muscatel em caixas. a
Dito champanhe em gigos.
Cognac em barris.
Cerveja branca. 5
Agua de Seltz.
Azeite doce muito fino em caixas.1*
Alviade em barris.
Cevadinha em garrafes.
Fazendas.
o.
e:
e
ri-
Aobaraleiro da ra da Imperatriz
48 juotoa padaria franceza, vende
ricos cortes de cambraia brancos
bordados com dous olhos a 6*000,
eos cortes de vestido de seda escocesa
pelo brrato prego de 12$. cambraias lizas
muito finas com 10 jardas a 3*500 e 4* e
de Escocia a 6*, saias a balao de arcos a
2*500. cortes de chita franceza achamalc-
tada com 14 curados a 5|, pegas de cam-
braia lisa para forro com nove varas a 2*,
e um complet sortimento de chita fran-
ceza a 240, 260 e 280 rs. o covado e das
S inglezas a 180 e 200 rs. e outras muitas c
fazendas por precos commodos. X
mmmm m mwsmmmn
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvd, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quam quizer comprar
boas luvas escusa caosar-se, dirigir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Coral de raz
Vende-se muilo bom coral de raiz, o fo a 1*:
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Vende-se mel em barris de'5.: no deposito
da ra do Raogel n. 9, ou na padaria da ra dos
Pescadores os. 1 e 3.
Potassa da Russia e cal k
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
podra ; tudo por precos mais barato* do que em
outra qualquer parte.
Vende- se
ptimos licores de diversas qualidades em garra-
fa a 240 rs.. meias ditas a 120 rs., o sendo em
porgo se dar a 200 rs., onde tem o famoso li-
cor de ortelaa pimenta, chamado eslomagal, e
recebe-se encommendas para fra da provincia
embarricado e bem acoudecionado : na taberna
nova da ra do Fogo n. 32.
m00 o par
de sapalos de tapetes, de fantazia mu bellos e
novos gostos chegados pelo ultimo paquete da
Europa : na loja do Vapor ra nova n. 7.
Vende-se urna escrava de meia idade, cozi-
nha, lava e faz todo servicode urna casa ; na ra
do Fogo n. 43.
Farinha SSSF.
Esta eonhecida e superior marca de
farinha chegou a tres dias de Trieste
pelo brigue Lutitania, e vende-se a re-
talho noarmazem de Antunes Guima-
raes &C, largo da Assembla n. 15.
SLoja dos bara-
S teiros,
8 Ra do Crespo n. 8 A.
g Leandro & Miranda.
Recebemos pelos ltimos navios e
vapores da Europa grande e variado sor-
X timenlo de fazendas, roupas feitas e
3% perfumarlas, e tudo se vende por menos
I, que em outra qualquer parte, como se-
jam :
| Cortes de vestidos de cambraia branco
g bordado a 5$, 10*, 13* e 25$.
' Superiores saias bordadas a 3*.
v2 Bales de madapolo e crochet a 4*.
. Ditas de clina a 68500.
" gj Chitas francezas muito unas a 280 rs. o
9, covado.
E outras muitas fazendas por precos
*S baralissimos.
Molas para balo.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu de sua encommenda as verdadeiras mo-
las para baldes, que se vende a 200 rs. a vara.
4 5000.
Admireni o pavao
Acaba de chegar pelo ultimo vapor francez ri-
qusimos cortes de cambraia* braocas e de cor
com babados de aeda e ditos de sveolal matiza-
do* de aeda, fazenda que val 15*, vende-se a 5*:
d* ra da imperatriz n. 60, loja de Gama & Silva.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22*. faaenda fina,
tale** de casemira preta* e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 4*, ditoa de fuato de corea a 4|,
ditos de estamenha a 41, ditos de brim pardo*
3*, ditoa de alpaca preta aaccos e sobrecasacoa,
dolletes de velludo pretos e de cores, dilos de
corguro de seda, grvalas de linho as mais mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarioho* da linho
gauliima moda, toda* estas faxendas se vende
paralo para acabar; a loja e*t asertada* 6 bo-
aas da manha at as 9 da noite.
Vende-se a grande e bem construida cata
terrea da ra do Hospicio n. 35, onde mora o Dr.
Baela Nevos, com a viata o comprador conhecer
o tamanho do edificio : a (calar na praca da Boa-
Vista, botica do Sr. Ignacio, das ll horaa ao
meio dia.
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta prega e oade fra, que tem
ezposto i venda sabaode sua fabricadeoemioada
Recifenoarmazem dosSrs. Travassos Jnior
9l C, na ra do Amorimn.58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem lera feito oseu deposito de velas de carnau-
za simples sem mistura alguma, como as da
composicao.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de luvas de pellica chegadas
oo vapor ioglez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado n. 16.
Jhegou
anal o desejado tricopherous
Est venda na ra do Queimado, casa de ca-
bellelreiro.
KaBag eieeiesi.^fiis^reei83g
Ra do Crespo n. 8 lo-fj
ja de 4 portas. |
Admira a pechincha.
M Laa para vestidos azenda que 8
m outr'ora custava 800 rs. o cova- j
I do vende-se a 240 rs., dao-se g
H amostras com penhor.
Cal de Lisboa.
Veodem-se barris com cal em pedra a mais
nova que ha no mercado a 6* cada um : na ra
do Brum n. 66.
w stftt 2a*ai2- ais &ft3 asss&ii^aiStfBi tt
W&aw73!tTWij!W WTHWWlw Wjlf TOfWf *ft
fUNMa0L0W-IH6W9
Ra da Senialla Nova i.42.
Reu* astabelacimanto contina a havtr um
completo sortraaen t o da tuneada seaiei as moen-
das para engenho, machinas de vapr *.taixas
lo farro balido coado.de todos ostamanhos
para dito.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui novos e
delicados chapeozinhos para baptisados obra
mui perfeita e bem enfeitada, sendo cada um em
sua bonita caizinha, e pelo baratissimo prec.o de
6*. ninguem deixara de os comprar: na loja d'a-
guia branca,ra do Queimado n. 16.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda a bem eonhecida eprovei-
tosa opiata ingleza para dentes, cuja bondade
apreciada por todos quantos della tem usado, e
ser mais por quem quizer conservar asgengivas
em perfeito estado, assim como a alvura dos
dentes; custa cada caixa 1*500, e por tal preco
8 deixarao de comprar quando a nao acbarem
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
En fui tes de cabeca.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegado um completo sortimento de snfeites
para senhora, sendo ultima moda, que se vende
mais barato do que em outra qualquer parte.
Vinho chamisso.
Vende-se este delicioso vinho engarrafado a
1*500 t garrafa : no novo destino de Jos Dias
Brando, ra da Lingoela n. 5,
Libras sterlinas.
Ha para vender, na ra da Cadeia do Recife n.
12, em casa de Bailar & Oliveira.
O torrador!!!
2>3 Largo do Ter^o 2.3
Quem duvidar venha ver; manleiga ingleza
perfeitamente flor a 1* a libra, franceza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra massas muilo finas para sopa
a 440 ris a libra e ontros muitos gneros perten-
centes molbados, ( a dinheiro vista.)
>@
do Queimado n. 10,^
loja de A portas de Fer-*
rao (fe Maia.

Vende-se cortes de superior ca-
semira que em outra qualquer
parte somente podero vender
por 5$ a
Corles de velludo de cor para
collele de superior qualidade e
goalo a 3S500 e
Cortes de ditos pretos bordados
a 58 e
Chapeos de castor rapado a
4fi000
4*000
6*000
8*000
8
s
be
Vende-se um cabriolet de duas rodas muito
seguro e forte com um bom cavallo e arreios, o
3aal serve igualmente para sella por ter boas a-
ares e ser muito manso : na cocheira do porto
da ra Nova, de Antonio Jos Ferreirs.
Vende-se 1 carro de alfandega, novo, 1 car-
roca e 2 famosos bois : ao p da fundico, ta-
berna de Jos Jacintho de Carvalho.
Oh! que pechincha!!!
Na ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-
Vista, loja armazeuada de 4 portas n. 56, ven-
dem-se novos cortes de cassa com 7 babados a
2g500, cortes de cambraia com bma de cor o de
babados a 3* e 3*500, ditos com flor de seda a
3*500 : na loja de Uagalh&ea & Meodes.
Muita grvala ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
bello sortimento de grvalas de differentes gos-
tose qualidades, e por precos taes que em ne-
nhumaoutra prtese acha, como seja, gravati-
nhasestreitas bordadas a 800 e 1$, ditas pretaa e
de cores agradaveis a 1*, 1*200 e 1*500, ditas
com pontas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setimmaco algOO. Pela variedade do sor-
timento ocomprador lera muilas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Vende-se urna boa armaco de ama relio,
toda envernisada, que serve para qualquer esla-
belecimento, e por preco razoarel: na ra do
Crespo n. 15, loja.
No deposito da ra do Vigario n. 6, vnde-
se o afamado pao quente italiano, das 5 horas da
tarde s 8 da noite.
Peonas deac
inglezas, caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda as verdadeiras pennas de a;o ingle-
zas, caligraphicas, cuja auperioridade est deci-
dida, e anda assim contina a vende-las a 2* a
caixinha : na loja d'aguia branca, ra- do Quei-
mado n. 16.
Acaba de
chegar
novo armazem
DE
B4ST0S& REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes s* vendem por precos muito modi-
ficados como e de seu costume,assim. cpnio
sejam sobrecasacos de superiores >
e casacos feitos pelos ltimos flgurinon-i
26*. 28*. 30* e a 35*. paletots dos meemos 0
pannos preto a 16J, 18g, 20* e a 24,
ditos de casemira de cor mesclado e de'r
novos padroes a 14*. 16*. 18*. 20* e 24*,'
ditos saceos das mesmas casemiras de ca-
res a 9*. 10*. 12* 9 a 14*, ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 8*, 10*. e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12*,
ditos de merino de cordo a 12*, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 15*,
ditos de alpaca preta a 7*. 8*, 9* e a 10*,
ditos saceos pretos a 4*, ditos de palba de
seda fazenda muilo superior a 4*500, di-
tos de brim pardo e de fustao a 3*500, 4*
e a 4*500, ditos de fustao branco a 4*.
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7*, 8*. 9* e a 10, ditas
pardas a 3* e a 4*, ditas de brim de cores
tinas a 28500, 3*. 3*500 e a 48, ditas de
brim brancos tinas a 4*500, 5$, 5*500 e a
6*. ditas de brim lons a 5* e a 6$, colle.tes
de gorguro prelo e de cores a 5$ e a 6$,
ditos de casemira de eor e pretos a 48500
e a 5*. ditos de fustao branco e de brim
a 3* e a 3*500, ditos de brim lona a 4g,
ditos de merino para luto a 4* e a 4*500,
calcas de merino para luto a 48500 e a 58,
capas de borracha a 9*. Para meninas
de todos os tamaohos : calcas de casemira
prefa ede cor a58, 6* e a 7*, ditas ditas
de brim a 21, 3* e a 3*500, paletots sac-
eos ue casemira preta a 68 e a 79, ditos
de cor a 6* e a 78, dilos de alpaca a 3*.
sobrecasacos de panno preto a 12* e a
149, ditos de alpaca preta a 5*. bonete
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os lmannos,
meios ricos vestidos de cambraia feito*
Eara meninas de 5 a 8 annos com cinco
abados lisos a 8* e a 12$, ditos de gorgu-
ro de cor e de laa a 5* e a 6*. ditos de
brim a 3*, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisadoa.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este flm
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por\uaa hbil meslre que
pela suapromplido eperfeicao nadadei-
xa a desejar.
mmmmm
Ao Pavo
Vende-se finissimos cortes de riscadinhos fran-
cez com 14 eovados* 2*: na ra da Imperatriz
n.fiO, loja de Gama & Silva.
A 1,800 pechincha.
Vendem-se chinellas do Porto pelo preco de
1$800, aellas que estou acabando : na rueda
Senzala Nova n. 1.
Vendem-se pennas de emma em libras : na roa
do Queimado o. 73, loja de ferragens.
Vende-se um grande sitio defronle da ca-
pella de Belem, com urna excedente casa, arvo-
res defructo, baixa decapim, e com capacidade
para sustentar 20 vaccas de leite todo o anno,
e tambem se vende melade do sitio com casas de
morada : a fallar com Guilherme Purvel, em San-
to Amaro, defronte da fundico do Sr. Star.
Vendem-se caixoes vastos proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1$280:
quem pretender dirjase a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
Carros e carrocas.
Em casa de N. O. Bieber
& C. successores ra da Cruz
numero A.
Veodem-se carros americanos mui elegantes
e leves para duas e 4 pessoas e recebem-se en-
commendas para cujo fim elles possuem map-
pas com varios desenhos, tambem vendem car-
rocas para condueco de assucaretc.
N. O. Bieber & C, successores, ra da Cruz
n. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Genebrada Holianda em bo-
tijas.
Vende-se na casa de Brender a Bran-
dis & C. : na ra do Trapiche Noto nu-
mero 16.
Deposito de ara
de moldar, cadinhos de todos os nmeros, cobre
em lencol e rodas, lato em folha desde a gros-
sura de papel at o mais grosso preciso, eataoho
em barra e verguinha, taxos de cobre a 850 rs a
libra, chumbo em lencol e barra, lelhas de vidro,
e outros muitos objectos de metal : na ra Nova
defronle da Conceic.o n. 38.
Bonecas de camur-
sa eom rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecas de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia balao etc etc.,
vista do que, ede sua muita durago sao bara-
tissimas a 1$200, barato assim s se encontra na
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Cera de carnauba.
Na roa da Cadeia do Recife, loja n. 50, ha pa-
ra vender cera de carnauba a melhor que ha no
mercado.
Liquidacao
sem lemites, na lo-
ja do sertanejo.
Muniz Irmao & C lijuiIslarios da firma de
Ribeiro & Lobo, teodo deliberado acabar com o
eslabelecimento de fazendas sito na ra do Quei-
mado n. 45, com o titulo de loja do seitaoejo
junio ao becco da Congregaco, pedem a (odas
aquellas pessoas que precisaren) de fazendas que
agora a occasiao de se sortir, visto o prego fa-
zer conta, como abaixo declaramos as seguintes :
cortes de vestidos de seda pretos bordados a vel-
ludo a 80*. ditos dos mesmos a 608, ditos sem
serem bordados a velludo a 50* c a 35*, todos
por metade do seu justo valor, assim como tam-
bem tem de cor, fazenda muito boa, a 50* e a
60*, todos em bom astado, toalhas de linho para
rosto a 48500 a duzia, espartilhos de mola e car- j
retel a 49500 um, grvalas de seda pretss e de
cores a 640, grosdenaple de cor a 18400, seda de
quadros a 900 rs. o covado, colletes de gorguro,
ditos de velludo pretos e de cores, paletols de
panno fino muito bous a 15 e 18*, caigas de ca-
semira pretaa e de cores a 6* e a 8$, ditos de
meia casemira a 4| e a 5*, manteletes, caigas de
brim de cor o braocas, paletots de alpaca de cor,
de merino, de brim branco, francezes, meias de
seda para senhora, chapeos de castor brancos e
pretos de seda, e muilas outras fazendas que se
torna enfadonho annunciar, e que os freguezes
faro o prego, o que afiangamos que nao se en-
geila dinheiro.
Feijo amarello a
10,000
de Lisboa superior, vendem Mereira &
Ferreira, ra da Madre de Dos n. 4-.
a uooo
a arroba de batatas inglezas muito novas : no ba-
zar da ra do Imperador.
Manteiga iugleza flor a 1$000.
Na ra das Cruzes n. 24, esquina da (ravessa do
Ouvidor.
Batatas e cebollas/
Vendem-se nicamente nos armazens progres-
si vo e progressisls no largo do Carmo n. 9 e ra
das Cruzes n. 36, cebolla a 1$280 o cenlo, e ba-
tatas a 1$ a arroba e 50 ris a libra, tambem tem
porgo de queijo de prato chegado no ultimo pa-
quete que vendem-se a 680 ris a libra e 62S
sendo inteiro, afflaoga-se ser ludo do melhor que
se pode desejar.
* 1
8
gROUPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.S
SORTIMENTO COMPLETO
DE
{tuertas e obras eilas
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LOJA E ARMAZEM
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a- 4&,fre*U aibarelW.
> Conatantemente emosumgrande e va-
, nado sortimento de sobrecasacatpretr
/edie?orevnuito lino >**
lA TSh Paletols dos mesaos pan Los
*0S,S2$ e 24$, ditos saceos prelo* 0,-,
mesmos pannos a 14, 16* 186 casa-
icaspretasmuitobem feitas ede su perio-
panno a 28, 3g e 35. sobrecasaia ce
casemira de core muilo finos t 1* ifc
e 18$, ditossaccos das mesmos easmi-
rasalO$, 12j> e 14$. caigas pretas n
casemira Una para homem a 8, 9. lu
e 12, ditas decasemira decores a 7$ 6s
e 10, ditaa de brim brancos mwiio
fina a 5$ 6, ditas de ditos de cor
3, 3500, 4e 4500, ditas de neiaca-
semira de ricas core a 4$ e 45ii(i fc,i.
letespretos de csenme a 55 f f' i'(t
de ditos decores a 4$500 e .>$,' dj,0,
; branco ido seda para casan eme' -,
ditos de 6, colletes f ustao a 3, 3500 e 4, ditos de on o 1
, 2.^500 e 3, paletoUpretosde rter ( ,.
1 eordaosacco e sobrecasacoa 7f!, 8> < ; >
icolletespretospareluto a 45(td 5*'
gas pretas de merino a IfSOO 5f 1 e-
1 letots dealpaca preta a 350G e 4$,rfjtoi
, sobreess^co a6,7e 8$, muito fi o. o-
lates Afgorguro de sedade core.> muito
bo*rfazendaa3800 e4$, collete.-df Tel-
lmdo de crese pretos a 7 e 8, roub
para meninosobre casaca depanrio pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
m casemira saccoparaos mesmos a6S5C0 e
II 7,ditos de alpaca pretos saceos e 3$ t
5 3fS00, ditos sobrecasacos a 5$ e 5500,
Vcalgasde casemira pretas e decores a 6,' 4
m 6$500 e 7, camisas para menino a 20) jr
ff\ duzia, camisas inglezaa prega >largas 2
8muilosuperiorai32 aduziapar acabar. 5
A.ssim como temos urna officina deal
ilate ondemandamos ezecutai todat as
obrascom brevidade. fg
Milho e farelo.
No eslabelecimento de molbados da ra da Im-
peralrizn.4, vendem-se saceos grandes com mi-
lho. farelo e farinha, e haver constaniement*
milho e farelo por prego commodo.
Vende-so um piano muito bom e barato,
urna cadeirinha de arruar de 2 bracos, pintada de
novo e muilo forte ; na ra da Praia, sobrado n.
59, primeiro andar, de menha al as 10 horas,
e de larde das 3 horas em diante.
Benjos de palha da Italia
Vendem-se bergos de palha de cores, sendo
amarello, encarnado, azul, verde, e de tartaruga,
muito bem feitcs, e com sua competente cama,
sao de multa ulilidade para este paiz por ser elle
muito calido, e os bergos cuito frescos, segundo
nos afirma o fabricante da Italia ; deveni ser pro-
curados na ra estreita do Rosario o. 11, expes-
gao de balaios finos e grossos de Sodt & C.
w*aS*WB/tMK(WMWi^ii.,J-^ <]Ma,^ .
'mi'Kai
[0 D o novo
DODR. CHABLE
MEDICO E PR0FESS0R DE PHARMACIA, DE PARS,
PARA O TRATAMEMTO E PBMPTO CURATIVO
PLUS DE
COPAHU
DAS ENFERM1DADES SEXDAES, DN TODAS AS AFFECQOES
Citrato de ferro Chablc.
Xarope mui preferivel ao
Copahba e as Cube-
bas, cura immediatamen-
te qualquier purgaejo ,
relaxaco e debilidade, e- igualmente fluxos e
flores brancas das mulberes. injeeca* de
Ctabie. Bala injeceo benigna emprega-se mas-
rao lempo do xarupe de citrato de trro, urna vez
de manbi, e urna vez de Urde durante tres dias;
elia segura a cura.
DEPURATIF
dn SA1VG
CUTNEAS, VUMJS E ALTERACOES BO SAMGUE.
Depurativa de u;uc.
Xarope vegetal sem mer-
curio, o nico conbecido |
e approvado para curar
con promplidad e radi-
calmente impigeus, pusiulas, btrpes, sarna, co-
mix'is, acrimonia e alterac&es viciosas do san-
g'ue ; virus, e qualquer aflecao venrea. u-
BhM iniaeraea. Tomfto-te dous por semana, se-
Riiindo o tratamento depurativo.Pomada aa-
tlaerpetica. De um efleito maravilhoso as af-
0 deposito
etbes cutneas e comixes.
Hemariahida.Pomada que as cuaa em 3 dias.
e na rum larga 4o Rosario, botica de Bartholomeo Francisco de Soma, n. 36.
Escravos fgidos.
Ausentou-se da casa do abaixo assignado
no dia 12 do correte a sua escrava de nome
Luzia, crioula, de idade SO annos pouco mais cu
menos levando vislido de cambraia branca com
riscos cor de rosa dos lados, chali de merino
branco com flores estampadas, foi calgada. Ro-
ga-se as autoridades policiaes e capiaes de
campo a appreh'ensSo da dita escrava, e leva-la
Passagem da Magdalena ou na ra do Trapiche
armazem n. 13 que ser generosamente recom-
pensado:
Recife, 16 de agosto de 1861.
Augusto Pinto de Lemos.
'Esclavo iogi&o.
Ausentou-se no domingo 11 do cor-
rente, da casa do Sr. Joao Frederico de
Abreu Reg, inorador na ra das Aguas
Verdes n 46, onde estava para ser ven-
dido, o escravo de nome Paulo, pardo
e cor amarelenta. idade de 25 a 30 an-
nos, altura regular e meio resgo do
olho equerdo porm pouco se conhe-
ce, levou camisa e calca de algodao
azul, provavel que fosse direito para
Goianna d'onde veio ha pouco tempo
mandado pelo seu senhor o Sr. Jcaquim
Ala noel Aranha da Fonseca, para ser
vendido : roga-se as autoridades poli-
ciaes, capitaes de campo a captura do
dito escravo e quem o pegar leve-o a
seu senhor o Sr. Aranha na cidade de
Goianrja, e nesta praca a seu corres-
pondente o Sr. Joo Pereira Moutinho,
ra da Cadeia Velha do Recife n. 22,
loja, ou na ra das Aguas Verdes n.
46, que sera' reeompesado do seu tra-
balho.
Desappareceu no dia 13 do correle, do si-
lio de S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com oe
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade d*o 9r. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Araoaty, d'onde veio para aqu fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo ne
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche c. 1S
a Jos Teixeira Basto.
Achtm-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Gear, fgido em setembro do anno proxim-
passado, com os signaes seguintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos pretos
annellados ; e Luiz, cabra, natural do Ir, fugio
do em margo deste anno, e com os seguintes sig-
naes : idade 30 annos, altura regelar, muito pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guns signaes de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppe-se este escravo estar occullo por
pessoa qoe o protejo, pelo que protesta-se contra
quem o tlver feito : qualquer pessoa que os ap-
prehender eu delles der noticia a seo senhor Joie
Jos de Carvalho Horaes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
c
IJ


II!
..
(5)
MARIO DI riBIAMBDQO. *. QUARTA FEIRA Si DE AGOSTO DI 1861:
Litteratura.
0 (liaba na pia d'agua benla.
(Coucluso.)
Eu estafa de mo humor.
Bom o vedes, respond eu.
Nao ha 1 nada para vos, disse elle levan-
ta.ndo-se.
Bem ropliquei continuando a subir. Sir-
Taui-me um grog uuenle.
Nao subiris I exclamou o rapaz, encami-
nrnndo se para a escada.
Seu rompanheiro dispertara tambera.
Deixa o disse-tho elle. Foi este quem
nialou o ioglez.
Baslaram estes paiavras para socegar ojimel- Tele de Flandres."esta luz maldita
ro, e, noenas me as Chegou a noite aem que tivesse alcanzado raais
resultados que na Tespera. Nada tomara doran
te viute e quatro horas; urna sede ardeole devo-
rara-me. Approximei-rae de uma foote, aht re-
fresquei os labios e o rosto. Ao voltar uma ra
achei-me em frente da cathedral.
A la estara magnifica e o vento do nordeste
levara rpidamente as nurens sobre o azul escu-
ro do co. Levantando a vista para a gigantesca
torre da egreja, pareceu-me que olla sedespren,-
dia lentamente do su a bise, e caba sobre raim.
Estendi os bragos com uma alegra desesperada.
Alin.il ia roorrer. (**) Quando as nuvens passa-
ram, a velha torre appareceu immovet a meus
olhos. Porm ella donara em nieu espirito a idea
da liberdade. D'ora em dame tmlia urna resolu-
to. VoUei margem do Escalda, e vi aiuda, na
quo parecia
l perseguir-me como o olhar de um demonio. As-
n.rn lo t' T eUe me,m0\ seHr,,r--mhe sentef-me perto do rio. A mar vasava ; porm.
Errga.q Pouro .' ..?V T*?*, ^^ apellida pela violencia do um vento contrario
r3; S,L"?0UCOKnnnha cabea '<>"- | formava altas ondas que langaram sua escum
Sao m.,n. V 90h/6 m?" 6 adormnecl- at meu rosto. Nao hara navio ou barco algum
5tprnm^.iraP0 U-?B-e"6,Bin0"- P'*" pro,imo- Nao linha outr* eslerau.h. lera do
Se ,mi Z. ?"' ^V'"18 meu espero. Arrojei-me, porm seti-me de-
i\n:X:ti?*"*.3^L!!? lidor Voltei-me. Cacheo raais paluda que a,
se achara a luz cujo brilho mt> havjs altrahtdo.
Uma invendr! curiosidade apoderou-se de mira,
ihei pelo buraco da fechadura, e eis o que vi:
Ao redor de uma comprida mesa deforma oval
estaram assentados doze homens, entre os quaes
lecotiheci muitos por t-Ios encontrado na ci-
dade.
Umas cadeira eslava vaga. Abriu-se a porta
e a vista do recem-chegado, lerantaram-se.
Era Van der Haageo. Assenlou-se no lugar,
que pareca lerem-lhe reservado, e trocaram-se
apertos de mos ealre elle e os que lhe estavam
mais prximos.
Em frente de cada conviva haviam tres ou qua-
tro copos de formas differenles, queacabavam de
encher alternativamente de cerveja de Louvam,
do Cliateau-Margaux, da Girond, etc.
Charutos e cachimbos para todos, e cada um ti-
a\ha na mo pequeas carteiras encrnalas. .
Depois de slgumas palavrasde Van der Haagen
cujo sentido nao pode comprehender, travou-se
urna conversagio, ou antes uma disputa, que me
pareceu ser sobre negocios da Bolga.
Erara quesles de venda em termo de venci-
meolos, de differengss. que sei raais de tudo
que faz da lioguagera flnanceira uma verdadeira
gyria de que os raesmos iniciados apenas possoem
o segredo.
Depois a conversacSo mudou, e s setratou de
Glarchen, Margarida e madama de Vervoulet.
Depois de algurnas palavras estranhas, porm,
que nao obstante feriam-me as mais occultas fi-
bras do corago ; quiz levantar-me para ir pedir
a salisfacgio deltas a Van der Haagen. Julgava,
emfim, conhecer amachinarlo que Glarchen ten-
tara fazer-me acreditar.
Saberia onde eslava Margarida, e umas pala-
bra sua, ums de seus olhares valora mais para
miro, que todas as explicaces do mundo.
Levantei-me; poira nao pude sahir do lugar
em que eslava, meus labios abriram-se e lecha-
ram-se em vio, nenhuma palavra pude articular.
Um iuexplicavel senlimento de horror apoderou-
se de mim. Uma ourem passou-nae pelos olhos
e cahi. A' bulla da minba queda correram os
criados. Levantaram-roe, molharam-me as to-
les e o nariz com o grog que eu pedir, e nao
beber. Tornei mim. Dirigi-me logo para a
porta da sala onde se passara a scena que acabo
de contar. A sala eslava escura e vazia. Abra
janella e prestei attengo. S se ouvla o ruido da
itar que vasava, s se via a obscura sombra da
cidade que se reflectia a claridade do Oriente, on-
de ento apparecia a la.
Os dous criados observavam-me com espanto,
e ouvi um dizer:
Pobre mancebo I Elle matou o lnglez, po-
rm endoudeceu.
Julguei ter tido um sonho ; paguei o que de-
ria. u desci para a margem do rio ; depois sal-
tando no barco que me conduzira, e despertando
c barquciro que dorma, mandei que voltassemos
para o lugar d'onde viemos.
Cuando sultei na margem oriental, vollei-me
involuntariamente para Tete de Flandres. Uma
luz brilhava anda no mesmo lugar. Fechei os
olhos e encaminhei-me para minha casa.
Margarida anda nao tinha rollado. () Fiquei
temo louco, e vaguei toda a ooite pela cidade ;
perguntando por Margarida aos ventos e s es-
trellas, o julgando encontra-la em cada sombra
que as nuvens faziam apparecer as ras deser-
tas. Ao amanhecer eu eslava deitado sobre as po-
dras do portal de Nolre-Dame. As pessoas pie-
dosas que me viara nesso lugar e nessa posigo
tomavam-me por um mendigo vergoohoso, e
abaixavam-se al mim para me darem uma es-
mola ; depois, rendo que eu nao a receba nem
recusava a depunham a meu lado com algumas
palavras consoladoras.
Fiquei assim at o meio dia em uma especie de
abatimento, que nao era nem a morte nem a vida.
O soffrimento despertou-se-mo com o peusamen-
to. Levaotei-me e conlinuei minhas pesquizas.
"i Pareceu-rue que nao tornara mais ave la.
FOLHETIM
OBATEDORDEESTRADA
POBr
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
[Continuando.)
XXXII
Depoia da desastrosa retirada dos pelles-ver-
melhas reuniram-se de novo Joaquim Dick, o
eonde d'Ambron e Grandjean ; nenhum delles
estara ferido.
O Batedor de Estrada sombro, irritado e taci-
turno parecia absorrido em graves reflexe?. O
eonde trmulo anda das coinmocoes do comba-
te iancava de vez em quando um olhar ancioso
e ameagador par o campo dos arentureiros.
Quanto ao Canadiaoo, terminara com evidente
satisfacao a inspecgo da sua carabina, pois que
a encontrara em perfeito estado.
Foi Joaquim quem assim deu principio con-
rersago :
Conde, nao vos agasteis commigo, porque
arrastei-vos forja do campo da batalha : -lo
ao s em vosso beneficio, mas lambem no de
?ossa mulher. Obstioar-ros a ali car por mais
lempo seria marchar para um suicidio e eu nao
quero que a rossa morte produza a morte de
Antonia. Demais anda nao perd todas as es-
peranga?. Esta darrola, porque passamos, a-
peuas uma suspenso muilo insignificante no
cumprimento do meu designo. Juro-ros que o
dia nao lindar aem que Antonia seja lirre. O
que sao algumas horas mais em comparago de
um mezquasi luleiro que jase passou ?
O que sao algumas horas mais, Joaquim I
xclamou o mancebo com doloroso transporte.
Sao talvez a felicidade de toda a minha vida I
Nao compreheodeii ojie o marques d'Haltay,
perdendo a esperanga de eacapar-nos, capaz de
assignalar os derradeiros momentos da sua auto-
iidadecom um crime' abominarel? Joaquim, os
corages que amo sentem as rezes praseoti-
mentos mysleriosos e iofallivais que nao sao
para despresar : o meu me diz neste momento
que Antonia est exposta a um perigo maior que
todos porque tem passado 1......Esse presenti-
miento lo forte, tao inrencivel, que nem
mesmo pens em repelli-lo....cedo ana rozl...
Joaquim Dick tomou o conde pelo braco, e
disse-lhe vivamente:
Isto quer dizer que idea voltar ao campo
dos inimigoa ?
, Sim.
Tendea razio: concederme s o lempo ne-
cessario para dar algumas ordena, e estarei j
omvosco.
Gomo, Joaquim I Tencionaes acompanhar-
Kd ?
Foi com um olhar de terna reprehneaao que
Batedor de Estrada reapoodeu a esta pergunta,
o com uma roz que exprima ao mesmo tempo
crueis angustias :
O vosso presentimento dore ser rerdadeiro,
porque eu tambera o sioto I
Joaquim afaalou-se para ir procurar Lennoi e
tallar com oa pellos rermelhas: dez minutos
depoia eslava de rolla junto do conde d'Am-
BroD.
Partamoa, disse-lhe elle. Que fazeis ? Para
que estas armas ? Deixae-as ficar. As noaaaa
nica armas devera ser coragem e o sangue
Durante o curto dialogo herido entre o conde
paludas nuvens; porm lo enrgica como o
vento que t>s levava, agarrara-me o braco.
Se queres raorrer, disse ella, seguir-to-liei;
se queres viver, esss trra ser para mim o pa-
raizo I
Porm essas palavras que pareciam roubadas
aos castos labios de Margarida, causaram-mo
horror nos de Clarchen. Empurrei-a com tanta
torga, que ella cambaleou e rolou as ondas, que
se fecharan) sobre eJIa. Fiquei confuso por um
iosUntt, quando adunun lo-me, ia preoipilar-me
era seu soccorro. Uma forma humana apresen-
tou-se de repente diante de mim ; era Van der
Haagen.
Deixai-a morrer, disse-rae elle. Vos a sal-
vaes do suicidio, e sua conla j est bastaote
crescida. S-) me pertencesse anda, acrescentou
sorrindo-se, teria sido menos fcil para ella ; po-
rm, troquei-a por este excellenie baro de Feu-
herbach, e delle agora que vamos oceupar-nos.
A estas pa lavras, lerabrei-me da reunio noc-
turna de Tele de Flandres. Lancei um olhar pa-
ra esse lado ; a luz havia desaparecido. Van der
Haagen tomou-me familiarmente o brago, e di-
rigindo-se comigo para a cidade, disse-me :
Mancebo, fallemos de negocios. Amaes a
jinda Margarida de Hooghslraetera, e por Deus,
isso bem se percebe I Eu tambem, na vossa eda-
de, ter-me-hia talvez arruinado por ella.
Queris tornar a v-la?
Que a torne ver, e depois morra I disse eu
parando.
Oh I nada de transportes. Nao quero abso-
lutamente a vossa vida.
S lenho isto offerecer-vos.
Ora I disse-me Van der liaagen sorrindo-se
e elevando o indox de sua mo direila altura de
minha froule. E o que ha ahi dentro? Nao fallo
de vossos milos, disse elle.
Estremec. Pensei em minha alma.
Euto I calae-vos? rei'licou Van der Haa-
gen.
Pensao bem, tornar a ver a bella Margari-
da, vale bem alguma cousa. Vamos I um peque-
no esforgo I O que val essa fugitiva faisca que se
chama alma ao lado da belleza real de Marga-
rida?
Porm quem sois vos? exclamei involunta-
riamente.
Quem 80u, meu bom amigo? Pouca cousa
Ajudo aos pobres diabos como vos e rauilos ou-
tros, a satisfazerera um pouco melhorseus dese-
jos. do que fariara por si mesmos.
Sois o tentador I repliquei eu recuando. E
ia persignar-me.
Nao acabis, disse-me elle, ou ver-nie-hei
forcado a tirar-vo3 minha protecgo, e ento
adeus bella Margarida I
.Parei. ltespondi-lhe abaixando a roz :
Vossas condiges ?
Oh 1 meu charo I sempre as mesmas. Nun-
ca me excedo. Eis um bico de gaz, que nos vem
muito proposito. Tomae esta penna.
E tirando da algibeira um tioleiro :
Eis tinta, proseguiu, pouco anliga, porm
nao ha mais prela. Escrevei bom neste pap-l e
assignae. Agora, perlenceis-me d'ora em diante,
disse elle, guardando esse papel em sua carteira
encarnada ; porm eu lambem vos pertengo at
a morte ; e sou obrigado a serrir-vos em todas
as vossas vonlades.
Eu estava como embriagado. Seguia-o sem sa-
ber para onde, como o caroeiro segu o carncei-
ro ao mai-idouro.
Alguos instantes depois raeu guia bata a uma
porta que se abriu e se fechou por s mesma. Su-
bimos ao primeiro andar por uma escada esclare-
cida por duas lampadas. Van der Haageo certa-
mente : coohecia os donos dessa casa, porque
abra as portas com a mesma seguranga como se
eslivesse em sua cas.
Chegamos ura quarto de dormir, que parecia
ser a ultima pega da casa, e viraos sobre uma pul-
("} Tal nao succedeu.
H Vide Diario n. 188.
e o Batedor de Estrada o Canadiano nao tinha
pronunciado uma s palavra ; pelo contrario com
a au quasi immobilidade procurava nao attra-
hir sobre si a attengo dos dous interlocutores.
By god I disse afinal vendo-os* retirar-se :
nao me zango porque o meu reino e o men novo
amo me nao quizeram associar a sua expedigo.
Se me livessem ordenado que os seguase, eu
teria obedecido : mas a fallar a verdade estimei
muito que me deixassem antes aqu ficar. Por
em quanto nao percebo salario algum ; trabalho
gratis I
A distancia que Joaquim Dick e o conde d'Am-
bron tinham de percorrer antes de chegar ao
campo dos arentureiros seria apeaas de um meio
tiro de carabina. Se bem que as senlinellaa sen
tissem logo a sua aproxiraago no momento mes-
mo era quesahism da floresta, todarla nem um
tiro foi dirigido contra elles. A precaucao por
ambos tomada de se prem a caminho aem ar-
mas junta ao seu passo ragaroso e tranquillo
Ibes valeu um fcil accesso.
Todaria se achegada dos dous amigos nao
despertou os receios dos arentureiros, em com-
pensarlo porm excitou no mais alto grao a sua
curiosidade e interease. A preseoca de dous
Europeos entre as hordas dos pelles-rermelhas
era para elles um fado de grande importancia.
Presumio, e com razo, que um desses dous
Europeos nao podia deixar de ser o celebre Ba-
tedor de Estrada, Joaquim Dick.
Quando aquelles se aproximaram 4s primeiras
senlinellaa do acampamento receberam ordem
de parar. Os areotnreiros nao queriam dar-lhes
a conhecer toda a exteoso da perda, que ha-
viam soffrido. Sendo a maior parte desses ban-
didos recrutada em S. Francisco fallaram ou
pelo menos eotendiam o inglez : por conseguinte
o Batedor de Estrada escolheu de preferencia
esse idioma para dirigir-se a elles.
Quanto ao Sr. d'Ambron, parecia nao interes-
sar-se pelo que se passara em torno de si ; a
medida qne o aeu olhar inqueito procurara em-
io a Antonia ou o marquez a pallidez do seu
rosto j to extrema anda mais augmentara de
iotenaidade.
A's primeiras patarras pronunciadas por Joa-
quim Dick reinou profundo silencio, por que elle
tinha sido logo reconhecido por alguna bandi-
dos, e o seu nome circulara j de boca em
boca.
Senhores, disse elle, nao renho a ros como
parlamentario nem como inimigo, mas simples-
mente como um hornera da mesma raga que a
rossa. Nao buscarei discutir a moralidade ou
opportunidade da rossa empresa : o sangue dos
vossos, de que esto anda telas as minhas
mos, ros mostrara sufilcienlemenle que essa
empresa nao por mim approrada, ou que of-
fende os meus interesses. Em quanto pude ar-
receiar-me de ros, fui vosso inimigo, e ros
combat : agora que redusidos i ultima extre-
midade ides por torga renunciar os vossos pro-
jecios, nao sinto a mais pequea coleras vosso
reapeito, e renbo salvar-ros 1 ....
Esperae, senhores, nio me ouvistes anda ;
bem estaes rendo que rm de meu proprio motu
entregar-me i rossa descripgao, e rim s e des-
armado ; nio podis receiar que eu me retire
contra rossa ronlade: assim, pois. sio me in-
terrompaes. Senhores, lerrirel, e desesperada
a posigio, em que estaos. Oh I nao procuris ne-
gar ; seria inuttl: lenho muita experiencia das
cousas do deserto, e sei eerfeitamenle o que ros
pode acontecer. Repito-ros, e ros sabis me-
Ihor do quo eu : estaes de lodo perdido* 1 Que-
ris proras que apoiem a minha assarcio? Nada
mais tec. De duzentos horneas que eris, quan-
do deitastes S. Francisco, quantos soishoje?
Apenas sessenta oitenta, e nesse numero mui-
troua, um chapeo de homem, uma bengala e um
capote ; porm nio rimoa ninguem.
Van der Haagen roltou-ae part mim e sor-
siu-se :
Sou um dos commensaes do bario, disse-
me elle. Temos tido aqu muitas sociedades mag-
nificas ; roa introduzir-ros mesmo no centro da
praca. E' um camarim mu distinelo que com-
munica cora o quarto de madama Vervoulet pela
chapa flexivel de uma chamio dos lempos ami-
gos. Que lindos passaros tem sido presos aqu I
Acabando estas palavras, approximou-se da pa-
rede do fundo, e collocou o dedo em uma mola
oceulta. Abriu-se logo uma portinha e ri Mar
garida debatendo-se nos bracos do bario. Preci-
pilsr-me sobre este homem, atira-Io com o cr-
neo de encontr parede, agarrar Margarida, e
lera-la nos bracos at meu quarto, tudo isto pas-
sou-se como ura sonho. Porm, ah I eu a salva-
ra do bario, para ser o autor de aua ruina.
Que ros direi, senhor ? Nao soube mesmo
reparar meu crime. Os remoraos de Margarida
em rez de eosinarem meu derer, leraram-me a
excessos anda maiores. A morte do baro, da
qual todaria ninguem me auspeilara, determi-
nou-mea fazer uma riagem fnglaterra 'A cai-
xa inexgolavel de Van d-r Haagen, que se torna-
ra meu banqueiro, permittiu-me as despezas raais
loucas, e os mais dispendiosos prazares. Nao me
eo essas faustosas orgias que Pars mesmo pode in-
vejar Londres. Bem de pressa aborreci-me,
nao do mal, porm de minha victima. Uma ma-
nhia, emquanto suas bellas feiges alteradas pa-
reciam descangar em um mui curtosomnn, dei-
xei oceultamente a casa em que habilavamos, e
embarquei-me para a Franca. Paris espantou-se
como Londres, de minhas devassides. Cheguei
mesmo, foiga de audacia e insensibilidade para
o mal, a merecer, entre meus compaoheiros de
devassidao, o apellido de Satanaz.
Nao obstante um dia, nao sei porque singular
contradiego, desejei tornar a ver minha cidade
natal, d'onde sahira havia mais de dousannos ;
e, como eu costumava nao demorar nada o cum-
primento de meua caprichos, deixei nessa mesma
noite, sem delles me despedir, meus noros ami-
gos, a^dWli para Antuerpia.
raera por influencia do paiz, ou pelo estado
do meu corago ?
Minhas ideas se moderaran), quando passei a
frooteira blgica, e voltei, sem saber como ao
commum circulo dos senlimentos que formara a
verdadeira sociedade.
A' vista de um feliz par carainhando vagarosa-
mente sombra de um jardira, nao me suggeria
mais um desses gracejos equvocos, que tinham
nicamente o previlegio de alegrar um pouco
meus amigos de Londres e Paris. Nao compre-
hendia mais a felicilade serena e verdadeira, po-
rm ella nio fazia mais levantar os hombros.
Depois de me ter demorado alguos das era
Bruxellas, dirig-me para Antuerpia. A' vista da
torre de Notre Dame, lembrei-me dessa noite
terrivel em quo tinha vendido minha alma, e fi-
quei triste.
Dirigi-me minha oflicina. No momento de
abrir essa porla, que s deixra fugir minha feli-
cidade, e que fechara-se sobre seu crime, hesi-
tei; porm j minha mi dera volta chave, e
meus passos resoavam na minha cmara de-
serta.
Chegando ao limiar de minha oflicina, dei um
grito. Julgra ver a sombra de Margarida. Era
smente o esboco em que se difundir meu co-
ragio.
Assentei-me diante dessa lela incompleta, e
meus olhos encheram-se de lagrimas. Pareca-
me ver ah os tragos de meu passado. Lembrei-
me de mioha mocidade descuidada, que as bor-
rascas do prazer agitaram por momentos, porm
que nao era manchada pelo vicio.
Lembrei-me desse honrado Van Brie, que eu
nio tornara a ver, e que muitas ve/es, sem duvi-
da, lastimara, seu impetuoso amigo.
Apartei-me, nio sem custo dessaslembraogas
crueis, e entretauto lio ternas, e roltei mais cal-
mo cidade, onde andei muito lempo ao acaso.
No meio da praga de Mer, encooliei um joren
medico por nome Justus, que ainda nao ae ti-
nha formado quando eu part de Antuerpia e
com quem eu tinha algum conhecimento.
Demos os bragos, e camiohamos coorersando.
Sube por elle que madama Vervoulet reodo-se
enrolrida na morte do bario de Feuerbach, vira-
se obrigada a retirar-se para Hollanda onde di
zia-se que ella juntara-se a Van der Haagen.
Que I exclamei. Van der Haagen deixou esta
cidade I Sob que drecgio Ucou sua casa de
banco ?
Sob a de um mancebo dos mais capazes,
era do mesmo club, que se reuna na larerna de
Tete de Flandres.
Estremec.
Que lendes ? perguotou-me Justus.
Nada, respond rollando a cabega : Nio
ali que morara Van der I'iagen l accrescenlei
mostrando uma fachada de aspecto grare.
Precisamente e ainda l que mora seu suc
cessor.
Eu subo, repliquei com uma viracidade,
que admirou a Justus.
accresceotou elle, tornaste-
Ah I accrescentou batendo ni fronte, eaque-
cia-me que tendea nessa casa fundos conside-
rareis.
Depois parando e olhando para mim de bracos
cruzados:
Como diabo 1
ros milionsrio ?
Sorri amargamente sem responder-lhe.
Elle tomou-me o brago e disse-me :
Queris fazer um bpm emprego de uma par-
celia dessa riqueza, que nem aempre traz a feli-
dade ? Segui-me, rou levar-vos para junto de
uma infeliz rapariga que ros arrancar lagrimas,
por mais esgotado que esleja em vos o senli-
mento.
Segui-o, deixando para oulra occasio a risita
que eu quera fazer ao successor de Van der
Haagen.
Chegados a uma ra pouco frequentada, entra-
mos em um pateo, e subimos por uma escada
muito escura at uma porta mal fechada, que
Justus empurrou sem bater. Em um quartozinho,
oode entraram, com custo ar e claridade, por
uma estrella abertura, sobre uma m cama com-
posta de uma euxerga despedagada e um farrapo
de cobertor, no meio de restidos de seda desbo-
tados, e de aderegos de lentejoula, jazia uma mu-
lher, cujo rosto nao pude rer logo. Virada para
a parede, tinha diaate de si um pedago de espe-
lho, e com um fragmento de pente, experimenta-
ra desembarazar seus longos cabellos louros.
Ao ruido de nossos passos, ella os langou so-
bre os hombros, oode j se riam os dedos da
morle.
Senhor I senhor I exclamou Tuerlinck in-
terrompendo-se, a meama eternidad* nio me far
esquecer o'que senti no coragio a esta rista.
Era Margarida que se offerecia a minha rista.
Margarida a quem a minha fgida flzera enlou-
quecer I Desmaiei.
Quando tornei a mim enrergonhei-me de mi-
nha fraqueza, e tomei comigo mesmo a resolugio
de sairar essa cara rictima, se nao nesse mundo
ao menos nooutro. Justus, rendo-me recuperar
os sentidos, apertou-me a mi, e disse-me :
Vamos millonario, sois mais elerado que
vossa fortuna, pois que ainda tos sensibilisaes
cora a desgraga.
Meneei a cabega relribuindo-lhe seu aperto
amigare!, e dei todas as ordens necessarias para
traosportar-se Margarida para mioha propria
cmara. Pareceu-me meritorio, nio desafiar,
porm attrahir sobre mim o desprezo da socieda-
de regular, violando assim as leis de convenien-
cia que a regiam ; eu nao me engaara contra a
sua indignado, eu a procurava cmo a primeira
expiagio. Justus nio me deixara. Infelizmente
os soffrimeotos foram profundos e os soccorros
tardos.
Nio era raais a mesma Margarida. A lingua-
gem de meu olhar, o sorn de mioha roz foram
insufcieutes para fazer-me conhecer por ella.
Todava ella aprazia-so era descangar sua ca-
bega sobre meu hombro, e em sentir minha mi
alisar seus cabellos sobre suas fooles emmasre-
cidas.
Porm lmitava-se a isto as faiscas de razio ou
antes do senlimento que minha visla fazia brotar
de sua extiocta intelligencia.
A preseoca do padre que reio administrar-lhe
os sacramentos toruou-a pensativa. Sua mioja
fria elevou-se para persiguar-se ; porm faltan-
do-lhe as torgas, fomos obrigados a ajuda-la. e
ella nos agradeceu por um torno olhar. Apenas
recebeu a santa ungi, seus elhos abriram-se,
por assim dizer. Recooheceu-me, apertou-me a
mo, respondeu Amen s palavras do padre, e
expirou,
Justus e eu acompanhamos seu alade egreja
e ao cemiterio, e a deilamos na sepultura, onde
eu devia repousar um dia. Quando ri por esse
modo todo meu amor acabado, roltei-me para
Justus e disse-lhe :
Desde esse momento pertengo aos infelizes.
Considerae-me como seu banqueiro natural.
Mais perto dos que soffrem do que eu, adverli-
rae de suas necessidades, e qualquer que seja o
lugar, a hora, nio receels chamar-me para seu
lado.
Sah do cemiterio e fui casa do successor de
Van der Haagen.
Recoaheci-o, com effeito, por te-lo vista na ta
verna de Tete de Flandres. Perguntei-lhe so
elle aceilva todas as obrigages de seusucces-
sor. Elle poz-se lego ioteiramente a meu ser-
rigo. Disse-lhe que necessilava do proprio Van
der Haagen para uma empreza muito importan-
te, e queixara-me de se ter passado tanto tempo
sem r-lo. Nao tiuha anda acabado minha phra
Z6, quando, no fundo do gabinete em que nos
achavamos abriu-se uma portinha e Vander Haa-
gen apresentou-se sorriodo em mioha presenga.
Julgava-se muito feliz, dizia elle, de poder ser-
me til para alguma cousa. Pedilhe, e o meu
pedido assemelhara-se a ums ordem, que todas
as manhis eslivesse a minha disposigo e que
pessoslmente sabe a destribuigio do tra-
o que eu quena coofia.r-lhe. Ioclinou se em
. kcw, e nao, segundo me pareceu, sem certa
' Inqwietsgio. Todava, no dia segrate pela ma-
nhU, a hora ajustada, entrou-me em casa, e veiu
huBr"'l',)ente pedir-me as minhas ordens.
i
tos feridos. Das immensas provisdes que cora-
voseo trouxestes, o que ros resta ? Um montio
de cinzas. O que ficou dos vossos barris de pl-
vora ? Nada ; eataes reduzidos ao ultimo car-
tucho I
Portanto, nio podis sustentar a lula mais do
que um s dia I E o que ser de ros, assim pri-
vados de vveres e munigdes, se fordes persegu-
d js sem tregoa e aem piedade durante o tempo
que levardes percorrer as duzentas leguas que
ros separam de Guaymas? Nenhum s lograr
sahir vivo do deserto I E notae bem: i medida
que a perda se ros torna irrepiravel, medida
que as vossas torgas ss gastam e se extinguem,
osvmeus recursos augmentam. Basta atirar o
meu nome aos ecos da Apacheria para povoar de
guerreiros todas estas solid es. A minha pieda-
de pois, o rosso derradeiro e nico meio de
salvagio. Suppondo agora que a rossa cobica,
excitada desmedidamente, ros faga persistir nes-
ta empreza insensata : ouvi, asnhores, atteodei
bem para o que ros rou dizer. O rosso chefe
marquez d'Hallay illudu-ros indignamente 1 Es-
ses thesouros, que elle prometleu fazer brilhar
aos vossos olhos deslumhrados, nio existem ;
pois nio passam de alguos punhados de ouro,
que sempre foram e ainda sao propriedade mi-
nha. Correales atrs de uma chimera, e corres-
tes para a rossa perdigo I Pobres loucos que,
illudidos com promessas ragas e pomposas, nio
besitastes em atirar-ros uma empreza lio te-
meraria, e mais temeraria ainda do que todas as
emprezaa arrojadas que at aqui tm sido tenta-
das I Queris saber pdr que esse marquez abusou
da rossa credulidade? Para apoderar-se com o
rosso auxilio de uma mulher, cujo despreso elle
nunca podera vencer I Na rerdade, aenhores, leu-
des deaempenhado um papel bem productiro,
bem glorioso I... Oh ainda nio tudo I
Se a morte tem occasiooado tao grande vacuo
as vossas leiras, se os ossos de tantos cadve-
res curopeus alrejarao sem sepultura, acoutados
pelo rento do deserto foi porque o rosso dig-
no chefe assim o quiz 1.... Nao me interrom-
paes. Sim, foi porque elle o quiz ; e se isto nio
rerdade que se atreva desmentir-me. Foi
esse d'Hallay que, nio sabendo como desembara-
car-se de ros, quando o momento era chegado
de cumprir a sus promessa, quando ieis sem du-
rida descubrir a sua impostura, ros renden, ros
enlregou aos Indios I A escolha lio desrantajosa
do rosso acimpamento actual, a impuoidade que
o segua por toda a pa'rle, quando, para melnor
occullar a sua traigo, finga afrontar perigoa que
estava bem cerlo nio correr, tudo iato devia tor-
vos de ha muito aberto os olhos, se os nio tives-
seis fechados luz da razio 1... Mas nio ....
com os olhos oceupados procurar thes uros,
nfio podais rer a traicio I... Senhores, reatos-
me poucas patarras a accrescenlar. Se deixar-
des de perturbar por mais tempo as solidos dos
Indios, se ros pozerdes immediitamente em ca-
minho para Guaymas, seris poupados : taris
tmente que combater a fome, a sede e o fri,
tres ioimigos por si sos suficientes para dar cabo
de todos : porm restar-ros-ha, pelo menos a
espsranca de que alguna de ros poderio escapar
esae grande naufragio. Se, porm, nio desis-
tirdes de rossa resolugio insensata, antes de duss
horas nenhum s6.de ros perleoceri esto mun-
do, excepto aquelles quem a ringaoga das pel-
los rermelhas guardar para o poste das torturas.
Diase-ros ludo : agora tomae dez minutos para
reflectir e decidir.
As patarras do Batedor d'Estrada, confirmadas
pelo silencio 4 marquez d'Hallay que naquelle
momento achara junto de Antonia, deriam
produzir, e com effeito produziram terrirel im-
preisio no animo dos arentureiros.
O quadro que Joaquim Ibes tragara da la po- j na, dille :
sico infolizmente era, e elles bem o conheciam,
raafs do que exacto e rerdadeiro. Completa-
ate, arrefecidos da exaltagio sanguinaria que
nria dado por um instante a excitagio do
sabiara egualmenle que uo estaram
pazos de sustentar um noro ataque. Esse
de salvaco que se lhes offerecia era com
> o nico que lhes restara, como bem dizia
*m.
is de algumas consultas entre si os ren-
os reunidos n'um s grupo rodearam o Ba-
d'Estrada e o conde d'Ambron.
Sr. Joaquim, disse um delles tomando a pa-
tarra* por seus camaradas, quem nos assegura
que, aeguindo o rosso conselho, os Indios nio
nos Msassioario durante a nossa rolla?
tu, respondeu o Batedor de Estrada ; e de-
pois de pequea pausa accrescentou : Demais,
Senhores, deveis comprehender que, se os pel-
les- vervelhas, rebeldes s minhas ordens, e des-
conheeendo o meu mando, vos quizessem exter-
minar, a rossa retirada em nada os ajudaria
nessa sanguinolenta tarefa. Nio ros propuz que
abandonasseis as vossas armas : os vossos meios
de defeza continuam ser os mesmos I Obser-
vae. porm, que, quanto mais distardes de Guay-
mas, mais voa aproximareis do tmulo 1
O* aventureiros olbaram-se mutuamente : de-
pois, por um desses movimentos espootsneos
que se produzem tao facilmeote as multides
submettidas i um mesmo desejo, um mesmo
pensamento, todos elles exclamaram uma roz:
Acceitamos I
O semblante de Joaquim nio exprimiu nem
prazer, nem alegra: o seu olhar divagara em
procura de Antonia, a sua boca nao ousara for-
mular uma pergunta que o eochia de espanto.
Felicito-ros pelo rosao arrepend i men lo, se-
nhores, disse framente ; e lerantando o brago
agitou-o no ar por diversas rezes.
No mesmo instante rio-se ums legio de
pelles-rermelhss sahir sem armas da floresta e
dirigir-se lentamente para o campo. Essa con-
fianza e obediencia dos Indios que, a um simples
sigoal de Joaquim, deixaram ficar spssi as suas
armas, e Tinham misturar-se com os seus ioimi-
gos, era um facto sem etomplo nessa raga sus-
peitosa, um facto que prorara bem claramente o
ascendente que o Batedor de Estrada exercia so-
bre dios.
A' um outro sigoal deste parara m quando che-
garam mui prximos do acampamento.
Amigos, estes pelles-brancas pediram per-
dio da aua temeridade, e eu lhes perdoei. Dei-
xai-os ir em paz.
A' eapontaneidade com que a mollidio dos
Indios se afTastou para dar passagem aos aren-
tureiros, eatea ullimos comprebenderam que nio
eram vas as promessas de Joaquim, e que j
nio tinham mais que receiar dos seus selragens e
terriveis adversarios.
Vira o Sr. Joaquim Dik 1 exclamaram el-
les. Morra o traidor d'Hallay I
Foram estas estas esclamages que o marquez
ourira, eque o fizeram abandonar Antoota, e
saltar para fra do barranco.
O ar ribrara anda com o som desses gritos
quando uma oulra exclamago parecida ao rugi-
do de um leio eocheu de sorpreza, quasi de ter-
ror aos pelles-vermelhas e aos arentureiros.
Era o conde d'Ambron que acabara de perce-
ber de longo o marquez d'Hallay.
Vil e miseravel I exclamou elle ; e posto
que desarmado precipilou-se a correr para o
marques.
Este, com o rpido e infallivel conhecimento
que di muitas razes a immioencia do perigo, com-
prehenden tudo o que acabara de passar-se : he-
aitou um momento, e logo aponiendo a carabi-
Eotio comecou para elle a mais miseravel exis-
tencia que podia ter um diabo oeste mundo. Se-
gundo a expressio vulgar, eu o puz em uma pia
d'agua benta. Nio tere mais um momento
para o mal todos os seus iostantea eram em pre-
gados para o bem. Fi-ln rigUr a conatruegio de
um asylo destinado para receber as infelizes ar-
rependidas. Mandei-o s egrejas encher de ouro
cada mealheiro com suas mios dainadas, porm
obedientes. Soas noites mesmo nio lhe perten-
ciam mais, fiz com que as consagrasse comple-
tamente aos infelizes doentes. c Nunca, exclama-
ra elle, mesmo as chamroas terriveis do iufer-
oo, tinha soffrido tanto I Seus amigos do club
da Tete de Flandres desviavam-se gravemente
sobre seu caminho. para v-lo levar de cabega
baixa, algum soccorro a uma viuva, algum caldo
a ura convslescente. Quando elle viu-se redu-
zido a isto, quiz eotregar-me minha assigoatura:
envelheceu, e arruioou-se mais em um anno, que
depois de sua primeira queda. Tomou-se abor-
rec do, colrico, e perdeu esse sorriso, que se
lhe conhecera por tanto tempo. Tinha-o j pri-
vado de uma vctima que lhe parecia segura ;
gragas a mim, Margarida, pode estender seus bel-
los bragos para o co e subir talvez a elle. E eis
que, por accressimo, eu fazia-lhe uma concur-
rencia tanto mais terrivel, quanto servia -me con-
tra elle mesmo de seus immeosos recursos, e nao
lhe deixava tempo para desfazer por sua conta, o
que elle era obrigado a fazer pela minha.
Entretanto minha vida declinava, e eu me sen-
ta enfraquecer. Emtim cahi enfermo e recebi os
sacramentos. No mesma noite que se seguiu a
este acto supremo de reconciliago, t Justos e
dous oulros mdicos entrarem em meu quarto, e
asseotarem-se junto a meu leilo. Consultaran)
se em roz baixa sobre a natureza e gravidade do
meu mal.
Emquanto se inclanarara uns para os oulros
para que eu nao ourisse o que diziam. ri, a um
canto do meu quarto, a claridade de minha lam-
pada, um outro grupo, que a principio nio vira
e no qual reconheci Van der Haagen. Ahi tam-
lem pareciam coosultar-se.
De repente os tres mdicos levaotaram-se o io-
clinando-se sobre mim disseram :
Est morto 1
Justus fechou-me os olhos, e 3ahiu gravemen-
te com seus dous collegas.
Immediatamente o grupo do fundo do quarto
dirigiu-se para meu leilo ; e Van der Haagen
afastando violentamente as cortinas, estendeu a
mo sobre mioha cabega dizendo :
Elle pertence-me 1
Comprei-o I
Porm do outro lado do meu leilo ouvi uma
roz terna que me pareceu ser a de Margarida ;
esla roz dizia :
Sim 1 esta pobre alma rendeu-se ; porm
tu mesmo Satans, tu mesmo deves allestar aqui
que elle resgatou-se ioteiramente por tuas pro-
prias mios.
Eolio, nio sei que senlimento em mim, adver-
liu-me, que mioha causa acabara de ser julgada
e que eu devia soffrer uma ultima expiac.au. De-
pois, meu quarto ficou silencioso. Pessoas des-
coohecidas envolveram-me e pozeram-me no
esquife. Levaram-me para a egreja, e ouvi can-
tar o ofiicio dos morios. Finalmente segundo
meus desejos que por muitas vezes expressei a
Justos, deposeram meu corpo ao lado de Marga-
rida. Quando araanheceu achei-me deitado no
limiar da egreja doa Cartuchos de Westmalle.
Lerantaram-me e flzeram-me entrar no conven-
to. Conlei ao superior tudo que acabo de dizer-
vos, e pedi-lhe para entrar emsua ordem. Res-
poodeu-me que eu ainda nao eslava em estado de
graga, e ordemnou-me, para penitencia, guardar
durante cinco annos os rebanos do convento.
Porm preciso que eu vos deixe, prose-
guiu o pastor. Tornei a ver, ha pouco, a figura
maldita de Van der Haagen entranhar-se no es-
pago com o dardejar do relmpago. Meu tempo
de penitencia est a acabar-se. Ouvis este sino
que loca. E' talvez a hora do meu livramenlo.
Vou emfim morrer.
E desappsreceu as Ireras com seus caroeiros
e seus cies ; e dirigindo-me para Hooghstraelen
onde devia passar a noile, considerava se eu nao
acabava de sonhar, ou de que crime singular, a
loucura deste pastor, era o castigo.
(Industrie el Commerce Belges.=
Emilia Luna. )
U. B. Saintine.
A' M.me Virgin.e Ancelot.
(Continuado do n. 186.)
Litro terceiro.
1
O commandante de Feneslrelle lomara toda a
sua cortezia para com o protegido de S. Magesia-
de a imperatriz 6 rainha. Nao s Cbaraey nio
fui oceupar o alojamento do enligo basliao, como
al foi autorisado a reconstruir as lapagens e ;os
abrigos cojos soccorros mais do que nunca Pic-
ciola, lnguida e semi-transplaotada, reclamara.
Os furores do coronel Morand contra o homem
Morro I
E fez fogo.
O conde d'Ambron, reudo a arma do inimigo
aponlada sobre o seu peito, parou, cruzou os
bragos, e ergueu a cabega com um sublime m-o-
rimenlo de allirez e desprezo. O acaso sanecio-
nou a sua confianga : a bala rogou por elle sem
o ferir.
Miseravel assassino 1
Foi tudo quanto disse, e contiouou a correr.
O marquez d'Hallay hesitou noramente ; de-
pois, ou fosse instincto de conserragio, ou fosse
esperanga de futura ringanga, poz-se fugir
com iocrirel rapidez, e de um salto, reloz como
a paolhera, atirou-se ao rio Jaquesila.
O conde d'Ambron ia seguir o seu exemplo ;
mas sbito parou no meio de seu colrico enihu-
siasmo.
Diante delle estava Antonia.
Luiz 1
Antonia I
Os dous jovens cahiram nos bragos um do ou-
tro, e assim ficaram por longo lempo unidos
n'um doce e estreilo amplexo. Olhavam-seenio
se viio; derramaran) suaves lagrimas ; e inca-
pazes de pronunciar uma palavra, lo viras eram
as suas, commoces, interrogaran) por assim di-
zer o seu mutuo e cloquele silencio.. ludios
e arentureiros, todos estaram interoecidot.
Uma meia hora depois Antonia achara-se
sentada debaixo de uma pequea choupana co-
berla de foi ha e ramos, que os seus boos ami-
gos.pelles -rermelhas tinham construido, ou para
melhor dizer improvisado para ella. Jauto da
moga se acharam o conde, Joaquim Dick, e Len-
noi.
Por immensa que fosse a felicidade do Sr.
d'Ambron uo deixara Be ser um tanto sombra.
O seu olhar constantemenle pregado em sua es-
posa reflectia de rez em quando como que uma
expressio de suave repreheosio. Antonia do
seu lado parecia inquieta e distrahida, Joaquim
a contemplara extasiado.
Foi elle quem rompen o silencio quasi in-
commodo que reinara na choupana.
Filhos I exclamou com uma roz, cojos s-
cenlos patentearam grande ternura. Filhos, se
sois ingratos para com a Providencia, a quem
nio procurastes aioda agradecer, pelo menos
nio sejaes injustos para comrosco mesmos I Ao
rer-ros assim dir-se-hia na rerdade que j nio
ros amaes I
Esta aupposicio fez estremecer os dous jorens,
e arraocou-os especie de torpor em que esta-
ram. Dous gritos partidos do coragio protesta-
ran) simultneamente contra aquilio que Ihea
parecia uma blasphemia.
Aioda bem 1 cootinuuu o Batedor de Estra-
da. A rossa iodignagio extingue a freza e o
silencio que entre ros reioara. Que cousa ex-
travagante que o coracio humano 1 Nanea sa-
be o que deseja; ou antes, quando o cu satisfaz
os seus mais ardntes anhelos, pe-se logo a
crear oras chimaras, como se receiasse ser bem
feliz !... Digo isto especialmente para ros, con*
de, que um mez quasi ioteiro passsstes como
louco pela perda da rossa adorada esposa, e ho-
ja que o cu a restitue ao rosso amor nio achaes
expresses para dirigir-lhe I...
Nio merego esta censura, Joaquim, res-
pondeu o mancebo. E' justamente a immeo-
sidade do meu amor o ternura que me causa es-
ta freza, que notaates em mim. Os senlimen-
tos absolutos e completos sao oxigoniose som-
bros. Autooia, nio posso oceultar, que a taa
preoecupago n'um momento lio solemne como
o da nossa reunio a primeira dr que infliges
ao meu corago.
Esta oensura por muito moderada que fosse
pela supplicante dogura da roz do mancebo, to-
e a planta hariam-se de tal sorte acalmado, que
todas as manhias Lodorico rioha de sua parto
perguotar ao prisiooeiro se desejara alguma cou-
sa e como passara a Picciola.
Com lio boas rontades, Charney obtere de ana
munificencia peonas, papel e tinta, fim de re-
latar com doto trabalho de memoria seus estudos
e obserragoes de physiologia regetal; por quan-
to a carta do gorernador de Turira, nio annolara
o direito de devassa'e de apprehensio : os dous
esbirros judiciarios tinham levado seos archiros
sobre panoo, e, depois de um exame aprofunda-
do, declarando noo poderem pexar de seus e-
forcos, achar a chave desla correspondencia, en-
riaran) ludo para Paris'ao ministerio da polica
para ah ser commenUdo, analisado, decifrado
por homens mais habis e mais experimentados
do que elles.
Uma outra priragio importante, por nio poder
ser supprids fcilmente, foi ainda imposta
Charney.
O commandante ringaodo-se em Girhafdi das
censuras do general Menon, tendentes sua falta
de rigilancia, o fuera mudar para ostlra parte da
fortaleza.
Esta separago, que lngara o relho em um
completo isolaraento, recahia sobre o coragio de
Charney come um remorso o paralysara o effeito
dos farores do coronel.
Elle passara uma grande parle do dia com os
olhos fixos sobre a grade e sobre a pequea ja-
nella fechada. Cria rer ainda o bom relho no
momento em que com esforgo, passando o brago
trarez dos rares ioferiores, tentara debalde fa-
zer-lhe tocar uma mi amiga ; ria sua supplica
ao imperador rogar a parede e subir at esla gra-
de, na ponta de ura cordio, para ir delle Gi-
rhardi, de Girhsrdi Thereza, e de Thereza
imperatriz. E por detraz destes rares brilhava
e animara-se de novo aquello olhar de piedade e
de perdi, que o riera auster receotemente no
meio de suas agonas, O ouria aquello grito de
alegra sahir de um coragio despedazado, quan-
do a graga de Picciola chegra emfim I
Esta graga elle, elles que a dere, e des-
la tentativa insensata, que s podia approreitar
Charney, s elles foram punidos, e punidos
cruelmente I
Pabre pae pobre ilha 1
Ella lambem mostrara-se muitas rezes Char-
ney nesse mesmo lugar, onde a rira apparecer
um instante, ao despertar daquelle sonbo peni-
vel. que lhe predizia a morte de aua planta. Nes-
se da, na perturbagao de suas ideas, parecia-lhe
descobrir nella todos os tragos da Picciola de seus
soohos. e ainda assim que julga v-la hoje.
Como o prisiooeiro nulria-se destas doces
visos, com os olhos sempre rollados para a en-
liga morada de Girhardi, alguma cousa agitou-se
atraz da ridraga embaciada ; abriu-se a pequea
janella e uma mulher appareceu na grade. Tinha
a pelle trigueira e rr de ierra, uma papeira enor-
me, olhos araros e mus.
Era a mulher de Ludorico.
Depois dalo Charney nada mais ahi riu.
II
Desembaragada de seus obstculos, cercada de
boa ierra, foliadamente enquadrada em seus la-
gedos, Picciola reparara seus desastres, iodirei-
tava-see sahia triumphante de todas as suas atri-
bulages. Todava tinha perdido suas flores, 6.
excepgio da flrzinha que por ultimo abrir em-
baixo da tige.
Diante do espago alargado, diaote da sement
que creseja, que amadurecia no clice, Charney
presenta novas e sublimes descobertas e sonha-
va at com o dies seminalis, a feala da semeada I
por quanto agora nio falta espago ; ha terreno
raais que suficiente para Picciola ; ella pode tor-
nar-se mi e ver suas flhas crescerem sua
sombra I
Esperando este grande dia, possue-se do deso-
jo de conhecer o verdsdeiro nome dessa compa-
nheira, com quem tem passado lio gratos mo-
mentos.
-- Que I nuncdPoderei dar Picciola, pobre
ilha achada, o nome com que a sciencia ou o uso
a dotou de aotemio o que ella tem em commum
com suas irmas das planicies ou das montanhasl
Vindo o commandante visita-lo, Charney fal-
lou-lhe do desejo que tinha de possuir u-na obra
de botannica. Sem recusar-se sen pedido, o
coronel querendo por sua respoosabilidade sal-
vo, tralou primeramente de obter a aulorisago do
governanor do Piemonte ; e Menon nio s apres-
sou-se a conceder-Ih'a, seno tambem mandou-
lhe da bibliotheca deTurim um masso enorme de
volumes para sjudar o prisioneiro em suas ioda-
gages esperando escreva elle, que S. Ma-
gestade a imperatriz e rainha, mui versada nes-
te genero de conhecimento, como em muitos ou-
lros nao se desgostaria de saber o nome dessa flor,
por quem to vivamente se interessra.
A' rista deste mootao de sciencia, que lhe trou-
xe Ludorico, vergajo debaixo do peso,'Charney
sorriu-se.
Ha pois necessidade de tao grossa artilha-
ria, diz elle, para oDrigar a flor a dizer-me seu
nome ?
[Continuar-se-ha.)
dara produziu era Antooia extraordinaria im-
pressio. Suas faces cobriram-ae de uma palli-
dez mortal, e duas perolas liquidas appareceram-
Ihe not olhos.
Luiz, disse ella, o que tu chamas preoecu-
pagio desespero 1...
Desespero, Antonia I
Sim, Luiz, desespero I Nio me ioterrom-
pas, eu te pego. Se soubesses... Ob 1 horri-
rel 1 Luiz, prepara toda a tua coragem... Meu
Deus I meu Deus 1 Nao harer felicidade neste
mundo?
O conde e Joaquim olharam ura para o outro
com pasmo e anciedade ; nenhum ousara com-
municar a sua aurpresa ; porm um mesmo pen-
samento rinha como um ferro em brasa quoimar-
Ihes as eotrsnhas.
Entretanto fazendo um riolento exforgo sobre
si mesmo o conde pode dizer.
Antooia, mioha adorada Antonia, explica-te
sem receio... A tua hoora nio pode deixar de
estar cima de um crime I
Um crime 1 Disseste bem, Luiz ; foi um
crime 1 Eu duridei da proteccio e da bondade
de Deus I.. Oh I tu me perdoaris, meu Luiz ;
porque se fui culpada, foi pelo excesso de amor:
quera conaerrar-me digna de ti I...
Antonia, acaba I murmurou o conde d'Am-
bron com uma roz qne exprima atrozes soffri-
mentos moraes.
A moga abaixou os olhos ; e apenando entre
as suas a mi do seu marido, disse :
Luiz, ests lembrado do dia em que matas-
te aquello gariio, que decimava os oossos pom-
bos ? Nesse dia nio tinhas razio dazombar dos
meus preseotimentos. O presagio realisou-se l
Eu nw julguei abandonada de Deus : pensei que
nio tinha mais soccorro a esperar dos homens 1...
Elle ali estava.. s commigo... terrivel eamea-
gador _!.... E en.... eu me envenenei I
E' impoaaivel descrerer-se a eommogio que
esta resolugio causou aos dous amigos. O con-
de d'Ambron parecia, 'orca de soffrimentos,
insensivel so golpe que o feria. Joaquim Dick
ergueu pira o co um olhar que exprima ao mes-
mo tempo uma queixa amarga e uma supplica.
Quanto a Lenoox, posto que a conDssio da moga
alterasse a principio a aua impassibilidade, to-
dava no seu semblante reappareceu logo a cal-
ma e iosensibilidade que Iba eram habituaos.
Todos loucos I murmurou elle.
E dirigndo-9e para Antonia lhe pergunlou :
Que veneno bebeste ? Presumo que nio
Irouxeste reneoo comtigo.
E' rerdade, Lenoox : mas o leche de palo
encontra-se em toda a parte no deserlo.
Ah I foi o leche de palo ? Que quantidade
bebeste, e que tempo ha ?
Ai de mim I Tinha medo de nao morrer,
e os meus labios sorreram a longos tragos esse
sueco mortal I Ha uma hora pouco mais ou me-
os que isto tere lugar.
E para que tardaste tanto tempo em dize-lo ?
Espera.
Lennox ia a afastar-so, o conde d'Ambron coo-
tere-o.
Ha algoma esperanga ? lhe pergunlou elle.'
O relho mateiro repellio-o brutalmente, e con-
tiouou o seu caminho, dicendo :
O veneno marcha rpido, e nio com pa-
tarras que se combate o aeu progreaso. Vem
comigo, Joaquim.
/ Continuar-se-ha. ]
PEIM. -TYF. DI M. F. M I41L1.-186T.
i
1
II saa^saaaBaaaBQ


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