Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09359


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Full Text
lili IHT11 ID1EI0 182
Por tres mezes adiantados 5$OO0
Por tres mezes vencidos 6$000
SEXTA FE1IA 9 11 AGOSTO DI IW
PoranooadiaBtadol9$000
Porte fraico para o subscriptor.
NCARRBGADOS DA SUBSCBIPCAO DO NOBTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Slanoel Jos Mar-
tina Bibeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J.
FAKUUA UUS CUKHblUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do'dia.1
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feirss.
S. Anio, Bezerros, Bonito, Ctriar, AUioho e
Garanhuns as tercas-feiras.
Pi d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista.
Ouricury e Fxnas quartas (eiras.
EPHE1IEBIDES DO HEZ DE AGOSTO.
Cabo, Serlnhiem, Rio Formoso, Una, Barreiros
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo daCosta. (Agua Preta. Pimenteiras Natal quintasfeiras.
(Todos os eorreiosparlem as 10 horas da manhaa)
6 La ora as lOJhoras e 34 minutos da man.
13 Quarto crescente as 4 horas e 56 minutos ds
manhaa.
20 La cheis as 7 horas e 31 minutos ds msn.
28 Quarto minguante as 11 horas e 4 minutos da
manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
IPrimeire as 6 horas e 54 minutos da manhaa.
Segundo as 7 horas e 18 minutos datarde.
DAS DA SEMANA.
5 Segunda. Nossa Senhora dasNeres.
6 Ter$a. Transfigurado do Sr. do monte Tabor.
7 Qaarta. S. Csetano fundador; S. Donato b. m.
8 Quinta. S. Cyriaco diac. ; S. Emiliano b.
9 Sexta. S. Affonso Maria de Liguorio fundador.
10 Sabbado. S. Lourengo m.; S. Asteria t. m.
11 Domingo. Ss. Tiburcio e Suzana mm.
jAUMUNlUAS DOS- TR1BUNAES DA CAPITalT
Tribunal do commereio; segundas quintas.
Relacao: tercas, quintas sabbados as 10 horas.
Pazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commereio : quartas ao meio dia:
Dito de orphoa: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do eiTel: tercas o sextasao meio
da.
Segunda rara do cItoI : quartas sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SL
Alagoas, o Sr. Claudino Faleao Dias; Babia
Sr. Jos Martins Alves ; Rio do Janeiro. Ss'
Joo Psrsira Martins.
EM PEBNAMBUCO.
O proprietario do dhrio Manoel Figielroa i9
Faria.na lirraria praga da Independencia n
loo 8.
PARTE 0FFIC1AL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Espediente do dia 6 de agrosto.
Oftlcio ao presidente da Parahyba.Com o of-
ficio de V. Eic. de 31 de julho ultimo recebi
cusso concebido no seotido de
prerogativa constitucional, que ao poder legisla-
tivo geral compete na ixaco das despetas do
estado, e justifica-o.
Tomam parte na discussio os Srs. Souis Ru-
mos. Vasconcellos, Mrquez de Olinda, Manoel
Felizardo, Silveira da Motts, ministro da instiga e
Souza Franco.
i ..? s ..Tojria: skmsvsS:
sideote declara encerrada a discussao, e d para
ordem do dia da' seguinle sesso :
vice-presidenle dessa proviucia por occasiao de
passar V. Exc. a adwinistracuo delli no dia 18
de maio deste aono.
Accusou timbem o recebimeoto de outro o lu-
cio com data de 3 do correte, acompsnhado de
dos exemplares da falla com que abri a ses-
sao ordinaria da assembli legislativa daquella
provincia no dia 2 deste mez.
Dito ao coronel commandanle das armas.A'
vista do officio de V. S. de 5 deste mez e da in-
formaco do coronel director do arsenal de guerra
de 3 do correte, convenbo na transferencia de
praga que pedio oaospegada da companhiade sr-
tiflees Manoel Martina da Silveira Barros para o
9" batalho de infantera.
Dito ao conselheiro presidente da relacao.
Sirva-se V. S. de ioterpor o seu parecer sobre a
materia do incluso officio do juiz de direito inte- I tadn
rio da comarca do Rio Formoso de 31 de maio
ultimo, requerimento e mais a elle juutos relati-
vamente ao escrivo Jos Antonio da Rocha de-
mittido pelo juiz de direito Francisco Dorotha
Rodrigues e Silva.
Dito ao capito do porto.Por falta de commo-
dos nao podem seguir no por Ceres os 14 recru-
tas destinados para o servigo da mariaha ; o que
declaro V. S- para que ostaga desembarcar com
urgencia se estavam a bordo.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Deferiodo a pretango do alferes quartel mestre
do corpo de guarnigo Bernardino Candido de
Araujo, a qual consta do incluso requerimento,
recommende V. S. que mande pagar em os de-
vi Jos lempos a prestago mensal de 12(1000, que
elle quer coosigoar de seu sold nesta capital
para ser entregue ao seu procurador Francisco
Pinto da Costa Lima, a contar do 1* de dezem-
Yotigo das emeodas cuja discussao flcou en-
cerrada, e as outras materias ji dadas.
Levanta-se a sesso s tres horas da tarde.
SESSAO EM 19 DE JNHO.
Pre$idencia do Sr. visconde de Abaet.
A's 10 horas e 50 minutos da manhaa o Sr.
presidente abre a sesso, estando presentes 30 Srs.
senadores.
Lida a acta da anterior, ipprovada.
O Sr. 3o secretario, servindo de Io, l um offi-
cio do ministerio dos negocios do imperio, fazen-
do constar ao seoMo queS. M.o Imperador mar-
car o dia e hora em que receber a deputago
que tem de levar sua augusta preseoga a.res-
mesmo senado falla do tbrono, depois
resguardar a Rosarlo, no Maranho, um anno de licega sem
vencimentos.A' imprimir,
Un officio do ministerio dos negocios da mari-
nha acompanhando o autographo da resolugo
da assembla geral, auloriaando o governo a
mandar abrir praga de aapirante a guarda-mari-
nha a Jos Ignacio Borges Machado.Pica o se-
nado ioteirado, e mandou-se commuoicar c-
mara dos Srs. deputados.
O Sr. Viseoode de Albuquerque recordando ao
senado um incidente que na ultima vez que fal-
ln se deu entre elle orador e o Sr. presidente, e
do qual, por ordem expressa de S. Exc. aos ta-
cbygrapqos que tomam os debates, nao se fez
mengao no joros! encarregado de publicar as
discusies, e desojando que fique estabelecido se
a presidencia tem direito de mandar fazer taes
suppressdes, envia mesa a seguinte mogo, que
considerada indicacio para seguir os transites
marcados no regiment :
Requeiro que seja aubmetlido ao parecer de
urna commissio Moguinte questio :
Seo presiderMdo senado pdc mandar sup-
primir do jornal da cass qualquer ineidenle que
oecorrer na discussao.
ORDEM DO DIA.
Entra em 1." discussao a proposigio ds cma-
ra dos deputados autorisando os presidentes de
provincias a prover oslugarea de officiaes de
justiga de primeira instancia e das secretarias de
policia.
O Sr.-Vasconcellos diz que o projecto intil
e inconveniente, pois suas disposigoes se acham
comidas em diversas leis em vigor.
O Sr. bario de Muriliba responde ao preceden-
te orador, dizendo que as leis de que Iratou re-
referem-se nomesedes interinas, e que o actual
projecto traa das effectivas.
O Sr. Vasconcellos jvolta de novo a tribuna pa-
ra combater os argumentos do orador que o pre-
cedeu.
que (indar na cmara dos Srs. deputados dis-
cussao da dita resposla.
Fica o senado ioteirado.
ORDEM DO DIA.
Submetlida votagao por ter cado encerrada
a discussSo do arl. 3 da emenda substitutiva, nao
approvada.
O Sr. senador Nsbuco requer verbilmente a vo-
tagao por parte da sub-emenda do Sr. Souza e
Mello.
Consultado o senado, approvado o requeri-
mento.
Posta a votos a l1 parte da sub-emenda sobre
comarcas e termos, approvada.
begue-se a votagao da segunda parte sobre pa- primeira discussao, fazendo-se as convenientes
rocinas, igualmente approvada. ** I reformas na segunda. .
Submetlida votagao assim emendada, passa O Sr. D. Manoel combate o proieclo.
para a 3" discussao. o Sr. Dia Vieira sustenta o projecto.
-!cedCe7ut^ observagoes do Sr. Dan,.,
vidros, cuja discussao ficou encerrada na sesso
de 10 de setembro do anno prximo passado,
rejeilada.
Entra em 3a discussao a proposigao da cmara
dos Srs. deputados, concedendo um privilegio a
Guilherme Boulich para fabricar porcellanas de
greda cermica elouga fina.
O Sr. Viscoodede Jequitiohonha diz que a ques-
to de privilegios de summa importancia ; en-'
tretando que a legislagio que entre nos regula
esta materia nao sufflcienle. I
Em outros paizes estas coocesses sao feitas
administrativamente, como acontece nos Eslados-
Uoidos, ondea le procura solver duvidaslmpor- Heorique Leopoldo Soares da Cmara, pedindo a
lanles, qual seja a da pnondade: mas esta ainda esta augusta cmara a graca de ser admittido no
nao solveu convenientemente, por isso que o ora- fim do anno aos eximes das materias que fre-
dor leu, em um relatono feto pelo Commiuio- queotou. e previamente o inglez. nico prepera-
naxre-Patenls, apresentado este anno, referiodo- torio que lhe fsllou para completw os estudos
se ao de 1859, que alt a prova da prioridade era do i. aono medico.A' commissao de instruc-
leita por meio de testemuohas, oque dava lugar
mandante das armas.
Dito ao director das obras militares.Trans-
miti por copia Vmc, para ter a devida execu-
co, na parte que lhe toca o aviso circular do mi-
nisterio da guerra de 9 de julho ultimo, declarn-
doos casos em que podem ser feilaspor adminis-
trago obras ou mesmo concertos ou pinturas em
edificios pertencenles ao referido ministerio.
Deu-ss tambem sciencia thesoararia de fa-
zenda.
Dito ao director das obras publicas.Recom-
mendo Vmc. que orgaoise, e me envi com a
possivel brevidade a planta e orgamenlo de um
docel e cadeira de bispo para a igreja cathedral
da dioceae do Cear.
Dito ao gerente da companhia Pernambucana.
Mande Vmc. dar urna passagem de estado para
a Parahyba, no vapor Jaguaribe ao bacharel Joo
Rodrigues Chaves, secretario do governo desla
provincia.
Mandou-se tambem dar transporte no mesmo
vapor, para aquella provincia, a um cabo e um
soldado de policia, que d'ali vieram escoltando
dous presos, bem para o Cear ao desvalido Joa-
quim da Guerra Passos.
Dito ao engenheiro fiscal da estrada de ferro.
Envi por copia para sua sciencia e devida exe-
cuco o aviso do ministerio da agricultura, com- [itesrstra-se
merco e obras publicas de 10 de julho fiodo, or-
denando que Vmc d conhecimento por escripto
a esta presidencia de lodos os accidentes occorri-
dos as obras, vias e estages da estrada de ferro
sdb sua fiscalisago, e bem assim que remella
secretaria de estado do mesmo ministerio por in-
termedio da presidencia um mappa dos successos
que se bouverem dado no mez anterior, e que
devera ser formulado segundo a regra estabele-
cida no final do citido aviso.
Portara.O presidente da provincia, nos ter-
mos do art. 6 da carta de lei de 3 do oulubro de
1834, explicado pelo aviso do ministerio da jus-
tiga de 14 de maio de 1860, resolve nomear a
Antonio Bernardo Ferreira para exercer proviso-
riamente os officios de partidor e distribuidor do
termo de Olinda, creados pela le provincial, n.
504, de 29 de maio deste anno, eraquanto nao fo-
rem definitivamente prvidos pela forma deter-
minada no decreto n. 817 de 30 de agosto de
1861.Communicou-se ao juiz municiptl com-
petente.
) O Sr. bario entende poder passar o projecto em
o projecto, encerra-se a diseusso por nao
haver casa para se votar.
O Sr. Presidente marca a ordem do dia, e le-
'. vanta a sesso urna hora e tres quartos da
tarde.
i
-----------
SESSO EM 87 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. vis con de de Abaet.
s 11 horas da manhaa o Sr. presidente abre
i sesso, estando presentes 30 Srs. senadores.
Lida a acta, da anterior approvada.
EXPEDIENTE.
O Sr. 1." secretario l um requerimento de
a mnita falsidade nos depoiemenlos, pelo que re-
clamava um acto do congresso que acabasse com
este abuso.
All tambem est estabelecido o que se chama
caveat, que o direito que tem o inventor de pre-
venir a autoridade de que se oceupa, e tem j
descocerlo qualquer nova industria ou machina,
esta declarago, e quando outro ap-
parece, prevalece o que ofiereceu o seu caveat.
Entre nos os privilegios sao concedidos pelo go-
verno ou pelo corpo legislativo.
O governo manda examinar as representag&es
pela secgo dos negocios do imperio do conselho
de estado, a qual sendo nicamente de tres mem-
bros, nao s demora muito- os seus pareceres,
como nao sendo os conselheiros de estado em ge-
ral profissiooaes, devem peccar taes consultas por
este lado.
No corpo legislativo sabe-se o modo porque
isto so faz, e-o exea,po est peraote o senado ;
porqnanto este projecto que se discute nao foi
nem examinado pela commisao
industria e artes.
gao publica.
Vem mesa o seguinle requerimento :
Requeiro que se pegam ao governo copias das
portarlas do presidente da provincia da Bahia fi-
zando o numere dos eleitores queem virtude do
10 art. 1.a da lei de 18 de agosto do aono pas-
eado deve dar cada urna parochia da dita pro-
vincia com declarago da qualiticago que servio
de base fixago dos ditos uleitores.
Pago do senado 27 do junho da 1861.Baro
de Coligipe.
E' apoiado e approvado
ORDEM I
Procedendo-se volag'
discussao ficou encerrad'
presidentes de provincia
justiga de Ia instancia
tarias de policia, reje
Entra em 3.adiscussau u projecto da cmara
doa deputados que augmenta os vencimentos
dos magistrados, com as emendas approvadas em
. DIA.
da proposigao cuja Ia
olem, autorisando os
overos officios de
igares das secre-
Expediente do secretario.
Do dia 6 de agosto de 1861.
Officio ao coronel Alexandre Manoel Albino de
Carvalho, director do arsenal de guerra da edrte.
O Exm. Sr. presideote da provincia manda de-
clarar V. S em resposla ao seu officio de 22
de julho ullimo, que foram refolhidos ao arsenal
de guerra, como melhor se v do officio por co-
pia junta os objectos coudos nos caixdes e fardo
a que alinde o mesmo officio.
Dio ao iaspeclor da thesouraria da fazenda.__
O Exm. Sr. presidente da provincia manda rom-
municar i V. S. que o major reformado Filippe
Duarte Pereira assumio no dia 5 do correte,
como participou o coronel commandanle dss ar-
mas, o commando da fortaleza do Brum, em subs-
tituido ao lente coronel Jos Lucas Soares
Raposo da Cmara que enlrou no gozo da licenga
que obleve do governo imperial.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
SESSO EM 18 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia doSr. vizconde de Abaet.
As 11 da manhaa, o Sr. presidente abre a
sosso estando presentes trinta senhores sena-
dores.
Lida a seta da anterior, approvada.
O Sr. 1 secretario deu conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio dos negocios da justiga,
remetiendo o autographo da assembla geral ap-
provando a aposentago concedida ao juiz de di-
reito Joo Mauricio Waoderley bario de Cotigipe,
em um lagar de desembargador com o ordenado
correspondente ao lempo que tem servido, na qual
resolugo S. M. o Imperador coosente. Fica o
senado ioteirado. e manda-se commuoicar c-
mara dos Srs. deputados.
Outro do Sr. senador'Antonio da Cunha Vas-
concellos, participando que, por motivos de mo-
lestia nao pode comparecer s sesses deste an-
no.Fica o sead ioteirado.
Sio sorteados para a deputago qne tem de re-
ceber o Sr. ministro da justiga os Srs. Vasconcel-
los, Moniz e Mendes dos Saotos.
ORDEM DO DA.
Achanti-se na ante-camora o Sr. ministro
inlroduzido com as formalidades do estylo, e lo-
ma assento na mesa. ^
Continua a discussao adiada pela hora, na ses-
so antecedente do art. 3, das emendas substi-
tutivas i proposigao da cmara dos Srs. depu-
tados, augmentando os vencimentos dos magis-
trados.
O Sr. ministro da justica diz que o art. em da-
segunda
de commereio,! O Souza Franco diz queja declarou que vota-
i ria na 3a discussio contra o projecto, se, alm do
ao se penseque este objecto to pouco im- augmento dos vencimentos dos magistrados, nao
portante que nao merece que o corpo legislativo passasse algum melboramenlo para a adminis-
lance sobre elle os seus olbos. O orador leu com tragao da justiga. Sem repetir o que disse na
prazer, e ao mesmo tempo cora dor, esse relato- ; 2. discussao, prope-se a accrescentar alg urnas
a que ja se referto, e do qual consta que seis ; razdes pelas quaea insiste no proposito de negar
requenmentos foram apresenlados seu voto ao projecto.
no
mil e tantos
pedindo privilegios, e destes mais de'qualro mil
foram deferidos ; sendo para notar que os agra-
ciados foram subditos dos Estados-Unidos, em
numero tambem excedente de quatro mil; apenas
trinta e sele eram estrangeiros.
Occorre entre nos alguma cousa que com isto
se pareca ? e poder-se-ha dizer que oio temos
talento, espirito de industria e inventor ? Cr
que nao ; e alguma cousa cumpre fazer sobre este
assumpto.
Cooclue, pois, requereodo que seja ouvida a
commissao competente relativamente a este ob-
j ecto.
Vai mesa o seguinte requerimento :
c Que este projecto seja remettido commis-
sao de commereio, industria e artes. Visconde
de Jequitiohonha.
E' apoiado e approvado,
Eotra em 3a discussio a proposigao da mesma
cmara, approvaodo a pensio concedida viuva
do encarregado dos negocios da Blgica Pedro
Carvalho de Moraes.
Julgada discutida a materia, apptovada a
proposigao para subir sanegio imperial.
O Sr. 1 Secretario l um officio do Sr. mar-
quez de Caxias, participando nao poder compare-
cer s sesses do senado por achar-se anojado
pelo fallecimento de seu Dlbo.Inteirado e man-
dou-ae desenojar.
Segue-ae a 3a discussio da proposigao da refe-
rida cmara, concedendo um anno de licenga ao
Dr. Joa Maria Correia de S e Benevides.
Posta a votos a proposigao rejeilada.
O Sr. presidente declara esgotsda a materia da
ordem do dia, e di para a da seguinte sessao :
trabalhos de commissoes.
Levanta-se a sesso ao meio dia.
SESSAO EM 26 DE JUNHO.
Presidencia do Sr. visconde de Abaeti.
A's 11 horas da manhaa, o Sr. presidente abre
a sesso, estando presentes trila Srs. sena-
dores.
Lidas as aetas de 19, 2i 22 e 25 do correte sio
todas approvadas.
EXPEDIENTE.
O Sr. Io secretario l um officio do ministerio
dos negocios da fazenda acompanhando o mappa
o. 631 das operacoes occorridas na secgo de
substiteigio de papel moeda at 31 de maio pr-
ximo passado.E' remettido commissao de fa-
zenda.
A proposigao viola da cmara dos Srs. depu-
tados autorisando o governo a conceder ao ba-
charel Antonio Borges Leal Culello-Braaco, juiz
de direito de Oeiras, no Piauhy, e ao causelhei-
ro Jos Bento da Cunha Figueiredo, lente cathe-
dratico da faculdade de direito do Recita um ao-
no de licenga com todos os seus vencimentos.
A imprimir.
A proposigao rinda da mesma cmara, autori-
sando o govdrno -a conceder ao bacharel Cassio
Antonio d 'Gesta Ferreira, juiz de direito do
Na ultima discussao ficou to claro como a luz
do dia que o que se vai fazer urna verdadeira
reforma do acto addlcional. e por cousoquencia
ficou patente que ha manifesta violago da cons-
tituigo, por isso que ella nao admiti reformas
seoao pelos tramites marcados nos arts. 174 a
178. Tfata-se de nada menos que reformar urna
disposigao constituicional que attribue s assem-
blas proviociaes o direito de dividir os dislrictos
em comarcas, municipios e parochias, sem que
essa reforma se realise pelos meios que a consti-
tuido admitte.
Nao continua sobre esta materia, porque a jul-
ga claramente provada. Discutir as doas razos
apresentadas, urna pelo nobre senador por Mi-
nas-Geraes, que tomou a principal parte na de-
fesa do projecto, e a outra pelo nobre ministro
das obras publicas.
O nobre senador por Minas baseou o sei voto
a favor do augmento dos vencimentos dos ma-
gistrados na esperance de nio haver dficit ; o
nobre ministro das obras publicas disse que se
iam evitar saquea sobre os cofres pblicos, que
os esgotam successivajiente.
Demonstrar que em vez de se melhorarem
os cofres pblicos, os embaragos vo tornar-se
maiores.
Admira-se de qne o nobre senador, homem il-
luslrado, ainda boje ponha em duvida que hou-
vesse saldos em 1858, e que se sirva deste ar-
gumento : Se en to, dizendo-se que havii sal-
dos, descobrio-se dficit, boje, que se diz que ha
de/icil, pode haver saldos, podemos estar melhor
do que sup pomos, podemos porlanto dar jos ma-
gistrados os melhoramentos que pedem. Dis-
se isto boje, quando os batneos etto apresen-
lados, quando a questo est completamente
elucidada I
O argumento do nobre senador nao procede.
Elle dev^ria concluir na razio directa, dizendo :
Hoje que ha dficit de suppr que seja maior
do que se er. O thesouro podia, veodo-se
com grandes sommas de fundos disponiveib, nio
ter certeza das despezss que se estavam fazendo
pelas provincias, ou que te haviam de fazer, pa-
ra dizer que havia saldos quando havia dficit ;
mas o thesouro nio pode nunca enganar-se di-
zendo que ha dficit quando lenha as suas cal-
as muilas sommas de dioheiro.
O nobre senador posse hoje os batneos defi-
nitivos de 1857 a 1858, o bataneo provisorio de
1858 a 1859, ama publicagio sabida pouco do
thesouro, as tabellas juntas ao proprio relatorio
deste anno; como pois, pergunta o orador, du-
vida ainda de que honvease grandes saldos em
agosto de 1858, quando o ministro da fazenda
declarava que tinhamos 20,000:0000 diaponiveis-
O Sr. Presidente observa ao orador que elle
nio deve converter em questo principal aquillo
qne o oio pode ser. A questo principal o
augmento dos vencimentos dos magistrados, e
nio se houve saldos em tal ou tal aono. Esta
urna questo secundaria.
O Sr. Souza Franco diz que como tal que a
consideraram. Nio possivel desconhecer-se
que Ira lando- se de urna despeza de 800:000lj000,
e preciso averiguar se o thesouro est cm cir-
cunstancia de faze-la. E' esta ums parte de
questo principal, pode portanto ser tratada de
passagem, no sentido de mostrar-se quaes as
cirenmstancias que concorreram para que o the-
souro se ache no estado em que o vemos hoje.
O Sr. Presidente declara que atteoder ao no-
bre seaador, de conformidada com a observaco
que lhe fez,
O Sr. Souza Frinco observa que lamenlavel
que se esteja vendo baixar o cambio, vendarem-
se por nada as propriedades, soffrer a populago
immensamenle, e um senador, custumado a
tratar destas questes, nio ter occasiao para oc-
cupar-secom ellas! Ha de ver todos estes sof-
frimentos e flear callado !
O Sr. Presidente O nobre senador queixe-
se do regiment, ou proponha a sua reforma.
O Sr. Souza Franco diz que faz estes protes-
tos para que o publico fique sabendo que nio
depende delle orador discutir estas questes.
O Sr. Presidente declara qne o sea dever
fazer observar o regiment, e que assim tambem
nio depende delle permittirque o nobre senador
se aparte do objecto em discusgio.
0 Sr. Souza Franco, proseguindo, diz que o
que pode regular boje sobre o estado dos cofres
pblicos a tabella que o nobre ministro apre-
sentou no seu relatorio.
Segundo essa tabella, os encargos do thesou-
ro sao de 12,123:0009000. Se dentro de um
anno Mr exigivel a divida de S 500,000 ao cam-
bio actual de 25. leremos de pagar 4.800:000.
Esta aomma, addicionada de 12,123:000&000,
produz a de 17,000:000000 asatisfszer em um
anno. E'esta a situagio do thesouro, situago
a que o senado nao pode negar attengo.quando
trata de votar urna despeza e 800:0005000.
Mas por ventura esta situagio do thesouro
de hoje s 1 E' esta a questao secundaria de que
vaf tratar em poucas palavras. Esta situico
dos ltimos annos, nio de 1857 a 1858, o co-
mca prova-lo notando que ha irregularidade
em urna tabella.
0"Sr. Presidente repele ao orador a observa-
Cao que j lhe dirigi, visto que S. Exc. apar-
tndole da questio trata de examinar inexac-
tidesque suppe haver em um balango, para o
que nio esta a occasiao propria.
O Sr. Souza Franco observa a S. Exc. que s
disse duas palavras a tal respeito.
O Sr. presidente responde que sio duas pala-
vras que parecem ter de formar o principio de
mil: que o nobre senador pode contestar as
duas palavras que sobre este assumpto disse o
seu honrado collega por Minas, deixando a prova
para outra occasiao.
O Sr. Souza Franco aceita a observagSo, mas
pede a S. Exc. que nao ordene que o incidente
nio seja publicado, porque quer que a opinio
publica fique convencida de que se nio coosVte
hoje que um senador faga as observagoes que
julga necessaria para patentear o estado finan-
ceiro do paiz.
O 8r. Presideote : Hoje cumpre-se o regi-
mento, como secumprio sempre, como os meus
dignos antecessores o cumpriram.
O Sr. Souza Franco : Isso que V. Exc.
me ha de permittir que observe que nao
assim.
O Sr. Presideote contraria com energa esta
proposigao.
O Sr. Souza Franco lamentando o tempo que
S. Exc. lhe tem feto perder cortando-lhe por
tantas vezes o fio do discurso, trata novamente
de mostrar a inconveniencia que ha em ir so*
brecarregar o thesouro no estado em que se
acha com urna despezt tas consideravel, nao a
fazendo acompanhar de algumas medidas que
melhorem a administrago da justiga. Seja qual
fr a disposigao delle orador, que grande, para
melhorar a sorte dos magistrados, recua ante a
idea de langar este grave oous sobre o paiz,
quando elle se v a Dragos com to grande diffi-
culdades.
Ao tratar outra vez da questio dos saldos
de 1858, o orador de novo advertido pelo Sr.
presidente, e chamado ao ponto da questo.
Declara eutio que visto nio o deixarem fallar
quando o regiment lhe permita que falle, acha
melhor senlar-se e volar silenciosamente contra
o projecto.
Nao havendo mais quem pega a palavra, en-
cerra-se a discussio, e posta a proposigio vo-
tagao rejeilada.
Segue-se a Ia discussao ds proposigao da
outra cmara autorisando o governo para pro-
ceder revista de antiguidede dos juizes de di-
reito.
Dada por finda a discussio, rejeilada.
Eotra sm Ia discussia a proposigao da sobre-
dita cmara autorisando o governo a conceder
ao vigario Francisco Jorge da Silva tres annos e
meio de licenga com os vencimentos da respec-
tiva congroa para ausentar-so da sua fre-
guezia.
Dada por finda a discussio, e posta a votos,
igualmente rejeilada.
Eotra em 3a discussio o projecto do senado
(F) comprehendendo o artigo 1 e seus 1* e 2o,
declarando que sao admiasiveis ao crime os ins-
trumentos de cartas testemunhaveis dos recursos,
com um parecer da commissio de legisla-
go.
Vai a mesa a seguinte emenda :
Offerego como additivo o artigo 4a do pro-
jecto que se discute.M. dos Santos.
E' apoiada e entra conjunctamente em dis-
cussio.
R' mais offerecida a seguinte emenda ao ad-
ditivo :
Esta mesma providencia teii lugar nos casos
civeis.M. dos Sanios.
Depois de breve debate sustentado pelos Srs.
Vasconcellos, Mendes dos Santos, D. Manoel e
Euzebio de Quelroz, sio approvadaa as emendas,
as quaes devem ter nova discussio na Ia sesso.
. Segue-se a Ia- discussio do projecto do sena-
do (B), determinando que ao reo preso absolvido
m 1* instancia seja admittida a flanea at a de-
cuso do aecusado em 2a instancia quando a
pena fr menor de 14 annos de prtsio.
Aps urna explicacio do Sr. bario de Murili-
ba, aator do projecto, verifica-se nio haver
casa, e declara se encerrada a discussio.
O Sr. presidente marea a ordem do dia e le-
vanta a sesso 1 hora da tarde.
SESSO EM 28 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Abaeti.
A's onze horas da manha o Sr. presidenta abre
a sesso, estando presentes trinta Srs. senadores.
Lida a acta da anterior, approvada.
EXPEDIENTE.
O Sr. Ia Secretario l um requerimento de Jos
Joaquirn de Gou-ea, oficial da secretaria do se-
nado, pedindo licenga com todos os (seus venci-
mentos, at abertura da futura sesso, para
tratar de aua sade onde lhe convier.A' com-
missio da mesa.
O Sr. 2* Secretario l um parecer da commis-
sao de mariaha e guerra reconsiderando, por de-
liberagio de senado, o projecto de promoges da
armada.A imprimir.
ORDEM DO DIA.
Eotram em nova discussio as emendas, appro-
vadas em 3a, do projecto relativo a cartas teste-

munhaveis. Sio approvadas, e bem assim o
projecto, que remettido commissao de re-
daego.
Submettido votagio por ter ficado encerrada
na sesso antecedente a Ia discussio, o projecto
do seoado (BJ determiosndo que ao reo preso
absolvido em Ia ioslancia seja admitlida a fisnga
at deciso do recurso em 2a instancia, quan-
do a pena fr menor de 14 annos de priso, passa
para a 2a discussao.
Segue-se a 2a discussio da proposigao (D) da
cmara do deputados autorisando as congrega-
res das faculdades de direito e de medicina do
imperio para admittir matricula os estudantes
que se apresentarem at oito dias depois de fe-
chadas, e justificaren! as faltas que tiverem.
O Sr. Vasconcellos oppe-se resolugo por
toa! em vista da lei n. 1,073 de 8 de agoste de
1860, que diz que, emquanto nao forem defini-
tivamente approvados os estatutos das faculdades
de direito e de medicina, o governo, ouvidas as
congregages respectivas, poder mandar matri-
cular os alumnos que por motivos justificados
peraote as mesmas congregages nao tiverem
comparecido no prazo fizado para as matriculas;
comanlo que nao lenha decorrido o tempo ne-
cessario para constituir faltas que facam perder o
anno.
Haveria no seu pensar serios inconvenientes em
dar este direito s congregages, como quer a
resolugo, e o prazo de 8 dias nella marcado
extremamente limitado. Ple succeder, como
j tem succedido, que o estudaote que tem de
ir matricular-se na Baha ou Pernambuco se veja
forgado a demorar-se na corte 10, 12 e 15 dias
por falta de paquete; pode mesmo este soffrer
um sinistro na viagem, e ento nao lhe ser pos-
sivel appresentsr-se dentro do prszo marcados
A lei vigente muito mais equitativa porque de-
termina que smente nao possam ser admittido.
aquellos estudantes que derem um numero de
faltas que fagam perder o anno. E marcando este
praso teve-se tambem em vista obstar a que se
matriculasse o estudanle que j tivesse deixado
de ouvlr grande numero de liges, e que por esta
razo nao ficasse sufflcieotemeote instruido as
materias do anno lectivo. E' porlanto justo o
referido prazo, quer em relago ao estudante,
quer em relago ao bom ensino.
Nestes termos, estando melhor prevenida a
espeaie de que se trata pela legislagio vigente
do que pela resolugo, nao pode dar o sea voto
para que esta passe 3* discussao.
O Sr. Jobim concorda em todo o que expen-
deu o precedente orador, e portanto vota igual-
mente contra a resolugo.
Encerra-se a discussio, e posto a votos o art.
1 da proposigio rejeitado, ficando prejudica-
dos os demais artigos.
O Sr. Presidente declara esgotada a materia da
ordem do dia, e pede s commissoes em cujo po-
der se acham alguns projeclos importantes que
deem sobre el les seus pareceres afim de haver
materia de mais interesse com que o senado se
oceupe.
Vou dar a ordem do dia (accrescenta S. Exc.):
algumas das materias talvez Dio paregim de im-
portancia, mas. realmente o sio, e convm que
sejam resolvidas para que se desassombre o the-
souro de mais de urna espada de Damocles que
sobro elle pesa.
Marcada a ordem do dia que vai designada em
outro lugar, levanta-se a sesso s 11 3/4 horas.
SESSO EM 1 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Abaet.
A's 11 horas da manhaa o Sr. presidente abre
a sesso estando presentes trinta e um Srs. se-
nadores.
Lida a acta da sesso antecedente, approvada.
Nio ha expediente.
Fica sobre a mesa para ser examinada e appro-
vada a folha dos ordenados e gratificages dos
officiaes e empregados da secretaria e pago do
senado, qao venceram no mez prximo passado.
ORDEM DO DIA.
Entra em Ia discussio o projecto do senado K,
autorisando o governo a emprestar aos propie-
tarios da fabrica de tecides denominada Tollos os
Saotos at a quantia de 150:0009000.
Posto a votos rejeitado sem debate.
Segue-se a Ia discussio da proposigao da c-
mara dos deputados, autorisando o governo para
emprestar a Guilherme Schuch de Capanema a
quantia de 100:000^000 com o juro de 6 por
cento.
E' igualmente regeitada sem debate.
Entra em primeira discussio a proposigio da
mesma cmara autorisando o governo para em-
prestar companhia que se organisar em qual-
quer parte do imperio, para a naregago do Rio
de S. Francisco, quem da Cachoeira de Pau-
lo Affonso, a quantia de 300.0000 debaixo das
condiges que entender convenientes.
Pos a votos regeitada.
Passa-se primeira discussio da proposigio
da referida cmara autosqndo ogoveroo a conce-
der um annn de licenga com os seus vencimen
tos so 1 escripturario da alfandega da Parahiba
Francisco Antonio Googalves de Moraes.
E' igualmente regeitada sem debate.
Entra em 3a discussio o projecto do senado,
mandan Jo punir com o mximo das penas do
art. 27 do cdigo criminal os capities, mestres e
officiaes dos navios comprehendidos as disposi-
goes dos arts. 82 e 83 do mesmo cdigo, com
um parecer das commissoes de legiilago, e ma-
rinha e guerra.
Vai a mesa o seguinte requerimento :
Que se remeta o projecto com todos as e-
menlas commissio de legislagio afim de re-
considera-lo. Pago do senado, 1* de julho de
1861.J. A. de Medeiro. o
E' apoiado e approvado.
Entra em Ia discussio aproposicio da cmara
dos deputados, concedendo ao ministerio do impe-
rio um crdito de 50:0000 para os exames que
tenham por fim melhorar a cultura da canna e o
fabrico do assucar.
Posto a votos nio passa.
Segue-se a Ia discussao da proposigao da so-
bredita cmara autorisando e governo para man-
dar fazer estudo sobre a praticabilidade e cuato
de ama estrada que partindo do ponto em que o
Rio Doce nio se prestar a naregago ni provin-
cia do Espirito Santo, se dirija cidade de Iia-
bira, na provincia de Minas Geraes.
Vai mesa o seguinte requerimento :
c Requetro que se pegam ao governo todos os
papis que existem desta estrada, ficando no en-
tretanto suspensa a discussio at virem as in-
formages.
E' apoiado e approvado.
Entra em Ia discussio a proposigio da referi-
da cmara autorisando o governo para mandar
pagar a Joaquim Dias Biealho, aposentado no lo-
gar de inspector da thesouraria da provincia de
Minas Geraes, a differenga 9e 1:2000 para a de
2:0000 com que foi melhorada a sua aposentado-
ra. E' offerecido o seguinte requerimento :
a Requeiro que seja remettido o projecto i
commlssodefazenda para ioterpor |a respeito seu
parecer. Emo 1" de julho de 1861.Souza Ra-
mos.
E' apoiado e approvado.
Segue-se a Ia discussio da proposigio da c-
mara doa deputados declarando que os contratos
de qualquer natureza que sjam celebrados pe-
los differeotes ainisterios, ou directamente ou
por seus delegados competentemente autorisa-
dos, eque exceder em. a o valor de dez con tos da-
ris, devero aer mencionados nos respectivos
relatnos.
Julgada discutida passa para a seguida dis-
cussao, ns qual entra logo, comegando-se pelo
9 rl. 1 .
Vai. masa a seguinte emenda.
Supprim-se as palavrase que excederem
do valor de dez contos de ris.Visconde de Je-
quitiohonha.
E' apoiada e entra conjunctamente cm dis-
cussio.
Dada por finda a discussio approvada a e-
menda.
Entra em discussio o artigo 2*.
Posto a votos approvado, e passa a proposi-
gio psra a 3a discussio.
OSr. presidente declara esgotada a materia da
ordem de dia, marca a do seguinte. e levanta a
sessao meia hora depois do meio dia.
SESSO EM 3 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Abaet;
A onze horas da manhia, o Sr. presidente a-"
a sesso, estando presentes 31 senhores se-
to 2 do corrente mez, sao
n
bre
nados.
Lidas as actas de
approvadas.
Nao ha expediente.
Fica sobre a mesa, para ser examinada e ap-
provada, a folha do aubsido dos senhores sena-
dores no segundo mez da presente sesso.
ORDEM DO DIA.
Sao sorteados para a deputago que tem de
receber o Sr; ministro dos negocios da mariaha
os Sr. D. Manoel. Rodrigues Silva e Vianna.
Sendo iotroduzido com as formalidades do es-
tylo, tomou assento ns mesa. -
Entra em 3a discussio o projecto da cmara
dos deputados sobre promoges da armada, com
as emendas offerecidas pela commissio de mari-
nha, e guerra aa quaea sio apoiadas.
O Sr. visconde de Jequitinhonha justifica o
manda i meza as aeguintes emendas que depois
de apoiadas, sio postas em discussao conjueta- "
mente com o projecto :
Emenda para se collocar onde convier :
Substitaa-se o segubdo periodo do art. 5.
pelo seguinte :
Os officiaes que forem feitos prisioneiros,
praticando algum dos actos indicados no 1.
do art. 6 poderlo ter immediatamente um posto
por merecimento, e, se quando regressarem a
seas postos tiverem direito a aceesso do posto
immediato, este Ihes ser conferido com a anti-
guidade que lhes pertencer.
a Para ser collocado, etc. :
< O artigo redija-se assim : No regulamenlo
expedido para a execugo desta lei, o governo,
organisando do novo o quadro da armada, e eli-
minando os postos que julgar desoecessarios, re-
gular a escala doa embarques e commandos dos
officiaes, segundo as conveniencias do servigo
em lempo de paz, e especificar as qualidades
que constituem merecimento para preferir a an-
tiguidade.
i Nenhum official subalterno exercer em tr-
ra empregoa de nomeago do ministerio da ma-
rinha sem que lenha pelo menos tre annos de
embarque em cada um dos postos ; nem poder
permanecer nesses empregos por mais de dous
annos. E bem assim oenhum official superior
exercer em trra empregos de nomeago do mi-
nisterio da marioha sem que teoha pelo menos
tres annos de embarque no posto de capito-te-
nente.
< Os officiaes deste posto nao podero perma-
necer por mais de quatro annos nos referidos
empregos. Excepluam-se destas disposigoes os
lentes e professores da escola de marinha, e os
directores dos eslabelecimenlos e offic'nas navaes,
emquanto nio forem organiaados corpos especiaes
a que devam pertencer.
c Nenhum official de primeira elasse poder
pertencer ao quadro effectivo do corpo diplo-
mtico, nem servir em navio desarmado, ou era-
prego propriamente civil da repartigao da ma-
rioha.
c Nenhum official subalterno poder servir
por mais de tres annos em transportes do es-
tado.
c Nenhum official ser empreado em correio
ou paquetes, embora subvencionados pelo Estado,
sem que lenha servido pelo menos dez annos em
navios da armada ; e o tempo que exceder do
tres annos a. bordo de taea navios, aera conside-
rado como de licenga registrada, na turma do art..
4. 1.*Visconde de Jequitinhonha. '
Emenda para ae collocar onde convier :
c Se passar a emends da commissio que pro
pe que seja intercalado um novo paragrapno.
enlre o 2. e 4 do art. 1., accrescenla-se di-
ta emenda, no fim, o aeguiotesalvo o caso de
reforma, que poderio obter nos termos da lei
respectiva, independente de quaesquer oulraa.
clausulas.Visconde de Jequitinhonha.
O Sr. Ministro da marinha nio esperava fallar
heje; mas o nobre senador com tal bondade cha-
mou-o i discussao, que nio pode deixar de dizer
alguma cousa em resposla, aenio com a esperan-
za de aatisfazer ao honrado membro, ao menos
como ama prova de juata deferencia.
Homem novo na poltica, mas official da arma-
da, e prezando a sua elasse, enlendeu que devia.
no seu relatorio, dizer toda a verdade a respeito.
do estado da repartigao que tem a honra de diri-
gir.
Assim, ennunciou a idea da extinegio do pos-
to de chefe de devisio, que, nio tendo equiva-
lente naa marinhas eatrangelras, torna-se um
motivo de gravea collises, como or vezes acon-
tecen no Rio da Prata, e que poderiam dar lugar
a serias complicagoes internaciooaes, se nio toa-
se a prudencia e bom aenso dos officiaes que se
viam em taes embaragos.
Mas por ventura a occasiio propria para le
var-ae a effeito esta suppressio ? Pensa que nao.
Quando ae trata de ama lei de promoges, e nio>
de reorganissr o quadro i armada nio pareca
que venha muito a proposito tratar-ae disso.
Pensa tambem com o nobre senador que o pos-
to de eapitio de fragata nio oecessario na hie
rarchia da armada, um posto de luxo.
Quanto porem ao posto de segundo lente
aparta-se das ideas do uobre senador. O guarda:
marinha, aahindoda academia, tem um anno da
viagem de instruegio ; com mais outro anno de>
embarque est habilitado pan ser promovido
segundo tenente. Ora, um official desta ordena
dover ser collocado ao calavento de um grande
navio, ou receber o commando, ainda de urna,
pequea embarcagio r Nio: logo, necessaria .
o posto de segando tenente.
O pensamento da lei que se discate que os
postos superiores da armada a sejam dados aos>
melhores officiaes. Tudo quanto concorrer par*
aperfeigoar urna medida que tem semelnsnte fina
deve aer cecebdo sem hesitar. Nao duvidar
pola dar o seu aasenlimenlo a quaesquer emen-
das concebidas sob este ponto de vista.
Neste caso est a do nobre senador que man-
da passar para a segunda elasse o official da ar'
mada que estiver mais de tres annos comman
dando paquetes, a qual pensa que deve ser ap-
provada.
Nao julga porem que a lei de promoges v da
envolta com a reforma do quadro da armada ;
porquaoto seja qual tfir esse quadro, e quer ello
conteDha 300 officiaes, como o dobro ou triplo


m
f# lr*
DIARIO DI PERIUMBUCO. SEXTA FE1RA 9 DI AGOSTO DE 1811.
*


desse numero, sempre bavet neeessidade de'
ma le de promogoea.
Nao temos o numero le cttciae de que preci-
asruos para aa exigencias da marinha de guerra
to imperio, era lalvez (lo cedo os'teremos. E
se nao pedio augmento do quadro, foi por duas
raiet : 1., porque acredita que *s leis nao de-
vena leafem Ultra mo asiaoeUs do tbeseuro naa comportara o
alo de desposa que d"ehi multarla.
O sobre- senador persiste em opinar pela eacel-
leaeia do systema ingles. 4* ptomogoes ; mas
ando em Inglaterra se. treta deformar o al-
aaitatitado, quando all s reooorreoe que le de
praanoges mi, nao sen uilo r*zoavel que
aa fosee pautar a nossa le* de prorooges por um
ayetema que em breve teca tai-ves de ser substi-
tuido por outro.
-O oobre ministro passa depois a analyear as
emendas de nobre senador, dando os motivos
perqu ule pode concordar c?ffi e-Uumas, e mos-
trando que as disposicoes de outrss podem ser
consideradas quando o geverne liver de dar o re-
gulamento de que trata o art. ti do projeclo da
dossmisso, entretanto que, ee'forera agora con-
templada!, devem tornar esta lei demasiadamen-
te casustica.
O Sr. barao. de UuriHba defeode o trabalho da
comoirsso, comparando-o com as emendas do
notwe senador que neo pode acce Dada a hora, retirase e Sr. miuistro com as
mesmas formalidades, e o Sr. presidente declara
adiada a discussao, e d para a ordem do da da
segratesesstu r nrestna j* designada.
Levatta-se a sessios tres horas da tarde.
Rclatori da reparlicao dos negocios
estrangeiros aprescaitado assem-
bla geral legislativa na prime ira
scsso da 11 legblatnra, pelo res-
pectivo lu-inislroe secretario de es-
lado, couselbeiro Antonio Coelho de
S e Albuqncrque.
CONVENCO POSTAL COM A FRANCA.
[Contiouago.)
A convenci nada estipulara que aulorifasse a
remessa, livre de porte da correspondencia ofH-
cial por essa liaba de piquetes; e estando regu-
ladas as condices desee privilegio no aecorde ce-
lebrado cora o governo de S. M. Britannica, por
deferencia mutua e de- recoohecida vantagem
para os dous governos, suggerio o governo impe-
rial tsmbem a idea de que durante a negociado
se pudessem entender os respectivos plenipoten-
ciarios a este respeito.
O ministro de S. M. o Imperador dos France-
ses nao estando autorisado para resolver estas du-
vidas, que alterevam algumas das estipulagoes
alo provecto, que submeltera apreciaco do go-
verno imperial, solicitou sobre ellas ae precisas
instruccoes de seo gover.no.
O Sr. cavolleiro do St.-Georges e o meu Ilus-
tre antecessor foram posteriormente Horneados
plenipotenciarios para negciarem o ajuste pro-
postrr, e logo na primeira conferencia, que teve
lugar em 17 de junho, manifestou o plenipoten-
ciario francs que querendo o seu governo dar
aiais urna prova de *ua benevolencia para com o
imperio, o havia auloiisado a annuir s modifi-
cado es e propostas constantes da nota do governo
imperial de 28 de dezembro de 1759.
estes termos proseguirn! os trabalhos da ne-
gociaco.
Os rticos 2, 3, e 10 do projerto de convenci,
ele 2 do projeclo de regulameolo organisado
entre os respectivos administradores, para a exe-
cucao da mesma convengan, foram substituidos.
Kedigida a convenci e documentos de acord
com as irrslrucces expedidas pelos respectivos
govemo?, foi a mesma ai-signada em 7 de julho
do amo prximo passedo.
Ficou por tanto conveocionid :
1." Que haveria urna troca peridica e regular
de cartas, amostras de mercaderas e de impressos
le qualquer natureza' tanto pelos paquetes fran-
ceses, como pelos paquetes britaooicos ; Gcando
em ambos os cas cargo do governo francez o
pagamento directo do respectivo transporte mari-
ti-no, islo da frooteira franceza fronteira bra-
sileira, e vice-versa.
5 o Que as malas da correspondencia seriam
fechadas e aberlas na estacoes postaes dos dous
paizes. '
3.o Que o pagamento do porte seria facultativo
para as cartas destnalas Franca, Graa-Brela-
nha, Estados-Unidos e outros paizes especificados
na tabella A, annexa convenglo ; e oDtigatorio,
para os dentis paizes do globo comprehendidos
na mesma tabella, e que se utilisam da Franca
come ponto intermediario para a expedidlo da
respectiva correspondencia.
4. Que o pagamento dos portes Das adminis-
traces dos dous correios seria assim regulado :
um porte simples at duas oitavas, porte duplo
atquatro oitavas, e assim por diante, augroeo-
tando sempre um porte simples por cada duas
oitavas, ou fraeco de duas oitavas que accres-
cerem. i
5. Que a dislribuicao da.importancia das taxis
le porte simples, que o publico teria de pagar, e
de suas cartas para a Franca ou para o Brasil,
seria na razio de urna quarta parte dessa somma
para cada um dos dous correios, sendo o exceden-
te destinado para occorrer s despeas do trans-
-porle martimo.
6. Coro relaco aos paizes designados na ta-
bella A, com os quaes poder o Brasil tambero
corresponder-se por intermedio da posta fran-
eeza, a retribuido vario, sendo mais ventajosa
para a Franca, em consecuencia do servico que
faz a sua administradlo ; mas a quota que tem de
tocar ao correio bresileiro pelo servigo da dislri-
buicao da correspondencia, ou de sua expedido
m geral, nunca inferior, guardada a conve-
niente proporco no peso, laxa que elle ora per-
cebe pela correspondencia condazida nos paque-
tes brasileiros
7." As administrares dos dous paizes se- en-
carregariam de remetter tambero cartas segures,
pagando o dobro do porte das cartas ordinarias,
com ascdndicoes do quantum por que deveria
responder cada urna, em caso de extravio.
Tsmbem com certas condices se expediran)
amostras de mereadorias, gacetas, brooburas, fi-
aros encadernados, e impressos de toda a natu-
reza, mediante urna medica taxa, cojo pagamen-
te seria franqueado al ao seu destino, tendo-se
em attencao, na retribuicao devida a cada urna
dasadmiotstrsgoe, o cusi do transporte mar-
timo. (Tabella B, annexa coneneo. J
8. Os paquetes franceses prestar-se-hiam a
transportar em malas fechadas a correspondencia
que as estacos do correio do Brasil, eslabeleci-
das nos portos em que tocam esses paquetes,
tjuizessem trocar entre si.
Essa correspondencia fleoo sujeita mesma
taxa de porte, que paga presentemente, quando
onduzida pelos nossos vapores, competindo me-
sado desses portes ao correio francs.
9. Prohibio-se expressamenle que se recebes-
sem eu expedisfem pelas aoministraces dos dous
orreios, pacotesou eartas eontendo ouro ou prata
a* moeda, jola, artigo de valor, ou qualquer
entro objecto snjeito direitos de allandega.
A convenci postal cujas principacs bases aca-
bara de ser esbogadas, tem de vigorar al que
urna das parles contratantes partcipe outra, com
antecipacao deum auno, a ioteocao de fazer ces-
aar os seus effitos.
Como se v, a convensio nao trata da corres-
pondencia oflicial dos dous governos, pelo princi-
pio geralmenle ad-miltido de que toda a corres-
pondencia, quer oflicial quer particular, est su-
jeita ao pagamento de por.e.
Os vapores-da corapaohia das Messageries Im-
periales, gozam de toda as facilidades, favores e
isences concedidos i roal companbia britannica.
Estes favores foram especificados em notas re-
versaos trocadas entre o governo imperial e a le-
aracao britannica nesla certa era 14 de outubro de
1850 ; permliliudo o governo de sua magostada
-britannica, em retribuidlo, que os paquetea in-
lezes traosportassem a correspondencia entre o
auvarno imperial e a su legaco em Londres,
livre de porte, at a o peso de tTO ongai.
O governo imperial, tendO em toda a conside-
jacao este precedente, procurou entender-se a
emelhante reapeitocora o governo do sua ma-
seetade a imperador dos francezes, dirigindo-se
sua legacio netta orle em 22 de junho do auno
prximo pastado para dar-lhe conhecimento da-
quellas reversaos.
Aenuindo aosdesejos do governo imperial con-
cordia o de na magestade o imperador dos Fran-
cezes em que os paquetes da companbia do ser-
aigo martimo das Messageries Imperiales sa en-
arregsssem tambera, provisoriamente, do trans-
forto di correspondencia official do govarno bia-
ileiro,- nos termos e com ss condices -estipula-
das ce-m as de sua magestade britannica.
Per nota de 24 de selembro do Se cavalleiro
da SL-Georges foi commuoicado ao governo im-
perial -esta resolucao, sendo de esperar, atientas
as deferencias observadas as resces entre os
dous paizes. que se torne permanente, e seja
mantid* como so hauvesse sido inserida na cou-
veoqao.
O peso das 120 ongas, concedido para iseo-
co de porto da correspondeoti oficial do go-
verno imperial, pede ser completado, como foi
depoie ajustado por nota* de 24 deeetemerro 27
da decerabro a correspondencia do meemo gover-
no para os p resi den tes das pro viadas da Baha e
Pe mam buco.
Quando o plenipotenciario frascos aceito, com
aulorisagao do seu governo, os artigos substan-
tivos que collocam os dous correios no p do
igualdade compjliel com a naturezs dos servig.cui
de cade um, dedarou elle qua havia recebido
instrueces para incluir na convengao um artigo
especial que puzesse a Franca no.p da naci
mais favorecida, se, em ulteriores a justes com
qualquer outro paiz, estabeleoeese o Brasil para
si vaotagens menores, com relaclo aos pagamen-
to! postaes, do que as que lhe'eram concedidas
pela convenglo.
Nenhuma duvida poderia haver em admittir-se
o artigo de que se trata, urna vez que Gcasse
lambem salvo o direitodo Brasil para reclamar o
mesmo favor em circumstancias idnticas.
Como o plenipotenciario francez nao eatava
autorisado para aceitar esse artigo coma altera-
gao feita em sua redaccao pelo plenipotenciario
brasileiro, coocordou-se em em separado, oqual com effeito ambos firmaran
21 dejulho do anno findo.
Estes dous actos diplomticos foram ratificados
por sua magestade o imperador, as dalas de 21
e 23 do referido mez de julho, ten-l-o sido troca-
das as ractificagoes com as d sua magestade o
imperador dos Francezes em Pars, em 22 de
agosto.
O regulameolo acordado entre as administra-
ges dos dous correios, para regular a execugao
da nova convengao postal, foi assignada na data
de 7de julho pelo director geral do correio bra-
sileiro, e na de 16 de agosto pelo director geral
dos correios francezes.
Desde o t* de outubro ultimo acha-se em exe-
cugao esse regulamento, e com prazer que vos
anouncio que al ao presente uenliuma reclama-
gao se fez por parto da Franca contra o modo por
que lem sido a convengan executaa pela admi-
nistrado do correio brasileiro.
Acord postal com a Inglatfrba.
Oservigo postal feito pelos paquetes inglezes
continua a ser regulado pelo acord celebrado
entre o Brasil e a Gra-Bretaoba, em 12 de Ja-
neiro de 1833, com asisenges, facilidades e fa-
vores a justados por notas trocadas entre o go-
verno imperial e a legago desua magestade bri-
tannica nesta corte em 14 deoutubrode 1850
Nenhum dos governos nolicou ao outro a in-
tengao de dar por Ando aquello acord.
_A terminago do a jusle de urna nova conven-
gao de que foi encarregado o Sr. Willism Stuart,
e que teria de assentar sob bases mais liberaes e
vantajosas para os dous panes, Ocou dependente
de ulterior iulelligencia entre os respectivos go-
vernos.
O actual enviado extraordinario e ministro ple-
nipotenciario do sua magestade britannica aguar-
dara a celebrago da convenci postal com a
Frangae as novas instrueges que houvesse de
expedir-lhe o seu governo para proseguir naquella
negociaglo.
As estipulagoes das notas trocadas entre o go-
verno imperial e a legagao de sua magestade bri-
tannica em 1850 lioham de vigorar por espago
de 10 acnos, a contar da chegada do primeiro pa-
quete ioglez ao primeiro porto do imperio.
Findaudo este prazo em 1 defeverciro do cor-
rete anno, dirigio-se sua magestade britannica,
por nota de 19 do noverm.ro do aono prdximo
passado, ao governo imperial para saber se por
elle seriam manlidos, anda depois dajuelle ter-
mo, os privilegios do que gozam os Vapores da
real compan britannica.
Sendo certas e regulares as communicages
que realisam os paquetes desla companhia, e de
vantagem a faculdade que, em retribuicao aos fa-
vores, que lhe foram concedidos por aquellas re-
versaos, tinha o governo imperial de expedir, li-
vre de porte, a correspondencia oflicial com a sua
legago em Londres al ao peso de 120 ongas,
dedarou o mesmo governo em 28 de fevereiro
ultimo, que neohuma objeegao punha proroga-
gao desse a juste al que um dos dous gover-
nos annuociasse ao outru a lDlengo de fazer
cessar os seus effeilos, com antecipago de seis
mezes.
COMHiSSO MIXTA BRAS1LE1RA E PORTL'GCEZA.
0 governo imperial anda nao chegou a um ae-
cerdo com o de sua magestade Udelissima, sobre
as duvidas suscitadas durante os trabalhos da
commisslo mixta brasileira e portugueza, acerca
da compe'encia desla em tomar conhecimento de
reclamages, provenientes de despezas feitas com
o movimento de tropas, segundo os termos da
convenglo addicional ao tratado de 29 de agosto
de 1825, anteriores proclaraagao da indepen-
dencia do imperio, e das de particulares, por ac-
tos da mesma natureza, pra ti cadas por D. Alvaro
da Costa, que ficou comraandando as (ropas por-
tuguezasm Mootevido, quando dalli se relirou
o general barao da Laguna.
Erara estes os dous nicos pontos de divergen-
cia, da solugo dos quaes dependa a liquidagao
final das reclamages que esto anda por ser a-
justadas entre os dous governos, e que haviam
sido allectas ao juizo recio e imparcial de urna
commissao mixta.
Este assumpto foimuito recommendado ao mi-
nistro brasileiro em Lisboa, adra de quo depois
de discutido com o governo de sua magestade -
delissima, recebessem os commiss.rios dos dous
governos as precisas iostrueges para prosegui-
rera oes seus trabalhos.
Aquelle ministro, ioicivndo a discusslo por no-
ta de 14 dejulho de 1857, com loda a clareza iu-
dicou o" sentido em que poderiam ser resolvidas
de coratr.um ao ordo as allulidas duvidas
A solugao deste negocio foi commetlida .le-
gago de sua magestade Qdehsssima nesta cuete,
ento a cargo de S. Ere. o conde de Thomar.
Satisfazendo incumbencia do seu governo, o
Sr. conde de Thomar, por nota de 7 de novem-
bro de 1859, submetteu coosideragao do gover-
no imperial os seguintes quesitos, que alm dos
dous referidos pontos de divergencia, coropre-
hendem muitos outros sobre os quaes alias, nun-
ca houve entre os respectivos commissarios a
menor contestscao.
1." Por conta de quero dever correr a despe-
za feita com o transporte e sold das tropas que
vieram de Portugal para o Brasil, quando neste
imperio aindanlo tinba sido proclamada em par-
te alguma a sua independencia ?
2." Qual dos governos dever pagar o transpor-
te da tropa que veio para as differeotes provincias
do imperio, quando a sua independencia j havia
sido proclamada na capital?
3. Sobre qual dos governos dever recahir a
despeza feita com o transporte das tropas portu-
guezas, que se retiraran: do Brasil para Portugal
por convenglo, ou deliberago dos chafes, ou por
oidens emanadas de autoridades brasileiras, ou
em navios por ellas frelados?
4." A qual dos governos dever pertencer a
indemnisago das estadas motivadas pela recu-
sa de embarque das tropas portuguezas nos na-
vios frelados pelo governo do Brasil para a sua
retirada ?
5." Sobre quera dever recahir a indemnisacao
dos f retes, que sin da possim ter di re lo os na-
vios frelados pelos differentes governos para a
eondncglo de tropas, ou de presos?
6. A quem dever pertencer a indemnisaglo
das despezas feitas com a.tropa portugueza, em-
quanlo permaneceu as provincias do imperio,
depois de proclamada a independencia na capi-
tal r
7.* Em que moeda devem ser pagas aa recla-
mages pedidas em differentes especies, coma sa-
jara pesos em Montevideo, moeda de Portugal,
ou a correte em diversas provincias do Impe-
rio ?
8. Ss aos capitaes que forero, julgados ter do
accrescentar-se uro juro qualquer, qual deva el-
le ser. e desde quando abonado aos reclaman-
tes?
9.a Se para a apresentago das reclamages do
artigo terceiro da convenci dever haver prazo
fatal f
10. Em que tempo deverio estar undosos tra-
balhos do julgamento das reclamages?
11. Porque meio ou expediente deverio ser
resolvidos es empates que possata apparecer en-
tre os memores da commissao. ou sobre o admit-
tir ou excluir qualquer reclamago, ou sobre pre-
vio de factos allegados pelos reclamantes ?
12.. Se % reclamages apresentadas por indi-
viduos que nao forem de urna das naces repre-
sentadas na commisslo, poderlo obter julgaroen-
lo pelos membros delia ?
Peosou o ministro de sua magestade udelissi-
ma que, sem a solucao de todos este*- quesitos,
nao poderiam os commissarios dos deupaas
estar habilitados para proferir um julgamento de-
finitivo sobre aa diversas reclamages que Ibes
teem sido presentes.
0 meu antecessor declama desde logo so-mi-
nistro do sua magestade fidslissima que se acha-
ra proaerrto para entender-se com S. Exc. a rso-
peito de cada des mencionados quesitos.
Tenda-ee ausentado o Sr. osad de Thomar
desta corte sem quo se ttatasse deste assumpto,
resolveu o governo imperial commetl-lo novel-
mente & legagao imperial em Lisboa, na esperan
ga de que conseguir eota chegar a um acuerdo
com o governo de sus magestade Udelissima.
ACCOiUlO RKSOkYEXua AS RECJ.AaUgO.KS BH ASILE IRAS
E HESTAmrOTTAS, ATTECTAS-Sr WHr COMMISSAO HCTA-.
Em 1839 resolveu o governo imperial que fosse
submettida a un juizo arbitral, como havis soli-
citado o governo de S. M. Catbolica, per inter-
medio de seu agente nesta corte, a liquidagao
das reclamacOti hesoanhoUs, que al eatso li-
oham sido, ou eram processadas peraote os tri-
bu naes do paiz, provenientes de perdas e dai-
nos soffrdos pelos donos dos navios Santa Rita,
Recuperador, /menta e Sultana, apresados os
dous-pitmeiros era 1820, como suspeitoa do se
tmpregarem. ou trafico illicilo, e os dous outros
em 1826', como suspeitos de pirataria.
Aquella commissao principiou a fuucciunar em
6 de agosto de 18(1, mas existindo outras recla-
mages de subditos brasileiro e hospaohes, que
nao baviam sido coroprehendidas naquella deler-
minaclo, flearam desde logo paralysados os seus
trabalhos, at que se chegasse a mutuo accordo
sobre a competencia da commissao para tomar
igualmente conhecimento destas ultimas.
Provinham ellas de fornecimeutos de vveres e
objectos navaes teitos no Ro da Prata navios
de guerra hespauhes no auno de 181 pelos
subditos brasileiros Antonio Sosres de Paiva e
Jos Ludgero Gomes da Silva & C., e da indem-
nisaglo reclamada pelos subditos hespanhes
Viuva Balmaceda & Pilhos, de fazendas carrega-
das nos navios S. ilanoel e Ventura Feliz, cap-
turados durante a guerra da independencia.
Admittida a procedeocia destas reclamages
pelos dous governos, foram aulorisados os seus
commissarios a tratar tamben) dellas, enconlran-
da-se a importancia dos respectivos crditos oom
a das prezas hespanhlas que se liquidassem
0 relatorio de 1855 faz largamente a historia
destas reclamages ; ahi acha-se exposta com a
precisaclareza a origem e natureza do cada urna,
e a iademnisico pedida pelos interessados.
As preteoges exageradas dos reclamantes hes-
panhes, donos dos bergantins Sanca Rita e Re-
cuperador, escuna ttmenia, e barca Sullaia,
derara lugar a urna serie de quesles.
Tinha de resolverse :
1 Se deviam cootar-se os juros do lempo em
que estiveram suspensos os trabalhos da com-
missao.
2 Se devia adoptarse como base da lquida-
glo o pagamento dos dainos emergentes so jen-
te, ou tambera dos lucros cessaotes.
3 Se deviam pagar-se as soldadas das tripo-
lages durante todo o tempo da detenglo das
prezas, ou smenie a parte effectivaraenie paga
pelos reclamantes.
Em 1852 foram submeltidas estas duvidas aos
dous novemos.
Reconhecendo a impussibilidade de chegarem
os commissarios dos dous paizes a um accordo
sobre o modo de se liquidarem essas reclama-
ges, mxime insistiodo o commissario hespa-
ohol por uros liquidagao striclo jure, como se
estivessem sujeitas a um processo judicial o mer-
cantil, o que Oca bem demonstrado pelo lapso
do tempo decorrido desde 1835,. em que se co-
megou a tratar duste assumpto, diplomticamen-
te, propoz o governo imperial ao representante
de S. U. Catholica nesta corle a conveniencia de
retirar da commissao mixta o ajuste final das
mesmas reclamages, e de resolve-las amigavel
e directamente por um accordo, que consultan-
do os iuteresses dos subditos dos dous paizes fos-
se compalivel com o estado das quesles verlen-
tes, e coro a equidade que costuma ser a base
principal de ajustes de semelhante natureza.
O governo imperial para allendet a esta pro-
posta eucarregou o seu commissario em 1855, de
fazer uina exposigo minuciosa do estado das re-
clsasages tanto hespanhlas como brasileiras, e
de ajuntar a essa exposigo urna liquidagao ou
avahago arrazoada e motivad, do quantum,
que, em sua opiuilo, poderiam ser reduzidas as
prirueiras, que eram as nicas que haviam at
ento demorado a solugao definitiva deste ne-
gocio.
Em 1856, foram todos os papis remetlidos pa-
ra o mesmo fim, com o parecer daquelle lunc-
cionario, a urna commissao do thesouro, e em
1858 dous contadores e o director geral da coota-
bilidade emiltiram o seu juizo esclarecido e cons-
ciencioso sobre a importancia da indemoisarjao
que poderiam ter os reclamantes.
Estes importantes trabalhos foram por ultimo
submeltidos s aeges reunidas dos negocios es-
trangeiros e da fazenda do conselho do estado,
sendo estas de parecer, conformando-6e com a
opioiao do director geral da contabilidad :
Io Que devia a liquidagao feita no thesouro.
servir de base ao ajuste definitivo das reclama-
ges de que se trata,
2 Que aquella liquidagao fundamentada como
eslava,, offerecia, com a. exposigo do com misario
brasileiro, os argumentos e clculos necossarios
para a discussao que livesse do'preceder ao men-
cionado ajuste.
3 Que as indemnisages relativas a cada urna
das reclamages deviam ser setisfeilas em globo,
e pela mesma maneira por que foram concedida
aos Estados-Unidos pelo ait, Io da convenglo
celebrada com essa potencia em 27 de Janeiro de
1849, lietndo a cargo do governo hespanhol a
dislribuicao da somma concedida pelo governo
imperial, deduzida a importancia das reclama-
ges Brasileiras.
S. M. o Imperador houve por b
se com essa consulta por sus im me
de 29 de selembro de 1859.
Por nota de 29 de fevereiro do
convidou o meu antecessor ao representante
governo hespanhol nesta. corte para entrar
ajuste das reclamages.
Depois de varias conferencias havidas entre es
te ministerio e aquella legagao, resolveu o go-
verno imperial, tomando por base a referida con-
sulta, offerecer ao ministro de S. II. Catholica a
proposta constante da nota que lhe dirigi em
data de 25 de fevereiro ultimo, a qual foi per es-
te ministra acceita por nota- de 22 de marco do
correle auno.
O governo imperial obrigou-se a satiafazer aos
reclamantes hespanhes a quaolia de 775:090$708-
que ser distribuida pelo governo de S. M. Ca-
tholica, como julgar mais conveniente.
Por sua parte, o governo hespanhol reconhe-
cendo aos reclamantes brasileiros direilo in-
demnisaglo de 175:046tt962, deixar do receher
esta quaolia por via de encontr, da importan-
cia total de auas reclamages, am de ser distri-
buida pelo governo imperial entre os reclamantes
brasileiros.
Sendo de reconheeida conveniencia terminar
de urna vez esto assumpto, pego-vos que habili-
tis o governo com os raeios neteasaros para dar
pormploe Qektamprimeoto eecte ajuste inter-
nacional.
RBCLAMACBB BRASILEIRAS.
Estado Oriental.
Aocordo tobn prejtto de guerra.
Em 8 de maio de 1858 o encarregado de nego-
cios do Brasil, de vida mente autorisado, assignou
com o ministro das re lago es exteriores da Rep-
blica Oriental do Uruguay um aocordo, pelo qual
se estabelecia urna commissao mixta brasileira-
oriental. destinadas julgar definitivamente esem
appellaclo as reclamages dos subditos brasilei-
ros provenientes de prejuizos soffrdos durante a
guerra civil.
Nos telatorios do 1859 e 1660 se vos deu con-
ta dessa negociagae e do estado era que ella se
achara quanlo epprovacao do corpo legislativo
da Republisa, do que dependa para produzir os
seusdevidos ffeitos.
Este assumpto, que tanto importara sos subdi-
tos brasileiros pela indemnisacao que esperara o
nlo Ibes podia ser negada, como ao Estado Ori-
ental pelo conhecimento definitivo da sua divida
e pela satisfaoao do direilo individual e de um
compromisso diplomtico, eocoutrou infelizmen-
te as mesmas deloogas e era baragos, que inatili-
saram o tratado de permuta do territorio.
0 poder executivo da Repblica, reconhecendo
sem duvida as obrigages que contrahira, nao
deixou de instar para que a cmara dos senado-
rea, a quem o accordo fora suhmettido era pri
meiro lugar, sobre ee se pronunciaste : mu as
suss instancias nenhum effeito produziram, al
que cm se*alo do 10 dejulho do anno prximo
paaBsaat netomesma cmara a sua appro-
vacao.
Doua diso depois foi ttu resolugao snnuncia-
da peto Sr, ministro das ralaces exteriores ao
encarregado de negocios interino do Brasil.
O Sr. Dr. Barbosa da Silvas cuaeaaado eolio a
ot lodoooa antecedentes do assumpto, responden
a S. Baa. aa da 14. Relato o* factos. revali-
etou o psnreit*aae legagio imperial fizara por
notaoee-17 dejulho e 1* de agostado t857 con-
tra lei dad do julho do mesmo aono, e cora-
p re heneara enea protesto as coasoquencia pos-
siveis da final reeoluco do senada.
No da 24 resjtteau o Sr. Dr.. Asesado, acensan-
do simplesmenloa recepgio do protesto.
A constiluigao da Repblica sujeila os ajuste
ioternaeiooaes approvsgo do poder legislati-
vo,, sem a qual au podam. ellas-ter effeito. Esse
preeeilo-crea urna dllfcreoga de posiges, que nlo
se pode negar, redunda em vantagem da respec-
tiva parte contratante. Existe, porm, e deveser
respeitsdo.
Apezar disso nao menos liquido o direilo
que tem os reclamantes brasileiros a ser indem-
nisados, e o Brasil a exigir a satisfaglo de um
compromisso, fundado em radas qne nao podem
ser contestadas.
Nao fcil calcular agora a importancia total
das reslamagoes; mas, anda depois-debera apu-
radas segundo a justiga de dovedor e de cada um
dos seus credores, montarlo ellas a urna somma
amito srulUda. A queeto principal nao est
porm no seu maior ou. menor valor, e sim no
direilo de exigir-se a respectiva indemnisaglo.
E' nesse ponto de vista que o governo de S.
M. considera o assumpto, e basta enunciar-se es-
ta proposigo para ficar assentado que elle nao
deixar de empregar todos os raeios ao seu al-
cance aflm de conseguir a justa solugo que ha
tanto lempo aguarda.
O poder executivo da Repblica, que o re-
presentante da sus soberana exterior, conirahio
por intermedio do sau agente diplomtico um
compromisso solemne, que elle proprio invocou
depois, ratilicou e reduzio acto internacional.
Para elle porlanto olha o governo imperial, certo
deque, continuando a reconhecer a sus respon-
sabilidade, proceder de modo justo e convenien-
te aos dous paizes.
O governo de S. M. nao reclama senlo que se
fagam extensivas aos subditos brasileiros as con-
cesses mais ventajosas de que gozarem quaes-
quer outros reclamantes em igualdade de cir-
cunstancias. Negociou se com. a Frauga e a In-
glaterra a creago de urna Wmmisso mixta e
organisou-se esta. Assigoou-se por isso um ac-
cordo, creando urna commissao mixta brasileira.
oriental. Se aquelle arraojo fr. substituido por
outro que se julgue preferivel, reclamar o Bra-
sil o seu beneficio. O que importa que as re-
clamages sejam examinadas, julgadas e pagas,
e que o seu ajuste definitivo nao seja por tal mo-
do procraslnado quedahi provenha novo prejui-
zo aos reclamante?.
O Exm. presidente da Repblica, tratando das
rel'iges della com o imperio na mensagem com
que abri a presente sesto da assembla geral,
disse o seguinto:
As questes, pendentes com o Brasil, sao
poucas e de mui fcil ajuste, mediando, como se
deve esperar, boa f e leeldade por ambas as
partes.
Reduzera-se ellas convenco celebrada so-
bro prejuizos de guerra, que foi rejeitada pela
honrada cmara de senadores no periodo ante-
rior ; ao ajuste da divida que recouhecemos oarr
com o Brasil ; o s reciprocas reclamages sobre
aggravos receidos por Orienlaes e Brasileiros
em suas pessoas ou propriedades.
c 0 Brasil em preseoca das estipulagoes do
tratado de subsidio entre a Repblica e o impe-
rio, nlo pode empetihar-se em sustentar que fi-
que definitivamente aberto o processo da divida
publica, oem desr.onhecer que coucesses, feitas
Inglaterra e a Franca por. circumstancias mui-
to especiaes que nao podem repetir-se, nao de-
vem era podem servir de precedente para ou-
tros casos.
Pelo que respeila divida, ser ella regula-
da, nao o iiuvueis, cora a mesma boa f e leal-
dade com que me tenbo entendido com muitos
credores do estado e estou prompto para enten-
der-me com outros. Tudo ser opporlunamente
submettido vossa coosideragao. a
Registrando aqu e\ta palavras, nlo pretendo
discuiir,o documento em que ellas se achara con-
signadas ; nao domo pnrm proaainilir de mani-
festar a discordancia do governo imperial. O
Brasil jamis preleodeu que ficasse indefinida-
mente aberto o processo da divida publica : pelo-
coutrario, lodos os seus esorcos tem sido cons-
tantemente dirigidos ao tim opposto, pela sim-
ples razio da conveniencia dos reclamantes bra-
sileiros. Quaesquer que fossem as circumstan-
cias que induziram o gaverno oriental a fazer
Frange e Inglaterra as concesses mencionadas,
que se cifrara na creaclo de urna commisslo
mixta, nao podem ellas ser mais especiaes do
que as que levaran o mesmo governo a esieoder
essas concesses ao Brasil. O poder legislativo
negou a sua approvag' ao accordo sobre prejui-
zos de guerrea e oess a Sdministrago que o
negociara'; rose a qu "ie succedeu nao' pode
deixar de reconhecer compromisso de honra
que lhe foi legado subsiste em todo o seu
vigor.
Era 21 de maio w prximo passado sub
metleu o governo oriental consideraglo das
cmaras um projecto de lei, relativo liquidagao
geral da divida publica. Esse projeclo prejuui-
cava evidentemente as reclamages de subditos
brasileiro, panicujo julgamento definitivo so ne-
gociara a creago de urna commissao mixta, pois
Ihes comn/inava a peona de prescripgo. Nlo
era porlanto calculado para induzir o poder le-
gislativo a approvar o accordo que creara essa
commistao, sobretudo nao sendo acompanhado
de urna s palavraque o resalvasse.
fin0/ 2.gfl!I! "8lleir\que '"ham Passado a Thobi j0l cem Mtnort AlfM da gn ,
linha, Iba flzera logo um desses soldados. \ libertos.
Posteriormente, em 26 de selembro do mesmo HfrniinnV.mu x^^vs^^& ,M;.rrGoDsa,m com Luiu MBria Theod9"
riores* Jos Bernardo Ventura co
lata contra reelaosacao, fundada nos tardos
esclarecimenlos do ehefe poltico de Taquarero-
b, nao tem o menor fundamento. Como veris
da correspondencia annexa, uio houve invaso
alguma por parto desoldado brasileiros. ,
iCanlinueur-ie-hm.)
PEUIHMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Hnje ao meio-dia deve reunir-se a assembla
geral da Associaco Commereial Dentfcente,
para- tratar do cumprmento da materia dos arts.
20 e 28 dos estatuios respectivos.
Atr 16 do correte lem de eioctuar os ac-
cionistas da companhia da nossa estrada de fer-
ro a entrada de duas libra esterlinas por aegio,
segundo a resolugao da directora da mesma
companhia.
O nao cumprmento ou falta da realisaglo
desta prestaclo at o da marcado traz ao accio-
nista o onus de juros de 5 por cenlo pels mora
at real embolso; e este excedeodo de tres me-
zee, d direilo a seren a aeges confiscadas,
conforme os estatutos.
Poi nomeado para exereer provisoriamente
o lugar de partidor e distribuidor do termo de
Olioda o Sr. Antonio Bernardo Ferreirs.
No da 5 do correte assumio o exercicio
do commaodo interino d fortaleza do Brum
o Sr. major reformado Fillippe Ouatte Pe-
reira.
Ao Sr. engenheiro fiscal da estrada de fer-
ro foi recommendado, que desse conhecimento
por escripia presidencia de quaesquer oceur-
rencias, que sobreveoham as obras e as estages
da mesma, estrada ; bem como que remeltesse
um mappa dos successos do mez anterior se-
cretaria de estado dos negocios da agricultura,
commercio e obras publicas, da qual emana esta
ordem.
Joanoa Alta da Fon-
seca, brancos.
Antonio Cesario Moreira Das com Mariana Olym-
pis de Carvalho, brancos.
MORTAUOAOK DO DA 8^
Joaquina, Peraarabuco, t anno, Recie ; intente
chrooiea.
mbelina, Pernarabuco, X mezea, Boa-Vista ;
eepssmsw
Joao Andr Nauser, Suiaoov49 annos, casado,
Bos-Vista ; dyarrhea.
Josepha Mara do Rosario, Pao d'Alho, 28 anaos,
solteira. Boa-Vista ; phtysiea pulmonar.
Jesepb Mari Ferreira, Pernambueo, 40 annos,
viuva, Recife; laryngea.
Adelayde, Pernarabuco, 8 annos, Recife, inlerite
chrooiea.
Maris Aletaodrioa da Costa, Peroarabueo, 48-
solleira, Santo Antonio; caaeio ute-
annos
rio.
Joaquim, Pernarabuco,
luche.
Ciristiano Burgard, Portugal,
Recife; desynterta.
Firmino, frica, 50 aonos, solteiro,
congestio cerebral.
BATADOtJRO PUBLICO.
Mata rara se no da 6 do correte para o
sumo desta cidade 115 rezes.
No da 871 rezos.
2 annos Recife; coque-
63 anoosr casado,
escravo ;
con-
conformar-
ta resolugao
anno
passado
do
no
Terminou o periodo ordinario das sesses le-
gislativas, prorogou-o o poder executivo, e, re-
commendando s cmaras, alm de alguna as-
sumptos de caraoter internacional, o projecto de
lei sobre a liquidagao da divida, mauteve o mais
completo silencio a respeito do accordo relativo
aos prejuizos de guerra. Tambem este silencio
nlo era calculado para promover a sua appro-
vaoao.
O governo imperial vio com-pezar que por esse
modo se contribuisae, sem duvida involuntaria-
mente, para a rejeico do ajuste de que se trata.
Esta rejeicio efTectuou-se no dia 10 de julho, e
pouca depois foi convertido em lei do estado o
projectosubmettido antes della consideraglodo
poder legulativo.
0 encarregado de negocios interino do Brasil,
logo que tere conhecimento official do voto do
senado, revelldou, como' j vos disse, o protesto
anteriormente feito pela legagao de sua magesta-
de. Assim ficaram salvo os direitos dos recla-
mantes : mes o governo imperial entendeu que,
apezar; disso, nlo devia pessar desapercebida a
lei de21 dejulho. O Sp. Dr. Barbosa da Silva,
em virtude de ordem expressa que lhe foi expe-
did, ha de portento trotar desse tssumpto pelo
modo conveniente nao s na parte relativa pres-
cripgo imposta, como tambem quanto aos effei-
los que pode a- mesma lei ter em rela$o a sub-
dito* brasileiros, quando por ella, e sem que ao
meooaiprecedes aviso ao goveroo imperial, se
annulla a liquidagao a que procedeu junta de
crdito pablieo, creada pela convenco de 12 de
outubro de 1851.
lnvuiie do territorio di iihperio por %nparti-
da daso/dudts depolioiado Sitado Oriental.
No.dia l de-margo do auno prximo passado
urna partida de oito soldados de polica do depar-
tamento de Taquaremb, sob o com mando do al-
ferea Senos, peootrou no territorio do imperio,
pasaando a linha divisoria na cochilha do Haedo,
era lugar onde se acba postada urna pequea
guarda brasileira.
O alfares Senna assumio immediatamente atti-
tude hostil, persegutndo com todos os seus e ten-
tando desarmar ferca, aogravada com intuitos,
a tres pracas da guarda que lhe sahiram ao en-
contr, mal armadas, oom o nico Ora de inqui-
rir a causa daquella ineursao: e, nlo contente
com isso, extorquio alguna cavalhada ao capillo
Anacleto Jos Soares a a Antonio Nuoes, ambos
subditos braotlairos.
Este faetoa foram levadas-ao conhecimento do
governo oriental pela legacio desua magestade,
primeiro verbalmente o depois por escoplo, era
nota de 22 de joobo.
0 <** pelitioo do departavaevto de Taquarem-
b, dando ao seu governo ss oforraaces que el-
le lhe tequisilr* em coosequeboia daquella no-
ta, pretendeu inverter a ordem dos fictos. Dis-
se que o territorio invadido fr, nao o do im-
perio, mas o do Estado Oriental; e que neste,
procurando o alferes Senara desarmar algn sol-
A' directora dis obras publicas foi com-
mettida a incumbencia de organisar o modelo e
o ornamento de um docel e de urna cadei-
ra episcopal, para a cathedral da diocese do
Cetra.
A noticia que hontem demos sobre o exer-
cicio havido da companhia de artfices deve ser
rectificada no sentido de ter sido o exercicio fei-
to pela companhia de menores do arsenal de
guerra e espada, e nlo a companbia de artfi-
ces e com fuzil, como foi publicado.
Consta-nos que os concurrentes ao exame
procedido na thesouraria de fazenda para segun-
do esciipturaiios, foram approvados.
Durante o mez de julho a nossa estrada de
ferro rendeu 24:076-870, sendo: 12:4815550 de
passageiros, 571J(085 de bagagens, 339740 de
animaes c 10:6859495 de mereadorias.
Foram recolhidos casa de detenglo no
dia 7 do correte, 3 homens e 2 mulheres, todas
livres, a saber : a ordem do Dr. chefe de poli -
ca 2, a ordem do subdelegado de Santo Antonio
2, a ordem do Doa-Vista 1.
Lista dos baptisados e cssamentos da fre-
guezia da Boa-Vista, em o mez de julho prxi-
mo passado.
Mara, branca, com 5 mezes de nascida, filha na-
tural de Sebastiio Francisco Belem e Amelia
Leopoldina Sette.
Jos, braoco, com 4 mezes de nascido, filho le-
gitimo de Luiz Antonio Apolinario e Mara
Magdalena da Paz.
Thereza, brsnca, nascida em 19 de fevereiro
passado, filha natural de Leocadia Mara de
Pigueiredo.
Mara, parda, com 6 annos de nascida, filha Da-
tura! de Mara da Cooceigo.
Martinha, erioula. com 5 mezes de nascida, filha
de rsula, escrava
Luiza, branca, com um anno e 2 mezes de nasci-
da, filha legitima de Manoel Jos Soares e Lui-
za Amelia Soares.
Clara, branca, com 11 mezes de nascida, filha
legitima de Jeronymo Gongalves Uarinho e
francisca dos Prazercs Albuquerque.
Manoel, crioulo, com 2 mezes de nascido, liber-
to, filho de Henriqueta. escrara.
Mariaona, parda, nascida no Ia de maio do cor-
rente anno, filha de Vicencia, escrava.
Mara, branca, com 2 mezes de nascida, filha le-
gitima de Antonio Manoel de Souza e Francis-
ca Xavier de Souza.
Elvira, branca, nascida em 7 de novembro do
anno passado, filha legitima de Manoel do Nas-
cimento da Silva Bastos e Ignez Gutlhermina
Ferreira.
Hara, branca, com 16 annos, filha legitima, de
Jos Joaquim Nepomuceno e Francisca de Je-
ss. Santos leos.
Elendoro, pardo, com 4 mezes de nascido, filho
natural de Capitulina de Jess Soares.
Alfonso, branco, nascido em 29 de novembro de
1859, filho legitimo de Manoel Nunes Vianna
e Mara Jos da Hora.
Mara,.branca, com 3 aonos e meio de nascida,
Olha legitima de francisco Antonio Barbosa
_ Leal o Lucia de Hollanda Rosas.
Clemente, pardo, com 2 annos e meio de nasci-
do, filho da Francaliua, escrava.
Luiz, pardo, com 1 mece meio de nascido, filho
de Luiza, escrava.
Leonor, branca, nascida em 24 de maio de 1857,
filha legitimo de Antonio Ribeiro de Lacerda
e Josepha Raymuodo de Mondonga.
Paulina, parda, nascida em 6 de junho do cor-
rente, filha legitima de Bernardo Jos Martins
e Agoslinha Pereira Martins.
Francisco, pardo, com 4 annos de nascido, Glho
de Francisca Mara da Cooceigo Coelho.
Jlo, pardo, com 1 mez de nascido, filho de Jo-
anua Mara.
Antonio, branco, nascido em 28 de fevereiro de
1854, filho legitimo de Braz Vieira de Sou-
za Guedes e Mara Laudelina de Souza
Guedes.
Jos, pardo, com 2 mezes de nascido, filho na-
tural de Joanna Mara do Conceiglo.
Jos, branco, nascida em 5 de junho de 1859. fi-
lho legitimo de Jos Antonio Canuto e Maris
Freir Canuto.
Olindina, branca, nascida no Io desetembio pas-
sado, filha legitima de Jos Antonio Canuto e
Mara Freir Canuto.
Isabel, branca, nascida em 14 de Janeiro do cor-
rente aono, filha legitima do Dr. Braz Floren-
tino Heonque de Souza e Custodia Carolina
Augusta de Sonza.
Luiz, branco, nascido em 5 de dezembro do an-
no passado, filho legitimo de Luiz Gomes Fer-
reira e Franquilina Ira de Mondonga Fer-
reira.
Anna, branca, com 4 mezes de nascida, filha le-
gitima de Jos Cicilio Caroeiro Monteiro e An-
na Candida Moreira de Carvalho.
Barbara-, branca, nascida a 4 de dezembro pas-
sado, filho legitimo de Jos Francisco dos San-
tos e Anna Emilia de Souza.
Deoiioda, erioula, nascida ha 14 mezes, filha le-
gitima de Joaquim Jeronymo e Justina .\ftria
da Conceiglo.
Manoel, branco, nascido em 8 de agosto do aono
passado, filho legitimo de Jos Romualdo da
Silva e Guilhermina Mara da Conceiglo.
Tiburcio, branco, nascido em 28 de dezembro de
1859, filho legitimo de Tiburcio Valeriano
des Santos e Matbildes Francisca da Costa
Santos.
Theodora, brinca, com 5 mezes de nascida, filha
legitime de Anastacio Pacheco de Almeida e
Mara Jos de Medios.
Anna, branca, com 1 anno e 6 mezes de nascida,
filha legitima de Jos Joaquim Goiaona e Deo-
linda Vieira de Souza.
Jbs, braoco, nascido em 25 de margo do cor-
rente, filho legitimo de Jos Antonio Piolo de
Medoiros e Anna Francisca de Souza Pinto..
Eleutera, erioula, com 5 mezea de nascida,.fi-
lha de Mari, escrava.
Leobioe, pardo, cem 5 annos de nascido filho.
do Maris, esersva.
Casamento:
Evaristo Pedro Americo com Josepha Leonizia
Gomes, brancos.
Manoel do Nascimento com Marcelina Josepha-
de Sant'Anoa, pardos.
Frsocisca da Silva Neves com Letrea Mara da
Conceiglo, brancos.
Juventano Xavier de Sousa com Yerianna Teixei-
ra de Albuquerque, brancos.
mbelina da Cruz Santos com Mara Joanoa
Theodolina, pardos.
Francisco Velho Barreto com Mathildas do Rege
Barros, brancos.
CHR0N1CA jJUICURIA.
TRIdUNAL 00 COMaTERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 8 DE AGOSTO
DE 1861.
PRESIDENCIA BO EXM. SR. OESEBARGADOR
F. A. DE SOUZA.
As 10 horas da raanha, reunidos osSrs. depi-
lados Reg, Basto, Lemos eSilveira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sesso.
Foi lda e approvada a acta da antecedente.
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario do meritissimo tribu-
nal do commercio da provincia do Maranho, de
22 de julho, acompanhando a relac.au dos com-
merciantes matriculados naqelie tribunal, de
Janeiro a junho ao correte anno.Accuse-se a
recepglo e archive-se".
DESPACHOS.
Um requerimento da viuva Das Pereira Pe-
reira Companhia, tendo satisfeito o despacho
do I* do correte, para ser registrado o seu con-
trato de sociedade.Registre-se.
Outro de Joo de Siqueira Ferrlo, Joaquim
Gongalves Pereira Cascao e Francisco Antonio
Puutuil Jnior, saiisfazendo o despacho do Io
do correte, afirn de ser registrado de seu con-
trato social.Como requer, registrando-se tam-
bem a declarago constante da presente peligo.
Outro do agente de IPilo Jos Maria Pestaa,
pedindo o registro do termo de fianga que pres-
in em substiluigo a que havia prestado para o
seu officio e que se suste a suspenso que lhe foi
imposta.Aprsenle novo fiador.
Outro de Mara Rita da Cruz Neves e Antonio
Francisco Corroa Cardoso, pedindo o registro d >
seu contrato social.. Registre-se.
Outro de Jlo Antonio C^rpioteiro e Manoel
Carpioteiro da Silva, pedindo o registro do seu
contrato de social.Determinen! o uso da firma
por um ou ambos os socios sem restricgdes.
Oulro de Antonio Francisco das Neves e Fran-
cisco Pedro da Cruz Neves, pedindo o registro do
seu contrato.Registre-se.
Outro de Magalhes da Silva Irmaos,|pedindo o
tambem registro do seu contrato de sociedade.
O mesmo despacho.
Outro de Manoel Estanislao da Costa, pedindo
as annotagoes necessarias na caria de registro do
patacho Julio, que comprou a D. Eugenia Fran-
cisca da Costa Mondes. Na forma do parecer
fiscal.
Outro de Manoel de Carvalho Moraes, pedindo
o registro do seu contrato social. Vista ao Sr.
desembargador fiscal
Outro de D. Eugenia Francisca da Costa Men-
des, pedindo prazo para poder disporo seu navio
que nlo pode possuir.Como requer, sendo im-
prorogavel o termo.
Outro de diversos credores de Sebastiio Jos
da Silva, reclamando da moratoria deste.Junto
aos autos, haja vista ao senhor desembargador
fiscal.
Sendo conclusos os autos de moratoria de Bar-
roca & Medeiros, foram com vista ao Sr, desem-
bargador fiscal.
Outro de Braga, Seve & Companhia, pedindo
o registro da nomeago uo despachante de sua
casa commereial.Como rsquerem.
Outro de Pedro Joaquim Viaooa Lima, Brasi-
eiro, de 30 annos de idade, estabelecido com
casa de commercio na ra de S. Jos do Rio For-
raoso, pedindo matricular-se. Baja vista ao
Sr. desembargador fiscal.
Outro de Caetaoo Cyriaco da Costa Moreira,
Jos Adrilo da Costa Moreira, pedindo o registro
do seu contrato social.Como requerem.
SESSAO JUDICIARIA EM 8 DE AGOSTO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
Secretario, Julio Guimares.
A meia-hora, o Exm. Sr. presidente abri a
sesso, achaodo-se presentes os Srs desembar-
gador Villares, Silva Guimares, Giliranae Silva
Gomes, e deputados Reg, Bastos, e Silveira.
Lda, foi approvada a acta da sesso antece-
dente.
DESIGNACAO DE DIA E JULGAMBM0S.
Appellanle, Luiz Rodrigues Samico ; appella-
do. Manoel Francisco da Silva Albano.
Designado o da de boje e reformou-se o ac-
cordao.
Appellanle, Salustiano Augusto Pimenta de
Souza Peres ; appellados, o padre Jos Leite Pi-
ta Orligueira e os herdeiros de Joo Leite Pitta
Orligueira.
Designado o dia de boje e sorteados os Srs. de-
putados Reg e Bastos, foi confirmada em parle
e reformada em parte.
Appellanle, o baebarel Antonio de Vasconcel-
os Menezes de Drummond ; appellados, os her-
deiros de Joao Heoriques da Silva.
Ao Sr. desembargador Gitirana.
DILIGENCIAS.
Appellanle, Domingos Alves Matheus ; appel-
lado, Antonio Luiz de Ol v eir Azevedo.
Appellanle, Jlo Pinto Regs de Souza ;. ap-
pellada, D. Senhorinha Francisca Vieira.
AGGRAVOS.
Aggravante, Antonio Jos dos Reis ; aggrova-
do, o juizo.
O Exm. Sr. presidente dea provimento.
PASSAGENS.
Embargantes, Francisco Santiago Ramos e sua
mulher ; embargado, Elias Emiliano Ramos.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Silva Guimares.
c
1
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 26 DE
JULUO DE 1861.
Presidencio do Sr. Barros Reg.
Presentes os Srs. Reg e Albuquerque, Heori-
ques da Silva, Barata, Mello e Seve, faltando
com causa o Sr. Mais esem ella o Sr. Cesario do
Mello, abre-so a sesso,, e lida e approvada a
acta da antecedente.
L-se o seguinte
EXPEDIENTE.
Urna petigo viuda da presidencia para a c-
mara informar, de Marcelino Jos Lopes, na qual
representa contra a postura,, que estabelece nova
talla para o fabrico da lijlo.Posta em dis-
cusslo ficou adiada a requerimento do Sr. Ba-
rata.
Um officio do advogado, daado o seu parecer,
como se lhe pedio em. sesso da 22 do corrente.
sobre o projecto de contrato, e tabellad aonexaa,
que lem de ser celebrado com. os conoessionarioa
do previlegio para carros de praca na confofmi-
dade da lei provincial u. 506 de 29 de maio ulti-
mo.Posto, em discussao, reaolveu-se que se in-
formasse ao Exm. presidente da provincia no>
sentido do mesmo parecer.
Outro do taosmo su amellando a ceasiders-
cao da cmara o projecto do officio que deve a
mesma cmara dirigir ao Exm.. presdante da
provincia oom o projecto do postara, relativas ao
contrato celebrado com Carlos Lui* Cambronne.
Posto em discussao,, o Sr. Mello, pedindo a
palavra declarou que se apunan, para quo nao
fosse esta resposta remetda a presidencia, por-
que S. Exc ji em seu officio tinha indicado a c-
mara o sentido em que deviam ser elaboradas


IARIO DI FKR1WUCO. SEXTA IRA 9 DI AGOSTO M 1M1.
&
s postases, mesmo porque j os Srs. Reg e
Barata navas m declarado que nao nnnuiodo S.
Exc. so projecto de posturas, organisado pela ca-
mara, elle seria feito no sealido indicado por S.
ExcOs Srs. Reg e Barata combateram bastan-
te a -oplniio do Sr. Mello, e bem assim outros
Srs. venadores, sendo por flm addiado o dito
projecto requer mente do Sr. Barros Reg.
Outro do eogeoheko cordeador, nao se oppon-
do que o Dr. Pedro-O Athayde Lobo Moscoso fl-
zesse. como requeren,-na frente de mi essa na
ruada Gloria, eo I atoar 11 magra le de ferio, urna
?ez que por termo ee obrigasse a muda-la era
qualquer lempo que ra nrojectada naquelle
lugar venha a ser aberta. Concedeu-se.
Outro do procurador, dizendo nao ter o Dr.
Beato Jos da Costa se conformado com a allera-
co da planta que trata' a estrada da Ponte de
tlchoi, porque a ser feita como entende oenge-
nheiro coreador. ficar elle doulor demasiada-
mente prejudicado, e eea alleragao assim feita
nenhumembellezamento trar a rasama estrada.
Posto em diseussao, resolreu-se que osse este
cilicio a commissf? de edilcacoas para com o en-
genheiro cordeador examinar a planta e delibe-
rar o que for conveniente.
Outro do mesmo, commuoicando que em vir-
tude da ordem que Ihe foi dada em 8 do corren-
te, entendera-ae com o advogado sobre a ques-
to que a cmara tem cora os herdeiros de Ma-
ri o el Luizda Veiga, e que o mesmo advogado o
acouselhara que destallase da sppellacao, visto
nao ter mais que allegar.Posto cm diseussao
delerminou a cmara que mandasse coatar es
ustas, e acabaaae cam a questo.
Despacharam-se as petigoes da Antonio Mo-
reira de Mondonga, bacharel Francisco de Araujo
Barros. Jos'Fraocisco de Andrade, Livio de Sou-
za Silva, M mo*l Firmioo Ferreira, Manoel
da Cosa e Anlooio Joaquina, Miguel Archanjo
Lopes da Fouseca,Manoel Muimiaoo Gue les,Ma-
noel Figueiroa de Faria, Manoel Gongalv.s da
Silva e outros, Paulo Bastos da Sil va Jnior, Dr.
Pedro de Athayde Lobo Moscoso, Romualdo An-
tonio do Sacramento ; e levaotou-se a sessao.
Eu, Francisco Canuto da Boa-Viagem, official-
Baior a escrevi, no impedimento dosecretario,
Barros Reg, presidente.Henriques da Silva.
Reg.Barata de Almeida. Leal Ser.
Mello.
Com m un icados.
Srs. redactores do Diario.Vv. Ss. e todas as
pessoasque me conhacem ecoohecem o Cunha,
bilrteteiro do theetro de Santa Isabel, e me vissem
descer a una diseussao com essa individuslidade,
podetmn acreditar em um transtorno de meu ce-
rebro, uws como felizmente conservo-me em
pleno-uso ((e razio, deixo sera estorbo a esse ho-
rnera dizer o que lhe parecer, mesmo porque le-
nho outros meies quempragarei para coounJi-
lo quando julgar preciso.
8 de agosto do 1861.
Ferreira Vilhla.
Este nosse -patricio digno de merecer ?ateos
encomios e attencss por muitos respeitos ; por-
que se procuraes um eidadio Ulastrado e acien-
tifico para no parlamento Brastleiro representar
com denodo os interesaos do paiz, nenhutn mais
habilitado do que lie; se preeuraes um cid ado
aja j ncelo A sciencia e a illuslracao rena pru-
dencia e energa para tratar dos vossos direitos.
elle-a um ; sa queris um cMadao integra, pro
bo no deaempenho dos eata mais arduos devo-
res, elle tem dado nao equivocas proras dessa
inteireze; se finalmente procuraes um eidadio
em quem cooaciencioaameote recaiam os vossos
votos ; porque nao o consideramos cosmopolita,
egosta e lisongeiro, mas sincero a causa publica
e desolado a chara patrie que o vio nascer, ahi
tendes o prestimoso e digno desembargador Fi-
gueira de Mello, a quem de mais a mais nao til-
lara os precisos dados de coniormidade com a
conslituieo do imparia, e que seune em si to-
dos os predicados. Elle bem conhecido da
vos, as excellentos qualidades a fino trato que o
distinguen] ; o carcter firma, inabalaval-e inde-
pendentede que goza ;a sua condeca moral e
illustrada inielligencia pronm uo precisar mais
commentarios.
Por tanto, A vista do que vos temos exposTo que
nao se nao a genuina e pura tioguagem da
verdade tratai sem perda de tempo de prestar-
Ihe os vosso's votos, que sreis um grande servico
ao estado e a provincia que vos vio nsseer. Es
paramos os vossos conscienciosos votos em seu
favor, esperamos que nao desmintaes ainda urna
vez, que em vossos coraedes existe o amor de
patria para vos pronuociardes em favor dos que
mais merecem d'eotre nossos patricios pela sua
posir/ao e conhecida intelligencia.
Um Cearense.
Dada eaes Investidura ou collacio, os benefi- nao entrega da casa- arrematada em Uevido tem-
ciaios eleitotmm se perpatuavam. a inga em le- pe. Porlanto. leforsaeda a sentenca appellada,
galmeote lhes,podia tirar o beneficio poltico, O julgem improcedente a peono r a exacutrv reque-
Sr. Colae.
. Escrevi ne meu ultimo olhelim com referencia
aS. S. o seguinle :
Deixaremos em paz ainda por esta vez o Sr.
regente da orahesica com as suas walsinhas e
msicas Insignificantes, com qne tai massando o
respeilavel.
V. S. offendeu-se nao sei por que, e acredito
que a poraer nimiamente susceptivel.
. Aonde est nessas palavras o estigma de que
V. S. julga-se coberto por mira ?
Sabe V. S. o que significa a palavra estigma -
tisar ?
Se uao sabe, consulte Constancio, e este lxico-
grapho Ihe dir que estigmatisar significa :mar-
car com ferrete por pena infamante. E em sen-
tido figurado significa :pronunciar, ou declarar
infame ; acusar de aeco infame.
Ta, ta, ti, meu charo seohor, nao confundamos
as cousas. V. S. nuoca seria um infame, e quan-
do muito o po feriara chamar negligente, ou pre-
guicoso, por nao ensaiar e darnos entre actos
dos espectculos, boas e modernas composigdas
muaicaes, tanto mais quanto tem a sua disposigo
professores da forca dos Queirogas, Bartholomeus,
ete., etc., e possa um repertorio to variado e
escolhido como inculca.
Nao se queira aorar em victima do folhete-
nista-, quando elle nem quer, e nem tem neces-
sidade de o abocanhar. *
Convida-me V. S. para ama questo de arte
musical. Sobre que bases, raeusenhor?
Ser para dizer-lhe o que ama walsa, ou
urna contradanza ?
Para aemelhanle cousa, nao vale a pena en-
commodar-me e esbofar o seu talento artstico,
e nem ostentar os seus conhecimentos musicaes.
Se quer porm, V. S., arvorar-se em D. Qui-
jote dos maestros cojos nomes citeu, acredite,
que elles nao precisam de V. S. para seus de-
fensor, tanto mais quanto ninguem os acusn.
Para que tanta fumaca, aonde fogo?
bigo-ihe mais, que vivo de slenographia, ou
tachigraphia a cerca de 17 anuos, e de phologra-
phia a 7 annos; nao sou msico, e at lastimo
ter to pouco geito para to sublime arte, e que
se me tenho eotregado ao esludo e as lettras,
por um victo que desde o collegio se apossou de
mim, e nao ha vcocel'o. O que quer V. S., todo
o hornera tem seu peccado, e em compeosaco
de destestar a poltica, parece-me quo posso
muito bem Qcar rabiscador de artigos sobre objec-
tos de gosto n do arte.
Atira-me V. S. no final de sua corresponden-
cia com urna expresso que lodos acharara gros-
seira, e que eu acredito ter-lhe escapado no
momento de escrever, porque eslou muito con-
vencido que V. S. sabe respeitar-se bastante pa-
ra conhecer o respeito denlo aos outros.
Ora, veja, V. S., que apezar |do azedume de
sua correspondencia, nao cooseguio alirar-me
para alm das raas da moderago e justiga em
que procuro maoter todos os meus actos pblicos
particulares.
Al quando for preciso.
Recife 8 de agosto de 1861.
Ferreira Vilella.
Aos Cearenses
Infelizmente acaba a inexoravel parca de cor-
tar o fio que sustinha os preciosos das do 'Exm.
Sr. desembargador Antonio Jos Machado e se-
nador ha pouco escolhido pelo monarcha. Seu
carcter nao foi desconfen do dos seus amigos e
fiatncios que o elegeram ; mais urna perda que
ameolainos. Urna morte prematura veio der-
ramar o luto no seio de sua carinhosa familia, e
despoja-lo do mais alto cargo de estado, que oc-
cupav*. Como sao transitorias as glorias deste
mundo I
HoDtem eleito com applauso dos amigos e cor-
religionarios e escolhido cadeira senatorial;
-hoje nos proluados abysmos de urna lgubre
campa sepulchral lamentado e carpido par sua
digna e ioconsolavel esposa e amigos. A orte
nao quiz que por mais lempo gozaise elle das
ioimuDidades de too alto cargo.
Agora, porm Cearenses, que se trata-por esta
vaga inesperada de fazer urna nova eleicao para
senador, eleigo que demanda muita reflexo e
madurez*, permilti-nos que levados nicamente
z)or espirito de gratido vos apresenlemos o mui-
to digno patricio o desembargador Jerooymo
Marlinianno Figueira de Mello, deputado a as-,
sembla geral par euffragioe voasos.
Ji alguna de nossos patricios lembraram-se de
presentar vatios cavalleiros como candidatos J
senatoria, cavalheiros estes, aeus migos, a
quem nao dispulamos o merecido apoo de que
gozam ; nao deaenentimoa o oareoter nobre des-
ses cavalheiros; nao ouzamos leeaotar rosea
-trace voz pera deprecia-los, neui mesmo temos
no peqsamante idees conlrarias a alta pronun-
ciagao que se levanta em prol delles, nao; mas
b 1 Cearenses lacordai-eoa, quo d'eatre il-
luelraeoes mete -eleridea de nasa* pravincia ';
d'eotre a psomdaae a pieooneeitos dos maa no-
tareis cavnlheias a entre a magiatradoa mais
circumspectos e:iategerrimos (tem afleudennoe
molestia de lguem] existe o de que acabamoe
de oe presentar,'eo}0 nome a, basta para va-
lia rdes do sea nobre carcter. Exm. ST.'dw-
eembargador Pigueira de Mello nao am bemeat
egosta como sabis; qmado te treta dameiho-
raro situacbo moral e material do woseo tan,
hio vedes, nao sote pronunciando com intrepi-
dez como verdedeiro alhleto de teu pea >eera
defender os aeue maj agrados diaeitos, 'orno a
de sua provincia,e* e mais doimawrie; aeue
aeJaVanlea sereicos eatao patentes, niageem-ou-
sar nega-los ; como magistrado ha occaraada u>-
dos os cargos com jeatica, probidebe e intell-
geocia ne ulgar/cotBo poittico sempro mere-
cido asattofdea do goveroo e como migo, o
aeu haco- detor gratee muilo grato, mostran-
ba deei'artefluarrtoeabe apreciar uelles que o
recommendan.
Reforma ele i toral Klelv'ao
direxsta.
XIII
Patriotismo de Paula e Souza.Dousprogram-
mas, sendo o mais antigo melhor do que o
mais moderno.Unido de duas potencias.
Cnllaco de beneficios polilicos.-Uuas >-amen-
tet, e duas coineitas semelhantes.
Em 1844 urna daa nossas capacidades politieas,
um cidadao puro, um hornera, que hoorou a soa
provincia natal, j enobrecida por ter ido ober-
go dos Andradas ; em 181 i o venerando Paula e
Souza proferto as-seguintes e memorareis pala-
vras :
O caracterstico de um paiz livre naver
< urna maneir da fazer apparecer o voto necio-
nal : entra nos o voto nacional est compri-
< mido pela legislacao actual ; logo nao ha ou-
tro remedio sendo reformar a actual legisla-
S rao.
A' necessidade que'hoje existe a creacao
de um partido nacional, que restitua ao paiz
sea estado normal, e que o salve, reslituindo-
ihe a monarchie constitucional que hoje nao
c tem ello em realidade; o pendor da poca ;
para ahi que ea-convido todos os amigos sin
ceros, e desioteressados do paiz ; por issomes-
mo queeu cooheco que o paiz est mal : eu
os conjuro que meditem nos meios de salva-
lo \ muitas victimas inutei j tem suecum-
biio; accudamos-lhe.
Por essas palavras, que ah transcrevemos-re-
s queja em 1844 o sabio e venerando Paula e
Souza conhecia a indeclinavel necessidade de fa-
zer apparecer o voto nacional, comprimido pela
legislacao actual ; e propunha, como nico re-
medio para salvar o paiz, a reforma da actual le-
gislacao.
E, segundo o pensar do grande Brasileiro, pa-
ra remediar o mal, e reformar a legislncao ac-
tual, era preeiso a creacao de um partido nacio-
nal, que se propozesse "a salvar o paiz, resliluin-
do-lhe a monarchia constitucional, que, em rea-
lidade, nao tinha ; para a realisagao de tao gran-
de erapenho, convidara elle todos os amigos sin-
ceros do paiz, e os conjurara que meditassem
oo nielo de salva-lo. Mullas victimas inuteis
ja tem suecumbido, aecudamos-ihs 1 disse
elle 1
Magnifico programma esse que, se era ap-
plicavel em tS44. muito mais o em 1861 Po-
rm ae em 1844 o estadista psulistano j neo via
ouiro meio de salvar o paiz, e de ponpar-lhe as
victimas inuteis, senoa liberdade do voto na-
cionala reforma da legislacao actuala crtu-
co de um partido nacionala realidade da mo
narchia constitucional; vemos, com admira-
gao, que, hoje, depois de tanto sangue derrama-
do, depois de tantas lulas esteris, depois de
tanta mentira aulorisada, o ministerio actual,
apenas quera execugao das leis,e a econo-
ma dos dioheiros pblicos I
Entretanto em 1844 o lastimoso estado do paiz,
que lo assustador pareca aos perspioazes olhos
do eximio Paula e Souza, ainda nao tinha chega-
do ao ponto de degredago, deaelvager, e ter-
pe immoralidade que de entao para c, e dia por
da, 'foi atlingindo at hoje I
Si ni ; a eleigo iodirecta, e as leis, queaclua-
vara sobre o paiz, nao lioham ainda produzido
as sanguinolentas scenas de S. Jos dos Pinhaes.
Sobra!, Tena, Crato, Imperatriz, Aguas-Bellas,
Cachoeira, Recife, Olio la e multas outras ; an-
da s le de 3 de dezembro de 1841, com a sua
magistratura volante, policia-judiciarla e polti-
ca ao mesmo tempo, nao havia produzido todos
os seus funestos effeilos.
A lei de 3 de dezembro, e a da guarda nacio-
nal dividirn o paiz em duas partes, e deram i
.netade da nago o direito de opprimir a eutra
metade O tempo veio amestrar os seas execa-
tores qae, saccessivameote, dedoziram daquel-
las leis todas as funestas consequencias, que o
espirito de partido sabe deduzir de ets de occa-
sio.
Para evitar os abusos, fraudes e Crimea que de-
turpavam a eleigo, e impediam a livre manifes
tago do voto, de que ae queixave am 1844 o
eximio Paula e Souza, reforraou-ae a legislacao
eleitoral, entao existente, pela lei de 19 de agos-
to de 1846.
Improficoo trabalbo I e que bem longe de cor-
tar o mal pela raiz a eleigo indirecta veio
peiorar o estado do paiz, e estabelecer tantas es-
colas de immoralidade, de desrespeilo ao princi-
pio de autoridade, e desacato aos templos quan-
tas eram as mesas eleiloraes I
Quanto a lei de 19 de agosto de 1846. vio a luz
do dia, j encontrn a sua irma mais velba e a
sua precurssora, a lei de 3 de dezembro, bem
odianlada, e senhora do terreno. Operou-se en-
tao a juneco de duas gran les potencias era a
soberana e omnipotencia das mesas eleitor.aes
dando a mo omnipotencia de urna magistra-
tura judiciaria, policial e poltica I
A allianga das d uas potencias deu cabo do res-
to de liberdade de voto,que ainda havia. Dahi por
diante comegou a poca das maiorias artificias*, e
das cmaras atnanimes.
O raachinismo eleitoral, ajudado pela lei de 3
de dezembro e pela lai da guarda nacional, que
militerisou o paiz, chegou sua ultima perfaigo.
Desde entao os abusos, as fraudes, as violencias
e ccimes, nao tivecam mais limites: tudo.em
materia de eleigo, foi mentira, realisado em uns
pastos pelo artificio, e em outros pela forga brua
ta. Nao era a forga do direilo quem impunha aos
cidadaos, ara o direilo da forga en toda a aun
nudez 1
Eulo vio-se qae mais de tira presidente, teve
a sua fards bordada, noioada pelo sangue dos
seus administrados ; queman do um juiz de di-
reito, depondo a imparcial vara da justiga, e em-
pandando otrabuco.se arremessava s prajas pu-
blicas, onde de beda rregeeed'a, lutara, corpo
corpa, tom os seus june diccionarios, para maior
estabiliaede da ordem, papa rnaiOT respeito do
principio de autoridade, per maior geraalra da
liberdade do veto.
quando slguns juiaaa de direito assim proce-
diam.at autoridades'subeltemas, o% juizes rmmi-
cipaes, delegados, eubdlagedee e cohorte de
inspectores de quarteiro trilhavam a mesma tea-
da, e -nao se eixavem flcar mal. Poise eutori-
dae havia Oe flcar sem forca moral -odia parda
da eleigo I
Tudoieeo eoodnio| firmar-se, de ama vez
paraempre,-o principio de que a tesa nao
podia perder a eleicio, e consammar-e d-
*me aba pata era avara Sitial e a*vz real.
Quem faiia parte do paiz nfucieleu Ihe ara ad-
berente, gozava, ipio Jaeto, do direilo poltico
do roto. Quem nao fazia parte directa ou Indi-!
recta do fnnecianalieato neo tinrra drreHos polti-
cos, faaaem quaea fossem.aa tees babllitegoes.
Chegadas as cousas esse ponto nao houve'
mete eleiyeo, -e -aira urna tarea, lgemvsvezea
enssngueolada, o*ir*a veies perfeitamenteaio-1
mica, A eleigo redudo-ae na maioria dos caaos!
deelarago quatrieonal, que viriharn 'fazer os
jtHzea:de paz, vereadoraa, eUitoreae -mesas-elei-
Xaraea, da continua^o dos avus- antigo* postee,
cjos dlreitos ama vez adquiridos, ae radicaren,
neiles de urna vez para samte.
bom direilo dea votante*, o mrito dos candila'
loa, a ihtelligencia, a capacidade, o habito Jos
negocios, os servicoa ao paiz, aa virtudes cvicas,
ludo se mallograva ante a muraUa de bronze, er-
guida pela lei de 19 de agosto I Basta ve a mesa
dizer aimplesmente nor possumus e Jestava
vencidas eleicbo, e perpetuado o aeu beneficio^
A' eaaa voz era .prudencia a retirada, e ae al-
guna, mais ciosos dos seus dlreitos, queriam plei-
tear a eleigo, a farga passava tragedia. O san-
gue corra, os guerrilheiros eleiloraes, e as bayo-
neta* mantenedoras da liberdade do rato, torna-
vam-se senhores do campo e da eleigo, e os es-
ssssinatos, commattido* na lata, nao paaaavem
de obstculos removidos, que alm de impunida-
de, grangaawaen honras,-ttulos e commendss aos
seus autores I
E nem por outro modo se poder explicar, em
urna forma de governo como a nossa, essas c-
maras geraes, prorinciaes e muoicipies unnimes.
Os grandes interesses do paiz, as opinides diver-
sas, que naturalmente exiatam em urna aocieda-
de to extensa como o Brasil, nao ae apresenU-
vam e nem disputa yam o campo eleitoral. e nem,
caso o flzessem, podiam ter a esperaoga de um
honesto triumpho, qua desso-lhes urna represen-
tagao genuina. capac.dedotar o paiz com urna le-
gislagao sabi* o conveniente aos vastos e compli-
cados assumptos da vida social de um poro, der-
ramado em to vaste territorio.
Sim ; nao havia lula dos interesses sociaes ;
porque para que etla se dsse, era mistar que
existase o systema representativo, cujo flm col-
locar publicamente, e em presenga uns com os
outros, os diversos interesses sociaes, pira se co-
nhecer a verdadeira maioria e minoria. O que
dominava era cousa muito diversa,era o espi-
rito de partido, fortalecido.por leis de occasio ;
era o predominio das maiorias artiflciaes, e da
completa excluso da minoria ou maioria real ;
era em urna palavra a corropgao do governo re-
presentativo, corrupgo, que tinha como princi-
pio da sua existencianegar, por lodosos meios,
a possibilidade do triumpho maioria real, e
impedir a intervengo e livre esforgo da minoria
oas lutas aleitoraes.
Gragas i semelhante systema a maioria urna
vez conquistada permaneca ; e as mesas confe-
ran] a unanimidade ou vencimenlo das eleigoes
subsequentes aos seus adeptos, de urna maneira
invariavel, visto como se tornavam arbitras
dessas eleigoes pelo seu direito de iospecgo e
deciso de todas as operages eleitoraes.
E' por isso que, em todos os pontos, com raras
eicepgoes, veaa*ft ainda hoje, os mesmos juizes
de paz, os mesaras eleitores e vereadores, que
riamos desde a primeica eleigo, feita em virlude
da lei de 19 de zgosto.
O cargo de juiz de paz, eleitor, vareador, de-
putado provincial ou geral, passou a ser um car-
go perpetuo e inamovivel, urna profisso como
qualquer outra.
Os juizes de paz, eleitores, vereadores comega-
ram a ser assim como que urna especie dos nos-
so ir raaos das Almas do Recife, da Ordem Ter-
caira de S. Francisco, ou do Sacramento da ma-
triz de Santo Antonio, em antigos.lempos.
E assim como outr'ora quem queria saber
quaes eram os msanos daquellas ordeos, remoo-
lava-sa eleigoes feitas viole ou trala annos
antes, assim imbem quem quizer saber quaes
sao os juizes de paz, eleitores e vereadores ac-
tuaos, basta recorrer ao primeiro almanak que se
publicou depois que a lei de 19 de agosto se poz
em execugo. A lei os iixou nos dislrictos, pa-
rochiase municipalidades, como ostras aos ro-
chedos. Ah! quemdera que os magistrados, per-
petuos einamoviveis, segundo a constituigo, ti-
vessem tamanha eslabilidadej
Em virtude daquella lei as mesas eleitoraes
passaram a ser ama especie de fermento, desti-
nado a levedar a nova massa, ou antes seo
graos e sementes, guardadas para produzirera a
futura colheila.
E na verdade, nessa vogetsgo poltica, obser-
va-se o mesmo phenomeno, to curioso, to inva-
riavel, como o que observamos na vegelago dos
cereaes. Assim .por exemplo : plaotao matulo, a
batata ou o inhame, na leira por elle preparada,
e oo tempo proprio o que que colhe ? alguma
cousa diversa ? nao. Colhe' o mesmo inhame, a
mesma sement plantad, e mais os novos indi-
viduos adherentes batata matriz.
O mesmo justamente se observa na nossa ve-
gelago eleitoral, e as maiorias prestabelecidas
ou leiras preparadas pela lei de 19 de agosto.
Segundo esta lei, os juizes de paz dos prima-
ros districtos, os dous eleitores, os dous supplen-
les, as juntas e assemblas parochiae3 ; os jui-
zes municipaes, os vereadores e eleitores mais
votados nos conselhos de recurso, sao os nos-
sos inhames malrizes, sao as semeotes destinadas
s vindouras colheitas.
Pois bem, de qaatro em quatro annos, prepa-
rada a trra vegetal, isto a muliido dos votan-
tes, e preparada e bem preparada pelos inspec-
tores de quarteiro, aquellas sementes eleitoraes
sao depostas as suas leiras; e enio oh prodi-
gio da nalureza, sempre invariavel e aampre
constante e admiravel em suas leis, eis que as
sementes, as batatas, os iuhames polilicos se re-
produzca), e sempre os mesmos, trazendo apenas
adherentes si algumas navidades proprias da
nova colheila 1
Desculpem-nos os nossos leitores ; achamos
to natural o processo eleitoral, tstablecido pe-
la le de 19 de agosto ; to engenhoso o syste-
ma das maurias fizas e prestabelecidas e qua se
perpetuam de urna maneira invariavel que nao
podemos sopitar o nosso enthusiasmo ; e por
isso: .
Viva a liberdade do voto garantida pela le
d*M9 d agosto I vivam os nossos inhames elei-
toraes vivam 1 vivam 1 vivam !
F \
ralea foltras2e procedida folhaal; ipege o
appellado as cusas, Recife 3 de agosto de 1861.
Leo, presidente.itirana.Lourengo San-
tiago. Sfe GomeawMotta.Pirelti.
% mais ae nao con le ha em dito accordo aqu
transcripto dos autos mencionados na petigo
retro, aos quaes me aporto ; e a presente certi-
deo vai aera cousa gue (ac duvida, por mim es-
crivo escripia e assign-ad*. conferida e concerta-
da na forma do estro, nesta cidaddo Recife de
Pernera buco, aos 7 de agosto de 1861. Escrevi
e assignei em f da verdade.
Antonio Joaquim Ferreira de Carvalho.
COMMBMClOe
Caixa Filial do Banco do
Brasil emPernambuco
A directora em virlude do aviso de 8 de juoho
prximo passado declara que fice prorojeedo por
mais 60 das o prazo marcado pelo art. 4o do de-
creto n. 1685 de 10 de novembro do anoo fiado,
para a aubattuico das notas de 20J>000 da erais-
sao da mesma caixa o qual Anda em 19 de setem-
bro vindouro.
Caixa filial do banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.O secretario interino, Luiz de Maraes
Gomes Ferreira.
CAIXA FILIAL
-BO
BANCO DO BRASIL.
%M 6 DE AGOSTO DE 1861.
A caixa desconta letras a 9 /0, sendo a 8 /
as deseu aceite, e diuheiro a premio, e toma sa-
ques sobre a praga do Rio de Janeiro.
Alfaadega,
Rendimento do dial a 7 ..
dem do die 8 .
.135:4334)114
. S2 457S697
157:890*821
Horlmento da alfacideea,
Velumes entrados com tazeodas.. 230
> > om genero*.. .126
Volumes
a
sahidos
e
com
com
------356
fazendas.. 145
gneros.. 627
------772
Descarregem hoje 9 de agosto.
Barca portugueza Flor de S. Simo farinha,
gigos e cha.
Escuna portuguezaRraia batatas e ceblas.
Brigue hamburgusHenriquecarne de char-
que.
Polaca hespenhola India dem.
Brigue inglez Maryan Grei carvo.
Brigue hamburgnezGermanoferro.
Brigue inglezZinemcrcadorias.
Brigue suecoTrinlootaboado.
Brigue hamburguezAdolphbacalho.
Receboilwriu de rendas internas
geraes de Peraaaiubuco.
Rendimento do dia i a 7 9:897*913
dem do dia 8....... 616*050
10.513*963
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a-7 13:645*7-18
dem do dia 8.......1:933*362
15579*7lO
iorimento do porto.
bargoa que tiver |tob pene de revelis. E porque
o euppHcadoae che ausente em lagar ignorado,
veeaa os supplicantes requerer i V. Exc. digne-se
admitti-los jusliflcar a auseneia, sendo quan-
to baaree julgue por sentenga mandando passar
carta de edital por 30 diaa, afim de por ella ser o
supplieado citado para os termos de segao : pe-
dem a V. Exc. deferimeoto. E. B. M. Advoga-
do, Dourado.
E mais seno continha em dita petigo a qual
aendo-me apresentada, nella dei e profer o des-
pacho do theor aeguinte:
Distribeide, jaistiflque.Recife 27 de juoho de
1861.Assis.
E mais se nao continha em dito despacho tqui
transcripto, em observancia do qual fura a mesma
petigo distribuida eo escrivo deste juizo Manoel
Marra Rodrigues do Nascimento ; e lendo os sup-
plicanles produzido suas provaa, que justificaran)
a ausencia do supplicado, em lugar nao sabido,
e stibindo os autos i mioha concluso, nella dei
e profer a sentenga do theor, forma, modo e ma-
neira aeguinte :
Visto estar provada e ausencia em lugar nao
sabido, do reo Francisco Jos Rodrigues Bastos,
passe a carta de editos requerida por trinta das.
Recife 31 de julho do 1861.Assis..
E mais se nao continha em dita sentenga aqui
transcripta e copiada em cumprimenloda qual o
referido escrivo fez passar a preseote caria de
editos com o prazo de trinta dias, pela qual cha-
mo, cito e hei por citado ao supplicado para que
dentro do referido prazo comparece neate juizo
para allegar sua defeza por todo o eonteudo na
petigo cima transcripta, ob pena de proseguir
a causa e seus termos o sua revelia ; porlanto
toda e qualquer peasoa, prente, amigo, ou co-
nheerdo do referido aupplicado poder fazer
scientedo que cima fka dito.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar editaes que sero publicados pela
imprensa eafnxar nos lugares do coslume.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, sos 5 dias do mez de agosto de 1861,
cuadragsimo da independencia e do imperio do
Brasil.
Eu Manoel Mara Rodrigues do Nascimento,
escrivo a subscrevi.
Francisco de Assis Pereira Rocha.
Declarares.
Ifemam parte aa Sras. D. M noela, D. Carmel
e oe-ST,.Gerateo, Vieeote, e Teixerra.
Comecar s 7 y horas.
"grande"

Extraordinario
baile
e cocertos musicaes
NOS MAGNFICOS
Saloe* do caes de Apollo
Sat)fuk>, 40 de agMlo.
A's horas do costume a banda do 4o batalhao de
infantaria a p de primeire linha dar comego ao>
divertimento tocando urna provocadora ouver-
tura.
Seguir-se-ha os daasados pelos Srs. concurren-
tes. sendo aa msicas das quadrilhas, scboltz-,
polkas, etc.. de excitante gosto ; e ha ven do no
ntervallos concertos muaicaes pela referida ban-
da do quarto.
Apreaentar-se-ha pela prfmeira vez uestes sa-
ines um msgoifko e grandioso orgo-modello,
que loca trin*a das melbores pegas extrahidas dei
grandes operas italianas, o que multo concorrerft
para o bri I ha o tierno da reunio.
Um crescido numero de damas e cavalleiros.
expressamenfc* convidados, augmenlar o prazer
deste bello intretenimento.
Os saldes estarlo ricamente tdornados, e se
curoprir rasca o regulameoto policial.
Entradas, para seohoras, gratis ; para homens
a zjwO.
Nao
Dia de agosto,
houveram entradas nem sahldas.

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Horas.
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Pblicagoes a pedido.
Teste mu u lio sol amn e d a il I st ra -
Cao, independencia e inte i reza
do venerando tribunal da reiaeo
deste districto.
Illm. Sr. desembargador relator.Joaquim
Francisco Duarte, vem requerer a V. S. ae sirva
de mandar dar-lhe por certido o theor verbo ad
verbum do venerando accordo ltimamente
proferido pelo superior tribunal da relacc, nos
autos de appelleco civil em que com elle litiga
Joo Pinto de Mendonca ; oestes teraaoa pede a
V. S. assim Irte deQra" E 11. M. Recife 6 de
agosto de 13ai,Joaquim Francisco Duarte.
De-se-lhe,Recife 6 de agosto de 1861.Gi-
tirana.
Antonio Joaquim Terreira de Carvalho, escrivo
de appellagoes e aggravos do 'tribunal'da reia-
eo destajprovincia de Pernambuco, 4>or S. M.
A noite clara com pequeos agoaceiros, vente
SE, regular at eo amanhecer que rondou para o
terral.
0SC1LAQA Da mar6.
Preamar as 6 h. 6' da tarde, altura 6,9 p.
Baiximar as 11 h 54' da manha, altura 0,9 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 8 de a-
gosto de 1861.
Romano Stepple,
1* tenante.
Editaes.
e C. o Sr. O. PedroH. que Dos guarde, etc.
Certifico ser ottaeot do accordo pedido por
certido na petigo -retro o eeguinte
Accordo em relajo etc. One menos bem
julgedo foi pelo juiz aqu em sua sentenga de
folhas 57, de que se apoella, visto es autos, .pcr-
quauto embora o appellado tivesse arrematado a
renda da casa, que faz o objecto da questo, elle
comtudo neo a poda nem se devia julgar por
semelhante renda Obrigado, emquanto nao Ihe
fosee entregue casa, tanto mais que nao foi au-
lorisido para Te-querer o despeijo da dita caaa,
e bem pelo-contrario lando iolentado para este
flm aego, della tfesistio, conforme se mestra da
cerlideo de foitras fO, pera que o cansdrbo ad-
ministrativo do patrimonio dos orphos por si
promovease tal despeijo Ihe entregaese a casa,
deveodo ter amviata qae oeppellado o mes-
mo que Tequereu a presidencia, aegondo te ve
de folbaa 53, para qua o conselho razando ffee-
trva a arrematagao, nao mandetse proceder a
outra como pretenda ; llegando ter pago ot
Blogueis da case que arrematara, e qae pe-
dia Ihe fosse entregue ; aenSo multo para no-
tar que -o arrematante de um -predio pgas-
se a renda do mesmo eem 'fru-lo ; pare-
eendo qua esse pagamento, ja fors feito com o
flm de se a presentar o appellado demandando o
appellaote o queJez todava som juntar o titulo
de sua arremetaclo para ae caahecar quaes o*
poderes, aae ira aaviameidoeanerillos, a ae en-
tre estes baria o de sublocar o predio arremata-
do, aendo qae em ultima analyse nao Ihe caba d
diretro de ec^ae etecutiva eovrra -o-applrante *
-qaem etltrdtaotorre nao stfMocoae casa de que
ae trata,, peis j-ere oceupaua -pelo ppet renta ao -i
l*q*ieeeeTrewtalmpetoppv*edo, o qall
Mes w pagau de luguela da cata, cuja "tendert
arremetou : os lecebeu o depoeiio publico onde
es pagara o /apellante, com -qoem o cctelhoi
m
como com *esle o^edevi qne*tittlf|v appal-
lado, te soffreu prejulio em aetif talttidN irela'
O Dr. Francisco de Assiz Pereira Rocha of-
Qcial da imperial ordem da rosa, e juiz especial
de commercio desta cidade do Recife de Per-
nambuco e seu termo por S. M. "I. qae Deus
guarde etc.
Fago saber aos credorea do commercianle ma-
triculada Antonio Botelho Pinto de Mosquita,
que pelo oroaente sao chamados para compare-
cer na sala dos auditorios no dia 19 do carrete
mez ao meio dia afim de de observar-se e dar-se
inteiro cumprimento do disposto do art. 900 do
cdigo commercial, de cooforraidade com o que
dispe o arl. 899 do mesmo cdigo-
E para que chegue eo conhecimento de todos
os credores do referido impetrante, e de quem
mais inleressar poasa, mandei passar o presente
edital, que ser publicado pela impreosa, e afo-
lado vnforma do estylo.
Recife, 7 de agosto de t861.
Eu Adolpho Liberato Pereira de Oliveira, es-
crevente o escrevi.
Bu Manoel Mara Rodrigues do Nascimento es-
crivo, o subscrevi.
Francisco de Assiz Pereira Rocha.
Peta secretaria do .governo se faz publico
para conhecimento de quem inleressar nossa, que
lendo a lei provincial n. 504 de 29 de maio deste
anno creado dous officiaes de partidores em cada
termo desta pro 'roca, aceomulando um as fuuc-
eoes de distribuidor a o outro as de contador;
Cham-ie em concurso os do termo de Olioda,
aura deque os pretendentes se habtlitem e apre-
sentem os ses requerimentos iastroidos na for-
aga do decreto u. 817 de 30 de agosto de 1851,
e aviso de 30 de dezembro de 1854, no prazo de
60 dias, contados desta data
Secretaria do goveroo de Pernambuco 7 de a-
goato de 1861.Antonio Leile de Pioho.
-O'Dr. Francisco de Aas* pereira Rocha, jukde
direito especial do commercio desta cidade do
Recife e seu termo capital da provincia fle Pr-
nambuco porS. M. I. e C. o Sr. D. Pedro II,
que D*us guarde, etc.
Fagoaaber eo* que presenta certa de edito*
virem e delta noticia tiverenji qne D. P."WId Jt
Compaohia, Monteiro, 'Lape* & Companhia, e
Hamo*. Dupral & Companhia me dirigiram a pe-
tigo de theor aeguinte : ^
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz do eommercio.Di-
zem D. P. Wild & Companhia, negociante* deata
oraca, qBe querem fazer citar a Pranciaco Jo*6
"Rodrigue* 'Beato*, tambee estabelecido naata
cidadel para naprimeira audiencia deste juizo ser
ttsigrrtrdo os'dezdiada lei 6 ete letras mercan-
lis j vencidas neo .pagas, na importancia todas
Collectoria provincial de
Oliuda.
O colleclor de rendas provinciaes da cidade de
Olinda manda fazer publico pelo presente que
tem designado os dias de segunda, quarta e sax-
-ta-teira da semana para proceder os lancamentos
da decima urbana, e dos impostos de 4 0|0 sobre
o aluguel das casas de diversos eslabeleciaientos
commerciaes, de 8 0(0 sobre o aluguel daa casas
em que eeiiverem os escritorios, de 20 0)0 de
agurdente do consumo, de 5 0|0 sbreos alu-
gueis das oasas pertencentes s corporagdes de
mo morta, edo imposto sobre os carros de pas-
seio e de aluguel, para o anno financeiro de 1861
a 1862 ; e que nos outros dias da semana conti-
nuar.a arrecadago da decima urbana perten-
Oente ao exercicio de 1860 a 1861, da divida ac-
tiva, e mais imposiedes a cargo da mesma col-
lectora.
Collectoria provincial de Olinda 29 de julho de
1861.O escrivo,
Joo Gongalves Rodrigues Franga
Inspecco do arsenal de ma-
rinha.
De ordem do illm. Sr. inspector Tago publico,
que era 8, 9 elO do correte mez se vender em
hasta publica, na porta do alraoxarifado, como-
gando as pragas as 11 horas da manha, 25 arro-
bas e 19 libras de bolacha arruinada.
Inspecgo do arsenal de marinha de Pernam-
Bafe em 7 de agesto de 1861.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Santa cas* de misericordia do
Recife.
A Illma. junta administrativa da irmandade
da santa casa de misericordia do Recife, maoda
pelo presente convidar, aos senhores irmSos da
mesraa irmandade para assistirem no dia 15 do
correte s fesla da respectiva padroeira que lera
lugar nesse dia na igreja do Paraizo.
Secretaria da sania casa do misericordia do
Recife 7 de agosto de 1861.O escrivo,
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
De ordem do Illm. St. inspector da alfan-
dega declara-se que foi modificado para 3$ a ar-
roba o prego do assucar braoco da pauta sema-
nal. Alfandega dePernambuo 26 de agosto de
1-861.O 2. escriplursrio,
Maximiano F. P. Duarte.
Directoria geral dainstrueco
publica.
Por esta repariigo se faz constar aos inleres-
sados, que nao pode o cnoselho director tomar
conhecimento das petigdes de
Manoel Jos de Parias Simes.
Reverendo Loorenco Lopes de Carvalho,
Manoel Cassiano de Oliveira Ledo,
D. Francisca de Assis Domingues Carneiro,
por nao esterero -estas devidamente documenta-
das como dispoe a lei n. 359 de 4 de maio de
1855; rssim como esto no mesmo caso por falla
de sello as peliges de
D. Mara de Nazareth Augusta de Miranda.
D. Josepha Amelia de Godoy e Vasconcellos
Vctor Antonio do Sacramente.
Secretaria da iostruego publica de Pernambu-
co? de agosto de 1861.0 secretario interino,
Salvador Heorique de Albuquerque.
Tendo esta directoria de mandar fazer por
ordem do goveroo da provincia na fortaleza do
Brum coooertos nos lelhados das casas, forro da
capella, collocar vidros em diversos lugares,
feichadurae e ferrolbos, concertar as duas pri-
aoes, assim como as grades de ferro e de pu,
por-lhes feichaduraa e ferrolbos novos, ladri-
lliar duas prisoes, concertar cimento a aboba-
da da pristo grande, e finalmente concertara
ponta do forro. Convida as pessoat que se qui-
zerem propor a este servico, a apreseotar suas
proposlas na dita directoria nos dias 9, 10 e 12
do cortele mez das 10 horas da manh as 2 da
tarde.
Directoria das obras militares, 8 de agosto de
1861.
O escriturario,
Juo Monteiro de Andrade Malvinas.
Atsos martimos.
O parhabote nacional Dous Amigos, capilar
Francisco Jos de Araujo.aegue para a Baha em
poneos dias ; para o resto da carga que Ihe falta
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, aa ra da Madre de Dos n. 12.
Maranhao e Para.
O hiale Novaes aegue no dia 15 do crreme,
e tem meio carregamento tratado : com o resto
trata-se com os consignatarios Marques, Barros
& C, largo do Corpo Santo n. 6-
(CMOTEUM
DAS
Messageries imperiales.
Agencia ra do Trapiche n, 9.
At o dia 14 do corrente espera-se da Europa
o vapor francez Eslramadure, commandante
Trollier, o qual depois da demora do costume
seguir para o Rio de Janeiro tocando na Baha
para passagens etc., a tratar na agencia.
Para Montevideo
segu para este porto no dia 14 do corrente, a
velleira barca nacional Castro III : para paa-
sageiros, trata-se com os consignatarios Pinto
de Souza & Balro, na ra da Cruz n. 21, or
com o capilo na praga.
Lisboa e Porto
* sahr com bre7dade a barca Flor de S. Si-
mo' por ter parte da carga prompta : para -
resto e passageiros, trata-se com Carvalho, No-
gueira&C., ni ra do Vigario n. 9. primeiro
andar.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacioml
Almirante, capilo Henrique Correia Freitas, o>
qual tem parte da carga prompta : para o resto-
que Ihe falta e escravos a frote, trata-se com
Azevedo & alendes, ra da Cruz n. 1.
Ifef&v
'm
O patacho nacional Barros I, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete; trata-se com v-iuva
Amonto & Filho,ruada Cruz n. 45 ou com o
capito a bordo.
ftxl^.
kT&sT
Para Lisboa e
Porto.
Segu com brevidade o brigue nacional Eu-
genia, de priraeira classe, capito Manoel Exe-
quial Migeos, o qual tem dous tergos da carga
engajada, para o reato que Ihe falta e passageiros
trata-se no escriptorio de Azevedo & Mendes
ra da Cruz n. 1, ou com o capito na praga.
THEATRO
DE
Sania Isabel.
EMPREZA-GERIYIANO.
27 RECITA. DA. ASSIGNATURA.
Sabbado lOdeAgtato.
Subir scena
original francez,
o excellente drama em 3 setos,
0 COHDE DE S. GERMiO
OU
COMPAA rEItfAMBICAM
Navegare costn a vapor
Paiahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Asia'. Aracaty, Ceara'.
O vapor Iguarasa, commaodante Moreir,
sahir para os por tos do norte al o Cear no
dia SS do corrente s 4 horas da tarde. Rceos
carga at o dia 21 ao meio dia. Eocommendaa.
passageiros e dinheiro a (rete at o dia da sahida
a 1 hora : eaeriptorio no Forte do Mattos n. 1.
Porto por Lisboa
Segu em breve* dias barca nacional There
za I por ter aua carga engajada e parte della ji
a bordo, recabe uaioaoaeole paaaageiroa, para u>
.qae tam excellente* commodos, e trata-so coaa
Bailar i Oliveira, ra daCadeia do Recife o. 12.
mmm pars.
PERSfJNAGENS.
Gemaao........ Germaorj.
V conde de 6
Maree!, ourivea..............
Papilhan, joalheiro............
Durang, dito...:................
Julio, dito....................
Sernaaao, '(Hto ................
i) coraaerrdadoT................
Ocavaieirode Vaudray........
Q barig d'Ornay.......,........
afuboiSj, creado.................
TC^rSTrO.......*.
f
msrquaza..
Inanna. ega...
hcrardea, pevo.atc.
Vicenta.
Teiieim.
Oliveiaa.
Campo*.
Santa Bausa.
Raymuado.
Valle.
Leite.
Jdlo.
Nunes.
'^afirrpvjB;
D. Isabel.
P Hannali
i
Lisboa.
O novo e veleiro brigue portuguez Bella Fi-
gueireuse, capilo Jos Ferreiraxeasa, pretenda)
eahir at o dia 12 de agosto, por ter a maior
parte tiu *eu carregamento prompto, para o rea-
to da carga e passageiros para na quaes tem ex-
cedentes commodos : trata-se com aeus consil-
iarios F. S. Rabello 4 Filho, largo da Assembla;
n. 12.
>P**ra* Aracaty e %&&
aague em poucos diaa o hiato Camaragibe por
|j lar melado de aeu carrsgamento : para o reato
{.e paaaageirot, trata-ae najnaa de Vigario n. 5.
B-diiia
Segu a aumaca Hortencia, capito Belchiur
. Mactel Araujo : pata o redto da carga que lh
^BBr*,, e pagar ditas quantiaa a aeu Terminar! o eapectaculo com a liada pm*>t,[falu ejpaaaageiroa, ttaU-ie co Azarado & Men-
respatlttos juros, appondo no dacendio os a- i am um acto, ornada de msica, '""
| de*, ra ^o Cruz n.I,

^


(*)
Acarcu'
DIARIO M PimABMDCQ. SEXTA lEIRA 9 D AGOSTO |H5 1811,
O veleiro cGaribeldi, mestre Custodio Jos
Viaona : a tratar eom Tasso fresaos.
Leiloes.
4PW
imim
De novo o agente Hyppolito levara' a
leiio as dividas activas da massa fallida
de Caminba Irmaos : sexta-feira 9 do
coi rente as 11 horas em ponto em seu
escriptorio ra da Cadeia do Recie
n, 48, primeiro andar.
Gontinuacdo do leiio
FAZENDAS
a retalho,
Segunda-feira 12 do crvente
Antunes. far leilo seguoda-feira 12 do cor-
rente, de fazendas a retalho, e poratacado.de va-
rias qualidades como sejam cortes de vestidos de
barras, fil e seda, coletea, paletots de pao e
brim. enreites para cabega, grvalas, casemira
muUo boas, cbapos para hornera e outras mul-
tas fazendas que seria enfadonbo mencionar, que
sero entregue sem reserva de prego.
Aotunes fat leilo no dia designado a reta-
lho a vontade do comprador de diversas quali-
dades de fazendas como sejam, cortes de vestido
de cambraias, barege, fil, seda, sahidas de bai-
le manteletes, bales de todos os feitios. infei-
tes para cabeca mantas de blonde, camisas, pei-
tos de ditas de puro linho, palitos de panno e
brim, luvas de pelica o seda, grvalas, e muitas
fazendas que estaro a vista dos compradores.
LEILAO
DK
1 cabriolet e cavalio.
Saque sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Olireira & Filho saccam
obre Lisboa ; 6o seu escriptorio, largo do Corpo
Santo.
O Sr. cadete Tude chamado a
esta typographia para racti/icar a as-
signatura deste Diario, por quanto mu-
douse da ra onde mora va sem o fazer.
Pedido
O abaixo assignado tendo acabado eom a sua
loja de calcado sita na ra larga do Rosario o.
32, pede encarecidamente as pessoas que se
acham a dever, que venham satisfacer seas d-
bitos, pois sao bastante antigos, e visto nao con-
vir terura caizeiro sopara este m, por isso po-
dero dirigir-se a mesma ra, no bazar pernam-
bucano, loja de charutos, aQm de evitar o seren
chamados por seus nomes.
Joaquim Bernardo dos Res.
Costa Garvalho Tara leilao em seu armazem na
ra do Imperador n. 35, de um cabriolet eom
cavalio prompto eom todos os arreios, o qual
ser entregue pelo maior prego encontrado.
LEILAO
SEM LIMITES.
Sexta- feira 9 do corrate.
O agente Costa Garvalho querendo acabar eom
diversos trastes que tem em seu armazem far
leilao por conta e risco de quem pertencer de to-
dos os objectos de mobilia constando mobilias
guardareupas, guarda-louga, apparadores, com-
zuodas, secretaria, camas francezas, espelhos
candelabros, linternas, quadrose outros rauitos
bjectos que esto a vista dos compradores e que
sero vendidos a correr do marte!lo : sexta-feira
> do correte as 10 horas da manha em seu ar-
mazem na ra do Imperador n. 35.
Na mesma occasio
Tender varias obras de medicina e homeopa-
thia. r
Avisos diversos.
an
veii
lOTEIfli
Sabbado 17 do corrente andaro im-
preterivelmente as rodas da sexta parte
laquarta lotera (primeira concessao)
do Gymnasio Pernambucano, pelas 10
horas da manhaa. Os bilhetes e meios
bilhetes acham-sea venda na thesoura-
ria das loteras, que se acha mudada
para a ra do Crespo n. 15, pavimento
terreo e as casas commissionadas do
costume. Os premios sero pagos in-
continente a entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jcse Rodrigues de Souza.
Escravo fgido.
Auzentou se da casa do abaixo assig-
nado o escravo crioulo de nome Ma-
noel cor preta, de idade de 30 a 55
nos, alto, magro e rendido da
lha esquerda. Este escravo oi proprie-
dade do Sr. Thomaz Antonio Guima
rae?, morador na cidade de Goianna,
d'onde veio a pouco, e por multo tem-
po fo empregado nos lampioes das ras
d&quella cidade. natural do lugar de-
nominado Continha perto da mesma
cidade de Goianna e tanto n'um como
no outro lugar muito conhecido
provavel que ande por estes lugares de-
signado? Pelo que rogo a todaPas au-
torides policiaes caphaes de campo a
aprehensao do dito escravo, podendo
teva-lo a' cidade Goianna ao Sr. Tho-
maz Antonio Guimaraes, e nesta cidade
a ra Nova n. 67 segundo andar ou a'
ra da Cadeia-Velha do Recife, loja n.
22, quesera' recompensado.
Joao*Pereira Moutinho.
Na ra daCsdeia Velha n. 52 segundo an-
clar deseja-se saber quera o correspondente do
fcr. Manoel Antonio Gomes, do eogenho Arandu
para se Ihe entregar ama carta de importancia
para o dito senhor.
Na da Cadeia Velha segundo andar n
52, precisa-se alugar urna escrava que faca o
ciarn. de urna osa de pouca familia.
. Ante-hontem 7 do corrente pelas 8 horas
4a manhaa desapparecea da ra da Cadeia Ve-
lha a da Cruz, o cabrinha Ludugero, forro, ida-
-e pouco mais ou meaos 9 anuos, suppoe-ie qae
fierdendo-te as ruasdesta cidade, das quaes ne-
num conhecimento tem por ter chegado ha
ftoucos das da villa da Escada, alguem o aco-
Jnera e cesta presumpso, roga-se a quem quer
-que oi terina que o fa?a entregue na ra da Ca-
deia Velha n 53 ou a polica, proteetaodo-se
eom a le contra quem o tiver e assim nao pro-
ceder dentro do prazo de 8 dias. P
William Joplery subdito Ioglez vai a In-
glaterra.
De Sanio Antonio.
Tendo a actual mesa regadora do SS. Sacra-
mento do bairro de Santo Antonio, de mandar
ultimar a obra do eorpo da igrej, convida as
pessoas que se quizerem propor a comparecer no
consistorio da mesas no dia f 1 do correte t i
oras do dia, para a vista da obra poderes offe-
wcer iuj proposta.
0 eecrivio,
F. da Silva Reg,
COMPANHIA DA YIA FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
De conformidade eom as iostrucedes recebidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os accionistas des-
ta companhia a curoprirem eom os termos do
aviso que por ordem do mesmo abaixo cara pu-
blicados.
Escriptorio da companhia, 16de julho de 1861.
Por procurarlo de E. H. Bramab, thesoureiro.
It. Austin.
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resoluco
da directora desta companhia, tomada nesta da-
ta, tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada aeco a qual chamada ou
prestaco dever ser paga at ao da 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dos Srs. Mau M*c-Gregor & G., na Baha aos
Srs. S. S. Daveoport & C. eem Pernambuco no
escriptorio da theusoraria da mesma via frrea.
Pelo presente Oca lambe* entendido que, no
caso de nao sera dita chamada ou prestaco sa
tisfeita no dia marcado para o seu pagamento ou
antes, o accionista que incorrer nesta falta, paga-
r juros a raso de 5 % o armo sobre tal cha-
mada ou prestaco a contar desse dia al que
seja realisado o pagamento.
No caso de ne effectuar o pagamento desta
chamada ou prestaco dentro de tres mezes a
cootar do dito dia fixado para o embolso da mes-
ma, ficaro as accoes queiacorrerem em tal falta
sujeitas a serem confiscadas, segundo as dispo-
nes dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
Assignado.TV. H. Bellamy, secretario.
119 Gresham Houze Od Broad Street.
E C
8 de maio de 1861.
TA FRREA
do
Recife a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Telegrapho elctrico entre Cinco
Pontas e a Tilla da Escada.
Pela respectiva superintendencia se faz publi-
co que em virlude da approvssSo provisoria da
Exm. presidencia da provincia ser franqueado
ao publico do Io de agosto em diante o uso do
referido telegrapho mediante as coodiccoes da
tabella segulnte:
Escriptorio da superintendencia em 24 de ju-
lho de 1861.Por procuraco de E. H. Bramab.
R. Austin.
ESTRADA DE FERRO
DO
Recife a Sao Francisco.
Tabella dos precos para as commu-
nicaces elegraphicas.
Por um despacho de urna al vicie palavra
Do Recife ao Cabo e vice-versa. 2000
* Escda 3JO00
uo Labo a Escada 2$00
Por cada dez palavras excedentes. ', 1$000
N. B. Nao ficam corapreheodidos neste nume-
ro os nomes dos expeditores e destinatarios que
nao cootenham mtis de duas palavras e suas re-
sidencias.
As respostas pagas adiaotadas na occasio da
entrega dos despachos nos escriptorios tero 50
por cenlo de dilferenca nos precos da tabella.
Os despachos sero enviados em cartas fecha-
das aos domicilios que se acharem na zona de
ll8 de legua dos escriptorios do telegrapho sem
retnbuico alguma e d'ahi por diaote dentro de
um circulo de duw leguas somente pagaro os
expeditores i por cada legua ou fraeco desta
de visgem redonda.
Os portea sero satisfeitos no acto da entrega
dos despachos nos escriptorios.
Os despachos sero entregues nos escriptorios
do telegrapho a horas do expediente, islo de
8 horas da maoha at meio dia e de duas horas
ateo 1|2 ds tarde
23 Ruada Imperatriz 23
PIANOS E MSICAS.
convida os senhores
m o.%xLcKeserpiano,aL"&SStS*\?Si 9"tSSS S^uiSSZ "" '"""?! attemb,a ">. convo^d ~"
vo convida os Srs.
SO NO PROGRESSO
700 rs. a libra e em barril a 640 rs.
o melhor que ha no mercado a 2$800 a libra.
NO
ftargodaPenha
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molhadoa partecipa aos seus freguezes, assim como aos senhores da praC, de enge-
nho e lavradores que d ora em vaole quizerem-se afreguezar neste estabelecimeuto, que se acha
cora um completo sortimento de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
parte dellesv ndos de conta propria, est portento resolvido a vende-los por menos 10 por cento
do que era outra qualauer parte, aGancsudo a boa qualidade e acondiciouamento, assim como ser-
vir os portadores meos praticos lo bero, como se os seobores vieasem pessoalmente, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar toda atteoco, afim de continuarem a mandar comprar
suas eacommendas. serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecimento
acorapanbar urna conta impressa eom o mesmo titulo de armazem Progresso.
. L* ^5* a 1540O ra. a libra, to superior que se vende eom condico
de voltar senao agradar, serlos de que se ho de gostar por ser a mais nova do mercado.
ML&Meiga f raueeza a
Cha \\ysson
dem preto. lm) a librai
Queijos do jeVao chegad0 oest# uUlmo Tapor, ^.
dem pr&to 700 rs inleiro a 640 rs> a ^
I em SU1S40 a 640 r8 a 1bra em por55ose f5Z a batimento.
Premuto de fiambre lBgUl ,Wt,, 1bra
P rezunto de \amego. 480 .. bra nteiro. wo +
vmcixas iraneezas em frmo com 4 libra8 por 3j>000> a retaih0 sqq rs#
F.syrmasele. 720 ., libra> em C8ia a 700 rg>
Latas eom boVaxinlia de soda de deferente qualdade8. nm
Latas com peixe em posta de ffiaitas qualidades. 1#4oo.
\zeUoas multo novas. i$m r. 0 barril;. relalb0, m rs. t garraa;
Hoce de \lpercue em littil de 21lbrag por 1|M0.
LiOTiutas pars podim a goo r9. a Hbta.
Bauha de poreo refinada a
Nlaca de tomate
Palos de lombo
Associaco (ommercial
Beneflcente de Per-
nambuco.
NSo tendo comparecido numero suf-
Gciente de Srs. socio* para reuniao de
o dia
no-
socios para o dia 9
ao meio dia, afim de dar-se compri-
mento ao que marcam os arts. 20 e 28
dos estatutos.
Sala da Assoctaqao Commercial Be-
neGcentc d Pernambuco 6 de agosto
de 1861. Manoel Alves Guerra, se-
cretario,
Fundico
480 rs. a libra, em barril a 440 rs.
a mais nova do orneado a 900 rs., em lattas de 2libra por ljTOO.
a primeira vez que vieram a este mercado a 640 rs. a libra.
Chouricas e palos muUo n0T08 ^ libra.
Palitos de dente Uxadoscom20macnh0ipor200ra.
Chocolate f ranees. 1#200 ., libra> diUo porlogoez t m ,
fiarme lata imperial d0 ,ramad0 Abreu e de outros muitos fabricantes de Lisboa
a 1000 rs. a libra.
W nUOS engarraladOS Port0f Bordeaux, Carcavelloi, e moscatel a 1000 a garafa.
w innos em pipa de 500t 560 e 640 rf< a garrafa> em canada8, a$5oo 43000 4&500.
Vinagre de Lisboa 0 mai8 guperior. 240 r8 a garraffl<
aerveja dag maig acreditadas marca8 a ^ a duza> e em garrafa a 500 rs.
* para sopa a mais nova que ha no mercado a 640 rs. a libra.
^rUnas franeezas m n laU9
Milo de amendoa. 800 r.. libra, dlla com a 4so rs.
i\ozcs murt0 DOyas a
Castanbas
Viaie mut0 seperiora 240 rs.
" do Maranho a 3$ em arroba, e em libra a 100 rs.
NeYa&a muito nova a 160 rs. a
Se\adinba
de bronze.
120 rs. a libra,
piladas a 240 rs. a libra;
a libra, e a 70 a arroba:
libia e 4$ a arroba:
de Franja a 240 rs. a libra.
Agll mut0 novo a 32o rs, a ibra.
i. oncinno de Litboa a 360 ra a tibra e a 10g, arroba>
Varinba do Maranbao
T oneinbo ingit z, m rl a libra
Passas em eaixinbasde81ibra,a ^500 cada um..
Independente dos gneros mencionados encontrar o respeitavel publico tudo quanto pro-
curar tendente a molhados. .
a mais nova a 160 rs. a libra.
Mlencao.
mfmtm
alfinetes de ouro e brilhantes.
Naofflcina photographica da ra do Cabug n.
18, entrada pelo pateo da matriz, existem lindos
alunetes rom brilhantes e ao gosto de Luiz XV
para a collrfca?So de retra'tos; ha tambem urna*
variada colleeco de alfinetes de ouro com, e
sem pedras. O pre?o dos alfinetes cem os re-
tratos vanara de 16 a 00f. Ni mesma casa
vendem-se bellos espelhos com molduras doura-
daa para ornar salas de luxo e tratameoto ; bor-
las de seda para cortinados de janellas e para
quadros, assim como cordoes para o mesmo flm
Vende-se ludo a precos razoaveis e moderados"
GABINETE
Medico-cirurgico
no
Dr. Aiuerico Alvares
Gu i maraes.
A'fiANOVAN. 21.
Neste sen gabinete se
achara sempre prompto o
referido doutor exercer a
medicina.
Nenhum honorario exige
doa doentes pobres.

F.
tre.
W, Hujst ra para as provincias do
Santos, Gaminha & Irmo?, liqnidatarios da
massa de Caminba & Filhos, de novo rogam aos
devedores da mesma o favor de vir ou mandar
satisfazer-lhes as importancias de seus dbitos
at 30 do corrente mez, no seu escriptorio na ra
Nova n. 25, scienlifleando que no caso.de nao se-
rem atteodidoa, ver-se- ham obrigados a proce-
der a cobranza pelos meios que Ihes faculta a lei.
A commisso liquidadora dos credores da
casa do filiecido Manoel Buarque de Uacedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou conlas de Irnos, que se diri-
jam com os seus ttulos rus da Cadeia do Re-
cife n. 26. primeiro aodar, das 10 horas da ma-
nha s 2 da larde, para serem verificados e cas-
siQcados pela referida commisso
t
rrtcisa-se de um preto de meia idade #
forro ou captivo para administrar um sitio
perto da pra;a : a tratar na ra do Trapi-
che n. 18. m
t
Aluga-se o segundo andar da casa n. 15 da
ra do Rosario : quem prelende-lo, diriia-se a
ra do Livramenlo n. 38, loja.
Pagase a 20*500 por moeda de ouro de 20:
na ra da Cruz do Recife n. 30.
O bacharel Joo A. de S. Beltro de Araujo
Pereira, autorisado pelo proprietario do eogenho
Brago, vende o dito engenho para seu pagamento,
e tambem o arreoda. Esse engenho est silo per-
toda cidade a Victoria, moa com animaes, mas
com pequea despea, pode moer com agua por
ter sido feito para sto, tem ptimas trras para
cannae mandioca, matas para madeira, e de
urna producro admiravel, e s se vende por pre-
cisao do proprietario. O mesmo bacharel vende
sete terrenos que tem, um na rsa da Aurora e
seis prximos a esse, assim como um excellente
terreno na Tone margem do Capibaribe. No
engeoho Bella Rosa, ou na ru do Queimado, ca-
sa de Jos Joaquim Jorge.
- _> renda Losta tem para #
alugar em Santo Amaro junto a fundico f>
3 casas sendo de 109, i** e 15 por mez : 5
' com o mesmo all a qualquer hora. #
m
exea,
Madama Leal e um filho, subditos lo
retiram-se para Europa.
Preclsa-se de um feitor para um sitio em
Santa Anoa, que seja sizudo o trabalhador, pa-
ga-se bem: a tratar ea roa do Trapiche-Novo
O. 42.
Precisa-se de urna aaa que saiba
e fazer todo o servico de cata ; na ra
deireiro. taberna n. 60.
Precisa-se alugar urna ama que aaiba bem
coznbar e engommar para doas pesaoas d fami-
lia preferindo-se escrava, paga-se beaa 4 em S.
Jos do JUaogainho, sitio da viura Carraiho.
______
Jos Gongalves Ferreira Costa tem para #
cozinhar
do Cal-
O abaixo assignado tem urna carta de im-
portancia vinda do Rio Grande do Norte para en-
tregar ao Sr. Manoel Ferreira Lima, e por igno-
rar sua morada, rogo-lhe queira dirigir-se ra
do Imperador n....
Rodolpho Joo Barata de Almeida.
Alugam-se duas casas no Poco da Paoella,
ra do Quilbo por tras da casa do reverendo vi-
gario, bastantes commodos, quintal murado com
alguna arvoredos de fructo, boa agua para beber:
os pretenderles fallm com o Rozeodo, na Casa
Forte, ou na ra Augusta n. 33.
William Jopleng, subdito inglez, retira-se
pars Europa.
SOCIEDADE
INIIO BENEFICENH
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Era Pernambuco.
Por ordem do conseibo convido a todos os so-
cios effectivos para a sesso de assembla geral
no dia 9 do corrente s 61)2 horas da tarde para
se tratar de negocios urgentes.
Secretaria da sociedade Unio Benecente dos
Artistas Selleiros em Pernambuco 6 de agosto
de 1861.
Joo Jos Leite Guimaraes.
1. secretario.
Arrenda-se o excellente engeoho S. Gaspar
na freguezia de Serinbem, com ptimos partidos
de varzea a roda da moeoda, embarque, lenha
mu prximo, alem de outras vantagens : quem
quizer. dirja-se a ra do Hospicio n. 17.
Urna pessoa que est habilitada para fazer
toda e qualquer cobranca pelo matto mesmo dis-
tante, se ollerece para dito flm, dando fiador a
sua conducta : quem de seu presumo se quiter
utilisar, annuncie por este mesmo Diario, que
aera procurado.
Quem precisar de urna ama qae sabacozi-
nnar e engommar de portas dentro, dirija-se a
ra da Cruz n. 18. tereeiro andar, tendo prefe-
rencia homem solleiro.
Precisa-se de um caixeiro de idade 14 a 16
aonos, que tenha pratica de taberna : na ra Di-
reita n. 72. '
Attencao.
Alguma seohora viuva o homem solteiro que
precisar de urna seohora branca para aaa para
cozinhar, engommar e todo or servico de portas
a dentro, cuja pessoa UrabalWaira -diligente
e se sujeita a ser ama pelas auas circuaatanciaa
e promette a qualquer pessoa que precisar flear
saiisfeita com seus servidos queira fazer o favor
de diriiir-aa o becco da Boaba,*loja de por-
' aa#Us, que- achara m pessoa que an-
nuoeia. ...
Na bem conhecida fabrica de fundico, latoei-
ro e funileiro da ra Nova, defronte da Coocei-
Qo, contina a fazer todas as obras tendentes s
mencionadas artes e officioas cima ditas, como
sejam : bronze para engenho, parafusos para di-
tos, e tudo quanto necessario para tal aister,
tudo mais barato do que em outra qualquer par-
te, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre, e tudo mais concernenle a caldeireiro, obras
de lato com a melhor perfeiQo possivel, obras
douradas e em lato para militares, como sejam,
apparelhos para barretinas, ferngens para telins
e talabarte de qualquer arma, boles de todos os
nmeros, dourados, bronzeados e em smarello,
obras de folha superiores por serem os artistas
que as fabrieam joroaleiro e nao eropreiteiro, que
como se sabe, nunca as obras que sao feitas de
empreitada sao perfeitas, tudo muito barato: na
ra Nova n. 38.
-7 Na ra do Rosario, defronte do quartel de
polica, casa terrea n 13, lava-se e eogornma-se
por pre$o commodo e com presteza, e se dar fia-
dor, se quizerem, para seguranza de seus donos.
Afinares de pianos a 3$,
S. Boisselot, restabelecido de sua longa moles-
lia, previne aos seus freguezes que se encarrega
de afinar e concertar pianos ; para que o annun-
ciante possa acudir immediatamente aos chama-
dos, faz-se preciso deixar a ra, o nome da pes-
soa eo numero da casa ; vai tambem aos sitios
e a engenhos por precos convencionados. Pode-
r ser procurado na ra da Cadeia do Recife n. 18,
primeiro aodar, e ra Nova n. 52, loia.
Aluga-se o armazem da ra da Senzala Ve-
lha n, 36; a tratar no segundo andar.
Aluga-se o segundo andar e solo mui fres-
cos, do sobrado n. 1 da travessa do Carmo, tendo
aquelle 2 salas de frente : no primeiro andar se
dir.
Franca e Brasil.
O artista francez J. Mercier faz certa aos seus
numerosos freguezes, amigos e patricios, que
mudoo sua officioa de alfaiate para a ra da Ca-
deia, freguezia de S. Frei Pedro Googalves do Re-
cife, n. 18,1. andar, onde o acharo prompto
vender toda a especie de roupa feita, encarre-
gar-se de qualquer, por medida, e bem assim de
apromptar vestidos para montaras, capas,segn.
do os ltimos costumes francezes. e tollos os mais
artefactos, tendentes a sua profisso, com promp-
tido e em vista das ultimas modas, as quaes co-
nhece por receber continuamente flgurinos que
os attestam. O mesmo artista fazigualmeutecer-
to, que resolveu distinguir sua offlcioa com os'no-
mes dos dous paizes, que tanto se aproximara no
gosto e riqueza com que seus habitantes se ves-
tem o Brasil e a Franca. E' assim que aquel-
las pessoae que se dignaren honrar o annuncian-
te com sua conii jnca, lero frente de sua offi-
cina os nomes das duas poderosas nacoes, esu-
biro confiados de serem servidos com zelo,
promptido e commodidade de prego geralment
reconhecida no annunciante.
Precisa-se alugar urna escrava para servico de
urna casa de pouca familia ; quem liver, diriia-
se a ra Nova n. 30.
Offerece-se um homem de meia idade para
criado ou comprador de qualquer casa : na ra
Imperial n. 194.
Aluga-se o sobrado n. 2 B da ra de Apol-
lo, e a casa terrea n. 27 da ra do Burgos : a
tratar na ra da Aurora n. 36.
Offerece-se urna pardinha de bons costu-
mes para o servico de costura eengommado de
alguma casa de pequea familia : a tratar na
ra do Hospicio n. 26.
Aluga-se o segundo andar do sobrado sito
na rus Augusta o. 1, com commodos para grande
familia : quem pretender, dirija-se para tratar,
na taberna do mesmo sobrado.
Na audiencia de 10 do corrente do juizo
muo,icipaLda2 a vara, escrivo Santos, ser ar-
rematada por venda a taberna n. 11 na ra das
Cinco PoDtas, penhorada a Antonio Joaquim Ra-
bello Bastos, na execuco que lhe raove a junta
administrativa da irmandade da santa casa da
misericordia do Recife, e caso nao haja lancador
ser a mesma taberna adjudicada a exequente
com o abate da le.
O abaixo assignado convidou a seus princi-
paes credores para a reuoio nesta cidade no dia
10 deste por cartas datadas de 4 deste, e por este
o faz denovamente aos mesmos e a quem se jul-
gar seu credor para se apresentar na Parahibs do
Norte no mesmo dia 10 para todos de comroum
accordo tomar conta do estabelecimento para a
desonera dos dbitos, conirahidos pelo abaixo as-
signado : quem se nao apresentar, perder o di-
reito ao recebimento fora deste dia. Parahiba do
Norte de agosto de 1861.
, Manoel Jos de Almeida Jnior.
Fugo no dia 7 do corrente mez urna preta
de nome Anna, crioula. bastante magra, cor nao
muito preta, representa 50 annos de idade, so-
fre grande falta do denles, tem um defeito em
um dedo das mos, e marcas de feridas em urna
das peroas ao p do tornozelo, mos e ps cur-
tos, a barriga mal feita, por isso que parece que-
brada : quem a entregar ao abaixo assignado
em seu sitio na estrada nova do Pu-d'Alho
adiante da Magdalena, receber a quanliad
OUJJUUU.
Joo Antonio Villasecca.
D. Ignacia Hara das Dores scientiflea
quera nlereaaar possa que o Sr, Manoel de Ara-
paro Caj nao pode dispor por forma neohuma
de um sitio denominadoCorlume, visto como,'
tendo sido comprado por seu finado marido Ma-
ximiao Palhares Cavalcante, ao Sr. Joaquim
Correia de Araujo, se acha hoje em leligio com
o mesmo Sr. Amparo Caj, e nao houve ainda
decisao alguma dol tribunaes.
Pe chin cha
Vestidos brancos bordados com doat saig fa_
zenda especial, vende-se a 10$ cada um ; na'ra
Nova o. 42, defronte da Conceico dos Militares.
lip"'2r 5| e 6* cada um : na roa Nora n. 42, defroto
da Conceiso dos Militares.
Na verdade.
Chapeos de castor raspados pelo preco de 5000
cada um ; s se vende na ra Nova n. 42, de-
fronte da Conceigo dos Militares;
iln""* padroe8 modernos e riquissimos a 560
e 6*0 rs. a vara : vende-se na ra Nova
defronte da Coucei$o dos Militares.
n.
,
VI-
mais
Pa raizo,
Altencao.
Gambraia lisa
azulada muito fina a 4J 5 e 6* a pega : vende-se
na ra Nova n. 42, delronte da Conceico dos Mi-
litares. "
Na ra do Hospicio n. 15. vende-se um es-
cravo do 21 anuos de idade, muito boa figura e
sem deleito slgum.
Casemira
fina de muito gosto a 59 o corte ; vende-se na
ra Nova n. 42, defronle da Conceico dos Mili-
tares.
Ra Nova n. 5*8.
M. Routier avisa aos seus freguezes e ao publi-
co em geral, que recebeu ltimamente um com-
pleto sortimento de objectos, como bem sejam.
Wiiialdas de flores para ooivas e bailes, enfeites a
Lulz IX para seohora, chapeos de palha da Ita-
lia para ditas, espartilhos para ditas, chapeos de
seda a Garibaldi proprios para baptisados de cri-
anga?, fil brancoepreto.de seda, liso e borda-
dos, veos para chapeos, cascarrinas de soda pa-
ra enfeites, o que vende por menos do que em
outra qualquer parte, e a vista da qualidade o
comprador nao deixar de fazer negocio.
Na ra estreita do Rosario, armazem do Mo-
reira, anda existe grande porcao de palha appa-
relhada para tecer cadeiras e todss as obras de
marcineiro : vende se a retalho a 2 a libra, e
de 5 arrobas para cima a 18Jf.
-- Vende-se pelo diminuto preco de 60g um
cmdieiro e regulador e 25 ps de chumbo, qua
tudo custou ao primeiro procurador 108; islo
na ra dasCruzes n. 1, taberna.
Farelo e mais gneros
Vende-se farelo. saceos muito grandes, muito
oom e barato, queijo de coalha a 480 a libra,
nbo muscatel muito bom a 640, e outros
gneros muito baratos; na travessa do
laberna pintada de azul n. 18.
Vende-se a taberna do Gregorio no camioho
novo da Soledade n. 29, bem afreguezada : a tra-
tir na mesma.
Veode-se um frdamelo rico para guarda
nacional ; na ra estreita do Rosario n. 12..
Vende-se a asa terrea n. 79 da ra do Pi-
lar em Fora de Portas no bairro do Recife ; quem
a quizer comprar, dirija-se a ra da Cruz do mes-
mo bairro do Recife, lbaro n. 46, que ahi se
dir quem vende.
Vendem-se
barricas com esl de Lisboa da mais nova que ha
no mercado, e cha o mais fino e superior que
tom vindo ao mercado : na ra do Imperador
nurmro 28.
Chama-se a attengo da polica e dos agen-
tes iscses da fazeoda nacional desta provincia-
acerca de duas africanas possuidas por Feliciaaa
Olympia, parda, astuta e sagaz, moradora no
aterro dos Afogados desta cidade, sendo urna de
nome Margarida e outra Lucrecia, das quaes
alem de nao pagar a respectiva taxa, accresse que
de urna deltas a de nome Margarida nao pagara a
respectiva meia sisa por nao ter della titulo al-
gume ser importad* no imperio muito depoisda
le de 7 de novembro de 1831, sendo que foi por
esta falta do titulo da referida africana, e do co-
nhecimento da respectiva meia siza, que a mes-
rna parda anoiteceu e nao amanheceu na cidade
de .Nazareth desta mesma provincia, afim desub-
tranir-se como se subtrahio as pesquizis que
respeito he Ozera o respectivo collecler
cial. Recife 7 de agosto de 1861.
Joaquim AiTonso Ferreira de Mello.
O abaixo assignado faz sciente ao publico
que deixou de ser caixeiro da Sra. viuva Dias
Fernandes desde o dis 4 do correte. Recife 8 de
agosto de 1861.
Lulz Pereira da Cunha.
Na manha do dia 6 do correte fugio da
casa do abaixo assignado o escravo de nome Can-
dido, crioulo, cor fule, representa ter 28 aonos.
pouco mais ou menos, estatura baixa, secco do
corpo, cabega grande, tem as pernas alguma cou-
sa arqueadas, que pouco se conbece, ps pege-
nos foi comprado a 16 de julho prximo pasudo
aoSr. capilo Denlo Antonio de Oliveira da fre-
guezia do Apodi, provincia do Rio Grande do
worte, d onde o dito escravo natural, descon-
a-seque tenhatomsdoa direceo do serto, e
que v junto com algum comboy para o mesmo
lugar d onde veio para esta praca, aonde foi ven-
dido ao abaixo assignado : portanto rOga-se as
autoridades policiaes, capites de campo e mais
pessoas. a captura do dito escravo, e entren-lo
na ra larga do Rosario, fabrica de cigarros o.
l, que pagando-se todas as despezas feitas com
o mesmo escravo, se recompensar generosamen-
te.Antonio Maia de Brito.
DE
a
provn-
Os Srs. urgentos do 4 batalho de artilharia
Jos Joaquim da Souaa Lima, e Assis Moatei-
ro, ambos empregados no quartel general, quei-
ram quanto aotesdirigirem-se a ra da Impe-
.lL,n' '* P86ar. o primeiro a quaotia de
20#000, e o segundo 11$260, de gneros, con-
forme seus tales o sem ellos constantes das
cootas que os mesmos senhores tea em seu
poder.
Precisa-se fallar ao Sr. Delfino do Nasci-
mento Lima a negocio de seu particular inte-
resse : na ra da Madre-de-Deos, n 4.
Existe para alugar-se um grande armazem
na ra da Mwda n. 7 : a tratar na mesma ra
n. 5, Io aodar.
Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
ac sobre Portugal : na ra do Apol
Ion. 28. '.r
Detappareceu do sitio perto da
porta do Dr. Maduro, ntn cavalio pe-
arez com o ferro E : quem o encontrar
pode leva-lo a ra Direita n. 91, que
era' recompensado.
Precisase fallar ao Sr. JoSo Al-
ves Teixeira : Na hvraria da praca da
Independencia n. 6 e 8. '
*N. S. do Bom Conselho.
A mesa administrativa da irmandade acadmi-
ca de N. S. do Bom Conselho convida a todos os
seus chanssimos irmaos para se reuoirem no dia
lldocorrente.aslOhorasda manha, no con-
sistorio ds mesma irmandade, afn de eleger a
de 1862.O secretario,
Balbioo M. Pinheiro.
Fugio no da 4 do corrente mes o escravo
Thomaz crioulo, bastante alto, beicos grossos.
pernas unas, pea malfeitos, muito ladino, repre-
senta ter 25 annos, pouco mais ou aenos, levoa
vestido calca do bria do quadro, camisa de ma-
dspolao, jaqueta branca, chapeo de massa, cons-
ta que auda pelo lado dos engenhos Gaipio e Fer-
nandas da freguezia de Ipojuea; este escravo foi
do Sr. Aotooio Pessoa de Siqueira Cavalcanti.
morador na villa de Pesqueirs: qoem o appre-
hender, pode traze-lo ao seu senhor Joaquim
Francisco de Souza Lelo no engenho Crauasss
.'u*u* t poiuca, quesera generosamente
gratuicado.
Preoisa-so alagar urna preta captiva para
lavar ea om sitio; na Soledade, defronte do pa-
lacio do Bispo.
Aluga-se orna preta de idade de 16 annos,
qua eoznha, lava, eos* faz todo aais servico
de casa na ra do Hospicio B. 23.
Aluga-se a laja do sobrado o. 23 da rdt do
Hospicio, coa coaaodos para familia.
~~ PfeeisaVse de dous homens portuguezes que
bam trabalhar de enxada : na ra da Paz n.
13, cocheira.
Aluga-se um escravo que entende da car-
rooeiro ou para outro qualquer servico ; na roa
do Livramenlo n. 22, tereeiro aadar.


-
DIARIO DI PEEN1MBDCO. SEXTA FURA 9 DI AfiOSTO DI 1861.
(S)

CONSULTORIO ESPECIAL BOMEOPATBICO
DO DOUTOK
SABINO 0.1. P1NH0. '
Ruado Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6,
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Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
flacados som todas as cautelas aecessarias, in-
alliveis em seus etleitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Salino sao
nicamente rendidos em sua pharmacia; todos
que o forem ra della sao falsas.
Todas as carteirss sao acompanhadas do um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes patarras : Dr. Sabino O. L.
Finho, medico brasileo. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As car tetras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenbam na tampa o no-
mo do Dr. Sabino sao (alsos.
Na ra estrella do Rosario o. 11, primeiro
andar, precisa-se de urna ama para comprar e
cosinhar para urna senhora.
Aviso.
Ainda existe na travessa da ra do Gamarao do
bairro da Boa-Vista algumas meias aguas oara
se alugar, as quaes se acham ha.pouco acabadas
e pintadas: quem as pretender dirija-so a ra
da Cruz do Recite armazem n. 63, junio a matriz
do Corpo Santo.
O Sr. Joao Hypolito de Meira Li-
ma, queira dirigir-se a praca da Inde-
pendencia livraria n. 6 C 8 qtte $e Ihe
preciza fallar.
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Publicado lilteraria.
Publicou-se recenlemeole no Rio de Janeiro o
Ensaio critico sobre a vlagem-do Brasil em 1852
de Garlos B. Madsficld, por A. D. de Pascoal,
membro do instituto Histrico Geographieo do
Brasil e de outras corporacoes scientificas e Ili-
terarias estrangeiras. Esta obra estar completa
em pouco lempo, e contar de 2 voluntes em 8.
ntidamente impresso. Subscreve-se para ella na
roa da Cruz o. 45, em casa de viuva Amorim &
Filho, a 5$ cada eiemplar, pagos a entiega do 1.
rolme.
**
Gabinete medico cirurgico.g
Ra das Flores n. 37. %
# Serio dadas consultas medlcas-cirurgi- %
6 cas pelo Dr. Estevo Caralcanti de Albu-
# quetque das 6 as 10 horas da maohSa, ac-
9 cudiodo sos chamados com a maior bre-
# ridade possivel.
# l-o Partos.
2. Molestias de pelle. *g
9 3.* dem dos elhos.
$ 4. dem dos orgaos genitaes.
9 Praticar toda equalquer operaco em 9
seu gabinete ou em casa dos doseles con- @
$ forme Dies (dr mais conveniente. sjt
*(* *
Oi7erece-se urna ama para oservico de ama
casa ; quem pretender, dirija-se a ra do Amo-
rim n. 42, para tratar.
Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Pa: : em casa de
Aranaga Hijo & G.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gaulier, cirurgiodentisia, faz
todas as operaces da sua arte e col loca
dentes artificiaos, ludo com a superiori-
dade e perfeico que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e psdentifriciosetc.
Sfe Qatt^isaisatsftitftiesiefiMewaip 1
v9m IWWJ'WcTTwIBW *rrow m* o*^w t*w poj **
Precisa-ie de urna ama : no Lampo- verde
d. 45, para cozinhar para poucas pessoas.
ARMAZEM
PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DETB AIMEIDA & SIL7A
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- A commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do fallecido Man o el
Buarque de Macelo Lima, pede aosSrs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commisso todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a otoigue a lancar
mao dos meios udiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus de redores.
commissao de escravos^
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Piara dita ra foi transferido o escriptorio de
commissao de escravos que se achara eslabeleci-
do no largo do Paraizo n. 16, e ahi da mesma
sorte se contina a receber escravos para serem
rendidos por commissao e por conla de seus se-
nhores, nao se poupando esforcos para que os
mesmos sejam vendidos com promptido, aflm
de seus senhores nao soffrerem empate com a
venda destes; assim como se afianca o bom 1ra-
tamento eseguranQa. Nesta mesma casa hasem-
pre para vender escravos de ambos os sexos, mo-
Los e velbos, com habilidades e sem ellas.
m
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do (armo.
9
i
i
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i
i
Chegou de Inglaterra o material pre-
ciso para este excellente daradouro la-
drilho. Os senhores que se quizerem
utilisar delle podem procurar na ra
da Concordia n. 73.
Aranaga, Hijo & C, sacam sobre
o Rio de Janeiro, Para', Franca, Lon-
dres e Lisboa : na ra do Trapiche No-
ron. 6.
Gurgel & Perdigao. |
Fazendas modernas. %
Recebem e vendem constantemente su- periores vestidos de blonde com todos os c
preparos, ditos modernos de seda de cor I
e prelos, ditos de phantasia, ditos de 91
cambraia bordados, lindas lazinhas, S
cambraiade modernos padrdes, seda de 4
quadrinhos, grssdeoaples de cores e pre- 1
tos, moreanlique, siotos, chapeos, en- J
feiles para cabeca, superiores botoes, 1
manguitos, pulceiras, lequas e eitracto
| de sndalo, moderno manteletes, tal- |
> mas compridas de novo feitio, visitas de
gorguro, luvasde Jourin a 29500.
Muito barato.
Saias balo de todos 03 taannos a 45,
chitas (rancezas finas claras e escuras a
180 rs. o covado, eolias de la e seda pa-
ra cama a 69 camisas para menino. .
Roupa feita.
Paletol de casemira de todas as cores
a 10$, ditos finos de alpaca a 6g, ditos
de brim a 49, chapeos pretos a 8J e mul-
tas outras fazendas tanto para senhoraa
como para hornera por precoioteiramente
barato, do-se as amostras : na ra da O
Cadeia toja n. 23, confronte ao Becco J|
__ Largo. O
KSiees&aK este MgsK&csKC
i
8
i
Maooel Aires Gueria saca sobre o Rio de
Janeiro.
lova
expsito
DE
candieirosa gaz,
Ra Nova numero 2\.'
0 proprielario deste estabelecimento toma a
honra de annunciar ao publico que no dia 8 do
corrente abrir seu novo estabelecimento de esn-
dieiros econmicos a gaz, as 6 horas da noite se
achara illumioado al as 9 1|2 da noite com toda
franqueza para verem e conbecerem a hcilidade
que ha em usarem dosOitos candieiros em eco-
noma, pela muita experiencia que ha feito com
os ditos candieiros, se encontrar de todos os
precos e qualidades ; todos aquelles que quize-
rem usar de ditos candieiros, deiso de mencionar
todas as qualidades que ha pela immensidade
que se offerece por estarem expostos com toda
franqueza no dito estabelecimento, na ra Nova
numero 24.Garneiro Vianna.
Precisa-so de um caixeiro para tomar coota
de urna taberna por balaoco, e quo afiance sua
conducta : na ra da Senzala Nova n. 9.
No dia 10 do corrente, pela 1 hora da tarde
se ha de arrematar por venda urna mobilia pe-
nhorada a Jos Joaquim de Oliveira, por execu-
{ao de Francisco Gomes de Oliveira Sobrinho, pe-
lo juizo municipal da 2." rara, escrivao Baptista,
cuja praca lera lugar as salas das audiencias.
A.F, Duarie Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus freguezes que tendo separado a sociedade que linaa com
seu mano, acha-se de novo eslabelecido com dous acetados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Fereira da Silva; o primeiro na razio de Duarle & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva: estes estabelecimentos oSerecem grandes
van \agens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se acham montados como em commodidade de preeo, pois que para isso resolveram os
prop rietarios mandarem vir parle de seus gneros em direilura, afim de terem sempre completo sortimento, como tambem poderem oflereeer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por cento do preco que possam comprar em outra qualquer parle, por isso desejando os propietarios acreditaren!
seus estabelecimentos tem deliberadogaranlirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas poueo pra ticas, em qualquer um destes estabelecimentos, que serao tao bem servidos come
se viessem pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vanlagens que ofierecemos, pedimos s
lodos os senhores da praca, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeiravez, afim de experimaniar, eertos
de continuaren), pois que para isso nao pouparao os proprielarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequenlarem nossos estabelecimentos;
abaixo transcrevemos algumas adiados de nossos pricos, por onde ver o publico que vendemos baratissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
Mailteiga lDgieza especialmente escollhida da nova a II e 800 rs. a libra e da velha em porcao ^ter abatimento a 800 rs. a libra e em
barril a ?50 rs.
lUCIH IfailCGZa a melhor do mercado a 620 rs. o barrril e meios a 700 rs. a libra
Cha hySSOIl e pretO o melhor do mercado de 1^700 a 2|800 e em por^o ter abatimento.
PreSUntO fiambre inglez e bamburguez a 900 rs. a libra e em porc,o a 800 rs.
Presuntos portuguezes vindos do Pono de casa particular a 560 rs. por libra einleiro a 460 rs.
Marilakjpi dos melhores autores de Lisboa premiada as exposiees universaes de Londres e Pars de 1$ a 19800 a lata.
CaixaS COm estrelinha pevide e rodinha a 79000 a caixa e960 as. a libra eem por$o ter abatimento.
FraSCOS de ameixas com 8 libra a 5500 cada um e 19000 a libra.
PaSSaS em caixinhasdeoito libras, as melhores do mercado a 29800 e a 500 rs. a libra.
Espermacete Superior 720 rs. em caixa e a 740 rs. a libra.
Conservas francezas inglezase e portuguezas a 600 a soo rs. o frasco.
ErVllhaS portuguezas e francezas 800 rs. o frasco:
Lata COm DOlaxinha de SOda de diversas qualidades, a muito nova a 19450. e grandes de 4 a 8 libras de 295C0 a 49500.
VinnO om garrafas Duque de Pono, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca e Feitoria de 1*200 a 19300 a garrafa e
a 139 a duzia.
VinllO em pipa proprios para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 49800 a caada.
Latas COm fructas de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a 19000 a lala.
Pera em CaixaS de 4 a 8 libras o melhor que se ide desejar e tem vindo ao mercado de 49 a 69 a caixa e 19280 a libra.
CorinthiaS em frascos de 1 1(2 a 2 libras de 19600 a 29200.
Latas COm pexe Savel pescada e ouiras muitas qualidades o mais bem arranjado que tem vindo ao nosso mercado de 19400 a 1$G00
Caf do RlO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
b raSCOS de amendoa com 2 libras, proprias para mimos, por serem muilobem enfeitadas e de superior qualidade a 39 cada um.
Vinagre branco o melhor que temos (ido no mercado a 400 rs. a garrafa e 29560 a caada.
LOIIIDS de porco, paios nativos, chour'iQas murallas e outras qualidades, o melhor que se pode desejar de 600 a 19280 a libra.
Vinho BordeaUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa e de 89500 a 109000 a duzia,
Massa de tomate em latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a pr i meira vez a nosso mercado, de 19 a 19280.
Banha de porCO refinada a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
CervejaS das melhores marcas a 500 rs. agarrafa e 59000 a duzia da branca.
Vinagre puro de lisboa a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
Doce da gOaba da CaSCa em caixao a 19 e em porgo a 900 rs. *
Azeite dOCe purificado a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa cora 12 garrafas.
Cognac a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QuJOS SUSSOS chegados ltimamente a 700 rs. e em porcao ter abatimento, afianca se a boo qualidade.
Genebra de Hollanda a 640 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 frascos.
Palitos HxadoS para dentes a 200 e 160 rs. o maco com 20 roacinhos, e flor a 280 rs.
dem do gaz a 39000 a greza e 280 a duzia de caixas.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercado portuguez, bespanhol e francez de 19 a 19200 a libra.
Azeitonas as melhores e mais novas uue que tem vindo a nosso mercado a 19200 a ancoreta do Porto, e a 19600 as de Lisboa chegadas
ltimamente.
AlpiSta o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de ludo tendente a molhados.
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$Rua do Queimado n. 10,
H loja de A portas de Fer-j
rao & Maia.
Vende-se cortes de superior ca-
semira que em ontra qualquer
parle somonte poderlo vender
por 5g a
Corles de velludo de cor para
coele de superior qualidade e
gosto a 38500 e
Cortes de ditos pretos bordados
a5$e
Chapeos de castor rapado a
4S0OO

4$000
6*000
85000
Mudanca.
Joo Antonio Colho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todoa os seus (reffuezes que
mudou a sua loja da ra estreita do Rosario para
a ra do Imperador n. 69, onde o acharo promp-
to todos os dias uteis desde as 0 horas da manhai
at as 9 da noile, para chumbar e tirar denles,
sangrar, por ventosas ou bichas ; assim como pa-
ra qualquer oulro servico de sua arte e fra dos
dias e horas mencionados pode ser procurado no
pateo do Carmo o. 22.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua-se a tingir
com toda a perfei^ao para qualquer
cor e o mais Barato possivel.
Padaria.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, ra dos Pires a. 42, vende-se a muito acre-
ditada bolachirfha quadrada.d'agua, propria para
doentes, bolachioba dejararuta e dita de moldea.
Jos Luiz Areal, subdita bespanhol, retira-
se para o Para.
Preeisa-se fallar aoSr. acadmico Francis-
co Baiboza Cordeiro : na ra Nova n. 7.
Alugam-se
os tres andares da casa da ra da Cruz n. 59, as-
sim como tmbeos duas casas em Olinda, sendo
urna na ra do Varadouro n. 30 e 31. com um
grande parreiral e banheiro no fundo, e.outra ns
bies da S. Pedro n. 17, com porteo no oito para
sabida : a tratar na ra da Cruz n. 60, loja de
etr*.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITURA.
A directora do Gabinete Portuguez de Leitura
faz sciente aos senhores associados, que tendo
de sefazer a mudanca da bibliotheca para as no-
vas casas do Exm. Sr. Baro do Livramento, (lea
por isso suspenso o expediente de segunda-feira,
12 do corrente em diante, at novo aviso.
Sala dassessdes 5 de agosto Je 1861.
J. S. Loyo, director.
A. B.Nogueira, 1.a secretario.
Vicente ios da Costa declara ao publico
que ninguem pode arrematar o sitio annunciado
para ir boje praca com umaolaria no lugar dos
Remedios, por execu^ao de Moateiro Lopes & C.
contra Francisco Avila de Mendonca, porque dita
propriedade pertence ao anaunciante e nao ao
dito Avila, e protesta haver todo o seu direito,
como j deu principio com os embargos de ter-
ceiro.
Precisa-sede urna ama, prefermdo-se es-
crava, para casa de pouca familia quem a liver,
dirija-se a ra do Sol na taberna n. 29.
Monte Pi Popular Per-
Bambiicano.
Domingo 11 do corrente haver sesso de as-
sembla geri.1 para a approvaco Unal dos esta-
tutos que tem de seguir a aaneco do Exm. Sr.
presidente da proviocia. Os senhores socios em
dia 9 nao em dia como amigos desla sociedade se
digoem de comparecer pelas 9 horas da manhaa
do referido dia no palacete da ra da Praia, attm
de eos grande numero assistirem e tomaren par-
te na discusao.
Secretaria do Monte Pi Popular Pernambuca-
no 6 de jolhodel861.
Joao Francisco Marques,
1. secretario.
O Sr. Numa Pompilio de Loyola queira ter
bondade de dirigir-se a reparlico do correio,
aflm de receber urna carta vinda da provincia do
Geera.
Aluga-ae um preto excellente coziuheiro,
preferindo-se casa eitraogeira: a tratar na ra
do Rangel n. 69, primeiro andar.
Desappareceu
da ra de Santa Thereza um crioulinho forro de
nome Valeriano Tiburcio, idade 11 aonos, levou
calca sarda com dous remendos brancos as na-
dVgas, camisa de algodozinho e chapeo de pa-
lbagrossa : roga-se a quem o encontrar leva-lo
dita ra n. 44.
O abaixo assignado, como procurador bas-
tante do Jos Joaquim Fernandes da Rocha Vian-
na, faz sciente ao publico e muito principalmente
ai respeitavel corpo decommercio, que ndala
de hoje tem despedido o caixeiro da taberna n.
9, sita na Senzala Nova, de nome Thomaz Ua-
noel Ribeiro, que com prava para a mesma taber-
na em nome do dito Rocha, e por isso toda a con-
la que lhe for apresentada da data do presente
annuncio se nao responsabilisa por j ter annun-
ciado para os senhores credores apresenlarem
suas contas no prazo de tres dias, antes de se dar
balanco nadita taberna, e para se nao allegar ig-
norancia faz o presente annuncio. Recife 6 de
agosto de 1861.Joaquim Goncalves Bellro.
-t Aluga-se o segundo andar e sotao do so-
\>S na ra da Penha, com fundos para a ra
.. jna n. 9, com muilos commodos ; a tratar na
ra atraz da matriz da Boa-Vista n. 36.
Viva a concurren-
cia.
J. Hunde*, alfalate, avisa a seus freguezes alia-
dos, cheles das partidas e repartieres da provin-
cia de Pernaalbuco, que a nica tenda da boa te-
soura de alfsiate existe na ra Nova n. 67 ; e
para o mesmo rim encontrarlo os freguezes que
honraren) esta tenda um bom sortimecto das fa-
zendas modernas, e prego muito razoavel.
Vai a praca depois da audiencia do Sr. Dr.
juiz da 1.* vara do civel, no dia sexta-feira 9 do
correte, o sobrado n. 23 de Fora de Portis, por
arreodamento, a quem mais der.
Henriqueta Augusta do Amparo retirase
para o Rio de Janeiro.
Aluga-se urna preta para qualquer servico de
urna casa, menos engommar : quem precisar,
dirija-se a ra do Rangel n. 10.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de luvas de pellica chegadas
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado n. 16.
Nova pecliineha
imperatriz Eugenie.
Finos cortes de cassas francezas de 1 saias e de
7 babados, com 10, 13 e 18 ardas a 35500. 4$ e
5$. corles de la de bonitos desenhos, de 2 saias
e 3 babados cora 24covados a 69OOO : na ra do
Queimado n. 44.
Bolachinha
Ingleza a 4000 ris, a barrica
a melhor do mercad*: queijo
prato a 500 ris, a libra es
plamacee a 720.
A bolachinha muito torrada a libra a 200 ris
batatas a 3$000 a caixa de 2 arrobas a libra a 60
ris cha muito bom a 2$800 manleiga franceza
610 e ontros amitos gneros boos e baratos no
armazem da Estrella largo do Paraizo n. 14.
Chegou
afoal o desejado tricopherous
Est venda na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Vende-se ou permutase por urna negra um
negro robusto e de boa conducta, proprio para
todo o servico : a tratar na ra da Gloria nume-
ro 114.
Attenco.
Vende-se um boi crioulo do pasto, bastante-
mente gordo e manso, proprio para carroca : na
ra Imperial n. 170.
A\iso s familias,
ARMAZEM DE FAZENDAS
N. 49Ruado QueimadoN. 49,
DE
Santos Coelho.
A 8#e 10#000 o corte.
Lindos cortes de phanlazia de seda com 3 lo-
lhos, pelo baratissimo prego cima.
14 covados por 2#.
Cortes de riscado francez com 14 covados por
20, estao-se acabando.
A 25$ o corte.
Ricos cortes de seda cora alcrum mofo pelo ba-
rato prego de 25$.
Lencoes a 1#900, 3$ e 3#300.
Leocoes de panno de linbo e bramate fino a
1&900, 3S e 3&30O.
O corte a 40$.
Ricos cortes de seda de todas as cores a 40#.
480 e 640 rs. a vara.
Algodo monstro muito superior a 480 e 600
rs. a var.
A 1J280 a vara.
Bramante de algodo com 10 palmos a 10260 a
vara.
A 2$500 a gollinha.
Gollinhas de traspasso ricamente bordadas a
2S500.
A 500 rs. atoalha.
Toalhas de fuslao pelo preco de 500 rs.
Cobertasde chita a chineza a 13:800.
Colchas de fusto a 6$.
Capailas de flor de laranja a 50.
Lindascambraias de salpicos brancas a 50C0 a
pega. -
A 1^600 a vara.
Aloalhado de linho para mesas a 10600 a vara.
A 2#500.
Chales de merino estampados a 20500.
A 220 rs.
Chitas francezas escuras a 220 o covado.
Pechincha, a 640 rs.
Grosdenaples de quadrinhos a 640 o covado,
tendo algnm mofo.
A 1$ o covado.
Velludilho encarnado proprio para roupa de
meninas a 10.
Attenco.
Um mogo brasileiro que tem boa letra e bas-
tante orthograpbia, offerece-ae para escreverem
um cartorio ; a tratar na ra do Rangel n. 69.
AtteDQo.
As seohoras que moravam na ra do Queima-
do participara que mudaran) sua residencia para
olbecco doPeixe Frito n. 2, eahi se achura con-
iauaodo a leccionarem inglez, francez e piano.
Compras.
Compra-se a msica do trovador para flau-
ta ; quem tiver anouncie.
Mi
Vendas.
Molas para balo.
Barateiros
Da loja
Armazenada de Paris.
Ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armazenada de 4 portea n. 56, receben
novo sortimento de fazendas, a ser : cortes de
vestidos de tarlatana de todas as cores a 30000 e
30500 o corte, ditos de cambraia com babados a
30500 e 40. ditos bordados dos lados a 40. ditos
de cambraia da India bordados e eofeitados com
ntremelos a 7$ e 80, rica fazeoda, manguitos de
manga balo a 10500, ditos e fusto com boto-
zioho a 30. ditos de linho a 30 e 30500, para
acabar, corpiohos para meninos e meninas a lg,
cortes de riscado francez a 20, chitas decores li-
xas a 180 e 100 rs. o ovado, ditas largas finas
M 960 e 280 o covado, pegas de enlremeios
e tiras bordadas a 10 a pega.
Chales.
Ricos chales de groxe de ponta redonda e bor-
lla s 8JJ, ditos de merino para todos os precos,
ditos estampados s 21500.
Co berta.
Cobeitas de groxe a 100, ditas de chita s 10800,
|Loja dos bara-|
teiros, !
I Ra do Crespo n. 8 A.
I Leandro & Miranda. ,
Recebemos pelos ltimos navios e ,
vapores da Europa grande e variado sor-
i limeoto de fazendas, roupas feitas e i
i perfumarlas, e todo se vende por menos
? que em outra qualquer parte, como se-
f jam :
| Cortes de vestidos de cambraia branco
bordado a 5$. 100, 130 e 25$.
Superiores saias bordadas a 30.
| Baloes de madapolo e crochet a 40.
. Ditas de clina a 6g500.
Cobertores de la muito grande a 50.
I Chitas francezas muito finas a 280 rs. O
g. covado.
E outras muitas fazendas por precos
baratissimos.
Na ra da Cruz n. 10, casa de
Kalkmann Irmaos &C, tem ex-
i posto um completo" sortimento
H de amostras de objectos de bor-
racha, proprio para machinas de
S engenhos, sendo crrelas para
S transmittir movimento, canudos
H de borracha de qualquer com-
primento e groisura, pannos de
* borracha, rodelas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se en- M
commendas. 3JS
aK^e Mtfra^TrtffMft Qttfit&IOttflBE
Farello de Lisboa
e semea vende Jos Luiz de Oliveira Azevedo em
seu armazem travessa da Madre de Deus nume-
ro 5.
Na loja d'aguia deouro, ra do Cabug n.l B,
recaben de sua encommenda as verdadeirasmo- lencoes de linho a 20, ditos de algodo 10000 e
las para baloes, que se rende SOO rs. a vara. '10200, saias t balao, riese gostos, a 3f 30500.
Farinha SSSF.
Esta eonhecida e superior marca de
farinha chegou a tres dias de Trieste
pelo brigue Luiitania, e vende-se a re-
talho no armazem de Antunes Guima-
raes &C, largo da Assemblea n. 15.
##
@ Em casa de Kalkmann Irmaos ^
^ &C, na ra da Cruz n. 10, exis- ^
k te constantemente um completo
A sortimento de
j Vinhos Bordeaux de todas as
qualidades.
Dito Xerez em barris.^
Dito Madeira em barris e caixas.
Dito Musca te 1 em caixas.
Dito champanhe em gigos.
Cognac em barris.
Cerveja branca.
Agua de Seltz.
Azeite doce muito fino em caixas.
Alvaiade em barris. m
Cevadinha em garrafoes. q

Slua do Queimado lojaS
| de 4portasn. 10.
S DE %%
fFerro ^. Maia.f
i
i
s
s
Vende-se o seguinte : |
Cortes de seda para vestidos de
9 senhora mais modernos que
jSh tem vindo a este mercado a 250000
f Chales de touquim finos a 15i,
9 250e 3PSOO0
k Heroestinas fazenda delicadissi-
ma o covado a 4C0
Lindissimos chapeos a Garibaldi a 150000
@ Eofeites a Travista a 100000
A Superiores camisas de linho aber-
tas a reodas para senhora
W a40e 50000 W
tfb Casaveques brancos bordados $
a 100 e 110000 A
w Lencos de cambraia bordadas a
# duzia a 10600 e 20000 9
afc Setim preto o melhor que pos- A
F sivel o eovado 30000 !
W Sedas pretas lavrada a 10 e 10500 w
ft Chapelinaa de seda para senhora 10(008 J|
Lencos de cambraia bordados a
proprios para acto de igreja a 500 j
9 Eofeites de flores pira cabeca de 9
senhora a 2J000 g|
I Cortes de cambraia de salpico a 2(000 Z
m*<*
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para contas e facturas, papel mata-borrao; ven-
de-te na loja d'aguia branca, roa do Queimado
numero 16.
i
a


(6
URIO DI HUOMlilOCO. SEXT1 #HBA 9 M JrGOSTts DI ltl,
ittencao
Veadem-$e caixoes rasios proprios
para bahuleiroi.funileiros etc. a 1 #280:
quem pretender dirija-se a eita tipo-
graphia, que ah se dir' quem ostem
para vender.
Nao se espanteni.
Chegaram as alampadas de lati lio procura-
das, Ihuribolos, narelas, calld iirinhss para agua
benta, cmiohas com frascos para santos leos,
campailihas para locar a sanios de todos os lma-
nnos, tudo com mullo gosto e por presos com-
modos ; na ra Nora n. 38, defronle da Concei-
Cio, do multo aotigo deposito do Braga.
ra
Feijo fradinho.
Vendem-se Saceos com 80 caas
Cruzes d. 24, travessa do OuVer.
na ra aa,
Luvas de JtraTfn.
Vendeca-se as miudezas; arma-
rio existentes na loja tita na una da Im]
peratriz o. 58 e garante se arreuda-
ssetito da casa: a tratar na ru da Ca-
dla do Itecife n. 19.
DESTINO
DE
Jos Dias Bratdo.
5Ra da Lingueta5
0 novo destino torra gneros por menos de seu
vslor: superior manteiga ingleza a 18 a libra,
dila franceza a 700 rs.. chi prato a I94OO, pas-
is a 560, conservas inglezas e portuguesas a
70 i) rs., aletria, t'lharim e macarrio a 400 rs. a
libra, toucioho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 1(400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5$a duzia, dita preta a 600 rs. -a garrafa e
63300 a duzia, tanto erzt garrafa* como em metas,
ervilhas traocezas e portuguezas e 720 re. a I ala,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por preco mul-
to em conta, viohn do Porto engarrafado fino
(relho) a 1(500 rs vinho de Lisboa e Figueirs
550 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornava eofa-
donho aos fregueies. (Dinheiro vista.)
Coraes lapidados
a 500 rs o masso.
Veuiem-se massinhos de coraes lapidados a
500 rs cada um : na ra do Queimado, lojad'a-
guia branca a. 16
Barato que ad-
mira,
Bolachinha ingleza,
Vendem-se barriqujnbas com bolachinha in-
gleza a 1J600 : na ra da Guia n. 9, e Lingoeta.
deposito n. 6, e em libra a 100 rs., e far-se-ha
'.gumadiiTerenca, sendo em porgo.
A.en$ao.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostroc
Rooker & C, existe um bom sortimento deli-
nhis de cores e brancasem carreteis do raelbor
aoricante de Inglaterra, *s quaes se venden por
preos mui razoivois.
ALOJA DOPAVlOl
Goes & Bastos, na* loja da ra do Queimado]
'o. 46, lem as rerdadeiras luras de Jouvin, e ce-
rno aa rebebe em direitura por todos os vapores **
as vende por prego commodo.
Nova pechincha.
Pegas de eambraia lisa fina C'im 7 tiS.-B e 9
jardas a 2, 29*00. 3J e 39500. chita larga fran-
ceza a 200 e 220 rs. o aovado: na ra do Queima-
do o. 44.
Aos senhores de engenta.
Arados e grades americanas, de diversos fei-
tios, chegados rocentemente : tnta-se na ra do
Trapiche n. 8.
Cestinhas de Hamburgo.
S 11a leja d'aguia de ouro, ru do Cabug n.
i B, quem recebeu um completo eoriimento de
lindas cestinhas de todos os lmannos proprias
para meoinss de escola, assim como maiores com
lampa proprias para compras, balaios proprios
para costura, ditos proprios para faqueiros, ditos
muito bonitos para brioquedos de meninos, di-
tos maracas pintadnhos que se venden por or-
eos muito baratos-
Ra da Madre
de Dos h 4, vendem
Horeira Ferreira.
Milho novo saceos grandes.
Farello de Lisboa,
Farinha barata para animaes.
Caf ioCeara'.
Feijao amarello de Lisboa saceos de 5
alqueires,
Relogios ameri-
canos.
Vende-se elegantes relogios americanos]de m-
deira, para cima de mesa, por mdico preco
na ra do Trapiche Novo n. 42.
Vende-se um bom cavallo andador baizo a
meio muito novo por pouco dinheiro na ra dos
Pescadores n. 1 e 3.
Vende-se um terreno com 78 palmos de fren-
te e 170 de fundo, entre as duas pontos .da Pas
sagem daWigdalena, com a frente murada; con
lendo elguns arvoredos: quem pretender dirja-
se ao Forte do Matto prensa n. 20.
Luvas de inacamursa
para militares ecavallei-
ros.
lia
MUA FEITA AINDAMIS BA&ATAS.
SORTIMENTO COMPLETO
oa
azendaserasfeilai
SI*
LOJA E ARMAZEM
Ifies I Bast
I
1

Da
3 Ra da Imperatriz n. 60.
DE

Gama&Silva!
I Acaba de roceber um novo sortimento
' de fazen-ias proprias para gnhoras e
i meninas que vendem por precos bara-
I lissimos como sejam :
1 Ricos cortes do eambraia brancos
com barra adamascada e outros com ba-
bados brancos e decores que vendem a
3500, pegas de eambraia muito fina com
10 varas e urna vara de largura a 6$ e
73, ditas transparentes muito finas com
8 e 1]2 varas a 3# e 3S500, dilas de 6 e
1|' varas a 29500, pega de eambraia
branca com salpico com 8 e 1(2 varas a
43, cortes de cassa com salpicos brancos
e decires a 29, ditos de ditos brancos
lavralas a2$, capas pintadas enm lin-
dissimos paJres o covado a 280 rs., di-
tas de salpico brancos e de cores o co-
vado a 2f0 rs., chitas francezas escuras e
alegres a 220, 240, 260, 280, 300 e 320
ris.
Sedas.
Grosdenaples prelo bastante largo e
encorpado o covado a 19600 e IgSO, di-
to cor de rosa a 25, dito azul cor muito
bonila a 2#t00 o covado, seda lavrada
cor de canna muito moderna por ser ada-
mascada o covado a 2$, chamalote pre-
lo bastante largo o covado a 2/.
Para familias.
Damasco de la com 6 palmos de lar-
gura para cobrir mesas de jantar, de
meio de sala, pianos ele, ele. o covado
a 19259. damasco de seda encarnado e
amarillo proprio para eolias, cortinas
etc., etc. o covado a 2J20, sedas bran-
cas proprias para vestidos de noivas fa-
zenda muilo superior, madapolo muito
fino pega de 40 jardas a 440 rs. a jarda,
ditos muilo superiores a 200 rs. a larda
a 45'J0, 5. 5#500. 6S. 65500 e 7, al-
paca, prela muito superior a 500, 560,
640 rs. o covado, grande sortimento de
chitas pretas francezas covado a240a-s.,
ditas ingieras a 160 rs. o covado, cas-
sas pre'.as a 480 rs. a vara.
Para vestidos.
Orgmjys de coros fazenda muito mo-
derna covado a 560, mimos do co e
gazias de seda fazenda muito nova co-
vado 1J, chaly muito bonito a t, 800
e 640 rs. o covado, laziohas claras te-
cido krepao covado 1 640 rs., cortes de
gorguro escurosa 69.
Cuales.
Ricos chales dekxepom com listas de
seda a 8j}. ditos de ditos a 78, ditos de
froco a b$, ditos de merino com palma
de seda e de velludo a 40500.
Bordados.
Camiseta* csragblla e manguitos a 39,
4 e 59, manguitos com gollinhas a 3,
finissimas liras bordadas a '600, 19 e
19500. gollinhas muito delicadas a 600,
800 e IJ, lenciobos de rabyriolho pio-
prios parasenhora ou para'presente a
19288 e 1J600, ditos muilo fios a 49
Paletotspara hornera.
Palelots de panno preto de todos os
precos e quilidades tanto saceos como
sobrecasacos, ditos deceaemira de todas
as cores, ditos de ganga c de riscido,
caigas de brim de Iwiho brancas e de co-
res, ditas de case mira de todos os Uma-
nhos e qualidades lano pretos oomo de
cords gacaote se a. ibeabtloria deslas
obras por tnrem aidofeilaa por um dos
melhDres alfaiates desta o dedo; na
mas mu lo>n pzsIi-uib rMSO a flhapo
de sol de seda a 69 e lencos de seda a
19. timbero se vende constantemente um
completo sortimento de roupa Teita para
escravn im para trsbaltlo ouiito b
cozidas, if5o-seas'amost8''a*6 todas _
faaeitdas diaeodo penhor ou aianaa-ae |
levar pelorctixelros da es*a os fcefrie-'
osqoe sutassem.
A loja d aguia branca acaba de receber de sua
encommeoda mui fias luvas de camursa, o que
de melbor se pode dar nesse genero, e as est
veodeodo a 29500 o par; os senhores officiaes e
cavalleiros que scompraremeonhecero que sao
baratas vista de sua finura e duragao, e para
obter dirigirem-se ra do Queimado, loja _
aguia branca n. 16. Adverte-se que a quanlidade
pequea por hora, e por ssodo demorem.
Rival sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55. loja de mindezas
de Jos de Azevedo Mata e Silva, tem para ven-
der polos diminutos pregos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa,
grame ludo perfeilo, pois o prego admira r
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a
Diia do gaz brancas e de cores, novelo a
Dita de carretel muilo boa, carretela
Nvelos de llnha do gaz brancas a 10 e
Carreteis com linha preta muito gran-
des a
Varas de franja de 13 muito bonitas a
Pegas de tranga de l muito bonitas e
com 10 varas a
Pares de meias cruas para menino a
Ditos ditos de cores todos ostamanhos a
Ditos de cores para meninas a
Duzia de meias cruas para homem a
Cartdes de linha Pedro V com'200 jar-
das a
Caixas com tissoes para acender charu-
tos a
Caixas com phosphoros de seguranga a
Duzia de phosphoros do gaz a
Filas para enfiar vestidos muito grao-
des a
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a
Ditos comcheiros muito fino a
Ouzia de meias para senhora o melhor
que ha a
Pegas de trancinha de la sortidas a
Sabonetes superiores e muito grandes a
Groza de botoes de osso para caiga sendo
pequeo a
Dila de ditos grandes a
Tramoia do Porlo superiores varas a
100, 120 e
Pegas do fita de linho brancas e de co-
res a
Groza de penas de ago muilo finas a
Frascos de opiata para limpar denles a
Copos com banha muito boa a
Eapelhos de columnas madeira branca a
Carteiras para guardar dinheiro
Rialejos para meninos a
Baralho portuguez
Varas de franja para cortinados a
Croza de botoes de lougs brancos a
Tesouras muito finas para uohas e coa-
ture a
Caixas de charutos de Hsvana muito su-
periores a
Carlas muito finas para vollarete o ba-
ralho a 240 e
Varas de bico largura de 3 dedos s
Garrafas com ego celeste para cheiro a
Rialejoseom 2vona para meninos a
A
40
30
30
20
160
100
200
200
160
120
2900
80
40
160
240
80
400
500
39000
50
160
120
240
160
40
500
400
640
19500
500
40
120
240
120
400
49OOO
320
120
19500
100
Hna do Queimado
a. 4tt, frente amarell*.
i rl? ttn.ln,entten)grendee va-
ri*do*OTlm,to4eabTecasac*pTetes
n/*0e mail* Ano a J8a. S
*0g.*2S e 2-4$, dltoa saceos pretos doa
mesmos pannos a 149. 16 18*. casa-
cas pratasmuitobem feitas edesunerior
panno a 289. 30S e 359. sobrecasac.s de
TSmMu *ore multoflno159,lW
l85. ditossaccos das mesmascasem-
raa a 101. U# a 14J, xalgas.pretaa de
e 12, ditas decasemire decores a 7.8
99 o 109. ditas de brim brancos muito
fiaa a>J9, dites deditosdexores a
39. 39500. 49 e 49500, dita, de meia ca-
simira de ricas cores a 4$ e 4J500 col-
letes prto de casemiraa 59 e6' ditos
do ditos de ores a 4500 e 59, ditos
branco fie seda para casamento 0 59
Utos de 69,colletes debrim branco e d
f ustao a 39, 39500 e 4. ditos decores
29500 e 39, paletotspretosd merino de
.ordao sacco e sobrecasacoa 7|,8jj e9
collotespretospara lulo a 49500 e5'
gas pretas de merino e 49600 59 pa-
I etots de alpaca preta a 38500 e 4g,ditos
sobrecasaco a 69.79 e 8|, muito fino col-
lotes de gorguro desedadecoresmuito
boatazendaa39800e4S, colleteds vel-
ledo de orese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores 149.159 169, ditos de
.- casemira sacceparaos mesmos a 6JJ500 e
879, ditos de alpaca pretos saceos a 3js
19500, ditos sobrecasacoa a 5J e 59500,
M *,algas de casemira pretas e decoras a 69,'
5 C|500 e 79, camisas para menino a 209
1 duiia camisas inglezaa prega l irgM
S muitosoperioral329aduziapariacabar.
JJ Assimeomo temos urna offioina del -
'siateondemandamos executartodaa aa
obras om brevidade.
Vende.m-se uns burros e urna carroga em
bom estad : na ra da Florentina n. 5.
Botinas para se ah o ras a
3500: *a loja do vapor ra
No\an. 7.
Camas de ferro.
Grande sortimento de camas de ferro
paia urna e duas pessoas, ditas para
meninos e berqos de ferro, tudo de lin-
dos mmelos e por precos commodos :
ha ra da Imperatriz n. 75, deposito
de camas de ferro.
Machinas para descarocar al-
godo.
N. O. BfEBER & C SUCCESSOKES, ra da Cruz
n. 4, participam aos agricultores do algodo
que elles acabara de receber MACHINis PA-
RA DESCiROgAR E LIMPAR 0 ALGODAO*.
Estas machinas teem as seguinles vanlagens:
descarogam com urna rapidez incrivel, nao
quebrara a sement nem corlao o fio do algo-
Oao, e limpam-ode toda e qualquer impu-
reza, augmentando assim o valor considera-
velraente. A machina mui fcil a manejar
e s a rapidez com que descoroga vale fazer-s
a despeza da compra.
Instrumentos par agricul-
tura
MACHINAS PARA DESCAROgAR O MILHO, tra-
balham com urna pessoa e descaro;aa as es-
pigas instantneamente sem qnebrar o milho
MACHINAS PARA CORTAR CAPIM ; corhm
com presteza o capim em tamanho de urna
pollegada e teem a vantsgem de nio deinr
retrago.
FACAS feitas exoressamente para corlar cana
ARADOS, GRADES, BOMBAS para regar capim,
hortas, etc., etc., bombas para cacimas.
Grande pechincha.
1120, HO e260rs.
Chitas Traocezas de multo bonitos padroes e
muito baos pannos, pelo baralissimo prego do
BO, 349 eSSOrs. o covado ; na roa do Queima-
do n. SS, jia loja da boa f.
GjTjgae francesas muito finas com padroes
oscuros a 460 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 22, m loja da boa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba da receber eeea ao-
ve e apreciavel agua embreada, de urc aroma ex-
cellenlemenle agradarel. Ella serve acertada-
mente para se deiter alammas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando dsso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade dassenhirra* ; assim oomo para ae deitar
fagot ti*tbanho, que o ttrnt moi deleitswel. -se-
sulhaodo atem deTeTrescar o tirar ou fazer desep-
parecer ease balito desagradevel que auasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem lem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha
quendo se faz barba, urna vez qoe a agua com
qoeoe lave ooste tenha delta eoanpoaieo. Cos-
ta .0 frasco 19, quem a precia v bom d&o deixar
cerlamente de comprar dessa eslimavel agua em-
breada, islo ne loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, unice parle onde seacher.
Vendmse os eugenhos
S. Pdro Espirito Santo, am-
ibos moentes e correiites e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de P-orto
Calvo e provincia de Alagoas,
o prhneiro tem casa de eoge-
ttho e poucas obras, porm
safreja q;uatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous m pe:
quera preteude-los dirija-se
aruada Cadeia do Recife n.
^6, primeiro andar, que acha-
ra cem quem tratar.
ante
Aviso
Na loja de*4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
moto.de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna officina de alaiale, estando encarrega-
do delta om perfeilo mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercilo.
Faz-se fardas, fardes com superiores preparo
e multo bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
dameoto todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
l vi4ram ; alm dtsso faz-se mais casaquinhas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes militar para os Srs. ajudantes do esta-
do maior e de ca vallara, quer seja singlos ou
bordados a spaquilha de ouro ou prals, tudo ao
gosto da Europa, tambera prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hojo, assim como tem muilo ricos
desenos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na meama casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiangando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazeodas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que S9 promtter, segundo o systema d'onft
eio o mestre. pois espara a honrosa visita dos
ligos senhores visto aue nada perdem em es-
oerimentar
Na I0J3 d'aguia de ouro, roa do Cabug n. 1 B,
recebeu um completo sortimento de gollinhas de
missaoga, sando de todas as cores
Relogios.
Vende-se emees de Jobnstoo Pater & C.,
roa do Vigario n. 8 om bello sortimento da
relogios do ouro, palalo ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
watt veriedtde de bonios trancetins pera 1
mee seos.
Arados americano se machina-
par a larar roupa: em cata de S. P Jos
hiuton & C. ra daSenzala a.4.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C de New-Tork Acham-ss A
venda na ra da Imperatriz o. 12. Tambem che-
garam as instruegoes completas pare se osarem
estes reatedios, contendo um indico onde se po-
de procurar a molestia que se deleja curar, os
quaes se veudem a 12000.
Cabo de marfm e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fm e madreperola a 2 e Ig 500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gusto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loj d'aguis branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leile &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa rin-
da ltimamen-
te de Neir-
York.um com-
pleto sorli-
mento das me-
lhores machi-
Das de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e 1 h ora dos
com no vos
aperfeigoa-
menlos, (szendo paspooto igual pelos dous lado*
da costura, moslram-se na rea da Imperatriz n.
19, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como egulbes, re-
trozes em carriteis, linha de todas aa cores tudo
fabricado-axpressamente para as mesmas ma-
chinas.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de difieren-
tes cores e largaras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a Ijj, 3,4 e 5J a pega, pregos
estes que em nenhuma outra parte se achara, e
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
A4Mf500e.5.t.
Cambraia lisa muito fiQa a 4 a pega com 8 Irl
veras, dita muito superior a 5g, dita tambem
muito fina com salpicos a 4-3500,- na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
REMEDIO, NCOiPARHEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Mlthares de individuos de todas as nag&s
podem testemunhar as virtudes deste remedio
meotaperevele provar om ceso eeessario, que,
polo uso que delle fizersm tem sen arpo e
raembros inteiramente saos depois de befar em-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer deesas curas rna-
ravilbosw pela lehnra dos peridicos, que lh'as
relaum todos os dias ha moitos annos; e a
maior parte dellas sao fio sor prendantes qua
admiran os medios mais celebres. Quantss
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bragos o pernas, depois dedar
permanecido longo tempo nos boepitaes o toe
deviam soffrer a ampo lacio I .Bellas ba'mui-
eas quehavendo deixado esses, asylos de pade-
timeBios, para se nao subtneterem a essa ope-
tago dolorosa foram curadas completamente,
mediante o oso desee precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
uhocunenio declararam estes resaltados benfi-
cos diante do lord corregedor a outros magis-
trados, afira de mais aulenlicarerc ?ua afirma-
*va.
Ninguem desesperarla do estado de sande se
tivesse bastante eonfianca para eneinar este re-
medio constantemente seguindoelgum tempo o
trata ment que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar inconteauvelmente.
Que tudo cura.
O ungento he atil, mais partieu-
larmente eos seguintes casos.
;
Alporcae
Gairobras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeea.
das costas.
dos membros.
Enfermidsdes da cutis
em geral.
Ditas de anus.
Erupgoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Incbaces.
Inflammagao do figado.
EAU MINnAL
NATRAIXE DE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra daCruzn.M
semsepndo.
Na ruado Queimado u. 55 loja de miudezas
de Jos de Azevedo Haia e Silva, est queiman-
do osobjeclos abaixo declarados :
Gauas d agulhas francezas a 120
Caixas de alQneles francezes a 100
Garra de ditos ditos a gg
Carloes de colxetes com defeito a 30
Cartees de ditos perfeitos a 60
Caixas de dito muilo superioj a 40
Pares de meias cruas a ^ \gQ
Mago degrampos de carocol a 40
Tesouras para costura a 160
Pares de sapatos de tranga de algodo a 1^080
Ditos ditos de l a jjpg)
jSapatinhos de l para meninos aOO o 400
Frascos de oleo baboza a 400 o 500
'Ditos de macag perolaa 300
Ditos ditos de oleo a
Ditos de-banha a
'Ditos d'agua embreada a
'Dtlos de oleo philocome a
ICswas de folha crra phosphoros a
iDH*s com phosphoros de velas a
fwzia decolheres para sopa muitoflnasa
seovrfs para dentes muito Anas 160 e
iQrrra de penas de ago caligraphlca a
Taat tambem urna porgao de traeca de iinho
brancas pegas grandes e.pequeas e de todas aa
1 larguras por prego baratos e outraa multas h-
WBWas que so i vista queaa poterao apreciar
eadmirar eaaaee.
Largo do Terco
n. 23.
Vendem-se batatas muito novas a 80 rs. a li-
bra, assim como outros gneros mais baratos que
em outra qualquer parte, nao se diz o prego para
uio espantar 111 [a dmheiro vista).
Bonitos toncado-
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de recebar -mui
bonitos toucadores de armago preta, torneada,
e gaveia cem embutidos e macheteaos que os
tornam mui elegantes, os quaes servem excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhora, salas de detrac, e de rapazessoltei-
roa, e pelos precos de 8. 9 a 100, sao baraiiasi-
mos na-verlade, e quena os vir na sua do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agaadar, e
iuallivelnieate comprar.
Gollinhas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu-ae um completo sortimento de gollinhas
de missaoga de todas as cores.
osnr!
Sabftuetes
de amendoa, em caixinhas de loaca a
500 rs. cada um.
Ig500 Vendem-sesabonelesdeamendoa para-barba,
280 ** "i em sua caixiaba Ue'louga a 500rs. ; na
144*: roa do Queimado, loja d'aguia branca d. H.
Aos tabaquistas.
Longos fios de corea escaras e fixis a imita-
gao dos de lindo a 1 adurfa ; na ra 80 Quei-
mado n.*2, ailoja da boa f.
Vendem-ae cintos de todas as cores com ricas
fireas para senhora e menina a 2J>, bandos de
dina para marrafa a 500 rs. o pac, enfeites para
cabega, de cores e diversas quadades ; na ra
da Imperatriz, lqja da boa f o. 74.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriplorio de Manoel Ignacio
de Oliveira & Fiiho, largo do'Corpo Santo.
Polassa da Russia e cal de
Lisfcea.
No bem couhecido acreditado deposito da raa
da Cadeia do Becife n. l, ha para vender a var-
d**Sf*J|,oU",a4a Rumb. <* superior
qualtdade, assim como tambem cal virgem emi
pedra ; tuo por proco a au baratos do que em
outra qualquer parte.
RaaaSeowila Nova n.42
yao4e-4aam caaada-S,P Innhitoa 4C.
sellinse Ub5esng4eiea,eaadeeiroo casticaes
bromeados,!oaasnglezes, fio devela,chicote
para carrea, eaaaniariavtrreivs parva carro da
osa a loas oavalos relogios de onro Mienta
agb.
Acaba de
ehegar
ao novo armazem
DE
BASTOS REG
Na ra Nova junto a Con-
cei^o dos Milita-
res n. 47.
Um grande ,.e variado sortimento de *
roupas feitas, calgados a fazeodas e todos |L
estes a vendem por pregos multo modi-
Meados como de seu costume,assim como |
sejam sobrecasacos de superiores pannos 9
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a S
26#, 289, 309 p s 359, paletots dos mesmos 2
pannos preto a 16g, 185. 209 e a 249, M
_ ditos de casemira de cor msela do e de
i novospadroes a 149. 16, 189,209e249,
fi ditos saceos das mesmas casemiras de co-
I res a 99. 109,12$ 9 a 14*. ditos prelospe-
lo diminuto prego de 89, IO9, e 12$, ditos
8f de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordio al2J, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159,
H ditos de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 109,
< ditos saceos pretos a 49, ditos de patba de
M seda fazenda muito superior a 49500, di-
I tos de brim pardo e de fustao a 39500, 49
e a 49500, ditos de fusto branco a 49,
grande quanlidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a49, ditas debrim decores
finas a 25500, 39, 39500 e a 45, ditas de
brim brancos finas a 49500, 55, 59500 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 65. colleles
de gorguro prelo ede cores a 55 e a 65,
. ditos de casemira de cor e pretos a 45500
Se a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos debrim lona a 45,
M ditos de merino para luto a 40 e a 49500*, a
caigas de merino para luto a 45500 e a 55, af
capas de borracha a 99. Para meninos S
de toAos ostamanhos: caigas de casemira 31
prefaedecora55, 69 e a 79, ditas ditas
de brima 2j, 39 e a 39500, paletotssac- <
eos ae casemira preta a 65 e a 7, ditos S
de ior a 69 e a 75, ditos de alpaca a 3, *
sobrecasacoa de panno preto a 12j) e a a
149, ditoade alpaca preta a 59, bonete 5
para menino de todas aaqualidades, ca- II
misas para meninos de todos os tamanhos, fj
meios ricos vestidos de eambraia feitos li
para meninaa de 5 a 8 annos com cinco 2
babadoslisosa89ea J25. ditos de gorau- M
rao de cor e de la a 5 e a 69, ditos de jfl
brim a 39, ditos de eambraia ricamente ff
bordados para bap Usados, e muitasoutras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanli-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommeoda de roupas para ae
mandar manufacturare que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das dmoslo e urna grandooffleina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
8 pela aua.pcomplido eperfeico nada dei-
xa a deaejar.
Em casa de Adamson, Howie & C., ra d
Trapiche Novo n. 42, vende-se :
Rolhas de cortiga floissimas.
Lona e filete.
Fio devela.
Suetrioies tintas de todas as corea.
Sellins, silhoes, e arreios para carro ou cabriolet
Riscadinh s de linbo proprios para obraa
de meninos a 200 re. o covado; na ra do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Vende-se em casa de Adamson, Howie &
C, ra do Trapiche Novo n. 42, biacoilos ingleses
sonidos, em pequeas latas.
Campos A Lima.
Na ra do Crespo n. 16 continua a vender lio-
dMfofoa de eambraia para guaratf io de -vestidea
por commodo prego
Infiammecao da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olbos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
PulmSes.
QueimadeUs.
Sarna.
Supura^oes ptridas.
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das areulaces.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetioha contm
urna instrucco em portuguez para explicar o
(modo de fazer uso desle ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soom,
pharmaceutieo, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
Vende-seo engenhoPo-aangue, situados
margem do rio Serinhem, distante urnas 600
bragas da estagao da Gameleira, com urna safra
ao corle, alguna escravos, bois, etc., tendo ex-
cellente cercado e ptimos partidos de varzea pa-
ra mais de 2,000 pes anualmente, e estando
hoje acrescentado com algunas terris que foram
do engenbo Gameleira. Recebem-se em conla
predios nesta cidade, e os pretendenles podem
entender-se com os%rs. Marcelino & C, em sua
loja na ra do Grcspo.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug o. 1
B, chegado de sua propria encommeoda muilo
lindas caixinhas de costura cem msica, proprias
para mimo, que se vende muilo barato.
Enfeites de flores para ca-
samentse bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muilo
gosto e a ullima moda, sao mui proprios para as
senhorae que vio a casamenlos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os pregos sao 89,
10 e 12, porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Chegucu ao barato.
O Preguica est queimando, em sua loja na
ria do Queimado n. 2.
Peces de bretanha de rolo com 10 varas a 29
ea.eemira escura enfestada propria para calsa,
collete e palitos a 960 rs. o eovsdo, eambraia
organdiz de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dila liza transparente muito fina a 38, 4f e 69
a peca, dita lapsda, com 10 va ras a 5$ e 64 a
peca, chitas largas de modernos e escolbidos pa-
droes a 240, 260 e 280 rs. o covado, requissi-
mos challes de merino estampados a 79 e 89
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 99 cada um, ditos com urna s palma
muito finos a 89500 rs., ditos lizos com franja
de seda a 59, lencos de cassa cora barra a
100, 120 o 160 rs. cada um, meias muilo tinas
para senhora a 49 a duzia, dilas de boa qualida-
de a 39 e 39500 rs. a duzia, chitas francezas
de ricos desenbos para coberte a 280 rs. o cova-
do, chitas efeuras inglezas a 59900 is. a pega,
e a 160 rs. o eovsdo, brim branco de poro linbo
a 19, 19200 e 19600 rs. a vara* dito preto
muito encornado a 19&00 : a vara, brilhantina
azul a 400 rs. o covado, palca de difiranles
cores a 39600 rs. o covado, casemiras pretas fi-
nas a 29500, 3 e 39500 is. o covado, eam-
braia preta e de salpicos a 500 rs. a vsts, e ou-
tias muitas fazendas que se far patente ao com-
prador e de todas se darao amostra com penhor.
Rap.
Na ra Leig/ao Rozarlo loja de miudezas n.
Be.pwnndo a botica a segunda Mfi oe- mladeras
sem para vender rap Paulo Coreeiro rape afea
Praticez e muitas bicos da liba, multo em sonta labyriotboe tftan-
em multo em canta, e meitos oris audezas
toaratoa.
Reg.
Na ra Nova n. 47, junto a Conceico dos Mi-
litares, acabam de receber uto grande sortimen-
to das verdadeira* camins inglezas pregas lar-
gase estrellas paitos, collarinhos e puuhoe de
au" e C0IB0 8ea 8rw>de quanlidade tomamos
a deliberago de vender .pelo diminuto prego de
8 ^* duIB' UB0Taifl caaemirae de co-
res a 20J, 259 e a 309. assim como muitas outras
fazeodas que s com a vista que ae pode reco-
nhecer o que barato.
Admiravel pechin-
cha a 3,$ o corte.
Na loja do Ptwm.
Grattde fe'tTrarJo wrtiniento de cor-
tes de eambraia de seda tanto de barra
como de xadiez, de listas ou de flores
matisadas fazenda de 8$ que se vende a
90500-pai apurar dinheiro: na raa
da Imperatriz n. 60, 'W* de Gama 4
Silva. 1

i
J



Dftftie 3ft IUI1MIBC0. SE1TA FEIRA M AGOS > UN.
a
Lindas canutas
eos necesarios para eo&ta ra
Acaba dechegar para a lej* d'aguia branca mu
liadas caiiitrhas matizadas, com espelho, tesoura,
caivete, agulbeto, aguUwirc, dedal eponleiro,
tudo pratiad o de apurado goato, emflm urna
caixioha ezcellente para am presente, e mesmo
para qualquer senhor a posauir, e vendem-se a
10 a 12: na toja d'aguia bracea, re do Quei-
mado d. 16.
4 2.500 o corado.
Dama*co de teda boa fazenda, encarnado, cr
de canoa e branco.
Manteletes de fil preto enfeitados com bico a 5*.
Damasco de la com 6 asimos de largura cora-
do a l$50O.
Chales de merino bordados a velludo superior
fajeada a 8*
Corles de casemira de cor 39500.
Selim Maco superior a 2$500.
Cssemira preta setim superior a 2*500.
Pegas de indiana finissima com 10 varas a 8J.
Na ra do Crespo loja o. 10.
Cortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos branoos
bordados com 2 s 3 babados a 59 : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa fe.
Gravatiohas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitssde
seda, nao a pretas como de cores, pelo barat-
simo prego de 19; na ra do Queimado n. 13,
oja da boa f.
Attencao as sedas de qudnnhos a 720
rs. o covado.
Vendem-se sedas de qua-
drinhos muito enco'pados a
720 rs. o covado e dit* a 560
rs : na ra da Impratriz n.
60, loja de Gama & Silva*
Anda ao
Pavao,
Chitas baratas-
Vende-se chitas escuras de
cor fixas a 4$500 a pega a 120
rs, o 'covado por ter um pe -
'queno toque de mofo: na ra
da Impratriz n. 60, loja de
Gama & Silva.
Vende-se por prego comraodo um escravo
de cor preta, bonita figura, mogo e robusto,
qual proprio para todo e qualquer ser neo : pa-
ra ver e tratar na travcssa do Carioca armazem
numero 2.
Chales de merino estampados a 29500 : na
ra do Queimado o. 22, loja da Boa f.
Trapiche
BARIO LIYRAMENTO
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender oeste novo es-
tabelecimenlo o seguale :
Cera de carnauba em porgoes ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 a 4 arrobas
Barricas com cebo do Rio Grande em porgoes
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a
2 arrobas.
Meios de sola differentes qualidades em porgoes
ou a retalho.
Coorinhos cortidos.
Farinha Jo mandioca por 1J50O a saces.
F a re lio em saceos grandes por 3$800 a sacca.
Tachas e moendas
Braga Filho A C., temserapre no san depo-
sito ds-rus da Hoeda n. 3 A, um grandesor-
msnto do tachas o moondas para engenho, da
muito acreditado fabricante Edwin Msw a tra-
tar no mesmo deposito oa na roa do Trapicho
n. I.
Veude-se o engenho Tiriri, sito na comarca
do Cabo, com as proporedes seguintes: dista da
estrada do ferro urna legoa, e porto para embar-
que em distancia de 200 bracas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muitos terrenos para so
abrirem com facilidade, ha grande coreado e
muitas matas Bste engenho novo ebem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segundo an-
dar, ou no engenho Cafando, sitio em distancia
de mei legoa daesisgo deOlinda com oabaixo
assignado.Joo Paes Barrete
Entre-meios
os melhores que se tem^isto
A loja d'aguia branca recebeu um explendido
sortimeoto de enlremeios de delicados bordados,
e goslos inteiramente novo, com differentes lar-
guras, do mais eslreito al mais de lpJ palme,
suas diversas applicages escusa dizer-se porque
todas as senhoras sabeffl : os pregos sao de 2 a
59 a peca conforme a largura, e tal bondade
delles que quem os vir e apreciar o bom, infslli-
velmente os comprar: na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado o. 16.
&t2$tt3&ftii8 5!i8fi6#6 GtMN&HllB
S
Attencao
Fazendas e rou-l
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
IFIE1D
PORTO
snaara
para vestidos de senhora e
rou pinhas de crianzas.
Na loia d'aguia branca so encontr nm bello
sorlirnento do franjes de seda, lia e linho, bran-
cas e de cores, propriss para eofeitea de vestido*,
asim como urna diversidad de galo de seda e
linho, branoose do cores, abertos {echados, lar-
gos o estreitos al o mais que 6 possivel, trancas
tambera de seda, lia e linho, de differentes qua-
lidades, e os que da melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas : por isso quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja o'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, que ser bera
servido.
Loja das seis portas m
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
alcas de casemira pretas e decores, ditas de
brim e d"gaoga, ditas de brim brauco, paletots
de bramante a 49, ditos de fusta o de cores a 4J,
ditos de eslamenha a 4$, ditos do brim pardo a
39. ditos de alpaca preta saccoa e sebrecasacos,
dolletes de velludo pretos o de cores, ditos de
corgurio de seda, grvalas do linho as maia mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinhoi do linho
ga uliima moda, todas astas fazendas so vende
Jarato paca acabar; a loja est berta das 6 bo-
as da manha at as 9 da noite.
Azeite espirito de
vinho e caima.
Vende-se azeite de coco a 440 a garrafa espi-
rito de vinho muito barato agurdente de ranna
engarrafada a 240 a garrafa na Travessa do Pateo
do Paraizo n. 16 frente de amarelto venda de 4
portas.
-r Vende-se a grande e bem construida casa
terrea da ra do Hospicio n. 35, onde mora o Dr.
Baela Nevos, com a vista o comprador conhecer
o tamanho do edificio: a tratar na praga da Boa-
Vista, botica do Sr. Ignacio, das 11 horas ao
meio dia.
Vende- urna taberna com poucos fundos :
na ra de S. Miguel, nos Afogados n. 72.
Vende-se a casa o. 4 03 becco do falco :
a tratar na ra ealreita do Bosario n. iv
Delicados chapeo-
ziohos para baptisados.
Na. leja d'aguia branca 8 acha mol no vos e
delicados chapeozinhos por baptisados obra
mui perfeita e bem enfeitada, sendo cada un em
eue bonita ctiiinba, a pelo baratiaaimo prego da
69, ninguem donar de oa comprar : na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Opiata ingleza para
denles.
A loja d'aguia branca acaba do reeeber de na
pro p ra neo rameada a bem coohecida eprovei-
tosa opiata ingleza para denles, cuja hondada
apreciada por todos quantos della lem usado, a
ser mais por quem quizer conservar asgenglves
em perfeito estado, assim como a alvura dos
dentes ; costa cada caixa 1*500, o por tal preco
s deixaro de comprar quando a nao achreos
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Feijo de corda
No armszem de Tasso Irmos, ra do Amorim
numero 35.
En fe i tes de cabeca.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabuga n. 1 B,
chegado am completo sortimento de enfeites
para senhora, sendo ultima moda, que se vende
mais barato do que em outra qualquer parte.
E*de graca.
Ricas chspelinas de seda para senhora, pelo
baratis8imo preco de 169 cada urna ; na ruado
Queimado n. 22, loja da boa f: (a ellas.quo sao
poucas).
Vinho chamisso.
Vende-se este delicioso vinho engarrafado a
19500 a garrafa : no novo destino de Jos Dias
Brando, ra da Lingoeta n. 5,
Vende-se urna pequea taberna na povea-
go da Apipucos, propria para um principiante,
por ter poucos fundos : quem pretender dirija-
so mesma, ou na ra larga do Bosario n. 30,
que achara com quem tratar.
Vende-se
um relogio de oaro patente suisso com cada a
moderna, por comraodo preco : na ra do Ran-
gel n. 45.
f%>
Anda ha pe
chincha.
Chegou a ra do Crespo n. 8
loja de 4 portas, um sortimento
de cassas de cores lixas e lindos
padroes que se vendem a 240 rs.
o couado, dao-se amostras com
penhor.
&aKdb&i6-2i&iMSai&att6 X
er** oVUJW WWM SJVJW Pa VRUV WfXJV WIUW oTBwwnr* NI **
Cortes de meia casemira de urna scOr, fazen-
da superior, pelo biratissimo preco de 29 cada
um: oa ra do Queimado a. 22, na loja da boa f.
Chales de merino estampados s 29500 : na
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
Sropria eocoramenda as verdadeiras luvas de
ouvin, o agora mesmo acaba de as reeeber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quem quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirigir-se a loja
d'aguia branca, ra do Queimado a. 16, quo ah
ser bem servido.
Aloja dabandein |
Nova loja de funileiro d
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos di Pooseca participa a
todos os seus freguezes tanto da praca
como do mato, e juntamente orespeita-
vel publico, que lomou a deliberaco de
balxax o prego de tolas as suas obras, por
cujo motivo tom para vender um grande
sortimento de babs a hacas, tudo da
diferentes tamaitos o de diversas cores
em pinturas, e juotameute um grande
sortimento dio diversas obras, contando
banheiros e gamelas grandes o pequeas,
machinas para cafe camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja babas grandes a 49 a peque-
nos a 603 rs., bacas grandes a 59 o pe-
queas a 800 rs., cocos a 19 a duzia. Re-
cebe-se um oulcial da mesma officina
para irabalhar.
48-Ra da Impratriz48
Junto a padaria franecza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
deroupas de diversas qualidades como
sejam : grando sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 89 o 39500,
ditos forrados a 49 e 49600, ditos france-
zes fazenda de 10 a 6s500, dilos de me-
rino preto a 69, ditos de brim pardo a
38800 o 49, ditos de brim de cor a 3950O,
ditos de ganga de edr a 39500, ditos de
alpaca de la amarella a imitado de pa-
lha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 5g e 59500, ditos de
casemira saceos a 13$, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto fino a 209,
22$, 289, ditos brancas de bramante a
39500 e 49, calcas de brim de rr a 1S800,
255OO, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 3)500, ditas de
casemira a 6a500, 7S500 e 99, ditas pre-
tas a 48500. ^500, 99 e 10, colletes de
ganga franceza a I96OO, ditos de fusto
23800, ditos brancos a 2g800 e 39, ditos
de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorgurao de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de cores a 4500 e 59,
ditos de velludo a 79,8$ e 99.
Comoleto sortimento de rouDa para
meninos como sejam calcas, colletes. pr-
letots, camisas a I98OO e 29, ditas de fusto
a2500, chapeos francezes para cabeca
fazenda superior a 69500, 8g500 e 109,
ditos de sol a 6$ e 6$500, ditos para se-
nhora a 43500 e 59. Recebem-se algu-
mas encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no estabelecimento para eze-
cutar qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Aobarateiro da ra da Impratriz n.
48 juntoa padaria franceza, vende-se:
ricos cortes de cambraia brancos o
bordados com dous folhos a 69000, ri-
cos cortes de vestido de seda escocesa
' pelo brrato preco de 12$, cambraias lizas
muito finas com 10 jardas a 3500 e 49 e
de Escocia a 69, saias a balo de arcos a
29500, cortes de chita franceza adiaman-
tada com 14 covados a 55, pecas de cam-
braia lisa para forro com nove varas a 29,
e um completo sortimento de chita fran-
ceza a 2(0, 260 e 280 rs. o covado e das
ioglezas a 180 e 200 rs. e outras muitas
I fazendas por pregos commodos.
Luvss de Jouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
aempre seencontraro as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para homem como para se-
nhora, por serem receidas por todos os vapores
viudos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
prego de 2|500 o par: oa mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
Maces
Chegaram as bellas maces por serem grandes
e perfeitas, vende-se aos centos o em caizas o a
retalho : no deposito de Sodr & C, ra estreita
do Rosario n. 11.
Aranaga- Hijo k C,
vendem oncas de ouro: na ra
do Trapiche n. 6.
Muita grvala ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grando
e bollo sortimento de gravatas de differentes gos-
los e qualidades, e por pregos taes que em ne-
nhuma outra prtese acha, como seja, gravati-
ohas estreitas bordadas a 800 e 1$, ditas pretas e
de cores agradareis a 19, 19*00 e 19500, ditas
com pontas bordadas e matizadas, o lisas de mui
bom sotim maco algOO. Pela variedad do sor-
timento o comprador ter muitas do que so agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de fra, que tom
ezposto venda sabode sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na rna do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feito osu deposito de velas de carnaa-
za simples sem mistura alguma, como aa do
coroposifio.
Ba do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, ven-
de-se por pregos muito baratos as seguintes fa-
zendas de superior qualidade e modernas, sedas
de quadros miodos para vestidos de senhora e
meninas a 800 rs., babados largos o transparen-
tes a 3 a pega, entremeios muito finos a 19500,
capas de merino e fusto para senhora a 59, chi-
tas largas escuras e claras a 240 rs. o covado,
roupoes de seda a 108, pegas de bretanha de al-
godo a 29, riscado francez muito fino a 180 rs ,
manguitos bordados finos a 29, gollinhas borda-
das a 6(0 rs., alberos de panno felpudo para
homem proprios para chuva a 109, capas russia-
nas o melhor que tem"vinJo a este mercado a
309, paletots de panno preto a 188 e 209, sobro-
casacas de dito muito finas a 258, caigas de cise-
mira preta e de cores de 59 a 8g, ditas de brim
UumBe coi^iiei.:, paletots de alpaca
e de brim de 38500 a 59, camisas brancas e de
cores finss a 28, chapeos de sol de seda supe-
riores a 68. ditos inglezes a 109, cassas de cores
transparentes a 240 rs. o covado, assim como
outras muitas fazendas que se vendero por me-
nos do seu valor para fechar coritas, vestuarios
de brim e fusto todos guarnecidos e enfeitsdos
para meninos a 29.
Brim branco de linho muito fino a 19280 a
vara : na ra do Queimado n. 22, loja da Boa f.
jMMjgsjMaj laajasjsjsji MaaBaww
** WW1 mpm# r* apC^s WSW mafW cTBV mSJw*^
sUG^11 Encyclo- S
* pedica |
l*ia de iazend&s
I Ra do Crespo numero 17.
DE
B Guimares A Villar.
K ara acabar com certas fazendas ven-
ia demos baralissimos:
B Chapelinas de seda de riquissimos gostos
a 129 cada urna.
i Ditos de palhade Italia a 289.
Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 39-
S Cassas de cores fizas e delicados padroes
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tndo
quanto perlence para adornos de se-
nhora por baralissimos pregos.
, Calgado Mell de 2 solas e sola fina.
Para homens.
Grande sortimento do roupas feitas e S
chapeos de todas as qualidades.
klSi6{i-&te<6ai3Si6-Qit&eiCaiStt
flk *
FVende-se a todoa miudezas baratas
Feijo rnacassa.
sacca de feijo rnacassa novo :
de Tasso Irmos:
Libras sterlinas.
nos ar-
Ha para vender, na roa da Gadeia do Recife o.
12, em casa de Bailar & Oliveira.
O toreador!! I
2ft L*Yg* do Ter^o 2,3
Quem duvidar venha ver; manteiga ingleza
perfeitamenle flor a 19 a libra, franceza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra massas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros mnilos gneros perten-
centes molhados, [ a dinbeiro vista.)
Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecas do camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia bollo, ele etc.,
vista do que, e de coa muita durago sao bara-
tissimaa a 18200, barato assim s so encontra na
loja d'kguia branca, ra do Queimado n. 16.
Penaasdeace
inglezas, caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de reeeber de sua
eacomraonda as verdadeiraa pennaa de ac iogle-
zas, caligrsphtcaa, coja superiordade est deci-
dida, e ainda assim contina a vende-las a 89 a
caixioha : oa loja d'aguia branca, roa do Quei-
mado n. 16.
55Ra da Impratriz55
Vende-se urna porco de ripas de louro para
estuque o ser do encommenda o prego rszoavel.
55-Ra da Impratriz55
Vende-se urna carroga de conduzlr gneros da
alfndega, por prego commodo.
55Ra da Impratriz55
Vende-se um cabriole! de 4
rodas americano para um e
dous cavallos, com os arreios
necessarios, em bom uso e pre-
go commodo.
Dous cabriolis*
Vendem-se muito em conta dous
cabriolis sem coberta. um com ar-
reios e outro sem arreio : na ra da
Impratriz n. 55.
Cera decarnauba.
Vende-se cera de carnauba a melhor que tem
viodo a este mercado a 89500 a arroba a prazo
ou a dinheiro : tratar na ra da Cadeia do Re-
cife n. 7"ou na ra da Impratriz n. 60.
Genebrada Hollanda em bo-
tijas.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
Aloja d'agufa branca est recen temen te pr-
vida de um completo sortimento 'de enfeites do
bom gosto para senhoras, sendo os afamados o
delicados enfeites de torgaleom franjas e borlas,
outros tambem de torgal do seda enfeilados com
aljofares de cores e borlla ao lado, outros da
froco igualmente enfeiudos com aljfar, e borlo-
las, todos elles de um apurado gosto e perfeicao,
os pregos de 89 o 109 sao baratos vista das
obras ; alm destaa qualidades ha outras para
39 e 49 : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Escravos sem vicios e
molestias.
3 estraves recolhidaa de idade 20 a 24 a no 05,
com todas as habilidades para qualquer casa de
familia, 2dita de 25 anoos por 9008 cada urna,
1 dita de meia idade, boa cozinheira, por 7009*.
1 moleque pega deidado 22annos, 1 negro de'
meia idade, 1 mulatinbo de idade 17 annos : na
ra do Aguas-Verdes n. 46.
Venda de propriedades
Vendem-se as casas terreas sitas na ra atraz
da malriz da Boa- Vista n. 30 e 32, Rangel n. 79
e ra do Forte n. 26, todas com solos proprios :'
a tratar eom Antonio Jos Rodrigues de Souza
ra do Queimado n. 12, primeiro andar.
Vende-se na casa de Brender a Bran-
dis & C.
mero 16.
na ra
Escravos fqgidos.
Ausentou-se de casa de seu seuhor, o es-
cravo mulato escuro de norr.e Joo, idade de 18
annos, rosto cumprido, cabellos crespos, olhos
vivos, bocea grande, bons dentes, alvos e abor-
tos, ar alegre, estatura regular, levou roupa
branca e azul, chapeo doChilie bonet: quera o
apprehender dirija-se ao sitio da Sra. viuva Las-
serre ou rus da Cadeia do Recifo n. 20, que
ser generosamente recompensado.
Attencao.
Ausentou-se da casa de sua senhora o escravo
de nome Jos, idade de 40 annos, pouco mais cu
menos, de nagao Costa, levou vestido calca de
brim de quadros, camisa de algodo azul, chapeo
depalha, tendo por signal o seguinte : um dos
do Trapiche Novo nu- *K| *{;;", \l\^^\2Zrrt
Deposito de ara
guiar, tem nos bracos to p dos hombros talhos,
fignaes de sua nago,orosto limpo qur de mar-
cas qurde barba, fugio no domingo 21 do cor-
rente : quem o pegsr qneira leva-lo rasa de
em barra e verguinha, tazos de cobre a 850 rs a
libra, chumbo em lengol e barra, telhas de vidro,
e outros muitos objectos de metal : na ra Nova
defronte da Conceigo n. 38.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commo-
do: na ra nova de Santa Rita n. 65.
4 21 o corte.
Cortes de riscado francez com 14" covado pelo
barato prego de 29 : no armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
ARMAZEM
DE
ROUPA FUTA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO OJEMADO 40|
Defronte do becco da Congregarlo letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempro um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda eiecutar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professorea.
Apparega dinheiro que a vista faz f ;
Correi treguezinhos s estrellas gratas
Que no Rosario divisaos a loja que .
Casacas de patino preto, 409, 359 e 309000
Sobrecasaca de dito, 359 30900
Palitotsde dito e de cores, 359, 309,
25$00O e 209000
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 129 e 99000
Ditos de alpaka preta golla do vel-
ludo, nsooo
Ditos de merio-sllim pretos e do
cores, 9flOOO 89OOO
Ditos de alpaka do cores, 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 o 35500
Ditos de brim de cores, 59, 49500,
4$000 o 39500
Ditos de bramante do linho branco,
6S000, 59000 o 4(000
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e 89000
Calsas de casimira preta o de cores,
129,109,99 o 6S000
Ditas de princeza o merino de cor-
do pretos, 59 a 49500
Ditas de brim branco o de cores,
5S000, 49500 e 29500
Ditas do ganga do corea 3g000
~* Golletea de velludo preto o do co-
\*4 .re*>l8M e bordados, 129, 9$ o 89OOO
Ditos de casemira preta o da coras,
liaos a bordados, 6, 59500,59 o 39500
Ditos de setim preto 59OOO
Ditos de seda o setim branco, 69 e 58010
Ditos do gurguro de seda pretos o
de cores, 7f000,69000 o 5*000
Ditos de brim e fusto braoco,
39500 o 39OOO
> Seroulas de brim de linho 28200
Ditas de algodo, I56OO e 1J280
Camisas de peito de fusto branco
o do cores, 29500 o 29300
Ditas do peito de linho 6| e 39OOO
Ditas de madapolo branco o do
cores, 39, 29500. 29 o 19800
Camisas de meias I5OUO
Chapeos pretos de massa,francezes,
formas da ultima moda 10g,8c500e 79000
Ditos de feltro, 69, 5|, 49 e 29000
Ditos de sol do seda, inglezes o
francezes, 149,12$, 11$ e 7&000
Collarinhos de linho muito finos,
novosfeitios, da ultima moda 9800
Ditos de algodo $500
Relogios do ouro, patentes hori-
sontaes, 1009, 909, 809 e 709000
Ditos de prata galvanisades, pa-
tento hosontaes, 40S 3O9OOO
Obras de ouro, aderegos e meios
adoregos, palaeiras, rozetas o
anneis e
Toalhas do linho. duzia 9000 o 109000
DA
Coral de raz
Vende-se muito bom coral de rail, o fio a 19]:
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 19.
MICHO LOW-MOW
Ra da Sen zalla Nova n.42,
Neste jstabalecimen to contina a hale* um
completo sortimento da moendasemeias moen-
das para engenho, machinas da vapor etaixas
te farro batido o coado,da todos ostamaahos
para dito* *
A12J00O
a duzia de toalhas felpudas superiores; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andares e
sotla na ra da Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzas n 18. .
Veode-se um preto de meia idade, prefe-
riado-se para o mato, polo motivo da nao que-
rer estar na (traga: a tratar na ra do Rangel
n. 69.
Loja das tres estrellas, ra
larga do Rosario n. 3 3
Neste estabelecimento queima-se sem reserva
de prego: Fitas lizas e lavradas fins, bicos de
linho e de seda, labyriothos, rendas, babados de
linho do Porto, trausas e franjas de seda o de la,
galo branco para enfeile de vestidos, cofiadores
para roupoes de linho e de seda preta, betes de
metal para caiga, ditos da massa para paletots,
dilos de retroz para casaca, ditos de vidro e de li-
nho para casaveqaes, brincos e rozetas douradas,
escoras para fato, para sapalos, para dentes o
para urinas, tramoia em pegas de qoinze varis,
cruzes e vernicas finas, rosarios de carotina e
de osso finos, liohasde meada, de peso e de car-
retel, enfeites de fila o do vidrilbo, carterras da
marroquim e de chagrero, ditas grandes para pa-
pis, requife preto de la, caizas de bfalo, de
massa, de chumbo e de raiz para tabaco, relogios
para meoioos, dedaes de metal branco e ama-
relio, esporas para salto, phosphoros em caixas e
era barrizinhos, estampas de aantoa finas, colo-
ridas e em fumo, pequeas e grandes, ditas em
quadros, sortimento do froco, fio para sapateiro,
fita com clcheles, sombra para flores, gravatas
de seda, guardanapos de linho, caiziuhas de tinta
para desenho, golas de seda preta e de cores, fita
de velludo preto e de cor, luvas de seda, ditas de
torgal sem dedos, ditas de Jouvin que se vende
at por 200 rs., leques finos, meias de algodo de
toda a qualidade, ditas de seda poeta, medidas
para alfaiate, estojos de navalhas finas para bar-
ba, pinceis para dita, peales de marfim ede mae-
sa para Hmpar a cabega, ditos de tartaruga vira-
dos, sapallo hos de merino fino e de la, tinteiros
de metal, caivetes linos para peunas, thesouras
de diversas qualidades, e muitas outras cousas
tendentes ao mesmo negocio que tudo sa rende
por todo o prego para-acabar.
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro,
\3nico deposito na botica de Joaquim Marulio
da Cruz Cor rea & C, vua do Cabug n. 1\,
em PeriiamYmco.
II. Thermes (de Chalis] anligo pharmaceutieo aprsente boje urna nova preparagio de ferro,
com o nome de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaizo de formlas ti o
variadas, maso homem da sciencia comprehende a neoessldade e importancia de urna tal varie-
dade. *
A formula um objetto de muita importancia em therapeutica; am progresso immenso,
quando ella, maniendo a esaencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas aa
idadea, para todoa os paladares e para todoa oa temperamentos.
Das numerosas preparagdea de ferro at boje conbecidasnenhuma rena tio bellas qualida-
des como o eliiir de citro lactato de ferro. A seu aabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quena dose, o ser de urna prompta e fcil dissolugo no estomago, de modo que completamente
assimilado; o o nao produzir por causa da lactina, que con tem em sua compoaigo, a constipago de
ventreto frecuentemente provocada pelas outras preparagesferroginosas.
Estas no vas qaalidades em nadaalteram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo ama
substancia da qual o medico se nao pode dispensar em sua clnica, da incomparavel utilidade
qualquer formula ojie lhe d p ropriedadoa taes quo o pratico o possa preserov er sem receio. E' o
que conaeguio o phartaaceulico Thersaea coma preparagoo do citro-lactato de ferro. Aaaim este
medicamento oceupahoje o primeiro lugar entro aa numerosas preparages ferruginosas, tomo o
atteata a pralica de m tos mdicos distinelos que o tem ensaiado. Tem sido empregado cono ira-
menso pro veita as molestias da languidez (chlorosopallidaa core*; na debilidade subsequento aa
hemorrhagias,nas hydropesiasqueapparecem depois das intermitentes a incontinencia : do orinas
por debilidade, naa peroles brapcas, na oacrophula.no rachitismo, na purpura hemorrhaica, aa
convalescencii das molestias graves, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos os cases
em que o zangue aa acha empobrecido ou viciado petaefadigassffeesoes coronices., aaehexia tuber-
culosas, cancraaaynhililica, excessosreteos, onanismo e uao prolongado daa prajsragesmer-
cariaos.
Estas ecermidadea senda mui frequentes o sendo o ferro a priodpat ubstancia de qa
medico tem de logar mi para as debelar, o aulhor da citro-lactato do ferro .netece louvores e
roconhecidamento ahumanidade sor ter desceberto urna formula pela qual se pue sem receto aaar
de ferro
gdes. com o dedo aleijade
em um panno e pedindo esmolas.
100$ de gratificado
a quem pegar um escravo cabra, gago, de nome
Benedicto, de 18 annos de idade, estatura me-
diana, que tendo sido aqui embarcado com des-
tino ao Rio de Janeiro, evadio-se de bordo. Foi
de Francisco Xavier Sampaio, do Ip ; multo
vivo e velhaco ; muda de nome todos os dias ;
palavriador e manhoso, se prevalece emfim de
mil artimanhas para fugir Quem o pegar pode
entregar ne&ta cidade aos abaixo assignados ; em
Pernambuco ao Sr. Jos Duarte das Neves, na
Bahia aos Srs Malheus dos Santos lrmo, no Rio
de Jantiro aos Srs. Cordeiro & liaptisla. Cear
1 de agosto de 1861.
Salgado Souza & C.
Na noite do dia 5 do correle desapparece-
ram da casa do abaixo assignado, os seguintes
escravos Jos crioulo cor preta bastante alto den-
tes naturalmente separados no queixo superior
fallas mansas, foi vestido com camisa de baeti-
lha azul chapeo de massa ja velbo, este escravo
filho do Buique donde veio trasido pelo seu
Sr, Miguel de Barros Silva Jnior, que o ven-
deu nesta praga ao Sr. Silvino Guilherme de
Barros, a quem o abaixo assignado comprou. e
Venancio tambem ciioulo altura baixa tem todos
os dentes e o rosto quasi redondo este muito
alegre, e sempre est rindo-se natural do Cear
da comarca do Aracaly, veio remetlido para essa
cidade aos Srs. Grugcl Irmos e vendido por es-
tes ao mesmo Sr. Silverio tambem foi esto ulti-
mo vestido de roupa igual *o primeiio, de pre-
sumir que elles seguistm o caminhu do Buique
donde veio ainda a poucos dias a Jos, o abaxo
assigoado gratifica generosamente a quem os pe-
gar e va icioi a la do Iiuperodor n. 79, pii-
meiro andar bem como roga as autoridades poli-
ciaca a captura dos mesmos escravos, bem temo
protesta desde j contra quem os tiver oceultado.
Mentiro 6 de agosto de 1861,
Manoel Camillo Pires Falco.
No dia 28 do corrente fugio do lugar Gnri-
nhezinbo, termo da villa da Independencia de
Guarabira, o escravo Joaquim, cabra, com idade
que representa 40 annos, sem que enirelanlo le-
nba cabellos brancos, altura regular, cheio do
corpo, bem empernado, psgrossose chaboquei-
ros, muitas veas as pernas e mos, cara regu-
lar, um tanto descarnada, nariz afilado, meia
barba, olhar velhaco, dentes limados porm j
rombudos, cabellos crespos querendo garapinhar,
e gosta de os trazerbaixo, pescogo bem grosso,
desde a nuca ao corpo, em desaboloar a camisa
v-se bem, gosta muito de cantar elogio?, tem
proflseo de almocrevar, e tambem de tirar gados
como tangedor; pertencente a Jos Justino da
Costa Brito, que generosamente recompensar a
quem o pegar e leva-lo sua moradia abaixo
mencionada, ou no Recife ao Rvm. Dr. Joaquim
Graciano de Araujo, na Boa-Vista, ra dos Coe-
lbos, casa n. 8. Io andar.
Achin-se fgidos os escravos Francisco.,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em setembro do anno proxim-
passado, com os signaes seguintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos prelos
snnellados; e Luiz, cabra, natural do Ico, fugio
do em margo deste anno, e com os seguintes sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muito pci-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, cem al-
guna signaes de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppoe-se este escravo estar oceulto por
pessoa que o proleje, pelo que prolrsta-se contra
quem o tiver feito : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der noticia a seu senhor Joo
Jos de Carvolho Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Desappareceu no dia 13 do correte, do si-
tio de S. Jos do Menguinho, o escravo crioulc,
maiorde50annos.de nome Joaquim, cornos
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedadedo Sr. Manoel Jus Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'ondo veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaea o a quem quer
que o encontr, de o capturar e enlrega-lono
sitio cima citado, ou na jua do Trapic/b n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Fogio do engenho Dromedario o escravo
crioulo de nome Canuto, de idade 19 a 20 annos,
bem preto, nao lem buril, altura regular, bom
corpo, bonitaa mos e ps, falta-lhe dous dentes
da parte de cima ; este escravo foi comprado no
dia 31 dejnlho prximo passado, e fugio no mes-
mo dia, e julga-se tervindo a esta praga por ter
bastante conhecimento : por isso roga-se de
quem o pegar, de leva-lo ao mesmo engenho ci-
ma ao seu senbor Sebaslio do Reg Brrelo, ou
nesta praga na ra da Hoeda n. 5, casa de Ma-
noel Alves Ferreira.
Fugio no dia 1 do correle mez o cabra de
neme Manoel, natural do Aracaly, altura regular
cabeca redonda o nm pouco chala, beicos groases,
e quando anda balanga com o corpo, representa
ter 20 24- annoa da idade, levou caiga e carniza
de algodo branco o urna de lia por cima e cha-
peo de feltro preto: quem o apprehender pode le-
va-loa raa da Queimado n; 73,. que ser geneross-
S ente recompensado.
Acha-se ausente desde o dia 24 de junho
do correnta a nao o oacrovo de nome Izidotio, com
os signaea seguintes: estatura alta, secco do cor-
po, cor fula, peuca barba, roalo regular, idade7
ou 28 annos, pouco mais ou menos, cujo escravo
padece de asibma ; jelga-aa estar trabalhaado
aqui na praga de servente de pedreiro, estara
amaziado com urna molote forra, tanto o escravo
como a mulata sao neturaoo de Marta Farinba:
roga-se porlanto a todos oa eapilaes de campo e
autoridades policiaea de o apprehenderem e tra-
zar na travessa do arsenal de guerra n. 11, que
se gratificar.



MARIO DI riBIMDDOO. SEXTA FEIRA 9 DE AGOSTO DI 1861;
Litteratura.
nsMQMq
U. B. Saintine.
A' M.m VirgiBie Aucelo.
(Continuago don. 181.)
Litro segundo.
1
J um throoo magnifico, cercado de estandar-
tes tricolores, se eleva sobre urna das raras col-
linas qne dominam o lerreoo; j as tropas de
todas as armas, de todos os uniformes marchara
Tapidamente para tomar lugar. O clarn toca a
chamada dos soldados de cavallaria, o tambor
eslende seus rulos sobre a superficie ioteira do
terreno, que a artilheria e os carros de bagagem
parecem abalar. Os ajudantes de campo, rostidos
com seus brilhantes uniformes, passsm, repas-
sam e cruzam-se em mil direccocs. O estandar-
tes desenrolam-se ao vento que fiz ondular ao
mesmo tempo esse mar moredigo de penachos e
plumas malisadoscom as tres cores; eo sol, esse
grande conviva dasfeslasde Napoleo, esse lus-
tre radioso das pompas do imperio, se mostra,
fazendo resplandecer de fogo o ouro dos borda-
dos, o brome doseaohes, os capacetes, as cou-
jagas e as sestelas mil bayonetas que se irrigam
na planicie.
O; Jo, em frente das tropas que se estendem
passe accel-rado sobre o campo de suas opera
(oes, a multido dos curiosos, refluiado para a
xectagoarda, descreve um circilo immenso de re-
tirada, como as ondas do ocano sobre as quaes
vem de repente pesar urna vaga enorme. Alguns
sida jos de carallaria partiado galope contra os
grupos retardatarios, desempedem rpidamente o
terreno.
A aldea est deserta ; as barracas alegres do-
Jbraram-se, os theatros feiraes derribaram-se, os
cantos, os gritos cessaram de se fazer ourir. V-
se de todos os lados, no vasto circuito da plani-
cie, correr homeos intrpidos em seus jogos ou
em suas refeicoes, e mulheres levando seus -
lhos comsigo, espantadas pelo brilho dos sabres,
ou pelo relincho dos cavallos.
Se se percorre ento com a vista as linhss des-
se exercito, ainda em sua unidade e reunido sob
os mesmos estandartes, pelo porte dos soldados,
pelo carcter de altivez ou de tristeza silenciosa
desenhada em seus tragos, conhece-se fcilmente
os que as ordena do general em chefe, o marechal
Latines, previamente desigoou como vencidos ou
vencedores futuros. A' elle mesmo v-se, segui-
do de um numeroso estado-maior, recoohecer o
terreno no qual outr'ora figurou lio valenlemen-
te, e destribuir cada um o aeu papel.
Ahi se devem repetir os principaes movimen-
tos execulados no terrivel dia 14 de junho do an-
uo de 1800 ; porm ter-se-ha cuidado em omil-
tir as fallas commetlidas, porque urna adulaco
estratgica, um madrigal tiros de canho, que
se prepara ao njvo imperador e rei.
As tropas se alisham, se estendem, se concen-
trara segundo as ordens d*o chefe, quando ruido-
sas symphonias se fazem ouvir na estrada de Ale-
xandria. Um vago murmurio vae crescendo e se
propaga entre essas numerosas popularles, que,
protegidas pelos ros de Tanario, da Dormida, da
Orba, ou pelos barrancos da Tortona, formara o
circulo luctuante e animado desta vasta arena.
De repente o tambor d o sigoal; gritos e vi-
vas se elevara do todos os lados no mel das on-
das de poeira, os sabres se desembainham, apre-
sentam-se as armas, que retiera como por um
niovimento unnime ; e urna brlhaote carrua-
gr-m puxada por oito cavallos jaezados, brazona-
i com as armas da Italia e da Franca, conduz
at junto de seu throno Josephina e Napoleo.
Este, tendo recebiJo as homenageos de todas
as deputacoes da Italia, dos enviados de Lucca,
de Genova, de Florenca, de Roma e at da l'rus-
sia, vezado com tanto repouso, monta cavalloe
logo a planicie ioteira illumioa-se de fogos ese
cobre de fumaba.
Taes eram os jogos do joven conquistador I A
guerra para distrahir seu ocio ; a guerra para o
complemento de seus altos destinos. Ella se tor-
nara precisa aquella alma ardenle que s a con-
quista do mundo deiiaria saciada.
Um ofcial designado pelo imperador expliciva
Josephina, sozioha em seu throno e quasi ame-
drantada desle espectculo, o segredo das evolu-
f Oes e o alvo dos grandes movimentos. Mostra-
ra-lhe o austraco lelas expellindo os Francezes
da aldea de Marengo, rechagando-os em Pietra-
Buona, em Castel-Ceriolo e Bonaparle demoran
do -n sbitamente no meio do seu triumpho com
es 900 homens da sua guarda consular. Agora
chama toda sua attengo para um dos momentos
decisivos da batalha. Os republicanos retrocedem,
poim Desaix acaba de apparecer no caminho de
Tortona. a terrivel columna hngara, sob as or-
dens de Zach, avenga pesadamente e marcha
seu encontr...
o oUkial fallava ainda, quando Josephina per-
cebeu um ligeiro tumulto perto de si. Pergun-
-tando a causa, soube que urna moga, tendo im-
prudentemente transposto a linha de operages,
com risco de ser mil vezes esmasada no meio de
urna carga de cavallaria ou pelo choque de urna
carreta, era a causa uaica deste movimento por
sua obstinago em querer, apezar da resistencia
los guardas e das advertencias das damas do se-
quilj, chegar al S. Magestade.
II
Sabendo que o imperador viera de Turim para
Alexandria, a filhade Girhardi porque foi ella,
ella propria, que, acompaohada por um guia, lo-
ro u a petigo de Chsrney,Thereza Qcou prin-
cipio anniquillada e quasi desanimada, porm lo-
go lembrou-se que naquelle momento tinha em
suas roaos a alegra, a nica esperanza de um po-
bre captivo.
O conde igoorava todava a pessoa, que se eu-
carregara da perigosa supplica.
Sera contar com o tempo, nem eom ss fadigas,
arriscada chegar mui tarde, Thereza perseve-
rou pois e signicou ao guia que o um de sua
viagem nao era mal Turim, porm Alexan-
dria.
E' o dobro do caminho que acabamos de
fazer.
Pois bem! precito seguirmos quanto an.-
(es.
Vou por-me caminho, senhora, respon-
den-Ule tranquilamente seu guia, porm para
voltar as costas tanto Alexandria como Tu-
rim I A' meio caminho de Rivoli tenho um primo
que casa urna ilha; ser preciso que ello nos
aloje gratis meus cavallos e eu ; sempre isto
um gaoho sem contar com as bodas.
E como ella reclamaste :
Nao recuso, replicou elle, conduzir-vos ama-
nilla de maoha Funestrelle, como se cooven-
ciooou ; vos con vera isto ainda? Nao?... Buon
viaggio, iignora I
Tudo o que pode dizer para fazer-lhe mudar
de resolugo foi intil. Elle flcou aferrado sua
tenacidade piemonteza.
Com um p no caminho da dedicagao, Thereza
nao olhava mais para traz.
Decidida continuar sozinh sua viagem, pe-
dio dona da hospedara, onde se apeara, ni ra
Doria-Grosta, que lhe procurasse meios de trans-
porte para Al-xandria, os mais promptos e mais
rpidos que podesse achar. A hospedeira man-
dous seus creados pela cidade ; porm debalde a
percorreram em tolos os sentidos, da porta de
Suze do P, da porta Nova do Palacio, por-
quanto carruagens publicas, carrocas, bestas de
carga, do sella e de albardas, tiaham partido ou
eatavam de ha muito tempo contratadas, por cau-
sa das solemnidades de Alexandria.
Thereza desolava-se com o fatal cootra-tempo.
Absorta em suas scismas, com a fronte inclioada,
conservava-se na porta da hospedara, desaina-
do, grabas a noile, olhares que poderiam reco-
nhec-la na cidade natal, quando um ruido de
rodas seguido por oulro decampaiohaa se fez ou-
vir. Em breve pararan) diante della duas bestas
possanies, puchando um destes longos cairos de
feira, cuja caixa profunda, fechada com cadeado,
como um armario, coiitm os objectos de venda,
nao offerecendo oulro assenlo na frente nao ser
urna pequeda banqueta de couro apenas abrigada
por ara toldo de panno encerado.
O marido e a mulher, donos do carro e das
merca dorias, apenas apeados, deram grandes sus-
piros de satisfago, bateram com os ps, estira-
ran) os bracos para se desinterissarem ou para
acordaren), e saudando a hospedeira com um ar
de reconhecimento, refugiaram-se logo nos dous
cantos da chamic, offerecendo as mos e os
semblantes ao fogo de sarment que crepilava ;
depois, tendo recommendado que pozessem suas
bestas na estribara, felicitando-se mutuamente
por terem chegado, pediram ceia, prometiendo
irem deitar-se o mais celo possirel.
A hospedeira, de sua parte, preparava-se para
fazer outro tanto ; os creados, meio eodorraeci-
dos, oceupavam-se, bocejando, em fechar a hos-
pedara, e Thereza, sempre pensativa, dolorosa-
maole afflicta no meio de todos estes preparati-
vos, pensava no tempo que se escoava, na espe-
ranza que se perdis e na flor que.se flnava.
Urna noile 1 urna noile I dizia ella comsigo,
o desgranado contar os minutos, entretanto que
eu dormirei I Amanilla, lalvez, ser-me-ha da
mesma maneira impossivel achar urna occasio
de partida I
E olhava atienta e alternadamente para os dous
merca dores sentados mesa, como se seu nico
recurso estivesse nelles. Entretanto igoorava que
caminho deviam seguir; se qaeriam, ou se po-
deriamencarregar-se della ; e a pobre moga, pou-
co habituada achar-se s, assim entregue si
mesma no meio de estranhos, nao ousava inter-
rogados. Impellida por sua boa vonlade, retida
por sua timidez, com um p para a frente, a boc-
ea enlre-aberla, tica immovel, muda, indecisa,
quando sbitamente a creada apparecendo, lhe
aprsenla urna luz e urna chave, indicando-lhe
com o dedo o quarto que deve oceupar.
Chamada ao sentimento de sua posicio, forja-
da decidir-se, Thereza logo afasia ligeirauente
com o brago a giannina e adiantaodo-se, nao
sem grande emogo, para o por sentado mesa :
Perdoae minha pergunta, disse com urna
voz trmula :Que caminho deveis tomar deixan-
do Turim?
O caminho de Alexandria, minha bella me-
nina.
De Alexandria?... Fot meu bomanjn am
voscooduzio aqu.
Vosso bom aojo fez-nos lomar bem mos
caminhos, senhora, disse a mulher; estamos bem
massados.
Porm vejamos em que vos podemos ser
atis? diaso o mercador.
Um negocio urgente chama-roo Alexan-
dria, queris conduzir-me?
E" impossivel 1 disse a mulher.
Oh I pagar-vos-hei bem... duas pegas por
S. Joo Baptista I dez libras de Franga.
E' diflicil, replicou o homem. Em prime-
ro lugar banqueta estreila e com grande dif-
flculdade acommodar-se-ha ahi trez pessoas. E'
yordade que nao deveis ser mortificante, porm
ha outra diflieuldade, minha fllha. Nos nos di-
rigimos ao mercoio de Revioago, perto de Aati e
uio Alexandria. E' meio caminho e eis tudo.
Pois bem I diz a moga, condusi-me al a
porta de Asli, porm partamos esta noile mesmo,
agora.
Impossivel I impossivel 1 repeli o par mer-
cador. Nao vendemos nosso somno, nem nossas
fadigas...
Dobrarei a somma interrompeu Theresa
voz baixa.
O marido olhou para a mulher consultando-a
com os olhos.
Nao 1 nao I diz esta ; querer car doen-
te ; depois Lotea e Zoppa nocessitam de repou-
so. Queris mata-las?
Qualro pegas I murmuroa o marido. Qua-
tro pegas!
tosca e Zoppa valen mais que isto.
Pela metade do caminho a somma dupla I
FOLHETIM
QBATEDRDEESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
XXVII
[Continuar o.)
Por mais inverosmil que fosse euy sopposigo
de Antonia, todava sorra-lbe to bem saapu-
iezs, que ella nao quix deixar de profunda-la.
Sr. Joaquim, continuou dirigindo-se ao Ba-
tedof de Ettrada com urna hesitago cheia de en-
canto e de dogura, fti muito prompta na minha
indignago. Quanto mais pens na facilidade com
que me fizestes vossas declaragoes, mais se me
tornam ellas suspeit&s- Que vantagem achaes em
compromelter a vossa franqueza ? Se foi rnente
com o intuito de me assuslar, nao andasles bem.
Nada tendea que dizer-me do conde, meu ma-
rido?
- Ai de mira, Antonia I responden Joaquim
com um abatimento que nao procurou oceultar.
Tudo quanto eu disse verdade 1 Oh I supplico-
te que me deixes continuar. O jais escuta o cul-
pado, o algoz deixa orar o paciente a quera a lei
condemnou : nao sejas mais ioexoravel do que o
juiz e do que o algoz! Antonia, nao deves consi-
derar a minha franqueza como um effeito do or-
guiho; pois que provem ella simplesmente do
arrepeodimento que sobre mim pesa, e do respei-
to que tu me inspiras. Ser-me-hia muito fcil
negar tudo, e fcilmente lambem acreditaras as
minhas palavras, por que teas o corago Inclina-
do para n bem : mas lludir-te pareceu-me um
crme I Eu nunca fui mu, Antonia ; tenho sido
apenas muito desgragado : os excessos a que me
entregue!, as faltas que commetti, tudo nasceu da
minha extrema sensibilidade I Para nao amaldi-
eoar a memoria da mulher, qne tanto amei, e que
suppm haver-me trahido indignamente, procu-
iava persuadir-me de que nao existe virtude no
mundo : a traigo, a infamia de todos autorisav'am
aos meus olhos a supposta iodignidade dessa no-
bre mulher I Oh I se soubesses, Antonia, o que
eu soffn nessa luta emprehendida contra os meug
propnos sentimentos, contra as minhas propria.
trengas, porque Deas me tlnha felto sensivel l
(*) Vide Diario n. 180,
Ah I que importa I mais vale um simples
sequim de Veneza do que urna dupla parpaiole de
Genova l
Entretanto a ideia de quatro pegas; o engodo
de um gaoho to fcil, nao tardn i produsir
effeito sobre a mulher e o mvio; e, depois do
alguma resistencia de um lado, mui tas supplicas
e preces do outro, as bestas voltaram ao carro.
Theresa, envolvida em seu chaile por cansa do
fro da noite, arranjou-se o melhor que pude na
banqueta entre os dous esposos e poseram se
caminho I
Onza horas soavam ento em todos os relogios
de Turim.
Na impaciencia de chegar ao Qrn de sua viagem
e poder logo Iransmittir ama boa noticia I'e-
neslrelle, Theresa quisera sentir-so levada em
um carrj impetuoso, por cavallos rpidos como
o vento, e o carro mercante pesava vagarosamen-
te sobre o chao, as bestas camnhavam passo
passo, lentamente, levantando um p depois ou-
lro, e a regularidade de seus guisos parecia dar
anda seu caminhar um carcter mais pronun-
ciado de preguica.
A viajora affligio-so principio, esperando
que em breve, a marcha despertara as pobres
bestas ou que o chicote de seu conductor sabera
apressar seu curso. Porm vendo este car inac-
tivo, contentando-se nicamente com um peque-
o estalo de lingua para excitar sua parelha, en-
carregou-se de testemuohar-lhe quanto importa-
va chegar promptamente Asli, ifim de alcan-
zar a porta de Alexandria pela manlia.
Minha bella menina, respoodeu-lhe seu no-
vo guia, lambem nao me agrada como vos pas-
sar a noite contar as estrellas, mas preciso
que o meresdor vele em sua mercadera. E' lou-
ga vidrada e porcollana que vou vender em Re-
vinago e se minhas bestas diipararem, farme-
ho em pedagos toda a pacolilha.
Como I senhor, sois louceiro exclamou
Theresa com o semblante espantado.
Louceiro-porcellaoeiro, replicou o merca-
der.
Ah I meu Deus I disse gemendd a viajora ;
porem ao menos nao vos fcil ir um pouco mais
depressa ?
Queris a minha ruina ?
E' que tenho muita necessidade de chegar I
E nos lambem, minha bella menina. E'
raso porm para tudo quebrar?
Entretanto em forma de concessio, o lonceiro
multiplicou, durante alguns instantes, seus pe-
queos eslalos de lingua ; porm as bestas esla-
va m bastante acostumadas seu passo para mu-
da-lo to fcilmente.
Theresa censurou-se ento com amargura por
nao se ter informado mais cedo do tempo que se
devia gastar para ganhar Asti; censurou-se so-
bre tudo por ao ter ella mesma percorrido Tu-
rim para descobrir, com o conhecimento que ti-
nha da cidade, um meio mais prompto de trans-
porte ; agora s lhe resta resigoar-se ; resig-
nou-se.
O carro segua sua marcha ordinaria Lotea e
Zoppa nao i ara nem mais ligeiro,-nem mais de-
vagar; smento, caminhando pela estrada, nao
faziam retiir mais o lagedo com o ruido das ro-
das. O mercador e sua mulher, que at ento
tinharn trocado entre si muitas palavras sobre a
sortedeseucommercie na teira de Revinago, ca-
la vam-se, e n'aquella obscuridade, no meio d'a-
quelle silencio, apesar do fro que interissava-
lhes os ps, Theresa comegava alormecer ao
linnido montono dos guisos. Sua cabeca, ba-
langada principio da direita para a esquerda,
procurara alternativamente um travesseiro, j
sobre a espadua da mulher, j sobre a do mari-
do e cahia-lhe pesada sobre o peito.
Apoiai-vos bem em mim, diz seu conduc-
tor e boa noite, minha liada menina.
Ella seguio o conselho ; arranjou-se da melhor
maneira possivel e dormio inleiramente.
Dormso to bem durante algumas horas, que
s o brilho do dia nasceote lhe fez abrir os olhos.
Espantada de achar-se assim ao irlivre, no meio
da estrada, desperlou-se-lhe a memoria e, ins-
peccionando tudo ao redof, rio com surpresa,
com dr, que o carro nao se mora mais e pare-
cia desde muito tempo immovel no lugar.
O mercador, sua mulher e as proprias bestas
dormiam profundamente e o duplo peitorat de
guisos nao fazia ouvir o mais ligeiro barulho.
Theresa avistou nao longe, atraz de si, as
summidades de muitas torres; os vapores da
manh, desenliando figuras engranadas 4m um
horisonte limitado, lhe mostravam faothastica-
raente grupados os cuines da Superga, o csstello
Ja itxn^puies, o aa Yrnna da TSSn, a egicja
dos capuchinhos e todas as lsMSs|decoragoes da
magnifica collina de Turim.
Misericordia I meu Deus 1 exclamou ella,
onde eatamos nos? o dia oasce e apenas deixa-
mos os arrabaldes I
O mercador desperta taes gritos ; e depois
de ter esfregado os olhos, apressa-se tranquil-
lisa-la.
Nos aproximamos de Asti, lhe disse elle, e
essas torres que vedes alm, atrs de vos, sao as
de Revigano. Nao ha muito de que censurar
Lotea e Zoppa; adormecern) apenas e deviam
ter disso bastante necessidade. Oxal que nao
se tenh*m aproveitado do mea somno para trota-
ren) um pouco mais ligeiro.
Theresa sorriu.
Vamos, caminho I
E fez estalar inopinadamente sea chicote, cujo
barulho acordou ao mesmo lempo sua mulher e
suas bestas.
Na porta de Asti, o honrado louceiro despe-
diu-se de Theresa, pd-la em trra, fez o signal
da cruz com os vinte francos que recebeu, e, de-
sejaodo-lhe boa viagem, fez suas bestas voltarem
para ganharem o caminho de Rerinago.
A metade do ctminho estara fefla 1 porm
Theresa nao esperara mais chegar para o desper-
tar do imperador.
Entretanto, dizia ella comsigo, um impera-
dor deve levantarse tarde I
Oh l quanto desejra ella afundar no horisonte
esse sol, que ji annunciava sua vinda por um
augmento de luz I Parecia que em torno de si
tudo devii experimentar a agitago que a ator-
bora, em vez de smagar-me com leu despreso,
terias de mim compaixo I Alm disto, as violen-
cias da minba sombra carreira tiveram sempre
por flm ou a rehabilitsgo de um erro ou a re-
parago de urna injustiga. Victima en mesmo de
indignas traigoes, ao menos assim o suppuoba,
via com horrivel prazer tremer e rojar-se a meas
ps o poderoso culpado que eu ia punir I... lli-
seravel e insensato que eu era I Depois de ter
negado a justiga de Deus, quera dar ligues Pro-
videncia !... Eis todo o meu crme I... Conheco a
sua enormidade, e submisso carro-me ao castigo
que pesa sobre mim. Oh I E' a mo do Juiz Eter-
no I....
Vencido pela forra da sua com moga o Joaquim
parou um pouco.
Antonia ao ultimo ponto perturbada respeilou
esse silencio : ella nao aabia se devera amaldi-
goar ou lastimar o Batedor de Estrada.
Antonia, minha querida Antonia, tens o di-
reito de repellir com despreso a minha imizade ;
mas nao de duridar da minha dedicagao. Nao
em meu nome que a ti me dirijo, em nome do
conde d'Ambroo. Tens a alma corajosa, forte o
espirito e ralete o corago: nao dissimularei
pois o perigo de tua siluago, no caso de que ella
se prolongue. Se o marques d'Hallaysou obri-
gado a pronunciar este nome a meu pesar, pois
vejo a impresso que elle em ti produzse o mar-
quez d'Hallay- nao recorren anda s ultimas ex-
tremidades, porque espera triumphar ; mas
riesse um aconteciraento imprevisto arranca-los
suas esperangas, ficae persuadid! de que nao re-
cuarta ante a execugo do seu nefando crme,
ainda que lhe custasse a vida... e ento Icarias
perdida para sempre I Aotonia, em presenga de
tal perspectiva nao deves hesitar: cumpre antes
tentar urna fuga immediata, apezar dos perigos
que nisto ha. Bem que a disposigo do terreno
nos hoje mais favorarel do que tem sido duran-
te estes ltimos quioze das, nao neg que temos
ainda muitos obstculos, muitas difficuldades a
roneer ;e que sem a eridente prolecgo de Deus
succumrbiremos no nosso empenho I... A minha
nica esperanga que Deus far esse milagro por
ti, porque s digna delle. Vamos, Aotonia, cora
gem : pensa que Luiz te espera, e que em port-
eas horis poderes estar nos seus bracos I Vem,
acompanha-me...
Longe de partilhar da febril impaciencia de
Joaquim, e corresponder ao seu appelio desespe-
rado, a moga conserrou-se immovel e reservada ;
no seu puro e candido olhar lia-se claramente a
desconfa nga.
Sr. Joaquim, disse ella, prero a protecgo
inleresseira das pessoas, que me guardara prisio-
neira, ao apoio qne me offereceis: porque ao
menos sei o que os bandidos pretender de mim,
mentara ; qne ella ia rer a populago inteira de
Aati acordada, preparando-se para a viagem
Alexandria e ento. n'eaai multido de carros e
carruagens, obleria um lugar, ainda mesmo que
fosse aa patache publica.
Qual foi, porm, seu espanto ao entrar na ci-
dade, achando as ras desertas e silenciosas I A
claridade do sol ahi penetrara apenas e s acla-
rara os ledos das casas mais elevadas e as cpu-
las das egrejas.
L<*mbrou-se de um de seus prenles maternos,
que hsbitava Asti desde longos annos e que po-
da ser-lhe mui favoravel ; e vendo ao res do
chao de urna casa de modiocre apparencia bri-
Ihar urna luz vermelha travs da vidraga parda-
centa, ousou bater e informar-se da morada d'a-
quelle parante.
Lm postigo se entre-abriu e urna voz fanhosa
disse-lhe que, depois de tres mezes. o individuo
de quem se tratsva habitava sua casa de campo
de Honbercello e o postigo se fechou.
S, no meio da ra, Theresa comegava i es-
pantar-se do seu isolamento. Para tomar cora-
gem.fezsua preca da manha, voltando-se para
urna madona enterrada na parede alguns pas-
sos d'ahi, e diante da qual arda urna pequea
lampada.
Apenas terminada sua prece, ouviu passos na
ra ; um homem appareceu :
Indicae-me, senhor, en ros rogo, lhe disse
ella, ascarruageos que se dirigem Alexandria.
E' bem tarde, minha linda menina, respoo-
deu-lhe o estraogeiro ; carruagens e cocheiros,
Indo est contratado, ha j tres das.
E o estraogeiro passou.
Um seguudo dirigiu-se ella. Aquella mes-
ma pergunta de Theresa elle parou, olhou-a
com um ar sombro e duro :
Amis, pois, os Francezes I Razza mala-
delta I
E afastou-se mais rpido do que o priraeiro.
A pobre supplieaote, algum tempo intimidada,
s tornou si de sua emogo risla de um jo-
ven operario, que sabia de sua casa caotando.
Pela terceira vez reitirou sua pergunta.
Ah I ah I signora, diz elle com um ar de
bom humor, queris ver urna batalha I Porm
nao haver lugar ahi para as lindas mogas. Cr-
de-me, sede dos nossos. Ha hoje testa e os dru-
di ballarini bter se-ha o com quem vos ti ver
por par na Contadina. Valis bem a pena. Urna
pequea guerra em vossa honra, heim? vos len-
ta isso ?
E adianlando-se com ar gracejador tenlou
agarra-la pela cintura ; porm ao olhar que The-
reza langou-lhe, elle continuou sua cango e pro-
seguiu seu caminho.
Um quarto, um quinto, atrarwaram a ra
seu turno. Theresa nao cuidou mais em inler-
roga-los ; e seus olhares dirigiram-se para as
portas que se abriam ento de todos os lados e
para as carruagens que estacionavam nos fundos
dos pateos. Em flm, com diflieuldade e por
especial favor, foi recebida em urna carroga para
a conduzir somente Annone onde se devia re-
cebar um viajor, cujo lugar ella temporariamente
oceupava.
De Annone Felisano, de Felisano Alexan-
dria, foram outras contrariedades, oulros emba-
ragos.
Ella triumphou de tudo.
Chegando esta ultima cidade, Theresa sabia
j que o imperador a tinha deixado ; assim, sem
parar um momento, tomou com a multido e
p o caminho de Marengo.
Ahi, aperlada de todas as partes pela lurba
que a cercava, procurando com cuidado os inter-
valos, costeando as bordas do caminho, lenta
sem cessar ganhar terreno sobre os que vo na
frente.
Sem prestar attengo alguma s msicas, nem
aos espectculos dos peloliqueiros, no meio des-
sa multido de curiosos que falla, canta, grita e
salta de alegra e de embriaguez, debatendo-se
as ondas de calor e de poeira, nica estranha
s testas do dia, com o rosto inquieto, o olhar
fixo e preocupado, eoxugando com a mo o suor,
que lhe corre da fronte, ella passa, oppondo a
gravidado de sua physionomia como contraste
todos esses rostos alegres.
Sus energa entao concentra-se inteira na ac-
cao de sua marcha e na vonlade de avangar.
Durante todo este tempo, apenas apresentam-se
seu espirito a idea que a faz obrar, ou o fim
que quer tocar; porm as primeiras flleiras,
obrigando a multido fazer alto e forgando a
donzella demorar os passos, o penssmeuto lhe
acudiu. Pensa o ,>..-, ,, a p,oi0f>8.,5o
de ausencia a atormentar ; porque o guia
que a abandonou em Turin nao pode fallar com
elle para inslrui-lo das causas desta demora.
Pensa em Charney maldizendo a escolha do
mensageiro e aecusando-o de deleixo e esqueci-
menlo. Depois, com urna emogo sbita, leva a
mo ao seio, como se a petico lhe podesse ter
cahido. E anda seu pae, seu pae apresenta-se
de novo seus olhos. o relho se desoa por ter
cedido s suas instancias ; cr sua ilha perdida
para si.
A' lembranga deste pae adorado urna lagrima
rem humedecer as palpebras de Theresa, que s
sahe de sua meditago, ouvindo ruidosos gritos-
de alegra romper junio de si.
Um vacuo immenso formou-se atrs de seus
passos e em torno desse racuo a multido pare-
cia turblhooar.
Theresa rolta-se.
Logo duas mos agarraran] a sua de um e ou-
tro lado ao mesmo tempo, e, apesar de sua re-
sistencia, sua fadiga e a pouca 'disposigo que
n'este instante sobretudo devia ter para urna tal
distraerlo, v-se forgadamenle parte activa de
urna grande [arndole, que volla no caminho re-
crutando aqu e ali liadas raparigas e rapazes
bem dispostos.
Nao foi este o meaos penivel accidente de sua
viagem, porm a coragem nao a abandonou ain-
da, porque julgava tocar o alvo de suas espe-
rangas.
Depois de se haver desembaragado daquella
singular associego, fazendo um derradeiro es-
forgo para abrir um camioho alravs da multido,
que a antecede, chega emfim vista da planicie,
ao passo que ignoro o motivo que aqui ros coo-
duziu. O sbito interesse que mostraes ter a meu
respeito to pouco se coaduna com o mal que me
fizestes, que elle me e dere ser suspeito. Nao
fostes ros que me reduzistes a miseravel e hu-
milde posigao em que me acho ? Sim, foi, e nem
o podis negar. D'onde vem pois esse ioexplica-
vel telo em desfazer aquillo que foi obra vossa ?
Repito um novo lago que me armaes l...
O Batedor de Estrada interrompeu a moga vi-
vamente.
Antonia, os momentos sao preciosos ; cada
minuto que passa para ti a perda de um anno
de existencia l Em nome do ton amado e nobre
esposo, explica-te breve e claramente : a nossa
conversarlo j tem durado maito. Por que te
queixas de mim '.' Que mal te Oz eu '.' Que parte
directa ou indirecta Uve no crima de que osle
victima ?
Que parte, senhor ? Na Verdade esta per-
gunta interessante l Nao fste* o autor e o ni-
co culpado do meu rapio ?
Meu Deus I Estarei eu louco 1 Antonia, is-
to que me dizes urna caUamia. Se soubes-
ses....
Tudo sei, senhor. PsgastesaGraodjeanpara
raptar-me ; elle nada mais faz do que obedecer
fielmente : porm vos nao lhe comprastes a sua
discripgo, e por issonida me oceultou.
Joaquim nao responden; a-sonido em graves
reflexoes parecia at esquecido da presenga de
Antooia. *
Como destruir essas odiosas e chimeneas
suspeitas ? perguntara elle a si mesmo. Eu nao
partirei s, n&u deixatei minha filhi ficar por mats
tempo em poder do maraes : isso nunca, ainda
que fosse preciso mate-la coas ainhas proprias
mos, e matar-me depois jaote do seu cadver 1
Has empregar a urca para cMutlange-la a obe-
decer-me ?... ella gritarla ; e deatais bastara s
a sua fraea resistencia para obstar e neutralisar os
meus estorbad I Que fazer ? O' oku Deus I Como
sao teiris as provas que tajaes) de vossa justa
colecal Foi por ter duviadjo da virtude de um
anjo, da minha Carmen, fwu ne deixei arras-
trar na vereda do cro**-'. e leje perco minha fl-
Ib, porque minha Ulna tama** tunda de mim I
Senhor l Tende piedad* do otu trrependiraento,
do meu desespero 1 foaaai
Deus ; mas permitll qut eu
nha fiiha. da filhade Carro*
A rerdadeira dr trac em
gubre vestigio que a hypoc
da procurara em vo imitai
Antonia j nao duvldava o dssespero do Ba-
tedor de Estradas somonte esse desespero, inex-
plicsvel para ella, despertara antea a sus piedade
do que a sua confianga.
Mnha vida, meu
na honra demi-
I
estampado um lu-
0 mais consuma-
e seus olhares, sorprendidos e satsfeitos, per-
correm algum tempo aquello lindo exercito des-
envolvido nos campos de Marengo e param s-
bitamente com anxiedade sobre a collina que ser-
re de base ao throno imperial.
Toda aua forga, toda aua constancia, todo o seu
ardor lhe rem enlo 1 porm, como chegar at
l, atravs desses milhares de homens e de ca-
vallos ? Poderia n'isso pensar?
Entretanto, o que lhe fra obstculo a princi-
pio ia-se-lhe converter em soccorro.
As primeiras flleiras. di multido, saluda em
ondas de Alexandria, para conservaren) urna po-
sigao favoravel, dividiam-se da direita e da es-
querda, ganhando as margeos do Paoaro e da
Bormida. Houve um momento em que, impel-
Iidas de repente pelas Uieiras seguintes, espalha-
ram-se lo rpidamente na planicie, que pareciam
querer invadir o campo de batalha.
Urna centena de soldados de carallaria corren
em frenle dessa multido desordenada e, fazendo
brilhar seus sabres desembaiohados e pinotear
seus carelios, forgou-a sem diflieuldade entrar
era seus lmites. Todos perderam o terreno em
lo pouco tempo quanto tinham gasto em coo-
quista-ld; todos excepgo de urna nica
pessoa I
Em urna das dobras deste mesmo terreno corre
ura riacho cercado de algumas errores e de urna
espessa sebe de pilriteiros
Impellida pela raga dos curiosos, Thereza, pal-
uda, trmula, dirigindo-se anda por instincto
para esse throno erguido danle de ai, fra langa-
da, arraslada at o massigo de verdura. Espau-
tada desta violenta impulsao, receiando quebrar-
se contra as arvores, fechando os olhos, como a
crianga que teme o perigo paseado quando o tem
cessado de ver, se abragra com o tronco de um
lamo, para fazer delle um apoio e conservou-se
assim algum tempo immo/el, com os ouvidos
cheios do ruido da multido e da folhagem.
O movimento de retirada de toda essa multido
foi to rpido aproximadlo dos soldados, que,
quando Thereza levantou a cabega e olhou era
torno de si, viu-se s, bem s, separada do exer-
cito por urna porgo de arvores e pela sebe de
pilriteiros e da multido por um espesso turbi-
Iho de poeira levantada sob a derradeira onda
dos fugitivos.
Nao hesitando penetrar alrarez da sebe, langa-
s logo no massigo ; e acalmada um pouco sua
emogo, a viajora toma conhecimento dos lu-
gares.
Sombreado por uos vinte alamos e faias pretas,
o riacho, enterrado no solo, alcatifado de heras,
de musgo e de cnchelos, corre com pequeo rui-
do, desusando por um regato cujo curso na pla-
nicie se pode seguir com a vista pela quantidade
de myosoiis e de raiounculos brancos, que cobrem
suas aguas. O vapor que se eleva ajuda ainda a
Thereza desterrar sua perturbago e agitago.
Parece-lhe que acaba de penetrar em um oasis
de frescura e de repouso e que a sebe protege-a
ao mesmo tempo contra a poeira, calor e ba-
rulho.
Um instante a plahicio tornou-se quasi silen-
ciosa ; ella nao ouve nem os gritos dos ofliciaes,
nem os hurrhas da multido, nem o relincho dos
cavallos.
Porm um movimento singular se manifesta
por cima de sua cabega, sao titillages, estali-
dos continuos as arvores. Olha e v os ramos
das faias pretas e dos alamos cobertos de urna
ionumeravel quantidade de pardaes, que, ex pel-
udos de todos os arrabaldes pel marcha circular
tumulto do" poro, rieram, como a donzella,
procurar um abrigo oesta solido de rerdura.
Dir se-hia que o medo lhe hara parausado as
aza8 e as rozes : nenhum grito, neohum trinado
rompe de aeus bandos. Elles riram quasi inva-
dir seu nove asylo sem cuidar em fugir, tanto o
barulho e o espectculo que os cerca os tem cheio
de mudez e de assombro. Agora, regmeotos de
cavallaria, avangam ao som dos elarins e fazem
alto naquelle mesmo lugar onde pouco antes se
agitara o poro; e os passaros nao abaodonam
seu retiro. Smeole agugando os bicos, sallando
de ramo em ramo, voltando-se de um para outro
lado, inquietara-se com o flm de tudo isto; e
este movimento, multiplicado tlrarez da folha-
gem, que acaba de excitar a attengo da Turi-
neza.
Entretanto aquelles soldados, fechando-lhe toda
a communicago com a estrada, attrahem logo
exclusivamente os olhares da innocente don-
zella cercada assim de todas as partes pelas
tropas.
sio nao passa de urna guerra iootlenslva,
dizia ella comsigo ; e se fui imprudente, Deus co -
nhece o fim dos meus esforgos: elle me prote-
ger.
Dirgindo entao sua attengo para o lado oppos-
to, avaogando al a extremidade do massigo, des-
cobre irezentos passos adiaote de s o throno,
em que Josephina e Napoleo acabavam de sen-
tar-se.
D'ahi ao lugar em que est, o interrallo flea s
vezes cheio de soldados armados, exeeulando
suas manobras ; porm s vezes tambem, o ter-
reno desembaragado deixa aberla urna passagem
possivel. _
Thereza se anima; tempo... Aparta a sebe
para traospo-la, porm logo pensa, com um mo-
vimento de vergonha e deconfuso, na desordem
de seu toilette. Seus cabellos eslo destrangados
e arripiados, collocados s faces, ou fluctuaoies
sobre as espaduas; as mos e o rosto eslo co-
bertos de suor e de poeira. Apresentar-se assim
diante dos soberanos da Franga e da Italia, era
querer fazer-se repellir e compromelter talrez o
bom xito de sua misso I
Entra pois 00 massigo, aproxima-se da fonte,
desata seu chapeo de palba, sacode seus negros
cabellos, peo tea-os com os dedos, reforma as
(rangas, alisa os bandos, ajusta seu lencinho de
pescogo ; depois ajoelhaodo-se perto da fonte,
mlra-se, mergulha as mos, .lava-as de toda a
poeira bem como seu rosto, e, sem se levantar,
dirige ao cu urna prce fervente por seu pae e
por Charney.
Ah 1 nao era com effeito um gracioso esbogo da
Albania apparecendo de repente por casualidade
em um grande quadio de batalha de Salvador
Roza, aquello casto toilette de donzella feito ao
meio de um exercito ?
/Confinuor-ie-na.)
Variedades.
Joaquim, disse afinal com involuntaria com-
paixo, se le offendi, pego-te perdo : pareces ser
to desgragado Talvez Graodjean tenha menti-
do ; talvez as minhas aecusagoes sejam injustas
e falsas s minhas suspeitas. Vejamos ; parece-
rse que quem nao culpado pode prova-lo fcil-
mente : nao tens um meto de convencer-me da
tua innocencia ?
Sim, tenho um meio, Antonia ; mas adfe-
dado da tua propria felicidade me prohibe 7B-
prega-lo. Oh se me fosse dado dizer-te tudo,
como te arrependerias, pobre menina, de tuas
crois desconfiancas I... Como me terias pedido
perdo do mal que acabas de fazer-rae!.... Mas
nao, nada te digo... impossivel I Escuia, Anto-
nia, urna ultima palavra: nao acreditaste nos
meus jurameutos, ficaste insensivel ao nome do
leu Luiz : quem sabe se urna voz sahindo do t-
mulo nao ter mais poder'sobre ti ? Aolonia,
em nome de tua me que eu pego que me ai-
gas I...
Antooia eslremeceu ; mas voltando a si quasi
logo da perturbago e surpreza que lhe hara cau-
sado essa invocago, disse tristemente :
Joaquim, milhares de leguas me separam
desse tmulo querido I.... Tu nunca cooheceste
minha verdadeira me I...
Eul....
Nao possivel descrever-se o que havia de ter-
nura, paixo sobrehumana, e dor sublime nesla
simples exclamago. Antonia Qcou sarprenden-
dida e enternecida.
Cooheceste minha me, Joaquim ?
O Batedor de Estrada com os olhos levantados
para o cu conservou-se assim alguns minutos
sem responder : finalmente baixando sobre a
joven um olhar ao mesmo tempo de ineffarel do-
gura, e irresistivel autorizado, disse lentamente:
iintonia, em nome da desventurada du-
queza de **, em ome da nobre e santa Car-
men que me ouve, e me approva, que eu te or-
deno que me obedegas I... Vem... lujamos.
A moga eslava dominada por extraordinaria
commogao ; violento combale se passara em seu
corago.
Joaquim, murmurou ella, haquinze das que
muitas retes os meus labios tem amaldigoado
o leu nome, porm nunca o meu corago pode
odiar-te 1 Entretanto perdoa-me, Joaquim,
pois tenho sido to desgragada, tenho soffrido
tanto, perdoa-me se me engao : mas eu nao ouso
fiar-me de ti 1...
Joaquim ia responder quando de reponte An-
tonia soltou um grito de terror e de espanto, e
estendendo vivamente a mo para diaote, excla-
mou :
Toma aentido.. defdfide-te I...
Joaquim voltou rpidamente a cabega : to um
A festa do Crpo de Deas.
(Concluso.)
E depois entregou-me o embrulho, nao 0
dos bollos que, bem vi, estava aberto ; o outro,
mais volumoso, o dos livros que tem urna Ota
estreila. E enlo me disse : E' para vs, Su-
zanna, porm d-lo-heis primeiro vossa ma-
man, da parte de meu irmo e lambem da mi-
nha. E' preciso abri-lo dopressa. O pap
lienriot franziu o sobrolho.
Eis aqui historias que bem poderiam ser
levadas aos jornaes I Nao acabar isso? I Nao
conhego esse mancebo que priocipiou por tomar
a minha lha por Judia. Ter elle o diabo no
corpo? Desde pela manba at *tarde, que nao
sahe do altarzinho das meninas l E anda pelo
quarteiro, como dizia ha pouco o compadre,
tirar ioformagdes sobre mim e minha mulher 1
Agora sao presentes, bollos, e nao sei mais o
que! Nao sou selvagem, mas desejra antes que
me deixassem.tranquillo.
Suzsna nao se assusta com um discurso amea-
gador; abre-se o embrulho; o que ella quer. De
mais sua maman nao parece contrariada, e seu
padrinho ri. Elles saberlo tranquilizar o senhor
Henriot se r necessario.
Emfirn tiram-se os involucros.
Oh I que bello livrol E' um manual de missa
eecadernado de marroquim encarnado. As bordas
daa folhas sao douradas, os ngulos de prala; tem
urna brocha, um ainete, estampas, fitas peque-
as Safa I isto deve custar muito dinheiro !
E o outro? Esse pequeo e de encaderoago
muito simples.
Eia-aqui I um cathecismo.
Maman, diz Suzanna com a voz mais pie Jo-
sa, estendendo as mosinhas trmulas, dae-me
meu cathecismo.
D'esta vez o senhor Henriot regosija-se, e
mostra-se extremamente alegre. Esse homem do
povo nao deixa de ser delicado. Ouv-o :
Ah exclama elle bateodo ainda com o pu-
nho sobre o balcao, o pobre cathecismo de oito
sidos fa-la esquecer o rico manual lodo bordado
de ouro e prala 1
Pap I aqui est meu nome. V, dentro,
na primeirs folha :Susonna Henriot.
E, com esse gesto admirativo do labio inferior
que se encrespa emquanto a liogua executa um
pequeo asaobio na boca um pouco fechada, diz:
Que bella lettra I
O padrinho examina de sua vez ; e declara que
esse carcter de lettra necessariamente de mu-
lher.
Sim, a letra da donzella I Suzanna o affirma,
ninguem poder duridar; por que ella conhece
a donzella, fallou-lhe por muito tempo, abra-
gou-a mesmo Quem, pois, melhor do que ella,
poderia conhecer sua lettra ?
Mas, rejamos o manual. Necessariamente de*
vero ter tambem escripto o nome de Suzanna.
O pap Henriot procura e logo encontra.
Ah meu Deus I a primeira folha est qua-
si toda escripia desde cima at em baixo. E um
grande sello com armas, um braso I Sem duvi-
da 1 esses jovens sao alguns principes. Porque,
pois*, nao sao elles soberbos e sim devotos ? Su-"
zanoa, esse mancebo tinha alguma condecora-
do ?
Condecorago nao tinha. Mas era muito
cortez ; trazia luvas, abragou-me smente a fron-
te, e trata va-me por Vt.
- E' singular I Vede isso, compadre, e lde-
nos o que est escripto.
O compadre declara que a lettra de homem ;
e que muito boa e igual. Deve ser obra de
maocebo. LSem em voz alta.
a A' minha joven amiga, Suzanna Henrict.
Terna lembranga.Desejo, minha querida meni-
na, que yenhaea ser sabia e piedosa, e que vos
conservis sempre modesta e laboriosa, para que
enlo se diga de vos o que se diz geralmenle de
vossa me : E* urna senhora muito estimavel I
Nada mais. O mundo frivolo talvez vos despre-
ze, mas as pessoas honradas e sensatas, que
crem em Deus, e elle recorren), s de vsfal-
laram com urna ernorlo benvola e respei-
tosa
Por nica assigoatara tinha o sello com as ar-
mas.
Em verdade nao havia nessas r/bucas lionas
mais do que urna homeoagem bem simples a
grave ; entretanto o compadre, acabada a leitura
lira o bonet de seda prela, levanta-se e compri-
menta a senhora Henriot.
Suzanna seria, fixa sobre sua me um olhar
penetrante, no qual se pode j 1er os instioctoa
da virtude.
O fructeiro nao disse mais do que urna pala-
vra : r
Minha mulher 1 minha boa mulher I
Um murro sobre o baldo traduzio com elo-
quencia todos os sentimentos que elle nao podra
exprimir.
A joven senhora abraga por muito tempo sua
ulna, que se sent orgulhosa sem saber por-
que.
- Nunca me passou pela imaginago, disse a
senhora Henriot, risooha e corada, que por ter
cumpndo o meu dever sem pretengo alguma,
sem mesmo saber que alguem vigiava sobre isso,
me visse hoje paga com tanta generosidtde.
. Mas, acresceota o marido, quem serlo esses
jovens da alta sociedade ?
Que importa, responde o compadre I Elles
mformaram-se. E* a opinio publica quem falla
e do alto de sua intelligente aristocracia elles sao
o seu garante.
Haver necessidade de dizer que a inscripgao
do manual foi lida mais de dez vezes ?
Tudo deve ter um termo. Decidiu-ae que esse
livro magnifico, orgulhoso da familia, fosse posto
na secretaria, e dalli s sahisse no dia da festa de
Corpo de Deut.
Venet.Ulitset.
brago erguido sobre elle, na extremidade desse
brago brilhava um ciarlo argnteo ; era o reflexo
da luz sobre a lamina de urna faca.
A luta que se seguio foi da rapidez do relm-
pago ; alguns movimentos sofreados. um grande
grito, depois um corpo que cahio, e nada mais.
Joaquim estava de cima.
Quem s ? perguntou em hespanhoi ao seu
adversario que jazia a seus ps.
Mexicano.
Como te chamas ?
Camacho.
Conhego-te : s um iadro e um assassino.
Sim, seohoria, tenho tido na minha vida al-
gumas infelicidades...
Porque queras matar-me?
Porque recebi ordem...
Para matar-me ?
A vos, ou a qualquer oulra pessoa que ten-
lasse penetrar na tonda da senhorita !
Ah | estaveis de guarda ?
Sim, seohoria,eu estava dormindoquando..
Basta : leranta-te. Sabes que nao te feri ?
Como, seohoria ? pois a mim parece-me
estar j morto, to grande foi o golpe que re-
cebi I....
Joaquim Dick lerantou os hombros em signal
de despreso.
Cobarde I. Nem eu tinha reparado : era ca-
paz de se deixar morrer de medo I
Camacho j se haria levantado, mostrara-ae
bastante embarazado, e prodigiosamente admi-
rado : nos seus labios errara urna perguota, mas
o Batedor de Estrada nao lhe deu o lempo de
formula-la.
A tua arma est envenenada ?
Nao, senhoria.
Tanto peior 1...
Como, tanto peior I
Eu quera morrer 1
O tona de profundo abatimento com que o Bate-
dor de Estrada proounciou estas patarras olhan-
do para Antonia fez rir lagrimas aoa olhos da
moca. Era o grito de angutia de um corago
magoado e nao aspirando mais que o repouso
eterno.
Ests ferido, Joaquim ? perguntou ella com
a roz alterada.
Sim, leremente ferido no brago isto nada
quer dizer...
Seguio-se um silencio de alguns minutos. Ca-
macho tratou de aproreita-lo para esclarecer-se
de ta tacto que muito excitara a sua curiosi-
dade.
Senhorie, disse elle, descalpae a minha in-
discrpgo: eu desojara saber porque motivo
nao me matastes ?
Porque miserarel? Vou dizer-te, ainda que
nao possas comprehender : porqao somente a
Deus e a sociedade pertence o direito de arran-
car a rida, porque eu tenho agora medo dos re-
moraos 1
Antonia soltou um grito, precipilou-se para o
Batedor de Estrada, e langando-ihe os bjagos ao
redor do pescogo com o gesto de um nobre en-
thusiasmo, e de adorarel pudor, exclamou :
Oh I Eu torno a achar o meu Joaquim de
outr'ora, aquello a quem eu amara como pae I
Vem, rem, Joaquim, lujamos... Salra-me l
O Batedor de Estrada encarou-a com reconhe-
cimento ; indiscriplrel e passageira expresso
de felicidade irradiou-lhe o semblante* com urna
aureola de celeste alegra.
Antooia t Antonia disse elle repelando a
moga brandamente. Oh I E' muito tarde I V....
Alm da cortina levantada via-se uns poneos
de aventrenos. Camacho como homem pru-
dente antes de penetrar na tenda tinha dado aviso
aos seuscompanhelros.
Nesse momento terrivel Joaquim Dick. achou-
,se dominado por urna hesitagao suprema e so-
lemne, cujo alcance terrivel estava Antonia lon-
ge de suspeitar.
Nao, nao... murmurou elle : um pae nao
pode derramar o sangue de sua filha I Deas a sal-
var, e eu devo vivar para aer o instrumento de
Deus I
E depois levantando a cabega com ar alliro,
sacudi os cabellos para traz com modo arreba-
tado, semelhante ao leo que se prepara para o
combate, e assim fez parar com gesto imperioso
os aveotureirosque se iam precipitar sobre elle.
Eu me chamo Joaquim Dick I exclamou com
a roz metallica e ribrante. Arredae-*os, bre-
geiros, deixae-me passar.
Antes que os bandidos vollassem a si do pas-
mo que lhea haria causado o terrlrel nome do
Batedor de Estrada, Joaquim arremessou-se en-
tre elles com o impeto de um tigre, e arredan-
do-os com urna forga irresistivel desappareceu
as sombras da noite.
Alguna momentos depois muitos tiros dados
em direcgoes oppostas aleotavam as esperangas
de Anlooia, que orara ajoelhada junto ao seu
leito ; porque com a educago selvagem, que ti-
vera, c sua experiencia da vida dramtica e aven-
turera dos habitantes da fronteira, a moga com-
prehendeu logo que essas aggresses differentes
e isoladas provaram bem que os bandidos ha-
viam perdido o rasto de Joaquim Dick.
(Coni"iMar-e-"a.]
P1M.-- TYP. VIM. F. DI FAWA.-861,


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