Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09358


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Full Text
lili XXITII IDIE10 181
Por (res mezes ada otados 5$OoO
Por tres mezes veocidos 6$000
<&#* *n*f
QIHTA FE11A SM AGOSTO DI IHI
P*ranBadiantadai9|000
Ptrte fraico para t srtseripfor.
NCABREGADOS DA SOBSCR1PCAO DO NORTE
c
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
'7. o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Oliveira; Maranhao, o Sr. Maaoel Jos Mar-
tin* Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Coala.
fAHl'lAS UV UUttHMUS.
Olinda todos os diaa as 9 1/5 horas do'dia.l
Iguarass, Goianna Parahiba nai segundas e
sexta s-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caraira, Allinho
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella,Boa-Vista,
Ouricury e Pz as quartas fairas.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una,Barrelros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintasfeiras.
(Todos oscorreiospartem as 10 horas da manhaa)
EPHKMRRIDBS DO MIZ DB AGOSTO.
6 Lua ora as lOJhoraa e 34 minutos da man.
13 Quarto crescente as 4 horas e 56 minutos da
manhaa.
20 Lua chela aa 7 horas e 31 minntos da man.
28 Quarto minguanta aa 11 horas e 4 minutoa da
manhaa;
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas e 6 minutos da manhaa.
[Segundo as'6 horas e 30 minutos datard*.
DAS DA SEMANA.
5 Segunda. Nossa Senhors das Neves.
6 Ter^a. Transfigurado do Sr. no monte Tabor,
7 Qaarta. S. Csetano fundador; S. Donato b. m.
8 Quinta. S. Cyriaco diac. ; S. Emiliano b.
9 Sexta. S. Aflonso Maria de Ligoorio fundador.
10 Sabbado. S. Loo rengo m.; S. Asteria t. m.
11 Domingo. Ss. Tiburcio e Suzana mm.
AUUlftlAS 006, TR1BUNAES DA CAPITIlT,
Tribunal do commercio ; aegundas quintas.
Relaco: tercas, quintas sabbados aslOhoraa.
Fazenda: tergaa, quintas e sabbados as 10 horaa.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: torgas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas a scxtasi o meio
dia.
Segunda Tara do clrel:
hora da tarde:
quartas sabbados a 1
ENCARREGADS DA SUBSCRIPCAO DO 8UL.
Alagoaa, o Sr. Clandino FaJeo Dlaa; Babia
Sr. Jos Martina Aires; lio de Janeiro, 8r
Joio Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figuelroa t
Faria.na aua livraria praga da Independencia ti.
le 8.
PARTE OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da S de agosto.
Oilicio ao Exm. bispo deocesano.Para cura-
primento do dispoato no aviso da repartirlo da
justiga da 18 de julho ultimo, faz-ae oecessario
que V. S. se sirva de informar acerca do iacluso
requerimenlo, em que o padre Jos Zacharias
Ribeiro, vigario interino da freguezia do Pao
d'Alho, pede ser nomeado caralleiro da ordem
da Rosa.
Approreito esta occasiao para renovar V. Exc.
o meus protestos de estima e considerarlo.
Dito ao Eira presidente do Piauhy." Dei o
conveniente destino relago, que V. Exc. me
envo i com officio de 5 de julho ultimo, das oc-
currencias que tiveram lugar no mez de junho
passade com o alteres do Io batalho de infants-
ria, Carlos Jos Van N.Enviou-se a relaco
ao coronel commaadaote das armas.
Dito ao Eira, presidente da Parahyba.Em
vista do officio de V. Exc. de 2i de julho ultimo
expedi as convenientes ordens para ser ministra-
da ao agente fiscal, Jos Joaquim de Lima, urna
nota das sizas pagas de escraros dessa provincia
vendidos oesta, do 1" de Janeiro deste anuo em
diante.Oflkiou tbesoararia provincial no seo-
. tido de determinar que seja ministrada pelo con-
sulado a oota, de que se trata.
Dito ao Exm. presidente do Maranhao.Logo
que recebi o officio de V. Exc. de 27 de julho
ultimo, expedi as convenientes ordens para ser
paga em os devidos lempos, e a coatar do 1
deste mez, a prestado meossl de 149000 ris,
* que o 2 cirurgio do corpo de sale do exercito,
Manoel Eoedino do Reg Valenca, consignou de
seu sold nesta provincia.Expedio-se ordens
neste sentido thesouraria de fazenda.
Dito ao conselheiro director interino da facul-
dsde de direito.A' vista do aviso da repartirlo
do imperio de 10 de julho ultimo, constante da
copia junta, sirva-se V. S. de fazer constar ao
professer da lingua franceza do curso de prepa-
ratorios annexo faculdade de direito, Dr. Can-
dido Jos Casado Lima, a deciso dada cerca
de sua pretengo para lbe ser pago, a contar da
data de sua nomeago, o augmento concedido
nos respectivos vencimentos.
Dito ao capito do porto.Informe V. S. qual
o motivo de estar apagado s 4 e X horas da ma-
drugada de hojro pharol da barra desta cidade,
como representou-me o commandante do vapor
Cera.
Dito ao mesmo.Fago apresentar 6 V. S., a
fim de ser inspeccionado, o recrula da armada
Adolpho Nery Coelbo.
Dito ao mesmo. De cooformidade com o dis-
posto no aviso da repartico da marinha de 18
de julho prximo fiado, faga V. S. dar publici-
dade s inclusas noticias de dous pharoes lti-
mamente estabelecidos na barra do sut de Santa
enharina, e na ilha de Santa Barbara dos Abro-
Ihos.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Re-
commendo V S. que, tendo em altengo o que
determina o Exm. Sr. ministro da marinha no
officio incluso por copia, procure evitar que na
companhia de aprendizes marinheiros desse ar-
senal se alistem menores, que nao esto as
condiges do respectivo regula meato.
Dito ac coronel commandante das armas
Para cumprimenlo do aviso da repartico da
guerra de 16 de julho ultimo, constante da co-
pia que aqu ajunto, acompanhado dos procesaos
dos couselhos de investigares relativos ao ca-
pito do 5" regiment de cavallaria ligeira, Luiz
Huniz Barretlo Netto, e tenente reformado, Joo
de Siqueira Campello, sirra-se V. S. de mandar
proceder a cooselho de guerra contra esses ofi-
ciaes, como se determinou em avisos de 23 de
Janeiro e 4 de margo deste anno.
Dito ao mesmo.A' vista do disposto no aviso
da repartigo da guerra de 19 de julho ultimo,
de que Ihe remelto copia, convem que V. S
mande proceder a cooselho de investigco, se
ainda o nao tirer feito, para conhecer-se da in-
subordinado praticada por differeotes pragss do
corpo de guaroigo na Villa de Cabrob, e a que
allude o final do meu officio datado de 13 de
junho deste auno; dando V. S. coota do resul-
tado.
Dito ao commandante da eslago naval.A'
vista do que V. S. expoz em sua informago da-
tada de 3 do corrale o autoriso a mandar dar
. transporte para a corte aa carreta Berenice a Jos
Francisco Rodrigues, que desembarcou do vapor
Ipyranga por ter sido julgado incapaz do servigo
em iospecgo de sale.
Dilo ao chefe de policia.Convindo reprimir
o abuso de ter dentro desta cidade depsitos de
plvora com eminente perigo de vida e da pro-
priedade de seus habitantes, recommendo V.
S. que expega suas ordens naquelle sentido, e
faga observar strictamente as posturas munici-
pa6S a tal respeito, punindo-se com severidade
os seus infractores.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Communico V. S., para seu coohecimento, que
em aviso de 17 de juoho ultimo declarou-me o
Exm. Sr. ministro da guerra haver expedido
aviso ao ministerio da fazenda para ser augmen-
tado com a quantia de 9:6470458 ris, na forma
da tabella junta por copia, o crdito destribuido a
essa thesouraria para o exercicio de 1860 a 1861.
Dito ao mesmo.Communico V. S. que em
aviso de 23 de julho ultimo declarou-me o
Exm. Sr. ministro da agricultura, commercio e
obras publicas ter approvado a medida, que pro-
puz, de ser applicado conservac&o das estradas
desta provincia parte da quantia consignada para
obras publicas geraes e auxilio is provinciaes no
presente exercicie, e haver solicitado do ministe-
rio da fazenda a expedigo das convenientes or-
dens oeste sentido.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia V. S.,
para seu conhecimenlo, o aviso de 17 de julho
ultimo em que o Exm. Sr. ministro da guerra,
em solugo a um requerimenlo do 1. cadete do
10 bitalho de infamara, Jos Sergio Ferreira,
pediodo o premio de voluntario, que nao rece-
bou quaodo assentou pr-aga, declarou que, sendo
o premio de engajamento destinado aos soldados,
que nao tem lugar a aspiracu de accesso. que
devem ter os cadetes, nao pode ser concedida
essa vanlagem ao supplicante e aos cadetes em
geral.Dau-ae ciencia dessa deciso ao coronel
commandante das armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Approvo a arremaugao que, segn lo consta de
, seu officio de 20 do correle, sob n. 371, fez Fe-
liciano Marques Vianaa, da obra do corte da bar-
reira do alto da Maneota com o abate de 1 por
ceoto no valor do respectivo ornamente, e dando
por fiadores Antonio da Silva Gusmo e Joaquim
Canuto da Sant'Aana : o que communico V. S.
em resposta ao citado officio.
Dito ao mesmo.Pelo officio que V. S. me di-
rigi em 2 do corrente, sob n. 374, fiquei inlet-
rado de haverem sido arrematados por Beolo An-
onio Coulinho, Theodoro Jos de Souza e Bal-
thazar Jos dos Res, os alugueres das casas da
ra do Pilar os. 91, 95, 97 e 99, perteueentes ao
patrimonio dos orphos, sendo s 1.a por 163f000
aonuaea, a Ia por 237$, a 3.a por 162J, e a 4."
por 1681000.
Em resposta ao citado officio tenho a dizer que
approvo laes arrematagdes.
Dito ao director do arsenal de guerra.Tendo
sido approvada, como me coostou de aviso da re-
partico da guerra de 10 de julho ultimo, a de-
hberagao que tomei, de mandar eliminir da fo-
Iha de pagamento o meslre de gymnafrica desse
arsenal, Joo Francisco, que abandonou o seu
amprego desde abril deste anno : atsim o com-
munico Vmc. para seu coohecimento. e afim
de -que prooonha outra pessoa com as habilila-
ges precisas para oceupar o referido lugar.
Dilo ao director das obras publicas.Recom-
mendo Vmc. que, examinando com urgencia o
edificio que serve de seminario episcopal na ci-
dade de Olinda, me envi um orgamenio das
obras, de que elle carece.
Dito ao gerente da companhia pernambucaoa.
Mande Vmc. dar transporte para o porto de Ta-
andar, no vapor Pertinunga, em lugares des-
tinados para passageiros de estado, ao eogeobei-
ro Pedro de Alcntara dos Guimares Peixoto,
e ajudante de engenheiro Flix Ramos Lieuthier,
que vo em servigo aquello lugar.Commuui-
cou-so ao director das obras publicas:
Dito ao juiz municipal da 1. var.Recom-
mendo Vmc. a observancia do disposto no $ 2.
do aviso de 7 de juoho de 1847, afim de. qua o
cooselho municipal de recurso se nao rena ex-
traordinariamente para tomar conhecimento dos
recursos interpostos da qualificaco da freguezia
da Boa-vista desta cidade sem precedencia dos
editaes, de que trata o ctalo officio.
Portara.O presideote da provincia resolve
nomear a Henrique Carlos da Costa para o lugar
vago de guarda do consulado provincial.
Dita.O presideote da provincia, tendo em
vista a proposta para officiaes apresentada pelo
commandante do batalho n. 19 de Infantaria da
guarda nacional do municipio de Nazareth, sobre
a qual informou o respectivo commandaote su-
perior em officio de 29 de outubro do anno passa-
do, rosolve, de cooformidade com o art. 48 da lei
n. 602 do 19 de setemhro de 1850, promover aos
postos, para que foram nomeados, os cidados
seguales :
Eslado-maior.
Alteres secretario Pedro da Cunha Caralcanti.
3.a companhia.
AlferesAntonio de Hollaoda de Albuquerque
Maranhao.
5.a companhia.
AlferesRuflniano Sergio de Mello.
6.a companhia.
TenenteO alferes da mesma Manoel Cabral de
Mello Jnior.
7,a companhia.
CapitoO tenente da 6.a Jos Faustino Caval-
canti de Albuquerque.
8." companhia.
AlferesPlacido de Souza Pimental. % r
Commuoicou-se ao commandante suprforres.
pectivo.
Dita.O presidente da provincia, de coofor-
midade com o disposto no art. 63 da lei o. 602,
de 19 de setembro de 1850, resolve privar dos
postos a que foram promovidos para o batalho
n. 19 de infantaria da guarda nacional de Naza-
reth, os cidados abaixo declarados, que detxa-
ram do solicitar as respectivas patentes no prazo
da lei.
Eslado-maior.
Mello, nomeado alferes-secre-
INTERIOR.
Patricio Jos de
tario.
5a companhia.
Luiz Francisco do Reg Cavalcaoti, nomeado al-
feres.
7* companhia.
Jos de Hollioda Caralcanti Leito, nomeado ca-
pito.
8a companhia.
Sebaslio Jos de Mondonga, nomeado l-
enle.
Joaquim Francisco do Reg Cavalcanti, nomea-
do alferes.
Dita.O preaideote da provincia, altendendo
ao que lhe requeren Antonio Priscillaoo Ferrei-
ra Patriota, resolve, de cooformidade com os
artigos Io da lei provincial n. 504. de 29 de
maio deste aono, e 6 da carta de lei de 3 de ou-
tubro de 1834, explicado por aviso do ministerio
da justiga de 14 de maio de 1860, nomear o re-
ferido Antonio Prisciliano Ferreira Patriota para
exercer provisoriamente os officios de partidor e
destribuidor do termo do Brejo, emquanto nao
forem definitivamente prvidos pela forma de-
terminada no decreto, n. 817 de 30 de agosto de
1851.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que requereu o tenente da 8a companhia do
3 batalho de infantaria da guarda nacional
deste municipio, Antonio Cosario Moreira Dias,
que foi julgado incapaz -do servigo activo em
inspecglo de saude, e acerca do qual informou
o respectivo commandante superior em officio n.
70, de 8 de junho ultimo, resolve passa-Io para
a reserva, de cooformidade com o que dispe o
art. 69 da lei n. 602, de 19 de setembro de 1850,
ficando aggregado ao corpo que lhe fr designado.
Communicou-se ao supradito commandante su-
perior.
Dita.Os Srs. agentes da Companhia Brasilei-
ra de Paquetes Vapor mandem dar urna pas-
sagem de proa para o Rio de Janeiro, no vapor
Cera, em lugar destinado para passageiros de
estado, a Joo de Azevedo Juruena, que consta
ser desvalido.
Mandarm se tambem dar
as seguintes passegens: %
Para a Baha, por conta do ministerio da guer-
ra, a Jos Antonio da Fonseca. ex-praca do
exercito.
Para a corte, por conta do mioislerio da mari-
nha, a Jos Luiz Tinoco e Jos Antonio da Cu-
nha, este escrivo, e aquello commissario do
brigue escuna Xing.
Despachos do da S de agosto
Rtqutrimmtot.
Antonio de Moraes Gomes Ferreira.A'vista
do fundamento do despacho da cmara munici-
pal nao pode ter lugar a providencia que reque-
ren: os supplicantes, ficando entretanto expedida
por esta presidencia as necessarias ordens para
inteira observancia das posturas em vigor.
A mesa regedora da irmandade do Saolissimo
Sacramento da freguezia da Boa-Vista.Informe
o Sr thesoureiro das loteras.
Joaquim Augusto Ferreira Jacobina.J foi
{paga a casa demolida no 8a Unco da estrada do
norte ; quanto ao mais prore o supplicante o que
allega.
Joo Nepomuceno Peixinho.O supplicante
seri atleodido logo que o permita o -estado dos
cofres pblicos.
Joo de Azevedo Juruena.Passe portara
concedendo passigem no vapor procedente do
norte.
Jos Francisco Rodrigues.Dirija-se ao Sr.
commandante da eslaco naval a quera se oi-
eia nesta data para mandar dar transporte ao
supplicante oa corveta Berenice.
Marcelino Jos Lopes.Informe o Sr. inspec-
tor da thesouraria de fazenda.
no mesmo vapor,
RIO DE JANEIRO.
ASSEMBLA GERAL LEGISLATIVA.
CAARA DOS SRS. DEPITADOS.
SESSO EM 4 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaraaibe.
A's 11 3/4 horas fez-se a chamada, e o Sr. pre-
sidente declarou abertaa sessao.
Lida e approvada a acta, o Sr. 1 secretario
deu conta do seguate.
EXPEDIENTE.
Um officio do ministro da guerra, datado de 2
do corrente, enviando o requerimento em que o
2* tenente de artilharia Delfioo Albino Gongalves
pede ser transferido para a arma de cavallaria.
A' commiaso de marinha e guerra.
Outro do vice-presidente da provincia do Para,
datado de 28 de maio do correte aono, envian-
do 5 exemplares do regulameoto que creou a es-
cola rural de D. Pedro II, acompanhado da lei
de 18 de outubro do aono passado.A' commis-
so de assemblas provincias?.
Outro do mesmo, datado de 11 de junho pr-
ximo passado, enviando 2 exemplares do relato-
rio do presidente da mesma provincia, com que
lhe foi passada a admioistraco.A' archivar-se.
Outro do presidente da provincia de S. Paulo
datado de 27 do mesmo, enviando 2 exemplares
dos relatnos com que o ex-presidenle entrego
a administrago da provincia ao vice-presidente,
e o com que este Ih'a entregou.O mesmo des-
tino.
Outro do secretario do governo da provincia da
Parahyba, de 1860 enviando tambern um exem-
plar da exposigo com que o ex-prtjidenle pas-
sou a administrago da provincia 2o baro de
Mamaoguape.O mesmo destino.
Outro, do secretario do governo da provincia
das Alagoas, de 21 do mesmo, enviando igual-
mente dous exemplares do relatorio que o pre-
sidente da provincia dirigi assembl'a provin-
cial por occasiao da abertura da sua sesso ordi-
naria.O meamo destino.
Outro, do ministro do imperio, datada de hoje,
enviando a acta da eleigo a que se procedeu no
collegio de Villa-Nova da Rain ha, pertencente ao '
4 districto da provincia da Bihia, para preen-
chimento da vaga de deputado que deixou, por
ter aceitado o cargo de ministro do imperio.A' .
commmisso de poderes.
Um requerimento de Manoel Pedro Cardozo Vi-
eir, pedindo dispensa dos 12 dias que lhe falta-
vam para completar oa 16 annos de idade, na
occasiao de assignar a matricula, que j lenha '
pago, do 1 anno da faculdade de direito do Re- '
cife. A' comruisso deinstruego publica. I
Outro, de Pedro Borges Leito Jnior, pedin-
do que lhe seja considerado valido o .exame de
francez feito em 1858, e fazer acto do Io aono da
faculdade de medicina da Babia.A' mesma
commisso.
Outro, de D. Mafalda de Castro Fguelras e
outros, pedindo pagamento da penso approvada
em 14 de agosto de 1834; e que cahira em pres-
cripgo.A' commisso de peosoes e ordenados.
Outro, da academia imperial de medicina, pe-
diado augmento da subvengao com que soccor-
rida pelos cofres pblicos.A' commisso de fa-
zenda.
Julgaram objectos de deberaco, e foram a
imprimir os seguintes projectos da commisso de
penses e ordenados: |
1* Approvando a penso annual de 3009000
concedida a D. Josepha da Cruz e Silva de Aa-
drade, sem prejuizo d meio sold.
2 Approvando tambem a penso annual de
7209000 concedida Philis Fowles, sem pre-
juizo de meio sold.
Julgou-se igualmente objecto de deberaco,
e foi a imprimir o seguate projecto:
A assembla geral resolve:
a Artigo nico. E' concedida Santa Casa de i
Misericordia da provincia do Cear dispensa das
leis de amorlisago para o fim de possuir at
200:0099000 em bens de raiz com a clausula da
converso em apolices no prazo de 30 annos.
Revogadas as disposigoes em contrario.J. j
Alencar.M. F. Yieira.Figuelra de Mello. |
Bandeira de Mello:Araujo Lima Leandro Be-
zerra.Jaguaribe.J. Macario.Manoel F. Vi-
eira. o
Foi lido, apoiado, posto em discusso e appro-
vado o seguiote requerimento:
a Requeiro que se pega ao ministerio do im-
perio copia do aviso de 4 de maio prximo pas-
sado, pelo qual foi annulada a eleigo de juizes
de paz e vereadores da freguezia de Santa Anna
do 2a districto eleitoral do Cear, e igualmente
os esclarecimentos que puderem ser subminis-
trados pelo mesmo ministerio sobre os motivos
que teve o presidente daquella provincia para
impor respectiva mesa parochial urna multa de
4009000.-Macario.
Achando-se na sala immediata o Sr. C. Madu-
reira, deputado pelo 3o districto da provincia da
Bahia, foi inlroduzido com as formalidades do
estylo, prestou juramento e tomou assento.
ORDEM DO DIA.
Continuou a discusso do parecer da commis-
so de constituigo sobro a nomeaco de urna
commisso mixta para reviso de alguna artigos
do acto addictonal, e ficou adiada pela hora.
Oraraia os Srs. Figneira de Mello e Fabio.
Continuou a discusso do projecto de resposta
falla do throno, com a emenda apoiada ficou
adiada pela hora.
Oraram os Srs. Flix da Cunha, Paes Bsrreto
e F. Octaviaao.
O Sr. preaidente d a ordem do dia.
Levantou-se a sesso 3 3/4 horas da tarde.
SESSO EM 5 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 3/4 horas fez-se a chamada, e o Sr. pre-
sidente declarou aborta a sesso.
Lida e approvada acta,
O Sr. Ia secretario deu conta do seguiote
EXPEDIENTE.
Dous officios do ministro do imperio, datados
de 3 do correte, enviando as actas das eleigoes
primarias das parochias de Jaics e Gorgucia, e
secundarias dos collegtos deS. Raymundo Nona-
to e Oeiras, da provincia de Piauhy ; e as das pa-
rochias do Monte-Alegre e Prainha, da provincia
do Para ; de Campo Grande, da do Rio Grande do
Norte ; e de Araruns, da da Parahiba.A' com-
misso de poderes.
Outro do mesmo ministro, datado de hontem,
participando ter expedido as ordeos necessarias
para que sejam cumpridas as resoluedes desta c-
mara, approvando a eleigo primaria das paro-
chias que compe o segundo districto da provin-
cia da Parahiba.Iateirada.
Outro do mesmo ministro, enviando as actas
da eleigo a que se procedeu no terceiro districto
da provincia de Peroambuco, para preenchimen-
to da vaga que deixou o Sr. S e Albuquerque,
em consequencia de ter aceitado o cargo de mi-
nistro dos negocios estrangeros.A' commisso
de poderes.
Oulro da mioistro da guerra, de igual dita, mi-
nistrando as ioformsgdes solicitadas por esta c-
mara sobre o requerimento de Filippede Figuei-
ra Faria.A' quem fez a requisigo.
Dous officios do secretario do senado, datados
de 28 do passado e 3 do corrente, derolvendo,
por nao ter o senado podido dar o seu consent- emenda substitutiva, que foi lida, apoiada e pos- ho prximo cassado vein A m. .;.
melo, as seguintes proposigdes desta cmara : ta em discusso : mSsEEnT "-?* 'i" *. "*" ,f,*u,n,e w-
Ia. augmentando os vencimentos des magis- Recommende-se ao governo que, examinan-
do
Irados ;
2a, autorisando o governo para mandar pro-
ceder reviso da antiguidade de juizes de di-
reito ;
3a, autorisando os presidentes das provincias a
proverem os lugares de officiaes de justica de
primeira instancia e das secretarias de policia ;
4a, autorisando a concesso de licenga com a
respectiva congrua ao vigario Francisco Jorge de
Souza;
5a, autorisando um emprestlmo para a nave-
gsgao do rio S. Francisco abaixo da cachoeira de
Paulo Aflonso.
6a, autorisando a concesso de Iicen;a com
vencimentos ao segundo escripturario a alfande-
ga da Parahiba, Francisco Antonio Gongalves de
Medeiros;
7a, abrindo um crdito de 50:0008000 de ris
so ministerio do imperio, para o melborameolo
da cultura dacanna e fabrico do assucar ;
8a, autorisando um emprestimo de 100:000^000
a Guilherme Schuch de C Um requerimento de Manoel Rapozo Ferreira,
pedindo privilegio exclusivo para prepsraeso e
venda do licor denominado Absinthio Bahiano.
A' commisso de commercio, industria e artes.
Outro de Joo Adolpho Ribeiro da Silva, pe-
dindo para fazer acto do primeiro aono da facul-
dade de direito do Recite, que frequeota como
ouvinte, procedendo exame de dous preparatorios
que lhe faltam.A' commisso de instruego
publica.
Dous reqoerimentos do padre Jos Ferreira Li-
ma Sucupira, pedindo no primeiro providencias
contra as violencias de que esto sendo victimas
os indios de Mecejana, Arroachis e Soury, da
proviocia do Cear as trras que lhes foram doa-
das; e expondo no segundo os motivos de quei-
xa doindeferimento dado pelo ministerio de obras
publicas ao requerimento em que representava
contra essas violencias.A' commisso de esti-
lstica.
ORDEM DO DIA.
Continuando a discusso do parecer da com-
misso de constituigo sobre a nomeago de urna
commisso mixta para reviso de alguna artigos
do acto addicional; veio mesa urna emenda,
que foi lida, apoiada e posta coojunctamente em
discusso :
1.* Em virtude do art. 174 da constituigo
seja a commisso, sobre que versa o parecer,
composta exclusivamente de membros desta c-
mara ;
2.* Nomeados pelo nobre presideote ;
a 3i* E escollados dentro os Srs. deputados di-
vergentes quanto intelligencia dos artigos em
queslo do acto addicional;
a 4.a A incumbencia da commisso fica limi-
tada ao estado dos quesitos V, 3, 4a, 6o e 8o.
formulados pelo nobre autor do requerimento do
senado, isto ao estado dos meios de promover
as rendas das pro viudas e de resolver a questao
de competencia acerca de impostos entre as le-
gislaturas daquellas e o poder geral.a. C. Ta-
rares Bastos.
Orou o Sr. J. de Alencar, ficando a discusso
adiada pela hora.
Continuou a discusso do projecto falla do
throno, com a emenda apoiada, que ficou adiada
pela hora.
Oraram os Srs. Zacharias, ministro da justica e
Flix da Cunha.
O Sr. presidente di a ordem do dia.
Levaota-se a seso s 3 3[ i horas da tarde.
o systema seguido pela provincia de Minas na
arrecadago dos impistos de exportago e as me-
didas flscaes, que para evitar abusos adopta a do
Rio de Janeiro, expega as ordens convenientes
para que cesse o actual conflicto entre as admi-
nistragdes das doas provincias e sejam garantidos
os direitos de ambas.
Encerrada a discusso, foi approvada a emen-
da, ficando portanto prejudicado o requerimento.
Eotrou depois em discusso o requerimento do
Sr. Espiridio apresentado na sesso de 8 de ju-
nho prximo passado sobre o espaocamenlo pra-
ticado no escrivo de orphos da villa de Porto
de Pedras, proviocia das Alag6as, que ficou odia-
da pela hora.
Leu-se e foi a imprimir no Jornal do Com-
mercio um parecer da commisso de poderes, ap-
provando a eleigo a que ae procedeu nos colle-
gios do 4* districto da provincia da Bahia, e re-
conbecendo deputado pelo mesmo districto ao
conselheiro Siraiva.
O Sr. presidente di a ordem do dia.
Levaotou-ae a sesso s 3 3[4 horas da tarde.
SESSO EM 9 DE JUHLO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
s 11 horas e 3/4 da nunha fez-se a chama-
da, e o Sr. presidente declarou aberta a sesso.
Lida a acta da anterior, approvada.
O Sr. 1* secretario deu conta do seguiote
EXPEDIENTE.
Dous officios do ministro do imperio :
Primeiro, datado de hontem enviando com o
officio do presidente de Goyaz as actas authenti-
cas da eleigo primaria da parochia de S. Flix.
A' commisso de poderes.
Segundo, datado de hoje, enviando copia do of-
cio expedido ao presidente da provincia do Cea-
r, no qual se participou que pela imperial reso-
lugo de consultado 27 de abril deste anno, foi
annullada a eleigo de vereadores e juizes de paz
da parochia de Santa Anna de Acarac.A' quem
fez a requisigo.
Um requerimento de Gaspar da Silva Rodri-
gues Jnior pedindo se lhe conceda praga de
guarda marinha.A' commisso de marinha e
guerra.
Julgaram-se objecto de deliberarlo e foram a
imprimir os projectos com que concluem os se-
guintes pareceres :
1.a Da commisso de instruego publica, auto-
risando a matricula do estudante Manoel Pedro
Cardoso Vieira, no primeiro anno da faculdade
de direito do Kecife.
2.a Da commissdes reunidas de fazenda, jus-
tiga civil e commercio, industria e artes, a qual
a theor seguiote :
A assembla garal resolve :
Art. 1.* Fica approvado o decreto n. 2401
de 9 de abril de 1859, relativo ao contrato cele-
brado pelo ministerio do imperio com J. C. Pe-
reira Pinto, em data de 4 de abril do mesmo an-
no, additando-se-lhe as seguintes alteragoes :
A condigo primeira ser substituida
pela seguiote : O emprezario obriga-se por si,
ou por meio de urna companhia organisada dentro
de um anno contado da data, em que for decla-
rado em execugio o presente contrato, e eom o
capital nuoca maior de 1,200:0009000 a sustentar
pelo tempo de 20 aooos a navegago regular por
vapor as duas linhas de que trata o artigo se-
guate :
Se dentro do prazo designado o emprezario nao
tiver promovido o andamento da empreza, iocor-
rer em urna multa de 4:0009000, salvo o caso
de dilkuldade?, de forga maior, que sero ex-
postas ao governo, para que, apreciando-as, mar-
que novo,
sidente declaran aberta a sesso. a 9 2.* Tratando-se da aegunda linha no art.
Lida e approvada a aeta, o Sr. 1" secretario deu 2., diga-se : A segunda e ultima linha prinei-
SESSAO EM 6 DE JULHO.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's11 3/4 horas fez-se a chamada, e o Sr. pre-
conta do seguiote
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio da fazenda, datado de
2 do correte, dando as informjges solicitadas
por esta cmara, sobre o requerimento do 4a es-
cripturario do thesouro nacional Salustiano Ja-
cintho de Andrade Pessoa. A' quem fez a re-
quisigo.
Outro do secretario do senado, datado de 4 do
mesmo, participando que ao senado constou ter
sido saneciooada a reaolugo que approva a pen-
so annual de 8009 concedida D. Maria Amalia
deAzambuja Carvalho de Moraes.Inteirada.
Um requerimento do carcereiro da cada de
Nazareth, Joo Francisco da Cunha, pediodo aug-
mento de ordenado.A' commisso de penses e
ordenados.
Outro do bario de Jaragu e outros, contratan-
tes e exportadores de madeiras de construego e
outras, da provincia das Alagoas, pedindo a re-
vogagio da lei provincial daquella provincia, n.
5 de 9 de julho de 1839, que estabeleceu o im-
posto de 10 por cento na expo'rtaco das madei-
ras. A' commisso de assemblas provinciaes.
ORDEM DO DA.
Veio mesa um requerimento, que foi lido,
apoiado, posto em discusso e rejeitado:
< Requeiro* que se pega ao governo, pela se-
cretaria da justiga, a integra da representago dos
correctores, e mais documentos em que se fun-
dou o ministro para expedigo do decreto o. 2800
de 5 de junho de 1861.Gomes de Souza.
Veio tambem mesa um requerimento, pedin-
do in'ormages ao governo sobre negocios da pro-
vincia de S. Paulo, que foi lido, apoiado e ficou
adiado por pedir a palavra o Sr. Henriques.
< Requeiro que se pegam ao governo as se-
guintes informages:
1.a Copias da correspondencia havida entre o
ex-presidente de S. Paulo e o juiz de paz da fre-
guezia do Braz a respeito do recrutamento de
Eduardo Ferreira, escrivo da subdelegada, e
igualmente da iospecgo que soffreu o preso e dos
requerimeolos havidos;
a 2.a Copia da portara, ordenando ao chefe
de policia da mesma provincia, que reprehendes-
so o delegado de Jundiahy por ter recrutado as
vesperas da eleigo e dentro do tempo prohibido
pela lei;
c 3.a Informages sobre o recrutamento de Jo
s Ignacio de Carvalho Vianna, maior de 50 an-
nos, advogado provisionado, remettido da Faxina
pelo delegado Brissola, enviando-se esta cma-
ra copias dos papis relativos priso e soltura
do mesmo Vanos.
4.a Copia do officio do delegado de policia de
S. Sebastid actual administrago de S. Paulo
sobre o recrutamento de Jacintho Alves do as-
cimento;
c 5.a Copia do processo feito Antonio Jos
Cortez pelo subdelegado do balrro de S. Francis-
co, por haver o mesmo Cortez fallado de um doa
substitutos da subdelegacia, assim como informa-
ges sobre a priso do mesmo.
6.a Copia do processo por crime de desobe-
diencia, feito pelo mesmo subdelegado a Jacin-
tho Frederico Moreira, por ter-se este escusado
de ser inspector de quarteirio.
a Iuformages sobre o recrutamento do offi-
cial de jusliga do foro de Ubatuba, Joaquim Ho-
norio. Martim Francisco.
Eotrou em discusso o requerimento do Sr.
Ferreira Lage, apresentado na sesso de 13 de
junho prximo passado, acerca da cobranga dos
direitos provinciaes sobre o caf.
O Sr. C. Ottoni mandou mesa & segsinte l de fazenda, apresentado na sessao de 25 de ju-
piar no porto da Constituigo, ou no de Santa
Rosa ( Estado Oriental do Uruguay ) e terminar
no da villa de Itaqui ( provincia do Rio Grande
do Sul) sem que isso constitua augmento algum
de onus para a fazenda publica.
< 3. A condigo terceira do referido contra-
to ser substituida pela seguinte : A compa-
nhia nos cioco primeiros annos do contrato
obrigada a fazer 3 viagens por mez na linha de
Montevideo ao Salto, e 18 por anno na outra li-
nha, e 24 por anno na segunda. Fies, porm, ao
seu arbitrio augmentar o numero de viagens em
qnalquer das ditas linhas, sem que deste facto
possa resultar obrigago alguma para o governo.
a 4." Reduza-se 2.000$ mensaes na subven-
gao consignada na condiego quarta, ficando por
isso limitada quantia de 3:0009000 por mez.
< Art. 2." Este contrato nao poder principiar
a onerar o thesouro nacional seno no exercicio
de 1862 a 1863, ou no seguinte, se ainda naquelle
o governo recoohecer as mesmas difficuldades fl-
nanceiras que ora subsisten).
< Art. 3. Ficam revogadas as disposigoes em
contrario.S. R.
< Pago da cmara dos deputados em 8 de ju-
lho de 1861.J. J. Teixeira Jnior.A. G. Bar-
bosa da Cunha. J. M. Figuelra de Mello.Dal-
phim da Luz.Paulino de Souza.Souza Dan-
tas.Gomes de Souza.F. J. Furtado.
O Sr. presidente oomeou para a commisso que,
de accordo com outra do senado, tem de resolver
sobre a necessidade de reforma de alguns artigos
do acto addicional. os Srs. Pedreira, Zacharias,
Villela Tavares, Costa Pinto e Octaviano.
ORDEM DO DIA.
Procedeu-se votaco do projecto n. 83 de
1850, coja discusso ficou encerrada na ultima
sesso, dispensando as leis de amortsago em
favor da matriz da ilha de Paquete, e fot appro-
vado e remettido commisso de redaego.
Eotrou em primeira discusso que, a requeri-
mento do Sr. Vieira da Silva, foi considerada ni-
ca, e foi approvado e remettido commisso de
redaego o projecto n. 97 do anno passado, ele-
vando 8OO9OOO o ordenado do porteiro da aca-
demia das Bellaa-Arles.
Eatrou tambem em primeira discusso, que,
requerimento do Sr. Figueira de Mello foi con-
siderada nica, e foi approvado e remettido
commisso de redaego o projecto n. 17 deste an-
no, appiovando a penso concedida a D. Candida
Fraga Nevee.
Eatrou igualmente em primeira discusso, que
a requerimento do Sr. Paes Brrelo fot conside-
rada uoica, o foi approvado e remettido com-
misso de redaego o projecto 18 do mes-
mo anno, approvando a penso concedida ao ca-
pito reformado Joo Francisco do Reg Brrelo.
Entrando depois em discusso o parecer da
commisso de instruego publica, adiado na ses-
so de 3 de junho prximo passado, indeferindo
a pretengao do estudante Prudente Ribeiro de
Castro ; veio mesa o seguate requerimento,
que foi lido, apoiado, posto em discusso e ap-
provado :
Requeiro que o parecer em discusso seja
reenviado & commisso de ioslruccao publica
eom os documentos ora apreaeotadoa. afim de aer
novamente considerado.Lima Duarte.
Em consequencia, voltou de nove commis-
so de instruego publica.
Entrando, finalmente, em primeira discusso
o projecto n. 108 do anno passado, que autorisa
o pagamento devido ao herdeiro do conde da Bar-
ca, coojunctamente com o parecer da commisso
querimeolo, que foi lido, apoiado e posto ea
discusso, o qual ficou adiado pela hora -.
Requeiro o adiamenlo desta questo or S
horas.Paes Brrelo. r
Eatrou em segunda discusso a proposta do>
governo, fixando as torcas de mar para o anno fi-
nanceiro de 1862 a 1863.
O Sr. Joaquim Jos Ignacio (ministro da ma-
rinha) Convidado, Sr. presidente, para assstir
discusso da lei da fixago de torgas navaes,.
preparei.-me com alguns estudos especiaes sobre
o relatorio que Uve a honra de apresentar ao cor-
po legislativo, nao esperando que me chamassem
para urna questo poltica, para a quil, sou o>
primeiro a reconhece-lo, nao tenbo as habilita
ges precisas (nao apoiados), nao podando, con-
sequentemente dar ao nobre deputado que eoee-
tou o debate explieacSea tio cabaes quanto fra
de mlsler. Responder!, porm, a dous pontos,
porque entendo que vai nisso a minha honra &
digoidade, quer de homem, quer de ministro da
coroa.
Por mais de urna vez, Sr. presidente, se tem
notado nesta cunara que tosse chamado pira di-
rigir a repartico da marinha um cidado qua
pouco antes fdra demittido do empresto que eier-
cia, maoifestando-se o desejo de saber-se a ra-
zo por_ que teve lugar semelhante demisso.
Essa razo, Sr. presideote, nao desdoura ao mi- -
nistro que a den, nem ao official que a pedio,
(apoiados) cumprindo-me declarar que tributo o
maior respeito e consideraeo s distinctaa qua-
ldades e intelligencia de meu illustre successor.
Servia eu, Sr. presidente, ha cinco annos o lu-
gar de chefe do quartel general da marinha e pe-
dia instantemente que se lhe dsse 11 m regula-
mento aproprisdo, sem o qual to importante re-
partigo nao poda ser til ao paiz do modo que
eu desejavs. Por fim, foi promulgado esse regu-
lameoto, nao contendo, porm, em meu humil-
de modo de pensar, as ideas que me pareciam
indispensaveis boa marcha do servigo naval.
Levado por esse modo de pensar e pelo zelo e in-
teresse que tenho sempre pelo cumprimento de
meus deveres, no relatorio que devia apresentar
ao corpo legislativo com a maior franqueza dis-
se todo meu pensamenlo acerca do regulamenlo.
Fiz pois as consideraces que me parecer m
acertadas; mss o illustre ex-ministro noasjul-
gou attendiveis ; entendeu que tninhas ideas nao
eram convenientes ao servigo publico, e assim
procedendo eslava em seu pleno direito.
Vendo eu que o regulamento eslava em mui-
tos pontos em antagonismo completo com o meu
modo de pensar, entend que nao poda conti-
nuar na direcgo do quartel general, e por isso,
como militar que se press e conhece a discipli-
na, ped e oblive a minha demisao.
Ha neste procedimenlo, seohores, alguma cou-
sa que possa ainda de leve desdourar o carcter
do actual ministro da marinha ? Ha porventura
alguma couaa que possa o (Tender a digoidade do
nobre ex-ministro membro desta cmara ? Estoi
convencido que eu, pediodo a demisso e S. Exc
concedendo-m'a, procedemos ambos dentro dos
limites de nossas attribuiges. (Muito bem I A-
poiados.)
E porventura, Sr. presidente, o militar que
procede desta forma deve ficar proscripto, inha-
bilitado de prestaros servigos que dello exigir a
nagol Creio que nao, e portanto entendo que,
por esse lado, minha entrada para o ministerio
nada teve de irregular. (Apoiados.)
Tambem disse o nobre deputado a quem res- -
pondo, que eu nao poda fazer parte do gabinete
actual, porquanto nao tenho urna cadeira em
qualqwer das cmaras. Entendo que o illustre
deputado nao tem razo, e por isso responder-
lhe-hei cabalmente.
Oradores Ilustres e importantes j demonstra- -
ram ultima evidencia, que o ser membro de-
qualquer dos dous ramos do poder legislativo
nao condigo essencial para ae ter assento nos
conselhos da corda. E quando, senbores, eu nao
tivesse em meu favor a opiniSo doa oradores emi-
nentes aos quaes me refiro, ah est a lei funda-
mental do Imperio, que nos seus diversos artigos.
nada eocerra que se opponha a que eu oceupe o-
honroso cargo de ministro da marinha. (Apoia-
dos ; muito bem.)
Reconhego, Sr. presidente, que minha intelli-
gencia muito curta; oio apoiados) reconhego
que a tarefa de que me encarreguei por demait
pesada para mlm ; (nao apoiados) mas tambem
reconhego que estou muito eoostituclooalmeota
collocado 00 lugar de ministro. (Apoiados.)
O Sr. Pinto Lima :Ninguem foi nunca mi-
nistro da marinha com mais habililages que V.
Exc. (Apoiados.)
O Sr. Ministro da Marinha .-Felicito-me, Sr.
presidente, por ter ourido neste recinto a voz da
um irmo de armas approvar aa ideas que livo
a honra de manifestar no relatorio que apresen-*
tei ao corpo legislativo. Isto me encheu de pra-
zer, e me anima a continuar na discusso.
O honrado membro a quem me refiro, meu il-
lustre amigo e camanda, deputado pela provin-
cia de Mato-Grosso, offerecendo-me seu apoio,
que muito prezo e agradego apenas discorda do
mim em um ponte, o qual, considerado profis-
sionalmeote, nao tem valor algum. Como porm
0 honrado deputado apresentou essa divergencia
a cmara permita que eu a considero, visto que
parti de um de seos membros.
_ Nao ha, Sr. presidente, quem nao saiba o qua
sao sysleraas. Gallilo e Ptolomeu, a respeito
do movimento ou nao movimento da trra, ti-
reram aeus systemas ; e portanto nao de cs-
tranhar que o nobre deputado por Mato-Grosso e>
eu tenhamos ideas alguma coma di*ereotea a
respeito do melhor systema de .navios. Devo
porm notar, desde ji, que em meu relatorio re-
conhoci que os navios do systema mixto sao os
mais convenientes para as exigencias da guerra,
pelo qne o illustre deputado e eu nao estamos
em desarmooia absoluta. A minha idea, o meu
pensameoto, que declarei francamente, sem re-
hogo, a seguinte : reconhego a aupeiioiidade e>
vantagens do systema mixto, mas tambem reco-
nhego que os navios de vela sao os mais proprios
para formar officiaes e marinheiros.
A nossa poaigo, aenhorea, a respeito de ma-
rinha, demasiado excepcional. Para termos
marinheiros, precisamoa forma-Ios, por assim
dizer, desde o bergo; nao podemos, como outras
potencias martimas, ir buscar as guarnices
para nossos navios de guerra na marinha mer-
cante, a qual, ao revs se fornece de marinheiros
na de guerra ; e em quanto nosso commercio se
nao desenvolver; emquanto nossa populagoj
nao augmentar, isso acontecer. Todos saben
que os navios do commercio nao podem ser mo-
vidos a vapor, j pelo dispendio do carvo, re-
paros das machinas e caldeiras, j pela perda do
espago para a carga, do que lgicamente se
conclue que a navegaco commercial ser quasi
sempre vela. Ora, tendo o governo obrigago
restricta e indeclioavel de coadjurar e proteger o
commercio, tendo este necessidade de marinhei-
ros, nao tora de do vida que necessitsmos de>
navios de vela, visto que os desfapor, que na-
vegara a rumo directe, que nao tm quasi ma-
nobras, que nao reclamam tantas cuidados, nao
sao os mais apropriados formago de marinhei-
ros ? Cerlo que-aim.
E ainda mais. Se. 'presidente. O estado das
Qnancas do psii nada tem de lisongeiro ; pre-
cisamos economisar mnito e nao fazer ceuia al-
1 guma lm do que for de indeclioavel e abso-


MARIO 01 fMLHAMBUCO. QWNTA FEIR* 8 DI AGOSTO PE 18*1.
=
tlli
lula necessidede. Como, pois, em taes ilriush-
uncas haremos de tentir a clpaxiode urna
xaarioha compssu ueicanMie ata atad-A h-
lice, que deipendem o. triplo dos d vele.
O Sr. De Laare Qpando andam a va-
por.
O Sr. Ministrada Marn ha : O que acontece
muitae zea.
Sachares, como jl disse, soasa aMrioht 4 ex-
cepcional : naneanmas ae caso da franca, In-
laien-a e neamo das Estada*-UnMes, cuja* di-
aiabae sao noddtOs. Teaiea meato que fazer,
nuiloque aadir para c rasgar moa ao ponto tas
ejue ellas se achara actumosle. AUi abuodao
es narinheiroa do commerde. f* depon de
ato lempo de estada em navios de .guerra ad-
qeren os hbitos da disciplina. K6s temos ne-
ceasidade de forraa, nao o simples marinheiro.
toas o marinheiro militar. (Apoiades.) E isso,
por mais que o digan, nao se ceusegue em na-
vios a hlice.
St. De Limare : Ah alio as fragatas
Forte e Pandora, ingleza e fraoceza, que sao
sparelhadas exactamente come navios de vela :
comquanto movidas t heliee.
O Sr. Hioialro da marinha: Cu o provarei.
O aaeu nobre camarada sabe penfeitamente que
nos navios a belioe a maslreagio e vergame, e
onsequeotemenle o panno, o sao proporcio-
nis ao comprimento da quilha, e isso por rrto-
iivos muilo plaus#9, poja que se o los**, qual
a forca de bomem capaz de carregar a vela gran-
de de urna fragata de 300 ps, por exempl, de-
bati de rento fresco, especialmente entre nos,
onde nao abundara os hornees de constituido
forte e robusta. E alo s isso : os navios a
hlice palo seu poeto callado em relago qui-
lha, nao lm Iotas as quaiidades uaucas' que
nevera postufr os navios de primeira marcha.
Ainda ha, Sr. presidente, urna considerado
que me fortalece na opinio de que nao pde-
nos prescindir dos navios de vela. Nos navios a
hlice, ainda andando vela, o official do quar-
4o e at o proprio commandaote, pedem facili-
tar, podem nio ter1 o neeessario cuidado, por-
que saaem qu se antes do que presnmiara ap-
parpcer a costa ou baiio, podem empregar a
machina e tirarera-ae do perigo. Este recurso
ao laa os navios de Tela, nos quaes conse-
juenlemenie ha muito maior cuidado e vigilaacia.
Nao podemos e nena devoraos, sem muito
criterio, imitar a Franja e Inglaterra, uo que
diz respeito i marioha. Porque esses dous co-
iossos, ao temor de urna guerra futura, apro-
veitam-se de todos os deseobrimentos modernos
e fazeaa navios de dimensoes gigantescas, procu-
rando qualquer dolas ser superior i outrs, nao
se segu dahi que asimilemos, tanto mais que
ses navios nao sie os mais aptos para a nave-
ajagao.
O Sr. De Limare : Apoiado. Os eocoura-
5do?.
O Sr. Ministro da Marinha: 0 nobre depu-
tado seguramente leu a descripco, publicada
ha poucos dias, das fragatas War'rior e Gloire.
E, pergooto, esses dous gigantes do mar lera as
dualidades nuticas necesarias, podem atra-
vessar o ocano em qualquer lempo ? Certo que
nao; pois que sea Qm outro destruir o ini-
tnigo, ou ser por elle destruido ; nao sao navios,
uo rigoroso sentido do termo. A Frauca e In-
glaterra, porm, os fazem e continuarlo a fazer,
porque temem-se urna da outra, porque de um
momento para outro podem entrar em guerra,
necessiiam estar preparadas. Dahi a razi
porque nao poupam dioheiro, porque fazem to-
dos os sacrificios. Nos, porm, nao estamos as
mesmas circumstancias : nao vemos dianle de
nos um inimigo futuro que icnha urna marinha
respeitavel, e portento nao devenios, quasi que
em pura perda, aggravar o estado de nosso Ihe-
souro com as despezas inherentes construcgo
de navios da ordem dos que acabo de Iralar,
'{Anotados.}
E pois, estendo que nao devemos ir adiante
do que possivel e rasoavel; enlendo que nao de-
vemos mettei-uos em construcges que acarretam
despezas demasiado grande. (Apoiados.)
O uobredeputado por Mallo Grosso disse mais
que Ihe pareca conveniente que fossem mais
algunsofTiciaes Europa appllcar-se ao esludo
de artilnana. Parece me. Sr presidente, que
tambero, por ora, nao possivel salisfazer o de-
sejo, alias muilo loura'vel, do honrado depu-
tado.
O ofliciai que foi mandado Europa estudar
artilharia, nessa especialidsde, ura hornea
nolavel ; accrescendo que lhe nao faltara dese-
aos de servir dignamente a seu paiz. (Apoiados.)
Espero que.voltaodo dentro em breve lempo.vira
hastile habilitado para melhorar a escola prtica
de arlilharia ha pouco estabelecida.
Concordo com o nobre deputado de que muita
vanugem se lirada de um inquorilo na reparti-
do de marinha.
O exemplo do que, por semelhante meio, se
observe em Inglaterra, Franja e Portugal, urna
garanta segura dos resultados que se devera es-
perar de semelhante commissao.
Eu muilo desejra que o nobre deputado, le-
vado pelo zelo e solicrludo que o caracleriso,
formulasse urna proposta semelhante respeito,
podeodo S. Eic. Dcar certo do que, com
maior prazer, lhe darei o mais completo e de-
cidido apoio.
Nao me teBho,_ Sr. presidente, esquecido de
Mailo-Grosso ; nao ba muilo que para l man-
dou meu nobre antecessor um vapor de dimen-
soes apropriadas, e opporiunameote cuidarei de
aili reurgauisar a forja que me parecer neces-
saria.
Como perfeitamenle sabem os nob.-es depu-
iados por Matto-Grosso, nao possivel fazer na-
vegar naquelles lugares navios de grande com-
prmeato, e que calem muita agua apoiados]:
allendendo ainda 4 circumstancia da pouca
que as vezestra os ros, que es pequeos na-
vios que li servem audam sem arlilharia afim
de evitar seu deteriora ment precoce.
A respeito do eslaleiro dos Dourados, nao pos-
so por ora pronunciar-me com precisio. S co-
nhego as localidades pelo que teoho lido e pe-
las informages que tera lido a bondade de dar-
aje, nao s o nobre deputado como outros ca-
ntaradas nossos que por l tm andado.
Sobre semelhante ponto, ouvi o Ilustrado Sr.
befe de esquadra Augusto Lverger, indubita-
velmente muito habilitado e compleme (apoia-
dos) para dar informacoes sobre a provlocia de
Malo-Grosso.
O Sr. Couto :Menos a respeito da navegabi-
lidade do no Cuyab. Infortcou ao governo que
esse rio nao poda ser navegado por vapores.
O Sr. Ministro da Marinha :Dirig-me tam-
bera ao Sr. capitio-tenente Antonio Claudio
Sido, official intelligente e instruido, que me
pdde dar muito boas informacoes, sendo de no-
tar que j fez trabalhos importantes sobre a na-
vega gio dos rios da provincia de Malo-Grosso.
T endono, logo que tenh as necessarias infor-
mages, e formado um juizo seguro, fazer algu-
na cousa na sentido de beneficiar a provincia
Cao dignamente representada pelos nobres depu-
tados.
O Sr. Couto :Nos esperamos muito de V.
Eic, que profissional.
O Sr. Ministre da Marraba :Nos dous discur-
sos que Uve a satisfago de ouvir, nao vejo cousa
alguna mais a que dava responder, cumprindo-
xne agradecer a caara a benevolencia com que
ce Irstou, e declarar que, quando tomei a pala-
ra. foi no firme proposito de Bao abusar da bon-
dade dos oobres deputados pronunciando um lon-
go discurso.
(Muito bem, muito bem.)
Ora aiuda o Sr. Limare, kando a materia ad-
dia pela hora.
O Sr. presidente d a ordem do dia e levanta
sesso s 8 3/i horas da tarde.
Da commissao de peusees e ordenados appro-
vaodo o decreto que concedo urna pensao anoual
de flOOS) I ina do Dr. Augusto Fraociacooi ;
Da 2." commissao de ornamento, pedindo in-
formsjes sobre o contrato com emprezario do
tbeatro de S. Pedro da Alcntara ;
Um projecto apresentado pelos Srs. Espinla,
Junquera a Gaspaeiobo, dispaeavnde as leude
aorartizacio a favac da irmaodade do Senhor lea
Jetus da Lape, da freguecia de UreWt, proveia
da Baha.
OfiDBvI DO DA.
Gonttaua disoamo do reeuerimeoto deadit-
reeoto da iscusso de projecto que autoriaa o
peaaaaeote eea heroeiros de conde da Barca.
Venaran parte u discanto oa Srs. aVrhoea
da Cuaba, Pereira da Silva e Pinto de Ganasae.
Sr. Heoriquei manda mesa o se guia la re-
querimento, que, sendo apoiado, entra en |dis-
cussao.
aequerro que o projecto flm discussio v
tambera a commissao de justija civil para jater-
por sobre o sea parecer. >
Oorou o Sr. Figueira de Mello.
A diaeanaao fica adiada pela hora.
Continua a discusso do projecto que fixa a
forca de mar para o anuo de 1862 a 1863.
Orou o Sr. Barbosa da Confia.
O Sr. Junqueira dis que correado na casa a
noticia da modieaco do ministerio, elle iuter-
pelia aos Srs ministros presentes a fim de darem
a razo dessa modiQcajo.
Responde interpellacao o Sr. ministro da fa-
zenda.
O Sr. Saldanha Marinho fundamenta e manda
mesa o seguinte requerimento :
Requeiro o adiamento da discusso por 24
horas, i)
Sendo apoiado entra em discusso.
Oraram os Srs. ministro dajustija, Oetaviano,
e Bezerra Cavalcanti.
O Sr. Viriato retjoer o encerramento da dis-
cusso.
A casa decide pela afflrmaliva.
Posto a votos o requerimento de adiamento,
o mesmo approvado.
O Sr. Presidente d para ordem do dia :
A moama tanto na primelra como na segunda
parte.
Levanta sea sesso as 3 horas.
SESSO EM 10 DE JULHO DE 1861.
Pres ideada de *r. viscondt de Comaroat'ae.
As 11 IrS horas feita a chamado, e achando-
ae rauoido numero legal, abre-ae a sesso.
Lida a acta da anterior approvada.
O Sr. I- secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
OQicio do ministerio do imperto, enviando as
actas da eleicao primaria de diversas parochias
perteoceotes ao 5." districto da provincia de Mi-
nas Gerses.A' commissao de poderes.
Dito da presidencia de Gojaz, acompanhando
dous exemplares do relslorio da mesma previa-
a.A' archivar.
Aequerimanto At Jeto Theodoro Alve da Ro-
cha, pediodo pslsaagem da carao aharmaeeuii-
eo para o medico, lego que ee teoha habilitado
W'JP'"?*! ** nHaria,aadaappor4una-
J>ent addmittido ao exame da anaan.A'
commissao de inatrucjio physioa.
Julga-se objacto de delfheraclo e vio a impri-
r para entrara, na ordem dos trabalhos os pa-
RIO DE JA\KlUO.
Relatorie da reparlinio dos negocios
estrangeiros aprescotado asscm-
b(a geral legislativa oa piiiueia
sesso da i 1 .* legislatura, pelo res-
pectivo ruiuislroe secretario de es-
tado, conselheiro Antonio Cocino de
S e Albuqucrque.
(Continuando.)
COLON ISA CAO.
Medidas adoptadas por varios gocemos para
desviar a emigrago para o imperio.
O governo imperial lem prestado a mais seria
ittengao a este assumpto, haveodo-lhe sido pre-
ciso lular com os precouceitos, que exislem na
Europa, de que a emigraco dalli procedente nao
encootr no imperio as mesmas vt ntagens que a
aguardara em outros paizes.
Estes preconceilos nao sao s dos governos de
alguns estados da Allemanha. existem tambera
da paite do governo de Sua Magestade Fidels-
sima.
Por intermedio de seus agentes lem o governo
imperial procurado restabelecer a verdade dos
tactos, e conveucer aquelles governos da injusti-
ga com que se propoem a desviar do imperio a
emigraco dos respectivos estados.
Ordens expedidas pelo governo portugus.
Subsistem ainda os estorvos que obstavam s
operaces da agencia brasileira de colonisago na
cidade do Porto, apezar de haver o governo de
Sua Magestade Pidelissima rovogado, pela porta-
ra de 10 de abril de 18G0, a de 2 de julho do
anno anterior, autorisando a mesma agencia para
celebrar contratos de couformidade com as leis e
regulamentos portuguees.
A legafo imperial em Lisboa nao tem ces-
sado de reclamar a execuco da referida por-
tara.
Por intermedio da mesma legagao leve o gover-
no imperial conhecimento da portara circular de
29 de agosto do anno liado, expedida pelo minis-
terio do reino s autoridades administrativas de
Portugal, e da de 30 do dito mez, dirigida pelo
ministerio da juslica ao car leal patriarcha, pres-
crevendo novas medidas tendentes a realisar o
empenho, ha muito manifestado pelo governo de
Sua Magestade Pidelissima, de impedir o curso
natural da emigrago daquelle reino para o im-
perio.
Bem que fosse fcil reconhecer primeira vis-
ta que as referidas pegas ofliciaes coniinhampro-
poslgoes meos exactas, e porveotura inconve-
nientes, que, sem faltar ao seu dever, o governo
imperial nao podis deixar passar desapercebidas,
julgou nao obstante o meu Ilustrado antecessor
neeessario, e com razo, colber todos os dados
estilsticos of&ciaes, e informages seguras para
opporluoamente habilitar o representante impe-
rial na corte portuguoza a refular cabal e satis-
factoria raen te, nao s as proposges que ha
pouco a Ilud, como oulrae publicadas pelos jor-
nies daquelle paiz acerca da mortalidado dos sub-
ditos portuguezes nesta capital, por elTeito da fe-
bre amarella.
Como veris pela breve exposigo que vou fa-
zer, oa esclarecimentos e dados estalisticos colhi-
dos loruaram evidente e iocontestavel o funda-
mento e a justiga com que o governo imperial
enjergara inexaclido e inconveniencia as as-
sergoes das mencionadas portaras, e da impren-
sa do reino sobre o assumpto de que se trata.
Serviro de base s providencias que o gabine-
te portuguez julgou dever tomar pelis referidas
portarlas, duas relages que no mez de Juuho do
aono passado lhe foro desla corle enviadas pelo
cnsul garal de portugal, contendo os nomes dos
subditos portuguezes aqui fallecidos desde 7 de
margo at 4 de maio do mesmo auno.
Publicadas aquellas relagdea na parte official
do Diario de Lisboa sob a rubricaMinisterio
dos negocios elrangeiros poucos dias depois
expedio o governo de Sua Magestade Fidelisaima,
e fez igualmente publicar, oa mesma folha as al-
ludidascirculares aosgovemadorescivisdo reino,
e portara ao cardeal patriarcha.
Foi objeclo da circular remetler aos governa-
nadores civis certo numere de exemplares dos
Diarios, em que seachavam impressasas rela-
goes, para serem distribuidos pelos parochos, re-
commendando-se que fossem estes convidados a
fazer a leitura das ditas relages aos seus frage-
les em dous domingos successivos, hora da
missa conventual, mandando-se em seguida affi-
xar" na porta da igreja parochjal para conheci-
mento geral.
Com as corea ,mais sombras e assustadoras,
esbogava-se nesse documento o estado sanitario
do Imperio, em ordem a fazer acreditar que o
governo de Portugal acuda sobreludo ao reclamo
dos senlimenlos de humanidada, quando recom-
mendava aos seus delegados as provinciaee qae
ae esforgassem por demover os seus coneidados
do intento de emigraren! para o Brasil, patente-
ando-lhes em toda a nudez os graves perigos a
que assim se expunhu.
Na portara ao cardeal patriarcha, dava-lhe o
governo de S. M. Fidelisaima conhecimento da
circular e das relages. que a motivro; e con-
vidava-o a que cooperasse lambem para a reali-
sago das providencias tomadas, acompanhando
as ordens, que houvesse da expedir aos parocbos,
das reflexes que lhe parecessem opportunas
adequadas para conseguir-se o resultado dese-
jado.
Quer na circular aos goveroadoree civis, quer
na portara ao patriarcha achava-se mencionado
o numero%>tal dos subditos portuguezes aqui fal-
lecidos desde 7 de Margo at 4 de Maio do anno
Ando, seguramente com o fin de por em relavo
o quadro horroroso da morlalidade dos meamos
subditos nesta corte, morlalidade que a circular
aonunciava ir em augmento progressivo.segundo
as noticias, qu* successivamapte ebegavo a Lis-
boa.
Do exame das relajos remettidas ao sen go-
verno pelo cnsul geral de Portugal reaulta que
em 57 dias fallecrao neata corle 754 Portugue-
zes ; dos quaes forSo victimas da febre amarella
396. isto mais de melado daquelle numero.
Admittida como iocontestavel a exactdao do
mencionado ilgarismo, ainda assim nao hara
razio plausivel para que se recorres a adopcio
de providencias taes como as que ficam referidas;
tanto mais qae o governo de Sua Magastade Fi-
dehssima nio poda ignorar, porqua sobravam-
Iha dados para o aber, que aquello alf arismo
nio representava eestado normal da
nesta corte.
nertalidada peade a theioura nacional avultadas quaotiat,
en*~42^\Sm&\7L%l tPlsr,;errclS.
dou publicar, caer as noticias qnedsssja *m*n^mm*immmit! P ?
vavolmente lhe remetteu o coo.ul gef.l; pola aeceasarloa reciraoa para aeu immediTto trata-
que essa pebhoaceo eeguMnaista aaUittoaauo asento. imraeaiaio iraia
meio ikfum que nao eiteja ae eeptam do sea di- m, aea*he4eeea i aue o huaniiI L- -VJ
reilo o a^eeaja muito hoanaae a neito legvtine. aelle tratadea. aaalquer que setonn^ciolidT
O preeadaneatoda gabiaaae portafaez por ven- *>. ou moleTtiVn S,e. ae acheT Xu IT-Z
tara .nnnari. a .ppostoia de qaT^esmogo- ^t.aT\hSS^rmoY^ijS^^S
varno pretenda facer acreditar que a salubridade corros precisoaT F w *"^
publica daau coate dunato a anua davia aar a- V-se oois aaie f,u.m --- m a.
P^?d^P!)os^,08^?*ubd,08lM>rtufl'l' Ineiro.os estrangairos. m".nTpTre? e oe
' M>. i""*1"* iiw| 9 ^wv aeit*a taoeo-
"menta trepen de tornar proficuos esses recursos,
ee<-olhnado-e aas hoapitaes pblicos am lempo
de poderem ser curados.
mezes de m^n e abril.
Como rpiiliueute se sahe, quando etrai reina"
a epidemia de que se trata, a aua recrudescencia
tem sempre lugar Baqeellee meses.
Tomar pois para fundamento do calculo la
mortalidade total de um anno, e qae se verifica
dos dous meses mencionados, 4 sem duvda re-
correr a una base ioteirameote filsa, cujoresal-
tado nao pode deixar de ser iguaimeute falso; o
que, como veris, de fcil demenstracao.
Fallecern no auno d869 nove mil oilocen-
tos e rala c dous individuos nesta cuete, a sa-
ber :
Em Janeiro.... 845
Feverixo .^.. 9P2
Margo........ 1086
Abril.......... 944
Maio.......... 878
Juoho......... 743
Julho.......... 723
Agosto........ 708
Setembro..... 673
Outubro....... 940
Novemtoo.... 7*2
Dezembro..... 848
Prevaleceodo o principio de regalar a mortali-
dade do anno pela dos mezes de margo e atril,
dever-se hia sommar os dous algarismos desses
mezes. e multiplicar a somma por 6 para coube-
cer-se o numero total dos morios nos doze me-
zes.
0 resultado seria 12,080 bitos, isto um nu-
mero, quasi um tergo superior ao que realmente
houve aaquelle anno,como Oca dito e consta de
documentos de irrecusavel authenticidade.
No pnmeiro semestre do anno nodo subi a
morlalidade a 6,876 individuos, a saber :
Em Janeiro... 963
Fevereiro... .. 1034
Margo........ 1483
Abril.......... 1345
Maio........... 1189
Junbo........ 896
Cabe aqui notar que foi aquelie um aono ex-
cepcional, em que a morlalidade chegou a um al-
garismo.a que nunca atliogira nosprimeiros seis
mezes dos anuos anteriores
E bem que se podease aingar ento, o que
depois se > enficou, que o numero de bitos do
segundo semestre fo3se muito inferior ao do pri-
mevo, todava admitliodo-se, para argumento,
que_ houvesse sido igual, isto que se elevanea
13,752 oo decurso do anno, anida assim, estando
a populago do liio de Janeiro, computada em
mais de 8J0 mil almas, v-se que a merlatidade
foi inferior a 4 0(0.
Como deixo dito porm, e as eslatsticas o pro-
vam, a mortalidade nos ltimos seis mezes de
aono diminue sempre notavelmente ; e portaato,
nao rsta duvida de que durante o anno, a que
me lenho referido, no segundo semestre foi mui-
lo menor do que no primeiro.
Do exposto se infe-re que a mortalidade nunca
excedeu de dez mil individuos, como autntica-
mente o certifican) as estalislkaa dos ltimos 4
aonos, pelas quaes se reconhece que.
Em 1856 fallecern). 8085
1857............. 8972
1858............. 9721
1859............. 9832
Estes dados de urna Qdelidade incontestavel,
provam que oo Rio de Janeiro a morlalidade an-
oual nao vai alera de 2 y a 3 \ % ; e portaato,
que pelo menos igual de multas cidades da
Europa, que alias sao reputadas como muito sa-
lubres, inclusive a de Lisboa.
Fazendo applicago especial aos subditos por-
tuguezes, fcil demonstrar lambem que a mor-
talidade delles nesli capital nao excedes propor-
go, que Uca esubelecila.
Niuguem ignora quo avultidoo numero de
individuos dessa nacioaalidade, que faz paite da
nossa populago. Segundo os raelhores clculos
reahsados sobre dados ofliciaes, esse numero que
em 1856 subia 56,000 monta hoje a ana-.s de
60.000.
Tomando pois estas bases para calcular a mor-
talidade dos subditos de S. M. Pidelissima nesta
corte, veriOca-seque foi no anno do
1856 de 780 ou 1 2/ /
1857 de 1690 ou 2 2/3
1858 de 1400 ou 2 1/3
1859 de 1460 ou 2 2/7 s
D'onde se v que o numero de bitos enlre os
portuguezes, guardadas as devidas proporgee,
jamis excedeu, em alguns annos foi inferior, ao
que houve entre individuos de outras nacionali-
dades.
Dado porm mesmo que fosse maior, nao po-
deria razoavelmentedabi deduzir-se argumeuto
para apreseotar-se como insalubre o clima deaia
capital, quando se observa que na cidade de Lis-
boa, alias reconhecida como muito saudaveL. a
mortalidade, segundo autoridades porluguezas
insuspeitas, guardada tambera a divida pro-
porgo, maior do que a do Rio de Janeiro.
Pelos dados estalisticos, que cam exhibidos,
demonstra-se, porlanto, que a mortalidade geral
nesta corte, apezar de Qagellada annualmenl* por
urna epidemia, se nao inferior, pelo menos
igual, o nunca superior de outras capitaes da
Europa ; e bem assim que, espaclalmentea mor-
talidade dos portuguezes, ouuca excedeu, antes
em alguns annos Gcouquem dados individuas
de outras nacioslidades.
Algumas outras causas coatribuem tamben pa-
ra que a mortalidade dos subditos portuguezes
nao seja ainda inferior que Oca computada.
Como se sabe, de todos os estrangeiros, sao oa
portuguezes os que, pela natureza dos trabalhos
a que entre nos se dedicara, mais expe-se s
iotempeties das eslages ; acrescendo que pelo
desprezo dos preceitos bjgienicos, e ambigo que
em muitos domina de alcangarem em curto pra-
zo meios de regressarem com fortuna ao paiz
natal, esses emigrantes, em vez de procuraren)
um tratamenlo conveniente, logo que se senlem
enf-rmos, pelo contrario, s no caso extremo
quscam soccorro, quando infelizmente o progres-
so Jo mal torna a cura impoasivel, Esta sem
duvida a razo porque tanto avulta o numero dos
morios nos hospitaes, para onde a mxima parte
dos acommettidos, na quadra da epidemia, entra
j quati moribunda.
Se fjssem esses individuos mais acautelados,
se guardassem as regras da hygiene, to acouse-
Ihadas oa poca em que reina, a febre amareila,
e to geralmeote couhecidas, certo que o nu-
mero dos bitos diminuira sensivelmeote.
Concorre igualmente para elevar a mortalidade
de que se traa, o facto da chegada essa corte
de grande numero de estrangeiros precisamente
nessa quadra.
A ludo isto acresce que por sui parla, como
sabis, lem o gaveras imperial adoptado todas as
providencias necessarias, e laucado nao de lodos
os meios coohecidos, sem attengio a" quaeaquer
sacrificios, para que sejam de prompl aoccorri-
dosquer em Ierra, quer no mar, os estrangeiros
acommettidos pela epidemia.
E felizmente, o resultado das medidas tomadas
tem sido o maia satisfactorio possivel, provaado
que, medicados e tratados convenientemente os
enfermos, apenaa manifestado o Qagello, i elle
aqui meos fatal do que noa outros paizes.
Desde o 1 de Janeiro at 30 de junbo no aono
Ondo, o movimenlo total da navegage nesle
porto foi de 1,700 navios, nacionaea o estrangei-
ros, tripoladoa por 18,600 horneas. Desles, o-
ram atacados de tebre amarella 1,127, fallecendo
114. Dos atacadas, eram portugueses 301, doa
quaes suecumbirsm 82 : oque prava evidente-
mente que o servico sanitario teilo nesle porto
eom todo o selo e desvedo.
E con effeito, apenas qualqner navio faz aignal
de tera bordo algum doeots, aata inmediata-
mente cooduzido em ama barca de vapor, eom
as precisas cautelas e agasalho, para o hospital
de Santa Isabel, onde, ludo ae acba preparado
para convenientemente recebe-lo, e onde tra-
tado com todo o cuidado e carinho pelos respec-
tivos mdicos e mais empregados.
Com esse estabeiecimento, eipressameote cons-
truido para o curativo doa homens do mar, de-1
ser curados.
quaoto fica exposto
iuferensia neces-
su-
De
sari a
V Que a mortalidade nesta .corte nao
penor a de outra capitaes na Edropa.
1.* Que a mortalidade dos subditos portugue-
zes seria consideravelmente inferior, se atteo-
dessem elles aoa-precettos hygtenices, e, sene-
nos acodedea por fazer fortuna, ao ae entregaa-
sem danrraioadaneoto a trabalhos de toda a
especele cuidassem mais de si. quer pelo que
respeila A aliaantaeio.-fpjereo tratamenionaan-
do se senlem doenles.
3.* Que o goverao imperial a a caridade pu-
blica nao team poapade esforcos para que o
emigrante encontr oeste corte todo o aeolhi-
mento e agasalho com qae as najos civilisa-
daa, como o Brasil se preza de ser, costumara
hospedar os estraogeiroi, principalmente os des
valideee aqueMea Trantmittindo lados estes esclarecimentos e
dadaaeatatiatacoaao digno ministro de S. M. o
Imperador em Lisboa, para deilea fizar o cea-
veniente uso, o governo imperial oVclaroulhe
que.recoehfceode o di re lo perfeito que ae de
S. M. Fideliasima assistia de procurar impedir a
espontanea emigraco doa eus subdites, desde
que esteja convencido de qae easa emigrago
contraria s conveniencias e aos interesses do
sen paiz, oem sequer (aria a menor reparo a se-
melhante respeito, se porveotura o governo de
S. M. Fidelissima, para a realtsigo daquelle in-
tento, guiado por informages inexactas, nio
affeclasse os direitos e os interesses do Brasil,
com prejuizo, parante o pavo portuguez e o das
outras naces, do crdito do um paiz nascente.
que carece de bncos.e que, para aMrahi-los, nao
tem poupado, sempre na esphera do justo e de
honesto, o emprego de todos os recursos e sa-
crificios possiveis.
Poi contra isso que o governo imperial re-
commendou ao seu representante em Portugal
que reclamasse, servindo-se dos dados e escla-
recimentos, que se lhe foraeoeram, para destruir
os efleiips que tivessem produzide, ou pudessem
produzir a circular e a portara do governo de
S. M. Pidetissirai de 29 e 30 de agosto do anno
passado.
Espera o governo imperial que o governo de
S. M. Fidelissima, melhoresclarecido, ha de re-
conhecer a juatica e procedencia das nossas re-
clamagoea. ^
COXVEJIC.AO POSTAL COM A FRA!CA.
No relatorio do anno passado deu-vs o meu
antecessor noticia de urna propoeta qae ao go-
-err.o imperial fez o de S. M. o Imperador dos
Francezes para a celebracao de urna convengo
postal entre os dous paizes.
Foi causa desle convite o ento prximo esta-
bilecimento de urna llnha de paquetes a vapor
da companhia das Messageries Imperiales, entre
o Brasil e a Franca.
As bases do projecto offerecido pelo governo
de S. M. o Imperador dos Francezes forarn con-
signadas em a nota que ao governo imperial
psssou em 21 de julho de 1859 o Sr. cavalleiro
de Saint-Georges.
Tinha o servigo postal de rer feito por paque-
tes pertencenles aquella e a real Companhia Bri-
tannica.
Ficaria i cargo do eorreio fraocez o transporte
por mar da correspondencia trocada entre elle e
o crrelo brasileiro, sem obrigago, por parte do
Brasil, de retribuir o servigo feito por intermedio
do eorreio britannico.
Para esse fim o governo francez se havia en-
tendido com o de S. M. Britannica pela conven-
gao de 24 de setembro de 1856, em virtude da
qual icava-llie perteneendo a faculdade de ex-
pedir e receber malas fechadas por aquella via
Movido pele desejo de facilitar, por todos os
meios possiveis, ss commuoicages commerciaes
e o transporte da correspondencia official e par-
ticular entre o Brasil, a Franca, e outros estados,
poi paquetes francezes, especalmente destinados
a este servigo, semelhanga do que se havia pra-
licada eom o accordo celebrado entre o Brasil e
a lira-Bretanha era 12 de Janeiro de 1853, re-
solvea o governo imperial tomar em toda a con-
sideracio o projecto qoe lhe fora offerecido.
Julgou entretanto conveniente o meu illuslrado
antecessor, antes de encelar-se regularmente a
negociago, fazer ao ministro de S. M. o Impera-
dor dos Francezes, em varias conferencias, algu-
mas ponderages, que foram depois consignadas
em urna nota, qoe lhe dirigi em 28 de dezem-
bro de 1859.
Nao desconhecia o governo imperial a impor-
tancia do servigo martimo, que se propunrram
prestar os vapores da companhia das Messageries
Imperiales, e os encargos que sobre si ia tomar a
administraco do eorreio francez, como ponto
central e intermediario pera fazer seguir com se-
guranza seus destinos a correspondencia deste
imperio ; mas por outro lado cumprra-lhe ter em
vista as difficuldades com que luta a administra-
gao do eorreio brasileiro para que a conduegio
das malas para o interior do paiz se Taga com a
precisa regulaiidade.
O servigo terrestre qoe o projecto de conven-
gao impunha ao imperio, considerando-so a ves-
tidlo de seu territorio e a imperfeiceo de seus
meios de transporte, leria de fazer augmentar
muito as despezas com este ramo da adminis-
trago. *
Convinha perianto que a retribuico de um
eorreio ao outro. no ajoele deseas cuntas, ou no
pagamento des laxas que devia cada um receber,
guardasse entre si urna proporgao razoavel, al-
te ndidss as condigoes especiaes daquelles ser-
vigos.
Na classifieacio de varios artigos, cuja expedi-
gaes permittia-se que fosse feita por cada urna
das admiuistrages, deviam ser excluidos aquel-
les que em cada paiz estivessem sujeilos a direi-
tos de eltaodega.
Estas consideragfs levaran o governo impe-
rial a propor a conveniente modifleagio dos arls.
2*, 3el0 do projecto apreseolado, cujo alcance
e redaego affectivam o pensamento com que ti-
nham de entrar os doas governos em negociagio.
Nao havia motivo para que no primeiro daquel-
les artigos fosse flxado no dobro, em favor da
admioistracio fraoceza, o peso das cartas por cujo
porte simples tea de responder a adminislrago
brasileira.
Concordando na percepgao, por parte da Fran-
ca de um porte martimo para a despera de trans-
porte da fronteira brasileira i fronteira fraoceza
e vice-versa, ainda assim pereca demasiada a
quota que, segundo o art. 3*. devia caber a ad-
minislrago fraoceza, comparada com a que fica-
ria perteneendo i administra cao brasileira, da
somma total do porte qoe tinha de pagar o pu-
blico pela remesaa de suas cartas.
A terceira modiQcago tinha nicamente por
fim tornar mais clara a redaego do art. 10, e im-
pedir que fossem importados no imperio Irnos
com capas de velludo e guernicoes de valor, sem
satisfazer na respectiva alfanlega es direitos que
Ibes corresponden.
Para por aqueltva aisposiges em harmona
eom os verdadeiros interesses dos dous paizes,
formulou o governo imperial tres artigos substi-
tutivos.
Pelo que respeita ao regulameulo de deieibe
do servigo doscorreios, que acompashava o pro-
jecto de convengo, manifestou o mesmo governo
o desejo de que, para facilitar a expadigao das
malas separadas, fosse determinado que no eor-
reio do Brasil se preparassem malas nicamente
para Psris, Marselba e Bordeaux, e no de Franga
para esta corle fiahia e Pernambuco.
(Goatinuavr-M-Ao.)
desde o duodcimo seculo a eleicio lora sempre
directa era Inglaterra, e que a consliuiicao iogle-
xa se tinha ido aperfeigoando de seculo em seeu-
loat chea-ar & grande reforma eleitrel (sita no
anno de 1831 pelo insigne publicista lord Broug-
bara. Lembraraossos nosaos leitorea que no en-
tender dos iibenes ingleses o maior defeilo des-
ee tai, a defeito que aVstaoa brecha para aa a-
fluenciaa indebitas penetmera subrepticiamente
ao processo eleitexal, foi o ter-se iaatituido um
cdoaademasiadiraaaaa baixa para caaferir diret-
losaleUoraes aos raadetros tos cidades e daaea-
Diaaemos que a laaiaierra era ama nacho tm
aeande, onde tuda ara especiheo ; onde oto aa-
cutos de experiencia coawtitacional aiaham oteado
oaooeturaes maia Haeraeade todas as moaarchias
MHiiiucionaes do nanea, e onda, como dira
Fuve, a liberdade publica se encootr no centro,
como tra tiicutuferencia. E* um edificio que lem
suaa irregulandade. mas cojos andares assentam
solidaneole una sobre os outros. E* arvere de ra-
mos desiguaes. mas enjas raizes se eetranham
profundamente pelo alo, e cujo tronce est cheio
da seiva e da vigor.
Hoje tencionamoa dizer duaa palavras respei-
to da le eieitorat da Blgica, persuadidos que os
nossos Miares, caja mxima parte se dedica ao
com raercio, ou lavoura, nio tem tempo de sobra
para conpulsar livros e documentos, com que
obteohan intima cooviegao pessoalmente adque-
rida ieerea da importante Ihese, em cuj solugo
nos empenhamos. 0 nosso principal ioiuUo 4 mi-
01s,rt*. ^w nossos leitores dados certos, por cuja
acquisrco possam dispensar as persuases de em-
prestimo sugeiUs sempre i usura dos partidos
que inultas vezes absorsea o capital.
Entre nos e oa Belg*s exisliram, e ainda exia-
tem ciroumstanciai um tanto sem el han tes. O
odio, que levou os Pernambucanos travar glo-
nosas balalhas con os Hollaodezes para es expul-
sar do nosso territorio proveio menos de conve-
niencias sociaea, polticas, ou industriis, do que
do phaoatUmo protestante, qae animara oa con-
quistadores Hollandezes, e como que ameagava a
nossa saols religiao. Foi esta a arma iavencivel
que tornou vioioriosae as cohortes pernambuca-
nas tao fracas comparadamente em numero e or-
ganisagao.
Eguaes scenas em cireomstancias anlogas e
por idnticos motivos se realisaram na Blgica.
Seus habitinles sempre se mostraram muito cio-
sos das suss liberdades muoicipaes, tanto que as
antigs Gallias foram elles os primeiros, que se
rebellaram contra o despotismo des imperadores
romanos, quando pelas suas exaegea anaullaram
indirectamente os governos municipaes. Os Bel-
gas chamaram os Francos do outro lado do Rhe-
no, o alliados* cora ells venceram e expulsaram
os goveraadores reraanos, restabeleceado imme-
dialameote as suas autoridades municipaes. Mais
ou meaos livrea, mais ou menos numerosas, mais
ou menos respeiudas pelos diversos conquista-
dores, essas lastituigoes muoicipaes tem durado
al hoje.
A Hollaoda durante o sea dominio oa Blgica
nao offendeu essas inslituigos, e os interesses
matenaes da Blgica ostavara bem longe de sof-
rer com a sua unio Hollaola. Muito pelo con-
trario a industria e a agricultura nunca haviaro
estado mais florescenles. porque os Hollandezes
exportavam a maior parle dos productos belgas
para as suas colonias, onde liaham mercado ex-
clusivo.
Existia porm um valalo intraositavel entre os
dous poros ; era o sentimento religioso. Os Bel-
gas, povo verdaderamente catholico, supporti-
vara cusi pela compresso dos tratados eure-
peos a sua unio com um governo e um povo
protestante. Assim que a revolugo fraoceza de
1830 lhes deu esperangas de apoio, travou logo
renhtdas combates cora o dominio hollandez.
Mais felizes que nossos aotepassados, os Belgas
expulsaram os HoIUnlezes era pouco tempo, e
com menos sacrificios de vidas e de fazends,
porque as armas da Pranga, e a diplomacia bri-
tannica pozeram do seu lado a Europa toda.
Submettida successivumente ao dominio da
Austria, da Hespanha, da Frauca e da Holianda,
a independencia nacional e s liberdade poltica
da Blgica prneipiou poucos anuos depois da pro-
rnulgago da nossa coostituico. Sumos quasi
coetneos em inJependencia, "e em liberdade.
A aristocracia social da Inglaterra, da Hutigria,
da Polonia e da Franga ainda oo fim do seculo
passado nao existia na Blgica. Tinha apenas, co-
mo Portugal, ums aristocracia artificial, mera
feitura regia, sera direito algum poltico, ou civil
excepcional, e por isso s havia realmente, como
no Brasil, duas ordens sociaes, a classe media e
os preletsrios. Foi por efTeito desle fado social
preexistente em ambas as naces. que a Blgica e
o Brasil sao as duas uoicis monarchias constttu-
conaes do mundo, onde o senado, ou cmara al-
ta, sejam electivas, e, cojos governos representa-
tivos podem ter, quando regularmente orgaoisa-
dos, e honestamente realisados, as vantagens
reaes das democracias sem os seus conhecidos
inconvenientes.
A lei eleitoral da Blgica como de todas
as monarchias constituclonae, que actualmente
existem, directa. A Belgita j sabia o que era a
liberdade do voto universal sem censo, nem con-
digo de capacidade intellectual. A convengo
franceza com as suas duas leis de voto universal
e indirecto acompanhadas pelo sagrado direito
de xnsrreigao deu i Blgica a mesma liberdade,
de que gozava a Franga, e de que j fallamos,
quando mostramos a preferencia que mereciam
as leis eleitoraes directa* e censitarias da Franga.
E para essa mesma liberdade que nos varaos eo-
csmiuhaodo passos agigantados, eomo deve es-
lar vendo claramente quera nao liver cali radas
polticas insanaveis, e todo o cidado illuslrado,
que nao houyer abjurado o uso d sua razio, ou
nao tiver deitado o juizo na espinhosa e densa
mata das paixes partidarias.
A constituigo belga flxou o mnimo, e o m-
ximo censo, que dava direilo ao ebeitorado, dei-
xando lei eleitoral a determinagio do censo
em cada localidade, com tanto que ficasse entre
os limites por ella estabclecidos no seu artigo
47, que diz assim :
A cmara dos representantes compe-se de
< deputados eleitos directamente pelos cidados
que pagarera o censo determinado pela le elei-
toral, o qual oo pode exceder de cem florins
(setenta e cinco mil reis). nem ser inferior
vial* florins (quiuze mil res).
A lei eleitoral delerminou a quota de imposto
que dava direito ao eleitorado as capitaes, e as
cidades de cada provincia, assim como as co-
marcas da mesma provincia. Ella nio atlingio o
mximo censo constitucional de cem florins ero
lugar algum da Blgica. as cidades de Antuer-
pia, Bruxellas, e Gaod, onde o ceoso eleiloral
o maia alio, oo excedeu oiteota dorios.
as provincias, em cujas capitaes de oiteota
florins o censo que confere direitos eleitoraes,
smente de trinta florins para os cidados, que
habitara as comarcas. as provincias mais
pobres, como as do Luxemhurgo, e de Namur a
lei estabeleceu o mnimo censo eonstitucional de
vinte florins, e apenas na capital de Namur o ele-
vou quareota florins.
A base da lei eleitoral belga o imposto com
binado com a populago, e inoootestavehnenl
sao esses os elementos mais seguros para se ob
ter ama repreaentagio nacional, tanto quanton
actuaes condigoes da humaoidide, isso possi-
vel. E' ia le eleitoral, dira a eommisso in-
< cumbtda de redigir o projecto de let eleitoral
belga, da lei eleitoral, que deve depender
principalmente a boa compungi da cmara
dos deputados, e do senado; esle feliz resul-
lado s pode consaguir-se cora a germina liaoi-
ligio do direito eleitoral, e com o regular an-
< damento das operagoes dos collegios eleitoraes
As oleges deven ser feitas por todos os cida-
t doa intereasados oa proaperidade da patria,
capazes de contribuir para urna boa escolha
te
las
e
capazes de contribuir para urna boa escolha '; o
c direilo eleitoral desles cidados incontesta-
c
entre as cidades, e es comarcas ; sao "essas

do
DIARIO DE PEBrUHgCO
vel; deve, alera disso existir certo equilib
entre as cidades, e se comarcas ; sao es
aa tutes do titulo doa eleitores, e da tabella
ceoso anoexa i esta projecto. a
Contando com uma escolente lei eleitoral, os
legisladores cooslitaiatea da Blgica entendern
que nao era preciso irapor condtgo alguma de
imposto para a elegibiiidade. Estando a garantia
da ordem, e da liberdade poltica as condigoes,
que a lei exigia para conferir direito ao eleitora-
do, e conseguir nna representagio realmente na-
cional ; sendo os eleitores, como sao pela lei
belga, dignos da elegar, oara que impr habili-
tacea 4 elegibiiidade, para que restringir a ee-
colha dos eleitores, se o facto de julgarem elles
qualquer cidade merecedor dea seas volea, .
digao de os lepreeeaUr, era s por ai prava suf-
ficiente de haailiUci para elegibiiidade ?
Dosta forma, em quaoto para ser elettnr pre-
cise pagar aoleoo de viole oiteata dorias.
feaunlau eleltoml.Elelfsato
ellreetn.
Concluimos o precedente artigo mostrando qu to algum. Ha"trU anaos'que os dipaUdos'aio
P*-
vo~- *** -. v -w- bH .. *vaaarav| arar-
ra ser eleito deputado aula 4 preciso pagar ianpoa-
da
riaa,
ou
te
m
eleitos por este systema, e ainda nelle se nio
daecobrio abuso, aera inconveniente algum. Ape-
nas ha quem exprobe easa tiberdsde Ilimitada
dos eleitores para a escorhs dos seus represen-
tantes a neceisidade de dar uma indemnidade aos
deputado, que nio morara oa capital, ou no lu-
ar, onle as cmaras se reuoirem, por que nao
a vendo cjndici de ceoad pera a elegibiiidade.
pedem os depandos nio ter renda, de qae vivara
fora das suaa occepacoes ordinarias.
O umeo lasito, qoe o etakar besan tem na sea
direilo de elegn, est as incompatibilidades
absolutas, ae aa lata eslaeeteceren respeito
certai autoridades adietada!ratinas, e judcia-
que tasado de correr can o raeaaioimeato,
o julgerasata m procaaao leitonl, aio de-
vian flcar xpostas i contingencia 4e aensta joi-
zes e partes ae mesmo tempo ms lides etertoraes,
inquinando a pureza da aleigio.
Aesfn fot que diversas teta estabeleeersm tn
compatibilidades para os membros do tribunal
supremo, de tribunal das cenias, das relages,
dos Iribunaesde primeira insiancia, e at os jui-
zes de paz fica rara inhibidos de ser eleitos, burgo-
meslres, e vareadores.
Comparando esta lezislagio com a nossa, e a
pureza das eleiges belgas com o que presencia-
mos era todas as nossas eleiges, nio podemos
deixar da lamentar qae os nossos estadistas, que
j por duas vezes tocaram na legislago eleitoral,
nem so menos dssem pureza dessas eleiges
a garantia 'da iocompatibilidade absoluta de lo-
dos quaptos correra com o processo eleitoral, oa
'im de julgar aa lides eleitoraes.
Mesmo com a raalfadada eleicio indirecta.se ao
enos houvesse incompatibilidades para todos
quantos interven] no recenseamen'o, no proces-
so, e as lides eleitoraes, estamos convencidos
que nio haviam de ser tantas as peloticas, as ar-
tmanhas, os escndalos eoscrimes, que durao-
te aaoossas eleijes magoam o conga o de todo
o cidade honesto. Porm muito pelo contrario
parece que de proposito se araootoaram as me-
sas eleitoraes todos os elementos da impureza, e
desordem eleitoral. O juiz de paz, que as presi-
da, quaai sempre qaer se reeleito, desqualro vo-
gies dous ee eleitotes, e qaerem continuar a
se-lo, e os outros dous, que sao eleitores sup-
plentes, querera ser eleitores effectivos. Eis-ahi
um tribunal composto de cinco homens, os quaes
todos sie juizee e ao mesmo tempo parles inle-
ressadissmaano processo eleitoral. llavera nesle
mundo alguem de senso que possa esperar que
seraelhantes homens sejam juizes independentes
e livres as lulas que tnvarem entre si, eu cora
a supposu assembla pirochial, qae geralmenle
se reduz aos iodividuos mais audazes, e mais
dispostos a sustentaren! ainda pelos meios mais
indignos as preteoges, os caprichos dos di-
versos membros da mesa ?
Dizem alm disso que as taes mesas sao so-
beranas em suas decises ; entretanto nada mais
absurdo do que semelhante pretengio. Se a mesa
soberana, que papel repreaeota a assembla
parochial? A mesa nao nem pode ser outra
cousa mais do que o agente da autoridade pu-
blica no processo eleitonl, e por isso nio s nao
, nem pode ser soberana, como que est suj6ita
responsabilidade inmediata por ludo quanto
flzer contrario lei. Se de facto essa responsibi-
dade illusoria, queixem-se da forma indirecta
d< eleigo, que na moral dos seus adeptos s ai-
rante um crirae, o crine de a perder, porque de
todos os mais estio anUcipadamenU absolvidas
as mesas eleitoraes pelas parcialidades polticas,
ou pelas autoridades, que assumindo a respon-
sabilidade de seus actos Ibes insinuara a prepe-
tragio da dse d'immoralidade precisa para o tri-
umpho por mais torpe que seja.
A legislago belga quera realmente o rgimen
representativa o qual sem a pureza das eleiges
e absolutamente impossivel, e esta pureza uo
pode conseguir-se sem exelairdasfuncges elec-
tivas os administradores, e os juizes, que tem
seu cargo o recenseamento, o processo eleitoral,
e o julgamento das causas, que esse processo
origina. Esses cidados vem a ser os sacerdotes,
as vestaes da eleigo : ninguem os'obriga a fazer
yolos ; mas a quererem ser agentes pblicos, ou
juizes da eleigo, Qquem puros das velleidales
mundanas, que a eleigo disperta em seus agen-
tes legaes, oa illegaes.
Foi grande fortuna da Blgica ter desde o prin-
cipio da aua independencia excelleotes leis. Se
oo fra a sabedoria, e o patriotismo dos seus
legisladores, se nao fra a experiencia amarga
que lhes havia dado o voto universal, e indirecto
da revolugo franceza, a Blgica estara hoje sem
duvida, em circurastaacias anilogas aquellas, em
que nos acharaos. Bem longe d'isso, chegou a
Ilgica em muito pouco lempo uma prosperi-
dade, do que ha poucos exemplos na historia,
apezar da sua fraqueza no meio dos mais pode-
rosos estados da Europa, nao obstante o seu nern-
um peso oa Da I anca europea, os peucos recursos
naturaes, de que dlspe, e a quasi total ruina
do seu commercio pelo facto da separago da
Hollaoda. "
Todas essas enormes difficulJades foram venci-
das pelas boas leis, e pelo verdideiro patriotis-
mo. Os bracos, que a ruina da industria, edo
commercio deixra sem trabalho, foram empre-
gados na construego de consideraveis caminhos
de ferro, e associaudo-se a Blgica liga dssal-
fandegas allemas, converteu-se Antuerpia n'um
grande emporio coraraercial, e oo s se resta-
beleceu rpidamente, mas dobrou e triplicou o
commercio, e a industria nacional. Parece que
Deusabeogoa eate povo realmente christo, esem
duvida o mais livre do universo.
Em resumo, as bases da liberdvde poltica da
Blgica sao as seguales : um re inviolavel com
ministros responsa*eis ; um senado eleito entre
os cuados, que pagam dous mil florins de im-
postoe directos, nio reeebendo indemnidade, nem
subsidio algum : urna cmara de deputados elei-
tos directamente pelos cidadios, que pagara uro
ceuso variavel segundo as localidades entre vio-
te e cem florins. Nao ha censo algum para a
elegibiiidade. Os deputados, que nao residem nos
lugares, onde se reunera as cmaras, recebem
ura subsidio. Os funcionarios e empregados
pagos pelo estado, eleitos mombros de uma, ou
da outra cmara, sao obrigados, antea de prestar
jurmento. escollier entre o mandado parlamen-
tar, e as suas funeges, ou os seus empregos
Os membros das enmaras nio podem ser nomea-
dos para funeges assalariados pelo estado, seoo
um anno depois de (Indar o seu maedato legisla-
tivo.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Temos do Ico noticias que chegara a 18 do
passado, as quaes confirmara o estado de que
nao ha muilo demos scienciaaos leitores.
Appareciam queixas por filia de desobriga era
algumas paragens da fregaezia ha quatro e mais
annos ; o que certamente ura grande inconve-
niente para oa moradores dos campos, que 6
peoosa e custosaneote podem receber o pasto
espiritaal.
A coadjutora achave-se en naos do padre
Vicente Wanderey.
Tinha lindado o quatriennio no dia 15 o res-
pectivo juiz municipal Dr. Umbelino Ferreira
Catao, sem duvida um dos mais amigos juizes
muoicipaes.
J os candidatos provincial cuidavara em
agenciar a futura eleigo, senda nao pequeo o
numero dospietendentes, e o que mais que
todos se lulgim bem aaadriohados.
Fallecer ana irmaa do padre Theodulpho Fran-
co Piolo Baodeira, donzella de raras virtudes e
mui discreta. Esse pasaanento sepultou sua fa-
milia no pesar nsis acerbo, bem como todos os
seus amigos, que haviam ido testemunhas das
qualidades da illustre finada, e da resignaco
evaageliea com qae enlregou a alma ao Creador.
Foi prorogado por 30 dias o praxo marcado
para a nscripcao e processo de habilitacao das
oppoMtorae s cadeiras vagas de instruego ele-
mentar do sexo femioioo de S. Frei Pedro on-
galves do Recite, Iguarass, Serinbiem, Carua-
ru e Santo Antonio deata cidade.
O prazo da prorogago conta-se de deste aar
diaute. v
ato nova chaamos a silencio da autori-
dade publica para essa easa que foi incendiada
na ra da Praia, e de q.ual s existen en p4
panales.
^ denolieso deatas urge pela respectiva ret-
lisago, e esta medida 4 tanta mais precisa ja
j, qaaato ten-se feito d'aiti o poto de despejo,
e ao mesmo pasao un centro de immoralidides
intateraaeis.
Compre n* se lenbren, qoe aquella raa
habitada por familiaa honestas; e que alen disto
a saada publica taavagoa eom a permanencia de
um foco de infeegio.


-
ttBIO DMUCC^.--QBWTAFEi*A* MAGOSTO M IMl,

t <*
Importa igualmente que sa tffectua a exapro-
priaQo do olo, vial* que por all deve passar
urna travesea, segundo a planta da cidade ; e
occaaift de pcatiea-lo eom peqaeu deapeza dos
cofres monteipaes e sem ofJensa do direito de
propriedade.
Par portarte de 8 do correte foram n-
made*, sobre- preposte do Sr. Dr. chefa de po-
lica os eguintes senhores :
Joo* Rodrigos de OHveira Lima, pera 5* aup-
pleata do subdelegado dtsta freguezia de Santo
Antonio, Antonio da Costa Soerea Guim arles,
para 6" su pplele do sobdelegado da Capung*.
Tendo snle-hootem termiatdo o concurso a
que se preceda na thesouraria do fazenda para
S escriptorario, hootem tefe logar a votacio ;
mas lae conheceasoaaioda o resultado o>l!a.
Fui nomeado guarda do consulado provin-
cial por portara d5 do cerrante o Sr. Haorique
Garloi da Costa.
Por eortqria de igeal data (oi nomeado pa-
ra ezercer provisoriamente os oCficioa de partidor
o distribuidor do te-mo da Brejo o Sr. Antonio
Prasciliaao Ferreira Padtlha.
Foram oomeadoa e promovidos no batalho
n. li) de infantari da guarda nacional do Nazo-
reth os seguintes tenhorea :
Pedro da Cuoha Cavaleanti, alfares secretario.
Antooio de Hollando de Albuquerque Maranho,
alferea.
Rupiano Sergio de Mello, alteres.
Maaoel Cabral de Mello Jeoior, tenante-
Jos Faustino Gavateaoti de Albuquerque, ca-
pito.
Placido de Soaxa Pimentel, alteres.
Por nao terem tirado as competentes pe-
tantes, foram considerados privados dos postos
do raesrao batalho os senhores:
Jos Patricio de Mello, de atieres secretario.
Luiz Francisco do Reg Cavelcanti, de alferea.
Jos le HoUanda Cavaleanti Leilo, de capilo.
Sebastio Jos de Mendonga, da tenante.
Joaquim Francisco do Reg Cavaleanti, de al-
teres.
Na lista dos passageiros do vapor Ceres, pu-
blicada hontem, onde te leVicente C. de Le-
niuutdeve lr-soVicente Carlos de Lemoux.
Hootem fez exercicio de fozo, no lugar dos
Coqueiros, o2o batalho de iofaotaria.
Tambera hontem fez exercicio d'arnia a
compaohia do tficas, no legar 4o Arsenal de
Guerra.
Seguio seroore, como haramos aoejunciado,
no Jaguaribe, o Sr. Dr. Joio Rodrigue Chaves,
eeodo acompaohado at bordo por diversos ami-
gos seos. Que rentos propicios' o leven) ao porto
de seu destino
4) Sr. Dr. chefe de polica fez hontem a vi-
sita raanaal casa do detencao, demorando-se
das 10 horas da mantisa s 4 da tarde, encon-
trando na melhor orden), regularidade e asseiu
possivaia.
A seguinte poesia do Rvm. Sr. padre F.
Gomes de Olivein, de quera hontem publicamos
outra :
A BARCA DE S. PEDRO.
Et portee Infer non
proevalebunt adversus eam..
A igreja sompre ha de
triumphar de seus inimigos.
Disse o Senhor.
A barca que Pedro rege
Noiteedia,
Nao desvia,
Nao evita a tempestado.
Que sempre triumphar ha do
Tem promessas
E ra nessa
* Teda firme e confiada.
Vem a onda encapellada
Toda irosa
Acinlosa,
Gomo um monte a despenhar-se ;
E quando ao precipitar-se,
Com bramidos,
Estampidos,
Por sobre o baizel seguro ;
Acea o Grao Palinuro!..
Pobre onda,
Esbarronda,
Em baixo a barca se humilha.
Enlo beijando-lhe a quilas,
De cobarde,
Faz alarde,
E aos cos a Barca eleva I
A barca que Ihe relera
Impa affronta,
E ruis pro ni pa
Supernada triumphante.
Ai 1 do noto petulante,
Que conspira,
E com ira
Lhe conjura a tempestado!
Este vai eom brevidade,
Em degredo.
No roebedo
Da ilha de Santa Helena, *
Cumprir sus quarenlena !....
Foram recolhidos no da 5 do correte
casa de detencao 13 homens, sendo 8 livres e 5
eseravos, a saber : ordem do Dr. chefe de po-
lica 3, ioclnsive o crioulo Antonio, esersvo de
Joao Baptisla Hollandez; ordem do subdelega-
do do Recife 1 ; ordem do de Santo Antonio 4 ;
inclusive o pardo Jesuino e o crioulo Agostinho,
eseravos de Joo Baplista Fragoso ; ordem do
de S. Jos 3, inclusive o Africano Pedro, escravo
de um tal Mamede ; ordem do da Boa-Vista 1;
o finalmente ordem do dos Afogados 1, que o
pardo Jesuino, escravo de D. Bernarda de tal.
Passageiros do vapor Jaguaribe, sahido para
os partos do norte:Manoel Caetano de Abreu,
Dr. Antonio Jos da Assunipcao Naves, sua se-
nhora e urna menina, Joao Luero, bacharel Joo
Rodrigues Chavea, Francisco de Paula Albuquer-
que Maranho, Joo Rodrigues Lima, Joaquim
Tbeodoro Cysneiro de Albuquerque e 1 escravo,
Thomaz Aqumo de Carvalho e 1 escravo, Ernesto
Deocleciano de Albuquerque, Miguel Francisco
do Monte, Antonio Alves de Carvalho, Ignacio
Lourenco Dias, 2 pravas do corpo de polica,
Francisco Pereira da Rocha, lenle coronel Jos
Lucas Soares Raposo da Cmara, Antonio Fran-
cisco Caseaes, Jos Antooio SeitTert, 2 pracas do
corpo de polica, Marcelino de Souza Trav'assos,
Primo Pacheco Borges, Joo Pereira Rabello
Braga, J. B. Brawo, Honorata, escrava de Manoel
M. de Araujo Castro.
Communicados.
E' po< fcil 4o eonhecer que a deeieao do Sr.
presidente assentou antes e sem dttvfda na con-
viccao sincera desea vareada.
E se o Sr. Dr. SerapMeo alo era influenciado
pelos seus amigos pofrtacos quando maniere a
obstinarn em qterer presidir o conselho muni-
cipal, cuja decito nao punha termo ao negocio
poitiella ha -rtcttru para a Relacao que a/lnal
itr saos ha t decidir t i coi epate tonse-
Iho provimento aat recursos inttntadoi porque
nio ha de essa mesma razio apreveilsr ao Sr.
presidente, em quem se doro suppor menos in-
leroaoe na questo do que ao Sr. Dr. Soraphioo
para eslabelecer a justa presumpcao de qae S.
Ezc. Julgou meramente pelos dictamos lgaos Y
O lado de Sr. Carneiro poda e devia confiar
tsmbem na ju tica da relacao.
Os precedentes de S. Exc, e os seus bons ere-
ditos de hbil o integro administrador, o ooo ca-
rcter especialmente ludo repelle essa aecusaco
to fcil como injusta.
Acreditamos, que o Sr. presidente coftocando-
se superior aos inleresses tanto do Sr. Carneiro
como dos homens do Constitucional nessa te lio -
sa questo da Boa Vista saber mantee a sua dig-
nidad sem offanaa dos rigorosos precoitos de
justica a quem a livor.
O Constitucional assim precipita os acooteci-
menlos e comeca por onde derta acabar.
Recife 6 de agosto.
Publicitjoes a pedido.
Senhores,O cadver da Kim. Sea. D- Joe-
ptix de Araujo Torreao, que vai aumir-se para
sempre neasa sepultura que adianto temos, me-
rece esees gemidos que nos (oreas os Umpanoe.
Ellos provara que urna vida preciosa sa ceifoo,
que urna mi exomplar, quo urna esposa cari-
nhosa o desvellada se poedou.
Seu inconsolavel viavo o Eam. Sr. desembar-
gador Basilio Quaresma Torreao, nesia occasiao
lula emdor profunda que lhe dilacera o coraco
entre a vida e a morte. Sim, dous objectos res-
pe itosos, porm, em si mu di He rentes o cercana :
pois que, tem de um lado um barco e do outro
em sepulchre, naquelle um dos fructos do seu
amor com poucas horas de existencia, a neste a
chara companheira dos seus dias que ha vinte
seis anuos consliluis a sua rnaior ventura, e que
inesperadamente se finou no mesmo instante em
que cheia de vida e em oceurrencia nolavel
elevava a prole ao numero de 11: esta perda,
pois. Bao affeeta nicamente aquelle que lhe
dizem respeilo.
Urna mi, que como a Exm. finada, compro-
hondo sua alta misso o sabe eonhecer agrave
respoosabilidado quo tem para com Dos e o
mundo, presta importaniissimos servicos aos seus
e s sociedade em geral. Mal aabe acreatura bal-
bucear as primeiras palavras urna boa mi lhe
infiltra n'alma a conhvcer o temor do Dos, o
respeilo aos pas, e a pratica das boas aeces, e
assim desde a meniaiee dotando a sociedade em
geral coas elementos poderosos par a sua mo-
ralidade o bem estar. Era doste modo quo anda
hontem reparta com esse que seu coracao amou
os cuidados no lar domestico, cuidados sabia-
mente dirigidos em commum para felicidade dos
seua e cxemplo aos estranbos.
Se nos outro lamentamos do fundo d'alraa o
desapparecimento de to virtuosa mi de fami-
lia, o que nao acontecer a esse que melhor a
chora ? Se o ttleotu, se a illustracao, me po-
dessem pertencer, eu pintara o qaadro que sei
tragar na imaginaco, mas que infelizmente nao
posso desenvolver na pratica.
Collocado em tal condijo recorrerei a religio,
lembrando ao inconsolavel viuvo, os filhoa ex-
tremosos e ao bom genro meu amigo Ignacio
Frazo da Costa,.que nella eocoatraro a necoa-
ssria resignaco, cumprindo que curvem s ca-
bera aos ditames de Quem todo pode, de Quem
no reino da gloria sabe dar logar distmeto as
suas creaturas, que neste mundosatisfizeram co-
mo satisfez a Exma. finada os ditames do Divino
Mestre.
A trra lhe seja leve.
Antonio Bernardino Jorge Sobiinho.
6 de julho de 1861.
Ao imperial dramaturgo.
Muito loriamos que dizer i polica de certo
Ambrotypisla, que nimiamente hbil em daguer-
reolypar es defeitos alheios, deixa livremenle
correr sua penoa nos bellos (loriados de suas
bem elaboradas hronicas, escriptas no Consti-
tucional, olvidando que tambam por pedidos de
alguem vive esquecido, o que s paravergonha
seria lembrado :
Nao s o bheteiro do theatro que tem fal-
tas : l e c mais fadas ha.
O Cunha, bilheteiro do (teatro.
Polaca raoapantiolaIndiadem.
Brigue hambusguezAdolphbacalho-.sV
Brigue hamaurgnezGermano-ferro.
Brigue ingtat Mac y o Grai oterandooip.
Brigua suecoTriatootabeado.
Histe nacionalSaot'Anoasal.
Importado.
Brigue ioglez Zone, vindo de Liverpool, con-
signado a Southall Mellora t C, ma*iaaeto o
seguinte ;
54calzas e8 fardos tecidos fe algodio, S ditos
dito de linbo, 3 ditos mantas de algodio, 1 caiza
charains, 1 dita uteocilios do escriptorio, 16 di-
tas biscoitos, 1 barrica mantioeotes, 1 lata oleo,
S-toneladas earvio dempadra jaoscoasigoatarlos
do mesmo,
92 cairaa o 22 lardos tecidos de algodio ; a H.
Gihson.
55 fardoi 4 17 eaixjat teoMas da algodio, 100
barricas ferinha de trigo, 1 caria teeid da algo-
dio e lia, dita urencHiosdoeecriptorto; a Bra-
ga, Son & C
25o barricas farias de trigo ; a Henry Fon*
ter & G.
100 barris maoleiga, 132 caizaschi, 33 ditos
e 16 fardos tocido de algodio ; a Jobnaton Pater
& C
40 caixas cha ; a Saunders Brothers & C.
20 ditas e 19 fardos fazeodas de algodao ; a Pa-
too Naah & Q.
62 fardos tecidos de algodio ; a James Ryder
&C.
t dito e 4 caixas tecidos de algodio, 1 caixa
chapeos de. palh i ; a lames Crabtroe & Q.
2 fardos mantas para aelloa; a Rostron Rooker'
&C
1 caiza chapeos de seda para sol, l dita ditos
de algodio para dito, t dita modas ; a D. P. Wild
&C
5 fardos tecido de linho, 8 ditos e 3 caixas dito
de algodao ; a Alamson Howie &C.
4 fardos tecidos de lia. 11 ditos ditos da algo-
dao, t calza dto de linho ; a James Grabtlree
& C.
50 feixes ps de ferro, 128 dito folhas de dito,
2 barricas ferrageus ; a Izidro Halliday & C.
140 chapas para caldeira ; a C. Sttarr & C.
3 sapatas e 3 columnas de ferro, 50 pios para
mastros, 1 caiza drogas, 50 barris barrilha, 33
ditos oleo de liohag e outros, 4 ditos alvaiade,
40 barricas enchadas, 5 ditas terragens ; a S. P.
Johnston & C.
25 barris manteiga ; a Mills Lalhsm & C.
2 fardos e 1 caiza tecidos de algodio, 2 ditas
dito de linho ; a A. C. de Abreu.
6 barricas e 1 caiza drogas, 6 barricas azsrco
a Bartholomeu F. de Souza
'2 caixaa chi 1 s M. J. G. da Foute.
t dita ferragens ; a Alves & C.
1 dita e 1 barrica ditas : a Brander a Brandis.
1 caixo tecidos de lia ; a Joio Kaller & G
14 fardos tecidos de algodio, 1 caiza arreios,
1 embrulho vidros para candieiros : a Arkwight
& C.
Desposta ao Sr. Ferreira Villela
Sendo estigmatisado pelo Sr. Ferreira Villela,
no folhetim que publica no jornal O constitucio-
nal, devo-lbe portaoto urna resoosta.
Ezpressa-se o Sr. Ferreira Viliella dizendo :
Dtixaremos em pax ainda por esta vez o Sr.
regente daorchestra com as suas walsinhas e
msicas insignificantes, com que vai massando
opnblico.i. vista do que leva dito o Sr. Ferrei-
ra Villela, faz-ms crer que S. S. de duas urna :
ou est suQkienciente apto a julgar insignifican-
tes as operas de Verdi, Mercadante, Dooizelti,
Belline. Auber, Rossini e outros, de cujaj operas
leuho extrahido o meu repertorio ; ou eatio nio
passando S. S. de um desses parasytas do scu-
lo, nio tem em vista senio ferir as reputacoes
alheios. No primeiro caso seeitarei, se o senhor
quizer propor-me ama questo d'arle, visto que
se julga habilitado por taes censuras No se-
gundo caso s responder -lh-hei eom o silencio
s parvoices que contra raim quizer escrever.
Recife 7 de agosto de 1861.
Francisco Libanio Colas,
Director e regente da orchestra do theatro de
Santa Isabel.
17 barricas e 1 caiza ferragens, 16 ancoras de
ferro, 397 fogareiro* ; a Prente Vianna & G.
1 caiza effeitos privados ; a L. A. Siqueira.
3 (ardes fio, 2 caixas pannos para velas, 41 di-
tas tecidos de algodao ; a diversos.
2 saceos amostras ; a diversos.
Hiate nacional Santa Anna, viudo da Maco,
consignado a Bemvindo Gurgel do Amara!, mani-
festou o seguinte :
158 alqueires de sal; a ordem.
Exportacao
Do dia 6 de julho.
Brigue inglez Reliance, para Queenstom, car-
regaram :
Saunders Brothers & C, 600 saceos com 3,000
arrobas de assucar.
Barca ingleza Sarah, para Liverpool, carro-
garam :
Johnston Pater & C., 700 saceos com 3,500 ar-
robas de assucar.
Brigue inglez Lzitano, para Lisboa, carro-
garam :
Saunders Brothers &C ,1,200 saccosjcom 6,000
arrobas de assucar.
Brigue nacional Eugenia, para Lisboa, carre-
garam :
Feliciano Jos Gomes, 300 saceos com 1,500 ar-
robas de assucar.
Francisco dos Santos Macelo, 621 saceos com
3,105 arrobas de assucar.
Francisco Rodrigues A Silva, 222 couros sal-
gados com 6.040 libras.
Azevedo & Hendes, 46 couros salgados com
692 libras o 5 barris com 180 medidas de mol.
Domingos Rodrigues de Andrade, 18 couros
salgados com 504 libras.
Brigue portuguez Amalia l, para o Porto car-
regaram :
Manoel Joaquim Ramos e Silva, 250 saceos com
1,250 arrobas ae assucar.
Feliciano Jos Gomes, 110 saceos com 700 ar-
robas de assucar.
Barca brasileira Thereza, para Porto e Lisboa,
carregaram :
Jos da Silva I.oyo Jnior, 900 saceos com 4,500
arrobas de assucar.
Reeebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 6 8:6223813
dem do dia 7....... 1:2759100
to do corrate anco se ha do arrematar por ren-
da quem ais der, depois da audiencia respec-
tiva e em raca publica a escrava do-neme Ma-
Sa, de na;a* Baogaella, idade da 4 aanos pou-
? ais ou menos, a qoal 4 pertaaeeejte a Joio
Fernandos Baptiala, e vai i praca por execucie,
ue contra este enesminham a viuva Amorim &
ilho, avahada a saesma escrava em 500 rs., o
na falta de tiritante* ser arrematada pelo preco
da adjudifio com o abatiment da lei.
E para que ledos ehegoe a noticia, mandei
paosar editaos qoa sarao aflxados nos lugares do
coetume o publicados pela imprensa.
Dado e passado nesia cidade do Recife de Per-
nambuco. aos 29 dias da mezde julho de 1861,
quadragesimo da independencia e do imperio do
Braail.
Bu Manoel de Carvalho Paos de Andrade, es-
crivo o subserevi.
Francisco de Assis Pereira Rocha.
O Dr. Btancisctj de Assis Pereira Rocha, juiz de
direito especial do commercio desta cidade do
Recife e seu termo, capital da provincia de
Pernambuco por Sua Msgestade Imperial o
Constitucional o Sr. D. Pedro II, que Deus
fuarde etc.
ac saber pelo presente, que por esta juizo e
earioro do eterivio que este subscroveu corre
urna execugio de sentenQa entre parles Antonio
Paulo da Silva> o execuudo Antonio da Costa,
que leodo-se feito penhora em dinheiro que ae
acha recolhido ao deposito geral na quaotia de
317p490, pertencente ao exetutado, em audiencia
de dia 1* do crvente por parte do solicitador Joa-
quim de Albuquerquer Mello, procurador bastan-
te do eaequeaia motora feito o r6querimenlo se-
guinte :
Anno do Bastimento de Nesso Senhor Jeses
Christo de 1861, ab 1* de agosto do dito anuo,
oeata cidade do Recita de Pernambuco, em pu-
blica audiencia que aos feitos e parles fazia o Dr.
juiz de direRu especial do commercio Francisco
de Aasis Pereira Rocha, nella pelosotUiUdor Joa-
quina de Albuquerque Mello, procurador do exe-
quenle Antonio Paulo da Silva (oi aecusada a pe-
nhora que se segu, feila em diohairo pertencen-
te ao executado, requeren Jo que a este ficaasem
assignados de baixo de pregio sob pena de las-
lamento, os seis dias da lei e doc aos credores
incertos visto como semelhanle penhora linha-se
effrtctuado em dinheiro.
O que ouvido pelo juiz assim o deferio:
Eztrahi o presente do protocolo das audiencias
e junto o mandado de penhora e a procurarlo do
oxoquente.Eu Joio Vicente de Torres Bandeira,
escreveota juramentado o escrevi.Eu Manoel
de Carvalho Paes de Andrade, escrivo o subs-
crei.
Por forga do deferimecto dado a este requeri-
mento, o escrivo respectivo fez passar o presen-
te pelo theor do quat serio citados os credores
incertos por todo o couteudo no requerimento
aqu transcripto, afim de que, dentro do prefixo
prazo do Id dias compare^am neste juizo alle-
gando o que Ihes fdr a bem de seu direito e jus-
iiea sob pena de revelia.
E para que chegne noticia a quem interessar
possa. mandei passar edilaes que serio affixados
e publicados pela imprensa.
Dado e passade oeta cidale do Recife de Per-
nambuco, tos 6 dias do mez de agosto de 1861.
quadragesimo da indep8udenciae do imperio do
Brasil.
En Msoosl de Carvalho Paes de Andrade, es-
crivo o subserevi.
Francisco de Assis Pereira Rocha.
O Illm. Sr. inspector da thesoureria pro-
vincial, em eumprimento de ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, maoda fazer publico que
no dia- 29" de agosto prozimo vindouro. perante a
junta da iasenda da mesma tbesooraria se ha de
arrematar a quem maior preco offerecer, o ren-
dimento do imposto de 4 0|0 creado pelo W do
art. 40 da los- provincial n. 510, nos municipios
seguintes :
IgaorassA.
Boeilo.
Garantan.
, Brejo o Cimbres.
Flotes.
Boa-Vicia.
A arrematado ser feita por lempo de doo*
annos, a contar do 1.* Ce julho correnle
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario,
Secretaria da tbesouraria provincial de Per-
nambuco 90 de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciacio.
Iaspeci> 4o arseoal de ma-
rinha.
De ordem do Illm. Sr. inspector faro publico,
que em 8, 9 elO do correte mez se vender em
hasta publica, na porta do alraoxarifado, eomo-
eaudo as pravas as 11 horas da manhaa, 25 arro-
bas e 19 libras de bolacha arruinada.
Inspeccio do arsenal de marioha de Pernam-
buco em 7 de agosto de 1861.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Santa cas*, de misericordia do
Recife.
A Illma. jueta administrativa da irmandade
da saota casa de misericordia do Recife, manda
pelo presente convidar aos senhores irrtaos da
mesma irmandade para assislirem no dia 15 do
corrente a fesla da respectiva padroeira que ter
lugar nesse dia na igreja do Paraizo.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recife 7 de agosto de 1861.O escrio,
F. A. Gavalcanti Cousseiro.
Ritde Janeiro
pretende sabir cora brevidajl*
Castro III ; para a earga e
se com os consignatarios Pi
a barca nacional
dtiipgeiros, trata-
inteffa Souza &
rio, na ra da Crua n. 2l.eflfeeiro andar.
com o
capitJo na prau do commercio.
Almirante.
Bai-
o
Segu para o Rio de Jane
Almirante, capito Henri
qual tem parte da carga p
que lhe falta e eseravos a
Azevedo & Mesdes, rus da
o brigue nacional
Corroa Freitas, o>
pta : para o resto
te, trata-se cosa
a.l.
j^w
L;~\. >>
O patacho nacional Barras /, da superior
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-so
Amorim & Filho.ruada Cruz n. 45
capito a bordo.
eom viuva
ou com o
a

O Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, official
da imperial ordem d* Rosa, e juiz especial do
commercio desta;cidade do Recife de Pernam-
buco o seu termo por S. M. I. que Dos guar-
de etc.
Far;o saber aos que o presente edital virem e
dalle noticia tiverera, que no dia 8 de agosto do
corrente anno se ha de arrematar em praga pu-
bl'ca deste juizo, liada a audiencia, a escrava de
nome Eduirges, crioula, de idade de 26 annos,
poucos mais ou menos, avahada em 1:2009, per-
tencente a Joaquim Pereira da Silva Santos, e
vai praca por execucie que lhe nove Miranda
& Vasconcelos ; a caso nao appareca lanzador
que cubra o preco da avaliacao ser a arremata-
do feita pelo preco da adjudicacio cem o abate
da lei.
E para que o presente chegue ao conhecimento
de todos ser publicado pela imprensa e affizado
na forma do estylo.
Cidade do Itecie 23 de julho de 1861.
Eu Adolpho Libralo Pereira de Olivelra, es-
creveate juramentado, o escrevi.
Eu Manoel Maris Rodrigues do Nascimeolo,
escrivio, osobscrevi.
Francisco de Assis Pereira Rocha.
9:897913
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 6
[dem do dia 7
10 676JJ625
2:969123
13:645*748
Moyimento do porto
O Constitucional irrita-se sem motivo e co-
zne^a a ser injusto.
Esquecendo que ha poucos dias o Sr. presiden-
te da provincia garanti aos do seu credo a in-
terposicio do recurso das decisoes da junta qua-
lificadora da Boa Vista, ordenando positivamen-
te ao juiz de paz.de quem se quelxaram os re-
correntes, que cumprisse a lei, acceitando esse
recurso, com o quemereceu da Ilustre redacto
do Constitucional em elogio, que ainda lembra
a todos ; hoje que e espada da justica cahio so-
bre um dos seus membros, que cercado de pre-
conceitos, o a despeito dos mais graves motivos
desuspensio que por melindre proprio o deviam
inhibir de ser juiz em urna causa a que ligara o
mais immediato e notorio interesse ; e que ser-
vindo illegalmeote dous empregos iocompativeis,
a que intuitivamente se repugnara quera por
taes meios fazer triumphsr essa causa, attribue
em seu artigo editorial a presideocia a inteogo
oceulta de preparar o veocimento do Sr. Anto-
nio Carneiro da Boa-Vista ; e assevera que o fiel
da adminisiracao fortemente impelKdo para o
lado a que elle pertence.
Ainda mais.
O Constitucional esti convencido de que ao
procedimento do Sr. Luiz Francisco como mem-
oro do consetho municipal precedeu annuencia
do Sr. Nunes Goocalves.
Nada mais injusto e impensado.
O Constitucional nao discuti jurdicamente a
questo de iacompatibilidade, limitou-se i aecu-
sr publicando apenas os offlcios trocados entre
a presidencia e o Sr. Dr. Seralico.
r? irrecusavel que essa ineurapaiibiildade fun-
dando-se racionalmente na impossibilidade de
aerem bem desompeahados ae mesmo tempo por
um s individuo os legaras de jtz municipal e
de professor publico, est proscripta positiva e
termioatie em difireme decisoes do goveroo ;
a para isto conhecer-se basta lar os fundamentos
des offioioi da presidencia.
Come se podar contestar vaitajosamente Mta
aerdade ? m
COMMgKCIOa
Caixa Filial do Banco do
Brasil em Pernambuco
A directora em virlude do aviso de 8 de junho
prximo passado declara que fica prorogado por
mais GO das o prazo marcado pelo art. 4o do de-
creto n. 1685 de 10 de nevembro do anno fiodo,
para a subslituigio das notas de 209000 da emis-
so da mesma caixa o qual linda em 19 deaetom-
bro vindouro.
Cma filial do banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.O secretario interino, Lnit de Moiaes
Gomes Ferreira.
A'ofios entrado no dia 7.
Liverpool45 das, barca potlugueza Flor de
S. Simo de 490 toneladas, capito D. Perei-
ra .Lima, equipagem 17 pessoas, carga car
vio de pedra, louea ^azendas e mais gneros;
Carvalho Nogueira & C.
Babia4 dias, escuna p'orlugueza Fmifta.de 145
toneladas, capito Jos Caetano d Silva, equi-
pagem 9 pessoas. carga batatas polas e ou-
tros gneros; Azevedo & Menu~a.
Navios sahidos no mesmo dia.
Parahibabrigue bespanhol Vigilante, "capito
Jos Merambell ; en lastro.
Portos do nortevapor nacional Jaguaribe, com-
mandante Manoel JoaquimLobato.
O Illm. Sr. iospector da thesouraria pro-
vincial, em compriments da resoluto da jun-
ta da fazenda, manda fazer publico, que a arre-
malario do pedagio da ponte do Tacaruna, fui
.transferida, para n dia 14 do correte.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincia de Pernam-
buco, 3 de agosto do 1861.O secretario, A. F.
d'Aoaunciacao.
O Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, official
da imperial ordem da Rosa e juiz de direito
especial do commercio desta cidade do Recife,
capital da provino!* de Pernambuco e seu ter-
mo por Soa Migeelade Imperial e Constitucio-
nal o Sr. D. Pedro II a quem Deas guarde elr.
Fago saber aos que o presente edital virem e
delle noticia tiverem, que no dia 8 de agosto do
eerrenle anno se ha de arrematar por venda a
quem mais der, era praca publica desta juizo na
sala dos auditorios os objectos seguintes :
Urna olaria, sita nos Remedios, com um forno
e ras sobre pilares de pedra e cal, coberla de
telha, e urna casa em caixo, smeote coberta
metade, com tres empeadas por cubrir, com
urna porta larga no oito, com quarenta e dous
palmos de largura, e cento e quinze de compri-
monto, avallados por quatro tontos de ris, os
quaes foram penhorados a Francisco Avila de
Mendnga. por execuco de Mooteiro Lopes
^
De ordem do Illm. Sr. inspector da alfan-
dega declara-se que foi modificado para 3$ a ar-
roba o prego do assucar branco da pauta sema-
nal. Alfandega de Peroambuo 26 de agosto de
1861.O 2. escriptorario,
Maximiano F. P. Duarte.
O Untador da reeebedoria de rendas Inter-
nas geraes, de cooformidade com o art. 37 e seus
do decreto de 17 de marco de 1860, tendo de
dar principio no dia 6 do corrente mez fazer a
collecla as ras da Cadeia, Cruz, Caes da Alfan-
dega, Largo da Alfandega, arco da Conceico,
Liugoeta, Torres e becco do Abreu do bairro do
Recife dosimposlos a que estao sujeitas ss lojas
e casas commerciaes, e outrasde diversas classes i
e denominares, avisa aos donos dos seus res-
pectivos estsbelecimentos, para que tenhvm pre-
sente no acto da collecla os recibos e papis de
arrendsmento de suas casas, visto que elles terao
de servir de base ao processo do lan;amento.
Reeebedoria de Pernambuco 5 de agosto de
1861.Jos Theodoro de Sena.
Collectoria provincial de
Oliudrt.
O collector de rendas provinciaes da cidade de
Olinda manda fazer publico pelo presente que
tem desigoado os das de segunda, quarta e sex-
ta-feira da semana para proceder os lancamentos
da decima urbana, e dos imposto de 4 OO sobre
o aluguel das casas de diversos estsbelecimentos
commerciaes, de 8 0|0 sobre o aluguel das casas
em que estiverern os escriptorios, de 20 0|0 de
agurdenle do consumo, de 5 QsO sbreos alu-
gueis das casas pertencentes s corporales de
mo morta, edo imposto sobre os carros de pas-
seio e de aluguel, para o anno financeiro de 1861
a 1862 ; e que nos outros dia% da semana conti-
nuar a arrecadago da decima urbana perten-
cente ao exercicio de 1860 a 1861, da divida ac-
tiva, e mais imposi;6es a cargo da mesma col-
lectora.
Collectoria provincial de Olinda 29 de julho de
1861.O escrivo,
Joio Gonralves Rodrigues Franca
Directoria geral da instrueco
publica.
Por esta reparlicio se faz constar aos interes-
sados, que nio pode o conselho director tomar
conhecimento das pelicoes de
Manoel Jos de Farias Simos.
Reverenda Lourenco Lapes de Carvalho,
Maaoel Cassiaoode Oliveira Ledo,
D. Francisca de Assis Domiogues Carneiro,
por nao estarem estas devidamente documenta-
das como dispe a lei o. 359 de 14 de maio de
1855; rssim como estio no mesmo caso por falta
desello as petujoesde
D. Mara de Nazareth Augusta de Miranda.
D. Josepha Amelia de Godoy e Vascoocellot
Vctor Antonio do Sacramento.
Secretaria da instruc^io publica de Peroambu
co7 de agosto de 1861.O secretario interino,
Salvador Henrique de Albuquerque.
ara Lisboa e
Porto.
Segu com brevidade o brigue nacional Eu-
genia, de primeira classe, capilo Manoel Exe-
quiel Migeos, o qual tem dous tergos da carga
engajada, para o resto que lhe falta e passageiros
trata-se no escriptorio de Azevedo & Mendts
ra da Cruz o. 1, ou com o capito na pra;a.
COMFAKHIA PERNAlBICANA
DK
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu'. Aracaty, Ceara'.
O vapor Iguarass, com manda ote Moreira,
sahir para os portos do norte at o Cear no
dia SS do correnle s 4 horas da tarda. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Eocommendas,
passageiros e dinheiro a frete at o dia da salada
a 1 hora : escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
Porto por Lisboa
Segu em breves dias a barca nacional There-
za I por ter sua carga engajada e parte delia j
a bordo, recebe nicamente passageiros, para o
que tem excellentes commodos, e trata-so com
Bailar & Oliveira, ra daCadeia do Recife o. 12.
Lisboa.
. O novo e veleiro brigue portuguez Bella Fi-
gueireuse, capito Jos Ferreira Lessa, pretenda
sahir at o dia 12 de agosto, por ter a maior
parle do seu carregamento prompto, para o res-
to da carga e passageiros para oa quaes tem ex-
cellentes commodos : trala-se com seus consig-
larios F. S. Rabello 4 Filho, largo da Assembla
0.12.
Para o Aracaty e Ats
segu em poucos dias o hiate Camaragibe por
j ler metade de seu carrsgamento : para o resto
e passageiros, trata-se na ra do Vi gario n. 5.
B^hia.

CAIXA FILIAL
DO
BANCO DO BRASIL.
EM 6 DE ACOST DE 1861.
A caixa desconta letras a 9 %, sendo a
8 7,
as deseu aeeile, e dinheiro a premia, e toma sa-
ques sobre a praca do Rio de Janeiro.
novTbanco
SR
i>nt\ i u ni ( o.
IM 6 DE AGOSTO DE 1861.
O banco desconta na presente semana a 9 */
ao anno at o prazo de 4 mezes e a 11 /0 at o
de 6 mezes, etoma dinheiro em cootas correles
simples ou com juros pelo premio a prazo que se
couveocionar.
101 450*455
33 9621669
Rendimento do da 1
dem do dia 7
135:433*124
o> ce ts a. S <*> M V Horas.
w W B a 5" m aJfewospAera O te
w * e Vi Dir*cie. M H o ce 5= -<
V w V 8 ' Intensidade. 1 si
v ce 8 00 a Fahrenhtit. 1 m e at M H ai O *5 1
W en 00 ~v* en 6d 1 Centigrado. i % o C r-i
s s 3 o es JN Hygrometro. i
o o o o' s Cisterna hydre-wutrica.
s s "te 2 ae - Francsz. 5 m o
30,13 80,091 5 "8 Infiel.
THEATRO
DE
Segu a sumaca Hortencia, capito Relchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
f lta e]passageiros, trats-se com Azevedo & Mea-
des, ra da Cruz n. t.
Lftiloes.
LEILAO
A noite nublada;|com pequeos agoacairos,
rento SE, variavel de intensidade e assim ama-
nhecen.
OSClLAfjAO Oa MARS.
Preamar as 5 h. 18' da tarde, altura 7,1 p.
Raizamar as 11 h. 6' da manhaa, altura 0,8 p.
do arsenal de marinha, 1 de a
E nao havendo lanzador que cubra o preco da
avaliacao, a arrematarlo ser feita pelo valor da
adjudicando com o batimento da lei.
E para que chegue ao conhecimento de tolos,
mandei passar o presente que ser publicado pe-
la imprensa e afflxaSo nos lugares do costme.
Dado nesta cidade do ReeUe, aos dezessete
dias do mez de julho do aono do Nasctmento de
Nosso Senhor Jess Christo de 1861, 40. da in-
dependencia e do imperio do Brasil.
Eu Nanoel Maris Rodrigues do Nascimento,
escrivo, o subserevi.
Francisco de Assis Pereira Rocha.
0 Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, juiz de
direito especial do commercio desta cidade do
Recite, capital da provincia de Pernambuco e
seu termo, por S. M. Imperial e Constitucional
o Sr. D. Pedro II, que Deus guarde, etc.
Fago saber, aos que o presente edital virem e
delle noticia tiverem, que no dia 8 de agosto se
ha de arrematar por venda a quem maisjder, em
prac;a publica deste juizo, na aala dos auditorios,
um mulato de nome Eugenio, com 35 annos de
Nade, poueo mais ou menos, avahado por 1:000$,
o qual foi penhoredo por exeeuco de Jos Rap-
tisia Ribeiro de Paria, contra Manoel Jos Lene ;
a nao havendo laooador que cubra o prego de
avaliacao, a arrematado ser feita pelo valer da
adjudicado com o abalimeuto da lei.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar oditaea que sarao publicados pela
imprenta e affixados nos logares do costume.
Recifo 4 de julho de 1861, 40* da independen-
cia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Mara Rodrigues do Nascimento, es-
crivo o subserevi.
Francisco de Assis Pereira Rocha,
Santa Isabel.
EMPREZA-GERNUNO.
27 RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbado 10 de Agosto.
Subir scena
original francez,
o excellenle drama em 5 actos,
0 COHDE DE S. 6ERHA10
Observatorio
gosto de 1811.
MovImMt* el* *!!**.
Voluntes; entrados casi raneada*.. 87
tora ganaros 121
Vola mes
a
sahidos
>
com
ca*
tazendas..
gneros.
aw
44
67
7*3
Descarregam hoje 6 da agesta.
Irrgua hamburgusHcoris.ua -carao de char-
que.
Rosujie Stmvu,
1* tenla.
Edita es.
O Dr. Prendero de Assis Pereira Racha, official
da imperial ordem da Rosa, jaiz da direito es-
pacial do aaamarcio nesta nidada do Recife
pjravtacii da Peraarabaco, por 8. M. I. a C. o
Sr. D. Pedro II, qu* Deas guarde, le.
Fajo saber pelo presenta que no dia 8 de agos-
OU
0 DI \B0EM PARS.
PERSONAGENS.
O conde de S. Germano........ Germano.
Marcello, ourives.............. Vicente.
Papilhon, joalheiro............ Teizeira.
Durand, dito.................... Oliveira.
Julio, dito.................... Campos.
Bernardo, dito ................ Santa Rosa.
O commendador................ Raymundo.
Oeavalheiro de Vaudray........ Valle.
O baro d'Ornay................ I.eite.
Dubois, creado.................. Jlo.
Pietri.......................... Nunes.
Carcereiro...................... Campos.
A marqueta.................... D. Isabel.
Joaoua, cega.................. D. Manoeta.
Guardas, povo, etc.
Terminar o espectculo com a linda comedir
em um acto, ornada de msica,
mi hji m m.
Tomara parte as Sras. D.Minoela, D. Carmela,
e os Srs. Germano, Vicente, e Teizeira.
Comecar s 7 X horas.
O agente Costa Carvalho far leilo por conta o
risco de quem pertencer de diversos gneros, na
taberna da praca da Boa-Vista n. 16 A, qutnta-
feira 8 do corrente as II horas da manhaa em
ponto, na dita taberna.
Genuino leilo
DE
FAZENDAS.
NA
Ra do Imperador n. 73.
Quinta-feira 8 do corrente.
Antunes far leilo em seu armazem na ra
do Imperador n. 73, de um completo sorlimento
-ile facendss de lodosos goslos e qualidades, co-
mo sejam ricos cortes de seda para vestidos de
seohora, casaas, cambraias, blondes, enfeites pa-
ra cabe?, meias para homem e seohora, cami-
sas para hornero, reos bros e casemiras, e ou-
tra mitas azeadas que vista animar a con-
currencia, sendo tudo vendido sem limite de
preco eem lotes, a ventado do comprador.
LEILAO
DE
lilla e
Directora geral da instrue-
co publica.
Pac. sabor a quem convier, do orde* do Illm.
Sr. Dr. director geni, que a* virlude do oficio
do Exm. Sr. pr esideo le da provincia da 3 do cr-
renle, fica pravogado por 30 dias o preco marca-
do para a teacrip$o a procesan de habilitace daa
oppoSiloraa a eadairaa vagas de instraccho ele-
mentar da primeira grao paro o seso femenino,
anciooadas a adital da i de julho ultiao,
atoar : S, Pr. Pedra oncelvea do Recife, Igua-
rasa, Serinheai. Geranhuns, Caruarii a Santa
Aataaaa da Raerle (i.* oadeira).
Secretaria de iostrucee publicada Pernambu-
co S da agosto de 1861.O aecretario iniarino,
Salvador Heari^ue de Albaquerqae.
Atsos maritimos.
O palhabate nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo, segu para a Baha em
poucos dios ; para o resto da carga que lhe falta,
trata-ae com seu consigastario Francisco L. O.
?lasado, aa ra da Hada de Deas n. 18.
Maranho e Para.
O hiate Koaas segu ato dia 15 de correte,
a te* saaie earregamento tratado: cem o resta
trata-se oo oa consigotarios Morques, Barro
& C'i larg do Corpo Santo n. 6.
SEM LIMITES.
Sexta-feira 9 do corrate.
O agente Cesta Carvalho querendo acabar com
diversos trastes que tem em seo armazem far
leiUo por conta e risco de quem pertencer do to-
dos os objectos de mobtlia constando roobilias,
guarda-roupas, guarda-louca, apparadores, cem-
modas, secretarias, camas francezas, espelhos,
candelabros. ntenlas, quadrose outros muilos
ebjeclos que esto a vista das compradores e que>
sero vendidos a correr do martello : sexta-feira
9 da corrente as 10 horse da manhaa em seu ar-
mazem na ra do Imperador n. 95.
Na mes coa occasiao
vendar* varias obraa da medicina a bomeoca-
thta. ^
LEILO
A 8 do corrente.
Parale Vieaa 4 C. continuarao por ioter-
veocAo do aguata Oli*n, ana leilo da farra-
gan, cu ti loria o miadesas, das quaaa nao (oi
hootem paaslvel axpdr graada naca coocur-
reacia de saaa Iragoeces. a quem rano va a con-
vite para
Hoje, quinta-feira
cemnataeatem em aeu irmarem, o cus d* C*-
da'.a do Recibe,
I
1
-------
r





(*) M

r-
DbUIO M flRJUMDOOi *- QUINTA FEIRA 8 M AGOSTO DE 1841.
De novo o agente Hyppolito levara' a
leilao as divida activas d^fetwa fallida
de Caminha Irmaos : .tpxta^-feira 9 do
isem ponto em seu
[da Cadeia do Recite
indar.
coi rente at
escriptorio
n. 48, prime
LILAO
DE
Massa* farinha e
alhos.
O agente Hvppolito fara' leilao hoje
do seguate:
Urna porqo de caixas com massas.
de farinha de mandioca.
de alhos
no armazem do Sr. Aunes em frent
alfandega as 11 horas em ponto
Avisos diversos.
nte^la
LOTMfli
Sabbado 17 do corrente andaro im-
pretei ivelmente as rodas da sexta parte
daquarta lotera (primeira concessSo)
do Gymnasio Pernambucano, pelas 10
horas da manliaa. Os bilhetes e meios
bilhetes acham-sea venda na thesoura-
ria das loteras, que se acha mudada
para a na do Crespo n. 15, pavimento
terreo e as casas commissionadas do
costume. Os premios sero pagos in-
continente a entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jcse Rodrigues de Souza.
O bacharel Gusmo Lobo,
promotor publico e adrog-
do, pode ser procurado das
9 as 3 horas em casa de sua
residencia, ra do Cabng
o 61 D.
Aluga-se o sobrado de um andar e soto na
ra Direila o. 81: a fallar na loja do mesmo.
Precisa-se de urna ama secca para criar
urna menina : na ra da Cruz o. 15, segundo
andar.
No dia 10 do corrente, pela 1 hora da tarde
se ha de arrematar por renda urna mobilia pe-
ohorada a Jos Joaquim de Oliveira. por execu-
Cao de Francisco Gomes de Oliveira Sobrinho, pe-
lo j iiz.0 municipal da 2.a vara, escnvo Baplista,
cuja praca tei lugar as salas das audiencias.
Mova
expsito
De
candieiros a gaz.
Ra Nova numero 2-.j
O proprietario deste estabelecimenlo toma a
honra de annunciar ao publico que no dia 8 do
correte abrir seu novo estabelecimenlo de cin-
dieiros econmicos a gai, as 6 horas da noite se
achara Iluminado at at 9 1(2 da noite com toda
franqueza para verem e conhecerera a ficilidade
que ha em usarem dos ditos candieiros em eco-
noma, pela moita experiencia que ha feito com
os ditos caodiejros, se encontrar de todos os
precos e qualidades ; todos aquellos que quize-
rem usar de ditos candieiros, deixo de mencionar
todas as qualidades que ha pela immensidade
que se offerece por estarem exposlos com toda
franqueza no dito estabelecimenlo, na ra Nora
numero 24.Carneiro Vianna.
Vende-se a grande e bem construida casa
terrea da ra do Hospicio d. 35, onde mora o Dr.
Baeta eros, com a vista o comprador conhecer
o tamanho do edificio : a tratar na praga da Boa-
Vista, botica do Sr. Ignacio, das 11 horas ao
meio dia.
Viva a concurren-
cia.
J. Hunder, alfaiate, avisa a seus freguezes alia-
dos, cheles das partidas e repartirles da provin-
cia de Pernambuco, que a uoica tenda da boa te-
soura de alfaiate existe na ra Nova n. 67 ; e
para o mesmo tira encontrarlo os freguezes que
honrarem esta tenda um bom sortimeclo das fa-
zendas modernas, e prego muito razoarel.
Vai praca depoia da audiencia do Sr. Br.
juizda 1.a rara docirel, no dia sexta-feira 9 do
corrente, o sobrado n. 23 de Fora de Portas, por
arrendameolo, a quera mas der.
Henriqueta Augusta do Amparo retlra-se
par& o Rio de Janeiro.
Aluga-se urna preta para qualjuer servico de
urna casa, menos engorumar : quem precisar,
tinja-se a ra do Rangel n. 10.
Desappareceu
da ra de Santa There/.a um crionlinho forro de
nome Valeriano Tiburcio, idade 11 aonos, lerou
calca parda com ous remeodos braneos as na-
dega, camisa de algodozjnho e chapeo de pa-
Iba grossa : rogarse a quem o encontrar lera-lo
dita ra n. 44.
O *baixo aasignada, como procurador bas-
tante de Jos Joaquim Fernandesda Rocha Vian-
na, faz sciente ao publico e muito principalmente
ao respeilavel corpo de commercio, que na data
de hoje lem despedido o caixeiro da taberna o.
9, sita na Senzala Nora, de nome Thomaz Ma-
noel Ribeiro, que comprara para a meama liber-
na em nome do dito Rocha, e por isao toda a con-
ta que lhe for apresenlala da data do presente
anouncio se nao reapoosabilis* por j ler anncn-
ciado para os seohores credores apreaentarem
suas cootas no praz de tres das, antes de se dar
balando na dita taberna, e para se nao allegar ig-
norancia faz o presente anouncio. Recife 6 de
agosto de 1861.Joaquim Gongalrea Beltrio.
Aluga-se o segundo andar e soto do so-
brado na ra da Peona, com fundos para a ra
Sireita n. 9, com mullos commodos ; a tratar na
za atraz da matriz da Boa-Vista n. 36.
Theatro de Santa
Isabel.
Numerosos admiradores da Sra. D. Manoela e
do Sr. Germano que nao podaraao assistir as re-
preseot>e4s do importante drama Suzanna, pe-
dam por va desta folha o mesmo seohor que o
lere no ramele cena; cortos deque o Sr.Ger-
ano atteoder a lio justo pedido, desde j lhe
agradecen), e reileram os seus protestos de ad-
anirago e eilima.
Precisa-so de um caixeiro para tomar conla
de ma taberna por haUaco, e que aflante sua
oadacU : na roa da Senzala Nova n. 9.
i?reciea-se de um eoxinheiro para urna casa
eatrangeira de pouca familia : a tratar na ra da
Cadeia do Recife armazaru n.~52.~
Sa que sob re Lisboa. *>*
Manoel Ignacio de Olireira & Filho saccam
sobre Lisboa ; no seu escriptorio, largo do Corpo
Santo.
O Sr. cadete Tude chamado a
esta typographia para rectificar a as-
signatura deste Diario, pdr quanto mu-
dou-se da ra onde morava sem o fazer.
Pedido
O abaixo assigoado tendo acabado com a sua
loja de calcado aita na ra larga do Rosario o.
32, pede encarecidamente as pessoas que se
achara a derer, que renbam salisfazer seus d-
bitos, pois sao bastante antigos, e risto nao con-
rir ter um caixeiro s para este m, por isso po-
dero dirigir-se a mesma ra, no bazar pernam-
bucano, loja de charutos, aQm de evitar o serem
chamados por seus uomes.
Joaquim Bernardo dos Res.
- V V*i
(10MPAMU DA YIA FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
De conformidade com as inslruccdes recebidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os accionistas des-
ta compaohia a cumprirem com os termos du
aviso que por ordem do mesmo abaixo ficam pu-
blicados.
Escriptorio da compaohia, 16de julho de 1861.
Por procurago de E. H. Braman, thesoureiro.
II. ustin.
Aviso.
COMPANMA DA VIA FRREA.
00
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resolucao
da directoria desta compaohia, tomada nesta da-
ta, tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada acco a qual chamada ou
prestaco dever ser paga al ao dia 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dos Sr. Mau Mac-Gregor & C, na Babia aos
Srs. S. S. Darenport Si C. eem Pernambuco no
escriptorio da theusoraria da mesma ria frrea.
Pelo presente Oca tambe* entendido que, no
caso de nao sera dita chamada ou prestaco sa-
lisfeila no dia marcado para o seu pagamento ou
antes, o accionista que incorrer nesta falta, paga-
r juros a raso de 5 % ao anno sobre tal cha-
mada ou prestaco a contar desse dia al que
seja realisado o pagamento.
No caso de nao effectuar o pagamento desta
chamada ou prestaco dentro de tres mezes a
contar do dito dia tizado para o embolso da mes-
ma, ficaro'as accoes que iacorrerem em tal falta
sujeitas a serem confiscadas, segundo as dispo-
nes dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
Assignado.W. H. Bellamy, secretario.
119 Gresham Houze Od Broad Street.
E.C.-
8 de maio de 1861.
YIA FRREA
DO
Recife a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Telegrapho elctrico entre Cinco
Ponas e a villa da Escada,
Pela respectiva superintendencia se faz publi-
co que em virtude da approvacao provisoria da
Exm. presidencia da provincia ser franqueado
ao publico do 1 de agosto em diante o uso do
referido telegrapho mediante as condiccdes da
tabella segulnte :
Escriptorio da superintendencia em 24 de ju-
lho de 1861.Por procurarlo de E. H. Bramab.
R. Aqstin.
ESTRADA DE FERRO
DO
Recife a Sao Francisco
Tabella dos precos para as commii-
nicaces elegraphicas.
Por um despacho de urna at victe palavraa
Do Recife ao Cabo e vice-rersa. 2000
o a Escada 3JOO0
Do Cabo a Escada 23000
Por cada dez patarras excedentes. 1JO0O
N. B. Nao ficam comprehendidos oeste nume-
ro os uomes dos expeditores e destinatarios que
nao contenham mais de duas patarras e suas re-
sidencias.
As respostas pagas adiantadas na occasio da
entrega dos despachos nos escriplorios tero 50
por cento de di fie renca nos precos da tabella.
Os despachos sero enriados em cartas fecha-
das aos domicilios que se acharem na zona de
1|8 de legua dos escnptorios do telegrapho sem
retribuico alguma e d'ahi por diante dentro de
am circulo de duis leguas somenle pagarlo os
expeditores 19 por cada legua ou fracgo desta
de risgen. redonda.
Os: portes sero satiafeitos no acto da entrega
dos despachos nos escriplorios.
Os despachos serio entregues nos escnptorios
do telegrapho a horas do expediente, islo de
8 horas da manha at meio dia e de duas horas
al 5 1|2 ds tarde
23 Ruada Imperatriz 23
PIANOS E MSICAS.
J. Lsumomler convida os senhorea mestres e amadores de msica, rirem a seo armazem
rer os excelleutea pianos Laumoooier, que acaba de receber da Pars, fabricados expressamente
para o clima do Brasil, muito elegantes e de gostos modernos. Igualmente tem msicas dos me-
lhores autores, asiim como concerta e afina oa meamos instrumentos.
a 480 rs. a libra inteiro a 440 rs.
em frasco com 4 libras por 3*000, a retalho a 800 rs.
SO NO PROGRESSO
NO
largo da Pon lia
Francisco Fernandes Duarte, proprietario deste
armazem de molhados, partecipa aos seus freguezes, assim como aos seohores da praca, de enge-
nno e Iarradores que dora em rante quizorem-se afreguezar oeste estabelecimenlo, que se acha
com um completo sortimento de gneros os mais noros que ha no mercado e por serem a maior
parte dellesrindoa de conta propria, esl portento resolndo a reode-los por menos 10 por cento
do que em outra qualquer parte, afianzando a boa qualidade e acondiciouamento, assim como ser-
rir os portadores menos praticos to bem, como se os seohores riessem pessoalmente, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar toda attencao, sfim de continuaren! a mandar comprar
suas eocommendas, serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecimento
acompanhar urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
. auevga inglexa, imo ri Ubrti tSo guperor aa, ,e TeDde com condicio
de roltar seno agradar, serios'de que se ho de gostarpor ser a mais novado mercado.
Wanteiga franeeza, 700 .. m<. em barn. w rs.
i liySSOU 0 meihor que ha n0 mercad0 a sipsoo a libra.
IAempreto.l600alibra
Queijos do reino cheg.d0$ 0Ml. ulMmo Tapor a ^
laem prato a 700 rs iDteiro a 64019 a llbM>
laem smso a 640 a ,ibra em por5o8e sz a baumemo.
Prexuuto de fiambre nglei. goo rs.. ibra
Prezunto de lamego
\mcixa8 f raneezas
Etspermasete a720r. a libra# em caixa a700 .
L.atas com bolaxiuVia de soda de deferente quaud.de a
Latas com peixe em posta de Baltai ,.udier i*4oo.
xVzeltonas muitO llOVaS a 1S200 rs. o barril. reUlho a 320 rs. a garrafa.
Doce de Mperene em latlai de 2 Ubflf por nm.
donatas parj podim a ^q rg# a libr<
Banna de porco refinada,
Haca de tomate
OS fie lOmnO a prmera vez qUe ,iet8m a este mercado a 640 rs. a libra.
Choueas e paios muUo noyo8 a m a ubra.
Palitos de dente VUados com 20 m.cinh0. por 200 rs.
Chocolate francs. nm r8.. libra, diUo potluguez a 80O M.
Alarme la da imperial d0 titei0 Abreu a de outros muitos fabricantes de Lisboa
a IJ&OOO rs. a libra.
\ in 1108 engarrafados Porl0| Bordeaux, Carcarellos, e moscatel a 1*000 a garafa.
VlnnOS em pipa de 5OO, 560 640 rs. a garrafa, em caadas a 3500 4$000 4500.
Vinagre de Lisboa 0 maig uperior. 240 rs a garrafa.
"r "J* das mais acreditadas marcas a 5 a duzia, e em garrafa a*500 rs.
ireiiiUUd, pra Opa a ma8 noM (Jue ba nQ mercado fl 64o rB> a ibra.
lr\Ubas francezas, m ra., laUa.
Milo de amendoa
iNozes mu|,0 D0Tag a 120 a
Castanbas
Caf
IgiOO
480 rs. a libra, em barril a 440 rs.
a mais ora do mercado a 9O0 rs., a em laltas de 2 Ubra por 1*700.
a 800 rs. a libra, dita com casca a 480 rs.
Ubra.
piladas a 240 rs. a libra;
muito saperiora 240 ra. a Ubra, e a 7$ a arroba:
iVrrOZ do Maranho a 3# em arroba, e em libra a 100 rs.
sevana muil0 noya a 160 rSi a 1bra e 4# a arroba:
Sevadinba de Fr,nQa a m ri alibra#
9agU muu0 D0TO a 32o rs. a libra.
a oneinno de Ligboa a 360 ri a libra e a m a arroba#
Farinba do Maranbo a
T oucinbo ingU z. 200 a libra.
Passas em eaixinnasde8Ubraaa^5ooCadauma.
Inlependente dos gneros mencionados encontrar o respeitarel publico tudo quanto pro-
curar tendente a molhados.
mais nova a 160 rs. a libra.
ittencao.
si? s3? m
alflnetes de ouro e brhantes.
Na officina photographica da ra do Cabug o.
18, entrada pelo pateo da matriz, existem lindo
alflnetes com brhantes e ao gosto de Lu XV,
para a collocaclo de retratos; ha tambem urna
rariada colleccao de alflnetes de ouro com, e
sem podras. O prego dos alflnetes com oa re-
tratos rariam de 16* a $QQ$. Ni meama casa
rendem-se bellos espelhos com molduras doura-
das para ornar salas de luxo e tratamento ; bor-
las de seda para cortinados de janellaa e para
quadros, assim como corddes para o mesmo fim.
Vesde-se tirio a pre;os razoareis e moderados.
Aluga-se o 2o andar da ra da Cruz n. 21 :
a tratar no armazem do mesmo.
No escriptorio de Amorim Irmios, existe
urna encommenda para o Sr. Antonio Goncalres
Pereira, rindo a pouco de artugal.
Offerece-se urr rapaz nrasrleiro para caixei-
ro de qualquer estabelecimenlo ou cobraoca ; a
tratar na Boa-Vista Traressa do Veras casa u. 3.
Precisa-se fallar com o Sr. Manoel Aires
Vianna que ltimamente se mudou da villa da
Escada para esta cidade, e por nio saber-te de
ana residencia, roga-se o faror de dirigir-se a
ra oa Crazn. 39, ou annuncie por est Diario
para ser procurado, a negocio de seu interesse.
Alugam-ae os dona primeiros andares da
ra da Praia n. 31 e 33 : quem pretender, diri-
ja-se a raa estrella do Rosario, loja de ourire
numero 7.
Santos, Caminha & Irmos, liquidatarios da
massa de Caminha & Pilhos, de noro rogam aos
deredores da mesma o faror de rir oa mandar
satisfazer-lbes as importancias de seus dbitos
at 30 do corrente raez, no seu escrfflorio na ra
Nora n. 25. identificando que no caso de nao se-
rem at tendidos, rer-se-bam obrigados a proce-
der a cobranza pelos meios que Ihes faculta a le.
A commisso liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de Irnos, que sediri-
jam com os seus ttulos raa da Cadeia do Re-
cife n. 26. primeiro andar, daa 10 horas da ma-
nha s 2 da larde, para serem verificados e olas-
sifleados pela referida commisso
D-sesociedade na taberna do largo da San-
ta Cruz o. 2, a pessoa que para isto esleja habi-
litada : a quem conrier, entenda-se na* ra da
Alegria n 32.
*** 9
9 Precisa-se de um preto de meia idade 9
forro ou captivo para administrar um sitio @
# pertoda prac,a : a tratar na ra do Trapi- aj
S che n. 18. m
! ]
Aluga-se o segundo andar da casa n. 15 da
ra do Rosario : quem prelende-lo, dirija-se a
ra do Lirramento o. 38, loja.
Paga-se a 20#500 por moeda de ouro de 20$:
na ra da Cruz do Recife n. 30.
Mudanca.
Manoel Lopes Pereira Ribeiro mudou a aua lo-
ja de barbeiro da ra da Imperatriz para a, ra
do Rangel n. 6,o qual se acha habilitado a fazer
tudo quanto pertencea sua arte, como seja amo-
lacoes, botar ourido em armas de espoleta, san-
grar, tirar dentes, limpar, chumbar com qual-
quer massa, applica ventosas pela presio do ar,
rende e aluga bichas, pode ser procurado a qual-
quer hora.
O bacharel Joio A. de S. Beltrio de Aranjo
Pereira, autorisado pelo proprietario do engenho
Braco, rende o dito engenho para seu pagamento,
e tambem o arrenda. Etae engenho est sito per-
to da cidade da Victoria, me com animaes, mas
coa pequea despese, pode moer com agua por
ter sido feito para islo, tea ptimas Ierras para
canna e mandioca, matas para madeira, e de.
ama produccao admirarel, eso se ronde por pre-
ciso do proprietario. O mesmo bacharel rende
seta terrenoa que tem, um oa ra da Aurora e
seis prximos a eaae, assim como um exceUcnle
terreno na Torre margena do Capibaribe. No
engenho Bella Rosa, ou na ra do Queimado, ca-
sa de Jos Joaquim Jorge.
Offerece-se -urna ama para serrico de una
casa : na ra do Caldeireiro n. 14.
O abaixo assignado tem urna carta de im-
portancia rinda do Rio Grande do Norte para en-
tregar ao Sr. Manoel Perreira Lima, e por igno-
rar sua morada, rogo-lhe queira dirigir-se ra
do Imperador n....
Rodolpho Joio Barata de Almeida.
Alugam-se duas casas no Poco da Panella,
ra do Quilbo por tras da casa do reverendo ri-
gario, ba ules commodos, quintal murado com
alguns a iredos de tracto, boa agua para beber:
os pretendntes fallem com o Rozendo, na Casa
Forte, ou na ra Augusta n. 33.
Aluga-se a loja da casa n. 25, sita na ra
da Praia de Santa Rita : quem a pretender, di-
rija-se a ra da Cadeia n. 62, segundo andar.
William Jopleng, subdito inglez, retira-se
para Europa.
" SOCIEDADE
TOO BENEFICEME
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Em Pernambuco.
Por ordem do conseibo convido a todos os so-
cios ([lectivos para a sesso de assembla geral
no dia 9 do corrente s61(2 horas da larde para
se tratar de negocios urgentes.
Secretaria da sociedade Unio Beneficenle dos
Artistas Selleiros ejn Pernambuco 6 de agosto
de 1861.
Joio Jos Leite Guimares.
1. secretario.
Arrenda-se o excellente engenho S. Gaspar
na freguezia de Serinhem, com ptimos partidos
de vanea a roda da moeoda, embarque, lenha
mui prximo, alem de outras rantagens : quem
quizer, dirija-se a ra do Hospicio n. 17.
Casa para alugar.
Aluga-se urna casa na ra da Conquista, na
Soledade ; a tratar na ra do Sebo n. 54.
Quem precisar de urna ama que aaba cozi-
nhar e engommar de portas dentro, dirija-se a
ra da Cruz n. 18, terceiro andar, tendo prefe-
rencia homem solleiro.
Precisa-se de am caixeiro de idade 14 a 16
annoa, que tenha pratica de taberna ; na ra Di-
reila n; 72.
Precisa-se da um cozinheiro brinco, ou urna
cozinheira : na ra do Vigario n. 2.
Jos Ferreira de Souza, subdito portuguez,
retira-se para o Rio de Janeiro.
. Urna pessoa que est habilitada para fazer
toda e qualquer cobranza pelo matto mesmo dis-
tante, se offerece para dito fim, dando fiador a
sua conducta: quem de aeu presumo se quiter
utllisar, annuncie por este mesmo Diario, que
ser procurado.
Aluga-se urna eserara ptima costureira,
assim como fax labirinlo, borda, marca, etc.;
quem pretender dirija-se a traressa das Cruzes
n. 4, loja de cagate.
Associacao ommercial
Beneficenle de Per- -
namBuco.
Nao tendo comparecido numero suf-
ficiente de Srs. socios para reunio de
assembla geral, convocada para o da
5 do corrente, a direccSo actual de no-*
?o convida os Srs. socios para o dia 9
ao meio da, aiin de dar-se compri-
mento ao que marcam os arts. 20 e 28
dos estatutos.
Sala da Associacao Gommercial Be-
necente de Pernambuco 6 de agosto
de 1861. Manoel Alves Guerra, se-
cretario,
Fundicao
de bronze.
Na bem conhecida fabrica de fundicio, latoei-
ro e funileiro da roa Nora, defronle da Coocei-
cao, contina a fazer todas as obras tendentes s
mencionadas artes e officinas cima ditas, como
sejam : bronze para engenho, parafusoa para di-
tos, e ludo quanto necessario para tal mister,
tudo mais barato do que em outra qualquer par-
te, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre, e tudo mais concernente a caldeireiro, obras
do lati com a melhor perfeico possirel, obras
douradas e em lato para militares, como sejam,
apparelhos para barretinas, ferngens para telina
e talabarte de qualquer arma, boloes de todos os
nmeros, dourados, bronzeados e em smarello,
obras de folha superiores por serem os artistas
que as fabrieam jornaleiro e oio empreiteiro, que
como se sabe, nunca as obras que sao feitas de
empreitada sio perfeitas, tudo muito barato: oa
ra Nora n. 38.
Na ra do Rosario, defronte do quartel de
polica, casa terrea n. 13, lara-se e engomma-se
por prego coramodo e com presteza, e se dar fia-
dor, se quizerem, para seguranca de seus donos.
0 ENSAIO CRITICO
Sobre a viagem ao Bra-
sil, em 1852,
0.
Alguma senhora riura ou homem solleiro que
precisar de urna senhora branca para ama para
cozinhar, engommar e todo o serrico de portas
a dentro, cuja pessoa trabalhadeira e diligente
e se sujeita a aer ama pelas suas circunstancia
e prometa a qualquer pessoa que precisar flear
salufeita com seus serrigoa queira fazer o faror
de dirigirse ao neceo.da Bomba, loja depor-
tas amarellas, que achara a pessoa que an-
nuncia.
Madama Leal e um fllho, subditos inglezes.
retirara-se para Europa.
Precisa-se de um feitor para um sitio em
Santa Anna, que seja sizudo e trabalhador, pa-
ga-se bem : a tratar ea ra do Trapiche-Noro
o. 42.
.Vende-seurna tabernatom poucos fundos:
na ra de S. Migue!, nos Afogados n. 72.
Vende-se um preto de meia idade, prefe-
rindo-se para o mato, polo motivo de nio que-
rer estar na praja: a tratar na ra do Rangel
n. 69?
^ Veude-seuma pequea taberna na poroa-
cao da Apipucos, propria para um principiante,
por ter poucos fundos: quem pretender dirja-
se mesma, ou na ra larga do Rosario o. 30,
que achara com quem tratar.
Aasentou-se de casa de seu seuhor, o es-
cravo mulato escuro de nome Joio, idade de 18
aonos, rosto cumprido, cabellos crespos, olhos
nros, bocea grande, boas dentes, alros e aber-
tos, ar alegre, estatura regular, lerou roupa
branca e azul, chapeo do Chili e bonet: quera o
apprehender dirija-se ao sitio da Sra. riura Las-
serre ou ra da Cadeia do Recifo n. 20,
ser generosamente recompensado.
que
"DE
Carlos B. Mansfield.
pon
l.l>. Ill PAStl AL
membro do Instituto Histrico e Geographico do
Brasil, e de outras corporacoes scienliGcas e lu-
teranas eatrangeiras etc., ele.
Dous rolumes em 8o ornado com urna rinheta.
Prego de cada assigoalura, pago no acto da
entrega do i rolume, 5#.
Offerece-se um homem de meia idade para
fazer o aervico de portas fora de algums casa,
o qual d coohecimento de sua pessoa : na ra
Imperta) ao p da fabrica de sabio.
AfinaQoes de pianos a 3$
S. Boisselot, restabelecido de sua longa moles-
lia, prerine aos seus freguezes que se encarrega
de afinar e concertar pianos ; para que o annun-
ciante possa acudir im mediatamente aos chama-
dos, faz-se preciso deixar a ra, o nome da pes-
soa e o numero da casa ; rai tambem aos sitios
e a engeohos por precos conrencionados. Pode-
rser procurado na ra da Cadeia do Recife n. 18,
primeiro andar, e ra Nora n. 52, loia.
Aluga-se o armazem da ra da Senzala Ve-
lha n. 36; a tratar no segundo andar.
Aluga-se o segundo andar e solio mui fres-
cos, do sobrado n. 1 da traressa do Carmo, tendo
aquelle 2 salas de frente : no primeiro andar se
dir.
Franca e Brasil.
O artista francez J. Mercier |faz certa aos seus
numerosos freguezes, amigos e patricios, que
mudou sua officina de alfaiate para a ra da Ca-
deia, freguezia de S. Prei Pedro Goncalres do Re-
cife, n. 18,1." andar, .onde o acharo prompto
render toda a especie de roupa feita, encarre-
gar-se de qualquer, por medida, e bem assim de
apromptar vestidos para montaras, capas, segun-
do os ltimos costumes francezes, e todos os mais
artefactos, tendentes a sua profisso, com promp-
tidio e em vista das ultimas modas, as quaes co-
nhece por receber continuamente Ogurinos que
os alteslam. O mesmo artista faz igualmente cer-
to, que resolreu distinguir sua officina com os'no-
mes dos dous paizes, que tanto se aproximar no
gosto e riqueza com que seus habitantes se res-
tem o Brasil e a Franca. E' assim que aquel-
las pessoa? que se digoarem honrar o annuncian-
te com sua confianza, lerio frente de sua offi-
cina os oomes das duas poderosas nacoes, e su-
biro confiados de serem servidos com zelo,
promptido e commodidade de prego geralmente
reconhecida no annunciante.
O abaixo assignado pede por faror a todo a
os credores da extincla firma social de Ferreira
& Cruz, se digoem aprezeotarem as contas e
lettras que sejam relateramente correspondentes
a dita extincta firma, para serem conferida, ris-
to o abaixo assignado nio ter sido presentes al-
gumas dessas tra,nsacgdes e ignorar ao certo as
que posso existir, e por esta razio que o a-
baixo assignado deseja eritar em lempo toda e
qualquer duvida que possa apparecer, pois o a-
baixo assignado na qualidade de liquidatario
deseja uzar com toda a boa f e legalidade : as
pessoas que tiverem da apresentsr as suas con-
tas ou lettras vencidas ou por rencer, podem di-
rigir-se a refinagio da ra de Hortaa o. 7. Re-
cife 5 de agosto de 1861. Dent Aires da
Cruz.
Offerece-se urna pardinha de bons costu-
mes para o serrigo de costura eengommado de
alguma casa de pequea familia : a tratar na
ra do Hospicio n. 26.
O abaixo assignado remetteu para
o Rio de Janeiro para alli serem vendi-
dos por sua conta 100 bilhetes inteiros
e 520 meios da sexta parte da quarta
lotera do Gymnasio Pernambucano
(primeira concessao) constante da nu-
mera cao abaixo ; bilhetes inteiros 501
a 513, 815 a 827. 1232 a 1244, 1445 a
1457, 1862a 1873, 2168 a 2179, 2541
a 2552 e 2701 a 2712. Meios bilhetes
de nmeros iguaes 660 a 669, 686 a
700, 29II a 2965. Meios ditos desi-
guaes26 a 35, 191 a 200, 276 a 2*5,
316 a 325. 492 a 500, 637 a 645, 742
a-750, 922 a 930. 1081 a 1100,1162
a 1168, 1191 a 1199, 1377 a 1385,
1582 a 1590, 16S1 a 16591776a 1784,
1923 a 1931, 2042 a 2050. 2227 a
235, 2327.a -2335, 2401 a 2409, 2625
2633, 2892 a 2900, 2932 a 2940.
ReciF 6 de agosto de 1861.
O thesoureiro,
Antonio Jote Rodrigues de Souza.
Aluga-se o sobrado n.2 B da ra de Apol-
lo, e a casa terrea n. 37 da ra do Burgos : a
tratar na ra da Auroran. 36.
rreeisa-se de urna ama para comprar e m
cosiohar para urna pessoa f; no becco do #
Padre n. 6, primeiro andar. #


GABINETE
Hedico-eirarajieo
DO
Dr. Americo Alvares
Guimares.
A' RA NOVA N. 21.
Neste aeu gabinete se
achara sempre prompto o
referido doutor exercer a
medicina.
Nenhnm honorario exige
dos doentes pobres.
F. W. Huist rai par as prorincias do
norte.
D-se 8OOSO00 rs. a juros com penhor ou
hypotheca : na ra da Santa Cruz n. 68, se dir
quem d.
Aluga-se um preto excellente cozinheiro,
preferindo-se casa estraogeira: a tratar na ra
do Rangel n. 69, primeiro andar.
Jos Luiz Areal, subdita hespanhol, retira-
se para o Para.
Precisa-se fallar ao Sr. acadmico Francis-
co Barboza Cordeiro : na ra Nora n. 7.
a>$]
9 Jos Ooogalres Ferreira Costa temblara 6$
$) alugar em Santo Amaro junto a fundicao A
3 casas sendo de 10j, 12a e 15 por mez : 0J>
SJ a fallar com o mesmo alli a qualquer hora. A
*- 5
GABINETE PORTUGUEZ
DE
Attencao
Quem tirer obras de praia, como seja, fa'quei-
roa, colboires, taboteiroa, salras, e mesmo algu-
maa obraa de brilhinte, que queira render, dirl-
ja-ae a ra da Imperatriz a. 10, loj, que se dir
quem quer.

r
A directoria do Gabinete Portuguez de Leitura
faz sciente aos senhores associados, que tendo
de se fazer a mudanca da bibliotheca para as no-
ras casas do Exm. Sr. Baro do Lirramento, fca
por isso suspenso o expediente de segunda-feira,
12 do corrente om diante, at novo aviso.
Sala das sesses 5 de agosto de 1861.
v A. B Nogueira,
Director.
Vicente Jos da Costa declara ao 'publico
que ninguem pode arrematar o sitio annunciado
para ir hoje praga com umaolaria no lugar dos
Remedios, por execugao de Moateiro Lopes & C.
contra Francisco Ariia de Mendonga, porque dita
propriedade perlence ao annunciante e nao ao
dito Arila, e protesta haver todo o seu direilo,
como j deu principio con) os embargos de ter-
ceiro.
Precisa-sede urna ama, preferindo-se es-
crara, para casa de pouca familia quem a tiver,
dirija-se a ra do Sol na taberna n. 29
SOCIEDADE
INSTITUTO PI E L1TTERARI0*
Hoje as 10 horas da manha ha ver sesso do
conselho directorio, depois da qual abrir-se-ha
sesso da assembla geral para tralar-se de ne-
gocios importanlissimos da mesma sociedade.
Secretaria do Instituto Pi e Litterario em 8 de
agosto de 1861.
Oiympio de Freilas,
1. secretario.
AtteiNjo.
% Um mogo brasileiro que tem boa letra e bas-
tante orthographia, offerece-se para escrereren*
um cartorio ; a tratar na ra do -Rangel o. 69.
Attencao.
As senhoras que moraram na ra do Queima-
do participara que mudaram sua residencia para
0 becco do Peixe Frito n. 2, eahi se acham con-
tinuando a leccionsrem inglez, francez e piano.
Vende-se a casa n. 4 no becco do Palco :
a tratar na raa eslreita do Rosario n. 1.
Vinho chamisso.
Vende-se este delicioso rinho engarrafado a
19500 a. garrafa : no novo destino de Jos Oas
Brando, ra da Lingoeta n. 5,
Escravos sem vicios e
molestias.
3 escravas recolhidas de idade 20 a 24 anuos,
com todas as habilidades para qualquer casa d
familia, 2 ditas de 25 annoa por 900g cada urna.
1 dita de meia idade, boa cozinheira, por 700*
1 moleque pega de idade 22 annos, 1 negro d
meia idade, 1 mulatinho de idade 17 annos na
ra de Aguas-Verdes n. 46.
Monte Pi Popular Per-
nambucano.
Domingo 11 do corrente|harer sesso de as-
sembla gertl para a approvaco tlnal dos esta-
tutos que tem de seguir a sanego do Exm. Sr.
presidente da proriocia. Os senhores socios em
dia e nao em dia como amigos desta sociedade se
dignera de comparecer pelas 9 horas da manba
do referido dia no palacete da ra da Praia, afim
de em grande numero assistirem e tomarem par-
te na discussao.
Secretaria do Monte Pi Popular Pernambuca-
no 6 de julho de 1861.
Joio Francisco Marques,
1. secretario.
O Sr. Numa Pompllio de Loyola queira ter
a bondade de dirigir-se a repartigo do correio,
afim de receber urna carta rinda da provincia do
Cear.
Precisa-sede urna ama que saiba cozinhar
e fazer todo o serrigo de casa : na ra do Cal-
deireiro. taberna n. 60.
-7 Precisa-se alugar urna ama que saiba bem
cozinhar e engommar para duas pessoas d fami-
lia, preferindo-se escrara, paga-se bem em S.
Jos do Manguinho, sitio da riura Carralho.
Precisa-se alugar urna escrara para serrigo de
urna casa de pouca familia ; quem tlver, dirja-
se a ra* Nora n. 30.
Offerece-se um homem da meia idade para
criado ou comprador Jo qualquer casa : na ra
Hiperial n. 194.
1


0IAJUO AS f ERNAMCO. QUISTA FKIRA 8 M AGOSTO DI 1861 -
(s)
CONSULTORIO ESPECIAL H01E0PATHIC0
DO DOOTOR
SABINO 0. L. P1NH0.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consulta todo* oa dias uteis decde ai 10 hora
t meio dia, acerca das aeauiutes molestia :
molestia* das mulhtret, molestias das crian-
eos, molestias da ptlle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphilitica, todas as especies de febris,
febres intermitientes esuas consequtncias,
FHMUUCU ESPECIAL HOMEOPATHICA >
Verdadeiro medicamentos homeopathicos pre-
arado som toda as cautelas necessariaa. in-
illireis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mai commodo pos-
ireis.
N. B. Oa medicamentos do Dr. Stbino sao
tnicamente vendidos em aua pharmacia ; todoa
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carleiras sao acompanbadaa da um
impresao com um emblema em relevo, leudo ao
redor aa seguintea patarras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamento qua se pe-
da, Aa carteira que nao levarem esse impresso
aaaim marcado, embora tenbam na lampa o no-
me do Or. Sabino sao falsos.
Na ra estrella do Rosario o. 21, primeiro
andar, preciaa-se de urna ama para comprar e
cosiuhar para urna senhora.

Aviso.
Anda existe na travessa da ra do Camaro no
bairro da Boa-Vista algumas meias aguas oara
se alugar, as quaes se acham ba pouco acabadas
e pintadas: quera as pretender dinja-se a roa
da Cruz do Recite armazem n. 63, junto a matriz
do Gorpo Santo.
O Sr. JoSo Hypolito de Meira Li-
ma, queira dirigirle a prac*. da Inde-
pendera livraria n. 6 e 8 que 8e lbe
preciza fallar.
!^ti&tttt&&eVatttttt^
O ai
o
O
O O
o
o
Publicado lilteraria.
Publicou-se recenlemenle no Rio de Janeiro p
Bnsaio critico lotea viagem do Brasil em 1852
de Carlos B. MaSold, por A. D. de Pascoal,
roembro do instituto Histrico e Geographico do
Brasil e de oulras corporales scientiflcas e lit-
erarias estrangeiras. Esta obra estar completa
em povco tempo, e contar de 2 volumesem 8."
nitidamente impresso. Subscreve-se para ella na
ra da Cruz n. 45, em casa de viuva Amorim &
Filho, a 5$ cada exemplar, pagos a entrega do 1.
Tolume.
JGabinete medico cirurgico.J
Ra das Flores n. 37. 9
9 Serio dadas consultas medlcas-cirurgi- 9
0 cas pelo Dr. Estevo Caralcanti de Albu-
9 querque das 6 as 10 horas da manhaa, ac- 9)
0 cudindo aoa chamados com a maior bre-
ridade possivel.
!' Partos.
2. Molestias de pelle.
3.* dem dos olhos. 9
4. dem dos orgaos genitaes. 9
Pralicar toda equalquer operacSo em a)
m seu gabinete ou em casa dos detentes con- 9
S forme lhes (dr mai conveniente. 9
.
OITerece-se urna ama para o trrico de urna
casa ; quem pretender, dirija-se a ra do Amo-
rim n. 42, para tratar.
Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Para: em casa de
Aranaga Hijo & C.
8
:
ARMAZEM
PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUAETB AIMWDA & SXL7A
larg
B
a
o
s
. V
.
.s
Z 5 9
-" &
O > a s =
g S a w
5.2.2 -
w. fc- i- O
A commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aosSrs.
deredores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mao dos meios udiciaes ou do jornal
para liaver essas importancias de que
'sao seus de redores.
Dentisla de Pars. 8
15Ra Nova15
Frederic Gautier,cirargiodensU, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
dentes artificiaos, tudo com a superiori-
dade e parfeigo que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Ten agua e pos denlifricios etc.
afe laiiriirairi'riffrirrif rirrin'ai'i
WW bWtW ^t. WrTTw WJT^bT <*w ^ ww .^ w^rm swmw a*l
Precisa-se de urna ama : no Lampo-verde
n. 45, para coziohar para poucas pessoas.
Perdeu-se urna chave de relogio
de ouro e urna cornalina com as ini-
c iaes J. D. M. : quem achou e quizer
restituir dirija-se a ra do Rangel n.
10, taberna de Joao Duarte Maginario,
que sera' recompensado.
9 O abaixo assigoado que tinba o nome 9
9 de Francisco Pedro das Nres por ha ver 9
4$ ou tro de igual nome se astigoar d'ora em $$
9 diante por Francisco Pedro da Cruz Neves. 9
Recife 3 de agosto de 1861. 9
commissao de escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita ra (oi transferido o escriptorio de
commissao de escravos que se achara eslabeleci-
do no largo do Paraizo n. 16, e ahi da mesma
sorle se contina a receber escravos para serem
vendidos por commissao e por conta de seus se-
nhores, nao se noupando esforgos para que os
mesmossejara vendidos com promptido, afim
de seus senhores nao soffrerem empate com a
renda destes; assim como se afiance o bom tra-
tamento eseguranga. Nesta mesma cssa ha sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos, mo-
cos e velhos, com habilidades e sem ellas.
Chegou de Inglaterra o material pre-
ciso para este excellente djradouro la-
drilho. Os senhores que se quizerem
utilisar delle podem procurar na ra
da Concordia n. 73.
Aranaga, Hijo di C., sacam sobre
o Rio de Janeiro, Para', Franca, Lon-
dres e Lisboa : na ra do Trapiche No-
von. 6.
i
9
i
Obacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
8 Gurgel & Perdigao. |
Fazendas modernas, g
Recebem e renden) constantemente su- tf>
periores vestidos de blonde com todls os K
preparos, ditos modernos de seda de cor ]
e pretos, ditos de phantasia, ditos de 1
cambraia bordados, lindas lazinhas, t
cambraiade modernos padrdes, seda de J5
quadrinhos, grssdeoaples de cores e pre- S
tos, moreanlique, sintos, chapeos, en- <
feites para cabera, superiores boloes, fl
manguitos, pulceiras, leques e extracto *J
desndalo, moderno manteletes, tal- S
mas compridas de novo feitio, visitas de **
gorguro, luvas de Jouvin a 2500. S
Muito barato.
Saias balao de todos os tamanhos a 4?, 2
chitas fra rice zas Gnas claras e escuras a
280 rs. o corado, colzas de laa e seda pa-
r cama a 63 camisas para menino.
Koupa feita.
Paletot de casemira de todas ss cores
a IO9, ditos finos de alpaca a 6g, ditos
de brim a 49. chapeos pretos a 8$ e mul-
tas outras fazendas (ato para senboras
como para homem por pre?ointegramente
barato, dao-se as amostras : na ra da
Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco
_ Largo.
Manoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
Attenco.
Pede-se encarecidamente a pessoa que achou
um valle de 30$ passado noanno prximo lindo
pelo Sr. Jos Ramxlho de Souza, o especial ob-
sequio de o entregar no armazem da ra di Vi-
gario n. 8, que generosamente se gratificar.
Precisa-se alugar urna ama que sirva para
engommar, coziohar e fazer as compras da casa .
na ra de Borlas o. 61, primeiro andar.
A. F, Duarte Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz scienie aos seas freguezes que tendo separado a sociedade que linda com
seu mano, acha-se de novo estabelecido com dous acetados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razao de Duarie & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva: estes estabelecircentos ofierecem grandes
van \agens ao publico, nao s na limpezt e asseio com que se acham montados como em commodidade de pree,o, peis que para isso resolvern) os
prop rietarios mandarem vir parte de seus gneros era diretlura, afim de tetera semprecompleto sortimenlo, como tambem poderem oTerecer ao pu-
blico urna vanlagem de menos 10 por cesto do proco que possam comprar em outra qualquer parte, por isso desejando os propietarios acreditarem
seus esubeleci meo tos tem deliberado garaatirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesno por pessoas pouco ^raticas, em qualquer um destes estabeleeimenlos, que serao tao bem servidos come
seviessera pessoalmenle, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fondados as vautagens que oflerecemos, pedimos
lodos os senhores da prt$a, senhores de engenho e lavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeira vez, afim de experiraantar, eertos
de continuaren!, poisque para isso nao pouparo os proprielarios torcas para bem servirem aquellas pessoas que frequenlarem nossos estabelecimentos,
abaixo transcrevemos algumas adigoes de nossos prtcos, por onde ver o publico que vendemos baratissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
Manteiga lDgleza especialmente escollhida da nova a 19 o 800 rs. a libra e da velha em porcao lera abalimento a MO N. a libra e em
barril a ?50 rs.
ldcill Irauceza a melhor do mercado a 620 rs. obarrril e meios a 700 rs. a libra
Cha hyS80D, e pret.0 o melhor do mercado de 1*700 a 2#800 e em porcao ter abatimento.
FreSUntO Hambre inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porc,o a 800 rs.
Presuntos portUgUezeS vindos do Port de casa particular a 560 rs. por libra e inleiro a 460 rs.
Marmelacia dos melhores autores de Lisboa premiada as exposic,ds universaes de Londres e Paris de 19 a 155800 a lata.
GaixaS COm estrelnha pevide e rodinha a 7000 a caixa e 960 as. a libra e em por^o ter abatimento.
FraSCOS de ameixas com 8 libra 5500 cada um e 1000 a libra.
PdSSaS em caixinhasdeoilo libras, as melhores do mercado a 2)800 e a 500 rs. a libra.
Espermacete Superior a 720 r. em caixa e a 740 rs. a libra.
Conservas francezas inglezase e portuguezas a ooo e soo rs. o frasco.
L.T Vlllias portuguesas e francezas 800 rs. o frasco:
Lata COm bolaxinha de SOda de diversas qualidades, a muito nova a 19450. e grandes de 4 a 8 libras de 25C0 a 4|500.
VinhO om garrafas Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca e Feitoria de 1&20O a 11300 a garrafa e
a 13 aduzia.
VinhO em pipa proprios para pasto de 50# a 600 rs. a garrafa ede 35S800 a 4*800 a caada.
Latas COm frUCtaS de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a 1*000 a lata.
Pera em CaixaS de 4 a 8 libras o melhor que se tde desejar e lem vindo ao mercado de 45> a 6| a caixa e 1*280 a libra.
ConthiaS em frascos de 1 \2 a 2 libras de 1*600 a 29200.
Latas COm peiXe Savel pescada e outras muitas qualidades o mais bem arraojado que tem vindo ao nosso mercado de 1*400 a 1*600
Caf do RlO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
r raSCOS fle amenaoa com 2 libras, proprias para mimos, por serem muito bem enfeitadas e de superior qualidade a 39 cada um.
Vinagre branco o melhor que temos lido no mercado a 400 rs. a garrafa e 2*560 a caada.
LOI12DOS de porco, paios nativos, chouri^as murallas e oulras qualidades, o melhor que se pode desejar de 600 a 19280 a libra.
VinhO BrdeauX MaSSa de tomate em latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a pr imeira vez a nosso mercado, de 1* a 1*280.
Banha de porCO refinada a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
CervejaS das melhores marcas a 500 rs. a garrafa o 59000 a duzia da branca.
Vinagre puro de Hsboa a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
Doce da goiaba da Casca em caixao a 19 a em porcao a 900 rs;
Azeite dOCe purificado a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
Cognac a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QuijOS SUSSOS chegados ltimamente a 700 rs. e em porcao ter abatimento, afianza se a boo qualidade.
Genebra de Hollanda a 640 rs. o frasco a 69800 a frasqueira com 12 frascos.
I Palitos llXadOS para dentes a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos, e flor a 280 rs.
' dem do gaz a 3*000 a greza e 280 a duzia de caixas.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercado portuguez. hespanhol e francez de 19 a 1*200 a libra.
Azeitonas as melhores e mais novas uue que tem vindo a nosso mercado a 1*200 a ancoreta do Porto, e a 19600 as de Lisboa chegadas
ltimamente.
AlplSta o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimenlo de tudo tendente a molhados.
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9 1 9? se
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Barato que ad-
mira ,
Bolachinha ingleza.
Vendem-te barriquinhas com bolachinha in-
gleza a 1*600: na roa'da Guia n. 9, e Liogoeta.
deposito n. 6, e em libra a 100 rs., e lar-se-ha
alguma difTerenca, sendo em porcao.
e
i
i
i
i
i
9

9
Ra do Queimado n. 10,S
loja de 4 portas de Fer-H
rao & Maia. 5
Vende-se cortea de superior ca-
semira que em outra qualquer
parte somente poderao vender
por 5$ a
Corles de velludo de cor para
colleto de superior qualidade e
gosto a 3|500 e
Cortes de ditos prelo bordados
a5$e
Chapeos de castor rapado a
4c000 5&
furto
Mudanca.
Joo Antonio Colho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todoa os seas freauezesque
aadou a sua loja da ruaeatreita do Rosario para
a ra do Imperador o. 69, onde o acbarao promp
to todos os dias uteis desde as 6 horas da manhaa
at as 9 da noite, para chumbar e tirar dentes,
sangrar, por ventosas ou bichas ; assim como pa-
ra qualquer outro servico de sua arte e tora dos
dias e horas mencionados pode ser procurado no
pateo do Carmo n. 22.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua-se a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Padaria."
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, ra do Pires n. 42, vende-e a multe acre-
ditada bolachinha quadrada, d'agu, propria para
deente, bolichinba deparar uta e dita de moldes.
Josqum Ferreira Coeho, subdito portu-
guez, relira-sa para o lio de Janeiro.
Samuel Broan, subdito inglez e su senho-
ra, seguem para Inglaterra.
Na segonda-feira (5) furtaram da escola central
do metbodo Castilho urna correa te de ouro com
douc passadorea e chave guarnecidos com perolas
e rubins, e um relogio francez da loja de Mr.
Bertrn e Chapron, suppe-se lirado por algutn
portador dos menino : quem o entregar, ser
recompensado generosamente.
Joo Jos Ribeiro Guian raer, subdito por-
tuguez, segu viagem no primeiro vapor para a
Europa.
compras.
Compra-se a msica do trovador para flau-
ta ; quem tiver anouncie.
Vendas.
Vende-se urna escrava preta sem vicios ne-
uhons, com algumas habilidades, principalmente
o de cozinha, e tem bom leite: na roa Direita
numero 12.
Alugam-se
os tres andares da casa da roa da Cruz n. 59, as-
sim como tambem dua caa* em Olinda, senda
urna oa ra do Varadouro o. 80 e 31, com um
frande parreiral o banbeiro do fundo, e outra na
lea de S. Pedro n. 17, com portio no oi
sahida
cara.
a tratar na ra da Cruz n,
o para
oja de
libia do Queimado lojaS
| de 4 portasn. 10. |

gFerro & Maia.*
gh Vende-se o seguinte : a
Corte de teda para vestidos de
9 senhora mais modernos que 9
| lem vindo a este mercado a 35$000 m\
Chales de louquim linos a 15f.
. 5e 36^000 C
^ Hernealinas fazenda delicadissi- f|
ma o covado a 4C0 &
LindissimoaehapeoiaGaribaldia 159000 *
9 Efeitea a TraviaU a lOfOOO 9
A Superiores camisas de linho aber- B
tas a reodas para senhora S
a 4 e 5J00O W
Casaveque braacos bordado &*
A a 10 e 11^000 Z
J Lengoa de cambraia bordadas a
0 duzia a 19600 e 2*000 #
dPJ Setim prelo o melhor que pos- tk
ff iel o corado 3*000 Y
W Seda pretas tarrada a 1 e 1*500
^ Chapelina de seda para senhora lOfOOO
S Lenco de cambraia bordados -
i proprio para acto de igreja a 500
Enfeites de flore pira cabera de 0
JJ| senhora a 2J0O0 fltj
I Corte da cambraia de salpico a 2|000 S
:
Aviso s familias.
ARMAZEM DE FAZENDAS
N. 19Ruado QueimadoN, 19,
DE
Santos Coelho.
A8|e 10^000 o corte.
Lindos cortes de phanlazia de seda com 3 fo-
lhos, pelo baratissimo prego cima.
1 co vados por 2#.
Cortes de riscado francez com 14 corados por
2*, esto-se acabando.
A 25$ o corro.
Ricos cortes de seda com algum mofo pelo ba-
rato prego de 2g.
Lencoes a 1#900, 3$ e 3$300.
Lengoes de panno de linho e bramate fino a
1*900, 3* e 3*300.
O corte a 40/f.
Ricos cortes do seda de todas as cores a 40*.
480 e Algodo monstro muito superior a 480 e 600
rs. a vara.
A 1280 a vara.
Bramante de algodao com 10 palmos a 1*280 a
vara.
A 2 Gollinhas de traspasso ricamente bordadas a
2S500.
A 500 rs. atoalha.
Toalhas de fusio pelo prego de 500 rs.
Cobertasde chita a chineza a 1S800.
Colchas de fusio a 6$.
Capellas de flor de laranja a 5*.
Lindas cambraia de salpicoa brancas a 5*000 a
peca.
A 1#600 a vara.
Atoalbado de linho para mesas a 1*600 a vara.
A 20500.
Chales de merino estampados a 3*500.
A 220 rs.
Chitas francesas escuras a 220 o corado.
Pechmcha, a 640 rs.
Grosdenaples de quadrinhos a 640 o corado,
teado slgnm mofo.
A 1$ o covado.
Velludilho encarnado proprio para roupa de
meninas a 1*.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para conta e facturas, papel mata-borro; ren-
de-se na loja 'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
Peehincha
Vende- se um relogio com nove oitaras de ouro,
muito bonito e bem regulador por prego barali-
aimo tratar na ra do Cabuga, loja de jotes de
Antonio Joaquim de Santa Aqu.
Luvas de pellica.
Noro Bortimento de luvas de pellica chegadas
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado n. 16.
Nova peehincha
imperatriz Eugenie.
Finos cortes de cassas francezas de 2 saias e de
7 babados, com 10, 15 e 18 jardas a 3*500, 4* e
5*. cortes de la de bonitos desenbos, de 2 saias
e 3 babados com 24 corados a 6*000 : na na do
Quemado n. 44.
Bolachinha
Ingleza a 4000 ris, a barrica
a melhor do mercada queijo
prato a 500 ris, a libra es
plamacete a 720.
A bolachinha muito torrada a libra a 200 ris
batatas a 3*000 a caixa de 2 arrobas a libra a 60
ris cbi muito bom a 2*800 manteiga franceza a
640 e ontros muos gneros bons e baratos no
armazem da Estrella largo do Paraizo o. 14.
<7heg*ou

afoal o desejatio tricopherous
Est renda na ra do Queimado, casa de ca-
bellelreiro.
Barateiros
Da loja
Armazenada de Paris.
Ra da Imperatriz, oulr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armazenada de 4 portas n. 56, recebeu
noro sortimenlo de fazendas, a ser : cortes de
vestidos de tarlatana de todas as corea a 3*000 e
3*500 o corte, ditos de cambraia com babados a
3*500 e 4*. ditos bordados doa lados a 4*. ditos
de cambraia da India bordadoa e enfeitados com
ntremelos a 7J e 8*, rica fazeoda, manguitos de
manga balo a 1*500, dito* de fusio com bota o
zinho a 3*. ditos da lioho a 3* e 3*500, para
acabar, corpionos pira meninos e meninas a 1$,
cortos de riscado francez a 2*, chitas de cores -
xaa a 180 e 200 r. o corado, ditas larga Moa
a 240 260 e 280 o corado, pecas de ntremelos
e liraa bordadas a 1* a peca.
Chales.
Ricos chales de groxe de poota redonda e bor-
lla s 85, ditos de merino para todos os precos,
ditos estampados a 2|500.
Co berta.
Cobsrtas de groxe a 10*. ditas de chita s 1*800,
lencoes de linho a 2*. dito de algodao a 1*000 e
1*200, saias de balao, reos gottos, 3J 3*500.
Vndese ou permuta-se por urna negra um
negro robusto e de boa conducta, proprio para
todo o servico : a tratar na ra da Gloria nume-
ro 114.
Attenco.
*
Vende-se um boi crioulo do pasto, bastante-
mente gordo e manso, proprio para carroga : na
ra Imperial n. 170.
SLoja dos bara-|
" teiros, I
I Ra do Crespo n. 8 A.
5 Leandro & Miranda.
Recebemos pelos ltimos narios e
rapores da Europa grande e variado sor-
i tmenlo de fazendas, roupas feitas e I
k perfumaras, e todo se rende por menos i
que em outra qualquer parte, como se-
' jam : '
| Cortes de restidos de cambraia branco i
> bordado a 5g, 10*, 13 e 25$.
Superiores saias bordadas a 3*.
f Baldes de madapolo e crochel a 4*.
. Ditas de clina a 6gO0.
r Cobertores de la muito grande a 5*.
k Chitas francezas muito finas a 280 rs. o (
j. corado. j
E outras muitas fazendas por presos
I baratisiimos.
Farinha SSSF.
Esta eonhecida e superior marca de
farinha chegou a tres dias de Trieste
pelo brigue Lusitania, e vende-se a re-
talho no armazem de Antunes Guima-
raes &C, largo da Assetnblea n. 15.
* -2rO^
Em casa de Ralkmann Irmaos ^
i C., na ra da Cruz n. 10, exis- g
te constantemente um completo fe
sortimento de 2
Vinhos Bordeaux de todas as f
qualidades. fM
Dito Xerez em barris.
Dito Madeira em barris e caixas.
Dito Muscatel em caixas.
Dito champanhe em gigos.
Cognac em barris.
Cerveja branca.
Agua de Seltz.
Azeite doce muito fino em caixas.^
Alraiade em barris. u
Cevadnha em garraoes.

65000 9
8*000 ^
Machinas para descarocar al
godo.
N. O. BIEBER & C. SCCESSORES, ra da Craz
n. 4, participam aos agricultores do algodao
que elles acabam de receber MACHINAS PA-
RA DESCAROfAR E LIMPAR O ALGODAO'.
Estas machinas teem as seguinles rantagens:
descaroQam com urna rapidez incrivel, nao
quebram a sement era corlao o Oo do algo-
dio, e limpam-o de toda e qualquer impu-
reza, augmentando assim o valor considera-
relmenfe. A machina mui fcil a manejar,
e s a rapidez com que descoroca vale fazer-se
a despeza da compra.
Instrumentos para agricul-
tura-
MACHINAS PARA DESCAROQAROUILHO, tra-
balbam com urna pessoa e descaro;am as es-
pigas instantneamente sem qnebrar o milho.
MACHINAS PARA CORTAR CAP1M ; cortsm
com presteza o capim em tamanho de una
pollegada e teem a rantagem de nao deisar
retraco.
FACAS feitas expressamente para cortar cana.
ARADOS, GRADES, BOMBAS para regar capim,
borta, etc., ele, bombas para cacimas.
aPlfc ssnlsw wS^sT aFirT* b taTa^BT tB wmim^s^Wm sftij^ aw.Ti^ ^sm
Na ra da Cruz n. 10, casa de ft
KaIkmann Irmaos &.C., tem ex- '
posto um completo sortimento
de amostras de objeetos de bor-
racha, proprio para machinas de
engenhos, sendo correias para
transmittir movimento, canudos
de borracha de qualquer cora- m
primento e grotsura, pannos de
borracha, rod tas de dita, so-
g bre ditos artigos tomam-se en-
C commendas.
iM ffiVvS'aT rfffkT WHwaw8PaTraWT trof WWcraf wW
Vende-se
um relogio de oaro patente suisso cora cades a
moderna, por commodo prego : na ra do Ran-
gel n. 45.
Farello de Lisboa
e semea rende Jos Luiz de Olireira Azeredo em
seu armazem travessa da Madre de Deas nume-
ro 5.
E'cbegado a loja do Lecomte, ra da Im-
peratriz n. 7, o excellente leite rirginal de rosa
branca para refrescar a pelle e tirar pannos, sar-
das e espinhas, igualmente ao afamado p impe-
rial do lirio de Florela para borloejas e asperi-
dudes da pelle, conserra a fresenra e o arelluda-
do da primavera da rida.
Ra da Imperatriz n. 7.
As rerdadeiras luras de Jouvin de todas as
cores.
Sndalo, ra da Imperatriz
numero 7
Ricas pulseiras, bengalas, leqaes, boloes, car-
teiras, etc., etc.
Ra da Imperatriz n. 7.
Caixa com frascos para tingir os cabellos em
10 minutos, como tartaem se tinge na mesma
loja.
Ra da Imperatriz n. 7.
Caixinhas com p e pulidores para lustrar as
unbas.
s
f
s


s
500 rs. m corte e frisamento
de cabello.
ra da imperatriz numero 7.
Recebeu-se um official de Paris.
Este eatabelecimento est boje as melhores
condices que possivel para satisfazer as en-
commendas em cabellos no mais breve possivel,
como aejam : marra las a Luiz XV, cadeias de
relogios, pulseiras. anoeis, rosetas, botes de
abertura e de puohos, memorias, a I Une tes, etc.,
cabelleiraa de toda a especie para homens e se-
nhoras, lira igualmente a cabera a moda dos Es-
tados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na ca-
beca para satisfazer oa pretendenle os objeetos
em cabello aerao feto em sua presenta, se o
desejarem, e acnar-se-ha sempre urna pessoa
disponirel para cortar os cabellos e pentear as
enbora* em easas particulares.
Gamas de ferro.
Grande sortimento de camas de ferro
pata urna e duas pessoas, ditas para
meninos, e berqos de fierro, tudo de lin-
dos modelos e por precos commodos :
na ra da Imperatriz n. 75, deposito
de camis de ferro.


MftHO DI riftRAHBDCO i- QBfTI F1IBA 8 f*GOT<, O 'tMl.
iltencao
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuieii-os.funileiros etc. a 1$280:
queiu pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que alii te dir' quem os tem
para vender.
Nao se espantem.
Chegaram as alampadas de lati lo procura-
das, tburibolos, navetas, calldeiriobss para agua
benla, caixinhas com fraseos para santos leos,
eampaiohas para tocar a fotos de todos os lama-
ahos, tudo cora multo poeto e por precos com-
niodos ; na ra Nova n. fe. defronte da Concei-
So, no multo antigo deposito do Braga.
Molas para balo.
Na loja d'aguia deouro, ra do Cabug n.l B,
recebeu de sua encommenda as verdadeiras mo-
tas para baldos, que se vende a 200 rs. a vara.
DESTINO
DE
Jfls Dias Brando.
5Kua da Lingueta-5
O novo deslino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga iogleza a lj a libra,
dita francesa a 700 rs.. cha prato a 1*400, pas-
93 a 560, conservas inglesas e portuguezas a
70J rs., aletria, tilhacim e macarra o a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa*320rs. a libra, banha
to porco refinada a 480 rs latas com peize de
postas a 1 jiCO, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e5}s duzia, dita preta a 800 rs. a garrafa e
eaSOO a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervihas francesas e portuguezas a720rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 am libra por prego mui-
to em coala, vioho do Porto engarrafado fino
fvelho) a 1*500 rs vlnho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. agar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
aencioua-los, que do contrario se tornava eofa-
eouho aos freguezes. (Dinheiro vista.)
Coraes lapidados -
o masso.
de coraes lapidados a
do Queimado, lojad'a-
a 500 rs
Vendem-se massinhos
500 rs. c*da um : na ra
guia branca n. 16
7eade-se feijo
amarello.
No trapiche Baro do Livramento, no Forte do
Maltas, em saceos de 5 alqueires, medida de Por-
tugal.
Attengo.
Na ra do Trapiche a. 46, em casa de Rostron
Rooker & G., existe um bom sortimento de li-
abas decores e brancas am carreteis do nielbor
abritante de Inglaterra, as quaes sa vendem por
presos muirasoaveis.
Feijao fradinho.
Vendem-se saceos com Sft cuiee: na ra 4
Cruses n. 24, travessa do Ouvidoa.
Vende-se urna boa mobitia da oleo e algn
?idros de sala: na ra larga do Rosario a. 46.
segundo andar.
Luvas de Jouvin.
Goes & Bastos, aa loja da ra do Qeeimada
i o. 46, tem as verdadeiras luvas de Jouvin, e co-
mo as recebe em direitura por todos os vapores,
as vende por prego commodo.
Nova pechincha.
Pegas de cambraia lisa fina con 7 li2 8 e 9
jardas a 2*. 29500. 3* e 3*500. chita larga fran-
ceza a 200 e 220 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 44.
Aos senhores de engenho.
Arados e grades americanas, de diversos fel-
tios, chegados recentemente ; trsta-ee na ra do
Trapiche n.8.
Gestinhas de Hamburgo.
S aa loja d'agaia de ouro, roa da Gaftwi n.
1 B, quem recebeu um completo aoriimajeto de
lindas cestiohas de todos os lmannos proprias
para menints de escola, assim como maiores com
taropa proprias para compras, balaios proprios
para costara, ditos proprios para faqueiros, ditos
multo bonitos par brioquedos de-meninos, di-
tos maracas pioladiohos que se rsndem por or-
eos muito baratos-
Ra da Madre
de Dos n 4, vendem
Moreira Ferreira.
Milho novo saceos grandes.
Farello de Lisboa,
Familia barata para animaes.
Cafe ioCeara'.
Feijao amarello de Lisboa saceos de 5
alqueires,
Relogios ameri-
canos.
Vendcm-se as miuden c ____
ci existentes na loja sita na ra da Ira
peratriz n. 58 e garante se o arreada-
ment da ata: a tratar na iva da Ca-
deia do Recife n. 19.
Grande pechincha.
A 220, 240 e 260 rs.
Chitas francezas de muito bonitos padrees
baratissimo prego
do
Quima-
preco,
Vende-se elegantes relogios americanos de m-
deira, para cima de mesa, por mdico
na ra do Trapiche Novo n. 42.
Vende-se um bom cavallo andador baiio a
meio muito novo por pouco dinheiro aa ra dos
Pescadores n. 1 e 3.
TiWe7e !m terreno com 78 Pa,mos de fr*n"
170 de fundo, entre as duas pontos da Pas
A LOJA DO PAViO
Da
g Ra da Imperatriz n. 60.
iGama&Silvai
Araba de receber um novo sortimenlo S3JJ
de fazendas proprias para snhoras e SS
meninas que vendem por pregos bara- if
tissimos como sejarn : N
hj Uicus cortes de cambraus braocos "
ft^ com barra adamascada e outros com ba- ^
Kj rudos brancos e de cores que vendem a fi
3 3S">00, pegas de cambraia muito fina com S
fea jl) varas e urna vara de largura a 6J e Ka
y- 79, ditas transparentes muilo finas cora |
g 8 e 1|2 varas a 3* e 3J500, ditas de6c^
(a l|2 varaba 2500, peca de cambraia H9
JH branca com salpico com 8 1[2 varas a EJ&
Pf lf, cortes de eassa com salpicos brancos ?
H e decires a 2#, ditos de ditos brancos M
vra las a 2J. capas pintadas com Un- isS
dissimos padroes o covado a 280 rs., di- g"?
tas de salpico brancos e de cores o co- $1
vado a 210 rs., chitas francezas escuras e gH
alares a -225, 240,260. 289, 300 e 320
ris.
Sedas.
k'^ Grosdenaples preto bastante largo e
ES encorpado o covado a 10600 e 1J800, di-
li to cor de rosa a 2g, dito azul cor muito
?,, bonita a 2$400 o covado, seda labrada
fc,^ cor de caona muito moderna porserada-
t'.- m isoada o covado a 2#. chamalote pre-
to bastate lirgo o covado a 2/.
P^ra familias.
Damasco-lela com 6 palmos de lar-
= gura para robrir mesas de jantar, de
1 '!i de sal, pianos etc., etc. o covado
3i> a 15250. damasco de sda encarnado e
f a'"afllo proprio para colxas, cortinas
EX etc. '
, etc. o covado a 2J210, sedas bran-
cas proprias para vestidos de noivas fa-
zenda muito superior, madapolao muito
fino peca de 40 jardas a 440 rs. a jarda,
ditos muito superiores a 200 rs. a jarda
a 4300. JJ,5500, 6j. 6S300e 7#, al-
pacj preta muito superior a 500. 560,
640 rs. o covado. graode sortimento d
chilas pretis francezas covado a 240 rs.,
ditas inglezasa 160 rs. o covado.
sas pretas a 480 rs.
cas-
0
a vara.
Para vestidos.
Orgrnjys de cores fazenda muito mo-
derna covado a 560. mimos do co e
S gaias de seda fazenda muito nova co-
vi "Jo i, chaly muito booito a 1, 800
- e 6*0 rs. o covado, lazinbas claras te-
tj cido krepo covado a 640 rs., corleado
V gorguro escuros *$$.
3 Chales.
* Ricos chales de krepom com listas de
seda a Sg. dilos de ditos a 7#, ditos de
t5 troco a 6$, ditos de merino com palma
!*lg de seda e de velludo a 49500.
Bordados.
B2 Camisetas com golla e manguitos 8 3),
&S 4 e 5#. manguitos com golliohaa a 3,
1$ Bnissimas liras bordadas a 800, 19 o
1^500. gollinhas muito delicadas a 600,
800 e IJ, lencinhos de labyrintho pro-
prios para seihora ou para presente a
1280 e 1J600. ditos muito fios a 4.
Paletotspara horaem.
Paletots de pvnno prirto de todos os
precns e-jualidaes tanlo saceos coma
sobrecasacos, ditos decasemir de todas
as cores, dilos de ganga e do rlscvdo,
caigas do brim de linho brancas e de co-
res, ditas decasemtra de tolos os tama-
nhos e qualidades tanto pretos como de
cores garante se a bemfeiloria deatas
obras por terena ido feltas por um dos
melhores alfaialea degt cidade ; n*
mesma loj* exism d sol de sed, 6| a leaeoo de seda a
l?f. taa.hom se vende constantempnte um
compl. t.. sorment* da roupa taita para
escravos u para ira*aIh,o muilo bem
cosidas, d*o-s a* ameatras de todas as
endas ienanrfapanhoreu mandam-ae
peloa caixeiros da casa aos fretae-
ue quizerem.
sagem da Migdalena. com a frente murada : con-
lendoalgunsarvoredos; quem pretender dirija-
se ao Forte do Mallo preosa n. 20.
Lavas de finacamursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvas de camarsa, o que
de melhor se pode dar ne3se genero, e as est
veodeodo a 2500 o par ; os senhores officiaes e
cava leuos que as comprarem coohecero que sao
baratas vista de sua finura e duraco, e para as
obter e dirigirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca o. 16. Advertese que a quantidade
e pequea por hora, e por isso nao demorem.
lival sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos abaiio declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa,
garante udo perfeilo, pois o prego admira :
Lmha do gaz superior para marcar, no-
velo a
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a
Olla de carretel muilo boa, carretela
Nvelos de liona do gaz brancas a 10 e
Carreteis com lioha preta muilo gran-
des a
Varas de franja de 13 muito bonitas a
Pegas de tranga de la muilo bonitas e
com 10 varas 1
Pares de meias cruas para menino a
Ditos dilos de cores todos os tamanhos a
Ditos de cores para meninas a
Duzia de meias cruas para hornera a
Carloes de lioha Pedro'V com 200 jar-
das a
Caias com tissoes para acender charu-
tos a
Caixascom phosphoros de seguranga a
Duzia de phosphoros do gaz a
Fitas para enfiar vestidos muito gran-
des a
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a
Ditos comcheiros muito fino a
Ouziademeiv para senhora o melhor
que ha a
Pegas de trancinha de laa sortidas a
Sibooetes superiores e muilo grandes a
Groza de botes de osso para caiga sendo
pequeo a
Dita de ditos grandes a
Traia do Porto superiores varas a
100, 120 e
P^gas de fita de linho brancas e de co-
res a
Croza de penas de ago muito finas a
Frascos de opiata para limpar denles a
Copos com banha muilo boa a
Espelhos de columnas madeira branca a
Carteiras para guardar dinheiro
Rialejos para meninos a
Baralho porluguez
Varas de franja para cortinados a
Groza de botoes de lougs braocos a
Tesooras muilo finas para uobas e coa-
tura a
Caixas de charutos de Harana muito su-
periores a
Carlas muito finas para voltarete o ba-
ralho a 240 e
Varas de bico largura de 3 dedos a
Garrafas com agua celeste para cheiro a
Rialejos com 2 vozes para menioos a
40
30
30
20
160
100
200
200
160
120
29400
80
ftOUPA FEITA AINDAMIS BARATAS.
T SORTIMENTO COMPLETO
I ai
fazendas c obras feitas.!
aa
LOJA EARMAZEM
DI
Ges k Basto!
NA
een-'
ratas
28.;
Haa do Queimado
a- 46, frente amarella.
ConstantementatemosmtB grande
riadoaortimento dasobrecasacasp
aepadnoe de corea muito fino a
a*)S VAfAt0!.ud0,me,mo" Pannos
*.w'w 6 S4S. ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14#, 16 a I8fi, casa-
aas pratasmuitobem feitas edesuperior
panno a S8. 30$ a 35. aobrecaaSK e
asamira do core muito Anos a 15, 16*
a 1SS. ditossaccos das mesmascasmi-
easemira fina para hornera a 8j, 93 1<}.
H e 10 ditaa de brim brancos uifo
fina a 5| a 6, ditas de ditos de cores a
3._3500. 4 e 4500. dita de me[. ca!
I
ditos da 6, cotletesdebrim branco e de
fustao a 3, 3500 e 4, ditos de corea a
2500e3, paletotspretosde merino de
lordosacco esobreeasacoa7|,8 e9
colletes pretos para luto a 4500 e 5a*
caspretaa da merino a 4500 e 5, pL
I etots de alpaca preta a 3500 e 4fi, ditos
sobrecasaco a 6,7e 85, muito flnocol-
latas de gorguro desedadecoresmuito
boafazendaa3800e4S, colletesda vel-
ludo de coreae pretos a 7 e 8, roupa
para meninosobre casaca depanno pre-
tt toa a de cores a 14, 15 a 16, ditos de
9 easemira saccopara os mesmos a6500 e
1 7,ditos de alpaca pretos saceos a 3
*1500, dilos sobreaasacos a 55 e 5500
II salcasde easemirapretase decorea a6'
5 6J500 a 7, camisas para menino a 20 ^
m a daiia, camisas inglezai prega?largas 8
2 muito saperioral32 a duziapara acabar. X
J Assim tomo temos urna effieina deal-
'aiateondemandamos axecutartodas as
obras com brevidade.
KeieewfiiSfis
muito boas pannos, pelo
*S0, 240 a 260 rs. o covado ; na ra do
* loja da boa fd.
Otacas francezas muito finas com padroes
escuros a 480 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. S, na loja da boa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A laja d'aguia branca acaba e receber essa no-
va o apreciavel agua ambreada. de uoc aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para sa deitar algunas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lizado das senhoras ; assim coas para ae acatar
a ngaaa de banha,que o torna mui deleitavel, re-
sattaadoalera de-rerrescar o tiraron fazer desap-
parecer esse balito desagradaval que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
queso lave o roato tnha della composigao. Cus-
a o frasco 1, e quem aprecia o bom naodeixari
certa tren te de comprar dessa estima v el agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, aa ra do
Queimado a. 16, nica parte oade se achara.
Vendem se osengeuhos
S. Pedro e Espirito Sanio, am-
bos mentes e cor rentes e
d'agua, sitos aa freguezia de
S. Beiito comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mi i pe quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
r com quem tratar.
Vende
bom estado
m-se uns burros e urna carroga em
: na ra da Florentina n. 5.
Botinas para senioras a
3#500: aa loja do vapor ra
Nova n. 7.
Snaboaf
Relogios.
Vende-se em casa da JfApstoo Pater & C.
ra doVigario n. 3 uraUlo lorlimeoto d
relogios da ouro, patale inglex, da um doa mais
afamados fabricantes de Liverpool; tamba
ama rariadade de bonitos traacalias para os
mesmos.
Arados amencanoie machina-
pata layar roupa: em casa deS.P. Jos
nnstom & C. ra daSenzala n.*S.
J ebegou o promplo
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs Radway 4 C., de New-York Acham-sa
venda na ra da Imperatriz n. l. Tambem che-
garam as instruccoes completas para se osarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se vendem a 1S000.
Cabo de marfm e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
oo bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
lim e madreperola a 2 e 2S500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gusto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se rea
o Queimado, loja d'aguia branca n. 1.
Baymundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto sorti-
mento das me-
Ibores machi-
nas de cozer
dos mals afa-
mados autores
me (horados
com hotos
a perfei coa-
mentos, fizendo pasponto igual pelos doas lados
da costura, mostram-se na rsa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, lioha de todas as cores tudo
fabricado axprassamente para as mesmas ma-
chinas.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de differen-
tes cores e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a t, 3,4 e 5$ a peca, precos
estes que em nenhuma outra parte se achara e
ssim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
A 4$,4#500 e 5$.
Cambraia lisa muito fina a 4 a peca com 8 liS
varas, dita muito superior a 5$, dita tambem
muito fina com salpicos a 49500; na ra do
Queimado n i2, na loja da boa f.
40
160
240
400
500
3000
50
160
120
240
160
40
500
. 400
640
150O
500
40
120
240
120
400
49000
320
Izo
19300
100
DE
Jos de Jess Moreira & G.
Ra estreita do Rosario
esquina da ra das Larangei-
ras n. 18
Os proprielarios dest< estabelecimeoto conti-
nuara a vender por menos do que em outro
qualquer estabelecimeoto tendente a molhados e
dos melhores que vem a este mercado e por vi-
rem parte delles por coutados mencionados nro-
pnelario8.
Manteiga ingleza perfeitamente flor a 1I00
1|, dita franceza a6i0, e em barril se far aba-
t i meato.
Cha Hysson do melhor que ha a 29800. 2S500
29, dito preto a I96OO, chocolate do melhor qu
ha a 900 rs. '
Latas de bolachinha de soda da mais nova que
ha 9100, doce de casca de goiaba a lg, 900
Passas a 480 rs. a libra e caixinhas com 8 li-
bra a2J400, maesas de tomates muito boa a 900
rs vinho Bordeaux das melhores marcas a 6*0
rs., e em duzia se far abatimento, vinho de to-
das as mais qualidades e alm disto tu lo mus
por muilo diminuto preco que logo sero men-
cionados para que o respeitarel publico entre no
conhecimenlo que vendem mais barato qua nin-
guem.sna boa f.
Importante
Aliso
Na loja de"4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupa? feitas, para cujo fina tem mon-
tado urna nfficina de alfaiate, estando enearrega-
do della um perfeito mostr vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade sos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardes com superiores prearos
e muito bem feitas, tambem trala-se fazer o far-
dameoto todo completo conferme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os Hgorinos que de
l vieram ; alm disso faz-se mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maiore de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequiiha deouro ou pnn, tudo ao
roslo da Europa, tambem prepara-se becas para
deserabarxadores e de qualquer juiz segundo o
eslyiode Coimbra sndese fazem as melhores
conhecidas at hoje, assim como tem muito ricos
desohos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto i franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affian'gando
que por tudo se fica rpsponsavel como seja boas
fazeridas, bem feito e bom corle, nao se falta no
dia que se promelter, segundo o systema d'onde
veio o mestre. pois espara a honrosa visita dos
lignos sanhores visto que nada perdera em es-
yerimentar.
Na loja d'aguia de ouro. ra do Cabug n. 1 B,
receb-.u uro completo sortimento de gollinhas de
missaoga, sando de todas as cores
EAU MINERALE
NATORALLE DE VICHY.
Deposito na boticafraaeeza ra da Cruz n.21
Rival
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55 loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, est queiman-
de os objecto abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a
Caixas de alfinetes fraocezes a
Carta de ditos ditos a
Carloes do colxetes com defeito a
Carios de ditos prrfeitos a
Caixas de dilo muilo superioj a
Pares de meias cruas
Maco degrampos de carocol a
Tesoura para costara a
Pares de sapatos de trancado algodo a
Ditos ditos de la a
Sapatioftos de la para meninos a 200 e
Frascos de-olo babosa a 400 o
Ditos de macaca parola a
Ditos dilos de oleo a
Ditoada banha a
Bitos d'agua ambreada a
Ditos de oleo ahuecme a
Caixas de folha rom phosphoros a
Ditas com phosphoros de velaaa
Duzia decolheres para sopa muito atusa
Escova pira deates muito finas a 160 e
Groza de penas de ago caligraphiea a
Tem tarabea una parolo de tranca i
120
100
SO
20
60
40
160
40
160
I9OOO
180
400
500
900
100
240
500
900
100
240
19500
too
19140
linho
brancas pegas grandes e pequeas a da tedas as
larguras por pregos baratos e outras muas f-
lenlas que s i Hala 4 que se poderlo apreciar
e admirar o preco.
v
Largo do Terco
n. 23.
Vendem-se batatas muito novas a 80 rs. a li-
bra, assim como outros generas mais baratos que
em outra qualquer parte, nao se diz o preco para
nao espantar III (a dinheiro vista).
BonitOS toncado-
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A laja d'aguia braoca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armacao preta, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que os
tornam mui elegantes, os quses servem excellen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e da rapazessoltei-
roa, e pelos precos de 8, 9 e 10, sao baratsi-
mos na verdade, a quem oa vir na ra do Quei-
mado. loja d'aguia branca n. 16, aa agradar, a
tnfallivelmente comprar.
Gollinhas.
Na> loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu-se um completo sortimento de gollinhas
de missanga de todas as cores.
OOT:
a
Sabonetes
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-se sabonetes da amendoa para barba,
cada um am suacaixiaha de louca a 500 rs. ; oa
na do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Aos tabaquistas.
Lencas finos da eores escaras e flxas a imita-
cao dos de linho a 5 a duzia ; na na do Qaat-
meoe n. 22, n 1 loja da boa t.
Vendem-se cintos de todas as cores com ricas
tirelas para senhora e menina a 2, bandos de
clina para marrafa a 500 rs. e par, enfeites para
cabeca, de cores e diversas quolidades ; na ra
da Imperatriz, loja da boa f n. 74.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Maooel Ignacio
de Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recita n. 12, ha para vender a vor-
dadeira potassa da Russia, nova e d aaperior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo par pregos maia baratos do que em
outra qualquer parle.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se am casada S. P.Jonhston &C.
eellinse iilh4eio|Uis,csr\daairo? a castigaos
bromeados,lonisngtezes, fio devala,chicle
para carros, amomaria.trraiospara carro da
usa alaos mos relogios da oaro patala
afte.
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOSk REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazeodas e todos
estes as vendem por precos ronito modi-
ficados como de seu costume.assim como
sejarn sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos Qgurnos a
268,28, 30j> e a 35j, paletots dos mesmos
pannos preto a 16J, 18J". 20 e a 24,
ditos de easemira de cor mesclado e de
novos padroes a 14. 16, 18. 20 e 24,
dilos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9, 10, 123 o a 14, ditos pretos pe-
lo diminuto prece de 8, 10, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12,
ditos de merino de cordo a 12, dilos
de merino chinez de apurado gosto a 15,
ditos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10,
ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 45500, di-
tos de brim pardo e de fuslo a 3500, 4
e a 4*500, ditos de fuslo branco a 4,
grande quantidade de calcas de easemira
preta e de cores a 7, 8, 9e a 10, ditas
pardas a 3 e a 4, ditas de brim de cores
finas a 25500, 3, 3500 e a 4$, ditas de
brim brancos finas a 4500, 5$. 5500 e a
6, ditas de brim lona a 5 e a 6. colletes
de gorguro preto ede cores a 5$e a 6S,
ditos de easemira de cor e pretos a 4J500
e a 5, ditos de fuslo branca e de brim
a 3 e a 3500, ditos de brim lona a 4|,
ditos de merino para luto a 4 e a 45O0' fg
calcas de merino para luto a 4fl500 e a 5fl, 9
capas de borracha a 9. Para meninos
de tod/is os tamanhos : calcas de easemira Sol
prefa e da cor a 5$, 6 e a 7, ditas ditas fl
de brim a 2J, 3 e a 3500, paletotssac- *
eos de easemira preta a 6J e a 7, ditos 8
do or a 6 e a 7g, ditos de alpaca a 3, *
sobrecasacos de panno preto a!2e a 8
14, ditos de alpaea preta a 5, bonets g
para menino de todas as qualidades, ca- 1
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e 12$. ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 5 e a 6. ditos de
brim a 3, dilos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitaa outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officine de al-
faiate dirigida por uao hbil mestre que
pela sua promptido e perfeico nada dei-
xa a desejar.
Em casa de Adamson, Howie & C, ra do
Trapiche Novo n. 42, vende-se :
Rolhas de cortina finissimas.
Lona e filete.
Fio de vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Sellins, silhdea, e arreios para carro oa eabriolet
Riacadinh s de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado; na ras do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Vende-se em casa da Adamson, Howie &
C, ra do Trapicha Novo a. 42, biscoilos inglezes
sonidos, em pequeas latas.
Campos Lima.
Na ra do Crespo n. 16 continua a venderiin-
dss fofos de cambraia para guarnico de vestidos
por commodo prec,e.
REMEDIO INCOWPmVEL
UNfiUlNI HOLLOWAT.
afifhares de individuos de todas as naces
poden teslemujiaar as virtudes deste remedio
nawmparY*l e provar ac caso nacessario, que
pelo uso que dalle Izeram tem seu car no e
membros inteiramente slos depois de hater em-
pregado intilmente outrostraUaJentos. Cada
pessoa poder-se-hacoBYaacat iaaaas curas ma-
ravilhesas pela leitora dw peridicos, que lh'as
relatara todos os dias ba muitos annos: e a
meior parta dallas sao tao sor prndenles qua
admiram os medieos mais celebras. Ouantas
pessoas recobraran com este soberano remedio
o uso da seos bragos a paroas, depois dador
permanecido longo tempo nos bospiues, o tea
deviam soffrar a amputaeo 1 bellas ha mu-
cas quehavendo deixado esses, asylos de pad>
timenlos, para se nao submeterem a essa opa-
racao dolorosa foram curadas completamente
mediante o uso desse precioso remedio. C
guroas das taes pessoa na enfusio de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos dianta do lord corregeder o outros magia-
irados, afim de mais autenticare sua a firma-
Uva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianea para encinar este re-
medio constantemente seguindo algam tempo o
tratamento que necesslasse a natureza do mal
eujo resultado seria provar inconteatavelmente'.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos Keguintes casos.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
-das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
era geral.
Ditas de anus.
Erupcpes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta dej
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacdes.
Inflammacao do ligado.
Inflammacao da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olbos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelss.
Sarna.
SupuraQOes ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulaces.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
Rap.
Na ra Larga do Roaarto laja de miudezas a.
38 pssssodo a botica a segunda loja de miudesaa
tem para vender rap Paulo Cerdeiro rap RaUo<|
Francez e murtas mars qualidades de rap tem
bicoa da liba, muito em eonta labyrinthos fran-
cez multo em canta, e muitos maia miudaaas
baratas. v
Yende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinha conlm
umi instruccao em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Sooro,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
Vende-se o engenho Po-sangue, situado a
margem do rio Serinhem. distante urnas 600
bragas da estago da Garoeleira, com urna safra
ao corte, alguns escravos, bois, ele, tendo ex-
cellente cercado e ptimos partidos de varzea pa-
ra mais de 2,000 pes annualmente, e estando
boje acrescenlado com algumas Ierras que foram
do engenho Gameleira. Recebem-se em conta
predios nesta cidade, e os pretendentes podem
entender-se com os Srs. Marcelino & C, em sua
loja na ra do Crespo.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Ciixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
o, chegado de sua propina encommeada muito
lindas caixinhas de costura com msica, proprias
para mimo, que se vende muito barato.
Enfeites de flores para ca-
samentse bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores Unas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vo a casamentes e bailes, e ser-
jem igualmente para passeios. Os pregos sao 8$,
10 e 12. porm quem apreciar o bem conbece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Cbegiieu ao barato.
O Preguica est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas debretanha de rolo com 10 varas a 29
easemrra escura enfeslada propria para calsa,
collete e palitos a 960 rs o covado, cambraia
organdiz de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 39, 4 e 6#
a peca, dita tapada, com 10 varas a 5> e Sf a
peca, chilas largas de modernos e escolhidos pa-
droes a 240, 260 e 280 rs. o covado, requissi-
mos challes de merino estampados a 79 e 855
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 9} cada um, ditos com urna s palma
muilo finos a 89500 rs., dilos lizos com franja
de seda a 59, lencos de cassa com barra a
100, 120e 160 rs. cada um, meias muilo finas
para senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualida-
de a 39 e 39500 rs. a duzia, chitas francezas
de ricos desenbos para eoberta a 280 rs. o cova-
do, chilas escuras inglezas a 59900 rs. a pega,
e a 160 rs. o covado, brim branco de puro linho
a 1, 1*200 e 19600 rs. a vara, dilo preto
muito enearpado a 19500 rs. a vara, brilhantina*
azul a 400 rs. o covado, apalea de differeates
cores a 39600 rs. o covado, casemiras pretas fi-
nas a 29500, 3# e 39500 rs. o covado, cam-
braia preta e de salpicos a 500 m. a vara, e ou- .
tas muitas fazendas que se far patenta ao com-
prador e de todas se darao amostra com penbor.
BASTOS
< Reg.
Na rna Nova n. 47, jonto a Cooeelco dos Mi-
litares, acabara de receber nm grande sortimaa-
to das vertiadeiras camisas inglesas pregas lar-
gas e estreita peitos, collariohos e punhes de
linho, e cono seja grande quantidade tomamos
a deliberar^o de vender pelo diminuto preco de
359 e 409 a duzia, uniformes de casemiras de co-
res a 20g, 259 e a 309, assim como muitaa outras
fazendas qua s cam vista que se pode reco-
nhecer o qua barato.
Admiravel pechin-
cha a 8,500 o corte.
Na loja do Pavao.
<3raDde e variado sortimento de cor-
tes de cambraia de teda tanto de barra
como de xadiez, de listas ou de flores
matisadas fazenda de &$ que se vende a
3^500 para apurar dinheiro: na ra
da Impieratrizn. 60, loja de Gama &
Silva


OU*I<3*-fUUUMBCCOl QUINTA FE1AA AGOSTO 01 itl.
O)
r
Lindas caixinhas
com necessarios para costura
Acaba de chegar pasa a loja d'agaia triaca mui
lindas calimbas matizadas, com espelbo, tMoan,
caaivete, atfulbeta, efalheiro, dedal e poaleiro,
ludo praliado e de apurado gosto, emn una
caixioha excellente para un presente, meimo
pan quelqaer rabn a possair, e vendem-se a
100 e 129 : na \ot* d'aguia branca, ra do Qaei-
mado n. 16.
4 2.S0O e covado.
Dama*co de seda toa fazenda, acareado, cor
da canoa e braoco.
Mantelete de fil pretoafeitados com bicoa 5$.
Damasco de la can 6 palmos de largura cora-
do a 1*500.
Chales de merino bordados a reliado superior
fazenda a &ft
Cortes de casemira de cor a 39500.
Setim Maco superior a 2g00.
Casemira preta setim superior a 29500.
Pegas de indiana uDissima com 10 varas a 85.
Na ra do Crespo loja-n. 10.
Cortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se reos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 a 3 babadas a 59 : na ra do
Queimado n. 22, na luja da boa f.
Gravatiohas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo prego de 19 ; aa ra do Queimado n. 22,
oja da boa f.
Attencao as seda* de qudrinhos a 720
rs. o covado.
Vendem-se sedas de qu-
drinhos omito encepados a
720 rs. o covadfr e dita a 560
rs :na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva*
Anda ao
Pavo.
Chitas baratas.
Vende-se chitas escuras de
cor fixas a 4$500 a pega a 120
rs, o [covado por ter um pe-
queo toque de mofo: na ra
da Imperatriz n. 60, loja de
Gama & Silva.
Vende-se por prego commodo um escravo
de cor preta, bonita figura, moco e robusto, o
qual proprio para todo e qualquer servigo: pa-
ra ver e tratar ua travessa do Carioca armazem
numero 2.
Chales de merino estampados a 29500 : na
ra do Queimado n. 22, loja da Boa f.
Trapiche
BAB.\0 LIVRAMEMO
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender neste oovoes-
tabelecimento o seguiote :
Cera de carnauba em porges ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 ai arrobas
Barricas com cebo do Rio Grande em porges
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a
2 arrobas.
lieios de sola differenles qualidades em porges
ou a retalho.
Courinhos corlidos.
Farinha Jo mandioca por 19500 a sacca.
Fa relio em saceos grandes por 3j[800 a sacca.
4inda ha pe
I chincha.
2 Chegoa a ra do Crespo n. 8
S loja de 4 portas, um sortimento
Sde cassas de cores ixas e liados
padrOes que se vendem a 240 rs.
o covado, d5o-8e amostras com |
gf penhor. 8
^alQa^a4KI0-fii69iMiMMalS8K II
Cortes de meia casemira de urna scr, fazen-
da superior, pelo baratissimo prego de 29 cada
um: na ra do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Chales de merino estampados a 29500 : ua
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
lojad'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommeoda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quera quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirigir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, qua ah
ser bem servido.
Tachas e moendas
Vaga Filho & C, tasa senpre no seu opo-
sito da ra da Manda n. 8 A, in grandaeor-
mento da tachas emoaadas para engenho, da
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar ao mesmo deposito ou na roa do Trapiche
n. I.
Vende-se a engenho Tiriri, sito na comarca
do Cabo, com as proporges seguintes: dista da
estrada de ferro urna legoa, e porto para embar-
que em distancia de 200 bragas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muitos terrenos para se
abrirem com facilidade, ha grande cercado e
muitas matas Este engenho noro ebem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segundo an-
dar, ou no engenho Cafund, sitio em distancia
de meia legoa da estigo de Olinda com o abaixo
assignado.Joo Paes Brrelo.
Enlre-meios
8
os melhores que se tem'visto
A loja d'aguia branca recebeu um exulendido
sortimento de enlremeios de delicados bordados,
e gostos inleiramenle novos, com dilerentes lar-
guras, do maia estreito at maii de 1(2 palmo,
suas diversas applicaces escusa dizer-se porque
todas as senhoras sabem : os pregos sao de 2 a
59 a pega conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o bom, infalli-
velmente os comprar : na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado o. 16.
%*#A^aX^^UkJMtfLJBWA JeaBB&MnaaalJhiBaBBt JaaaaT_f\atsBLaaiiial_arta*
*5wWaraaWo^x^wW IWWV^W WaTV^^WanTW W
'i
Attencao
Fazendas e rou-
pas feitas baratas. |
NA LOJA DE
FJJtlB
PORTO
48Rua da Imperatriz48]
Jauto a padaria franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado 6ortimento
deroupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 39 e 3JJ5C0,
ditos forrados a 49 e 49500, ditos frsnce-
zes fazenda de 109 6jf500, ditos de me-
rino prelo a 69, ditos de brim pardo a
38860 e 49, ditos de brim de cor a 39500,
ditos de ganga de cor a 39500, ditos de
alpaca de la amarella a imitago de pa-
lha de seds a 39500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 5j e 59500, ditos de
casemira saceos a 13$, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto fino a 209,
2-2$, 289. ditos brancos de bramante a
39500e49, csigas debrim de rOra 18800,
2g500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 3$500, ditas de
casemira a 69500. 7g500 e 99, ditas pre-
tas a 48500. 79500. 9 e 109, colletes de
ganga franceza a 18600, ditos de fusto
8800. ditos brancos a 28800 e 39, ditos,
de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorgurao de seds a 49500 e 59, ditos de
casemin preta e de cores a 49500 e 59,
ditos de velludo a 79,88 e 99.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam calcas, colletes, pa-
letots, camisas a I98OO e 29,ditas de fusto
a2j}500, chapeos francezes para cabera
fazenda superior a 69500, 88500 e 109,
ditos de sol a 68 e 6J500, ditos para se-
nhora a 48500 e 59- Recebem-se algu-
mas encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um enn-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Aobarateiro da ra da Imperatriz n.
48 juotoa padaria franceza, vende-se:
ricos cortes de cambraia brancos e
bordados com dous folhos a 69OOO, ri-
cos cortes de vestido de seda escocesa
pelo brrato prego de 128, cambraias lizas
S muito finas com 10 jardas a 39500 e 49 e
de Escocia a 69, saias a balo de arcos a
29500, cortes ae chita franceza achamalb-
m tada com 14 covados a 58, pegas de cam-
fjj braia lisa para forro com nove varas a 29,
O e um completo sortimento de chita fren-
I ceza a 240, 260 e 280 rs. o covado e das ff
Singlezas a 180 e 200 rs. e outras muitas *
fazendas por pregos commodos.
^Sfi^SBriAstl Saft tw., Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre seencontraro as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para horneen como para se-
nhora, por serem recebidas por todos es vapores
viodos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
prego de 2J5U0 o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
tirara
para vestidos de senhora e
roupiabas de criancas.
Na loia d'aguia branca ae encontra am bello
sortimento de franjas de seda, la e liuho, bran-
cas a de cores, propriaspara eatnUea de vestidos,
asaios coso ama diversidade de galao de seda a
linho, brancos e da cores, abarloa e fechados,-tal-
gos e estreitos at o mais que possivel, tranga
tambe de seda, tai e linho, de dilerentes qua-
lidade, e os que d aoelbor goata ae pode en-
contrar em laes cousas : por isso quem precisar
da taes objectos, dirigir-se a dita loja d'agola
branca, na ra do Qaeimado n. 16, que ser ben
serviio.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas da
brim a de ganga, ditas de brim brauco, paletots
de bramante a 49, ditos de fusto de coras a 49,
ditos de estamenha a 48, ditos da brim pardos
39, ditos de alpaca preta saccoa a sobrecasacos,
dolletea de velludo pretos de corea, ditoa da
corguro de seda, grvalas da linho as mais mo-
bernag a 200 rs. cada urna, collarinhos de linho
ga uliima moda, todas estas fazendas se venda
panto para acaba/ ; a loja est aborta das 6 bo-
as da machia at aa 9 da noita*
"Azeite espirito de
vinho e caima.
Vende-se azeite de coco a 440 a garrafa espi-
rito de vinho omito barato agoardente de raona
engarrafada a 240 a garrafa na Travessa do Pateo
do Paraizo n. 16 frente de amarello venda de 4
portas.
Maces
A loja da bandeira
[Nova loja de funileiro da]
ra da Cruz do Recife
numero 37.
atanoel Jos da Ponseca participa a
todos os aeus freguezes tanto da praga
cmodo mato, e juntamente orespeita-
vel publica, que tomou a deiiberago de
bailar o prego de tolas as suas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
sortimento de bahs e bacas, tudo do
dilerentes tamachos e de diversas cores
em pintuns, juntamente um grande
sortimento de diversas obras, oontendo
banheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas para cafs camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahttrand8 a 49 e peque-
aos a 600 rs., bacas graodes a 59 e De-
quenas a 800 rs,, cocos a 19 a duzia. Re-
oebe-se um oficial da mesma offleina
pan trabathar.
Coral de raz
Veada-ta M^ilft bom coral da raz, o fio a 1A:
na roa do Queimado, loja d'aguia branca o. 16.
Chegaram as bellas mages por serem grandes
e perfeitas, vende-se sos centos e em canas e a
retalho : no deposito de Sodr & C, ra estreita
do Rosario n. 11.
Aranaga* Hijo & C
vendem oncas de ouro: na ra
do Trapiche n. 6.
Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de grvalas de differenles gos-
tos e qualidades, e por pregos taes que em ne-
nhumaoutra pariese acha, como seja, gravati-
ohas estreitas bordadas a 800 e 18. ditas pretas a
de cores agradaveis a 19, I520O e 19500, ditas
com pontas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim maco a 18500. Pela variedade do sor-
timento ocomprador ter muitas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
fUNDICiO L0W-10W,
Roa daSeizalla Naya n.42.
Nesta istabaleciraento contina ahavsrum
sompleto sortmanto da moendasemeias moen-
das para engenho, machinas da vapor olaixaa
te farro batalo a coado, Ja todos estamanbos
para dito
A 12|I000
a duzia de toathas felpudas superiores; na roa
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andares e
soto aa ra de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzas o. 18.
Vende-se ama excellente armaco para ta-
berna em urna das prrncipaea rusa de Olinda : a
tratar com o Sr. espito Antonio Bernardo na raa
de Baizo.
e venham comprar ricos vestidoa de cambraia
bordados de duas saias. muito finos a 109 cada
um : na ra Nova n. 42, loja de Tertuliano Can-
dido Ramosa C.
A5#000!
Chapees de castor branco raspado a 59 cada um:
vende-se na ra Nova n. 42, loja de Tertuliano
Gandido llamos &C.
SABAO.
Joaquina Francisco da Mello Santoa avisa aos
seus freguezes desta prega e os de fra, que tem
exposto venda sabode sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na rna do merim n. 58; massa amarella,
castanha.. preta e outras qualidadea por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
za simples sera mistura alguma, como as da
composigo.
Ba do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquina Perreira de S, ven-
de-se por pregos muito baratos as seguintes fa-
zendas de superior qualidade e modernas, sedas
de quadros miudos para vestidos de senhora e
meninas a 800 rs., babados largos e transparen-
tes a 39 a pega, enlremeios muito Onos a 19500,
capas de merino e fusto para senhora a 59, chi-
tas largas escuras e laras a 240 rs. o covado,
roupes de seda a 108, pegas de bretsnha de al-
godo a 29, riscado francez muito uno a 180 rs.,
manguitos bordados finos a 29, gollinhas borda-
das a 6i0 rs., alberns de panno felpudo para
homem proprios para chuva a 109, capas russia-
as o melhor que tem.vinJo a este mercado a
309, paletots de panno prelo a 188 e 209, sobre-
casacas de dito muito finas a 258, caigas de ctse-
mira preta e de cores de 59 a 8g. ditas de brim
branco e de cores de 29 a 59, paletots de alpaca
e de brim de 3$500 a 59, camisas brancas e de
cores linas a 28, chapeos de sol de seda supe-
riores a 68. ditos inglezes a 109, cassas de cores
transparentes a 2i0 rs. o covado, assim como
outras muitas fazendas que se vendero por me-
nos do seu valor para fechar conlas, vestuarios
de brim e fusto tudos guarnecidos e enfeitsdos
para meninos a 29.
Brim branco de linho muito fino a 19280 a
vara : na ra do Queimado n. 22, loja da Boa f.
8
Encyclo-
psdica
SRua do Crespo numero 17.
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratsimos :
Chapeliuas de seda de riquissimos gostos
a 129 cada urna.
Ditos de palha de Italia a 289.
Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 39-
5 Cassas de cores fixas e delicados padres
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quanto pertence para adornos de se-
m nhora porbaralissimos pregos.
', Calgado Mell de 2 solas e sola fina,
SPara homens.
Grande aorlimento de roapas feitas e
chapeos de todas as qualidides. ____
IBtWBwcoVcRw '*.wwktbw w9av^m wWawawaflRr^S
* *
Vende-se a lodos miudesas baratas
Apparegs dinheiro que a vista faz f ;
Correi freguezinhos s estrellas gratas
Que no Rosario divisara a loja que .
Loja das tres estrellas, ra
larga do Rosario o, 35
Neste estabelecimento queima-se em reserva
de prego : Fitas lizas e lavradas fins, bicos de
linho e de seda, labyrintbns, rendas, babados de
linho do Porto, trausas e franjas de seda a de la,
galio branco para enfeite de vestidos, cofiadores
para roupes de linho a de seda preta, boles de
metal para caiga, ditoa de massa psra paletots,
ditos de retroz para casaca, ditos de vidro e de li-
nho para casaveqoes, brincos e rozetas douradas,
escoras para falo, para sapalos, para denles e
para onhas, tramoia em pegas de quinze varas,
cruzes e vernicas finas, rosarios de Carolina e
de osso finos, liobas de meada, de peso e de car-
retel, enfeites de fita e de idritho, carteiras da
marroquim e de cbagrem, ditas grandes para pa-
pis, requife prelo de le, caixas de bfalo, de
massa, de chumbo-e de raz para tabaco, relogios
para meninos, dedaes de metal braoco e ama-
relio, esporas para salto, phosphoros em caixas e
em barriziohos, estampas de santos finas, colo-
ridas e em fumo, pequens e grandes, ditas em
quadros, sortimento de frocos, io para sapateiro.
Delicados chapeo-
ztnhos para bapsados.
Na loja d'agaia braaca a acha mal aovo e
delicados ehapeoziohos pan baptisados obra
mui perfeita e bem afeitada, sendo cada um em
sua bonita csixinha, e pelo bantiaeimo prego de
481, niugaem deixar de aa comprar: na loja d'a-
guia branca, rna de Queimado o. 14.
Vende-se porgo de quintaea de ferro em
vergalhoes quadradoa de varias grossurss e
chumbo em barra ; no armazem da travessa do
Carioca a. 2.
Opiata ingleza para
denles.
A loja d'aguia branca acaba de receber de aua
propria eacommeada a bem conhecida eprovei-
losa opiata ingleza para dentes, cuja bondade
apreciada por todos quantoa della tem usado, a
aera mais por quem quizer conservar as gengivas
em perfeito estado, assim como a alvura dos
dentes ; cusa cada caixa 19500, e por tal prego
s deLxarao de comprar quando a nao acbarem
mais na loja d'aguia branca, na ra do Qaeima-
do n. 16.
Feijo de corda
No arnmem de Tasso lrmos, ra do morim
numero 35.
Enfeites de cabeca.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegado um completo sortimento de enfeites
para senhora, sendo ultima moda, qoe_ se vende
maia barato do que em outra qualquer parle.
E'de graga. *
Ricas chapelinaa de seda para senhora, pelo
baratissimo prego de 169 cads urna : na ruado
Queimado n. 22, loja da boa f: (a ellas,que sio
poucas).
Camisas ingle-
zas,
fazenda muito fina, peito de linho, pregas largas,
a 409 a duzia : na loja n. 20, ra do Crespo, es-
quina
Feijo macassa.
i sacca de feijo macassa novo :
de Tasso lrmos:
Libras slerlinas.
nos ar-
ria para vender, na rna da Cadeia do Recife n.
12, em osa de Bailar & Oliveira,
O torrador!!!
.23 latgo do Terso 13
Quem duvidar venha ver; manteiga ingleza
perfeita roen te flsr a 19 a libra, franceza a 640 e
a 680a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra messas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros mallos gneros perten-
cenles i molbados, ( a dinheiro vista.)
Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecas de camoraa cora rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia balSo, ele etc.,
i vista do que, e de faa muita duragao sio bara-
tissimaa a 1J200, barato assim s se encontra aa
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Peonas deaco
inglezas, caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
eacommenda as verdadeiras peonas de ac ingle-
zas, caligraphicas, cuja uperioridade est deci-
dida, e ainda assim contina a vende-las a 29 a
caixinba : na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado B. 16.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se ama porgo de ripas de louro para
estuque e ser de encommeoda e prego razoave).
55Ra da Imperatriz55
Venda-se urna carroga de conduzir gneros da
alfandega, por prego commodo.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se um cabriole! de 4
rodas americano pan um e
dous cavallos, com os arreios
necessarios, em bom uso e pre-
go commodo.
Dous cabriolets.
, Vendem-se muito em coota dous
cabriolets sem coberta. um com ar-
reios e outro sem arreio: na ra da
Imperatriz n. 55.
Ceradecarnauba.
Vende-se cera de carnauba a melhor que tem
vindo a este mercado a 89500 a arroba a pnzo
ou a dinheiro : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cife n. 7 ou na ra da Imperatriz o. 60.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'agaia branca esl recenteaenie pro-
vida de um completo sortimento de enfeites da
bom goate para aenboras, sendo os afamados a
delicados enfeites de lorgalcem franjas e borlas,
outros tambem de lorgal de seda enfeitadoa ccaa
aljofares de corea e borlla ao lado, outros da
froco igualmente enfeitsdos com aljfar, e borlo-
las, todos elles de um apurado gosto e perfeicao,
os pregos de 89 e 109 sio baratos vista "das
obraa ; alm deslas qualidades ha outras para
39 e 49 : isso na ra do Qaeimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Vendem-se muilo em conta quartolas do
muito boa qualidade, propriaa para deposito a'-
gua em casas particulares e sitios, e tambem por-
go de toneis grandes de boa madeira, que site
ptimos para depsitos de mel, e pira as distil*-
gesdas enge&bos, os quaes so vendem a dinhei-
ro ou s prazo, conforme se convencionsr: para
ver e tratar, na travessa do Carioca, armazem nu-
mero 2.
Venda de propriedades
Vendem-se as casas terreas sitas na ra atrae
da matriz da Boa-Vists n. 30 e 32, Rangel n. 7.
e ra do Forte n. 26, todaa com solos proprios :
a tratar coa Antonio Jos Rodrigues de Souza,
ra do Queimado a. 12, primeiro andar:
y
V
cobertos edescobertosr pequeos e grandes, da
ouro patente inglez, para homem e senhora a
am dos melhores fabricantes de Liverpool, vio-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casa da
Sonthall Mellor C.
Escravos fugioofe.
Attencao.
Genebrada Hollanda em bo-
tijas.
Vende-se na casa de Brender a Bran-
da & C. : na ra do Trapiche Novo nu-
mero 16.
Deposito de ara
de moldar, cadinhos de lodos os nmeros,
em lengol e rodas, lato em ftlha desde a gros-
sura de papel at o mais grosso preciso, estanho
em barra e verguinha, tazos Je cobre a 850 rs. a
libra, chumbo em lengol e barra, telhas de vidro,
e outros muitos objectos de metal : na ra Nova
defronte da Conceigo n. 38.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commo-
do: na ra nova de Santa Rita n. 65.
4 2S o corte.
Cortes de riscado francez eom 14 covado pelo
barato prego de 29 : no armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Auaentou-se da casa de sua senhora o escrara
de nome Jos, idade de 40annos, pouco mais oa
menos, de nago Cosa, levou vestido caiga da
brim de quadros, camisa de algodao azul, chapee
de palha, tendo por signal o seguinte : urc dos
dedos do p direiio acavalado sobre o outro pro-
zimo, tem por coslume fallar baizo, estatura re-
gular, tem nos bragos ao p dos hombros lalhos,
tignaes de sua nago, o rosto limpo qur de mar-
cas qurde barba, fugio no domingo 21 do cor-
rente : quem o pegar queira leva-lo rasa da
cobre sua 8enn0ra, ns ra da Imperatriz n. 75, tercei-
ro andar, que seri recompensado vista do sen
trabalho. Consta qae o mesmo anda pelo Arraial
e suas immeJiagoes, com o dedo aleijado envolle
em um panno e pediodo esmolas.
ARMAZEM
DE
ROUPA FEITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos,
40 RA DO 0UEI1UADO 401
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vootade dos freguezes, para o
que tem um dos melbores professores.
Casacas de panno preto, 40#, 359 e 30V000
Sobrecasaca de dito, 85$ a 30&00
Palitots de dito e de cores, 359, 300,
258000e 20^000
Dito de casimira de cores, 22J-000,
159, 129 e 99000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, 11S00O
Ditos de merio-silim pretos e da
cores, 9$000 8000
Ditos de alpaka de cores, 59 e 30500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e 30500
D.tosde brim de cores, 59, 49500,
iJOOO a 39500
Ditos de bramante da linho branco,
,63000, 50000e 4(000
Ditos de merino de cordo preto,
159000 a 80000
Calsas de casimira preta a de corea,
129,109,99 a 65000
Ditas de princeza a merino de cor-
do pretos, 50 e 40500
Ditas de brim branco a de cores,
^JOOO, 49500 e 20500
Ditas de ganga de cores 38000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 120, 98 a 80000
Ditoa de caaemira preta a de cores,
lisos a bordados, 69,59500, 59 e 30500
Ditos de setim preto 50000
Ditos de seda a setim branco, 69 e 50000
Ditos da gurguro de seda pretos e
de cores, 7jg000,60000 a 50000
Dilos de brim e fusto branco,
30500 e 80000
Seroulas de brim de linho 20200
Ditas de algodao, 18600 e 18280
Camisas de peito de fusilo branco
a decores, 295OOe 20300
Ditas de paito de linho 68 e 3000
Ditas de madapolo branco a de
cores, 30, 20500, 29 a 10800
Camisas de meias 10000
Chapeos pretos de massa,francezes,
formasda ultima moda 108,80500 e 70000
Ditos de feltro, 69, 58, 40 e 20000
Ditos de sol da seda, inglezes e
francezes, 149,128,11J e 79OOO
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda 0800
Ditos de algodao S500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1000, 900, 800 e 700000
Ditos deprata galvanizados, pa-
tente hosontaes, 408 300000
Obras de ouro, aderegos e meios
aderegoa, pulseiras. rozetas a
anneis m
Toalhas de linho. duzia 120000 a 100000
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro,
inico deposito 11a botica de Soaquim Marulio
da Cruz Cor?eia & C, ra do Cabug n. 11,
em Pemambueo.
H. Thermes (de Chalis) aotigo pharmaceutieo aprsenla hoje ama oova preparago de ferro
com o nome de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico m luxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo de frmalas tao
variadas, mas o homem da sciencia comprabenda a necessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
A formula um objeeto de muita importancia em therapeutica ; um progresio immenso,
quando olla, maniendo a esencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos. /
Daa numerosas prapancoes de ferro at hoje conhecidasnenhuma rene lio bellas qualida-
des como o elixir de citro lactato de ferro. A. seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quea dose, o ser de urna promptae fcil dissoiugao ao estomago, de modo que completamente
aasimiiado; a o nioprodazir por caneada lactina, que contem em sua composigo, a constipago de
vantre tao frequeotemente provocada pelas outns prepangesferroginosas.
Estas novas qaalidades em nadaalieram a sciencia medicamentosas do ferro, qae sendo ama
substancia da qual o medico se nao pode dispensar em sua clnica, de incomparavel atilidade
lita com clcheles, sombre para flores, grvalas qualquer formula aoe lhe d propriedades taes qoe o prstico o possa prescrever sem receto. E' o
de seda, guardanapos de linho, cauiuhas de tinta que conseguio o pharmaceutieo Thermes com a preparago Ao citro-lactato de forre. Assim esta
medicamento oceupa hoje o primeiro lagar entre as numerosas prepangoes ferruginosas, como o
atiesta a pratica de muitos mdicos distinctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como isa-
menso proveito as molestias de languidez (chlorose paludas cores; na debilidad subsequente as
hemorrbagias.nas hydropesitsqueapparecem depoisdasiotermitentes na incontinencia : de orinas
por debilidad*,Desperlas brancas, na eserophula.no rachilismo, na parpara hemorrhaajics, aa
convalecencia das molestias graves, na chloro-aneorfa das malheresgnvidss, em todos a casos
em que o sangue se acha empobrecido oa viciado pelasfadiges ataceoes chronieas, aaebexia tuber-
culosas, caacroea.syphiUlica, excessosvenreos, onanismo e aso prolongado das rcjirsgdea raer
eariaes.
Bstaseofermidades sando mui frequentes o sendo aferr a principal abatnete de qae
medico ten de lagar mao para as debelar, o author do citro-lactato du ferr jtarece louvores a
roconhecidamento ahumanidade por ter dsaceberto ana frmala pela qoal se pi.de sem recelo osar
de farro
para desenho, golas de seda preta e de cores, Ota
de velludo preto e de cor, luvas de seda, ditas de
torgal sem dedos, dras de Jouvin que se vende
at por 900 rs., leques inos, meias de algodao de
toda a qualidade, ditas de seda preta, medidas
pan atfaiata, estojes de navalbas flus para bar-
ba, pinceie pan dita, peales de marfim e de mas-
sa para limpar a caaega, ditos de tartaruga vira-
das, sepatiabos de merino ino e da lia, trateraa
de metal, caivetes finos para peonas, theseuns
de diversas qualidades, e murtas outras cousas
tendentes ao mesmo negocio que tudo se vende
par lodo o prego pan acabar.
100$ de gratificado
a quem pegar um escravo cabra, gago, de nome
Benedicto, de 18 aonos de idade, estatura me-
diana, que tendo sido aqu embarcado com des-
tino ao Rio de Janeiro, evadio-se de bordo. Fot
de Francisco Xavier Sampaio, do Ip ; muite
vivo e velhaco ; muda de nome todos os dias ;
palavr mil artimanhas para fogir Quem o pegar poda
entregai nesta cidade aos abaixo assignados ; em
Pernambuco ao Sr. Jos Duarte das Neves, na
Baha aos Srs Mathetis dos Santos Irmao, nd* Rio
de Janeiro aos Srs. Cordeiro & liaptista. Ce.nfc
1 de agosto de 1861.
Salgado Souza & C.
Na noite do dia 5 do cnente desapparece-
ram da casa do abaixo assignado, os seguintes
escravos Jos crionlo cor preta bastante alto den-
tes naturalmente separados no queixo superior
fallas mansas, foi vestido com camisa de baeli-
Iha azul chapeo de massa j velho, este escrare
filho do Buique donde vt-io trasido pelo seu
Sr, Miguel de Barros Silva Jnior, que o vca-
deu nesta praga ao Sr. Silvino Guilherme de
Barros, a quem o abaixo assignado coroprou, e
Venancio tambem ctioulo altura baixa tem todos
os dentes e o rosto quasi redondo este muilo
alegre, e sempre esta rindo-se natural do Cear
da comarca do Aracaty, veio remeltido para esta
ridade aos Srs. Grugel lrmos e vendido por es-
tes ao mesmo Sr. Silverio tambem foi este ulti-
mo vestido de rpupa igual to primeiro, de pre-
sumir que elles seguissem o caminho do Boiquo
donde veio ainda a poucos dias a Jos, o abaito
assignado gratifica generosamente a quem os pe-
gar e os levar a ra do Imperador n. 79, pri-
meiro andar bem como roga as autoridades poli-
cises a captura dos mesmos escravos, bem come
protesta desde j contra quem os liver oceultado.
Monteiro 6 de agosto de 1861,
Manotl Camilio Pires Falco.
No dia 28 do correte fugio do lugar Guri-
ohezinho, termo da villa da Independencia .'
Guarabira, o esefavo Joaquim, cabra, com idade
que representa 40 annoe, sem que entretanto te-
cha cabellos brancos, altara regular, cheio do
corpo, bem empernado, ps grossos e chaboquei-
ros, muitss veas as pernas e mao?, cara regu-
lar, um tsnto descarnada, nariz afilado, meia
barba, olhar velhaco, dentes limados porm j
rombudos, cabellos crespos querendo garapinhar,
e gosta de os trazerjbaixo, pescogo bem grosso.
desde a nuca ao corpo, em desabotoar a camisa
v-se bem, gosta muito de cantar elogios, tem
profisso de slmocravar, e tambem de tirar gados
como tangedor ; pertencente a Jos Justino da
Costa Brito, que generosamente recompensar a
quem o pegar e leva-lo sua moradia abaixo
mencionada, ou no Recife ao Rvm. Dr. Joaquim
Graciano deAraujo, ns Boa-Visla, ra dos Coe-
lhos, casa n. 8, 1 andar.
Achim-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em setembro do ar.no proxim-
passado, com os signaes seguintes : idade de 35
aonos, altura regular, barbado e cabellos [netos
encellados; e Luiz, cabra, natural do Ir, fugio
do em margo deste anno, e com os seguintes sig-
naes : idade 30 anno?, altura regular, muilo pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guns signaes de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppoe-se este escravo estar occullo por
pessoa que o proleje, pelo que prolesta-se contra
quem o tlver feito : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der noticia a seu senhor Joo
Jos de Carvarho Moraes Filho, na rus do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Desappareceu no dia 13 do correrite, do si-
tio de S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo,
maior de-50 annos, de nome Joaquim, cem os
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secca
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedadedo Sr. Uanoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para squi fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem que*
que o encontr, de o capturar e entrega-lo na
sitio cima citado, ou na rna do Trapiche u. 15
a Jos Terxeira Basto.
Fogio do engenho Dromedario o escravo
crioulo de nome Canuto, de idade 19 a SO annos,
bem preto, nao tem burba, altura regular, bom
corpo, bonitas mos e ps, falta-lhe dous dentes
da parte de cima ; este escravo foi comprado na
dia SI de jolho prximo psssado, e fugio no mes-
mo dia, ejalga-se ter vindo a esta praga por ler
bastante conhecimento : por isso roga-se de
qoem opegar.de leva-le so mesmo engenho ci-
ma ao seu senhor Sefcvstio do Reg Barreto, oa
nesta praga na ra da Moeda n. 5, casa de Ha-
noel Alvos Ferreirs.
Fugio no dia 1* do correte mez o cabra de
ncmeManoel, natural do Aracaty, altura regular
cabega redonda e um pouco chata, beigos grossos,
e quando anda balanga com o corpo, representa
ter 20 s 24 annos de idade, levou caiga e camisa
de algodao branco e urna de la por cima e cha-
peo de feltro preto : qoem o apprehender pode le-
va-loa ra do Queimado n; 73, que ser gneros j-
a ente recompensado.
Acha-se ausente desde o dia 24 de junho
do crrante anno o escravo de nome Iiidorio, cota
oa signaes seguintes: estatura alta, seccodo cor-
po, cor fula, pouca barba, rosto regular, idade 37
ou 28 asnos, pouco maisou menos, cujo escravo
padece de aslbma ; julga-se estar trabalbendo
aqu na praca de servente de pedreiro. catare,
amaziado com ama muala forra, tanto o escravo
como a mulata sao naturaes de Maria Farinha:
roga-se portanto a lodoa os capites de campo o
antoridides solicites de o appreheoderem e tra-
tar na travessa do arsenal de guerra n. 11, qua
se gratificar.
.wy-
<_
3


(8)
URIO DI riUUUOCO. OUDiTA FEIRA 8 DE AGOSTO DI 1861:
Litteratura.
6 estylo.
POR ERNESTO RULO.
Ha em nonos collerios, cousa curiosa, urna
classe qual den-se uoi nome que nanea leve e
nunra ha de ter, pr-rante o bom senao popular,
seno ora sentido despreiivel e verdaderamente
anle-christo. Fagam o,gu izer, aetnpre ser a
palavra rector urna injuri, e admra-rae que urna
mao christaa uo leuhi desdea omito feito des-
apparecerda porta de r.QSsaa encolas esta singu-
lar appeltacao, que ier-s:hta devrdo deixar s
escolas somente da Grecia e de Roma pagas.
Mas, cousa mais triste anda, acontece que
quisi sempre a patarra do profes3or de rhetorica
realmente a de um rector, e que bem pouca
differeoga ha entre seu ensino e o dos rectores
de Autuo e de Lyoo nc lerceiro seculo de nossa
era. Nao creo ter, quanto mim, ouvido nos
labios de meu professor de rhetorica vibrar urna
vez o come de Deus, se fazer ouvir nesla cadeira tanto quanto na de
philosophia. Em compensarlo, d-se pobres
meninos, que um invencivol desgoslo conserva
entorpecidos mudes, certos livros onde o nome
de Deus, onde o de Jess Christo nao mais sao
pronunciados, mas onde cem, duiectas pagioas
ao consagradas absurda enumersco do que se
chama guras de rhetorica.
A historia est na altura da theoria oestes pre-
tendidos cursos de litteratura, e o peior que
estas minharias, que matam o seotimento chris-
to e todo o seotimento elevado, sao ingenua-
mente admiUidos em muitos boos lugares. Os
juizos sobre os grandes escriptores nao sao me-
nos infectados de pequinhez e falaidade do que
os principios do eslylo se assim se pode cha-
mar regras mechanicas onde em realidade nao ha
nem verdadeiros principios, nem eslylo verda-
deiro, mesmo em esperaoga. Poderia citar mui-
tos Cursos de rhetorica, assignados por sinceros
christaos, e que o mais spero racionalista de bom
grado assignaria com ambas as raaos. Nenhuma
-diflerenca notavel oeste ponto entre o ensino li-
vre e o ensino ofDcial, e eis onde estamos depois
de dezoito seculos de christianismo I
Ha alguns annos fez-se entre nos ouvir a voz
de um padre que reclaraava para os autores enrie-
laos urna parte no ensino publico ; esta voz tere
chos, e, permitta-se-me dize-lo aqui sem dis-
pertar velhas cooleslacoes, se o respeitael pro-
motor d'uma lo legitima reforma ainda nao
triumpbou de tres seculos de paganismo e de ro-
tina, pelo menos preparou suas ideas um pr-
ximo triumpho. E' este triumpho que, em um
futuro mais ou menos aproximado, quizeramos
adquirir urna reforma profundamente christaa
no ensino da litteratura.
Troscrevamog logo este nome de rhetorica ;
o palavra que se trata de ensioar e nao os dis-
arces da palavra, um curso de palavra humana
que se trata de professar. Abramos este curso,
dizendo : c A palavra um dom de Deus. Hi
fallar como pensa, deve pensar o verdadeiro.
c O ideal da palavra Jess Christo, que o
Verbo ou a palavra do Pae. O fim da pala-
< m antes de ludo, glorificar a Deus e con-
quislar-lhe as almas, a
Depois, quando chegamos historia litteraria,
ousemos pensar por nos meamos e deixar de lado
os juizos j ieitos para concebermos novos que
aejam chrislos. Mostremos a Biblia como o
primeiro de todos os monumentos Iliterarios de
lodos os paizes e do todos os lempos, e, se nao
pedir demasiada coragem nossos espiritos anda
timidameole catholicos, fagamos admirar como
obra* de primeira ordem, mesmo no ponto de
vista do que se chama forma, os sanios livros de
nossa lithurgia e dos padres. Nao consagremos,
como por piedade, dez paginas sobre trezentas
litteratura da edade-media, d'onde salta aos olhos
do chrisllo tantos iocomparaveis esplendores.
Nao fagamos mesquinhamente comegar tudo no
XVI seculo, como se a egreja nao tivesse podido
ser Ilustrada porgrandes escriptores senao depois
do acontecimento da reforma e da resurreico do
paganismo. Nao mais (enriamos faciliraas com-
placencias para com o XVII seculo, que. e nos
deu Fenelon e Bossuet, foi lo intimamente pe-
netrado de doutrinas pagas e preparou to bem
os desregramentos intellecluaes o moraes do se-
culo de Voltaire. Demonstremos ao menos a de-
ploravel influencia do jansenismo sobre a littera-
tura do grande seculo, do jansenismo eslreito,
pequeo, odioso que tem espalhado trevaa oas in-
telligencias e nos livros urna avidez comparaveis
somente dureza que, para desgraga das almas
tem feito triumpharno coofessionario. Nada di-
go do XVIII seculo, nao ser que convm aqui,
menos do que em toda outra parte, tornar-se
culpado destas concesses moda quo sao sem-
pre to deshonrosas para nos como inuteis nos-
sa causa. Longe de nos estes temperamentos I
tenhamos vigoroso odio um seculo que to vi-
gorosamente tem odiado a verdade, e nao taca-
mos amar por immerecidos louvores aquelles que
nada liveram tanto peito como esmagar a santa
egreja, blasphemando seu fundador !
Tal a reforma que nao tardar, esperamos,
em regozjar o corago dos padres chrislos. Um
curso de arle christaa, ou, como diziamos, de
palavra humana substituir o curso de rhetorica ;
tudo nelle ser reconduzido Deas, Jess
Christo, egreja. A verdade sempre, a verdade
em toda a parte, a verdade collocada aem cessar
sob os olhos de nossos fllhoi, que sero obriga-
dos ama-la, vendo-a to bella I
E' esla reforma que acaba de lomar mais fcil
Mr. Ernest Helio por seu livro : O eslylo, um
dos mais ootaveis, segundo nos, que tenho sabido
luz desde o cornejo desie seculo, direi mesmo
desde tres seculos. O elogio nao exagerado.
Este livro, esperamos, lera urna grande influen-
cia sobre o ensino das geraces futuras ; muitos
mestres comprehenderam, gragas Mr. Helio
que a rhetorica nao deve conservar entre os ho-
mens seu ridiculo e deploravel imperio ; que
esia usurpadora deve ser desthronada e substitui-
da pela palavra.
Sim, este livro, cuja apparencia modesta
mudar felizmente o curso das ideas sobre os
principios e as leis do eslylo. Ja elle deveria
estar as mos de lodos os que eslo encarrega-
dos de ensinar as Ultras, as mos de lodos os
fOLHETIM
OBATEDORDEESTRADA
roa
PAULO DUPLESSIS.
que as aprendem. Merece tomar o lugar todas
alas obras informes, todas essas rhetoricas, onde
cora lano tedio se aprende dissimular seu pen-
samento sob o ornato phraseologico em lugar de
a presentado na bella franqueza da aua austera
nudez.
Fcil seria extrahir do Uto de Mr. Hallo lodo
nm compendio de theoria e lodo um compendio
de historia litteraria. Mas devo prevenir aos ro-
lineiros que elles escindalisar-se-ho cada li-
ona desta obra profundamente original. O autor
nao sabe repetir as ideas dos outros; tea sem-
pre ns suas novas justas, tintinantes de verdade.
; Quanto exprsalo, quasi em toda a parte, sin-
gularmente feliz. Poucos escriptores de nossa
poca tinham, tanto como Mr. Helio, o direito de
tragar as leis do estylo. Cousa rara, ecreveu
como disse que convm escrever.
Carece-nos justificar tantos elogios. E por isso
que vamos offerecer nossos loitorea muitos
extractos deste bello livro. Convencer-se-ho
que nada de exagerado temos dito, e que a egreja
cunta realmeote no numero de seus defensores
um grande pensador e um grande escriptor de
mais.
Len Gaulier.
A RHETORICA.
O eslylo que agrada aos rectores e que recom-
mendam feito imagem do nada. Se alguem
pensa, sem duvida isto choca-os muito ; mas se
alguem falla, isto choca-os anda mais. O que
elles nao perdoam ao estylo a preciso e a af-
flrroago. O que admiram nelle o vago e o im-
pessoal. Se os conselhos, ou, como dizem, suas
regras, poderiam se resumir assim :
a Em geral, para ser bem sabio tilo preciso
pensar, nem crr, nem esperar, nem amar, nem
detestar nada, porque o pensamento, a f, a es-
peranza e o amor chocam certas pessoas que nao
convm chocar. Conservae vosso espirito na
morna alhmosphera da duvida e do aborrecimon-
lo. Enfastia bem vossos leilores, al mesmo,
se possivel fr, que vos enfastiis tsmbem. Eo-
fasliae-os, enfasliae-os I o meio de lhes pare-
cer razoavel. Tudo o que nao os enfastia lhes
parece exagerado. Nao creiaes, pois, nada ; des-
la maneira estaes seguros de jamis amar cousa
alguma, ese alguma cousa amasseis diriam que
leudes exaltago. Todava como, nao convm ir
mui longe, mesmo no nada, posto que seja o
melhor caminho, admitto, jovens alumnos, admit-
i a hypothese em que, levados do ardor inex-
permentado de vossa edade, vos semisseis in-
clinado urna opinio mais do que urna opi-
nio contrara. Espero que raramente vos suc-
ceder esta desgraga. Mas convm prever todos
os casos, mesmo o em que fosseis tentado de crr
alguma cousa. E' um caso singular: roas o ho-
mem fraco, nos nao somos perfeitos Admit-
tiodo, pois, esta tentaglo de crr alguma cousa,
o dever de um bom escriptor dissimula-lo o
mais possivel. Para evitar a affrmago preci-
so recorrer esses felizes artificios que a rheto-
rica eosioa : preciso dizer: talvez parece, te
assim permillido exprimir-se.
O pensamento j por si mesmo assaz odio-
so. Se, por desgraga, tendes um, convm ao me-
nos destrui-lo o mais possivel por meio di pata-
rra, que so neste flm vos dado. Se tendes um
pensamento, sois por isso mesmo suspeito de
orignalidade. Se, alm disso, fosseis exprimi-lo
com energa e esforco entrarieis immediatamente
na cathegoria dos loucos. Ah I se tendes um
pensamento, langae ao menos um veo sobre esta
vergonha e este veo a palacra.
Se vosso estylo apagado e morto se parece
com o de todo o mundo, perdoar-vos talvez a in-
conveniencia de terdes urna idea. Apagae pois
tudo o que seja elevado, profundo ou largo: apa-
gae tado o que em vossa palavra revele clara-
mente vosso pensamento e vossa alma, vosso ca-
rcter e vossa pessoa; fazei essas phrases longes,
reconsideradas, anodynas e impessoaes, que em
toda a parte lem-se lido antes de te-las mais
urna vez em vossas paginas.
Assemelhae-vos todo o mundo, e mesmo
se lende3 a desdita de dizer alguma cousa, dae
anda mostras de nada dizer: porque a palavra
foi dada ao homem para dissimular seu pensameu-
to, nem ao menos por urna negago atrevida, mas
por meio de um veo comprido, arrestante, ele-
gante.
E' assim que falla a rhetorica. E* assim ao
menos que fallara, se fallar ousasse. Mas' ella
nem mesmo tem a coragem de dizer que nao tem
coragem ; nao tem se quer a torga de sentir sua
fraqueza. Nao v bastante looge em si mesma
para aperceber sua nullidade.
O ESTYLO.
O que o estylo?
O estylo a palavra humana. A palavra hu-
mana deve ser franca o discreta ; para reunir es-
tes dous termos em um s, deve ser verdadeira.
A verdade, que a lei do pensamento e a lei
da vida, tambem a lei da palavra e sempre a
mesma verdade.
P erro, que tudo separa, achou o meio de dar
urna certa direcgo ao pensamento urna outra a
vida, urna terceira palavra, de inventar para
todas estas cousas regras diversas e contradilo-
rias
Despertemos. Abramos os olhos. Aperceba-
mos a mais simples e a mais desapercebida das
cousas, auoidade da lei.
A verdade a vida. E* evidente que o homem
deve viyer na verdade.
E' evidente que o pensamento do homem deve
ser conforme mesma verdade assim como seu
pensamento e seu acto, pois nao ha tres verdades
contradictorias.
Assim o homem deve :
Viver na verdade ;
Penaar como vive ; *
E fallar como pensa.
Eis a lei do'estylo. Estamos aqui em plena
simplicidade, porque estamos empleos verdade I
.... Parece-me que a orago o estylo humano
por excellencia, quero dizer a expresso do ho-
mem.
O que exprimir-se o homem? dizer sua mi-
seria, dizer sua grandeza.
Ora, a orago confessa a miseria, pe o homem
de joelbos como o mendigo do Evangelho l Con-
fessa-o ceg e pobr6, lendo necessidade e sup-
plicaodo.
Mas ella confirma a grandeza de um modo so-
Sl
SEGUNDA PARTE.
XXVI
(Continuando.)
O Batedor de Estrada com a frente voltada para
o marquez, e sem perte-lo um momento de vis-
ta, recuou al a porta, e por um movimento r-
pido precipitou-se para fra da tenda: pareca
um domador de fras sahindo da gaiola de ferro
de um negro tigre de Java, mal domesticado.
O que elle havia predilo se realisou ; o mar-
quez, em vez de persegui-lo, poz-ae a escutar com
anciedade ; nenhum rumor ouviu que denolasse
ter sido o seu adversario descoberto pelos ban-
didos.
Se porm o marquez podesse suspeitar as in-
leoges do Batedor de Estrada, ontros teriam si-
do os seus reeeios : por quanto aquella, urna vez
ao ar livre, longe de afastar-se do acampamento
se dirigiu para a tenda de Antonia.
Occultando-se por entre as carretas conseguiu
elle chegar at o parallelogramo, onde se tinba
levantado essa movel e provisoria residencia da
coodessa d'Arabron, sem grande trabalho e sem
despertar a menor suspeita ; porque a maior parte
dos aventureiros que nao estavam de vigia dor-
rnam a somno sollo.
Das duas sentinellas, collocadas pelo marquez
para vigiarem na prisloneira, urna fatigada e sem
duvida persuadida da inutildade do servigo que
preatava linhi estendido no chao o seu capote, e
sobre elle adormecido. A outra ou por amor
disciplina, ou porque assim julgasse mais cora-
modo, passeava a passo regular e corapassado
daole da grosseira cortina que servia de porta
tenda. Esta segunda senlinella apresentava urna
eitatura de cinco ps e del polegadas, e urna
grosaura das mais desenvolvidas: era um Keatu-
ckiano.
Se um simples golpe de vista foi sufflcienle a
(*) Vide Diario a. 179.
Joaquim Dck para reconhecer e julgar da pnsi-
cao das cousas, um momento tambem foi-lhe
bastante para executar o projecto que coocebeu
logo.
Rojar at o Kenlackiano com a silenciosa ligei-
reza da serpete, precipitar-se sobre elle, atira-lo
ao chao com o impelo e vigor da panlhera, em-
flra por-lhe urna mordaga com a destreza digna
de um antigo familiar da ioquisigo, foi tudo obra
de um instante, tanta foi a rapidez incrivel que o
Batedor de Estrada empregou nos seus menores
movimentos.
O Keotuckiano, slidamente amarrado pela cin-
tura a ama das estacas que amparavam a lenda,
mal tioha tido lempo de tornar a si, e j Joa-
quim Dick achava-se em frente de sua filba ado-
rada.
A infeliz moga, ainda sentada no mesmo lugar
em que a deixara o Sr. d'Hallay, chorava em si-
lencio, quando o Batedor de Estrada mostrou-se
sbitamente em sua preseoga como urna fants-
tica apparigo. Um gesto imperioso, chelo de so-
lemne impeluosidade, que elle lhe dirigiu, sus-
pendeu-lhe nos labios um grito de surpreza e de
espanto.
Incapaz de pronnnciar urna palavra, to viva
era a sua commogo, Joaquim contempliva a mo-
ga era mudo xtasi.
Nao ha peona que possa descrever a exprsalo
de lerna adorigao, de alegra e docura que res-
plandeca no olhar do marido de Carmen.
A critica posico de Antonia, o espanto que ella
mostrou ao ve-lo, a hora da separago que ia
soar, em nada disto elle reflectia: a sua felicida-
de era lo grande, to intensa, to cima das
seosagdes humanas, que absorria-Ihe todas as fa-
culdades.
Vos aqui, Joaquim I exclamou finalmente a
condessa. A vossa presenga deve aero aonuncio
para mim de urna nova desgraca. Para que tra-
mis assim diaote de vossa victima ? Nada ten-
dea a receiar da minha fraqueza. O que viodes
annunciar-me? A morte de Luiz ? Oh'I fallas...
fallae...
Joaquim quiz obedecer, mas o golpe inesperado
que receben exceda suas forgas: sua voz fun-
diu-se n'um solugo abafado, e duas lagrimas abra-
zadoras correram-lhe pelas faces abaixo.
O espectculo dessa dr pungente e resignada
nao abalou a Antonia.
Acabaecom essas hypocritasdemooslragdes,
disse ella com impaciencia e crueza que nunca
ti vera em sua vida, e que tao contrariis erara ao
breeminente, no-la mostra reinando nos decretos
de Oeus.
Por ella Deus noaintroduz no mystero do go-
verno, e o instante em que assim nos introduz
em seus conselhos o instante em que nos pre-
cipita coa a face por ierra ; a orago ao Mea-
nao lempa e brado da afflicgao e o hymno da glo-
ria. Ora, o brado da afflicgao e o hymno da glo-
ria nao a expresso do hornera, nao o siylo
humano? O estylo humano a resposta do ho-
mem palavra que ouviu Moyses :
"u sou aquella que soo.
vfis que sois, escutas poia, esculae e alien Jet!
A ARTE.
E' preciso que um homem de geoio se levante,
falle, seja eaculado, e diga :
Quero que de hoja em diante a arle seja sin-
cera.
Quero que a arte cesse de ter o dsfarce do ho-
mem para lornar-se sua expresso..
Quero que a arte seja a exploso simples, in-
genua e sublime dos esplendores da inteligencia.
Para que a arte seja bella, e sua belleza verda-
deira, quero que de hoje em diante diga as cousas
como ellas sao.
Deus ha de permitlir, se me nao engao, que
esta voz seja ouvida.
A amiga rhetorica disse: Vos sois feio, disfar-
gae-voa, porque, se vos mostrardes como sois,
metiereis medo. A arte um dsfarce ; escolhei
pois um typo de coovengo. olhae ao redor de
vos e procurae : nao tereis mais do que o eraba-
rago da escolha. Imitae, fingi. fazei um diver-
tlmento que agrade ao publico: o bello urna lie-
cao As leis da vida sao feias : para agradar
preciso que a arte faga regras para si, indepen-
denles das leis reaes.
E' preciso agora que aquella que deve fundar
<% arte do futuro purifique o ar contaminado por
estas palavras, e diga :
A feialdade tem, com effeito, seu lugar no ho-
est decahido. Mas
Eis aqui as aguas do
mem; porque o hornera
regenerago possivel.
baptismo.
A belleza permittida ainda, ei-la que vem a
nos. Apodermosnos della, revistamo-la e depois
poderemos nos mostrar.
Revistamo-la, nao como um disfarce, mas co-
mo um esplender mais verdadeiro do que nos mes-
mos, que devemos possuir e jamis perder. Esta-
mos manchados,! pois beml purifiquemo-nos. Nao
ouse o homem amigse mostrar. Nasgae appare-
ga o homem novo, resplaodega aos olhos dos ho-
mens, nao como um hroe de theatro, mas como
urna verdade viva, mais viva que o antigo ho-
rnera substituido. Apparega e obre, obre no es-
plendor de sua natureza regenerada, faga mani-
festar-so o typo que encobre, desembarace o
ideial que tem I Paga a verdade A belleza
brotar ; a belleza em lugar de ser urna fiego,
o esplendor do verdadeiro. Que a arte que era a
mascara do velho homem, narre na sinceridade
de sua palavra o esplendor do homem novo I
HOMERO.
Ha entre os escriptores a classe dos meninos.
O homem -menino contempla-se e ollia em tor-
no delle; espanta-se admira-se ; espanta-se de
tudo, tudo admira. Contempla-se fallando e o-
brando com urna estupefaego ingenua e urna
alegra infantil. Nao cuida ainda em melhor
fallar e melhor obrar. Compraz-se.no que tem
como o menino em seu primeiro brinco. Olha
em torno delle. Acha que a luz bella, e di-lo.
Contempla a materia e pinta-a por suas pala-
vras; piata-a, eis tudo. Nao cuida claramente
no genero de correlago que com ella pode ter :
ama as cousas as mesmas cousas. O poeta -
menino tem por typo Humero. Pouco falta que
Homero seja o ideial do genio humano. Sea
aotiguidade noexcedeu. por te-lo sempre imi-
tado, e a imitago impede a superioridade. Ne-
nhuma copia excede seu modelo. O homem po
de exceder Homero e excede-lo inmensamente ;
mas Homero lica um menino imraorlal. Os epi-
thetos caractersticos que leem adoptado seu no-
me, os epilhetos homricos, to desagradareis
em toda traduego, se explicam pela idade do poe-
ta, pelo ceraeter da infancia. Homero contem-
pla muito mais que refere. Cootempla seu A-
chilles, e como a ligeireza doa ps urna quali-
dade visivel, notavel para os olhos de um me-
nino, associar dahi em diante esta qualidade
ideia de Achules iodissoluveloiente, e Achules
ser sempre para elle Achules dos ps ligeiros.
Se elle no-lo mostrasse ferido, se no-lo mostras-
te paralysado, anda o chamara Achules dos ps
igeiros, como elle chamma Jpiter sabio, mes-
mo quando o mostra logrado, mofado, enga-
ado, demente. O epilheto hemerico nao pro-
vm de urna reflexo feita no momento om
que exprimida. Resulta de urna antiga verifl-
cago feita urna vez por todas, um da em que
Achules corra. Homero o poeta da verifica-
gao. Maravilha-se e nao discute. Subtrahe-ae
diante dos objectos para nos dizer o que elles
sao. Homero entrando na vida, o menino que
ebega em Pars.
TCITO.
Tcito falla para exprimir aeu pensamento.
Sua palavra simles, forte e breve. Tudo o que
forte breve. Tcito deu liogua latina urna
energa que sem elle, nunca teria conhecido.
Basta pensar em Cicero, que o Ovidio da pro-
sa e o typo do rector, para apreciar Tcito, me-
dindo com a vista a distancia que os separa. Pa-
ra Cicero, tudo abstracto. Roma a repblica,
a cidade, o estado. Para Tcito, tudo vivo :
elle chama os individuos por seus nomes. Tem
quasi sempre o vuor coi.tido das grandes coleras,
ealgumas vezes o vigor sereno das grandes jua-
tigas. O estylo deste homem me revella nelle
essa capseidade de se ciliar, carcter particular
dos homens que senlem aps si a posteridade e
que carregam-ns com sua vioganga. o grande
estylo sempre entra o silencio em urna grande
parte. Ha silencio no estylo de Tcito. A colera
vulgar rebenta, a mesquinha revela-se por bra-
vatas; mas ha nma indigoago quesele a ne-
cessidade de si callar, como para deixir a pa-
lavra s cousas, esperando a juatiga do futuro.
Tcito nao somente o maior escriptor da lin-
gua latina, o maior escriptor da anliguidade
classica.
BOSSUET E DE MAISTRE.
Eis entre estas duas glorias da Franja bssuel
e de Maistre, um contraste muiadmiravel que
ninguem tem feito impresso.
Bossuet mostra seu pensamento lento, grave,
oque
realmente como um manto de purpura; De Mais-
tre comprime o seu.
Bossuet so exprime um ao mesmo lempo eal-
S- emioencias, solado, exposto s vistas da
trra. Tona em punho a miseria das cousas
humanas para por multo lempo da-la em espec-
tculo aos homem. Paz esgotar o catix at as
fezee. Repele continuadamente e nunca se re-
diz. Sempre diz a mesma cousa, e nunca di-la
de mais. Consagra os lugares com mu na equan-
do, pela centesima millesima vez, diz que o ho-
mem mortal sua grande voz d mostras de no-
lo eneinar.
De Maistre faz precisamente o contrario, nao
por um processo, mas por sua natureza.
Elle agrupa um certo numero de pensaraen-
tos, que nao parecem sempre ligar-se, e os es-
trella na mesma phrase, uns com outros. Ad-
mirados de se encontraren), contemplara se com
um arastraobo, que nossos olhos lhes d um
novo aspecto.
Em urna ideia que exprimisse pela primeira
vez Bossuet mostrara o lado antigo eo pensa-
mento. Em urna ideia que exprimisse pela mil-
lesima vez De Maistre poria em evidencia um as-
pecto novo ou que perecease tal. De Maistre pa-
rece sempre dizer um paradoxo; Bossuet parece
sempre dizer urna parle commum.
De Maistre procura sua affectagao os grandes
effeitos de estylo, ou, se quizerdes, acha-os sem
procurar.
Bossuet desdenha absolutamente tudo
parece urna iotengo.
Quando o explendor vem-lhe ao encontr
mostra, acceitando-o, ter urna complacencia.
De Maistre tem traeos habilualmente legtimos,
Bossuet nao tem. O periodo s forma natural
desse estylo asss altivo para ser mutilado, as-
ss ampio para que jamis seja sublilisado.
Notae, que aqui nao approximo estes dous ho-
mens senao no ponto de vista do estylo. Nao
fallei de sua penetrago. De Maistre tem a vis-
la mais subtil.
De Maistre remoga o pensamonto que exprime:
Bossuet deadeoha remoga-lo ; d-lo como elle
armado de sua velhice, ornado com as idades que
alraveasou antes de chegar at elle para se fazer
dizer urna vez mais.
(Le Monde.H. Chaves.)
O decreto de 24 de novembro e seos
resoltados.
i
Havia comegado em Franga o anno de 1861,
langando as regides polticas senao inquieta -
coes, ao menos certas obscuridadW. Podia-se
desculpar aos espiritos mais perspieszes o nao
divisar com inteira clareza e orna completa cer-
teza os resultados, que na applicagao dara o de-
creto de 24 de novembro ; porque esla applica-
gao poda ser influenciada por causas mui diver-
sas, provenientes, quer do livre arbitrio dos ho-
mens, quer da forga cega das cousas.
Quil seria, para o goveroo, a medida de resis-
tencia ou de concurso que poderia resultar de
urna discusso sollicitada, provocada, por conse-
cuencia muito mais explcita do que de ordina-
rio, sobre questes delicadas, difflceis, conside-
rareis, respeito das quaes a opinio dos corpos
deliberantes e do publico era naturalmente mais
presumida do que conhecida?
Qual seria, para a Europa, a ligio resultante
deste novo rgimen de liberdade, nao s bastante
real pra que, excepgo de alguos partidos, to-
da a Franga se contente e seapplaud, mas as-
ss grave, asss visivel, para que nlo possa mais
ser seriamente contestado, e asss efflcaz para
permitlir s crticas, aos descontentaraentos, aos
pensamentos de reforma de maoifeslamenle se
crearem, e de irem mostrar-se victoriosamente,
como urna advertencia ou urna ameaga, as co-
lumnas do jornal oflkial ?
Eraflm, que aprego, e que uso fariam dessas
novas liberdadas os corpos que dellas fossem in-
vestidos ? O que teria ganhar ou perder o
sanado com este dia novo, iutroduzido de re-
pente na penumbra de suas sessdes ? At que
grao o corpo legislativo, collocadu n'esse theatro,
quasi no papel das antigs cmaras, sa elevara
no empenho e na espectativa da opinio publica?
Com que efOcacia e esplendor ia funeciooar ao
lado d3 um conselho de estado, aguerrido as
latas, valente e brilhantemenle conduzido e pre-
sidido, esla instituidlo nova dos ministros sem
pssta, condemnada grandes esforgos e gran-
des successos, se ella se tivesae prometlido de
nao licor nem abaixo das difficuldsdes de sua t-
rela, nem tambem dos nomes que a personifica-
vara ?
Taes eram as duvdas, taes os problemas as-
sentados nos espiritos polticos pela promulgago
do decreto de 24 de novembro. Nao julgamos
sera interesse indagar que genero de solugo re-
cebero da experiencia estes problemas e estas
duvidas.
II
A experiencia era delicada para o governo do
imperador. Sem duvida, a dedicago do senado
e do corpo legislativo era profunda e experimen-
tada ; mas precisamente as pessoas dedicadas
que os conselhos concerneotes s cousas graves e
esseociaes tomam um grao especial de firmeza.
Nunca, alm disso, corpos polticos linham-se
achado em cooiigoes mais favoraveis urna ver-
dadeira independencia : no sr do, a inamovi-
bilidade ; no carpo legislativo, f ama reunio de
fortunas territoriaes, commerc a e industriaes,
como nunca se viu eguaes n>wno as cmaras
da Reitaurago.
O verdietquo estas duas assemblas eram cha-
madas pronunciar uo tinba, pois, falta de gra-
vidade, nem de soleranidade. Accrescentemos
que a cousa principal, naturalmente designada s
suas meditages, isto a quesio religiosa, era
por si mesma daquellaa que tocara nos aenlimen-
tos ntimos e tradiccioaaes da Franga.
Pois bem I as opioioes que se tem manifestado
sobre esla grande questo nos dous reciotos legis-
lativos, e que podem passar pela mais exacta ex-
presso dos sentimeolos geraes do paiz, tm si-
do precisamente a justificago desta politica, ao
tempo catholica e liberal, que preserva
otra as exageragoes de um patriotismo
o, e procura, em urna conciliago dese-
~ecessaria do papado e da Italia, a re-
da pennsula e a paz da egreja.
ande inquerilo nacional, que resultou
seu carcter. Queris ainda iUudir-maxf 3wn ve-
des que impossivel depois do fuese tem pas-
sado I
Eu illudlr-te, Antonia !
A moga nao o deixou proseguir^ flisee-lhe lo-
go cora extrema vivacidade:
. Sr. Joaquim, nao posso boje tolerar a'farai-
liaridade de que usaveis em outro tempo para
comigo. A raacheira Antonia araava o Batedor
de Estrada Joaquim Dick como se elle fosse seu
pae : mas a condessa d'Ambron despresa o ban-
dido e aventureiro, que nao recuou ante o erime
de arrebata-la ao seu marido 1
Desta vez o excesso da dr restitua a Joaquim
toda a sua energa.
Antonia I exclamou elle juntando as mos
com gesto de supremo desespero ; peraote D*us,
que nos ouve, em nome da santa mulher que
nica amei neste mundo, e que agora me sorri
do alto do cu, em nome da ternura sem limites
que le tenho. juro que essa aecusago para mim
incomprehensivel, destituida de toda a razo e
juatiga l Juro, Antonia, pela vida eterna que nun-
ca, ouves ?nunca tive urna iotengo m, nutr
um designio criminoso a leu respailo I Juro, fi-
nalmente, que hoje agradecera a Deus de jo-
Ihos, com a fronte curvada no p, com lagrimas
de alegra nos olhos, se me fosse permittido der-
ramar todo o sangue das tninhas veas para fa-
zer-te feliz I Oh 1 mu, Antonia, muito mu
atormentar assim um corago que te lo dedi-
cado... Mas nao... o meu queixume injusto :
por ventura este corago nao te pertence ? To-
ma-o, calca-o aos ps, romba dos seus soffrimen-
tos... eu nao me queixarei mais 1 Tudo o que fi-
zeres ser bem feito I... Pego-te somonte que
tenhas conflanga em mim, que nao procures pri-
var-te por um capricho cruel e prejudicial do
mais dedicado dos leus defensores.
Joaquim Dick proonnciou estas palavras breves
e iotercortsdas com tal ardor e sealmento, com
tal exaltago apaixooada, que a moga, nao obs-
tante nao se ter elle justificado aos seus olhos,
senta as auas prevenges diminuiris. Foi pois
com urna voz menos aggressva que ella disse:
Sr. Joaquim, sotes de exigir de vsexpli-
cages sobre o passado, tenho urna pergunta que
fazer-vos. Posso contar cora a vossa fran-
queza ?
Sim, Antonia.
Hi muito tempo que nao vos eacontraes
com meu marido o conde d'Ambron?
Ha apevHwoucas horas que venho de un-
to delle.
A moja, depois dasta exclamasao que poda
traduzir-se por ums'dlsquente supplica de gragas
e reconhecimenlo. levbu instinctlvamente a mu
ao peito : as palpitages de seu corago a com-
priman! : e depois de curto silencio replicou :
Luiz soffre ainda das suas feridas ? Est era
perigo ?
Elle soffre ainda ; mas os seus soffrimentos
vem antes do estado da sua alma do que do cor-
po l Quanto ao perigo, j nao existe : a sua pre-
senga pequea distancia deste lugar deve tran-
quillisar-te. Um moribundo nao sera capaz,
apozar de toda a ana energa moral, de fazer
semelhante viagem cavallo.
E o conde aabia que devieis vir hoje aqui ?
Sabia.
Porque nao vos acompaohou ?
Porque eu o imped. Oh I nao te agaslos
comraigo I Deixar partir o leu amado Luiz sera
exp -lo urna morte certa.
Maa vos, senhor, corris algum perigo? Nao
sois o amigo, o confidente, o associado do mar-
ques de Hallay ? Como conciliar a vossa relago
com meu marido e com o meo algoz ?
Bu amigo do marques d'Hallay I Oh I An-
tonia 1 faltara essa suspeita da tua parte para
completar a minha humiliacio e tortura I
Joaquim, nao obro bem em attender-vos :
cerlo que me armaas algum novo lago ; por-
que menta prelendendo vir da parle do conde
d'Ambron....'
Muito ?
Sim, ments, replicou Antonia com forga;
e a prova que o conae me lepetiu muitas veaes
no rancho da Ventana que me vera com pezar
conservar a voasa amizade.
Joaquim Dick curvou a eabega.
O conde o'Ambron o corago maisnobre,
o espirito mais elevado que al hoje tenho en-
contrado, disse elle com um tom de profunda
conviego e sincera aympilhia. O conselho que
le deu era juatoeaenaato. Nao le admiras, po-
rm, de que tenha elle aceitado nos dias de peri-
go dedicago daquelle, coja amisade recasou
nos lempos ordinarios da vida ; porque eu pe-
rigo se referia tua pessoa, e o leu Luiz, Anto-
nia, ama-te mais que ludo........ mais que a
honra I
O respeito quasi enthosiastico com que Joa-
quim pronuaciou estas palavras fez Antonia corar
dos debates da mensagem, tem, pois, mostrado
que havia urna permita cooformldade de vistas
geraes, entre o goveroo e o paiz, no que toca
grava e delicada questo com que se complica a
reorganisago da Italia. Um ^ resultado, sanc-
cionando a politica do goveroo no passado, da-
va-lhe ama grande forga no futuro ; porque a
Franga se mostrava unida ao imperador em ama
doutrina que era, como diziamos, catholica e
franceza, fazendo conhecer certas potencias
que nao se abaudoaaria a santa s, e certas ou-
tras que nao se abandonara a liberdade.
Considerada pois na primeira applicago'que
tem sido feita mais importante e dedicada ques-
to que por ventura o governo tenha tido re-
solver, a completa liberdade de discusso intro-
duzida pelo decreto de 24 de novembro as as-
semblas legislativas reverteu em proveito dasins-
tituiges iraperiaes ; porque, mostrando o accor-
do do paiz edo goveroo, deu sua politica urna
sanegoo urna forga nova.
Mas qual nao lera sido, para todos os espiritos
graves do exterior, o effeito desta experiencia de-
licada ?
O que nao se tioha espalhado na Europa sobre
a compreaso material e moral exercida, em to-
das as manlfestages da opinio publica, pela po-
ltica imperial I
Pois bem t abriram-so as reprezss ; pde-se
fallar, e fallou-se. Oradores, nos quaes, inde-
pendentemente do carcter, a vehemencia da
linguagem atiesta a liberdade da opinio, teem
tudo escrutado, pesado, julgado, aclos, doutrinas
e ioteoges.
Instruirn) ao mundo que, em taes ou taes pon-
tos, sua opinio nao era conforme politica do
governo ; mas de suas palavras resultou egual-
mente para todos que os boatos espalhados na Eu-
ropa, sobre as instituiges impenaes, nao eram
menos ridiculos do que calumniosos, e que nun-
ca houveem parte alguma que mais serias garan-
tas offerecessem ordem, liberdade, como
forga e prosperidade da Franga.
III
Restava na applicago do decreto de 24 de no-
vembro. a parte que nao era a menos importante
e delicada, islo a questo de saber que gru
de forga e esplendor tirariam os grandes corpos do
estado o senado, o corpo legislativo, o conselho
de estado, o ministerio da pratica das novas ins-
tituiges.
Ainda neste ponto veio a experiencia justificar
a alta sabedoria que inspirou o decreto.
A publicidade dada s deliberages do senado,
tem sido urna inteira revelago ; e nunca tinha
sido melhor comprehendido em sua exaegao. o
pensamento que, instituindo o senado, tioha-lhe
assigoado um papel inteiramente differeate do do
corpo legislativo. *
Empenhado em urna via nova e fecunda, e in-
vestido pelo exame das petigdes, de urna iniciati-
va quasi indefinita e illiraitada, o senado desen-
volveu urna actividade, urna sabedoria, urna ca-
pacidade ao mesmo tempo elevada e pratica que
lhe fazem a maior honra, e lhe asseguram urna
acgo salutar e consideravel nos negocios do
paiz.
Da seu lado, o corpo legislativo, pela primeira
vez investido do exame das grandes questes po-
lticas, tem justificado o empenho de que cons-
tantemente suassesses teem sido objecto. e me-
recido os elogios que o Sr. conde de Morny, seu
presidente, proferio entre as palavras moderadas
e bem sentidas, pelas quaes encerrou sua ultima
sesso.
As antigs assemblas, maisexercitadas no ha-
bito das grandes lutas, ter-se-hiam honrado de
tal ou tal debate que se poderia assignalar na
carreira do corpo legislativo ; e os relatorios de
suas commisses, publicados as columnas do
Moniteur, mostram que em nenhuma outra po-
ca as questes foram mais assiduas e profunda-
mente estudadas.
Quanto ao conselho de estado, para o qual po-
dia-se temer um certo retrahimento, no meio das
novas attnbuiges deque eram investidos o se-
nado e o corpo legislativo, nao cedeu urna pol-
legada de seu terreno, nem perdeu um tomo de
sua autordade.
Este resultado feliz e natural se explica, consi-
derando-se que os membros deste corpo eminen-
te, recrulados com cuidado as carreiras onde as
inlelligencias se fecundam, dirigidos por um dos
mais raros espiritos, no meio de trabalhos e pro-
vages que perpetuamente os oceupam, nao de-
viam, nem podiam, por todos estes motivos, na-
da perder de seu nivel.
IV
Restava urna certa anxiedade affecta funego
e os resultados da iostituigo, al aqui aem pre-
cedentes idnticos, dos ministros sem pasta.
Podia-se perguntar-se como poderia a adrai-
nistrago ser explicada ou defendida por mi-
nistros que nella ficavam para bem dizer es-
Manos.
Podia-se perguntar-se ainda que papel restara
ao conselho de estado, se os novos ministros to-
massem, peranle as assemblas deliberantes, urna
situago consideravel ; ou ento que efficacia e
digoidade restara acgo desses ministros, se o
conselho de estado conservasse sua autordade e
situago.
Fots bem I ainda nesses pontos, a experiencia
deu razo ao decreto.
Primeirp, as explicages que teem podido tra-
zer taes ou taes aclos administrativos produziram-
com toda a necessaria clareza, quer por interme-
dio dos ministros sera pasta, quer por interme-
dio dos presidentes de secgo do conselho de es-
tado.
Depois, os minjstros sem pasta teom podido to-
mar urna parte consideravel as discusses do
senado e do cirpo legislativo, sem que a inter-
veogo do conselho de estado tinha sido, em ne
nhum grao, desviada ou diminuida.
As grandes questes polticas leem sido, para
M. Billaut. oulras tantas occasies de desenvol-
ver, com brilhautismo, urna razo que os nego-
cios leem amadurecido, e urna palavra cheia de
elevago e autordade.
Os problemas Qnanceiros enconlraram em M.
Magne um espirilo calmo, lucido, lgico, e um
orador que sempre o auditorio segu com syra-
pathia, porque leva a clareza onde quer que pe-
netre.
M. Jaroche, que, as sesses precedentes, car-
regra s com tanto talento o peso das discusses
legislativas, mostrou-se na altura de sua reputa-
gao de homem de estado e de sen talento ora-
torio.
Tomando ana parte das lutas politicas, applt-
cou-se particularmente s materias que depender
do conselho de estado, e oeste terreno onde se
compraz sua intelligencia viva e abundante, rea-
eharam-no o que o primeiro orador de ques-
tes deste tempo.
Assim, encarada em qualquer ponto de vista, a
applicago do decreto de 24 de novembro descon-
certou e desmentio todas as apprehenses qua
tivesse podido fazer conceber.
A constituigo acba-se por sao remogada e
desenvolvida sem abalo ; e um mais vasto bori-
sonle se abre d'boje em diante s instituiges ira-
periaes, fecundadas e fortificadas por sua aluen-
ga como as novas tendencias da sociedade.
A. GruMF.R de Cassagnac.
(Coni(t(uctonnei./7. Chaves.)
U. B. Saintine.
A' H."e YirgiMie Ancelot.
(Continuago do n. 172.]
Litro segundo.
I
No dia seguinte, desde o nascer d'aurora, a ci-
dade de Alexandra eslava toda em seus trajes de
fests. Urna populago immensa circulara j as
ras alcatifadas e cheias de folhas e bandeirolas.
A mullidlo ia da casa communs, em que se
achavam Napoleo a Josephioa.ao arco de trium-
pho na extremidade do foubourg que deviam se-
guir para visitar as planicies illustres de Ma-
reBgo.
No caminho de Alexandra Marengo, notara-
se a mesma multido de pevo, os mesmos gritos
e os mesmos barulhos.
Nunca urna romaria Nossa Senhora do Lo-
retto, nem urna ceremonia do jubiteu em Roma
attrahirara afftuencia egual aquella que se di-
riga eolio para esse campo de batalha apenas
resfriado.
E' que neile vae passar-se o acto mais impor-
tante das Testas do dia. O imperador Napoleo
deve assistir um combate simulado, dado em
commemorago da victoria alcangada nesse mes-
mo lugar, cinco annos sotes pelo primeiro cn-
sul Bonaparte.
Mesas, theatros feiraes eslo collocados ao lon-
go da estrada. Ahi corae-se, bebo-se e represen-
ta-se a comedia ao ar livre.
Na extensa e nica ra da aldea de Marengo,
todas as casas, transformadas em hospedaras,
apresentam o aspecto da confuso e do movi-
mento.
De todas as janellas, para attrahir e tentar os
compradores, pendem presuntos seceos ao fumo,
mortadellas, eoQidas de perdzes vermelhas e de
codoroizes, rosarios.de biscoutos de especiarla e
doces. Italianos e Fraocezes, barguezes e solda-
dos entram, sahem, agrupam-se ; montes de ma-
carrlo, pyramides de massaplo, lazanhas e ra-
biles desapparecem as maos dos comprado-
res.
as escadas eslreitas e escuras o povo choca-
se, acotovella-se em urna dupla iinha ascendente
e descendente ; alguns carregados ainda de suas
provises, para p-las ao abrigo da rapacidade
de seus vizinhos, levantam os Dragos cima da
eabega, e as trevas urna rao mais comprida ou
mais hbil qae a sua, rouba o gostoso bocado, j
um pao araantegado, figos, laranjas, um presun-
tinho deTurim.umi codorniz coberta, j mesmo
um pastal era sua crosta, um excellente stufato
em sua terrina : o vaso e o contedo tudo to-
mado ; e sao gritos, dicterios e risos prolonga-
dos, que vo desde o primeiro degro al o der-
radeiro; o ladrlo da linha ascendente, contento
com seu bocado, volta cara ao inimigo e quer
descer; o roubado da lioha descendente, obriga-
do voltar pitanga, quer subir ; e toda a mul-
tido, abalada por este fluxo e refhxo intempes-
tivo, volteando por forga sobre si mesma no meio
dos estrondos de alegra, dos escoojurios e das
pancadas distribuidas ao acaso, langada parte na
ra, parte as salas, onde os bebedores cantamj
como desesperados.
Atravez das mesas carregadas de comidas, dos
bancoscheiosde convivas, de um quarto outro,
v-se multiplicarem-se as damas e as gianninas
da casa, urnas com seus aventaos de cor, seus
cabellos polvilhados e o pequeo punhal coquet-
to, ainda hoje o principal de seus adornos ; ou-
lras com saiote curto, cora longas madeixas tran-
cadas, o pescoco, a fronte e as orelnas carregadas
de joias douradas e os ps descalgos.
A' estes quadros to vivos, tao animados da es-
trada e da aldea, dos quartos e da ra, estes
sussurros de palavras, de copos e de pratos,
estes barulhos, estas canges, estes risos ou-
tros quadros, outros ruidos vo cedo succeder.
Em breve o canho troar contra esta aldea,
canho quasi inoffeosivo, verlade, e que s
quebrar as vidragas ; esta ra S retiir com
os gritos dos soldados exaltados por um furor
guerreiro de commando ; e cada ama destas ca-
sas desapparecer na fumaga das mosquetadas....
plvora aecca.
Ento cuidado com a pilhagem, se as provises
nao forera postas ao abrigo de um ataque repen-
tino I cuidado mesmo com a giennina de ps des-
calgos ; porque a pequea guerra imita s vezes
a grande em seus excessos.
Imita-a sobre tudo no brilhodos seus espect-
culos e nada mais imponente e magestoso do
que a que se prepara actualmente no campo de
Marengo.
( Continuarse-ha.)
de prazer e de orgulho ; e adiantou-se alguns
passos para elle sem buscar comprehender o im-
pulso intimo e secreto que a guiava.
XXVII
A mudanga que se havia operado no espirito
de sua filba nlo escapou ao Batedor de Estrada :
mas receiando faz-la tornar s suas suspeitas,
se se aproveitasse logo dessa vantagem, esperou
em silencio quo ella se resol vesse fallar, o que
nao tardou muito.
Joaquim, por mais desconfiada que me te-
nha tornado a desgraga, julguei loiavia reconhe-
cer ha pouco em vossa voz um acento profundo
de sinceridade, quando fallasles dessa santa mu-
lher, nica a quem amasias, como vos mesmo
dissestes. Pois bem, Joaquim ; jurae-me pela
memoria dessa mulher que foi to nobre, e que
possuiu toda a vossa affeigo, que ides responder
a pura verdade s perguntss que vou dirgir-vos,
e esclarecimentos que tenho pedir-vos.
O Batedor de Estrada levaotou a mo para o
cu, e disse com urna voz que denotava commo-
go grave e solemne:
Juro I
A moga meditou um pouco ; depois de curta
hesitago, replicou :
E' verdade, Joaquim, que com vossas vio-
lencias tendes muitas vezes ensanguentade o de-
serlo ? E' verdade que a vossa faca, sempre mor-
tal em vossas mos, o terror dos aventureiros
os mais bravos, dos bandidos es mais destemi-
dos ? N'oma palavra, verdade que tendea mor-
to a muila gente ?
Um auor fro corra pela fronte do iofeliz pae ;
abaixou de aovo a eabega, e respondeu com urna
voz angustisda:
Sim, Aotooia, verdade.
A moga eatremeceu.
E' verdade, continuou ella, que o espect-
culo das miserias humanas, dos crimea que de-
gradan) a humanidade, das catastrophes que ar-
ruinara as cidades e horrorisam as nossas soli-
dos, tem sido para vos, como muitas vezes m'o
deca rastes, um objecio de satisfaga o e alegra ?
E' verdade que fazieis consistir a voasa felicidade
na desgraga dos outros ?
O Batedor de Estrada eslava horrivelmente
paludo, e pareca prestes perder os sentidos :
com tudo respondeu ainda :
Ai de mim 1 verdade tudo I
Antonia recuou instinctivamente.
Oh I sois muito mu, Joaquim I exclamou
ella com espanto e iodifotglo.
Perdao, Antonia ; escuta a minha justifica-
gao....
A vossa justificago I E ella possivel ?
Qae tenbaes feito desapparecer o sangue que
manchava as vossas mos, concedo : mas acaso
est no vosso poder arranear do centro da trra
os cadavores que para all mandastes, restituir
affeigo de suas familias os desgragados que suc-
cumbiram aos vussos golpes? Est no voso poder
acaso reparar as desgracas que foro obra vossa?
Deus me perdoe o affecto to extraordinario que.
vos tive por tsnto tempo? Nunca qulz dar crdi-
to as vossas decl.arac.5es: parecia-me sempre
que querieis zombar da minha credulidade. Oh! se
eu soubesse que erlo sinceras teria fgido de vos
como de um tigre.... e um tigre nao 6 to cul-
pado como vos, pois que ao menos nao tem o
uso da razo, obedece simplesmente aoa seus
instinclosl E ousaes ainda virfallar-me de
dedicago, ousaes pretender que me lendes ama
ternura paternal ? Esta palavra na vossa boca,
senhor, urna blasphemia 1 Por ventura o cu
concede aos moostros a felicidade e o orgulho da
paternidade ?
Joaquim tremeu : nuoca houve um juiz que
tanto horrorisasse um culpado ; mas tambem
nunca houve pae que assim fosse julgado por seu
fllho I
Quanto a Antonia, nao suspeitando como era
sublime a sinceridade do Batedor de Estrada, e a
tomando por um acto de revoltanle cynismo, es-
lava looge de pensar na atroz loriara que lhe
infliga.
Suoito porm urna reflexo singular atravessou-
lhe o cerebro e mudou a sua indigoago em ex
trema perturbago.
O' meu Deus! exclamou eHa ; como pos-
sivel que eu tivesae durante longo tempo e por
tal maneira amado a este Joaquim, eu que por
um dem ou faculdade, que nuoca pude com pre-
hender, advinhava as boas ou ms inieogoes de
todos a meu respeito l Por que razo a chegada
delle no rancho me tornara to triste? Porque
razo seguia-o com o pensamento durante as
suas longas ausencias? Que mystero impenetra-
vell.... Mas quera sabe?*Talvez Joaquina nao
seja culpado ; talvez que a sua conaso tenha
por fim fazer sobre mim urna experiencia I
( Contnuar-se-ha.
P*W,- TTP. 91 M. F. DI PAWA.-1861.

}


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