Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09365


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Full Text
"H'l"
.....' m
-
lili HIT1I IDMEIO US
Por tres mezes adantados 5$000
Por tres mezes vencidos 6J000
SiBBADO 17 BE AGOSTO U lili
Por anno adiantado 19)000
Porte fraseo para o subscriptor.
NCARRBGAD08 DA SCBSCRIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Oliveira; Maranho, o Sr. Slanoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo daCosta.
fAKllUAS UUS UUKhfclU.
Olinda todos os dias as 9 1/1 horas do dia.
lguarass, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caraar, Altinho e
Garanhans as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarath, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fxu as quartas teiras.
Cabo, Sertnhaem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintasfeiras.
(Todos oscorreiospartem as 10 horas da manha
EFHEMERIDES DO MIZ DE AGOSTO.
6 La nova as 10 horas e 34 mnalos da man.
13 Quarto erescente as 4 horas e 56 minutos da
manha.
20 La chai as 7 horas e 31 minutos da man.
,28 Quarto minguanta as 11 horss e 4 minutos da
manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro a 1 hora e 42 minutos da manha.
Segundo a 1 hora e 18 minutos da tarda.
AuuibNClA O| TRBUNaEs DA CAPITAL.
Tribunal do commercio; segundas o quintas.
Relaco: tercas, quintas sabbados ss 10 horas.
Pazenda: torgas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira Tara do tivel: tercas o extaso meio
dia.
Segunda Tara do eivel: quartas sabbados a 1
18 Domingo. S.JoaqumpaideNossa Senhora. I hora da tarde:
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. S. Clara r. f. ; S. Graeiliano m.
13 Terca, Ss. Hypolito eCassiano mm.
14 Quarta. S. Euzebio sac.; S. Athanazia viuva.
15 Quinta, cga Assumpco de Nossa Senhora.
116 Sexta. S. Roque f.; S. Jacintho; S. Diomedes
17 Sabbado. S. Mamede m. ; S. Emilia t.
ENCaRREGADOS DA SUBSCRIPTO DO SL
Alagoas, o Sr. Claudino Faleo Diaa; Babia,
Sr. Jos Martins Aires;
Joao Pereira Martins.
Rio de Janeiro, o Sr
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa do
Faria.na sua imaria praga da Independencia n-
0*8.
PARTE OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 13 de agosto de
1861.
OIBcio ao Exm. presidente de Sergipe.tom o
offlcio de V. Exc. de 17 de juoho ultimo recebi
um exemplar do relaloriocom que o Io vice-pre-
sideote- Dr. Joaquim Tiburcio Ferreira Gomes,
passou s mos de V. Exc. admtnistrago dessa
provincia no dia 1* de juoho deste anoo.
Dito ao coronel commaadaote das armas.
Accuso recebido o officio de 9 do correle com
que V. S. trouxe ao meu conhecimento o do co-
ronel commandante do 2o balalho de infantina
declarando que nao foi esclarecido cora a neces-
saria exactido am o numero do peridico intitu-
lado Constitucional daquella dala, o que occor-
reu de extraordinario no exercicio de fogo prati-
cado ltimamente pelo mesmo balalho, pois que
essa oecurreocia foi somente a casualidade de ar-
rebenlar urna arma, devido isso alguma filha
ou duplcala de cartuxos, resultando icar leve-
mente contuso o anspegada da 6a compaohia Ma-
noel Domiogues, que nao foi recolhido ao hospi-
tal, e se acha prompto para o serv*.
Dito ao mesmo.Respondo ao officio de V. S.
n. 1,231, datado de 8 docorrenle, declarando-lhe
que esta presidencia j manlou satisfazer os pe-
didos 1, 2, 4 e 5 declarados no termo de confe-
rencia da junta do hospital militar de 31 de julho
ultimo, e opportunamente providenciar acerca
dos de ns. 3, 6, 7 e 8. O que V. S. far constar
mesma junta.
Dito ao mesmo.Attento o que expoe o ins-
pector da tnesouraria de fazonda no officio cons-
tante di copia junta, com referencia itiform.ac.ao
que V. S. miuistrou em data de 13 de julho ulti-
mo, e ao re jaerimeoto, tambera por copia incluso,
de Antonio Norberto de Souza Lealdade, que se
propoe vender os cavallos necessarios corapa-
nhia fiza de eavallaria, autoriso V. S. a mandar
de eonformidade com o parecer do mesmo ins-
pector, contratar com o peticiooario, ou com al-
gum outro pretendente, e pelo prego indicado em
dito requerimeoto, o fornecimento dos animaes
precisos para remonta da csvalhada da mesma
companhia, no semestre correte, declarando-se
do termo, que houver de lavrar-se, que o {over-
eo nao fica inhibido de comprar cavados a outra
pessoa por igual ou menor prego, comtauDlcau Jo-
me V. S. o resultado do contrato.
Dito ao capito do porto.Sirva-se V. S. de
mandar pdr em liberdade o recruts Deodalo Go-
mes da Silva.
Dito ao inspector do arseual de marinha.Man-
de V. S. substituir por outra africana livre a de
nome Orlla, que se acha empregada no servido
do hospital militar, visto assim o haver requisita-
do o respectivo director.Communicou-se ao
coronel commandante das armas.
Dito ao eommandanle do corpo de polica.
Mande V. S. apresentar amaoha ao Dr. chefe de
polica urna escolla de quatro pragas do corpo sob
seu commando afira de acompanhar um criminoso
de morte al a cidade de Goianna.Communi-
cou-se ao chefe de polica.
Dito so mesmo.Pode V. S. mandar dar baixa
ao soldado do corpo sob seu commando. Floren-
tino Freir dos Santos, visto ler concluido o tem-
po do seu eogajamenlo, como V. S. declarou em
seu officio, n. 372, de 12 do corrente.
Dito ao inspector da theaouraria de fazenda.
Estando nos termos legaes a folha junta em du-
plcala, que me foi remellida pelo commandante
auperior interino da comarca do Rio Formozo
com officio de 25 de julho ultimo, mande V. S.
pagar a Albino da Silva Leal sob minha respon-
sabilidade, nos termos do decreto de 7 de maio
de 1842, os veocimentos relativos ao mez de ju-
oho ultimo, do alferes Manoel Antonio da Costa,
commandante do destacamento de guardas oa-
cionaes da villa de Barreiros, visto nao haver
crdito para esse pagamento.Communicou-se
ao respectivo commaodaote superior.
Dito ao mesmo.Devolvendo V. S. os papis
que acompanharam o seu officio, n. 693, de 10 do
correte, o autoriso a remettar ao major com-
mandante do corpo de guarnigo desta provincia
palo respectivo quartel-mestre a quantia de
17:500-3, sendo 2:439$869 sob minha responsabi-
lidade para completar o pagamento dos veoci-
mentos das pracas do mesmo corpo relativamente
ao exercicio de 1860 a 1861, visto nao haver cr-
dito na rubrica exercito do mesmo exerci-
cio, e 15.0605131 por conta do crdito concedido,
para o presente aono financeiro, afim de occor-
rer aos pagamentos dos prets e folhss do dito
Corpo at o fim de outubro prximo vindouro.
Dito ao meamo.Tomando em conaiderago o
que V. S. pooderou em seu officio de 10 do cor-
rete, sob n. 690, o autoriso a mandar fazer sob
minha responsabilidade a necessaria escriptura-
. cao para que possa ser levada em conta ao major
Hercolano Sancho da Silva Pedra, commandante
de guarnico desta provincia, a quantia de,......
7:507$636, que, segundo os documentos que de-
volvo, foi por elle dispendida com os dioheiros
que receben para as despezas do mesmo corpo,
pois que, como consta do citado offlcio, achara-
se esgoladas as verbas exercito, recrutamento
e eogajamenlo relativas ao exercicio prximo
lindo.Communicou-se ao coronel commandante
das armas.
Dito ao mesmo.Declaro V. S., para seu go-
verno, que o destacamento da guarda nacional
existente na cidade do Rio-Forraoso foi redozido
a qoioze pracas, commandadas por um inferior
no dia 28 do mez passado, conforme comrauni-
ceu o respectivo commandante superior em offl-
cio de 30 daquelle mez.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Ioteirado do contedo de sua ioformaco de 10
do correte, sob n. 387, ten no dizer em res-
posta, que approvo a arrematado que, segundo
consta de seu offlcio de 8 deste mes, n. 378, fez
Antonio Ferreira Lobo de 50 dos lampias que
serviram na iilurainaco de azeite desta cidade
pela quaotia de cinco mil ris, nao levando os di-
tos lampeaj nem as ferrageus, nem as rever-
beras.
Dito ao mesmo.Embora nao aeja, como pa-
rece i V. 8., muilo clara a disposicao do art. 5
do regulrnoslo do curso commercial relativa-
mente gratificado de que pede pagamento o
professer daquelle curso, bacharel Antonio Wi-
truvio Pinto Bandeira e Accioli de Vasconcellos,
por ler eubttituido o professor da 1 a cadeira, to-
dava a sua disposicao combinada com a do arti-
go 17 do mesmo regulamento, fundamenta a pre-
teocao do referido professor, a quem V. S. man-
dara setisfazer a gratificago de que se trata, pa-
ra o que lhe devolvo os papis inclusos.
Dito ao juii municipal do Cabo.A' consulla
por Vmc. eita em officio de 10 do corrente, com
referencia ao art. 5. da disposicao provisoria cer-
es da adaaioiatracao da justiga civil, respondo
dizendo-lhe que nos casos occorrentes, e que pen-
der de sua jurisdiccao, deve Vmc. Julgar con-
forme as leis e jurisprudencia em vigor sob sua
responsabilidade como expresso no aviso o. 70
de 7 de fevereiro de 1856. dando s partes os re-
araos que coube/em para os tribunaes supe-
riores.
Dito promotor'do termo do Recite.Respon-
deudo ao offlcio em que Vmc. me consulta se o
soldado do corpo de polica Riyrnundo Jos Per-
jeira, que lera de responder a cooeelho de julga-
ment pelo crime de desergo, commeltido no
mez de setembro de 1818, deve ser julgado em
vista do regulamento de 2 de juoho de 1842, que
irapde a pesa de 4 a 12 mezes de priso, ou em
face do de 2 de outubro de 1853, que coramina
smente a de seis metes, tenho a dizer-lhe que
em regra a le posterior revoga a anterior, mas
este principio soffre restriccOes no dtreilo crimi-
nal ; pelo que se deve applicarsempre ao reo a
pena que lhe fdr mais favoravel, e sendo esta
considerada em sua quantdade nao pelo mioimo,
mas pelo seu mximo, se ella estabelece grada-
ces, claro que no caso em questao deve ser
preferido o regulamento de 1853 ao de 1842, por
ser mais beaigao.
Dito cmara municipal de Pao d'Alho.A
questao que offereceu Simplicio Celestino Caval-
canti pelos impostos, de que trata a cmara mu-
nicipal de Pao d'Alho em seu officio de 27 de
julho prximo (Indo, relativamente ao tempo que
ha de correr at 30 de setembro de 1863 ex-
traordinariamente inferior ao prego por que fo-
ram arrematados at o fim do exercicio munici-
pal de 1859 a 1860, recommendo, por tanto,
referida cmara que ponha laes impostos nova-
mente em prica, dando conta presidencia do
resultado que obtiver.
Dito ao presidente da cmara municipal de Ca-
ruaru'.Respondendo ao que me consulta Vmc.
em officio de 31 de maio prximo fiado, teoho
guezia, e os seus dous officios datados do Ia de
fevereiro e 6 dejunho ltimos.
Despachos do da 13 de agosto
Rtqutrimtntos.
Alexandre Rodrigues de Souza.Em vista das
informaedes nao ha que deferir.
Flix da Costa Macedo Franca.Informe o Sr.
juiz municipal do termo de Barreiros.
Joaquim Luiz Vieira.Informe o Sr. comman-
dante superior da guarda nacional do municipio
do Recite.
Jos Higino de Miranda.Informe o Sr. direc-
tor das obras publicas.
Tude de Aodrade Gomes.Em vista do dispos-
to no aviso da repartico da guerra de 7 de julho
ultimo, nao pode mais o supplicante ser pago do
premio de engajamento.
Thomaz Carlos de Mendooca Vasconcellos.
Informe o Sr. director do arsenal de guerra.
Mas estando Roma oceupada por nma guar-1 Mr. Thouvenel; o despacho do ministro dos ne-
icao raoceza, o governo da rainha lem a confi- gocios estrangeiros de Vienna ; e o despacho do
EXTERIOR.
O general Goyon, dando conta ao exercito do
seu commando, do reconhecimento do reino da
Italia, dirigi officialidade asseguintes allocu-
Ces :
Senhores.O imperador julgou dever reco-
dizer-lhe que embora a lei regulamentar da ins- Dhecer o rei da Italia ; mas este reconhecimento
truego publica parega nao ter previsto expressa- em nada altera a situaclo, tendo a Franga feito
mente a bypolhese apresentada por Vmc. com
relaco ao professor publico de. primeiras leltras
dessa cidade, Jos Izidora dos Santos, que fdra
eleito juiz de paz, comtudo ella o est em seu
espirito, e claramente se deduz da disposicao do
artigo 33 da citada lei, alm de que, nao
podendo ter lugar o exercicio simultaneo
dos dous empregos em questao sem manifest
prejuizo de um delles, isso motivo suffieiente
para nao ser permittida a sua accumulago, em
vista do que dispe o aviso do imperio de 4 de
julho de 1847.
Quanto segunda duvida proposta por Vmc,
cerlo que para se poder ser eleito juiz de paz,
mister que se tenha a qualidade de cidado
brasileiro, mas constando de ioformaco do Dr.
juiz de direito interino dessa comarca, que Dio-
nizio Rodrigues Jacobina, a que allude Vmc.
tem exercido diferentes cargos pblicos, e quasi
que successivamente desde 1832, fra de duvi-
da que o referido Jacobina tem estado na posse
dos direitos de cidado brasileiro, o que estabe-
lece presumpcao em seu favor e o habilita a vo-
tar e a ser votado na forma da lei, em quanto
se nao provar o contrario, como expresso no
decreto n. 500, de 16 de fevereiro de 1847, arti-
go 5.#.
Portaoto, pode o referido Jacobina continuar
uas funcQoes de juiz de paz do districlo do Alti-
nho, para que fora eleito, e em cujo exercicio se
acha.
Dito ao director das obras militares Convem
que Vmc. apresente-me com a possivel brevida-
de um ornamento da despeza a fazer-se com o
soalho das eofermarias do hospital militar em vez
de asphaltoCommunicou-se ao commandante
das armas.
Dito ao mesmo.Pode Vmc, mandar caiar,
como propoz em seu officio, n. 83, do 9 do cor-
rete, os edificios oceupados pelos guardas do
palacio, alfandega e thesouraria da fazenda.
Communicou-se ao coronel commandante das
armas.
Dito ao Dr. Jos Soriano de Souza.Applau-
dindo o offerecimento que faz Vmc. de prestar
gratuitamente os seus servidos mdicos, quando
forem precisos s diligencias da polica, cabe-me
declarar Vmc. que dei conhecimento desse seu
louvavel offerecimento ao Dr. chefe de polica
Deu-se aciencia desse offerecimento ao referido
chefe.
Porlaria.O presidente da provincia, alten-
deodo sr/que ioforraou o commandante do cor-
po de polica em officio de 23 de julho ultimo,
com referencia ao que requeren o soldado da se-
gunda compaohis do mesmo corpo, Joaquim Se-
veriano Leite, resolve conceder-lhe Tinte dias de
licenca com vencimentos na forma da lei.
Dita.O presidente da provincia, tendo em
vista o que representou a cmara municipal da
cidade do Rio Formoso em officio de 16 de julho
prximo fin jo, resolve approvir provisoriamente
dos artigos de posturas apresentadas pela mesma
cmara os seguintes :
Art. 1. Nenhuma carroca puchada por um
boi, ou outro qualqaer animal, poder dentro
desta cidade carregar mais de seis saceos com as-
sucar, ou outro qualquer objecto, com o peso de
mais de trila arrobas, puchados por dous bois,
dez saceos com peso ds cincoenta arrobas, e os
puchados por quttro bois doze saceos com ses-
senta arrobas. O infractor aoffrer a pena de rs.
209000 de multa.
Art. 2. Toda e qualquer rez affectaad do mal
triste, lingui ou caneada, ou que soffrer outro
qualquer mal, nao poder ser mora e exposla
venda. Os infractores soffrero a multa de 209000
por cada vez, e perdero a caroe que ser lau-
cada fra, em lugar j deatinado pela cmara, e
as despezas que para esse fim se fizer, sero pa-
gas pelo Infractor.
Art. 3.As rendas das caroes verdes nos
a50ugu.es pblicos, ou particulares, desta cidade,
e povoaces de seu municipio, nao podero ser
feitas por mais de 24 horas depols da m a tanca da
rez] Os infractores soffrero a multa de 108000,
alm da perda da carne, que aera lanzada fora
pelo respectivo fiscal.
Art. 4. Todos os marchantes desta cidade e
povoaces de seu municipio,sero obrigados a ter
seus talhos de cortir caroe, paramentados de ba-
tanea e pesos de urna arroba at urna libra, po-
dendo servir dous de urna balanca ( querendo )
assim como sero obrigados por todo o aceio e
limpeza da malanga e dos cepos e mais utensi-
lios. Os infractores soffrero a multa de 55000
por qualquef falta, e o duplo as reincidencias'
Art. 5. Todo aquella que atravessar os vveres
que vierern ao mercado para com elles fazer mo-
nopolio, e revende -los na mesma feira ou fra
della, por maior prego que o do costume, ser
multado em OsOOO; e soffrer, alea da multa,
cinco dias de priso.Remetleu-se copia destas
posturas cmara municipal cima citada, afim
de serem postas em eiecugo.
as devidas reservas, que manifestam o desejo que
tem de respeitar os tratados e de se conservar
uoida poltica dos soberanos de Roma.
c Encarrego-vos, senhores, que observis toda
a prudencia, e que conservis a mes na atlitude,
porque a poltica do imperador em nada mudou
sustentando firmemente os seus sentimentos a
respeito de Roma e de Veneza.
De urna carta de Londres dirigida poca pelo
seu correspondente alli, exlrahimos os seguimes
paragra phos em que se faz urna sombra discripeo
da Europa, que, com qusnto nos pareja algum
tanto exagerada, nem por isso deixa de merecer
attengo :
A Franga e a Inglaterra, diz a carta, seguem
porfa n'uma carreira lou^a de armamentos ma-
rtimos rivaes, que pela sua magnitude e por urna
tendencia irresistivel, ter que ebegue algum dia
a contacto hostil.
quietagao, e esgota os seus recursos para se pre-
parar para defender o territorio, que julga a mea-
gado.
a As pequeas potencias da Allemanha esto
aterradas.diante do receio de que as obriguem a
formar urna nova confederaco debaixo do pro-
tectorado fraocez ; a este respeito j os jornaes
francezes teem mais de urna vez feito allusoes
ominosas, como o rugido remoto de orna tor-
menta que se aproxima.
A Austria est completamente desmantelada,
e com o thesooro vasio. -
A Russia, apezsr de zelo extraordinario com
que procura evitar que ebeguem aos nossos ouvi-
dos os promeoores da sua situacio, parece anda
mais enferma do que o imperio.
a Fella-se-nos do imperador, victima de urna
profunda melancola e paralysado pelo desalent;
dos servos as provincias remotas pedindo a sua
immediata liberdade ; dos nobres exigindo urna
constituico, desejando parodiar os baldes ingle-
zea do tempo de Joo-Sem-Terra, aspirando a
por um freio na autorldade imperial, para que
nao poesa tornar a decretar por si mesma reso-
luces to transcendentes como a da emancipa-
cao,que to profundamente atacou as fortunas eas
influencias dos nobres; da Polonia reclamando
os seus foros ; do commercio e da industria, per-
didos ; finalmente, um quadro desolador que
ninguem tinha podido prever antes de Nicolao
commetter a iosensatez de langar-se sobre s Tur-
qua, acreditando-a presa fcil.
Ser a questao da Italia que venha desenct<-
dear todas as tempestades que se encerram nestes
conflictos ? Pode muito bem ser, e nesse caso
talvez vejamos acontecimentoa, coja magnitude
deixar muito abaixo aquellos que at agora o
mundo tem visto.
Dieta
anca de que nenhum prejuiso poder resultar para
o chefe da egreja da declaracao feita na cmara dos
deputados do reino do Piemonte, e o lempo que
tem decorrido sem que esta declarago haja pro-
duzido mudanga alguma na siluago da cidade
de Roma, e das provincias governadas pelo pa-
pa, prova quanto eram fundadas as esperangas
que a rainha de Hespauha tinha depositado no
governo do imperador.
Esta circumstsncia nao poda bastar comtu-
do, para traoquilisar inteiramente S. M. C. a res-
peito das novas appprehenses que pode com-
prometter a capital do mundo christo e poda
receiar-se ver addiar iodifinidamente a solugo
qne deve por um termo siluago difficl em que
se acha o santo padre, e deve dar-lhe a sua li-
berdade de acgo nos seus estados, e ao mesmo
tempo independencia, to necessaria ao livre
exercicio da sua misso sagrada no resto do
mundo*
a Alm disso, o governo da raioha, reconhece
quanto rasoavel e til que os calholicos pres-
ten) o seu concurso ao imperador para encontrar
os meios mais convenientes para a realisigo de
um fim to oobre, e to vivamente desojado de
todos os calholicos.
c Estes foram em lodos .lempos os sentimentos
da Hespanha. J em 1848, quando acooteci-
mentos sementantes tinham parecido pdr em pe-
rigo a vida e os dirsilos do supremo pontfice, o
governo ds rainha apressou-se a lomar a inicia-
tiva para a deffesa de ioteresses to caros, e a
unir as suas tropas s de Franga para ir em au-
xilio do papa e dos seus direitos.
< M*ndaram-se ento decommum acord, tro-
pas hespanholas e Iropas francezas para a Ita-
lia ; mas o governo fraocez julgou conveniente
que o seu exercito entrasse s em Roma, e alli
sustentasse a ordem e os direitos do papa, como
o tem feito desde esse tempo, com tanta gloria a
o a gao franeeza,
Nao pois necessario modificar neste pon-
to a tituagao actual. Mas o governo da rainha
deu-me ordem para anunciar a V. Exc. q je, se
o governo do imperador julga, como o da rainha,
que chegou o momento de empregar a acgo de
todas potencias catholicas, e de algumas, a Hes-
pauha eat prompta a contribuir pela sua parte
para a deffesa de urna causa to justa.
A capital do mundo catholico nao perteoce
seno is nages catholicas ; a residencia do
soberano pontfice, chefe da egreja, e ninguem
tem o direito de se apossar d'ella, ou de a parti-
Ihar comsigo. E' all que existe o throno que as
nagoes catholicas fuodaram, e que durante tan-
tos seculos teem sabido sustentar e deffender.
O governo do imperador que tantos esforgos tero
empregado para este fim, nao consentir de ma-
neira alguma na execugo das ideas manifesta-
das pelo conde de Cavour.
O governo da rainha espera portanlo que o
imperador se dignar provocar, se como nos o
julgar necessario, urna reunio das potencias ca-
tholicas, onde algumas d'entre ellas, afim de
adoptarem medidas capazos de prevenir os peri-
gos de que est aNneagada a Santa S, e de con-
ferir a respeito dos meios que devem terminar
definitivamente os conflictos que perturbam o so-
berano pontfice, e impedir o 'exercicio da sua
autoridade legitima, com grande prejuizo de to-
dos os calholicos, que tero de soffrer as conse-
quencias e urna perturbage to grave, e de urna
deposigo to injusta.
i Acceitae, etc.
Assignado, A. fon.
ministro dos negocios estrangeiros de Madrid.
Estes dous ltimos gabinetes responden) a Mr.
Thouvenel, dizendo em data de 9 de juoho, co-
mo em Vienna e em Madrid encaram a possibili-
dade de urna solugo da quoslo romana. O
despacho de Mr. Thouvenel teve entre nos um
grande xito. E' curiosa esta maneira de expli-
car isto aos dous paizes catholicos.
Emsumma considera-se este despacho frao-
cez, apezar das suas reservas ; como tendo urna
tendencia favoravel solngo italiaoa da questao
de Roma. Vos que estaos no centro das apre-
ciagoes, e que sabis as causas melhor do que
nos, podis ver e julgar.
Ouvindo fallar a todos os momentos de inci-
dentes occorridos. em Roma, de maoifestages
incessantes que os correspondentes apontam, de-
ve coosultar-se o que aqui existe : ha em Roma
elementos para um movimento serio, para um
disturbio?
c Creio que nao. O sentimenlo mais commum
entre os patriotas romanos que at nova ordem,
apezar mesmo da irrilago militar que se rnaoi-
festa, necessario esperar.
de deve cortamente contribuir para o sesenvolvi-
raento moral e correcgo dos vicios degradantes
oos quaes muitos homens lem deixa Jo de envol-
verse.
nho que destinara ao povo as almas caritativas.
A mulher, que tem por misso educar a familia,
pela sua sensibilidade e generosidade, a mais
apta que o homem tem para encarregar desta
nobre taris.
a J exisiem sociedades de soccorros mutuos,
sociedades operaras, e estas sociedades procu-
rara cerlo bem estar. Mas as classes elegantes
e privilegiado entram ellas voluntariamente em
contacto com as classes pobres ? Descem ellas
por ventura das suas habitages at onde s se
conhecem as privages e a dor ? Oh I nao,
Eocontram-se algumas vezes homens sensiveis-
que levsm aos desgragados palavras de consola-
go, mas aqui que se limitara as suas ac-
ges.
Desgam os poderosos da trra at s casas
dos pobres, consolem-nos, instaram-nos, e soc-
corram-nas ; ento, mas s ento, desaparecer
da eociedade humana, esse immenso abismo que
separa o rico do pobre, que os torna inimtgos.
c A commisso directora, assim como a de! que semeia e nutre a discordia e o odio entra o
aples, antes da partida do rei para Gaeta, homens.
unnime em acooselhar a inercia. A patarra de
ordem da sociedade nacional absolutamente
oeste sentido.
c As ideas de levantamenlo nao se produzem
seno nos circuios sem influencia. Ouso mesmo
dizer que nao ha centro mazzinista, sufficiente-
mente forte para propdr semelhante cousa com
probabilidades de bom xito.
Hs aqui, com certa, vivacidade de impa-
ciencia, a persuaso geral de que a questao ro-
mana vae ser resolvida diplomticamente, que
se est a ponto de obter Roma como capital,
cora urna guarnigo mixta franeeza e italiana,
meio termo que se suppoa ter sido encarado co-
mo acceitavel em Paris. As cartas de Paris, de
Turim, da commisso de mensagem sao formaos
a este respeito. N'uma tal siluago, a commis-
so nao permittir nunca urna desordem, que o
general Goyon reprimira.
Ligae grande importancia idea da guarn-
gao mixta de que ja vos fallei na minha anterior
carta. Esta idea toma aqui urna consistencia ca-
da vez mais seria. E' quasi considerada como
urna solugo diplomtica. E' verdade que sus-
cita duas pergunlas : 1
Que far o Papa? '
Ser verdade que o conselho de familia ha-
vido receotemente em Vienna o coosiderou
eventualmento como um casus belli ?
a Mas estas duas perguntas nao affastam os
espiritos do movimento das ideas que se apre-
sen tam neste sentilo : < Roma capital com a
guarnigo Miela.
O Papa ceder, dizem uns (apezar de tudo a
minha opioio pessoal).
A mensagem do casus belli nao produsir
effeito algum, dizem oulros [ lambem a minha
opioio pessoal).
Espero com talo com impaciencia o que po-
de occorrer no consistorio: ser necessario pesar
bem as palavras da allocugo.
Tendo urna tal cooflanga no corago da
nossas italianas, sem distinego de classes, que
nao hesito em dirigir-me a ellas para as convidar a
urna combinago humanitaria. Seria para deso-
jar qne em cada urna das eidades da Italia se
formassern commissoes de aenhoras, com o fim
de colher meios de todas as qualtdades, lauto na
Italia como no estrangeiro, para occorrer as ne-
cessidades dos desgragados e crear escolas.
Nao alcangaremos a perfeigo, que urna
coisa impossivel na humanidade, mas podemos
obter o melhoramenlo da sorte do pobre, des-
creyendo selle os sentimentos elevados. Pode-
mos obter que o direito que temos adquirido de
ser um povo livre e civilisado, nao seja urna
simples fiego, e se torne urna realidade.
Podemos tocar o fim supremo da humanidade,
e especialmente que a familia humana nao conta
no seu seio, segundo a lei de Christo, seno ir-
mos e irmas.
G. Garibaldi.
Este convite, acresceota a Lombardia, foi 011-
vldo das senhoras do Turin, que j orgauisaram
para esse fim urna commisso.
Expediente do secretario.
13 de agosto de 1861.
Officio ao coronel commandante das armas.O
Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
municar a V. S. que autorisou o director do ar-
senal de guerra a satisfazer o pedido do 4o bala-
lho de artilharia, a p a que allude o officio de
V. S.;de 10 do corrente sob n. 1275.
Dito ao mesmo.O Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda declara! V. S. que nesta data pro-
ferio no requerimento do 2 cadete 1 sargento do
10 balalho de infantera Tude de Andrade Go-
mes, sobre que V. S. informou em offlcio de 7
do correle o despacho do iheor seguiute :Em
vista do disposto no aviso da'reparligo da guer-
ra de 7 de julho ultimo, o supplicaute nao pode
ser pago do premio de eogajamenlo.
Dito ao vigario do Altinho.O Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda commuoicar V. S.
que ficam recolhidos i secretaria do governo os
livros He registro das trras publicas dessa fre-1
A Armona de Turin, publica um artigo inti-
tulado A Italia e a morte de Napoleo, do
qual exlrahimos os seguintes paragraphos:
A inexperada morte do conde de Cavour fez
pensar a certos deputados que neste mundo nin-
guem tem segura a vida. O Sr. Musolioo, na
sessodo dia 30 do mez pasado, dizia, entre ou-
iras cousas, fallando primeiramente em um sen-
tido genrico:
a Senhores, no reino da Europa ha germeos
de nma guerra tremenda que ha de rebentsr,
< salvo o caso de morrer certo principe que
a seja o grande motor desta machina.
Passsndo depois do geral para o particular,
o deputado Musolino falloa largamente da morte
pravavel de Napoleo III.
No extrato da sesso, l-se que quando S. S.
tocou nesta passagem houve sussurro na cmara,
por isso que parece que os deputados nao gostim
de ouvir fallar tanto da sua morte. O presiden-
te, o Sr. Ratazzi, ioterrompeu o Sr. Musolino, co-
mo vamos ver.
Nao tendes pensado, senhores, proseguio o
Sr. Musolino, o que succederia na Italia se Na-
poleo chegasse a morrer ? Pois eu vos digo [su-
surro]. O conde de Cavour desappareceu de en-
tre nos quando eslava mais cheio de vida, de
forga e iolelligencta. Acreditaos vos que Napo-
leo III, que, ainda que seja imperador, com-
tudo homem, nao ha de lambem pagar o seu tri-
buto i morte ?.... E que succederia em Fran-
ga se morresse Napoleo.
A repblica, dizem uns; os Orleans, di-
zem outros. lu acredito que nem a repbli-
ca, nem os Orleans, ainda que da mobilida-
de do carcter francez nada pode conjecturar-se
cora certeza....
Pois bem ; possivel que dentro de oito dias
de am mez, de um aono, possa occorrer um ca-
taclysma em Franga! e ento, qaer triumphe a
repblica, quer os orleans, a situago da Italia
ficaria compromettida, porque os Orleans sao
Bourbons, e entre os republicanos nem todos sao
amigos da nossa unidade. Lembrai-vos de que
foram os republicanos quem provocaram aexpe-
digo de Roma em 1849.... Segundo todas as
probabilidades, morte de Napoleo aucceder a
regencia, e a regencia seria dada imperatriz
Eugenia, princeza adornada sem duvida com mul-
tas virtudes, mas....
c O presidente (interrompendo o orador) :
Observarei ao Sr. deputado que nao cabe as pra-
tieas parlamentares tratar de disentir o que na-
quelles casos pode occorrer as nagoes visiohas.
Pode S. S. explicar o seu pensamenlo sem entrar
em semelhantes pormenores.
' c OSr. Musolioo : Dizia eu que a regencia
em Franga seria amiga do Papa, e faria lodo o
possivel para o restaurar no seu estado anterior
ao anno de 1848....
c Senhores, a nossa posigo muito falsa. Te-
mos depositado as nossas esperangas na Franca,
e a Franga nao quer a nossa unidade. c De um
momento para o outro podem occorrer tremen-
dos acontecimentoa. A nossa posigao muito
ambigua ; qualqaer movimento insignificante po>
de fazer-qos naufragar.
A Esperanza a proposito, de urna polmica
que susteuta com a Discusin, publica a seguin-
te carta djt Mr. Veuillot, dirigida a um dos seus
redactores.
O pontifico dos neo catholicos, como lbe
chamara algnns jornaes anima o Sr. Vildosola, a
quem eaeereve, para que por alguns dias ensaie
a vida monstica, no convento que ache mais
mo, onde lhe assegura que se achara s mil raa-
ravilhas.
Eis os termos em que concebida a epstola do
celebre publiscista francez.
t Convento de Solesmes, 3 de julho.
a Caro amigo;
Ha algum tempo que desejo escrever a V.
para lhe agradecer o bom acolhimento que tendes
dado s michas ligeiras e recentes publieagoes,
e em particular ultima (Waterloo), cujas ideas,
pelo que vi V. comprehendeu, entre tantos que
as desconheceram. A fiel amiaade que em todas
os occasioes V. me manifesla, hoora-me muito,
e coufesao-me bastantemente agradecido a ella,
porque cwtribue para me consolar e iertalecer.
A poca em que vivemos affasla-se to abundan-
temente do pensamento christo, que poderia
dizer-se que alguns christos perderam a inlelli-
gencta do christianismo. Apenas um se levanta
um pouco das vulgaridades correntes, proclama-
se como insensato,e chega a ser um paradoxo di-
zer que Dos intervem nos assamptos do mun-
do, fazendo-lhes produzir as consecuencias das
intenges que |n'elles pem os homens ou em
favor ou contra elles.
Vim a Solesmes, nico convento benedilino
que boje possuimos, para descangar e trabalhar
ao mesmo tempo. Acho-me rodeado de homens
to agradaveis como sabios e santos : goso da
belleza do culto divino, que aqui se celebra com
urna pompa, urna magestade que. s nao encoo-
tra em qualqaer parte entre nos. Assiato to-
dos os dias festa que a egreja faz aos fiis, an-
tecipando-lhes na trra a vida do co ; nun-
ca chego a ver-me salisfeito. Estou em ma-
linas as quatro da manha, e em completas s
nove da noite. Nao sei se tendes conhecido os
gosos puros da vida monstica ; ensaia-a, no ca-
so de se poder seguir em Hespanha. Com essa
vida recobrara-se as torgas necessarias. Quan-
do pens que n'oulros lempos nao se poda via-
jar um s dia pela Europa civilisada aem pelo
menos encontrar um desses santos asylos, e que
hoje apenas existem em algum canto ignorado,
s este facto confirma a estimago que me inspi-
ra o mundo, moderno.
c Ah I um mundo, o mundo moderno que
hade perder ao mesmo tempo a autoridade e a
liberdade, que ha de ser victima de um igno-
minioso despotismo; que produzir, senhores
adventicios, que nao temerao a Dos, e que se-
guiro todas as inspiragea do crime ; at que
sejam tambera victimas de um crime.
< Estou escrevendo urna obrlta com o titulo
Perfume de Roma. Antes de Roma nos ser ar-
rebatada, porque ns nossa opinio, assim como
acontecen a Jesus-Cbristo e ao papa, ha de ar-
rancar-se-nos Roma, desejo expor alguma cousa
do que em Roma disse ao corago de todos os
catholicos. Estou certo de que algumas das pa-
ginas do meu novo livro vos agradario.
Adeos caro amigo. Apresentae es meus res-
peitos ao Sr. D, Pedro de Hoz. E oremos uns
pelos outros. Finalmente este tempo de diluvio
pouco temivel para nos, qae nos encontramos
na ares.
cSempre vosso
Luiz Veuiltot.
Le-se no Daily Telegraph :
Na quiota-feira, foi recebida no mioisterio
dos negocios estrangeiros em audiencia por lord
John Russell. urna deputago para tratar a res-
peito do trafico de escravos. Os membros pre-
sentes eram : MM. C. Buxtoo, Brixise, Korsham,
Giipin, J. Gurney, H. Pease, etc., etc. A depu-
tago foi apresentada ao ministro por lord Brod-
gham. Em resposta a mensagem que lhe foi en-
tregue, Mr. Mumorovzow entregou a S. Exc. urna
mensagem relativa a conducta da Hespanha na
questao da aboligo do trafico de negros, ao esla-
belecimento de consulados em Mogambique, e em
outros pontos da costa oriental da frica, assim
como a respeito do estado actual do trafico de es- direitos sao sagrados
cravos em geral.
Lord J Russell fez observar que n'uma par-
te da ex posigo pareca entender-se que o gover-
no nao eslava disposto a nomear cnsules.
Looge disso, disse S. Exc., emendo que do
dever do ministerio dos negocios estrangeiros
nomea-lospara toda a parte para onde a sua
preseoga parega ser til. Nao julgo que o movt-
mento commercial entre a Inglaterra e a Liberia
aeja'to importante que autorise o governo a es-
tabelecer um cnsul naquelle pooto. Todava,
seria talvez para desejar que houvesse um em
E' sabido que os governos austraco e hespa-
nhol dirigiram simultamente ao governo francez.
notas, que tinham por fim provocar urna reu-
nio das potencias catholicas a favor do poder
temporal do Papa. J publicamos essas notas,
e agora vamos reproduzir a que o Sr. Mon, mi-
nistro de Hespanha em Paris, dirigiu a mr.
Tbouvenel:
Paris, 28 de maio de 1861.
a Senhor ministro : Desde que os aconteci-
menlos da Italia deram lugar a apprehensdes
para a pessoa e para os direitos de sua sanlida-
de, o governo da rainha apressou-ae a fazer ob-
servar ao governo do imperador que seria til e>
opporluno estabelecer um accordo entre as po-
tencias catholicas, para ir em auxilio de ioteres-
ses to respeitaveis.
O governo do imperador nao julgou que fosse
necessaria outra intervengo alm da sua para
obter o resultado que desejava o governo da rai-
nha, e que todo o mundo catholico tinha a
peito.
Quando as tropas piesontezas aecuparam
urna parle dos Estados pontificios, e o governo
do imperador se vio obrigado a reforjar o corpo
de ccupaco de Roma, e a retirar a sua legago-
do Pimoste, o governo da rainha manifestou do
novo que julgava conveniente e necessario ir em
auxilio do Santo Padre, reunindo os esforgos da
todas as nagoes catholicas, e enpregaodo o
meios que se julgassem melhores para garantir
a O governo do imperador compenetrado dos
mesmos sentimentos que profesas o da raioha, o
tendo reprovado altamente a conducta do Pie-
monte, julgou comtudo que era milhor aguar-
dar os novos acontecimentos que occorressem na
pennsula italiana, para depois com mais facili-
dade regular, de commum accordo, as difficulda-
des que esses acontecimentos suscitassem no
Estados da Santa S.
a A Hespanha, sempre desejosa de obra do
accordo com o governo do imperador, esperava
a oceasio que lhe fra indicada, quando a de-
Cabo Palmas. O governo oceupa-se deste neg- clarago do primeiro ministro piemontez na c-
elo. A influencia do commercio licito para fazer
desapparecer o trafico dos negros merece urna
seria attengo. Houve um tempo em que a c-
mara dos communs e os orgos da imprensa nao
pediam seno que se anniquillasse a esquadra
dos negreiros, mas lord Palmerston e eu temos
sempre tido urna opinio contraria.
< Tem-se empregado todos os meios para in-
duzir o rei do Dabomey a concluir um compro-
misso. aura de abolir o tratado dos negros e por
mar dos deputados de Turim convenceu o go-
verno hespaohol da urgente necessidade de fazer
face ao perigo que ameaga de novo os direito
do Santo Padre. Segundo esta declarago a ci-
dade de Roma, capital do mundo catholico, des
ser declarada capital do novo reiuo e tornar-so
a residencia do governo do rei do Piemonte.
Segundo esta declaracao, nao s o Papa, se-
ria despojado da soberana que sempre exerceuv
naquella capital, mas o mundo catholico perdo
termo aos massacres que se commettem iannual- ria lambem a posse da capital que ha lantos.se-
mente nos aeus estados ; mas at agora nao tem
tido resultado. Pensa-se agora na nomeago de
um cnsul para Mogambique. O governo por-
taguez est prompto a acabar com o trafico de
escravos; maa os seas agentes, que esto as
possesses longiquas, acharase de tal maneira
engajados no trauco que todos os esforgos que at
agora se tem teilo a este respeito, tem abortado,
e nao julgo que cnsules eslabelecidos nes-,
ses paizes remotos possam alli ser de grande ut-
tiltdade. I
E' difficl allegar cousa alguma pata atenuar ,
a conducta de Hespanha a respeito dos tratados
por ella concluidos com a Inglaterra para a abo-1
ligio do trafico. O governo brasileiro lem-se
conduzido nobremente, mas quasi todos agentes
de Hespanha em Cuba teem enriquecido com o
dinheiro recebido por deixarem entrar escravos
naquella ilha.
c Em virtude dos nossos tratados com a Hes-
panha, os navios hespanhes que levam escravos
estavam sujeitos a serem capturados. Mas o go-
verno americano tem sempre sustentado que nos
nao temos que envolver-nos com a sua bandei-
ra, e tudo quanto a Inglaterra tem tentado para
chegar a um ajuste tendente a impedir o trafico
a bordo dos navios americanos, nenhum xito
tem alcangado. Quanto annexago da rep-
blica de S; Domingos Hespanha, ainda que se
culos lhe perteoce como residencia do chefe su-
premo da sua egreja. Os catholicos contribsi-
ram em todo o tempo para a susleotago e es-
plendor d'aquella cidade, e alli levantaran oa>
aeus priocipaes templos.
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Baha 8 de agosto de 1861.
Para nao continuar illimitadamente com a
testa apoiada na mo esquerda, e a peona sus-
pensa por sobre o papel, espera de urna eOa
inspirago, de urna tirada cloquete, que sirva
de exordio presente correspondencia, o que mo
roubaria tempo que o vapor depois me tara cho-
rar, comego por communicar-lhe que era eata a
Mas o go- posigo em que meachava quando tomei areso-
' lugo de escrever este periodo, que, como
qualquer outro, pode servir para o que eu.
quera.
E como, segundo da o rifo comer e cocor
ponto ett em principiar, v sabeodo, primeiro
que tudo que esta Babia nada aiada na abun-
dancia, fornece a vida pelo prego o mais barato
nao possa duvidar'que tenha havide intrigas pa- possivel, e que, segundo oa economistas, que
ra fazer reconhecer a soberana da Hespanha, se- gente que eu nao entendo, e com quem nao me
ria contrario politice bem conhecida da Ingla- quero iotrometer, prova de decadencia ; assim
trra dizer que o povo dominicano nao tem direi- como dizem alguns delles que o da riqueza
to de se dar a forma de governo que lhe convier. | dever muilo um Estado.
Todava estou informado de que a populago do j O fixm. Sr. vice-presideote prosegue no sea
Haily nao est de maneira alguma disposta a re- plano de dotar-nos com alguns melhoramentos.
negar a sua repblica, e sou de opinio que ne-. e como oa cofres provincial e municipal nao.
cessario vigiar de perto ludo quanto se passar; comportam agora despeza alguma, appelia ello
naquelle ponto. Nao julgo que o governo tenha judiciosamente para o patriotismo doa habanos
razo para romper as relages diplomaticaa com favorecidoa da fortuna, que ainda nao falhou as
Escrevem de Roma ao Tempe:
c O Jornal de Roma publica esta tarde trez
documentos diplomticos que ja sao conhecidos.
Aqui estes trez documentos produzem alguma .
impresso. Os documentos, sao: 9 despacho, dj ninsul nao basta para as nossa,.;
a Hespanha.
Em aeguidaretrou-se a deputago.
A Lombardia, publicou a seguinte allocugo
de Garibaldi s aenhoras italianas:
Muitss senhoras estrangeiras conceberam a
idea, que me apresso a communicar-vos : diz res-
peito ao melhoramenlo moral a material da sor-
te do povo Reconheceu-ae que a liberdade poli-
tica adquirida pela maior parte dos povos da pe-
commissee al-agora no meadas, nao s para.
reparos eas ras principaea da capital, como
para codservago das estradas para o interior, o
construegoes de pontea sobre, varios ros que.
deltas precisa va m.
A commisso noaeada por S. Exc. para exa-
minar as actuaos prisoei desta capital, e quaes-
quer edificios que possam ter semelhante appli-
cago, e propr ao me^mo tempo o que fdr con-
veniente psra eser, fim, que era composta dpa^.

Esta liberdv Srl- Br 9*4 */e (joes Styeeira, Do Henriqur -


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DIARIO DI PBRNAMBUCO. SABBADO 17 O AGOSTO DE 1861.
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mu
Jorge Rabello, el* tenent* da armada Loureoco
Hoy Pessoa de Barros eugeolisire d provincia,
' aeresenlou no dia 31 do mez fiado o mu parecer
no qual se le a seguala concia** :
1., Que as duai fortalezas, Barbalho e Santo
Antonio alera do Carme, conveaieirtonsae re-
parada, sejam destinadas para es reos pronun-
ciad; para os qae vierem Jas comarcas do
aorlro, riate nao eiistirem aesses legares cadeiae
tnru, e para os osera vos.
Que o Aljube, fettoa es melhoramentos
felfeados, irvi para detescio ou castodia des
rae forem prezos em flagraste e que teaham
ala responder perante a polica administrativa.
3 o Que terminados o dous raios da caaa da
pristo coas trabatbo sejam para ali immediata-
zaeote condusidos os individuos coodemnados
esta peana.
Nessas differeotes prisoes existem hoje 862
prezos. sendo :
Sentenciados peana ultima
A' gales perpetuas...........
A' ga 16* temporarias.........
aV pristo perpetua...........
A a joules*.....................^.........
A' prsao temporaria......................
Diversas penas.................,.........
Pronunciados o em custodia..............
Proces*ad os..............................
Pronunciados dos termos defia.........
Para indagarles..........................
E' escusado dizer que esio quasi todos -.
mal accoiB modados, aaa-peiores candieles hy-
gienicas, e por isso que a admioistrago actual
se esforca tarubem em melhonr este ramo do
servico publico, que j nessa provincia progredio
extraordinariamente coro a coostruccao de sua
inagniflca casa de deleoQo, digna de ser visita-
da por qualquer estraogeiro ; porque revella a
aiussa civilisacao.
Odia 4 do corrate fui frtil em acontecimientos
desagradaveis.
O Sr. Elias Beroardi premetteu que aeu disc-
pulo Tuava no balo; chamou com isso ae eo-
geoho da Conceico urna grande concurrencia, e
logrou a todos que la foram ; porque o discpulo
Jttmrou ao digno mestro,
Quando oa curiosos vollavam de mo humor
jpor este xito inesperado, encontraran] outra
urpreza mais seria, urna rede de arraslo que o
recrutador tiuba colloeado na embocadura de
tima ra, pela qual forzosamente haviam de
pasear e na qual cahiram mis viole innocentes
jteixinhos, aue no dia seguiute se ssfarara da
lascada, e apenas tiverarn o incommodo de
pasear urna ooute noxadrez, o que nao foi nada
cunfortavel.
Apenas se terminira este incidente, que anda
se commentava cora calor, tocaram as igrejas
go, seriam sete horas da noite, e ji elle labo-
rava com extraordinaria iutensidr.de em dous
sobrados da ra da Pregunta, um de andar, o
utro de tres, que foram consummidos comple-
tamente em mui pouco tempo.
O incendio dizemse aleou por descuida de um
prelo, em um deposito de piassava que ha ia na
sobre-loja de um dos sobrados, emquemorava
oSr. Chamusca, qu lioha urna padaria ao lado,
o qual nada pode salvar, quer na padaria, quer
aa sua habilacao ; porque as chammaa se apode-
raram de ludo com incrivel rapidez.
Os soecurros foram promptos; mas houvo
muila confuso e desordena no servico. Hetade
da gente, que nao Irabalhava, pertarbsva a outra
melado que se via retida a cada pasto por una
multidao de obstculos.
Precisamos quaoto antes de um regulamenlo
para este importante servico. que se est orga-
isando por ordem da vice-presidencia, que
tambem utorisou o conselho de compras de
tnariuha acceitar proposias para a encommen-
da de duas bombas de primeira qualidade, das
que melhor houvereto, quer na Europa, quer
nos Estados-Unidos.
J v, pnis, que adminislracao actual se mos-
tra sollicita por toda a parte.
O recrutamenlo, como esl sendo feito eutre
us agora, improlicuo para o exercito, e alar-
ma extraordinariamente toda a populacho, quan-
do elle poda realisar-se sem o menor apparato,
nem perlurbago publica. Assim como o gover-
ijo destribue o numero de recrutas por cada pro-
lacia do imperio, conforme a pupnlaco Se cada
urna ; assim coreo os presidentes o subdividem
por cada comarca atlendendo mesma base, nao
*ei porque nao se seguir o raesmo systema al
o lira, o nao se gubdividir lambeiu por fregu-
alas, deterraiuando-se aos subdelegados, e aos
inspectores de quarleiro, que devem conhecer
todas as pessoas que oelle resiJem, que apresen-
lem o numero de recrutas que elle couber, e
que t-siiverem no caso de assentar praca, fazeu-
do-os responsavel por qualquer abuso que com-
metierem sombra desta ordem.
Existem tantos horneas perigosos ns sociedade
por falta de educaco na idade propria, que seria
urna elicidade para elles.e para a mesma socieda-
de alista-los.no exercito ou na armada,or le ao me-
nos aprenderiam o respeito a autoridade, que tao
necessano para a boa ordem e trauquiltidade pu-
blica em urna naco, que tem seus direilos peli-
ticos e civis garantidos, e nao precisa conquistar
mais liberdade do que a que gosa.
Ouvi de um amigo que costuma frequentar as
reunioes que S. Exc. o Sr. vice-presdeme facul-
ta em palacio, s quartas-feires, que S. Exc. pen-
es em propor assembla provincial, e realisar
urna grande medida, de inculcavel alcance futuro
para este paiz.
Sabe que os nossos mais eminentes hemens de
estado hoje, preoecupados com o mo resultado
de quszi todas as nossas tentativas de colonisa-
cao estraogeira, que entretanto nos tem devorado
sommas enormes, calculam quantos bracos uteis,
3 quantaa riquezas j podenamos ler creado, se
com este dinheiro tives6emos procurado no paiz
o que vamos intilmente buscar longe delle. A
idea de colonisago nacional nao urna utopia,
urna providencia salvadora de nossa agricultura,
de oosso crdito, de nosso futuro.
Todas as coodicoesde prosperidade para o im-
perio residem nella ; porque, urna vez que tenha-
mos coramunicaces facis com o interior, a emi-
racao estraogeira brotar espontanea, e vira au-
xiliar o esforco nacional.
O que o Brasil precisa quaoto antes regula-
risa r o trabalho ; temos muila gente no paiz que
cada produz, que vive na inercia por falta iolei-
rameute de estimulo. Mas o valor dessa gente
ja ioi demonstrado pelas nossos emprezaa de es-
tradas de ferro, que a approveitaram com bastan-
te vantagem.
Existe, alm disso, em todas as choapanas, vil-
Jas e cidades do nosso littoral e do serto um vi-
veiro de enancas, que nao conhece seus proge-
Jitores, e que, por cousequencia, sao ftlhas do
estado, que vegetara na miseria", educam-se no
vicio, e espozara aflnal o crlme.
Estes desvalidos transfarmam-se assim em en-
tes nocivos sociedade, quando as foassm con-
venientemente educados, poderiam ser-lhes mui
uteis, e formar urna robusta populaco, de que
tanto carecemos.
Como flThos do estado, ao estado compete, por
era dunda,.dar-Ibes urna edacace, e um offl-
co. para nao ser moraloiente respoosavel pelos
rimes qae ellas eomanetiem peto abandono em
que ftcam.
.!?i?De S0"8' S- Ek- lembw ?LT, deeU' "'"" e divida por tan-
toe insliiuios ou escola de agricultura quaotos
forem necessanoa cre.r-se .&. de alc.nearem
M.uT T-f?10' que in"8lM o tornarao
acetenles cidados.
Coacebe j quaoto ousado, e ao mesmo lem-
po fecundo de beneficios este generoso penja-
xnenlaw
Para<8ua realisago deve a provincia da Baha
nvidar todos os esforcos, nao recuar perante sa-
crificio algn, contrahir at um emprestimo, se
necetsario fr, para fazer face as despeas das
diversa escolas do agricultura que fr mister
nar ; porque esta despezas sao um emprestimo
grandes juro, que dentro em mu poneos au-
r'Jrr,l.^mp eracao labonossvgritla, e ladustrtal, quearo-
duzr urna revolugao pacifles, s ferttaiifli s
oossa prevnola, e mostrar a aoluco da i dos
nossos mais vitaes problemas.
3-alvezea.oemmetla urna indiscriMla referi-
do este plano aqu; mas nao pudej-elresr o meo
nthu6iamo em pensar no graadtoao futuro que
esta medida nos promette, aa fAftevsd* a afM-
U>; edemais, eu squelle* qua julgam qs ne-
ahum acta imporUate o foveroo da aosao paiz
deva realizar, sem ter praaira eataMeddo-so -
are elle urna disouaso franca pela arpreasi, Dio
para esclarecer o publica de suaa verdaderas e
fioneu oteacaa, como para eseiaraeer-aa Um-
SurfiE? m"fl5* opiaia de muitos
idadaos que embora nao forme ogoverao, pot-
auem cora tudo la., uia,,l0 q 90t
approveitsdos pela sdmiiOrtcacjk)
Este ayslema tem a grando raotagsm de dw-
truir completamente a impressao que sempra i
produzam as accosacoes da opposigo, e dara a
imprensa official a bella misso de iniciadora do
progresso, em vez de limita-la tarefa sempre
ingrati de defensora da admioistracao somente ;
parque esta posi^o nunca deixa de ser calum-
niada pelos orgos opposicionislas, que nada rea-
psitam.
Assim, caberia ella preparar o terreno, de-
toca-lo completamente, ara-lo, para a adminis-
traco seaaear, e a sociedade ao tempo asm pe-
tante fuer ampia colheita.
Sea idea fosse inoportuna, repugnante ao pu-
blico, a discuesao o mostrara lego, e aeahum
dasar lena o govarao em ada-la ou abandnala
at, o que nao succede agora que a opposico
aemenifesta quando elle est empenhado em
sua adopco, e renega-la enlo seria o propria
suicidio.
Alada nao scabel de coulaj-the os furas scon-
tecimeotos ds celebre noite de4 para 5 do cor-
rete.
Na easa de correegao deu-se nessa noite um
facto mui singular.
Esta prsao est oceupada por presas livres e
acerca de um mez que se limpam oa seus ba>
luarle, muralnase fosaos. Veja que rae redro
a priso. Dormiam aquellas innocentes Evas no
remanso da paz, quando foram dispertadas pelo
assalto de um enorme surucoc, quecapitaneava
umacompanhia de jararacucus a de outras co-
bras, que foram incommodados com a tal lim-
peza.
As mulheres ergueram-se espavoridas e houve
urna scena de tumulto iodiscreplirel, que poz
em sustos a visiuhanca.
No dia 3 foi a cidade de Santo Amaro o Sr.
vice-pre8idente acompanhado do engenneiros
Pereira, Baggi, Eloy Pessoa e Andr Prezevro-
dowski, para examinar a fonle artesianos de que
Ihe fallei na minha ultima e ordeoou que conli-
nuasse a obra, visto haver toda a probabilidade
de que, com pouco mais de cero palmos de esca-
vano a agua jorre.
S. Etc. visitou tambera as estradas de P-Ieve
e Sinimb ; vio que a primeira precisava de ur-
gentes reparos, o que a obra da segunda se
achavam atrazadas. Examinou mais algumas
outras estradas ; ordenou prosapias providencias
q"e ellas exigiam para maior commodidade do
publico e regressou a esta capitil hontem,
Temos urna nova fabrica de s>bo estabelecida
oa Victoria, perio do mar, pelos Srs. Trajaoo
Reg e Cesar Reg, e bem que ella anda nao es-
teja completamente montada, affirma-se que o
systema de fabricaco o mais moderno e mais
simples que se usa na Europa, e que o producto
que aprsenla superior ao sabao que aqui re-
cebemos do Rio de Janeiro.
Um dos propietarios da fabrica o Sr. Cesar
Reg, adquiri importantes estudos profeesio-
nae8de cnimica industrial, na Europv, e ambos
sao jovens perseverantes e amigos do progresso
de seu paiz. Tomara eu em lodas as corres-
pondencias ter um facto destes para referir-lne I
Palleceu no dia 3 o abastado proprietario An-
tonio Ferreira Bastos de Pigueiredo, negociante
autigo oesta praca, que legou quaei toda a sua
fortuna estabelecimeotos pos, sendo o maior
legado destinado Sinta Casa da Misericordia da
cidade de Nazaretli, a que tocou um magnifico
predio na ra Nova do Gommercio que vale
150:000$.
Este acto demonstra que anda temos horneas
verdaderamente philaotropices, e que o espirito
dochristianismn nao esl lio fraco entre nos,
como se presume.
Na povoacao de Parip espalhou-se na sexta-
feira 2 do correle a noticia de que os africanos
dos engenhos dos arredores sublevaram-ae na-
que lie dia. Esta noticia produzio all um pnico
incrivel e muitos habitantes embarcara, pres-
sa, salvando o que poda e levaram to a a noite
bordejar em frente villa.
As autoridades policiaes verificarara que nada
havia que autonsasse esta noticia, mas nflo dei-
xaram comludo de tomar as providencias que es-
tavam a seu alcance.
Hoje tudo vollou aoseu estado normal.
' 10 de agosto.
Sahio luz o drama do Sr. Amaral Tavares,
de que Ihe fallei j, intitulado oslempos da
lodepondencia.Recommendo a sua leitura aos
valeoles Pernambucanos; porque oelle o padre
Roma, um dos martyresde 17 est perleramen-
te descripto.
O theatro publico tem tido algunas animaclo
ltimamente com a represeotscao do excellente
drama do Sr. MacedoLuxo e Vaidadeque
muilo tem agradado e vai hoje pela quarla vez
scena.
At hontem rendeu a alfandega 123.719$359; a
mesa de rendas internas 9:368^878, e a mesa de
reodas provinciaes 3.8j2&708.
Cmega para essa provincia a escuna Carlo-
ta, que d'ahi ha pouco chegou.
O cambio sobre Loudres Gca a 25 1|8, sobre
Pars a 375 o fr., sobre Lisboa 110 a 112 0i0 pre-
mio.
No dia 15 do corrente temos corridas em Piri-
piri, e para isso ha diversos tren especiaos da
estrada de ferro.
DIARIO DE PERNAMBUCQ.
Pelo vapor Cruzeiro do Sul, recebemos o Jor-
nal do Commercio do Rio de 8, cartts da Baha
com dala de 10, e jornaes de Alagoas at U do
correte.
Rio de Janeiro.L-se no Jornal do Com-
mercio :
O seoado approvou hontem (7) o art. 4o au-
ditivo da flxao de forjas de mar, e entrando
em discusso o art. 5o additivo, oraram os Srs.
D. Manoel, ministro da marinos, e vtttconde de
Jequitinhonh. .t
A's 3 horas, reconhecendo-se nao haver casa,
ficou a discusso encerrada.
Conlinuou hontem (7) na cmara dos depu-
tados a terceira discusso da proposta do gover-
no que ia as forcas de trra para o anno lnan-
ceiro de 182 a 1863. Orou o Sr. Saldanha Mari-
cho, Picando a discusso adiada.
a Continuou tambem a segunda discusso da
proposta do ornamento na parte relativa des-
peza do ministerio do imperio. Orou o Sr. Fer-
nandes da Cunha.
O Sr. Paula Fonseca requereu o encerramen-
to da discusao. o que nao foi volado por ter j
dado a hora e nao haver numero legal.
L-se na Remita CommercM, de Santos:
Affirmam algumas pessoas serias que ante-
houtem, pelas 7 horas di manhs, aenUram um
segundo abalo ou estremecimento em suas casas,
semelbaote ao da noite do dia 30, de que (hemos
raeosao no nosso numero prximo passado.
Informara-nos qoe na fazeoda Boraca, si-
tuada a 18 legoas desta cidHde, na costa do nor-
te, quasl frorrteira do Monte de Trigo, foi obser-
vado s mesma horas o mesmo tremor de trra,
acompanhado de um mido na alhmosphera qu
se sentio nesta cidade na noite do dia 30 do mez
passado.
LA-se na Cioilita$ao, de Santos :
Ao enlrar esta pagina para o prelo (9 }i ho-
ras da noite), foi visto para o lado do norte um
grande claro no herizonte, avermelhado primei-
ro, mas que em poucos momentos foi cambiando
para branco desvanecido.
Ignoramos, assim como outras pessoas que
observaram este espectculo, a causa de seme-
Ihante pheoomeroo.
Parece antas o reflexo de urna irrupeo vol-
cnica do que o effeito de urna aurora boreal ou
oa da luz sodiacal, o que nio seria estranho.
Le-se oa Imprenta, de Cusyb :
i Corumb. 22 de maio de 1861.Vai esta ao
atrer da peana.
A 18 entrn oeste porto pelas 12 horas da
noite o vapor Mrquez de Olinda.
A 18 do mesmo, na visita que Ihe fez a alfan-
dega ro apprehendida urna grande quaotidadede
voiumes de mercadoriasjliversas, cuja importan-
cia total anda nao se conhece por isso que agora
que se est formando o arrolamento e mais pro-
aasssoa da apprehenso.
Pelo numero dos voiumes me parece pepi-
neira gorda.
Esta povoao est em completa anarchia; a
mor parte da seus habitantes coospirim-se con-
tra o inspector da alfandega pelo simples fado da
apprehenso que fizera a bordo do Olinda, por
isso que ella fere os interesses de muitos que
a1ni tam vivido cusa de taes melgueiraa.
a O inspector tem-se afogado de mais oesta
quef -ie m8 P,rec*' *f neoeesaria
prudencia para bem desempenhar sua misaio. A
falta de algn empregado na alfandega, como
guarda-mr, director da capslazia, etc., tem de
alguma maneira entorpecido a marcha regular da
flelicsfef*' ^ *" *e ltttir-ct" 'StMlf-
< Estao surto nesto porto os segaint|vapo- Lembraremoa, parm, direcgo que, para dar
res: Olxnda, Anhambahy, Jaur a lipka. Es- maior ineremeota essa sociedade, facam cum-
pera-se breve pela escuna epuiflaa, aa foi pttti rtar*eaaesia estatutos, quer no que diz
deiiida, pelo Olxnda pouco cima 1i glgrtll taapaito forma de lrajar, quer nos convites'
Estao tambem em caminho de AmuKhi Csftsas par agrios abusos, que soem matar taes
c o patacho I^uosi* a a escuna MUoaa^flpit- WsatMadcs.
meiro com cargas da oar;o. e a segunda eom de Anda urna vez o convento dos missiooa-
parlicu ares, pracadante de Montevideo. rio. capadHahaa vio celebrar-aa em seu recinto
A M desta, pelas 11 horas da aoite.travoa- o Te-Deum. sea honra de Sas Mage.tade o Im-
seuma disputa entre alguna saldado do Gabriel perada* dos Fraacezes, que, como empre. foi
e marmnatrae do vaporea Anhambahy e Jaur*,, bastaaiameola coacorrido pelas primeiras auto-
do quaresultou amor a atreasald.dos. ridaiaaaa provincia, e um grande numera de
Bate acontecimeolo tara cauta anlerlar ; subditas freocazee.
pro vela da desarmonia em que ha muito estas oa Fez aa honras da eslylo, o batalhao 2o da in-
marinheiroacom osoldaaa, no que desgrasad*- fantaria.
mente tomara parla os aJMaes do' axereilo aar- Aute-hoalem teve lugar na Gymnasio Pro-
mada. Se alguma medlaaprompta nao te tornar uncial a festa 4a ana padroeira Nossa Senhara da
a respeito tslvex lenhamaa breva de lamentar Assumpcso, saado execut.da a msica daTu
ma' r No dia 20 pulas 5 horas da laide te;e rsgsr A' tarde estove em emoUCau A
o eaterro dos soldados com a pompa fnebre pos- Toi visitado por numerosTconcurso de povo \t
ivel neste lugar: o fretros foram carregados s 8 horas ds noite.
desde o qiiartel at ao cemiterio por offlciae : Durante estea tres das continuar essa expo-
este acto tae significativo para provs o que cima. Icio. F
fi fo0-' i* .ua,m a C Nf8se mesmo dia fo> festejada Nossa Se-
A alfandega esl chela e quasi um terco do nhora do Paraizo. padroeira da irmaodade da
que tem contrabando e voiumes que vieram no Misericordia desta cade. em sua igrejs. sendo
Olxnda sem manifest. lid. pelo respectivo provedo" logo^aposamis-
c Hoje foi eitado o porteire da alfandega e mais sa, a carta deliberdade passada pelo rraao An-
algumas pessoas desta lugar par. deporem em Ionio Jo, Gomes do Correio urna escr.va de
juizo sobre urna juriiflcacao do commercio illicilo sua propnedade
do-laspaetar ds alfandega. Foi um Kl0 e'diBt.ote em extremo, o de fra-
c Um despchame quera piomove essa jos- ternidade, execuudo pelaa orphas, para com
ficacao na subdelegad, dizem que em represa- aqnetla que acabava de ver auebrarem-se os Bri-
lla aos ioultos-que lera soffrido do inspector. lho -J.UIT ae ver 1ueDrarem 8e 8 8"-
O vapor est a largar : nada mais posto
dizer.
flania.-Reetteraos nossos leitore. par. sesr- lOSESiZ Tff \w*U*
denosocorresaondente. que vai trancr oUaob reliein.id.do h ^.. 7i "f::".:!:. ". "
v -*.- w-wa-va uwvcva tviivica Mtm as-ussbi-
tade nosso corressoadente, que vai trancripta sob
a rubricaInterior.
Alagoas.Nada ocecorreu digno de meoso.
PERMAMBUCO.
No Pedro 11 n. 171 de 29 do passado, l-se o
seguinte :
No dia 27. s 5 horas da tarde, chegou de
Peruambuco este vapor [guarass], e nio tra-
zendo a mala daquella provincia, nio podemos
por isso publicar algumas noticias que porventu-
ra houvessem posteriores s que temos dado
nesta folhs.
Cootraria veracidade desta noticia temos a
oppor a seguinte conidio passada pela admiois-
tracao do correio desta cidade com relaco ao
facto, e para ella chamamos a sttenco do pu-
blico que lera lido as nossas aecusages ao correio
do Cear.
Certifico que revendo as listas de expedices
de malas desta adminiStracao, consta ler sido ex-
pedida pelo vapor costeiro Iguarass, em data
de 22 de julho ultimo, alm de outras, urna ma-
la para a administrado do correio do Cear, e
que fra all entregue pelo respectivo commao-
dante, como se v da resposta do gerente da
compaohia abaixo transcripta, e assim mais cons-
ta ter sido entregue a referida mala nesta adml-
uisirac.So ao caixeiro da agencia Conrado Nunes
Cardoso, como tambem se v do seu recibo abai-
xo transcripto :
llluslrissimo Senhor.Em resposta ao ofD-
cio de V. S. com data de hoje, em que V. S. exi-
ge saber a quem foi entregue a mala, que em
viole e dous de julho prximo passado, desta
para a capital do Cear conduzio o vapor Igua-
rass, tenho a dizer, que solicitando do respec-
tivo coramaodante a devida informago, decla-
mo que tinha sido entregue no correio daquella
cidade, na maoha do dia vinte e oito de julho
prximo passado.
Dos guarde V. S. Escriptorio da Compa-
nhia Pernambucana de Navegacao Costeira Va-
por, 13 de agosto de mil oitocenlos e sessenla
e um.
Illm. Sr. Domingos dos Passos Miranda, mui
digno administrador do correio.
O gerente, Francisco Ferrexra^orges.
Recebi da administrando do correio desta
provincia, cinco malas sendo duas para Parahi-
ba, urna para Natal, umi para Aracaty e urna
para o Ceai, as quaes cooduz o vapor nacional
Iguarass, do qual commandante Joaquim
Alves Moreira.
4o2.Correio Reral de Peruambuco 22 de julho de
1861.Pelo commandante, Conrado Nunes Car-
doso. o
E para constar passei a prsenle cerlido,
em virtude do despacho a que precedeu.
Correio geral de Pernambuco, 14 de agosto
j V? 0Bcial papelista, Eduardo Firmxno
da Silva.
Do que certificado v-se. que o vapor Igua-
rass' sahido deste porto a 22 de julho ultimo
paraoado norte, levara urna mala para a admi-
nistrarlo do correio do Cear; e que ella fra
entregue all na manha do dia 28 do mesmo
mez.
Da publicaco que cima deixamos consigna-
da, v-se timbera que at por todo o dia 28
nao fra distribuida a correspondencia desta pro-
vincia para aquella ; visto que o Pedro II no dia
29 publicar, que para all nio fra mala al-
guma.
E isto nao ser um escarneo ?
Pois assim se omilte a boa execuc,8o do servico
publico ?
Como quer que seja.j nao reclamamos provi-
dencias; mas sao tantas e to frequentes as
queixas contra a administrado do correio do
Cear, que nao pode ella ser conservada sob esse
p de independencia e soberana que ostenta,
com detrimento do servlgo publico, sem a con-
tinuado de um patronato escandaloso.
Tendo a inspectoria da thesouraria pro-
vincial, em contrario aos votos dos Srs. Dr. pro-
curador fiscal e contador, objectado sobre a in-
telgencia do art. 5 do regulamenlo de 29 de
fevereirode 1860, decidi o Exm. Sr. presidente
da provincia que nao proceda essa objecejio ou
duvid ; pois que a disposi?o daquella artigo
combinada com a do art. 17 do mesmo regula-
menlo fimdamenla o direito que teera os profes-
sores do curso commerciai de perceberem a gra-
tificado do exercicio, quando regem cadeira es-
tranha.
Por acto de 13 do corrente, e sobre con-
sulta da cmara municipal de Caruar, resolveu
S. Etc. que nao permiltido o exercicio Simul-
taneo ou accumulaco do professorato primario
e do lugar de juiz de paz.
Esta incompslibilidade embora nio fossa pre-
vista pela lei regulamentar da instrurcao pu-
blica de modo expresso, todava acha-se'implci-
ta no seu espirito, sendo deduzida claramente
da disposifio do art. 33 da le 0.369.
Alm- desta razio de incompatibilidad*, oc-
corre que dando-ae para accumulajjio dos dous
refer los lugares detrimento manifest no des-
empettbo dalles, nao pode portaoto deixar de
ser regulada a materia segundo 6 aviso de 4 de
julho do 1847, como o fes 5. Etc. sabiamente.
Approvou provisoriamente a presidencia,
por portara de 13 do correte, a varios
rado o fdro de cidadao brasileiro emquanto <
cootrarro nao fr provado, segundo expresso
no decreto, o. 500, de 16 de fevereiro de 1847,
Art. 5.
O Sf. Dr. Jos Soriaao da Souza acaba de
lhoeB da escravidio.
Tambem featejou-ee nesse dia Nosea Sa-
nnora Mai do Povo, no convento dos Missiona-
revestidos os actos all
prefeito Frei
religiosidade. de que sao
pratioados,
Foi orador do Evangelhoo Rvm
Sebastiao da Virgem.
Hoje s horas e ne lugar do costume, se
dever extrahir a 6 parte da 4!" lotera do Gym-
nasio Pernambucaao.
Hoja haver vesperas na ordem terceira de
. a-rancisco, e amaobaa festa com Te-Deum
noile, com que o devoto de Nossa Sen hora da
Aiuda preteodem festejar a tao excelsa Se-
obora.
-Noadias 14 e 15 do corrente foram reco-
lhidos casa de detenco 9 homens, sendo 6 li-
vres e 3 escravos, a saber : ordem do Dr.
che feide polica 3; ordem do subdelegado do
Recife 2, inclusive o crioulo Filippe. escravo de
Balthar & Oliveira ; ordem do de Santo Anto-
nio 1, que o pardo Fernando, escravo de Joo
Manoel; ordem do da Boa-Vista 1, que o
jioulo Vicente, eecravo de Francisco Carneiro
Machado Ros ; ordem do doa Alegados 1, e i
ordem da do Poco da Panella 1.
MORTALIDADE DO DA 15.
Antonio de Almeida e Arruda, Portugal, 32
annos, solleiro, Santo AntonioJ gastro hepa-
lllVt
Mara, Pernambuco, 10 mezes, Bea-Vista, es-
pasmo.
Fortunato Goncalves Ferreira, Cear 42 annos,
solleiro, Boa-Vista, paraplegia.
16 -
Joanna, frica 75 annos, escrava, sslteira, San-
to Antonio, Diarrhaa.
Clara, Peruambuco, 30anoos, escrava, soltei-
ra, Santo Antonio, disintneria.
Maria, frica, 36 anno, escravs, solleira, San-
to Antonio, aelmile escrofulosa.
Jos Gomes Ferreira, Portugal, 40.annos, ca-
sado. Boa-Vista, phlisica pulmonar.
Mariana, frica, 58 annos, escrava solleira,
Santo Antonio, apoplexia.
Vicente Ignacio francisco, Portugal, 66 an-
nos casado Boa-Vista, rysipella.
Passageiros do vapor Cruzeiro do Sul, rin-
do do sul :Dr. Manoel Buarque de Macedo, Dr.
Maximiano Francisco Duarte, Domiogos Fran-
cisco de Souza Leo e um criado, D. ulhermi-
na Ferreira Borges e sua sobrioha, Io lente
Francisco Jos Avelino da Silva Jacques e urna
fiiha, Jos Joaquim Lima Bairao, Antonio Gon-
?alve, Bogo Ruldum, Manoel Alfredo Goncalves,
Wiliaraa Stantony, Richard Abrara, Felippe Luz
Goocrives Joaquim Franciseo Maia, Procopio E-
parainondas de Oliveira e um criado, D. Auna
Telles de Barros Leite e sua mae, Dr. Jos Tor-
qualode Araujo Batros e um criado. Jos Gon-
Calves Malveira, Vicente Beaerra Montenegro,
Antonio Bezerra Montenegro, Joaquim Bezerra
Mootenegro, Miguel Theodoro dos Santos, Jos
Gomes Duarte, Antonio Thomat Jnior. Joa-
quim da Cunha Meirellee e um criado, Joo
Gamillo Rodopianno de Araujo, Domingos Jos
Germano Amonio Machado, Antonio Luis de O-
liveira Azevedo, 2 ts-pracas do exercito.
Seguem para o norte:2o machinista Er-
nesto G. B. Fraoklin, Joo Joaquim Goncalves
Porto, Albino Alvimdu Ruchez, Bernardo Olim-
pio Paes de Souza, James Orffrar, Dr. Fraoklin
do Amaral, Jos Clemente Barbosa de Morae,
18 pragas do exercito 2 ex-prac., J. F. Quiat,
Jos Luz Areal, Louren?o Antonio Dia, Joo de
Souza Magalhes, Julio Pedro Duchomin, sua se-
nhora, sua cuohada, um lilho menor e urna cria-
da, D. Anna Cathanna Bezerra Mosle, Joao Ber-
nardino Botelho. Antonio da Costa Alecrim, l-
ente coronel Antonio Teixeira de Vasconcellos,
Candido Nunes de Mello, Manoel Joaquim Paes
Brrelo e o menor Angelo, Diogo Manoel de Sou-
za, Bernardina preta liberta, W. Puthfarcken
coniul de Breraen, soldado Belarmino Mondes
dos Santos, Joao Luiz Pereira Lim.
Passageiro do hiate nacional Aracaty vindo
ao Aracaty :Lua Antonio Piolo.
CHRONICA JUIL'I.ARIA.
TRIBUNAL 00 COMMERCiQ.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 16 DE AGOSTO
DE 1861.
PRESIDBRCIa DO EXM.SR. DESEMBARGADOR
. 9. A. DE SOUZA.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
rados Reg, Basto, Lemos e Silveira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sesso.
Foram lidas e approvadas as actas das duas an-
tecedentes.
EXPEDIENTE.
Foram presentes as cotages oDeiaes dos pje-
503 correles da pr.ca, das ultima semanas.
Archivem-se.
rt DESPACHOS.
Um requerimento de Manoel Alves Guerra, pe-
diodo o registro da procurado juuU. Regu-
Oatro, offlciado pelo Sr. desembargador fiscal,
ae redro Joaquim Vianna Lima, pedindo malri-
cuiar-se.Gomo requer.
Oulro, tambem ofliciado. de Manoel de Carva-
tno Moraes, pedindo o registro do contrato de
aua sociedade com Joo Ferreira de Souza Lima.
Registre-se.
Oulro de Mello. Lobo ACompanhia, pedindo
. por cerlido se acha-se registrado urna concor-
artigos cordata entre Gouveia & Araujo eseus credores.
de posturas, que a cmara municipal do Rio- D-se
~ ZSv!d1rouV^iZr.0:a?0- ulr.-d9 Ant00i> F"Dcio rti le ntair.
tfajoiIda oaz do^UInho TL"' .e"rc"! f. Pedindo o ajuotamento de novos documento,
rejuiz ae paz do Aitino, o Sr. Dioomo Rodn- sua pe cao de moratoria Junto n utna
gues Jacobina, visto que tendo o mesmo toda vista ao Sr. desemb^gador filal *
aa-presumpeoes a seu f.vor. nao Ihe pode ser ti-
SESSAO JDICIARIA EM 16 DE AGOSTO.
PTIKSIDENCIA DO EXM. SR. DESESBARGAO0R
SOUZA.
Secreforto, Julio Guxmaraes.
A meia-hora, o Exm. Sr. presidente abri a
olerecer gratuilamente os seus servicos mdicos sesso, achandb-se presentes "os Srs desnm irl
por occas.ao de diligencias polici.es-, os quaes gador Vtlrares. S Iva^Guimares Ios Sr denu-
seodo aceilos pela presidencia, j coramunicou lados Reg, e Bastos P
:?reLe,tir^,.9r..,!:;.^.d"""c, ,s.- -"*..-... >.
E mVJu'S Pr<,coaer,J0 Sr- Dfi Soriano. Forsm .presentados ao Exm. Sr. presidente os
Mi^^OT^rS Uitt ^t0q8u.draS Pe, P^^-fiSS:
"- im'ouu. ^i?n.i,. Sr- Pre9ide"t "ndou cumprir a portara do
tm outra parte deixamos transcripto um supremo tribunal.
!m7lgn/d0 h"1??6 e- de ex" ForaB1 assignados os accordos proferidos i
empregado da cas. de deteacaa. repellindo a sesso antecedente nat appell^s eolra par-
ido de servilismo que se Ibas" lancou i
trando seu ebefe, tai como elle 6 Ihano a cava-
Iheiro para com todo. Para elle e para a res- '
pectiva portara de demisso chamamos a at-
teucao de nossos leitores.
Quarla feira (J tere lugar, nos saldes do
arsenal de guerra, a terceira partida da sodada-
deCostino Militar,'- que foi, como sempre,
muito concorrida.
O tervijo foi bom, a a amabilidad da direc-
5o penborou cada um dos convidados.
tes
Appellanle, Salustiano Augusto Pimenta de
Souza Peres ; appellados, o padre Jos Leito Pi-
ta Ortigueira e os herdeiros de Joo Leite Pilla
Ortigueira.
Appellaale, Luiz Rodrigues Saraico : appella-
do, Manoel Francisco da Silva Albano.
DESI6HA9AO DE da.
Embargantes, Francisco Santiago Ramos e sua
muiher ; embargado, Elias Emiliano Ramos.
Foi designado o primeiro dia 1 til.
FASSAGENS.
AppelUnle, Bernardo Jos de Barros ; appel-
lado, Joaquim Francisco de Albuquerque San-
tiago.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Silva uimaries.
Appellaote, Augusto Muniz Machado ; appel-
lado, Andr de Abrea Porto.
Do Sr. desembargador Silva Guimare ao Sr.
desembargador Villares.
AGGRAVOB.
Aggravsnte, Jos Moreira Pontea ; aggravado,
o juizo.
O Exm. Sr. preaidente deu provimento.
Aggravante, Praacisco Jos Martina Poema J-
nior e Antonio Jos Marns Penna ; aggravado,
o juizo.
0 Sr. presidente das provimento.
Nada haveodo a tratar, o Sr. presidente encer-
tou **o**io. I ^"Bors..
COISLIDO PROVINCIAL.
Reiaco das casas abaixo mencionadas,
que soffreram alteraces no presen-
te lancamento, feito pelo lancador
Malta, a saber:
Ruada Madre de Dos.
N. 5. Joaona Maria dos Santos
Maraes, um sobrado com laja e 1
andar arrendado por.............. l:000&00o
Largo da Assembla.
N. 12.Vtuva e herdeiros de An-
tonio Francisco de Miranda, um
obrado com 1 loja e 3 andares,
arrendado por....................
dem 15. B.rs.so Livramento,
urna caaa terrea arrendado por....
Ra do Torres.
N. 8. I Jos Goncalves Torre, um
sobrado com urna loja a 2 anda-
dares, arrendado por............
Roa da Linguete.
N. 4.Moateiro de S. Bento, um
sobrado com urna loja e 2 anda-
res, arrendad o por................
dem 1.- Irmandade do Divino Es-
pirito-Santo, um sobrado com 1
loja e um aodar, arrendado por..
Roa da Seozala-Velha.
N. 10 Ordem Terceira do Crmo,
um sobrado com um andar e urna
loja arrendado por ..............
dem 30. Joaquim dos Santos
Coelho, urna casa terrea arrenda-
, d Pr............................
dem 42. Maria Bernardina da
Cooeeieia Lima e Anna Maria da
Coaceico, um sobrado com urna
loja e 2 andares, arrendado por..
dem 52.Joao Jos dos Aojos Pe-
reira, um sobrado com 1 laja e
1 andar, arrendado por...........
dem 56.Irmandade do Bos.rio
do Recife, urna casa terrea arren-
dada por.........................
dem 66.Joaquim Lopes de Al-
meida, urna casa terrea arreada-
da por............................
dem 68.Viuva de Joaquim Luiz
da Costa, um sobrado de 1 loja e
2 andares arrendado por.........
dem 70. Joao Joaquim da Costa
Leite e Forlu-iato Cardoso de
Gouveia, ura sobrado de 1 loja e
3 andares, arrendado por........
dem 86.Francisca e suas Qlhas
Odona e Sebastiana, urna casi
terrea arrendada por............
dem 118.Manoel da Silva Lopes,
urna casa terrea arrendada por.,
dem 130. Francisco Manoel da
Silva T.vares, um sobrado com
urna loja e 1 andar arrendado
P<..............................
dem 3.Juliana Maria da Con-
ceicao, urna casa terrea arrenda-
da por............................
dem 5.A mesma, urna casa ter-
rea arrendada por................
Travessa do Campello.
N. 2'Manoel Jos Cabral; um so-
brado com urna loja e 2 andares
arrendado por....................
dem 1. Joaquim Goncalves Fer-
reira, um sobrado com urna loja
e 2 andares arrendado por........
Travessa da Senzala-Velha.
N 4.Francisco de Miranda Leal
Seve, ura sobrado com 1 loja e 2
andares arrendado por..........
Becco Largo.
N. 2. Henrique Gibson, um so-
brado com 1 lojae 1 aodar e so-
tan arrendado por................
dem 11. Viuva de Jos Diogo
da Silvs, urna casa terrea arren-
dada por..........................
dem 13. A mesma, urna casa
Ierre, arrendada por..............
dem 15.A mesma, urna casa ter-
rea arrendada por................
dem 17.A mesma, urna casa lar-
rea arrendada por................
dem 19 A mesma, urna casa ter-
rea arrendada por................ n
dem 21.Jos Antonio Lopes, urna
casa terrea arrendada por........
dem 23.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................
dem 25,-0 meemo, um. casa ter-
lea arrendada por................
dem 27.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por................
dem 29.O mesmo. urna casa ter-
rea arrendada por................
dem 31.O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada por..... ..........
dem 33.O mesmo, um. casa ter-
rea arrendada por................
Kua da Senzala-Nova.
N. 6.Francisco Jos Alves Gui-
mare, um sobrado com urna lo-
- ja, 1 andar o solao arrendado
por................................
dem 16.Mathias Lopes da Coala
Maia, um sobrado de urna loja e
2 andaras arrendado por........
dem 18. Test.mentara de Ma-
noel Fernandos Guedes. um so-
brado com urna loja a 2 nsares
a w* n vi H -1 A >\ n
1.0009000
2 0008000
7441000
600g000
500IO00
3609000
2009000
7809000
3609000
3OO9OOO
2409000
300900O
9129000
240S000
200g000
4209000
1449000
144*000
51690C9
800*000
5149000
4389000
81*000
84S000
849000
8*9000
84S000
84g000
84*000
849000
849000
849000
849000
1209000
6849000
8I&9OCO
arrendado por....................
(Con(inuar-e-h.)
665*000
Correspondencias.
Srs. redactores.' No tirme proposito em que
estoo, de per em claro relevo a conducta irregu-
lar, e criminosa da Sra. Feliciana Olympia, de
quem me tenho oceupado nos Diarios de 9 e 16
do corrente, nao obstante a publicaco deste nao
se achar por mim asignada, apresao'-me a fazer
publicar o attestado qae ibaixo ae segu do mu
digno subdelegado de polica da freguezia da Var-
zea desta cidade, onde ha pouco morou essa se-
nhora, pois que elle a melhor prova de minhas
anteriores asserces, e espera fazer anda publi-
car ou tros fados dessa muiher praticados na co-
marca de Naxarelh, logo que cheguem iguaes at-
tesladose documentos que aolicitei da comarca
de Nazarelh, Iheslro de aeu mais famosos eitos, a
oade a vi advogar por si mesma a sem auxilio de
advogedo, que alias recusara, causa crime de
que era argida, e isto asm ama presen;, de es-
pirito um desembarazo ou arreganho s pro-
prio da quem Um mu lo cursada a banco aos
aecussdos ; e emquanto nao chegaat taes docu-
mentas^aqui ca na estacada
Joaquim Affooso Ferralra de Mello.
Recife 17 ds agoate da 1861.
< Em virtud da pelicao supsr, altalo que
Thereza Mana Olympi morou na estrada nova
do Pao d'Alho, em tanas do eogeabo Paata des-
ta freguezia, ti sua csaduta consta-me ter sido
a peior possivel. conservando sempre emaues
adjuncios de pesaos esconhecidas.a conheaido
outros por ladras de eavatloa, ponto da aar li-
rado de dentro da casa daaaa morada uta sal-
lo perteoeeaU a Jos Coseno da Mello, por dili-
gencia ordenada pelo ubaalegado do Poco da
Panella, quando eu nao eslava em ezarekio, e
aim o primeiro suppleote, e tenao-se encontrado
o dito cavallo, foi ella presa em flagrante, com
mu dous individuo que sa acharaos dentro da
casa com toda a familiaridade, a cenheeidas agen-
tes da mesma ladroeira, foram recolhido a casa
de deteoco. O que afirmo sobre atiaba paiavra
de honra.
Subdelegada da Vtteti 15 da afcala da 1861.
Jos Crrala La al.
Srs. redactores.Ser-me-hia bem empregado
o epitheto da ingrato, se do alto da imprensa nio
maoUestasse o meu sincero reconbeciraento a
eterna gratido de que credora a distincta of-
cialidade do 2a batalhao de infantaria, em cojo
1u"lel e'i'e recluso desde 13 de abril ultimo
a 14 do rasa corrente, aiada que para ees pu-
blica manifestado me feasa necessario traospor
os maioree oaataealos. Tal 9f. radactore. a
TrL^"!!^ e "'lo to digtinaSaa mimare I t -.
2 Ia air1*0*?* que W *? proaifalisa-
.^n^L<>221!*Ad8,,r,U brtM* corpaVcio,
as manatraanrtamsae aff.reis com que asa tra-
laram, 1*0 predicados tae ornete digno da-
S, urna uaa educaeso, e da torera por obsta o mui
digno rttm. Sr. corooel Laiz Jos Petrelr. auo
JBuitose emoreg* na ralsao dabas laccioaar
seus corrjm.nd8do9, co.djuvsdo pelo Illm. Sr. m.-
jor Joo Francisco do Livrameoto. e ajud.do pelo
insigne jud.nte a Illm. Sr. falferes Luli Jos
Ferreira Jnior, joven este de reconhecido m-
rito.
Recebara, pois, todos ot-Srs. offlciae, com par-
licularidade os Srs. capites que fazem estado-
maior, om voto de gratido que lhes consagro.
Pe^o-vos, Srs. redactores, que publiquis estas
mal iraesda liohas 00 vosso acreditado jornal'
Recife, 16 de agosto de 1861.
Carlos de Sonto Goudim.
Publicares a pedido.
IMA LAGRIMA
Ao meu amiso Jos Dias da Silva
Jnior, pelo passamento de sua
esposa a Exma. Sra. D. Parisia Ni-
mia de Sena e Silva.
rtoia, roa d> amor purpurea e bel!,
Qsaa entre a /,.!,. iVafolhoa da campa T
*ll GlMET.
Ei-Ia hoje sem vida e j cadver -
as lagesde gelada sepultura.
Paluda morte, Ihe embaciou a fronte,
Rocou-lhe as azas pela face pura. -
Tristes. Senhor meu Dos, debalde a chamara
O caro lho e o esposoanjo querido I
Agora s lhes resta a dr profunda.
Mil suspiros e um ai e um vo gemido I
Quinze annosa aarora da existencia,
Quinze annoso alvorecer da vida !
Sabis o que cou dos bello lempos?
Fracos solutos de urna vos sentida.
Su'alma disse um triste adeos trra,
E votado, hoje erabala-se na altura 1'
Lhe brilhava a virtude ao casto seio
Qual no rosto brilhava a formosura.
Estatua do sepulcro, era paz descaoga I
Tu'dlma era de Dos e nao do mundo,
As lagrimas que verlo eolrestecido
Sao do affecto do amigoo mais profundo.
Vlyses de Barros.
Recife. 11 de agosto de 1861.
wmammmmmmmaataBm
OA LAGRIMA
sobre a lousa do sepulcro da Illma. e
Exma. Sra. D. Par>ia Nimia de Sena
e Silva, offerecida ao seo presado es-
poso, meu primo e amigo Jos Diasda
Si Iva Jnior.
Aquella, caja misso sobre a trra foi preen-
chda pelos ditames das leis divinase humanas,
voou ao co.para orar ao Todo Poderoso, e gozar
da sua beraaventuranca eterna I
J nao existe D. Parisia Nimia de Sena e Silva !
Sumio-se para sempre a mi carinhos., esposa
jovial e sincera !
O' morte! para que roubastes urna me que
fazia as delicias de urna innocente filhiohi, e de
um esposo que tanto a idolatravam ? !
Mas, se a lousa do sepulcro baixou sobre o seu
cadver, a memoria de 6eu nome ser com sau-
dade conservado no coraco de seu carissimo es-
poso, e de lodos aquelles que liveram a fortuna
de conhece-la.
Ooze sua alma ante o throno do Altissimo o lu-
gar que lhe grangearam as suas virtudes.
A ierra lhe seja leve.
Recife 16 de agosto de 1861.
T. E. de Moraes Carvalho.
Illm. Sr.Constando-me de communicaco do
Or. chore da polica, ter o capito Jos Mara
ierren da Assumpco desempeuhado satisrato-
riamente a comraiseao de que fra incumbido oa
ndade de Mamanguape. faca Vmc sentir ao dito
C'pitao que muito me apraz em consignar o bom
cumprimeoto de minha* orden, e louve-o Vmc.
era meu nome.
Dos guarde a Vmc. Palacio da presidencia da
provincia da Parshiba, 20 de julho de 1861.
(Officie do D. preaidente da provincia da Para-
hiba de 20de julho de 1861.flegeserscoo n. 21.)
A. historia do soldado brasileiro, a historia do
soldado de todos os psizes civitisados.
Debalde nos citaro par modello o soldado de
Magenta, de S. Solferino, e de outras batalhas,
aonde este praticou junto aos rasgos de valenta,
os (primeiro que ludo) de humanidade, de cor-
dura e de illufileaps.o soldado brasileiro tudo
isto tem ; eaenea pedissem pravas, nos humil-
des admiradores deste hornero, sa iria-mosco-
Jher noa gloriosos campos de Afone Caseros,
Srra-lMrgo e outros ; sonda ello por suas pro-
pria maos escreveu a sua historia gloriosa.
Quequerem.se o soldado brasileiro neto
d'aquelle que combaleu as margeos do Sallado,
Aljubarrota e Albufeira; aonde elernisou o seu
nome, e o dos seus descendente T
E' per isso que o sida 1o brasileiro o syc-
bolo da valenta, da prudencia, da honradez e da
disciplina ; por tanto de um destes soldados
que boje nos oocupamos; do Illa. Sr. capitio
Jos Maria Ferreira 'Assumpco do meio bata-
lhao de lioha desta provincia de quem tomamos
a liberdade de fallar.
Se bem que, para ser denunciado como um
soldado glorioso nao precisa S. S. do nosso hu-
milde tributo ao seo mrito; la est o documen-
to que no serve da thama ; 14 est a ordem do
dia do commando, que inda assim sao pequeas
folbas entre as de sua corda; l esto as erdena
do dia do exercito ; l esto duas condecorares
gauhas no campo da honra ; l estao finalmente
bradando msis alto suaa cieatrizes.
O soldado que cinge esta grinalda, nao precisa
de corto da nossa bumilda peana ; a se, coma j
dissemos, tomamos a liberdade da fallar delle ;
nicamente um protesto de gratido nasotda no
nosao coracao.
Por motivos j muito ceobscidos dos nossos
leitores, a seguranza individual doa Portugueze
residentes aesta cidade, so achara em dias da
mez de julho ultimo, ao maior perigo ; a auto*
ridades locaes a quem recorremoa neuhumas pro-
videncias davam; isto porque, urna quera, nxa$
nao via ; outra va, mas nao queria ; a outra fi-
nalmente finga nao vero que se patsava : en-
tretanto aprestos e insultos aa colligiam, e fazia m
sem que alguem lomasse a seu cargo obstsr-lhes ;
a staim livemos durante alguna dia, pode-se di-
zer, quasi em estado de sitio, e quasi tambem sem
podermos operar acatas traaaaeca commer-
oiaa, da quaes suppaahamaaprovoria o eagran-
decimeoto futuro desta cidade, asas como ter
delle aascido o augmento que j nella na nota.
E' nesta conjuntura, que o digno chefe de po-
lica o Illm. Sr. Dr. Neiva, sabedor eatra-offi-
cialmenle destes aconleeimentos, pada enrgicas
providencias ao Exm. presidente a provincia, o
qual as nio Isa esperar, encsrrag.ndo desta com-
raissao o distincto capito a Illm. Sr. Jos Maria
Ferreira d'Assumpcio commtadsad 36 pracas
de lioha, o qaal marchas (oreadas veio p&r ter-
mo a muitos desvios j praticada, a prevenir
matoree desorden!.
B' para oda um enigma iuescifratl a maaeire
porque o llustrade official coenmiasiooado proce-
de u ; sabemos parm que, sardo aos maxaricas
que nestaa occastoea, atjgrasaoraa ou aggradidos
costumam empregar para chamar ao seu partido;
o Sr. Assumpcao toube prosador com acert; e
^Abella a.aoha, desata mil vexet deten pas
Das a, saudade pele na-


PfwAatoaieGaaealvee
?taaoeaoteea atavi
aoits tenebrosa.
saadasa saceedea a urna



in .......-.'- ,
mm
urio di miymico. samado it di agosto i*i.
en
\

\
Honra ao capito Jos Maria Ferreira d'ne-
sumpcio que tao bem soube deeempenhar tio
espinhosa commissao, honra s atontada! au-
perioret da provincia, que tao boa escolha flze-
ram.
Se nosso humilde brado podesse chegar aos
graos do throno d nono sabio monarcha A
Seohor D. Podro V, ua lhe dira mol Sanhor 1
do cofre das graoas que V. II. tio sabiamente
co&omis, dignai-Tos levantar sua dourada lam-
pa, e delle offerecel a mais rica perola ao capito
Jos Marta Ferrara d'Assurapeo ; descancai, se-
nhor, que no peito leal de um valenta hon-
rado soldado, que junto a outras vai brilhar.
Receba S. S. os protestos de estima e grati-
do de
Um Portuguez.
Mamaoguape, 4 de agosto de 1861.
Nos abiii.) assignados, nao pdenlo conser-
var-nos indiffrente aos desmandos de alguem,
que sob o norae do ex-guirda da casa de deten-
qio, s Sr. JoSo Pires Perreira, derramando teda
a bilis de sua vinganca sobre o Sr. tenente-co-
rouel Florencio, chefe daquelle estsbelecimento,
julgsndo desaireso paia nfa, que somos, ou fo-
mos empregados na casa de detencao, o servi-
lismo, que se incaica arteir-iraente, para, com-
prometiendo o chefe, fazer crer-nos meaos dig-
nos, e capases lo papel, a que diz alguem pelo
Sr. Pires, fora elle condemnado, viemos im-
prensa declarar formalmente, que sao aleivosas
e filhasda mais revoltete ingrstidao as prfidas
aecusaces do Sr. Pires.
Sera pro ducaote a primeiri nomeacio desse
hornera, fez elle servico no estabelecimeoto : de-
pois da segunda, molestias justificadas, e a hon-
dada do chefe deram-lhe (oiga. E' a verdade,
outro, menos submisso, nao a esqueceria tio de-
pressa, para representar o revoltete papel de
ingrato.
Esperamos,que quena quer que advogue a nobre
causa da ingratido nao aosebrisme tambem com
a clssilicacao de espoletas do Sr. lenle-coro-
nel Florencio. Nossa diguidade de empregados,
que buscam cumprtr seu Jeer, mas que se nao
curvam pelo servilismo a exigencias menos ho-
nesta*, arranca-nos esta declaracio.
Recife 13 de agosto de 1861.
Jos Elias de Moura.
Trajano Evaristo Ferro C. Branco.
Argemiro Eugeniano Peizoto de Albuquerque.
Joo Antonio da Silva l'essoa.
Amaro Jos Francisco de Paula.
Antonio dos Santos Lopes.
Bernardo Ferrara Loureiro.
AfTonso Honorato Bastos.
Jorge Jovenal de Araujo Luna.
Joaquim C. e Oliveira.
Guilherme Tell ScheQer.
Joo Pinheiro Catle.
Hermeliodo Luiz de Carvalho.
Miguel Joaquim de Carvalho Sera.
Bernardo da Silva Guimaries.
Maooel Machado Dias,
Antonio Marques da Silva.
Antonio Fioriaoo do Reg Barros, ex-empregado.
Antonio SalvadorGeraldes.
Francisco Emigdlo Pereira Lobo, ex-empregado.
Caetano Alves do Sacramento Rasas, dem.
Francisco Goncalvee Fortes, dem.
Maooel Joaquim Goncalves Leal, idem.
Luciano Eugenio de Mello, idem.
Jos Caetano "Pinto de Carvalho.
Feiicissimo de Azavedo Mello, ex-empregado.
N. 6068.lllm. Sr.Nao tendo o guarda Joio"
Pires Ferreira justificado as faltas dadas em todo
o mez passado, apezar de paraisto torsido convi-
dado por minha ordem, transraittida peloajudante
em 20 do mesmo mez, acooteceu, que, nao lhe
abonasse as faltas, e por consecuencia nao po-
desse elle receberseu ordenado. Hontem pela urna
hora da tarde foi este guarda thesouraria provin-
cial receber o seu ordenado, e como nao se lhes
pagasse em virtude da nota consignada no ponto,
prorompeu ejn injurias contra mim, levando ao
excesso de maldizeote, ao ponto de laxar como
ladro a Joaquim de Mello Reg, e Antonio Car-
neiro Machado Ros, e como esse procedimeoto
fosse presenciado por Domingos Soriano, portei-
ro da thesouraria provincial, e pelos guardas des-
te estsbelecimento Bernardo Ferreira Loureiro,
Affonso Honorato Bsstos, Guilherme Tell Schefler,
Maooel Joaquim Goacalves Leal, e Hermeliodo
Luiz de Carvalho ; eu proponho a demissio desse
guarda como elemento de ordem e disciplina,
pedilo V. S. se digne providenciar de modo a
que esse hornera nao continu a insultar da ma-
neira a mais clara e patente pessoas que mesmo
ignorara se elle existe.
Dous guarde a V. S. Casa de detencao 4 de
junho de 1861.Illm. Sr. Dr. Trislao de Alenear
Araripe, chefe de polica da provincia.O admi-
nistrado. Florencio Jos Carneiro Monteiro.
N. 4686.1." seccao. Secretaria da polica
de Pernambuco4 de juoho de 1861.O Dr. che-
fe de polica declara ao Sr. administrador da casa
de detencao, em resposta ao seu officio de hoje,
que por portara desta dala tena demittido a Joo
Pires Ferreira do emprego de guarda da dita casa.
Alenear Araripe.
RIO DE JANEIRO.
Bireito da revolucao.
Na actualidade, tao agitada e medouha, do
mundo civilissdo, a grande queslSo do direilo e
da revolucio se presenta por toda a parte : a re-
voluto parece levar de vencida o direito na Ita-
lia ; a revolucao conquista com as armas traico-
eiras de Victor Emmanuel, e com o auxilio das
conspirarles permanentes, ludo quanto possui-
do por principes que s teem per si o direito
Molea, Parma, a Toscaoa, a'Emilia, a
Sicilia, emira aples que a revolucao invade,
e que minoras turbulentas, apoiatas as armas
do estraogeiro, assoldadas pelo ouro eslraogeiro,
dominara, opprimem, .e casligam com supplicios
atrozes e immediatos se nao se resignara obe-
diencia ; e a revolucao nao para, ameaca a Ve-
necia, prometi tomar por capital a Roma dos
catbflicos.... e nesgas circumslancias, nao cou-
tenlecom negar o direito e destmi-lo, a revolu-
cao viria aqui entre nos ornar-se com os despojos
do vencido, e profanar u seu santo nome I Aqui
entre nos apregoar-se o direito da revolucao I
Antes porm de proseguirmos, offerecamoe
aos pregoeiros do direito da revolucao o seguiote
trecho, preveoindo-os que nao de escriptor al-
gara em quem possa cahir apecha de legitimista,
de catholico. de partidario do direito divino;
?o, essas patarras de mordente irona lancadas
sobre o liberalismo, essa declaracao de que hoje,
na ruina geni do direito, o direito divino o
nico respeitado, essas palavras foram escripias
pelo liberal mais adiantado de quantos a revolu-
to de 1848 fez apparecer e a Fanfarrees de liberalismo, julgam-se livres
da jurisdiccio de cima, porque, depois que a
revolucao de 1789 assegurou a impuoidade aos
descremes, sentem-se com a insigne coragem de.
ficar de chapeo na cabeca diante de um impera-
dor qusndo psssa, ou de urna cruz que #.encon-
tram no cruzamento de duas estradas 1 Assim
to o mundo o povo de 93, depois de ter feito a
revolucao de 51 de Janeiro, applaudir successi-
vameote ao 31 de maio, ao 13 viodimario, ao
18 ructidoro, a 18 brumario, e, de golpe de es-
tado em golpe da estado, prostrar-se alegre em
1804 aos ps de um seohor mais absoluto do que
nunca o hsvia sido Luiz XIV. (*}
E agora, que j viratn esse pequeo apanhade
de datas revolucionarias, perguntaremos aos sus-
tentadores do direilo da revolugo se pdem,
sem repugnancia de su ceraclo e de sua eons-
ciencia, profanar com a bella qualifleacio de
direito um abuso deploravel da torca e da auda-
cia, que tras comaigo essa oecessaria consequen-
cia' d crimes, d saoguiooieates reaccoes, de
destruices profundas no systema moral da hu-
manidade? Se be ota direito de revolucao, to-
dos esse setos de atonda, todos essw iesre-
grametrtos das-paiides concitadas e jroplacarveis,
todo* estes horrores de espirtos perversamente
aystematteos sao consecuencias necessaria do
exercicio de um direilo, sao pois legtimos: de-
veis recoofteee-tos e curvar-ros diente delles.
Nao queremos aqui alardear em cftsces urna
erudicio que nio lena*; nao invocaremos pois
mil asnee, protestando queentre os homens
as questoes se regulara pelas leis da juslica, e
nao pele* decretos da violencia ;na iremos pe-
dir a Cicero ue os venha dizer: enm fin do
genera decertandi, um per diiceptationcm, al-
tmrmm per *m, Utud proprium al honnit, hoe
euaram; nao carecemos de autoridades an-
tiges eu Hjder para sustentar nma thete que
isttpesMvel, ese echis vos proprir gravada na
asa IntstJigmiera :A revoiueao a Ttotenca,
violencia aunes o direito em' ova sociedad
constituida.
A revolucio 4 o co de urna minora que,
afouta ambiciosa, pe o seu querer em frente
da lei e da autoritade, isto da expresso le-
gitima da maioria, etonsegue supplant-la : ora
a minora dominando pela torca, pelo desregra-
raento das paixes sobre a maioria e a sociedade,
qeeimando as leis, revogaodo s instituices.
nunca poder* cobrir-se com o titulo de *ralo
perante o hornera reflectido.
Mas, dir-nos-h8o, se repellis a revolucao,
se negis que seja um direito, negis o pro-
gresso politice : o povo que ti ver um mo go-
verno, pessimas instuices, nao tem remedio
seno soffrer. soCrrer, sofTier esnpre...
[*] Fisse 21 de Janeiro a data em que foi sup-
pliciado Luiz XVI. Cada urna das datas citadas
a do dia em que as faecoes dominantes foram,
urnas aps outras, mandando guilhotiaa os
chafes da faeco menos revolucionaria. Em 31
de msio os Girondinos republicanos moderados,
cuja moderscan havia sido cmplice no assaasinio
de Luiz XVI, foram levados /o cadafalso pelos
terroristas de Daoton, etc.
Esludem a revolucao franceza os nossos revo-
lucionarios : nada mais lhes pedimos.
Pelo amor de Deusl nao nos atlribuaes o que
nao dizemos, o que nao est contido as nossos
premissas. Poderiamos dizer-vos, cortando toda
a qoestao que se contestamos que a revolucao
seja direito, podemos nao repelli-la como tacto,
nao desconhece-la como necessldade. Levaos a
bypothese da avgumenlaco a um ponto extrema,
concebeis ecreaes um estado violento, e com el-
le queris argumentar contra nos 1 Esse estado
violento que affiguraes nao um estado de direi-
to ; que muito que traga ama necesjidade que
tambem nao de direito E oo vos dissemos j
no nosso primeiro artigo que os publicistas ca-
tholicos reconhecem as revolocoee grandes cri-
mes, por Deus permittidos para' castigar outros
crimes.
Mas nao vos queremos dar to fcil resposta ;
ainda no cumulo da oppresso, no meio das mala
viciosas e deplorareis ioslituicoes em que se a-
che um povo, sustentamos que, nao s a revolu-
go nao um direito de que lance mi, como at
um perigo que tola a prudencia de patriotismo
deve arredar. O patriotismo deve fazer sentir a
esse poro que nao com o auxilio da violencia,
com o desenfreio das paixes ms que ha de elle
conseguir mudar a sua sorte : a violencia nunca
fundou, nunca fundar cousa alguma estavel :
toda a violencia traz necessariamente reacgdes
que a igualara em destruico e em furor; aberto
0 eyelo revolucionario, cumpre proseguir, hoje
proscriptos, amanha proscriplores, homens,
ideas de tropel, assim vo annose annos, seculos
e seculos. A revolugo de Inglaterra custou dous
seculos de agitages sanguinolentas; a da Fran-
ge, comegvda ha 72 annos, ainda est mui looge
de sua concluso ; a pyramide ainda nao est as-
sentada em sua base.
Nao puis a revolugo o mais breve, nem o
mais seguro caminho para a conquista da liber-
1 pade, nao est ella as condiges niluraes do
progresso.
Vede a natureza : quando quer destruir, sola
ella as tempestades, abre a boea ignvoma dos
volces, abala a trra convulsa : nio porm pe-
lo terremoto, nao pelas erupges volcnicas, nio
pela furia das tempestades que ella servirla,
quando quer crear, e desenvolver, e aperfeigosT
o que creou ; ento. a sement imperceptivel
que ella confia ao seio da Ierra, e o arcano da
trra a faz germinar {pequea quasi impeTcepti-
vel, cada dia vai ganbando forgas em progresso
lento, imperceptivel: ei-la emflm arvorefrondo-
sa, e sua sombra abriga-se o trabalhador na ho-
ra que o sol a prumo o leva a procurar descanso,
e com os fructos delta alimenta a sua familia.
Vede o homem: ei-lo ahi naece infante, ei-lo
menino, ei-lo mogo, ei-lo homem maduro; foi
de salto levado de um ao ontro degto dess* es-
cala? nio foi subiodo-a em imperceptivel accli-
ve ; ninguem indiea o minuto que,soparon o mo-
go da crianga, o homem do mogo... Ninguem v
o instante que sepsra a noile do dia, a luz das
Irevas... E nfa meamos, nos que cultivamos a
nossa razo, nao sabemos dizer qual foi o minuto
fixo que neste ou naquelle ponto acabou a nossa
ignorancia e deu-nos a sciencia que suppomos
ter.
Ora a revolucio a lempestade, o volcio, o ter-
remoto.
Entaa como se tara o progresso? como se rea-
Usar a conquista da liberdade?
A maior. a maisadmiravel mudanga que hou-
ve no mundo como se operou ? Vede : o mundo
era pago; e sobre o paganismo asseotava toda
a viciosa civilisacio romana: doze pescadores
teem misso celeste de ir pregar a boa nova a es-
se mundo quo contra ella de cerlo repugnara. E
de feilo o mundo lhes respondeu com o escar-
neo, com os tormento, com as mais inauditas
perseguigoes. A essas perseguigoes o que op-
pozeram os apostlos e seos discpulos? o sofri-
mento e a constancia. Jeram estes em nume-
ro extraordinario ; predomioavam por toda a par-
te; recorreram por ventura revolugo que os
defendesse dos Deoclecianos edosGalerios? Nao;
soffreram e vencern).
A obra era divina, de certo, e nunca oceupare-
mos sem blasphemia a obra do progresso huma-
no conquista Ao mundo pelo Verbo de Deus ;
mas quem nao ver que a razo, a razo calma,
constante, actuando sobre o homem, ente essen-
cialmeate racional, ganha necessariamente as
conviegoos, e por m Itiumpha modificando leis,
instituigoes, costuros, tudo emflm quanto est
abaixo do nivel da civilisagic?
ConQai na razo e no seu esfotco, na sua cons-
tancia tanto quanto desconardes da violencia :
hoje especialmente que, gragas imprensa, gra-
c*s a lodo o coocurso de progressos humanos, o
pensamenlo corre com rapidez elctrica, e propa-
ga-so por toda a parte, e levanta-se poderoso na
conscieocia universal.
As revoluges aqui nio servirlo seoo para es-
torvar, nunca para acceleraro movimeuto da hu-
manidade, a torga expansiva do pensamento e da
razo.
O direilo com que queris enoobrtcer a torga
das paixes e a violencia das ambiges desregra-
das, o direilo da revolugo, reflecti um pouco, e
veris que nio seno o direito da oppresso da
humanidade, o regresso os lempos barbaros, em
que, oo oxistindo a protecgo da auloridade, ca-
da qual, para defender-se, careca estar sempre
armado, sempre em guerra; sob pena de ser
subjugado, escravisado, desfructado por quem
mais valente, ou mais robnsto, ou mais affoito
fo9se do que elle.
(Do Regenerador)
--
Palhabote nacional Ft*ao, vndo do Rio
Grande do Su!, manifestou o seguiote :
12,204 arrobas de earne secca de charque, 40
couros seceos, 200 arrobas de sebo em pao, 405'
1/2 ditis de dito em graxa, 30 ditas de dito em ra-
ma, 75 caitas de velas de sebo; a ordem.
Hiate nacional Santa Rila, viodo do Ass,
consignado a Girgel & lrmioa, manifestou o se-
guate :
158 alqueires de al; aos meamos.
Barca americana Willimm IJenry, rinda de Pen-
sacola, consignada a Henry Ferster 4 C mani-
festou o seguiste :
170,040ps de taboado de pioho ; eos meamos.
Vapor ioglez Magdalena, procedeule do Rio de
Janeiro, a Adameon Howie & C, manifestou o
seguinte:
1 volume moedas de ouro ; a Amorim lrmos.
1 ditos mercadorias ; a Saunders Brothers & C.
14 caixas chitas ; a Ada rosn Howie C.
Exporiaf&o
Do dia 12 de agosto.
Brigue portuguez Luxitano, para Lisboa, car-
regaram :
Saunders Brothers & C, 685 saceos com 3,425
arrobas de aseucer.
Brigue portuguez Bella Figuerente, para Lia-
boa, carregaram : .
F. S. Rabello & Filho, 800 saceos com 4,000
arrobas do assucar,
Brigue portuguez Amalia l, para o Porto, car-
regaram :
Maooel J. Ramos o Silva, 311 saceos com 1,555
arrobas de assucar.
Joaquim Antonio Pinto Serodio Jnior, 112
saceos e 1 barriquinba com 601 arrobas e 7 libras
de assucar.
Barca naeional Castro III, para Montevideo,
carregaram : o,
Carvalho Nogueira & C, 600 barricas com 3,743
arrobas e 6 libras de ssuesr.
Brigue hamburgus Adolph, para o Canal, car-
regaram :
Jamea Ryder & C 1,400 saceos com 7,000 ar-
robas de assucar.
Escuna ingleza Mary ann Gann, para Liver-
pool e Queeostowo, carregaram :
Saunders Brothers 4 C, 1,860 saceos com 9,300
arrobas de assucar.
Brigue inglez Reliance, para Queenstowu, car-
regaram :
Saunders Brothers & C, 1,400 saceos com 7,000
arrobas de assucar.
Dia 13.
Escuna ingleza Mary ann Gann, para Queens-
town, carregaram :
Saunders Brothers & C, 1,340 saceos com 6,700
arrobas de assucar.
Jos Velloso Soares, 300 saceos com 1,500 ar-
robas de assucar.
Galera franceza Solferino, pera o Havre, car-
regaram :
F. Sauvage & C, 1,000 saceos com 5,008 ar-
robas de assucar. -
Brigue portuguez Amalia /, para Lisboa, car-
regaram :
Jos da Silva Loyo Jnior, 40 saceos com 200
arrobas de assucar.
Maooel Gomes de Campos, 1 barrica com 3 ar-
robas e 31 libras de assucar.
Brigue portuguez Bella Figuerente,
boa, carregaram :
F. S. Rabello & Filho, 480 saceos com 2,400
arrobas de assucar.
Dia 14.
Editaes.
O IHm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em eumptimento da resolugo da junta da
faienda, manda fazer publico, que a arrematago
das casas do patrimonio dos orphaos foi transfe-
rida pare o dia 29 do correte.
E pare coustar te raaodou aCfixar a presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nasabuco, 16 de agoste de 1861.
O secretario,
A. F. da Aonunciagio.
Camilla da Silveira Borges Tavors Indgena, ca-
valleiro da imperial ordem da Rosa, e secreta-
rio da cmara municipal da cidade de Olinda,
por S. M. imperial e constitucional que Dos
guarde, etc.
Faz publico que por deliberaco da cmara to-
mada em sesso ordinaria de 27 do correle mez,
foi mtreado o praso improrogavel de 60 dias para
lodos os foreiros de terrenos de aeu patrimonio
pagarim oa foros vencidos, com especialidades
oa fortiros de Meguaipe, Candelaria, Gaib, Na-
tarelh. Boto, Curcuranas, e bem assim sos her-
deirosde Damasio Gomes de Azevedo, Florenti-
no Ve loso Monteiro da Fonseca, ou seus herdei-
ro!, d* norgado do Cabo, Eslevio Paes Brrelo o
administrador do hospital do Recife denominado
Paris} pelos sollos de Tapuama at Gaib. e das
Ierras da praia de S. Gongalo, Una do Terem,
Muribeca, ponte de Carvalhos, os qaaes serio
iofallivelmeote executados se no praso marcado
nio el&ctuarem o pagamento dos referidos foros.
E para que chegue ao conhecimeoto de todos os
ioteressados mandou a mesma cmara publicar o
presen e edltal.
Secretaria da camarade Olinda, 28 dejulho de
1861.Camilla da Silveira Borges Tavora Ind-
gena.
O Illm. Sr. Dr. chefe
de polica da provin-
cia man* fazer publico, para que se nao allegue
ignorantia, os artigos seguinles da posturas mu-
nicipaesde 31 de agosto de 1854 e 13 de agosto
de 1859,
Artigc 3 das posturas de 31 de agosto de
1854.
Pica lesde j prohibido o uso dos seguinles
jogos: ronda, lasquenel, maior ponto, dito hin-
cado, fecart, lasca, vispora, gagio, banca fran-
ceza, tinto de cartas como de dados, e quaes-
quer oitros, que, posto tenham denominages
diversai, sejam com tudo de paradas. Os infrac-
tores soffrerao a muita de 309000. e quinze dias
de pristo, e o duplo de qualquer destas penas
as reincidencia.
Os ddQoa dos bolequlns e casas de tabolagem,
ondeseizer uso dos jogos prohibidos, soffrero
as mesoas penas cima mencionadas, alm d'a-
quellas'em que incorrem pelo cdigo crimi-
nal.
Posturas de 13 de agosto de 1859.
Art. 1.* E' prohibido o uso de armas de fogo,
contundentes, cortantes, e perturanles : s se
permits bengalas.
Art. z. As autoridades policiaes s podero
permitir espingardas de cagar, pistolas, espadas
e floretes.
O us de outras quaesquer armas offensi-
para Lis- vas, ser punido na forma do artigo 297 do ci-
tado cdigo combinado com o artigo 3 da lei de
26 de o tu uro de 1831.
Art. 1. As licengas para uso de espingardas
de caga!, e floretes s serio concedidas s pes-
cimenteaea mais sinceros, a certera de aua viva
e profunda gratidio.
Vte [E. d'Lmont.
Pernambuco, 16 de agosto de 1861'
Collectoria provincial de
Oliuda.
O collector de rendas provinciaes da cidade de
Olinda manda fazer publico pelo presente que
tem designado os dias de segunda, quarta e sex-
la-feira da semana para proceder os lancamentos
da decima urbana, e dos imposto* de 4 0(0 sobre
o aluguel das casas de diversos estabelecimentos
commerciaes, de 8 0(0 sobre o aluguel das casas
em que estiverem os escriptorios. de 20 0|0 de
aguardeote do consumo, de 5 0|0 sobre os alu-
gueis das casas perUncentes is corporagdes de
mi mora, edo imposto sobre os carros de pas-
seie e de aluguel, para o anoo nanceiro de 1861
a 1862 ; e que nos outros dias da semana conti-
nuar a arrecadagio da decima urbana porten-
oente ao exercicio de 1860 a 1861, da divida ae-
liva, e mais imposiges a cargo da mesma col-
lectora.
Collectoria provincial de Olinda 29 de julbo de
1861.O escrivo,
Joio Gongalves Rodrigues Franga
Pela administrago do coireio desta provin-
cia se faz publico, que em virlude da convenci
postal celebrada pelogoverno brasileiro efraocez
serio expedidas malas para a Europa no dia 15
do corrate, de conformidade com o annuncio
deste correio publicado no Diario de 9 de fere-
reiro deste anoo.
As cartas serio recebidas at 2 horas antes da
que for marcada para a sahida do vapore os jor-
naes at 4 horas aoles.
Correio de Pernambuco 10 de agosto de 1861.
O administrador, Domingos dos Passos Mi-
randa.
Perante a cmara mucipal desta cidade irlo
a.praga nos dias 19, 22 e 26 do correte para se-
rem arrematadas por um annoa s seguinles rendas
municipaea:
Imposto de affericoes.....
dem de 500 ris por cabeca de
gado...........
dem da mscala e boceteiras .
dem de medidas de farinha .
dem de 40 ris por p de co-
queiro.......... 434^020
Aluguel da casa da Soledade 144(500
Dito dos talbes dos agougues 9
Os que pretenderem arrematar, nao podero
licitar sem que tenham apreseutado antes dos in-
dicados dias aa habililacoes de seus fiadores, os
quaes devem mostrar que possuem bensde raz,
livres e desembaraga ios, nao ae admillindo car-
tas de responsabilidade.
Pago da cmara muaieipal do Recife, em ses-
so de 12 de agosto de 1861.Jos Sezario de
Mello, pro-presidente. Francisco Canuto da
Boaviagem, of&cial-maior servinde de secre-
tario.
Acaracu'
O veleiro cGaribaldi, mestre Custodio Jos*
Vianna : a tratar com Tasso lrmos.
Porte por Lisboa
Segu em breves dias a barca nacional There-
za I por ter sua carga engajada e parte delle j
a bordo, recebe nicamente psssageiros, para v
que lem eieellentes commodos, e trala-ao eona
Bailar & Oliveira, ra da Cadeia do Recife n. 12.
Para o Aracaty e Assii
seguejem poucosdias o hiate Camaragibe por
j ter metade de seu carragamento : para o reato1
e passageiros, trsta-se na ra do Vigario n. 5.
Babia.
Segu a sumaca cHorlencia, capito Belchior
Maciel Araujo -. para o resto da carga que lhe
falta e paeeageiros, trata-se cosa Azevedo & Mon-
des, rea da Cruz n. 1.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante, capito Henrique Correia Frats, o
qual tem parte da carga prompta : para o resto
que lhe falta e escravos a frele, trata-se cooa
Azevedo & Mendes, ra da Cruz n. 1.
15:2019000
16:5309000
2039000
1:7025000
COMPANHIA PEKNAMBUCANA
DE
Navegago costeira a vapor.
O vapor Pertinunga, commandante' Moura,
segu viagem para os portos do sul de sua es-
cala no dia 20 de agosto as 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 19 ao meio dia. Passagei-
ros e dinheiro a frete at o dia da sahida 1
hora : escrlptorio no Forte do Mallos n. 1.
Brigue inglez Zone, pora Liverpool, carra- soas esUbelecidas n paiz com genero de vida
garam :
Patn Nash & C, 382 saccm com 1,910 arrobas
de assucar.
Brigue portuguez Bella Figuerente, para Lis-
boa, carregaram ;
F. S. Rabello 4 Filhos,, 160 saceos com 800
arrobas de assucar.
Brigue portuguez Amalia I, psra Porto e Lis-
boa, carregaram :
Carvalho Nogueira & C, 250 saceos com 1,250
arrobas de assucar.
Barca ingleza Sarah, para Liverpool, carre-
garam :
Patoo Nash&C. 1,300 couros salgados com
42,060 libras.
Beeebedoria de rendas internas
geraee le Pernambuco
THEATRO
DE
Rendimento do dia 1 a 14.
dem do dia 16.
18:3439613
1:5539001
198979514
Consalado provincial.
Rendimento do dia 1
dem do dia 16
a14.
27:8509706
1:5779783
29:4289488
MoTimento do porto.
j honesta, declarando o impetrante a nago a que
perteocf, sua idade, emprego e residencia.
! Secretaria da policia de Pernamkuco, 16 de
agosto de 1861.
O secrolario
Rufino Augusto de Almeida.
i lela secretaria do governo se faz publico
para conhecimenlo de quem inleressar possa,
que creando a lei provincial n. 504 de 29 de maio
deste tuno dous ollicios de partidores em cada
termo desta provincia, accumulando um as fuoc-
coes de contador e o outro as de distribuidor,
acham-se em concurso os do termo do Rio-For-
moso aliro de que os pretendemos apresentem os
seus requer meatos devidamente instruidos na
forma 4o decreto n. 817 de 30 de gosto de 1851
e avim n. 252 de 30 de dezembro de 1854, no
prazode 60 dias, contados desta data.
Secretaria do governo de Pernambuco em 30
deagtsto de 1861.
Antonio Leite de Pinho.
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era curoprmento de resolugo da junta
da fazenda manda fazer publico, que a arremata-
dlo do rendimento do pedagio da ttarreira da Ta-
earuna foitraDsferida para o dia 22 do corrente.
E para constar se mandou afSxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretoria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 14 de agosto de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciago.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, rn cumprimento de resolugo da junta
da fazeoca, manda fazer publico que a arremata-
gao do fj'oecimeolo de alimeotago dos orphaos
do coltegiO de Santa Thereza em Oliuda, e das
orphas do collegio desta cidade, aonunciada pa-
ra hoje, tlcou transferida para o dia 22 do cor-
rente.
E para constar se mandou aQlxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretiria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 14 de agosto de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciago.
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
28a RECITA DA ASS1GNATUSA.
Sabbatle 47 de Agosto.
Subir seene-o escollante muito applaudido
drama em om prologo e cinco actos, origioal
frsncez,
SUZANA.
Mii
O palhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo. segu para a Baha em
poucos dias ; para o resto da carga que lhe falta.
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Dos n. 12.
Lftiloes.
Terminar o espectculo
media em um acto.
com a graciosa co-
UM SEGUNDO ANDAR
NA
" MMIM.
Comecar s 7 }i horas.
Os bilhetes vendidos para a recita do dia 14,
e que foi transferida, tem entrada nesta noile. Os
senhores que nao quizerera podero ir receber
sua importancia no escriptorio do theatro, at as
2 horas do dia do espectculo.
Araos martimo.
Ifaviot entrados no dia 15.
Bangor 46 dias, patacho americano Ifary
Stewart, de 283 toneladas, capito I. W. Uen-
neson, equipagem 9, carga madeira ; a ordem.
Seguio para o Rio de Janeiro.
Panzacola 80 dias, baTca americana William
Henry, de 220 toneladas, capito William H.
Grocker, equipagem 9, carga madeira; a or-
dem.
Portos do Sul6 dias e 15 horas, vapor nacional
Cruzeiro do Sul, de 1,100 tonelala\ comman-
dante o capito de mar e guerra G. Mancebo.
Vopos sahidos no mesmo dia.
New-York Corveta nacional a vapor Beberibe,
commandante ooapito de fragata T. G. Torres
e Alvim.
Liverpool pelo Rio Grande do Norte Barca in-
gleza Sarah, capito W. H. Tow, carga algo-
dio eouros e assucar.
Rio de JaneiroPatacho inglez Cornucopia, ca-
pito James H. Cort. com a mesma carga que ?apre| gie brasileiroTpara os senhores abi-
trouxe de Gaspe. Suspendeu do lamaro. y 0 declarados
TTopto ntrodos no dia116. J AolOD0 Aone9' vieira de Souza.
Liverpool40 das, barca ingle n/uso. de | Dr# Anloolo da Cunha FiRueiredo.
283 toneladas, capito John U. Kinney, eqm- Antonio JoaqUm de Souza Paraizo.
pagem 14. carga fazendas e outros gneros ; s Anlonio ,os da Co8la Reg0.
Saunders Brothers 4 C. I Antonio Jos Lopes Filho.
Aracaty 16 dias^ h.ale nacional irocaly, de 7 Be|isario Ambrosinoda Silva Machado.
JDeclara^oe.
Correio geral
Relagc das cartas seguras vindas do sul pelos
COMMERCIO.
Alfandega,
Rendimento do dial a 14. .
dem do dia 16......
238 366SOI6
17:472a122
255.8389138
Movimeuto da airandega,
Volumes entrados com fazendas.. 310
> a osa gneros.. 156
toneladas, capito Joio Henrique de Almeida,
carga couros sola e outros gneros ; a Santos
Caminha & Irmo.
Baltmore46 dias, lugre americano /. H. Cha-
dbowrn, de 378 toneladas, capito W. C. S.
Masson, equipagem 10, carga 3,212 barricas
com farinha de trigo ; a Johoston Faler & C.
Seguio para o Rio de Janeiro.
Bahia5 dtas, barca ingleza Trinclo, de 447 to-
neladas, capito F. Dumood, equipagem 15, em
lastro ; s Johnston Pater & C.
Navio satiide no metmo dia.
Para e portos intermediosVapor brasileiro Cru-
zeiro do Sul, commandante o capito de mar
e guerra G. Mancebo.
. Observacao.
Fundeou no lamaro um patacho inglez, mas
nio tere communicagio com a trra.
COMPAPIBU PEMUMBUCANA
DB
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
caodo Assu'. Aracaty, Ceara'.
O vapor aIguarass, commandante Moreira,
sahiri para os portos do norte at o Cear no
dia 22 do correte s 4 horas ds tarde. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Eneommendas,
passageiro* e dinheiro a frete at o dia da sahida
a 1 hora : escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
MrW
Leilao
A19 do corrente.
Thoraas Goldiog, capito da barca americana
Lagrange, far leilao precedida a cmprenlo
aulorisago do Illm. Sr. inspector da alfandega.
com assistenw de um empregado desta reparti-
co para o elteito nomeado, e do Illm. Sr. cn-
sul dos Estados-Unidos, por iolervengao d
agente Oliveira, e por cenia e risco de quem
pertencer do caaco (lotagao corea de 280 tone-
ladas iogtezas). mastrago, crranles e mais
pertences da referida barca, tal qual se acha an-
corada neste porto, onde arribou com agua abor-
ta no regresso da sua viagem de pescara ao
Estados- Unidos, e por isso foi legalmente con-
demnada e era seguida a este lote, vender-se-ho>
em outros subsecuentes2 botes balieiros e por-
co de loneis e cascos vazios existentes na al-
fandega.
Segunda- feira 19
do corrente as 11 horas da manhia em ponto, a
porta da assochgo commerefal desta praga para
a venda da barca e botes, e ao meio dia, no lu-
gar da alfandega, onde se acham os toneis etc.
supra mencionad os.
LEILAO
DE
FAZENDAS
a retaIho,
Quarta-feira 21 do corrente.
Antunes continua a fazer le oes de fazendas a
retalho, de todas as qualdades que procuraren
na ra do Imperador n. 73, cujas serio entre-
gues sem reserva de prego, no dia cima desig-
nado as II horas em ponto.
LEILAO
w -* c
o. H>
Volamos
a
sahidos
>
com
sua
fazendas..
gneros.
------466
41
110
133
Descarrsgam hoje 17 de agosto
Barca americana Plorista farinha de trigo.
Barca amencaaImperadoridem.
Bsrea pertugoeza Flor de S. Simio carvo.
Lugre ingle*N. B. V. A.mercado ras.
Patacho portuguezJareo viohos.
Brigue ambutguej-^Iienriquecarne de chsr-
PoSS ieatntwla~lniia-idem,
Pataebo ingieaVteran-farinha da tri
lrnporta^ao.
Barca ingiera Lima, rinda d* Londres, mani-
festou o seguinte : jaffc
> vnrune* cabos, IB paos*allw, 25 barricas
cerveja, 10 ditos pregoa, 14 ditos zinco, 5 barris
tinta, 299 caixas fazendas mercaderas ; a Gar-
duer Brooker & C.
3 barrica cerveja ; a Elmerd4ones & G.
Ktasnasemereadorias;
a GlOstoa Wyller H
2 caicas ignora-se; a G. Benuett Moukmin.
3 ditas e 1 pega machioismo ; a J. K. Russel.
21 ttnrs mercadoTiai diversas; a F. Btirol
4C.
5 ditas dem ; a George Kongnt.
17 ditas idem ; a frene Bulto*. & C
205 ditas fi fardos, 39 jigos e 1 barrica fa-
zendas ofversw e iras mercaduras, 16 pegas
machinas, 150 toneladas carvo de podra ; a Hal-
Hday Butfocts 41 C
975 reicnr de ferro, 1 barrica e 60 caixas fa-
zendas e mercaduras ; a orden.
a
e
5
tu
g
Horat.
khmotphtra
Oireccdo.
Inttntidade.

09
Fahrenhtit.
5 S
'"* a oo

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3
8_2_2 3
Centgrado.
Hygrometro.
Cvartrn ftfdra-
maf rica.
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^ -J M
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Franetx.
* tu e j I
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|I
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A noile clara com alguna-neroeiros, reato 8B
regular e assim amanheceu.
osciLAgAo o arana.
Preamar irs 11 h. 54' da maoha*, atora 5,2 p.
IHtMWiir 6 h 6' da tarda, altura 1^ p.
CMistoro do arsenal da marinha, 16 de
agosta de 1861.
Bmaro SrarrLB,
1* tenante.
D. Catbarna Coelho da Silva.
Carlos Augusto Lios de Souza.
Chrstovio Gomes Pereira.
Dr. Filppe Daltro de Castro.
Horacio de Gusmo Cuelho.
Joaquim Gilsono de Mesquila.
Joio FernandesGhares.
Joio Ferreira de Oliveira e Silva.
D. Joo a PurQctgo Marques Perdigo.
Jos Bautista de Castro e Silva.
Jos Darnascno Rozendo.
Jos Gomes Ferreira.
Jos Joaquim Gongalves Bastos.
Padre Jos de Jess Maria de Vasconcellos.
Jos Joaquim Dias Fernandos & Filho.
Jos Mirtina Correia Castro.
D. Luna Hara da Gooceico.
Miguel Calmon P. de Almeida.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho.
Manoel Pereira de Castro.
D. Perseveran Mara Wanderley.
Dr. Prxedes Gomes de Souza l'itanga.
Vicente Candido Ferreira Tourinho.
Pela administrago do correio desta cidade
se faz publico que as malas que tem de conduzir
o vapor nacional aCruzeiro do Sal para os por-
tos do norte, serio fechadas boje as 3 horas da
tarde.
Consulado de Franca
em Permambueo.
0 contal de Franga tem a honra de offerecer
eeus agradecimenios a 8. Kxo. o Sr. presidente
4a provincia, as autoridades civis e multares
desta capital, a seus collegas do corpo consu-
lar nella residentes, pelo desvello que tem pe-
tonteado, correspondendo ao convite que tire a
honra de dfiglr-lhes, para assislir ao T-DeUm
em aegio de gragas, que foi celebrado na igreja
de Nossi Senhora da Penha, pela oecasiio do
anniversario da testa Patronmica de S. M. o Im-
perador Napoleo 111.
Igualmente os ofleiece a todas as pessoaa, que
aje serviram honrar aquella ceremonia com suas
presengas, e a todos seus compalriotas, que como
sempre aproveitaram essa oecasiio de fazer bri-
iUiv es*eitureUlW qvo o* aTotnrs'nr-.
. Offeoece-08 sadn oa Rvs. padres oapuehi-1
nbMda Penha. neto desvelad* cencurs, que sel
comprazem a Um prster, cadeno,B rdonuea|
toiscumstancia.
0 cnsul de Prasna, a unae outros, fa-
vor de aceitar, com a expresaio de leus .agrade-'
Vende-se a escuna portugueta Emilia, de lote
de 108 toneladas portuguezss, bem construida,
forrada e encavilhada de cobre, muito veleira e
preparada a navegar para qualquer parte, tendo
sido empregada desde que sanio do estaleiro a
conduzir fruclas de Lisboa para a Inglaterra:
quem a pretender pode examina-la nu ancora-
douro deste porto aonde se acha tundeada, e pa-
ra tratar no escriptorio de Azevedo & Mendes,
ra da Cruz o. 1.
Quarta-feira 21 do corrente.
Antunes vender por todo prego trastes de to-
das as qualdades, que eslaro patentes i vjsta
do comprador no dia cima designado as 11 ho-
ras em ponto.
Bem como
1 carro de 4 rodas em muito bom estado que ser
entregue por todo prego obldo.
Transferencia
l&fes.
m.
Par* Lisboa e Porto.
Segu com brevidade a barca porttfgueza San-
ta Clara, capito Antonio Ventora dos Santos
Neves, para carga e passageiros, tendo para estes
excellenles commodos: trata-se com Azevedo &
Mendes, ruada Cruz n. 1, u com o capito -na
praca.
[
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
pap gffs \ f awas.
At o dia 20 do corrente esperado dos portos
do norte o vapor nacional Paran, commandan-
te o capito tonente Jos Leopoldo de Noronha
Torrezo, o qual depois;da demora do costume
seguir para os porto do sul.
Eogaja-se desde i a carga que o vapor poder
eondair, qual deveri embarcar no ola de M
chegada, reeebe-se passageiros, encomeaendaa o
dinheiro a (rete, at o dia da ssbida aa 3 horas
da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, escriptoda
de Azevedo & Mendos.
Para o Aracaty
sahe com hravidetto e hiate Dote Irmioaa, j
tem maior parte da caiga, para o resto trata-
se com Marlios & Irmlo, ou com o mestre Joa-
quim Jos da Silveira.
Lisboa e Porto
sahir com brevidade a barca Flor de S. Si-
' por tor parle da arga prompte: paca o
t> oaasageiro, trata-se com CarseJho, Ho-
ra 4 C, ai rundo Vigario n. 9, priaaeiro
andar.
Quarta-feira 21 do corrente.
O agente Costa Carvalho continua no>
da cima as 11 horas em ponto o leilao
da louqa e videos existente na loja da
roa larga do Rosario n. 3^, sem reser-
va de preco-
LEILAO
DE
2 meia-aguas.
Te^a-feira 20 do corrente.
Coaajt Cal-valho ara' leilao no dia ci-
ma as 11 horas em ponto em sea arma*
zem na ra do Imperador n. 55, de 2
meia-aguas sitas no becco do Monteiro
a. 8, trl Itf&ae S. Jos,oomquintal
cacimba, % quartos, ala en cada urna
della, sittsadas eu soto proprio.
diverso. I
_ Vai V P*C d retida por donbannos a ca-
M aitoattCounfan. 8T per 20 per inno, por
ezeeunae de Domingos Bernardino da Gunba con-
tra Sera Frederico, pelo juiao de paz do segun-
do districto da foguezia da Santo Antonio, de-
pois da audiencia do mesmo, aa 2 horas da tes
de segunda-(eir 18 do corrente.
"~-


I_________
,-------------------__.
-,-,--,; ,-,.; ; r-i'* :--"-
(*)
DLLHIO DI PlflHiBMDOO. SABBADO 17 DC AGOSTO DE 18411.
LOTERIi
Hoje '17 do corrente andaro im-
pretei ivelmente as rodas da sexta parte
iaquarta lotera (primeira concessao)
do Gymnasio Pernambucano, pelas 10
horas da manhSa. Os bilhetes e meios
bilhetes acham-se a venda na thesoura-
ria das loteras, que se acha mudada
para a ra do Crespo n. 15, pavimento
terreo e as casas commissionadas do
costume. Os premios sero pagos in-
continente a entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Je se Rodrigues de Souza.
ASSOCICO
COMMERCIM. BENEFICENTE
DE
VevnaiivVmco.
A direccSo da AssocagSo Commercial BeneB-
oeote convida o* seohores socios electivos para
a reunio extraordinaria de assembla geral no
da 20 do correte, afina de se tratar de negocio
urgente e de grande-tianscedencia.
Sala da Associagdo Commercial Beneficente de
Ternambaco 14 de agosto de 1861.
Manoel Alves Guerra,
secretario.
Telo presente, se faz publico para conhecimeo-
to dos senhores socios ds associagao de soccorros
mutuos e Lenta Emancipado dos Captivos, que
na reunido geral de 15 do correute, foi julgada
dissolvid a sociedade, e nomeada urna comniis-
so para tratar da liijuidacn da mesma.
Rccife 16 de agosto de 1861.
Modesto Francisco das Chagas Cannabarro,
Ex-presidente.
Gal dio Jos Peres Campello,
Ex Io secretario.
Domingos Soriano Caidim,
Et 2 secretario.
Albino de Jess Bandeira,
Thesoureiro.
Aquem oca.
O pai das grabas andara niejhor se em vez de
gastar seu tempo fora da eslaeao em applicaros
ouvidos as paredes para ser postilho de verda-
des e mentiras que se passam na casa do seu
prudente vizinho, abiisse antes os olhos pata os
cavalleiros de Malla que honram o seu ubi com
as roais innocentes sernalas para nao incommo-
dar ao pai que castiga as filhas para nao procu-
rar ouvir essas boas licoes de moralidade e civi-
lisaco da casa do Mercurio de nova especie.
O Observador.
Jos Das da Silva Jnior, Jos Ro-
drigues de Sena Santos, D. Joaquina
Francisca de Salles Sena, Jos Dias da
Silva e D. Thereza de Jess Moraes e
Silva do intimo d'alma agradecer a
todas as pessoas que assistiram ao fu-
neral de sua esposa, ulna e ora ; e de
novo as convidam para lambem assiati-
rera a missa e memento no stimo da,
que ter lugar na capella do cemiterio
publico, sabbado 17 do corrente, s 6
Fundico
de bronze.
Na bem conhecida fabrica de fundigao, latoei-
to e funileiro da ra Nova, defronte da Conce-
o, contina a fazer todas as obras tendentes s
mencionadas artes e oCficinas cima ditas, como
sejam : bronze para engenho, parafusos para di-
tos, e ludo quanto necessario para tal mister,
tudo mais barato do que em outra qualquer par-
te, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre, eludo mais concernente a caldeireiro, obras
de lato com a melhor perfeigo possivel, obras
douradas e em lato para militares, como sejam,
apparelhos para barretinas, ferragens para telina
e talabarte de qualquer arma, botes de todos os
nmeros, dourados, bronzeados e em amarello,
obras de folha superiores por serem os artistas
que as fabricara joroaleiro e nao empreit*>iro, que
como se sabe, nunca as obras que sao feilas de
empreitada sao perfeitas, ludo muito barato : na
ra Nova n. 38.
Aluga-se duas casas no sitio do Porto da
Nadeira em Beb6ribe com bastantes commodos,
banho e leite muito perto : tratar na ra do
Queimado o. 48.
-j Aluga-se urn moleque de 16 sanos para o
servido Dteroo e externo de urna casa : a tratar
no principio da estrada de Joo Fernaodes Viei-
ra d. 36.
Escravo fgido.
Desappareceu do poder do abaixo assignado o
escravo Francisco Antonio, preto, de naco, que
representa ter 40 anuos, estatura alto, magro,
levou caiga de casimira escura e esmisa de chi-
ta tambera escura, o qual pertenceote a Au-
reliano Cavalcaoli de Albuquerque filho do fale-
ido Dr Joo Antonio Cavalcaoli de Albuquerque,
de Iguarass e se acha tratado com o abaixo as-
signadu por eonta do qual j recebeu 5000 reis.
Roga pois a quem o poder pegar ou delle noti-
cia possa dar de dirigir-se ra do-Pilar n. 47,
que ser generosamente recompnsalo.
Recite 16 de agosto de 1871.
Joaquim Antonio Gongalves dos Santos.
\usenlou-se da casa do abaixo assignado
no da 12 do correle a sua escrava de nome
Luzia, crioula, de idade 20 anoos pouco mais ru
menos levando vislido de cambraia branca com
riscos cor de rosa dos lados, chal de-merino
braceo com flores eslampadas, foi calgada. Ro-
ga-se as autoridades policiaes e capites de
ampo a appreheoso da dita escrava, e leva-la
i Passagem da Magdalena ou na ra do Trapiche
armazem n. 13 que ser generosamente recom-
pensado.
Recie, 16 de agosto de 1861.
Augusto Pinto de Lemos.
No da 26 do corrente depois da audiencia
de juiz municipal de primeira vara tem de ser
arrematado por venda seis casinhas tapadas de
barro e urna em aborto em chaos perleoceotes a
Maxinviano Jos dos Santos Andrade oo lugar
pada de barro coberta de tena avahada por....
.120*000, urna dita por 120JOOO, urna dita por
5O00, moa dita por 309000, urna tapada de
barro cobwla de palha por 20#000, urna dita por
209600, urna em aberto coberta de palha por
lOjflO, as auaes vo a praca por exeeugo de
Mximo Jos dos Santos Andrade contra oj me-
nores de Franetaco Borgei Meadas.
Loja da Victoria
DE
Fajozes Juaior.
Na ra do Queimado n. 75,
junto a loj de cera.
Esta loja acha-se prorida de um completo sor-
timen to da miudezas para vender, tanto por ata-
cado como a retalhtf, por pregos muito baratos,
como abaixo se ver, so para quvn obmprar, vic-
torja lempre contar.
Clcheles francezes bons em carteo de urna car-
reira a 40 rs.' e duiia 400 rs.
Ditos lambem bons do duss carretas a 80 rs.
e 900 rs. a duzia.
Ditos da trra em caixiohas a 800 ti. a duzia.
Agulhss fraucezas boas a 120 rs. a caixa com 4
papei.
Ditas as melhores que se eacootram a 240 rs.
a caixa com 4 papis.
Ditas em papel avulto a 40 rs. o papel.
Ditas para eoar a 40 rs. cada urna.
Linha victoria em earritel com 200 jardas a 60
rs. e duzia a 640 rs.
Ditas de 200 jardas, de Alexander a 900 rs. a
duzia.
Ditas de 100 jardas brancas e de cores a 30 rs.
o earritel.
Ditas de Pedro V, em carlo com 200 jardas a
60 rs. a carto.
Ditas de peso verdadeiras miadas grandes a
240 rs. a miada.
Ditas de meada cabrea branca e encarnada a
120 rs. a meada.
Ditas do gsz brancas e de cores a 800 e 900 rs.
a caixa com 50 novellos.
Papis com cento e tantos alQoetes a 40 rs. e
duzas 400 rs.
Alfinetes francezes cabega chata a 120 rs. a
carta.
Ditas para arraagdes a 2$600 o mago.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. a pega.
EnQadores de algodo a 60 rs. cada um.
Caivetes Unos de duas folhas para peona a
200 rs. cada um e duzia a 2$000.
Ditos de cabo de viada de urna folha de 160 rs.
cada um duzia a lg600.
Ditos mais ordinarios a 120 rs. cada um e du-
zia a 1J200.
La de todas as cores para bordar a 6$5O0 a
libra.
Pentes muito bons de baleia para alisar a 220,
240 e 280 rs. cada um.
Ditos os melhores e maiores que te encontram
a 800 rs.
Ditos transparentes muito bons a 400 rs.
Meias cruas brancas e de cores para hornera a
160,200.240 e280rs. o per.
Ditas prelas para homem a 120 rs. o par.
Ditas para seohoras a 240, 980 e 320 rs. o par.
Ditas brancas cruas e de cores para menino a
160. 200, 240 e 280 rs. o par.
Ditas pretas para senhora a 200 e 240 rs. o par.
Enfeites de vidrilho a 15800 rs. cada um.
Ditas a Imperatriz muito lindos a 83 cada um.
Cinlures de seda com borracha para homem a
320 cada um.
Ditos de algodo 240 rs. cada um.
Cintos muito lindos para senhora a 1(800, 20,
29500 e 39 cada um.
Franjas de bolotas brancas e de cores para cor-
Uados a 49 a pega.
Ditas de algodo para toilha a 29800 a pega.
Ditas de liuho para casaveque a 120 rs. a vara.
E outras muitas miudezas que se tornarlo en-
fadooho mencinalas atiangando-se, porm, que
nao se deixar de vender quem trouxer diohei-
ro na loja da Fajozes Jnior na ra do Queima-
do n. 75.
ALOJA DOPiVAO
A commissao liquidadora dos ere-
dore* da massa do tallecido Manoel
Buarque deMacedoLima, pedeaosSrs.
devedores a reerida casa que se diri-
am a satisfazer seu dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manha as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a estes Srs. de-
vedores, que nSo a obrigue a lanqar
mao dos meios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus deredores.
Da
fc'si
Ra da Imperatriz n. 60.
DE
Gama & Silva!
Acaba de recebor um novo sortimento
de fazendas proprias para senhoras a
meninas que vendem por pregos bara-
tsimos como sejam :
Ricos cortes de cambraias brancos
com barra adamascada e outros com ba-
bados brancos e de cores que vendem a
3$500, pegas de cambraia muito fina com
10 varas e urna vara de largura a IJ e
79, ditas transparentes muito Unas com
8 e lii varas a 30 e 38500, ditas de 6 e
1)2 varas a 29500, pega de cambraia
branca com salpico com 8 e 1\2 varas a
AS, cortes de cassa com salpicos brancos
e decores a 20, ditos de ditos brancos
lavradas a 2$, capas pintadas com lin-
dissimos padres o corado a 280 rs., di-
tas de salpico brancos e de cores o co-
vado a 240 rs., chitas fraucezas escuras e
alegres a 220, 240,260, 280, 300 e 320
ris.
Sedas.
Grosdenaples preto bastante largo e I
encorpadoo covado a 10600 e 10800, di-
to cor de rosa a 2$, dito azul cor muito I
bonita a 20400 o covado, seda lavrada
cor de canna muito moderna por ser ada- j
mascada o covado a 20, chamalole pre-
to bastante largo o covado a 2/.|
Para familias.
Damasco de la com 6 palmos de lar-
gura para cobrir mesas de jantar, de
meio de sala, pianos etc., etc. o corado
a 10250, damasco de seda encarnado e
amarello proprio para colxas, cortinas
etc., etc. o covado a 2J240, sedas bran-
cas proprias para vestidos de noivas fa-
zenda muito superior, madapolo muito
fino pega de 40 jardas a 440 rs. a jarda,
ditos muito superiores a 200 rs. a jarda,
a 40500. 50,50500, 65, 60500 e 70, al-
paca preta muito superior a 500, 560,
640 rs. o covado, grande sortimento de
chitas pretas francezas covado a 240 rs.,
ditas ingieras a 160 rs. o covado, cas-
sas pretas a 480 rs. a vara.
Para vestidos.
Orgrndys de cores fazenda muito mo-
derna covado a 560, mimos do co e
gazias de seda fazenda muito nova co-
vado 10, chaly muito bonito a 18, 800
e 640 rs. o covado, laziohas claras to-
ado krepo covado a 640 rs., corles de
gorguro escaros a 60.
Chales.
Ricos chales dekrepom com listas de
seda a 88, ditos do ditos a 70, ditos de
froco a 60, ditos de merino com palma
de seda e de velludo a 40500.
Bordados.
Camisetas cora golla e manguitos a 30,
4 e 50, manguitos com gollinhas a 30,
tloissiraas tiras bordadas a 800, 10 e
10500, gollinhas muito delicadas a 600,
800 e 18. lencinhos de labyriotho pro-
prios para senhora ou para presente a
10280 e 18600, ditos muito fios a 40.
Paletotspara homem.
Paletots de panno preto de todos os
pregos equalidades tanto saceos como
sobrecasacos, dilos de casemira de todas
as cores, ditos de ganga e de riscado,
caigas de brim de linho brancas e de co-
res, ditas de casemira de todos os lma-
nnos e qualidades tanto pretos como de
cores garante se a bemfeiloria destas
obras por terem sido feilas por um dos
melhores alfaiales dcsta cidade; na
mesma loja existe um resto de chapeos
de sol de seda a 60 e lerdas de seda a
10. lambem se vende constablemente um
completo sortimento de roupa feita para
escravos ou para trabalho muito bem
cozidn9, dao-se as amostras de todas as
fazendas deixando penhorou mandam-se
levar pelos caixeiro* di casa aos fregue-
zes que quizerea. "
- Poifesta subdelegacia se fax publico, que te
acuam depositados dous cavallos, um rudado, e
outro ruaso pedrez. os quaes forara remettidos
pelo inspector do Tegipi, por os ter encontrado
dentro dos malos amarrados, e serem estranhos
lugar, indicando serem furtados : quem se jul-
ws) direito, comparega que provando Ibes
erio entregues.
Subdelegacia dos Afogados, 12 de agosto de
1861.
0 subdelegado,
Jos Francisco Carneiro Mooteiro.
Veadam-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais Bselo do que em outra qual-
quer parte: na ru larga do Rosario, n. 34.
m.
O bacharel Witrutio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
Engommadeirade
Pars.
Hdame Blanchin avisa seus numerlos fre-
guezes que transferio sua morada para a ra do
Arago n. 28, onde se encarrega especialmente
dos eogomraados de roupas finas de lenhora,
taes como vestidos bordados o folhas, golinhas,
manguitos e todas as pegas bordadas e arren-
dadas.
Urna pessoa com boa letra e orthograohia,
sabendo lr e escrever correctamenie ima das
linguas estrangeiraa mais usadas no corrmercio,
com coohecimento de escripturago mercantil,
e pratica de escriptorio, desojando emppgar-se
no magisterio de guarda-livros em niguas casa
de commercio, o fe rece seu prestimo : quem
d'elle se quizer utilisar, dirija-se, em (arta fe-
chada as miciaesJ. B., ao trapiche a Com-
panhia.
. Deseja-se tallar anegocio que Ihe
diz respeito, ao Sr. Antonio da Cunba
Machado Jnior; no largo do Corpo
anto, armazem n. 6.
Santos, Camioha & Irmos, liquidatarios da
massa de Caminha &Filhos, de novo rogam aos
devedores da mesma o favor de vir ou mandar
satisfazer -lhes as importancias de seus dbitos
at 30 do corrente mz, no seu escriptori na ra
Nova n. 25 ; scientificando que no caso de nao
serem a Hendidos, ver se-nao obrigadosi proce-
der a cobranca pelos meios que lhes facu la a lei.
Publicado luterana.
Publicou-se recentemente no Rio de Janeiro o
Eosaio critico sobre a viagem do Brasilero 1852
de Carlos B. Madsfield, por A. D. de Pascoal,
membro do instituto Histrico e Geograplico do
Brasil e de outras corporales scientificas e Ili-
terarias estrangeiras. Esta obra estar completa
em pouco tempo, e contar de S volumesem 8.
nitidamente impresso. Subscreve-se para ?lla na
ra da Cruz n. 45, em casa de viuva Amtrim &
Filho, a 50 cadsexemplar, pagos a entreg do 1."
rolume.
Aos senhores de engenhos.
Um official de caldeireiro se offerece wra ir a
qualquer engenho concertar alambiques ju ser-
pentinas, e outras obras de cobre com toda a per-
fegao : ds pretendentes dirijam-se a ra Impe-
rial n. 215, que achara o dito official. Na mes-
ma casa se vende um boi de carraca coa boas
carnes.
PM Kmmfc mmmm
Dentista de Pars.
15Ra Nova5
Frederic Gautier.cirtirgiaodentista, fai
todas as oparaedes da sua arte ecolloca
den tes artificiaos, ludo com a supertori-
dade e perfeico que as pessoas en t adi-
das Ihereconhecem.
Tena agua e psdeatifriciosetc.
9K^iiMi9^^eieieeiewM;i
lova
exposicao
DE .f
candieiros a gaz.
Ra Nova numero 24.
O proprietario deste estabelecimento toma a
honra de annunciar ao publico que no dia 8 do
corrente abrir seu novo estabelecimento de can-
dieiros econmicos a gaz, as 6 horas da noite se
achara illuminado at as 9 1[2 da noite com toda
franqueza para verem e conhecerem a fcilidade
que ha em usarem dos ditos candieiros em eco-
noma, pela muita experiencia que ha feito com
os ditos candieiros, se encontrar de lodos os
pregos e qualidades ; todos aquelles que quize-
rem usar de ditos candieiros, deixo de mencionar
todas as qualidades que ha pela immensidade
que se offerece por estarem expostos com toda
franqueza no dito estabelecimento, na ra Nova
numero 24.Carneiro Viaona.
DE
commissao de escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita ra foi transferido o. escriptorio de
commissao de escravos que se acha va estabeleci-
do no largo do Paraizo o. 16, e ahi da mesma
sor te se cootina a receber escravos para serem
vendidos por commissao e por coota de seus se-
nhores, nao se poupando esforgos para que os
mesmos sejam vendidos com promptido, afim
de seos senhores nao soffrerem empate com a
venda destes; assim como se afianca o bom 1ra-
tamento eseguranga. Nesta mesma casa ha sem-
pre para vender escravos de ambos oa sexos, mo-
gos o velhos, com habilidades e sem ellas.
Manoel Alvos Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
|S?i
Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
saca sobre Portugal : na ra do Apol-
lo n. 88.
8
inete medico cirurgico.j
Ra das Flores n. 37.
0 Serio dadas coosbltas medlcas-cirurgi-
cas peloDr. Estevao Cavalcanti de Albu-
querque das 6 aa 10 horas da manhSa, ac-
Q. cudindo aos chamados com a maior bre-
0 vidade possivel.
8 1" Partos.
2. Molestias de pelle.
3.a dem dos olhos.
S4. dem dos orgos genitaes.
Praticar toda e qualquer operago
seu gabinete ou em casa dos dotntei l
forme lhes fdr mais conveniente.
:.
eragio em m
antes con-
. :t -v"k''
C0MP4MI1A DA VIA FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
De conformidade com as iostrucgSea recebidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os accionistas des-
la compaohia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem do mesmo abaixo ficam pu-
blicados. r
Escriptorio da companhia, 16dejulho de 1861.
Por procuragSo de E. H. Bramah, thesoureiro.
R. Austxn.
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resolugao
da directora desta companhia, tomada nesta da-
ta, tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada aegao a qual chamada ou
preatagao dever ser paga at ao dia 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dos Srs. Mau MC-Gregor & C, na Babia aos
Srs. S. S. Davenport & C. eem Pernambuco po
escriplorio da theusoraria da mesma via frrea.
Pelo presente flea tamben entendido que, no
caso de nao sera dita chamada ou prestago sa-
tisfeita no dia marcado para o seu pagamento ou
antes, o accionista que incorrer nesta falta, paga-
r juros a raso de 5 % ao anno sobre tal cha-
mada ou prestago a contar desse dia at que
seja realisado o pagamento.
No caso de nao effectuar o pagamento desta
chamada ou prestago dentro de tres mezes a
contar do dito dia fizado para o embolso da mes-
ma, ficaro as aeges que iacorrerem em tal falta
sujeitas a serem confiscadas, segundo as dispo-
nes dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
Assignado.W. H. Bellamy, secretario.
119 Gresham Houze OU Broad Street.
E. C.
8 de maio de 1861.
Quem quizer emprestar 5003000 dando-se-
Ihe por garantia um ou dous escravos, aono ci
sua residencia para aer procurado.
Precisa-se de um bom amassadoi
darla da ra da Seozalla-reHia n. 94.
na pa-
TA frrea
Recife a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Telegrapho elctrico entre Cinco
Ponas e a villa da Escada,
Pela respectiva superintendencia se faz publi-
co que em virtude da approvago provisoria da
Exm. presidencia da provincia ser franqueado
ao publico do 1 de agosto em diante o uso do
referido telegrapho mediante as condieces da
tabella segulnte :
Escriptorio da superintendencia em 24 de ju-
lho de 1861.Por procurago de E. H. Bramah.
R. Austio.
ESTRADA DE FERRO
DO
Recife a Sao Francisco.
Tabella dos precos para as coniniu-
nicacoes elegraphicas.
Por um despacho de urna at vicie palavras
Do Recife ao Cabo o vice-versa. 25JOOO
a Escada 3$000
Do Cabo a Escada 2000
Por cada dez palavras excedentes. IgOO
N. B. Nao ficam compreheodidos neste nume-
ro os nomes dos expeditores e destinatarios que
nao cootechara mais de duas palavrase suas re-
sidencias.
As respostas pagas adiantadas na occasio da
entrega dos despachos nos escriptorios tero 50
por cento de differenga nos pregos da tabella.
Os despachos sero enviados em cartas fecha-
das aos domicilios que se acharem na zona de
1|8 de legua dos escriptorios do telegrapho sem
retribuico alguma e d'ahi por diaote dentro de
um circulo de duas leguas somente pagaio os
expeditores 19 por cada legua ou fraego desla
de visgen, redonda.
Os portes sero salisfeitos uo acto da entrega
dos despachos nos escriptorios.
Os despachos sero entregues nos escriptorios
do telegrapho a horas do expediente, isto de
8 horas da maoha at meio dia e de duas horas
al 5 1(2 da larde
Aluga-se um sitio no Rosarinho no oitoda
'greja, com boa casa de pedra e eal, bastantes
commodos, com estribara e cocheirs, boa agua
de beber, tanque para banho, muitos arvoredos
de fructo, baixa de capim, e jardim na frente :
trata-se na ra da Cadeia do Recife n. 29 primei-
ro andar.
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Semana Ilustrada.
Acaban de chegar pelo vapor Paran collec-
?s,LC0PleUs deste iotaressante jornal, de n. 1
Ve o I.
Previne-se aos senhores que encommendaram
collecgees, que as procurem na ra da Impera-
tr n. z loja, aonde continua a receber-se as-
rgnaturas.
Irmandade das almas da
matriz da Boa-Vista.
O escrivo interino da irmandade das
almas da matr do SS. Sacramento da
freguezia da Boa Vista, autorisado pela
mesa regedora. convida a todos os seus
irmos a comDarecerem pelas 9 horas
da manhaa do dia i 8 do correrte, em
mesa geral, ho consistorio da mesma
matriz, afim de se discutirlo novo com-
promistOi Consistorio 12 de agosto de
1861.O padre, Manoel Cyrillo de
Oliveira, escrivio interino.
MUDANQA.
Luiz Soulan, cuttletro e armeiro francez, pirtcipa ao respeitavel publico
e especialmente aos seus freguezesquemudou sua officina da ra das Cruzes pa-
ra a ra da Imperatriz n. 13, aonde continua amolar todos os dias e a fazer
concertos, reparos e obras novas tendentes a sua arte com promptids e barateza.
Offerece-se
um rapaz de idade 20 annos, para cai-
xeiro ou criado de homem solteiro, que
da' conbecimento de sua pessoa an-
nuncie por este Diario.
- No dia 20 do corrente depois da
audiencia do juiz municipal da primei-
ra vara tem de ser arrematado por jen-
da um sitio com casa de vi venda na ra
de S. Miguel freguezia dos Afogados
com arvoredos de (ructos e baixa de ca-
pim, avahado em 3:00O^fs o qual vai a
praca por execucao de Jos Mara Gon-
Salves Vieira Guimaraes contra Fran-
cisco de Salles.Andrade Luna como n-
ventariante da Jos Maria da Costa Car-
valho. Bscrivo Motta.
gDesconliem os hydropicos.
9 O Sr. Tenorio annuaciou que curava
^ as hidropesas com tal certeza que re-
nunciava qualquer pagamento urna vez
que o doente nao ficasse curado.
fjp O Sr. Dr. Moscoso se aprsenla em
g& campo mostrando sua superioridade no
W tratamento de taes molestias e atiraodo
V indirectas a seus collegas allopalhas e
|Sfe homeopathas.
a O Sr. Tenorio se apadrioha com o Sr.
t Dr; Sabino, e o Sr. Dr. Moscoso cora o
g Sr. commendador Manoel Gongalves da
Sk Silva. Qual dos dous poder melhor
J curar as hydropesias: o Sr, Tenorio ten-
W do por patrono o Sr. Dr. Sabino ou o
A Sr. Dr. Hoscoso apalrocinado pelo Sr.
gs commendador Manoel Gongalves?.;.
' Descooflem os hydropicos! Descoa-
fem...
& Jos Irioeo da Silva Santos.
Ao corpo do commercio.
Um hbil gnarda-livros pouco chegado a esta
praga, conhecedor da escripturago mercautil por
qualquer systema, deseja arranjar-se em alguma
casa commorcial, para o que d negociante de
criterio como garante de seu proceder ; assim
pois as pessoas que de seu prestimo se quizer uti-
lisar, pode mandar carta a ra do Queimado n
10, sob as iniciaes X X indicando sua morada pa-
ra ser procurado.
Precisa-se fallar ao Sr. Caetano de Assis
Campos a negocio de seu inleresse: na ra das
Cruzes n. 5.
Sr. tenente Manoel do Nascimeoto Silva
Bastos : Vmc. bem sabe que eu nao tenho quem
me sustente, como, bebo e visto a mioha custa,
carego do meu dinheiro, que a seis mezes li
pesso.e tambem os trastes que tem em seu po-
der, alias mostrarei ao publico as palavras que
me diz.Joaquim Gongalves Bastos.
Offerece-se urna pessoa com todas as habi-
litages para cobrangas pelos serloes : quem pre-
cisar, annuncie para ser procurado.
Ma&,
Precisa-so de duas amas, urna para cozinhar, e
outra para engommar e mais algum servigo de
casa de familia ; na ra da Cooceigo da Boa-
Vista, sobrado n. 6.
Arrenda-se o sitio denominado Mangueira,
na estrada de Belem, o qual tem casa de viven-
da, boas arvores de fructo, e excellente agua do-
ce; a tratar com o Sr. Aodr Alves Gama, na
encruzilhada da mesma estrada, o qual poder
indicar tambem onde mora o dono do mesmo si-
tio, se for preciso.
Um emprego.
Precisa-se de um mogo que tenha pratica de
vender fazeodas para as vender com um escravo
pelas ras e arrabaldes desta cidade, dando fia-
dor a sua conducta, dirtja-se a loja de fazendas
n. 8 da ra do Cabug.
Offerece-se urna ama portugueza de muito
bons costumes ; a tratar na ra de Apollo a 8
primeiro andar.
Precisa-se de dous amassadores de padaria
que emendara perfeitamenle de lodo o trafico da
mesma : na ra do quartel de polica, padaria
oumero 18. p
Aluga-se o segundo andar da ra do Ran-
gel n. 10, com commodos para pouca familia.
Alerta rapazeada.
as Cinco Ponas n. 66, joga-se o vispora a 240
rs. o carto.
Vende-te barato um bom vestido
de blonde que s servio no acto do ca-
samento : na ra larga do Rosario n.
*6, segundo andar.
Vende-se batatas muito novas a
1$ a arroba : no armazem do caes da
alfandega n. 3 de Joaquim de Paula
Lopes.
Gneros baratos,
no armazem da estrella, largo
do Paraizo u. 14.
Maoteiga ingleza flor a 960 rs.. franceza a 640
cbnmuit0 bom a 2*700 caf a 260. ao Ivo. dito
a 200 rs., arroz a 100 rs., toucinho a 320, batatas
a 6o rs., bolachioha ingleza nova a 3* a barrica
e em libra a 160 rs.. espermacete a 720, queiios
do vapor a 2&00. dito prato a 5C0 rs. a libra pas-
sas a 480, sabo maesa a 100 rs. e 160, cerveja a
400 rs. agarrafa, tinho do Porto a 800 rs., dito
em pipa a 500 e 400 rs., vinagra de Lisboa a 240
azeite doce a 720, farelo a 2&600 e 4fi, saccas
grandes.
Vende-se um grande sitio defronte da ca-
pella de Belem. com urna excellente casa, arvo-
res de fructo, baixa de capim, e com capacidade
para sustentar 20 vaccas de leite todo o anno
e lambem se vende metade dojitio com casas d
morada : a fallar com Guilherme Purvel, em San-
to Amaro, defroote da rundlgao do Sr. Star.
Allenco.
Na taberna do Prcenla, ra das Cruzes n. 1,
vende-se libra de batatas a 68 rs cerveja bran-
ca a 400 rs. a garrafa, dita preta a 500 rs., frascos
de conservas finas a 750, azeite engarrafado a
900 rs. ; aa batatas sendo em arroba a 1)400.
a!#000
a arroba de batatas tnglezas muito nova: o ba-
zar da ra do Imperador.
Manteiga iugLeza flor a 1#000.
Na ra daSCiie*. J, esquina da traressa do
Ouvldor.
Attenco
Vende-se urna casa i beira o rio Captbaribe,
no Pogo da Panella, com commodos para grande
familia, e muito propria para se pasear afeita,
com 4 quarlos, gabinete, copiar, cozinha fura,
quintal murado, estribara ; igualmente vnde-
se urna mulata de bonita figura, sem vicios, nem
achaques, que cozinha, lava e engomma bem. e
tambem urna mobilia de ceregeira, em muito bom
estado : oa ra Ne?a, sobrado o. 37, priaaeiro
andar.
Espelhos para
salas.
Ricos espelhos de moldara dourada com mui-
iO boas vidros para ornamentos de salas, de va-
nos tamanhos e pregos : na loja da Victoria, na
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Quadros de mol-
dura dourada.
Lindos quadros j feilos de moldura dourada
propnos para retratos e estampas, pelo diminut
prego de ajeada um ; na loja da Victoria na
ra do Queimado o 75, junto a loja de cera.
Gravatinhas de
froco para senhroas.
Mstoajsarafofcaede froco para senhora. pelo
slojos para barba.
Ricos estojos com espelhos e repartimentos
Facas e garlos.
rUl^S faHCaSe *"['P"* o diario de urna
casa a 2*600 a duzia de talheres : na loia da Vic-
toria. na ra do Queimado n. 75, junto a loja de
Caixas para joias.
Jts$ S55:.ri,y Ras-.:
na loja do Victoria, na ra do Queimado n 75'
juoto a loja de cera. *
A 18,000 rs.
Superiores paletots e sobrecasacas de panno
fino preto forrado de seda : vende-se na ra do
Queimado n. 47.
o n QVeode-se mel em barris de 5., em pipa,
e 3. em pipa : na ra do Rangel n. 10.
A pedido, ha para vender na livraria do Sr
Nogueira. obras de Pothief e as de Rossi. por
menos de seus valores.
', Ven,,,n-e dous hbitos, sendo um de Aviz
e oulro de Christo, ambos do mesmo tamanho
assim como um carrioho de alfandega, puxad
porum bol, tudo por prego commodj ; a roa
Batatas.
Vende-se batatas a 19 a arroba e 40 ris a li-
bra : na ra Nova n. 69.
,.7Ie?dT"se- lraves de 30. 40 e 60 palmos.
S nda'r!0 rU" d **&** n. 50,
Batatas e cebollas.
Vendem-se nicamente nos armazens proares-
sivo e progressista no largo do Carmo n. 9 e ra
das Cruzes n. 36. cebolla 1^280 o centc* e ba-
ftat.a l a arF.0Da 50 ris a libra, tambem tem
porcao de queijode prato chegado no ultimo pa-
quete que vendem-se a 680 ris a libra e 620
sendo inteiro, afflangs-se ser ludo do melhor que
se pode desejar. H
Lingui<;as do sertao e
queijos de qua.ha.
rW.en,r.e |1DU!9" do serto muito boas a
J20 ris a libra, queijo muito bom a 440 ris a li-
bra : no pateo do Paraso n. 18, venda azul
Milho.
Enfeites de cabeca
Ha loja da Aguja d'Ouro, ra do Cabug n.*l B
acaba de receber por este ultimo vapor francez
um completo sortimento de enfeites para seoho-
Ro Vi, l *?T P"is' sendo Solferino,
Kosa do Re, Azul da China, Nakar, que se ven-
dem por pregos mais commodos do que em outra
qualquer parte. H
Luvas de pellica pretas a 1$.
Na loja da Aguia d'Ouro, ruaMo Cabug o 1 B
vendem-se luvas de pellica pretas de Jouvin a 19
o par.
20 e 30 arcos.
Saia balo a 3000 cada urna, fazenda perfeta-
mentei boa, chales de la estampados a 3S500.
ditos de merm finos de ponta redonda a 69, chi-
tas francezas escuras a 240 rs. o covado. ditas
esireitaa tintas seguras a 160 rs., riscado francez
padroes bonitos a 160. pecas de bretanha de rolo
a 29, cambraia lisa tina a 39 a pega, cassas de
cores a 200 rs. o covado : na loja das 6 portas em
frente do Livramento.
Vende-se um carro de conduzir gneros da
alUndega por prego commodo : para ver na ra
dos Pires em casa do Sr. Carola, officina dos mes-
moa, e para ajusfar na ra das Cruzes n. 41. 2o
andar. '
A 1,800 pechncha.
a#yfSldem"ls,e chinellss do Porto pelo prego de
IJeHJU, a ellas que estou acabando : na ra da
Senzala Nova n. 1.
Vendem-se peonas de emma em libras : na ra
do Queimado n. 73. loja de ferragens.
Precisa-aa fallar ao Sr. acadmico Francis-
co Barbosa Coweiro, na ra Nova o. 7.
Cotupra-se
m silhao inglez em bom estado, quem o tiver
e quizer vender: dirija-se a ra Estreita do Rosa-
rlo n. 29.
Compra-se urna casa terrea, do valor da um
cooto, a um cont e duzeotos : oo becco do Po-
ciDb n. 16.
Precisa-se
de urna ama de leite sem filho : em Fra de
Portas ra dos Guararapes n. 30.
Irmandade deSan-
ta-Anna.
Nlo tendo no da 15 do correle se rennido no
consistorio da igreja da Santa Cruz, os irmos da
irmandade da gloriosa Santa Anna, em numero
sufficienle, para o m dse proceder eleigo da
nova mesa, que tem de reger a mesma irman-
dade no anno de 1861 a 1862, manda de novo o
Sr. juiz convidar os respectivos irmos, para que
comparegaafno domingo 18 do corrate pelas 9
horas do dia no consistorio da referida igreja,
para o mesmo um.
Recife, 16 de agosto de 1861.O secretario, Ju-
vilioo A. de Barros Correa.
-* Precisa-se de urna pessoa que tenha pratica
de negocio de loja e sirva para lser a eacriptu-
rago da mesma e que affiance sua conducta : na
ra Nova o. 39 2* andar.
O abao assignado declara ao reapeitavel
publico particularmente ao corpo de commercio
que tem contratado comprar ao Sr. Antonio
Congalvea da Silva, a taberna sita na roa de San-
ta Thereza n. 39, livre e deaonerada de todos oe
dbitos al asa data, quem ae julgar com direito
a dita taberna comparega no prazo de S dias a
contar desta dats, lindos os quaes o asmunciasUe
se nao responsabilisar. Recife 16 de agosto de
loo!.Antonio Pinto de Miranda.
i

/


-IA1I0 DI rBRNAWOGO. SUBADO 17 M AGOSTO DI 1861.
(S)
4
23 Ruada Imperatrz 23
PIANOS E MSICAS.
-
J. Laumomler convida os senhores mestres e amadores de msica, virem a sea armazem
ver os excellentes pianos Laumoonier, que acaba de recebet de Pars, fabricados expressamente
fian o clima do Brasil, muito elegantes e de gostos modernos. Igualmente tem msicas dos me-
hores autores, assim como concerta e afina os mesmos instrumentos.
S NO PROGRESSO
NO
Largo da Penha
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molhados, partecipa aos seus freguezes, assim como aos senhores da pra;s, de enge-
nho e lavradores que d'ora em vante quiterem-se afreguezar neate estabelecimento, que se acha
cora um completo sortimento de gneros os mais hotos que ha no mercado e por serem a maior
parte dellesvlndos de conta propria, est porlanto resolvido a veode-los por menos 10 por cento
do que em outra qualquer parte, afianzando a boa qualidade e acondicionamento, assim como ser-
vir os portadores menos praticos tao bero, como se os senhores viessem pessoalmente, para o que
nao se.poupar o proprietario em prestar toda atlencSo, afim da continuarem a mandar comprar
suas encommendas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecimento
acompanhar urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
M.WWlge\ lUgKBX^ ijoorj ra. a ubre, to superior que se vende com condicao
de Toltar seno agradar, serlos de que se nao de gostar por ser a mais nova do mercado.
ftl&llte\ga iraUCeZa a 700 rs. a libra e em barril a 640 rs.
*^tt* IiySSOll 0 melhor que ha no mercado a 2$800 a libra.
dem pteto a ^, libra.
Queijos do Yelmo chegad08 BMlt uMlB0 Tapor a 2*600.
dem \>rato a 640 rs inteiro a 700 rs# a 1bra>
dem SU1SO a 640 rg- a 1ora em por5&ose faz a batimento.
Preiwwio de fiambre ioglM. a .iibr..
PreXUlltO de lamegO a 480 a libra inteiro 440 rs.
AmetX.aS fralieeZaS em ragco com 4 i}bras por 33000, a retalho a 800 rs.
i8\>etmasele a 720 a librat em caixa a 70o rs.
lalas COm bo\aVU\ia de SOda de deferente quaiidades a 1S400
Latas com pelxe em posta de matas quaiidades a ijioo.
A.ZeOHaS mUltO HO\aS a lg20o rs. o barril, a retalho a 320 rs. a garrafa.
Doce de Mpercae em laU de 2iibra Por 1*200.
COTIUtaS par, podiin a 8oo rs. a libra.
Baulla de OOTCO refinada a 480 a libra, em barril a 440 rs.
nlUC.a de tomate a m4snova do mercado a 900rs.,e em lattas de 2libra por 1*700.
"OOS OC lOmllO a prmeira vez que vieram a este mercado a 640 rs. a libra.
Gmomricas e polos mut0 novos a ^o rs. a ubra.
PatOS de deUte XadOS com 2o macinhos por SCO rs.
CnOCOlate ranCeX a 1$200 rs. a libra, dilto portuguez a 800 rs.
nlarmeiada mperiai d0 afamado Abreu e de outros muitos fabricantes de Lisboa
a 1*000 rs. a libra.
\Au\lOS engarrafados Port0i Bordeaux, Carca vellos, e moscatel a 1*000 a garafa.
X11UOS em pipa de 500, 56O e 640 rs. a garrafa, em caadas a 3*500 4000 4*500;
Vinagre de LiSDOtt 0 mais superior a 240 rs. a garrafa.
Oerveja das mai8 acreditadas marcas a 5* a duzia, e em garrafa a 500 rs.
KiStreVlVnna para sopa a ma8 nova qUe ha no mercado a 640 rs. a libra.
^rVihas Craneezas a ^o r8. a atta.
MOO de amendoa a 800 rs. a libra, dita com casera 480 rs.
i\ZCS mult0 n0Ta8 a 120 r?. a libra.
CaStannaS piladas a 240 rs. a libra;
^OVe myjto superior a 240 rs. a libra, e a 7* a arroba: .
iVrrOT. do Maranhao a 3* em arroba, e em libra a 100 rs. "
oCVana muito nova a 160 rs. a libra e 4* a arroba;
Sevadinia de FnnQa a 240 ts. aiibra.
sag\\ muito novo a 320 rs: a libra.
M. OnCinllO de Lisboa a 360 rs. a libra e a 10* a arroba.
'Fariaiia do M.mVtl0.aO a mai, nova a 160 rs. a libra.
T oneinuo ingi* z 200 r. a Ubra.
Posaos em caixin\\asde8ibrasa 25500 cada um3.
Inlependente dos gneros mencionados encontrar o respeitavel publico ludo quanto pro-
curar tendente a molhados.
ARMAZEM
PROGRESISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
AVISO.
DUARTB ALMEIDA & SXL7A
O abaixo assignado rog a (odas as autoridades
policiaes e mais pessoas, de apprchenderem ao
rceu escravo Adolpho, com os signaos abaixo de-
clarados. qe fugio do njeu sitio da estrada do
Arraial. Adolpho, prelo, crioulo, idade 20 annos,
secco, estatura regular, bei$os grossos, vestido
de caiga de azuloe camisa de riscado sul com
assento branco, chapeo usado de fellro, tero prin-
cipio de marcineiro e pintor, tem passado por
forro com ooomede Francisco, morador na es-
trada do Cachang, tem um iimo por nome B tti
e urna iama por nome Porcia, que sao meus es-
cravo?. Este preto foi escravo do finado Jos
Antonio Alies da Silva, pai de rcioha mulher.
Protesto proceder contra quem o tirer azilado ou
seduzido, pois fugira do dito sitio da Estrada do
Arraial, cooiraeltendo om erime : quem o pegar,
poder leva-lo a mioha olaria n. 13, na ra do
Mondego da freguezia da Boa-Vista da cidade do
Recife, que pagarei todas as despetas.
Marcelino Jos Lopes.
CONSULTORIO ESPECIAL BOHE0PATH1CO
DO DOUTOR
SABINO O.L.PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desda as 10 horas
at meio dia, acerca das seguintes molestias :
molest\a$ da mulherts, moettiat da crian-
at, molestias da pelle, molestia do olhos, mo-
lestias syphiliticas, toda asfspecies dt febres,
febret intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATUICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
e em
iveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Salino sao
nicamente Tendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem lora della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de nm
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham-na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Manoel Francisco, subdito portuguez, reti-
ra- se para (ora da provincia.
Aluga-se urna preta escrava que cozinha,
engomma e cose sffrivel ; na ra da Gadeia de
Recife n. 29, armazem.
A pessoa que annunciou negociar 11 es-
cravos de servido agrcola pode ditigir-se a ra
da ImpeLslriz n. 47, terceiro andar, das 6 as 9
horas da manha.
compras.
A. F, Duarte Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus freguezes que tendo separado a sociedade que.linaa com
seu mano, acha-se de novo estabelecido com dous acetados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razo de Duarte & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva: estesestabelecimentos ofierecem grandes
van vagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se achara montados como em commodidade de pree,o, pois que para isso resolveram os
prop rietarios mandaren) vir parte de seus gneros em direitura, afim de terem semprecompleto sortimento, como lambem poderem oereeer ao pu-
blico uma vantagem de menos 10 por cento do proco que possarn comprar em outra qualquer parte, por isso dosejando os propietarios acreditaren)
seus estabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco praticas, em qualquer um destesestabelecimentos, quesero to bem servidos come
se viessem pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oBerecemos, pedimos a | falliris em seus effeilos, tanto em tintura, como
todos os senhores da praca, senhores de engenho e lavradores quemandem ao menos suas encommendas a' primeiravez, afim deexperimantar, eertos em glbulos, pelos pregoa mais commodos pos-
de continuarem, pois que para isso nao pouparo os proprielarios forcas para bem ser virem aquellas pessoas que frequentarem nossos estabelecimentos;
abaixo transcrevemos algumas adiedes de nossos prtcos, por onde ver o publico que vendemos baralissimo', attendendo as boas quaiidades ds nossos
gneros.
Manteiga ingleza especialmente escollhida da nova a 1$ e 800 rs. a libra e da velha em porejio [ter abatimento a 800 rs. a libra
barril a 750 rs.
dem ranceza a melhor do mercado a 620 rs. obarrril e meios a 700 rs. a libra
Cha hySSOn e preto o melhor do mercado de 1*700 a 2#800 e em porcao ter abatimento.
FreSlintO Ilambre nglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porcao a 800 rs.
Presuntos po/tuguezes vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e inteiro a 460 rs. .
Marmelada dos melhores autores de Lisboa premiada as exposices universaes de Londres e Paris de 1$ a 1*800 a lata.
GaixaS COm estrelnha pevide e rodinha a 79000 a caixa e960 as. a libra eem porcao ter abatimento.
FraSCOS de ameixaS cora 8 libra a o500 cada um e 1000 a libra.
PaSSaS em caixinhas de oito libras, as melhores do mercado a 2#800 e a 500 rs. a libra.
Espermacete Superior a 720 rs. em caixa e a 740 rs. a libra.
Conservas francezas inglezase e portuguezas a 600 e 800 rs. o frasco.
ErvilhaS portugueus e francezas 800 rs. o frasco:
Lata COm bolaxinha de SOda de diversas quaiidades, a muito nova a 1*450. e grandes de 4 a 8 libras de25C0 a 4500.
VinnO om garrafas Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca e Feitoria de 1*200 a 1300 a garrafa e
a 139 a duzia.
VinO em pipa proprios para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 3*800 a 49800 a caada.
Latas COm fructas de todas as quaiidades que ha em Portugal de 700 a 1900U a lata.
Pera em CaixaS de 4 a 8 libras o melhor que se de desejar e tem vindo ao mercado de 4* a 69 a caixa e 19280 a libra.
CorinthiaS em frascos de 1 i j-2 a 2 libras de 1*600 a 2*200.
Latas COm peixe Savel pescada e outras muitas quaiidades o mais bem arranjado que tem vindo ao nosso mercado de 19400 a 19600
Caf do Rio o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
r raSCOS de amendOa com 2 libras, proprias para mimos, por serem muito bem enfeitadas e de superior qualidade a 3* cada um.
Vinagre branco o melhor que temos tido no mercado a 400 rs. a garrafa e 29560 a caada.
LomDOS de porco, paios nativos, chourigas murallas e outras quaiidades, o melhor que se pode desejar de 600 a 1*280 a libra.
VnhO BordeaUX de boa qualidade a 800 e 1* a garrafa e de 89500 a 109000 a duzia,
Massa de tomate em latas de uma libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a pr imeira vez a nosso mercado, de 19 a 19280.
Banha de pOrCO refinada a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
CervejaS das melhores marcas a 500 rs. a garrafa e 5*000 a duzia da branca.
Vinagre puro de lisboa a 240 rs. a garrafa e 1*850 a caada.
Doce da goiaba da casca emcaixao a 1* e m porcao a 900 rs
Azete doce purificado a 800 rs. a garrafa e 9*000 a caixa com 12 garrafas.
GognaC a melhor qualidade que temos no mercado a 1*000 a garrafa e 10*000 a duzia.
QuijOS SUSSOS chegados ltimamente a 700 rs. e em porcao ter abatimento, afianca-se a boo qualidade.
Genebra de Hollanda a 640 rs. o frasco 6*800 a frasqueira com 12 frascos.
PalitOS lixadOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos, e flor a 280 rs. *
dem do gaz a 39000 a greza e 280 a duzia de caixas.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercado portuguez. hespanhol e francez de 1* a 19200 a libra.
Azet onas as melhores e mais novas uue que tem vindo a nosso mercado a 19200 a ancoreta do Porto, e a 1*600 as de Lisboa chegadas
ltimamente.
Alpista o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 5*500 por arroba.
Almm dos gneros annunciadosencontrar o publico um completo sortimento de ludo tendente a molhados.
Compra-se um moleque, na ra Nova n.
67, l se dir quem quer pagar bem.
= Compram-se moedas de 209 por 20g600:
na loja da ra do Queitnido, n. 46.
Compra-se bois proprios para carrosa : a
tratar na ra do Rangel n. 43 das 8 horas da ma-
nha as 4 da tarde ou na freguezia dos Afogados
pateo da Paz numero 13 das 4 horas e meia em
dlante.
Comprara-se moedas de
na ra Nova n. 23, loja.
0U13
A commissao liquidadora dos credores da
casado fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de Irnos, que se diri-
jam com os seus ttulos rus da Gadeia do Re-
cite n. 26, primeiro andar, das 10 horas da ma-
nha s 2 da tarde, para serem verificados e claa-
silcados pela referida commissao
Precisa se fallar ao Sr. Joao Al-
ves Teixeira : Na hvraria da praca da
Independencia n. 6 e 8.
Aluga-se o sobrado o. 2 B da ra de Apel-
lo, e a casa terrea o. 27 da ra do Burgos: a
tratar na ra da Aurora o. 36.
w\
a8-$8-8
m


O Dr. Manoel Mor eir
Guerra tem o seu escri-
torio de advocada na roa
do Crespo o. 21, primeiro
andar, onde ser encon-
trado das 9 horas da ma-
nha at as 3 da larde.

*
' $
Padaria.
Na padaria de'.Aotonio Fernandes da Silva Bei-
riz, ra dos Pires n. 42, veade-se a muito acre-
ditada bolacbinha quadrada, d'agua, propria para
deentes, bolachinha de arar-uta e dita de moldes.
- a travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua-se a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
O Sr. Joao Hypolito de Metra Li-
ma, queira dirigirse a praca da Inde-
pendencia Hvraria n. 6 e 8 que se llie
precita. allarx
Altenco.
Urna petsos que retira-ie da vida agrcola ven-
de ou permuta por predios nesta praca 11 escra-
vos de differentes sexos inteirameote affeitos a
ser vico de engenho, entre os quaei exlstem dous
excellentes carreirers. ura bom earipins, e um
banqueiro : quem pretender, aonuneie por esta
/olha psra ser procurado.
Saque sobre Lisboa.
Manoel Jgnacio do Oliveira & Filoo laeeam
obre Liibo ; do leu icriptorio, largo do Corp,
Santo.
Em abono das pilulas Paulis-
tanas.
Considerei, vista do caso que om mim se
passou, fazer sciente a todos,que em 1852 eu sof-
fria de m tumor no peiio direilo, causado, se-
gundo a mim.de fnaldade que tea apanhado
no trabalho do parto. J me achei mui mal e a
enanca extremamente anniquilada ; a boa repu-
taco do autor destas pilulas me era conhecida :
como se achasse nesta cidade nesta occasiio,
mandei-o chamar; examinando o meu mal me
applicou logo as ditas pilulas, em menes de 25
das sarei, derramando as materias que ja esta-
vam formadas, approveitou com isto a enanca,
que logo tornou-se gorda e robusta ; portanto
indico a todos estas pilulas como o melhor re-
medio para purificar o saogue.
Antonia Rita ds Conceico.
Deposito na ra do Parto n. 119.
RIO DE JANEIRO.
Sineeros agradecimentos.
Inflammacao de estomago.
Nao posso deixar de agradecer ao Sr. Ricardo
Kirk, ercriptorio na ra do Parto n. 119, o feliz
curativa que acaba e fazer a um meu filho, o
qual padecendode uma ioflamma^o de estoma-
go que Ihe originava muito cancaco e falta de
respirago, depois de usar varios remedios sem
nenhum resultado, e com a appVcs;o das suas
chapas medicioae, ticou perfeitamente bom. E
por isso Ihe trbulo os mais sinceros agradeei-
mentoi.
Gertrudes llargarida Silva Estrella.
Ra da Prainha n. 34. Rio de Janeiro.
Perdeu-se do Recife at a Soledade na tar-
da de segundo -feira 12 do correte, uma porca
de latao do eixo patete de cabriole!: quem a
achou e quizer restituir ao seu dooo John Gatis
corrector geral, pode levar ao seu sitio no Corre-
dor do Rispo ou no seu escriptotio na ra do
Torres no Recife o. 20, que ser recompensado.
Precisa-se alugar uma ama para o servico
de uma casa de pouca familia, preferindo-se es-
crava : na roa Nova n. 33.
Precisa-sede uma pessoa pira uma fabrica
de velas: quem pretender dirija-se a ra do
Rangel o. 55, que se Ihe dir para que negocio .
O padre Joaquim Graciano de Araujo mu-
dos sua residencia para o pateo da Penha n.
21, primeiro aaar.
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticaf ranceza ra da Cruz p.?2
ARMAZEM
DE
F.OTJPA T
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
140 RA DO OUEIMADO 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
quaiidades, e lambem se manda executar por medida, vontade doa freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Attenco.
Mello, Irmo, tendo comprado ao arrematante
da m&ssa fallida de Manoel Francisco de Mello,
faz scientes aos devedores da dita massa a virem
pagar os sens dbitos, e os que nao fizerem sero
chamados a juizo. Recife 12 de agosto de 1861.
Sociedade bancaria.
Amoriro, Fragoso, Sanios & C. sacam e tomam
saques sobre a praca de Lisboa.
Aluga-se duas escravas para o servico in-
terno de casa de pouca familia : quem pretender
dirija-se ra do Queimado n. 6, que achara com
quem tratar.
Muita attenco.
O abaixo assignado, proprietario da cocheira da
ra do Sol n. 37, faz ver ao respeitavel publico
que acabou de montar uma outra cocheira na
mesma ra n. 27, por isso faz sciente a todos seus
freguezes, que tem os melhores e mais aceiados
carros de passeio, tanto para a praca como para
o mato, para bem servir a aquellos que o quize-
rem honrar. Certos de que tero sempre carros
aceiados e cavallos gordos, e tambem se recebem
cavallos para tratar, e recolhe carros e cabriolet,
conforme o trato.
Antonio Jos Ferreira Refinador.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
A professora Carolina de Azevedo Garvalho
Siqueira Varejo di licoes de piano o canto, ga-
rante as suas alumnas que em breve lempo faro
progresso per ter de ensinar pelo methodo mais
abreviado : quem de sea prestimo quixer ulili-
sar-se, procura na Capunga, ra das Pernambu-
canis, casa dos herdeiros do fallecido padre Ca-
pristan.
Toma-se a qusntia de 6;000g a premio do
um por cento ao mes oto temi que se conven-
tonar, dando-so para garanta hjpotbeca om
tm casas terreas nesta cidad/, no valor de dos
Utos de rist quem quitar fazer esse negocio,
ovMt por ettf Wm pare m procurado.
Casacas de panno preto, 40$, 35$ e 30*000
Sobrecasaca de dito, 359 30#00
Palitots de dito e decores, 3SJ, 30#,
8000 e 20000
Dito de casimira decores, 22&000,
15, 18 e 9000
Ditos de alpalta preta golla do vel-
ludo, 11$000
Ditos de merin-sUim pretos e de
cores, 9S0CW 8000
Ditos de alpaka de cores. 5 o 39500
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e 3300
Ditos de brisn de cores, 5, 49500,
4*000 35O0
Ditos de bramante delinho braneo,
63000, 59000 o 4J0O0
Ditos de merino de cordao preto,
15*000e 8*000
Calase de casimira preta e decores,
129.109, 99 eN fOOO
Ditas de princeza e merino do cor-
dao pretos, 59 49500
gtDitaa de brim branco e de coree,
* 5J000, 4}500e 29500
Ditas do ganga de cores 3|000
Golletes de velludo preto o do co-
res, lisos o bordados, 121,9# o 89OOO
Ditos do caaemira preta e da cores,
tiios e bordado!, 9,59500, 59 o 39500
59OOO
59OOO
59000
39OOO
29200
18280
29300
39OOO
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 69 o
Ditos de gurguro de seda pretos o
d cores, 78000,69OOO o
Ditoi de brim e fuito branco,
395OO o
Serojlag de brim de linho
DiUlde algodo, lSfiOO e
Cani.*ae peito de/usto branco
e de C6r*S, 29504 e
Ditas de p|to -* linho 68 e
Ditas de ma jlo branco e de
cores, 39,25500, 29 e 1*800
Camisas de raeiaa 1J000
Chapeos pretos de massa, francezes,
formasda ultima moda 108,8*500 e 7*000
Ditos de feltro, 69, 58, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezea o
francezes, 149,128,1*8 79000
Collarnhos de linho muito finos,
nevos feitioi, da ultima moda 9800
Ditos de algodo *500
Relogios de ouro, patentes bori-
soataei, 1009. 909, 809 e 709000
Dito de prata galvanizados, pa-
tente hosontae, 408 309000
Obris de ouro, adere?oi e meloi
aderegoi, palseiras, rozetas o -.
anneis g
Toalass de linho, duzia 12*0001 109000
oLEITLRA.
A directora do Gabinete Portuguez de Leitura
faz sciente aos senhores associados que nao se
podendo ultimar as obras da nova casa do Exm.
Baro do Livramento a tempo de se fazer a mu-
danc.a da bibliotheca, par versario da installacso do Gabinete no dia 15 do
correte, como determina o art. 64 dos estatutos,
resolveu por isso transferir para domingo 25, a
commemoraco do referido anniversario.
Sala dassesses 10 de agosto Je 1861.
J. S. Loyo, director.
A. B. Nogueira, f. secretaiio.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 15 da
roa do Rosario 5 quem pretndelo, dirija-se a
ra do Livramento u. 38, loja.
Os abaixo assignados liquidatarios
da extincta Arma de Xisto Vieira Coe-
lho & C, declarara nada deverem da
firma cima, porm se alguem se jul-
gar credor, queira apresentar seus t-
tulos no prazo de 3 dia/para serem pa-
gos immediatamente. Recife 15 de
agosto de 1861.Andrade & Reg.
Negocio para quem quer prin-
cipiar.
Aluga-se ums casa na ra do Tires junto a
caixa d'agua com todoi 01 preparos para uma
padaria montada e prompta : na ra da Cadeia
n.57, arimeiro andar.
Precisa-so 4o orna preta boa para vender
na roa : a tratar na nada Gula o. 40.
Precisarse de uma ama no Campo. Verde
n. 45, pare coiinhar pare poucas pessoas.
Vendas.
Veodem-se copos sonidos de contra-met.ua
para baixo a 520 a duzia, e avulso a 60 rs. ; na
ra da Matriz da Boa-Vista n. 27.
Trapiche
BaraOdo Livrameiito.
Largo da Assembla nu-
mero 15.
Ha continuamente para vender neste novo es-
tabelecimento o sexuinte :
Cera de carnauba em porcoes ou a reta ni,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 arroba 3 .
Barricas com cebo do Rio Grande, em porgues
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de I a 2
arrobas.
Meios de sola, differentes qnalidades, em por-
ches ou a retalho.
Couriohos curtidos.
Kancha de mandioca por 18500 a saces.
Farelo em sarcas grandes por3800 a sacca.
REMEDIO 1NC0MPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacots
podem testemunhar as virtudes deste remeci
ncompara vele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu<>orpoe
membros inteiramente saos depois de havor em-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatam todos os dias ha muitos annos; e a
maior parte deltas sao to sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quaniss
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hespiaes, o lee
deviam soffrer a amputado 1 Dellas ha mui-
cas que ha vendo deixado esses, asylos de par-
timentos, para se nao submeterem a essa c e-
racao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa .na enfusao de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren) sua a firma-
liva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivessebastante confianca para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamento que necesstasse a natareza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmeme.
Que tudo cura.
O ungento be til, mais particu-
larmente nos searuintes casos.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancerei.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas de anus.
Erupces escorbticas.
Fistolas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaees.
Inflanmaeo do figado.
Inflammacao da bexiga
da matriz
Lepra.
Malas das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurajoos ptridas.
Tinfaa, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos..
Ulceras na bocea.
do figado.
das artieulac/es.
Veas torcidas ou no-
das as pomas.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 344, Strand, e na loja
de todos fis boticarios droguista o outras pes-
soas encarregadas de sua venda em (oda a
America do ral, Havtna o Heipanha.,
Vende-se a 800 rs cada bocetinha contera
urna insiruocao em portuguez para explicar o
modo de faxer uso deste ungento.
O deposito geral emeasa do Sr. Soum,
pharmiceutico, na ra de Cruz n. 32, em
Pernambuco.
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asBaaaBaaaaaaa*BaVHBSBSaaVMHH
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MARIO DI HOntniUBO. MBBADO 17- M *GOSTj DI 1 MI.
Sabonetes
de amendoa, em caixinhas de lou
500 rs. cada um.
VenSem-sesabonetes de amendoa para barba,
cada um em sua caixiaba de louca a- 500 rs. ; na!
ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira & Pilho, largo do Corpo Santo.
41500 o corado.
Darna'co de seda boa fazenda, encarnado, cor
de carina e branco.
Manteletes de fll preto enfeitados com bico a 5*.
Damasco de la com 6 palmos de largura cova-
do a 18500.
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 89.
Corles de casemira de cor a 3*500.
Setini Maco superior a 2$500.
Casemira prelasetim superior a 2*500.
Pegas de indiana oissiroa com 10 varas a 8g.
a ra do Crespo loja n. 10.
Cortes de vestidos brancos
bordados.
VenJem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 a 3 babados a"5S: ni roa do
Queimado n. 22, naJoja da boa f.
Gravatianas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de 1* ; aa ra do Queimado n. 22,
oja da boa f.
Novidade.
Fazendas barat-
simas.
Ghita3 modernas inglezas, covado a 180 rs.
Ditas francezas, bom gosto, covado a 210.
Cassas pintadas muito Unas, covado a 240.
Vestuario para meninos a 3$.
Cortes de vestidos de pbantasia para baile a 9$.
Chales de merino com palmas de velludo"a 7g.
Ditos de dito com pontas redondas a 63
Camisas de cambraia de linho para senhora
8&000.
Grosdenaple preto superior, covado a 1800.
Cortes de seda lavrada superior a 35S-
Pegas de madapolo muito Uno a 48500.
Laaziuhas de quadros para vestidos, covado a
240 rs.
Cimisas francezas de linho para homem, duzia
a 3.5*000.
Mmteletes de grosdqpaple preto e de cores a
2O3OOO.
Cortes de cambria de seda a 6.
Ditos de cohetes de velludo superiores a 6*.
Sidas pretas tarradas, covado a 18200.
Chaly de ores com listra de seda, covado a
500 rs.
Corles de gorguro de seda para collete a 25500
Veluulina lavrida de cores, covado a 500 rs.
Esguio de linho muito uno, vara a 1*.
Cambraiaa de salpicos muito finas, peca a 320O
Lencos brancos de cambraia, grandes, duzia a
3J0O0.
Eufeiles pretos e de cores de vi jrilbo a 2*.
Luvas de pellica brancas a 1S500.
Riscados franceses Anos, covado a 220.
Meias cruas muito finas, duzia a 3*500.
Bem como militas oulras fazendas baratissimas
taolo para negochr como para gasto das familias
que aro a amor economa comprando ; ni loja
de fdzeadas e deposito de machinas de costura,
de Raymundo Culos Luile & Irmo, n. 12, ra
da Imperatriz, antigamente aterro da Boa-Vista.
So Magalhes
Mendes.
Na ra da Imperalr, outr'ora aterro da Boa-
Vis'.a, loja armatenada de 4 portas n 56, recebeu
noro sortinaento de cortes de cassas francezas com
2 salas e 7 babados a 3$, ditos de cambraia de 7
babados enfeitados com tranga a 3*500 e 4$, di-
te de tartatana de cores a 3J e 3JJ5O0, ditos de
cambraia de babados de diversas qualiJades a 4*
e 53, finos cortas bordados enfeitados com ntre-
melos de 2,3. 4 e 5 bibados a 7* e 85, pecas de
Chitos de cores fitas a 6J e 6*500, ditas trnce-
la; 82, 83500 e 9$, ditas de organdys com 30
c;vados a 13*, lulo em perfeito estado.
As 4 portas da loja arma-
zenada de paris
Ra da Imperatriz, loja armazeoada de 4 por-
tas n. 56, sende-se barato organdys de lindos
goslos a 500 rs. o covado, rucado francez a 200
rs. o covado, chitas francezas a 240, 260 e 280 o
corado, ditas estreitas a 180 e 200 rs. o corado.
Cobertas.
Cobertas de groxe a 9*. ditas de chitas a 1*800,
encoes de linho a 2*, ditos de algodo a 1* e
c-JJ, ntremelos e tiras bordadas a 1*000a pe-
ga, saias de bala a 3*. ditas de fitas largas dos
lados a 3*500. A loja armazeoada est aberta at
as 9 horas da noile.
Borne assim barato
ninguem deita de comprar urna pasta para pa-
pel por 1*000. Na loja d'aguia branca acha-se
umaporco de boas e perleras pastas para pa-
pv ora calendario perpetuo, e infice das testas
m iiveis, pelo qua se tornam da muita utili-
i :', eopequii) preco de 1*000 oda urna
covili a apro'eitar-se da occasio em que se
es:":j elUs teniendo por metade do que sem-
pr cjsturam ; assim dirijam-se a ra do*
Qir-imaJo, loja d'aguia bfanca n. 16, que ser
be servido.
Gravathihas de raz de
coral,
o melhor que possivel. Veode-se mui bonitas
gravatinhas de raiz de coral com duas e tres
volase lagos nis ponas, seodo ellas bstanle
comprilas, avista do que sao baratissimas a
2*500 e 3*000: assim bom e barato s naloja
d'aguia branca, ruado Queimado n. 16.
Em casa de Adamson, Howie 4 C, ra do
Trapiche Novo n. 42, vende-se :
R .'iras de cortiga finissiuias.
Lona e 0Pele.
Po de vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Sellins, silhoes, e arreios para carro ou cabriolel.
Objectos de gosto para
casamientos.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommeodi um completa sedimento de objec-
tos do gosto, proprios para casamento!, sendo
fioas luvas de pellica enfiladas parv noivas, de-
licadas capellas com 1 el caitos para o paito,
caitos brancos de florea mui fins, bonitas Otas
braqcas lavradis para lacos, ditas muito estreitas
para enfeites de vestidos-, franjas de se Ja e tran-
ca-; brancas para o meamo fim, meias brancas
de seda, fazeadi muito boa, bonitas ligas de
dita (tao bem ba para meninas] grvalas bran-
cas do sed te chafalote para noivo?, em fim
urna variedade do objectos escolladas ao melhor
gosto, e o mais madera'-), todos proprioi para
easamentos: na ra do Queimado, loja d'aguia.
branca, n. 16.
Arado* americano iemachsM-1
paialavarroupa:enca*ad3.P.Joi I
hnston & C. ra da^nxal* n.42.
- Gangas francezas muita gnu arar padrei
oscuros a 480 rs. o covado : na ruando. Qetsa*-
do n. 22. na loja da boa f.
Grande sorlimeoto
Fazendas de todas as q.ua-
lidades.
Na loja n. 2SV.
Vestidos de blonde, ditos de seda, di-
tos de phantatia e de cambraia- bor-
dados.
Liazinhas, sedinhaa de quadros. e
cambraiaa de cores padrees modernos-.
Na leja n. 23 da roa da Cadeia.
Manteletes, capas compridas moder-
nas, taimas de fil epolonezaa de gosto.
D0V08'
cor O"
Fil, tartatana, organdy* coa
padrees, cambraia com lista de
msis moderno.
Na loja n. 23 da roa da Cafeto.
Saias balo, manguitos, goliat, pon-
tea de tartaruga, loquee, perfumaras,
luvaa de pelica.
A 1,0000.
Vende-se o approvado remedia para matar ra-
tos e baratas, ehegado pelo ultimo vapor da Eu-
ropa : na ra da Sensata era n. 1.
Chales de todas as qualidades, gios-
deoaples, chita franceza, camtraia
branca etc., etc.
...................... i! iiiiiiiii.iii
Houpa i'eita
Na loja n. 23 da ra da Cadeia.
Completo sorlimeoto de paletois, cal*-.
cas, colletes, camisas para hornero, me-
ninos e senhora.
t&* Vende-se muito barato
t^* Vende-se muito barato
6^* Na loja n. 23
fc^* Na loja n. 23 de
GUrTGEL PERDIGAO'.
Rtscadinh $ ae linho proprios para obras
de moninosa 200 ra. o covado; na ra do Quei-
mado n. SsK loja da boa f.
Noto a^rtimento
Ra Direita 45 e cascarrillas de seda para
enfeites de vestido.
A lojanVaguia branca receben prximamente
van novo e kndo aortimento de cascarrilhas de
soda para aaaTeitea de vestido, sendo de difieren-
tes cores ejarguraa, e como aempre as est ven-
dendo baratamente a &S, 3,4 e 5$ a peca, pregoe
estas que em nenhuma outra parle ae achara, e
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
ooumer 18.
Magnfico sartawwirfa.
Soroproeondescendente oproacnteir aom os
fregaese que ihe trazatn diotaeire, o propriela-
rio oote graneo estabeledasente eenttnaia a of-
ferecar ao publico, per pregas-mdico e sempret
inferiores ni de outro, o sen bello sortlmanto
do-ealQdo francez, iaglez o brasileiro a vejam:
Homem.
Bonegulns Victor Emraanuel. .
couro de porco. ....
lord Palmeratoa(beerroJ .
a- diversos fabricantes (lustra)
JohnRusietl......
Sspates Na otes (batera inteira). ,
patente. ...... ^ .
Sapatos tranca (portuguezes). .
(francezes).....
9 entrada baixa (sola e vira). .
ato chique (urna sola). .
Senhoras.
HBorzeguid primor rJoyl......
* brithsntna. ... |_
*' ga^a alta. .... ->OOd
b*i"t..... ^fisoo
31.32,33,34. ... 4*500
de cores 32,35.34. 48000
(lotyf. ; 35200
resquiohos. 2*240
. IftOOO
. de lustre, b'e-
zerro francez, marroquim, solar; vaqaetw; eon-
rinhos Ao, taitas ote., por menos1 do qur qual-
quor outro pedo vender.
IO9OOO
IO9OOO
98800
99OOO
8*500
5*500
5S080
2J000
lg3O0
5J500
38900
Sapatos cov-aatto
francezes
> 31,32. 33 o34 lustre.
E um rico sortimenlo de couro
Trans^Iins grossos de Fe-
troz para relogio.
Vendem-se a 500 rs. cada um na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca, o. 16.
Bandos de nova e pro -
veitosa invenco.
a
A ioja d'aguia branca acaba de receber ama pe-
quena por^o de bandos de urna nova e pro-
veitosa invenco, com os quaes muito adianto
as senhoras n composigu de seus cabellos. Es-
ses novos e preciosos bandos sao de compridos
cabellos humanos mui bem tecidos e seguros em
pequeos pentes com os quaes se prendera a-
quelles por dentro do cabello da senhora, ser-
vindo de enchimento o mesmo quo elles trazem,
e depois junio o cabello do dito ao da pessoa lX
um lindo e perfeilo amarradilho, principalmen-
te quando a senhora tem pouco cabello, e em
todo o caso sao dispensadas as pesadas trouxa
que eoto se usavam. E' o que de melhor e
mais moderno apparece, e a vista da perfei;ao e
ulilidade da obra sao baratos por 6*000 o par
Os cabellos slo pretos e castanhos, conforma os
naturaes das senhoras. Elles acham-se soman-
te na ra do Queimado, loja d'aguia branes,
n. 16v
Msrat
para vestidos de senhora e
roupinhas de enancas.
Na loia d'aguia branca se encontra um bello
sortimenlo de franjas de seda, la e liuho, bran-
cas e de cores, propriaspara enfeites de vestidos,
assim como urna diversidade de galo de seda e
linho, brancos e de cores, abertos e fechados, lar-
gos e estreitos at o mais que possivel, trancas
tambera de seda, lia e linho, de diferentes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em laes cousas: por isso quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita leja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, quesera bem
serio.
itt 310913516516 SB59M SI6$n9W$r39Xf
4 loja da bandeira |
Nova loja de funeiro da|
ra da Cruz do Recife %
numero 37.
Minoel Jos da Fonseca participa a
todos os seus freguezes tanto da praca
cmodo mato, e juntamente orespeila-
vel publico, que tomou a deliberarlo de
baixaro prego de tolas assuas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande i
sortimenlo de bahs e bacas, tudo da
differentes tamanhose de diversas cores
am pinturas, e juntameute um grande *
sortimenlo de diversas obras, conteodo S
banheiros e gamelas grandes e pequeas, jfi
machinas para caf e camas de vento, o |g
que permite vender mais barato possivel, 5
como seja bohs grandes a 4* e peque- M
nos a 600 rs., bacias grandes a 5* e pe- S
quenas a 800 rs., cocos a 1-5 a duzia. He- J
cebe se um ofikial da- meare a offreina aja
para trabaihar.
ESTINO
DE
Jos Dias Brandao.
5Ra da Linguela -5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza a f*> a libra,
dttafranceza a 700 rs.. cha preto a 1*400, dss-
sas a 560, conservas inglezas e porluguezas a
700 rs., aletria, talhatim e raacarrao a 400 ra. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas con peixe de
postas a 1*400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5* a duzia. dita preta a 600 rs. a garrafa e
6*800 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portuguezas a 7:20 rs. a lata,
spermacele de 4, 5 e 6 em libra por preco mui-
to enveonta, viohn do Porto engarrafad^ Uno
(velho) 1*500 rs., vinbo de Lisboa oFigoeira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 r. a gar-
rafa, e outroa mullos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornara enfa-
donho aos freguezes. (Dinheiroi vista.)
Agua ambreada
para banho do rosto edo
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
vare apreciaoel agua ambreada, de uve aroma ex-
celentemente agradavel Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
eom que se Banha o rosto, resultando dlsso que
refresca e conserva o vigor da cotia, coas eapecia-
lidade dassenhoras : assim como pasa ae deitar
n'ffguir de bembo, que o torne mui deMtamol. re-
RlTflljf *I ^Ihvnvttlcl' fvwa n- i>4j|! sultando alem de refrescar o tirar ou fazer deaap-
EVUdUd ^CUXdld iTTa U.m'ijt parecer esse hlito oessgradrvel que quaai aem-
pre so lean pelo transpira*. Tanrbetteaiia> pre-
Ka na Novan. 47,.junio a GooceiQao dos Mi
litares, acabam de receber am grande sortimen-
lo das verdadeiras camisas ioglezas pregas UF-
;as e eslreitas peitos, collariobos e puohos de
iDho, e como seja grande quantidado tomamos
a deliberacao de vender pelo diminuto prego de
35* e 40* a duzia, uniformes de casemiras de c-
rese 205, 25*e a 30*, assim como meilaa oulras
fazendas queso com a vista que se pode reco-
nhecer o que barato.
Adini ravel pechin-
cha a 3,500 o corte.
Na loja do Pavao.
GraDde e variado aortimento de cor-
tes de cambraia de seda tanto de barra
como de xadi ez, de listas ou de flores
matisadas fazenda de 8$ que se vende a
3#500 para apurar dinheiro: na ra
da Imperatriz n*. 00, loja de Gama &
Silva.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 D,
vende-se a'verdad eir raiz de coral a 900 rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
6, chegado de sua proprla eocommenda muito
liadas caixinhas de costara com msica, ptoprias
para mimo, que se vende muito barato.
Enfeites de flores para ea-
samentos e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com multo
gosto e a ultima moda, sao mui propriospara as
senhoras que vio a easamentos e bailes, e ser
yem igualmente para passeios. Os precos sao 8*.
10 e 12. porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e narat*n dirigir ra
u Queimado, lojad'aguia branca n. 16.
Bonitos toncado-
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acabr de receber mui
bonitos toucadores de armago preta, torneada,
e gaveia com embutidos e macnetados que os
tornam mui elegantes, os quaes servem excellen-
l"mente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e de rapazessollei-
ros, e pelos precos de 8, 9 e 10*. sao baratissi-
mos na verdade, e quem os vir na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, "se agradar, e
infallivelmeDte comprar.
NrVRllCIABiRTIOLOHEO
Rua larga do Rosario n. 36
Rob l'Affecteur.
Pilulas de Allexou.
Pilulas americanas.
Vermfugo inglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloway.
Pegas de fila de linho brincas e de co-
res a 40
Groza de penas de ac maito.fina a BBS
Frascos da opiata para limpav deatoa a 90
Copos com banha muito boa a 0*0
Espelhos de columnas madeira branca a 1*SK>
Carteiraa para guardar dinheiro 500
Rialejos para meninoa a 4ft
Baralho portuguez JHB
Taras de franja para cortinados a 240
Groza de botos de-louca brancos a t2
lesouras muito fins para uohas e cos-
tara a M
Qaixas de charutos de Ha vana milito -
periorea a 4*000
Cartas multo finas para voltarete o ba-
ralho a 210 e 320
Varas de bico largara do 5 dedo a MD
Garrafas cora agua celeste para cheiro a f*500
Rialejos cora 2 vozes para meninos a laW
Venda de propredades
Vendem-se as casa's terreas sitas na rua atrai
da matriz da Boa-Vista n. 30 e 32, Rangel n. 79.
o rua do Forte n. 26, todas com solos proprios :
ai tratar com Antonio Jos Rodrigue de Souza,
rua do Queimaato a. 12, primeiro andar:
M. a. Cajo querendo acabar com.o sea atrrrge-' ,~ Vfndeoa*ae 4 escravos, sendo urna negri-
ras feitsro>- ia de 13 annosj um cabra escuro com principio
A A$, 4^500 e 5$.
Cambraia lisa muito fina a 4* a peca eom 81(2
varas, dito muito superior a 5J, dita tambem
muito fina com salpicoa a 4*000; na un do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Rua Nova iul8.
estabeledmento de fazondar e roopas feitas re-
aolve vender por pouco mais da mets4edo custo
as fazendas o roupas filas. que nao podando
aqu mencionar todas por nSo ser possirel^apre-
aenia os precos de alauaias, como sajara :
Finos chapeo de crep o seda-moaoraoa parari
senhora a 12*.
Ditos ditos de gorguro paca senhora a 12*.
Ditos amazonas com veo para andar a p e a
cavado a 10J.
Ditos de palha, abas viradas, para' senhora o
menina a 7$.
Ditos para bapttsados ricamente enfeitados a 7*.
Ditos de palha da Italia enfeitados para meni-
na r 4*;
Caza vaquea de cambraia, moderno, francezes,
a 12*000.
Ditos de seda preta e de cores, modernos, para
montara a la*.
Ricos vestidos de seda para baptitados a 12*.
Ditos de differentes fazendas a 7* 8 e 10*.
Espartilhos modernos a 5^.
Tiras bordadas com 10 varas a lg600.
Fios chfeos de castor pretos o decorea
12*000.
Ditos francezes modernos a 6}, 7 e 8*.
Ditos de velludo, copa alta, a 10*.
Ditos de copa baixa a 6*. "
Ditos de feltro fino de cores a 4* e 5*.
Ditos do Chuy Anos a 5g. 6, 7 e 20*.
Borzeguinsde sarita braceo para senhora a 5*.
Casacas fra do uso de panno preto a 10*.
Um fardo novo paraofBcial da guarda nacio-
nal, barato.
Finias sedinhas de" quad'ro de differentes corea
a 800 rs.
Finos chalys de lindas cores a 800 rs.
Organdys fiaos a 610
Um grande sortimenlo de chitas francezas, o
eovato a 240.
Chitas inglezas, cores fxae, o covado a 160.
Um grande sortimerrto de franjas, bicos e ren-
flus 6 OKnafo fea
& de iporlasn. 10.
&.
DE
das por preijo diminuto para acabar.
MHas para senhora a 240, 280, 320 e 500 rs.
Ditas para meninos de ambos os sexos.
As pessoas que vierem a este esUbeleuimento,
nao deixarro de comprar o que netle contm
vista doa precos.
S na loja do Pavao.
& 3$6tt0
Vende-se pe^as de madspolSo francez
enfestadocom 14 jar jas a3| a pe^a,
eita fazenda semprese vendeu por 6J :
na rua da Imperatriz n. 60, loja de
Gama & Silva.
Contina
o pavo.
A 5#0OO.
Ricos vestidos de cambraia d cores, fazenda
oteiramente nova, afiancando-se ser cor segara
com 81|2 varas, que se vende na rua da Impera-
triz n- 60, loja de Cama& Silva.
Vendem-se duas excellentes escravas, urna
preta e ootra parda, ambas mocas, principalmen-
te a segunda que tem 17 anos: a primeira
negra de rua e de todo o servico iotsrno e ex-
terno, e a mulata recolhida, engomma, cose,
cozinha e tem outras habilidades : na rua da
Praia n. 53. terceiro andar, das 6 aa 9 horas da
manhaa, e das 4 da tardo em diante*.
Veode-s. aa> ca*daS. F^Joobstoa 4 C, *!* ??*??.*
k--...j- "*>**w*m*%iym o^oV, itl fn B barbo,, omrve quo agosi eem
Droazaados. osas rjf1CM, Ha davok^chia4M^que Uve o roalo tenba della eorrrooaicf. 43oav
paricarros, aajoataria.arraiospar carrada) ta o fraseo 1*, e queso aprecia o boa. ntodetaar
nglaz.
ao
Pavao.
Chitas baratas.
Vende-se chitas escuras de
cor fixas a 4#500 a peca a 120
rs, o "covado por ter um pe -
queuo toque de mofo: na rua
da Imperatriz n. 60, laja de
Gama & Silva.
c
com necessarios para costura
Acaba dechegar para a lojad'aguia branca nui
lindas caixinhas matizadas, com espelho, tesoara,
caivete, agulheto, sgulheiro, dedal e pontro,
tudo pratiado e de aparado gosto, emfim ama
caixinha excellente para um presente, emesmo
para qualqner senhora a possuir, e vendem-se a
10* e 12* : na lo,a d'aguia branoa. rua do Quei-
mado n. 16.
Aos tabaquista^. '
Longos finos de corea escuras i fizas a imita-
c8o dea. de linho a 5* a duna ; na mi do Quei-
mado n.*2, naloja da boaf.
Campos t Lima.
Ka rua do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das (ofoa de cambraia para guarnico de vestidos
por commodo prego.
Mantinhas de coral.
Na lojad'aguia de ooro, roa da Cabug n. 1 B,
receboia-ao de sua proprts eocommenda amito
bonitas mantinhas do vardadeUo coral, qao ae
vandoaaaia barato do qoaem. ostra qualquer
parte.
Atten^ao.
? ao um grata do aaoia tsate, qn
de carapina, e deua pretos do servico de engenho,
sendo um bsnqueiro: na rua da Imperatriz n. 10
loja.
Espirito de vinbo e cana
engarrafada.
Veado-se o milhor espirito de vinho que ha^.
muito barato; cana engarrafada a S40 a garra-
fa, quejos do reino muito bona a 2*400, ditos a
18440, ditos de qualha a 440 rs. a libra, ditos de
prsto a 040 rs. a libra, e outroa mais gneros
muito baratos : no pateo do Paraizo n. 18, ta-
berna azul.
&$
W Vende-se a quarta parte do sobrado da #
% S andares da rua do Padre Fforianon. 21, a*
Sa tratar na rua do Queimado n. 52, loja. A
sennora mais moderno qna ^p
tem vindo a este mercadea 25*000 A
Chata* de touquim finos attff.
e ^^ ^301000 #
HernoanasfauMida delicaisai- A
mato covadera 4C0 <
Efndiaslmos chapeos a GaribaW a 15*000 '
Enfeites a Travista a 10*000 f&
-^ tas a rendas para senhora
5*000
11*000
2*000
a4e
Casareques brancos bordada
10* e
Lengos de cambraia bordadas
duzia a I36OO e
Setinx preto o melhor que pos-
sivel o covado 3*000
Sedas pretas lavrada a-1* e 1*500
Chapelinaa de sed para senhora OJOOO
Lencos de cambraia bordados
proprios para acto de igreja a
Enfeites de flores psra cabega de
senhora a
Cortes da cambraia.de salpico a
500
2S0O0
2|000

loas cutios 'lofiosif oaro PtHmol certamentod*campardoata estrmavel aguo am- de de lavouras por estar affeito "a Uto, e o motivo
. r baaa*ajiaa aa. lojar d'agoa braaca, mtu* do da vend* qaorer o eocraro k para o mito: a
lobrd'agooa
1 Queimado a. 1*.aaca. parte oaata aaaokarfc
aja arar
traiM na ca do ftaaffil
para o mito: a
0, primeiro aadar.
Vendem-se cintos de todas as cores eom ricas
tirelas para senhora e menina a 2*, bandos de
dina para marrafa a 500 rs. o par, enfeites para
cabega, de cores e diversas qudidades ; na rua
da Imperatriz, loja da boa f n 74.
h chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway A C de New-York Acham-se
venda na rua da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instrueces completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que ae deaeja curar, oa
quaes se vendem a 1*000. -
Vejam o Pavao.
Vendem-se riquissimos cortes de ves
tdos de seda de cores fazenda que se
vendeu por mais de 100$ cada corte e o
Pav3o vende pelo diminuto preco de
30$. 35$ e AO/j, por terem um pequeo
toque de mofo : na rua da Imperatriz
n 60, loja de Gama & Silva.
Vende-se em casa de Adamson, Howie &
C, rua do Trapiche Novo n. 42, biscoilos inglezes
sorlidos, em pequenaa lataa.
lival sem segundo.
Ns rus do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Aaovedo Haia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que- muito precisa,
garante tudo perfeito, pois o preco admira ;
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a 40
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel muita boa, carretel a 30
Nvelos de lloha do gaz brancas a 10 e 20
Carreleis com linha preta muito gran-
des a 160
Varas de franje de la muito bonitas a 100
Pecaste tranca de la muito bonitas a
com 10 varas 200
Pares de metas cruas para menino a 200
Ditos ditos de cores todos os lmannos a 160
Ditos de cores para meninas a 120
Duzia de meias eruas para homem a 2*400
Cartees de linha Pedro V com 200 jar-
das a 80
Gaixaa com tisses para acender chara-
toa a 40
Caizascora]phosphoroj de seguranza a 160
Duzia de phosphoros do gaz a 240
Fitas-para enflar vestidos muito gran-
des a so
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a 409
Ditos com choiros muito fino a 500
Doria de meiaa para senhora o melhor
que ha a 39000
Pecas devfraeiahade laa serttdee a 5t>
SabooeteaeBUfariorereaautortadeaa 1*0
Groza denotos de oseo parosle eeado
paquea 90
Dita de ditos gnndis a Sft-
Tramai do. Poeto amavriorw varar
Vende-se a todos miudezas baratas
Appareca dinheiro que a vista faz f ;
Correi treguezinhos s estrellas gratas
Que no Rosario divisam a loja que .
Lujadas tres estrellas, roa
larga do Rosario n. 33
Enfiadores para espartilhos a 60 rs., ditos de
seda preto a 100 rs., gallo branco de liaba a
100 e 120 rs. a vara, ditos pretos de seda al$600
a peca com 10 varas, fita de velludo escocen
para sintos a 1* a vara, ditas encarnadas a 800
e 19, fita lavrada de la o seda a 120, 240 e 400
rs., ditas de garca a 480 rs., ditas de sarja a 800,
t* e 1*500, Ota com coi tetes a 3*0 e 360 a vara-,
fita de velludo estrea a 1* a peca, ditas de cor
a 800 rs., caixiohas com agulhss francezas a
120,160 e 240 rs., bico de seda a 120, 240 e
320 rs., ditos largos a 800 e 1*200 a vara, bico
preto de linho a 240 e 400 rs. a vara, franjas de
la preta a 700 rs. a pe$a com 10 varas, trancado
para onfeite a 800 rs. a pe^a com 15 varas, pen-
tes de tartaruga a imperatriz a 7* e 8*. ditos
para tirar bixosa 320 rs fita de sarja estreia
com pouca avaria a l*a peca com 11 varas, tra-
mla a 320 e 400 rs. a pec,a com 15 varas, guar-
danaposde lioho a 200 duzia 2fi, escoras para
facto 640, 880 e 1*. ditas finas a 1*500, barre-
tes de palha para meninos a 2J500, ditos de pel-
lucia branca fazenda de apurado goito a 5*, es-
tampas de diversas imagens a 120 e 160 rs., ditas
brancas cousa nova a 320 e 400 ra., ollas colo-
ridas muito fioas a 800 e 1*. tesouras para cos-
tura a 100, 160 e 240 rs.. ditas muito finas a 320
e 400 rs., caivetes para aparar penas a 100 e
160 rs., ditos muito finos a 800 e 1* com duas
folhas, dedaes brancos a 40 rs.. escovas fioas pa-
ra denles a 320 e 400 rs., ditas paja uohas a 120
rs.. ditas para cabello com caW de bfalo a
1*5 00, botes de osso grandes para paletot da
brim a 500 rs. a groza, ditos de raassa preto pa-
ra paletot de alpaca a 720 e 800 a groza,- ditos
de seda para casaca a 1JJ600 e 2#800. ditos de
massa cousa nova a 3g a groza, botes de vidro
para casaveque a 200 e 240 rs. a duzio, ditos de
linha a 240 rs., aboluadura para collete a 240 e
320 rs carleiras grandes para dinheiro e Ul-
tras a 6S, capuchos para porta a 480 rs., ditos
grandes para sof a 1*400 e outras muitas quin-
quilleras que se vende sem reserva de preco
para acabar.
Feijo de corda
no armazem de Tasso Irmaos, rua do Amorim
o. 35.
Cabo de marfim e madrepero-
la, escovas para deDtes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fim e madreperola a 2* e 2g500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gusto limpar-se
os den tes, e-para as comprar dirigir-so ru
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Raymundo
Carlos Leite&
Irmao recebe-
ra m pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto sorti-
menlo das me-
Inores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me lh ora doa
com no ros
a perfe i coa-
mentos, fszendo pesponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na rea da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para aa mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as corea tudo
fabricado exorossamente para as mesmas ma-
chinas.
Aviso s familias.
ARMAZEM DE FAZENDAS
R. 19Ruado QaeimadoN. i9,
DE.
Santos Coeltio.
A8jjre IOjjOOO o corte.
Lindos cortes de phinlazia de soda com 3 fo-
lbos, pelo baratissimo preco cima.
14 covado* por 2$.
Cortes de riscado francez com 14 covados por
2*, eslao-se acabando.
A.25$ o corte.
Ricos cortes de seda com algum mofo pelo ba-
rato preco de 2g.
Lencoe a 1#900, 3$ e 3pO(J.
Lencoes do panno do linio o bramale fino a
1*900, 3 e 39300.
O corte a 40$.
Ricos cortes do seda de todas as cores a 40*.
480 e eWrr. a vara.
Algodo monstro muito superior a 480 e 600
r. a vara.
A 1#280 a vara.
Bramante de algode com 10 palmos a 1*280 a
vara.
A 2^500 a gollinha.
Golliuhas de traspaaso ricamente bordadas a
2$500.
A 500rs. a toa 1 lia.
Toalhas de fusio pelo preco de 500 rs.
Cobertas de chita a chineza a 1,*800.
Colchas de fusto a 6g.
Capellas de flor de larsnja a 5*.
Lindas cambraiaa de siipicos brancas a 5*000 a
peca.
A i i'600 a vara.
Atoalhado de linho para mesas a 1*600 a vara.
A 2#500.
Chales de merino estampados 5 2*500.
A22.rs.
Chitas francezas escuras a 220 o covado.
Pechincha, a 640 rs.
Grosdenaples de quadrinhos a 640 o covado,
tendo algum mofo.
A l#o covado.
Velludilho encarnado proprio para roupa da
meninas a 1*.
Relogio.
Vende-se um relogio horisontal, caiza
# de ouro, bom regulador : na rua estreita %
$ do Rosario o, 19, primeiro andar. a%
999
Eacyelo-
pedi
iiea
Loja de fazendas
Rua do Crespo numero 17.
DE
Guimares ft Villar,
Para acabar eom certas fazendas ven-
demos baratiaaimoe:
Chapelinas de seda de riquissimos gosto
a 12* cada urna.
DitoadopaMiade Italia a 28*.
Gollinhas e manguitos do punbo de su-
perior qrjaiidade a 3*.
'Casias decores fitas e delicados pa
a 280 rs. o covado-.
. Sedas, combraias, casaos, chitas e lado
qnsoto pertonco para adoraos de se-
nhora porbaratissiroos precos.
Cacado M*H# de 9 solara sois Una.
Para homens.
'.rinda aoHiarsjrto do rausa* bita* a
i ehapoa-d toda acoja
Importante
Aviso
Na loja de 4 portas da rua do Queimado D. 39
acha-se um grande armazem com todo o aorti-
mento de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do delta um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas eom especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, farddes com superiores prepares
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurines que de
l vierem ; alm disso faz-se mais casaquiohas '
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantea de estay-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prala, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadorea e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hoje, assim como tem muito ricos
deaenhea a matiz de todas as cores proprios para
fardameoto de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto i franceza. Na mesma casa en-
earrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. AfBancando
que por tudo se flca responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometler, segundo o systema d'onde
veto o mestre, poi espera a honrosa visita dos
dignos senhores visto aue nada perdem em es-
pe rimentar.
Na loja d'aguia d ouro, ruado Cabug n. 1 B,
recebeu um.completo sortimenlo de gollinhas de
missanga, sendo de todas ascores
Ba do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, ven-
de^ee porprec;os muito baratoa as seguintes fa-
zendas do superior qualidado e modernas, sedas
de quadroa miudos para veatidos do senhora o
meninas a 800 rs., babados largos e transparen-
tes a 3* a peca, ntremelo muitornea a 1*900,
capas de merino e.fustao para senhora a 5*. cai-
tas largas escuras, e claras a 240 ra. o ovado,
roupoes de seda a tOJ, pecw de bretsnba de al-
godo a t*. riscado francez muito loo a 180 ra.,
manguttoa bordados finos a 2*. gollinhas borda-
das a 6*0 rs., aiberna tfe panno felpudo para
homem proprios para chura a 10, capaa rsala-
as metaor q tees visto a cato marcado a
30*. paletot do panno preto a 18J e 20*. aoaae-
easacas de dito muita finas a Kft eaicaade cso-
rawa preta o de cores de 5 a 8f, das da braa
branca e Te coras de 2 a5*. pateata do alpaca
o do brim da 9*MMJ a 8*4 camisas beaoaaa a da
res flnss a 2|, chapeos deso da aad* aapa-
g0!** ditos inglezea a 10*. cassas de cores
Jfansparentas a 249 rs. 0: corado, atetan coma
tras ailas laceadas que sa venderle por me-
nos do seu valor para fechar contas, vestuarios
,*arlar a fastas todos gaarnecidos e eafeitstlo
para meninos a 8.
'
r
^


f
DttUO 31 MRAMDCO. SABBAOO 17 1 J0OCTO IH61.
heguf?." at barato.
O Pregui^a si queimando, em sua lejana
roa do Queimado ti. 2.
Pijas de bretanha de rMa-edm 10 tms a-19
easemira escura enfestacra propria pira til,
coHete e palitos a 960 se, o eovado, eambraia
oagandiz de muito bom. gosto a 480 rs. a va*a,
dita lita transparente muito una a 3, 4 e 6
a peca, dita tapada, com 10 varasa 5$ e 64
peca, (bitas largas de modernos e escoliados pa-
droesa 240, 260 e 280'rs. o covado, reqeissi-
mos challes de merino estampados a 79 e 89
ditos Bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 9* cada ura, ditos com urna s palma
muito finos a 89500 rs., ditos lieos com franja
de seda a 59, lencos de cassa com barra a
100,120 e I60frs. cada ura, meias muito finas
para senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualida-
de a 3* 3*500 rs. a duzia, chitas Irarrcezes
de ricos desenhos para eoberta a 280 rs. o cova-
do, chitas escutas iaglezas a 5*900 rs. a peca,
e a 160 rs. o covado, brim branco de puro liaho
a 19, 1)200 ef 600 ts. a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 rs. a vara, brilhantina
azul a 400 rs. o covado, apalea de differentes
cares a 38600 rs. o covado, oasemiras pretas fi-
nes a 29500, 3)9 e 39500 rs. o covado, eam-
braia prela e de salpicos a 500 rs. a vara, e on-
tias muitas fazendas que se far patente ao com-
prador e de todas se daro amostra com penhor.
S^eude-w eengeoho Tiriri, sito na eomarta
de Cobo, coa w proporcoes seguir/tes: dista (da
estrada de ferro urna legoa, e porto para embar-
que em distanciare 200 bracas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem mullos terrenos para se
abrirem eom facilldsde, ha grande cercado e
muitasmatas. Este engenho novo ebem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segundo an-
dar, ou no engenho Gafund, sitio em distancia
de meia legoa daests$o deOlinda com o abaiio
signado.Joo Paes Barrete.
FtfzeiKlas e rou-
J pasfeitas baratas.
NA LOJA DE
Eotre-nieios
os inelhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca recebeu um expiendido
sorlimeoto de entreraeios de delicados bordados,
e gostosintetramente novoi, com differentes lar-
guras, do mais estreilo at mais de 1|2 palmo,
uas diversas appcages escusa dizer-se porque
todas as seohoras sabem : os presos sao de 2 a
5$ a pe^a conforme a largura, e tal a bondade.
dellea que quem os'vir e apreclaPb born.iofalli-
Telmente os comprar: na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado o. 16.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para eontas e facturas, papel mata-borrao ; ven-
de-se na loja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
ttM9&s$l6&i6 933 ft$Ci6MSd43d3K
Na ra da Cruz n. 10, casa de -tt
Kalkmann Irmaos &C, tem ex- ^
posto um completo so rt i ment de amostras de objectos de bor- ]
racha, proprio para machinas de i
engenhos, sendo -correias para g
transmittir movimento, 'Canudos Q
de borracha de qulquer com- 8
| primento e grDfSura, pannos de g>
borracha, rodetas de dita,, so- ]
jg bre ditos artigos tomam-se en- M
K commendas. U
Sanm gm^gmMrnt ass^Maiaamaatftiai
Gollinhas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n 1 Bv
recebeu-ae um completo sortimento de gollinhas
de missanga de todas as cores.
Atte Caslriciano Marques de Gouveia, arrematante
das dividas activos da massa fallida de Caminha,
Irmos & C, previne aos devedorea da referida
masa,que quanlo antes venhatn ou mandem sa-
tis faier as importancias de sena dbitos, na mi
do Queimado n. 29 ; sseversndo que para con.
os remissos proceder a cobranza pelos meioa
que lhe faculta a lei.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita paira acabtr,
Pal lo ts de panno preto a 229, fazenda fina,
algas de easemira pretas e de cores, ditas de
brim de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de fusto de cosas a 4|,
ditoade eatameoha a 4$, ditos de brim pardos
39, ditos de alpaca preta aaecos e sobrecasacos,
dolletes de velludo pretos e de cores, ditos de
torguro de seda, grava tas de linho as mais mo-
dernas a 200 rs. cada urna, collariohoa da linho
ga ultima-moda, todas estas faiendas se vende
paralo para acabarla loja est aberta das 6 ho-
jas da manba ate as 9 da-noite.
Vende-se a grande e bem construida casa
terrea da ra do Hospicio n. 35, onde mora o Dr.
Baela Nevos, com a vista o comprador conhecer
o tamaoho do edificio : a tratar na praca da Boa-
Vista, botica do Sr. Ignacio, das 11 horas ao
meio da.
'Chales de merino estampados a 2#500
ra do Queimado n. 22, loja da Boa t.
na
r%>
%
|48Rna da Imperatriz
Junto a padaria francesa.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sorlimeoto
de roupas de diversas qualidades como
sejara : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de Botes a 3$ e 3500,
ditos trridos a 4J> e 4#500, ditos france-
zes fazenda de 109 a 6J500, ditos de me-
rino preto a 6$, ditos de brim pardo a
3g800 e 4, ditos de brrm de cor a 3J500,
ditos de ganga de cora 3$500, ditos de
alpaca de la-amarella a imitaco de pa-
lha de seds a 3JJ500 e 49. ditos de meia
easemira a 49500, 5$ e 59500, ditos de 1
easemira saceos a 13$, ditos sobrecasacos R
a 15$, ditos de panno preto floo a 20$, ft
22g. 28$, ditos brancos de bramante a *
3*5000 49, calcas de brim de edra 1S800, 8
2J500, 39, ditas brancas a 39 e 4500, di- ji
tas de meia easemira a 3J500, ditas de
easemira a 6*500. 7g500 e 9*, ditas pre-
tas a 4S500, 7*500, 9$ e 10*. colletes de
ganga franceza a 1600, ditos de fusto
2800. ditos brancos a 2S800 e 3*. ditos
de setira preto a 3J}500 e 4*500, ditos de
gorguro deseda a-4*500 e 5*. ditos de
casemirs preta e de cores a 4*500 e 5*.
ditos de velludo a 7*. 8J o 9*.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam calcas, cohete?, pa-
letots. camisas a t*800e'2*. ditas de fusto
a2>500, chapeos franceze3 para cabeca
fazenda superior a 6*500, 8g500 e 10* J
ditos de sol a 6g e 6*500, ditos para se- 3
nhora a 45500-e 5*. Recebem-se algu- j
mas encommendas de roupa por medida J
e para isto tem deliberado a ter um con- i
tra-mestre no estabelecimeoto para exe- {
cutar qulquer obra teodente a sua arte. >
Fazendas.
Aobarateiro da ra da Imperatriz n. ]
48 junioa padaria franceza^ vende.se:'(
ricos cortes de eambraia brancos e '
bordados oom dous folhos a 6*000, ri- '
eos cortes de vestido de seda escocesa')
pelo brrato preco de 12$, cambraias lizas
muito finas com 10 jardas a 3*500 e 4& e I
de facera a 6*. saias a balo de arcos a \
2*500, corles oe chita franceza achamalo-
tada oom 14 covados a 55, pegas de cam-
Dtaia lisa para forro com nove varas a 2*, '
e um completo sortimento de chita fran-
ceza a 240, 260 e 280 is. o covado e das
ioglezas a 180 e 200 rs. e outras muitas'
fazendas por pregos commodos.
Em casa de Kalkmann Irmaos
& C., na ra da Cruz n. 10, exis-
te constantemente um completo
sortimento de
Vinhos Bordeaux de todas as
(jualidades.
Dito Xerez em=barris.
Dito Madeira em barra e caixas.
Dito Vluscatel em caixas.
Dito champanhe em gigos.
Cognac em barris.
Cerveja branca. a
Agua de Seltz. g*
Azeite doce muito fino em caixas. a
Alvaiade em barris.
^ Cevadinha em garrafoes.
Farinha SSSF.
Esta eonhecida e superior marca de
farinha chegou a tres dias de Trieste
pelo brigue Lutitania, e vende-se a re-
talho noarmazem de Antunes Guima-
raes &C, largo da Assembla n. 15.
Joaqulm Francisco de Mello Santos avisa aos
seus fregueses desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sabao de sua fabrica denominada
Recitenoarmazem dosSrs. Travassos Jnior
&<:., na roa do Amorimn.58; massa amarella,
castanha, preta e ajitras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feito oseu deposito de velas de carnau-
ba simples sem miatuva alguma, como as de
composico.
Brim branco de linho muito fino a 1*280 a
vara: na ra do Queimado o. 22, loja da Boa f.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de luvas de pellica chegadas)
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado n. 16.
Chegou
anual o desejado tricopherous
Est venda na ra do Queimado, casa de ca-
belletreiro.
Ra do Crespo n. 8 lo-l
ja de 4 portas.
Admira a pechincha.
Laa para vestidos fazenda que
outr'ora custava 800 rs. o cova-
do vende-se a 240 rs., daose ^
H amostras com penhor. g
Roa da Scnzalla Ifova n.42.
Hasta astabelecimento contina a bave ua
sompleto sortiman to de moendasesseia moen-
das para engenho, machinas da vapor staixas
te farro batido a toado, da todos ostamanhos
para dito,
Delicados chapeo-
zinhos para baptizados.
Na loja d'aguia branca se acha mui novos e
delicados chapeozinhos para baptiaadoa obra
mui perfeila e bem enfeitada, sendo cada um em
sua bonita caizinha, e pelo baratiasimo prego de
6#, Dinguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de recebar de sua
propria encommeada a bem eonhecida eprovei-
tosa opiata ingleza para dentes, cuja bondade
apreciada por todos quantos della tem usado, e
ser mais por quem quizer conservar asgeogivas
em perfeito estado, assim como a alvura dos
denles; cusa cada caixa 1500, e por tal prego
s deixaro de comprar quando a nao acbarem
ais na loja d'aguia branca* na ra do Queima-
do n. 16. .
Enfeites de cabeca.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegado um completo sortimento de enfeites
para senhora, sendo ultima moda, que se vende
mais barato do que em outra qulquer parte.
E' de graca.
Rieas chapelinas de seda para enhora, pelo
baratissimo preco de 16}cadi urna : na ruado
Queimado n. 22, loja da boa f: (a ellas,que sao
pouess).
Vinho ehamisso.
Vende-se este delicioso vinho engarrafado a
1*500 a garrafa : no novo destino de Jos Dias
Braodo, ra da Lingoeta n. 5,
a dos bara-
"teirosa
Ra do Crespo n. 8 4.
Leandro & Miranda.
Recebemos pelos ltimos navios e .
vapores da Europa grande e variado sor- '
timento de fazendas, roupas feitas e I
perfumaras, e tudo se vende por menos |
que em outra qulquer parte, como se-
jam : '
Cortes de vestidos de eambraia branco I
bordado a 5g, 100, 13 e 25$.
Superiores saias bordadas a 3$.
Bales de madapolo e crochel a 4$.
Ditas de clina a 6$500.
Cobertores de l muito grande a 5$.
Chitas francezas muito finas a 280 rs. o i
. covado.
E outras muitas fazendas por pregos
baralissimos.
Feijo macassa.
i 59 a sacca de feijo macassa novo :
zeas de Tasso Irmaos:
Libras slerlinas.
nos ar-
Ha para vender, na ra da Cadeia do Recife o.
12, em casa de Baltar& Oliveira.
O torradorU!
VZ X.ATgo do Ter$o M
Quem duviJar venha ver; manteiga ingleza
perfeitamente flor a 10 a libra, frneeza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra massas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros muitos gneros perten-
centes molhados, ( a dinheiro vista.)
Vende-se caf muido a 360 rs. a libra: na
ra do Codorniz n. 1.
Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-ee mui bonitas
bonecas de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia bal&o, etc., etc.,
vista do que, e de sua muita duracao sao bara-
tsimas a Ig20, barato assim s se encontr na
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Peonas de ac
inglezas, caligraphicas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda as verdadeiras pennaa de ago ingle-
zas, caligraphicas, cuja snperioridade est deci-
dida, e ainda assim contina a vende-las a 25 3
cauinba : na loja d'aguia branca, roa do Quei-
mado n. 16.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se una porco de ripas de louro para
eatuque e ser de encommenda e preco razoave).
55Ra da Imperatriz55
Vende-se urna carroga de couduzir gneros da
alfandega, por prego commodo.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se um cabrioletde 4
rodas americano vara um e
dous cavallos, com os arreios
necesearios, em bom uso e pre-
go commodo.
Dous cabriolis.
, Vendem-se muito em conta dous
cabriolis sem coberts. um com ar-
reios e oulro sem arreio : na ra da
Imperatriz n. 55.
Genebrada Hollanda em bo-
tijas.
Vende-se na casa de Brender a Bran-
dt & C. : na ra do Trapiche Novo nu-
mero 16.
Deposito de ara
de moldar, cadinhos de todos os nmeros, cobre
em lengol e rodas, lato em folha desde a gros-
aura de papel at o mais grosso preciso, estanbo
em barra e verguinha, lazos de cobre a 850 rs a
libra, chumbo em lengol e barra, telhas de vidro,
e outros muitos objectos de metal : na ra Nova
defronle da Conceigo n. 38.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commo-
do : na ra nova de Santa Rila n. 65.
4 '28 o corte.
Cortes de riscado francez com 14 covado pelo
barato prego de 2$ : no armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem eonhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outra qulquer parte.
Vende-se urna linda carteira de amarello
muito bem acabada, propria para alguma se-
cretaria; assim um quartinheiro e um cabido,
tudo muito bem feito e por prego cuconta : na
ra da Camboa do Carme n. 26, junto do sobra-
do novo.
Cera de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n 50, ha pa-
ra vender cera de carnauba a melhor que ha no
mercado.
Atteiicio
Pechincha
Vestidos brancos bordados com duas saias, fa-
zenda especial, vende-se a tOg cada um ; na ra
Nova n. 42, defronte da Conceigo dos Militares.
Na verdade.
Chapeos de castor raspados pelo prego de 59000
cada um ; s se vende na ra Nova.n. 42, de-
fronte da Conceigo dos Militares;
franceza, padrdes modernos e riquissimos a 560
e 640 rs. a vara : vende-se na ra Nova n. 42,
defronte da Conceigo dos Militares.
o masso.
de corees lapidados a
do Queimado, lojad'a-
Cortes de meia easemira de urna scr, fazen-
da superior, pelo baratissimo preco de 29 cada
um : na ra do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Chales de merino estampados a 2J500 : na
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros; per isso quera quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se a loja
d'aguia branca, ra do Queimado o. 16, que ah
ser bem servido.
Coral de raz
Vende-se muito bom coral de raz, o fio a ljj :
a ra do Queimado, loja d'aguia brancan, 16.
Casemiras
linas, padrd.es de muito gosto, a 49 cada corte :
vende-se na cua Novan. 42, defronle da Concei-
go dos Militares.
Molas para balo.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.l B,
recebeu de sua encommenda as verdadeiras mo-
las para baldes, que se vende a 200 rs. a vara.
f Ra do Queimado n. 10,<
2 lja de A portas de Fer-
S rao I Yende-se cortes de superior ca-
w semira que em outra qulquer
3l parte somente podero vender
por 5$ a
. Corles de velludo de cor para
9 collete de superior qualidade e
m gosto a 3J1500 e
g. Cortes de ditos pretos bordados
1L a 5$ e
w Chapeos de castor rapado a
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sem p re seenconlraro as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin,.tanto para homem como para se-
azulada multo fiaa a 45 5 e 69 a pega : vende-se
na ra Novan. 42, defrontoda Conceigo dos Mi-
litares.
Coa de muito gosto a 59 o corte ; vende-se na
ra Nova o. 42, defronte da Conceigo dos Mili-
tares.
superiores, reodades e com bico, flngindo saia a
58 e 69 cada um : na ra Nova
da Conceigo dos Militares.
o. 42, defronte
Ra Nova n.
Garibaldi.
Joaquim Ferreira da Costa participa aorespei-
lavel publico e com especialidade aos seus nu-
merosos freguezes, tanto da praga como de mato,
que acaba de receber de Pars pelo ultimo navio
urna nova factura de chapeos de senhons e me-
ninas comoseja, de seda, velludo e palha, e tam-
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1^280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem os tem
para vender.
Nao se espantem.
Cbegaram as alampadas de lato to procura-
das, tburibolos, navetas, calldeirinhss para agua
beta, eaixiohas com frascos para santos leos,
campainhas para tocar a santos de todos os lma-
nnos, tudo com muito gosto e por pregos com-
modos ; na ra Nova n. 38, defronte da Concei-
go, no muito antigo deposito do Braga.
Gomes lapidados
a 500 rs.
Vendem-se massinhos
500 rs. cada um : na ra
guia branca n. 16.
Attencao.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Ro r n
Rooker & C, existe um bom sortimento, deli-
nhas.decores e brancasem cairelis do melhor
abricasUedelnglaterra,saquees sovendem por
precos mui razoavais.
Luvas de Jouvin.
Goes & Bastos, na loja da ra do Queimado
o. 46, tem as verdadeiras luvas de Jouvin, e co-
mo as recebe em direitura por todos os vapores,
as vende por prego commodo.
Nova pechincha.
Pegas de eambraia lisa fina com 7 1\2. 8 e 9
jardas a 29. 29500, 39 e 39500, chita larga fran-
ceza a 200 e 220 rs. o.covado : na ra do Queima-
do n. 44.
Cestinhas de Hamburgo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do 'Cabug m
1 B, quem recebeu um completo sortimento de
lindas cestinhas de todos os lamanbos proprias
para meninas de escola, assim como maiores com
tampa propries para comprts, balaios proprios
para costura, ditos proprios palanquearos, ditos
muito bonitos para brinquedos de meninos, di-
tos maracas piatadiohos que se vendem por pre-
gos muito baratos-
nhora, por serem recebidas- por todos oa vapores I bem se encontrar um completo sortimento de
francez
muito moderno, proprio para vestido, a 200 rs. o
covado ; na ra Nova n. 42,, defronte da Coaceir
cio dos Militares.
Para acabar.
Paletots e sobrecauMess de panno prete fino,
fazenda boa, a 19$. 20g *2i$ ; ohegeem, totes
esbue s jabead : na ra to Queimado n. 47.
Vende-se mal em barris de 5.: no deposit
ds ra do Rangel o. 9, ou na padaria da ra dos
Pescsdores ns.l e3.
vindos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
prego de 25500 o par: na mencionada loja da Boa
F, ua ra do Queimado n. 22.
Maces
Chegaram as bellas maces por serem grandes
e perfeitas, vende-se aos cantos e em caixas e a
retalho : no deposito de Sodr & C, ra estreita
do Roaario n. 11.
Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
0 bello sortimento de grvalas de differentes gos-
tos e qualidades, e por pregos tees- que em ne-
uhuma outra pariese acha, como seja, gravati-
ohas estreitas bordadas a 800 e lg, ditas pretas e
de cores agradaveis a 19, 19200 e 19500, ditas
com pontos bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setimmsco a lg500. Pela variedade do sor-
timento o comprador ter muitas de que se agra-
de.: na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
A12^000
sdusia de toalbas felpadas superiores; oa ra
do Queimado n. fifi, oa loja da boa f.
VenSe-se urna boa armago de amarelio,
toda envernisada, que serve para qulquer tata-
belecimento, e por preco tazoavel: na ra do
Geespo n. 16, toja.
No deposito d* ra do Vigario o. 6, vnde-
se o afamado pao quente italiano, das 5 horas da
tarde as 8 da noite.
chapeos para hornero, de feltro, copa baixa e al-
ta, e de lontra, e fraocezes, e de castor brancos
ptova d'agua, ditos para a testa que sao frescos
na cabegaona bolsa por serem baratos.
A VISTA AZ E'.
Quem quer apre-
cia r a bella fumaca. i
Gheguem freguezes, antes que se aeabe : na
ra Nova n. 56 ha um completo sortimento de
fumo da Baha .que se vende pos atacado e a re-
talho, e um bello sortimento de charutos de lis-
vana, mapilha, e os afamados flor do Brasil, sus-
piros, lricos, apraziveis, regalia imperial, gua-
nabarras e aparisienses, e lodosos mais charutos
do afamado autor Simas.
Tachas e moendas
Braga Filho & C. tem sarapre no seu depo-
sito da rus da Moeda n 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho da
muito acreditado fabricanu Edwin Maw tra-
tar no mesmo deposito oa na ra do Trapiche
n. 4.
Attencao as sedas de qudrinhos a 720
rs. o covado.
Veodem-se sedas de qu-
drinhos muito eiieo*pados a
720 rs. o covade o dita a 500
rs.: na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva,
Luvas de lima camursa
para militares ecavaHei-
yos.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvaa de cmaras, o que
de melhor se pede dar oeste genero, e aa est
rendendo a 2500 o par ; os senhores offlciaes e
cavalleiros que s comprarem conhecero que sao
baratas vista de sua finura e duraco, e paraas
abter dirigirem-se ra de Queimado, loja da
aguia branca n. 10. Adverte-ae que a quantidade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
Vende-se um fardameato rico para guarda
nacional; na ra estreita do Rosario o. 12.
Grande pecbiia.
A.220,'240 e26.0tru
Chitas franceaas de muito bonitos padreas e
muito bons pannos, pelo baratissimo prego de
ISO, 340 e 960rs. o covado ; -na ra do Queima-
do n, 12, na loja da bn f.
Ra de H ortas
numerol.
Fabrica de charutos.
Nesta fabrica se acha um variado sortimento
de charutos finos dos mais acreditados fabrican-
tes da Babia, garanle-se aos compradores serem
verdadeiras as marcas annunciadas dos proprios
fabricantes mencionados, fazendo-se mensao de
algumas marras mais conhecidas para nao se %r-
nar o annuncio muito extenso, as quaes sao as
seguintes:
Gaanabaras, de Jos Furtado de Simas.
Suspiros, do mesmo.
Delicias, do mesmo.
Regalia imperial, do mesmo.
Senadores, do mesmo.
Suspiros, de Candido Ferreira Jorge da Costa.
Emilios, do mesmo.
Suspiros, de Vespasiano Jorge Ribeirn.
Na ra estreita do Rosario, armazem do Mo-
reira, ainda existe grande porco de palha appa-
relhada para tecercadeiras e todas as obras de
marcineiro : vende-se a retalho a 20 a libra, e
de 5 arrobas para cima a 18$.
ssMJMMMMM iOStt;>stti55oWaa&'
[Ainda ba pe-f
chincha. |
Chegou a ra do Crespo n. 8 2
I loja de 4 portas, um sortimento 1
8 de castas de cores ixas e lindos
Spadres que se vendem a 240 rs.
m o covado, daose amostras com
15 penhor.
** O.T. 7P3T www ano^a wm ww wtam wJsWJ www wwm itra
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia. branca est recentemente pro-
vida de i|m completo sortimento de enfeites de
bom gosto para senhoras. sendo os afamados e
delicados enfeites de torcal com franjas e borlas,
outros tambem de torcal de seda enfeitados com
aljofares de cores e borlla ao lado, outros de
troco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um apurado gosto e perfei;o,
os pregos de 89 e 10$ sao baratos vista das
obras ; alm destas qualidades ha outras para
38 e 4JJ : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Vendem-se osengeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de eDge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que aciba-
ra com quem tratar.
Queijosdo vapor a 2$4O0
Queijo' pialo a 720 rs. a libra, e 640 rs. intei-
ro, banha refinada muito alva a 480 rs. a libra,
alpista e paingo a 180 rs. a libra,
cuiaad feijo fradinho a 9JJ; na
Escravos fgidos.
"EscTa\o fngido.
Ausentouse no domingo 11 do cor-
rente, da casa do Sr. Jfoao Frederico de
Abreu Reg, morador na ra das Aguas
Verdes n 46, ondestava para ser ven-
dido, o escravo de nome Paulo, pardo
e cor amarelenta. idade de 25 a 50 ali-
os, altura regular e meio vesgo do
olho esquerdo porem pouco se conhe-
ce, levou camisa e calca de algodo
azul, provavel que fosse direito para
Goianna d'onde veio ha pouco tempo
mandado pelo seu senhor oSr. Joaquim
Manoel Aranha da Fonseca, para ser
vendido : roga-e as autoridades poli-
ciaes, capitaes de campo a captura de
dito escravo e quem o pegar leve o a
seu senhor o Sr. Aranha na cidade de
Goianna, e nesta praca a seu corres-
pondente o Sr. Joo Pereira Moutinho,
ra da Cadeia Velha do Recife n. 22,
loja, ou na ra das Aguas Verdes n.
! 46, que sera' recompensado do seu tra-
i balho.
Ausentou-se de casa de seu seDhor o escra-
vo mulato escuro de nome Joo, idade de 18
annos, rosto compride, cabellos crespos, olhos
vivos, bocea grande, bons dentes alvos e abertos,
ar alegre, estatura regular, levou roupa branca e
atul, chapeo de feltro e bonet: quem o appre-
hender dirija- se ao sitio da Sra. vluva Lassere ca
ra da Cadeia do Recife n. 20. que ser geno-
rosamente recompensado.
Ausenlou-se da casa do Sr. Manoel Ferreira
da Silva Tsrrozo no dia 7 de julho do crreme
anno, o escravo preto de nome Caetanq, nac.30
Benguells, de idade pouco mais ou menos 30 e
tintos annos, estatura regular, magro, com beli-
de no olho esquerdo, e alguns signaes de bexi-
ga no rosto: quem o apprehender conduza-o
casa do Sr. cima, ra de Apollo ou ra da
Aurora n. 36, que ser gratificado.
No dia 28 do correte fugio do lugar Guri-
nezioho, termo da villa da Independencia de
Guanabara, o escravo Joaquim, cabra, com idade
que representa 40 annos, sem que entretanto te-
nha cabellos brancos, altura regulsr, cheio do
corpo, bem empernado, ps grossos e chabo-
queiros, muitas veias as pernase mos, cara re-
gular, um tanto descarnada, nariz afilado, meia
barba, olhar velhaco, dentes limados porm j
rombudos, cabellos crespos querendo garapiohar,
e gota de os trazer baixo, pescoco bem grosso,
desda a nuca ao corpo, em desabotoar a camisa
ve-se bem, gosta muito de cantar elogios, tem
profisso de almocrevar, e tambem de tirar gados
como tangedor ; perteocente a Jos Justino da
Costa Brito, que generosamente recompensar a
quera o cegar e lera-lo sua morada absixo
mencionada, ou no Recife ao Rvm. Dr. Joaquim
Graciano de Araujo, no pateo da Penha n. 21.
Na manba do dia 6 do correte fugio da
casa do abaixo assignado o escravo de nome Can-
dido, crioulo, cor fula, representa ter 28 annos,
pouco mais ou menos, estatura baixa, secco do
corpo, cabeca grande, temas pernas alguma cou-
sa arqueadas, que pouco se coubece, ps peque-
nos, foi comprado a t6 de julho prximo passaJo
ao Sr. capitao Bento Antonio de Oliveira da fre-
guezia do Apodi, provincia do Rio Grande do
Norte, d'onde o dito escravo natura), descon-
Da-se que tenha tomado a direc?o do serto, e
que v junto com algum combry para o mesrro
lugar d'onde veio para esta praca, aonde foi ven-
dido ao abaixo assignado : portanto roga-se as
autoridades policiaes, capitaes de campo e mais
pesoas, a captura do dito escravo, e entrgalo
na ra larga do Rosario, fabrica de cigarros d.
21, que pagando-se todas as despezas feitas com
o mesmo escravo, se recompensar generosamen-
te.Antonio Maia de Brito.
Attencao.
Ausentou-se da casa de sua senhora o escravo
de nome Jos, idade de 40 annos, pouco mais ou
menos, de naci Cesta, levou vestido calca de
brim de quadros, camisa de algodo azul, chapeo
de palha, tendo por signal o seguinte : um dos
dedos do p direito acavalado sobre o outro pr-
ximo, tem por costume fallar baixo, estatura re-
gular, tem nos bracos ao p dos hombros talbos,
cigoaes de sua naco.orosto limpo qur de mar-
cas qurde barba, fugio no domingo 21 do cor-
rente : quem o pegar queira leva-lo casa de
sua senhora, na ra da Imperatriz n. 75, tercei-
ro sndar, que aera recompensado vista do seu
trabalho. Consta que o mesmo anda pelo Arraial
e suasimmediacoes, com o dedo aleijado envollo
em um panno e pedindo esmolas
Desappareceu no mezde julho prximo pas-
sado, desta cidade, travessa da ra Imperial, por
detraz da do Ouro, casa n. 20, o escravo de no-
me Leopardo, crioulo, de idade de 18 annos, boa
estatura, fula, magro, oVhos grandes, com urna
costura do nariz para o beico do lado direito ;
este escravo estove alujado na Torre, ao Sr. Joo
Amorim, para ondo disse que ia trabalhar e nao
foi : roga-se a quem delle souber ou pegar, le-
ve-o casa cima que ae recompensar.
AUenQao,
Vande-se em casada Johnston Paiar C,
roa do Vigario n. 3 um bello sortimento da
rategiosdeouro, patente Uglez, de um.dosrtls
afamados fabricantes de Liverpool^ Uttbem
'arUdade de bonitos tranoalins para as
i
saceos com 20
ra das Cruzas
o. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
Trina egales.
Na 'loja n. 50 da ra da Cadeia do Recife ha
paro vender trina, gales e volantes por precos
commodos.
Vende-se por 3:600* a osea n. 42 na ra do
Rosario da Boa-Vista, a goal pelos oommodos
que^em val mais de 4:000$ : a tratar na measoa.
Vendem-se troves do 30, 40 e O palmos,
eoibroe, ensems : na ra do Imperador n. 50,
terceire anear.
Batatas.
Vendem-se batatas a 11 a arroba, e 40 rs. a li-
bra : na ra Nora n.*69.
Fugio do poder do abaixo assignado um seu
escravo de nome Miguel, crioulo, representa ter
30 annos pouco mais ou menos, grosso do corpo,
muito gago, que algumas vezes pouco se perce-
be do que falla, cor um pouco fula, alto, ps
grandes, cabera grande e abalada ; este escravo
natural do serto de Sirid, e foi camprsdo ao
Sr. Joaquim da Silva Castro, negociante e mo-
rador no Recife. Pede-se aos capitaes de cam-
po, e mais pessoas que o encontraren, a sua
captura, e leva-lo no Recife ao Sr. Joo Bao-
lista dos Santos Lobo negociante e morador n&
tua do caes do Ramos, ou ao engenho Barra da
freguezia da Luz, termo do Pao d'Alho, que se-
rio generosamente pagas todas as despesas.
Achsm-se fgidos os escravos Francisco.
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em setembro do anno proxim-
psssado, com os signaes seguintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos pretos
annellados ; e Luiz, cabra, natural do Ic, fugie
do em maro deste anuo, e com os seguintes sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muito pou-
f\ barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guns signaes de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppe-se este escravo estar oceulto por
pessoa que o protejo, pelo que protesta-so contra
quem o livor feito : qulquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der noticia a seu senhor Joo
Jos de Carvalho Moraes Pilbo, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Desappareceu no dia 13 do oorrente, do si-
tio de S. Josdu Maoguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 anuos, de nome Joaquim, cornos
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secce
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedadedo Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, de
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : rogo-so
a todas aa autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, da o capturar e enlupa-lo no
sitio cima citado, ou na ru do Trapiche n. li
a Jos Terxeira Basto.


.....' I.....________i-
-*- -'-
(8)

URIO DI riRlAKIDOO. SABB1DO 17 DE AGOSTO DI 1861;
Lieratura.
Jtiographia.
(Conclusao. )
Finio Madeira era rido de importancia.
Preso orden do ministro da justiga, sai
Tolta ao Crato, foi corte, e l obleve o lugar de
c ronel e comraandtntc g*ral do Crslo, e na sua
i --va vMdade su p poz-se as gragas e no n-
teresse de Pe-tro I. Na rerdade m autoridades
do Oar ohaviam pintado ao governo imperial
tires bem vivas, cara que laes [arares, nao
)' '" fucorajampnto : Senhor, linha
dito o presidente do Cear, esle homem umti-
g-e, cuja ferocidade te alimenta do tangue dos
i:\n.igos de S. 51. 1. .Voltanjo ao Crato o eoro-
r.rl Goncalo Bezerra do Meuezes, seu snligo ami-
go, recusou eutregat-lhe o commaodo geral do
Crato. Esta opposlcSo de algum modo preparou
o Qiotinienlo de 1832 ; o partido regressista uni-
se todo aos perseguidos de 1824, que s respira-
ran) vinganga, e desde enlo as devassas, as in-
trigas, os molaos, as represalias nao ces3aram
de parte parle. 9
E' preciso estudar as causas, que deram rida
fis intriga, que se seguiram. O Jardim oi urna
povoaco, desdo o seu cornejo rival da do
Crato.
O Crato foi a revolugo de 1817, o Jardim, op-
poz-ae-fne.
O Crato laogou-se no partido do Equador, o
Jardim fez-se imperialista: bandos infrenes e as-
S'ssinos invadem esta ultima villa,matam Leonel,
eu Qlho.o lente-coronel Bandnira e Costa ; Fil-
gueira retoma-a e faz justiga aos assassinos, em
r-no dia, e matando na roda de pao grande nu-
mero d'elles. Em sua ausencia, os imperialistas
engrossam, ve.m de novo ao Jardim ; matam no
altar o pro-parocho Eslevao, castram-no, e o
queimam no meio das ras: depois marcham
soDre o Crato, pilham-no. derribara as casas,
que pdero, e vio se encontrar inexperadamenle
cen o exercito de Filgueiras, que os bate, e nao
Ihes poupa asridas. Deseaseis desses miserareis
sao fuzilados amarrados como estivam com urna
mesma corda I
Estas e oulras lulas mortferas, a vinganga
exercida no Jardim depois do fogo de Missao-Ve-
Iha pelos moradores daquella villa, que fazera
qi-imar no meio dis ras Bcnevides e Malla-
qu ri, ascenderam portal raudo a riralidade, que
uui individuo do Crato nao pisara impunemente
no Jardim, e vice-rersa.
O yigario Antonio Manoel, rollando so Jardim,
idenlicou-se com os seus communicipes, de
quem se fez chele ; no entanto que Pinto Madei-
ra, repellioo de seus_ antigos correligionarios do
Cralo, linha preciso do maior apoioda gente
do Jardim.
As duas villas no entanto pareclam dous pe-
queos estados Jgregos em hostilidades: todas as
populaces estavam prevenidas, e s aguarda-
ran) u momento do combate. O poder supremo
resida as duas cmaras, que se observavam
ora toda a atteogo. ltimamente o Cralo se
entregou ao protectorado de Agostioho, ja enlo
ioimioeniomente poderoso, e rompido com seus
amigos col legas da commlsso matuta.
Pialo Madeira liona sido processado urna e
muitas raezes, e leve necessidade de ir a Per-
namDuco deffeoder-se ante a rebgo. La de-
morou-se muito lempo (1830), para ser iniciado
nos segredos da sociedade poltica intitulada co-
lumna, cora que se ligou, prometiendo seus ser-
Ticos na comarca, quando. maduro seu plano,
esta sociedade quizesse fazer triumphar sua idea
liberticida. .Elle mesmo tinha, de combinaco
com o famoso Mayer, e o Dr. Patroni, instituido
urna sociedade filial na comarca, cujo primeiro
director era^o vigario Antonio Manoel.
Tinha obtidosua absolvico e regressara, quan-
do chegou a Pernambuco a noticia do 7 de abril.
Urca revolugo to decisiva, pareceu-lhe um
triumpho momentneo do partido liberal, e quiz
persuadir-se, de que haria rerdade no boato de
va. desembarque na Bahia, de urna restaurado
etc.
Voltou todava sem designio formado de resis-
tencia, e esperara, que os successos ulteriores o
charnassem a campo, se urna derradeira perse-
guido judicial nao Ihe riesse metler as armas na
nao.
Diz-seque Pinto Madeira trouxera de Pernam-
buco commisso para a rerolta, e que seu parti-
dista Francisco Xavier de Souza, viera da corte
incumbido de dispo-lo e a Antonio Manoel. Nao
trouxe tal. Veio rerdade prerinldo para urna
rerolta, mas devia aguardar os acoolecimeolos,
e esperar iostrucges, quando o morimento es-
liresse combioado em outros pontos do imperio.
Estamos chegados urna poca difJDcil, senio
perigosa de descrever-se. As cinzas do incendio
estao anda quemes, e este passado at um
certo ponto, um presente para nos ; pois que
ncm todos os, que figuraram nesse drama sangui-
nolento, sao ja morios.
A reroluco de 7 de abril, ou antes essa pe-
quena sedicco militar, seguida de to importan-
tes resultados, tinha despertado o sentimento de
vinganca da a raiva do-partido decahido. Como succede
aestas crises, era geral a fermentado, e os par-
tidos se olhavam com mutuo receio.
Os liberaes do Cralo, a cuja frente se tinha
enllocado um desertor dasbaodeirai regressistas
o Sr. F..., homem seno muito ousado, consu-
mado conspirador, procuraram tirar todo o par-
tido da situado, arrancando Antonio Manoel e
Piolo Madeira do terreno legal, para, melhor e
mais fcilmente os poderem esmagar*. Figura-
Ta-se constantemente o Jardim em armas, e era
grande o terror quo uns sentiam, outros fingiam
soffrer.
Urna noite, (6 de junho de 1831) oure-se tocar
alarma na villa do Crato. O poro e soldados do
destacamento de 1* linha reunirtm-se em mo-
tilo, econdusidos pelo Sr. F...foram ter aos pa-
cos da cmara municipal. Esta corporago, que
eslava necessariamente de sobreaviso, reunio-se
incontinente, e deferindo urna peligao, que se
FOLHETDI
0BATED0RDEESTRADA
?0
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
[Continuaro.)
XXXI
Lennox nao tere razo em duridarda influen-
cia Ilimitada que Joaquim Dick exercia sobre os
pelles-yermelhas; porque urna meia hora depois
estes nao s se acharam promptos para assallaro
campo dos arentureiros, como at espera va m com
ardente impaciencia que se lhes dsse o signal do
taaue. Escusada accresceotar que o Batedor
de Estrada nao tinha empregado para com os seus
dedicados mas conicosos alliados menos promes-
sas do que exhertaces. Exallando-lhes a sua
sanguinaria coragem cora a recordado das ero-
prezas pastadas, os deslumhrara com a magnifi-
cencia das recompensas que lhes destinara : ca-
rabinas de longo alcance, plvora fina como a
areia do deserto, lomahawki de tempera to forte
que nada os fazia" quebrar, agurdente correr
em rios, pannos de um fio mui tecido capazes de
afironlar impunemente a chura e o gelo ; emfim
nada esqueceu que podesse lisongear os vicios os
mais salientes, e satisfazer as necessidades mais
imperiosas daquelles selragens.
Lennox, se bem que reprorasse o ataque a des-
coberto e a ferro fro, todaria estara disposto a
tomar parte nelle : tinha que preserrar o mar-
quez d'Hallay dequalquer accidente afim de^on-
serra-lo vivo para a sua vinganga. Neste inten-
to havia j mostrado e assigoalado o marqueznio
s aos seus proprios Indios, como tambera
aquellos que vieram depois reunir-se a Joaquim :
mas o sospeiloso e rlngativo relho nao se con-
tentara com essas precauedes, e temia que a mor-
te riesse roubar-lhe a sua presa !
Em quanto a importante resolucao tomada por
Joaquim Dick era aceita pelos seus guerreiros, o
marquez d'Hallay conseguir que fose adoptada
a sua opinio no conselho de guerra harido entre
os priocipaea arentureiros: estes reconheceram
unnimes que a nica probabilidade de aalrago,
que lhes restara, era a passagem do Jaquesila.
Os arentureiros dispunham-se a executar o
arrojado projecto, quando furiosos gritos partiodo
das florestas riziohatlhesannuociaram o comeco
de oras hostilidades : riram-ie pois, toreados a
lhe fez em nome do povo e tropa, depr o euri-
dor Martiniano da Rocha Bastos, o juiz ordina-
rio, dous escrlves e dous ofliciaes de milicias,
pedio soccorros de tropa ao astuto Agostinho, de-
clarou auspeilos alguna individuos, e decidi
fosse- preso Pinto Madoira, Antonio Manoel e seus
partidistas, sob pretexto de-tjue se acbavam em
armas.
Em consequencia deste acontecimento, e dan-
do toda a importancia as aecusecoes da cmara
do Crato, o vice-presidenle da provincia Miguel
Antonio da Rocha Lima envin so Jardim e Gra-
to o commandante das armas Thoniaz Antonio
da Silveira (21 de junho) o qual ebegaodo a
aquella villa, qussi sem escolta, soffreu da porte
do partido regressista um trnUraenlo tal que se
vio forgado a abandona-la, deixaodo morto um
dos soldados de seu sequilo, espingardeado por
urna ronda do paisanos, que Antonio Manoel,
nao obstante suas ordeos, mandou Uzease a po-
lica da villa. Consta que s justas reclamages
do commandante das armas, que representa va ao
rigario Antonio Manoel, a neceasidadele refrear
os seus asseela?, este lhe responder, fazendo
abrir um bah cheio de cartuxame, dizendo-lhe
que, sehouvesse um appello s armas, ali linha,
cora que deffeoder-se.
Em consequencia da relaco de sua riagem e
relatorio dos acontecimentos, de que fra teete-
raunha o comrandante das armas, o rice presi-
dente mandou (25 de outubro) instaurar urna de-
rassa, em que deria ser juiz o portuguez Cardo-
so, ouvidor pela lei, e um dos liberaes a quem o
rigario Antonio Manoel e Pinto Madeira mais
odio rotaram. Desde o comeco deste processo,
principiou a resistencia no Jardim. Cardoso, sen-
do ouwldor em consequencia da deposico de
Bastos, nao foi reconhecido ali, seus mandados
de notificado foram mandados cassar pela cma-
ra, e as reunioes comeoarara, desde que cooslou,
tratava-se no Cralo de expeir urna torga para
prender os dous indiciados criminosos,
Pinto Madeira no entanto estar bem longe de
querer acceitar a lura, e se preparara para emi-
grar. O rigario Antonio Manoel sabendo deste
designio do seu amigo, foi ter com elle a seu
engenho do Coit, e frustrou sua retirada, fal-
lando-lite era homem resoluto acorrer antes lo-
dos os turnos de urna m fortuna, do que a fa-
zer-se o ludibrio de seus ioimigos. Piolo Ma-
deira estara inteiramente descrido, e s procu-
rara abrigar-se da tempestade; mas tal ers o
ascendente, que sobre ello exercia esse homem
bellicoso, que desde logo se abaudonou a todos
os azares da fortuna Elle coolava porem que a
lula nao passaria de urna ligeira resistencia, pa-
ra a qual os recursos de seu amigo e a sua popu-
landade seriam mais que bastantes.
Sshio para o Jardim, conrocou as torcas mili-,
cianas que poude reunir, e unido a Antonio Ma-
noel e cmara, nomeou Francisco Xavier de
Souza, commandante em chefe. Este hornera
porem no momento, em que a cmara reunida
se diriga para sua casa coodusindo urna bandei-
ra a lhe entregar, montou a carallo e fugio pre-
cipitadamente, a se reunir forga publica no
Crato. Esta foi a primeira diserto, que expe-
rimenlou a rerolta (dezembro.) Era consequen-
cia Piulo Madeira resolveu-se a assumir elle mes-
mo o commando da torga, e constando-lhe, que
do Crato se despuoham a marchar sobre o Jar-
dim, querendo anles fazer pezarem sobre aquella
villa os efeitos da urna batalha, resolreu-se a
marchar sobre ella.
Dado este primeiro passo, a luta eslava irrl-
missivelmente engajada. A imprudencia lioha
sido reciproca, e para tudo isto concorreu muito
a docilidade, com que o lente Chaves, com-
mandante do destacamento do Crato, subscreria
s todos os caprichos dos inimigos pessoaes de
Pinto Madeira e Antonio Manoel.
Oj liberaes contavara com a adminislraco,
que ha muito era Irabalhada no sentido de es-
posar a sua causa ; os revollados nao descriara,
de que o gorerno pozsse um termo luta, re-
primindo-se os adrersarios, e garantiudo-os de
algum modo.
Infelizmente a presidencia da proriocia nao
soube comproheuder quaes erara os seus deve-
res. Ella idenlificou-su com o partido liberal do
Ifalo, approrando todos os seus excessos, sam
esquecer mesmo o raoiim de 6 de juoho. Um
presidente era enlo un homem de aeco, man-
dado pelo gorerno, para capitanear na proriocia
o partido que sustentara suas ideas.
ao constar que se abalara do Jardim o exercito
revoltoso. Chaves parti do Crato a seu encontr
com as forcas que pode reunir. Os dous ioimigos
se encontraran) inesperadamente no sitio Buriti,
onde se bateram em completa desordera, ficando
Pinto Madeira senhor do campo, e desnegando-
se toda torga paisaoa do Cralo (27 de dezembro.)
Continuando a sua marcha, oceuparam os re-
Tollosos a villa do Crato no dia seguinle, sera
experimentarem a menor resistencia. Aqu as
maiores riolencias se commetteram, houveram
assassinalos e nao poucos roubos. Nem Antonio
Manoel, nem Pinto Madeira pode mais conteros
seus soldados, que erara quasi lodos paisanos per-
vertidos as desordens passadas, to barbaros,
como as conrulsoes polticas, que tantas rezes os
tinham ido arrancar de seus albergues, para lhes
metler as maos o punhil homicida ; to licen-
ciosos, como era a necessidade. que haria de seus
bracos. As reroltas tem isto de atroz ; os chefes
devem em tudo condescender com seus sectarios,*
sob pena de perecerem s raaos de seus inimi-
gos ; e esta cruel alternativa ou os deshonra, ou
os perde. A guerra alm disto o primeiro es-
timulo do crime, se nao ella mesma um crime.
Todos os influentes do Crato tomaram a fgida
e se foram apinhar na villa do Ico. Poucos foram
os que, tomando as armas se dispozeram fazer
frente aos revoltosos. Entre estes morece parti-
cular meoco o coronel Manoel de Barros Caval-
canti, que lendo sido alias extraoho a lodos esses
excessos, protegeu a retirada dos fugitivos, e com
alguma gente de arma se foi reunir s forcas acan-
tonadas no Ico.
O presidente Jos Mariano, sem procurar ou-
rir aos revoltosos, approrou tudo quanto se tinha
adiar para occasio mais opportuna a p*%ssagem do
rio. Alinal esse segundo combate deria ser-lhes
menos mortfero do que o primeiro, segundo pen-
saran) : porque durante a especie de tregoas, que
tireram, ajudados pela recente e cruel experien-
cia trataram de refazer os seus entrincheiramen-
tos : as arrores mais prximas do acampamento,
que hariam derribado, eram urna vantagem d
menos para o inimigo, e nao pequea.
A' urna segunda exploao de gritos, que retum-
baran como o trovo, as carabinas foram aponta-
das, os dedos levados aos gatuno, e os arentu-
reiros esperaram para romper o fogo que podes-
sem justamente recoohecer a posico oceupada
pelos pelles-rermelhas.
O seu pasmo, porem, foi extremo, e acompa-
uhado de certo terror, quando virara sbita-
mente urna verdadeira legio de Indios sahir para
fra da floresta e precipitar-so para os entrin-
ebeiramentos que defendan) o campo, saltando
como tigres.
As vestes bisarras desses Indios, seus gritos es-
pantosos, a incrivel vivacidade dos seus movi-
meotos, illudiram primipio os inimigos a res-
peito do seu numero : supnozeram-oo mais con-
sideravel do que na realidade o era ; pois que
pensavam haver ali mais de mil homens, quando
pouco excediam de Irezentos.
Essa aggressao a ferro fri, esse atsqut ao mes-
mo lempo sobre todos os pontos do acampamento,
tranttornaram totalmente as disposices tomadas
pelos Europeos, que aguardavam nma simples
descarga. Grande coofuso reinou entre elles.
quando se viram coostrangidos a abandonar os
postos ero que se haviam collocado, os quaes bem
loDge enlo de oflerecer-lhes um abrigo os punha
discripeo dos sitiantes.
Era incootestavel para um guerreiro, que hou-
resse presenciado aquella scena, que se os pelles-
vermelhas em lugar de obrar isoladamente mar-
chassem juntos e compactos, como manda a dis-
ciplina, teriam levado o campo de assalto em
poucos minutos. Joaquim Dick conseguir delles
o tentar esse ataque ; mas nao tinha cuidado eos
mudar a sua tctica habitual, por isso que sabia
ser trabalbo perdido.
Durante alguna minutos reinou urna scena da
coofuso iodiscriplivel, um cabos sanguinolento.
Os gritos dos combatentes, as imprecacoea dos
ferldos, a raiva dos moribundos, formaram um
lgubre e terrivel concert. Pouco a pouco essa
violencia dispersa se condensou para bem dizer,
e a luta tomn um carcter mais geral. Os aven-
(*) Vide Diario a. 185.
feito no Crato, e prepara va torgas respaila veis
para bate-los. Este- procedimemo ateou ainda
mais a rerolta. Pinto Madeira, no rigor do inver-
n mais copioso, de que ha noticia no Cear,
poz-se caminbo para o Cear na intengo de
impr a lei a Jos Mariano. Seu exercito compu-
nha-se de um numero crescido de paisanos, mal
prvidos de armas, e um tergo apenas em estado
de fazera campanha.
Constando-lhe sua approximego. o comman-
dante das armas Francisco Xavier Torres, j en-
lo na villa do Ico, fez marchar urna partida de
forgas regulares, que o baten no lugar Vasea-ale-
gre (7 de ferereiro 1832), donde os reroltosos,
era completa debandada recuarara sobre a estra-
da do Cralo.
Os legalistas dividiram-so era tres columnas ao
mando de Gaouto, Antonio Caralcanti e Agosti-
nho, e os dous priraeiros entraram no Cariri qua-
si de enrolla com os rebeldes.
Cavalcanti oceupou a Barbalha, porrn um mo-
mento bastn para que Pinto Madeira se reflzesse
de gente. Da poroago da Barbalha Caralcanti
expedio pira o engenho Coit parte de sua tor-
ga, e estira bem desappercebido, quando Pinto
Madeira reagindo contra seus soldados o reio
cercar na poroago e o melleu em completa de-
bandada. De duzenlas pragas, que formaram es-
ta forga, metade pelo menos pereceu no comban-
te, afogada no pantano, que existia em frente
daquella poroago, ou as afadigas e ciladas, que
experimentou em aua retirada para o Ico.
Apezar de orna concentrado de forgas j nu-
merosas no Ico, Pinto Madeira e Antonio Ma-
noel atiraram-se de doto sobre a estrada do Cea-
r. Suas forgas compuoham-se enlo, segundo as
melhores informages de cerca de 4.000 homens.
sem contar numerosos piquetes as Larras, jj.
Matheus e Souza da proriocia da Pnrahiba. Nes-
te ultimo ponto Jos Dantas, amigo iotimo de
Antonio Manoel e Pinto Madeira, era em campo
com Torgas respeitaveis.
Na manha do da 4 de abril os reroltosos ata-
caran) a villa do Ico delendida por forgas consi-
deraveis e perder de vista mais disciplinadas
que as suas. Depois das vicissitudes do combale
mais renhido e mortfero, que se tem dado no
Cear, foi lomada a parte principal da villa. O
exercito legalista, ao mando do major Torres, ti-
nha recuado at-o Rosario, e era tal a confiangs
dos rebeldes, que principiaran) ase dispersar pe-
la rilla. No entanto Torres mandou renovar o
combate, e atacando-os de novo reio encoulra-
los inteiramente dispersos. Eogajou-se todaria
novo combate, mas debalde tentou Pinto Madei-
ra e Antonio Manoel meller a disciplina e a or-
dem em suss fileiras. Carecidos j de munigo,
em grupos, e defendeodo-se sem urna direcgo
commum, os reroltosos em um numero to cres-
cido poderam ser batidos por 100 homens, que
tantos eram, os que reooraram a aego. Os dous
chefes fizeram esforgos inauditos para remir a
victoria, mas no tira do dia foram coagidos to-
mar a fuga. Mais de 150 cadareres atteslaram o
encarnigamento da luta I
Tal foi o horror deste dia, que noite era sabi-
do no Cral tor-se engajado a luta no Ico, trinla
leguas distante 1
03 rebeldes recuarsm segunda vez sobre o Ca-
riri, oodeenlram por grupos. A raiva e a rergo-
nha deram-lhes novas forgas. Ellesrecompoze-
ram suas fileiras e protestaran) vingar-se.
Jos Mariano chegou ao Ico poucos dias depois
do 4 de abril, e pondo-se frente do corpo principal
do exercito marebou em tres columnas sobre o
Crato, onde julgara poder dar golpe mortal na
rerolla. Marchan Jo com todas as precauges mi-
litares, pode saber que Pinto Madeira linha feito
oceupar posigoes muito vantajosas as proximi-
dades de Misso-relhs, e illudio a estrategia dos
rebeldes, tomando um desvio, que lhes uo tinha
lembrado oceupar. Quando Pinto Madeira conhe-
ceu que o exercito legal linha evitado sua citada,
e que a victoria mais provavel lhe escapara, or-
denou a oceupago de Misso-velha, e fez entrar
o seu exercito quasi de envolta com o legalista,
ludo com urna precipilago indisivel. as duas
forgas em treote urna da outra, comegaram um
combate mui regular, no qual Pinto Madeira dei-
xou tudo correr sob a direcgo de seu collega.
Misso-velha foi tomada e retomada, o combate
tornou-se horrivelmenle mortfero e Antonio Ma-
noel tentou um esforgo supremo ; mas a victoria
reslou disciplina, inda esta vez liveram de sal-
rar-se fugindo (22 de juoho.)
Ioda aqu nao eslava corlada a cabega hydra.
Pinto Madeira tentou ainda a fortuna em Santa
Catharina, mas sendo ioda esta vez batido, cabio
em desanimo. Tinha em balde lutado contra o
ascendente da disciplina, via-se abandonado, foi
forga procurar um asylo.
A rerolta eslava mora, mas palpitava. Gru-
pos numerosos sem dircgSo, nem objecto, der-
ramavam-se sobre a comarca e levavam a de-
vastado e a pilhagem a todos os cantos, ora eram
(rogos destacados do exercito balido, ora paisa-
nos ao servigo do governo, e algumas vezes mes-
mo soldados do exercito legal. A autorilade os-
cillava no meio da anarchia, e devemos dizer,
foi este o periodo mais perigoso da revolta.
Pinto Madeira e Antonio Manoel, nao queren-
do aulorisar com seus nomos esta phase da re-
bellio, se mantinham no retiro, eritando de
um lado essa segunda e muilo odiosa responsa-
biliJade, e de outro a vinganga dos vencedores.
Enfrntenles chegava ao Crato o general Labatut,
encarregado de fazer a final paclflcago, filo a
que elle correspoodeu perfeitamente. Sua con-
ducta inspirou toda a confianga e os dous chefes
da revolta nao duvidaram irem fazer-lhe a sos
submisso em seu acampamento do Correntioho
( 14 de outubro 1832 ).
Labatut os Iratou com tolos os respeitos devi-
dos ao infortunio, e nao trepidou ante a ira dos
vencedores, garanlindo-os de toda a violencia da
parte de seus e a quem um triumpho, que lhe
era todo extraoho, tinha notavelmente ensoberbe-
cido.
03 dous presos foram remettidos para Pernam-
buco sob a guarda do major Santiago, soffrendo
na viagem todos os insultos das populages, que
homen invulneravel. Duas vezes percebeu o
marquez d'Hallay no meio dos seus, e duas ve-
zes precipitou-se para olle : mas era logo impe-
dido no seu impelo por urna forga irre&istivei.
Lennox com todo e sangue fri no meio dessa
luta eocarnigada s tinha urna ideia, s tinha
um fim : garantir a pessoa do marques.
Se o conde assemelhava-se a um leio, Joa-
quim Dick pareca um tigre. A sua raiva, posto
que levad v#o extremo, nao o impedia de lagoar
continuamente ao redor de si um olnar investi-
gador, e da aproveitar-ae de todas as occasies
que se lhe apresenlavam : um salto repentino,
urna exclamago rouca, um gesto de vertiginosa
rapidez. ...e o cadver de um aveotureiro cahia
por Ierra I
Quanto a Grandjeao, preenchia a sua mlssio
do modo o mais convenienle nessa hedionda
mortaodade : faltara-lhe somente o eothusias-
mo; mas em compensago derribara com urna
bruialidade fleugmatica a todos oj arentureiros
que encontrara na sua passagem ; e no fim de
cada urna dessas execugdes examinara com cui-
dado se a cronha ou o cano de sua carabina, de
que se servia como de urna clara, continuara em
perfeito estado, ouse tinha sido quebrado ou a-
roscado.
A carnificina durara j havia um quarto da
hora, o o triumpho era ainda d.uvidoso : se os
aveolureiros levavam vantagem pela disciplina,
os pelles-vermelhas tioham por si a aua impec-
tuosa e incom parar el agUidade, eumssuperio-
ridade numrica muito considecavel.
A' medida que a luta se tornava maisencarni-
gada, 6 estrondo ia dimiouindo ; os tiros iam
sendo cada vez mais raros ; a respirago arque-
jante e opprimida tinha substituido os gritos
era horrivel I
Subilo as filerias dos aveolureiros se abrram
dos dous lados oppostos, euma tromba de chum-
bo e de fogo envolveu os pelles vermelbas; ao
mesmo lempo urna dupla detonago, semelbaote
a um trovo violento, repercuti noar.
O marques d'Hallay, reuoindo quaai toda a
plvora, que restara fez carregarat a bocea duas
pegas, que tinha conduzido consigo, e aprovei-
tando-se de um momento em que os pelles-ver-
melhas se acharara mais compactos, mandou de>
carrega-las sobre elles.
Foi extraordinario o effeito produzido por esse
successo. Os Indios, aps o primeiro momento
de pasmo trataram de aalvar-se laogando gritos
de dor, e deixando no campo mais de ciocoenla
tureiros estreilamente ligados uns aos outros, e cadveres dos seuscahidos durante o combate.
formando urna especie de quadrado, repelliam^
bayonetas os ataques isolados e pessoaes dos
Indios.
O conde d'Ambron eslava sublime de furor, e
vista da impunidade que coroava a aua incri-
vel temeridade poder-se-hia toma-lo por um
Joaquim Dick nao proeurou conle-los, nem
ni-log: elle slbia que os pelles-rermelhas,
quando elles passavam por alguma cataatro-
phe, abandonavam sempre o campo da batalha,
afim de combinaren) sobre o partido que ave-
rian) tomar.
se apinhavam para ve-Ios, e os martyrisavam com
os reproxes mais duros, ameagaodo mesmo al-
gumas vezes espedaga-los, como a dous mons-
iros, de que convinha purgar a Ierra. Depois de
urna viagem de 150 legoas entre soffrimenlos e
contumelias, os presos chegaram ao Recite e fo-
ram Ungados no puro de um navio. Tanto ri-
gor com dous homens reduzidos a nao poderem
tazer o menor mal, revella bastante quanto era
terrivel a repulegao, que se tinham criado nessa
poca. '
Do porto do Recite os prisioneiros, condemna-
doa a acompanharom o seu carcere, para onde
quer que o servio naval o chamisse, foram ter
ao porto do Maranho. Ahi viviam quasi da ca-
rldade publica, quando Pinto Madeira foi chma-
lo para responder perante o tribunal do jury do
Crato.
Este tribunal sob a pressao de terror, e levado
em parte do odio, que nao tinha podido arrefe-
cer, condemnou Pinto Madeira pena ultima,
nao pelo crime de rebellio, mas pelo sssassioa-
lo do portuguez Joaquim Pinto Cidade, que Ve-
neno, um seu caudiiho, havia mandado fuzilar,
alguns momentos antea do ataque do Burity.
Nao se podia em regra coodemna-lo por esle cri-
me ; por que, o que referiu a testemuoha que
mais o crimioou, foi que, tendo prendido Gldad e,
Veneno fra ler ao sitio contiguo, onde se achava
Pinto Madeira, lendo-o converaado de modo que
uo podera ser ouvido, vollra e dera a ordem
para a execusso : entretanto aecusava-se geral-
mente ao vigario Antonio Manoel de ter dito
nessa occasio a Veneno : desbarate se essa ci-
dade I Havia tengao reservada de fazer morrer
Pinto Madeira, e por tanto nao se prestando
urna coodemnago desta ordem o ficto da rebe-
lio, por urna diverso maligna fiseram-no antes
responder pelo crime de homecidio. Todos os
recursos lhe foram negados, e o Sr. F... que exer
cia ento o cargo de juiz municial, manda va
quebrar a pu suas testemunhas, na porta mesmo
do tribunal, apenas acabavam de depr 1 Desta
arte condemnado, foi executado no dia 29 de no-
vembro de 1854 1
Este crime commeltido com perveraidade to
fria e calculada o facto mais odioso de nossos
fados judiciaes-, a nodoa que negrejar eterna-
mente na fronte do partido liberal de enlo. To
dolorosa noticia veio encontrar Antonio Manoel
abordo de sua presiganga, soffrendo at os hor-
rores da tome. Muitos mezes depois foi eHe a
seu turno responder perantajo jury do Cralo. Os
odios estavam mais aplacados, e a generosidade
de um 'inimigo, o senador Alencar, ento presi-
dente da provincia, o salvou de urna coudemna-
go.
Tem se pretendido encontrar certa cumplici-
dade do senador Alencar na execusso de Pinto
Madeira : falla-se em vinganga de familia, e ob-
ser*a-se que era elle presidente ds provincia i
mas o modo, por que esle fado se den estudado
nos documentos que existorn, e muitss do suas
circumstancias deridsmenle apreciadas o teem
posto coberto de qualquer inculpago.
Depois de longos annos passados no carcere
as privages, o vigario Antonio Manoel s ob-
leve sua liberdade, para ser o ludibrio de novos
infortunios.
Em poltica os homens obstinados ficao, em
quinto o mundo roda para alm.. O lempo ti-
nha feito grande revolugo as ideas. Os homens
j nao eram os mesmos. O rigario Antonio Ma-
noel nao os pode comprehender, nem acompa-
ohar : ficou pois, como o naufrago que a tempes-
de langou sobre praia deiconhecida. Aquellos
poros que obedecan) ao seu menor aceno, j o
tinham esquecido, e a lembranga de seu nome a
era despertada pelos ribombos da procella, que
ainda se deixaram ourir.
Isolado no meio do mundo, foi grande a sua
coragem. Elle se resignou desgraga, o que feria
e quiz rer o dedo de Deus marcado em sua in-
felicidade. Seu corago j se abandonara e sub-
mettia s mais duras proraogas da adversidade,
quando a cegueira lhe veio por fra de toda a es-
peronea I
Algum lempo resilio em Monte-Mr-Velho e
Acarape na obscuridade e pobreza, e s em 1846
se decidiu voltar ao Jardim, que devia ser tes-
temuoha de sua humilhaco, como tinha sido de
sua gloria. Ha vendo conflictos entre dous sacer-
dotes, que se disputaran) o direito de parochiar
ali, alguem se lembrou de o mandar rir. O de-
sojo de conculir a matriz do Jardim, obra, que
foi o objecto de sua constante sollicitude e que,
durante sua vida, absorveu boa parte do seu
lempo e lodos os seus lucros, muito concorreu
para esta sua resolucao.
Todo o lempo que viveu ainda coosagrou
edificado desse templo que nao pode concluir,
e nunca declinando deste proposito, restou em
continuas privages para applicar essa obra os
pequeos lucros de um parocho cago, se deixao-
do definhar de fome. Ti vemos occasio de ad-
mirar sua paciencia e resignago no meio de ta-
manhas privages.
Nunca alguem leve milhores occasies de araon-
toar dioheiro, e desceu campa mtis acabrnnha-
do de miserias : nunca alguem professou des-
prezo mais absoluto pelas riquezas do mundo.
Seu desengao lornou-se um proverbio.
Um dia, vottaodo de urna looga desobliga, tal
era a preciso que trazia de dinheiro, que, para
ter o jsotar, mistar lhe foi matar um seu papa-
gaio falladorl
Pedro I, conhecendo sua pobreza, e querendo
proporciooar-lhe os meios para a volts, mandou
abonar-lhe a ajuda de custo, quando foi corte,
comodeputado constituinle. Antonio Manoel
empregou toda a quantia recebida nos paramen-
tos, que ainda hoje oroam a capella do Sacra-
mento do Jardim, e deixou-se car na mesma
penuria I
Seu irmo, o coronel Cimpello, saben io de
suas privages, mandou deixar-ltie certa quantia
as prisoes de Pernambuco ; Antonio Manoel
empregou-a na acquisigo de um sino, e o en-
viou para a matriz do Jardim.
Foi to completa a sua pobreza, ainda nos me-
lhores lempos de sua vida, que para ir capital.
Toda a atlengo do Batedor de Estrada se con-
centrou no conde d'Ambron, que pouco se im-
portando com essa retirada e imensivel a qual-
quer fadiga proseguio no combate : foi preciso
arrasta-lo quasi forga para fra do campo.
Contando com urna suipeoso de hostilidades
bastante tonga, ao menos assim suppuoham, os
aventureiros levantaran) do chao osferidos, e
acabaram de matar os Indios, que reipiravam
ainda.
Nesse interim o marquez, depois de dar algu-
mas ordens, dirigio-se precipitadamente para
o barranco, em que deixara Antonia.
Encontrou a desventurada moga dominada por
um terror sobre-humano : nao por que ella re-
ceiasse pela sua propria seguraoga, mas porque
pensara no aeu muito amado Luiz.
O olhar com que recebeu o marquez exprima
a angustia, quasi demencia: mas sbito soltou
um grito de alegra, e cahindo de joelhos poz-se
a orar, rendeodo gragas a Deus I
O semblante desassocegado do marquez fazia-
Ihe conhecer nao s que seu marido aioda viva,
mas que nem mesmo fora fendo no combate.
O Sr; d'Halay despedio os dous Mexicanos e o
Francez do quem confiara aguarda da moga ; e
depois que elles se retiraram dirigiu-se a esta, e
disse-lhe com voz estridente e escarnecedora :
Conhecendo o interesse extremo que por
roim tendea, querida Antonia, corr para Irn-
quillisar-ros sobre a mioha sorte... O cu ouve
bem a3 vossas preces, pois que me conservou ao
vosso amor e felicidade 1...
Eslea sarcasmos, longo de irritar e offender a
moga, fizeram ao contrario assumir-lhe aos la-
bios um sorriso divino de alegra e prazer.
A vossa colera, senhor, me pro va que aca-
baos de soffrer urna grave derrota... Oh I Eu
bem sabia que o cu nao delxaria impane o vos-
so triumpho I A hora da liberdade soou para
mi... vou emfim tornar a ver o meu Luiz I...
Empallideceis, senhor 1 Nao vos assusteis ..j
nao teoho para comvosco no corago nem colera
nem odio : elle mal pode contera alegra que a
inunda I...
Basta, senhora, basta de insultos, ioterrom-
peu o mancebo cujas faces lvidas e olhos scin-
tillintes denolavam paixes as mais desenfrea-
das. Nao vim aqu para perder o meu lempo em
vios pretextos : procurei-vos, .Antonia, para
lembrar-vos o que vos promelli ha oilo dias :
que a nossa ohegada s margens do Jaquesila
mudara o voaao destino.
Antonia sentu um estremecimento percorrer-
Ihe todo o corpo ; comprehendia por inslinclo
que eslava ameagada da irreparavel desgraga.
Senhor, tendea sido muito mi para mim,
tendes me feito soffrer muito 1 Mas se, vollando
a melhores sentimentos, me derdes a liberdade
que segundo todas as probabilidades estou pro-
como membro do governo temporario, mistar foi
que um amigo]lhe emprestasse 301000 e um ca-
rallo.
Tanto interesse] nao quiz Deus que ficasse sem
um premio. Elle lhe soscitou um prolector na
pessoa do padre Joaquim de S-Brrelo, aeu ami-
go constante, seu arrimo na pobreza e na velhi-
ce. Sem a generosidado deste clrigo distincto,
talrez, para rergonha do Cariri, Antonio Manoel
tiveese perecido de miseria.... de miseria, porque
era um pobre que nao podia, e a caridade entre
nos nao to nobre e espontanea, que v procu-
rar o indigente em seu retiro, e v soccorrer a
miseria que se abriga da mordacidade publica.
Se tanta humilhaco nos compunge, lants pa-
ciencia, tanta resignago nos enthusiasmam.
Nao ha mrito superior ao da coragem passiva,
nao ba herosmo mais sublime, que o do infortu-
nio. Dar sua bolsa ao pobre, para ir elle mesmo
soffrer a fome urna virtude, que, por isto mes-
mo que muilo rara, alto eleva o carcter do vi-
gario Antonio Manoel, e em nos desperla os sen-
timentos da mais justa estima.
A leal jadagjsjira tambem um dos attributos de
seu bello carcter. Um seculo nao bastara para
faz-lo esquecer um amigo. Homem estimavel
tantos respeitos, tinhs ainda o vigario Antonio
Manoel qualidades que eram n'elle urna seduc-
gao viva. Veiho, ceg, cadavrico, embotado
dos annos e dos desgoslos, arrimado um baato
e condozido passo passo, era ainda assim to
chistoso e cheio de espirito, que arrancara um
riso ao homem mais,misntropo do mundo. P-
de-se mesmo dizer que elle tinha o talento da
ancdota. Sus reminiscencia era pasmosa.
O rigario Antonio Manoel era natural do Apo-
di, filho legitimo de Jos Soares de Lemos e D.
Mara.
Seus restos morlaes jazem em urna catacamba
nos fundos da sacristia da matriz do Jardim.
A Ierra lhe seja lere.
Crato 17 de outubro de 1857.
Joo Brigido dos Santos.
A casa de Caiphaz.
Jerusulem na segunda-feira da Pentecosts.
Se durante o anno litrgico, com a rinda das
solemnidades to instructivas e lo tocantes do
culto catholico as almas piadosas experimentan]
urna singular consolago, dirigindo os pensaren-
los do espirito e os desejos do corago para os lo-
gares que foram testemunhas do termo de gran-
des e inelfaveis mysterios da redempdo, quanto
mais rira a santa alegra do peregrino ou fiel,
gozando da preciosa vantagem de assistir s au-
gustas ceremonias, celebradas nos venerareis
sanctuarios, elevados pela f ardente de nossos
paes, para conservar vira atrarez dos seculos
a lembranga de brilhantes testeraunhos, que
Deus abi deixou de sua misericordia e de seu
amor pelos homens I Em seu recinto sagrado os
sentidos se acham faroravel e santamente impres-
sionados. Ahi tudo falla ao espirito, pinla-se na
iraaginaco, agita o corago e excita virtude.
Desses lugares impregnados de urna virtude di-
vina se exbala um perfume de piedado e de san-
tidade que embalsama o corago e penetra a al-
ma, facilitando-lbe a meditado dos mysterios
evanglicos que esses lugares lembram. Aioda
que o tempo enfraquega o sentimento, e que a
vista diaria dos mesras objectos nos familiarise
naturalmente com elles, nao sem urna emogo
miis profunda e mais intima que adoro nossos
santuarios que me ajoelho e me prostro sobre
suas pedras sagradas, e que oferego a Deus, so-
bre seus venerados altares, o sacrificio divino.
Entretanto, se a visita doa preciosos sanctuarios
que temos conservado deleita a alma, a vista dos
que temos perdido a entristece profundamente.
Sim, se em Jarusalem hi gratas consolarles, ha
tambera dores amargas ; as alegras religiosas
sao sempre nella misturada com indisiveis tris-
tezas.
Imaginae o extremo pezar que experimenta a
piedade christa em poder traospr o limiar de
sanctuarios s vezes os mais ricos em lembrangas
evanglicas e os mais renerareis, pelas ac-
ges divinas que nelles se effectuam ? Hasanc-
tuarios que nao podemos cercar de nossa ve-
nerarlo, em cujas abobadas nao podemos fazer
resoar os bymnos sagrados, onde nao podemos
immolar a victima santa. Pela infelicidade dos
lempos, e pela continuado ds incuria da Europa
christa, muitoa deases monumentos de nossa f
tomaram-se o dominio excelusivo do schisma ou
do islamismo. Foi assim que em 1757, os Gre-
gos dissidentes, unidos com os Armenios sebis-
matcos, usurparam violeota e ^ludaciosameote
d>3 Latinos, com outros aanctuarios) menos con-
siderareis, as dnas importantes egrejas do tmu-
lo da Santa Virgem, em Gethsemani, e de Santa
Mara ad prcesepe, em Bethlem.
Foi ainda assim que, em 1561, os musulmaoos
de Jerusalm, auxiliados pelos juizes, apodera-
rsm-se brutalmente aps urna looga serie presses, do Santo Cenculo, situado no monte
Sio, fra do recinto das muralhas actuaes, e ex-
pelliram brbaramente os religiosos de S. Fran-
cisco do mosteiro contiguo ao Cenculo, que elles
babitaram a mais de dusentos annos. Desde
1561, poca a mais funesta nos annaes da egreja
de Jerusalm, a entrada desse sanctuario da ora-
gao do sacrificio e do amor est rigorosamente in-
terdicta aos caholicos e chistaos dissidentes. Es-
pero um dia Iransmittir-ros o histrico desta per-
da lamentare!, que permanecer irreparavel to
longo tempo quanto a cruz nao substituir o gan-
cho em Jerusalm. No entanto, os cnticos
do Senhor nao se ouvem mais as inconsolaveis
ruinas de Sio ; a santa collioa nao estremece
maja com os fortes cantos dos propbelas, com as
lyricas effuses dos psalmos, com amorosas ter-
nuras eucharislicas ; a harpa inspirada de David
permanoce tristemente.suspensa nos melanclicos
ramos dasvelhas oliveiras que coroam a monta-
una sagrada, sobre a qual se accumulam as maio-
res lembrangas do mundo christo, lembrangas
sobre que ainda fallarei.
O que tica dito ajudar-vos-ha a formar urna
idea da immensa dor que se experimenta em nao
zima de adquirir, juro-ros que esqueeerei todo o
passado, juro-vos que ounca proounciarei o vos-
so nome, que a ninguem revelare! a vossa con-
ducta a meu respeito.
O marquez erguen os hombros.
Antonia, se eu at aqui nao tivesse indig-
namente mendigado o vosso amor, nao terieis
occasio de offrecer-me agora a vossa piedade 1
As mulhares bradam contra a forga ; mas a
fraqueza o que ellas despresam verdadera-
mente.
A' final o que pretendis, senhor ?
O que pretendo o mesmo que j vos disse
ha oito dias, e que agora repito : pretendo tirar-
vos o direito de lancar-me em resto sem cessar
o nome do conde d'Ambron ; pretendo que o
pensamento de vossa reuoio to ambicionada
com esse modelo dos amantes, pensamento que
to bem vos sorri ao corago, faga d'ora avante
subr-vos o rubor face pretendo finalmente ser
vosso amanten'uma palavra quero que me
pertengaes de corpo e alma 1
A traoquillidade do marquez era muito mais
araeagadora do que linha sido a sua colera vio-
lenta : ella annundava urna resolugo firme,
implacave), e que nadanem lagrimas, nem ro-
gos poderia dobrar.
Antonia tornou-se paluda como um cadver,
e recuou vivamente : quiz responder ; Dio leve
forgas nem coragem para isso : a traosieco da
esperanga a mais embriagadora ao mais comple-
to desespero a lngara u'um estado horrivel de
abatimento.
O marquez com os bragos cruzados, a respi-
rago opprimida, os labios serrados e agitados
por urna nervosa contraedo, comtemplava a moga
com olhar flio e assuslador.
_ Aptoaia, proseguio elle com urna voz que s
paixo tornava tremola e surda, nao quero que
em algum lempo possaes imputar a um momen-
to de desvario e de loucura aquillo que nao tem
sido da mioha parte mais do que urna determi-
nago bem pensada e resolvida. Concedo-ros
meia hora para dizer um eterno adeus memo-
ria do conde d'Ambrom.
A desrenturada moga tinha ouvido a voz da
seu carrasco, mas nao compreheodido o que elle
dissera : eslava louca de terror.
Deixou-se maqninalmente cthir de joelhos, e
apoisndo a fronte sobre a arvore que se elevara
do fundo do barranco quiz orar, porm falloa-lhe
esle ultimo e supremo recurso : suas ideas eram
lio confusas, to obscuras, qua ella mal poda
invocar o nome de Deus.
Subilo por um morimento mais instinctivo
3ue arrasoado lerou a mo a cabega : acabara
e sentir urna frescura hmida gelar-lhe a fronte.
Ser sangue ? murmurou ella, Luiz esta-
r morto 1
se poder renovar no Cenculo, berco da egreja
christa, o adoravel sacrificio que Jesus-Christo
neste instituio, na vespera de serimmolado sobre
a cruz para a stlvago dos homens ; por estas
refleses, que me teem inspirado as circumstan-
cias, comprehendereis que e no Cenculo, onde o
Espirito Santo desceu sobre os apostlos, qua
celebramos a Pentecosts, destinsda a lembrar
este acontecimento religioso. Esta grande ao-
lemnidade foi honlem celebrada pontifical mele
por S. Exc. o patriarcha de Jerusalm, asistido
de um e de outro clero, na egreja conventual e
psrochial de S. Salvador. Depois da revoltante
usurpaco do Cenculo pelos musulmaoos de
Jerusalm, as ricas indulgencias que os sobera-
nos pontfices tioham altrshido a esse augusto
sanctuario foram transferidas, no fim do XVI se-
culo, para a egreja de S. Salvador, possuida pe-
los religiosos de S. Francisco, sob o alto dominio
da santa sede.
Ainda que acanhada, calida e muito inconrmo-
da, principalmente para as ceremonias pontifi-
caes, a egreja de que se trata, que nSo lembra
facto algum evanglico, Roma declarou-a cathe-
dral provisoria do patriarcha latino, al que este
eminente prelado possa, nao reentrar na posse de
sua aoliga cathedral, o Santo Sepulcnro, inreja-
do por todas as commuubes, porm construir
urna mais apropriada s exigencias do culto e s
necessidades da populado catholica da cidade
santa.
Depois da iojusta expulso dos filhos de San-
Francisco do Monte Sio, os latinos de Jerusa-
lm teem conserrado ou salvado um prerilegio
que parecer regular primeira vista, o qual miti-
gou um pouco sua dr, porm jamis consola-Ios-
ha Inteiramente da usurpaco do santo Cenculo ;
este previlegio, ou para melhor dizer, esta ruina,
este destrogo de um direito mais antigo e mais
ampio, consiste para os catholicos. em ir cada
anno no dia da Pentecosts, depois do meio dia,
e na manha doseguinte esta testa, cantar so-
lemnemente as primeiras vesperas e a missa,
precedida de outras missas rezadas no sanctua-
rio, designado com o nome de Casa de Caiphas.
O sanctuario que acabo de nomear est situado
na parte mais elevada do monte Sio, fra dos
muros ds cidade, entre a porta de Neby-Davoud
ou de David, e a egreja do Cenculo, da qual a
est afastado por urna ceoteoa de pasaos.
Pertenca, de facto, seno de direito, aos Arme-
nios schismaticos, que ordinariamente nelle con-
servara tres religiosos, um sacerdote e diversos
[tajos.
Examinando alternamente as cousas, reconhe-
se-ha que o uso favoravel dos latinos remontase
pelo menos ao anno de 1561, ainda que nao se
trate de saber como estabeleceu-se.
Se ioterrogardes aos Armenios, vos diro que
na poca em que os religiosos francezes foram
desapossados do Cenculo e do mosteiro a elle
contiguo, enlrelinham com esles boas relages, e
que. tocados da calamidadeqae lhes pesa va, de-
ram-lhes asylo durante sete annos em urna parte
de seu convento de S. Tiago, no monte Sio, en-
tremuros, e lhes perroittiram fazer as fuocgoes
do culto catholico na egreja deste mesmo conven-
to, e na que substiluio a casa de Caipbs
Elles acrescentara que, depois que os Francis-
canos se estabeleceram no interior da cidade, no
convento de S. Salvador, comprado pelos Geor-
gioos, concedern) por amizade a autorisago de
fazer todos os annos os ofBcios ecclesiasticos no
dia de S. Tiago Maior, em sua egreja do monte
Sio, intra-muros, e segunda-feira da Pentecos-
ts no sanctuario que substituio> casa de Caiphs,
sobre o monte Sio, extra-muros.
Se, pelo outro lado, consultaos os Francisca-
nos sobre o mesmo assumpto, respondero que
tioham antigamenle a possesso exclusiva desses
dous estabelecimenlos ; mas que em urna perse-
guido, tendo sido cooduzidos como captivos a
Damas, confiramos santuarios em queslo, com
seus titulos de possesso, aos Armenios, que re-
cusarara reslituir-lh'os em sua volta, e s lhes
deixaram um relalho de seus antigos direitos.
Na completa ausencia de documentos, seria
difficil de ceder a questo; todava, a explicado
dada pelos nossos religiosos parece mais plau-
sivel.
Sao de opinio que o grande convento de S.
Tiago fra anligamente um eslabeleclmento hes-
panhol.
Lembro-me, com effeito, ler lido na narrago
de um peregrino hespanhol do XVI seculo, |cujo
nome me escapa, que elle recebera hospitalidade
oo hospicipio hespanhol de S. Tiago, no monte
Sio.
Os viajantes observan, que com felizes apll-
des, os Armenios participam mais da rapoza que
do lobo ; ha tambem urna sorte de proverbio no
Oriente, que sao precisos sete juizes para fazer
um Armenio.
Depois destas explicages, qae acharis um
pouco fastidiosas, mas que teem sua utilidade no
ponto"de vista das cousas de Jerusalm, sobre as
quaes muitas vezes se escreve com urna ignoran-
cia que faz levantar os hombros, torno ao monte
Sio e casa de Caiphs, para fater-vos delles
urna curta descripgo, e lembrar-vos. o que pas-
sou-se na paixo de nosso clemente e adoravel
Redemplor.
O pequeo jnosteiro e o sanctuario de Caipbs
formam um longo quadrado que vae do occidente
ao oriente ; cercado de altas e fortes muralhas,
para garanti-lo dos ataques dos Beduinos, que,
ootr'ora vinham constantemente, apoderar-se do
monte Sio.
Entra-se em um extenso pateo de vinte cinco
passos de comprimento sobre oilo ou dez de lar-
gura, por urna portado ferro muito baixa, e abor-
ta no muro occidental.
Os viajantes fallara de urna larangeira queso
achava dreita do pateo no meiodesua exten-
so, marcando o lugar onde S. Pedro, misturado
com os ministros do grande sacerdote, se aque-
cia, esperando o xito ioiquo processo, inten-
tado contra seu bom Mestre.
{ Continuar-se-ha.)
Ento ergueu os olhos ridos pela febre, e
lurvados pelo medo.
Pouco a pouco urna eslranha revolugo se ope-
rou no seu semblante, que havia aioda ha pou-
co medonho de terror, toroara-se logo placido
e tranquillo,e nelle se reflectira urna indisivel ex-
presso de resignago exaltada, e orgulhosa
alegra.
Obrigada, meu Deus, obrigada I excla-
mou ella. Vos mesalvastes 1
E passon os bragos ao redor da arvore, e
orou.
De repente estremeceu ; a mo do marquez
acabava de tocar no seu hombro : ergaeu-se de
um pulo ligeiro e gracioso como o de urna corea
selvagem.
O que queris da mim, senhor 1 disse alia
encarando o seu iuimigo com olhar firme e lm-
pido.
Havia na attitude, no semblante, e nos me-
nores movimeotos da moga urna tranquillidade
to solemne e suave, que o marquez ficou es-
tupefacto.
Antonia sorrio-se braodamente, e com urna
voz cuja harmona tinha alguma cousa de celes-
te, disse :
Senhor, nao vos temo mais, e perdoo-vos...
Oh I deixae-me proseguir: poucas sao as pala-
vras que me restara dizer. Quisestes arrebatar,
me para sempre ternura do meu esposo, e o
podieis fazer..; seria simplesmente um crime :
mas arrancar-me As garras da morte o que
nao est no vosso poder....seria um milagro!
Eu sou livreeu me eovenenei I
Aotooia ergueu a mo lentamente e apontou
para um fio espesso de leche de palo qtie torna
pela arvore abaixo do furo produzido por urna
bala que se crarara no gigante vegetal durante o
combate.
O marques nao comprehendeu logo que ter-
rivel exlremidade levara a ana victima; ia j in-
terroga-la quando muitos grilps confusos atra-
hiram a suaalteogo.
Deata vez nao eram clamores de Indios.
O mancebo estremeceu e poz-se a escutar at-
iento e ancioso. e deixando logo escapar urna
exclamago que exprima ao mesmo tempo a
raiva e o espanto levados aos ltimos limites gal-
gou de um pulo o declive do barranco, e preci-
pitou-se para o acampamento.
Os gritos, qae tinhs otvido o marquez, di-
siam : Viva o Sr. Joaqun Dick J Morra o trai-
dor d'Hallay I
(Coninor-e-/ia.)
PEW, -TTP. DI U. P. DI FA1U.-1861.


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