Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09362


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Full Text
lili IXITII IDIE10 185
Par tres mezes adiantados 5J0OO
Por tres mezes vencidos 6)000
TERCA FEIBi 13 H AGOSTO
Por ana adiantado 19)000
Porte franco para t subscriptor.
NCABBBGAD05 DA STJBSCtlPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alaxand rio da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Olireira; Maranhao, o Sr. anoerjos Mar-
tin* Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo daCosta.
PAK11AS UU (.UHKMUS.
Olinda todos os dias as 9 1/5 horas do da.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segunda* e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Cariara, Altinho e
Garanhuns as tergaa-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouncury e Fx as quartas teiras.
' Cabo, Serlnhiem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas reirs.
[Todos oacorreiospartem as 10 horas da manhaa)
EPHEMERIDKS DO MIZ DB AGOSTO.
io "" n0Ta ,0 hor" M toa da man.
13 Quarto creseent* as 4 horas e 56 minutos da
manhaa.
20 La cheia as 7 horas e 31 minutos da man.
28 Quarto minguant* aa 11 horas e 4 minutos da
manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 10 horas e 30 minutos datarde.
DAS DA SIMARA.
12 Segunda. S. Clan r. f. ; S. Graciliano m.
13 Terca. Ss. Hypolito eCassiano mm.
14 Quarta. S. Euzebio sac.; S. Atbanazia viuva.
15 Quinta. ej}j Assuapgo de Nossa Senhora.
16 Sexta. S. Roque (.; S. Jacintho; S. Diomedes.
17 Sabbado. S. Maroede m. ; S. Emilia y.
|18 Domingo. S. Joaquim pai de Nossa Senhora.
AUUi&NUlAS UOSj TRIBUNAKS da capital!
Tribunal do commereio ; segundas quintas.
Relaco: tercas, quintas o sabbados as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do eommercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do cival: tercas sextasao meio
dia.
[Segunda Tara do circl: quartas a sabbados a 1
l hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO DO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das; Baha
Sr. Josa Martina Airas; Rio de Janeiro, eSi
Joao Pereira Martin*.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
Paria,na aaa lirraria praga da Indspendeneia n.
6*8.
PARTE OFFlClftL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 9 de agosto de
1861.
Officio ao coronel commaodante das armas.
Queira V. S. expedir ordem para que um oflicial
subalterno conduza preso o lente reformado do
ejercito Francisco Gongalves de Arruda at o ter-
mo de Iguarass, onde o dever entregar ao juiz
municipal respectivo como solicitu o Dr. chefe
de polica era oflicio de 2 do correte.Commu-
cicou-se ao chefe de policia.
Dito ao capitao do porto. Mande V. S. pdr
em liberdade o recrutade marinha Adolpho Nery
Coelho, visto que foi julgado incapaz do servico
em inspeccao de saude, como coostou do incluso
offiio do commandante da estaco naval a q
allu e o de V. S. datado de 7 do correte.
Dito ao raesmo. Mande V. S. inspeccionar o
recruta de marinha Luiz Gome de Oliveira. que
lhe ser apresentado com este officio.Comrau-
Dicou-se ao chefe de policia.
Dito ao mesmo.Por emqoaoto nao faja V. S.
seguir para a corte o recruta destinado ao servi-
co da armada Jos Cassiano das Neves, que re-
quereu provar isengo legal em seu favor.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Recommendo V. S. que, lendo em visls o av3o
do ministerio da agricultura, eommercio e obras
publicas de 4 dejulho ultimo, mande entregar ao
thesoureiro da reparttgo das obras publicas, por
conta dos 30:000$ votados, segundo consta da or-
dem do tbesouro o. 92 de 17 de jucho deste anoo
para a verba Obras publicas e auxilio s pro-
viociaesno corrente exercicio a quaotia de rs.
7:4350 para ser applicada continuado das obras
por adminislrago a cargo daqueila reparticao no
presente mez, conforme reqoiaitou o respectivo
director em officio de 6 do corrente, sob o. 183.
Communicou-se ao director das obras pu-
blicas.
Dito ao mesmo. vista do que expdz V. S.
em officio de 8 do corrente com referencia in-
clusa ioformego do inspector do arsenal de ma-
rinha o autoriso a mandar pagar a Joaquim An-
tonio Rodrigues a quantia de 5:1509, que se lhe
est a de ver de resto da de 10:300$ porque con-
tratou aconstruegao do hiate destinado provin-
cia do Maranhao.Communicou-se ao inspector
do arsenal de marinha.
Dito ao mesmo Pode V. S conforme indica
em sua informacao de 7 do corrente, sob n. 682,
mandar pagar a Marcelino Jos Lopes, por conta
de exercicio corrente a quantia que ae lhe est a
de ver como indemnisaco pelos reparos de que
necessita a sua casa da ra do Mondego. a qual
esteve oceupada pela secretaria do commando das
armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Para que eu possa tomar em considerado a ma-
teria do sen officio de hontem, sob n. 378, faz-se
preciso que V. S. emitta o seu parecer acerca da
arrematsgo que fez Aotonio Ferreira Lobo de 50
lampees, que serviram na illuminaco deazeite
desta cidade.
Dito ao mesmo.Informe V. S. acerca do que
expoe o professor do gymoasio pernambucano
Luiz Jacques Bruoet no officio de que lhe remet-
i copia.
Dito o mesmo.Picando inteirado pelo officio
que V. S. me dirigi hontem, sob n. 379, de ha-
verem sido arrematados por Joao da Silva Lopes
e Agoslioho Francisco Gomes os a lagueres das
casas o. 40 da ra da Lapa, e o. 81 da ra da
Senzala, sendo o da primeira na importancia de
160$ annuaes, e o da segunda 192$, lecho a di-
zer em resposta que approvo essa arrematagao.
Dito ao juiz de direilo do Cabo. Officiando
nesta data ao conselheiro presidente da relaco
acerca das appellacdes dos reos Manoel Gomes da
Silva Jnior, Joaquim Francisco Cavalcanli e
Joaquim Candido de Figueiredo, mencionados na
relago junta ao seu officio de 31 do mez passa-
do, recommendo Vmc. haja de providenciar
para que tenham o devido andamento o processo
dos reos Clemente Jos de Saot'Ana e Leandro
Jos de Souza, esejam opportunamente aubmet-
tidos a julgamento os reos Francisco Antonio da
Costa, Jos Rodrigues de Lima Aguiar, Antonio
Joaquim Msnoel e Flix Jos Leao, bem como
os de nomes Sabino Jos de Lima e Manoel Joa-
quim mencionados na relago junta ao seu officio
do Io do corrente.P-z-se o officio para o conse-
lheiro presidente da relacao.
Dito ao presidente da cmara municipal do
Bom Conselho. Nao se tendo reunido o conse-
lho municipal de recurso desse municipio pelos
motivos expendidos por Vmc. em seu officio de
26 de junho ultimo, recommendo-lhe que com a
antecedencia da lei convoque o referido conselho
para o dia 29 de setembro prximo vindouro.
afim de tomar eoohecimeuto das reclamacoes des-
attendidas pela junta de quahficago dessa fre-
guezia.
Dito acamara municipal de Villa Bella.Com-
munico esmara municipal de Villa Bella que,
segundo consta de aviso expedido pelo ministe-
rio do imperio em 20 de julho ultimo, a cmara
dos deputados approvara a eleico primaria das
parochias que compdem o 5 distrcto eleitoral
desta provincia, inclusive os 21 eleitore* da paro-
cha de Tacarat.qoe ae diz haverem votado no Dr.
Francisco Carlos Brando.e da parochia de Alagoa
de Baixo.presidida pelo 1* juiz de paz.annullando
a que na meama parochia ae fez aob a presiden-
cia do respectivo 4 juiz de paz. bem como aa
duaa que ae procederam na de Cimbrea, onde se
vai fazer nova eleico.
Dito a cmara municipal de Flores.Commu-
nico a cmara municipal de Flores que, segundo
consta de aviao do ministerio do imperio de 20 de
julho ultimo, a cmara dos deputadoa approvara
a eleico primaria, a que se proceden ltima-
mente na freguezia do mesmo nome.
Iguaes communicagoea se fizeram s cmaras
muoicipaes de Ingazeira, Boa-Vista, Ouricury,
Ex, Cabrob e Salgueiro com referencia s fre-
g eziss de seus municipios.
Portara. O presidente da provincia, alten-
dendo ao que informou o respectivo comman-
dante superior em officio n. 119 de 7 do corren-
te, com referencia ao que requereu Antonio Pe-
dro Cavalcanli de Albuquerque Lias, resolve con-
ceder a este a exooerago que pedio do posto de
teneote da 5* companhia do 4o batalhio de infan-
taria da guarda nacional deste municipio.Com-
municou-se ao commandante superior do Re-
cite.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-se com o que propoz o chefe de polica em of-
ficio n. 756 de 8 do correte, resolte exonerar do
cargo de Io supplente do subdelegado do distric-
to da Capunga, 2* da freguezia da Boa-Vista, a
Amaro de Barros Correa, que traosferio a sua re-
sidencia para o 1* diatricto da referida freguezia,
noma para o dito cargo o 3 supplente bacba-
ral Manoel Gentil da Costa Alves.Communicou-
se ao chefe de policia.
Dita.O presidenta da provincia, attendendo
o que informou o respectivo juiz municipal em
26 de junho ultimo, com referencia ao que reque-
re* Francisco Verissimo de Albuquerque Padi-
lbs, resolve nomear a este, nos termos do art. 6
da carta de lei de 3 de outubro de 1834, explica-
do por aviso do ministerio da juatiga de 14 de
maio de 1860, para exercer provisoriamente os
oaicios de partidor e contador do termo do Cibo,
creado* pela lei provincial n. 504 de 29 de maio
deste anoo, eraquanto nao forem definitivamente
prvidos na forma do decreto n. 817 de 30 de
agosto de 1851.Communicou-se ao juiz munici-
pal respectivo.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que informou o respectivo juiz municipal em
29 de julho prximo iludo, com referencia soque
requereu Eduardo Daniel Cavalcanli Vellez de
Guivara, resolve nomear a este, nos termos do
art. 6 da carta de lei de 3 de outubro de 1834,
explicado por aviso do ministerio da juatiga de 14
de maio de 1860, para exercer provisoriamente os
officiosde partidor e distribuidor do termo do
Bonito, creados pela lei provincial n. 504 de 29
de maio deste aono, emquanto nao forem defi-
nitivamente prvidos pela forma determinada no
decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851. Com-
municou-se ao juiz municipal respectivo.
Dita.O presidente da provincia resolve de-
signar o bacharel Pedro Alfonso de Mello para
exercer interinamente o lugar d# procurador fis-
cal da thesouraria de fazenda emquanto durar o
impedimento do respectivo proprietario bacharel
Fernando Alfonso de Mello, que seguodo com-
municou achar-se por doente impossibilitado de
comparecer s sessdes da junta da mesma the-
souraria.Communicou-se a esta.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasileira
de paquetes vapor maodem dar transporte pa-
ra a corle no vapor Paran em lugarea destina-
dos para passageiros do estado ao capitao refor-
mado do exercito Manoel Joaquim Madureira e a
sua mulher.Maodou-se tambera dar paasagem
para o Cear, no vapor Iguarass, ao capello
Fr. David da Natividade de Nossa Senhora.
Communicou-se ao commandante das armas.
Expediente do secretario.
Officio ao inspector da thesouraria de fazenda.
O Exm. Sr. preaidenteda provincia manda com-
municar V. S., que em 8 deste mez, como com-
municou o coronel commaodante das armaa, foi
admittido ao servigo do hospital militar na qua-
lidade de ajudante do respectivo enfermeiro, o
paisano Joaquim Ignacio Martini.
Dito ao commandante do corpo de policia.S.
Exc o Sr. presidente da provincia, manda devol-
ver V. S. o processo dos soldados do corpo sob
seu commando Joo Pereira da Silva e Aotonio
Vicente Ferreira, afim de ter execugo a senten-
ga nelle proferida pelo cooselho de julgamento.
Dito Alexandre Jos de lloilanda Cavalcanli,
3 supplente do juiz municipal de Santo Anto.
S. Exc, o Sr. presidente da provincia manda
aecusar recebido o officio em que V. S. parlici-
pou ter assumido as funeges do cargo de juiz
municipal desse termo.Fizeram-se as necessa-
riae communicaces.
Dito ao vigario de Cabrob. O Exm. Sr. pre-
sidente da provincia manda communicar V. S.
querecebeu o seb officio de 5 de julho ultimo, e
livro de registro das trras publicas dessa fregue-
zia.
Despachos do dia 9 de agosto
Rtqutrxmntos.
Os agentes de leiles.Informe o Sr. inspector
da thesouraria provincial.
Diogo Jos da Costa.Informe o Sr. Dr. pro-
vedor da santa easa de Misericordia.
Francisco Manoel de Arruda. Em vista das
informales nada ha que deferir.
Henrique Augusto Milet.Teoho deferido.
lgoacio Cirdozo da Silva.O aupplicante pode
levar em sua companhia sua mulher.
Joo Valeriano Peres de Lacerd. Informe o
Sr. Dr. juiz municipal do termo de Garanhuns.
Jos Soares de Mello Avelino. Como re-
quer.
Joaquim de Carvalho Siqueira Varejo.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Jos Marioangeli.Informe o Sr. inspector da
thesouraria provincial.
Marcelino Jos Lope*'Dirjase thesouraria
de fazenda.
Manoel Joaquim Madureira.Dirija-se agen-
cia da companhia brasileira de paquetes.
rsula Maria dos Santos Cardozo. Nao tem
lugar o que requer supplicaote em vista do 4
art. 5 da lei do orgamento vigente.
EXTERIOR.
DE
inscriptas as linhas
CORRESPONDENCIA DO DIARIO
PERNAMBUCO.
Hamburgo
21 de julho de 1861.
Um acontecimento revoltante acaba de produ-
cir na Allemauha e em toda a Europa, a mais
profunla indignago e a maior sensago o
attentado contra Sua Magestade el-rei da Prus-
si*, commetlido pelo esludante Becker em Bade-
Bade.
No dia 14 do corrente, o telegrapho de Bade-
Bade, onde el-rel tinha ido passar alguns dias
sorprehendeu a todo o mundo com a aeguinte
noticia:
Esta manhaa, pela volta das 9 horas, um es-
ludante da universidade de Leipzig, Osear Bec-
ker, natural de Odesss, deu dous tiros com urna
pistola aobre Sua Magestade el-rei da Prussia.
Deus preservou a vida de el-rei. Urna bala atra-
vessou a gola da casaca de Sua Magestade e fe-
rio-o ligeiramenle no pescogo. Sua Magestade
mostrando muito sangue-frio, vollou para casa
e o conde de Flemmiog, seu ministro no gro-
ducado de Bade, que o acompanhava, prendeu o
esludante Becker, e entregou-o justica cra-
ducal.
O aasassino quando interrogado qual o motivo
que o decidir commetter tal acgo, tirou da
aua algibeira a sua carteira, dizendo all acharis
os meua motives.
Na carteira, ae achavam
seguiotes :
| Exprimo nestss linhas os motivos da acgo
que projecto. Tenho a conviego que el-rei da
Prussia nao seacha na poaicopara poder reali-
sar a unificago da Allemanha, e por iaso tomei
a resolugo de a livrar do mesmo. Bade, 13 de
julho de 1861.Osear Becker, esludante em di-
reilo.
Todas as gazetas allemias estao cheia* dos de-
talhes e de infurmages respeito do attentado.
O principal interease da* meamas fazer constar
o extremo sangue-frio de que deu provas el-rei
Guilherme nessaa peniveis circumstanciss e a
affeigo de que objecto. O seu carcter firme e
honesto, o aeu bom senso natural e a sua bon-
dad* ib* merecaram deade a aua elavago ao
Ihrono ama popularidade bem merecida; nos ul-
timo* lempos todava ella se achou um pouco
compromettida pela acgo incerta e vacillaote do
aeu governo.
O crime leve por efleiio de aviva-la eom mala
ardor que jamis. Em toda a Allemanha a noti-
cia doa perigoa que el-rei correu produziram
urna exploaio de sympalnia, cuja sinceridade e
espontaneidade ao incontestavei*.
Da maior parte das cidades da monarchia par-
tiram deputages e enderegoa para Bade-Bade.
A corle da Gra-Bretanha, o imperador Napoleo,
as cortes de Dresde, Uaoover, Caaael, o impera-
dor da Ruasia, e o da Austria, etc., etc., todos
mandaram congratular a el-rai por va de envia-
do* especiaes por cansa da sua aalvago.
O processo contra o assassioo se est fazendo
mui enrgicamente. A instroccio at agora nao
parece ter revelado nada que contradiga a sup-
posico ennuociada no primeiro dia, que ease mi-
aerayel urna eapecie de maniaco poltico, o qual
dominado por urna grande paixo patritica, li-
an* perdido o governo e o equilibrio das auas fa-
culdades moraea.
A retirada do bario de Schleinitz, ministro dos
negocios estrsngeiros da Prussia, j ha maia lem-
po fallada, parece realisar-se. Diz-ae que o Sr.
de Schleinitz deixar o ministerio em setembro
e que ser ento substituido pelo conde de Beros-
lorff, actualmente ministro da PjfAssia em Lon-
dres.
De Vienna nos escrevem que o imperador acei-
tn a demisao pedida pelo bario Vay, chancel-
len da Hungra.
O rescripto de Sua Magestade em resposta ao
eoderego da dieta hngara, que devia aer expe-
dido hontem para Pestbe, sustenta a patente de
fevereiro.
O governo austraco est, pois, decidido luta.
0_ partido a He meo, pelo qual elle ae deixa levar,
nao deixa Hungra se nao a alternativa de urna
submisso completa ou de urna resistencia deter-
minada.
A escolha da Hungra j nao duvidosa e se,
como provavel, aa resolucoes que prevaleceram
em Vienna tem por reaultado de reslabelecer en-
tre elles o accordo que um momento esteve a
ponto de faltar sua poltica, a sua resistencia
ser menos fcil vencer do que sem duvida o
fizeram pensar em Vienna aa lentides, as hesi-
tagoes e as diseussdes nestes ltimos lempos. O
conde Forgach foi nomeado successor do baro
Vay, como chanceller da Hungra. E* o mesmo,
segundo dizem, que em 1849 1850 representou
nm papel ante-hungaro, e que ltimamente na
abertura da sesso da dieta da Hungra foi obri-
gado deixar a aala das sessdes da cmara dos
magostes, em consequencia das manifestaedes
pouco sympathicas dos seus collegas.
Com toda a reserva produzimos a noticia de
um attentado de asssasioato contra el-rei Fran-
cisco II, apezar de o darem como positivo alga-
mas gazetas da Italia.
Segundo dizem, um joven frade phanatico se
tinha engajado por juramento matar o aotigo
rei de aples por haver elle cedido 4 exigencias
do partido liberal e outorgado urna conalituigo.
Os projectos do assassino frustaram felizmente.
Segundo diz urna gazeta, o Lombardo, esse at-
tentado affectou vivamente a el-rei Francisco II,
o qual desde alguns diaa ae acha to visivelmeo-
te perturbado, e manifeata receios de apparecer
em publico, tendo ao mesmo lempo dobndo o
numero da sua escolta e das aeotinellaa que guar-
divam o seu palacio.
El-rei Vctor Emmanuel aeeitou a demisso
pedida pelo conde deSan-Martino das funcgSes
d* gobernador de Napojes, Horneando em seu lu-
gar ao general Cialdini, cuja noticia foi acolbida
em aples com grande satisfaga o. O seu non-e
bastou para desanimar e diapersar oa bandos que
rodeavam anda as montanhaa de alguns dis-
tados. Oitocentos insurgentes vieram depositar
as suas armas entre as mo* das autoridades de
Avelino.
O successo de estima qse acolhia na Europa os
actos do novo sulto acaba de aoffrer urna nter-
rupgo.
A nomeago para ministro da guerra de Na-
nick Pasch, aecusado e por assim dizer conven-
cido de haver se nao favorecido, ao menos tole-
rado os massacres dos christosna Syria, tem si-
do o objecto de um protesto de parte do corpo
diplomtico europeu residente em Constanti-
nopla.
O sulto, segundo o despacho que trsz esta no-
ticia, recebeu mui seccamente esta represen taca o
diplomtica.
Elle mandou responder por Ali-Pasch que a
probidade e integridade de Nanick Pasch bavia
determinado a sua escolha e que nella persis-
tida.
Urna proclamado publicada em Mostar no dia
12 do corrente, por Omer Pacha annunciou s
populagoes da Herzogevina a elevacio ao Ihrono
do novo sulto e a adheso desse soberano a nm
numero de coacessdes pedida* pelos christos dos
paizes, de que o dito general ae acha encarrega-
do de segurar a pacificaglo. Espera-se que essas
concesses, escrupulosamente observadas pelas
autoridades musulmanas, permittiro a Omer
Pasaba de levar a aua misso a um bom fim.
Londres.
23 de julho de 1861.
Na maoha de hontem recebemos aqui a mala
do Brasil expedida pelo vapor Barn, chegado
Brdeos na tarde de 19 do corrente.
Aa noliciaa commerciaea trazidas por essa mala
foram recebidas nessa praga com algum desani-
mo, attendendo-ae a eircumstancia de haver di-
minuido consideravelmeute no Rio a importago
do caf proveniente do interior e de ter ainda
baixado o cambio de nossas principaes pragasso-
bre Londres, Ocando na occasio da sahida da-
quelle paquete a 25 d. e 25 d. 1(4.
Este successo era mais ou menos aqui espara-
do, visto como o eommercio entre o Brasil e a
Europa tera necessariamente de resentir-se dos
acontecimenlos polticos dos Estadoa-Uoidos que
sobre o mundo commercial tem j exercido mui
pessima influencia ; e de recetar que ainda
continen! a exercer o mesmo desfavoravel effeito
pela existencia daa mesmaa causas, sendo cor-
to que a guerra civil ahi progride longo de achar
um termo.
A* nossas empresas frreas nesle mercado
continuara no mesmo estado deafavoravel, aub-
sistiodo aa mesmaa eauaas: na* aeges da com-
panhia de Pernambuco. cuja entrada de S 17,
ae acbam com descont de S 6 a f 5 1/2; aa da
Babia com o de S 2 1/8 a S 1 7/8 sendo a
entrada de 13 1/2 ; e finalmente as de S. Pau-
lo, cuja entrada j de S 4 e brevemente ser
de S 6, eslo a descont de S 2 S 1 3/4. Den-
tro de um mez taro oa accionista* desta ultima
empreza de entrar com mais urna chamada de
S 2 por accio, e por isso que cima digo ser
em breve a entrada daquelles ttulos de s 6 por
cada um.
A directora desta empreza pagou ltimamente
o dividendo correspondente ao semestre (indo em
30 de junho ultimo; e apresentou igualmente
urna noticia satisfactoria acerca do estado das
conlas da companhia, prometiendo publicar sera
demora um relatorio sobre o estado daa obras
desaa empreza.
Parou com effeito aqui a operago da con ver-
sao dos fundos deseas nossas empraza* por a-
polices da nossa divida publica de 6 por cento
interna ou 4 1/2 por cento externa. Este deve-
ra ser necessariamente o resultado, em virlu-
de da deliberago do governo imperial de sus-
pender lei da eooverso; e este expediente
produzio nesta praga o aalutar effeito de remo-
ver a suspeita que havia contra o governo im-
perial de querer eate alliviar-se de nm encar-
go da 7 O/o por ootro de 6 O/o oo de 41/2 0/n.
Subsiste todava no publico deste paiz a crenca
de que o Brasil nao auxilia sinceramente aasuss
emprezas frrea* aqui cotadaa ; eeata m im-
presso derivada dehaver-se o governo impe-
rial recusado at hoje a garantir maior capital
para a conclua&o daa obraa da lioha do Becife.
Esta crenga, porm, tanto mais injusta quanto
sabido e fora da duvida que o governo imperial
parece ter razdea para nao estar aatisfeito com a
adminislraco que ten levado ai obras daqueila
empreza; poderia o governo imperial em cir-
cumtancias ordinarias augmentsr a quantia ou
antes estende-la a am capital maior, exigindo
maioresaeguraocas, oas no caso excepcional em
que se acha para com esta companhia aeria isso
imprudente, parecenio que o nico partido pru-
dente que poderia tomar cumprir religiosa-
mente os compromissos que tem com aa direc-
toras e especialmente com a do Recife, re-
servando-ae todava a tomar em considera-
gao oa esforgos com que alem dos seus compro-
missos com o mesmo-governo vierem ellas a fa-
zer para levarem a eftVito essas obras. Esta po-
ltica ter aido resolvida talvez pelo receio que
tdoha o governo de Ter repetidos oa embaragos
em que por vezes se tem achado com a empreza
de Pernambuco, alera de que em principio seria
sem duvida impoltico obrigar-ae o governo a
maforea encargos sem a certeza de alcangar para
si maiores garantas, sobretudo quando se vera
exposto fazer iguaes coacessdes s outras empre-
zas, que provavelmente as reelamariam allegan-
do igualdade de circurastancias. Assim, pois,
esta poltica de reserv em relago s nossaa
emprezaa frreas pareo justiflcavel por parte do
governo imperial ; e sustentando esta opinio,
na actnalidade das circunstancias, nao receio ser
tazado de incoosequents por haver dito em ou-
tra occasio que o nico meio da que poderia
servir-se o governo do Brasil para salvar o cr-
dito das suas emprezas ferrosa aqui coladas se-
ria estender a companhia do Becife (e s outras
em igualdade de circunstancias) um augmento
de capital para o effeito da garanta do juro; em-
bora lhe cumprisse exigir dellas as garantas que
o caso pedisse. Aquella opinio que em casos
normaea me parece austentavel seria de certo er-
rada quando adoptada as circumstancias em
que ae acha o nosso governo para com as suas
emprezas frreas administradas no eslrangeiro.
Os consolidados inglezes fleam a 90 1/4 e 90
3/8; os 3 0/o francezes a 67 fr. 85 cntimos;
os 5 O/o brasileiros de 99-100 ; os 4 1/2 O/o
a 87 ; oa 3 O/o ; portuguezes a 46 1/2 ; os 30
0[o hespanhoes a 51 ; os 3 0[0 peruanos a 72
ll4 ; os 3 O/o russos a 61 5/8 ; o 4 O/o turcos
garantidos a 100 1/2.
O nosso algodo de Pernambuco tem aido ven-
dido em Liverpool pelo segniote prego: 8 d. 7/8
a 9 d. 1/8; o da Babia a 8 d. 3/4 ; eodo
Maranhao a 8 d. 7/8 por libra. C'co do Brasil
de 58 s.58 s. per cwi. pago, 1 d. de direito por
libras. Caf de primeira qualidade de 59 s.70 o
segunda dita 52 s. 6 d.59 s ; e ordinario de
45 s.52 s. per cvft. Pao Brasil 80 s. por to-
nelada. Assucar de Pernambuco e Parahiba,
branco a 25 s.30 a.; masca vado 16 s.23. s.
per cwt, pagando3 d. de direito por libra. Cou-
ros salgados 5. 1/2 d. a 7 1/2 d. por libra; sec-
eos 8 1/2 d. 9 d. ; e seceos salgados 6 d. a
8 1/2. B
Na ultima quiozena chegaram de varios por-
tea do norte do Braail Inglaterra os seguiotes
navios : do Para Cupid (9) Liverpool; do Ma-
ranhao Leander (10) Liverpool; do Para Rhon-
da (10) Liverpool; da Babia Te/uca (11) Fal-
mouth ; de Pernambuco MarWGarlan (13)
Liverpool; e do Rio Grande Wish (17) Gra-
vesend.
De Inglaterra seguiram para varios porlos do
norte do Braail no mesmo periodo os seguinies :
de Liverpool Persia (9) para a Baha ; de Gra-
vesend Henry Cermea (15) para a Babia ; e de
Greenoch Tbor* (15) para o Rio Grande.
Terei provavelmente de noticiar aos leitores
pela mala do mez prximo a pailida de S. M. a
Rainha de Osborne para a Irlanda, onde vai via-
jar por 15 dias.
Ser esta a terceira viagem que a soberana da
Inglaterra far naquelle reino ; e o primeiro pon-
to que ali visitar tem de ser Dublio, onde ser
recebida pelo lord lugar tenente. Da capital so-
guera a raioha para Cork, e depois vizitar os
lagos de Killavency e tambem o campo militar
de Armagh onde actualmente se acha o principe
de Galles, herdeiro da corda.
A familia real tem pemanecido t m Osborne
desde que em principio deste moz a rainha dei-
xou Londres ; e all tem encontrado S. M. grao-
de allivio tristeza que a opprimia. A princeza
real da Prussia tem estado naquella residencia
com sua augusta mae. O principe Luiz de Hes-
se, que all esteve igualmente, acaba de partir
para Berlim, onde vai servir como de coatume
no aeu regiment. Sua alteza Serenissima o
futuro esposa da princeza Alice, filha da rainha
Victoria.
No dia 9 do corrente chegou a Pembrokc, na
Irlanda, a nossa corveta Bahiana procedente'
dos Estadoa-Unidos ; e daquelle porto aeguio a
12 para Plymouth, onde entrou no dia 13 com
feliz viagem.
E' commandada pelo capitao de mar e guerra
Rodrigue* ; e como sabido veio esse vaso da
nossa marinha de guerra em viagem d'inatruc-
go Europa como escola de guardaa-marioha.
A corveta Bahiana partir de Plymouth dentro
da poucoa dias para Breat, onde entrar no ar-
senal {para limpar-se ; e depois de haver feito os
arranjos necessartos seguir para Ferrol, Lisboa,
Gibraltar Tnger, donde regreasar ao Brasil
em principio do auno prximo. A pparico
desse navio de guerra brasileiro no* porto* da
Europa, em seguid* ao trate naufragio da cor-
vela D. Isabel, causar aem duvida a maia fa-
voravel impresso ao Brasil, pois que o publico
Europeu ver naquelle expediente do nosso go-
verna a vonlade firme que tem de adiantar e il-
lustrar a aua marinha, meamo quando para isso
tenba de vencer perigoa e aerlaa difflculdades e
o que mais depois da horrorosa catastrophe
por que paaeou a corveta D. Isabel.
O parlamento britnico aproximou-ae da hora
em que ter lugar o seu encerrameuto. E' qua-
si certo que esse successo veo ha a dar-se em
meado de agosto prximo e que isso seja feito
por commissarios da rainha, viato como esta au-
gusta senhora ae acha fora de Londres. Lord
Westburg, actual chancellar da Gr-Bretanha,
ser nesse caso o primeiro commissario regio.
Logo depois da sahida do paquete de 9 do cor-
rente para o Braail, lord John Ruaael desenvolveu
deium modo maia cabal o pensameoto do gover-
no britnico acerca da interpellagao que diaa
antes havia tido lugar sobre a neutralidade da
Suissi, e respondendo a Mr. Kinglake disse que
s neutralidade e a independencia da Suisss, tal
qual se acha cooatituida pelo coogresso de Vien-
na, tem sido respeitada pela Franga, sendo certo
que a Inglaterra, de accordo com aa grandes po-
tencias, ol har aem pre pela conserva gao de ae-
melhante estado de cousaa, nao haverdo motivo
para crr que a respeito dessa grande queato o
gabinete francez se conduza com menos lealdade
do que respeito da questio da Syria, hoje re-
solvida aatisfagio da Europa e especialmente
da Gra-Bretanha. Esta parece aer a ultima ex-
plicago que sobre neutralidade da Suiasa leve
de dar o miniaterio Palmeraton na actual sesso
do parla ment britnico. <
Na cmara dos Communs dscutio-se igualmen-
te nestes ltimos dias a idea de pretender a Fran-
ga annexar-ae a ilha de Sardenha, para o que
segundo os joroaes inglezes o Imperador Napo-
leo tem j entrado em neguciages, com o rei
Vctor Emmanuel. O autor da interpellagao na-
quelle aentido aconaelhou o governo a aer vigi-
lante pelo recaio de que Franga nao volta
poltica de eograndecmento territorial; q lord
Joba Rastell, respondendo a semelnanle mpco,
declaro* que tem recebido do governo francez
eiplicages tranquilisadoras e tendentes a desva-
necer completamente semelhantes rumores, mas
que nao obstaote a Inglaterra nao cessaria de
vigiar de porto a poltica franceza aquello respei-
to. A ultima parto porm desta resposta tem
provocado nos jornaes francezes urna sortida hos-
til contra a Gra-Bretanha, sustentando essas fo-
lias que se o governo francez protesta pela sua
lealdade na questo de annexago Franga da
una de Sardenha nao por certo pela intimida-
gao que parece querer fezer-lhe o gabinete de
Londres, mas to smente pelo desejo que (em
de dar ao mundo um testemunho da sua lealda-
i Ptao sendo P"' disaimular que no caso de
m fe o meio mais prompto para decidir o Im-
perador Napoleo a fazer o que se receia seria o
da ameaga, de que acaba de langar mo o mi-
nisterio Falmerston contra a Franga.
Na cmara dos lords foram apresentadas mui-
tas petiges em favor da Polonia, e varios mem-
bros liberaes da cmara tomaram a palavra em
favor daquellaa peiiges, exprimindo-se em ter-
mos mu sympathicos para com aquella naciooa-
lidade opprimida. Lord Brongham sustentou que
a constituieo Polaca de 1791 era a mais perfeita
que tem existido na Europa; e lord Harrowby
denunciou a Russia como traidora dos compro-
missos a que se obrigra pelo eongresso de Vi-
enna a respeito daquelle reino, concordando
com lord Ellenborongh e outros que a sorte da
Polonia deve merecer a sympalhia da Inglaterra,
qual se adoptar caus to nobre cumpre fallar
em to alto, na certeza de que a Russia ouvir
sua voz. Lord Wodehouse, sub-secretario dos
negocios estrsngeiros, resppondeu que a Gra-
Bretanha tem aempre pugnado e pugnar pela
sorte daquelle nobre povo, que elle considera
digno de melhor sorte, e de cuja independencia
resultara sem duvida um grande bem para Eu-
ropa, sendo certo que a Polonia independente
servir sempre de baluarte mesma Europa con-
tra a ambiciosa Russia ; nao dissimulou entre-
tanto aquello ministro que a Inglaterra nao se
comprometiera jaman com a Russia por aquello
motivo, limitando-se todava a dizer que o gabi-
nete de S. James aproveitar-se-ha de qualquer
ensejo para remediar ou acudir aos males da-
queila nobre nacionalidade. A mogo que tra-
tou dease to delicado assumpto foi finalmente
approvada com urna emenda.
O Times annuncia que Sir C. Levii ser no-
meado ministro da guerra em substituicao de
lord Herberl, que se retira; Sir G. Grey oceu-
par a pasta do interior; e Mr. CardWell ser
escollado chanceller do ducado de Lancastre.
Vou desta vez relatar um triste successo que
diz respeito ao rei de Prussia. Sua magestade
acaba de escapar de urna tentativa de assassinato
que aobre sua pessoa leve lugar no dia 14 do1
corrente em Baden-Badeo, para ondo seguir i
el-rei em principio deste mez,- afim de all fa-
zer uso de aguas thermaes. Nesse dia, quando
el-rei se achava pasteando no jardim publico
daqueila cidade acompanhado de um ajudante
de campo, um individuo que all chegra na ves-
pera de Leipsic se spproximou de sua magesta-
de disparando-lhe um tire-de pistola, que logrn
acertar a pessoa do principe no lugar do pescogo,
embora houvesse sido apontado contra a cabega.
El-Rei aeotindo-se ferido deu disso parte ao seu
ajudante, assegurando-lhe que nao era cousa de
maior perigo, e voltou para palacio a p, fazen-
do assim para traoquilisar os nimos. O assas-
sioo, cujo nome Mr. Becker, natural de Dres-
da e esludante da Universidade de Leipsic, foi
immediatamente preso entregue s autoridades
para ser nrocessado. Foi j interrogado; mas
aem resultado satisfactorio, porquaoto persiste
em nada declarar, mostrando-se ao mesmo lem-
po de urna serenidade de espirito espantosa, o
que tem dado lugar a crer-se que est elle m*o-
tecapto. A impreosa allema, poim, acredita
geralmente que aquelle infeliz fora instrumento
do partido liberal allemo, hoje descontente com
o rei Guilherme por haver eate reaistido a exi-
gencias daquelle mesmo partido. A Inglaterra,
a Franga, e outras potencias, tem enviado felici-
tagoea ao rei de Prussia por haver sua magesta-
de escapado mo do aasassino.
De Italia nada ha de novo para communicar.
El-Rei Victor Emmanuel acaba de nomear seu
lugar tenente em aples o general Cialdini, e
deste bravo oflicial se espera a completa submis-
so da Italia do Sul.
Chegou a Torim no dia 17 do corrente, e foi
logo recebido em audiencia publica pelo re, o
general Fleury, representante da Franga, e en-
carregado pelo Imperador Napoleo de notificar
a sua magestade italiana o reconhecimento do
reino da Italia pelo governo francez. Deste mo-
do fica resolvida a questo do reconhecimento
dessa nova ordem de cousas pela Franga ; e as-
sim satisfeitos os votos do gabinete de Tnrim a
esse respeito.
As noticias dos Estados-Unidos chegam at 11
do corrente. O presidente Lincoln abrir no dia
6 a sesso extraordinaria do coogresso, decla-
rando nessa occaaio que eslava firmemente dis-
posto a continuar a luta em defeza da confedera-
gao, pedindo para esse fim aatorisago a fim de
levantar um imprestimo de 250 milhdes de dol-
an e de alistar mais quatro ceios mil homens.
Um encontr havia tido lugar em Carthage entre
mil e duzentos federaes e quatro mil separatis-
tas. Aquelles foram obrigados a ceder ao maior
numero.
Bruxellas
23 de julho de 1861.
Lembro-me agora do qu* ha bastantes seeulos
disse um soberano francez :
Lutarei pela liberdade e pela nobresa alle-
ma contra a casa d'Austria, nesse intuito susci-
tsrei na Hungra e na Bohemia urna daosa, para
qne hei de encommendar os instrumentos. O
Rheoo deve ser a fronteira da Franga. Os prin-
cipes nao os temo ; bate-los-hei uns aps ou-
tros : o que en temo ao as cidadea e os cida-
dosl
Estas palavra* ditas em 1444 por Carlos VII da
Franga nao differem muito das que se empresta
diariamento a Napoleo III. E nao isso pouco
mais oa meaos que se deve coiligir dos artigos
que publica todos os dias a impreosa franceza ?
Nao nos do elles a chava da poltica imperial,
que, para oceultar o aeu isolsmenlo na Europa,
para distrahir Franga de qualquer reflexao pe-
rigosa, se attrbue a misso de salvar liberdades,
nacionalidades, e povos opprimidos ?
Pronunciei aqui a palavra solamente, e al-
lenlo o que disse. O reconhecimento do reino
Itlico pela Franga, e a retirada da Syria das
tropas fraocezas, sao factos estes qa* provamque
Napoleo III paraTnascarar sua primeira der-
rota apreasoa-se, reconhecendo aquelle reino, a
proclamar-se seu alliado, e a dar-lhe carta branca
para ir a Roma, e depois a Veneza.
Quanto a questo da Syria, j por si to impor-
tante, Napoleo vio derrotados pelos esforgos da
sua anliga e querida alliada a Inglaterra o*
seas projectos de enfraquecer cada vez mais a
autoridade do sulto, e caTJa vez mais aeparar a
Inglaterra e a Russia urna da outra.
Napoleo sabe perfeilamente de onde parti o
golpe, mas nao ousa encarar em face a sua nobre
alliada, eom medo de que ella lhe mostr as
garras,
A posigao do imperio frsncez para coa as ou-
tras potencias continentae* est bem definida :
os go vernos nao vem mais em Napoleo III o
salvador da sociedade, o vencedor da repblica,
e do espectro do socialismo como em 1852; elles
ja reconheceram, muito tarde, e sua custa, que
a segunda decembrada nao paasava de urna en-
arnagao dos prineipios que tanto receiavam na
revolta organisada com o fim pretendido de crear
um novo direito europeo. Reconheceram final-
mente o seu ioimigo o mais perigoso naquelle,
que baviam acclamado nao ha muito lempo, a
preparara-se para qualquer eventualidade, aug-
mentando aa suaa torgas, e desenvolvendo a li-
berdade entre os seus povos. Nunca na Europa
se vi tantos preparos e armamentos, ainda
mesmo no tempo do primeiro Imperio.
Assim pois a Europa coberla de armas, de ferro,
e de canhoes rayados olha para o imperio com
olhar desconfiado e previdente ; e o povo alle-
mo que se acha a testa dessa reaistsBcia arma-
da. Digo o povo allemo, porque ao seu impulso
poderoso e irresisliveldevero os governos ceder.
O cesansmo, a idea de Estado Romano profun-
damente antipathica ao germanismo. Infeliz-
mente porem esse inslincto to justo e racional
do povo allemo tem sido desnaturado em parte
por pessoas que, sem eonsciencia do que fazem,
acompanham aa pegadas da Franga : quaro fallar
do partido militar de Gotha, aquelle que preten-
de reslabelecer a preponderancia prussiana na
Allemanha.
A Franga, qe em outro tempo fazia estreme-
cer o imperio allemo, e lhe arrancava as suas
mais bellas provincias, quer hoje continuar nessa
sua obra. E encontra ella auxiliares nessa em-
preza ? Pe acaso em movimento os seus exer-
citos ? Nao. Os le5es doctrinarios allemes, esses
doctos professores, esses profundos jurisconsul-
tos nisso empregam urna paixo e ardor immen-
sos : vo por montes e por valles, pregando a to-
dos e por loda a parle que a unidade allema s
se constituir no dia em que a Austria for aba-
tida ; e dabi passam logo ao segundo artigo de
f sobre a aasociago unitaria e nacional allema,
a saber, a hegemona prussiana com um parla-
mento allemo, e urna representago nacional
allema.
Perguntai-lhes como elles arraojaram que oa
trinta e cinco soberanos allemea resignem os
seus direitos em mos da Prussia ; responder-
vos-ho com esta phrase sacramental : a Tal o
voto do povo allemo, e o que elle quer o po-
de I Neste caso ides fomentar a revolugo, ob-
servai-lhes ainda vos maravilhados dessa cvica
franqueza. Protestages sobre protestagoes se
succederam : Nos queremos ludo pela igual-
dade e na igualdade I
Ei-los pois que com declamages pretender
derribar thronoade seeulos, declinam de ai toda
a idea revolucionaria, entretanto que premeditaax
a maior revolugo que abalar o velho solo da
Europa. Esses seohores da liga nacional allema
sao muito sinceros I Elle cantaram a guerra aos
tyrannos dizendo-se subditos leaesdos seus 35 so-
beranos 1 Nao sao outros Brutos, mas Cicero
embebidos no som das suas proprias palavras.
Seriam tambem os primeiroa a pegar as armas
COn.r* Napoleo III, se este se lembrase de atacar
a Allemanha, ao passo que agora lhe aplainam o
caminho I
Talvez se tenha encarado a liga nacional alle-
ma sob um outro ponto de vista ; talvez se jal-
Sfu grande analoga entre a Allemanha e a
Italia. Eis ahi o erro que se tem propagado com
tanto afn pela imprensa franceza de um modo
complceme para nao dizer voluntario.
O povo allemo deseja a unidade tanto quanto
a Italia ; porem nao a quer a prego da immola-
gao da Auatria, isto custa do aeu niojila-
mento como grande potencia. Sem a Alstria
pode-se dizer acabada a Confederago Germ-
nica I Aspiragdes de fraternidade ligaram a Al-
lemanha durante a guerra da Italia, e se traduzi-
ram por votos de unidade. A liga nacional alle-
ma aproveitou disto para conalruir um edificio
porem tao frgil, que se abalar ao aopro da in-
dignago popular no dia em que se tornar noto-
ria toda a loucura desses homens desvairados I
A' esta hora ja se elevam contra a hegemona
prussiana viva* repugnancias. Vede a constor-
nago apoderar-se daquelles que nao ha muito.se
achavam offuscados por alguns raios de libecda-
-e que o rei da Prussia derramava aobre o paiz a
" bomeopathicas, e que se achavam mergu-
Ihados as trovas de urna reaego terrivel du-
rante o reinado do defunto rei em o qual se tomn
esse crepsculo pela claridade plena do sol!
Essa luz to ganada nao mais que o paludo ca- -
rao de urna lanteroa de furia fogo com o auxilio
da qual se tem procurado encontrar as cmaras
novos milhdes para armamentos.
Hoje que os milhdes foram encontrados, isto ,
votados pelas duaa cmaras, nada mais falta. Ha
alguns dias ainda receiava-se em Berln m mo-
vimento em sentido reaccionario: se elle nao foi
avante por que temeram ser eclipsados pela
Austria, que por si entrou no caminho liberal e
constitucional resolutamente, e sem tengo de
voltar alraz, Cercado de immensas difflculdades,
eom o imperio dilacerado por numerosas ragas
differentes e pouco mais ou menos immigas urna*
das outras, e as Qoangas em mu estado, amea-
gado ao mesmo tempo na Italia e na Hungra
por urna liga, debaleodo-ae abertamente entre
Garibaldi e oa emigrados hngaros, o imperador
Jos d'Austria so achou aalvago na liUerdada
constitucional.
E' assim qa* ella nao readquirio as sympa-
tinas da maioria do imperio, dos Allemes, Sla-
vos, de qussi toda a Europa, como tambem,
acha hoje na questo hngara, prxima ao seu.
desenlace, um apoio olido e enrgico contra as
preteogde impossiveis dos Mtgyares no conse-
lho do imperio.
Segundo as ultimas noticias os proprios Hn-
garos se acham muito dispostos a entrar em tran-
saegoes, e em Vienna nao se quer outra cousa.
Em face dos successos que se preparam para Ro-
ma e Veneza importa Austria fazer as pazes
eom os seus subditos: por que se a allianga fran-
co-italiana quizer levar a effeito o seu duplico
projecto de conquistar de um lado Veneza e Ro-
ma para Victor Emmanuel, e de outro a Belgicav
e aa provincias rheoanas para a Franga, encon-
trar em tal caso com quem se haver I Ser eol
o momelo da suprema luta e inevitavel entre a
civiliaago, o progresso e a liberdade contra o
ctxarismo do baixo imperio, porque a Franca la
estar 1 "^
Vou deixar o terreno da poltica geral para fal-
lar-yos da Blgica em particular.
Nao sei se foi a influencia maligna, e nefanda
do cometa, que com ana apparigo imprevista;
na noite de 2 de julho aurprehendeu at os nos-
sos aatronomos; o caso que deu-s, e vou con-
tar-vos, um faci deploravel, e felizmeoto quasi
nico nos anoaea belgas desde 1830. O sangua
correu era Haioaut, e a tropa fez fogo contra os
operarios mineiroa, qne se poseram em campo
em Barinage. Um novo regulamenlo, que os
dono* da* carvoarias quizeram dar aos operarios,
aervio de pretexto easa commogo, que amea-
ga esteoder-se a todas as carvoarias de Uainiut.
Ouem que agentas franceza* animaram, e exci-
tarais os operarios resistencia, e que'eatre el-
les anda um desconhecido a cavado pregando-
Ibes em alta voz, concluindo sempre seus discur-
sos com esle brado : Viva Napoleo IIII
Segundo as noticias que Uvemos esla manh*
a commogo vag tomando muars proporgoes;.


m
DIARIO DI PERRAMBUCO. *- TERCA FEIRA 13 DI AGOSTO BE 1811.
Borera a attitude dos operarios menos ameaga-
Oor. Coslumam elles a servir-se contra a tropa
Se pedras, e diversas outras especies de projec-
lil, como antes do hontem en que acogaram os
soldados por tal forma que estes deram tres des-
cargas sobre o povo, do que reaullou tkar coaita
Recito ferida, e dous morios, um homem e urna
Mitos*
Espero enlretaute que as autoridades consigam
cesa usa raterveacao enrgica apeeiguar esss
petlurbagoe*, e conciliar a discordia assaz llauca-
na entre os operarios e os patroes I' esta a se-
gunda vez ka tres mezes que tema* tido oa Bl-
gica conimocoes de operarios, A primeira vez
tai cid Ga; esta segunda tan Barinage. lato
Cara rvfieclir um paweo oa partidarios da bolicio
Je todas as leis contra a colligagip doi Opera-
JOI.
Outro conflicto aiada mais grave do poni de
teta constitucional, e que occup hoje a silen-
cio publica o que leve lugar em Liege entre a
autoridade judiciaria e a officina real dos ca-
li ne*. Sis o facto :
Por edicto de 21 de maio ultimo o presidente
lo tribunal de Liege autorisou o arcabuzeiro Le-
J'eune-Chaumanta proceder a urna Inquirido so-
re certos prujeclis que e dizism contrafeitos na
officina real dos csnhes. O juizde paz se apre-
seatou pois porta da officini acompanhado de
um guarda, do queixoso, o de um perito ; mas
foi-lhe a entrada recusada coto ameaga at de
fazerem logo no caso de que elle a quizesse fer-
;ar. vio se pois (oreado a relirar-se protestando
contra esta resistencia feita a lei, representada
por elle juiz de paz, e execucao do um manda-
do judicUrio. Na quinta fe ir a passada fez-se
urna nova tentativa que nao (01 mais bem succe-
lida.
O ministro da guerra pretende que iiinguem
tem o direito de penetrar na offlcina real dea ca-
uhes. Esse incidente tem prodazido em todo o
paiz urna sensscao tad&ivel, descobriudo urna
tendencia fatal e perigosa. O exercito, ou antes
osseus cheles rrogaui si direilos e urna posi-
c;o que nao teem, nem pode Ur. Esquecem que
sao servidores do paiz, que Ibes paga, e que nao
pussjerc outra autoiidade mais do que aquella
que Ibes d s constituigo 1 Infelizmente as ce-
naras nu esli reunidas, porque esse facte de
Liege teria ali suscitado debates uleis, e neces-
itarlo!-.
Fra desdas eveutuilidades temos aqui gosado
de completa calma. O rei voltou bastante cuida-
coso da Inglaterra. O lempo nao vae bom, e a
xnudaoga que acaba de ter lugar na pessoa do
mbaixaJor francez junto corte belga, disto
um indicio provavei. A seu pedido o conde de
Muntessury foi retirado da embaixada, e subsli-
luido pelo baro de TaHeyrand-Perigord, o mes-
xno que esteve na embaixada de Turitn durante a
guerra da Italia al o rompimenlo das relages
diplomticas hoje restabelecidas. H Talleyraod
um dos mais dislioctos diplmalas do imperio,
o corre que nao foi sem razio que o ssandaram
para a embaixada de Bruxellas.
reio ter-vos ja dito alguma cousa sobre a
grande festa artstica que a cidade de Antuerpia,
ttergo de Rbeos, prepara aos artistas eslrangei-
ros, e aos do paiz, por occasiao da sublime ex-
posiciio triennal para o mez de agosto. O que
corem mais interessa o congresso artstico in-
ternacional que se hade reunir naquella cidade
19 de agosto deste anno, e para o qual ja tem
corrido numerosos artistas e eminentes da Alle-
manha, laglaterrs, Franca, Italia. O program-
la do congresso dividido em tres partes : ques-
les maleriaes, relativas propriedade artstica,
2 conlrafago o meios ewressivos a adoptar a
esse respeiio, questoes de ioteresse artstico ;
questoes theoricas.
Todo o amigo doprogressoe das artes applau-
dir essa nobre iniciativa da cidade de Antuer-
pia ; e nao ha duvida sobre que esse primeiro
congresso artstico na Europa produsir bons re-
sultados. Em todo o caso servir para aproxi-
mar entre si os grandes artistas das difTereutes
iiagues, e contribuir para acabar com muito*
prejuisos e ioimisades absurdas. Os Francezes,
Allemes, Iuglezes, Americanos, etc., ahi se bao
ce sentar confundidos uos com os outros a dis-
cutir os iuteresses da arte e dos artistas. Ser
um espectculo magnifico, mais edificante que
inultos congresso! polticos, onde nao se faz mais
do que despertar ciumes, semear guerras futu-
ras, e consumar actos de injuslica e de oppres-
sao I
Lisboa, *8 de julhu.
Referia-me, na minha ultima, algumas des-
ordena que tinham posto em sobresalto a villa
de Mirandella, do que resultaran) muitos ftri-
mentoj graves, em consequencia de rivalidades
locaes. A forga publica cooseguia desde logo
resubelecer a tranquillidade. Parece, porm,
que nunca mente o dictado que diz que urna
flesgraga nunca vem s. Os jornaes do Porto,
chegados pelo correio da hontem, trazem urna
eoraraunicagio telegraphica dos termos segua-
tes ;
Mirandella, 25 de julho s 9 e 30 minutos
da manha.
Pelas 3 da tarde do dia 24, um horroroso in-
cendjip reduzio cinzas mais de 2.000 alqueires
de cereaes, em urna eir contigua povoacao de
Villariohos, do conselho de Alfandega da F ;
deixando, na mesma, urna parle de scus habitan-
tes entregues miseria, se de prompto nao fo-
rera soccorridos pela caridade publica. O incen-
dio durou 24 horas, deixando exhaustas as forgas
de todos. Os depsitos d'agua esgotados. A po-
vosgo estere em risco de ser devorada pelas
chammas.
Em Bayio, districto do Porto, alguns popula-
Tes fizeram arruidos e queriam incendiar a casa
do escrivo de fazenda, onde se achavam as
matrizes para o langamento dos impostos. Ou-
de, porm, os tumultos tem tido um carcter
aais grave em Loul e Davir, do Algarve.
Seguodo partieiptges telegraphicas recebidas
antes de hontem e hontem, consta que em Lou-
l se insurgir o povo contra as novas leis
tributaria*. Dirigiram-se os smotioados casa
do escrivo de fazenda e largaram-lhe fogo.
Marcharan) d'ali sobre Tac ira. Alguma tropa que
sahira desta cidade contra os reoltosos foi por
lies batida e tere de retirar. A forga militar
ora diminuta. Os tumultos, hora em que se
expeli o'sli a ultima participago telegraphica,
nao s cominnaram, mas prometliam ir aug-
mentando. Espera-te que o governo mande
quanto antes um vapor com tropa sufficiente pa-
ra restabelecer a tranquillidade na provincia.
Parece que estes tumultos foram provocados por
alguns dos rnaiores contribuintes da localidsde.
Eram estes os que at agora menos pagavam.
As novas leis tributarias nao thes detxam refugio
por onde se eximam ao pagamento dos impostos
que devem ao thesouro. Incitara, porlaolo, o
povo insurgir-se para verem se sombra da
anarerna se escapara ao pagamento do que de-
vem fazenda.
A companhia Unido Mercantil tem lutado l-
timamente com grandes embaraces financeiros,
e pedio ao governo o iodispeosavet auxilio para
sahir das difficuldades em que se encontrava. O
governo, segundo se afirma, promeiteu acudir-
he comprando tffdas as aeces que nao poderam
ainda ser passadas, e mandou, pela nossa agen-
cia financia! am Londres, pagar-lhe as suas le-
tras importantes. Esta empreza um poderoso
elemento de colonisago pelas relages regulares
que mantm com a navegago de seus barcos
vapor, entre a metropole e as nossas provincias
africanas, bem como com os Acores.
O servigo da navegago dos portos do Algarve
que tambem lhe esta comraettido, ieito pela
companhia com toda a regalaridade. A subveu-
^o que o governo primeiramenle conceder i
companhia era pequea ; entretanto, a descon-
fianca e exagerada timidez dos nossos capitaes
vieram collocar a emprezada em aperladas cir-
cumstancias. O capital desta companhia deve
ser de norecentos coritos de ris, e comtgou o
seu servigo, quando apenas liaba emittido urna
parle insignificante das soas aecea pralica
arriscada das nossas emprezas industriaes que
por frequentea vezo* aa tem collocado em posi-
es euibirigosas e ipsujtentaveis.
Acham-se em Lisboa os commissionados da
mpreza portuense, que pretende fazer, sem sub-
vengo. um caminho de ferro do Porto Lessa,
devendo servir de tronco para o caminho do Por-
to Braga. Algamas conferencias ofliciaes lera
batido entre oa commissionados e o chefe da
toa das repartiedoa do ministerio das obras pu-
blicas. Esperara que ainda n'esta legislatura ae-
ja approvado o respectivo projecto de lei, auto-
ruando o^overno Celebrar o contratad
Prineipiaram antes de hootem oa trabalhos do
novo lazareto aa margem esquerda do Tejo. Es-
ta obra orgeatiasima, altoodendo influencia
le passageirot que, por todos oa paquetea trans-
lUoticoa ettiio chalando do Brasil, e falta de
accommodages do antigo lazaretto da Torre-^e-
lha. Ha pouco, para remediar de algum modo
este inconveniente, foi a nio Vttco da Gama
estacionar para ali, servindo de ponto.
Oa agentes que no mez passado chegaram da
Kraaca para sollicilar do gjasjaaaa, que annullasse
a resciso do contrato < |PEnho de ferro de
Cintra, parece que nada Mnconseguido, apeaar
das altas recommendacoea de que ae fizeram pre-
ceder.
Ha poueos diaa chegaram de Lisboa tacitas
dos maleriaes para os planos inclinados que vaa
coosiruir-ee ao sul do Tejo em Poito-Brando e
esa antros sitios marginaos.
Foram expedidas aa aeeeesariaa ordena para
aqallea maleriaes aereot isenios do pagseaeoto
de direilos. A. companhia eolregou ji no banco
de Portagal a somma que, segundo o seu contra-
to, era obrigada depositar ali, e que anda por
& on W cornos da ris. ous pianos
se vio construir em Porte-Btando: um para
embarcaces de tres mil toneladas, e outro para
navios de mil e duzentaa.
Diz-se tambera que esquerda dos planos, ta-
to do lado do lazareto, vo ser construidas al-
gumas decae. Os trabalhos, segundo parece, ho
de tomar greoda incremento.
No dia 16 de agosto sbre-se a exposigo industrial
do Porto. Sao enviadas, de Lisboa por conta do
governo, varias commisses de artistas pelos res-
pectivos gremios. Hoje expoem-se as salas do
centro promotor do melhoramentos das claeset
laboriosas os productos que esta associaco pou-
de retrnir para mtndar exposigo do Porto.
Diz-se que el-rei o Sr. D. Pedro V assistir a
mauguragao desta soletnuidade industrial.
Verifica-se a venda do.palacio dos carrascas,
feita a S. Al. pelo seu proprietario. O prego da
venda e de 35 cootos de ris. O palacio foi ven-
dido por saetada, talvez, do seu valor. Para o le-
var s condicoee de um pago real tem de se dis-
pender outro tanto provavelraeole.
Participam do Alenlejo que na quinta scelo
do caminho de ferro tem os trabalhos lomado
grande desenvolvimento. Prineipiaram tambem
ni sorra de Maleta, onde se acham a Irabalhar
u/is 200 hespanhoes, viudos da prxima cidade
de Badajoz, por terem concluido a empreitada
do laoco da estrada frrea que medeia entre Ma-
drid e BaUjor.
Entre.Estarreja e Ovar j esto collocados os
carns na exteoso de dous kilmetros. Entre o
Vouga e Estarreja vai rouito adiaotada a cons-
Iruccao das ponte do caminho de ferro. Em to-
das as secces se trabalha com muita actvidade.
Por ora, nao ha razio de queixa da empreza Sa-
lamanca.
Os trabilhos da illumioacio a gaz na cidade
de Selubal acham-se muito adianlados. E' era-
prezario um franeez Mr. Louge.
No Porto orgaoisou-se urna empreza que se
prope construir um palacio de chryslal destina-
do a exposigo permanente dos productos da
agricultura, industria e bollas-artes. A subscrip-
gao por aegoes (s naquella cidade) est realsa-
da j no valor de 100 cootos de ris. Os estatutos
esto elaborados e foram lidos commissio ins-
inuadora na sua ultima reunio Compe-se esta
dos Srs. visconde da Lagoaga, presidente ; Jos
Joaquim Leite Guimaraes, vice-presidente; Al-
fredo Alleu e Eduardo Chamico, secretarios;
visconde de Castro Silva, Guilherme Machado,
Jos Beltamio, Nascimeolo Leso, Jos Joaquim
Pereira Lima e Dr. Ayres de Gouva Osorio.
Foi publicado na folha ofQcial o tratado de con-
ven gao litteraria com a Hespanha, assignado a 5
de agosto de 1860.
Oxal que tambera so celebrasse, as devidas
condicoee, urna couveogao anloga com esse im-
perio I
E' de crer que o novo ministro porluguez no
Rio de Janeiro, que se espera, ser nomeado de-
pois do encerramento das cortes, se eccupe in-
cessaotemente deste importante assumpto. Nao
consta ainda cerio quem ser a pessoa escolhida
pelo governo para esta melindrosa misso. Nao
se tem tornado a fallar do Sr. Moraes Garvalho,
actual ministro da jusliga, para esse posto diplo-
mtico, orno ha lempos lhe communiquei.
Foi publicada tambem a carta de lei approvan-
do para ser ratificado pelo podor execulivo o
tratado celebrado entre Portugal e o Haoover
para a supresso dos direilos de Stade ou Bruns-
hausen a que a oavegagae portugueza eslava su-
jeita, ficaodo o governo portuguez autorisado a
pagar-ao de Hanovor 16:213 thaiers, quantia em
que foi computada a remisso dos sobredilos di-
reilos com relago a Portugal.
A folha ollicial pablicou tambem outra carta
de lei approvando para poder ser ratificada a
convenci postal entre Portugal e a Blgica, as-
signada era Brux-lks em juoho ultimo.
Com o titulo de ultimo desenlace da questo
Charles e George, transcreve o Jornal do Com-
mercio de Lisboa um artigo do Times, publicado
por occasiao de urna carta de Luiz Napoleio ao
ministro da marinha, inserta no Moniteur do dia
9 do correte, annunciando-lke ter assignado um
tratado cora a rainha Victoria, pelo qual o gover-
no francez Oca aulorisado a contratar colonos
na India ingleza, cessaudo assim inteiramente
por parte da Frang a procura dos negros Da Cos-
ta d'Africa para trabalhareru as possessdes fran-
cesas. Diz o Jornal do Commercio que a verdade
como o azeite. que anda sempre cima d'agua.
O imperador reflectio que o engajamento de re-
los polia ser considerado irregular e eolregou a
urna comraisso o exaroe dos meios de fornecer
colonos s Anlilhas e ilha da reunio, decidin-
do e governo imperial sobre estar na procura de
negros as possesses portuguezas, e em outros
pontos do i i Hora 1 africano.
O ministro das obras publicas apresentou
era cortes um p^pjecto autorisaodo o governo a
conceder privilegio de 20 anuos a qualquer indi-
viduo ou empreza que se obrigue a estabelecer
no rio Oouro machinas de alagem designadamen-
te nos pontos denominados Tojal, Eumendro,
Rapinho, Armenleiro, Figueira Velha, Cacho,
Armizello e Tejos.
Concluio-se as duas cmaras a discussao da
resposta ao discurso do throno, e vai muito adiao-
tada na casa eleetiva a discussao do orcamento.
Em cinco ou seis das, ftcar terminada. Tem.
havido sessoes nocturnas tres vezes na semana.
Mais depressa leriam corrido estes debates, se
nao se lhe honvessem inlercallado algumas ques-
toes partidarias.
O ministerio que desde hontem se est discu-
liado, o das obras publicas. No dia 20 de a-
gosto provavei que seja encerrada a actual
sessio legislativa. Parece que a sesso seguinte
comegar a 2 de dezembro.
O governo couserva grande ruaioria em ambas
as cmaras, e com aste spoio constitucional
promelte susteotar-se ainda por muito lempo.
Diz um jornal de hoje ( a Poltica Liberal)
que lhe consta que o governo est resolrido a
exonerar o Sr. bario de Moreira do cargo de cn-
sul geral pottugez no imperio do Brasil, a sendo
assim attendidas as representagds dos milha-
c res de porluguezes residentes n'aquelle vasto
imperio, e cujas queixas ni haviam sido uun
ca attendidas.
a Tambem ouriotoa {prosegue a mesma folha
no seu numero de hoje) que, depois da de-
misso, seguir-se-ba o exame das garantas
a depositadas ao consulado, provepienles de
horangas dos porluguezes fallecidos oo Rio de
Janeiro e cuja desorden) occasionra to amiu-
dadas queixas. Nao afUancamos asta noticia,
reproduzimo-la como no-la contarara.
O correspondente particular do Commercio do
Porto, escrevia-lhe de Lisboa a 23 do correte o
seguate sobre esta queslio :
Parece que a exoseragao do Sr. bario de
Moreira do cargo de cnsul geral portugus
no Imperio do Brasil negocio resolvido e
que se nao demorar muito. Pelas informa-
a ces que temos e que devemos acreditar, o
Sr. Avila tem apenas ponderado a conveni-
enci de se esperar pela resposta j pedida ao
Sr. baro de Moreira sobre certas ac:uaagdes,
resposta esta que teja qual fdr, tambem noa
asseguram nao poder obstar deroisso. S.
o M. el-rei lem-se mostrado muito ialeraasado
a em que oa porluguezes residentes ao Rio de
Janeiro, sejam altendidos as sag justas re-
presentagoes. A audiencia que S. ai. se dig-
nou dar aos Srs. Joo Jos das Reis e Rodrigo
Pereira Felicio, portadores da ultima repre-
senlagio da alta claasa commercial foi de
a muita conveniencia para o assumpto.
Na representado a que alludimos vimos
tambem o nome do Sr. Antonio Francisco da
Costa Cabral, roembro portuguez na coramis-
sio da praga do commercio do Rio de Janei-
ro, cargo este de bastante consideracao entra
a classe commercial. O Sr. Joao Jos de Reis
a tambem o exerceu por alguns aooos.
A' demisso da. Sr. bario de Moreira seguir-
se-ha o exame das quantias depositadas ao
Janeiro. A somma d'estes depsitos calcula-
se ser superior, a quinbenlos coatos, osas du-
vida-se da sua existencia. |elo laaaa igco-
ra-seonde os depsitos estejam. Alfaaepou-
eos conloa de ris de que ha conaansaaeotoa
em depovito, esli em nome do Sr; batte>)a
c Moreira, sem designacio alguma da heranca a tropas destinadas para essffeitoT
que perteocem. OSr. bario ae Moreira qca-l A diviao qaa aahiu da corte can o ministro
rendo urna occasiao saliir do Rio de Jaaeiro da guerra acata va-te em VaWepenbas, e hia no
para fazer uasa {digressao, a sua viageaa toi-,alcaoee dosaaMevados que sedirigiam precipiU-
Ibe embargada j a bordo de um vapar onde dacnate para Daapeohaperros. A columna gao-
la. para que deixasse garant, a asa heranca. doval acrpraheadeti do dia 10 em Martichelvo oa
soas mata implicadas no levaotamento de loja.
As particiaacoaa de Valencia recebidas oo mi-
niatana da guerra declarara que a parda de re-
pabltcanoa qce n'aquelle districto alterou mo-
^'Maasaisaje a ordem em Alcira continuara a
ce aeraeguida com aclividade as serras pelas
do vulto, que liaba em ene podar. Este tacto
foi publico, o governo de Portugal nio o igao-
rou e todava as cousas cootlnuariaaa como es
tio se na houvesse a dacieao da qaa tem ha-
vido as ultimas representagoes. Demtlide o
Sr. bario de Moreira apparecer car tsasete
o que mais tarde appareceria pela sua morte,
rncHnadosj-a rsto-o-, trm dficit enormisaimo aseooladae he
< S assim se pode explicar o mu estado das
suas flnangas quando tantos sao os sous lu-
cros
lleune-se hoje no pslacio dos condes de Alma-
da residencia do Sr. Luiz de Castro Guimaries
a commissio de 40 cidadios, que foram ereitos
ha (5 das pelos habitantes da capital para tra-
taram da solemeisace do Io de dezembro, an-
iversario glorioso da restaurago da indepen-
dencia nacional em 1610. A Hespanha continua
a publicar profusamente folhetosem que seadvo*
ga a unio ibrica.
A associacio patritica do Becco de Rozendo,
inauguroa as suas salsa o retrato do Sr. Jas
Este vio Coelho de Migalhies. Este dislinelo
orador foi hontem agradecer aos associados a
honrara que lhe fizeram. O tea improviso foi
brilhaute, e estrondosamente applsudido. No
Ihealro da ra dea Condes vai subir scena ama
comedia drama intitultds 1640, ou Restau-
rac.o de Portugal.No thealro doGymnasio de-
vem dentro em pouco principiar os ensaios do
dramaIo de Dezembro, Ni cidade do Porto
comegou ha das a publieagio do 1. de De-
zembro, seannanario patritico e anti-iberico.
J v que o pensamento dominante.
No dia 17 deste mez, segnJu anniversario do
infausta morte da senhora D. EstephaDis, prinei-
piaram, por ordem de S. M. el-rei as obras da
hospital que, a expensas suas, maodou-coostruir,
memoria de sua fallecida esposa, na quiala da
Bemposta, para creancaa pobres. O tragado, do
architeclo ioglez Rumben.
O eogenheiro portuguez Joaquim Julio Pereira
de Garvalho foi encarregido daconstrueco. O
edificio devora ter de frente 50 metros e 97 de
comprimenlo, podendo acommodar 120 doentes.
O Sr. visconde de Si de Bandeirs, ministro da
guerra, apresentou na cariara dos deputados urna
proposta para o goveroo sir aulorisado a orgni-
sar o cstabelecimeoto deque trata o decreto del
12 de Janeiro de 1837, destinado educacio de 80
filhos das pragas de pret da exercito, e que se de-
nominar asylo dos filhos ios toldados.
O principe Napoleio e sua jovetn esposa a prin-
ceza Clotilde de Saboya, qsaudo sahiram de Lis-
boa, dirigiram-se ilha d S. Miguel onde visi-
tara m o pictoresce valle dts Farnas, Ucando mui-
do Pars 24, de Hespanha 26 e de Lisboa 28 do
passado.
Em outra parle deste va transcriptas aa cor-
respondencias para ai quaes remettemos os nos-
to penhorados com a hospitaleira recepgao que
lhes fizeram aquelles iusulios. Suas altezas iam
para o Canad.
Continua a dizer-se que o Sr. duque de Salda-
nha ser encarregado da misso diplomtica em
Turim ;asseveram porm outras pessoas que ir
para Pars, em logar do viseoode de Paira.
Foi agraciado com o titulo de visconde de Li-
ceia o marechal de campa Jos Pedro Celestioo
Soares, e com o titulo de visconde de Favira o
lenle general Antonio de Padua da Costa, cora-
mandante da diviso militar do Algarve.
O visconde de Sarment, ajudanle de campo de
el-rei o Sr. D. Fernando, foi elevado dignida-
de de grao-cruz da ordem de S. Bento de Aviz.
Para se erigir um singelo monumento me-
moria do fallecido litteralo D. Jos d'Aliada, or-
gnisou-se urna commissio composta de varios
cavalheiros amigos do finado. Promovern) urna
subscripgo, e tencioaam tambera publicar os in-
ditos do finado escriptor. O tnesoureiro o Sr.
Antonio Joaquim Rtbeiro Gomes de Abreu, re-
dactor da Naco.
Igualmente se orgaoiseu urna commissio de se-
ohoras, que se eocarrega de passar os bilhetes
para urna representagio theatral por curiosos do
theatro da academia Hulerpia e Thalia.
O capilao Chaby, do nosso exercito foi encar-
regado de examinar em Hespanha os archivos
pblicos e de fazer copiar, o que ueesse encoa-
tra relativo guerra peninsular.
J chegou adMadrid, onde foi presentado ao
general O'Douncl, presidente do conselho de mi-
nistros.
No dia 2 de agosto sahiu das aguas do Tejo a
crvela a vapor Barlholomeu Dios, para Antuer-
pia, onde vai bascar o principe Leopoldo Iloheo-
zollero de Sigmariogeo, noivo da sereoissima
princeza D. Antonia.
A ceremonia nupcial ter lugar em Lisboa pa-
ra o lira do mez prximo.
O conselho dramtico escolheu dous dramas
deotre os que foram enviados ao concurso lti-
mamente aberlo por ordem do governo.
O primeiro intitulado Egas Muniz, do Sr.
Mendes Leal, e tem 400$000 rs. de premio ; e o
segundo do Sr. Ernesto Biesler, tem o titulo de
Jbnegago, o obleve o premio de 200gOOO rs.
Foram trasladados para um novo jazige os res-
tos mortaes do fallecido Rodrigo da Fonseca Ma-
galhaes.
A ceremonia teve lugar a 24 deste mez. Neste
dia fazia annos o celebre estadista.
O ministro do reino lavrou cmara, ha diaa,
urna proposta de lei para que o governo possa
crear urna escola normal de mestras no recolhi-
mento do Calvario, nos suburbios de Lisboa.
Tambem apteseotou duas proposlas para ser re-
orgaoisada a escola normal de professores de ins-
truegao primaria. Todas estas propostas se es-
pera que sejam approvadas nesU sessio legisla-
tiva.
L.
oitenta aoraoe que commandave Ferrar, ficaodo
este morte; fkuwni prisiooeiro eiocoenU e qua-
tro ficindo muitos petrechos de guerra em poder
das tropas da raiaaa.
Em Madrid tena bavido alguna actos preventi-
vos de authoridades respectivas. A este respei-
to um jornal da opposigio chegou a perguntar ai
Oioas miotstenses, so oo n&o verdade n"^ o
marquez do Deuro foi alta noite guarda prin-
cipal de Madrid.
A primeira sentenga que foi proferida acerca
da sublevago de loja a que se refere ao boti-
cario D, Juan Morales, condemnado a dose
annos de prisio, por se ter provado que em saa
cass se reuaiam alguns dos conspiradores antea
de rebentsr o motimeoto. Nio se approvou
que elle tomasse parte na sublevacio. Como o
facto anterior ao proprio movimento, alada
nao admira t*e nio toase fuzilado.
As'forcas em operacoea as provincias de Ma-
tada e Granada dividiam>se em columnas de
qaarenta homens para acabar com os ltimos
restos dos fugitivos. Na asanbaa de 11, entrar
em Malaga viole a doua presos escoltados por
tropa.
Segundo es correspondencias da Andaluzia a
Zona do territorio em que principalmente teve
lugar o movimento ultimo a a conspiracio soci-
alista (como lhe cbamam alguna jornaes) que
abarloa, comprehende 46 a 48 povoages perten-
centes as tres provincias de Granada, Cordova e
Malaga, com urna populacho que pd calcular-
se em 50 a 60,*9 almas. Dos quatorae povos
da provincia de Malaga, onde a propoz guarda
socialista eocontrou mais adepilos, os mais im-
portantes sio Antequera e Archidone, que se-
gundo parece continuar o ncleo da orgauisa-
cao ; ms quaes o governo ti oh a adoptados pre-
ventivos o instaurado processos que talvez preci-
pilavasn o movimento de Andaluzia, fazeodo-o
falhar instsntaneamente sem que fosse secunda-
do em outros pontos, onde a revolugao fundara
grandes esperance*.
Desgraciadamente o governo hespanhol foi in-
flexivel com os insurgentes de Loja. Antonio Ro-
sa Moreno trabalhador de Salar, e que capitanea-
va os sublevados da dita pevoagie, lendo-os con-
ducido Loja foi sentenciado i morte de garrote,
sentenga qae foi approvadi pelo capilio general
do districto e foi exeuutada no dia 18 no referido
povo de Salar.
Foram tambem approvadas pelo conselho da
guerra de Loja as seateagas contra dez pessoas
mais que se achavam implicadas nos successos
daquella cidade. Estes qae foram condemoados
a presidio, sahiram no dia 17 para Granada.
A aparecer ra p roclam aces impressas em Ma-
Monte Slfone e Monte Falciant esli presos': di-
tara alguns Jornaes que este ultimo foi fuzilado
logo em seguida sua priaio.
Nio acreditamos que os caudilhos da liherda-
de italiana queiram manchar a causa porqudbcom-
batem com o saogue daquelles que seguem um
campo opposto.
m execucao sempre um acto odioso para
sos leitores,
A eofermtdade do Surumo Pontfice que tanto
lem penalisado a christandade de amboa os he-
mispherios, nio a presanU felizmente o carcter
de gravidade que se lhe* tato dado : urna affec-
sengue
das victimas que se offerecam em holocausto ao
espirilo partidario e faccioso. Por mais nobre e
mais santa qaa aoja ama cacea, torna-te logo
odiosa desde qaa em prega represa lias, e que as-
saeaina oa seua inimigos ibermes manieUdos I
raspeito do poder tem- Um fuzilaeaaoto sempre em acto de cobarda.
A pena de morte por crimes politices devie ser
abolida em todas as nacoea queaspiram a cultas ;
esta ama vindicti que se aseemelha muito aos
festios de canuibaes. A sentenga de
consulado, provenientes de heraeas de por-
tugaeze* fallecidos oa proriscia do Rio de
Hespanha.
Lis6oa 28 de julho.
Asserera-se que o governo inglez resolveu
continuar dos seus eonseihos ao imperador de
Marrocos para que satisfaga por tal medo Es-
pe nha, que esta possa honrosamente restituir-
lhe Tetuo.
Por eale motivo o cnsul inglez de Tnger,
justamente com um oDcial superior da mariaha
brilaaica, devem ir a Fez mostrar ao imperador
a verdadeira siiuaco do seu cooflicto com a
Hespanha.
As ooticiaa recentes de Tetuo dizem que os
quarteia que serio construidos all e com forma
de ortiiicagoes deverio ter capacidade para alu-
gar quioze mil horneas de todas as armas; que
Toluio actaava-se animodissimos, que all se
pasea mala barato que eaa Hespanha ; que a
temperatura era agradavel; havia theatro diario,
e j l ealavam mais de mil e qunenlas mulhe-
res hespanholas.
Consta ter ehagado a Mudrid o novo ministro
ioglez Mr. Krampton. Parece que appreaaou a
sua viada por motivo da aova phaae que apr-
senla a queslio de Marrocos. O governo inglez,
recommeudou muito ao sea nevo representante
qae demonstre em ludo a boa amizade que a In-
glaterra deaeja conservar com a Hespanha.
O Sr. D. Daniel Moraza, que haver um armo
director do jornal a Espaa, deixa por algum
lempo eese encargo para descaegar e recobrar as
forgas perdidas aa vida improba de joroalista.
Sao dignas de ae repetir, a honrara a impreosa
hespanlioia.as alTccluosas, palavras qae commni-
ca m esta noticia, no jornal que o Sr. Meraza aerviu
com tanto zelo e iotelligeocia. Sio estas:
Muito sentimos a reeolucio do nosso querido
amigo e antigo compaoheiro, mas confiamos
que, depoie do restabelecido, mediante a distan-
cia em qae vai estar dee lides Jornalisticss, dos
incommodos qaa sao cooaequenela de ama ex-
ileoaa vida de redactor, u Sr. Moraza regressar
a ter na b'tpna ao lugar a que lhe di direito
a sua leeidade poltica. >
Os jornaes do parido govemameotal insistem
em que a rainha, nio annue projectada coefe-
rencia com a imperador dos franceses.
Disaa que a conspira cao de que resultara m
na acoDtectmentos de loja era vastisaims. Os
jornaes noticiaos aocago; nao obstante fcil
conhecer, que existe.na Hespanha ama certa io-
qoieUcio nos nimos, qaa se percebe, mas nio
se pode apreciar devidameote, no rgimen re-
pressivo a que est sojeita a imprensa peri-
dica.
Na provincias d Malaga e Granada coationa-
vam apresentir-se s forcas que aa pareorrem
varios dos sableradoe que ainda se chavara es-
condidas e dispensos. As autoridades conforme
as instruegoes recebidas das coamiMes milita-
rei proseguiam fazendo algumas prisoet das nao-
drid que se espalharam oo intuito de transtoroa-
a ordem publica ; porque aellas se consignan) os
principios mais absurdos e ideas em alto grao
subversivas ; faltando-se da reparticio da pro-
priedade, da conveniencia se um goverdb repu-
blicano, da liberdade que tem por base os degros
do cadafalso.
Parece que em varios presidios do Hespanha
se encontrn mullidlo de proclamagdes e de es-
criptos subversivos.
O numero dos sublevados, seguodo se diz nao
excedeu a cinco mil. Foram sejuzidos comple-
tamente fazeodo-lhes acreditar, qae urna nova
orgaoisagio demoeralico-socialista melboraria a
sua condiegio.
O conselho de guerra eslabelecido em Loja sen-
teociou no dia 18 cinco dos aecusados como ins-
tigadores e participantes da insurreigio, impon-
do a dous a pena de vinle anoos de grilhela,
um a esta pena perpetua, outro a 15 aonos, fi-
caodo o outro absolvido.
A deputagao provincial de Barcelona, encor-
porou umengenbeiro industrial nos commissarios
do governo para estudsrem a prxima exposigo
industrial do Porto.
Consta que S M. a rainha Christina depois de
mar os bauhos em Vichy, passar a Inglaterra,
onde visitar a rainha viuva Amalia, vtodo em
seguida para as Asturias passar alguns dias em
Ovideo com seus filhos os duques de Tarancoa e
os marquezes de Campo Sagrado.
Dii-se que no caso de verificar se a entrevista
da rainha catholica com o imperador dus Fran-
cezes, e de que tem filiado a imprensa, seria na
histories ilha dos Faisdes, e por occasiao da
inauguracio de urna ponte era Irurn, onde encon-
tr o caminho de ferro de Hespanha com o que
ha de uoi-la Europa.
Consta que o governo trata de apresentar s
cortes novas medidas repressivas da impreosa.
Os despachos telegraphicos de 12 annunciaram
qae se fizeram importantes prises na provincia
de Malaga. Apezardisto, accresceota qae cooti-
linua a reinar tranquilidade em toda a Anda-
luzia.
A viagem de Madrid a Pars est j reduzida a
54 horas. O itenerario o seguinte de Madrid a
Jadraque, pelo caminho de ferro, treshorss; de
Jadraque a Tudela, na diligencia 19 horas; de
Tudela a Pamplona, am caminho de ferro 3 ho-
ras ; de Pamplona a Bayona, em diligencia, 10
horas. Sio portaoto de Madrid a esta cidade, 35
horas, e o resto de Bayona a Pris em camioho
de ferro.
Nao sio menos da 12,009 os emigrantes da Chi-
na, que se esperara este anno em Cuba.
O banco de Hespanha echa-se lutaodo com
urna trise, porque seguodo parece nio sol ve -
vista as suas obrigacoes em especie metlica.
Consta quo foram recolhidos, ou mais propria-
mente confiscados, lodosos ejemplares relativos
aosseguintes jornaes : El Psteoro do dia 12.-
Fomento de las Arte.Honor.
Estes dous ltimos nio sio polticos.
Cumpre aeraseentar qae a Iberia foi citada pa-
ra responder a mais duas denuncias.
Dous jornaes ministeriaes, El Diario Espaol e
a Verdad foram chamados sos tribuaaes pelo Sr.
Salamanca, que se julga injuriado e calumniado
palos referidos peridicos.
Assegura-sa que nio se publicar o decreto
declarando encerrada a legislatura, e que as cor-
tes se reunirio oo prximo outubre para conti-
nuaren) as suas interrompidas trelas.
No dia 19 celebrou-seo conselho da ministros
que durou trea horas. A rainha prosegoe na sua
excursio para Santander, tendo checado do dia
18 Patencia.
Consta ter-se mandado suspender as ferias a
todos os msgistrados, fiscaes e relatores do tri-
bunal de Saragoca. A noticia parece grave, por
que devem ser graves as causas queinfluiram
na suspenso das ferias n'ums cidade onde se
sent tanto o calor da eetaco como Saragoga.
Nio ae pode saber o motivo desta medida.
Consta que a infanta D. Mara, filha dos duques
de Moutpentier, acha-se gravemente enferma ; o
padecimento urna febre biliosa catharral.
Diz-se que as instruegoes que levava a esqua-
dra hespanhola, que de va apreieolar-se em fren-
te de Porto-Principe, eoneislim em exigir ira-
mediatamente sasfecio pela invaaio do territo-
rio dominicano, e no caso de ser negada apreza-
ria os poueos navio da esquadrilha haitiana e
bloqueara Porlo-Princip*. Diz-se rais, para
que se forme idea exacta desta questo, que quan-
do os do Haiti invadiram S. Domingos ainda nio
eslava proclamada offieialmeote a aonexacio des-
te territorio 4 Hespanha, posto que jtremulasse
ahi a bandeira hespanhol.
as Novedades de 14 v-se o seguinte: Alm
de mullos tactos digno de silencio o que se
segu:O ministerio do fomento tem todos os
seus fundos nos bancos, e quando carece de fazer
alguns pagamentos d um Ulio contra essa esta-
belecimenlo. Apreseotado este, o banco d notas
suas; pede-se metal e responde-se que nao pos-
sivel salisiszer nesta especie sem ordem officul,
por quanto apenas be utorisagao para pagar as-
sim pequeas quantias; E' neceario requarer,
ou pelo manea sollicilar e ludo leva lempo.
Segundo um despacho telagraphiee traasmitll-
do ao presidente do conselho de ministros do vi-
sioho reino, a rainha e sua familia continuavam
a pasear sera novidade ero Santander, recebando
iucessante demonstrares de amor s respailo dos
habitante.
L.
Affirma-se que quando o astado doSanto Pa-
dre causara serios necios, os csrdaaas francezes
se combinaran) para partirem para Roma afim de
all poderem sustentar no novo conclave,
qoer eventualidades a
peral.
O restabelecimento de S. Saotidade mudou
esta cambinacio, mas sssegars-se que alia se
restabelecer logo que de novo se conceba) re-
celos de urna catastrophe immediata em Roma.
Diz um correspondente que o gabinete de Ta-
rn de accordo com o francez quer aproveitar os
dous mezes que o Papa trata de passar em Cs-
tel-Gaodolfo, para que haja em Roma urna ma-
nifestagio que obste ao regresso de S. Saotidade.
Appareceu urna brochura contra o goveroo
pontificio, notavel por ser escripia por mgr. Li-
verini, preladu domestico, e um dos sete prcto-
notanos da Sania S, conego da insigne baslica
libe ra na, e advogado nos negoeios da caooni-
sagio.
Esta memoria tem por titulo 0 Papado, o
imperio e o reino da Italia.
O seu autor um homem muito versado em
materias Ideolgicas ; autor de um trabaiho
histrico a respeito da igreja, desde s sua infan-
cia foi sempre objecto da mais benvola protec-
gao do Santo Padre, quando este nio era mais
do que bisco e depois cardeal.
Mgr. Lverani um homem que julga desco-
nhecido o seu merecimeoto ; tem um genio r-
deme e um carcter pouco conciliador. Pazsou
toda a aua vida a esludar solidariamente os pa-
dres da primitiva igreja, e metteu-se-lhe na ca-
bega corrigir o seu seculo.
Em Roma eslava sem cessar a morigerar os
seus companbeiros e a denunciar os seus vicios
verdadeiros ou suppostos. Aos olhos de seu su-
perior passava por uro bomem turbulento, ex-
traordiaario, verastil e louco como elle proprio
diz no sea folbeto.
A brochura ao mesmo lempo um ataque vio-
lento contra o poder temporal, e urna aecusagao
em regra contr Juasi todo o clero romano.
Apezar de ter algum merecimeoto no estylo,
urna grande profusio de erudigao cannica, um
cerlo ar de cooveraio e talvez mesmo que urna
abundancia de verdades e de provas, nao deixa
de ser um libello dos mais extraordinarios que ha
muito lem apparecido, e em urna lingosgem de
tal modo violenta, que a leitura de algumas pas-
sagens seria insupportavel a quem ae quer res-
peitar a si mesmo. Involve os personagens mais
dislinctos de clero em aecusages, caja justiga
foi combatida pelos jornaes mais hostia ao poder
temporal. E' obra de um homem sabio e con-
victo, mas de um louco orgulhoso e cheio de
raocor.
Diz-se que S. Santldade se recusou a exone-
radlo dos seus cargos ecclesiastices, emquanto se
nio demoostrasse a sua cuipabilidade em um pro-
cesso regular.
O rei da Pruseia ia sendo victima de urna ten-
tativa de assassinato. O estudante de direito Os-
ear Becker, desfechou do dia 14 urna pistola
queima roupa contra o rei Guilherme que ficou
ligeiramente ferido do pescoco.
Nao havia coospiracio; a tentativa era um
facto iaolado ; o assasaioo nio tinha cmplices,e
sendo interrogado confessou que respeitava o re
mas que nio liaba nelle conanca para regular a
questo allemi.
Os jornaes europeos transcrevem dous bilhetes
ou declarages do criminoso que nao deixam de
ter algum inleresse.
c Quero matar o rei da Prussia por que nao
pode levar-nos unidade da Allemanhia. Elle
deve morrer para que outro cumpra esta tarefa.
Trataran) de me ridicularisar ou de me fazer pas-
sar por louco, mas oecessario que eu execute o
meu projecto para felicidade da patria allemia.
O outro bilhete encontrado, expressa-se oes-
tes termos:
Declaro nestas lionas os motivos da acgo
cujo projecto formei. Tenbo a conviego deque
o rei da Pruasia sao est aa altura das circums-
taocias actuaee para poder produzir a unificagao
da Allemanha. Foi por issoque lomei a resolu-
cao de me desembaragar delle. Badeo, 13 de
julho de 1861. Osear Becker, estudante em di-
reito.
Becker tem demonstrado muita tranquillidade ;
dorme bem tem bom appetite. E' dotado de ad-
miravel ssngue fri. O processo corre as vias
ordioarias, mas ju!ga-se que o rei lhe perdosr
se for condemnado motte como provavei.
O rei da Prussia tem sido felicitado da parte
de alguns soberanos que procuran) manifestar
as suas ympathiss e quanto estimam ver mallo-
grada a tentativa de um assassinato sem signiti-
cagao e nicamente devido ao cerebro esquenta-
do de um decidido partidario da uniio alterna.
O rei da Prussia quera como os seus prede-
cesores receber a homeaagem doa seus subditos
representados pelas tres ordens ; clero, nobreza e
povo. Esta questo suscitou grandes debates
no seio do governo e na independencia do paiz.
O re quera esta ceremonia em consequencia das
tradige8 ; a opioiao publica era-lhe pouco fvo-
ravel por que o povo dirige as suas vistas mais
para o futuro do que para o passado.
Aual houve em tudo islo um accordo ; a ce-
remonia que se devia verificar para se prestar
bomenagem foi substituida por urna coroagao
que ter lugar em Koenisberz no prximo mez
de oulubro com o carcter e formulas constitu-
ciooaes. Assislirio os membros das duas ca-
marasHassim como os delegsdos das diversas
provincias do reino. Eeteereeolugoes foram an-
nunciaJas ao povo por um manifest real, publi-
cado oa folha officul.
Falla-se de urna especie de congressao qae se
dere verificar em Badn quando o rei da Prus-
sia for aquella cidade.
Os representles da Prussia em Roma, Lorr-
dres e S. Petersburgo, tiveram ordem para all
se acharara. Tambem se espera a gria-duque-
za Helena da Russia, que uao d6ixa de ser con-
siderada como urna personagem importante na-
quella reuDiio diplomtica. Diz-se que all se-
r decidida a questo do reconhecimento do no-
vo reino da Italia tanto pomparte ds Russia como
da Prussia.
Todos os dias augmenta o numero das poten-
cias que reconheceram o reino da Italia. A Hes-
panha ser tambem a ultima que aceitar e fado
consumado, salvo se neste ultimo se operar al- das."
morle por
verdadeiros crimes.nio pode j ser tolerada a'utn
paiz eivilisado. O progresso pede insttuiges em
que se morigeres aquelles que, se affastam do
caminho da viilule, e se laoeam na senda do
vicio, mas repugna-lh, a perda de um nico ci-
dadio. Quem nio pode dar a vida, nio lem di-
reito de dar a morte I
Na Hespanha porm comecaram effectivamenle
as execugoes dos revoltosos de Loja. Foi exe-
cutado oo dia 18 Antonio Rosa Moreno, traba-
lhador de Salare que commandava os sublevados
daquella povoacao. E' urna cousa notavel o mo-
do porque os jornaes haspanhas dio as noticias,
e que revella bem a pressio a que se acham su-
jeilos.
Quando noticiavam a revolt, diziam que
numero dos rebeldes andara por seus duzentos.
Agora j se acham presos mais de quinhtntos, e
o paiz ainda ae nio acba em socego, andando
ainda algumas guerrilhas pelos montes. Ftvoil
comme ou crit l'histoire.
O general Cialdioi ao tonar posse do lugar-le-
neute de peles dirigiu urna proclamacio em que
expressa a conanc que deposita no pove e
guarda nacional.
O general pede o apoio de todas aa fraeges do
partido liberal, com o fim de poder acabar com
os reaccionarios e neulralisar os esforcos de quem
os dirige.
Vio-se espalbar por lodo o antigo reino de a-
ples, columnas volantes que possam percorrer o
paiz. Cialdioi mandou fazer os alistamentos pa-
ra guarda nacional movel, Muilos efficiaes ga-
ribaldinos aceilaram os cemmaodos.
No dia 14 houve oa cmara italiana um inci-
dente muito notavel. Os deputados da opposi-
gio apreseotaram um oto de eenaura encapota-
do, para darem um choque ao goveroo. Dizia a
ruogo : Confiando a cmara am que o goveroo
procura por todos oa meios restabelecer a segu-
raos publica oas provincias napolitanas, passa
ordem do dia.
O ministro Miogheth eom muita habilidade,.
couverteu este voto de censura, em voto de con-
fia iiga, apressando-se a approva-lo. A opposi-
gio enfureceu-se, e os proprios autores da aco-
gi comecaram a combitte-l violentamente,' o
nao tiveram outro remedio se nio pedir que se
acrescenlassem as palavras no tuccessivo que
implicavs urna censura i conducta observada al
euto pelo goveroo.
Eale regeitou o addilaroente, e a proposta con-
vertida em vote de cenfianca foi approvada por
grande maioria, no meio da desespersgio dos
deputados da esquerda, que se tinham deixado
apaohar na sus propria rede.
O emprestimo italiano volado pelo parlamento
foi preeuchido com grande promplidio ; as subs-
cripges affluiara a casa dos banqueiros, no dia 19
licava j mais do que completo.
A caara dos deputados eootinua a lestemu-
nhar pelas suas veUges urna confianga absoluta
no ministerio llicasoli. O projecto de lei transi-
torio relativo orgaoisagio administrativa foi vo-
tado com grande maioria. O mesmo aconteceu
adopgao da lei para se preceder ao recruta-
menlo de 34 rail homens.
Parece que o rei de aples tenciona retirar-se
Suissa onde acaba de adquirir um famoso pa-
lacio ; diz-se que all litara tambera a sua resi-
deania a duqueza de Parm.
A vinda de Keesuth a Tarn considerada por
alguns de certo modo ligada com os negocios da
Hungra onde se diz que elle ir no prximo ou-
tono com o fim de sublevar o paiz. Diz-se que
entre Kossuth e Ricasoli existe um plano com-
binado do qual resultar nio se estabelecer urna
repblica, mas sir constitui-ia n'uma mooar-
chia representativa, incorporndose Croacia e
a outras provincia*.
Se se verificar esta combinaco quem ser o
escolhidu soberano do novo reino?
Nesta campaoha Garibaldi obra de accordo
com Kossuih e o gabinete de Turin conta com
um xito certo.
Os Italianos que se acham sob o dominio aus-
traco recusaran) com ama energa quo lhes faz
honra, mandar deputados ao Reichsrah austra-
co. Nio em Vieuna,dizem elles, mas sim em
Turin que devem ter assento os nossos represen-
tantes. Na poca das eleig&es geraes quizeram
provar qae se nio podiam fazer representar
Iegalmente no parlamento nacional, considera-
vam-se pelo menos investidos nesse direiio em
nome dos principios de liberdade. Em Mantua
reuniram-se secretamente osseus habitantes para
designar um candidato so parlamento italiano;,
da urna sanio o nome de Garibaldi.
Na dieta hngara venceu o espirito de conci-
liagio, sendo modificada a mensagena do impe-
rador d'Austtia reconheceodd os seus direilos he-
reditarios.
Esta resolugio da dieta nio agradou aos emi-
grados hngaros do partido avaugado que se
acham em Franga, as quaes viraaa com desgosto
este resultado completamente pacifico. Parece
que preerum um rompimenlo completo.
Parece que francisco Jos acceilou a demisso
dos ministros hngaros, preleadeodo-se em al-
guns circulos|depreheoder desta resolugio que o
imperador da Austria recusara de novo a men-
sagem.
Publicou-se um escripto imperial convidando a
dieta a rever as leis de 1848, e a enviar dous de-
putados a Vieun*.
O rescripto foi acolhido com desagrado. Reina
grande descontanlamenlo no conselho do im-
perio.
Em Varsovia com quanto as cousas estejam
mais tranquillas nio deixa de se Dotar agitagao
nos espiritos e de baver repetidas manifeslages
mais ou menos pronunciadas. A trapa segundo
coosla s emprega a forga em caso extrame de-
vendo antes obrar por meios persuasivos e esta
solugo tem produzido bom resallado.
Celebraram-se exequias por alma do principo
Adam Czartorisky. As lojas es tiveram eicha-
DIARIO DE PERNAMBUCO-
Temos avista cariase jornaes da Europa, de
que (ai portador o vapor trances Extremadure, a
que atetaren de Hsnburgo 21, de Londres,
guma grande mudaoga do governo, o que nio
provavei.
A Hespanha tem feito inconleslaveis progres-
sos naa ideas liberaes, mas o seu goveroo per-
manece fiel as resoluges que tomou e pelas
quaes regeita a nova ordem de cousas na Italia.
Parece que um dos motivos por que o gabinete
hespanhol se nio afasia desta resolugio a ma-
neira por que sobre esta qustio proceden) a
Prussia e a Russia, sem alteoder talvez o que es-
tas duas potencias lem pela aua parte interesses
diversos a considerar.
Alm disso a Hespanha oppoodo-se so reco-
nhecimento da Italia nio quer deixsr empregar
os meios necessarios para sustentar o patrimo-
nio de S. Pedro.
Mr. de SUkelberg, embaixador da Prussia jun-
to do rei Vctor Emmaouel antea do rompimento
das relages diplomticas voltoa sbitamente a
Turlo allegando a iuteocio de regular os seus ne-
gocios.
Consta que teve conferencias com o bario de
Rieasoll e com varios outros ministros e consta
que a sua demora em Turin deve prolongar-se.
Com razio ou sem ella os Italianos coocluem
que a ana chegada tem relago com as nagoci-
gdes entaboladaa para o recoohecimsato do
reino.
Diz-se que estas negocisg&es que de principio
foram enlaboladas por intermedio do governo
francez, prosegucm agora secretamente em Tu-
no, e os Italianos tem toda a eeperaoca de que
estario resolvidas em pouco lempo.
_ A situaco d^ aples parece nao melhorar.
Tem havido graves desordeas em Corenia e ou-
tros pontos, havonJo chegado a eslabelecer-se um
governo provisorio.
No districto de Monte Aricano foi desarmada a
guarda nacional por urna partida de camponezes
qae percorriam o psis armados ; o povo foi obri-
gadopor elles a armaren a bandeira bourbooica.
Nos arredorea de Napolea continan, a appare-
ceros reaccionsrios.
Muitos insurgentes sebsm-se ji presos e estio
aullidos em processo; o chefe dos'reaccionarios
Os operarios que trabalhavam as minas da
Blgica rero!uciooaram-se. Tem havido mani-
festagio em differeutes pontos. Milha.es de ar-
mados de paos em forma da langas e de forqui-
lhas percorriam varias localidades, passando-se-
em alguna pontos aceas bem desagradareis.
Aquelles que nio queriam largar osseus traba-
lhos eram a isso obrigados pelos amotinados que
os ameagavam.
Conseguio-se restabelecer a ordem rallando o
operarios aos seus trabalhos. Por noticias de
Bruxellas consta que o numero de morios e feridos
nio excede a 10.
O imperadot dos francezes acha-se em Vichy
fazendo uso daquellas aguas. O imperador tem
um enfraquecimente das pernas que nem o deixa
subir a carroagem. Disse que vai experimentan-
do algumas melhoras segundo uns esegando ou-
tros acha-se em perigo de vida.
Concloio-ae final mente o processo contra Mires o
Loler, sendo coademoados a cinco annos de pri-
sio.
O advagado da Mires appallou da sentenga.
A queslio da aeutralidade da Saboia appareco
de novo em sceua na cmara |dos communs em
Inglaterra.
Uos deputado podio a appreaenUgio das cor-
respondencias havidas a respeito dis provincias
neutrarisadas do Ghablaia e Fraucigoy.
Lord John Russell respondeu por parle do go-
verno dizendo qa o negocio eslava anda na mes-
ma iluagSo, e que nio dependa s da vontade
do governo ioglez reeolve-lo. Depois de mos-
trar a neceasidade de um accordo entre a Franca
e a Inglaterra, manifestou a confianga de quo
apezar das desiotelligeacias que houve no anno
paasado aa duss potencias obrariam gora de ac-
cordo para conservar a paz do mundo.
Lord Jobo Russel val ser elevado aopariaUk
Esta noticia pos em completo movimento os par-
tidos conserrador e liberal, pela necessidade que
tem de mostrar um candidato que posa empe-
ahar-se na lata eleitoral, por occasiao da vaca-
tura que deixa oa cmara este despacho.
Os liberaes mo%trm-se pouco saliseilos por-



oHRIO DI flBftKWCO. TBEgA FEIRA 13 01 AGOSTO 1 IWl
(3)
F
que tomem que esta despacho seja o resoltado le
combinare feitti por lord Palmetslon para en-
fraqu^cer acuelle partido na cmara dos corumuns
e principalmente para impedir o bom xito de
urna campanha futura a favor da" reforma eleito-
ral e parlamentar, movmeoto pata que lord
John RuaseH tinha contrahido seriee pailicula-
res eompaomissos.
O Mor oiog Star declara que urna doButscta fox
(Perecer a candidatura a Mr. Gladstone ; maa que
este recusara o offerecimento deciarando que es-
tera resolvido a continuar a ser o representante
de Oxford.
Cm jornal de Dablin anouncia que lord John
Russell corso par, adoptar o nome e o titulo de
lord Ludlow.
A raiuha Victoria que j se echa en convales-
conca ; tenciouava ir Tintar a Irlanda no mes de
agosto.
Residrjtres ou quatro dias no pailhao do ri-
ce-almirante en Ptieoix-Park, visitando tambem
o campo de Carragh te Kildale. A rainha far
depois urna excrso ao lago de Hillexey. A rai-
nha viaja incgnita, evitando assim todas as
circuinstancias e recepc,ao publica dos pontos que
Tisftar
Pretende-se oa Allemanha que acorte de Co-
penagne fax coocessdes no negocio do Holes-
teira para poder realisar do lado de Schleswig as
ideas ailaras ultra dinamarquezas. Diz-se que
o goveroodinaraarquez penas em realisar a in-
corporarn do Schleswig, e dentro em psuco a
appresenlar a Europa come un facta consu-
mado.
Tea diminuido a agitacao em Alhenas. O rei
tinha vindo para Veneza onde contara demorar-
se algumas horas para ver sua irma, d'alli iria
fazer uso das aguas de Gasteiu.
Aa noticias do oreote sao lisoogeiras para
aquella paiz que tanto careca de medidas saluta-
res para poder sahir do estado do abatimeoto em
que se achara e para occupar a importante pn-
ete a que linba direito pela aua grandeza e aig-
niticacao poltica.
O aultao nao ceasa do empenho a que ae votou
desde a sua exallaeio ao throno ottomano. Para
completar a obra que tam em vista nao dena de
continuar a visitar todos os estabelecimenios cora
especialidade os arsenaes.
Para conseguir a reorganisaco da esquadra ot-
tomana e para a collocr a pardas necessidades
o da importancia do paiz, reclamo! o capitao Pa-
cha um crdito muilo eonsiderarel, o qual lbe foi
concedido, dando-lhe ao mesmo lempo o praso
de tres asaos para fazer usodesse crdito.
Husulmanos e christos coofism muto as boas
intenses do novo imperador.
As medidas econmicas que tera tomado, a
energa que. tem manifeatado em todos os seos
actoa sao para um e outro outras tantas gsrantias
de que elle asber levar a cabo a obra que ence-
tou e do qual todos esperara ae produziri a pros-
peridade do imperio que comecava a decahir da
sua importancia.
Para se ver o rigor das suas economas basta
saber que o sulto mandou vender os diamantes
e fundir todas as joias de o uro e prsta do hirem
pira pagar as dividas do seu irmio. Dissolveu
defioitivemente o harem, conservando so a sua
esposa. Dimiauiu os seus gastos e o pessoal da
c6ne. Foi elle proprio que inspocciooou os priu-
cipaea estabelecimentos e repele continuadamen-
te que preciso imitaros adiantamentos euro-
peus. As sympathias do poro augmentara quoti-
diana mente.
No dia 19 do correte foram recebidos em Lis-
boa no paco das necessidades, por S. M. el-rei
D. Pedro V. e general Morgan e sir James Harvey
o primeiro para se despedir de S. M., por ter si-
do substituido pelo segundo no seu csrgo de mi-
nistro residente dos Estados-Unidos em Por-
tugal.
Sir James Harvey apresentou as suas ere Jen -
ciaes, fazendo votos em nome do seu governo,
para que se estreitasse cada vez mais os Isgos de
amizade que uoem os dous paizes.
El-rei de Portugal respondeu n'um pequeo
discurso felicitando os dois paizes pelas boas rea-
(des que tem sempre aabido conservar, e fazendo
?otos para quee Has se estreitem cada ves mais.
Dizem-nos de Portugal que o parlamento serii
encerrado a 20 de agosto. A abertura da seguin-
te sesss legislativa parece que deveria ter lugar
a 2 de dezembro. Os orcamenlos estavam quasi
todos approvados oa cmara dos deputados. A
crvela a vapor Bartholomeu Dias sahis a 2 de
agosto para Anvers, onde iria buscar o principe
herdeiro de Hohenzollern para casar com a irma
do rei D. Pedro V. S M. tencionava ir ao Porto,
assislir i abertura official da exposico indua-
triat daquella cidade.
O estado sanitario, sahida do paquete, era
satisfactorio,
Em Loul e Faial, no Algarve tinha havido se-
rios tumultos contra osnovos impostos.
Em Pekn houveram graves desordena : os mi-
nistros de Franca mandaram ir de Tien-Teiog tro-
pas para os.proteger.
Causara viva ioquielacao a saude do impera-
dor, cuja doenca apreseotara um carcter grave.
Parti urna esquadra hespanhola para Porto
Principe levando instruccoes exigir immedia-
ta satisfago pela iovaso do territorio domi-
nicano, e no caso de ser negada, aprezar os pou -
eos navios da esquadra haitiana, e bloquear
Porto Principe. Diz-se que quaodo os do Haity
iovadiram S. (jomingos anda nao estara procla-
mada officialmeole a annexacio desle territorio
i Hespanha, posto que j tromulasse ali a bsn-
deira hespanhola.
As noticias da America do Norte nao sao anda
avoraveis tranquilidade daquelle paiz. As tro-
pas da confederado do sul ameac,aram Was-
hington.
Por um despacho de Liverpool de 23. consta
que os separatistas derrotarais os federaes em
Cartago.
O 37 congresso dos Estados-Unidos reunio-se
em sesso extraordinaria no dia 4 do correle ao
meio dia em Washington. O anniversario da
independencia americana foi este anno solemni-
sado mais gravemente, allendendo situaQo do
paiz.
O presidente leu no congresso urna mensagem
-que tera sempre sigoificaeao poltica mas que na
actualidade merece todo o interesse porque ma-
nifest as opioies presidenciaes.
Esta mensagem aprsenla um carcter belli-
coso. O emprestimo de 460 milhdes de dollars
que elle pede para irazer os estados do sul re-
belladosao laeoda federaco bstanla exagera-
da porque o estado transitorio actual nao vale
semelhautes sacrificios. Os estados do norte po-
dero subjugar os do sul. mas seu antagonismo
ha de sempre existir e cedo ou tarde hade re-
bentar de novo, e tslvez que com maior forra.
Quanto aos recursos que devem fazer face a lio
colossal emprestimo, o ministro da fazenda pro-
poz no seu relatoro que se pedisse o augmento
de direilos nos artigos de coosummo taes como
o caf e o assucar ; parece que tambem seriam
comprehendidos nestas medidas os impostos di-
rectos.
O resultado das lulas intestinas sempre o
augmento tributario, os poros sao sempre as vic-
timas dos desordeiros, que nio veem mais que os
seus caprichos facciosos, sem attenderem s con-
veniencias geraes.
Ante-hontem {11] pelas 5 horas da tarda es-
tando o menor Miguel Archanjo, de idade de 15
annos brincando com ama lazarioa appareces
Goncalo Jos Antonio, de idade de 14 annos, sea
amigo, e que lh'a quiz tomar : nesse acto, porm,
disparou-sa a arma, feriado menos Gaseis na
espadua.
O facta de-se na freguexia de S. Jos, ra Im-
perial.
O vapor Perjenunga, estrado hante de
Sergipe e Alagdss, tronxe-nos jornaes daquelle
t 1, deste at 9 do correte.
Nada occorreu em Sergipe digno de ntenso.
Em Alagas encerraram-se no dia 6 os traba-
Ihos da assembla provincial, que em um dos dias
antecedentes estiveram bstanle calorosos, em
consecuencia do urna discussao renUida entre
os Srs. Drs. Torquato e Manoel Felipes.
Os navios que demandaren), este porto, do-
veos dar entrada na capitaeia, d'onda 80 havero
d'ora em diante o paste na vespera da sahida.
A' infraeco desle disposto do respectivo regu-
la ment comrainada urna pon*, que a capitana
do porto declare fazer etlectiv pela inobservan-
cia daquelle disposto.
Falleceu domingo pela manha, efoihon-
tem sepultado no cemiterio publico, o Exm. Sr.
baro de Capibaribe, victima de um ataque apo-
pltico. O Sr. baro oceupou por vezea a presi-
dencia desta provincia, como presidente effectivo
como ice-presidente, e presidindo por dous
quatriennios a cmara municipal desta cidade.
Fez as honras devidas o batalho 2* de infantera
de linba.
Foi o dia 11 do correte, anniversario da
inslallaco dos cursos jurdicos, solemoisado pelos
alumnos da Faculdade ds Direito com os festejos
do costume.
Gommunicam-nos o ssguinte :
O boleeiro do corro n. 181, que no domingo
ultimo seguia das Cinco Pontas para a ra dos
Martyrios, acollara com tanta forja os cavatlos e
to repetidaa vezes pela travessa do Marisco, que
quando devia fazer a volta para a predila ra dos
Marlyrios, loi a lauca do mesmo carro sobre a ro-
tula da cas i u. 30, e pe-la em quasi completo os-
lado de ruina, sendo que por essa occasiio que
braram-se alguos apparelhosdo carro.
c A publicsco desta oceurrencia servir de
aviso nao so polica, como tambem ao dono da
cocheirs, para se providenciar como entender-se
conveniente, no intuito de nao repreduzir-ae ee-
melhante faci.
Do domingo II falleceu so hospital dos La-
zaros, o elephantiaco Estulaoo Antouio da Cunta
Machado, pardo, solleiro, de idade de 25 annos,
sem oficio, natural desta cidade.
Eotrou hontem, procedente do Rio de Ja-
neiro, d'onde aahio 5 do correte, a corveta a
vapor Beberibe, so maudo do distiocto official de
nossa armada o Sr. capitao de fragata Francisco
Cordeiro Torres e Al vio.
O Sr. Alvin acha-se encarregado pelo governo
imperial de urna importaate commisso, a qual
a de ir New-Yorck fazer a acqutalcio de ins-
trumentos proprios para a sondagem em grandes
profundidades, e dali partir em demanda das ilhas
do Cabo Verde, prumsndo em diversos lugares,
e ali chegado, deve voltar ao cabo de S. Roque,
fazendo as mesmas observaedes sobre o ocano.
Segundo somos informados tem por tim estes
esludos preliminares o proposito em que est o
governo de realisar, seoo j, encarregando des-
sa empreza alguma sociedade, so menos por si
quando forem mais prosperas s nossas finanzas
urna linha de telegraphoelctrico submsnno en-
tre a Europa e o Brasil, o qual deve ter melhor
xito por corto do que essa linha estabelecida en-
tre a Europa e os Estados-Uaidos da America ;
porque oeste caso a maior distancia vencer-se
apenas de mile tantas milhas situadas entre Fer-
nando de oronha e as ilhas de Cabo Verde, e
oaquelle caso a menor distancia de tres mil e
tantas milhas.
Pazemos votos, pois, para que ventos propicios
conduzam o Sr. Alvin aos portos que tem de
demandar, e que coln os melhores resultados
em ordem, vermosdesapparecidas as distancias
que separara o velho do novo mundo.
O ministerio conservava-se solidario, e conta
grande maioria em ambas as cmaras.
Um terremoto consta ter sido experimentado
em Santos : nio sabemos os pormenores delta,
mas chegada breve do paquete do sul deve tra-
zer-nos noticias circumstaocias desta convulso
terranea.
Nos dias 9.10 e 11 do corrente mez, foram
recolhidos casa de detengo 19 homens e2 mu-
theres, sendo 12 livres e 9 escravos. a saber :
ordem do 1).-. chefe de polica 1 ; ordem do Dr.
delegado da capital inclusive os Africanos Joa-
qun), escravo de Manoel Joaquim Rodrigues de
Souza, Domingos, escravo de Domingos de Al-
meida Pocas, e Matheus, escravo de Manoella de
tal ; ordem do subdelegado do Recife 4 inclu-
sive o Africano Antonio, escravo de Antonio Al-
ves Barbosa ; ordem do de Santo Antonio 4,
inclusive o pardo menor de nome Silvestre, Es-
cravo de Antonio de Morses Gomes Ferreira ;
ordem do de S Jos 6, inclusive o crioulo Luic,
escravo de Fraocelina Eudocia de Vasconcellos,
e os Africanos Joaquim ou Antonio, escravo de
Antonio Jos Alves, e Deodato, escravo de Fran-
cisco Accioh de Gouveia ; ordem do da Capuo-
ga 1, que o crioulo Floriaoo, escravo de Jos da
Silva Loyo.
Acharase funecionando dous novos pha-
res, sendo um na ilha de Santa Barbara do
archipelago dos Abrolhos, e outro na Pona dos
Nufragos, na barra do sul de Santa Catharina.
O primeiro est collocado no ponto culminan-
te da mesma ilha, e tem a forma de urna torre
com 46 ps de proceridade, 17 de dimetro na
base, e 3 na parle superior, assentando sobre a
mesma lorre a lanterna que contem um appare-
Ihe de luz do systema catoptrico, composto de
21 lampadas com utros tantos reflectores.
O foco luminoso eleva-se cima do nivel me-
dio das mares 170 ps, e a sua luz pode,ser
avistada na distancie de 17 1(2 milhas da tolda
de um navio, e na de mais de 20 nos vaos.
O aparellu quo gyratorio, completando a
sua revolucao em 3 minutos, aprsenla eclipses
de midutos em minuto.
O segundo, que acha-sa como (lea dito, na Pon
rieto Tettoiri Pisto Gomos, 7eaqu(m de Son e
Silva Cunha, Joaquim Accioli Lina, Francisco
Ay res Serisnando de Mondonga, Manoel de Souza
Cunha, Jos Maris de Arsujo, Dr. Eugenio A. do
Couto Belmonte e um criado, Jacob Alves Fer-
reira, Genoveva Maris da Conce3o, Francisco
da Rocha Passos Los, Manoel Lobo de Miranda
lenrqsee e um soldado.
Matado-oro publico.
Mataram-ae no dia 10 do corrente para o con-
samo desta cidade 121 retes;
No dia 11123 rezes.
Mortalidad* no da 11.
Juventino, Pernambuco, 6 m*zes, Boa-Vista ;
convulsdea
Manoel, Pernambuco, 24 horas, Boa-Vista ; con-
vulsdes.
Joo, Pernambuco, 5 mezes, Boa-Vista ; es-
pasmo.
Parizia Nimia de Soso o Silva, Pornambuco, 16
annos, casada. Sanio Antonio ; Ubre maligna.
- 12
Antonia Francellina da Gonceicao, Pernambuco,
21 annos, soltaira, Boa-Vista ; ascite.
Manoel, Pernambuco, 9 dias, Santo Antonio ;
convulses.
Joo Baptista Franca, 25 annos, aolteiro, Recife ;
aoepleiia.
Manoel, Pernambuco, 15 dias, Boa-Vista ; phthy-
sics.
Juventino, Pernambuco, 4 mezes, Santo Anto-
nio ; oonvulsBos.
Antonio Jos Compeli, Pernambuco, 20 annos,
soltelro, Boa-Vista ; tubrculos.
Bario de Gapibaribe, Pernambuco, 75 annos,
viuvo, Boa-Vista : congeato pulmonar.
Francisco, Pernambuco, 2|mezes,S. Jos; anemia.
INICA JUICURIA.
m
12 DE AGOSTO
TRIBUNAL
SESSO ADMINISTRATIVA
DE 1861.
PRKSIDKNCIA DO BXJ1. SR. DESKKBARG AB0R
V. A. DE SOUZA.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Sitveira e Bastes, o seohor presidente
declarou aserta a sesso de mero expediente.
DISPACHOS."
Um requerimentode Palmeira & Delirio, pe-
diado o registro da nomeaco de seu caixeiro
DelQoo de Azevedo Villarouco. Como re-
quer.
Outro de Antonio Jos Rodrigues de Souza,
pedindo o registro do papel de arrendamento
feito por Joo de Siqueira Ferrio, sublocatario.
Como requer.
Outro do Joaquim Pereira Arantes, podindo
por certidiose ou nao matriculado na qualida-
de de commerciante.O mesmo despacho.
Outro do mesmo, pedindo o registro da nomea-
co de seu caixeiro Joaquim Pereira Arantes J-
nior. Regislre-se.
Nada mais houve.
mais agravante pelo desprezo, com aue tem en-
carado o decreto do governo imperial de novem-
bro do anno prximo paseado, que marca o pra-
zo de 60 dias as diversas corporaces para lega-
lisarem as suaa inslttuicoes, sob pena da serem
dissolvidas ; pelo que pode-so dizer que o mag-
nifico Gabinef Porfgiui d Letiura em Per-
nambuco j nao existe.
Lm accionista.
COMMI.MC10.
Caixa Filial do Banco do
Brasil em Pernambuco
A directora' em virtude do aviso de 8 de junbo
prximo passado declara que tica prerogado por
mais 60 dias o prazo marcado pelo art. 4 do de-
creto o. 1685 de 10 de novembro do anno nodo,
para a substituirn das notas de 2O5OOO da emis-
sio da mesma caixa o qual Onda em 19 de setem-
bro vindouro.
Csixa filial do banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.O secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferreirs.
Praca do Recife 9 de
agosto de 1861.
' Cotsafdes da junta de corretores
AlS (luatro Vvoras da tarde.
Cambios:
Sobre Londres 24 3[4 d. por 1JO0O 90 d.
vista.
14J)i0ao anno.
Descontos:
Dia 10.
Cambios:
Sobre Paria 380 rs. por franco 90 d. vista.
Sobre o Rio deJaseiro 1 0i0 de descont a
15 d/ vista.
Descont :
9 0[0 so anuo.
Leal SevePresidente.
Frederico Cuimariessecretario.
21 de julho de 1861.
Bolelim commercial.
O negocio foi trauqaillo as duas semanas pss-
sadas, porque sd smeos artigos merecern a at-
tenc,ao da especurlfRo, Os presos com ludo,
vistos regalar exlracgo soslenlavsm a sos pe-
si(io.
CsJ.O mercado se conservou tranquillo, e o
precos nao soffreram alteraco. De primeira mi
se aprsenla mui pouco venda ; entretanto que
tudo que se offereceu di melhar qualidade e de
bom gusto actiou mu promptameote venda a
plenos precos. Venderata-se nos ltimos dias
5,000 saccas de cafe do Hio de Santos 4 3/8
6 7/8. schiUmg e 1.500 saccas da caf do Caar
a 6 1/27schilings.
Colamos:Caf real ordinario do Rio :
5 3/8-5 5/8 schillings.
Assucar : precos invariaveis e sem uovi-
dade.
Algodio :muito procurado e muilo offereci-
do, e por isso os preces subiram 1/4 scbilling.
Couros.Venderm-ae cerca de 12 mil couros
do Rio Grande do Sul a precos inrariavelmenle
firmes. Ficam em ser em primeira mao cerca de
7 do Rio Grande o 6,500 de Pernambuco e outras
procedencias brasileiras.
Tabaco.-Venderam-se 440 pacotes de tabaco do
Brasil a plenos precos. e mais 76 pacotes de ta-
baco avariado brasileiro, em leilo, a 51/6
schillings. Em aer cerca 1,100 pacotes do
Brasil.!
O cacio sendo procurado para o consumo sus-
tenta o seu valor.
Cambio.Sobre Londres, 3 mezes, 13 marcos
* 4 1/2 schillings.
Dito dito, corto, 13 marcos 7 1/4 schillngs.
Sobre Pars 189191 francos por 100 marcos.
- Descont 2 3/4-3 1/2 on.
MoTimentodo porto.
Al* andega,
Rendimento do dial a 10. .
dem do dia 12 ....
179 5221348
25 001S831
20L521&179
Movimento da alfasidega.
Volumes entradoscom fazendas..
com gneros.
230
467
------697
olumes

ahidos

com
com
fazendas..
gneros..
56
166
Gommu nica dos.
ASaudafao.
eliz para mim o dia de hoje 1 posso ssudar
jubiloso ao honrado cidadio : brioso militar e
distincto commandante da companhia de cava 1-
laria fiza o Illm. Sr. eapiio Mmoel Porfiro de
Carlro eAraujol.. foi feliz para mim o dia de
hoje, nio por que visse restituido esse benem-
rito chefe de familia ao bom crdito, e conceito
publico ; pois que para assim coosidera-Io seria
preciso suppo-to que o havia perdido I nao : peo-
smenlo to mesquinho s caberia na ideia de
quem nem ao menos tivesse ouvido fallar dasse
amavel e famoso cidado, cojo nome por si re-
cords a ideia de honras, de intrepidez e pruden-
cia 1 tudo adquerido pelo esmero da virtuosa
educacio que do seus paes recebera ; e mais pela
continuada serie em sua vida publica e particu-
lar, de procedimeolos reconhecidamente dignos
do homem zeloso de sua honra o de sua repu-
tado !..
O regosijo que Uve hoje de eerto por ver des-
vanecida a poeira, que pode por momentos em-
bicar o brilhantismo mais fulgente do objecto
mais^perfeito, impedida pelo sopro malicioso da
invpja, e alimentado pelo fel da calumnia, que
sempre dolorosatnent-) offende, mas urna vez na-
da conaegue, nio deslumhra ; dexa intacto o
seu alvo ; confsnde-se 1 e desapparece,
Foiisto verificado com o Itlm. Sr. comman-
dante Manoel Porfirio de Castro e Araujoa quem
um cooselho de guerra composto de conspicuos
membros presidido por um sabio, imparcial e
prudente msgiatrada reconhecendo a inculpabi-
lidade ds responsabilidade que subtilmente se lbe
emprestara, publicou a sua innocencia anathe-
matisou o arduos
Acceite o Itlm. Sr. Porfirio estas desconcerta-
das porem bem intencionadas expresses de
Seu apreciador.
F.F.F.F.
222
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Foi nomeado o Sr. Francisco Verlssimo de Al-
buquerque Padilha para exercer provisorla-nente
os oflicios de partidor o contador do termo do
Cabo.
Para partidor e distribuidor do termo do
Bonito foi Borneado por portara de 9 do corrente
o Sr. Eduardo. Daniel Cavalcanli Vellez de Gui-
vara, que tem do exercer provisoriamente estes
oficios emquanto nao forem prvidos definitiva-
mente pelo governo imperial.
No impedimento do Dr. procurador fiscal da
hesouraria de faxeada, foi designado para exer-
cer interinamente o respectivo logar o bacharel
Pedro Affonao de Mello.
Foi coneedida a exoneradlo pedida por An-
tonio Pedro Cavelcanti de Atbuqoerque Lina do
posto de tsenle da 5a companhia do 4* batalho
de infantaria da guarda nacional desta muni-
cipio.
Sendo exonerado o capitn Amaro de Bar-
ros Correia do lugar de Io supplente do subdele-
gado do dislriclo da Capunga, por haver-se mo-
dado do respectivo districto, M nomeado para
ubstitui-U o Dr. Manoel GeUil da Costa Aires,
que ota 8 supplente.
Eolrou em xerclcio do cargo de juiz muni
pal do termo de Sanio AoUo o 3* aupplente Ale-
xadro Jos de Hollaoda Cavalcanti.
ta dos Nufragos, em latitud* dr 27* e 49' sol,
com longitude de 48", 42* e 37" oeste de Green-
wich. formado igualmente de urna torre circu-
lar com um aparelho lenticular-gyratorio do sys-
te.na Tresnel Ar go.cuja luz pode ser vala em
distancia de 16 20 milhas, e aprsenla phases
de 30 segundos no augumento ou diminuicio de
sua intensidade pele espago de 4 minutos, em
que completa o tsmbor octogro a sus revoluto
peridica.
O respectivo foco luminoso est cima do ni-
vel do mar 133 ps, 8 pollegadas e 7 linhas*
As trras mais salientes com relago a este
pharol sao a Ponta dos Fradet, que lbe corre a
E 4 SE, e a dos Veados a S 4 SE, rumos magn-
ticos.
O pataeho portuguez Jareo, vindo de Fi-
gueira, trouxe seu bordo os seguintes passagei-
roj: Francisco Tarares de Souza, Rogerio Jos
de Oliveira, Jos Sampaio Coelhp, Jeronymo Go-
mes Oliveira.
Passageiros do vapor franeez Ettremadura
vindo de Bordesux e portos entermedios os so-!
guiles :
Diogo Manoel de Souza, Canhe Alberto, Julos
Duehemin e 1 filho, mademe Caroliue Craverss,
madame Anna Catharina Bauer, fre Egydio de
Garesio, Silvestre Garbasse, D. Slepbaoia de Frai-
las, e 1 criada.
Segu para o sul,: Jos Goncalvea Pereira Li-
ma, Adolfo de Barros Csvalcsnte Lacerda, Jovi-
oo Carneiro Machado Res, Isidio Bertranl, Leo-
sardo Octonio da Silva, Joaquim Ferreira Coe-
Iho, Jos Ferreira de Souza, Manoel Fernaodea
Nunes,
Passageiros do hiale Sergipano vindo da
Ilha de Fernande de Norooha, o seguintes:
Tenente Carlos Esleves Guimares, sua senho-
ra e 2 lhos, Francisco de Paula Tiburcio, Manoel
Thomaz dos Santos, Miguel Pereira do Valle,
Joio Pereira do Valle, Manoel Jos da Sil-
va, Mariana Augusta Coelho Presos que acaba-
rom seu lempo, Jos Simoe de Magaalhaes, e sua
familia, Jos Joaquim Machado, o sua familia,
Manoel Bento, e sua familia, Antonio Goocalves
o sua familia, Jea Bento Bellrio.
Passageiros do vapor Persinunga vindo do
Macei o portos entermedios o ssguiote :
Alexandre Ferreira de Vasconcellos de Drum-
mond, e 2 manas, Joio Antonio de A. Silva, Jos-
3uim Pinto, Antonio Jos d'Abreu, Jos Bento
e Souza, e 1 criado, Pedro d'Alcantra dos Gui-
mes Pente, Fel Ramos Lieulhier, JoaHy-
gino Xavier da Fonseca, Rosa Clementina de
Barros, Filsdelphia Vianna, Jos Felicio Buar-
qae, Jos Livino do Barros, tenente-coronel Jos
Ignacio deMendonca, o 1 criado, Viceate Ale-
Ixandrino. Toaquim Coelho Accioli, Carlos Jos
Correa, Joo Marisho F. Sucupira Filho, Eva-
Seja ou nio o pobre do Sr. Joatuim Affong)
Ferreira de Mello o que mandou publicar ro
Diario de 9 um annuncio chamando a attenc.o
da polica e dos agentes fiscaes da fazenda ra-
cional para duaa africanas que possue Feliciana
Olimpia, sendo urna de nome Margirida, e oitra
Lucrecia, affiangaodo nao pagar ella as respeti-
vas taxas, quando se achara ellas matricubdas
na repartico competente, observando o Sr. Af-
fonso de Mello ser Margarida importada so de-
pois da lei de 7 de novembro de 1831, re pon-
de-se-Ih?, que Olimpia possue Margarida mais
de 16 annos, e qua anda conserva um cciheci-
mento do pagamento da laxa na Babia on e mo-
rou datado de 5 de abril de 1852.
Se os africanos importados ae depois 4 let de
7 de novembro de 1831 devessem ser toda livres,
ai de moitos, ai da j definhada agriculnra bra-
sileira. Ser um mal mas um mal n-cessario
esse que soffre o Brasil, e o benemrito Sr. Dr.
chefe de polica tem muito criterio par/ despre-
zar to vis provocacoes, que a serem ittendidaa
trariam a desordem a toda a parte.
Se por avisos taes podesse ou nevese alguem
aer perturbado, ento deviam jazer eernsmente
na cadeia os que tem em sua casa nsla cidade
africanos boc,aes, e no sitio Queimdas nio s
africanos bucaes como pretas livres reduzidas a
escravido, balizando seus filhos coco escravos
porque afinal neste mundo ha de Ido.
Sabe o Sr. Alfonso de Mello quen me roubou
300$ de miohas csixas em Camararibe, parante
muilaa te*t*munhas ? Conhece qmm ficou com
meus ttulos e varios outros objeaos de impor-
tancia 7 Averiguaremos isto nuito breve, e
depois nos entenderemes com o fazedor de an-
ouncios.
Veio Olimpia de Nazareth h 14 annos para
esta cidade, tomou a casa do Um. Sr. Dt. Fer-
nando Alfonso de Mello para spresentar-lhe os
ttulos de suaa escravaa, que firam julgados suf-
ficientes; na mesma casa se tonservou tres se-
manas e ss escravas e trabalh Nazareth veio dar denuncia ds taes eacravas ao
Sr. Dr. procurador fiscal, e fti despedido com a
resposta de estarem os titules lgaos. Como se
falla hoje em falta de titulos? Esperemos.
Publici$oes a pedido.
O artigo 33 des estatutos d) GABINETE POR-
TUGUEZ DE LE1TURA manda que a assembla
geral se rena ordinariamente no 1* domingo do
mez de junbo de esda anno, i um de ouvir o ro-
tatorio da administrar o Onda e eleger os func-
cionarios para o anno aeguiola :
Compete directora convocar a assembla
geral para as eeeses ordinarias, g 24 do art. 46.
As funcedes da directora somonte duram um
anno, a contardo 1 de julho (art. 43) o neste dia
deve empossar impreterivelaente a sua sutees-
sora, 26 do citado art. 46.
Nao ae falla no cosselho deliberativo, porque
estoja nio existe desde o dia 16 de junho pr-
ximo passado, art. 35.
Segue-ae que nio tendo a actual directora con-
vocado a assembla geral pera so Rae conve-
nientes, e conservando-se no poder alem do
prazo que a lei preceitua, tem postergado a mes-
ma lei, cuja autoridade nio pode mata invocar
pora legaiisar os oess actos; visto que tendo
Andado o seu mandato, ella se deve considerar
intruss.
Despressodo a directora estos proceitos a pe-
sas pode soccorrer-se ao arbitrio, maa osle nao
dando direito a ninguem 4 claro que os setos
firaticados poresea corporacio dtsde o t* de ju-
bo para c, sio inleiramente nullos.
A desooBdiencia da directora amia ao torna
" IDescarregam hoje 13 de agosto.
Patacho portuguezJareoltalas e ceblas.
Escuna portuguez*Emiliabalitas ceblas.
Birc portugueza l'br de S. Siiuao merca-
dorias.
BrguehamburgnezGermanoferro para ponte.
Brigue hamburguezAdolphbacalho.
Brigve ioglezMargaretbicalho.
Barca americana Florista farinba e cha.
Lugre inglezN. E. V. A.mercadorias.
Brigue inglezZoneferro e cirvo.
Brigue inglezMaryan Greio resto.
Brigue hamburguezlieuriquecarne de char-
que.
Polaca hespanholaIndiadem.
Patacho ioglezVelerafarinha.
Inaportac&o.
Barca portugueza Flor de S. Simao vioda de
Liverpool consignada Cuvalho Nogueira & C.
manifestou o seguinte:
40 caixas e 60 meias cha, 50 barris manteiga,
100 ditos alcatro, 5 caixas palitos de fugo, 98
gigos louca, 45 fardos e 13 caixas fazendas de al-
godo, 2 ditas dita de lioho ; a Saunders Bro-
thers & C.
31 fardos e 20 caixas fazenda dealgodo, 1 far-
do damasco. 1 dito maula para c ivallo, 3 barricas
ferragens. 20 ditas tinta branca, 20 caixas cha,
Patoo Naseh dt C.
10caixas palitos de fogo ; Southall Mellors
SC. #
2 barricas louca, Joio da Concei^io Bravo
t C.
S caixas pillilos de fogo. Mallo Lobo & C.
i barrica parafusos ; Manrique Si Azevedo.
4 ditas louca ; Johnston Paler & C.
16 canos de louca ; C. L Cambronoe.
300 barricas farinha de trigo, 2]fardos fio, 1
aixa papel 2 macacoa de ferro e madeira, o 192
tonellsdas de carvio de pedra ; Scoll Wilsoo
& C.
101 caixai vellas; i John K-ller & C.
7 ditas e 1 fardo tecido de algodo 1 dito dito
de la a ; J. Crabter& C
2 fardos tecidos de linho ; Arkwright & C.
20 caixas linhas ; Isidoro Wtlliday & C.
2 caixas chapeos de sol de algodo 1 dita fa-
zenda de dito, 2 ditas meias ; Kalkman Irmos
4C.
12 volumes fazendas de algodio : D. P, Wild
&C.
8 caixas e 4 fardos fazendas de algodo ; A.
C. de Abren.
5 caixas tecidos de algodo; i C. J. Astley &C.
1 caixa lioha de algo lio ; H. Gibson.
3 fardos fazenda de linho ; Rostrou Rooker
& C.
1 caixa ferragens ; Mello Lobo & C.
7373 pegas cadeiras e trunos de ferro ; J. II.
Harrisson.
52 pecas machinismo, 1 caixa pertences, 3 di-
tas e 24 fardos tecidos de algodo ; ordem.
Barca americaua Floresta, vindo de Philadel-
phia, consignado a Rostron Rooke* & C, mani-
festou o seguinte:
1644 barricas farioha de trigo, 527 ditas bola-
chinha ; a Rostron Rooker & C.
20 caixas tecidos de algodo, 20 meias ditas cha,
e 1357 barricas farinha de trigo; a Matheus Aus-
lin & C.
Patacho portuguez Jareo, vindo da Figueira,
consignado a Amorim & Irmos. manifestou o se-
guinte :
10 pipas vinho. 6450 ceblas ; aos consignata-
rios.
29 pipas vinho ; a Thomaz de Aquino Fonseca
Jnior.
15 ditas dito ; a Carvalbo Nogueira & C.
20 ditas 4 meias e 5 barris vinho, 1 meis pipa
vinagre; 4 Manoel Ferreira Barboza.
66 pipas, 6 meias e 90 barris vinho. 20 ditos
vinagre, 4 ditos azeite de oliveira, 458 caixas e
100 gigos tlalas; a F. S. Ra bello & Filho.
10 caixa licor; a Palmeira & Beltrio.
2 fardoi malvas, 2 ditos louro; a Loureoco
Monteiro.
1 caixoervilhas em latas e linhas; s Jos Bran-
dio da Rtcha.
20 bario aceite doce, 10 canastras maces; 1
caixo qieljos, 1 dito palitos, 1 sacco, 1 eaixio e
e 50 caas batatas; ao capitao do mesmo Jos
Marque Coelho Sobrinho.
Exportac&o.
Do di 10.
Bar* brasileira Thereza, para Porto e Lisboa,
carredram:
Josl da Silva Loyo Jnior, 50 saceos com 250
arroba de assucar.
Manel Ignacio de Oliveira & Filho, 150 saceos
^com 7) arrobas de assucar.
Bar nacional Castro III, para Montevideo,
carre( rana :
Car lho Nogueira & C, 400 barricas eom 3,291
arrob e 24 librea de assucar.
Bai > inglesa Sarah, para Liverpool, corro-
garat:
Pam Nash & C. 1;300 couros salgados com
41;95 libras.
Brfue portuguez Bella Figuerense, para Lis-
boa irregaram :
FS. Rabello & Filho, 102 barris mediodo 3672
meajas de mol.
lbedoria de residas latoraas
pjeraesj de Pernambuco
Navios entrados no dia 11.
Figueira 30 das, patacho portuguez Jareo,
de 161 toneladas, capillo Jos Marques Sobri-
nho, equipagem 15, carga vinho, azeite e ou-
tros gneros ; Amorim Irmos. '
Observarlo.
Fundeou no lamario urna galera franceza, mas
nao tere communicaco com a trra.
Navios entrados no dia 12.
Rio de Janeiro 7 dias, corveta nacional va-
por Beberibe, commandante o capitio-tenente
F. C. Torres Alvin. Veio refrescar, receber
carvo e segu para os Estados-Unidos.
dem lo dias, hiato nacional Viamo, de 241
toneladas, capitao Carlos Eduardo Alberry.
equipagem 13, carga 12000 arrobas de carne
secca ; i Manoel J. de Oliveira e Filho.
Macei e portos intermedios 48 horas, vapor
nacional Persinuiiga, de 422 toneladas, com-
mandante Manoel Rodrigues dos Santos Moura.
Bordean* e portos intermedios 16 dias, vapor
franeez Jrsmadure, de 1279 toneladas, com-
mandante C. Trollier, equipagem 121, carga
differentes mercaduras ; lissel frere.
Philadelphia 52 dias, barca amerieaoa Impe-
rador, de 378 toneladas, capitio John Power,
equipagem 12, carga 3800 barricas com fari-
nha de trigo ; Matheus Austin & C.
New-York 84 dias, patacho inglez] Veleran, de
177 toneladas, capitao Drew, equipagem 8, car-
ga 1900 barricas com farioba de trigo ; or-
dem.
Ilha de Fernando de Noroaha 5 dias, hiele na-
cional Sergipano, de 56 toneladas, capitao
Henrique Jos Vieira ds Silva, equipegem 6,
carga milho ; Martina Irmos,
o ce Q. sr V Horas.
B V o B B c c a. kthmosphera O
W SO cu s o w ? 1 Inmensidad*. m* y rC V-
-4 -* 00 3 ai PahrtnKeit. 1 m e H 9 O 11
t* (O a o os ' Jl M a (O Centgrado. 2 = c r e c i
os e?> 8 -4 2 Hygrometro. ,
o o o o s Cisterna hydre mtrica.
760,2 759, 1 -4 en -a s lo g _0B_ 8 Franeez. S O 50 H *
O M | -a M Ingles.
Collocado so ponto culminante na mesma iih*
coosla elle de urna torre de ferro fundido, ale-
vantada sobre a rocha, e circulada por urna co-
sa de forma polygonal de ferro galvanisado.
A torro te 46 ps de altura, 17 do diamelr
na base, < 13 na parle superior.
Sobre ella aseen ta s linterna, tuda do broszp
com faces de vidro de patente, na qual ae con-
tem um apparelho de luz de systema catoptrce.
composto de 21 lampadas de Argant, con outro
tantos reflectores da 21 pollegadas de dianaetro,
feilos de cobre prateado, e diapoatoa em grupo
de sete. Este apparelho giratorio, concluisd
em tres minutes una revolucao completa com
eclypses de minuto em minuto. O foco lumino-
so eleva-se 170 ps cima do nivel medio do
maros. A luz, que viva e brilhante, pede ser
avistada da tolda de um navio, na distancia de
17 e meia milhas, e a mais de 20 pelo observa-
dor collocado nos vaos.
Rio de Janeiro. Secretaria de estado dos ne-
gocios da marioha em 4 de julho de 1861.O
director geral, Francisco Xavier Bomtempo.
Pela aecretaria de estado dos negocioa da ma-
rinba faz-se publico, para conheciiuento dos na-
vegantes, quena barra do sul de Sania Cathari-
na acha-se funecionando um novo pharol no lu-
gar denominadoPonta dos Naufragadosem la-
titude de 27a49'-0" sl, e longitude de 48"
42'37" a oeste de Greenwch.
Sua torre, que circular, supporta um appa-
relho lenticular, giratorio do systema de Fres-
nel & Arago, cuja luz, irradiando-se em urna
zona de 84oHT 30", pede ser vista da distan-
cia de 16 a 20 milhas ; (presentando phases, ora
iracas, ora brilhaoles, da duraco de 30", so es-
paco de 4, que gasta o tambor octgono, para
completar urna revoluQo.
O foco luminoso acha-se elevado 133 ps, 8
pollegadas e 7 linhas sobre o nivel do mar. As-
ierras mais salientes, a respeito do pharol, sio
a poota dos Frades. que lbe corre a E 4 SE, e a
dos Veados a S 4 SE. rumos magnticos.
Rio de Janeiro.Secretaria de estado dos ne-
gocios da marinha em 4 de julho de 1861.0>
director geral, Francisco Xavier Bomtempo.
Faculdade de Direito.
De ordem do Exm. Sr. director interino faca
publico que, em cwmprimeoto do avino de 10 d
julho do corrente anno, est novameote posto a
concurso, como praso de 4 mezes a contar da
data deste. a cadeira de inglez do curso prepa-
ratorio desta faculdada, pelo que o candidato
que sequizer isserever dentro do referido praso
devora justificar peraute o Exm. Sr. director,
primeiro ser cidado brasileiro, segundo maio-
ridade legal, lerceiro moralidade. por meio da
altestados dos parochos, e de folhas corridas
nos lugares onde houver residido, sos cinco l-
timos annos : qusrto cipacidade proQssiooal.
Os que porm tiverem sido em algum lempo
condemnados a gales, ou soffrido aecusacao ju-
dicial, de furto, roubo, estellionato, banca-rota
rapio, ouj outro qualquer crime, que offend
a moral publica, ou a religio do estado, nao sa
podero inscrever' excepto se a aecusaco judi-
cial tiver sido argida de falsa, pelo candidato,
e nao houver provado condemnaQo judicial, e
assim o decidir a coBgregaco, por via de recur-
so, interposlo dentro de 10 dias. Para
cidade professional dever exhibir
algum dos documentos seguintes
lulo de capacidade na materia
conferido pelo conselho director da inslruc
primaria e secundaria da corte, segundo titulo
de professor publico, tambem da materia em
concurso, concedidas pelo governo imperia, ler-
ceiro diploma de bacharel, ou de doutor na
Facuidades do imperio, ou academias estran-
geiras, ou bacharel em lettras, salvo as pessoa
notaveis por seu talento e reconhecidamenta
habilitadas, que forem dispensadas desta prova.
pelo governo, ou que se quiserem prestar a um
oame previo : tuto de cnoformidade com o ca-
pitulo 4* do regulamcnto de 5 de msio de
1856,
Secretaria da Faculdade
12 de agosto de 1861.
O secretsrio
Jos Honorio Bezerra de Menezes.
a capa-
o candidato
primeiro li-
eos concurso.
A noite nublada e de pequeos aguaceiros,
vento variavel de intensidade e direeeo e as-
sim amanheceu.
OSCILAC.AO Da MAR.
Preamar as 8 h. 54' da manha, altura 6, p.
Baixsmar 3 h 6' da tarde, altura 1,4 p.
Observatorio do arsenal de marinha. 12 de
agosto de 1861.
Romano Stefplb,
1* tenente.
de Direito do Recife,
Declarado**..
Editae?.
Relmenlo do dia 1 a 10.
Ida do dia 12.
126019638
4:416*390
17:018|D28
imento do dia 1 afO.
do da 12. .

Coasmiado provaelal.
20.161*557
4:88546t
24:497*018
O Illm. Sr. inspector da Ihesourara pro-
vincial manda fazer publico para conhecimenlo
dos inleressados o artigo 48 da lei provincial n.
510 de 18 de junho do correlo anno.
Art. 48. E' permillido psgar-se a meia siza
dos escravos comprados em qualquer lempo an-
terior a data da presente lei independante de
revalidado e multa, urna vez que os devedores
actuaes deste imposto, o facam dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, os que nao o fuerera lie>rao
sujeitos a revalidacao e multa em debro, sendo
um terco para o denunciante. A thesouraria
far annunciar por edilal nos primeiros 10 dias
de cada mez a presente disposico.
E para constar se mandou axar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 8 de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'Auounciago.
Directora geral da iiistruc-
co publica.
Paco saher a quem convier, de ordem do Illm.
Sr. Dr. director geral, que em virtude do offico
do Exm. Sr. presidente da provincia de 3 do cor-
rente, flea prarogado por SOdiss o prazo marca-
do para a ieacripco e processo de habilitarlo das
opposiloras s cadoiras vagas de instruccao ele-
mentar do primeiro grao para o sexo femenino,
mencionadas no edilal de 6 de julho ultimo, a
saber : S. Fr. Pedro Uongalves do Recife, Igua-
rass, Serinhem, Giranhuns, Caruar e Santo
Antonio do Recife /'2.a cadeira).
Secretaria de instrueco publica de Pernambu-
co 5 de agosto de 1861 O secretario interino,
Salvador Henrique de Albuquerque.
O Sr. chele de diviso, capitn do porto, man-
da fazer publico, que, de conformidade com os
artigos 18 e 19 do regulamenlo das capitanas,
nao s nao se relevar a falta dos navios que dei-
xarem de dar entrada nesta reparticio, como
tambem os passos s serio concedidos na vespe-
ra da sahida, do navio que o pedir, fazendo-se
no caso de infraccio spplicaco das penas dos
mesmos artigos.
Capilaoia do porto de Pernambuco 10 de agos-
to de 1861.O secretario /. Pedro Brrelo de
Mello Reg.
De ordem do Sr. chefe de divisio, capitio
do porto, faz-se publico os avisos abaixo, dos
dous phares, que se achara funecionando nos
Abrolhos, e Ponta doa Nufragos, este na barra
do sul de Santa Catharina, e aquello na ilha do
Santa Barbara.
Capitana do porto de Pernambuco, 10 de agos-
to de 1861.-O secretsrio /. Pedro Brrelo de
Afelio Rege).
Aviso aos navegantes.
IMPERIO DO BRASIL.Ministerio dos negocios
ds marinha.
Pola secretaria ds estado dos negocios da ma-
rinha faz-se publico, para conhecimenlo dea na-
vegantes, ose acha-se funecionando um novo
Sharol na ilha do Saata Barbara do archjpelago
oa Abrolhos.
Tribunal do commereio
Pela secretaria do tribunal do commereio da
provincia de Pernambuco se faz publico qua na
data iofra foi inscripta no registro publico do
commereio o contrato de sociedade feito em 30
de julho ultimo por Mara Rita da Cruz Neves e
Antonio Francisco Correia Cardoso, eslabelecidos
nesta cidade sob a firma Viuva Nevas & Cardoso.
da qual s poder usar o socio Cardo:o : devendo
a mesma sociedade durar por espago de tres an-
nos, contados de 24 de maio do corrente. com o
capital de 38:459$213, fornecido pela sucia Maris
Rita.
Secretara do tribunal do commereio de Per-
nambuco 10 de agosto de 1861.
Julio Guimares.Officat-maior.
Peca mesma secretaria se faz igualmente pu-
blico, que em data de 9 do crreme foi lamben
inscripto no registro publico do commenio o con-
trato de sociedade feito em 28 de juuho prximo
lindo por Caetano Cyriaco da Cosa Mor eir e
Jos Adrioda Costa Mereira, estsbelecidos nes-
ta cidade sob a firma de C. C. da Costa Moreira
& Irralo, com o capital de 32:UOO000 fornecido
24:0009 pelo socio Caetano e 8:000 pelo socio
Adrio ; devendo a sociedade durar por lempo-
de tres anuos, contados do 1." de setembro do
anno prximo passado.
Secretara era ut supra.Julio Guimares,
Official-maior.
Pela mesma secretaria se faz tambem publico
o registro do contrato de sociedade feito aos 31
de julho Qndo, por Antonio Francisco das Neves
e Francisco Pedro ds Cruz Neves, estabelecidos
nesta cidade sob a firma de Neves & Cruz, com o
capital de 11:600/ fornecidos por ambos os so-
cios em partes iguaes ; devendo a sociedade du-
rar do 1.* do correte at igual dia do anno de
186 i. Secretara era ut supra. Julio Guima-
res, official-maior.
Pela niesms secretara tambem se faz publico
o registro do contrato de sociedade que em 22 da
julho prximo fiodo izeram Antonio Magalhes
da Silva e Jos Magalhesda Silva Porto, estabe-
lecidos nesta cidade sob a firma de Magalhes da
Silva Irmos, com o capital de 10:00J fornecidos
por ambos em partes iguaes ; devendo a socie-
dade durar por lempo de seis annos, contados da
20 do snpradito mez de julho.
Secretaria era ulsupra.Julio Guimares,
Official-maior.
Tribunal do eonamercio
Pela secretaria do tribunal do commereio da
provincia de Pernambuco aa faz cooslar o regis-
tro no competente livro do theor do papel de so-
ciedade sob a liruia Viuva Dias Pereira & G que
em data de 8 de maio ultimo a durar tres annos.
assigoaram D. Margarida Rodrigues Pereira e Jos
Muniz de Almeida, no qual se eslabelece que dita
sociedade ser por fira o commereio de calcado o-
perfumariaa na toja n. 16 da ra da Imperatriz
desta cidade com o capital de 28:693*110 em di-
uheiro, calcado, uteucilios o armario da sobredi-
la luja perlencentes a ambos os associados, com-
petindo ao socio Muniz de Almeida a gerencia d
eatanelecimento e exclusivo uso da firma social.
Secretara do trbunal do commereio de Per-
nambuco 10 de agosto de 1861.
Julio Guimares Official-maior.
Na mesma data supra ficou registrado tambes
o coolrato social em commandita, assignado por
Joo de Siqueira Ferro, Joaquim Gon^alves Pe-
reira Caacao, Portugueses, e Francisco Antonio
Pootual Jnior, Brasileiro, domiciliados uesta
cidade do Recife sob o firma de Caacao A Puntual.
O flm social o commereio de fazendas por groa-
se e a retalbo na toja n. S da roa do Cabug, com
o eapital de 10:000, sendo 5:000* perlencentes
ao socio com mandilarlo Joo de Siqueira Ferro,
eoa outros 5:000$ aos socios respossaveis. O uso
da firma exclusivo do socio Poninal Jnior, e a
deraeie do contrato aer iree anuos, costa les do
1.* de junho prximo passado.
Secretara ora ut retro.Julio Guimares, offi-
cial-maior.
Pola subdelsgacia do Sanio AoUnio ae fax
publico que ao ocha roeolhide acosa do delencio
o cabra Luiz, quo diz ser escravo de Manoel da
Rocha Filco.



(*)
3E
DHHIO DI P1R1UBMDCO. *- TESgA FEIRA 18 Ofi AGOSTO DE 1861.
Consclho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar o* objec-
oa seguintes:
Para o fabrico de diversas pegas de fardamentos
do corpo de guarnido deata provincia, do 9o
batalhao de iofaotaria e do 4* batalhio de ar-
lilharia a p.
727 corados de panno verde.
152 ditos de panno preto.
2085 varaa de brim branco.
1520 varaa de algodaoinho.
676 ditas de cordo preto de lia.
15 ditas de dito preto de retrs.
10 1[2 ditas de tranca de lia conforme o
gurioo.
2 ditas de galio de prata de 1 pollegada
largura.
1 1)2 ditas de dito de meta pollegada.
14 poloes grandes de metal pratreadocom n.9.
6 ditos pequeos de dito dito com n. 9.
52 grosaa e 16 boloes pretos de osso.
172 parea de clcheles pretos.
Para o corpo de guarnico.
20 bonete.
20 esleirs de palha.
20 grvalas de sola de lustre.
20 mantas de lia.
Para o 9o batalhao de infantaria.
! bonets para sargentos ajujante
THEATRO
t trata-ie no escriptorio de Azevedo & Mendos
ra da Cruz n. j, ou com o capillo oa praga.
DE
0-
de
Santa liabeL
EMPREZA-GERMANO.
28* RECITA DA ASSIGNATURA.
Qnarta-feira, 44 de Agosto de i 861.
Subir i scena o excellente drama em 5 actos,
original francez,
0 CONDE DE S. GEBJUO
OU
ODHBO EN PARS.
Terminar o espectculo com a primeira re-
presentado da linda comedia em um acto, or-
COMPAA PERNAIBUCAIU
DK
di est re.
1_ dito para msico.
150 ditos para inferiores, soldados e cornetas.
2 parea de charlateiras para os sargentos anu-
dantes e quartel mettre.
1 par de dita para msico.
572 esleirs de palha de carnauba.
187 gravatas de sola de lustre.
181 mantas de lia.
Pars a escolla do 4o batalhao de artilharia.
6 resmas de papel along.
6 caias de peonas de ac.
200 peonas de gango.
2 caivetes para aparar pennas.
6 garrafas de tinta preta para escrever.
6 duzias de lapis finos.
6 libras de areia preta.
36 collecoes de carias para principiantes.
36 taboadas.
12 compeo Jios de arilhmeticas por Avila.
12 gramticas portugueza por Monte Verde.
12 pautas.
36 traslados.
18 lapis de pedra.
Para o almoxarifado do arsenal de guerra.
10 toneladas de carvao de pedra.
20 quintaos de ferro em barra de 1 }{ polle-
gada.
6 quintaes de dito em verga de varanda.
6 quintaes de dito quadrado de 5 oitavos.
1 arroba de rame grosso de Ierro.
363 pares de clcheles.
Para o 9 batalhao de infantaria.
11 covados de flele encarnado.
2 covados de dito amarello.
Para o 9 batalhio de infantaria.
6 resmas de papel almaco.
6 caixas de peonas de ac.
200 pennas de gango.
2 caivetes.
6 garrafas de tinta para escrever.
6 duzias de lapis. ,
6 libras de areia preta.
36 collegas de cartas para principiante.
36 taboadas.
12 grammaticas portuguezas por Monte Verde,
ultima edico.
12 compendios de arilhmeticas por Avila.
36 tanslados.
12 pautas.
6 pedras para escripia.
18 lapis.
e quartel j ginal francez,
UM SEGUNDO ANDAR
NA
PERSONAGENS.
Chevillard
Zenobia, sua mulher .
Chandoreille .
Eglautina, sua mulher
l Autonieta, creada .
f Leo ......
Vicente.
D. Carmela.
Raymundo.
D. Isabel.
D. Jesuina.
Valle.
Aaccao passa-se em casa de Chandoreille. em
Pars.
Comecar s 7 X horas.
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Asiu'. Aracaty, Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante Moreira,
sahir para os portos do norte al o Cear no
dia 22 do correte s 4 horas da tarde. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Eocommendas,
passageiros e dinheiro a frete al o dia da sahid
a 1 hora : escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
w,m
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
mwtt u k mm.
tipera-se dos portos dosul no dia 13 do cor-
rente o vapor Cruzeiro do Sul, commandante
Gervazio Mancebo, o qual depois da demora do
costume seguir para os portos do norte.
Hecebom-se desde j passageiros, eocommen-
das, dinheiro a frete e engaja-se a carga que o
vapor poder cooduzir : a tratar na agencia ra
da Cruz o. 1, escriptorio de Azevedo & Mendes.
do Sr. Joao Antonio Paiva da Fonceca e
Antonio Rento Fernandes Braga da ar-
macao com todos seus pertenec confor-
me os mesmos senbores tinham remata-
dos, da taberna da praca da Boa-Vista,
n. 16 A, quarta-feira 14 do corrente as
10 horas da manhaa emponto na mes-
ma taberna o dito leilao.
LEILAO
Atsos martimos.
REAL COMPANHIA
DE
Paquetesinglezes a vapor
Al o dia 14 do corrente espera-se do sul o
vspor Magdalena, o qual depois da demora do
costume seguir para Soulhampton tocando nos
i portos de S. Vicente e Lisboa, para passagens
j etc., trata se com os agentes Adamson, Howie
& C, ra do Trapiche Novo n. 42.
i N. B. Os embrulhos s se recebem al duas
horas antes de se fechirem as malas ou urna ho-
ra antes pagando um palacio alm do respectivo
, frete.
* v.eJJ,de-se a escuna portugueza Emilia, de lote
de 108 toneladas purtugnezas, bem construida,
forrada e encavilhada de cobre, muito veleira
preparada a navegar para qualquer parte, tendo
sido empregada desde que sahio do eslaleiro a
conduzir fructaa de Lisboa para a Inglaterra:
quem a pretender pode examina-la no ancora-
douro deste porto aonde se acha Tundeada, e pa-
ra tratar no escriptorio de Azevedo & Mendes,
ra da Cruz n. 1.
Lees.
Leilo
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Quem quizer vender taesobjectos, aprsente aaNaVegacO COSteira a VaDOr
anas propostas em carta fechada, na secretaria do a -12 \ v'"*'*'v'"" ,0FW1
n.oik ai----- a.___'..*. ,.".". vapor Perstnunga, commandante Moara
conselho administrativo,
arsenal de guerra, 9 de
segu viagem para os portos do sul de soa es-
cala no dia 20 de agosto as 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 19 ao meio dia. Passagei-
ros e dinheiro a frete al o dia da sahida 1
hora : escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
BU9i
conselho, s 10 horas da manhaa do dia 16 do
corrente mez.
Sala das sessdes do
para fornecimento do
agoslo de 1861.
Denlo Jote Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaqium Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Olangador dajrecebedora de rendas inter-
nas gerses de conformidade com o artigo 37 e
seus do decreto de 17 de margo de 1860, con-
tina no dia 12 do corrente mez a fazer a collec-
ta as ruts seguintes : Tanoeiros, Trapiche, pra-
ca do Commercio e Vigario, do bairro do Recife,
dos imposlos a qua esli sujeitas as lujas e esas
commerciaes, e outras de diveists classes e de-
nomioages, avisa aos donos dos seus respectivos
eslabelecimentos para que tenham presente no
acto da colecta os recibos e papis de arrenda-
menlo de suas casas, visto que ellestero de ser-
vir de base ao nrocesso do laogameoto.
Recebedoria de Pernambuco 10 de agosto de
j861.Jos Theodoro de Sena.
Collectoria provincial de
Oliuda.
i
O collector de rendas provinciaes da cidade de
Olinda manda fazer publico pelo presente que
tem designado os das de segunda, quarta e sex-
ta-feira da semana para proceder os lancamentos
da decima urbana, e dos impostos de 4 0,0 sobre
o aluguel das casas de diversos estabeleciaienlos
commerciaes, de 8 0[0 sobre o aluguel das casas
em que estiverem os escriptorios, de 20 0|0 de
agurdente do consumo, de 5 0|0 sbreos alu-
gueis das casas pertencentes s corporages de
mo mora, edo imposto sobre os carros de pas-
seio e de aluguel, para o anno Uoanceiro de 1861 ;
a 1862 ; e que nos oulros dias da semana conti- .
nuar a arrecadagao da decima urbana perten-
etnte ao exercicio de 1860 a 1861, da divida ac- ..hir PAm K,e
tiva, e mais imposiges a cargo da mesraa col- l? ''?" """*? barca Flor de S. Si-
leclona. ma0* Por ler P"1** < carga prompta: para o
Collectoria provincial de Olinda 29 de julho de I"?,'? S*?***"09' i"1":86 c.om Carvalho. No-
1861.-0 escrivao, Buetra &C., ni ra do Vigario n. 9. primeiro
Joio Goncalves Rodrigues Franga "' ,
Consulat de France b
O palhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo. segu para a Baha em
poucos das ; para o resto da cerga que lhe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Dos n. 12.
Maranho e Para.
O hiate Novaes segu no dia 15 do corrente,
etem meio carregamento tratado: com o resto
trata-se com os consignatarios Marques, Barros
& C, largo do Corpo Santo n. 6.
Para Montevideo
segu para este porto no dia 14 do corrente, a
velleira barca nacional Castro III : para pas-
sageiros, trata-se com os consignatarios Pinto
deSouza & Bairo, na ra da Cruz n. 21, ou
com o capitio na praga.
Para o Aracaty
sahe cora brevidade e hiite Dois Irmos, j
tem a maior parte da carRa, para o resto trata-
se com Mariios & Irmo, ou com o meslre Joa-
quim Jos da Silveira.
O patacho Barros I segu para o Rio de
Janeiro impreterivelmenle no dia 14 do corrente,
recebe escravos a frete someute : trata-se com o
capitio na praga. ou com os consignatarios
ra da Cruz n. 45.
Lisboa e Porto
Quarta-feira 14 do corrente.
O dono da loja de louca da ra do
Rosario-Larga n, 32 continuara' poren-
tervencao do agente Costa Carvalho, fa-
r leilao da sua loja de louQa, consis-
t ndo em apparelhos de todas as quali-
dades para jantar e almoro, urna en-
mensidade de vidros e cristae, e mui-
tos outros objectos que estarao patentes
no acto do leilao, prometendo entregar
tudo pelo maior preco encontrado,
quarta-ieira 14 do corrente ao meio-dia
emponto.
U1LA0.
Quarta-feira 14 do corrente.
O agente Camargo far leilao dos restos exis-
tentes no seu armazem da ra do Vigario n. 10
sem limite algum. Os senhores que tiverem
objectos no mesmo hajam de vir buscar nostes 3
das do contrario serao vendidos ao correr do
martello, no mencionado dia as 11 horas em
ponto.
Grande laboratorio a va-
por de lavagem e
engommado de roupa.
Avisos diversos.
na
Jos
Fernambouc.
I.c eonsul de France a ses compa-
triotes rsldant ou de pas-
sage Fernauhoue.
MESSlERS ET CHERS COMPATR10TES.
J|ai l'honneur de vous prevenir que jeudi pro-
chain, 15 du courant, un Te Deum sera chant
urfe heure aprs midi, l'glise dla Penha, a
l'occasion de la fte de S. M. l'Empereur Napo-
len III, nolre auguste Souverain.
L'emprssement que vous avez toujours mis
?ous rendre cette qaremonie, ne se dementira
ps, j'en suis sur. et aprs avoir, tant de fois
dj, mlaux vceux que nousne cessona de for-
mer pour nolre magnnima Souverain, dea
aclions de grces, pour lea brillarla succes de
nos armes, tous, de nouveau runis l'ombrede
ootre immortel drapeau, oous y ajooterons,
aujourd'hui, celles que nos inspirent la paix glo-
rieuae que sa haute sagesse a au nooa aasurer et
qui sera an des nombreux bienfaits, eomme une
les gloires de son rgne.
En ce qui me concerne, messieurs et ebera
compatriotea.jeserai heureuxque des previsin,
^ui ne se sont pas ralises, me permettent de
me retrouver encor au milieu de la famille
franesise lablie en cette villa et de pouvoir vous
xprimer toua, les senttmentg de dvouement
ans bornes et de sincere affeclion que je vous
i vous et dont je vous prie d'agrer ici, l'assu-
rance, joinle i celle de ma considration la plus
listingue.
Votre affectionn servlteur
Vte. E.dtUmont.
Fernambouc le 9 Aot 1861.
Pela administracao do correio desla provin-
cia se faz publico, que em virtude da convenci
postal celebrada pelo goveroo brasileiro e frasees
serao expedidas malas para a Europa no dia 15
do corrente. de conformidade com o annoacio
este correio publicado no Diario de 9 de feve-
reiro deste anno.
As cartas serio recebida at S horaa antea da
xiaes at 4 horas antes.
Correio de Pernambuco 10 de agosto de 1861.
O administrador, Domingos dos Passos Mi-
randa.
O veleiro Garibaldi, meslre Custodio
Vianna : a tratar com Tasso Irmos.
Porto por Lisboa
Segu em breves dias a barca nacional There-
za I por ler sua carga engajada e parle della j
a bordo, recebe nicamente passageiros, para o
que lem excellentea commodos, e trata-so com
Bailar & Oliveira, ra daCadeia do Recife n. 12.
Para o Aracaty e Asst
segu em poucos dias o hiate Camaragibe por
j ter metade de seu carrsgamento : para o resto
e passageiros, trala-se na ra do Vigario n. 5.
Sexta-feira 16 do corrente.
O agente Costa Carvalho autoriaado por urna
familia que retirou-se para fora da provincia far
leilao de sua mobilia e mais objectos, consistente
em urna mobilia de mogoo, guarda vestidos,
commodas, cama franceza, cadeiras avulsas
marquezas, sof, mesas de amarello, commodas
de Jacaranda, toucador, eatantes, lanlernas, qna-
dros, jarros e oatros muitos objectos que ser
enfadonho annuociar, qae tudo ser vendido so
cornr do martello : as 11 horas da manhaa na
casa da ra do Hospicio n. 78.
LEILAO
A 16 do corrente.
Halter Thompson, capillo da barca iogleza
Colina, far leile, precedida a competente
aulorisaro do Illm. Sr. Inspector da alfandega,
cora assisteocia 4Lum empregado desta repar-
tigo para o effeiCSomeado, e do Sr. agente de
Loyds nesta praga, por inlervcftcao do agente
Oliveira, e por conta e risco de quem perteucer
do carregamento de 4.800 saceos de aistcar
branco, sendo cerca de 700 saceos considralos
em melhor estado e 4,100 saceos avariados quisi
na sua totilidade abordo da referida barca, em
consequencia de haver esta outra vez entrado
com agua aberta e arribada neste porto, dond
havia sabido com destino a Valparaizo :
Sexta-feira 16
do corrente, ao meio-dia em ponto, no armazem
do Exm. baro do Livrameoto, sito no caes
d'Apollo, onde os pretendentes sao convidados
a ir examinar com antecipacao o estado do refe-
rido assucar.
Conliiiuatjo do leilao
DE
FAZENDAS.
Quarta-feira 14 do corrente.
Antunes continuar a fazer leudes de fazen-
das a relalho, de todas asqualidades procuradas,
que com vista animar os compradores e seri
entregues sem reserva de prego, no dia cima
designado as 11 horas em ponto.
LEILAO
IOTERI4
Sabbado 17 do corrente andaro im-
preterivelmente as rodas da sexta parte
da quarta lotera (primeira concessao)
do Gymnasio Pernambucano, pelas 10
horas da manh5a. Os bilhetes e meios
bilbetes acham-se a venda na tbesoura-
ria das loteras, que se acha mudada
para a ra do Crespo n. 15, pavimento
terreo e as casas commmionadas do
costume. Os premios sero pagos in-
continente a entrega das listas.
0 thesoureiro,
Antonio Je se Rodrigues de Souza.
K^
.-lSlfti.-*^1-
Jos Dias da Silva Jnior, Jos Ro-
drigues de Sena Santos, D Joaquina
Francisca de Salles Sena, Jos Das da
Silva e D. Thereza de Jess Moraes e
Silva do intimo d'alma agradecem a
todas as pessoas que assistiram ao fu-
neral de sua esposa, fllha e ora ; e de
novo as convidara para lambem assisti-
rem a missa e memento no stimo dia
que ter lugar na capella do cemiterio'
publico, sabbado 17 do corrente, s 6
Baha.
Segu a sumaca Hortencia, capitio Belchioi
Haciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
fulla e passageiros, trala-ae com Azevedo & Men-
des, ra da Cruz n. 1.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante, capitio Henrique Correia Freitss, o
qual tem parte da carga prompta : para o resto
que lhe falta e escravos a frete, trata-se com
Azevedo & Mendes, ra da Crnz n. 1.
Terga-feira 13 do corrente.
O agente Pinto far leilao sem reserva de
prego de 50 caixas com cerveja branct do mais
afamado fabricante, em lotes a vontadtdos com-
pradores, as 11 horas em pouto do dia cima
mencionado, no armazem do Sr. Fran:isto Gue-
dea de Araujo, ra do Amorim.
LEILAO
DE
Malaquias de Lagos Ferreira Cos.
n, transferio sua residencia para a ra
co Rosario, da Boa-Vista, casas as. 12
el4, onde pode ser procurado das qua-
tr as 6 horas da tarde de todos
dts uteis.
DE
Aguiar, Ramos A C.
Este estabelecimento se acha aberto
para o publico, que quiser delle uti-
lisar-se.
A roupa que for s para ser lavada
devera' ser remettida em sacos amar*
rados, e [nos mesmo ssra' entregue s
que for para ser engommda deveta' ir
em saceos, mas seus donos a manda-
rao buscar em vasilhas a propriadas.
Toda a roupa de ve ser acompanhada
por um rol bem especificado, o qual fi-
cara' no estabelecimento ate a restitui-
cao da roupa.
A roupa sera' entregue e recebida na
casa de banhos no pateo do Carmo, ou
no sitio dos Buritis, conforme mais con-
vier ao freguez.
Nao ha vera'motivo algum que pei-
mitta a restituicao da roupa sem que se
ja entregue seu importe, e na mesma
occasiao devera' o portador levar o do
cumento que tiver recebido ao entregar
a roupa suja.
Juvino Carueiro Machado Rios vai ao Ro
de Janeiro.
Aluga-se o segundo andar da casa da ra
da Cadea Velha n. 51, com sala e gabinete for-
rados de papel, e ptimos commodos, pagando o
novoioquilioo algumaa bemfaitorias : a tratar no
mesmo andar, das 4 horas em dianle.
Offerece-se urna ama propria para lodo o
servico de urna casa de portas dentro : na ra
doBurgoa n. 5.
Bento Carpinteiro Domingues, subdito hes-
panhol, retira-se para fora da provincia.
Precisa-se d% 2:0003000 com hypolheca em
4 ou 5 escravos mocos, pagando-se o premio
meosalmente pelo prazo de 1 ou 2 annoa : quem
quizer aununcie por este Diario.
Chegou no eogenho Itapirema de cima, co-
marca de Goianna, no dia 12 de janho prximo
passado o escravo Joaquim, de cor preta, e de
ldade pouco mais ou menoa de 25 anuos, procu-
rando senhor para o comprar, diz pertencer ao
Sr. Jos Evaristo do Rosario Vasconcellcs, mora-
dor que foi em Santo Antao, e o mesmo tambem
diz achar-se fgido ha 3 mezes : portaoto, quem
direito tiver ao dito escravo, e o queira vender
poder procurar nesta cidade a Jos Pinto da
Costa, morador na ra Direita n. 4. e nao se -
car responsavel pela fuga, ou outro eslravio que
possa ter o mesmo escravo.
Aos senhores de ehgenhos.
Um official de caldeireiro se offerece para ir a
qualquer eogenho concertar alambiques ou ser-
pentinas, e outras obras de cobre com toda a per-
feigao : os pretendentes dirijam-se a ra Impe-
rial n. 215, que achara o dito official. Na mes-
ma casa se vende um boi de carraca com boas
carnes.
- Precisa-se alugar um moleque que compre
e faga o servigo grosseiro de urna pequea fami-
lia ; na ra larga do Rosario n. 32, loja de cha-
rutos.
Aluga-se um escravo cozinheiro, e que faz
o maisservic.o de urna casa : na ra do Cabug
numero II.
Aluga-se um preto cozinheiro, preferiodo-
se casa estrangeira: a tratar na ra do Rangel
o. 69, primeiro andar.
Precisa-se fallar ao Sr. acadmico Francis-
co barbosa Cordeiro, na ra Nova n. 7.
Precisa-se alugar urna ama para o servico
de urna casa de pouca familia, preferindo-se es-
crava ; na ra Nova n. 33.
Na ra do Seve (Una dos Ralos) n. 8, pre-
cisa-se alugar um moleque de 12 a 14 annos, que
tenha boa conducta, paga-se bem.
Macaco fgido.
Na tarde de 7 do correnle fugio da casa n. 35
dar** Velha um macaquinho do Para, foi visto
ao escurecer aos telhados prximos : pede-se a
pessoa que o tiver em seu poder o obsequio de
manda-lo levar casa cima, que ser gratifi-
cada.
quem
em carta fe-
ao trapiche da Com-
Engommadeira de
Pars.
Hdame Blanchin avisa seus numerosos fre-
guezea que transferio sua morada para a ra >-
Arago n. 28, onde se encarrega especialmente
dos eogomraadoa de roopas Qnas da. senhora,
laes como vestidos bordados o folhas, golinhaa,
manguitos e todas as pecas bordadas e arrea-
dadas.
Urna pessoa com boa letra e orthograph,
Mbendo lr e escrever correctamenie urna das
linguas eslfangeiraa mais usadas no commercio
com conhecimento de escripturacio mercantil
e pratica de acnptorio, desojando empregar-se
no magisterio de guarda-Iivros em alguma casa
de commercio, offerece seu presumo
delle se quizer atilisar, dirija-se,
diada as iniciaesJ. B.,
panbia.
Por ordera do Sr. iuiz da irmandade de
Sanl Anna, erecta na igreja da Santa Cruz, sao
convidados os irmos. da mesma irmandade a
comparecerem no dia 15 do corrente, s 9 horas
do dia no consistorio da mesma igrejs, aflm de se
proceder a respectiva elelcio da nova mesa que
tem de reger a mencionada irmandade para o
anno de 1861 a 1852. Recife 10 de agosto de 1861.
O secretario, Juvelioo A. de Barros Crrela.
Na livraria n. 6 e 8 da prav;a da Indepen-
dencia se dir quem compra dous sobrados do um
andar em boa ra ou algumas casas terreas.
Attenco;
Mello, Irmlo, tendo comprado ao arrematante
da massa fallida de Manoel Francisco de Mello,
faz scientes aos devedores da dita massa a vlrera
pagar os seus dbitos, e os que nao fizerem sero
chamados a juizo. Recife 12 de agosto de 1861.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santos 4 C. sacam e tomam
saques sobre a praca de Lisboa.
Ausenlou-se de casa de seu seuhor o escra-
vo mulato escuro de nome Joo, idade de 18
annos, rosto comprido, cabellos crespos, olhos
vivos, bocea grande, bons denles alvoa e abertos,
ar alegre, estatura regular, levou roupa branca e
ui, chapeo de fellro e bonet: quem o appre-
hender dirjase ao sitio da Sra. vluva Lassere ou
ra da Cadeia do Recife n. 20, que ser gene-
rosamente recompensado.
Ausenlou-se da casa do Sr. Manoel Ferreira
da Silva Tarrozo no dia 7 de julho do correnle
anno, o escravo prelo de nome Caetano, naco
Benguella, de idade pouco maia ou menos 30 e
lanos annos, estatura regular, magro, com beli-
de no olho esquerdo, e alguns signaes de bexi-
ga no rosto : quem o apprehender conduza-o
casa do Sr. cima, ra de Apollo ou ra da
Aurora n. 36, que ser gratificado.
Francisco Ramos de Azevedo, subdito Por-
tuguez, retira-se para a Bahia.
Aluga-se duas escravas para o servico w-
lerno de casa de pouca familia : quem pretender
dinja-se ra do Queimado n. 6, que achar com
quem tratar.
Precisa-se de am portuguez para feilor de
engenho e que (enha pratica: a tratar na Boa-
Vista, traveisa do Veraa n. 3.
Joo Paula Pinto (cabellercir), por haver
outros de igual nome, assignar-se-ha desta data
em diante por Joo Godofredo Pinto. Recife 13
de agosto de 1861.
Est para alugar-ae aloja do sobrado da
ra das Cruzes n. 9. ptima para escriptorio
quem pretender falle no mesmo sobrado, lado
direito quem vai da ra do Queimalo para S.
Francisco.
Aluga-se urna escrava para engommar e
fazer o servico inlerno de urna casa de pouca fa-
milia : quem pretender dirija-se travessa das
Lruzes n. 4, loja de calcado.
Precisa-se de 200JJ com seguraoca em urna
pequea casa de pedra e cal na freguezia de S.
Jos, a qual se veode depois de concertada : na
ra da Assump^o n. 44, segundo andar.
O abaixo assignado declara que deixou de
ser caixeiro do Sr. Antonio Francisco Martios de
Miranda desde o da 5 do corrente. Recife 12 de
agosto de 1861.
Jos Maria Nunes.
O
Deseja-se tallar a negocio que lhe
diz -espeito, ao Sr. Antonio da Cunba
Maciado Jnior; no
Sanb, armazem n. 6.
largo do Corpo
MOV

O palaeho nacional Barrot 1, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-ae com viava
Amorim & Filho, ra da Cruz n. 45 ou com o
capito a bordo.

Para Lisboa e
Porto.
Segae com brevidade o brigue nacional En-
Q
Quarta-feira 14 do corrente baver leiao por
intervenco do agente Pinto, de diversosTrastes
como sejam : mobilias. marquezas, mesaV n
cretaria, commodas, guarda roupa, lavato o de
mogoo, mesa elstica, costureira, toucade ca-
deiras de balanco e outros ebjectoa que lero
vendidos sem reserva de preco. em o
Nesta mesma occasii
ndar do sobrado n. 10 ruada Cadeia. % sentarem suas coolas no prazo de oilo dias,aflm
vender-se-ha urna
com urna cria de 2
rodas com um cavallo de
excellente vacca holideza
mezes. um cabrioletlde 2
Buenos-Ayres. i
LEILAO
DA
Arma^o da
berna,
Crila Dionizia dos Sanios Bourgard.
JoseLeopoldo Bourgard, Isabel Carolina
Uour;ard Jardim, Carlota Leopoldina dos
sant Bourgard, Maria Adelaide dos San-
tosi Bmrgard, Adolplio Leopoldo Bourgard
Ana Ferreira dos Santos Bourgard, cor-
dialmeite agradecem a todas as pessoaa
que st dignaram acompanhar os restos
moriae ao cemiterio publico de seu mui
queridoesposo, pai e sogro, rogando-lhes
se digom assistir a missa do stimo dia
que ter ugar no dia 14 do correnle s 7
horas da uanha na igreja do Espirito San-
to, pelo jue se confessaro eternamente
agradecidis. Becife 12 de agosto de 1861
PubIica$ao Iliteraria.
Publicou-se ecentemente no Rio de Janeiro o
Ensaio critico obre a viagem do Brasil em 1852
de Carlos B. M>dsfioldi>. por A. D. de Pascoal
membro do instinto Histrico e Geographico do
Brasil e de oulrascorporagoes scientificas e Ili-
terarias estrangeins. Esta obra estar completa
em pouco lempo, contarde 2 volumeaem8.
ntidamente impreao. Subscreve-se para ella na
SSlf* z D^ W> Bm ,cm de *iUTa Amorim &
vlu calexemplar, pagos a entrega do 1.
Precisa-se di um caixeiro de idade de 14
a 16 annos, que fenha pratica de negocio, para
um estabeleciment fora desta pra?a : a tratar na
ra da Cadeia do Recife, loja n. 26.
Rosa Maria di Costa Carvalho roga a todas
as pessoas que se jalgarem credoras do seu fina-
do mando, Jos Manoel de Carvalho, de apre-
iltencao.
Francisco Jos Fernandes Pires avisa a seus
freguezes e ao publico, que o seu novo estabele-
cimento de molhados da ra da Imperatriz n. 4
junto a ponte, acha-se bem sor lid o e de gneros
bons, e prometi vender em conta.
lora
exposicao
DE
candieiros a gaz.
Ra Nova numero 24.
0 propietario deste estabelecimento toma a
honra de annunciar ao publico que no dia 8 do
corrente abrir seu novo estabelecimento de can-
dieiros econmicos a gaz, as 6 horas da noite se
achara illuminado at as 9 lj2 da noite com toda
franqueza para verem e conhecrem a icilidade
que ha em usarem dos ditos candieiros em eco-
noma, pela muita experiencia que ha feito com
os ditos candieiros, se encontrar de todos os
presos e qualidades ; todos aquelles que quize-
rem usar de ditos candieiros, deixo de mencionar
todas as qualidades que ha pela immensidade
que se offerece por estarem expostos com toda
franqueza no dito estabelecimento, na ra Nova
numero 24.Carneiro Vianna.
Ama.
Precwa-se de urna ami forra para cozinhar e
eDgoaamar para casa de pouca familia : na loja de
Irnos ao pe do arco de Santo Antonio.
A professora Carolina d Azevedo Carvalho
Siqueira Varejo d liges de piano e canto, ga-
rante as suasalumnas queem breve tempo faro
progresso per ter de ensinar pelo melhodo maia
abreviado : quem de seu prestimo quizer ulili-
sar-se, procure na Capuoga, ra das Pernambu-
canas, casa dos herdeiros do fallecido padre Ca-
pristano.
. Toma-sea qusntia de 6:000$ a premio de
um por centoao mez pelo temso que se conven-
conar, dndose para garanta hypotheca em
tres casas terreas nesta cidade. no valor de dez
contos de res : quem quizer fazer esse negocio,
aonuncie por este Diario para ser procurado
Aliento.
rae para fora da
te
DA
da mesma fazer o inventario.
Antonio Jaciath Simdes
provincia.
Manoel Jos Ferreira Jnior, subdito por-
tugus, vae ao Rio de Janeiro.
Aluga-se a saia da frente do 1. andar da
ra ova n. 26 : quem a pretender dirija-se
mesma roa n. 39. *
Aluga-se ama preta com todas as habilida-
des, fazendo tudo com perfeico e asseio, propria
para servir em ama casa estrangeira, ou outra
qualquer pessoa que goste de pastar bem : afiao-
ca-se a conducta da mesma : quem a pretender,
dirija-se Boa-Vista, travessa do Veras, sobrado
de um andar n. 13. '
Offerece-se
ira toda e qualqi
junto a cocheira.
uma mulher para ama secca
para toda e qualquer casa ; na ra da Pas n. 2,
commissao de escravos.,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita ra foi transferido o escriptorio de
commissao de escravoa que se achava estabeleci-
do no largo do Paraizo n. 16, e ahi da mesma
sorle se contina a receber escravos para serem
vendidos por commisao e por conta de seas se-
nhores, nao se poupando esforgos para qae os
mesmos sejam vendidos com promptido, afim
de seus senbores nao aoffrerem empate com a
venda destes; assim como se afianza o bom tra-
tamento eseguranja. Nesta mesma cssa taasem-
pre para vender escravoa de ambos os sexos, mo-
gos e velbos, com habilidades e sem ellas.
Manoel Alvea Guerra saca aobre o Rio de
Janeiro.
??? ;
{baDmete medico cirurgico.g
Ra das Flores n. 37. S
9 Serio dadas consiltas medicas-cirurgi- *
J cas pelo Dr. Estevo Cavalcant de Albu-
querque das 6 as 10 horas da manhla, ac-
cudindo aoa chamados com a maior bre-
vidade possivel.
! Partos.
2. Molestias de pelle.
3.a dem dos olhos.
* dem dos orgos genitaes.
Praticar toda e qualquer operaco em
seu gabinete ou em casa dos dotntes con-
forme lhes fr maia conveniente.

Praca da Boa-Vista n. le
genia, de primeira classe, capitio Manoel Exe- -^^ -,ojaj- j_ i?___c r?**- T
quiel Migeos, o qual tea dont tercos da carga P0* fnda> do Exm. Sr. Dr. juiz l !>. tem 58 anuos, levou cal6a de
engajada, para o reato que lke falta e passageiros I pecial do commercio por conta e r4lnn do Rang n.'w qUei* P6g" IeTe* "
MZ uuflL*}!?9 a*2l<> prel< AbIodo, alto,
Antunes Guimaraes & C. saccam
obre a pra^a do Rio de Janeiro.
Carvalho Nogueira & C. saccam
sobre Lisboa e Porto, ra do Vigario n.
, primeiro andar escriptorio.
W
Para salisfazer a certos compromissos, preci-
sa-se de render 5 escravos mocos, bons e com
habilidades : ca ra do Imperador n. 12, sobrado
SOCIEDADE
nio Beneflcente
DOS
D a MARTIMOS.
ue ordem do Sr. presidente convido a todos
os socios efleclivos para no dia sexla-feira 16 do
corrente, na matriz do Corpo Sanio, pelas 6 ho-
ras da manhaa, assistirem a uma miasa pelo re-
pouso d'alma do nosso socio Jos MaiRel de Car-
valho. ^i
Secretaria da sociedade nio Beneflcente dos
Martimos li de agosto de 1861.
Ballhasar Jos dos Fiis.
1. secretario.
AVISO.
Quem precisar de um caixeiro portugus con
toda a pratica de taberna, o qusl d fiador & sua
conducta e responsabilisa-se a tomar qualquer
uma por balao^o, e na falta de taberna tambem
taz cobrancas.tanto na praga como para fora del-
la : quem precisar para uma ou outra cousa, an-
nuncie sua morada ou procure na taberna do Sr.
Francisco Jos de FreiUs Guimaraes, oa ruad
Ncguetra n. 3. ~a i
Attencao
Em virtade do art. 13 do cap. 3 dos estatutos
da veneravel ordem terceira de S. Francisco da
cidade de Olinda, e de conformidade com is or-
dens do irmao ministro Jos Elias de Vasconcel-
os, tenho a honra de convidar encarecidamente
a lodos os nossos charissimos irmos terceiros
para que se digoem de comparecer na igreja da
nossa veneravel ordem s 8 horas da manhaa do
dia lo do corrente mez, paramentados com os
seus reapectivos hbitos aflm de assiatirmos a
missa do Divino Eapirito Santo, que se tem de
celebrar na igreja da nossa ordem, e ao depois
encocorados no consistorio da metmi se proce-
.'T -0Ti mew P,ra nno d 1861
a iso Secretarla da veneravel ordem terceira
da penitencia de S. Franciaco da cidade de Olin-
da 11 de agoslo de 1861.-0 secretario,
Accendino Goncalves Rodrigues Franca.
Quem quizer alugar dous pretos para qual-
Cutileiro.
Concerta armas, machinas de coser, amla 0
limpa navalhas de barba, teaouras, instrumentos
crnrgicos e de denUaU, Umben (as apparelhos
orthopedicos para andireitar pamas qualquer
1 obra de sua arle : ras da Imperatrit n. 19.


KARIO M PERNAODCO. TEBCA FEUU 13 M AGOSTO DI 1861.
0 abano assigoado pede toda attengao das
autoridades da comarca de Nazareth para as vio-
lencias, excessos, e desalios com que costuma
ortar-se no exercicio de sea offlclo am tal Le-
andro, oflicial de justiga da mesma comarca, o
qual tem levado o sen desordensdo procedimen-
to ao ponto de fszer citacoes as 9 horas da noi-
te 11! Joaquim Affonso Ferreira de Helio.
Um papagaio fgido.
No sabbado as 6 horas da tarde fugio da cas* o.
19da ruadas Trincheiras um papagaio bom Tal-
lador, tem um dedo do p esquerdo cortado : ro-
ga-se a quem o recolheu que se digne mandar
entregar em mo do tabelio Bapiista de S, que
dar o achado.
Fugio do ngeobo Caneirioba, na beira do
rio Seriohaem, o mulato de nome Raymundo, de
idade de 30 annos, alto, secco, cabellos crespos e
amarellados, cara descarnada, tem pouca barba
e bigode ruim, nariz afilado, olhos amarellados,
pea comprldos, grandes e seceos, e tem um tes-
tculo'mais grossoeque o ordinario^ pronostico,
canta e inclinado a poeta, consta que seguio
para a cidade do Recife, disendo que vinha sen-
tar praga, pertence a Joo Soares da Costa : quem
o pegar, recolha-o cadeia, que se pagar toda a
despeza.
Coinpra-se
um par de malas do pregara que esteja em bom
estado: na ruado Rangel, taberna n. 48, esquina
do becco do Carceireiro.
- Vendem-se duas escravas de bonitas figuras,
proprias para todo e qualquer servigo de urna
casa ; os pretendentes dirijam-se a ra da Auro-
ra casa n. 62, terceiro andar.
Veodem-se copos sortidos de contra-metade
para baixo a 520 a duzia, e avulso a 60 rs.: na
ra da Matriz da Boa-Vista n. 27.
Novidade.
Fazendas baratis-
simas.
Chitas modernas inglezas, covado a 180 rs.
Ditas fraccezas, bom gosto, corado a 210.
Cassss pintadas muito finas, covado a 240.
Vestuario para meninos a 3$.
Cortes de vestidos de phantasia para baile a 6$.
Chales de merino com palmas de velludo a 7g.
Ditos de dito com pontas redondas a 6$.
Camisas de cambraia de linho para seohora
8000.
Grosdenaple preto superior, covado a 1800.
Cortes de seda lavrada uperior a 35g.
' Pegas de madapolo muito fino a 4{f500.
Laaziohas de quadros para vestidos, covado a
240 rs.
Camisas (rancezas de linho para hornera, duzia
a 359000.
Manteletes de grosdenaple preto e de cores a
209000;
Cortes de cambria de seda a 65.
Ditos de colletes de velludo superiores a 69.
Sedas pretas lavradas, covado a lg-20O.
Chaly de cores com listra de seda, covado a
500 rs.
Corles de gorguro de seda para collete a 23300
Velbutioa lavrada de cores, covado a 500 rs.
Esguio de linho muito fino, vara a 1$.
Cambraias de salpicos muito finas, pega a 3J900
Lengos braocos de cimbraia, grandes, duzia a
(8)
Eofeites pretos e de cores de vidrilbo a 2$.
Luvas de pellica brancas a 12500.
Riscados francotes fios, covado a 220.
Meias cruas muito finas, duzia a 35O0.
Bem como muitas outras fazendas baralissimas
tanto para negociar como para gasto das familias
que faro a msior economa comprando ; na loja
de titeadas e deposito de machinas de costura,
de Raymundo Carlos Leite & Irmo, n. 12, ra
da Imperatriz, antigamente aterro da Boa-Vista.
So Magalhes
Hendes.
Na ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa -
Vista, loja armazenada de 4 portas n. 56, recebeu
novo sortimento de cortes decassas fraocezascom
2 saias e 7 babedos a 39, ditos de cambraia de 7
babados eafeitados com traoga a 39500 e 4$, di-
tos de tarlaUaa de cores a 39 e 3$5O, ditos de
cambraia de babados de diversas qualidades a 49
e 59. finos cortes bordados eofeitados com ntre-
melos de 2,3, 4 e 5 binados a 79 e 89, pegas de
chitas de cores fixas a 69 e 69500, ditas france-
zas a 89, 89500 e 9g, ditas de organdys com 30
cavados a 139, ludo em perfeito estado.
As 4 portas da loja arma-
zenada de pars
Ra da Imperatriz, loja armazenada de 4 por-
tas n. 56, sende-se barato orgaodys de lindos
gostos a 500 rs. o covado, riscado francez a 200
rs. o covado, chitas fraocezas a 240, 260 e 280 o
covado, ditas estrellas a 180 e 200 rs. o eovado.
Gobertas.
Coserlas de groxe a 99. ditas de chitas a 19800,
leogoes de linho a 29, ditos de algodo a 19 e
12U0, eotremeios e tiras bordadas a 19000 a pe-
ga, saias de balo a 39, ditas de filas largas dos
lados a 39500. A loja armazenada est aberta at
as 9 horas da noite.
Bom e assim barato
rungue deixa de comprar urna pasta para pa-
pel por 19000. Na loja d'aguia branca acha-se
umaporgao de boas e perfeitas pastas para pa-
pel com calendario perpetuo, e inlice das feslas
mudareis, pelo que se tornim dd rauita utili-
dade, e o pequeo prego de 19003 cada urna
convida a aproveilar-se da occasio em que se
eslo ellas vndenlo por metade do que sem-
pre cuslusaam ; assim dirijam-se a ra do
Queimado, leja d'aguia braaca n. 16, que ser
bem servido.
Gravatinhas de raz de
coral,
o melhor que possivel. Vende-se mui bonitas
gravatiohas de raiz de coral com duas e tres
voltase lagos nss pontas, sendo ellas bastante
compridas, avista do que sao baratissimas a
29500 e 39OOO: assim bom e barato s na loja
d'aguia branca, ma do Queimado n. 16.
Vende-se para eogenho urna negra de meia
idade, sabe eozinuar e fazer todo o servigo, o
motivo da veoda se dir ao comprador, ou lu-
ga se, nao deixando sabir a roa,: na ui Ma-
triz da Boa-vista n. 40.
Objectos de gosto para
casamentas.
A loja d'aguia branca acaba de receber a sua
oncommenda um completo sortimento de objec-
tos do gosto, proprios para casamento*, sendo
finas luvas de pellica eofeiladas para ooivas, de-
licadas capellas com 1 e 2 caixos para o paito,
caicos brancos de flores mui finas, bonitas fitas
brancas lavradas para lagos, ditas muito eslreitas
para eofeites de vestidos, franjas de seta e irn-
gas brancas para o mesmo tira, meias brancas
de seda, fazenda muito boa, bonitas ligas de
dita (to bem ha para meninos] grvalas bran-
cas do seda e chamelote para noivos, em lira
urna rariadade de objectos escolbidas ao melhor
gosto, e o mais moderno, todos proprios para
casamentos: na ra do Queimado, loja d'aguia
branca, n. 16.
Calcado barato.
fPNa loja do Arantes vende-se 1 dinheiro
vista i
Borzeguins de lustre para homem a 5|000.
Ditos de bezerro a Milis a 89OOO.
Sapatos de lustre sola e vira entrada balxa a
49OOO e 395OO, e outras muitas qualidades de cal-
gado que a vista o comprador se dir o prego.
Vende sea casa terrea n. 18 em
Fora de Portas, nos fundos da greja
do Pilar lado do mai : no pateo do Pa-
raizo n. 10.
Grande sortimento
Fazendas de todas as qua-
lidades.
Na loja n. 23.
Vestidos de blonde, ditos de seda, di-
tos de phantasia e de cambraia bor-
dados.
Laaziohas, sedinhas de quadros e
cambraiaa de cores padroes modernos.
Na leja n. 23 da roa da Cadeia.
Manteletes, capas compridas moder-
nas, taimas de fil e polonezas de gosto.
Pil, tarlatana, organdys com novos
padroes, cambraia com lisia de cor o
mais moderno.
Na loja n. 23 da ra da Cadeia.
Saias balo, manguitos, gollas. pen-
tes de tartaruga, leques, perfumaras,
luvas de pelica.____________________
Chales de todas as qualidades, gros-
denaples, chita francezs, cambraia
branca etc., etc.
Koupa feita.
Na loja n. 23 da ra da Cadeia.
Completo sortimento de paletots, cal-
cas, colletes, camisas para homem, me-
ninos e senhora.
st3?* Vende-se muito barato
t& Veode-se muito barato
F Na loja n. 23
3* Na loja n. 23 de
GURGEL & PERDIGAO'.
Transelins grossosde re-
troz para relogios.
Vendem-se a 500 rs. cada um na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca, o. 16.
Bandos de nova e pro -
veitosa invencft.
A ioja d'aguia branca acaba de receber nao pe-
quea porgo de bandos de urna nova e pro-
veitosa ioveoco, com os quaes muito adianto
as senhoras n composicao de seus cabellos. Es-
ses novos e preciosos bandos sao de compridos
cabellos humanos mui bem tecidos e seguros em
pequeos pentes com os quaes se prendero a-
quelles por dentro do cabelio da senhora, ser-
vindo de enchimento o mesmo que elles trazem,
e depois junto o cabello do dito ao da pessoa faz
um lindo e perfeito amarradilho, principalmen-
te quando a senhora tem pouco cabello, e em
todo o caso sao dispensadas as pesadas trouias
que enlo se usavam. E' o que de melhor e
mais moderno apparece, e a vista da perfeigo e
utilidade da obra sao baratos por 65OOO o par
Os cabellos sao pretos e castanhos, conforme os
oaturaes das senhoras. Elles acharase somon-
te na ra do Queimado, loja d'aguia branca,
n. 16.
Aviso aos padeiros.
FarinhanovaSSSF.
Chegou lia poucos dias arinha nova
SSSF de Trieste, a nica fresca que
existe no mercado e se vende em corita
no armazem de Antunes Guimares&C.
XtMSMISfiMSIB 3*55*6 MtMftMsMlMsl
ywrwiii > wm^ tveues rmn wim wwi:
I A loja da bandeira
[Nova loja de funileiro da]
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Ponseca participa a
todos os seus freguezes tanto da praca
cmodo malo, e juntamente orespeita-
velpublico, que lomou a deliberaco de
baixaro preco de todas assuas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
sortimento de bahs e bacias, tudo de
diferentes tamanhos c de diversas cores
em pinturas, e juatameute um grande
sortimento de diversas obras, conlendo
banheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas para cat e camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 4$ e peque-
nos a 600 rs., bacias grandes a 53 e pe-
queas a 800 rs,, cecos a 1 a duzia. Re-
cebe se um official da mesma ofBcina
para trabalhar.
*V% VBftTB Jil WMM wrtm VStW >WOTf WtWjSWa*
DESTINO
DE
Jos Dias Branda*).
5Ra da Lingueta 5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza a 1} a libra,
dita francesa a 700 rs.. cha preto a 19400, pas-
sas a 560, conservas inglezas e portuguezas a
700 rs., aletria, talhatim e raacarro a 400 rs. a
libra, loucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, baoha
de porco refinada a 480 rs latas com peize de
postas a 1400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5$a auzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
6&800 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portuguezss a 7-20 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, vioho do Porto engarrafado lino
(velho) .1*500 r* lh t> Litbea e Figaeira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. agar-
rafa, e outros muitos gneros que escuiado
meaciona-los, que do contrario se tornava enfa-
dofcho aos freguezes. (Dinheiro vista.)
mmmHtimsM mam
A 1^000.
Vtnde-se o approvado remedio para matar ra-
tos t baratas, chegado pelo ultimo vapor da Eu-
ropa ; na rus da Staiala ora u. 1.
Calcado
45 Ra Direita 43
Magnifico sortimento.
Semprecondescendente e prazenlelro com os
freguezes que Ihe trazem dinheiro, o proprieta-
rio deste grande oslabelecimento continua a of-
ferecer ao publico, por pregos mdicos e sempre
inferiores aos de outro, o seu bello sortimento
de calcado francez, inglez e brasileiro e vejam :
Homem.
Boneguins Victor Emmanuel. 10000
couro de porco..... 10*000
lord Palmerstoo (bezerro) 9*500
diversos fabricantes (lustre) 9*000
John Russell...... 8*500
Sapates Nantes (batera inteira). 5*500
patente......... 55000
ha patos nanea (portuguezes). ; 2|000
(francezes)..... IJ500
de Jos1 de Azevedo Maia e Silva, est queiman-
do os objectos abaizo declarados :
GaUas de agulhas franetzas a 120
Caixas de aloetes francezes a 100
Carta de ditos ditos a so
Gartoes de colietercom defeito a 20
Carios de ditos perfeilos a 60
Caixas de dito muito superioi a 40
Pares de meias cruas a .160
Mago degrampos de carocol a 40
Tesouras para costura a 160
Pares de espatos de tranca de algodo a 1*000
Ditos ditos de l a 1*280
Sapalinbos de l para meninos a 200 e 400
Frascos de oleo bsboza a 400 o 500
Ditos de macaca perola a 200
Ditos ditos de oleo a 100
Ditos de baoha a 240
Ditos d'agua embreada a 500
Ditos de oleo philocome a 900
Caixas de folha com phosphoros a 100
Ditas com phosphoros de velss a 240
Duzia deatolheres para sopa muito finas a 1*500
Escoras para denles muito finas a 160 e 200
Groza de penas de 850 caligraphica a 1**40
Tem lambe* urna por$ao de tranca de linho
9 entrada baixa (sola e vira)
muito chique (urna sola). ,
Senhoras.
Borzeguins primor (Joly).....
brilhantina.....
> gaspa alia......
baixa.....,
31,32.33,34. .
de cores 32,33.34. .
Sapalos com salto (Joly). ....
francezes iresquinhos. ,
> 31, 32, 33 e 34 lustre. .
E um rico sortimento de couro de
zerro francez, marroquim, sola, vaquetas, cou-
rinhos, Do, taixas etc., por menofdo que qual-
quer outro pode vender.
50500
. 3g000
i 5J500
. 50000
. 5*000
: 40800
. 4*500
. 40000
. 30200
. 2*240
1*000
lustre, be-
^-**0##
9 O Dr. Manoel Moreira
Guerra tem o seu escrip-
torio de advocacia na ra
ga do Crespo o. 21, primeiro
andar, oude ser encon-
$ irado das 9 horas da ma-
nha al as 3 da tarde.

-es-e@
MPAMIA DA VIA FRREA
Recife
DO
ao Sao Francisco.
(limitada.)
De conformidade com as instrueces recebidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os accionistas des-
la com panhia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem do mesmo abaixo Gcam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia, 16de julho de 1861.
Por procurado de E. H. Bramah, thesoureiro.
R. Austin.
Aviso.
COMPANHIA DA VA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resoluco
da directora desta companhia, tomada nesta da-
ta, tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada acQoa qual chamada ou
prestago dever ser paga at ao dia 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dosSrs. MauS MacGregor & C, na Babia aos
Srs. S. S. Daveoport 61 C. e em Pernambuco no
escriptorio da theusoraris da mesma via frrea.
Peio presente tica tamben entendido que, no
caso de nao sera dita chamada ou prestado sa-
lisfeita no dia marcado para o seu pagamento ou
antes, o accionista que iocorrer nesta falta, paga-
r juros a raso de 5 % ao anno sobre tal cha-
mada ou presesrao a cootar desse dia al que
seja realisado o pagamento.
No caso de nao effectuar o pagamento desla
chamada ou preslacao dcaitro de tres mezes a
cootar do dito dia fixado para o embolso da mes-
ma, ficaro as accoes que iocorrerem em lal falta
sujeitas a serem confiscadas, segundo as dispo-
nes dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
Assigaado. W. H. Bellamy, secretario.
119 Gresham Houze OU Broad Street.
F C
8 de maio de 1861.
VIA FRREA
DO
Recife a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Telegrapho elctrico entre Cinco
Pontas e a villa da Escada.
Pela respectiva superintendencia se faz publi-
co que em virtude da approvsgao provisoria da
Exm. presidencia da provincia ser franqueado
ao publico do 1 de agosto em dianle o uso do
referido telegrapho mediante as condicQes da
tabella segulnto :
Escriptorio da superintendencia em 24 de ju-
lho de 1861.Por procurarlo de E. H. Bramah.
R. Auslin.
ESTRADA DE FERRO
DO
Recife a Sao Francisco.
Tabella dos precos para as cummii-
nicaces ielegraphicas.
Por um despacho de urna at rite patarras
Do Recife ao Cabo e vice-versa. 28000
> a EC.}d^_ 3|000
Do Cabo a Escada V 2J000
Por cada dez palavras excedentes. 1>000
N. B. Nao ficam comprehendidos oeste nume-
ro os nomes dos expeditores e destinatarios que
nao contenham mais de duas palavras e suas re-
sidencias.
As respostas pagas adiantadas na occasio da
entrega dos despachos nos escriptorios tero 50
por cento de differenca nos pregos da tabella.
Os despachos serao enviados em cartas fecha-
das aos domicilios que se acharem na zona de
1|8 de legua dos escriptorios do telegrapho sem
retribuico alguma e d'ahi por dianle dentro de
um circulo de duas leguas somente pagarao os
expeditores 1J> por cada legua ou fracro desta
de visgem redonda.
Os portes sero salisfeitos no acto da entrega
dos despachos nos escriptorios.
Os despachos serlo entregues nos escriptorios
do telegrapho a horas do expediente, isto de
8 horss da msnha at meio dia e de duas horas
al 5 1(2 da tarde
Rival
sem segundo.
Na roa do Queimado o, 55 loja de miudezas
brancas pecas grandes e pequeas e de todssas
larguras por precos baratos e outras muitas fa-
zendas que s vista que se podero apreciar
o admirar o preco.
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sROUPA FEITA ANDA IAIS BARATAS.]
S SORTIMENTO COMPLETO
DI
|f azendas e obras feitas j
LOJA E ARMAZEM
)E
Ges k Basto!
* NA
Ra do Queimado
\ n. 46, fronte anarella. w
SConstantementetemosumgrandeeva- 5
riadosortimento desob"recasacafp retas S
de panno e de cores muito fino a 289,
30J e 858, paletots dos meemos pannos
|| 20g,22f e 24$, ditos saceos pretos dos
I mesmos pannos a 14, 16 e 18J, casa-
cas pretasmuitobem feitasedesuperior
panno a 28, 30$ e 35. sobrecasacas de
casemirada core multo finos a 15?, 16g
e 18j, ditos saceos das mesmascasemi-
rasatOf, 12jj e 14J, calcas pretas de
casemira fina para bomem a 8$, 9, 10/
e 12, ditas decasemira decores a 7g, 85,
99 e 10, ditas de brim brancos muito
fina a 55 e 6, ditas de ditos de cores a
3, 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
. semira de ricas cores a 4J e 4$500, col-
letespratosdecasemiraa 5 e6, ditos
1 do ditos decores a 4g500 e 5, ditos
branco fia seda para casamento 53,
ditos da 6, colletes de brim branco e de
[fualo a 3, 3500 e 4. ditos de cores a
2#500e3, paletotspretos de merino de
ordio sacco e sobrecasaco a 7f, 6j e 9,
colletespretosparalulo a 4500 e 5,
;as pretas de merino a 48500 e 5, pa-
1 etots dealpaca preta a 3500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 6, 7$ e 8g, muito lino col-
letes de gorguro desedadecoresmuito
boafazendaa3800e4S colletetde vel>
lado de crese pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira saccoparaosmesmos a 65500 e
7,ditos de alpaca pretos saceos a 3
i 13500,ditossobreeasacos a 5g e 5500,
calcasde casemira pretas e decores a 6,
' 6g500 e 7, camisas para menino a 20 rt
t dazia, camisas inglezas prega i largas 1
muito superior a|32j> a duzia pan acabar. J
\ssimeomotemos urna officina deal-
' late ondemandamos executar todas as
obras om breridade.
sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, poia o que muito precisa,
garante ludo perfeito, pois o prego admira ;
Lioha do gaz superior para marcar, no-
velo a 40
Dita do gaz braneas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel muito boa, carretela 30
Nvelos de llnr\a do gaz brancas a lo e 20
Carreteis com lioha preta muito gran-
des a 160
Varas de franja del! muito bonitas.a 100
Pecas de tranca de l muito bonitas e
com 10 varas a 200
Pares de meiis cruas para menino a 200
Ditos ditos de cores todos os tamanhos a 160
Ditos de cores para meninas a 120
Duzia de meias cruas para homem a 2i00
Carios de linha Pedro V com 200 jar-
das a 80
Caixas com tissoes para acender chara-
tos a 40
Caixascomlphosphoros de segoranga a 160
Duzia de phosphoros do gaz a 140
Filas para enfiar veslidos muito gran-
des a 80
Frascos d'agua de colonia muilo supe-
rior a 400
Ditos com cheiros muito fino a 500
Duiia de meiss para senhora o melhor
que ha a sgooo
Pecas de trancinha de la sortidaa a 50
Saboneles superiores e muito grandes a 160
Groza de botoes de osso para calca sendo
pequeo a 120
Dita de ditos grandes s 240
Tramoia do Porto superiores ?arai a
100, 120 e 160
Pecas de fita de linho brincas e de co-
res a 40
Groza de penas de ago muilo finas a 500
Frascos de opiata pata limpar denles a 400
Copos com baoha muilo boa a 640
Espelhos de columnas msdeira branca a 1500
Corteiras para guardar dioheiro 500
Rialejos par* meninos a 40
Baralho portuguez 120
Varas de franja para cortinados a 240
Groza de botes de louga brancos a iso
Tesouras muito finas para unhas e cos-
tura a 400
Caixas de charutos de Ha van a muito su-
periores a 4J000
Cartas muito finas para vollarete o ba-
ralho a 240 e 320
Varas de bico largura de 3 dedos 1 120
Garrafas com agua celeste para cheuo a l50O
Rialejos com 2 vozes para meninos a 100
A L0J4 DO PAVAO
Da
Ra da Imperatriz n. 60.
DE
[Gama&Silvai
Acaba de receber um novo sortimento |
de fazendas proprias para senhoras e
meninas que vendem por precos bara-
tissimos como sejam :
Ricos corles de cambraias brancos
com barra adamascada e outros com ba-
bados brancos e do cores que vendem a
33500, pegas de cambraia muito fina com
10 varas e urna vara de largura a 6Je
7, ditas transparentes muito finas com
8 e 1|2 varas a 3 e 38500, ditas de 6 e
1[2 varas a 2500, pega de cambraia
branca com salpico com 8 e li/2 varas a
i$, corles de cassa com salpicos brancos
e de cores a 2, ditos de ditos brancos
lavradas a2{, capas pintadas com lin-
dissimos padroes o covado a 280 rs., di-
tas de salpico brancos e de cores o co-
vado a 240 rs., chitas francezas escuras e
alegres a 220, 240,260, 280, 300 e 320
ris.
Sedas.
Grosdenaples preto bastante largo e
encorpado o covado a 1600 e lg800, di-
to cor de rosa a 28, dito azul cor muito
bonita a 2400 o covado, seda lavrada
cor de caona muito moderna por ser ada-
matcada o covado a 2, chamelote pre-
I to bastante largo o covado a 2/.
Para familias.
Damasco del com 6 palmos de lar-
gura para cobrir mesas de janlar, de
I meio de sala, pianos etc., ele. o covado
a 1250, damasco de seda encarnado e
amarello proprio para colxas, cortinas
I etc., etc. o covado a 28'240, sedas bran-
cas proprias para veslidos de ooivas fa-
I zenda muito superior, madapolo muito
| fino per;a de 40 jardas a 440 rs. a jarda, '&
i ditos muito superiores a 200 rs. a jarda, Igj
I a 450O, 5,5500, 68, 68500 e 7, al- |g
J paca preta muilo superior a 500, 560, gg
i 640 rs. o covado, grande sortimento de ?g
'i chitas pretas francezas covado a 240 rs., t
i ditas inglezas a 160 rs. o covado, cas- ^
a sas pretas a 480 rs. a vara.
Para vestidos.
i Orgrndys de cores fazenda muito mo- >
0 derna covado a 560, mimos do co e ^
9 gazias de seda fazenda muito nova co- Ik
1 vado 1, chaly muito bonito a 18, 800 "i
| e 640 rs. o covado, lazinhas claras le- g|
3 cido krepo covado a 640 rs., corles de :>
, Igorgurao escuros a 6. Chales.
g Ricos chales dekrepom com listas de H
9 seda a 8J, ditos de ditos a 7, ditos de ^
| froco a 6, ditos de merino com palma -
a de seda e de velludo a 4500. ]
Bordados.
'" Camisetas com golla e manguitos a 3, G?
B 4 e 5, manguitos com gollinhas a 3, Ah
S iioissimas tiras bordadas a 800, 1 e fc
g 1500, gollinhas muito delicadas a 600, 13
I 800 e 18. lenciohos de labyrinlho pro- [?
9 prios para senhora cu para presente a t^
" 1280 e 18600, ditos muito fiaos a 4. El
i Paletots para homem.
% Paletots de panno preto de todos os g|
I pregos e qualidades taolo saceos como &
3 sobreeasacos,ditos decasemira de todas
% as cores, ditos de ganga e do riscado, g
caigas de brim de linho brancas e de co- fc?
3 res, ditas de casemira de lodos os tama- k
g nhos e qualidades tanto pretos como de ^
S cores garante se a bemfeitoria destas [&
| obras por terem sido feitas por um dos p
" melhores alfaiates desta cidade ; na ^
B mesma loja existe um resto de chapeos jg
3 de sol de seda a 6 e lengos de seda a b^
3 1, tambem se vende constantemente um ^
| completo sortimento de roupa feila para &
| escravos ou para trabalho muilo bem ^
3 cozidas, do-se as amostras de todas as |
U fazendas deixando penhor ou mandam-se k<
^ levar pelos caixeiros da casa aos fregu- ||
zes que quizerem. B
ditos de retroz para casaca, ditos de vidro e de li-
nho para casaveques, brincos e rozetas dduradas,
escovas para falo, para sapalos, para denles e
para unbas, tramoia em pecas de quioze varas,
cruzes e vernicas finas, rosarios de Carolina e
de osso Unos, lionas de meada, de peso e de car-
retel, eofeites de fila e de idrilho, carteiras de
marroqnim e de cbagrem, ditas grendes para pa-
pis, requife preto de la, caixas de bfalo, de
oassa, de chumbo e de raiz para tabaco, relogios
para meoioos, dedaes de metal braoco e ama-
rollo, gtpnr.s Pra salto, phosphoros em caixas e
em barriziohos, estampas de saotua unas, colo-
ridas e em fumo, pequeas e grandes, ditas em
quadros, soilimeolo do frocos, fio para sapateiro,
fila com clcheles, sombra para flores, grvalas
do seda, guardaoapos delioho, caixinhas de tinta
para desenho, golas de seda preta e de cores, fita
de velludo preto e de cor, luvas de seda, ditas de
torcal sem dedos, ditas de Jouvin que se vende
at por 200 rs., leques finos, meias de algodo do
toda a qualidade, ditas de seda preta, medidas
para alfaiale, estojos de navalhas finas para bar-
ba, pinceis para dita, pentes de marfim ede mas-
sa para limpar a cabega, ditos de tartaruga vira-
dos, sapatinhos de merino fino e de la, tinleiros
de metal, caivetes finos para peunas, thesouras
de diversas qualidades, e muilas oulras cousas
tendentes ao mesmo negocio que tudo se vende
por lodo o prego para acabar.
Siua do Queimado lojaS
| de 4portasn. 10.
tFerro < Maia.f
Vende-se o seguinte : gav
Cortes de seda para veslidos de
senhora mais modernos que 5J?
tem vindo a este mercado a 2000 g
Chales de touquim finos a 158,
25 e 368000 W
Hernestinas fazenda delicadissi-
ma o covado a 4C0 ja
Lindissimos chapeos a Garibaldi a 15000 **
Eofeites a Traviala a 10}000
Superiores camisas de linho" aber- a
tas a rendas para senhora
a 4 e 5J00O w
Casaveques brancos bordados &%
, tO e iiaoOO Z
Lengos de cambraia bordadas a
duzia a 1600 e 2*000
Setim preto o melborque pos- .- -
sivel o covado 3000 S
Sedas pretas lavrada a 1 e 1500 W
Chapelinas de seda para senhora 10JO0O ^
Lencos de cambraia bordados %,
proprios para acto de igreja a 500 2
i Eofeites de flores para cabega de &
i senhora a 2g0O0 asa.
Cortes de cambraia de salpico a 28000
lival
Machinas para descarocar al-
godo.
N. O. BIEBER & C. SUCCESSORES, ra da Cruz
n. 4, parlicipam aos agricultores do algodo
que elles acabam de receber MACHINAS PA-
RA DESCAROgAR E LIMPAR O ALGODO'.
Estas machinas teem as seguintes vantagens:
descarogam com urna rapidez incrivel, nao
quebram a sement nem cortao o fio do algo-
do, e limpam-o de toda e qualquer impu-
reza, augmentando assim o valor considera-
velmente. A machina mui fcil a manejar,
e s a rapidez com que descoroga vale fazer-se
a despeza da compra.
Instrumentos par* agricul-
tura-
MACHINAS PARA DESCAROCAR O MILHO, tra-
balbam com urna pessoa e descarogam as es-
pigas instantneamente sem qnebrar o milho.
MACHINAS PARA CORTAR CAPIM ; cortam
com presteza o capim em tamanho de urna
pollegada e teem a vantagem de nao deixsr
retrago.
FACAS feitas expressamente para cortar cana.
ARADOS, GRADES, BOMBAS para regar capim,
hortas, etc., etc., bombas para cacimas.
Obacharel Witrivi po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
I
Aviso s familias.
ARMAZEM DE FAZENDAS
N. 19Ruado QueimadoN. 19,
DE
Santos Goeloo.
A8|e lOflOOO o corte.
Lindos cortes de phanlazia de seda com 3 fo-
lhos, pelo baratissimo prego cima.
14 covados por 2$.
Corles de riscado francez com 14 covados por
2, eslo-se acabando.
A 25$ o corte.
Ricos cortes de seda com algum mofo pelo ba-
rato prego de 2b%.
Lencoe a 1#900, 5$ e 3f300.
Lengoes de panno de linho e bramale fino a
1$900, 3 e 3300.
O corte a 40$.
Ricos cortes do seda de todas as cores a 40#.
480 e 6*0 rs. a vara.
Algodo monstro muito superior a 480 e 600
rs. a vara.
A 1#280 a vara.
Bramante de algodo com 10 palmos a l2:0a
vara.
A 2^500 a gollinha.
Gollinhas de traspasso ricamente bordadas a
28500.
A500rs. atoalfaa.
Toalhas de fusto pelo prego de 500 [s.
Cobertasde chita a chneza a 1*800.
Colchas de fusto a 6g.
Capellas de flor de laranja a 5.
Lindas cambraias de salpicos brancas a SjOCO a
pega.
A 10600 a vara.
Atoalhado de linho para mesas a 1600 a vara.
A 2/(500.
Chales de merino estampados a 2#500.
A 220 rs.
Chitas francezas escuras a 220 o covado.
Pechincha, a 640 rs.
Grosdenaples do quadriohos a 640 o covado,
leudo algum mofo.
A 10 o covado.
Velludilho encarnado proprio para roupa da
meninas al. '
I
6 LU
3
m
9
m
v
* *
Vende-se a lodos miudezas baratas
Apparega dinheiro que a vista fax f ;
Corre! fregueziohos s estrellas gratas
Que do Rossrio divisam a loja que .
Loja das Ires estrellas, ra
larga do Rosario u. 33
Neale estabelecimeato queima-se sem reserva
de prego: Pilas lizat-awfcvradas finta, bicos de
linho e de seda, labyrhiaa, rendas, babados de
linho do Porto, trauu*eraejas de seda e de la
galo braoco para enfeite de vestidos, enfiadores
para roupes de linh e de seda preta, botes de
metal para caiga, ditos de musa para paletots,
3Roa estreita do Rosario-3
Francisco Pinto Ozorio cootinua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
ceba paga alguma sem que, aa obras nao
flquem a vontade de seus donos, tem pos
$ e outras preparagoes as mais acreditadas
g para conservago da bocea.
# #*#*!
CONSULTORIO ESPECIAL HOHE0PATH1CO
DO DOCTOR
D SABINO 0. L. PINHO.
Ruado Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todoa os dias uteis desde as 10 horaa
at meio dia, acerca das seguiutes molestias ;
moiestos das mulhera, molestias das enan-
ca, molestias da ptlU, molestias dos olhos, mo-
lesivas syphxlilxeas, toda a especies de febres*.
febres intermitientes sua eonsequenciat,
PHARMACIA BSrEClAL H0MB0FATH1CA .
verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falhveis em seua effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais eommodos pos-
siveis. v
N. B. Os medicamentos do Dr. Sttino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia : todos
que o forem ra della sao falsas.
Todas as carteirss sao acompanhadas de um
impresa* com um emblema em relevo, leudo ao
r6dor aa seguintes palavras: Dr. Sabioo O. L.
Pinho, medico braaileiro. Bate emblema posto
igualmente aa lista dos medicamentos qu* se pe-
de, As carteira* que nao levaram esae impresso
assim marcado, embora tenbam na lampa o Do-
ma do Or. Sabino ao falsos.
Na ra estreita do Rosario o. 11, primeiro
andar, precisa-se de urna ama para comprar $
coaiDhar para urna seohora.


-I
(
MAMO DI riRKAMBDCO TE1C* FlIBA 1S M AGOSTo 01 1881.
23 Ruada Imperairiz 23
PIANOS E MSICAS.
J. Laumomier convida os sensores mestres e amadores d* msica, i virem a seu armazem
Ter os excel'.entes pianos Laamonnier. au* eaba do rocetter da Paria, fabricadas expressamente
pan o clima Ho Drosit, mullo elegantes e de goslos modernos. Igualmente tem musical dos me-
)hrc autores, asaim como concerta e afina os mesases instrumentos.
SO NO PROGRESSO
NO
La rito da Penha
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molhados, partecipa aos seus freguezes, assim como aos senhores da praca, de enge-
nho e labradores qne d'ora em vante quizerem-se afreguezar neste eslabelecimeuto, que se acha
com um completo sorlimeuto de gneros os mais novoa que ha no mercado e por seren a maior
parte delles 1n1o de conta propria, est portento resolrido a vende-los por menos 10 por cento
do q vir os portadores meaos praticos to bem, como se os senhores viessem pessoaimente, para o qne
nao se poupari o proprietario em prestar toda attencio, afim de continuaren) a mandar comprar
suas encorameodas, serlos de que, toda e qualquer encommends comprada neste estaaelecimenlo
acornpanhar urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresa.
aHauteiga Vngiez& ll00 rg Ubrii li0 superiot ,, e Tende coa cwldQa0
de Toltar seno agradar, serlos de que se ho de gostar por ser a mais nova do mercado.
Klantolga Craneeza, 700 .. Ilbf, e em b8rril 8 640.
CiUtb nyflSOII 0 meinor q06 ha na mercad0 a 238OO a libra.
dem pteto, 1J)600 a libra
Queijos do reino chegados oetU ultiB0 Tapof l3p.
dem ralo a 700 rg inlero a wo rg> llbra
loem su\so a 640 rs a libra em por5Sose fa2 a bameBt9.
Premnto de fiambre iDglei, ^ .. libra.
Prezunto de Vamego a ^ a 1bra intero, 440
A.meixaa vrancezas em fra8C0 com 4 libr por 3000| a relalh0 a800 rs
^spermasete. 720 ri., libra, em caxa, 700 .
L,atas eom boYaxinUa de soda de iefwenl6 qualidades. 1S400
Latas com peixe em posta de niuilas quaUdade8, l|400.
XzeUonas maito novas a moo w. 0 barril>. MUlh0 a 320 m a garrafa.
Hoce de Mpereue em UttM de 2 librag por moo.
nonatas pa podim a go0 r* a 1bta#
Hatxba de poreo refinada a
Ma?a de tomate
Paios de tombo.
C,bou ticas epaiosmil0norosa 560rs a Hbra
Palito, de dente xadoscom 20 macinh0, ^ m .
C\\oco\ate f raneez. um rs. a libra> dUt0 porloguez a 800 rf
Marmeiada imperial d0 afamad0 Abreu t de
a 19000 rs. a libra.
Vinbos engarrafadosPorto> Bordeaux CarcVell0f e.l,t \ mnos em pipa de 500i 560 e 60 r, a garrata> em eanad, 33500 4|000 4#500
V taagre de Lisboa 0 maiSuperior a 240 rs. a garrafau
er%eja da8 maig acreditadas marcas a 59 a duzia, e em garrafa a 500 rs.
iiuua p,ra sops a mais nova quo ha no mercado a 640 rSi a Ubrt
F.tvi bas traneezas
Milo deawendoa
TXozcs
Clastanbas
Caf
iVrrOZ do Maranho a 3* em arroba, e em libra a 100 rs.
devana muit0 n0Ta a 160 r8< a libra e 4 a arrob8.
Sevadinna de Fr,nQa a 240 r8 a libra#
agu muil0 D0T0 a 320 r8 a libra
I oneinno de Li,boa a 360 r8 t libra e a 10# a arrob8#
Farinba do Maranuao a mai. n0Ta a m rs alibra
T oncinbo ingltz. 200 rs libra
Pasaas em caixinbasde81bra8a2f500c3dauiIla
Iniependente dos gneros mencionados encontrar o respeitavel publico tudo quanto oro-
curar tendente a molhados. *
480 rs. a libra, em barril a 440 rs.
a mais ora do mercado a 900 rs., e em latas de 2 libra por 1$700.
primeira vez que rieram a este mercado a 640 rs. a libra.
outros muitos fabricantes do Lisboa
a 640 rs. a lata,
a 800 rs. a libra, dita com csea a 480 rs.
multo novas a 120 rs. a libra.
piladas a 240 rs. a libra,
muito snperiora 240 rs. a libra, e a 7j? a arrob;
ARMAZEM
PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DDETE ALKISIDA & SIL7A
A commissao liquidadora dos credores da
casado hllecido Maooel Buarqoe de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas da liros. que sediri-
jam cora os seus ttulos rus da Cadeia do Re-
cite n.26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
nba s 2 da tarde, para serem verificados e cas-
sificadus pela referida commissao
Precisa-se de um feitor para um sitio em
Saota Auna, que seja sizudo e trabalhador, pa-
ga-se bem : a tratar ea ra do Trapiche-Novo
n. 42. /
O Sr. cadete Tude chamado a
esta typographia para ractiicar a as-
signatura deste Diario, por quanto mu-
den se da ra onde morava sem o fazer.
Na ra da Cadeia Velha segundo andar n.
52, precisa-se alugar orna escrava que faca o
djario de urna casa de pouca familia.
lo The 1
Jockey Club.
S
l
Just received, a small assorlmenl of
Ihe best EnglisH Riding Switches. Deera
g> Jeei, mounled with ailver Selling eheap :
ns ra da Cadeia do Recite Ioja de Gurgel
9 & Prdigao.
9 Wer guie and billige Reitpeitschen zu
P kaufen wunscht wolle sich gefalligst an
i unteostehender adresse wenden namlich :
na ra da Cadeia de Recife loia de Gurgel
A Perdigao.
Aos cavalleiros S
# Vendem-se os melhores e finos chicotes (
# para montara com cabos p4 de viado en- %
catoido de prata: na ruada Cadeia do Re-
0 cife Ioja de Gurgel & Perdigao. J

Ama.
Precisa-se de urna ama que eoziohe bem, nao
e olhando o preco '. na Ioja da ra do Queima-
do a. 46.
Alugam-se duas casas no Po?o da Paoella
ra do Quisbo por tras da casa do reverendo vi-
gno, bastantes com modos, qointal murado com
alguna arroredos de fructo, boa agua para beber-
os pretendentes fallera com o Rozendo, Da Casa
Forte, ou na ra Augusta n. 33.
Precisa-se de um caixeiro de idade 14 16
anuos, que tenha pratica de taberna ; na ra Di-
reiti d, 72*
Precisa se fallar ao Sr. Jo5o Al-
ves Teixeira : Na Iiyraria da praca da
Independencia n. 6 e 8.
Aluga-se o sobrado n. 2 B da ra de Apol-
lo, e a casa terrea n. 27 da ra do Bureos a
tratar na ra da Aurora n. 36.
MA.
MQ&
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
familia : na ra do Hospicio o. 62.
Precisa-se fallar ao Sr. Delfno do
Nascimento Lima, a negocio de seu
particular interesse : na rtu da Mdre
de Dos a. 4.
Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
saca sobre Portugal : na ra do Apol
fon. 28.
Precisa-so alagar ana prela captiva pera
lavar em um sitio ; na Soledade, defronle do pa
lacio do Bispo.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
mili, que fa?a o servido interno e externo ; na
ra do Cabug a. 3, segundo aadar.
Aluga-se um prelo de idade, proprfa para
qualquer servigo de casa ou de roa: quem o
pretender dirija-ae ra da Matriz da Boa-Viata
Q. 35, segundo andar.
No dia 13 do correle mez, depois da au-
diencia do Illra. Sr. Dr. juiz dos orphios, ae ha-
de arrematar urna escrava crioula de oome Be-
nedicta, avaliada na quantia de 600*000. perten-
cente aos orphaos Qlhos do finado Jos Paz de
Moura Accioli, a requerimento do tutor dos mes-
aos Antonio Emygdio Ribelro: a arrematacao te-
re lugar s 11 horas do dia, na sala das audien-
cias.
.,T Jo** Antonio Pereira, homem braaao, Bra-
Hteiro, casado, com idade de 58 aanos, morador
na cidade de Olinda.naraadoBenwaoeeaeo, com
casa de negocio de taberna em sua propriedade
inspector da mesma rea desde 1850, tem de se
retirar do lugar por justo motivo, do que i par-
cipou s autoridades do dito lugar.
"7 prec"M-e de u pai que d eooaecimen-
to de sua conducta, para ser empregado em ne-
gociode molhados, na villa da Escoda, pretere-
se rortegezT m Brasileiro \sent da guarda na-
cional ; d-se bora ordenado, sendo babil para o
negocio : dirrjo-se a fabrica do Franca, ra Nora
de Santa Rita.
Saque sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Oliveira 4 Fino aaccam
sobre Lisboa ; no seu escriptorio, largo do Gerpo
Santos, Camioha ft Trmaos, tiquidaUrios da
massa de Camioha 4 Filbos, de aovo regam aoa
devedoroa da mesma ojajror de vir ou SMBoar
aUafizer tt>e* aa impoftaacias de smm 4bttes
ate 30 do correte mec.atH Mtrptartooa m m5o dos
Nora n. 15 ; scientincMde que no case de nao
_ sociedade que Un ha eom
seu mano, acba-s de novo esubetecido com dous aceiados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Sonza, e o Sr.
ramo rerreira da bilva; o primeiro na razio de Duarte & Souza, e segundo na de Duarte Al unida 4 Silva: estes estabelecimen tos oflereeem grandes
vaniagens ao publico, nao s na limpeza e asseio eom que se acham montados como em commodidade de prejo, pois que para isso resolveram os
prop notarios mandarem vir parle de seus gneros em direilura, afim de terem semprecompleto sorliaenio, como tambera poderem offereeer ao pu-
blico urna vanugem de menos lt por cento do preep que possam comprar era outra qualquer parle, por isso desojando os proprietarios acrediiarem
seus estabelecimeotos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco praticas, em qualquer um dcsteseslabelecimentos, quesero to bem servidos come
se viessem pessoaimente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oBerecemos, pedimos a
lodos os senhores da praca, senhores de engenho elavrsdores que pandem ao menos suas encommendas a' primeira vex, afim de experimentar, certos
decontinuarem, poisque para isso nao pouparo os proprietarios Aireas psra bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos estabelecimen tos;
abaixo transcrevemos algumas adi^oes de nossos prscos, por onde ver o publico que vendemos baratissimo, altendendo as boas qualidades ds nossos
manteiga mgieza especialmente escollhida da nova a 19 e 800 rs. a libra a da velha em porcao |ter abatimento a 800 rs. a libra e em
barril a 750 rs.
nui Za me,hor d0 mercado a 610 rs. obarrril e meios a 700 rs. a libra
Lila nySSOIl e pretO 0 melhor do mercado de 1700 a 2800 e em porjio ter abatimento.
Presunto fiambre inglez hamburguez a 900 rs. a libra e em porco a 800 rs.
FreSUntOS portuguetes vndos do Portode casa particular a 560 rs. por Iib-a e nleiro a 460 rs;
Marmeiada dos melhores autores de Lisboa premiada as exposices universaes de Londres e Pars de 1* a 19800 a lata.
Caixas COm estrelinha pevide e rodinha 7000 a caixa e960 as. a libra eem porcao ter .batimento.
t rasCOS de ameixas com 8 libra a 59500 cada um e 1 000 a libra.
PaSSaS em caixinhasdeoito libras, as melhores do mercado a 28O0 e a 500 rs. a libra.
Espermacete Superior a 720 ra. em caixa a 740 rs. a libra.
Conservas francezas inglezase e portuguezas eoo soo rs. o frasco;
Lr\ linas portuguesas e francezas 800 rs. o frasco:
Lata COm bolaxinha de SOda de diversas qualidades, a muito nova a 19450. e grandes de 4 a 8 libras de 2500 a 4500.
VinnO om garrafas Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Iklfceira secca a Feitoria de 1920O a 1300 a garrafa e
a 13 a duzia.
VlIinO em pipa proprios para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 4*800 a eanada?
Latas COm fructas de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a 19000 a lata.
Pera em Caixas de 4 a 8 libras o melhor que se i Je desejar e lem vindo ao mercado de 49 a 69 a caixa e 19280 a libra.
COrintbiaS em frascos de 1 lt2 a 2 libras de 19600 a 29200.
r% V50!?* PC1Xe Sfl P35**4* 6 ou,ra8 mui,as qualidades o mais bem arranjado que tem viudo ao nosso mercado de 19400 a
Laie dO KlO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
e amendoa cora 2 libras, proprias para mimos, por serem muito bem enhiladas e de superior qualidade a 39 cada um.
V inagre branco o melhor que temos tido no mercado a 400 rs. a garrafa e 29660 a caada.
LOmbOS de porco, paios nativos, chouricas murallas e oulras qualidades, o melhor que se pode desejar de 600 a 19280 a libra.
VinnO OrdeauX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa e de 89500 a 109000 a duzia,
Massa de tomate em lalas de urna libra do mais acreditado aulor de Lisboa a vinda a pr imeira vez a nosso mercado, de 19 a 192
Bailba de porCO refinada a melhor que sep-Je encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril.
Cervejas das melhores marcas 500 rs. a *mfa 59000 a duzia da branca.
Vinagre puro de sboa UO n. garrafa e 19850 a caada.
Doce da ^aba da Casca emcaixao a 19 1 em porcao a 900 rs.
Azeite doce purificado a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
Cognac a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUIJOS SUSS0S chegados ltimamente a 700 rs e em porcao ter abatimento, afiance se a boo qualidade
Genebra de Hollanda a 640 rs. o irasco 69800 a frasqueira com 12 fraseos.
Palitos lxad.os para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos, e flor a 280 rs.
dem do gaz a S9000 a groza e 280 a duzia de caixas.
19600
J chegou e prompte
alivio,
boa como os outros mofleasios dos celebres
Dra. Badvray 4 C de (lew-York Acham-sa i
venda na ra da Imporatrix o. !*. Tambem cha-
faran u instrucQes completa* par* ao nsarom
estes remedios, eontende um ndice onde se po-
de procurar a molestia que a* desoja curar, oe
quaee se Tendeen a 11000.
Cabo de ntarfim e madrepero-
la,escovaspara dentes.
Na Ioja d'aguia branca acharao os apreciadores .
do bom, mu delicadas sscovas de cabo de mar-
flm e madreperola a 29 e SS00 cada urna. Com
urna escova assim delicada fas gesto limpar-se
os denles, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, rija d'aguia branca n. 16.
Bay mundo
Carlos Leite &
Irmio recebe-
ra m pela bar-
ca Clarisas rin-
da ltimamen-
te de Mew-
Tork.um com-
pleto sort-
mente das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me Ib ora dos
om novos
aperfeicoa-
mentos, fixendo pesponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na na da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem recebram todos
os preparos para as meemos como agulhas, re-
trozes em sarriteis, linba de todas aa corea tudo
fabricado xprsssamente psra as sesmas ma-
chinas.
Novo sortimento
de cascarrilbas de seda para
enfeites de vestido.
A. Ioja d'aguia branca recebeu prximamente
m novo e lindo sortimento de asearrilhaa de
seda para enfeites de vestido, senda de difieren-
tes coros e larguras, o como sempre ss est ven-
dendo barata mente a *, 3, 4 55 a pees, presos
estes que em nenhuma outra prtese acham, e
s sim na ra do Queimado, lojs d'aguia branca
onumer 16.
A f, 40500 e 5^.
Cambraia lisa muito fina a 49 a peca com 8 lil
varas, dita muito eupessor a 5|, dita tambem
muito fina com aalpicos a 49500; na ra do
Queimado n 22, na Ioja da boa f.
Em casa de Adamson, Howie & C, ra do
Trapiche Novo n. 42, vende-se :
Rolbas de cortina fioissimas.
Lona o fille.
Fio de vela.
Superiores tintas de tedas as cores.
Sellins. silhoos, e arroios para carro ou cabriolel.
Riscadinh a de lioho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado; na ruado Quei-
mado n. 22, Uja da boa te.
Vende-se em casi de Adamson, ilowie &
C., ra do Trapiche Novo n. 42, biscoitos iogleies
sonidos, em pequeas latas.
Campos 6 Lima.
Na ra do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de cambraia para guarnicio de vestidos
por com modo prego.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercado portuguez. hespanhol e francez de 19 a
Azeitonas
19200 a libra.
as melhores e mais novas uue que tem vindo a nosso mercado a 19200 a a neo reta do Porto, ea 19600 as de Lisboa ebegadas
u 111 mmenle. 0
AlpiSta o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. 3 libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
C ompras.
EAU MINERALE
NATHALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n. 22
Padaria.
- terem attendidos, ver se-hio obrigados a pceoo-
der a cobrases polos meios que Ihea {acuite a tei.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, roa dos Pires n. 42, rende-se a muito acre-
ditada bolachioha quadrada, d'agua, propria para
doentes, bolacMnha de;araruta e dita de moldes.
Aluga-se urna pretapara ama de casa, co-
rintia e faz as compras diarias ; quem quizar di-
rija-se a ra da Penha n. 25.
Leonardo Antonio da Silva, subdito portu-
guez, retira-se para o Rio de Janeiro.
Precisa-se de um feitor que entend de jar-
dim e horta ; na Caponga, sitio de Paulo Jos
Gomes.
Na fundicao de Francisco Antonio Corris
Cardoso precisa-se follar ao Sr. Guilherme Car-
los llonteiro dos Santos, a negocio que Ihe diz
respeito.
Aluga-se para o servico de urna cass um
roolnque eoar 19 aonos : aa ra da matriz da
Boa-Vista n. 21.
O Sr. Manoel Jos Martina da Costa queira
apparecer no paleo do Terco n. 141 para tratar
de negocio que nao ignora.
A firma social que nesta praca gyrsva sob
a raiio de Maltas, Estima & Companhia, conti-
nua a gyrar desde 29 de junho do correte an-
no, sob a razo de Estima, Santos & Companhia,
na taberna da ra do Codorniz n. 1.
Mudanca.
Joao Antonio Colho, sangrador a dentista,
avisa ao publico, e a todos os seus freguezes que
madou s sus Ioja da maestreita do Rosario para
a ra do Imperador n. 69. onde o acharao promp-
te todos os dias uteis desde as 6 horas da manhi 1
at as 9 da noiie, para chumbar o tirar dentes,
sangrar, por ventosas ou bichas ; aasim como pa-
ra qualquer outro servico de sua ana otara dos
dias e horas mencionados pode sor procurado no
pateo do Csrme a. 21.
A commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Sr*.
deredores a referida casa que se dir-
an a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10ho-
ras da manbSa as 2 da tarde na roa da
Cadeia do Recite a. as}, primeiro andar.
k commissao roga mais a esses Srs. de-
Yodores, que nato a obrigue a Janear
mao dtasete iudaoUes ou do jornal
pswa haver essas importancias de
sSo seus deredores.
que
Attencao
Predios baratos.
A requerimento de Jos Joaquim da eunha,
testamenteiro e inventariante dos bens do finado
Joo da Silva ltoreira. indam em praca para se-
rem arrematados em 14 do correte por ser a ul-
tima pra;a, depois de finia a audiencia do lllm.
Sr. r. juiz municipal da 2." vara, os seguintes
predios, em chaos proprios :
Hetadede uma-casa de tres andares n. SI, ra
do Queimado, com suto, coxinba, quintal mu-
rado eom telheire, e cacimba meeira, avaliada
dita metade por 6:400$.
Urna casa de sobrado de um andar n. 46, ra
do Rangel, com sotao, eozinha, quintal, cacimba
meeira, por 6:000*.
Urna casa desobrado de um andar n. 3, ra do
Rangel, eozinha fora, quintal murado, cacimba
meioira, por 5:600*. sendo usufrpasaria do pri-
meiro andar, em quanto vi^orritomingi So-
riano Pereira Simes. ..-<
Fundicao
cff
de bronze.
Na bem conhecida fabrica de fundilo, latoei-
ro e funileiro da ra Nova, defroole da Cooce-
Cio, contina a fazer todaa as obras tendentes s
mencionadas artea e officinaa cima ditas, orno
sejam : bronze para engenho, parafosos para di-
tes, e tudo quanto neceasario para tal mistar,
ludo mais barato do quo em outra qualquer par-
te, e bem asaim, alambiques, serpentinas de co-
bre, e tudo mais concernente s caldeireiro, obras
de lati eom a melhor perfeicto poaaivel, obras
douradas e em latao para militares, como sejam,
apparelhos para birretinas, ferragens para telina
talabarte de qualquer arma, botos de todos os
nmeros, dourados, breoaoados e em smarello,
obras de folba oaperioree per serem os artistas
que as fabricana omateiro e nio empraiteiro, que
orno se sabe, nunca as obras que sao feitas de
ompreiiada sao perfeitas, tudo muilo barato: na
na Nora a 38.
Le4ras sobre Pars.
Na ra do Trapiche a 10, escriptorio de Tho-
moede Faria,
Compra-se o Diario||de 18 de fevereiro de
1858 : na ra Nova n. 67, tenda de espelunca, e
paga-se bem.
Compram-se moedas de ouro:
na ra Novan. 25, Ioja.
Compra-se a msica do trovador para flau-
ta ; quem tiver anouncie.
Vendas.
Gollinhas.
Na Ioja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu-se um completo sortimento de gollinhas
de missanga de todas as coras.
O!
Vendem-se cintos de todas as cores com ricas
fivelas para senhora e menina a 2JS, bandos de
dina para marrafa a 500 rs. o par, enfeites para
cabeca, de cores e diversas qualidades ; na ra
da Imperatriz, Ioja da boa f n. 74.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Mantinhas de coral.
Na Ioja d'aguia de ouro, roa do Cabug n. 1 B,
recebeu-se de sua propria eocommenda muito
bonitas mantinhas do rerdadeiro coral, que ae
vendo mais barato do qao em outra qualquer
parte.
Bonitos toncado-
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A Ioja d'aguia braoca acaba de receber mai
bonitos toucadores do armacio pret, torneada,
a gaveia om embutidos e machetados que os
tornam mui elegantes, oa quaea servem excallen-
temente para os senhores academices, gabinetes
de senhoras, salas de fletraz, e de rapazeasoltet-
roa, a potos precos de 8, 9 e 10*. elo baratissl-
moe na verdade, e qoem os vir na na so Quei-
mado, laja d'aguia branca n. 16, ae agradar, a
inallivelmente comprar.
Mr. Vidal
aviss seus numerosos freguezes, que de hoje
em diante todaa as quintase domingos ter ven-
da boa carne de carneira e porco, CBOuricas, ssl-
cichas e ezeellente carne de racca precos com-
modos.
Milho, farelo e fa-
rinha.
No eslabelecimeuto de molhados ds ra da Im-
peratriz n. 4, vendem-se saceos grandes com mi-
lno, farelo e fsrinha, por pre$o raieavel
Vende-so ou hypotheca-se urna otaria na
camboa do Remedio, com borro proprio para
qualquer obra, e terreno proprio.
Raiz de coral.
Na Ioja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende- sea vordadeira raiz de coral a 900 ra. o fio.
Caixinhas com msica.
Na Ioja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sea propria ancommenda muilo
lindas caixiohas de costura com msica, proprias
para mimo, que se vende muito barato.
Enfeites de flores para ca-
samentse bailes.
Chegou para a Ioja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto a a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vio a easamontos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os precos sao 8*,
10 e lta>. porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, Ioja d'aguia braoca n 16.
Saboietes
de amendoa, em caixinhas de toetca a
&0 rs. cada una. _. v,
Voadem-sosabonetos de amendoa,
eoAaJuaaa suaeaixiaaa da leves a
ra do Queimado, Ioja d'aguU branca n.
BASTOS
Na ra Nova n. 47, junto a Cooceicio dos Mi-
litares, acabam de receber um grande sortimen-
to das verdadeiras camisas inglezas pregas lar-
gas e estreiias peitos, collarinbos e punhos de
linho. e como seja grande fanudado oseamos
a deliberarn de vender pelo dimiouto preco de
35* e 40* a duzia, uniformes de casemiras de co-
res a SOJ, 2&9 a a 30*. assim como muitas oulras
fazendaa que s com a vista que ae pode reco-
nhecer o que barate.
Admiravel pechin-
cha a 3,500 o corte.
Na Ioja do Pavao.
Grande e variado sortimento de cor-
tes de cambraia de seda tanto de barra
como de xa diez, de listas ou de flores
matisadas fazenda de 8# que se vende
3$500 para apurar dinheiro: na ra
da Imperatriz n. 60, Ioja de Gama &
Silva.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
5'lU*i**m**' "" i-P.r
qualidade, asaim como tambem cal virgem am
pedra ; tudo por preces maia baratos do qae em
entra uale.uer parte. *
Ruada Senzala Nova n.43
Vade-se an easa de 8. P. Jonastoa C,
sellins a" silhSas aglases.eandeeiros a aaatieaea
a>roBxeales,laBasugleiaat ie dovela, antete
para carree, smoniarie,arreioapera sarro de
tta a dous aavales r-alofioada ouro patate
Usa.
Veade-aa um jago o aaaoac
seos da msrfim, as travwaa e ma
Lntonio u. 14.
com tabulas
trtx de Sent
sssammmsmmmmmmmmm.



DiAilO DI FIUAMBOCO. TEftfi FURA 13 DI 1GOSTO DI 1861.
Lindas caixiohas
com necessarios para costura
Acaba da ehagar para a laja d'aguia brinca mu
lindas caixinhas matizadas, cosa eepelbo, teaoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
tudo praliado o da apurado gosto, emQm urna
caixioha excellanta pora ni presante, a mesmo
ara qualquer senhora a posauir, e vaiMlem-ae a
e II : a lo,a d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
4 2.506 o covado.
Damaco de toda boa fazeuda, encarnado, cor
de canoa e branco.
Manteletes de fil preto eofeitadoa com bico a 5&.
Damasco de la coa palmos de largura cora-
do a 18500.
Chales de mene bordados a relindo superior
fazeada a 8*.
Cortes de cesemi,ri de cor a 3*500.
Setim Macio superior a 2g500. ?
Casemra prela setiaa superior a 2*500.
Pecas de indiana flojsima cora 10 raras a 8f.
Na ra do Crespo loja o. 10.
Cortes de vestidos braneos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de restidoa braneos
bordados com 2 a 3 baados a 5* : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Gravatiuhas estreitas.
Vendem-se superiores graratinhas estreitas de
Bada, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
sirao prejo de 1$ ; na ra do Queimado n. 22,
oja da boa f,
Attencao as sedas de qudrinhos a 720
rs. o covado.
Vendem-se sedas de qu-
drinhos muito encepados a
720 rs. o covado e dita a 560
rs. :ua ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva
Anda ao
Pa vo.
Chitas baratas-
Vende-se chitas escuras de
cor fixas a 4#500 a peca a 120
rs, o 'covado por ter um pe-
queo toque de mofo: na ra
da Imperatriz n. 60, loja de
Gama & Silva.
Vende-se urna negrinha de bons costumes,
boa lavadeira e engororoadeira, e cozinha bem :
a tratar na ra da Hoeda n. 19, ou na ra Di-
reita n. 85.
Chales de merino estampados a 25500 : na
ra do Queimado o. 22, loja da Boa f.
Trapiche
BARVO LIVRAMENTO
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender neste novo es-
tabelecimeoto o seguale :
Cera de carnauba em porgoes ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 a 4 arrobas
Barricas com cebo do Rio Grande em porgues
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a
2 arrobas.
; Meios de sola difieren tes qualidades em porcoes
ou a retalho.
Courinhos cortidos.
Farinha jo mandioca por 1)500 a sacca.
Farello em saceos grandes por 3J80O a sacca.
IVeode-se o engenha Tiriri, tilo na comarca
do Cabo, com as propones seguinlea: dala da
estrada de ferro urna legoa, e porto para embar-
que em distancia da 200 bracas, com Ierran pa-
ra grandes safras', e tem mullos terrenos para se
abrrem coa facilidade, ha grande cercado
rauitaa matas. Este engenho novo ebem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segundo an-
dar, ou no engenho Cafuad, aillo em distancia
de maia legoa daestteo deOlinda com eabaiie
asslgnado.Joo Paes Brrelo.
Enlre-meios
os melhores que se tem visto.
A loja d'aguia branea receben um explendido
sorlimento de entremeios de delicados bordados,
e gostos inteiramente novot, com differentes lar-
guras, do mais estrello at mais de 1(2 palmo,
suas dirersss applicac.oes escusa dizer-se porque
todas as senhoras sabem r os precos sao de 2 a
5y a peca conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os rir e apreciar o bom.infalli-
velmente os comprar : na loja d'aguia branca,
na roa do Queimado n. 16.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para eontas e facturas, papel mata-borro; ven
de-se na loja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
"-"Maaaa gjjgj ma+amm.mmm
Na ra da Cruz n. 10, casa de II
Kalkaiann Irmaos &C, tem ex-
posto um completo sor ti ment
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo correias para
transmittir movimento, canudos
de borracha de qualquer com-
primento e grotsura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
[ bre ditos artigos tomam-se en-
fi commendas.
mm ai&ai&aKMO aKfii6aisM&S
^BwPBW IVUIV fBrlfOrVsrar* VOJW OTDV VUIV VB1 11
Vendem-se cbaropesjlde fructas de varias
qualidades, em duzias de garrafas, e encaixotado
para mandar para fra ; na ra ora de Sania
Rita n. 65. restilaco.
Loja das seis portas
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletota de panno preto a '2*1, facenda Apa,
calcas de casemira pretas e de corea, ditas da
brim a de ganga, ditas de brim braneo, paletota
de bramante a 4, ditos do fusto de coros a il,
ditoade estamenba a.4Si ditos do brim pardea
3|, ditos de alpaca prela saceos e aebrecaaaeoa,
dollete* de velludo pratos e de cores, ditos 4e
torgurio de seda, grarataa de lioho aa maia mo-
beruas a 200 rs. cada um, collarinhos do linho
gaeliima moda, todas estaa fazendas ao renda
paralo para acabar; a loja esti aborta das 6 bo-
gas da maahaa ateas 9 da ooito.
Azeite espirito de
vinho e canna.
Vende-se azeite de coco a 440 a garrafa espi-
rito de vinho muito barato agurdente de eaona
engarrafada a 240 a garrafa na Traveasa do Pateo
do Paraso n. 16 frente de amarello renda de 4
portas.
Vende-se a grande o bem construida casa
terrea da ra do Hospicio n. 35, onde mora o Dr.
Baeta Nevos, com a vista o comprador eonheeer
o lamanho do edificio : a tratar na praga da Boa-
Vista, botica do Sr. Ignacio, das 11 horas ao
meio dia.
Vende-se um escravo crioulo, de idade 24
annos, incompletos, sem achaques, perilo oflicial
de marcineiro : a tratar com Pranciseo Jos de
Souze, na ra da Soledade, casa n. 7.
/%>
Em Casa de Kalkmann Irmaos
& C., na ra da Cruz n. 10, exis-
te constantemente um completo
sortimento de
Vinhos Bordeaux de todas as
qualidades.
Dito Xerez em Larris.
Dito Madeira em barris e caixas.
Dito Muscatel em caixas.
Dito champanhe em gigos.
Cognac em barris.
Cerveja branca.
Agua de Seltz.
Azeite doce muito fino em caixas.
Alvaiade em barris.
Cevadinha em garrafes.
Farinha SSSF.
Esta eonhecida e superior marca de
farinha chegou a tres das de Trieste
pelo brigue Luiitania, e vende-se a re-
talho noarmazem de Antunes Guima-
raes &C, largo da Assembla n. 15.
m
Anda ha pe
chincha*
Chegou a ra do Crespo n. 8
loja de 4 portas, um sortimento
de cassas de cores fixas e lindos
padroes que se vendem a 240 rs.
o covado, dao-se amostras com
penhor.
8
Loj dos bara-!
teiros,
Ra do Crespo n. 8 A.
i Leandro & Miranda.
Recebemos pelos ltimos navios o
vapores da Europa grande e variado sor-
timento de fazendas, roupas feitas. e 1
perfumarlas, e tudo se vende por menos
que em outra qualquer parte, como se-
jam :
Cortes de vestidos de cambraia branco
bordado a 5g, 10, 13* e 25$.
Superiores saias bordadas a 3*.
Baldes de madapolo e crochet a 4$.
Ditaa de clina a 6g5O0.
Cobertores de la muito grande a 5$.
Chitas francezas muito finas a 280 rs. o
covado.
E outras muitas fazendas por precos
baratissimos.
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de fra, que tem
exposto 4 venda sabio de su a fabrica denominada
Recifenoarmazem dosSrs. Travassos Jnior
6 C, na rna do Amorim n. 58; massa amareHa,
cestanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de oatras fabricas. No meamo arma-
bem tem feilo o seu depoaito de velas de earnau-
za simples aem mistura alguma, eomo as da
composico.
Brim braneo de linho muito fino a 19280 a
vara: na ra do Queimado o. 22, loja da Boa f.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de luvas de pellica chegadas j
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado n. 16.
Nova pechincha
imperatriz Eugenie.
Finos cortes de cassas francezas de 2 saias e de
7 babados, com 10, 15 e 18 jardas a 3*500. 4* e
59, cflfjf de la de bonitos desenhos, de 2 saias
e 3 bjalos cora 24covados a 6000 : na ra do
Queimado n. 44.
<7heg,ou
# j a final o desejado tricopherous
Est venda na ra do Queimado, casa de ca-
bellelreiro.
&d3t& tt6iea32&ie&i&si6a m&\i
aaraaawaweavaiF^ '"^ wmm WMW ajrsuw SFSUW "araw mV/H
Ra do Crespa n. 8 lo-;
ja de 4 portas."
Admira a pechincha.
S Lia para vestidos (azenda que 8
outr'ora custava 800 rs. o cova- j
g do vende-se a 240 rs., dao-se j
H amostras com penhor. ||
HQISfiiS^-^MMKeiKINieSH
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branea se acka mol novos e
delicados chapeezinhos para baptisados obra
mu porfeita e bem enfeitada, sendo cada um em
aaa bonitacaiiinhs.e pelo baratissimo preco do
60, ninguem deiiar de os comprar : na loja d'a-
guia bronca, ra do Queimado n. 16.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de ana
propria encommenda a bem eonhecida eprovei-
tosa opiata ingleza para denles, cuja bondade
apreciada por lodos quantos della tem usado, o
ser mais por quem quizar conservar asgenglvas
em perfeilo estado, asaim como a alvura dos
dentes; cusa cada caixa 1*500, e por tal preco
s deixaro de comprar quando a nao acharen)
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do o. lo.
afeites de cabeca.
Na loja d'sfcuia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegadoum completo sorlimento de eofeites
para senhora, sendo ultima moda, que ae vende
mais barato do que em outra qualquet parte.
E*de graca.
Ricas chapelinaa de seda para enhora, pelo
baratissimo preco de 16} cads urna : na ruado
Queimado n. 22, loja da boa f: [a ellas,que sao
poucas)
Vinho chamisso.
Vende-se este delicioso vinho engarrafado a
I&500 a garrafa : no novo destino de Jos Dias
Braodao, rna da Lingoeta n>. 5,
_ Vende-so urna pequea taberna na povoa-
co da Apipueos, propria para um principiante,
por ter poueos fundos : quera pretender dirija-
so mesma, ou na ra larga do Rosario n. 30,
que achara cora quem tratar.
Queijos do serto.
No estabelecimenlo de molhados da ra da Im-
peratriz n. 4, vendem-se queijos muito frescaes,
a retalho, e pequeas e grandes porc&es.
Feijo macassa.
sacca de feijo macassa novo:
le Tssso Irmaos:
Libras- slerlinas.
nos ar-
Ha para vender, na ra da Cadeia do Recife n.
12, em casa de Dallar & Oliveira.
O torrador!!!
23 lATgo do Terete Quem duridar venha ver; manteiga ingleza
perteitamente flor a 1} a libra, franceza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. libra
assim como se torra massas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros amitos gneros perlen-
cenles molhados, ( a dinheiro vista.)
Vende-se caf muido a 360 rs. a libra: na
ra do Codorniz u. 1.
Vende-se urna taberna no Cimpo-Verde,
freguezia da Boa-Vista, com poueos fuodos, pro-
pria para quem quizer principiar : na ra do So-
cego n. 44.
Vende-se um escravo moco, bom engom-
mador e copeiro, inteligente e activo ; na ra da
Imperatriz n. 10, loja.
Vende-se um terreno para edificar, per traz
d o aterro da Boa-Vista i. a tratar na prsca da In-
d ependencia n. 5, loja.
Pechincha
Vestidos braneos bordados com deas saias, fa-
zenda especial, vende-se a 10$ cada um ; na ra
Nova n. 42, defronte da Conceico dos Militares.
Na verdade.
Chapeos de castor raspados pelo prego de 53000
cada um ; s se vende na ra Nova n. 42, de-
fronte da Concei;o dos Militares.
Vendem-se caixoes vastos proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1$280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
Nao se esp Cbogaram as alampadas de lato to procura-
das, tburibolos, navetas, calldsirinhaa para agua
benta, caiiiohas com frascos para santos leos,
campainhss para locar a santos de todos os tama-
ohos, tudo com muito gosto e por precos com-
modos; na ra Nova n. 38. defrente da Concei-
Qo, no muito enligo deposito do Braga.
Coraes lapidados
Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecas de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas eom saia bsl&o, etc.,etc.,
vista do que, e de sua muita duraco sao bara-
tiaaimas a 1(900, baralo assim s se encontra na
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 10.
Peonas deace
inglezas, caligraphicas.
Aleja d'aguia branea acaba de receber de sua
encommenda as verdadeirsa pennasde ac ingle-
za, caligraphicas, cuja superioridade est deci-
dida, e anda assim contina a vende-las a 2& a
camnha : na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
55Ra da Imperatriz55
Vende-so urna porco de ripas de louro para
estuque o ser de encommenda e prego razoavel.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se urna carroca de conduzir gneros da
alfaodegs, por preco commodo.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se um cabriolet de 4
rodas americano para um e
dous cavallos, com os arreios
necessarios, em bom uso e pre-
co commodo.
Dous cabriolis
, Vendem-se muito em conta dous
cabriolis sem coberti. um com ar-
reios e outro aem arreio : na ra da
Imperatriz n. 55.
Cera decarnauba.
Vende-secera de carnauba a melhor que tem
vindo a este mercado a 81)500 a arroba a prazo
ou a dinheiro : a tratar na ra da Cadoia do Re-
cife n. 7 ou na ra da Imperatriz n. 60.
Genebrada Hollanda em bo-
tijas.
Vende-se na casa de Brender a Bran-
dis 4 C. : na ra do Trapiche Novo nu-
mero 16.
Deposito de ara
de moldar, cadinhos de todos os nmeros, cobre
em leneol e rodas, lato em folha desde a groe-
sura de papel at o mais grosso preciso, estanho
em barra e verguinhs, tazos de cobre a 850 rs a
libra, chambo em leneol e barra, telhas de vidro,
e outros muitos objectos de melal : na ra Nova
defronle da Conceico n. 38.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commo-
do : na ra nova de Santa Rila n. 65.
A 21 o corte.
Cortes de riscado franeez com 14 cevado pelo
barato preco de 29 : no armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Ra de H orlas
numero 1.
Fabrica de charutos.
pechincha.
A 220, 240 e 260 rs.
Chitas francezaa de muita bonitos pldres e
muito bous pannos, pelo baratissimo prego de
220, 240 e 260 rs. o covado ; na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Gangas francezas muito finas com padroes
oscuros a 480 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de ure aroma ex-
cellenlemenle agradavel. Ella servo acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer de&ap-
parecer esse balito dessgradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidade de acalmar o ardor que deiza a navalba
quando ae faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto tenba della composico. Cos-
ta o frasco 19. e quem aprecia o bom nodeixar
cortamente de comprar desea estimavel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parte onde se achara.
f
Cortes de meia casemira de orna s cor, fazen-
da superior, pelo baratissimo preco de 2# cada
um : na ra do Queimado n. 22, na loja da boa f:
na
Chales de merino estampados a 2$500
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiraa luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor franeez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quem quizer comprar
boas luvas escusa caoaar-se, dirigir-se a loia
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser bem aervido.
Coral de raz
Yende-se muito bom coral de raiz, o fio a 18 :
a rna do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Casemiras
finas, padroes de muito gosto. a *> cada corte:
vende-se na roa Nova n. 42, defronle da Concei-
co dos Militares.
Molas para balo.
Na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n. 1 B,
recebeu de sua encommenda as verdadeirasmo-
las para baldes, que se vende a 200 rs. a vara.
6R.ua do Queimado n. 10,#
loja de 4 portas de Fer-^
S rao & Maia.
Vende-se cortes de superior ca-
semira que em outra qualquer x&
a^ parte somonte podero vender
Bk por 5$ a
f Corles de velludo de cor para
9 collete de superior qualidade e
I gosto a 3S500 e
b Cortes de ditos pretos bordados
9 a5e
I Chapeos de castor rapado a
560
4S0O0
4$000
68000 %
88000 m
a500rs
Vendem-se massinboa
500 rs. cada um : na ra
Kuia branca n. 16.
o masso.
de coraes lapidados a
do Queimado, loja d'a-
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre seencontraro as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para hornera como para se-
nhora, por serem receidas por todos os vapores
vindos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
prece de 2(500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
Maees
Chegaram as bellas maees por serem grandes
e perfeitas, vende-se aoa ceios e em caixas e a
retalho: no deposito de Sodr & C, ra ostreita
do Rosario n. 11.
Muita gravata ba-
rata.
franeez
mnito moderno, proprio para vestido, a 200 rs. o
covado ; na raa Nova o. 42, defronte da Concei-
co dos Militare*;
Vende-se belechinha ingleza a melhor do
anereado a 38 a barrica, queijos do vapor a S9400,
dito prato a 500 rs. a libra ; no armazem da es-
trella, largo do Paraiso n. 14.
Para acabar.
Paletots e sobrecasacas de panno preto fino,
fatonda boa, a 19f, 10$ e 22g ; cheguem, sutes
etbne s osbosB : bsttm do Queimado n. 47.
Na loja d'aguia branca se eneonlra um grande
e bello sortimento de grvalas de differentes gos-
tos e qualidades, e por precos taes que em ne-
nhumaontra prtese acha, como seja, grarati-
nhas estreitas bordadas a 800 e lf, ditas pretas e
de cores agradareis a 19, 19200 e 18500, ditas
com pontaa bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim maco al$500. Pela variedade do sor-
timento o comprador lera muitas de que se agra-
de : oa ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
A12$000
adaioia de toalbaa felpadas superiores; na roa
do Queimado n. 92, na loja da boa f.
Vende-se urna boa armaeo de amarello,
toda eovernisada, que serve para qualquer asta-
belecimeoto, e por preco razoael: na ra do
Crespo a. ib, loja.
Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de jspi, mais barato do qoe em outra qual-
quer parte: na ra larga do Rosario, a. 94.
franceza, padroes modernos e riquissimos a
e 640 rs. a vara : vende-se na ra Nova n.
defronte da Conceico dos Militares.
Cambraialisa
azulada muito fina a 45 5 e 69 a peca : vende-se
na ra Nova n. 42, deironte dt Conceico dos Mi-
litares.
Casemira
Qoa de muito gosto a 59 o corte ; vende-se na
ra Nova n. 42, defronle da ConceiQo dos Mili-
tares. ^
BALDES
superiores, rendad* s e com bico, flngindo aaia a
5$ a 69 cada um : na roa Nova n. 42, defroote
da Conceico dos Militares.
Ra Nova n. 56
Garibaldi.
Joaquim Ferreira da Costa participa aorespei-
tavel publico e com especialidade aos seus nu-
merosos freguezes, tanto da praea como do mato,
que acaba de receber de Paria pelo ultimo navio
urna nova factura de chapeos de senhoras o me-
| ninas comoseja, de seda, velludo e palha, e tam-
bem se encontrar um completo sortimento de
chapeos para hornera, de feltro, copa baiza e al-
ta, e de lontra, e francezes, e de castor braneos
prova d'agua, ditos para a festa que sao frescos
na cabeca e na bolsa por serem baratos.
k VISTA FAZ FE'.
Quem quer apre-
ciar a bella fumaba.
Barato que ad-
mira ,
Bolachinha ingleza.
Vendem-se barriquinhas com bolachinha in-
gleza a 1$600: na ra da Guia n. 9, e Lingoeta.
deposito n. 6, e em libra a 100 rs., e far-se-ha
alguma dierenca, sendo em porco.
Attenco.
Ha ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de 11-
nhas'.decores e brancasem carreteis do melbor
abricantedelnglaterra,asquees se vendem por
precos mulrazoavoia.
Luvas de Jouvin.
Goes&Bastos, na loja da ra do Queimado
o. 46, tem as verdadeiras luvas de Jouvin, e co-
mo as recebe em direitura por todos os vapores,
as vende por preco commodo.
Nova pechincha.
Pecas de cambraia lisa fina com 7 1)2,8 e 9
jardas a 23, 29500, 39 e 39500, chita larga fran-
ceza a 200 e 220 rs. o covado: na ra do Queima-
do n. 44.
Gestinhas de Hamburgo.
S ua loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B, quem recebeu um completo sortimento de
lindas cestinhas de todos os lmannos proprias
para menintsdeescola, assim como maiores com
lampa proprias para eompras, balaioa proprios
para costura, ditos proprios para faqueiros, ditos
muito bonitos para brinquedoa de meninos, di-
tos maracas pialadinhos que se vendem por pro-
cos muito baratos-
Relogios ameri-
canos.
Vende-se elogantea relogios amerieanoa de m-
deira, para cima de mesa, por mdico preco,
aa roa do Trapiche Novo n. 42.
Cheguem freguezes, antes que se acabo: na
ra Nova n. 56 ha um completo sortimento de
fumo da Baha que se vende por atacado e a re-
talho, e um bello sortimento de charutos de Ha-
rs, maniltaa, o os afamados flor do Brasil, sos-
piros, lricos, apraziveis, regala imperial, gaa-
nabarras e aparietenses, e todoa os maia charutos
do afamado autor Simas.
Vndese urna casa na Capunga n.37 A :
quem a pretender, dirija-se a ra da Cruz, de-
posito de rap Mearon, a. 23, que achara com
quem tratar, leudo os aeguintea commodps : 2
salas de frente, 4 alcovaa, corredor separado, 2
salas de detraz, rozinha fra, 1 quarlo junto a
cozinha psra pretos, e alguna pea de alvoredos,
eom um excelleote quintal e campo na frente pa*
ra um jardim.
Luvas de fina camursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de reeeber de sua
encommenda mui finas luvas de camursa, o qoa
de melhor se pode dar nesse genero, e as est
veodendo a 29500 o par ; os senhorea offlciaes a
cavalleiros que as compraren) coohecero que alo
baratas vista de sua finura o dnraclo, e paraaa
oblar dirigirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca a. 16. Adverte-so que a quantidade
i pequea por hora, e por isso nao demorem.
Vende-ae usa fardaroeato rico pera guarda
nacional; na raa estrella do Bosario o. 12.
Nesta fabrica se acha um variado sortimento
de charutos finos dos mais acreditados fabrican-
tes da Babia, garante-se aos compradores serem
verdadeiras as marcas annunciadas dos proprios
fabricantes mencionados, fazendo-se mensao de
algumas marcas mais conhecidas para nao se tor-
nar o annuncio muito eztenso, as quaes sao as
seguintes :
Guanabaras, de Jos Furtado de Simas.
Suspiros, do mesmo.
Delicias, do mesmo.
Begalia imperial, do mesmo.
Sonadores, do mesmo.
Suspiros, de Candido Ferreira Jorge da Costa.
Emilios, do mesmo.
Suspiros, de Vespasiano iorge Bibeiro.
Na ra estreita do Bosario, armazem do Mo-
reira, ainda existe grande porco de palha appa-
relhada para teeercadeiras e todas as obras de
marcineiro : vende-se a retalho a 25 a libra, e
de 5 arrobas para cima a 18JJ.
Venda depropriedades
Vendem-se as casas terreas sitas na ra atraz
da matriz da Boa-Vista n. 30 e 32, Bangel n. 79,
e ra do Forte n. 26, todas com solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Bodrigues de Souza,
ra do Queimado n. 12, primeiro andar:
Camas de ferro.
Grande sortimento de camas de ferro
pata urna e duas pessoas, ditas para
meninos e berqos de ferro, tudo de lin-
dos modelos e por precos commodos :
na ra da Imperatriz n. 75, deposito
de camas de ferro.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recentemente pro-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torcal com franjas e borlas,
outros tambem de torcal de seda enfeilados com
aljofares de cores e borlota ao lado, outros de
froco igualmente enfeilados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um apurado gosto e perfeico,
os precos de 8$ e 109 sao baratos vista das
obras ; alm destas qualidades ba outras para
34 e 4g : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Vendem-se os engeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pues, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mii pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Relogios.
Vende-se em essa de Johnston Pater 4 C,
na do Vigario n. 3 um bello sortimento da
elogios de ouro, patente ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
saa variedade do bonitos trancelins para oa
meamos.
Arados americanolemacMna-
Escravos fgidos.
Escravo fgido.
Auzentou-se da .casa do abaixo assig-
nado o escravo crioulo de nome Ala-
noel cor preta, de idade de 30 a 55 an-
nos, alto, magro e e rendido da ven-
illa esquerda. Este escravo foi proprie-
dade do Sr. Thomaz Antonio Guima-
rSes, morador na cidade de Goianna,
d'onde veio a pouco, e por muito tem-
po foi empregado nos lampioes das ras
daquella cidade. natural do lugar de-
nominado Pontinha perto da mesma
cidade de Goianna e tanto n'um como
no outro lugar muito conhecido
provavel que ande por estes lugares de-
signados. Pelo que rogo a todas as au-
torides policiaes capitaes de campo a
aprehensao do dito escravo, podendo
leva-lo a' cidade Goianna ao Sr. Tho-
maz Antonio Guimares, e nesta cidade
a ra Nova n. 67 segundo andar ou a'
ra da Cadeia-Velba do Recife, loja n.
22, que sera' recompensado.
JoSo Pereira Moutinho.
Na manha do dia 6 do correte fugio da
casa do abaixo assigoado o escravo donme Can-
dido, crioulo, cor fula, representa ter 28 aones,
pouco mais ou menos, estatura baixa, secco do
corpo, cabera grande, tem as peroas alguma cau-
sa arqueadas, que pouco se conbece, ps peque-
os, foi comprado a 16 de julho prximo passado
aoSr. capitao Dente Antonio de Oliveira da fre-
guezia do Apodi, provincia do Rio Grande do
Norte, d'onde o dito escravo natural, descon-
la-se que tenba tomado a direccao do serto, e
qae v junto com algum combey para o mesmo
lugar d'onde veio para esta praca, aonde foi ven-
dido ao abaixo assignado : portanto roga-se as
autoridades policiaes, capitaes de campo e mais
pessoas, a captura do dito escravo, e entrgalo
na roa larga do Rosario, fabrica de cigarros n.
21, que pagando-se todas as despezas feitas com
o mesmo escravo, se recompensar generosamen-
te.Antonio Maia de Brito.
Fugio no dia 4 do corrente mez o escravo
Thomaz, crioulo, bastante alto, bei;os grossos,
pernas finas, ps malfeilos, muilo ladino, repre-
senta ter 25 annos, pouco mais ou menos, levou
vestido calende brim de quadro, camisa de ma-
dapolo, jaquela branca, chapeo de massa, cons-
ta que anda pelo lado dos engenbos Gaipio e Fer-
nandas da freguezia de Ipojuca ; este escravo foi
do Sr. Antooio Pessoa de Siqueira Cavalcanti,
morador na villa de Fesqueirs : quem o appre-
hender, pode traze-lo ao seu senhor Joaquim
Francisco de Souza Leao no engenho Crauasss
da freguezia'de Ipojuca, que ser generosamente
gratificado.
AttenQo,
par a lavar roupa: em casa deS.P. Jos
hnston & C. ra daSenzala n.42.
Ausentou-seda casa de sua senhora o escravo
de nome Jos,'idade de 40 annos, pouco mais ou
menos, de nago Costa, levou vestido caiga do
brim de quadros, camisa de algodo azul, chapeo
de palha, tendo por signal o seguinte : um dos
dedos do p direilo acavalado sobre o oulro pr-
ximo, tem por costume fallar baixo, estatura re-
gular, tem nos bracos ao p dos hombros talbos,
igoaes de sua nago, o rosto limpo qur de mar-
cas qurde barba, fugio no domingo 21 do cor-
rente : quem o pegsr queira leva-lo casa de
sua senhora, na ra da Imperatriz n. 75, tercei-
ro andar, que ser recompensado vista do seu
trabalho. Consta que o mesmo anda pelo Arraial
e suas imrteJiaces, com o dedo aleijado envolto
em um panno e pediodo esmolas.
N^ noile do dia 5 do correle aesapparece-
ram da casa do abaixo assignado, os seguintes
escravos Jos crioulo cor preta bistante alto den-
tes natoralmente separados do queixo superior
fallas mansas, foi vestido com camisa do baeti-
Iha azul chapeo de massa j velho, este escravo
fitho do Buique donde veio trasido pelo seu
Sr, Miguel de Barros Silva Jnior, que o ven-
deu nesta pra;a ao Sr. Silvino Guilherme de
Barros, a quem o abaixo assignado comprou, e
Venancio tambem crioulo altura baixa tem todos
os dentes e o rosto quasi redondo este muito
alegre, e sempre est rindo-se natural do Cear
da comarca do Aracaly, veio remedido para esta
cidade aos Srs. Grugel Irmaos e vendido por es-
tes ao meamo Sr. Silverio tambem foi este ulti-
mo vestido de roupa igual ao primeiro, de pre-
sumir que elles seguissem o eeminho do Buique
donde veio ainda a poueos dias a Jos, o abaixo
assigoado gratifica generosamente a quem os pe-
gar e os levar a ra da Imperatriz n. 79, pri-
meiro andar bem como roga as autoridades poli-
ciaes a captura dos meemos escravos, bem como
protesta desde j contra quem os tiveroccultado.
Monleiro 6 de agosto de 1861,
llanoel Cantillo Pires Falco.
Acham-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em setembro do anno proxim-
passado, com os signaes seguintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos prelos
annellados; e Luiz, cabra, natural do Ic, fugio
do em margo deste anno, e com os seguintes sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muito pou-
ca barba, ebeio do corpo, ps grandes, com al-
guna signaes de bexigas no rosto, e muilo re-
grista ; suppe-se este escravo estar cccullo por
pessoa que o proteje, pelo que protesla-se contra
quem o tlver feilo : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der noticia a seu senhor Joo
Jos de Carvalho loraes Filho, na rus do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Desappareceu no dia 13 do correle, do si-
tio de S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com os
signaes seguintes : cabellos braneos, alto, secco
do corpo, e asa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. llanoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaly, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes o a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, oo na raa do Trapiche y. 15
a Jos Teixeira Basto.
Fugio no dia Io do corrale mez o cabra de
neme Maneel, natural do Aracaly, altura regular
cabec* redonda e um pouco chata, beicos grossos,
e quando anda batanea com o corpo, representa
ter 20 s 24 annos do idade, levou ealea e camisa
de algodo branco o urna de la por cima e cha-
peo de feltro preto; quem o apprehender pode le-
va-lo i roa do Queimado d. 78, queserd generosa-
mente recompensado.


:.,.-
(8)
URia DI niUAVBOOO. *. TEUQi FKIRA 11 DE AGOSTO DI 1861:
Litteratara.
U. B. Saintine.
A' M."e Virginie Anecio!.
(Conlinuago do n. 183.J
Litro segundo.
VI
Chamev contava as hora*, os minutos n* so
tctnpo se amontoavaro urnas sobre as outras, pa-
ra pesar sobre sua flor e quebra-la. Dous'dias
eram passado, o mensageiro nao Irazia noticias ;
o o velho mesroo, inquieto, atormentado seu
turno, nao sabia o que augurar deste silencio e
desta demora, suppunha obstculos, responda
pelo zelo e dedicado da pessoa encarregada da
mensagem ( sem designar suu filha todava ), e
procurava ainda fazor renascer no corago de seu
companheiro urna esperanga que se exlioguia do
seu.
Thereza, minha filha I que lhe teria acon-
tecido ? repeta elle com desolago.
O terceiro da passou-se sem que visse sua
Ulna.
Durante o quarto dia lodo inteiro, Girhardi nao
appareceu na pequea janeila do pateo. Char-
ney nao poJe v-lo ; porm se tivesse attenta-
meote prestado ouvidos, teria percebido talvezai
preces misturadas de suspiros que diriga ao cu
o pobre pae, aceitando o golpe terrivel que o aca-
bara de ferir de novo. Dir-se-hia que ura vu de
lulo cahira sbitamente sobre esse lugar de mi-
seria, onde outr'ora ainda, mesmo na ausencia
da liberdade, raios de alegra e de felicidade ap-
pareciam por inlervallos.
A planta avangava cada vez mais em seu ca-
xninho de destruigo ; e Charney, inconsolavel,
assista a agona de Picciola. Havia nelle dupla
causa de abaiimento : tema perder o objeclo de
seus trabalhos, o encanto de sua vida,ese ter
debalde humilhado I Como I debalde sua fronte
se curvara I mendigara urna greca, proslar-se-
liia al o chao para o repillirem com o p I
Como se ludo se tivesse conjurado contra Char-
ney,Ludovico outr'ora (ao simples,to expansivo,
agora evitava al dirigir-lhea palavra. Tacitur-
no e enfadado, vinha, subia, passava, fumando
livremente, sem o olhar ao menos e pareca in-
diTerenle saa desgraca.
E'que principio I.udovico, quando leve co-
nhecimento da recusa do commandante, previo o
momento em que ia achar-se enlre sua inclina-
cao e seu dever. Era preciso que o dever ven-
cessa e elle se fizera brutal e zangado para tomar
coragem. Hoje sem duvida os rigores To re-
dobrar e d'anlemo seu mo humor redobra.
Assim obram vulgarmente os que a educago
nao tem polido. Elles comprimem os impulsos
de sua alma quando llies preciso preencher ru-
des funcQes, antes do que procurar encobrir
rudezadellas sob algumas formas de benevolen-
cia. Nao por palavras que Ludovico tem dado
provas da bondade de seu corago, por actos I
Os act03 lhe sao interdictos, cala-se ; e a secreta
piedade, quesete pelo homem de quemse obr-
ga ser o tyranno subalterno se exala em exces-
sos de colera contra esse mesmo homem.
Esorca-se por moslrar-se insensivel lornsn-
do-se o agente de urna ordem implacavel. Se
por isso elle merece o odio,ai bem tanto melhorl
seu dever lhe sermaii fcil. E' preciso a guerra
entre a victima e o carrasco enlre o captivo e o
carcereiro 1
Quando chegou a hora'do jantar do prisioneiro
ludovico viu Charney em p diante de sua plan-
ta em urna profunda e cruel contempbco. Tra-
tou de nao se aprseiitaralegre como'outr'ora,
saudando sua afllhada,com os ttulos acariciado-
res de Giovanelta, de Franciuletta, ou pegun-
tando Doticias de Jfonsieur e M adame ,-atraves-
sou 6 pateo com um passo rpido, aflectaodo crer
Charney em seu quarto e levar-lhe suas provi-
soes com pressa. Porm, um movimento que
fez, seus olhos se encontraram e Ludovico parou
sorprendido de ver a mudanga sobrevinda em
poucos dias s figoes do prisioneiro.
A impaciencia ea espera tinbam cavado em sua
fronte largas rugas; seus labios e tez desbotados,
suas faces emmagrecidas, imprimim-lhe um ca-
rcter de abaiimento que fazia sobresahir an-
da a desordem de sua barba e de seus cabellos.
A' seu pesar, Ludovico ficou algam tempo immo-
vel durante este exame ; e derepente, lembran-
do som duvida suaa grandes resolucoes, volrcu
o olhar do homem planta, piscou os olhos ir-
nicamente, levantou os hombros com um gesto
zorabador, assoviou urna aria e se dispunha se-
guir caminho, quando com urna voz dolorida po-
rm expresara :
Que vos fiz, Ludovico ? lhe disse Charney.
A' mira ?.., 4 mim ?... Nada, respondeu o
carcereiro, perturbado com este lom de censura
e mais abalado do que quizera parecer.
Pois bem, replicn o conde avanzando pa-
ra elle e apoderando-ae vivamente de suas maos,
salremo-ta 1 tempo ainda e achei um meio.
Sim I o commandante nao se pode zangar. Elle
oignorar mesmo. Procurae-me Ierra, um cai-
xo... arrancaremos os lagedos porm por um
instante smente... quem o saber ? Transplan-
taremos...
Ta, ta, ta, diz Ludovico retirando brusca-
mente a mo : leve o diabo a flor 1 Ella nos cau-
sou bastante mal todos, comegarpor vos, que
ides cahir doente. Fazei della tisana, que s
para que presta I
Charney langou-lhe um olhar de indignago e
de despreso.
Se se tratasse smente de vos ainda, prose-
gu u Ludovico, passe ; porm privastes de sua
fllha aquelle homem... elle nao a ver mais o
devera vos I
Sua filha I como?... exclamou o conde
abrindo uns olhos espantados.
Sim, isto, como ? contlnuon o outro
pondo em Ierra o seu paneiro de proviso, cru-
sando os bragos e tomando a attitudede um ho-
mem que se prepara a reprehender fortemente,
chicotea- se os cavallos e nio se quer que a car -
ruagem role, crava-se o ostylete e admira-se a fe-
rida Trondedious I chefraschtria I Quizestes
eaerever ao imperadora lhe escrevestes: muito
bem.E' contra a ordem do commadanle ; elle vos
pu-oir como entender,nada mais justo. Era-vos
preciso porm um mensageiro para levar a car-
ta, pois que nao podieis leva-la vos mesmo. Esse
mensageiro toi a Giovanna.
Como la ni 05a... fui ella I
- Hostrae-v'oe admirado Peossveis que vos-
sa correspondenria cora o rmperavJor ia ler lugar
pelo lelegrapho ? Emprega-se-o para outras cou-
sas. O certo que o commandante tudo des-
colori... ro si como... Pelo gula sem duvida ;
FOLHETIM
OBATEDORDE ESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
(Continuando.)
XXIX
Quando no dia seguioto aos primeiros clames
da aurora os avenlureiroa conheceram toda a ex-
teoso dos desastres daquella noite, que poda
ser to fatal ao successo futuro da expedigao, si-
lenciosa e lgubre conslernago reinou entre
elles.
Nao s o incendioioha destruido os meios de
transporte e a maior parte dos vveres, como
tambera lavrra al as muuigoes de guerra: mu-
tos barris de plvora saltaram pelo ar, e causaram
urna desgrana irreparavel.
Urna das perdas mais importantes era a dos
bois ; porque alm do servico que presta va m es-
ses animaet, oecorria mais que offereciam elles
urna garanta preciosa eontra a fome : a estacao
ja bastante adiantada do anno permittia gozar-se
mui parcamente dos productos e recursos da ci-
ca, no caso de que houvesse um accommetlimento
o um bloqueio por parte dos Indios.
Passado o prmeiro pasmo, os aventureiros tra-
taram de indagar a causa desse lerrivel e s-
bito incendio. As suasinvestigsces nao tiveram
resultado : tio variadas e numorosas eram as
supposigdes, quo raros eram os facloi e esclare-
cimentos precisos. Todava os nomes de Joaquim
Dick e Lennox andavam em todas as boceas ;
ninguem, a excepcao do marquez d'IIallay, pen-
sou em Grandjean.
A espersnes de tornar a achar os bois que ha-
viam fgido precipitadamente, e a necessidade de
reparar algumas carretas que podiam servir ainda,
ifterdiram os aventureiros no s#n acampamento
pelo espago de dous dias. Nao eootribuio pouco
para sustentar-lhes a coragem, a conflanca que
manifestara o marquez d'Hallay, junta sua te-
naz e prodigiosa actividad. O marquez conser-
vara-se realmente na altura da reanousabilidade
que lhe impunha o com mando.
Qaanlo s esperanzas que nutriam 01 aventu-
reiros de entrar no rente na posse dos som
travz dos caminhos. Agora a porta da cidadella
lhe est fechada. Ella e seu pae vivero sepa-
rados. Quem culpado 1
Charney cobrio o semblante com ambas as
maos.
Desgranado velho 1 disse elle ; sui nica
consolacSo I E sabe ?...
Sabe ludo desde honlem. Julgae se vos deve
amarl... porm vosso jantar esfria.
E Ludovico levantou o paneiro e transporloa-o
logo 00 quarto do prisioneiro.
O cunde cahiu aniquillado sobre seu banco.
Teve um inslanle o pensamento de acabar de um
golpe com Picciola e quebra-la elle mesmo. po-
rm faltou-lbe a coragem. Depois um raio de
esperanca brllhava ainda confusamente adenle
delle. Aquella pobre moca, que to generosa-
mente devotou-se sua causa e quem fazem
to cruelmente expiar seu zelo em soccorrer um
desgranado, est de volla. Sim, isto I Sem du-
vida ella foi bem succedida e foi o que irritou o
commandante I Se elle tem as maos a ordem de
liberdade de Picciola, porque a retarda ? Has
necessario que obedega-se o imperador o quer I
Oh 1 abengoada sejas, nobre moga, desgranada fi-
lha separada de leu pae por minha causa 1 Oh 1
a metade de minha vida, darei por til... por la
felicidade Darei... somente para que se te abra
a porta desta prisao I
VII
Meia hf a tem decorrido apenas; dous officiaes
civis, revestidos da facha nacional, acompanha-
dos do commandante de Fenestrelle, apreseotam-
se perante Charney o o coovidam subir seu
quarto.
Quando ah estavam, o commandante lomou a
palavra.
Era um homem de robusta corpulencia, de
fronte calva e arqueada, de bigodes expessos e
encanecidos. Urna cicatriz, parlindo da sobran-
cera esquerda, lhe divida a face em duas e vi-
nha terminar inclusivamente no labio superior.
Um longo casaco azul de largas abas, abotoado
at em cima, botas com canhdes por cima das
caigas, um resto de p em seus cabellos pernea-
dos de um lado, cachos por cima das orelhas, es-
poras as botas (sem duvida por signal distincti-
vo, porque, tanto por causa do rheumalismo,
como pelas exigencias do seu lugar, elle era de
feito o primeiro prisioneiro da cidadella) tal se
mostrava em publico este persoosgem que por
nica arma trazia urna bengala ni mo.
Eocarregado da guarda dos presos polticos,
que pertenciam pela maior parte familias dis-
tinctas, irrilava-se com bons maneiras, apezar de
seus frequenles exces;os de colera e usava de boa
linguagem, despeito de certas consonancias des-
agradaveis. Tinha o corpo direito, a voz forte e
emphalica, compuoha o gesto saudando, e cosaova
a fronte fallando.
Isto posto, o coronel Morand, commandante de
Fenestrelle, podia ainda passar pelo que se chama
um bonito militar.
Ao tom de cortezia que toma principio, ao
porte official de seus dous companheiros, Charney
creu que traziam as cartas de perdo de Picciola.
O commandante pediu-lhe para attestar se em
algum dia o tratara mal no exercicio de suas
fuocges por falta de cuidados ou por abuso de
poder.
Esto prembulo era de bom auguro ; Charney
atteatou tudo o que elle quiz.
Vos o sabis, senhor, em vossa doenga to-
dos os soccorros vos foram prudigalisados; se nao
vos agradou submetter-vos s prescripgoes dos
mdicos, a culpa nao delles nem minha. Pen-
sei que vossa convalescenga se acabara mais f-
cilmente com o ar livre e o exercicio; e liberda-
de quasi inteira vos foi concedida de ir quantas
vezes quizesseis ao vosso pateo.
Charney saudou-o como para o agradecer ; po-
rm a impaciencia eontrahia-lhe os labios.
Entretanto, senhor, proseguiu o comman-
dantc com o tom de um homem, cuja delicadeza
foi ferida, cujas considerages foram descooheci-
das, infrigistes as lea reglamentares da casa,
que nao podis ignorar no entanto ; eativestes
ponto de comprometter-me em minha responsa-
bilidade junto ao senhor governador do Piemon-
le, o general Menou e mesmo junto ao impera-
dor, fazendo chegar a sua magostado urna sup-
plica...
Chegar! elle a recebeu pois? inlerrompeu
Charney.
Sim, senhor.
Depois?
E o desgragadp trema de esperanga.
Depois, respondeu o commandante, por este
nico facto, ides ser transferido para um dos alo-
jamentos do velho bastiao, onde ficareis incom-
municavel durante um mez.
Mas emfimexclamou Charney tentando
anda lutar contra a cruel realidade, que o des-
pojava de suas derradairas illusdes, o que disse o
imperador ?
O imperador nao se oceupa com semelhan-
tai parvoices 1 fot-lbe desdenhosamente respon-
dido.
Charney tomou a nica cadeira, que havia em
sen quarto, sentou-se e o que se passou depois
em torno de si parecen apenas distrahir sua at-
tengo.
Nao ludo. Conhecidoa vossos meios de
communicago, descobertas vossas relagdes com
o exterior natural pensar que vossa correspon-
dencia se techa estendido mais longe. Tendea
**
escripto i outras pessoas alm de sua masea-
tade ? "
Charney nao respondeu.
Urna viaita foi ordenada, continuou o com-
mandante com um tom maiisecco, e estes senho-
res presentes, encarregados pelo governador de
Tuno, vo proceder immediatamente em vossa
presenga, como manda a le. Antes da execugo
desta ordenr, desejaes fazer revelages ? Ellas s
podem ser favoraveis vossi causa.
O mesmo silencio ds parle do prisioneiro.
O commandante franzio as sobrancelhas : sua
fronte calva enrugou-se em toda sua altura e vol-
tando-se para os enviados de Menou :
Varaos, senhores, di?, elle.
Ambos se pozeram logo em termos de esmeri-
Ihar desde a chamin e o colcho do leilo, at
as dobras dos vestidos de Charney.
Durante este tempo, o commandante, passean-
do passo- paiso no estreilo quarto, bata alter-
nativamente com a ponta de sua bengala cada
lijlo do pavimento, aflm de julgar se nao co-
briam algumas excavaedes secretas, destinadas
encobrir papis importantes ou mesmo os prepa-
rativos de umaevaso.
Lembra-se de Lalude e outros escapados da
Baslilha. L, fossos largos e profundos, muros
de dez ps de espessura, grades, contra-escarpas,
Desleirs, baluartes irrigados de ferro e de ca-
nhdes, aentnellaa em todas as portas falsas, em
todos os parapeitos nada poderam contra a per-
severancia de um homem armado de urna corda e
de um prego.
A baslilha de Fenestrelle eslava longe de apre-
sentar urna egual cintura de seguranza. Desde
96, suas forticages s existiam em parte e ape-
nas alguns soldados rondaram em torno de suas
muralhas exteriores.
Depois de indagages prolongadas tanto quanto
era possivel fazer em um egual alojamento, nads
se descobriu de suspeito nao ser um pequeo
frasco de vidro branco, contendo um licor dene-
grido, sem duvida a tinta do prisioneiro.
Interrogado sobre os meios empregados por
elle para possuir aquella tinta, voltou-se sobre
sua cadeira do lado da janeila e poz-se percor-
rer em cadencia os dedos sobre os vidros sem
responder de outra sorte pergunta.
Faltava visitara caixinha. Pediu-se-lhe a cha-
ve, elle deixou-a antes cahir do que a deu.
O coronel Morand nao tinha mais cortezia nem
D0S esto, nem no olhar. A indignago subiu-
Ihe garganta. Com o semblante rxo, com os
olhos animados, agitando-se no pequeo espago
da camera, aboloava e desabotoava seu casaco
com as maos trmulas como para impor urna dis-
frcelo ao vivo transporte de colera, que o do-
minava
Spitamente, por um movimento espontaneo,
os dous esbirros judiciarios, oceupados do inven-
tario da caixinha, tendo-a n'uma das mos e re-
volvendo-a com a outra, approximam-se viva-
mente aa janeila para melho'r verificar claridade
e com a alegra no semblante exclamara juntos :
Possuimos I possuimos I
Ento tirando de um duplo fundo urna grande
quantidade de lengos, todos cheios de urna es-
criptura fina e unida, peniam ter descoberto pro-
vas de urna vasta conspirago.
A* vista de seus preciosos archivo) profanados,
Charney levanta-se, estende os bragos como para
loma-Ios, abre a boca... depois, acalmando-se de
repente, torna sentar-se e tica immovel sem ter
pronunciado urna palavra.
Porm aquelle primeiro movimento toexpres-
sivo baslou ao commadante para ligar urna alta
importancia esta captura.
Por sua ordem os lengos sao mettidos imme-
diatamente em saceos marcados e sellados; con-
fisca-se o fresco de tiota e at o palito. Faz-se
um relatorio. Charney, convidado assigoa-lo
para attestar a xactido, recusa por um gesto.
E' lavrado o termo de recusa e se lhe intima a
ordem para pasaar-se sem demora ao alojamen-
to do velho baslio.
Ah 1 quanto o que so passava ento em sua ca-
bega era penivel, vago, confuso 1 O prisioneiro
aterrado s se podia lembrar disso como de um
senlimento de ddr, dominando todas as outras
dores. Nao Uvera mesroo um aorriso de mofa
dar ao triumpho dequelles homeos, to altivos de
levar, como pegas de processo, como provas de
urna conspirago, suas observsges sobre a plan-
ta Ia ser para sempre separado de suas lem-
brangas I
O amante quem se rouba as cartas e o retra-
to de urna amante adorada, que nao deve mais
tornar ver, pode smente comprehender a ago-
na profunda do prisioneiro I
Para salvar Picciola elle compromelteu seu or-
gulho,.ua honra despedagou ocoragode um ve-
lho e a existenojfc de uma'donzella ; do yi o
tinha prendido ^Ida, nada lhe resta, nem ofca-
mo aquelles lengos escriptos por elle, e que re-
sumiam seos santos estudos.
H Vida Diario n. 183.
bois, foram bem depressa frustradas ; porque os
destacamentos mandados procura desses bois
eram recebidos por toda a parle com tiros que
partiam de ioimigos invisiveis, e pois viram-se
forgados a renunciar suas indagages. Nessa
infructuosa tentativa ficaram morios cinco ho-
mens.
No terceiro dia pela manha a expedigao poz-
se em marcha : todos esperavam a cada momon-
lo quando nao um ataque geral, ao menos ag-
gresses parciaes : porm as suas previides nao
foram confirmadas por successo algum.
Durante os seis dias que se seguiram, os bate-
dores decampo enviados descoberta nos vol-
tavam sem ter visto destacamento algum de In-
dios, como at sem ler encontrado signal ou ves*
ligio que podesse despertar suspeitas. Era evi-
dente que p humano nao tinha calcado deade
muito tempo aquellas longinquas solidoes.
O fri ia sendo cada vez mais intenso ; ninguem
porm se queixava. A perspectiva de um pr-
ximo successo ioflsmmava todas as imaginages
e dava aos aventureiros iocrivel ardor. Alm de
que a passagem asssz temivel da Apacheria, que
j haviam quaii feito sem impedimento, consti-
tua um facto to Inesperado quanto de bom
agouro. Ninguem esperara atravessar esse pe-
rigoso territorio sera sustentar lutas encarnizadas
e sanguinolentos combates.
Finalmente no stimo dia um pouco antes do
cahir da noite o pequeo exercito deixaodo alraz
de si a Apacheria, penetrava no paiz dos Iodios
Maquis, e acampava s margens do rio Jaquesila.
Era a primeira vez que urna tropa de Europeus
se va reunida nessas paragens desconhecidas.
No seguinte dia, antes que o sol se mostrasse
no horisonte, todos os aventureiros estavam j de
p. O marquez d'Hallay havia declarado na ves-
pera Doite que a expedigao liona chegado o
termo da sua viagem ; os Ibesouros que vioham
buscar de to longe dislavam apenas duaa ou
tres leguas do putro lado do rio Jaquesila.
O momento era solemne. To perto de tocar
ao fim que lhes tinha custado j tintas fadigas,
perigos e trabalhos, os aventureiros experimenta-
vam urna incerteza cheia de angustias. At ento
distrahidos pelaa difficuldades materiaes da jor-
nada nao tiveram tempo para duvidar: maa quan-
do a realidade ia dar vulto aos seus sonhos, ou
mudar em chimeras auas esperanzas, quasi que
laatimavam o terem chegado ao ponto a que se
dirigam todos os seus votos ao partirem de S.
Francisco.
Quanto ao marquez, para elle era decisivo
aquelle dia : ali eslava a miseria ou a fortuna, o
vtrgonha ou a gloria, o triumpho ou a revolta I
Assim, pois, por mais certo que estiresse da per-
VIII
A intercesso de Josephioa nao fra peta to
poderosa como o prometiera ser principio ? Nao.
Depois de seu doce diseurso em favor da planta e
do priaioneiro, quando depoz o lengo que cooti-
nha a missiva as mos de Napoleo, este, tem-
brou-se das singulares distraerles, offensivas de
seu orgulho, que a imperatriz Uvera naquella mes-
ma manha, durante as ceremonias guerreiraa da
Mareugo, e a assignatura de Charney redobrou a
dessgradavel impresso que por iiso sentir.
este homem endoudeceu ? e que comedia
pretende representar comigo ? Um jacobino bo-
tnico ? Parece-me ainda ouvir Marat extasiar-
se sobre as bellezas da oatureza campestre, ou
ver Conthon apreaentar-senaconvengocom urna
rosa na abotuadura 1
Josepha quiz elerar a voz e reclamar contra
esta titulo de Jacobino, to levianamente dado ao
nobre conde ; porm nesse momento um cama-
rista veio prevenir o imperador, que oa senhores
generaos, embaixadores, assim como os depata-
dos das provincias italianas o esperavam na tala
derecepgo. O imperador apressoa-se em ir ter
com elles ; ah, inapirado antes pela sua presen-
ga do que pelo conteudo da petigo, aproveiton-
se do uome do peticionario para fazer urna phili-
pica vigorosa contra os idelogos, e os phloso-
phos, tomando anda aos jacobinos, que bem se-
feita exatido dos escarecimentos, que roubara
ao se cumplice o inglez Evans por elle assassi-
nado, nao podia com tudo detender-se de urna
extrema commogo : porin de ha muito prepa-
parado para esse momento crtico, e sempre se-
nhor de si, conseguiu dar aoseu semblante urna
apparencia altiva e reservada.
Ao romper do dia comegaram os aventureiros a
franquear o ultimo obstculo que os separava do
successo. Ainda que o Jaqueaila tivesse urna
correnle muito rpida, todava a pouca profun-
didade de seu leilo tornara a passagem mais
fatigante do que difflcil ou arriscada. Nao obs-
tante, a elevago das ribanceiras naturaea que
cosleavam o rio na margem opposta exiga a pru-
dencia de se examinar o fundo vadeave antes de
se tanger para diante os cavallos e muas de car-
ga : porquanto os animaes carregadoa que nao
podessem tomar p ficariam naturalmente per-
didos.
Por asta razio foram alguns cavalleiros encar-
regados de ir explorar com cuidado a parle do rio
em que devia operar-se a passagem. Posto que
o desempenho dessa misso nio constitulsse por
si mesmo um fado importante, toda a tropa dos
aventureiros grupada margem do rio segua
com olhar atiento e ancioao a marcha dos explo-
radores ; porque o mais pequeo accontecimento
poderla ser de muits importancia para o xito da
expedigao.
Os cavalleiros iam ji a uns vinte passos dis-
tantes da margem quando um delles, cravando as
esporas no seu cavallo, adiaotou-ae um pouco
dos outros, e parando logo repentinamente ex-
clamou em inglez com a voz emphalica e vi-
brante :
Eu voa saudo, thesouros que ha longo
tempo nos esperaos 1 Eu vos saudo, thesouros
adormecidos; e vos promello um brilhante des-
pertar I
Esta aeco que em qualquer outra circumstan
cia paseara por ser muito banal, e de mesquioho
gosto. naquella occasio, porm excitou naa filei-
ras dos aventureiros um febril eothusiasmo: se
ella to bem (raduzia as suas esperanzas I
Por um movimento espontaneo todas as cabe-
gas se descobriram, e de lodos os peitos arfando
de commogo sahiram astrpitosas honrrai.
Mal se tinha restabelecido o sileucio, quando
urna voz, cujos accentos vibrantes faziam estre-
mecer cada pala/ra, como se fosse ajudada por
um echo, parti da margem opposta. a voz
dizia:
T nao nos Iludirs com aa luaa mentiras.
O despertar do ouro nio a alegra o crime 1
Ide-vos, t e os teus 1 a voiia obstinagio custar>
voi-hia a vida I
ra preciso, dizia elle, abiter e conduzlr ven-
tado 1
E elenva a voz com um lom de reaoluglo e de
ameiga, nao porque estiveise tio vivameote ani-
mado como o fazia acreditar ; porm, hbil em
aproveilar das circumstancas, quera que auaa
pa avras fossem ouvidas e repetidas, sobre tudo
pelo embaixador prussiano perante aquella as-
sembla.
Era seu acto de divorcio com a revolugio que
elle proclamava.
Para agradar ao senhor,- cada qual exagerou o
seu discurso. O general governador de Turim so-
bre ludo, Jacques-Abdallah Menou, esquecendo,
ou antes renegando suas antigs convieges, des-
abafou-se em bruscos ataques contra os brutos
dos clubs e das tabernas da Italia eda Franga, e
isto causou logo no circulo imperial um coro un-
nime de imprecagdea virulentas contra os conspi-
radores, revolucionarios e jacobioos, tal, que
Josephioa seotiu-se perturbada um instante des-
ta terrivel tempestado que acabava de rebeotar.
Livre de seu terror, aproximou-se do ouvido de
Napoleo e com urna voz meia sonora :
iT ^h Seunor> dil e,lt porque todo esle ba-
rulho ? Nao se trata nem de Jacobinos, nem de
revolucionarios ; porm de urna pobre flor, que
nunca compirou contra pessoa alguma.
O imperador levantou os.hombros.
~-; Pensam que enganam'com semelhantes ba-
atollas 1 exclamou elle. Esse Charney um
omem perigoso e nao um tolo 1 A flor o pre-
texto... o alvo, o arrancamento dos lagedos.
urna evasio que se prepara I Velareis sobre isto,
Menou. Ecomo esse homem pode escrever sem
que sua supplica passasse pelas mos do com*
mandante ? E' assim que se exerce a vigilancia
as prisoes de estado ?
A imperatriz tentou ainda defender sua prote-
gida.
Deixemos isto, senhora I disse Napoleo.
E Josephioa interdicta, desanimada, calou-sa e
abalxou os olhos ao olhar que elle acabava de
laogar-lhe.
Menou, reprehendido pelo imperador, nao pou-
pra censuras ao coronel commandante de cida-
della de Fenestrelle ; e este, por sua vez, apres-
sra proceder com rigor c:itra os prisiooeiros
pelos quaes havia recel.. \< to recentes repri-
mendas.
J separado do sua fllha, que, com o corago
chelo de esperanga, s tornara ver os torerdes
da fortaleza para receber a ordem de deixar im-
mediatamente o terrilorio de Fenestrelle e de
nunca mais apparecer, Girhardi tinha na mesma
manha sido submettido, como Charney urna
viaita domiciliaria de que nada resultou, que o
compromertesse.
Quanto ao conde, emogea mais peniveis que a
subtrago de seus manuscriptos lhe estavam ain-
da reservadas.
Quando, para trinsportar-se ao alojamento do
bastio, elle desceu ao pateo, acompaohado do
commandante e de seus acolytos, ou porque o
coronel Morand nao tivesse prestado alguma at-
teogo chegando, ou antes porque quizesse vin-
gar-se ento do silencio obstinado, que guardara
Charney durante a visita, sua colera pareceu re-
dobrar vista do fraco cercado levantado em tor-
no da planta.
Que quer dizer tudo isto ? disse elle Lu-
dovico, prompto logo s mas ordena. E' assim
que veais os prisoneiros ?
Isto, meu coronel, respondeu com juna es-
pecie de gruido e de hesitago o carcer^P, re-
tirando com ama das mos o cachimbo da boca
emquanlo levava a outra ao bonet, como em con-
tinencia militar : a planta que sabis... que
boa para a gota e outras doengas.
Depois, fazendo gravitar os bragos em um sen-
tido contrario ao movimento precedente, deixou
cahir a mo direita ao longo do peito at a coxa,
e levantando a esquerda, collocou o cachimbo em
seu lugar habitual.
Irra I tomou o coronel, se se deixasse estes
senhores fazerem o que quizessero, os qusrtos e
pateos da cidadella mudar-se-hiam em jardios,
em pateo-de-bichos, em lojas, e se transforma-
riim em pragas de teira I Vamos 1 fazei desappa-
recer esta ruim berra, bem como tudo que a
cerca 1
Ludovico olha alternadamente para a planta,
para Charney e para o commandante: quer mur-
murar algumas palavras de juslificagio.
Calae-vos I lhe brada este ultimo, e obede-
cei quanto antes 1
Ludovico se cala. Tira de novo o cachimbo da
bocea, a paga-o, sacode-o, o deposita sobre urna
das bordas da murslha e se dispe cumprir
ordem.
Tira a jsqueta, o bonet, eafrega as mos para
tomar coragem.
De rpenle, como se se tivesse dominado da
colera de seu chefe, agarra e arranca as esleirs
e cipos, despedaga-os e os espalha no pateo com
urna especie de furor. Chega a vez dos esteios
que aerviam de sustentculo; arraoca-os uns
aps outros, quebra-os nos joelhos e langa-os
seus ps. Parece, ao v-lo, que sua antiga aflei-
go por Picciola se con verter em odio, e que el-
le tambem tinha urna vinganga exercer.
Durante aquelle tempo, Charney ae conserva-
va immovel, com os olhos vidamente fixos em
sua planta, posta desabrigo, como so seu olhar
devesse proleg-lo ainda.
O dia tinha sido fresco, o co cheio de nuvens;
a tige se endireilra desde o dia anterior e do
seio dos ramos emurchecidos sahiam pequeos
ramos verdejanles. Dir-se-hia que Picciola toma-
va forjas para morrer 1
Como I Picciola. sua Picciola, seu mundo real e
seu mundo de illuses, o foco sobre que gyrava
sua vida, o aatro que fazia scintllar sea pensa-
mento, nao existir mais I E elle, pobre eaptivo,
cuja expiago a Providencia suspender, vae-lhe
ser preciso parar oo vdo para as espheras da ver-
dadeira sciencia 1 Como oceupar agora suas tris-
tea horas de ocio? Quem encher o vacuo de seu
corago ? Picciola, o deserto povoado por ti se
torna outra vez deserto I Nem mais projectos,
estudos, sonhos eunebrantes, nem mais obser-
vagea escrever, nada mais i amarl Oh I como
sua prisio lhe ser estreita I cerno ser-lhe -ha pe-
ndo o arque se ah respira I Ser apenas um t-
muloo de Picciola I Como 1 aquelle ramod'ou-
No possivel descrever a impresso extraor-
dinaria que esta inesperada resposla produzio noa
nimos dos aventureiros I Osea pasmo era tao
grande que parecam petrificados.
Foi quasi com um sentimento de horror que
elles ouviram fallar ainda o cavalleiro, que pri-
meiro se dirigir aos thesouros ; pareca-lhes que
aquelle ia expor-se terrivel colera de um dos
genios da solido.
Desla vez o ca< lleiro renunciavaa linguagem
allegorica de que e havia aervido.
Quem sois? rephcou elle fazendo pontana
com a sua carabina ainda que nao podesse ver o
eu interlocutor. Procurae zombar mais um pou-
co, e Deus me condemne, se chegando ao outro
lado nao voa atravessar o corpo com urna bala.
O aventureiro acabava de pronunciar esta
ameaga quando se ouvio o estrondo de um tiro, e
quasi logo elle cahio do cavallo dentro do rio.
Os cantaradas, depois de um momento de in-
deciso, resolveram-se a avangar para ir vinga-
I; mas um cordo de fogo e de fumo appareceu
ne ribanceira, e urna verdadeira chuva de balas
ateu-se sobre os exploradores. De nove, que
ellos eram, somente dous esesparam.
Em menos de dous mioutos o riofaquesila ti-
nha devorado oito cadveres.
E' intil accrescentar que os dous que sobre-
viveramum Yanckee e um Francez trata ram
de aalvar-ae com a rapidez que lhes permittia a
correnteza d'agua que atravessavam: tambem
ninguem mais atirou sobre elles.
Desde iovocago feita pelo aventureiro at a
sua morte, o da maior parte dos seus companhei-
ros, tioham-se passado mu poucos minutos
Todos julgavam-se sub a illuso de ama pungente
phantasmagoria.
O marquez foi o primeiro a tomar a ai do pas-
mo que o parausara; e voltando-se para oa
aventureiros, que estavam atterrados, exclamou:
Senhores, coohego-vos bastante, e bastante
vos aprecio, para auppor que ogrosseiro charla-
tanismo dos miseraveis, que acabam de assassi-
nar os nossos iofelizes companheiros, posaa exer-
cer sobre vosa menor influencia. Nao voa dei-
xeis Iludir por lies manobras, boas somonte para
amedrontar as mulheres ouos meninos. Senho-
res, o sangue traigoeiramente derramado clama
por vinganga I.... O ro d passagem.....avante I
Um triste e profundo silencio, urna inaego
passiva acolheram aa palavras do,mancebo. Os
aventureiros nio pareciam de sorte alguma dese-
jososde empenhsrem-se n'uma lula tao precepi-
lada e temeraria.
O marquez mordeu os labios, e proseguio com
una voz alta e retumbante :
l Hesilas ? Ter-me-hei engaado a rosto
ro, aquelle ramo aibyllioo, que expello para loa-
ge delle os demonios malfeltoros de que eslava
cercado, nio etislir mais para dofend-lo contra
si propro! O philosopho incrdulo e desilludido
dever viver de sua antiga vida, com seus peosa-
meqtos amargos e face face com o nada?.
Nao t antes morrer do que entrar nessa noite fra
d'onde ella arrancou-me I
Nesle momento Charney vio como ama sombra
apparecer na pequea janeila engradada. Era o
velho I
Ah 1 diz elle comsigo, roubei-lhe seu nico
bem, privei-o de sua fllha I vem gozar de meu
tormento, maldizer-me sera duvida I Nao ter el-
le o direito para isso ? E o que minha desgra-
na comparada ao seu desespero?
Quando ello voltou-se daquelle lado, vio-ose-
gurando os vares de ferro com suas debis
mos, trmulas de emogo. Charney nao ouiava
levantar a fronte para implorar piedatie aquelle
nico homem, cuja eslima quizera sempre coa-
servar; lemia achar nesse nobre semblante o
signal merecido da censura ou do desdem ; e
quando suas vistas se encontraram, ao olhar cheio
de terna compaixo que lhe dirigi o pobre pae,
esquecido de suas proprias dores para comparti-
Ihar as do seu companheiro de infortunio, sentio-
se commovido al o fundo das entranhas e duas
lagrimas, as nicas que derramara, saltaram de
suas palpebras-
Aqaellaa lagrimas lhe eram doces, porm um
resto de altivez Ih'as fez enchugar vivamente.
Nao quera ser suspeito de urna corarde fraqueza
por aquelles que o cerca vam.
De todas as testemunhas desta scena, os dous
esbirros s, espectadores ndifferentes, nio pare-
ciam comprehender cousa alguma deste drama
que assistiam. Examinavam alternadamente o
prisioneiro, o velho, o commandante, o carcerei-
ro : espantavam-sedas emoges viva e diversas,
impressas em todos aquelles semblantes e se per-
guntavam om voz baixa se algum escondrijo im-
portante nao existira sob aquella berra to bem
fortificada.
Entretanto a obra fatal se conclua. Excitado
pelo coronel, Ludovico tentara arrancar os apoios
do banco rustico ; porm offereciam resistencia.
Um machado, tomae um machado I bradou
o coronel.
Ludovico tomou um; escapou-lhe das mos.
Acabemos com isso, irra 1 repeli o c ro.
Do primeiro golpe o banco eslalou : ao terceiro
eslava abatido. Entao Ludovico curvou-se para a
planta, nica que litara em p no meto dos des-
trozos.
O conde eslava paludo e desfigurado ; o suor
brilhava em sua fronte.
Senhor, senhor I porque mala-la? Ella vae
morrer I exclamou elle emtim, descido ainda urna
vez ao estado de supplicante.
O coronel olhou-o, sorrio irnicamente, e por
sua vez nada respondeu.
. Pois bem 1 replicou Charney com violen-
cia, quero quebra-la I quero arranca-la eu mesmo I
Prohibo-vos! disse o commandante com sua
voz forte, e estendeu a bengala diante de Char-
ney, como para collocar urna barreira entre o
prisioneiro e sua coropinheira.
Ento um gesto imperativo, Ludovico agar-
rou Picciola com amba aa mos para desarrai-
ga-la do solo. .;
Charney, aterrado, anniquillado fixou de novo
os olhos nell.
Em baixo da tige, nos derradeiros ramos, onde
a seiva cootinuava subir, urna pequea flor
acabara de desabrochar brilhante e matisada. J
as outras pendiam abatidas sobre seus pedncu-
los quebrados. S ella viva ainda. s ella nao es-
lava machucada, comprimida, suflocada oatre as
mos largas e callosas do carcereiro. Sua eorol-
la, apenas encoberta por algumas folhas, expan-
ds-se rollada para Charney. Elle creu sen Ur-
ie os perfumes e com os olhos razos de lagri-
mas, via-se brilhar, desabrochar, desapparecer e
mostrar-se de novo.
O homem e a planta trocavam um derradeiro
olhar de adeus.
Se nesse momento em que tantas paixdes e in-
teresses agitavam-se em torno de um fraco vege-
tal, apparecessern sbitamente homeos nesse pa-
teo de prisao. onde o co langava tintas sombras
e bagas; ao painel que offereceria s suas vistas,
ao aspecto desies agentes da jusliga revestidos de
suas fachas tricolores, do chefe militar dictando
suas ordens implacaveis, nao julgariam elles as-
sistir alguma execuzo aecreta e sanguinolenta,
em que Ludovico fazia o papel de carrasco e
Charney o de criminoso quem se acabava de ler
a senlenga ? Sim, nao verdade? Pois bem 1 es-
ses homeos chegaro I chegam... ei-los I
Um um ajudante de campo do general Me-
nou ; o outro um pagem da imperatriz. A poeira
quo os cobre diz bastante que flzeram boa dili-
gencia em chegar.
Era tempo I
Ao ruido que assignala sua entrada, Ludovico
larga Picciola, levanta a cabega e Charney e elle
se olham paludos ambos 1
O ajudante de campo entregou ao coronel Mo-
rand urna ordem do governador de Turim : o co-
ronel reconheceu-a, pareceu dominado de um
movimento de hesitago, deu duas voltas no pa-
teo agitando sua bengala, comparou a ordem que
acabava de receber com a que recebera no dia
anterior, at que emfim depois de ter muitaa ve-
zes levantado e abaixado as sobrancelhas em sig-
nal de grande espanto, affectou am ar meio-cor-
tez. approximou-se de Charney, e depoz gracio-
samente em suas mos a carta do general.
O prisioneiro leu em altas vozes o que se se-
gu :
Sua magostado o imperador e re acaba de
traosmillir-me a ordem, senhor commandante,
de fazer-vos saber que elle consente emfim no
pedido do Sr. Charney. relativo planta que
c cresce entre os lagedos de sua prisao. Os que a
a comprimem sero arrancados. Encarrego-vos
de velar oa execugo da presente ordem e de
enlender-vos semelhante respeito com o Sr.
c Charney.
Viva o imperador 1 bradou Ludovico.
Viva o imperador 1 murmurou urna voz que
pareca sihir da muralha.
Durante esta leitura o commandante apoiava os
quadris em sua bengala pira dar-se um susten-
tculo ; os dous homens de facha nio podendo
ainda achar a sigoiflcsgio de ludo lato pareciam
confusos e procuraran! comsigo meamos os meios
pelos quaes ligsriam estes acontecimentos cons-
pirago sonhada por elles ; o ajudante de campo
e o pagem pergunta vam st mesmo porque se os
fizera vir to depressa. Emfim este ultimo diti-
gindo-se Charney:
Ha urna nota da imperatriz, lhe disse.
E Charney leu sobre a margem :
Recommeodo Mr. Charney aos bons cuidados
c do Sr. coronel Morand. Serei particularmente
roconhec.ida por tudo o que fizer para abrandar
a posigo de seu prisioneiro.
c Assignada Josephina.
Viva a imperatriz! bradou Ludovico.
Charney beijou a assignatura e teve alguns ins-
tantes a mensagem diante dos olhos.
( Continuar-te-ha.)
respeito ? Em ves de associar aos meus perigos e
successos coragdes valentes e indomaveis, terei
acaso trazido comigo de S. Francisco fanfarres
de botequins, gatunos de praca publica ? Oh 1
queris possuir ouro aos milhoes e deixae-vos
ahi ficar quedos s por causa de um puohado de
vagabundos? Pois beml Aquillo que todos reu-
nidos nio quizestes tentareu s o tentarei. Vou
mostrar-vos que o ioimigo, que tanto temis, to-
mou j a fgida receioso do castigo derido a sua
infame emboscada I
E dizeodo isto, o marquez dea de esporas no
cavallo, soltou-lhe a redea, e entrou resoluta-
mente no Jaquesila.
Os aventureiros, envergoobados da sua fraque-
za, e persuadidos de que a acgo do seu chefe
equivala a um verdadeiro suicidio, quiseramim-
pedi-lo; masera larde. O mancebo iaja no meio
do rio. .
O Sr. d'Hallay, commeltendo esse acto de lou-
ca temeridade, nao tinha cedido a um desejo de
popuLaridade, nem calculado m fazer com o aeu
exemplo cossar a indeciso dos seus, e arrasta-
loa aps si; tinha aimplesmenle obedecido ao
impetuoso ardor do seu sangue. Havia nelle,
apesar do potilivmo do aeu espirito, repentinas
explosoes de temperamento que em certas horas
de paixo febril o langavam n'nm caminho com-
pletamente oppoato aquelle que de antemo
acolhera. Nessas occasides a aua inteligencia
desapparecia ante o iostincto do tigre I A risti
do perigo o exaltava at o delirio.
O pensamento de que um obstculo inesperado
vinha inlerpor-se entre elle e o xito da expedi-
gao, justamente quando julgava-se prximo de
pbte-lo, tinha-lhe occasionado urna dessas crises
irresistiveis de furor e de raira, que nao s per-
turbavam-lhe a raso, como tambem tornaram-
o insensivel ao sentimento da cobija.
Triuta passos o separavam da margem: um
silencio de morte reinava entre os aventureiros,
que a cada momento esperavam ver o marquez
cahir fulminado por urnas viole balas : porem os
successos nio correspondern aos seas receios.
Alguns segundos depois o marques punhi p
sao e salvo na margem opposta.
Esss resultado, que ninguem esperara, causou
extraordinaria commogo entre os bandidos.
Uourrai frenticos, repetidos longo tempo pelos
echos dos arradores, espalharam no deaerto at
mui longe am formidavel grito de triumpho.
Foi com igual felicidade que o Sr. d'Hallay
executou a sua volla I Pareca um desses paladi-
nos dos lempos fabulosos, suspendendo com a
virtude da aua coragem o encantamento de algam
feiticeiro terrivel e mu.
E agora, senqores, disse elle triaraente iqs
A queda do papado
Quando atacado o chefe do estado, todos os
cidados se levanta em sua defetlsa, fazendo sua
a offensa delle ; assim tambem, quando ataca-
do o chefe da egreja, todos os chrstos com mais
razio derem levantar um brado unisono, toman-
do por contra a sai f, o ataque feito pessoa da-
quelle, a quem foi dado abrir-nos ou feixar-nos
as portas do cu. Todos pertencemos ao mesmo
tempo ao estadoe a egreja, somos todos egual men-
te membro destas duas sociedades, civil e reli-
giosa, nao devemos ser mais zelosos da patria
que da religio.
Cumpre, pois, que todos os chrstos do mun-
do, das differentes linguas e nagdes, se levantem e
soltem um grande gemido de dor pela destro-
nisago do chefe espiritual, pela diatruigo da in-
dependencia e liberde da egrejs, pela ruina da
nossa religio, pela desgraga da humaoidade.
A imprensa, essa maravillosa liogua das so-
cidades modernas, qua faz repercutir a sua voz
at os conflns da trra, a alravez dasgerages ;
a imprensa catholica deve ser a primeira a dar
signal dessa grande dor.
Onosso soberano pontfice nio nos deve me-
recer menos attengo, menos.amor, menos dedi-
caco, do que o nosso bom monareba temporal; o
que fariamos por este, se um conquistador injusto
nos accommettesse, e o obriga-se a reconhecer-
se por seu subdido, embora o deixasse oo go-
verno do paiz, como nosso chefe, devemos fazer
pelo nosso monareba espiritual, honlem rei da
Italia, hoje subdito de um usurpador, por um
principio destruidor de todo o direito publieo da
Europa ; pela|treigo apoiada na influencia da lo-
gia tetra protestante einimiga do catholecismo, e
na hypocresia da Franga ; pela impa e violenta
demagogia.
O racionalismo, filho primognito da antiga
philosophia paga, nascido ha tres seclos, tem
tomado as proporgdes de gigante deste, sob o ti-
tulo seductor de civilisago moderns, que a
civilisacao philosophlca, antagonista da civilisa-
go catholica, e que com a mascara da hypo-
cresia insensata, jacta-se de um immenso pro-
gresso. sendo um verdadeiro regresso ao paga-
nismo, em que a forga era o direito das nagdes, e
os imperadores reuniam o poder civil e o espi-
ritual, e traziam a humanidade na escravido, de
que o chistianismo velu liberta-la.
Este gigante acaba de destruir a obra de onza
secnlos, garanta da unidide e perpetuidadeda
nossa f. O papa deisou de ser o rei da Italia,
parasero capello do seu sobdilo, Vctor Em-
roaouel II Essa nica monarchia do mundo ci-
vilizado de tantos seculos devia por odio dessa
sua antguidade mesma cahir, perante aa novas
moaarchias por ella civilisadas.
A destruigo do poder temporal do papa o
primeiro passo; resta o ultimo, que a destrui-
go do poder espiritual. Para que o racionalis-
mo chegue a todas as suas consecuencias, nio
deve parar na resurreigo do principio pagio de
engrandecer-se urna nagio a custa de outra, ena
destruigo somente do poder temporal do papa ;
em consequencis desse principio civilitador deve
ir al a resurreigo dos imperadores pontfices
mximos, como* foram os seus mestres. Ella
ir, porque nao ha de psrar nem recuar do meio
caupinho andado. Vamos por esse progresso da
civilisago moderna aos lempos de Tiberio, da
Caligula, de ero, de Vespasiano, etc. Reunam
os res e os imperadores, como elles, o poder es-
piritual ao temporal, sejam os imperadores ca-
tholieos, como os protestantes e schismaticos,
gozando dos mesmos poderes. Assim como o
racionalismo achou razo para aerem na Ingla-
terra, oa Russia e nos Fstadoa-Unidos, etc.,pon-
tfices os seus chefes, achara tanbem para qua
os catholicos fagam o mesmo.
Todos os estados podem ser, como julga Mr.
Proudhoo muito razoavel, papados sem papa.
Esta sem duvida deve ser a marcha da sivili-
sago, que Napoleo III promette deiembaragar,
quando em resposta commisso que lhe apr-
senlo a resposta sua falla ao corpo legislativo,
disse :
a Accommodarmo-nos s ideas da nona po-
ca, conservar do passado o que ahi pdennos co-
Iher de bem, preparar o futuro, desempedindo a
marcha da civilisacao dos prejuizos que a estor-
vam, e das utopias que s comprometiere, eis
aqu como legaremos nossos filhos dias fa-
lizes e tranquillos.
Sem duvida as ideas da pocha sao poder se a
Franga engrandecer, conquistando tslvez a In-
glaterra, por esse principio com que o Piemonta
engrandece-se a custa de iples; e os prejui-
zos e utopias sao a eonservago do poder tempo-
ral do papa.
E Napoleo deve aer bom lgico em querer ir
adiante, assim como de presidente da republca
franceza foi a imperador de Franga.
Napolo e Lord Roussel animaram a Vctor
Emrnanuel contra o papa, e o conde Cavour
arranja e prepara tudo com toda a hypocrsia ne-
cessaria para chegar ao fim ; e por isso prometa
assim a independencia e liberdade do papa.
[Contiuuar-se-ha.)
aventureiros confusos e arrependidos, os vossos
receios continuara ? Sois ainda de parecer que
devemos retroceder sem dar-nos ao trabalho de
conduzir os milhoes que jazem aos nossos ps?
Foi entao preciso ao marquez moderar o ardor
dos seus socios; todos queriam atravessar o rio
ao mesmo tempo.
A presenga de urna tropa de inimigos na
margem opposta, por muito que sejam para des-
presar-se, e pouco para receiar-se. exige toda-
va certas precaugoes: assim, senhores, proce-
da-se passagem de um modo regular.
A vanguarda composta de cerca de uns vinte
cavalleiros esperava o signal da partida ; sbito
porem ele vou-se um clamor immenso, ameaca-
dor, e proloogado, que pareca sahir de deban
da trra, e estender-se ao redor da todo o cam-
po.
Desta vez nio havia duvida : nio se tratara de
alguns Iodios, habitantes do deaerto, mas sim de
tropas considerareis.
Ainda bem, senhores 1 exclamou o marquez
d Hillay com os labios paludos e trmulos de rai-
va. A facilidade da nossa empreza me inquieta-
ra 1...O ouro quersaogue, e quer auorl...Urna
grande victoria vae aasegursr-nos a tranquillida-
de futura I...Cada qual tome o seu posto no com-
bate...
O lugar oceupado pelo acampamento dos aven
lureiros era urna especie de planicie montanho-
sa, muito estreita, cheia de numerosos barran-
cos, e semeada de arbustos espinbosoa a troncos
de arvores. Sombras florestas, impenelraveis ao
sol, e impraticaveis ao homem redeavam essa
planicie quasi de todos os lados, excepto daquel-
le em que se achava o ro Jaqueaila.
Na vespera para chegar a aquelle lugar os
aventureiroa tiveram necessidade de recorrer ao
machado, e derribar muilas arvores que lhes to-
mavan o caminho. Essas arvores aerviram de-
pois para fortificar o acampamento, e alimentar
os fogos do mesmo.
Tanta fraqueza tinham mostrado os bandidos
ante o primeiro perigo deiconhecido, quanla
calma, resolugio e conanga apresentaram de-
pois que sabiam a sorte'de combate, que oa
aguardara ; e a mor part delles haviam ja en-
trado em muitos encontr! tfaq'uejla ordem.
Os gritos e os clamores, a ue" la o* su bita meo te
acabavam de retumbar, aigniflcavam sem deixar
a menor duvida a approximacio de urna horda
de pelles-vermelhas.
O marquez, leudo rpidamente percorrido e
inspeccionado o oampo, dirigio-se para a carreta
que servia de prisao a Antonia. (Continua.)
ISUI.HTTr, DI M. F, 01 PABIA,- 18l,


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