Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09367


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Full Text
B-'*,***

AIII IIIT1I IQMEBQ 190
Por tresMezes adiantados 5$000
Por tres mezes vencidos 6$000
TERCA FEIEA 20 IE AGOSTO
Por tuno adiantado 19(000
Porte fraseo para o subscriptor.
NCARREGADOS DA SBSCRIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Aleandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araea-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga ; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Msraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr.Jernimo daCosta.
PAKI1DA. UOS OUHKK1U3.
Olinda todos os diaa as 9 1/4 horas do dia.
Igaaraas, Goianna Parahiba as segunda! e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Carmar, Altinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pea-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas (eiras. .
Cabo, Seriaba^, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintasfeiras.
l(Todososcorreiospartem as 10 horas da manhaa
EPHEMERIDES DO MIZ DE AGOSTO.
6 La nova as 10 horas t 34 minutos da man.
13 Quarto crescente as 4 horas e 56 minutos da
manhaa.
20 La.eheii as7 horas e 31 minutos da man.
28 Quarto minguante as 11 horas e 4 minutos da
maoha.
PREAMAR DE HOJE.
[Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 3 horas e 42 minutos datardt.
DAS DA SEM Al A.
19 Segunda. S.Luiz b. de Tolonse f.; S.Mariano
20 Terga. S. Bernardo ab. doutor da egreja.
21 Quarta. S. Joanna Francisca viu.; S. Umbelina.
22 Quinta. S. Thimoteo ab.; S. Fabriciano m.
23 Sexta. S. Felippe Benicio ; S. Liberato m.
24 Sabbado. S. Bartholomeu ap.; S. urea v. m.
25 Domingo. O sogrado corago de Mara Sants
AUUiKNCiAS DOS TR1BUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio; segundas quintas.
Relacao: tercas, quintas a sabbados as 10 horas.
Fazenda: teres i, quintase sabbados as 10 horas.
Juizo do ommercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do irel: tercas sextasso meio
dia.
Segunda rara do crsl: quartas sabbados 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO SL'L
Alagoas, o Sr. Glaudino Falsao Das; Babia,
Sr. Jos Msrtins Alvos; Rio de Janeiro, o Sr
Joo Psraira Martin.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figieiroa de
Faria.na Uvraria praga da Independencia n.
16 8.
PARTE 0FFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 16 de agosto de
1861.
Offlcio ao Exm. presidente da Bahia.Solicito
de V. Exc. a expedido das convenientes ordeos
am de ser enviada para esta proviocia a guia do
sentenciado de justiga dessa Antonio Baptista de
Lima, que existe sem ella no presidio de Fernan-
do, des le 5 de (evereiro de 1858.
Exigiram-se tambem iguaes guias aos Exms.
presidentes das provincias seguintes :
Do Rio Grande do Norte a do sentenciado Mi-
gue! Ribeirc da Costa.
Das Alagoas, os dos sentenciados mencionados
na retaceo que se lhe remelle.
Da Parahiba, idem idem.
Da Sergipe, idem, idem.
Dito ao Exm. presidente do Maranho,Passo
s mos de V. Exc, para ter conveniente desti-
no, a guia do soccorimento do soldado do 5.a ba-
taiho de infanlaria Belmiru Mendos dos Santos,
que segu para essa provincia no vapor Cruzeiro
do Sul.
Dito ao Sr. W. Puttfarcken, cnsul de Bremen.
Sctenle de haver o Sr. W. Puttfarcken,, cnsul
de Bremen nesta provincia nomeado o Sr. Theo-
doro Gbieatiaosen, como me communicou em da-
ta de 14 do correte, para exercer as funegoes
consulares durante a viagem que vai o mesmo
Sr. cnsul (azer s provincias do norte, e para a
qual j mandei passar a portara do estylo, te-
nho a declarar-lhe em resposta que approvo pro-
visoriamente a sua deliberarlo, devendo o no-
meado apresentar o imperial exequtur no pra-
so de tres metjg contados desta data,
Dito ao coronel commaudante das armas.De-
claro V. S. em] resposta ao seu ofBcio, n. 958
de 21 de junho ultimo que em aviso de 6 do
correte communicou-me o Exm. Sr. ministro
da guerra, que se esto apromptando no arsenal
de guerra da corte, afim de serem remettldos
para esta proviocia na primeira opportunidade
os livros requisitados pelo commandante do 9o
batalho de infanlaria.
Dito ao mesmo.Communico V. S. que em
aviso de 3 do correte declarou-me o Exm. Sr.
ministro da guerra haver expedido ordem ao pre-
sidente da Bahi para que o msrechal decampo
visesnde de Camam passe a inspeccionar os cor-
pos da guaroicao desta proviocia, logo que cou-
clua ainspeegao dos daquella.Deu se sciencia a
thesouraria de fazenda.
Dito ao mesmo.Tranimitto V. S. os pro-
cesaos do conselho de guerra do official e pravas
do exercito constantes da relacao inclusa por co-
pia afim de |que sejam cumpridas as sentencias
proferidas pelo conselho supremo militar de Jus-
tina em ditos processos.
_ Dito ao capitao do porto.Com este ofBcio se-
rao apresenlados V. S., sfnu de serem inspec-
cionados, os recrutas de marioha Manoel Soares
Teizeira, Jos Francisco Ribeiro e Jos Raymun-
do de Andrade.Communicou-se ao chefe de po-
lica.
Dito ao mesmo.Mande V. S. por em liberda-
de o recolta Salyro Gomes do Carmo, que provou
sengao legal.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Transmiti por copia V. S., para seu eonhoci-
mento, o aviso de 2 do correte, em que o Exm.
Sr. ministro da marinha declarou os motivos por
que nao pie aulorlsar as despezas a fazer-se
com o concert oecessario ao cees do Forte do
Mallos, construido cusa da companhia per-
nsmbucana de navegacao cosleira, que delle se
utilisa exclusivamente.Communicou-se ao res-
pectivo gerente.
Dito ao mesmo. Declarando o Exm. Sr. mi-
nistro da marioha em aviso de 29 de julho ultimo
que a medida adoptada na circular de 27 da-
quella mez, a respailo dos empregados de mari-
nha, nao comprehende os das repartieres que
estao sujeitas a regulamentos especiaos ; assim o
communico & V. S. para seu conhecimento.
Deu-se tambem sciencia disto ao capitao do
porto.
Dito ao commandante superior do Recite. De-
volvo V. S. o requerimento do 2o lente do 1
batalho de artilharia da guarda nacional deste
municipio Joaquim Francisco de Mello Santiago,
sobre que versa a sua informaco de 12 do cor-
rente, para que mande inspeccionar novamente
a esse official, enviando V. S. o resultado da ins-
peceo.
Dlo ao commandante do corpo de polica.A'
vista do que informa V. S. em officio o. 375 de
14 do correte, o autoriso a mandar dar baixa ao
soldado do corpo sob seu commaodo Joo Bap-
tista Fragoso.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Quando houver crdito mande V. S. pagar a
quaotia de 159360, em que importa o forneci-
mento de luz para o quartel do destacamento de
guardas oaciooaes da cidade do Rio Formoso nos
mezes de maio e junho deste auno, e para esse
flm devolvo os documentos, que acompadha-
ram a sua informaco de 13 do correnle, sob
n.705.
Ordenaram-se tambem os pagamentos se-
guintes :
A Albino da Silva Leal o da quantia de 775.
importancia dos veocimentos do commandante do
destacamento de Barreiros, alteres Beroardino de
Sena Wanderley. no mez de julho ultimo.Com-
rouoicou-se ao commandante superior do Rio-
Formoso.
A' companhia pernambocana a quantia de rs.
1985400 perteocente ao exercicio presente, por
conta da de 4405800, em queimporlam passagens
dadas nos vaporea daquella companhia, por coo-
ts do ministerio da guerra, ticaodo o restante
para ser pago quando houver crdito.
Dito ao mesmo.Ha vendo-n.e o Exm. Sr. mi-
nistro da marioha communicado em aviso de 2 do
correnle que se dirigir ao ministerio da fazenda
augmentando as consignares fizadas no exerci-
cio de 1860 a 1861 para despezas das rubricas
Obras e material nesta provincia ; a primeira
com 29:9095668, e a segunda com 14:000$, nao
s para fazer faca s despezas j autorisadas p'or
esta presidencia, mas ainda a outros compro mis -
aos relativos as mesmas rubricas, que estiverem
por saldar; assim o declaro V. S. para seu co-
ohecimento. Communicou-ee tambem ao ins-
pector do arsenal de marinha.
Dito ao inspector da thasouraria provincial.
Em vista da conta junta, estando ella dos termos
legaes, mande V. S. pagar a Estevo dos Aojos
da Porciuncula, conforme requisitou o ebefe de
polica em officio de 12 do crtente, sob o. 775, a
quantia de 590400, em que importa o forneci-
mento feito aos presos pobres da cadeia do Cabo
no mez de julho ultimo.Communicou-se ao co-
ronel commandante daa armas.
Dito ao conselho administrativo. Declaro ao
conselho administrativo, para seu conhecimento
e direceo, que em aviso de 5 do crtente com-
municou-me o Exm. Sr. ministro da guerra ter
expedido ordem ao arsenal de guerra da corte
para remetter ao desta provincia 4,000 mantas de
la, visto nao convir que se comprem, por serem
de m qualidade, as de qoe trata o offlcio do mes-
mo conselho de 12 de julho ultimo, sob n.59.
Dito ao mesmo.Autoriso o conselho adminis-
trativo a comprar para fardamento dos recrutas,
que se apuraren nesta provincia, os objectos
mencionados no incluso pedido, menos as man-
tas de la, que devem vir do arsenal de guerra
da corte. Communicou-se thesouraria de fa-
zenda.
Dito ao director do arsenal de guerra.Ao of-
flcio que V. S. me dirigi em 10 do correte, sob
n. 232, respondo dizeodo-lhe que pode mandar
fazer os servigos que forem precisos para desobs-
truir a melhorar o cano da latrioa desse arsenal
nao excedeodo a respectiva despeza a 150JKKK).
Communicou-se thesouraria da fazenda.
Dito ao mesmo.Mande Vmc. apromptar, para
serem transmiltidos fortaleza do Csbedello da
Parahiba, como se determioou em aviso da re-
partirlo da guerra de 5 do correte, os objectos
mencionados em a nota da repartigo do quirtel
mestre general, constante da copia junta.
Dito ao juiz de dreito da 2a vara. Devolvo
Vmc. os mappas estatisticos dos trabalhos da 3a
sesso ordinaria do jury desta cidade no correte
anoo, que acompaoharam o seu offlcio de 9 do
correte, para que Ihes addicione aa observaces
a que alinde o aviso de 8 de Janeiro de 1855, jun-
to por copia.
Dito ao juiz municipal da 1* vara. Recom-
mendo Vmc. que faca apromptar com brevids*
de, aflm de serem enviadas so commandante do
presidio de Femando, as guias dos sentenciados
de justiga, que existem sem ellas no mesmo pre-
sidio, e cujos nomes estao descriptos na relago
inclusa.
Dito ao commaudante do batalho 36 da guar-
da nacional do Brejo. Devolvo Vmc. a cerli
do do guarda nacional Jos Francisco Ribeiro,
que acompanhou o seu officio de 13 do correte,
dizeodo-lhe que pera esta presidencia poder to-
mar em considerado a materia do seu citado of-
ficio, indispeosavel que, de conformidade com
o disposto no art. 22 do decreto 1,354 de 6 de
abril de 1854, seja ella transmitida por interme-
dio do respectivo commandante superior.
Qiciou-se no mesmo sentido ao commandan-
te do corpo de cavallaria n. 2 daquelle munici-
pio, devolvendo-lhe a certido do guarda Jos
Ignacio Guimares.
Dito aojuiz municipal da Eacada.Teoho pre-
sente o officio de 27 de julho ultimo em que
Vmc, trazendo ao meu conhecimento que Miguel
Archaojo Pimeotel, que ltimamente fra no-
meado partidor e contador desse termo, profes-
sor publico de instrueco primaria, me consulta
se poder elle accumular esses dous lugares, que
oo pdem ser exercidos simultneamente, sem
prejuizo um do outro; e em resposta tenho a di-
zer-lhe que, em vista do q citado officio, d-se iocompatibilidade no exer-
cicio dos referidos lugares, nao s em face do que
dispe o aviso n. 89 de 4 de junho de 1847, mas
tambem pelo que se deduz do srt. 33 da lei re-
glamentar da ioslrucco publica, o dos 2, 3,
4 e 5 do art. 22 do regiment interno das aulas
publicis de 23 de agosto de 1859.
E por que seja provisoria a oomeago do refe-
rido Miguel Archaojo Pimeotel para o lugar de
partidor desse termo, flea ella de nenhum effei-
to, em vista dos motivos que acabara de ser pon-
derados. Lavrou-se portara considerando de
nenhum effeito a nomeago do individuo em
questo.
Expediente do secretario.
16 de agosto de 1861.
Officio ao coronel commandante das armas.
O Exm Sr. presidente- da provincia manda de-
clarar V. S. qu por despacho desta data auto-
risou o director do arsenal de guerra a fornecer
os atades mencionados no pedido a que allude
o officio de V. S. de 14 do correte.
Dito ao director do arsenal de guerra.O Exm.
Sr. presidente da proviocia, manda communicar
V. S. para seu conhecimento, qoe em aviso de
5 do correte declarou o Exm. Sr. ministro da
guerra ter reiterado ao director do arsenal de
guerra da corte as conveuientes ordens para se-
rem enviadaa quanto antes as bombas e accesso-
rios, que se mandaram fornecer a esta provincia.
Despachos do dia 16 de agosto
Rtqutrimtnlot.
Antonio Andr Cavalcanti de Albuqnerque.
Passe portara concedendo a licenga pedida
Antonio Googalves Carneiro Barros. Iuforma
a cmara municipal do Po-d'Alho.
Florentino Pereira de Lyra.Informe o Sr. juiz
municipal do termo de Barreiros.
Jos Francisco Ribeiro. Concedo o prazo de
15 das.
Desembargador Jos Ignacio Accioli. Passe
portara prorogando por mais um mez.
Joaquim Pires Carnro Mooleiro. Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Bacharel Manoel Teixeira Peixolo.Passe por-
tarla prorogando por mais dous mezes a licenga
com que se acha o aupplicante.
Manoel Carlos de Farias. O aupplicante deve
apresentar na thesouraria provincial o titulo de
sua nomeago, afim de poder receber os seas
veocimentos.
provincia.Tristo de Alencar Araripe, chefe de
polica.
Repartico fiscal da estrada de ferro do Recite
S. Francisco.Recife 18 de agosto de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Em additamentoao officio que
em data de hontem dirig V. Exc corca do
roubo commettldo na via frrea desta proviocia,
tenho a informar V. Exc. que foram igualmen-
te assassinados dous dos conductores do dinhei-
ro, e de nomes James Royle e Isasc Popham,
Qcando feridos na luta Hulley e Jos da Motta,
aquellos sublitos ioglezes e este brasileiro.
Do conformidade com as ordeos de V. Exc.
foram dadas todas as providencias para serem
capturados os criminosos ; e a esta hora j se
acham presos quatro autores e seis cumplices,
tendo-se aprehendido 7:500J000 do dinheiro
roubado.
Segundo as informaees colindas e que teem
chegado ao meu conhecimento, resta apenas
effectuar-se a priso de um dos autores, aue se
acha cercado em urna m*tta prxima ao lugar
do acontecimento. e que j foi visto, esuppde-se
que ferido pela tropa.
Quanto asomma ainda desencaminhadamon-
ta acerca de 17:500^000 rs. que segundo decla-
ran os meamos criminosos (oi por elles laocada
na matta logo que sentiram-se perseguidos.
Pela promptido e ioergia com que se tem
proseguido, creio que d'entre em pouco terei a
satisfago, de dar conhecimento V. Exc. de que
todos os esforcos foram coroados do mais deseja-
do resultado.
Deus guarde V. ExcIllm. e Exm. Sr. Dr.
Antonio Marcelino Nunes Goocalves, digno pre-
sidente da provincia.Dr. Manoel Buarque de
MacJo, engenheiro fiscal.
para que neguem a
Estrada de ferro do Recife S. Francisco.
Despacho telegrfico.Entregue no escritorio
do Barbaloo do dia 19 de agosto de 1861 s 11
horas e 10 minutos da maoha ; recebido no das
Cineo Pontss s 11 horas e 12 minutos.Texto.
Esto presos todos os autores do roubo, e apre-
hendida parte da quantia, faltando apenas
2:5005000 ris. Os presos dvem chegar a Esca-
da as onze horas da manhaa.O telegraplmta,
Lobo.
Sr. presidente, minba opinio que tenho o! cios estrangeiros tero razio
direito de sahir e o dever mesmo de abandonar sua confianza e estima qualquer dos ministros,
um ministerio em que nao me acho bem. (Mui- e especialmente ao mioimo que nesta occasio
tos apoiados.) tem a honra de dirigir a palsvra cmara. Nao
Se eu limitasse-me s palavras que acabo de apoiados.) Mas declaro com tods a franqueza
proferir, ninguem teria o direito de obrigar-me a que da minha parte nao havia, nem mesmo ago-
declaracOes mais explcitas. A carta porm que ra ha, igual seotimeoto para com Ss. Exea. ( Mui-
dirigi ao Ilustre chefe do gabinete, o Sr. mar- to bem, muito bem.)
quez de Caxias, diz mais : lendo-a eu manifest O Sr. Mrquez de Caxias ( presideote do con-
cmara sao paiz, de urna maneira completa, selho. Movimeoto de attenglo.): Sr. presi-
os motivos por que nao pude cootinnar a fazer dente, a cmara ouvio o que disse o nobre ex-
pirte da administrado actual. Eis a carta : ministro dos negocios do imperio ; a cmara tem
Illm. e Exm Sr. marquez.Quando V. Exc. conhecimento da carta que S. Exc. me fez o fa-
convidou-me para fazer parte do gabinete {que vor de dirigir, e, pois, nenhuma outra explica-
dignamente preside, tive a honra de expor-lhe fio tenho a accreseantar relativamente s razoes
com franqueza meu peosamento geral acerca da pelas quaes os dous nobres ex-ministros se reti-
pohtica, e o prazer de acbar V. Exc. de accordo raram do gabinete que tenho a honra de pre-
com a minha maneira de apreciar a sliuago do sidir.
Pai; ... corre-me o dever de certificar cmara
Julguei entao poder axiliar a V. Exe. acei- que de minha parte sempre houve a maior esti-
lando um lugar na alta administrado do Es- ma para com ambos os senhores que acabsm de
'do* aaparar-ae de nos, e que delles nao recebi a me-
c Hoje teoho opinio diversa. Por maia que or offensa.
queira illudir-me, nao posas conveocer-me de Devo tambem declarar cmara que, comple-
que permanecer entre todos os ministros a har- tado como est, o ministerio pretende desempe-
monia que temos procurado manter. nbar o programma que exhibi no parlamento,
Nao basta para a forja e crdito do goveroo quando peraote elle se apresentou logo depois de
a solidariedade em suas vistas geraes. E' mister sua primeira organisacao, e que eu serei o (la-
que os ministros coofiem por tal forma em todos dor da execuQo desse programma. [Muito bem I
os seus collegas que se iospirem a maior e mais j muito 1)
particular estima. o Sr. presidente : Segunda parte da ordem
c Asseguro a V. Exc. que essa confianza nao do dia.
O Sr. Otloni : Eu suppoobo que a urgencia
2.a scelo.Palacio do governo de Pernambu-
co. 19 de agosto de 1861.
existe.
Em taes circo mata ocias meu dever rogar
a V. Exc. que se digoe solicitar a S. M. o Im-
perador minha exoneracio. Em presenta das
cmaras posso ser substituido, e nenhum emba-
nco traz a minha deliberarlo a V. Exs..
Termino agradecendo a V. Exc. o cavalhei-
rismo com que sempre procedeu para comigo, e
assegurando que sou, com a mais perteita esti-*'
ma e distiocta consideracao de V. Exc, amigo,
e criado muito obligado.Jos Antooio Saraiva.
9 de julho de 1861.
Nao concebo, Sr. presideote, que possa alguem
permanecer em um gabinete em que nao reine
a maior e a mais reciproca estima e confianza.
Pergunto aos meus amigos : s por esse facto eu
esta va ou nao no direito de retirar-me?
Muito senhores :Eslava, eslava.
O Sr. Saraiva :O homem de bem, aquello que
serve ao seu paiz sem outro interess que nao
Illm. senhor. Tenho presente o officio de seja o de obter a estima de seus concidados, nao
hontem, -em que V. S. me communica terem
sido capturados os autores do roubo e assassi-
natos praticados na via-frrea, Joaquim Lean-
dro, Amaro Jos de Mello e Eustaquio Pereira,
no poder dos quaes (oi encontrada a quantia de
cinco cootos e onze mil ris, que reunida a som-
ma apprehendida a Manoel Gomes, que j se
acha preso, prefaz o total de 7:522500 ris, fal-
taodo apenas prenler um dos criminosos de no-
me Manoel Corris, em cujo encalco andar urna
diligencia e descobrir-se o resto da quantia rou-
bada que fura atirada ao matto pelos roabadores.
Ioteirado de tudo quanto V. S. me refere no ci-
tado officio, nao posso deixar de manifestar-lhe a
minha satisfago pela maneira por que a polica
se houve tambem em suas diligencias, que nao
foi possivel escapar sua acgo os autores de
to horrososo atteotado, e lauto maior a mi-
nha satisfago, quando acabo de receber um
despacho telagraphico do engenheiro fiscal da
estrada de ferro, annunciando-me a priso do
pode ficsr senao onde se acha na maior confi-
anza, na maior iotimidade, porque sao essas duas
eondices indispensareis para a execuco com-
pleta e segura do programma de um gabinete.
(Numerosos-apoiados.)
Agora permilta-me a cmara duas palavras om
nomo do meu nobre e particular amigo o Sr. ex-
ministro dos negocios estrangeiros, que nao tem
aioda assento na casa e pedio-me que mauifestas-
se a sua maneira de pensar.
O illustre ex-ministro dos negocios estrangei-
ros acredilava comigo que nao dispunhamos de
loda estima e confianza a que tinhamos indis-'
putavel direito por nossos precedentes e por nos-
so procedimento no ministerio.
Elle porm divirgia de mira emquanto peosa-
va que deviamos esperar ae manifestasse essa fal-
ta de confianca por tactos que o paiz pofesse bem
apreciar. Obsarvei ao meu honrado ex-collega
que isso nos faria talvez sahir n'uma occasio
inopportuoaoquandoa cmara eslivasse encerra-
g
coronel Goriotano Velloso da Silvelra, mas tam-
bem por intermedio do respectivo commandante
superior aos guardas nacionaes que to prompta-
mente se prestaran) a coadjuvar os estorbos da
polica pelo zelo e actividade que desenvol-
vern!.
Dos guarde V. S.Sr. Dr. chefe de polica.
INTERIOR.
Repartigo fiscal da estrada de ferro do Recife
a S. Francisco.Recife, 17 de agosto de 1861
Illm. e Exm. Sr.Communico V. Exc. que
oeste momento acabo de receber da villa da Es-
cada um despacho telegrapbico, em que se me
aonoocia que hontem as 6 horas da tarde foram
atacados e roubados os conductores do dinheiro,
destinado ao pagamento dos trabalhadores da via
frrea na importancia de cerca de vinte contosde
ris.
Convindo providenciar i as media lamente acerca
de to deploravel acontecimento, dirgi-me ao
Exm. Sr. Dr. chefe de polica, e S. Exc. expedio
suas ordeos, para que sguisse para o lugar on-
de se commelteu o rouboengenho Aamaragi
urna forca destinada a persegnir os seus autores,
e que dever parlir desta cidade aa 10 li horas
da manhaa em um trem especial, que para este
fim mandei vir.
E' o que tenho a referir a V. Etc. aguardando
novas ioformaces, para em outra opportunidade
leva-las ao conhecimento de V. Exc.
Dos guarde a V. Exc.Illm. e Exm. Sr. Dr.
ADtonio Marcelino Nunea Gongalves dignissimo
presideole da proviocia.Dr. Maooel Buarque de
Macedo, engenheiro fiscal.
Illm. e Eim. 8r.Cabe-me communicar a V.
Exc. que tendo chegado hontem a noile a Ama-
ragi a forca de cavallaria vinda dessa ctdade, e
achando-se j tomadas as avenidas da malta on-
de se achavam refugiados os autores do roubo
feito oa vis frrea foram presos Joaquim Lean-
dro, Amaro Jos de Mello e Eustaquio Pereira,
oo poder'dos quaes foi encontrada a quantia de
5:0119000, que reunida a quantia j aprehendida
em poder de Maooel Gomes, cuja priso partici-
pe!, faz o total de 7:5z2&500.
Resta apenas prender um dos roubadores de
oome Maooel Corris em cojo seguimeoto anda
urna diligencia,
O resto do dioheiro roubado foi pelos crimino-
sos atirado ao matto, e busca-se descobrir.
Nao devo deixsr de mencionar tem louror a
maneira, porque bao procedido o subdelegado de
polica Miguel Alexandrino Fonseca Galvo e le-
neole-coronel Coriolano Velloso da Silveira, as-
sim como a promptido com que secadio a guar-
da nacional para as precisas deligeocias.
Dos guarde a V. ExcSitio da Olaria, 18 de
agosto de 1861.Illm. e Exm. Sr. Dr. Aotonio
Marcelino Nunes Gonsalves, digno presidenta da
ultime criminoso, que na data do offlcio de V. S. da ; o que difficultaria a reorganisago minisle-
ainda se nao tinha podido encontrar, e a appre- rial.
henso de todo o dioheiro roubado, faltando (Muitos apoiados.)
apenas pouco mais de dous contos de ris. | Essa observaco pz-nos de inteiro accordo.
Apreciando devidameote o procedimento de Communique minha deliberarlo (ao nobre pre-
todos que coDcorreram para um resultado to sidenle do conselho. A eamara sabe .o resto.
lisoogeiro. recommeodo V. S. que de minha Sahi portento porque nao me acha va bem e
parta louve nao s o subdelegado de polica MI- : julgava-me com direito a maior confianza e esti-
guel Alexandre da Fonceca Galvo e lente- ma do que possuia. ('Numerosos apoiados ; mui-
to bem, mnito bem.}
O Sr. Sayo Lobato (ministro da justiga):Pe-
go a palavra.
O Sr. Presidente:Creio que a cmara quiz
preterir o objecto da discusso marcado para a
ordem do dia, somente para ouvir as explica-
ges do oobre ex-ministro do imperio.
O Sr. F. Octaviaoo { pela ordem ) : Requei-
ro urgencia para se continuar nesta discusso.
0 Sr. presidente : Como o Sr. Saraiva j nao
era mais ministro, e por isso oo poda ter a pa-
lavra para ssr ouvido sobre as oceurreneias lia-
vidas, a cmara julgou dever interromper a or-
dem do dia para que elle dsae explicagoes ; mas
agora, entrando em discusso a fixago da forga
naval, podem os nobres ministros fallar qoantas
vezes quizaren sobre aquello assumpto, pois que
permillido tratar de poltica sem ser preciso
urna discusso especial.
0 Sr. F. Octaviaoo : Requeiro a urgencia,
porque alias ficara a discusso embaragada.
(Apoiadoa.)
A cmara deve desejar que o debate seja fran-
co e largo (apoiados), pois que o paiz nao pode
contentar-ae com esses pequeos inconvenientes
de informages incompletas. ( Apoiados ).
_ Insisto, pois, no meu requerimento de urgen-
cia para ae ouvirem as explicagoes dos Srs. mi-
nistros em discusso especial. ( Apoiados.)
Posta a votos a urgencia pedida, approvada.
O Sr. Sayo Lobato (mioislro da jnstiga ] ;
Sr. presideote, ped a palavra to somente para
dar urna satisfago ao Ilustre depulado o Sr. ex-
ministro do imperis e tambem cmara.
Declaro a V. Exc. que, as poucas palavras
qne hontem profer, expondo a aioha verdadei-
ra conviego quanto a 'o, para mim inespe-
rado, da retirada d bnete dos nobres ex-mi-
nistros do impf dos negocios estrangeiros
nao fiz mais do ^ xprimir o meu panssmento
com toda a franqueza sioceridade. (Apoiados.)
Eu ignorara quaes as verdadeiras razoes que
levaram os nobres ex-ministros a tomar aquella
deliberago ; e fallando, segundo os meus seoti-
menlos, pois que da minha parte tinha a coos-
cieocia de oo haver faltado s devidas atteogoea
para com aqoelles nobres ex-collegas, estara
persuadido que era retribuido com a mesma be-
nevolencia.
Nao houve faci algum, oo houve questo al-
guma de maior ou mesmo de menor importan-
cia, em que de positivo ae proounciane de ac-
cordo entre mim, ou qualquer outro memoro do
gabinete, e os nobres tx ministros.
Eu disse francamente cmara que, ignorando
as razoes que por ventura (e seguramente exis-
tiriam ) determinaran) um lalprocedimento, por-
3uaoto Do poda altribui-lo seno a essa liber-
ado que se referi o mesmo nobre depulado
que acaba de expor cmara o motivo da sua
deliberago de retirar-se do gabinete, fiberdade
que tinha de declinar de si em qualquer occasio
a responsabilidade ministerial.
E com isto entenda mais, Sr. presidente, que,
discreto como o nobre depulado, s muito ra-
zoavelmeole leria tomado aquella resolugo, e
que S. Exc. opportuoamente viria expor cmara
as razos do seu procedimento e a sua justica-
cago.
Agora o nobre depulado, lendo a cirta que di-
rigi ao Ilustre presideote do conselho, demons-
tra que a razo qoe leve foi esta ; falla de reci-
proca estima e copfianga que era mister que se
dsae entre todos osanembros do gabinete.
A isto, Sr. presidente, s tenho de oppor a se-
que fleo sabeodo que o no-
CAARA DOS SRS. DEPUTADOS.
SESSO EM 11 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 3/4 fez-se a chamada,, e o Sr. presi-
dente declarou aberta a sesso.
luda e approvada a acta, o Sr. Ia secretario
deu conta do seguinte :
EXPEDIENTE.
Dous officios : do Sr. Jos Ildeforso de Ramos
e do Sr. Benevenuto Augusto de Magalhes La-
ques datados de hoje, participando acharem-se
nomeados ministro do imperio, o primeiro e de
estrangeiros o ultimo.Ioteirsda.
Outro do ministro de agricultura, commercio,
e obras publicas, datado de 3 docorrente envian-
do urna represeotago da cmara muoicipal do
Rio Preto, provincia de Mioas-Geraes, relativa-
mente estrada do Bom Jardim, na mesma pro-
viocia.A' eommisso de obras publicas.
Outro do Sr, depulado Araujo Lima, datado
de hoje, participando que em coosequencia do
fallecimento de seu psi deixa de comparecer s
sesses desta cmara, por se acbar de nojo.
Maodou-te desanojar.
Um requerimento do bacharel Domingos Go-
mes Ferreira Velloso, reclamando contra a resti-
tuirlo da quantia de1:000j> e os respectivos juros,
que recebera para sen traoport na qualidade de
jais municipal de Pilo Arcado, provincia da Ba-
bia.A' eommisso de fazeods.
Julgoa-se obejeto de deliberago e foi imprimir
um projecto da eommisso de penses e ordene-
dos, approvandoa peoso annual de 2649000 con-
cedida a D. Candida Rosa Pereira Nunes.
O Sr. Villela Tavaras pedeiu dispensa de meo)-
bro da eommisso de instruegao publica ; e con-
sultada a casa dscidiu negativamente.
ORDEM DO DIA.
Continuando a discusso do requerimento do
Sr. Paes Brrelo, e emenda do Sr. Henriques,
adiando a discusso do projecto n. 108 do anoo
passado sobre pagamento aos herdeiros do conde
da Barca, foi apdrovada a emenda e ficou preju-
dicado o requerimeoto, iodo, portaolo o projec-
to eommisso de justiga civil
Cootiouon a 2* discusso do projecto o. 56 e
1858 apreseotado em 8 de junho desse aono, ele-
vando o numero dos juizes da relago metropo-
litana.
O Sr. Dantas offereceu os eguinle, requerimen-
to que foi lidio, spoido posto em discusso :
Requeiro que v o projecto s commisses
de fazenda, e negocios ecclesiasticos.
A disso ficon adiada pela hora.
O Sr. Saraiva requereu urgencia para expor os
motivos de sua retirada do ministerio.
Consultada a casa, decidiu afirmativamente.
O Sr. Saraiva (profundo ailencio : Sr, presi-
deole, veoho expor cmara e ao paiz os moti-
vos de minha retirada do gabinete de 2 de margo.
Esses motivos oo sero seguramente muito
graves para alguos, ou mesmo para muitos de
meus honrados collegas. Afflrmo porem que oo I
sao to frivolos como se afiguram ao honrado Sr. I guite observago
ministro da uitga.
1 bre depulado e o illastre ex-ministro dos nego-
veacida foi para serem uvidas as explicagoes
que o nobre ex-ministro do imperio houvesse
de dar sobre a aua retirada e as do nobre presi-
deote do cooselho e seus collegas a respeito da
recomposigo do ministerio. Essas explicagoes
me parece....
O Sr. Sergio de Macedo : Esto dadas.
O Sr. Ottoni: Se esto dadas, talvez, sa-
tisfago do nobre depulado que me ioterrompe,
podem nao parecer completas outros ; por coa-
sequencia creio que estarei no meu direito pro-
vocando o complemento dallas.
O Sr. presidente : Tem a palavra.
O Sr. Ottoni : Sr. presidente, o que acaba
desucceder a reslisago das previses mani-
festadas nesta casa, quando se censurou a orga-
oisagSo do gabinete de 2 de margo. ( Apoiadoa.)
O Sr Ottoni : V. Exc. se recordar de que,
fallando a respeito da entrada do nobre ministro
da justiga e do seu ex-collega, digno ex-ministro
do imperio, eu maravilhei-me de que ambos es-
tivessem sentados nos conselhos da cora com
urna poltica idntica. Parecia-me impossipel
esse facto vista dos antecedentes de ambos.
Acreditei sempre que o nobre ministro da justiga
representava no gabinete as mesmas ideas, as
mesmas tendencias, as mesmas opinides extrema-
das, de que era digno orgo no gabinete 10 de
agosto o Sr. ex-ministro do imperio, depulado
por Campos. Acredilava que o digno ex-minis-
tro do imperso, tendo servido nos eooselbos da
cora em o gabinete de 4 de maio de 1857, re-
presentava urna poltica opposta.
V. Exc. vio que a discusso nao fez mais do
que confirmar tudo quanto eu havia censurado.
A cmara e o publico viram a sobranceria com
que o nobre ministro da justiga tralou a o seu ex-
collega do imperio (oo apoiados; reclamages
enrgicas partera da maioria da casa ), conceden-
do-lhe um bil deindemnisago pelo facto de se
haver esse nobre ex-mioistro desviado, se qire
desvio tinha havido, do gremio do grande parti-
di) conservador....
Vozes : Nao disse isto.
O Sr. Ottoni : .....tomando parte no minis-
terio 4 de maio.
Um Sr. depulado : E' urna nova invengo.
O Sr. Ottoni: V. Exc. vio as maoifestages
do nobre ex-ministro do imperio em ioteira op-
posigo com as opinoes nao s professadas na
tribuna, como formuladas no relatorio do nobre
minis.ro da justiga.
O Sr. F. Octaviaoo e outros Ss. deputados :
Apoiado.
O Sr. Ottoni: O nobre ministro da justiga
apresentou-se diante das cmaras, possuido dos
mesmos terrores quo foram llagados em rostro
ao nobre ex-ministro do imperio do gabinete de
10 de agosto. No sea relatorio, que sinto nao
ter aqu presente, o nobre ministro pintou o paiz
em perigo, quasi a conflagrar-se. (Nao apoiados.)
O oobre ministro declamou contra a anarchia das
ideas, peior do que as sublevages que eslava
trizando a descoofianga contra a autoridade, e o
odio e o desprezo contra os seus agentes.
Ora, seodo estes os temores do nobre ministro
da justiga, j se v o antagonismo em que S.
Exc. esta va com o oobre ex-mioislro do imperio,
o Sr. conselheiro Saraiva, que, segundo disse
nesta casa, julgava a sociedade placida e socega-
ds, e nao via nuvem alguma no horisonte. o an-
tagonismo era manifest.
O Sr. Ministro da Justiga: Se lesse o relatorio
oo dira isto.
O Sr. Ottbni:Repet textualmente palavras
que l esto.
Senhores, nos sabemos, segundo as explicagoes
qoe foram dadas pelos nobres ex-ministros do
gabinete de 10 de agosto de 1859, que aquello
ministerio eslava dividido em duas secges. Eu
acreditei que de um lado havia urna certa duali-
dade que designei no meu primeiro discurso, e
de oairo lado os quatro, outros Srs. ex-ministros
em opposigo uns aos outros em coosequencia
de quererem uns a poltica de paz outros urna
poltica de energa, como graves circumstancias
o exigio, na opinio do nobre ex-ministro do im-
perio de 10 de agosto.
Ora, este antagonismo, entre o nobre ex-mi-
nistro do imperio de 10 da agosto e seus ex-col-
legas ]o mesmo que.se dava eolrao n obre minis-
tro da justica e o seu ex-collega do imperio. Para
reconhece lo basta confrontar o discurso do no-
bre ex-ministro do imperio com o discurso do no-
bre ministro da justiga.
Assim, Sr. presidente, salva a entrada do no-
bre senador pela minha provincia, ao qual deso-
jo tambem ouvir, desejo que se explique perante
a cmara, perante o paiz, aalva a chamada desse
nobre sensdor para os conselhos ds cora, nada
vejo no complemeoto do ministerio, hontem ve-
rificado s 2 horas da tarde, seno a realizago
da prophecia que o nobre deputado por S. Paulo
tinha feito urna hora antes.
O Sr, Barbosa da Cunba:Nao fiz ento a me-
nor alluso.
O Sr. Ottoni:O nobre deputado por S. Paulo
disse que quera, extremarse ; que era preciso ar-
redar do partido ministerial o que S. Exc. cha-
mou o ventre, tlassificago em que parecen col-
locar os nobres ex-ministros da marinha e da
justiga e o nobre deputado pelo Paran.
O Sr. Barbosa da Cunha :Est engaado.
O Sr. Ottoni:Sr. presidente, tudo neste paiz
inesperado I tjuem atlendeu sesso de hon-
tem reconhecer que o grupo de que represen-
tante o nobre ministro da justica, o grupo extre-
mado que se seota mioha direita, o grupo em
nome do qual discorria o nobre depulado por S.
Paulo, nao esperara a aoluco que appareceu
hontem mesmo, e por isso romper as hostili-
dade.
A cmara vio os avangos que o nobre deputa-
do dirigi a estea bancos coovidaodo-r.os para
fazer-mos causa commum. as hosU'.dades que
iniciou. E contra quem ? Nao pra s contra o
nobre ej-minitro do imperio-, {Reclamac,oM.)
Vozes:Quem fez este convite 1
O Sr. Oltoni:Tudo oeste paiz a respeito de
organisacao de ministerios imprevisto I Hontem
de maoha cootavam unir-se com a esquerda.
(Nao apoiados. Reclamages.)
Urna voz:Pela minha parle nao. (Apoia-
dos. )
O Sr. Ottoni : Disse-se at que j se havia
dado passaporte ao nobre depulado porS. Paulu,
para vir aeotar-se no banco liberal em que aca-
ba va de ser despachado chefe, tive a honra de de-
clarar era aparte a S. Exc. que de bom grado
poria o vislo no seu passaporte afim de que ha-
bilitaste S. Exc. a abrir praga cestas fileiras.
Urna voz .--Protesto contra isto.
O Sr. Ottoni:O que prova isto Sr. presiden-
te? Prova que oioguem sabia a aolugo da crise
latete ; ninguem sabia, nao estavam oo segredo
os nobres deputados de que orgo o nobre de-
putado por S. Paulo, que agora sem duvida assu-
me, se o ministerio liver maioria na cmara, a
posigo de chefe da maioria....
O Sr. Pereira da Silva :Elle fallou s por si.
O Sr. Otloni :Ha de me perdoar; o nobre
depulado solidario com muitos outros, e foi a
idea do nobre deputado que triumphou na re-
composigo do gabinete.
O Sr. Pereira da Silva :Repito que fallou s
por si.
O Sr. Otloni:A cmara sabe se elle foi ou
nao acompanhado.
Sr. presidente, a quem quizer estadar os an-
tecedentes, nada admirar o complemento do
ministerio. Qusndo corren a noticia de que o
nobre Sr. marquez de Caxias eslava encarregado
de organisar o gabinete,o nobre deputado pelodis-
tricto do sul da provincia da Bahia foi aqui indi-
Rilado como ministro ; e nos circuios bem in-
formados sabia-se que o nome de S. Ex. era dos
do peito dos individuos que estavam mais nos
segredos ntimos da organisago ministerial. Cor-
reu geral mente que amigos do nobre ex-miois-
tro do imperio lhe escrevram dizendo-lheac-
ceitai, nao sede difflcil as eoodigoes, porque
quando nao, ahi vem a bandeira vermelha. (Ri-
sadas.)
O Sr. Silveira Lobo :E ella j ahi est.
O Sr. Ottoni:Talvez fosse com receio dessa
bandeira que o oobre ex-ministro do imperio
aeeitou a pasta no gabinete de 2 de margo.
Sr. presidente, eu nao posso deixar de apro-
veilar esta occasio em qoe tenho a fortuna de,
pela primeira vez, ouvir o nobre presidente do
conselho como ministro para perguotar a S. Exc:
se o sen collega da justiga....
O Sr. Silveira Lobo :E seu afiangado.
O Sr. Otloni:.....j fez as modificages ne-
cessarias em suas opinies extremadas para po-
der ser collega de S. Exc. no gabinete.
Em 1857 o nobre presidente do conselho oceu-
pava o mesmo lugar como successor do fallecido
Sr marquez de Paran.
Eolo, por occasio da ultima escolha de se-
nador pela provincia do Rio de Janeiro, S. Exc.
se ha de recordar de que amargas censuras se
fizeram ao governo em razo de ter sido deixad
margem o nobre ministro da justiga.
O Sr. Ministro da Justiga :Quem fez essa
censuras ?
O Sr. Ottoni:V. Exc. melhor do que eu o
saber, porque eslava oa corte; eu eslava no
Mucury.
O Sr. Mioislro da Justiga :Eogana-se redon-
damente. Nem eu eslava oa corte.
O Sr. Oltoni:Faga V. Exc. o favor de ouvir.
Por occasio da ultima escolha de senador pele
Riode Janeiro em 1857, V. Exc. talvez soubesse
ento que as folhas diarias da corle appareceu
urna celebre einicisiva mofina, cujas palavras eu
nao repitirei a casa. Referirei somente a respos-
ta que naquella poca publicou o Jornal do Com-
mercio em communicado ministerial justificando
a escolha. Dizia o ministerio do nobre marquez
que entre os matizes carregados, como eram os
malizes polticos symbolisados no digno Sr. Tho-
maz Gomes dos Santos e oo digno Sr. Sayo Lo-
bato, que represla ram um o do lado liberal e o>
outro o do lado conservador puro....
O Sr. Presideote:Eu devo observar ao Sr-
deputado que o que est em discusso a ur-
gencia que se venceu sobre as explicagoes relati-
vas modificago do ministerio. Nao se trata
agora de poltica goral.
O Sr. Otloni:Eu quero nicamente o com-
plemeoto das expliciges, e para isso V. Exc. vai
ver como sao aecessarias as observages que eu ia
fazeodo.
O Sr. Presideote:Nao estamos na discusso
dss forgas de mar, em que permitlida a discus-
so ds poltica geral. (Apoiados.)
OSr. Oltoni:Sao esclarec meo tos que muito
me servem para esta discusso, e asseguro &
V. Ixc. qua me hei de demorar pouco sobre o
assumpto.
Como ia duendo, o gabinete, ento presidido-
pelo Sr. marquez de Caxias, jastificou s escolha
do senador pela proviocia do Rio de Jaoeiro, di-
zendo que, seodo o ministerio de opinies con-
ciliadoras, nao poda escolher nem o Sr. Thomaz.
Gomes, nem o Sr. ministro da justiga, nem o li-
beral, nem o consemdor, que fiis (sao palavras
texluaes do communicado do Jornal do Commer-
cio) a todas as ideas do seu passado, oo com-
preheodiam as neceasidades da poca ; e que as-
sim, escolhra o Sr. Candido Borges, que era o
representante mais puro, dizia o ministerio, da.
poltica de coociliago, deiaodo o passado a his-
toria, e compreheodendo a sltuago como o go-
verno a comprehendia.
O Sr. presidente :Mas o nobre deputado
bem v que estas considerageonada tem com o
que est em discusso. (Apoiados.)
OSr. Ottoni:Estou prompto s obedecer a
V. Exc. e calar-me, se acaso V. Exe. o exige..
Somente eu eslava mostrando a incoherencia da
organisacao do gabinete com a autoridade o,
oobre presidente do cooselho em 1857, e cuido
que com o que disse flea explicada a razo por
que o Sr. Saraiva sabio do ministerio ou antas
foi iancado fra delle.
Deixemo-nos de finuras diplomticas. A qu
vem no parlamento essas cortesas, entre os mi-
nistros que sahiram e os que flearam 1 A que
vem a declarago de que cootinuam muito ami-
gos, muilo cheios de sentimento de benevolen-
cia uns para com os outros ? tudo isso pouco
importa ao paiz e cmara.
O Sr. mioislro ds fazenda:Mas verdade-
Com estas observagas o oobre deputado nao ha,
de destru-la.
O Sr. Ottoni :Todos sao cavalleiros, toioa
sao cortezes; mas essas cousas, permita que o
diga ao nobre ministro da fazenda, sao banalida-
des que chegam ao ridiculo,
O Sr. Silveira Lobo :Apoiado.
O Sr. Oltoni:O que o publico quer saber &
a razio por qoe o Sr. conselheiro Saraiva foi
langado fra do ministerio, e se cosa effeito foi
por que pao acompinhava a bandeira vermelha.
(oo apoiados), que o nobre ministro da jusiiga,,
com urna franqneza, que eu lhe louvo, alvorou.
nesta casa.
O Sr, Ministro da fazeoda di um aparte.
O Sr. Ottoni .Emquanto o nobre presidenta
de conselho nao explicar as modificages qua
possa ter feito o nobre ministro da justiga as
suas opinies, que em 1857 o nobre presidenta
do conselho chava oxageradas, ha de perdoar-
| me o nobre ministro da fazenda se eq nao ac-
ceitar o nobre presidente do consejo cobo fl
J





|2)
Iv
*TSs*
MARIO DI FBRHAMBtCQ. *- TERCA FKIRA 20 DB AGOSTO DE 1M1.
ot de seu collega da justica (rito); preciso
qae o nobre presidente do coswihoceferee a Bao-
^a, por que com oa antecedente* do nobre mi-
nistro da justi;a a limpia toca alo bastante,
por mais qu eu queira acreditar, cono acredi-
to, oa palavra de S. Exc.
Pre:iso tambem ouvir ainda o nobre ministro da
justica. Nao posso idssitlir que S. Esc. contioue
|creio que nao lomar a mi parle da palara de
que vou usar) no es? perra acoto coro que na dii-
ueaao do oto de grgas S. Exc. pareceu recu-
arM a toda a lorie de reformas a le de 3 de
tacsnbro 1841, a que deu o cuebo da sabedoria
as sito sei m da perfeigio. Teeho sapera oca de
mais conGanga, conseguir, modificar aa ideas do
sobre ministro da juatiga a raspeito desli lei.
O Sr. ministro da juittca :-Protestara contra
isso es meus discursos proferidos em 1853 a res-
uelle da lei de 3 de detentar.
4) Sr. Otloni : Mas V. $xe. enlrsudo para o
sninitterio nao se recordou das auas opinies
csnitlidas em 1858, e eolio julgava necessaria a
reforma da lei de 3 de dezembro da 1841.
O Sr. ministro da jualiga :O que eu nao admit-
i improviso em reformas. (Ap'oiados.)
O Sr. Ottoni:Nao se pode chamar impro-
visos reformas estudadas ha 20 anuos. Impro-
viso duelo. Desde 1844 se lem apiesenlado
nesta casa sobre este objecto, propostas de com-
enissea e at do governo.
Mas, Sr. presidente, a lei de 3 de dezembro de
18*1 uo ser reformada, porque, os cobres mi-
nistres rao pode rao coosegi-lo arada que o
queiraro.
Kda direi por ora sobre o.noble ministro do
Moreno, que pero ouvir primeiramente para
epois euliieirar,S. Exc com os mus cellegaa,
u rendcr lhe a devida homeoagerx. Masdeon-
iros seuhore eu coasidero que deuaro ir de ac-
uerdo com as idias do chele de seu pulido, que
sem dunda o nobie cenador pele Ri de Janei-
ro que fallou no senado ltimamente acer ds
leudes da corle.
Jisae aubre senador spreseotou bem franca-
mente o seu programla declarando ser iodis-
seosawl eonceder-.se ao paiz liberdade praliea,
modilicacao das disposiges relativas a prisao
preventiva e alguma cousa mais.
Ore, vista desta opinio do nobre ebefe do
surtido conservador, ere de esperar que os no-
tres ministros cuidaseem da reforma da lei de 3
de dezembro para dtr garantas liberdade pra-
liea ; era de esperar que cuidassem de extinguir
*sa praga tarrml da prisao preventiva; era de
esperar que totnassem possitel a liberdade do
vete, fazendo com que a guarda nacional dejias-
se de estar sujetla eos castigos da tropa de li-
nha e a cousas anda peiores. Mas oa cobres
ministros anda que de veras queiram estas re-
formas, teriham a maioria que tiverem, nao po-
dero realisa-las, e por isso que principalmen-
te eu sou da opposigo.
faga os nobres deputados o que julga necessa-
rios o nobre chefe de pariido conservador, c eu
re ministerial : cuido que exigir bem
psuco.
O Sr. Mello Franco :Apoiado. Ah est um
programa-a, e ninguem dir que somos exi-
ajeetsa.
O Sr. Otloni :-Pego perdi a V. Exc. por ter
abusado di boudade com que me permiltio a pa-
lavra.
Maito bem I Hulo bem I)
O Sr. Saraiva (movlmeoto de altengo ): Sr.
presidente, por ii)aior que seja a minha deferen-
cia par rom o Ilustre depulado por Minas Ge-
raes, e para com a eamara, pego liceoca para na-
ta acresceolar ao que I Uve a honra de pro-
ferir na exposigao das causas da minha reti-
rada.
Ninguem me obriar a correr o reposleiro da
ala de nossas conferencias minisleriaes, e a re-
velar ao publico os segredos de nosaa vida inti-
ma. (Apoiados. sluilo bem ).
O Sr. Ottoni :-r-Eu estou satisfeito. V. Exc.
Jisse tudo.
OSr. Saraiva :E's oque lenho a dizer.
Antes, porm, de assentar-me, responder! a
umajallegacao falsa que li nos joroaes, ou oavi
neslacamara, a saber, que sahi do ministerio por
exigencia dos rxeus amigos.
Declaro acamara que minha delibersgo foi-
rae rnente inspirada per minha conseiencia e
minha dignidade.
A ninguem, a nenhuma pessoa absolutamente
cuvi, OLin mesmo na maior inlimidade. Apenas
onferenciei a respeito com o meu illustre collega
ex-ministro de eslrangeiro*.
Aquelles que me exprobrarem o passo que dei,
liao de ler muita diliculdade para descobrir um
motivo que me prejudique. (Muilos apoiados.)
Consulto aos meus amigos quando lenho de en-
trar para o ministerio. Saio quando jolgo con-
veniente dar este passo. (Muito bem, Muito
bem.)
OSr. Souza Ramos (minilero do imperio):
Sr. presidente, devo aatisfazer ao convite
com que me honrou o nobre depulado pela
minha provincia. Antes, porm, de o fazer se-
ja-me permiltido urna declarago 6 cmara dos
Jrs. deputados.
Coohego a conveniencia, a necessidade daso-
lidariedade ministerial oas vistas polticas da ad-
ministrado, aas grandes medidas. Mas nao me
parece justificada a exigencia que ha certo lem-
po vejo azer-se em nosso parlamento, de um
peifeilo acord dos ministros nes questes de
menor importancia, de urna vigorosa uniformi-
dade das suae| maia antigs opinies. Difficil-
mente se poderia conseguir a orgnnisago do
ministerio que salistizesse a semelhantes con-
digoe.
O Sr. Silveira Lobo :A doutrina eommoda,
sa verdade.
Um Sr. depulado : E' verdadeira.
Fago esta declarago, Sr. presidente, para po-
der usar de toda a franqueza oas explicsgOes que
devo so nobre depulado pela minha provincia.
O que eu disser entenda que opinio pessoal.
Louvo, Sr. prtsideule, e applaudo o zelo e soli-
ilude com que es nobres deputados procuram
repetidas vezes inteirar-se das vistas da admi-
nistrago : isto de summa conveniencia, por-
euanto oenbum ministro pode bem desempenhar
ene missa o e satisfaier aos grandes interesses do
paiz sea ter na represeotago nacional um apoio
firme e dedicado, um apoio de opinio ; e esle
apoio s podern dar os que cooheoem as vistas
a adroinistragio e concordan) nellas. E'assim
tambem que se pode formar urna opposicio re-
ular.
Pela minha parte nao levo a mal, soles ap-
plaudo, o procedimenlo nobra daquelles que,
guiados por suas contiendes, negam seu apoio a
um gabinete que nao tem as suas opinies, que
segu urna politiea que enleodem n&o ser a msis
conveniente para a felicidade do paiz. A nao
er a proiedencia deatas observaces, escusadas
soriam as explicagea que o nobre deputado pela
minha provincia exige de mira ; estara satis-
feito sem que me fosse neeessario oesta occa-
sio oceupar a altengo da cmara dos depu-
tados.
No senado, quando se discutio' a respesta
falla do ihrono, u me pxprimi a respeito da po
litice do actual gabinete, e da sua organisagao
da maneira a mais franca : flz a declarago de
meu apoio a easa poltica e de minha conQanga
na capseidade dos ministros par executa-la :
sendo eseim, a cmara e o paiz sabem que en-
trando agora para o actual gabinete, uo levo
modificago alguma sua poltica.
Fallou-se, Sr. presidente, em extreaiados de
um ede outro lado. No discurso que profer no
senado este anno e em oulros proferidos o auno
passado encontrara o oobre deputado o meu
cooceito. Ahi manifestei a apreciago de possa
situago poltica ; cu disse que os ant'gos parti-
dos podiam conservar as suas tradige. podiam
cooservar as suas bandeiras, mas estas nao po-
diam ter as antigs inscripgoes; eu diste que em
meu entender os antigos partido |se achavam
tinelos, que partidos novos se haviam de le-
vantar, como da ndole do posso systema e da
maior conveniencia, mas em vista de opinies
formuladas para se converterem em lei do paiz,
ou por proposta do governo, ou por iniciativa
das cmaras, segundo a apreciago que cada um
delles lizesse.
Manifestei a persuasao de que o gabinete linba
em muita altengo as necesidades do paiz para
opportunamente trazer contideragio das ca-
tvaraa aa medidas que entendesse neceasariaa
para o melhoramento de nossas leia reglamen-
tares ; e que eolio, em vista destas medidas,
os partidos se formariam, partidos de opinio.
Apreciando a situago do paiz, pareceu-me
eatarem extractos os anligos partidos, por
ter cessado a razio de sos exisleocia. Desde
que os anligos liberaes nao querem mais todas
es reformas que pralendiam, mudadas como se
araara as circumstancias, tambem os antigos
conservadores nao poden querer sustentar iail-
teravel urna legislagao que, sccommodsda a urna '
situacao e entio necessaria, carece hoje de
modificago para conservar sua bondade.
Se sssim que aprecio a situacao do paiz em
relago aos seus partidas, manifest que nao
eonhece, e em minha opinio nao exislem os
extremadosa que se referiu o nebre deputado
pela minha provincia. (Apoiados.) Coma disse o
senado na occasiaoa que me refer,oroinisterioem
tempe opporluno he de Irazer i consideregSo des
cmaras legislativas as medidas e reformas que
enleoder necesssrUe as leis regula me Llares,
visto que sobre principios cardeaea,,aobre a bon-
dade e suficiencia de nossas instituiges, ne-
nbuaa divergencia existe ; e enle occasio ser
de aividirem-se ou orgaoisarem-se oa partido.
Devo anda ao nobre deputado pela minha
provincia urna explicarlo.
No fseto de s agora fszer eu parte do gabi-
nete, quando nSoCeitra o cpjrvte qae.-segun]_
do o boato que circulen, me fra feilo na oc-
casiSo em que elle se organisou, pareceu-me en-
xergar o sobre depulado alguma cousa que de-
pe contra a siuceridade da poltica do actual
gabinete.
Mas se o nobre deputado quizesse apreciar
esse fado de um modo maia benvolo, segura-
mente nao nutrira os recejos que maoifestou.
Sr. presidente, desde que comecei a tomar
parte na poltica do paiz as discusses das c-
maras, aempre me houve com a maior franque-
za e sinceridade. (Apoiados.)
0 Sr, Ottoni: E eu ou o .primeixo o dar
testemunho disso.-
O Sr. Ministro do Imperio : Conhecendo
que a posigo de ministro impe muitas reservas;
mes nao sou muilo escrupuloso em guarda-las,
purquaulo anda que dahi vietse prejuizo, me
ceosolaria a cousiderago de ter fallado a ver-
dade.
Assim, nao terei dif&culdadeem referir-me ao
fado que o nobre deputado pela provincia de.
Minas-Gerses trouxe considera gao da casa.
E' verdade que quando se tratou de organisar
oactul gabinete, achaodo-me ausente desta ci'
! dade, o meu humilde oome merecen a hoora do
'ser contemplado, e oesse sentido recebi convite I
, do nobre presidente do couselbo.
O Sr. Presidente do conselho : Apoiado.
O Sr. Ministro do Imperio ; Mas nao me foi
, possivel aceitar esls honra. Alm das circums-
lancias que meimpediam de comparecer coma
| prompiidao que me pareca necessaria, em vista
'. da aecumulsgo que se davs de taes pastas, en-
I tend que nao me caba, nem convinha tomar
uaquella occasio esta respoosabilidade, porque
j tambem emendo que s se deve oceupar este
' honroso lugar quando assim se pode fazer algum
: bem ao paiz.
I Sr. presidente, como j Uve occasio de obser-
var, nao compreheodo que um ministerio posaa
. fazer bem ao paiz sem ter um apoto Urme e de-
dicado oa represeotago nacional.
. No senado, o anno passado, eu havia cocsi-
, derado os partidos como extractos ; saberse que,
I lalvezpela conseiencia da debilidade de minhas
' torgas, ha ceno lempo deixira de tomar parte
. activa na poltica. Haveodo de algum modo me
solado, nem linha a cerlos respeito obrigago
de tomar um encargo muito hooresosim, mas de
grande respoosabilidade, nem poda levar para o
: gabinete a torga de que elle precisava....
O Sr. Silveira L^bo : Nao est portado no
caso de ser ministro, segundo os seos raesmos
principios, porque V. Ex. quer dedicago, etc."_
O Sr. Mioistro do Imperio : Se o nobre de-
putado fizer-me o favor de esperar, e continuar,
a ouvir-me com a raesma benevolencia, ver
que nao procedente a sua observago.
O Sr. Silveira Lobo : Keferi-me ao principio
que V. Eic. acaba de emittir, de que era preciso
apoio dedicago, etc.; e quem est fra da polti-
ca, como V. Exc disse que eslava, nao tem
isto.
O Sr. Mioistro do Imperio : Complelou-se
o gabinete de modo a inspirar toda cootlanga. Na
presenca das cmaras, apreseotado o seu pro-
gramola na falla do throno, no discurso do nobre
presidente do eonselho e nos relatorios dos no-
bres ministros, concorde com as suas vistas, en-
teodendo que o gabinete se achava nascondiges
de bem servir ao paiz, nao podia deixar de ma-
nifestar-lhe meu apoio e conlianga ; a minha
posigo no senado desde ento ficou bem pro-
nunciadaeu era ministerial; e portado uo
nieacbava isolado, eu eslava com o partido mi-
nisterial. (Apoiados ; muilo bem.)
J v o nobre depulado que me fez a honra de
dirigir um apirte, que, pondo de lado a minha
insufficiencia [nao apoiados), eslava oas condi-
ges de fazer parte deste gabinete. (Apoiados.)
O Sr. Oltooi : Nislo uo ba^ueslao. .
O Sr. Ministro do Imperio : Nao eslava
isolado e fra da poltica ; eslava com os que
aceitsrara o programraa do governo ese esforga-
vam pela sua sustentago. Inesperadamente para
mim, deu-se a retirada de dous illustre membros
desse gabinete, a que at hora em que foi mo-
dificado dei, sem distinego de pessoas, o mais
sincero, o mais leal apoio.
O Sr Otloni : Nem sabia que havia maioria
e minora no ministerio.
O Sr. Ministro do Imperio : Seguramente
nao enlrava nem buscava enlrar as confiden-
cias dos ministros; lhes dava o meu apoio pelos
seus actos pblicos, pela sua poltica manifestada
as cmaras, nao procurava enlrar nos detalhes
da adminislrago.
, 0 Sr. Oltoni : E* natural.
O Sr. Minislro do Imperio : Nesta posigo,
nao linha escusa legitima para recusar enlrar na'
reorganisago do gabinete.
E urna considerago havia para mais an-
mar-me. Quando se orgsnisou o actual gabine-
te, entenda que podia ser, como fui, mais ven-
tajosamente substituido; entretanto que as cir-
cumstancias rctuaes appareciam todos os emba-
razos e difficuldades de urna reorganisago, na
qual os novos ministros achando "j urna poltica
feita, teem a respoosabilidade de aclos em cuja
deliberago nao iuterviersm.
Os que enlendem que o gabinete nao era o
mais proprjo para se achar & frente dos negocios
pblicos e dirigi-los com proveito do paiz podem
apreciar desfavoravelmente o meu procedimenlo;
mas eu, que lhe dav o meu apoio, nao poda'
i entender assim, e me parece quenestascircums-
. tancias Qz um bom servigo acompanbando os
; nobres ministros. (Apoiados.)
0 Sr. Oltooi: Pralicou um acto de dedicago
e generosidad?.
| O Sr. Ministro do Imperio : Prde-me o
nobre deputado. nao acto de generosidade ;
! persuadido de que o adual gabinete pode fazer o
j bem do paiz, era do meu dever contribuir para
. que elle nao se retrasse da adminislrago.
{Muilo bem, muito bem.)
O Sr. Gomes de Souza:E' desorientado,
no meio de minhas convieges representativas!
i Sr. presidente, que pego a palavra I
I J temos 40 annos degoveroo representativo ;
j deveramos eslar emancipados ; j devoramos
I ter o direito de saber como ha vemos de sergo-
veruados I Entretanto dopois desses 40 annos
. anda o paiz obrigado a esperar em silencio que
fados nos venham revelar a nova poltica que se
quer iniciar I
A cmara sabe que dissolveu-se um gabinete
porque alguus dos seus membros queriam iniciar
poltica nova ; a cmara e o paiz sabem que se
organisou um novo gabinete ; mas quando todo o
mundo perguola qual a nova poltica ; quando
um orador ap outro se levanta para condem-
nar a poltica de compresso que se quer de no-
vo plantar no paiz; quando, Sr. presidente, to-
dos fallam nesse sentido, liberaes e urna grande
maioria do partido conservador, nessas cir-
cumstancias que dous membros do gabinete dos
que pareciarn dar mais garantas da repuIsSo
dessa politice que o paiz condemna, largam as
suas pastas, e que os ministros da cora perante
a represeotago nacional julgam ler satisfeito o
seu dever dando explicages da nalureza, daquel-
las que acabamos de ouvir. \
Um dos nobres ministros que acabam de enlrar
dase que seguira a politice do gabinete ; mas
qual a poltica do gabinele? O paiz anda o
ignora !
Grave e muito grave a situago actual I Em
que o paiz espera com anciedade sabir do estado
de duvda e incerteza que paira sobre a cabega
de todos I Se pois nos valemos alguma cousa,
nos os membros de parlamente ; se anda temos
o direito de fazer urna pergunta e obter {esposla '
clara e terminante, eu vou fazer urna, e se o'
orador por ai nada vale (nao apoiado], o nobre
minislro deve respeitar a minba pessoa a mages-
lade da represeotago nacional 1
Qual a poltica de S. Exc. ? Qual a polti-
ca do gabinete? fi' a de compresso que preten-
de iniciar o Sr. Almeida Pereira, ou a condem-
.naco dessa poltica ?
Greio, senhores, que fazendo esta questo, sou
orgo e interprete dos senilmente nacionaes I
[ipoiadoi; muilo bem I muilo bem I }
O Sr. Prannos (mioistro da fazeada) : O
objecto do prosete debate era ouvir aoa sobres
ex-mioislros que se separaram
como aos membros do gabinete, as raiesse da
modificago porque passou o ministerio Je 3 de
margo.
Estas explicages j foram dadas com teda ai
franqueza ; a coolinuaco, pois, deste debate a
que nos leva ?
O Sr. Oltoni : Quer pupr o eaeerramen-
10* (Rito.)
0 Sr. Minislro de Fazenda : Per ventura das
explicages dadas assim pelee mieietros que
bentem tiveram a hoora de fallar perante a c-
mara dos Srs. deputados......
O Sr. Ottoni : A camera nao as julgou
satisfa lorias.
O Sr. Minislro da Fazenda :..........como
pelo nobre fx-mioislro do imperio,- ee resalta a
verdade do.que fioilem afiancemos? Como s
pretende inverter um faci qqe nada tem de
extraordinario, que pide muitas vezes dar-se
entre cavelhelrt-s que eetejam no.mais perfello
aecordo de ideas, e at entre pessoas ligadas
pelos vnculos da mais estrelta amlsade? 'Como
ae pode deste fado, de que ha exemplo nao s
em nosso paiz, cerno em oulros, tiraras deduc-
ges que se tem pretendido tirar na sesso de
hontem, e ainda na de hoje? Como por em
duvda que a poltica do gabinete a mesma
que linha sido annuneiada qi cmaras no princi-
pio da presenle'sesao ?...,.
Um Sr. deputado :Porque foi modificado o
ministerio? Esta questo.
O Sr. Ministro da Fazenda :O oobre ex-mt-
nistro do imperio j disse que motives nasudos
do seu cavallelrismo...
O Sr. Ottoni :De sea dignidad*.
OSr. Ministre da Fazenda :.... o levaram a
retirar-se do gabinete. Nao houve questo so-
bre medida importante que o determioasse a este
acto.
O Sr. Silveira Lobo :Era urna veUeidade I
O Sr, minislro da Fazenda :S. Exc. enteodeu
(e nos temos o direito de julgou com jusligt) que nao mereca de algum eu
de slgnns de seus collegas a coaauga que lhe
eca devida, e esta dsconflaoga ualuralmente
creou em seu animo igual sedimento para com
noeco, ou para algum de nos. Desde que o no-
bre ex-minislro eslava son a impressv deste des-
gosto, todos compreheodem o nobre motivo que
elle leve para retirar-se do gabinete ; nao deixa,
porm, de ter verdade que osminisUos que lica-
ram tinham por S. Exc. a maior estima e a maior
considerago.
O Sr. Otloni E amisade I
O Sr. Ministro da Fazenda :.... nao deixa de
ser verdade que nao houve divergencia sobre
qualquer medida que se prelendesse levar
effeito.
Como, pois, repito, se quer tirar pariido dessa
oceurrencia ? Como se pretende das explicages
lo francamente dadas coocluir que a poltica do
ministerio vai mudar i que a poltica do ministe-
rio j nao ditada pelos sedimentos de modera-
do com que fra a principie ? Quem tem o di-
reito de acrescen lar novos motivos aos que ma-
oifeilou o nosso honrado collega ?
O nobre deputado pela provincia de Minas-
Geraes, que hoje nos interpellou, disse-me que
as explicages que hontera live a honra de di-
rigir cmara, quando lomos de improviso nter-
sellados por um illustre deputado de Baha, nao
houve mais que banalidades. Pode ser que as
sim seja ; mas tambem certo que os commeo-
tarios e as insistencias do nobre deputado lem
algum tanto de malignidade, que alias nao pode
ser levada mal, a quem est na posigo do no-
bre deputado, de adversario do gabinele.
Estas explicages, Sr. presidente, banaes ou
nao, foram lenes, foram a expressao da verdade,
que os commeotarios nio tem podido destruir :
nao houve divergencia sobre algum principio ca-
pital ; a poltica do gabinete continua a ser a
mesma.
Os nobres deputados podem hoje contestar,
como cootestavam hootem, que a poltica doga-
bioele seja como nos a annunciamos, romo nos a
explicamos ; mas o fado que se deu nao autoras
taes commeotarios ; as explicages do honrado
Sr. <-x-ministro do imperio, como eu esperava do
seu eavalleirisiuo, vieran) confirmar uiteiramente
aquillo que bontem disemos. (Muito bem ; muito
bem).
Um Sr. Deputado :Ficamos na mesma I
O Sr. Silveira Lobo :A pergunta ficou sem
resposta ; palavr^ado chacho.
O Sr. Jos Bonifacio : Nos governos repre-
sentativos, nos governos da opinio, nos gover-
nos de publicidade, a poltica da sorpreza a
peior de todas as politicas I Descontenta a
amigos, irrita os adversarios e gera o sceplicismo.
Eu nao conlestarei as explicages dadas nem
pelo honrado ex-ministro do imperio, nem pelo
honrado mioistro novo, nem as que foram dadas
pelos ministros antigos ; aceito-as todas sem ex-
cepgo de urna sol
Mas, percorrendo-as urna por urna, perf ra-
lo simplesmenle a SS. EExcs.como enten-
de-las ?
Quando na ultima sesso se perguntava t
nobres ministros quaes as causas da recomposr-
go ministerial, o que nos dizia o muito Ilustra-
do e digno ministro da fazenda ?A causa, dizia-
nos S. Exc, a possibilidade de queales- ; e de
que questes, senhores ? A possibilidade de
qnestes de eidem administrativa e de ordem
secundaria I Em lempo algum a possibilidade
de semelhanles questes dissolveu ministerios ?
em lempo algum questes secundarias da ad-
minislrago provocou fados de tal nalureza !! I
Em seguida ao Sr. ministro da fazenda levan-
tou-se o Sr. mioistro da justiga, e o que nos dis-
se elle ?Ignoro as causas, nao sei quaes os mo-
tivos que levarsm meus antigos collegas a sepa-
ra re m-se de nos !Do incoroprehensivel passou-
se ao mysterio I
Prope-fe o aliamenlo. Esse adismento. que
importava clara e palpavelmeole um protesto
contra as explicages dadas (uo apoiados), que
importava o mesmo que dizer a csmsrsnao
acredito nem no Sr. ministro da justica, nem no
Sr. minislro da fazenda.... (Nao apoiados ; re-
clamages).
Deelaro que respeito, acato, considero todos
os honrados ministros como homeos ; mas nao se
trata agora seno de justificar um facto que ae
deu. Oadiamento, repito, importava o segra-
te :As explicages que nos foram dadas nao sa-
tistazem. as explicages que nos deram nao ser-
ven). (Meo apoiados ; continuara as reclama-
goes).
Mas admirou-nos urna nova sorpreza oeste
governo.representativo brasileiro I... Esse ada-
mente fot votado pelo grupo de liberaos, pelos
rramens a quem um nobre deputado denomina
homens do venlrc, e ainda por aquelles que
nunca se subordinaran) a interesses individuaes,
que nunca failaram a deveres sagrados, que aem-
pre os reconheceram '
Mas a sorpreza ainda devia continuar, nao de-
via parar no seiodo coy 'egislative I Reorga-
nisou-se o ministerio ; os istros que sahiram
apreseotam-se na cmara ; ex-ministro do
imperio a seu lurno explica- _, que nos disse
elle ?Eu sahi do ministeo*porque nao mere-
ca a conQanga doa meus collegas I
Sr. presidente, de que nalureza era essa con-
fianga I Era cooQanga pessoal ? Nao, to po-
dia ser. Era conQanga de poltica ? Quaes o-
ram as causas, os motivos que Irouseram ao Sr.
ex-ministro a coovicgo de suas opinies politicas
nao eram partiHiadas pelos seus eollegas ? Por-
que duvdou de seus ex-collegas ? A que se re-
duzca) as explicages que pos quer fazer acei-
tar o Sr. ministro da fazenda, .que alias contra-
diz-se ?
Qual a razSo, porque o nobres ministros que
flearam continuam a sustentar que tem conQan-
ga no
explic
No
avante
lou diss
as
ex-ministro do imperio'? Quaes
em que devemos acreditar ?
to, Sr. presidente, a sorpreza foi
ap dos honrados ministros que j fal-
e os partidos eato extractos, e que
preciso orear novos partidos. Nesle caso nao sel
como S; Ixc. ter o apoio do oobre deputado
por S. Paulo, que antevio o fracciona ment da
maioria.
O Sr. Barbosa da Caoba da um apene.
O Sr. Jos Bonifacio :Sr. presidente, a per-
gunta do nobre deputada pelo Maranho nos con-
vence da necessidade de explicages elaras e po-
sitivas, e o que de debele que al agora lem
havido nao resulta. Estas explicages sao in-
dispensaveis para que ae coohega perfeitamente
- maioria a --------
escolheo foi o discurso do nobre deputado por
jo. que distingui nesta casa ires grupos
oeaae Uteraeju tro composto de homens que
^^^f. ?1*" fcwpsxleinteresse. e o terceiro de que
a parte a* .homens extremos, de crengaa
E' preciso que o gabinete declare se aceita o
palo dos horneen de interesa ; porque entio
nao ter o do grupo dos hornees de crengas Ar-
ases ; eu se, pelo contrario, pede e apoio dos
homens que s seguem o dever, ce quaes por
certo nao quererlo ser acompaohados pelos ou-
lros. a honra e a digoidade impem-lhes a obri-
focio de repelli-loe 1 (Muito bem )
O Sr. Silveira Lobo faz algumas observaces.
^_^_^_____^^_ (Continumr-se-ha.)
PERNAMBUCO.
, REVISTA DIARIA.
Assislimos domingo missa na casa de deten-
cao e camos penetrados pela maneira por que
foi esse acto celebrado, e pelo rccolhimento que
se notan entre as diversas claases de pessoas que
ah esto presas.
AS sete horas da maohis, fechadas as portas de
sahida, comegaram ser franqueadas as das ce-
lulas aos presos, que se formaran) em secges,
dirigidas peles guardas.'.teudo sua frente, de um
lado o retpeclivo administrador, e do oulro seu
sjudaole. Apenas foram elles todos em forma,
sem exeepeee mesmo dos que se acham na en-
fermara, subi ao altar o Revm. padre meslre
carmelita Fr. Moura, encelando em seguida o
santo sacrificio. Admiramos ento a maneira por
que, mais de quatroceolos homeos, de todas as
claases, mais ou menos criminosos, obedeciam ao
apilo, que lhes dava i coohecer -as diversas pas-
sagens maia importantes do acto, taes como o
ajoelhar e erguer, e a exaltago do calit e da
hostia.
Fei um espectculo bello e aorprendente esse
que assisiiinos, tanto mais que ao depois vimos
a couhecer que nao era elle lilho de um rigor ex-
tremo, mas sim o do cumprimeoto de um dever,
posto m execugo polos meios brandos edoceia.
Sentimos que nao fosee esse acto presenciado
por aquelles que taolo maldizem desse estabele-
cirneuto, quo se pode, sem m lo de errar, dizer
ser reo lelo, para se convencere ra do quinto en-
ganam as apparencias e as prevenges.
Aps a missa, vimos ser concedida permisso
100 presos para paaseiarem,50em cada raio, sen-
do-lliea facultado irera visitar os seus carnera-
das, ainda mesmo resideotes no raio opposto, lu-
do isto aa melhor ordem e silencio possiveis;
iodo o Sr. administrador para o centro dalles ou-
v-los e fazer-lhes essas pequonas coocesses.
Mil gragas rendemos ao Sr. Dr. Araripe pelo
interesse que toma pela prosperidade desse eeta-
belccimenlo, primeiro em seu genero do Brasil,
e ao Sr. administrador leoente-coronel Florencio
Jos Carneiro Monteiro, por se haverem compe-
netrado do quaolo devo ser bom e condescenden-
te para com aquelles que, por iofelicidade sua,
vo parar tal casa. Nem sempro o rigor extre-
mo conduz o criminoso ao reconhecimenlo do
mal que praticou, e a melbora de sua vida ; e
execuco da lei coaduoa-se perfeitamente com a
araabilidade e Ihaneza do executor, sem que este
perca a gravidade de sen cargo.
Convidamos aos incrdulos, e aquelles que des-
conhecem a importancia de um tal estabelec-
mento, que vo visita-lo e voltario, temos con-
viego. cheios de orgulho por elle, e gralos s
boas maueiras e cavalbeirismo, porque sao all
tratados.
Tendo honlem dado brevemente scen-
cie do publico o lastimavel occorrido na Escada,
hoje voltamos a satis fazer a expectago da popu-
lagoto viva e justamente solicitada por um
acto lo negro, de cja circumstancias estamos
ora perfeitamente inleirados, tendo at os dados
ofciaes que seguem e que manifestam as appre-
henses feitas e as providencias dadas.
No da 16, entre as 5 e 6 horas da tarde, no si-
lio conhecido pelo nome de Peripiri, prximo ao
engeoho Amarogy d'agua, foram atacados oa tres
inglezes James Uoyle, Isaac Popham e Heidlay e
o brasileiro Jos da Molla, que condoziain o di-
oheiro.
Haviam elles partido da Escsda as II 1/2 ho-
ras da manhaa ; tinham j feilo pagamento nos
pentos de Firmeza e Conlendas ; e se dirigan)
para o eogenho Garoeleira com 25:0008. quando
eopassare.m em Peripiri foram acommetlidos,
prximo a urna casa, pelos cinco bandidos, ar-
mados de espingardas, faecas e cceles, que atu-
rando sobre elles, deitaram-n'os ao chao quasi
morios. Um das inglezee, neo obstante, pode
disparar urna pistola, cujo tiro todava nio al-
lingio a oenhum dos assassinos, que acabaram
de malar a um daquellea infelizes facca, que
an-ia foi encontrada cravada na viclima.
Heidley pode salvar-se em um brejo, onde fi-
cou com agua at ao pescogo ; e o brasileirj
suppe-se achar-se ferido igualmente.
Informada a autoridade local, reuni cooside-
ravel numero de soldados, e os proprios traba-
jadores da via frrea, e assim cercou a mata,
onde traba-se que eslavamos salteadores, to-
mando-lhe as sahidas.
Nesle entretanto foi expedida a noticia do oc-
corrido para a estago da Escada, e dahi um des-
pacho lelegraphico deu conhecimento do fado
nesta cidade ao Sr engenheiro fiscal, que apres-
sou-se a leva-lo sciencia do Sr. Dr. chefe de
polica.
Solicito este Sr. em providenciar como no ca-
so caba, hora e rxeia depois de recebido o avi-
so, um trem especial parti coro um piquete de
16 homens de cavallaria, dous offlciaes de con-
fianga e o Sr. lente ajudanle do eogenbairo
fiscal.
At ento nao se linha conhecimenlo das mor-
ras, somenle_constara o roubo; mas urna nova
communicagao telegraphica transmittindo esse
conheoimeolo, paxtiram era seguida daqui o Sr.
Dr. chefe de polica e Buarque de Macedo. Che-
gados Escada, tiveram noticia que j se acbava
preso um dos autores do roubo, o de que j se
linha tambem apprehendido parte da dioheiro :
um despacho lelegraphico iraraediatamente trans-
mittio esta noticia ao Exm. Sr. presidente da
provincia.
Na noilede 17 prenderam-se mais tres autores
do roubo, fallando apenas um, comov.se do of-
ucio do Sr. Dr. chefe de polica ; porm seguo-
do um despacho lelegraphico de 19 s 11 horas
e dez minutos da maoha, j linha sido preso
tambem este. Foram seguros mais seis iodiv-
duos indigilados como cmplices, e que acha-
vam-se prximos a casa por onde occorrra o
crime. Para maje de setecontos j tinham sido
rehavidos, e o restante oa importancia de t7:5009
declarou um dos criminosos que haran) atirado
na malta, logo que presentiram ser perseguidos.
O Sr. Dr. chefe de polica dirigindo-se ao Exm.
br. presidente da provincia, expressa-se desta
forma sobre a emergencia :
Illm. e Exm.SrCabe-mecommuoicera V.
b. que tendo chegado honlem a noiteAmaragy a
torga de cavallaria vioda dessa cidade e achu-
do-8e j tomadas as avenidas da malta, aonde se
achavam refugiados os autores do roubo oa via
terrea, foram presos Joaquina Leandro, Amaro
Jos de Mello e Eustaquio Pereira, no poder dos
quaes foi encontrada a quantia de 5:011, que
reunida quantia j apprehendida em poder de
Manoel Comea, faz o total de 7:522*500
Resta apenas prender um dos roubjdores de
nome Manoel Correa, em cujo aeguimento anda
urna diligencia.
O resto do dioheiro foi pelos criminosos
altrado ao matto. e busca-se descobrir.
Nao devo deixar de mencionar com louvor a
maneira porque se ho procedido o subdelega-
do de policia Miguel Joaquim da Fonseca Galvo
eo lenle-coronel Coriolaoo Velloso da Silvei-
ra, assim como i prompiidao com que acodio a
guarda nacional para as precisas diligencias.
Sitio da Olaria, 18 de agosto de 1861.
Illm. e Exm. Sr. Dr. Antonio Marcolino Nu-
nes Googalves.TrisUo de Aleocar Araripe.
O despacho lelegraphico de 19 do correte, a
que nos referimos ha pouco, concebido oestes
termos:
Engenheiro fiscal o presidente da proviocia.
o Ealao presos lodos os autores do roubo, e
JP5P()rhenili-,a Prte da quaniia, faltando apenas
Os presos devem chegar na Escada as 11 ho-
ras da manhaa.
As providencias acertadas eos resultados sa-
Usfaclorioa ebtidos sao mala urna cora de gloria
fazia
um jmzo
...*. mmm '. O.igoa e ad- para a polica, nao podando nos omitlTr poftnlo
hn'f T gV*rnf> SC'.U! P,W qu* !e flque sa" ,g0" um l0*0 ova no empe-
bendoqueeeorpolegwlalivo ao pas em que nhados oa sua coosscgio, cabendo dell. g'Je
parte ao Sr. Dr. chefe de polica, s autoridades
no paU em que
vivemos nao urna excrescencia que pode deixar
de existir (Apoiados).
Eis o ponto da questo : esta questo nao foi col-
locada por nos em semelhante terreno ; quem o
locaes e ao Sr. engenheiro fiscal; todos os quaes
L*i"" ener*ica prompta8 provideocias re-
abllitaram-nos aos olhos da estrangeiro que por
to deploravel e brbaro crime
desfavoravel do nosso paiz.
Consta-nos que, porlembranga do Sr. Dr. che-
fe de polica e acquiescencia do superintendente,
sempreque iam fazer pagamento, eram acompa-
nbados por alguna soldados ; mas desta vez ten-
do sido preterida esta medida de prevengao, deu
em resallado tal imprevidencia os fados que nar-
ramos e os crimes que registramos iofelizmeate.
Na parte offletal acha-se traoacripla toda a
correspondencia havida entre as divenas auto-
ridades sobre este facto.
O hiate de guerra Rio Formoso, estaciona-
do presentemente san Macei, teve ordem do go-
verno imperial para ir encorporar-se estago
navl da Baha, sendo aqu substituido pclobri-
gue escuna Fidelidmie pertencedo aquella esta-
cao.
V S. Exc. o Sr. ministro da marioha amplian-
do mais estas mudangas, porque s assim deixa-
ro cerlos sujeitos as conchas e oo se eunerva-
ro lo fcilmente.
* Sabio hontem para o sal a corveta nacional
Berenice. ao mando do distracto Sr. capilao l-
enle Joo Carlos Tarares. Tendo locado esta
corveta oeste porlo procedente de espinhosa,
mas brilhante, commisso que fez ao norte.es-
tudaodo o litoral e mares adjaceotes de Fernando
de Noronha. bem como o baixo daCalras e o li-
toral do Cabo de S. Roque, segue*J%ora ella le-
vantar a planta do porto da Pajussara em Macei,
e sondaros causes delle, para ver se possivel
dar a este-porto a suaanliga importancia que j
Dahi seguir a Bertnice para o sul, pausando
1 esle dos Abrolhos. afim de determinar qual o
arco do horisonle illuminado pelo pharol que ha
pouco eslabeleceu o governo n'uma destas Unas,
e precisar exactamente a distancia era que vi-
sivel esta luz da tolda e meia enxarcia da corve-
la. Tanto na vagem ao norte, como na volta pa-
ra o sul deve o Sr. Tavares navegar sempre nao
longe da costa e prumar continuadamente de tres
em tres horas, segundo rezam as inalrucgee, e
elle jS o pralicou na parte mais difficil de sua
coraroisao, a qual cumprio adrairavelmente bem,
pois ero 31 dias foi Fernando, levautou plan-
tas, verficou as antigs Roccas ou baixo das Cal-
ras, avialou o Cabo, e, contra toda a espectativa,
nao foi por sotavento fra impellido por essas fur-
les correles que em todo o tempo evistem nes-
las paragens.
Na Berenice esto embrcalos os guardas-ma-
rinhas que escaparan ao naufragio da D. Isabel,
e que fazem esta vagem de instruego para mais
se aperfeigosrem nos variados clculos astron-
micos e trabalhos hydographicosde sua proisso.
Commisses desta nalureza to bellamente
desem peo liadas revelara claramente o grao de
merecimeolo daquelle perfeito manobrsta, a
quem est ella incumbida.
Hootem fez de novo exerccio de fogo o 2o
batalbo de infantaria.
Hontera, a 1 e meia hora da tarde foi es-
magado por urna machina, que se acbava no
servigo da via frrea oa estago da Escada, o tra-
bajador Antonio do Canto, oa eccasio em que
passava cora urna alavanca. O Sr. engenheiro
fiscal prendeu inmediatamente o machinista para
as averiguages do facto, dando conhecimento
do occorrido autoridade competente.
O Dr. joiz de direito substituto da vara de
comnvercio d audiencia s quntas-feiras de ca-
da semana, ao meio da.
A corapanhia de cavallaria para a remonta
da respectiva cavalhada no presente semestre
contrata a compra de anmaes, recebendo a pro-
posta dos que quizerem fazer o fornecimento, no
da 23 do correte.
Foi considerado de neohum effeito o pro-
vimeolo interino dos oficios de partidor e con-
tador do termo da Escada, reslisado na pessoa
do Sr. Miguel Archanjo Pimedel.
Esta nullicago de nomeago assenta na in-
compatibilidade resultante do facto de ser aquelle
individuo professor publico de instrueco prima-
ria aquella villa.
Foi prorogada por mais dous mezes a licen-
ga em cujo goso se achava o Dr. juiz de direito
de Po-d'Alho, Manoel Tavares Peixoto.
Foi approvada provisoriamente pela presi-
dencia a designago do Sr. Theodoro Christian-
sen, feila pHo cnsul de Bremen nesta cidade,
para substilui-lo em sua ausencia as fuocges
consulares.
O Exrn. Sr. marechal de campo viscoode
deCamam tem de vir inspeccionar os corpos da
guarnigo desta provincia, logo que conclua igual
commisso na da Baha.
Domingo teve lugar na ordem 3a de S.
Francisco desta cidsde, a testa da padroeira dos
novicios da mesma ordem, N. Senhora da Ajuda.
Esleve esplendida e muito concorrida, devido aos
esforgos.do meslre de novicios do presente anno,
o Sr. ctpito Luiz Pereira de Faria. A'noite
houve 7e-0um, que teve tambem bastante con-
currencia.
Em nosso artigo sobre hleicao directa,
publicado no numero de honlem, dram-se os
seguiutes erros essenciaes : no art. 5o da lei
belga, em vez de justo abuso, etc., leia-se furto,
abuso, etc.; oo 54, em 54, de nossalei, leia-
se urna lex. Alguns mais tem escapado reviso
em os antecedentes, que dispensamos corrigir,
por serem suppriveis pelo leitor.
Domingo (25 do correle), lera lugar, em
os vastos ssles do palacete do Sr. baro do Li-
vramento, para onde acaba de mudar a sua bi-
bliotheca, o dcimo annivereario do Gabinete
Portugus de Leilura.
Nos das 17 e 18 do correnle foram reco-
Ihldos casa de delengo 14 homens e 3 mulhe-
res, sendo livres 12, escravos 5, a saber: 3 a or-
dem do Dr. chefe de polica, 1 a ordem do Dr.
juiz municipal da 1* vara, 1 a ordem do Dr. dele-
gado da capital, que a africana Rosa, escriva
de um tal Pimentel, 1 a ordem do subdelegado
do Recife, que o africano Malheus, escravo de
Marcos Jos da Silva, 2 a ordem do de Sanio An-
tonio, 5 a ordem do de S. Jos, inclusive o pardo
Joao oseravo de Joo Cesar Cavalcanti, e o criou-
lo Antonio, escravo de Joanna Francisca de Me-
nezes, 2 a ordem do da Capuoga, que o criou-
lo Francisco, escravo de Antonio Jos de Siquei-
ra e 1 a ordem do da Muribeca.
Baptisados da freguezia de Santo Antonio
do Recife de 11 a 18 do correte :
Jos, pardo, filho natural de Candida Luiza Ce-
sar Baptsta.
Adriana, crioula, filha natural de Mara da Penha
da Soledade.
Elisia, branca, filha legitima de Ladislao Jos
Ferreira e Manela Mara da Conceigio.
Luiz, crioulo, escravo do Dr. Jos Raymundo da
Costa Menezes.
Chrispiniano, erioulo, lilho legitimo de Floren-
ci Jos Quaresma e Julia Mara da Cooceigo.
Sedlas, brseco, filho natural de Francisca Je-
suina Cavalcanti.
Maris, branca, filha legitima de Jos Mendes de
Ohveira e Mara Francisca da Cooceigo.
Mara, branca, filha legitima de Custodio Ferrei-
ra Moulinho e Theodora Candida Vilella.
Maris, semi-branca, filha legitima de Jos Joa-
quim da Silva Mendooga e Mara Amelia do
tumo.
Octaviaoo, pardo, filho legitimo de Francisco Al-
ves Ribeiro e Anna Joaquina Cerdoso.
Joo, brenco. lilho legitimo de Francisco Jos
Moreira e Aooa Cecilia da Cooceigo Horeia.
Joo, pardo, filho natural de Romana Joaquina
deCarvalho. .
Casamentes :
Thora Jos da Silva, com Mara Luiza dos
San tea.
Joo Pereira dos Santos, com Emiliana Mara da
Cooceigo.
Francisco Celestino Ramos Jnior, com Libania
Amelia Nepomoceno.
MOHIALIDAUE 00 DA 18.
Mara da Cooceigo de Vasconcelos, Pernambu-
co, 70 annos, viuve, S. Jos tsica.
Clementina, Peraambuco, 12 annos. S. Jos, t-
tano.
Cesario, frica, 28 annos, escravo, solteiro, Boa-
vista, ulceras ioleslinaes.
Manoel, Pernambueo, 4 dias, Boa-vista, espas-
mo.
Laurindo, Pernambueo 9 annos, S. Jos tsico.
Ignacio, Pernambueo, 1 hora, Santo Antonio, es-
pasmo.
EphigenU do Rosario, Pernambueo, 30 annos,
. solleira, Boa-vista, tsica.
Dia 19.
Um prvulo encontrado na porta da igreja do
Rosario da Boa-vala.
Luiz, Olinde, 40 annos, solleira, escravo, Santo
Antonio, hydropesia.
Manoel Ferreira dos Pasaos, Parahiba, 22 annos,
solteiro, ttano traumtico.
Anna Felioidade Perpetua, -Goianna, 90 anees,
viuva. Boa-vista, erysipalla.
Manoel Ferreira des Santos, Behis. 21 anuos,
solteiro, Boa-vista, anemia.
Associaco Gonmerciai
Beneliceme.
Acta da sesso ordinaria da assembla
geral da Associarao Commercial Be-
neficente de Pernambueo, em 9 de
agosto de 1861.
PRESIDENCIA DO SR. VICE-PRESIDENTE
JOS TEIXEfRA BASTO.
A urna hora da Urde presentes oa Srs. Teixet-
ra Basto, Fenlon, Regadas, Von-Sohsten, Tasso.
Lilly, Silva Jnior, Guerra, Juvencio da Silva,
Dias Fernandes, Gomes Ferreira, Souvago, Swift,
Joao Matheus, Tom. Ohveira Lobo, Sa Leito.
CarvalhoNogueira & C. David Ferreira Bailar,
E. Burle, Alves Malheus, Balarmino do Reg
Barros. Sodr da Motta, Severiano RabeUo, Ro-
drigues da Cunha, Loyo, Leal Res, Guilh'erme
da Silva Guimares, D. Miguel Valle, Manoel Tei-
xeira Basto, Patchft, Rabe Schmettau C, Ma-
n ede de Almeida, Bovrman, Braga, Son & C, e
Tarroso, foi aberla a sesso, e lida a acta da
antecedente que foi approvada.
Foi lido o relatorio da actual direcgo, o qual
foi igualanenle approvado.
Em seguida procedeu-se a votago dos mem-
bros que devem compor a nova direcgo, sendo
eleilos os srguintes senhores:
Jos Teixeira Basto..................
Eduardo Feotn......................
Antonio Marques de Amorim..........
Joo da Silva Regadas................
Pedro C. von Sohsten................
Joo Malheus........................
Jos Jacomo Tasso....................
J- Lilly................................
H. Swift..............................
Manoel Alves Guerra................
Manoel Gongalves da Silva Jnior___
Domingos Alves Matheos............
E. A. Burle............................
John Tom ............................
Antonio de Moraes Gomes Ferreira..
Jos Joaquim Dias Fernandes........
Jos da Silva Loyo..................
Francisco Joo de Barros............
Manoel Teixeira Basto................
Euzebio Raphael Rabello............
Luiz Jos da Costa Amorim..........
Baro do Livramento..................
Manoel Gongalves da Silva............
G.Tisset.............................
Leal Res.............................."
Jos Francisco de S Leilo...'...'.'.'.*.
F. N'eeoham ..........................
Joo Baplista Fragoso...........'.'.'.'.'.
Joaquim Juvencio da Silva..........
Kruckemberg........................
David Ferreira Bailar ...............I
Francisco Gomes de Ohveira........
Manuel Ignacio de Oliveira Lobo......
Joaquim Jos Silveira................
Frederico Lopes Guimares..........
George Patchel.......................
II. Gbon............................
Manoel Ferreira da Silva Terroso....
Jos J. de Amorim................. .
Francisco Manide de Almeida......*.
Guilherme da Silva Guimares........
E. Bidoulac.........................
P- Nash ..............................
Jos Jeronymo Monteiro............
Belarrolno do Reg Barros............
O Sr. Gomes Feneira apresenlou a idea de ter
esta corporago um orgo seu na imprensa, a
sustentou a sua conveniencia, em considerages
que fez-a tal respeito.
O Sr. vice-presi lente ponderou que nao lhe
era possivel admiltir a apreciago da dita idea,
por nao estarna occasio constituida a assembla
geral sendo que j se haviam retirado alguos dos
Srs. associados.
Em segoida o Sr. Gomes Ferreira requereu ao
Sr. vice presidente a convocago da assembla
geral para ento apresentar a idea enunciada.
E nada mais haveodo a tratar encerrou-se a
sesso.
Jos Teixeira Basto,
Vice-presidente.
Manoel Alves Cuerra,
_________________ Secretario.
27
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25
23
21
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12
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9
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7
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3
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2
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2
2
1
1
1
l
1
1
1
1
_r
^Correspondencias.
Senhores redactores.No Diario de Pernam-
bueo de 10 do correnle, deparei com um aran-
zel firmado pele padre Francis.-o Virissmo Ban-
deira. residente e mestre de primeiras letlras no
pequeo povoado do Beberibe, onde tambem
resido.
Eu nao dara a menor resposta ao Sr. padre
Bandeira, se elle se sivesse limitado miaha vida
particular, ou aos- meus actos como cidado ;
mas elle foi muito alm, calumoiando-me como
agente da autoridade policial, em cujo caso, de-
vo, nao a elle, mas ao publico salisfaego da mi-
nba conducta.
Diz o Sr. padre Bandeira, que sou incapaz de
exercer o cargo de subdelegado, porque sou ge-
ralmente conhecido de todos quantos habitare
aquella povoago, e digno de severa punigo pe
meu procedimenlo moral e policial ; ao mesmo
lempo queconfessa, com urna iogenuidade infau-
til, que al hoje ninguem denunciara de mim,
nem se queixra conlra o que elle chama meus
mos feilos I
E' pois o Sr. padre Bandeira o primeiro que
se queixa, e porque? mais adianle diremos a ra-
zo. Entretanto vamos aos fados, ou aos itens
de sua furibunda aecusago.
Accusa-me o Sr. padre Bandeira de haver
sido testomunha em urna queixa, que elle dra
contra Antonio Chrispiniano Padilha por injurias
verbaes ; e eomo que inculca, que eu fdra ex-
pontaneamente, com o meu esenvo, para esse
fim. Sinto muito dizer, que o Sr. padre Bandeira
fakou oslo a verdade, pois que tomos-ambos ci-
tados, a requerimeoto do querellado, pera com-
parecermos em jeizo, e obedecemos.
Diz igualmente o Sr. padre Bandeira, que o
meu juramento fra infiel, e para prova-le cila
o fado de haver o juiz municipal da primeira
vara do Recife representado ao chefe de polica
contra a infidelidade de outro juramento como
autoridade, por haver eu qualificado, per influen-
cia* eleiteraes, pessoas moradoras no Recife I
Ora, ainda quando eu qualiffeasse urna pes-
soa que nao residisse no meu distrido, nao ha-
veria para isso necessidade de uta juramento, e
por coosequencia nem quebra nem infidelidade ;
seria quando muito erro de ofiicio, mas nio
perjurio.
E porm o que sabe dessas cousas o Sr. padre
Bandeira ? A primeira parvoice, que lhe lem-
bra, serve-lhe de aecusago, e vai andando seu
camioho. E' certo que houve represeotago do-
juiz muoUipal, que eu fui ouvido e respond ao
Dr. chefede polica, e por tal maneira que a re-
presenlago cahio por sua propria natureza.
Todava, o que ha de admirar em tudo Isto 6
![ue seja o Sr. padre Bandeira quem record essa
acto I Creio que trata do meu attestado de resi-
dencia dado aos Srs. Aotuaes I Pois bem.saiba o
respeitavel publico, que existe em mea poder um
docaraeoto do mesmitsimo Sr. padre Bandeira,
aiteslando a moradia daquelles senhores na po-
voagao de Beberibe, em tudo conforme com o
meu attestado : Ha nisso boa f ?
E' inteiramente falso tudo quanto diz o Sr.
padre Bandeira acerca da desobadiencia de Padi-
lha ao inspector Euialio. Levado o aaesmo Pa-
dilha 4 minha presenga, reconheci que eslava
doeute, e despensei-j) do servigo para que fdra
chamado.
Em sua torpe algarava, e como paradoestar-
me, o Sr. padre Bandeira accumula sobre o po-
bre Padilha urna serie de crimes, entre oulros,
desertor, ladro de cavalles, ele. I O Sr. Ban-
deira nao medio por eerto toda a profundidade
do abysmo, que est cavando a seus ps I Padi-
lha poderia ehema-lo calumniador sem a menor
respoosabilidade.
Desertor a um homem, que reside ha annos
publicamente, e em faco de todas as autorida-
des, prestando servicos relevantes, taolo que.
arada ha bem pouco lempo, prendeu a um de-
sertor de primeira linha, eme eu mesmo remetti
para o delegado do termo I O Sr. padre Bandeira
perdoe que lhe digamos, nao tem sonso com-
mum 1
Diz maia o Sr. padre Bandeira, que dorante
Irea annos consecutivos alo Instaure! um s pro-
cesse. ao passo que os rimes se succedem quasi '
diariamente na povoago I Aqui alm de urna
calumnia contra mim. ha grave Injuria e calum-
nia contra todos os moradores do meu distrido
0 Sr. padre Bandeira nio s maldizente, tan-
ae calumniador I *
.
I
.?
"\
X.


---...i -;___^.Mi.'.

lARI M IIUUWO^ lEIC-V FB1BA 20 M AGOSTO M 1M1.
<>*
E o que (Mis se potsa acreditar d'eate Sr.
Bandeira, quando se saiba que teoho instaurado
oilo processios crimes, dous em Baberib* e seis
emOHuda? Quera o Sr. padre que eu proces-
sasse a lorto e a direito, qua estabelecesse oa
trihunal de iaquisicao, e trouxesse povoago
em alarma ? Se tal flzesse, dereria comegar pelo
inesmo Sr. padre Bandeira, nao s por (alta de
cumprimenlo de seus dereres, como por provo-
cador, rixoso, perturbador da paz publica...
DI* o Sr. padre Bandeira, que me (itera ad-
meastace pendente por haver exhorbilado meus
deveres com pessoas honestas' t Admoestaglo
prudente, coma se elle fdra capas da menor pru-
dencia 1 E como se atreve a reeordar um (acto,
de que se dereria envergonhar, se o menos
como sacerdote tivesse ura pouco de pejo I Em-
im elle quem me provoca.Sua alma, sua
palma I
Tendo recebido repelidas qoeixs verbaes do
irregular precedimento de urna mulher, que se
diz prima e mais alguma cousa (com geral escn-
dalo da populacho) do mesmo Sr. padre Bandei-
ra, dirigi-me pessojilmente a urna vendla, que
a tal mulher administra, e eai termos habis a
censurei, admoestando-a para que se cohibase
do procedimeuto criminoso, que tioha coa os
seus vizinhos j maltratando-os com palavra,
offensivas, ji promoreado lixas e desaguisados
a ponto de chamar a allengo da autoridae po-
licial, etc.
Foi justamente nesse momento qaaodo me
appareceu o dito padre Bandeira furioso, toman-
do as dores pela prima,] (Dos me perdoe, nao
aou eu que o digo nem oalfirmo) e ameacaudo-
xoe com a iraprensa, e oulros destemperos deste
jaez. Desprese* as baforadas desse energmeno,
e cumpri cosa o meu dever.
Eis ah o qae me diz respeito como agente da
autoridade publica : agora tratarei do que disse
o mesmo pjdre contra mim como ciJado, des-
presando profundamente tudo quaoto avancou
acerca da minha vida privada. Nao de certo o
Sr. padre Bandeira quem a *ale respeito nao po-
de atirar a primeira pedra !
Cometa por apregoar as mmhas faganhas como
outr'ora traficante e importador negreiro da Cos-
ta da frica 1
&' verdade que como cspitio e piloto naveguei
algumas vezes para a Costa da Afria al 1829,
em que deixei a carreica, e estabeleci-me nesta
cidade. At ento o trafico era tao lcito como
oulro qualquer genero de commercio, pois que
s fdra abolido pela lei de 7 de novembro de
1831.
Sabe toda esta ciiade que, durante quioze an-
uos. Uve um armazem de vidros e tanque de
agoa junto da cadeia velha, e ha deseseis aonos
resido na povoago de Bebaribe, onde sou pro-
prietario ; sem que desde o dito anno de 1829
tivesse embarcado urna s vez, ou sabido barra
fra. E' portanto maoia de calumniar o que dis-
se o Sr. padre Bandeira a este respeito, ou vicio
de maldizer; vicio que tantos dissabores j Ihe
tem custado I e todava nao se corrige.
Diz mals o dito padre, que fui testsmenteire
do fallecido Regadas I Murcente nao se lembron
de dizer que o testamento era (also 1 Suba tam-
bera o Sr Bandeira, que (ui igualmente procu-
rador do herdeiro, que se achiva no Rio de Ja-
neiro. Eis ahi dous grandes crimes! se que
este padre nao est louce I
Hesido, como j disse, em Beberibe ha 16 an-
uos, e durante todo esse longo espago s leoho
de bera dizer dos habitantes daquelle povoado,
polo nunca thterrompido agasalho que me mos-
trara, pelas maneiras urbanas, com que me tra-
tare ; principal mente a gente honesta do lugar.
Que me Importam os uivos dos caes gosos como
o padre Bandeira, e outro que tal?
Nao troco a minha vida privada pela do meu
calumniador. Quando (ui eu eoxotado de parle
alguma pelos meus moa (eitos, por micha con-
ducta escandalosa, por minhas rii>s, ou por roi-
nhas provoeages? Diz tambem que sou (alto
de religio 1 Deus me livre de protessar tanta
religio como esse maldisente, que devena ter
sempre por diante o evaogelho, que elle ignora,
apezar de o 1er algumas vezes no missal, se
que elle entende o latim.
Professor de primeiraslettras, apenas tem dous
discpulos, sendo um dellesseu proprio coramen-
sal. E quem Ihe confiara seus filhos, se nao
merece a menor confianza dos visinhos, e vem
repetidas vezes ao Recite, onde se demora com
detrimento dos alumnos, se os tivesse?
Quer o publico saber quem o padre Bandeira ?
o mesmo que fdra enxotado da villa da Escada,
onde Ihe fra prohibido pelo diocesano exercer a
mnima funeco do seu ministerio. Dando com
os ossos era Pairas de Fogo, leve de sahir dalli
a passo de cao ; e para ou le nao poderia rollar
sob pena de urna tremenda....
Em Beberibe tem mostrado para quanto presta,
e justificado urna e muitas vezes o bom conceito,
que deixou na Escada e era Pe ras de Fugo. En-
redador, rixoso, briguenlo, provocador; parece
antes um cigano do que sacerdote 1 D que jogador! Com menos virtudes do que es-
sas muita gente boa tem ido parar as gales.
Eis ah o que o padre Bandeira; e se alguem
quizer saber o que elle val;, o que pode, e o
que presume ser, basta recordar-lhe que durante
o processo Padilha ouvio cara cara, e com um
despejo e irapatsibilidade sem igual, dizerera as
testemunhas, que elle era um devasao e----
Entretanto cumpre prevenir, que tudo quanto
eu aqu digo a respeito do Sr padre Baodeua,
nao o digo ea nem o afirmo, mas di-lo toda a
povoaco de Beberibe, dizem-oo a Escada, Pe-
dras de Fogo, e todos quantos tem a desgrana de
o conhecerem.
Deus me perdoe so lenho odio ou desejo de
Tingarme do Sr. padre Bandeira ; nem odio nem
vioganga me movem nesta resposla seno a pro-
pria defeza ; e spesso a Deus, que me livre do
dente viperino de um tal homem ; assim como
que salve a povoaco de Beberibe de semelhante
peste 1
Quanto ao lugar de subdelegado, s o acceitei
como onus imposto por lei; e onas tanto mais
pesado, quaoto e contrario aos meus hbitos e a
minha vida retirada. Entretanto devo coofessar,
que por parte dos meus superiores anda nao me
veio o menor dissabor; eu Ihes agradeco cord-
alaaente a maneira honrosa, com que todos me
tem tratado al hoje.
Antonio Flix dot Santos.
i andsrem fallando com as testemunhas para de-
porem em sentido favoravel, como acooteceu
commigo no caminho da Victoria, que sendo en-
contrado por Hanoel Joaquina de Ferias Brasil,
pedto-me que tivesse pena do Sr. Mello, ao que
Ihe disse que s depone o que se passou commi-
go, e o Sr. Mello, porque para isto dava um ju-
ramento : o que (azendo, muito se molestou o
Sr. Parias, e mais outros que com elle estavam,
os quaes nao prestei atteoco, e nem tratei de
conhec-los por serem pessoas de nenhorna im-
portancia, e sem sigoicago, e o mesmo que
se deu commigo, parece-me que se tem dado
com as mais testemunhas; desta maneira qus
o Sr. Mello, e os seus protectores querem aco-
bertir o seu infame procedimenlo para cora o
infeliz Tavares; <>s protectores do Sr. Mello que
proeurem novos camiahos ; en tudo devo espe-
rar do Sr. Mello, poique o da do beneficio a
vespera da ingratidao, o Sr. Mello nao se lera*
bra quando elle em das de (eir para mim. re-
corra afim de emprestar-lhe dtnheiro, e de cujas
quantias anda estou no desembolso, dessas cou-
sas e de outras S. S. muito esquecido, e las-
timo que o Sr. Mello pralique assim com todos
aquelles que o tem beneficiado, e para exemplo,
ahi estio na comarca do Limoeiro o Drs. Lou-
reuQo Francisco de Almeida Calanho, Maceo Tu-
lio dos Res Lima, Christovo da Rocha Cuaba
Soutomaior, que tendo por elle pago a quintia
de trezentos mil res da compra de um relogio
que o Sr. Mejdn zera a Antonio Jos Dourado,
para este nao mandar penhorar-lhe os bens, e
nao tendo elle ainda pago ao Sr. Soutomaior, o
Sr. Mello o pago que Ihe deu (oi dar delle urna
queixa ao Sr. presidente por crine de (alsidade,
pelo que (oi processado, e servia de tettemunha
ao processo 1 isto muito infamo, s Jos An-
tonio da Silva e Mello capaz de acto to negro
e deponente, as pessoas que beneficios tem (eito
ao Sr. Mello sao aquellas das que elle mais de-
pe; felizmente S. S. j vai sendo conheci lo,
salvo por alguns imperrados, e rancortosos, para
os quaes es infamias do Sr. Mello sao virtudes:
en nao continuo senhores redactores, porque se
continuaste a contar e discrever a vida de Jos
Autonio da Silva e Mello, era um nunca acabar
de ludo quanto de mo: publicando estas li-
onas de um plantador de man lioca, muito obri-
gar ao seu leitor.
Villa do Limoeiro 7 de agasto de-1861.
Jote Theodoro Pessoa de lbuquerqut.
Observatorio do anenal de maana, 19 de
agosto de 1861.
BoatAHO Stepplk,
1* teneote.
Editaesa
Parante a cmara raucipal desta eidsdeirao
aipraja nos das 19, 22 e 26 do correnle para se*
rem arrematadas por um annoa s seguintes rendas
municipses:
Imposto de afTericoes.....15:301#QOO
dem de 500 ris por cabeca de
gado...........18:5308000
COMERCIO.
Alfandega,
Rendlmento do dial a 17. .
dem do di* 19. .... .
274:5865957
17.977|581
292 564^538
Movlmento da alfandegra,
Volumes entrados com fazendas.. 237
> com gneros.. 191
Volumes
a
sabidos
>
com
com
fazendas..
gneros,
------428
118
252
-----370
Descarregam hoje20 de agosto.
Legre ioglezN. E. V. A.carvo.
Patacho portuguezJareovanos.
Barca ioglezaIntuaiaslamercadorias.
Barca americanaW. Henriquetaboado.
Barca portugueza Flor de S. Simio carvo.
Barca americanaImperador(arinba e (arello.
Polaca hespanholaIndiacarne de charque.
Brigue inglezBusybacalho.
Importaeao.
Brigue ioglez Bnsy, viuva de Terra-Nova, con-
signado a Games Crabttree & C. manifestou o se-
guate : .
1.490 barricas bacalho ; aos consignatarios.
3797 ditas dito; a Johnston Pater & C.
Cter nacional Emma, viodo do Penedo, con-
signado a Galvarino Jos de Moraes, mauifestou
0 seguinte :
liO esleirs de peripiri ; a Francisco Luiz de
Oliveira Azevedo.
139 saceos milho, 21 ditos arroz com casca, 2
ditos farinha de mandioca, 3 barris azeite de ma-
mona, 27 arrobas de sebo era rama ; a Moreira
& Ferreira.
Hiate nacional Sania Luzt'a, viudo de Ma-
co, consignado a Manuel Lopes Machado, ma-
nifest u o seguinte:
109 alqueires de sal, 6 garajos com agulhas
seccas, (20 milheiros), 1 dito 6 arrobas de cagao,
1 dito 3 ditas de carne, 1 couro salgado; a or-
dem.
Hiate nocional Beberibe, vindo do Penedo
consignado a Pedro Borges deGerqueira, maui-
festou o seguinte:
128 alqueires de milito, 18 ditos de arroz com
casca, 30 esleirs de periperi; a ordem.
50 latas oleo de ricino, 75 caixas charutos ; a
Francisco Luiz de Oliveira Azevedo,
Exportaba.
Dial7 de agosto.
Galera franceza Solferino, para o Havre car-
regaram:
F. Souvage & C. 400 saccos]com 2,000 arrobas
de assucar.
Barca iogleza Margareth Ridley, para Liver-
pool carregaram :
Sauuiers Brothers & C. 1,200saceos com 6.000
arrobas de assucar.
Hecebedoria de rendas internas
geraes de Pernambueo.
Rendimento do dia 1 a 17. 20:768^166
dem do dia 19....... 3:1849834
Pelo presente sao chamados, perante o con-
seibo de revista, na casa das sessoes da cmara
municipal, do dra 22 do correte, s 10 horas da
machia, os guardas naeiooiei, abaiio declarados
afim de serem inspeccionados por junla medica.
Joaquim Antonio Pinto Serodio.
Napoleso Olympio P ralis.
Estevao Candido da Silva.
Floriano Jos Dnarte.
Jos Domingues Lourenco Pereire.
Francisco Fernandes de Mello.
Jos Francisco do Reg Medeiros Mello.
Jesuino Rodrigues Cardse.
Laurentino Teixeira da Silva.
Gustavo Augusto de Figueiredo.
Jos Fernandos de Mello.
Francisco Hsrmagenea Corris da Albuquerque.
Irioo Cavalcanli Filgueiras de Meaezes.
Jos Antonio Pereira.
Joao Francisco Garneiro.
Maaoel Jos dos Sanios.
Joaquim Pinto de Barros.
Joaquim Gregorio dos Reis.
Sala das sessoes do conselho do revista, 17 de
agosto de 1861.O secretario do conselho, Fir-
mioo Jos de Oliveira.
O Illm. Sr. inspector da Ihesooraria pro-
vincial-manda fazer publico para conhecimento
dos interessados o artigo 48 da lei provincial n.
510 de 18 dejunho do corrate anno.
Art. 48. E* permittido pagar-se a meia siza
dos escravos comprados em qualquer lempo an-
terior a data da presente lei iodependenle de
revalidacao e multa, urna vez que os devedores
actuaos deste imposto, o facam dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, os que nao o fizerem (Icario
sujeitos a revalidadlo e multa em dobro, sendo
um ter;o para o denunciante. A thesouraria
far annunciar por edilal nos primeires 10 das
de cada mez a presente dispos$io.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambueo 8 de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'Auounciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprlmento de resolucaa da junta
da fazeoda manda fazer publico, que a arremata-
gao do rendimento do pedagio da barreira da Ta-
caruna foi transferida para o dia 22 do cnenle.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambueo 14 de agosto de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciaeio.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento de resolucio da junta
da fazenda, manda fazer publico que a arremata-
gao do foroecimeoto de alimentario dos orphaos
do collegio de Santa Tbereza em Oliuda, e das
orphas do collegio desta cidade, anDuneiada pa-
ra hoje, fieou transferida para o dia 22 do cor-
rente.
E para constar se mandou affixar o presente e
pnblicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambueo 14 de agosto de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciaeio.
dem de mscate e boceteiras 203*000
dem de medidas de farinha 1:702(000
dem de 40 ris por p de co-
queiro.......... 434>20
Alugael da casa da Soledad* 144(500
Dito dos talbos dos agougues 9
Os que pretenderem arrematar, nao poderlo
licitar sem que teoham apreseutado antes dos in-
dicados diai as habililacoes de seos fiadores, os
quaes devera mostrar que possuem bens de raz,
livres e desembaracaaos, nao se admittindo car-
tas de responsabiliaade.
Pago da cmara muaicipal do Recite, em ses-
so de 12 de agosto de 1861.Jos Sezario de
Mello, pro-presidente. Francisco Canuto da
Boaviagem, official-maior servinde de secre-
tario.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para foroecimeoto
do arsenal de guerra, tem de contratar os gneros
alimenticios para o rancho da compaohia dos
menores do arsenal de guerra oes raezes de se-
tembre e outubro protimos vindouros.
Pao de 4 oncas, bolacha, cha hysson. assucar
refinado de segunda serte, manteiga francesa,
caf em grao, carne verde, carne secca, farinha
de mandioca da trra, azeite doce de Lisboa, vi-
nagre dito, bacalho, (eijo muMioho ou preto,
arroz do Maraohio, toucioho de Lisboa.
Quem quizer vender taes gneros aprsente
as suas propostas em carta (echada na secretaria
do conselho, is 10 horas da manhia do dia 28 do
orrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para (orneeimento do arsenal de guerra, 19 d<
agosto de 1861.
Be*to Jote Lamen ha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
cebe carga al o dia 19 ao meio di*. Paes*gei-
ros e dinherro a frete at o dia da sabida 1
hora escrfptorio no Forte do Mattos o. 1.
Almirante.
Sague para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante, capillo Henrique Correia Pteitss, o
qual tem parte da carga prompta : para o reato
que Ihe, falla e escravos a (rete, trala-se com
Azevedo & Hendes, ra da Cruz n. 1.
O palhabo.te nacional Dous Amigos, capillo
Francisco Jes de Aranjo, segu para a Baha em
poneos das ; para o resto da carga que Ihe falta,
trata-se com seo consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Dos n. 12.
THETRO
DE
Declara v-ift.
23 953J200
Consulado provincial.
Rendimento do dial a 17. 31:589*576
dem do dia 19.......3:0928080
34 8818636
Senhoret redactores. Nascido e creado no
matto nunca pensei que me visse obrigado a re-
correr a imprensa, porm infelizmente um aven-
tureiro que veio buscar fortuna em minha pobre
comarca, que alo tendo um oomee nem prece-
dentes de familia me abriga a vir procurar 33 co-
lumnas de seu jornal para restabelecer a verdade
dos factos adulterados por este aventureiro, as
columnas do Comtilucional. Em das do mez
de julho foi dada perante a delegada da comarca
do Limoeiro urna queixa por Francisco Tavares
contra Jos Antonio da Silva e Mello pelo crime
de estelionato este senhor nio podeodo defen-
der-se dessa aecusacio que mu merecidamente
pesa sobre elle, procura enrolver-me comsigo,
como se eu tivesse o habito de praticar (actos
que me deahonrassem, e disprestigiassem pe-
tante os meus comrcaos; mas o que se pode
esperar de um homem que procurou-me fazer
passar perante as autoridades da comarsa como
faquuta e desordeiro? tudo se deve esperar de
m carcter como o de Jos Antonio da Silva e
Mello. Diz o Sr. Meti no Constitucional n. 105,
que en o procqrei para defender a lavares;
inexacto que en pracurasse a este senhor como
a qualquer oulro para defender a Tavares, com
o qual nao tenho parentesco, e nem amizade al-
guma, o que houve foi o seguinte: tendo en ido
a casa do Sr. Mello, para elle tratar de urna
queatao misma, qae ajustei com eUe e pagoei-a,
elle ate perguoton se Tavares nio tioha advera-
do que o defendesse, ao que Ihe respond, que
nao ; e que elle s possuia um animal, que no
acto da priio me fizera entrega para guardar; e
a isto o Sr. Mello reapondea que o defenda por
cem mil ris, assim alguem Ih'os quizesse dar,
ao que Ihe disse que nio sabia quem os dara :
passados lampos recebe ubi certa do Sr. Mello
pedindo o eavallo e inmediatamente entreguei,
por duvidar qtre elle fosse eapsz de um acto in-
fame; maseoganei-me ; e admirado fiquei quan-
que ea eobraese sesseota mil ris de um tereeiro"
imaginado peto Sr. Mello qae tioha de Ibe dar
em mil reie, para dar a mulher de Tavares, a
-qoat nao dea reapoata por eeoheear que havia mi
t da parte deste senhor: no labbado rinde
villa iaterroguei a Tavares. e diese-me lie que
io fiaera entrega de eavallo a anegese, e im-
Brediatameete tome! testemunhas diaso J pre-
bendo o cavalherismo do Sr. Mello; e agota que
Tavaves denoneia desse senhor, ella trata da ae
evlv*r c*nsigo, pern paiece-m* que nio
conseguir; o Sr. Meato precedeu de tanta as f
ueste ac qu oseen* protelore* sao os primeiroa
safOTiBtenlo .Vario entrado no dia 18.
Pnelo4 das, hiate nacional Beberibe, de 31
toneladas, capillo Bernardiao Jos Bandeira,
equipagem 6, carga milho e arroz; a Luiz B.
de Siqueira.
Navios sahidos rto mesmo dia.
AcaracHiate nacional Sanca Cruz, capitia
Jos Victorino da* Neres, carga fazendas e
outros gneros.
LisboaBrigue portuguez Amalia I, capitio Jo-
s de Souzi Amellas, carga assucar e mais
gneros.
MontevideoBarca nacional Castro III, capillo
Antonio Gongalves Torres, carga assucar a ou-
tros gneros.
Navios futrados o dia 19.
Lisboa32 dias, brigue portuguez Relmpago,
de 235 toneladas, capilla Joio Xavier da Fon-
ceca, equipagem 16, carga vinho, batatas, ce-
bollase outros gneros ; a Thomaz de Aquino
Fonceca.
Navio3 sahidos no mesmo dt'a.
Rio de JaneiroCorveta nacional Berenice, cora-
mandante o capillo-tenente Jlo Carros Ta-
vares.
w
e o. * w fieros.
o * *> c B G ai kthmotphera
S * PICA *3 e O Dirtccdo. 4 H e
* V * 53 3 o Inttnsidadt.
~* -4 i Fahrtnheit. 1 m m M e H M 4 9 e
ce e* s o o (3 ee "oo Ctntigrado.
3 8 ,2 a o ffygrotnttro.
o o 1 J o o Cislernm *ye>e-mttrica.
s
a

a *.
Fnnct.
I -5 a S 5 ^-
o
ea
ce
pj
51
fr*aeo|e seaim amaama-
c* ce
A tvoil* clara,
cee.
OSCUaCai D* *H.
Pre*m*r Qb. 30' 4* Urde, altara 5,4 p
Ballenera*9 hSO'da
*.
Wt*
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para feraecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para o fardamento de 9(9 recrutas apurareis
nesta provincia com destino corte.
949 mantas de lia.
949 bonets.
949 grvalas.
144 1/4 covados de panno preto.
4745 varas de brim branca.
2372 1/2 varas de algodiozinho.
Para provimento dos armazeas do almoxarifado
arsenal de guerra.
20 duzias de taboaade louro de assoalbe.
SOduzias de taboas*de pinho americanas.
234 covados de baetilha para saceos de pega de
differeotes calibres.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretara do
conselho, s 10 horas da manhia do dia 26 do
correte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para (orneeimento do arsenal de guerra, 19 d
agosto de 1861.
Bento Jote Lamen ha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaqium Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
A compaohia de cavallaria precisa comprar
cavallos no prsenle semestre, sendo ditos ani-
maes com as qualidades seguintes : 50 pollega-
das do altura, novos.saos e mansos com prefe-
rencia castrados : quem propozer-s ao (orne-
eimento de taes cavallos pode comparecer na
secretara da compaohia oo dia 23 do correte
das 10 horas ao meio dia, pois que ser preteri-
do aquelles dos concurrentes que mais vanta-
gem offerecer a fazenda nacional.
Quartel no campo das Princezas 19 de agosto
de 1861. = Manoel Joaquim Machado, tenente
commandante interino.
O lanzador da recebedoria de rendas inter-
nas geraes, de confurmidade com o art. 37 e seus
do decreto de 17 de margo de 1860, continua
no di* 19 do correte mez a fazer a collecta as
seguintes ras : Encantamento, travessa do Vi-
gano. Cacimba, Mal re de Deus, travessa da mes-
ma, Burgos, Cordoniz, Lapa, Moeda, Araorim,
largo da Assembla e costa do bairro de Recie,
dos impostos a que estao sujeitaa as lujas e casas
commerciaes e outras de diversas ciasses e de-
nomioaedes ; avisa aos donos dos seus respecti-
vos estabelecimeotos. para que tenham presente
no acto da collecta os recibos papis de arren-
damento de suas casas, visto que elles tero de
servir de base ao processo do lancameoto. Rece-
bedoria de Pernambueo 17 de agosto de 1861.
Jos Theodoro de Sena.
Arsenal de guerra.
Por ordem do Illm. Sr. corooel director do ar-
senal de guerra se faz publico qae nos termos do
aviso do miuisterio da guerra de 7 de maree de
1860, se tem de mandar manufacturar o seguinte:
678 frdelas de brim.
678 calcas de brim.
678 camisas de algodiotioho.
208 pares de polainas.
80 colchas de chita.
Quem quizer arrematar o fabrico de ditos arti-
go* oo praso de 25 dias, comparega na sala da
directora do mesmo arsenal, pelas 11 horas da
manhia do dia 21 do correnle, com saa proposta
em que declare o menor prego, e qual sea fiador.
Arsenal de guerra de Pernambueo 17 de agos-
to de 1861. amanuense,
Joio Ricardo da Silva.
. Porjesta subdelegara se fas publico, qae se
acham depositados dous cavallos, nm rodado, e
outro russo pedrez. o* quaes foram remedidos
pelo inspector do Tegipi, por os ter encontrado
dentro doi malos amarrados, e serem estrechos
ao lugar, indicando serem furtados: quem sejul-
garcom direito, comparega que provando Ibes
serio entregues.
Subdelegada de* Afbgados, 12 de agosto de
1861.
O subdelegado,
Jos Francisco Carneiro Mooteiro.
Collectoria provincial de
Oliuda.
O colla**or de rendas prorinciaes de cidade de
Olinda manda fazer publico pelo presente que
tem designado oa dias de segunda, quarta e sex-
ta-feira da semane para proceder oa lenca montos
da decima urbana, e das imposto* de 4 iO sobre
o aluguel da* casas de diversos estaaelecimeotoB
commerciaes, de 8 0[0 sobre o alugnel das casas
em qae eetiverem ea escriptorios, de 20 OfO de
agurdente do consumo, de 5>0|0 sobre es ala-
guis da* casas pettencentea s cerperac.ee* de
mi aorta, edo impoeta sobre o* carros de pee-
seio e de aluguel, para o aune tnancetro de 1861
a 1862 ; e que no* oalres dia* da semana conti-
nuar a arrecadago da decas* urbana perten-
cente ae sereieis de 6f a INI, da divida ac-
tiva, e mais imposigoes a cargo da mesraa col-
r lectora.
CoUeciorta provincial de Olinda 29 de julho de
'MCUO etenvio.
Joio Osacelre* Rodrigue* Frenes
Santa Isabel.
EMPREZA-GERIYIANO.
29 RECITA DA ASSIGNATRA.
AMANHA
Qu a Ha-fe ira, 21 de Agosto de 1861.
Subir lacena a muito excelleote tragedia em
cinco actos,
Nova Castro
que terminar com a brilbaote e pomposa sce-
na da
C01lOAlO. *
Toma parte toda a companhia.
Terminar o espectculo com a sempre
applauddi comedia em um acto.
COXPAMHA PERMBlCm
Navegaco cosleira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Asiu'. Aracaty, Ceara'.
O vapor clguarass, commandante Moreira,
sahir para os portos do norte at o Ceari oo
dia 22 do correte s 4 horas da tarde. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Eocommendas,
passageiros e dinheiro a frete al o dia da aahid
1 hora : escriptero no Forte do Mattos n. 1.
______Lftiloes._______
LEILO
DE
FAZENDAS
a retalho.
muito
lima mulher por duas horas
Comecar s 8 horas.
Quarta-feira 21 do corrente.
Antune* continua a fazer lei'oes de fazendas s
retalbo, de todas as qualidades que procurarem
na ra do Imperador n. 73, cujas serio entre-
gues sem reserva de prego, no da cima desig-
nado as 11 horas em ponto.
AtKb diversos.
LOTJtli
No dia 31 do corrente andarlo im-
pretenvelmente ai roda* da quarta
parte da nona lotera a beneficio da
matriz da Boa-Vista desta cidade; os
bilhetes e meio bilhetes acham-se a
venda na thesouraria das loteras ra do>
Crespo n. 15, pavimento terreo, e as
casas commisiorjdas do costnme. Os
premios serao pagot em continente a
entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Je se' Rodrigues de Souza.
ASSOCIACAO
COMMERCIAL BENEFICENTE
DE
PcraamWeo,
A direc^ao da Associacao Commercial Benefl-
oente convida os senhores socios effectivos pare
a reunio extraordinaria de assembla geral no>
dia 20 do correte, afim de se tratar de negocio
urgente e de grande traoscedeocia.
Sala da Associacao Commercial Beneficente de
Pernambueo 14 de agosto de 1861.
Manuel Aires Guerra,
secretario.
Pelo preseate, e faz publico para conhecimen-
to dos senhores (ocios da associacao de soccorros
mutuos e Lenta EmancipaQio des Captivos, que
oa reuniao geral de 15 do correule, foi julgadav
dissolvida a sociedade, e nomeada urna cemmi*-
sio para tratar da liquidaclo da mesma.
Recite 16 de agosto de 1861.
Modesto Francisco das Chagas Canuabarro,
Ex-presideole.
Caldino Jos Pere* Campello,
Ex Io secretario.
Domingos Soriano Cardim,
Ex 2* secretario.
Albino de Jess Bandeira,
Thesoureiro.
Precisa-se
de urna ama de Ieite sem filho : em Fra de
Portas ra dos Guararapes n. 30.
Para o Illm. Sr. Dr. ehefe
LEILAO
Avisos martimos.
Vende-se a escuna portugueza Emilia, de lote
de 108 toneladas purtuguezas, bem construida,
forrada e encailh ida de cobre, muito veleira e
preparada a navegar para qualquer parte, tendo
ido empregada desde que sahio do estaleiro a
conduzir fruclas de Lisboa para a Inglaterra:
quem a pretender pode examina-la no ancora-
douro deste porto aonde seacha fuodeada, e pa-
ra tratar no escriptorio de Azevedo & alendes,
ra da Cruz n. 1.
Quarta-feira 21 do corrente
Aotunes vender por todo preco trastes de to-
das as qualidades, que estaro patentes vista
do comprador no dia cima designado as 11 o-
ras em ponte.
Bem como,
1 carro de 4 rodas em muito bom estado que ser
entregue por todo prego obtido.
Transferencia
de polica
ver.
Constando-me que a Sra. Feliciana
Olimpia se propoe a fugir com a africa-
na livre que esta' reduzindo a esa a vi-
do, afim de escapar a vendida da lei,
apresso rae a dar disto ciencia ao Illm.
Sr. Dr. chee de polica, a quem se
acha aleclo este negocio, para que S. S.
tome as providencias que no caso cou-
ber. Recie 19 de agosto de 1861.
Joaquim Affonso Ferreira de Mello.
A cotjfraria da gloriosa Santa Rita de Caseta.
contrata com quem por menos fizer sob as con-
diedes abaixo declaradas a seguiote obra:
1. Levantar as paredes Diestras de ambos os
11 bo- corredores e consistorios a altura correspondente
as cobertas do corpo da igreja e capella-mr,
afim de car era urna s agua de cada lado com.
a competente cornija o revoco.
2o. Fazer e collocar cimetricamenle 12 janel-
s novas e regulares com todos os pertentes.
DO
IIILM)
Par* Lisboa e Porto
Segu com brevidade a barca portugueza cSan"
ta Clara, capitio Antonio Ventura dos Santos
Neves, para carga e passageiros, tendo para estes
encllenles ciromodos: trata-se com Azevedo &
Hendes, ra da Cruz o. 1, ou com o capillo na
prega.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
At odia 20 do corrente esperado dos portos
do norte o vapor nacional Paran, commandan-
te o capitio tenente Jos Leopoldo de Norooha
Torrezio, o qual depois'.da demora do costume
seguir para os portos do sul.
Eogaja-se desde j carga que o vapor poder
conduzir, a qual de-ver embarcar no da de sua
chegada, recebe-se passageiros, eocommendas o
dinheiro a frete, at o dia da sabida as 3 horas
da tarde : agencia roa da Cruz n. 1, escriptorie
de Azevedo di Hendes.
Para o Aracaty
sahe com bravidade e hiate Dois Irmos, ji
tem a maior parte da carga, para o reato trata-
se cora Hartins & Irmo, ou com o mestre Joa-
quim Jos da Silveira.
Lisboa e Porto
sahir com brevidade a barca Flor de S. Si-
mo' por ter parte da carga prompta : para o
resto.e passageiros, trata-se com Carvalho, No-
gueira&C, na ra do Vigario n. 9. primeiro
andar
**a oAss e Aracaty
segu cij tioucos dias o hiate cCamaragibe por
j ter a maior parte do seu carregamento ; a tra-
tar na ra do Vigario o. 5.
I
Acarad!'
Jos
O veleiro Garrbaldi, mestre Custodio
Vianna : a tratar com Tasso Irmos.
Porto por Lisboa
Segu em breve* dias a barca nacional There-
za I por tersas carga engajada e parta deUa ji
a bordo, recebe nicamente passageiros, para o
que Isa excdanles coramodos, e trata-se com
Baltar & Oliveira, rus daCadeia do Recite d. 12.
Bfihia.
Segu a sumaca Hortencia, capitio Belchiot
Maciel Araujo J para o resto da carga que Ihe
falta e passageiros, trata-se com Aie des, ra da Cruz n. 1.
Quarta-feira 21 do corrente.
O agente Costa Carvalho continua no
da cima as 11 horas em ponto o leilo
da louqa e vidros existente na loja da
ra larga do Rosario n. 32, sem reser-
va de preco-
LEILAO
DE
2 meia-aguas,
Te^ca-feira 20 do corrente.
Costa Carvalho fara' leilao no dia ci-
ma as 11 horas em ponto em seu arma-
zem na ra do Imperador n. 35, de 2
meia-aguas sitas no becco do Monteiro
n. 8, treguezia de S. Jos, com quintal,
cacimba, 2 quartos, sala em cada urna
della, situadas em solo proprio.
LEILAO
A 20 do corrente.
C. J. Astley & C- faro leilo por intervengo
do agente Oliveira, de avallado sartimeoto de
fazendas as mais proprias do mercado :
Terca -feira 20
do correte, s 10 horas da manhia, ne seu ar-
mazem da ra da Cadeia.
LEILO
DE
MOVIS.
Quinta-fe ira 22 do corrente.
Costa Carvalho fara' leilao no dia
cima as 11 horas em ponto de diffe-
rentes movis depositados em seu ar-
mazem na ra do Imperador n. 35.
Tambem
vender' varias obras de direito e
dicina.
me-
LEILO
DE
COMPANHIA PBfWAMWBCAIfk
DI
Navegaco cosleira a vapor.
O vapor Perrnunoa, commandante- Mosta,
Sus viagem para os portos do ui de saa ea-
i m dia 90 de agesto 4 hora* da tarde. *
lima bareaca
O agente Hyppolito vender' em lei-
lao urna bareaca que se acha fundeada
no caes do Forte do Mattos, por traz dot
armazens alandegados do Sr. barao do
Livranaento, a qual vendida por con
ta da watta de Jote Marti ni ogueira
de Mello, eteusado dizer o estado del-
la porqu esta' fundeada para ser esa
minada : quarta-feira >U ok> corrente
i as 11 horas em ponto no referido caes*.
i
bem como duas portas; sendo igualmente obri-
gado a ira vejar nSo s os corredores como os con-
sistorios em ordem de (car em estado de recebec
forro.
3". Ser obrigado a desmanchar a sua custa
toda obra velha precisa, podendo empregar na
aova os materiaes e maJeiras que estiverem em
perfeito estado : sendo igualmente obrigado a
algamassar o teihado as parles que forem pre-
cisas.
Condigdes.
Io. O empreiteiro ser obrigado a principiar a
obra dentro de um mez, e concluida dentro em
dous mezes, sob pena de 200$ de multa.
2. Ser obrigado a dar todo material e madei-
ras precisa, e da melhor qualidade, que devera
ser inspeccionados pelos membros da commissov
assim como a receber aquelles qoe durante a
obra forem dado a irmandade de eslilas pelo
prego que convencionar com a commisso.
3o. Os pagamentos serao feitos em tres presta-
coes a primeira no cometo da obra, a segunde
quando estiver em meio e a ultima quando ti*er
coocluido : devendo para isso prestar urna Ganga
equivalente a primeira pre&lago e multa.
4. No caso de demora ou falta de cumprimen-
to do contrato ser a obra concluida por admi-
nistragio a custa do empreiteiro e seu fiador
que serao mponsiveis pelo que exceder.
5a. A obra ser inspeccionada pela commisso
encarregada della todas as vezes que julgar con-
veniente ; em caso de duvida nao expecificada
no presente contrato ser ella decidida por arbi-
tros dando o empreiteiro um e a commisso ou-
tro, e no caso de desceocordancia deiles ser des-
empatado por um tereeiro que ser tirado a
sorte.
Os oreteodeoles poderao apreseotar as suas
propostas em carta fechada at o dia 2A do cor-
rente entregan Jo-as oa referida igreja ae guarda
da mesna, o qoal se acha autorisado nem s para
este ftm como igualmente para deixar examinar
o estado das obras que se tem de fazer.
Recie 19 de agosto de 1861.J. F. Gomes,
memoro da commisso.Ismael Amavel Gomes
da Silva, thesoureiro interino.
Attenco para passar a testa*
Aloga-se urna -easa terrea na povoaco do
Monteiro, tem commedos para grande familia*
com quintal murado e cacimba, com porteo pare
o rio ; a tratar na ra do Queimado loja de ferra-
5ens n. 28
Na typographia da Ordem pre-
cisa-se de um compositor.
Aluga-se o primeiro andar do
sobrado n. 20 na tua Velha, concertado
e pintado de novo, com cojgmodos pa-
ra grande familia : a tratar na Boa-Vis-
ta ra do Sebo n. 2i.
Feijo amarello a
10,000
de Lisboa superior, vendem Moreira &
Ferreira ra da Madre de Deo n. 4.
- O Sr. Jos Bernardino de Souza
Peixe, queira annunciar sua morada
que se Ihe Drectsa fallar.
As audiencias do juizo especial do
commercio continuara nat quintas-fei-
ras de cada semana; porem ao meio
dia em ponto. Por urdem do Dr. juiz
substituto em exercicio.O escrivo,
Manoel Mara Rodrigues do Natcimento.
Vende-se superior vinho de Bor-
deaux em quartolas, chegado pelo ulti-
mo vapor trancez : em casa de Tisset
Freres ra do Trapiche n. 9.
PLiUUGUBUTHOLME*
Ra larga do Rosario n. 36
Rob l'Affecleur.
Pilla de Anexos.
Pilulas americanas.
Vermfugo inglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloway.
QJSW
oobarto* *de*cob*rto*r pequen** grande*, ib
ouro patsate inglez, par homeneteafcor* d*
M do maiaere* fabricantes de Lrrsrpool, vis-
dos pelo ultimo ptqajta inglst : so eistda
SonthallMellorCj


(*)
D1AII0 M P1WUMDOO. *- TEI^ FEIRA 10 DE AGOSTO DE 1861.
Ltm Soulan, cutileiro e armeiro francez, participa ao respeitavel publico
e especialmente aos seus freguezes quemudou sua officma da ra dai Cruz pa-
ra a ra da Imperatriz n. J3, aonde continua amolar todos os dias e a fazer
concertos, reparos e obras novajjendentesasuaarte com promptidioe barateza.
Fundico
de bronze.
Na bem ronhecida fabrica de fund?5o, latoei-
to e funileiro da ra Nova, defroole da Cooce-
c.ao, contina a fazer todas as obras tendentes s
mencionadas artes e offlcioas cima ditas, como
sejam : bronze para engenho, parafusos para di-
tos, e ludo quanto necessario para tal mister,
tudo mais barato do que em oulra qualquer par-
te, e bem asaim, alambiques, serpentinas de co-
bre, e tudo mais coocernente a caldeireiro, obras
de iato com a roelhor perfei(io possivel, obras
douradas e em lato para militares, como sejam,
apparelhos para barretinas, ferragens para telina
e talabarte de qualquer arma, boldea de todos os
nmeros, dourados, bronzeados e em amarello,
obras de folha superiores por serem os artistas
que as fabrican) joroaleiro e nao empreiteiro, que
como se sabe, nunca as obras que sao feitas de
empreitada sao pereitas, tudo muito barato: na
ra Nova d. 38.
SIGMLDEGR4IDU).
Inflamnia^ao do baco.
Eu abaixo assignado declaro, que lendo minhs
mulher padecido por espaco de 11 annos de urna
iolammacao no ba;o que the causava muito can-
saco, e nao sendo possivel obter raelhoras, lti-
mamente applicaodo as chapas medicioaes do
Sr. Ricardo Kiik, escriptorio na ra do Parto n.
119, sem dieta alguma e sem causar-lhe o menor
soiTrimento, fcou perfeitamente boa. E por isso
em sigo al de minha gralido, assignei o presente
attestado para ser coohecido do publico.
Ra da Pedreira da Gloria o. 60 Rio de Ja-
neiro.Antonio Jos da Yeiga.
Aluga-se um armazem na ra do Costa : a
fallar em outro, na ra da Lapa n. 13.
Os administradores da massa fallida de Ha-
noel Francisco de Mello, avisam aos senhores
credores para Ibes apresenlarem seus titules de
crdito no espasso de 8 diaa, aQm de poderem
proceder classiQcaco. na forma do arl. 859 do
cdigo do commercio, devendo a apresenttco
ter lugar em casa dos administradores Rabe Scha-
meteau & C
Luiz Hargor a risa que os nicos proprieta-
rio da casa sita na ra da Capunga Velba n. 37
A sao os herdeiros do fallecido F. Coulon, que
lho deram procurarlo para vender a dita casa
como est tratando de fazer, sendo que o Sr.
Supra Frederico apenas recebia osalugueis, eque
portanlo ninguem faga negocio acerca dessa ar-
rematarlo soD pena de ve-la de oenhuro effeito.
Aluga-se um sitio na Gapunga Nova mar-
gem do rio Capibaribe, cuja casa tem 9 quartos,
4 salas, boa cozioha, estribara para 4 cavallos,
cocheira e duas baixas com capim ; quem pre-
tender, dinja-se a ra doColovello n. 1, segundo
andar, que achara com qucm tratar.
Aluga-se a casa terrea da ra Imperial n.
76 ; a fallar oa rui do Queimado o. 46. ptimeiro
andar, das II horas da manha s 3 da tarde.
Attencao,
Aluga-se ou vende-se um excellente sitio no
principio da estrada do Arraial, com boa casa da
pedra e cal contando 8 quartos, 2 salas, 1 gabi-
nete, estribara, urna excellente baixa plantada,
um riacho no meio do sitio, teodo muitas arvo-
res fructferas : quem pretender dirija-se a Pas-
sagem da Magdalena sobrado que volta para o
Remedio, que achara com quem tratar.
No dia 20 do corrente depois da
audiencia do juiz municipal da primei-
ra vara tem de ser arrematado por ven-
da um sitio com casa de vi venda na ra
de S. Miguel freguezia dos Afogados
com^arvoredos de fructos e baixa de ca-
pim, avaliado em 3:0> (),S's o qual vai a
praca por execucao de Jos Mara Gon-
calves Vieira Guimaraes contra Fran-
cisco de Salles Andrade Luna como in-
ven tifiante da Jos Mara da Costa Car-
valho. Escrivo Motta.
Alugi-se duas casas nositio do Porto da
Hadeira em Beb6ribe com bastantes commodos,
banho e leite muito perto: tratar na ra do
Queimado n.48.
Aluga-se um moleque de 16 annos para o
servico interno e externo de urna casa : a tratar
no principio da estrada de Joo Fernandes Viei-
ra n. 36.
~
Attencao.
Mello, Irmio, lendo comprado ao [rematante
da massa fallida de Manoel Francisco de Mello,
faz scientes aos devedores da dita massa a vlrem
pagar os seos dbitos, e os que nao Ozerem serio
baados a juizo. Recifo 12 de agosto de 1861.
Consultas medicas, i
Serio dadas todos os dias pelo Dr. Cos- 1
me de S Pereira no seu escriptorio, rea
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manhaa menos aos domingos sobra:
1. Molestias de olhos.
2.* Molestias de coracao e de peito.
3. Molestias dos orgos da geranio e
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or-
dena de sujs entradas, comec.ando-se po- |
rm por aquelles que soffrerem dos 2
olhos. X
Instrumentos chinacos, acsticos e op- V
ticos sero em pregados em suas cnsul- t
ta joes e proceder com todo rigor e pru- 1
deocia para obter certeza, ou ao menos St
probabilidade sobre a sede, natureza e S
causa da molestia, e dabi deduzir o plano
de tratamento que deve destrui-la ou
curar. o
Varios medicamentos serio tambem ||
empregados gratuitamente, pela cer- **
teza que tem de sua verdadeiraqualidade, m
promptidio em seus effeitos, e a necessi- "
dade do seu emprego urgente que se usar 2
delles. 9
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos ||
doentes toda e qualquer operscao que 2
julgar conveniente para o restabeleci- m
ment dos mesmos, para cujo fim se acha >
prvido de urna completa collecQao de If
instrumentos indispensarel ao medico *
5 operador. II
A professora Carolina de Azevedo Carvalho
Siqueira Varejio d lines de piano e canto, ga-
rante as suas alumnos que em breve tem po farao
progresso per ter de ensinar pelo methodo mais
abreviado : quem de sea prestimo quizer ulili-
sar-se, procure na Capunga, ra das Pemambu-
canas, casa dos herdeiros do fallecido padre Ca-
pristano.
O Sr. Joo Hypolito de Meira Li-
ma, queira dirigir-se a praca da Inde-
penden^ livraria n. 6 e 8 que se Ibe
preciza fallar.
Attencao,
Urna pessoa que retira-se da vida agrcola ven-
de ou permuta por predios nesta praca 11 escra-
vos de differeotes sexos inteirameote a Afeitas a
servico de engenho, entre os quaes existem dous
excellentes carreiros. um bom carapina, e um
banqueiro: quem pretender, annuncie por esta
folha pira ser procurado.
Saque sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam
sobre Lisboa ; no seu escriptorio, largo do Corpo
Santo.
A commissao liquidadora dos cre-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aosSrs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manhSa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a.esses Srs. de-
vedores, que n5o a obrigue a tancar
mao dos meios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus deredores.

9


f


9
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova n. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
9
i
9
i
GABINETE
iHedico-cirurgico
DO
Dr. Americo Alvares
Gui ma riies.
A' ft^JA NOVA N. 21.
Neste seu gabinete se
achara sempre prompto o
referido doutor exercer a
medicina.
Nenbum honorario exige
dos doentes pobres.
/- 99 S 8
Qaarta-feira 21 do correte, depois da au-
diencia do lllm. Sr. Dr. provedor de capellas, ir
praca por arrendameoto a casa n. 28 da ruada
Roda, pertenceute a irmandade das almas de
Santo Antonio.
CONSULTORIO ESPECIAL H09E0PATHIC0
DO DOCTOR
m SABINO O.L PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
t meio dia, acerca das seguales molestias :
molestia! das mulkeres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphililicat. todas as especies de ftbres,
febres inlermittenfes esuas consequenciae,
PHARMACIA ESPECIAL HOMBOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos bomeopatbicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
si veis.
N. B. Os medicamentos do Dr. StUno sao
ricamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem lora della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas det'um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esae impresso
ssim marcado, embora tenham na tampa o o-
ra* do Dr. Sabino sao falsos.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua-se a tingir
com toda a perfeicao para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Um emprego.
Precisa-se de um moco que tenha pratica de
vender fa?eoda* para as vender com um escravo
pelas ras e arrabeldes desta cidade, dando fia-
dor a sua conducta, dirija-se a loja de fazendas
n. 8 da ra do Cabug.
Offerece-se urna ama portugueza de mallo
bons costumes ; a IraUr na ras de Apollo n. 8,
primeiro andar.
Precisa-se fallar ao Sr. Caeano de Asis
Campos a negocio de sea nleresse : na ra das
frazea n. 5.

ft O Dr. Manoel Moreira
Guerra tem o seu escrip- cjp
torio de advocacia na ra
a do Crespo o. 21, primeiro
andar, onde ser encon- t
9 Irado das 9 horas da ma- #
nhaa at as 3 da tarde.

Padaria.
Na padaria de"Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, ra dos Pires n. 42, vende-se a muito acre-
ditada bolacbinha quadrada.d'agus, propria para"
dcenles, bolachioba de araruta e dita de moldes.
Ouem precisar de urna pessoa capaz e com
as habilitares necessarias para escripturacio por
partidas dobradas, dirija-se a Guilherme da Silva
Guiraaraes.
Offerece-se urna ama para cozinhar e en-
gommar : quem quizer dirija-se a ra larga do
Rosario n. 9.
A commissao liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Hacedo Li-
ma, roga aquellas pessoas qsje se julgarem ere-
doras por letras ou con tas drlmos, que se diri-
jam com os seus ttulos ra da Cadeia do Re-
cite n. 26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
nhaa s 2 da tarde, para serem verificados e clas-
sificados pela referida commissao
Precisa se fallar ao Sr. Jo5o Al-
ves Teixeira : Na livraria da praca da
Independencia n. 6 e 8.
e#e8e0&tgft
3~Roa estreita de Rosario3
# Francisco Pinto Ozorio continua a col- Q
9 locar dentes artificiaos tanto por meio de dj
9 molas como pela presso do ar, nao re- Q
9 cebe paga alguma sem que as obras nao m
^ fiquem a vontade de seus donos, tem pos m
0 e ouiras preparares as mais acreditadas f
para conservado da bocea: Z
999 999
Evarirto La Vega, Ceerino Alfaro e Ma-
noel C. Rodrigues, retiram-se para o Rio de Ja-
neiro.
Aluga-se urna excellente casa de
campo com todas as commodidades de
familia, com sitio grande, cocheira, es-
tribara etc., a casa construida ha pou-
co tempo com trraco a roda, sita na
entrada do Poco: a tratar com os pro-
pietarios N. Bieber & C, successo-
res, ra da Cruz n. 4.
_Offerece-se urna pessoa com todas as habi-
litarles para cobrancaa pelos series : quem pre-
cisar, annuncie para ser procurado.
ML,
Precisa-so de duas amas, ama para cozinhar, e
outra pan angommar e mais algum servico de
casa de familia ; na ra da Conceicio da Boa-
Vista, sobrado n. 6.
Arrenda-se o sitio denominado Mangueira
na estrada de Belem. o qual tem casa de viven-
da, boa* errores de ructo, eexcellente agua do-
ce ; a tratar com o Sr. Andr Alves Gama, na
eocruzilhada i5a mesma estrada, o qual podar
indicar lambern .tfide mera a dono do metmo si-
tio, se fer prseiao.
Engommadeira de
Pars.
Madame Blanchin avisa seus numerosos fre-
guezes que transferio sua morada para a ra do
Aragao n. 28, onde se encarrega especialmente
dos eogomrnados de roupas finas de aenhora,
taes como vestidos bordados o folhas, golinhas,
manguitos e todas as pegas bordadas e arren-
dadas.
Urna pessoa com boa letra e orthographia,
sabendo lr e escrever correctameoie urna das
linguss estrangeiras mais usadas no commercio,
com conhecimento de escripturacio mercantil,
e pralica de escriptorio, dosejando empregar-se
no magisterio de guarda-livros em alguma casa
de commercio, oflerece seu prestimo : quem
d elle se quizer utilisar, dirija-se, em carta fe-
chada as iniciaesJ. B., ao trapiche da Com-
panhia.
Deseja-se tallar anegocio que I he
diz respeito, ao Sr. Antonio da Cunha
Machado Jnior; no largo do Corpo
anto, armazem n. 6.
Santos, Caminha & Irmos, liquidatarios da
massa de Caminha &Filhos, de novo rogam aos
devedores da mesma o favor de vir ou mandar
salisfazer-lhej as importancias de seus dbitos
at 30 do correute mez, no seu escriptorio na ra
Nova n. 25 ; scientificabdo que no caso de nao
serem allendidos. ver se-hao obrigados a proce-
der a cobranga pelos meios que lhes faculta a le.
Publicado liiteraria.
aPublicou-se recentemente no Rio de Janeiro o
nsaio critico sobre a viagem do Brasil em 1852
de Carlos B. Madsfield, por A. D. de Pascoal,
membro do instituto Histrico e Geographieo do
Brasil e de outras corporacoes scientilicas e lit-
erarias estrangeiras. Esta obra estar completa
empouco tempo, e contar de 2 volumesem8.
ntidamente impresso. Subscreve-se para ella na
ra da Cruz o. 45, em casa de viuva Amorim &
Filho, a5# cadaexemplar, pagos a entrega do 1."
volume.
Aos senhores de engenhos.
Um official de caldeireiro se offerece para ir a
qualquer engenho concertar alambiques ou ser-
pentinas, e outras obras de cobre com toda a per-
feico : os pretendentes dirijam-se a rus Impe-
rial n. 215, que acbar o dito official. Na mes-
ma casa se vende um boi de carraca com boas
carnes.
Ibmmn mmmtm mkmmm
Dentista de Paris. *
15 Ra Nova15
Frederic Gautier.cirHrgiaodentista, (a2
_ todas as operaces da sua arte ecolloca
| dentes artificiaos, tudo com a superiori-
{ dade eperfeigo que as pessoaseatendi-
dis lhereconhecem.
Tem agua e psdentifriciosate.
Nova
exposico
DE
candieiros a gaz.
Ra Nova numero 24.
0 proprietario deste estabelecimento toma
honra de snnunciar ao publico que do dia 8 do
corrente abrir seu novo estabelecimento de esn-
dieiros econmicos a gaz, as 6 horas da noite se
achara illuminado at as 9 1|2 da noite com toda
franqueza para verem e conhecerem a hcilidade
que ha em usarem dos ditos candieiros em eco-
noma, pela mnita experiencia que ha feito com
os ditos candieiros, se encontrar de todos os
preQos e qualidades ; todos aquelles que quize-
rem usar de ditos candieiros, deizo de mencionar
todas as qualidades que ha pela immensidade
que se offerece por estarem ezposlos com toda
franqueza no dito estabelecimento, na ra Nova
numero 24.Carneiro Vianna.
ta frrea
DO
Recife a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Telesrrapho electrieo entre Cinco
Ponas e a villa da Escada.
Pela respectiva superintendencia se faz publi-
co que em virtude da approvacio provisoria da
Kxra. presidencia da provincia ser franqueado
ao publico do Io de agosto em diaote o uso do
referido telegrapho mediante as condieces da
tabella segulnte:
Escriptorio da superintendencia em 24 de iu-
lho de 1861.Por procuraso de E. H. Bramah.
R. Austin.
ESTRADA DE FERRO
DO
Recife a Sao Francisco,
Tabella dos precos para as commu-
nicaces clegraphicas.
Por um despacho de urna at victe palavras
Do Recife ao Csbo e vice-veraa. 2000
Escada 3J000
Do Cabo a Escada 29000
Por cada dez palavras excedentes. ljflOOO
N. B. Nao ficam comprehendidos neste nume-
ro os nomes dos expeditores e destinatarios que
nao coolenham mais de duas palavras e suas re-
sidencias.
As respostas pagas adiaotadas na occasio da
entrega dos despachos nos escriptorios tero 50
por cento de differenca nos precos da tabella.
Os despachos sero enviados era cartas fecha-
das aos domicilios que se acbarem na zona de
Il8 de legua dos esenplorios do telegrapho sem
retribuico alguma e d'ahi por diante dentro de
um circulo de duas leguas somente psgaro os
expeditores 1JJ por cada legua ou fraccao desta
de visgem redonda.
Os portes sero satisfeitos no acto da entrega
dos despachos nos escriptorios.
Os despachos sero entregues nos escriptorios
do telegrapho a horaa do expediente, isto de
8 horas da raaoha al meio dia e de duas horas
at 5 1[2 da tarde.
Aluga se um sitio no Rosarinho no oitoda
igreja, com boa casa de pedra e eal, bastantes
commodos, com estribara e cocheira, boa agua
de beber, tanque para banbo, muilos arvoredos
de fructo, baixa de capim, e jardim na frente :
trata-se na ra da Cadeia do Recife n. 29 primei-
ro andar.
- Cobranca.
Urna pessoa com as precisas habilitajaes pro-
pe-se a cobrar dividas do mato e do serio, me-
diante a paga que se convencionar prestando
fiador idneo nesta praca ; a tratar oa ra da Im-
peratriz n. 10, casa de Raimundo Carlos Leite &
Irmao.
Attencao.
T Precisa-se de um rapaz de 14 a 16 annos para
criado, dando fiador a sus conducta ; quem es-
ttver neste caso, dirija-se a ra do Rangel n. 7,
primeiro andar, que achara com quem tratar.
Offerece-se urna mulher de bons costumes
e de meia idade para ama de urna casa de pou-
ca familia : na ra da Imperatriz n. 65.
S. Jos daAgonia.
A mesa regadora deliberou mandar cantar n
ladainha ao nosso padroeiro domingo 25 do cor-
rente, pelas 7 horas da tarde, ero aeco de gra-
tas por se ter revendicado o terreno do rio tapa-
do, que a muitos annos se achava em poder de
um terceiro que mal eindevidamente o possuia,
por isso convida a seus irmos a comparecerem,
afim de abrilhantaro acto. Consistorio da irman-
dade 19 de agosto de 1861.
Manoel Francisco dos Santos e Silva,
Secretario.
ii KDJJT
armazenada de
Paris.
Vendem-se novos gostos de sedas a Pompadour
a 800 rs. o covado, fazeoda de 2$, pegas de es-
?uiao de algodo com 14 jardas a 3#, fazenda de
$, esta fazenda propria para camisas por ser
2
2.2
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^ 2 -
3 .5 ^
1. I- L_ Z>
fWfW-??f?TO7ff??f?f?^
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santos & C. sacam e tomam
saques.sobre a pra^a de Lisboa.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
commissao de escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita ra foi transferido o escriptorio de
commissao de escravos que se achava estabeleci-
do no largo do Paraizo n. 16, e ahi da mesma
sorte se contina a re cebe r escravos para aerem
vendidos por commissao e por tonta de seus se-
nhores, nao se poupaudo esforcos para que os
meamos sejam vendidos com promptido, afim
de seus senhores nao soffrerem empate com a
venda destes; assim como se afianza o bom tra-
tamento eseguranga. Nesta mesma casa ha sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos, mo-
cos e velhos, com habilidades e sem ellas.
Manoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
(jabinete medico cirurgico.g
Ra das Flores n. 37.
Serio dadas consultas medlcaa-cirurgi- 9
cas peloDr. Eitevo Cavalcanti de Albu-
querque das 6 as 10 horaa da manhaa, ac-
cudindo aos chamados com a maior bre-
vidade possivel.
! Partos.
2.a Molestias de pelle.
8.a dem dos olhos.
4.* dem dos orgaos jrenilaes.
Praticar toda e qualquer operaco em
seu gabinete ou em casados doaotes con-
forme lhea fr mais conveniente.
Precisa-se de dous amassadores de padaria
que ealendam perfeitamente de todo o trafico da
mesma : na ra do fuartel de polica, padaria
numero 18.
Alugs-se o segando andas da ra do Ran-
gel n. 10, eo0 comroodoa para pouca anjilia.
LEITIBA.
A directora do Gabinete Portuguez de Leitura
faz sciente aos senhores associados que nao se
podendo ultimar as obras da nova casa do Exm.
Bario doLivramento a tempo de se fazer a mu-
denca da bibliotheca, par ter lugar o 10." anoi-
versario da installaco do Gabinete no dia 15 do
corrente, como determina o art. 64 dos estatutos
resolveu por isso transferir para domingo 25 a
commemoraco do referido anniverssrio.
Sala das sessoes 10 de agosto Je 1861.'
J. S. Loyo, director.
A. B. Nogueira, |. secretario.
Precisa-se de urna ama no Campo-Verde
n. 45, para cosiohar para poucas pessoas.
0 abaixo assignado declara ao respeitavel
publico particularmente ao corpo de commercio
que tem contratado comprar ao Sr. Antonio
Concalves da Silva, a taberna sita na ra de San-
ta Thereza n. 39, livre e desonerada de todos os
dbitos at esta data, quem se julgar com direito
a dita taberoa comparega no prazo de 3 dias a
contar desta data, (indos os quaes o annunciante
se nao responsabilisar. Recife 16 de agosto de
1861.Antonio Pinto de Miraoda.
S. Jos d'Agonia.
Arrenda-se um terreno no lugar do rio tapado
do termo de Olioda, com 200 bragas de frente,
com alguns ps de eoqueiros, pertencente ao pa-
trimonio da irmandade de S. Jos d'Agooia ; os
pretendentes podero ir examinar, e fazer suas
proposlas com fiador idneo, as quaes sero en-
tregues at o dia 24 do corrente, na ra larga do
Rosario n. 45, ao provedor da dita irmandade.
Manoel Francisco dos Santos Silva,
Secretario.
Offerece-se urna ama portugueza para todo
o servico de urna casa ; quem precisar, dirija-se
a ra da Paz n. 31.
Arrenda-se o armazem da casi n. 9 da ra
da Cruz : quem o quizer, poder entender-se
com o proprietario da casa, Florencio Jos Car-
neiro Monleiro.
Aluga-se urna boa casa terrea junto a igre-
ja de S. Goncalo n. 38: quem a'prelender. diri-
ja-se a ra do Quartel de policia n. 18, padaria.
Appareceu um negro cabra, de boa altura e
gago, procurando-me para o comprar, e dizen-
do-me mal mente ser escravo de um senhor .de
engenho na freguezia de S. Lourenco ou Luz:
quem for seu dono o mandar buscar, nao mo
responsabilisando pela fuga.
Joaquim Cavalcanti de Albuquarque.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia, e preferindo-se escrava ; na ra da Sen-
zala Velha n. 50, se dir quem precisa.
Ama de leite. a
Precisa-se de urna ama de leite sem Albos; na
ra da Cruz n. 15, segundo andar.
Attencao.
Os sbaixo assignados avisam a todos os seus
devedores nesta cidade do Recife de Pernambuco
que tem autorisado ao Sr. Joo de Souza Rangel
Jnior para receber dos mesmos senhores o im-
porte de aeus dbitos, qur amigavel ou julicial-
mente, ficaodo a escolha dos mesmos deredores
o meio. Recife 19 de agosto de 1861.
Pia &C.
"" _A,_u8-e urna casa em Beberibe ; a tratar
eom J. I. de M. Reg, na ru do Trapiche n. 34.
A pessoa que quizer comprar um berco ri-
co de Jacaranda com cortinado, tudo em bom es-
tado, queira dirigir-se a ra de Hortas n.
que acnar com quem tratar.
Offerece-se
urna mulher parda para ama de eaaa de homem
solleiroou pouca familia, smente para o ser?ico
de portas dentro ; na ra do Cano, junto a eo-
cbeira do oitio do Carmo.
de boa qualidade : na ra da Imperatriz, loja ar-
mazenada de 4 portas n. 56, de Hagalhes &
Alendes;
Aos barateiros.
Vendem-se chitas francezis a 240, 260 e 280 o
covado, ditas inglezas a 160, 180 e 200 rs. o co-
vado, organdys de bens gostos a 500 rs. o cova-
do, cambraias de lpicos brancos e de cores a
240 o covado. riscado francez a 200 rs. o covado :
na rui da Imperatriz, loja armazenada de 4 por-
tas 56, de Magalhes & Mendes.
. Na loja barata
Vendem-se cortes de cambraia de salpicos,
brancos e de cores, a 2 e 2S40O, cheles de groxe
a 79, cobertas de groxe a 9$, manguitos a 1 o
par, ditos de fuslo a 3$, ditos de-linho 1 3*500:
na ra da Imperatz, loja armazenada de por-
tas n. 56, de Magalhes & Mendes.
Oh! que pechindia!!!
Na ra da Imperatriz, oulr'ora aterro da Boa-
Vista, loja armazeuada de 4 portas n. 56, ven-
dem-se novos cortes de cassa com 7 babados a
2S5O0, cortes de cambraia com brra de cor e de
babados a 3 e 3J500, ditos cora flor de seda a
3*500 : na loja de Magalhes & Mendes.
4 58000.
Admirem o pavao
Acaba de chegar pelo ultimo vapor francez ri-
quissimos cortes de cambraias brancas e de cor
com babados de seda e ditos de avenlal matiza-
dos de seda, fazenda que val 15*, vende-se a Sf:
na ra da Imperatriz n. 60, loja de Gama & Silva.
Chitas do pavao.
Vendem-se chitas muito finas de cor fiza a 6*
a peca, ou a 160 rs. o covado : na ra da Impe-
ratriz n. 60, loja de Gama & Silva.
0 pava vende
cortes de casemira preta, muito boa fazenda, a
3*500 o corte : na ra da Imperatriz n. 60, loja
de Gima & Silva.
vende lencos
Finissimos lencos a imitaco de labyrintho bor-
dados a 1* e l*2M0 : na ra da Imperatriz n. 60,
loja de Gama & Silva.
106,
vende vestidos.
Vestidos de cambraia brancos com babados,
fazenda que se vende em outra qualquer parte a
8* torram-se a 4J : na ra da Imperatriz n. 60,
loja de Gamma & Silva.
Travejamento e
enxams.
Vende-se travejamento e esxams de louro e
qualidade, de todos os comprimentos, em peque-
as e grandes poredes, por precos commodos : a
tratar na ra da Praia n. 49 ou 53.
Enfeites riquissimos.
Vendem-se ricos enfeites de retroz, sao os me-
Ihores e mais modernos que ha no mercado, pelo
bantissimo preco de8*: na ra do Queimado
o. 22, na loja da boa f.
Entremeios bordados.
Vende-ge a 1*600 e a 2* a peca de entrem'eios
muito finos e ricamente bordados ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Saiasdecordo.
Superiores saias de cordo a 3*. 3-;500 e 4*,
ditas alcoxoadas muito superiores a 5* ; na ra
do Queimado o. 22, loja da boa f.
Ra da Imperatriz
numero i.
No estabelaciment de molhados da ra da Im-
peratriz n. 4, junto a ponte, ha um completo sor-
timento de molhados de superior qualidade e por
precos mdicos, como seja : maoteiga ingleza
flor a 800 e 1*, franceza a 640, cha bysson a
238OO, dito uxim muito fino a 3*.presunto de La-
mego a 480. viohosde pipa a500.e560, dito* en-
garrafados de varios autores de ljOOO a 1*600, e
muitos outras gneros proprios do estabeleci-
mento. tudo se vende barato s para apurar di-
r.heiro e acreditar estabelecimento novo.
Verdadei-
r liquidaco
DE
Queijos.
Vendem-se queijos de qualha do serto e suis-
sos : no estabelecimento de molhadoa da ra da
Imperatriz b. 4.
Milho e farelo.
No estabelecimento de molhados da ra da Im-
peratriz n. 4, vendem-se saceos grandes com mi-
lho, farelo e farioha, e haver constantemente
milho e farelo por preco commodo.
Vende-se um piano muito bom e barato,
ama cadeirinha de arruar de 2 bracos, pintada de
novo e muito forte ; na ra da Praia, sobrado o.
59, primeiro andar, de manhia at aa 10 horas,
ede tarde das 3 horas em diante.
Berros de palha da Italia-)
Vendem-se bercoa de palha de cores, sendo
amarello, encamado, azul, verde, e de tartaruga,
muflo bem feitos, e com sua competente cama,
sao de multa ulilidade para este paiz por aer elle
muito calido, e os berjos muito frescos, segundo
nos afirma o fabricante da Italia ; deven aer pro-
curados na ra estreita do Rosario n. 11, exposi-
co de balaios finos e groaaos da Sodr & C.
Antonio da Costa e Silva Maduro faz scien-
te que deixou de ser seu caixeiro Joaquim Fer-
reira de Souza deade o dia 10 do corrente. Reci-
fe 14 de floaio da 1861.
Na ra do Cabug n. 8.
A' D1NHEIRO.
Burgos PoncedeLeon, ven-
de todas as fazendas existentes nesta loja com
grande abatimento de seu custo, para que assim
liquidando a massa da extiocta firma de Al-
meida & Burgos, somente em consequencia da
retirada do socio Almeida, possam os credores
da referida firma ser pagos cora toda a brevidade
PARA SENHORAS.
Chapeliaas francezas de seda e fil ricamente
eofeitadas, dando-se para ellas os seus respecti-
vos veos de fil de seda, bordados a 4*. 5*, 7J,
"0 iv* e 12*.
Chapeos de sol de seda de diversas cores com
lod? armaco de ferro pintado a 2*, 2*500 e a
SpOOOa
Organdys ou cambraias finissimas de lindos e
modernos gostos a 400 rs. cada covado.
Core de seda de urna s edr havendo cor de
cana, rosa, azul e encarnada, fazenda que muito
bnlha em vestidos de seohoras que tom gosto
de se enfeitar a 800 rs. cada covado.
Gorguro de seda de quadrinhos a 1* e seda
de quadrinhos a 1*500 cada covado.
Casavequese cambraia bordados ricamente a
8*. e muito finos que se pode imaginar a 14jl.
Manguitos cota golliohas de fil e de cambraia
a 25500. 3* e 3*200.
Faim^lnha' de C8mbraa proprias para lula
a I3OOO.
Chales de seda de grosdenaples ricos e de bo-
nitos padroes a 20*. ditos de retroz bordados a
Jo -^i'0S- io6 fln0 de Rosto da India a
128)00, ditos de merino de differeates qualidades
e ?PS0S velludo a 6g, ditos de cambraia de cores a 600 rs.
Cortes de vestidos de grosdenaples de seda da
diversas cores, com ricos babados bordados guar-
dados em seus grandes cartes sendo pretos a
50J e os de cores a 40* e a 55* 11
Tiras de babados bordados de cambraia para
diversos mistares 1 500, 640 eal* cada tira.
Fitos de seda de grosdenaples, sarjadas bem
eocorpadas e muito bonitos padroes para cintos
enfeites de chapeos para senhora, latos de cor-
tinados, fronhas e sioleiros a 800 e 1* cada vara.
Franjas de seda pretas ede cores a 240 rs a
vara.
*.WM-SSf nCSiea fiD08 a !*' ,*'200- 1600- *
d* aVJjaOO cada pe$a e muito largos a 4fi, 48500
e a 5* a peca.
Bicos de seda branca ou de blonde para en-
feites de chapeos como para enfeitar vestidos de
notvas a 320 rs. cada vara.
Enfeites pretos de vidrilho a 2* e a 2*500.
Ditos de flores francezas a 3g, 4* e a 5*.
Ditos de verdadeiro froco do seda a 2J.
Luoas brancas e cor de canna de pelica de
Jouvm a 500 rs.
lentw? de la rancez" Pa senioras paridas
Pentes de tartaruga a imperatriz a 8*
PARA MENINOS.
Brimzinho de linho a 200 rs. o covado.
Capinhas, jaquetinhas e casaveques de la a
l*500,2.2*500e4*. *
Calcinhas de cambraia a 3*.
Sapatinhos bordados de seda a 18280.
Bonetsfrancezes a 2*500. 3g e a 4*.
Toucas de la para menino de peito a 800 rs.,
e de fil eofeitadas com fita e bicos a 1*.
Meias pioladas a 300 rs, cada par.
Lencinhos de retroz a 1500.
Luvas de pelica da Jouvm a 500 rs.
PARA HOMEM.
Brim trancado muito fino de listras e quadri-
nhos de pura seda e linho para calca, collete e
paletot a 18500 cada vara.
Fusto alcochoado de riscadinhos para pletot
e calcas a 480 rs. o covado.
Cortes de clleles de fuslo a 500 e a 800 rs.
Cortes de caigas de casemira a 3*. 4*. 5* e 6*.
822! Pretos francezes a 8*. de palha escu-
ra a dgzOO, do Chyli de 5* at ao preco de 128
de palba para artistas a 800 rs.
Casacas, palctols, calcas, seroulas. de todas as
qualidades e precos, como muitas outras fazen-
das tao em conta que admira.
O abaixo assignado faz publico que perdeu
urna letra da quanlia de 2508 aceita pelo Sr. Ma-
noel da Fonseca e Albubuerque em 2 de Janeiro
do correte anuo prazo de 6 mezes, a qual se
venceu a 2 de alho, por isso previne ao Sr. Fon-
seca que nao a pague a qualquer pessoa que Ihe
apreseutar e quem a achou que a leve a sua mo-
rada em Maria-Fsrinha.
Jorge da Costa Gadelha.
Collegio de Bemfica.
Este estabelecimento precisa de urna ama go-
veroante ede urna engommadeira.
Peraote o juiz de paz do segundo districlo
da freguezia de S. Fre Pedro Goocalves, tem de
ser arrematados, finda a audiencia, no dia 21 do
corrente pelas 4 horas da tarde, 6 cadeiras de
amarello com assento de palhinha e um par
de consolos da mesma madeira, penhorados a
Manoel Dativo dos Santos por Joaquim Paes Pe-
reira da Silva.
D-ae 1:009* a juros sobre hvpotheca em
beDS de raz, quem precisar dirija-se a ra do
Rangel n. II, loja de louca das 9 as 10 da ma-
nha.
= No dia 21 do corrente depois da audiencia
do Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara prove-
dor de capellas, vai a praca por venda os sitios
denominados Campo Grande na estrada que vai
para Olinda, tem urna casa de pedra ecal, eom i
quartos, cosioha fora, cacimba, muitos arvore-
dos de fructo, bastante terreno para plantacoes,
terreno para-ter vaccas de leite, tem embarque
e desembarque cora qualquer mar, mangese
lugar para grandes baixas de capfm, muito per-
to desta cilade, est avaliado por 9:500*. vai a
praga a requerimeoto do solicitador de capellas e
residuos.
Aluga-se um mulato moco que ter 18 an-
nos, pouco mais ou menos,para o servico de casa
e de ra, muito fiel e diligente : qoem o pre-
tender dirija-se a praca da Boa-Vista n. 9.
Na ra do Queimado n^
31, sobrado amarello,
compram-se escravos de ambos os sexos, pre-
ferindo-se pretos mogos, paga-se bem senda
boas figuras,
Ama de leite.
Orna senhora forte e sadia deseja amameotar
urna enanca em sua casa ra do Motocolomb6
D. 2.
Pccnamliucana
Quarta-eira, Jl do corrente as 7 fiS horas de
noite, em sesso da assembla geral sero apr-
senteos os estatutos com aa reformas exigidas
por despacho do Exm. presidente desta previncia.
Secretaria da AssociacSo Typographica Per-
oambucana 19 de agosto de 1861.
J. Cesar,
1" secretario,
Attencao.
Os abaixo assignados previoemjao respeitavel
publico que teem aberto um graode armazem na
ra da Cadeia do Recife, n. 41, primorossmeote
sortido com as mala acreditadas lateadas ingle-
sas, francezas, suissas e allemes, aa quaes veni-
dera por menos do que outro qualquer, sendo aa
transacedea effectuadas a diohairo.
Esperara perianto do peMiee era geral, e parti-
cularmente dea aenbores que negociara coa o
mesmo artigo, venha ao referida eitabelecimea-
to tomar conhecimento da veracidade do pre-
sente aanu ocio, submeltido cosideraco geral.
Redfe, 6 de agosto de 1861.
#0 & Sihm.


Di AMO DI 1NA11DCO. TERQ4 IEHU 20 ftg AGOSTO DI 1861.
.(*>
23 Ruada Imperairiz 23
PIANOS E MUSIOS.
* J. Launoomier convida os senhores mestres e amadores de msica, 4 Tirem a sea armazem
ver oa ezeellentes pianos Laumonnier, que acaba de receber de Paria, tabricadoa expressamente
para o clima do Brasil, muito elegantes e de gostoa moderooa. Igualmente tem msicas dos me-
lhores autores, assim como concerta e atina os meamos instrumento.
EAU MINERALE
NATRALLEDE VICHY.
Deposito na boticaf ranceza ra da Cruz n.Si
(4
S NO PROGRESSO
NO
ftargo da Penha
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de moldados, parlecipa aos seus freguezes, assim apo aos senbores da prac,a, de ewre-
nho e lavradores que d'ora em vante quizerem-se afreguezar oeste estabelecimeuto, que se acha
com um completo sortimento de gneros os mais novos que ha no mercado e por screm a maior
parte delles vindos de conta propcia, est portento resolvido a veode-los por menos 10 por cento
do que em outra qualquer parte, afianzando a boa qualidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir os portadores menos pralicos to bera, como se os senbores viessem pessoalmente, para o qoe
nao se poupar o proprietario em prestar toda silencio, efim de continuarem a mandar comprar
suas eocommendas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecimento
acompanhar urna conta impreasa com o meamo titulo de armazem Progresso.
SfllllXe^l m^i^XSL 1*000 r. a libra, lio superior qna se vende com cndilo
de voltar seno agradar, serlos de que se ho de gostar por aer a mais nova do mercado.
Mantega traUCeXa 70o rs. a libra e em barril a 640 rs.
Clia \iySSOH 0 meihor que ha no mercado a 2#800 a libra.
dem pteto 119600, libra.
QuejOS AO reillO chegados oeste ultimo vapor a 2J600.
dem prato a 640 r8. lnteiro a_700 rs. a ibra.
Atlem SH1SSO a g^rj rs# a libra em por?0 se faz a batimento.
Pregunto de fiambre iDgieisoo rs. a uim.
PreZUIltO de lamegO a 480 a Ubra ioteiro a 440 rs.
meixaS f raneeiaS em frasco Com 4 libras por 3000, a retalho a80e rs.
KtSpetmaSete 720 rs. a Ubra, em caixa a 700 rs.
listas COm boVaXVUUa de SOda d9 deferente qualidades a 18400
Latas eom peixe em posta de muuas qualidades a ijmoo.
A.ZetOHaS mUltO 110\aS a 1.200 rs. o barril, a retalho a 320 rs. a garrafa.
Hoee de WpetcYie em latlai de a ubres por 19100.
dOTllltaS par, podion goo rs. a libra.
Haillia de BOrCO retinada a 480 rs. n libra, em barril a 440 rs.
^la^a de tomate a mais nova do mercado a 900 rs., a em lattas de 2libra por 1&700.
PaiOS de lOmllO a prmeira vez que vieram a este mercado a 640 n. a libra.
Choucas e paios mail0 aoyos a 56o rs. a ubre.
Palitos de dente libados com 2o macmhos por 200 rs.
CnOCOlate tf anCeZ a i8200 rs. a libra, ditto portuguez a 800 rs.
'Marmelada "imperial 0 afamado Abreu de outros muitos fabricantes de Lisboa
a 1$000 rs. a libra.
VinliOS engarmadoS Port0| Bordeaux, Carcavellos, e moscatel a 19000 a garafa.
VnllOS em pipa de 500, 560 e 640 rs. a garrafa, em caadas a 3500 4g000 4#5O0.
Vinagre delASDOa 0 m,is superior a 240 rs. a garrafa.
SSeYVeia da8 mag acreditadas marcas a S| a duzia, e em garrafa a 500 rs.
l^StTellinna para sopa a maiS n0va que ha no mercado a 640 rs. a libra.
ILrVilnas t raneeza s a 640 a iatta.
MiolO de attendoa a 800 a libra, dita com csea a 480 rs.
^OXeS muito novas a 120 rs. a libra.
CLastannas piladas a 240 rs. a abra:
d&a muito superior a 240 rs. a libia, e a 7* a arroba: ^
LTiTOZ do Maranhao a 3 em arroba, e em libra a 100 is.
5>e\ana muito nova a 160 rs. a libra e 49 a arroba:
Se\adnna de Pr,nca a 240 rs. a libra.
agU muito D0T0 a 320 rs. alibra.
M. OnemnO de Lisboa a 360 re. a libra e a 10* a arroba.
Faviulia do Marannao a mais QOva a 100 rs. aiibra.
T oneinlio ingltz a 20o rs. a ubre.
PaSSaS em CaixinUaS de8 libras a 2500 cada urna.
Independente dos gneros mencionados encontrar o respeitavel publico tudo quanto pro-
curar tendente a molhados. ___________ ,, -
Vende-se barato um bom vestido
de blonde que s servio no acto do ca-
samento : na ra larga do Rosario n.
46, segundo andar.
Vende-se batatas muito novas a
18 a arroba: no armazem do caes da
alfandega n. 3 de Joaquim de Paula
Lopes.
Generes baratos,
no armazem da estrella, largo
do Paraizo u. 14
Maoteiga inglez* flor a 960 rs.. fraoceza a 640,
cb muito bom a 29700, caf a 260, do alvo, dito
a 200 rs., arroz a 100 rs-, loucioho a 320, batatas
a 6o rs., bolachinha ingleza nova a 3$ a barrica,
e em libra a 160 rs.. espermaceti a 720, queijos
do vapor a 2J>400, dito prato a 5C0 rs. a libra, pas-
sas a 480, sabio massa a 200 rs. e 160, cerveja a
400 rs. a garrafa, vioho do Porto a 800 rs., dito
em pipa a 500 e 400 rs., vinagre de Lisboa a 240,
azeite doce a 720, farelo a 29600 o 4g, saccas
grandes.
Cestinhas de Hamburgo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B, quem recebeu um completo sortimento de
lindas cestinhas de todos os lmannos proprias
para meaioes de escola, assim como maiores com
lampa proprias para compras, balaios proprios
para costura, ditos proprios para faqueiros, ditos
muito bonitos para brinquedos de meninos, di-
tos maracas piotadinhos que se veodem por pre-
go muito baratos- a^
M Mil
Attencao as sedas de qudrinhos a 720
rs. o covado.
Vendem-se sedas de qu-
drinhos muito enco-pados a
720 rs. o covado e dita a 560
rs.: ua ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama A Silva*
20 e 30 arcos.
Saia balo a 39000 eada urna, fazenda perfeita-
mente boa, chales de lia estampados a 39500,
ditos da merino finos de pona redonda a 69, chi-
tas francesas escuras s 240 rs. o covado. ditas
estreitas tintaa segaras a 160 rs., riscado francez
... padrea bonitos a 160, peen de bretanha de rolo
_ Veodem-ae copos sortidos de contra-melado a 2, cmbrala lisa fina a 31 a peca, casaas de
pava baiio 520 a dazia, e avolso a 60 rs.; na cojea a 200 rs. o covado *. OS Toja das 6 portas em
na da Matriz da Bof-Visa n. *?. "***^ frente do Livrameolo.
ARMAZEM
DE
F.OUPA F
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEMADO 401
Defronte do becco da Congregago letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todaa aa
qualidades, e tambem se manda eiecuiar por medida, & vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 409, 359 e 309000
Sobrecasaca de dito, 359 30900
Palitots de dito e de cores, 35}, 309,
15*000e 209000
Dito de casimira decores, 129000,
159,129 6 9000
Dito de alpaka preta golla de ''-4jinnA
ludo, 11*000
Ditos de merin-sltim pretos e de
cores, 98000
Ditos de-alpalta de cores, 59 e
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e
Ditos de brim decores, 5|, 49500,
48000 e
Ditos de bramante delinho branco,
68000, 59000 e
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e
Calsasde casimira preta e decores,
129.109. 99e
Ditas de princesa e merino de cor-
do pretos, 59 e
'Ditas de brim branco decores,
58000, 49500 e
Ditas de ganga de cores
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 98 e 89OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 65,-55500, 59 e
Ditos de setim preto 59000
Ditoa de seda setim branco, 69 e 55OOO
Ditos degurguro de seda pretos e
decores, 78000,69000e 59000
Ditos de brim e fusto branco,
39500 e 39000
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodao, 18600 e 18280
Camisas de peito de fusto branco
de cores, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 68 e 39000
Ditas de madapolo branco o de
cores, 39,25500, 29 e 19800
Camisas de msiaa I5OOO
Chapeos pretos de massa,(rancezes,
formasda ultima moda 108,89500 e 79000
Ditos de fellro, 69, 58, 49 e 25O00
Ditos de sol de seda, inglezes
franceses, 149,128,118 e 79000
Gollarinhos de linho muito finos,
novos feitios. da ultima moda 9800
Ditos de algodao 9500
Relogioa de ouro, patentes horl-
sontaes, 1005, 909, 809 e 709000
Ditos de prata galvanisadoa, pa-
tente hoaontaes, 408 309000
Obras de ouro, aderemos e meioa
aderecoa, pulseiras, rozetas e
anneis $
39500' Toalhas d linho, duzia 129000 e 105000
89000
39500
39500
39500
48000
89000
68000
49500
29500
38000
ELIXIR DE SALDE
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est receo(emente pro-
vida de um completo sortimento'de enfeiles de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeiles de torzal com franjas e borlas,
outros tambem de torzal de seda enteitadoa com
aljofares de cores e borlla ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um apurado gosto e perfeico,
os pregos de 89 e 109 sao bsratos vista daa
obras ; alm deatas qualidades ha outras para
39 e 49 : issona ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
-* Vendem-se os engeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Coraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados
500 rs. cada um : na ra do Queimado, loja d'
guia branca n. 16.
Attencao.
Na raadoTrapicbe n. 46, em casa de Ro r n
Rooker & C., existe um bom sortimento de 11-
nhas.decrese brancasem carreteis do melhor
abricantedelaglaterra.asquaes sevendem por
preeos muirazoaveii.
Luvas de Joirvin.
Goes& Bastos, na loja da ra do Queimado
o. 46, tem as verdadeiras luvas de Jouvin, e co-
mo as recebe em direitura por todos os vapores,
as vende por preco commodo.
Nova pechincha.
Pecas de cambraia lisa fina com 7 1(2,8e9
jardas a 29, 29500, 39 e 3*500, chita larga fran-
ceza a 200 e 220 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 44.
Quadros de mol-
dura dourada0
Lindos quadros j feitos de moldura dourada,
proprios para retratos e estampas, pelo diminuto
preco de 59 cada um ; na loja da Victoria, na
ra do Queimado n "5, junto a loja de cera.
Milho.
VICTORIA
DE
Fajoses Jnior
Na ra do Queimado n. 75,
'junto a loja de cera.
Esta loja acha-se provida de um completo sor-
timento ae miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a retalho, por precos muito baratos,
como abaiio se ver, s para quem comprar, vic-
toria sempre contar.
Clcheles francezes bons em carto de urna car-
reira a 40 rs.' e duzia 400 rs.
Ditos tambem bons de ducs carreiras a 80 rs.
e 900 rs. a duzia.
Ditos da trra em caixinhas a 800 rs. a duzia.
Agulhas fraucezas boas a 120 rs. a caixa com 4
papis.
Ditas as melhores que se encontrara a 240 rs.
a caixa com 4 papis.
Ditas em papel avulso a 40 rs. o papel.
Ditas para enfiar a 40 rs. cada urna.
Linha victoria em carritel com 200 jardas a 60
Citrolactato de ferro,
Vnico deposito na botica de eloaquim Martinuo
da Craz CoTYeia & C, ra do Cabug u. 11,
em Pernambueo.
H. Thermea (de Chalis) anligo pharmaceutico aprsenla hoje urna nova preparaQao de ferro,
com o nome de elixir de cilro-lactato de ferro.
Parecer ao publico umluxoempregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas tao
variadas, maso homem da scienciacomprahende a necessidade e importancia de urna lalvarie-
dade.
A formula um objecto de muita importancia em Iherapeptica ; um progresso immenso,
quando ella, maniendo a essencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos os paladares e para lodos os temperamentos.
Das numerosas preparares de ferro at hoje conhecidaa nenhuma rene to bellas qualida-
des como o eluir de citrolactato de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quena dose, o ser de urna promptae fcil dissoluco no estomago, de modo que completamente
assimilado ; e o noproduzir por causa da lactina, que contem emsua composiclo, a constipacao de
venlreto frequentemente provocada pelas outras prepara^oesferrogioosas.
Estasnovas italidades em nadaalteram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pod dispensa em sua clnica, de incomparavel utilidade
qualquer formula que cooseguio o pharmaceutico Thermes com a preparaco do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparaedes ferroginosas, como o
atiesta a pralica de muito mdicos distinctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como isa.
menso pro veito as molestias de languidez (chlorose pallldas coresj na debilidade subsequente aa
hemorrhagias.nas hydropesiasqueapparecem depoisdasinlermitentes na incontinencia : de urinas
por debilidade, as perolas brancas, na escrophula.no rachitismo, na purpura hemorrhagica, na
convalesceocia das molestias grSves, na chloro-aoenria das mulheres grvidas, em todos os casoa
em que osaoguese acha empobrecido ou viciado pelasfadigas affeccoes chronicas. cachexia tuber-
culosas, cancrosa.syphililica, eicessos veuereos, onanismo e uso prolongado das prc?irscea mer
enriaes. ^
Estasenermidades sendo mui frequentes o sendo o ferro a principal ubstancia de quv
medico tem de logar mo para as debelar, o aulhor do citro-lactato du ferro j>Sice iouvores e
roconhecidamento ahumanidade por ter descoberto urna formula pela qual se pude sem receio usar
de trro
rs. e duzia a 640 rs.
Ditas de 200 jardas, de Alexander a 900 rs. a
duzia.
Ditas de 100 jardis brancas e de cores a 30 rs.
o carritel.
Ditas de Pedro V, em carto com 200 jardas s
60 rs. a carto.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabeca branca e encarnada a
120 rs. a meada.
Ditas do gsz brancas e de cores a 800 e 900 rg.
a caixa com 50 novellos.
Papis com cento e tantos alQnetes a 40 is. e
loja d'a- duzia 400 rs.
Alfinetes francezes rabeca chata a 120 rs. a
carta.
Ditas para armaces a 2J600 o maco.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Enfladores de algodao a 60 rs. cada um.
Caivetes finos de duaa folhas para penca a
200 rs. cada um e duzia a 2(000.
Ditos de cabo de viado de urna folha de 160 rs.
cada um e duzia a 1S600.
Ditos mais ordinarios a 120 rs. cada um e du-
zia a 1200.
La de todas as cores para bordar a 6$500 a
libra.
Pentes muito bons de baleia para alisar a 220,
240 e 280 rs. cada um.
Ditos os melhores e maiores que se enconlram
a 800 rs.
Ditos transparentes muito bons a 400 rs.
Meias cruas brancas e de cores para homem a
1160, 200.240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para homem a 120 rs. o par.
Ditas para senhoras a 240, 280 e 320 rs. o par.
Ditas brancas cruas e de cores para menino a
160, 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para senhora a 200 e 240 rs o par.
Enfeites de vidiilho a 15800 rs. cada um.
Ditas Imperatriz muito lindos a 89cada um.
Cintures de seda com borracha para homem a
320 cada um.
Ditos de algodao 240 rs. cada um.
Cintos muito lindos para senhora a 1(800, 29,
29500 e 39 cada um.
Franjas de bolotas brancas e de cores para cor-
tinados a 49 a pega.
Dit.-.s de algodao para toslha a 29800 a peca.
Ditas de linho para casaveque a 120 rs. a vara:
E outras multas miudezas que se tornaro en-
fadonho menciona-las attan;ando-se, porm, que
nao se deixar de vender a quem trouxer dinhei-
Na loja da Aguia d'Ouro, ra do Cabug n. 1 B i "> na loja da Fajozes Jnior na ra do Queima-
acaba de receber por este ultimo vapor francez do.D^J?i-------- rmnnar-*rmmwat,->mrMr
um completo sortimento de enfeites para senho- ^QbvSHGCK'919 wmSwmSvmivKfRWKSm
ras do ultimo gosto de Paris, sendo Solferino,!'
Rosa do Rei, Azul da China, Nakar, que se ven- !
dem por precos mais commodos do que em outra
qualquer paite.
Luvas de pellica pretas alj.ij
Na loja da Aguia d'Ouro, rua'do Cabug n. 1 H
vendem-se luvas de pellica pretas de Jouvin a 15
o par.
Vende-se milho muito novo a 59 saccas gran-
des e 280 ris a cuia : na ra Nova n. 69.
Enfeites de cabeca
Attencao
A pessoa que annuncioa querer permutar al-
guna escravos por predios nesta praca, sendo que
lhe convenha trocar alguna delles por urna parte
n'uma grande casa em bom sitio perto desta pra-
ra, diriji-se a ra do Rngel n. 38.
Ao publico.
Feliciana Mara Olympia previne ao publico
que deixar de responder a um Jaaquim Affonso
de tal porque sua questo nao com esse ho-
mem e sim com outro de quem est exigindo
seus ttulos e a quantia de 3003, e felizmente j
obteve um dos ttulos. Quando esliver concluido
todo o negocio dar conta ao publico, que ento
apreciar o papel que est se preitaodo esse po-
bre homem.
Alugnm-se 2 escravos, 1 moleqne de 14 an-
uos e 1 preta moQa, ambos proprios para servido
de casa de familia, sabendo eala lavar, engom-
mar, e cozinha pouco bem : quem precisar, di-
rfja-se a ra de Horlas n. 14, que achara com
quem tratar.
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Offerece-se
um rapaz de idade 20 annos, para cai-
xeiro ou criado de iiomem solteiro, que
da' conhecimento de sua pessoa ; an-
nuncie por este Diario.
Precisa-se fallar ao Sr. acadmico Francis-
co Barbosa Cordeiro, na ra Nova o. 7.
Aluga-se o sobrado n.2 Bda ra de Apol-
lo, e a casa terrea o. 27 da ra do Burgos : a
tratar sa ru da Aurora n. 36.
Compras.
es Compram-se moedas de 209 por 20(600:
oa loja da ra do Queimado n. 46.
Compram-se moedas de ouro:
na ra Novan. 25, loja.
Compra-s
nms'ilho ingle em bom estado, quem o tiver
e quizer vender: dirija.se a ra Cslreita do Rosa-
rlo n. 29. \
Compra-se ama casa terrea, do valor de um
cont, a um cont e duzentos : no becco do Po-
cinho n. 16.
Yendas.
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Anda ha pe
chincha. |
Chegoa a ra do Crespo n, 8 2
loja de 4 portas, um sortimento S
de cassas de cores fixas e lindes "Q|
padres que se vendem a 240 rs. !
_ o covado, d5o se amostras com '
S penhor.
^WHweavatTBTlavflWWBW ^ffra WcCwlavnW vraMWffVf sB"C 9m
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Miihares de individuos de todas as nac.ots
podem testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seuterpec
membros in teiramente saos depois de havar em-
pregado intilmente outros trataraenlos. Cada
pessoa poder-se-ba convencer dessas curas ma-
ravillosas pela leitura dos peridicos, que lb'as
relatam todos os das ha muitos ancos; e a
maior parte dellas sao to sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com esle soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
50S baratos de 400, 600, 800, lj e 2$ cada urna -. I permanecido longo tempo nos hospiues, o ice
.V.WHr.."1 Ua dQue,mad0n-75'!dev,m soffrer .amputado 1 Dallas ha mui-
Vendem-se travs de 30. 40 e 60 palmos, cas quenavendo detxado esses, asylos depade-
Gravatinhas de
froco para senhroas.
Lindas gravatinhas de froco para senhors.pelo
barato preco de IgSOO cada urna '. na loja da
Victoria, na ra do Queimado n. 75, junto a loja
de cera.
Estojos para barba.
Ricos estojos com espelhos e repartimentos
para os necessarios de barba, pelos presos de 2$,
3, 4 e58 cada um : na loja da Victoria, na ra
do Queimado o. 75. junto a loja de cera.
Facas e garios.
Muito boas facas e garfos para o diario de urna
casa a 2&600 a duzia de tslheres: na loja da Vic-
toria, na ra do Queimado n. 75, junto a loja de
cera.
Caixas para joias.
Lindas caixiohas pora guardar joias, pelos pre-
caibros, inchameis
3 andar.
na ra do Imperador n. 50,
Trapiche
Iiaraodo Livrameuto.
Largo da Assembla nu-
mero 15.
Ha continuamente para vender neste novo es-
tabelecimento o seguinte :
Gera.de carnsubi em porces ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhasde 1 arroba a 4.
Barricas com cebo do Rio Grande, em porches
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de I a 2
arrobas.
Heios de sois, differentes qnalidades, em por-
ces ou a relalbo.
Courinhos curtidos.
Farinha de mandioca por i$500 a sacca.
Farelo em saccas grandes por3J800 a sacca.
Vende-se mel em barris de 5.. em pipa,
e 3.* em pipa : na ra do Rangel n. 10.
A pedido, ha para vender na livraria do Sr.
Nogueira. obras de Pothicr e as-de Rossi, por
menos de seus valores.
Vendem-se dous hbitos, sendo um do Aviz
e outro de Christo, ambos do meamo tamanfao,
assim como um carrinho de alfandega, puxado
porum bol, ludo por prego commod) ; na rna
Nova n. 63.
Luvas de finacamursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de ua
encommenda mui finas luvas de camua, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e as esta
vendendo a 2)500 o par ; os senbores offlciaes e
cavalleiros que as comprarem coobecero que sao
baratas i viala de sua finura e duracao, e para as
obter dirigirem-se 4 ru do Queimado, loja da
aguia branca o. 16. Adverte-se que a quaotidade
pequea por hora, e oer iaso nao demorem.
Na ra eatreita do Rosario, armazem do Mo-
raira, ainda existe grande porfi de palha appa-
relhada para tecercadeiras e todis as obras de
marcineiro : vndese a retalho a 28 a libra, e
de 5 arrobas pare cima e 18y.
timemos, para se nao submeterem a essa cte-
ra;o dolorosa foram curadas completa men-,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na eniusao de seu reco-
| nhecimenlo declararam estes resultados beneti-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afira de mais autenticaren) sua a firma-
tiya.
JN'inguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante corfian^a para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmenie.
Que ludo cara.
O ungento be til, mais particu-
larmente nos searuines casos.
InflammaQo da bexiga,
Alporeas
Cairabras
Callos.
Ancerei. '
Cortadurss.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermedades da culis
era geral.
Ditas de anus.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoes.
Inflamraac.ao do figado.
da matriz
Lepra..
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna.
SupuragSes ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulaces.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 944, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em (oda a
America do su), Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinha cont
urna insirocco em portuguez para explicar e
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, aa
Pernambuco.



(6
URIO DI MAHUUU60. TERCA FEIRA 20 II AGOSTo DI 1861.
Novidade.
Fazendas baratis-
simas.
Chitas modernas inglezas, covado a 180 n.
Ditas fraccezas, bom gosto, covado a 210.
Cassas pintadas muito tinas, corado a 210.
Vestuario para meninos a 3ff.
Cortes de vestidos de phantasia para baile a 65.
Chales de merino com palmas de velludo a 7g.
Ditos de dito com ponas redondas a 6$
Camisas de cambraia de linlio para seohora
89000.
Grosdenaple preto superior, covado a 1*600.
Corles de seda lavrada superior a 35g.
IVcis de madapolo muito tino a 49600.
I.iazinhas de quadros para vestidos, covado a
240 rs.
Camisas francezas delinho para homem, duzia
a3590O0.
Manteletes de grosdenaple preto e de cores a
20-3000.
Cortes de umbra de seda a 63.
Ditos de colletes de velludo superiores a 69.
Sedas prelas lavradas, covado a 11200.
Chaly de cores com iiatra de seda, covado a
500 rs.
Corles de gorgurao de seda para collete a 2g>00
Velbutina lavrada da cores, covado a 500 rs.
Esguio de linho muito fino, vara a 1$.
Cambraias de saloicos muito tinas, peca a 3230
Lencos braocos de cimbraia, grandes, duzia a
3$000.
Eafeites pretos e de cores de vidrilbo a 29.
Luvas de pellica brancas a 13500.
Uiscados francotes finos, covado a 220.
Metas cruas muito finas, duzia a 39500.
Bsm como muilas oulras fazendas baratissimas
tanto para negociar como para gasto das familias
que faro a maior economa comprando ; na loja
de fazendas e depoiilo de machinas de costara,
da Raymundo Carlos Leite <& Irma, n. 12, roa
di Imparatriz, antigameate aterro da Boa-Vista.
HLOJADOPAVlO
9 d*
i Ra da Imperatriz n. 60.
I DE
pama&Silva
Acaba de recebcr um novo sortimento H?j
* de fazendas proprias para senhoras e jpS
i meninas que vendem por precos bara- k*-4
j tissimos como sejam : km
j Ricos cortes de cambraias brancos *
j com barra adamascada e outros com ba- -'-a
s bados brancos e de cores que vendem a gjjS
3$500, pegas de cambraia muito fina com rA
i 10 raras e urna vara de largura a 6 e g
3 ~, ditas transparentes muito oas com jjfl
* 8 e 1|2 varas a 39 e 3(500, ditas de 6 e 9
| 1(2 varas a 29500, pega de cambraia [j
i branca com salpico com 8 e 1(2 varas a j&N
o 4|, cortes de cassa com salpicos braocos Ss
i e decores a 29, ditos de ditos brancos >yj
? lavradas a2g, capas pintadas com lin- J
9 dissimos padroes o covado a 280 rs.,di- H
las de salpico brancos e de cores o co- >Na
3 vado a 24rs., chitas francezas escurase
i alegres a 220, 240,260, 280, 300 e 320
i ris.
Sedas.
Grosdenaples preto bastante largo e
encorpado o covado a I96OO e 1J800, dl-
i to cor de rosa a 2J, dito azul car muito
' bonita a 2jJfOO o covado, seda lavrada flfi
cor de canna muito moderna porserada- psj
, mascada o covado a 29, chamalole pre- H*
to bastante largo o covado a 2/. !fc2
Para familias.
Damasco dla com 6 palmos de lar- W$
gura para cobrir mesas de jantar, de |||
meio de S3la, pianos etc., etc. o covado Q
a 19250, d amarello proprio para eolias, cortinas
etc., ele. o covado a 2$2i0, sedas bran- gg
cas proprias para vestidos de nuivas fa- 5|fl
'.nida muito superior, madapolo muito i53
tino peca de 40 jardas a 440 rs. a jarda, SB
dilos muito superiores a 200 rs. a jarda, 71
a 4*500, 59,59500. 65, 6g500 e 7j, al- ^
pac preta muito superior a 500. 560, @j
60rs. o covado, grande sortimento de B
chitas prelas francezas covado a 240 rs., Hj
ditas inglezas a 160 rs. o covado, cas- ^
sas pre'.as a 480 rs. a vara. H
Para vestidos. H
Orgrndys de cores fazenda muito mo- ?
lerna covado a 560, mimos do co e i*~%
gazias de seda fazenda muito nova co- ^jS
vado 19, chaly muito bonito a 13, 800 k|
e 60 rs. o covado, lazinhas claras te- j.^
cido krepaD covado a 640 rs., corles de
goruro escuros a 69.
Chales.
Ricos chales dekrepom com listas de
seda a 83, ditos de ditos a 79, ditos de
froco a 69, ditos de merino com palma
de seda e de velludo a 49500.
Bordados.
Camisetas com golla c manguitos a 3J,
j., 4 e 59, manguitos com gollinhas a 39,
B| iiiissiiB* litas bordadas a 800, 19 e
g|, 9500. gollinhas muito delicadas a 600,
j 800 e 15. ienciuhos de labyrintho pro-
g^ prios para senhora ou para presente a
[^ 1-J280 e 13600, ditos muito liaos a 49.
Wf Paltots para homem.
fjjj Paletots de panno preto de todos os
Sg prejns e cualidades tanto saceos como
t^ sobtecasacos, ditos de casemira de todas
f% as cores, ditos de ganga e de riscado,
fi* caicas de brim de linho brancas e de co-
ks res, ditas de casemira de todos os lma-
la nhos e qualidades tanto pretos como de
BgJ cores garante se a bemfeitoria destas
Ln* obras por lerem sido feitas por um dos
p% melhores alfaiales desta cidade ; na
J mesma loja existe nm resto de chapeos
sc3 de sol de seda a 69 e lencos de seda a
|P 19, tambem se vende constantemente um
P; completo sortimento de ronpa feitapara
3 pseravos ou para trabalho muito bem
f cozidas, do-se as amostras de todas as
(kf-: fazendas deixando penhorou mandam-se
IS levar pelos caixeiros da casa aos fregu-
is z?3 que quizerem
A 1$000.
Vende-se o approvado remedio para matar ra-
tos e baratas, chegado pelo ultimo vapor da Eu-
ropa : na ra da Senzala Nova n.l.
Ruada Senzala Novan. 42
Vende-se im casa, da S. P. lonhston di C,
se'liase sbeinglezes,eandaeiro a castic,aei
bromeados,! onas aglezes, fio devala,chicla
prt carros, amontara,arrotos para carro da
a a toas cvalos ralogiosda ouro ptente
fin.'
Altencao
Vende-se urna cata i beira do rio Capibaribe,
9 Poro da Panella, com commodos para grande
familia, e muito propria par se passar a festa,
caai 4 auartos gabinete, copiar, cozinha fra,
A 18,000 rs.
Superiores paletots e sobrecasacas de panno
fino preto forrado de seda : vende-se na ra do
Queimado o. 47.
Grande sortimento
Fazendas de todas as qua-
lidades.
Na loja n. 28.
Vestidos de blonde, ditos de seda,'di-
tos de phantasia e de cambraia bor-
dados.
Lazinhas, sedinhas de quadros e
cambraias de cores padroes moderno.
Nt loja n. 23 da ra da Cadeia.
Manteletes, canas compridas moder-
nas, taimas de Al e polooezas de goato.
Pil, larlatana, organdys com nevos
padroes, cambraia com lista de cor o
mais moderno.
Na loja n. 23 da roa da Cadeia.
Saiasbalo, manguitos, gollas, pon-
tea de tartaruga, leques, perfumaras,
luvas de pelica.
Chales de todas as qualidades, gros-
denaples, chila fraoceza, caobraia
branca etc., etc.
Koupa eita
A a loja n. 23 da ra da Cadeia.
Completo sortimento de paletots, cal-
cas, colletes, camisas para homem, me-
ninos e senhora.
^* Vende-se muito barato
g&* Vende-se muito barato
KW Na loja n. 23
^* Na loja n. 23 de
GURGEL 4 PERDIGAO'.
Transelins grossos de re-
troz para relogios.
Vendem-se a 500 rs. cada um na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca, o. 16.
Bandos de nova epro-
veitosa invenc.
A ioja d'aguia.branca acaba de receber urna pe-
quena porco oe bandos de urna nova e pro-
veitosa inveoco, com os quaes muito adianto
as seahorasoacomposi{o de seus cabellos. Es-
ses novos o preciosos bandos sto de corapridos
cabadlos humanos mui bem tecidos e segurosem
pequeos pentes com osquaes se prendera a-
quelles por dentro do cabello da senhora, ser-
vindo de enchimento o mesmo que elle* traiem,
e depois junto o cabello do dito ao da pessoa faz
um lindo e perfeilo atnarrsdilho, principalmen-
te quando a senhora tero pouco cabello, e em
lodo o caso sao dispensadas as pesadas trouxas
que ento se usavam. E' o qae de melhor e
mais moderno apparece, e a vista da perfeico e
utilidade da obra sao baratos por 69000 o par
Os cabellos sao pretos e caslanhos, conforme os
naturaes das senhoras. EiUs achirase somen-
te na ra do Queimado, loja d'aguia branca,
n. 16.
Msras
para vestidos de senhora e
rupinhas de enancas
Na loia d'aguia branca se enconlra um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e de cores, propriaspara enfeites de vestidos,
assira como urna diversidade de galao de seda e
linho, brancos e de cores, abertos e fechado*, lar-
gos e estreilos at o mais q.ue possivel, trancas
tambera de seda, la e linho, de di (Te re a tes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar etn taes cousas : por issn quera precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, que ser bem
servido.
4 loja da bandeira |
Nova loja de funileiro das
a ra da Cruz do Recife i
numero 37..
SManoel Jos di Fonseca participa a <
todos 03 seus freguezes tanto da pra^a 2
cmodo mato, e juntamente orespila- J
vel publico, que tomoM a deliberaco de m
baixar o preco de todas as suas obras, por 5
H cujo motivo tem para vender um grande M
89 sortimento de bahs e bacas, tudo da
differentes tamanhos e de diversas cores
0 em pinturas, e juntameute um grande
II sortimento de diversas obras, conten-do
baoheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas para caf e camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 49 e pnce-
nos a 600rs., bacias grandes a 59 e pe- 3
quenas a 800 rs,, cocos a 19 a duzia. Re- 1
cebe se um official da mesma ofBcin* ja
para trabalbar. 91
ESTINO
DE
J#s Dias Brano.
5Ra da Lingueta 5
O novo deslino torra gneros por menos de seu
ralor: superior manleiga ingleza a 19 a Ubra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto yi 1*400, nas-
sas a 580, conservas inglezas e portoguezaa a
700 rs., aletria, talhatim e macarrao a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, baoha
de porco refinada a 480 rs latas com peiie de
postas a 19400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 59 a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
698OO a duzia, tanto em garrafas como em ajeias,
ervilhas francezas e porluguezas a 70 rs. a lata,
sprrmacete de 4, 5 e 6 em libra por preco mui-
to em conta, vinho do Porto engarrafado fino
(velho) a 19500 rs., vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 820 rs. agar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornara enfa-
donho aos freguezes. (Dinheiro vista.)
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'agaia branca acaba de reeober essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de urr aroma ex-
celentemente agradad. Ella serve acertada-
mente para se deitar algamas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando dlsso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com eapecla-
lidade das senhoras ; assim como para m deitar
n'agua de banho, qne o torna mui deleitare!, ra-
eitado : ua ra !^o*a, sobrado n. 3?. primeirb
andar.
Arado* aoriericanoiemacliina-
Et* lavar roupa: ern casa deS.P. J01
aitn 4 C. ra da>eaiala n.4-1.
clusidadede acalmar o-ardor que deita traralha
quando ae faz a barba, urna vez qu agua com
queso lave o rosto leona della composfr^o. Coa-
la o frasco 19, e quem aprecia o bom nto-a.ear
canamente de comprar dessa estfmavel agua attr-
bTeada. lato na loja d'aguia braiica, na na do
Queimado o. 16, nica parte onde sa actart.
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Sempre condescendente e prazenteiro com 01
freguezes que I he trazem dinheiro. o proprieta-
rio deste grande eslabelecimento continua a of-
fereeer ao publico, por precos mdicos e sempre
inferiores aos de outro, o seu bello sortimento
de calcado francez, ioglez e braaileiro e vejam :
y Homem.
Boneguins Vctor Emmanuel. 109000
couro de porco. .... 109000
lord Palmerston (bezerro) 99500
diversos fabricantes (lustre) 99OOO
John Russell. 89OO
Sapatoes Nantea (batera inteira). 59500

Sapatos

9
I
iQueijos do vapor a 2$400
Queijo prato a 720 rs. a Ubra, e 640 rs. inlei-
ro, baaba refinada muito alva a 480 rs. a libra,
alpiste e paio;o a 180 re. a libra, saccas com 20
cutas de fefjo fradlnho a 99; na ra das Crozes
n. 24, esquina da travesa do Ouvidor.
Trina e gales.
K* loja n. 50 da ra da Cadeia do Recife ha
e volantes por presos
patearte.........SJOOO
tranca (portuguezea).
(francezes). .
entrada baiza (sola e vira),
muito ebique (urna sola). .
Senhoras.
Borzeguins primor (Joly).....
brilhantioa.....
gaspa aita......
baixa......
31,32.33,34. .
decores 32,33.34. .
Sapatos com salto (Joly). .
francezes fresquinhos. .
31, 32. 33 e 34 lustre. .
E um rico sortimento de couro de
afooo
1JJ500
5S50O
3^000
53.5OO
5$00O
59OOO
40800
49500
4$000
35200
29240
19000
lustre, be-
zerro francez, marroquim, sola, vaquetis, cou-
rinhos, fio, taixas etc., por menos do que qual-
quer oulro pode vender.
BASTOS
< Reg.
Na ra Nova n. 47, junto a Cooceigio dos Mi-
litares, aeabam de receber nm grande sortimen-
to das verdadeiras camisas inglezas pregas lar-
gas e estrellas peitos, collariobos o punhos de
linho, e como seja grande quantidade tomamos
a deliberarlo de vender pelo diminuto preco de
359 e 409 a duzia, uniformes de casemiras de co-
res a 205, 259 e a 309, assim como muitas outras
fazendas queso com vista que se pode reco-
nhecer o que barate.
Admi ra vel pechin-
cha a 3,500 o corte.
Na loja do Pavo.
Grande e variado sortimento de cor-
tea de cambraia de seda tanto de barra
omo de xadtez, de listas ou de flores
matisdas fazenda de 8$ que se vende
3#500 para apurar dinheiro: na ra
da Imperatriz n. 60, loja de Gama &
Silva.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug& n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
C*ixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabag n. 1
B, chegado de sua propria encommenda muito
lindas caixinhas de costura com msica, proprias
para mimo, que se vende muito barato.
Enfeites de flores para ca-
samentse bailes.
Ghegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui propriospara as
senhoras que vao a casamentos e bailes, e ser-
*m igualmente para paaseios. Os presos sao 89,
10 e lt, porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e paraisso dirigir-se a rus
do Queimado, loja d'aguia branca n.16.
Bonitos toncado
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc. *
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armagao preta, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que os
tornam mui elegantes, os quaes servem excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e de rapazessoltei-
ros, e pelos precos de 8. 9 e 109. sao baratissi-
mos na verdade, e quem os vir na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
infallivelmeJRe comprar.
Espelhos para
salas.
Ricos espelhos de moldura dourada com mui-
to bons vidros para ornamentos de salas, de va-
rios lamaohos e precos : na loja da Victoria, na
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Anda ao
Pavao.
- Chitas baratas.
Vende-se chitas escuras de
cor fixas a 4$500 a pega a 120
rs. o ^covado por ter um pe -
queno toque de mofo: na ra
4a Imperatriz n. 60, loja de
Gama & Silva.
Liadas caixinhas
com necessarios para costura
Acaba dechegar para a loja d'aguia branca mui
lindas caixinhas matizadas, com espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e penteiro,
tudopratiado e de apurado goito, emflm urna
caixioha excellente para'ura presente, e mesmo
para qualquer senhora a. possuir, e vendem-se a
109 e 129 : na lo^a d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Campos A Lima.
Na ra do Crespo n. 16" continua a vender lin-
das fofos de cambraia para guarnico de vestidos
por com modo prego.
Alten^ao.
Vende-se um preto de meia idade, que enlen-
de delavoaraa por estar affeilo a lato, e o motivo
da venda querer o escravo ir para o mal*; a
tratar na ra de Rangel n. 00, primeo anear.
para vender trina, gales
commodos.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'agaia branca receben prximamente
uro novo e lindo aortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de differen-
tes crese larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a tj, 3, 4 b$ a pega, presos
astea que em nenhuma outra parte ae achara, e
e sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
Contina
o pavo.
A 3^000.
Ricos vestidos de cambraia de cores, fazenda
inteiramenle nova, afiancaudoae ser cor segura
com 81|2 varas, que se vende na ra da Impera-
riz n- 60, loja de Gama 4 Silva.
Bom e assim i>arato
ningaem deiza de comprar urna pasta para pa-
pel por 19O0O. Na loja d'aguis branca acha-se
urna porco de boas e perfeitas pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, e ndice das festas
mudaveis, pelo que se tornam de rauita utili-
dade, e o pequeo preco de 19000 cada urna
convida a aproveitar-9e da occasiao em que se
estao ellas vendendo por metade do qae sem-
pre custurara ; assim dirijam-ss a ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que ser
bem servido.
Gravatinhas de raiz de
coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravatinhas de raiz de coral com duas e tres
voltaselacos as pontas, sendo ellas bastante
compridas. avista do que sao baratissimas a
29500 e 39OOO : assim bom e barato so na loja
d'aguia branca, ruado Queimado n. 16.
Em casa de Adamson, Howie & C, ra do
Trapiche Novo n. 42. vende-se :
Boinas de cortica finissimas.
Lona e flele.
Fio de vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Sellins, silhes, e arreios para carro ou cabriolet
Sabonetas
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-aeaabonetes de amendoa para barba,
cada um era suacaixiaba da louca a 500 rs. ; na
ruado Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Libras sterlinas.
Vendem-se no. escriptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
4 2.500 o covado.
Damasco de seda boa fazenda, encarnado, cor
de canna e branco.
Manteletes de fil preto enfeitados com bico a 59.
Damasco de l com 6 palmos de largura cova-
' do aI95OO.
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 89.
Cortes de casemira de cor a 39500.
Setim Macio superior a2$5O0.
Casemira preta setim superior a 29500.
Pecas de indiana nissima com 10 varas a 8g.
Na ra do Crespo loja n. 10.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por preco commo-
do : na ra nova de Santa Rita n. 65.
4 2$ o corte.
Cortes de riscado francez com 14 covado pelo
I barato prego de 29 : no armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Tachas e moendas
Braga Filho C. tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho de
muito acreditado fabricante Edwin Mawatra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
Batatas.
Vendem-se batatas a 19 a arroba, e 40 rs. a li-
bra : na ra Nova n. 69.
Jchegou o proopto
alivio,
ispanti
Chegaram as alampada* da lar* Uo prestir -
das, tburibolos, navetas, lalidaiiWtiss pira agua
benta, caixinhas com frascos para santos leos,
campainhas para tocar a asase* de todos os tama-
nhos, tudo com muito gosto e per presos com-
modos; na ra Nova n. M< Xrwte da Concei-
cao, no muito antigo depeeiU do Braga.
Vende-se em cass mhtmmmm, Howie S
C, ra do Trapiche Novo n. 42, bieejloa inglezea
sonidos, em pequeas latas.
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway 4 C-, de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz. n. 12. Tambem che-
garam as inslrucqes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que ae-deaeja curar, os
quaea se vendem a I9OOO.
Vejam o Pavo.
Vendem-se riquissimos cortes de ves-
tidos de seda de cores fazenda que s
vendeu por mais de 100$ cada corte e o
Pavao vende pelo diminuto preqo de
30jj, 35# e i Os, por terem um pequeo
toque de mofo : na ra da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva.
uval sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55, loja de miudozas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tesa para ven-
der pe^os diminutos presos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa,
garante tudo perfeito, pois o nre^o admira ;
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a 40
Bita do gaz brancas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel muito boa, carretel a 30
Nvelos de linha do gaz brancas a 10 e 20
Carreteis com linha preta muito gran-
des a 160
Varas de franja de 15 muito bonitas a 100
Pecas de tranca de la muito bonitas e
com 10 varas a 200
Pares de meias cruas para menino a 200
Ditos ditos de cores todos os tamanhos a 160
Ditos de cores para meninas a 120
Duzia de meias eruas para horneas a 29400
Cartes de linha Pedro V com 200 jar-
das a 80
Caitas com tiasoes para acender charu-
tos a 40
Caizascomlphosphoros de seguranga a 1601
Duzia de phospboros do gaz a 2401
Filaa para eoflar vestidos muito gran-
des a 80:
Frascos d'agaa de colonia muito supe-
rior a 400
Ditos comcheiros muito Uno a 500
Duzia de meisa para senhora o melbor
que ha a SfOOO
Pegas de trancinha de Ua sortidas a 50
Sabonetea auperiorea e muito grande* a 180
Groza de botes de osso para caifa sendo
pequea a 120
Dita de dttoa grandes a 240
Taamoia do Porto superiores varas a
100, 120 e 160
Pegas de fita de linho brancas e de co-
res a o
Groza de penas de ago muito finas a 600
Frascos de opiata para lito par denles a 400
Copos com banha muito boa a 640
Espelhos de columnas madeira branca a 19600
Carteiraa para guardar dinheiro 500
Rialejos para meninos a 40
Baralbo porluguez 120
Varas de franja para cortinados a 240
Groza de botes deioucs brancos a 120
Tesoorasmuito finas para unhas e cos-
tura a 400
Caixas de charutos de Ha vana muito au-
periorea a 4jk0OO
Cartas muito finas para voltarete o ba-
raiho a 240 e 320
Varas de bico largara de 3 dedos a 120
Garrafas com agua celeste para cheiro a IfOO1
Rialejoacom 2 vozes para meninos a 10D
Venda.de propri edades
Vendem-se as casas terreas sitas na ra atraz
da matriz da Boa-Vista n. 30 e 32. Bangel n. 79,
e ra do Forte o. 26, todas com aoloa proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza,
ruado Queimado a. 12. primeiro andar.
Vende-se a todos miudezas baratas
Appareca dinheiro que a vista faz f ;
Correi fregueziohos s estrellas grataa
Que no Bosario divisam a loja que .
Loja das tres estrellas, roa
larga do Rosario n.
33
Enfiadores para espartilhos a 60 rs., ditos d
seda preto a 100 ra., gallo branco de linha .a
100 e 120 rs. a vara, ditos pretos de seda alJJ600
a pega com 10 varas, fita de velludo escoceza
para siotos a 19 a vara, ditas encarnadas a 800
e 19, fita lavrada de la e seda a 120, 240 e 400
rs., ditas de garga a 480 rs., ditas de sarja a 800,
19 e 19500, fita com colxetes a 320 e 360 a vara,
fita de velludo estreita a 19 a pega, ditas de cor
a 800 rs., caixinhas com agulhss francezas a
120, 160 e 240 rs., bico de seda a 120, 240 e
320 rs., ditos largos a 800 e 19200 a vara, bico
preto de linho a 240 e 400 rs. a vara, franjas de
la preta a 700 rs. a pega com 10 varas, trangado
para enfeite a 800 rs. a pega com 15 varas, pen-
tes de tartaruga a imperatriz a 79 e 89, ditoa
para tirar bixos a 320 rs fita de sarja estrei*
com pouca avaria a 19 a pega com 11 varas, tra-
moia a 320 e 400 rs. a pega com 15 varas, guar-
danaposde linho a 200 dnzia 2$, escovas para
fado a 640, 800 el9, ditas finas a 19500, barre-
tes de palha para meninos a 2g500, ditos de pel-
lucia braoca fazenda de apurado gosto a 59, es-
tampas de diversas imagens a 120 e 160 rs, ditas
brancas couss nova a 320 e 4O0 rs., ditas colo-
ridas muito finas a 800 e 19. tesouras para cos-
tura a 100, 160 e 240 rs.. ditas muito finas a 320
e 400 rs., caivetes para aparar penas a 100 o
160 rs., ditos muito finos a 800 e 19 com duas
folhas, dedaes brancos a 40 rs.. escovas finas pa-
ra denles a 320 e 400 rs., ditas para unhaa a 120
rs., ditas para cabello com cabo de bfalo a
1500, botes de osso grandes para paletot de
brim a 500 rs. a groza, ditos de massa preto pa-
ra paletot de alpaca a 720 e 800 a groza. ditos
de seda para casaca a lg600 e 2#800, dilos de
massa couss nova a 3g a groza, botes de vidro
para casaveque a 200 e 240 rs. a duzia, ditos de
linha a -210 rs., aboluadura para collete a 240 e
320 rs carteiras grandes para dinheiro e let-
tras a 65, capachos para porta a 480 rs., ditos
grandes para sof a 19400 e outras muitas quin-
quilherias que se vende sem reserva de prego
para acabar.
Feijo de corda
no armazem de Tasso Irmos, ra do Amorim
n. 35.
Cabo de marfm e madrepero-
la, escovas para deotes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fm e madreperola a 29 e 2g500 cada ama. Com
urna escova assim delicada faz gosto )impar-se
os denles, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Bay mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarisa* vin-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto s o r t i -
ment das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e 1 h ora dos
com novos
a perfeicoa-
mentos, fszendo pesponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agurhas, re-
trozes em carrileis, linha de todas ae core tudo
fabricado expxessamente para as mesmas ma-
chinas.
Mea oa sosa
la do Oueimado lojaS
I de 4 portas n.l 0. |
Ferro Encyclo-
pedica
Tu*ja de fazendas
[Ra do Crespo numero 17 j
DE
Guimardes & Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos :
Chapelinas de seda de riquissimos gostos
a 129 cada urna. *
Ditos de palha de Italia a 289.
Gollinhas e manguitos de punbo de su-
perior qualidade a 39.
Cassas de cores fixas e delicados padroes
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quanto perteoce para adornos de se-
nhora por baratissimos pregos.
Calgado Meli de 2 solas e sola fina.
Para homens.
Grande sortimento de roupas feitas e
chapeos de todas as qualidades.
Objectos de gosto para
casamentos.
A loja d'aguia branca acaba de receber de aua
encommenda um completo sortimento de objec-
tos de gosto, proprios para casamentos, sendo
finas luvas de pellica enfeiladaa para noivas, de-
licadas capellas com 1 e 2 caixos para o peito,
canos brancos de flores mui finas, bonitas fitas
brancaa lavradas para lagos, ditas muito estreitas
para enfeiteede vestidos, franjas de seda etran-
gas brancaa para o mesmo fim, meias brancas
de seda, fazenda muito boa, bonitas ligas de
dita [tio bem ba para meninas) grvalas bran-
cas do seda e chamelote para noivos, em fian
urna variedttde de objectos escolhidas ao melhor
goato, e o mais moderno, todos proprios para
casamentos: na ra do Qaeimido, loja d'aguia
branca, d. 18.
Relogios.
Vende-se em casa de Jolmtoa Fuer 4 C,
ras do Vi gario n. 3 um bello sortimento da
relogios de ouro, patente iagiei, de a in ja
afamados fabricantes de Liverpool; nastrom.
usa rariedade de bonitos traaeeltns para os
msalos.
8
Vende-se o seguinte :
Corles de seda para vestidos de
senhora mais modernos que V
tem vindo a este mercado a 259000 Ci
Chale de touquim finos a 15|,
239 e 30$000 P
Heroestinaa fazenda delicadissi- fik
toa o covado a 4CO e*
LiodiasimosehapeoaaGariMdia 159000 }
Enfeites a Traviata a IO9OOO W
Superiores camisas de linho aber- dj|
tas a rendas para senhora
a 49 e 59OOO W
Caiaveques brancos bordados
10 e U9000 ||
Lengos de cambraia bordadas a
duzia a 19600 e 29OOO W
Setim prete o melbor que pos- *2s
sivel o covado 39000 5
Sedas pretas lavrada a 19 e 19500 w
Chapeliqas de seda para senhora OJOOO ft
Lengos de cambraia bordados m
proprios psra acto de igreja a 500 5|
Enfeites de flores para cabega de fjg
senhora a 2J000 A
Cortes de cambraia de salpico a 2JJ000 2
Aviso s familias.
ARMAZEM DE FAZENDAS
N. 19Ra do QueimadoS. 19,
DE
Santos Coelno.
A 8# e 1O0OO o corte.
Lindos cortes de phantazia de ."da com 3 Ca-
lilos, pelo baratissimo preco acin a.
14 covados por 2|.
Cortes de riscado francez com 14 covados por
29, eslo-se acabando.
A 25$ o corte.
Ricos cortes de seda com algum mofo pelo ba-
rato pre?o de 2J.
Lencoes a 1$900, 3<| e 30300.
Leocoes de panno da linho e bramate fino a
19900, 39 e 39300.
O corte a Mfl
Ricos cortes do seda de todas as cores a 409.
480 e 6*0 rs. a Tara.
Algodio roonstro muito superior a 480 e 600
rs. a vara.
A l.s-280 a vara.
Bramante de algodo com 10 palmos a 19280 a
vara.
A 2$500 a golnha. .
Gollinhas de traspasso ricamente bordadas a
2S500.
A500rs. atoalha.
Toalhas de fusilo pelo preco de LOO ra.
Cobertas de chita a chineza a 1?800.
Colchas de fuste a 6$.
Capellas de flor de laranja a 59.
Lindas cambraias de salpicos brancas a 59000 a
peca.
A 10600 a vara.
Atoalbado de linho para mesas a 1J600 a vara.
A 2$500.
Chales de merino estampados a 29500.
A 220 rs.
Chitas francezas escuras a 220 o covado.
Pechmcha, a 640 rs.
Grosdenaples de quadrinhos a 640 o covado,
lendo algum mofo.
A 10 o covado.
Vellu lho encarnado proprio para roupa de
meninas a 1;.
Importante
Aviso
Na loja de;4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
eocommende; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, faross com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o ar-
damento todo completo conforme ae usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
la vieram ; alm disso faz-se mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilba de ouro ou prala, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conbecidas at hoje, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que ae
far pelo gosto franceza.' Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte,, ni o se falta no
dia que se promelter, segunde o systema d'onde
veio o mestre, pois espara a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Na loja d'aguia da ouro, roa do Cabug n. 1 B,
recebeu um.completo sortimento de gollinhas de
missaoga, sendo de todas aacorea
Boa do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, ven-
de-se por precos muito baratoa as seguintes fa-
zendas d superior qualidade e modernas, sedas
de quadros roiudos para vestidos1 de senhora e
meninas a 800 ra., babados largos e transparen-
tes a 39 a peca, entremeios muito finos a 19500,
cosas de merino e.fustao para senhora a 59, chi-
tas largas escuras o cllraa a 240 ra. o covado,
roupoes de seda a 10$, pecas de bretasha de al-
godao a 29, riscado francez muito fioo a 180 rs.,
manguitos bordados linos a tf, gollinhas borda-
das a 610 ra., atberas de panno felpudo para
homem proprioa para chua a 109, capas rosis.
as e melbor que tem vindo a este mercado a
309. paletols de panno preto a 18$ e 20#, aobre-
casacas de dito muito finas a 5$, calcas de cjee-
mtra preta s de cores de 59 a 88, ditas de brim
braoco e de coros de 29 a 59, paletots de alpaca
ede bnm de 89500 a 59, camisas brancas e ds
i'Hhib (tajate, iliauuua tfpad sen* sa|ft-
riores a 6|, ditosingtezefl tf9, cassas de cores
transparentes a 240 rs. covade. assim como
notes* smiUs fazendas que ss ved*rao sor -
00a (U> sen valor para fechar eosUas. veeinsakm
de briaa e tust&o lodos gnaxftenidss e
para meninos a 29.


DIMIO DI VSnUMBOCO. ~ TW? MIRA 10 M AGOSTO DI 1161.
a
Cheguetrao barat.
O Preguica est queimando, em sua leja bi
na do Queimado n. 2.
Pegas de bretaoha de rolo com tO taras a a?
easemira escura enfestda propria para calsa,
cllete e palitos a 960 rs, o covado, canania
organdiz de muito bona goslo a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 39. 4 e 69
a paca, dita lapada, com 10 raras a 555 e 6 a
pega, chitas largas de modernos e escollados pa-
drees a 240, 260 e 280 rs. o covado, requissi-
mos challes de merino estampados a 79 e 89
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 9 cada ura, ditos com urna s palma
muito finos a 89500 rs., ditos lizos com franja
de seda a 59, lencos de cassa com barra a
100,120 e 16Q rs. cada um, meias muito finas
para senhora a 49 a duzia, ditas de boa quillla-
de a 39 e 3500 rs. a duzia, cRitas francezas
de ricos desenhos para coberta a 280 rs. o cova-
do, chitas escuras inglezas a 5*900 rs. a peca,
e a 160 rs. o covado, brim raneo de puro iinho
a 1, 19200 e 19600 rs. a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 rs. a vara, brilhantina
azul a 400 rs. o covado, apalea de differentes
cores a S600 rs. o covado, casemiras pretas fi-
nas a 2|500, 3 e 39500 rs. o covado, eam-
braia preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e ou-
tias muitas fazendas que se far patente aocom-
prador e de todas se darao amostra com penhor.
##% www *vii wwnf www tmfw wWwtrXmwwm ***
i 2 !
[Fazendas e rou-l
pas feitas baratas.
NA LO JA DE
48~Rua da Imperatriz--48
Jante a padaria franceza.
8 Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo variado sortimento
8 de roupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimeoto de palelots
de alpaca preta e de cores a 3 e 3500
ditos forrados a 4 e 4500, ditos france-
Szes fazeoda de 10 a 6*500, ditos de me-
i.on pr8l a 6*' dil0$ de brim Prdo a 1
a 3S800 e 49, ditos de brim de cor a 89500 S
89 ditos de ganga de cor a 3#500, ditos d X
alpaca de la amarella a imitaco de Da- 5
lha de seda a 39500 e 49. ditos de befa 8
easemira a 49500, 5$ e 59500, ditos de 3
easemira saceos s 13J, ditos sobrecasacos 9
a 153, ditos de paaoo preto Goo a 20 t
3lnl8S,;-dlt0.' braQCOS de bramante 5
K! V?\",6M d0 brim de f0r a 1S800, 8
zgoOO, 39. ditas brancas a 39 e 49500 di-
tas de meia easemira a 3*500. ditas de 8
8- easemira a 68500. 7500 e 99, ditas pre- 5
tas a 4S500. 79500. 9* e 109, cllete? 4e U
WH i8,aCea a 1S600> di,os de fusao X
23800. ditos braneos a 2J800 e 39, ditos II
de aetim preto a 39500 e 4*500, ditos de
gorgurao de seda a 4*500 e 59. ditos de
easemira preta e de cores a 49500 e 5
ditos de velludo a 79.8J e 9*
Completo sortimento de roupa para
S_ meninos como sejam calcas, colletes. pa-
E&ni^fiS a Mr*00*2*' ditas de futi
a29500. chapeos francezes para cabeca **
fazenoa superior a 9500, 8$500 e 10*. U
ditos de sol,i 68 e 6*500. ditos para se- *
nhora a 4Sa00 e 5*. Recebem-se algu- U
mas eocommendas de roupa por medida l
e para uto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendele a su a arte
Fazendas.
SAobarateiroda ra da Imperatriz n.
48 juntoa padaria franceza, vende e-
neos cortes de cambraia brancos e
bordados com dous folhos a 6*000 ri-
cos cortes de vestido de seda esco'ceaa
fi pelo brrato preco de 12J, cambraias lizas
H muito unas com 10 jardas a 3*500 e 4* e
Z de Escocia a 6*. saias a balo de arcosa
g 29o00. cortes de chita franceza achamalo-
8 Jada com 14 covados a5g, pec,as de cam-
braia lisa para forro com nove varas a 29
8e um completo sortimento de chita fran-
ceza a 240, 260 e 280 rs. o covado e das
8 inglezas a 180 e 200 rs. e outras muitas
fazendas por precos commodos.
^eiesiftiftdtt se wwzmmwn
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria eocommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quam quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Coral de raz
Vende-se muito bom coral de raiz, o fio a 1*:
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Vende-se mel em barris de 5.: no deposito
da ra do Rangel n. 9, ou na padaria da ra dos
Pescadores os. 1 e 3.
Potassa da Russia e cal tic
Lisboa.
No bem conhecido a acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem em
pedra ; tudo por precos mata baratos do que em
oulri qualquer parte.
Vende-se
ptimos licores de diversas qualidades em garra-
fa a 240 rs., meias ditas a 120 rs., a sendo em
poreao se dar a 200 rs., onde tem o famoso li-
cor de ortelia pimenta, chamado estomaga!, e
recebe-se encommendas para fra da provincia
embarricado e bem acondicionado : na taberna
nova da ra do Fogo o. 32.
1*200 o par
de spalos de tapetes, de antazia mui bellos e
novos goatos chegados pelo ultimo paquete da
Europa : na loja do Vapor ra nova n. 7.
Veode-se urna ascrava de meia idade, cozi-
nha, lava e faz tono servico de ama casa ; na ra
do Fogo n. 43.
Vende-se um cabnolet de duas rodas muito
seguro e forte com um bom eavallo e arreios, o
qual serve igualmente para sella por ter boas sn-
tarea e ser muito manso : na cocheira do porto
a ra Nova, de Antonio Jos Ferreira.
HP^de-sen esgenho Tiriri, atto asreomarta
do Cafre, com as proporedee segalntee: dista da
estrada de ferro ama legoa, e porto para embar-
que em distancia de 200 bracas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem mullos terrenos para ae
abrirem com facilidad, ha grande cercado
multas matas. Este engenho novo e bem obra-
do ; a tratar na rea da Praia n. 47, segando an-
dar, ou 00 engenho Cafund, sitio em distancia
de meia legoa daestieio deOlinda com oabaixo
assignado.Joao Paes Barrete
Eotre-nieios
obas
m
os raelhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca reeebeu um explendido
sortimento de ntremelos de delicados bordados,
e gostos inteiramente novos, com differentes lar-
garas, do mais estreito at mais de lr2 palmo,
suas diversas applicacdes escusa dizer-se porque
todas as senhoras Sabem : os pregos slo de 2 a
59 a pega conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o bom.iofaTH-
velmente os comprar : na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado o. 16.
Papel Dar msicas, pa-
pel jAutado e riscado
para cootas e facturas, papel mata-borrao; ven-
de-se na loja d'aguia branca, ra de Queimado
numero 16.
\mmmmwgmwm a* fljB^jftattMttttBIf
Na ra da Cruz n. 10, casa de t
Kalkmann limaos &C, tem ex- 5
posto um completo sortimento
de amostras de objeetos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo correias para
transmittir movtmento, canudos
de borracha de qualquer com- ]
primento e grojsura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en- i|
commendas.
mmm mmamm vKmmmm
Gollinhas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabog n.
recebeu-se uan completo sortimento de golli
de roissanga de tudas as cores.
m Em casa de Kalkmann Irmos
Ag & G., na ra da Cruz n. 10, exis-
m te constantemente um completo
g sortimento de
k Vmlios Bordeaux de todas as
^ qualidades.
t-'j Dito Xerez em barris.
^ Dito Madeira em barris e caixas.
^ Dito Muscatel em caixas.
^ Dito champanhe em gigos.
E Cognac em barris.
Cerveja branca.
Z Agua deSeltz.
I Azeite doce muito fino em caixas.S
I Alvaiade em barris.
I Cevadinha em garrafoes.
Farinha SSSF.
Esta eonhecida e superior marca de
farinha chegou a tres dias de Trieste
pelo brigue Luiitania, e vende-se a re-
talho no armazem de Antunes Guima-
raes &C, largo da Assemblea n. 15.
SLoja dos bara-!
S teiros.
Ra do Crespo n. 8 A.
5 Leandro & Miranda.
fe Recebemos pelos ulliAps navios e
' vapores da Europa grande e^variado sor-
tmenlo de fazendas, roupas feitas e
A\ perfumarlas, e tudo se vende por menos
u que em outra qualquer parte, como se-
jy jam :
$g} Cortes de vestidos de cambraia branco
^| bordado a 5$. 109, 139 e 25$.
Superiores saias bordadas a 39.
Baldes de madapolo e crochet a 49.
Ditas de clina a 6jg5O0.
Cobertores de l muito grande a 59.
Chitas francezas muito finas a 280 rs. o
covado.
E outras muitas fazdndas por pregos
baratsimos.
Molas para balo.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.l B,
reeebeu de sua encoromenda as verdadeiras mo-
las para bales, queso- vende a 200 rs. a vara.
Ra do Queimado n. 10,<
loja de 4 portas de Fer-'
1 rao & Maia. '
Vende-se cortes de superior ea-
semira que em outra qualquer
parte somenle poderao vender
por 5g a
Cortes de velludo de cor para
collete de superior qualidade e
goslo a 3$500 e
Corles de ditos prelos bordados
i a5$e
Chapeos de castor rapado a
4J0OO
49OOO
69000
89000
1 Vende-se 1 carro de alfandega, novo, 1 car-
rosa e 2 famosos bois : ao p da fundicio, ta-
berna de Jos Jacintho de Carvalho.
Superiores
organdys a 720 rs. a vara: na
ruado Queimado n. 22, loja
da Boa Fe.
Milita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontr um grande
e bello sortimento de grvalas de differentes gos-
tos e qualidades, e por precos taes que em ne-
nhuma outra prtese acha, como seja, gravati-
nhas estrellas bordadas a 800 e 11, ditas pretas a
de cores agradsveis a 19, 19200 e 19500, ditas
com ponas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim maco alj500. Pela variedade do sor-
timento ocomprador ter muitas de que ae agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Vende-se urna boa armado de amarello,
toda envernisada, que serve para qualquer esta-
belecimento, por prec,o razoarel: na ra do
Crespo n. 15. loja.
No deposito da ra do Vigario n. 6. venda-
se o afamado pao quente italiano, das 5 horas da
tarde as 8 da noite.
Attemjo.
Castriciano Marqaes de Gouveia, arrematante
das dividas activas da massa fallida de Caminha,
Irmios A C, previne os devedores da referida
mata, que qvanto antes venham oa manden aa-
tiafazer as importancias de seus dbitos, na-rut
do Queimado n. 29 ; asseverando que para eon.
os remissos proceder a cobraocu pelos meios
que Ihe faculta a lei.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 239, fazenda fina,
calcas de easemira pretas e decores, ditas de
brim a de ganga, ditas de brim braueo, pal tota
de bramante a 49, ditos de fustao de corea a 49,
ditoade estamenha a 4$, ditos de brim pardo a
39, ditos de alpaca preta saceos aobrecasacoa,
dolletea de velludo prietos e de cores, ditos de
corguro de seda, grava la a da linho aa maia mo-
b*rnas a 20 rs. cada urna, collarinhos da linho
ga uliima moda, todas estas (anudas ae venda
paralo para acabar; a loja est berta das 6 ho-
.as da manhaa al as 9 da noite.
Vende-se a grande e bem construida casa
terrea da ra do Hospicio n. 35, ende mora o Dr.
Baela Nevos, com a vista o comprador conhecer
e tamanho do edificio : a tratar na pregada Boa-
Vista, botica do Sr. Ignacio, das 11 horas ao
meio dia.
^
SABAO.
Joaqalm francisco de Mello Santoa avisa aos
seus freguezes desta pra$a e os de fra, que tem
exposte venda sabode sua fabrica denominada
Recifedo armazem dos Srs. Travassus Jnior
& C, na raa do Amerim n. 58; massa amarella,
castanha, pTeta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feite o seu deposito de velas de cantan-
za simples tem mistura alguma, como aa da
composiQao.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de luvas de pellica chegadas
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado n. 16.
Chegou
afnalo desejado tricopherous
Est venda na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Ra do Crespo n. 8 lo-
ja de 4 portas.
Admira a pechincha.
La para vestidos fazenda que
outr'ora custava 800 rs. o cova-
do vende-se a 240 rs., dao-e .
II amostras com penhor. m
*wxm=^i-^9Kmm6&mxH&
Cal de Lisboa.
Veodem-se barris com cal em pedra a mais
nova que ha no mercado a 69 cada um: na ra
do Brum n. 66.
!Ufi(t2attQi3stt-aBtt&12-MS&B^{tfXf
2W"'^ aavaiw aVaJ* kvOJV WWfW cnv w/SWIVfnWWStw vRW*"
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes savendem por pregos muito modi-
ficados como de seu costume,assim como 9
sejam sobrecasacos de superiores pannos .
e casacos feitos pelos ltimos figulinos a I
269,289. 309 e a 359, paletots dos mesmos J
pannos preto a 16g, 18j, 209 e a 249, j
ditos de easemira de cor mesclado e de",
novos padroesal49. I69, 189,209 e249,'j
1 ditos saceos das mesmas oasemiras de co- <
! res a 99. 109,129 o a 149, ditos pretos pe- j
I lo diminuto preco de 89, 109, el2$,ditoa
de sarja de seda a sobrecasacados a 129, i
! ditos de merino de cordo a 129, ditos j
1 de merino cbinez deapurado goslo a 159, <
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109, j
i ditos saceos prelos a 49, dilos de palha de '
! seda fazenda muito superior a 495Q0, di-
tos de brim pardo e de fustao a 3$500, 49
1 a a 495OO, ditos de fuslo branco a 49,
grande quanlidade de calcas de easemira
.preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
, pardas a 39 e a 49. ditas de brim decores
I finas a 2g500, 39. 39500 e a 4g, ditas de
1 brim brancos finas a 49500, 5g, 595U0 e a
I 69. ditas de brim lona a 59 e a 6g. colletes
> de gorgurao prelo e de cores a 5$ e a 68,
, ditos de easemira de cor e prelos a 48500
e a 59, ditos defusto branco e de brim
1 a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4$.
dilos de merm para luto a 49 e a 49500,
alcas de merino para luto a 4J500 e a 5$,
capas de borracha a 99. Para meninos
de lodosos lmannos : caigas de easemira
prefa e d cor a 5g, 69 e a 79, ditaa ditas
de brim a 28, 39 a 39500, paletots sac-
eos de easemira preta a 68 e a 7, ditos
de cor a 69 eaJJ, ditos de alpaca a 39,
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
14, ditos de alpaca preta a 59, benets
para menino de todaa as qualidades, ca-
misas para meninos de todoa os lmannos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babado8risosa89ea 128, ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 59 e a 69, ditos do
brim a 39, ditos de cambraia ricamente*
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas fejtas que deixam de
aer mencionadas pela sua grande quanli-
dade; assim como recebe-se toda e qual-
quer eocommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
daa de gosto e urna grande oficina de al-
faiate dirigida porum hbil meslre que
pela suapromptidSoeperfeicio nadadei-
xaa desejar.
ireaiSMeeKwreeifi^ttseiei
\GMCl\
A
FUNDICIO L Rna daScmalliNova n.42.
te *s labe leci memo contina a ha ver um
wmpleto sortman to de moenda jemea? moen-
HPnganho, machinas da vapor ataixas
eferro batido e coado.da todos ostamanhos
Pr* dito,
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
a r* i0'* d'a*,,ia braaca se acha mui novos e
delicados chapeotinhos para baptisados obra
mu perfeita e bem afeitada, aendo cada um em
sua bonita caiiinha, e pelo baratissimo prego da
t>9, mnguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommeada a bem eonhecida eprovei-
losa opiata ingleza para dentes, cuja bandada
apreciada por lodos quantos delta tem usado, e
ser mais por quem quizer conservar asgengivas
em perfeito estado, assim como a alvura dos
denles ; custa cada caixa 19500, e por tal prego
so deuarao de comprar qoando a nao acfaareni
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Enfeites de cabeca.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegado um completo sortimento de enfeites
para senhora, sendo ultima moda, que se vende
mais barato do que em outra qualquer parle.
Vinho chamisso.
VfDde-se este delicioso vinho engarrafado a
195OO i garrafa : no novo destino de Jos Dias
Brandao, ra da Lingoeta n. 5,
Libras slerlinas.
Ha para vender, na rna da Cadeia do Recife n.
i2, em casa de Bailar & Oliveira.
O torrador!!!
M L.*Tgo do TeT$ M
Quem duvidar venha ver; manteiga ingleza
perferlamente flor a I9 a libra, franceza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
aStin Como se lorra m"SS8S nni'o finas para sopa
a 440 ris a libra e outros mullos gneros perten-
centes molhados, ( a dinheiro vista.)
Vendem-se caixoes vasios proprtos
parabahuleiros.funileiros etc. a 1^|2S0:
qein pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem os tem
para vender.
Carros e carrocas.
Em casa de N. O. Bieber
C. successores ru* da Cruz
numero 4.
Vendem-se carros americanos mui elegantes
e leves para duas e 4 pessoas e recebem-se -en-
commendas para cujo fim elles possuem map-
pas com varios desenhos, tambem vendem car-
rosas para condcelo de assuearetc.
N. O. Bieber & C, soccessores, rna da Cruz
n. 4, tem para vender relogios para algibeira de
ouro e prata.
Genebrada Hollanda em bo-
tijas.
Vende-se na casa de Brender a Bran-
dis di C. : na ra do Trapiche Novo nu-
mero 16.
v Deposito de ara
de moldar, cadinhos de todoa os nmeros, cobre
em lencol e rodas, lati em fe I ha desde a gros-
sura de papel al o mais grosso preciso, estanho
em barra e verguinha, tazos de cobre a 850 rs a
libra, chumbo em lencol e barra, telhas de vidro,
e oulros muitos objectos de metal : na ra Nova'
defrenle da Conceic,ao o. 38.
Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca veodem-se mui bonitas
bonecas de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia bailo etc etc.,
vista do que, e de sua muita duraco sao bara-
tissimas a 18200, barato assim s se encontra na
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Cera de carnauba.
. Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, ha pa-
ra vender cera de carnauba a melhor que ha no
mercado.
Liquidacao
sem lemites, na lo-
ja do sertanejo.
sJuniz Irmlo & C liquidatarios da firma de
Ribeiro & Lobo, teodo deliberado acabar com o
estabelecimento de fazendas sito na ra do Quei-
mado n. 45, com o titulo de loja do seitaoejo
junto ao becco da Congregarlo, pedem a todas
aquellas peasoaa que precisaren) de fazendas que
agora a occasio de se sortir. visto o preco fa-
zer cunta, como abaixo declaramos as seguales:
cortes de vestidos de seda pretos bordados a vel-
ludo a 80$, ditos dos mesmos a 60$, ditos sem
serem bordados a velludo a 50# c a 35, todos
por melade do seu justo valor, assim como tam-
bem tem de cor, fazenda muito boa, a 50$ e a
609, todos em bom astado, toalhas de linho para
rosto a 4S50O a duzia, espsrtilhos de mola e car-
retel a 4$500 uro, grvalas de seda pretas e de
cores a 640, grosdenaple de cor a T$400, seda de
quadros a 900 rs. o covado, colletes de gorgurao,
ditos de velludo pretos e de cores, paletols de
panno fino muito bons a 15 e 180, calcas de ea-
semira pretas e de cores a 6$ e a 8$, dilos de
meia easemira a 4{e a 5$, manteletes, calcas de
brim de cor e brancas, paletots de alpaca de cor,
de merino, de brim branco, francezes, meias de
seda para senhora, chapeos de castor brancos e
pretos de seda, e muitas outras fazendas que se
torna enfadonbo anounciar, e que os freguezes
faro o preQo, o que afianzamos que nao se en-
geita dioheiro.
Adenci.
Na taberna do Pimenta, ra das Cruzes n. 1,1
vende-se a libra de batatas a 60 rs., cerveja bran-
ca a 400 rs. a garrafa, dita preta a 500 rs., frascos
de conservas finas a 750, azeite eogarrafado a
900 rs. ; as batatas sendo em arroba a 19400.
a 13000
1 e
a arroba de batatas inglezas muito novas : no ba-
zar da ra do Imperador.
Manteiga ingleza flor a 1#000.
Na ra das Cruzes o. 24, esquina da travessa do
Ouvider.
Peonas deac
inglezas, caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de rtceber de sua
encommenda as verdadeiras peonas de ajo ingle-
zas, caligraphicas, coja superiorldade est deci-
dida, e anda assim contina i vende-las at)i
camua: na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Ao Pavo
Vende-se finissimos cortes de riscadinhoa fran-
ceicomH condona ai :oa rna da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & silva.
A 1,800 pechincha.
Vendem-se cbinellas do Porto pelo preco de
1$800, a ellas que estou acabando : na ra da
Senzala Nova n. 1.
Vendem-se pennas de emma em libras : na rna
do Queimado n. 73, loja de ferragens.
Vende-se um grande sitio defronle da ca-
pella de Belem, com urna excellente casa, arvo-
res de fruclo, baiza de capim, a com capacidade
para sustentar. 20 vaccas de leile todo o anno,
e tambem se vende metade do sitio com casas de
morada: a fallar com GuilhermePervel.em San-
to Amaro, defronte da fundlgan do Sr. Star.'
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99
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OSO NOVO
DO DR.CUABLE
MEDICO E PROFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
OS ENFERHIDADBS
PLUS DE
COPAHU
SEXUAES,
Citrato de ferro Chablc.
Xaropo mui preferivel ao
Copahlba e as Cube-
ta, cura immediatamen-
te qualquier purgaoao ,
relaxacao e dabilidade, e igualmente faros e
flores brancas das mulberes. injea* e
cavahto. Esta injeccAo benigna emprega-ae mes-
mo lempo do xaropa de curato de ferro, urna vez
de manba, e urea vea da tarde durante tres dias;
ella segura a cura.
rAIU O TRATANENTO E FRaPTO CURATIVO
DN TODAS AS Ar0COES CWTABEAS, VIRUS
DEPURATIF
dn SA1\G
E ALTERACOES DO SANGUE.
Depurativo de uaiiue.
Xarope vegetal sem mer-
curio, 0 udco cobbecido
e approvado para curar
con promptida e radi-
calmente impigens, pusiulas, herpes, sarna, co-
misos, acrimonia e alteraces viciosas do san-
ue ; virus, e qualquer aUecio venrea. tta-
ho Miacraea. lomao-ae dous por semana, se-
guindo o tralamento depurativo. Pomada -
tiaerpetica. De um fffeito maravilhoso as af-
fecoes cutneas e comixOes.
HemorrohidaflPomada que as cuaa era 3 dias.
O deposito na ra largado Rosario, botica de Bartholomeo Francisco de Scuza, n. 86.
Batatas e cebollas.
Vendem-se nicamente nos armazens progres-
sivo e progressisla no largo do Carmo n. 9 e ra
aa Cruzes d. 36, cebolla a 1J280 o cento, e ba-
ta taa a 1S a arroba e 50 ris a libra, tambem tem
poreao de queijode preto chegaiJo no ultimo pa-
quete que vendem-se a 680 ris a libra e 628
sendo inteiro,jfflaoSj-se ser ludo do melhor que
se pode desejar.
tieamaHie aas eateseamaieieB
S

>afifc
ROUPA FEITA AINDAMIS BAIATAS.
SORTIMENTO COMPLETO
DI
azendas e obras feitas
i
g LOJA E ARMAZEM
NA
Hua do QueiBkttia
u.46,tTeme aMVTel\ii.
Coustanteroente emosumgrandeev*
nadosortimentodesobrecasacafpreta^
oLpanoe de cores multo fino 28*
S ?.' fS laeai? 0' ne8mo Panr-t-a"
a 20g,22g e 24J, ditos saceos preto dis
mesmos pannos a 14. 16 a 18$, casa-
cas pratasmuitobem feitas edesuDerior
panno a 28, 30$ e 35. aobrecasara/n*
'asemirada core rouitofinosa 15^,'6|
a 18|, ditossaccos das mesmas casen i-
rasalOJ, 12 e 14J, calcas pretas de
easemira fina para homem a 8, 9, 10/
e 12, duas decasemira decores a 7 6^
9| e 10, ditas de brim brancos muito
S".^* 6* dilas de dit0! de corts
3, 3500, 4 e 4500. ditos de mei. cal
semira de ricas core M(e 4$5u rol-
letes pratos de casemiraa 5JJ eP' dito^
da ditos de coras a 4J500 o 5,'dilo
branco ida seda paracasamenio 5^
ditos da 6, colletes debrim braueo e de
fustao a 3, 3JJ500 e 4, ditos de core t
2JJ500 e 3, paletotspretos de rrerin/ di
cordo sacco e sobrecasaco b ~$, 8^ P j
collelespretosparaluto a 45501) ,f'
?as pretas de merino a 4$5C(j e Ej. ,.n-
letots deafpaca preta a 3500 e 4,dte
sobrecas/co a 6,7e 8J, muito fifcorol.
latas da-gorgurao desedadecoref muito
boafjriandaa3800 e4S, colletetda vel-
I lado de crese pretos a 7 e 8, roupa
2P para menino sobre casaca depanropre-
3 los e de cores a 14, 15 e 16, ditos ce
J* easemira sacco para os mesmos a6500 e
|K 7,ditos de alpaca pretos saecos a .".- ,
S39500,ditos sobrecasacos a 5J e 5500
JB S6J500 e 7, camisas para menino a -21
a dazia, camisas inglezas prega larga
S muito superiorat32 a duzia para acabar.
\ssimeometemos urna ofcina deil X
8'iialeondemandamoa executartodaa as
obras com bravidade. m
vmmsmm mvnmm&m&em
Lingui<;as do serto e
queijos de qua.ha.
Vendem-se linguir^as do sertao muito boas a
3*20 ris a libra, queijo muito bom a 440 ris a li-
bra : no pateo do Paraso n. 18, venda azul.
Escrayos fgido
pnmaMrr.fji
\usentou-se da casa do abano assignado
no dia 12 do correle a sua escrava de neme
Luzia, rrioula, de idade 20 annos pouco mais ru
menos levando vislido de cambraia branca com
riscos cor de rosa dos lados, chali de merino
branco com flores estampadas, foi calcada. Ro-
ga-se as autoridades policiaes e capites de
campo a appreheosao da dita escrava, e leva-la
Passagem da Magdalena ou na ra do Trapiche
armazem n. 13 que ser generosamente recom-
pensado:
Recife, 16 de agosto de 1861.
Augusto Tinlo de Lemos.
"Esciavo fgido.
Ausentou-se no domingD 11 do cor-
rente, da casa dosgr. JToao Frederico de
Abreu Reg, morador na ra das Aguag
Verdes n --6, dhdc estava para ser ven-
dido, o escravo de nome Paulo, pardo
e cor amarelenta. idade de25 a 50 an-
nos, altura regular e meio vesgo do
olho esquerdo porm pouco se conhe-
ce, levou camisa e calca de algodao
azul, eprovavel que fosse direito para
Goianna d'onde veio ha pouco tempo
mandado pelo seu senbor oSr. Joaquim
Manoel Aran ha da Fonseca, para ser
vendido : roga-se as autoridades poli-
ciaes, capites de campo a captura do
dito escravo e quem o pegar leve- o a
seu senhor o Sr. Aranba na cidade de
Goianna, e nesta prar^a a seu corres-
pondente o Sr. Joao Pereira Moutinho,
ra da Cadeia Velba do Recite n. 22,
loja, ou na ra das Aguas-Verdes n.
46, que sera' recompensado do seu tra-
balho.
Escravo fgido.
Deaappareceu do poder do abaixo assignado o
escravo Francisco Antonio, preto, de nacao, que
representa ter 40 annos, estatura alto, magro
levou calca de casimira escuyi e camisa de chi-
ta tambem escura, o qual pertencente a Au-
reliano Cavalcaoli de Albuquerque filho do fale-
cide Dr Joao Antonio Cavalcanti de Albuquerque,
de Iguarass e se acha tratado com o abaixo as-
signado por corta do qual j receteu 500 res,
Roga pois a quem o poder pegar ou delle noti-
cia possa dar de dirigir-se ra do Pilar n. 47.
que ser generosamente recompensado.
Recife 16 de agosto de 1871.
Joaquim Antonio Goocalves dos Santos.
Desappareeeu no dia 13 do corrente, do si-
tio de S. Jos do Manguinho, o escravo crloulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com oa
signaes seguinles : cabellos brancos, alio, secco
do corpo, e usa alpargatas; este escravo foi pro-
priedadedo Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todaa aa autoridades policiaes a a quem quer
que o encontr, da o capturar e entrega-lo na
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche n. 15
a Jos Teiieira Basto.
Acham-se fgidos oa escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em setembro do anno proxim-
passado, com os signaes seguintes : idade de 3S
annos, altura regular, barbado e cabellos prelos
anneilados; e Luiz, cabra, natural do Ico, fugio
do em marc.0 desle anno, e com oa seguintes sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muito pou-
ca barba, cheio do corpo, pea grandes, com al-
guna signaes de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppe-se este escravo ealar occullo por
peasoa que o protejo, pelo que protesta-se contra
quem o tlver feito : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der noticia a sen senhor Joe
Jos de Carvalho Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.



URIO DI riRlAMBOOO: TER$i FEIiU 10 DE AGOSTO DI 1861;
0 diabo na pa d'agua benta.
Enlre essaa vastas charnecas que alravessam os
dous ros Nihes, e que sob o nomo de Campine
estendem -se com seus glandes cabedelos esteris
ao sul e ao sle da cidade de Antuerpia, ?ive urna
populago de pastores, cujo espirito excitado por
urna luta incessanle contra os elementes, eleva-
se por si mesmo e sem eslorgo s ingenuas con-
cepcoes da poesa legendaria.
0uantai vezes, perccrreodo as mallas de Wus-
tevesel, quando o sol recolhendo-se laogava seus
raios cor de purpura por entre a obscuridade, e
que os rhocalhos dos louros, coni a appraxima-
5o da noile, faziam ouvir sons mais regulares,
quanias vezes, nao tenho licado aorprendidu ou-
vindo as rusticas melodas entoadas por una pas-
tor, e repelidas ao longe pela voz de um outro I
Quaolas veres ainda, <*u seguia um rebmho ao
redil onde elle devia passar a noite, e assenlan-
do-ir.e com seu guia no limiar de urna de suas
casinhas rodantes, que os antigos Scylhes deixa-
ram em seu caminho, gosiara de ouvir suas rus-
ticas narrafes.
Havia sobreludo um pastor que me attrabia
si pela energa de sua linguagem e pela aulorida-
de de seu modo. Pareca ter experimentado al-
guns dos sciflnmenlos da cidade.
Entretanto, ninguem melhor que elle conhecia
os melhores pastos, ninguem sabia melhor des-
tioguir enlre as hervas, aquellas que podera pre-
udicar as vaccas criadeiras, nem, com mi mais
segura separa-las do meio das outras cum o fer-
ro de seu cajado.
Quando anoilecia, depoisde ter conduzidoseus
animaes ao redil, e assentando-se meu lado,
guardara um instante o silencio, como para me-
ditar ; o humilde pastor desapparecia para dar
lugar a nao sei que figura que partecipava de
urna existencia mais elevada. Euvolto em um
grande capote, cujo capuz cobria-lhe a cabaca,
cem as mos encostadas sobre seu esjado, tendo
a seus ps dous caes robustos, de focinho com-
prlo, orelhas grandes, denles aliados, pello er-
ricado, pareca o guarda mysterioso dessas mu-
das campias, sobre as quaes, em raros interval-
)os. a* estrellas lancavam um paludo refleo.
lima noite, em que nos refugiamos em sua pe-
ejueoa morada contra as violencias de urna lem-
pestade imprevista, eu o vi de repente mudar de
cor, e levantar seu dedo descarnado para o co :
V6de-lovs? disse-me elle abanando a
T?Z.
Quem ? repliquei eu, interrogando com os
olhos a obscuridade, que sbitamente pareca
abrir-se, para dar passagem a um repentino re-
lmpago.
Ilavia j bem tempo que eu nao o via, prose-
guir) o pastor, como se fallasse comsigo mesmo.
E tirando de sua cintura um rosario, do qual pen-
da um grosseiro relicario, poz-se recitar um
Paler e urna Ave.
Entretanto a tempestado fra levada pelo ven-
to, e o co tornara a Qcar sereno.
Tuerlinck (assira se chamava o velho pastor)
Toltou-se para mim, e disse-me :
Pelo santo de meu nome, (e persignou-se)
acreditei neste momento ter quareota annos de
menos; porm replicou elle, por prego algum
quereria reviro-Ios.
Nao me atrev a inlerroga-lo: elle prosa-
guio :
Tinha eu ento vinto annos. Ah! laslima-se
sempre a mocidade. Sou talvez o nico que nel-
]a pense com terror. Nao me dissesles que eris
de Antuerpia?
Com efieito.
Sem duvida tendes mais de urna vez ido
esta ra equivoca e ruidosa'.onde existe o Ridyck ?
Algumas veies, respond eu. E, pensando
bos prazeres pouco honestos, cujo theatro o
II: yi k, um rubor involuntario appareceu sobre
ii eu rosto; porm a obscuridade nocturna impe-
dia de ser visto.
Ora I eu, replicou o pastor, nao era algu-
rr.as vezes, era todas as noites que se tioha cer-
teza de me encontrar abi. Estes cabellos brancos
eram louros ento, e esle rosto queimado pelo
sol era rosado como as nuvens da maoha. Esle
manto de bure)*e este cajado retorcido s eram
por mim conhecidos por t-Ios visto as raaos e
hombros de outrem. Eu era o companheiro e
amigo de Van Bree, este artista de mrito, do
quai zomba-se hoje, e cuja ofBcina iam as mais
altivas bellezas de Antuerpia. Elle criticava mu-
tas vezes o que chamava extravagancias do meu
pincel. Trila annos depois esses arrojamentos
ter me-niara feito acensar de servil timidez. Por
mioha parte, eu ocensurava, de nao soltar mui-
to a redea dos movimentos sbitos de sua inspi-
rarlo ; porm estas hgeiras opposicoes nao alte-
raram deforma alguma nossa amizade.
No havia feala alguma em Ridyck sem a nos-
sa presenca. Se se tratava de ajuotar os marujos
do porto, bastava-noi appsrecer beira do mar e
gritar de modo to conhecido. E' I l De estibor
do bombordo I Ho I he 1 o Ridyck-I Repenti-
namente a coberta deserta de cada navio se po-
voara como a um mando imperioso, e o caes ca-
bria-s em um momento de milhares de folga-
zes, que se precipitavam sobre nossos passos
como ondas de urna mar de equinoxio.
Um dia que eramos mais numerosos e folga-
20es que de ordinario, vi apparecer, no meio dos
grupos desordenados que marcavamcom dillicul-
dade o compasso da orchestra, urna donzella, cu-
ja prosenca netse lugar de nerdigo me commo-
veu menos ainda que sua belleza singular. Ella
trazia esse toucado das camponezas do Brabante
que parece ter tido por modelo a forma to sim-
ples do capacete grego, e a que suas pequeas la-
ruinas de metal douradodo nao sei que carcter
marcial graciosamente modificado pela approxi-
macao da renda. Urna outra donzella, de olhar
provocador, pegava-lhe na mo, e pareca expli-
car-lhe o quadro que tinhara avista. Ao ver a
admirago misturada de temor que apparecia no
ingenuo rosto da primeira, adevinhava-se fcil-
mente que, at entao, nunca vira o Ridyck. Ella
empallidecia e corara alternativamente. Ella j
a voltar, quandoo caminho foi-lhe lomado por
um marujo inglez de cabellos cortados rente, de
rosto aviohado e tostado, pescoco curto, espa-
duas largas e pernas tortas. Elle agarrou-a sem
ceremonia pelos bracos, e attrahindo-a violenta-
mente a si, deu-lhe. sobre suas faces rosadas e
delicadas, dous beijos ruidosos.
la continuar apezar da va resistencia da don-
zella, quaodo, nao sei como, e por um salto pro-
digiosa, achei-me de repente entre ella e o ma-
rujo.
J vos disse, que stinha vinte annos : po-
rm era ligeiro e deslro para todos os exercicios
do corpo. J o marujo, recuando o p direito
e inclinando-se um pouco para traz, ia applicar-
me esse socco horisontal to particular aos Ingle -
zes, quando, pastando bruscamente minha perna
direila por entre as delle e puchando-o de lado,
S-lo cahir no meio dos expectadores reunidos ao
redor de dos. Voltei-me para Iranquillizar a
donzella, que fOra> a causa involuntaria deste
acoutecimenlo. Tinha desapparecido. Quiz re-
tirar-me para juntar-me a ella ; porm aenli-me
logo detido por urna duzia de mos vigorosas, e
gritavam-me de todas as partea : vioganca, vio-
ganga 1
O marujo levanlra-se e conservava-se promp-
to a recomecar a luta. Forzoso me foi preparar-
me tambera para ella.
Nao desconheci que ella ia ser seria, e que
arrscava talvez minha vida. Meu adversario era
muilo mais robusto que eu. Pareca ter quaren-
ta annos, pouco mais ou menos, edade do com-
pleto deseovolvimento das forjas musculares, e
as rudes fadigas de seu officio Ihe tinham dado
um desees corpos de ferro, contra os quaes pare-
ce que os elementos nada podem.
A vida do mar fizera-lhe adquirir, alm disto,
este desprezopelo sangue derramado, que, fortifi-
cado pelo habito, degenera em crueldade Quan-
to a mim, se este nao ers meu primeiro combate,
era pelo menos o primeiro em que as forcas eram
to desproporcionadas. Esta desigualdade foi
eonhecida mesmo pelo meu adversario, e fez com
que dissesse quelles que o rodciavam :
E' um louco; contentar-me-hei em dar-lhe
croa pequea ligo.
Nao foi preciso mais para eu ficar fra de mim,
elogo, para augmentar o paiz oque eu corra ;
disse ao marujo :
Tu fallas em dar-me lines. Toma sentido
em nao receberes urna.
Ah I eh I pequeo, respondeu elle, tu tomas
ao serio I Bem I seja 1 eu te arranjarei como
desejas.
Fez-se um grande circulo roda de bs.
Arranjaro as cadeiras e as mesas junto a parede,
e cada um [subiu ao seu cvatele improvisado,
para melhor seguir a luta que ia empenhar-se.
Eu e meu adrersario,principiamos por despir eu a
biaza de ofBcina elle seu colete ; depois collo-
cando-nos um em frenfe do outro, aportamos ai
mos para mostrar com isto que nao recorrera-
mos a astucia alguma desleal; depois caaa um de
nos deu uro passo traz, e teguiu-se um profundo
silencio. Vi pelo rosto e attilude do marujo que
elle preparava-se para urna grande resistencia, e
que eu nao lhe pareca uro inimigo vulgar. Le-
vamos dous ou trez minutos a nos axaminar-mos
e a deserever um circulo sem deixar de olhar-nos.
Ouvia-se a respiraco dos espectadores.
De repente aproveilando urna occasio favora-
vel, flngi langar-me sobre o marujo, e, emquanlo
elle dirige a mo direita para a frente para rece-
ber-me, e seu corpo segu o movimenlo do bra-
co, dei nma volta rpida, abaixaodo a cabecs, e
achando-me por detraz delle, dei-lhe urna pan-
cada rigorosa na nuca. Um grande clamor le-
vanta-se de todas as partes ; porm j o marujo
volira-se e eu Uve necessidade de valer-me de
toda a ligeireza de meus movimentos, para sub-
trair-roe a immeDsidade de soceos que elle me
tirara.
Eotrelanto, faziam-se apostas na mullido. Os
marujos e as pessoas do porto eram a favor de
seu compinheiro ; as pessoas da cidade e as ra-
parigas do Ridyck eram por mim. Aos olhos
d estas ultimas, pobres creaturas fracas, a desi-
gualdade do combate e a causa que o ioduzira,
revestia-me de um carcter cavalleiresco.
Apezar da ligeireza dos meus golpes e de mi-
nhasevolucous, nao podij fsz-las bastante pre-
cizas para afTastar todos os golpes que me eram
destinados. Recebi um sobre o hombro direito,
e estive a ponto de cahir. Julguei-mo incapaz
de combater, meus partidarios deram um grito de
dur, emquanto um hourra de triumpho lhe res-
ponda.
Vendo que eu me conservara immovel, o mi-
rujo aproximou-se de mim para obrigar-me, se-
gundo o costume, a declarar-me vencido. A nu-
vem que me escurecera a vista por um momento
comeeva a dissipar-se. Ao chamado de meu ad-
versario levanlei os olhos e encarei-o sem res-
ponder.
Eu me achava justamente na posigo de urna
panlhera quando quer arremetler. O marujo fal-
la-me segunda vez, e prepara-se para me dar o
golpe mortal.
Urna anciedade febril reinava na salla. Heu
adversario deu um passo para a frente, eiorca-
me ainda a render-me.
Nenhum dos meus partidarios grilou : Graga I
porque elles bem viam que eu tinha recobrado os
sentidos, e que minha immobilidade podia oceu-
tar um perigo para meu inimigo. Esle era o ni-
co talvez que nao desconfiara, e hesitara quasi
em maltar-m.
Parece -mo lrem seus olhos que elle consi-
derara se deveria dar-me o golpe mortal ou se
me obrigaria a reconhec-lo por vencedor.
Tinha restabelecido completamente as miohas
forcas.
Aproveitei o estado de incerteza em que via
meu adversario ; e, no momento em qua elle ia-
clioava-se para mim para agarrar-me, sem du-
vida, para derribar-ru, arremecei-me a seu pes-
coco, e apertando-o entre minhas duas pernas,
derribei-o para o lado por um r peolino movl-
mento.
A Juta tomou ento um carcter horrivel.
Nao eram mais dous homens, eram dous ani-
maes ferozes que seallacavam. O sangue corra de
nossos restse de nossos peilos, eao ruido surdo
dos golpes, misturavatn-se os bramidos de nosso
furor. Ao contrario, ao redor de nos, reinava
um silencio de morte. Todos viam que nao se
tratava mais de um brinco, nem tambero de urna
desforra, e que o combale s cessaria, quando
um denos deixasse de existir. Quanlo j separar-
nos, nao se deria cuidar oisto. Nossos movimen-
tos eram lo rpidos e nossos apertos to fre-
queotes, que era quasi impossivel saber onde
comegava o corpo de un e oo.de acabava o do
outro. *"
A cada instante mudramos de lugar e de po-
sigao, e muitas vezes, onle procuraram meu
rosto, Qcavam sorprezos de acharem o do ma-
rujo. Houve mesmo um momento em que nos-
sas feigos lornaram-se desconhocidas, e em que
nossos partidarios nos procuraram, e nao nos
acharara mais.
De repente ourio-se um grito do agonia, depois
um de usabateu-se e ficou prostrado. Era eu.
Tioha o braco direito quebrado. Nao sei mais
ento o que se passou. Soube depois que meu
adrersario, depois de ter dado alguns passos pa-
ra seus partidarios, cahira morlo, por causa da
rotura de urna das arterias da garganta.
S lornei a mim muitas horas depois desle
combate. Eitara deilado em minha cama e a
meu lsdo, o meu caro Van Bree, mais paludo
ainda que eu, depois o cirurgio que applicara-
me o primeiro apparelho, e, espectculo ines-
perado I as duas donzellas que estiveram a pon-
to de causar-me a morte. Quiz fallar e lersn-
tar-me ; porem o cirurgio retero-me vivamen-
te ; e, com um gesto despedio Van Bree e as duas
donzellas.
Ficando s commigo, prohibio-me, sob pena
de morrer, agitar-me e fallar; e acrescentou que
se eu quizesse obedecer-lhe, responda por mi-
nha completa cura. E' preciso confessar que,
sem fallar no meu braco quebrado, todo o meu
corpo era por ass'tm dizer urna chaga.
Porem esta donzella ? nao pude deixar de
perguntar.
Ella quer servir-ros de enfermeira, respon-
deu o cirurgio ; porem s o consentir! se me
prometterdes, at ora ordem, guardardes o si-
lencio mais absoluto.
Prometti ludo. O cirurgio peosou-me de
novo e fez-me tomar urna bebida cujo elTeito pa-
receu querer esperar, porque assentou-se juoto
a mesa sobre a qual eslava a lampada; e, ti-
rando da algibeira do colete seu relogio, obser-
vou-lhe silenciosamente a marcha, Pouco a pou-
co sua figura pareceu-me fluctuar em urna espe-
cie de neroeiro ; depois desappareceu, como um
sonho.
Ouando despertei, era alto dia ; foi pelo me-
nos o que pude julgar por enlre as cortinas das
janellas. Faltava-se baixo junto a meu leilo.
Voltei o rosto, e reconheci a jovem camponeza,
que pouzou seu lindo dedo sobre os labios. Ap-
proximou-se de meu travesseiro, e apreseotou-
me cm a mo esquerda urna chicara que conti-
nha urna bebida ; em quanto que, pegando deli-
cadamente com a mo direita em meu pescoco,
ajudava-me a levantar um pouco. Bebi, e agr-
deci-lhe com um clhar que a fez corar. Neste
momento a porta abri-se, e appareceu sua com-
panheira. O papel importante que esta ultima
representou nesta funesta poca de minha vida,
obriga-me a fallar-vos delta com alguma parli-
cularidade. Chamava-se Clarcheo e era muilo
mais velha que Hargarida (assim se chamava
minha enfermeira.) Clarchen eslava a serrico de
um banqueiro da prac.a do Meer. Prima coirma
de Hargarida, foi a convite seu que esta deixra
a pequea cidade, ou para melhor dizer, a po-
voago de Hosghstraeten, onde seu pae traba-
lhava n'um forno de tijolo. Clarchen fuera a
Margarida urna bella discripcao da cidade de An-
tuerpia. Sabendo que ella era muito piedosa,
fallara-lhe sobre ludo das oito egrejas deasa ci-
dade e das bellas ceremonias do catholecismo.
Promettia-lhe, alem disto leva-la ella mesma a
seu pae em menos de um mez. O velho fornei-
roesuafllha deixaram-se persuadir; eas duas
primas parliram alegremente no coche secular
que devia leva-las a Antuerpia.
Chegadas a essa cidade deitaram-se no mesmo
quartoe na mesma cama ; e, depois que descan-
carara das fadigas da viagem, Clarchen apresen-
tou sua prima a seu rico palro.
Era elle um destes homens cuja edade cuslo-
sj de saber-se, e que, nao tendo nunca pareci-
do jovem, levam muito tempo antes de parece-
rem vtlhot. Chamava-se Van de Haagen e d-
zia-se nttural de Amsterdam, ainda que nada
em seu rosto nem as formas de seu corpo indi-
casse o ly po dessa raca de homens, de rosto lar-
go, phisionomia lympbatica, de alia estatura, de
grandes inclinaQoes, os quaes a forca de pacien-
cia, se nao de genio, souberam disputar urna pa-
tria s proprias ondas do Ocano. Sua fronte
soleada de rugas irregulares. O iris de seus olhos
era de um clozento desmaiado, no meio do qual
brilhava, com no fogo singular, o negro da pu-
pllls. O nariz, sem ser muito grande, unia-se,
por urna curva extensa, ao labio superior, e tor-
nava-lhe a phisionomia um tanto estupida. So-
mente a barba por sua quadratura admiravel, da-
va ao todo dease rosto proporces humanas.
Van der Haagen era, alem disto, de estatura
baixa. Tioha a columna vertical naturalmente
inteiricada, os quadris muito altos, os jeelhoa
arqueados, e os ps e mos de urna pequeohez
notavel. Seo trage, era simples, enastante de-
salinhado ; porem parecia gostar das joias de va-
lor, e, cada dia, via-se no dedo annular da sua
mi esquerda um novo anel. Em quanto ao
mais, parecia assiduo nos negocios, e nunca pa-
gara a pequea multa imposta aos retardatarios,
que chegam depois do toque de campaahia que
annuncia a abertura da Bolea.
De urna hora al as duas, tinha-se carleta de
encontra-lo debaixo dos reos d ferro desse anti-
go edificio, e passava por nao ter faltado nunca
Tenho necessidade de urna moga prudente
e activa, para dirigir o interior de minha casa de
Antuerpia ; se essa posico vos agrada, e ae a
julgaea conveniente, partiremos mesmo esta
noite.
Porm, senhor. respoodeu Clareben balbu-
a aua palavra. Sua easignatura valia a do Ban- ciando, nao ros coohe;o, nao sei se meu pae.
co da Blgica; porem a exactido de que elle Nao esperava menos de urna moca to pru-
uzava, exigia dos outros; e toda letra de cambio denlo e lao dcil, replicou o desconhecido sorrin-
quo nao era. paga tornara-o ioexoravel. Nao do. E' possivel, com effeito, que os bellos pe-
obstante havlsm a este respailo alguna exemplos nhores com que acompanharei minha proposicao,
em que elle se mostrara muito indulgente, e que
eram logo desmentidos, para s serem acceilos
depois com muita reserva.
Havia-se, com effeito notado, que os raros
devedores, a quem conceder facilidades de pa-
gamento, entregaram-se, como para distrahir-
se, a toda a qualidade de excessos, tornavam-se
jogadores, bebados, deboxados, ladras, e que
acabavam por morrer recusando os sacramentos.
Nao se podia coohecer o lago que unia esse triste
effeito a essa simples causa; porem sentia-se
urna anthipathia involuntaria por Van der Ha-
agen, e era preciso ter grande necessidade de
dinheiro para reccorrer-se a elle.
Nao porque elle fosse iotratavel; pelo contra-
rio, tinha continuamente o sorriso nos labios, e
offerecia-vos mais dinheiro do que desejaveis.
Nada mais fcil do que tratar-se um negocio cora
elle, s as coosequencias eram tristes, principal-
mente seno havia exactido nos pagamentos
Seus costumes passavam geralmenle, por muifo
honestos ; e no entretanto haviam sobre isto al-
gumas duridas, sem que todava nada se podesse
affirmar.
Nunca ia egreja, nem synagoga, porm di-
zia-se perteocer algumas dessas numerosas sel-
las separadas da communho calholica.
Quanto as suas relagdessociaes,1imilavam-se a
frecuentar urna especie de club que se reuna to-
dos os sabbados em Flaodres em unoa taberna de
mesquio,ha apparencia.
Tal era o hornero em cujo gabinete entraen
as duas primas. Dava meio dia emum relogio
que eslava sobre um consolo de ebaoo. Nenhum
quadro havia pendurado parede, que era cober-
ta por um velho couro de flaodres.
Dous magnicosespelhos de Veneza collocados
um em frente do outro, inlerrompiam nicamen-
te a sua severa uoiformidade. Um tapete turco
mostrara sob os ps dos visitantes as bellas cu-
res o desenos de seu lecido. Toda a mobilia era j
enliga, e fazia lembrar essas formas curiosas, que
a restaurado italiana apresentuu em Hespanha.
Por urna jaoella que dar para o pateo entrava
um raio de sol que lornava um pouco alegre esse
grave interior.
Van der Haagen acabava de almorzar. Ao ver
Margarida seu olhar e seu rosto tomaram urna
expresso singular ; dir-se-hia que recebera nao
sei que commoQo secreta. Lerautou-se um pou-
co, depois toroou-se a assenlarsorrindo, como se
zombasse de si mesmo por este movimento invo-
luntario.
Eis-te de volta l disse elle a Clarchen, que,
em presenta desse hornera singular parecia ter
perdido toda a sua firmeza.
Sim, senhor, respondeu ella hesitando, te -
ria voltado mais cedo se nao tivesse tido algum
trabalho em decidir minha linda prima i se-
guir-me.
> Ah I esta tua prima l exclamou Van der
Haagen dirigindo para Margarida seu olhar pene-
trante. E porque desojaras tanto que ella te
acdmpanhasse ?
Oh I replicou Clarchen, era smente para
que ella visse esta cidade de Antuerpia, na qual
eu lhe fallara muitas vezes.
Eis o que ser urna boa rapariga, replicou
o banqueiro com um sorriso equivoco. E onde
assistir tua linda prima ?
Se o Sr. permiite, respondeu Clarcheo, Mar-
garida parlilhar de meu quarto e de meu
leito.
Oh I oh l duas donzellas em casa de um ra-
paz l eis o motivo para dar que fallar a urna ci-
dade muito meos tagarella que a nossa l Alm
disto, eu uo recebo visitas I viremos aqui como
em urna splido. Tua prima arrisca-se a morrer
de aborrecimeolo.
Oh I com vossa liceoga, disse Clarcliem, eu
procurarei os meios de lornar-lhe agradavel aua
estada nesta cidade.
Sem durida, sem duvida, proseguiu o ban-
queiro, com seu sorriso costumado, tu sers para
ella urna excedente companheira, e ella tirar
proreilo em se achar comtigo.
A esse elogio, Clarcheo corou e abaixou os
olhos.
A proposito, disse o banqueiro no momento
em que ella levantara a vista, na noite em que
partales, vi que tinha perdido a segunda chave
de minha burra ; e verificando minhas contas
achei de meos cem dorios.
Clarchen empallideceu um pouco depois Irn-
quillisando-se de repente, disse :
Sempre peosei que assim acontecessa(gf^
senhor nao ignora que eu o advert disto. ^"^
Sim, sim, replicou Van der Haagen, lem-
bro-me muito bem que, contando-ine urna noite
certas despezas exageradas de Verdonck, o mais
mogo dos meus caixeiros, aconselhaste-me que
me acautelasse.
Bem o vedes I disse Clarchen.
Na vespera da tua partida, continnou o ban-
queiro, mandei procurar no quarto desle joven, e
acharam-se os cem dorios no fundo de seu
bah.
L rexclamou Clarchen com ar de tri-
umpho.
Elle nao pode explicar como elles se acha-
rara abi; entreguei-o justiea.
E que succedeu ? perguotou Clarcheo.
No dia seguinte acharara-no morto em sus'
priso.
Grande Deus I exclamou Margarida juntando
as mos. Assassinaram-no ?
Nao, encantadora Margarida, disse o ban-
queiro. Elle havia-se suicidado, e seu corpo nao
recebeu as honras da egreja.
Clarchen estremnceu, e ae nao se encoslasse
secretaria de Van der Haagen, teria cabido.
Vamos, vamos, replicou alegremente este,
afastemos essas tristes imagens. Clarchen, rae
dar almoco tua prima, e mostra-lhe depois aa
curiosidades da cidade. Ah I meu Deus l excla-
mou elle, de repente tomando de cima de sua se-
cretaria, por entre os montes de pegas de ouro,
urna carta aberta ; e eu que me esqaecii de en-
tregar-te este bilhete.
Clarchen tomou-o e leu essas palavras :
a Morro por vossa causa, Clarcheo. Nao vos
pre de grosseiro nessas adulacdas imprevistu. Q,Jtndo elle deitoa-oosj nao era mais ar, era
5!?J*"ta?Jf "s!l?2?"?!-??!?pl,0.?: 1,0* 1ue 9e spirava em meu quarto. A confis-
sio que eu implorara de Margarida, sahio-lhe
nocente, porm delicado de Margarida. O sioo
da calhedral veio justamente em seu auxilio, e
offereceu-lhe urna occasio de mudar logo, sem
esforco, o objecto da converaago.
Levantou-se, com um modo muito conforme
com a reputago de piedade de que gosava, e
disse :
dos labios, antes que ella o quizesse, e meus
beijos sobre suas mos exprimiam-Ihe n'uma
linguagem mais pergosa que as palavras os sen-
timentos do meu coraco.
O raij oo mais terrivel, que o brilho que
appareceu nos olhos de Clarchen, a esta vista.
Eis a hora do officio ; vejo-me obrigada, porem, com este Imperio que tinha sobre si,
ama va ; vingaste-vos fazendo me aecusar de um
crime de que sois a nica culpada. Deus vosjul-
gar I >
Clarchen agarrou a mo de sua prima, e
sem dirigir ama palavra, nem um olhar ao ban-
queiro, retlrou-se eom Margarida.
Quaodo se acharara sos sobre a praca de Meer,
Clarchen parou um instante, e passou lentamente
a mo pela fronte, onde se viam j algumas ru-
gas precoces. Mil penaamentos contrarios apre-
seotaram-se sua cabera. Um tmido remorso
pareceu por um momelo tocar-lhe o coraco ;
porm o orgulho e a ambigo vollaram-na bem
de pressa para o mal.
Filba de um professor deSaulboveo, pequea
poroaco dos arredorea de Aotuerpia ; aborrecer
a humilde casa de seu pae, de volta da.feira an-
nual de Hollanda, onde sua belleza atlrahira-lhe
as horaenagens dos mancebos da cidade.
A serpete da vaidade morder-o no coraco,
e ella jurara deixar o mais depressa possivel esta
choupana obscura, oode s era visitada por ando-
rinhas na primavera, e por arvelas no outomno.
Ella desejava arden temen te brilhar emum maia
vastro theatro, e via-se j, era soohos, asaentada
era algum rico armazem, cujo dono, a escolheria
para mulher. Porm como cliegar ao fim de sua
ambigo I Urna vista lancada sobre seus vesti-
dos e sobre as paredes esburacadas de sua mora-
da, faziam-oa cahir de repente do cu i trra ; e
ento, cous horrivel de pensar-se, ella odiava
anteriormente seus paes, aecusava-os de sua po-
breza, e indignava-M de dever-lhes a exis-
tencia.
Urna larde, que ella acabava de recolher os ani-
maes estribara, e que, segundo seu costume,
fra assentar-se em um desses raros outeiriohos
que se achara na Campine, e d'onde ella podia
descobrir no horlsonte a agulha da torre da ca-
lhedral de Antuerpia, exclamou involuntaria-
mente :
Ah 1 prefiro indo a ficar mais aqu 1
Acabara apenaa esta exclamarlo, quando sen-
tiu um dedo collocar-se sobre seu hombro. Pa-
receu-lhe que era um ferro em brasa, voltou-se
estremecendo, e vio, a leu lado, um homem de
meis edade, que pelo sea modo e trage parecia
pertencer cidade. Ficou muda aua vista, e
nao pode mesmo levaolsr-se. O desconhecido
assentou-se familiarmente a seu lado; e, tomsn-
do-lhe urna das mos, que ella nao ousou retirar,
disse-lne :
e mioha qualidade de banqueiro nao bastem para
que vosso pae se separe de vos.
Senhor, senhor, disse Clarchen j muito fas-
cinada, meu pae ama-me muito para recusar se-
melhante offerecimeoto.
E eu, receio muito que elle a recuse ; te-
nho-o muitas vezes ouvido fallar contra o que
ello chama perdico das cidades.
Conheceis meu pae, senhor ?
Elle tem tido por vezes necessidade de meus
servidos para desconlar-lhe alguma leltra. E' um
hornera de urna exactido a toda a prova. Elle
nada querer ouvir.
eu, digo-ros, senhor, que elle me onvir,
e que poderemos partir esta noite, se for neces-
sario.
Nao desojara obrigar-vos a seguir-me sem
seu consentimeato, objectou o desconhecido. Era
todo o caso, accresceniou elle, e salvo sua appro-
vago, eis as arrhas do negocio ; e passou-lhe
para o dedo um annel de ouro em cujo engaste
brilhava um rubim.
Clarchen deu um pequeo grito, levando a mo
ao dedo.
Ter-vos-hia feriio por descuido ?
Nao senhor, porm o contacto deste annel
fez-me experimentar urna impresso singular.
Porm nao nada, disse ella levantando-se e fa-
zendo sciotillar ao crepsculo o rubim de seu
annel.
O pae de Clarchen custou muito a ceder, dei-
xou-se emfim decidir pela fama de probidade de
que gozava o banqueiro, que era Van der Haagen.
Foi deste modo que a bella Clarcheo, achou-se
habitando na mais rica casa da praca de Meer. e
que pode emfim dar livre curso sus ambico.
Acreditara a principio que Mr. Van der Haagen,
apaixonra-se de seus encantos, e que poderia
fazer com que a despozasse. Nao tardou muito a
recoohecer seu erro.
O modo porque o banqueiro conversara com
ella, a corrupgo de suas mximas, o brilho de
seus olhos, faziam com que peosasse muitas ve-
zes que elle ia fazer urna declararlo ; porm
quando ella preparava-se em fazer-lhe alguma
opposigao, afim de fazer pagar mais cara sua vic-
toria. Van der Haagen pedia-lhe indifferentemen-
te as contas da semana, que lia com singular ne-
gligencia, commetleodo, por exemplo, frequentes
erros contra si, e fingindo enfadar-se quando
Clarchen os reparara. Elle fallou-lhe um dia
sobro seu caixeiro mais mogo, cuja physionomia
amavBl e carcter recio agradavam a todos.
Verdonck ser um boro casamento, disse elle.
Sua familia abastada, e, pela mioha parte, pro-
meti dar-lhe bem depressa um interesse em mi-
nha casa. Feliz da mulher que souber agra-
dar-lhe.
Estas palavras, ditas em conversa, foram um
esclarecimento para Clarchen. Resolveu ser essa
mulher. Desenvolveu, na execugo de seu pro-
jecto, esta actividade, e astucia de serpele, que
a tornava lo lemivel. lntroduziu-se no espi-
rito de Verdonck como urna illuso. Apoderou-
se de seu coraco, prohibiu-lhe o uso da refiexo,
fascinou o, levou-o quasi perdico; porm
Van dar Haagen e ella nao conlaram com a pro-
teego superior de um amor verdadeiro. de um
amor declarado que, ha dous annos urna Ven-
donck a urna donzella de Mulines pelo sagrado
lago dos esponsaes. O acaso, digamos aotes o
anjo da guarda do rapaz, quiz que na noile em
que elle insinuara-se com Clarchen as ras mais
obscuras para a casa em que elle morara, acha-
rara diante da porta, e prestes a entrar, esta don-
zella de Malioes, que, usando do privilegio con-
cedido oa Blgica, aos desposados, aproveitava-
se de urna viagem de seus paes a Antuerpia, para
vir visitar o homem que bem depressa deria ser
seu esposo. A joven deu um grito involuntario,
e Clarcheo quiz affastar Verdonck ; porm este
recuperando sua resolugo em presenca da mu-
lher que amara, desembaragou-se vivamente do
braco de Clarchen, e disse-lhe saudando-a :
Pego-ros que me desculpeis, seohora 1 Eis
minha desposada. Meu brago perteoce-lhe ; as-
sim como meu corago.
Depois, dando as costas a Clarchen, e abrindo
a porta a sua riral admirada, f-la entrar em sua
casa respetosamente. Clarchen ficou immovel e
muda alguns instantes. Bem depressa tornou a
si, por urna sbita claridade que appareceu atra-
vez de urna janella do segundo andar, levantou
vagarosamente o ndex de sua mo direita para
as duts pessoas cujas sombras appareciam nos vi-
dros, e retirou-se sem dizer urna palavra.
Sabis como ella vingou-se, roubou a chave do
quarto de Verdonck, e lntroduziu-se abi em sua
ausencia, escoodeu no bah do iofeliz joven os
cem dorios, que causaram-lho a morte, e que
ella mesma roubra na burra de Van der Haagen.
Reata-me dizer-vos que funesto acaso poz so-
bre meu caminho esta raparlgt perniciosa, e com
que iotengo conduzira Margarida a Aotuerpia.
Apenas tornou a si do abalo que lhe causara o
bilhete de Verdonck, olhou para o bello e candi-
do rosto de sua prima, e disse muito baixo :
E' preciso queeuchegue ; e ento...
Um sorriso malvolo acabou-lhe o pensa-
mento.
Vamos Margarida I exclamou ella, vou
apresenlar-te a urna senhora muito piedosa, que
honra-me com a sua amizade. Dirigiram-se para
a praga.
Verle, onde bateram em urna porta prxima a
calhedral. Urna respeitavel beata desemblante
humilde e myslico, veio abrir-lhes a porta, e
conduzio-as por um comprido corredor a urna
sala terrea, esclarecida sement por um peque-
no pateo interior ondo apenas OBtrava o sol. Um
crucifixo de marflm, juoto ao qual eslava ama
pia d'agua benta, onde se mergulhava um ramo
de arbusto, algumas cadeiras de couro preto, urna
grande arca e grandes pedras cuidadosamente
taradas, tal era a mobilia desla sala, que parecia
pertencer a um convento. A beata, depois de ter
por um ioitaote deixado as duas primas, vollou
logo muito apressada, e pedio-lhes que a acora-
panhassem. Fe-las subir ao primeiro andar ; e,
bateodo discretamente a urna porlinha queseabriu
logo, disse-lhes, que entrassem, e relirou-se,
madama Verroulet ( assim se chamava a seohora
piedoza a qual Clarcheo acabava de apresenlar
Margarida ) tinha trila e cinco annos pouco mais
on menos. Era o que, em tolos os paizes, o vul-
go appellida com certo emphsse urna bella mu-
lher. Alta, moros, gorda, reuna todas as qua-
lidades que do direito a este titulo. O lugar em
que ella recebeu as suas duas primas nao se as-
semelhava em nada sala terrea na qual a bea-
ta as introduzira primeramente Parecia, ao en-
trar-se abi, queso passava de urna celia para um
toucador. O que havia de claustral na sala Ier-
res,, tinha repentinamente dado lugar a todas as
elegancias da vida mundana. Nao haviam cru-
cifixos na parede, porm sim algum quadro gra-
ciosamente sensual de Francisco Verheyden, nao
haviam arcas austeras, porm um lindo sof a
Lulz 15, de formas torneadas e agradaveis ; nem
pedras fras exhalando um cheiro sepulcral, po-
rm macios tapetes de Gand e de Bruxellas. Era
urna verdadeira mudanza de vista, madame Ver-
roulet era muito zelosa de seus ioteresses para
confia-los a outro que nao Clarchen.
Ah 1 mioha querida l disse ella levantando*
se e tomando-a pela mo para faze-la asseniar
a seu lado, esperava-vos com impaciencia. Po-
rm quem esta bella menina que nos condu-
zio ? proseguio ella servindo-so de um sorrizo
aprovador por nica trausigo, e chamando Mar-
garida para junto de si com um aoavel farailia-
ridade autorisadas por sua eiadee riqueza. Quan-
do ella entrou, disse esta olhando com um modo
significativo para Clarcheo, pareceu-me que um
raio de sol entrara com ella.
E' minha linda prima de Hoohstraeten, na
qual vos tenho fallado tantas vezes. Nunca vira
outra cidade alm da aldeta em que nasceu. Qaiz
que visitaste urna cidade verdadeiramenle digna
deste nome.
Porm ella vae perturbar aqu todos os cora-
coes, e sei mais de um que far loucuras para
-la aomente passar na ra. Margarida procu-
rara em vo defender-se contra este assalto de
tizonjaa.
Seu corago, ainda inexperiente, deixava-se le-
var involuntariamente pela seduego dessas ter-
nas palavras. Madame de Verroulet conhecia
muilo os coraces das donzellas para enganar-se
subre as erooges que perturbavam nesse mo-
mento o da bella Margarida. Ella tratou, toda-
va, de nao deixa-la entregue a isto por muito
lempo. Tema, com razo, que o que ha sem-
bem contra a vontade, a deixar-vos mais depres-
sa do que o desejara ; porm amaoha jamare-
mos juntas ; e eu poderei fazer mais ampio
coohecimenlo com esta menina, accrescentou ella
sorrindo-se para Margarida. Todaria, oo quero
separar-me d'ella sem dar-lhe um pequeo tes-
lemuoho da amisade que j me inspira l
E passou roda do pescoco de Margarida, toda
corada de admirago e prazer, urna pequea ca-
deia de ouro na qual eslava suspensa urna cruz
de esmalte ornada de urna perola no ceotro, e
de urna rosa em cada urna das quatro extremi-
dades.
Nao me agradegais, replicou ella. Sou s
neste mundo, nao tenho nem fllhos, nem paren-
tes, E'-me portanto permitlido fazer alguos pre-
sentes a minhas amigas. Depois, sem deixar lem-
po a Margarida para responder, approximou se
della e deu-lhe um beijo na fronte. Al ama-
nh, dissa ella rollando-se pira Ctj^ben e in-
troduzindo-lhe na mo urna csrteira de marro-
quim preto, qoe Clarchen guardou logo na algi-
beira, sorrindo-se de um modo iolelligente para
madame Vervoulet, edisse-lhe:
At amanha I
Margarida nao sabia como portar-se nem
como agradecer a maoelra amigavel porque aca-
bava de ser recebida. Madama Vervoulet advi-
nhou seus peosameolos; e para dar-lhea mais
forca, irapediodo-os de se publicarem ; chamou a
beata e maodou-a reconduzir as duas primas.
Quando Margarida vio-se s com Clarchen sobre
a praga Verte, deu emfim expaoso aos sen timen-
tos que oceupavam seu corago, e, apezar de nao
sei que restriegues iostiotivas, que lhe apparece-
ram sem que podesse significa-las, fez um pom-
poso elogio a madama Vervoulet. Clarcheo fin-
ga ou vi-la, porem eslava oceupada em ver o que
continua a carleira que lhe acabavam de dar. Um
raio de satisfago appareceu em seus olhos, e
ella Ievou rpidamente sua companheira. Foi
sob o imperio dos sentimentos tumultuosos que
a agitaram, quesera saber mesmo para onde se
diriga, e altrahida alm disto pelos soos alegres
da orchestra, que ella internou se por essas ras
pouco frequentadas que conduzem ao Redyck.
Foi ahi que eu as ncontrei, ah que Margarida
apoderou-se de meu corago apenas a vi, ahi que
seu destino e o de Clarchen uniram-se to es-
treilamente ao mou que s a morte de cada um
de nos pode dar-nosa liberdade.
A morte I oo pude deixar de dizer obser-
vando Tuerlinck.
Sim I replicou o pastor com voz baixa e
montona que fez-me estremecer, este que vos
falla s tem o semblante do existencia. E' pre-
ciso ainda que pareca viro durante algum tempo
para poder ser admiltido no repouso da morte.
Em outra parte, essas patarras singulares cau-
sar-me-hiam somente riso, porm nesse lugar
deserto, a essa hora nocturna, acompaohadas e
commentadas, por assim dizer, pelo sino longiquo
dos cartuchos de Westmalle, que davam signaos
pela morte de alguns delles, ellas levaram a meu
espirito, e sobre tudo aos meus sentidos o seoti-
mento da realidade.
Entretanto, Tuerliock, contnuou com voz to
simples como se tivesse dito a cousa mais natu-
ral do mundo.
O que ainda nao vos disse, senhor, e talvez
j lenhes advinhado, que o amor que me ins-
pirara Margarida, havia o eu inspirado a Clarchen.
Sim, senhor, essa rapariga quasi perdida, e que
j vos causa horror, essa m natureza, ambiciosa,
invejosa e venal, commovera-se pelo que hove
de generoso na mioha acgo; e quando a luta ira-
rara-se seriamenie, ella e Margarida entraram na
salla, e ambas com am sentimento bem difieren-
te, porm profundamente commoridas, seguiram
as diversas peripecias do combate. O grito de
agonia que eu dei quando cahi, fizera sahir de
seus corages um grito nao meaos doloroso.
Logo que me leraram para minha casa, ellas qui-
zersm seguir-me, e de commum acord, e com
aulorisago do cirurgio, iostituiram-se minhas
enfermeiras. Em quanto durou minha convales-
cenga nao me deixaram. Clarchen, na violencia
de sua paixo, oo se dra mesmo ao trabalho de
advertir Van der Haagen do motivo de sus nova
ausencia, e quando ama maoha, este, com seu
sorriso malvolo, apreseotou-se-uos, ella vollou-
lhe bruscamente as costas como se este homem
lhe representase este passado sobre 'o qual tal-
vez agora comegasse a envergonhar-se, porm
quereodo fugir de Van der Haagen, achou-se era
frente de madamjWarvoulet, que vinha tambera
saber a causa da singular desapparigo d&s duas
primas, e cujo aspecto nao pareceu fazer menos
impresso sobre Clarchen. Nesta situago com-
plexa, sua firmeza ordinaria pareeeu desampara-
la ; porm occupndo-a logo, e de dous perigos
allrontando o mais prximo, fez aigoal a madame
Vervoulet para qu9 a seguisse. -Quaodo entra-
ram na minha ofBcina, e que Clarchen fechou
cuidadosamente a porta, voliou-se para a devota
da praga Verte, e disse-lhe com voz baixa po-
rm firme, entregando-lhe a carleira :
Tomae isto, que eu tomo mioha liberdade.
Que queris dizer ? perguotou madame Ver-
voulet admirada.
Nosso negocio est dissolvido, respondeu
Clarchen.
Ah! enterado, replicou madame Vervoulet
com um sorriso mordaz; M. Van derHaagen ven-
cgu-me no laogo.
Madame Vervoulet I replicou impetuosa-
mente Clarchen, depois, de'tendo-se de repeote ;
accrescentou com voz mais calma : Nao me per-
caes mais o espirito. Nao poderei mais acompa-
nhar-vos em vossos clculos. Arrependo-me de
ter perdido meu tempo e talvez mioha alma.
Parego-vos iouca ; talvez o seja. J amasias ?
Esta sbita perguota encootrou madama Ver-
voulet to mal preparada, que nao soube o que
responder.
Pois bem 1 disse Clarchen com voz to bai-
xa que apenas madame de Verroulet poude ou-
vir, eu amo I
Amaes a esse jovem lonco Tuerlinck, esse
pobre diabo cuja umea (ortaua consiste em urna
palheta e ama duzia de pinceis, e que se jalga
um Rbeos porque se serve dos mesmos instru-
mentos que elle I
A-elle mesmo, respondeu Clarchen, sem
tratar de repellir as palavras injuriosas de mada-
me Vervoulet.
Embora 1 replicou esta. Sabis que estou sem-
pre em casa at onze horas.
E abrindo, com um gesto de impaciencia a por-
ta que dava para o meu quarto de dormir, ia sa-
hir quando, voltando-se repentinamente para o
quadro que se ofierecia a seus olhos, disse a Clar-
chen :
Olhae I
Van der Haagem desapparecera, e Margarida,
era p juoto a minha cabeceira abandonara-me
as mos, que eu cobra de beijos.
Pobre Margarida 1 suss mos seguiram o im-
pulso de seu coraco. Ella amava-me extrema-
mate sem luta nem violencia.
Desde o dia em que me vira affrontar a morte
para defeode-lade urna grotseira caricia, torna-
ra-me para ella seu uuico pensamento. Parece-
r-lhe muito simples ficar junto a meu leito de
soff rmenlo.
Esta idea apresentou-se-lhe logo, Clarchen nao
obstante ser mais enrgica, s fez segui-ta. O
que fez com que nao coohecesse os verdadeiros
sentimentos de sua prima, foi a v-la expreasar-
se candida e tranquilamente. Margarida julga-
va que nao se devia obrar de outra maneira ; e
acreditando nao offender pessoa alguma, condu-
zia-se, e rallara com a tranquillidade de urna al-
ma e consciencia pura.
Quando Van der Haagen vio-a em meu quarto,
sorro-se logo, segundo seu costume ; porem so
ver Clarchen e. madame .Vervoulet seus olhos
sciolillaram com um brilho para mim desconhe-
cido, esuas pequeas mos descarnadas se aper-
taram vagarosamente. Depois da reUrada de
Clarchen ede madame Vervoulet, peaio-me per-
do de ter assim entrado em mioha casa sem ser
apresentado; elogiou minha forga, meu animo ;
desculpou-se por perturbar por tanto tempo meu
doscanco, e pedio-mo permissao de vir saber no-
ticias miohas, felicitou Margarida pela terna sol-
licitude eom que me tratava, deu-lhe alguns
conselhos sobre os cuidados que requeriam mi-
nhas feridas, tomou-lhe a mo e approximou-a
da-mioha sob pretexto de mostrar-lhe o lugar
onde se sent melhor a pulsaco da arteria ; em
urna palavra, destruio, sem nos senrmos, a re-
serva iostiactiva, acabou a tibieza que havia en-
tre nos, e que era a nossa mutua salvaguarda.
que applicado para o bem, aria della urna mu-
lher sera egual, toroou-se tranquilla, e recondu-
zio madame de Vervoulet atea ra com urna fir-
meza to bem Rugida, que esta, vollou a sua
primeira idea, e ficou convencida de um negocio
oceulto entre Clarchen e o rico banqueiro da pra-
ga de Meer.
Apenas Clarchen fechou a porta da ra, subi
a escada como urna tempestado; porem quando
ia chegando a meu quarto. entrou com paaso to
subtil como temeodo perturbar-me o somno.
Margarida, disse ella eom woz amavel, eis
a hora em que nosso querido convalescente deve
deseangar um (louco. Aproveitemos este mo-
mento para ir-mos apresentar oossas desculpas
a madame Vervoulet que nos recebeu to bem,
e quo nos esquecemos to depressa.
Acabo de prometter-lhe, neste momento essa
reparago bem tarda.
A islo, nao havia nada que responder, e ella
levou ou aotes arraocou Margarida do mea lado,
sem mesmo dar lhe tempo, nem occasio de
apertar-me a mo.
Mioha ofBcina dava sobre o Escalda, e muitas
vezes quando a mar era de la fazia manobrar
lentamente as escunas e as barcas qua estavam
ancoradas no meio do rio ; eu gostava de ver
este movimeolo circular que, sera ser feito pelo
intermedio de alguma forga visivel, dava alguma
semelhanga de existencia, a esta creaco do3
homens. Foi para a encosta oriental do Essalda
que Clarchen levou a amavel Margarida. Ella
fe-la aiseotar em urna dessas fortes pranchas
que se elevam como troncos de arvores, e a ro-
da das quaes enrolara -se as amarras dos navios ;
depois tomando-lbe a mo, disse-lhe :
Margarida, levar-te-bei hoje mesmo para a
casa de leu pae.
E este jovem? objectou tmidamente Mar-
garida.
Elle oo tem mais precizo de n3.
Nao nos despediremos delle?
Nao o vers mais disse Clarcheo.
E' preciso todava que eu lhe falle, repli-
cou Margarida com tranquillidade. Talvez elle
queira escrerer a meu pae.
Tu nao lhe fallars, nem elle escrever,
replicou speramente Clarchen.
Decididamente, nao parlirei sem torna-lo
a ver, disse Margarida com urna corta commo-
go oa voz.
Tu o queresl disse Clarchen levantando-se.
Peior para ti se te succede alguma desgraga.
Partiremos quaodo quizeres. Vamos fazer nossa
visita a madame Vervoulet.
Quando annunciaram a madame Vervoulet a
visita das duas primas, eslava ella conversando
vastamente com um agente consular da confede-
raco germnica. Esse homem que eu oo co-
nhecia ento, e que conheci muito depois, cha-
mava-se M. Baro de Fenerback Tinha cincuen-
ta annos ; porem seu rosto, bem como seu an-
dar, davam-lhe dez anuos de mais. Nao tinha
mais denles, nem cor as faces, e era calvo ; e
a nica cousa que annunciava nelle ainda algu-
ma mocidsde era o brilho de seu olhar; porem
ainda este tinha alguma cousa de valetudinario.
Foi em casa de madame de Vervoulet que
Clarchen viu-o. Ella procurou ero vo altrahir
suas vistas. Algum tempo depois, experimen-
tara segunda derrota do joven Verdookc. Na af-
flico de sua alma resolveu vingar por urna vez
as offensas de seu interesse e de sua vaidade.
Por isso parti para Hooghstraeteo e vollou
Antuerpia com sua bella prima, que devia abrir-
lhe roa grande brecha na fortuna do baro
A perda de Margarida, suspeosa por momen-
tos, pelo sbito amor que eu inspirara a Clar-
chen, foi irrevogavelmente decidida depois da
conversado das duas primas sobre a encosta do
Escalda. Ella lerou-a para casa de raadmie Ver-
voulet e sahio sem dizer nada. Qlaalo o ci-
rurgio vollou-achou-me de p, e quazi com-
pletamente curado. Eu quiz verlir-me para
surpreheoder miohas duas enfermeiras. As
pernas tremiam-me um tamo, porm com o
auxilio do meu medico, pude ir a minha offici-
oa, que julguei oo tornar a ver. O cirurgio
deixou-rae prometiendo alegremente nao rollar
mais.
Logo que me vi so, meu primeiro pensamen-
to, foi pegar em minha palheta e meus pinceis;
e assenlar-me diante de meu cavallete : depois
dei xa n do correr mo segundo asiospiragesde
meu coraco, esbocei em alguns minutos as
feices encantadoras de Margarida, Eu eslava
engolfado na deliciosa comiemplaco desta ims-
gem incompleta, quando julguei ou'ir uro sus-
piro atraz de mira. Vollet-me. Clarehen es-
lava de p junto a urna porta entre-aberta, e seu
olhVr, cuja expresso era impossivel engaar,
de 'orara a tela que irania lo eloquenlemeate o
objecto de meus pensamentos. Vento-a, s
pude fallar-lhe de Margarida cuja ausencia me
admirava.
Clarchen nao me respoodeu oada, porm raos-
irou para commigo um cuidado que rae pareceu
afectado e que, pouco a pouco, despertou em
raen espirito vagos temores. Perguntei-lhe moi-
tis vezes em que lugar e a que horas ella dei-
xra Margarida. S me respoodeu por mooos-
silabos, e redobrou de cuidados para commigo.
Fez tanto que eu nao pude resistir a mioha in-
quietago, e fazendo-a asseniar a meu lado,
suppliquei-lhe que nada me oceultasse, se como
eu a suppunha, alia sabia alguma cousa sobre a
demora de Margarids.
Clarcheo rollando a cabega para o lado, disse
estas palavras de um corago frivolo, e de um
espirito ftil : Ter-me-hia advertido, dizia
ella, se tivesse conhecido mais cedo minhs fran-
queza por sua prima.
Que vos direi ? proseguio ella. Acho-me
tambera punida por minha grande conlianga em
Margarida. Serri-lhe de fiadora para com seu
pae, que sem a minha insistencia, nunca lhe per-
mittiria vir a Aotuerpia ; e, hoje, que respon-
der! a meu velho lio quando me perguntar por
sua Qlha ?
A principio fiquei como fulminado por essa
revelsgo inesperada ; depois sent que me re-
voltava contra o que acabara de ouvir. Pedi es-
clarecimentos que Clarchen nao teve tempo de
improvisar. Notei lacunas e inverosimilhancas;
surprehendi algum embaraco nos olhos de Clar-
chen ; fu-lhe abaixar os olhos fixando-a ; sent
sua mo gelar-se na minha. Levantei-me re-
pentinamente e disse-lhe como levado por urna
forga ir resist re :
Vos ments ; Clarcheo I calumaiaes Mar-
garida. Se ha alguma cousa de verdadeiro em
vossas palavras, o abomioavel sentimento que
as diclou. Sahi d'aqui l sahi d'aqui 1 exclamei
eirxom urna vehemencia crescente.
E juntando a acgo s palavras, eu a puz fra
d meu quarto. Ella nao fes resistencia alguma,
parecia um cadver. Voltando para meu quarto,
laocei-me mesmo vestido sobre o leito, e escon-
deodo o rosto nos lences, fiquei mudo e immo-
vel durante muitas horas.
Eotrelanto Margarids nao voltava. Tioha anoi-
tecido. Abr minha jaoella, e olhei machinal-
mente para o Escalda. Apezar da eacurido da
noile, os barcos de pesca que saliiam do porto
assemelhavam-se a sombras que iam e vinham
sobre as aguas. Urna tristeza indisirel pesava
sobre a nstureza, ou antes minha tristeza reflectia
sobre todas as cousas.
Ums brilhante luz scinlilava do outro lado do
Eicalds. Vinha de ama das janellas da Tele de
Flandres. Mo sei que phaolasia fez com que
para abt fixasse as vistas. Sem saber o que fazia,
e mesmo sem refleclir, fechei a minha janella, e
cobrindo-me eom um largo capote, com cujo ca-
puz cobri a cabega, sahi. Chegando a eocosta,
aluguei um barco, e ordenei ao bariiueiro que me
levasse a Tote de Flandres. Passamos por entre
muilos navios que pareciam dormir no meio do
rio, e, em pouco tempo chegamos do outro lado.
Tornei a ver a luz que me ferira os olhos. Bri-
lhava no primeiro andar de urna mesquinha ta-
verna oode, nao se ouvia rumor algum. Empor-
rei a porta e achei-me em urna sala cuja obscuri-
dade sinistra era antea augmentada que diminui-
da por urna pequea lampada fumosa que eslava
quasi a apagar-se. Dous criados ahi dormiam
sobre urna mesa ; ea alguns passos d'ahi, havia
ama escada em forma de rosca. Subi. Ao ru-
mor dos meus pasaos sobre os degros, um dos
rapases dispertou e disse-me :
Aondeidea?
(Coniftuar-i-ha.)
[ PEUI, TTf. DI M. F. DI f ARIA.186U


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