Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09361


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Full Text
AI 11 IHT1I IDHtO 184
Por tres mezes adiantados 5$0o0
Por tres mezes vencidos 6JJ00
SEGUIDA FElBi 12 M AGOSTO II IMP*
Por anuo adiantado 19$00 0
Porte franco para o subscriptor.
NCAIRBGADOS DA SOBSCSIPCAO DO NORTR
o
Parahiba, o Sr. Antonio Alaxandrino d Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
da Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Josa Mar-
tins Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
Olinda todos os dias aa 9 1/ horas do dia.
Iguarass, Goianna a, Parahiba as aegundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Giraar, Altinho o
Garanhuns as terc^as-feiras.
Pi d'Alho, Nazaratb, Limoeiro, Brejo, Pos-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas teiras.
Cabo, Seriohaem, Rio Formoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintasfeiras.
/(Todos os correiospartem as 10 horasda manha
EPHEMERIDES DO MIZ DE AGOSTO.
6 La ora ss 10 horas 34 minutos da man.
13 Quarto crescento as 4 horas e 56 minutos da
manha.
20 La cheia as 7 horas e 31 minutos da man.
28 Quarto minguanto as 11 horas o 4 minutos da
manha.-
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 9 horas o 18 minutos da manha.
Segundo as 9 horas e 42 minutos dttarde.
12
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DAS DA SEM AHA.
Segunda. S. Clara t. f. ; S. Gracitiano m.
Ter$a. Ss. Hypolito eCassiano rara.
Quarta. S. Euzebio sac.; S. Alhanazia Titira.
Quinta, cgi Assumpco de Nossa Seohora.
Sexta. S. Roque (.; S. Jacintho; S. Diomedes.
Sabbado. S. Mamede m. ; S. Emilia t.
Domingo. S. Joaquina pai de Nossa Seohora.
AuuinwtaAa uo3< TBjgEE da capital. eTcarregados da subscripcao do sul
Tribunal do commereio; segundas e quintas.
Relaco: tercas, quintas o sabbados as 10 horas.) Aia0M- Sr- Claudino Palea o Da; Babia,
Fazeada: tercas, quintas e sabbados as lOhoras.i, ,08* ll,rtiD a1t Ro de Janetto. Sr
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do ctoI : tercas e seittsao meio
dia.
Segunda yare do eiral: quartas sabbados a 1
hora da tarde:

Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figaalro fe
r--r------------- -------------------------------,,_._ .,.
Paria,na sua liTraria praca da Independoneia a.
10 8.
* .
;
PARTE 0FF1CIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 8 de agosto de
1861.
Officio ao coronel commandante das armas.
Queira V. S. mandar inspeccionar pela junta
militar de sa de o soldado do corpo de polica
Joao Honorio da Silva Coelho, que solicita apo-
sentadora, enviando-me V. S. o parecer da
mesma junta.Officiou-se ao commandante de
polica para mandar apresen lar o soldado de que
se trata.
Dito ao commandante da estaco naval.Ex-
pega V. S. as suas ordenspara que o comman-
dante da corveta Berenice transporte para a cor-
. conformidade cora o art 6. da carta de lei de 3
| de outubro de 1634, explicado por aviso do mi-
nisterio da justica de 14 de maio de 1860. no-
mear o referido Innocencio Honteiro de Paula
j Borges para escrever provisoriamente os officios
de partidor e contador daquelle termo, creados
pela lei provincial, n. 504 de 29 de malo deste
anno, emquanto nao forem definitivamente pr-
vidos na forma do decreto n. 817 de 80 de agosto
de 1851.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-so com a proposta do chele de polica de 3 do
correte, sob n. 745, resolve nomear o capito
Jos Bezerra da Silva para o cargo de subdelegado
de polica da cidade de Caroar.Communicou-
se ao chefe de policia.
Dita.Us senhores agentes da companhia bra-
sileira de paquetes a vapor mandem dar trans-
porte para a corte, por coota do ministerio da
te os recrutas que o capitio do porto apresentar- 8ue"i no primeiro vapor que Asar do norte, ao
lhe com destino ao quartelgeneral de marioha. segundo sargento de cavallarirJos Pinto Frei-
dora municou-se ao capito do porto.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Pode V.S. maodar eogajar no corpo sob seu
com mando o paisano Joao Jos Tarareado Oli-
veira, a que se refere o seu officio desta data
sob n. 366.
t Dito ao inspector da hesouraria de azenda.
A' vista do incluso pedido, sobre que versa a
sua iQformacao de 7 do eorrente, mande V. S.
adiantar aoalmoxarife do hospitarmilitala quan-
tia de 1:5009 para occorrer ao pagamento dis des-
pejas d'aquelle estabelecimeoto na Ia quinseaa
do presente mez. Communicou-se ao coronel
commandante das armas.
Dito ao mesrao,Estando nos termos legaes
os inclusos documentos, mande V. S. pagar ao
negociauteJolo de Siqueira Ferro, conforme
requisitou o commandante superior da comarca
de Nazareth era officio de 5 do correnle, n. 119
os veocimentos relativos aos mezes de junho e'
julho deste anno, dos guardas nacionaes desta-
cados n'aquella cidade, devendo a quantia rela-
tiva ao mez de junho ser salisfeita sob a respoo-
sabilidade da presidencia nos termos do decreto
de 7 de maio de 1842, visto nao haver crdito
para a rubricaexercitodo exercicio de 1860
a 1861.
Ditoao mesrao.Pode V. S. mandar pagar era
dinheiro conforme indica em sua informacao de
hontem.Jsob n. 679, dada com refereocia da
contadoria dessa thesouraria laucada no verso
do officio, que devolvo, do inspector do arsenal
de marioha, as rsces de poro que competem
ao escrivao da companbia de aprendizes mari-
nheiros desta provincia, Alfonso Alves do Reg
Villela, bem como ao seu creado a coatar do Io
do correte em diante. Communicou-se ao
inspector do arsenal de marinha.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.__
Respondendo o officio que V. S. me dirigi hon-
-tem, sob n.377, tenho a dizer que, visto haver
o Dr. Joaquim Pires alachado Portella, quando
com asiento na assembla provincial feito opcao
pelos veocimentos de director geral da instruc-
co publica deve correr pelo crdito rotado do
Ia, artigo 2 da lei o. 488 de 16 de maio do
anno prximo passado para subsidio dos depu-
tados provinciaes a gratificaco de 20#000 que
veoceu o Dr. Jos Soares de Azevedo por ter
exercido aquello lugar interinamente a contar do
1 a 13 de junho ultimo, e por isso torna-sedes-
necessario o crdito supplemeutar, de que trata
o citado officio.
Dito ao mesmo.Em vista dos iftflusos altes-
lados mande V. S. pagar ao empresario do thea-
tro de Santa Isabel a importancia da prestaco,
a que tem direito, relativo ao mez de julho ul-
timo.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vme. fornecer ao batalho 9 de infaotaria os
ebjectos constantes do incluso pedido os quaes
se fazem precisos para a escola elementar do
mesmo batalho, com a differenca, porm, de
que em lugar de 36 pautas, devem ser foroeci-
das someote 12, conforme me indica o inspec-
tor da thesouraria de fazeoda em sua informa-
cao de 5 do correte, sob n. 670.
Dito ao conselho adminiatrativo.Autoriso o
conselho administrativo a comprar para forne-
cimento do arsenal de guerra os objeclos men-
cionados no pedido incluso. Communicou-se
thesouraria de fazenda.
re, e soldado desertor Manoel de Santa Anna
fleando sem effeito a portara expedida em 3 do
eorrente acerca dessas pracas.Communicou-se
ao commandante das arma
Despachos do dia "3 de agosto
Requerimtntos.
Antonio Francisco da Cuoha.(nlorme o Sr.
Dr. chefe de policia.
Affonso Alves do Reg Villela.Expedio-se or-
dem no sentido em que requer.
Argemiro Eugemiano Peixoto.Informe o Sr.
director do arsenal de guerra.
Francisco Xavier de Souza Ramos. Gomo
pede.
Francisco Xavier de Cbuto.J4 esto prvidos
os lugares de que trata o supplicante.
Fortuoato Gomes Ferreira. Passe portarla
concedendo tres mezes de licenca de favor.
Francisca Mara de Jess.Informe o Sr. Dr.
chefe de policia.-
Francisco Xavier Cavalcantt de Almeida.Re-
queira pelos canees competentes.
Germano Francisco de Oliveira.Dirija-so a
thesouraria provincial.
Jos dos Prazeres do Espirito Santo.Informe
o Sr. director dss obras publicas.
Joaquim Mara dos Prazeres Nauser.Informe
o Sr. director geral da instrueco publica.
Joaquim Paula de Lira Flores.J foi prvido
o lugar que requer o supplicante.
Manoel Turiaoo dos Reis Campello.J foi
prvido es lugares, que trata o supplicante.
Manoel Policarpo da Silva Reis.Passe porta-
ra concedendo passsgem.
Mara Francisca dos Anjos Curado.Informe o
Sr. director geral da instrueco publica.
Severiano Coelho de Carvalbo.Informe o Sr.
director das obras publica.
Silvino Guilherme de Barros e outros.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria provincial, ou-
vindo o administrador do consulado.
Francisco Botelho de Andrade.Informe a c-
mara municidal do Recite.
INTERIOR.
Dito
ao juiz de direilo interino da Ia
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
SESSAO EM 4 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. vise onde de Abaet.
As 11 da manha, o Sr. presidente abre a
sesso estando presentes trinta senhores sena-
dores.
Lida a seta da sesso antecedente appro-
vada.
O Sr. Io secretario d conla do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio dos negocios do im-
perio, remetiendo o autographo da resoluco da
assembls legislativa approvaodo a pensao an-
nual de 800;} concedida a D. Mara Amslia de
Azambuja Carvalho de Moraes, na qual resolu-
to S. M. o Imperador consente.Fica o senado
inteirado e manda-se commuoicar cmara dos
Srs. deputados.
Outro do presidente da provincia do Espirito-
Santo, remetiendo nm exemplar do relatorio com
que o Exm. Sr. Dr. Antonio Alves de Souza Car-
valho passou a administradlo da dita provincia
ao vice-presidente da mesma, acotupanhado do
officio de 22 de marco do correte anno por oc-
cssiao da entrega.da administrado da dita pro-
vincia.Ao archivo.
Outro do 1." secretario da cmara dos Srs. de-
putados, participando haverem sido nomeados
os Srs. deputados Benevenuto Augusto de Maga-
Ihaes Taques, conde de Baependy e Antonio Pe-
reira Pinto, para a commissao que com outra do
senado teem de rever o regiment commum na
parte que exige metade e mais um dos membros
de cada urna das cmaras aflm de poder abrir-se
a assembla geral.Pica o senado inteirado.
Urna participado do Sr senador Angele Carlos
Moniz, communicando, nao poder comparecer s
sesses por achar-se enojado pelo fallecimento
.. de um seu irmo.Fica o senado inteirado e
ediucio no astado em queje acha, afim de pre- manda desanoja-lo.
serva-lo da aeco do lempo, dispendendo se j ORDEM DO DIA.
neisa obra o producto de urna lotera j extra-; Achando-se na ante-camara o Sr. ministro dos
hida e de outra que brevemente tem de correr. negocios da marinha, sao sorteados para a de-
Commumcou-se thesouraria provincial. putaco que tem de receb-lo os Srs. marqaez
Dito ao mesmo.Concedo a aulonsaco que de Olinda, Dantas e Vianna; e sendo indroduzi-
vme. pedio em siu officio de 3 do correte, sob do com as formalidades do estylo, toma asseoto
o p,r* receber definitivamente as obras do na mesa.
!>iu/ 4m50' 6*. 0,7* l8n50 estrada de Pao Continua a 3* discusso, adiada pela hora na
o Atrio a Nazarelh [empresa Mamede] visto ter sessao antecedente, da proposicao da cmara dos
fizado o anno de respoosibilidade e acharem-ae Srs. deputados regulando o accesso dos offi-
ciaes da armada, com as emendas offerecidas e
apoiadas.
O Sr. D. Manoel julga nao achar-se completo
o trabslho em discusso, pelo que vota contra
elre,
O Sr. Miranda responde ao precedente ora-
dor, coneluindo por declarar que rola favor.
A discusso fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente marca a ordem do dia e le-
vanta a sesso As 3 1/4 horas da tarde.
. vara.
Cumpre que Vmc. se preste a fazer parte do eon-
selho de que trata o artigo 4o da lei n. 358. de
14 de jolho de 1845, para o que foi designado
como4he declarei em officio de 15 de julho ul-
timo, devendo Vmc. para esse um enleoder-se
com o capito do porto.
Dito ao director das obras publicas.Certo do
contedo do oflicio que Vmc. me dirigiu em 3
do correte, sob n. 192, tenho a dizer em res-
posta, que nao ae podendo, attento o estado de
defficienefa, em que se acham os cofres pro-
viuciaes, continuar as obras do edificio do gym-
nasio provincial, por conta dos 20 OOOgOOO vota-
dos para esse fim na lei do orcamento vigente,
pode Vmc. mandar cobrr como prope, aquello
llaa em bom estado de cooservaco, segundo
consta do citado officio, que fica assim respon-
dido. Communicou-se thesouraria provin-
cial.
Dito cmara municipal de Tacara t.Cora-
munico cmara municipal da villa de Tacaral
que, segundo consta de aviso expedido pelo mi-
nisterio do imperio em 20 de julho ultimo a c-
mara dos deputados approvra os 21 eleitores da
paroebia do mesmo nome que se diz haverem vo-
tado no Dr. Francisco Carlos Brandio na eleigo
a que ltimamente se proceden para 'deputados
assembla geral legislativa.
Dito ao juiz de paz mais votado do primeiro
districto da freguezia de Cimbres.Constando
de aviso expedido pela repartico do imperio em
20 de junho ultimo que acamara dos deputados
anoulra as eleices primarias dessa freguezia,
assim o coamunico a Vmc. para seu conhecl-
meoto e afim de que nos termos da 141 de 19 de
agosto pe 1846, e msis disposices em vigor pro-
ceda no dia 24 de outubro prximo findo A nova
elei;o dos eleitores, que deve dar easa fregue-
zia, certo de que nesta data officio cmara mu-
nicipal dessa villa para que de sua parte expeca
as ordens que lhe cumpre na forma da lei.Of-
ficiou-se cmara do que se trata.
Dte ao primeiro joiz de pax da freguezia de
Alagoa de Baixo.fendo a cmara dos deputa-
dos, segundo me foi participada por aviso expe-
dido pelo ministerio do imperto em 20 de julho
ultimo, approvando a eleico primaria dessa fre-
guezia, presidida por Vmc, e annullada a que
foi feita sob a presidencia do quarto juiz de paz ;
assim Ih'o communico para seu conhecimento.
Portara.O presidente da provincia, attenden-
do ao que requereu Innocencio Martina de Paula
Borges, e informou o juiz municipal do termo do
Bonito em date de 10 de julho ultimo resolve de
SESSAO DE 6 JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. viseonde de baeti.
A's 11 horaa da manha, o Sr. presidente abre
a sesso, achando-se presentes trinta Srs. sena-
dores.
Lida a acta, da anterior approvada.
EXPEDIENTE.
O Sr. 1.a secretario l um officio do ministe-
rio do imperio, participando, em resposta ao of-
licio do senado pedindo informaces sobre urna
estrada, que as informareacompetem ao minis-
terio dasobraspublicas.Fica o aenado inteirado.
Outro de presidente da provincia do Par, re-
metiendo dous exemplares do relatorio com que
o Sr. Angelo Thomaz de Amara! passou a admi-
nistrsco da mesma provincia ao vice-presiden-
te.Ao archivo.
Outro do vico-presidente da mesma provincia,
remetiendo cinco exemplares do regulamento
creando a escota rural de D. Pedro II, e acom-
panhado da lei provincial n. 372 de 18 de outu-
bro do anno prximo passado, e do auto da inau-
gurado da dita escola.A' commissao de as-
sembla provinciaes.
Outro do presidente da provincia da Parabyba,
remetiendo um exemplar do relatorio com o qual
seu antecessor passou a admioistraco da referi-
da provincia.Ao archivo.
Outro do vice-presidente da provincia de Ma-
celo, remetiendo dous exemplarea do relatorio
com o qual S. Exc. abri a assembla provincial.
Ao archivo.
Outro do secretario da presidencia da provin-
cia de S. Paulo, remetiendo um exemplar do/e-
latorio com o qual o ex-presidente passou a ad-
ministrado so vice-presidente.Ao archivo.
Outro dos habitantes da provincia do Cear,
pedindo a creaco de urna relaco na mesma pro-
vincia.A' commissao de constituicio.
ORDEM DO DIA.
Acbando-3e na ante-camara o Sr. ministro dos
negocios da marinha, sao sorteados para a depu-
taco que o tem de receber os Srs. marquez de
Olinda, Ferreira Penna e D Manoel.
Sendo introduzida com as formalidades do es-
tylo, toma asiento na mesa.
Continua a discusso, adiada pela hora na ses-
so antecedente, do projecto que regula as pro-
moces da armada, com as emendas offerecidas e
apoiadas.
O Sr. D. Manoel anda combale o projecto.
O Sr. viseonde de Albuquerque declara-se tam-
bera contra.
O Sr. Ferreira Penna justifica aa seguintes
emendas, que indo mesa sao apoiadas e en-
trara em discusso :
Ao 4" do art. 2, depois das palabrasca-
pito de fragataaccrescenta-see capito de
mar e guerra.
Ao 5 do mesmo artigo, em vez das pala-
vrasdesde capito de mar e guerradiga-se
desde chefe de diviso.
< Ao art. 4 parte 2*, em lugar das palavras
o tempo de servico emices diplomticas, nao
pertencendo o official ao quadro do corpo diplo-
mticodiga-seno cargo de agente diplomtico
emisso especial ou extraordinaria;
O art. 13 sej a substituido pelo seguirteO
governo expedir os regulamentos necessarios
para a boa execuc,o da presente lei, submettendo-
os approvaco do poder legislativo ns parte que
delle depender.
O Sr. Ministro da marinha responde ao que se
disse acerca do projecto.
' encerrada a discusso.
O Sr. Viseonde de Jequitinhonha (pela ordem)
faz algumas observaces a reapeito da maoeira
de votar s emendas da commissao.
Postas a votos essas emendas, sao approvadas,
sendo rejeitadas ou julgadas prejudiesdas as
emendas dos Sr. viseonde de Jequitinhonha e
Ferreira Penna.:
O Sr. Presidente marca a ordem do dia, e le-
vanta a sesso s 4 horas da tarde.
SESSO EM 9 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. viseonde de baeti.
As 11 horaa da manha o Sr. presidente abre
a sesso, estando presentes 30 Srs. senadores.
Lidas as actas de 6, e 8 do eorrente mez sao
ambas approvadas.
ORDEM DO DA.
Entro em ultima discusso as emendas appro-
vadas sobre o projecto das promocoes da ar-
mada.
Dada por Anda a discusso depois de orarem
os Srs. Ferreira Peona e baro de Muritiba, sao
approvadas as emendas e igualmente o projecto,
e remeltido commissao de redaeco.
Segue-se a 2.a discusso do projecto do seoa-
(BJ, determinando que oreo preso absolvidoem
Ia instaocia seja admittido a Sanca, al dici-
ao do recurso do recurso em"2 instancia, quan-
do a pena fdr menor de 15 anuos de priso.
O Sr. Vasconcellos chama a attenco do sena-
do para a importancia do assumpto que- est em
discusso.
Este projecto contm poucos arligos ; mas ca-
da um del les encerra doulrina de subido interesse
para a administrado da justica, porque altera as
leis de processo ; e o orador peosa que urna ma-
teria desla ordem nao deve passar desappercebi-
da. Foi por isso que, vendo que se is votar, pe-
dio a palavra.
O art. primeiro importa grande melhoramento
na noasa lei de processo ; mas parece carecer
de algum accresceotamento, ou modificago.
Diz elle: aSendo o reo preso absolvido em
primeira instancia, e havendo inierposico de ap-
pellaco de conformidade com o disposto na le-
gislado em vigor, ser admittida a anca at
deciso do rocurso em segunda instancia, quan-
do a pena fdr menor de quioze anuos de priso
simples, doze com trabalho, ou degredo por vin*
te anuos.
Apezar de que no impresso que tem presente
estquinze anuos, o nobre autor do projecto
j declarou que deve ler-se quatorze.
O Sr. presidente diz que no original est
quinze.
O Sr. Vasconcellos, i vista disto, julga que
convm que o nobre senador mande emenda cor-
rigi do esse engao.
A le de 3 de detembro estabelecen qne o juiz
de direito, quando julgar a deciso do jury con-
traria evidencia resultante dos debates, depoi-
menlos e provas parante elle apresentadas deve
appellar ex-officio.
Da execuco desta disposi^o tem resultado
que muitas vetes os reos, embora absolvidos pelo
jury, ficam presos at a deciso do jury pela re-
laco do districto.
Segundo parece ao orador, nao ha legislaco
que d aos juizes semelhante arbitrio ; nem
mesmo a portuguesa no artigo que ral citar.
Sabe-se que em Portugal o jury chamado a
decidir nao s no crime, como no civel. O art.
442 3.a do respectivo cdigo diz : Se as res-
postas do jury, com quaolo regulares e comple-
tas forem evidentemente ioiquas, o juiz annulla-
r a discusso judicial do feito, e ai declarares
do jury, ordenando para o dia seguinte nova
discusso da causa parante outro jury, em que
nio entrar nenhum dos primeiros jurados.
Ante o novo jury se repetiro a inquirico
de testemunhas e todos os mais actos da discus-
so, o segundo a declaraco delle, anda que
conforme com a primeira, aera o juix obrigado a
proferir aaaentenca.
Nao ter lugar este procedimento quando a
declaraco do primeiro jury fdr por unanimida-
de ; e nem o ministerio publico quando intervler,
e nem alguma das partes o noder requerer, mas
to smente ser ordenado pelo juiz tx-ofh-
ci. *
Das legislares que o orador conhece esta a
que mais afinidade tem com a lei de 3 de dezem-
bro. Mas da disposco que acaba de ler, v-se
que o reo nao soffre os vexames a que o expoe
aquella lei; porquanto a causa decidida no dia
seguinte ; e mesmo sendo a deciso do jury un-
nime, nem essa demora ha, porque o reo posto
logo em liberdade. Entre nos pode acontecer,
e tem succedido, que o reo abaolvido fica mezes
e s vezes annos preso a espera da deciso do re-
curso pela relaco do diatriclo.
D portento a ana adheao ad art. Ia do pro-
jecto que se discute, e que garante a liberdade
individual nos casos de abaolvico, emquanto se
nao julga o recurso no tribunal superior.
Qulzers, porm, que se estendesse um pouco
mais o beneficio deste artigo, declarando-so fue
no julgameoto dos ermes inafflaDc,aveis nao se
admittisse recurso do juiz de direito, e to se-
ment interposto pelo promotor ou pela parte.
Julga inconveniente a redaeco da primeira
parte do art. 9 quo dU; Sendo o reo preso ab-
solvido, etc., porquanto nao enlende que a pala-
vrapresod a entender que eos crimes naf-
fiancaveis o reo ausente pode ser julgado.
Tambem o final do artigo podia ser modifica-
do : falla em degredo por 20 annos, quando o
cdigo penal nao marca eata pena em nenhum
caso por mais de 16annos. Bastarla dizer aim-
plesmentedegredosem marcar tempo.
Talvez nao falte quem objecte que esta refor-
ma parcial e nao ampia, ou completa ; masen-
tenda o orador que, por nao se poder fazer todo
o beneficio desejavel, e embora o projecto nao
contenba todas es disposices que as necessida-
des publicas parecem exigir a este respeito, nem
por isso deve ser regeitado.
O Sr. Nabuco, adoptaodo a disposco do artigo
que se discute, acredita que convir estabelecer
urna limitaco que est sem duvida as vistas do
nobre autor do projecto.
Porque querS. Exc. que nos casos de abaolvi-
co possa o reo atfiancar-se em quanto se nao
decide o recurso ? Pela presumpeo favoravel
que resulta da abaolvico. Mas esta presumpeo
fica neutralisada pela appellsco do juiz de direi-
to, quando a absolvilo evidentemente contra-
ria prova resultante dos debates. Parece, pois,
rszoarel que nao se estenda a disposco do art.
1.a at s app6llacdea ioterpostas ex-officio nos
casos previstos pelo art. 79 da lei de 3 de de-
zerobro de 1811.
Nao pensa, como o nobre senador por Mioas-
Geraes que a palavrapresos possa ter o
inconveniente que S. Exc. indicou ; porquanto,
desde que o reo ausente est em lugar sabido
pode ser julgado revelia, mesmo sendo o cri-
me inaffiangavel. Basta isto para mostrar que a
redaego do artigo conveniente.
Adoptando de bom grado a medida de que se
trata, afim de limitar os effeitos da priso pre-
ventiva, offerece, todava, a emeuds no sentido
que expoz.
O Sr. baro de Mnritiba observa que, alm da
bypothese figurada pelo nobre senador, que aca-
ba de seotar-se, a respeito da oecessidade de
conservar-se a palavra preso na redaeco do
artigo, occorre tambem a possibilidade de estar
preso o reo aliangavel.
Quanto ao mximo da peoa de degredo, men-
cionada no projecto, sabe perfeitamente que no
cdigo criminal nao se encontra essa pena im-
posta por mais de 16 anuos ; mas o orador, redi-
gindo assim o projecto, nao fez mais do que co-
piar as proprias palavajs do cdigo do processo ;
e comprehende-ie que, podendo a penalidade ser
elevada, o que se tem em vistas foi to somervte
marcar a relico entre as penas de priso sim-
ples e com trabalho ou de degredo.
Quanto i emenda do nobre senador pela Ba-
ha, nao tem duvida em adopta-la, por entender
que o jury ainda nao nos d toda a garanta na
represso dos delictos, o que toma prudente re-
salvar o caso em que a abaolvico seja contrsria
evidencia dos debates.
Nao duvidaria concordar em alguma modifica-
Qo dessa idea, declarando-se que nao podesse
haver appellaco seoo nos casos da abaolvico
nao ser resolvida por mais de dous tercos dos
votos do jury.
Talvez, porm, que a prudencia aconselho es-
perar ainda algum tempo sem fazer esta altera-
cao, em quanto o nosso jury nao der mais garan-
ta de bom julgamento.
Sao apoiadas as seguintes emendas :
I." Do Sr. Nabuco : Diga-se Salvo o caso
do art. 79 1." da lei de 3 de dezembro de 1841.
2.a Do Sr. baro de Muritiba : Em vez de 15
annos, diga-ae 14.
O Sr. Vasconcellos oppe-se emenda do Sr.
Nabuco, porque, no sea eotender, ella acaba em
grande parte com o interesse do artigo que se
discute : ao menos o orador eslava mais inclina-
do a dar-lhe o seu voto justamente pela parte
que S. Exc. quer supprimir.
Nao contesta que o nosso jury est constituido
de forma que nao inspira toda a confianza para o
julgamento das causas civeis. Quanto ao que
respeita s causas crimes, diverge na apreciaco
das faltas que se attribuem ao jury; ellas nao
provm dos julgamentos, e sim da falta de reu-
nio dos jurados.
Em geral observa-se que um reo sbsolvido,
appella, responde a novo jury e outra vez ab-
solvido. O orador nao tem noticia de um caso
em contrario.
O Sr. Vallasques:Pois existem, e at de reos
absolvidos no primeiro jury e coodemnados no
segundo.
O Sr. Rodrigues Silva : Apoiado.
O Sr. Vasconcellos nao contesta ; o que diz
que nao tam noticia desses tactos, que apenas
conslluem excepcSes da regra geral.
Em tal caso sntes a disposico que regula em
Portugal, porque a deciso tomada logo no
dia saguinte.
Disse o orador que a palavra preso podia
dar lugar duvidas ; e apesar do que se respon-
deu ainda pensa assim O art. 233 do cdigo do
processo diz : Nao ser aecusado o delnqueme
estando ausente fra do imperio, ou em lugar nao
sabido, nos crimes que nao admittem flanea.
Este artigo demonstra que, nos crimes nao
sflancaveis, o reo nao pode ser julgado seno
preso ; porlanto, a repetico da palavra pre-
so pode suscitar a duvida que j indicou.
O Sr. Nabuco, sustentando a sua emenda, diz
que nao lhe parece razoavel que se equipare o
recurso interposto por urna parte que pode ser
movida por capricho, com o recorso que a lei
manda que o juiz de direito interponha ex-oflicio
nos caaos de deciso evidentemente contraria
prova dos antos e dos debates.
Nota tambem que a priso preventiva nao tem
tanto em vistas evitar o perigo da evasao de um
criminoso, como a alarma que pode causar a vis-
ta de um reo de crime tao grave como sao os
ioafiancavais, que ande a passear pelas ras pu-
blicas, em quanto nao se decide se ou nao cri-
minoso.
Pelo que diz respeito palavra preso o
nusmo artigo do cdigo do processo, que o no-
bre senador leu ha pouoo, demonatra que o reo
ausente em lugar sabido pode ser julgado mes-
mo por crime ioafiancavel ; o que deixa fra de
duvida a conveniencia da relaco dada do artigo
pelo seu autor.
Reconhece-se nao haver caaa, e o Sr. presi-
dente declara encerrada a discusso do art. 1.
Dada a ordem do dia, leranta-se a aeaso s 2
horas e nm quarto da tarde.
Relatorio da repartico dos negocios
estrangeiros apresentado assem-
bla geral legislativa na primeira
sesso da 11 .* legislatura, pelo res-
pectivo ministro e secretario de es-
tado, conselheiro Antonio Coelho de
SeAlbuqaerqae.
(Concluso.)
RECLAMACOE9 E9TRAKCEIRAS.
Estado oriental.
Roubo de pessoas de cor para serem vendidas no
' Rio Grande.t,
No relatorio do anno prximo passado fostes
informados de dous casos deste genero, acerca
dos quaes iniciara a legado oriental roclamaQdes
em 20 de setembro de 1858 e 5 de Janeiro de
1859.
O primeiro desses occorreu as proximidades
do Acegu. Foram dous menores os roubados.
Deecobrio-se um, mas nenhuma noticia se pede
obter do outro.
Em 30 de agosto do anno prximo passado par-
ticipou o presidente da provincia do Rio Grande
do Sul, que pela delegada de policia do termo do
Piraliny haviam sido pronunciados no art. 179
do cdigo criminal o tenente-coronel David Pe-
reira Machado, Jos Joaquim Favilla e Leonardo
Jos da Silva, que figuraram na venda do menor
Joo Serapio, um dos roubados ; sendo porm,
tal pronuncia revogada pelo juiz municipal aup-
plente quanto aos dous primeiros e sustentada
quanto ao terceiro.
O presidente particinou tambem que o referido
menor havia sido entregue no dia 6 do mesmo
mez de agosto ao commisssrio de policia da 4a
seceo do departamento do Cerro-Largo, que pas-
sou recibo.
Por nota de 14 de setembro transmitlio-se esss
informacao ao ministro oriental enlo acreditado
nesta corte.
Devo observar que Leonardo Jos da Silva,
contra quem foi sustentada a pronuncia, o mes-
mo que fra assassinado em 1858 no departamen-
to do Cerro-Largo pelo commissario de policia
Nicomedes Coronel, que nao s nao foi punido,
mas nem consta que tenha sido preso.
O segundo caso foi o de urna menor, filha da
oriental Conceico Martines, residente no depar-
tamento deTaquaremb, que all foi roubada por
dou9 brasileiros.
O governo imperial, logo que teve conheci-
mento desse desagradavel successo, expedio ao
presidente do Rio Grande do Sul, as ordens ne-
cessarias, e as autoridades des3a provincia teem
sido constantes nos seus esforros para descobrir
os delinquentes e rehaver a menor roubada.
Apezar disso, como consta de officio do presiden-
te de 28 de fevereirq. do correle anno, apenas se
tem podido averiguar que essa menor, tendo sido
depositada por um dos indigilados roubadores em
certa casa, foi por elle mesmo retirada poucos
das depois, sem saber-se o seu destino.
Communicou-se essa informacao ao governo
oriental por intermedio da legago de Sua Ma-
gostado
Em 16 de novembro do anno prximo passado
denunciou o ministro das relacoes exteriores da
repblica ao Sr. Dr. Barbosa da Silva um outro
roubo de pessoas de cdr.
Segundo informacao do chefe poltico do Salto
o subdito brasileiro Marcelino Ferreira levou
violentamente desse departamento para a provin-
cia do Rio Grande a negra Carlota e quatro filhos
seus de menor idade, nascidos na repblica ; sen-
do preso, confetsou o delicio, mas conseguio eva-
dlr-se.
Consta mais que algum tempo antes esse mes-
roo Ferreira roubra referida Carlota tres filhos
seus ; e que na occasio do segundo roubo levara
para a provincia do Bio Grande urna porco de
gado pertancente afazendeiros do districto de Qua-
rabim.
Expediram-se as ordens que o caso exiga.
Incendio do Resguardo do Pay Paso, no departa-
mento do Salto, por cinco subditos brasi-
leiros.
Segundo informacao recebida pelo governo
oriental, na madrugada dodia 13de margo do cor-
rente anno, cinco humaos armados, pertencentes
ao exercito brasileiro, invadiram o territorio da
repblica pela fronteira do departamento do Sal-
lo, e, depois de intimarem a um empregado. que
eslava de servico no Resguarda de Pay Paso,
que abrase as portas desse estabelecimeoto, nao
cooseguindo que elle cedesse a essa intimaco,
fizeram-lhe fogo eiocendiaram em seguida o edi-
ficio do mesmo Resguardo. Tanto na ida como
na volta da sus incurso passaram esses cinco
homens pela frente de urna guarda brasil eir.
O Sr. ministro das relacoes exteriores levou
esses factos ao conhecimento do encarregado de
negocios interino do Brasil, reclamando do go-
verno imperial o castigo dos delioquentes.
O gobern de Sua Magestade recebeu com o
mais profundo pezar a noticia de semelhante at-
tentado. Sempre prompto para prestar aos sub-
ditos do mesmo augusto seohor toda a proteceo
a que possam ter direito. nao deve permittir que
ellos descara a actos desta natureza, aejam quaes
forem as offensasque tenham recebido. Expedio
portanto, sem a menor demora, ao presidente da
provincia do Rio Grfido do Sul as instrucc,des
que o caso exiga. Cumpre, porm, dizer que,
segundo officio do vice-consol do imperio, resi-
dente no departamento do Sillo, sao exageradas
aa informaedes, que serviram de base a reclama-
cao iniciada pelo governo oriental.
Aquelle nosso agente, logo que teve noticia do
successo, procurou informar-so de todas as suas
circunstancias, e. vendo depois disso que era
exagerada a verso que corra e havia sido pu-
blicada por um diario do logar intituladoSal-
tenho, apressou-se a officiar ao cnsul geral,
restabelecendo a verdade dos factos, tanto quan-
to lhe permittiam os dados que havia podido co-
lher. Da sua communicaco resulla o seguinte :
Os individuos, que commetteram o attentado,
foram cinco; sao talvez todos os brasileiros, mas
infere-se que nenhum pertence ao exercito im-
perial. O aeu procedimento foi provocado por
um acto de notavel injustica que para com um
delles pralicra a policia local, por insinuaco do
empregado do Resguardo. Nao fizeram fogo so-
bre esse empregado, que nao se achava no lugar
na occasio do ataque, embora fosse este medi-
tado contra elle. Nao se retirsram para o terri-
torio do imperio pelo Paaso Geral passando pela
frente da guarda brasileira qne se acha postada
em urna das extremidades desse Passo, mas por
urna picada falsa, sem duvida para evitarem o
encontr da mesma guarda.
O governo imperial nao se descuidar de pres-
tar a este assumpto a attenco que elle merece.
Gabriel, provincia do Rio Crande do Sul.
Lourenco Antonio, autor desse homicidio, foi
condemnado a gales perpetuas em 27 de outubro
de 1859, mas sendo submettido a novo jury, foi
em sessao de 7 de mareo do anno prximo pas-
sado condemnado pena ultima. Deu-se parte
deasa aentenca legaco oriental por nota de 19
de abril do mesmo anno.
Recrutamento de cidadaot orientis para o ser-
vico militar do imperio.
A correspondencia, posterior que se achs an-
nexa ao relatorio do anno prximo passado e tro-
cada entre o ministerio dos negocios estrangeiros
e a legaco e consulado geral da Repblica, ver-
sa sobre o recrutamento de oito individuos, dos
quaes apenas dous sao objecto de reclamaco no-
va. Bastar mencionar o nome de cada um del-
les e a resoluco que ae tomou sea respeito.
Baldomero Suarez. Expedio-se ordem para
que fosse desembarcado.
Manoel innocencio da Rosa.Sem se contestar
a prova da nacionalidade.que a seu favor se apre-
aenteu, declarou-ae que nao poderla ser consi-
derado isento do servico emquanto nao estivesse
averiguado que, achando-se no territorio do im-
perio, ahi nao resida, e por esse motivo nao ad-
quira a nacionalidade brasileira, como determi-
na a constituicio a respeito daquelles que nas-
cem de pas brasileiros em paisas estrangeiros.
Pedro Curbelo.Suatentou-se a deciso, com-
munlcada a legaca oriental em oota de 30 d*
abril do anno prximo passado, de que era bra-
sileiro vista de informaedes offlciaes e da cerii-
do de baptismo archivada na secretaria de esta-
do dos negocios estrangeiros.
Dionysio Maciel.Eslava no Marauho a bordo
do vapor D. Pedro II. Expedio-se ordem para
que fosse remeltido para esta corte.
Fortunato Silva de Vasconcellos.Sustentou-
se a deciso, j communicada legaco oriental,
de que era brasileiro, porque, sendo filho de bra-
sileiros e residindo no imperio, ainda quando li-
vesse naacide no Estado Oriental, verificavam-se
a aeu respeito as duas corraiedes de prigem e do-
micilio exigidas pela constituiQo.
Francisco Thomaz Pereira.Em 18 de abril do
anno prximo passado se communicra ao Sr. D.
Andrs Lamas que o ministerio da marinha havia
expedido ordem para que o quartel general pas-
sasse guia de desembarque a esse individuo, e
solicitando S. Exc. no dia 21 que esse e quae's-
quer outros, que para o futuro se achsssem nss
mesmas circumstancias, fossem entregues no con-
sulado geral. expedio-se ordem nesse sentido.
Frederico Ignacio Rodrigues.Panicipou-se ao
cnsul geral que acabava de chegar no vapot
Viamo o grumete Frederico Rodrigues, que se
suppunha ser o mesmo que esse senhor reclama-
ra como cidsdo oriental em nota de 3 de julho
do anno prximo passado, e que verificada a
ideotidade da pessos, sera entregue no consu-
lado.
Raymundo de Oliveira.Declarou-se ao Sr.
Prez que seguodo informiedes forneeidas pelo
ministerio da marlohs, era cidado brasileiro.
PORTUGAL.
Transporte clandestino de subditos portuguezes
para o imperio.
Em julho de 1860 dirigiu a legado de S. M.
ridelissima urna nota ao governo imperial, com-
municando que a galera brasileira Harmona,
que em 1859 se denominava Dous Amigos, tendo
apparecido e-n frente do porto de Ponta-Delgada
com o premeditado fim de receber colonos, nao
s se recusou a dar entrada na dito porto, e a
manifestar-se na conformidade dos respectivos
regulamentos tiscaes e de policia, como tam-
bem verificou, com reconhecida violaco das
leis portuguezas, o embarque clandestino de mui-
toa colonos.
Contra esse faci reclamou a legaco de.S. M.
Fidelissima, de ordem de seu governo, pe/lindo
a punlQo do commandante daquella galera por
haver transgredido as leis portuguezas e brasi-
leira s.
O governo imperial, recebendo esta nota, man-
dou proceder aos mais rigorosos exames eraveri-
guaces a respeito do facto allegado.
Resultou dessas averiguacoes o conhecimento
de que a galera Harmona matriculou-se em 22
de setembro de 1859 na capitana do porto desta
cidade com destino silbasdo Fayal, Terceira e
S. Miguel, para onde com effeito aeguio viagem,
tendo dado entrada na mesma repartico no dia
14 de setembro, declarando que proceda da pri-
meira das mencionadas ilbes, e que transportara,
alm de 36 pessoas de equipagem 209 colonos;
que tendo aido visitada pelo commissario de se-
mana, em conformidade do regulamento de 1."
de maio de 1858, nao recebeu elle quer aa guar-
nigo quer dos passageiros, quem questionou,
queixa ou denuncia alguma, de ter a embarca-
do apparecido em frente do porto da Pon-
ta-Delgada da ilha de S. Miguel com o fim de
lomar colonos, ou de haver recusado dar entrada
no dito porto e manifestar-se, ou de ter realisa-
do o embarque clandestino de colonos.
Nao se dando queixa ou denuncia por parte da
guarnirlo ou dos passageiros, verificada a obser-
vancia a bordo da mesma galera de todas as con-
dices de policia e de aalubridade, e sendo o nu-
mero de colonos transportados muito inferior ao
que a capacidade da embarcaco comportara,
respondeu o governo imperial legaco portu-
gueza que, avista desses exames e averiguacoes,
eslava convencido de que nenhuma transgresso
tinba havido das leis braaileiras, e que, portanto,
nenhuma punico havia a infligir ao capito ; ac-
cressentando, pelo que toca violsco das leis
portuguezas, que nao sendo o mesmo governo
competente para aprecia-la, tambem o nao era
para ouni-la.
O governo im perial nao tem recebido posterior-
mente oulras recUmaQes da legaco de S. M.
Fidelissima, por motivo do transporte clandestino
de subditos portuguezes para o imperio.
Buscas efectuadas pela policia a bordo do bri-
gue Julia e no escriptorio do respectivo con-
signatario.
No relatorio do anno prximo passado o meu .
llustrado antecessor deu-vos conhecimento do
que occorreu com o beigue portuguez Julia, pro
cedente de Loaoda, chegado a este porto no dia
12 de outubro de 1858, e das buscas que se de-
ram a bordo, e no escriptorio do respectivo con-
signatario, por suspeilar-se que seempregava a-
quelle navio no trafico de africanos.
A legaco de S. M. Fidelissima reclamou con- -
tra as diligencias a que entto procederam as au-
toridades policiaes do imperio. A essa reclama-
cao respondeu o governo imperial justificando
aquellas diligencias pelas presumpqoes que pai-
ravam sobre o destino illicito do dito navio.
Deade enlo reaervou-se a mesma legaco re-
clamar pelos prejuizos e damnos causados aos
subditos de S. M. Fidelissima, contra os quaes fo-
ram aquelles actos praticados.
A reclamaco foi apresentada em 14 de julho
do anno pasaado ao governo imperial que a ella.
nao pode altender:
Ia, porque sera tolher a aeeo da justica, com
perigo mesmo para a ordem publica, ropr-lhe &
obrigaco de conceder urna inemnisacao todas
as vezes que as suas diligencias, tendentes ao
descobrimento de algum crime, nao dessem em
resultado o reconhecimento da criminalidade dos.
individuos contra os quaes fossem dirigidas ;
2*, porque ao consignatario do navio ae nao po-
dia offerecer urna reparacao mais completa do
que o facto publico e notorio da desistencia da ac-
co policial contra elle exercida, por nao se ha-
verem verificado os indicios que a haviam deter-
minado.
Franca.
Immunidades dopavilko dos navios de guerra.
estrangeiros.
A canhoneira. La Touehe Triville, ao sihir-
barra a fra na noite de K de setembro do anno-
passado, recebeu da fortaleza da Santa Cruz tres-
tiros de peca, aendo o Ia eom plvora secea, e oat
outros com bala.
Nao se tendo dado o aviso previo, exigido pa-
los regulamentos do porto em vigor, para a sa-
hida das embarcares de guerra durante a noi-
te, e nao levando a canhoneira, como consecuen-
cia daquelle aviso, os signaos indicativos de sua
qualidade.previlegiada, a fortaleza da Santa Cruz,
em obediencia aoa allodidos regulamentos, obs
tou i sahida.
A legaco de S. H. o Imperador dos Franco-
sos, baseando-ae na communicaco official, qua
a semelhante respeito lhe dirigi o commandan-
te da estaco naval francesa, reclamou do gover-
no imperial aa reparac&es devidas por aquelle.
incidente, om que enxergoa offeosa ao pavilh
fraocez.
Munido daa necesssaras informaedes officiaes
o governo imperial respondeu ao Sr. cavalleiro
de St.-Georgu transmittiudo-lhe as referidas
informaedes, daa quaes se infera necesariamen-
te que. i occarrencis, alias lastimavel, de que sa
-

_
___



--:- ':i-r
m
*
l^JL
DIARIO DI PlnNJJtBlJCQ. SEGUNDA FEIRA lt 01 AGOSTO BE 1861.

trata va, nascera da falta de scioneta dr*-
ggulamentos do porto em quo te achara o re-
ferido cRefe da eslacio ; e, por ceeseajaki-
to, que a fortaleza de Sacia Cruz proceder* de
cooormidade com os mesmos regulamentos,
em coabecer a qualidade e a najao a que
partencia o afio, esem que nutrase a roakt le-
e iotcae de oflender eu deaairar qualquer pa-
vilfceo.
As eaplicacoea francas e leaes dadas pelo
quantias cobradas em virtude do imposto men-
cionado.
Respoodeodo a esta solicl laclo, decarou o go-
verno imperial que mantinha em toda a sua ple-
nitude a promesas feita palo gabinete anterior de
solicitar da assembla geral a revogacio da le
provincial ; mas que nessa promessa nao estara
incluida a da rastiluicio, oem poda estar, porque
alm de oulras razoes, importara Uso antecipar
o juizo que ao corpo legislaliro cabe proferir so-
gevetno imperial sobre o facto em questao o- bre a questo principaba da inconslitucionalida-
reas acceitas pelo gabinete de S. U. o Impera- de da mesma le.
ler dos Francezes, tlcando portanto subsistentes
a rela^es de estima e ceafienca que elizmen-
le reinavam catre os dous goreroos.
No lugar competente acharis, i alegra 1 mente o
publicada a correspondencia trocada a asi* res-
peae entra este ministerio e o Sr. caralleiro de
fit.-Georgei.
Direitos sobrt o vinho.
Por decreto o. 2489 de 30 de setembro de 1859,
alierou o governo os direitos que em virtude da
fitiga tarifa pagaram os rinhoa importados no
imperio.
Aquelles direitos foram fizados em 320 rs. por
caada, sejaqusi for a procedencia.
Os rinhos de Portugal pagaram al eolio 240
res, e os de Franca 200 res.
A legaco franceza reclamou coaita esss alte-
-raeio por considera-la prejudicial ao eoromercio
granees, {nodo diversas tenrideraces para de-
monstrar a desproporco, que existe entre, a im-
portancia dos direitos que ficam sujeitos os
inhos.francezes, comparaUramente com os que
pagam os rinbos porluguezes ; e pondetaodo a
conveniencia de urna reducco equitatira em
"fceneticio daquelles, sllm de poderem entrar em
concurrencia no mercado brasileiro com os de
nutras procedencias.
O rinho nao artigo de primeira neceesidsde,
as tarifas de todos es paizes sempre forte-
Diente tributado.
As tarifas modernas confeccionadas sob as ba-
ees aconselhadas pela sciencia nao estabelecem
difl'erenca oe direitos em razio da origem ou
procedencia dos.genero*.
Na propria tarifa ajmceza nao faz essa diffe-
renca relativamente sos productos do Brasil.
Na tarifa bras'ileira sao os rinbos considerados
equitativamente na raz.o do termo medio de suas
cualidades geraes.
A adopcao de urna laxa difirante para cada
qualidaci particular, alem de arredar o governo
imperial da regra geral, faria apparecer diaria-
mente questoes oas alfaodegas, e dara lugar a
cjue fosse roajs fortemente tributadas algumas
cualidades especiaes de vinhos francezes.
O im que se propoz o governo imperial,
juaodo tere de confeccionar a ora tarifa em
rtlacao aos rinhos, foi facilitar o consumo das
Cualidades mais linas s classes menos abastadas
cora proveito da saude publica.
Se os rinhos ordinarios francezes podem soffrer
P veitaro, reduzidos, como foram, os respectivos
direitos.
Comparados os precos que no mercado do Rio
cias, chega-se ao seguale resultado :
Os rinhos de Lisboa sao rendidos de 190$ a
235-5 cada pipa.
Os francezes de Port-Vendr, Cetle e Marseille
e 230> a 240g. e os de marca Lassalle, ltey & C.
e outrosvde 235J a 2*01.
nicamente os vinhos velhos do Porto alcat-
fala de 3509 a 12(35, como alcangariam os rinhos
linos francezes.
Os vinhos francezes das referidas origeos lm
preferonaia no cumtnercio, e este diariamente
progrtde.
No mez de outubro de 1860 venderam-se
1,158 pipas de rinos francezes e hespanhoes da
mesma qualidade, e apenas 245 de Lisboa.
Pela tarifa ingleza os vinhos pagavam at 31
de dezembro de 18601&333 por galo.
Desde o 1" de Janeiro do crrante anno pagam
por galo, se ni diatinegao de qualidade e confor-
me o grao de alcool que contera, 444 ris os de
18 graos, 666 rs. oa de 26 e 888 rs. os de 40.
Comparadas estas laxas com as da tarifa bras-
leira, considerando-se os precos do nosso mer-
cado, que sao mais altos do que os dos mercados
ingieres, e atteudendo-se a que os vinhos im-
portados no imperio conten nao diminuta quan-
tidade de alcool para a sua conservacao, v-se
jue os de grao superior 18 pagam menos direi-
tos do que os da tarifa actual ingleza, e muito
menos da metade dos direitos que antes se co-
bravam na Gr-Bretanha.
Por todas estes ra*zes nao julgou o governo
imperial procedente a reclaniacao da legacao de
S. M. o Imperador dos Francezes.
Hespaiilta.
Direitos sobre vinhos.
A legajo a S. M. Catholica reclamou a resti-
tuicao da differenca entre os noves eantigos di-
reitos que os Srs. Romaguera & C. foram obri-
gados a pagar pelo carregamento de vinhos que
ireuxe o bergantim hespanhol /'residente, entra-
do n'este porto alguna das depois de achar-se
em vigor o decreto n. 2489 de 30 de selembro de
1859.
Para comprovar a juslica dessa reclamaco,
pooderou aquella legacao que o prazo de 60
das, marcado para a txecuco do decreto, tioha
ido in-ufficiente para que suas disposiedes che-
jassem na Europa ao conhecirnento dos'explora-
dores de vinhos, em teropo de suspenderen! suas
remesas, e que, portanto, darse-lhe-hia um ef-
feito retraoaciivo, summaroente prejudicial aos
interasses dos negociantes hespanhoes, suj ti lan-
do acs novos direitos os rinhos que j esta vam
em caminho ou embarcados quando foi elle
promulgado.
Reclamou tambera contra as disposigoes da-
nuelle decreto, como affectando o commercio da
ilespanha com o do imperio.
O governo imperial respondendo legagao de
S. M. Catholica, demonslrou a improcedencia da
reclamayo, j pelo que toca a iosufflciencia do
prazo de 60 oas, j pelo que respeita aos pre-
juizos. que entenda aquella legaco devia o de-
creto causar ao commercio hespanhol, provaodo
ora os factos occorridos posterior mente sna
axecucao, que o commercio dos rinhos hespa-
nhoes tem augmentado, e que o prego desse ar-
tigo tem aubido. oque se nao verificara se fos-
eem os importadores, e nao o consumidores que
ftvessem de pagar a differeoce dos predas resul-
tantes da -elevado das laxas.
Crra-Bretanha.
Imposto iangado em 859 pela assembla pro-
vincial da Bahia nos eseriplorios das casas es-
trangeira* establecidas no mesma provincia.
A le da assembla provincial da Bahia n. 727
de 17 de dezembro de 1858 langou, entre oulros,
a imposto de 150$ sobre os eseriplorios das casas
inglezas estabelecidas naquella provincia.
Vinie e urna das referidas casas protestaram e
reclamaran] perante o respectivo cnsul contra o
Iludido imposto : e a legaco de S. M. firitan-
aca, por nota de 10 de norerzrbro de 1859, de-
elarou ao governo imperial que apoiara a re-
clamaco.
Tomado este assumplo na devida conaideragao
peto ministerio d/ fazenda, a quem competa, e
que ef aflecto, o gorerno imperial, depois de
colhidos todoa os esclarecimientos necessarias, e
de consultada a revpectiva seccao do cooselbo de
estado, reconheceu que naquelle acto a assero-
Kla prorincial da Bahia toara exorbtado das
nttribuicoes, que Ihe sao conferidas peto acto ad-
dicional le fundamental do estado.
Annunctando isto meamo .a legaco britnica,
meu illustrado antecessor accrescentou que, por
lio caber na esphera do poder exeeutivo geral
nem na do prorincial a suspengao das leis das
ssemblas prorinciae*. depois de promulgadas,
* restira ao gorerno -imperial o rectrrso de pro-
poropportunamente asseorbla geral a reroga-
5o daquelles actos legislativos prorinciaw, que
parecessera eacessivos de suas attrrbuicdes.
Ao passo que fazia esta commonicaco ao mi-
nistro de S. 'M. Britnica, assegurando-lhe que o
governo imperial proporia assembla geral -a
rerogaco da li qnestiSMdo, o meu antecessor
igualmente pTerenio-o de que ia enttnder-se
com a presidencia da Babia para que, emquanto
o corpo legislaliro nao reaolresse diOnitiramen-
te sobre o -assompte, empregasee a mesma pre-
sidencia os meios en sen alcance para qoe osse
eliminado des oreemetrtos da assembla prorin-
cial o imposto em questo.
Posteriora) errte foi tambera participedo por
No lugar competente encontrareis a correspon-
dencia trocada sobre este assumplo entre o mi-
nisterio a meu cargo e legacao de S. M. Britan-
wca.
DBSPEZ1S DO MINISTERIO DOS NEGOCIOS ESIIUK6I1-
ROS, KO ANNO Y1NANCE1BO DE 1859 A 1860.
A le n. 1040 de 14 de setembro de 1899, que,
[em vjrludo da.de.-n. 1041 da mftmr 4ali, regen I
o exercicio de 1859 a 1860, consiguou para as
despezas deste ministerio a quantia de rea......
674:0235611.
Os decretos ns. 585 e 2586 de 30 de abril de
1860, auloriaararo, aquelle o crdito supplementar
de 51:9853184, e este o extraordinario de ris....
80:000j00.
Pela faculdade concedida na le n. 668 de 11
de setembro de 1852, rt. 11, 4o, accresceu a
essas quatitias a de 916*347 que foi despendida
por coca de ejercicios fiodes
Montou, pois, o crdito a disnosico dsate mi-
nisterio em 1,006:9259172.
As despezas importaram em 915:681*626, ha-
rendo portanto um saldo em faror do crdito de
91.243*546.
Este saldo divide-se pelas difiranles Yerbas do
modo seguinte:
17:439*601 pela do 1
2
3
4o
5o
do crdito cilraor-
21:1029508
777flt91
2448155
16:89826 >
34:830*165
dio ario j referido.
Pelo balando e respectivos quadros, veris de-
talladamente demonstrados todos estas alga-
rismos.
Orcamentv para 1862 a 1863.
Na confeceo do ornamento para o futuro ex-
ercicio de 1862 a 1863 predominou o espirito da
mais severa economa.
Sem sacrificar as necessidades do serrico., .a
proposta que rus hade ser presente na actual
sesso legislativa copsigna apenas as quanlias
calcaladas como iodispensaveis.
Asomma total em quo valoreada a despeza
a de 900 366*308.
Comparada com a que foi rotada pela le do
orgameoto para o futuro exercicio de 1861 a 1862,
apreseola a diminuido de 19:131$316. E con-
frontada com a despeza effectiva do exercicio pas-
sado, cuja cunta venho de prestar-ros, anda
menor em 15:315*318.
Crdito extraordinario.
Subsistindo no correte exercicio as razdes,
que raolivaram a abertura de um crdito extra-
ordinario pera occorrer no passido exercicio s
differencas de cambio e commisses, foi preciso
tambem agora abrir outro crdito extraordinario
com idntica applica(o'
As circunstancias actuaes porm limitaram a
40:000* as necessidades presentes desse servico.
Epois pelo decreto o. 2780 de 20 do correnle
mez de abril, foi aberto esse crdito na impor-
tancia referida de 40:000*000.
Eis em summa, augustos e dignissimos senho-
res representantes da oaco, os assumptos sobre
que, na qualidade de ministro e secretario de es-
tado dos negocio esiraugeiros, julguei dever oc-
cupara vossa atltugo.
Kio de Janeiro 15 de maio de 1861.
Antonio Coelho de S e Albuquerque.
A C-
19 annot, solielro. Boa-Vista; tnberculo-pul- Jo*o Antonio do-Bego, Trarasso Jnior
n>or Yeoetslo & C, leranteu-ie a seiso.
Baimundo Francisco de Amorlm, Arwty,.a8no- Bu. FrneKOreanutu da Boa-Viagem. offlcisl-
nos, solteiro. Recite; aneurisma. aaaior a eecreri, no impedimento do secretario.
Mara, Peroambuco, 7 mezas, Boa'-Tlpst; *d*v *Mo Aibamaerque pro-presidente.Henriques
rulsoes. dSU*~-Baota de Almeida. -Reg. Leal
Bamasia da Costa Monteiro, Pernambuco, 93' a'n- Ser.'Reg aia.Mello.
nos, rira, Boa-Vista ; diarrbaa. Mr,.,_____
aria, 74ezes.*e^Vista ; teaMcearalss.
Eelletersm de 4 10 de gesto a e- G0MGIb4D0 PROTINCIAI
mana Bada SGptsseaa: .ando -|5 homens,S -.. tV j raWMMMj.
mulheras e6 prvulos livrea ; 2 heneas, 3 m~ M"g** Iberes esrarea.Total 36.
CHRONICl^JDICttfllA.
TRIBUNU DARELCO.
PERNAMBUCO.
p REVISTA DIARIA.
Foi sabbado absolrido, pelo conselho de guer-
ra que hara sido submettido. o Sr. capilo Mi-
uoel Porfirio de Castro Ara ojo, actual caro mandan-
te da corapanhia xade cavallaria desta provincia.
O Sr. capilo um dos ofikiaes do nosso exer-
cito que mais se deslinguem pela sua limada in-
lelligencia, honradez e cavalheiriamo ; a popula-
cho desta cidade e das em que tem permanecido
o Sr. capito Porfirio, reconhece-Ihe estas nobres
qualidade* e fazem-lhe a devida justica : isto po-
rm muitas vezes o maior estimulo'para os ic-
vejosos e malvolos, e respeito deste distindo
eflicial assanharam-se por tal guisa, que nao o
pouparam pela impraosa fazendo publicar n'um
jornal desta cidade de 9 de abril prximo paasa-
do um communicado em que assacaram-lhe ca-
lumnias, que alias nao teriam procedencia,
uo ser talvez o extremo zelo do Exro. Sr. com-
niandante das armas, que sujeitou aquelle ca-
pilo ao conselho, nfim de responder pelos factos
que Ihe foram imputados em dito commuuicado.
O conselho de guerra, composto dos dignos Srs.
Dr. Francisco Domingues da Silva lenles co-
ronis Jos da Silva Guimares e Sebaslio Lopes
Guimares, majores Barros Falco e Castro Silva,
e capiles Pereira de Mello e Anselmo Rodrigues,
fez juslica ao nobre capilo absolvendo-o das fal-
sas imputarles que Ihe assacou o anonymo.
Honra e louvores ao nobre conselho que son-
be comprehender a altura da misso quo loe foi
confiada, e acatar a reputaco do um militar,
em cujo peilo brillia, entre outras, a medilha
de Aviz, recompensa legal de 23 annos de.rele-
vantes serviQos, e que segundo a le s per-
mittida s ptenles de capito para cima.
De dcssb parte damos os verdadeiros emboraj
de amizade ao Sr. capito Porfirio e sua Exm.
familia, pela justica feita por esses destnelos ca-
valleiros. e que muitos annos de paz e tranquil-
lidade, Ihe permutara fruir a vida no seio de sua
familia e amigos.
Igualmente comprimenlamoi ao nosso amigo
o Sr. Dr. Jos Leandro de Godoy e Vasconcellos,
pela victoria ganha cem a forca da verdade e jus-
tica da causa, ajudadasde sua eloquenle palavra,
e rendmos-lhe agradecimentos pelos exforgos
que empregou para a absolvico do nosso amigo.
-_ Depois da manha reune-se o cooselbo mu-
nicipal de recurso, sab a presidencia do Sr. l-
ente coronel Luiz Francisco de Barros Reg,
presidente da cmara municipal em exercicio da
Ia rara do juizo municipal.
Os trabalhos do conselho tero lugar no paco
da municipalidade.
to dia 15 celebra-se no hospicio da Penha
um Te-Deum em honra de S. II. o imperador dos
Francezes.
Esta funeco religiosa mandada fazer pelo Sr.
cnsul viscoode de Lemont.
No mesmo dia tem igualmente lugar a fes-
tividade da padroeira da irmacdade da Miseri-
cordia
Acha-se nomeado para exercer provisoria-
mente os ofBcios de partidor e contador do ter-
mo do Bonito o Sr. Jnnocencio Monteiro de Paula
Borgea.
Sobre proposta.do Sr. Dr. chele de polica,
foi nomeado por portara de 8 do correnle o ca-
pito Jos Bezerra da Silva para o cargo de sub-
delegado da cidade de Caruar.
Tendo attenco a deficiencia dos cofres, re-
eolveu S. xc. em data de 8 do correle, que
por nao poderem continuar as obras do edificio
do Gymnasio Provincial conla da consignajo
votaoa ns le do orcamento rigente, -fosse cober-
-to o referido edificio no estado em fue se acha,
com o producto do beneficio de urna lotera que
ja foi extrahida e de nutra que dere ser extrahi-
da breremente, afim de ser preservado por tal
modo da accao do tempo.
Foi autorisada a directora das obres publi-
cas para receber definitivamente es leos da
estrada de Pao d'Alho e Nazareth, da empreza
Mameae, comprehendidos de 1 7, exclusive o
2o, visto que findou-se o anno de responsabilt-
dade do empreiterro, -alm de acharem-se os re-
feridos leos em bom estado de conserraeao.
S. Etc. desigoou o dia 24-de outubro'pr-
ximo futuro para e eleicio de eleitoras da paro-
chia de Cimbres; visto ler cmara dos St. de-
purados annullado a qoe -arli se proceder lti-
mamente.
Commimicou e presidencia de provincia ao
Io juiz de pez da freguerie-de Alagoa de Beriro,
lee fdra approrada a eleicio prlmarhi dessa pa-
t^"fa.wri0-"'',e5r!ii de 8*- T^n""!^*Pos a de fazer parle collada a outra feita pelo 4* juiz de paz.
Jos orcamento* da assembla provincial flaBa-
aia.
Por liimo, a legacfo He*.-M. Britanofcs, ra-
lenodo-fe as promessaa feitas pelo governo im-
perial a aemelhante respeito, sdlietou do gabine-
te aetual a reileracao daquellas promeisas, as
Uuees parceu mesma legace achar-se impli-
cltamenle comprebendida a da retliluifio daj
MORTALIDADE DO DIA 10.
Tbemotheo Rodrigues dos Santos, Pernambuco,
56 annes, casado. Boa-Vista^ amollecimenlo
o cerebro.
Margarda, Pernambuco, 30 annos, solteira, e
ara va, Boa-Vista, pmhyaica pulmonar.
Joao, Petoambuca, 6 mezes, Recite, encephalite.
Arsenio Francisco 9a AnnunciaifaOj Pernambuco,
PRESIDENCIA DO EX*. SR. CONSELHEIRO ERBEL1S0
ELKAO.
s 10 horas da manha, achandorse presen-
tes os Srs. desembargadoreis Caetano Santiago,
Silreira.Gitirana, Lourenco Santiago, Silva Go-
mes, Motta, e Perelli, 'faltando o Sr. desem-
bargador Guerra, procurador da carea, foiaber-
ta a sesso.
Passados os feitos e entregaras os distribui-
dos, procedeu-seaos seguinles
Jl'LGAMENTOS
RECURSOS CR1HES.
Recurrente, o juizo; recorrido, Joaquim Jos
de Miranda Pimentel.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargidores Gitirana,
Lourenco Santiago e Multa.
Procedente.
ArPELLACKS CRIBES.
Appellsnte, o juizo; appellado, Jos Bernsr-
dino Gomes.
A' novo jury.
Appeliante. Joo Jos da Silva Res ; appella-
do, o juizo.
Nullo o processo.
Appellante, Antonio da Silva Rocha ; appella-
do. o juizo.
Confirmada asenlenca.
Appellante, Antonio Rodrigues Barbosa ; ap-
pellado, Francisco Raymundo de Hollauda Ca-
ralcanti.
Confirmada a sontenca.
Appellante, o juizo ; eppetlado, Ignacio Viei-
ra Lima.
Improcedente.
Appellante, o promotor ; appellado, Jos Pe-
reira de Freitas.
A' novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Fer-
reira Ferrugem.
A novo jury.
" Appellante, o juizo ; appellado, Silvestre Pe-
reira de Mello.
A' novo jury.
APPELLAf.OES C1VF.1.
Appellante, Antonio Jos Alvares ; appellado,
Joaquim Coelho de Lima.
Confirmada a senlenca.
Appellante, Matbias Lopes da Costa Maia; ap-
pellado, o hospital portuguz.
Desprezaram-se os embargos.
Appellante, Aprigio da Silva Pinto : appellado,
Jos Pereira de Oliveira Ramos.
Nao lomaram couhecimenlo.
Appellante, Miguel Francisco da Costa ; appel-
lado, Joo Teixeira de Souza.
Proceder a vistoria.
Appellante, Antonio Norberto de Souza Lealda-
de ; appelladi, Senhorinha Germana do Espirito
Santo.
Confirmada a senlenca.
Appellante, Antonio Jos Alves Souto ; appel-
lado, Silva Leo & C.
Nao se toraou conhecimennto.
Appellante, Joo Jos Moura dos Santos ; ap-
pellados, os herdeiros d#Francisca das Chagas.
Confirmada a senlenca.
Appellante, a viuva de Guilherrae Patricio Be-
zerra ; appellado, Manoel Pereira Magalhaes.
Confirmada a sentenga.
DILIGENCIAS CRIHES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, as appellaces crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Fran-
cisco Gomes.
DES1G3AQA0 DE DIA.
Assignou-se dia para julgamento das seguinles
appellaces crimes:
Appelante, o juizo; appellado, Estevo Amo-
nio Saraiva.
Appellante, Jos Francisco do Nascimento ;
appellado, e juizo
Appellante, o juizo ; appellado, Valentn: Jos
de Santa Anoa.
As 2 horas encerrou-se a sesso.
qtt66sW6finalteraces presea-
te I mato, feito peto kngejtir
Hatta, a 6tber:
Bate do Imperador.
N. 20.Jos dea Santos Nevas, asi
sobrado com loja el andar arrea- _____
.dtoooT^^_--------2^^. 00S000
udem 1.Dr Jos Joaquim de Ma-
raes Sarment, um sobrado com
2 anxtare8,e3 lojas.o l"dar e
2 lojas em obras,.o 2" andar e a
loja do meio arrendado por...... 2.000#000
dem 3.Bario do Livramenlo, um
..sobrado de um andar e urna loja
arrendado por.....................1:5004000
dem 7.O mesmo. um sobrado de
um andar urna loja arrendado
Pr............................... 1:4009000
dem 19. Joaquim Lepes de Al-
FTlAlija ssa>\ *t\jl^ Aaa^M u saa ^
sBaisw eeasu uuaiauv vt/iii hujs is'TTJ
e dous andares arrendado por.... 1:2009000
Mem 45. Joeqaim da 8ilva Cas-
tro, um -sobrado com ama loja e
urna cockeiM no fundo e 3 ade-
res, arrendado por................ '1:8009060
dem47.Manoel Coslodio Teixoto
Soares, um sobrado cem urna loja
e 1 andar, arrendado por......, 6009000
dem 65.Antonio Francisco Perei-
ra, um sobrado com 2 lojas e 2 .
andares, arrendado por........... l:180$0CO
dem 67. Herdeiros de Joaquim
Vlegas, um sobrado de>2 lojas e 2
andares arrendado per........... 1:500$000
dem 69.- Manoel Antonio Ramos,
um sobrado de 2 lojas e 1 andar
arrendado par.................... 8OO9OOO
Caes de 22 de Novembro.
dem 38.Manoel Custodio Peixo-
to Soares, um sobrado com urna
loja e i -andar arrendado por..... 4909000
Praca de Pedro II.
dem 4.Francisco Cordeiro Rapo-
so, um sobrado com urna loja el
andar arrendado por.............. 8289000
Ra do Crespo.
dem 1 i. Francisca Thomazia da
Coneeico Cunha, herdeiro de An-
tonio Jos Muniz e outros, um so-
brado com urna loja e 4 sudares
arrendado por.................... 2000J00
dem 9. Manoel Antonio Viegas
Jnior eSiqtieira Pereira, um so-
brado com 2 lojas e 3 andares ar-
rendada por...................... 1:7009000
\ ;Rna das Cruzes.
dem 4. Bt. Antonio Joaqoim de
Moraes e Silva, una casa terrea
deviiiUaemduts arrendada por.. 4089000
dem 16.Irmandade do'S.S. Sa-
cramento de Sanio Antonio, um
sobrado com urna loja e 1 andar
arrendado por................... 6O0jJO0O
dem 26. A mesma, um sobrado
de urna loja e 1 andar arrendado
.Por............................... 4009000
dem 40. Ordem Terceira de San
Francisco, urna casa terrea arren-
dada por.......................... 216?000
dem 5.Herdeiros de Mara Fran-
cisca de Almeida, urna casa terrea
arrendada por.................... 2409000
dem 17 Antonio Francisco Car-
valho, urna casa terrea arrendada
Pr................................ 1929000
dem 35. Herdeiros de Joo Jos
da Cruz, um sobrado com urna lo-
ja e 2 andares arrendado-por.... 1:020S000
Ra do Queieoado.
dem 12.Joao Baptista Rodrigues
de Souza e outro?, um sobrado
com urna loja e 3 andares arren-
dado.por.......................... 1:6009000
dem 26. Joaquim de Souza Mi-
randa Couto. um sobrado com
urna toja e 2 andares arrendado
por................................ 600JO00
{Continuar-e-ha.)
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 29 DE
JDLHO DE 1861.
Presidencia do Sr. Barros Reg.
Prsenles os Srs. Henriques da Silva, Barala,
Reg, Maia Seve e Mello, fallando sem causa
participada os mais senhores,abre-se a sesso,
lida e apprevada a acta da antecedente, com
a reclamaco do Sr. Mello, de ler sido a pelico
de Marcelino Jos Lopes adiada a requerimeulo
do Sr Reg e nao do Sr Barata.
L-se o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofieio do administrador do cemiterio pu-
blico, informando a petic j da contraria de N. S.
do Livramento, a qual pede que a cmara man-
dasse lavrar termo de posse de vm terreno no
mesmo cemiterio para nelle construir dez pares
de catacumbas para adultose dez para prvulos.
Posto em discusso resolveu-se que a dita con-
traria escolhesse outro terreno, visto j estar di-
do o que pede.
Cinco officios dos fiscaes das freguezias do Re-
cite, Santo Antonio, S. Jos, Boa-Vista e Afola-
dos, dando resposta ao que lhes foi determinado
em sesso de 22 do correnle sobre as casas de
plvora existentes em suas freguezias.Adiados
a.requerimento do Sr. Barata, al que cheguem
as informarles dosdemais fiscaes do municipio.
Duas peiic,oes, a primeira de Jos Jacome Tas-
so e outros, proprietarios de predios em Pora de
Portas, representando contra a liceoca conce-
dida por esta cmara a Francisco Antouio Perei-
ra de Brito, tutor dos menores filhos de Joo
Alhanazio Dias, para concertar o predio arruma-
do n. 120 da ra do Pilar, pertencente a seus (u-
tutelados, e a segunda de Jos Goncalves Beltwo
,& Irmao, reguerendo para que o predio que veo
construir no .mesmo lugar de Fura de Portas,
chegu ao alinhameoto da ra, isto harer a c-
mara concedido licenca para ser concertada a
mencionada casa 0.120, allegando em favor de
sua pretenco nao ser susceptivel de melhora-,
ment a dita ra.Posto em discusso. resolveu-
se que fossem remullidas a com misso de edifi-
carles (Mello e Cesario de Mello).
Eotrou em discusso o projecto de officio.adia-
do na sesso ultima, o qual dev.ia a cmara diri-
gir ao Exm. presidente da provincia, sobre a pos-
tura que corJeccionou para regularidade do con-
trato celebrado com Carlos Luiz Cambronne.Os
Srs. Reg, Barala e Henriques da Silva sustenta-
ran! que e projecto d officio redigido, como esla-
va, devia ser remedido a presidencia ; os dmais
:Srs. vereadores, combatendo, enlendiam que ise
devia reformar o mesmo projecto, o jqual final-
mente sendo posto a rotaco Rcou niejudicado.
O Sr, Guslavo Jos-do'Rego, declaran que ro-
.tava contra o vencido, ialoi, de se fazerem. no-
vas posturas, por estar convencido de que sendo
o contrato obrigatorio, como se evidencia dos
artigos 28, 30, 31, 32,44 a 45 do dito contrato,
a postura.para a execuco deile devia tambem
ser obrlgatoria.
O Sr. Barata declarou Que tambem votara da
mesma maneira porgue votou o Sr. Reg, e con-
cluindo, pedia a exonerarlo da commisso, e de
oraem iacte dava-se por suspeilo em ludes oe
negocios relativos, ao contrato de Carlos Luiz
Cambronne.
0 Sr. Henrijue da Silva dedlarou que soleva
no sentido de se morfillcara.poslura, conforme in-
dieou oUxan. presidente da proviack, a qual
quando remeltida .a presidencia, osse apwnpa-
nhada flas razes consignadas no projecto de res-
posta, que estere esa disoutso.
A requerimento do Sr. Jaaia, .reielaeutte.en-
ciar ao Exm. presidente da provincia, pedlndo
soluco dos ofBcios dirigidos a presidencia em 18
do ferereiro e 26 demarco Himoaobte os dis-
trictos de paz da fj^uezia jdo Pojjo.
Despacharam-se as petces de AnLinio da
Silra Lima, CustodoJJos Pereira, Francisco Jos
da Cruz, bacharel Francisco de Assis de Olireira
Maciel, Francisco Ferreira, irmandade de Noaaa
I SeDhoxa doXTramenlo, Joo .da.Britto Correia,
Pelacao das casas abatxe mencionadas,
qne soffrerum alteracoes no presente
lancamcnlo, feito pelo lancador Coe-
lho, a saber:
Ba do Jasmim.
N. 11.Mara Joanoa ,oa Cunha
Vianna, casa terrea arrendada por
dem 13.Francisco. Jos Gomes de
Santa Rosa, casa terrea arrendada
_ Por ..............................
dem 15.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por.......................
dem 17.O mesmo, casa terrea ar-
arrendada por....................
dem 19.Antonio da Costa Ribeiro
Mello, casa terrea avaliada por.,
dem 21.O mesmo, casa terrea,
com 10 quartos no quintal, arren-
dada por..........................
Trasessa do Jasmim.
N. 1.Dorolha Alaria da Paixo,
cara terrea dividida em 8 quartos
arrendada por....................
Ra dos Prazeres.
ti. 2 A.Jos Carneiro da Cunha,
casa terrea arrendada por........
dem 2 B.O mesmo, nasa terrea,
arrendada por....................
dem 320 mesmo, casa terrea
arrendada por.....................
Ra dos Coelhos.
N. 6.Marcelino Jos Lopes, casa
tarrea arrendada por..............
dem 1. Domingos Aotunea VilU-
ca casa terrea arrendada por....
dem 19.Marcelino Jos Lopea,
casa terrea, a frente por 480 e o
fundo por 108J. tudooor........
Travessa dos Coelhos.
N. 5.Domingos Peieira, telneiro
que serr de olaria, arrendada
P................................
Largo dos Coelhos.
N. 9.Antonio Carneiro da Cuaba,
um soto e um telheiro que ser-
ve de olaria, arrendado por......
Ru do Rosario.
If. 2.Joo MarliB8.de Barras, casa
terrea arrendada por.............
dem 22.Mara Carolina Ferraina
de Carralho, casa terree arrenda-
rjd > ....... awooo
dem 34.Jos Alaes Lima, casa
terrea arrendada por.............. 1449000
dem 4U.Jos Antonio Uiltencourt
casa terrea, arrendada pee........ 3408000
dem -16.Padre francisco Joaquim
Pereira, casa terrea arrendada por I8O9OOO
dem 9.Pedro Paulo dos Santos,
casa terrea arrendada por.....> 19SJ00O
dem 13.Joaquim Jos de Parias
Neres, cssa terrea arrendada par 2409OOO
dem 23.Joanna do -Rosario -Gui-
mares Machado, asa terrea ar-
rendada por..................... 21690OO
dem 27.-Jos Mara Sodrda Mot-
ta, um sobrado com ama loja e
um andar, arrendado por......... 504900O
dem 37 Irmandade de Sanl'Anna
da Sania Cruz, casa terrea arren-
dada por......M............... lOgOOO
dem 39.A uieama, casa terrea ar-
, "n dem 43.Jos Martius do Rio, casa
terrea arrendada por.............. 360f000
dem 45.Herdeiroa de Elias Fal-
co de Corvalho, essa terrea as-
rendada por...................... 3009000
Ra dea Pises.
N. 8.Antonio Manoel da Souza,
casa terrea arteudade por........ 1449O0O
dem 16.Aotooio FeajKtsco de Mi-
randa e Aogelita Bernarda de Mi-
randa, caaa J*ui arieaada *ar M49OO0
dem 18.Os meemos, nasa lacrea
jrrandada por.................... 144f000>
dem 24.Antonio Domingues de
Almeida iPooae, oaaa terrea, coa
soto. arrendada por.............. 4600C0
dem 36.Herdeiros de Francisco
1449000
24O9O00
2409000
240J00O
1929000
576g000
8169000
SOOfOGO
2OO9OOO
I449OOO
30O8OOO
300CO00
1569000
J
1
409O00
3606000
2009000
de Carralho Paes de Andrade,
casa terrea arrendada por........
dem 52.Manoel Goocares da Sil-
ra. caa terrea com solio, arren-
dada por..........................
dem 60.Mara Joaquina de Cas-
tro Peretti, casa terrea arrendada
,,""_ ......
dem 62.A measea, aaaa terrea ar-
rendada por......................
Idea 64.Josepha -Maria Peretti,
aaaa terrea arrendada par. .
dem 66.Maria Theodora da As-
aempso, casa tarrea arrendada
dem 68.-Joo Feraandes da Silva
Oiireira, casa terrea arrendada per
dem 70.Dr. Aosettao Francisco
Peretti, caes terrea, arrendada per
Idcu. 72.-^0_juesjiro jasTTBrraaar-
randada par........
dem 76.Josepha Maa Peretti,
casa terrea arrendada por. .
dem 78.A rnesms, casa terrea ar-
rendada per........
dem 80.A mesma, casa terrea ar-
rendada por........
dem 7.Jos Carlos Manso da Cas-
ta Res, casa terrea arrendada por
dem 9.Joanna Maria de Deus,
caaa terrea arrendada por. .
dem 13.Joaquim Aatoeio Carnei-
ro, casa terrea arrendada por. ..
Idees 21.Maria Joaquina dos San-
tos Abreu, casa.terree arrendada
Por...........
dem 25.Joo Baptista Fragoso,
casa terrea arrendada por. .
dem 27.O mesmo, casa terrea,
arrendada por.......
dem 29.Maria Jos Pintearo, casa
terrea arrendada por. .....
dem 43.Manoel Autooio Goneal-
res, um sobrado com urna loja e
um andar, arrendado por .
dem 47.Anoa Jospba da Foeae-
ca, casa terrea arrendada por. .
Trareasa dos Pires.
N. 16.Viura de Manoel Joaquim
Carneiro Leal, um porlo cem
um telheiro e 23 asei-aguas ae
quintal, ludo por......
dem 1.Joo Teixeira de Souza
Lima, casa Uajr^a mei-agua, ar-
repdada por.^7......
dem 3.O mesmo, casa terrea
rneia-agua arrendada por. .
dem 9.Domjgos Jos da Cunha
Lages, um sobrado com urna loja
e um andar, ludo por.....
TravMa do P'r'8'
N. 19.Sebaslio Lopes Guimares,
um porto com 12 meia-aguss a
96$ rs. cada urna, arrendado ludo
Por...........
dem 27. O mesmo, casa terrea e
um telheiro no fundo dividido em
tres .quartos, ludo por ... .
dem 29.Manoel da Silva Teixeira,
casa terraa arrendada por .
Ra do Atalho.
N. I.Amaro de Barros Corris,
casa terrea arrendada por .
dem 3.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por. .,...,.
dem 3 A. fiernardino Jos Mon-
teiro, casa terrea meia agua, ar-
rendada por........ _
dem 5.Jos Francisco Lavra.casa
terrea arrenda por. .....
Ra da Aurora.
N. 10. Jos Ignacio de Aulla, so-
brado com urna loja e 2 andares
arrendado,por ........
dem 44.Virgilio de Gusmo Coe-
lho, sobrado com urna loja e 2 an-
dares, arrendado por.....
dem 46.Eduardo Candido de Oli-
veira, 1 sobrado com urna loja o 2
andares, arrendado por. .
dem 48 Eduardo Augusto Piulo
de Oliveira, um sobrado com urna
loja e 2 andares, arrendado por .
dem 66.Antonio de Aze ve Jo Vl-
larouco, um sobrado com urna lo-
ja e 1 andar, arrendado por .
dem 80.Manoel Goncalves da Sil-
va, sobrado com urna loja e dous
andares e soto, arrendado por .
dem 82.Thereza Goncalves de Je-
ss Azevedo, um sobrado orn 1
loja e 3 andares, arrendado por .
dem Ul.-^Dr. Tul* Felifjpe de Sou-
za Leo, umsobrsdocom urna le-
ja e 3 andares arrendado por .
dem 86.Maria das Noves Carnei-
ro da Cunha, um sobrado com 1
loja e 3 andares, arrendado por .
Ra da Uoio
N. 8.Henrique Aflonso de Miran-
da Leal e Fernando Affooso de Mi-
randa Leal, casa terrea arrendada
por.........,
dem 24.Antonio Gomes de Miran-
da Leal, Manoel Gomes de Miran-
da Leal, e Francisco Gomes da
Miranda Leal, um sobrado com 1
loja e um aodar, arrendado por .
dem 28.Viuva e herdeiros de Jo-
s Joaquim Gemiuiano de Moraes
Navarro, um sobrado arrendado
Por...........
dem 30.Tiburcio Valeriano Bap-
tista, casa terrea arrendada por .
dem 30A.-Herdeirosde Bernardo
Antonio de Miranda, casa terrea
dividida ero 3 quartos arrendada
, Pr .......
dem 2o. Manoel do Nascimento
Vieira da Cunha, casa terrea ar-
rendada por........
dem 41.Eduardo Caodidode li-
veira, cesa terrea, arrendada poc
dem 39.Virgilio de Cusmo Coe-
lho, casa terrea arrendada por .
m j Ru" Fo"sa.
N. 2. Eduardo Augusto Pinto de
Oliveira, caga terrea arrendada
Por ; .....
dem 4.JVirgilio de Gusmao Coe-
lho, casa terrea arrendada por .
dem 6.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...... ..
dem 12.Eduardo Candido de Oli-
veira, casa terrea arrendada por .
dem 14.O mesmo, oaaa terraa ar-
rendada por........
dem 3.Viuva e herdeiros de Joa-
quim Jos Lourenco da Costa,
casa terrea arrendada por........
dem 7.Lourengo Jos de Moraes
Carvalho, casa terrea dividida em
duas, com 5 quaitos ne fundo, lu-
do por..........
dem 11.Dr. BentoJos da Costa,
casa terraa arrendada.por. .
1509000
500S000
2169000
*M66660
2269000
1
3O6I0OO
3*6*000
1449000
1809000
1445000
18*9000
1809000
2049000
2049000
240$000
3609000
2409000
24OJO00
2409000
1:2009000
1449000
1:8129000
729OOO
969000
1:2009000
1:152*000
5649000
3009000
6009000
500*000
969000
969000
1:9009000
1:3009000
1:400*000
1:1009000
740*000
1:6009000
1:2009000
1:600*000
1:2009000
5009000
1:2009000
5009000
4009000
1929000
19-2*000
4009000
3OO9OOO
400*000
4009000
4009000
4009000
5009000
4209000
5649000
3OO9OOO
Continuar-se-ha.)
Publicrages a pedido..
CANTO
em despedida ao Exm. Sr. D. Anto-
nio ate Macedo Costa, bispo do Pia-
r, em acoaipaahamento ao sentir
do Gymnasio Babiano. por Deo-
lindo armario do Brasil Ventea,
professor do mesmo colleglo.
O tempo val como a vida !
Vai-nes esta nao sentida,
Como o bom tempo se vai:
Ella ao tempo espera pede.
Mas elle nao lh'o concede,
E diz-lhe prestes : voai 1
llontem jovens descuidlos
Possuiam mui ditosos
Um meatre ebeio de amor;
Tiohamcontentes consigo
Um lerno pe, um amigo
Tambem da vida no ardor i
Alegres elles corriam.
Nos bracos o recebiam.
E Ihe beijavam a mo :
Celestes {tracas seaUnde
Oava-Ibes elle, so'rriado,
A.bencao deaoras*o I
Hoje o tempe caprichoso
Ao mestre, so pai amorosa
Manda d'entte -elles sabir;
E para plaga distante
Manda-Me j, nesle instinte
Entre suspiros-partir 1
Manda partir? Quem tal pode?...
Efs cada joven acode
A' tal partida evitar I
E nesta ipgente vontade
Todos veeao a divindade
Do mestre em fsce brilhar 1
J cessp'randemdeslumhradas
A causa que os faz (coitades I)
Infeluea hoje, aqu 1
Aea cos-as frontes levantan,
E borneas a Dos j canta,
E sorriem-se entre si I
Oh I eorrtos de veatura '
OaereMee eaUaman tristure.
Pea eeea elles j jteus I
Oh I aorrieea de aaegria
Que elles dio pela Bahia,
E que se perdem nos cual...
Nao se|chore esta partida,
Porque da patria allligida
Elle pomposo florae*
Como do bispo ditose
E* hymno o mais primoroso
Os mancebos que aqu eslo.
Possuida de saudade
A sublime nsocidade.
Do meu Brasil rica flor.
Os do Gymnasio Rahiano
Jovenssao c'roa, que ufano
Teas, hispo de Skjhor !.
Idolatrado meslre parte ovante
Ao seio bem feliz do teu Para 1
A-ver-te j debruca-se anhelante
O povo todo que sarrindo- est I
Animo cobra, verdadeiro amigo,
E, dado aos filhos o .ezpressivo adeus,
Conserva sempre no Para comtigo
Sua lembrao(a nos suspires seus I
Vai pagar grande a divida, que tioha
A prioceza que outr'era era feliz 1...
Da America florenle esta rainha
Tal divida, Para, pgar-te quiz I
Tu, que havia-nos dado o venerando,
Sabio prelado, myiticoaociao.
Recebe no (eu seio este, que honrado
Vae 00 frescor da edade o seu torrao.
Immensa rgido do rico norte.
Refaze-te, Para ; que vaes viver I
Como nos, heotem triste pela norte
Do tilho teu, que o cu uo. quiz eeder.
Assim tu, que eras orpha desprezada,
Sentindo grande a falta do pastor,
Gemas de pezar abandonada
Nos desertos da vida emtanta dor 1
Mas tambem como nos, que hoje folgamos
Pela vinda feliz de outro bom pae,
Paraenses, eguaes na sorle estamos ;
No seio a dor em risos afogae I
Tanto mais brilha o sol apoz tormenta,
Quanto o perigo ao nauta foi maior I
Tanto e ventura para nos augmenta.
Quanto a desgrace a nos foi-nos peidr 1
A luz mais graca tem, mais bella brilha
No momento em que vae a se apagar I
Da Santa Cruz a predilecta Filha
Maia rica foi, a pobre enlo fcar I
Tres bispos em si leve em ureos das :
Dous filhos seus e amado o seu pastor I...
Era todo venturas e alegras
Oe Moema esteslo encantador.
Ento da morte osopro alevantou-se
Pelo cruel destino que o ergueu I
A mira em crep triste transformou-se,
E o bculo sem dono, emtim, tremeu 1
Sua misso cumprir foi-ee contente
O de S. Pedro bispo l E hoje seu fm
Emprehende este pae da terna gente
Cuja dor e saudade exprimir vim 1
Se o sol, porm, sumido no ocano.
No horisonte eslampada a cor deixou ;
Ido o meslre, ao collegio soberano
Virtudes, crenca, amor, luzes legou I
Magestosa a mootanha brasiteira.
Agradecida, aos ceus ergue-se alm I
Faz preces por viagem lisongeira,
Por todo o que Ihe dste inundo bem I
Resta, saudosa musa Nao mais cantes!
Bispo I feliz s tu nesla misso I
De Christo empunha o bculo, e distantes
Vae ver leus povos, que espalhados sao 1
Entre nos e o Para estreita os lacos,
E de urna e d'outra estraita-os mais com Deus l
Vo nos tocantes, placidos abracos
Os votos do Bnsil perante os cus.
A bordo do Ceres, na Babia, 13 de julho de
1861.
(Diario da Bahia.)
O che fe de polica do Piaulay c 4
juiz de direito Antonio Ilorges
Leal Castef lo-nraneo.
Nao para confundir meus detractores, porque
jmsissrr toefundido quem -se nao corre de
mentir e calumniar, podeodo ser immediata-
mente desmascarado, e meos para justiCcar me
ante o publico sensato desta provincia, e das em
que hei servido, como funecionario publico, pois
que em urna e outras sou bem conhecido ; mas
para que aquelles, a quem sou estranho, nao
facam um juizo deafavoravel do meu procedi-
mento, como magistrado, eem seu conceitc nao
soffra mioha reputaQo, que preso cima de ludo
e que at hoje lecho religiosamente conservado
pura, e sem mancha por sera nica fortuna que
possuo, venho responder as aecusac,es que pela
primeira vez em minha vida publica me (ez o
bjcharel Antonio Borges Leal Caslello-branco
em seu communicado inserto no jornal Impren-
ta n. 11 da provincia do* Maranho, reproduzide
em parte por um correspondente do Diario do
Rio, talvez o mesmo bacharel ou alguem que
seu echp.
Defendendo-me,*ser-me-hia fcil demonstrar
a evidencia quio injustamente teem sido calum-
niados por aquelle senhor e seu comparsa o Exm.
Sr. Dr. Manoel Antonio Duarte de Azevedo, pre-
sidente da provincia e os mais, a qnem em sua
diatriba houve por bem envolver o Sr. Borges ;
mas elem de assim desViar-me do fim a que me
proponho. urna defeza a aquelle cavaUairo im-
portara de minha parte admitttr a liypoih.ese,
que nem de leve concedo, de serem procedentes
as banalidades do Sr. Borges, em qujnto que
prima facie sao ellas |o maior panegrico que a
tal funecionario se poderia fazer; e para com os
outros seria tomar a mim urna trela, que, se
intenderem conveniente podem aufficieo te mente
satisfazer, segundo j pralicou o Se Joaquim
Ferreira de Mello.
Poderia igualmente por em perltelo com a d
Sr. Oorges minha vida pblica e sem que me
fosse necessario recorrer a argumentos da natu-
reza dos que se leem naDefesa da um magis-
tradopublicada nos nmeros 43 e 44 do jornal
Propagador do anno de 1858, que tenho i vista
esem ter o receio de ve-Ios palverisados, como
foram os daquellaDefesapela resposta pu-
blicada no Jornal do Commercio com data de 9
de margo de 1859, por cedo nao caria eu de
peier partida. Mas looge de Lmim .aemelhante
discusso.
Limilar-me-hei a tomar a defensiva, deixando
o odioso papel de aggreasor paca aquelles que,
oa ausencia de bous predicados por tal guisa
procursm celebrisar-se.
Em resumo a dous nicos pontos limitam-se
accusicdes do Sr. Borges, e do aeu satellile
correspondente do Diario do Rio,
1.* IntervsBco minha na elaicao da freguezia
das Barras.
2.* O meu procedimento, que quelirica de cri-
minoso, para com o leen te-coronel da guarda
nacional Francisca Nendes de Soasa.
Antes, porm, de entrar na apreciaco de ca-
da um d'aquellvs pontos permittaae-me observar
que depois de nove mezes de exercicio do cargo,
que oceupo aa provincia, tendo atravessado a
quadra eleiloral sempre cheia de espiones e dif-
ficuldades palo embale de iptareaaeaindividuaes,
s anconlrasse o Sr. Borges em meu proceder
aquellas faltas, que inventen, ou ue par mya-
tifleaco Ihe flzeram acreditar; da que conciuo,
ou qoe sempre proced mm regularmente, no que
eu mesmo nao creio, porque o erro4 partiiba do
espirito humano, e nao presumo de sabio, e im-
pecavel, ou ao o Sr. Borges e seus informantes
tan miope que aluda nao pederarn. descobrir 0
raeu lado vulneravel, a despeito da publicidade


URIO DI fMAMC0. SEGUTOA FfitU 12 M AGOSTO V* mi.
(3)
,
X
de meas acMn de haverem sida presenciados
sempre por peseoas que em poltica e a todos os
respeito* lhe nio si o sospeitat.
A minha intervencio oa eleicio daa Barras,
para que os Uberaes fossem derrotados, segundo
o Sr; Borges; consiste:
Primo, em ter eu como' chafe de poltcia feito
cshir o obstculo, que inhlbia de aparecer a*
eleicio a Joaquro de Helio, que, diz o mesmo
Sr. Rargo* eslava pronunciado pela relscao do
disirreto em crime inaffiancavel de rethrzir a es-
eravidi i>essoa Hvre, declarando cadaco oac-
pordSo pretextode nao ter sido apreseotado
lempo :ao qae aecrescenloo o correspondente
do Diario do Rio, para irradiar as luzes do seu
astro, que aqaeMe accordio me fora apreseotado
por duas veres.'e que em boa ( ou por camhi-
nacocom oExur. Sr; Daarte de Azevedo. para
deixar de pr-lhe o cumpra-se pretextei, pela
primeira vez molestia-e pela segunda minha via-
gem* par Principe Imperial, o que tere por si-
ntro fim consumir lempo, para que se tornssse
o mesmo accordio prometo, conforme despacbei:
Segando, em haver-se dado a Mello, qne nao
tinha votantesprfra fazer urna apresentacio
um delegado de polica; que demittio todos os
inspectores de quarleirao, e nomeou outros.
Para patentear afalsidale de semelhaotes ac-
cusacoes, e a mi f e eyoismo com qne sao el-
las feitas, deixo sern cootmentaros os docu-
mentos abaixo transcriptos, seb os ns. 1 o 2, dos
quaes se evidencia que o accordio em questio,
que foi publicado na relac.no do Marauho em
abril do aooo pretrito,somento me foi apreseo-
tado em 23.de Jezembro do awsmo anno, isto
, oito mezes depois de sua publicarlo e conse-
guintemecte nao poderia aer cumprido sera que:
lhe obstasse a lettra expressa do art. 77 da lei
n. 261 de 3 de dezembro de 1841, visto sena
haverdado a excepto do aviso de 17 de julho
de 1852. O motivo porque se nio fez em lem-
po a apresentsco do- accordio est claramente
explicado pelas declarares, que sob juramento
fez o primeiro procurador do recrreme o ba-
charel DeOliado Mendesda Silva Moura.
A historia daquelle accordio. e do processo,
que lhe deu origem para muita gente, que se
diz honesta, bem feia e raiseravel.
A par de semelhante negocio est o Sr. Borge
que entretanto nao trepidou em asaacar-me urna
calumnia, emprestando-me seutimeotes s pro-
prios de um magistrado corrompido e prevarica-
dor. Os documentos de ns. 3 a demonstran)
que o delegado, que, afnrma o Sr. Borges, se
dera a Mello, para vencer eleicio das Barras fo-
ra por miro proposto a presiiencia em 27 de ju-
lho do anuo protimo pasalo sob informagao de
um amigoe correligionario do proprio Sr. Bor-
ges, e de vulto no partido liberal da provincia
porseus servidos e deJicacao ; e nomeado em 31
do mesmo mez, sera que at a data das eleir;es
de dezembro houvesse contra elle representac,io
ou qucixa alguma, nem mesmo por parte do or-
gio do partido liberal da provinciao Propaga-
dorque retiren-se-da-arena politice no ultimo
do dezembro
A deroissao de inspectores de quarleirao, um
aonho como os mais, e nao mereeo por tanto as-
boorasda discusso.
Fui aioda miseravelmente calumniado por mo-
tivo do processo do lente corooel Francisco
Meodes de Souza, allribuiodo-se-me um proce-
dimiento criminoso.
A histoiia de tal acontec ment e do papel que
nelle representou o referido teoeute corooel sa
evidencia dos documentos de ns. 8 e 9 quo satis-
fara a curiosidad* de quem della nao tirer no-
ticia.
Para nao ser longo tralarei somanto do que me
diz respeito.
Achando-me na casa do Dr. Joo Botelho do
Magalhes, quando no edificio Jas reunios da
campanilla de aavegaco vapor do rio Parna-
hiba desrespeilou e injurian o lente coronel
Mendos ao Exm. presidente da provincia, como &
milito promettia fazer, nao tire o desgosto de
presenciar aquello acto. Chamado para o lugar do
escndalo ja encontrei do retirada S. Exc. que
s demorou-se-o lempo preciso para instruir me
do facto, e indicar-me a prisao para onde devia
ser recolhido o delinquate.
Depois da partida de S. Exc. dirigi-se mira
o indicado lente coronel, e parante crescido
numero de pessoaa que estavam na casa, come-
;ou a reproduzir o que praticara par. com o pre-
sidente da proviocia, desvanecendo-se de seu
procedimento, equerendo fazer-me acredilarque
o presidente fora arbitrario e violento.
Neslas circumstaocia julguei de meu rigoroso
dever, j'por amor e respeito a primeira autori-
dade da provincia, quem sou subordinado, e j
por loria das obriga^Oes do meu cargo, aizer-tne
que elle insista no crime que commeltera ; que
o seu procedimento fora urna insolencia para
com o presidente, e que como tal era criminoso.
Trocadas mais algumas palavras em conversa
retirei-me, deixando-o entregue ao offlcial que#o
devia conduzir secretaria da polica.
Para com o lente coronel Sien les este o
meu primeiro crime no parecer d^luminosa e il-
lustrada intelligeocia do profundo jurisconsulto o
Sr. Borges: de sorte que pela doutrioa deste se -
nhor i auloridade que responder, a quem vier
referir-lhe, que aeabou de matu ao seu conten-
dor, innocenlando seu acto, que elle commetteu
um homicidio, ou que um assassino, e tratar
de puni-lo por ser crimiaosa sua accio, commet-
te por esse facto um crime 1
Ignorar por ventura o Sr. Borges a significa-
do do termoinsolencia ou insolente elle
que sabe tudo e alguma cousa mais? 1
Passo adiaole para nao perder lempo.
Logo que roe foi apreseotado o predito len-
te coronel, que viaha acompanhado de um advo-
gado o bacharel Deoliodo alendes da Silva Mou-
ra, e deoulr? pessoaa pela mor parte seus ami-
gos e correligionarios, tralei de informar-me do
tacto de que era acensado ; o depois de ser in-
terrogado, mandei-o recolher de conformldade
eom as ordena da presidencia, ao estado maior
do quartel do corpo de guarnirlo da provincia.
Em seguida dirigi-me para o palacio do go-
veroo, e ahi procurei saber do Exm. Sr. presi-
dente se aquella lenle corooel por elle preso,
como ofcial da guarda nacional continuara ou
nao sua dispo?ic3o, para ser submellido con-
selho, ao que respondeu-me o mesmo Exm. Sr.,
assim deveria ser, mas que estar resollido a
p-lo minha disposi^ao, para que fosse semen-
t processado por crime de injurias, porque a ser
mettidoem cooselho, seria atinal e em grao de
recurso, indispensa velmenle julgado por S. Exc,
xujo esvalheirismo e dignidade se nao compado-
cia com o papel de juiz ofTendido.
de feito assim praticou no da seguinte, co-
mo consta do documento sob o n. 10. ao qual se-
guio-sea resposts, e o meu procedimento cons-
tantes dos documentos ns. 11 e 12: depois do
que, eacarreguei do processo ao Dr. delegado de
polica por me achar mui atarefado, e exigir
pressa um negooio daquella ordem, documento
n. 13.
Tere seu curso o processo, e nelle foratn pro-
feridas as sentencas constantes dos documenlos
ns. 14 e 15.
E' preso Francisco Mendea pelo presidente da
provincia, como lente coronel da guarda na-
cional, elogo quo posto minha dispoicao o
mando soltar, por ser seu crime daquelles em
que os reos so podem linar sollos, ficando-lhe
por tanto livreou nao fugir, como o fz posterior-i
mente ao seu julgamento ; e entretanto este meu j
procedimento -criminoso na opinio de um juit
de direito, que pretende gozar dos foros de il-
lustrado III
E ser innocente fallar em urna pega offlcial do
goreroo geral em termos menos coorenientes 7 E
serio innocenlissmos os fados, que se teem pu-
blicado no comrouoicado inserto no jornal Con-
servador da provincia do Maronhio n 87, o na
correspondencia pubtieada so jornal do mesmo
nomo desta provincia en seu primeiro numero ?
Goocluo com o Sr. Borges pelo seguinte di-
lemma :
Oa S. S. levado, como disse, por informaces,
streveu de boa fe, e entio permitta-me que o
verbo deleviano a iotoesidorade, por nio ter
procurado verificar a exactilo das iafermacoes^
o que eu metano me prestara, se & 3. quizes-
se perder alguna do son. precioso lempo em 1er
documentos-; aja V c\ eoneotu da roadidade dos
Cactos procan-o cakoJoBjuarie daafigura-los,
em pensar que o (eu procedimento lioha o si-
nistro e ccnsurarol m do calumniar a um ma-
gistrado, seu collega, imputaudo-lhe iaUamente
* pratica de factoa crimiooaoa, o netse caso ase
wat de ter o chjBe do polica do Puuhy o crimi-
noso, dar-a antes tac o calumniador, quo nio
tremeu peranta a sanecao dos artigo*. 229 a 231
do cod crias.
Accidentis maligoameaite fallouo correspon-
dente do Diario do Rio do processo instaurado
na villa, d* Principe Imperial peles oceurreociss
que ah wdetam no dia 7 do setembro ultimo
por occasode eleicooe municipaes.
A esto respeito nada responde, ole sd pera
nio anteeipar jeizo em um proeoese que dpemde)
de julgamento, como porque me nio merece im-
portancia um anooymo, que menle impudente-
mente, alm de que do meu relatorio aprasea-
tado ao presidente da provincia- cotv*ai*nleosee-
te documentado, e do mesmo* processo existente
osquella^vilU, consta o modo porque proced,
cuja rerlefcacio seri fcil a quem quizar certiu-
car-se da ve'rdade dos fastos.
Teoho respondido s infundadas accuaaQes do
Sr. Borges, menos por seu respeito, do que por
considerarlo opiniio publica, e minha pro-
pria reputa^io. Nao deveria, talvez, dar impor-
tancia a seeMihantaa d*e?srroa; porm mare do
Dos, inda nio pettengo ao numero daquelles
que ourenrsem repellir, os mais ojutioeetdos-
los, ou deixam sem protesto, oe sem rebate, ac-
cusa^Oes mais ou menos graves, e em todo caso
compromettedoras da propria reputacio.
Therezina, 13 de abril de 1861.
Francco de Farias Letnos.
DOCUMENTO N. 1.
O eseririo Souza Mnteiro certifique ao p des-
te : Io se no da 25 de agosto do aneo paasado
em que falleceu minha mulher achara-me eu ou
na funeciooando em um processo crime, e qual
elle era : 2o se depois que fui deeanojado polo
Exm. presidente da provincia deixei alguma rez
de funccionar por molestia, ou oulre qualqaer
pretexto: 3 em que dia part para a Villa do
Principe Imperial por ordem da presidencia, e
quando aqui cneguei: o 4 finalmente so esta
juizo foi por algum mais, que nio o capitio Jos
Pereira Nunes como procurador de Jos Antonio
Rodrigues, apreseatado o accordio do tribunal
da relacio proferido contra Joaquina Ferreira de
Mello por crime de reduzir a escravidao pessoa
livre. em que-poca tere lugar a mesma apre-
senlacao, e se lhe consta que o referido accordio
estiresse nesla cidade em mi de nutra pessoa
afim de me ser apreseotado.
Theresina 26 de marco de 1861.
Farias Lomos.
Certifico ser verdadeiro e todo o allegado no
primeiro tem desta portara, send > que o pro-
cesso crime a que se refere o mesmo, era de
Eduardo de Souza Mondes. Ao segundo igual-
mente porque logo quo desanojado fot por S.
Exc. o presidente da provincia, jamis deixou de
fuoccionar e muitissimo chefe de polica o Dr.
Francisco de Farias Lemos ; ao terceiro, que
parti o mesmo Dr. chefe de p^cia para Prnci-
pe Imperial, desta capital poWarrdeni da presi-
dencia, em um dos ltimos das do mezdeae-
tembro do anno passado, e chegou a vinte e oito
do novembro do dito anno. E o quarto final-
mente, que nao consta ter outra algurna pessoa
alm do capitio Jos Pereira Nunes apresentado
ao supradito Dr. chefe de polica.O accordio da
qne trata este e tem, teodo lugar apresentaQao
referida em das do mez de dezembro, cuja data
nio me record, nao obstante estar eu presente
quando n'elle foi exarado o despacho, que de
conformldade com a lei, o nao mandou enmprir,
por se j haver lindado o prazo dentro do qual
devia ser apreseotado a auloridade respectiva,
nio constando porm que dito accordio em poder
de outra pessoa nesla cidade eslivesse anterior-
mente, fosse para que fird fosse. O referido ver
dade, e ao meu protocolo, e aos proprios autos
crime j citado me reporto, o don f, Theresina
27 de marco de 1861.
O escrivo,
Herculano de Souza Mnteiro.
(Cortf inunr-ae- Aa].,
..... r "
lar a 8f000 porbtfi>te, nada se
faz de de Macei, e oda pro-
. rincia segunda serte vtsndeu-se
^ av 9fUt, e o de peteneira a
9|600 posto a bordo,
Assucar ... O branco veodeu-se de 29800
a 39600 rs. por arroba, o so-
menos de 25500 a 2$6O0 rs.,
-J mascavado purgado de 2*080
a 2#400, e bruto de'19000 a
ljWaO rs. arroba.
Agurdente Vendeu-so da 70J000 a 75$ rs.
apipe.
Coaros- ... Os seceos sargados randeram-
ee-ar 186- rr por-libre
Arroz- .... O da India reodeu-se de 23500
a 29700 rs. por arroba,e o do
Maranhao de I98OO a 33900
rais.
teeito ddte------O de Lisboa readeu-se a 39000
re. por galio, nao harondo do
Eslreito.
Bacalho- -Veodeu-se um carregamenlo
atacado a 109000 rs., o est
outro por vender por ser infe-
rior a aquelle : retaihou-se de
6$ a 119 rs., e existe em-depo-
sito 10,000 barricaa.
Batatas----------Venderam-ae de 19 a 19280 rs,
pos arroba.
Bolachinha- A ultima venda effecluou-se a
49 rs. a barriquinha.
Caf----------------Vendeu-se de 59400 a 69200
11. por arroba.
dem da 29100 t 29*00 rs. a
libra.
A do Rio Grande retalhou-se
de 29600 a 3|700 rs. e a do
Rio da Prata de 2f200 a 39000
rs., ficaodo om ser 72,500
arrobas da primeira, e 17,005
da segunda.
CarrSo de pedra- Veodeu-se de 149 a 179000 rs.
a tonelada.
Gerreja- dem de 39000 a 6$000 a duzia
de garrsfae. *
Farinha de trigo- A de Pniladelphia rendeu-so
de 269 a 279 rs., a d* Rich-
mond de 279 319 de
Trieste de 32 a 349 rs., usan-
do em ser 9,500 barricas.
Far.de mandioca-Vendan-so de 39000 a 39500
rs. por sacca.
Genebra A de Haeaburge rendeu-sede
320 a 330 rs. a botija.
Louca------------ A ingiera ordtoorta renden-se
com 306 por cento de premio
sobres factura.
Maoteiga A franceza veodeu-se de 520a
530 rs. a liara, e a iogieza de
850 a 900.rs. por libra, (cando
eta deposito 2/100 barra.
Venderanvse a 69500 rs.
a 1940 ris par
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I Franeex.
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5 S l^gUi.
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Cha-------------
Carne secca- -
A noite de aguaceiros, rento ESE fresco e as-
sim amanheceu.
OSC1LAC.AO O* MARB.
Preamar as 7 h. 18' da manha, altura 6,5 p.
Baiximorl 30'da tarde, altura 1,1 p.
Observatorio do arsenal de marioha, 10 de
agosto.de 1861.
Roaucio Stf.pple,
i 1* lente.
Editaes.
em tres mtoatos urna rareiuco completa com
eclrpse3 de minuto em minuto. O foco lumioo
so elera-se 170 ps cima do nirel medio das
mares. A luz, que rira e brilhanle, pode ser ^
aristada da tolda de um navio, na distancia de
17 o meta milhss, e a mais de 20 pelo observa- I
dor collocsdunoa tos.
Rio de Janeiro. Secretaria- de estado dos ne-
gocios da marinha em i r)e julho de 1861. O
director geral, Francisco Xavier BomUmpo.
I Consulat de France
Peroarabouc.
Pela secretaria de estado dos negocios da ma-
rirtba faz-se publico, para cooheeimeoto dos na-
vegantes, quena barra do sul de Santa Calhart-
na acha-se funecionando um novo pharol no lu-
ga* denominadoPona dos Naufragadosem la-
titade de 27o49'O" sel. e longitude de 48o
42'3T' a oeste de Greeowich.
Sua torre, que circular, supporta um appa-
relho lenticular, giratorio do systema de Fres-
nel & Arago, cuja luz, irradiando-se em urna
zona de 84o22'30", pode ser vista da distan-
cia de 16 a SOmilhas ; presentando phases, ora
iracas, ora britluotes, da duragao de 30", no es-
pado de 4, que gasta o tambor octgono, pata
completar orna reroluco.
O foco luminoso acha-se elevado 133 ps, 8
poltegadas e 7 linhis aobre o nivel do mar. As
trras mais salientes, a respeito do pharol, sao
a ponta dos Frades. que lhe corre a E 4 SE, e a
dos Veados a S 4 SE, rumos magoeticos.
Rio de Janeiro.Secretaria de estado dos ne-
gocios da marinha em 4 de julho de 1861.O
director geral, Francisco Xavier Bomtempo.
.Declarado*.
*
de
COMM&IICI.
iii > ...... nanas 1 1 1
Gaixa Filial ia Banco do
Brasil em Pernambuco
A directora em rirtude do aviso de 8 de junho
prximo passado declara que ica prorogado por
mais 60 das o prazo marcado pelo art. 4o do de-
creto n. 1685 de 10 de notembro do anno flodo,
para a substituido das notas de 2O9OOO da emis-
sao da mesma caixa o qual (inda em 19 de setem-
bro vindouro.
Caixa filial do banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.O secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferreira.
Massaa- -
Oko de liohaca- Vendeu-se
galio.
Panes. .... Idea a7S000 rs a caica.
Queijos- Os fUmengos renderam-se
19806 a M8200 rs. cada um.
Taboado----------O de piuho cendea-se a 359
rs. a duzia.
Toucinho- Veudeu-se s 99 rs. por arroba
do de Lisboa,c nao ha de Santos.
Vinagre----------dem de 110$ a 1318 rs. a pipa
de Portugal.
Vinhos----------O de Lisboa rendeu-se de 230$
a 2509 rs. a pipa, e os de nu-
tras partes de 195$ a 205$000
rea.
Descont- O rebate de letras regulou de
9 a 18 por ceoto ao aooo, dia>
contando a caixa filial do Ban-
co cerca de duzentos conloa de
res.
Fretes -.Pasee o Gaaial a.- 40, Genova
45 Trieste50,Liverpool 25,
e 916 por libia de algodao.
ALFANDEGA DE PERNAMBUCO.
Pauta dos preces dos gneros sujeitos ireitos
deexportagdo. Semana de 12 a 17 do me:
4 agosto de 1861.
Mercaduras. Unidades. Valores.
Allaudega,
Rendimento do da 1 a 9 .
Mam do dia 10. ....
165:3979892
14:14S456
179 522J348
Movlmento da alfaudega.
Volumes entrados com fazendas.. 136
> > com gneros.. 255
-----391
olumes sabidos com fazendas.. 23
* com gneros.. 161
------ 184
Descarregam hojel2 de agosto.
Escuna portuguez*Emiliabatatas e ceblas.
BnguehamburgnezGermanoferro para ponte.
Brigue hamburguezHenriiuecarne de char-
que.
Polaca hespanholaIndiadem.
Brigue hamburguezAdolphbacalho.
Lugre ioglezN. E. V. A.mercadorias.
Brigue inglezZonemercadorias.
Brigue suecoTrintontaboado.
Brigue inglezMaryan Groicarrao e alccatro.
Brigve inglezMargaretbacalho.
Barca americana Florista farinha, cha e fa-
zendas.
Iniporta^ao.
Do dia 9 de agosto de 1861.
Brigue inglez JUargaril Ilidky. viudo da Ter-
ra-Nova, consignado a Sauoders Brothers & C,
manifestou o seguinte:
2,225 barricas com bacalho ; aos meemos
consignatarios.
Exporta 9a o.
Do dia 9 de julho.
Brigue nacional Eugenia, para o porto e Lis-
boa, carregarara :
Azevedo. & Men Jes, 2 barricas com 9 arrobas
de assucar.
Domingos Rodrigues de Andrade, 34 couros
salgados com 1,080 libras.
Barca nacional Castro Ul. para Montevideo,
carregaram :
Garvalbo Nogueira &C, 30 pipas com 5,520
medidas de agurdenle cachaca.
Brigne portuguez Lusitano, para Lisboa, carre-
garam :
Sauoders Brothers & C, 700 saceos com 3,50
arrobas de assucar.
Brigue portuguez Amafia /, para o Parto car-
regaram : t
Baltharjii Oliveira, 300seceos eom 1,500 arro-
bas de assucar.
Almeida Gomes Alves& C., 40 saceos com 200
arrobas de dito.
Francisco Rodrigues da Silva, 257 saceos com
1285 arrobas de dito.
Brigue portuguez Bella Figueirense, para Lis-
boa, carregaram :
F. S. Rabello i Filho, 700 saceos com 3.500
arrobas de assucar.
Brigue ioglez Reliance, para Queensldm, car-
regaram :
Sauoders Brothers &C, 560 saceos com 2,800
arrobas de assucar.
Beeebedoria de rendas internas
freraesj de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 9 12:0159617
dem do dia 10......; 5869021
12.6019638
Abanos.....: cento
Agua rdente de cana. caada
dem restilada ou do reino..
dem caxaca...... >
dem genebra .... a
dem alcool ou espirito de
agurdente-......
Algodao em caroca .... arroba,
dem em rama ou em l. >
Arroz com casca .....
dem descascado oa pilado. a
AsSIiraP wiaaeSVaUO .... m
dem branco......... >
dem refinado......
Azeite de amendoiaa. ou mon-
dobim........ caada
dem de coco ...... a
dem de mamona..... a
Batatas alimenticias .... arroba
Bolacha ordinaria propria para
embarque. ......
dem fina........
190*0
9500
9440
$380
880
8
Caf bom .....: i
dem escolha ou restolho a
dem torrado...... libra
Gaibros ........ um
Cal.......... arroba
dem branca ...... a
Carne secca charque. ...
Carrao vegetal...... -
Cera de carnauba em bruto. libra
dem idem em reas. ...
Charutos. ...... cento
Cocos seceos....... >
Couros de boi salgados libra
dem seceos espichados. a
dem verdes ...... 1
dem de cabra'cortidos um
dem de onca......
Doces seceos...... libra
dem em geleia ou maesa a
dem em calda. .....
Espanadores grandes. um
dem pequeos .....
Esteiras para forro ou estira de
navio....... cento
Estoupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. alqueire
dem de aramia..... arroba
Reijao de qualquer qualidade.
Frechaes........ um
Fumo em folha bom. ...
dem ordinario ou restolho. >
dem em rolo bom
dem ordinaro restolho... a
Gomma.......,' arroba
Ipecacuanha (raz]
Leuha em achas..... cento
Toros..... ...
Lenhas e estenos..... om
Mcl ou melaco...... caada.
Consulado provincial.
Rendimento do da 1 a 9 17:8249951
Ideas do dia 10. ...... 2:3869C06
20:161*557
PRAtJA. DO REGaFE
O DBAMWTtllH t84ft.
ikf 3> HORAS' DA TARDE.
Bfvista Semanal.
Cambios- Sabr- Londres sacou-se 9
1/8/ 25 e 24 3/4. sobre Parts a
380 ra. p. f.. sobre Hambnrgo
a 725 rs. por M. B, e sobra Lie
bea de 110 a 112 por cento de
premio, sendo mui limitado o
qnws Ib noatat semanas
Algodao O esaolraa de retoam-bneo
rendeu-se a 99000 e o ree>
29090
19920
18440
298OO
4J000
8g06O
78500
56t0
3C0
360
260
4*6
2800
1600
210
360
29500
48000
180
226
100
300
11S0O0
19000
500
500
4f000
23OOO
209000
18600
18200
4
1
5S00O
228000
88000
188000
68000
29600
258000
28400
II9OOO
508000
220
I9OOO
109000
800
48000
lf2C0
200
* O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico para conhecimento
doa ioteresaados o artigo 48 da lei provincial n.
510 de 18 de junho do corrento anno.
Art. 48. B' parmitlido pagar-se a meia siza
dos escrros comprados em qualquer* lempo an-
terior a data da presente lei independente de
reralidacjio e multa, urna rez que os deredores
actuaes deste imposto, o faram dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, os que nao o fizerem ficarao
sujeitos a revalidado e multa em dobro, sendo
um terco para o denunciante. A thesouraria
far annunciar por edital nos primeiros 10 dias
dcada mez a presente disposicio.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria prorincial de Per-
nambuco 8 de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'Auounciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria prorin-
cial, em cumprimento da resolucao da junta da
fazenda, manda fazer publico, que no dia 14 do
correte rao noramente praca para ser arre-
matado quem mais der a renda dos predios abai-
xo designado:, pertencentes ao patrimonio dos
orphios.
Largo de Pedro II.
Ns.
1 Sala do primeiro andar I8O9OOO por anno.
Ra do Imperador.
2 Sobrado do dous anda-
res e loja." .... 1.6008000
Ra do Sebo.
12 Casa terrea.....1605000 c
- Ra do Rosario da Boa-Vista.
14 Casa terrea.....2019000 c
Ra da Lapa.
41 Casa terrea.....1829000
Ra da Cacimba.
65 Casa tenes.....3C0JO00
66 dem idem.....1228000
67 Id*m idem.....8I9OOO
Ra dos Burgos.
93 Casa terrea. : 2O5S00O
69 dem idem., .. 1259000 a
Ra da Stinzala Velha.
79 Sobrada de 2 andares.. 7539000 <
80 dem idem. *. 7539000 <
Ra da Guia.
83 Casa terrea. .... 162*000 <
8i dem idem.....1688000 <
Ra do Pilar.
92 Casa terrea. .... 162S0OO
94 dem idem. .... 2539000
96 dem idem.....1579000
Estrada do Parnameirim.
1 Sitio........500JOO0
Estrada, da Rosarinho.
X Sitio........3219000
Estrada da Mirueira.
4 Stlio........91290QP
torno da Csl.
5 Sitia........3529000
fi-
de
Milho .......... arroba.
Pao brasil .... quintal
Pedias de amolar ,, .. urna
dem de filtrar.....
dem rebolo .......
Piassava........molhos
Pontas ou chifres de raccas o
novilhos ....'... cento
Pranches de araarello de
dous custados......urna
dem louro.......
Sabio......- .... II
Salsa parrillia ....... arroba
Sebo a rama. .....
Sola ou vaqueta urna
Taboaa de ama relio .... razias-
dem diversas...... > 709060
Tapioca ............ arroba 39280
Travs. .......... urna IO90OO
OnhasdobeL. ...... cento $390
Vinagro .. casada. 9280
Alfandega de Pernambuco 10 de agosto de 4841.
O primeiro couferente.Mauoel Caldas Barrle.
O segundo couferente. Benjamn Perea do
Alboqueeque Maranhao.
Apororo. Alfandega de Pernambuco 10 de agosto
de 28fl. Barrasx
Conforme o 3." escripia*ario. Joo Jos Pe-
reira da-Paria-.
59OOO
169000
88000
100
268000
58060
38600
1049500
T
Stoiiiaeato do portev
Kavio entrdao no dio, 25.
Ais16 dias, hiate nacional Sania Rita, de 55
toneladas, caprto Antonia ioaquim Airea,,
equipagem 7,aMa-sel: a Hariim & Irmaes.
Aaoia"ii>rnifB tro* tintino dia.
Jaranita Semm keenan&ola Tafio, capitio
Antonio Casleilb: em leatre,
E para constar se mandou affixar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria prorincial de Per-
nambuco, 3 do agosto de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira d'AoAanciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da proMucia, manda fazer publico que
00 dia 29 de agosto prximo viodouro, peraole a
junta da fazenda da mesma thesouraria se ha de
arrematar a quem maior prega oflerecer, o ren-
diroenlo do imposto de 4 0(0 creado pelo. 16 do
art. 40 da lei provincial n. 510, nos municipios
seguintes :
Iguorass.
Bonito.
Garaohuns.
Brejo e Cimbres.
Flores.
Boa-Vista.
A arrematado ser feita por lempo de dous
ancos, a contar do 1. de julho correte
E para constar se mandn affixar o presente e
publicar peto Diario.
Secretaria da>thesouraria provincial de Per-
nambuco 30de julho de 1861.O seeretario,
A. F. d'Aiinunciaco.
Directora geral da iastruc-
o publica.
Fa;o saber a quem coovier, de ordem do Illm.
Sr. Dr. director geral, que em rirlude do offlcio
do Eira. Se presidente da provincia de 3do cor-
ente, fiea pracogado por 30 di o prazo marca-
do para a iescripcao e processo de habilitarlo das
oppositoras s cadoiras ragas de instruccao ele-
mentar do primeiro grao para o sexo femenino,
mencionadas- no editat de frdejulrro ultimo, a
saber : S. Pr. Pedro Gon^alres do Recife, Igua-
rassn. Serinhaem. Garanhuns, Caruar e Santo
Antonio do Recife f-2.* cadeira).
Secretaria de instruccio publica de Pernambu-
co 5-de agosto de 1861.O secretario interino,
Salvador Henrique de Abu juerque.
O Sr. chefe de dlvisio, capitio do porto, man-
da fazer publico, que, de conformidade com os
artigos 18 e 19 do regulamento das capitanas,
nio s nio se relevar a falta dos navios que dei-
iarem de dar entrada nesta repartigao, como
tambem os passess serio concedidos na respe-
ra da sahida, do navio que o pedir, fazendo-se
00 caso de infrac^o applicaeio das penas dos
mesmos artigos. <
Capitana do portado Pernambaco 10 do agos-
to de 1861.O secretario J. Pedro Barfelo de
Mello Reg.
De ordem do Sr. chefe de dirisio, capitio
do porto, faz-e publico os avisos abaixo, dos
dous phare3. que se acham funecionando nos
Abrolhos, e Ponta.dos Nufragos, este na barra
do sul daSaota Cnharsoa, o aquella aa ilhi de
Santa Barbara;
Capitana do porta de Pernambuco, 10 de agos
to de T861.O secretarlo f. Pedro Barreto de
Mello Reg.
Avian, anea nuarecanes
IMPERIO DO BRASIL.Ministerio dos negocios
da? mactoha.
Pela-secretaria de estado doa negocios da ma-
rinha faz-se publico, para conhecimento dos a-
regantes, que aeaa-se funecionando nm miro
pttnrol nailha da Santa Barbara do archvpelago
dos Abrolhos.
Collocado no pootb cnlminaotoen naosanailh,
consta elle de usan torre d* ferr fundido, ale-
vantada sobre a rocha, e circulada por uma.es-
arde forma polvgonsl de ferro gal vanisado.
A torre tem 46 per de altura-, 17* do dimetro
na btse e 13 na porte superior.
Sobre eh aseara a linterna, toda de bronza,
Com faces de vidro de patente, na qual se con-
t um apparelho de luz do systema cataptrico,
composto de 21 lampadas de Argaot, com outros
tantos relteetores de 21 poltegadas de dimetro,
feitas de cobre anteado, e dlapostos em erupoa
de sete. Este spparelho giratorio, concuindb [
Pela subdelegada de Santo AoUnio se iaz
publico que se acba recolhido casa de delencio
o cabra Luiz, que diz ser eicravo de Mauoel da
Rocha l'alco.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para foraecimento
do araenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para o fabrico de diversas pecas de firdamentos
do corpo de gnarnicao desta provincia, do 9o
batalhio de infamara e do 4 batalhio de ar-
tilharia a p.
727 covados de panno verde.
152 ditos de panno preto.
2085 varas de brim branco.
1520 varas de algodiozioho.
676 ditas de cordio preto de lia.
15 ditas de dito preto de reros.
10 1)2 ditas de tranca de la conforme o
garlan.
2 ditas de galio de prata de 1 pollegada
largura.
1 1|2 ditas de dito de meia pollegada.
14 boloes grandes de metal pratreado com n.9.
6 ditos pequeos de dito dito com n. 9.
52 grosas e 16 bntes pretos de osso.
172 pares de colchetea pretos.
Para o corpo de guaroicao.
20 bonets.
20 esteiras de palha.
20 grvalas de sola de lustre.
20 maulas de la.
Para o 9o batalhio de infantina.
2 bonets para sargentos ajulante e quartel
mestre.
1 dito para msico.
150 ditos para inferiores, soldados e cornetas.
2 pares de charlateiras para os sargentos aju-
dautes e quartel mestre.
1 par de dita para msico.
572 esteiras de palha de carnauba.
187 grvalas de sola de lustre.
181 mantas de la.
Para a escolla do 4o batalhio de arlilharia.
6 resmas de papel almago.
6 caixas de peonas de ac.
200 peonas de ganco.
2 caivetes para aparar pennas.
6 garrafaa de tinta preta para escrever.
6 dums de lapis finos.
6 libras de areia preta.
36 collegoes de cartas para principiantes.
36 taboadas.
12 compendios de arilhmeticas por Avila.
12 gramticas,partugueza por Monte Verde.
12 pauta*.
36 traslado*.
18 lapis de pedra.
Para o almoxarifado do arsenal de guerra.
10 toneladas de carvo de pedra.
20 quintaos de ierro em barra de 1 } polle-
gada.
6 quintaes de dito em verga de varsnda.
6 quintaes de dito quadrado de 5 oilavo*.
1 arroba de rame grosso de Ierro.
*363 pares de clcheles.
Para o 9* btalho de infantaria.
11 cavados de Alele encarnado.
2 covados do dito amarello.
Para o 9o batalhio de infantaria.
6 resmas de papel alrnaco.
6 caixas de pennas de aro.
200 peonas de gango.
2 caivetes.
6 garrafas de tinta para escrever.
6 duzias de lapis.
6 libras de areia preta.
36 collec,3s de cartas para principiante.
36 taboadas.
12gr4mmaticas portuguezas por Monte Verde,
ultima edico.
12 compendios de arithmelicas por Avila.
36 tanslados. ,
12-pautas.
6 pedras para escripia.
18 (api*.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretara do
conselho, s 10 horas da manhia do dia 16 do
correle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
Ee> cnsul de France a ses compa-
trlotes refaleMot- oa de pas-
age a Femainbouc.
MESSIEUR6 ET CHfcRS C0MPATB1OTES.
J'ai l'hanneer de vous prevenir qne jaudi pro-
chaiD, 15 du couranl, un Te D-um sera chant a
une hoereapra ntidi, 1'dgUse dla IVnha, a
occasion de la fle de S. M. l'Empereur Napo-
len III, notre auguste Souverain.
L'emprssement que vous a rez tenjoers mis
vous rendre a cette cfemooie, ne se dementirn
pas, j'en sois sur, el apr* arotr, tant de foia
deja, m*isux rce-ux que nouane cessons de for-
mer pour notre magoaoime Souverain, des
actions de grces, pour les brillants succs da
nos armes, lous, de nouveau ruois l'ombred
notre immortet drapea, noua y ajouteroo*.
aujourd'hu, celles que eos inspirent la paix gto-
rieuse que sa haule sagesse a su nous assurer er
qui sera un des nombreux bieafaits, eomme una
des gloiree de son rgoe.
En ce qui rae concerne,, messieurs el rbere
compalriotes,jeserai heureux que des previsin,
qui ne se soot pas realses, me permetlent da
me retrourer encor ao milieu de la familia
francaise tablie en cette filis el de pouvoir vous
expri mer lous, les sen timen ts de dvouemeBt
sans bornes el do sincere aUecticn que \a vous
ai vou el doot je vous prie d'agrer ici, l'assn^
ranee, jointe i* cello de ma coosidration la plust
dislingue.
Votre afTeclionn serlteur
Vtt. E.deLimont.
Fernambouc la 9 Aoal 1861.
Pela adroinistra^au do eoireio desta provin-
cia se faz publico, que-m virlude da convenga
postal celebrada pelo governo brasileiro e francs-
serio expedidas malas para a Europa no dia 15>
do correte, de conformldade com o annuncia
deste correio publicado no Diario de 9 de feve-
reiro deste anno.
As certas serio recebadas at 2 horas antes da
que for marcada para a sabida do vapore osjor-
naes at 4 horas antes.
Correio de Pernambuco 10 de agosto de 1861.
O administrador, Domingos dos Passos Mi-
randa.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
281 RECITA DA ASSIGNATURA.
Quarta-fcira, 14 de Agosto de 1861.
Subir scena
' original francez,
o excellenle drama em 5 actor.
C CONDE DE S. GER.M4I0
OU
OlBOEHPAMS.
Terminar o espectculo com a primeira re-
presentarlo da linda comedia em um acto, ori-
ginal francez,
UM SEGUNDO ANDAR
NA- *
MI M um JL
Chevillar*
Zenobia, sua mulher .
Chandoreille .
. Eglautina, sua mulher
Antooieta, creada .
Leio ..,*..
PERSONAGENS.
Vicente.
D. Carmela.
Ravmundo.
D. Isabel.
D. Jesuioa.
Valle.
A acQao passa-se em casa de Chandoreille,
Pars.
Comecar s 7 X horas.
Atjsos taaritimos.
em
para fornecimento do arsenal de guerra, 9 de
agosto de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaqium Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
InspeccAo do arsenal de ma-
rinha.
De ordem do Illm. Sr. inspector taco publico,
que em 8, 9 e 10 do correte mez se vender em
hasta publica, na porta do almoxarifado, come-
Qando as pravas as 11 horas da manhia, 25 arro-
bas e 19 libras de bolacha arruinada.
Inspeccao do arsenal de marinha de Pernam-
buco em 7 de agosto de 1861 .O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos. *
De ordem do Illm. Sr. inspector da alfan-
dega declara-se que foi modificado para 3J a ar-
roba o prego do assucar branco da pauta sema-
nal. Alfandega de Peroambucj 26 de agosto de
1861.O 2." escripturario,
Haximiaoo F. P. Duarte.
Ten lo esta directora de mandar fazer por
ordenado governo da provincia na fortaleza do
Brum coocerlos nos telhados das casas, forro 4a
capella, collocar vidros em diversos lugares,
feichaduras e ferrolhos, coacertar as duas pri-
soea, assim como aa grades de ferro e de pu,
per-Ibes feichaduras o ferrolhos novo, Iadri-
Ihar duas prisoes, concertar i cimento a aboba-
da da prisao grande, e Qoalmente concertara
ponta do forro. Caa/rda aa pessoas que se qui-
zerem propor a este servido, a a presentar suas
propostas oa dita directora nos das 9, 10 e 12
do crranle mez das 10ahoras da manha as 2 da
larde.
Directora das obras militares, 8 de agosto de
1861.
O eacripturario,
Joo Mnteiro d Andrade Malvinas.
Col lectora provincial de
OUudJa.
O collector de rendas provinciaes da cidade ds
Olinda manda fazer publico pel presente que
tem designado os diae de segunda, quarta a sei-
ta-feira a semana para proceder oa laacamaatee
da decima urbana, e dos impostos de 4 0^0 sobre
o alugoel das casas de diversos estabelecimentos
commerciaes, de 8 0[0 sobre o aluguel das casas
oa* que eslivsrsm o escriptorios, da 20 0|0 de
aguarden te,do consumo, de 5 0(0 sbreos aki-
gee- ees casas- perlencentes s corposac&es de
mi morUj eoo imposta sobre os carrsaaunan-
seto e de aluguel, par* o anno tinanecko da 1841
a 1862 e qae nos oulroa dias da sem apa conti-
nnne>e*arrteaa#a d decima urbana perten
oente ao^aveonafe da 18B0 ats)6i^ da dividna*
ds mesma col-
BEVL 0MPA5HI.V
DE
Paquetesuiglezesa vapor
At o dia 14 do correte espera-se do sul o
vspor Magdalena, o qual depois da demora da
costume seguir para Southamploo tocando nos
portos de S. Vicente e Lisboa, para passagens
etc., tratase com os agentes Adamsoo, Howia
& C, ra do Trapiche Novo n. 42.
N. B. Os embrulhos s se recebem at duas
horas antes de se fechirem as malas ou urna ha-
r antes pagando um palacio alm do respectivo
frete.
COMPANH1A PERNAMBCANA
DE
Navegaco costeira a vapor.
O vspor Persinunga, commandante Mourn
segu viagem para os portos do sul de sua es-
cala no dia 20 de agosto as 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 19 ao meio dia. Passagei-
ros e dinheiro a frete al o dia da sabida t
hora: escrptorio no Fort do Mallos n. t.
MfflUL
O palh abo te nacional Dous Amigos, capitio
Francisco Jos da Araujo, aegue para a Baha em
poucos diss ; para o resto da carga que lhe falta,
trata-sa cora seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre oe Dos n. 12.
Maranhao e Para.
O hiate Novaes segu no dia 15 do correte*,
e tem meio carregamenlo tratado : com o resto
trata-se com os consignatarios Marques, Barros
& C, largo do Corpo Santo n. 6.
Jk
DAS
Messapries iabeiub.
Agencia ra; do Trapiche n. &
At o dia 14 do esrrenteospere.se da Europa
Troilier, o qual depois da demora do costo o
seguir pare o Rio de Janeiro tocando na Babia
aaropaesagens etc., a tratar na agencie.
Para. Montevideo
nesv-e-nara esta parta no dia 14 do correte. a>
|rre4ak*barca nacional cCaatrn Illa: paca paav
tiva, e msisrimposisoea a oargp
lectora.
Cotiealom praaiDCial *> OUoda 29 da julbo delaageiros, trata-sa- can oa caauajutarios Pinta
11861.-0 essrao, I de Souza & Bairio* na ra da Qn o. l a>
Joao Gonahe Rodrifues Franca. \ com o capitio na pnce.
--------M-----


(*)
DIARIO DI ttftjUJMGjCO. SEGUNDA HEDA 12 D AGOSTO DE 1811.
Lisboa e Porto
i sahir cm brevrdade a barca Flor de S. Si-
mo' por ter parta da carga prompta : para o
resto'e passageiros, trata-se com Carvalho, No-
gueira & C, n ra do Vigaria 0. 9. primeiro
andar.
Acarada'
O veleiro Gaiibaldi, mestre Custodio Jos
Vianna : a (ralar com Tasso Irroaoi.
Porto por Lisboa
Segu em breves das a barca nacional There-
za la por ter su carga engajada e parte della j
a bordo, recebe nicamente passageiroa, para o
que lem excellentea commodos, e Ira la-so com
Bailar & Oliveira, ra daCadeia doRecife n. 12.
Para o Aracaty e Aest
segu em poucosdias o hiate Camaragibe por
j ler rnetade de eeu carrsgamenlo : para o resto
e passageiros, trata-se na ra do Vigario n. 5.
Baha.
Segu a sumaca Hortencia, capillo Belchior
Haciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
falta ejpassageiros, trata-se com Azevedo & lien-
dea, ra da Cruz n. 1.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nscioaal
Almirante, capito Henrique Correia Freitas, o
qual tem parte da carga prompta : para o resto
que lhe falta e escravos a frete, trata-se com
Azevedo & alendes, ra da Cruz n. 1.
O patacho nacional Borro 1, de superior mar-
cha, segu com brevfdade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-se
Amorten & Filho, ra da Cruz n. 45
capito .bordo.
com Tiuva
ou "com o
LEILAO
Terca-feira 13 do corrate.
O agente Pinto far leilao sem reserva de
precio de 50 canas com cerveja branca de mais
afamado fabricaute, em lotes a vontade dos com-
pradores, aa 11 horas em ponto do dia cima
mencionado, no armazemdo Sr. Francisto Gue-
des de Araujo, ra do Amonta.
UlUO.
Quarta feira 14 do corrente.
O ageoteCamargo far leilao dos reatos exis-
tentes no seu armazem da ra do Vigario n. 10,
aero limite algum. Os senhores que tiverem
objectos no mesmo hajam de vir buscar oestes 3
dias do contrario serao vendidos ao correr do
martello, no meocioDado dia as 11 horas em
ponto.
LEILAO
DE
MOV

Para Lisboa e
Porto.
Segu com brevidade o brigue nacional Eu-
genia, de primeira classe, capito Manoel Exe-
quiel Migeos, o qual tem dous tercos da carga
engajada, para o resto que lhe falta e passageiros
trata-se no escriptoro de Azevedo & Hendes
ra da Crua o. 1, ou com o capito na praca.
Quarta-feira 14 docorrente haver leilao por
intervengo do agente Pinto, de diversos trastes
como sejam : mobilias, marquezas, mesas, se-
cretaria, commodas, guarda roupa, lavatorio de
mogoo, mesa elstica, costureira, toucador, ca-
deiras de bataneo e outros objectos que serao
vendidos sem reserva de preco. em o primeiro
andar do sobrado n. 10 ruada Cadeia.
Nesta rnesriia occasi)
vender-se-ha ama excellente vacca holandeza
com urna cria de 2 mezes. um cabriolet de 2
rodas com um cavallo de Buenos-Ayres.
LEILAO
DA
Armaco da
berna,
ta-
DA
COMPANHIA PERNAMBUGAIU
DE
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu'. Aracaty, Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante Horeira,
aahir para os portos do norte at o Cear no
dia 22 do correte s 4 horas da tarde. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Eocommendas,
passageiros e dinheiro a frete at o dia da sabida
a 1 hora : escriptorio no Forte do Mattos o. 1.
j^H|L
COMPANHU BRASILEIRA
DE
Etpera-se dos portos do sul no dia 13 do cor-
rente o vapor Cruzeiro do Sul, commandante
Gervazio Mancebo, o qual depois da demora do
costume seguir para os portos do norte.
Recebera-se desde j passageiros, encommen-
das, dinheiro a frete e engaja-se a carga que o
vapor poder conduzir : a tratar na agencia ra
da Cruz o. 1, escriptorio de Azevedo & alendes.
attaV
WJ^T
Vende-se a escuna portugueza Emilia, de lote
de 108 toneladas purtuguezas, bem construida,
frrala e encavilhada de cobre, muito veleira e
preparada a navegar para qualquer parte, tendo
sido empregada desde que sahio do estaleiro a
conduzir fructas de Lisboa para a Inglaterra :
quem a pretender pode examina-la no ancora-
dourodest- porto aonde se acha fundeada, e pa-
ra tratar no escriptorio de Azevedo & Mendos,
ra da Cruz n. 1.
Praga da Boa-Vista n. 16 A.
O agente Costa Garvalho fara' leilao
por mandado do Exm. Sr. Dr. juiz ei-
pecial do coramercio por conta e risco
do Sr. Joao Antonio Paiva da Fonceca e
Antonio Bento Fe mandes Braga da ar-
maco com todos seus pertences contor-
me os mesmos senhores tinham remata-
dos, da taberna da praca da Boa-Vista,
n. 16 A, quarta feira 14 do corrente as
10 horas da manhaa emponto na mes-
ma taberna o dito leilao.
LILAO
Quarta-feira 1A do corrente.
O dono da loja de louca da ra do
Rosario Larga n, 32 continuara' poren-
tervencao do agente Costa Carvalho, fa-
ra' leilao da sua loja de louca, consis-
t ndo em apparelhos de todas as cuali-
dades para jantar e almoco, urna en-
me asida de de vidros e cristaes, e mui-
tos outros objectos que estarao patentes
no acto do leilao, prometendo entregar
tudo pelo maior preco encontrado,
quarta-eira 14 do corrente ao meio-dia
emponto.
Avisos diversos.
Liloe$.
LEILAO
DE
2 escravos pecas.
Segunda-feiralSdo cor-
rete as 10 horas.
Antunes far leilao no dia cima designado de
2 escravos pejes, cujos aerSo entregues pelo
znaior prego obtido, em seu armazem na ra do
Imperador o. 73.
Conliiiiiaco do leilao
m
a retalho.
Segunda-feira 12 do corrente
Aolunes far leilao no dia cima designado a
retalho a vontade do comprador, de diversas
qualidadea de fazendas come sejam cortea de
vestidos de cambraias, barege, fil e seda, sahi-
daade baile, manteletes, balees de todos os fei-
tios, eofeites para cabega, mantas de bloode,
camisas e peilos para homem, de puro liobo,
paletotsde panno e brim, luras de pelica e seda)
grvalas e muilas fazendas que estarlo vista
dos compradores.
LOTERI4
Sabbado 17 do corrente anda rao im-
preterivelmente as rodas da sexta parte
da quarta lotera (primeira concessao)
do Gymnasio Pernambucano, pelas 10
horas da manhaa. Os bilhetes e meios
bilhetes acham-se a venda na tbesoura-
ria das loteras, que se acha mudada
para a ra do Crespo n. 15, pavimento
terreo e as casas commissionadas do
costume. Os premios serao pagos in-
continente a entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Je s Rodrigues de Souza.

*
Leilao
Sexta-feira 16 do corrente.
O agente Costa Carvalho autorisado por orna
familia que relirou-separa fora da provincia far
leilao de sua mobilia e mais objectoe, consistente
m um mobilia de mogoo, guarda vestidos,
commodas, cama franceza, eideiras avaUas,
marquezas, ao, mesas de amarello, commodas
SeJacaranda, toucador, estantes, linternas, qua-
dros, jarros e outros muitos objectos que aera
enfadonho annuaeiar, que7 tudo ser vendido ao
orrjr do martello : ai 11 horas da machia na
Ma da ra do Hospicio n. -7?.
O Dr. Manoel Moreira
Guerra tem o seu escrip-
torio de advocacia na ra
do Crespo o. 21, primeiro
andar, oude ser encon-
trado das 9 horas da ma-
nhaa al as 3 da tarde.
Grande laboratorio a va-
por delavagem e
engommado de roupa.
DE
A guiar, Ramos A C.
Este estabelecimento se acha aberto
para o publico, que quiser delle uti-
lisar-se.
A roupa que for s para ser lavad*
devera' ser remettida em sacos amar*
rados, e [nos mesmo s-jra' entregue z
que for para ser engommada devea'ir
em saceos, mas seus donos a manda-
rao buscar etn vastlhas a propriadas.
Toda a roupa deve ser acompanhada
por um rol bem especificado, o qual fi-
cara' no estabelecimento at a restitu-
cao da roupa.
A roupa sera' entregue e recebida na
casa de banhos no pateo do Garmo, ou
no sitio dos Buritis, contrme mais con-
ver ao freguez.
Nao havera'motivo algum que pei-
mitta a re*tituic5o da roupa sem que se
ja entregue seu importe, e na mesma
occasiao devera' o portador levar o do
cumento que tver recebido ao entregar
a roupa suja.
Juvino Carneiro Machado Rios vai ao Ro
de Janeiro.
Aluga-se o segundo andar da casa da ra
da Cadeia Velha n. 51, com sala e gabinete tor-
rados de papel, e ptimos commodos, pagando o
novoioquilioo algumas bemfcitorias : a trataroo
mesmo andar, das 4 horas em diante.
Offerece-se urna ama propria para todo o
servico de urna casa de portas dentro : na ra
do Burgos n. 5.
-- Bento Carpinteiro Domingues. subdito hes-
panhol, retira-se para fora da provincia.
Precisase de 2:0009000 com hypotheca em
4 ou 5 escravos mogos, pagando-se o premio
mensalmenle pelo prazo de t ou 2 anoos: quem
quizer annuocie por este Diario.
O lanzador da recebedoria de rendas inter-
nas genes de conformidade com o artigo 37 e
seus do decreto de 17 de margo de 1860, con-
tinua no dia 12 do corrente mez a fazer a collec-
ta as ruts aeguintes : Tanoeiros, Trapiche, pra-
Ca do Commercio e Vigario, do bairro do Recife
dosimpostos a qua esto sujeitas as lujas e esas
commerciaes, e outras de diversis classes e de-
nominacoes, avisa aos donos dos seus respectivos
eslabelecimentos para que tenham presente no
acto da collecta os recibos e papis de arrenda-
mento de suas casas, visto que ellestero de ser-
vir de base ao processo do laocamooto.
Recebedoria de Pernambuco 10 de agosto de
1861.Jos Theodoro de Sena.
Chegou no engenho Itapirema de cima, co-
marca de Goianna, no dia 12 de junho prximo
passado o escravo Joaquim, de cor preta, e de
ldade pouco mais ou menos de 25 annos, procu-
rando senhor para o comprar, diz pertencer ao
Sr. Jos Evaristo do Rosario Vasconcelos, mora-
dor que foi em Santo Aolo, e o mesmo tambera
diz achar-se fgido ha 3 mezes : portanto, quem
direito tiverao dito escravo, e o queira vender
poder procurar nesta cidade a Jos Pinto d
Costa, morador na ra Direlta n. 4. e nao se 11-
car responsavel pela fuga, ou outro estravio que
possa ter o mesmo escravo.
Aos senhores de engenhos.
Um offlcial de caldeireiro se offerece para ir a
qualquer engenho concertar alambiques ou ser-
pentinas, eoutraa obras deevjbre com toda a per-
fetgao : os pretendentes dirijam-se a ra Impe-
rial n. 215, que achara o dito offlcial. Na mes-
ma casa se vende um boi de carraca com boas
carnes.
Letras sobre Paris.
Na ra do Trapiche n. 40, escriptorio de Tho-
maz da Fana.
Precisa-sealugarura moleque que compre
e faga o servico grosseiro de urna p*-iueoa fami-
lia; na ra larga do Rosario n. 34;. loja de cha-
ruios.
Aluga-se um escravo cozinheiro, e que faz
o mais servio de urna casa : na ra do Cabua
numero 1!. ------"
Santos, Caminha & Ii oaos, liquidalarios da
massa de Caminha Filhos, de novo rogam aos
devedores da mesma o favor de vir ou mandar
satisfazer-lhea as importancias de seus dbitos
at 30 do corrente mez, oo seu escriptorio na ra
Nova o. 25 ; scienliflcaodo qu no caso de nao
eerem Hendidos, ver se-ho obrigados a proce-
der a cobranga pelos meios que lhea faculta a lei.
Aluga-se um preto cozinheiro, preferindo-
se casa estrangeira: a tratar na ra do Rangel
n. 69, primeiro aodar.
O abaixo assigoado comprou de sociedade
com o Illm. Sr. tenente-coronel Jos Lucas Soa-
res Raposo da Cmara, um bilhete inteiro da 6.a
parte da 4.* lotera do Gymnasio Pernambucano
(1.a concessao) n. 2574. cojo bilhete tica em meu
poder Francisco de Paula S Peixoto.
O abaixo assignado comprou de sociedade
com o Illm. Sr. major Filippe Doarte Pereira
um bilhete inteiro ds6." parte da 4.a loteria d
Gymnasio Pernambucano (1.a concessao) n. 2510
cujo bilhete flca em meu poder.
Francisco de Paula S Peixoto.
Precisa-se faltar ao Sr. acadmico Francis-
co Harboss Corieiro, na ra Nova n. 7.
Precisa-se alugar urna ama para o serviee
de urna casa de pouca familia, preferindo-se es-
crava ; na ra Nova n. 33.
Na ra do Seve (Ilha dos Ratos) n. 8, pre-
cisa-se alugar um moleque de 12 a 14 annos, que
tenha boa conducta, paga-se bem.
23 Ruada Imperatriz 11
PIANOS E MSICAS.
rmazem
** n. Lau.n,0,BlIr convida os senhores mestres e amadores de msica, virem a seujt
n.r. n luH o pl.fno" ?->"*'. 1 caba de receber da Paria, fabricados expresamente
J"? 5lima d0 Br."'1' mu,l elegantes e de gostos modernos. Igualmente tem msicas dos me-
inores autores, assim como concerta e auna os mesmos instrumentos.
a 480 rs. a libra inteiro a 440 rs.
em frasco com 4 libras por 39000, a retalho a 800 rs.
S NO PROGRESSO
NO
LargodaiPenliti
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molhados, partecipa aos seus freguezes, assim como aos senhores da praga, de enge-
nho e iavradores que d'ora em vante quizerem-se afreguezar oeste estabelecimento, que se acha
com um completo sortimento de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
parte delles vindo de conta propria, est portanto resolvtdo a veode-los por meos 10 por cento
do que era outra qualquer parte, aflangando a boa qualidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir os portadores menos pralicos tao bero, como se os senhores viessem pessoalmenle. para o qoe
nao se poupar o proprietario em prestar toda attengo, afim de continuarem a mandar comprar
suas eocommendas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada nesle estabelecimento
acompanhar urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
^^ ^* ^ ** 1"0"- libra, to superior qa se vende com condigao
voltar senao agradar, sertosde que se ho de gostar por ser a mais nova do mercado.
NL&nteiga franeeza, 700 .. iibr, e em b.mia ewrs.
iia nysson 0 meihor que ha D3 mflrcad0 2S8oo a Btm.
IdempTetoal600aiibra
Queijos do teiuo ehegad08 neiU uUlno Tapor. ^
dem prato a 700 rs inle|fo a 640 rg a ma
dem SU1SSO a 640 a ,bra em por5aose fsI a batimento.
Preiunto de fiambre nel. fi0o.. .br.
Prezunto de \amego
Xmeixas francesas
^spermasete a 720 rg. a libra, em caixa 700 .
lalas com bolaxVu\ia de soda oe deferente quaiid.des a iSoo
Latas com peixe em posta de mnU,8 qU.ud.de.. iOo.
iVzeitonas muito no\as, moo r8 0 barril,. reUlh0. m r8. a garfafa.
Doce de Vlpercbe em lall de 21ibr por 1|I00.
Lioviutas par, podm a 800 r8# a 1bra
Banba de porco refinada a
Wlaea de tomate
tUS IMS IV 111 llO a prmera Te2 que ,ieram a e8(e mercado a 640 rs. a libra.
Cbouticas e paios muit0
Palitos de dente UxadoseoBlt0mieiIlholpora0oI1.
Cboco.ate (rancez, nm rs. a tu, tm Portuguez. soo.
alarme iada imperial d0 atamad0 Abreu de outros mullos fabricantes de Lisboa
a 1^000 rs. a libra.
l lllllOa eHgar raiadoS Porl0f Bordeaux, Carcavellos, e moscatel a H>000 a garata.
\ 11U10S em pipa de 500> 560 e 640 r# a g,rrata> em caadas a 3500 4fi000 4500.
Vinagre de Lisboa
Serveja da8 majg acreditadas marcas a 59 a duzia,
MrelUUUd para sopa a ma8 nova qUe ba no mercado a 640 rs. a libra.
.rv Ubas franeezas a m rf., laUa.
Milo de amendoa a 800 r8. a libra> dila coa cma a 4so rs.
iVozes mult0 DOvag a 120 rg
castanbas
l^aie multo saperior a 240 rs a libre, e
A.rrOZ d0 Maranho
Se\ada
480 rs. a libra, em barril a 440 rs.
a mais nova do mercado a 900 rs., em 1 altas de 2 libra por 19700.
vez que vieram a este n
novos a 560 rs. a libra.
o mais superior a 240 rs. a garrafa.
e em garrafa a 500 rs.
a libra,
piladas a 240 rs. a libra:
a 79 a arroba;
a 39 em arroba, e em libra a 100 rs.
muito nova a 160 rs. a libra e 49 a arroba:
Sevadinba de Franca a m aUbra.
agu muil0 n0T0 a 32Q rs a libra>
I OUelAuO de Ligboa a 360 r a ubra e a iojj a arroba.
Farinba do Maranbao
Toncinbo ingUza200r.. .ub.
Passas em eaixinbasde81ibra ^500 cada uma.
Independente dos gneros mencionados encontrar o respeitavel publico tudo quanto pro-
curar tendente a molhados.
a mais nova a 160 rs. a libra.
--te
Da ra da Imperatriz at a ra de S. Fran-
cisco, perdeu-se hontem urna pulseira deouro,
feita toda com gonzos, quem a tiver achad
queira entrega-la na roa da Imperatriz caaa o. 8,
primeiro andar, que se gratificar.
Hoje 12 do corrente, as 2 horas da tarde
teero de ser arrematados perante o Illm. Sr. Dr'
jo de paz do 2. dlstrieto de Santo Antonio, os
objectos segaiotes : 60 bacas para rosto, 20 du-
zias de tigelas pintadas, mais 22 tigelas, 6 duzias
de chicaras e pires, 28 bules brancos, 11 girra-
foes empalhados e20 ourios pintados, ludo ava-
llado em 659840, os quaes objectos va o praga
por execugio de Jos de Jess Moreira cootra Se-
bastiao Luiz Ferrara.
Malaquias de Lagos Ferreira Cos-
ta, transferio sua residencii para a ra
do Rosario, da Boa-Vita, casas ns. 12
e 14, onde pode ser procurado das qua-
tro at 6 horas da tarde de todos os
dias uteis.
Deteja-se tallar a negocio que lhe
diz respeito, ao Sr. Antonio da Cunba
Machado Jnior; no largo do
Santo, armazem n. 6.
Antunes Guimaraes & C. saccam
sobre a praca do Rio de Janeiro.
Carvalho Nogueira di C. saccam
sobre Lisboa e Porto, ra do Vigario n.
9, primeiro andar escriptorio.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITURA.
A directora do Gabinete Portuguez de Leitura
faz sciente aos senhores asociados, que nao se
podeodo ultimar as obras da nova casa do Exm
Barao do Livramenlo a tempo de se fazer a mu-
denca da bibliotheca, para ler lugar o 10 anni-
versario da installaco do Gabinete no dia 15 do
corrente, como determina o art, 64 dos estatu-
tos, resolveu por isso transferir para domingo 25
a commemorago do referido annirersario
Sala dassesses 10 de agosto de 1861.
J. S. Loyo, director.
A. B. Nogueira, !. secretario.
Casemiras
fioas, padroes de muito gosto, a 49 cada corte :
vende-se na ra Nova n. 42, defronte da Concei-
cao dos Militares.
francez
Corpo
multo moderno, proprio para rostido, a 200 rs o
covado ; na ra Nova n. 42, defronte da Ccncei-
cao dos Militares.
Veode-se bolachioha inglezs a melhor do
mercado a 39 a barrica, queijos do vapor a 2400
dito prato a 600 ra. a libra : no armazem da es-
trella, largo do Rosario o. 14.
Para acabar.
Paletols e sobrecasacas de panno relo fino
fazeoda boa. a 19. 10J e 22$ ; cheguem, antes"
que se acabas : na ra do Queimado o. 47
3. P"'Se oD*i0 18 de feverairo de
1858 : na ra Nova d. 67, tanda 4o espelunca, e
paga-se bem. '
Veodem-se charopes de fructas de varias
qualidades, em duzias da garrafas, e eucaixotado
l* B,"<,,rP Wra ; na ra aova de Santa
Rita o. 65, restilaco.
A commisso liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de Irnos, que sediri-
jam com os seus ttulos ra da Cadeia do Re-
cife n. 26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
nhaa s 2 da tarde, para serem verificados e cas-
siQcados pela referida commisso
Precisa-se de um feitor para um sitio em
Santa Anna, que seja sizudo e trabalhador, pa-
ga-se bem: a tratar ea ruado Trapiche Novo
n. 42.
O Sr. cadete Tude chamado a
esta typographia para ractificar a as-
signatura deste Diario, por quanto mu-
dou-se da ra onde morava sem o fazer.
Na ra da Cadeia Velha segundo andar n.
52, precisa-se alugar urna escrava que faga o
diario de urna casa de pouca familia.
Ante-hontem 7 do corrente pelas 8 horas
da manhaa desappareceu da ra da Cadeia Ve-
lha a da Cruz, o cabrinha Ludugero, forro, ida-
de pouco mais ou menos 9 anoos, suppoe-te que
perdendo-se as ras desta cidade, das quaes ne-
nhum conhecimento tem por ter chegado ha
poucos dias da villa da Escada, alguem o aco-
herae nesta presumpeo, roga-se a quem quer
que o tenha que o faja entregue na ra da Ca-
deia Velha n 52 ou a policia, protestando-ae
com a lei cootra quem o tiver e assim nao pro-
ceder dentro do prazo de 8 dias.
f #
S
i

*
s
lo The i
Jockey Club. 8
Just received, a amall aaaortment of S
the beat English Riding Switches. Deers 2
Jeet, mounted wilh silver Selling ebeap : !
na ra da Cadeia do Recife loja de Gurgel !
& Prdigo.
Wer guie and billige Reitpeitschen zu
kaafen wuoscht wolle sien- gefalligst an
unlenstchender adreese wenden oamiich :
na ra da Cadeia do Recife loja de Gurgel
& Perdigio.
Aos cavalleiros
Veodem-se oa melhores e Anos chicotea i
para montaa cosa cabos p de fiado en- i
caatoado de prata: na ruada Cadeia doRe- A
# cite loja de Gurgel & Perdigo. Z

Ama.
Precisa-so de toa ama que cozinhe bem, nio
se olhando o preco : na loja da rus do Queima-
do n. 46.
Alugam-se duas casas no Poco da Paoella,
ra do Quiabo por tras da casa do reverendo vi-
gario, bastantes commodos, quiotal murado com
alguns arvoredos de fructo, boa agua para beber:
os pretendentes faliem com o Rozendo, na Casa
Forte, ou na ra Augusta n. 33.
William Jopleng, subdito inglez, retira-se
para a Inglaterra.
Urna pessoa que est habilitada para fazer
toda e qualquer cobranza pelo mallo mesmo dis-
tante, se offerece para dito fim, dando fiador a
sua conducta : quem de seu prestimo se quiser
utilisar, annuncie por este mesmo Diario, que
ser procurado.
Quem precisar de urna ama que sabacozi-
nhar e engommar de portaa dentro, dirija-se a
ra da Cruz o. 18. terceiro andar, tendo prefe-
rencia homem solteiro.
Precisa-sede um caixeiro de idade 14 a 16
annos, que tenha pratica de taberna ; na ra Di-
reita n. 72.
Precisa se fallar ao Sr.
ves Teixeira
Em resposa ao annuncio da Sra. D. Ignacia
Uaria daa Dores, tem o abaixo assigoado a res-
ponder-lhequeo sitioCortume, qoe faz pre-
venir ao respeitavel publico para que nao possa-
ser negociado por ter sido comprado por seu
I alecido marido Palhares, tem a responde-lhe
que pode dormir descansada, que o mencionado
sitioCortumeoao se veade nem sao falle-
cido marido comprou tal sitio, porm sim com*
prado o direito que podesse disputar um indi-
viduo, que j leve duas sentencas pelo juizo in-
ferior desta cidade, duas pela relacio de des-
tncto e urna pelo supremo tribunal" de juslica
mesmo assim acha-se com direito a disputar-
reudiflca?ao. Nao admiro elle vender, o que admi-
ro achar quem compraise urna queato deata
ordem j to aveuliladj. Aproveito a occasiao
a convidar a mesma seohora para que d o de-
vido andamento a dita quesllo para com mais
prestesa entrar na poaae do endonado sitio.
Recife, 9 de agosto de 1861.
Manoel do Amparo Caj.
Attenco
Predios baratos.
A requerimento de Jos Joaquim da Cunba,
testamenteiro einventarianle dos bens do finado
Joao da Silva Moreira. andam em praca para se-
rem arrematados em 14 do corrente por ser a ul-
tima praca, depois de finia a audieocia do Illm.
Sr. pr.juizmuoicipilda 2.* vara, os aeguintes
predios, em chaos proprios :
Metadede urna casa de tres andares n. 32, ra
do Queimado, com sotio, cozioha, quicial mu-
rado com lelheiro, e cacimba meeira, avaliada
dita metade por 6:4009.
Urna casa de sobrado de um andar n. 46, ra
do Rangel, com solio, cozinha, quintal, cacimba
meeira, por 6O009.
Urna casa de sobrado de um andar n. 3, ra do
Rangel, cozinha fora, quintal murado, cacimba
meieira, por 5:6009, sendo usufructuario do pri-
meiro andar, em quanto vivo for, Domingos So-
riano Pereira Simes.
Fundicao
de bronze.
Na bem conhecida fabrica de fundicao, latoei-
ro e funileiro da ra Nova, defronte da Concei-
gao, continua a fazer todas as obras tendentes s
mencionadas artes e officinas cima ditas, como
sejam : bronze para engenho, parafusos para di-
tos, e tudo quanlo oecessario para tal mister
tudo mais barato do que em outra qualquer par-
le, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre, e tudo mais concebente a caldeireiro, obras
de latao com a melhor perfeico possivel, obras
douradas e em lato para militares, como sejam,
apparelhos para barretinas, erragens para telins
e talabarte de qualquer arma, bolea de todoa os
nmeros, dourados, broozeados e em amarello
obras de folba superiores por serem os artistas
que as fabricam jornaleiro e nio empreiteiro, que
como se sabe, nunca as obras que sao feita's de
empreitada sao perfeitas, tudo muito barato: na
ra Nova n. 38.
Afinaces de pianos a 3$.
S. Boisselot, restabelecido de sua longa moles-
tia, previne aos seus freguezes que se encarrega
de afinar e concertar pianos ; para que o annun-
ciante possa acudir immediatamente aos chama-
dos, faz-se preciso deixar a ra, o nome da pes-
soa eo numero da casa ; vai tambero aos sitios
e a engenhos por precos convencionados. Pode-
r sor procurado oa ra da Cadeia do Recife n. 18
primeiro andar, e ra Nova n. 52, loia.
Aluga-se o segundo andar do sobrado sito
na ra Augusta n. t, com commodos para grande
ramilla : quem pretender, dirija-se para tratar
na taberna do mesmo sobrado.
O abaixo assigoado convidou a seus princi-
pa es credores para a reunio nesta cidade no dia
10 deste por cartas datadas de 4 deate, e por este
o faz de nova mente aos mesmos e a quem sejut-
gar seu credor para se apresentar na Parahiba do
,r'^n0,a,e8in "? 9 D8ra ,odos "e conimum
accordo tomar conta do estabelecimento para a
desonera dos dbitos, contrahidos pelo abaixo as-
sigoado : quem se nao apresentar, perder o di-
reito ao recebimento fora deste dia. Parahiba do
Norte 4 de agosto de 1861. uo
Manoel Jos de Almeida Jnior.
TaL?*? a,,1n',(,0 f diente ao publico,
que deixou daser caixeiro da Sra. viuva Dias
tortf?8P d" 4 docorreote- RecifeS de
Luiz Pereira da Cunha.
nH n, gnaC1" Mria d" Dores cieotifica
quem interessar possa que o Sr, Manoel de Am-
K ,?JP"Jr T pde d'por Pr forni nenhuma,
?.*" 8,i,odeDomi tendo sido comprado por seu finado marido Ma-
cTr3!0^"03 C"alct. <> Sr. Joaquim
n m. de ArauJ. se acha hoje em leligio com
o mesmo Sr. Amparo Caj, e n5o houve anda
decisao alguma dos tribunaes.
ltenlo.
das
seu
Joao Al-
Xa hvraria da praca da
Independencia n. 6 e 8.
Aluga-se o sobrado n.2 Bda ra de Apol-
lo, e a casa terrea o. 27 da ra do Burgos : a
tratar na ra da Aurora n. 36.
MA.
MR&
Precisa-se d orna ama para casa de pequea
familia : na ru de Hospicion. 62.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que faca o servico interno e externo ; na
ra do Cabug n. 3, segundo andar.
Aluga-se um preto de idade, proprio para
qualquer servico de casa oude ra: quemo
pretender dirija-se ra da Matriz da Boa-Vala
o. 35, segundo andar.
.No dia 13 do corrate mez, depois da au-
diencia do Illm. Sr. Dr. juiz dosorphios, se ha-
de arrematar urna escrava crioula de nome Be-
nedicta, avaliada na quantia de 6009000.- perten-
ceote aps orphaos Cilios do finado Jos Paz de
Moura Accioir. a requerimento do tutor dos mes-
mos Antonio Emygdio Ribeiro : a arremataco te-
re lugares 11 horas do dia, na sala daa audien-
cias. '
T *oao Antonio Pereira, homem branco. Bra-
silero, casado, com idade de 58 annos, morador
na cidade de Olinda, na ra do Bomsuccesso, com
casa de negocio de taberna em sua propriedade,
inspector da mesma ra desde 1850, tem de ae
retirar do lugar por justo motivo, do que j par-
ticipou s autoridades do/dito lugar.
T I*reci8a",e tu rapaz que d conhecimen-
to de sua conducta, para ser em pregado em ne-
gocio de molhados, na villa da Escada. prefere-
ae Portuguez, ou Brtsileiro iseoto da guarda na-
cional ; d-ae bou ordenado, aendo hbil para o
negocio : dirija-se a fabrica do Franca, ra Nova
de Santa Rita.
Saque sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam
sobre Lisboa ; do seu escriptorio, largo do Corpo
Os Srs. sargentos do 4 batalho de artilharia
Jos Joaquim de Souza Lima, e Assis Mootei-
ro, ambos empregados no quarlel general, quei-
ram quanto antes dirigirem-se a ra da lmpe-
!aB' 6> Pa8arm. Primeiro a quantia do
20S000, e o segundo llg260. de gneros, con-
forme seus vales e sera elles constantes
contas que os mesmos senhores tem em
poder.
Existe para alugar-se um grande armazem
na ra da Moda n.7 : a tratar na mesma ra
n. 5, 1 andar.
Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
saca sobre Portugal : na ra do Apol-
lo n. 28. K
Desappjreceu do sitio peito da
porta do Dr. Maduro, nm cavallo pe-
drez com o ferro E : quem o encontrar
pode leva-lo a ra Oireita n. 91,
sera' recompensado.
Precisa-so alagar urna preta captiva para
na Soledade, defronte do pa-
que
de 16 annos,
mais servico
lavar em um sitio
lacio do Bispo.
Aluga-se urna preta de idade
que cozinha, lava, coae e faz lodo
de casa na ra do Hospicio o. 23.
Aluga-se a loja do sobrado n. 23 da ra de
Hospicio, com commodos para familia.
Aluga-se unTescravo que entende de car-
rocero ou para outro qualquer servico : na ra
do Livramento n. 22, terceiro andar.
Fogio no dia 4 do correle mes o escravo
Thomaz, crioulo, bstanle alto. bei?08 grossos
pernas finas, ps malfeilos, muilo ladino, repre-
aeota ter 25 annos, pouco mais ou meos, levou
vestido cal(ade brim de ouadro, camiaa de ma-
dspolao, jaqueta branca, chapeo de massa, cons-
ta que anda pelo lado doa engenhos Gaipio e Fer-
nandas da fregoezia de Ipojuca ; este escravo foi
do Sr. Antonio Pessoa de Siqueira Cavalcanli
morador na villa de Pesqueira : quem o appre-
hender, pode traze-lo ao seu aeohor Joaquim
Francisco de Souza Lelo ne engeoho Crauasss
da freguezia de Ipojuca, que ser generosamente
gratiGcado.
Precisa-se fallar ao Sr. Delfno do
Nascimento Lima, a negocio de seu
particular interesse > na ra da Madre
de Dos n. 4.
Pedido
, i 2-aix? 'do acabado com a ana
loja de calcado sita na roa larga do Rosario a.
m. pede encarecidameole as pessoas que se
acnam a dever, que venham aatfsfszer seus de-
niioa, pois sao bastante antigo, e vialo nio con-
vir ter um ciieiro sopara este fim. por iSao po-
derao dingir-se a mesma rea, ao bazar pernam-
bucano, toja de aharutos, afim de evitar o serem
chamados por seus nones.
Joaquim Bernardo dos Res.
/
-------!------


"---" -" --. -; -


DIARIO DK ERNAIBDCO. SEGUNDA FElfU 12 IB AGOSTO DI 1861.
'-t-- ^
(6)
CONSULTORIO ESPECIAL H01EOPATBICO
DO DOCTOR
n SABINO 0. L. PINHO.
Ruado Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias atis desds as 10 horas
'at meio dia, acerca das seguales molestias:
molestiat datmulheret, molestia das crian-
cas, molestiat da ptllt, molestias dos olhos, no-
lestias syphilitieas, todas as especies de febres,
febres intermitientes e tuas consequenciat,
.PHARJUCU'KSPECUL HOKOPATHICi .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
Krados som todas as cautelas necessarias, in-
liveft em seus effeilos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
si veis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Stliiio sao
nicamente rendidos em sua pharmacia; todoa
que o forem tora della sao falsas.
Todas as cartearas sao acompanhada de um
impresso com unvemblema em relevo, tendo ao
redor aa seguintes palavras : Dr. Sabioo O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteira* que nao levaren esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
mo do Dr. Sabioo sao falsos.
Na ra estreita do Rosario o. 21, primeiro
andar, precisa-se de urna ama para comprar e
cosinhsr para urna senhora.
O Sr. Joao Hypolito de Meira Li-
ma, queira dirigir-se a praca da Inde-
pendencia livraria n. 0 e 8 que te llie
preciza fallar.
Js
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S .2.5 "
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Publicado litteraria.
Publicou-9e receotemente no Rio de Janeiro o
Eosaio critico sobre a viagem drrBrasil em 1832
de Carlos B. Madsficld, por A. D. de Paseos),
membro do iostilulo Histrico e Geographico do
Brasil e de oulras corporages scientificas e lit-
terarias estrangeiras. Esta obra estar completa
em pouco lempo, e contar d 2 volumesem 8."
ntidamente impresso. Subscreve-se para ella na
ra davaruz o. 45, em casa de viuva Amorim &
Filho, a 59 cada exemplar, pagos 1 entrega do 1.
volume.
T
S
JGabinete medico cirurgico.#
$ Ra das Flores ti. 37. #
$ Serio dadas consultas medicas-cirurgi-
# cas pelo Dr. Estevao Cavalcanti de Albu- m
querque das 6 as 10 horas da manbia, ac-
cudindo aos chamados com a maior bre-
vidade possivel.
! Partos.
t 2. Molestias de pelle.
t$ 3.* dem dos olhos. 9
q 4. dem dos orgos genitaes. sj
9 Praticartoda equalquer operago em
m seu gabinete ou em casa dos doentes con- f
$ forme Ibes r mais conveniente. 9

Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Pa:: em casa de
Arataga Hijo & C.
Precisa-ie de urna ama : no Campo-verde
n. 45, para coziohar para poucas pessoas.
PROGRESSISTA
%
36, ra das Cruzes de Sanjto Antonio, 36,
DITAETB ALKCBIDA & SIL7A
a.
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cr-
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c
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3 5. s
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ifftfff ft-Rff ?&fff?ff f2
A. commisso liquidadora dos ere-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aosSrs.
de vedo res a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commisso todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manha as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recite n. 26, primeiro andar.
A commisso roga mais a esses Srs. de-
ve dores, que nao a obrigue a lanqar
mao dos meios judiciaes ou .do jornal
para haver essas importancias de que
sSo seus devedores.
al
I
Chegou de Inglaterra o material pre-
ciso para este excedente duradouro la
drilho. Os senhores que se quizerem
utilisar delle podem procurar na ra
da Concordia n. 73.
Aranaga, Hijo & C, sacam sobre
o Rio de Janeiro, Para', Franqa, Lon-
dres e Lisboa : na ra do Trapiche No-
von. 6.
MSatt MMUMM tkWJsWNsVMMMMsW
Gurgel & Perdgo.
Fazendas modernas. %
Recebem e veNem constantemente su- |
periores vestii^sde blonde com todas os
preparas, di"8 modoroos de seda de cor
e pretos, los de phantasia, ditos de
cimbraia bordados, lindas laazinhas.
cambraiaJe molernos padres, seda de J
a quadrin109^ grssdenaples de cores e pre- M
Jttos, mreaolique, sintos, chapeos, en- g
feitesP""' caneca, superiores boldes, II
manailos, pulceiras, leques e exlraclo ff
de -ndalo, moderno manteletes, tal-
m, compridas de novo feitio, visitas de
g.-gurao. luvasde Jouvin a 2^500. I|
Muito barato.
| Saias balao de lodos os tamanhos a 45, S
i chitas francezas finas claras e escuras a 91
180 rs. o covado, eolias de la e seda pa-
ra cama a 6S camisas para menino. S
Roupa feita.
Paletot de casemira de todas as cores S
a 10a, ditos finos de alpaca a 6g, ditos
de brim a 49, chapeos pretos a 8$ e mui- g
tas outras fazendas tsolo para senboras K
como para homem porpregointeiramente i
barato, do-se as amostras : na ra da f|
Cadeia ioja n. 23, confronte ao Becco ||
Largo. 9
KSI9?KSI6di& M&S6 S*5*6astC
swm e7*-^ mmrw imium TOWsm W*V WW 4PIUW VBIV *
Mudanca.
Joao Antonio Colho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todos os seus freguezes que
mudou a sua loja da ra estreita do Rosario para
a ra do Imperador n. 69, onde o acharo promp-
to todos os dias uleis desde as 6 horas da manhai
at as 9 da noile, para chumbar e tirar denles,
sangrar, por ventosas ou bichas ; assim como pa-
ra qualquer outro servido de sua arte e fra dos
dias e horas mencionados pode ser procurado no
pateo do Carmo n. 22.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continuarse a fingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
commisso de escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita ra foi transferido o cscriptorio de
commisso de escravos que se achava estabeleci-
do no largo do Paraizo n. 16, e ahi da mesma
sorle se contina a receber escravos para serem
vendidos por commisso e pc^jonla de seus se-
nhores, nao se poupaodo esfJBDs para que os
meamossejam vendidos cora prompiidao, afim
de seus senhores nao soffrerem empate com a
venda deates; assim como se afianza o bom tra-
tamento eaeguranca. Nesla mesma casa ha sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos, mo-
gos e velbos, com habilidades e sem ellas.
Manoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
lo va
exposicfto
DE
candieiros a gaz.
Ra Nova numero 24.s
O proprietario deste estabelecimento toma a
honra de andunciar ao publico que no dia fdo
correte abrir seu novo estabelecimento eia-
dieiros econmicos a gaz, as 6 horas da note se
achara illuminado at as 9 1|2 da noite Umw
franqueza para verem e conhecerem a 'Cilidade
que ha em usarem dos ditos candieir** e?J eco-
noma, pelamuita experiencia que H WW com
os ditos candieiros, se encontrarde lodos os
presos e qualidades ; lodos squel88 1ue Quize-
rem usar de ditos candieiros, de-0 d.e mencionar
todas as qualidades que ha -ala mmensidade
que se offerece por estarem aposto com toda
franqueza no dilo eslabelermeDl na rua v
numero 24.Garneiro VHna
Ao ptOlico.
Consta que exiate 8ta cidade um individuo
i fallido ageoci-ld0 desconlos de letras. Deli-
genciou o des'"0,0 de uma lelra da quanlia de
1:150? Grm<-a Por firmas, e pelo que consta
que receW1 DOa Pa8a- O incauto que v uma
letra firmida Pr^ Qrmas 0 ine lhe assevera fa-
zerem ptimpto pagamento no dia do vencimento
da le' desconta-a, como aconleceu com a dita
letra 1ue na0 sendo Pa6a vr neohuma das fir-
mo, j se acha em juizo. Se a mesma lelra nao
orpaga, seremos mais claros.
O incauto.
Macaco fgido.
Na tarde de 7 do correte fugio da casa n. 35
da rua Velha um macaquinho do Para, foi visto
ao escurecer nos telhados prximos ; pede-se a
possoa que o tiver em seu poder o obsequio de
manda-lo levar casa cima, que ser gratifi-
cada.
A. F, Duarle Almeida, socio que foi lo armazera progresso, faz sciente aos seos freguezes que tendo separado a sociedade que linha com
seu mano, acha-se de novo estabelecido com dous aceiados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razo de Duarle & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva: estes estabelecimenios oflerecem grandes
van \agens o publico, nao s na limpeza e asseu com que se acham montados como em commodidade de pre$o, pois que para isso resolveram os
prop rielarios mandarem vir parte de seus generjs em direitura, afim de terem semprecompleto sortimento, como tambem poderem oferecer ao pu-
blico uma vaniagem de menos 10 por cento do proco que possam comprar em outra qualquer parle, por isso desejando os proprietarios acreditaren!
seus estabeleci meo tos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas poueo praticas, em qualquer um deslesestabelecimentos, que sero to bem servidos come
se viessem pessoalmente, na certeza de nunca a-harem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vaniagens que ofierecemos, pedimos a
lodos os senhores da pra^a, senhores de engerno e labradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeiravez, afim deexperimantar, certos
de continuaren!, pois que para isso nao pouraro os proprietarios torcas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos eslabelecimentos;
abaixo transcravemoe algumas adkoes de nassos prco>, pur onde veraopubllcu quo vonJemuBbaraiiasimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
(eneros.
a 800 rs. a libra e em
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Wlencao.
gneros.
Mailteiga lDgieza espeeialmote escollbida da nova a 1$ e 800 rs. a libra e da velha em porcao lera abaiimento
barril i ?50 rs.
iueiD lraiiceza a melhorJo mercado a 620 rs. obarrril e meios a 700 rs. a libra
Cn hySSOIl e preto o melhor do mercado de HP700 a 2|800 e em porclo ter abaiimento.
rreSUOtO llambre inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em por$o a 800 rs.
Presuntos portugliezeS vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e inteiro a 460 rs,
.uarmclada dos melho-es autores de Lisboa premiada as exposices universaes de Londres e Paris de 1$ a 15800 a lata.
CaixaS COm estreiinha pevide e rodillha a 7000 a caixa e 960 as. a libra eem porcao ter abaiimento.
FraSCOS de amefras com 8 libra a 5500 cada um e 1000 a libra.
PaSSaS em caixifias deoito libras, as melhores do mercado a 29800 e a 500 rs. a libra.
Espermaceti Superior 720 rs. em caixa e a 740 rs. a libra.
Conservasirancezas inglezase e portuguezas eoo i soo rs. o frasco.
Ervilhas portuguesas e francezas 800 rs. o frasco:
Lata COil bolaxinha de SOda de diversas qualidades, a muito nova a 1*450. e grandes de i a 8 libras de 25C0 a 4500.
Vinho om garrafas Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca e Feitoria de 1*200 a 1300 a garrafa e
a 13$ a duzia.
Virio em pipa propnos para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 3*800 a 4800 a caada.
L*taS COm fructas de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a l00O a lata.
. era em CaixaS de 4 a 8 libras o melhor que se fde desojar e tem vindo ao mercado de 4* a 6 a caixa e 1*280 a libra.
Corinthias encrseos de 1 1(2 a 2 libras de l600a 2*200.
Latas COm peiXe Savel pescada e oulras muitas qualidades o mais bem arraojado que tem vindo ao nosso mercado de 1&400 a 1#G00
Caf do Rio o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
r raSCOS ae amendoa com 2 libras, proprias para mimos, por serem muito bem enfeiladas e desuperior qualidade a 3* cada um.
Vinagre branco o melhor que temos tido no mercado a 400 rs. a garrafa e 2560 a caada.
LomoOS de porco, paios nativos, chouricas murallas e oulras qualidades, o melhor que se pede desojar de 600 a 1*280 a libra.
VinhO BordeaUX ae boa qualidade a 800 e 1* a garrafa e de 8*500 a 10000 a duzia,
Massa de tomate em latas de uma libra do mais acreditado aulor de Lisboa e vinda a pr imeira vez a nosso mercado, de 19 a 1*280.
Baftha de porCO refinada a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril.
CervejaS das melhores marcas 500 rs. a garrafa e 5*000 a duzia da branca.
Vinagre puro de Hsboa a 240 rs. a garrafa e 1*850 a caada.
Doce da gOaba da Casca em caixo a l* e em porcao a 900 rs.
Azeite doce purificado a 800 rs. a garrafa e 9*000 a caixa com U garrafas.
Cognac a melbor qualidade que temos no mercado a 1*000 a garrafa e 10*000 a duzia.
QuijOS SUSSOS chegados ltimamente a 7UOrs. e em porcao ter abaiimento, afianja.se a boo qualidade.
Genebra de Hollauda a 640 rs. o frasco 6*800 a frasqueira com 12 frascos.
PalitOS llXadoS para denles a 200 e 160 rs. o majo com SO macinhos, e flor a 280 rs.>
dem do gaz a 39000 a groza e 280 a duzia de caixas.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercado portuguez. hespanhol e francez de l*a 1*200 a libra.
Azeitonas as melhores e mais novas uue que tem vindo a nosso mercado
ltimamente.
AlplSla o maislimpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 5*500 por arroba.
_______Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
@Rua do Queimado n. 10,
loja de A portas de Fer-
ro 9
Vende-se cortes de superior ca-
semira que em outra qualquer
parte somonte podero vender
por 5$ a
Corles de velludo de cor para
collete de superior qualidade e
gosto a 38500 e
Cortes de ditos pretos bordados
a 5ge
Chapeos de castor rapado a
Francisco Jos Fernandes Pires avisa a seus
freguezes e ao publico, que o seu novo estabele-
cimento de molhados da rua da Imperalriz n. 4,
junto a ponte, acha-se bem sorlido e de gneros
bon?, e promette vender em conts.
a 19200 a ancoreta do Porto, ea 1*600 as de Lisboa chegadas
Compras.
Comprara-se moedas de o uro :
na rua Nova n. 23, loja.
Compra-se a msica do trovador para flau-
ta ; quem tiver anouncie.
Vendas.
Padaria.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, rua dos Pires n. 42, vende-se a muito acre-
ditada bolachinha quadrada.d'agua, propria para
dcenies, bolachinha de'araruta e dita de moldes.
Aluga-se uma preta para ama de casa, co-
zinha e faz as compras diarias ; quem quizer di-
rija-se a rua da Pecha a. 25.
Leonardo Antonio da Silva, subdito portu-
guez, relira-se para o Rio de Janeiro.
Precisa-se de na feilor que eotends de jar-
da e horta ; na Capuoga, sitio de Paulo Jos
Gomes.
Vende-se um fardamcnlo rico para guarda
nacional ; na rua estreita do Rosario n. 12.
Veni'e-se a taberna do Gregorio no camiaho
novo da Soledade n. 29, bem afreguezada : a tra-
lir na mesma.
Vende-se caf muido a 360 rs. a libra: na
rua do Codorniz u. 1.
Vende-se uma taberna no Campo-Verde,
freguezia da Boa-Vista, cora poucos fundos, pro-
pria para quem quizer principiar : na rua do So-
cego n. 44.
Vende-se um escravo moco, bom engom-
mador e copeiro, inteligente e activo ; na rua da
Imperalriz n. 10, loja.
Vende-se um terreno para edificar, por traz
do aterro da Boa-Vista ; a tratar na praca da In-
dependencia n. 5, loja.
Rua Nova a. 56.
Garibaldi.
Joaquim Ferreira da Costa participa ao respei-
htavel.publico e com especialidade aos seus nu-
merosos freguezes, tanto da praca como do mato,
que acaba de receber de Paris pelo ultimo navio
uma nova factura de chapeos de senhons e me-
ninas como seja, de seda, velludo e palha, e tam-
bem se encontrar um completo sortimento de
chapeos para homem, de feltro, copa baixa e al-
ta, e de lonlra, e fraocezes, e de castor brancos
prova d'agua, ditos para a festa que sao frescos
na cabeca e na bolsa por serem baratos.
A VISTA FAZ FE'.
Quem quer apre-
ciar a bella fumaba.
Pe chincha
Vestidos brancos bordados com duas saias, fa-
zenda especial, vende-se a lOg cada um ; na rua
Nova n. 42, defronte da CooceicSo dos Militares.
Na verdade.
Chapeos de castor raspados pelo preco de 5$O00
cada um ; so se vende na rua Nova n. 42, de-
fronte da Concedan dos Militares.
franceza,. padres modernos e riquissimos a 560
e 640 rs. a vara : vende-se na rua" Nova n. 42,
defronle da Couceigao dos Militares.
Cambraialisa
azulada muito fina a 45 5 e 69 a pega : vende-se
na rua Nova o. 42, defronle da CooceicSo dos Mi-
litares.
Casemira
fina de muito gosto a 59 o corte ; vende-se na
rua Nova n. 42, defronte da Conceicio dos Mili-
tares. ^
BALDES
Cheguem freguezes, sotes que se acabe : na
rua Nova n. 56 ha um completo sortimento de
5g ei 69 cada um : na rua Nova n. 42. defroot e lir" bordadas a 19^a pega
Na fuodiglo de Francisco Antonio Corris fumo da Bahia que se vende por atacado e a re-
aoSr. Guilherme Car-
a negocio que lhe diz
Cerdoso precisa-se fallar
los Monleiro dos Santos,
respeito.
Aluga-se pata o serrico de urna casa um
moleque com 19 annos : na rua da matriz da
Boa-Vista n. 11.
O Sr. Manoel Jos Hartins da Costs queirs
2parecer no pateo do Terco n. 141 para tratar
negocio que pi ignora.
A firma social que nesla praca gyrava sob
a razio da Mallos, Estima & Companhia, conti-
nua a gyrar desde 29 de junho do corrente an-
no, sob a razio da Estima, Sanios & Companhia*,
na taberna da roa do Codorniz n, 1.
talbo, e um bello sortimento de charutoa de Hj-
vaoa, manilha, e os afamados flor do Brasil, sus-
piros, lricos, aprsziveis, regala imperial, gua-
nabarras e aparisienses, e lodos os mais charutos
do afamado autor Simas.
Vende se uma casa na Capunga n. 37 A :
quem a pretender, dirija-se a rua da Cruz, de-
posito de rap Meuron, o. 23, que acbari com
quem tratar, tendo os seguintes commodos : 2
salas de frente, 4 alcovas, corredor separado, 2
salas te deleaz, ozinha fra, 1 quarto junto a
cozioha para relos, e alguna ps de alvoredos,
com um excelleote quintal acampo na frente pa-
ra um jardim.
superiores, rendades e com bico, fingindo s
39 cada um : na roa !"
nceico dos Militares.
Fardo e mais gneros
Veode-se farelo, saceos muito grandes, muito
bom e barato, queijo de coalha a 480 a libra, vi-
nho moscatel muito bom a 640, e outros mala
gneros muito baratos; na travessa do Paraizo,
laberna pintada de azul n. 18.
Luvasde pellica.
Novo sortimento de luvas de pellica chegadas
no vapor ioglez para a loja d'aguia branca, na
rua do Queimado o. 16.
Nova pechincha
imperatriz Eugenie.
Finos cortes de cassas francezas de 2 saias e de
7 babados, com 10, 15 e 18 jardas a 39500, 4$ e
5jJ, cortes de la de bonitos desenhos, de 2 saias
e 3 babados com 24 covados a 6#000 : na rua do
Queimado o. 44.
Chegou
afoal o desejado tricopherous
Est i venda na rua do Queimado, casa de ca-
belleireiro. *"
Barateiros
Da loja
Armazenada de Paris.
Rua da Imperalriz, oulr'ora aterro da Boa-Vis-
la, loja armazenada de 4 portas n. 56, recebeu
novo sortimento de fazendas, a sar : corles de
vestidos de tarlatana de todas as cores a 39000 e
39500 o corle, ditos de cambraia com babados a
39500 e 49. ditos bordados dos lados a 49. ditos
de cambraia da India bordados e enfeilados com
ntremelos s 7$ e 89, rica fazenda, manguitos de
manga balo a 15500, ditos de fusro com boto-
zinho a 39. ditos de lioho a 39 e 39500, para
acabar, corpiohos para meninos e meninas a 1$,
cortes de riscado francez a 25, chitas de cores fi-
zas a 180 e 200 rs. o covado, ditas largas finas
a 240 260 e 280 o covado, pegas de entremeios
Molas para balo.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n.l B,
recebeu de sua encommeBda as verdadeiras mo-
las para bales, que se vende a 200 rs. a vara.
Vendem-se
barricas com cal de Lisboa da mais nova que ha
no mercado, e cha o mais fino e superior que
tem vindo ao mercado : na rua do Imperador
unmero 28.
a dos bara-S
teiros, !
Rua do Crespo n. 8 A. \
Leandro & Miranda.
Recebemos pelos ltimos navios e
vapores da Europa grande e variado sor-
timento de fazendas, roupas feitas e
perfumaras, e tudo se vende por menos
que em outra qualquer parle, como se-
jam :
Cortes de vestidos de cambraia branco
bordado a 5g, 109, 139 e 255.
Superiores saias bordadas a 39-
Bales de madapolo e crochet a 49*
Ditas de clina a 6g5O0.
Cobertores de l muito grande a 59*
Chitas francezas muito finas a 280 rs. o
covado.
E oulras muitas fazendas por pregos
baralissimos.
4g000
4&000
6*000
8000
A\iso s familias.
ARMAZEM DE FAZENDAS
X. 19Ruado QueimadoX. 49,
DE
Santos Goelho.
A ty e 100000 o corte.
Lindos cortes de phanlazia de seda com 3 o-
lhos, pelo barstissimo prego cima.
14 covados por 2$.
Cortes de riscado francez com 14 covados por
2]LpfiSto-se acabando.
A 25$ o corte.
Bicos cortes de seda com algum mofo pelo ba-
rato prego de 2S*
Lencoes a 10900, 30 e 30300.
Lengoes de panno de linho e bramate fino a
19900, 39 e 3&300.
O corte a 400.
Bicos cortes do seda de todas as cores a 40#.
480 e 640 rs. a vara.
Algodao monslro mnito superior a 480 e 600
rs. a vara.
A 10280 a vara.
Bramante de algodao com 10 palmos a l$2S0a
vara.
A 20500 a gollinha.
Gollinhas de traspasso ricamente bordadas a
2350O.
A 500 rs. atoalba.
Toalhas de fuslo pelo prego de 500 rs.
Coberlasde chita a chineza a 12800.
Colchas de fustao a 6$. ,
Capellas de flor de laranja a 50.
Lindas cambraias de salpicos brancas a DjOLO a
pega.
A 10600 a vara.
Atoalhado de linho para mesas a 1J600 a rara..
A 20500.
Chales de merino estampados a 2$500.
A 220 rs.
Chitas francezas escuras a 220 o covado.
Pechincha, a 640 rs.
Grosdenaples de quadrinhos a 640 o covado,.
leudo algum mofo.
A 10 o covado.
Velludilho encarnado proprio para roupa de
meninas a 19.
XMNI&filHW K fiWfiliNiSMSX
Na rua da Cruz n. 10, casa de
Kalktnann Irmaos &C.,' tem ex-
1 posto um completo sortimento
I de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engeuhos, sendo correias para
transmittir movimento, canudos f
de borracha de qualquer com- S
primento e grossura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en-
commendas.
8
i
%
[Rua do Crespo n. 8 li
ja de 4 portas.
Admira a pechincha.
L5a para vestidos fazenda que
outr'ora custava 800 rs. o cova-
do vende-s $ 240 rt., dao-se
amostras com penhor.
Chales.
Bicos chales de groze de pona redonda e bor-
lla a 8S, dito de merino para todos os pregos,
ditos estampados a 28500.
Cobertas.
Coberlas de groxe a 109, ditas de chita a 1*800,
lengoes de linho a 29, ditos de algodao a 19000 e
10200, saias de balo, ricos gostos, a 3g e 39500.
Rua Nova n. 58.
M. RoutieravUa eos seus freguezes e ao publi-
co ea geral, que recebeu ltimamente um com-
pleto sortimento de objectos, como bem sejam,
Knaldes de flores para ooivase bailes, enfeites a
iz IX para senhora, chapeos de palha da Ita-
lia pare ditas, espartilhos para ditas, chapeos de
seda a Gaiibaldi proprios para baplisados de cri-
angai, fil brancoepreto.de seda, liso e borda-
dos, veos para chapeos, cascsrrllhas de seda pa-
ra enfeiiei, o que vende por menos do que em
outra qualquer parte, e a vista da qualidade- o
comprador nio deixar de azer negocio.
Farinha SSSF.
Esta eonhecida e superior marca de
farinha chegou a tres- dias de Trieste
pelo brigue Lutitania, e vende-se a re-
talho noarmazem de Antunes Guima-
raes &C, largo da Assembla n. 15.
** *!
9 Em casa de Kalktnann IrmSos s&
9 ti C, na rua da Cruz n. 10, exis- Q
te constantemente um completo 0
0 sortimento de
SYinhos Bordeaux de todas as
qualidades.
Q Dito Xerez em barris. g|
|ft Dito Madeira em barris e caixas. A
Dito Muscatel em caixas. A
Dito champanhe em gigos.
Cognac em barris.
jft Cerveja branca.
Agua deSltz.
a Azeite doce multo fino em caixas.
|% Alvaiade em barris.
a Cevdinha em garrafo'es.

S
sfVp SwWSJV swffW W&M WW WWw VTSPV WW sVJlV rK
Feijao fradinho.
Vendem-se saceos com 20 cuias
Cruzes n. 24, travessa do Ouvidor.
na rua da
iiia do Queimado lojaS
| de 4 portas n. 10. |
'Ferro <. Maia.f
Vende-se o seguinte : %
Cortes de seda para vestidos de
i senhora mais modernos que ?
| tem vindo a este mercado a 259000 fl
l Chales de touquim finos a 15f, j*.
t 259 e 36S000 2
| Hernestinas fazenda delicadissi- fy
>ma o covado a 4C0 g*k
Lindissimos chapeos a Garibaldi a 159000 7
i Enfeites a Travista a 10JO00 W
| Superiores camisas de linho aber-
tas a reodas para senhora ^
a 49 e 59000 W
k Casaveques brancos bordados n
, a 109 e 119000 a
" Lencos de cambraia bordadas a
\ duzia a 19600 e 29000 V
k Setim preto o melhor que pos- sJBK
sivel o corado 39000 !
f Sedas pretas lavrsda a 19 e 19500 W
| Chapehnas de seda para senhora 10JO0O f|
Lengos de cambraia bordados a
proprios para seto de igreja a 500 7
Enfeites de flores pira cabega de 9
senhora a 2$000 m
Cortes de cambraia de salpico a 2J000 3S
Papel para mtsicas, pa-
pel pautado e riscado
para contas e facturas, papel mata-borrao ; ven-
de-se na loja d'aguia branca, rua do Queimado
numero 16.



(6
MABI0 DrtKWWMTCO: slGWTA itOtA 12 triGOSTw 01 iWiV *
ltenlo
Vendem-se caixes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 10280:
quem pretender dirrja-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem ostem
para vender.
Nao se espantem.
Chegram as alampadas de atao to procura-
das, thuribolos, navetas, calld?irinhss para agua
benta, caixinhascom frascos para sanios leos,
campainhas para tocar a santos de todos os lma-
nnos, tudo cora muito roslo e por pregos com-
moJos ; oa ra Nova n. 38. defronle da Concei-
cao, no muilo aotigo deposito do Braga.
ESTINO
DE
S
Ji'S Das Brandao.
5Ra da Litigela-
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ioglezdh a 1# a libra,
dila franceza a 700 rs.. cha prato a 1400, nas-
8s a 560, conservas inglezas e portuguesas a
700 rs., alelria, talharim e macarro a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de parco refinada a 480 rs latas com pelxe de
postas a 1)400, carreja branca a 500 rs. a gar-
rid e 59 a amia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
69OO a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhis francezas e portugaezis a720rs. a lata,
spermacele de 4, 5 e 6 era libra por prego omi-
to em oota'vioho do Porto engarrafado fino
(reino) 1195OO rs vlnho de Lisboa eFigueira a
550 rs. a garrafa, vinagre brauco a 320 rs. agar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
mnctoua-los, que do contrario se tornara eofa-
donho aosfreguezes. (Dinheiro i vista.)
oraes lapidados
a 500 rs o masso.
Venlem se massinhos de coraes lapidados a
t)03 r-. cuta um : na ra doQueimaio, lojad'a-
euia branca a. 16.
Barato que ad-
mira,
Bolachinha ingleza,
Vendem-s* barriqumhis com bolachinha in-
gWa a I56OO : na ra'da Guia n. 9, e l.ingoeta.
deposito n. 6, e em libra a tOO rs., e far-se-ha
elgumadift'erenja, sendo em porcao.
A.ttenQo. m
r? a ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & G., existe um bom sortimento da li-
nhis de cores e brancas ;m carreteis do melhor
abrigante de Inglaterra, s quaes si vendem por
pragos mui raspareis.
a loja do mu 1
Da
' Ra tU Imparatriz n. 60.
DE
liama&Silva!
A^aba de recebar un novo sortimento 1
de faseoJaa proprias para ssnhoraa e
meninas que vendem por yrecos bara- f?
lissimos cumo sejara : fe
Ricos cortes do cambra:*! brancos *
corn barr adamascada e outros com ba- j
hados brancos e de cores que vendem a %
3J500, pegas de cambraia muito fina com ij
10 varas e urna vara de largura a 6g e
7j), ditas transparentes muito unas com fe
8 e t|2 varas a 3 e 3J500, ditas de 6 e ?
1(2 varas a 2)500, pega de cambraia
branca com salpico com 8 e 1(2 varas a E
1$, cortes de cassa com salpios branco3
e decires a 2j>, ditos de ditos brancos is
5w lavralas a 2g. cipas pintadas com lin- fe
* dissimos padres o covado a 280 rs., di- ?
tas de salpico brancos e de ores o co- e
vado a 240 rs., chitas francezas escuras e fe
alegres a 220, 240,260, 280, 300 e 320 %
Iris. I
Sedas.
Grosdenaples preto bastante largo- e-fi
^ encorpado o covado a 1J600 e 1J800, di- B
6?S to cor de rosa a 2J, dito azul cor muito h
82 bonita a 2^400 o covado, seda lavrada g
^ cor de canna muito moderna porserada- j|
T% mascada o covado a 2. chamalote pre- ffi
f3 to bastante largo o covado a 2/^ fe
Para familias.
Damasco del com 6 palmos de lar- p| gura para cobrir mesas de jantar, de i
g| nnio de sala, pianos etc., etc. o covado g
Z a 19250, damasco de sda encarnado e &
^ amarllo proprio para colxas, cortinas |
Pg etc., etc. o covado a 2J20, sedas bran- %
S cas proprias para vestidos de noivas fa- 8
s zenda muito superior, madapolo muito |
g Tino pega de 40 jardas a 440 rs. a jarda, 5
M ditos muito superiores a 200 rs. a jarda
J a 4300. 59,59500, 6$, 6S500 e 79, al-
*8% P'c preta muito superior a 500, 560,
^5 60rs. o covado. grauie sortimento de
^ chitas pretas francezas covado a 240 rs.,
!g ditas inglezasa 160 rs. o covado, cas-
sas pre'.as a 480 rs. a vara.
Para vestidos.
Orgmdys de cores fazenda muito mo-
derna covado a 560, mimos do co e
gazias de seta fazenda muito nova co-
vado 19. chaly milito bonito a 1 $, 800
e 640 rs. o covado, lazinhas claras te-
cido krepo covado a 640 rs., cortes de
gorguro escaros a 69.
Chales.
Ricos chales dekrepom com lista de
seda a 8J, ditos de ditos a 79, ditos de
troco a 69, ditos de merino com palma
de seda e de velludo a 49300.
Bordados.
Camisetas cora golla e manguitos a 39.
'i3 e 59, manguitos com golliohas a 39,
(ioissimas tiras bordadas a 800, 19 e
19500, gollinhas muito delicadas a 600,
800 e lg, lenciahns de labyriotho pro-
prios para senhora on para presente a
19*80 e 1J600, ditos maito fiaos a 49.
Paletots para hornera.
PaletoU de piano preto de todo os
presos e qualidades tanto saceos como
sobrecasacos, ditos decasemira de todas
as cores, dito de ganga e de rtac*do,
calsasde brim da liuho brancas e deco-
re, ditas decasemira de todos os. taa-
nnos e qualidades tanto pretos como da
cores garante sa a bern fe loria estas
obras por terem sido feitas por usa dos
mlhor*s alfaiales desta cidade ; na
raeima luja existe um resto de chap
de sol de seda a 69 e lengos de seda a
19. timbera se vende constantemente unr
compl-i.i sortimento de roupa feita para
escravos no parar trabalno ntuito bem-
cozdas, dpo-se ar amostras- de tedas as
laze'id*s deixando penhor 01 madam-s
levar pelos caixeiros da casa ao fre/Me
xesqus quizereai.
Luvas de Jouvin.
Goes& Bastos, na loja da' ra da Queimadg
0. 46, tem a verdadeiras luvs de Joavio, e ca-
rao as recebe em direitura partodoa*os vapaue,
as vende por preso commod.
Nova pechincha.
Pesas de cambraia lisa fina oom 7 li9,fte 9&
jardas a 29, 29500. 3* e 35O0, chita larga-rtan^ '
ceza a 200 e 220 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 44.
Aos senhores de engento.
Arados e grades americanas, de diversos ei-
tlos, chegados recentemente : trtta-sa na roa do
Trapiche n.8.
Gestinhas de Hamburgo.
|6 u oi" d'agaiade ouro, ra do CabogaVn.
1 B, quem re:ebeu um completo sortimento de
lindas cestinhas de todos os lmannos proprias
para menines de escola, assim como raarore com
lampa proprias para, compras, balaios proprios
para costura, ditos proprios para4afairas> dMaa>
muito bonitos para brinquedos de onmioos^dlV1
los maracas pintadinhos que se vendem por pre-
sos mito baratos-
Relogios ameri-
canos
Vende-se elegantes relogibs americanos de m-
deira, para cima de mesa, por mdico pre
na ra do Trapiche Nove n. 42.
ua de H orlas
numero 1.
Fabrica de charutos.
Nesla fabrica se acha um variado sortimento
de charutos finos dos mais acreditados fabrican-
tes da Bahia, garanU-se sos compradores serem
verdadeiras as marcas annunciadas do proprios
fabricantes mencionados, fazendo-se mensio de
algumas marcas mais conhecidas para nao se tor-
nar o annuncio muito extenso, as quae sao as
seguintes:
Guanabaras, de Jos Furtado de Simas.
Suspiros, do mesmo.
Delicia, do mesmo.
Regala imperial, do mesmo.
Senadores, do mesmo.
Suspiros, de Candido Ferreira Jorge da Costa.
Emilios, do mesmo.
Suspiros, de Vespasiano Jorge Ribeiro.
Na ra eslreita do Rosario, armazera do Mo-
reira, anda existe grande porso de palha anpa-
relhada para leeercadeiras-e totfja a- obras da
marcineiro : vende se a ret.lho a 29 a libra, e
de o arrobas para cima a 189.
Luyas de flnacamursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvasde camirsa, oque
de melhorse pode darnesse genera, e as est
vendendo a 2*500 o par ; os senhores officiae e
civalleiros que as comprarem conhecero que do
baratas vista de sua finura e durasio, e< para as
obter dirigirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16. Adverte-se que a quantidade
pequea por hora, e por isso nio demorara.
Vendemrse as miudeza e arma*-
sitanaida-Imr
jpati;iz n. 58 e garaate-se o arrendar
mentada a
ttfea do Recife n.
tratar na
19.
da Ca-
jROUf A FEITA ANDA MAIS BARATAS.
SORTIMENTO COMPLETO
fa
ndase obras feitasj
A
LOJA E ARMAZEM
DE
sem segundo.
Na ruado Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, teta* pava ven-
der pelos diminutos presos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa,
garante ludo perfeito, pois o preso admira :
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a
Dila de carretel muito boa, carretela
Nvelos de linha do gaz brancas a 10 e
Carreteis com linha preta muito gran-
des a
Varas de franja dla muito bonitas a
Pecas de transa de la muito bonitas e
com 10 varas a
Paros de meias cruas para menino a
Ditos ditos de cores todos os tamanbos a
Ditos de cores para meninas a
Duzia de meias cruas para homem a
Carios de linha Pedro V com 200 jar-
das a
Caixas com tissoes paraacender charu-
tos a
Caixas com phosphoros de segurans a
Duzia de phosphoros do gaz a
Filas para enfiar vestidos muito gran-
des a
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a
Ditos comcheiros muito fino a
Duzia de meias para senhora o melhor
que ha a
Pesas de trancinha de la sortidas a
Sabonetes superiores e muito grandes a
Groza de botes de osso para calsa sendo
pequeo a
Dita de ditos grandes a
Tramoia do Porto superiores varas a
100. 120 e
Pesas de fita delinho brancas e de co-
res a
Groza de penas de aso muilo finas a
Frascos de opiata para limpar denles a
Copos com banha muito boa a
Espelhos de columnas nrsdeira branca a
Carteiras para guardardinheiro
Rialejos para meninos a
Baralho portuguez
Varas de franja para cortinados a
Groza de botos de lousa brancos a
Tesouras muito finas para unhas o cos-
tura a.
Caixas de charutos de Ha vana muito su-
periores a
Cartas muito finas para voltarete o ba-
ralho a 240 e
Varas de bico- largura de 3 dedos
Garrafas com agua celeste para cheiro a
Rialejos com 2vozes para meninos a
40
30
30
20
160
100
200
200
160
120
29*00
80
40
160
240
80
400
500
39OOO
50
160
120
240
160
40
500
400
640
19500
500
40
120
240
120
400
49000
NA
Ulna lo Queimado
Afc, frente ftre*ttt Si
Fiadosortimento desobracaiacaspreJs S
'/!*&' d "**o. fino &S
SI* VA Palel* dos mesmos pannos X
'm*0$,t-2$ e 245, ditos saceos m?2
amo, p.uuu5 a 149; I69 a18f, casa-
cas pratasmuitobem feitas edesunerior
panno a 28, 30$ 359. sobrecasacas de
f"fr?,*Joor mlto Unos a 15, lf
lf>5. ditossaccos das mesmascasemi-
4K? r*flnaTa'a homaro a 8, 99 10#'*
l.Ll.*,ia* ec"mira.deeocesa 7fi89..
, 9 e 109; ditas de brim brancos muito
5Ba* 51 a 69. ditas de ditos decoras ai
39. 39500. 49 o 49500, dita, de me. ca!
etniraderieas cores a 4$ a 4J500, eol-
letespr.tosdecasemiraa59 e 69, ditos
daditos'dacoTaa- 450O e 5; ditos
.braneols seda para casamento a 5a
ditos d 69, eoiletes debrtm b'ranco e d
fustao 1 39, 39500 e 49. ditos decores a
19500 e 39, paletotspretos de merino de
tordo saceo e sobrecasaco a 7J, 89 e>
olletes pretos para lulo a 49500 o 59
gas pretas da merino 49560 e 53 pa-
Jetots dealpaca preta a 3j>500 e 4S,'dftoi
sobroeasaco a rJ$,7Je 8$, muito flnocol-
letas de gorguro desedadecoresmuito
boafazandaa398o0e4S. collatesda vel-
itado decrese pretos a 79*^8^, ronpa
para menino sobre casaca de panno pra-
tas a do coras a 14, 159 16, ditosde
tasemira saccoparaos mesmes a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 3
19500, ditos sobrecasaeos a 5$ e 59500
.alcasda casemira-pretaa edeores a 69,'
, 6J500 a 79, camisas para menino a 20 -
t dazia, camisas inglezas prega largasS
1 muito saperiora]329 aduziapar* acabar. 2
Assim como temos umi officina detl 1
' aiateondemandamo execatartodas as
obrasco-m brevidade.
Cateado
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Seropreaandescendento e prazenteiro cora os
feguezes que Ihe trazem dinheiro, o proprieta-
rto deste grande estabeiecimento continua a of-
terecer ao publico, por presos mdicos e sempre
menores aoa de outro, o seu bello sortimento
pe cs^ad* rrancez, inglez e braaileiro e vejam :
Homeni.
Bonegulns Vctor Emmanuel. .
> couro de porco.....
lordPaImerston{berro) .
diversos fabricantes (iustre
_ JofcoRussell. .....
Sipatoes Nantes (batera inleira). .
* patente. ........
Sapatos ti anca (portugnazes)! i -'

9'
a
(rancezes).....
109000
IO9OOO
99500
99OOO
89500
59500
5S000
2fi000
Retegios.
?anda-a em casa da Johnston Patar drC.
roa do Vigario n. 3' um bello lortimento da
relogios de ouro, patente inglez, da um dos mais
afamados fabricantes da Liverpool; tamkatmi|
ama variad ade da bonitos ira aceitas par oa
metanos. _
Arados americanoae machina-
pata lavar roupa: em casa deS.P. Jos
hnaton & c. ra daenzala n.48-
ou o prompto
alivio y
eolrada baa (sola-a vira},
maito chique (urna aala>. .
Senhor&s.
BorzeguinS primor (JolyJ. .. .
brithantna. .
' jtpaT baixa. .
31,32,33.34. .
o!. J cores 32,33.34. .
Saiatos com salto (loly). ,. .
a* francezes fresqiinhos'. '.
34,33.33 aW lastre: .
5
3&0OO
5S500
58000
59O00
4$MO
49500
45OOO
3S200
29240
19000
I um rico sortiaenio de conro de lustre,"b-
rfhlfra2ce* piBrroquim, sola, vaquetas, cou-
.L J ntB e,c" por meno8 do 1ue aual-
quer koiro poda vender.
Enfeitese bom gosto po-
vasenhoras.
'a d'*gff* bnca est recentemente oro-
1*1 m ?^! ortimento de enfehes de
bom gosto para ,nhoras, sende
snfeites d
bf,nc?n.l6M "'Q-.i-a*, loiad'.g,
t1VDde"ie5casaleri,aD-79 da ra do Pi-
laren Forade Portas no*rrodo Becife .uo *'
a quizer comprar, dirija-se a .,a da Cr
mobairro do Recife, tabarn ,. 45
dir quem reode.
ruz do mes-
que ahi se
320
120
19-500
100
Rival
sem segundo.
Na ruado Queimado n. 55 loja de miudezas
de Jos de Azevedo Mata e Silva, est qoeiman-
do os objectos abiixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a
Caixas de alfineles francezes a
Carta de ditos ditos a
Carios do colxetes com defeito a
Car toes de ditos perfeilos a
Caitas de ditomuilo superioj a
Pares de meias cruas a
Maco degrampos de carocol a
Tesouras par* costara a
Pares de espatos de transa de algodo a
Ditos ditos de l a
Sapalinos da li para meninos a 200 e
Frascos de oleo baboza a 400 o
Ditos de macase perola a
Ditos ditos de oleo a
Ditos de banha a
Ditos d'agua smbraada a
Ditos de oleo philocome a
Cairas de folha com phosphoroa a
Ditas cora phosphoros de velas a
Duzia deeolheres para sopa muito Soasa
Eseovas para denles muito Unas a 160 e
Groza de penas de 1150 caligTaphiea a"
Tem tamben urna porfo de tranca da llnho
raneas pesas grandes e pequeas e de todaaas
larguras por presos baratos e outras muias fa-
seneas que s vista que se poderla apreciar
a admirar o preso.
120
100
80
20
60
40
160
40
160
19000
19280
400
500
200
100
240
500
900
1004
240
1*500
200
Venda de propriedades
Vendem-se ascuas terreas sitas na ra lestes
da matriz da Boa-Vist n. 30 e 32, Rangel n. 79,
a ra de Forta n. 26, .tedas oom solo* proprio :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza
ra do Queimado n. 12; primeiro andan
Gamas de ferro
Grande sortimento de camas de ferro
pata urna e duas pessoas, ditas para
meninos e berqos de ferro, tudo de lin-
dos modelos e por precos commodos :
na ra da Ienjjjratriz n. 75^ deposito
de camas de ferro.
Machinas para dscarocar al-
godo.
N. O. BIEBER& C. SCCESSORES, ra da Crnz
o. 4, participara ao agricultores do algodo
que olles acabara de receber MACHINAS PA-
RA DSCAROCAR E LIMPAR O ALGODO'.
Estas machinas teem as seguintes vantagens:
desearasam com um rapidez incrivel, nao
quebram a sement nem cortlo o fio do algo-
do-, e limpam-o de toda e qualquer impu-
reza, augmentando assim o valor considera-
velraente. A machina mui fcil a manejar,
e s a rapidez com que deseorosa vale fazer-se'
a despeza da compra.
iQstrameatos par i agricul-
tura
MACHINAS PARA DESCAROQAROMILHO. tra-
balham com urna pessoa e descarlas as es-
pigas instantneamente sem qnebrar o milho.
MACHINAS PARA CORTAR CAPIM ; cortara
com presteza o capini em tamaobo de urna
pollegada e teem a vantagem de nio deixir
retraso.
FACAS feitas expressamente para cortar cana.
ARADOS, GRADES, BOMBAS para regar capia,
hortas, etc., etc., bombas para cacimas.
Grande pei^a.
A 220, 240 260 n.
Chitas fraDcezas de maito bonitos paira..
aO,24e260rs.ocovado ; na ra do Quem,.
don. 22, na loja da boa f.
Gangas francezas muito finas com padr..
eeeurosia 480rs. o covado : na ra do Quoima
loa. 22, na loja da boa f.
Agaa-am-breada
para .banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de um aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente pan se deitor algumas gotas n'agoa pura
cora que se banha o rosto, resaltando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
iidadedassenhoras ; assim como para se deitar
n agua de banho, que o torna mui deleilavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer esse hlito desagradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambera tem a pre-
cosidade de acalmar o ardor que deia a navalh
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto tenha della coraposisao. Cos-
ta o frasco 15, e quem aprecia o bom naodeixar
ebriamente de comprar dessa eslimavel agua em-
bread*. ilo na loja d'aguia branca, na ra do
Vueimado n. 10. nica parte onde se achara.
Vendem seosengeuhos
S. Pedro-e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safrtija quatro mil pesT o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pe<*:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Gadeia do Recife. n.
26, primeiro andar, que acha-
ra con quem tratar.
beta como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C, de New-York Acham-sa
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instruesoes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se desoja curar, os
quaes se vendem a 1*000.
Cabo de marim e madrepero-
la, escoras para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovaa de cabo de mar-
flm e madreperola 2 e2jl50O cada um. Com
urna escova assim delicada fas gasto liapar-s
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branea n. 16.
Rayen surta
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ra m pela bar-
ca Clarissa rin-
da ltimamen-
te de New-
York, um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e lh orados
com noroa
aperfsisoa-
mentos, fazendo pfs^ODtn igual pelos dous lados
dacostera, mostram-se na rsa da Imperatriz n.
12, a qualqner hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trates em carrlteis, linha de todas aseares tudo
fabricado expressamente para as mssmas ma-
chinas.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
am novo eliado sortimento da cascarrilhas de
eda para enfeites de vestido, sendo de difieren-
tes cores e larguras, e como sempre as est ven.
dendo baratamente a 2, 3,4 e 5f a pesa, presos
estes que em nenhuma outra parte se achara e
6 sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
enumer 16.
A 4j, 4^500 e 5.
Cambraia lisa muito fina a if a pesa com 8 Ii2
ras, dita muito superior a 5g, dila tambem
Ho fina com salpicos a 43500; na roa do
Urmado n 22, na loja da boa f.
ONGUEKTO HOL LO WAT.
Mlh'ares de individuos da toda as nacoes
dem testemonhar as eirtadda deste remedio
ineomparavale provar em case necesrario, qoe,
pe usa que delle fizeram tem senrpoe
membros nteiramente saos depois da hater era-
pregado ioutUmente*outioe*rattea4. Cadat
pessoa peder-se-aaeeBveeeer dessss curas ni-
Tavilhosas para le tora dos peridicos, quelh'as
relatam todos os dias-hamiiUos annos; e a
maior parta dellas sao to sor prendantes que
admiram os mdicos man rtefcres. Qoeataa
pessoas recobraran) com este soberano remedio
b uso de sens bracos e pernae, depois dador
permanecido longo tempe nos hospitaea, o tea
deviam soflfrer a ampo lacio 1 Dellas ha mui-
cas queftivendo deixado asses* asylos de pada-
timentos, para se nao suhmeterem a essa ope-
raso dolorosa oram curadas completamente
mediante o use deesa precise remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuslo de sea reco-
nheeimento deelararam estes resultados benfi-
cos diante de lord corregedor e-oatros magis-
trados, afira de mais autenticaren) sua a flrina-
trrai
Ninguem desesperara do estado de saude se
ttveese bastante confian^ para encinar este re-
medio constan (emente segundo algom lempo o
trata mente que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestovelmente.
Que todo cara.
O ungento be til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas
Cairabras
Callos.
Aneares,
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Eofermidades
em geral.
Ditas de anus.
Erupsoes escorbutieaa.
Fistolas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchasdes.
Inflammaiao do figado.
Acaba de
chegar
ao novo armazem
Inflammago da bexiga
da matris
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos,
da cotia Pulmoes.
Queimaderas.
Sarna.
Supurajoea ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Uleeras na bocea.
do figado.
das artieulaces.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
DE
BASTOS4 REG
Na ra Nova junU a con.
ceQa.o dos Milite-
res n. -47.
Um
sorlimenlLH,
roupas feitas, calcados e fazeodas e todU
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza rus da Craz n.22
Mantinhas de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra da Cabug n. 1 B,
recebeu-se de sua propris encommenda muilo
bonitas mantinhas do verdadeiro coral, que se
vende mais barato do que em outra qualquer
parte.
Vende-se um jogo de gamocom tabulis e
copos de mirfim, nai travessa da matriz de Santo
Atoaio. o. 14.
Bonitos toncado-
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
Aloja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armacao preta, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que os
tornam mui alegantes, os quaes serrem excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detrs, a de repazes-sollei-
ros, e pelos precos de 8, 9 e 109, so baratisi-
mos na verdade, e quem os vir na roa do Quei-
mado. loja d'aguia branca o. 16, se agradara, e
infallivelmeote comprara.
Sabonees
de amendoa, em caixinhas de Iouca a
500 rs. cada um.
Veadesa-aasaboaetas de asaeedoa para barba,
oade.ua esa s a cautas* de toca 1J440 Quetmad, loja d'sgalKaacan. 16
Aos tabaquistas.
Lencas-fiaos de corea' escorar e Atas a imila-
Olodos>de linboa 5* a daria ; atruado Quei-
mado n. 2, mioja da bea f.
Gollinhas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1B,
receteu-se um completo sortimento de gollinhas
de missanga de tudas as cores.
Vendem-se cintos de todas as cores com ricas
fiyetas para senhora e menina a 2$, bandos de
clina para marrafa a 500 rs. o par, enfeites para
cabeca, de cores e diversas qualidades : na ra
da Imperatriz. loja da boa f n. 74.
Libras sterlinas.
Vendeas-se, na. escriptorio de Manoel Ignacio
de 01iveira*<5i Filho, largo do Corpo Santo.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da tsjaj
da Cadea do Recie n. 12, ha para rendar a rer-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
1"dd. asaim como tambem eal virgen em
pedra ; tudo por precoa mais baratos do que em
oatra qualquer parte.
finada Seneala Nova n. 42
Yenderet-t. easa.de &. P. Jonhston 4C.
MHinse silbesngezes.candeeiroiecaJticaea
bronieados,lenas agieses, fio dtela,chicote
para carros, amomaria.arreiospara carrode
um eioua cvalos rslogioada entro aateM
npes.
i*, re-
grande e variado
calcados e fazeodas e toJ'j
estes sa-vendem por precos muito morti-S
Meados como de seu costume,assim como 3
sejam sobrecasacos de superiores pannos ?5
e ca sacos feitos pelos ltimos figurinos a
26$, 28j>, 909e a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 165,18J. 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padrees a 149.169, 189,209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemira de co-
res a 99, 109,129 a a 149. ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 89, t09, e 12J, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordo a 129, ditos
*de merino chinez de apurado gosto a 159,
dito de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
dito saceos pretos a 49, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
jw tos de brim pardo e de fustao a 39500, 49
l" 495OO, ditos de fustao branco a 49,
X grande quantidade de calcas de casemira
y preta e de cores a 79, 89, *Je a 10, ditas
v> pardas a 39 e a 49. ditas de brim de cores
3 finas a25500, 39. 39500 e a 4$, ditas de
O brim brancos finas a 49500, 5$, 5&500 e a
I 69, ditas de brim lona a 59 e a *$, colletes
de gorguro preto ede coros a 5| e a 6g,
ditosde casemira de cor e pretos a 4J500
e a 59, ditos de fustao branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4|,
ditos de merino para luto a 49 e a 49500
calcas de merino para luto a 4J500 e a 5g"
capas de borracha a 99. Para meninos
de tooVos os lmannos : caigas de casemira
arele ede cor a5J, 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 2J, 39 e a 39500, paletots sac-
eos ae casemira preta a 6$ e a 7, dito
de eor a 69 e a 7J, ditos de alpaca a 3,
sobrecasacos de panno prato a 12 e a
14, ditosde alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os taman'hos
meiosncos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babadolisosa89ea 12$. ditosde gorgu-
ro de cor e de la a 59 e a 9, dHos de fl
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e umitas outras
fazenda e roupa feitas que deixam de ff
ser mencionadas pela sua grande qnanti- B
dada; assim como recebe-se toda equal- 9
quer encommenda de roupas para se 8
mandar manufacturar e que para este fin *
temos um completo sorlimenio de fozen- %
das de gosto e urna grande officina de al- *
faiate dirigida por um hbil meslre que 8
pela sua promplidao e perfeicSo nada dei-
xa a desajar. B
rPS no" ti:?:!.lV**c-'ru"d0
Rolhas de corliga finissimas.
Lona e fille.
Fio de vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Bellins. silhoes e arreios para carro ou cabriolet.
Riscadinh/de Iinho proprios para obra
de menino a 200 rs. o cavado; na ruado Quei-
mado a. *Kleja da boa f* *
~ Vende-se en casa, da AdamsoD. Hewie
C. ra do Trapiche Novo n. 42, biscoilo nglezes
sortidos, em pequeas latas.
Campos A Lima.
Na ra do Crespo n. 16 continua a vender lin^
das fofos de cambraia para guaruico de vestidos
por commodo preco.
Mr. Vidal
avisa seua numerosas fragete, que de traje
em diaote todas as quintase domingos lera a vas-
da bea carne de ca metro e porco, ctraarioae, sai'
dchts e excellente carne de vacca 4 presos com-
medos.
Vende-se este angoento no estabeiecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas enearregadas de sua venda em toda a
America do sol, Havana e Bespanba.
Vende-se a 800 rs cada bocetinba contm
urna retrueco em portuguez para explicar o
modo de fazer uso desta ungento.
O deposito geral era casa do Sr. Sonm,
pharmaceutico, na ra de Crut n. 22, am
Pernambuco.
Milho, farelo e fa-
rinha.
No estabeiecimento de moldados da ra da Im-
peratriz n. 4, veudem-se saceos grandes com mi-
lho, farelo e farioha, por preo razoavel
B Vende-se ou hypotheca-se urna olaria na
camboa do Remedio, com barro proprio para
qualquer obra.e terreno proprio.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n. 1 B
vende-se a veidadcira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, ebegado de sea propria encommenda muito
lindas caixinhas de costura com msica, proprias
para mimo, que se vende muito barato.
enfeites de flores para ca-
samento* e bailes.
Cht^ou para a loja d'ayjia branca lindos e de-
Ucedosenfeites de flore tr,M, feitos com muito
gosto e ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vao a casamen%,s e bailes \ aer.
Tn 1K"rttDeD,leP psseio. 08 -- 80 gJ
!?-n-?a ^r^ qUeiD apr?a8'vbom conhece-
ra que sao baratos, e para isso 6^;- -- ,,,.
do Queimado, loja d'aguia branca t\ te..
Cbeguem ao bara'o.
O Preguira est queimando, em su i0;a Da
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 \ar< a 2f
easemira escura enfeslada propria para calsa
collete e palitos a 960 rs, o covado, canVai*
organdiz de muito bom goslo a 480 rs. a dita liza transparente muito fina a 39, 49 es
a pega, dita tapada, com 10 varas a 5$ e 6J,
p5a, cbilas largas de modernos e escolhidos pj.
dres a 240, 260 e 260 rs. o covado^iequissi.
mos challes de merm estampados a ?9 e8|
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 9 cada um, ditos com urna s palma
muito finos a 8*500 rs., ditos lizos com franja
de seda a 5?, lencas de cassa com barra a
100,120e 160 rs. cada um, meias muito finas
para senhora a -49 a duzia, dilas da boa qualida-
de a 39 e 39500 rs. a duzia, chitas lrencezas
de ricos desenho para eoberta a 280 rs. o cova-
do, chitas escuras inglezas a 5900 is. a pega,
e a 160 rs. o covado, brim branco de puro linho
a 1, 1200 e 1600 rs. a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 rs. a vara, brilhantina
azul a 400 rs. o covado, apalea de difiranles
cores a 39600 rs. o covado, caserairas pretas fi-
nas a 29500, 30 e 39500 rs. o covado, cam-
braia preta e de salpicos a 500 rs. a vara, a ou-
tas muitas fazendaa que se far patente ao com-
prador e de todas se darao amostra com penhor.
< Reg.
Na ra Nova n. 47, junto a Cooceicao doa Mi-
litares, aeabam de receber um arando sortimen-
to das verdadeiras camisas inglezas pregas lar-
gas e estreitas peitos, coUsriobe e puaboe de
linho. e como seja grande quantidade tomamos
5ed*libL,S5 TeDder Ple diminuto preco da
359 e 409 a duzia, uniformes de casesairas de co-
re a 20J, 259 e a 309, assim como muitae oatras
fazeodas queso coso a viste que ae pode reco-
nhacer o que barate.
Admira ve! pechin-
cha a 3,500! o ecarte.
Na loja do Pavao.
Grande e rarfado sortimento de cor-
tes de cambraia de seda tastto d barra
como de xadtet, de listas ou de flores
matisadas fazenda de 8| tpie se vende ai
3^500 para apurar nhero: na ra
da Imperatriz a. 60, loja de Gama *
Suva.



DUftIO DI iWMAMID*0. -SBGfflDA IKUlA li M AGOSTO DI 1861.
a
Lindas caixiflhas
V
com necessarios para costura
Acaba da thegar para.a.loja d'aguia brinca mui
Undaeaixiaa*s Qasad*s,,eaiD8pelb, teaoura,
eaoirete, a*ulketa,iaf.elaeiro, dedal e ponteiro,
ludo praado e desperado, gosto, ernum .urna
eaixioha excelleale para una presante, meamo
para qualquer senhora a poaauir, readem-se a
109 e 12 : na loja d'aguia branca, ra do Qutl-
mado n. 16.
4 2.300 e covado.
Damt'co de leda boa fazenda, encarnado, eor
de canoa e branco.
Manteletes de fil preto eufeitados com bico a 5JS.
Damasco de l com 6 palmos de largura cora-
do a 18560.
Chales de merino bordados a velludo superior
Careada a 8. <
Cortes de casemira de cor a 33500.
Setim Maco superior a 2g00.
Casemira preta setim superior a 2J500.
Pecas de indiana flnissima com 10 raras a 8f.
'a ra do Crespo loja o. 10.
Cortes de vestidos brancos
bordados.
Veudem-ae rices cortes de rostidos brancos
bordados com 2 a 3 babados a 5 : na ra do
Queimado n. 32, na loja da boa fe.
Gravatiuhas estreitas.
Veolem-se superiores graraohas estrellas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de 1?> ; aa roa do Queimado n. 32,
oja da boa f.
m
Tachas e moendas
Braga Filho & C., tem sempre no ten depo-
sito da ra da Moada n. 3 A., um granda wr-
raanto da tachas a moendas para engenho, da
milito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no^saetmo deposito ou na ra do Trapicha
n. 4.
Veude-se o engenho Tiriri, sito na comarca
do Cabe, com as proporcoes seguintes: dista da
estrada de ferro urna legoa, a porto para embar-
que em distancia de 200 bracas, com terreno pa-
ra grandes safras, a tem muitos terrenos para se
abrirem com facilidade, ha grande cercado e
muitas matas Este engenho noro ebem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, aeguodo an-
dar, ou no engenho Cafundo, sitio em distancia
de meia legoa daeslsco de Olinda com oabaixo
assignado.Joao Paes Brralo.
Attencao as sedal de qudrinhos a 720
rs. o covado.
Vendem-se sedas de qua-
drinhos milito enco-pados a
720 rs. o covado e dita a 560
rs. rna ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama (fe Silva.
Chitas baratas.
Vende-se chitas escuras de
cor fixas a 4#5D0 a pega a 120
rs. encovado por ter um pe-
quenotoque de mofo: na ra
da Imperatriz. n. 60, loja de
Gama & Silva.
Vende-se ama negrinha de bons coste mes,
boa laradeira e eogommadeira, e cariaba bem :
a tratar na ra da Moeda n. 19, ou na ra D-
reita o. 85.
Eiitre-nietos
os melhores que se tem visto.
A leja d'aguia branca recabeu um explendido
sortimento de ntremeles de delicadas bordados,
a gostos inteiramenta.noroa.iOom. dilarenle* lar-
guras, do mais estreito al mata de 1(2 palmo,
auas diversas applicacoes escusa dizer-se porque
lodaa as senhoras aetoem : os preces So de 2 a
50a pca Conforme a largura, e tal a bondada
delles que quem os rir e apreciar o bom, iofalli-
relmente os comprar: na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado*. 16.
pas feitas beatas*
NA LOJA DE
para vestidos de senhrae
roupinhas de enancas.
Na loja d'aguia branca ae neonlra um balso
eorumcnto de franjas de seda, la a linho, bran-
cas e de cores, propriaspara enfulles de rostidas,
assim como urna dirersidade de galio de seda a
linho, brancos e de cores, abertoi e fechadoi, lar-
gos e estreitos ateo mata que pessirel, trancas
tambem de seda, la a linho, de differentes qua-
lidades, e os que de melhor goslo se pode en-
centrar em taes couaas: por isso quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
'branca, na ra do Queimado n. 16, que ser bem
tarrido.
loja das seis portas em
frente do livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, faienda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim a de ganga, ditas de brim brauco, paletots
da bramante a 45, ditos de fusto de corea a 4j,
ditos de estamenha a 4fl, ditos da brim pardo a
39. ditos de alpaca preta saccoa e sobrecasacos,
dolletea de velludo pretos e de cores, ditos de
eorgurao de seda, graratas de linho aa maia me-
bernas a 200rs. cada urna, collarinhoa da linho
ga uliima moda, todas estas fazendas se rende
paratopara acabar; a loja eal aberta das 6 ho-
jas da manh&a ataa 9 da noite.
Azeite espirito de
vi abo e citrina*
Vende-se azeite de coco a 440 a garrafa espi-
rito de rinho muito barato agoardente de ranna
engarrafada a 240 a garrafa na Trareasa do Pateo
do Paraizo n. 16 frente de amaiello venda da 4
portas.
Vende-se a grande e bem construida casa
terrea da ra do Hospicio n. 35, onde mora o Dr.
Baela Neres, com a vista o comprador conhecer
o tamaoho do edificio : a tratar na prar^a da Boa-
Vista, botica do Sr. Ignacio, das 11 horas ao
meio da.
Vende-se um escraro crionlo, de idade 24
annos, incompletos, sem achaques, perito oflicial
de marcineiro : a tratar com Francisco Jos de
Bouzs, na ra da Soledade, casa n. 7.
Delicados chapeo-
ztnbos para baptisados.
Na loja d'aguia branea se acba mui ores e
delicados chapeozinbos pars baptisados obra
Brui perfeilae bem enfeitada, sendo cada um em
sua bonita caixinbe, e pelo baratissimo preco da
6)1, niuguem deixar de os comprar: na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Opiata ingleza para
(lentes.
A leja d'aguia branca acaba de recebar de aua
propria encommeada a bem coohecida eprorei-
tosa opiata inglesa para dentea, cuja hondada
apreciada por todoa quantoa della tem usado, a
ser mais por quem quizer conservar asgeogirss
em .perfeilo estado, aasim como a alvura doa
dantas; custa cada caixa 19600, a por tal pre?o
s deixaro da comprar quando a nao acbarem
maia na loja d'aguia branca* na ra do Queima-
do n. 16.
Feijo de corda
No armszem de Tasao Irmos, ra do Amorim
na mero 35.
Eufeites de cabeca.
Na loja d'aguia de oaro, ra do Cabugn. 1 B,
ehegado um completo sortimento de enfeites
para senhora, sendo ultima moda, que se rende
maia barato do que em outra qualquer parte.
E'de graca.
Ricas chapelinas de seda para aenhora, pelo
baratissimo prer.o de 16) cada urna : na ruado
Queimado n. 22, loja da boa f: (a ellas,que sao
poueas)
Vinho charnisso.
Vende-se este deliciaso rinho engarrafado a
9500 a garrafa : no noro destino de Jos Das
Brandan, ra da Lingoeta n. 5,
_ Vende-*e urna pequea taberna na poroa-
cao da Apipucos, propria para um principiante,
por ter poueos fundos: quem pretender dirja-
se mesms, ou na ra larga do Rosario o. 80,
queacbarcom quem tratar.
Queijos do serto.
No estabelecimento de molhsdos da ra ds Im-
peratriz u. 4, rendem-se queijos muite frescaee,
a retalho, e pequeas e grandes porces.
Chales de merino estampados a 29500 : na
ra do Queimado n. 22, loja da Boa f.
Trapiche
BARAO LIVRAMENTO
Largo da Asssmbla n. i 5.
Ha ca-itinuamente para vender neste noro es-
tabelecimento o seguinte:
Cera de carnauba em porgues ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caizinhas de 1 a 4 arrobas
Barricas com cebo do Rio Grande em porches
ou a retalho.
Velas de csinauba pura em caizinhas de 1 a
2 arrobas.
leios de sola differentes qnalidades em porces
ou a retalho.
Gourinhos cortidog.
Farinha Je mandioca por 19500 a sacca.
Firello em saceos grandes por 3g800a sacca.
|4inda ha pe
chincha.
Chegon a ra do Crespo n. 8
loja de 4 portas, um sortimento
de cassas de cores fixas e lindos
padroes que se vendem a 240 rs,
o covado, do-se amostras com
penhor.
swr^N vrw ffiSwsw^ w
Cortes de maia casemira de nnut s cor, fazen-
da superior, pelo baratissimo preco de 29 cada
um: na ra do Queimado n. 22, na loja da boaf.
Chaina de merino estampados a 29500 : ua
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Para se comprar as verda-
deiras luyas de Jonvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria eneommeoda aa verdadeiras luraa de
Joufin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
Tapar francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quam quizer comprar
boas luraa escusa cansar-se, dirigir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que abi
leroem serrldo.
4 loja da bandeira
[Nova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
nutnero 37.
Manoel Jos di Fonseca .participa a
todoa os seus. reguezes tanto da praga
Scjmo do mato, e jumamente o.cespeita-,
velpublico, qoe toraou a daliberacao de
;_, basar o preco de taJas as aua obras, por .
cujo moliro tem para rendar um grande j
sortimento de bahus a baciaa, ludo da
differentes tamaahaee de diversas cores
am pinturas, e juntameute um grsnde
sortimento de diversas obras, cosiendo
banheiroe e gaosalas grandes *> pequeas,
machinas paraoafe camas de reato, o
que permite wnder.mais barato possirel,
como seja babs grandes a 49 e peque-
os a 600 rs., taaciaarandes a 59 o pe-
queas a 800 ra,, cocos a 19 a dusia. Re-
cebe-se um oflicial da mesma offiainaj
para trabaihar.
8 I Vil I U I
848Ra da Imperatriz48
% Janto a padaria franecza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento am completo a variado sortimento
de roupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 39 e 395C0,
ditos forrados a 49 e 49500, ditos france- '
zes fazenda de 109 > 69500, ditos de me- j
ri preto a 69, ditos de brim pardo a'
3$800 e 49, ditos de brim de cor a 3J500,
ditos de ganga de edr a 39500, ditos de
S alpaca de la amarella a imitaco de pa-
lha .de seda a 39500 e '49. ditos.de meia
S casemira a 49500, 5g e 59500, ditos de'
f casemira saceos a 13), ditos sobrecasacos
a 15, ditos de panno preto fino a 209,.
22S, 28, ditos brancos de bramante a'
M 33500 e 4, esleas de brim de cura 18800,
*g 2J.500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
al tas de meia casemira a 39500, ditas de
S casemira a 69500, 7J500 e 99, ditas pre-
H tas a 48500. 79500,99 e 109, colletes de
X ganga franceza a 19600, ditos de fusto
H 28800, ditos brancos a 28800 e 39, ditos
de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorguro de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e 59,'
ditos de velludo a 79,8$ e 99.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam caigas, colletes, pa-
letots, camisas a 15800 e 29, ditas de fusto
a2;j500, chapeos francezes para cabeca
fazenda superior a 69500, 88500 e 10,
ditos de sol a 68 e 6(500, ditos para se-
nhoras 48500 e 59. Recebem-se algu-
mas encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Aobarateiro da-rua da Imperatriz n.
48 juntos padaria franceza-, rende-se:
ricos cortes de cambraia brancos e
bordados com dous folhos a 6^000, ri-
cos cortes de vestido de se la escocesa X
pelo brrato preco de 12$, cambraias lizas g
muito finas com 10 jardas a 3J500 e 4j e *
de Escocia a 69, saias a balo de arcos a S
2jj500, cortes ae chita franceza achamalu- l
tada com 14 corados a 58, pegas de cam- 2
braia lisa para forro com nove raras a 29, X
e um completo sortimento de chita fran- >
, ceza a 240, 260 e 280 rs. o corado e das |fj
inglezas a 180 e 200 rs. e outras muitas y
fazendas por precos commodos.
t5ft;^i^ftafl 6 airt ar*r '**" *** *^^**
Luvas deJouvin.
Na loja da Boa F, na.ra do Queimado u. 22,
sempre seencontraro as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para hornera como para se-
nhora, por serem recebidas por todos os vapores
viodos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
^preco de 2S500o par: na mencionada lua daBoa
F, ua ra do Queimado o. 22.
Joaquim Francisco de Helio Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sabio de sua fabrica denominada
Reciteno armazem dosSrs. Trarassos Jnior
& C, na rna do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades per menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feito oseu deposito de relea de carnan-
za simples sem mistura alguma., orno as da
composiQo.
Sua do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, ven-
de-se por precos muito baratos as seguintes fa-
zendas de superior qualidade e modernas, sedas
de qoadros rniudos para vestidos de senhora e
meninas a 800 rs., babados largos e transparen-
tes a 39 a pega, entremeios muito finos a 19500,
capas de merino e.fusto para senhora a 59, chi-
tas largas escuras e claras a 240 rs. o covado,
roupdes de seda a IOS, pegas de bretaoha de al-
godo a 29. riscado francez muito fino a 180 rs ,
manguitos bordados finos a 29, gollinhas borda-
das a 640 rs., alberos de panno felpudo para
homem proprios para chora a 109, capas russia-
nas o melhor que tem vio Jo a este mercado a
309, paletots de panno preto a 188 e 209, sobre-
casacaade dito muito finas a 258, calcas de case-
mira preta e de cores de 59 a 88. ditas de brim
branco e de cores de 29 a 59, paletots de alpaca
e de brim de 3$500 a 59, camisas brancas e de
cores finas a 2$, chapeos de sol de seda supe-
riores a 68. ditos inglezes a 10;, cassas de cores
transparentes a 240 rs. o covado, assim como
outras muitas fazendas que se venderlo por me-
nos do seu valor para fechar eontas, restuarios
de brim e fusto todos guarnecidos e enfeitados
para meninos a 29.
Brim branco de linho muito fino a 19280 a
rara: na ra do Queimado n. 22, loja di Boa f.
i15^S*Si*S-Saa56*5*S-at*frMbtf
fcUnf cmWfWm wWTw o*rw WJBW \?Watf!VwWll
Feijao macassa.
sacca de feijo macassa ovo :
da Tasso Irmos:
Libras slerlinas.
nos ar-
I
i
Maces
s
Chegaram as bellas mages por serem.grandes
e perfeitas, vende-se aos cantos e em calas e a
retalho : no deposito de Sodr & C-, ra estreita
do Rosario n. 11.
Arauaga- Hijo & .,
vendem oncas deouro: na ra
do Trapiche n. 6.
Milita grvala ba-
rata.
Na toja d'aguia branca se encontra um grande
Ha para vender, na ra da Cadeia do Recife n.
12, em casa de Bailar & Olireira.
O-toreador!!!
2ft IjftTgo do Terso %%
Quem duvidar renha rer; manteiga ingleza
perfeitamente fiera 19 a libre, franceza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra massvs muito finas para sopa
a440 ris a librs e antros muitos gneros perten-
ceotes molhsdos, ( a dinheiro vista.)
Bonecas decamur-
sa com.rosio de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecas do camursa com rosto de maaaa, a pri-
morosamente reslidas com saia balo, ele etc.,
vista do que, e de ua muila duracao sao bara-
tiasimas a 18200, barato assim s se encontra na
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Peonas deace
inglezas, caligraphicas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda as verdadeiras peonas de ac ingle-
zas, caligraphicas, cuja superioridade est deci-
dida, a ainda assim contina a rende-las a 29 a
caixinha : na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado o. 16.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se urna porco de ripas de louro para
estuque e ser de encommenda e prego razoarel.
55Ra da Imperatriz55
Veoda-se urna carroea de conduzir gneros da
alfaodega, por preco commodo.
55-Ra da Imperatriz55
Vende-se um cabriole! de 4
rodas americano pira um e
dous carallos, com os arreios
necessarios, em bom uso e pre-
co eommodo.
Dous cabrioletSa
Vendem-se muito em conta dous
cabriolis sem coberta. um com ar-
reios e outro sem arreio : na ra da
Imperatriz n. 55.
Cera decarnauba.
Vende-se cera de carnauba a melhor que tem
rindo a este mercado a 89500 a arroba a prazo
ou a dinheiro : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cita n. 7 ou na ra da Imperatriz o. 60.
Genebrada Hollanda em bo-
tijas.
Vende-ae na casa de Brender a Bran-
dis & C. : na ra do Trapiche Novo nu-
mero 16.
Deposito de ara
de moldar, cadinhos de todos os nmeros, cobre
em leocol e rodas, lato em fclha desde a gros-
sura de papel at o mais grosso preciso, estanho ; em barra e rerguinha, tazos de cobre a 850 rs a
libra, chumbo em lencol e barra, tenas de vidro,
e outros muitos objectos de metal : na ra Nova
defronle da Conceicao n. 38.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commo-
do: na ra ora de Santa Rita n. 65.
A 2$ o corte.
Cortes de riseado francez com 14 corado pelo
barato prego de 29 : do armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
ARMAZEM
DE
ROUPA F
DE
Joa 40 RUADO QUINADO 40|
Defronte do becoo da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem ae manda eiecutar por medida, rontade dos freguezes, para o
Coral de raz
Vanda-aa muito bom coral de raiz, o o a 19}:
na rtn fu Qtralmado, tojr d'aguia branca n. VS.
Encyclo-
pedica
Lia de fazendas
Ra do Crespo numero 17.
DE
Guimardes A Villar.
Para acabar com certas fazendas ren-
demos baratsimos :
Chapelinas de seda de riquisstmos. gestos
a 129 cada urna.
Ditos depalhade Italia a 289.
8 Gollinhas e manguitos de punbo de su-
perior qualidade a 39.
Cassas de cores Oas e delicados padroes
a280rs. o covado.
X Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
9 quanlo pertence para adornos de se-
m nhora por baratsimos precos.
, Calcado Mell de 2 solase aula fina.
Para homens.
Grande sortimento de roupas feitas a
chapeos da todas 'as qualidades.
ii'iiEriQreio :c re dh rio jc^kdch
* 5V *
^ m i
Vende-se a todos miudezas baratas
Appareca dinheiro que a vista faz f ;
Correi iregueziuhos a estrellas gratas
Que oo Rosario dirisam a loja que .
Loja das tres estrellas, ra
larga do Rosario n. 3 3
Neste estabelecimento queima-se sem reserva
de preco : Pitas lisaa a tarradas finas, bicos de
e bello "sortimento de graratas de differentes gos- I }*>' de aabyrinlbna, leodas. babados de
9ose qualidades, e po pre5os taes que em ne- [^ f> ot{0' transase franjas de sedae de Ua,
nhuma outra patese acha, Como seja, grarati-F^lao branco paaa enfe.te de vesl.dos, enadores
para roupoes de linho e de seda preta, bolees ae
metal para calca, ditos de massa paca paletots,
ditos de relroz para casaca, ditos de vidro e de li-
nho para aasaveques, brincos e rozlas douradas,
eseevas para falo, para snalos, para denlas e
para unhas, tramoia em pegas de quinze raras,
cruzes a vernicas finas, rosarios de carolioo e
de oaso linos, linhasde meada, de peso e de car-
retel, enfeites de fita e de ridrilno, sarteiraa da
marroquim e de chagrem, ditas grandes para pa-
peia, requife preto de laa, caigas de bfalo, de
massa, de chumba e de raiz pan tabaco, relogios
para meninos, dedaes de metal branco e ama-
ralla, esporas para salto, phosphoros em caixas e
ena barruiohos, estampas de santos floaa, colo-
ridas e em fumo, pequanis a grandea, ditas em
quadros, sortimento de freos, fio para sapaieiro,
fila com clcheles, sombra para flores, graratas
de seda, guardenapoa de tiaho, caniuhas de tinta
para deaenho, golas de seda preka e de cores, fita
de talludo preta e da cor, luras deaada, ditas de
torcal sem dedos, ditas de Jouvin que se renda
at por 300 rs., leques finos, meias de algodo de
toda a qualidade, ditas de seda preta, medidas
para alfaiate, eatojos de naralhaa finas para bar-
ba, pinoeia para dita, antea de marfim ede mas-
sa para iimpar a eabeca, ditos de tartaruga vira-
dos, sapallnhos de marin fino a de lia, linteiros
de metal, cenirelea finos para pennas, thesouras
da dirarsas qualidades, e Has ostras couaas
tendentes ao mesmo negocio que ludo ae rende
por todo o preco para acabar.
que tem um dos melhores profeaaores.
Casacas de panno preto. 409, 259 e 809000
Sobracasaca da dito, 359 30900
Palitotsdedito ede cores, 859, 30J,
25|000e 209000
Dito de casimira de corea, 229000,
159. 129 a 99000
Ditos do alpaka preta golla da Tal-
ludo, usooo
Ditos de merin-sitim pretos a da
corea, 9$000 89000
Ditos de alpaka da Cores, 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 39500
Ditosde brim decoras, 59, 49500,
4S00O a 39500
Ditos de bramante da linho branco,
63000,500 e 41000
Ditos de merino de cordo prato,
159000 a 89OOO
Calsas de casimira preta a de corea,
129,109,99 a CfOOO
Ditas de prineeza a merm da cor-
do pretos, 39 a 49500
Ditas de brim branco a da cores,
53000, 49500 a 29500
Ditas da ganga de cores 88000
Golletea de velludo preto e da co-
rea, liaoa bordados, 128,0$ a 89OOO
Ditoada casemira preta a de corea,
tiaoa a bordados, 69,59500, 59 e 39500
Ditos da setim preto 59000
Ditos de seda a setim branco, 69 a 59000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 78000,69OOO a 59OOO
Ditos de brim a fusto branco,
39580 e 39OOO
Semillas de brim de linho 29200
Ditas de algodo, 1$600 e 18280
Camisas de peite de fusto branco
a de cores, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 68 e 30000
Ditas de madapolo branco o de
cores, 39, 29500, 29 e 1JJ800
Camisas de meias 18000
Chapeos pretos de massa,francezes,
formas da ultima moda 108,89500 e 7J[000
Ditos de feltro, 69, 58, 49 e 2J(000
Ditos de sol da seda, inglezes a
francezes, 149,12$, 118 e 79OOO
Collarinhoa de linho muito finos,
norosfeitios, da ultima moda $800
Ditos de algodo $,500
Relogios de ouro, patentes horl-
sontaes, 1009. 909, 809 e 709000
Ditos deprata galranisados, pa-
tente hoaontaes, 408 309000
Obras deouro, aderemos a meios
aderecos, pulseiras, rozetaa a
anneis
Toalhaa da linho, duzia 129000 a 109000
:
nhasestreitas bordadas a 800 e 18, ditas pretas e
de cores agradareis a 19, 19*00 e 19500, ditas
com pontas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim maco a 18500. Pela variedade do sor-
timento o comprador ter muitas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
JMEKIftClA
LOW-MOW,
Raa da Seoialla Nova n.42.
Nesta atabalaciman to contina a havar um
completo sortimento da moendasemeias moen-
das para engenho, machinas da vapor a tallas
te ferro batido a coado,da todos ostamannos
para dito,
A
a duzia de toalhaa felpudas superiores; n
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se um sobrada de dous andares e
soto na ra de Santa Rita : a tratar na rara das
Crozas n. 18.
Vende-se urna boa amaneo de amarello,
toda enrerniaada, qae aevre pan qualquer asta-
beleeimento, e por preco razoarel:.na ra do
Crespo n. 15, loja.
ELIXIR DE SAUDE
Citrolactato de ferro.
VjuVeo dtpob'ilo na botica de 3aaquin\ MarUn\\o
da Cruz Crrela & C, ra do Calinga n. 11,
em Veraambueo.
II. Thermes (da Chalis) antigo pharmaoeatico aprsenla boje urna nova preparacio de ferro,
com o nome da elixir de citro-laciato de ferro.
Parecer ao publico umluxoempregar-se um mesmo medicamento debaix de formulas to
variadas, mas o homem 4a ecieacia comprobando a necesaidade e importsnoia de urna tal varie-
dad*.
A formula um objeeto de muita importancia em therapeutica ; um prograaao immenso,
quando ella, maniendo.a eaaeociado medicamento, otornaagradarel, fcil e possirel para todaa a*
idades, paxa todos os paladares e para todos os temperamentos.
Das numerosas prepararles da ferro at hojeconhecidasnenhuma rene to bellas qualida-
des como o elixir de citro laoUto de ferro. A seu sabor agradavel, rena o tomar-se om urna pe-
quena dose, o sarde urna promptae fcildissoluco no estomago, da modo que completamente
aasimilado; a o naoproduzir por causa da lactina, que con lemom sua compoaico, a coaslipaco de
vantretao frequentementa provocada pelas outras preparacesferruginosas.
Estas novas qualidades em nada altaram a sciencia medicamentosas do farro, que sendo urna
substancia da qual o medico ae nao pode dispensar em sua clinica, de incoaparavel utilidade
qualquer formula que Iba d propriedadea-taes que o ortico o poaaa prescrever sem recala. o
que cjuseguio o pharmaceutico Thermes coma preparaco do oitro-lactato de ferro. Assim este
medisaaaento oocupa hoja o primeiro lugar entre aa numerosas preparaces ferroginosaa, como o
atiesta a pratica de muitos medios distiuatos que o tem eosaiado. Tem sido mpregado como im-
menso proveito naa molerties da languidez (chlorosepallidas coresj na debilidade subsequenta as
hemorrhagiai.nas hydropesiaa qae apparecem depato das intermitentes naineontinencia : de orinas
por debilidad*, as parolas braaeas, na esorophula,o raohitiamo, aa purpura hemorrhagica, al
conralescaacia dea molestias raros, na chloro-anenria das mulbores grvidas, em todoa oa caaos
em que o sangesa acha empobrecido oo viciado pelaafadigas affacsoes chronicasj cachexia tuber-
culosas, cancrosa.syphililica, excessos renereos, onanismo e uso prolongado das pre jiraces mar-
euriaea.
BalaaeBtarmidades saodo mui frequeutes o sondo o ferro a primipai uotlancie de qa
medico tem de locar mi para aa debelar, o aolhor do cito-laetato do farra Jia.eee lourores
I roconhecidamento abumanidade por ter detooberto urna formula pela qual se pude cam recelo usar
I de larvo
Escrayos fgidos.
Escravo fgido.
Auzentou se da casa do abaixo assig-
nado o escravo crioulo de nome Ala.
noel cor preta, de idade de 30 a 35 an-
nos, alto, magro e rendido da ven-
ina esquerda. Este escravo foi proprie-
dade do Sr. Thomaz Antonio Guima-
raea, morador na cidade de Goianna,
d'onde veio a pouco, e por muito tem-
po foi empregado nos lampies das ras
daquella cidade, natural do lugar de-
nominado i'ontinha perto da mesma
cidade de Goianna e tanto n'um como
no outro lugar e muito condecido e
provavel que ande por estes lugares de-
signados. Pelo que JOgo a todas as au-
torides policiaes capitaes de campo a
aprehensao do dito escravo, podendo
leva-lo a' cidade Goianna ao Sr. Tho-
maz Antonio Guimares, e nesta cidade
a ra Nova n. 67 segundo andar ou a'
ra da Cadeia Velha do Recife, loja n.
22, que sera' recompensado.
Joao Pereira Moutinho.
Na manba do da 6 do correte fugio da
casa do abaixo assignado o escravo de nome Can-
dido, crioulo, cor fula, reprsenla ter 28 annos,
pouco mais ou menos, estatura baiza, secco do
corpo, cabeca grande, temas pernas alguma cen-
sa arqueadas, que pouco se couhece, ps peque-
nos, foi comprado a 16 de julho prximo passado
ao Sr. eapitao Bento Antonio de Olireira da fre-
guezia do Apodi, provincia do Rio Grande do
Norte, d'onde o dito escravo natural, descoo-
fia-se que tenha tomado a direceo do serto, e
que v junto com algum comboy para o mesmo
lugar d'onde veio para esta praca, aonde foi ven-
dido ao abaixo assignado : portento roga-se as
autoridades policiaes, capitaes de campo e mais
pessoas, a captura do dito escravo, e entr-ga-lo
na ra larga do Rosario, fabrica de cigarros n.
21, que pagando-se todas es despezas feitas com
0 mesmo escravo, se recompensar generosamen-
te.Antonio Maia de Brito.
Ausentou-se de casa de seu senhor, o es-
craro mulato escuro de nome Joo, idade de 18
annos, rosto cumprido, cabellos crespos, cirios
vivos, bocea grande, bons denles, alvos e abor-
tos, ar alegra, estatura regular, levou roupa
branea e azul, chipo do Chili e booet: quem o
apprehender dirija-se ao sitio da Sra. viva Las-
serre ou ra da Cideia do Recifo n. 20, que
recompensado.
Attencao.
5
Ausentou-se da casa de sua senhora o escravo
de nome Jos, idede de 40 annos, pouco mais ou
menos, de nago Costa, levou vestido calca de
brim de quadros, camisa de algodo azul, chapeo
de palba, tendo por signal o seguinte: um dos
dedos do p direito acavalado sobre o ootro pr-
ximo, tem por costume fallar baixo, estatura re-
gular, tem nos bracos ao p dos hombros talhos,
sigoaes de sua naco, o rosto limpo qur de mar-
cas qurde barba, fugio no domingo 21 do cor-
1 rente : quem o pegar queira leva-lo rasa de
sua senhora, na ra da Imperatriz n. 75, lercei-
ro andar, que ser recompensado vista do seu
trabalho. Consta que o mesmo anda pelo Arraial
e suasimmediaces, com o dedo aleijado enrollo
em um panno e pedindo esmolas.
Na noite do dia 5 do correle aesapparece-
ram da casa do abaixo assignado, os seguintes
escraros Jos crioulo cor preta bsstante alio den-
tes naturalmente separados no queixo superior
fallas mansas, foi vestido com camisa de baeli-
Iha azul chapeo de massa j velho, este escravo
filho do Buique donde veio trasido pelo seu
Sr, Miguel de Barros Silva Jnior, que o ren-
deu nesta praca ao Sr. Silvino Guilherme de
Barros, a quem o abaixo assignado comprou, e
Venancio tambem rtioulo altura baixa tem todos
os denles e o rosto quasi redondo este muito
alegre, e sempre esi rindo-se natural do Cear
da comarca do Arscaty, veio remettido para esta
cidade aos Srs. Grugel Irmos e vendido por es-
tes ao mesmo Sr. Silverio tambem fui este ulti-
mo vestido de roupa igual ao primeiro, de pre-
sumir que tiles seguissem o caruinho do Buique
donde veio ainda a poueos das a Jos, o abaixo
assignado gratifica generosamente a quem os pe-
gar e os levar a ra da Imperatriz n. 79, pri-
meiro andar bem como roga as autoridades poli-
ciaes a captura dos mesmos escravos, bem como
protesta desde j contra quem os tiver oceultado.
Monteiro 6 de agosto de 1861,
Uanoei Camillo Pires Falco.
No dia 28 do correle fugio do lugar Guii-
nhezinho, termo da villa da Independida de
Guarabira, o escravo Joaquim, cabra, com idade
que representa 40 annos, sem que entretanto te-
nha cabellos brancos, altura regular, cheio do
corpo, bem empernado, ps grossose chaboquei-
ros, muitas veas as pernas e mos, cara regu-
lar, um tanto descarnada, nariz afilado, meia
barba, olhar velnaco, denles limados porm j
rombudos, cabellos crespos querendo garapinhar,
e gosta de os trazer[baixo, pescoco bem grosso,
desde a nuca ao corpo, em desaboloar a camisa
r-se bem, gosta muito de canlar elogios, tem
pruflsso de almccrevar, e tambem de tirar gados
como tangedor; pertencenle a Jos Justino da
Costa Brito, que generosamente recompensar a
quem o pegar o leva-lo sua moradia abaixo
mencionada, ou no Recife ao Rvm. Dr. Joaquim
Graciano de Araujo, na Boa-Vista, ra dos Coe-
lho, casa n. 8, Io andar.
i Achsm-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provicera
do Cear, fgido em selembro do anno proxim-
passado, com os sigoaes seguintes : idade de 35
aonoa, altara regalar, barbado e cabellos pretos
anneldos; e Luir, cabra, natural do leo, fugio
do em marco deste anno, ecom os seguintes sig-
naes: idade 30 annos, altura regular, muito pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guna signaes de bexigas no rosto, e muito re-
1 grista ; suppoe-se este escraro estar occulto por
pessea que o preleje, pelo queprotesta-se contra
quem o tlrer feito : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der noticia a seu senhor Juo
Jos de Carvalho Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
' Desappareceu no dia 13 do correte, do si-
lio da S. Jos do Manguinho, o escraro crioulo,
maior de 50 anona, de nome Joaquim, com os
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escraro foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se.
a todaa as autoridades poliiiaes a a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, ou na rna do Trapiche n. 15
a Jos Teiseira Basto.
Acha-se ausente desde o dia 24 de jonho
do correte anno o escravo de nome lzidorio, com
os signaes seguintes: estatura alta, secco do cor-
po, cor fula, pouca barba, rosto regular, idade 27
ou 28 anoos, pouco mais ou menos, cujo escraro
| padeoe de asthma ; jnlga-se estar trabalhando
aqui na praca de servente de pedreiro, fstara
amsziado com urna mulata forra, tanto o escraro
como a mulata sao naturaes de Harta Farinha:
roga-se portento a todoa os capitaes de campo e
autoridades policiaes de o apprehenderem e tra-
zer na travesea do arsenal de guerra n. 11, que
se gratificar.
Fugio no dia 1 do correte mez o cabra de
nome Manoel, natural do Aracaty, altura regular
eabeca redonda a um pouco chata, beicos grossos,
e quando anda balance com o corpo, representa
ter 20 s 21 annos de idade, levou calca e carniza
de algodo branco e urna de la por cima e cha-
peo de feltro preto: qaem o apprehender pode le-
va-loa raa do Queimado o: 73, que ser geneross-
S ente recompensado.
Fugio do dia 7 do correte mez urna preta
de nome Anna, crioula. bastante magra, cor nao
muito preta, representa 50 annos de idade, so-
fre grande falta de dentea, tem am deleito om
um dedo das mos, e mateas do 'ridas em urna
das pernas ao p do tornozelo. mos e ps cur-
tea, barrita mal feita, por isso que parece que-
brada : qoem a entregar ao abaixo assignado
em ano sitio na estrada nova do Pu-d'Alho,
adiante, da Magdalena, recebar a-quanlia de
509000. Joao Antonio YWasecea.


(8)

MARIO DI FiaiAMIDOO. SEGHD1 TURA li DB AGOSTO DI 4*S>
Litteratura.
Panegyrico (')
o graode crdito que elle merecen entre os reis, dos saotos : o 2, adoptsodo oserros de Marieleo
os principes, e a Europa inlera. de Padua, e de Joio de Jaodujs. tapaihavs do
De S Ficante Ferrar, recitado na pompota festi-
vidade, que o 1 batalho de infamara da
guarda nacional, fez celebrar na egreja do
convenio do Carmo, no dia 21 de'julho de
1S61 ; pelo padre Lino do Monte Cor mello
Luna, pregdor da capella imperial, cavallei-
ro da ordem de Vhrislo etc. etc. etc.
Quifecerit, et docueril, hicmag-
us vocabitw in regno calor um.
Aquello que pro li ar as mximas,
que liver ensillado, ser uro dos
grandes do reiuo do9 cus.
S. Matlh. cap. 5 v. 19.
Sempre que tenho occasiio de subir esta ea-
deira da verdade, e algar mioha voz como minis-
tro du santuario fcil de eoohecer a emogo,
quo experimenta meu espirito ; e hoje, porem,
que vou occupar por alguns momentos a ttenco
de um auditorio conspicuo, lendo asna frente a
briosa, e sempre prestante officialldade da guar-
da nacional (l) homens. que, dotados de quali-
dadesapreciaveis, de carcter nobre, e de heros-
mo comprobado, bao conquistado por amor
sua paUia, griualdas de immarcessiveis louros,
qual nao deve ser meu acanhameoto e perturba-
gao Oul nao deve ser mioha lemidez oeste mo-
mento em que sou constituido orgam dos senti-
ruentos religiosos da distincta cfBcialidade, e
tais pragas do 1* batalho de infantaria da guar-
da nacional, cuja corporagio vem hoje, cheia de
jubilo, queimar o incens de sua devogo no al-
tar do graode, do incomparavel Sao Vicente Fer-
rer, quem escolhera para seu protector! E', e
eu o confesso, temeridade, e temcridade gran-
diosa, mas urna idea salvadora dessipa os
meu3 receios, porque nutro a mais viva convic-
go de que, um auditorio, em cajo corago se
acha arraigado o amor Religio, e a religiosi-
dade de suas creogss, ha de escutar somente as
verdades enunciadas pelo orador, esquecendo as
bellezas oratorias, cuja falta empobrega, ou des-
figure o panegyrico.
E' um pheoomeno, senhores, que raras vezes
assoroa no espassoso theatro do mundo um cora-!
gao innocente desde o berco al o verdor dos an-l
nos, e desde o verdor dos annos at a mais en-
canecida velhice.
Ha homens, que primeiro se coosagraui ao mun-
do, sao vis escravos da fortuna, entregam-se as
mais impetuosas paixoes, para depois se consa-
graren] Deus desanimados, enfermos, e quasi
morios: ha oulros. porem, que esquecidos do
importante negocio de sua salvago, engolfam-se
nesses prizeres e gozos materiaes, e seguindo
nicamente os seus aesejos morrem desgragada-
mente, como foi desgranada sua vida.
Verdade santa, mxima divina, divina ligio do
evaogelho I Seculo 14, tu me presentas um me-
nino ja santo I Hespanha o seu berco, Vicente
o seu nome. Calalunha, Valenga, Castella,
Leo, provincias da Hespanha ; Frange, Italia,
Icglaterra, Irlanda, Alemanha e Ejcocia ; todos
estes imperios, todos estes reinos, todas eslas
provincias, sao o campo de suas victorias, a ca-
deira de seus orculos, o theatro de suas virtu-
des, as testemunhas de aeus prodigios : o here
da Providencia, eis o mestre, e o discpulo, co-
mo elle contemplativo, apostlo, justo e santo.
Viceme Ferrer exercitando aquillo que pregaba,
e observando a doutrina, que ensinava, a par de
suas preclaras virtudes foi justamente um here
que leve lugar mui distincto entre os grandes do
reino dos cus: Qui feceret, el docuerit, hic mag-
ma vocabilur in regno cwlorum.
Longe, senhores, de queimar rediculo incens
ao simulacro da lisonja, eu emprehendo tecer o
panegyrico de um here christao, que sobrema-
nera zelou, e guardou a lei de Deus al morrer;
Sua agradavel presenga, que alrahe os respeitos ;
seu aspecto jucundo de que scentila a virlude ;
sou corpo mortificado e penitente ; o habito que
o orna ; a correia que o cioge ; os povos que o
applaudem, os penitentes que o buscam ; os jus-
tos que o imitam ; os homens que se espantara ;
o mundo que o admira ; os cus que o sbeogo-
aoi; ja vedes, senhores, neste esbogo que Vicen-
te foi o flagello da incredulidade, o terror das
heresias, o panegyrista da Religio, o defensor
da f, o orador sublime, o sacerdote exemplar, o
tl-.eologo profundo, o doutor egregio, o escriptor
illustre, o controversista incomparavel I E que
cousa deixou elle de ser? Successos apostlicos,
milagres estupendos, feliz cumulo de suas emi-
nentes virtudes : digo muito, mas ainda nio da-
se bastante. Vicente Ferrer sendo a honra do
claustro,_ o luminar do sacerdocio tornou-se a
admiragiodo seu seculo, o orgulhodesua pa-
tria ; o homem singular, que reuniu em sua pes-
soa lodos os predicados quo assinalam os maio-
res homens da religio.
Mostrar-voa-hei com a franqueza, que me
props. algumas das aegoes, que caracterisam
este homem extraordinario, as quaes abonaran)
:enlelha^SMj
rvo^
Je esplendor, que
{tara dignamente
Meu Deus1 Urna cen
roe cerca, inflame meu
preconizar o vosso s
O Chrislianismo plantado na Ierra um objecto
simullaueo devenerago. e de despreso; de amor,
e de odio. A historia afirma que elle se tem es-
tabelecido no meio daa perseguigoes, assira como
das vassalgens dos povos; j entre as blasphe-
rr.ias.e sarcasmos de seus aiversarjos.e o cumulo
de triuniphos e ovages de seus lidadores. Con-
vm que hajam erro3 para provareoxos amigos
da virlude ; perigos e opposic.d*s para fazeTem
brilhar a fldeldaJe em todo seu herosmo
Se remonlarmo-nos as primeiras edades do
chrislianismo, veremos quanlo tere file a soffrer
" ZZJ~: T a------- a .'>""c, uo presenga. t necessano que Vicente v oo-
do poder tyrann codos Cesares ; das injuriados por-ae essa torrente de criraes e de desgracas
sacerdotes e falsos deoses : das subu na dn ......;___a____.r..-________,____ kv*
sacerdotes e falsos deoses ; das subllesas dos
philosophos e sophystas; do furor dos povos des-
varados pela supersiigo. Porm se os Celsos,
e os Porphiros atiavam suas langas para o com-
baterem ; os Orgenes, e os Agostinhos armavam-
se com as armas da fe, e da eloquencia em sua
defeza. Se os Decios e os Julianos esgotarain
coolra elle ludo quanto inventar podiam a cru-
eldade, e o artificio, os Constancios, eos Theo-
seos humilharam diante delle auss frontes vicio-
sas : contraste na rerdade que se tem mais ou
menos renovado em todas as edades da egreja.
Logo que o Senhor lhe faz ver este medonho
espectculo, elle tica como fra de si ; os seoti-
JJS Ja!I -rb8da FlV W e pel?s face8, Do mei0de8t muliiplicidade de penas, de m.neira*irn^n^9SS^uff.S.
>rezias. Agnoranc.a e a barbar.dade sem .1- que opprimera sua alma elle respira umpou-' mero ocalculave, decooveK" a pTbliddaSe
co, respirando rompe o silencio, e rompendo o de seus milagres dava bem a sentir a aublimidade
silencio proferem seus labios estas senlimentaes das gragas com gue Deus o enriquecer. A con
palavras : em que tenho eu mostrado ser amante "
de meu Deus ? Bem conhego que no retiro do
mo a egreja foi pertu
herezias. Agaorancia e a barbaridade sem al-
teraran! a essencia de sua doutrina, parecern
cubri-la de vu tenebroso : o desejo de innova-
gao augmenlou-se consideravelrcente at que to-
cou ao seculo XIV : seculo que aprsenla urna
pleiade deespiritos fortes, que trabalhavam para
minarem o chrstianismo pelos seus meemos fun-
damentos.
Seus escriptos espalhados por toda a Europa
ah Qzeram circular o veneno de urna eocreduli-
dade sediciosa, que agilou no corago do homem
quantas paixoes tem elle : sublevavam a Ierra
contra o cu. e na sua revolta contra Deus pre-
pararam a rebellio contra egreja contra re-
ligio.
E que senhores Esta religio to magnifica
as suas promessas, to pura na sua moral, (o
fecunda em virtudes to poderosa sobre os cora-
goes dos povos, que ella tem successivamente at-
irahido a si; lio prodigiosa pela sua estensao.qtie
abraga o mundo ioteiro ; to respeilavel pela
multitude dos genios eminentes que a tem pro-
fessado ; esta religio sublime e adorada v-se
coberta de vilipendio e de ultrajes pelo cyoismo
inqualificavel de homens degenerados apostatas
de suas crengas.
Vicente Ferrer apparece nesse soculo assusta-
dor para uoir-se aquelles que sao consagrados
defeza do ebristianismo : o mundo iremeu vendo
surgir do horisonte da Hespanha o astro fulguran-
te, que devia afugentar a noite que eclipsava
gloria da egreja. A egreja exultara de prazer
vendo o novo alhleta, que reuna a piedade de
um solitario, com o zelo de um apostlo ; a sa-
bedoria de um patriarcha, com o esplendor de
um thaumaturgo.
Vicente Ferrer, nascido na cidade de Valeoga,
do reino da Hespanha, no dia 23 de Janeiro de
1346, seus paes Guilherme Ferrer, e Constancia
Miguel, souberam infiltrar em sua alma aquella
doutrina saa, aquelles sentimeotos religios, que
soem ennobrecer os genios doceis, e os corages
consagrados Deus.
O claustro dos pregadon? o espera ; abre suas
portas, e Vicente, fiel sua vocago recebe na
edade de 18 annos, o habito do patriarcha S. Do-
mingo. Ahi que elle se applica s bellas-lettras,
ao estudo das sciencias ecelesiaslicas para ser the
Jogo orador, canooista,orculo da jurisprudencia
defensor.apostolo da religio: ahi todo seu cuida-
do toda sua solicitude de seguir Jess Ghris-
to ; seu desejo em aprendender, e a praticar as
observancias do claustro ; sua vontade em saber
com perfeigao as materias do ospirilo, em resis-
tir as tentages e mortificar seu corpo a ponto
de applicar-lhe tochas accesas e verespargir seu
sangue ; ahi em summa, que elle aqileta-se
as virtudes.
A Hespanha alegra-se porque v os feitos glo-
riosos com que Vicente Ferrer preludiava sua
entrada na arena dos grandes homens. Suas pri
ca promettiam jusliga um extrenuo defensor
aos custumes nm prudente reformador, e re-
ligio um infatigavel combatente.
Fszei, senhores, fazei urna ajustada idea desses
tem pos infelices em que males nao experimen
() As reiteradas exigencias da honrada come
misso encarregada da feslivdade de S. Vicent- '
Ferrer; o desejo ardente, que ella manifestara !
de ser dado luz o panegyrico daquelle santo
nao obstante minba hesitago, e bem fundados
receios, me condemnaram a ceder tanta vonta-:
de, e assentir a to sinceros anhelos, entregando !
o aulographo desse panegyrico, que, nao sendo
elaborado com taes vistas, resaltara nelle imper-
fegdes devidas fraqueza de seu autor, que
lOBgede ostentar talento oratorio, se conheceser
o ultimo dos que teem adquerido na tribuna sa-
grada merecidos louros e ovagdes.
(1) Do primeiro batalho de infantaria, e di-
versos officiaes dos corpos da guarda nacional da
capital.
FOLHETIH
ORIGINAL DO DHR!0 DE PERMMBUCO-
ftHA tftRITIMA,
LXXIV
Sujijiario'.O relatorio do Sr. ministro da
marinha.
Sempre andarlos mettido em boas! Este mal-
dito espirito que nos domina, de querer fazer al-
guns servigos reaes nosso paiz, nos compro-
melle continuamente. E dizemos bem maldito ;
porque hoje o amor patrio est proscripto, des-
prezado, ameldigoado.
Outr'ora elle produzia hroes, era compreben-
dido, admirado, eadeosado at ; actualmente de-
signa um louco, um homem original, que nao
pertence aos lempos que correm. Todos se le-
vantara para apedreja-lo ; raros, mui raros o au-
xilian), o ajudam na ana misso sublime, e to
balda de altraclivos.
Chegamos i urna poca inteirsmenle positiva ;
cultivamos urna nica religio a do intereese,
adoramos um nico sero eu.
S" E por isso em nada te pode tocar; a intole-
rancia illraitads, a cegueira indefloivel.
Pomos fallar da pouca solidez das obras do
pharol da ilha de Santa Anna ; como j fallamos,
e bastante, da improflcuidade dos que se esto
lazendo no porto de Pernambuco, que sempre ha
de ser o mesmo, emquaolo nao se cuidar de os-
tro plano; e tanto em urna, como em outra vez
nos emmaraohamos em um grande trabalho;
porque tivemos que refutar os digoissimos eoge-
nheiros, que appareceram na arena para comba-
ter-nos.
Avaliamos a exleoso da lula ; refleclimos com
cuidado sobre as forgaade nosaoa vslentes adver-
sarios ; mas nao recuamos. Nunca abandonare-
mos o cfmpo do combate sem defend-lo todo
transe, embora suecumbamos finalmente de fa-
digs.
Pensavam alguna que tinhamos fgido do duel-
lo scientiflco que provocamos o digno Sr.enge-
nheiro Souza, do Haranho ; porque demoramos
a resposta que lhe devismos dar, e que lhe de-
mos em a nossi ultima Retenha; mas nao se
lembravam de que nao este o nosso costume.
Apenas retemperavamoa nossas forjas; toma-
vamos ligoes indispensaveis para nos assegurar a
rictods.
Os juizes decidiro a quejtao.
Cora essa respoita eremos ter satiifeilo aoi
-------------------------rr------_..w v-,. -w- WV VW1 U(.(,
virgem o germen da discordia perverta os che-
fes Israel; pseudo-prophelas inculcavam mximas
perniciosas. Os Turlipinos na Sicilia, 03 Pala-
mitas, e outros discpulos da Waldenses em Thee-
salonica ousavam implantar no seio da morali-
dade sentengas^ sediciosas, e doutrinas subver-
sivas. A amnigo-adulterava o evaogelho, o e-
vangelho era abafado pela impiedade, ea impie-
dade marchava par e passo frente da virtude.
Para molestar inda mais egreja, apresentam
rara muiesiar inaa mais a egreja, apresentam- a" veruaae sempre com maior gloria e louvor d
ufanos os herisiarchas Lolhardo n'Austria, e Joo .ue os sabios da lei sobre a eadeira de Moyses
W'clef na Inglaterra ; o primeiro, e seus satel-
ices louvando a Lucifer e os anjos apostatas, en-
juriando atrozmente ao archanjo S. Miguel, e
seus compaoheiros, despresando os sacramentos
e ceremonias da egreja, e langando o escarneo
sobre o sacrificio da missa da invocago e cultos
reinado de Eduardo 3o, da Ingiazt
travagaotet arligoa doutrlnaes, sendo que alm
de outraa blasphemias-torpeae nefandas chamou
a egreja romana a ayuagoga de Satanaz !
Eaae complexo de doutrinas subversivas, essa
torrente de graves injurias, e de errs execran-
dos loma grande incremento em diversas parles
da Europa ; vae-se arraigando nos espirites fra-
C08, e carreta gravames considerareis egre-
de Jess Cbristo.
Entretanto apparece o graode Vicente Ferrer,
no meio da tormenta assustadora armada com as
mesmas armas da f, e da esperanga : um novo
(6) e os povos submissos i sua vozsuspiram im-
pacientes por onvir o homem verdadeiramente
apostlico. Suas palavras sao nuvens que trove-
vejam e fulainam raios de fogo e de luz : seus
discursos sao safras de caridade aguda, que fe-
rem e deixam rahir os povos i seus ps, cober-
tos de compungi, de penitencia : ons ji detes-
tara suas desordens, outros pedem misericordia ;
eates supplicam o perdi, aquelles mudam de
costume.
Quem poder calcular o seu enthusiasmo '
Quem poder resistir Torga victoriosa de seus
discursos e do espirito de Deus, que falla pela
sua bocea I
Senhores, Vicente contara com o successo fe-
. i liz de suas fadigas, ostentava tanto valimento.
Jeremas, que se mostra constante columna, po
derosa egide, que deva sustentar a religio con- porque muito confiava em seus miligres, verda-
deiro thalisman do seu apostolado.
Os povos na rerdade, admiravam vendo o ser-
vo de Deus, com urna s palavra abrir osoavidos
. HeipanhV claram pa" do surd- ,i9,,a aos cegos, desprender a lio-
E' necessarlo que Vicente v op- I 8ua ao mud0 e f"er caminhar os paralylicos I
Valeog
outras provincias da
sua presenga
gsssnsKswasE l ^-^jrjfsarswiss
do santuario
l'remffinido da borla dootoral, com que a Uoi-
versidade de Liria, galardoava suas fadigas aca-
dmicas-, Vicente se recouhece vigorosa pelasom-
ma dos conhecimentos adquiridos, e se aprsenla
como baluarte da f para resistir os assaltos da
herisia, e conculcar os boles da impiedade.
. no
claustro posso viver unido a Elle ; mas isto nao
locar o zenith da caridade. O Evanftelho diz-
me que s se chega essa altura quando se sa-
crifica a vida por seus interesses : Majorem hac
dilectionem tierno habit, u animam tuam ponat,
quit pro amicis tuis (2). Eu irei i essas regies
de trevas clamar contra a impiedade ; eu irei
affrontar os perigos, levar, diffundir as luzes da
verdade sobre esses. povos, que jazem as trevas
da morte, eu irei... que espantosa resolugo I Nao
soflro mais demoras: Prelados, i cuja obediencia
vivo, dae-me vossa bengo I Irmos, a quem
amo em Jess Chrislo, perdoae-me os defeitos,
que em mira leudes observado, ped ao Senhor
que dirija meus pasaos, e flcae-.vos na paz de
Deus I
Ah I em que ternuras, senhores, nao se disfaz
neste instante,a feliz alma do Vicente I que doceis
seotlmentos nascidos de seu grande corago, nao
se deixam ver sobre seu semblante 1 Sim, elle
vae ligado pelo espirito como Paulo para a Ierra
ingrata.
Ide, ide afortunado hroe, fiel retrato do vario
dos desejos, ide.: o Senhor guiar rossos passos,
abencoari vossos designios : A esposa de Jess
geme, vos enchugareis suas lagrimas; a Sio san-
ta est deserta, vos poroareis seus caminhos ; Je-
rusalem chora, nao ha quem a consol, ros miti-
gareis suas affeigas.
Senhores, procura-se Vicente, e Vicente man-
do sobre as azas de seu ardente zelo transporta-
se esses paizes, que servem de preza aos vicios
e as maldades. Qual rio benfico rega, e frtil i-
sa a trra, elle lera diaate de si o que encontra,
e arroja ao ps do altar ; j os soberbos e ove-
jos, avarentos e sensuaes,justse peccadores : a
uns para confirmar na virtude, a oulros para abra-
garem a penitencia.
Na sua misso todo o trabalbo lhe doce, sua-
ve e sobremaoeira agradare!.
Assim como o famoso gigante, que de um s
passo alcanga grande terreno, Vicente com a ra-
pidez, quesos acompanhar o conquistador atra-
vessa a Hespanha ; passa a Frange, Lombardia,
Saboia, toda a costa de Genova, vda Inglater-
ra, a Irlanda, Escocia e Allemanha : elle nao
admitte des-anco as suas fadigas apostlicas :
por toda a extremidade de se*u camioho vae se-
meando a palavra do Altissimo. Procuraram-no
as aideias os rsticos, as poroagdesos sabios,
nos hospitaes osmenfermos, as pragas os saos,
as cabanas os pobres, nos palacios os ricos ; a
todos, e por toda a parte elle prega com egual tor-
ga, coragem e liberdsde.
Semelhante ao apostlo que penetrara de ter-
ror e sobresalto ao pro-consul Sergio Paulo (3) e
metras aegoes, nesta nova vida presagiavam, na a Elias trovejando contra a Acab, (4) assim Vicen
verdade um prophets ; seu acrisolado zelo afian- teexproba ao cardeal Pedro de Luna, intruso suc
^r--_.r------rY""*" "DU iu auau- teexproba ao cardeal Pedro de Luna,intrusosuc-
gava ura apostlo ; sua erudigao vasta, eloquen- cessor de S. Pedro, os escndalos com qu elle
ca meliflua, sua coragem e intrepidez evangeli- magoava os fiis, e toroava-se um opprobrio aos
hereges e qual outro Esdras, que leu ao poro
reunido a epstola, que conceda a reconstruego
do templo, (5) Vicente, que tanto havia trabalha-
do para cercear o scisma que lavrara na egreja,
anouncia, cheio de jubilo, do pulpito da Cathe-
dral de Pcrpinho, o decreto, que o concilio de
,,'.,. .----7 -. .: v-Kv.,u,ou- urai lio rcrpmnao, o aecreio, que o coqci lo de
Vm 5 L'.?n. Pp'.brI0 esP" d0 cordeiro Constanga, depunlja quelle cardeal. que em Avi-
Virgem o germen da discordia perverta os che- nho sentara n. r.rioi,, n,.n.iA ;! LITA-
- nhio se sentara na eadeira pontificia com o no
is me de Benedicto XIII; rasga desl'arte a mascara
- dehypocrisia ; fazdesapparecer a discordia; res*
- tabf lece a unidade : o esplendor da egreja torna-se
como dantes bello fulgurante, e a religio reassa-
me sua pompa, seu lustre, e sua gloria.
Enviado do Senhor, como Ezeqniel, para ins-
truir ao seu povo, Vieeote apparece na eadeira
da verdade sempre com maior gloria e louvor de
(2] Joan. cap. 15 r. 13.
(3
Act. cap. 13. v. 12.
3 Reg. cap. 21 v. 21, 22.
Esdr. cap. 7. r. 6. e 11.
nosjos amigos ; como nossa consciencia ; e ha-
ver confundido os nossos inimigos, que ji canta-
vam a palinodia.
Alliviado deste grande peso, deste incoramen-
suravel cuidado, vamos na presente Resenha col-
locar-oos em terreno mais natural; continuar i
fallar das cousas do mar, de que entendemos mais
do que das cousas de trra, e ser ainda o nosso
thema o relatorio di marinha.
Quando subi ao miuisterio o digno official de
marinha, que hoje oceupa aquella pasta, se in-
terrogara por toda a parte : Elle saber fallar?
Poder deffender-se no parlamento? Nos que,
conheciamos perfeitaraeote o Sr. chefe deesqua-
dra, Joaquim Jos Ignacio, sorriamos esta per-
gunta, que tanto preoecupava os nossos homens,
que estio habituados ao systema do parlatorio!
fra do qual nao encontram meio de g07ernar
paiz.
Hoje de vera estar socegadoso marinheiro au-
daz, que nio recuou ante a immensa responsabi-
lidade de aceitar a pasta de sua repartigio, tam-
ben* falla e falla bem; proclama-o todo o sena-
do do Brasil, composlo de nossas maiorea capa-
cidades, que o ouvio, e lhe deu a patente de il-
lustrado.
Nunca consideramos esta faculdade de orar co-
mo a primeira" condigio, sirte qua non, de xito
na suprema adminislrago da marinha, ou da
guerra.
Nestas duas pastas preferimos em rigor elo-
quencia dos actos, eloquencia'das palavras; e
suppomos que muita gente boa estar de aecr-
do oeste ponto comnosco.
Os actos j principiaran! fallar; o lempo de-
monstrar toda a eloquencia delles, e ento ae
reconhecer se temos sido exagerados nos elogios
que sempre tecemos ao illustre ministro actual;
que nio eafriaram na sua quartntena, quando
alguns se regosijavam pela queda deste colosso,
como o denominavam.
Nio que esperemos que a adminislrago ac-
tual oio commetta erros; fra isso procurar o
impossivel; mas acreditamos pamente que os ha
de praticar em muito menor escalado que algu-
nas das anteriores; porque ao menos ella raie o
que faz.
E' uma providencia justa a que reclama S. Exc
em seu relatorio, da nullificagioda clausula im-
posta i alguna segundos lenles, tirados da cas*
se de pilotos, de nao serem promovidos aos pos-
tos superiores, sem que exhiban titulo acaderr-
co, para o exercicio legal da profissio.
Em multas occasioes, tambem, pedimos o mas-
lo, e ^presentarnos as razoas que justifican! es-
ta providencia, e entretanto j se ssbe que nio
somos partidarios da admiaso de pilotos, e que
preferimos i ella o facilitar-se completamente a
entrada na academia de marinha, diminuindo-se
os preparatorios, atqueo quadro fique completo,
e que haja superabundancia de aspirantes.
Jilas, uma vez que o governo recorre elles,
nao deve de forma alguma prohibir-Ins o acces-
so alm de 2 tenente, em que tanto importa
aquella clausula ; porque raros se prestarlo i fa-
zer um estudo, que al em lempos mais oppor-
lunoa nio se applicaram. Aisim mata uelles a
emulagio, o desejo de bem serrir, e os torna of-
ficiaes perfeitamente iouteis ; fisto que, nem o
interesse, nem o nobre desejo de adiantamento
os incita.
Se eslabelecer-se que nenhum official pode ser
empregado em trra por maia de tres annos, e
depois de hsver preenchido suas condiges do
mar; como por varias vezes temos proposto, por
ser urna das maiores medidas de que carece a
nossa marinha, para regenerar seu pessoal, que
falta de uma providencia desta ordem est
completamente enervado, e cheio de valores ne-
gativos ; de officiaes que ha 20 e maia annos nio
embarcam, nem sabem mais o que se passa so-
bre a agua salgada ; nio duvidamos nio s con-
cordar no que propoe o digno ministro, de fazer-
se extensivo i elles o augmento das maiorias l-
timamente concedido aos officiaes effecllvamente
embarcados, como tambem o augmento das co-
medorias posto em execagio pelo decreto o. 1367
de 15 de abril de 1854, que est no mesmo ca-
lo ; pois que neste egualmente a aulorisago da-
da ao governo referia-se aos officiaes combaten-
tes, locugo genrica, e equivalente, como diz S.
Exc, na phraseologia da tegialaco militar, a de
officiaes do corpo da armada, e a eates applica-
vel, qaalquer que soja a commissao, ou emprego
que se achem servindo.
No segundo numero, do terceiro volume do
Brasil Martimo apresentamos uma tabella dos
rencimentos que dereriam conceder-se aos offi-
ciaes da armada, e enlio indicamos a necessida-
de de reduzirem-se elles duas especies somen-
te : sold de Ierra, sold embarcado.
O nobre ministro pensa inleiramenle de accor-
do neste ponto, e lembra a conveniencia desta
liraplicagao. Conforme o plano de S. Etc., aa-
ris o primeiro fizo, e o segundo variavel, relati-
vamente s seguinles posiges em que pode adiar-
se o official:embarcado como subalterno, com-
naodaodo navio, diviaio ou forga naval, em che-
fe, no paiz ou fra delle; um e outro rencimen-
toa graduados pelas patentes.
Nio importando esta deliberagio augmento de
despeza, e devendo produzir era resultado gran-
de economa de lempo em uma reparligo im-
loriante, como a contadoria de marinha. e mais
acll fhcalisagio, era de summa vantagem que a
assambla geral autorisisse o gorerno fazer
bens, que elles promovem, ou dos males que sa-
bem dissipar.
A difficuldade do lempo em que apparecem, a
lula que sustentam em prol da verdade, manifes-
t a nobreza de seu carcter, e o valor de seus
servigos. (7)
Quarenta annos de uma vida consagrada i vir-
tude e a austeridades ; o zelo mais ardente em-
pregado no ministerio da palavra, ao estudo e ao
eoaino da sciencia sagrada ; a santidade eminen-
m que
osen
sideraco, em ssjfjjma, de que Vicente foi cercado
em sua vida ; osorditos que conquiatou, as hon-
ras que recebera do rei da Inglaterra, como se
elle fra um soberano ; os preitos sinceros, que
lhe reodeu o duque de Bretanha ; o magno acom-
panbamento de bispos unido ao de Ilustres per-
sonagens, que raziara parte de sua comitiva, pro-
vara com a maior exhuberancia as virtudes e
preeminenciss de Vicente Ferrer ; a excelleocia
e santidade do servo de Deus.
Senhores, meu espirito de abale, a consciencia
grita ; devo suspender o discurso, porque muito
receio de cansar a vossa paciencia, e abusar da
benvola atteogo que me prestaes.
Vos, que comparecis neste magestoso templo,
sois teslemuohas do zelo acrisolado de homens
verdadeiramente orthodoxos : admirae, pois, co-
migo o culto respeitoso, os louvores perennes que
rendem ao grande Vicente Ferrer, a briosa e dis-
tincta ufficialidade, e mais pragas do 1* batalho
de infantaria da guarda nacional. Quanlo na
verdade, bello e sobremaneira agradare! ver as
armas dos guerreiros, as espadas dos lidadores
submissas dentro do sanctuario prestando rassa-
lagem ao Deus tres vezes santo 1
A devogio, senhoses, a devogo consagrada ao
Deus dos exercitos, e aos seus santos foi e ser
sempre uma qualldade singular, que caracterisa
melicia do imperio do cruzeiro, porque este
adoptou religio do Golgotha, como religio do
estado, e seus subditos nasceram no gremio do
ebristianismo.
_0 homem, que se alistar as bandeiras da na-
gao, nao deve desamparar o estandarte de Jess
Chrislo, a favor do qual tantos hroes famosos
derramaran) sea sangue; nao est isento de con-
servar a crenga que bordara de seus maiores, e
de manter a devogio implantada em seu peito,
porque tambem no tumulto das armas ae pode
servir Deus.
A classe militar alm dos foros, que a sobre-
peijam e ennobrecem, conta um numero avultado
de alhletas, que defendendo a gloria do throoo,
defenderam tambem a santidade do altar; e d'ea'
tr'elles primam Sebaslio, Jorge, Urbano, Vc-
tor, os quaes espargiram seu sangue pela religio,
e em recompensa alcangaram uma aureola de
gloria, na Gloria eterna.
A devogo, pois, arraigada no peito eslholico,
e a espada fulgurante do militar foram, e sero
sempra as armas poderosas de que se armara os
denodados combatentes para alcangarem trium-
phos e ovages para o imperio : paz e gloria para
relizio.
E nio senhores, uma prora inconcussa do
que acabo de dizer, quando vemos a cidade eter-
na, Roma, guarnecida pela briosa melicia france-
za. afim de sustentar o vigario de Jess Chrislo,
o SS. padre Pi IX no territorio de S. Pedro ;
defende-lo dos ultrajes mais execrandos, da ex-
torsio mais iniqua nascida da ambicio ioqualifl-
cavel de homens do seculo do progresso, os qu*es
ousadamente, com seus satellites, nio atacada
egreja de Jess Christo na pessoa de seu vigario
na trra. Mas que importa, que esses filhos de-
generados segregados de sua mi commum, a
egreja, lhe assestem as armes de sua impiedade,
incessantemente lhe molestem, persigam e quei-
ram offuscar seu brilho e esplendor sublrahindo
seu patrimonio, o patrimonio de S. Pedro ; exau-
torar o soberano pontfice de sua suprema reale-
za, se elles nao chegaram ver odesejado resulta-
do de suas sacrilegas pretenges porque a egreja
catholca sustentada e protegida por aquella
mo divina, que a edificou na Ierra sobre a pedra
do pescador da Galilea e lhe promelteu que nun-
ca as sugestoes e artificios dos homens, as mes-
mas potencias do inferno, teriam imperio sobre
ella. Porta infer non prwvalebunt adversus
eam I
(61 Math.c. 23 r. 2.
> (7) Monte Alverne, Panegyrico de S. Do-ningo
de Gusmo.
quanto antea esta reforma, em cuja necessidade
esto do accordo todas as pessoas que sabem des-
ta situagio.
Tratando do corpo de saude de opiniao S.
Exc. que, se deve augmentar com mais dez a
classe dos segundos cirurgioes; porque era caso
extraordinario, difficilmente se deparar com um
facultativo habilitado, que se preste correr os
riscos de uma guerra, sem garantas de futuro
para si, ou sua familia, no caso de ferimenloou
morte. Pensamos inleiramenle o contrario ; por
que apenas temos boje armados 47 navios, e pos-
suimos 60 primeiros e segundos cirurgioes para
embarcar neiles, e denlre estes 47 navios apenas
pouco mais de 30 eiisliro no fim destes oito an-
nos, conforme o mappa desolador; mas cheio de
verdade, que vem appenao ao relatorio.
Tambem o mappa do estado actual do referido
corpo prova esta desnecessidade, quando mostra
que, em 58 destes officiaes existem 4 disponi-
veis, 3 doentes e dous licenciados, isto cerca
de um sexto do respectivo quadro dos emprega-
do; o que nio succede em to forte proporco
no quadro da armada, que, contando actualmen-
te 311 officiaes, aprsenla 8 doenles. 5 com li-
cenga, e 11 disponiveis, total 24, ou 1/13.
Em nosso entender, a modificagio que mais ne-
cessita o referido corpo a do l9 do ari. Io do
respectivo tegulment, declarando-ae que oci-
rurgiio-mr da armada teri a patente de chefe
de divisio. Desta sorte, nao s se dava um ac-
cesao mui merecido ao digno medico, que hoje
distinclamente oceupa esta elevada posigio ;
como se far desapparecer o sophisma que se fez
de lei, promovendo-o i chefe de divisio gradua-
do o regulamento em questio diz que ser espi-
ta o de mar e guerra. Oa direilos que a lei con-
tera i eata patente, nio sao os mesraos que os
qua outorga outra; portanlo nio doremos pro-
curar uma tangente injustificavel como ae pro-
curou ; para desprezar uma disposig&o de lei.
Tambem se poder permitlir que os officiaes de
saude contaasem como lempo de servigo para re-
forma oa annoa que estudaram com aproveita-
mento da escola de medicina. Esta disposigo
seria mui bem recebida por elles, se conforma
com o direito egual que leem oa officiaes da ar-
mada.
Tudo, porm, quanlo S. Exc. expe acerea dos
officiaes de fazenda de uma completa jusliga. E'
um dos tpicos mais bem elaboradoa do relato-
rio, e que denota grande estudo da situaco des-,
te corpo, que, ainda a pouco pasaou por uma re-
forma, oa qual alguma cousa ae fez em beneficio
delles, mas que ji reclama seriamente a atlengio
do estado sobre sua constituigao.
O seu pessoal pessimo, a indispensavelmeole
deve ser depurado.
Senhores, as palavras de Jess Christo sao in-
falliveis, e o evangelho oio mente I A proteegio
do cu, e as armas da milicia da Ierra serio o
verdadeiro thalisman cora que a egreja ha ele
combater, vencer e iriumphar de aeus figadaes
inimigos; ha de conculcar todos estes tramas dos
sacrilegos asurpadores.de seu brilho, magestada
e soberana.
Em todos os lempos as armas foram o^eguro
apoio oa trra para defenso da egreja, guando
ella se via (como hoje] atrozmente perseguida
pelo furor dos barbaros. A egreja nio pode pres-
cindir de chamar era seu soccorro essas lutadores
iofaligaveis. A espada do militar da raesraa for-
ma, que sustenta o throno, defende o aliar.
Sem, o militar que affronta o ioimigo ousado,
e nao o temo porque ama o seu soberano ; que
expontaneainente presta egreja os soccorros
quando ha misler, concorrendo assim para a mag-
niiude das nobres funeges do culto catholico,
defende por sem duvida, e de uma maoeira assaz
discreta a gloria do throno, e o decoro da reli-
gio ; cumpre um dever de honra, uma obriga-
gio de chrisio ; satisfaz o juramento, que pres-
tara j no baptismo, e j na bandeira nacional;
e se & isto acompanha o fervor e a devogo os
triumphos sio assignalados.
Este estimulo de piedade, que hoje raanifesta
o distincto 1* batalho de infantaria da guarda
naciooal desta cidade, face do sanctuario offe-
recendo no altar do thaumaturgo hespanhol, o
puro incens de sua devogo.', na verdade, um
testemunho pleno da orthodoxia, que seus mera-
bros herdarara de seus progenitores, e que hul-
lera re conservara em seu peito.
Grande Deus conservae aceso enlre nos o ar-
dite da revelagio que s pode affiangar a verda-
deira prosperidade. Protegei estes homens lio
dedicados causa santa, causa da religio ;
homens a quem um incentivo de devogo parti-
cular os conduz aos ps do altar do voseo servo :
escutae suas supplicas ; afervorae-os neate zelo
religioso, para que servindo elles patria como
bona militares sirvam egualmente vossa egreja
como verdadeiros ebristios.
P3IM1I1A)
U. B. Saintine.
A'H.-'YirginieAocclot.
(Cowrnuagao do d. 183.)
Litro segundo.
IV
E como nio se enternecera pela sorte do po-
bre prisioneiro ? A viuva de Beauharnais nio
morou sempre em um pslacio consular ou im-
perial. Nao esqueceu os seus das de captiveiro.
Demais Josephina conheceu esse Charney to
calmo, to altivo, to indilterente aos prazeres do
mundo, to zombador das mais charas affeigoes
humanss I Que mudanga oporou-se nelle? Quero
pode desarmar esse espirito soberbo ? c Tu re-
cusaras curvar-te mesmo diante de Deus e eis-ie
agora de joelhos, pedindo graga para a tua plan-
ta I Oh I ella le ser conservada 1
Nesta disposigo de espirito, as derradeiras ma-
nobras das tropas, todo este vo simulacro de ba-
talha, lhe causam impaciencia e despeito, por
que teme ver perder-se um destes instantes to
necessarios talvez i existencia da flor do cap-
tivo.
Assim, quando Napoleo cercado de seus ge-
neraos, veio ter com ella, na expectativa sem du-
vida de suas felicitages e ainda movido dessa fa-
diga de soldado que lhe agradava tanto :
Senhor, uma ordem para o governador de
Fenestrelle I um proprio em continente I excla-
mou ella com o olhar animado, a voz alta, como
se se tratasse de uma nova victoria e que lhe
coubesse desenvolver toda a actividade do com-
mando.
E mostra va o lenco estn dido em ambas as
mos para que elle podesse 1er immediatamente.
Napoleo depois de a ter olhado dos ps ca-
bega, com um ar espantado e descontente, vol-
lou-lhe as costas e passou. Dir-se-hia que elle
termioavasua revista por ella e acabata simples-
mente de inspeccioua-la por ultimo.
Por costume elle se poz ento visitar esse
campo de batalba que o sangue nao tinha Ungido
e onde sjazia, langada por trra, a regetagao
nascente.
O trigo e o arroz estavam pisados e partidos.
Em alguns lugares o terreno, calcado, rasgado
por profundas rodeiras, testemunhava as evolu-
ges da artilbaria ; via-se aqui e ali dessemina-
dos, luvas de drages, penachos e dragonas ; de-
pois alguns infantes estropeados, alguns cavallos
cangadosque iam encorporar-se ao seu regimen-
t. Era tudo.
Entretanto o negocio ia-se tornando grave em
um cerlo momento
Os soldados que oceupavam a ala de Maren-
ga qualidade de Austracos, hesitando represen-
tar o papel de vencidos, prolongaran) a resisten-
cia alm do lempo indicado'pelo programla. Re-
sultou disso uma viva irritago enlre elles e seus
adversarios. Os dous rgimen tos eram de armas
differenles e tinham rivalidades de guarnigo.
lnsultaram-se, provocaram-se de parte parte ;
as bayoetasse crusaram.
Uma colliso ternvel ia ter lugar; foi preciso
todos os esforgos dos generaos para impedir que
a pequea guerra nio se tornasse uma guerra
real. Emfim com muito. trabalho, consentirm
fraternisarem-8e trocando os cantis ; porm os
cantj estavam vazios : para os encher, visitou-se
i forga as sdegas da aldea ; liverem lugar exces-
sos. porm ao grito de : Viva o imperador I
Tudo foi levado na conta do enthusiasmo I
Depois de viole discursos e vinle copazios os
Austracos decidiram retirar-se cambaleando, e
os Francezes, vencedores, fiteram sua entrada
em Mareogo dangando a arndole, cantando a
Marselheza e misturando s vezes com seus gri-
tos de commando seu antigo grito de: Viva a re-
publica I
Tudo foi levado em conta da embriaguez.
As tropas restabeleidas em liaba, Napoleo
fez uma destribuigio da cruz de honra entre os
velhos soldados que, cinco annos antes, se acha-
rara naquelle mesmo lugar. A' aua rolla, o
priocipaes magistrados da Cisalpina foram con-
decorados por elle. Depola, com Josephina, col-
locou a primeira pedra de um monumento des-
tinado perpetuar a lembranga da batalha da
Marengo, lindo o que o imperador e a imperstriz,
os embalxa lores, os magistrados, o povo eo
excercito tomaram o camioho de Alexandria.
E a sorte de Picciola nao estara zioda decidida!
V
A* tarde em um dos aposentos preparados para
elles no palacio da eidade deAlexandria,Napoleo
e Josephina, depois do jantar publico, qae lirera
lugar, estavam, ura dictando cartas um secre-
tario, caminhando passos largos, esfregando as
mos com um ar de satsfago, a outra, diante
de um alto espelho, admirando com uma natu-
ral coquetterie a elegancia de sea toilette e a ri-
queza dos ornamentos com que a acabavam de
vestir.
Quando o secretario parti, Napoleo senlou-
se, acotovellou os dous bragos sobre uma longa
mesa coberta com um veludo vermelbo de fran-
jas de ouro, apoiou a cabega as mos e pareceu
reflectir : porm suas reflexes deviam afastar-so
de todo o obejecto penivel, porque sea semblan-
te conservava um cunho de doce scisma.
Todava Josephina cansou-se do silencio que
se seguiu. Elle a tinha ji maltratado uma ver
nesse mes>oo dia por causa de petigo de Fenes-
trelle, e compreheodendo ento que sua protee-
gio fora desaJa por muita precipitagio procurou
melhor escolher uma occasiio.
Acreditou que essa oecaaiio era chegada e io-
do sentar-se do outro lado da mesa para ficar
defronte de seu marido, acolovellou-ae como elle
como elle affectou um ar de abslragio e logo
ambos se olharam sorriodo.
Em que pensss ? lhe disse Josephina aca-
riciando-o com a ros e com o olhar.
Pens, respondeu elle, qne o diadema te
Cica mui bem e que seria uma fatalidade se eu
tiresse despresado de fazer entrar um em leu cof-
fre de joias.
O sorriso de Josephina se extingui gradual-
meale : o de Napoleio tornou-se mais assigna-
lado, por que gostava de combater nella as ap-
prehenses peniveis que ella nio poda ainda
evitar, pensando no grao de elevagio i que ti-
nham recentemente ebegado. Nao era por si que
trema a nobre mulher 1
Nio gostas mais de ver-me imperador do
que general ? proseguiu elle.
De certo ; como imperador, tendea o direi-
to de conferir gragas e eu tenho uma i pedir-vos.
Desta vez foi sobre o semblante do esposo que
o sorriso ae extinguiu para passar-se para o da
esposa. Elle fransiu as sobrsncelhas e prepa-
rou-se para resistir, temeodo que a influencia,
que exercia Josephina sobre seu corago, nio
lhe fizess6 cahir em desagradareis fraquezas.
Ainda, Josephina 1 promettes-te-me nao
mais procurar interromper assim o cano da jus-
liga. Pensaes que o direito de conferir gragas s
nos _concedido para aatisfazer os caprichos do
coragio ? Nio ; devemos usar delle para bran-
dar a applicagio mui rigorosa da le, ou para re-
parar os erros dos tribuoaes. Sempre estender
a mo dos seus inimigos querer augmentar sen
numero e suas insolencias I
Senhor, replicou Josephina conlendo uma
risada prestes escapar-lbe, conceder-me-heis
entretanto o favor que imploro de V. Magostado.
-r Duvido I
, Eeu, eu nio duvfdo. Primeira raen le e an-
tes que tudo venho pedir-vos a seo tenga de dous..
oppressores 1 Sim, senhor, que elles saiam de
seus lugares I que sejam expeltidos, arrancados
se for preciso I
Assira fallando, apertava o lenco na bocea, por
que vendo o semblante espantado de Napoleo,
nio era mais senhora de si mesma.
Gomo I sois vos quem me excitaos 6 punir,
vos, Josephina E de quem se trata?
De dous lagedos, senhor, que sao de mais
em um pateu.
E a risada contida com difficuldade esespou-
Ihe emfim.
Napoleio levantou-se e langando vivamente oa
bragos para alraz das costas, olhando-a com um
ar de duvida e de sorpresa :
Como I que queris dizer ? Dous lagedos I
zombaes?
Nio !
E se le'aotando por sua vez, approximando-
se delle, apoiando-se com ambas as raios crusa-
das sobre sua espadua, com sua graciosa indolen-
cia de creoula.
Desses dous lagedos depende uma existen-
cia preciosa. Escutae-me bem, senhor, porque
precisaes de toda vossa vontade para rae com-
prehenderdes.
Cootou-lhe entao o objecto da petigo e tudo
quanto tinha sabido da donzella, tendente ao pri-
sioneiro, que todava nao nomeou, e qual fora a
dedicagio da pobre moga ; depois fallando do
prisioneiro, de sua flor, do amor que elle lhe
consagrara, as palavras affluiam-lhe aos labios,
doces, ternas, acariciadoras, chelas de encanto e
d'aquella eloquencia que Ihevinha do corago lio
naturalmente.
Escutando-a, o imperador sorria e sorrindo
admirava sua mulher.
VI
Charney contava as horas, os minutos, os se-
gundos. Parecia-Ihe que as menores divisos do
lempo se amontoavam urnas sobre as outras, pa-
ra pesar sobre sua flor e quebra-Ia. Dous das
eram passados, o mensageiro nio trazia noticias ;
e o velho mesmo, inquieto, atormentado seu
turno, nio sabia o que augurar deste silencio e
desta demora, suppuoha obstculos, responda
pelo zelo e dedicagio da pessoa encarregada da
mensagem ( sem disignar sua filha todavia ), e
procurava aioda fazer renascer no eoragio de sen
companheiro uma esperauga que se extingua no
seu.
Thereza, minha filha 1 que lhe lea acon-
tecido ? repetia elle com desolago.
( Continuar-se-ha.)
At hoje nenhum criterio tem havido na esco-
lha destes servidores, tio necessarios bordo, e,
com raras e honrosa excepgo, as nomeagdes teem
recabido em individuos que nunca delle dereriam
fazer parte.
O accesso dos fiis comtnissarios egual-
mente uma fonle perniciosa, que se deve seccar
quanlo antes, como ji propozemos.
Talvez nio haja povo no mundo mais cheio de
prejuizos do que o nosso. Todos queremos ao
menos parecer ricos, e fidalgos, e nos jugara-
mos degradado se nos empregassemos em certos
servigos.
Procurai em todo o Brasil, quantaa tabernas ha
pertencentes brasileiros, e por elles servidas, e
acharis mui poucas.
Inrestigai quantas de nossos rapazes nellas se
acbam como caixeiros, e encontrareis o mesmo
resultado.
E' que entendemos, infelizmente mal, que esta
condigio aviltante, e preferimos viver na mise-
ria, entregar- nos todos os vicios, procurar se-
melhante oceupago.
Ora, o fiet bordo, nio mais, nem menos
do que um caxeiro de taberna. Elle tem de cor-
tar o loucinho, a carne fresca, secca, etc., para
destribuir a guarnigo ; tem de dar o azeile para
$ luzes, e fazer outros misteres inteiramente
idnticos.
A* vista disso, pde-se calcular qual ser o pes-
soal que procura esto lugar, que alm de cooter
os motivos de repulsio que delle aflaata nossos
rapazes em Ierra, tem de mais mais os iocom-
modos do mar, a sujeigio da disciplina, e uma
paga, que, nem por isso, seductora. Conceden-
do-lhe a lei accesso i official de fazenda, pde-se
desde logo prever, que, na armada, esta a clas-
se que peior gente posauir, como de facto auc-
code.
Diz o nobre ministro qne, para atlrehir um
pessoal morigerado, e capaz de bem cumprir os
seus deveres, fra, em sua opinio, poderoso in-
centivo, melhorar-lhe os vencimenlos, equipa-
rando-os aos dos officiaes da armada; e que
esta providencia se deveria annexar a de fazer-se
extensiva i estes officiaes i merce do habito de
Aviz, de que ji gosam os do corpo de saude ca-
pella.
Mas nio isso ainda bastante.
Na uossa sexta Resenha, publicada em o Diario
o. 52, de 3 de margo do auno paseado, depois do
mostrarmoa a orgaoisago do corpo de fazenda
as marinhaa franceza, inglezs, heapanhola, e
americana, provamos que o nosso eslava em in-
feriores condiges, o concluimos que, se devia
Cuidar em prxima reorganisago, attendando-se
as seguinles bases:
1. Augmento do quadro, para nio eontinuar-
mos na necessidade de nomear officiaes de fazen-
da de commissao, abolidos por lei.
2. Augmento dos postos, sendo a mais alta
cathegoria capito de mar e guerra, para abrir
um horisonte de mais largas aspiragdes do pes-
soal .
3.* Augmento dos vencimenlos, concedendo-
lhes os que teem os officiaes ds armada, como
uma justa retribuigio, e um incentivo nio me-
nos efficaz do que o anterior para attrahir candi-
datos.
4." Exigencia de habllitages, pelo menos do
curso das aulas do commerciopara garanta do
estado, e salvaguarda dos immensos valores-qua
lhes sio confiados.
5.a Suppresso completa de empregados de
commissio.
6." Impossibilidade de prover-se o corpo na
classe dos fiis.
Estes dereriam formar um corpo especial, e
serem divididos em 1*, 2*. e 3*, classe, para em-
barcaren! em lodos os navios, por menores que
sejam.
Entendemos que esta a melhor maneira de
resolver-se tio importante problema, de fazer-se
o que se deve, nio s em atlengio aos interesses
do paiz, como aos desta nobre classe de seus ser-
vidores, que merece todas as sympsthias, e teem
em suas raaos, e entregue sos seus cuidados, zelo
o Qdelidade grandes valores da fazenda pu-
blica. r
Egualar-ae os vencimenlos um acto de ma-
nifest jusliga ; porque o srt. 14 do regulamento
respectivo diz positivamente que, os officiaes de
fazenda lerio, tanto embarcados, como desem-
barcados, os vencimenlos e vantagens dos officiaes
da armada, que corresponderem aos postoa. em
que forem graduados.
A exigencia de habilitages tambem j esli
presenpta no mesmo regulamento, nos arts. 6 e
7 e se at agora nio teem apparecido concur-
rentes, e tem havido necessidade de fazer nomea-
goes por commissio, dando-se o augmento de
vencimenlos cima indicado, e crendose novos
postos, indubitavelmente esta situagio mudar e
lal servigo ser um dos mais disputados pela
nossa mocidsde.
Talvez que mais de espago apresentemos um
regulamento consideragio do governo, em quo
incluamoa atas nossas ideas; assim tenhamos
occasiio.
Babia, 22 de julho.
E, A.
PIUV-s TTP. D M. P. DI r*\zUA.-l861,


Full Text
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