Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09364


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Full Text
Hit HITll IDMEtO 187
Pr tres mezcs tdiantados 5JO00
Por tres mezes Vencidos 6J000
-4#W-

SEITA FEIRA 16 II AGOSTO II UN.
Por anuo adiaotado 19$00 0
Porte fraico para o subscriptor.
NCARRRGADO9DASU1SCRIPCA0 DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; \raca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Ceari o Sr. J. Jos
da Oliveira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justina J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo daCoata.
FAKTlA DOS lAIKKaUoa.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna a Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Antlo, Bezerros, Bonito, Caraar, AUinho e
Garanhuna as tergaa-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouncury e Fx as qu arlas leiras.
Cabo, Serlnh&em, Rio Formoso, Una, Barreiros
Iit PreU' pip*nteiras e Natal quintasfeiras.
[Todos oa crrelos partem as 10 horas da manhaa)
EPHEMERIDES DO MIZ DB AGOSTO.
6 Laa nova as 10 horas a 34 minutos da man.
13 Quarto erescente as 4 horas e 56 minatos da
manhaa.
20 La cheis as 7 horas e 31 minatos da man.
28 Quarto minguante as 11 horas e 4 minutos da
manilla;
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro os 54 minutos da manhaa.
Segando aos 30 minutos da tarda.
DIAS DA SEM ARA.
18 Segunda. S. Clara t. f. ; s. Graeiliano m.
13 Terca. Ss. Hypolito eCasaiano mm.
1,4 Quarta. S. Eazebio sac.; S. jfthanazia viuva.
15 Quinta, cgi Assumpgio de Nossa Senhora.
116 Sexta. S. Boque f.; S. Jacintho; S. Diomedes.
17 Sabbado. S. Mamede m. ; S. Emilia t.
18 Domingo. S.JoaquIm pai de Nossa Senhora.
AuUi&nUlAa UOt TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio; segundas quintas.
Relacao: tercas, quintas a sabbados as 10 horss.
Fazeoda tercas, quintase sabbados as 10horss.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphios: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do eivel: tercas a saxtasao meio
dia.
[Segunda rara do tivel: quartas a sabbados a 1
I hora da tarde:
ECARBEGADOS DA SUBSCRlPCAO DO SL
Alagoas. o Sr. Claudino Falea-o Dias; Babia*
Sr. Jos Mirtina Airas; Rio da Janeiro, a Sr
Joio Paraira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do humo Manoel Flguelraa 4g
Paria,na sua liTraria prega da Independan ti ..
h e 8.
PARTE OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia lt de agosto de
1861.
O lucio ao conaul da Franca. Acceitando com
prazer o convite que me faz o Sr. visconde E. da
Lemont, cnsul da Franca n'eata provincia, em
seu officio de 8 do correte, para assislir ao T-
eum, que se lem de celebrar na igreja de Nossa
Senhora da Penha, no dia 15 dente mez, anaiver-
sario natalicio de S. M. o imperador dos france-
zes, cabe-me dizer, em resposta, que n'esta data
taco esse convite extensivo s autoridades civis e
militares sob minha jurisdiccao, conforme solli-
cila o mesmo Sr. cnsul.
Renov ao Sr. cnsul de Franga os rotos de
minha eslima e subida coosideragio. Dirig-
ram-se convites i todas as autoridades civis e
militares.
Dito ao Exm. presidente do Rio-Grande do
Norte. Sollicito de V. Exc. a xpediqao das
convenientes ordens afim de que sejam enviadas
para aqu, como requisitou o commandaote das
armas em officio de 6 do correute as guias dos
recrutas apurados n'essa provincia, Antonio Go-
mes Lessa e Manoel Baptista, que se acham com
praga no 9" batalho de infanlaria em guarnigio
n'eata provincia.
Dito ao coronel commandante das armas.
Vericando-se ser o recruta Cosme Antonio Jos
de Torres o de que traa V. S. em seu officio
de 5 de juina ultimo, sob n. 1029, o mesmo que
mandei por em liberdade por officio de 4 daquel-
le mez, airva-se V. S. de fazer elfectuar a ordera
eontida no meu predito officio.
Dito ao mesmo. Sirva-se V. S. de mandar
por em liberdade, dando-lhe baixa, se j estiver
alistado, o recruta Satyro Gomes do Carmo, que
provou isencao legal.
Dito ao meamo. Queira V. S. mandar postar
em frente da igreja matriz da Ba-Viats, hoje,
s 3 1/2 horas da tarde, um des corpos de Ia li-
nda, afim de fazer as honras do estylo ao finado
lenle -coronel reformado da anliga guarda na-
cional, bario de Capibanbe, ficando V. S. certo
de que o director do araenal de guerra tem or-
dem para fornecer o cartuxame necessario para
as sslraa do costume. Officiou-se ao director
do araenal de guerra para effectuar o forneci-
mento do cartuxame por conti do ministerio da
jusliga.
Delerminou-se tambem que Qzesse postar em
freole da igreja da Penha, s 10 horas ds ma-
nhaa do dia 15 do correte, um dos corpos de 1*
linha para assislir ao Te-Deum, que se tem de
celebrar pelo anniversario natalicio de S. M. o
imperador dos francezes.
Dito ao commandante superior do Recife.
Attendeodo ao que allegou Manoel Antonio da
Silva Moreira no requerimento sobre que versa a
informagio de V. S. de 15 de julho ultimo, re-
commendo esse comniaodo superior que man-
de dispensar do servigo ao guarda do 1* batalho
de infanlaria deste municipio Joaquim Jos da
Silreira Moreica, at a prxima reuoio do coo-
selho de qualifieagio, quem deve o mesmo
guarda requerer o seu direito na forma do art.
18 do decreto n. 1130, de 12 de marco do 1853,
valo ser caixeiro de commerciaote matriculado.
Dito ao commandante do corpo da polica.
De conformidada com o que sollicitou o chefe
de polica, em seu officio o. 771 de 10 deste
mez, mande V. S. apresantar na repartido da
policia, no dia 15 do correte, 4 pravas do corpo
seu commando, afim de escoltaren) um crimine-
so de morte que vae respooder ao jury no termo
de Serinhiem. Communicou-se ao predito
chefe.
Dito ao inspector da thesourara de fazenda.
Estando nos termos legaes os inclusos documen-
tos, mande V. S. pagar ao teoente Luiz Jerony-
mo Ignacio dos Santos, conforme requisitou o
commandante superior da comarca do lUo-For-
moso, em officio de 2 do correte, os veucimen-
tos do destacamento de guardas oacionaea da-
quella cidade, contar do 1 at 27 de julho ul-
timo, dia em que foi dispensado o mesmo des-
tacamento. Communicou-se ao aupradito com-
mandante superior.
Dito jo meamo. Ao officio n. 644, que V. S.
me dirigi em 26 de de julho ultimo, respondo,
declaraudo-lhe que a despeza com os vencimen-
tos do destacamento da villa de Cabrob deve aer
ensarregada ao ministerio da guerra, visto que,
por deficiencia de torca de Ia linha que esta
presidencia tomou a deliberadlo de mandar des-
tacar a guarda nacional em diflerentes pontos da
provincia, cumprindo que nos exames dos prets
daquelle destacamento se tenha em viata : Ia
que foi elle chamado servico com o numero de
20 pracas por odiaos de 4 de maio e 4 de se-
tembro, tudo do auno paseado ; 2 que foi re-
duzido 12 pracas por officio de 18 de Janeiro
deste anno, e, finalmente, dissolvido por ordem
datada de 13 de junho ultimo.
Dito ao mesmo. Transmiti por copia V.
S., para seu coohecimento, o aviso de 13 de ju-
lho ultimo, em que o Exm. Sr. miniatro da agri-
cultura, commercio e obras publicas me autorisa
mandar exeeutar os trabalhos necessarios, afim
de que se eddiecione ao edificio em que fuoccio-
na a repartico do correio as duas salas que o
respectivo administrador pedio em officio de 23
de julho de 1859. Communicou-se ao men-
cionado administrador.
Dito ao inspector da tbesouraria provincial.
Em vista da coala e documentos juntos, estando
tudo nos termos legares, mande V. S. pagar a
Joaquim Ignacio Ribeiro Jnior, conforme requi-
sitou o director geral de iostruccao publica em
officio de 9 do correte, sob o. 247, a quantia de
2060816, em queimportam os medicamentos por
elle fornecidos no 1' semestre deste anno ao col-
lgio das orphias de N. S. da Esperanza.Com-
municou-se ao director geral de iostruccao pu-
blica.
Ordenaram-se tambem os 9eguiotes_paga-
menlos:
Ao mesmo Joaquisa Ignacio Ribeiro Jnior da
quantia de 1659760 proveniente de medicamentos
que forneceu, no 1* semestre deste anno ao col-
legio dos orphaos.
A' Quinteiro & Agr, da de 569560, provenien-
te do enterro da orphaa Aons Joaquina.
A' Simplicio Jos de Mello, da de 109J000. des-
pendida com o sustento dos preso pobres da ca-
deia do Brejo no mes de julho ultimo.
A' Carloa Roberto Fa.ll, da de 1159600 despen-
dida com a alimeotagio dos presos pobres da ca-
deia de Barreiros, no semestre de Janeiro a junho
deste anno.
Fizerata-se a respeito desses pagamentos as
competentes cocamuoicages.
Dito ao mesmo.Pode V. S. conforme indica
em sua informagio de 9 do correte, sob n. 382,
recebar ss chavas da casa tarrea n. 4, ds ra da
Madre de Dos, perUncenle ao patrimonio dos
orphaos, e cujos alugueis haviam aido arremata-
dos pela casa commereial de-Silva e Molla, con-
siderando para esse m de nenhum effeito o ar-
reodamento por ellas effectuado.
Dito so oommaodante de Fernando.Trans-
saitto por capia Vmc. para seu conbecimento,
nao so o officio em que mandei recoomendar a
pessoa que contratou a conduelo oa barca Atre-
vida de objectos pertencenles ao estado, com
destino a esse presidio, fiel execuco do respec-
tivo contrato, fazendo effectlvo o transporte dos
ditos objectos na forma do cdigo commereial,
mas tambem a reaposta que deu o contratador
Miguel Jos da Molla Jnnior.
Dito ao director das obras publicas.Para po-
der atteoder-se requisigio que fez o chefe de
policia em officio de 9 do correte o. 765, no
sentido de seres) juntadas as duas grandes can-
celias do pateo central da casa de delengio, e as
duas que dio sabida para os flancos dos raios, as
quatro grades das janellas enllocadas nos ditos
flancos e bem assim as duas dos torreoes da en-
trada, e todas as que se contam no pavimento
terreo da casa da admioiatragio em numero de
17, foase preciso que Vmc. me remeta com a bre-
vidade possivel um ornamento da despeza a fa-
zer-se com esss postura am de ser ella posta em
hasta publica com a do raio do norte daquelle es-
tabeleciraento.Deu-se sciencia disto a thesou-
rara provincial.
E exigio-se tambem para igual fim o orea-
ment das obras que se toroam neceasarias na
ponte da ra da Aurora, prxima o fundido de
Slar& C.
Dito ao mesmo.Mande Vmc. com a possivel
brevidade concertar os caixilhos da cellula o. 10
do pavimento terreo da casa de delengio, e col- I
locar os vidros que se acham quebrados nos
mesmos caixilbos, conforme requisitou o chefe
de policia em officio da 8 do correte, sob n. 758.
Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao delegado de policia de Olinda.Haja
Vmc. de entregar ao commandante do 4 bata-
lho de artilharia a p, coronel Hygino Jos Coe- \
lho, ou a pessoa por elle autorisada, as chaves do*
guariendo Parque dessa cidade, conforme aolici- I
tou eaBmmaodanre das armas em offiicio n. 1277
de llrdeste mez.Communicou-se ao coronel
commandante daa armas.
Portara.O presidente da provincia, atten-
deodo aoque Ihe requereram Azevedoc Mondes,
consignatarios do brique nacional Eugenia resol-
ve conceder permissio para Manoel Ezequiel Mi-
guis matricular-se, independente da apresenta-
Co de carta de piloto, como capillo do mesmo
brigue, na viagem a que est destinado para o
Rio de Janeiro; devendo porm, aasigoar termo
na capitana do porto pelo qual se obrigue aiexi-
bir a referida carta para outra qualquer viagem.
Dita.Os 5rs. agentes da compaahia brasileira
de paquetea a vapor mandem dar transporte para
o Maranhao, por conta do ministerio da guerra,
no vapor que se espera do suljo soldado Belmiro
Mandes.dos Santos, que vai reunir-se ao 5* ba-
talho de infanlaria a que perlence. Communi-
cou-se ao coronel commandante das armas.
Despachos do dia lt de agosto
licqutrxnunlos.
Alexandrina Mara da Luz Indeferido.
Carlos Luiz Cambronne.Dos termos, em que
se acham redigidos os artigos de contrato, citado
pelo suppliciote, nao se deprehende a obrigaco,
a que allude; por isso nao tem lugar o que re-
quer.
Francisca Mara de Jess.Como pede.
Francisco Jos dos Santos Jnior.J foi pre-
vido o lugar que requer o supplicante.
Francisco de Paula Machado.J foi prvido o
lugar que requer o supplicante.
Fieldeo Brothers.Informe o Sr. inspector da
tbesouraria de, fazenda.
Felippe Cavalcante de Albuquerque.Informe
o Sr. juiz municipal da cidade da Victoria.
Henriqo.es Augusto Milet.Tendo o supplican-
te receido j a prestadlo de que trata, como in-
forma a theaouraria provincial nao pode ter lugar
o que requer em viata do disposto no art. 35 da
le o. 286 de 17 de maio de 1851.
A irmandade do Santissimo Sacramento da
Boa-Vista.Dirija-se ao Sr. thesoureiro das lo-
teras.
Joaquim Pires Carneiro Monteiro.Requaira o
supplicante tbesouraria de fazeoda nos termos
do art. 121 do regulamenlo n. 2713 de 26 de
dezembro de 1860.
Jos Antonio Moreira Dias & CEm vista da
iuforma;ao nao tem lugar o que requer os sup-
plicantes.
Joo Donnelly.Espere que haja crdito.
Joaquim Jos de Lima.Informe o Sr. direc-
tor geral da instruc;lo publica.
Joaquim Elviro Alves da Silva.Informe o Sr.
commandante superior da guarda nacional da
comarca do Rio Formoso.
Jesuioo Rodrigues Cardse Informe o Sr.
inspector da thesourara da fazenda.
Luiz Gomes Ferreira.Informe o Sr. inspector
da thesourara da fazenda.
Manoel Antonio da Silva Moreira.Seja dis-
pensado do servico da guarda Joaquim Jos da
Silva Moreira at a prxima reunio do conaelho
de qualificaclo, a quem deve requerer o seu di-
reito na forma do disposlo no art. 18 do decreto
o. 1130 de 12 de margo de 1853.
Manoel Jos de Parias.Informe o Sr. thesou-
reiro das loteras.
Bomlo da Cunha Amaral.Satisfaga o suppli-
cante plenamente o disposto no art. 68 da le a.
602 de 19 de setembro de 1850.
ca porteaba, no caso desgranado de ser o gene-
ral Mitre vencido em batalha campal e ver-se
obrigado a sustentar um sitio dentro da capital,
onde sobram elementos para prolongada resisten-
cia.
Pelo que toca ao governo oriental, ja nao res-
ta duvida que protege mysteriosamente o general
Urquiza, visto torem os naVios aprazados pelas
torgas martimas portenhas sabido deste porto
sem terem sidosujeitos ao registro por que pas-
sam os que sedestioam a Buenos-Ayres.
O general Lamas, que tinha suspendido a sua
marcha, parti a 19 do correte para Salto no
vapor Montevideo, com urna diviso de 400 ho-
mens, que servirlo de ncleo que deve for-
mar.-se para fazer effecliva a neutralidade arma-
da que a imprensa official proclamou.
Outro deputado de mais importancia de que e
Dr. Vasquez Sagastame pelas suas relagoes eom
os caciquetes Bernardino Olid e Gervacio Bur-
gueno sahio-se fazendo coro com as ideas pro-
clamadas pelo mesmo Vasquez sobre auxiliar-se
officialmeote o general Urquiza. Para fazer esta
publica manifestacao consultou o deputado Diaz
primeramente a opioiao dos ehefes militares do
seu partido, de modo que pode assegurar-se ser
unnime o desejo que a geote que est no poder
tem de ajudar o general Urquiza na guerra que
se prepara, e se o goverao ss nao resolve a fa-
ze-lo franca e lealmnte, por nao ser chegada
anda a opportunidade.
Com a le da amnista sueco deu exactamente o
que previ. Nem um s dos agraciados quiz apro-
veitar-se da graga, o que vem complicar a m
situaglo poltica que atravessamos.
Entretanto propz-se em Buenos-Ayres ao se-
nado recoonecer nos seus postos os ehefes emi-
grados, para que possam incorporar-se ao exer-
cito. A homeua cujo officio pelejar nao ha de
cuslar rouito porem-se ao servigo de urna causa
que tantos pontos de contacto tem com a sus,
urna vez que a improvidencia dos nossos sabios
legisladores e estadistas julgou prudente dOnser-
va-los na condigio de. Ilotas. Todos os dias es-
pero a noticia de que o general Flores aceita as
propostas que com instancia Ihe fazem o minis-
tro da guerra e o Dr. Obligado, aos quaes o li-
gam lagos de estrella amizade, e, aceita a pro-
posta por aquello general, tomarlo partido todos
os homens de armas que se acham fra do paiz,
e muitos at sahirlo dalle parase imcorporarem,
com o que veremos reproduzirem-se os aconte-
cimentos que prepararlo q cerco de Montevi-
deo.
Tambem asseguram as cartas particulares que
o cacique Baigorria offereceu ao general Mitre
um contingente de 2,000 iodios. -
[Do Jornal do Commercio do Rio.)
INTERIOR.
BIO DE JANEIRO.
26 de julho de 1861.
Hontem nao houre sessio no senado por falla
de numero legal.
Continuou hontem na cmara dos depatados a
2 discusslo do projecto que approva o decreto
relativo ao contrata celebrado com J. C. Pereira
Pinto para a navegagao a vapor entre o porto de
Montevideo e o do Salto, e eolre o da Constitui-
glo e o de Uruguayana, na provincia do Rio Gran-
de do Sul. Orou o Sr. Teixeira Jnior.
Continuou tambem a 2* discusslo da proposta
do goveroo que lixa as forgas de trra para o anno
fioanceiro de 1862 a 1863 Oraram os Srs. Za-
charias, ministro da juatiga e Jos Bonifacio.
Ambas as discussoes ficaram adiadas pela hora.
-27-
0 Sr. Dias Vieira offereceu hontem no senado
um requerimento para que o goveroo informe a
respeito da noticia que corre sobre ter o presi-
dente do Maranhlo apreseotado o Sr. mioistro da
marioha como candidato eleiglo de um depu-
tado a que se vai proceder por aquella provincia,
tendo para esse fim procurado reagir contra a si-
tuaclo poltica all dominante. Pedindo a pala-
vra o Sr. miastro do imperio, ficou este reque-
rimento adiado.
Entrou depois om 2* discusslo o projecto adop-
tando o systema mtrico, e oraram os Srs. Souza
Franco, Manoel Felizardo, marquez de Ooda, D.
Manoel e Ferreira Penna, ficando a discusslo en-
cerrada.
EXTERIOR.
Montevideo, 24 de julho de 1861.
Pouco adiantam os successos dos seis dias de-
corridos desde a sahida do Saintonge.
Na data das ultimas noticias achava-se o gene-
ral Urquiza em Coronda, com 5,000 horneas. O
general Mitre est em S. Nicols de los Arroyos, I
onde concentra as suas forgas.
A respeito de recursos e materiaes de guerra
lula o governo da Confederado com grandes'
embaragos. O seu banqueiro Buschental est !
meio quebrado. O governo nao pode ulilisar-se
dos seus vapores por falta de carvio de pedrs. t
Hontem trouxe-oos El Espigador a noticia da
captura de ama barca e ama eacuna, sahidaa de '
Montevideo com armamento e petrechos de guer-
ra para o Paran. Na barca foram apprehendi-
das 350 toneladas de carvio, e na escuna 63
aixoes com espingardas e davinas.
Na Tribuna de 20 encontr urna noticia que
as miohas cartas particulares nao confirmam,
mas que transcrevo por nao me parecer invero-
smil :
Por um palhabote chegado do interior dos
Ros sabe-se que urna divisio de Correntinos,'
embarcados torga no vapor Hercules com desti-
no ao Rosario, sublevou-se em meio camioho,
atirando-se sobre a guarda, e arrojou -se agua
anhando as ilhas. Dos trezentos Correntinos
jgtram duzentos.
Em Buenos-Ayres activam-se os trabalhos de
fortiQcagao e augmenta o enthusasmo. As ne-
gocia coas de psz esto suspensas, espera da
opiniao do general Mitre.
O presidente Derqui cootinuava em Cordova,
fazendo eaforgos para organisar um corpo de
exercito; mas lula com grandes embaragos, fal-
tande-lhe recursos pecuniarios. A este respeito
conta Buenos-Ayres com maiores elementos.
Chegou aqui, encarregado de urna missao se-
creta, o Sr. Pico, e parece que junto do goveroo
do Paraguay foi acreditado o Dr. Torres.
Julga-se que a misslo, tanto destes dous agen-
tes do goverao de Buenos-Ayres, como do Sr.
Marmol, enviado com o mesmo carcter a essa
corte, obter o recenhecimeoto da independen-
Continuou hontem na cmara dos deputados a
2* discusslo do projecto que approva o decreto
relativo ao contrato celebrado com J. C. Pereira
Pinto para a navegagio a vapor entre o porto de
Montevideo e o do Sallo, e entre o da Constitu-
gao e o de Uruguayana, na provincia do Rio Gran-
de do Sul. Orou o Sr. Amaro da Silvetri, ficando
a discusslo adiada.
Continuou tambem a 2* discusslo da proposta
do governo que fiza as forgas de trra para o anno
fioanceiro de 1862 a 1868. Depois de orar o Sr.
Henriques, requeren o Sr. Souza Mondes o en-
eerramento da discusslo.
Nio se votou este requerimento por falta de
numero.
Foram annunciadas pelo Sr. Junqueira as se-
guintes interpellagoes:
< Interpello, na forma do regiment, o Sr. mi-
nistro dos negocios estrangeiros sobre os seguin-
tes pontos:
1., se o governo reconhece nos estados con-
federados que se separaram da uniao-americana
o direito da belligeraotes;
< 2 se, caso reconhega esse direito, permit
tira nos portos do Brasil o armamento de corsa-
rios com baodeira de qualquer dos belligeraotes
e a venda de presas ;
3., se a poltica do governo ser a de striela
neutralidade;
a 4., qual o estado presente da questSo relati-
va suspeosio dos trabalhos da commiss&o mix-
ta sobre reclamares de cidadios brasileiros e
inglezes.
18 -
Entrou hontem em discusslo no senado o re-
querimento do Sr. Das Vieira. pedindo ao go-
verno ioformagoes sobre a noticia de ter o pre-
sidente do Maranhlo apresentado o Sr. ministro
da marioha como candidato eleiglo de um de-
putado por aquella provincia, e depois de terem
orado os Srs. ministro do imperio, Das Vieira,
bario de Cotigipe e visconde de Albuquerque,
foi o mesmo requerimento retirado a pedido de
seu autor.
O Sr. Ferreira Penna retirou igualmente o sen
requerimento, que ficra adiado na sessio do
dis 16, sobre os productos industriaos brasi-
leiros.
O Sr. Dantas mandou mesa um requerimen-
to pedindo ao goveroo ioformagoes sobre as
Suaotias despendidas com a commissio scienti-
ca encarregadada de explorar o interior do
paiz.
Passsndo-se en seguida ordem do dia, foi
approvado com a emenda offcrecida pelo Sr.
Souza e Mello o art. Io do projecto que substitue
o actual systema de pesos e medidas pelo sys-
tema mtrico francs, e entrando logo em dis-
cusslo o art. 1* do mesmo projecto, oraram os
Srs. visconde de Albuquerqoe, Souza Ramos e
D. Manoel, e oio havendo casa para se votar, fi-
cou a discusslo encerrada.
O Sr. Jos Bonifacio continuou hontem na
cmara dos deputados a fundamentar o reque-
rimento que ficra adiado pela hora na sessio
de sabbado ultimo, pedindo ioformagoes sobre o
requerimento do ex-presideote de S. Paulo no
pleito eleitoral, e aloda ficou adiada a discusslo
pelo mesmo motivo.
O Sr. Ottooi continuou tambem a interpellar o
ministro da agricultura sobre a resolugio que
passou ltimamente na cmara dos deputados
de Berlim, aconselhando o governo prussiano
a prohibir a emigragio para o Braail emquaoto o
governo brasileiro senio submetter s commina-
goes que Ihe sio impostas naquella resolugio ;
sobre o modo porque o governo brasileiro ten-
ciona desaggravar-ss da injuria que em Berlim
foi irrogada ao Brasil, face do mundo; que
compromisos o govero/ tem tomado para a
fundaga de colonias as vizinhangas das linhas
frreas ; e finalmente a quanto sobem as quan-
tias devidas aos diversos emprezarios e associa-
goes de que trata o final do relalorio da terceira
directora, e que tem de pesar sobre o crdito
de 6,000,0009 creado polo decreto o. 885 de 4 de
outubro de 1856.
Orou depois o Sr. mioistro da agricultura, fi-
cando adiada a discuseio.
Por decretos de 15 do correte foram exo-
nerados :
O 1 escrpturario da alfandega de Albuquer-
que Candido Martios dos Santos Viaona, das
funcgdes de ajudaote do inspector da mesma al-
fandega ;
E o Dr. Domingos Manoel de Oliveira Quin-
tana, do lugar de guarda mor da dita alfandega,
a seu pedido.
Foram por decretos da mesma data nomeados :
O 4a escrpturario do thesouro nacional Anto-
nio Tello Brrelo Filho, para servir em commis-
misso o lugar de ajudante do inspector da al-
fandega de Albuquerque; '
Ataliba Ferreira Pimentel Belleza, para o lu-
gar de guarda mor da mesma alfandega.
Por decreto de 24 do correte feram appro-
vadas as plantas, secgoes vertieses e transver-
saes, tragos, perfis.declives, curvas e orgamen-
tos, cooeernentes terceira secgo daquells es-
trada. ^ '
Por decreto da mesma data approvou-se
a modificagio proposta pela directora quanto a
direegio de urna parte da segunda secgio ficaodo
assim alterado o plano j approvado.
30
Hontem, anniveraario natalicio de S. A. 1. a
Srs. princeza D. Isabel, estiveram embandera-
dos, e salvaram s horas do estylo, as fortalezas
e vasos de guerra surtos no porto, e houve bei-
jamio no pago da cidade. A' noite assistiram
SS. MM. II. no thealro I y rico primeira repre-
sentado da opera Moema e Paragust.
Hontem nio houve sessio no senado nem na
cmara dos deputados por falta de numero legal.
Foram removidos a seu pedido :
O desembargador Martiniano da Rocha Bastos,,
da relacao da iiahii para a de Pernambuco ;
O desembargador Antonio Joaquim da Silva
Gomes, da relagio de Pernambuco para a da
Baha;
O juiz de direito Ricardo Pinheiro de Vascon-
celos, da comarca de Jacobioa, oa provincia da
Bahia, para a de Iiapemirim, na do Espirito San-
to, ambas de 1* entrais;
O juiz de direito Jos Mariano Lustosa do Ama-
ral, da comarca de S. Gongato para a de Parna-
gu, na provincia do Piauhy, ambas de 1* eo-
traocia;
O juiz de direito Umbelioo Moreira de Oliveira
Lima, da comarca de Paraoagu para a de S.
Gougalo ;
O juiz municipal Francisco Jos Cardoso Gui-
mares, do termo de Jaguaro, na provincia do
Rio Grande do Sul, para os termos do Tucano e
Pombal, na da Bahia.
Foi designada a comarca do Bio-Pardo, na
provincia do Rio-Grande do Sul, para nella ser-
vir, o juiz de direito Francisco Vieira da Costa.
_ Foi recooduzido no mesmo lugar o juiz muni-
cipal do termo de Minas do Rio de Contas, na
provincia da Bahia, Estevio Vaz Ferreira.
Foram nomeados:
O bacharel Balbioo Cesar de Mello, juiz muni-
cipal e de orphaos do termo de Jaguario, oa pro-
vincia do Rio Grande do Sul;
O bacharel Casemiro de Sena Madurelra J-
nior, juiz municipal e de orphaos dos termos
reunidos de Valonea ,e Jequirig, na provincia
da Bahia. W v v
O escrpturario da secretaria da polica da cor-
te, Antonio Mattoso de Andrade Cmara, para
official da mesma secretaria.
Foi permiltido ao 2 tabellio de Araruama,
Joio Francisco da Silva Couto, e ao partidor do
termo de Gapivary, Manoel Jos da Costa Porto,
oa provincia do Rio de Janeiro, a troca entre si
de seus respectivos officios.
Teve merc de serventa Vitalia dos afficios de
contador e distribuidor dos termos de Caravellas,
Villa-Vigosa e Porto-Alegre, oa proviocia da
Baha, Manoel Feliciano Alves Cajazeira.
Foi concedido o titulo do conselho ao direelor-
geral di l'direcloria da secretaria de estado dos
negocios da guerra, o Sr. tenente-coronel do
corpo de eatado-maior de Ia classe Vicente Fer-
reira da Costa Piragibe.
31 -
O senado approvou hontem em 2* discusslo o
projecto adoptando o systema mtrico, e bem as-
sim a resolugio que augmenta o ordenado do
porteiro da academia das Bellas-Artes.
Passou em 1* discusslo a proposta do governo
sobre casa montos de pessoas que nio profeasam a
religiio do estado, e eatrou logo em 2* discusslo
com as emendas da outra cmara. Orou o Sr.
Vasconcellos sobre o art. 1, e verificaodo-se nao
haver casa ficou a discusslo encerrada.
Continuou hontem na cmara dos deputados a
2* discusslo do projecto que approva o decreto
relativo ao contrato celebrado com J. C. Pereira
Pinto para a oavegiglo a vapor entre Montevi-
deo e diversos portos da provincia do Rio Grande
do Sul. Orou o Sr. Bello.
Entrn em seguida em discusslo, depois de se-
rena approvados sem debate os arts. 2 e 3*. art.
4* da proposta do governo que fixa as (oreas de
trra para o anno fioanceiro de 1862 a 1863. Ora-
ram os Srs. Flix da Cunha e Couto.
Ambas as discussoes ficaram adiadaa pela hora.
Foram oTerecilas proposla as seguales
emendas:
c Acrescente-se ao 2*: A mesma gratifica-
ci diaria igual ao sold inteiro da primeira pra-
ga concedida aos voluntarios que segunda vez se
tiverem engajado para o servigo do exercito per-
ceberio aa pracas que tiverem sido recrutadas,
desde que fiodar o lempo que sio obrigadas a
servir al que sejam effectivamente isentas do
servico.
c Substituigio so 3*: Os recrutados poderlo
dar substitutos idneos, e quando estes oio sejam
considerados taes pelo goveroo, ter lugar a re-
misslo mediante a quantia de 600$, que entrar
para os cofres publicte sea pplictrr q ajuste ije
voluntarios,J. Macarlo. 1
Io de agosto.
O senado approvou hontem sem debate, em 2a
discussio, as emendas da cmara dos deputados
proposta do governo sobre casamentos entre
pessoas que nio professsm a religiio do estado.
Passou em 1* discussio a proposta fizando as
forgas de mar para 1862 a 1863, e entrando logo
em 2* discussio o art. 1, oraram os Srs. D. Ma-
noel, Jobim, ministro da marioha, Souza Franco
e visconde de Albuquerque. A' urna hora e meia
da tarde, nio havendo casa para votar-se, ficou
encerrada a discussio do art. 1. .
Continuou hontem na cmara dos deputados a
discussio do art. 4 da proposta do governo que
fixa as forgas de Ierra para o auno fioanceiro de
1862 a 1863. Oraram os Srs. Macario e presiden-
te do conselho, ficando a diacussio adiada pela
hora.
Foi offerecido pelo Sr. Zacaras o seguinte ar-
tigo additivo: v
O governo fica autorisado a transferir, con-
forme as conveniencias do servigo e aptides dos
que o requererem, os officiaes no primeiro posto
de urna para outra arma do exercito.
Eatrou depois em 2a discussio a proposta do
orgameoto na parte relativa despeza do minis-
terio do imperio. Oraram os Srs. Lima Dsarte e
Diogo Velho, ficando tambem a discussio adiada
pela hora.
Acham-se inscriptos com a palavra os Srs Pe-
reira da Silva, Cruz Machado, Bretas, Pedreira,
Villela Tarares. Sergio de Macado, Salalhiel, Paes
de Mondonga, Bandeira de Mello, Costa Pinto,
Castello Branco, Zacaras, Vieira da Silva, Bar-
bosa da Cunha, Angelo do Amaral, Paula Foose-
ca, Ferreira da Veiga, Figueira de Mello, Correa
de Oliveira, Santa Cruz, Henriques, Ribeiro da
Luz, Luiz Carlos, Gama Cerqueira, e Silva Nunes
a favor; e contra, os Srs. Gomes de Souza, Si-
queira Mendes, Furtado, Silvino Cavalcanti, Sal-
danha Marinho, bario de Bella-Vista, Bezerra
Cavalcanti, Martinho Campos, Espinla, Marlim
Francisco, Flix da Cunha e Tarares Bastos.
Di ordem do dia n. 272, publicada pela repar-
tigio do ajudante-general em data de hontem,
consta o seguinte :
Foi nome^do o Sr. tenente-coronel do corpo
de estado-maior de 2a classe Jos Lucas Soares
Rapozo da Cmara, para director do hospital mi-
litar da provincia de Pernambuco.
Do Sr. major do corpo de engenheiros Antonio
Pinto de Figueiredo Moodes Antas, para director
interino da fabrica da plvora.
Do Sr. capillo do corpo de artfices da corte
Jos Hara do Alencastro, para commaodar inte-
rinamente a compaohiade artfices da fabrica ds
plvora.
Do Sr. capillo da corapanhia de artfices da
fabrica da plvora Jos Carlos Cabral, para servir
no corpo de artiOces da corte.
Dos 2" cirurgies do corpo de saude do exer-
cito Drs. Manoel da Silva Dallro Barreto, Manoel
Antonio Marques de Faria e Vicente Ignacio Pe-
reira, para ficarem serviodo na guarnicao da
corte. '
Do pharmaceutico do corpo de saude do exer-
cito Bernardo Olympio Paes de Souza, para ser-
vir na proviocia do Amazonas.
Dos Srs. capellies-alferes da repartico eccle-
siastica do exercito Francisco Rodrigues Rama-
lho, para exercer as fuocges do seu ministerio
na escola militar ; Francisco Pedro da Silva No-
lasco, para ir servir na provincia do Para ; Cassi-
no Coriolano Colonia, para servir na proviocia
de Pernambuco. onde se acha.
Exonerando.Do Sr. capillo do corpo de en-
genheiros Gabriel Militio da Villa-Nova Macha-
do, do cargo de director interino da fabrica da
plvora.
Tron/renci'as.Para a companhia de artfices
da fabrica da plvora, o Sr. Io tenante do corpo
de artfices da fabrica da plvora Joaquim Pinto
Guedes.
Para o 4* regiment de cavallaria ligeira, o Sr.
teoente do 3 regipieoto da mesma arma Jerooy-
mo Pacheco deAzambuja.
Para o corpo de guarnigio de S. Paulo, o Sr.
alferes do batalho de deposito Joio Augusto Pin-
to de Almeida.
Para o batalho de deposito, o Sr. atieres do
corpo de guarnigio de S. Paulo Manoel Alves de
Azeredo Macedo.
Para o 6o batalho de infanlaria, o Sr. 1* cade-
te do 7" da mesma arma, que se acha nesta corte,
Manoel de Cerqueira Lima.
Para o corpo de guarnigio do Piauhy, enga-
jaodo-se para servir seis annos, como pedio, o
anspegada do Io batalho de infanlaria Francisco
Raymundo Ferreira.
Para o 7o batalho de infantaria, o soldado
particular do 1" batalhio da mesma arma Ame-
rico Pereira do Lago.
Para o 1 batalhio de infantaria, o soldado
do 1* batalhio de artilharia a p Jos Honorio
Silveira da Molla.
Remondes.Do Sr. capellio-teuenle da repar-
tido ecclesiastica padre Jos Candido da Guerra
Passos. da proviocia do Para para a do Cear.
Do Sr. 2 cirurgiio do corpo de saude Flix
Moreoo Braodio* da provincia da Parahiba para
a de Pernambuco. *
Do Sr. 2* cirurgiio do mesmo corpo Francisco
Antonio Fernandas Jnior, da provincia de Per-
nambuco para a da Parahiba.
Beaniram-se hontem os accionistas do Ban-
co do Brasil, sob a presidencia do Sr. conselbei-
ro Jos Pedro Dias de Carvalho.
Ao meio dia echando-se presentes 212 accio-
nistas representando 1,512 votos, o Sr. presiden-
te abri a sessio.
Occuparam-se as cadeiras de secretarios os Srs.
Antonio Joaquim Dias Braga e Francisco das Cha-
gas de Andrade.
Foi lida e approvada a acta da sessio anterior.
Correado enlio o escrutinio para a eleigio de
tres directores e um fiscal do banco obtiveram
votos para directores os seohores:
Themistocles Petrocochioo...... 697 volos.
Ignacio Eugenio lavares........ 670 >
Francisco Jos Googalves........ 669 c
Jos iV ralo de Frailas.......... 639 <
Domingos Jos de Campos Porto 536
Jos de Araujo Coelho........... 323 c
Seguiram-se os senhores:
Flix Jos da Silva............... 275 c
Antonio Nicolao Toleotino...... 270
Jos Joao da Cunha Telles...... 211
Nio tendo obtido nenhum dos seus accionistas
mais votados, maioria absoluta de votos (757)
teem de ser os seus nomes sujeitos boje a novo
escrutinio.
As listas para a eleigio de um fiscal nio foram
apuradas.
A's 5 horss da tarde o Sr. presidente levaolou
a aesso, convocando os senhores accionistas pa-
ra se reunirem hoje ao meio dia no edificio do
baoco.
2 -
Hontem oio houve sessio no senado por falta
de numero legal.
Oecupou-se em seguida com a discossio do
art. 5o, ao qual o Sr. Octaviano e outros offere-
ceram a seguinte emenda:
< As circamstancias extraordinarias a que se
refere o art. 5 desta lei sio os casos do iovasao
do territorio por forga eslrangeira, e de rebelliio,
sedigio ou insurreigio.
a O servigo ordinario a que pode ser chamada
a guarda nacional ser sempre dentro do respec-
tivo municipio e por escala.
Tomaram parte neste debate os Srs. Octaviano.
Cruz Machado, ministro da juatiga e Leitio da
Cuaha, sendo rejeitada a emenda e approvado o
referido artigo, passando a proposta a 3a dis-
cussio.
O artigo additivo offerecido hontem pelo Sr.
Zacaras, e que j publicimos, foi tambem ap-
provado com a emenda do mesmo senhor pro-
pondo que o official transferido seja o mais mo-
derno da arma a que passar.
Continuou em ultimo lagar a 2a discussio da
proposta do orgamento na parte relativa des-
peza do ministerio do imperio. Orou o Sr. Go-
mes de Sonza e ficou a discussio adiada.
O vapor Imperatriz, entrado hontem do Rio
da Prata, trouxe-nos datas de Montevideo at 24,
a de Buenos-Ayres at 21 do passado.
Pouco temos de accresceotar carta do nosso
correspondente, que em outro lugar publicamos,
e que refere os ltimos aconlecimentos, alias
pouco importantes, occorridos naquellas para-
gens.
A 19 ehegou a Montevideo procedente deste
porto, o vapor de guerra ioglez Ftrber, com a
insignia do almirante, e dizia-se que urna escua-
dra de oito vasos ioglezes e outros tantos fran-
cezes nio tardara a reunir-se all, nio s para
occorrer s emergencias da guerra argentina,
como tambem para levar a effeito o ajuste defini-
tivo que desde o anno passado pende com o go-
verno oriental sobres divida anglo-franceza.
Em Buenos-Ayres proseguirn) com ardores
obras de fortificagio, em que trabalhavam mais
de mil homens, tendo sido nomeada para diri-
g-la urna commissio composta dos Srs. D. Ra-
fael Trelles, D. Mariano Haedo, D. Francisco Mo-
lina e Santiago Albarracin
Tinha merecido geral approvagio urna medida
pela qual se permittia que o guarda nacional
obrigado a destacar podesse dar homem por si.
O enthusasmo bellico comegava a communi-
car-se ao bello sexo, urna de cujas representan-
tes sahio-se j com urna proclamagio convidan-
do as suas patricias a organisarem um batalhio
formado, nio deltas, mas de voluntarios estran-
geiros por ellas pagos.
As uegociages de paz a que se refere o nosso
correspondente sio as propostas pelos ministros
da Franga e Inglaterra. O corpo legislativo quer
tambem fazer ouvir a sua voz na contenda que
se avizinha, e entre varios projectos aprsenla-
dos pelo deputado Garca, nota-se o seguinte,.
como o que mais lisongeou os Portenhos :
c Art. 1. Como parte integrante das provin-
cias unidas do Rio da Prata, protesta Buenos-
Ayres solemnemente contra todos os actos de
autoridadeque emaoarem dos homens que, reu-
nidos no Paran com violceo da constituigio
nacional reformada, usurpam as attribuiges so-
beranas do congresso legislativo federal.
a Art. 2 Os actos contra as pessoas ou pro-
piedades, praticados em virtude de resolugoes
directas ou indirectas diquella autoridade usur-
padora, serio considerados delictos de pirataria-
ou latrocinio, a castigados como taes.
O congresso pelo seu lado declarou destituidas
dos seus postos as autoridades da provincia re-
belde de Buenos-Ayres, desligando todos da obri-
gagao de lhes obedecerem.
Mas, caso estranho, emquaoto por toda a parte
se nio ouvem senio ameagas, e se nio veem se-
nio preparativos de guerra, o Progresso do Ro-
sario, que passa por orgio de Urquiza, prega a
necessidade da paz, estabelecendo como nica,
eoodigio a separaglo de Buenos-Ayres do resto
da Repblica Argentina taes sio effectiva-
mente, segundo por outras fontes se assevera, as.
ideas daquelle caudilho, que no entretanto se
apercebe para a guerra, achaodo-se em Coronda.
a testa de um exercito, que uns calculara em.
12,000 homens e outros nem un melada, com 12
pegas de campanha e tres esfilivas.
O exercito qne o presidente Derqui est reu-
nindo em Cordova avalu-ae em 4,000 homens.
O congresso do Paran sancciooou urna lei lan-
gando um direito addicional de 10 7, sobre a
importagio.
Do Paraguay nada ha, e no Chile, de onde te-
mos noticias at 14 de junho, pouco occorrer
digno de referir-se. No orgamento apreseotado
ao senado foram as despezas^io estado no anno
de 1862 calculadas em 6,436,823 pesos.
A 25 de junho deviam proceder os povos
eleigao directa dos eleitores que tem de eleger o
novo presidente da repblica, e que nos termo
da constituigio sio em numero triplo do dos de-
putados correspondentes s cada departamento
Um mez depois era o dia designado para a elei-
gio do presidente, mas s a 30 de agosto serio-
as listas enviadas pelas mesas eleitoraes abertaa
em sessio publica do aeoado e da cmara, pro-
clamndole entio o novo presidente, tudo nos.
termos da mesma constituigio.
Havia em Valparaso noticias recentes dss ou-
tras repblicas do Pacifico e America central.
Em Honduras podia-ee dar a revelugio por
terminada.
Em Costa Ros, donde alcangam aa dataa at
13 de maio, eslava o congresso naa suas primei-
rss sessoes.
Na Nova Granada nenhum feito de armas no-
vo se praticra. As forgas federalistas oceupa
vam Sabaoa, a quatro legoas da capital, e as cen-
tralistas Bogot contando-se com um combate
immnente.
Tanto nesta repblica como em Venezuela pro
palra-sa o boato de teres) o general Franco
alguns peridicos europeos/ eolre os quaes s In-
dependencia Belga, levantado a voz no assumpto
de annexagio do Equador Franca.
No Per tinha o governo admittido no aeu ca-
rcter diplomtico o agealedo Equador.
Na Bolivia toda a atteoglo se concentrava na-
no va constituigio que a aaiemblea tratava da for-
mular.
A cmara dos depntsdos approvou hontem em
primeiro lugar, depois de oraram os Srs. Barcal-
Ios e Pereira di Silva, o art. 4 da proposta do
iverno que fixa as Torgas de trra para o anno
a 1862 1863, rejeltando toda as emendas,
Temos datas de Porto-Alegre at 24, do Rio-
Grande at 26 do passado.
As noticias sio destituidas de inleresse.
Tinha aido convencida, na forma do acto addi-
cional, a nova assembla legislativa provincial,
sendo mareadaa para o dia 26 de Janeiro futuro
as respectivas eleigoes.
Tomara posee do cargo de chefe de policia da
proviocia o Sr. Dr. Daro Raphael Callado.
O Mercantil publica com a data de 15 a segua-,
te carta da villa de S. Leopoldo :
c A seguraoga individual e a de propriedido-
nesta villa, parto da capital da provincia, esti
a moceada por salteadores, assassinos I l
Um crime horrendo, que tere lugar sale*
hontem, s 2 1|1 horas da manhaa, perpetrado
na aolida casa do Sr. Chiislino Kefzler, eom ofi-
cina e loja 4* a*ives na rns principal desta
villa, encheu seus habitantes de terror, e dea
lagar a que estejam prevenidos e alerta durante.
a uoite em auas casas : Ei-lo;
c A's ditas horaa, um morador, da mesma ra
abre a porto da frente de iut casa vendo fo|p, .


J*.--------..


<
a* X A km .Jl ^K

MARIO 01 PlaUUMBUCO. SEXTA FEIRA 16 DI AGOSTO DE 1861.
> bW
'urna das por! do Sr. Kefzler, chama a sea
viaho Ignacio Bauer ; este, ssiu que v o pe-
igo, corre para ir acudir e desparlar seu habi-
tantes, e quaado chega per lo do lugar do inUlro,
vultos que alli se achavam lhe disparaos um tiro
ale que porpouco serta victima, e urna imuteosi-
lade de chumbos (oram-se eocravar na parede
ala casa ato Sr. capito luira, onde vioha froa-
leando o 6r. Bauer, e cono viessd desarmado e
i* os ladrees, potara urna guarda defroute, e
joanoacudisaem os Sra. capitaea Leiria, Torres, e
Meros Bento, os ladies desappnraceram, e Ibes
tarara de preencher seus criminosos fins, pois
alea senhores aisira que iraas Qioeudio 4-
raaai alarma cora que despertaram oe habitantes
da casa, e conseguirn) extioguir o (ogo que ] li-
aba reduzido a poita i btaiaa, a petar de ser ala
de Imofadas e contracostas que nao Un ha meaos
le tres pollegadas de grossura I lato tudo leve
lugar ua ra principal desta silla. Que confianza
te ladies I nos dio bom ejemplo, potaaecome-
CiO) pela Casa mais solida e bem construida, que
jaraotia temos as menos fortificadas '.'
Pois nao admira, esta pavoago nio conU
menos de 1,500 habitantes, sendo policiada por
3 guardas I nao lo poucc, toca 1 por cada 500,
este os ploicia al s 9 ou 10 horas da noite,
sao v que tambem necesaitam de dormir, pois
que nao sao de ferro, e bem de continuaren! seu
-servigo montono na noite seguinte.
O Sr. delegado de muito energa, porm tam-
bem oo pode abandonar sua fazenda para nos
vir policiar. O Sr. subdelegado tambem nao lhe
falta boa vooUtle, mas limita-se pensar como
S, Paulo, que diz : 0 espirito voluntario, po.-
rm a ce ru Traca.
E diremos nos ; cada um poiicie sua casa co-
-tno rauito bem poder, a
Nao r* acudir teu viziuho,
Se nao queres car no caminho I
o Outra nova : um negro, noico preso que se
chava aa cada, evadio-se hoje de mauha I
Nao sei se nosso regiment policial se toruou a
apoderar delle.
L-se na supracitada folhasob a rubrica Ta-
baco :
Nao ha muitu lempo qe noticiamos o des-
mvolvimento qne ltimamente lem tomado este
precioso ramo da agricultura provincial. Eoto
rtferiino-nos ao tabaco exportado em folhas para
a manipulago eslraogeira. Hoje apparece elle
sob um novo aspecto em nosso mercado ; appa-
rece preparado para o grande consumo que u'el-
Je se faz na proviacia, e em geral oa America do
Sul, sob o no me de fumo em corda* Um nega-
ciante acabe de recebar da colonia urna quanli-
oade regular desle genero, que lem encontrado
no relalho a mis plena acoitago.
Este ensaio lo bem succedido ha de animar
os agricultores a proseguir na cultura de lo ven-
tajosa planta.
Oeve-sa esperar grande influencia para a
prxima semeadura, e nao est longe o dia em
que estaremos libertados completamente da im-
Pprtaco desle genero, leudo ao mesrao lempo
acert urna nova foole de exporUgo, cujo aug-
mento lo urgente para a nossa prosperidade.
Ainda nos oceuparemos desle agaumpto com
oais detengan.
Os receos que tuvia, segundo noticiamos no
Jornal de 23 de julho, de nova perturbacao da
ordem publica na Cachoeira, dissiparam-se fe-
lizmente ; reiuava uaquelle ponto da provincia a
mais perfeita tranquilidad*.
A sociedade Firmeza e Esperanga, de Porto-
Alegre, deliberara lomar a iniciativa dos festejos
de dia 7 de setembro, convidando as direclorua
las ou'.ras associages que existem na cidade
para formar em com mura a commisso, promotora
dos referidos festejos, que sero dirigidos pela
respectiva raunicipalidade.
Fallecer a 27 de jttoho em Sinl'Anna do Li-
gamento o coronel da guarda nacioual Miguel
Luiz da Curiha, fazendeiro do lugar.
O Diario do Rio Grande de 21 noticia nos ter-
mos seguintes s entrada solemne do Exm. bispo
diocesano naquella cidade:
S. Exc. que se acha hospedado na casa de
morada do Sr. capitio do porto Antonio Caetano
Ferraz, na Macega, erabareou pelas 10 horas
o-urna bem afranjada baleeira, acorapanhado da
cacamisso por parte n cmara municipal, edes-
embarcou no trapiche do Cirmo, onde se achava
postada urna guarda de honra do destacamento
lo Ooze. a caraira em coryorsgo, as autoridades
-cti-is e militares, a officialiJade" da guarda nacio-
nal, professores pblicos, chefes de reparlicoes,
grande numero de eidados de tolas as classes'
Recebido ahi debaixo de pairo, foi conduzido
a procissao para a igreja matriz, e assistindo
Hi ao Te-Deum mandado cantar pela raunicipa-
lidade, toroou a sabir em procissao, desfilando
pela ra Direita, at casa de sua residencia, na
Macege.
S. Esc. Rvma. tinha administrado o sacramento
da ConOrmagao em diversas igrejas da cidade,
vwitra a cadeia e os cstabelecimenlos pois e
diepunha-se a partir para a capital da provincia,
era ura vapor de guerra que a presidencia man-
dara por sua disposigo.
O Algrense de 3 de jttlho faz a seguinte melan -
clica exposigo do estado do Algrete, em rela-
jo a seguraoca individual e de propriedade :
Vo se tornando nota veis nesta cidade
tentativas de arrombamento as casas de ne
gocio.
Ha bem pouco lempo tentarcm arrombar
casa de negocio do Sr. Jote Candido Ferreira Al-
vkd ; e devida fortaleza e seguranza das porUs
nao conseguiraoi esse arrombamento, e na noite
xle 27 do paseado igual tentativa flzeram na casa
de negocio do Sr. Mano-l Pereira Bast03 Rodri-
gues, desmoronando joato a ama porta doquin
tal urna grossa parede de pedra, e nao consegu
rata a entrada oa casa por encontraren] na pare
de urna trave de madeira que nao poderam re
mover.
Alm disto tambem sabido que a cerca dc
um mez pracas do batalhao 13, tentaram entrar
m ama casa iva forca com motim e algasarra
mesmo na praca dests cidade. Tambem a sema-
na passada foi ferido a facadas um escravo do Sr.
Mnoel Pereira Bastos Rodrigues completamente
idiota e mado, estando comeudo na cozir.ha de
seu senhor ; teodo-so encontrado no lugar do
delicio ura booet e uns chinellos do delinquente
praga do batalhftl3 de infantarts.
Tambera aa noit* deS. Joo foi gravemente
lendo um soldado do2 regiment de cavallaria
s evs'dio. ^
a Estes acoolecimentos successivos tem trazido
o susto aos pacficos habitantes desta cidade, pois
a!*m desles factos sao continuados os furtos com-
meltidos pelas primas do batalhao 13.
Sabemos que especialmente o dlstincto ma-
jor desse batalhao e muitos de seus officiaes pro-
enram por todos os mefos evitar estes aconteci-
rneotos, castigando severamente os delinquentes,
e esforcando-se porefilarem a reprodaeco des-
es actos.
r Porm seguramente nio podern remorer a
causa prineipal que aelua sobre as infelizes pra-
cas desse batalhao, e que os alira para o exime.
E sabido nesta cidade, e elles o dizem, que
vrrem morios fo#ae, qne o commandante do ba-
talhao afim de fazer economas, apenas d s pra-
ca de manha ama agua soja com o litlo de
cae e um diminuto pao ; e ao meio dia um mul-
ta parco jantar, fleando esses poderes homens,
que lem estomago queipreeisa de alimentos aje-
juar at o oulro dia sfc horas, em qne toman
aseo gote desse chamado caf, e apera do mf io
dia para tornar a comer. Pelo que ftca exposto
e ? qoe as internes pracas do 13 batalhao pas-
eam vinte boras sera tomar o menor alimento. '
Dizem qoe essim preciso porque a elape i
pequea e ser neceasario fazer economas para
naver dinheiro na caixa do batalhao.....
LS-se no Diario da 3 .*
OtJ pardioho de 17 annos de idade, de come
Leao, escravo da Sra. D. Mathiides Vinhas, sogra
lo br. J. 1. DuarleSoaza, desappareceu domingo
o escarecer, da casa de sua senhora, levando
comsigo um bahuiifthocomH oncag, rarias moe-
Jas miadas de ouro e prsta, pulseirai, alflnetete
anemonas com bnlhantes, um rico cordo com
paaaador com brilhanle, dous retraloa do finado
Vinhas, sendo un cravejado com pedras de bri-
IbBfiles, e oulros objectosde ralor, eafeulando-se
dudo em 8:000$.
O pardinho era de coofiaoga e muito estima-
do, pelo que deaconQa-se que fosse induzido a
perpetrar o roobo, e depois a fuga.
As autoridades policiaes tem empregado sua
aciifidade para deseobrimeoto do crime e seu
aiutor.
De Santa Catharina, Cujas dalas alcaneam a 29
o passado, nada temos que noticiar.
*H^cret0 e *$ 0 P"io fiodo foi
concedida ao Dr, Nicotto Tolentino de GoureU
Portugal demisso do lugar de Ia cirurgio da
arma4a, cono requerera.
Reuniras-e heotem novamente os accionistas
do Banco do Brasil, afim de se decidir a eleico
de tres directores entre os seis accionistas mais
volados oa redoli antecedente.
Abrie-se a sesso ao meio dia, preaidida pelo
Sr. conselheiro Jos Pedro Diaa de Carvalho.
Aa cadeiraa de secretarios forana oceupadas
pelos Srs. Antonio Joaquira Diaa Braga e Fran-
cisco das Ckagas de Andrade.
Recolberam-se 234 listas apraseutando 1,485
vates, cuja apuragao deu o resultado seguinte :
Os Srs. :
! Fraociaeo Jos Goncalvas.......... 88* irolos.
Mili Mil
as
1-
2.
3.
Ignacio Eugenio Tavares.......... 811
Themislocles Petrocochino........795 >
Domingos Jos de Campos Porto.. 739
Jo* Virialo d Freitas............715-
Jos de Araujo Coelho............ 479
Sendo a maioria absoluta 743 votos, o Sr. pre-
sidente proclamou directores do banco os tres
primeiros senhores que a obtiveram.
Procedendo-se em seguida a purago dos vo-
tos para um fiscal ficaram sujeitos a novo escru-
tinio os nomea dos Srs. carao de Mau e Jos
Joaquim de Lima e Silva Sobrinho por nao terem
eblido, apezar de mais votados, maioria absoluta
de votos. .
Paca esse escrutinio e para a eleico dos cinco
suppltntes i directora tem anda hoje de reunir-
se os accionistas do banco, ao meio dia, ne mes-
mo edificio.
No dia 22 do passado foi assassinado no sitio
da Barra-Secca, i margem do Parsbiba (S. Joo
da Barra), pelo prelo Amaro, seu escravo, o Sr.
Joo da Silva, velho oclageuario e chefe de nu-
merosa familia.
O assassino consummou o seu horrivel crime
tirando victima varios golpes de fouce, dos
quaes uru abtiu-lhe a cabeca.
No dia immediato ao em que por esse modo o
malvado retribuid o carinho com que era tratado
por seu senhor, devii casar-se um ftiho desle I
E' de esperar que os Srs chefes de polica da
corte a da provincia envidem aforeos para a
capturado criminoso.
3 -
O Sr. bario de Quaraim aprsenlos houlem no
senado o se&uiole requerimento, que ficou adiado
por se pedir a palavra :
ftequeiro que se perguole ao goverco se tem
chegado ao seu coohecimento o motim promovi-
do pelo Porluguez Jos Antonio Gougalves Bar-
bosa na praca do Commercio. a pretexto de que
maltraala no paiz a emigrarlo portugueza.
2. Se as calumnias propaladas pelo dito Bar-
bosa no Jornal do Commercio, de que os Porlu-
guezes sao aqui vendidos como escravos, nio
prejudicam a concurrencia da emigraco, a qual
o governo procura promover.
3o. No caso affirmalivo, quaes as medidas
que lera lomado para refrear estes desatinos.
Entrando oa ordem do dis approvou o senado
o art. 1 da proposU que xi a forca naval para
o futuro atino Onanceiro.
Seguindo-se a discusso do art. 2 da mosraa
proposta, oraram os Srs. visconde de Jequitinho-
uha, D, anoel e ministro da maana, (cando a
raesma dscusso encerrada por nao baver casa
para se votar.
Coatinupu hontem na cmara dos deputados a
segunda dscusso do projecto que approva o de-
creto relativo ao conlrat j celebrado cora J. C. Pe-
reira Piolo para amevegaco a vapor al Monte-
video e diversos portes da provincia do Rio Gran-
de do Sul. Orou o Sr. Flix da Cuuha.
Contiouou tambem a segunda dscusso da pro-
posta do orcamento ni paite relativa despeza
do miuisteno do imperio. Oraram os Srs. J. de
Aleucare Silvino Cavalcanti.
Ambas as discusses ficaram adiadas pela
hora.
Foram lidos anta-hoalem na cmara dos de-
putados os seguales pareceres :
a A primeira coramisso de ornamento exami-
nou a proposla do governo fixaodo a receita ge-
ral do imperio para o anno fiaanceiro do 1862
a 1863.
Galcula-se em 50,127:3013000: comparada
com a do exercicio auterior de 1S61 a 1862, apr-
senla um melhoramenlo de 567:653^000.
Nenhuma ubscrvaco lera a commisso a fa-
zer a semelhaole respailo : lmita-se a coaverter
a proposta do governo em projecto de lei para ser
discutida e approvada.
Laucando, porm, a commisso urna vista
d'olhos sobre o estado financeiro do paiz, julga
necessario aventurar algunas cousideracoes que
pasa a expor cmara.
Um do3 males mais graves, que de alguna
annos a esta parle soffremos, sem duvida ne-
nhuma o dficit que se observa na receita para a
despeza, e que produz desequilibrio nocivo as
(inancas do paiz.
O ultimo anno financeiro que deixou saldo
de receita sobre despeza foi o de 1856 a 1S57
Subi esse saldo, proveniente desse e de alguna
anteriores, a ll,879:617g00'). Comecou o dficit
de receila'ooanno de 1857 a 1858. Teera de en-
tao para c constantemente continuado pelo gran-
de accrescimo das rendas.
A quanto monta actualmente o decit do
thesouro resultante desle desequilibrio ?
Fui a primeira questo quo procurou a com-
misso elucidar e por a limpo, afim de que, co-
nhecida na sua realidad?, procursemos lodos
concorrer para ser remediada.
O dficit de receita, que comecou a ter lugar
no anno de 1856 a 1857, depois da ter absorvido
o saldo nos aonos anteriores, j referido pela com -
missao, enirou a crear urna divida regular e
constante pira o thesouro, a qual acorapanba-
da at ao (ira do anuo de 1862 a 1863 em cerca
de 10,000:0005000. iocluindo smeute os servigos
j decretados em lei, e sem calcular-se com dcs-
pezas que possam novamente ser determinadas
pelo corpo legislativo no presente ornamento ou
por outras disposices.
Em presenca deste facto, qual o primeiro*
o mais indeclinivel e urgente dever de todos os
poderes do estado ?
a Sem duvida nenhuma que corlar por todas
as despezas, que, embora uleis e proveitosas mes-
mo, sejam todava dispenst>veis presentemente,
guardando-se para se delerminarem em pocas
maisfavoraveis.
E' urna misso espinhosa, mas de honra de
lodos. Folga a commisso em declarar que ins-
crevendo o actal ministerio no seu programma a
palavraeconoma,moslrou compreheoder per-
feilamente a situacao do paiz; e confia tambem
que o corpo legislativo coocorrer pela sua pait6
para que a economa seja urna reaTidade em todos
os difierentes ramos da admiuisiraco em que
possa ella verillcar-se.
Se se suspender toda a despeza que nao fdr
absolutamente urgente ; se se cessar toda a des-
peza que nao fdr coohecidamenle indispensavel,
pde-se contar com redueco consideravel do
dficit, coadjuvando este esforco abemfunlada
esperanga que devemos nutrir do crescimento
razoavel de renda, que comees de novo a melno-
rar, como se verifica pelos-rendmentos das alfan-
degas, e pelas noticias de augmento de produc-
co que chegam de differeules pontos do imperio.
Asslm peosa a commisso que ser por agora
sufflciente o uso do expediente da emisso de
bilhetes de thesouro, por anlecipaco de renda,
at a importancia de 8,000:000*000; e mus lar-
de, se necessario fdr, empregar-ae-ho outros
recursos, continuande todava por emquaoto
aquelles que j foram concedidos anteriormente.
Aproveita a commisso a oporlunidade para
propr algumas providencias que, sem diminuir
a receita, teudam a melhorar o melhodo da co-
branza em alguns objeclos que altrahiram a sua
altenco.
A respeito dos regulameotos do imposto do
sello, penaa ella que ser conveniente autorisar-
se o governo para proceder sua reviso, modi-
ficando aquellas disposices que lenha demons-
trado a pratci merecerm retoques, nao se aug-
mentando a taxa, nem eslendeodo-a a objeclos
nao comprehendidos anda, certa de que o gover-
no usar prudentemente de urna disposicio legis-
lativa.
Nio se esquecou a.commisso do regulamen-
to das alaadagas ltimamente promulgado. Como
porm celia muito sabiamente, e de proposito
sem duvida, defini e discrimioou o governo a
parte legal e a regular, nada ba por ora que deli-
berar-se acerca da primeira, aue comprebende
laxas, numero e vencimentos de empregados, e
suas ttribuiQoes e categerias ; e quanto parte
regulamentar, que a que contera disposices
acerca dos manifestos, despachos e formalidades
necessarias i flscalisago, e que lem levantado
queixas em alguns pontos, eompelindo ella ao
govarno, contenta-se a commisso, como o faz,
de recommenda-lo ao seu zelo e altenco, para
que lhe faca as modificaces que a pratica e ex
periencia o exigirem, combinando a necessidade
do fisco com as facilidades do commrcu>.
Um tereeiro objecto de que se uceupou
commisso foi o systema adroitlido por ral de
consentir venda de escravos nicamente' peVea. J Jas Mifta do Amaral
cripturas puDlicas, diminuindo-lhe todava a im- Francisco*das Chagas
posico.
Tem eate svstama mu bon fundamentos,
quer para o thesoaro, quer para seguranga e ga-
ranta de aemelhaalea contrato*. As difficuldades
que se tem encontrado oa pratica, nlende a coro
misso qua se sanees com atender o direito de
lavra-laa a lodos os escrivlea de paz, indapea-
dente de distribuigoea, e dispeniando-se a inser.
Cao integral do coohecimento de paga da imposi-
go, porque assim poupa-se aos contratantes lem-
po e despezas iuuleis.
a Examinou tambem a commisso a disposlgio
do 10 do art. ii << Ia Ha oj ^fl seurnnrQ.de
1860, que teve em vista substituir o imposto do 9
2o do alvar de 20 de outubro de 1812, por urna
taxa variavel ou flxa, que devesse compreheoder
todas as industrias e profissoes exeredas as dif-
ieren tes cidades e villas do imperio.
c As mais equitativas rasos deram-lhe de cer-
lo origem. PreteoJiase melhor regularisar o im-
posto, e laoca-lo em geral e praporcionalmenle
sobre todos, segundo as profisses e rendas. En-
trnos, porm, faltara por ora todos os elemen-
tos e bases para formular-se um Irabalho justo,
que s com aturados estudos se pode obter. ,
pois, pensa a commisso que mais conveniente
revogar aquella aulorisaco, esperando do lempo
e da eiperieocia dados para a reformado impos-
to do citado airar, e para as providencias qua
se julguem mais proveitosas ao estado.
Terminando, portaoto, a sua misso, julga a
commisso que deve ofterecer proposta do go-
verno os leguintes artigos additivus :
1. Qae deverS ser o 13.
Fies o governo autarisado:
l. Para pagar as dividas de exercicios fia-
dos liquidadas a as que se liquidarem duranle es-
ta lei, dando coota u asaembla geral, em cada
sesso, da despeza realisada, a qual figurar sob
rubrica especial no balango.
2. Para pagar ao banco do Brasil a quan-
tia de 2,000:000$ por igual quantia de papel-
moeda que elle resgalar e recolher caixa da
amorlisaco, podeudo para isso emiltir apolices
da divida publica.
3." Para coutiunar-* executor a disposigo
dos s5 Io e 2o do art. 11 da lei de 27 de selembro
de 1860, acerca do imposto addicional de 2 e 5
por cento sobre imporlaco e exporUgao de nier-
cadoriaa.
.'. 4. Para desde j rever o regulamenl do
imposlo do sello, nao podendo augmentar i laxa,
era esleod-la a objeclos nelle nao comprehen-
didos.
5." Para desde j esleoder a todos os es-
crives de paz o direito de lavrar escripluras pu-
blicas de venda de escravos, (cando dispensada a
distribaigio e a traoscripgo integral do conhe-
cimento comprobatorio do pagamento do impos-
to, fazeodo-se mengo apenas do sea numero,
data e quantia, e dos no raes dos contratantes.
( 2 Que ser ol.
Fica desde j revogada a disposigo do 10
do art. II da lei de 27 de solembro de 1860 acer-
ca da taxa sobre as industriase profisses.
Pago da cmara dos deputados, 31 dc julho
de 1861.J. M. Pereira da SilvasA. T. de Mon-
corvo o Lima.Pauioo Jos S. de Souza.
-< A Ia commisso de orgamento examinou a
proposta do goveruo fixaodo a despeza da repar-
ligo de fazenda para o anuo Qnaaceiro de 1862 a
1863.
Exige-se a quantia de 14,990:105j!222, ato
, mais 672:943^111 do que a do orcamento an-
terior, para que se fizar a de 14,317:462^111.
Este augmento pro* era : 1, de maior emis-
so de apolices em troca de aeges das estradas
da ferro do imperio, segundo a disposigo legis-
lativa que so volou na legislatura fiada ; acres-
cendo por isso juros e amorlisaco na verba da
divida interna fundada, na importaocia de ris
619:552$ ; 2', das verbas dos pensionistas do es-
tado aposentados o porcenlagem da arrecadago
das rendas.
O augmento na verba dos juros de apolices
da divida interna desapparece, observando-se que
quantia maior deixa de figurar nos juros das es-
tradas de ferro por que se trocaram aquellas apo-
lices ; e quanto verba de porcentagem, serve o
augraeulo para provar crescimento de rendas, e
que antes vantajoso.
Alguraas pequeas diminuiges se do em
ouiras verbas, como sejam as de judas de cus-
i, gratitlceges por servigos temporarios e ex-
traordinarios, obras, etc.
Era relagSo a este ministerio, nao tem a com -
missao economas a lembrar. as verbas que lhe
pertencem sao da ualureza a nao polerem serre-
duzidas seno por leis especiae, e a maior parle
iodispensaveis e obrigadas. as primeiras, que
coraprehenlem o numero dos empregados e or-
ganisago do servigo, cumpre ao ministro, ajula-
do pela experiencia e a pratica, propr o que se
poda dispensar para conseguir-se alguraa econo-
ma dos dinbeiros pblicos. No entanto, nao p-
I de a commisso deixar de approvar a proposta
j como foi apreseotada.
Observa ainda a commisso que torm-se ne-
! cessario acrescentar por urna emenda a verba de
juros da divida publica externa fundada na quan-
tia de 97:19I$11I.
A razo a seguinle: calculara-se no orga-
mento financeiro anterior pagar-se em Londres o
emprestimo de 1813, e autorisara-se o governo
para esse fim.
Reconbecendo-se, porm, que o vencimenlo
Mau coa 327 votes, e supplentes da directora
os Srs. Flix Jos da Silva com 500 ditos, e
Antonio Jos dos Santos, com 354.
'Stguiram-ee aa eleigo de supplentes os se-
oboros;
gas dc Andrade..
Bernardo Casimiro de Freitas........
Dr. M a noel Jos Barbaja............
Jos Joio da Cuaba Telles..........
Joaquim Cornelio dos Santos........ .
Destes seis nomes que nio obtiveram maioria
absoluta tm de ser eleitoa tres supplentes em
novo escrutinio no dia 9 do corrento.
252 votos.
232 a
227
226 >
212
104
A sabida do piquete a vapor Cruxstro do Sul
para os porlos # norte foi transferida por or-
dem superior par* o dia 8 do correte s 4 he-
ras da tarde.
Passaram hontem no senado diversas resoluges
anprovando pensos que eatavam na ordem do
dia, e elevando a 800$ o ordenado do porteiro da
academia das Bellas-Artai."
Enlrou em 3* dscusso 6 projecto que substi-
tue o actual systema de pesos e medidas pelo
systema mtrico, e depois de orar o Sr. ministro
da agricultura e commercio, ficou adiado por ter
de continuar a segunda dscusso da fixacao de
fonja de mar.
Sobre este assumpto fallou o Sr. visconde de
Jequilinha, e nao haveodo casa para votar, s 2
horas e meia declarou o Sr, presidente encerrada
a dscusso do art. 4".
Enlrou. hontem em 3* dscusso na cmara dos
deputados a proposla do governo que fixa as tor-
gas de Ierra para o anno financeiro de 1862 a
1863.
Orou o Sr. Carlos da Luz.
Foi offerecida a seguinte emeoda :
Ao art. addilivo acrescente-se : desde j.
Pereira da Silva.Zacaras de Goes e Vascon-
cellos.
Continuou depois a segunda dscusso da pro-
posta do orgamento na parle relativa despeza
do ministerio do imperio.
Oraram os Srs. ministra respectivo e Fur-
tado.,
Foram offereci las as seguinles emendas :
a Aoart.2,n. 32, acrescente-se : inclusive
4,0009 imperial academia de medecina, e o que
for necessario desde j para occorrer s despezas
com aiospecgio de sauJe dos porlos, ficaodo o
governo autorisado a alterar a t .bella anoexa ao
decreto o. 2,734 de 23 de Janeiro de 1861, em
ordem a dimir>uir-se a despeza com pes-
soal.
1 Supprima-SA a verba n. 22 com os empre-
gados da visita de saude dos porlos e a de 39 com
a imperial academia de medicina.
A' verba 34 actasceute-se : desde j. C.
Paranagu. J. de Alencar.Palo Lima.
a Ao 26 do art. 2 diga-se :sendo 6:000$
para o seminario episcopal da provincia do Ama-
zonia. Sarra Carneiro.A T. do Amaral.
Acrescente-se onde conver :..Para auxilio
de alumnos indgenas nos estabelecimenlos de
educan ios e educandas na provincia do Amazo-
nas. 8 000$.gerra Caxoelro.A. T. do Amaral.
Arabas as discusses foram adiadas pela hora.
Foram nomea los desembargadores :
Da relacade Pernambuco, osjuizesda direi-
to Alvaro Barbalho Uch*C*valcanti e Francisco
de Assis Pereira Rocha ;
Da reaco do Rio de Janeiro, o juiz de direito
Venancio Jos Lisboa ;
Da relaco do Maranho, o juia de direito Ma-
nuel Eliziario de Castro Menezes.
A seu pedido foi removido :
Da relago de Pernambuco para a do Rio de
Janeiro, o desembargados Jernimo Martiuiano
l'igueira de Mello.
Na impossibilidade de descrimioar a verdade
da falsidade no calculo dos elementos de victoria
que se dio de parte a parte, limitamo-nos a a-
guardar os acontecimentos. E' de crer qoe oo
tardem elles a fallar.
Do Paraguay nada de novo.
Tanto as folhas de Bueoos-Ayres, como as de
Montevideo publicara um tratado celebrado entre
o Chile o Per e o Equador para una o das rep-
blicas americanas, no qual depois de ratificado,
serlo convidadas tomar parle todas as repbli-
cas hispa no-a mericanas e tambem o Braail. O fim
deale tratado, cuja idea nao nova, mas a queaa
desavengas entre Bueoos-Ayres e a repblica ar-
gentina veera agora ligar mais inleresse, e cimen-
tar a unio entre as difierentes repblicas, estrel-
lar os lagos das suas relages reciprocas e fomen-
tar em todas o progresso moral e material, e as
suas bases sao em resumo as seguintes:
_ Os subditos e navios das partes contratantes se-
ro a todos os respeitos tratados como naciooaes
nos territorios de todas ellas.
l'assados-no territorio de urna sero validos no
de todas os documentos que autorisam o exerci-
cio das profisses que exigem habilitares espe-
eiaes, como advogacia, medicina, eogenharia,
etc., etc.
Estipula-se a exlradcgo dos reos, e a adopgo
de um systema uniforme de moedas e de leis, e
paulas de alfandega at onde fr possivel.
Para o caso de guerra eatabelecem-se os prin-
cipios de que a bandeira neutral cobre a carga ;
as mercadorias neulra.es sero isenlas de confis-
co mesmo a bordo do navio inimigo, exceptuado
em ambos os casos o contrabando de guerra ; eo
corso ser considerado como piratera.
Cada urna das partes conlratantes se obriga a
nio ceder a governo ou Estado algum parto do
seu territorio, bem como a impedir que dentro
dos seus limites se conspire ou preparen) ele-
mentos de guerra contra outra e a tratar como
expedigoes de piralaria quaesquer que nao auto-
risadas por um governo recoohecido se dirigirem
contra o territorio de qualquer das ditas partes
conlratantes, prestando de mais a mais o auxilio
que ae reclamar, e negando asylo aos chefes de
semelhaoles expedigoes.
Ne caso de alguraa das partes se julgar o freo-
di Ja pela outra, oo lhe declarar a guerra, nem
dar principio a hostilidades sem primeramente
lhe expdr os motivos de queixa que teem e pedir
a satiafcgo devida.
Para concertar as medidas que exigi a execu-
cao deste tratado se reunir um congresso a que
cada um das mesmas partes contratantes enviar
um plenipotenciario.
Por esto meio se julga possivel firmar a paz e
a concordia entre todos os estados americanos.
A idea inconteslavelmente bonita, infelizmente
porm benita demais no nosso entender para ser
exequivel.
O paque inglez Mersey, entrado hontem do
Rio da Prata trouxe-nos dalas de Bnenos-Ayres
at 30 e de Montevideo al 31 do passado.
Nada de extraordinario succedera nos poucos
das decorridos desde as ultimas notieias.
A banda oriental continuara em paz, mas as
leis aduaneiras voladas pelo congresso argentino
00 intuito de hostilisar Bueaos-Ayres, comega-
vam a repercutir ali sobre o commercio de cabo-
lagera, augmentando a frouxido que desle largo
lempo acabrunhava aa Iraosacges mercanlis.
Foi visivelmeole como fin de melhorar esto
estado de cousas que urna lei datada de 22 de ju-
lho veio declarar lsentos de direitos de porto os
uavios de qualquer bandeira procedeutes do ul-
tramar, que fizerem operages de commercio nos
portos da repblica a que legalmente poderem
chegar, bem como os navios de cabotagem e os
das nages que obliverem coucesso de navegar
os ros interiores nos termos da lei
Ao mesmo lempo se suppriraio tambem o di-
reito de matricula.
O novo tribunal de appellago nao pude cons-
tituir-se por nao haverera aceitado os cargos dous
dos merabros nomeaios. S quando se reunir
de novo a legislatura, para no mear outros, se po-
der pois tornar effecliva esta reforma.
O poder executivo foi autorisado a levar a effei-
to, apezar do protesto formar de grande numero
de credores hypothecarlos, o plano proposto pela
commisso classtficadora creada por lei de 21 de
julho do auno passado para conversoda divida
declarada hypoihecaria em ttulos que se deno-
minaran! divida interna.
Entre as nolicias de menor vulto apenas refe-
riremos a do assassinato de um subdito inglez,
era pregado na estancia de D. David Suflern, cri-
me commettido para roubaro rebanho confiado
desse emprestimo ter lugarsomente em dezem- guarda daquelle infeliz, e a de ter DfcJuan Eo-
bro de 1861, claro quo ae deve contar na des- rlque Figueiras, fabricado pela primeira vez vi-
peza juros respectivos para o semestre de jaaei- nho das uvas de Montevideo, producto de que
ro a junho de 1863, na importancia de S 10,934, | vai remetler urna amostra exposico de Londres
calculado ao cambio de 27, que nao ha>iam sido com o nome de vinho de Montevideo.
incluidos oa proposta do governo pelo motivo
cima refendo.
E', porlanlo, a commisso de parecer que,
convertida a proposta do governo em projecto de
le, seja rediscutida e approvada com a seguinte
emenda ao Io :
Em vez de 3,504:3029222 risdiga-seris
3,601:3933333. .
Pago da cmara dos deputados, em 2 de ju-
lho de 1861.Pereira da Silva. A. T. de Mnu-
carvo e Lima.Paulino Jos S. de Souza.
4
O senado approvou hontem, depois de ora-
rem os Srs. baro de Quarahim, visconde de Al-
buquerque. Dantas e Vaaconcellos, o requeri-
mento do primeiro destes senhores, pediodo in-
formages ao goveroo a respeito dos molins pro-
movidos pelo Porluguez Jos Antonio Gonjai-
ves Barbosa, e calumnias por elle propaladas a
respeito da emigra gao portugueza para o Brasil.
Approvou depoi s o arl. 2o da fixagao de tor-
gas de mar, e entrando em dscusso o art. 3%
toraram parle no debato os Srs. bario de fu-
riliba, ministro da marinha, visconde de Jequi-
tinbonha e Ferreira Pcnm. Nao haveodo casa
para votarse, s 2-horas da tarde, ficou a ds-
cusso encerrada.
A cmara dos deputados elegeu hontem a mesa
Sue tem d funccioqar no presente mez, a qual
cou constituida sem dterago.
Depois de encerrara dscusso das interpella-
ges do Sr. Ottooi, tendo cedido da palavra al-
guns senhores, occapou-se com as do Sr. Jun-
queira, cuja dscusso tambem ficou encerrada
depois de orarem os Srs. Juoqueira, ministro de
eslrangeiros, ministro da fazenda e Marlinho
Campos.
Hontem nSo houve sesso no senado nem na
cmara dos deputados por falta de numero legal.
Foi nomeado oppositor da secgio de ciencias
cirurgicas da faculdade de medicina da corle o
Dr. Matheus Aires de Andrade.
Foram nomeados cavalleiros da ordem de S.
Bento de Avlz os capites Antonio Joaquim Go-
mes e Joaquim Thomaz Santos e Silva, e ca-
valleiros da ordem da Rosa o vice-coniul do
Brasil em Bnenos-Ayres Antonio Martina de
Mendonga, Agostinho Jos, da Malla e Morel
Fatio.
Reuniram-se hontem os accionistas do Banco
do Braail para procederis eleigo de um fis-
cal e Be cinco supplentes de corretorea.
Abriu-se sesso ao meio-dia, presidida pelo
Sr. conselheiro Jos Pedro Das de Carvalho.
Exerceram as funeges de secretarios o Srs.
Fransisco das Chagas de Andrade e Custodio
Leite Ribeiro.
Receberam-se 67 cdulas representando 578
votos, cuja purago deu ejn resultado serem
proclamados: fiscal do banco e Sr. bario de
As folhas de Bueoos-Ayres oceupam-se quasi
exclusivameole com os preparativos da guerra,
pois que de preparativos ainda as cousas nao pas-
savam.
Continuavara os ministros de Inglaterra, Fran-
ca e Per' a envidar exforgos para trazer a um
accordo qualquer as duas parcialidades ; mas a
ser certo que Buenos- Ayres exige como coadigo
de paz a renuncia do presidente Derqui, e a re-
publica argentina a destiluigo do governador
Mitre, difficilmeole se deixaro conciliar os ni-
mos. Entretanto urna carta particular escripia
ultima hora, assevera fuudando-se oa autoridade
deumeapito inglez, ter o Sr. Tborthou conse-
guido de Mitre que relirasse as suas torgas de Ro
jas para Mercedas, e de Urquiza que retrocedesse
com as suas de Gorondona para o Rosario,
afim de evilar-se qualquer conflicto emquanto se
tenia va o ultimo meio de reaiabelecer a paz sem
efluso desaogue.
Os peridicos de Buenos-Ayres, porm, do os
dous generaes nos indicados pontos de Rojas e
Gorondona,distando este ultimo cincoenta leguas
do territorio portenho, e as duas esquadras no
Rosario a de Urquiza, e em S. Nicols, que nao
demora mui distant* daquelle porto, a de Bueoos-
Ayres.
Quanto a probabilidade de urna prxima bala-
lha, dzia-se por um lado que a estsgo era so-
bremanera impropria para operages militares,
e por outra que Urquiza se nao poderia manler
muito lempo ocioso, porque a grande secca que
reos va lhe ira matando os cavallos.
Receiava-se, pois, que esto ultimo general, for-
gado pela necessidade, teatasse um golpe de mi
contra o exercito portenho, embora ao mesmo se
asseverasse que lhe falleciam torgas para sahir a
campo.
Avahar o numero respectivo dos dous exerci-
tos antagonistas era ponto extremamente difftcil,
quando nao impossivel. A acredtennos as folhas
de Buenos-Ayres, tinha este estado o mais bri-
lhanle exercito. Numerosa infamara, bem mon-
tada cavallaria, excelleote artilharia, e tudo iato
bem organissdo, equipado e disciplinado, nada
lhe faltava, emquanto que por oulro lado se
achavam completamente desmoralisadas as torgas
argentinas.
A Urquiza davam-se apenas tres a quatro mil
pracas, e os oito mil homens com que se diza
vir Derqui de Cordova, admiltia-se que fossem
metade.
Alm disso espalhara-se que parto desta forca
se havia sublevado, e que acalorada com pro-
ximidade do coronel Baigorria que se levantara
com oitoceotos cavallos, nao tardara Cordova a
sacudir o jago, de modo que dali absolutamen-
te nada poda esperar Urquiza-
Restara com tudo ainda o coronel Saa em Frai-
le Muerte com nos 4,500 homens.
Nem eram eslase a do ragimenlo de Correnti-
nos de que j dimos noticia, as nicas deserges,
j ae sabe sempre segundo as folhas de Buenos-
Ayres. A guarnigo do forte Melincu. que ere
por Urquiza, abandonou o posto, indo em Rojas
incorporar-se s forjas jiorienjias.
Da ordem do dia n. 273, expedida pela re-
pariigio do ajudante general do exercito em da-
ta de 6 do corrento coostam as seguintes disposi-
ges :
Promogo.Do Sr. lente do quinto regi-
ment de cavallaria ligeira Herculano Alexandri-
no de Mello, ao posto de capito da segunda com-
paohia do segundo regiment da mesma afana,
por decreto de 27 de julho (indo, na conforreWa-
de das disposiges do arl. 31 do regulameoto de
31 de margo de 1851. cootando aotiguidade de 2
de dezembro de 1860, era resarcimeoto da prete-
rigo que soffreu na promogo feita por decreto
desta ultima data.
Nomeacoes.Do Sr. major do corpo de en-
genheiros Joo Luiz de Araujo Oliveira Lobo,
para ser empregado na provincia de Goyaz na
inspecgo das obras militares.
Do Sr. primeiro cirurgio do corpo de sau-
de do exercito Dr.-Jos Coelho Moreira de Sou-
za, para continuar a servir na provincia do Ma-
ranho.
Do Sr. doutor em medicina Jayme de Al-
meida Couto, para segundo cirurgio do cor-
po de saude do exercito. Decreto de 27 de ju-
lho fiodo.
Dos Srs. pharmaceulicos do corpo de saude
Joo Baptista Das, para servir na provincia do
Paran ; Ireno de Souza Brito. dem na da Pa-
rahyba do Norte; Henrique Luiz de Almeida,
dem nade Santa Catharina.
Reforma.Foi concedida, por decreto de 27
de julho fiodo, na conformidade da immediata e
imperial reeolugo de 2i do dito mez, ao Sr. ca-
peljo-capito da repartigo "eclesistica do ex-
ercito padre Guilherme Paulo Tilbury, no posto
de major, vencendo o respectivo sold, pelas leis
do Io de dezembro de 1841, e 14 de julho de 1855.
por se achar comprehendido as disposices do
1. art. 9 da lei o. 612 de 18 de agosto de
1852.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Pelo vapor inglez Tytu, entrado ante bonlem
do Rio e Baha, recebemos jornaes da corte de
26 do passado 8 do corrale, e da Baha de 29
do passado 10 do correte.
Em outra parte acharo os leitores por exten-
so, o que digno encontramos na leitura dos jor-
naes.
A isso accrescentamos o seguinte :
A Paulo. Eucerrra-se 31 do passado a ses-
so extraordinaria da assembla provincial.
L-se Civilisagao^ de Sanios :
A populago* desta cidade anda est sob a
impresso do abalo produzido pelo tremor da ierra
que foi aqui sentido pela urna hora e 5 minutos
da madrugada do dia 30 para 31 do passado.
Um facto desta ualureza, novo nesta parte
da America, tem, como era de presumir, dado
lugar a interminaveis discusses, em que cada
qual procura descobrir a causa de lo inesperado
phenorneno, narrando a seu modo as circums-
tsncias, que acompanharam eale choque, para
encontrar nellas urna explicago mais ou menos
plausivel. A principio suslenlaram alguns in-
dividuos que a origem deste tremor de torta lora
a passagem de um meteoro, que alguns pescado-
res dizem ter visto correr de um para outro ponto
dojhorizoate. Algumas pessoas porm, que se
achavam na ra essa hora e outras na jaoella,
nao do f de terem visto oeste momento outro
claro mais que o da loa, brilhanle e esplendida
nesta noite.
O certo que o tremor de Ierra em Santos
foi precedido e seguido depois ainda alguns se-
gundos por um surdo trovam subterrneo
a O movimentofoi horizontal, em direceso do
roadlo norte. Consta-nos qae, as proximi-
dades do mar tora mais forte, e tomos noticia por
pessoa fidedlgoa que, em distancia de 18 leguas
desta cidade, alguns individuos que ainda esta-
vam acordados confirmarais o mesmo facto.
Felizmente o phenorneno, que acabamos do
narrar, nao originou eatasirophe alguraa, e de
enlo at agora nao se toruou a reproduzir.
Em presenca das informages que nos foram
ministradas, e da marcha e effeitos desle acn te-
cimento, somos leva dos a crer que esto abalo nio
foi mais do que a repercussio de algum grande
terremoto, ou da erupeo de algum volcio, a que
o vapores coodemnadoa no amago da Ierra de-
rara lugar, como acontece, dilatando-se .
L-se na Revista Commecial :
Afilrmio algumas pessoas serias que no dia
1 palaa 7 boras da mioba, sentirem um segun-
do abalo ou estreaiecimeoto em suas casas.
Por partcipago do commandaole do vapor
Imperaaor, sabemos que em Ubatuba e S. Se-
bastio, na noite de 30 a 31 do pssssdo, urna
hora bouve o mesmo tremor de torra, sem pro-
duzir estrago algum que se sentia nesta cidade,
observando se que o choque parti do todo da
sul .
Cartas do interior da provincia referen qne
as geadas em difierentes lugares chamuscaran) as
plantatoes e causram bastante estrago, e que o
fro continua va intensismo .
Ato de Janeiro. Pelo ministerio de agricultura,
foram publicadaa duas circulares : a Ia determi-
nando que oa engenheiros Oseaos em nenhura
caso sejam destrahidos do servigo das estradas de
ferro cuja Qscalisago Ibes foi confiada ; e a 2*.
determinando que oa meamos empreguem sem-
pre em suas communicages officiaes as medidas
brasileas, quer de capacidade, quer de exlen-
so, ou mesmo as de valor,
Pelo de marinha baixou o viso de 17 do
passado, approvando signaes tetograabices para
a barra de Sergjpe.
Por decreto de 18 foram perdoados oe Cri-
mea de desercio ao grumete do corpo d imp-
rtaos marinheiros Antonio Joaquim da Silva, e
ao soldado de batalhao naval Antonio Pereira de
Souza em altoacat a se havarem presentado no
consulado geral do imperio em Monlevido para
gozare de imperial indulto de 29 de julho do
anno prximo pastado, 00 dia inmediato aquel-
lo em que expiran* o preso Mito marcado. .
Acerca do terremoto, na provincia do Rio
de Janeiro, l-se no Correio Mercantil :
Na -madrugada de 31 do passado sentio-se
em diversas localidades desta cidade e arrebaldes
um pequeo tremor de trra.
Posteriormente soube-se que em Santos e em
outros lugares prximos se dera igual aconte-
mento.
Hontem recebemos as seguinles cartas que
alm dos pormenores, mencionaos outras locsli-
des onde o phenorneno foi notado :
c De Paraty. em data de 31 do paseado :
Pela 1 hora da madrugada, achava-me ainda
acordado, quando eu e alguns amigos que contigo
eatavam sen limos bailar-. toda a casa, que es-
lalava muito senslvelmente, desprendeodo-se do
tecto fragmentos de cajiga e tremendo tudo em
torno de nos. Esse tremor era acorapanhado de
um rumor surdo e rouqueohe semelhaote ao do
trova longioqno, ou ao rodar de em eerfo veloz
ao longe, tudo isso durou de 8 a 10 segundos.
Sahi logo a achei as roas j cheia de gente
que para ah fugia sobresaltada, e de toda a par-
to se ouviam preces eotoada*na diapaso do
medo.
Algumas casas chega'ram a bater as portas
interiores que estavam abertas, em outras cahi-
ram vasos, etc.
O thermomelro marcava 70 1(2 graos (do Fi-
renhii) o cu eslava lmpido, e, contra o costu-
ra?, nao se senta fro. Logo aps o tremor o
ceu annuviou-se e assim se conservou at ama-
nheeer.
a E' notavel que as 8 e meia horas da noile ti-
nha apparecido para o lado do papagaio O. S. da
cidade) um claro semelhaote aodo fuzil e togaz
com elle o que tinha sido observado por muitas
pessoas.
Da cidade do Bananal escrevem-nes o se-
guinte em dala de2do correte:
c Julgo conveniente, e mesmo um dever man-
dar Vmc.com alguna deialhes a noticia do qua
aqui se passou com o terremoto, sentido em a
noite de 30 para 31 da julho facto nolavel" por
sua oatureza e importantissimo por sua circums-
tancia de ser o primeiro que se produz em o
nosso paiz. De 1 para 2 horas da referida noite
ouvo-se um ruido sordo, subterrneo, que pa-
raceu provir da parte do sal ao qual oo tarden
era succeder um estremecimenie terrestre lo pro-
nunciado que despertou muilas pessoas que j
dorman), e lo duradouro que osles mesmos in-
dividuos liveram ainda lempo para aprecia-lo
distioclamente : ae casas abalaram-se em sua
totalidad-, saltando os trastes sobre o pavimenlo,
linindo os vdros e lougas, estallando as lelhas e
cahindo porgues de reboques de algumas pa-
re pea.
P heno ro en os elctricos precederam alguns
instantes o terremoto. Individuos que se acha-
vam acordados foram sorpreheodidos pouco lem-
po antes por um verdadeiro choque,sobretudo os
mais nervosos entre os quaes nola-se um que
sentiu um tremor nervoso geral, seguido de ca-
lor por toda a pelle e depois dormencia e vio-
lentas palpitages, um quarto de hora mais ou
meos antes do tremor de Ierra. Ser este ter-
remoto devido as causas geraes que o produzern
as outras partes do globo, on dever-se-ha at-
tribuir a passagem approximada de um corpo-
que tentou desviar a Ierra da sua rbita, pertur-
bando as torgas que lhe maotem o equilibrio ?
Uicant sapienUt.
De Pouso-Seceo na mesma dita :
Na noite de 31 do passado houve um tremor
de ierra mais forte em uns lugares do que em
oulro. tra nossa propriedade o tremor ebegou a
derrubar a louca dos armarios, desconjuntar por-
tas e abalar aioda que pouco a casa.
a Por ora nao sei de mais nada a este res-
peito.
De Camposesorevem-nos :
< Cosluma-se dizer frequentemente o qua
tem de ser, lem muila torga. E' certo, e nao me-
nos certo tambem que, grande numero de ve-
zes, um transtoruo, um rasgo de infeticids.de,
annuncio que precede oulros que se lhe seguem,.
que o mesmo que ser o primeiro passo no ca-
minho do infortunio. E' o aue acaba de verifi-
car-se com a sumaca Julia Pasaos, de que, nao
ha muito, demos a oossos leitores a nova de ter
estado em risco de perder-se oa barra de Ilaba-
poaraa, mas que, felizmente, podera ser salva e
seguira para o sou destino depois de ler, com
algum fabrico, reparado as avarias que odrera.
Comtudo, esse aconlecimento nada menos :'oi do
que o annuncio de outro maior, qua nesse mes-
mo ponto a esperava.
Tinha de perder-se alli a sumaca Julia Pas-
tos, o que teve lugar nos diis 25 e 26 do prxi-
mo passado mez de julho. Devia esta sumaca
sahir no dia 25, e vendo nessa mesma tarde fa-
zer-lhe o palro da barra o sigoal de oito palmos
de agua, e demandando ella ainda menosdesses
oito palmos, invesiio a barra, que ia salvando ;
mas, infelizmente, em cima do cordo apanbou-a
de travs lo grande vaga, que, fazendo-a logo
desgoveroar, a laogou por cima do banco do nor-
te, onde na manha do dia 26 se reconheceu que
eslava completamente perdida, podendo se ape-
nas salvar della algum panno e poucas pegas do
apparelho, porm isso mesmo de pouca impor-
tancia.
Sendo sempre para sentir am sinislro do
igual oatureza, comtudo compensa-o de algumav
maneira a lembranga de que, ao menos, ninguem
pereceu da tripolagao da sumaca naufragada.
Espirito Santo.No dia 23 do passado eacer-
rou-se a sesso ordinaria da assembla provin-
cial.
S. Exc. o Sr. presidenle da provincia deu um
baile na noite desse da.
Bahia. L-se ne Inleresse Publico :
Reuno-se no dia 26 do corrento a assem-
bla geral dos accionistas da Caixa Hypoihe-
caria.
Designando a sorle a sabida do Sr. Antonio
Cardoso, director da mesma caixa, procedeu-se
volaco e obtiveram votos para esse lugar os se-
nhores :
Paulo Alexandre Ferrare.... 24
Bernardo Das Lima.......... 3
a Maooel da Cosa R. Vianna.. 2
Supplentes.
a Bernardo Dias Lima.'......... 29
a Joo Jos Dias da Rocha..... 28
M a noel da Costa R. Vianna.. 28
T heod oro Jos Pires de Castro 28
Jos Antonio d'Esquivel..... 27
Jos Ribeiro da Rocha...... 26
Francisco A. R. Vianna...... 25
Commisso de coalas.
Victorino do Amaral Botelho 29
Joo Jos Das da Rocha..... 23
Theodoro Jos Pires da Castro 27

26
25
25
28
24
28
20
Manoel P. doe Sanios Silva..
Agoitinho Moreira de Souza.
Mesa.
Presidente,
Des. Maooel Jos Espinla...
a 1* Secretario.
Manoel Gomes Costa.........
< Uennques Jos Fernanda!...
2 Dito.
Jos Lopes da Silva Lima....
Jos da Costa Almeida.......
Hontem as 6 horas da tarde auicidon-se des-
parando urna pistola na bocea o allemo Alberto
Sickendistadt, dono do armazem de comestiveis
situado 4 ra da Alfandega, outr'ora de Laporte
& C. O infeliz era casado com urna brasileira,
iama do Sr. Ros, empregado na secretaria da
Misericordia. Diz-se que entre outros, o emba-
rago em*|ue eslava para salisfazer urna letra de
1:000)OQO pasuda a um seu patricio, a qae pro-
metiia trancar-lhe as ponas hoja, daca causa a
esse acto de desespero, allentando contra a aun
vida;
Conato que deixara urna carta na qual d as
razes que teve para assim obrar.
< A subdelegada da Conceigo da Fraia pro-
cedeu o carpo de delicio.
NOTICIAS GOMMERCIAES E MARTIMAS.
flu*of.4yr, 30 de julAo W1861.
Cambio.--TlngUierr1 66 a 64 Frange 82
1(2 a 81 4[2.
Descont.0 banco-toma am moeda corran-
te a 6 por cento e d 8 por cento; e a metal
toma a 11 por cento a d a 12 or canto ao-
anuo.
Na prega regulam em moeda crranla de 1 a
1,2 por cento em metal de 1 li a 1 3i4 por
cento ao mea.
Frates.Inglaterra, dirttatnenU, euros l-
gidas 30 4 35 sh. ditos seceos 50 sh e lardos 2>
sb. com 5 por cento de capa.
Havre, cou ros salgados, 30 fr; ditos seceos,
80 ir. ; e fardos 45 Ir. com 10 sor cento de
capa.
Maraelha, couros salgados, 10 fr.; ditos sac-
eos, 75 Ir.; a fardos de 45 Ir. com 10 por cen lo
da upa.
_---------


uaia di hsbiaMiuco. sexta nmu ie 01 agosto wittoi.
Estados-Unidos, eouros Mecos T|8; farflos6
com 5 por cento decapa.
Da couros salgados venderara-se os lotes se-
guintes: 1,900 de vacea, de 41 a 41 Irt rls., a
8,400 de novilho, a 48 rls. ; ficam em ser 500 de
?acca e 3,900 de oovilbo.
Dos seceos venderam-se: para Genova 15,000
de 41 3(4 a 38 rls., em ser 12,000 : para Allema-
nha 25,000 de 52 a 49 rls em lotes sonidos,
em ser 10,000 ; para Franca Hespaoha e Italia
67,000 ; para o Barre 6.000 de 52 s 48 rls; para
Marselha e Genova 15,000 a 4 rls. o de Cor-
rientes, e 16 a 42 rls. os de Entre Ros : para
Hespaoha, desla provincia 12,000 de 53 a 54 rls.,
d0 Cor,d?!? *0.000 de 46 a 45 rls., e do Para-
guay 4,000 a 5 48 e 49rts.
A existencia de couros sem classificagao ele-
a-se a cerca de 72,000, a saber : 2,000 de Cor-
o*.J2.000 do Paraguay, 3.000 de Corrientes,
30,000 de Entre Rios e 2,000 desta provincia.
De carne secca venderam-se 4.000 quintase a
20 rls. ficaodo 126,000 ditos em ser.
Afontevi&eo, 31 dejuiho d 1861.
Cambio.Inglaterra, 40 1|2 e 40 5[8.
Franca 80 1 [2 a 81.
Genova. 80 e 81 1|2.
Rio de Janeiro, 30$ a 310000.
Buenos Ayres 1 por cento.
De productos nacionaaa realiaaram-ae as ven-
das seguales: 4,000 quintaos de caane secca do
Rosario para Havana a 18 rls, e 7.000 ditos para
o mesmo mercado e o Brasil, de 19 a 20 1/2 rls.
640 couros salgados do Sallo, e 1,779 ditos da
Mercedes a 66 rls.
2,000 ditos seceos de Entre-Rios para o Havre,
melada de vacca e outra de novilho a 60 rls. des,).
2,000 ditos de Gaaleguich para os Estados
Unidos a 50 rls. pez
1,000 com o mesmo destino a 50 rls. livre de
direito, e 500 ditos para a Allemanha a 72 1/2
rls. idem.
Rio de Janeiro, 6 de agosto de 1861.
Cambio.Londrea. 21 1/4 e 24 1/2 d. a 90 dias.
Paria. 395 rs. a 90 dias bontem, e 390 e
395 rs. a 90 dias hoje.
n Havre, 395 rs. a 90 dias bontem, e 393
rs. a 90 dias boje.
Hamburgo, 730 rs. a 90 dias hootem e
boje.
Apolices de 6%.94e94 1/2 %.
Acges.Banco Rural e Hypotbecario, 28*000 de
premio.
Effecluaram-se hoje saques regulares sobre
Loadres a 24 1/4 d. e urna pequea operacao a
2VI/2d.; sobre Pars e Hivre aos extremos de
383 a 395 rs:, e sobre Hamburgo a 730 rs.
Negociaran 12 apolices geraes de 6 % a 91 %, 3
ditas a 911/2 O/o, e 20 aitas a 95 O/o. e 50 ac-
edes do banco Rural e Hypotbecario a 28000 de
premio.
Veuderam-ae 16,000 saccas de caf.
BOLETN.
Durante o mez flato houve em nesso mercado
de importado regular actividade, devida a va-
rios supprimeotos que flzeram os compradores de
artigos de maior consumo.
Ealre esses tem-se mantido o azeile ddee s
cotacoes anteriores ; a banha contina em posi-
cjio favorel, elevando os importadores as suas
prelenges ; de cerveja ha suprimenlos em se-
gunda mo, e por isso nao consideramos seguros
os seus presos ; a farinha de trigo nao leve larga
sahiJa, conservando-se os maiores compradores
quanto poJam em reserva ante os pregas por el-
la exigidos ; a maoteig nova ingleza teve boa
sahida, o a franceza superior tem tambem obtido
extragiio prompta.
O sal tende sensivelmenle baixa em conse-
queneia nao s do que anda ha em ser como dos
supprimentos esperados. Os vinhos do Mediter-
rneo Qcaram em melhor posiglo em seguida s
ultimas vendas realisadas, e actualmente eremos
menos sujeitas as suas cotagoes ltenla o maior
intervallo das entradas a a firmeza que mustram
os seus poneos possuidores.
As noticias desfavoraveis que no dia 4 nos trou-
xe o paquete inglez Tyne, tanto da Europa como
dos Estjdos-Uuidos, produziram desagradavel
impressio em nosso mercado de exportado ; del-
la resentio-se a posigao do nosso caf, e seria
provavelurna baixa oais sensivel no3 precos des-
se producto, se a diminuigao das entradas do in-
terior e a escassez de qualidades superiores nos
supprimentos recebidos nao concorressem para
firmar assuis cotagoes.
Sob essas duas circumstancias sustentaram-se
03 ltimos pregos, dimiouindo a facilidade de ob-
ter lotes proprios para o Caual e norte da Europa.
Desenvolvendo se enlretanto alguma procura
at ao dia \J, os pregos do producto apresenta-
ram urna alta de 200 a 400 rs. em arroba por te-
rem diminuido os suprimenlos do interior e sen-
tir-se mais escassez de qualidades superiores.
No da 18 enlrou o paquete iraocez Navarre :
e as noticias pouco favoraveis que trouxe dos
principaes mercados consumidores pioluziram
desde ealo at hoje notavel apalbia em nosso
mercado.
Da assucar effecluaram-se vendas regulares, na
maier parle para o consumo.
No mercado monetario afrouxou o cambio de-
pois da entrada do paquete inglez Tyne. saccan-
do-se sobre Londres a 25, 24 3/4 e 241/2 d., fir-
mando-so emflm os dous ltimos algarismo* al
sihida dessa paquete.
No dia 15 abrio-se o cambio sobre Londres a
25 d., e a este algarismo, a 25 1/8 e 25 1/4 d.
sacaram-se at o dia 17 sommas regulares ; des-
repugnancia da visinhanga, que mi grado o tes-
muoha.
Se pois a sua prodaegao nao guarda os limi-
tes do foro domestico, .mporta tambem que se
laca comprebender os verdadeiros deveres da
paternidade 4 esse pai desnaturado tanto mais
quanto afflige a urna misera orphaa.
Dizem-nosque narua Direita do Afogados
exlstem alguna buracos, que podem ser falsea aos
viaodantes, ao passo que para a sea obatrucoo
quasi nenhum sari o dispendio.
Isto posto, lembramos a necessidade de reali-
sar-se esse insignificante reparo pala razio ex-
posta.
Acha-ie a concurso o provimento dos doos
officios de partidor do termo do Rio Formase,
accumulando um as funeges de contador, e outro
as de distribuidor.
O orato marcado para a habilitagao e aare-
entacao dos requerimentos de seasenta dias,
contados de 13 do crrante.
Foi nomeado pelo governo imperial para
director do hospital militar desta proviacia o Sr.
lente coronel Jos Luccas Soares Raposo da
Cmara, que eiercis o lugar de cemmaadaote 4a
fortaleza do Brum.
Os Srs. Drs. juizes de direito dos feitos da
fazenda Alvaro Barbalbo Uchoa Cavalcanti. e do
commercio Francisco de Assis Pereira Rocha fo-
rana comeados deseaabargadorea deeta relegan.
*Realisou-se a remogao de que demos no-
ticia anteriormente, dos Srs. dasenabargadoras
Silva Gomes desta relagSo para a da Baha, e
Rocha Bastos dalli para aqui.
Por cartas da corte consta que fara all
julgado deflnitvamente o pleito entre a caixa
tilial desta provincia e os Srs. N. O. Bieber & C.
e J. Keller & G em favor destes.
Amaohaa, as horas e no lugar do costume
se dever extrahir a sexta parte da quarta lotera
do Gymnasio Pernamboeano.
Baptisados da freguezia de Santo Antonio
do Recite do Io a 10 do corrente.
Manoel, branco, fllho legitimo doDr. Manoel Al-
ves da Costa Brancante e Francisca Leopoldina
da Costa Brancante.
Mara, parda, eserava do Dr. Francisco Pereira
Freir.
Rosa, parda, lilha natural da Hara Rila dos
Pasaos.
Manoel, branco, fllho legitimo de Manoel Anto-
nio Pereira e Catharina Mara dos Prazeres.
Rufino, pardo. Qlho legitimo de Nathias Antonio
Cesar e Aona Harinho Falcio Cesar.
Marta, semi-branea, dina natural de Aona Mar
Colina de Jess.
Casamento?.
Joaquim Militao Alves Dias Juaior com Rufina
Hara da Conceico.
Joo Pereira dos Sanios com Emiliana Mara da
Conceigo.
Foram recolhidos casa de deteogo no dia
13 deste mez 14 bomens] sendo 12 livres e 2 ea-
cravos ; a ordem do Dr. chefe de policia 9, in-
clusive o crioulo Sabino, eseravo de Jos Dias :
a ordem do subdelegado do Recite 1 ; a ordem
do de Santo Antonio 1, que o pardo Antonio,
esravo de Jos Alves Teixeira ; a ordem do
dejg, Jos 3.
^PaNo vapor Magdalena vieram dos portos do
sul :Salvador RoJrlgues da Silva, Eduardo
Henry Braman, James Oliver, Manoel Jos de
Carvalho. Eluard Pallew Wilson, Manoel Car-
doso da Costa Lobo, e 2 criados.
Seguem para a Europa :
Benjamn Hocart, Diogo Maddson Gema,
Eluard Danson, Pedro Raphael Luiz, Samuel
Browne e sua senhora, Jos Francisco Arteiro,
Joio Jos Ribeiro Guimaries.
Foram para o Aracaty no hiale nacional
Exhalafo : Jacinto Joao de Medeiros, Jos Lei-
te Rabello da Cuoha, Antonio Leite Rabello da
Cunha, Manoel Leite Rabello da Cunha e quatjo
criados.
MATAD0LR0 PUBLICO.
Mataram-se no dia 14 do corrente para o con-
sumo desta cidade 123 rezes:
MORTALIDADB DO DA 14.
Antonio, Pernambuco, 35 annos, Boa-Vista : ul-
ceras.
Caudino Vicente de Vasconcellos, Pernambuco,
33 annos, solteiro. Recita : bexigas.
Manoel Ignacio do Rosario, Babia, 41 annos, sol-
teiro, Boa-Vista : hypertrophia.
Manoel, Pernambaco, 16 dias, Santo Antonio ;
convulsoes.
Flix Antonio Teixeira, Pernambuco, 22 annos,
casado, Boa-Vista : tubrculos-pulmonares.
Francisco das Cbagas, Pernambuco, 110 annos,
viuvo. Boa-Visia ; velhice.
Correspondencias.
Srs. redactores [*).Devera nao responera
urna publicagoa pedido, que contra mim fez pu-
blicar o Sr. Joaquina Apolinar Pereira de Brito,
no Diario de 20 do prximo pretrito mez. se
porventura elle nao procurasse ferir a miuha re-
putagao de magistrado.
Cinfesso que j mezes esperara essa corres-
pondencia, ou publicagao a pedido, mas confesso
tambem ingenuamente que nunca esperei que por
esse modo elle procedesse; por que cima de
tudo devia ester a verdade e o respeilo que os
homeiu de estima e educagio se devem recipro-
camente : mas o que devia eu esperar do Sr.
-------------D ... ,. .., 10B,..W uoo- m o qe devia eu esperar
sa data em diante luctuou o cambio enlre 24 3/4 iJoa1uim Apolinar? o que li na citada publicagao
e25d.
A este ultimo algarismo mais firme techaram-
se as maiores operages para o paquete francez
tiavarre.
No dia 25 sacaram-se ao mesmo cambio de 25
d. 9,000 subre Londres para o prximo pa-
quete inglez, e dessa dala em diante nada nos
consta que se tenha feito.
Sobre as outras pragas regulou em saques pou-
co avullados o cambio que mencionamos no lu-
gar competente.
Nao houve allerago na laxa do descont ;
conserrou-se nos bancos a 9 O/o, e Da praga a 10
0(0, com facillidade para as boas firmas.
Negociaran)-se as apolices geraes de 6 por
cento a 92, 92 1[4, 92 1(2, 93, 94 e 95 por cento
ltimamente.
De aegoes e de ongas da patria realisaram-se
algumas transaeges ao prego mencionado no lu-
gar competente.
Chegaram procedentes de Pernambuco: a 2 do
corrente, a barca ingleza Lighton, com 10 dias
de viagem ; e a 4*o patacho Lima l, com 10
dias.
Sahiram para Pernambuco : a 26 do passado a
barca portuguesa Sania Clara ; a 29 o palhabo-
te Viamo ; ea 1 do correle, o palhabote 4r-
Xtsia, com escala pela Baha.
Bahia, 9 de Agosto de 1861.
Assucar mascavado1$900 a 2-j.
Caf de Nazareth-43300.
Couros seceos250 rs.
Ditos salgadosHO^rs.
Cambios.Sobre Londres 25 ti8, 25247i8 d.
Sobre Paria 375 a 380
Aegoes da sociedade Commercio 30 e 32 por
cento de descont.
Cambio.
Sobre Londres 25 1|8 d. por lJfOOO.
Sobte Pars 375 rs o fr.
Sobre Hamburgo 703 rs. m. b.
Sobre Lisboa 110 a 112 % prem.
Hetaes. s>
Dobloes hespanhoes31 a 310500 esc.
da patria30#500 a 31$500. idem.
Pegas de 68100 velhas16J500 a 17 idem.
de 4-9#300 a 9$400 idem.
Patacos brasileiros25.
hespanhoes29.
mexicanos19900 a 19960.
Chegaram procedentes de Pernambuco ; & 29
do passado, o brigue bespanhol Wiffredo, com 4
dias de viagem. a barca americana Reinder, e o
patacho americano Serafim, com 5 dias ; e a 1
do corrente a escuna Carlota, com f dias.
Sahio para Pernambuco, a 2 do corrente, a es-
cuna portugueza Emilia.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Nos informarp de novo, que ole cessam or
naos tratos infligidos por um individuo morados
na roa Imperial a propria fba, aem' que est-
tsiavis os merega, nao obstante ter qaasi ata
SJncido ja o estado da- nubilidade
Este acto repusaaata com os priaeipios alad
de ama mettocree^aaatao, e mais com es dic-
to mes de umeoracao d* pai, estara por certo fra
la* Bosaaa cen auras, se por ootura nao foese
awedualdo s scaoceras, cea esuadaio e mesao
a pedido
' E antes de responder devo dizer, que 00 Seri-
d tenho verdadeiros amigos, que os considero
muilo cima de S. Me, para que nao deixe pas-
sar desapercebido a palarra pseudos de que
se servio com referencia a esses raeus amigos.
E por que me aecus o Sr. Joaquim Apolinar ?
por que, como disse, extorqui doua officios das
cmaras niunicipaes do Principe e Acary. Ago-
ra pergunto eu ha nada mais ftil e miseravel do
essa aecusago ? Nio extorqui, Sr. Apolinar,
falso, ah esto os Srs. vereadores para conles-
tarem e se nao que privas apreseulou o Sr. Apo-
linar? a sua honrada palavra? mas ella est
abaixo do criterio e importancia que devem me-
recer duas cmaras. E porventura pode o Sr.
Apolinar contestar que promov urna subserip-
go na importancia de quatro coritas e tantos mil
ris, que dei copias de posturas, que cootratei
urna casa de mercado na villa do Prncipe? Te-
nho, alm dos documentos que abaixo vao pu-
blicados, outros que anda hei de publicar. Se
porventura anda o Sr. Apolinar voltar carga.
Tudo pode a ioveja I e tanto que por tudo isto
que hoje soffro a aecusaco do Sr. Apolinar.
Dito isto, eu vou esclarecer o publico sobre as
causas por que s hoje o Sr. Apolinar me quer
maltratar. Teodo eu sabido do Serid no mez
de noven.bro do anno prximo pretrito, por ha
ver pedido minha remogao, nunca alsrdeei de
quarer por a luz meridional, ea censura de todos
as culpas e prevaricares do Sr. Apolinar (me
parece que a sua consciencia tem remoraos) ape-
gas disse que desejiva antes da minha retirada
ver reaolvida a duvida que havia proposto ao
chele de policia e ao Sr. presidente, cuja duvida
versava sobre a ficada de doua presos, ua cadeia
da villa, por haver o Sr. Apolinar se retirado
com tolo o dastacamento para a capital, condu-
ziodo todos os presos com excepgode Manoel de
Jess e Francelioo, o primeiro condemoado a
seto annos de priso e o segundo por mim ap-
pellado, ambos por crime de morte; e fui essa
duvida que deu incremento ao despeito, que con-
tra mim nutre o Sr. Apolinar por cansas anterio-
res, de que por agora mui de proposito me abs-
tenbo de locar, e prometi traza-las a discussao,
se porventura ella rollar anda.
Desde ji agradeco-lhe o haver-me proporcio-
nado eosejo para me justificar, apezar de que na
opioio dos nomeos. sensatos do Serid, ea ha
muito que estou justificado ; porque o Sr. pre-
sidente aUendendo a minha representagao, co-
uda em officio sob n. 62 de 28 da setembro do
anno prximo passado com referencia a oatro di-
rigido ao chefe de policia com data do 15 do
mesmo mez sob n. 99, mandou logo outro des-
tacamento para guardar os dous presos ; porque
nio era curial que houvessem presos na cadeia
aem guarda, mrmenle n'uma pristo como a da
villa do Principe, onde o tal Manoel de Jess
pasteara aas ras, antes da miaba chegada; e
se nio que me conteste o Sr. Apolinar, que anda
fleo para desmascara-lo eom outros documentos.
Falla o Sr. Apolinar em pechiocbas que ale-
grara a vista e adogam a hosca des magistrados,
em aluse sem duvida minha pessoa: disse
mais que os crime a criminosos robustece-
rn), como, continua alie, bastamente teslemu-
nhou a infeliz camarce da Suido.
A isto responde tambem bellamente que, se
verdade, a S. Me. se deve tudo iste, por que era
juiz municipal supplenle em exercicio e delegado
de policia do termo do Prncipe, onde protega
os crimes e os criminosos, bem como daqueila
sua celebrrima prenla, que assaasinou em
acoutea por cierne urna sua eserava, cujo proces-
so, sendo despronunciado primeira vez, foi por
minha ordem instaurado, e ella segunda vez des-
pronunciada, quando me ratirei da comarca com
licenga para vir busear minha familia em Per-
nambuco ; e se nio que veja S. Me. o .que em
correigio ordenei no proprio procesao.
Se me quer aecusar recorra aos meus actos,
que ficaram 00 Serid, examine todos os meus
provimentos, se para tanto poder chegar seu
obese corpo, somenle de materia, e com tactos
e nao calumniosamente, venha em publico de-
nunciar-me.
Mas o que elle podar fazer ?
Nunca contemporisei com as circumstancias
das cousas, tempo e lugar, ahi vo publicados to-
dos os meus officios respeito da queslao, ahi
vao valiosos documentos, alguns dos quaes da
propria larra do Sr. Apolinar, e tanto que o Sr.
Apolinar, por cobarde, someote agora me aggride,
depoia de seto meses de minha retirada, e fra do
lugar, onde podara apreseolar documentos,
nao sai se mais valantes.
Por censuradlo em razao de seus desmsndos
que boje soffro, por nio consentir que os presos
pasaeassem : e quem assim procede contempo-
risa?
Pechincba e propria daquelle delegado, como
S. Me, que extorquia dinheiro das partes i titu-
lo de expedir portador aoAss para fazer con-
sultas sobre queatio que penda em se juizo :
pechincha faz aquella autoridade que deixa os
presos passaarem oa roa, como se deu com o Sr.
Joo Tiburcie. pelo que o Exra. Sr. Antonio Mar-
celino Nuoes Goncalres, quando presidente do
Rio Grande, pedio informagoes. abuso que logo
cortei, e per virtude do que o Sr. Apolinar quer
hoje ganhar celebridad, que denominareitris-
te a custa da quebra de minha reputagao.
Sou felizmente, na provincia em que nasci,
bem conhecido, vivo com os meus proprios re-
cursos, e nunca se me aecusou de falsificar tes
lamentos, como o do fallecido visitador Fernan-
dos, que o preto Caetano, nasta capital ha pro-
palado.
Darante o pouco tempo, que no Slrid exerci
o cargo de juiz de direito, nunca andei mendi-
gando pelas portas, l deitei diobeiro de cusas,
que nunca cobrei, como podero informar os
escrivaes Iguacio, o Saotos, fui sempre franco
em minha casa, e quando abra jury em qual-
qaer termo nunca lomei casa de nioguem para
minha aposentadora ; e quando de li rim, nio
liquei devendo as tabernas, como bem outro
hava feito. E se o Sr. Joaquim Apolinar quer
urna larga discussao a respeito da minha vida
quer publica, e quer particular, eu lhe dou a fa -
culdade de entrar nesta ; venha para o Recife,
onde o campo grande, e as armas iguaes, e
sus merca entio conheceri que debslde nao ac
procurar* conspurcar a minha reputagao.
Duraoto o longo tirocinio da minha vida pu-
blica em diversos empregos tenho (posso gabar-
me, e esta a nica gloria que me accompanha-
r ao tmulo] passado sempre por magistrado
probo, e nunca fui aecusado.
A comarca do Serid nunca teve foro, eu pos-
so dize-lo, a levsDtei desse batimento, em que
jazia, e convido ao Sr. Apolinar para que com-
pulse os meus provimentos, e cotas, qR publi-
quei na primeira correigao do mez de maio, pri-
meira depois da extingo dos ourdores. Du-
rante anno e meio do meo exercicio no Serid
somante se eommetteram tres crimes na villa do
Principe, um no Aracaty, e para qu9 me con-
teste convido os mens nobres collegas doutores
Gongalves Lima, e Paulino, empreados na co-
marca do Serid. Poderi mais alguma cousa
adusir, alm dos documentos de nmeros 1 a 10.
os quaes revelam a toda luz o empeoho, que
sempre nutr no cumprimnto- dos meus arduos
deveres, e demonstrara a causa, por que me vota
ogerisa esse Sr. Apolinar, de eternas lumina-
rias, se por ventura nio me julgasse superior a
elle, para nao descer ao ponto de faltar o respeito
que. em primeiro lugar, devo ao publico, e em
segundo a mim mesmo; e submelto a nossa ques-
lao ao juizo dos entendidos, oppondo embargos
ao citado officio do chefe de policia, que vem no
lim da publicagao apedido, de que ora me oe-
cupo, cuja opinio deixo de discutir hoje por ha-
ver elle fallecido na capital de Alagoas.
A questao a segointe : Pode um delegado
de policia sem manifesta iofracgo dos seus de-
veres, retirar um destacamento de urna villa,
deixaodo a cadea sem guarda,e com dous presos,
sob o pretexto, de que um dos presos eslava
condemnado a cumprir a pena na cada dessa
villa, e o outro por esperar a decisio da relacio,
para a qual o juiz de direito appellou '.' Devo no-
lar a este respeito, que a segunda sessio do jury
j havia lido lugar no dia 20 de agosto, como
dei sciencia ao presidente por officio sob n. 44
do Io do citado mez, e a minha opioiao enjilli-
da a que consta do documento sob n. 6. Fi-
aalmente tenho respondido, se nao me engao ;
e se mais nao digo por .que me aguardo para
a treplica, se ainda o Sr. Apolinar vier com sua
replica.
Pego desculpa ao publico, se por ventura ex-
ced os limites de urna defeza.
Villa do Brejo da Madre de Deus, 4 de junho
de 1861. '
Jos Quintino de Castro Leio.

(*) Por afuuencfa de materia tem deixado de
ser publicada esta correspondencia.
A redacf ao.
DOCUMENTO N. 1,
Provimento em correicao.
. Que sendo nm abuso aqui commettldo (no Se-
rid] por autoridadesjudiciarias e policiaes con-
servaren), e mesmo mandarem presos de toda
oatnreza. e at (o que mais aggravaote] a con-
demnados.para a sala que propria dos trabalhos
da cmara municipal, das audiencias, e das ses-
sdes do jury, recommendo que d'ora era dianle
cesse esse abuso por contrario as leis : sob pena
de respoDsabilidade.
J: Q. de C. Leo.
DOCUMENTO N. 2.
Ao juiz municipal supplenle em exercicio, e
delegado do termo do Principe, Joaquim Apoli-
nar Pereira do Brito. Em data de 3 de agosto de
1860.
Hoje ao dar audiencia encontrei-me com o
nico reo, que est condemuado, e cumprindo
sentenga, na sala das sesses da cmara, e que
serve para as audiencias : achei esse procedi-
ment irregular, e contrario a le criminal, tanto
mais quanto havia em provimento recommeoda-
do que se nao recolhesse reo algum senio oa
cada : por esta ras&o entend dever faze-lo reco-
Iher a cada, embora me houvesse dito o car-
cereiro, que elle ahi eslava por ordem escripia
de Vmc. Vmc. sabe qua ludo que contrare a
lei om crime, e que Dio era possirel, e nem
coosentaneo com a minha autoridade estar de
mistura com una reo condemnado, e no acto mais
importante do juizo: por tanto dou disto scien-
cia a Vmc., esperando que faltas desta natureza
nao mais se reprodusam.
J.Q. de C. Lele.
DOCUMENTO N. 3.
Ao Dr. chefe de policia em data de 15 de se-
tembro sob. n. 99.
Na tarde do dia 12 deste daqui fez o delega-
do de policia Joaquim Apolinar Pereira de Brilo,
sahir o destacamento com alguns presos para a
capital, deixando ficar os presos Manoel de Je-
ss, e Franceliao. o primeiro condemnado a .se te
sonos de prisio simples, e o.segundo por mim
appellado em crime de morte. Nao convindo
que nenhum preso fleassse, entend dever di-
zer que,a retirar-se o destacamento (sem saber a
causa) nio era convinhavel que aqui fleassem os
dous presos, i sabendo que o delegado os que-
ra deixar : entretanto que sem dar o devido a-
preg a minha recommendagio, fez seguir o des-
tacamento, tlcando os ditos presos : lembrei-me
de recommendar-lhe nova ment a remessa dos
dous presos, para evitar-so a fuga delles, em
urna cada sem guarda, fraca, e n'uma quadra
da secca ; a tudo tornou-se o delegado surdo de
modo qoe a raso, que asista pan irera as,
nio era a mesara para que os dous tambem
fossem, ou por outra, a rasio que militava para
a condugao de una, era a meama para que os
outros fleassem : procedimeato esse do delega-
do, que bem revela incuria e protecgo, que-
rendo sem durtda que se repilam os escndales,
qee aqui hei, de o preso que aqui fleo* (Ma-
noel de Jess) sahir, dormir em su* casa, ao
que logo me oppuz, procurando cortar esses a-
busos.
Nao ha duvids, Sr. Dr. chefe de policia, qua o
delegado, dotado dos caucleras da pusilanimida-
de, a irreolugo, lem-me dado a couhecer pro-
teegio em favor desse presa r patqua querendo-o
conservar na sala das audiencia*, eu dei em cor-
reigio um profimeoto, nio querendo directamen-
te com elle me entender a respeito, para que de
ora era diante nenhum preso fosse posto fra da
cael*TaJnda "8im Ble8ad,> o l">ha em cima
e fra das minhas vistas ; porque o fazia trancar
nos das de miaas audiencias.
Isto posto, declaro a V. 8. que nao venho fazer
queixas contra o delegado; porm, aira, pedir
providencias que atiendan aaeguranga da cadeia
ou vindo um oestaeaneato, oa que sejasa os dous
presos conduzidos para a capital, convindo mais
a V. 8. que a antea garanta desta comarca est
na moralidad* de seus habitantes, no carcter, e
hbitos de socego e paz.
O delegado se fundou para nao levar os dous
presos, como me disse, por oficio, era ser um
condemnado para aqui cumprir sentenga, e o ou-
tro ter aido absolvido, e por mim appellado: as
razos sao improcedentes, e at irrisoria, como
me parece, e ao criterio de V. S. deixo a appre-
ciago dallas, em face do que dispoe o art. 48.
Accresee dever dizer a V. S. que a delegada,
suppooho, flear acepbals, e talvez mesmo o jui-
zado municipal.
O Sr. Apolinar se retirou sem me constar que
tivease obtido licenga, nem allegado molestia.
Fico tomando as cautellas para que os presos
nao se avadam.
A eipusigo suscinta e dar, qua acabo de fa-
zer lilha da tonscieexia do meu dever, da mi-
nha proffssao de Juiz, e Y. S. far o que enten-
der.
J. Q. de C. Leio.
DOCUMENTO N. 4.
Ao primeiro supplenle em exercicio do juizo
municipal do termo do Principe, Joaquim Apo-
linar Pereira de Brito, em data de 13-de junho de
1860 sob p. 60.
E' preciso desarraigar o inveterado prejuizo que
hei encontrado as autoridades desta comarca, e
que agora se acaba de dar com Vmc. no officio
Sob dala de 8 do aadante, tomando urna recom-
mendagao no sentido de censura, ou estranhaste,
como se eu uao soobesse bem descriminar as duas
palavrasrecommendaeioe censura.O meu of-
ficio, sob data de 6 do corrente, com o n. 58, foi
urna recommeodagao que fiz, por me convencer,
de que Vmc. nao havia lido o officio que ende-
ressei ao seu antecessor, como isto meamo coo-
fessou Vmc nio qaerendo eu receber o trata-
mento de senboria, por me nio competir, seria
censuravel em mira, se por ventura nao zesse
essa recommendacao, sendo, como eu fui, o ca-
nal, por onde S. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia mandou dar scieucia aos juizes monicipaes,
de que nao deviam dar, em papis officiaes, tra-
tsmentos individos, por ser umasemelhaole pra-
tica contraria a lei, como se v do aviso do mi-
nisterio da fazenda de 27 de dezembro prximo
Qodo.
E sendo essa minha recommendagio fela tam-
bem as autoridades do termo doJardim.no mes-
mo sentido a tomaram era que.Vmc. a,enteudeu :
o que sem duvida nenhum pode trazer oecultos
dissabores, ou intriga de aTdeia, em prejuizo do
publico servigo, e de minha educagao e morali-
dade : o que por certo.nao queirajdeixar aperce-
ber, porque, nao sendo natural desta provincia e
nem nesta comarca bem conhecido pelos meus
precedentes nio devo consentir que se crie um
juizo todo em meu desfavor contra o meu
genio, educagao o carcter.
Fique portaoto Vmc. scienle de que 0S0 extra-
nhei ou censurei que sou dcil e polido, assim
eomo enrgico, prudente, e reflectido.
J. Q. de C. L.
DOCUMENTO N. 5.
Ao juiz municipal supplenle em exercicio do
termo do Principe e delegado, Joaquim Apolinar
Pereira de Brito. Em dala de 13 de selembro de
1860, sob n. 96,
Por me haverem informado que Vmc. preten-
da commelter a mais flagrante injustiga na con-
duego dos presos para a capital, traiei em meu
officio de n. 95, do corrente, de preveni-lo para
que ella nao fosse letrada a effeito: porem bon-
tem ao chegar da villa do Jardim Uve de v-la
effectuada deixando Vmc. de faier seguir presos
de crime de morte, um dos quaes foi condemna-
do e est cumprindo sentenga e porque acho que
proceder tal,revela escndalo, tanto maior quanto
em tempo previni a Vm. de que elle nio se devia
praticar, sou anda a dizer a Vmc. que faga se-
guir os dou presos por paizanos a encontrar a
tropa que por certo nio ter caminhado mais de 4
leguas,pelo que acabo de ser informado; cumprin-
do finalmente dizer, queJVmc. seri oresponsavel
pelo cumprimnto desla ordem, e tanlo maior se-
r quanto os presos ficam sem guarda, e sem du-
vida se reprodozirao os escndalos, qwfieor-
tar quando aqui cheguei, isto de os presos sa-
hirem, ou eslarem na sala das audiencias. Pon-
dere Vmc. a respeito, e obre o que lhe suggerir
a consciencia do dever.
J. Q. de Castro Leo.
DOCUMENTO N. 6.
Ao chefe de policia. Em 3 de oulobro de 1860,
sob u. 121.
Em addiamento ao meu officio, n. 99, de 15 de
setembro prximo pretrito curapre-rae levar ao
cnuhecimento de V. S. qoe a delegada deste ter-
mo esteve em completa aeephalia do dia 13 a 30
do citado mez, assim como por alguns dias o jui-
zado municipal e a subdelegada que at esta da-
ta nao sei quem esl no exercicio: e porque
como disse no citado officio, o delegado de entio
Joaquim Apolinar Pereira de Brito, deixasse aqui
ficar dous presos na cadeia, entend dever tomar
algumas providencias contra a fuga delles ; isto,
porm, que eu Oz a bem da repressio dos crimes
e da puuigao dos criminosos, tem levantado urna
celeuma por parte do delegado segundo supplen-
le em exercicio, mogo inexperiente, e comensal
do dito Joaquim Apolinar, a ponto de estar-me
roubando o tempo com officios impertinentes e
ineptos. E porque a desejo convence-lo, de
que nao procedi mal, rogo a V. S. se digne emit-
tir respeito seu juizo.
V. S. sabe qffe por aqui nio ha prisio segura,
a que o destacamento desceu para a capital, dei-
xando o delegado, como disso dous presos : ora.
sendo assim, tlaro (na minha opiniao) que mal
elle procedeu, fundando-se para isto na sentenga
que a um condemnou a sete annos de prisio sim-
ples para aqui cumprir a pena ; porque V. S. sa-
be perfeitamente que os arts. 47 e 48 do cdigo
penal fallara de prisodes publicas que offerecerem
maiores commodidades e aeguranga, e na maior
proximidade dos lugares dos delictos, exceptuan-
do, porem o caso de ser a prisio simples que nio
exceda a seis mezes, que ser cumprida em qual-
quer prisio, que baja no lugar da residencia do
reo.
Ora, Ivista disto, tenho para mim que o dele-
gado obrou mal, deixando aqui ficarom dous pre-
sos, sem guarda e mal segura a cadeia : no en-
tretanto, que o seu genro, segundo supplenle em
exercicio da delegada, e agente das rendas pro-
vinciaes nesle termo vive molestado, porque en-
tende dever tomar cautellas, e impedir o abuso
de presos de justiga estarem na sala das audien-
cias, em cujo sentido officiei ao sogro delle, abu-
sos esses que se praticavam aqui paaseaudo roi
fora da cadeia. sis a razio da celeuma, e tanto
assim que V; S. teta visto do Rio Grandense
a. 38 um provimento que dei em correigio. Eis
o que ha, e que levo ao conhecimeBto de V. S.
com a maior verdade, e que resolver como fr
de justiga.
J. Q. de C. Leo.
DOCUMENTO N. 7.
Ao Exm. presidente Joio Jos de Oliveira Jun-
queira. Em data de 29 de dezembro de 1859 sob
n."17.
Havendo sido removido por decreto de 15 de
margo ultimo da comarca de Cavalcanti oa pro-
vincia de Goyaz para esta (Serid), tire de assu-
mir o exercicio da vara de direito 17 de maio p.
p., come dei sciencia ao antecessor de V. Exc.,
Dr. Antonio Marcelino Nunes Gonglves, e pro-
curando conhecer o carcter e ndole de seus ha-
bitantes, alm das necessldades, de que mais a
comarca praeisava, entend que ama das maiores
era urna fetra, para ende os plantadores podessem
trazer os generas de sua producgSo expo-los
venda : nesle sentido me entend com a cmara
municipal desta villa, para que Qzesse' upa pos-
tura addiedonal, craaado a sira, a qaal deveria
ser per V. Exe. approveda provisoriamente, com-
premettendo<-me a promover urna subscripgao
para eom o seu produelo fazer urna casa de mer-
cado.
Com effeito, procurei ensejo.e pude fazer che-
gar a subscripgao a quatro contos e tantos mil
res, com cuja importancia cootratei a factura da
casa, teodo de cumprimnto duzentos palmos e
cera de largura etc. etc. e mais adianle.Tam-
bera na villa do Acary promov urna subscripgao
para urna cadeia pelo pessimo estado, em que se
acha a actual, que nem lugar pode dar a concer-
t d qualquer uatureza : essa sebseflpco aran-
lou mais de um cont de res-,' e tudo deixei en-
tregue aos cuidados do Rev. vigario Thomaz Pe-
ruri de Araujo, e do delegado de polica Manoel
Lopes Pequeo Canaoa ; porem antevejo que
nenhum resultado poder appareeer sem que os
cofres da provincia veoham em auxilio da obra,
qoe de summi urgenda.
Finalmente eumpre me dizer a V. Exc, que as
eubscripces foram promovidas, a primeira era
julho, e a segunda em agosto do corrente anoo,
nao havendo eu logo dado conhedmenlo a V.
Exc. por aaver-rae retirado com liceoga para a
proylucia de Pernambuco, onde eslava minha fa-
milia, a tratar de miuha saude, que sa achara
um pouco arruinada pelas exceasivas viagens
que havia feito
Em tempo opportuno levare! ao conhedmenlo
de V. Exc. osnomes dos subscriptores, as quan-
lias de cada um, e o resultado da obra, podendo
affiangu a V. Exc. que o caraeter e iodole dos
habitantes desla comarca sao da maior morali-
dade, de maior respeito s autoridades, e final-
mente da maior obediencia s leis.
J. Q. de C. Leio.
DOCUMENToT. 8.
Ao Exm. presidenta Jos Beoto da Cunha o
Figueiredo Jnior. Em data de 28 de setembro
de 1869 sob n. 62.
Ha bem poneos dias o delegado de policia des-
te termo, Joaquim Apolinar Pereira de Brito,
por urna proteegio escandalosa, aqui deitoo floar
oa cadeia doos reo, um condemnado por crime
de morte, e outro absolvido tambem em crime de
morte,e de cuja absolvicao appelei para a.relagio
do districto, havendo retirado a forga aqui desta-
cada, e os domis presos, sendo que a cadeia es-
t entregue aos meus cuidados ; porque desde
que elle sahio al esta data nao sei quem o de-
legado em exercicio. A este respeilo officiei ao
Dr. chefe de policia em data de 15 do andante,
sob n. 99, e a V. Exc. pego que leia o meu citado
officio.
J. 0. de C. L.
DOCUMENTO N. 9.
E' urna earta do proprio punho do Sr. Joaquim
Apolinar Pereira de Brito. que est reconhecida,
cuja autenticidade elle nao poder negar.
Illm. Sr. Dr. Jos Quintino de Castro Leio.
Presadissimo amigo eSr., a quem muilo respei-
to. E' objeclo desta dar a V. S, e a sua Exm.'
familia as boas testas pela feliz ressurreigio do
nosso adorado Salvador........ e mais adisote
assim se exprime, fallando de um meu fllho
V. S. que um pai honesto e moralisado......
Conhego que os vmitos de Megera se empe-
nham para eeforgadameote delacerar a mim e
V. S. pelos enredos qoe observo, e de que j te-
nho pravas, pretendendo ardir-nos em urna mes-
ma teia.
As censuras qoe V. S. me fez, como esclare-
cido que do que tenho provas, longe de as re-
pellir pela vaidade do meu fraco juizo, aceito-as
como de pessoa competente, a cujo juizo devo
sugeitar o meu, e praza a Deus que eu seja lio
feliz, que sempre tenha amigos, e superiores, que
com as suas advertencias me corrijam o me po-
nharn salvo de erros....
Sempre me encontrar leal e franco, e mais
devotado amigo de V. S. da que aquellos, que
muito sabem ltsongea-lo : entretanto da bondade
reconhecida de V. S. espero o perdi pleno da
confianza que tive, oriunda s da dr e senti-
mento que me proprio, assim como igual ve-
nia espero alcangar dos termos poneos decentes e
cabiveis, cmpregados nesta carta.
Tenho a ufana de assignar-me com lhaneza e
muito.respeito de V. S. P. amigo muito afectuo-
so, e criado atiento obrigadissimo
Joaquim Apolinar Pereira de Brito.
DOCUMENTO N. 10.
(Do proprio punho do Sr. Apolinar, era respos-
ta ao de n. 2.)
Pelo officio de Vmc. hootem datado, flquei
scienle do recolhimento que mandou fazer, do
sentenciado Manoel de Jess enchovia da cadeia
desta villa, por te-lo encontrado na sala das au-
diencias da cmara municipal, quando por mim
lhe havia sido designada momentneamente, sua
prisao em um quarto seguro de sala livre, de cu-
jo beneficio reconhecidamenle abaisou : tenho era
lembranga o provimento dado por Vmc. na pr-
xima correigio sobre as prises.Joaquim Apo-
linar Pereira de Brito, juiz municipal supploote
em exercicio e delegado de policia.
lawnt d& alfondega.
Volumes entrados com fazendaa.. 105
eom generes.. 243
Volantes sabido* c*m fazendas..
com gneros..
------348
117
568
----- 7t
Desearregam hoje 16 de agosto.
Brigue hamburgusHanriquecarne de char-
que.
Polaca hespanbolaIndiaidem.
Brigue inglezZonecarvio. ,
Patacho ioglezVeteranfarinha.
Patacho portuguez Jareo.gneros por fora.
Lugre ioglezN. E. V. A.mereadorias.
Barca portugueza Flor de S. Simio merca-
dorias.
Brigue hamburguezGermanoferro.
Barca americana Florista farinha. x
Barca americanaImperadoridem.
Importado.
Vapor francez Estremadure, vindo de Bordeaox
consignado a Tisset-freres, manifestou o se-
guate :
i caixa roupa ; a Buessard Millochau.
3 ditas palles de lebre ; a Maia Irmio.
1 dita chapeos ; a Chrisliaoi & C
2 ditas livros e calgados ; a Almeida Gomes
Alves & C.
1 dita fazenda de seda, 4 ditas bichas ; a Jo
Keller & C.
1 dita luvas e toucas, 1 dita sedas, 1 dita ob-
jectos de dita ; a D. P. Wild & C
2 caixas bijouteria ; a S. Blum Lechman & C.
140 caixas quejos; a Brender a Brandar.
15 ditas; a Tasso Irmio.
20 ditas dito, a N. O. Bieber <& C. e 2 ditas bi-
cha.
1 dita sedas ; a B. F. de Souza.
2 dita bichas ; a Sodr & C.
2 ditascalgado ; a Pereirj Arantes.
1 caixa perfumariaa; a Lecomte.
1 dita toucas; a Ferreira & Araujo.
1 dita coral ; a Wild & C.
1 dita bijouteria, 16 ditas conservas, lOOditan
vinho, 30 diti8 champagne, 8 meias barricas ab-
abo, 25 caixas velas, 5 ditas moslarda, 75 barri-
cas farinha ; a F. Souvage & C.
1 caixa bijouteria ; a Raba Schmettau & C.
1 dita merceara ; a Schafheitlin & C.
1 dita artigos de Paria. 1 dita objeclos para
chapeos de sol de seda ; a Manoel & G.
3 barricas farinha, 1 caixa conservas. 1 barril
cognac, 6 ditos 10 gigos vinho ; a Tisset-freres
1 eaixa sedas ; a E A Burle & C.
1 dita vestidos ; a Ramos Duprat & C.
1 dita merceara ; a Mello Lobo & C.
1 volunte amostras ; a Dammayer & C.
7 barris vinho e mais 10 gigos dito ; a D. &
Sauchois.
1 volume musios ; a Liumonier.
1 dito amostras de gravaras ; a Vasconcellos.
1 dito dita de assucar; a Aranaga Hijo & C.
1 dito calcado ; ao cnsul da Franca.
Barca americana Imperador, vinda de Phila-
delphia, consignada a L. & Damon, manifestou o
seguate :
3,061 barricas farinha de trigo, 25 caixas ba-
nha em latas, 50 ditas e 30 fardos algodo azul,
riscado e enlraosado, 10 barricas graxs em latas,
100 saceos farelo, 3 caixas daguerreolypo ; a Ma-
theus Auslin & C.
ReeebedUtrfa de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 13. 17:761^028
dem do dia 14....... 5829&8f>
18:3436l:i
Consulado provincial.
Rendimonte do dia 1 a 13. 26 530*672
dem do dia 14....... 1:319*834
27:850j76
Perde o seu tempo a mui rica e poderosa Sra.
Feliciana Olimpia, ou Feliciaoa Maria Olimpia,
ou Maria Brasileira, oa Maricas Praieira, ou fi-
nalmente como melhor nome tenha em fazer des-
vanecer o effeito da publicagao que fiz por este
Diario do dia 9 do corrente. Ella fica em p,
eoiquanto pelas averiguares policiaes a que se
est procedendo nao mostrar o justo titulo que
possue da africana livre Margarida, que est re-
duzindo a captiveiro no centro desta cidade, e a
faCe das respectivas autoridades sem que lhe
possa valer a coarctada de possuir um conhed-
menlo do pagamento da respectiva laxa, porque
bem se sabe, que as matriculas geraes se nao
apresentam titulos de compra. Essa historia do
roubo de 300$000 de urna caixa em Camaragibe,
e subtraegao de ttulos e objeclos de importancia
urna pura farga com que pretende, mas em vio,
embar a ttengio das mesmas autoridades. Com
a prova de sojs perversidades e malvadezas, pre-
tendo que em breve ser punida pelas mesmas
autoridades, apezar de rica e poderosa que
mentirosa at oas circumstancias as mais indiffe-
rentes, nio se peijou de affirmar, que ha 14 an-
nos viera de Nazareth e tomara a casa do Illm.
Sr. Dr. Fernando Alfonso de Mello para o nm
de apreseutar-lhe os titulos de suas escravas,
que foram julgados sufficientes. e que nesta coo-
viego despedir elle o collector de Nazaretb,
quando viera dar denuncia de laes escravas. Con-
tra esta ultima proposigao invoco o testemunho
dos colleclores de Nazareth, bastando para infir-
ma-la o saber-se, que sendo este negocio de
meia siza de escravos, da competencia da the-
sonraria provincial nada tinha que entender o Sr.o7
Dr. Fernando, que funecionario da thesoura-
ria geral; e acerca da precedente proposigao
verdade, e com o maior pejo confesso, que se-
duzido pelas labias dessa mulber, cujos mos
feitos at entio descouhecia, levei-a a casa do
Illm. Sr. Dr. Femando, nio a 14 annos, mas
haver um anuo a esta parte, e deste que me
conbece desde o bergo, e me tem honrado sem-
pre com a sua bondade e confianga obtive aga-
salho para essa mulher emquaoto ella procurava
um commodo nesta cidade, o que logo conseguio,
permanecendo nella apenas urnas 48 horas. Foi
ella morar 00 lugar da Estrada Nova, e ahi tan-
tas e taes artes e falcatruas fez, que em Janeiro
do corrente anno foi recolhida a casa de deten-
gio como connivente em furtos de cavallos, e
solta que fosse, assentou de invadir e ioslallar-
se oa casa do mesmo Sr. Dr. Fernando, nio obs-
tante a manifestagio da pessoa, que nella ficou
habitando, tratou de rouba-lo em tudo quanto
foi de roupas, longa, vidros, e at mesmo' urna
porgio de vinho engarrafado que tinha em um
pequeo quarlo, sendo que parte deste, a da
louga poude ser-lhe tirada de seus bahs, quan-
do ella j fra de casa, e pouco antes de serem
estes conduzidos por suas escravas. E quem
commette tanta perfidia, ingratidio, e latroci-
nios, pode arguir-me de haver-lhe roubado....
300#000? Sra. Feliciana em breve lhe provare
quera tem roubado bens, e a propria vida de seus
e niel han tes. Quem haver esses 14 annoa de
que falla pouco mais ou menos foi aqui autora
ou cmplice no roubo. e morte de um infeliz Io-
glez, e que sendo mais feliz do que seus associa-
dos que estio cumprindo sentenga em Fernando,
poude evadir-se procurando a cidade das Alagoas,
e dalli o Rio de Janeiro, e Bahia, onde tem po-
dido saborear o ouro, o riquezas de que tinto
alardeia, entretanto que eu com a miuha pobre-
za, e com o mdico salario que me di o meu
officio viva eom a consciencia maia tranquilla, de
que a sua, sa i que o remorso tem penetrado
nessa sua depravada alsaa. Continuaren
Redfe, 13 de agosto de 1861.
MoYimento do porto.
Navios entrados no dia 14.
Bahia6 dias, polaca argeotiua Christina, de 276
toneladas, capilio Candido Severino de Avi-
la, equipagem 11, em lastro ; a Bastos & Le-
mos.
Gaspe50 dias, patacho inglez Cornucopia,
151 toneladas, capillo James Cort, equipagem
8, carga 1900 tinas com bacalho : a Sauders
Brothers & C;
Talcnana42 dias, galera americana Leci Star-
buck, de 366 toneladas, capilo Jeruegan, equi-
pagem 22, carga azeite de peixe.
Veio refrescar e segu para New Bedford.
Rio de Janeiro e Baha6 dias, vapor ingle*
Magdalena, de 1950 toneladas, commandaole
R. Woolward, equipagem 130.
Navios saludos no mesmo dia.
Rio de Janeiropatacho nacional Barros l, ca-
pilo Manoel Pereira de S, em lastro e 14 es-
cravos a entregar.
Aracatyhiato nacional Exalacao, capillo Tra-
jino Aotunes di Costa, carga difiranles gene-
ros.
Sonthamplon e portos intermediosvapor inglez
Magdalena, cora manda rite R. Woolward.
Lisboabarca brasileira Thereza capilo Joao>
Hyppolito do Canto, carga assucar e mais g-
neros.
s> w Q. a 0 Horas.
b m v e c B c a kthmosphera O n 98
n 05 09 O Dirscgo. a H 0
e> 3 a 0 <} 1 Inttnsidadt. > - -4 J 6)1 99 O 00 3t 1 Fahrtnhsit. -a m 0 ai n H 0 i
a s en " M ai 1 u 1 I Centgrado. a. B H P3 c O
3 iJ 0 0 to -4 en OD Hygrometro. 4
000 O i Cisterna hydr mtrica. - 0
761, 760,4 759. -1 ai Francs. m > 0 m -1 9 O
g g g l Hf M -~J -J w a 0 Ingles.
A noite chuvosa, vento varavel de intensii*-
de e direegio e assim araanhecea.
0SCILAg\0 DA MARB.
Preamaras 10 h. 18' da manhia, altura 5,0 p.
Baixamar 4 h 30' da tarde, altura 1,8 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 14
agosto de 1861.
Rouaho Stepplk,
1* lente.
de
Editaes.
ctnnmcie.
Rendimento do dial a 13.
dem do di 14.
217;70OJ399
10.6851617
2383KJ0I6
Pela secretara do governo se faz publie
para conhedmenlo de quem ioteressar posea,
que creando a lei provincial n. 504 de 29 de ni ai
deste anno dous officios de partidores em cada-
termo desta proviacia, accumulando nm as fuoc-
gdes de contador e o outro as de distribuidor,
acbam-se eaa concurso os do termo do Rio-For-
moso aflm de que os pretendemos apresentem os
seus requerimentos devidamente instruidos ns
forma do decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851
e aviso n. 352 de 30 de dezembro de 1854, no*
prazo de 60 dias, contados desta data.
Secretaria do governo da Pernambuco em 30>
de agosto de 1861.
Antonio Leite da Piaho.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era prraianto do rosolucio da junta
da fazenda manda feaer publico, qoa arremata-
gio do rendiraeoto do pedagio da barraira da Ta-
caruna foi traoafarida para o dia 32 do crrante,
E para constar se mandou afflxar o presente a
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 14 de agosto de 1861.O secretarlo,
A. F. VAamuasciaei*.
Ollmv Sr. inefectav da thoseuraria pre-
vincialm MmpriaMitc&le HboJqq.da junta
da tasaran, asnada sadjjr pWidjTtQS ajprremau-
gio dolaiiieatiuai
do eoegH #e ffenfe
dea oro nao
OMi, da
i


(*)
orphaas do collegio deata cidade, snnuneiada pa-
ra hoje, ticou transferida para o dia 2-2 do cor-
rente.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihfcsouraria provincial de Per-
nambuco 14 de agosto de 1861.O secretario,
A. P. d'Anounciago.
O Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, juiz de
difeito especial do commercio desta cidade do
Recite e seu termo capital da provincia de
Pernambucd por S. M. I. e G. o Sr. D. Pedro
II, que Dos guarde etc.
Fago saber pelo presente, que no dia 29 de
agosto deste son se bao de arrematar em praga
publica deste juizo por venda a quem mais der
na sala dos auditorios os escravos seguales :
Trajauo com idade de 60 aooos, pouco mais ou
meaos, e Gamillo caboclo com idade de 20 annos,
pouco mais ou menos, os quaes foram penho-
rados a Joaquim Ferreira de Souza, por etecucao
que contra o mesmo mofe Jos- Vieira da Silva,
cujos escravos teodo sido avahados o primeiro
em 4009 e o segundo em 1:000$, e ido a praga
. pelo prego da avliago nao appareceu lanzador,
em consequeocia do que, ora ten de ser arrema-
tado pelo prego da respectiva adjudicarlo, que
vem a ser o primeiro por 3005 e o segundo por
7509000.
E para que chegue a noticia a quem convier
mandei passar editaes que sero afilalos nos
lugares do costume e publicados pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recle capital
da provincia de Peroambuco aos 14 do mez de
agoste de 1861, 40" da independencia e do im-
perio do Brasil. Eu Manoel de Carvalho Paes de
Andrad, escrivao o subscrevi.
________ Francisco d Assis Pereira Rocha.
MAMO D| FlfiJUBKOGO. SEXTA FEIRA 16 DE AGOSTO DE 18*1.
^------___________
Declarares.
Correio.
15:2010O0
16:5309000
2039000
I:7o2g000
4349820
144S500
9
Os Srs. Antonio Pinto Nogueira Accioli, Fren-
cisco Caetano de Assis e Luiz Pedro Ferreira,
queiram dirigir-se a repartilo do correio afim
de receberem cartas que lhes deve ser entregue
em mo propria.
Perante a cmara mucipal deata cidade irSo
a praga nos dias 19, 22 e 26 do coi rente para se-
ren arrematadas por um annoa 8 seguinies rendas
municipaes :
Imposto de affericoes.....
dem de 500 ris por cabera de
gado...........
dem de mscate e boceteiras .
dem de medidas de farinha .
dem de 40 ris por p de co-
queiro..........
Aluguel da casa da Soledade .
Dito dos tainos dos agougues .
Os que pretenderen) arrematar, nao podero
licitar sem que tenham apreseutado antes dos in-
dicados dias as habililages de seus fiadores, os
quaes devem mostrar que possuem bensde raiz,
livrea e desembarazados, nao ae admiltindo car-
tas de responsabilidade.
Paco da cmara muaicipal do tfecie, em es-
sao de 12 de agosto de 1861.Jos Sezario de
Mello, pro-presidente. Francisco Canuto da
Boaviagem, ofkial-maior servinde de secre-
tario.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para foraecimento
do arsenal de guerra, tero de comprar os objec-
oa seguintes:
Para o fabrico de diversas pecas de fardamentos
do corpo de guarnicao desta provincia, do 9o
batalho de infantaria e do 4o batalho de ar-
tilharia a p.
727 covados de panno verde.
152 ditos de panno preto.
2085 varas de brim branco:
1520 varas de algodozinho.
676 ditas de cordao preto de la.
15 ditas de dito preto de retro?.
10 1[2 ditas de tranca de la conforme o 0-
gurino.
2 ditas de galo de prata de 1 pollegada de
largura.
1 1|2 ditas de dito de meia pollegada.
14 botdes grandes de metal pratreadocom n.9.
6 ditos pequeos de dito dito com n. 9.
52 grosas e 16 botes pretos de osso.
172 pares de clcheles pretos.
Para o corpo de guarnicao.
20 bonets.
20 esteiras de palha.
20 grvalas de sola de lustre.
20 mantas de la.
Para o 9o batalho de infantaria.
2 bonels para sargentos ajudante e quartel
nestre.
1 dito para msico.
150 ditos para inferiores, soldados e cornetas.
2 pares de charlateiras para os sargentos aju-
dantes e quartel mettre.
1 par de dita para msico.
572 esleirs de palha de carnauba.
187 gravatas de sola de lustre.
181 mantas de la.
Para a escolla do 4o batalho de artilharia.
6 resmas de papel almajo.
6 caizas de peonas de ac.
200 pennas de ganco.
2 caivetes para aparar pennas.
6 garrafas de tinta preta para escrever.
6 duzias de lapis finos.
6 libras de areia preta.
36 collecesde cartas para principiantes.
36 taboadas.
12 compendios de arilhmeticas por Avila.
12 gramticas portugueza por Monte Verde.
12 pautas.
36 traslades.
18 lapis de pedra.
Para o almoxarifado do arsenal de guerra.
10 toneladas de carvo de pedra.
20 quintaos de ferro em barra de 1 X polle-
gada.
6 qoiotaes de dito em verga de varanda.
6 quintaes de dito qusdrado de 5 oitavo?.
1 arroba de rame grosso de Ierro.
363 pares de clcheles.
Para o 9 batalho de infantaria.
11 covados de Qlele encarnado.
2 covadoa de dito amarello.
Para o 9o batalho de infantaria.
6 resmas de papel almago.
6 caixas de pennas de ajo.
200 peonas de ganco.
2 caivetes.
6 garrafas de tinta para escrever.
6 dozias de lapis.
6 libras de areia preta.
36 collegoas de cartas para principiante.
36 taboadas.
12 grammalicas portuguezas por Monte Verde,
ultima edigo.
12 compendios de arithmelicas por Avila.
36 tanslados.
12 pautas.
6 pedras para escripia.
.18 lapis.
Para a compaohia de cavallaria.
112 covados e meio de panno azul.
Quem qutzer vender laes objectos, aprsente as
tas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manba do dia 16do
corren le mez.
Sala das sessdes da conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 9 de
agosto de 1861.
Santo Joti Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francitco Joaqium Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
fMPREZA-GERMANO.
- 28* RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbado 17 de Agosto.
Subir acea o ezcellente emnito applaudido
drama em um prologo e cinco actos, original
frtncez,
SUZANA.
Terminar o espectculo com a graciosa co-
media em om acto,
UM SEGUNDO ANDAR
NA
1M M VSL
Comecar s 7 X horas.
Os bilheles vendidos para a recita do dia 14,
e que foi transferida, tem entrada nesta noite, Os
senhores que nio quizerem poderlo ir receber
sua importancia no escriptorio do Iheatro, at as
2 horas do dia do espectculo.
Avisos martimos.
COMPANHIA PERMMBUCANA
DE
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu'. Aracaty, CeacaV
O vapor clguarass, commandante Moreira,
sahir para os portos do norte at o Cear no
dia 22 do correte s 4 horas da tarde. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Eocommendas,
passageiros e dinheiro a frete at o dia da aahidt
a 1 hora : escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
Vende-se a escuna portugueza Emilia, de lote
de 108 toneladas portuguezas, bem construida,
forrada e encavilhada de cobre, muito veleira e
preparada a navegar para qualquer parte, teodo
sido empregada desde que sanio do eslaleiro a
conduzir fruclas de Lisboa para a Inglaterra :
quem a pretender pode examina-la uo ancora-
douro deste porto aonde se acba fundeada, e pa-
ra tratar no escriptorio de Azevedo & Mendes,
ra da Cruz n. 1.
ArisV
3 W-
Para Lisboa e Porto.
Segu com brevidade a barca portugueza San-
ta Clara, capito Antonio Ventura dos Santos
Noves, para carga e passageiros, teodo para estes
excellenles commodos : trata-se com Azevedo
Mendes, ra da Cruz n. 1, ou com o capito na
praga.
\
COMPANHIA BRAS1LE1RA
mmtu a nvm.
At o dia 20 do correte esperado dos portos
do norte o vapor nacional Paran, commandan-
te o capito lente Jos Leopoldo de Noronha
Torrezo, oqual depois'.da demora do costume
seguir para os portos do sul.
Engaja-se desde j a carga que o vapor poder
conduzir, a qual dever embarcar no dia de sua
chegada, recebe-se passageiros, eocommendas o
dinheiro a frete, at o dia da sabida as 3 horas
da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, escriptorie
de Azevedo & Mendes.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DB
Navegacto costeira a vapor
O vapor Persinunoa, commandante Moura,
segu viagem para os portos do sul de sua es-
cala no dia 20 de agosto as 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 19 ao meio dia. Passagei-
ros e dinheiro a frete at o dia da sabida 1
hora : escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
MBDUL
O palhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo. segu para a Babia em
poucos dias ; para o resto da cerga que lhe falla,
trala-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Dos n. 12.
Maranhao e Para.
O hiale aNovaes segu no dia 15 do correte,
e tem meio carregamento tratado : com o resto
trata-se com os consignatarios Marques, Barros
& C., largo do Corpo Sanio n. 6.
Para o Aracaty
sahe cora brevidade e hiato Dois Irmos, j
lem a maior parte da carga, para o resto trata-
se com Martios & Irmio, ou com o meatre Joa-
quim Jos da Silveira.
O patacho Barros I segu para o Rio de
Janeiro impreterivelmente no dia 14 do corrente,
recebe escravos a frete somonte : trata-se com o
capito na praga, ou com os consignatarios na
ra da Cruzn. 45.
Lisboa e Porto
sabir com brevidade a barca Flor de S. Si-
maos' por ter parte da carga prompta : para o
resto.e passageiros, trata-se com Carvalho, No-
gueira &C, na ra do Vigario n. 9. primeiro
andar.
Acaracu'
O veleiro Garibaldi, mestre Custodio Jos
Vianna : a tratar com Tasso Irmos.
Porto por Lisboa
Segu em breves dias a barca nacional cThere-
za I por ter sua carga engajada e parte delta j
a bordo, recebe uoicamenle passageiros, para o
que tem excellentes commodos, e trala-so com
Bailar A Oliveira, ra da Cadeia do Recife n. 12.
Para o Aracaty e Ass
segu em pouces dias o hiate Camaragibe por
j ter metade de seu carrsgamento : para o resto
e passageiros, trata-se na ra do Vigario n. 5.
Rabia.
Segu a sumaca Hortencia, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
hita e passageiros, trata-se com Azevedo & Men-
des, ra da Cruz n. 1.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacioaa
Almirante, capito Henrique Correia Freitas, t,
qual tem parte da carga prompta : para o resto
que lhe falta e escravos a frete, trata-se com
Azevedo & Mendes, ra da Cruz n. 1.
Leudes.
LILAO
O agente Hyppolitofar leilo por conla e ris-
co do qnem pertencer de 558 volumes com ba-
tatas recentemente chegadas, muilo bem acon-
dicionadas, sendo os lotes a vontade do Sr. ar-
rematantes, no armazem dos Srs. Aunes defron*
te da ilftodeg, ai 11 horas en ponto.
DE
(ka vacea, cabriolet e
cavallo.
Ao meio dia em ponto vender-se-ha em leilo
urna vacca hollandeza com urna cria de 2 me-
zes, e um cabriolet de 2 rodas com cavallo (sem
limites) na praja do commercio em frente a casa
dos Srs. Saunders Brolhers & C.
leilo
Sexta-feira 16 do corrente.
O agente Costa Carvalho autorisado por urna
familia que retirou-se para lora da provincia fai
leilo de sua mobilia e mais objectos, consistente
em urna mobilia de mogno, guarda vestidos,
commodas, cama franceza, eadeiras avulsas,
marquezas, sof, mesas de amarello, commodas
de Jacaranda, toucador, estantes, lanlernas, qua-
dros, jarros e outros muitos objectos que ser
enfadonho annuociar, que tudo ser vendido o
corrjr do marlello : as 11 horas da manha na
casa da ra do -Hospicio n. ,78.
LEILO
A 16 do corrente.
Walter Thompson, capito da barca iogleza
Colima, far leilo, precedida a competente
autorisaco do Illm. Sr. Inspector da alfand'ega,
com assistencia de umempregado desta repar-
tilo para o effeito nomeado, e do Sr. agente de
Loyds nesta praca, por intervengo do agente
Oliveira, e por conta e risco de quem pertencer,
do carregamento de 4.800 saceos de assucar
branco, sendo cerca de 700 saceos considerados
em melhor estado e 4,100 saceos avariadosquasi
na sua totalidada abordo da referida barca, em
consequeocia de haver esta outra vez entrado
com agua aberta e .arribada ueste porto, donde
haviasahidocom destino a Valparaizo :
Sexta-feira 16
do corrente, ao meio dia em ponto, no armazem
do Exm. baro do Llvrameoto, sito no caes
d'Apollo, onde os pretendentes sao convidados
a ir examinar com antecipaco o estado do refe-
rido assucar.
Avisos diversos.
LOTI itli
Sabbado 17 do corrente andaro ira-
preterivelmente-as rodas da sexta parte
da quavta lotera (primeira concessao)
do Gymnasio Pernambucano, pelas 10
horas, da manha. 43s bilhetes emeios
bilhetes acham-sea venda na thesoura-
ria das loteras, que se acha mudada
para a ra do Crespo n. 15, pavimento
terreo e as casas commissionadas do
costume. Os premios sero pagos in-
continente a entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Je se Rodrigues de Souza.
Irmandade das almas da
matriz da Boa-Vista.
O escrivao interino da irmandade das
almas da matriz do SS. Sacramento da
freguezia da Boa Vista, autorisado pela
mesa rege dora, convida a todos os seus
irmos a comDarecerem pelas 9 horas
da manha do dia 18 do corrente, em
mesa geral, no consistorio da mesma
matriz, afim de se discutir o novo com*
promisso. Consistorio 12 de agosto de
1861.0 padre, Manoel Cyrlo de
Oliveira, escrivao interino.
K*
Jos Dias da Silva Jnior, Jos Ro-
drigues de Sena Santos, O Joaquina
Francisca de Salles Sena, Jos Das da
Silva e D. Thereza de Jess Horaes e
Silva do intimo d'alma agradecem a
todas as pessoas que assistiram ao fu-
neral de sua esposa, ulna e ora ; e de
novo as convidam para tambera assisti-
rem a missa e memento no stimo dia,
que ter lugar na capaila do cemiterio
publico, sabbado 17 do corrente, s 6
horas da manha.
Recife 12 de agosto de 1861, *
Quem quizer alugar ama ama de leite.diri-
ja-se ao aterro da Boa-Vista o. 51.
Fundico
de bronze.
Na bem conhecida fabrica de fundico, latoei-
ro e funileiro da ra Nova, defroole da Concei-
cao, contina a fazer todas as obras tendentes s
mencionadas artes e officinas cima ditas, como
sejam : bronze para engenho, parafusos para di-
tos, e ludo quanto necessario para tal raister,
tudo mais barato do que em outra qualquer par-
te, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre, e tudo mais concernente a caldaireiro. obras
de lato com a melbor perfeicio possivel, obras
douradas e em lato para militares, como sejam,
apparelhos para barretinas, ferragens para telina
e talabarte de qualquer arma, botes de todos os
nmeros, dourados, bronzeados e em amarello,
obras de folha superiores por serem os artistas
que~ae fabricara jornaleiro e nao empreiteiro, que
como se sabe, nunca aa obras que sao feilas de
empreitada sao perfeitas, tudo muito barato: aa
roa Nova o. 38.
'Semana Ilustrada.
Acabam de chegar pelo vapor Paran collec-
5'completas deste iotaressante jornal, de n. 1
Ale ol.
Frcvine-se aos senhores que encommendaram
colleccBes, que as procurem na ra da Impera-
trun. 12 loja, aonde continua a receber-ae as-
signaturas.
Deseja-se tallar a negocio que lhe
diz respeito, ao Sr. Antonio da Cunba
Machado Jnior; no largo do Corpo
Santo, armazem n. 6.
Precisa-se de um caixeiro de idade de 14
a 16 annos, que tenha pratica de negocio, para
um estabelecimento fra desta praca : a tratar na
ra da Cadeia do Recife, loja n. 26.
Rosa Uaria da Costa Carvalho roga a todaa
as pessoas que se julgarem credoras do seu fina-
do marido, Jos Manoel de Carvalho, de'apre-
sentarem suas conlas oo prazo de oito dias, afim
da mesma fazer o inventario.
Antonio Jaciotho Simoes vae para fra da
provincia. T
Manoel Jos Ferreira Jnior, subdito por-
luguez, vae ao Rio de Janeiro.
Aluga-se a sala da frente do 1. andar da
ra Nova n. 26 : quem a pretender dirija-ae
mesma ra n. 39.
Santos, Caminha & Irmos, liquida Ibtos da
massa de Caminha iFilhos, de novo rogam aos
devedores da mesma o favor de vir ou mandar
salisfazer-lhes as importancias de seus dbitos
at 30 do correnta mez, no seu escriptorio na ra
Nova n. 25 ; scienlificando que no caso de nao
serem a Hendidos, ver se-hao obri gados a proce-
der a cobranca pelos meios que lhes faculta a lei.
Publicado litteraria.
Publicou-se recentemente no Rio de Janeiro o
Eosaio critico sobre a viagem do Brasil em 1852
de Carlos B. Madsficld, por A. D. de Pascoal,
me obro do ioatituto Histrico e Geographieo do
Brasil e de outras corporales scientificas e lu-
teranas estrangeiras. Esta obra estar completa
em pouco tempo, e cootar de 2 volumes em 8.
nilidamente impresao. Subscreve-se para ella na
ra da Cruz n. 45, em casa de viuva Amorim &
Filho, a 5$ cadaexemplar, pagos a entrega do 1."
volume.
Aluga-se o segundo andar da casa da ra
da Cadeia Velha n. 51, com sala e gabinete for-
rados de papel, e ptimos commodos, pagando o
novoinquilino algumas bemfaitorias : a tratar no
mesmo andar, das 4 horas em diante.
Aos senhores de engeohos.
Um official de caldeireiro se offerece para ir a
qualquer engenbo cooceitar alambiques ou ser-
pentinas, e outras obras de cobre com toda a per-
feico : os pretendentes dirijam-se a roa Impe-
rial n. 215, que achara o dito official. Na mes-
ma casa se vende um boi de carrce com boas
ca rnes.
K SUS 3iS atS att 46 tttt dstt tttt tf tttt %
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Fraderic Gautier .cirurgiodentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
denles artificiaes, tudo com a superiori-
dadeeparfeicoqueas pessoasentendi-
dasnhe reconhacem.
Tem agua e psdentifricioselc.
Nova
exposicao
DE
candieiros a gaz.
Ra Nova numero 24.'
O proprietario deste estabelecimento toma a
honra de annunciar ao publico que no dia 8 do
corrente abrir seu novo estabelecimento de can-
dieiros econmicos a gaz, as 6 horas da noite se
achara illumioado at as 9 1 [2 da noite com toda
franqueza para verem e conhecerem a fscilidade
que ha em usarem dos ditos candieiros em eco-
noma, pela muita experiencia que ba feito com
os ditos candieiros, se encontrar de todos os
precos e qualidades ; todos aquelles que quize-
rem asar de ditos candieiros, deixo de mencionar
todas as qualidades que ba pela immensidade
que se offerece por estarem expostos com toda
franqueza no dito estabelecimento, na ra Nova
numero 24.Carneiro Vianna.
&m&
commisso de escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita ra foi transferido o escriptorio de
commisso de escravos que se achsva estableci-
do no largo do Paraizo n. 16, e ahi da mesma
soi te se contina a receber escravos para serem
vendidos por commisso e por conta de seus se-
nhores, nao se poupando esforcos para que os
mesmos sejam vendidos com promptido, aQm
de seus senhores nao soffrerem empale com a
venda destes; assim como se afiance o bom tra-
tamento eseguranga. Nesta mesma cssa hasem-
pre para vender escravos de ambos os sexos, mo-
cos e velhos, com habilidades e sem ellas.
Manoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
Gabinete medico cirurgico.g
Ra das Flores n. 37. e
9 Sero dadas consultas medlcas-cirurgi-A
cas pelo Dr. Estevo Cavalcanti de Albu-
querque das 6 as 10 horas da manhia, ac-
cudiodo aos chamados com a maior bre-
9 vidade possivel.
^ 1' Partos.
% 2. Molestias de pello,
g 3.* dem dos olhos.
9 4. dem dos orgos genitaes.
H Praticar toda e qualquer operaco em aj$
0 seu gabinete ou em casa doa doentes con- a
g forme lhes fr mais conveniente. tj
Quem quizerf emprestar 5OO&0OO daodo-se-
lhe por garanta um ou dous escravos, annuncie
sua residencia para ser procurado.

9
Attenco,
Fugio do poder do abaixo assignado um seu
escravo de nome Miguel, crioulo, representa ter
30 annos pouco mais ou menos, grosso do corpo,
muito gago, que algumas vezes pouco se perce-
be do que falla, cor um pouco fula, alto, ps
grandes, cabera grande e axatada ; este escravo
natural do serto de Sirid, e foi camprado ao
Sr. Joaquim da Silva Castro, negociante e mo-
rador no Recife. Pede-so aoa capites de cam-
po, e mais pessoas que o encontraren!, a sua
captura, e leva-lo no Recife ao Sr. Joo Bap-
tisla dos Santos Lobo negociante e morador na
ra do caes do Ramos, ou ao engenho Barra da
freguezia da Luz, termo do Pao d'Alho. que se-
ro generosamente pagas todas as despesas.
- Precisa-se de um bom a massa do r : na pa-
daria da ra da Senzalla- velha n. 94.
No dia 16 do corrente depois da
audiencia do juiz municipal da primei-
ra vara tem'de ser arrematado por ven-
da um sitio com casa de vivenda na ra
de S. Miguel freguezia dos Afogados
com arvoredos de fructos e baixa de ca-
pim, avallado em 3:000#s o qual vai
praca por execucao de Jos Mara Gan-
ca Ivs Vieira Guimaraes contra Fran-
cisco de Salles Andrade Luna como in-
ven tariante da Jos Maria da Costa Car-
valho. Escrivao Motta.
A commisso liquidadora dos ere-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commiss&o todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manhia as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commisso roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mao dos meios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
$5o seus devedores.

Obacharel Witruvio po-
de aer procurado na ra
Nova n. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
*
i
i
i
i
1
Engommadeira de
Paris.
Madame Blanchin avisa seus numerosos fre-
guezes que transferio sua morada para a ra do
Arago n. 28, onde se encarrega especialmente
dos engommados de roupas finas de senhora
laes como vestidos bordados o folhas, golinhasi
msoguit08 e todas as pecas bordadas e arren-
dadas.
Urna pessoa com boa letra e orthographia,
8abendo lr e escrever correctameoie urna das
lioguas estrangeiras mais usadas no commercio,
com conhecimeolo de escripturaco mercantil,
e pratica de eacriptorio, desejando empregar-se
no magisterio de guarda-liv'ros em alguma casa
de commercio, offerece seu prestimo : quem
d elle se quizer utilisar, dirija-se, em carta fe-
chada as iniciaesi. B., ao trapiche da Com-
panhia.
Na livraria n. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia se dir quem compra dous sobrados do um
andar em boa ra ou algumas casas terreas.
Attenco.
Mello, Irmo, tendo comprado ao atrematante
da massa fallida de Manoel Francisco de Mello,
faz scientes aos devedores da dita massa a virem
pagar os seus dbitos, e os que nao flzerem sero
chamados a juizo. Recito 12 de agosto de 1861.
--- 0--------- --..w w ^ -pu^.U I
Sociedade bancari
e fomam
Amorim, Fragoso, Sanios & C. sacam e
saques sobre a pra;a de Lisboa.
Francisco Ramos de Azevedo, subdito Por-
tuguez, retira-se para a Babia.
Aluga-se duas escravas para o servigo in-
terno de casa de pouca familia : quem pretender
dirija-se ra do Queimado n. 6, que achara coa
quem tratar.
Joo Paula Pinto (cabellereiro), por haver
outros de igual nome, assignar-se-ha desta data
em diante por Joo Godofredo Pinto. Recife 13
de agosto de 1861.
Est para alugar-se a loja do sobrado da
ra das Cruzes n. 9, ptima para escriptorio :
quem pretender falle no mesmo sobrado, lado
direito quem vai da ra do Queimalo para S.
Francisco.
Aluga-se urna escrava para engommar e
fazer o servico interno de urna casa de pouca fa-
milia : quem pretender dirija-se travessa das
Cruzes o. 4, loja de calcado.
Ama.
Precisa-se de urna ama forra para cozinhar e
eDgommar para casa de pouca familia : na loja de
Irnos ao p do arco de Santo Antonio.
A professora Carolina de Azevedo Carvalho
Siqueira Varejo d lices de piano e canto, ga-
rante as suas alumnas que em breve tempo faro
progresso per ter de eosinar pelo methodo mais
abreviado : quem de seu prestimo quizer ulili-
sar-se, procure na Capunga, ra das Pernambu-
canas, casa dos herdeiros do fallecido padre Ca-
pristaoo.
Toma-sea qusntia de 6:000 a premio de
um por centoao mez pelo temto que se conven-
ciooar, dando-se para garanta hypotheca em
tres casas terreas nesta cidade, no valor de dez
contos de ris : quem quizer fazer esse negocio,
annuncie por este Diario para ser procurado.
Altencao.
Para satisfazer a cerlos compromissos, preci-
sa-se de render 5 escravos mocos, bons e com
habilidades : na ra do Imperador n. 12, sobrado
AVISO.
O abaixo assignado roga a todas as autoridades
policiaes e mais pessoas, de apprehenderem ao
meu escravo Adolpho, com os signaes abaixo de-
clarados, que fugio do meu sitio da estrada do
Arraial. Adolpho, preto, crioulo, idade 20 anuos,
secco, estatura regular, beicos grossos, vestido
de caiga de azuleo e camisa de riscado azul com
assento branco, chapeo usado de feltro, tem prin-
cipio de marcioeiro e pintor, tem passado por
forro com o nome de Francisco, morador na es-
trada do Cachang, tem um irmo por nome Bil
e urna iams por nome Porcia, que sao meus es-
cravos. Este preto foi escravo do finado Jos
Antonio Alves da Silva, pai de minha molher.
Protesto proceder contra quem o liver azilado ou
seduzido, pois fugira do dito sitio da Estrada do
Arraial, comrneltendo um crime : quem o pegar,
poder leva-lo a minha olaria n. 13, na ra do
Mondego da freguezia da Boa-Vista da cidade do
Recife, que pagarei todaa as despezas.
Marcelino Jos Lopes.
AVISO.
Quem precisir de um caixeiro porluguez com
toda a pratica de taberna, o qual d fiador & sua
conducta e reaponsabilisa-se a .tomar qualquer
urna por balango, e na falla de taberna tambem
faz cobrangas,tanto na plaga como para fora del-
ta : quem precisar para urna ou outra cousa, an-
nuncie sua morada ou procure na taberna do Sr.
Francisco Jos de Freitas Guimaraes, na ruedo
Nogueira o. 3.
Attenco
o
Em virtude do art. 13 do cap. 3 dos estatutos
da veneravel ordem terceira de S. Francisco da
cidade de Olinda, e de conformidade com as or-
dens do irmo ministro Jos Elias de Vasconce-
los, tenho a honra de convidar encarecidamente
a todos os nossos charissimos irmos lerceiros
para que se digoem de comparecer na igreja da
nossa_veneravel ordem s 8 horas da manha do
dia 15 do correle mez, paramentados com os
seus respectivos hbitos afim de assiatirmos a
missa do Divino Espirito Santo, que se tem de
celebrar na igreja da nossa ordem, e ao depois
enoorporadoa no consistorio da mesma se proce-
da a eleigo da nova mesa para o anno de 1861
a 1862. Secretaria da veneravel ordem terceira
da penitencia de S. Francisco da cidade de Olio-
da 11 de agosto de 1861.O secretario,
Accendioo Goncalves Rodrigues Franga.
* Quem quizer alugar dous pretos para quat-
qner servigo, dirija-se a loja da rea do Crespo
n. 25, esquina da do Queimado.
Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
saca sobre Portugal : na ra do Apol-
lo n. 28.
'?^aW,aV.-,
COMPANHIA DA VIA FRREA
no
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
De conformidade com as instrueges recebidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
data em diaote sao convidados os accionistas des-
ta compaohia a cumprirem om os termos do
aviso que por ordem do mesmo abaixo ficam pu-
blicados.
Escriptorio da compaohia, 16de julho de 1861.
Por procurago de E. H. Braman, thesoureiro.
R. Austin.
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que.de resolugo
da directora desta companhia, tomada nesta da-
ta, tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada acgoa qual chamada ou
prestagio dever ser paga at ao dia 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dosSrs. MauMac-Gregor & C, na Bahia aos
Srs. S. S. Daveoport & C. e em Pernambuco no
escriptorio da theusoraria da mesma via frrea.
Pelo presente tica tambem entendido que, no*
caso de nao sera dita chamada ou preslag sa-
tisfeita no dia marcado para o seu pagamento ou
antes, o accionista que incorrer nesta falla, paga-
r juros a raso de 5 % ao anno sobre tal cha-
mada ou prestago a cootar desee dia al que
seja realisado o pagamento.
No caso de nao effectuar o pagamento desta
chamada ou prestago dentro de tres mezes a
contar do dito dia nxado para o embolso da mes-
ma, fica rao as aegoes que iocorrerem em tal falta
sujeitas'a serem confiscadas, segundo as dispo-
ges dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
Assignado.W. H. Bellamy, secretario.
119 Gresham Houze Od Broad Street.
8*de*maiodel861.
TA FRREA
DO
Recife a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Telegrapho elctrico entre Cinco
Ponas e a villa da F se a da.
Pela respectiva superintendencia se faz publi-
co que em virtude da approvsgo provisoria da
Exm. presidencia da provincia ser franqueado
ao publico do l" de agosto em dianle o uso do
referido lelegrapho mediante as condieges da
tabella segulnle :
Escriptorio da superintendencia em 24 de ju-
lho de 1861.Por procurago de E. H. Braman.
R. Austin.
ESTRADA DE FERRO
DO
Recife a Sao Francisco.
Tabella dos precos para as commu-
nicaces elegraphicas.
Por um despacho de urna at vicie palavras
Do Recife ao Cabo e vice-verss. 2000
Escda .. 33000
l)o Cabo a Escada 2$00O
Por cada dez palavras excedentes. 1$000
N. B. Nao ficam comprehendidos oeste nume-
ro os uomes dos expeditores e destinatarios que
nao contenham mais de duas palavras e suas re-
sidencias.
As respostas pagas adiantadas na occasio da
entrega dos despachos nos escriplorios tero 50
por cento de differenga nos pregos da tabella.
Os despachos sero enviados em cartas fecha-
das aos domicilios que se acharem na zona de
118 de legua dos escriplorios do lelegrapho sem.
retribuico alguma e d'ahi por dianle dentro de
uorcirculo de duas leguas somente pagaro os
expeditores 19 por cada legua ou fraego desta
de viagem redonda.
Os portes sero salisfeitos no acto da entrega
dos despachos nos escriptorios.
Os despachos sero entregues nos escriptorios
do lelegrapho a horas do expediente, isto de
8 horas da manha at meio dia e de duas horas
at 5 1(2 da tarde.

c/>
W
f uu
*)!* ^ m

o
01 ^

r
3Raa estreita (Ib Rosario3 g
9 Francisco Pinto Ozorio continua a col- q
9 locar dentes artificiaes tanto por meio de m
0 molas como pela presso do ar, nao re- a
ay cebe paga alguma sem que as obras nao a
0 fiquem a vontade de seus donos, tem pos a
0 e outras preparagoes as mais acreditadas S
ej para conservago da bocea;
Aluga-se um sitio no Rosarioho no oilo da
igreja, com boa casa de pedra e eal, bastantes
commodos, com estribara e coebeira, boa agua
de beber, tanque para banbo, muitos arvoredos
de fructo, baixa de capim, e jardim na frente :
trala-se na ra da Cadeia do Recife n. 29 primei-
ro andar.
&&&&-fc-tttt&c
Cutileiro.
3. Win.
Concerta armas, machinas de coser, amla e
limpa navalhas de barba, teaouras, instrumentes
cirurgicos e de dentista, tambem fas apparelhos
orthopedicos para endireitar pernas e qualquer
obra de sua arte : ra da Imperalrix o. 19.
-------~


.4ARIO M tKRNAIBUCO. SEXTA FE1RA 10 M AGOSTO DI Uti.
(5)
23 Ruada Imperatriz 25
PIANOS E MSICAS.
J. Laumomler convida os senhores mestres e amadores de msica, virem a sea armazem
ver os excelleales pianos Laumoonier, que acaba de recebet d Par, fabricados expressamente
Sara o clima do Brasil, muito elegantes e de gosloe modernos. Igualmente tem msicas dos me-
lores autores, assim como concerta e afina os mesmos instrumentos.
ARMAZEM
PROGRESSISTA
barril, a retalho a 320 rs. a garrafa.
Ir 19200.
SO NO PROGRESSO
NO
Largo Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste \
armazem de molhados, partecipa aos seus freguezes, assim como aos senhores da praca, de erige-'
nho e lavradorea que d'ora em vante quizerem-se afreguezar neste estabelecimeuto, que se acha
cota um completo sortimento de gneros os mais novos que ha no mercado por serem a maior
parte delles vindos de conta propria, est portanto resolvido a veode-los por menos 10 por cenlo
do que em outra qualquer parte, afianzando a boa qualidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir os portadores menos praticos tao bera, como se os senhores vieasem pessoalmente, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar toda attencao, afim de continuarem a mandar comprar
suas eocommendas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecimenlo
acompanhAr urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
i%Yanteiga raglcx& t tJ>100 ri B librtt Uo 8uperior que M TeDde com cond?ao
de rollar senio agradar, sertos de que se ho de gostar por aer a mais ora do mercado.
Nlanteiga t raneexa, 700 .. iu. e cm barril a evo rs.
ViUa UySSOll 0 ntihot qae ha no mercado a 2*800 a libra.
dem pteto. 1|J0O, libra.
Quei|os do remo enegios neitt ultinl0 Tapor a ^oo.
dem prato, 700 rs intero a 640 rs# a 1bra>
lAem SU1SSO a 640 rgi a libra em por5So se fara batimento.
Prexuulo de fiambre ogl800 n.. u*.
Prezunto de Vamego, m a 1bra iDteiro, m ri.
AmeiXaS iraiieeXaS em fragco com 4 iibr38 por jjqoo, a retalho a 800 rs.
Enfrmasete. 720 ri. a ibr. em c.ix.700 rs.
luataS Com bolaXiaUa de SOda de deferente qualidade a 1S0O
Latas com peixe em posta de multM ^Mldea a iim.
LZeitonas muito novas a 1S200 rf^;
Roce de MpercYie em laUaI de-211 J(o
Cenatas pari podim a 80o t8. a ibta.
aulla de pOrCO refinada a m r3T a libra, em barril 440 rs.
VlA$a 0.0 tomate a mai8n0va do mercado a 9O0rs.,e em latas de 2libra por 1&700.
raiOS Oe lO 11\110 a primeira Tez que tieram a este mercado a 640 rs. a libra.
Chou ticas e paios muit0 novos a xo .. libra.
Palitos de dente lixadoscom 20 macinhos por 200 rs.
CnocoVate 1 rancez a l200 r8 a librat ditt0 portugUez a soo *.
nlarineiada imperial d0 afamad0 Abreu e de outros muitos fabricantes de Lisboa
a 1^000 rs. a libra.
\ 1111108 eligar taiadOS Porto> Bordeaux, Carcavellos, e moscatel a 1000 a garata.
\nnOS em pipa de 50o# 560 e 640 rs. a garrafa, em caadas a 3500 4$000 4500.
Vinagre delAsboa 0 ma8 guperior a 24018.garrafa.
*"3*lrt5j da8 mais acreditadas marcas a 5$ a duzia, e em garrafa a 500 rs.
HiSltClllU.ua para gopa a maj8 nova que ba no mercado a 640 rs. a libra.
flrviihas francezas ^ re.. tawa.
Milo de amendoa a 800 a libraf dila com ca8Ca a 480 r>.
NOZ.eS mit0 DOvas a 120 r?. a libra.
CaStannaS piiadas a 240 rs. a libra:
^*a*e mgito saperiora 240 rs. a libra, e a 79 a arroba:
iVrtOX do Maranho a 3# em arroba, e em libra a 100 rs.
Seva&a mujt0 n0Ta a 160 rs. a libra e 49 a arroba:
Sevadinaa de Fr,nca a 240 rs. a udm.
SagU mu,t0 n0T0 a 3-20 rs. a libra.
XoneinnO de Ligboa a 36() libra e a 109 a arroba.
Farinna do Marannao am,iinoTaal60r9.alibra.
T oneinno ingU z a 200 r8. a libra.
Passas em eaixinnasdeglibra, .29500 cada .
Independente dos gneros mencionados encontrar o respeitavel publico tudo quanlo pro-
curar tendente a molhados.
Em abono das pilulas Paulis-
tans.
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
1
DTJARTS ALMEIDA & SIL7A
e em
^* "uarte^me'^ wcio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus freguezes que tendo separado a sociedade que tinha coro
seu m acha-se de novo estabelacido com dous aceiados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razo de Doarte & Souza, e segundo na de Duarte lmeida & Silva: estes estabelecimentos offerecem grandes
vanVagens ao publico, nao s nalimpeza e asseio com que se acham montados como em commodidade de pre$o, pois que para isso resolveram os
prop nefarios mandarem vir parte de seus gneros em direilura, afim de terem semprecompleto sortimento, como tambem poderem offereeer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por cento do prejo que possam comprar em outra qualquer parte, por isso desojando os proprietarios acreditaren)
seus estabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por gessoas pouco pra ticas, em qualquer um destes estabelecimentos, quesero to bem servidos come
se viessem pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oflerecemos, pedimos a
todos os senhores da praja, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeira vez, afim deexperiraanlar, eertos
de continuaren), poisque para isso nao pouparao os proprietarios f o reas para bem serv rem aquellas pessoas que fre^uentarem nossos estabelecimentos;
abaixo transcrevemos algumas adi^oes de nossos oreos, por onde ver o publico que vendemos barassimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros. ~"
Manteiga lOgieza especialmente escollhida da nova a 1* e 800 rs. a libra e da velha em porreo [ter abatimenlo a 800 rs. a libra
barril a 750 rs.
ffi aDCeZa a me,hor do mercado a 620 rs. obarrril e meios a 700 rs. a libra
Cha hysson e preto o melhor do mercado de 1*700 a 2|800 e em porjao ter abatimento.
FreSUIltO fiambre nglez i hamburguez a 900 rs. a libra e em porclo a 800 rs.
FreSUntOS portuguezes vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e inleiro a 460 rs.
jiarmeada dos melhores autores de Lisboa premiada as exposices universaes de Londres e Pars de 1$ a 1*800 a lata.
CaixaS COm estrelinha pevide e rodinha a 7#000 a ca e 960 h. a libra a em porco ter abatimento.
FraSCOS de ameixas com 8 libra a WSOO cada um e 1000 a libra.
rassas em caixinhasdeoito libras, as melhores do mercado a 2#8O0 e a 500 rs. a libra.
Espermacete Superior 720 rs. em caixae a 740 rs. a libra.
Conservas francezas ingiezase e pbrtuguezas a eoo e soo rs. o frasco.
ErVllhaS portuguezw e francezas 800 rs. o frasco:
Lata COm bolaxinha de SOda de diversas qualidades, a muito nova a 1*450. e grandes de 4 a 8 libras de 2#5C0 a 4#500.
VinnO om garrafas Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca e Feilona de 1*200 a 1300 a garrafa e
a 139 a duzia.
Vinho em pipa proprios para puto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 3*800 a 4800 a caada.
Latas COm fructas de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a 1*000 a lata.
"era em CaiXaS de 4 a 8 libras o melhor que se lde desojar e tem vindo ao mercado de 4* a 6| a caixa e 1$280 a libra.
CorinthiaS em frascos de 1 li2 a 2 libras de l600a 2*200.
Latas COm peixe Savel pescada e outras muitas qualidades o mais bera arranjado que tem vindo ao nosso mercado de 1*400 a l$G0O
Caf do RlO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
rraSCOS de amendoa com 2 libras, proprias para mimos, por sereln muifobem enfeitadas e de superior qualidade a 3* cada um.
Vinagre branco o melhor que temos tido no mercado a 400 rs. a garrafa e 29560 a caada.
LombOS de porco, paios nativos, chouricas murallas e outras qualidades, o melhor que se pode desejar de 600 a 1*280 a libra.
Vinho BordeaUX de boa qualidade a 800 e 1* a garrafa e de 8#500 a 10#000 a duzia,
MaSSa de'tomate em latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a pr imeira vez a nosso mercado, de 19 a 1*280.
Banha de pOrCO refinada a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
CervejaS das melhores marcas 600 rs. a garrafa e 5*000 a duzia da branca.
Vinagre purO de Hsboa a 240 rs. a garrafa e 1*850 a caada.
Doce da goiaba da casca Giuauau ai ,. >,. j,,vau .000 r*. *
Azeite dOCe purificado a 800 rs. a garrafa e 9*000 a caixa com 12 garrafas.
GognaC a melhor qualidade que temos no mercado a 1*000 a garrafa e 10*000 a duzia.
QuijOS SUSSOS chegados ltimamente a 700 rs. e em porcao ter abatimento, afincese a boo qualidade.
Genebra de Hollanda a 640 rs. o frasco e 6*800 a frosqueira com 12 frascos.
Palitos UxadOS para dentes a 200 e 160 rs. o mago com 20 macinhos, e flor a 280 rs.
dem do gaz a 39000 a greza e 280 a duzia de caixas.
CuOCOiate o mais superior que temos tido no mercado porluguez, hespanhol e francez de 1* a 19200 a libra.
Azeit onaS as melhores e mais novas uue que tem vindo a nosso mercado a 19200 a ancoreta do Porto, ea 1*600 as de Lisboa chegadas
ltimamente.
Alpista o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 5*500 por arroba.
Almm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
Pedese
aolilm. Sr. fiscal da freguezia de Santo Antonio
o obsequio de mandar examinar o quintal da casa
em que mora Joaquim da Silva Mourao, na ra
de Hortas, que a amitos mezes conserva urna la-
ma ptrida, e urna cacimba em que faz os des-
pejo!, o que muilo iocommoda a visinbanca.
Precsa-se be um hornero para trabalhar em
um sitio : quem quizer, dirija-se a ra da As-
sumpeo n. 8, das 9 horas as 3 da tarde.
Desappareceu do mezde julho prximo pas-
sado, deslacidade, travesea da ra Imperial, por
delraz da do Ouro, casa n. 20, o escravo de co-
me Leopardo, criuulo, de idade de 18 annos, boa
estatura, fula, magro, olhos grandes, com urna
costura do nar para o beigo do lado direito ;
este escravo esteva alugado na Torre, ao Sr. Joo
Amorim, para onde disse que ia trabalhar e nao
foi: roga-se a quem delle souber ou pegar, le-
ve-o casa cima que te recompensar.
Manoel Francisco, subdito porluguez, reti-
ra-se para fra da provlnci.
Aluga-se urna preta escrava que cozinha,
engomnia e cose soffrivel ; na ra da Cadeia do
Recifen. 29, armazem.
A pessoa que annunciou negociar 11 es-
cravos de servico agrcola pode dirigir-se a ra
da Imperatriz n. 47, terceiro andar, das 6 as 9
horas da manha.
Compras.
Compra-se um moleque, na ra Nova n.
67, l se dir quem quer pagar bem.
= Gompram-se moedas de 20$ por 20$6Q0:
na loja da ra do Queimtdo n. 46.
Conipra-se
um par de malas do pregara que esleja em bem
estado: na ruado Ilangel, taberna n. 48, esquina
do becco do Carceireiro.
Compra-se bois proprios pira carro;s : a
tratar na ra do Rangel u. 43 das 8 horas da ma-
nha as 4 da tarde ou na freguezia dos Afogados
pateo da Paz numero 13 das 4 horas e meia em
diante.
Compram-ie moedas de ouro:
na ra Nova n. 23, loja.
Vendas.
A commisso liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Hacedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou coritas de Irnos, que se diri-
jan) com os seus ttulos 4 ra da Cadeia do Re-
cite o. 26, primeiro andar, das 10 horas da ma-
nha s 2 da tarde, para serem verificados e clas-
sicados pela referida commisso
- Precisa se fallar ao Sr- Joo Al-
yes Teixeira : Na horaria da praca da
Independencia n. 0 e 8.
Aluga-se o sobrado o.2 B da ra de Apol-
lo, e a casa terrea n. 27 da ra do Burgos : a
tratar na ra da Aurora o. 36.
9 O Dr. Manoel Moreira #
% Guerra tem o seu escrip- %
^ torio de advocada na ra
do Crespo o. 21, primeiro
andar, onde ser encon-
Irado das 9 horas da ma-
m nhaa al aa 3 da tarde.
I

Padaria.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silra Bei-
riz, ra dos Pires n. 42, vende-se a muito acre-
ditada bolachioha quadrada.d'agua, propria para
deentes, bolachioba de araruta e dita de moldes.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua-se a tingir
com teda a perfeicao para qualquer
cor e o mais barato possivel.
O Sr. JoSo Hypolito de Meira Li-
ma, queira dirigir-se a praca da Inde-
pendenca livraria n. 6 e 8 que se lhe
preciza fallar. MMfc'
Attencao.
Urna pessoa que retira-se da vida, agrcola ren-
de ou permuta por predios nesla praca 11 escra-
tos de differentes sesos inteiramente affeilos a
erfico de engenho, entre os quaes eiiatem dous
excellentes carreiros. um bom carapina, e um
banqieiro: quem pretender, annaicie por esta
folha pira aer procurado.
Saque sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de OUveira & Filho saecam
obre Lisboa ; no mu escriptorio, largo do Corpo
Santo. '
Considere!, vista do caso que em mira se
passou, fazer sciente a todos,que cm 1852 eu sof-
fria dt um tumor no peito direilo, causado, se-
gundo a mim, de frialdade que tena apanhado
no trabalho do parto. J me achei mu mal e a
cranca extremamente anniquilada ; a boa repu-
tadlo do autor destas pilulas me era conhecida :
como se achasse nesta cidade nesta occasiio,
mandei-o chamar ; examinando o meu mal me
applicou logo as ditas pilulas, em menos de 25
das sarei, derramando as materias que j esto-
vara formadas, approveitoa cpm isto a crianes,
que logo tornou-se gorda e robusta ; portanto
indico a todos estas pilulas como o melhor re-
medio para purificar o sangue.
Antonia Rila da Conceigo.
Deposito na ra do Parto n. 119.
RIO DE JANEIRO.
Sinceros agradecimentos.
InlammaQao de estomago.
Nao posso deixar de agradecer ao Sr. Ricardo
Kirk, ercriptorio na ruado Parto n. 119, o feliz
curativa que acaba de fazer a om meu filho, o
qual padecendode urna ioflammaco de estoma-
go que lhe originava muito cancheo e falta de
respiracao, depois de asir varios remedios sem
nenhum resultado, e com a applicico das suas
chapas medcioaes, ficou perfeitamente bom. E
por isso lhe tributo os mais sinceros agradeci-
mentos.
Gertrudes Margarida Silva Estrella.
Ra da Prainha n. 34. Rio de Janeiro.
Perdeu-se do Recife at a Soledade aa lar-
da de segundo-feira 12 do correte, urna porca
de lati do eixo patente de cabriolet: quem a
chou e quizer restifuir ao seu dono John Gatis
corrector geral, pode levar ao seu sitio oo Corre-
dor do Biepo ou no seu escriptorio na ra do
Torree oo Recife o. 20, que ser recompensado.
Preeisa-se alugar urna ama para o servico
de urna casa de pouca familia, preferindo-se os-
era va : na roa Nova n. 33.
Precisa-se de urna pessoa pira urna fabrica
de velas: quem pretender dirija-se a ra do
Rangel o. 55, que se lhe dir para que negocio .
Furto de cavallos.
Na noite de 9 do correte para a madrugada do
da 10 furtaram do lugar O'Agua-Fria, adianto de
Ollada, tres quartos caatradoa.iendo dous de cor
carddes a rucoa, e um podres, tendo o ferro do
lado esquerdo G R, sendo esta* letras pegadas,
que quer dizer Catle do Roza, alem de outros
ferros que tem ; a pessoa que der noticia certa,
aeri bem gratificado, na ra do Queimado n. 52,
loja -----y?y i *
O padre Joaquim Graciano de Aranjo mu-
dos a sua residencia para o patea da Penha n.
81, primeiro andar.
> Offerece.se urna mulher para ama secca
para toda e qualquer oita ; na ra da Paz p, 2,
junto a coebera.
E MINERALE
NATRALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n. 25
?e^^xe- ARMAZEM
DE
ROJPA T
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEMADO 40|
Defronte do becco da Congregaco tetreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roapa feita de todaa aa
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vonts.de dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
.0]
Casacas de panno preto. 409, 35$ e 309000
Sobrecasaca de dito, 35 e 30900
Palitots de dito ede cores, 359, 309,
S5J000 e 209000
Dito de casimira decore*, 229000,
159. 129 W0
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, -Hgooo
Ditos de merin-sllim pretos o de
cores, 8$000 89000
Ditos de alpaka de cores. 59 e 89500
Ditoa de dita preta, 99, 79.59 89500
Ditos de brim de cores, 5|, 49500,
4g000 e 39500
Ditos de bramante dolinho branco,
6g000, 59000 e 4f000
Ditos da merino de cordo preto,
159000 e 89000
Calase de casimira preta e decores,
129.109, 99 e 6|000
Ditas de princesa, e merino de cor-
do pretos, 59 49500
Ditas de brim branco a de cores.
5JOO0, 49500 e 29500
Ditas de ganga de cores 3000
Golletea de Talludo preto a da co-
rea, lieos a bordadoa, 129,9# a 89000
Ditos da caaamira preta a de corea,
lisos a bordados, 69,59500, 59 e 39500
Ditos da setim preto 59000
Ditoa de seda a setim branco, 69 a 59000
Ditoa de gurguro de seda pretoa 9
decores, 7$000,6*000e 59000
Ditos de brim a fustao branco.
39500a 89000
Seroulaa de brim de linho 29200
Ditas de algodao, 1 $600 a lf280
Camisas de peito de fusto branco
a de cores, 29500 e 29300
Ditas da peito de linho 65 e 39000
Ditas de madapolio branco e de
cores, 39,19500, 29 a 19800
Camisas de meias lyOOO
Chapeos pretos de massa,franceses,
formas da ultima moda 101,09500 e 79000
Ditos de feltro, 69, 5|, 49 e 29000
Ditos de sol da seda, ingleses a
francezes, 149.12$. 111 a 79000
Collarinhos da linho muito finos,
novos feitios, da u Uim a mod a 9800
Ditos de algodo 500
Relogios de ouro, patentar hori-
sonUee, 1009, 909, 809 70&000
Ditoa daprata galvanisados, pa-
tente hoaontaes, 40f 309000
Obra de ouro, aderecos a meios
derecos, pulseiras, rosetaa a
anneis g
loalhas da Itabo, duxia 129000 109000
ASSOCIACO
COMMERCIAL BENEFICENTE
DE
Pemambiieo.
A direegao da Asscciacao Commereial Benefi-
oente convida os senhores socios efectivos para
a reuoio extraordinaria de assembla geral no
dia 20 do correte, afim de se tratar de negocio
urgente e de grande transcedencia.
Sala da Associacao Commereial Benecenle de
Pcrnambuco 14 de agosto de 1861.
Manoel Alves Guerri,
secretario.
Milita attencao.
a
O abaixo assignado, proprietario da cocheira da
| ra do Sol u. 37, faz ver ao respeitavel publico
que acabou de montar urna outra cocheira na
mesma ra n. 27, por isso faz sciente a todos seus
freguezes, que tem os melhores e mais aceiados
carros de passeio, tanto para a praca como para
o mato, para bem servir a aquellos que o quize-
rem honrar. Certos de que tero sempre carros
aceiados e cavallos gordos, e tambem se recebem
cavillos para tratar, e recolhe carros e cabriolet,
conforme o trato.
Antonio Jos Ferreira Refinador. *
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITURA.
A directora do Gabinete Portugus de Leitura
faz sciente aos senhores associados que nao se
podendo ultimar as obras da nova casa do Exm.
Baro do Livramento a terr.po de se fazer a mn-
danca da biblioiheca, para ter lugar o 10. ani-
versario da inslallaco do Gabioete no dia 15 do
corrente, corto determina o art. 64 dos estatutos,
resolveu por isso transferir para domingo 25, a
commemoracao do referido anniversario.
Sala dassesses 10 de agosto le 1861.
J. S. Loyo, director.
A. B. Nogueira, 1.- secretario.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 15 da
ruado Rosario ; quem pretndelo, dirija-se a
ra do Livramento n. 38, loja.
Os abaixo assignados liquidatarios
da ex ti neta firma de Xisto Vieira Coe-
lho & C, declaram nada deverem da
firma cima, porem se alguem se jua-
gar credor, queira apresentar seus t-
tulos no prazo de 3 dias para serem pa-
gos immediatamente. Recife 15 de
agosto de 1861.Andrade & Reg.
Negocio para quem quer prin-
cipiar.
Aluga-se urna casa na ra do Pires junto a
caixa d'agua com todos os preparos para urna
padaria montada a prompta : ak ra da Cadeia
n. 57, primeiro andar.
Preoisa-se de ume preta boa para vender
na ra : a tratar na ra da Guia n. 40.
Precisa-se de urna ama no Campo-Verde
o. 45, para coobar para poucas pessoas.
para vestidos de senhora e
roupiubas de criancas.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e de cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como urna diversidade de galo de seda e
linho, braceos e de cores, abertos e fechados, lar-
gos e estreitos at o mala que possivel, trancas
tambem de seda, lia e linho, de differentes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas : por isso quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, que ser bem
servido.
Vende-se mel em barris de 5.: no deposito
da ra do Rangel o. 9, ou na padaria da ra dos
Pescadores ns. 1 e 3.
Trapiche
Barado Livrameuto.
Largo da Assembla nu-
mero 15.
Ha continuamente para vender neste novo es
tabeleclmento o seguate :
Cera de carnsuba em porces ou a retalho,.
qualldaue regular e superior.
Cebo do Porto em caiiinhasde 1 anona a i.
Barricas com cebo do Rio Grande, em por;Jes
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de l a 2
arrobas.
Meios de sola, differentes qnalidades, em por-
ces ou a retalho.
Courinhos curtidos.
Parinha de mandioca por 1$500 a sacca.
Farelo em saccas grandes por 3S00 a sacca.
Queijos do vapor a 2|400
Queijo prato a 720 rs. a libra, e 610 rs. intei-
|ro, banha refinada muito alva a 480 rs. a libra,
alpista e painco a 180 rs. a libra, saccas com 20
cuiasde feijo fradinbo a 90; na ra das Cruzes
n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
No deposito da ra do Vigario o. 6, vnde-
se o afamado pao quente italiano, das 5 horas da
tarde s 8 da noite.
Trina e gales.
Na loja n. 50 da ra da Cadeia do Recife ha
para vender trina, gales e volantes por precos
commodos.
Vende-se por 3:600$ urna casa na ra do
Rosario da Boa-Vista, a qual pelos commodos
que tem val mais de 4:000$ : a tratar na mesma.
Cera de carnauba.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n 50, ha pa-
ra vender cera de carnauba a melbor que ha no
mercado.
Vendem-so travs de 30, 40 e 60 palmos,
caibros, enxams : na ra do Imperador n. 5U,
terceiro andar.
Batatas.
Vendem-se batatas a lft a arroba, e 40 rs. a li-
bra : na ra Nova n. 69.
Attencao.
a
Castriciano Marques de Gouveia, arrematante
das dividas activas da massa fallida de Caminha,
Irmos & C, previne aos devedores da referida
masa, quequanto antes venham ou mandem sa-
tisfazer as importancias de seus dbitos, na ra
do Queimado o. 29 ; asseverando que para com
os remissos proceder a cobranza pelos meios
que lhe faculta a le.
iktia&nGIA.
tUNDIC10 L9W-M0W,
Roa da Sen zalla Nova n.42.
Neste dstabeleeimento contina a haver um
completo sortimento de moendaseaaeias moen-
das para engenho, machinas de vapor etaixas
le ferro batido e coado,de todos ostamacb.es
para dito
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston A C,
sellinse silh5esng]ezes,eandaeiros a castigaos
bronzeadoa,lonas aglaxes, fio devela,chicote
para carros, amontara,arreiospara carro da
om e ious cvalos relogios de ouro patenta
nglas.
Potassa da Bossia e cal c
,f Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa. da ftussia, nova a de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
padra ; tudo por precos maia baratos do que em
outra qualquer parte.
Venderse urna linda carteira de amarello
muito bem acabada, propria ara alguma se-
cretaria; assim um quarUoheiro e um cabido,
tudo muilo bem felto e por prego enconta : na
ra da Gamboa do Carme n. 26, unto do sobra-
do novo.



V
HUIIO DI fUUfllQOO. Xi SEXTA FHBA 16 ftl AGOSTa 0 H61.
Saboneles
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-sesaboneles de amendoa para barba,
cada um em-suacaixiaha de louga a 500 ra. ; na
ra do Queimado, loja d'aguia braaca o. 16.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira & Filho, largo doCorpo Santo.
4 2.500 o covado.
Dama'co de seda Doa fazenda, encarnado, cor
de canoa e branco.
Manteletes de fil preto afeitados com bicoa 5$.
Damasco de la com 6 palmos de largura cora-
do a 10500.
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 8j.
Corles de casemira de cor a 39500.
Setim Maco superior a 250O.
Casemira pretasetim superior a 29500.
Pecas de indiana fiaissiraa com 10 raras a 8$.
Na ra do Crespo loja n. 10.
Cortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de rostidos brancos
bordados com 2 a 3 babados a 59 : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa fot
Grava ti unas estreitas.
Ve.ndero.-se superiores graratinhas estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
sitio prego de 1? ; aa ra do Queimado n. 22,
oja da boa f.
Novdade.
Fazendas baratis-
simas.
Chitas modernas inglezas, corado a 180 rs.
Ditas francezas, bom gosto, corado a 210.
Cassas pintadas muito finas, corado a 240.
Vestuario para meninos a 33.
Cortes de rostidos de phantasia para baile a 6J.
Chales de merino com palmas de velludo a 7$.
Ditos de dito com ponas redondas a 6$.
Camisas de cambraia de linho para seohora
8#000.
. GrosJenaple preto superior, corado a 1600.
Cortes de seda tarrada superior a 35$.
Pegas de madapolo muito Uno a 49500.
Laaziohas de quadros para rostidos, corado a
240 rs.
Camisas francezas de linho para hornera, duzia
a 353000.
Manteletes de grosdenaple preto e de cores a
203000.
Cortes decambris de seda a 6$.
Ditos de colletes de velludo superiores a 69.
Sedas pretas tarradas, corado a 12200.
Chaly de cores com listra de seda, corado a
500 rs.
Corles de gorguro de seda para collete a 2J5O0
Velbutina lavrada de cores, corado a 500 rs.
Esguio de linho muito fino, rara a 19.
Cambraias de salpicos muito fioas, peca a 33200
Lencos brancos de cimbraia, grandes, duzia a
35000.
Etifeiles prelos e de cores de vidrilbo a 29.
Luras de pellica brancas a 1500.
Riscsdoa francotes fios, corado a 220.
Meias cruas muito finas, dnzia a 39500.
B-t como muitas outras fazendas baralissiraas
tanto para negociar como para gasto das familias
que fario a maior economa comprando ; na loja
de f izen jas e deposito de maehinaa de costura,
de Raymunlo Cirios Leile & Irmao. n. 12, ra
d: Imperatriz, aotigamente aterro da Boa-Vista.
S Magalhes
Mendes.
Na ra da Imptratri, nutr'ora aterro da Boa-
v;0ta, ioji arminciudade 4 portas n 56, recebeu
novo sortimento de corles d cascas fraocezss com
2 saias e 7 babado3 a 3$, dito3 de cambraia de 7
babados enfeilados com tranca a 3*500 e 4. di-
tos de larlatana de cores a 33 e 3$300, ditos de
cambraia de babados de diversas qualidades a 43
e 5>, Qnos cortas bordados enfeitados com ntre-
melos de 2,3, 4 e 5 babados a 73 e 8j>. pegas de
chitas de cores fizas a 63 e 63500, ditas france-
zas a 83, 835OO e 9$, ditas de organdys com 30
cavados a 139, ludo em perfeito estado.
As 4 portas da loja arma-
zenada de pars
Ra da Imperatriz, loja armazenada de 4 por-
tas n. 56, sende-se barato organdys de lindos
goslos a 500 rs. o corado, riscado francez a 200
rs. o corado, chitas fraocezas a 240, 260 e 280 o
corado, ditas estreilas a 180 e 200 rs. o covado.
Cobertas.
Cobertasde groxe a 99. ditas de chitas a I38OO.
lengoes de lioho a 23, ditos de algodo a 13 e
1J200, eotremeios e liras bordadas a 19000 a pe-
ga, saias de-balo a 39, ditas de fitas largas dos
lados a 39500. A loja armazenada est aberta al
as 9 horas da noite.
Bom e assim barato
ningiiem deixa de comprar urna pasta para pa-
pel por 19010. Na loja d'aguis brenca acha-se
umaporgo de boas e perfeitas pastas para pa-
pel cjm calendario perpetuo, e indica das festas
mudareis, pelo que se tornara de rauita utili-
dad", e o pequeo prego de I9OOO cada urna
convida a aproeitar-se da occasio em que se
esio ellas veodendo por metale do que sem-
pre custuram ; assim dirijarase a ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que ser
bem servido.
G -a va t tilias de raz de
coral,
o melhof que possirel. Vende-se mui bonitas
graratinhas de raz de coral com duas e tres
votase lagos as ponas, sendo ellas bastante
compridas, avista do que sao baratissimas a
23500 e 39OOO: assim bom e barato s na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Era casa de AJamson, Howie & C, ra do
Trapiche Novo n. 42, rende-se :
Rolhas de cortiga fioissimas.
Lona e flele.
Fio de rea.
Superiores tintas distadas as cores.
Sellins, silhoes, e arreios para carro ou cabrjolel.
Objectos de gosto para
casamentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de saa
encommenda um completo sortimento de objec-
tos de gosto, proprios para casamento*, sendo
Caas luvas de pellica enfeiladas para noiras, de-
licadas capellas com 1 o 2 eaixos para o peito,
caitos brancos de flores mui finas, bonitas fitas
brancas larradas para lagos, ditas muito estreilas
para enfeites de restidos, fraojas de seda e tran-
cas brancas para o masmo Um, meiis brincas
de seda, fazenda muito boa, bonitas ligas de
dita (to bem ha para meninas) grvalas bran-
cas do seda e chamalote para noiros, em flm
urna rariedade de objectos escolhidas ao melhor
gosto, e o mais moderna, todos proprios para
casamenlos : na ra do Queimado, loja d'aguia
branca, n. 16.
Calcado barato.
Arados americanoe maChina-
parala varroupa:em casa de S.P.Joi
hnston & C. ra daSenzala n.42.
Gangas francezas muito fina* com padroea
oscuros a 480 rs. o corado : na raa do QnMaa-
d.o_o. 22. na loja da boa f.
Grande sorlinienlo
Fazendas-de todas as qua-
lidades.
Na loja n. 23.
Vestidos de blonde, ditos de seda, di-
tos de phantasia e de cambraia bor-
dados.
Laaiinhas, sediobas de quadros
cambraias de cores pedroes modernos.
Na leja n. 23 da roa dalladeia.
Manteletes, capas compridas moder-
nas, taimas de fil a polonezas de gosto.
Fil, larlatana, organdys
padres, cambraia com
mais moderno.
com
lista de
noros
cor o
Na loja n. 23 da ra da Cadera.
Saias balo, manguitos, goliat, pon-
tea de tartaruga, leques, perfumaras,
luvas de pelica.
Chales da todas as qualidades, gros-
denaples, chita franceza, cambraia
branca etc., etc.
Roupa feita-
Na loja n. 23 da raa da.Cadeia.
Completo sortiraenlo de paletots, cal-
cas, colletes, camisas para hornera, me-
ninos e senhora.
ta^ Vende-se muito barato
t^ Vende-se muito barato
fc^ Na loja n. 23
^* Na loja n. 23 de
GURGEL 4 PERDIGAO'.
loja
*
do
Arantes rende-se a dinheiro
Na
rista .
fiorzeguins de lustra para homam a 52000.
Ditos de beerro a Milis 8000.
Sapatos de lustre tola e vira ntrala baixa a
49000 e 355(11). outras muitas qualidades de cal-
gado que a rfata do comprador ta dir, o prego.
Transdins grossosde re-
troz para relogios.
Vendem-se a 500 rs. cada um oa ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca, o. 16.
Bandos de nova e pro -
veitosa invenco.
A ioja d'aguia branca acaba de receber urna pe-
quena porgo de bandos de urna ora e pro-
reitosa inrencao, coro os quaes muito adiaolio
as senhoras na composigao de seos cabellos. Es-
ses noros e preciosos bandos sao de compridos
cabellos humanos mui bem tecidos e seguros em
pequeos pentes com os quaes se prendera a-
quelles por dentro do cabelio da senhora, ser-
rindo de enchimento o mesmo que elles trazem,
e depois junto o cabello do dito ao da pessoa faz
um lindo e perfeito amarradilho, principalmen-
te quando a senhora tem pouco cabello, e em
todo o caso sao dispensadas as pesadas trouzas
que entao se usaram. E* o que de melhor e
mais moderno apparece, e a vista da perfeico e
ulilidade da obra sao baratos por 60O0 o par
Ot cabellos sao pretos a castanhos, conforma ot
naturaes das senhoras. Elles acham-se soman-
te na ra do Queimado, loja d'aguia branca,
n. 16.
Aviso aos padeiros.
Farinha nova SSSF.
Chegou ha poucos ti as arinha nova
SSSF de Trieste, a nica fresca que
existe no mercado e se vende em conta
no armazem de Antunes Guimares&C.
Aloja dabandeira |
jNova loja de funileiro daj|
3 ra da Cruz do Recife
H numero 37.
* Manoel Jos da Fonseca participa a
todos os seus freguezes tanto da prega
2 cmodo mato, e juntamente orespeita-
i re publico, que tomou a deliberago de
.- baixar o prego de todas as suas obras, por
2 cujo motivo tem para render um grande
g sortimento de bahs e bacas, tudo de
|| differentes tamanhose de diversas cores
am pintaras, e juntameute um grande
sortimento de dirersas obras, conteodo
banheiros e gamelas grandes e pequeas
machinas para cafe camas de rento, o
que permite vender mais barato possirel
como seja bahs grandes a 49 e peque-
os a 600 rs., bacias grandes a 59 e De-
quenas a 800 rs,, cocos a 19 a duzia. Re -
cbese um official da mesma officina
para trabalhar.
& 3 ?*ea5as3 sk mmmv&M
A 11000.
Vende-se o approrado remedio para matar ra-
tos e baratas, chegado pelo ultimo vapor da Eu-
ropa : na ra da Senzela Nora n.l.
ESTINO
DE
J*s Das Braodo.
5Ra da Lingueta5
O noro destino torra gneros por menos de seu
rslor: superior manteiga iogleza 1j a libra
dita franceza a 700 rs.. cha proto a I94OO, nas-
sss a 560, conservas inglezas e portago'ezaa a
700 rs., aletria, talharira e roacarrao a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peize de
postas a 1$400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 59 a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
69600 a duzia, tanto em garrafas como em aeias
ervilhas francezas e portuguezas a 720rs. a lata!
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, vinho do Porto engarrafado fino
(relho) a 19500 rs., vinho de Lisboa e Figueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs.agar-
rafa, e outrot muitos gneros que escotado
menciona-los, que do contrario se tornara enfa-
donho aos freguezes (Dinheiro i vista.)
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber etsa no-
va e apreciavel agua ambreada, de um aroma ex-
cedentemente agradavel. Ella serr acertada-
mente para se deitar algnmas gotas n'agua pura
com que ts banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva rigor da cotia, com eapecia-
tidade das senhoras ; assim como para te deitar
n'agua de banho, que o torna mui deleitarel, re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer esse hlito dessgradavel que quasi tem-
pre se tem pelo transpirar. Tambera tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a naralha
quaado te fas barba, urna vez que a agua com
que te Uve o roslo tenha della composigao. Cui-
ta frasco 19, e quero aprecia o bom naodeiiar
'canamente da comprar dessa estima el agua am-
! breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
] Queimado n. 16, nica parte onde se achara.
Veodero-te dussescravas da bonita* Aforas,
1 proprias para todo e quilquer tarrifo da urna
casa ; ot pretendentes dirijau-se a raa da Auro-
ra, cata a. 6, terceiro andar.
Vendem-te capot sonidos de contrametade
para baixo a 530 a duzia, a avulso a 60 ra.; na
raa da Matriz da Boa-Vista a. *7.
Calcado
Magnifico sortimento.
Sempre condescendenta e pratenteiro com os'
freguezes que Ihetraiem dinheiro, o proprieta-
rio desta- grande taUbetteimtoto caattaua a of-
ferecer ao publico, por precos mdicos e sempre
inferioras aos de ootro, o seu bello sorttmeato
da calcado francez, ingles e brasileiro e vejam:
Homem.
Borzeguina Vctor Emmanuel. .
couro de porco.....
> lord Palmerslon [bezerro] .
direnoa fabricantes (lustre)
John Rostall......
Sapates Nantes (batera inteira). ,
patente.........
ttaoga (portugueses). : .
(francezes).....
entrada baixa (aola e vira). .
muito cbiqut (urna aola). .
Senhoras.
Bonagoins primor Jolyf......
brilhinlioa. .....
gaspa alta. .
baixa. .
31. 32, 33. 34. .
de cores 38,33,34.
Sapatos cot tallo (Joly). ,
francezes fresquinhot. .
> 31,32. 33 e 34 lustra. ,
E um rico sortimento de couro de
Sapatos

9

109000
IO9OOO
99500
99OOO
89590
5950
5*000
9|000

5|50#
5J00
59000
. .
4Mf3
fOO
19240
. 19000
lustre, be-
Ritcadinh s de linho proprios para obrat
da neniaos a 200 ra. o covado; na ruado Quei-
mado a. 12, loja da boa f.
Novo sortimento
45 Ra Direita S'decascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja A'aguia branca recebeu prximamente
am novo lindo sortimento de cascarrilhas da
teda para enfeites de realido, sendo de differen-
tes cores e larguras, e como sempre as est ren-
dando baratamente a 29, 3,4 a 5j a pega, pregot
estes que em nenhuma outra parte te acham, e
stim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
A 4& 4$500 e 5#.
Cambraia lisa muito fina a 49 a peca com 81(2
varas, dita muito superior a 58, dita tambe*
muito fina com aalpicoa a 49500; na ra do
Queimado n. 13, na loja da boa f.
Ra Nova n. 18.,
M. A. Caj querendo acabar com o seu aotigo
estebflaatmanto da fazoadas e rovpaa taitas re-
tolve vender por pouco mais do atetado do nato
as faaoadss o roupas feitai, que nao podendo
aqui mencionar todat por nio aer possirel, apr-
senla os pregot dealiumas, como sejam :
Finos chapeos de crep o teda modernos para
Mfthora a 12J.
Dito ditos de gorgnrao pura senhora at2j}.
Ditos amazonas com veo para andar a p e a
earallo a IOS-
Dilos de palba, abas viradas, para senhora e
menina a 7$.
Ditos para baplhwdos ricamente enfeitados a 79.
Ditos de palha da Italia enfeitados para meni-
na a 49.
Cazareques de cambraia, modernos, francezes.
al29000.
Ditos de seda preta e de cores, modernos, para
montarla a 159.
Ricos restidos de seda para baptiaadoa a 12j).
Ditot de differentee fazendas a 79 8 e IO9.
Etpartilhos modernos a 59.
Tiras bordadas com 10 raras a 1|6Q0.
Finos chapeos de castor pretos 9 de cores a
I29OOO.
Ditos francezes modernos a 6$, 7 e 89.
Dilos de velludo, copa alta, a 109.
Dilos de copa baixa a 69.
Ditos de feltro fino de cores a 49 e 5-J.
Ditos do Chily finos a 5g, 6, 7 e 209.
Borzegoinsde setim branco para senhora a 59.
Casacas Jora do uso da panno preto a 10j*.
Um fardao noro para official da guarda nicio-
nal. barato.
Finas sedinhasde quadro de differentes cores
a 800 rs.
Finos chaiys de lindas cores a 800 rs.
Organdys fiaos a 640.
Um grande sortimento de chitas francezas, o
corado a 240.
Chitas inglezas, cores Qxas, o corado a 166.
Um gran le sortimento de franjas, bicos e ren-
das por prego diminuto para acabar.
Meias para senhora a 240, 280,320 e 500 rs.
Ditas para meninos de ambos os sexos.
As pessoas que vierem a este estabelecimento,
nao deixaro de comprar o que nelle contm
vista m pregos.
S na loja do Pavo.
i\ 3$000
Vende-se pecas de mads polao francez
enfestadocom 14 arias a 3$ a peca,
eita fazenda sempre se vendeu por 6$ :
na ra da Imperatriz n. 60, loja de
Gama & Silva.
zerro francez, raarroquim, sola, vaquetas, cou
rinhos, fio, taixaa etc., por menos do que qual-
qaer outro podo vender.
BASTOS
di Reg.
Na raa Nova n. 47, junio a CeDcejie doa Mi-
litares, acabara de receber nm grande sartimen-
lo das. verdadeiras camisas inglezas prega 1 lar-
gas e estreitas peitos, collarinhot e punhos de
linho, e como seja grande quantidade tomamos
a deliberando de vender pelo diminuto prego de
359 e 409 a duzia, uniformes de catemiras de co-
rea a 20$, 259 e a 309, *atim como maitas outras
fazendas queso com a vista que se pode reco-
nhecer o que barato.
Admira velpechin-
cha a 3,500 o corte.
Na loja do Pavao.
Grande e variado sortimento de cor-
tes de cambraia de seda tanto de barra
como de xadrez, de listas oti de flores
raatisdas fazenda de 8$ que se vende a
3#500 para apurar dinheiro: na ra
da Imperatriz n. 60, loja de Gana &
Silva.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug o. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia do ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria eocommenda muito
lindas caixinhas de costura com msica,proprias
para mimo, que se vende muito barato.
Enfeites de flores para ca-
samentas e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, fertos com maito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vao a casamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para pastlos. Os pregos sao 89,
O e la>. porm quem apreciar o bom conbec-
ra quo a&o b.r.too, o para sso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
BOllitOS lOlICado-
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armacao preta, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que os
tornam mui elegantes, os quaes servem excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, talas de detraz, e de rapazas soltei-
ros, e pelos precos de 8, 9 e 109. sao baratsi-
mos na verdade, e quem os vir na ra do Quei-
mado. loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
infallivelmente comprar.
Pecas do fita de linho broncas e de co-
res a 40
Croza de penas de ac muito fina* a 500
Frascos do opiata para limpar denles a 490
Copos com banha muito bou a 640
Eapelhos de columnas madeira branca a 19500
Carteiras para guardar dinheiro 500
Rialejos para meninos a 40
Baralho portuguez 1J0
Varas de franja para cortinados a 240
Groza de botes de louc brancas a 120
Tesooras mallo finas para unbat o cos-
tura a 909
Caixas de charutos de Ha vana muito su-
periores a 49OOO
Cartas muito finas para voltarete o ba-
ralho a 340 e 320
Varas de Meo largura de 3 dedos s O
Garrafas com agua celeste para cheiro a 1900
Rialejos com Svozea para menina* a 100
Venda de propriedades
Vendem-se as casas terreas sitas na ra airaz
da mutriz da Boa-Vista n. 30 e 32, Rangel n. 79,
e ruado Forte n. 26, todas com solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigue* do Souxa,
raa do Queimado n. 12, primeiro andar;
1 Veodetn-ae 4 escravos, tendo urna negri-
lla de 19 annes, um cabra escuro com principio
we carapioa, o dona pretos de servieo de engenho,
.sendo um banqueiro: na ra da Imperatriz n. 10
Moja.
Espirito de vinho e cana
engarrafada.
Vende-se o milhor espirito de vinho que ha,
muito barate; cana engarrafada a 240 a garra-
fa, quejos do reino muito bont a 29400, ditos a
Ig440, ditos de qualha a 440 rs. a libra, ditos de
prsto a 640 rs. libra, e outros maia generoa
muito baratos : no pateo do Paraizo n.18, ta-
berna azul.
a -
m Vende-se a quarta parte do sobrado de *J
% 2 andares da ra do Padre Floriano n 21, *)
4* a tratar na ra do Queimado n. 52, loja. 99
cobertos edescobartosr pequeos grandes, da
ouro patente inglez, para homem e saibor* dt
nm dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casad*
Sonthall Mellor d C.
Anda ao
Pa vo
Chitas baratas.
Vende-se chitas escuras de
cor fixas a 4$500 a peca a 120
rs. o covado por ter um pe -
queno toque de mofo: na ra
da Imperatriz n. 60, loja de
Gama &*Silva.
Lindas caixinhas
com necessarios para costura
Aeaba dechegar para a loja d'aguia branca mui
lindas caixinhas matizadas,com ospelho, tesoora,
caivete, gulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
tudo pratiado e de aparado gosto, emfim urna
eaixioha excellente para um pretente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
109 o 129 : na lo,a d'aguia branca, roa do Quei-
mado a. 16.
Aos tabaquistas.
Lencos fiaos do core* escaraa e fixaa a imita
;8o dot de linho a 59 a duzia ,- na roa do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Campos Lima.
Na roa-do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de -cambraia para guarnicao de vestidos
por commodo prego.
Mantinbas de coral.
Na loja d'aguia de ouro, raa do Cabug o. 1 B,
recebeu-ae de sua propria eocottmenda multe
bonitas manlinhas do verdadeiro coral, que se
vende m*i$ barato do qae em outra qualtuer
porte.
Atiendo.
. Voodo-ae am preto do moia )dade, que emen-
da de lavourat por etttr affeito a tito, e o motivo
da venda querer o eaeravo tr para o mato i a
trotar na ru do Rangel o. O, primeiro aodor.
o pavo.
A 3#00.
Ricos vestidos de cambraia d cores, fazenda
inteiramenle nova, aflaD$audo-se ser cor segura
com 81|2 raras, que se reuje aa ru* oa Impera-
triz n- 60, loja de Gama & Silva.
- Vendem-se duas excellentes escravas, urna
preta e outra parda, ambas mocas, principalmen-
te a segunda que tem 17 annos : a primeira
negra de ra e de todo o servido interno e ex-
terno, e a mulata recolhida, engomma, cose,
cozuha e tem outras habilidades : na roa da
Praia n. 53. terceiro andar, das 6 as 9 horas da
nianhas, e das 4 da tardo em diante.
Vendem-se cintos de todas as cores com ricas
tirelas para senhora" e menina a 29, bandos de
clina para marrafa a 500 rs. o psr, enfeites para
cabeca, de cores e diversas qualidades ; na roa
da Imperatriz, loja da boa f n. 74.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C, de New-York Acham-se i
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instrueces completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se vendem a-19000.
Vejara o Pavao.
Vendem-se riqu'isiimos cortes de ves-
tidos de *eda de cores fazenda que se
vendeu por mais de 100$ cada corte e o
Pavao vende pelo diminuto preqo de
30$, 35| e 40', por terem um pequeo
toque de mofo : na ra da Imperatriz
n 60, loja de Gama & Silva.
Vende-se em casa de Adamson, Howie &
C, ra do Trapiche Novo n. 42, biscoitos inglezes
sortidos, em pequeas latas.
Vende-se um escravo sera vicios nem acha-
ques, ao comprador se dir o motivo por que se
vende ; na ra larga do Rosario, segundo andar,
defronte da botica do Sr. Pinto.
lival sera segundo.
Ns rus do Queimado n. 55, loja de miadezas
de iosde Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos precos abaizo declarados pa-
ra apurar dieheiro, pois o que muito precisa,
garante lodo perfeito, poit o prego admira ;
Liona do gaz superior para marcar, no-
vlo a 40
Dita do gaz brancaa e de corea, novelo a
Dita de carretel muito boa, carretel a
Nvelos de Knha do gaz brancaa a 10 e !
Carreteis com linha preta moite gran-
des a i
Varaa de franja de la muito bonitas a 1
Pecaste tranca de l muito bonitas o
com 10 vareo a 2
Parea de metas croas para menino a 2
Ditos ditos decores todos o* lmannos a 1
Ditos de cores para meninaa a t
Duzia de meias cruas para homem a 294
Cartoes de linha Pedro V com 200 jar-
daa a 80
Gaixas com tisses para acender charo-
lo* a
Caixascomjphosphoros de seguranga a 1
Duzia de phosphoros do gat 2
Fitas para enfiar vestidos muito gran-
de* a
Frseos d'agua de colonia muito supe-
rior o 4
Ditos com cheirot muito fino a S
Duzia de meisa para senhora o melhor
que ha a go
Pecas de traneinha do Mu surtida* a
Sabonetas superiores muito fraude* a 1
Groza do botos de oato para estea aendo
pequeo a jj*,
Dita de dito* grandes a 340
Tf"0*", <<> Porto oportoroa vara* o
100, 120* yjo
Vende-te a todo* miudezas baratas
Appareca dinheiro que a vista faz f ;
Correi freguezinbos as estrellas gratas
Que no Rosario dirisam a loja que .
Lojad
as tres estrellas, ra
larga do Rosario n.%
Enfiadores para espartilhos a 60 rs., ditos de
seda preto a 100 rs., gallo branco de linha a
100 el20 rs. a vara, dilos pretos de seda al$600
a pega com 10 vara, fita de velludo escocesa
para sintos a 19 a vara, ditas encarnadas a 800
e 19, fita lavrada de la e aeda a 120, 240 e 400
rs., ditas de garga a 480 rs., ditas de sarja a 800,
19 e 19500, fita com colxetes a 320 e 360 a vara,
fita de velludo estreita a ff a pega, ditas de cor
a 800 rs., caixinhas com agulhas francezas >
120, 160 e 240 rs., bico de seda a 120, 240 e
320 rs., ditos largos a 800 e 19200 a vara, bico
preto de linho a 240 e 400 rs. a vara, franjas de
l preta a 700 rs. a pega com 10 varas, trancado
para enfeile a 800 rs. a pega com 15 varas, pen-
is* de tartaruga a imperatriz a 79 o 89, dito*
para tirar bixos a 320 rs fita de sarja eslreia
com pouca avaria a 19 a pega com 11 varas, tra-
moia a 320 e 400 rs. a pega com 15 varas, guar-
danapos de lioho a 200 duzia 28, 0000*0* para
facto a 640, 800 I9. ditas finas a I95OO, barre-
tes de palha para meninos a 25500, ditos de pl-
lucia branca fazenda de apurado gosto a 59, es-
tampas de diversas imagens a 120 e 160 rs., ditas
brancas cousa nova a 320 e 400 r*., ditas colo-
ridas muito finas a 800 e 19, tesouras para cos-
'"" a 100, 160o 240 rs.. ditas muito finas a 320
?i "M canTetei P aparar penas a 100 e
160 rs., ditos muito finos a 8uo e ij com duas
folhas, dedaes brancos a 40 rs.. escovas finas pa-
ra denles a 320 e 400 rs., ditas para uohas a 120
rs., dilas para cabello com cabo de bfalo a
1-5500, botes de osso grandes para paletot de
brim a 500 rs. a groza, ditos de massa preto pa-
ra paletot de alpaca a 720 e 800 a groza, ditos
de seda para casaca a lgfJOO e 29800. ditos de
massa cousa nova a 3# a groza, botes de vidro
para casaveque a 200 e 240 rs. a duzia, ditos de
linha a 240 rs., abotuadura para collete a 240 e
320 rs carteiras grandes para dinheiro e let-
tras a 6$, capachos para porta a 480 rs., ditos
grandes para sof a 19400 e outras muitas quin-
quilherias que se vende sem reserva de preco
para acabar.
Feijo de corda
de Tasso Irmos, ra do Amorim
no armazem
n.35.
Cabo de marlm e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca aeharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fim e madreperola a 29 e 2^500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os denles, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo rscebe-
ram pela bar-
ca Ca rissa via-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto s o r I i -
ment das me-
lhores machi-
nas ds cozer
dos mais afa-
mados autores
m e 1 h ora doa
com novos
a perfeigoa-
mentos, fazendo posponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparo* para as mosmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de toda* a* core* tudo
fabricado exprtssamente para a* mesmas ma-
ehinaa.
&
S Relogio. I
Vende-se um relogio horisontal, caixa *)
o. de ouro, bom regulador : oa ra estreita a>
8 do Rosario n, 19, primeiro andar. m

Slua ft QueimaiofojaS
g de 4portasn. (O.
fFerro <6 Maia.
Encyclo-
pedica
S

Vende-se o seguate
Cortes de seda para vestidos de
senhora mais modernos que
tem vindo a este mercado a
Chales de tuuquim finos 158.
259e "
Herasstinas fazenda delieaditsi-
ma o covado a
Lindissimos chapeos a Garibaldi a
Enfeites a Traviata a #
Superiores camisa* de linho abor-
tas a reodas para senhora
a 49e
Casaveque* brancos bordados
s 109 e
Lengos de eambraia bordada* a
duzia a 19669 e
Setim preto o melhor que pos-
sirel o covado
Sedas pretas lavrada a 19 e
Chapelinas de seda para aenhera
Lengos de cambraia bordados
proprios para acto de igreja a
Enfeites de flora* pira cabega da
senhora a
Cortes de cambraia de salpico a
m
m
259000 *^
$ooo j
fp
159000 *g
109000 fp
59000
119000
29OOO
39000
19500
osooo
500
2SOO0
2(000
Ayso s familias.
ARMAZEM DE FAZENDAS
N. 19Ruado QueimadoN. 19,
DE
;<
Santos Codito.
A Sjje tOjOOOocorte.
Lindos cortes de pbantazia de seda com 3 fa-
inos, pelo baratissimo prego cima.
14 covadoi por 2#. .
Cortes de riscado francez com 14 corados por
29, esto-se acabando.
A 25$ o corte.
Reos cortes de seda com algum mofo pelo ba-
rato prego de 2g.
Lencoes a 10900, 3$ e 3#300.
Lengoes de panno de lioho e bramato fino a
19900, 39 e 39300. .
O corte a 40$.
Ricos cortes de seda de todas as cores a 409.
480 e 640 rs. a vara.
Algodo monstro muito superior a 480 o 600
rs. a vara.
A 10280 a vara.
Bramante de algodo com 10 palmos a 19280 a
vara.
A 20500 a gollinha.
Gollinhas de traspasas ricamente bordadas a
2S500.
A 500 rs. a toa lila.
Toalhas de fuslo pelo prega de 500 r*.
Cobertas de chita a chineza a 1*8U0.
Colchas de fuslao a 6g.
Capellas de flor de laranja a 59.
Lindas cambraias de salpicos brancas a 59000 a
pega.
A 10800 a vara.
Aloalhado de lioho para mesas a 19600 a rara.
A 20500.
Chales de merino estampados a 2j}500.
A 220 n.
Chitas francezas escuras a 220 o covado.
Pechincha, a 640 r.
Grosdenaples de quadrinhos a 640 o covado,
tendo slgnm mofo.
A 10 o covado.
Velludilho encarnado proprio para roupa de
meninas a 19.
L.o}a Ae fazendas
[Ra do Crespo numero 17.j
Guimares A Villar.
Pm*cab*rcom certa* fazendo* ven-,
domo* baratissimos :
Chapelinas de seda de riquiasimos gosto*
a 129 cada orna.
Ditos de palha ie Italia a 289.
Gollinhas e manguito* do punho de su-
perior qualidade a 39.
Castas de cores fixas e delicados pedroes
a 280 rs. o covado.
Seda, cambraias. Casta*, chitas e tudo
quanto prtenco par doros de se-
nhora por baralittimos prego*.
Calgado Mell de 2 ola* e aola fina.
' Parahomens.
Grande aortimoato do roopaa ftitas *
chapeo* do todas ao qualidades.
Importante
Aviso
Na loja de 4 portas da roa do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupaa feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do della nm perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhartoda e qualquer obra que ae lha
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas a* pessoas cem especialidad* aos
Iilms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exordio.
Faz-se fardas, fardSea com superiores preparo
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
drnoslo todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os fignrinos que de
14 vieran ; alm disso faz-se maia eaaaquiobas
para montara, frdelas 00 jaquetaa, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maiore de cavallaria, quer seja aingelos ou
bordados a espequilba de ouro ou prala, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se.becas para
desembargadorea e da qualquer juiz segando o
ostylode Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at boje, assim como tem muito ricos
desenos a matiz de todas** cores proprios para
fardamemo de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
earrega-se de fazer para meninos jaqueta* a
francesa bordadas ao mesmo gosto. Afflangando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'onde
ve o mestre. pois espera a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Na lojfcd'agul* le o*ro, rus do Cabug n. 1 B.
recebett^hi.completo sortimento de gollinha* de
missanga, sando de todas acore*
Ra do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquina Perreira de Si, ven-
de-se por precos moito boratos as segnintes fa-
iteadas de superior quslisio e modernas, sedas
de quadros miudo* para voatidos de senhora o
meninas* 800 rs., babados largos e transparen-
tes a 39 a pega, eotremeios rauite finos a 19500.
capas de merino e.fjaUo.pawi senhora 99, chi-
tas largas escura* e clara* a 240 rs. o covado,
ronpoes de Boda a 10$, peo* de bretsnha de al-
godo a 29, riscado francez muit* fiao a 180 t*.
msnguitos bordado finos s 29, gollinhas borda-
das a 6*0 rs., a*berada 00 paano felpudo para
homem proprios par chuva a fOf, capaa russia-
nMomoUi*rou*tomviado a este mercado o
09, paletota de paano preto a 181 e 209, *obre-
caueaa de dito muito fina* a 2L caicas ds ctie-
mira preu e de coras do 59 a 82. dita* d* brim
branco s de cores de 29 a 59. osUteU ds alpsoa
e de brim de 99500 a 59. osmiaas braaKat s o
cOret flnss a f$, chapeotel da otd* supo-
nores a 6|, ditos inglezes IO9, caaaa* de corea
transparealst a 240 r. o covado, sssim como
outras muitas faztndas que so ven* era o por ma-
nos do sen valor para fechar contat, vestuarios
ds brim s rusti todo* goaraeddos e rateftrt
para meninos 29.
__________


DIAliO 31 MMAMBdCO. SEMA fBHU U* 460610 DI tsei.
(7

Cheguein ao barato.
; O Preguica est queimando, mu sua leje n*
ra do Queimade d. 2.
Pecas le bmaaha tle rMo coito 1 varas a 1
easemiri escura entelada propria para calsa,
collete palitos a 960 ra, o covado, eambraia
orgaadia de muito bom goe a 480 rs. a rara,
dita la transparente muito f;ha a 39, 4f e tift
a eca, dita Upada, cora 10 varase 5$ e 6$ a
.peje, ebitas rev^ss de-medentes e eseolhidos pt-
dres a 240/300 e ISO rs. o eovedo, requissi-
xnos challes de merino esiainpados e 7v o bw
ditos bordados con duas palma, fazenda muito
delicada a 99 cada tira, ditos com urna so palma
muito finos a 89&00 rs., ditos lizos com franja
de seda a 59, lencos de casse com barra a
100,120* 160 ra. eada ura, metas muito finas
pata senhora a 49 a dozia, ditas de boa qualida-
de a 39 e 350(Vrs. a duzia, obitas francezas
da ricos deseabas para coberia a 280 rs. o ova-
do, chitas oscuras inglezas e 59900 rs. a pese,
e a 160 rs. o covado, brim branco de puro linho
a 19, 19300 e 19600 rs. a vara, dito preta
muito encorpedo a 19500 rs. -a vara, brilhantina
azul a 400 rs. o covado, apalea de differentes
cores a 39600 rs. o covado, easemiras prelas fi-
nas a 29500, 3?) e 39500 rs. o covado, eam-
braia preta e de salpicos a 500 rs. e vara, e oa-
tias muitas farendas que se far patente ao com-
prador e de todas se daro amostra com penhor.
^Teaie-ee o eocenha Tiriri, tito na comarca
do Cabo, om ai proporede* seguiotes: dista a
estrada i ferr orna lego, e porto a-ara mbir-
qneem distancia de 60 brecas, con terreno pa-
ra grandes afras, rea maltes terrenos para se
abrirem om facilidad*, na grande cercado
muitas matas. Este engenho aove e bem obra-
do a tratar na toa da Pela n. 47, segtfftdo aa-
dar, ou no engenho Cafund, sitio era distancia
de meialegoa daestscSo deOlinda com oabaixo
asslgnado.Joo Paes Barreta.
Enlre-meios
i
i
AtteHcao
Fazendas e rou-
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
s
i
[48--Ra da Imperatriz48
Jauto padaria franecza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
deroupas de diversas qualidades como
sejam : grando sortimeoto de paletots 1
de alpaca preta e de cores a 39 e 3500 2
ditos forrados a 49 e 49500, ditos fraoce- M
zes faienda de 109 68500, ditos de me- S
ri preto a 69, ditos de brim pardo a
3|800 e 4, ditos de brim de cor a 3j}50O J
ditos de gaoga decora 3J500, ditos de
alpaca de la amarella a imiUco de pa- tt
lha de seda a 39500 e 49. ditos de meia 8
caiemira a 49500, 5S e 59500, ditos de at
casemira saceos a 13$, ditos sobrecasacos &
a 15>, ditos de panno preto Qao a 209 S=
22g. 28$, ditos brancos de bramante i
39500 e 4, cilgas do brim de cora 1J800 8
a 2J500, 3, ditas brancas a 39 e 48500, di- 1
| tas de meia casemira a 3500, ditas de m
S casemira a 68500. 7500 e 9#, ditas pre- 2
M tas a 4S500. 78500. 98 e 108, colletes de U
M ?2 !?,DCea a l}602' ditos de '"to g
8890. ditos brancos a 2J800 e 38, ditos JE
Sde selim preto a 39500 e 48500. ditos de X
gorguro de seda a 49500 e 59, ditos de R
casemira preta e de cores a 49500 e 5 *>
ditos de velludo a 79.8$ e.98. If
Completo sorlimenlo de roupa para 5
mentos como sejam caigas, cohetee, pa- S
Kl&fT"! a lf e 2*'ditas deaato |
a2J500, chapeos .franceses para cabera O
fazenda superior a 69500, 8S500 e 10a, U
ditos de sol a 6je 69500, ditos para se- 9
nhora a 43500 e 5g. Recebem-se algu-
mas encommendas de roupa por medida fi
e para isto tem deliberado a ter um con- 8
tra-mestre no eatabelecimento para exe- 2
cular qualquer obra tendente a sua arte. M
Fazendas.
Aobarateiroda ra da Imperatriz n.
14 juQtoa padaria franceza, vende-se*
rices .cortes de eambraia brancos e
bordados com dous olhos arJJOOO, ri-
cos cortes de vestido de seda escocesa
pelo brrato prego de 12$, cambraias lizas
muito finas coro 10 jardas a 3*500 e 49 e
de Escocia a 69, saias a balao de arcos a
28500, cortes Je chita franceza achamalo-
tada com 14 covados a5|, pecas de eam-
braia lisa para forro com nove varas a 2$
e um completo sortimeoto de chita fran-
ceza a 240, 260 e 280 rs. o covado e das
inglezas a 180 e 200 rs. e outras muitas 55
fazendas por precos commodos. J
xmmnmm m mmmmmm
os melhores que s tem visto.
A loja d'aguia branca recebeu um esplendido
sortimeoto de ntremelos de delicados bordados,
e gostos intelramente novo, com differentes lar-
garas, do mais estreito at mait de 1[2 palmo,
mas diversas applicaces escusa dizer-se p.'rque
todas as senhoras sabem : os pregos sao ae 2 a
59 a pe^a conforme a largura, e tal a b<. ade
delles que quem os vir e apreciar o bom, iu alli-
velmente os comprar: na loja d'aguia b--uca,
na ra doQueimadon. 16.
Papel psffa msicas, pa-
pel pautado e riscado
para coritas e facturas, papel mata-borro ; ven-
de-se tra loja d'aguia branca, ra do Queir
numero 16.
MMBMSIB B mammmmmmamammm
imvHVtnovwv^i^ euujtjs) wwawwBwrasnwsnBwi.
Na ra da Cruz n. 10, Casa de
Kalkuiann Irmaos &C, tem ex-
i posto um completo aortimento
J| de amostras de otjeclos de bor-
Sracba, proprio para machinas de
engeohos, sendo correia para
transmittir movimento, canudos
B de borracha de qualquer com-
primetto e grofsura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
l bre ditos artigos tomam-se en-
l commendas.
* wtj Iffll WTWWalwsTaWWm WtBW wn+ Vt^m WjIw 4
Golinhas.
Na loja d'agnia de ouro, ra do Cabug n. 1Bf
recebeu-se'inn completo sortimeoto de golinhas'
de missanga de todas as cores.
^ Em casa de Kalkmann Irmaos ^
^ &C, na ra da Cruz n. 10, exis- t
$-1 te constantemente um completo <
d sortimento de s
g Vinhos Bordeaux de todas as i
^ qualidades.
^f ^erez rn barris.
^ iwto Madeira em barris e caixas. <
&& Dito Muscatel em caixas.
5 Dito champanhe em gigos.
ga Cognac em barris.
Cerveja branca.
S Agua deSeltz.
g| Azeite doce muito Gno em caixas.{
;f5 Alvaiade em barris.
a Cevadinha em garrafes.
Loja tias seis portas em
Trente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletotsdepan.no preto a 929, faienda fiaa,
caicas de casemira prelas e decores, ditas de
brim e de gaoga, ditas de brim trance, paletots
de bramante a 49, ditos de fustao de cores a 49,
ditos de estamenlia a 48, ditos de briea pardo a
adaos de alpaca preta taceos e aobt eoasacoa,
letes de velludo preioa e de cores, ditos 49
corguro de seda, grvalas de linho asmis me*
bernaa a 200 rs. cada ama, collariohoa de linho
gauliima moda, todas estas fazendas ae vende
Jarato para acabar; a loja est aberta das 6 bo-
as da manha at ai 9 da noite.
Azeite espirito de
vinho e canna.
Vende-se azeite de coco a 440 a garrafa espi-
l rito de vmho muito barato agoardente de tanna
engarrafada a 240 a garrafa na Travesa db Pateo
' de Panizo a. 16 fronte de amarello venda de 4
"tas.
Vende-se a grande e bem construida asa
I '.errea da ra do Hospicio n. 35, onde mora o Dr.
Baeta Nevcs, cota o rtSa o comprador conhecer
o tamanho do edificio : a tratar na praca da Boa-
Vista, botica do Sr. Ignacio, das 11 horas So
meio da.
Chales de merino estampados a 29500 : na
ra rio Qaehnado n.'22, loja da Boa f.
Farinha SSSF.
Esta eonhecida e superior* marca de
farinha chegou a tres das de Trieste
pelo brigue Lusitania, e vende-se a re-
talho noarmazem de Antunes Guima-
raes &C, largo da Assembla n. 15.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus reguezes desta praca e os Se fra, que tem
exposto venda sabaode sua fabrica denominada
Reciteno armazem dos Srs. Travassos Jnior
& C, na roa do Amorimn. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
za simples sem mistura alguma, como as da
composico.
Brim branco de linbo muito fino a 1$280 a
vara: na ra do Queimado n. 2-2, loja da Boa f.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de luvas de pellica chegadas
no vapor ioglez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado n. 16.
Chegou
afiual o desejado tricopherous
Est venda na ra do Queimado, casa de ca-
b'elleireiro.
3391591* *ieaftNMKreei6diKdl63g
Raa do Crespo n. 8 Jo-
ja de 4 portas.
Admira a pe chin cha.
Laa para vestidos fazenda que
outr'ora custava 800 rs. o cova-
do vende-se a 240 ra., dao-se
amostras com penhor.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia traeca 'se aha mui novoa o
delicados chapeornhos para baptisados obre
mu perfeilae bem enfeitada, sendo eada are em
sua bonita caixiaha, e pelo baratiseimo pre;o de
6y, ninguem deixar de es comprar : na loja d'a-
guia branca,rna de Queimado n. 16.
Opiata ingleza para
denles.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encemmeada a bem eonhecida e provel-
tosa opiata ingleza para denles, cuja bondade
apreciada por todos quanlos delta tem usado, e
ser mais por quem quizer conservar asgeogivas
em perfeito estado, asaim como a alvura dos
denles; cusa cada c*ixa 1$500, e pbr tal prego
so deixarao de comprar quando a nao acharem
mais na loja d'aguia branca, oa roa do Queima-
do n. 16.
Eufeites de cabeca,
' Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegadoum completo sortimento de enfeites
para senhora, sendo ultima moda, que se vende
mais barato do que em outra qualquer parte.
E'de graca.
Ricas cha pelmas de seda para enhora, pelo
baratissimo preco de 16$ cada urna: na ruado
Queimado n. ti, loja da boa f: (a ellas,que sao
poucas).
Vinho chamisso.
Vende-se este delicioso vinho engarrafado a
1^500 a garrafa : no doto 'deslino de Jos Dias
Brandao, ra da Lingoet n. 5,
Feijo macassa.
i sacca de feijo macassa novo :
le Tasso Irmaos:
Libras slerlinas.
nos ar-
Ha para vender, na roa da Gadeia do Recite n.
12, em casa de Hallar & Oliveira.
O lorrador 1!!
t? litiTgo do TeT$ %3
Quem duvidar veoha ver; manleiga ingleza
t perfeitamenle flor al} a libra, franceza a 640 e
) a 80 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra massas muito unas para sopa
a 4-40 res a libra e ontros m utos gneros perten-
centes molhados, [ a dinhoiro vista.)
Vende-se caf muido a 360 rs. a libra: na
ra do Codorniz n. 1.
Vende-ae um escravo mogo, bom eogom-
mador e copeiro, iateUgente e activo ; na ra da
Imperatriz n. 10, loja.
Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecas de esmursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia balSo, etc., etc.,
vista do que, ede sua muila duracao saobara-
Ussimas a lg2t)0, barato assim s se encontra na
loja d'aguia branca, ra do Queimado o. 16.
Penaasdeaco
inglezas, caligraphicas.
Atoja d'aguia branca acaba de receber de sua
encemmenda as verdadeiras pennasde a;oingle-
zea, earigraphtcas, cuja superioridade est deci-
dida, e anda assim contina a vende-las a 5j> a
caixrnba : na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado d. 16.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se urna porco de ripas de louro para
estuque e aer de encommenda e preco rezoave).
55Ra da Imperatriz55
Vende-se urna carrosa de couduzir gneros da
alandega, por preco commodo.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se um cabriole! de 4
rodas americano para um e
dous cavallos, com os arreios
necessarios, em bom uso e pre-
go commodo.
Dous cabriolis.
, Vendem-se muito em conla dous
cabriolis sem coberta. um com ar-
reios e oulro sem arreio: na ra da
Imperatriz n. 55.
Genebrada Hollanda em bo-
tijas.
Vej,de-se na casa de Brander a Bran-
dis & C. : na ra do Trapiche Novo nu-
mero 16.
Deposito de aria
de moldar, eadinhos de todos os nmeros, cobre
em lencol e rodas, lato em fe lha desde a gros-
sura de papel at o mais grosso preciso, estaoho
em barra e verguinha, tazos de cobre a 850 rs a
libra, chumbo em lencol e barra, tenas de vidro,
e oulros mu'ilos objectos de metal : na ra Nora
defronte da Coneeico n. 38.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commo-
do : na ra nova de Santa Rila n. 65.
A 2S o corte
Attencio
5^
Loja dos bara-l
! teiros-
| Ra do Crespo n. 8 A.
, Leandro <& Miranda. !
I Recebemos pelos ultimes navios e
vapores da Europa grande e variado sor- *
| timeDto de fazendas, roupas feilas e {
I perfumarlas, e tudo se vende por menos i
que em outra qualquer parte, como se- ;
' jam : \
Cortes de vestidos de eambraia branco i
i bordado a 5g, 10J, 13 e S5J.
' Superiores saias bordadas a 30. *
? Baldes de madepolao e croohet a 4%. >
Ditas de cliua a 6S500.
Cobertores de II muito grande a 5$. '
Chitas francezamuito finas a 280 rs, o (
covado.
E outras muitas fazendas por precos '
baralisaimos. I
OEIMOya
Molas para balao.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu de sua encommenda as verdadeiras mo-
las para saloes, que se vende a 200 rs.
a vara.
I
mamz~ -efe *myt**mz?Ku
Pe chincha
Vestidos brancos bordados com duas saias, fa-
zenda especial, vende-se a 1Q$ cada um ; na ra
Nova n. 42, defronte da Coneeico dos Militares.
Na verdade.
Chapeos de castor raspados pelo preco de 5#000
cada um ; s se vende na ra Nova n. 42, de-1
fronse da Conceigo dos Militares:
franceza, padrees modernos e riquissimos a
e 640 rs. a vara : vende-se na ra Nova n.
defronte da Conceigao dos Militares.
560
42.
Cortes de meia casemira de urna s cor, fazen-
da superior, pelo biratissimo preco de 2$ cada
um: na ra doQueimadon.-22, na loja da boaf.
Chales de merino estampados a 2#500 : na
ra do Queimado o. 22, loja da boa f.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
Sropria encommenda as verdadeiras luvas de
ouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor fraocez e continuar a recebe-las por to-
dos os ontros ; por isso quem quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se a loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que an
ser bem servida.
Coral de raz
Vende-se muito bom coral de raiz, o fio a l|j
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16. '
Casemiras
finas, padres de muito gosto, a 4j eada corte :
veade-se na ra era n. 42, defronie da Coneei-
co dos Militares.
fRua do Queimado n. 10,
loja de 4 portas de Fer-^
rao & Maia.
Vende-se cortes de superior ca-
semira que em outra qualquer '
parte somonte podero vender
por 5g a
Corlee de velludo de cor para
oollete de superior qualidade e
gosto a 3J5O e
Cortes de ditos pretos bordados
a 5Je
Chapeos de castor rapado a
45000
43OOO
6000
W00
azulada muito fina a 4g 5 e fig a pega : vende-se
na ra Novan. 42, defrunteda Coneeico dos Mi-
litares.
Casemira
fina de muito gosto a 58 o corle ; vende-se na
ra Nova n. 42, defronte da Coneeico dos Mili-
tares.
o masso.
de coraes lapidados a
do Queimado, loja d'a-
Luvas de Jouvin.
Na*loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre seenconlraro as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para hornera como para se-
nhora, por serem recetadas por todos os vapores
viudos da Europa, e se vondem pelo baratissimo
prego de J50O o par: oa mencionada loja da Boa
F, oa roa do Queimado n. 2.
Maces
francez
muito moderno, proprio para vestido, a 800 rs. o
covado ; na ra Nova n. 42, defronte da Coneei-
co dos Militares.
Vende-se polacbinli ingjez a melhor do
mercado a 3* a barrica, qneijos do vapor a 2f400,
dito prato a 500 rs. libra : no armazem da es-
trella, largo do Prii0 n. H.
Para acabar.
Paletots e sobrecasacas de panno preto fino,
fazenda boa, a 19$, 20$ e 22fi ; cheguem, sotes
eebue s asbem : na ra do Queimado n. 47.
Chegaram as bellas macees por serem grandes
e perfeijas, vende-se aos centos e em caiws e a
retalho : no deposito de Sodr & C, ra eslreita
do Rosario o. 11.
Muita grvala ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de grvalas da differentes gos-
tos e qualidades, e por presos taes que em ne-
nhuma outra parlase aeha, como seja, gravati-
nhas estrellas bordadas a 800 e ig, ditas prelas a
de cores agradaveis a lf, 1#200 e i500 ditas
Com ponas bordadas e matizadaa, o lisas de mui
bom setim mieo a l|500. Pela variedade do sor-
timento o comprador ter muitas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'agnia branca
numero 16.
A120OO
adusta de toalhas felpudas superiores; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa fe.
tT *"*.* u,n' boa #wwlo de amsrello,
toda envernisad, que serve para qualquer .U-
eelecimeoto, ? Pr PrS9 razoarfl: na ra do
Crespo n. 15, lo]a.
Veadem-se globos para csndieiros, e bom-
bas de japf, nuu baratp do qe em eutr u).
luer psrte: na nMffnda Rojiro. n.34.
superiores, reodades e com bico, fingiodo saia a
58 e 69 oada um : na ra Nova o, 42, defronte
da Coneeico dos Militares.
Ra Nova o. 56.
Garibaldi.
Joaquim Ferreira da Costa participa ao respei-
tavel publico e com especialidade aos seus -nu-
merosos freguezes, tanto da praca coreo do mato,
que acaba de receber de Pars pelo ultimo navio
ama nova factura de chapeos de senhoros e me-
ninas como seja, de seda, velludo e palha, e tam-
bero se encontrar um eompleto sortimento de
ebspeos paia hornero, do tellro, copa baixa e al-
ta, e de leakra, e fraaeezes, e de castor brancos
prova d'agua, ditos para a festa que sao frescos
na cabeca e na bolsa por serem baratos.
A VISTA FAZ FE'
Quem quer apre-
ciar a bella fumaba.
Cheguem freguezes, anles que se acabe na
ra Nova n. .56 ha um completo sortimento de
fumo da Babia que se vende por atacado e a re-
talho, e um bello sortimento de charutos de Ha-
vana, ounilba, e os afamados flor do Brasil, sus-
piros, lricos, apraziveis, regalia imperial, gua-
nbanas e aparisienses, e todos 08 mais charutos
do afamado autor Simas.
Tachas e moendas
Braga Filbo &.C. tem sempre no sea depo-
sito de ra da Moeda n 3 A, um grande sor-
manto de tachas e moendas para engenho de
muito acreditado fabricante Edwin Ma* aira"
tar so mesmo deposito ou na ra do Trapicha
n. 4*
Grande pechiocha.
A tmt 240 e 200 rs.
Chitas frsDcezas de muito bonitos padrdes e
muilo bons psnoos, pelo baratissimo preco de
nO, 240 e 260 ri. o covado ; na ra do Queims-
do a. 22, na leja da boa fe.
Vendem-se caixOes vasios proprios
para bahuleiros,funileiros etc. a 1 ,S"280:
quem pretender drrija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
Nao se espantem.
Chegaram as alampadas de lati to procura-
das, thuribolos, navetas, calldeirinhas para agua
benta, caixiohas com frasco! para santos leos,
campainhas para tocar a santos de lodos os lma-
nnos, ludo com muito gosto e por pretos com-
modos ; na ra Nova n. 38, defronte da Coneei-
co, no muito enligo deposito do Braga.
Coraes lapidados
a 500 rs.
Vendem-se massinhos
500 rs. eada um : na ra
guia branca n. 16.
Barato que ad-
mira,
Bolachiaha ingleza,
Vendem-se barriqninhas com bolacbinha in-
gleza a 1#600: na ra'da Guian. 9, e Lingoet.
deposito n. 6, e em libra a 100 rs., e far-se-ha
alguma differenga, sendo em porcao.
Attn$o.
Na ra do Trapiche n 46, era casa de Ro r n
Rooker & C., eiiste um bom sortimento de li-
anas.de crese branca sern carreteis do melhor
abricaote ielnglaterri.as quaes se vendem por
precos muirazoaveis.
Luvas e Jouvin.
GoescV Bastos, na loja da ra do Queimado
n. 46, tem as verdadeiras luvas de Jouvin, e co-
mo as recebe em direitura por lodos os vapores,
as vende por preco commodo.
Nova peehincha.
Pecas de eambraia lisa fina cr.ra 7 li2, 8e9
jardas .a 2, 2j0, 3 e 3500, chita larga fran-
ceza a 200 e 220 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 44.
Cestiiihas e Hamburgo.
S ua loja d'aguia de puro, ra do Cabug n.
IB, quem recebeu um completo sortimento de
lindas cestinhas de todos os tamaitos proprias
para menints de escola, assim como maiores ecm
tampa proprias para compras, balaios proprios
para costura, ditos proprios para faqueiros, ditos
muito bonitos para brinquedos de meninos, di-
tos maracas piotadinhos que se vendem por pre-
cos muito baratos-
J MVM.
Attencao a sedas ie qudrinhos a 720
rs. o covado.
Vendern-se sedas Je qu-
drinhos muito enco'pados a
720 rs. < covado e diti a 560
rs.: na ra d* Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
Luvas de finacamursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja d'agnia branca acaba de recebar de sua
encommenda mui finas luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e aa asta
vendendo a 2$500 o par; os senhores ofjkiaes e
cavalleiros que iseomprarem conhecerao que ao
il x vi,ta 'lo *ua flu" dura^o, e paras
obter dirigirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca o. 16. Adverte-se que a quantidade
e pequea por hora, e por isso nao demorem.
Vende-se om fardameato rico para guarda
nacional; na nja eslreita do Rosario n;
Relogios.
Vtnde-ie ameasa de Jphiuton pater & C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimeoto de
relogios de oaro, patente ingle, de um dos maia
afamados fabricantes: de Liverpool; tambem
uu wiadide de bonitos trancelins para oa
mtm.
Cortes de riscado francez com 14 covado pelo
barato preco de 2 : no armazem de fazendas da noel cor preta, de idade de
ILseravo fgido.
Auscntou-e no domingo 11 do cor-
rente, da casa do Sr. Joao Frederico de
Abreu Reg, morador na ra das Aguas
Verdes n 46, onde estava para ser ven-
dido, o escravo de norae Paulo, pardo
e cor amarelenta. idade de25 a 30 an-
nos, altura regular e meio fesgo do
olho esquerdo porem pouco se conhe-
ce, levou camisa e calca de algodao
azul, provavel que fosse direito para
Goianna d'onde veto ha pouco tempo
mandado pelo seu senhor o Sr. Joaquim
Manoel Aianlia da Fonseca, para ser
vendido : roga-se as autoridades poli-
ciaes, capitaes de campo a captura do
dito escravo e quem o pegar leve-o a
seu senhor o Sr. Aranha na cidade de
Goianna, e nesta praca a seu corres-
pondente o Sr. Joao Pereira Houtinho,
ra da Cadeia Velha do Recite n. 22,
loja, ou na ra das Aguas-Verdes n.
46, que sera' recompensado do seu tra-
balho.
Fugio do engenho Caxoeirinba. na beira do
rio Serinhiem, o mulato de nome Raymundo, de
idade de 30 aonos, alio, secco, cabellos crespos e
amarellados, cara descarnada, tem pouca barba
e bigode ruim, nariz adiado, olhos amarellados,
pea compridos, grandes e seceos, e tem um tes-
tculo mais grosso rjue o ordinario, pronostico,
canta e inclinado a poeta, consta que seguio
para a cidade do Recite, dizendo que vinha sen-
tar pra;a, pertence a Joao Soares da Cosa : quem
o pegar, recolha-o cadeia, que se pegara loda a
despeza.
Ausentou-Be de casa de seu senhor o escra-
vo mulato escuro de nome Joo, idade de 18
anuos, rosto eomprido, cabellos crespos, olhos
vivos, .bocea grande, bons denles alvos e abertos,
ar alegre, estatura regular, levou roupa branca e
azul, chapeo de feltro e bonet: quera o apr re-
hender dirija-se ao sitio da Sra. viuva Lassere ou
ra da Cadeia do Recife n. 20, que ser gene-
rosamente recompensado.
Ausenlou-se da casa do Sr. Manoel Ferreira
da Silva Tarrozo no dia 7 de julho do correte
anuo, o escravo pelo de nome Caetano, nacjio
Beoguelia, de idade pouco mais ou menos 30 e
tantos annos, estatura regular, magro, com Leu-
de no olbo esquerdo, e alguns signaes de bexi-
ga no rosto : quem o apprebender cooduza-o
casa do Sr. cima, ra de Apollo ou ra da
Aurora n. 36, que ser gratificado.
Escravo fgido.
Auzentou se da casa do abaixo assig-
nado o escravo crioulo de nome Ma
30 a 55 an-
jnos, alto, magro e rendido da ven-
illa esquerda. Este escravo foi proprie-
dade do Sr. Thomaz Antonio Guima
raes, morador na cidade de Goianna,
d'onde veio a pouco, e por muito tem-
po foi empregado nos lampies das ras
d&quella cidade, natural do lugar de-
nominado Pontinha perto da mesma
cidade de Goianna e tanto n'um como
no outro lugar e' muito conhecido
provavel que ande por estes lugares de-
signados. Pelo que rogo a todas as au-
torides policiaes capitaes de campo a
aprehensao do dito escravo, podendo
leva-lo a' cidade Goianna ao Sr. Tho-
maz Antonic Guimares, e nesta cidade
a ra Nova n. 67 segundo andar ou a'
ra da Cadeia-Velha doRecife, loja n.
22, que sera' recompensado.
Joao Pereira Moutinho.
Na manha do dia 6 do correte fugio da
casa do abaixo assignado o escravo de nome Can*
dido, crioulo, cor fula, representa ter S8 annos,
pouco mais ou menos, estatura baixa, secco do
corpo, cabeca grande, tem as pernas alguma ecu-
sa arqueadas, que pouco se conhece, ps peque-
nos, foi comprado a 16 de julho prximo pessado
ao Sr. capitao Rento Antonio de Oliveira da fre-
guezia do Apodi, provincia do Rio Grande do
Norte, d'onde o dito escravo natural, descon-
fia-se que tenha tomado a direceo do sertao, e
que v junto com algum combey para o mesmo
lugar d'onde veio para esta praca, aoode foi ven-
dido ao abaixo assignado : portanto roga-se as
autoridades policiaes, capitaes de campo e mais
pessoas, a captura do dito escravo, e enlrega-lo
na ra larga do Rosario, fabriea de cigarros n.
21, que pagando-se todas as despezas feitas com
o mesmo escravo, se recompensar generosamen-
te.Antonio Maia de Rrito.
Attencao.
Auseotou-se da casa de sua senhora o escravo
de nome Jos, idade de 40 annos, pouco mais ou
menos, de naci Costa, levou vestido calen de
brim de quadros, crnica de algodao azul, chapeo
de palha, tendo poT signal o seguinte : um dos
dedos do p direilo acavalado sobre o oulro pr-
ximo, tem por coslume fallar baixo, estatura re-
gular, tem nos bracos ao p dos hombros talbos,
igoaes de sua naco, o rosto limpo qur de mar-
cas qurde barba, fugio no domingo 21 do cor-
rente : quem o pegar queira leva-lo casa de
sua senhora, na ra da Imperatriz n. 75, tercei-
ro andar, que ser recompensado vista do sea
trabalho. Consta que o mesmo anda pelo Arraial
e suasimmediacoes, com o dedo aleijado enrollo
em um panno e pedindo esmolas.
Na noite do dia 5 do correle desapparece-
ram da casa do abaixo assignado, os seguinles
escravos Jos crioulo edr preta bastante alio den-
tes naturalmente separados no queixo superior
fallas mansas, foi vestido com camisa de baeti-
ll>a azul chapeo de massa j velho, este escravo
filho do Buique donde veio trasido pelo seu
Sr, Miguel de Barros Silva Jnior, que o ven-
deu nesta praja ao Sr. Silvino Guilherme de
Barros, a quem o abaixo assignado comprou, e
Venancio tambem crioulo altura baixa tem todos
os denles e o rosto quasi redondo este muito
alegre, e sempre est rindo-se natural do Cear
da comarca do Aracaty, veio remettido para eala
cidade aos Srs. Grugel Irmaos e vendido por es-
tes ao mesmo Sr. Silverio tambem foi este ulti-
mo vestido de roupa igual ao priroeiro, de pre-
sumir que elles seguissem o caminho do Buique
donde velo anda a poneos deas a Jos, o abaixo
assigoado gratifica generosamente a quem os pe-
gar e os levar a ra da Imperatriz n. 79, pri-
meiro andar bem como roga as autoridades poli-
ciaes a captura dos mesmos escravos, bem como
protesta desde j contra qoem os liver oceultado.
Monteiro 6 de agosto de 1861,
Manoel Cantillo Pires Falco.
Achim-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em setembro do anno proxim-
passado, com os signaes segnintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos pretos
annellados; e Luiz, cabra, natural do Ico, fugio
do em maro deste anno, e com os seguinles sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muito pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
. guns signaes de bexigas do rosto, e muito re-
nezinho. termo da villa da Independencia de grista ; snppe-se este escravo es ar occulto or
Guanaba, o escravo Joaquim, cabra, com idade --- ---
que representa 40 aonos, sem que entretanto te-
nha cabellos brancos, altura regalar, cheio do
corpo, bem empernado, ps grossos e chabo-
queiros, muitas veias naa pernas e mos, cara re-
gular, um tanto descarnada, nariz afilado, meia
barba, a4har velhaeo, deotee timados porra j
rombudes, cabellos crespos querendo garapiohar,
e goata de oe trazer baixo, pescoeo bem grosso,
desde a nuea ao corpo, em desaboloar s camisa
ve-ae beso, goata muito de cantar elogios, tem
profiselo de alaocrevar, e tamben de tirar gadoe
como tanejedor ; pertencente a Jos Justino da
Costa Brlto, que generosamente recompensar a
quem o pegar e leva-lo sua morada abaixo
mencionada, ou no Recife ao Rvm. Dr. Joaquim
Graciano de Araujo, no paleo da Penha n. ti.
ra do Queimado n. 19.
ua de H or as
numero 1.
Fabrica de charutos.
Nesta fabrica se acha um variado sortimento
de charutos finos dos mais acreditados fabrican-
tes da Baha, garanU-se aos compradores serem
verdadeiras as marcas annunciadas dos proprios
fabricantes mencionados, fazende-se menso de
algumas marcas mais conhecidas para nao se tor-
nar o snnuncio muito extenso, as quaes aao as
seguinles:
Guanabaras, de Jos Furtado de Simas.
Suspiros, do mesmo.
Delicias, do mesmo.
Regalia imperial, do mesmo.
Senadores, do mesmo.
Suspiros, de Candido Ferreira Jorge da Costa.
Emilios, do roesrru.
Suspiros, de Vespasiano Jorge Ribeiro.
Na ra eslreita do Rosario, armazem do Mo-
reira, anda existe grande porco de palha appa-
relhada para tecer cadeiras e todas as obras de
marcineire : vende-se a retalho a 9$ a libra, e
de 5 arrobas para cima a 18$.
Anda ha pe
chincha.
Chegou a ra do Crespo n. 8
loja de 4 portas, uin sortimento
Sde cassas de cores fixas e lindos S
padrees que se vendem a 240 rs. j
-g o covado, d3o-se amostras com '
penhor. 8
1XMM3s^!f6-SM9l3M'9M9R5KX
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A Loja d'aguia branca est recen temen le pro-
vida de um completo sortimento de'enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torcaleom franjas e borlas,
oulros tambem de torzal de seda enfeitados com
aljofares de cores e borlota ao lado, outros de
froco igualmente enfeilados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um apurado gosto e perfeicao,
os pregos de 89 e 105 sao baratos vista das
obras ; alm destas qualidades ha outras para
3J e 4$ : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
bracea n. 16.
Vendem-se os erigenhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil paes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
EscraTos fgidos.
No dia 28 do correte fugio'.do rugar Guri-
pessoa que o proleje, pelo que protesla-se contra
quem o tlver feito : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der noticia a seo senhor Joo
Jos de Carvalho Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de erragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Desappareeeu no dia 1S do corrente, do si-
tio de S. Jos do Maoguinho, o escravo crioolo
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com o
signaes segnintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e osa alpargatas; este escravo foi pro-
prledade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Araeaty, d'onde veio para aqu fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e s quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, ou na roa do Trapiche d. 15
a Jos Teixeira Basto.
r
}


(8)
URIO DB rUUAMBOGO; SEXTA FEIRA 16 DE AGOSTO DI 1161
Literatura.
-
A impiedade e os seos effeitos.
Sem religiio nao ha moral; 6 com a revoluco
nao ha estabilidade.
Sera a priraeira, as nossas paixoes sao unica-
Biene quera dos guia ; os lagos de familia rom-
pe m- se ; as acces sublimes que o seniimento re-
ligioso inspira, e se traduzem em factos, salisfa-
zendo eguslmeole a quem as pratica, o a quera
forjm beneficiar, nao brotara mais.
O coracao rio atheu, como a ierra calcinada pe-
lo fogo das paixoes, nuda predur, e se alguma
cousa d, "apenas, como Inste solitaria ; repre-
sentando assira a individualidade egostica do
homem, que nao acreditando era cousa alguma
s de si cuida. Deste egoismo resulta que esse
todo, que se chama aociedade e se robustece
pela uoio, e concuo da ioleresses mutuos, se
debilita pelo antagonismo, que nasce de indivi-
duo para individuo, logo que cada um s de ai
trata ; deixando de dar o que lhe sobra, para
aquelle a quem falta, e recebendo em troea ou-
tro genero, que lhe eseaceia, e a um lerceiro su-
perabunda.
A religiao pelo contrario ( permitta-se-nos a
figura) cresce coma cercada de folhas e flores,
que mostrara que esse tronco robusto, que as pro-
duz com ellas empregou quaoto tinha de mais
mimoso, e assim as nutre, e sazona os fruclos su-
blimes da religiao, que a todos chegam e bone-
ficiam ; porque nao conhece nem classes, era
distioeces e o mais humilde, e o mais desgrasa-
do, com tanlo que seja p mais virtuoso para el-
la o primeiro e mais dislinclo ; diremos poisque
urna religiao, que manda dar a cada um, sem
exclusao dos seus proprios inimigos e persegui-
dores, o que precisa, na proporco da sua miae-
ria.e nao conforme posico que na aociedade
oceupa, traz em si estampado o cuuho indelevel
e raagesloso da mao de Deus ; e esta religiao,
repetimos, porque, ae nos nao engaamos, esta
proposicio j soou aos nossos ouvidos ... Mas
iedimos licenca para lhe respondermos com o il-
ustre autor das Fetas do Cbristiaoismo: c Se-
rian preciaos volamos psra enumerarem-se os
prodigiosos resultados das ceremonias da nossa
egrejs ; referiremos alguna to bem verificados
que a ineredulidade e a m f seriara impotentes
para conlesla-los.
No mez de junho de 1750, Diderot, o crea-
dor da Enciclopedia, Diderot. o incrdulo, pide-
rot, o fatalista, passando pela ra de S. Luk, em
Versailles. no dia da festi de Corpus Christi,
olhava cora inditTerenca para o altar que ali se
liona levantado. O famoso philosopho linba
soffrido recentemeofe tres mezes de priso em
Vincennes, o que tinha exaoerbado seu humor
e augmentado a averso que elle tiohs s cousas
santas. Logo, no meio do mais profundo silen-
cio, se faz ouvir o canto sagrado Lauda Jiruta-
tem : depois apparece o clero no meio de duas
loogas lihs de alvas brancas se elevara aos ares
nuvens de incens e de folhas de rosas; lova-
do por mos veneraveis, o ostensorio brilha com
os raios do sol ; de todas as partes fluctuara
baodeiras; o slo est juncado de flores : ums
doce satisfacao radia em todos os semblantes.
A' vista deste espectculo sublime, o philoso-
pho audaz sente-se eommovido, mas elle esfor-
ga-se por parecer calmo. A procisso demo-
ra-ae ; os padres so bem so altar ; sobre um
throno de flores est depositado o Deus eterno :
Diderot apenas se sustm ; elle ajoelha-ae, co-
mo todo o mundo, para nao ser notado ; seo
pesar sua cabeca se inclioa. Chega o momento
da boncao : no meio da multido silenciosa e
prostrada, resosm estas santas palavras : Pofer
et Fihus et Spirilus Sanctus. O philosopho faz
um ultimo esforco para levantar a cabeca e cahe
desmaiado. Tratara de soecorr-lo : elle abre os
olhos e se faz conduzir para urna casa visinha,
onde o esperava seu amigo Grimm com quem el-
urna e oulra, como frgil joquete, que a imple- se eDganava. rfderot nao eslava nVutauaria
TUI.0. carnlr. .eto.l. um ..mpre com S." deSd.mu mSmffiH."**!!
cruz na sex-
_. e throoo e para ,.
Para no fim de tanto correr por um cami-1 effeito a tenores
nho ordinario marcado pelo rasto do sangue, pe- Ellas nun H. ... .,! a
do na be
lhos mais dislinctos ; queimando povoscoe. inlei- ?TSi^Tt&A!T'w^m em
querooao assim renovar essas scenas ?ergoohosas ; dos
com suas alvas, cingidos com suas largas
cmbales, deixar.m para brilho. no meio do ne- partee m?ni0, m .?6Jf-0 h""' ?* a?"
p vjss&xg ssrssr SS S asar;&
Para que pois tanta desordem tanto roubo tan- 5 conheci um Plntor Protestante que tinha
.o s.,ijt. a^i^T*5ia r^er.rr..K.7oR.K. ars
correr a rbita dos seus crimes e devnelos, tor-
nar ao ponto de partida, ou mais atraz, e oc-
cullar as suas imperfeicoes debaixo de nomes no-
toscomo diz Valrai; mas podemos nos dizer
que a nossa revoluco depois de correr a sua r-
bita tornou ao ponto d'onde parti, (razeodo
quanto em seu gyro violento nos arrebatou ? Os
odios polticos, que nos lacersm, que o digam ; a
divida nacional, que todos os dias cresce e nos
consom,que o atieste.
Essa raivs dos clerophobos, que tudo quant
religioso atacam ; esse silencio, que existe as
casas antigamente grandes mosteiros, que ao Ion-
ge indicavam ao pobre soccorros, e seguro alver-
gue, ahi o provam com as suas ruioas ; que s
nos trazem amargas recordacoes.
Diz Sismondi Os povos existem, e tem urna
conslituico na accepgflo a mais larga desta pa-
labra ; o legislador deve trabalhar com a lima, e
nao com o machadomas a nossa revolugo, ou
os nossos legisladores, desprezaram a lima, e
com mao robusta empuoharam machado, e com
ella quebraran, e Gzeram em pedicos o velho
edificio para depois construirem um outro de or-
'nias elegantes, e moderna, sem que at hojese
reasasse este grande plano ; e por agora des-
graciadamente, s vemos os fragmentos do que
demoliram aqui, e alem cobrindo o solo, disper-
so:, e em confusio ; e duvidamos muito que a
mao que tudo pode destruir e derrubar e seja
aquella que possa construir e edificar de novo.
{iVaf ao.)
S. Pedro, no meio dos cardeaes e da toda a pre-
latura romana, sem tornar-se catholico
Eis o que escrevia um dos chefes dessa seita
impia que, trabalhando abertamente para o ani-
quillaraento da religiao, tinha tomado por divisa
estas sacrilegas palavras : Esmaguemos a infa-
me I Elle eslava vencido ; mas o orgulho lhe
fazia desfarcdr a confissio da sua derrota.
Houve tambem quem alias protestando ser or-
thodoxo disse-nos que lbe parecem um tanto c-
micos e por conseguinte dispensaveis alguns d>8
actos que acabamos de mencionar. Cremos que
nao lhe podemos responder melhor do que com
as seguintes palavras do prefacio do 4o volume
do calhecismo de Guillois. Os simpleces deis
que nao possuirem, pelo menos, em certo grao a
sciencia Hthurgica, quasi ruda comprehenderao
dos ritos e ceremonias da religiao, entreunto que
sendo sufficieoleraente instruio, essas mesmas
ceremonias serao para elles urna fonte fecunda
de ediQcacao e felicida Je.
Por ventura aioda precisamos nos, ainda pre-
cisa esse povo de fados e argumentos que justifi-
quen! o enthusiasmoqne ento posiuis a nos e a
elle ? Nio, absolutamente nao, porque os factos
e os argumentos contraproduzidos dispensam
eommeotarios.
Resta-nos, pois, somante pedir aos habitantes
da estancia que nunca deixem de cantar os lou-
Tores, de celebrar as virtudes da Divina Esposa
do Espirito Santo ;resta-nos smente lembrar-
lhe que basta pronunciar seu nome, para que o
coraco se expanda e seja attrahido para ella.
: Jess 1 Maria tal a iovocacao um tanto ins-
tincliva, do christo que sotTre.E' que com ef-
feito nio podem haver maiores consoladores.....
O Mez de Maria, na Estancia.
o,,- :4 -.-. ClU80. )
rofX ntL- ?.iV.dH !"& qaiDA CSSes C0- h gloria' loria '^.raioha dos Aojos,-ago-
roa anhelantes e fatigados deixaram de cantar, e ra e em todos os seculos dos seculos I
Lu !,D^a P' m?lt0 ,empo dentro da i A direcco do nosso bosquejo, a succeaso des-
-fn8.ft!f. P ,d d> ma'S "7a saudade' e dese- ses acl09 obrigaram-nos ser m pouco eiten-
T-fve? aua 2f.m "lin '". K a x r6Dder enCOmOS tr"0eSS0" 1ue *EES
. q- a'8uen? .lenns tachado nos e promoveram a celebracao do mez do Maria nes-
esse povo de superst.c.osos e fanticos : Ulrez.lu cid.de.-os Srs. Rvms. vig.rio Alvares eAze-
FOLHETIM
OBATEDORDEESTRADA
\
roa
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
[Continuaco.)
XXX
Quandoo marquez 'Hallay chegou ao centro
do acampamento, onde se achavam algumas
carretas que se conseguir salvar do incendio,
via Antonia fra da aua priso ambulante enco8-
tada s grades do pesado vehculo. A animaco
do seu delicioso semblante, o espanto e alegra
que brilhavam em seus olhos, a graciosa e lo-
cante vivacidade que aos seus meoores gestos
imprima a inquietteo em que estava, tudo
coneorria para dar sua belleza indiscriptivel e
maravilhoso brilho.
Esse espectculo em lugar de enternecer o
maucebo pareceu ao contrario despertar nelle
tima surda' e profuoda irritaco. A grosseria
com que chegou-se Antonia era urna expresso
mui fraca ainda dos senlimentos violentos que o
agilavam.
Senhorita, Uie disse elle, os deveres im-
portantes que tenho a camprir desculparo a
brutalidade e laconismo da minha linguagon
Nao venho aqui eotreter baaaea conversares,
mas sim dar-vos ordena, e transmitttr-vos as mi-
nhas vontades I Antea de tudo dizei-me: como
accontece queros venha eu encontrar fra da
vossa priso ?
Antonia por nica resposta leraotou o braco,
e apontou para um paaaaro que naquelle mo-
mento paseara voando por sobre sua cabece,
.0 marquez compraheodeu perfeitamente essa
expressiva pantomima : um sorriso feroz contra-
hiu-lhe 08 delgados labios.
O chumbo da minha carabina tem mnitas
rezes abatido a perdiz que confiada na rapidez
do seu voo se julgava fora do meu alconce 1 An-
tonia, a mais pequea tentativa de faga da ros-
sa parte custsr-roa-ha a rida Deixemos
phrases sentimenlaes; repito-ros que nao tenho
tempo a perder. Va sois a uuica causa deste
ataque dos pellea-reraielhaa. Oh 1 nada roa oc-
cultarei; posso tudo dizer-ros, porque os nos-
sos dous destinos esli irrerogarelmente ligados
um a outro Na mesma noite em que Joaquim
Dick penetrou na roasa tenda, j eu hara reco-
sido a visita desse imprudente vagabundo : ti-
nha elle rindo offerecer-me por rosso reagate,
sabis o que? nao; nem podereis saber!para
mim s esses meamos thesouros, que repartirei,
quando os hourer conquiaUdo, coaa os ambicio-
sos negociantes que forneceram os fundos preci-
sos para a nossa expedicio, e com os miaerareis
aventureiros que nella tomaram parle 1 E o que
Joaquim promellia eatou certo que cumpriria.ain-
(*) VideDiofion.184.
i da que foise por orgulho. Renunciar a esperan-
15a de vencer um dia a rossa indifferenQa era para
mim a fortuna, era o repouso : pois eu regeilei I
Por tanto justo que. lendo-ros sacrificado a
j esperanca do meu porvir, eu ros associe aos pe-
j rigos de meu presente. Qual ser o resultado
: da luta ? Ignoro-o: segundo porm todas pro-
j bahdades s.thirei della iriumphante ; e entretan-
to pode acontecer que renha urna bala lanjar-
I me rencedor no numero dos morios I Oh I ape-
jzardosrossos estorbos para oceultar a alegra,
que, bella perspectiva do meu fim prximo,
faz irradiar o voss lindo semblante, eu bem a re-
jo 1 Esperae Antonia ; ainda nao ouristes tudo.
Como nao desejo que vos e o rosso conde d'Am-
bron empreguem, as deliciosas e doeas horas de
amorosos colloquios em zombar da minha me-
moria, tomei um partido to simples, como lgi-
co. Oshomens, de quem rou confiar ros para
que nao tenhaes o m gosto de fugir durante a
batalha, sao pessoas com quem posso contar ;
ora, a ordem que de mim receberam de ma-
tar-ros sem piedade no caso de que eu suecum-
ba. Tambem nao podis eonlar com o recurso
de enternecer a estes bomens, porque elles nao
teem precedentes muito puras, e ros s possuis
para offecer-lhes a roa belleza ; confiero a ros-
sa altivez : isto me assegura de que preferieis
a morte urna liberdade por tal precol Ten-
de a bondade de seguirme, senhora.
O tora do marquez nio admiltla replica. Poi
para junto do rio Jaqueaila que elle conduziu
Antonia : esse lugar mais affastado que os ou-
tros das sombras floretas, seria segundo todas as
previses o menos atacado. Era elle urna eape-
cie de barranco, cavado em forma de fuoil, cuja
rampa de um auave declivio permittia descer-se
fcilmente at o fundo. Ahi o marquez deixou
flear Antonia ; que desla sorte poda estar a
abrigo, do fogo inimigo, e mesmo de algumas ba-
las perdidas.
Tres aventureirosnm francez e dous mexi-
canosassentaram-se ao lado da moca: as flgu-
raa patibularea desses bandidoa cofirmaram
plenamente o que dissera o Sr. d'Hallay sobre os
seus precedentes. Alguns arbustos espinhosos
nascidos ao redor do barranco, esobre tudo urna
arvore collossal, que o defenda com a su. es-
pessa folhagem, deixaram all penetrar ama luz
amortecida e duridoaa. Antonia sentou-se ao
pe dessa arrore, e cruzou os bracos sobre o
peito.
Apenaa o marquez se ia enastando, noros ca-
mors, ou antes, horrireis berros se eleraram
como o estampido de um trorio : e quasi logo
urna ncrirel descarga enrolreu os aventureiros
n um meio circulo de fogo.
Bem como tinha previsto o marquez neohuma
manifeatacio hostil parti do lado do rie.
A poalcio doa bandidos, com quanto nio fosee
totalmente desanimadora, todava nao offerecia
as mesmas vantagens que elles achariam em ter-
reno todo plano: nio podendo vero inimigo, por-
que os pelles vermelhas atiraram escondidos por
delraz das arrores, dag moitas e rochados, tam-
bem nao Ihes era dado dirigir os seas tiros senio
ao acaao. Afinal garantidos igualmente pelas
errores que haviara derribado na respera, e es-
cabrosidades do terreno aqui e acola gosavara
redo e professor Isaas, ao Ew. e Rrm. Sr. D.
Domiogos Quirino, ios Rrms. Srs. padres Fran-
cisco Freir de Mello, Antonio Francisco da Car-
ralho, Joio de Araujo Peixoto de Besaa. Joio
Francisco de Garralho, Manoel Jos "lie Mallos e
Joa Antonio Correa 6s qoaea gratuitamente ser-
riram ; as pessoas que prestaran seos contingen-
tes ; os Srs. professors; aa Sras. professoras e
aos paes dos meninos e meninas.
Sabemos que o Sr. professor Isaas, modesto,
como, aenlir-so-ha acanhado vista do enco-
mio que lhe dirigimos. Desculpe-nos o nosso
amigo : nio podemos faltar a rerdade, nao lhe
podemos renderum maior testemuoho de nossa
admirajio t de nossa gratidio, dizemos tambem
porque (hederemos em parte o possuirmos sem
durida alguma a f por excellencia. Ah I que os
mogos que se entregam cultura das letras
aprendam na temor de Deus os rerdadeiros
elementos desta sciencia que a mordacidade.
a inreja, o pedantismo nio ousam conspurcar!.,
Rendemos tambem sinceros encomios a essas
respeitaveis donzellas que tanto conlribuiram pa-
ra o realce do mez de Mara, i todas as pessoas
que tomaram parte nella, ou elle assistiram
com Nigioso fervor.
Nisa linguagem tem um toque muito imper-
feito para dirigirmos aos meninos e s meninas
aa palavras animadoras e cariohosas que mere-
cen). Limitamo-noa Iembrar-lhea que Jesus-
Christo amou mui ternemente as cresneas, e dizia
s que cercavam-nodeiae que ellas se appro-
ximem de mimsinile parvulVs venire ai m.
Oh I Estanciatrra abencoadaflea, flca sob a
invocacao da Virgem immaculada, e o doce nome
de Maria aera um escudo que te tornar para
sempre invulneravel aos golpes dos teus inimi-
gos....
26 dejulho de 1861.
O Pitonga.
Biographla.
No dia 25 de aetembro prximo paasado falle
ceu na villa do Jardim, com 81 anaos de edade,
o padre Antonio Manoel de Souza, conego hono-
rario da capella imperial e parocho collado da-
quella freguezia, Vigario desde 1816, j leudo
ffh"d0 no Apodi e PonBDl clrigo desde
1800, era o parocho e talvez o sacerdote maia en-
ligo da provincia.
Foi um homem naacido para fazer um grande
papel na scena do mundo ; e ae fra dado a al-
guem distinguir, na procella da vida, o fanal, que
nos conduz a seguro porto, pelo seu nico mri-
to pelo concurso de tantas e to eminentes qua-
lidades, que nelle se rieram reunir, certo ae te-
na feito caminho s mais altas posiedes do paiz,
como homem poltico, ou como homem privado.
Ha espiritos favorecidos do co.que tudo sao por
si mesmo, e eujos vos s pode desviar em desti-
no inexorarel, que semeia no caminho do ho-
mem obstculos to invenciveis como elle, o tem-
po ou os acontecimeotos, que.se precipitando so-
ore_seus passos, fazem dobrar a mais firme reao-
lugo, descoocertam o plano mais bem acabado
inutilisam at o proprio genio.
Chamado, no verdor dos annos, para as latas
polticas, como o sao todos os homei.s de urna
certa superioridade, o rigario Antonio Manoel
atraressou aquella longa tempestade, que princi-
piou com seu seulo. e cujos ribombos acabaran)
por ensurdece-lo. Seu nome andou ligado aos
horrores de seu tempo; nesta parte do Cear.pri-
meira e mais curiosa pagina de aua historia, nio
porque fosse asado para o crime, mas, porque
susceptivel de erros, sou tempo- exigiu que os
commetlesse, e commetteugravissimos.
As rerolucoes sio um rerdadeiro pandemonio
d onde quasi nunca ae sabe puro. E quem em
pocas de tanto furor, de tanta confuso, nesses
das em que a civilisa$o, balendo-se, fazia ca-
minho por entro os preconceitos do passado
quando a liberdade paluda e oscillaote desabro-
Chava apenas sobre um horisonte de sangue, nao
leve a ae exprobar erroa grarlasimos ? Os factos
da rida de um homem apresentam a mais perfei-
ta analoga com o se* tempo. Julgar Cicero pelos
nossos das, julgar Cali, seria fazo-loa homens
detestareis.
O rigario Antonio Manoel, figurando em todos
esses aconteclmentos polticos, porque passou o
Cear de 1817 at 1832 ; sendo urna existencia,
que tanto pesou nos destinos de sua Ierra, nio
poda deixar de ser alcanzado por esse quer que
seja, que manchou quasi todos os nossos polti-
cos de eolio. Todaria Justina dize-lo, suas fal-
tas nao foram taes, como lhe attribuiram, e a
opiniao publica, toda pervertida que j foi aeu
respeito, agora, melhor conduzida, pune sua me-
moria das injustigas que lhe foram feitas.
Se como seu particular amigo, o aentimento de
estima seu respeito nos pode tornar excesiva-
mente benvolo, como adversario poltico, ne-
nhuma razo existe, para que apparentemos seus
actos. O nosso juizo, pois, deve ser o mais apro-
ximadamente justo, que alguem possa fazer.
O vigario Antonio Manoel era um homem con-
venientemente Ilustrado, possuia umaiotelligen-
ciamui prompia, muita coragem, e urna abene-
gaceo toda a prova.
Voutade de ferro, era o homem da resistencia
candade illimitada, era o corado do povo. Do-
lado de um espirito severamente justiceiro, eter-
no em suas affeisdea ou odios, capaz dos maiores
sacrificios para realisar um peoaamento, persua-
sivo, insinuaote, deatro para manejar oa nego-
cios, ocorruptivel, enthasiaatico, e algumas re-
zes at bellicoso, lancou-ae as lulas polticas
desde logo com assignalados successos.
No meio de urna populaco toda devotada ao
principio religioso, sua candado e desinteresse,
seu zelo como parocho lhe raleram urna popula-
ndw,e. "nnjto cima do coramum ; e quando das
Miras de Pernambuco partiu o primeiro echo de
emancipasio poltica do Brasil, ameacando a rea-
lesa, coja causa, nao aabemos porque affioidade
pareca entio identificada com a causa da reli-
siao, o Jardim, sua voz, se tornou a Vandaia do
toara.
? preciso confessar; os excessos commeUidos
pelos republicanos em Franca, e mais logo pelos
invasores de Portugual. lioham creado no espi-
rito publico, e sobretudo entre a gente rude, to-
da a prevenco contra o principio democrtico,
todo o horror s revoluces.
Quem souber, com que furor os camponezes e
homens ignorantea se armavam nesta poca
para bater os republicanos, e como, a proposito
das cousas mais sagradas, eram estes o objecto
de calumnias as maisdesparatadas ; coovir com
nosco que nao era esta urna causa, que podesse
triumphar. Infelizmente alguns libertinos, por
um instincto de resgio contra os prejuizos da
poca, irritando a piedade dos realistas vieram
lomar a situaco ainda mais difficil. Esta impru-
dencia os perdeu.
Se taes preveoges nio existissem j, o vigario
Antonio Manoel se teria associado aos indepen-
demos ; mas parocho instruido, que ers.niodei-
xava de ser homem do aeu tempo ; tomava ao
ario o que nao passava de um abuso, que a ma-
Iignidade o exagerara.
DesafeiQes pessoaes, ciumes de influencia aca-
baran! de decidi-lo. A poltica nio tinha aioA
descoberto esse segredo das traosaccoes, que l
a realisacio de um plano. A fami-
z&T&Sx&SEt &*553&xSXi
turas de Santo Aotenio, acompanhado dos alei-
toreai rug ti ros e de um numeroso exercito, que s
elle tioha o dom de fazer surgir de am momento
para outro. Pinto Madeira aeu ajudante de cam-
po, seguido de um pelotio de cavallara, avaocou
al a villa, onde dirigiu na praga publica urna
suamacao a Dmiz, fallando de ordem de Filguei-
ras,. a quem qualificou de Capito-mr $eu
amo, expresso, que marea o griu de importan-
cia, ligada naquelles lempos aos cargos pblicos.
Diniz. porm, nao era mais, onde o suppunham.
e8de as cinco horas da maoha tinha abandona-
do seo enlrincheirsmeoto do largo da cadeia
deixndo todos os presos acorrenlados, como na
vespa, e em frente delles a peca, que, no seu
dizer. os devia fusilar, ao menor rumor da apro-
ximado de Filgueiras.
Este official foi batido e preso com toda sua
torga no sitio Forquilha, no dia 26 de outubro, e
para logo se orgaoisou um governo temporario
compnsto derogaes pelos differenle? municipios
oo qu-| o rigario Antonio Manoel foi considerado
om f tugar de membro aecretario. As torcas
.agre iram para o Crato, d'onde depois partiram
para i capital, aflm de instaurar o gorerno
cnado.v
Est fgorerno foi conrertido em um outro de
Ieigao da prorncia, e Antonio Manoel, com ou-
os, foram substituidos, entrando Tristao, que
io h:,ha sido contemplado, da primeira oraa-
' saglo.
Esta deferencia por Tristao em prejuizo de um
-> adreraario, creou oeala parte da prorineia
partidos entre os rencedores, e foi talvez a
simara da capital com alguns sequases, se tomon
ae pnico e o mandn prender. Depois o fez rol-
tar so Crato rerestido da aotoridade de recruta-
dor. Estes tnumphos daspertaram oa zelos de
Agostiobo .os Thomsz de Aquiao, j celebre
pelos assassioatos militares do Ico e aspirando
ao primeiro papel poltico na comarca, o qual
anterendo em Piolo Madeira um rutoro riral, no
silencio de sua perserersidade estudara j os
meio3 de o suplantar.
/ Continuar-se-ha.)
Variedades.-
pendentes ; o
lado opposto.
vigario Antonio Manoel se poz do
Com ludo, e sem embargo de sua antipatbi. AJ^ZISlS^SL oar^o KXi.
usa revolucionaria, conserrou-se auieto. limi- veza, i. ,ma,.?..a!J^"!?.?..?"a.. Jardm leTe
causa rerolucionaria, conserrou-se quieto, limi-
tando toda sua opposiQio aos emiasarios do go-
rerno provisorio de Pernambuco a algumas ma-
Biestages diante de seus amigos polticos, e dei-
xou que a revolugio naufragasse sem lhe lazer
nenhum mal.
A contra rerolu$io operou-se, pois, sem a sua
laterreocao, e tudo se fez por conta nicamente
do capitao-mr Filgueiras, o homem que reunia
en tao a maior forca e prestigio.
Nao obstante esta estrea, incontestavel que o
vigario Antonio Manoel professava aentimentos
mui livres ; e se em 1817 nio adherio ao primei-
ro movimento de independencia, porque veo-
ceram nelle errneos escrpulos, porque nio se
respeitou ahi o principio monarchico.
Acompanhou no eotanto o partido constitucio-
nal de Portugal, e foi um dos eolhusiastas da se-
dicgao militar, que na Fortaleza depoz o gover-
nador Robim e creou o primeiro governo proviso-
rio, frente do qual mais logo se collocou o ou-
vidor Jos Raymundo do Paco de Porbem Bar-
boza.
Este movimento generoso, que tenda a sopear
a realeza, foi urna centeiha do espirito francez,
deixado em Portugal, e que bem cedo inflamou
um povo gallado na escravidao.
D. Joio VI julgou derer prestar aeu fiat aos ra-
rolucionarios de Portugal, certo como oslara de
que era este o nico modo de reganhar para sua
cora aquelle paiz, entio inteiramente reduzido
ao papel de urna possesso ingleza. Com estas
rstas sanecionou a reroluco do Cear, como a
de todaa aa outras capitanas do Brasil, e a elei-
;o para cinco deputadosao congresso de Lisboa,
por esta provincia, se fez com toda a calma. Ti-
nham,-porm, apenas partido estes cinco depuls-
dos, que, rollando D. Joio a Portugal, o congres-
so mudou de conducta e lodos os seus esforcos
convergrram psri Qrmar no Brasil o systema co-
lonial e reduzi-lo urna completa impotencia po-
ltica. Neste interesse deria ser excluido dessa
constiluigio, que ajudra a metropole a conquis-
tar. D'ahi esse ciume, que creou noros desejos
-de independencia, motirou o movimento de 18.2,
e para sempre acabou com a iotegridade da mo-
narchia portugueza.
No dia 16 de outubro de 1822 reuoiu-se ns
villa do Ico o corpo eleitoral da comarca do Cra-
to, que tinha adherido a independencia do Brasil
e devia rotar para olio deputados, que linbam de
representar a provincia na assembla constiluiote,
convocada no Rio de Janeiro. O vigario Antonio
Maooel dirigiu -se para ali frente dos eleitores
do Jardim, pronunciando-se pela independencia
com seu ardor costumado.
Um dos episodios mais interessantes de nossa
historia poltica a luta, que entio engajaram os
dous partidos.
O partido portuguez, tendo posto de seu lado a
torga publica, constante de 60 pragas de primeira
liona ao mando do ajudante Manoel Antonio Di-
uiz, e contando com pleno apoio do gorerno Por-
bem, inspirou aerios receios ao collegio. Alguns
eleitores, pois que nesse tempo a autoridade re-
sida na forga, no numero ou na astucia, decid-
rao de autoridade propria prisio de Doiz, e
derramaran) a desconfianza e receio as fileiras
realistas. Nestas coojuncturas, espiritos mais ti-
moratos procurarais trazer os divergentes a sen-
limentos mais pacficos; porm, quando tudo pa-
reca acabado, Diniz, com notarel deslealdade,
mandou por seus soldados, recolher prisio to-
poneo mais ou menos das mesmas vantagens que
os seus sitiantes.
Elles se defeodiam j a urna meii hora, nio
contando entre os seus mais do que um homem
morto, e quatro feridos, quando urna especie de
terror pnico ou confusio se manifestou no cam-
po. Tinha-se risto uns poucos de arentureiros,
munidos de baldes, correrem por ordem do mar-
quez d'Hsllay para a margem do rio. Poucos
minutos depois umfumo preto que se confunda
Com a femaga produzida pela plvora opprimia
a respiragao, e offuscara a rista de todos.
O accontecimento que tinha assignalado a en-
trada da expedigSo em trras da Apacheria, re-
produzio-se : o fogo larrara as bagagens pela
segunda rez.
Foi a ento que oa bandidos obserraram um
faci, que lhes hara escapado no primeiro mo-
mento da luta : os pelles-rermelhas tinham ar-
remessado para o campo urna quantidade enor-
me de trechas inflammadas : a descarga que de-
ram s tere por fim afastar a attengo dos ini-
migos dessa manobra. Das muas de carga nem
urna s restara, cahiram todas por trra enre-
das de balas.
Era incontestavel que o pensamento dessa des-
truigo mais material do que sanguinolenta nio
parta das pelles rermelhas. Os Indios, de or-
dinario deixando-se guiar por suas proprias ins-
pirages, se teriam ao conlrario cuidadosamente
abatido de aniquilar os proreitos que poderiam
tirar de sua victoria. A morte doa animaes de
carga, e o incendio de que restara de prorisdes
e bagagens proraram at a ultima eridencia a
presenga de Joaquim Dick, e talrez tambem a
de Lennox entre oa sitiantes.
Os arentureiros que chegaram com os baldes
cheios d'agua para extioguir as chammas cahiam
fulminados ; aquellos que os succedio passa-
vam pela mesma sorte. Nio tardos muito que
um circulo, que o terror cada rez tornara maior,
se ormasse em torno do lugar do incendio : nin-
guem oussra arengar. A esse terror aceraseis
mata um medo supersticioso ; notara-se que to-
dos eram feridos n'um mesmo lugar, isto na
leste. Essa fatal destreza, tanto mais inexplica-
rel e extraordinaria, quanto se produzia oo meio
da confuso de um combate, era cortamente de
natureza a causar rira impressao nos que teste-
munharam aquelle faeto.
A chegada do marquez d'Hallay produzio um
morimento de anciosa curiosidade: lodos aguar-
daran! o que elle ira dizer oa praticar.
O marquez nao hesitou ; arraneou um balde
das mos de um dos arentureiros, a quem o ter-
ror parausara n'um meamo lugar, e avaocou re-
solutamente para o incendio. Sbito a descar-
ga cessou como por encanto. Essa tregoa mo-
mentnea produzio ser muito bem urna obra do
acaso ; todaria a coincidencia que ella offerecia
com a apparigo do marquez era tanlo mais es-
tranha, quanto j se hara dado um facto idn-
tico na occasiio em que elle tentoo a passagem
de ro Jaquesila.
Desta rez o marquez em lugar de apro veitar-se
do successo que coreara a sua audacia para censu-
rar aos seos a hesitacao, que harlam mostrado
em face do perigo, afastou-se sem pronunciar
urna s patarra : pareca que esse successo lio
------.---- --v. oywiiici u yiuau tu- ion. em ioz dos os eleiiores, que pode colher, dispersindo-so queda do governo provisorio, e em 1824 distio-
os demais.
O vigario Antonio Manoel, fosse respeito sus
pessoa, fosse a moderagio, com que se portara,
tinha sido poupado. Ccmtudo nio foi indifferente
este insulto, e longe de desanimar-se por urna
tal reaccio da parte da forga legal, encheu-se de
fogo, e procurou tomar toda a parle na desforra,
que preparava Tristao, o membro mais importante
do partido exaltado.
A noticia deste acontecimento voou ao Cariri, e
em breve Filgueiras se fez annunciar sobre as al-
abateu uns, e depois ouiros.
O vigario Antonio Manoel voltou despeitadis-
i o uiuio
COOjlttt)-
(nvoi "roo
-- r----. -ecu. yuta v jartiiiu ibtb
vezes de manifestar em aquelle seu resenlimento,
que foi causa de tamanhas desgragas e metteu um
espaco immenso entre dous homeus, que deviam
viver unidos. Elles eram justamente os dous
mais importantes campeoea da causa publica nao
so pelo seu talento, como pela sua forga de ron-
tade ; mas nem um nem outro soube sacrificar
causa, que pleitearan, o rencor, com que se fl-
caram olhando.
Houre tenlatirasde urna contra rerolugio, que
teudia a fazer substituir o gorerno-Tristio por
um outro de influentes tirados das fileiras do en-
ligo partido colonial; mas ellas abortaram ; Au-
tonlo Manoel, que nao lhes tinha sido estranho,
linha-se posto a camioho para o Rio de Janeiro,
afina de tomar asseolo na assemtla constituinte,
para que tinha sido eleito, quando Tristao, che-
gando ao Crato, ezpedio urna forga para prnde-
lo. Alcangado. foi preso oo municipio de Panc,
e conduzido at as proximidades do Crato, donde
se eradiu, indo ter a Pernambaco. Tudo isto se
fazia em nome da causa ; mas era o dominio do
militarismo, que se apoderara dos independen-
tes. Tnsto e Filgueiras se tinham feito cabos de
guerra e prepararam a famosa expedigao de C-
xias, gloriosa por muitos ttulos, porm barbares-
ca a muitos reapeitos.
O rigario Antonio Manoel chegou corte, j
quando a constituinte tinha sido dissolrida. Apro-
veitaodo-se da acceasibilidade de Pedro I, poude
recommendar-se i sua estima, indispoz seus ini-
migos, e voltava ao Cear honrado com o titulo
de conego da capella imperial, e com a cq
recalo do habito de Christo. quando, i
Caxias, o espirito militar altamente deseo.,
nos expedicionarios, s coragem desmareada, e o
genio altivo e bellicoso de Tristao tinham attra-
hido o Cear causa do Equador, essa eloquente
resposta ao golpe de estado de 13 de novembro
de 1823. Nao podendo pasear alm, o vigario An-
tonio Manoel deixou-se licar em um convento de
Pernambuco, donde o reiu arrancar a noticia do
desastre de S. Rosa, onde Tristio psreceu com
sua causa, morrendo em bere I
Para acompanharmos os acontecimentos pol-
ticos, que tomaram celebre o nome do rigario
Antonio Maooel, preciso nos dizer alguma cou-
sa de um homem, a quera esteve sempre estrel-
la mente ligado, cujos successos e desgragas com-
partilhou. Fallimos de Pinto Madeira, um ho-
mem na verdade extraordinario para aquellos
lempos, cuja crueldade tem sido sempre lembra-
da, sem que alguem tenha ainda procurado eslu-
dar o seu carcter e fazer justiga a suas quali-
dades.
Joaquim Pinto Madeira, filho de Ponclaoo Ma-
deira, e neto bastardo de um bacharel portuguez
fallecido em Misso-velha pelo meado do seculo
passado, Manoel de S. Joio Madeira ; foi a prin-
cipio um homem obscuro, a quem o capito-mr
Filgueiras couferio o titulo de commandante de
algumas trras da Bsrbalha, especie de reguos,
que outros reguos crearam, os quaes, nada sen-
do legalmente, exerciam com tudo urna jurisdigo
immensa, e opprimiam as populages. Este lugar
lhe bavia sido confiado, inda rapaz, para que
substituisse a aeu pae.
Pinto Madeira fez de sua autoridade o uso, que
entio todos faziam. Acompanhou Filgueiras at
as vesperas da expedlgo de Caxias, poca, em
que se ligou s antigs influencias de partido co-
lonial a quem bavia prestado bons servigos em
17. 1823 fez parte da conspiragao para
fcil, quio inesperado, o contrariara ao ultimo
ponto.
Apenas consumou-se a destruigo das baga-
gens e provises a luta tomou nova face. Os
pelles vermelhas mudaram a drecgo das suas
descargas : os tiros eram mais raros, porm moi-
to mais mortiferos ; por que tornavam inuteis aos
Europeos as fortificagas que elles haran le-
vantado, e que at ento os tinham protegido, e
garantido: dir-se-hia que esses tiros partiam das
uuvens. Alguns ramos coroadoa de fumaga,
aqual se via sahir travs dos cimos das arro-
res mais eleradas, explicavam esse phenomeno.
Nao eram ainda dez horas da manha, e j
perto de cincoeota cadveres juncavam a Ierra.
A posigio dos arentureiros ia-se tornando esda
rez mais desesperada. Restavam dous partidos
a seguir-se : ou collocar o rio entre elles e o
inimigo, eu por urna vigorosa aortida desalojar
os pelles vermelhas dos postos que oceupavam.
Foi desta ultima resolugo que laogaram mi.
Uraa columna composta de uns trinta aventu-
reiros precipitou se para fora do entrincheira-
mento. O marquez bem quizera por-sa sua
frente, mas cumpria-lhe ficar no campo para
preserra-lo de qualquer surpresa.
Os pelles rermelhas teem urna maneirade
combater que lhes propria, e que nenhuma in-
fluencia estrangeira conseguir jamis modificar.
Nunca aceitam o combate corpo a corpo seno
quando apanham o inimigo em alguma embos-
cada, ou quando sao elles mesmos surpreendidos
inopinadamente, sem poderem effectuar a retira-
da. Em qualquer oulra occasio regra iora-
riavel entre elles nio esperar o adversario.
A sorlida dos aventureiros nio tere outro re-
sultado mais do que afugentar os Indios momen-
tneamente, e dar a elles arentureiros occasio
de derrlbarem machado algumas arrores mais
prximas do acampamento. Alguns cadveres
de pelles vermelhas, que descobriram, ou enli-
gados oos ramos, ou estendidos ao p das erro-
res, lhes provavam que os seus tiros ao acaso nio
tinham sido inteiramente perdidos.
Depois dessa aortida relnou em torno do acam-
pamento urna calma to sbita, quaoto violento
tinha sido o ataque dos Indios. O marquez apro-
veitou-se dessa especie de tregoas para reunir e
consultar os seus procipaes associados.
Senhores, disse elle, teimarmos em defen-
der o ooaso iotrincheiramento a meu ter com-
prometter o successo futuro da expedigao. "Ha
um s meio de sahirmos honrosamente e com pro-
reilo desta poago desagradavelrem a ser :
tomarmoa-a offenaTa, e effectuarmos a passagem
do Jaquesila. O terreno da outra margem do rio
lirre de arroredos e barrancos. Se o inimigo
ousar seguir-nos, aposto a cabega em como um
s de entre elles nao escapar nossa ringanga 1...
Era campo raso ser-nos-ha fcil derrotar esaas
hordas indisciplinadas, que nem meamo poderio
sustentar o nosso primeiro choque 1...Senhores,
eatou prompto a ourir as rossas obserrages, e
a ellas me conformar, se me parecerem lgicas e
rasoareis: fallae pois.
Em quanto o marques de Hallay reunia essa
especie de conselho de guerra, pasaara-se a uns
mil passos distante deller, no interior da floresta.
guiu-se no massacre da Picada, onde a guard-
avangada de Filgueiras, composta de cerca de
ddenlos homens, ao mando do famoso Maxi, foi
com excepgio de tres ou quatro pessoas, assassi-
dana punhale bayoneta ; depois lomou parte
tambem aos assassinatos polticos do Ex, acon-
tecidos nos primeiros dias doaonoseguinle.
Depois de excessos taes, que muito lhe deviam
grangear a estima do governo de ento, tal era a
reputago de ferocidade, que Pinto Madeira se ti-
nha feito, que Conrado, sabendo que elle se apro-
que cercara o acampamento urna scena pouco
maisou menos semolbante.
Lennox, Joaquim Dick, o Sr. d'Ambron, e
Grandjean, sentados n'uma estreita clareira, dis-
cutiera sobre o novo impulso que conrioha dar
aoa Indios.
O semblante de Lennox mostrava estar elle de
mu humor; no do Batedor de Estrada lia-ae
urna cruel inquietago ; o conde d'Ambron acha-
ra-se dominado por urna exaltagio que a custo
reprima ; e o Canadiano, oceupado mui tran-
quilamente em limpar o cano da sua carabina,
pareca prestar pouca attengo ao que ae dizia.
Leooox foi o primeiro a fallar.
Realmente, Joaquim, preeiso que te eu
tenha muita amisade para consentir que dirijas a
acgo como tens feito I Perco hoje ama occasio
como talrez nao teoha outra igual na minha ri-
da Quanto saogue derramado sem a menor in-
telligeocia, sem o mais pequeo prazerl Excepto
os pelles brancas que tentaram apagar o incen-
dio, sobre os quaes fizemos pontaria nossa
rontade, esse combate nao nos offereceu mais
outra occasiio de desenvolver a nossa destreza.
Se queros seguir o meu cooselho guardemos um
ataque geral para daqni a alguna dias, e conleo-
temo-nos por ora com destruir e enfraquecer o
inimigo por meio de escaramuces parciaes. Ha
nada no mundo que maia agrade do que a exe-
cugo de urna emboscada hbilmente combina-
da? E.de mais, Joaquim, por grande que seja a
dedicagio que te professio os guerreiros que acu-
t iram tua roz, por muilo extraordinaria e po-
derosa que seja a tua influencia sobre os pelles
vermelhas, todos elles te abandonario ae conti-
nuas a fazer a guerra de urna maneira tio con-
traria aoa nossos gostos e aoa nossos hbitos. O
Indio nio gosta dos choques violentos das multi-
does que se batem ao acaso: isto bom para os
lazxy-dogs (1), que nao teem astucia, activida-
de, oem intelligencia. Os meus irmaos aio
preenchem um officio ou obrigagao, sao livres 1
Amam a pilhagem, mas preferem a glora I El-
les pensam que as madelxas de um inimigo fer-
do ao acaso nio constitae nm tropheo rerdadei-
ro, quasi urna impostura. Com effeito o que
responder, a nio Mr urna mentira, as parguotas
dos amigos que nos interrogara sobre aa particu-
laridades de um combate onde ceifamos ests ou
aquella madeixa ? Eu te repito pela ultima rez,
Joaquim, teimar assim as tuaa intenges ex-
pr-te quasi com certeza a aer abandonado pelos
teus guerreiros I
O Batedor de Estrada tinha eaculado com pa-
ciencia as censuras e conselhos do selragem Eu-
ropeo : alem de que ralla a pena de oarir-ae
sem interromper esse pequeo discurso de Len-
nox, para elle o maior que tioha pronunciado
desde o dia do aeu nascimento, s pela varie-
dade.
Joaquim procurara um meio de nio' offender a
susceptibilidade daquelle, azendo-lhe alguma
concesso propria para lisongear o seu orgulho ;
mas o conde d'Ambron nio The dea tempo de
[1) Os soldados nos Estados Unidos sio desig-
nados com o appellldo de laxsy-dogt (des go-
zos.
O .Semapftore de Manelha recebeu de Cons-
tanlinopols urna carta que contem iotereasantes
de alhes a respeito dos primeiros actos do noro
sultao Abdul-Aziz:
Nao se falla, nio se trata aqui senio do sul-
tao ; cila-ae umainfloidade de factos que lestemu-
nham a sua alta intelligencia, o seu bom coragio,
e a sua firmeza; e tanto nos chrislios do imperio
como nos mussulmanoa, renasefa confianga.
Depoia da nomeacio de Nanik-Paeha pare
commandante em chefe da guarda, o sulto pa-
receu consagrar-ae exclusivamente formagoda
caa imperial. Comegou por despedir todos os anli-
gos chambellant, homens mogos, substituiodo-os
por bomeos madurecidos e serios ; a estas func-
ges s cbamou gente de urna certa idade, quaai
lodos anligos servidores do sulto Mahmoud. O
pessoal da secretsria do impirio foi o uoico eon-
aervado.
O estado domestico do palacio compunha-ae
de mais de quarirocentos servidores, e o harem
de duzentas mulheres. Toda eata gente toi li-
cenciada. Havia tambem, para o sequilo do sul-
tao, quatroceotos cavallos, os quaes Abdul-Aziz
fez presente a artilheria, dizendo que nio tinha
necessidade de um exercito oo aeu palacio. Em-
fim limpou a casa, conservando ao pessoal pre-
ciso. Todos os diamantes, todas as jbias, todas
as equipageos de iuxo mais que real, que r e-
presenlavam muitas centenas de milhoea, urna
ofimdade de objectos de preciosos de ouro e pra>-
la que foram todos sellados depois de um inven-
tario muito mioucioso, feito debaixo da vigilancia
do proprio aulto. que, segundo se diz. se pro-
poz fazer offerta de todas estas riquezas ao the-
souro imperial, converteodo-as em bom dinheiro
em papel.
c A lista civil foi cousideravelmente diminui-
da, e apeaar dessa reduegio, o sulto desti-
nou urna parte para o orgamento da guerra e
da marioha. Sua mae, a sultana valida, que
segundo sos mussulmanos, se toma por assim
Sf* mae de lodoB os SUDd'los mussulmanos, e
pode com este titulo sabir com a cara descoberta.
veio para junto de seu filho, que prov a todas as
suas necessidades na sua habitagio particular.
O ministerio tioha fixado para a sultana ra-
da uraa dotagio de 500,000 piastras por mez.
tara que essa aomma ? perguntou o sultao;
nao a sultana mae, e nio s a mim que per-
tence porr as su necessidades? Nao tem
ella a sua casa, as suas equipageos as suas des-
pesas particulares, e as suas esmollas ? Para
que preciso tanto dinheiro.
Como os ministros iosistissem :
Pois bem 1 fallae com minha mi, disse o
sultao ; rereis o que ella ros responde.
A sultana ralida approveitou da questio, e
seguio a opiniio de seu filho Abdul-Aziz.
Finalmente decidio-ae que para as esmollas
das sultana valida haveria urna aomma de 50 000
piastras por mez, ou ris l:44OO00, pouco mais
ou menos.
E' i manha 4, que deve ter logar a impo-
nente ceremonia da entrooisago do sulto Ab-
dul-Aziz. Concluram-se grandes preparativos
para esta ceremonia, que ba de ter lugar oo
mosteuo de S. Eyoub.
Nao um membro da familia de Osmsn que
desta vez vira cingir o sabr ao aultio. Abdul
Aziz designou para esta ceremonia um persona-
gem anda mais veneraden, um desente dislioc-
to de Mahomet, o Nakobul Echraf (chefe dos
emires), que reside ha algum tempo em Cons-
taotinopola. O sulto vae em grande pompa, pe-
lasonze boras da manha, mosquita de Eyoub.
onde serao recitadaa as oraes das barbas e do
sabr. Vou explicar o que sao estes termos que
vos pdem parecer extraordinarios. A barba
no Oriente o signal do commando, aioda que al-
guns sultoes nunca teoham trazido bigodes. Os
principes imperiaes nao usam senio estes lti-
mos, e por consequencia o sulto actual ainda
oao tem as faces revestidas de bsrba.
A' manha derem recitar-se oraces espe-
Aiat9' .dePis las quaes tomando urna na vaina
de barba, passa-la-ha ligeirameote sobre as fa-
ces e queixos indicando por este sigosl que de
futuro usar barba ; desde ento nao poder nun-
ca mais barbear-se, e a conservar at morte
da maneira que maia lhe convier, comprida ou
curta, segundo o modo que quizar estabelecer
esse signa i distincto do commando sagrado. Se-
guir-ae-ho depoia as orages do sabr, duran-
te as quaes o sabr de Osman lhe ser cingi-
do por Nakibul-Echraf, como sinal do comman-
do civil e militar. Depois desta ceremonia, que
consagrar o sulto Abdul-Aziz ns sua dupla
qualidade de imperador dos ottomanoa, e com-
mendador dos creles, montar a cavallo, prece-
dido de tolos os ministros o grsodes dignilarioa
do Estsdo, e atravessar assim toda Constantino-
pola mostrando-se ao seu povo, emquaoto que os
officiaes do palacio .laogaro a multidio reunida
moedas de otaro e de prala, cunhadaa com a aua
firma.
(Jornal do Commereio de Lisboa.)
fallar; ja elle bavia a muilo cusi deixado Leo-
oox proseguir at o fim.
"~ Senhor 1 exclamou dirigiado-se a Joaquim
Dick ; devo declarar-vos desde ja para que de-
pois nio me aecusais de faltar ao reconbecimen-
to que voa doro, que o meu partido, qualquer
que seja o rosso, est de antemo calculado, e
nada no mundo m'o far renunciar.
E qual o rosso partido, conde ?
.. ~~. Pergunlaes-me alada I Antonia est ali,
tao jauto de mim que ae eu elerasse a roz talvez
ella meouvissel E perguotaea-me o que eucoo-
to razer ? Ainda ha pouco me obrigastes com vos-
sas supplicaa e recrimioagdes a ficar coofuadido
com a multido dos combatientes : ced, porque
devia dar-ros urna prova de gratido. Haa quan-
do o combate comegar de nove juro-ros que, s
ou acompanhado dos Indios, peoetrarei no cam-
po dos bandidos. Tenho at vergonha de rer
urna carabina na minha mao ; parece-me brin-
quedo de menino. O que conrem minha justa
impaciencia, minha colera legitima o ago
que fere sem interrupgao, sem treguas e pie-
dade I r
Hara oas palavras do conde como que um so-
pro contagioso de febre e delirio, que fez Joaquim
Dick estremecer. O meamo Graodjean, commo-
ndo pelos accentos patetbicoa e apaixooados des-
sa roz, deixou por um instante o seu trabalho.
(Juaoto a Lennox levanlou os hombros com um
movimento quasi imperceptirel.
Louco I murmurou elle.
A resposta do Batedor de Estrada nio se fez
esperar.
Conde, nao iris s. Ja ros esquecestes
que leudes um amigo e um escrsro ?
Que dizeis, Joaquim ?
O Batedor de Estrada designou Graodjean com
um gestas e replicou:
Eis aqui o escraro I
Depois tomando a mi do conde as suas, e
apertando-a com energa, accrescentou :
E o amigoaqui o tendea I
Meu amigo e o de Antonia I exclamou o
mancebo profundamente eommovido.
E passando os bracoa ao redor do pescogo de
Joaquim, atlrahio-o a si, e o abraceu.
Duaa lagrimas saltaram doa olhos do Batedor
de Eatrada.
Dousloucoel murmurou Lennoz.
Quaoto ao Canadiano, ae bem que a maneira
porque acabara de ser lambrado nao o agradasse
m-ito. nem Ihesorrsse satisfatorlameote a pera-
pectira de faser-se esmigalhar pelo conde, toda-
va nenhuma objecgo tez sobre o modo porque
Joaquim dispuoha da sua pessoa : e como seo-
tisse necessidade de deubafar o aeu ressenlimen-
to, poz-se apenas a murmurar entre denles : .,
-r Ah 1 maldita mise Mary I Se eu nio mor-
rer hoje, e algum dia ainda nos enoootrarmos. o
interno me lera ae nao torcer-te o pescogo.
[Continuar-se-ha.]
PliJt, -TTP. DI M. F. DI FAJUA.- 1861,
(
\
.fjsjMaajJBn


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