Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09360


This item is only available as the following downloads:


Full Text
lili HIT lOMMO 183
Por tres mezes adiantados 5$0o0
Por tres mezes vencidos 6$000
SABBADO 10 BE AGOSTO N ItlI.
Por anno adiantado 1990O O
Ptrle fruteo tara subscriptor.
NCARRE&ADOS DA SBSCRIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr.cAntonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
*y, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel los Mar-
tas Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
t'ArUlDAs Ut>S cuKtthius.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do'da.l
Igaarass, Goianna Parahiba as segundas a
sextas-feiraa.
S. Anto, Bsenos, Bonito, Ganar, Altinho
Garanhuns as tercas-feiras.
Pi d'AIho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pei-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouricury e Px oas quartas (tiras.
Cabo, Serlnhem, RioFormoso, una. Bar reros
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintasfeiras '
(Todos os correios partera as 10 horas da manha)
EPHEMERIDES DO MIZ DE AGOSTO.
6 La ora as 10|horas 34 minutos da man.
13 Qoarto crescente as 4 horas e 56 minutos da
machia.
20 La cheia as 7 horas e 31 minutos da man.
28 Quarto mioguante as 11 horas e 4 minutos da
manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 7 horas e 42 minutos da manhia.
Segundo as 8 horas e 6 minutos dstarde.
DAS DA SEMANA*
5 Segunda. Nossa Senhora das Neres.
6 Torga. Transfigurado do Sr. no monte Tabor,
7 Quarta. S. Gaetano fundador; S. Donato b. m,
8 Quinta. S. Cyriaco diac.; S. Emiliano b.
9 Sexta. S. Alfonso Alaria de Ligoorio fundador.
10 Sabbado. S. Lou rengo m.; S. Asteria v. m.
11 Domingo. Ss. Tiburcio e Susana mm.
Auiiic.Mi.lAs UOSj TKIBUNaES DA CAPITAL.
Tribunal do commereio ; segundas quintas.
Relaco: tercas, quintas sabbados as 10 horas.
Paxenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horss.
Juizo do commarcio : quartas ao meto dia:
Dito da orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do civel: tercas atxtaaao meio
dia.
Segunda Tara do rival: quartas sabbados a 1
hora da tarde:
ENCABBEu^ADOS DA SBSCRIPCAO DO SUL
Aiagoai, o\rt. Claudino PaleloDias; Babia,
Sr. Jos MartinX. Aires; Rio de Janeiro, Sr
Joao Pereira iiarWs. ~~ '
EM PERNAMBUCO.
O proprletarlo do rumo Manoel Pigneiroa i e
Faria.na sua lirraria praga da Independencia a.
16*8.
PARTE OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 9 de agosto de
1861.
Officiolao Exm.Sr. presidente da|Parahiba.-Pas.
so s maos de V. Exc para os convenientes exa-
mes copias do termo que assigoou o agente fiscal
dessa provincia por occasiio de receber no arse-
nal de guerra os objectos destinados enferma-
ra militar e corp de guarnigo dessa provincia,
a que se refere o meu offlcio de 3 do correnle.
Dito ao commandante das armas.Sirva-se V.
S. de mandar alistar no exercito, se para isso for
julgado apto, o soldado docorpo de polica Vicen-
te Jos dos Santos, que se offerece como volun-
tario.Officiou-se ao commandante do corpo de
polica para a apresentago do soldado.
Dito ao commandante de corpo de polica.Re-
mello V. S. o processo do soldado Joaquim Cy-
riaco Varejo, aQm de que seja cumprida a sen-
tenga nelle proferida en ultima instancia pela
junta de que trata a portara de 19 de novembro
de 1858.
Por esta occasio recommendo-lhe que d'ora
em diante, e sempreque houverdeser sumettido
a cooselho qualquer praca do corpo sob seu com-
tuando por crimes ou faltas, que hsjam commel-
tido, alm da f extrahida do livro mestre, faga
V. S. juntar ao processo a parte accusatoria, com-
muuicagao official, ou outra qualquer pega, por
onde tiver chegado a seu conhecimento o tacto
criminoso deque fr argida s mesma praga.
Dito ao inspector da thesouraria de fazen ja.
Restituo V. S. o requerimeotoe documento que
vieram annexos sua informago de boje, sob n.
681, afim de que mande pagar a Jos Joaquim
Jorge a quantia de2:097#, importancia da fari-
nb de mandioca, que vendeu Francisco de Pau-
la Tiburcio Ferreira, no presidio de Fernando
para o consumo do mesmo presidio, visto nlo ha-
xer inconveniente neste pagamento, segundo cons-
ta da citada informago.
Dito ao mesmo.Bemetto i V. S., coberlocom
as copias das informages mioistradas pelo agri-
mensor dos terreos de marinha, coronel com-
mandante das armase commandante da fortaleza
do Brum, bern como do parecer do procurador
scal dessa thesouraria, os requerimeotos deFre-
derico Miguel de Souza relativamente aos terre-
nos de marin e alagado que possue na extre-
midade da ruado Pilar em Fra de Portas, sob
'os. 168 e 168 A., afim de que, nos termos do
citado parecer fiscal a que se refere a informago
de V. S. de 23 de junho ultimo, sob n. 626, e com
as condiges do alvar de 29 de setembro de 1861
mande passar titulo ao supplicanle nlo so dos
terrenos, de que se trata, mas tambem dos 40
palmos que, segundo declara o agrimensor, exis-
tem devolulos, juntos a um daquelles terrenos.
Dito ao mesmo. Constando de offlcio do juiz
de direito do Rxejo, u. 47, de 26 de julho prxi-
mo lindo, que ali ha collector, a este reitere
V. S.suas ordeos no sentido do meu offlcio de
18 de junho ultimo, relativamente ao caixo de
medicamentos existente em poder daquelle juiz.*
Respondeu-se ao mesmo juiz dizendo-lhe que
fhesse a entrega quelle colletor do caixo de
que se trata.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Mande V. S. eutregar ao thesoureiro pagador
da reparlicao das obras publicas, conforme requi-
sitou o respectivo director em offlcio de hoje,
sob n. 194. a quantia de 2209000 res, em que
foram oreados os concertos de que oecessita o
machioismo que fornece agua potavel s cellu-
las do raro do, norte da casa de detengo, bem
como a substituigo da grande toroeira do ba-
nheiro do lado de leste aflm de que possa o mes-
mo director dar principio a essas obras.Com-
municou-se ao supradito director.
Dito ao director das obras militares.Tendo
nesta data approvado os trez ornamentos, a que
alludem osseus offlcios n. 61, 62 e 70, de 4 e 7
do julho u'timo, dos coocertos necessarios a for-
talesa do Brum e respectiva ponte, assim o de-
claro Vmc. afim de que promova a execugo
dessas obras de conformidade com o disposto no
aviso de 9 d'aquelle mez, nao excedendo-se as
quintias mencionadas nos meamos ornamentos.
Communicou-se ao coronel commandante das
armas e a thesouraria de iazenda.
Dito ao juiz de paz do Io districto da freguezia
de Iguarass.Constando do offlcio que Vmc.
me dirigi em o Io do correte nao se ter ins-
talado no dia 28 de julho ultimo, como foi de-
terminado por offlcio desta presidencia de 17 de
junho deste anno a junta de qualificac&o dessa
freguezia pelos motivos declarados no citado offl-
cio, recommendo Vmc. que, fazendo a convo-
cado do artigo 4 da lei de 19 de agosto de 1846,
rena a referida junta no dia 15 de setembro
prximo vindouro, que para isso designo, e pro-
siga nos demais termos do processe da qualifica-
co, tudo na forma da lei.
Portara.O presidente da provincia, atienden-
do ao que requereu Francisco Correa da Silva e
Mello, resolve nomea-lo nos termos do artigo 6*
da carta de lei de 3 de outubro de 1834 explica-
do pelo aviso do ministerio da justiga de 14 de
marco de 1860, para exercor provisoriamente os
offlcios de partidor e destribuidor do termo do
Cabo, creados pela lei provincial, n.504, de 29
de maio ultimo, em qoanto nao forem definiti-
va mente prvidos na forma do decreto, n. 817,
de 30 de agosto de 1851.Communicou-se ao
respectivo juiz municipal.
Dita.Os Srs. agentes da compaohia brasileira
de paquetes a vapor mandem dar urna passagem
de proa para a provincia das Alagoas, no Io va-
por que para ali seguir a Manoel Polycarpo da
Silva Res, que consta ser desvalido.
Expediente do seeretarlo.
Do dia 7 de agosto de 1861.
Offlcio ao Exm. director geral da secretaria de
estado dos negocios da justiga.De ordem de S.
Exc. o Sr. presidente da provincia, aecuso rece-
bida a communicago que em 16 de julho prxi-
mo findo lhe fez V. Exc. de ter S. M. o Impera-
dor por decreto de 12 do mesmo mez recooduzi-
do o baeharel Joo Francisco Duarte Jnior no
lugar de juiz municipal e de orphos do termo de
Garanhuns Communicou-se ao agraciado, e as
estacos competentes.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.;
o Exc. priaideate da provincia manda declarar
Y. S. para o Qm conveniente, que segundo com-
municou o director das obras publicas em officio
de hontem, sobe n. 192 eomsumiram-se 10,700
ps cbicos de gax na illuminago do palacio da
presidencia durante o mez de Julho ultimo.
Dito a Lulz Francisco de Barroa Reg.De or-
ordem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
a cuso recebido o officio de 5 do corete em que
T. S. participou ter naquella data ena qualidade
de presidente da cmara municipal, assumido o
exercicio do cargo de juiz municipal da primeira
rara destj cidade, no impedimento do sexto sup-
plente, Dr. Manoel Moreira Guerra.Fizeram-se
as convenientes communicacoes.
Dito ao quarto supplente do juiz municipal de
Cabrob, Jos Francisco dos Santos. De ordem
de S. Exc. o Sr. presidente da provincia, acenso
recebido o offlcio da 18 do mez passado, om que
V. S. participou teruaquella data, ena qualidade
de quarto supplente, reasaumido o exercicio do
cargo de juiz municipal desse termo.Fizeram-
se as necessarias communicacoes.
Dito ao vigario da Gloria de Goit. O Exm.
Sr. presidente da provincia manda aecusar rece-
bido o officio de V. S. datado de 12 de julho ul-
timo, bam como o livro de registro das trras pu-
blicas dessa freguezia.
Accuseu-se tambem idntica remessa feita pelo
vigario de Maranguape, com officio de 27 de julho
ultimo.
Despachos do dia "% de agosto
Rtqucrimtntos.
Carlos Mara Cnsul.Informe o Sr. inspector
da thesouraria da fazenda.
Francisco Jos Gomes.Informe o Sr. inspec-
tor da thesouraria de fazenda.
Francisco Correia da Silva.Passe portara no-
meaodo o aupplicante para um dos lugares vagos
do termo do Cabo.
Joaquim Mileto Mariz.J est prvido o lu-
gar.
Coronel Jos Severo Granja. Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
'Dr. Pedro Antonio Cesar.Informe o Sr. direc-
tor da instruccao publica.
INTERIOR.
Rea torio da reparlicao dos negocios
estrangeiros apresenlado assem-
bla geral legislativa na primeira
sesso da 11.a legislatura, pelo res-
pectivo ministro e secretario de es-
tado, conselbeiro Antonio Coc lio de
S e Alboqnerque.
(Continuado.)
Actos, mediante os quaes se pretende privar aos
subditos brasileiros Antonio Jos de Vargas e
Reginaldo Fsrnandes de Campos, que possuem
em territorio do imperio.
O tenente coronel Antonio Jos de Vargas e o
capitao Reginaldo Fernandes possuem, por com-
pra feita em 8 de Janeiro de 1857, cerca de tres
leguas de campos, situadas entre os galhos do
Quarahim-Grande e Quarahim-Pequeno no lu-
gar denominado Capo do Ingle:, em territorio
que, tendo estado sob a juriadiego da repblica
oriental do Uruguay, passou ao dominio do Brasil
em virtude da demarcago, a que se procedeu se-
gundo o tratado de limites de 12 de outubro de
lool.
Esso territorio o sesmo, em euja rea se a-
chava comprehendido o rioco do Maneco, desli-
No anno respectivo acharis a continuacao da
correspondencia que tem bavido acerca deste as-
sumpto.
As allegares do ministerio das relages exte-
riores reduzem-se, no esseocial, ao seguinte :
A polica do departamento nao fez mais do
que prestar, segundo a lei o seu auxilio'; s
resolucoea judiciaes ; dos depoimento* de'va-
rias testemunhas inquiri-das perante o res-
pectivo aicaide ordinario, se ve quo Seratlm
Jos 'dos Santos evacuou os seus campos sem
coaeco alguma, obedecendo a urDa intima-
go regular de autoridade competente, por ter
reconhecido o senhorio daquelles quem se ad-
judicava a propredade dos mesmosmos campos ;
o negocio da aleada dos tribuodes, e por isso
o governo se abstem de toda iotervengo.
A essas allegacOes oppoz a legtgo imperial as
seguintes observares
Seraflm Jos dos Santos foi esbulhado dos seus
campos por aetos coercivos de autoridade in-
competente ; esses campos foram logo vendidos
pelos herdeiros de Contuci que del le *e apossa-
ram ; os predios" all existentes foram demoli-
dos ; s intervengo da legago mostra que o re-
clamante nao annuio espoliado ; o uoico acto
judicial, que busca feita oocartono do respectivo
escrivo resultou existir, um despacho do juiz
letrado do civel da segunda seccao, deferin-
do um requermento dos mencionados herdeiros,
que pediam a medicao de om campo situado no
Ricon de los Luareles y Coronillaalm do
Bo Negro do departamento de Taquaremb; nao
ha instrumento algum de qualquer aleada que
seja, autorisando o despejo das trras.
Ninguem, vista dessas observacoas mu espe-
cialmente da ultima, deixari de admitir qne ues-
te negocio houve abuso de autoridade le es-
poliagao evidente. E' mais um exemplo do
que tem acontecido em prejuizos dos legitimos
proprietarios de campos. Urna simples ordem
de medigao e arbitrariedade '.transfornada pelos
interesados em autorisaco para o despejo.
E' fra de toda a duvida que extraordinarias
circunstancias do caso autorisavam a plena
intervencao do agente diplomtico do imperio;
mas tendo Serafim Jos dos Santos iniciado um
pleito com o objecto de rehaver a sua legitima
propredade, suspeode-se aquella intervenjao
at que os tribunaes competentes so pronun-
cien).
Decreto de 25 de novembro de 1859, expedido
pelo governo oriental, creando um novo sysle-
ma pora a marcaco do gado vaceum e ca-
vallar.
No relatorio do anno prximo passado j se
tratoudeese decreto, do regulameoto expedido
nado, em maior ou; meno'r" eVtes'o"," compe" I 5" ITS* e do.de.cret qe. suspenden-
sacio do de Cunha Per e do aua conforma o *'Crear* um" comnssao de Tar's dados
Ate propoaVpe'o ^ mat P"Por as modifi-
o de su. mageatade em nao lomar po se emZ- I "0" SSJftHC C05nvehn,e-nle- ,
lo o poder legislativo da repblica nao se pronun- MSl!UJl'm -e"olttS* h"'a 8Ild lo-m,da em
ciasse acercado tratado de'permuta de terrenos ^SVo^SS!^ r,Clama5eS pr07-
ento pendente da uaapprovago. p" EfJLS S-?V!l k
Em consejuencia daquelle ajuste.conservando-' J,* i'S^VLff.!3 d? noTea,bro ,a?no Pii-
se o statu quo anterior demarcago, continua- S?SLT2SL1S!22 FluSa d2 *
ram as autoridades orientaes a exercer a sua ju- al !"", t**.*!**" de !?* manda-
tioEdde0qaubeus1 fSP**+que nasceu & qU9S" rffX SBUrtSSL UBSS
EstSv4am os mencionados hv^ilrf^ M i^. j ^;i.W^;g;t< ^^l^ >W
quilla posse dos seus campos quando em maio de n .~" a 8 "' -
repblica autorisaflo a indemnisar os herdeiros de f?Fl^l^&*%!l!L90t cer"
um Alzsibar de campes que lhe haviam sido to- tJX^^S^^SS^JTS''v v
mados, com esses meWs campos ou com outros "ffiMRfr ^osTvict^ ll^L %*%?
Denuncianuo esses herdeiros os campos occu- JSgfia*22*.- 16 dfl mrf.n ,a
tes exhibidos mostravam que eram elles proprie-
tamento de Taquaremb pelo commandante da
ir o nJ eir do Qnarahim, foram levados pela lega-
i^^^KsssSukusss &mm*.'s &!****?.
tes, e mandou-se que o agrimensor procedesse
medigao.
Antonio Jos de Vargas e Reginaldo Fernandes
nao se conformaran) com a pretengo que os pri-
vava das suas trras ou os obrgava a compra-las
de novo, e recorreram ao presidente da provin-
cia do Rio Grande do Sul, solicitando a sua pro-
teegao. S. Exc. nao se julgou competente para
resolver sobre o assumpto, e em consequencis
disso subi elle considerago do governo impe-
55 S SiP .-sus- .'.'.!-' 'S' ST 5SSSS tSS^
publica em nota de 23 de junho que acharis an-
nexa a este relatorio com a correspondencia
subsequente.
Sebastio Amado, Felipe Jos Pires e Jos Vi-
cente, residentes no mencionado deparlamento
foram ahi presos em tronco de lago pelo com-
missario de polica Mooteiro ; os dous primeiros
por nao terem denunciado as intenges crimino-
sas de um certo Valiente por elles ignoradas, e o
terceiro por se haver escusado de servir como sol-
dado policial.
sarios de limites a acta que regula o gyro da li-
nha divisoria desde as cabeceiras do rio S. Luiz
at confluencia do galho do Quarahim denomi-
nadoo Invernadaabrangendo portanto o men-
cionado territorio.
Em 8 de Janeiro de 1857 compraran: os Srs.
servir na polica a despeo dos certificados con-
sulares com que justicavam a sua nacionali-
dade.
As moradas de Jos Rodrigues Ponteado e Jo-
s Raimundo foram cercadas, invadidas e vareja-
cado exhibido pelos herdeiros d% Alzaibar, ffol. o c ^ D Sacntho Barbnt m.* M a^UI
out mnd .imi?,-e?9Il qUC 8 Prelende- De Mndo ouvido a respeito daquelles violencias, deu
?Ji.u?*-Je Jd?lU laqU8 .am g0Ve-n p6a in'ormagao tal, que o proprio governo da republi-
legislar acerca de territorio estraoho e indemni- nS. t..n- ...uf,A.^ C3UZ por
a-
as
sar com elle os prejuizos causados aos
cionaes.
E' verdade que, em virtude da conservaco do
statu quo anterior a demarcago, continuaran) as
autoriaades orientaes a exercer a sua jurisdiego,
mas tambem c6rto que esta em nenhum caso
poda chegar ae ponto de dispr^se, de qualquer
modo daquillo que se considerava propredade do
Estado.
Se os campos em questo pertenciam ao fisco
oriental quando a repblica era o soberano ter-
ritorial, passando esta soberana para o Brasil,
transferio-se para o seu fisco a propredade dis-
putada.
A questo portanto de mui fcil resoluco.
Nao tendo sido approvado o tratado de permu-
ta de 4 de setembro de 1857, e tendo o governo
imperial denunciado por isso a suspenso do de
commereio da mesma dala, nao hareria razo
para que se conservassem por mais tempo o statu
quo e a jurisdiccSo temporaria das autoridades
orientaes no territorio que sabio do seu domi-
nio. O governo de sua magestade expedio por-
tanto as ordens e instrueges necessarias para
que se effeitue a oecupago desse territorio, e por
esse modo se poe termo denunciada pretengo.
Em todo caso perante os tribunaes do Brasil te-
re de ser discutida qualquer pretengo que ap-
parega.
Espoliaco praticada em prejuito de Serafim
Jos dos Santos.
No relatorio do anno prximo passado se tos
deu conhecimento de urna nota, que, com data
do 25 de abril desse anno, dirigir o encarrega-
do de negocios interino do Brasil ao ministro das
relages exteriores da Repblica, reclamando
contra urna espoliac&o commeltida em prejuizo
do subdito braaileiro Serafim Jos dos Santos.
Versara a questo sobre campos que esse indi-
viduo possue desde 1808 no departamento de Ta-
quaremb, cuja propredade lhe garantida por
ttulos legaes e de que entretanto fra esbulhado
sem previa sentenga de tribunal competente,
aendo ao mesmo tempo demolidos
existentes.
ce a nao julgou satisfactoria. Expedio-so
seus na- ls0 ordem ao novo chefe poltico pira que,
1 zendo comparecer os queixosos, recebesse
suas declaragoes e formasse summario.
Violencias commeltidas contra os subditos bra-
sileiros por autoridades do departamento de
Taquaremb com o pretexto de executarem
urna ordem relativa a despejo de campos oc-
cupados por intrusos.
O departamento de Taquaremb foi durante a
administrado do coronel JaeinthoBarbat, o thea-
tro de violencias de todo o genero, pracadas
contra subditos de sna magestade o imperador.
Ellas foram tantas e lio extraordinarias, que o
governo oriental foi obrigado a demlltir quelle
seohor do cargo de chefe poltico.
Os fados que puso a referir resumidamente
sao apenas urna parte daquellas violencias.
Com o pretexto de execntar urna ordem relati-
va ao despejo de earapos occupados por intrusos
e de haver a importancia de arrendamentosatra-
zados, am juiz de paz, frente de torca armada,
fez demolir, entre o Arroyo das Tres Cruzes e Ta-
quaremb-Grande, varios predios perteocentes a
subditos brasileiros, levantando ao mesmo tem-
po ama porcao de lado existente as suas es-
tancias.
A legago imperial, sendo informada dessas
violencias, denunciou-as ao governo oriental em
nota de 12 de setembro do anno prximo passado,
o, contemplando as suas iaformages, apresen-
lou-lhe em 27 de outubro urna representado a
ella dirigida por rile brasileiros.
Desse documento resuitavam os seguintes fac-
tos : oncarceramento arbitrario de muitos sub-
ditos do imperador, dos quaes alguna tinham es-
tado agrilhoados dorante quinze, rite e dous,
trila e seis e quareota e tres dias sem culpa
formada ; espoliaco e perseguigao de outros que
! foram obrigados a regressar ao Brasil com suas
familias ; levantamento de mais de mil cabegas
de gado vsecum e carallar; assolamento de dnas
quintas ; demoligo de 15 edificios, todos brasl-
Ileiros; e finalmente o assassinio perpetrado pelo,
commisserio de polica Maaoel Garca na pessoa
do subdito brasileiro Francisco Borges.
O Sr. ministro das relages exteriores respon-
deu em 6 de dezembro s reclamagoes do anear-
regado de negocioi interino do Brasil, dase,
avista de informages do chefe poltico que a po-
lica, nao exercera mais intervengaodo que a que
lhe fora reclamada pela justica ordinaria, para
levar a effeito o despejo dos campos e o levanta-
mento de gado a titulo de arrendamento e pre-
juizos exigidos entre particulares; que o chefe
poltico mandara formar e submetter ao juiz or-
dinario um summario acerca das prises effec-
tuadas; o que, nao sendo satisfactorias as dili-
gencias feitas relativamente ao assassinio do
Francisco Borges, o governo ordenara a sua con-
continuago afim de se proceder contra quem
lulle apparecesse implicado.
O actual chefe poltico de Taquaremb pz em
liberdade a todos os Brasileiros que haviam sido
presos nos successos de que se trata. E' a pro-
va mais evidente da sua innocencia e da arbi-
trariedade do antecessor daquelle delegado do go-
verno.
O encarregado de negocios interino do Brasil
manifeslou o direito que os signatarios da repre-
sentagao a elle dirigida tem a reparagao dos vio-
lentos insultos que soffreram e restituigo ou
iodemnisago dos bens que lhes foram extor-
quiSa.
Tentativa de esbulho praticada pelo cidadao
oriental Francisco de la Serna contra varios
subditos brasileiros ( e muitos outros estran-
geiros ) estabelecidos na margem esqutrda do
Solis-Grande.
Alguna subditos brasileiros, e com elles muitos
estrangeiros de outras nacionalidades, estabele-
cidos na margem esnuerda do Solis-Grande, de-
partamento de Minas, na repblica oriental do
Uruguay, molestados por injusta pretengo do
cidadao oriental Francisco de la Serna, corriam o
grave risco de serem privados de suas proprieda-
des ou forjados, como outras vezes tem aconteci-
do a compra-las de novo aQm de evitar a ruina
que Iheacarretariam processos complicados e ex-
tremamente morosos.
Aquellas brasileiros, como os outros estrangei-
ros mencionados, allegara possulr as suas trras,
por compra ou heranga, ha mais de meio secnio
e por documentos que nao podem ser contes-
tados.
Apezar disso Francisco de la Serna apoiado
por juizes inferiores que nao hesitaram em com-
metter abusos desconhecendo a lei e ultrapassan-
do mesmo os limites da sua jurisdiego, preten-
deu, sem previa justificego do seu direito, pro-
ceder medigo daquellas trras, para o que ob-
teve despacho de una juiz.
Provocou isso um requermento dos interessa-
dos ou dealguns delles ao governo da repblica,
o qual resolveodo que recorressem aos tribunaes
competentes, ordenou ao mesmo tempo ao chefe
poltico do departamento de Minas que os proto-
gesse na posse dos seus campos e nao permit-
tisse acto de despejo que nao tosse aatorisado
por mandado dos tribunaes.
Eese despacho foi dado no 1. de julho de
1859
A 12 de outubro do mesmo mez e anno o su-
premo tribunal de jusliga, considerando os abu-
sos que se commetliam em materia desta natu-
reza, as mediges e demarcagdes inderidamente
autorisadas que originavam allantados de toJo
genero, expedio um accordo deslioado a por ter-
mo a esses abusos ordenando aos juizes a fiel
execugo das leis.
Has Francisco de la Sema, insistindo em sua
pretengo, ameaga os proprietarios com urna de-
manda e os declarava detentores dos seus pro-
prios campos.
Nestas circumstancias, resolvern) elles dirigir
um requermento ao governo pediodo a sua pro-
teceo e solicitar ao mesmo tempo a dos agentes
diplomticos de seus respectivos governos, e fi-
zeram urna e outra cousa.
Esses agentes sao os encarregados de negocios
do Brasil, Portugal, Franga, Uespanha e Gra-
Bretsnha.
O assumpto, considerado smente quinto sua
natureza e sem certas circumstancias que o acom-
panhavam, era sem duvida da algada dos tribu-
naes ; mas em face daquellas circumstancias, da
triste experiencia de outros casos semelhantes,
da maoifesta violag'o das leis e do proprio ac-
cordo j mencionado, tambem evidente que os
agentes diplomticos estavam justificados em nao
recusar o apoio que Ibes era solicitado. Elles
portanto o nao recusaram.
O governo oriental, allegando a diviso e inde-
pendencia dos poderes polticos, declarou que
nao admittia esse apoio, e para tranquilizar os
anisaos daquelles agentes, enviou-lhes copia au-
thenlica do accordo, que eslava comprehendi-
do nos documentos que elles mesmos lhe tinham
enviado e que tendo sido violado pelas autori-
dades inferiores era urna das bases da iuterren-
go.
No lugar competente encontrareis a correspon-
dencia que este assumpto originou.
As demandas por questdes de propredade ter-
ritorial ao um dos maiores vexames que no Es-
tado Oriental aoffrem os estrangeiros alti estabe-
lecidos. Muitas vezes sao ellas provocadas com
o fim de alemorisar os possuidores de campos e
de leva-Ios a compra-Ios de novo por meio de
transaeges que eritem maiores despezas. Cons-
ta que nesse ceso se tem achado alguns brasilei-
ros.
E' voz publica que em Montevideo existia urna
associago de individuos que se oceupavam em
forjar ltalos de propredade de campos, e que
om dos seus lucros consista em obter dos pro-
prietarios transaeges pecuniarias i que alguns
delles se prestavam para nao serem molestados
com onerosos pleitos.
Nao ha muito tejpo, o anno passado, commet-
teu-se em Buenos-Ayres em um cartorio do go-
verno um roubo de escripturas originaos de ter-
rea situadas no Estado Oriental, que all se acha-
vam archivadas. Descobrio-se o roubo ; alga-
mas dessas escripturas, ou todas ellas, no nu-
mero de cento cincoeota e cinco no valor de
quatro milhes de pesos, foram apprehendidas
em Montevideo ; foram ah presas muitas pes-
soas por esse motivo, e instaurou-se, pelo roubo
e por falsificago de ttulos, um processo, sobre
cujo marcha e resultado Dio me cumpre emittir
juizo.
A escandalosa especulsgio, cuja existencia se
maoifestou por esse modo, nao era nova. J em
1857 alguma noticia della se deduzia da mensa-
gem eom que o presidente da repblica abri a
sesso legislativa desse anno. Ah disse S.
Exc. :
c O governo, convencido da conveniencia de
serem transportados para os archivos desta ca-
pital todos os documentos e papis relativos
c cesso e venda de trras da repblica oriental
< do Uruguay quando era psrte integrante do vi-
ce-reinado de Buenos-Ayres, para evitar abu-
< sos prejudiciaes e resalvar os direitos dos pro-
t prietaros e possuidores, eocarregou ao nosso
c cnsul geral de solicitar isso do governo de
Buenos-Ayres. Este governo. msnifesiou-se
mai disposto, o s falta adoptar o meio de bus-
c oar nos archivos taes papis ou documentos e
c de separa-los aem affectar os que pertencem
c exclusivamente a Buenos-Ayres.
Sem pretender que sejam Ilegtimos os ttulos
que Francisco de la Serna possa apreaentar em
austentago do direito que allega, julgo fra de
toda a durida que, om face de Tactos to nota-
veis, todos ligados s questes de propredade
territorial, foi bem cabido o apoio diplomtico oo
assumpto de que trato.
O Sr. ministro das relages exteriores disse em
sua nota de 23 de maio do anno prximo passado
que o seu governo, oceupando-se com as medi-
das que teria de propor assembla geral para
garantir a propredade particular, oomera em 4
!??Ui mez urna commissao identifica, incum-
bida de dar o seu parecer nao s sobre a maoeira
dechegar-se ao desemmaranhamento dos ttulos
de propredade, mas tambem sobre a medigo ge-
ral do territorio da repblica.
E' de esperar-se que por meio dessa medida e
de outras que ella origine se chegue a conseguir
o resultado que se tem era vista.
E' to avultado o numero de brasileiros estabe-
lecidos no Estado Oriental e to subido o valor
dos campos que elles possuem e oceupam, que
o governo de sua magestade nao pode deixer de
prestar a este assumpto a mais constante e seria
attengao.
rrebalamento de dous filhos menores de um sub-
__ dilo brasileiro.
Sob este titulo menconou o relatorio do anno
prximo passado ama reclamago iniciada pela
legago imperial em Montevideo avista de infor-
mago prestada pelo vice-consul em Taquarem-
b. Os menores, que se dizia terem sido arre-
batados, eram filhos do subdito brasileiro N. Br-
relo.
Como se declarou no mencionado relatorio, o
ministro das relages exteriores assegurra que
era inexacto o facto denunciado e prometiera
provar a sna assergo por meio do summario que
se eslava concluindo.
Em 2 de agosto, como se v da nota dessa da-
ta, poz S. Exc. esse summario disposigo do
encarregado de negocios interino do Brasil. Re-
sulta desse documento que, seguodo as declara-
goes de Barreto, nao existir semelbaote rapto,
e que elle, receioso de que a autoridade policial
quizesse tomar-lhe os filhos, pedir a prolecgo
de um Albino Barreto, para que este inlerce-
desse com o chefe poltico e com o vice-consul
do imperio.
Essas declaragoes nao eslo em harmona com
as que o mesmo Barreto fizera a Albino de Mello,
ao qual affirmra positivamente que seus filhos
lhe tinham sido arrebatados. Talvez pudessem
ellas ser explicadas pelo terror de que se teria
possuido em presenga da autoridade, seodo elle
summamente tmido e ignorante ; mas como seos
filhos lhe esto restituidos, pJe-se considerar
este assumpto concluido.
Assalto e saque da casa do subdito brasileiro
Condeixa e ferimento grave de um filho seu.
No dia 20 de Janeiro do correte anno foi as-
saltada e saqueada, no districto de Sarandi, de-
partamento de Maldooado, a casado mencionado
subdito brasileiro, sendo nesse acto gravemente
tendo um filho seu.
A legago imperiaj, logo que esse facto lhe
constou, levou-o ao conhecimento do governo
oriental.
O chefe poltico respectivo, a quem se pedio
oformago, respondeuque, encontrando o com-
misserio da polica do dialricto alguma difficui-
dade nao s para averiguar o facto como tambem
para descubrir os delioquentes, ia partir em
pessoa afim de lomar as medidas necessarias.
Assalto e saque da casa de Amando Yaz e ten-
tativas contra a honra de mulheres nella exis-
laiivas contra a honra de mulheres nella exis- e, prendendo o official sob cuja guarda se echava,
vetT'JanT', *f "*? P,T- J'L?e li- Brg.M !ttaud0 fra morl0' Pu"" Posicao
tetro, Manoel Salvador. Zefermo Ohvtxra do ra d nnnarin r *
vetra, Manoel Salvador, Ztferino Oliveira e
Jos Gutierres, arbitrariamente destinados ao
servico militar.Prisao injusta e torturas de
que foi victima Manoel Marques.
Estes tres assumptos foram tratados pela lega-
go imperial conjunctamente na correspondencia
que encontrareis no lugar competente.
Amancio Vaz reside na costa do Cunha Pet,
departamento de Taquaremb. No dia 23 de
setembro do anno prximo passado fot sna casa
asssltada e saqueada por cinco homeos, que ao
mesmo tempo lentaram violar a honra de algumas
mulheres que all encontraram. Tendo elles va-
rejado a casa em busca do seu dono, que feliz-
mente se achava ausente, pde-se suppr que
meditavam delicio, grave contra a sua pessoa.
Disse o chefe poltico'que, logo que leve no-
ticia desse successo, ordenou ao commissario de
polica da secgo respectiva que procedesse
captura dos delioquentes, e que o commissario,
nao tendo conseguido esse objecto, se dirigir ao
estabelecimenlo de Vaz e nelle permanecer al-
guns dias afim de proteg-lo cootra os ultrajes
com que o ameagavam seus proprios vizinhos.
Como se v, o delicio nao foi negado, mas os
seus autores nao foram punidos.
Parece que Jos de Oliveira, Manoel Salvador,
Zeferino Oliveira e Jos Gutierres haviam com-
meltido deudos sem gravidade, e que o chefe
poltico do departamento do Cerro Largo, por ar-
bitrio seu, os destinara ao servico militar nos
corpos de lioha, remellendo-os com esse objec-
to para Montevideo disposigo do ministro da
guerra. Parece mais que, -nao quereodo elles
contractar-se para semelhaate servigo, foram pos-
tos ordem do ministro do governo, que, por
seu turno, os entregou ao juiz do crime da se-
gunda secgo.
O Sr. mioistro das relages exteriores declarou
que Jos Gutierres era Oriental; que os outros
tres, que eram aecusados de haver commettido
abigeato, tinham aido postos em liberdade por
disposigo tomada no dia 19 de novembro, iul-
gando-se sufficieote punigo o tempo de pnso
que j tinham ssffrido ; mas que nao haviam si-
do forgados ao servigo militar antes nem depois
da sua chegada a Montevideo.
Nao se deve recusar crdito palavra de S.
Exc. Cumpre entretanto observar que o juiz do
crime declarara ao cnsul geral do imperio que
nem ao manos lioha podido obter do chele po-
ltico do Cerro Largo as informages que deviam
servir de fundamento ao procedimeoto judicial;
e que os tres individuos, cuja nacionalidade nao
fra contestada, foram postos em liberdade de-
pois da opportuna interrengo exercida pela le-
gago imperial.
Manoel Marques, residente no mesmo depar-
tamento do Cerro Largo, foi preso violenta e in-
justamente e conservado durante trala dias na
cadeia da villa de Mello, com os bragos dilacera-
dos e deslocidos pela tensio com que os amar-
raran) quando o prenderam e conduziram para
aquella villa.
Tambem ae lhe imputou o delicio de abigeato,
sem duvida para cohonestar aquellos actos vio-
lentos ; mas a aaa innocencia era to evidente
que, formando-se-lhe processo, foi absolvido.
Ahi foram testemunhas os seus proprios perse-
guidores.
Ainda quando o resultado do processo fosse a
sua condemnago, era fra de duvida que os in-
dividuos, que to brbaramente o tinham tortu-
rado, nao podiam deixar de ser punidos pelo de-
licio que assim haviam commettido, presciodin-
do mesmo daquelle que resultara de urna aocu-
saco injuriosa e falsa.
Mas, por mais estranho que parega, certo
que a mesma sentenga que absolveu a um absol
veu aos outros.
O Sr. ministro das relages exteriores limitou-
se a declarar, isso accrescenlando que o tenente
alcaide do districto, e. nao a
galidaJe de urna sentenga pronunciada por au-
toridade competente.
Esta maneira de considerar a questo originou
entre a legago imperial e o ministerio das rela-
ges exterijres urna discusso de principios, por
aquel.a mui bem sustentada, acerca da prolec-
go que a autoridade local deve ao estrangeiro
residente no seu territorio e da acgo diplomti-
ca que a deve substituir, se ella lhe falta.
O governo oriental tem ltimamente procurado
limitar aque-.la iotervengo, invocando a inde-
pendencia do poder judiciario e os recursos da
appellago que as leis do paiz afiangam aos que
se considerara losados pelos juizes inferiores.
O governo imperial, que nao reconhece no seu
pas iotervengo inopporluna, est mui longe da
aulonsa-la ainda mesmo em beneficio dos sub-
ditos do imperador; mas sabe que os agentes
diplomticos do mesmo senhor em Moutivedo-
jamis excedersm os limites tragados pelos prin-
cipios do direito internacional, e v com pezar
que, anda mesmo nos casos, em que esses agen-
tes tem exercido opportunamente a sua inter-
vengao, nenhuma tem sido a reparago. Todos
os delictos, coramettidos contra as pessoa3 e pro-
piedades de subditos brasileiros, tem fleado al
hoje constante e completamente impunes.
Assassinatos de subditos brasileiros.
Tenho o pezar de communicar-vos que conti-
nuara os assassinatos de subditos brasileiros.
No relatorio do anno prximo passado se vos
dau conta das reclamagoes iniciadas acerca dos
de Manoel Andr, Joaquim de Moraea Cunha a
Ilomao Alves da Fontoura Riquinho. Annexa ar>
presente relatorio acharis a correspondencia ha-
vide subsequentemenle.
Quanlo ao primeiro desses homicidios, o juiz
nscal, examinados os autos que lhe foram sub-
meltidos, declarou que, segundo as provas all
exhibidas, Maooel Andr nao fora assassinado
mas se suicidara. *
A respeito do seguodo, o ministro das relages
extonores participou legago imperial que Fran-
cisco Roso, que se presuma ser o aseassino da
Joaquim de Moraea Cunha, fra remetlido pela
chefe poltico de Soriano para Montivedo dis-
posigo do juiz do crime da 2 secgo com o sum-
mario respectivo.
Quauto ao terceiro, disse o mencionado minis-
tro que a morte de Romo Alves da Fontoura
Aiquinho fra casual, como elle mesmo declarou
antes dfe expirar ; mas que apezar disso, dera-sa
conhecimento do processo ao alcaide ordinaria
de Taquaremb, pondo-se sua disposigo as
pessoas que parecam implicadas nesse desagra-
da vel successo.
Posteriormente data do ultimo relatorio leve-
o governo imperial noticia de mais seis assassina-
tos. Sao elles os segainles:
Francisco Borges foi assassinado no departa*
ment de Taquaremb pelo commissario de po-
lica Maooel Garca na oceasio em que, com a
pretexto de executar urna ordem relativa a des-
pejo de campos oceupados por intrusos, om juiz
de paz, frente de forga armada, commetteu as
violencias, de que vos dou conta em outra parla
deste relatorio. A legago imperial denunciou
esse deudo ao goveruu oriental em notas de 12
de setembro e 27 de outubro, relativas aquellas
violencia*. Em 19 de Janeiro do corrente anna
participou o ministro das relages exteriores
mesma legago que o chefe poltico, cumprinda
s ordens que recebera, instaurara o processo
prendendo o official sob cuja guarda se achava
do alcaide ordinario.
Ignacio Pereira da Silva e Manoel Antonio Pe-
reira, residentes no mesmo departamento de Ta-
quaremb, ahi foram assassioados no dia 8 da
Janeiro do correnle anno. O encarregado de ne-
gocios interino do Brasil denundou esses homi-
cidios ao Sr. ministro das relages exteriores, e*
segundo a nota de S. Exc. de 13 de margo, es-
cripia avista de informago do respectivo alcaid
ordinario, s faltavam algumas citages para qua
processo subisse ao juiz superior.
N. Correa foi morto no dia 22 de fevereiro no>
lugar denomioado Cordovez departamento-
do Cerro Largo, pelo sargento de polica do mes-
mo lugar Raphael Mondonga.
Valentn) Moreira, residente no districto de S.
Carlos, departamento de Maldonado, foi ahi as-
sassinado no dia 16 de margo.
A legago denunciou ambos esses deudos por
nota de 23 daquelle mez, e no Io de abril parti-
cipou -lhe o ministro das relages exteriores qu
ordenara aos respectivos ebefes polticos que pro-
cedessem s necessarias investigages.
Consta finalmente que no dia 20 de outubro da
anno prximo passado foi Floresbello da Silva
Pimeotel Jnior morto traigao no Estado O
rieotal, no lugar chamado Cantas, por um sar-
gento de policia e um indio seu companheiro.
Portugal.
Moeda falsa.
A convengo celebrada entre o governo impe-
rial e o de S. M. Fidelissima em 12 de Janeiro da
1855, veio dar melhor garanta aos legitimos in-
teresses brasiUiros contra os aadazes traficantes
nquelle reino da nossa moeda metallica, notas
do banco, bilhetes do thesouro, oo outros quaes-
quer ttulos autorisados por le, provendo assim
de remedio um mal, que tanto affectara as boas>
relages entre os dous paites.
At ento, a falsificago da moeda brasileira
constitua um ramo de industria, por assim di-
rer, permittida ; os traficantes nao se escondan
affrontavam mesmo a moral publica, porque es-
tavam seguros da impunidade.
Depois de ajustada e saocciooada aquella con-
vengo, as providencias nella adoptadas, e as me-
didas administrativas que o governo de S. M. Fi-
delissima foi aulorisado a empregar, para obstar
a taes crimes, assim como para perseguir, pro-
ceasar e punir, aos respectivos autores, exerce-
ram urna benfica influencia na jreveogo e re
presso de todas aa torpea empresas.
Comegou desde ento a declinar o crime, zona-
bando porm sempre da acgo da autoridade.
Subsistiam alguns elementos qua tanto haviam
acorogoado, e mais do que isso a tolerancia da
certas funecionarios pblicos menos escrupulo-
sos oo cumprimento de seus devores.
Nao se acreditava seriamente na energa dar
governo de S. M. Fidelissima para extinguir um
mal to enraizado.
Conseguiram assim a immoralidade o o crm>
neutraliaar os esfurgos perseverantes dos agente
brasileiros, junto do governo de S. M. Fidelis-
sima.
Tornou-se portanto da maior urgencia a adop-
gao de novas medidas legislativas, que compie-
tassem a legislago penal existente e urna acgo
mais directa do governo*
Urna daa principaes providencias administrati-
vas consistia na substituigao do varias autoridades
que, em alguna pontos do reino, procediam irre-
gularmente.
Com a lei de 4 de junho de 1859, cujas provi-
dencias di3posiges ja foram annunciadas. no re-
latorio de meu illuatrado antecessor, e com a
nomeago de magistrados e outros fuascionaikos.
5robos para vigiar com xelo e activiade em ana
el execugo, desappareceu a gravidade de ta
escandalosas especulages.
Pela primeira vez esba ao governo imperial a
-----, ^ w polica, interviera atiafacao de annundar-ros que o crime de qua
no acto denunciado, e qua o governo nio poda se trata, por effeito de to saluteres medidas,
nem derla entrar na apreciaclo da jusliga e lo* >acbaie. boje as coadigoes ordinarias dos da-

I


m
_
RIO DE PBRN1HBIC). SABBiDO 10 DI AGOSTO BE 1861.
mesma especie, que te commeltem m qualquer
culro piiz.
O coDseguimeolo desta sitoaglo coDtra os moe-
eiros falsos dependa especia lncete do gpvera*
vuxtremo do paiz ; por Uso, lodos os esorgos do
aosso B>Dialro e vce-consul braaileirono Porto
dirigiani-se a empeohar nesta questo os pro-
prios ministros dacotii, por qaesa foram devi-
da e honrosameni* Hendidas as fustas reclama-
Neohum caso boto de alcacio tem occorri-
ek> posteriosaente aos fados expostos oo relato-
rio do a ano f rexirao pastado, e ae alguna mais
aiver logar, pode afiangar-se que, seja qual r a
dministragao em Portugal, nao -escaparo os
reos vindicta da lei.
Assim o espera o govoiao imperial da ."*aldj
de do governo de S. M. Fidelissima.; das acerta-
das provues da lei de 4 de junho de 1S5.'3, e da
vigilancia iaceasaato, que eere e*bfe esle
imprtame astuuipto a legago ioj-verial e os
SOSS08 agentes consulares, entre os/quaes o vice-
sansul do Brasil no Porto, o fer. Bella mi, a
que cu est especialmente incumbido esse encar-
do, no desempenho do qual te m-se portado com
oergia e "acVfiftiftftfl.qatriotis.mo.
Os processoB instaurados contra -os falsificado-
res e traficantes de moeda falsa, seguem seus
tramites ordinarios.
Os pronunciados por occasio das appreben-
6*8 effectuadas em Meti Fri, Lamego, Coim-
Lra e Penajura continuara a empregar todos os
esorcos por aonullar os eflejtos das seotencas
coiidmosiorias contra elles preferidas em pr-
aneira iustaocia, esgotando os recursos estabele-
cidos na leegislaco penal do pai*.
Pende da relajo do Porto a decso da causa,
relativa aos condemnados pelo jury a 5 anuos
de priso, pela tilsitieago das eoias brasileiras
de 20000 e lOgOOO reis, apprehendidas na al-
fandega aquella '.cidade em 11 de fevereiro de
1859.
Nem sempre a aceo da autoridade tem sido
escoimada de indulgencia para com alguns reos,
aobreludo sao estes importantes, .pelas suas rela-
ces e fortuna. Mas felizmente, em alguns ca-
sos, nem essa indulgencia, nem as relaces,
nem a fortuna Um lid o o poder de habilita-los
n opioio publica que os indigita sempre como
moedeiros falsos.
Violencias dos crusadores e autoridades portu-
gutzas contra navios brasikiros.
A legago imperial em Lisboa nao tem deixado
de insistir pela solugo das reclamaeoes que tem
o governo imperial pendentes com o governo de
S. M. Fidelissima, em eoosequescia das violen-
cias pra tica das pelos cruzadores e nutras autori-
dades portuguezas, contra navios brasileiros, por
juispeila de se empregarem no trafico, entre os
anos de 1839 a 1817.
Esta questo ainda permanece nos mesmos
termos em que se acbava no anno prximo
lindo.
Dcima dt maneio.
Alguns negociantes brasileiros residentes no
Po-to representaram legaco de S. M. o Impe-
rador no reino de Portugal contra a intimado
-que Ihes foi feila por parte do Osee para paga-
jem as decimas de maneio correspondentes ao
annos de 1837 a 1842.
Como essa exigencia feria os direilos que
pelos compromissos interuacionaes oram afian-
zados uaquelle reino aos subditos de S. M. o
Imperador, a legago brasileira reclamou do go-
verno de S. M. Fidelissima a expedigo de or-
dens para fazc-la cessar.
Aquelle governo immedialameole maodou que
ossem annulladas as collectas dessas decimas
laucadas aos supplicanles interiormente ao anno
de 1842 e ficassem sem effeito as execuees con-
tra files a este respeito intentadas, de cnornn-
dade com o que se havia pralicado em relac.au
aos negociantes britnicos residentes em Por-
tugal.
(Continuar-se-/ia.)
Bem se podra dizerqoe a forma do noiso go-
verno a mais pensionada possivel, com quanto
nos paraca a aoelhur, que a invencao dos ho-
tnens tem posto em execuco.
Agors mesmo nos occorreu urna lembranca,
que aproveitamos. Quem se persuadirla que a
unio norte-americana se separara, depois de
tantea anuos de prosjrasslvo melhoramento ; e
boje estara em ceofWgrago, culilando-ee ene
aos outros?
De certo que isto nao acontecera, se a sua
firma de governo fosee monarchica hereditaria
representativa, onde alleceriam as ambices de
urna presidencia. _
Hoje j-so causar admif acae,- j ne se a6
a apologa d* repblica federada da America do
norte.
E que diremes nos da America do sul, que
tem sempre estado em oscillaces desde a sua
independencia da m atrpelo-?
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Consta-nos hav*r resolvido a directora gcral
da instruego publica, que os atteslados mensal-
menle pessedos aos professores pblicos pelos
respectivos delegados Iliterarios devem mencio-
nar nao se o numero dos alumnos matriculados,
como principalmente aquelle dos que tem effee-
tiva frequencia.
Esta frequencia enlen4e-se a verificada pelo
delegado Iliterario; o qual quando deixe de rea-
lior na viita aula, ao menos ui!,.i vez por
rofz, dever disto fazer men^ao expressa.
A bem da salubridade publlea, imporla que
se proveja oo desapparecimento desse reg ou
cano que partindo do hospital militar, veos dar na
ra do Hospici>, e pelo qual feito todo o des-
pejo nao s do referido hospital, como tambem
de urna parte dos proprios moradores d'alli.
As exhalaces ftidas que se levanlam, mor-
menle quando o sol desenvolre todo o seu ar-
dor, sao insupportaveis ; e assim provocam um
erdadeiro incommodo vizinhanca.
Amanha nos communicam que haver na
ra do Sebo o africano espectculo do batuque,
que all costuma-se fazer aos domingos quasi
sempre.
Espera-se que seja grande a concurrencia dos
batuqueiros, pois que devem vir differenles mui
exercitados de alguns engenhos prximos.
Nao tendo-se installado a junta de qualifi-
cajo de Iguarass no ia designado, fal de novo
marcado o da 15 de setembro vindouro para essa
reuniao.
O Sr. Francisco Correia da Silva e Mello
foi interinamente nomcado para exercer os ofQ-
cios de partidor e distribuidor do termo do
Cabo.
O tenenle-coronel Luiz Francisco de Barros
Reg acha-se desde 5 do correte em exercicio
da primeira vara municipal, como presidente da
cmara municipal, por impedimento dos respec-
tivos supplentes.
O quarto supplentedo juiz municipal deCa-
nrob, Jos Francisco dos Santos, em data de 13
do passado, entrn em exercicio do respectivo
jnizado.
Segunda feira encela os seus trabalhos o la-
boratorio de lavagem de ronpa.
O exercicio d'arma, de quarta-feira em
frente do arsenal de marinha, foi pela companhia
de aprendizes menores, e nao pela de artfices,
como dissemos.
Honlem teve lugar, como annnnciamos a
reuniao dos membros da A$sociaao Commercial
Beneficente, para o fim de elegerem a nova direc-
?o, que ficou cemposta dos Srs.:
Jos Teixeira Bastos.
Joo da Silva Regadas.
Antonio Marques de Amorim.
Eduardo Phenton.
Joo Lily.
P. C. ron Sehsten.
Swifft.
J. J. Tasso.
Joo Malheus.
Estes senhor^e escolheram d'entre ti os seus
presidente, viee-presidente, secretario e thesou-
xeiro.
No dia 8 deete mes foram reeolhidos casa
de deteeclo 4 bomet, sendo, 2 hvres e 2 escra-
vas, a saber : a ordem do Dr. chefe d polica 1,
que o crioulo Juvenal, eaeravo de Luiz Fran-
cisco de Barros Rege ; a ordem do subdelegado
de Santo Antonio 1; a ordem do da Boa-Vista 1 ;
a ordem doda.Capunga 1, que o pardo Ray-
mundo, escravo do coronel Domingos Alfonso
Nery Ferreira.
Mortali da de do bu 9.
CaetanaMara do Pilar, Pernambuco, 80 annoa,
viuva, Recife, anaarca.
Jos Fernandas Vianna, Portugal, 78 annos,
casado, Boa-Vista ; erysipella.
E haver anda entre nos quem selembre das
formas republicanas, tendo em vista tantos ejem-
plos da iostabilidade desse governo ? Devemos
crer que nao.
Nada pede convencer mais ao horneen 4o que
a experiencia adquirida no andar dos tem pos I I
Somos amigos das liberdades: nao amamos o
absolutismo que embrutece a sociedade: mas
tambem nao desejamos essa liberdade sem certa
coaeco, porque degenera em anarchia.
Queremos leis e que aejam respeitadae ; leis,
porm, que, rodeando a autoridade do uecessario
prestigio para obrar, nao tirem sociedade aquel-
las garantas que lhe pertencem, como orieai
que da soberana.
O suffragio universal, nova tctica poltica, es-
t em voga na Italia para a sua unificacao. Tal-
vz, porm, se nos nao engaamos, vira lempo
em que oa seus colaboradores se arrepeodero
de a ter abracado Hodie mihi, era Ubi.
Nao prudente ministrar armas com que tam-
bem podemos ser feridos.
Deixando aqu esta diverso, busquemos o lu-
gar que nos compete.
J est entre nos o Sr. Dr. Pedro Secundno
Mendes Los, empossado do cargo de juiz muni-
cipal. O seu carcter sisudo e honesto, e esta-
mos convencidos que preeocher bem o seu lu-
gar.
Tambem por promotor publico o Sr. Dr. Ma-
noel Inooceneio de Figueiredo Camargo, que na
primeira sesso do jury desempenhou bem o seu
ministerio.
O Dr. juiz de direilo, o Sr. Jos Felippe de
Souza Lelo, vae, como seu velho cqstume,
desempenhando ptimamente o seu lugar, com
a mesma honradez, sisudez, e zelo que lhe sao
conhecido. Talvez que por isto nao agrade a
lodos.
Nos, porm, preferiremos sempre o magistra-
do, que fizer honra ao cargo que oceupa, quel-
le'.que o desvirta.
O juiz a cujo destino esto confiadas a honra,
a vida e propriedade dos cidados, deveeer cir-
cunspecto, e olhar com a devida attenco para
estes objertos sagrados. Elles nao sao iodiffe-
rentes ao Sr. Dr. Jos Felippe de Souza Lean.
O delegado de policia, o Sr. alferes Alexandre
Jos de Hollanda Cavalcanle, se tem desenvol-
vido com a possivel actividade no exercicio do
seu cargo.
Tem adquirido desafieices e por isso nos
consta que representares contra elle teem sido
levadas presidencia da provincia '. tentativas
mallogradas pata sua desoneraco, porque a pre-
sidencia nao est no leme d administrado da
provincia para salisfazer paixOes alheias ; e sim
para-fazer justicia a quem a merecer.
Pelos tactos que por aqu se vo dando, e pelo
mais que nos tem constado, sao espiabas de gar-
ganta os Srs. Dr. Souza Leo, digno juiz de di-
reilo desta comarca, e o delegado de polica.
S. Braz, porm, nao quer fazer o milagre aos
seus devotos, que, por mais que o invoquen),
tem os ouvidos cerrados.
Teotou-se urna sociedade theatral, e haveodo
j para esse fim 600g000 rs., dissolveu-se por
certos desgostos que sobrevieram.
Esto installadas duas sociedades de dangas, e
em exercicio. Fazemos votos para que conti-
nen) ; porque, em quanto a mocidade abi se
entretiver, nao se entregar ao pernicioso vicio
do jogo.
As feiras lem sido concorridas de gneros e de
gado vaceum ; o dinheiro, porm, cada vez se
torna mais caro.
Ficamos aqu.
0 noticiador.
---------*_
Srs. Redactores, U procedimenlo do subde-
legado de Beberibe forga-me a tragar estas li-
geiras linhas a fim de o Exm. presidente da pro-
vincia e o Illm. Sr. Dr. chefe de polica melhor
aprecien) a marcha que trilham os negocios po-
liciaes desta povoaco, e recooheQam as quali-
dades' que adotnatn um dos agentes pobciaes
deste districlo, hornera bem celebre por suas
facanhas quando oulr'ora traficante e importa-
dor negreiro da Costa d'Africa, lestemeoteiro,
e'enfant gl do bem conhecido Regadas, que
Dos hija___
Antonio Flix dos Santos a autoridade de
cujos actos quero oceupar-me, e de cujo proce-
dimenlo moral e policial geralmente conhecido
de todos quanto habitam esta povoago, digno
de severa pnnico, e incapaz de exercer o cargo
que oceupa ; e se at hoje nioguem atreveu-se
ainda a denunciar os seus mos feitos por urna
fatalidade, ou condescendencia criminosa talvez.
nao ser o mesmo de buje em dunle, pois cha-
mare contra suas villanas o prepotencias a at-
tenco publica, e pelo que passo hoje a expr,
creio que o Sr. Dr. chefe de polia tomar serias
providencias a fim de livrar-no de um to poza-
do fardo que supportamos ha 3 annos os terri-
veis effeilos da sua policia femeacomo a de-
nominara I
Queixando-me perante o juizo municipal de
Olinda contra Aolouio Crispioiano Padilha e a
rr-ulher com quem se diz casado por injurias
verbaes, e altribuico da autoridade de um faci
criminoso Gquei surprehendido vendo appresen-
lar-se em juizo o mesmo subdelegado Antonio
Flix, com seus agentes, escrivo Francisco Es-
leves e inspecter Eulalio, o juiz de paz Boaven-
lura, e o carapina Maitins, meslre das obras pu-
blicas, que mprando no Recife, serve sempre
como testemuba dos factos, que se do em 0-
linda e em Beberibejurando todos a favor
dos delioquentes, que erara de boa conducta
civil e moral, e que se alguma ioimisade linnam
no lugar era por causa de dividas, que elles fa-
cilita vara a diversas pessoas, e que o dito Padi-
lha um cidadao prestante aos servicos da po-
lica, etc.
O Sr. subdelegado que j passou pelo dissabor
de vero Dr. juiz municipal de eolio da 1* vara
do Recife representar ao Dr. chefe de policia
contra a infidelidade de seu juramento como
autoridade, que por influencias eleiloraes quali-
ficra pessoas moradores no Recife, e recoohe-
cidos pela relagao do districto, como domicilia-
rios de Beberibe I nos perra i i tira protestar
tambem contra esse aeu juramento em contrario
do que attestou do documento abaixo transcrip-
to n. 1 haver receeido queixas de diversas pes-
soas, que nao foram por dividas, contra o di-
to Padilha. accrescendo as
Monotl Mara palos factos pracaos por Padilha
Sorprehendido ainda por esse proceder do fa-
migerado Antonio Flix dos Sanies, que por des-
gra^e subdelegado e juiz de paz da infeliz pe-
?eago de Beberibe. por quanto merador be
quasiiannos em dita casa pagando-ifce sempre
em trimestre, e semestre vencidos, atrajo1 sjPfrM
de-se este realisado, e nem seodo-me previa-
menta sigidosea cinco meses, que de ptoeapto
pagara, ae tiaaasa scieneta deesa novo atecordo,
como sempre hei elto.e appelle para os proprie-
tarios deataracn.em cujee asas aerei com miaee
familia dehfcee tres irmaassoeira, e que nade
lhes fiquei'devendo, requer ao raspee ti re juizo
que nao eppuuha-me, e nem nunca oppau-eee,
a esse pagamento, que eno o uavla feito per
seno achar vencido o eemestre, em q>ie ca>s-
tumava pagar, avista de ultimo recibo, e igno-
rar inteiramente esse trama do Iracoeiro Anto-
nio Flix, que tenlo por fim de injuriar-me nio
iuu jurar falsft em juim para ^^iimfttler t
acr;o mais infame e descarada propria de quem
nao teme a Dos, e nem segu a sua religio 1 ...
c que houvesse de mandar contar os autos, e
julgasse nullo lodo aquelle procetsado, avistado
documento n. S.
K' a um' boaoem destes, que est confiada a
sorte dos beberibenaes, que j bao cclhidos co-
pia de sua moralidade, e de sua pericia policial,
pelo fado de nao haver instaurado um s proets-
so crime durante tres annos consecutivos^ succe-
dendo quasi diariamente crime pblicos e poli-
ciales 1 Portauto se o subdelegado de Beberibe li-
ona em pouca corita o professor publico do lugar,
que ha 4 anuos anda nao oi pesado -alguoaa,
os eslylos, conveniencias, regras da liyenrchia
social, a senda da boa educarlo nao Ibe permit-
tiam haver-se do modo vil e infame porque se
houve com um sacerdote, que vive honestamen-
te com suas tres irmas acjteiras, como de pu-
blica notoriedad^, pacifico e respeitador das leis,
a vista dos documentos ns. 3 e 4. Assim pois crea
o Sr. Antonio Flix que a injuria, que irrogou-me
foi .nui seDsivel por haverem partUhado nno-
centementa as minhas tres irmas solteiras,
que nao sao as negras escravas com quem vive oo
charco i rn mu o do de seus vicios---- sem morali-
dade publica, ignorando aioda nos ltimos quar-
teis da vida a senda de bom virer de um chris-
to, que tomou agua do baptismo I
Crea que as minhas tres irmas nao deixare
de rogar a Dos pela saude, paz e socego de seu
irmo sacerdote, o nico arrimo de suas subsis-
tencias, para resignar-se religiosamente com anas
pequeninas vingaucas, e que os 4OJ400 de cus-
las judiciaes, que torcou-mc aze-las em prejui-
zo de minhas irmas, seoo 4O5 clamores de
todas unisonas que diariamente em quanto vivas
pediro juslicas a Dos contra o perseguidor de
seu querido irmo, sero 400400 remoraos de
consciencia, que o flagellaro por toda vida pelos
juramentos falsos prestados do juizo civil e cri-
minal ; sero 40&40O maldicoes que receber do
publico sbosalo por esta accao ioiqua e inquali-
ficavel com um sacerdote que nao o offendeu,
e nem deu motivos para um precedimentomons-
tro e descommunal 1....
tiko deixirei tambem em minhs Iracas ora-
ges de rogar a Dos que o converta para poder
confessar-se e ouvir mlssa que talvez ha bem an-
nos nao cumpra estes preceitos sagrados !....
Com a publicacao desta, Srs' redactores muito
Ibes obrigar o de Vmc. assignaote obrigado e
capello.
Padre Francisco Verissimo Bandeira.
Beberibe 8 de agosto de 1861.
CDOLUMENTOS.
N. 1.Atiesto que as queixas que leoho rece-
bido contra Antonio Crisfiniano Padilha, fo-
ram de Joo Maroel de Siqueira por causa de
entrada de animaes em seu sitio (e nao pro-
cedeu contra a infracto das posturas munici-
paes....)ede Luciano de Mello por causa de um
cachorro da ca$a que entraodo em sua casa,e des-
confiando que estivesse damoado, malou-o E
nada mais me consta a excepeo de urna alterca-
cao com Firmioo Gomes por Padilha cobrar urna
quanlia que lhe devia (quando nao houve alter-
cado e sim um ficto criminoso de o Padilha
contender e aggredir com urna ica de pOota,
arma que nunca larga, ao mencionado Firmi-
oo___)
Subdelegada do districto de beberibe 22 de
maio de 1861.
yin ionio Flix dos Santos.
N- 2.Recebi do Rvd. Fraocisco Verisgimo
Bandeira a quanlia de 1189313 importancia de
principal e custas d'accao execiliva que propoz
o Sr. Antonio Flix dos Santos pelos alugueres
da easa terrea de taipa de Beberibe, em que mo
rava o mesmo Rvd, assim como as chaves.
Olinda 7 de julho de 1861.
Manoel Pereira Drando, procurador bastante.
N. 3.Certifico que por este meu cartorio o3o
consta que o supplicaote tenba dado denuncia,
ou queixa de pessoa alguma deste districto, tam-
bem nao consta que pessoa alguma tenha dado
queixa cu denuncia contra o supplicante, e nem
corre processo crime contra o mesmo. O refe-
rido verdade ao qual me reporto.
Beberibe 22 de maio de 1861.
Em f de verdade, Francisco Esleves de bro.
_ N. 4,Atiesto que o supplicante Rvm, Fran-
cisco Verissimo Bandeira, de boa conducta ci-
vil e moral e que conserva em sua companhia
tres irmas solteiras, e honestases quaes alimen-
ta.... outro sim o supplicante respeitador das
leis. e das autoridades constituida!'.
Doavenlura de Mello Castello-Bronco, delega-
do supplente.
do advogado, que as actuaos autoridades do Li-
moeiro, agradam a populacio sensata da comar-
ca, e ellas s desagradis ao diminuto grupo de
^"l.tfy*. ^nrado rbula, que por d-
mele Maseedo, e se qu6r saber compare o ac-
iatal estado da comarca com o passado, sendo es-
sa com paracao feita por pessoas imparciaes, e
o per hosseng apaixonades, ees quaes ceja
interese* da>#actko: o que aae admira, Srs. re-
dacteees,Aqtas ai Ilustrada redaecio do Cimtli-
teCMSksJ mostliesida como abose a causa de
umfceeaem isdetessado no fete. e que s6 tem
em eido ohieeseaM seus planos de fortuna e vingan-
cas, e para Ua eaber quem ase advogado
leia os documentes abaixo transcriptos, pase ver
at que ponto ebega o pedantismo e a ignoran-
cia : com a publicacao desees linhas muito ate
Desheredo.
Vareo Tlio dos Reis Lima.
Instrumento de publica forma da petico deAn-
tonio Pereira da Silva Caninana.
Illustrissimo Senhor juiz de paz em exercicio,
Antonio Pereira da Silva Caninana, tendo justo
motivo i allegar tontra a senlenc,a que fora hoje
por V. S. proferida em audiencia deste juizo con-
tra o supplicante, vem com todo o respeito pe-
dir vista para embargos a referida senlenca na
onformidade da ordenarlo Hv. 3 tit. 66, 8 6.
til. 84 8., til. 26 17. t. 86 Pereira e Souza
292, Manual Pratico C. de G. primeira parte
2. o. 3, uestes termos e por nao aer a senlenca
d que pede o supplicante vista de que trati a
Carta Regia de 1605, Alvar de 10de Janeiro de
1619, decreto de 13 de outubro de 1891, Alvar
de 27 de oovembro de 1691, Alvar de 13 de no- I
vembro de 1610, carta regia de 5 de Janeiro de
1617, o supplicante espera, que a vista, vais da
ordenado liv. 3. tit, 20 20 e 31, tit. 6 g 6.,
tit. 84 8., til. 86 i 3., 6. e 17 seja concedida
a referid viste do que receber merc.
Oadvogado,
Jote Antonio da Siha e Mello.
Liuioeiro, 7 de junho de 1859.
A vista do regulamentode 15 de margo de 1842,
alvar de 26 de outubro d 1843, ordeoacio liv.
l.t. 65 i.e oulros tem lugar a vista pe-
dida.
Limoeiro, 7 de junho de 1859.
Revoredo.
Illm. Sr., o supplicante replicando com o de-
vido respeito tem a dizer, que nao leudo o des-
pacho de V. S. alliogido a questo, pois tratan-
do o supplicante do direito que tem pare mere-
cer vista da seotenga desse juizo o despacho se
refere a formula do processo do juiz de paz e at-
tribuieo do mesmo juizo, nSvJ se julga per isso
o supplicante deferido e de novo pede que esle
respettarel juizo atteodendo para a ordenaco
liv. 1. tit. 5. 42 digesto portuguez, tomol.
art. 37 lhe delira comjustija.Receber merc.
O advogado,
Jos Antonio da Silva e Mello.
Limoeiro, 8 de junho de 1859.
Nao tem lugar.Villa do Limoeiro 10 de junho
de 1859.Revoredo.
Illm. Sr.Com o devido respeito triplicando,
diz o supplicante, que ainda se nao julga derido,
porquanlo tendo sido sse juizo aquelle onde-fura
annullado o primeira processo do supplicante por
falta de formulas, sendo o juizo coodemnado as
custas na conbrmidade da respectiva sentenga, o
supplicante julga essa juizo suspeilo, e pede que
na coniormidade do art. 61 do cdigo do processo
e da ordenago livro primeiro Ululo 86 principio ;
assim se julga o mesmo juizo passando a seu re-
querimenlo a ser differido pelo respectivo sup
plicaote na coniormidade do 62 do mesmo c-
digo.
Em lempo declara o supplicaote que hoje 14
do correte que leve scieoeia do despacho de
que triplica.
Pede que na coniormidade do expendido seja
aeeita 1 suspeico, e que receber merc.Como
procurador Jos Aotooio da Silva e Mello.
Limoeiro 14 de junho de 1859.ludefirJa a
treplica por nao ter applicaco a questo as leis
citadas pelo supplicante ; e ser inexacta a allega-
(o relativamente a senlenca de que falla ; quan-
to porm a dizer que someote hoje chegou a seu
conhecimento o despacho da su replica, foi por
nao a ter procurado desde o dia 10.
Villa do Limoeiri 14 de junho de 1859.Ra-
mos.
Correspondencias.
COMARCA DE 8. ANTJIO.
Srs. Redactores. Se o victoriense deixon de
vos dar notieias do quanto por esta trra se tem
passado, um novo noticiador vae oceupar o seu
lugar, e vos por a par de tuda quanto fdr digno
de saber-se, e se em vos encontrar apoio, ne-
obuma duvida teremoa de vos ir encommodando
com as oossas letras em linguagem rasteira, mas
euunciadora da verdade. Pois bem, o lempo se
ae pausado em revises de votantes, em qnal-
licacoes da guarda nacional, em eonselhos de re-
vista, en seseos do jery; em correcces, em
sessoes da cmara municipal, em leiceea de
sorte, que pouco lempo resta para os trabalhos
domeslcoe, mormente aquelles, a quem incum-
be a obrigacio da aasistir a estes ditTerentes ra-
jios do sereic nacional.
Srs. redactores.Acabo de 1er o Constitucio-
nal do ultimo de julho, aonde sou calumniado
pelo rbula Jos Antonio da Silva e Mello, que
vista de sua educagao nao o poda fazer por ou-
tra forma, visto que lhe falta a linguagem poli Ja,
que s pdde ter aquelle que recebeu urna edu-
cagao ; nao retribuo a este honrado rbula os
epithelos com que me mimoaeou, porque entre
o juiz municipal e o de orphos do termo do Li-
moeiro MarcojTulio dos Res Lima e Jos Au-
tono da Silva Mello existe urna distancia immen-
sa, a este s cabe a linguagem de que usa, e o
honrado advogado bem me enteode, e portante
nao deseo ao lodacal a que me quer arraslar :
diz o honrado advogado, na sua correspondencia
ultima, que paseei ao juiz municipal supplente,
oilo feilos civis e duas causas orpbnologicas,
preciso provar, nao basta allegar, e mesmo ser
bom que diga quanto tempe estiveras naminha
concluso, para poder ser accusido ;diz elle,
que fujo de responsabilidade, e no enlamo que
no superior tribunal da relaco existen) penden-
tes quatr appellaces, cujas sestencu foram por
mim dadas; no tribunal do commercio existe
um aggravo por mim minutado, dos meus actos
desejo e quero responsabilidade quando eu a
merecer, e nao quero que eulros me sirvam de
testa de ferro : nao sei aonde que existe a con-
tradanza de ue passar continuamente a vara de
supplentes ; desde que fui nemeado juiz muni-
cipal, leoho deixado o exercicio do lugar por
daus vezes, e isto para assumir o exercicio do
lugar de juiz de direito ; s jnrei suspeigo
n'um processo, por ter o autor 'aasignado urna
representarlo contra as autoridades da comoaar-
ca depois da eleico primaria ; e a primeira ver
que assumi a vara de direito tlnba s de exerci-
queixae lam bem de ci de juiz municipal um mez 0 deseoove das,
. meados por Paeilba o sei qual fosse a alluvio de feitos que pas-
em Mirueira onde sempre fora tdo por desordei- sasse: dos meus trabalhos diz o honrado adro-
ro, dezertor, comprador de objecioa furtados,' gado, nao tem resultado nenhur beneficio ao
seductor de escravos alheios. condezindo dali. foro ; pura verdade, porque o honrado advoga-
pera Beberibe um cavalle, euja posse e domi- do, nao tem mais pblido embargos na preprieda-
nio era-lhe contestado, e que nenhuma provi-
dencia deu como subdelegado ; o bem asiim as
de seu inspector Eulalio, que represenloa con-
tra o dito Padilha por este haver-se negado aos
de albeia pelas custas de um processo futuro ;
tenho feito os inventarios que existen) por fa-
zer e alguns_ delles deade a poca do cholera,
mas aioda nao os fiz e julguei em ferias e aiada
servidos da polica, e resistido a ordem de pri- nao proceda factura d inventarioas"fe"rias"d
sao, que lhe intimara ioflagraoie no exercicio de
suas fuocQdes policiaes por insultes e iojuriae
verbaes feilas a si em publico, e a nada provi-
denciou com sorpreza de 3 teslemunhas alm de
outras presenciaes, que viram desmoraliaado o
inspector, e impune o dita Padilha, que at heje
jmaia foi en com modado para servicos da poli-
ca com o insutivo para novo crime I Iosaciavel
aiada o mesmo subdelegado sao acbando moti-
vo, por que podesse crimioar-me, em represa-
lia da admoeslacao prudente, que lhe fiz ha um
anno por haver exorbilado seus devores com pes-
soas honestas e pacificas, sendo alias pusil-
nime, e cobarde com oulros.... contra quem
nada faz, e nem tem feito, requereu ao juizo
municipal de Olinda que sendo-Ihe eu devedor
de 5 mezes do aluguer de urna sua easa, em
que morava, sem lhe querer pagar, e nem des-
occupa-la houvesse de fazer expedir o mandado
executivo para ser pago inconlinete, e desee-
upada a casa dentro em 24 horas, o que assim
deferido pelo juizo com previo juramento do
subdelegado, appresentaram-se dous ofBaiaes do
juizo exigiodo-me o fiel cumplimento do man-
dado por odio, despeito e mtitUtH
semana santa, s tenho lido onze mezes e viole
e qualro das de exercicio de juiz municipal, e
durante esse lempo, exislem qu&tro appellaces
civis, um aggravo commercial e urna appellacao
orphuologicA, tenho instaurado quatorze pro-
eessos crime, sendo cinco por furtp de cavallos,
um de resistencia, um de tomada de presos, e oa
oulros por ferimentos grave, uso de arma o a-
meacas,.fiz recolher do 1* de Janeiro ao ultimo
de margo a quanlia de 2:4859485 e quasi igual
quantia no segundo trimestres; quando no exerci-
cio da vara de direilo convoquei e presid a 2*ses-
so do jury, appellado de duas abiolvige : co-
mo sp pode dizer, que fujo de responsabilidade ;
aponte o honrado rbula um feito em que eu
recebesse peita para dar senlenca; .mostr
a mioha condescendencia em consentir 0 dinhei-
ro de orphos nimio dos tutores, aponte crimes
que me ossem denunciados e eu nio procedes-
se contra os delinquentes ; mas o que se pode
esperar do honrado robui, quando j o anno
passado dizia, queeu liaba como juiz de direito
processos na minba concluso a seis e 8 mezes,
quando eu ainda sito liaba cinco mates de no-
meago de juir municipal; fique certo o bonra-
0 supplicante ainda volla nao saUsfeito com o
despacho que esse juizo dera a sua treplica, volla
parque o poder desse juizo nao lhe pode tolher
ainda o direito de fallar como tem pralicado rela-
tivamente a juatiga de aua*causa.
A legislago citada pelo suplicante tem toda
applcago menos em urna mente caprichosa,
como a desse juizo, que a lempo iodefiri lodss
as preleoges do supplicante. A ioexactido
quanto allegago relativameala a senteoca de
que falla o supplicante em sua treplica de tanto
peso quaio a falta de legislago citada, e parece
fundada na mesma razo de capricho bem des-
conveniente a posigo de um juiz ; por isso o
supplicante ja nao citando lei alguma por lhe pa-
receres) que nao importara a esse juizo, pede
comtudo a esse juizo que reconsiderando em seus
despachos lhe delira como for de lei, denuociao-
do-se menos ioteressado na mesma causa adra de
que o supplicante nao seja preciso langar mo
dos recursos que para o supplicante as valiosas
leis lhe permittem. Receber merc. Como
procurador Jos Antonio da Silva e Mello.
Limoeiro 15 de junho de 1859-Juro suspei-
goLimoeiro 16 de junho de 1859.Ramos.
E mais se nao cootinha em ditapetlgo, replica
e treplica e despacho aqu copiado, que eu lahel-
lio abaixo declarado e aasignado, bem e fielmen-
te fiz copiar do proprio original, o qual entreguei
ao proprio portador, que me o apreseotou para
tirar a presente publica forma, nesta villa eco-
marca do Limoeiro, aos vintenias do mez de ju-
nho do anno do nascimento de Nosso Senhor Je-
ss Chrtsto de 1860, 39 da independencia e do
imperio do Brasil.
Eu Luiz Paulino Vieira de Mello tabellio pu-
blico de notas z, escrever e subiere vi.Em tes-
temunho de verdade.O tabellio publico Luiz
Paulino Vieira de Mello.
0 escrivo Vieira de Mello, revendo os autos de
embargos em que embrgame Joaqun Olega-
rio Gomes da Silva, e embargado Joaqun) Jos
de Mello Lima, d por certido a petico de em-
bargo o despache que concedeu, e se foi elle fei-
to ou nao ; e ae pode comp tabellio declarar de
quem a lettra da peligao : assim o cumpra.
LBoeire i de junho de 1861.Marco Tulio dos
Reis Lima.
Luiz Paulino Vieira de Helio, segunda-'- vellio
publico do judicial e notas, escrivo d\ ame e
civil vitalicio, nesta villa e comarca doTTmoairo
provincia de Pernambuco, por 6. M. imperial e
constitucional que Dees guarde, etc.
Certifico que revendo os autos de embargo de
que faz menco a portara suppra, delle as folhas
duas consta a petico do theor seguale :
Illm. Sr. Dr. juiz municipalDuJoaquim Ole-
gario Gomes da Silva, que tendo dado contra Joa-
qun) Jos de Mello Lisia, una queixa polo crime
de damoo e injuria, e recelando que o supplioado
disponha de um uoieo cavallo que poesue, com
cujo valor tem de pagar as custas do processo, e
compromeUendo-se o supplicante a provar os re-
quisitos que a le exige, vem pedir a V. S. para
que ordene embargo no sobredi lo cavallo, do que
o supplicante receber merc.Joaquim Olega-
rio Gomes da Silva,
Sim.Villa de Limoeiro 5 de margo de 1860.
Pires.
Certifico mais que dos meemos autos consta
ter-se effectuado e embargo.
Certifico finalmente, e deu f que a lettra da
petico de embargo cima declarado do advo-
gado Jos Antonio da Silva Mello.Julgo por-
tauto ter omprido. Portara retro.
Villa do Limoeiro 2 de agosto de 1861.
Eu Luiz Paulioo Vieira de Mello, escrivo que
esta fiz escrever e subscrevi.Em f de verdade.
Luiz Paulino Vieira de Mello.
A' vista de semelhante insistencia disse que se
soubesse pnmeiro do prego da alforria, que depois
respondera. s>
Nao* mais me lembrava disto quando em abril
(em um domingo) appireceu em mioha casa uma
prets, que me foi apresentada, como aquella em
favor de quem se me poda um emprestimo, e
que sae procura va jara obter uma res posta de-
cisiva.
Respond nos mesmos termos cima declara-
dos, isto que se me declarasse o prego da al-
terna e nao sabendo a preM responder retirou-se
declarando que procurara eabe-lode sua seoho-
ra, pessoa que es aiada hoje nao conhego, enem
sai aonde reside.
No domingo segainte tornou a preU para dizer,
que o marido de sua aenbora se entendera comi-
s>> a respeito della.
Com effeito em principio de maio appareceu
pela .primeira vez em man sscriploxio, na raHj
Imperador, o Sr. Francisco Nanee Vianna, a quem
apenas conbecia de vista, e indagando qual o no-
gocio que ali o levava disse-me que era marido
da seo hora da preta Filippa, que desejava liber-
ta r-se, e que lhe pedir sobre sso eomigo seen-
lendeese.
Expuz-lhe todo quanto havia occorrido, e fi-
nallsei perguntando-lhe pelo prego da alforria
respondeu-me, que sendo tal negocio lodo par-
ticular de sua anulher, com ella combinara e de-
pois voltaria.
Mo dia 27 de maio voltou ao meu eaeriplorio o
Sr. Vianna, para dizer-me, que tendo sido a os-
era va Filippa doada sua mulber pelo Sr. Tran-
cisco Antonio das Cbagas com a condigo de por
morte della Qcar livre a dita ascrava, eslava a
sua mulber disposla a passar-lhe logo a carta de
[ liberdade mediante a quantia de 100*000.
A' vista da exiguidade do pedido resolvi-me a
beneficiar m dita preta : mais nao tendo promptos
oaquella occasio os IOO5OOO, disse ao Sr. Vian-
na que tivesse a bondade de vir recebo-Ios no dia
1 de junho.
No dia aprazado o Sr. Vianna nao se deixou
esperar, e parante algumas pesios recebes o di-
nheiro, e entregou-me a carta de liberdade da
preta referida, na qual se consignara a clausula
de prestsr-me a libertada servicos por dous an-
nos. No acto da entrega da carta declarei ao Sr.
Vianna quella clausula era desnecessaris, e que
eu a coosiderava de oeobum effeito.
Cinco das depois veio para a minhs casa a dita
preta, pedindo proteegao, porque a pretendiam
caplvar, e em mioha casa se tem conservado at
hoje. vindo muitas vezes cidade.
A' vista da allegago da preta. e de um aonun-
ci que appareceu, em que se dizia estar ella f-
gida, entend que em seu favor devia requerer
mandado de manutengan, uma vez que tioha ella
uma carta de liberdade passada por aquella que
se dizia sua legitima seahora ; e efectivamente
o Gz, drigindo uma petigo ao Dr. juiz munici-
pal da primeira vara, que defiri favoravelmeme
passando-se o mandado pelo cartorio do Sr. es-
crivo Baplisti.
Depois de obtida a manuleoco da liberdade
da preta dirigi-me ao Sr. Iouoceneio Goianua,
autor do annuncio contra ella, para saber se com
effeito Pilippa era a propria, que eslava em mi-
oha Casa, Ento fui informadode que o Sr.
Gotanno Jnior tinha comprado a um terceiro
ot servicos da preta Filippa, durante a vida da
mulher do Sr. Vianna pela quantia de 1:00Q9.
Immediatamenle narrei a este senhor tudo
quanto tica dito, indicando-lhe o cartorio por
onde se expedir o mandado.
Tenho consciencia de me ter portado em todo
este negocio com a melhor boa f, ignorando to-
das as transaeges havides sobre os servigos da
preta Filippa.
Pouco me importa que o pleito que hoje traz o
Sr. GoiaoBa com a preta Filippa, se decida a favor
desta ou dsquelU.
Neohum embarago opporei a que o Sr. Goian-
na ventile o seu direito perante os tribuna es do
paiz, que por certo faro justica a quem a liver
por si.
Deixarei em silencio o aparte do impresso do
Sr. Goanna em que se procura ferir a mioha re-
pulago.
Tenho caridade bastant para perdoar as of-
fensas recebida, assim como algum amor proprio
para oo descer apaohar a luva que uaquelle
impresso ae me atira.
Recite 4 de agosto de 1861.
- Joaquim de Albuquerque Mello.
achava o Dr. juiz especial do commercio Frao-
cisco de Assis Pereira Rocha, eomigo escrivo do
aeu cargo, adianto nemeado, o sendo abi presen-
te! os supplicanles por sea advogado, e o suppli-
cado Jos de Aleoquer Simes do Amaral, e sen-
do esle pergunlado por aquelles, respondeu que
as letras per elle saccadas e aceitas por Gouveia
4 Araujo, foram por transaeges particulares, e
estranbas sociedade, de que elle fazia parte,
porque como socio gerente della, vio-se obriga-
do usar assim da firma social m razio de que
soffrendo o seuferedito particular por deixar de
pagar promptamente algumas letras que havia
endossado com o aeu proprio nosae, tambem vi-
nba soffrer o crdito da casa de que elle res-
pndeme era socio gerente, e por essa rasero isto
tizera, e nesta conformioade elle respndante en-
dossou com a mesma firma social outras letras
conforme uma Dota que apresentou e que est em
jutze ; seoeo que por ser o producto xn tees le-
tras em proveito particular delle respndeme,
aarazemir a sua firma, e per isso deixou de en-
trar esse producto para a caixa da mencionada
sociedade. *
Disse mais, que o valle per elle passado pare
garantir o pagamento das suas letras saccadas
por elle respndeme, e aceitas por Gouveia &
Araujo, foi o dito vale per equivoco a asignad o
com a lirma de Amaral, AUes & Companhia,
quando devera ser pelo seu proprio nome. como
foi ao saque das letras, sendo que as cioco letras
eodossadas por elle respondente, entre as quaes
as de Antonio Emygdio Ribeiro, embora lenham
a firma social, foram por trausaegao cima men-
cionadas delle respondente.
Disse mais, que entre aquellas letras constantes
da referida nota, se acba uma, a qual foi descon-
tada a Manoel Ribeira de Carvalho, dizeado este,
que era o descont feito com dinheiro de Ges &
Bastos, seudo que sata letra, j com a firma del-
le respondente, e aceita por Jos Gongalves Mal-
veira, tambem fura eodossada com a firma de
Amaral, AlvestS Companhia, por exigir o mesmo
Carvalho mais uma firma para maior garanta,
vista do estado critico da praga, ao que elle res-
pondente se preslou, Dio dizeado aquelle Carva-
lho que essa quanlia era para negocios particula-
res delle respondente e nao de sua casa commer-
cial, por isso lhe nao convir, pois do contrario
nao effectuaria semelhante descont.
Disse aiada, que elle respondente nao deu co-
nhecimento de taea descont so seu socio ; po-
rm elle respondente er que o saba, por lhe ha-
verem dito.
Disse mais, que elle respondente usou assim
da firma social para seas negocios particulares,
por assim o autorisar o contrato social ; sendo
que por esse mesmo uso da firma pare seus ne-
gocios particulares perdeu o direito de socio,
como lhe mpuoha um dos artigos do mesmo
contrato, o que s lbe dava faculdade para usar
da dita firma para negocios sociaes.
E mais nada tendo a se perguotar deu o juiz a
diligencia 'por feita e concluida, mandou lavrar
esle auto, no qual depois de lido se lirmou com
as pessoas no principio desta declarados.
Eu Manoel Mara Rodrigues do Nascimento,
escrivo a subscrevi.
(Assignados.J Assis. Jos de Alenquer Si-
mes do Amaral. Dr. Antonio de Vasconcelos
Menezes de Drummond.
E' chegado a esta provincia o insigne ho-
meapatha francez Carlos Viard, que as provin-
cias da Rahia e Alagoas tem feito prodigiosos
curativos.
Nos, que livemos a felicidade de em 1860,
quando estivemos em Alagoas gravemente en-
fermo, de ser medicado por to distinelo homeo-
patha, nos apressamos a publicar estas linhas co-
mo teetemunho de inexlinguivel reconhecimeoto
e eterna gratido.
O nosso preslimoso amigo demorando-se entre
nos someote um mez, fazemos votos para que seja
to feliz nesta provincia, ( o que estamos certo
em virtude das habilitagoes prefessiooaes que
tem) quanto tem sido oaquellas duas. Baha e A-
lagoas, oude seu nome to justamente conhe-
cido.
Aceite, pois, o nosso amigo, estas linhas como
signal de amizade, e nos desculpe se lhe ofren-
demos a sua modestia, que tanto o soe caracte-
rizar,V. C. G.
PbiiciQoes a pedido.
Attenco.
A innocencia adornada com as suas candidas
vestes, ainda que larde, abafada e suffocada pelo
espesso fumo da negra ioveja e da vil calumnia,
apparece em todo o seu brilhantismo, qual o sol,
de cuja vista momentnea nos priva a passageira
uuvem, impellida pele sibilante vento.
A innocencia, esse estado animador, que aug-
menta a torga ; d coragem ao hornera para re-
sistir tranquillo a prfidas aecusages e diablicos
tramas de almas degeneradas; a innocencia, esse
estado anglico, nao pode ser desamparada pelo
Deus dos innocentes.
Quo ditferente a posigo de um innocente a
de um culpavel ? Este atassalhado de continuo
pelo remorso vive inquieto ; nao ha lugar, que o
agrade, oo ha gozos, que o divirtam',- para qual-
quer parte, que volta os olhos. enconlra o objec-
to, que tanto o perturba e afige : de lodos os
cantos j lhe parece ver e se lhe apresenlar o me-
donho espectro, que o cbama a contas pelas mal-
versages, que tem pralicado : a toda hora, a ludo
o momento est esperando e recelando, que se-
jam patentes os seus trsmas traigoeiros; e conhe-
cida a verdade, v receber o premio devido a
malvadeza.
0 innocente porm quieto, e sem sobresaltos ;
contemplando a miseria dos seas abjectos perse-
guidores ; deposita as mos da misericordia di-
vina os seus padecimentos ; e firme nos seus prin-
cipios pe toda a sua esperance na propria inno-
cencia ; nesse braco forte, que humilhar cedo,
ou tarde a soberba"desses genios do mal.
Um genio intrigante e enredador traz em con-
tinua perturbaco a paz, o bem-esUr de qualquer
localidade.
Esse genio do mal. que afugenta a honestidade,
reuniodo proslitos forma um conselho diablico,
donde parte a perverso da ordem, da paz, da
tranqullidade e harmona dos habitantes.
Os factos, que tem occorrido, e de dia em dia
se vio reproduzindo por este mundo de miseria :
as traigoes, que se tem posto em manejo por es-
soa espiritos mesquiohos paca tiraren) vioganga
daquelles, que muitas vezes nao deram assenso
sos seus tramas tenebrosos ; sao outras tantas ad-
vertencias para o rgimen de homem, que deve
sempre ter em vista este prudente conselho- Pra-
vis socis ne te adjungu
O homem, que nao fdr acautelado, e que de boa
f se deixar levar pelas meldicas cantilenas des-
sas seras corruptoras ; quando der accordo de
si, tem cabido na raloeira, Iprnaodo-se como so-
cio das traigoes e infamias daquelles meamos, em
cuja armadilha cahio. E eotao tarde o arrepen-
dimeoto ; porque o mal j est feito ; e o juiz
severo, a consciencia .0 reprova de instante a ins-
tante. #
Qual ser o fim do pigmeu, que ae altrever me-
dir as suas forcas com as do gigante ; do cordei-
ro com as do leo ; do rato com as do gato r Se-
rena esmagados.
Horneas ba, que nao tendo anda adquirido a
forja precisa para coolender com aquelles, que
estao muito alm, nao s pela posico social, ba-
seada em urna moral sa, como pelo crdito, de
que se tem feito merecedores pelo cumprimento
honroso de seus deveres; pretender figurar de
gigante, leo e gato, quando nio passam de um
pigmeu, cordeiro e rato.
Se difficuUoso laacar-se por trra um edifi-
cio levantado sobre solidos fundamentos; tam-
bem nio ser monos difficil que a virtude depo-
nba as suas insignias a ventado de quem quer
que seja.
Icaro voando alm da meta, que lbe foi a-
cooselhada deu o seu nome ao mar, que o nio
linha.
9 cavoqueiro, que se achava debaixo da peder-
neira. depois que testemuohou os revezos, por-
que pas&aram aquelles, que eslavas) muito ele-
vados e distantes da sua escura habitaco, jul-
fnu-se mais feliz que elles ; e eotio cessou de
amentar a sua sorte.
Qui potest espere, esplat.
COMMbKCiO
Caixa Filial do Janeo do
Brasil em Pernambuco
1 A directora em virtude do aviso de 8 de junho
prximo passado declara que ica prorogado por
mais 60 das o prazo marcado pelo art. 4 do de-
creto n. 1685 de 10 de novembro do anoo lindo,
para a substituido das notas de 20^000 da emis-
so da mesma caixa o qual linda em 19 de setem-
bro vindouro.
Caixa filial de banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.O secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferreira.
4klfandegaa
Rendimento do dial a 8 .
dem do dia 9 .
157:890*62!
7:5O7g071
165:397j>892
Movimento da alfandega,
Volumes entradoscem fazendas.. 192
coa gneros.
Volumes

sahidos
>
com fazendas..
com gneros.
238
------430
52
229
Srs redactores.Tendo um amigo me feito o
favor de mostrar um impresso essignado pele Sr.
Ionocencio da Cgoba Goanna Juoior no qual sou
apresentado como aliciador da preta Filippa,
cumpre-me por deferencia ao publico tio rnen-
te vir ira prensa patenlear todo o occorrido
acerca da indicada preta, afirn de qse seje devi-
damente apreciado ornen prowdimealo.
Em das de dezembro de 1859 ama pessoa de!
minba familia fallou-me para que empreatasae a
uma preU a quantia de WaiMi sera coaciuir a
sua alforria, obrigaado-s ella e pagar-osa dita
quanlia com os seus ser vico por espago de dous
annos.
Nao satisox nessa occasiio os desejos desea pes-
soa, que alias me muito chara. Auto de porgantes ne aneo do nascimento de
Em teverejre nove padido se te fea nesse es- Nosso Senhor Jess Christo de 1661, e aos 25 de
ttdo, allegande-se, qaaentko a preta neoessitave julho o dito anno, nesta cidade de ftecife de
de menor usAoUa, 1 Pernambuco, na sala dos auditorios, onde se
281
Descarregam hoje 10 de agosto.
Barca porlugueza -~Flor de S. Simo arinha,
e mais gneros.
Brigue namburguezUenriquecarne de char-
que.
Polaca tiespanbolaIndiadem.
Escuna portuguezaEmiliabatatas e ceblas.
Brigue inglezZaaemercadorias.
Brigue hamburgoetGermanoferro.
Brigue suecoTristnlaboado.
Brigue inglez Muyan Grei mercadorias.
Brigue hamburgus Adolphbaealho.
loaporta^ao.
Escuna iogleza>Jf. B. V. A., vinda de Liver-
pool consignadas Mills Lathan & C, manifes-
tou o seguinte :
fi fardos e 63 caicas tetados de algodo, 6 fardos
dito de linho, 4 ditos fio de algodo, 40 barriliohos
chumbo de munjao, 20 barris alvaiada, 38 caixas
cb, 40 barris banha de poreo.l barrica cadeados,
1 dita dobradioss, 3 ditas selios, 100 chapas da
ferro para fogo, 1 barrica lampes para es mes-
mas, 1 caixa lesee, 1 dita fundos de cobre, 3
barricas panellas de ferro; a Patn Nash & G.
52 caixas e 36 fardos tecidos de algodo ; a Ja-
mes Ryder &C.
23 fardos ditos dito, 2 caixas dito de linhe ; a
Rabe Schmettau & C
1 caixa modas, 2 ditas lencos, meias, eebertas,
toalhae, guardaaapoe etc., ; s D. P. Wild & C.
6 caixas tecidos de algoso ; a Saunders Bro-
thers & c
2 caixas tecidos de algodo, 2 ditas dito de dito
e linho, 1 dita chapeos de algodo para sol; a
Joo Keller & C
250 barricas farioha de trigo -, a Henry Forster
& C.
4cairas tecidos de la a Kalkmann & C.
5 caixas phosphoros; a Ferreira & Martins.
2 ditas e 18 fardos tecidos da algeo ; a N. O,
Bieber C.
40caixas folhas de flandres, 15 barris manlei-
ga, 2 caixas carnizas de algodo, 5 ditas e 35 far-
dos tecidos de algodo ; a orden.
25 toneladas carvio de pedra ; a Soathal
Mellors.
- 20 barra salitre, 103 saceos arroz, 50 barris
manteiga, 55 fardos e 53 caixas tecidos de algo-
dio. 5 fardos dito de linho ; a Mills Lalham
& C.
6 pegas cabos, lOOlbarricaa barrilha ; a IRostrou
Rooker 4 C.
2 fardos e 3 caixas tecidos de algodo, 5 ditas
dito de linho ; a James Halliday & C.
50 barris manteiga ; a Tasso Irmos.
2 fardos tecidos de linho, 2 ditos e 14 caixas
tecidos de algodo, 1 dita linhas, 1 dita chapeos
deso de alpaca. ; a A. JC.de Abreu.
50 barris manteiga ; a Manoel Joaquim Ramos
e Silva. *
50 ditos dita ; a Botbe & Bidoulac.
16 caixas e 12 fardos tecidos de algoio ; a H.
Gibado.
6 fardos tecidos de algodo : a James Crabtres
&C.
3 caixas miudezas ; a Jonston Pater & C.
Escuna nacional Emilia, rinda de Lisboa, ma-
nifestou o seguinte:
r


jiario w nBMaioQO. sabbado 10 di agosto bb itti.
(3*
1103 caizat com 2,864 arrobas de batatas, 199
ditas pasas, 38H molhes cabalas a granel ; a
Cha re Filho & Brochado, auaeile a Aievedo &
Menes.
Exprtate* o
Do da 7 de julbo.
Barca ioglez Sarah, para Llrerpoo-1, carre-
Raram :
James Ryder & C 401 aaccos com 2148 arrobas
e 28 libra de algoo.
Brigue ioglet fle reglara :
A. M. Hachado, 301 saceos com 1505 arrobas de
a asacan
Saunders Brothers & C, 399 saceos com 1,995
arrobas de assucar.
Brigue ingle Luzitano, para Lisboa, carre-
giram :
Saunders Brothers & C, 1,115 saeeos com 5,575
arrobas de assucar.
Brigue nacional Eugenia, para Lisboa, carre-
garam :
AzeTedo & Mendes, 60 saceos com 300 arrobas
da assucar.
Francisco dos Santos Macelo, 80 saceos coffi
400 arrobas de assucar.
Jos Velloso Soares, 50 saceos com 250 arrobas
de dito.
Jos Baplista da Fouseca Jnior, 2 saceos com
10 arrobas e 16 libras de assucar.
Barca brssileira Thereza, par* Porta e Lisboa,
carregarara :
Jos da Silva I.oyo Jnior, 600 saceos com 3,000
arrobas de assucar.
Brigue portujuez Amalia l, para o Porto car-
rea* rara :
Feliciano Jos Gomes, 50 saceos com 250 ar-
robas de assucar.
Brigae porluguez Bella Figueirense, para Lis-
boa, carregaram :
F. S. Rabello & Filho, 800 saceos com 4,000
arrobas de assucar.
Brigue nacional Castro lll. para Montevideo,
carregaram :
Carvalho Nogueira & C, 50 pipas com 9,150
medidas de agurdente cachaca.
Dia 8.
Barca porlugueza Bella Figueirense, para Lis-
boa, carregaram:
David Ferreira Bailar, 50 saceos com 250 arro-
bas de assucar.
Brigue nacional Eugenia, para Lisboa, carre-
garam :
Azevedo & Mondes, 1 caixo com 76 libras de
doce de goiaba em caixiuhas.
Domingos Rodrigues de ndrade, 17 couros
salgados com 476 libras e 9 barricas com 42 arro-
bas e 23 libras <6 assucar.
Antonio Ferreira Mouleiro, 50 saceos com 250
arrobas de assucar.
Barca brasileira Thereza 1, para o Porto por
Lisboa, carregaram:
Jos da Silva Loyo Juaior, 900 saceos com
4,500 arroba* de assucar.
Bailar & Olifeira, 42 couros salgados com 946
libras.
Barca ingleza Sarah, para Liverpool, carre-
.gou ;
Henry Gibson; 64 saceos com 345 arrobas e 5
libras oe algodo.
Brigue nacional Damo, para Montevideo, car-
regaram :
Carvalho Nogueira & C, 10 pipas com 1,840
medidas de cachaca.
Brigue nacional Castro lll, para Montevideo,
carregaram :
Carvalho Nogueira & C-, 60 pipas com 11,040
medidas de cachaga.
Brigue portuguez Amelia /, para o Porto, carre-
garam :
Feliciano Jos Gomes, 60 saceos com 300 arro-
bas de assucar.
Brigue portuguez Luzitano, para Lisboa, carre-
garam:
Saunders Brothers & C.,700 saceos com 3,500
arrobas de assucar.
Recebedoria de rendas internas
greraes de l'ernambuco.
Rendimento do dia 1 a 8 10 5135963
dem do dia 9......; 1:5019651
conhecimealo 4e todos mandei lavraro presente
que ser publiaao pela imprenta. A
Dado e passado nest ciliada do Recite de Per-
nambuco ao 9/dw aguato de 1861. Eu Joo Sav
raiva de Araujo GaWao, escrivo, o subscrevi.
Luiz Francisco de Barros Reg.
0111 m. Sr. inspector da theaouruia provin-
cial, em cumprimento da resolueao da junta a
fazenda, manda fazer publico, que no dia N do
corrate vo oovamant praca para ser arre-
matado quem mais der a rendados predios abai-
xo designados, pertencentes a* patrimonio dos
orphos.
Largo de Pedro II.
Ns.
1 Sala do priraeiro andar 180$000 por anno.
Ra do Imperador.
2 Sobrado do dous anda-
res e loja.....1. WOflOOO
Ra do Sabo.
12 Casa terrea.....1608000 *T
Ra do Rosario da Boa-Vista.
14 Casa terrea.....2019000
Ra da Lapa.
41 Casa terrea.....182*000 c
Ra da Cacimba.
65 Casa terrea.....30|000 c
66 dem idem.....122$000
67 dem idem.....81*000 <
Ra dos Burgos.
98 Casa terrea.....205$000
69 Uem idem.....125*000
Ra da Sonzala Velha.
79 Sobrado de 2 andares.. 753*000
80 dem idem.....753*000
Ra da Guia.
83 Casa terrea.....1621000
84 dem idem. .... 168$000 a
Ra do Pilar.
92 Casa terrea. .... 1623000
94 dem idem. ..... 253*000
96 dem idem.....157*600
Estrada do Parnameirim.
1 Sitio........500*000
Estrada do Rosarinho.
3 Sitio........321*000 a
Estrada da Mirueira.
4 Sitio........212*000
Forno da Cal.
5 Sitio. .......352*000
E para constar se mandou affixar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pr-
nambuco, 3 de agosto de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Eim. Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico que
no dia 29 de agosto prximo vindouro. peranle a
junta da fazenda da mesma thesouraria se ha de
arrematar a quem malor proco offerecer, o reo-
dimento do imposto de 4 00 creado pelo 16 do
art. 40 da lei provincial o. 510, nos municipios
seguintes :
Iguorass.
Bonito.
Ganbaos.
Brejo e Cimbres.
Flores.
Boa-Vista.
A arrematacao ser
aonos, a contar do 1.
150 ditos para inferiores soldado* e cornetas.
2 pares de charlateira para os sargeata aju-
ttaotea e quartel meitre. \
1 par de dita para ulico.
572 estetras de palh de carnauba.
187 grvalas de sola de lustre.
181 manta de lia.
Cara a aseadla do 4 batalhao de artilharia.
6 resma de papel almsco.
6 caixas de peonas do. ac.
200 peonas de ganco.
2 caivetes para aparar pennas.
6 garrafas de tinta preta para escrever.
6 duzias de lapis finos.
6 libras de areia preta.
36 collecoes de cartas para principiantes.
36 tabeadas.
12 compeu los de ariihmeticas per Avila.
12 gramatical porlugueza por Monta Verde.
tt pauta.
36 traslados.
18 lapia de pedra.
Para o almozarifado do arsenal de guerra.
10 toneladas de carvo de pedra.
20 quintaos de (erro em barra de 1 }i polle-
gada.
6 quintaes de dito em verga de varanda.
6 quintaos de dito quidrado de 5 oilavo?.
1 arroba de rame grosso de trro.
363 paree de clcheles.
Para o 9 batalhao de iolantaria.
11 covados de flele encarnado.
2 covado de dito a amello.
Para o 9* batalhao de inUataria.
6 resmas de papel almajo.
6 caixas de peonas de ac.
200 pennas de gango.
2 caivetes.
6 garrafas de tinta para escrever.
6 duzias de lapis.
6 libras da areia preta.
36 collegas de cartas para principiante.
36 taboadas.
12 grammaticas portuguesas por Monte Verde,
ultima edigo.
12 compendios de arithmelicas por Avila.
36 lansiados.
12 pautas.
6 pedras para escripia.
18 lapis.
THEATRO
DB
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
27 RECITA DA ASSIGNATRA.
Sabbado 10 de Agosto,
Subir scena o excollente drama em 5 acles,
original francez,
0 CONDE DE S. GERIIIO
O
mmm pars.
PERSONAGENS.
O conde de S. Germano........ Germano.
Marrello, ourives.............. Vicente.
:Ppi.hoa, joalheiro............ Teizeira.
Durand,.dito.................... Oliveirs.
Julio, dito.................... Campos.
Bernardo, dito................ Santa Rosa.
Ocommendador................ Raymundo.
O eavalbeiro de Vaudray........ V alie.
O barSod'Ornay................ Leite.
Dubois,creado................. Joao.
Fietri.......................... Nones.
Ca rcereiro...................... Campos.
A marqueza.................... D. Isabel.
Joanna, cega.................. rj. Manoela.
Guaras, povo, etc.
Terminar o espectculo coa a linda comedie
I em um acto, ornada de msica,
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante, capito Henrique Corris Freitas, o
qual tem parta da carga prompta : para o resto
que lhe falta o escrafos a frete, tnata-se com
Azevedo & Mendes, ra da Cruz n. 1.
B^fcv
'6riw
O patacho nacional Barros 1, de superior mr-
cha, segu coro brevidade pars o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trala-se
Amomn & Filho, ruada Cruz n. 45
capito a bordo.
com vtuva
ou coas o
mi mi 1 wbl
conselho, s 10 horas da mannaa do dia 16 do 1 tomecar s 7 X
% horas.
12:015*617
Consulado provincial.
Rudimento do di 1 a 8 15 579*110
dem do dia 9.......2:245j841
17:824*951
MoTimento do porto.
Navios entrado no dia 9.
Philadel,.hiaiOdias, barca americana Floresta,
de 380 toneladas, capito Samuel Welsh, equi-
pigem 12, carga 2990 barricas com farinha de
trizo, cha e outros gneros; a Roslron Ruo-
ker & C.
Fhiladelphia 40 dias, patacho americano Breeze,
de 211 toneladas, capito \V. S. Outerbnd,
equipagem 10, Carga 2564 barricas cora farinha
de trigo ; a Matheus Austiu & C Veio rece-
ber ordens e seguio para o Rio de Janeiro.
Uabor Grace 34 ias, brigue inglez Margarith
Ridley, de 178 tonelada, cepito James Bruwn,
equipagem 12, carga 2225 barricas com baca-
lho; a Saunders Brothers & C.
Nao houveram sahidas.
feita por lempo de dous
de julho corrente
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario,
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 30 de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciaco.
Directora geral da instruc-
cao publica.
Faco saber a quem convier, de ordem do Illm.
Sr. Dr. director gral, que em virtude do officio
do Exm. Sr. presidente da provincia de 3do cr-
rente, Oca prarogado por 30 dias o prazo marca-
do para a iescripco e processode habilitaco das
oppositoras s cadeiras vagas de instruc^o ele-
mentar do priraeiro grao para o sexo femenino,
mencionadas no edilal de 6 de julho ultimo, a
saber : S. Fr. Pedro Goncalves do Recife, Igoa-
rass, Serinhem, Garanhuns, Caruar e Santo
Antonio do Recife (2." cadeira).
Secretaria de u.-trucco publica de Pernambu-
co 5 de agosto de 1861 O secretario interino,
Salvador Henrique de Albuquerque.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era corapriments da resolugo da jun-
ta da fazenda, manda fazer publico, que a arre-
raataco do pedagio da ponte de Tacaruna, fui
transferida, para o dia 14 do corrente.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincia de Pernam-
buco, 3 de agosto de 1861.O secretario, A. F.
d'Annunciaco.
corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para forneciroento do arsenal de guerra, 9 de '
agosto de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaqium Vertir Lobo,
Coronel vogal secretario interino.:
Pela administraco do coireio desta provin-
cia se faz publico, que em virlude da convengo
postal celebrada pelo governo brasileiro e francez
sero expedidas malas para a Europa no dia 15
do corrente. de conformidade com o annunco
deste correio publicado no Diario de 9 de fere-
reiro deste anno.
As cartas sero decebidas at 2 horas antes da
qne for marcada para a sahida do vapor e os jor-
naes at 4 horas antes.
Correio de Pernambuco 10 de agosto do
O administrador, Domingos dos Pasaos
randa.
GRANDE
E
Extraordinario
baile
e coDcertos musicaes
NOS MAGNFICOS
IStes do caes de Apollo
Para Lisboa e
Porto.
Segu com brevidade o brigue naciooal Eu-
genias, de primeira classe, capito Manuel Exe-
quiel Migeos, o qual tem dous tercos da carga
engajada, psra o resto que lhe falta e passageiros
trala-se no escriptorio de Azevedo & Mendes
ra da Cruz n. 1, ou com o capito na praca.
Ao publico.
Consta que existe nesta cidade um individuo
ji fallido agenciando daacontos de letras. Deli-
genciou o descont Se urna letra da quantia^lo-
1:150$, firmada por 4 firmas, e pelo ojie constar
que receben boa paca. O incauto que v urna
letra firmada por 4 firmas e que lhe assevera fa-
zerem prompto pagamente no dia do vencimento
da letra, desconta-*, como aconteceu com a di!
letra, que nao sendo paga por neohuma da fir-
mas, j se acha era juizo. Se a mesma letra nao*
for paae, seremos mais claros.
O incauto.
COMPAKHU PER\\HBICA\4
Navegado costeira a vapor
Paralaba, Rio Grande do Norte, Ma-
ca o do Assu', Aracaty, Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante Moreira,
sahir para os portos do norte at o Cear no
dia 22 do corrente s 4 horas da tarde. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Eocommendas,
passageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida
a 1 hora: escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
Leiloes.
O ta a. o. 5" o> s Horas. e -~ o o en H O
B a * B B 5 c e ao kthmosphera c Be j. > r. c BJ 9
Cf K w w n Direecao. so a H a
W e V e 3 S o Intentidade. 1
o> 00 oo e! | Fahrenheit. 1 DO B O 3 o
A. ?o OJ "?. Centgrado. 1 c r c e E
i 03 s ^ Hygremetro.
o o o c o Cis'.erna hydn mtrica. -
O 00 os 5? o 2 oe co Francez. 5 O "i 9> O
C o "3 * o> lo o * O "8 j Inglet.
Declara^oes.
A noite clara, vento ESE fresco e assim ama-
oheceu.
OSCILAQAO Da MARB.
Preamaras 6 h. 30' da maoha, altura 6,7 p.
BaixsmarO 42'da tarde, altura 1 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 9 de a-
gosto de 1861.
Romaico Stepple,
! lenle.
Editae*.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico para conbeciraento
dos interessidos o artigo 48 da lei provincial n.
510 de 18 de junho do correte anno.
Art. 48. E' permittido pagar-se a meia aiza
dos escravos comprados em qualquer lempo an-
terior a data da presente lei independate de
revalidaco e mulla, urna tez que os deredores
actuaes deste imposto, o facam dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, os que nao e Dzerem flearo
sujeitos a revalidaco e multa em dobro, sendo
um terco par o denunciaste. A thesouraria
far annuDciar por edital nos primeiros 10 dia
E para constar se maadou effixar o presente e
publicar palo Diario. V -
SecrelarWA Ihasouravia provincial de Per-
nambuco 8 de julho de 1861.Oaecretario,
A. F. d'Annunciaco.
Luiz Francisco de Barro* Reg, teaeoie-coronel
da guarda naciooal, official da imperial ordem
da Rosa, presidente da cmara municipal do
Recife, e ara exercieio do juizo municipal da
1.* vara dasta mesma cidade, etc.
Face saber cortante paca reonir-se o conselho municipal de
recurso a dar principio ao seus irabalhoa no pa-
co di cmara municipal i e para que chegue ao
Pela subdelegacia de Santo Antonio se faz
publico que se acha recolhido casa de deteu;o
o cabra Diniz, que diz ser escravo de Manoel da
Rocha Falco.
O lancador da recebedoria de rendas inter-
nas geraes, de conformidade com o srl. 37 eseus
do decreto de 17 de margo de 1860, tendo de
dar principio no dia 6 do corrente mez fazer a
collecta as ras da Cadeia, Cruz, Caes da Alfan-
dega, Largo da Alfandega, arco da Gonceico,
Liugoeta, Torres e beceo do Abreu do bairro do
Recife dosimpostos a que esto sujeitas as lojas
e casas commerciaes, e ou tras de diversas classes
e denommacoes, avisa aos donos dos sens res-
pectivos estabelecimentos, psra que tenham pre-
sente no acto da collecta os recibos e papis de
arrendamento de suas casas, visto que elles terao
de servir de base ao processo do lancamento.
Recebedoria de Pernambuco 5 de agosto de
1861.Jos Theodoro de Sena.
Iospeccao do arsenal de ma-
rinha.
Nao tendo apparecido licitantes para a arrema-
tacao do brigue escuna Ging, com todos os
seus pertences, inclusive raastresc.o, apparelho,
veame e amarracoes, nos dias que foram indica-
dos, manda o Illm. Sr. inspector fazer publico
ir esse navio de novo hasta publica, na porta
do almoxirifado desta repartirs, em os dias 6,
8 e 10 do corrente, coraegando" as pracas as 11
horas da manha, isso na conformidade da deli-
berado do Exm. Sr. presidente de boutem da-
tada.
Iospeccao do arsenal de marinha de Pernam-
buco em 3 de agosto de 1861.
Eliziario Antonio dos Santos,
Inspector.
Iospeccao do arsenal de marinha.
Faz-se publico que a commisso de peritos
deste arsenal, examinando, na forma determi-
nada no regulameuto acompanhando o decreto
n. 1324 de 5 de^pvereiro de 1854, o casco, ma-
chinas, apsrlhd; mestrlago, volume, marras,
e ancoras do vapor de reboque Camaragibe
da companhia denominada Vigilante, achou
ludo era regular estado.
lospecgo do arsenal de marinha de Pernam-
buco em 9 de agosto de 1861.
O inspector
Eliziario Antonio dos Santos.
Conseibo administrativo.
0 conselho administrativo, para foraecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Paca o fabrico de diversas pegas de fardamentos
do corpo de guarnicao desta provincia, de 9-
batalhao de infantaria e do 4o batalhao de ar-
tilharia a p.
727 covados de panno verde. i
152 ditos de panno preto.
2085 varas de brim braoeo.
1520 varas de algodozinho.
676 ditas de cordao preto de lia.
15 ditas de dito preto de reros.
10 1(2 ditas de tranca de la conforme o -
gurino.
2 ditas de galo de prata de 1 pollegada de
largura.
1 t|t ditas de dito de meia pollegada.
14 botes grandes de metal pratreado com o. 9.
6 ditos pegenos de dito dito com n. 9.
52 grosas e 16 botes pretos de osio.
172 patea de clcheles pretos.
Para o corpo de guarnicao. *
90 bonete.
20 esleir de palha.
20 grvate de sola de lustra.
20 mantea de la.
Par .o 9" batalhao de infantaria.
2 ballets para sargentos ajudanle e quartel
OMStM.
1 dito pana msica.
GoBSulal de Vrance a
Feroambouc.
Le cnsul de Frunce a ses compa-
triotes rsldant ou de pas-
sage a Fernambouc.
MESSIEURS ET CHERS COMPATRlOrES.
J'ai l'honneur de vous prevenir que jeudi pro-
chain, 15 du courant, uo TeiDaum sera chant .
une heure apri midi, Pglis de la Penha, a
l'occasion de la fte de S. M. l'Bmpereur Napo-
len III, notre auguste Souverain.
fiL'emprssement que vous avez toujours mis
vous rendre cette cremonie, ne se dementira
pas, j'en suis sur, el apres avoir, tant de fois
deja, mel aux vceux que nous ne cessons de for-
mer pour notre megnanime Souverain. es
actions de grces, pour les brillante succe nos armes, lous, de oouveau reuns l'ombre da
notre immortel drapeau, nous y ajouions ,
aujourd'hui, celles que nos inspire la ptix glo-
rense qne sa haute sagesse a su noas rssurer et
qui sera uo des nombreux bienfaits, ecmme une
gloire de son- rgne.
En ce qui me concerne, messieun et chers
cornpatriotes, je serai heureux que deiprvisions,
qui ne se sont pas ralises, rae prrmettent de
me retrouver encor au milieu d< la faraute
francaise tab ie en cette ville et de jouvoir vous
es sentimenls de dvouement
Sabbado, 10 de agosto.
A's horas do coatume a banda do 4o batalhao de
infantaria p de primeira linha darcomegoao
divtrtimento locando urna provocadora ouver-
tun
Siguir-se-ha os dansados pelos Srs. concurren-
tes, sendo as msicas das quadrilhas, scholtz,
pollas, etc., de excitante gosto; e ha vendo nos
intarallos concerlos musicaes pela referida ban-
da di quarto.
Apesenlar-seha pela primeira vez uestes sa-
ldes un magnifico o grandioso orgo-modello,
que tora trinta das melbores pegas exlrahidas de
granda operas italianas, o que muito concorrer
para obrilhaotismo da rauoio.
Um crescido numero de damas o cavalleiros,
expresamente convidados, augmentara o prazer
destebello inlrelenimcnto.
Os saldes eslaro ricamente adornados, ese
cumjrir risca o regulamento policial.
Estradas, para senhora, gratis ; para homens
a 2?U)0.
.?405 Diaritiiaos.
real mnmw
DE
expnmera tous,------------------ ---------------
saos bornes et do sincere affectioi que je vou PdQtlCtCS lQ"lGZGS 3 VUDOT
ai voos et dont je vous prie d agnr ici, l'assi
ranee, jointe cello de ma considiralion la plus
dislingue.
Votre affeclioDo: serrlleur
Vte. E.dtLmoni.
Feruambouc le 9 Aot 1861.
Collectoria provincial de
Oliuda.l
Gontinuacao do leilao
FAZENDAS
a retalho,
Segunda-feira 12 do corrente
Antones, far leilao segunda-feira 12 do cor-
rente, de fazendas a retalho, e por atacado.de va-
rias qualidades como sejam cortes de vestidos de
barr3, tilo e seda, coletes, palelols de pao e
brim. enteites para cabega, gravatas, casemira
muito boas, chapeos para homem eoutras mui-
tas"fa7endas que seria enfadonho mencionar, que
sero entregue sera reserva de prego.
Anlunes far leilao no dia designado a reta-
lho vontade do comprador de diversas quali-
dades de fazendas como sejam, corles de vestido
de cambraias, barege, fil, seda, sahidas de bai-
le manteletes, bales de todos os feitios, infei-
tes para cabega mantas do blonde, camisas, pe-
tos de ditas de puro linho, palitos de paono e
brim, luvas de pelica c seda, gravatas, e muitas
fazendas que eslaro a vista dos compradores.
LEILAO
DE
2 escravos pecas.
Seguoda-feira 12 do cor-
rente as 10 horas.
Anlunes far leilao no dia cima designado de
2 escravos pegas, cujos sero entregues pelo
maior prego oblido, em seu armazem na ra do
Imperador n. 73.
Gontinuacao do leilao
Ra do Crespo n. 8 lo-l
ja de 4 portas. i
Admira a pechincha. 9
H Laa para vestidos fazenda que
outr'ora custava 800 rs. o cova-
_ do vende-se a 240 rs.,. dao-se^
ff amostras com penhur.
*9!*^-fcflllMIIM._
Precisa-se tallar ao Sr. Oelino do
Nascimento Lima, a negocio de leu
particular interesse : na ra da Madre
de Dos n. 4.
Comprara-?e moedas de ouro r
na ra Novan. 23, loja.
Attenc
o
Em reaposla ao annunco da Sra. D. Ignacia
Mara das Dores, tem o abaixo asslgoado a res-
ponder-le que o sitioCortume, que Ut pre-
venir ao respeitavel publico para que nao poses
ser negociado por ter sido comprado por sen
falecido marido Palhares, tem a responder-Ib
que pode dormir detcaocada, que o mencionad
sitioCortumenio se veade e nem su falle-
cido marido comprau tal sitio, parm sim com-
prado o direito que podesse disputar um ind-
viduo. qpe j leve dase-senleogas pelo juizon-
ferior deata cidade, duas pela relago de des-
tricto e urna pelo supremo tribunal de justiga
mesmo assim acha-ae aora direito a dsputar-
reudiOcago. Nao admiro elle vender, o que admi-
ro achar quem coaapraMe urna questo desta
ordem j lo aveuMada. AproveiW a oeesstta
a convidar a mesma senhora para que d o de-
vido andamento a dite-questo para com mais
prestess entrar na posa* do mencionado sitio.
Recife, 9 de agosto de 1861.
Manoel do Amparo Caj.
Mantinhas de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra doCibug n. 1 I),
recebeu-se de sua propria encommenda muito
bonitas manlinh'as do verdadeiro coral, que se
venda mais barato do que em ontra qualquer
parte.
Vende-se urna negrinha de boos costumes.
boa lavadeira e engoramadeir, e co/inha bem :
a tratar na ra da Moeda n. 19, ou na ra Di-
reita n. 85.
Vende-se ou hypotheca-se urna olaru n*
camboa do RerneJiu, com barro proprio par
qualjuer obra.e terreno proprio.
Queijos do serto-
No estabelecimento de molhados da ra da Im-
peralrizu. 4, vendem-se queijos muito fresc-jes
a retalho, e pequeas e gran les porgoes.
Milho, farelo e fa-
rinha.
Ni estabelecimento de molhados da ra da Im-
peratriz o. 4, vendem-se saceos grandes com mi-
lho, farelo e farinba, por prego razoavel
At o dia 14 do corrente espera-se do sul o
vapor Magdalena, o qual depois da demora do
costume seguir para Southarapton tocando nos
portos de S. Vicente e Lisboa, para passagens
etc., trala-se com os agentes Adamsou, Howie
& C, ra do Trapiche Novo n. 42.
N. B. Os embrulhos s se recebem at duas
horas antes de se fechirem smalas ou urna ho-
ra antes pagando um palacio alm do respectivo
frete.
Mr. Vidal
COMPANHIA PERXAMBC\NA
DB
O collector de rendas provincaes da cidade de
Olinda manda fazer publico peo presente que
tem designado os dias de seguida, quarta e sei-
la-feira da semana para procedtr os lancaraentos
da decima urbana, e dos impoios de 4 OjO sobre
o aluguel das casas de diverso: estabelecimentos
commerYiaes, de 8 0(0 sobre o iluguel das casas
em que estiverem os escriptrbs, de 20 0|0 de .
agurdente do consumo, de 5)|0 sbreos alu-
gueis das casas pertencentes.s eorporagdes de NaVegaCO COSteira 8. Vapor
mo mora, e do imposto sobn os carros de pas-1 n .^. _____^^,. m,.,,
seio ede aluguel, para oaonoiiuaoceiro de 1861 "?" ^Z? ,TT ?aa 11
a 1862 ; e que nos outros dias da semana conti-- ^ULV1f ,", iV.". rl I"
nu.r a arrecadago da deciqa urbana perten- ha"fS ^ffaj!* S^i '&Ji
cente ao exercicio de 1860 a 61, da divida ac- ?Sea JinhJl .s T, 5. .,?il ? i
;. ~..i* ;.mnnx. .. a. ,^~. i ros e dinheiro a frete at o da da sahida 1
Uvs, e mais imposigoes a cago da mesma col-
lectora. ,
Collectoria provincial de Olnda 29 de julho de
1861.O escrivo, ) r\ l*>
Joao Gongalru Rodrigues Franca ]
O palhabote nacional Dous
hora : escriptorio no Porte do Mattos n. 1.
Amigos,
capito
IaSpeCCO do arS6nal de ma- Francisco Jos de Araujo, segu para a Bahia em
r '[ poucos dias ; |
rLiitu.
De ordem do Illm. Sr. iispector tago publico,
que em 8, 9 e 10 do crente mes se vender em
hasta publica, na portado almoxarifado, come-
gando as pracas as 11 htras da manha, 25 arro-
bas e 19 libras de bolaoia arruinada.
Inspecgo do arsenat de marinha de Pernam-
buco em 7 de agosto de 1861.O secretario,
Alerandr! Rodrigues dosAnjos.
Santa cast de misericordia do
Rcife,
A Illma. junta administrativa da irmandade
da santa casa de mis-ricordia do Recife, manda
pelo presente considar aos senhores irmSos da
mesma irmandade para assistirem no dia 15 do
corrente a fesla da rtspec'.ira padroeira que ter
lugar nesse dia na i|reja do Faraizo.
Secretaria da sama casa de misericordia do
Recife 7 de agosto de 1861.O escrivo,
F. A. Cava lean ti Goiisseiro.
De ordem do Illm. Sr. inspector da alfan-
dega declara-ae que foi modificado para 3-3 a ar-
roba o prego do asiucar branro da paula sema-
nal. Alfandega dePernambuo 26 de agosto de
1861.O 2. escriturario,
Maximiano F. V. Duarte.
Tendo esta directora de mandar fizer por
ordem do governo da provincia na fortaleza do
Brum coocerlos nos telhados das casas, forro da
capella, colloear vidros em diversos lugares,
feichaduras e ferrolhos, concertar as duas pr-
soes, assim como as grades de trro e de pu,
por-lhes feichaduras e ferrolhos novos, ladri-
llar duas prisOfcs, concertar cimento a aboba-
da da prislo graoote, e finalmente concertar a
I ponta do forro. Convida as pessoas que se qui-
zerem prepor a este servigo, a apresentar suas
propostas na dita directora nos dias 9, 10 e 12
do enfrente mez das MJturas tfa maobi as i da
tarde.
Directora das obras militares, A de agosto de
1861.
O escripturario,
para o resto da csrga que lhe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Dos n. 12. ,
Maranho e Para.
O hiate Novacs segu no dia 15 do corrente,
e tem meio carregamento tratado: com o resto
trata-se com os consignatarios Marques, Barros
& C-, largo do Corpo Santo n. 6.
a retalho.
Segunda-feira 12 do corrente
Anlunes far leilao no dia cima designado a
retalho a 'vontade do comprador, de diversas
qualidades de fazendas como sejam cortes de
vestidos de cambraias, barege, fil e seda, sahi-
das de baile, manteletes, baldes de todos os fei-
tios, enfeites para cabega, mantas de blonde,
camisas e peitos para homem, de puro linho,
paletots de panno e brim, luvas de pelica e seda,
gravatas e muitas fazendas que estao vista
dos compradores.
Avisos
diversos.
MM,
wwmm
DAS
Messageries imperiales.
Agencia ra do Trapiche n. 9.
At o dia 14 do corrente espera-se da Europa
o vapor francez Eslramadure. commandante
Trollier, o qual depois da demora do costume
seguir para o Rio de Janeiro tocando na Bahia
para passagens etc., a tratar na agencia.
Para Montevideo
segu par este porto no dia 14 do corrente, a
velleir barca nacional Castro III: para pas*
sigeiros, trata-se com o consignatarios Pinto
deSouza & Balro, nema da Cruz n. 24, ou
cora o capillo na praga.
Lisboa e Porto
i aahir com bftvidsde a barca Flor de S. Si-
rao' por ter parte da carga prompta : para o
Testee aseegeiros, trata-se com Carvalho, No-
gueira & C, na ni do Vigario n. 9. primeiro
indar.
Acaracu'
O veleiro Garibaldi, mestre Custodia los
Joo Montciro de Andthde Malvinas.' Tiaona : a tratar com Tasso Irmos.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que faga o servigo interno e externo ; na
ra do Cabug n. 3, segundo andar.
Aluga-se um preto de idade, proprio para
qualquer servfgo de casa ou de ra: quemo
pretender dirija-se ra da Matriz da Boa-Vista
n. 35, segundo andar.
No dia 13 do corrente mez, depois da au-
diencia do Illm. Sr. Dr. juiz dos orphos, se ha-
de arrematar urna escrava crioula de nome Be-
nedicta, avaliada na quantia de 600#000, perten-
cente aos orphos filhos do finado Jos Paz de
Moura Accioli, a requerimento do tutor dos nies-
mos Antonio Emygdio Ribeiro : a arrematacao te-
r lugares TI horas do dia, na sala das audien-
cias.
A firma social que nesta praga gyrava sob
a raiao de Mattos, Estima 4 Companhia, conti-
nua a gyrar desde 29 de junho do corrente an-
no, sob a razo de Estima, Santos & Companhia,
na taberna da roa do Codorniz n. 1.
Vende-se caf muido a 360 rs. a libra : na
ra do Codorniz u. 1.
Na fundigao de Francisco Antonio Corris
Cardoso precisa-se fallar ao Sr. Guilherme Car-
los Monteiro dos Santos, a negocio que lhe diz
respeito.
Aluga-se para o servigo de urna casa um
moleque com 19 aonos : na ra da matriz da
Boa-Vista n. 21.
O Sr. Manoel Jos Martina da Costa queira
apparecer no paleo do Terco n. 141 para tratar
de negocio que nao ignora.
Vende-se urna taberna no Cmpo-Verd,
freguezia da Boa-Vista, com poucos fuados, pro^
pria para quem quizer principiar : na ra do So-
cego o. 44.
Joao Antonio Pereira, homem branco, Bra-
sileiro, cisado. com idade de 58 annos, morador
na cidade de Olinda, na ra do Bomsaccesso, com
casa de negocio de taberna em sua propriedade,
inspector da mesma ra desdo 1850, tem de se
retirar do lugar por justo motivo, do que j par-
ticipen s autoridades do dito lugar.
Precisa-se de um-rapaz que dfecouhecimon-
to de sua cot docta, par ser em pregado em ne-
gocio de molhados, na villa da Escada, preere-
se Portuguez, ou Brasileiro Iseoto da guarda na-
cional ; dm-se bom erdenado, atada hbil para a
negocio: dirija-se a fabrica doFrtaoa ra Nova
de Santa Rila.
avisa seus numerosos freguezes, que de hoja
em diaole todas as quintas e domingos ter ven-
da boa cune de cuneiro e porco, chourigas, sal-
cich's e excedente carne de racca pregos com-
modos.
Precisa-se de um homem para trabalbo do
sitio, mesmo dos ltimamente chgados do Portor
na ra Nova n. 29, segundo andar.
Aluga-se urna pret para ama de casa, co-
zinha e faz as compras diarias ; quem quizer di-
rija-se a ra da Penha n. 25.
Leonardo Antonio da Silva, subdito portu-
guez, retira-se para o Rio de Janeiro.
Precisa-se de um feilor que entenda de jar-
dim e horta ; na Capunga, sillo de Paulo Jos
Gomes.
Macaco fgido.
Na tarde de 7 do corrente fugio da casa n. 3S
da ra Velha um macaquinho do Para, foi visto
ao escurecer nos telhados prximos : pele-se a
pessoa que o tiver em seu poder o obsequio de
manda-io levar casa cima, que ser gratifi-
cada.
ua de H orlas
numero 1.
Fabrica de charutos.
Nesta fabrica se acha um variado sortimenlo
de charutos finos dos mais acreditados fabrican-
tes da Bahia, garante-se aos compradores seren
verdadeiras as marcas annunciadas dos proprios
fabricantes mencionados, fazendo-se mensa da
algumas marcas mais conhecidas para nao se tor-
nar o aonuncio muito extenso, as quaes sao as
seguintes:
Guanabaras, de Jos Furlado de Simas.
Suspiros, do mesmo.
' Delicias, do mesmo.
Regala imperial, do mesmo.
'Senadores, do mesmo.
Suspiros, de Candido Ferreira Jorge da Costa.
Emilios, do mesmo.
Suspiros, de Vespasiano Jorge Ribeiro.
\UencaO.
Francisco Jos Fernatres Pires avisa a seu
freguezes e ao publico, que o seu novo estabele-
cimento de molhados da ra da Imperalriz n. 4.
junto a ponte, achs*be bem sortido e de gneros
son?, e prometi vender em conta.
Attenco
Predios baratos.
A requerimonlo de Jos Joaquim da Cunha,
testamenteiro einventariante dos bens do finado
Joo da Sirva Moreira, .adora em ixaga paro se-
ren arrematados cm 14 do corrate por ser a ul-
tima praga, depois de finia a audiencia do Illm.
Sr. Dr.juiz municipal da 2. vara, os seguintes;
predios, em chaos proprios :
Mtase de urna casa de tres andares o. 32, rae
do Queimado, com solio, cozinha, quintal mu-
rado com telheiro, e cacimba meeira, avahada
dita metade por 6:400!fl.
Urna casa do sobrado de um aodar n. 46, ns
do Raogel, com soto, cozinha, quintal, cacimba,
meeira, por 6 000$. 0tf }
Urna casa de sobrado de um andar n. 3, rua-do*
Rangel, cozinha tora, quintal murado, cario*
meieira, por 5:6009, sendo usufructuario do ntt-
meiro andar, em quanto vivo for, Domingos Sa-
nano Pereira Smoes. _
Vende-se um-jogo de gasaaocoro tabulvo
copos de mtrflm, n travessa da matriz de Santo
Antonio nv lea-
Venda-ae um boa aemacao da amarelto
bada enaeiisada, que nerv para quajt.uer esa-
belecrareno, ofor prego raaeaval: na ra do
Crespo n. 15, loja.
Vende-se um escravo crioulo, de idade 24
asno, inoomplelos. aem achaques, perito, official
da marciaeira : a tratar com Fraacisco Jos 4
Souz, na ra da Soledade, caja o, 7.
__


(*)
)
o
u
V
ja
2
m
u
8
s
S
eo

l*
tu s
si
o "3

- 2
2
o.
JL
*m
" S"
la-9*
s
es
$3
eo o
a
o
2
ti .2 -o
es J3 -g
a ~
S- M
3
a a
eo
P
fe
a *> -5
- a
"S ce
s o-13 a
S) u o a
o 3 fe
C O 55 oj
? O J; s-
* .?
~ s ca
- ^=
^"=-2 E
p o
2 jS-h tt*S
ej ^ O *
-Q -.2 C-
2 3 g 2
9? C 3 S
-S o -w :
3
to
a
a
3
a
3
u
C3
j
3
*" O
n
i
fj
a. a>
a >
O .
o
u
es
-O
es
o
5
CS
"S
sfl
i. o a
p gJS
fe o
3 o 5 a
s a a o
3
v
C
M
o 2
s a
O
S -s o -
3
C3
o a
c o o
o
es 2
S es
fS es 3
3 *-
2 ra ca
& O.
e .a
8?
a
- g

o
ca
3
es 11
o
2 I
- o
*- ,o
cS
! S
fe-o
ai _Q
es
W5&-CS
3 3
_ es o
es <" {
es
v
8
8
OJ O 3
ja
CJ
3
a
s
5-8
1
o
a
2
8.8
o
O td t-
s e-^
-o
S
c -u -O eo
"3 o 2
-fi es o C
y -o a v
w a g
s b
^ s
i o
o o *
8^ es
.83 a*-3
o .S 2 P T_S ,CJ
O 0)
fila
C-J es
S k
5 o
a g o-
M 8-1
8-^ a e.g
c
CS
bj
1
B
o
NO
a-I
es
3
Seu
T3
CJ

^ S:e.S gJHj
C5

es
O '55
s
81
3
50
y O
--a v ^
2-SB.
es es "tf 2" o
* a 3 i-
Q
C
u
9
a vl 9
5 -
^S 2
.3
e
" CU
CS

cu
8"
a
eu
es es -2 O Ep
H O- < S5 <
S O
. g-o
es -3
"P 2 a *
'S ,-
'" o fe
y .3 etf O
APPROVAGO E AUTORISAClO
DA
"tWHJRVftlE JHP*
GUAPAS MEB161NAES
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Hirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
AS CHAPAS MEDIGINAES sao muilo conhecidas no Rio de Janeiro e em todas s pro-
vincas deste imperio ha maisde 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem obtido
na einfermanas abano escripias, o que se prova com innumerosos attestdos que exislem de pes-
soas capazes e de disuncc,des. r
Com eslas CflAPAS-BLHCTRO-MAGifETiCAS-EPisPASTiCAS oblem-se urna cura radical e in-
fallive! em todos os casos da inflamma$o ( causado ou falta de respirarao ), sejam internas ou
externas.como do Ggado, bofes, estomago, baco, rins, tero, pello, palpitado de coracio, gar-
ganta, olhos, erysipela, rheumatismo, paralysia e todas as affecces nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as diferentes especies de tumores, como lobinhos escrfulas elc.,seja qual foro seu
tamanho e profundeza por meio da suppuraQo sero radicalmente extirpados, sendo o seu
so aconselhado pelos habis e distinctos facultativos.
As encommenda das provincias devem ser dirigidas por escripto, lendo todo o cuidado
de fazer as necessanas explicaces, se as chapas sao para hornera, senbora ou enanca, decla-
rando a em que parta do rorpo existe, se na caneca, pescoco, braco coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a cicumferencia: e sendo inchacoes, feridas ou ulceras, o molde do su
tamanho em am pedaeo de papel e a declaracao onde exislem, a&m de que as chapas possam
ser bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil
As chapas serio acompanhadas das competentes explicaces e tambem de lodos os acces-
sonos para a collocagao dellas.
||9 Rca do Parto |||
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Ra do Queimado botica u. 15.
RA NOVA N. 52.
HENRIQIE AUGUSTO BKCK,
Artista emdesenhosde cabellos, cabelleireiro
e barbeiro de Pars,
tem a honra de prevenir ao publico desta cidade. que acaba de abrir um estabele-
tlln?^Jrfndelen}mlcoma***uiaem '6epara petfteiar senho-
bii Ihos ii. .",?, u2lc,?-a 1ue,n "e devem diriRir as encommendas de traba-
boiesdfi^n^^.'."edalhoea. marrafas Luiz XV. brincos. alQnetes de pello,
boioeade panhoa pe.loade camisa, pulceiraa. correntea. trancelina. cortina, enfei-
,"..tre_ ?,os.1 ?"*. emblemas, ornatos etc., ele. O cuidado que o an-
quanto aabe com-
ibraoca da pea-
waw ?m*ajiiboo. -r 949WOJLO.JM *emo HE 1811,
IOTIRI4
Sabbado 17 do correte andaro im-
preterivelmente as rodas da sexta parte
daquarta lotera (primeira concesto)
do Gymnasio Pernambucano, pelas 10
horas da manliaa. Os bil he tes e me ios
bilhetes acham-sea venda na thesoura-
ria das loteras, que se acha mudada
para a ra do Crespo n. 15, pavimento
terreo e as casas commissonadas do
costume. Os premios sero pagos in-
continente a entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio /ese Rodrigues de Souza.
0 bacharel Guamo Lobo,
promotor publico e advoga-
do, pode ser procurado das
9 as 3 horas em casa de sua
residencia, ra do Cabug
n. 61 D.
Saque sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam
sobre Lisboa ; do seu escriptorio, largo do Corpo
Santo.
O Sr. cadete Tude chamado a
esta typographa para ractiicar a as-
signatura deste Diario, por quantomu-
dou se da ra onde mora va sem o fazer.
COIPANHIA DA VIA FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco
(limitada.)
De conformidade com as instruccoea recehdas
da respectiva directora, faz-se publico que testa
dala em diante sao conidad08 os accionistaides-
la companhia a cumprirem com os termis do
aviso que por ordem do mesmo abaixo fican pu-
blicados.
Escriptorio da companhia, 16de julho d1861.
Por procuraso de E. H. Bramah, thesourro.
'i. Au&(tn.
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente az-se publico que, de resolicio
da directora desta companbis, tomada nestada-
ta, tem-se feito urna outra chamada de dua. li-
bras esterlinas por cada acgo a qual chamaiaou
prestado dever ser paga atao da 16 de .gos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dosSrs. Maullac-Gregor & C, na Bahk aos
Srs. S. S. Davenport& C. eem Pernambmo no
escriptorio da tbeusoraria da mesma ria terrea
Pelo presente ca lambeta entendido que no
caso de nao sera dita chamada ou prestacesa
lisfeila no da marcado para o aeu pagamenti ou
antes, o accionista que Incorrer nesta falta, pasa-
r juros a rasao de 5 % .ao aono sobre tal cha-
mada ou preslaQo a contar desse dia al que
seja realisado o pagamento.
No caso de Do effectuar o pagamento desta
chamada ou prcslaco dentro de tres mezes a
contar do dito dia xado para o embolso da mes-
roa, fica rao as accoes que iacorrerem em tal falta
sujeitas a serem conacadas, segundo as dispo-
Qoes dos estatuios a este respeto.
Por ordem dos directores.
. A8l?nado.W. H. Bellamy, secretario.
119 Gresham Houze Od Broad Street.
E. C.
8 de maio de 1861.
23 Ruada Imperatriz 23
PUOS E MUSIOS.
os senhores meslres e amadores de mus
-jnmonnier, que acaba d receber da Parh>,
hnVflB S. Br-"11' mu,t0 eIeBntes e de ostoa moderno. Igualmente tem m
inores autores, assim como concerta e afina o meamos instrumentos.
er (./'.i?!" .cnvi*a os senhores meslres e amadores de msica, vrem a sen armazem
8 .p.!?n8 Lnm.onnier' 1u "b de receber da Paria, fabricados expresaamente
usicas dos me-
SO NO PROGRESSO
NO
ftargo la Peulia
gneros os mais novos que
SSJ?!m .! ,6 COnU propria- e8, Pottn'o resolvido a
r?/nnM,rtnrr0a.qUalqUer p,"-r,e' a.flanSando "oa qualidade e acondiciouam
nV?.P.." ""2 p.ra.t,C08 l5 be.m> como se os nhores viessem pe"
700 rs. a libra e em barril a 610 rs.
o melhor que ha no mercado a 2#800 a libra.
chegados nesta ultimo vapor a 2#600.
a 640 rs. a libra.
480 rs. a libra inteiro a 440 rs.
tes (breloques)
mOanga aaquenas pesso
te as encommendas que lbe forem dalas.
_ merecer sem-
que a elle se dirigirem, promptifleando rapidamen-
Na mesma casa fabrica m-se ea bel I ei-
r* poMl^as para homens e senhoras. barbas. to"ptes"Traca"e ba'nds? Faz-se
cUrC^SSnmr,lCaS8 Pr M"M*. "o estabeiecimSo ".na cas p"!
lUm" mod" de ^penle,a"-8e 8enhor". '"*<> 5*000 o. pet.tei.dos de noiva, a
Salo especial pera Ungir cabellos e barbas.
Agua imperial
para lavara cabera e impedir que caiam os cabellos.
H. A. Beck convida o publico, especialmente as senhoras, visitar seu estabele-
cimento, onde acharao patentes diversas obra em cabello. ""!
ftA Nova Vi. S2.
TUFEaiU
DO
Recife a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Telegrapho elctrico entre Claco
Ponas e a villa da Escada.
Pela respectiva superintendencia se faz publi-
co que em virtude da approvacSo provisoria da
Exm. presidencia da provincia ser franqueado
ao publico do Io de agosto em diante o uso do
referido telegrapho mediante as condieces da
tabella segulnte:
Escriptorio da superintendencia em 24 de ju-
lho de 1861.Por procuracao de E. H. Bramah.
R. Auatin.
ESTRADA DE FERRO '
DO
Recife a Sao Francisco.
Tabella dos preeos para as commu-
nicaces telegraphicas.
Por um despacho de urna at Ticte palavras
lo Hecife ao Cabo e vice-versa. 2$000
riAf.i^ ^"da 3300O
uo Cabo a Escada 29000
Porcada dez palavras excedentes. '. 1^000
N. a. Nao ficam comprebendidoa neste nume-
ro os nomes dos expeditorea e destinatarios que
nao contenham mais de duas palavras e suas re-
si(it?ncifls.
As respostas pagas aduntadas na occasio da
entregados despachos nos escriptorios terao 50
por cento de differenca nos preeos da tabella.
Os despachos sero enviados em cartas fecha-
das aos domicilios que se acharem na zona de
llb de legua dos escriptorios do telegrapho sem
retribuido alguma e d'ahi por diante dentro de
^.CulodaedUM ,eua" S0B,enle PRroos
expeditores 1J por cada legua ou fraeco desta
de viagem redonda. 4
Os portes sero satisfeitos no acto da entrega
dos despachos nos escriptorios.
h iliSS.!110" I6"0 e?,re8ue8 D>8 escriptorios
do telegrapho a horas do expediente, i.to de
8 horas da m.oha at meio da e de duaa horas
ate 5 1(2 da larde.
. ?S?Ii2Bea AU8U lo Amparo retlra-ae
para o Rio de Janeiro.
Na ra daCideia Velha n. 52 segundo an-
5 u.eJJir* '?b*r V!9m ce*Pondente do
I JL i? A",0D10 GomM> o engenho Arandu
para se Ihe entregar urna carta de importancia
para o dito senhor.
Na ra da Cadeia Velha
52, precisa-se alugar urna 1___
diario de urna ca de pouca familia.
Ante-hontem 7 do crrante pelas 8 horas
da manhaa deaapparecen da ra da Cadeia Ve-
lha a da Cruz, o cabrinha Ludugero, torro, ida-
de pouco mais ou menos .9 annos, suppoe-ae que
perdendo-se as roas desta cidade, das quaes ne-
nhum conhecimenlo tem por ter checado ba
poucos diaa da villa da Escada, alguem o ao-
Inera e nesla presumpgo, roga-se a
3ue o tenha que o faga entregue na
eia Velha n 59 ou a polica,
nao pro-
W. Huist vai par aa provincias do
armaz
nho e
com Um
na no mercado e por serem a maior
a vende-los por menos 10 por cento
ment, assim como ser-
S^paS^^
diluir !l??m 1Fi05 libKT-8' i Uo 8ope,ior qne e c wndisio
de voitar senao agradar, serlos de que se hao de gustar por ser a mais nova do mercado
Nlanteiga fr&ueeza,
Cha \iysson
IdcmpTetoal9600alibra
Queijos do reino
Idempratoa700r8inteiro
1. em suisso a 640 rs a libra em por5loge fsz a batiment0-
Preiuuto de fiambre iD6lez a goo r.. um.
Prezunto de lamego,
A.mexas Craneezas em ftagco com 41bra8 por 3f00O a retalh0 a800 rs>
Eapermasete. 720 ri.. liDMi em caixa a 700 .
Latas eom bolaxiuba de soda de deferente qualldade8. nm
Latas com peixe em posta de Blta- quaUdade8. I400
^zeitonas multo novas a nm r9 barril>. rellh0, m r8.. garrafa
Doce de Wpercne em lalla8 de 2 libr8B por 1#m
donatas pa ^im a m tt a libra<
Banna de porco Tefmada. 480 r8.. libra, em barril a 440 rs
. ^ liO^aiie a mat nova d0 mercad0 a 900 rs., a em lattas de 2libra por 1&700.
IOIHDO a primeira Tez que vieram a este mercado a 640 ra. a libra.
Cnouticjas e palos mu0 novo8 a w 1bra
Palitos de dente li*adoscom m macih0, por m rs.
Chocolate rancez a lw rs. a libra> ditt0 portugaez, m m
Alarme lada imperial d0 afamad0 Abreu a de outros muitos fabricantes de Lisboa
a JJXXJO rs. a libra.
\ nllOfi engarrafados Port0f Bordeaux, CarcavUos. e moscatel a lO0O a garato.
i innos em pipa de 500> ^ e 640 n a garrafa> em canada8,3,500 ism 4^
Vinagre de Lisboa 0 mal8 8uperiot, m a garrafa>
* das mais acreditadas marcas a 5$ a duzia, e em garrafa a 500 ra.
para sopa a mais nova que ha no mercado a 640 rs. a libra.
aminas Craneezas. m r8. tatta.
Milo de amendoa
^tozes mult0 B0T a 120 r8 a
Castaabas
late m \ TVO7 i
* Maranho a 3tf em arroba, e em libra a 100 rs.
aevaaanjuito nova a 160 rg< a 1bra e ^ a arroba.
Se\adinba
agu muib n0T0 a 320 rs a ubra
1 OneinlO de L,b0a a 360 ra. a libra e a 10 a arroba.
Farinlia do Maranbao
T oncinbi ingUz. 200 r8 a libra.
Passas en eaixinbas
para servido de
quem tver, drija-
para
na ra
a 800 ra. a libra, dita com casca a 480 rs.
piladas a 240 rs. a libra:
de Franca a 240 rs. a libra.
a mais nova a 160 rs. a libra.
de 8 libras a 2*500 cada urna.
Independeite dos gneros mencionados encontrar o respeitavel publico tudo quanto pro-
curar tendente a nolhados.
A commissi liquidadora dos credores da
caaa do fallecido ahnoel Buarque de Macado Li-
ma, roga queilaspessoas que se julgarem ere-
doras por letras oucootas de Irnos, que sediri-
jam com os seus tlulos ra da Cadeia do Re-
Cl? n-26. Primeirc andar, das 10 horas da ma-
nhaa s 2 da larde,para serem verificados e cas-
siQcados pela referda commissao
# *9 eott
V rrecisa-se deum preto de meia idade &
forro ou captivo para administrar um sitio @
pertoda praca : tratar na ruado Trapi-
che n. 18. Z
#>!#
Paga-ae a 205Q) por moeda de ouro de 20:
na ra da Cruz do Ricife n. 30.
O bacharel JooA. de S. Beltro de Araujo
Pereira, autorisado pilo proprielario do engenho
Brago, vende o dito eiigenbo para seu pagamento,
e tambem o arrenda. Esae engenho est sito per-
toda cidade da Victoria, me com animaes, mas
com pequea despeza, pode moer com agua por
ter sido feito para iato, tem optima trras para
cannae mandioca, matas para madeira, e de
urna producto admiravel.eaae vende por pre-
ciso do proprielario. O oamo bacharel vende
sete terrenos que tem, un na ra da Aurora e
seis prximos a esse, assim como um excellente
terreno na Torre margen do Capibaribe. No
engenho Bella Rosa, ou na la do Queimado, ca-
sa de Jos Joaquim Jorge.
-
SI Jos Goocrtvea Ferreira fjvjsla tem para $
alugar em Santo Amaro jinto a fundico #
3 casas sendo de 10$, 12#e 159 por mez : Sf
" fallar com o mesmo allia qualquer hora. (B
?*(
segundo andar n.
escrava que faga o
Madama Leal e um filho, aubditos ioglezes,
retiram-se para Europa.
Precisa-se de um feitorpara um sitio em
Santa Anna, que seja sizudo t trabalhador, pa-
ga-se bem : a tratar ea ra io Trapiche-Novo
n. 42.
Precisa-sede urna ama que saiba cozinhar
e lazer tdo o aervigo de casa ; na ra do Cal-
deireiro. taberna n. 60.
Precisa-ae alugar urna ama que aaiba bem
cozinhar e engommar para duaa pesioasd fami-
lia, preferiado-se escrava, paga-se bem ; em S.
Jos do Manguinho, sitio da viuva Carvalho.
Alug-ae urna preta para qualquer servirlo de
urna casa, menos engommar; quem precisar,
flirlja-ae a roa do Rsogel o. 10.
Atten^o.
Aa senhoras que moravam na ra do Queima-
quem quer(do participara que mudaram aua reaidencia para
ra da Ga- o.neceo do Peixe Frito n. 2, e ahi-se acham con-
cern a lei contra quem o iiver e' aslfm" "-M lauaDd? lecdon" ioglea,
ceder dentro do prazo de 8 diaa.
F.
I norte.
. "7 Aluga-se o segundo andar e aoto do so-
rado na ra da Peoha, com fundos para a ra
rua^iraa da matriz da Boa-Viata n. M. agosto de 18i.-Joaquim Goacalvea Baltrao.
Alugam-se duas casas no Poco da Panella,
ra do Quilbo por tras da casa do reverendo vi-
gario, bastantes com modos, quintal murado com
alguns arvoredos de fructo, boa agua para beber:
os pretendentes fallera com o Rozeodo, na Casa
Forte, ou na ra Augusta n. 33.
WiHiam Jopleng, subdito inglez, retira-se
para a Inglaterra.
Arrenda-aa o excellente engenho S. Gaspar
na freguezia de Serinhaem, com ptimos partidos
de yarzea a roda da moenda, embarque, lenha
mui prximo, alem de outras vantagens : quem
quizer. dirija-se a ra do Hospicio n. 17.
Urna peasoa que est habilitada para fazer
toda e qualquer cobranza pelo matto mesmo dis-
tante, se offerece para dito iim, dando fiador a
sua conducta : quem de seu presumo se quier
utilisar, annuncie por este mesmo Diario, que
ser procurado.
Quem precisar de urna ama que saba cozi-
nhar e engommar de portas dentro, dirija-se a
ra da Cruz n. 18, terceiro andar, tendo prefe-
rencia homem aolteiro.
Precisa-se de am caixeiro de idade 14 a 16
annos, que tenha pralica de taberna ; na ra Di-
reita n. 72. ^
Attenco.
Alguma aenhora viuva ou homem aolteiro que
precisar da urna aenhora branca para ama para
cozinhar, engommar e todo o servico de portas
a dentro, cuja peaaoa trabalhadeira e diligente
e se sujeita a ser ama pelas suas circumstancias
e promette a qualquer pessoa que precisar fiear
satisfeita com seus servicos queira fazer o favor
de dirigir-se ao becco da Bomba, loja de por-
tas amarellas, que achara a pessoa que an-
nuncia.
Desappareceu
da roa de Santa Thereza um crioulinho forro de
nome Valeriano Tiburcio, idade 11 annos, lavou
calca parda com dous remeodos braceos naa na-
degas, camisa de algodozinho e chapeo de pa-
Iha grossa : roga-se a quem o encontrar leva-lo
dita ra n. 44.
O abaixo assigoado, como procurador bas-
tante de Jos Joaquim Fernandea da Rocha Vian-
na, faz sciente ao publico e muito principalmente
a respeitavel corpo de commercio, que na data
de hoje tem despedido o caixeiro da taberna o.
9, sita na Senzala Nora, de nome Thomsz Ma-
noel Ribeiro, que comprara para a asesina taber-
na em nome do dito Rocha, e por isao toda a con-
ta que lhe for apreseotada da data do presente
annuncio se nio responsabiliaa por j ter annan-
ciado para os senhores credores presentaren)
suas contaa no prazo de trea das, antes da se dar
oalaoco na dita taberna, a para se nio allegar ig-
laenta annuncio
Joaquim Goacal
Fundico
de bronze.
Na bem conhecida fabrica de fundico, utoai
S ,nQ1 eVr dafrut Nva- defr0D d ConS:
Cao, coutina a fazer todas aa obras tendentess
Mi.nm.nn" arle" 6 fflcina" acin" dK com'
?ni a ,Hbr0DM ?"! n8en">. Prafusos para di-
tos, e tudo quanto necessario para tal mister
udo mai, barato do que em outra quque, pr-'
te e bem assim, alambiques, serpentina? Je c"-
bre. tudo mais concernente a caldeireiro obr
de latao com a melhor perfeico possiveh' lllll
douradas e em latao para militares, como aSa
!PiP.?.rhSi!i*"" b?rrelinas. frgens para telina
e talabarte de qualquer arma, boles de todos na
nmeros, dourados, bronzeados e em amarello
obras de folha superiores por serem os artistas*
que as -fabricara jornaleiro e nao empreiteiro. que,
como se sabe, nunca as obras que sao feitas de
empreitada sao perfeitas, tudo muito barato; ca
ra Nova n. 38.
Afinares de pianos a M
S. Boisselot, restablecido de sua longa moles-
tia, previne aos seus freguezes que se encarrega
de afinar e concertar pianos ; para que oannun-
cianle possa acudir immediatameote aos chama-
dos, faz-se preciso deixar a ra, o nome da pes-
soa e o numero da caaa ; vai tambem aos sitios
e aengenhos por presos convencionados. Pode-
r ser procurado na ra da Cadeia do Recife n 18
primeiro andar, e ra Nova n. 52, loia. .'
Precisa-se alugar urna escrava
urna casa de pouca familia :
se a roa Nova n. 30.
Offerece-se um homem de meia idade
criado ou comprador de qualquer caaa
Imperial o. 194.
Aluga-se o sobrado n. 2 B da ra de Anol-
o.eacasa terrea o. 27 da ra do Burgos- a
tratar na ra da Aurora n. 36.
Aluga-se o segando andar do sobrado sito
na rus Augusta n. 1, com commodoa para grande
familia : quem pretender, dirija-se para tratar
na taberna do mesmo sobrado.
Na audiencia de 10 do correte do juizo
municipal da 2 vars, escrivo Santos, ser ar-
rematada por venda a taberna n. 11 na ra dag
Cinco Ponas, penhorada a Antonio Joaquim Ra-
-niln?!; ?' DJ *xecuc0 qe lhe move a junta
administrativa da irmandade da canta casa da
misericordia do Recife, e caso nao baja lancador
ser a mesma taberna adjudicada a exequenle
com o abate da lei.
O abaixo assignado convidou a seus princi-
paes credores para a reunio nesla cidade no dia
10 deste por cartas datadas de 4 deste, e por este
o faz de novamente aos meamos e a quem se iul-
gar seu credor para se apresentar na Parahiba do
Norte no mesmo dia 10 para todos de commum
accordo tomar conta do estabelecimento para a
desouera dos dbitos, contratados pelo abaixo as-
signado : quem se nao apresentar, perder o di-
reito ao recebimeoto fora deste dia. Parahiba do
Norte 4 de agosto de 1861.
Manoel Jos de Almeida Jnior.
absixo assignado faz sciente ao publico
que deixou de ser caixeiro da Sra. viuva Dial
remandes desde o dis 4 do correte. Recife 8 de
agosto de 1861.
Luiz Pereira da Cunha.
Irmandade academia
DE
N. S. do Bom Conselho.
A mesa administrativa da irmandade acadmi-
ca de N. S. do Bom Conselho convida a todos os
seus chanssimos irmos para se reunirem no dia
lldocorrente.aslOhorasda manhaa. no con-
sistorio da mesma irmandade, afiu de eleger a
nova mesa que tem de rage-la durante o anno
de 1862.0 secretario,
Balbino M. Pinheiro.
D. Ignacia Mara das Dores scientifica
quem interessar possa que o Sr, Manoel de Am-
paro Caj nao pode dispor por forma nenhuma
de um sitio denomioadoCortume, visto como,
tendo sido comprado por seu finado marido Ma-
ximiapo Palhares Cavalcante, ao Sr. Joaquim
Correa de Araujo, se acha hoje em letigio com
o mesmo Sr. Amparo Caj, e nao houve ainda
decisao alguma dos tribunaes.
Allencilo.
Os Sra. sargentos do 4 batalho de artilharia
Jos Joaquim de Souza Lima, e Assis Mooter-
ro, ambos empregados no quartel general, quei-
rsm quanto antes dirigirem-se a ra da Impe-
oe1 pa8"eiD' o primeiro a quanlia de
20S000, e o segundo 11 $260, de geneos, con-
forme seus vales e sem elles constantes das
coritas que os mesmos senhores tem em sea
pOQGr.
Precisa-se fallar ao Sr. Delflno do Nasci-
mento Lima a negocio de seu particular inte-
resse : na ra da Madre-de-Deos, n. 4.
Existe para alugar-se um grande armazem
na ra da Moda n.7 : a tratar na mesma ra
n. 5, 1 andar.
Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
saca sobre Portugal : na ra do Apol-
lo n. 28. r
Desappareceu do sitio perto da
porta do Dr. Maduro, nm cavallo pe-
drez com o ferro E : quem o encontrar
pode leva-lo a ra Direita n. 91, que
sera' recompensado.
Precisa se fallar ao Sr. JoSo Al-
ves Teixeira : Na hvraria da praca da
Independencia n. 6 e 8.
Precisa-so alagar ama preta captiva para
lavar em um sitio; na Soledade, defronle do pa-
lacio do Bispo.
Aluga-se urna prela de idade de 16 annos
que cozioha, lava, coae e faz lodo mais servico
de casa na ra do Hospicio n. 23.
Aluga-se a loja do sobrado n. 23 da ra do
Hospicio, com commodoa para familia.
Precisa-se de dous homens portuguezesque
saibam trabalhar de enxada : na ra da Paz n.
lo, cocheira.
Aluga-se um escravo que entende de car-
roceiro ou para outro qualquer servico ; na ra
do Livramento n. 22, terceiro andar.
Fugio no dia 4 do correte mez o escravo
Thomaz, crioulo, bastante alto, beicos grossos,
pernas finas, ps malfeitos, muilo ladino, repre-
senta ter 25 annos, pouco mais ou menos, levu
vestido calca de brim de quadro, camisa de ma-
dspolo, jaqueta branca, chapeo de massa, cons-
ta que auda pelo lado dos engenbos Gaipio e Fer-
nandas da freguezia de Ipojuca ; este escravo foi
do Sr. Antonio Pessoa de Siqueira Cavalcanti,
morador na villa de Pesqueir : quem o appre-
bender, pode traze-lo ao seu seohor Joaquim
Francisco de Souza Leo no engenho Crauasss
da freguezia de Ipojuca, que ser generosamente
gratificado.
Acha-se ausente deade o dia 24 de juoho
do corrente anno o escravo de nome Izidorio, com
os signaea seguntes: estatura alta, seceodo cor-
po, cor fula, pouca barba, rosto regular, idade 27
ou annos, pouco mais ou menos, cojo escravo
padece de aathma ; julga-ae eatar trabalhando
aqu na. praca de servente de pedreiro. stava
amaziado eom urna mtala forra, tanto o escravo
como a mulata sao natoraea de Marta Farinha:
0?*""? "ortanlo a lodos os eapiles de campo o
autoridades policiaes de o appreheoderem e tra-
zer na travesa do arsenal de guerra a. 11, que
se gratificar. H
Pedido
O abaizo assignado tendo acabado coas a sos
loja de calcado sita na roa larga do Rosario o.
32, pede encarecidameate aa pessoaa que se
acham a dever, que venham sausfazer seos d-
bitos, pois sao bastante antigos, e visto nio cod-
vir ter um caixeiro s para este fia, per isso po-
derlo dirigir-so a mesma ras, do basar pernam-
bucano, loja de charutos, afisa de evitar o serem
chamados por seus nones. -
Joaquim Bernardo fea Rete.
/
Mi.


.
msu

DIARIO DE ERNAMBDCO. SABBADO 10 M AGOSTO DI 1861
00
CONSULTORIO ESriGIAL BOIMPATHICO
do douto*
SABINO 0. L. PIMO.
Ruado Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todoi os da uteii desda ai 10 hor
>t meio dia, acerca das seguintes molestiaa :
molestias das mulheres, molestias das crian-
coa, molestias da pelle, molestias doi olhos, mo-
lestias syphilieat, todas a especies de febrts,
ftbres intermitientes e suas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOKEOPATH1CA .
Verdaderos medicamentos homeopathicos pre-
arados som todas as cautelas necessarias. in-
lliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodoa pos-
sireis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Stbino sao
nicamente rendidos em sua pharmacia; todos
que o forem tora della sao falsas.
Todaa as carteiraa sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiraa que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenbam na tampa o no-
me do Or. Sabino sao falsos.
Na ra estrella do Rosario n. 21, primeiro
andar, precisa-se de urna ama para comprar e
cosinbar para urna senhora.
O Sr. Joao Hypolito de Meira Li-
ma, queira dirigir-se a praca da Inde-
pendencia livraria n. 6 e 8 que se Ihe
preciza fallar.
i*
Publicado Iliteraria.
Publicou-se receotemente no Rio de Janeiro o
Ensaio critico aobre a viagem do Brasil em 1852
de Carlos B. Madsflcld, por A. D. de Paacoal,
membro do instituto Histrico e Geographico do
Brasil e de oufras corporales scientiflcas e lu-
teranas estraogeiras. Esta obra estar completa
em poucotempo, e contar de 2 Tolumesem 8.
ntidamente impresso. Subscreve-se para ella na
ra da Cruz o. 45, em casa de viuva Amorim &
Filho. a 50 cada exemplar, pagos a entiega do 1.
Totume.
-
Gabinete medico cirurgico.g
c$ Ra das Flores n. 37. m
# Serio dadas consultas medlcas-cirurgi- #
tj cas pelo Dr. Estreo Cavalcanti de Albu-
0 querque das 6 as 10 horas da manhaa, ac- $
0 cudindo aos chamados com a maior bre-
9 vidade possivel. m
I-" Partos. 0
f) 2. Molestias de pelle. m
3.* dem dos olhos. Q
a) 4. dem dos orgaos genitaes. q
0 Praticar toda equalquer operado em
0 seu gabinete ou em casa dos doentes con-
ajp forme lhes Or mais conveniente.
*#
Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Para: em casa de
Aranaga Hijo & C.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier,cirurgiodentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
den tes artificiaos, ludo com a superiori-
dad e e perfeicio que as pessoas entendi-
das lhereconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
QafS ttt 3#CdiSk 5*65*6 5C!iefiift3a ~
Precisa-te de urna ama : no Campo- verde
n. 45, para cozinhar para poucas pessoas.
s
ARMAZEM
PROGRESSIST
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DTJ4ETS ALMEIDA & SIL7A
A commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aosSrs.
devedores a referida casa que se dirt-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A' commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mao dos meios udiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus de redores.
commissao de escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita ra foi transferido o escriptorio de
commissao de escravos que se achara estabeleci-
do no largo do Paraizo n. 16, e ahi da mesma
sorte se contina a receber escraros para serem
rendidos por commissao e por conta de sens se-
ohores, nao se poupaodo eaforcos para que os
mesmossejam vendidos com promptido, afim
de seus senhores nao soffrerem empate com a
renda destes; assim como se afianza o bom 1ra-
tamento e seguranza. Nesta mesma casa ha sem-
pre para render escraros de ambos os sexos, mo-
cos e reinos, com habilidades e sem ellas.
i
i
i
i
i
i
i
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nora o. 23, sobrado da es-
quina que volts para a
camboa do Carmo.
i
_ Chegou de Inglaterra o material pre-
ciso para este excedente duradouro Ia-
drilho. Os senhores que se quizerem
utilisar delle podera procurar na ra
da Concordia n. 73.
Aranaga, Hijo & C, sacam sobre
o Rio de Janeiro, Para', Franca, Lon-
dres e Lisboa : na ra do Trapiche No-
von. 6.
| Gurgel & Perdigo. |
Fazendas modernas.
Recebem e rendem constantemente su- g
periores vestidos de blonde com todos os fi
prepares, ditos modernos de seda de cor 1
o pretos, ditos de phantasia, ditos de 5
cimbris bordados, lindas lazinhas, tt
cambraiade modernos padres, seda de 9
quadriohos, grasdenaples de cores e pre- 3
tos, moreantique, sintos, chapeos, en- <
feites pan cabega, superiores botoes, I
manguitos, pulceiras, leques e extracto 5
de sndalo, moderno manteletes, tal- S
mas compridas de noro feitio, visitas de
, gorguro. luvasde Jourin a 20500. X
Muito barato.
Saias balo de todos 03 tamanhos a 4g, 2
chitas francezas finas claras e escuras a j
80 rs. o covado, colxas de la e seda pa-
ra cama a 60, camisas para menino. S
Roupa feita. S
Paletot de casemira de todas as cores 2
a 10$, ditos finos de alpaca a Gg, ditos H
de brim a 40, chapeos pretos a 8g e mui-
tas outras fazendas tanto para senboras
como para hornera porpre;oinleiramente
barato, do-se as amostras : na ra da
Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco
Largo.
mmmws raes w&mmme*
i
I

i
i
Manoel Aires Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
lova
exposicao
DE
Mudanza.
Joo Antonio Colho, sangrador e dentista,
arisa ao publico, e a todos os seus freguezes que
mudou a sua loja da ra estreita do Rosario para
a ra do Imperador n. 69, onde o ach-aro promp-
to todos os dias uteis desde as 6 horas da manhaa
at as 9 da noile, para chumbar e tirar denles,
sangrar, por ventosas ou bichas ; assim como pa-
ra qualquer outro serrino de sua arte e fra dos
dias e horas mencionados pode ser procurado no
pateo do Carmo o. 22.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua-se a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
candieirosagaz.
Ra Nova numero 24.$
O proprietario deste estabelecimento toma a
honra de annunciar ao publico que no dia 8 do
correte abrir seu noro estabelecimento de can-
dieiros econmicos a gaz, as 6 horas da noite se
achara Iluminado at as 9 1|2 da noite com toda
franqueza para rerem e conhecerem a facilidade
que ha em usarem dos ditos candieiros em eco-
noma, pela muita experiencia que ha feito com
os ditos candieiros, se encontrar de todos os
pregse qualidades ; todos aquelles que quize-
rem usar de ditos candieiros, deixo de mencionar
todas as qualidades que ha pela immensidade
que se offerece por estarem expostos com toda
franqueza no dito estabelecimento, na ra Nova
numero 24.Carneiro Vianna.
Precisa-so de um caixeiro para tomar conta
de urna taberna por bataneo, e quo afiance sua
conducta : na ra da Senzaa Nova n. 9.
No dia 10 do correte, pela 1 hora da tarde
se ha de arrematar por renda urna mobilia pe-
ohorada a Jos Joaquina de Oliveira, por execu-
Sio de Francisco Gomes de Oliveira Sobrinho, pe-
lo juizo municipal da 2.a vara, escrivo Baplista,
cuja praca lera lugar as salas das audiencias.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITUHA.
A directora do Gabinete Portuguez de Leitura
faz sciento aos senhores associados, que tendo
de sefazer a mudanca da bibliotheca para as no-
vas casas do Exm. Sr. Baro do Lirrsmento, fica
porisso suspenso o expediente de segunda-feira,
12 do correle em diante, al noro aviso.
Sala dassessoes 5 de agosto le 1861.
J. S. Loyo, director.
A. D. Nogueira, 1.- secretario.
Vicente Jos da Costa declara ao publico
que ninguem pode arrematar o sitio annunciado
para ir boje praga com umaolaria no lugar dos
Remedios, por execugo de Hoateiro Lopes & G.
coutra Francisco Avila de MendonQs, porque dita
propriedade pertence ao anauociante e nao ao
dito Arila, e protesta haver lodo o seu direito,
como j deu principio com os embargos de ter-
ceiro.
A. F, Duarle Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seos freguezes que tendo separado a sociedade que linca com
seu mano, acba-se de novo estabelecido com dous aceiados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razo de Duarle & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva: estes estabelecimentos oBerecem grandes
vamagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se acham montados como em coromodidade de pree,o, pois que para isso resolveram os
prop rietarios mandarem vir parte de seus gneros em direitura, afim de terem sempre completo sor ti raen 10, como tambem poderem ofereeer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por cento do preco que possam comprar em outra qualquer parte, por isso desejando os propietarios acreditaren)
seus estabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas poueo prsticas, em qualquer um dostesestabelecimentos, quesero to bem servidos come
se viessem pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vamagens que ofierecemos, pedimos a
todos os senhores da prac,a, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeiravez, afim deexperimantar, eertos
de continuaren!, pois que para isso nao pouparo os propietarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos estabelecimentos;
abaixo transcrevemosalgumasadicdes de nossos precos, por onde ver o publico que vendemos baralissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
Mantelga lgieza especialmente escollhida da nova a 1?6 e 800 rs. a libra e da velha em por$o tter abalimento a 800 rs. a libra e em
barril a ?60 rs.
dem Iranceza a melhor do mercado a 620 rs. o bartril e meios a 700 rs. a libra
Cha hyS80D. e pretO o melhor do mercado de 1570 a 2#800 e em porgao lera abalimento.
rreSUOtO llambre inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porc,o a 800 rs.
Presuntos portllgliezeS vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e ineiro a 460 rs.
Marmelaua dos melbores autores de Lisboa premiada as exposices universaes de Londres e Paris de I* a 19800 a lata.
CaixaS COm estrelinha pevide e rodinha a 7000 a caixa e 960 as. a libra eem porso ter abatimento.
FraSCOS de ameixas com 8 libra a 5500 cada um e 1000 a libra.
PaSSaS em caixinhas deoito libras, as melhoresdo mercado a 2800 e a 500 rs. a libra.
Espermacete Superior a 720 rs. em caixa e a 740 rs. a libra.
Conservas francezas inglezase e portuguezas a 600 a 800 rs. o frasco.
ErVllnaS portuguezas e francezas 800 rs. o frasco:
Lata COm bolaxinha de SOda de diversas qualidades, a muito nova a 19450. e grandes de i a 8 libras de 2500 a 4500.
VinnO om garrafas Duque de Pono, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca e Feitoria de 1*200 a 1 #300 a garrafa e
a 139 a duzia.
VinnO em pipa propnos para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 4*800 a caada.
Latas COm frUCtaS de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a 1#00U a lata.
rera em CaiXaS de 4 a 8 libras o melhor que se de desejar e tem vindo ao mercado de 4$ a 6| a caixa e 19280 a libra.
CorinthiaS encrseos de 1 12 a 2 libras de i600a 2&200.
Latas COm peixe Savel pescada e outras muitas qualidades o maisbera arraojado que tem vindo ao nosso mercado de 1*400 a 1*600
Caf dO RlO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
r rasCOS ue amenaoa com 2 libras, proprias para mimos, por serem muito bem enfeitadas e de superior qualidade a 39 cada um.
Vinagre branco o melhor que temos tido no mercado a 400 rs. a garrafa e 2*560 a caada.
LomnOS de porco, paios nativos, chouric,as murallas e outras qualidades, o melhor que se pede desejar de 600 a 19280 a libra.
VinO BordeauX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa e de 8*500 a 10*000 a duzia,
MaSSa de tomate em latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a pr meira vez a nosso mercado, de 1* a 1*280.
Banha de porco refinada a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
CervejaS das meihoreS marcas a 600 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
Vinagre puro de lisboa 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
Doce dagoiaba da CaSCa em caixio a 19 e em porSSo a 900 rs.
Azcito doc purificado a 80U rs. a BOrafa o 9W>00 a caixa com 19. garrafae.
Cognac a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
HIJOS SU1SSOS chegados ltimamente a 700 rs. e em porcao lera abatimento, afianzase a boo qualidade.
Genebra de lo llanda a 640 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PalltOS llXadOS para denles a 200 e 160 rs. o mago com 20 macinhos, e flor a 280 rs.
dem do gaz a 3000 a groza e 280 a duzia de caixas.
LllOCOlate o mais superior que temos tido no mercado portuguez. hespanhol e francez de 19 a 1*200 a libra.
Azeitonas as melhores e mais novas uue que tem vindo a nosso mercado a 1*200 a ancoreta do Porto, e a 19600 as de Lisboa chegadas
ltimamente.
AlpiSta o maislimpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
o X 9
p S
" "o" r"
-j- o. (A $
? S 33 >
S l 9 n n 33 O "\j i
o' o 2. e o D o 2> m !
a. O a 5 38 ir m
* i O a 0* i o > se > O O w
a B Cu c o Cd m ce H O P
a. o a. -o. o o > g 5 5$ 0 w
a-w a a a ct> cr !-S CU r> o > O O
Si 2 O ^g
-i c ce o 50 m -
3
00
o
B5

m
m
SRua do Queimado n. 10,#
loja de 4 portas de Fer-^
rao <& Maia. S
Vende-se cortes de superior ca-
semira que em outra qualquer
parte someote podero vender
por 5g a
Corles de velludo de cor para
collete de superior qualidade e
gosto a 3$500 e
Cortes de ditos pretos bordados
Sf e
Chapeos de castor rapado a
A\iso s familias,
ARMAZEM DE FAZENDAS
N. 19Ruado QueimadoN. 19,
DE
Santos Goelho.
4S0OO
4$000
63000
8$000
3 fo-
Padaria.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silra Bei-
riz, ra dos Pires n. 42, vndese a muito acre-
ditada bolacbioha quadrada, d'agus, propria para
dcenles. bolacbioha deararula e dita de moldes.
Jos Luiz Areal, subdita hespanhol, retira-
se para o Para.
Precisa-se fallar ao Sr. acadmico Francia
co Barboza Cordeiro: na ra Nora n. 7.
O Sr. Numa Pompilio de Loyola queira ter
a bondade de dirigir-se a repartirlo do correio,
afim de receber urna carta vinda da provincia do
Cetra.
Aluga-se um preto excedente coziubeiro.
Pe chin cha
Vestidos brancos bordados com duas saias, fa-
zendaespecial, vende-se a 108 cada um ; na ra
Nova n. 42, defronte da Conc-iro dos Militares.
Na verdade.
Chapeos de castor raspados pelo pre^o de 5*000
cada um ; s se rende na ra Nova n. 42, de-
fronte da ConceiQao dos Militares.
Monte Pi Popular Per-
namlHieano.
preferiudo-se casa estrangeira: a tratar na ra
do Raogel n. 69, primeiro andar.
V7iva a concurren-
cia.
i. Hunder, alfaiate, avisa a seus freguezes alia-
dos, cheles das partidas e repartiedes di provin-
cia de Pernambuco, que a uoica tenda da boa te-
aoura de alfaiate exista na ra Nova n. 67 ; e
Eira o mesmo fim encontrarlo os freguezes que
onrarem esta tenda um bom aortimecto das fa-
zendas modernas, e prego muito razoavel.
Domingo 11 do correle ha ver sesso de as-
sembla gen.1 para a approvacao tioai dos esta-
tutos que tem de seguir a sanego do Exm. Sr.
presidente da provincia. Os senhores socios em
dia e nao em dia como amigos desta sociedade se
dignem de comparecer pelas 9 horas da manba
do referido dia no palacete da ra da Praia, alim
de era grande numero assistirom e tomarem par-
te na discusso.
Secretaria do Monte Pi Popular Pernambuca-
no 6 de julho de 1861.
Joo Francisco Marques,
1.* secretario.
franceza, padres modernos e riquissimos a
e 640 rs. a vara : vend-se na ra Nova n.
defronte da Conceicao dos Militares.
560
42,
C ompras.
Compra-se a msica do trovador para flau-
ta ; quem liver annuncie.
Vendas.
Vende-se um fardamealo rico para guarda
nacional; na ra estreita do Rosario o. 12.
Cambraia lisa
azulada muito fina a -ifl 5 e 6-5 a pega : vende-se
na ra Nova n. 42, defronte da Conceigo dos Mi-
litares.
Na ra do Hospicio n. 15, vende-se um es-
cravo de 21 anuos de idade, muito boa figura e
sem defeito algum.
Casemira
fina de muito gosto a 59 o corte ; vende-se na
ra Nova o. 42, defronte da Conceicao dos Mili-
tares.
Vende-se pelo diminuto prego de 60g um
candieiro e regulador e 25 ps de chumbo, que
ludo custou ao primeiro procurador 108$; isto
na ra das Cruzes n.l, taberna.
Fardo e mais gneros
Vende-se farelo, saceos muito grandes, muito
bom e barato, queijo de coalha a 480 a libra, vi-
nbo muscalel muito bom a 640, e outros mais
eneros muito baratos; na travessa do Paraizo,
sberna pintada de azul n. 18.
Vent'e-se a taberna do Gregorio no caminho
oovoda Soledade n. 29, bem afreguezada: a tra-
tir na mesma.
Molas para balo.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu de sua encomraeuda aa verdadeiras mo-
las para baldes, que se vende a 200 rs. a vara.
Vendem-se
barricas com cal de Lisboa da mais nova que ha
no mercado, e cha o mais fino e superior que
tem vindo ao mercado : na ra do Imperador
unmero 28.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de luvas de pellica chegadas
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado n. 16.
Nova pechincha
mperatriz Eugenie.
Finos cortes de cassas francezas de 2 saias e de
7 babados, cora 10, 15 e 18 ardas a 3^500, 4 e
5$, cortes de la de bonitos desenhos, de 2 saias
e 3 babados com 24covados a 60000 : na ra do
Queimado n. 44.
Chegou
anual o desejado tricopherous
Est venda na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Barateiros
Da loja
Arniazenada de Paris.
Ra da Irnperatriz, oulr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armazenada de 4 portas n. 56, recebeu
novo sortimento de fazendas, a ser : cortes de
vestidos de tarlatana de todaa as cores a 3$000 e
39500 o corte, ditos de cambraia com babados a
30500 e 49. ditos bordados dos lados a 40. ditos
de cambraia da India bordados e enfeitados cora
ntremelos a 78 e 89, rica fazeoda, manguitos de
manga balo a 10500, ditos de fusto com boto-
zinho a 30. ditos de lioho a 30 e 30500, para
acabar, corpinhos para meninos e meninas a Ig,
cortes de riscado francs a 20, chitas decores li-
xas a 180 e 200 rs. o covado, ditas largas finas
a 240 260 e 280 o covado, pec,as de entremeios
e tiras bordadas a 10 a pega.
Chales.
Ricos chales de groxe de ponta redonda e bor-
lla a 8$, ditos de merino para todos os presos,
ditos estampados a ZJ5O0.
Co bertas.
Cobertas de groxe a 100, ditas de chita a 10800,
lencoes de linho a 20, ditos de algodo a 10000 e
10200, saias de balo, ricos gostos, a 3J e 30500.
Ra Nova n. 58.
M. Reulier avisa aos seus freguezes e ao publi-
co em geral, que recebeu ltimamente um com-
pleto sortimento de objectos, como bem sejam,
griualdas de flores para ooivaa e bailes, enfeites a
Luiz IX para senhora, chapeos de palha da Ita-
lia para ditas, espsrlilhos para ditas, chapeos de
seda a Garibaldi proprios para baplisados de cri-
anzas, fil branco e preto, de seda, liso e borda-
dos, veos para chapeos, caacarrilhas de soda pa-
ra enfeites, o que vende por menos do que em
outra qualquer parte, e a vista da qualidade o
i comprador nao deixar de azer negocio.
Vende-se ou permutase por urna negra um
negro robusto e de boa conducta, proprio para
todo o servico : a tratar na ra da Gloria nume-
ro 114.
Attenco.
*
Vende-se um boi crioulo do pasto, bastante-
mente gordo e manso, proprio para carroca : na
ra Imperial n. 170.
a dos bara-1
teiros,
Ra do Crespo n. 8 A.
Leandro & Miranda.
Recebemos pelos ltimos navios e
vapores da Europa grande e variado sor-
timento de fazendas, roupas feitas e
perfumaras, e tudo se vende por menos
que em outra qualquer parte, como se-
jam :
Cortes de vestidos de cambraia branco
bordado a 5$, 100, 130 e 25$.
Superiores saias bordadas a 30.
Baldea de madapolo e crochel a 40.
Ditas de clina a 6S500.
Cobertores de l muito grande a 50.
Chitas francezas muito finas a 280 rs. o
covado.
E outras muitas fazendas por presos
baratissiraos.
i
Farinha SSSF.
Esta eonhecida e superior marca de
farinha chegou a tres dias de Trieste
pelo brigue Lusitania, e vende-se a re-
talho no armazem de Antunes Guima-
res &C, largo da Assembla n. 15.
m
Em casa de Kalkmann limaos
& C, na ra da Cruz n. 10, exis- $
te constantemente um completo ^j$
sortimento de
Yinhos Bordeaux de todas as 0
qualidades. $
Dito Xerez em barris. S
Dito Madeira em barris e caixas. g
Dito Muscatel em caixas.
Dito champanhe em gigos. q
Cognac em barris. f&
Cerveja branca., a
Agua deSeltz.^ ^
Azeite doce muito fino em caixas.^m
Alvaiade em barris.
Cevadinha em garrafoes. tm
A8|e 10#000 o corte.
Lindos cortes de phanlazia de seda com
lhos, pelo baralissimo prego cima.
14 covadospor 2$.
Corles de riscado francez com 14 covados por
20, esto-se acabando.
A 25$ o corte.
Ricos cortes de seda cora algum mofo pelo ba-
rato prego de 2S.
Lencoes a 1#900, 5$ e o#500.
Len;oes de panno de linho e bramate fino a
10900, 30 e 30300.
O corte a 40$.
Ricos cortes de seda de todas as cores a 400.
480 e 6i0 rs. a vara.
Algodo monstro muito superior a 480 e 600
rs. a vara.
A !280a vara.
Bramante de algodo com 10 pilmos a 1 c--
vara.
A 2#500 a gollinlia.
Gollinhas de traspasso ricamente bordadas a
2S500.
A 500 rs. atoalha.
Toalhas de fuslo pelo prego de 500 rs.
Cobertas de chita a chineza a 11800.
Colchas de fusto a 6$.
Capellas de flor de laranja a 50.
Lindas cambraias de salpicos brancas a 50OCO a
pega.
A 1,0600 a vara.
Atoalhado de linho para mesas a 10600 a vara.
A 2#500.
Chales de merino estampados a 20500.
A 220 rs.
Chitas francezas escuras a 220 o covado.
Pechincha, a 640 rs.
Grosdenaples de quadrinhos a 640 o covado,
tendo algum mofo.
A 1$ o covado.
Velludilho encarnado proprio para roupa de
meninas a 10.
WWw1 sPaow sus mwswm wjw wmimww vwv jjvami
ft Na ra da Cruz n. 10, casa de
| Kalkmann limaos &C, tem ex-
i posto um completo sortimento
|| de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo crrelas para
transmittir movimento, canudos
de borracha de qualquer com-
primento e grotsura, pannos de
> borracha, rodetas de dita, so-
|f bre ditos artigos tomam-se en-
H commendas.
MVBWolv mw Vffll Wtswm mWsW WrBlBf WSWt
Farello de Lisboa
e semea vende Jos Luiz de Oliveira Azevedo em
seu armazem Iravesss da Madre de Deus nume-
ro 5.
>Kua do Queimado lojaS
de 4 portas n. 10.
iFerro Maia.f
Vende-se o seguinte : g^
Cortes de seda para vestidos de
9 senhora mais modernos que p
b tem vindo a este mercado a 250000 flfe
v Chales de touquim Anos a 15j, Z
250 e 3ej!000 P
^| Uernestinas fazenda delicadissi- ^
ma o covado a 4G0 g&
Lindissimos chapeos a Gsjibaldi a 150000 2
^ Enfeites a Travista a 10#000 W
gft Superiores camisas de linho aber- ^
taa a rendas para senhora .-.
O a 40 e 50000 W
&& Casaveques brancos bordados ^
a a 100 e 110000 Z
P Lengoa de cambraia bordadas a
%5 duzia a 10600 e 20000 9
A Setim preto o melhor que pos- tZi
sivel o covado 30000
V Sedas pretas lavrada a 10 e 10500 V
0 Cbapeunas de seda para senhora 10JO0O %$
jte Lengos de cambraia bordados i a
\ proprios para acto de igreja a 500 J
V Enfeites de flores para cabega de $p
m senhora a 2g000 SBk
Z Cortes de cambraia de salpico a 2J0O0 Z
## #
Pape! para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para cenias e facturas, papel mata-borro ; ven-
rua do Queimado
8
8
de-se na loja d'aguia branca,
numero 16.




-T*"-

(6
MARIO DI rERRArsOUCO ffABMDO 10 M MGOSTtrt *!.
itteicao
Vendem-se caixOes vatios proprios
para bahuleiroi.funileiros etc a 1,$280:
que.n pretender dirija-se sta tipo-
grapliia, que ahi se dir' quem ostem
para vender.
Nao se espantem.
Chegaram as alampadas de lati tao procura-
das, thuribolos, navetas, ealldairinhas para agua
benta, caixinhas com frascos para santos leos,
campamhas par* tocar a santos de todos os lma-
nnos, tudo com multo oslo e por precos com-
modos ; na ra Nora n. 38, defronte di Concei-
Qio, no muito antigo deposito do Braga.
DESTINO
DE
J s Dias Braodao.
5Roa da Lingueta5
Feijao fradinho.
Vendem-se saccos com 20 coias : ai ru d*
uruzes n. 24, triveasi do Quvidar.
D y^fo*^ ?s. mi.udeza- arma-
.a exumM na loja srta na ra da Im-
peratrizn. 8 e garage o arreada-
Luvas de M 4*Sfc na Tr M r~d* *
m
O aovo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza a 1} i libra,
dita franeeza a 700 rs.. cha prato a 1&400, pas-
tas a 560, conservas inglezas e portuguezas a
700 rs., aletria, tilharim e macarrao a 400 rs. a
libra, toucinno de Lisboa aS20rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a l#400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 53 a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
(3300 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portuguezis a 720 rs. a lata)
permacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to era conta, vinho do Porto engarrafado fino
(reino) a 1*500 rs vinho de Lisboa eFigueira a
550 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. agar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
Dieaciona-los, que do contrario se tornara enfa-
djalio aos freguezes. (Dioheiro vista.)
oraes lapidados
a 500 rs
Veodeui-se inassinhos
500 rs. cada um : na ra
guia branca o. 16.
o masso.
de coraes lapidados a
do Queimado, lojad'a-
que
mira,
ad-
in-
LOJA
sfi
mm-m

1
M&Silva
1
i
Bulachiiiha ingleza,
Vcndem-s barriqumhas com bolathinha
glezs a I56OO: na ruada Guia n. 9, e Liogoeta,
I osito n. 0, e em libra a 100 rs., e far-se-ha
o'.;,umadi!Tere-nr.a, sendo em porcao.
A.tteno.
Na ruadoTrapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C., existe um bom sortimento de li-
abas de cores e braacas?m carreteis do melhor
abrieaale lelnglaterra.is qaaes se vendem por
precos mui razoaveis.
v a/A ~j
Llua da Imperatriz 11. 60. 9
B OE I
n
m Acaba de receber um novo sortimento jf
de i.z :ilos proprias para senhoras e %i
meninas q:ie vendem por precos bara-
, tissimus romo sejam : *^
Reos cortes do cambrais braucos ^
Mi ora barra adamascada e oulros com ba- '-%
idos brancos e do cores que vendem a S%
* =, 33500, pegas de cambraia muito fina com
rea j varas e urna vara de largura a 6J e
p ~3, ls transparentes muito finas cora
8 o 1:2 varas a 3* e 3J500, ditas de 6 e
l|2 varas a 2$500, pega de esmbraia
orauca com salpico coai 8 e 1(2 varas a .
;'?j J. cortes de cassa cora salpicas brancos Ts
i a .lee -res a 2#, ditos de ditos branros $3
1 lavralas a 2$, cipas pintadas com lin- W
J* dissitnos padres o cuvado a 280 rs., di- jfl
y 'as 'Je salpico brancos e de cores o co- |
fe, vado a 20rs, cuitas francezas escurase &S
m alegres a 220, 240,260, 280, 300 e 320 21
res. [y
Sedas.
Ru Grosdeaaples prelo bastante largo e 39
ncorpado o cova.Jo a I96OO e 1S800, di- g^
3 to cor de rosa a 23, dito azul cor muito S
SS bonita a 2$ 100 o covado, seda lavrada S
_^ cor do carina muito moderna porserada- }|g
Ej mascada o covado a 2j?, chamalote pre- E3
/ to ha.-i ..'iMirgo o corado a 2/. &;$
Para familias.
Damasco Mola com 6 palmos de lar- ^
! gura para cobrir mesas d* jantar, de ^
! meio de sata, pianos etc., etc. o covado Q
90B 19250. damasco de seda eocarnado e ^
;-4 aranrllo propno para colxas, cortinas ^
g etc., etc. o covado a ojiO, sedas bran- ^
E5 cas proprias para vestidos de noivas fa- fgj
l^ zenda muito superior, madapolao muito ^
g^ fino peca de 40 jardas a 440 rs. a jarda, wS
>j? ditos muito superiores a 200 rs. a arda (ES
r-l a 445'H). 5#,53500, 6J, 63500 e 7J, al- H
l | pc3 p-eta muito superior a 500. 560 fij
' -' bOrs. o covado, grande sortimento d m
ira chitas pretas francezas covado a 240 r. ^
f^ illas ingieras a 160 rs. o covado, cas- R38
S sas pre'.as a 480 rs. a vara.
Para vestidos. 9
Orgradyf de coros fazeuda muito mo- B%
,i iena ovado a 500, mimos do co e ^:|
2ni5s e seda fazenda muito nova co- |S
do 19, chaly muito bonito a 13, 800 fel
^ e 640 rs. o covado, lazinhas claras le- g|
odo krpao covado n 640 rs., corles de *
* gorgurfio escuros a 6*.
Chales.
s- Ricos chales de krepom com listas de
Wk !eua a 8- dllds de ditos a 7jJ, ditos de
(KS troco a 6J, ditos de merino com palma
:f< do se Ja e de velludo a 4&500.
M Bordados.
Goes & Bastos, na loja da roa do Queimado
n. 46, lem as verdadeiras luvas de Jourin, aco-
rn as recebe em direitura por todos os vapores,
as vende por prego commodo.
Nova pechinch.
Pesas de cimbraia lisa fina com 7 i|2 8-e 9l
jardas a 2*. 29500. 3> e 39500, chita Urg frin-
ceza a 900 e 220 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 44.
Aos senhores de engenho.
Arados o grades americanas, de diverso fei-
Uos, chegados recentemente : trata-se na ra do
Trapiche n. 8.
Cestiahas de Hamburgo.
. J6.n, ,0ia d'aguia de ouro, ra do Gabuaa n
i B, quem recebeu um completo sortimento d
lindas cestinhas de todos os tamanhos proprias
para meninesdeescola, assim como maiores com
lampa proprias para compras, bal.ios proprios
para costura, ditos proprios para faqueiros, ditos
multo bonitos par. brinquedos de meninos, di-
tos maracas piotadinhos que se vendem por Dra-
gos muito baratos- r '
Ra da Madre
de Dos n 4, vendem
Moreirad Ferreira.
Milho novo saceos grandes.
Farelio de Lisboa,
Farinha b&rata para animaes.
Cafe JoCeara'.
Feijao amarello de Lisboa saceos de 5
alqueires,
Relogios ameri-
^ canos,
JROPA FUTA ANUAIS BARATAS.
SORTIMENTO COMPLETO
na
Fazendas cobras feitasj

LOJA EARMAZEM
DE
Oes Basto!
NA
tal do Queimado
Oonsts
Vende-so elegantes relogios americanoslde m-
Jeira. para cima de mesa, por mdico preco.
na ra do Trapiche Novo n. 42.
Vende-se um bom civallo andador baixo a
meio muito novo por pouco dioheiro na ra dos
Pescadores n. 1 e 3.
r.Z f-S." eStr,eU'' d0 Rosario- mem de Mo-
! h.'i, ,X,St" gra,n? poro de P>>ha app,-
relhsda para tecercadeiras e todas as obrn d
mirciueiro
de 5 arrobas
E

Cimisetascom golla e msnguitosi3J
5 e 5J), manguitos com gollinhas a 3!
s3 finissimas liras bordadas a 800, t e
u lO0.sollinhas muito delicadas a 600,
300 e IJ, lenciahos de labyrintho pro-
f3 prios paraseohora ou para presento a
:.4 1580 e 1J600, ditos muilo liaos a 4.
m Palttotspara homem.
Paletots de panno prelo de todos os
0-> presos equalidades tanto saceos como
L-3 sobrecasacos, ditos deoasemira de todas 1
Zf as cores, ditos de ganga o de rUcido
;:alcas de bnm de tinao- brancas e de co-
t^ res, aitas decasemira de todos os tima-
^ nhos e qualidade tanto ptetos como de
fW cores garante so a bemfeitoria deatas
t."^ obras por lerem sido feitas por um dos
5, melrwrcs ilfaiates dosta cidade ; nn
f, rueirn lija existe um reslo d chapeos
3 de sol te seda a 69 e lengos o"e seda a
!*. tiibem se malte cooslanlemeate um
CompUto sortimento de roupa feita para
esenvos mi pira trabalho muito bem
C07.irtj, dao-ge as amostra de todas as
fazenda90eixai>doBenhorou mandam-ae
levar pelos caixeiros da casa aos fregu-
tes que qutzerem.
- as obras de
vende se a rntalho a 2S a libra, e
para cima a I85.
Luyas de finacamursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar ne3se genero, e as est
vendendo a 2500 o par ; os senhores officiaes e
cavalleiros que as compraren) conhecero que sao
iala5 visla de sua finura daragio, e para as
obter e dingirem-se ra do Queimado. loja da
aguia branca n. 16. Adverte-se que a quanlidade
e pequea por hora, e por isso nao demorem.
ival .sein segundo.
Ns ruido Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der polos diminutos presos abaixo declarados pa-
ra apurar disheiro, pois o que muito precisa,
garante tudo perfeito, pois o prego admira f
Linha do gaz superior para marca'r, no-
velo a
Oita do gaz brancas e de cores, novelo a
una de carretel muito boa, carretela
Novelosde linha do gaz brancas a 10 e
Carreteis com linha preta muito gran-
des a *
Vans de franja de la muito bonitas a
Pegas de tranga de la muito bonitas e
com 10 varas a
Puros de meas cruas para menino a
Ditos ditos de cores todos os tamanhos a
Ditos de cores pan meninas a
Duzia de meias cruas para homem a
Carloes de linha Pedro V com 200 jar-
das a
Caixa3 com tisses paraacender charu-
tos a
Caixascom phosphoros de seguranga a
Duzia de phosphoros do gaz a
Filas para enfiar vestidos muito
des a
Frascos d'agua de colonia
rior a
Ditos comcheiros muito fino a
Duzia de mebs para senhora o melhor
que ha a
Pegas de trancinha de laa sortidas a
Sabonetes superiores e muito grandes a
Groza de botos de osso para caiga sendo
pequeo a
Dita de ditos grandes a
Tramoia do Torio superiores varas a
100, 120 e
P^gas de fita de linho brancas e de co-
res a
Croza de penas de ago muito finas a
Frascos de opiata para limpar denles a
Copos com banha muito boa a
Espelhos de columnas madeira branca a
Carteiras para guardardinheiro
realejos para meninos a
Baralho portuguez
Varas de franja para cortinados a
Groza de botoes de louca brancos a
Tesouras muito finas para unhas e cos-
tura a
Caixas de charutos de Havana muito su-
periores a
Cartas muito finas para voltarete o ba-
ralho a 240 e
Varas de bico largura de 3 dedos a
Garrafas com agua celeste para cheiro a
Rialejoscom 2vozea para meninos a
gran-
muilo supe-
40
30
30
20
160
100
200
200
160
120
2J00
80
40
160
240
80
400
500
3$000
50
160
120
240
160
40
500
400
640
1JJ500
500
40
120
240
120
20 29* 1A ai, *"u pannos
.. *' di'.03 saccos Pre' dos
mesmo pannos a 14, 16 18* casa-
cas pr.tas muito bem feitas ede superior
;"? m e 35. sobrecasacos de
*" ?ore- mltofltiosal5 II*
t*f, ditossaccos das mesmas caiemi*
rae.tpi. li| el45, calcas pre"! de
8 tz, ditas decasemira decores a 7*-ft*
9et0 dita, d, brimbrtuco! TuUo
IZW-L+V*' dila8 de dit co?e a
JL' ** e 4500' dita8 de fae. ea-
1 -t \ riC.as C0Te* 8 **e *ISW>, col-
A -".P .0' d6 casemi a 5J> e 6,* ditos
deditos decores a 4g500 e 5,'dtos
abrancofde ,eda paracasamento 5$
*ditosda6,coUetesdebrimbrancoede
M&sa/ssb*1 3500,e*. ditos de core. .
19500*39, piletotspretosde meriade
iordaosacco esobreeasacoa 78 8ae9j*
molletes pretos pira luto a 49500*59,'
Calcado
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Semprecondescendenle e praxenteiro com os
freguezesqae I he trazem dinheiro, o propieta-
rio deste grande ostabelecimento continua a of-
rereearao publico, por pregos mdicos e sempre
iofenores ios de outro, o seu bello sortimento
dfrcalgado francez, iugiez e brasileiro e vejam :
Honieui.
Boneguins Vicior Emroanuel. 10*000
couro de porco..... IO9OOO
lord Palmerston (bezerro) 99500
diversos fabricantes (lustre] 99000
John Russell. ft.Vl
Sspatoes Nantes (batera inteira).

>

Sapatos

9

23000
1S5O0
51500
3S0O0
5S500
I boafazndaa39800e4S. coll*tefd*rel>
lmdo de crese pretos a 7 e. 89, raupa
para meninosobre casaca depannopra-
tos e de cores a 149,159 e 19, ditos de
iisemira saccoparaosmesmos 6*9500 e
II 79, ditos de alpaca pretos saccos a 3*
la500, ditos sobrecasacos i5je 59500
:alcasd* caserairnpretiledecores a6
6J500 e 79, camisas para menino a 20 -
1 dazia, camisas nglezia pregalargas 8
, muito sperioral329 a duziapari acabar. 2
"5 Vssim como temos urna officina deI-'S
Iiiateondemandamoa executartodn aa 2
obras com brevidide. X
mmmmm mmmmmmu
Venda de propnedades
Veodem-se as casis terreas sitas na ra alraz
da matriz da Boa-Vista n. 30 e 32, Rangel n 79
e ra do Forte n. 26. todas com solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza'
ra do Queimado a. 12. primeiro andar;
Camas de ferro.
Grande sortimento de camas de ferro
pata urna e duas pessoas, ditas para
meninos e berros de ferro, tudo de lin-
dos modelos e por precos commodos
na ra da Imperatriz n. 75, deposito
de camas de ferro.
Machinas para descarocar al-
godo.
N. O. BIEBER & C. SUCCESSORES, ra da Cruz
n. 4, participam aos agricultores do algodo
quo clles acabara de receber MACHINAS PA-
RA DESC\ROC\R E LIMPAR O ALGODAO'.
Estas machinas teem as seguinles vantagens
descarogam com urna rapidez incrivel, nao
quebram a sement nem cortao o fio do algo-
do, e limpam-o de toda e qualquer impu-
reza, augtneotsnio assim o valor considera-
velmente. A machina mui fcil a manejar
e s a rapidez com que descoroga vale fazer-s
a espeza da compra.
Istrumeutos par 4 agricul-
tura
MACHINAS PARA DESCAROCAR O MILHO tra-
balham com urna pessoa e descaro.;am as es-
pigas'.{stantaneamente sem qnebrar o milho
MACHINAS PARA CORTAR CAPIM cortara
com presteza o capim em tamanho de uma
pollegada e teem a vautigem de nao deixir
rtrago.
FACAS feitas expressamente para cortar cana
ARADOS, GRADES, BOMBAS para regar capim,
norias, etc., ele, bombas para cacimas.
se
595OO
Palenle-,........58000
ttanga (portuguezes). ; .
(francezes). .
entrada baixa (sola e-vira).
muito chique (uma sola). .
Senhoras.
Borzeguins primor (Joly).....
brilhsntina. ."!!*. 5S0OO
"P ......59000
**. 33, 34. .... 4y5oo
decores 32,33.34. iaooft
Sapatos com sallo (loly). '"', [ \ \ gj
irancezes fresquinhos. 28240
31,32.33 e 34 lustre. jooo
L um rico sortimento de couro de lustre, be-
rinhn. CeV narro1ui'n. sola, vaquetas, cou-
nnhos, fio, taixas etc., por menos do que qual-
qoer outro pode vender.
Enfetes de bom gosto po-
ra senhoras.
vi1I?ad'*guia ""80" est recen Cemente pro-
vida de um completo sortimento de eneites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados rabiles de torgaleom franjas e borlas
outros tambera de torgal de seda enfeitados com
aljofares de cores e borlla ao lado, outros de
Troco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas todos elles de um apurado gosto e perfeico,
obra.B0.ud,S ,6 m ,S.ao bflralos vi.ta^as
S*fs.Valmdestasqualidades ha oulras para
bfancTe011" ^ d Queimad0' oja d'aguia
Vende-se a casa terrean. 79 da ra do Pi-
lar em Fora de Portas no bairro do Recife ; quem
a quizer comprar dirija-se a ra da Cruz do mes-
Gpaode peiacha.
A 220, 240 e 260 rs.
Chitas francezas de muilo bonitos padroes
mtmSSSS?*"' pe' baratissimo prego de
0 240 e 260 rs. o covado na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
~ Gangasfrancezas muito finas com padroes
escuros 8 480 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 22. na loja da boa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
vae apreciavel agua ambreada, de urt aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resallando disso que
refresca e conserva o vigor da culis, com especia-
lizado das senhoras ; assim como para se deitar
n agua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desa-
parecer esse hlito dessgradivel que qu.isi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem terrr a pro-
cosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha
qoando e faz a barba, uma vez que Aagua cora
queso la* rosto teuha della composicao. Cus-
a o irasco l, e quem aprecia o bom naodeiiar
yertamente de comprar dessa estimavel agua am-
breada. isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16. nica parle onde se achara.
Vender seosengeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, ain
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos ua freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e proviucia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pe:
quem preteude-los dirija-se
a ra da Gadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Relogios.
Vwide-se em casa da Johnston Pater 4 C.
ra do Vigario a. 3 um bello sortimento d*
relogios de ouro, patente ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos irancelins para os
mesmos.
Arados americano se machina
Palayar roupaemca$a deS.P. Jos
hntton 4 C. ra daSenzala n.*2.
J cliegoii o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Padway & C., de New-York Acham-s.
venda na ra da Imperatriz n. 13. Tambem che-
garam as instrucgSes completas para se usarem
estes remedios, eontendoum ndice onde se'po-
e procurar a molestia que se deseja curar os
quaes se vendem a HOOO.
Cabo de marfim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mac-
ara e madreperola a 2$ e ?S500 cada uma. Com
uma escova assim delicada-faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite i
Irmio recebe-
ra m pela bar-
ca Clarissa vin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lbores machi-
nas d* cozer
dos mals afa-
mados autores
m e 1 h ora dos
com novos
aperficoa-
mentos, fazndo pasponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na ra da Imperatriz n
11, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha da todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascairilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de difieren-
tes cores e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a Jfc 3,4 e 5g a peca, precos
estes que em nenhuma outra parle se achara e
REMEDIO fltCOMPARAVEL
NGHENIO 0LLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nacfcs
podem tesiemunh as virtudw deste remedio
incomparable provar em caso necessario, que.
pelo uso que delle fizeram tem seu arpo*
membros mteiramente saos depois de havor em-
pregado intilmente outros iraiamenlos. Cada
pesoa poder-se-ba convencer des.es curas ma-
rav, hosas pela leitura dos peridicos, que Ih'as
relatam todos os dias ha muitos annos e a
maior parle dallas sao tao sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Qnantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo lempo nos hospitaes, o tea
deviam sorer a ampuiacao I Delias ha mui-
easquehavendodeixadoesses, asylos depade-
timenios, para se nao submeterem a essa ope-
racao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusio de seu reco-
nhecimenlo deelararam estes resultados benfi-
cos diente do lord corregedor e outros magia-
irados, afim de mais auteniicarem sua a firma-
Ninguem desesperarla do estado de saude se
uvessebastante conflanea para encinar este re*
medio constantemente seguindo slgom lempo o
tratamento que necesslass* a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que ludo cura.
O ungento lie til, mais particu-
larmente nos seajuintes casos.
s sim na ra do Queimado,
onumer 16.
loja d'aguia branca
I
8
49000
320
120
I 390
1O0
Riva
sem segundo.
Na ruado Queimado n. 55 loja de miudezas
do Jos de Azevedo Maia e Silva, est quoiman-
do os objectos abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a
Caixas de alQoeles francezes a
Carta de ditos ditos a
120
100
80
20
60
40
160
40
160
I9OOO
1280
6 *00
500
200
100
WO
500
900
too
240
I95OO
200
1440
ro lioho
brancas pec.as grandes e pequeas ede todas as
larguras por precos baratse oulras muitas fa-
zendas que s vista que 19
e admirar o acece.
AU NIINERALE
NATRAIXEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n. 22
Carios de colxetes cora defeito a
Cartees de ditos perfeiles a
Caixas Je dito muito superioj a
Pares de meias cruas a
Mago degrampos de carocol a
Tesouras par costura a
Pares de sapatos de trancado algodo a
Ditos ditos de l a
Sapalinhos de 15 para meninos a 200 e
Frascos de odo baboza a 400 o
Ditos de macar perola a
Ditos ditos do oleo a
Ditos de banhaa
Ditos d'agua ambreada a
Oitos de oleo philocome a
C*ks ,i folhacom phosphoros a
>iiiis com phosphoros develas a
ulia decolheres para sopa muito flnasa
b,scov*s pura denles muito rias a 160 e
troza de penas de ac caligraphica a
T*m tambem urna porco de tranca de
poderlo apreciar
BILOES
superiores, rendades e com bico, fingindo sala a
58 e 69 cada um : na ra Nova n. 42, defronle
da Conceicao dos Militares.
Bonitos tOUCado-
res de arma^o e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba d receber mui
bonitos toucadores de armacao prela, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que os
lornam mui elegantes, os quaes servem exceden-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e de rapares sollei-
ros, e pelos precos de 8, 9 e 10, sao baraiissi-
mos na verdade, e quem os virna ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
infalvelmenle comprar.
Gollinhas.
A A$t4#500 e 5.
Cambraia lisa muito 6na a 4 a peca com 8 li
varas, dita muito superior a 5J, dita tambem
muito fina com salpicos a 4*500; na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
cei$o dos Milita-
res a. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes sa vendem por precos maito modi-
ficados como de seu costurae,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurines a
26$, 285J, 303) e a 359, palelots dos mesmos *
pannos preto a 16jji, 18$, 209 e a 249 H
ditos de casemira de cor mesclado e de' 5
novos padres a 149.169, 189.209 e 249, M
ditos saccos das mesmas casemiras de co- o
res a 99. 10j, 12# 9 a 149, ditos pretos pe- *
lo diraiuuto prego de 8, 109, el2, ditos o
de sarja de seda a sobrecasacados a 129, 38
ditos de merino de cordao a 12j), ditos O
de merino chinez de apurado gosto a 159 3
ditos de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 18fc 9
ditos saccos pretos a 49, ditos de palba de 9
seda fazenda muito superior a 49500, di- S
los de brim pardo e de fusilo a 3JJ500, 49 1
e a 4&500, ditos de fusto branco a 49, tt
grande quanlidade de calcas de casemira H
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas S
pardas a 39 o a 49, ditas de brim de cores 9
finas a 2$500, 3>, 39500 e a 4g, ditas de
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancores.
Corladuras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Ditas de anus.
Erunces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces.
InflammaQao do Cgado.
Inflammacao da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Plmes.
QueimadeUs.
Sarna.
Supuragoes ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articnbeoee.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
e outras pes-
a
de todos os boticarios
8
i
droguista
soas encarregadas de sua venda em toda
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinba contm
uma inslruccao em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
Escravos sem vicios e
molestias.
3 esrravas recolhidas de idade 20 a 24 annos
com todas as habilidades para qualquer casa d
familia, 2ditas de 25 annos por 900JJ cada uma
1 dita de meia idade, boa coiinheira, por 7009*
i moleque pega deidade 22 annos, 1 negro de'
meia idade, 1 mulatinho de idade 17 annos : na
ra de Aguas-Verdes n. 46.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n 1 B
vende sea verdadeira raiz de coral a900rs. o fio'.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia
- de ouro, ra do Cabug n. 1
u, e cnegado de sua propria encommenda
lindas caixinhas de costura com
para
muito
msica, proprias
mimo, que se vende muito barato.
Na loja d aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
receneu-ae um completo sortimento de gollinhas
de missanga de todas as cores.
(M
Saboneles
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-sesabonele de amendoa para barba,
cada um em so* caixinha da loaga a 50* rs. na
eua do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.'
Aos tabaquistas.
Lencos Anos de cores escura* e fixsa a imita-
cao dos de linho a 59 a duzia ; na ra do Quei-
mado a. 22, na loja da boa f.
Vendem-se cintos de todas as cores com ricas
yelas para senhora e menina a 29, bandos de
dina para nmrrafa a 500 rs. o par, enfeites para
cabeca, de cores e diversas quMidades : na ra
da Imperalriz, loja da boa f n. 74.
Libras sterlinas.
Vendem-se ao escriplorio de Manoel Ignacio
de Oliveira & FUho, largo do Corpo Santo.
Polssa da Rnssia e cal de
No bem conhecideeacreditado deposito da ra
da Cadea do Recife n. 12, ha para vendar a v*r-
hV01"'? da Ruwla> an d uperior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
oPu?rr:quaUltePr0P.^0, *""" ^ 9B
Ruada Senzala Nova n.42
V*nd*-se *m catad. 3. P. Jonhaton 4C.
sellinsa silh5esnglezes,ea,nd**iroa castice*:
bronz*ados,{onasa|erea, fio dev*i*,chicoU
pera cerros, emoniaria.arreioepera carro da
u edoui elos relogios d ouro paitnu
pMk
brim brancos finas a 4500, 5$, 59500 e a Z
68, ditas de brim lona a 59 e a 6g, colletes ft
tf de gorguro prelo e de coras a 5$ e a 6J,
9 ditos de casemira de cor pretos a 4J500 P
M e a 59, ditos de fusto branco e de brim S
g a 39 e a 3$500, ditos de brim lona a 48 %
H ditos de merino para lulo a 49 e a 49500' 9
g caigas de merino para luto a 48500 e a 5'. %
|| capas de borracha a 99. Para meninos fi
K le tobosos tamanhos: caigas de casemira 31
prefa ed* cor a5J, 69 e a 79, ditas ditas 8
X de bnm a 2J, 39 e a 39500, palelots sac-
H eos de casemira preta a 6$ e a 7, ditos tt
X deaor a 69 e a 7J, ditos de alpaca a 3, '
m sobrecasacos de panno prelo a 129 eaS
3 14, ditos de alpaca rela a 59, bonets ff
Jg para menino de todas asqualidades, ca- M
a misas para meninos de todos os tamanhos 5
5 meios ricos vestidos de cambraia feitos M
* para meninas de 5 a 8 a.nnos com cinco S
babados lisos a 89 e a 12J, ditos de gorau- M
I hrim Cq* hmC U,a 5tf e 6 dil08 tt
bnm a 39, ditos.de cambraia ricamente
IE bordados para baptisados,e muias outras Z
fazendas e roupas feitas que dflxam de II
ser mencionadas pela sua grande quanti- &
dado; assim como recebe-se toda equal-
quer encommenda de roupas para se 8
mandar manufacturar e qu* para este flm
temos um completo sortimento de fazen- !
das de gosto e uma grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil meslre que
pela sua promptido e perfeico nada dei-
xa a desojar. J
Enfeites de flores para ca-
samentos e bailes.
Chegou para a loja d'aguia bnnee lindos e de-
licados eDfeites de flores Cuas, feitos coiu muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para ts
senhoras que vao a csamelos e bailes, e ser-
Inm ,K"8lmenlePra passeios. Os precos sao 89,
* e -" Prm fluem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a la
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Era casa de Adamson, Howie 4 C, ra d
Trapiehe Novo n. 42, vende-se :
Rolhas de cortiga finissimas.
Lona e fille.
Fio de vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Sellins. silhes, e arreios para carro ou cabriolet
tUscadinhsde linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado; na ruado Quei-
mado n. 2, loja da boa f.
V*ade-ee*m casa de Adamson. Howie &
C. ra do Trapiche Novo n. 42, biscoitos inglezes
sonidos, em pequeas latas.
Campos Lima.
Na ra do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de cambraia para guarnicao de vestidos
por commodo prego.
Rap.
Na ra Larga do Rozario loja de miudezaa i
m paseando a botica a segunda loja de miudezas
tem pa/a vender rap Paulo Cordeiro rap Roio
Franret e multas mtrtr quafidadw d ratr tm
blcoa da liba, rauit em ont* labyrinthos fran-
cez multo em coala, e muitos mais miudezas
baratas.
Cheguea ao barato.
O Preguica esl queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas debrelanha de rolo com 10 varas a 2
easemira escura enfestada propria para calsa,
collete e palitos a 960 rs. o covado, cambraia
organdiz de muilo bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 3J>, 49 e 69
a pega, dila lapada, com 10 varas a 5^e 6ft a
pega, chitas largas de modernos e escolhidos pa-
dres a 240, 260 e 280 rs. o covado, requissi-
mos challes de marin estampados a 75 e 8$
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 99 cada um, ditos com uma s palma
muilo finos a 85500 rs., ditos lizos com franja
de seda a $$, lengos de cassa com barra a
100, 12Qe 160 rs. cada um, meias muilo finas
para senhora a 45 a duzia, ditas de boa qualida-
de a 39 e 39500 rs. a duzia, chitas Irancezas
de ricos desenhos para coberta a 280 rs. o cova-
do, chitas escuras nglezas a 59900 rs. a pega,
e a 160 rs. o covado, brim branco de puro linho
a 1, 19200 e 19600 rs. a vara, dito meto
muilo encorpado a 15500 rs. a vara, brilhantina
azul a 400 rs. o covado. apalea de differenles
cores a 39600 rs. o covado, casemiras pretas fi-
nas a 29500, 3$ e 35500 rs. o covado, cam-
braia preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e ou-
tiasmuilasfazenda8 que se far palenle ao com-
prador e de todas se daro amostra com penhor.
BASTOS
<& Reg.
Na ra Nova n. 47, junto a Conceigao dos Mi-
literes, acabam de receber um grando sorlimen-
to das verdadeiras camisas inglezaa pregas lar-
gas1 e estrellas peitoa, collarinhoa e punhos de
"ir-V* C0BD0 8ea 8nde quanlidade lomamos
a aeliberago de vender pelo diminua prego de
009 e 409 a duzia, uniformes de casemiras de co-
res a 208, 259 e a 309, assim como muitas oulras
fazendas que s com a vista que se pode reco-
nhecer o que barato.
Admi ravel pechin-
ch a 3,500 o corte.
Na leja do Pavo*
Grande e variado sortimento de cor-
te* de cambraia de teda .tanto de barra
como de xadiez, de listas ou de flores
matisadas fazenda de 8$ que se vende a
3#50O para apurar dinheiro na ra
da Imperatriz n. 60, loja de Gama &
Silva,


DU1I0 Itt imJUMBOGO. SABBADO 1 M4G06K) DI ISA,
a
Lindas caixias
com UBCessarios^par costura
Acaba dechegar para.a loja d'aguia branca mu
Jindas cixjohas matizadas, coaeespelho, Usoura,-
oanivete, ulbeta, agultaeiro, dedal e pooteiro,
ludo prallado e de aparado goilo, emfim urna
catalana excel lente para wb presente, e meimo
ara qualqver senhora a possuir, e vendem-se r
OH e 129 : ira loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
A1500 o covado.
Danraco de seda boa 'fazends, encarnado, cor
de canoa e branco.
anteleles de fil preto enfeitados con bico a 3.
masco de li com '6 palmos de largura cora-
Chalet de merino bordados velludo superior
fazeada a 89.
Cortes de casemira de cor a 3*500.
Setim Maco superior a 2$500.
Caseara prela setim superior a 2*500.
Pecas de indiana flojsima com 10 raras a 8J.
Na rea de Crespo toja n. 10. ,
Cortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de restidoa brancas
bordados com 2 a 3 babados a 5$ : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Gravatihas estreitas.
Vendem :ae superiores grava tin has estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
sirao prego de 1$ ; narou *o Qaeimado n. 22.
eja da boa f.
A MVA&
A t ten cao as seda de qudrinhos a 720
rs. o covado.
Vendem-se sedas de qu-
drinhos milito enco'pados a
720 rs. o covati* e dita a 560
rs :na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
Anda ao
Pavao.
Chitas baratas.
Vende-se chitas escuras de
cor fixas a 4#500 a peca a 120
rs. o [covado por ter um pe -
queno toque de mofo: na ra
da' Imperatriz n. 60, loja de
Gama & Silva.
Vende-se por prego commodo um escravo
de cor preta, bonita figura, mogo e robusto, o
qual proprio para todo e qaalquer ser?ico : pa-
ra tot e tratar na travesea do Carioca armazem
numero 2.
Chiles de merino estampados a 2$500 : na
ra do Queimado n. 22, loja da Boa f.
Tachas e moeadas
Braga Filho ft C, tem sempre no sen depo-
sito da ras da Moeda n 9 A, um grsndesor-
menlo de tachas motada* para engenho, da
multo acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no roarao deposito ou na ra do Trapiche
n. t.
Veude-se o engenho Tiriri, sito na.comarca
do Cabo, com as proporges seguiotes : dista da
estrada de trro urna legoa, e porto para embar-
que em distancia de 200 bracas, com terreno,pa-
ra grandes afras, e tem muitoa terrenos para ae
abrirem com facilidade, ha grande cercado e
muitaa matas Este engeuho novo e bem obra-
do ; -a tratar na ra da Praia n. 47, aeguodo an-
dar, ou no engenho Gafund, sitio em distancia
de meiajegoa daestico deOlinda com o abaixo
assignado.3oao Paes Brrelo.
para vestidos de senhora e
roupinhas de enancas.
Na loia -a'aguia branca se encontr um bello
sorttmenlo de franjas deaeda, la e linbo, bren-
cas e de cores, proprias para enfiiea de vestidos,
sssim come uom diveraidade de galio -4t seda e
linbo, brancoa e de cores, abertos e fechados, lar-
gos e estreites at rnate que pnssivel, trangas
tamben) deaeda, lia e iinho, de dllTerentesqua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas : por isio quem precisar
de iaes objeetos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, quesera bem
servido.

Entre-meios
*s melhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca receben um esplendido
sortimento de enlremeioe de delicados bordados,
e coates inteirameole notos, com difieren tes lar-
guras, do mais eslreito at mais de 1(2 palmo,
suae diversas applioaces escasa diser-se porque
tedas as senhoras sabem :m presos seo de 2 a
5* a pega conforme a largura, e tal -a bondade
delles que quem os vir e apreciar abom.iofalli-.
velmeBte os comprar : na leja d'aguia brenca,
na ra do Queimado o. 16.
[Fazendas e ron-!
pas feitas bratas.
KA LOJA DE
Laja das seis portas em
frente do Li trmenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22$, fazenda fine,
calcas de casemira pretas e decores, ditas de
brim e de ganga, dita de brim branco, paletots
de bramante a 4, ditos defustao de cores a 4J,
ditos de estamenha-a 4f, ditoa de brim pardo a
3*, ditos de alpaca.preta saccoa e sobiecnaacos,
dolletea- de velludo pretea e de aerea, ditoa de
corguro de seda, gravatas de linho as mais mo-
bernaaia 200 rs.sada urna, collarinhos de linho
ganima moda, todas esUa fazendas se vende
parato para acabar; a toja est aberta das 6 ho-
jas damanha at as 9 da noite.
Azeite espirito de
vinho e canna.
Vende-se azeite de coco a 440.a garcafa eapi-
rito de vinho muito barato agurdente de canna
engarrafada a 240 a garrafa na Travesea do Pateo
do Paraso, n. 16 frente de amar ello venda de 4
poitas.
Vende-se a.grande e bem construida casa
terrea da ra do Hespido n. 35, onde mora o Dr.
Baeta Neves, coma vista .o comprador conhecer
o tamaoho do edificio : a tratar na praga da Boa-
Vista, botica do Sr. Ignacio, das 11 horas ao
meto dia.
Vende-se ama taberna com poneos fundos:
na ra de S. Miguel, no* Afogados n. 72.
Vende-se a ca*a-o. -4 do becco do Falco :
a tratar na rna eatreita do Rosario n. 1.
BARAO LIYRAMENTO
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender neste novoes-
tabelecimento o seguinte:
Cera de carnauba em porces ou a relalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas del a 4 arrobas
Barricas com cebo do Rio Grande em porgoes
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a
2 arrobas.
Meios de sola difterenles qnalidades em porgoes
ou a retalho. *
Courinhoscorlidos.
Farinha je mandioca por 1 #500 a sacca.
Farello em saceos grandes por 3$800 a sacca.
8
f 48Ra da ImperatrizAS
Jauto a padaria fianccza.
S Aceta de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado forthnento
deroupas de diversas qualidades como
sajara : grande sorlimento de peletots
Sde alpaca preta e de cores a 8 e 3JI50O,
ditos forrados a 49 e 48500, ditos france-
zes fazenda do 108 a 6(500, ditos de me-
rino preto a 60, ditos de brim perdo a
88*800 e4, ditos de brim de cor a 83500,'ft
ditos de ganga de cor a 30500, ditos de*
| alpaca de la amarella a imitagao de pa- m
9 lha de sed i a 3(500 e 40. ditos de meia 5
K casemira a 40500, 5$ e 50500, ditos de
a casemira saceos a 135, ditos sobrecasaeos X
a 155, ditos de panno preto fino a 200, jf
220,2897 ditos brancos de bramante
30500 e4, caigas de brim de cor a IJSOO, ff
2S500, 30, ditas brancas a 30 e 40500, di- S
tas de meia casemira a 30500, ditas de ff
casemira a 60500, 7g500 e 90, ditas pre- *
tas a 4S500, 70500. 90 e 100, rolletes de V
ganga franceza a 10600, ditos de fusto SK
20800, ditos brancos a 2g800 e 30, ditos S
de setim preto a 30500 e 40500, ditos de
gorgurao de seda a 40500 e 50, ditos de S
casemira preta e de cores a 40500 e 50, "JB
ditos de velludo a 70,8$ e 90. C
Completo sorlimento de roupa para 1
meninos como sej ara caigas, col leles, pa- 5
letots, camisas a 10800e20,ditas defustao ff
a205OO, chapeos francezes para cabeca B
fazenda superior a 60500, 8g500 e 100, ||
ditos de sol a 6g e 6^500, ditos para se-
nhora a 4)500 e 50. Rece bem-se algu- 1
mas encemmendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con- II
tra-meslre no eslabeleeimento para exe- S
cutar qualquer obra tendente asua arte. H
/%>
Fazendas.
Ainda ha pe
chincha. |
Chegoa a ra do Crespo n. 8 2
floja de 4 portas, um sortimento 8
de cassas de cores ixas e lindos 8
padroes que se vendem a 240 rs. 2
o covado, daose amostras eom >
penhor.
IPIOTKMt
Cortes de meia casemira de urna s cor, fazen-
da superior, pelo baratissim* preco de 2# cada
um: na ra do Queimado n. 32, na loja da beaf.
Chales de merino estampados a 20500 : ,na
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Para se comprar as verda-
deiras lavas de Jouviu, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
Sropria encommepda as verdadeiras luvaa de
ouvin, e agora meemo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quam quuer comprar
boasluvasescusa canear-ae, dirigir-se aloja
d'aguia branca, ra
ser bem servido.
Ao barateiro da ra da Imperatriz n.
48 juntoa padaria franceza, vende-se:
ricos cortes de cambraia brancos e
bordados com dous folbos a 60000, ri-
cos cortes de vestido de seda escocesa S
pelo brralo prego de 12$, cambraias lizas S
muito finas com 10 jardas a 30500 e 40 e M
de Escocia a 60, satas a balo de arcos a 5j
20500, cortes ae chita franceza achamale- 1
tada com 14 covados a5f, pegas de cara- S
braia lisa para forro com nove varas a 20, 1
e um completo sortimento de chita fren-
ceza a 240, 260 e 280 rs. o covado e das f|
inglezas a 180 e 200 rs. e outras muitas j
fazeedas por pregos commodos.
5s'5e*^aO*6AS 'CUfi Mf >k*< Trt*- !*>-- M*f W
Luvas deJouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre seencontraro as superiores luvas de pel-
lica de Jouvio, tanto para homem como para se-
nhora, por serem recebidas por todos os vapores
vindos da Europa, e se vendem pelo baralissimo
prego de 2&500 o par: na mencionada loia da Boa
F, un ra do Queimado n. 22.
Maces
do Queimado b. 10, qe abi
oa
ati
Aloj;
ja dabandeira
[Nova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
afnoel Jos da Foaaeca participa a
todos oa idus freguezns tabla de praca
como do nato, a nUmecie o respeita-
velpiiBlice. fe tomou delibara^o de
baiur o prego de toi*e as mu aras, por
cajo motivo tem para vendar asa grande
so ni ment de bahs e bacas, tuda da
difiranles tmannos e de diveresa cores
en pinturas, e juntamente um grande
sortimento de diversas obras, eoatendo
baaneiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas para cafs camas da vento, o
que permite vendar asis barate poasivel,
como se ja babs granan s n 40 e peque
nos a 600 rs., baciaa grandes a 50 o pe-
queaasa8OOrs.,cocosai0 a auzia. Re-
cebe-se um official da mesaa ofikia
paratrabnlawr.
KW&M^MsrsnK 9H flKlsPatsOMn^
Coral de raz
Vende-se muito bom coral de raiz, o fio a 10]:
na m do Qaeimado, loja d'aguia branca n. 10.
Chegaram es bellas magas por serem grandes
e perfeitas, vende-se aos centos e em caixas e a
retalho : no deposito de Sodr & C, ra estreita
do Rosario n. 11.
Aranaga* Hijo & C.
vendem oncas de ouro: na ra
do Trapiche n. 6.
Muita gravata ba~
rata.
fia loja d'aguia branca se encontr um grande
e bello sortimento de gravatas de differentes gos-
tose qualidades, e por pregos taes que em ne-
nhuma outra parte se acha, como seta, gravati-
nhas estreitas bordadas a 800 e lg, ditas pretas e
de cores agradavei* a 10, 10200 e 10500, ditas
com pon tas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim maco al$500. Pela variedade do sor-
timento o comprador ter muitaa de que se agra-
de : na ra do Queimado, toja d'aguia branca
numero 16.
MiRUClrV
f MIClO LOW-MOW,
Ua daSeazalla Nava b.42,
Nesta stabeleeimanto continua ahaveruai
completo sorlimento da moendaseaieits moen-
das para engenho, machinas da vapor a taixas
le farro batido a coado.de todos ostimanhos
para dito,
A12000
a duzia de toalbas felpudas superiores ; ae rna
do Qaeimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andaras a
soto na ra de Santa Rita : a tratar na raa das
Cruws n. 19.
'Vende-se um preto de meia idaee, prele-
riado-se para o mate, pelo motivo da nao jaa-
rer estar na praga: a tratar na ra da Rangel
n. 69.
SABAO.
Joaqum Francisco de Mello Santos avisa aos
seus fregueses desta praca e os de fra, que tem
I exposto venda sabio de aua fabrieadenominada
Reciteoo armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58 ; tnassa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mes me rma-
bem tem feito oseu deposito de velaa de oarnau-
m simples sem mistura alguma, como as de
cemposicao.
Ba do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, ven-
de-se por pregos muito baratos as seguintes fa-
zendas de superior qualidade e modernas, sedas
de quadros mudos para vestidos de senhora e
meninas a 800 rs., babados largos e transparen-
tes a 30 a pega, entremeios muito finos a 10500,
capas de merino e.fusto para senhora a 50, chi-
tas largas escuras e claras a 240 rs. o covado,
roupoes de seda a lOg", pegas de bretsnha de al-
godo a 20, riscadb francez muito Qoo a 180 rs ,
manguitos bordados finos a 20, gollinhas borda-
das a 640 rs., alberas de panno felpudo para
homem proprios para chuva a 100, capas rusaia-
nas o melhor que temvindo a este mercado a
300, paletots de panno preto a 18$ e 200, sobre-
casacas de dito muito finas a 25g, caigas de cise-
mira preta e de cores de 50 a 8j. ditas de brim
braceo e de cores de 20 a 50, paletots de alpaca
e de brim de 30500 a 50, camisas brancas e de
cores linss a 2$, chapeos de sol de seda supe-
riores a S, ditos inglezes a 100, cassas de cores
transparentes a 240 rs. o covado, assim como
outras muitas fazendas que se vendero por me-
nos do seu valor para fechar coolas, vestuarios
de brim e fusto todos guarnecidos e enfeitados
para meninos a 20.
Brim branco de linho muito fino a 10280 a
vara: na ra do Queimado n. 22, loja da Boa f.
MM$^^-CH^8IKH-nl^i6MSSE
Eocyclo-
pediea
Luja le aueuAtus
Ra do Crespo numero 17.1
DE
Guimardes A Villar.
N Para acabar com certas fazendas ven-
o demos baratissimos :
| Ghapelinss de seda de riquissimos gostos
a 120 cada ama.
Ditos de palha de Italia a 280.
JE Gollinhas e manguitos de punho de su-
5 perior qualidade a 80.
Cassas de cores fizas e delicados padres
a 280 rs. o covado.
II Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
9 quanto pertence para adornos de se-
m nhora por baratissimos pregos.
, Calgado Mell de 2 solas e sola fina.
{Para homens.
Grande sorlimento de roupas eitas e
chapeos de todas as qualidades. ?|
s3ttni&^-4M^^^-anttMantts*
Delicados chapeo-
zinhos paranaptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui noros e
deiieedos drapeozinhos para baptisados obra
mui pereila e bem enfeitada, sendo cada um em
sua bonitacaixinha.e pelo baralissimo prego de
60, ntnguem deixar de os eomprar : oa loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Opiata ingleza para
denles.
, A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda a bem conhecidapprove-,
tosa opiata ingleza para denles, cuja bondade
apreciada por todos quanlos delta tem usado, e
ser mais por quem quizer conservar asgengivas
em perfeito estado, assim como a alvura dos
denles; custa cada caixa 10500, e por tal prego
s deixarao de comprar quando a nao acharen)
mais na loja d'aguia branca, na ia do Queima-
do n. lo.
Feijao de corda
Noarmszem de Tasso lrmaos, ra do Amorim
numero 35.
En fe i tes de cabera.
Na loja d'aguia de ouro, ra .do CabugS n. 1 B,
chegado um completo sorlimento de enfeiles
para senhora, sendo ultima moda, que se vende
mais barato do que em outra qualquer parte.
E'de graca.
Ricas chapelinaa de seda para senhora, pelo
baralissimo prego de 160 cada ama: na ruado
Queimado n. 22, loja da boa f: [a ellas,que sao
poucas).
Vinho chamisso.
Vende-se este delicioso vinho engarrafado a
10500 a garrafa : no novo destino de Jos Dias
Brandan,ruada Lingoela d. 5,
_ Vende-se urna pequea taberna na povoa-
go da Apipucos. propria .para um principiante,
por ter poucos fundos : quem pretender dirja-
se mesme, ou na ra larga do Rosario n. 30,
que achara com quem tratar.
Vende-se
um relogio de ouro patente suisso com cadea a
moderna, por commodo prego : na ra do Ran-
gel n45.
Feijao macassa.
A 5} a sacca de feijo macassa novo : nos ar-
mazens de Tasso lrmaos:
Ha para vender, na rna da Cadeia do Recife n.
12, em casa de. Bailar & Oliveira.
O torrador!!!
M Largo do Ter^o 3*
Quem duvidar venha ver; manteiga ingleza
peieiiarnenle fior a 10 a libra, francesa a 640 e
a 680 a libra, batatas muito novas at80 rs. a libra
assim como ce torra massas,muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros muitos gneros perten-
centes molhados, ( a dinheiro vista.)
Boaeeas de eamur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecas de camursn com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com aaia balee, etc., etc.,
i vista do que, ede sua muita durago sao bara-
tissimas a 18200, barato assim s se encontra na
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Pennasdeace
inglezas, caligraphicas.
Aloja- d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda as verdadeiras pennasdeagoingle-
zas, caligraphicas, cuja superioridade est deci-
dida, e ainda assim contina a vende-las a 20 a
caixinba : na loja d'aguia branca, rna do Quei-
mado n. 16.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se urna porcao de ripas de leero para
estuque e ser de encommenda e prego razoavel.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se urna carroga de conduzir gneros da
alfaodega, por prego commodo.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se um cabriole! de 4
rodas americano para um e
dous cavallos, com os arreios
necessarios, em bom uso e pre-
go commodo.
Dous cabriolis.
, Vendem-se muito em conta dous
cabriolis sem coberts. um com ar-
reios e outro sem arreio: na ma da
Imperatriz n. 55.
Cera decarnauba.
Vende-se cera de carnauba a melhor que tem
viudo a este mercado a 80500 a arroba a prazo
ou a dinheiro : a tratar na ra da Cadoia do Re-
cife n. 7 on na me da Imperatriz n. 60.
Genebrada Holianda em bo-
tijas.
Vende-se na casa de Brender a Bran-
dis & C. : na ra do Trapiche Novo nu-
mero 16.
Deposito de ara
de moldar, eadinhos de todos os nmeros, cobre
em lengol e rodas, lato em folba .desde a gros-
sura de papel at o mais grosso preciso, estanho
em barra e verguinha, taxos de cobre a 850 rs a
libra, chambo em lengol e barra, tenas de vidro,
e outros muitos objeclos de metal.: na ra ora
defronle da Conceigo n. 38.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commo-
do : na ra nova de Santa Rita n. 65..
4 29 o corte.
Cortes de riscado francez com 14 covado pelo
barato prego de 80 : no armazem de fazendas da
ra de Queimado n. 19.
ARMAZEM
DE
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
CROADO QUINADO 401
Defronte do beoco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda, executar por medida, vontade dosfreguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacaa de panno preto, 400, 350 e 300000
Sobrecasaca de-dito, 350 30000
Palitotsde dito ede corea, 350, 309,
360000 e 200000
Dito de casimira decores, 220000,
150, 120 e 90000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, isooo
Ditos de merin-sitim pretos a da
cores, 9$000
Ditos de alpaka de cores, '50 e
Ditos de dita preta, 90, 70, 50 e
Ditos de brim de cores, 59, 40500,
4g000e
Ditos de bramante de linho branco,
65000, 50000 e
Ditos de merino de corda prato,
150000 e
Calsas de casimira prela e decores.
120,100, 90 e
Ditas de prin.eeza e merino de cor-
dio pretos, 50 e
Ditas de brim branco n da cores,
.5SQ00, 40500 e
itas de ganga de cores
listes de velludo preto e da co-
res, lisos e bordados, 12, 9| a
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos s bordados, 60,50500, 50-n
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 60 e
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de cores, 78000,60000 e
Ditos de brim e fusto branco,
30500 e
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodao, l$600e
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 20500 e
Ditas de peito de linho 6f e
Ditas de madapolo branco e da
cores, 80, 20500, 20 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa,franceses,
formas da ultima moda 10,80500 e
Ditos de ieltrc, 60, 5f, 40 e
Ditos de aol de seda, inglezes e
francezes, 140,12$,, 11J e
Collarinhos de linbo muito finos,
noros feitios, da ultima moda
iinn DilM *9 '8do
**aw Relogios de ouro, patentes horl-
80000
80500
3tf500 j
805001
4S0OO
80000
6$000
20500
3f000
80000
30500
pa-
sontses, 1000, 900, 800 e
Ditoe depratn galvanisados,
tente boaovjtaes, 40g
Obras de ouro, aderegos e meios
nregos, pnlseiras, rozetas e
anneis
Toallinae linho. duzia 120000 e
50000
5&0GO
50000
30000
2200
1J280
20300
30000
10800
1J000
70000
20000
70000
0800
0500
700000
300000
f
100000
* *
Vende-se a lodos miudezas baratas
Apparega dinheiro que a vista iz f ;
Correi ireguezinhos s estrellas gratas
Que no Rosario divisara a loja que ,
Loja das tres estrellas, ra
larga do Rosario n,33
Neste estabelecimento queima-se sem reservn
de prego: Fitas lizas e lavjadas fins, bicos de
linbo de seda, labyrtnlbos, rendas, babados de
linho do Porto, transas e franjas de seda e de lia,
galao branco para enfeite de vestidos, cofiadores
para roupoes de linho e de seda preta, be loes e
metal para caiga, ditos de massa para paletots,
ditos de cetrez para casaca, ditos de vidro e da li-
nho para casaveques, brincos e rozetas douradas, com o ame de elixir de cilro-lactato da ferro.
escoras para falo, paca sapatos, para denles e
para unbas, tramoia em pegas de quinta varas,
cruzes e vernicas finas, rosarios de Carolina e
de osao finos, linees de meada, de pasa e de car-
retel, enfeiles de fila a de vidrilho, carteiras de
marroquim e de chagrem, ditas grandes pata pa-
pis, requie preto de la, caixas de btalo, de
massa, de chumbo e de raiz para tabaco, relogios
para meninos, dedaes de metal branco e ma-
rello, esporas para salto, phospharos em caixas e
em barriziahos, estampas de santos finas, colo-
ridas e em fumo, pequenss e grandes, ditas em
quadros, sortimento de freces, fio para sapateiro,
fita com clcheles, sombra para flores, grvalas
de seda, guardanapes de linho, cauiuhas de tinta
para desenho, golas de seda preta e de cares, fita
de velludo preto a de cor, lavas de seda, ditas de
torcal aem dedos, ditas da Jouvio que se vende
at por 900 rs., leques finos, meias de algodao de
inda a qualidade, ditas de seda pela, medidas
para alfaiate, estojos de navalhas fines para bar-
ba, tincis para dita, pentes de marfim e de mas-
sa pare aspar a cabega, ditos de tartaruga vira-
dos, aapatlnnoa a merino fino ede Isa, linteires
de mttal. caivetes finos para peunaa, tbeaouras
de diversas qualidades, e muitas outras cousas
tendentes at mesrao negocio que tuda se vende
por todo o prego para acabar.
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro.
\3meo deposito na botica de oatyuim Marii
da Crai C%?f eia & C. ruv\ do Catinga n. 11,
m Pernamtonco.
H. Inermes (de Chalis) enligo pharmaceuco aprsenla boje ama nova preparagao de ferro,
Escravos fgidos.
Escravo fgido.
Auzentou-se da casa do abaixo assig-
nado o escravo crioulo de no me Ma-
nee! cor preta, de idade de 30 a 35 an-
nos, alto, magro e rendido da ven-
ina esquerda. Este escravo oi proprie'
dade do Sr. Tbomaz Antonio Guima-
raes, morador na cidade de Goianna,
d'onde veio a pouco, e por muito tem-
po foi empregado nos lampios das ras
daquelia cidade, natural do lugar de-
nominado fontinha perto da mesma
cidade de Goianna e tanto n'um como
no outro lugar e' muito conhecdo
provavel que ande por estes lugares de-
signados. Pelo que rogo a todas as au-
torides polidaes. capitaes de campo a
aprehensao do dito escravo, podendo
leva-lo a' idade Goianna ao Sr. Tho-
maz Antonio Gulmares, e nesta cidade
a ra Nova n. 67 segundo andar ou a'
ra da CadeiaVelha do Recife, loja n.
22, que sera' recompensado.
Joao Pereira Moutinho.
Na manbaa do dia 6 do correte fngio da
casa do abaixo assigoado o escravo de come Can-
dido, criculo, cor fula, representa ter 28 anuos,
pouco mais ou menos, estatura baixa, secco do
corpo, cabega grande, tem as tiernas alguma cou-
sa arqueadas, que poueo se coubece, ps peque-
os, foi comprado a t6 de julho prximo passado
o Sr. capilao liento Anlenio de Oliveira da fre-
guezia do Apodi, proviocia do Rio Grande do
Norte, d'onde o dito escravo natural, descon-
fia-se que tenha tomado a direcgo do serto, e
que v junto com algum combe y para o roesmo
lugar d'onde veio para esta praga, aonde foi ven-
dido ao abaixo asignado : portanlo roga-se as
autoridades policiaes, capitaes de campo e mais
pessoas, a captura do dito escravo, e enlrega-lo
na ra larga do Rosario, fabrica de cigarros d.
21, que pagaodo-se todas as despezas feitas com
o mesmo escravo, se recompensar generosamen-
te.Antonio Maia de Brito.
Ausentou-se de casa de seu seubor, o es-
cravo mulato escuro denome Joao, idade de 18
anuos, rosto cumprido, cabellos crespos, olhcs
vivos, bocea grande, bons dentes, alvos e abor-
tos, sr alegre, estatura regular, levou roupa
branca e azul, chapeo doChili e booet: quera o
apprehender dirija-se ao sitio da Sra. viuva Las-
serre ou ra da Cadeia do Recito n. 20, que
ser generosamente recompensado.
AttencOe
Ausentou-se da casa de sua senhora o escravo
de nome Jos, idade de 40annos, pouco mais ou
menos, de nago Costa, levou vestido caiga de
brim de quadros, camisa de algodao azul, chapeo
depalba, tendo por sigoal o seguinte : um dos
dedos do p direito acavalado sobre o outro pr-
ximo, tem por costume fallar baixo, estatura re-
gular, tem nos bragos ao p dos hombros lalhos,
sigoaes de sua nago, o rosto limpo qur de mar-
cas qurde barba, fugio no domingo 21 do cor-
rente : quem o pegsr queira leva-lo casa de
sua senhora, na roa da Imperatriz n. 75, tercei-
ro andar, que ser recompensado vista do sea
Irabalho. Consta que o mesrao anda pelo Arraial
e suasimmeJiages, com o dedo aleijado envoito
em um panno e pedindo esmolas.
Na noite do dia 5 do correle aesapparece-
ram da casa do abaixo assigoado, os seguintes
escravos Jos crioulo cor preta bastante alto den-
tes naturalmente separados no queiio superior
fallas mansas, foi vestido com camisa de baeti-
lh azul chapeo de massa j velbo, esle escravo
filho do Buique donde veio trasido pelo seu
Sr, Miguel de Barros Silva Jnior, que o ven-
deu nesta praga ao Sr. Silvino Guilherme do
Barros, a quem o abaixo assignado comprou, e
Venancio tambem crioulo allura baixa tem todos
os dentes e o rosto qnssi redondo esle muilo
alegre, e sempre est rindo-se natural do Cear
da comarca do Aiacaly, veio remellido para es;a
cidade sos Sts. Grugel lrmaos e vendido por es-
tes a'o mesmo Sr. SilvPrlo tambem oi esle ul'.i-
mo vestido de roupa igual o primeiro, de pre-
sumir que elles seguissem o caminho do Buique
donde veio anda a poucos dias a Jos, o abaixo
assigoado gratifica generosamente a quem os pe-
gare os levar a ra do Imperador n. 79, pri-
meiro andar bem como roga as autoridades poli-
ciaes a captura dos mesmos escravos, bem temo
protesta desde j contra quem os tiveroccultajo.
tlonteiro 6 de agosto de 1861,
Uanotl Catnxllo Pires Falco.
No dia 28 do corrente fugio do lugar Guri-
nhezinho, termo da villa da Independencia de
Guarabira, o escravo Joaquim'cabra, com idade
que representa 40 annos, sem que entretanto te-
nha cabellos brancos, altura regular, cheio do
corpo, bem empernado, psgrossos e chaboquei-
ros, muitas veas as pernas e maos, cara regu-
lar, usa tanto descarnada, nariz afilado, meia
barba, olhar velbaco, dentes limados porm j
ronibudcs, cabellos crespos querendo garapinhar,
e gosta de os Irazerbaixo, pescoco bem grosso,
desde a nuca ao corpo, em desabtoar a camisa
v-se bem, gosta muilo de cantar elogjos, tem
profisso de almccrevar, e tambem de tirar gades
como tangedoT; pertencente a Jos Justino da
Costa Brito, que generosamente recompensar a
quem o pegar e leva-lo sua moradia absixo
mencionada, ou no Recife ao Rvm. Dr. Joaquim
Graciano deAraujo, ns Boa-Vista, ra dos Coe-
lhos, casa n. 8, Io andar.
Acham-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em elembro do anno proxim-
passado, com os signaes seguintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos preloa
annellados; e Luiz, cabra, natural do Ico, fugio
do em margo deste anno, ecom os seguintes sig-
naes: idade 30 annos, allura regular, muito pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guns signaes de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppoe-se este escravo estar occuito por
pessoa que o proteje, pelo queprote9ta-se contra
quem o tlver feito : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der noticia a seu senhor Joao
Jos de Carvalho Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferregens n. 18, ser bem recom-
pensada.
Desappareceu no dia 13 do corrente, do si-
tio de S. Jos do Hanguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com oa
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jus Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, ou na rna do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Fugio do engenho Dromedario o escravo
crioulo de nome Canuto, de idade 19 a 20 annos,
bem preto, nao tem barba, altura regular, bom
corpo, bonitas mos e ps, falta-lhe dous denles
da parte de cima ; este escravo foi comprado no
dia 31 de julho prximo passado, e fugio no mes-
mo dia, ejulga-se ter viudo a esta praga por ter
bastante conhecimento : por isso roga-se de
quem o pegar, de leva-lo ao mesmo engenho aci-
Parecer. ao publico um luso empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas lio
variadas, mes o homem da sciencia comprabende a necessldade e importancia de urna tal varie-
4ade. .
A foranla um objecto de muita importancia em Iherapeutica; um progresao immeneo, .
upado, fila, maniendo aessencw do medicamento, o tornagradavel, fcil e possivel para todas as ma ao seu senhor Seaastio do Reg Brrelo, ou
nesta praga na raa da Moeda n. 5, casa de Ma-
noel A lves Ferreira.
Fugio no dia Io do correle mez o cabra de
neme Manoel, natural do Aracaty, altura regular
cabega redonda e um pouco chala, beigos grossos,
e quando anda balanga com o corpo, representa
ter 20 s 21 annos de idade, levou caiga e carniza
de algodao branco a orna de la por cima e cha-
peo de feltro preto: quem o apnrehender pode lo-
va-lo ra do Queimado n: 73, que ser geuerosa-
S ente recompensado.
Fugio no dia 7 do corrente mez urna prela
denome Anna, crioula. bastante magra, cor nao
muilo preta, representa 50 annos de idade, so-
fre grande falta de dentes, tem um defeilo em
um dedo das mos, e marcas de feridas em urna
das pernas ao p do tornoxelo, mos e ps cur-
tos, v barriga mal feita, por isso qudsparece que-
brada : quem a entregar ao abaixo assigoado
em seu sitio na estrada nova do Pu-d'Alho,
diante da Magdalena, receber a quanlia de
idades, paca todos os paladares e para todos os temperamenlos.
Das numerosas preparages de ferro at hoje conhecidas nenhumarene lio bellas qualida-
des como o elixir de citro lactato de ferro. A seu sabor agradare!, rene o tomar-se em urna pe-
quena dose, o ser de urna promptaefscildiasolugao no estomago, de modo que completamente
assimilado; e o nao produiir por causa da lactina, que coniememsua composigo, a constipago de
vsntre tao frequentemente provocada pelas outras preparacesferrogioosas.
Eatsa novas qsadades em aadasiieram a sciencia medicamentosas do ferro, qne sendo urna
aubstancia da qual o medico se nao pode dispensar em aua clnica, de incomparavel utilidade
qualquer formula que le de propriedades taes que a pratico o possa prescrever sem receio. E' o
ue conseguio o pharmaceutico Tbermea com a preparagao do citro-laetato de ferro. Assim este
medicamento oceupahoje o primeiro lugar entre ns numerosas preparages ferruginosas, como o
atiesta a pratica da meitoa mdicos distiactos que o tem epaeiado. Tem sido empregado cono im-
menso proveto naa molestias de languidei [colorse paludas ceresj na debidade subaequente aa
hemorrhagias.nas bydropesiasqneapparecem depos das intermitentes na incontinencia : de orinas
por debilidflde, as peroles brancas, na eflcrophgJn.no raohitismo, na purpura hemorrhngica, ns
coareleseenciadss molestias graves, na ehlore-anearla das mulberes grvidas, em todos os cases
em qaa osanguese acha empobrecido ou viciada peWlndigasefiaegoe* chronicas. cachala tuber-
culosas, cancrosa.syphililica, exsessoa venreos, onanismo e uso prolongado das pMsa;acdM mer-
curiaes.
Batassntermidsdes sendo mui frequentes e sendo o ferro a prindpai ubslancia de que
nsedice tem de lngnr sane aera as debelar, o saibor do eitre-laetaio do ferr ju, ece louvores e
roconhecidamento ahumanidade por ler descoberlo urna formula pela qual sepi>e sem receio usar 5OJO00.
da Ierro '
Joo entonto Tlastcca.


(8)
W4RIO DI MBJUM1CO. SAMADO 10 DB AGOSTO BB 1S61.
Litteratura.
Os booqiets de Stella.
nedoela italiana.
Os Ioglezes, depois da paz, dirigiram-se i Ita-
lia. No mcz ultimo, se multiplicaran) em Yeneza;
e c olTieial francez, q?, nao ha omito, nos con-
taya, a historia do Gondoleiro de S. Marcos (lirro
de outubro ultimo), tendo deixado a peona pela
espada, ettcarreRou-uos de contar-ros em nossa
?oha a aventura de sir Joo Halifax.
I
Na qualidade de inglez milliouario, sir John
um grande original, mas original espirituoso e
terno, tmido e generoso.
Visitando um diaa officina de Mariani, o pri-
meiro pintor do Veneza, to urna cabeca de joven
Romana d'um carcter admirarel, typo perfeilo
da raca transteverina.
E' urna pbantasia, ou um retrato, pergun-
tou elle ao artista?
E' um retrato, respondeu este; a joven e
honesta Stella, a quena todos os pintores couhe-
cem era Roma, a tomam por modelo. Apenas de-
buxei-a em minha ultima riagem, e cont tor-
na-la ao natural em Uadone de la Dlivrance.
Pois bem I Compro-ros anlecip admenle
este quadro, e com urna nica condigao : que
iris execula-lo j, e lera-lo-hei de Veneza.
Disse-Tos que quero pintar Stella ao natu-
ral, e Stella est em Roma, sir John.
Fazei-la nr de Roma ; pago a riagem e o
tsso trabalho.
Com eil'eito, possivel. Stella tem parantes
em Veneza, quem prezar ver. Mas quem se
encarregar de no-la procurar?
Meu velho lacaio. Juro-ros que trar a Ro-
mana.
E sir Halifax chamou :
William 1
William appareceu, como um automato impel-
lido por urna mola. Seu senhor deu-lhe urna car-
ta de Mariani e urna bolsa cheia de ouro e de no-
tas do banco.
Vas partir para Roma.
Yes, sir.
Ahi encontrars a jovecn cujo retrato redes,
e a quem esta carta dirigida.
Yes, sir.
Conduzi-la-has aqui, e nao roltars sera
ella. "
Yes, sir.
II
Dez dias depois, Stella chegara officina de
Mariani. Como se houre William ? Era segredo
seu, e ninguem o pode saber, proterindo apenas
sua bocea duas patarras: Yes, sir.
Quando sir Halifax rio a joven Romana, sua
admirado mudou-se em xtasi, e nao deixou
oais a officina do artista.
Stella assistia em casa de sua prima Thereza,
bella marcadora de flores do canal. Todos os
viajantesinglezes de Veneza a conhecem, talco-
rao Al. Stsp a debuxra : com cintura de bespa,
vestido sollo, chinellas com rosetas, collares pen-
dentes sobre o peito, e chapeo guarnecido de li-
las e rendas.
Sir John poz-se coraprar-lhe flores para Stel-
la ; e, todas s rezes que ella entregava-llie um
bouquet, ajuntara este urna estrella dos prados
{symuolo de sua prima), o qual ella propria pren-
da casa da casaca do Inglez.
Sir John leve com seu lacaio o seguinte dia-
logo :
Todas s manhaas comprars um bouquet
de vinle francos em casa de Thereza.
Yes, sir.
Irs com esse bouquet casa do M. Ma-
riani.
Yes, sir.
Esperars ahi que Stella chegue.
Yes, sir.
E quando chegar, enlregsr-lhe-has o bou-
les, sir.
Iraaginae que quantidade de flores derera
Stella ter juntado em sua casa, antes de terminar
o mez para o retrato.
E' escusado dizer que a conversago do Inglez
com a Romana e o artista ainda era mais florida.
Tinhara a escolher duas linguas, para se eoten-
derem : o italiano, quer sir John fallara como o
francez; este, que Mariani e Stella fallaram como
o italiano.
III
Quando a cabeca da madooa ficou concluida, o
aJmiravelmente concluida, sir Halifax entrou s
urna manhaemcasa do pintor, e disse-lhe mui
seriamente :
i Nao s compro a vosso retrato, como tam-
bera quero comprar o modelo.
Comprar Stella 1 exclamou Mariani; nao es-
taraos em Inglaterra, nem na India, sir John ; as
mulheres nao se reudem em Italia, menos
que nao sejaes viuvo ou solteiro...
Sou solteiro, e jamis poderei existir sem
ver Stella. Ella nao tem fortuna, e subsiste de
sua proflssao de modelo: quauto julgaes que
possa offerecer-lhe para acompaohar-me Lon-
dres? Ahi rirer honradamente, como o deseja ;
exigirei apenas, que me constata contempla-la
una rez por da, como o fago, ha um mez, em
rossa officina.
Por minha f I disse o artista, caralleiro-
o, porm extraordinario; conjuro-ros a que lh'o
proponhaes ros mesmo.
FOLHETIM
0BATE00RDE ESTRADA
pon
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
[Continuar o.)
XXVIII
A hostil apparicao e fuga precipitada de Joa-
quim Dick produziram extraordinaria sensago
no campo dos a ven tu rei ros: o resto da noite pas-
sou-se em sustos continuos; a cada momento es-
peravam ser atacados.
Finalmente a promptido e sangue fri com
que forara tomadas todas aa medidas necessarias
para repellir o ioimigo, no caso de que elle se
apresentasse de improviso, mostraram que nao ti-
nhara sido perdidos os cuidados empregados pelo
marquez no recrutamento de sua pequea tropa
em S. Francisco. A excepgo de alguna chine-
res, que nao passavam de Mediocres gatunos, to-
dos os mais erara areolureiros e bandidos de es-
colha.
Nao obstante, foi com verdadeira alegra que
os associados do marquez saudaram o nascer do
sol; pois a perspectira de urna lula nocturna com
f o reas desconhecidas e com mandadas pelo terri-
rel e celebre Batedor de Estrada lhes enchia a
imaginario de um terror iostincliro e supersti-
cioso.
A retirada da trof a, depois de ter levantado o
acampamento, operou-se mediante precauedes,
que at aquelle dia tinham sido despresadas, e
que se reproduziram sempre dabi em diante : os
bandidos, em rez de se dispersarem como de cos-
iume, formaram-se em differentea destacamentos
a pequea distancia nos dos outros, de maneira
que podessem auxiliar-se fcil e mutuamente no
caso de urgencia; a fileira das carretas encurtou-
se mais; serera disciplina subslltulu & desordem
habitual.
_ E' intil accrescentar que todas aa conversa-
es rersaram sobre um nico ponto, isto o
acontecimento da noite. O norne de Joaquim Dick
andava de boca em boca, ecousa rara 1aquel-
los, que o maldiziam, nao deixavam de reconhe-
cer e proclamar as suas notareis qualidades.
As nsrraces as mais extravagantes, as anc-
dotas as mais phantasticas a seu respeito clrcu-
. lavara de fileira em fileira, escutidas com aridez,
commentadas singularmente. Nao baria quem
nao censurasse o marquez d'Hallay por nao ter
procurado ioteressar ni expedigo um tal ho-
mem, ou pelo menos se assegurado da sua neo-
tralidade antes de entrar em campanha. Ess6 pe-
zar era sempre acompanhado do desejo, que todos
formularam, de que urna bala bem mandada che-
gasse ao Batedor de Estrada, no caso de que elle
desse comeco s hostilidades; e cada qual for-
mara attengo de nao deixar escapar a occa-
s:3o ; aflim ella se apresentasse.
Era meio dia : hara j cinco horas que a tropa
dos areolureiros se linha posto em marcha, quan-
do um murmurio confuso se fez ouvlr naran-
da, ^semelhante a um rastilho de plvora
C) Vide Diario n. 182.
pol
Procurarei ter coragera de faz-lo; o, se
ella mesmo recusar, mostrar-rae-hei em pre-
senta de sua imagem.
IV
Sir John passou dez dias reflecr e i redigir
urna carta.
No terceiro dia maodou seu lacaio. -.
William, presla-me bem attengo.
Yes, sir.
Vas comprar um bouquet, dez rezes mais
bello que lodos os precedentes.
Yes, sir.
Leva-lo-has casa de Stella, casa della
mesma.
Yes, sfr.
Entregar-lhe-has com este bouquet esta
carteirae esta carta.
Yes, sir.
E nao rollars sem urna resposta escripia
por seu proprio puoho.
Tes, sir.
V
Um quarto d'hora depois, William estara em
casa de Stella. Acabara ella de sahir com sua
prima. Elle esperou-a at a noite, immorol
sua porta, como urna senlinella, durante sete ho-
ras
Quando ella entrou, o lacaio subiu atraz d'el-
la, e entregou-lhe o bouquet, a carteira e a
carta.
Esta continha a proposigo de ir rirer em Lon-
dres, na companhia de Halifax, e o juramento de
matar-se se no um de dous dias ella recuaasse.
A carteira continha oito mil libras sterlinas
(200,000 francos).
Stella guardou o bouquet e a carta, masentre-
gou a William a carteira.
Espero a resposta escripia, disse este.
Eassentou-se tranquillamente na escada.
Stella persuadiu-se de que elle ia partir, e en-
trou em sua casa.
Mas, no momento de deitar-se, ella e seus
paes ouriram um grande ruido porta, e rieran)
informar-se do que se passara. Eram os habi-
tantes da casa que, rendo um inglez desconhe-
cido, inslallado na escada, trataram de faze-lo
sahir por bem eu por mal.
William defendia-se com urna energa e mus-
culos de Hercules. Ja tinha deitado por teira
quatro aggressores na escada ; e a todas obser-
vares, rogos os. ameacas, que os outros faziam,
responda invariavel e imperlurbarelmente :
Tes sir, quando livor a resposta escripta.
Stella reflecliu que esta imporiunaco teria um
termo, e deixou William, vencedor de todos os
seus inimigos, assentado em seu capote, sobre o
primeiro degro da escada. Mas Theresa, a flo-
rista, tere compaixao do lacaio ; pensando que
elle nao tinha jantado, perguntou-lhe se tinha
fome.
Oh yes I sir, respondeu francamente Wil-
liam.
Ella levou-lhe em urna bandeja urna garrafa
de rinho, um pao de duss libras, um pedaco de
carneiro, presunto, fructas, queijo, e um frasco
com agurdente.
h I yes sir, disse o lacaio.
E carneiro, pi, queijo, fructos, rinho e agoar-
dente desappareceram, como por encanto, na
guela do atbleta. Apenas ficou a louga, e os
ossos do carneiro.
Depois do que, agradecen lo a Theresa com
um : oh yes, sir envolveu-se em seu capo-
te, deitou-se no chao, e roncou como um fagote
de egreja.
Na ma'nh seguinte, Stella achou-o no mesmo
lugar, apresenlando-lhe a carteira, o repetindo
sua phrase : oh yes sir, a resposta por escrip-
lo.
Ella que jurara nao responder, resolreu por
fim a esse assedio : sahio com seus paes para a
missa. Quando roltaram para a I mocar, William
ainda eslava ahi, estirando urna das raaos para
dar e a outra para receber.
Feliz ou infelizmente, Theresa, queso lembra-
va dos cem bouquets a um luiz, deu ainda comer
e beber ao sitiante ; de sorle que este reinstal-
lou-se em sua trincheira, como hornera resigna-
do a todas as delongas de um bloqueio.
Passou-se o dia da mesma surte, e a noite se-
guio o dia, depois dos mesmos assaltos dos risi-
nhos e das mesmas peripecias da respora.
VI
No seguinte dia Stella lembrou-secom terror
do post-scriptum de sir Halifax:
Malar-me-hei em dous dias se recusardes:
Correu a ler-se com William, e perguntou-lhe
tremendo:
Vosso smo ser capaz de executar seme-
Ihanle ameaga ?
Oh yes, sir, respondeu o lacaio, apreseu-
tando sempre a carteira e a mo. Stella obser-
vou a hora, e estremeceu desde a cabera at os
pos. Depois de urna lucia interior manifestada
em seu bello semblante, tomou urna peona, e
escreveu apressadamento :
Vinde, sir Jobo, e nao vos suicidis.
Ella entregou essa carta a William, tomou
carteira sem observa-la, e ajoelhou-se ante a
madona, para pedir-lhe urna inspirago.
O lacaio tinha desapparecido com um ultimo
i yes, sir, e atraressava Veneza como urna tre-
cha.
Eoconlrou sir John escorvando urna pistola
diante do retrato de Stella.
VII
Meia hora depois o Inglez ; perturbado como
urna creaoca, entrou em casa da jorem Romana.
Ella nao poude reprimir um morimento d'ale-
sabeis que me
communicaodo-se at as ultimas leiras, fez pa-
rar todo o pequeo exercito.
A causa ftil dessa especie de terror pnico,
ou dessa prudente manobra, mostrara quanto os
nimos estaram prevenidos espera de algum
successo extraordinario : um caralleiro desco-
nhecido, que riram appareeer de repente, salando
detraz de um rochedo, dirigia-se para a frente da
columna.
Esse homem riria encarregado de alguma men-
sagem de paz, ou de alguma declarado de guer-
ra ? De onde rioba? Quem o enriara? Seria um
espio ?
Em quanto as hypolheses as mais dirersas
contradictorias eram formuladas a esse respeito,
o caralleiro continuara a arancar tranquillamen-
te, passo lento da sua mua, sem se alterar, e
como se nao duridasse da curiosidade geral de
que era objecto.
A apparencia do desconhecido era mais grotes-
ca do que bellicosa: montado sobre urna mua
com as compridas peroas quasi arrastando no
chao, tendo na mo urna carabina de grande di-
menso maneira de urna rara, apresentara um
ar de graridade pastoril bastante cmico : pare-
ca-se a um D. Quixote pastor. Todaria quando
a distancia que o separara das primeiras fileiras
toroou-se tao curta que permiltiu distinguir-se
as suas feiges, os risos cessaram : o grosseiro
porm enrgico semblante de recemrindo nao se
prestara a zombarias ; ao contrario apresentara o
typo de urna audacia brutal unida a imperturb*-
rel sangue fri.
Esse homem era o nosso aotigo conhecido__o
Canadiano Grandjean.
By God I dizia elle comsigo mesmo. Apos-
to em come terei hoje occasio de fazer-me es-
magar a cabera em servigo do Sr. Joaquim Dick.
Talrez eu nao obrasse bem em deaejar tao de-
pressa essa occasio !... nao porque me queixe
da misso de que fui encarregado ; ella at
muito honrosa : mas sem renegar a minha divida
poderia paga-la de ama outra -aorle, e em qoal-
quer outro tempo. O cheiro da polrora. e o es-
trondo de urna fuzilariabem rira mitlgam singu-
larmente a passagem sempre desagradarel desta
vida para a outra I Entretanto que ser leucamen-
te amarrado a urna arvore, ou mlseravelmenle
fuzilado com as mos atadas e os olhos renda-
dos, muito bom fim para um guerreiro aeito
a disciplina, mas nao para um arentureiro como
eu habituado urna independencia illimitada I...
E depois receio nao desempeonar bem o meu pa-
* nao sei mentir, nunca o soube... Ora, o que
pe
que eu teoho lucrado em desempenhar conTfl-
delidade as minhas promossas ?... Bem bons re-
sultados que isso me tem causado I... Se em rez
de ter tao loucamente obedecido a miss Mary, eu
me contentasse com receber o seu dinhetro sem
me intromelter em seus negocios, Antonia seria
livre e feliz, Joaquim Dick satisfeito, e eu alo
estara em resperas de ser agoutado ou assassi-
oado I Decididamente o respeito a patarra urna
grandissima asneira .. Apre I Quando a gente nao
tem recebido educago nao para admirar que
comnretta parvoices. Isto me explica a razo por-
que os habitantes das cidades sao todos faltos de
boa f : que sao instruidos I...
Grandjean interrompeu-se nesle ponto do seu
monologo: acabara de chegar vanguarda da
tropa.
A primeira pessoa que percebeu foi seu antigo
amo marquez d'Hallay. Arista do Canadiano
gria aristando-o, tanto recetara que sua resposta
chegasse muito tarde 1
Sir John estafa, de mais, palltdo como um
espectro, e apenas tere torga para apertar a mi
da donzella, e aisentar-se balbuciando obri-
gadol
Ento I perguntou no fim de alguna minu-
tos, quando partiremos para Londres ?
Iremos primeiro que ludo passeiar Vene-
za, respondeu Stella. Pensastes em morrer, sir
John; quero mostrar-ros quanto preciosa a ros-
sa vida.
Neohnm de nos se conhece um ao outro ; em
urna hora nos conhecereraos.
Sir Halifax acompanhou-a sem comprehende-
la. Te-la-hia acompanhado ao fim do mundo.
Ella levou-o logo com sua prima, cumplice do
seu projecto a um beco visioho, ante um nicho
de madona.
Essa madona e seu bambino tinham cada um
um grande bouquet ao lado.
Reconheceis estas flores? perguntou a Ro-
mana ao Inglez.
Sir John obserrou-a com estupefacQo.
Sao, proseguio ella, os dous primeiros
bouquets que me destes. Estio murchos sem
durida, mas consagrados pela rainb dos anjos
Agora, conlinuou ella fazendo o signa! da cruz,
rinde rer que ouro tambem se pode consagrar, e
julgai-o emprego dos quareota francos que ca-
da dia ros custaram essas flores.
Desta rez foi Tbereza quem os condutiu ao fim
de urna ruazioha escura, urna casinhola, onde
estaram destacadas urna me e um filho de um
mez.
Elles sedeitaram na palha.fostes ros quem
pagou-lhes o leito. Recebei seus agradecimen-
tos e suas bengos.
A pobre mae, realmente, beijou e banhou com
suas lagrimas a mo do estrangeiro, que por sua
rez chorou, contemplando Stella com admiraco,
e deixou ao sabir dous luizes sobre a mesa da in-
feliz. .
Prosigamos, diz a donzella
mandastes cem bouquets...
E tendea com elle enfeitado cera madonas?
Exclamou sir John enlhusiasmado.
E aalrado cem infelizes em tosso nome,
acrescenlou a Romana.
Quero re-Ios todos, prosegua sir Halifax,
abalado por um sentimento. que jamis experi-
mentara. .
Elles percorreram assim os mais miserarels
bairros de Veneza, passaodo deum riacho a urna
estatua, de urna egreja a urna capella, encontran-
do aqui e ali todos os bouquets comprados pri-
ma, risitando artistas doentes, relbos enfermos,
meninos eogeitados, riuvas sem recursos, todas
as infelicidades e todos os soffrimentos que se
amontoam em urna grande cidade ; e rcolheo-
do por toda a parte lagrimas, preces e gritos de
alegra e de reconhecimento.
Sir John estar perturbado. Stella lhe appa-
recia como um anjo. Oj encantos dirinos da ca-
ndado catbolica, personificados nella, se manifes-
taran! a seus olhos, a aeu espirito e a seu cora-
gao com um poder irrosistirel.
Procuris a felicidade, sir John, dizia a don-
zella ; eslou orgulhosa por ros mostrar o seu ca-
minho. Mas nao chegamos ao fim ; tornemos a
entrar em casa de minha prima.
VIII
Elles, com effeito, tornaram a entrar, o Stella
tirou de um armario a carteira com duzentos mil
francos e o ultimo bouquet.
Guardarei para mimeste bouquet, se appro*
rardes o uso que quero fazer da carteira.
Sir John nao era mais senhor de si. Cahiu aos
ps da Romana, e pediu perdo por nao te-la
compreheodtdo, por te-la tratado como um mo-
dello de retratos e ter-lhefeito um offerecimento
indigno de seus senlimentos ; finalmente elle
suppcou-lhe que aceitasse sua mo, sua fortu-
na e seu nome.
Um casamento, disse Stella sorrindo, e le-
rantaodo-o com graca ; justamente de um ca-
samento que eu quera fallar-ros. Acompa-
uhae-me.
IX#
Ella conduziu-o a um pequeo quarto cima do
seu, e eis o quadro que se offereceu aeus
olhos :
Urna senhora Josa, um mancebo e urna don-
zella estaram reunidos.
A senhora pareca esmagada por urna dor ci-
ma de suas forcas. O mancebo e a donzella a con-
solaran! o mais possirel, mas nao se podiam rer
a si proprios sem se desfazer em lagrimas.
Esse espectculo era tanto mais doloroso, quan-
to estes representaran] em seu brilbo o rigor, a
ternura e a belleza.
A donzella, que se pareca com Thereza, era
anda mais bella do que ella.
O mancebo com aeu colorido bago e puro, seus
grandes olhos negros, seus cabellos aonellados
sobre os hombros, suas finas e oobres feiges, seu
trajo de marinheiro sobre as pernas nuas, recor-
dara os mais perfeitos typos de Darid e Leopoldo
Robert.
Sir John, disse pausadamente Stella, teoho
a honra de apresentar-ros minha lia, minha pri-
ma e seu noiro. Josepha e Mario i a ni tornar-se,
casando-se, os mais felizes mortaea de Veneza,
quando o pae deste transtornou ludo, exigindo
para dote tres gndolas, que cuslariam dez mil
francos. Minha lia, sem recursos, e Josepha, sim-
ples artista, nao podem cuidar em conseguir se-
melhante quantia. Eotio Mario resolreu a ir pro-
cura-la ao fim do mundo. Embarca amanha
m "'n "ntureirosparaaCalifornia.se-
ra marinheiro em riagem, e mineiro fra ; mor-
rera, ou trar des mil francos. Se elle morrer,
mtnna prima morreri tambem. Queris, sir John,
que eu o Mire ? Penses em fazer um casa-
mento impossirel, que o cu e a trra reprora-
riam ; eis nm que rene todas as condignos per-
feitas, oque cortamente ser sbengoado de Dos
e dos homens. Rests-vos ainda cento e noven-
ta mil francos, sir John ; e meu eterno reconhe-
cimento, concluiu Stella, entregando ao inelez
eua carteira...
"".Mas quando lornar-ros-hei a rer? pergun-
tou sir Halifax, cornmorido, abalado e vencido
por urna especie de extase.
Quando quizerdes, e tirerdescomprehendi-
do a caridade chrisla, em Roma, ao p de minha
mae, que me espera, e a quem sustento por meio
de minha protisso.
Sir John deu a carteira inteira a Josepha, rol-
lando a cabega.
Ento Stella e toda a sua familia cniram a
seus ps.
k~" Pn y*. ir, disse nesse momento William,
abnndo a porta ; as equlpagens esto promptas
para a partida, e o retrato do signor Mariani en-
tardelado, segundo as ordens.
Resta-me ao menos o seu retrato 1 excla-
mou o Inglez, suffocado pelas lagrimas, e preci-
pitando-se para a escada.
X
Mario casou-se com Josepha noseguiote mez;
e, em rez de dirigir elle proprio tres gndolas,
comprou sessenta, cuja direegio cooflou a cento
e rinte infelizes a quem fez participar de sua for-
tuna.
Stella lerou o ultimo bouquet de sir Halifax
Roma, onde conlioua a ser o modelo honesto e
admirado dos artistas.
Mas julga-se que ella breremente deixa-lo-ha
de ser, porque leem-se as seguinles linhasnoa
jornaes romanos da ultima semana :
< Urna recente conrerso tem sido muito fal-
lada na cidade eterna. Um rico inglez, sir John
Halifax, acaba de abjurar o protestantismo, e de
receber o baptismo publicamente. Tinha por pa-
drioho H. Mariani, o celebre pintor de Veneza, e
por madrinha a joren Stella, cogoominada a pe-
rola de Roma.
Pibtre Chf.vauf.h.
(lusse des Familles.Andrade Luna.)
iffadi
nao pareceu causar muito prazer ao, mancebo:
franzio o sobr'olho, e disse com a voz breve e
quasi hostil no meio da attenco geral:
Ah I E's t, Grandjean 7 O que queres ? De
onde reos?
Essa recepgo pouco animadora oo intimidou
o gigante.
Ah Trataes-me por t? Neste caso pre-
tendis ainda cootratsr-me ao vosso serrigo ?
De certo oo recusarei, se o ajuste me coo-
rier.
Deixemos palarrai inuteis, responde s
minhas perguntas: de onde rens?
Cootinuaes ainda I Ser porque sois o mais
forte ? Nao teodes razo. No deserto, Sr. Hen-
rique, aceita-se um chefe qusndo se reooehece
que elle pode ser til; mas uunca tolera-ae um
seahorl Esqueceisque os bravos que roTunta-
riamente se vieram collocar sob rossas ordens
io vossos eguaes, e nao vossos escravo*? Se
queris tratar-me como um general europeu
trata os seus soldados, sou vosso criado: rou-oe
retirando por onde vira....
Ura murmurio approrador acolheu as fileiras
dos avenlureiros a atrevida lioguagem do Cana-
diano. O marquez d'Hallay com as suas ma-
neiras arrogante, seus modos altivos e imperio-
sos tinha j offendido a susceplibilidade dos
seus associados.
A resposta do gigante excitou a sua colera:
raascomprehendendo perfeitamenle que a dis-
cusso collocada no campo da odinsidade lhe
seria muito desranlajosa, conteve-se ; e afectan-
do umi calma que era desmentida pela palidez
do seu rosto, disse :
E' justamente porque reconheco a confian-
fa dos caralteiros que me elegeram aeu chefe,
que eu ros interrogo, master Grandjean: pois
que se a rosea chegada j por si me era bastan-
te suspeita, a rossa arrogancia ainda mais me
confirma nessas suspeitas. Fallaos com um ho-
mem que conta com a impunidade. Peta ultima
rez renov a minha pergunta : de onde rindes?
Eu fallo, senhor, como de*e fallar um ho-
rnero. Quanto rossa pergunta me'Vmuito f-
cil responder. Venho de onde ros tambem Ti-
estos, isto do rancho da Ventana; e quero
urna cousa muita justa que tomar parte nos
pengos e nos lucros da expedigo que dirigs.
Acreseeoto mesmo que a minha pretengo tan-
to mais rasoarei quanto fui eu o proprio que ros
ajudei considerarelmente a preparar essa expe-
digo. Porrentura nao ros acompanhei ate a
floresta de Santa Clara na rossa primeira riagem
de exploragao? Tirestes nessa poca algum mo-
tiro para queixar-ros da minha fidelidade, ou
da promptido com que eu executava as minhas
promessas ? Nao; nem podis dizer o contrario.
Algum dia faltei i minha palarra? Nunca. Re-
cusei alguma rez em presenga de um perigo?
Tambem nunca. Sendo assim, porque razio em
lugar de ros alegrar a chegada de um braro e
leal companheiro, lhe fazeis ao contrario lo
pessimo acolhimento? By God\ Urna boa ca-
rabina de mais oo pode prejudicar a rossa em-
preza. Nao sou alguma erianga, e muito menos
sou traidor ou louco: muitos dos que se acham
aqui presentes me conhecem de rista ou pelo
nome. Eu sou Grandjean, o Canadiano.
Depois que o gigante abandonara a sua fran-
queza hara arengado muito no terreno da elo-
quencia : o seu pequeo discurso, que rematou
invocando q apoto de sea nome, o qual real-
U. B. Saintine.
A' H.me Vil-gime Ancelot.
(Contlouagao do n. 182.)
litro segundo.
I
Emquanto Thereza aguardara de noro o ins-
tante favorarel para alraressar, sbitamente de
rinte lados ao mesmo tempo horrireis detonages
de artilharia se fizeram ourir. O terreoo pare-
ceu abalar-se e os passaros empoleirados as er-
rores desprendendo todos o roo em um mesmo
arrojo, gritando, cbocaodo-se, rolteaodo, ganha-
ram os bosques de Valpedo e as sombras de Vo-
ghera.
Empenhra-se a batalha.
Thereza aturdida pelo troar do canhao, intimi-
dada por todo esse fracasso, permaneca em urna
sortei de turpor, com os olhos sempre flxos na-
qu ellethrono, que alternativamente se mostrara
atante dalla ou desapparecia sob um tecido de
laucase de bayonetas.
Depois de meia hora, durante a qual qualquer
outro pensamento que nao o de um medo instinc-
tivo pareceu abandona-la, sua energa d'alma
venceu. Examioou com mais calma os objectos
a vencer para chegar collina tapetada e nao os
julgou insepararei*.
Duas columnas de infanlaria, ealendendo-se
sobre urna longa linha, cuja dupla base se apoia-
r aos flancos do massigo, acabaram de empe-
cm um' viva us"da urna contra a outra.
Ella esperara poder atrarez deste nevoeiro de
jumaca abrir um camioho sem mesmo ser vista.
Hesitara eotretsnto quando um trogo de hussaros
sequiosos invadi o seu asylo.
Ento nao hesita mais ; reforgada sua coragem
com um excesso de pudor, langa-se correndo en-
tre as duas columnas de infantera e quando a
tumaga se dissipa os soldados do gritos de sor-
preza rendo no meio delles urna sais branca, um
chapeo de mulher, urna donzella linda, encanta-
dora, que, apezar de seus gritos, proseguiu sua
carreira.
Um esquadro de couraceiroscorra paraapoiar
urna das linhas. O capilo estere ponto de es-
magar Thereza ; porm tomando-a tempo en-
tre seus bragos, levanta-a do chao e, jurando,
praguejando, sem mais informar-se porque cir-
cunstancias urna moga se achava no meio do
campo de batalha, encarrega dous soldados de
conduzi-Ia onde estaram as mulheres.
Foi-lhe preciso montar oas ancas rectaguarda
de um coqraceiro ; e foi assim que dirigio-se ao
lugar, em que as damas da comitira da impera-
tnz josephina, acompanhadas de alguns ajudan-
tes de campo e dossenhores deputados das cida-
des da Italia, estaram sobre a collina.
Ahichegando, tocando emfim o seu airo, The-
reza nao podi mais ser mal succedida em sua
eropreza. Ha ria superado mui tas difficoni
por deixar-se rencer pela derradeira; assim,
quando sea pedido para fallar ao Imperador,
lhe reaponder am que ella percorria a planicie
frente de suas tropas :Pois bem I quero fallar
imperatru I e xclamou com firmeza.
Porm ama cousa nao era mais fcil do que a
outra.
Para desembarscarem-se de sua imporlunida-
de procuram intimida-la ; nao conseguirn). Dis-
seram-lhe que era preciso esperar o fin'das ero-
lugoes; ella recusou e quiz caminhar para o thro-
no ; detiveram-a, debateu-se, elevou a voz com
vehemencia, at que emfim atteDgo de Jose-
phina volto'j-se para para seu lado.
III
As ordens de Josephina nao eram ainda trans-
rez o imperador Napoleao nada mais poder
bem da flor do captiro de Penestrelle.
a Charney.
Um grande fracasso de artilharia se fez ouvir
de repente ; urna cspesianumaga cortada em cir-
cuios, em losangos de fogo pelos cem mil raios
da fotilada, cobriu o campo de ba^lha de um
resto manto ao mesmo tempo luminoso e som-
bro ; depois os fogos se extioguiram e pareceu
que urna mo esleudida do alto apartara sbita-
mente esse ru de nurens que oceultava os com-
balentes. .
Houre ento um magnifico espectculo con-
templar luz do sol. Aquella carga brilhante.
os qual Desaix perdeu a vida, era executada,
Zach e seus Hngaro aperlados de frente por
Boudet, balidos sobre
mitlidas quando no" meio de um"grup"o"que"ei cTvMlau deKeleZnT -""" e8qUerd p>'"
abra, Thereza mostrou-se supplicante, presa e '
resistindo ainda.
A' um signal cheio de bondade da imperalriz e
que todos souberam interpretar, abandonaram a
captiva que, lancando-se lirre, ainda desordena-
da pela luta que acabara de sustentar, ebegou
offegante at os degros do throoo, curvou-se e
tirando precipitadamente do seto um lenco que
agitava com vivacidade :
Senhor 1 senhor I um pobre prsioneiro.
Josephina niocomprehendeu principio oque
significara aquelle lengo, que lhe fdra apresen-
tado.
E' urna petigo que queris me apresentar?
Ei-la, senhora, ei-la I E' a petigo de um
pobre prsioneiro I
E as lagrimas corriam ao longo das faces da pos-
tulante, cojo rosto, um sorriso celeste de espe-
ranza, animara. A imperalriz respoudeu-lhe
com um outro sorriso, estendeu-lhe a mo, for-
gou-a lerantar-se e incllnando-se para ella com
um ar cheio de bondade :
Vamos, ramos, minha filha, socegae. Id-
teresa-vos muito esse pobre prsioneiro?
A donzella corou e abaixou os olbos.
Nunca lhe fallei, respondeu ella ; porm
tao degragado 1 Lde, senhora.
Josephina desdobrou o lengo, interneceu-se
pensando quantas miserias e priragdes testemu-
nharap aquelle linho penirelmente escripto com
urna tinta facticia ; depois parando logo na pri-
meira palarra:
Mas ao imperador que elle se dirigel
Que importa? nao sois sua mulher? Lde,
lde, senhora ; lde por faror. E' negocio tao
urgente I
EstaTa-se no mais forte do combate. A co-
lumna hungara.cpsto que metralhada pela arti-
lharia de Marmont tomara seu formidavel mori-
mento
Zach e Desaix acharam-se em presenga um do
outro e de seu choque ia resultar a salrago ou a
perda do exercito.
O canhao troara em todas as direegoes: o cam-
po de batalha estar abrasado ; os gritos dos sol-
dados, misturados com o barulho da guerra, pa-
reciam agitar os ares como urna tempestade.
A imperalriz leu o que se segu:
Sire,
c Dous lagedos de menos no pateo de minha
prisonoabalaro os fundamentos do rosso im-
perio, e tal o nico faror que renho pedir V.
Magestade. Nao sobre mim que chamo os ef-
feitos de rossa protecgo ; porm oeste deserto
murado, onde expi minhas faltas para com ros-
co, um nico ser tem laogado alguns encantos
sobre minha rida. E' urna planta, senhor : urna
flor ioexperadamente riogada entre os lagedos do
pateo, onde me permiltido s rezes respirar o
ar e rer o cu. Ah I oo ros aproaseis em aecu-
aar-me de delirio ou de loucura I Esta flor foi
para mim urna origam de estudos tao doces e tao
consoladores I Fixos nella que meu olbos se
abriram rerdade ; devo-lhe a razo, o repouso,
a rida talrez I Amo-a como amaes a gloria I
Pois bem 1 neste momento, minha pobre
planta morro por falta de espago e de trra : mor-
ro e nao posso soccorr-la I o commandante de
Fenestrelle enriou minha supplica ao goreroador
de Turim e quando elles se decidirem, minha
planta estar morta I e eis porque, senhor, me
dirijo ros, ros, que com urna palarra podis
tudo, at salrar minha planta I Mandae arrancar
esses dous lagedos que pesam tanto sobre mim
como sobre ella salrae-a da destruigo, salrae-
me do desespero I Ordenae, a rida de minha
planta que ros pego; pego-a com instancia, com
submisso, com osjoelhos em trra, e, juro, em
meu corago este beoeficio ros ser cootado.
a Porque morreria I ella tem, confesso, abran-
dado o golpe, que rossa mo poderosa quera
descarregar sobre mim ; porm rompeu meu or-
gulho tambem e agora quem me langa suppli-
cante rossos ps. Do alto-do rosso duplo tnro-
no abaixareis rosso olhar aobre nos ? Sabereis
comprehender os lagos que podem approximar o
homem de urna planta neste isolamonto que s
deixa ao prsioneiro urna existencia vegetativa ?
Nao, nao o sabis, senhor, e rossa estrella ros
guarde de experimentar algum dia o que pode o
captiveiro sobre o espirito o mais firme e o mais
altivo 1 Nao me lastimo do meu, supporto-o com
resignarlo: prolongae-o ; que, dure tanto quanto
minha rida ; porm graca para a minha planta 1
Peosae bem, senhor, que esta graga que im-
ploro de V. Magestade; sem demora, hoje
mesmo que ella se me faz precisa Pois deixar
a espada suspensa algum tempo sobre a cabega
do condemnado e levanta -la ao depois para per-
doa-lo ; porm a natnreza segu outras leis que
nao a justiga dos homens ; ainda dous dias e tal-
mente gozava de tima honrosa notoriedade entre
os avenlureiros da Prairie, produzio ura excel-
lenle efleito era seu favor.
kT- folas' Pcou o marquez com instioclira
obstinagao, porque deixasles passar quinze dias
sem rir procurar-nos? Que fizestes durante lodo
esse tempo?
Da mesma ftma que ros andei urnas cento
e note e cinco leguas.
S e lirre em rossos morimentos, pois nao
douTilas88886' VS S6ria *!* m
Um dia sera bastante se, como suppondes.
eu fosse livre nos meus morimentos.
Ah I Nao eris lirre?
Infelizmente nao.
Quem ros retinha ?
Ninguem me retinha ; mas porseguiam-me.
Perseguiam-ros I E quem ?
Dm hornera.... nao, olo um homem ; o
que elle nem eu mesmo sei I O que tos posso
armar que antes me quererte rer a bracos
cora dez ursos do qee com semelhante ini-
migol....
A resposta do Canadiano excitou mmenle a
euriosidade dos aventuremos, que se sruparam
ao redor delle.
Espero que me digaes o nome desse inimi-
go lerrtvel, cuja perseguigo ros fez demorar
tanto, se esse nome nao um segredo....
Nao, nao um segredo: at um nome
bem conhecido de todos.
lias ento dizei-nos....
Joaquim Dick, o Batedor de Estrada.
Um grito de sdmirago, quasi da terror, parti
de entre os rentureiros presentes: a narragao
do Canadiano se ia tornando cada rez mais io-
teressante.
Ento, obaerrou o marquez d'Hallay, Joa-
quim Dick ros perseguio durante quinze das sem
poder descobrir-ros I Esse: acto mostra da aua
parte mais obstinacao do que poder. E que mo-
tiro o conspirara assim contra vos?
-- Sua senboria o Sr. Joaquim Dick nio an-
dou em minha procura mais do que dous dias:
mas eu puz todo o cuidado em fugir-lhe durante
duas semanas. Quanto causa da sua* colera
contra mim prorinhp simplesmente de ter execu-
tado urna ordem que me destes.
O marquez hesitou, mas rendo todos os olhos
fios sobre elle, proseguio com voz menos firme.
Que ordem ?
Ento j ros esquecestes ? A ordem, que
me destes, de raptar a senhorita Antonia.
Eul Ments!
O Canadiano ergueu os hombros, e disse com
o tom placido e socegado:
Sois muito iadispeosarel actualmente, Sr.,
para que eu pense em pedir-ros satisfago deste
lto. Demais nao ignoro que os amantes
a energa da sua rontade para nao
apaixonadosnao gostam que se descubra as suas I que preciso fazer ?
fraquezas. Nao obrei bem em fallar: mas j
que fallei, e nao quero passar porum mentiroso,
acresceotarei agora que a rossa paixio por An-
tonia nao data da poca do seu rapto. Ha pelo
menos tres mezes que estaes loucameote enamo-
rado della. Se me nao engao est ella em ros-
sa-compannia ; no caso de que continuis a ne-
gar pego que seja ourido o seu lesterauuho.
Algumas rizadas grosseiras e certas exclama-
rles equivocas fizeram brilhar os olbos do man-
cebo com sinistro brilbo; oHhe preciso empre-
gar toda
romper.
- Muito bem, Grandjean, disse elle com affec-
tada tranquillidade, concedo que fiqueis entre
nos. Ide tomar lugar entre as nossas fileiras.
. Agradego a voisa permisso, senhor; mas
nao pensis que me fizestes mui grande favor.
Seno forraos todos decepados poderemos ga-
bar-nosde harer escapado de urna famosa ri-
cissitude I Estaes a olhar-me com desprezo como
se eu fosse um cobarde. By God 1 Bem sabis
que nao l qualquer cousa que faz medo, e
nem sou de fcil apprehenso. Quando digo ou
arango urna proposigao depois de ter muito
reflectido!.... Ora sou capaz de apostar cem
contra dez em como um s de entre nos nao
rollar desta expedigo.... e sabis porque?....
Causaes-me piedade, Grandjean, ioterrom-
pen riramente o Sr. d'Hallay. A perseguigo
que tos fez esse ragabundo Joaquim Ditk tur-
oou-ros louco de terror 1 Calae-ros, e ide tomar
o rosso lugar.
O gigante nao se moreu ; um sorriso malicio-
so agitou os seus grossos labios.
Oh 1 nao se trata agora do Sr. Joaquim
Dick, mas de outra pessoa.
Nio ros mandei calar? disse o marquez
com um ar de sererdade que lhe servio para
occultar a sua colera. Obedcei.
Perdo, senhor, nao sou soldado, e porque
quero dar um esclarecimento da mais alta im-
portancia para aquellos que tomam parte na ex-
pedicio, oo rejo razo que me faga calar. Nao
me escuteis, se quizerdes ; eu nio me dirijo a
ros somente, porm a todos que aqui esto.
O gigante fes urna pausa, e depois proseguio
com urna roz cheia e retumbante como o mugi-
do de um bfalo :
Senhores, Lennox rem em nosso
ment, e jurou exterminar a todos desde
mairo at o ultimo.
Foi prodigioso, immeoso, inaudito o effeito
produzido pela declarago do Canadiano : os aren*
tureiros pareciam fulminados.
Grandjean, segui-me, disse riramente o
marquez d'Hallay : urna noticia to importante
merece toda a minha attengo, conhego que nao
fiz bem em tratar-ros mal....
O Canadiano crarou as esporas com forga na
sua pequea mua, afim de nio Gcar muito longo
do mancebo que acabara do por o seu cavallo
trole largo.
Quando ambos estireram a duzentos ou trozan-
tes passos dos bandidos, isto fra do alcance
dos seus ouridos iodiscreptos, o marquez dirigio-
do-se ao gigante disse-lhe arrebatadamente :
Grandjean, ambicionaos ainda possuir muito
ouro ?
Mais que nunca, senhor.
Queris ganhar dez oncas ?
At rite, se isto fdr do rosso agrado. O
turbilhonaram em de-
sordem, e o intrpido cnsul restabelecendo logo
sua ora linha de batalha de Castel-Ceriolo
Saint-Julien, tomara a offeosira, rqchacjra os
impenaes em todos os pontos e forgara Melas
retirar-se.
Aquella mudanga sbita d%posigo, aquellas
grandes morimentos, aquello fluxo e refluxo da
homens obeceodo a roz de um chpfe, nico im-
movel no meio desta apparente desordem, con-
tribuan) muito para prender a attengo a mais
fra ; tambem do seio dos grupos dos espectado-
res col locad os em torno do throno partiram ap-
plausos n riras, e este barulho contrastando com
os outros que a cercaram, tirou emfim a impera-
triz da profunda meditagao, em que estara mer-
gulhada.
Porque, destas derradeiras e brilhantes mano-
bras, destes imponentes quadros, que se succe-
dem em sua presenga, a futura rainha da Italia
nada riu, alienta, preoecupada, com os olhos fi-
los sobre aquella singular petigo, que tem ainda
as mos, mas que nao l entretanto.
Primeiro que tudo ella traoquilisou a moga,
que em p diante della scismara tambem por sua
parte.
Alegre, encantada com aquelle olhar cheio de
to doces promessas, Theresa, certa do successo,
beija mil rezes com reconhecimento e enterne-
cida a mo ao mesmo tempo traca e poderosa em
que brilhi o anoel nupcial de Napoleao. Volta
ao lugar onde estaram as mulheres e procura lo-
go, assim que a planicie se torna desembaraga-
da, urna egreja, urna capella era que pessa derra-
mar em silencio suas lagrimas e suas oeges de
gragas aos ps da Virgem, essa outra protectora
daquelles que soiTrem.
IV
Julgaesea imperalriz rainha ficou possuida de
um riro sentimento de piedade i leitura da sup-
plica. Cada palarra nao deria despertar toda sua
sympathia? Josephina tambem fazia seu culto de
urna flor; era sua sciencia, sua paixo, e mais
de urna rez esquecera o brilho e os ennojos do
poder observando um botao, que se entre-abria,
estudando a estructura de urna corolla as suas
bellas estufas de Malmaison.
Ahi, muitas rezes, se sentir mais feliz con-
templar a purpura de seus cactus do que a de seu
manto imperial e os perfumes de suas magnolias
tinham-a mais docemente eonebriado do que as
renenosas lisonjas de seus corlesos. Ahi que
ella gostava de imperar, que reuna sob um mes-
mo sceptro mil ragas regetaes rindas de todas as
partes do mundo. Conhecia-as, classificara-as,ar-
regimentara-as por ordense raga!; equando um
de seus subditos noramente chegadosse lhe mos-
trara pela primeira rez, sabia bem, pela analyse,
interroga-lo sobre sua edade e sobre seus hbitos
esaber_ delle seu nome e familia ; eoto ia na
multido de seus irmos colloca-lo por ordem
nalural; porque ahi cada raga tinha sua bandei-
ra, cada familia seu guio.
A* exemplo de Napoleao, respeitara as leis e
os costumes dos poros vencidos. As plantas de
todos os paizes acharara as ealufas de Malmai-
son seu solo primitiro e seu clima natal. Era
uro mundo em miniatura. Ahi se ria um espa-
go circumscripto, saranes e rochedos. a Ierra das
florestasrirgens e a ara dos desertos, bancos de
mame e de argila, lagos, cscalas e praias ionun-
dadas ; ahi passara-se dos calores dos trpicos
as impresses refrigerantes das zonas mais tempe-
radas. Ahi todas aquellas ragas differenles cres-
ciam e se desenvolvan) lado lado, separadas
smente por urna ligeira muralha do verdura ou
por fronteiras de ridragas.
Quando Josephina passara suas reristas, doces
scismares lhe Tinham rista de certaa flores. A
hortensia acabara recentemente de tomar o no-
me de sua filha ; peosamentos de gloria lhe che-
gavam tambem ; porque, depois dos triumpbos
de Booaparte, reclamara sua parte do despojo, e
augmentar o as lembrangas da Italia e do Egyp-
to pareciam expandir-se sob seus olhos. A sol-
danella dos Alpes, a violeta de Parma, a adonida
de Castiglione, o craro de Lodi, o salgueiro e o
pltano do Oriente, a cruz de -Malta, o liz do Ni-
to, o hibiscus da Syria, a rosa de Damiella, eram
suas conquistas E destas ao menos algumas
Qcaram em Franga I
No meio de (otas riquezas, ella tem ainda sua
flor querida, sua flor de adopgo, seu, lindo jas-
mim da Martinica, cuja sement colhida, semea-
da e cultivada por ella, lhe lembra seu paiz, sua
infancia, seus eofeites e suas coras do donzella,
o tocto paternal eseus primeiros amores com um
primeiro esposo 1
Oh I como comprehendeu os terrores do des-
gragado por sua plasta Quaoto ella a dere amar!
elle que s tem umal {Continuarse-ha.)
segui-
o pri-
Urna cousa muito simples.
Mas eoto o que ?
Deixar-nos esta noite, e nao rollar mais
oossa compaohia.
Oh I diabo, sephoria 1
Sim ou nao ? Nada de phrases. ourii ? Se
concordaos, aqui esto dez ongas; se nio concor-
daos, procurarei desfaiar-me de ros por outro
meio....
E' muito duro, senhoria I mas nao tenho ou-
tro geito ; entretanto.,.
Nada de restriegues.
Nao ; urna simples obserrago : como que-
ris que eu parta sem despertar as suspeitas dos
rossos caralteiros ?
Nao ros importis com isso ; dar-ros-hei
como urna seotinella perdida.
Bem. Agora quanto ao que diz respeilo a
Lennox....
Guardae para ros os rossos esclarecimentos :
eu nao tenbo preciso delles. O xito da minha
expedigo para mim urna questo de rida e de
morte : cumpre pois que eu r ao fim e hei de
ir. Quando encontrar um obstculo, qualquer
que seja, derriba-lo-hei. Nao preciso saber cou-
sa alguma. Ah I esquecia-me fazer-vos urna ul-
tima recomraeodagio. Prohibo-ros que pronun-
ciis daqui at a rossa partida sob qualqueraio-
tiro o nome de Joaquim Dick e o de Antonia.
Perfeitamenle, senhoria : mas ento a mi-
nha discripgo est comprehendida as dez on-
gas ?
Sim.
Tanto peior.
O marquez e Grandjaan se separaram. O pri-
meiro roltou para a ranguarda, o segundo tomou
lugar entre os" rentureiros na retaguarda da
tropa.
. By God dizia o Canadiano com urna ale-
gra interior que procura bem nao deixar trans-
parecer no seu semblante. Dero confessar que
at aqui tenho preenchido muito bem a misso
de que me encarregou o Sr. Joaquim. Es3es pa-
tifes j sabem agora que o Sr. d'Hallay conserra
Antonia prisioneira pelo amor que lhe tem, e
nao pelo interesse geral da expedicio : sabem
tambem que o Sr. Lennox conta eilermina-los
um por um ; e esta certeza nao pareceu animar
muito a sua coragem !.... Quanto a mim, a mi-
nha fuga torna-se nio s fcil como at certsi-
ma ; e o que anda maispagam-me para fu-
girj Decididamente a mentira e a astucia pra-
rilecem multo sobre a rerdade e a franqueza 1
Deus queira que en me saia tio bem da segun-
da parte da minha misso, como sahl da primei-
ra 1 Ora l e porque nao ? o seu resultado
muito mais importante, porm a aua execucio
mullo mais fcil. O peior est eito...
Alguns minutos depois linha lugar entre os
bandidos urna terrivel caslrophe, que .ponha a
todos em confuso. Um incendio sbito e vio-
lento declarou-se no centro das carretas. Os bois
que arrastaram esses pesados rehiculos quebra-
ran! as crrelas, que os prendiam, e corriera es-
pantados por todos os lados : os rentureiros
aterrados com essa irrepararel desastre nao ti-
nham observado que os bois estaram mais furio-
sos do que espantados ; sua carrea desenfreada.
altos desordenados e lastimosos mugidos pro-
rioham de outra causa que nio o espanto.'
Se Grandjean, que naquelle momento se' reuna
ao Batedor de Estrada cerca de urna milba distan-
te do lugar em que tinha lugar essa sceni, fosse
interrogado sobre a cansa do incendio, e da furi-
bunda carreira dos bou, fcilmente a explicara,
se quisesae.
Afinal de conlas elle estar radiante de alegra
pelos louvorea que lhe diriga o Batedor de Es-
trada sobre o bom desempenho da sua misso.
[Cottnu*r-st-ka.)
PIE!,- IYP. DI M. F. DI IAMA.-1861,


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ELN77PGWM_95N0F5 INGEST_TIME 2013-04-30T22:32:48Z PACKAGE AA00011611_09360
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES