Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09357


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Full Text
tt--------------___
_________________________________________
lili IIITIi IDIE10 180



Por tres mezes adian lados 5$000
Por tres mezes vencidos 6$000

QDiRTA rEIBl 7 IB AGOSTO BE ItlI.
^^mmmmmimmm9^mmmammam
Por aiM adiantado 19)00 0
Ptrte fraict para t subscriptor.
CA1EIGADOS DA. SBSCRIPCAO DO NORTE
f
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araca-
ty, o Sr. A, da Lemos Braga; Ceari o Sr. J.Jos
da Olivaba; Haranho, o Sr. Manoel Josa Mar-
tina Bibeiro Guimaries; Para, o Sr. Justino J.)
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS UUKUmu.
Olinda todos os dtaa aa 9 1/2 horas doldia.l
Igaarass, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anteo, Bezerros, Bonito, Cantar, AUinho
Garanhans as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fi as quartas (eiras.
Cabo, Serinhiem, Bio f ormoso, oa, Ba rreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintasfeiras.
[Todosoaeorreiospartem aa 10 horas da manhaa
EPHEMEBIDES DO MIZ DB AGOSTO.
6 Lua ora as lO.horaa a 34 minatos da man.
13 Quarto crescente as 4 horas e 56 minatos da
manhaa.
20 Lua eheit aa 7 horas e 31 minutos da man.
28 Quarto minguante as 11 horas e 4 minutos da
manhaa;
PREAMAR DE BOJE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutos da manhaa.
Segundo as 5 horas e 42 minutos datardt.
DAS DA SIMABA.
5 Segunda. Nossa Senhora das Neres.
6 Terga. Transfigurado do Sr. do monte Tabor.
7 Quarta. S. Gaetano fundador; S. Donato b. m.
8 Quinta. S. Cyriaco diac. ; S. Emiliano b.
9 Sexta. S. Alfonso Maria de Lignorio fundador.
10 Sabbado. S. Lourengo m.; S. Asteria t. m.
11 Domingo. Ss. Tiburcio Susana mm.
AOlliNGlA DOS, TB1BUNAKS DA CAPITAL.
Tribunal do eommereio ; segundas quintas.
Relado: tercas, quintas sabbadoi as 10 horas.
Pazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horaa.
Juizo do eommereio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: torgas e sextas 10 horas.
Primsira varado eival: tercas seztasao meio
dia.
Segunda Tara do alrel: quartas sabbados a 1
hora da tarde;
PARTE OFFICIaL.
ENCaRREGADOS DA SBSCRIPCAO DO SOL
Alagoaa, o Sr. Claudino Faleao Mas; Babia
Sr. Jos Mirtina Aires; Bio de Janeiro, o Sr
oio Partir Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do mamo Manoel Figueiroa de
Paria,na ni librara prega da Indepezrdencta o
la8.
60VERN0 DA PROVINCIA.
Expediente do da 3 deasfosto.
OBcio ao Ezm. presidente da Parahiba.Com-
tnunico V. Exc. que nesta data expedi ordem
para serem transportados no vapor Jaguaribe,
com destino a enfermara militar e corpo de guar-
nirlo deasa provincia, os objectos mencionados
na relagio inclusa por copia. OfBeiou-se ao
agente fiscal daquella provincia para ir receber
os objectos do director do arsenal de guerra ;
deu-se sciencia este e expedio-se ordem ao
gerente da companhia Pernambucana sobre o res*
pectivo transporte.
Dito ao baro de Ulioga.Devolvendo V. S.
o seu incluso requerimeoto, cabe-me dizer-lhe
que deixando de aceitar a exoneragio, que soli-
cita, da commissao deque Sua Magesladeo Im-
perador digoou-ae deencarregar V. S. de cui-
dar da edilcagio de um cemiterio publico na
?illa da Escada, confio do seu patriotismo, que
nao obstante as considerados, qus pondera nes-
se requerimeoto, V. S. procurara com zelo e
interesse levar a effeito essa obra, applicando ao
seu cometo a quaotia dosel pelo mesmo augusto
senhor, e a que V. S. offerece e promorendo
urna subseripgio entre os moradores do lugar
para sua conclosio, visto que o estado deficiente
das rendas provinciaes e da cmara municipal
respectiva nao permitte que actualmente se pos-
ea dar outro auxilio.
Dito ao comandante superior do Recite.At-
tendendo ao que requisitou o superitendenle da
estrada de ferro um oficio desta data recomend
V. S. a expedigo das convenientes ordens para
ser dispensado do servido da guarda nacional o
guarda do 3o Batalho pe infaotaria deste muni-
cipio Ernesto Vieira de Araujo, em quanto estiver
empregado no escriptorio da companhia da mes-
ma estrada.Communicou-se ao dito superin-
tendente.
Dito aa inspector da thesouraria da fazenda.
Sirva se V. S. de interpor o seu parecer acer-
ca do pagamento que pede o gerente da compa-
nhia Pernambucana, e consta do incluso proces-
so, tendo em vista para esse Qm o disposto no
aviso circular do ministerio da justiga de 16 de
fevereiro ultimo, de que se remetteu copia a essa
thesouraria com officio de 8 de margo deste anuo.
Dito ao mesmo.Nao havendo crdito, segun-
do consta de sua informado de 19 de julho ulti-
mo, sob numero 606, para pagamento dos venci-
cientos, relativos ao mez de junho deste aono,
do apootador e escreveotes das obras do melho-
ramento do porto desta cidade, autoriso V. S.
a mandar effecluar esse pagamento sob mioha
responsabilidade, nos termos do decreto de 7 de
maio de 1842, visto serem esses individuos ni-
miamente pobres, e nao disporem de outros re-
cursos.
Dito so inspector da thesouraria provincial.
Pode V. S. conforme indica em aua informagio
do Io do correte, sob nuuero 366, mandar pagar
em dinheiro, e quando o permittirem os cofres
dessa thesouraria, a quaotia de 500$000, que se
est a dever a Vicente Ferreira da Costa Miranda,
proveniente do embarreamento feito na estrada
do sul entre as marcaa de 7 e 8 mil bragas.
Dito ao bacharel Innocencio Serfico de Assis
Garvslho.Pelo seu officio desta data em respos-
ta ao que hontem lhe dirig relativamente a op-
do que Vmc. fizera do lugar de 4o suppleote do
juiz municipal da Ia vara desta cidade, deixando
o de professor de rhetorica do curso de prepara-
torios da faculdade de direito, tico scieole de que
Vmc, tomando nova deliberagio, opta definiti-
vamente por este ultimo, do que mandei dar
scieneia s repartieres competentesFez-se a
semelbaote respeito o de mals expediente.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. entregar ao commandante do corpo fixo
desta provincia os arligosde fardameoto mencio-
nados em a relagio junta os quaes devem ser
abatidos do numero que pela repartilo da guer-
ra SCTnandar fornecer ao mesmo corpo, no caso
de terem sido incluidos no respectivo pedido do
anno correte fardamentos para as pragas que
forem entrando para o servigo.Communicou-se
ao commandante das armas.
Mandou-se igualmente satiafazer urna outra
relago de objectos precisos eschola elementar
do 4 batalho de artilharia a p, no preaente
semestre.
Dito ao director geral da instruegio publica.
Em vista de sua informacao de 31 de julho ulti-
mo, sob n. 233, dada com referencia ao requeri-
meoto de Francisca Celestina da Rocha, o auto-
riso a espagar por trinta das o praso marcado
para a inscripgao dos oppoiitores s cadeiras va-
gas de instruegio elementar do sexo (eminioo.
Dito ao juiz de paz em exercicio da freguezi*
de Aguas Bellas, Apolinario Florentino de Albu-
querque Maraohao.Respondo ao officio que
"Vmc. me dirigi em 7 de janho ultimo declaran-
do-lhe que tendo feito seguir para o termo de
Buique torga suffieiente para guardar os crimino-
sos que ali tem de responder ao jury, tornam-se
desnecessarias as providencias que Vmc. recla-
ma, recelando serem os msalos presos tirados
do poder da justica.
Portara.O presidente da proviocia allenden-
do ao que requereu o capillo do batalho u. 43,
de iofaotaria da guarda nacional do municipio
de Serinhiem, bacharel Manoel Nicoliu Riguei-
ja Pinto de Souza, a tendo em vista a ioformaglo
do respectivo commandante superior datada de
28 de junho ultimo resolve conceder-lhe passa-
geni para a companhia avulsa, n. 3, de reserva
do mesmo municipio por estar eomprehendido
na disposiglo do 6 art. 12 da lei n. 602 de 19
de setembro de 1850.
Dita.O presidente da provincia, tendo em
vista o que expz o inspector da thesouraria pro-
vincial em officio de 31 de julho ultimo, sob n.
358, resolve nos termos do art. 33 da lei provin-
cial o. 488, de 16 de maio do anno prximo pas-
eado abrir um crdito supplementar na impor-
tancia de 4589000 para pagamento de despezas
eitas no exercicio ltimamente findo por conta
da verbaeventuaescomo sejam pret da escol-
ta de guardas nacionaes, que cooduzio presos de
Villa Bella para asta capital e aluguel decavallos
para comlucao do commandante desaa escolta.
Eoviou-se copia desta thesouraria provincial
Dita.O presidente da proviocia, conforman-
do-so com a proposta do chele de polica de 26 de
junho ultimo, sob o. 581, resolve nomear os cida-
dios Jos Rodrigues de Olivelra Lima e Antonio
da Cunha Soarea Guimaries, aquello para o lu-
;ar de 5 aupplenle do subdelegado de polica da
reguezia de Santo Antonio, e este para o de 6*
upplente do subdelegado do dislricto da Capun-
ga, freguezia da Boa-Vista.Communicou-se ao
chefe de polica.
Dita.Os Srs. agentes da companhia Brasileira,
de paquetes a vapor mandem dar passagem para
a corte, por conta do ministerio da guerra, no
vapor que passar do norte, ao 1* sargento do 1
regiment de caralleria Jos Pinto Freir, a a
desertor Manoel de Sant'Anoa.
tenente da armada Ernesto Ignacio Gardim entra-
do no exercicio de ajudante da capitana em o Io
deste mez.
Fez-se igual communicaglo com referencia a
Horacio de Gusmao Coelho no exercicio de es-
crivo das officinas do arsenal de marinha.
Dito ao bacharel Joaquim Eduardo Pina, pro-
motor publico de Nizareth.S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia, manda aecusar receido o
officio de 13 do mez passado, em que V. S. lhe
participa ter naquella data reassumido as func-
ces do seu cargo por se lindar a licenga que lhe
foi concedida.Fizeram-se as communicages do
estylo.
Despachos do da 3 de agosto
ftgutrimtntos.
Francisco Gomes de Olivelra e ontros agentes
de leudes.Sellado voltem.
Augusto Cesar de Abreu.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
Bernardino Ferreira da Costa Passos.Remetti-
do ao Sr. Dr. chefe de polica para attender o
supplicante.
Gamillo de Lelis Peixoto.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda*
Ghristovao de Hollaoda Gavalcanti Mello.Pro-
ve o supplicante o que allega.
Delfinoda Silva Tavares.Passe portara con-
cedendo dous mezes de liceuga com vencimentos.
Augusto Cesar Coasseiro de Mattos e outros
empregados dss obras do arsenal de marinha.
Dirijam-se a thesouraria de fazenda.
Francisco Celestino da Bocha.Ficam expedi-
das as ordens no sentido em que pede a suppli-
cante.
Padre Jos Antonio dos Santos Lessi.Oppor-
tunamente ser atlendido.
Engonheiro civil Joaquim Pires Carneiro
Monteiro.Informe o Sr. inspector da thesoura-
ria de fazenda.
Joaquim Jos de Mello Andrade Lima.Infor-
me o Sr. Dr. juiz municipal do termo de Igua-
rass.
Jos Rufino Barbosa da Silva.Informe o Sr.
commandante superior da guarda nacional do
municipio do Limoeiro.
Joaquim Nuoes do Valle.Esto prvidos os
lugares a queallude.
Jlo Pereira da Silva.Informe o Sr. inspec-
tor da thesouraria provincial.
Maria Pastora do Espirito Santo. Requeira ao
governo imperial.
Bvcharel Manoel Nicolu
pelo novo ministro no parlamento de Turim na
discusso do emprestimo.
c Cuidemos em Boma, disse elle, pois que a
Roma devenios ir 1 Roma separada politicamente
do resto da Italia continuar a aer o centro das
intrigas e coospiragdes, continuar a ser urna
ameaga para a ordem publica. Roma para os
Italianos olo s um direito, como tambem urna
inexoravel necessidade. Nao queremos ir a Roma
por meio da movimento insurreccionaos, ioop-
portunos e temerarios, que podem comprometter
a obra nacional : queremos l de acord com a
Fraoga, nlo destruindo, mas edificando, prepa-
rando para a Igreia o caminho de sna propria re-
forma, daodo-lhe a liberdade e a independencia
para a sua regeneraglo na pureza do sentimento
religioso, na simplicidade dos coslumes, na seve-
ridadeda disciplina, quetornaram gloriosos e ve*
nerandosos seus tempos primitivos, em summa
para abandonar franca e lealmente um poder con-
trario agrande idea da sua inatituiglo. O go-
verno nlo suppoe fucila sua tarefa, mas a cora-
gem lhe vem da sua f, da mesma grandeza da
obra, e a forga da conscieocia publica. A revo-
luglo italiana grande porque funda urna nova
era na Italia : o seu futuro tem por base toda a
humaoidade. Espero que nos fario attiogir ao
nosso fim a justiga da causa, a prudencia, a fir-
meza e a persereranga.
O effeito destas palavras foi despertar um en-
tusiasmo unnime de urna a outra extremidade
da Pennsula.^ A posieo de.M. Ricasoli queob-
teve antorisaglo para um emprestimo por mu
grande maioria parece ser to forte como era a
do seu predecessor. Marchando testa do par-
lamento e da nagio, apiiado pelas sympathias da
Europa, elle pode avangar com segurang ni ve-
reda gloriosa tragada e aberta por M. de Cavour.
Em Roma a questlo pontifical se agita e se de-
bate com tanto vivacidade como de esperar. A
doenga de Po IX deu lugar a bastantes com-
mentarios : a sua saude achs-se aiada seriamente
alterada, nlo obstante urna melbora que decla-
rou ; tem-se fallado muito de seu fim imminente,
e da intenglo que tinha a Austria de offereeer
aos cardeaes um asylo para o seu conclave em
Verona, no quadrilatero vneto* Por outro lado
dizem que, morrendo Pi IX, Vctor Emmaouel
ser inmediatamente proclamad} em Roma com
o consentimento do governo francez, de sorte que
o conclave dos'cirdeaes ver-se-ha em presenga de
um facto consumado Pelo menos esta a lin-
guagem do Daily Netos.
Prevendo esse projecto o Papa, segundo dizem,
. Regueira Pinto de
Souza.Passe portara concedeodo passagem pa- j 8Per do aeu estado combinou com os cardeaes
ra a companhia avulsa n. 3 da reserva do muni- *> meios desubtrahir ao furor dos ventos a bar-
cipio de Seriohaem. < quinha de S. Pedro, e tratou-se de um breve pon-
Vicente Ferreira da Costa Miranda.__Dirija-se -iical que encarregaria a cinco cardeaes somonte
a thesouraria provincial.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
as
S ellas dio a
o mais seguro
Expedieate do secretario.
Do dia 3 de oooso de 1861.
Officio ao inspector da thesouraria da fazenda.
O Exa. Sr. presidente da provincia, manda
communicar V. S. qua em officio da 2 do cor-
rete partisipou o capillo do porto haver o i*
Paris V de julho de 1861.
A' 25 de junho passado lia-se no Moniteur
seguintes liohaa :
O imperador reconheceu Vctor Emmanuel
como re da Italia. Notificando esta determina-
gao ao gabinete de Turim, o governo de S. M.
declarou que de aotemlo declinava de si toda a
solidariedade as emprezas que fossem de natu-
reza a perturbar a paz da Europa ; e que as tro-
pas francezas continuaran] em Roma em que os
interesses que all as tinham levado nao estives-
sem suficientemente garantidos, a
No mesmo da o bario Ricasoli annunciou esse
reconhecimento official da Fraoga s cmaras ita-
lianas. O discurso por elle pronunciado nessa
occasilo provou que saber cooservar-se na al-
tura da sna misslo. Pode-se dizer que o conde
de Cavour nlo leve um successor, mas sim um
Imitador. Em Ricasoli encontra-se essa firmeza
e admiraglo de attitude e de linguagem, pelas
quaes o seu illustre predecessor soube constan-
temente conjurar o duplica pergo que provioha
das tentages prematuras,e da reacglo contra re-
volucionaria.
O direito da nosssa naclonalidade, disse elle,
at aqu gravado somonte na consciencia do po-
vo italiano, bem depressa. tornar-se-ha um di-
reito reconhecldo pela Europa inteira. O reco-
nhecimento da Franga e da Inglaterra tica de
urna maneira definitiva a nossa posigao na Eu-
ropa. A Italia hoje collocado entre as nagdes,
que se tornaram suas irmias, e oceupa urna at-
titude ha longo lempo contestada I Regostmo-
nos com esse novo successo ; porem nlo esque-
jamos que a nossa obra nlo esta anda termina-
da. Devemoa o seu successo at aqu sobretudo
nossa sabedoria, constancia, concordia, emula-
gao, aos nossos magnnimos esforgos a sacrifi-
cios.
Temos ainda necessidade de todas essas vir-
tudes, cujo effeito nlo compensara qualquer be- j
nevolencia ou apoio estrangeiro
verdadeira razio do passado, e
penhor no futuro...
O novo chefe do gabinete exprimi por diver-
sas vezes em termos calorosos o verdadeiro e eter-
no reconhecimento da Italia pela Franga, e fe-lo
no meio das acclamages unnimes da cmara.
Chegando ao programma da nova politice inau-
gurada pelo actp da diplomacia franceza, assim
se exprimi :
_ A liberdade e o progresso da humaoidade
serlo de hoje em diante o nico fim commum
dos povos civilisadoa: a Franca e a Italia mar-
charam de moa dadas conquista desse nobre
resultado. Tal a nova base da poltica inau-
gurada pelo imperador dos Francezes com a guer-
ra da Italia, poltica que ser o maia bello titulo
da aua gloria, e que ao mundo dar aquillo de
que mais elle tem necessidade, isto a pac fun-
dada na justiga.
Na questo romana elle apenas tocou com m-
xima reserva.
M. Thouvenel completou o reconhecimento
official do reino itlico por urna nota dirigida a
todos os agentes diplomticos da Franga no es-
trangeiro.
J em urna resposta dirigida conectivamente
Hespanha e Austria elle se havia explicado so-
bra a tinha de conducta adoptada pela Franca a
respeito da questlo romana. Desta vea porem
ainda insisti neste ponto.
O ministro da Austria M. de Recbberg respon-
den. Sem embargo das batalhas perdidas a der-
rotas moraes, das phases interiores do imperio e
protestages ameagadoras da Hungra eda Italia,
elle persiste em declarar-se em nome do direito
do forte sobre o fraco, do oppressor sobre o op-
primido. A seu ver a solugao da questlo roma-
na alo pode deixar de consistir na manutengan
integral da soberana temporal do Papa:
c Estamos promptos a dar todas as oossas tor-
gas para aaaagarar o trinmpho inconteslavel de
um principia que olhamos como a base de toda
a ordem social. Se pela Fraoga nlo for autori-
sada alguma intervengio pelas armas, a por con-
seguala dava ser retardada uoiea solugio qua
poda haver nossos olhos consentimos em
aguardar o momento opportuno ; nam por isso
serio modificadas as nossas vistas a os nonos
principios. >.....
Em contraposigo a essas ameagas de absolu-
tismo vencido daremos as palavras pronunciadas i dul Medjid;
i a eleigao do novo Papa, e dispensara a formali-
dade de conclave a vista dos perigos de um in-
terregoo, que muito curto que fosse, e sobre tudo
j a vista das difficuldades que tea o conclave em
i reunir-se no meio das disposigoes hostis do povo
de Roma. Monsenhor Mattenci, director geral
I da polica, e encarregado de um relatorio espe-
cial, tratara da impossibilidade de conjurar urna
insurreigao no dia em que se soubesse a noticia
da vacancia da Santa S, e se compeoetrassem
todos por conseguinie de que as tropas francezas
nlo tinham mais o Papa para garantir. Fot as-
sim que procuraram perauadir Po IX da neces-
sidade de dar um golpe as formalidades para se
poder annunciar a eleiglo de um Papa na mesma
occasilo em que fosse aanunciada amortado ou-
tro.
1 Os ltimos acontecimentos impressionsrsm pro-
fundamente a populagio romana, cujos delega-
dos tendo sua frente o principe de Piombino,
| portador da famosa aupplica, foram rececebidos
em Turim em audiencia real, e ouviram dos la-
. bios de Vctor Emmanuel catas palavras :
1 Foi sempre o meu fim constituir a Italia urna
s, e pensei sempre que para realisar esse fim
Roma era necessaria. A solugao dessa questlo se
acha presentemente em bom caminho, e toca
quasi ao seu termino. Trala-se de urna victoria
moral, e havemos de obter um prximo suc-
cesso.
Muito maior o alcance destas palavras se re-
flectirmos que foram ellas pronunciadas na mes-
ma occasilo em que a Franga reconhecia o reino
da Italia.
De Turim dirigio-se a deputago romana para
a Franga, onde porm nao foi recebida oficial-
mente.
Por occasilo da festa de S. Pedro em Roma lo-
go aps o logo de artificio, qua se queimou na-
quelle dia, a mullidlo poz-se a dar vivas a Vc-
tor Emmanuel : a eavallaria pontifical carregou
aobre ella, do que resaltou urna morte e slguns
fermentos.
Em aples, apezar do que dizem, a tnnquil-
lidada nlo tem sido seriamente perturbada : nlo
tem havido mais movimentos polticos ; porm
sim emprezas de assassinos, roubos e pilhagens,
escndalos estes a que dara immediatamente fim
um prompto regulamento da questo romana.
A 26 de junho pela manhaa recebemos o se-
guinte despacho:
O sullo Abdul Medjid suecumbio a 25 da
molestia que soffrla a algum lempo. Abdul Azil,
aeu ir ra ao e herdeiro legitimo, foi para logo reco-
nhecido soberano do imperio ottomaoo. O novo
sultlo aasceu a 9 da fevereiro de 1830: conta pois
31 annos de idade.
Realmente segundo as leis da Turqua nlo
ao filbo mais velho do mooarcha reinante que
deve ser chamado successin, porm sim o prin-
cipe mais velho da familia imperial.
Alm disto foi isto de accordo com a vontade
de Abdul Medjid, que prevendo o seu fim prxi-
mo, fez vir o seu irmlo sua presenga, a n'uma
conferencia, que foi o aeu testamento poltico,
declarou que o quera por seu successor, pois que
a idade de Abdul Azil era urna garanta contra o
estado de fraqueza e desvarios do ultimo reina-
do. Desta aorte nem se tratou um s instante de
Murad-ETendi, filho de Abdul Medjid, a quem
Riga Pacha a os seus paraciam querer elevar ao
toroso.
Quando os clamores pblicos aonunciaram as
ras de Constantinopla nlo s a morte de Abdul
Medjid, como tambem a ascenglo de Addul Azil,
as populagdes se mostraram muito satisfeitaa: o
grao visir Mehemed Kuprisli Pacha, o nico ho-
rnera do ministerio, em quem Musulmauos e chris-
tos depositam f, o objecto do alto favor do
novo soberano*
Abdul Medjid nasceu 19 de julho de 1823 ;
succedeu a seu pai o sultlo Mahmoud no Io de
julho de 1839, eisto as circuinstancias as maia
graves para a Turqua. Ibrshim Pacha, vencedor
em Nezib, ameagava o seu throno, e smente ce-
deu intervengio das potencias europeas.
Abdul Medjid logo que subi ao throno annun-
ciou que continuara na obra da reforma tio
enrgicamente encelada por sea pai, a fez apoiar
telo Halli-Sheriff da Gulhane a da instituigio do
amzimat: porm passado o primeiro impeto, ou
porque elle se cangasse, ou porque como diiiam
sentio chocadas as suas boas iatenges com a re-
sistencia do velho partido turco, o caso que a
segunda phase do seu reinado passou-se na in-
curia a desalent.
Em 1856 sob a prsalo dos acontecimentos da
guerra da Crimea, depois do tratado da Paris,
alie aasigoon o acia de emancipagio dos chris-
los, cuja execugio encontrou tantos obstculos.
Abdul Azil de urna natureza opposta da Ab-
6 Ha de ama energa a toda a pro*
?a, qua lhe tem conservado o genero de vida
excepcional que passava na Turqua ; a sua aus-
terdade, dizem, tem-no feito empregar-se ni-
camente no esludo: ignora as delicias do harem,
e s tem urna mulher, que Circaciaoa, e de rara
belleza. Na solidlo, onde ba vivido longe dos ne-
gocios praticos, mas entregue serias e graves
reileides, passou descoohecido do mundo, e sem
razio ou com ella os rumores pblicos o denan-
ciam como ligado ao velho Islamismo, e hostil a
toda e qualquer renovago, como a esperanga
encarnada do partido fantico, e por seu gosto ou
nlo a alma da grande conspiragao]de 1859 : final-
mente consideram a sua elevaglo ao throno urna
occasilo azada para urna r<*acglo sanguinolen-
ta com risco de intervengio das potencias euro-
peas.
Porm elle subi ao throno com ideas concilia-
doras, e agitando esse tacho de promessas j tio
prodigalisadas antes de seu reinado. Foi lido o
seu programma com grande solemnidade, e esse
documento promette manter a igualdade dos ci-
dadlos, proscrever os livres, e conserrar todava
do sea posto, os priacipaes funecionarioa da an-
tiga e detestavel administraglo. At o presente
semelhante documento que um manifest de
boas iotengoes nlo tem exercido influencia salu-
tar sobre os insurgidos do norte do imperio, que
taoto christaos como Montenegrinos se empe-
nham em numerosos combates com as tropas ot-
tomanas.
Mas tratando da questlo profundamente, somos
obrigjdos a dizer que, apezar da boa ou m von-
tade de Abdul Azil, nlo pie a Europa retirar de
si a responsabilidade. Ha na orgamsaglo intel-
ectual das ragas humanas certas aptidois, certas
qualidades particulares, que psrecem ioaltera-
veis, e que sao mais ou menos susceptiveis de
desenvolvimento. A inteltigencia das ragas lati-
nas a germnicas, por exemplo, hlo feito pro-
gressos continuos, e que mostram ser indefinidos.
Que progresso team feito os Turcos que permuta
julga-los por si mesmos capazes de civilisaglo, e
de porem-se ao nivel das nagdes europeas ?
E' prtanlo urna chimera crer-se que a Tur-
qua pode regenerar-se sem a influencia dos con-
selhos, dos exemplos e inslituigdes : urna chi-
mera ainda maior o persuadir-se alguem de que,
no estado actual de corrupglo e de comoosiclo
daquella naglo, possua ella no seu seio elemen-
tos que lhe permittam regenerar-ae por si mes-
ma. D jas cousas se acham igualmente demons-
tradas : primeira, que as reformas radicaos de-
vem acabar por anniquilar a velha Turqua ;
segunda, que sem reformas, ou com reformas in-
sufficieotes, a revolaglo nlo se far muito es-
perar.
A imprensa ingleza entretanto tem se apro-
veitado da elevaglo de Abdul-Azil para procla-
mar reformas e progressos consumados, e um
prximo futuro de novos melhoramentos. E'
isto na verdade perder a noglo do verdadeiro
sob a pressio de nlo sei que interesse egosta I
Apesar do Hatti-Sheriff de Gulhan, e apesar
dos esfergos que foram depois tentados, nlo ha
Turqua nem industria, nem eommereio, nem
communicages interiores, nem manufacturas,
ioslituiges de crdito, em summa nenhuma ga-
ranta oe orosperidade.
Os morticinios do Djaddba do Lbano, e da
Hergegovina, slo urna prova trrecusavei de que
nada se deve esperar dos Turcos para por seu
proprio impulso civilisarem os magnficos pai-
zes que elles conservara ha 4,000 annos n'uma
immulavel barbaria.
PoloniaAs concessas promettdas pelo czar
cm consequencii dos successos de 27 de feverei-
ro foram finalmente promulgadas; depois de
muito annunciadas e espetadas, ei-lasque final-
mente apparecem, restabelecendo o conselho de
estado aupprimido desde 1841. E' isto dar
Poloniaem vez da representagio nacional ins-
cripta na sua carta de 1815urna especie de
consulta ou elemento electivo em que predomi-
narlo os Russos como senhores. Essa simples
coocessao administrativa continua a ser, qual-
quer que for a forma da sua organisaglo, um
corpo sem iniciativa, em cujas deliberages fal-
tar a independencia, que p le aer calcada a
cada momento pela autoridade sobre elle conce
dida ao secretario d'estado, e mais pela ne-
cessidade de submetter-se as menores ques-
tes inevitavel intervengio deste ultimo: e
depois aa sesies nao serio executadas senio
vontade do imperador, que pode sempre obs-
ta-las. Haver tal vez muitas attribuigOes ex-
tensas, porm a sua autoridade ser cortamente
salla.
O rgimen municipal de que dotada a Polo-
nia pelo Ukaae nlo aatisfaz a nenhuma das suaa
reclamagoes, e era s no rgimen municipal que
ella poda procurar e encontrar um apoio contra
a arbitrariedade dos funecionarioa estrangerios.
A aegio doa conselhos municipaes vai ser an-
iquilada pela preponderancia das attribuiges e
poderes dadoa aos seus presidentes, funeciona-
rioa assalariados por um governo autocratico ; e
esses conselhos, cujos trabalhos serSo limitados
a questOes iusigoiflcantes, ver-se-hio forgados a
catar-ae quando o bem do paiz exigir que elles
elevem a voz em prol de um iuteresse mais
grave I
Assim.pois, odescontentamenlo e desaffeigio,
um pouco amortecidas naquelle paiz com a es-
peranga de certas concesses hbilmente pro-
mettdas, se tornam hoje maia graves e intensas
do que nunca, porque em resumo nennuma mu-
danga houve no melhodo tradiccional de S. Pe-
tersburgo. Cada beneficio do czar equivale para
os Polooezes urna quebra nos seus dlreitos. O
estatuto orgnico de 1832 fez concesses meno-
res do que as constituiges de 1815, os Ukases
de 5 de junho ainda menos coocederam do que
o estatuto orgnico : continuem a faxer mais al-
gumas concesses aos Polooezes, e daqui a dous
das nada ficar mais para arrancar-lhes I
Sob a impressio desse sentimento j se hlo
manifestado alguns descontentamentos em taes
proporges que. leem tomado necessaria a con-
centradlo da tropas. Mui difficil a delicada tor-
nou-ae a aituagio dos Poloneses os mais inteli-
gentes e populares, avista de semelhaotes con-
cesses, que nio podem elles deixar de qualifi-
car-de engodos. Se recusam Russia o seu
apoio acarretam de algnma sorta a responsabili-
dade de um rompimento inevitavel: sa porm
o coocedem, arrscam-se a perder a populari-
dade de que goaam, a de qua todo o paiz tem
necessidade, como elles proprios, para contri-
buir afim de aer mantida ao movimento Polons
a digoidade resoluta a calma, que tio granda a
irrecusavel valor lhe tem dado.
O conflicto entra a Hungra a o imperio da
Austria contina no mesmo, p. Antes de en-
carregar M. Appoyi e M. Ghie'czy da apresenta-
gao da resposta falla d'abertura a .Dieta da Pes-
th adoptou por uoanimidade urna declaracio de
cajacter pouco conciliador, annnnciaado que es-
sa resposta oio prejudicava de forma alguma a
cooslitnigio hngara pedida pela Dieta, a con-
siderada logo como rcslabelecida. Dahi origi-
nou-se correr em Vienna um grande rumor, que
fez nascer a intenglo manifesta de appellar-se
directamente ao pavo hngaro para as eleigaes
de Reischralh.
O imparador recusou recebar M. Appeuyi a M.
Ghieczy, declarando publicamente qua nio po-
da admittir um documento em que a dieta, se-
quecendo-ae doa seus de veres, desconhecia os
diraitOM que tinha elle|ue soberano hereditario;
?ustoU.Vl?.U ?..il!f"a- senti,me.n,os mai* lude um pouco temeraria ser de um ma-
jusios e legaes. a considerara revolucionaria, e
como tal dissolvda.
A dieta de Pesth reunio-se immediatamente
em sessio extraordinaria, considerando que nio
se tratara simplesmente de urna questo de for-
mulas e etiqueta ; mas sim de urna qiestio gra-
ve, e de principios.
Entreunto dous das depois M. de Schucerling
por ordem do imperador communicou cmara
dos depulados o rescripto imperial relativo re-
cusa huogira, no qual o goveroo mostrava-se
disposto a ver em tudo iaAaante9 o resultado de
desvarios individuaes do que a expressio real do
sentimento commum.
Esse rescripto dizia que Francisco Jos proce-
der daquella forma em atlengio ao respeito de-
vido sua propria pessoa, mas que desejando
proounciar-se sobre as questes importantes
coostantes da supplica ou resposta em questlo,
convidava a dieta a formular essa resposta de
urna maneira compativel com a digoidade da co-
ros, e direitos hereditarios que elle defender
contra todo e qualquer ataque.
Alguns despachos nos tem aoounciado que,
era virlude desse passo do goveroo. semelhante
desavenga poderia tomar urna tendencia concilia-
dora, e que o documento soffreria certas modifi-
cages.
Se a Austria, como pretendem obstinados no-
ticiadores, doreria empeohar-se na luta, e assim
o Uzesse, pessima seria a sua coodigio, a julgar-
mos pelo sombro qusdro que nos pinta o jornal
de Vienna Ost Deutsch Post :
Ha oito mezes que nos schamos entregues a
essa situagio equivoca tendo um direito publico
que se deixa suspender, urna representagio do
imperio que se coodamna inactividade, um d-
ficit que cada dia toma proporges collossaes.
O projecto do orgamento para'ser submettido ao
Reischralh mais positivo ainda : o dficit deste
anno de 63,936,200 florins.
Dizem que acaba de ser apresentada pela In-
glaterra urna nova proposta de conciliagio quanto
questlo dinamarqueza.
O Holstein ser segregado da monarchia, e ne-
nhuma relagio ter mais do que aquella que (r
pessoal: a cootribuigao para as despezas cora-
muns ser fizada n'uma aomma moderada. Quan-
to ao Schleroig ser incorporado Dinamarca,
com a uondigio de que se dem garantas aos
seus habitantes allemies para conservagao de sua
linguagem e nacionalidade.
E'pouco presumivel que essa proposta, por
mais conciliadora que seja, lenha melhor sorte
do que as antecedentes. Dizem j que M. de
Schleintz nio a aceitar.
O goveroo hespanhol renuncia a toda a recla-
magio pecuniaria contra Marrocos.
N'uma carta o sultlo declarou-se na impossi-
bilidade de pagar a iodemnisagio de guerra. A
Hespanha mantem-se eraTenluam.que julga de-
ver fortificar como urna praga hespanhola. O ga-
binete O'Donnell nio quer proseguir na tctica,
em virtude da qual foi tantas vezes e tio injus-
tamente aecusado pelo partido que pensa emsuc-
cede-lo na administraglo dos negocios pblicos ;
e tambem abandona o partido de iolervir com as
armas na questlo dos pretndeme* marroquinos.
Eia pois duas ucuosiOes que lhe escapara de coa
solidar-se no centro desses Hespanhoes, a quem
actualmente agrada tudo o que Ibes parece des-
pertar o seu passado antiquissimo.
Cumpre dizer que um movimeoto qualquer em
Mogador, ou em qualquer oulro ponto do littoral
Africano, poderia bem preoecupar a Fraoga e a
Inglaterra.
Tem havido em Lorca um movimento iosur-
reicional com o duplico carcter de republicanis-
mo e protestantismo: o governo oceupou-se logo
dos meios de reprimi-lo, e segundo se espera, nio
ir avante.
Coocluiram-se na Franga os trabalhos legisla-
tivos deste aono. As cinco vozes liberaes que
constantemente encuerara com o seu echo o re-
cinto legislativo, vio ficar descansadas; e infe-
lizmente o rgimen da imprensa nio tem soffrido
taes modificages que permittam qualquer folha
tomar o corajoso partido dos cioco defensores
obstinados dessa liberdade lio pouco am ordem
com as ioslituiges do paiz.
O soberano viaja : da hibitagio do campo pas-
sa para os banhos thermaes ; em Vichy traba-
lha na sua obra c a vida de Cesar; em Chalos
presidir as manobras do campo. Senadores, de-
pulados, conselheiros de estado, etc., etc., todas
essas grandes e pequeas molas da machina im-
perial, viajam tambem, vio aos banhos, etc. De
urna a outra extremidade do imperio o silencio
completo, e esse silencio s interrompido pelos
boatos da poltica exterior. Entretanto a polti-
ca nio tudo na vida dos povos: o seu genio
pede outras manifestares ; esse facto mltiplo,
que conslitue a civilisaglo, comprehende as le-
tras, as artes, assciencias, as industrias e o eom-
mereio eom os seus grandes problemas de eco-
noma poltica.
A exposigio de dous em dous annos, que aca-
ba de fechar-ae no palacio dos Campos Elysios
fornece-nos propicia occasilo de fallar-vos sobre
a arte dos Francezes. Infelizmente tudo se acha
estacionado: Dir-se-hia que, sendo abolida a
liberdade das nossas instituiges, todas as faces
do genio nacional se cobriram tristemente com
um veo I
A arte tocou a urna dessas phases dolorosas
que farlam desconfiar do seu Qm, se nio soubes-
semos que ella immortal. A animsgio official,
o favor do publico nada podem para reanimar o
aeu desalent; a a paysagem o campo de asy-
lo onde vai refngiar-se a vida relativa da escola
franceza. E' que quando o homem nio pode at-
tiogir s nobres questes da philosophia, da re-
ligiio e da poltica, vai refugiar-se na natureza,
vai pedir-lhe na sublimidade dos seus espect-
culos Torgas e atento para as aspirages, que se
vio elle obrigado a calcar dentro em si: emfim
foge do combate por que est desarmado I
E assim mesmo os proarios pintores de psysa-
gens passaram este anno por urna crisa de aba-
timento e desanimo.
Entretanto no meio dessa legiio de pintoras e
esculptores, que no lempo em que vivemos pa-
recem exercer maia um officio do que urna arle,
devemoa esperar com confiaoga a prxima vioda
do fundador da escola franceza no segundo perio-
do do seclo dezeoove.
Queremos crer que i esta hora no silencio a
recolhimento da sua officioa ease artista, quem
quer qua seja, reflecta no que deve ser a arle na
poca actual; elle deaenvolve forga da pensar
e de trabalho a sna origioalidade ; marcha com
passo corajoso para o fim auperior onde o aguar-
da urna recompensa suprema, bastante forte para
desprezar e triumphar de todas aa ms influen-
cias de momento : pois bem I Ella qua venha :
nos o chamamos com os nossos votos; nos o san-
daremos felizes pela sua boa vioda I
Nio concluiremos sem fallar de urna obra que
appareceu do meio de todas as ostras recolhidas
ao palacio dos Campos Elysios: um grande
monumento de bronze deatinado para o Rio de
Janeiro, urna homeoagom tributada a D. Pedro
I, fundador da independencia brasileira. Essa
obra foi trabalho de M. Rochet, estatuario fran-
cez.
D. Pedro I, collocado n'um enorme padaatal,
acha-se montado sobre um fogoso cavallo, e ves-
tido militarmente : tem am urna das mios a car-
ta OuiUcional qua mosira, eomja arltivo, A
ravilhoso aspecto n'uma das pracas do Rio de Ja-
neiro.
Em cada urna das qustro faces do pedestal o>
artista symbolisou um dos ros prucipaea do
paiz por indgenas seguidos de alguns animae
particulares do solo que banham aquelles ros.
Por suas proporges collossaes esse monu-
mento aprsente um bello e verdadeiro aspecto -r
e v-ae que na praga onde deve ser elle colloca-
do perder a apparencia gigantesca nave rela-
tivamente pequea do palacio dos Crneos Elv-
sios. J
E' finalmente urna obra considsravel, e de um
mrito real. Ella h de causar muita senssgio
populagio brasileira tio justamente fiel memo-
ria do fundador da sua independencia.
INTERIOR.
PARAHYBA.
Kelatorio (presentado a assembia pro-
viacial legislativa da provincia da
Parahiba do Norte no dia 1 de a-'
gosto de |861, pelo presidente Dr.
Francisco de Araujo Lima.
Senhores deputados provinciaes. Veoho sa-
tisfazer o i>receito dtf art. 8o da carta de lei de
12 de agosto de 1834; curapro-o com a maior
satisfagao.
Nomeado presidente desta provincia, por carta
imperial de 20 de fevereiro do correte aneo
principiei a administra-la a 18 de maio.
Conscio de que me faltara muitas das hbil i-
tages necessarias ao exercicio do importante
cargo, qne S. M. o Imperador digoou se eoo-
Qar-me, esforgar-me-hei era satisfazer as vistas
paternaes de seu governo, procurando o fiel
cumprimeotoda lei e aigualiade na dostribui-
gio da justiga que teem direito todos os Pa-
rahybanos.
Coogratulo-me coravosco, Senhores, pelo es-
tado prospero da sai le .de SS. HM. e Altezas
Iraperises, penhores ds perpetuadlo da dyra-
nastia que se ligara os destinos da naglo.
Apreseoto-vos os relatorio?, que me foram
entregues pelo honrado Sr. rce-presidente, noa
quaes encontrareis dados importantes, e pre-
ciosas ioformages do quanto occorreu desde a
vos9a ultfma reuniio, at o dia de minha posse.
No meio das difficuldades financeiras,que exis-
tiara, e continuara, e ni persuado de que por
poucosjdias dirigira os negocios pblicos da
provincia, o Sr. bario de Mamaoguape por acto
de 2 de abril, resolveu adiar, para hoje a vossa
reuniio.
Seria muito para sentir esse adiaraenlo, se,
providentes como sois nio tivesseis autorisado a
administraglo com os meios necesssrios para
proceder a qualquer operagio de crdito, habi-
litando-a com os recursos pecuniarios precisos,
afim de occorrer as eventualidades da marcha
desceodente das rendas provinciaes, sobre o que
uluuio pictioularmaola a vosaa eacUrocida at-
iendo.
TRANQUILIDADE PUBLICA.
A effervescencia das palxes, que tomara vul-
to em pocbas eleitorses, e eocootram reper-
cursao na imprensa poltica peridica, est a- -
mainada.
Sao passados seis mezes, e o tempo, trazando
a reflexio, produzio a calma dos espiritos.
Os diversos orgios das parcialidades usao de '
lingnagem, senio extremo de paixes, ao menos
comedida.
Converia em bem do paiz que este estado per-
durasse : os partidos querem a conservagao da
forma de governo, que felizmente nos rege ;
oenhum antagonismo de ideas os separa ; os
meios empregar na pratica geram os lados,
que procurara dirigir os deslios do imperio.
Correu nesta capital (isto nos fins de junho
principios de julho ltimos) noticias um poaco
desagradaveis em relagio tactos succedidos na
cidade de Mamaoguape.
As providencias foram promptamente dadas,.,
nio se fizeram esperar, e em resultado, leves
offeosaa physicas, que soffreram dous individuos,
tinham autorisado cootos sem fundamento.
A traoquilidade publica inalleravel, devido -
isto a ndole pacifica dos Parabybanos, e espero,.
perdurar, confiado no bom senso dos Brasilei-'
ros, e em nossa lealdade as instituiges que pos- .
suimos.
SEGURANQA INDIVIDUAL, E DE PRO-
PRIEDADE.
O estado actual da seguranga individual e de
propriedade deixa muito desejar.e excita a maior
atteogio da parte do governo. Se comparardes,
porm, os dados estatisticos, que os meus ante-
cessores teem trszido ao vosso conhecimeoto,
veris que existe differenga bastante sensivel em
favor dos ltimos tempos ; j temos conseguido,
muito.
Firme na conviegio em qne permanego, de
qae todo o crime deve ser punido, esforgar
me-hei no emprego de meios proprios urna
prompta e conveniente reprsalo.
A repartigio da policia, confiada ao digno ma-
gistrado Dr. Manoel Jos da Silva Neiv, prests
servigos importantes provincia.
Nos dous ltimos relatnos, que vos apr-
senlo, encontrareis a manifestagao sincera do>
juizo seguro, qua formam esses meus digaos an-
tecessores, do magistrado, quem me retiro.
Contina a reproduir-se a ataques a proprie-
dade, sendo os de furto de aaimaes os que mais
oceupam a atlengio da policia. Ainda se nio
pode saber se slo proficuos os resultados que so
devem esperar da promulgagio da lei n. 1,090
do 1* de setembro de 1860.
O mais, que ha acerca deste ramo importanb
do servigo publico, encontrareis no relatorio.
que me foi presente pelo Dr. chefe de polica. P
(Aonexo A].
ADMINISTRACAO DAJUSTIQA.
Depeodea boa admioistragio da justiga da, rUa
execugio das leis, que as temos sufficientos. para
a satisfagio de todos os interesses.
A imparcialidade, que deve dirigir ao magis-
trado no exereicrde suas importsotas funecoes.
muita vez supplsntada pelas conveniencias po-
liticas, que uem sempre slo as da j,ustiga.
Soa de opiniio qua os magistrados devora ser
estranhos s localidades, onde converia nio ti
vessem outros interesses que nio. oa di flol ex-
ecugio das lea : as parcialidades e a familia sao
algumas vezes entrare prejudial distribuido.
da justiga.
Nio vos estraoho quanto valem as amisades,
as alliangas polticas, a os interesses da ia-
milia.
O tribunal do jury reseaoto-se dessa mal.
FQRCA PUBLICA.
Guarda noeioaal, termo* de guambio, a
saiiscaL
Nada tanbo qua aoeresieotar-vos, tratando da
forga publica, quanto a guarda nacional a cor-
po de guarnido. Noa relatnos dos aeua dig-
nos antecessoras, encontrareis qaal a opiniio a
conceito, qua devem mare/ar asnea importante
auxiliares da autoridade. % sem chafes.
Quinto, porm, q


m*
1*1 m
m-
tnm i

DUMO M P1EHAMBIICO; QUAETA FEIBA 7 DI AGOSTO BE mi.
.. i
Corpo pocioi
elevo chamar sobre e mea mn a vossa attenjo.
? lei n. 4 de II de juila da tmmo paseo *o 0>
ou numero de duoeaUe -e (parela Brajas,
jpara o aeu estado compre, camero que alo fot
jpreeochido e acha-se redunda .* oituU -e
ais.
4 retada oa iaw lo orea meato provincial vi-
Mle quautia 4* 8l:122e0 para dcsp+za .fi
HHr-H, com ata corpo, do correnta exarcicio,
juaeiia ala superior aos recursos da provincia,
ajine cali obrigada ouiraa dcapaaas oecessarias e
engentes.
-Aiieudeodo as di 01 cateado* eem que lueta i
rotincia, tenho cnocedtdo as bailas, ae me
aea sido ollictudas, e deixado de ordenar noves
agajameolos.
EM relucjo ha sido conseguida sem prejui-
10 immediato daa exigencia do servido publico ;
fiois a guacia nacional te na prestado salista-
se-las, auxiliando ao corpo de guarutjio.
E' veriad6 que a forja de liaba, e mesme a
apurda nacional eupportam peaado servido; mss
aiio convinJo sobrecarregar oa cofres da pro-
vincia quasi exhauatos com a despeza faier-
e com o'corpo policial, am aeu estado completo,
scolhi, como melhor alvitre, o de ir reduziodo
ti numero de pracaa,
Confio muito no patriotismo e dedicajo da
guarda nacional, e na disciplina e lealdade da
forc de primeira linbs.
Lembro-Tos a neceasidade iodeclioavel da rer
ducgo da forja policial, que nao devo excede-
de cenlo e vinle pracaa ao mando de ura fficial
ubalteroo, bastando mais dous ou tres de paten-
te inferior.
Esta reducjio trarl grande deraiuuijo da des-
peza fazer-se com essa corporajo :* de veis
guardar para melhores lempos a realisajo do
vosso patritico deseio de dotardes a provincia
com forja de polica bastante 4 salisfazer as exi-
gencias do servido publico.
Vagou o posto de major commandante, que era
exercido pelo finado commendador Joaquim Mo-
reira Lima. Nao pieencbi esta vaga esperando
que adoptareis a redacjo que proponho.
Attendendo que uto era sufficiente o descont
tie tinte ris diarios no sold das prajas de pret,
para occorrer a despeza com medicamentos, eru
13 de jmiho, ordeoei fosse esse descont elevado
a quarenta ris.
Tendo sido augmentados os venclmentos dos
soldados, nao gravoso o descont : entretanto,
que nao flcam os cofres sobrecarregados com esta
nova verba de despeza, e os soldados lucran) ;
pois quaodo doentes, flcaram quasi que privados
de todos os vencimenlos.
Solicito vossa epprovajio para que contiouem
esses descootos em bem da economa dos cofres.
INSTRUCCO PUBLICA.
Os recursos da provincia nao comportaran), e
, nao comportara, o crescido numero de cadeiras
de inslrucco primaria que existia : fot isto por
vos recoohecido asiim assim o ioduz a crr a exis-
tencia da lei n. 12 de 8 de agosto de 1860.
Usando da autorissjao concedida no art. 4 da
dita lei per portara de 18 de junho ultimo, ex-
tingu as seguintes cadeiras : a 2* do bairro alto
la capital, as de Tamba, Cschoeira de Ceblas,
Serr do Ponte?, Cuit de Independencia, Ararn-
os, Belm, S. Joo e S. Jos de Piranhss, Saota
Luzia, Muluog, Alagoa do Monteiro, Boa-Vista,
Pocinhos, e a de Faguudes ; das quaes eslavam
providas vitaliciamente as de Hulnng e Santa
Santa Luzia, e aem titulo vitalicio as de Pagua-
les. Alagoa do Monteiro, Fociobos e Boa-Vista.
Remov os professores vitalicios das cadeiras
extioctas para as de Patos e Citle do Rocha,
que nao tinham sido preenchidas.
Sei, e vos nao igooraes, que a instrucjo pri-
maria o altor da cultura intelleclual, e quando
o hornera sabe lr, escrever e contar ; pode, por
mu propria indmdualidade. desenvolver-se e es-
larecer-se.* Mas faltara provincia os recursos
necessarios para realisar em grande escala e co-
mo lora para desejar, a promessa constitucional.
A cresjao constante de cadeiras ha elevado as
cifras da despeza que faz a provincia com o gran-
de pessoal, a urna proporco desvanlajosameole
gravosa em reiaco receila; portaifio, pruden-
te e necessario que flquem esperado essas povoa-
ces para pocas mais felizes, para quando bou-
ver menos escacez de recursos.
Reporto-me, quanto ao mais, aos relatorios
que j me refiri.
DIVERSAS REPARTigOES.
Funccionara regularmente as diversas repar-
t joes.
Thesouraria de fazenda.
Est esta repartirlo sob a direcjo do activo e
intelligente chee. o inspector Andr Cursioo Ben-
jamn ; o expediente feilocom pontualidade.
Tive occasio de, pessoalmente observar a boa
ordem o regularidade uo serrino e zelO que de-
senvolver os respectivos empregados.
Alfandega.
O inspector Dr. Jos da Costa Machado Jnior,
intelligente, e toma interesse pele servijo pu-
blico ; os empregados cumprem seus deveres.
Correio.
Scb a direcjo do activo e intelligente admi-
nistrador, Francisco do Assis Carueiro, funcciona
regularmente.
THESOURO PROVINCIAL.
Tenho em conslderajo ao que me requeren
Francisco Miguel Archaojo, considerei sem effei-
to a portara do Io de marco do correte anoo,
m virtude da qnal havis sido elle aposentado.
.Fui levado a assim obrar, tendo em considerarlo
os inexiclas informaedes que autorisaram seme-
ntante acto, e a necessidade qu exista de ser
preeucho o lugar, o que traria augmento de
despeza.
Attendendo ao estado pouco hsongeiro do; co-
fres, e a nao muita urgenela de dous continaos,
Jemitli a um dos individuos que exerciam estes
cargos, e proponho-vos decretis a extioejo do
logar, que existe vago, com o que nao solTrera o
servico.
Tenho encontrado no inspector do thesouro
provincial muita vontade em coadjuvar-me no
empenho de urna melhor Uscalisajo das rendas
da provincia, tem intelligencia, honesto, e de-
senvolve bastante actividsde.
Consulado.
Existe vago um dos lagares de conferente ex-
terno ; solcito a sua extioejao. Sem prejuizo do
servijo publico a podis decretar ; medida igual
a que vos pedi cetca da vaga de continuo no
thesouro provincial. O chele desta repartijo
contina a merecer conflanca de seus superiores,
digno do lugar que oceupa.
Iaspecjo de Mamanguape.
Nao hi vaotgem alguma continu a inspeceo
de Mamanguape. Quando a provincia lucia com
embaragos, cortar por despezas urnas de luxo.ou,
tras dispensaveis, e al por algumas neeessarias-
medida de utilidade e urgente.
Proponho-vos a exncjo dessa iopecjao, e
se j a nao extingu, isto devido a falla de au-
torisacao ; visto nao aproveiUrem oa cofres da
provincia com as despezas que ali se fazers.
Capitana do porto.
O capillo de fragata Caetano Al ves de Souza
Filgueiras eolrou noexercicio das funejoesde ca-
pito do porto, qut estavam sendo exercidas inle-
riaamenle, desde 8 de marco do correle anoo,
pelosecreiario da capitana Antonio da C. Reg
Moura. Este empregado moalrou sempre boa vou-
tade oa execuco das ordens que Ibe forana traos-
mi tUdas.
Secretaria do governo.
Foi preenebida a vaga de ebefa de secgo que
existia, dando-se por esse fado urna vaga de
amanuense e mais outra pela demisso de Do-
mingos Facundo de Castro Menezes, que seguio
com licenca edite, por haver sido Borneado se-
gundo conferente da alfandega de Albuquerque.
Oeixo de propor-vos a extinego dos dous luga-
res vagos pela necessidade que ha do pessoal de-
cretado, tendo em attencio ao crascido expedien-
te que corre pela secretaria. NSo esquejo, en-
tretanto, o estado dos cofres ; pois deixei de orde-
nar fosse m pos tos concurso esses lugares, e s
e farei quando vtr que impossivel, anda com
lgurn sacrificio, satisfazer as necearidades e ur-
gencias do servijo.
No primeiro semestre do correte anoo flze-
lam-se: minlas 4,849, olHcios e portaras 5,346,
registros 5,453, copias 599, despachos 864, iofor-
aacoes 575. rubriets- t,050,*tulM 6. termos lfl,
total 18,758.
Convm seia revista a tabella dos emolumentes.
VBNCMiNTOS DO PESSOAL.
E conheoldo a tendeoeie das assembias pro-
'iQciaes para aegsaeatarem os veacimentos dos
mpregados
Como o pessoal ra a provincta gastar no
correte exereido, somma maior de 16O:0OOfi0OO
-yaetia multo superior metade da n, que
era recadada at o ftm de derembro, ientln-
dnir os 84:l*W* votado, para pagamento itt-
aer-ie ao corpo paReial I r p-"^w
Do vosso criterio depende appareja o equili-'
trio da djeapeza com a receila da provincia, e a
'Ub postareis evitar o esTeito desequilibridor
Chamo a voaaa attenjo para urna melhor des-
tribuijo dos vencimenlos dos empregsdos ; pois
correte que as vantageos do exercicio alo o
aaolaor tacen tive 4* por masMacia do funariaeario
no exercicio de seu emprego, Srmaodo-M assim
o principio de justija qm maoda remunerar o
servijo prestado.
Tendo tncooarada) em grande trazo o pag-
rnoslo do* veociaaMtos dos empregados provio-
ciaes, xcepjoo do corpo polkial tte osUva
pago, quaai esa dia, e correndo-me a oteigajao
do, proaapta a efficazaaoote, curar de seeaethanla
otado de cousas, uo reolido da melhora-lo, usan-
do da autorisacao do 8 do art. 10 da lei n. 18
de 18 de agesto de 1860. ordenei ao inspector do
thesouro provincial contrihiise com o novo ban-
co de Peroambuco um.
EMPR ESTIMO.
Promoveodo urna operaco de crdito pormio
de urna letra eodossada por negociantes e pro-
pietarios.
Nao tendo a provincia crdito firmado por tran-
saejea anteriores e idnticas, e tendo carencia
de numerario, entend, como muito proveitoso,
devia solicitar o apoio dos bomeos de crdito e
diuheirosos; assim o fiz-
A* convite meu no dia 30 de maio reuolrara-
se em o palacio de mioha reatdencia os honrados
e prestrnosos cidadaos bario de Marn, com-
mendadorea Francisco Alves de Souzs Cirvatho,
JoSo Jos Innocencio Poggi, Victorino Pereira
Maia e Joaquim Moreira Lima (hoje finado) Sim-
plicio Narciso de Carvalho, Antonio dos Santos
Celho e Manoel Marques Camacho.
Expuz-lhes e estado da provincia, e auxiliado
pela boa vontade desses ctdados, pode o the-
souro realisar o emprestimo, de que vos fallei,
oa quantia de 42 000$000 res : ascondijes des-
sa operaco foram as mais favoraveis possi-
rels.
Entendendo que nao era prudente econmico
onerar as recei ti solturas com oa juros do em-
prestimo contrshidon mais despezas, ordenei ao
inspector do thesouro provincial, procedesse o
descont mensal de dous porceuto em todos os
vencimenlos percebidos dos cofres proviociaea,
excepjo do sold dos soldados do corpo policial,
visto o mesmo j supportar o de quarenta reis
diarios.
Ntiuhuma repugnancia encontrou a execuco
dessa minha ordem, e occasio de lembrar-vos
convem tomar alguma providencia nesse sentido,
ainda que temporaria, para com a diminuig&o de
despeza, que haver, cooseguir-se melhorar um
pouco as iieanjas da provincia.
Espero que tomareis na devida conslderajao
o que venho de expor-vo?, e que approvareis
esse acto.
Dentro do presente exercicio deve ser paga
essa quantia, e mais importancia do emprestimo
feito, pelo commendador Francisco Alves deSou-
za Carvalho, no mez de fevereiro do correte an-
oo, se este cidado nao se tivesse prestado urna
prorogico de pnso por mais seis mezes.
Devo urna manifestijo de aprejo e reconhe-
cirneoto esses cidadaos, e permitti-me que
mencione o commendador Francisco Alve de
Souza Carvalho, honrado e presttmoso commer-
ciante, que se presta sempre, a auxiliar a admi-
nistrajo.
CONTRIBigA.
Chamo a vossa attenjo para esta materia, cu-
ja importancia nao vos desconhecida.
Convem rever o systema seguido oa decreta-
gao da receila, preciso extinguir alguna im-
postos, poucos verdade. Destes o producto
nenhum, tendo-se em attenjo aos meios para a
sua arrecadajo.
Quando o imposto pesa so raen te sobre certos e
determinados individuos, desapparece a iguslda-
de. que deve existir na coolribuijo proporcio-
nal qne somos obrigsdos, corno estatuio sabia-
mente o oosso pacto fundamental.
Ser talve menos gravoso augmentar outros
dos existeutes, approximaodo-os aos que sao co-
brados as provincias visinhas.
Conhecedores das necessiiaies da provin:ia,
sobraodo-vos illustrajo, estaes habilitados a
prestardes este importante servijo.
Nao tendo apparscido licitantes, que offere-
cessem quanlias|sufIicieotespelacobranja do dizi-
mo do g-do vaceum ecavallar nos dous munici-
pios de S. Joo e Catle do Rocha, ordenei ao
inspector do thesouro provincial zess cobrar o
producto desse imposto pelas respectivas collec-
torias, segundo me hsvia elle proposto.
AOniCULTURA.
A industria mata importante, e da qual depen-
de todo o oosso futuro, continua em deca-
dencia.
Nao sent estranhas as causas desse estado, e
menoa desconhecidas as medidas, que mais
promptamenle converia adoptar, e para esperar
nao estej longe otempo em que ser substitui-
da a prslica rolioeira adoptada pelos oossos ao-
lepassados.
Os esforjos iodividuaes, isolados, pouco pode-
ro conseguir ; eotretaoto que, congregados, Ca-
rao muito.
Nao convem esperar ludo do governo, esforce-
mo-nos, fajamos o que couber em nossaa forjas,
que os altos poderes do estado nos ajudaro
conseguirmos os melhorameatos de que a agri-
cultura tem tanta carencia.
A provincia possue em seu seio proprietarios
agrcolas abastados, aproximem-ae estes, re-
nan) seus esforjos, coocorram com parte de seus
capitaes, que tersemos recursos para o eslabele-
cmento de fazeotias modelos, onde aeja familiar
o uso de instrumentos oratorios, aperfeicoados
e empregados nos paizea mais cultos, que nao nos
altaram anda recursos para a inlroducjo de
individuos capazes de presta rern- se ao melhora-
meato das rajascavallir e vaceum, urna das ne-
cesidades mais urgentes da lavoura.
A creajo de bancos ruraes depende da exis-
tencia de urna lei que melhore o systema hypo-
theoario e garanta o crdito territorial sem o qual
o agricultor com difficuldade achara capitaes. E'
de esperar que os poderes competentes em sua
sabedoria procure os meios de levar a eTeito pro-
videncias de tanto alcance.
LIMITES.
Por aviso de 59 de maio, fui autorisado a no-
mear um eogenheiro para verificar os pontos
contestados nos limites desta provincia com os
da do Rio Grande do Norte. O digno presiden-
te dalliem ofcio de 18 de julho commnoicou-
me a nomeajo .que havia feito do engenheiro
civil Ernesto Augusto Amorim do Valle, em cum-
primento ao disposto em dito avidb.
Providenciei no mesmo sentido, e espero pelo
resultado dos exames para lera-lo ao conheci-
meuto do governo imperial.
Tem apparecido alguos conflitos por causa dos
limites entre os diversos termos da provincia.
Ficarei chegar a vossa presenja todos os papis e
esclarecimenlos precisos para que vos habilitis
a solver as duvidas existentes.
A vossa illustrajo e conhecimenlo dos nego-
cios da provincia supprirao a escassezde um tra-
balho bem que pouco valioso ; acreditai, porm,
que onvidarei todos os esforjos para servir a pro-
viocia, e poder preeocher a misso honrosa, que
me foi confiada por % M. o Imperador.
Ufanar-me-hei se liver a fortuna de poder con-
correr comvosco na grande obra da prosperidade
desta provincia.
Fraco o auxilio que posso prestar-vos ; po-
rm confio que ubi serio de actos interessanles,
por sua benfica influencia sobre os deslinos da
provincia reconhecida recommendar ao paiz a
ul lima sesso do vosso biennio legislativo.
Palacio do governo da Parahiba, em 1 de agos-
to de 1861.
Francisco W irauo luna.
PEBNAWBUGO.
REVISTA DIARIA.
Acha-se commandando interinamente a
fortaleza do Iru o mejor reformado Velippe
Ducvt* Pereira, por impedraaooto do respectivo
coBMoaadaot* qaeaena-se licenciado potogovar-
n imperial.
Como j aootem leram na parto compoasn-
to, os oosso* assignantos, reooireu eExm. Sr. pre-
sidente da provincia, que loesouraria provincial
procedesse a amortisajo das apolicaaemittidas e
ao pagamento das respectivos juros sem depen-
dencia de ello; por que aeham-se Uasj isentas
desse imposta, segundo o etalnte no art. 37 do
decreto 26 do dueahro uliim, sal? o cato de
seiem auzadai.
Hat esta isenjo nio se extendeaiquellas ai que
ti ver-se praticado lransferencia|d dominio por-
que estas devem, segundo o art. 18 do citado
decreto, ser selladas; e flcam sujeitis as reva-
ldajo, ai o nio forem dentro do peazo I gal
De volta da Europa, chegou a esta d Dr. Ermirio Cesar Coutnho, filbo da cidad'e de
Nszantb, danta penviocia.
Forondo ees eaedicina pele (acnldade da Bn-
hiapoanoo de 1658, loen i Parta no intaiito
louearal de adquerir lvaoa oaquelle tu-
tro daaacianeias ; e a ai peraecu por dono
aooee enpHeado um todo orado-neo en-
fermeriaa e noa oarsoa porticularaa de matar ne-
ta, entre as thaorias mata eguidoa* a pratka
observajio mata ricos Mis santas.
O gr. Dr. Ermirio parti pasa aui tacalidade
natal, aflm de ver sua familia.
Do Apody temos noticias sl 14 do pas-
Termioara j o invern, detxando abundancia
de pastos e bastante fertura.
Deste estado resulta a conaequencia de ests-
rem todos os gneros prejos nfimos.
A carne regula de oito a dez patacas ; a ari-
nha as serrss de 5JO00 a 61000 por alqueire ; o
milho a 2*000 ; o feijao, de que neo houve far-
tnra, chs-se tambem barato. A rapadura que
cuatavam oes aooos anteriores all 160 a -OJ^OOO,
veode-ae hoje por 89000 o cento ou carga.
O gado nao procurado, eootiouando ms os
feirss ; eos cavallos e segusestao sem prejo,
A falta do numerario extraordinaria.
,-.. ..
fllha legitma 6e Candido Jos de Oliveira, co-
48
de
iramorredouras.
Nos, especialmente, que livemos a honra de
eotreter relajoes com S. S., oo podemos furtar-
nos ao dever de sauda-lo em sua partida, asse-
gurando-lhe que em qualquer lempo, ser bem
viudo esta Ierra, que habitou por tantos mezes,
Em outra parte deixamoa transcripto o re-
latorio apreaeotado assembla proviacial da
Parahyba, pelo actual presidente o Exm. Sr. Dr.
rranmawn Aa iiuia I im. mu helio tiabalho
jueloeL.
Boae, erioula, idade 25 annos, esersvs de An-
teeta I mtmtB Horaet. tuberculoa pulmonares.
Thomuta Varia Francisca da Conceifio, criou-
ta, liberta, jdade 34 aonot, solteira, polmooite
aguda.
..V1^ ji*m Souan Ara jo. Portugus,
iJata M anoeo, ollero, hegelite.
ftkta, AfrtantM. idade 48 annos. aerava de Aooa
Ataaoadrina aaaabra, hydroperierdi.
Qf4ana Uesjeldioa Soares Naaoa, parda, idade
-----', phtyaica pnimooar.
Fertatawe. erioulo, prvulo, idade 7 aooee. ilho
i Mana Euaetaa dos Marlyrios, losas convulsa.
Joanoa BapJtata de Athajde. branca, Uado 54
aooos, vinva, intente.
Juveolioa, erioula. idade 6 mezas, fllha de
Ciara Mara da Cooceijo, hepatite.
Mara, parda, par-tuta, idade 9 diss, fllha de
Mara do Rosario, Africana, liberta, espasmo.
FraoclKa de Paula Gemes da Foosecs, branes,
idade 30 aoooa, casada, scites.
Jo), branco, prvulo, idade 2 annos e 8 me-
zes, fllho legitimo de Jos Antooio de Oliveira e
Silva, coQvulsoes.
Joo Bezerra de Mello, braooo, idade, 48 an-
nos, solteiro, estupor.
Abraham, erioulo, idade 17 anoos, escravo de
Joaquim Ceelho Cintr, molestia interna.
Ana Joaquina, branca, idade 14 annos, educan-
> do collegio da orphaas, monangit*.
Martinha, parda, prvula, idade 2 annos, fllha
A tranquillidade pdbiea e-a segoranca iodki- do Felicia, pret, Itberts, emephalite.
Iial Asia nrnnrnria/1n_ao(\ citEfi^Ufi.a L? A a ih.,^,. n._j_ U_^_ o
bs
dual e de propriedadesao satisfactorias.
Fura creada urna nova comarca com a de-
nomioajao de Moaor, concorreodo para o seu
territorio as do Ass e Maioridade, que eram
asas extensas.
No vapor Jaguaribe. segu para a Paraty-
i, sua provincia na'al, o Sr Dr. Joo Rodrigues
Chaves, tomar sseolo na assembla pro-
viocial.
Desejamos-lhe prospera e feliz viagem. e que
encontr, cheioa de vigor e felicidade, aquellos
que Ibe sio charos; certo de que entre os seus
amigos e as pessoss que o estimavam deixa um
vacuo, que s ser preenchido pela sua volts.
Suas maoeiras cavalleiras e lbaoas. tornaram-o
sempre apreciado por todos que liveram occasio
i;..--------1 r .- H it '"S" 8 a oruem ao ae sanio Anin o 1, que o afri-
mmorrdrS,r..eUe,ee'PUf,Mm",b6 V*^** cano Francisco, escravo de loooceo'cio Serphico
mmorreaouras. . c....iu.
alleojo dos nossos
Francisco de Araujo Lima
para o qual chamamos a
leitores.
O Rvd. padre F. Gomes de Oliveira, do-Rio
Grande do Norte, remelleu-oos a seguate poesa ;
a qual damos estampa por sua autorisacao :
Se a Italia revolucionara o regeita....
O Brasil pacifico o aceita.
Vea homioi illi, perquem Filius
hominis Iradetur: booumerat ei,
si natas nop fuisset!..
Ai dsquelle I que crucificar o
Seohor ba peseoa de seu puntillee
e vigario oa trra : melhor lhe
fura, que nao tivesse nascidol..
Palavras de Christo.
Da Ierra to virgem, que Colombo acbou,
Dos climas lo oovos deste Novo-mundo,
Do solo to frtil, to (ico em theaouros,
To firme, to basto na V, to profundo ;
Das plagas vrenles, que Cabrsl pisou,
Do imperio que o nome tem da Saota Cruz ;
Mil brados se elevam, mil prados reboero
A'prol do orculo da lei de Jess :
Do Santo que espresso por impos sdenlos,
Com chufas, com mofos, com furia em delirio
Na cidade etero ; qual Pedro qual outros
A morle l espara, l espera o martyrio.
Se o brado ainda pouco, se vozes nao valem,
Aonde o delirio suoca a razo ;
Mandemos-lhe offertas, mandemos-lhe o ssogue,
O Pai se resgate do povo chrislo.
Com brajos robustos, com peitos da FS,
Trancemos-lhe a ponte no grande ocano,
E nova Gala ergamos-lhe c,
Mais forte, mais looge do impo tyranoo.
Se o throno de Pedro se bla e vocilla
Na cidade Santa, na Italia gentil;
Pirmemos-lhe o throoo com marmrea mais rijos
Do novo, do rico, do Po Brasil.
Se um throoo j temos, do qual rege um Pedro
A nao do estado, na F do Senhor;
Um throoo sagrado se abrigue entre nos,
Aonde ainda brilha a paz em fulgor.
Que como os judeus, que em Christo nao creram,
Malditos oo mundo errantes eslo ;
Assim em desgwcas, em guerras, sem patria,
Os impos de Ausooia malditos sero 111
Ai delles I que sao, de quera desse o Christo,
Va homini illi, que antes no mundo
Nascidos nao foram l Que os montes lhe caan),
E menos, que as penas do inferno profuudo I
Lista das pessoas fallecidas na freguezia da
Boa-Vista, oo mez de julho do corrento anno.
Norberto, pardo, prvulo de idade 26 das, li-
Iho legitimo de Vicente Ferreira dos Santos, es-
pasmo.
Miguel Archaojo Feroaodes Viiona, braoco,
idade 45 auuos, casado, tuberculoa pulmonares.
Julia, branca, idade 2 annos, fllha legitima de
Julio Fernandos da Silva Mello, tubrculos mo-
renlericos.
Francisca, erioula, idade 4 annos, fllha de Fran-
cisca Rosa das Chagts, hepatite.
Francisca, erioula, prvula, idade de 7 dias,
fllha de Luiza, escrava de Aooa Umbellina,
espasmo.
Major Jos Gomes de Almeida, branco, idade
57 annos, casado, diarrha.
Joaooa, Africaoa, idade 40 aooos, escrava de
Manoel Jos Moreira, queimaduras.
Mara, parda, prvula, idade 5 aooos, filba de
Amelia Leopoldina Sith, toase convulsa.
Marianoa, Africana, idade 50 annos, escrava de
Emilia Constancia de Moraes Ferreira, diar-
rha.
Jos, pardo, prvulo, idade 7 dias, Dlho de Ma-
ra Cabra), espasmo.
Luzia, Africana liberta, idade 80 annos, diar-
rha.
Paula, erioula, prvula, idade 8 dias, fllha de
Luna, escrava de Lourenje Vellozo de Azevedo
Poppe, espasmo.
Vctor Homem, Portuguez, idsde 18 aooos,
solteiro, fracturas no crneo.
Josepha Francisca da Rosa, branca,'idade 80
aonos solteira, coogeato polmonar.
Amelia, parda, parrla, idade 3 auno., fllha le-
gitima de Miguel Archaojo Rozalima, ulseraa.
Theodoro, Africano", idade 40 annos, eacravo de
Maoeel Antonio Diaa, tumor.
Leonardo Dantas de Parias, nardo, idade 30 ao-
nos, solteiro, intermitentes.
Mara, Africana, idade 44 apnos, escrava de
Paulino Augusto Cavalcao, gsstro ioterite.
Manoel Bernardo de Castro, Portuguez, idade
52 aooos, solteiro, hydropericard.
Diego, erioulo, idade 49 annos, casado, eacra-
vo de Luiz Martina Pereira, ulcera caocroaa.
Antonio Tavares Cordeiro, Portuguez, idade 35
sosos, solteiro, bydropricardia.
Joo Carneiro- de Moraes, braoco, idade 62 an-
nos. solteiro, catharro chronico.
Joo, Africano, idade 84 asnos, escravo de
Francisca Candida da Silva, diarrha.
Mara, Africaoa, idade 50 nnoos, eserara de
Caodido Agostioha de Barres, hypetropnia.
Candido Jos do Reg, branco, idade 40 annos.
viuvo, apoplexia.
Flotioda Mana da Conceico, crioure. idade 34
anace, solteira, hydrapesia.
**** Kr* idade I mease, ulna
Mana da Punnaacao Reta, tesa* convulsa.
Cariota, ceieuta. idade 36 annos. escrava de
Mana Francisca Marquee da Anecia, pbtyalea.
Antete, erioulo, idade 50 anuos, escravo
viseando da Suaasuna.esthma.
ti ge.
Bernardina Mara, crionta,' idade 60 anoos,
****** aneutatma,
Antonio, pilo, idade 30 annos, eeceevo-de Joa- Paretti GUirana.
qum Cavaicanti de ALbuquerque, tubrculos pul- lmprotodnte.
moneras.
Mexia.crioola, prvula idade 3 dia*. fllha
Mona Magdalena da Conceifio, espasmo.
Cenrticie, fttii, farvula, idade il
da
Eduvirgeos, parda, idade 31 annos, escrava do
desembargador Firmino Antonio de Souzs, phly-
sica pulmonar.
Candida da Con ha Gui maraes, parda, idade 17
annos, fllha de Delpboi Mtria dos Priieres.
palpotee.
Francisco Jos dos Aojos, erioulo, idade 36
aooos, solteiro, tubrculos pulmonares.
Martinha Freir dos Milagrea, branca, idade 38
anoos, casada, phtysica.
No dia i do crrente foram recolnidoa i ca-
sa de deteojo 10 horneas, seodo 8 livres 2 es-
era vos : ordem do Dr.chefe de polica 7, inclu-
sive o pardo Antonio, escravo do Dr. Joo da
Rocha Cavalcauti ; i dem do delegado do 3o
districto 1,; ordem de subdelegado do Recite 1,
i ordem do de Santo Antooio 1, que o afri-
de Assis Carvalho.
Foram recolhidos k mesma, nos dias 3 e 4 do
dito mez 15 hemeus e 6 mulberes, livres 12. es-
clavos 9 ; a ordem do Dr. chefe de polica 7, in-
clusive os pardos Chrspim, escravo de Mannel
Joaquim Brrelo, Sebaslio, escravo da Ismael
da Cruz Gouveta, e Joo, escrava de Ignacio Cae-
tano de_ Alencar Rodovalho, o erioulo menor
Luiz, escravo de Cassiono Alberto Piments, e o
africano Eufrasio, escravo de Joo de Carvalho
Paea de Aadrade ; ordem do subdelegado do
Recife 3. inclusive o erioulo Gregorio, escravo de
D. Josepha de Tal ; ordem do de Santo Auto-
oio 6, inclusive a erioula Remana, escrava de
Germano Fraoeieco de Oliveira, e a africana Fran-
cisca, escrava de Domingos Jos da Costa Gi-
ra ares ; ordem do de S.Jos 2 ; ordem do
ds Boa Vista 1, inclusive o africaoo Benedito,
escravo de Miguemos Santos Coimbra ; e ordem
da Capuoga 1*
AI ata ooi no publico.
Maiamifl-se no dia 4 do correte para o coo-
aumo desta cidade 112 rezes.
No dia 5 111.
No dia 6 110.
Passsgeiros do vspor Peninunpa, sabido
para os portes do sul :
Flix Jos de Gusmo Lyra, Dr. Manoel Cesar
Bezerra de Gdee, Maooel Cavalvanti de Mello e 1
criado, Joo Carlos Cavalcanti de Albuquerque,
coronel Jos Mauricio Wsoderley e criado, Fran-
cisco de Paula Cavalcaoti de Albuquerque, Ivo
da Rocha Xavier, Joo Marques Saldaoha, Jesui-
no Alvea Prado, Joaquim Marinho da Silva, Fran-
cisco Antonio de Souza Carvalho, Firmino Fran-
cisco Flores, Dr. Ayres de Albuquerque Gama,
Jos Francisco Bello el criado, Joaquim dos San-
tos Figueiredo, Conrado Goojalves de Farias,
Antonio Ferro Caslello Branco, Maooel Ferreira
da Silva, Jos Paulo Cabral, l'aulo Justiniauo
Tavares, Gabriel Antonio e 1 criado, Jos Fran-
cisco de Souza Lima, Jos Gomes Duarte, Leu-
rengo Jos das Noves, 1 neta e 1 criada, Auslri-
cliano Scrates de M. Poggi, Candido Nuoes de
Mello, Pedro de Alcntara dos Guimares Peixo-
to, Flix Ramos Lieuthier, Jos Geraldo de Li-
ma, Luiz Edmont Dethaun, Flix de Barros Pi-
mentel, Joo Agostinho de S Pereira, D. da Sil-
va Torres.
Passageiro do brigue portugaiez Comanle,
sabido para Lisboa:
Joao Rabello.
Passageiros'do vapor Cert, sehdo para os
portos do sul.Maooel Valeolim dos Saotos e
2 eacravoa d Caetano Silverio ds Silva, a entre-
5*u A-Jos A,* Guimares e 8 esersvos ;
llibeiro Guimares & C, 1 escravo de A. de Le-
mos Vasconcelios, a Ribeiro Guimares & C. 1
dilo de A. D. de Almeida Pessoa, aos mesmos 1
dita a Jos Euzebio Alves da Silva; e a Velloso
& Vianna ; Alteres Jos Franciaco Alves de Li-
ma, Jos Antonio dos Santos Andrade, 2 escra-
vos a entregar a Ribeiro Guimares & C. ; ma-
jor Jos Antonio da Costa Guimares. Paulo Jos
Franciaco, Jos Nunes Guimares, Jos da Silva
Fires, um fllho e 5 esoravos, Luiz Thomaz C.
Lslima euma escrava a entregar a Araujo & Dias
Fereira, 7 escravos a Costa Pereira Paiva & G.
8 ditos a entregara Rocha Miranda, Filho & C '
5 ditos de Joaquim Paria Pereira Vianna, i dito
a Joaquim Momzda Silva, commissario Jos Luiz
liooco e esenvao Jos Antonio di Caahs, Jos
Antonio da Fonceca, 13 escravos a entregar a Ro
cha Medeiros Filho & C, Manoel Jos de Capa
rica, Joaquim Praooisco dos Saotos Maia, 6 es
cravos e um Africano livre, os quatorze recrutas
contantes do passe n. 1411, 1 escravo a entregar
ao commendador Francisco das Chagas Andrade
1 dUa a entregar a Manoel da Silva Passos, D.
Guilhermina Manheimer Aryjo e Henre Dameyr
y dos hijos. Joaquim Duarte de Arauje Lima,
Manoel Eugenio Ferreira Lima, Alexaodre Eduar-
do Ferreira Nobre. Carlos Frederico Jassen, Fran-
cisco Jos Correa, Jos Goojalves Malveira, Vi-
cente c: de Lemout, Jos Garrido Ferreira dos
Saotos, Antonio Rodrigues Leite Gibupa, les-
crav.o entregar a Ribeiro Guimares & C, Jos
Pereira Raposo, Francisco Jos do Magalbes
Bastos. Joaquim Ferreira Coelho. Jos Pereira
Jnior, Jos Ferreira de Souza, George Tneibon,
Isidoro Jos Caparica, 1 escrato a entregar a Ma-
noel da Silva Pessoa.
MORTAMDADE DO OU 6.
Mara, Pernambuco, 40 annos, solteira, escra-
va, Santo Antonio, abceaso.
Alexaodrina Anglica Vires, Pernambuco, 30
annos, viuva, Boa-Vista, tubrculos pulmo-
nares.
Josquim, Pernambuco, 6 aooos, Santo Anto-
nio, hepatite.
Maooel Jos dos Santos, Pernambuco, 44 an-
nos, casado, Recie. tubrculos.
Maihilde Francisca dos Saotos, Pernambuco
22 aonos, solteira, S. Jos, tubrculos.
Bplisls, Peroambuco, 17 anoos, escrava, San-
to Antonio, pniiaica.
Justino Pereira de Andrade, Peroambuco, 42
aonos, solteiro, Recite, insuficiencia das pol-
velas.
Mara mbeliaa Franja, Pernambuco 80 an-
oos, viuva, S. Jos febro perniciosa.
Sorteados os Srs. desembargadores Peretti,
Costa Motta e Gitiraoa.
Improcedente.
Recrreme, Fidelis Alvea Moreira ; recorrido,
o juno.
Relator o Sr. desembargador Silreira.
Sorteados os Srs, desembargadores Peretti,
Lourenjo Santiago e Molla.
Im procedate.
Becorreote, e jaizo ; recorrido, Manoel Go-
ma da Cunha.
ReJajnr o Sr. desembargador Gitirana.
Sm Hos oe Se*, desembargadores Lourenjo
Santrip. Silveta* e PereW.
Improcedente.
Recorrente, o juizo; recorrido, Joo Francisco
ata Silva.
Relator o Sr. desembargador Lourenjo San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Peretti, Gi-
tirana e Silva Gomes.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Joo Vieira de
Mello.
Relator o Sr. desembargador Motta.
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana,
Lourenjo Santiago e Silva Gomes.
Improcedente.
Recorrente, o julzo ; recorrido, Felizmino Ma-
ooel da Luz.
Relator o Sr. desembargador -Motta.
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana,
GaeUno Santiago e Peretti.
Recorrente, o julzo ; recorrido, Joo de Mello
Azedo outro.
Relator o Sr. desembargador Peretti.
Sorteados os Srs. desembargadores Lourenco
Santiago, Motta e Silvaira.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Lourenco Pin-
to Tavora.
Relator o Sr. desembargador Peretti.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
Gitirana e Lourenco Santiago.
Improcedente.
APPKLLACES CIVEIS.
Appellaotee, Manoel da Vera Cruz Los e Mel-
lo ; appellado, a administradlo dos estabeleci-
mentos de earidade.
Confirmada a eentenja.
Appetlaote, Jos da Costa Dourado; appella-
do, Antonio Maooel de Campos.
Confirmada a sentenja.
Appellante, Joe Francisco Pereira da Silva
appellado, o cnsul portuguez.
Receberam-se os embargos.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Bro-
chado Soares Guimares.
Confirmada a seotenja.
Appellaote, Antonio Rodrigues Prole ; appel-
lado, o menor Antonio:
Confirmou-se s seoteoca.
Appellaote, a cmara municipal ; appellado,
Basilio Alves de Miranda Varejo.
Confirmada a sentenja.
Appellante, o juizo; appellado, Manoel Mar-
cellino Paes Barreto.
Confirmada a sentenja.
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquim An-
tonio Rodrigues.
Confirmada a senteoja.
APPELLAJBS CRIHES.
Appellante, o juizo ; appellado, Joo Baptista
da Silva.
A novo jury.
Appellante, Manoel Feliz do Naacimeoto
pellado, o juizo.
Julgou-se improcedente.
DILIGENCIAS CRIUES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, as appellajoes crimes :
Appellante, o j'uzo; appellado, o preto Is-
mael.
Appellante, Vicente Ramos de Souza ; appel-
lado, o juizo.
DESI6MAJAO DE DIA.
Assignou-se diapara julgaraento das seguintes
appellajoes crimes:
Appellantes, Jos Gomes dos Santos e outros ;
appellado, o juizo.
Appellante, o juizo; appellado, Jos Aoas-
tacio. .
Appellante, o juizo; appellado, Gervasio,
filho de Antonio Cosme.
Appellante, o promotor ; appellado, Joo Tei-
xeira Alves Pequeo.
Appellante, o juizo; appellado, Jos Beroar-
dioo Gomes.
As appellajoes cdPeis :
Appellante, AotonioJos Alves Souto : appel-
lado. Silva Leo &C.
Appellante, Aprigio da Silva Pinto: appellado,
Jos Pereira de Oliveira Ramos.
As 2 horas encerrou-se a sesso.
DEM0M6TRAJA0 DO SALDO EXISTENTE HA CAIX*
ericiAZ. nos onFHAoe no bxercicio ce 1860 n
1861, b* flS el junho de 1861.
Saldo em 31 de junho
p.passado .... 14:838#609
Receita de 1 a 31 de julho 11:077J851
-------------- 1590646O
Despeza dem........lt:84949
Saldo
Isa moed torrente. .
.". 12:063*511
. 12:063*511
DMONSMACAO SO ALDO UUTBerK KA CA1XA ES-
PECIAL DI ABORTIZAC0 DO CAFTIAL E IUR0S DA
D1VUM rUBUCA U3M JILHO M 1864.
Saldo em 28 d iuaho
prximo pasasen. 83*633
Receila de 1 A 31 de
julho......9.3009000
Despeza dem. .
Saldo.
Em moeda correte .
.
9383*833
7:070*078
~8:3i3*755
~2:313*75!>
ap-
Th'sourara provincial.
DEXONSTRACAO DO SALDO EXISTENTE KA CAIXA
DO EXERCICIO DE 1861 A 1862. EM 31 DE JULHO
DE 1861.
Saldo em 28 de junho. *
Receita de 1 a 31 de julho 59 198*064
Despeza dem
42:7248885
Saldo.
16:4733179
Em moeda correte.....16:473*179
DEMOSSTRACO DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA DO
EXERCICIO OE 1860 A 1861 EX 31 DE JULHO
DE 1861.
de junho
.... 48:844*903
31 de ju-
.... 224:549*928
--------------267:394*831
.... 255470?966
Saldo em 28
p. passado
Receita de 1 a
Iho. .
- Despeza Ldern
Saldo
; CHRORRIjraDltlill.ll.
TRIIUMAL 01 RELaCAO.
SESSO EM 6 DE AGOSTO DE 1861.
FRKS1DKHCU DO EXM. SR. COSSEftlEIRO ERMEL1N0
DS LEAO.
A 10horas da manhaa, achando-sepresen-
tes oa Srs. deseoabergBdores Caetano Santiago,
Silveira,Gitiraoa, Lourenjo Santiago, Sil/va Go-
mes. Molla, Paretti, Guerra, procurador da
corda, foi aserta a sesso.
Pasaados os feitos e entregues os distribui-
de dos, procedeu-ee aos seguintes
JULGAMENTOS.
BXCOBOS CJUMES.
Recorran*, ojuuo ; recorrid, Francisco An-
do tomo dos Sanaos.
Relator o Se. daooosbargador Caetano Seo-
Em moeda correnta
11:923*865
11923*865
EXISTENTE
EM 31 DE
DEMONSTRACO DO SALDO
ESPECIAL* DAS APOLICES
1861.
Saldo em 28 de junho
p. passado ... 18:600*000
Receita de 1 a 31 de junho 9
NA CAIXA
JULHO DE
Despeza dem.
18:600*000
9
Saldo.
18:600*000
DEMONSTRAJAO DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA DE
DEPSITOS EM 31 DE JULHO DE 1861.
Saldo em 28 de junho
p. passado .... 901:027*635
Receita de 1 a 31 de julho 8:709*810
----------------204:737*155
Despeza idem......., 6:049*820
DEMONSTRAJO DO SALDO EXISTENTE KA CAIXA ES-
PECIAL DOS ORPHAOS HO EXERCICIO DE 1861 A
1862. EM 31 DE JULHO DE 1861.
Saldo em 28 de juoho
prximo passado. f
Receila de 1 a 31 do
julho.....i0:000|000
Despeza idem.
Saldo .
Em moeda crrante.
*
2:227*230'
"7:772*770
7:77*S770
O thesoureiro,
Thomaz Jote da Silva Gusmo.
O escribi,
Antonio Maria dt Paria Ntvtt.
Communicados.
Ceareoses 1 Nao movido por espirito de
partidos, mas sim pelo interesse, que nos ios-
pira ss boas qualidadea de um dos nossos pa-
tricios, que vamos pedir os vossos conseiencio-
80S VOtOS I
A inesperada e sempre chorada morte do-
mui distincto desembargador e senador Anto-
nio Jos Machado, deixou urna cadeira vaga no
parlamento brasilero ; e como se tentia de pro-
ceder nova eleijao o organisar-se urna lista tr-
plice, aquil tem de ser submettlda escolha do
chee dajnacao ; por isso jolgamos necessario
lembrar-vos um do nossos patricios e amigo, que
rene em um grao eminente alem ds qualidades
exigidas pelo uossa conslitoijao poltica para um
lio importante cargo, muitos outros bem conhe-
cldos por vos.
Este nosso patricio c amigo o Illm. Sr. Dr.
Domingos Jos Nogueira Jaguaribe, deputado
assembla legislativa.
E' um cidado bem coohecido de vos ; por
isso pensamos nao ser mister patentear-vos as
excelllentes e bellas qualidades de que ornado j.
tees como sejao o sen taleoto, illustrajo, carc-
ter Arme e sincero, finalmente o acrisolado amor
e interesse que tem pelo progresso material e
moral do nosso paiz sao sobejas proras dadas
por elle durante o tempo concedida pelo seu
mandato.
Por tanto a vista de ludo isto, que vimos de
expdr, e do que vos mesaio sois coohecederes,
esperamos, que nao passar desapercebido o nos-
so presiimoso amigo, contemplando o na lista
trplice, por meiude vossos sulTragios.
Um Cearenti.
Recife 2 de agosto de 1861.
Saldo. .
Em moda correte. 1:160*385
Em acjes. 2-.700*000
Em lettres. 194:827*250
198:687*635
DEMONSTRAJO DO SALDO EXISTENTE
PEC1AL DO CALCAXENTO DAS RAS
EM 31 DE JULHO DE 1861.
Saldo em 26 de junho
prximo passado. S
Receita de 1 a 31 de
julho......
198:687J635
KA CAIXA ES-
DESTA CIDADE
3*890

3*890
Em moeda corrate.
35890
RBMOKSTRACiO DO SALDO EXISTENTE KA CAIXA PS-
PEC1AL DE AMORTISAQAODO CAPITAL E JUROS DA*
APOLICES QUE FORAM EMETT1DAS B 31 DE JCLHO
DE 1861.
Saldo em 28 de juoho
p. passado : *
Receita de 1 a 31 de julho 10419*459
------------ *
Despeza idem r.......3,303*733
Saldo
la moeda cnente.
7:6155726
'-i
7*1
Sorteados os Srs. desembargadores Costa MetU,
kretU e GiUrana.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Aogooto Rej-
muodo GavalcaaU d* Alhoqueroe.
Relator o Sr. rtsesenbargador Caetano San-
tasojo.
DEMOKCTMAfe DO SALDO miSIBKT* KA CAITA ESPE-
CIAL DA DIVIDA rUBLICA EM 31 DE DLHO DE
1961.
SeldoemSSdejnaAe
p. paseado .... 7:7565000
Heoetta de 1 a 31 de julno i
Despeza idem.
7:750*90
9
Sride.....7:7599990
O Cruzeiro de S .los, capel'a niiul
da fregue/.i: de Istarazeira.
No Diario de Pernambuco n. 71 de 26 de mar-
jo do prximo passadou, pela primeira vez
oceupei suas columnas com um commuoicado
sobre as missoes do R*d. Pr. Seraphim de Cata-
oia, misionario apostlico, oesla capella de S.
Jos, com o intuito smeote de (aojar no oceaoo
dos prodigios da religiao do Crucificado urna gdta
dessa agua, que corrobora os nimos dos verda-
deros creles, e corroe aseotraohas de seus ad-
versarios.
Hoje completa um anno, que temos gozado .
cusa de urna magnifica obra, que o mesmo Rvd.
Sr. missiooario quiz deixar entre nos para escul-
pir nos nossos nimos urna memoria indelevel da
sua saudosa lembranja, em reconhecimento e at-
tenjo aos obsequios, que devida mente de pre-
senca lhe tributamos ; qual ebra porseaehar j
de ludo acabada, acbei conveniente e justo no-
vamente levantar minha fraca e dbil voz, recor-
rendo pela segunda vez ao mesmo cooceituado
Diario.
O Rvd. missiooario nao esqueeeodo o compr-
tamelo do povo desta capella, como o publicou
em todos os lugares por onde missionou, ella
tornou, chegando no dia 28 de maio, e retirndo-
se a 6 de julho, em cujo tempo, intretendo pela
noite o povo com pralicas uteis e editicativas,
promoveu o levantameoto de um magnifico cru-
zeiro pela lorma seguinte :
Sobre urna bise quadrada de dous degros, com
3 palmos de alto e 10 de face, levantare um
colosso redondo, quasi oo mesmo dimetro-, que
remata na altura de II palmos em um capitel de
ordem toscana, em cojo gorjal, de palmo de lar-
go, est bordado sobre um fundo azul um xadrez
em braoco. e oo meio de cada um destes urna
flor amarella com boto encarnado.
Sobre o capitel assenta urna base oitavada da
rneia canoa de 3 1 \i palmos de altura, a qual sus-
tenta urna cpula de 3 palmos de alto, que de-
pois de um gorjal de flores brancas, boto encar-
nado, em um fundo amarello, remala por um
abaco em forma de corda.
As faces desta excellenle obra sio ornadas, as
de meia canoa em um claro azul com urna rosa
branca, boto encarnado em um fundo amarello,
os bdjosda cpula como urna cruz, com as dos ca-
valleiros de Malta, tambem branca, beiras encar-
nadas em um fundo atol; os claros do abaco azu-
lados, e as quinas de todo ooitavado guarnecidas
de braoco com urna listra amarella que remata
encarnada.
Do meio do baco sae at a altura de 30 1i2
palmos o estandarte da nossa religiao, cajo mi-
deiro, pintado de verde, o redondo das quinas
amarello e os fiordes broncos, qual luminoso as-
tro da Palestina, que brilhaete e risonho com um
resplaodor de raios amarellos, que nascem de
orna especie de nuvem branea, cujo p tambem
amarello, alegra todo ocalhelico e confunde todo
o herege, e inimigo da verdadeira religiao I
O colosso redondo cercado das seguintes ins-
cripjoes :
Ao lado do oascente :
Em cima desse monte sublimada
To brilhante, tie bella e luminosa,
D'um circulo de raios sublimada
Parece tal no cu, aasim formosa ;
Eaa ti s misericordia foi exaltada,
Gomo em meia de espiohos unta rose.
Cruz saolisaims, que es nossa esperan ja.
O perdi dos pencados nos alcanca.
Ao lado do poente :
Em tus presanja, cruz glorese,
Fogeas os adversarios da religiao
Ao ver-te to linda e to mimosa.
Escudo admuavel, arca de salvajo.
De quera naufraga ea ida perigosa,
Por ti se livra etnfim da perdijae.
Iu s otra se arvores foste dina
De ler pendente victima divina.
Ao lado, do sul:
SONETO.
O cruz, a ti guerrei, odio e rancor
Da vil sella infernal da impiedade;
Com prejuizo Ul da humanidade
Deseja-ie abysmar em seu furor.
A_sapiencia increada ees seu amor,
Frotestou : que por toda a eternidade
Cm as armas da paizo e da piedade
Havia deatruir-lbe o despudor.
Column da egreja inabalava*,
Base segura da religue,
Consta* fortaleza pradaraoL
Por perpetuo signal desta nuaele
San-Jose, como ioiignia Mmoravel,
Se ofLerece p'ra fugir tenlajio.
Ao laso do norte, e frente da hjrejs:
^


----;__
iabiobc
- QQAITA HU 7 M A9TO M IHl.

<*


?

>
Con auxilio, piedad* e da^Oflo
Des teis d. S. los.
Imperando D. Podro II,
Isla anea omento
O Rvd. Fr. Seramde ataofa,
Sietttaoo,
fio* (rodea aseores eapuchlohos
De S. Francisco,
MIMomrto apostlico desta diocese
Da Pernaraboce,
ModU de juabo.
Levanten,
Adro de N. S. J. C.
IHv.
A' final, talla da ?iila da Sorra do Teiieira,
o Bvd. miasieaario, aa prora do affeigao, o j
aniizade, so digaoa tocar pelo terceira voz i osla
apolla, oodo ahogada 3 do julho, rerous* i
12 do mesmo me, en* aojo lempo pro rao rea a
construcgao do urna Tara oda para otilar o acces-
ao de apuees m sagrado monumento.
Na diilancia de 6 palmos sobre ama tase de pe-
dr* o cal, sita de l palmos, o 100 docircumfereo*
ca, de igura octgona, esli assentsds urna gra-
de do madeira, presa por trece columnas do po-
dra e cal, e sobre oda urna deslas um jarro,
guarnecido este e aquellas com claros azues. A
erado, alta de +1|2 palmos, 4 pintado do encarna-
do, o pontas dechoupa brencas. Em cada fice da
grade est pregada ama pequea cruz branca pa-
ra mais fcilmente satisfazer a devogo doa fiis,
que, nao podendo apressados chegar sagrada
reliquia, rendara suas bomenageos n'uraa destas
erasen,
As gragasdessas variadas cores do toda impor-
tancia este ptimo o t>em srchitectado Calva-
rio, o qual, podemos afoutsmeota afflrmar, ser
obra prima nesto genero, o que nio coohecemos
igual no slo de aossa provincia l
Os officiaes, ezecutores de urna tal obra, sao os
insigues mostree de pedreiro Josa Ignacio de
Souza, e de carapioa Jos Pereira da Silva, to-
dos debaixo da direcgio e compasso do autor.
Esta povoagao, espolia filial da freguezia da
villa de Ingazeira, da qual dista ao nsaceote oito
leguas, eati situada ontras tantas ao sul da villa
da Sorra do Teiieira, d'onde toma origen o rio
Paje, o qual passs urna legua ao sul, onde
desemboca o riacho de S. Jos, nome que toma do
padroeiro da povoagao que banha.
Queu ae leatbrra jmais, quo esta esqeeeida
povoagao de S. Jos tivesse a fortuna de possuir
hoje em seu seio um edificio lio bello e elegan-
te, padrao de glora da nosss redempeau ? O idio-
ta, o instruido confessam porQa a grandeza
desta prenda encllente, que nos deixaram as sao -
tas raisses do Rvd. Fr. Seraphim de Catania I
Agradecemos Deus o ha ver ios pirado o Rvd.
padre preeito, o cemnMssario geril dos misaio-
narios capuchinhos no Brasil este, o haver
enviado 4 remotos sertes o Rvd. padre Fr. Se-
Tapbim de Cataniae este, o haver plantado ues-
ta humilde povoagao um sello indelevel da pala-
vra divina, enunciadaaospovos, por urna memo-
ria lio rica e brilhsote, que eternisari os nomes
dos hroes, sos quaes deve sua existencia.
A iosergo dosis* liabas, seohores redactores,
em seu conceituado Diario muito obrigaro ao de
Vmcs. criado.
Padre Joaquim Manoel Correia e Silva.
Povoagao de S. Joa, 12 de julho de 1861.
o civilhagio do* poros ; ou infinido b* para a
deeadeneia corrupcao doa costme* T Ao Sr.
Enclydes Feria. '
IV
O homem sondo livre, gorar da plena llborda-
do, ou s de urna liberdade limitada ? 4 Sr-
'Casta 9jotos.
V
Ooms sao oa aspectosfeeaeacialoMnte disne-
toa da vontade ; qaal daltea oavolra idea da
parfeico? AoSr. Sodr.
VI
A perfectilidade human*sari infinita ochavo-
ri um termo para a lei do progresso ?djp Sr.
Faria da Mattos.
VII
Palacio devJU* de Janeiro em 17 de outubre
da 1829 oilaro-elaindependencia a dp imperio. Pra
Com a rubelca de S. H. I. ioU gateis J* sf|
rr*.
i
C0HMKRC10.
i *
Publicagoes a pedido.
Alhcncu Maranheose.
SESSAO DO DA 14 DE JULHO DE 1881.
Presidencia do Sr. major /do da Malta de Mo-
raes Reg.
' As 10 Hjhoras da manha, feits a ehamada esla-
vam presentes os Srs. socios honorarios Dr. Anto-
nio Joaquim lavares,procurador fiscal da fazeoda
nacional, David Gongalves d'Azevedo, vice-con-
sul pottuguez, e effectivos, os Srs. major Harta,
Povoas, Sodr Maguo Rodrigues, Costa Santos,
Jorge Sobrinho, Augusto Rodrigues. Cascaes, Fa-
ria de Mallos, Barros e Vasconcellos, Ricardo
Faria, Buie dicto de Vasconcellos, o Veiga Lima,
faltando com causa oc de mais membro*. Com-
parecern) depois da chamada os Srs. Custodio
Belchior o Odorico Azevedo.
EXPEDIENTE.
Procedeu-se a leilura dos seguinles officios:
Um do presidente da sociedade humanitaria
Harmonia Maranhense, felicitando ao presiden-
te do Alheen, pelo facto de sua eleicao, e olfo-
recendo a sua coadjavagio.
Dito do relator da commissio fiscal participan-
do a presideocia haver designado os das de quin-
ta-feira de cada semana para reunio da rresma.
Outro do relator da commisso de redaecao en-
viando a lei de orgamento da receita e despeza
da aociedade para o anno de 1861 1862.
Outro do mesmo relator commuoicando haver
designado os das de lerga-feira, de cada sema-
na, para os trabalhos dessa commisso.
Urna portara do Exm. presidente da provincia
approvando os estatutos da sociedade.
Um officio do relator da commisso fiscal en-
viando o parecer dado sobre os Srs. beneficiado
Jos Antonio Gomes Pinhoiro e Joo Baplisti de
Moraes Reg.
Lido o parecer, e procedido o escrutinio.forara
apprevados, o primeiro unanimenle, e o segando
com um voto contrario.
Propostas.
Foram pelos Srs. Faria de Mattos e Augusto
Rodrigues, para o cargo de socio effectivos o Sr.
Antonio da Rocha Borba : palo Sr. major Mal-
ta, para .socios honorarios os Srs. Dr. Julio Ce-
zaf* Beraoger de Bettencourt, padre-mestre Dr.
fre Bernardino de Santa Cecilia Ribeiro, provin-
cial da ordem carmelitana do Rio de Janeiro,
padre-mestre fre Luiz de Santa Rosa Brito, prior
da casa conventual da mesma ordem, Raymun-
do Joaquim de Moraes Reg, morador no Rio de
Janeiro, o Jos Flix d'Azevedo, empregado na
thesouraria de fazeoda da provincia do Ama-
snos.
O Sr. Ricardo Faria declaroa, na qualidade de
relator, que a commisso encarrogsda de apre-
sentar ao Sr. Alexandre Jos Rodrigues o titulo
de socio benemrito havia cumprido esse dever,
recitando no acto da entrega um discurso anlo-
go, ao que o mesmo senhor agradeceu : leu-se o
discurso, por copia, apresentado.
Requerimentos.
O Sr. Augusto Rodrigues offereceu o seguiuto.
Requeiro que pela mesa administrativa se
subscreva com qualquer quantia para o monu-
mento que se vai erigir em memoria do distincto
brasileiro Jos Bonifacio de Andrade e Silva.
lulgado objecto de deliberarlo, e submetlido
a discusso, o Sr. major Matta apresentou a se-
guinte emenda.
< S. R.Urna vez que haja urna collecta espe-
cial d'eotre os membros effectivos o honorarios
do Alheen Maranhense, segundo as forgas o pa-
triotismo de cada um, visto nao haver fundos
dispooiveis da associago.
Sendo appoiado o requerimento, com a emed-
da, eotnram e.n discusso, tomsram parte nella
a favor os Srs. Dr. lavares e Jorge Sobrinho, o
contra os Srs. Ricardo Faria e Magno Rodrigues,
sendo em resultado approvados o requerimento
a a emenda.
O mesmo Sr. Augusto Rodrigues offereceu este
outro .
Requeiro que por intermedio da mesa admi-
nistrstivs se pega assembla legislativa provin-
cial extraegao de urna ou duas loteras benefi-
cio desta sociedade.
Julgado objecto de deliberagao o submetlido a
discusso o Sr. major Malla apresentou a seguin-
te emeuda :
< S. R.Convertendo-se o sea producto em
epolices da divida publica provincial, para o seu
rendimento ser applicado em beneficio do the-
ntu.
Apoiada a atoada entra em discusso com o re-
querimento : tomaram parla nella, contra o Sr.
Jorge Sobrinhe.e o favor as Srs. Dr. Tarares,ma-
jor Matta, Faria de Mallos, e Angoste Rodrigues,
sendo depois approvados o raqnetimento a a
emenda.
O Sr. Jorge declarou, que em vista das expli-
cagdes dsda pelo Sr. presidenta havia ?otado a
favor.
.Otitrtotticao de thesu.
O Sr. pee******* diatniMio es segaiaU* theses
^tara serern discutidas ao presente anno adminis-
trativo de 1861 a 1861.
I
Eotre as nossas ideas podero dar-se algumas
aoaUs ? Ao Sr. Augusto Rodrigues.
n
Poder Julf *r-se feliz o homem virtuoso cor-
tando sampre da dasgostos a orirsgoes 1 Aa Sr,
Cascaos. __
III
Qual a erigen dos theatro* modernos r Ellas
tem contribuido para a prosperidad* das nagoes
As aegoes platicada* per modo oa terror, po-
den ou devem ser imputadas ae homem ? Ao Sr,
Mariano Das.
VIH
Sendo o corpo material, e a alma immaterial,
como estas duas realidadas lo diatincln poderio
reagir ama sobre s oulra T Ao Sr. Magno Ro-
drigues*
IX
O que antagonismo politico ; qual a sua in-
fluencia naa sociedade* constituida ? Aa Sr.
Povoss.
X
Quem formou o primeiro estabelecimenlo no
Brasil ? Antes dissoj algum outro europeo ha-
via desembarcado nesta parta da America meri-
dional ? Quem oi elle ; que gloria lhe resulta ?
Ao Sr. Veiga Lima,
XI
O que monopolio, mercantilmente fallando ?
A especulaeao commercial ser licita Ao Sr.
Custodio Belchior.
XII
Se Deas prev todos os actos do homens, o que
signica a liberdade humana ? Se o homem
livre em suas aegoes. o que* significa a previden-
cia divina ? Ao Sr. Fernando da Barros a Vas-
concellos.
XIII
O luxo contribuir para a decadencia o des-
truigo das nagoes, ou influir para a conserva-
gao e prosperidade deltas 1 Ao Sr. Domingos
Belchior.
XIV
O systema de igualmente, to plausivel em
theorta, humanitariamente ennunciado pela es-
cola-liberal socialista, ser exequivel na pratica,
ou elle nao passar de urna agitadora utopia, de
um pensamenlo elctrico com o calculado tlm de
agradar-so as massaa :' Ao Sr. Ricardo de
Faria.
XV
Quaes sao as obrigagss do homem, considera-
do absolutamente : em relago a Dos, em rela-
go asi mesmo, e em relago aos outros ho-
mens ? (tuses ao os direitos naturaes correla-
tivos ? Ao Sr. Benedicto de Vasconcellos.
XVI
Por qual das nossas tres fteuldades comegamea
nos a viver : por sentir, por pensar, ou por que-
rer ? Ao Sr. Nano Candido de Almeida.
XVII
O casamento poder ser considerado como
contrato lmente, ou ser necessario que a igreja
o santifique com a indissolubilidade dos lagos
para ser reputadojlegitimu e verdadeiro ? Ao Sr.
Antonio Braule.
XVIII
O que amnista ? Oa individuos eomprehen-
didos nella podem, renunciando o seu beneficio,
reclamar para entrar em processo ? Ao Sr. Odo-
rico Azevedo.
XIX
O plagalo Iliterario deva ser considerado urna
violago do direito de pcopriedade ? Poder tam-
bera classiQcar-se injuria irrogada ao proprieta-
rio ? Ao Sr. Custodio Pinheiro.
XX
O empregado, de confianga do governo, que
em sua conscieocia desapprova os actos e a mar-
cha poltica desle, deve continuar a exercec o
cargo? Pedida espontneamente a demissio,
com a maoifestago desse fundamento, pode o go-
verno recusa-la? Recusando,deve aquelle aban-
donar o lugar ? No caso ae continuar a exerce-
lo, tornando-se desleal ou negligente, pode elle
justificar-se de algum modo? A quera se devem
imputar todos os males consequentes ?
XXI
Com o culto publico glorifica-se a Dos, ios-
truem-se os pevos, fortifica-se a religio : ou elle
nao passar de simples o exteriores ceremonias
que se podem dispensar sem perder a f catho-
lica ? m
Ser certo que a mulher a obra prima da
creago ; que ella generosa, magnnima e su-
blime, e que ainguem a imita ?
XXIII
At que ponto se dever obedecer ou deixar de
obedecer a ordem da autoridade publica ? Es-
tas tres ultimas theses foram distribuidas aos
tres primeiros socios que prestarem juramento.
ORDEM DO DA.
O Sr. Jorge Sobrinho apresentou a disserta jao
da these que lhe foi distribuida :
Seria o dominio da Hollanda mais proveito-
so ao Brasil do que ter sido, como foi, por tres
teculos colonia de Portugal, b
Tomaram parte na discusso : a favor da Hol-
landa o Sr. Faria, e contra o sustentador da the-
se, Sr. Jorge Sobrinho. Ficou adiada.
Passou-se a segunda parte da ordem do dia.
Presidente,
Joo da Matta Moraes Reg.
Primeiro secretario,
Antonio Marques Povoas.
Segundo secretario,
Antonio Rodrigues Sodr.
Praca do Recife 6 de
agosto de 186 i,
Cota?5es da junta de corrotores
tVs quatro horas da tarde.
Cambios :
Sobre Londres- 23 d. par 1&008 90 d. vista.
Cambio sobra Paria 3tO rs. per franca 90 d(
vists. >
Fretes.
para Liverpool 25/ e 5 0(0 por to-
Assucar
nellada
scil*c>5]!o* auai.
ir as 4 h, 30" ds tarda, altura 7.1.
ir a* $ h. ir da Bsaaha*, sltur#,8 p.
"tHa lo atea dt martes*, t da a-
le 1801.
ROIMK) 8TKFN.E,
1* lente.
=9=H*1
B
ilaes.
O I tlm. Sr. inspector da thssourari* pro-
vincial, em cumptimanifl da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico que
no dia i de agosta prximo rindouro. perante a
junta da faxenda da mesma thesouraria se ba de
arrematar a quem malor prego oflececer, o ren-
dimento da imposto de 4 0(0 creada pelo 16 do
art. 49 da lei provincial n. 310, na municipios
sejutetes :
Fguorasso.
Bonito.
Carochaos.
Brejo e Cimbres.
Plores.
Bos-Vist*.
A erremat*c,ao ser
anuos, a contar do 1.
B para constar ae mandou
publicar pelo Diario,
Secretiria da thesouraria provincial de Par-
nambuco 39 de julho de 1861.0 secretario,
A. F. d'Annunciscio.
O Itlra. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em comprmanla da resolugao da jun-
ta da (azenda, maada fazer publico, que a arre-
mataco do pedagio da poote de Tacaruna, foi
transferida, para odia 14 do crrante.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincia dePeroam-
b'uco, 8 ds agoste de 1861.0 secretario, A. F.
d'Annunciagao.
Q Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cu ni pr i ment da resolugo da juula
feita por lempo da dous
ae julho correte.
affixar o presente e
Leal Se vePresidente.
Fraderico Guimaraessecretario.
CAIXA filial
BANCO DO BRASIL.
EM 8 DE AOSTO DE 1861.
A caixa dnscoata letras a 9 / sendo as de
seu aceite a 8 /,, toma saquea sobre a praga do
Rio de Janeiro, a recebe dinheiro a premio.
Caixa Filial do Banco do
Brasil em Per nambuco
A directora em virlude do aviso de 8 de junho
prximo passado declara que Ac prorogado por
mais 60 das o prazo marcado pelo art. 4" do de-
creto n. 1685 de 10 de novembro doanoo Ando, ["^ea^/J^
para a substituigo das notas de 209000 da emis
sao da mesma caixa o qual Qnda em 19 de setem-
bro vindouro.
Cxa filial do banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.O secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferreira.
Xlfandeaja.
Kendimento do dial a 5 .
dem do dia 6 .... .
87:833#053
Hovlmenio da alfandesfa.
Volumes entrados com fazendaa..
b b *om gneros..
Volumes
a
sabidos
B
com
cosa
fazendas..
gneros..
97
397
~108
432
540
Dascarregam hoje 7 de agosto.
Brigue suecoTrintontaboado.
Brigue hamburguezHenriquecarne.
Polaca hespanholaIndiaidem.
Brigue inglez Maryan Groi mercadera?.
Brigue inglezJonefarinha e cha.
Brigue portuguezLusitanoremos o espeques
Brigue hamburguezAdolphbacalho.
Brigue hamburgnez- Germaniamercadorias.
Importado.
Vapor nacional Iguarats, procedente dos por-
tos do norte, manifestou o seguiote :
13 arados de ferro, 1 grade de dito e 25 duzlas
de taboas de pinho; a N. N. Bieber & C.
15 quiotaes da de cabos usados, 11 couros sal-
gados, 1 saccoassafro, el dito goqumillos ; a S.
Pedivilla. j
10 barricas cera de carnauba ; a Silvas Bastos .
&C. l
20 saceos caf pilado ; a Tasso Irmos.
50 ditos dito ; a Jos Dusrle das Neves.
2 caixas impreasos ; a Nogueira de Souza & C.
2 barricas queijos, 1 barril peixes e 1 carajo
com carne de sol ; a Bernardino Jos Mooteiro
Jnior.
1 embrulho chronometro e um barmetro, 1
caixa meiss de algodo, 390 couros salgados, 1
barrica cera de carnauba, 75 molhos courinhos
de cabra curtidos, 3 garajaos carne secca de sol,
t barrica peixes, 10 esleirs e 1 caixo queijos ;
a ordem.
Brigue inglez Adolph, viudo de Terri Nova,
consignado a Johoston Pater & C.; manifestou o
seguiote :
3040 barricas bacalho : aos mesmos.
Exportac&o.
Do dia 5 de julho.
Barca portugueza Amalia, para o Porto car- ;
regaram:
Guimares & Lima, 4 pipas com 736 medida*
de agurdente.
Francisco Bodrigues da Silva, 1500 saceos com
7500 arrobas de assucar.
Manoel Joaquim Ramos e Silva, 389 saceos com '
correle, vio novamente a praga a renda das
casaa abaixo df signadas, pertencentea ao patri-
monio dos orphos.
Ba da Lapa a. 40152J000 por anno.
Ra da Senzala-Velha191000
Sitio oa estrada do Parnameirim120#000 por
nno.
E para cooslar se mandou aflur o presente a
publicar pelo Diario
14 1 Secretarialda thesouraria provincial de Pernam-
______ i buco, 2 de agosto de 1861.-0 secretario, A. F.
101-4^0*155' d'Aoounciegao,
~ | O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
, eial, em cura primelo da resolugo da junta da
i fazenda, manda fazer publico, que no dia 14 do
. corrento vo novamente praga para ser arre-
q matado quem mais der a renda dos predios abai-
j xo designados, perteocentes ae patrimonio dos
'. orpbos.
Largo de Pedro II.
Ns.
1 Sala de primeiro andar I8O9OOO por anno.
Ra do Imperador.
2 Sobrado de dous anda-
res e loja.....1.6008000
Ra do Sebo.
12 Casa terrea.....160*000 s
Ra do Rosario da Boa-Vista.
14 Casa terrea.....201&0OO
Ra da Lapa.
41 Casa terrea.....1820O0
Ra da Cacimba.
65 Casa terrea.....30OS0O0
66 dem idem.....lgOOO
67 dem idem.....81$000
Ra dos Burgos.
98 Casa terrea. ; 205S00O
69 dem idem.....125*000
Ra da Senzala Velha.
79 Sobrado de 2 andares.. 753*000
80 dem idem. ; 7539000
Ra da Guia.
83 Casa terrea.....162*000
81 dem idem.....168S0OO
Ra do Pilar.
92 Casa terrea. .... 162JJ000
94 dem idem.....253*000
96 dem idem.....157CO0
Estrada do Parnameirim.
1 Sitio........500*000
Estrada do Rosarinho.
3 Sitio........32IJ000
Estrada da Uirueir*.
4 Sitio........212*000 a
Forno da Cal.
5 Sitio. :.....352*000
E para constar se mandou affixar o presente, e
publicar pelo ftiario.
Secretarla da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de agosto de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira d'Aonunciago.
Directora geral da instruc-
co rublica.
Fago saber a quem convier, de ordem do Illm.
eommereiaes, de 8> OjO spbte o atognel da* cacas-
en! que eativerem ea escriptorio, da 20 0|0 de
agurdente do consumo, de- S OsV aebre 01 alu-
gueis dsa casas perUnceotes s cerporagoee da
mi mite, e do imposto sobra os carros de pas-
saio e de aluguel, para o anno Qnaoceiro de 1861
a 1862 ; e qae nos outros dias da sem as conti-
nuar a arrecadagao da decima urbana perten-
cente ao exercieio de 1860 a 1861, da divida ac-
tiva, a ais imposigoes a cargo da mesma eol-
lectorta.
Collectoria provincial de Olinda 29 de julho de
1861.O escrivao,
Joo Gongalves Bodrigues Frange
Santa casa de misericordia do
Recife.
A Illraa. justa administrativa da santa casa de
misericordia do Recife manda fazer publico-, que
no dia 7 do prxima futuro anez ir praga a ar-
rematagio de orneciraento da carne verde que
precisaren) os estabelecimentos de caridade, e do
dia da arrematagao at31 dedezembrodo crran-
te anno : os preteodentes devem dirigir as suas
propostssem carta fechada no dia cima declara-
da, pelaa 4 horas da tarde, na sala das sesses da
mesma junta.
Secretaria da aanta casa de misericordia do
Recife 29 de julho de 1861.O escrivao,
F. A. Cavalcaoti Cousseiro.
Inspeceao do arsenal de ma-
rinha.
Nao tendo apparecido licitantes para a arrema-
tago do brigue escuna Ging, com todos os
seus pertences, inclusive rassireaco, apparelho,
veame e amarragoee, nos dias que foram indica-
dos, manda o Illm. Sr. inspector fazer publico
ir esse navio de novo hasta publica, na porta
do almoxarifado desta repartigo, em os dias 6,
8 e 10 do correnta, comegando aa pregas as 11
horas da manha, isso na cooformidade da deli-
beragao do Exm. Sr. presidente de houlem da-
tada.
Inspecgo do arsenal de marinha de Pernam-
buco em 3 de agosto de 1861.
Eliziario Antonio dos Santos,
Aspector.
Lisboa.
O novo e rele ro brigue portugus Bello Fi
Suense, cet*no Joa Ferreira Lesea, preteod
ashir at o di* 11 da agosto, por ter o maior
parte do seuarregasBonto precepto, pare orar-
te da carga e passageires para os quaes tem ex-
c*Uente* commodos : trt-*e com seus consiga
tortee F. S. Rahello A Pilho, largo da Assembla-
ovtd.
GOMPiNHU rBUUJBUGAlU
aa
Navegaco costeira a vapor
Parahiba, Ro Grande do Norte, Ma-
cao do Assu', Aracaty Ceara%
e Acaracu'.
O vapor Jaguaribe, eemmandante Lobato;,
sahir para os porto* do norte at o Aearac ou>
dia 7 de agosto s 4 boras da tarde.
Recebe carga at o dia 6 ao meio dia. Eer
commendas, passageiros e dinheiro a frele at
dia da sahida a 1 hora : escriptorio no Forte do>
Uattos n. f.
Baha.
Segu a sumaca Hortencia, capilo Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe>
hila ejpassageiros. trata-se com Azevedo & Me-
les, ra da Cruz n. 1.
Leiloes.
THEATRO
DE





4


'TrigaTpTrtiuTS. Figuerense, para Lis- Sr. Dr. director geral. que em virlude do officio
boa carrezaram ao Exm- r- PresideBle da P'oviucia de 3do cor-
F. Sereriano Rabello & Filho, 35 pipas e 53 "ole. ca prarogado por 30dias o preso raarca-
barris com 8348 medidas de agurdente. | <> Pa a *npcao e processo de habihtogao das
Brigue nacional Eugenia, para Lisboa carra- oppositoras s cadoiras vagas de instracgao ele-
mentar do primeiro grao para o sexo femenino,
Irmos, 30 saceos e3 barriquiohas mencionada no edital de 6 de julho ultimo, a
Santa Isabel.
EMPREZAGERMANO.
26a RECITA DA ASSIGNATRA.
Qnarta-feipa, 7 de Agosto de 1861.
Subir sceoa o excelleote drsma em 4 actos
escripto pelo Sr. L. A. Bourgain, autor do Pedro
Sem, Luiz de Camdea, Mosleiro de Sant'Iago, Ca-
sa Maldita e outros,
OS TRES AMORES
ou
0 GOYERRADOR DE BRAGA,
Toma parte toda a companhia.
Terminar o espectculo com a linda comedia
em um acto, ornada de msica,
O BEI.JO.
Tomam parte as Sras. D. Manoela, D. Carmela,
[). Anna Chaves, e os Srs. Vicente, Raymundo,
Teixeira, Campos, etc.
Comecar s 7 ,'t horas.
Avisos piafitimos.
Para o Aracaty e Assm
segu em poucos dias o hiate Camaragibe por
i ter metade de seu csrrsgamento : para o resto
e passageiros, trata-se na ra do Vigario n. 5.
Consulado de Franca.
LEILAO
Hotel inglez.
O agente Hyppolito da Silva autorisado peor
Sr. cnsul de Franga, far leilo do hotel inglez
sito na ra do Trapiche ds. 3 e 5 o qual ven-
dido por ter fallecida Mademaselle Mannier co-
ndecida vulgarmente pelo nome de Duboia, sen-
do que um dos primeiros pagamentos que se farfi
depois de effectuada a venda ser urna letra per-
tencente ao Sr. Dr. Nabor, e a outro* credores.
E' desnecessario dizer-se que o mesmo hotel es-
t bem montado.' os preteodentes pois parain-
formages dlrijam-se desde j a chancellara do>
consulado de Franga das 10 horas da manha as
3 da tarde dos dias uleis que ahi encontrara
as clausulas especiaes oara arrematago. O lei-
lo ter lugar na chincellari* do consulado da
Franga no dia quarlafeira 7 de agosto prximo
futuro as 11 horas em ponto.
leio.
Quarta-feira 7 do correte as
11 horas em ponto.
O agente Camargo n8o tendo acaba-
do com os objecto do seu armtazein con-
tinuara' ao correr do martello do res-
tante, na mesma occasiao vender' um
cabriolet e algumas obras de prata, sem
litnite.algum, as 11 horas do dia no
seu armazem na ra do Vigario n. 10.
LEILAO
garam :
Amorim
com 156 arrobas e 8 libras de assucar.
saber
S. Fr. Pedro Gongalves do Recife, Igua-
Caruar e Santo
Azevedo & Mendes, 200 saceos com* 1000 arro- rass. Serinhem. Giranhuoa.
s de assucar e t24 couros salgados com 3160 Antonio do Recife (2. eadeira .
bas de assucar e 124 couros salgad
libras.
Antonio Ferreira Mooteiro, 180 barricas e 150
ssccoscom 1367 arrobas e 14 libras de assucar.
Recebe doria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 5 7.-213)618
dem do da 6......; 1:40S#195
Secretaria de instruegao publica de Pernambu-
co 5 de agosto de 1861O secretario interino,
Salvador Henrique de Alcaquerque.
8:6229813
Consalado provincial
Rendimento do dia 1 aS .
dem do dia 6......
MoTPtento do porto.
Navio entrado no dia 6.
Ass13 dias, hiate nacional Santa Anna, de
37 toneladas, capilo Joaquim Antonio de Fi-
gueiredo, equipagem 5, carga sal : ae capilo.
Navios sakidos no mesmo dia.
LisboaBrigue portuguez Soberano, capitao An-
tonio Agostinho de Almeida, carga assucar e
outroa gneros.
Lisbos Brigue portuguez Constante, capitao
Augusto Carlos dos Res, carga assucar, ma-
deira e outros gneros.
Portos do sulVapor nacional Ceres, comman-
dante Joaquim de Paula Guedes Alcoforado.
Oaservago.
Bordeja no lamern a barca portuguesa Flor
de S. Simio.
DECRETO.
Querendo perpetuar a memoria do meu faus-
tissimo consorcio com a princeza Amelia de
Leuchtenberg e Eischstoedt, por urna institoigo
til, que assignalando esta poca feliz a conser-
ve com gloria na lembranga da posteridade: e
teodo sido em todos os lempos as distineces
honoritlcas sabiamente consideradas, nao s co-
mo dignas recompensas de aegoes ilustres, mas
como effcazes estimulos para emprehende-las e
merecer por ellas o reconhecimento publico :
Hei por bem criar urna ordem militar e civil cora
a deoominago deOrdem da liosaNella sero
admilttdos os benemritos, tanto nacionaes co-
mo estrangeiros, que se distinguirem por sua Q-
delidade a minha augusta pessoa e servigos fei-
tos ao imperio, sendo regulada a sua organisa-
go pela maneira seguiote ;
Art. 1.* O imperador do Brasil e ser sem-
pre o gran-meslre da ordem, e o principe im-
perial herdeiro presumptivo da coros, grao-cruz
e grande dignatario mor. Os outros prncipes
da familia impenal serio todos (ran-cruzes.
, Art 2. Pelas classes em que dividida, teri
a ordem :
1. Dezeseis gran-erazes, oito effectivos je oito
honorarios. Nos lugares dos effectivos que va-
garem por morie, entram por antiguidade os ho-
norarios.
Ninguem ser Borneado gran-cruz sem ter j
por algum titulo o tratamento de excedencia.
1." Dezeseisigrandes dignilarios com o trata-
mento de exeelleucia.
3.* Trinta e dousrdigoitarios. S o podero ser
quem tiver j por algum titulo o tratamento de
senhoris.
4. Os commendadores, officiaes e cavalleiros
que eu for servido nomesr, gozando os primei-
ros do tratamento de senhoria ; os segundos das
honras e continencias que competem aos coro-
neis ; e os terceiros as dos es pitaes.
Art. 3.* As insignias que loeam aa differentes
classes, sao as dos desenos annexos, e a fila cor
de rosa e branca.
Art. 4.* Os gran-cruzes effectivos usarlo de
bandas da referida cor, por cima da casaca ou
farda, com um collar formado de rosas de oara
e esmalte, nos diaa de corte e grande galla. Nos
mais dias traro s as bandas por cima da ves-
lis, comees gran-cruzes das outras orden*. Os
honorarios usaro do mesmo sem collar.
Art. 5.* Os grandes dignilarios e os dignila-
rios traro a medalbi peadeot* ae pescogo e cha-
pa na casaca, com a differenea de nao ter coroa
a medalha e chapa dos segando*.
Art. 6.* Oscowaaeatfedore* e offieiae* osarlo
da medalha e chapa na casaca, com a mesan
differenea de nio ter coroa a medalha a etapa
dos segundos.
Art. 7.* O* cavalleiros traria a medalha como
una os dss outras ordena.
Art. 8.* O despacho e
ea pertencendo o secretario
godos do imperio.
Joa Clemente Pereira do man conselhe, mi- A Inoite nublada com
nistro a secretario de estado dos negocios do im- vento SE, variavel de intesidade at as 5 h %
perio.o tenhaaasim entendido e faga execuUr.. rondou para o terral.
Ueciaraces.
a. aa o. m . a J Hormt.
0 -i a n C a B i s B o^ a m B sr o klhmotphera
* 03 en <* ca 8 Dire V s i es as 1 Intesidade. 1
S 00 4 00 i [ FaKrsnhtit. 1 4 m m u 3 m o
s 00 -en e 9 1 Centij rodo.
s 3 S 3 | Hfgrometro.
e ?* O a 1 C***r ftydr mtrico. *-
De ordem do Illm. Sr. inspector da alfan-
dega declara-se que foi modificado para 35 a ar-
rolla o prego do assucar branco da pauta sema-
nal. Alfandeaa de Pernambuo 26 de agosto de
1861.O 2. escriptursrio,
79320921 1 Maximano F. P. Daarte.
2:723#704| O langador da recebedoria de rendas nter -
_________ as geraes, de conformidade com o art. 37 eseus
10 676^625 do decreto de 17 de margo de 1860, tendo de
' dar principio no dia 6 do corrente rnez fazer a
collecta as ras da Cadeia, Cruz, Caes da Alfan-
dega, Largo da Alfandega, arco da Conceigo,
Liogoela, Torres e boceo do Abreu do bairro do
Recife dosimpostos a que esto sujeitas es tojas
e casas eommereiaes, e outras de diversas classes
e denominagdes, avisa aos donos dos seus res-
pectivos estabelecimentos, para que tenhsm pre-
sente no acto da collecta os recibos e papis de
arrenda ment de suas casas, visto que elle* lera o
de servir de base ao processo do laogamento.
Recebedoria de Pernambuco 5 de agosto de
1861.Jos Tbeodoro de Sena.
Faculdade de direito do Re-
cife.
De ordem do Exm. Sr. director interino fago
publico, que em congregago de hootem foram
alteradas as horas das aulas desta Faculdade, a
contar de amanhia 7 do corrente em diante, pe-
la forma seguale:
1.* anno, 1* eadeira das 11 s li, quarta sala;
2.* eadeira das 10 s 11, quarta sala.
2.* anno, 1.a eadeira dss 9 s 10, quarta sala ;
2.* eadeira das 8 s 9, quarta sala.
3. anno, 1.a eadeira das 10 s 11, segunda sala;
2.a eadeira das 9 s 10. segunda sala.
4." anno, 1.aeadeira das 11 s 12, terceira sala;
2.a eadeira das 10s 11, prirneira sala.
sIS
g
"-
8
r et
Fronte*.
expediente da ordem 8 8 8 8 {fmmi.t
rio de estado dasaa-. S S 5T | ^
o
te
ce
se
pe
<
>
o
25
t
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DS
Navegacao costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu'. Aracaty, Ceara'.
0 vapor clguarass, commandante Moreira,
sahir para os portos do norte at e Cear nc
dia 22 do corrente s 4 horas da tarde. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Eocommeodas,
passageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida
a 1 hora : escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
Porto por Lisboa
Segu em breves dias a barca nacional cThere-
za I por ter sua carga engajada e parte delta j
a bordo, recebe uoicanseale passageiros, para u
que tem excelleotes commodos, e irata-so com
Bailar & Oltveira, ra da Cadeia do Recife n. 12.
US.TT
O patacho nacional Barros J, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-se
Amorim & Filho, ra da Cruz n. 45
capitao a bordo.
com viuva
ou com o
5. anno, 1.a eadeira das 8 s 9,
terceira ssla ;
3.a cadei-
Para Lisboa e
. Porto.
Segu com brevidade o brigue nacional Eu-
genia, de prirneira classe, capilo Manoel Exe-
quiel Migeos, o qual tem dous tergos da carga
engajada, para o resto que lhe falta e passageiroa
trata-se no escriptorio de Azevedo & Mendes
ra da Cruz n. 1, aa con o capilo na praga.
IMIM,
O palhabote nacional cDous Amigos, capitao
Francisco Jos de Araujo, segu para a Baha em
poucos dias ; para o reato da carga que lhe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, aa ra da Madre de Dos n. 12.
Maranho e Para.
O hiate Novaes segu no dia 15 do correte,
e tem meio carregamento tratado : com o resto
trsta-sa com os consignatarios Marques, Barros
& C, largo do Corpo Santo o. 6.
O agente Costa Carvalho far leilo por eonta e>
risco de quem pertencer de diversos gneros, na
taberna da praga da Boa-Viata n. 16 A, quinta-
feira 8 do corrente as 11 horas da msnha em
ponto, na dita taberna.
idf&iidjyii
Quarta-feira 7 do corrente.
O agente Costa Carvalho fara' leilo
por conU e risco de quem pertencer
pelo maior preco que achar da arma-
cao de ainarello toda envernizada e en-
vidracada propria para qualquer esta-
belecimento, na ra Direita n. -i 8 ;
quarta-feira 7 do corrente as 10 horas
da manha na dita casa.
Genuino leilo
DE
FAZENDAS.
NA
Ra do Imperador n. 73.
Quinta-feira 8 do corrente^
Antones far leilo em seu armazem na ra
do Imperador n. 73, de um completo sortiment
de fazendas de todos.os gostos e qualidades, co-
mo sejam ricos cortes de seda para vestidos da
senhora, cassas, cambraias, blondes, enfeites pa-
ra cabega, meias para homem e senhora, cami-
sas para homem, ricos brins e casemiras, e ou-
tras muitas fazendas que vista animar a con-
currencia, sendo lado vendido sem limite da
prego eem lotes a vontade do comprador.
2.* eadeira dea 9 ia 10, terceira sala
ra das 10 s 11, terceirs sais.
Secretaria da Facnldede da Direito do Recife 6
de agosto da 1861.
Jos Honorio Bezerra de Menezes.
Secretario
Tribunal do corantereiu
Pela aocrelaria de tribunal do commercio da
provincia de Perasmbuco ae fas publico qae nen-
ia data foi inscripta no llera competente a carta
de registro do brigue Carolina, prapriadada da
Francisca Ferreira Rallar, a do qual mestre
Moewel Antonio Manqoe*.
Searoiaria de trisa nal do eommereie da Par-
aaathnee 3 de agoste de 1861.
Julia taimara**.-Offlcial-aieior.
Collectoria provincial de
Oliuda.
O ceHeator ia nadan ptaviajciaee da edade de
Olinda manda fsaer eniaiteo feto prenste qoa> Sagoe para a Rio da Janeiro o brigue nacional
fio de Janeiro
pra*and* aanir asa brevidade a barca oacieaal
Castre Iii ; pata carga pa***geire, trata-
se oa a caasigaatarloa Pinto da Soasa & Bsi-
rlo, aa raa da Crnz u. 94, primeiro andar, oa
com a capitao na nrsca do caasesereio.
Almirante.
'tea deeigaado es dias da segando, quarta a ees.- eAizmranle. capillo Henrique Crrala Frailas, o
pequeas agasceiroa, ta-feira da semana para proceder o lancamentos qual tem parta da carga prompta : para o resto
da decima urbana, a dos imaestos de 4 OjO asare que lhe taita a escravoa s frete, trata-aa com
o aluguel das casas de diversos estabelecimentos Acarado & Mandes, raa da Cruz n. 1,
SEM LIMITES.
Sexta-feira 9 do corrate.
O agente Costa Carvalho querendo acabar cora
diversos Irastes que,tem em sea srmazem far
leilo por cenia e risco de quem pertencer de to-
do* os objecto* de mobili* constando mobilias.
guarda-roupee, gaarda-iouga, apparadores, coea-
moda*. secretaria*, cama* fraocezas, espelhos
candelabro*, lenaernaa, qaadros e outros muitosc
ebjecto* qae estio a vista dos compradores qua
ero veaaidoe acorrer do martello : aexta-fer*
9 de correte as 10 hora* da manha em eu ar-
mazem na ra do Imperador n. 35.
Na mesma occasiao
vender varias abras da medicina a homeopa-
laia.
LEILO
A 7 do corrate.
Prenle Vinnoa & C (ario lailn par inter-
jjMnjjsJs) ajjatUa OUrcira, do maia tompiate
nasas e' finas e mlude-
las, muito proprias do mercado, a qae muHr>
agradarlo a aeus fregaezes, a qaem convid
para o Indicado lellio, que teri logar


\rr7r*TftSFr*,?*m*ic-r,,j\--?*'t -


DUIM M PEAJUHIOOO. ^ OtJARTi I1IRA l DC AO01O 01 114)1.
Quarta-feira 7
do corrente as 10 hor di manhaa,
mazem da ra da Cadeia do Recife.
em tea ar-
Quarta-feira 7 do corrente.
O agente Evaristo far leilao de cerca de 80
saceos coin arroz, pot conla de quem pertencer,
na porta do armazem do Sr. Aunes, as 11 horas
em ponto do dia cima.
Avisos diversos.
liOTIBIi
Sabbado 17 do corrente anda rao im-
preterivelmente as rodas da sexta parte
daquarta lotera (primeira concessSo)
do Gy canasto Pernambucano, pelas 10
horas da mannaa. Os bilhetes e nietos
bilhetes acham-se a venda na thetoura-
ria das loteras, que se acha mudada
para a ra do Crespo n. 15, pavimento
terreo e as casas commissionadas do
costume. Os premios lerao pagos in-
continente a entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Je se' Rodrigues de Souza.
m
0 bacharel Gusmo Lobo,
promotor publico e droga-
do, pode ser procurado das
9 as 3 horas em casa de sua
residencia, ra do Cabog
Q.61 D.
Aluga-se o sobrado n.2 Ilda ra de Apol-
lo, e a casa terrea o. 27 da ra do Burgos: a
tratar na ra da Aurora o. 36.
980)93 $&$
-OJ Preeisa-se de urna ama para comprar e 9
ejp cosiuhar para urna pessoa '. do becco do 0
0) Padre n. 6, primeiro andar.ES m
Attencao
Quem ti ver obras de prata, como seja, fajuei-
ros, colheires, taboleiros, salras, e mesmo algu-
mas obras de brilhanle, que queira vender, dir-
jase a ra da Imperatriz a. 10, lojs, que se dir
quem quer.
O abaixo assignado pede por favor a todos
os credores da extincta firma social de Ferreira
& Cruz, se dignen! aprezeutarem as coritas e
letlras que sejam relativamente correspondentes
a dita extincta firma, para serem conferida, vis-
to oabalxo assignado nao ter sido presentes al-
gumas dessas transaeces e ignorar ao certo as
que posso existir, e por esta razo que o a-
baixo assignado deseja evitar em tempo toda e
qualquer duvida que possa apparecer, pois o a-
baixo assignado na qualidade de liquidatario
deseja uzar cora toda a boa f e iegalidade : as
pessoas que tiverem da apresentar as suas con-
tas ou letlras vencidas ou por vencer, podem di-
rigir-se a reQuaco da ra de Horlas o. 7. Re-
cife 5 de agosto de 1861. Bento Alaes da
Cruz.
A curadora dos beus do casal de Florianno
Portier declara que nao se respoosabilisa por di-
vidas do mesmo Portier, uo s por que esteve
elle at agora de posse dos mesmos bens, como
tambem por que a maior parle do producto del-
les entregue ao referido Florianno Portier para
sua alimentac.o e maisdespezas.
Offerece-se urna pardinha de bons costu-
mes para o servico de costura eengommado de
alguma casa de pequea familia : a tratar na
ra do Hospicio n. 26.
Aluga-se o sobrado de ura andar e soto na
ra Direiti n. 81: a fallar na loja do mesmo.
Urna pessoa que est habilitada para fazer
toda e qualquer cobranca pelo matlo mesmo dis-
tante, se oilerece para dito fim, dando fiador a
sua conducta : quem de seu presumo se quiser
utilisar, annuncie por este mesmo Diario, que
ser procurado.
Aluga-se urna escrava ptima coslureira,
assim como faz labiriolo, borda, marca, etc.;
quem pretender dirija-se a travessa das Cruzes
n. 4, loja de calcado.
Precisa-se de urna ama secca para criar
urna menina: na ra da Cruz n. 15, segundo
anda r.
O abaixo assignado remetteu para
o Rio de Janeiro para all serem vendi-
dos por sua conta 100 bilbetes inteiros
-e 520 meios da sexta parte da quarta
lotera do Gymnasio Pernambucano
(primeira concesiao) constante da nu-
meradlo abaixo ; bilhetes inteiros 501
* 513, 815 a 827, 1232 a 12M, 1445 a
1457, 1862a 1873, 2168 a 2179, 2541
a 2552 e 2701 a 2712. Meios bilhetes
de numeos iguaes 660 a 669, 686 a
700, 29 U a 2965. Meios ditos desi-
guaes 26 a 35, 191 a 200, 276 a 285,
316 a 325. 492 a 500, 637 a 645, 742
a 750,922 a 930. 1081 a 1100,1162
a 1168,1191 a 1199, 1377 a 1385,
1582 a 1590, 16l a 1659 1776a 1784,
1923 a 1931, 2042 a 2050, 2227 a
235, =2327 a 2335, 2401 a 2409, 2625
2635, 2892 a 2900, 2932 a 2940.
Recre 6 de agosto de 1861.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Franca e Brasil.
O rusta francez J. Mercier (faz certo aos seus
numerosos fregueeei, amigos e patricios, que
xnudou sua ofDcioa de alfaiate para a ra da Ca-
deia, freguezia de S. Prei Pedro Goncalves do Re-
cife, o. 18, 1." andar, apde o acbaro prompto
vender toda a espeeie de roupa feita, encarre-
gar-se de qualquer, por medida, e bem aeiim de
epromptir vestidos para montanas, capas,segun-
do 06 ltimos costuases francezes. e todos osmais
artefactos,Tendentes a eua profisso, com promp-
tidao e em* viata das ultimas modas, aa quaes co-
chees porreceber continuamente fl^orinos que
-os aittatam. O mesmo artista faz igualoaeiUe cer-
to, que rosolveu distinguir sua offlcios com os'no-
nies doa dous p.izes, que tanto se aproximan) no
rosto e riqueza com que seus habitantes se vea-
4em o Brasil* a Franca. E' assim que aquel-
las pessoae queso dignaren honrar o anauacian-
te com sua confianza, loca o frente de aua offi-
ciaa os nomes das duaa poderosas naces, e su-
birlo confiados de serem -servidos com zelo,
x>romptido e commodidade de prego geralmenle
ecochecida no anunciante.
Coziheiro.
Precisa-se de un cozinheiro para urna casa
ealrangeira de pouca familia : a tratar nafua da
Cadeia do Recite armazam n. 62.
Saque sobre Lisboa.
Manoel Ignacio da Oreira & Filho saccam
sobre Lisboa ; no seu escriptorio, largo do Corpo
Santo.
O Sr. cadete lude e chamado a
esta typographia par ractificar a as-
signatura deste Diario, por quantomu-
dou-se da ra onde mora va sem o fazer.
Pedido
(
O abaixo assignado lendo acabado com a sua
loja de calcado sita na roa larga do Rosario o.
32, pede encarecidamente as pessoas que se
acham a derer, que venham salisfaser seus d-
bitos, pois sao bastante amigos, e visto nao con-
vir ter ura caixeiro s para este fim, por isso po-
derlo dirigir-se a mesma ra, no bazar pernam-
bucano, loja de charutos, adm de evitar o serem
chamados por seus uomes.
Joaquina Bernardo dos Reis.
23 Ruada Imperarte 23
PUMOS E MUSIOS.
., /viln aJ .conT,?a os enhores mestres e amadores de Bsica, i virem a sen armazem
n^.Li^i^l? P?no-!>nn|on'OT. queseaba de receber da Pars, fabricados expressa mente ,
par o clima do Brasil, muito elegantes e de gostoa modernos. Igualmente tem msicas dos me-
ihores autores, assim como concerla e afina os mesmos instrumentos.
Azeite espirito de
vinho e caima.
Vende-se azeite de coco a 440 a garrafa espi-
rito de vinho muito barato agurdente de canna
engarrafada a 240 a garrafa oa Travessa do Pateo
do Paraizo n. 16 frente de amarello venda de 4
portas.
COMPANHI.4 DA VIA FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
De conformidad, com as instrueces recebidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
data em diante sao coleados os accionistas des-
ta companhia a cumprirem com os termos do
aviso que por erdem do mesmo abaixo ficam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia, 16de julho de 1861.
Por procurado de E. H. Bramah, thesoureiro.
R. Austin.
Aviso.
COMPAXIII1 DA VIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que.de resoluco
da directora desta companhia, tomada nesta da-
ta, tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada accao a qual chamada ou
prestacao dever ser paga at ao dia 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dos Srs. MauS Mac-Gregor & C, na Baha aos
Srs. S. S. Daveoport Si C. e em Pernambuco no
escriptorio da theusoraria da mesma via frrea.
Peio presente lita tamben entendido que, no
caso de nao sera dita chamada ou prestacao sa-
trsfeita no dia marcado para o seu pagamento ou
antes, o accionista que incorrer nesta falta, paga-
r juros a raso de 5 % ao anno sobre tal cha-
mada ou prestacao a cootar dtsse dia at que
seja realisado o pagamento.
No caso de nao eifectuar o pagamento desta
chamida ou prestacao dentro de tres mezes a
contar do dito dia Uxado para o embolso da mes-
ma, caro as acedes que iacorrerem em tal falta
sujeitas a serem confiscadas, segundo as dispo-
nes dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
Assignado.W. H. Bellamy, secretario.
119 Gresham Houze Od Broad Street.
E. C.
8 de maio de 1861.
TA frrea
DO
Recife a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Telegrapho elctrico entre Cinco
Ponas e a villa da Estada,
Pela respectiva superintendencia se faz publi-
co que em virtude da approvacao provisoria da
Exm. presidencia da provincia ser franqueado
ao publico do Io de agosto em diante o uso do
referido telegrapho mediante aa condieces da
tabella segulnte:
Escriptorio da superintendencia em 24 de ju-
lho de 1861.Por procurarlo de E. H. Bramab.
R. Austin.
ESTRADA DE FERRO
DO
Recite a Sao Francisco.
Tabella dos precos para as coiuniii-
flicaces telegraphicas.
Por um despacho de urna at victe palavras
Do Recife ao Cabo e vice-versa. 2000
a Escada 38000
Do Cabo a Escada 29000
Por cada dez palavras excedentes. ly)00
N. B. Nao ficam comprehendidoa neste nume-
ro os nomes dos expeditores e destinatarios que
nao cootenham mais de duas palavras e suas re-
sidencias.
As respostas pagas adiantadas na occasio da
entrega dos despachos nos escriptorios te rio 50
por cento de differenga nos precos da tabella.
Os despachos serao enviados em cartas fecha-
das aos domicilios que se acharem na zona de
1|8 de legua dos escriptorios do telegrapho sem
retribuico alguma e d'ahi por dianle dentro de
um circulo de duas legua somente pagario os
expeditores i por cada legua ou fraeco desta
de viageoj redonda.
Os portes sero satisfeitos no acto da entrega
dos despachos nos escriptorios.
Os despachos serio entregues nos escriptorios
do telegrapho a horas do expediente, isto de
8 horas da maoha at meio dia e de das horas
at 5 1(2 di tarde.
SO NO PROGRESSO
NO
Largo daPenliat
Francisco Fernaides Duarte, proprietario deste
armazem de molhados.partecipa aos seus fregnezes, assim como aos senhores da praca, de enge-
nno e lavradores que d ora em vante quizerem-se afreguezar oeste estabelecimeuto, que se acha
com um completo sortimento de gneros os mais novos que ha no mercado e por serem a maior
parte delies vindos de conta proprla, eat portanto resolvtdo a veode-los por menos 10 por cento
aoque em outra qualquer parte, afianesndo a boa qualidade e acondicinamelo, assim como ser-
vir os portadores menos pralicos to bem, como se os senhores viessem pessoalmente, para o que
nao se poupar o proprietario em prestar toda attencio, afim da contiouarem a mandar comprar
suas encommendas. serlos de que, toda e qualquer encommenda comprada neste estabelecimento
acompannar urna conta impressa com o mesmo titulo de armazem Progresso.
a u H5*** a 19100 rs. a, libra, tao superior que se vende com condico
oltar aenao agradar, sertos'de que se hao de gostar por ser a mais nova do mercado.
MLmtolgA Craneeza. 700 .. Ubr.. em i*,, m .
& yssoii 0 n,eibor qw ha n> mercad0 a #800 a llbra#
Uemvfto.lvMOalibna
Quecos do teiuo chegad0, DMU ultiB10 Tapor, ^oo
dem pr&to a 700 rs intero a 640 n a libra<
dem, suAsteo
* 640 rs. a libra em porciose fsz a batimento.
Prewmto de hambre lDgtoI tm.t lbra
P rezunto de lamego a 480 libra inteiro. 440 r..
viueixas iraiieezas em frasco com 4 libM8 por $^00, a taino a soo rs.
,s vermasete. 720 a librai em caixa a 700 r8.
l^atas eom bolaxiaba de soda de detereate qu.Hd.dea. iS4oo
Latas com peixe em posta de mlta. qu.iid.de.1*100.
Apitonas muito no\as a Hm r8.0 barril, a roUlbo, m rs., garrafe.
Doce de Wpereue enj ,aUai de 21ibr por um
Canutas pari podim a ^o r8# a ,ibra>
Uauua de porco retinada a
\laca de tomate
PaiOS aC lOmbO a prmeira Tez que vieram a este mercado a 640 rs.
Cbouticas e paios -qIl0 novo m rs libra.
Palitos de deute Uxados
Cbocoiate f raucez a ly90O
Marmeiada imperial
Rap.
480 rs. a libra, em barril a 440 rs.
a mais nova do mercado a 900 rs., e em lattaa da 2 libra por 1*700.
a libra.
do afamado Abreu
a 1*000 rs. a libra.
com 20 macinhoa por 200 rs.
rs. a libra, ditto portugoez a 800 rr.
a de outros muitos fabricantes de Lisboa
l UIIOS eUgarraiadOS Port0i B0rdeaux. CMWMUm, e moscatel a 1*000 garafa.
Y HUIOS em pipa de 500> 560 e 640 r,# a garraa> em caadas a 3*500 4J000 4*500.
V .uagre de Lisboa 0 mai8 guperior, m r8., garrafa.
erveja da8 mag acreditad9 marcas a 5* a duzia, e em garrafa a 500 rs.
H.alrC 111U.11& parasopa a mais nova que ha no mercado a 640 rs. a libra.
.r\ iibas t raueezas. m .. laUa.
Milo de ameudoa, m r8., Ubra> dUa com cawa. m r8.
Kozes muUo D0va8 a
Castaubas r
^-*aie muito siperiora 240 ra. a
A.rrOZ d0 Maranho a
oevaua muii0 n0Ta a
Se\adiuba
120 rs. a libra,
piladas a 240 rs. a libra;
libra, e a 7* a arroba ;
a 3* em arroba, e em libra a 100 rs.
160 rs. a libra e 4* a arroba:
de Franca a 240 ra. a libra.
3agU muito novo a 320 rs. a libre.
1 OUelUUO de LUboa a 360 rg a ,ibra e a 108 a arroba.
F aviaba do Maraubao
ToueiuV ingUza200ri alibra.
Passas. em eaixiubas de81bral a ajt5oo cada uma.
Independerse dos gneros mencionados encontrar o respeilavel publico tudo quanlo pro-
curar tendente a molhados.
a mais nova a 160 rs. a libra.
Ainaces de pianos a 3$,
S. Boisselot, restabeleeido de sua longa moles-
tia, previne aos seus Iregaiezes qu ae encarrega
e afinar concertar pianos ; para que o annun-
ciaue posta acudir immedaiamente aos chama-
dos, faz-ae preciso deitar a raa, o notas da pa-
aoa e o numero da casa ; ra tambem ao sitios
e a engeuhos por precos convaacioaados. Pode-
r sor procurado aa ra da Cadeia do Recife n. 18,
primeiro andar, a rm Nova n. 52, loia.
Aluga-se o armazem da ra a Senzala Va-
Ib. n. 36; a tratar na segando andar.
- Aluga-se o segundo andar solio mu fres-
cos, do sobrado n. f da travessa do Carmo, lando
qqelle? salas de frente : no primeiro andar se
dirl.
mtmfm
alinetes de ouro e brilhaiites.
Na officina pholograpnica da ra do Cahug n.
18, irada pelo pateo da matriz, existem lindos
alfmetes com brihantese ao goeto de Luiz XV,
para^ collocacio de retratos; ha tambem uma'
variada collecgo de alfinetes de ouro com, e
aem peoras. O prego doa alfinetes com os re-
tratos variam de 16* a 200g. Ni mesma casa
vendem-ee bellos espelhos com molduras doura-
das para ornar salas de luxo e tratamento ; bor-
las de seda para cortinados de janellas o para
quadros, assim como corddes para o mesmo fim.
Vende-se lado a precos razoaveis e moderados.
Aiuga-sa o 2o andar da ra da Cruz n. 21 :
a tratar no armazem do mesmo.
100$ de gratificado
a quem pegar um escravo cabra, gago, de nomo
Benedicto, de 18 aonos de idade, estatura me-
diana, que tendo ido aqui embarcado com dea-
tino ao Rio de Janeiro, nvadio-se de bordo. Fol
do Francisco Xavier Sampaio, do Ip ; muito
vivo e velhaco ; muda de nomo todos os diaa ;
tfalavriador e aaaohoso, se prevalece eaflm de
mil artimanhas para fugir Quem o pegar pode
entregar nesta cidade aos abaiio assignadoa ; em
Pernambuco.. ao Sr. Jos Duarte das Nevaa, na
Baha aos Srs Uatheus dos Santos Iridio, no Rio
ds Jaoeiro aos Srs. Cordeiro & liaplista. Cesr
1 ds agosto da 1861.
Salgado Soasa & C.
No dia 28 do corrente fugio do lugar Guri-
nhezinho, termo da villa da Independencia de
Guarabira, o escravo Joaquim, cabra, com dade
que representa 40 annos, sem que entretanto te-
rina cabellos brancos, altura regular, cheio do
corpo, bem empernado, psgrossose chaboquei-
ros, muitas veas as pernas e mios, cara regu-
lar, um tanto descarnada, oariz afilado, meia
barba, olhar velhaco, denles limados porm j
rorabudos, cabellos crespos quereodo garapinhar,
e gost de os trazer.baixo, pescoco bem grosso,
desde a nuca ao corpo, em desabotoar a camisa
ve-se bem, gosta muito de cantar elogios, tem
profiasio de almocrevar, e tambem de tirar gados
como tangedor; pertencente a Jos Justino da
Costa Brilo, que generosamente recompensar a
quem o pegar e leva-lo sua moradia abaixo
mencionada, ou no Recife ao Rvra. Dr. Joaquim
Graciano de Araujo, na Boa-Vista, ra dos Coe-
lhos, casa n. 8, Io andar.
Fugio da casa do abaixo assignado o escra-
vo de nome Candido, estatura baixa, cor fula,
secco do corpo, tem as pernas alguma cousa ar-
queadas, idade 28 annos pooco mais ou menos,
natural da freguezia do Apodi, provincia do Ro
Grande do Norte, foi comprado ao Sr. capilio Aa
tomo Bento de Oliveira, da mesma freguezia :
portado roga-se as autoridades policiaes, capi-
ties de campo e mais pessoas a captura do dito
escravo, e traze-lo ra larga do Roaario, fa-
brica de cigarros n. 21, que se recompensara ge-
nerosamente. Recife 6 de agosto de 1861.
Antonio Maia de Brito.
Na noile do dia 5 do correle deaapparece-
ram da casa do abaixo assignado, os seguales
escravos Jos crioulo edr prela bastante alto den-
tes naturalmente separados no queixo superior
fallaa mansas, foi vestido com camisa de baeli-
Iha azul chapeo de massa j velho, este escravo
filho do Buique donde veio trasido pelo seu
Sr, Miguel de Barros Silva Jnior, que o ven-
deu nesta praca ao Sr. Silvino Guilherme de
Barros, a quem o abaixo assignado comprou, e
Venancio tambem crioulo altura baixa tem todos
os denles e o rosto quasi redondo este muito
alegre, e sempre est rindo-se natural do Cear
da comarca do Aracaty, veio remeltido para esta
cidade aos Srs. Grugel Irmaos e vendido por es-
tes ao mesmo Sr. Silverio tambem foi este ulti-
mo vestido de roapa igual ao primeiro, de pre-
sumir que alies seguissem o caminho do Buique
donde veio anda a poucos das a Jos, o abaixo
assigoado gratifica generosamente a quem os pe-
gar e os levar a ra do Imperador n. 79, pri-
meiro andar bem como roga aa autoridadea poli-
ciaes a captura das meamos escravos, bem como
protesta desde j contra quam os tiver oceultado.
Monteiro 6 de agosto de 1861,
Manotl Camillo Pirtt Fakao.
No escriptorio de Amorim Irmioa, existe
uma encommenda para o Sr. Antonio Goncalvea
Peraira, viado a pouco da Portugal.
Offerece-se nm rspaz brasileiro para caixei-
ro de qualquer estabelecimento ou cobranca; a1
tratar oa Boa-Vista Travessa do Toras casa o. 3.
A abaxa assignada declara ao respeitavel
publico que nao aeve, e nem tem assignado ti-
tulo de qualidade alguma sendo todo e qualquer
que apparecer falso, assim como, que em tempo
algum assigoou letlras a pessoa alguma, e que
finalmente a casa sita no pateo do Carmo o. 8,
acha-se livre e desembarazada de tudo, e pro-
priedade (sua.
Recife 3 de agosto de 1861.
Luiza Camioha de Amorim.
O abaixo assigoado tem uma carta de im-
portancia vinda do Rio Grande do Norle para en-
tregar ao Sr. Manoel Ferreira Lima, e por igno-
rar aua morada, rogo-lhe queira dirigir-se ra
do Imperador n....
Rodolpho Joao Barata de Almeida.
Alugam-se duas casas no Poco da Paoella,
ra do Quiabo por tras da casa do reverendo vi-
gario, bastantes commodos, quintal murado com
alguna arvoredos de tracto, boa agua para beber:
os pretendentes fallera com o Rozendo, na Casa
Forte, ou na ra Augusta n. 33.
' Aluga-se a loja da casa n. 25, sita na ra
da Praia de Santa Rita : quem a pretender, di-
rija-se a ra da Cadeia n. 62, segundo andar.
William Jopleog, subdito inglez, retira-se
para Europa.
SOCIEDADE
IJNliO BENEFICENTE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Em Pernambuco.
Por ordem do conaelho convido a todos os so-
cios effectivu, para a sessio de assembla geral
do dia 9 do corrente s61|2 horas da tarde para
se tratar de negocios urgentes.
Secretaria da sociedade Uniio Beneficenle dos
Artistas Selleiros em Pernambuco 6 de agosto
de 1861.
Joio Jos Leite Guimares.
1. secretario.
Arrenda-seo excellente engenhqj,S. Gaspar
na freguezia de Serinhem, com ptimos partidos
de varzea a roda da moeoda, embarque, lenha
mui protimo, alem de outras vsnlsgens : quem
quizer, dirija-se a ra do Hospicio n. 17.
Precisa-se de um feitor para um sitio em
Santo Amaro, que tenba pratica de lidar com
vaccas de leite : trata-se na Boa-Vista, ra Va-
ina n.26.
Casa para alagar.
Aluga-se uma casa na ru. da Conqui.ta, na
Soledade ; a tratar na ra do Sebo n. 54.
Quem precisar de uma ama que taba eozi-
nbar e eogommar de portea dentro, dirija-ae a
ra da Crua n. 18, terceiro andar, tendo prefe-
rencia homem solleiro.
Precisa-se de nm caixeiro de idade 14 a 16
amos, qua tenha pratica do taberna ; na ra Di-
reila d. 72.
Na raaTarga do Rozario loja de miudezat n.
38 passsodo a botica a segunda loja de miudezas
tem para vender rap Paulo Cordeiro* rap Rolio
Francez o muitas maia qualidades de rap tem
bcos da liba, muito em conla labyrinthoa fran-
cez multo em conta, e muitos mais miudezas
baratas.
Bolachinha
Ingleza a 4000 ris, a barrica
a melhor do mercado queijo
prato a 500 ris, a libra es
plamacee a 720.
A bolachinha muito torrad, a libra a 200 ris
batatas a 3*000 a caixa de 2 arrobas a libra a 60
ris cb muito bom a 2*800 maoteiga franceza a
640 e ontros muitos gneros bons e baratos no
armazem da Estrella largo do Paraizo n. 14.
Pe chin cha
Vende-se um reloglo'com nove oitavas de ouro,
muito bonito e bem regulador por prego baratis-
simo tratar oa ra do Cabuga, loja de joias de
Antonio Joaquim de Santa Anna.
Machinas para descarocar al-
godo.
N. O. BIEBER & C. SCCESSORES, ra da Crnz
n. 4, parlicipam aos agricultores do algodao
que elles acabam de receber MACHINAS PA-
RA DESCAROgAR E LIMPAR O ALGODAO'.
Estas machinas teem as seguales vantagens:
descaroQam com uma rapidez iocrivel, nio
quebram a sement nem corlao o fio do algo-
dio, e limpam-o de toda e qualquer impu-
reza, augmentando assim o valor considera-
velraente. A machina mui fcil a manejar,
e so a rapidez com que descoroca vale fazer-se
a despeza da compra.
Iostrumeutos para agricul-
tura.
MACHINAS PARA DESCAROCAR O yILHO, tra-
balham com uma pessoa e descaro;am as es-
pigas instantneamente aem qnebrar o milho.
MACHINAS PARA CORTAR CAPIM ; cortara
com presteza o capim em tamanho de uma
pollegada e teem a vaotagem de nao deixar
retraco.
FACAS feitaa expressamente para cortar cana.
ARADOS, GRADES, BOMBAS para regar capim,
hortas, etc., etc., bombas para cacimas.
Vende-se uma escrava preta sem vicios na-
uhuns, com algumas habilidades, principalmente
o de cozinha, e tem bom leite: na ra Direita
numero 12.
Barato que ad-
mira,
Bolachinha ingleza,
Vendem-se barriqutnhas com bolachinha in-
gleza a 1*600: na ra da Guia n. 9, e Lingoeta.
deposito n. 6, e em libra a 100 rs., e far-se-h
alguma differenca, sendo em porco.
Vendem-ae uns burros e uma carroca em
bom estado : na ra da Plorentin. n. 5.
Na ra da Cruz n. 10, casa de
Kalkmann I raos &C., tem ex-
porto um completo sortimento
de amostras de objectos de bor-
racha, proprio paa* machinas de
engenhos, sendo correias para
transmittir movtmento, canudos
de borracha de qualquer com-
primento e groisura, pannos de
borracha, rodetas de dita, so-
bre ditos artigos tomam-se
S commendas.
XSWM3 mmmm mmwtmm
Vende-se
um relogio de ouro patente suisso com cada a
moderna, por commodo preco : na ru. do Ran-
gel n. 45.
Attencao,
Ausentou-seda casa de sua enhora o escravo
de nome Jos, idade de 40 aonos, pouco mais oa
menos, de necio Costa, levou vestido calca da
brim de quadros, camisa de algodao azul, chapeo
de palha, tendo por aigoal o segainte : um dos
dedos do p direilo acvalado sobre o outro pr-
ximo, tem por costume fallar baixo, estatura re-
gular, tem nos bracos ao p doa hombros talbos,
iigoaes de sua naci, o roato limpo qur de mar-
ca qurde barba, fugio no domiogo 21 do cor-
rete : quem o pegir queira leva-lo casa de
sua senhora, na ra da Imperatriz n. 75, tercei-
ro andar, que aerl recompensado viata do seu
trabalho. Coosta que o mesmo anda pelo Arraial
e suas immediacdes, com o dedo aleijado envolto-
em um panno e pedindo esmolas.
f 9 $ft$&9
Ra do Queimado n. 10,#
loja de A portas |Je Fer-JJ
rao tfe Maia. 9
Vende-se cortes de superior ce-
semira que em outra qualquer
^ parte somente poderlo vender
m n pr 5 4*000
[ Corles de velludo de cor para
W collete de superior qualidade e
f gosto a 3f500 o 4*000
o* Cortes de ditos p re tos bordados
5 a 5| e 6*000
Chapeos de castor rapado a 8*000
s
Associao Commercial
Beneficenle de Per-
nambuco.
Nao tendo comparecido numero su-
ficiente de Srs. socios para reunio de
assembla geral, convocada para o dia
5 do corrente, a direccao actual de no-
vo convida os Srs. socios para o dia 9
ao meio dia, afim de dar-se compr-
ment ao que marcam os arts. 20 e 2&
dos estatutos.
Sala da Assoctacao Commercial Be*
neicente de Pernambuco 6 de agosto
de 1861-----Manoel Alves Guerra, se-
cretario,
#*
W rrecisa-se de um preto de meia idade 0
forro ou captivo para admioistrar um sitio $
porto da praja: a tratar na ra do Trapi- m
9 che n.18. Z
O bacharel Joao A. de S. Beltro de Araujo
Pereira, autorisado pelo proprietario do eogenho
Braco, vende o dito eogenho para seu pagamento,
e tambem o arrenda. Esse eogenho est sito per-
to da cidade da Victoria, me com animaes, mas
com pequen, despeza, pode moer com agua por
ter sido feito para isto, tem ptimas torras para
canna e mandioca, matas para madeira, e de
urna prodcelo admiravel, e s se vende por pre-
ciso do proprietario. O mesmo bacharel vende
sele terrenos que tem, um na roa da Aurora e
seis prximos a esse, assim como um excellente
terreno na Torre i margem do Capibaribe. No
engenho Bella Rosa, ou na ra do Queimado, ca-
sa de Jos Joaquim Jorge.
libia do Queimado loja
; de 4 porlasn. 10.
DE
en-
Em casa de Kalkmann Irmos
& C., na ra da Cruz n. 10, exis- |
te constantemente um completo &
sortimento de
Vinhos Bordeaux de todas as s
qualidades.
Dito Xerez em barris. 4_
Dito Madeira em barris e caixas. ,
Dito Muscatel em caixas.
Dito cbampanhe em gigos.
Cognac em barris.
Cerveja branca.
Agua de Seltz.
Azeite doce muito fino em caixas. jg
Alvaiade em barris.
Cevadinha em garrafoes.
Botinas para senhoras a
3#500: *a loja do vapor ra
Nova n. 7.
Ainda ha pe-
chincha.
Chegou a ra do Crespo n. 8
loja de 4 portas, um sortimento
de castas de cores fixas e lindos
padroes que se vendem a 2M) rs.
o covado, dSo-se amostras com
penhor.
s
Ferro < Maia.f
I Vende-se o seguate :
Cortes de seda para vestidos de
I senhora mais modernos que
I tem vindo a eate mercado 258000
Chales de touquim Unos a 155,
^? 36g000
Heroestinas fazenda delicadissi-
m. o cov.do a 400
LindissimoachapeosaGaribaldia 1&JO0O
Eofeites a TraviaU a 10000
Superiores camisas de linho abor-
tas a rendas pira senhora
a4a
Casaveques brancos bordados
a Ufe
Leogos de cambraia bordadas a
duzia 1)600 e
Setim preto o melhor que pos-
sivel o covado
Sedas pretas lavrad. a 1$ e
Chapelinas de seda para senhora 108000
Lencos de cambraia bordados
proprioa para acto de groja a 500
Eofeitesde flores para cabeca de
senhora a 2$0O0
Cortes de cambraia de salpico 2J000
58000
119000
29000
3*000
19500

f
Camas de ferro.
Grande sortimento de camas de ferro
pata uma e duas pessoas, ditas para
meninos e berqos de ferro, tudo de lin-
dos modelos e por precos commodos :
na ra da Imperatriz n. 75, deposito
de camas de ferro.
Alugam-se
oa tres andares da casa da ra da Cruz n. 59, as-
sim como tambem duas casas em Olinda, sendo
uma na ra do Varadouro n. 30 e 31. com um
grande parreiral e banheiro no fundo, e outra na
Mea de s. Pedro n. 17, com portio nooiUo para
sabida : a tratar na roa da Cruz n 60, loia de
cera.
Offerece-se uma ama para oservico de ama
casa ; quem pretender, dirija-se a roa do Amo*
nm n. 12, para tratar.
Compra -se a msica do trovador para Oso-
ta ; quem tiver aonuocie.
E* chegado a loja do Lecomte, roa da Im-
peratriz n. 7, o excellente leite virginal de rosa
branca para refrescar a pelle e tirar pannos, sar-
das e espinbas, igualmente ao afamado p impe-
rial do lirio de Florenca para borloejas e asperi-
dades da pelle, conserva a frescura e o avelluda-
do da primavera da vida.
Ra da Imperatriz d. 7.
As verdadeir.s luv.s de Jouvin de todas as
cores.
Sndalo, ra da Imperatriz
numero 7.
Ricas pulseiras, bengalas, leques, botos, car-
teiras, etc., etc.
Ra da Imperatriz n. 7.
Caixas com frascos para Ungir os cabellos em
10 minutos, como tambem se tinge na mesma
loja.
Ra da Imperatriz n. 7.
Caixinhas com p e polidores para lustrar as
rabea.
1500 rs. um corte e frisamento
de cabello.
RA DA IMPERATRIZ NUMERO 7.
Recebeu-se um official de Paris.
Este estabelecimento est boje as melhores
condicoes que possivel para aatislazer aa en-
commendas em cabellos no maia breve possivel,
como seja m : marra fas a Luiz XV, cadeia. de
reogios, pulseiras, anneis, rosetas, botes de
abertura e de punhos, memorias, alfinetes, etc.,
cabelleiras de toda a especie para homena e se-
nhoras, lava igualmente a cabeca a moda dos Es-
tados-Unidos, aem deixar ama s pelcula na ca-
beca, para satisfacer os preteodentes oa objectos
em cabello sero fetos em sua presenca, se o
desejarem, e achar-se-ha sempre uma pessoa
disponivel para cortar os cabellos o pentear as
senhoras em casss particulares.
PHVRMACIA-BARTHOLOME
Roa larga do Rosario b. 36
Rob l'Affecteur.
Pillas de Allexou.
Pilulas americanas.
Vermfugo inglez.
Pillas Holloway.
Ungento Holloway.
Semana ilustrada.

Acaban de chegar pelo vapor Paran collec-
ces completas deste interessante jornal, de n. 1
at 31.
Previne-ae aoa senhores que encommendaram
eolleccfies, que aa procurem na ra da Impera-
triz n. 18 loja, aonde continua a receber-se as-
signaturas.
Vendem-ae globos para candieiros, e bom-
bas do jspi, mais barato do que em outra qual-
quer parte: aa ra larga do Rosario, n. 34.
J
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DIAIW DB PMNAMOGO. QUATA FURA 7 M AOQSTOOi lWt*
()
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AuCBJ8fl.
Santos, Camnha i trilos, liquidatarios da
muM de Caminha & filos, de doto rogam sos
deredores da mesma o favor de Tir ou maudar
satiifazer-lhes as importancias de leus dbitos
al 30 do correte raei, do seu escriptorio na ra
Nora d. 25, identificando que no caso de nao se-
reno Atendidos, ver-se-bam obrigados a proce-
der a cobranza pelos meios que Ibes faculta a lei.
Precisarse de ama ama quelaQ lodo o ser-
vico de urna pequea familia, na ra da Santa
Crus a. 63.
Joaquim Ferreira Coelho vai ao Rio de Ja-
neiro.
Elisio para alugar-se um grande armazem
na ra da Moeda n. 7 : a tratar na mesma ra 5
1.* andar.
Roubaram-se em casa dos Srs. Stahl & C.
na ra da Imperalriz n. 14, na noite de *2 para 3
de agosto de 1861 os seguiotes objectos :
1 relogio de algibeira, de prata casquiobada, sa-
?anella, quer dizer com lampa de metal, fallan -
do-lhe o vidro interior.
4 alfnetes de ouro de lei pan collocar retratos,
sendo 2 sem pedras, 1 com pedras verdes etc., 1
com pedra eocarnada, todos 4 sem caixiaha.
1 anoelo com pedra preta, podendo-se abrir
para col locaQo de retrato.
1 eacolelti casquiobada com 2 encaixos para
retrato, sendo urna deltas ja sem vidro.
( N. B. continha 2 retratos coloridos.)
4 pares de botes para punho, sendo ; 1 par de
aluminio, redondos, 1 dito de ouro com enfeiles
de aluminio, oraes, 1 dito de coral em forma de
cylindro, 1 dito de ouro, redondos ja arruina-
dos.
1 caixioha de msica de Qandre pintada de en-
camado, tamanho 3 polegadas de comprimenio,
de 2 de largura pouco ruis ou menos.
1 pistola de 2 canos para algibeira.
1 anoelo, feitio de pulceira, com mola para se
abrir, proprio para lonco de pescle, casquiohado
com ornamento de prata oxidada.
Ghama-se a attenco das autoridades policiaca,
dos senbotes ourivts para apprehender estes ob-
jectos no caso que lhe apparecerem.
D-sesociedade na taberna do largo da San-
ta Cruz o. 2, a pessoa que para isto esleja habi-
litada : a quera convier, entenda-se oa ra da
Alegra n. 32.
-- Catharina Purcell subdita ingleza vai i Lis-
boa e leva em sua companhia seus filhos Gui-
lhcrme Purcell e Joo Manoel Purcell tambera
inglezes.
Precisa-se lugar um moleque que compre
na ra e faca o servico grosseiro de urna pequea
familia, constante de duas pessoas e um menino.
Precisa-se fallar ao Sr. Francisco Barbosa
Cordelro, na ra Nova n. 7.
Aluga-se um escravo para todo o servido :
quem quizer, procure na ra do Rangel, sobrado
numero II.
Precisa-se de um bom forneiro para urna
padaria, assim como de dous smassadores que
entendam perfeilameote do trabalho da mesma :
a tratar na ra do Rosario n. 16.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 15 da
ra do Rosario : quem pretende-lo, dirija-se a
ra do Livramento o. 38, toja.
Attenco.
*
Jos Azevedo de Aguiar, morador em Hacei,
no qualidade de testamenteiro do finado Jos Pi-
nheiro de Mello, avisi so Sr. Jos, Qlho de D.
Isabel Marra da Conceico, moradora em Goina,
que dito Jos Pinheiro lhe deixra em seu testa-
mento 300.
Precisa-se de um bom forneiro e um bom
amassaor que enlenda perfeilameote do trafico
decadaria : na ra da matriz da Boa-Vista nu-
mero 26.
Precisa-se de urna pessoa hbil para co-
branza amigavel e judicialmente no mato, ao por-
to e longe desta prar.a, dando (langa por pessoa
qire sirva : a tratar na ra larga do Rosario n.
33, lo]a de miudezas das 3 estrellas.
Paga-se a 209500 por moeda de ouro de 209:
na ra da Cruz do Recife n. 30.
Mudaiica.
Manoel Lopes Pereira Ribeiro mudou a sua to-
ja do barbeiro da ra da Imperalriz para a ra
do Rangel n. 6, o qual se acha habilitado a fazer
tudo quaoto pertencea sua arte, como seja amo-
lares, botar ouvido em armas de espoleta, san-
grar, tirar dentes, limpar, chumbar com qual-
quer massa, applica ventosas pela prestito do ar,
vende e aluga bichas, pode ser procurado a qual-
quer hora.
O abaixo assignado faz publico que amiga-
velmeoteede unnime accordo destratou e deu,
por finia a socledade que tioha com o Sr. major
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira, na toja defa-
2endas sita no Passeio Publico o. 11, flcando o
abaixo assigdado autorisado por urna escriptura
publica de destrato, registrada no meretissimo
tribunal do cornmercio, a liquidaclo e pagamen-
to relativamente s trancces feitas debaixo da
exlincta firma social de Ferreira & Cruz ; assim
como que sao abaixo assignado compete dispor
de todos os bens que foram adqueridos dorante o
tempo da exlincta sociedade, isto para paga-
mento dos credores da exlincta firma.
Racife 2 de agosto de 1861.
Bento Al ves da Cruz.
Fundico
de bronze.
Na bern coohecida fabrica de fundido, iato-ei-
ro e funileiro da ra Nova, defronle da Coocei-
co, contina a fazer todas as obras tendentes as
mencionadas arles e oflcinas cima ditas, como
sejam : bronze para eogenho, parafusos para di-
tes, e tndo quanto oecessario para tal mister,
tudo mais barato do que em outra qualquer par-
te, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre, t ludo mais concernente a caldeireiro, obras
de lato com a melhor perfeicjio possivel, obras
do-oradas e em lato para militares, como sejam,
apoarelhos para birretinas, ferr e ulabarle-de qualquer arma, botes de lodos os
nmeros, dourados, bronzeados e em smarello,
obras de folba superiores por serem os artistas
que as abrieam jeroaleiro e nao empreiteiro, que
como se sabe, nuaca as obras que sao feilas de
empreitada sao perfeilas, lude muilo barato: na
ra Nova o. 38.
Na ra do Rosario, defronte do quartel de
polica, casa terrea n 13, lava-se e eogemma-se
por preco eommodo e com presteza, e se dar fia-
dor, se qulzerem, para seguranza de seus donos.
0 ENSA10 CRITICO
Sobre a viagem ao Bra-
sil, eml8S2,
DE
Carlos B. Mansfield.
POR
A. D. DE PASCUAL.
membro do Instituto Histrico e Geographico do
Brasil, e de oulras cerporacoes scientificas e lu-
teranas estrangeiras etc., etc.
Dous voluntes em 8* ornado com urna rioheta.
Prego de cada signatura, pago no acto da
otaega do 1 volume, 5#.
Offerece-se una homem de meia idade para
fazer serrico de partas ra de algoms casa,
o qual da conhecimeoto de sua pessoa : na ra
Imperial ao p da fabrica de sabo.
Precisa-se faltar eom o Sr. Manoel Aires
Vianne que ltimamente se mudou da villa da
Escada para eata cidade, e por nao saberse de
sua residencia, rogt-ae o favor de dirigir-e a
ra oa Cruz b. 32, ou anauncie por este Diario
para ser procurado, a negocio de asu interesse.
- Aiugam-se os dous primeiros andares da
ra da Praia n. 31 e 33 : quem pretender, diri-
ja-se a ra estrella do Rosario, toja de ourives
numero 7.
Offarece-se urna ama para trrico de urna
casa : na roa do Caldeireiro n. 14.
Precisa-se de um eoziobeiro brinco, ou urna
cozinhsirt : na ra do Vig Jos Ferreira de Souzt, subdito portugus,
re tira-it para o Rio de Janeiro.
CONSULTORIO ESPICUL BOMEiPATHICO
no boatTOK
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6,
Consultas todos os dias uteis desde as 10 boraa
at meto da, acerca das seguintes molestlaa :
molestias da mulheret, molestiat da crian-
au, moieslia* da pU, mositto do olh-^t, mo-
letliat syphiliticat, toda a especies de febrt,
ftbre intermitientes e ua consecuencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMBOPATHiCA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus elcitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos prego mais commodos pos-
sivets. .. _
N. B. Os medicamentos do Dr. Sttino sao
nicamente rendidos em sua pharmacta; todos
que o forem ra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
me do Or. Sabino sao falsos.
Na ra estrella do Rosario n. 21, primeiro
andar, precisa-se de urna ama para comprar e
cosi ha r para urna senhora.
Aviso.
Ainda existe na travessa da ra doCamarao do
bairro da Boa-Vista algumas meias aguas oara
se alugar, as quaes se achara ha pouco acabadas
e pintadas: quom as pretender dirija-se a ra
da Cruz do Recife armazem n. 63, junto a matriz
do Corpo Santo.
O Sr. Joao Hypolito de Meira Li-
ma, queira dirigir-se a praca da Inde-
pendenca livraria n. 6 e 8 que se lne
preciza fallar.
s
Publicado liUeiaria.
Publicd%-se recenemeDte no Rio tr%-Janeiro o
Ensato critico sobre a viagem do Brasil em 1852
(te Carlos B. Midtftold, por A. de Tascoal,
membro do instituto Histrico e Geographico do
Brasil e de outras corporales scientificas e Ili-
terarias estrangeiras. Esta obra estar completa
em pouco tempo, e contar de 2 voluntes em 8.
ntidamente impresso. Subscreve-se para ella na
ra da Cruz o. 45, em casa de viura Amorim &
Filho, a 58 cada exemplar, pagos a entrega do 1.
rolume.
Aluga-se urna casa que tem 2 salas, 2 quar-
tos, cozinha fora, quintal murado e cacimba:
quem a pretender, vi ve-la oa roa de Joao Fer-
nandes Vieira (Soledade) a qual tem o n. 62, e
se dirija a tratar com o Sr. Bernardo da Cunha
Teixeira, na padaria do Sr. Joaquim, defronte da
igreja n. 14.
' A commisso liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macado Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de Irnos, que se diri-
ja m com os seus ttulos ra da Cadeia do Re-
cife n. 26, primeiro andar, das 10 horas da ma-
nha s 2 da larde, para serem verificados e clas-
sificados pela referida commisso
Gabinete medico cirurgico.g
2 Ra das Flores n. 37.
Serio dadas consultas medicas-cirurgi-
cas pelo Dr. Estevo Cavalcaotl de Albu- SI
querque das 6 as 10 horas da maoba, ac-
cudindo aos chamados com a maior bre-
vidade possivel.
l-o Partos. a?
2. Molestias de pelle. 9
3.* dem dos olhos. #
4." dem dos orgos genitaes. 9
Praticar toda e qualquer operado em sf
seu gabinete ou em casa dos dpantes con-
I forme Ibes r mais conveniente. tg

Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Pa:: em casa de
Aranaga Hijo Os negociantes matriculados abaixo assigna-
dos. tendo dissohido amigavelmeole a socieda-
de que sobre a razo commercial de A. L. San-
tos & Rolim gyrava nsta cidade. vem partecipar
ao respeitarel corpo do commercio e ao publico
em geral que do 1 de agosto deste anno em (Mau-
le o mesmo estabelecimenlo gyrar sob a firma
de Anlooio de Moura Rolim, (toando a cargo des-
te todo o actiro e passivo da exlincta firma.
Recife 31 do julho de 1861.
Antonio Luiz dos Santos.
Antoaio de Moura Rolim.
wmmm -tommm 9s9i3
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier .cirurgio den lista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
dentes artificiaes, todo com a superiori-
dade e perfeigjo que as pessoas entendi-
das lhereconhecem,
Tem agua e pos dentifrieios etc.
ARMAZEM
PR0GRESSISU
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,

DTXAETS AIMBIDA & SIL7
seu
m
X commisso liquidadora dos cre-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commisso todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manha as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commisso roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mao dos meios udiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus de redores.
Escriptorio de ad-
vocada.
Os Drs. Tirquioio Braulio de Souza Amarante
e Joo Capistrano Bandeira de Mello Filho tem
o seu escriptorio de advocacia na roa larga do
Rosario n. 33,1* andar, onde serao encontra-
dos das 10 horas da marina as3 da tarde.
9 O abaixo assignado que tioha o nome S)
0 de Francisco Pedro das Neves por haver
@ oulro de i^ual uuuic se assiguai d'ore em
diante por Francisco Pedro da Crus Neves.
m Recife 3 de agosto de 1861. i
Chegou de Inglaterra o material pre-
ciso para este excedente d arado uro la
drilho. Os senhores que se quizerem
utilisar delle podem procurar na ra
da Concordia n. 73.
Aranaga, Hijo & C., sacam sobre
o Rio de Janeiro, Para', Franca, Lon-
dres e Lisboa : na ra do Trapiche No-
vo n. 6.
mm mwtws eteagsiseieaitties!
| Gurgel & Perdigao.
| Fazendas modernas. |
Recebem e veodem constantemente su- i
periores veslidosde blondo com todos os {
preparos, ditos modornos de seda de cor
e pretos, ditos de phantasia, ditos de
cimbris bordados, lindas lazinhas,
cambraiade modernos padres, seda de
quadriobos, grssdeoaples de cores e pre-
tos, moreantique, sinlos, chapeos, en-
feiles para cabera, superiores botes,
manguitos, pulceiras, leques e extracto
de sndalo, moderno manteletes, tai-
mas compridas de novo feitio, visitas de
, gorguro, luvasdeJouvin a 2^500.______
Muito barato.
! Saias balo de todos 03 lmannos a 4$,
chitas francezas finas claras e escuras a M
i t80 rs. o covado, colxas de laa e seda pa- "
J ra cama a 6-3 camisas para menino. fi
Roupa feita. gg
Paletot de casemira de todas as cores 55
a 109, ditos finos de alpaca a 6$, ditos fl|
de brim a 49, chapeos pretos a 8$ e mui- J?
tas oulras fazendas tanto para seohoras I
como para homem por precointeiramente mt
barato, do-se as amostras : na ra da jK
Cadeia toja n. 23, coofronte ao Becco
Largo.
ai5*3 ?*&**US ft*6 *iS*6**#'K
iPfKVamsTCTsinr ClWWBrW auaiW IsI'JB** B8r Wllln>BI
commisso de escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita ra foi transferido o escriptorio de
commisso de escravos que se achsvaestabeleci-
do no largo do Paraizo n. 16, e ahi da mesma
sorte se contina a receber escravos para serem
vendidos por commisso e por conta de seus se-
nhores, nao se poupando esforcos para que os
mesmos sejam vendidos com promptido, afim
de seus seohores nao soffrerem empate com a
venda destes; assim como se afianza o bom tra-
tamenlo e seguranza. Nesta mesma cssa hasem-
I pre para vender escravos de ambos os sexos, mo-
' eos e velhos, com habilidades e sem ellas.
A. F, Duarie Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus freguezes que tendo separado a sociedade que tinna com
mano, acha-se da novo estabelecido com dous aceiados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o ar.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razo de Duarte & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva: estesestabelecimentos oflerecem grandes
van\sgenaj 10 publico, nao s nalimpeza e asseio com que se achara montados como era commodidade de pre$o, pois que para isso resolveram os
prop rielarles raandarem vir parte de seus gneros em direitnra, afim de terem semprecompleto sortiraento, como lambem poderem ofereeer ao pu-
blico urna vsntagem de menos 10 por cenio do preco que posstm comprar em outra qualquer parte, por isso desejando os proprieurios acredttarem
seus eslsbeUsimentos lera deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas poueo praticas, em qualquer um destesesiabelecimentos, quesero lo bem servidos como
se visssem ptssoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vanlagens que oflerecemos, pedimos a
todos os sniores da praca, senhores de engenho e lavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeira vez, afim de experimanlar, eertos
de eont'rauarm, pois que para isso nao pouparo os proprielarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequeniarem nossos estabelecimentos;
abaixo transcravemos algumas ads5es de nossos pricos, por onde ver o publico que vendemos baralissirao, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
Manteiga ingleza especialmente escollhida da nova a 19 e 800 rs. a libra e da velha era porcao lera abatimento a 800 rs. a libra e em
barril a 750 rs.
dem fraUCeza a melhor do mercado a 620 rs. obarrril e meios a 700 rs. a libra
Cha hySSOn e pretO o melhor do mercado de 1*700 a 2#800 e em porcao ter abatimento.
Presunto fiambre inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em por$o a 800 rs.
PreSlintOS portugliezes viudos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e inteiro a 460 rs.
Marnielada dos melhores autores de Lisboa premiada as exposices universaes de Londres e Paris de 1$ a 1$800 a lata.
CaixaS COm estrelintia pevide e rodinha a 7000 a caixa e960 as. a libn eera porcao ter abatimento.
FraSCOS de ameixas eom 8 libra a 55500 cada um e 18000 a libra.
PaSSaS em caixinbas deoito libras, as melhores do mercado a 2*800 e a 500 rs. a libra.
Espcrmacete Superior a 720 rs. em catxa e a 740 rs. a libra.
Conservas francezas inglezase e portuguezas a eoo e soo rs. o frasco.
ErVllnaS portuguezas e francezas 800 rs. o frasco:
Lata COm bolaxinha de SOda de diversas qualidades, a muito nova a 19450. e grandes de 4 a 8 libras de 25C0 a 4500.
VinhQ om garrafas Duque do Pono, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca e Feitoria de l20O a 11360 a garrafa e
a 139 a duzia.
VinllO em pipa proprios para past de 500 a 600 rs. a garrafa ede 3*800 a 4*800 a caada.
Latas COm frUCtaS de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a lfOOU a lata.
Pera em CaixaS de 4 a 8 libras o melhor que se ide desejar e lera vindo ao mercado de 4 a 6# a caixa e 1&280 a libra.
CorinthiaS em frascos de 1 1(2 a 2 libras de 1*600 2*200.
Latas COm peixe Savel pescada a outras multas qualidades o mais bem arraDJado que lera vindo ao nosso mercado de 1*400 a 1*600
Caf do Rio o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
FraSCOS de amendoa com 2 libras, proprias para mimos, por serem muito bem enfeitadas e de superior qualidade a 3* cada um.
Vinagre branco o melhor que temos lido no mercado a 400 rs. a garrafa e 2*560 a caada.
LombOS de porco, paios nativos, chouri$as murallas e oulras qualidades, o melhor que se pede desejar de 600 a 1*280 a libra.
VinhO BordeaUX de boa qualidade a 800 e 1* a garrafa ede 8*500 a 10*000 a duzia,
MaSSa de tomate em latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a pr imeira vez a nosso mercado, de 1 a 1*280.
Banha de porCO refinada a melhor que se pode encontrar nene genero a 480 rs. a libra e 460 em barril.
CerVOJaS daS melhores marcas a 500 rs. a garrafa e 5*000 a duzia da branca.
Vinagre puro de Sboa a 240 rs. a garrafa e l*PSO o nocla.
DOC da goiaba da CaSCa em caixlo al* e em porcao a 900 rs.
Azeifee doce purificado a 800 rs. a garrafa e 9*000 a caixa com 12 garrafas.
Cognac a melhor qualidade que temos no mercado a 1*000 a garrafa e 10*000 a duzia.
QuijOS SUSSOS ebegados ltimamente a 700 rs. e em por$ao ter abatimento, afianza.se a boo qualidade.
Genebra de Hollailda a 640 rs. o frasco e 6*800 a frasqueira com 12 frascos.
Palitos UxadOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos, e flor a 280 rs.
dem do gaz a 3*000 a greza e 280 a duzia de caixas.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercado porluguez. hespanhol e francez de 1* a 1*200 a libra.
ZeitonaS as melhores e mais novas uue que tem vindo a nosso mercado a 1*200 a ancoreta do Porto, e a 1*600 as de Lisboa chegadas
ltimamente.
AlpiSta o maislimpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 5*500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados. ___________

i

i
i

i
Vendas.
Obacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova d. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
I
i
i
Aviso s familias.
ARMAZEM DE FAZENDAS
N. 19Roa do QoeimadoN. 19,
DE
3 o-
Mudanga..
Joo Antonio Colho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todos oa seas freguezes que
mudou a sua lo ja da ra estreita do Rosario para
a ra do Imperador n. 69, onde o acharo promp-
to todos os dias uteis desde as 6 horas da manha
at as 9 da noite, para chumbar e tirar denles,
sangrar, por ventosas ou bichas ; assim como pa-
ra qualquer oulro servigo de sua arte e fra dos
dias e horas mencionados pode ser procurado no
pateo do Carmo d. 22.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua se a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Padaria.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, ra dos Pires o. 42, veode-se a muito acre-
ditada bolacbioha quadrada, d'agus, propria para
deentes, boUchinba deararuta dita de moldes.
Aluga-se o primeiro andar da casa o. 37
sita na ra do Amorim : a tratar na rus da Cadeia
O. 62 segundo andar.
Criado e ama.
Precisa-se de una criado e urna ama para cozi-
nha : oa ra da Conceifio n. 6.
Joaquim Ferreira Coelho, subdito porlu-
guez, relira-se para o Rio Je Janeiro.
Samuel Broan, subdito ipgltz e SHA senho-
ra, tegueo para Inglaterra.
Manoel Aires Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
Attenco.
i
Pede-se encarecidamente a pessoa que achou
um valle de 30$ pascado no anno prximo lindo
pelo Sr. Jos Ramilho de Souza, o especial ob-
seauio de o entregar no armazem da ra d> Vi-
gario o. 8, que generosamente se gratificar.
Precisa-se alugar urna ama que sirva para
eagommar, cozinhsre fazer as compras da casa .
oa ra de Hortas a. 61, primeiro andar.
Attenco
Q
A viuva do fallecido Ventura Pereira
Penna convida a todos os credores do
mesmo para comparecerem no dia 7 do
cor rente pelas 11 horas da manha na
rus Nova loja de selleiro n. 28, visto
nao terem se reunido no dia 5.
furto
Na segunda-feira (5) furtaram da escola central
do melhodoCaatilho urna conrete de ouro com
dous paseadores e ehave guarnecidos com perolas
e rubios, e am relogio francez da loja de Mr.
Rertrao e Cbapron, suppe-se Uredo por algum
portador dos meninos : quem o entregar, ser
recompensado generosamente.
A pessoa que aonunciou precisar de um es-
cravo para alugar, anuuncie sua morada para ser
procurada.
Joao Jos Ribeiro Gola tries, subdito por-
luguez, segu viagem do primeiro vapor para a
Europa.
A padaria do Lelo do Norte, ra do Cato-
vello, precisa de um bom amassador.
Precisa-fe de urna ama : do Campo-verde
a, 45, para cosiohar para poucas pessoas.
Perdeu-se urna chave de relogio
de ouro e urna cornalina com as ini-
ciaes J. D- M. : quem achou e quizer
restituir dirija-se a ra do Rangel n.
10, taberna de Joao Duarte Magmario,
que sera' recompensado.
Santos Coelho.
A8|e lOflOOO o corte.
Lindos cortes de phanlazia de seda com
lhos, pelo baratissimo preco cima.
14 covados por 2$.
Corles de riscado francez com 14 covados por
2$, esto-se acabando.
A 25$ o corte.
Ricos cortes de seda cora algum mofo pelo ba-
rato prego de 25$. i
Lencoes a 1900, 3$ e 3$ 500.
Lencoes de panno de linho e bramate fino a
1#900, 39 e 3a00.
O corte a 40$.
Ricos cortes do seda de todas as cores a 40 j.
480 e 6i0 rs. a vara.
Algodao monstro muito superior a 480 e 600
rs. a vara.
A pSO a vara.
Bramante de algodao com 10 palmos a 1#280 a
vara.
A 2500 a gollinha.
Gollinhas de traspasso ricamente bordadas a
28500.
A 500 rs. atoalha.
Toalbas de fusto pelo prego de 500 rs.
Cobertas de chita a chiaeza a 1*800.
Colchas de fusto a 6$.
Capailas de flor de laraoja a 5*f.
Liadas cambraias de salpicos brancas a 5*jO0O a
pega.
A 1600 a vara.
Atoalhado de linho para mesas a 19600 a vara.
A 2#500.
Chales de merino estampados a 25500.
A 220 rs.
Chitas francezas escuras a 220 o covado.
Pechincba, a 640 rs.
Groidenaples do quadrinhos a 640 o covado,
tendo algum mofo.
A 1$ o covado.
Velludilho encarnado proprio para roupa de
meninas a lj>.
Veode-se urna eserava crioula, com 24 an-
uos de idade, assim como duas crias, tendo um
seto aonosde idade e outra com tres mezes, am-
bas do sexo masculino ; tem boa figura, sadia
e tem-se prestado ao servico de casa de familia :
quem quizer negocia-la dirija-se nu de Hortas
d. 14, que achara com quem tratar.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para contsa e facturas, papel mala-borrao ; ven-
de-se na loja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 10.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de luvas de pellica chegadas
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, Da
ra do Queimado o. 16.
Vendem-se 12 travs ou linhas com 45 a 50
palmos Je comprimentoe 10 a 12 pollegadas de
grossura : a fallar com o administrador da obra
da travessa do Pocioho junto a casa de deteocao.
Nova pechincha
imperatriz Eugenie.
Finos corles de cassas francezas de 2 saias e de
7 babados, com 10, 15 e 18 ardas a 39500. 4$ e
5$. corles de la de bonitos desenhos, de 2 saias
e 3 babados com 24 covados a 6#000 : na ra do
Queimado n. 44.
Queijos de vapor.
Vendem-se queijos de vapor muito frescos a
28560, ditos a 1*440, ditos de coalha a 480 a li-
bra, banha reGaada da mais alva que ha a 480 a
libra, e outros mais gneros bons e mais baratos
do que em outra qualquer parte ; no pateo do
Paraizo n. 18, taberna pintada de azul.
Chegou
aioal o desejado tricopherous
Est venda na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Barateiros
Da loja
Armazenada de Pars.
Ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Roa-Vis-
ta, loja armazenada de 4 portas n. 56, recebeu
aovo sortimento de fazendas, a sar : cortes de
vestidos de tarlatana de todas as cores a 3#000 e
38500 o corte, ditos de cambraia com babados a
38500 e 48. ditos bordados dos lados a 48. ditos
de cambraia da India bordados e enfeitados com
ntremelos a 7$ e 88, rica fazeoda, manguitos de
manga balao a 18500, ditos de fusto com bolao-
zinho a 38. ditos de linho a 38 e 38500, para
acabar, corpiohos para meoinos e meninas a 1$.
cortes de riscado francez a 28. chitas decores li-
las a 180 e 200 rs. o covado, ditas largas unas
a 240 260 e 280 o covado, pecas de entremeios
e tiras bordadas a 18 Pe-
dales.
Ricos chales de groxe de ponts redonda e bor-
lote a 80, ditos de merino para todos os precos,
ditos estampados a SJ500.
Cobertas.
Cobertas de groxe a 108, ditas de chita a 18800,
lencoes de linho a 28, dilosde algodao a 18000 e
1#100, saias de balo, ricos goslos, a 3f 38500.
Armacao.
Vende-se urna armadlo de muito bom gosto,
sendo de fazendas : quem pretender, falle na
mesma loja, ra do Queimado o. 51.
Atten Ra do Arago n. 8.
Veode-se 16 ou 20 arrobas de metal velho, seo-
do cobre ou lalao, e bronze, igual porgao de
chumbo, ludo proprio para derreter e fszer obra
oova, assim como urna cama de coodur de ar-
mago com pouco uso, tudo por prego razoavel.
Veode-se ou permutase por urna negra um
oegro robusto e de boa conducta, proprio para
todo o servico : a tratar na ra da Gloria nume-
ro 114.
Attenco.
Vende-se um boi crioulo do pasto, bastante'
mente gordo e manso, proprio para carroca : oa
ra Imperial n. 170.
a dos bara-1
teiros,
Ra do Crespo n. 8 A.
Leandro & Miranda, j
Recebemos pelos ltimos navios e j
vapores da Europa grande e variado sor- '
timeoto de fazendas, roupas feilas e t
perfumaras, e todo se vende por meaos f
que em outra qualquer parte, como se- .
jam :
Cortes de vestidos de cambraia branco i
bordado a 5g. 108. 138 25g. ,
Superiores saias bordadas a 38.
fjp Rales de madapolo e crochet a 48.
. Ditas de clina a 6g500.
$P Cobertores de la muito grande a 5.
A Chitas francezas muito fioas a 280 rs. o &
gfc covado. -;A
w E outras muitas fazondas por presos *
f baratissimos. 9
* mmmmm#
Farinh SSSF.
Esta eonhecida e superior marca de"
farinha chegou a tres dias de. Trieste
pelo brigue Lutitania, e vende-se a re-
talho no armazem de Antunet Guima-
raes &C, largo da Assembla n. 15.
Farello de Lisboa
e semea vende Jos Luix de Oliveira Azevedo em
seu armazem travessa da Madre de Deus nume-
ro 5.
Cera amararella. m
Na ra da Cadeia do Recife loja n. 50. ha i
Tender cera amareUa, recen temen te cheajal.*

mm


(6)
URIO DI riRIUMC. OUffl-ttWl 7 H'lfiWTv 01 1MI.
Mtenco
Vendem-se caixoes vastos proprios
para baliuleii'oi.funileirosetc.a 1#280:
quetn pretender dirija-$e a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem ostem
para vender.
Nao se espantem.
Chegaram as alampadas de latao to procura-
das, thuribolos, navetas, calldeiriohas para agua
benta, caixiohas com frascas para santos leos,
campainhas para tocar a santos de todos os lma-
nnos, tudo com muitti gosto e por presos cotn-
modos; na ra Nora n. 38. defronte da Concei-
go, no multo aligo deposito do Braga.
Molas para balo.
Na loja d'aguia deouro, ra do Cibug n.l B,
recebeu de sua encommenda as verdadeiras mo-
las para baldes, que se vente a 200 rs. a Taca.
DESTINO
DE
Jos Das Brandao
5Ra da Linguet5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza a 18 a libra,
lita fraoceza a 700 rs.. cha prato a 18400, dss-
sas a 560, conservas inglezas e portuguezas a
700 rs., aletria, talhatim e raacarro a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a320rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 18400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 58a duzia, dita prela a 600 rs. a garrafa e
68800 a duzia.Uoto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portuguezis a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, vinho do Porto eogarrafado fino
(velho) a 18500 rs vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros rauilos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se lornava enfa-
donho aos freguezes. (Dinheiro vista.)
Coraes lapidados
a 500 rs o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
500 rs. cada um : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca a. 16
Vende-se feijo
amarello.
No trapiche Barrio do Livramento, no Forte do
Mallos, em saceos de 5 alqueires, medida de Por-
tugal.
A.ttenco.
Na ruadoTrapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & G., existe um bom sortimento de li-
nhas.de core? e brancasem carreteis do melhor
brisante le Inglaterra, as quaes se vendem por
pregos mui razoaveis.
A LOJA 00 PAVlO
Feyao fradinho.
A nai a & .___ a
Da
I
Ilua da Imperatriz n. G0. g
DE h
lama&Silva
Acaba de recebnr um novo sortiraenlo
j de fazeodas proprias para sintieras e
I meninas que vendem por presos bara-
tsimos como sejam :
Ricos cortes do cambraias brancos
com barra adamascada e outros com ba-
bados brancos e do cores que vendem a
3S300, pegas de cimbraia muito fina com
10 varas e urna vara de largura a 6$ e
78, ditis transparentes muilo finas com
8 e 1,2 varas a 38 e 3S500, ditas de 6 e
l|2 varas a 28500, pega de cambraia
branca com salpico com 8 e 1[2 varas a
4J, corles de cassa com salpicos brancos
e decores a 28, ditos de dilos brancos
lavratas a2|J, capas pintadas com lin-
dissimos padres o covado a 280 rs., di-
las de salpico brancos e de cores o co-
vado a 240 rs., chitas francezas escuras e
alegres a 223, 240,260, 280, 300 e 320
ris.
Sedas.
Grosdenaples preto bastante largo e
eocorpado o covarto a 18600 e lg800, di-
to cor de rosa a 2g, dito azul cor muilo
bonita a 28*00 o covado, seda lavrada
cor de canna muito moderna por ser ada-
mascada o covado a 28, chamalote pre-
to bastante largo o covado a 2/.
Para familias.
Damasco de la com 6 palmos de lar-
gura para cubrir mesas de jantar, de
ineiode sala, pianos etc., etc. o covado
I a 1^250, damasco de Sdda encarnado e
amarello proprio para colxas, cortinas
etc., etc. o covado a 2J210, sedas bran-
cas proprias para vestidos de nuivas fa-
zenda rauito superior, raadapolao muilo
fino peca de 40 jardas a 440 rs. a jarda,
dilos muito superiores a 200 rs. a jarda, I
a 4.J5JO, 58,58500, 6J, 6$500 o 78, al-
pac preta muito superior a 500, 560. |
640 rs. o covado, grande sortimento de
chitas prel-is franc-ezas covado a 240 rs.,
ditas inglezas a 160 rs. o covado, cas-
sas pretas a 480 rs. a vara.
Para vestidos.
Orgrndys de cores fazenda muito mo-
derna covado a 560. mimos do co e
gazias de seda fazenda muilo nova co-
vado 18, chaly muito bonito a 1g, 800
e 640 rs. o covado, lazinhas claras te-
cido kropSo covado a 640 rs., corles de
gorguro escuros a 68.
Chales.
Ricos chales dekrepom com listas de
seda a 8g. ditos de dilos a 78, ditos de
froco a 68, ditos de merino com palma
de seda e de velludo a 48500.
Bordados.
Camisetas com golla e manguitos a 38,
4 e 58, manguitos com gollinhas a 3j,
Qoissimss liras bordadas a 800, 18 e
IftOO, gollinhas muito delicadas a 600,
800 e Ig, lencinhos de labyrintho pro-
prios paraseihora ou para presente al
182K0 e 1S600, ditos mnito fios a 48- '
Paletotspara horneen.
Paletots de panno preto de todos os
pregos equaltdades tanto saceos como
sobrecasacos, dilos decaaemira de todas
as core, dito de ganga o de riscado
caigas de brim de lioho brancas e de co-
res, ditas de casemira de lodos os lma-
nnos e qualidades tanto pretos como de
cores garante se a bemfeitoria destas
obras por terem sido feitas por um dos
melhores alfaiates desta cidado ; na
mesma loja existe am resto de chspus
de sol de seda a 68 e lencos de seda a
18, tambera se vende constantemente um
completo sortimento de roupa feila para
escravos ou para trabalho muito bem
cosidas, ao-te as amostrai de tedas as
fazendas donando penhor ou mandam-se
levar pelos caiuiroa da casa aos freaue-
zesque quizaren. ^
Veadem-sesaceos com SO cuias : i na 4a
enrae n. 24, tra**asa do Ouvidor.
. Vndese ama boa raobiiia de oleeealgana
Tiaras de sala : na ra larga do Rosara a. 4a,
segundo andar.
Luvas de Jouvin.
Goes & Bastos, na loja da ra do Queimado
n. 46, teas as verdadeiras luvas de Jouvin, a co-
mo as receba en direitura por lodos os vapores,
as vende por prego commodo.
Nova pechincha.
Pegas de cambraia lisa fina om 7 li2 8 e 9
jardas a 28, 28500. 3} e 38500, chita larga fran-
ceza a 200 e 220 rs. o coTado : na ra do Queima-
do n. 44.
Aos senhores de engenho.
Arados e grades americanas, de diversos fei-
Hos, chegados recentemente : trsta-se na ra do
Trapiche n.8.
Cestinhas de Hamburgo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B, quem recebeu um completo sortimento de
lindas cestinhas de todos os tamanhos proprias
para meninas de escola, assim como maiores com
lampa proprias para compras, baliios proprios
para costura, ditos proprios para faqueiros, ditos
muito bonitos par brinquedos de meninos, di-
tos maracas pintadinhos que se vendem por pre-
gos muito baratos-
Ra da Madre
de Dos n. 4, vendem
Moreira /^erreira.
Milho novo saceos grandes.
Farello de Lisboa,
Farinha barata para animaes.
Cafe io Ceara*.
Feijao amarello de Lisboa saceos de 5
alqueires,
Relogios ameri-
canos.
Vende-se elegantes relogios americanos de m-
deira, para cima de mesa, por mdico prego
na ra do Trapiche Novo n. 42.
Vende-se um bom civallo andador bati a
meto muito novo por pouco diuheiro na ra dos
Pescadores n. 1 e 3.
, ""-SnfP",M 5" lerreno com 78 palmos de fren-
te e l/O de fundo, entre as duas pontos da Pas
sagem da Magdalena, cora a frente murada ; con-
tendo alguna arvoredos; quem pretender dirja-
se ao borle do Mallo prensa n. 20.
Luvas de finacamursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e as est
vendeodo a 28500 o par ; os senhores officiaes e
cavaiieiros que as comprarem conhecero que sao
baratas vista de sua finura e duraco, e para as
obter dmgirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16. Adverle-se que a quantidade
pequeDa por hora, e por isso nao demorem.
Uval sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der polos diminutos pregos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito orecisa,
arante ludo perfeito. dos o nrecu admira :
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a
Dita de carretel muito boa, carretela
Nvelos de linha do gaz brancas a 10 e
Carreteis com linha preta muito gran-
des a
Varas de franja de 13 muito bonitas a
Pecas de tranca de la muito bonitas e
cora 10 varas a
Pares de meias cruas para menino a
Ditos ditos de cores lodos os tamanhos a
Ditos de cores para meninas a
Duzia de meias cruas para hornera a
Carios de linha Pedro V com 200 jar-
das a
Caixas com lissoes para acender charu-
tos a
Caixas com phosphoros de seguranza a
Duzia de phosphoros do gaz a
Fitas para enfiar vestidos muilo gran-
des a
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a
Ditos com cheiros muito fino a
Ouza de meias para senhora o melhor
que ha a
Pegas de trancinha de laa sorlidas a
Sabonetes superiores e muito grandes a
Groza de botes de osso para calca sendo
pequeo a
Dila do ditos grandes a
Tramoia do Porto superiores varas a
100, 120 e
Pecas de fita de lioho brancas e de co-
res a
Groza de penas de ac muilo finas a
Frascos de opiata para limpar denles a
Copos com banha muilo boa a
Espelhos de columnas roadeira branca a
Carteiras para guardar dinheiro
Rialejos para meninos a
Baralho portuguez
Varas de franja para cortinados a
Groza de botes de louca brancos a
Tesouras muilo finas para uohas e cos-
tura a
Caixas de charutos de Ha vana muito su-
periores a
Cartas muilo finas para voltarete o ba-
ralho a 240 e
Varas de bico largura de 3 dedos i
Garrafas com agua celeste para cheiro a
Rialejos com 2 vozes para meninos a
40
30
30
20
160
100
200
200
160
120
28400
80
40
160
240
80
400
500
38000
50
160
120
240
160
40
500
400
- 640
18500
500
40
120
240
120
400
48000
320
120
18500
100
Rival
sem segundo.
.JTeu^am-fe ai miudesas e arma-
do existentes na loja Vita na ra da Im-
peratriB.58 e garante -se o arrenda-
mentoda casa: a tratar na ra da Ca-
tfeia do Recre n. fr.
>e en ensaeeM mmm
9
|WA IKITA AINDAMIS BARATAS.
SORTIMENTO COMPLETO
>a
Fazendas e obras feitasj
LOJA EARMAZEM
IGes I Basto!
wa f
Una do Queimado
a. 4fr, treme amareila.
cotntemeat*temostniSrandeeTa- o
n.do.ortimeato oaaobweaSaa.apraU 1
de panno a da coras muito fino 28!
IOS, X2f e 245, ditos saecos preba doi
mesmos pannos a 14. 168 a 18#, casa-
ca pretasmuitobem feitas edesnerior
panno a 288, 30$ a 358. sobrecawct. da
e,",i5?d* or muito finos a 158.16
a 185, ditoisacc das mesmas caseni-
ra a 105, 128 e 145, calca preta 4e
casemira fina para bomem a 88, 98, 10/
; e 12, dilaa de casemira decore a 7f Ja
8e 108. dita da brim branco multo
38. 38500, 48 e 48500, ditas da meia ta-
semira de ricas corea a 45 e 4*500, col-
: leles pretos decasemiraa 58 e 6 dito
| da dito decoras a 45500 a 58, dito
I branco la seda para casamento a 58
1 dito da 8t eollete debrim branco e d
Va **3*' 3*500 e ** ditos ie cor
, 28500 a 38, paletotspretosde merino de
i cordao sacco e sobrecasacoa 7$,8j e?8
sollatespretosparlalo a 48500 a 5a'
?as pretas d merino a 48500 e 5 p7-
l etots dealpaca preta a 3*500 e 45, ditos
sobrecasaco a 68,78e 85, muito flnocol-
latas de gorguro desedade coresmuito
boafazandaa38800e45i collateed rel-
iado da crese pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca depanno pr-
tos e de cores a 148.158 16*, ditos de
- casemira sacco p ara os mesmos a 68500 e
78, ditos de alpaca pretos saceos a 38 a
a 38500, ditos sobrecasaco a 55 e 58500
IKealcasde casemira pretas e decores a 6,'
C 65500 a 78. camisas para menino a 208
m 1 dazia, camisas ingleza prega .largis
muito speriora|328 a duziapari acabar.
Assim como temo ama officin deal- f
S' iate ondemandamo executar toda 11 X
obrascom bravidade. II
*mmmmim mmmmmm
Batata nova
a 60 rs. a libra, espermaeete a 720, farelo a 256* .
a aacca '. ca travessa do pateo do Paraizo n. 16
casa pintada de amarello.
Grande pechincha.
A 220, 240 e 260 rs.
Chita francesas de muilo bonitos padrdes e
muito bons pannos, pelo baratissimo preco da
22", 240 e 260 rs. o covado ; na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Gangas francezas muito finas com padrdes
escures a 480 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa o-
ra e apreciavel agua ambreada, de ub aroma ex-
cellentemente agradarel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algnmas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
Ir8Cl e conserva o vigor da cutis, com especia-
udade dassenhoras ; assim como para se deitar
B agua de banbo, que o torna mui deleitarel, re-
sultando alem de refrescar o tirar 00 fazer desap-
parecer esse balito desagradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
cosidade de acalmar o ardor que deixa a oavalha
quando se fas a barba usaa vez que a agua com
que se lava o resto tenha della composicao. Cos-
ta o frasco 18, e queaa aprecia o bom naodeixar
cortamente de comprar desaa eatimavel agua em-
breada, isto na loja d'aguia branca, M ra do
Queimado n. 16, nica parte onde ss achara.
Vendem-se osengeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
so safreja dous mil pues:
quera pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
Relogios.
Vnde-se em casa da Johuston Paiar & C.
na do Vigario o. um bello aortimeato de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
usa variedade de bonitos (raacelins para os
mesaaos.
Arados americano se mchina-
para lavar rouparemeasa deS.P. Jol
hnston di C. ra da-Jeazala n.42.
h chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Dra. Radway 4 C., de New-Tork Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instruccoes completas para se usaren)
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se desoja curar, os
quaes se veodem a 18000.
Cabo de marfim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fim e madreperola a 28 e 25500 cada urna. Com
urna escova assim delicada fas gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, lojs d'aguia branca n. 16.
Raymundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ra m pela bar-
ca Ca rissavin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me lhorados
com novos
: perfe i coa-
mentos, fi endo ptir.onto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na roa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carrileis, linha de todas as cores tudo
fabricado exprassamenle para as mesmas ma-
chinas.
Novo sortimento
a de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
am novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milbares d individuos da todas as na$5es
podem testemunhar as virludes deste remedio
neomparavele provar em caso necessario, qne,
pelo oso que della fizersm tem seu arpo e
membros nteiramente saos depoisde havw em-
pregado intilmente outros traumentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, qne Ih'as
relatara todos os dias ha muitos annos; a a
maior parte deltas sao to sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seos bracos e pernas, depois dedor
permanecido longo tempo nos hospitaes, o tea
deviam soffrer a amputado l Dallas ha mui-
cas quebavendo deixado esses, asrlos de pade-
timentos, para se nao submeterem a essa opa-
racao dolorosa foram curadas coropleUmento
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren) sua a firma-
uva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
eujo resultado seria provar incontesuvelmente.
Que ludo cura.
O ungento heutil, mais particu-
larmente nos seguintescasos.
Alporcas
Cairabras
Callos.
Aneares.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em gara!.
Ditas de anus.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Na ruado Queimado n. 55 loja de miudezas
do Jos de Azevedo Maia e Silva, est queiman-
do os objectos abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a
Caixas de alQnetes francezes a
Carta de ditos ditos a
Carios do colxetes cora defeilo a
Cartdes de ditos perfeitos a
Caixas de dito muito superioj a
Pares de meias cruas a
Maso degrampos de earocol a
Tesouras para costura a
Pares de sapatos de trancado aleodo a
Ditos ditos de la a
Sapatiohos de la para meninos a 200 e
Frascos de oleo baboza a 400 o
Ditos de macaca perola a
Ditos ditos de oleo a
Ditos de banha a
Ditos d'agua ambreada a
Ditos de oleo philocome a
Caixas de folha com phosphoros a
Ditas com phosphoros de velas a
Duzia decolheres para sopa muilo finas a
Escovas para dentes muito finas a 160 e
Groza de penas de co caligraphica a
Tem tambem urna porcao de tranca de linho
brancas pecas grandes e pequenaa e de todas as
larguras por pregos baratos e outras muitas fa-
zendas que s i lsta que se poderlo apreciar
e admirar o prego.
120
100
80
20
60
40
160
40
160
18000
18280
400
500
200
100
240
500
900
100
340
18500
200
18440
S na boa f
DE
Jos de Jess Moreira A, C.
Ra estreita do Rosario
esquina da ra das Larangei-
ras n. 18
Os propietarios desto estabelecimento conti-
nuara a vender por menos do que em outro
qualquerestabelecimento tendente a molhadose
dos melhores que vem a este mercado e por vi-
rem parte delles por contados menciooados pro-
pietarios.
Manteiga ingleza perfeitaraente flor a 18100,
18, dita fraoceza a 640, e em barril se far aba-
itmenlo.
Cha Hysson do melhor que ha a 28800, 2g500
28, dito preto a 18600, chocolate do melhor au
ha a 900 rs. a
Latas de bolachinha de soda da mais nova que
ha a 18100, doce de casca de goiaba a lfi, 900
e 720 rs.
Passas a 480 rs. a libra e caixinhas com 8 li-
bra a 24400, raassasde tomates muito boa a 900
rs., vinho Bordeaux das melhores marcas a 6O
rs., e em dazia se far abatimento, vinho de to-
das as mais qualidades e alera disto talo mais
por muito diminuto preco que logo sero men-
cionados para que o respeitarel publico entre no
conhecimenlo que vendem mais barato que nin-
guem, s na boaf.
Importante
Aviso
Na loja de;4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-SB Um grando armaren) rnm lorii o Rorti-
maatode roupas feitas, paracujo fim tem mon-
tado urna officini de altaiate, estando enearrega-
do della um perfeito mestre rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Iilms. Srs. oQkiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardes com superiores preparo
e muito bem feita, tambera trata-se fazer o far-
dameoto todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanlo que tem os figurinos que de
IS vieram ; alm disso faz-se mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha deouro ou pril, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
eslylode Coimbra aoode se fazem as melhores
conhecidas at hojo, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamenio de psgens ou criados de libr que ie
far pelo gosto fraoceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazeodas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia qne se prometter, segundo o systema d'onde
veio o mestre, pois espira a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
recebeu um completo sortimento de gollinhas do
missanga, sendo de todas as cores
EAU M1NERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafraneeza ru da Cruz n.M
Largo do Terco
n. 23.
Vendem-se batatas muito novas a 80 rs. a li-
bra, assim como outros gneros mais baratos que
em outra qualquer parte, nao se diz o preco para
nao espantar!! I [a dinheiro vista).
Bonitos toncado-
res de armaco e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armaco preta, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que os
toroam mui elegantes, os quaes servem excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detrs, e de rapazessoltei-
ros, e pelos precos de 8, 9 e 108, sao baratissi-
mos na verdade, e quem os vir na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
infallivelmente comprar.
Gollinhas.
Nai loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu-se um completo sortimento de gollinhas
de missanga de todas as cores.
tmm
Sabonetes
de amendoa, em caixinhas de Iouca a
500 rs. cada nm.
Vendem-se sabonetes de a mendos para barba,
cada nm em sua caixinha de louca a 900 rs. ; na
roa da Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Aos tabaquistas.
Lencos finos de cores escaras e flus a imita-
cao dos de linho a 5| a duzia ; na na do Quei-
mado n. *2, na loja da boa f.
Vendem-se cintos de todas as cores com ricas
Gyelas para senhora e menina a 28, bandos de
dina para marrafa a 500 rs. o par, enfeites para
cabeca, de cores a diversas qualidades ; na ra
da Imperatriz, loja da boa f n. 74.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Olireira & Filho, largo do Corpo Santo.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da roa
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vendar a rer-
dadaira potasaa da Russia, era e de superior
qaalidade, assim como tambem cal virgem em
padra ; tudo por pregos mais baratos do que em
ouln qualquer parto.
Ruada Senzala Nova n. 42
Vende-sa em easa de S. P Jonhstoa & C,
salliosa silhesnglezes.candeeiro e castigaos
bronceados,!onas agieses, fio devela,chieots
para carros, emomaria.arreios para carro de
um edous cvalos relogios de ouro patente
fas*.
Gengivas escaldadas.
nenarops
seda para enfeites de vestido, sendo de difieren- Inflammacao do finita
tes cores e larguras, e como sempre as est ven- nii?mmac>ao d0 Dgad0-
dendo baratamente a *8. 3,4 e 5g a peca, precos
estes que em nenhuma outra prtese achara, e
asim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
A 4$, 4#500 e 5#.
Cambraia lisa muito fina a 48 a peca com 8 iil
raras, dita muito superior a 5g, dita tambem
muito fina com salpicos a 48500; na ra do
Queimado n. 22. na loja da boa f.
mbbmbbmi mmmmmmmm
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calgados e fazendas e todos
estes se vendem por precos muito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
268,288, 308 e a 358, paletots dos mesmos
pannos preto a 16$, 18J, 208 e a 248,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padrdes a 148.168, 188,208 e 24,
dilos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 98. 108,128 e a 148, ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 88, 108. el2g, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 128,
ditos de merino de cordao a 12J, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 158,
ditos de alpaca preta a 78, 88, 98 e a 108,
ditos saceos pretos a 48, ditos de palha de
seda fazendanuilo superior a 48500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 38500, 48
e a 48500, ditos de fusto branco a 48,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 78, 88, 98 e a 10, ditas
pardas a 38 e a 48, ditas de brim de cores
finas a 2$500, 38, 38500 e a 4g, ditas de
brim brancos finas a 48500, 5J, 58500 e a _
68, ditas de brim lons a 58 e a 6$, colletes l
de gorguro preto ede coras a 5$ e a 6J,
ditos de casemira de cor e pretos a 4g500 W
e a 58, dilos de fusto branco e de brim o
a 38 e a 38500, ditos debrim lona a 4$, fg
ditos de merino para luto a 48 e a 48500, g
caigas de merino para luto a 4$500 e a 5J, <$
H capas de borracha a 98. Para meninos
** de todos os tamanhos: caigas de casemira 9
|| prefa e da cor a 5$, 68 e a 78, ditas ditas
*5 de brim a 2$, 38 e a 38500, paletotssac- '
eos ae casemira preta a 6$ e a 7, ditos S
de cor a 68 e a 7J, ditos de alpaca a 38, *
sobrecasacos de panno preto al28e a
14, ditos de alpaca preta a 58. bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 88 e a 12$, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 58 e a 68, ditos da
brim a 38, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados,e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturare que para este fim u
temos um completo sortimento de fazen- S
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que 8
Spela sua promplido e perfeicao nada dei- X
xa a desojar. M
Era casa de Adamson, Howie 4 C, ra do
Trapiche Novo n. 42, vende-se :
Rolhas de cortica fioissimas.
Lona e filete.
Fio de vela.
Superiores tintas de todas ss cores.
Sellins, silhes, e arreios para carro ou cabriolet.
Riscadinh s de lioho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado; na ra do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Vende-se em cus de Adamson, Howie &
C, ruadoTrapiche Nevo a. 42, biscoilos inglezes
sortidos, em pequeas latas.
Campos A Lima.
Na ra do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de cambraia para guarnicaode vestidos
por commodo preco.
eobertos edescobsrtosr pequeos e grandes, ae
ouro patente inglez, para hornero e senhera de
nm dos melhores fabricantes de Liverpool, "in-
dos pelo ultimo paquete ingle : en easa de
SontaaH MellordrC,
Inflammacao da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
le olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
QueimadeUs,
Sarna.
Supuracoes ptridas.
Tinba, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulares.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, aStrand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocelinha contm
urna nstruccao em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmsceutico, na ra de Cruz n. 22, am
Pemambuco.
Vende-se o engenho Po-sangue, situados
margen) do rio Serinhem, distante urnas 600
bragas da estago da Gameleira, com urna safra
ao corte, alguna escravos, bois, etc., tendo ex-
cellente cercado e ptimos partidos de varzea pa-
ra mais de 2,000 pes aonualmente, e estando
hoje acrescenlado com algumas trras que foram
do engeobo Gameleira. Receben)-pe em conta
predios nesta cidade, e os pretendemos podem
enteoder-se com os Srs. Marcelino & C, em sua
loja n > 0o Grcspo.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende-se & verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Ciixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, ebegado de sua propria encommenda muito
lindas caixiohas de costura com msica, proprias
para mimo, que se vende muilo barato.
Enfeites de flores para ca-
samentse bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a ullima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vo a casamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os pregos sao 88,
10 e 12a. porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Cheguem ao barato.
O Pregu'ca est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas debrelanha de rolo com 10 varas a 2$
eafemira escura enfestada propria para calsa,
eollete e palitos a 960 rs. o covado, cambraia
organdiz de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dila liza transparente muito fina a 39, 48 e 69
a pega, dila tapada, com 10 varas a 53J e 6c, a
pega, chitas largas de modernos e escolhidos pa-
droes a 240, 260 e 280 rs. o covado, requissi-
raos challes de merino estampados a 73? e 80
dilos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 98 cada um, ditos com urna s palma
muilo finos a 88500 rs., ditos lizos com franja
de seda a 559, lencos de cassa com barra a
100,120e 160 rs. cada um, meias muilo finas
para senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualida-
de a 38 e 38500 rs. a duzia, chitas francezas
de ricos desenhos para coberta a 280 rs. o cova-
do, chitas escuras inglezas a 58900 rs. a pega,
e a 160 rs. o covado, brim branco de puro linho
a lf, 18200 e 18600 rs. a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 rs. a vara, brillantina
azul a 400 rs. o covado, apalea de differeBles
cores a 38600 rs. o covado, casemiras pretas fi-
nas a 28500, 3$ e 39500 ts. o covado, cam-
braia preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e ou-
tias muitas fazendas que se far patente ae com-
prador e d todas se darao amostra com penhor.
BASTOS
d Reg.
Na ra Nova n. 47, janto a Conceigo dos bti-
1 iteres, acabam de receber am grande sortimen-
to das verdadeiras camisas inglezas pregas lar-
gas e estrellas peitos, collariobos e puobos da
linho. e como seja grande quantidade tomamos
a deliberago de vender pelo diminuto prego de
358 o 408 a duzia, uniformes de casemiras de co-
res a 208, 258 e a 308, assim como muitas outras
fazeodas que s com a vista que se pode reco-
nhecer o que barato.
Admira vel pechin-
cha a 3,500 o corte.
Na loja do Pavo.
Grande e variado sortimento de cor-
tes de cambraia de seda tanto de barra
como de xadiez, de listas ou de flore
matisadas fazenda de 8# que se vende &
3#50Q para apurar dinheiro: na ra
da Imperatriz n. 60, loja de Gama &
Silva,


0UUD 9f*tM*MM0. + OMITA TOBA ? O*AOOCTO M 1861.
0)
Lilias caixinhas
com necessarios para costura
Acaba de chega r para k>ja d'aguia brinca mui
lindascaixinbaa matizadas, com eepelbe, tesoura,
eeoirete, aculheU, agulheire, dadal e pooteiro,
tudo pratiado e da apurado goalo, eotOm tuna
caixinha etcellente para nao presente, meamo
ara qualqaer aeohora a possuir, e vendem-se a
08 e 1*8 : na lo,a d'agaia branca, ra do Quei-
mado d. 16.
4 2.500 o covado.
Damaco de seda boa fazenda, encarnado, cor
de canoa e braocq.
Manteletes de fil preto afeitados com bicoa 58.
Damasco de H com 6 palmos de largura cora-
do a 18500.
Cbalea de merino bordados a reliado superior
fazenda a 89. c
Cortes de casamira de cor a 38500.
Setim Macio auperior a 2$50O.
Casemlra preta setim superior a 28500.
Pecas de iodiana fioiaaima com 10 raras a 8f.
Na ra do Crespo loja n. 10.
Cortos de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de rostidos brancos
bordados com 2 a 3 babados a 58 : na ra do
Queimado o. 22, na loja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gr&ratiahas estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
sioao prego de lf ; aa ra do Queimado o. 22,
oja da boa f.
Ra da Imperatriz n. 1.
Madama Millochau tem para partidas o soires,
crep e tarlalanas brancas e de cores, fil de se-
da e de lioho liso, capellas e llores, ricas fitas,
chapeos para senhoras e meninas, da ultima
moda, loras de Jonrin rerdadeiras : tudo chega-
do pelo ultimo navio Solferino.
A ttencSo as sedas de qudrinhos a 720
rs. o covado.
Vendem-se sedas de qu-
drinhos muito enctrpados a
720 rs. o covado e dita, a 560
rs. :na ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva*
Anda ao
Pavo,
Chitas baratas.
Vende-se chitas escuras de
cor fixas a 4$500 a peca a 120
rs, o covado por ter un pe -
queno toque de mofo: na ra
da Imperatriz n. 60, loja de
Gama & Silva.
Veode-se por prego commodo um escraro
de cor preta, bonita figura, mogo e robusto, o
qual proprio para todo e qualquer servigo : pa-
ra rere tratar ua traressa do Carioca armazem
numero 2.
Chales de merino estampados a 28500 : na
ra do Queimado o. 22, loja da Boa f.
Trapiche
BAKAO L1VRAMEM0
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender neste doto es-
tabelecimento o seguinle:
'Cera de carnauba em porges ou a rotalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 a 4 arrobas
Barricas com cebo do RioT>rande em porges
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a
2 arrobas.
Meios de sola dilTerentes qualidadesem porgues
ou a retalho.
Courinhos cortidos.
Familia jo mandioca por 18500 a sscca.
Farello em saceos grandes por 3$800 a sacca.
Attenc&o.
Vende-se um grande sitio com boa baixa, urna
camboa para otaria, e trras muito boas, sendo
inteiro ou a retalho : quena o pretender, dirja-
se a estrada ora do Cachang, a tratar com Je-
rnimo de Hollanda Caralcanti.
Cortes de meia casemira de urna scr, fazen-
da superior, pelo baratissimo preco de 28 cada
um : na ra do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Chales de merino estampados a 28500 : na
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
Sropria encommenda as rerdadeiras loras de
ouvin.e agora mesmo acaba de as receber pelo
rapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quera quizer comprar
boas turas escusa caosar-se, dirlgir-se a loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 18, que ah
ser bem serrido.
Tachas e moendas
Braga Filho dt C, tem sempre no isa apo-
sito daraa da M oeda n. 3 A, um grandesor-
menio da tachas e moendas para engenho, da
muito acreditado fabricante Edwi p M*w a tra-
tar no meimo deposito ou na ra do Trapicha
n. 1.
Veode-se o engenho lirlri, to na contarea
do Cabo, com as proporges seguintes: disla da
estrada de ferro urna legoa, e porto paraHmbar-
queem distancia de 200 bragas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem mullos terrenos para ae
abrirem com facilidade, ha grande cercado e
multas matas Este engenho noro ebem obra-
do ; a tratar oa ra da Praia n. 47, seguodo an-
dar, ou no engenho Gafund, sitio em distancia
de meia legoa daestigo deOlinda com oabaixo
assignado.Joo Paes Barrete
Eotre-meios
os melhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca recebeu um explendido
sortimento de entremeios de delicados bordados,
e gostos inteiramente noros, com dilTerentes lar-
guras, do mais estrello at mais de 1(2 palmo,
suas dirersas applicacdea escusa diser-se porque
todas as senhoras sabem : os pregos sao de 2 a
58 a peca conforme a largura, e 6 tal a bondade
delles que quem os rir e apreciar o boro, iofalli-
relmenle oa comprar: na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado o. 16.
gftiMisawflts mmm mmmm
Attenco
JFazendas e rou-
pas feitas baratas.
8
NA LOJA DE
48-Ra da Imperatriz48]
Junio a padaria franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e rariado sortimento
deroupas de dirersas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletols
de alpaca preta e de cores a 38 e 38500,
ditos forrados a 48 e 48500, ditos france-
zes faienda de 108 a 68500, ditos de me-
rino preto a 68, ditos de brim pardo a
3g800 e 48, ditos de brim de cor a 38500,
ditos de ganga de edr a 38500, ditos de
alpaca de lia amarella a imitaco de pa-
lha de seda a 38500 e 48. ditos de meia
casemira a 48500, 5g e 58500, ditos de
casemira saceos a 13g, ditos sobrecasacos
a 158, ditos de panno preto fino a 208,
22$, 288, ditos brancos de bramante a
i 385O0e48, caigas de brim de f6ra 1J800,
! 2J500, 38, ditas brancas n 38 e 48500, di-
j tas de meia casemira a 3*500, ditas de
casemira a 68500, 7J500 e 98, ditas pre-
tas a 4JJ500. 78500,98 e 108, colleles de
ganga franceza a 18600, ditos de fusilo
3800, ditos brancos a 2J800 e 38. ditos
de setim preto a 38500 e 48500, ditos de
| gorguro de seda a 48500 e 58, ditos de
I casemira preta e de cores a 48500 e 5,
ditos de relindo a 78,8J e 98.
Completo sortimento de roupa para
meniDos como sejam caigas, colletes, pa-
letots, camisas a 18800 e 28, ditas de fustao
a2}500, chapeos francezes para cabega
fazenda superior a 68500, 8J500 e 108,
ditos de sol a 6g e 68500, ditos para se-
nhora a 4S500 e 58- Recebem-se algu-
mas encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Aobarateiro da ra da Imperatriz n.
48 juntoa padaria franceza, vende-se:
ricos cortes de cambraia brancos e
bordados com dous folbos a 68000, ri-
cos cortes de rostido de seda escocesa
pelo brrato prego de 12g, cambraias lizas
muito finas com 10 jardas a 38500 e 4j e
de Escocia a 68, saias a balo de arcos a
28500, cortes ae chita franceza achamalc-
tada com 14 corados a 5g, pegas de cam-
braia lisa para forro com nore raras a 28,
e um completo sortimento de chita fran- o
ceza a 240, 260 e 280 rs. o corado e das ff
* inglezas a 180 e 200 rs. e outras muitas <
J> fazendas por pregos com modos.
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre se encontrarlo as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para hornera como para se-
nhora, por serem receidas por todos os vapores
viudos da Europa, e se reodem pelo baratissimo
prego de 2(500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
' HSUFSIflS
para vestidos de senhora e
ronpinhas de enancas.
Na loja d'aguia branca se enconlra em bello
sortimento de franjas de seda, la e lioho, bran-
cas e de cores, propriea para en fullee de rostidos,' 8, ninguem deixar de oa comprar : na loja d'a-
assim como urna dirersidade de gallo de seda e
linho, brancos e de cores, abortos e fechados, lar-
gos e estreitos at o mala que 6 possirel, trangai
tambera de seda, la e linho, de dilTerentes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas: por mo quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
braoca, na ra do Queimado n. 16, que ser bem
serrido.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletota de panno preto a 328, fazenda fina,
calesa de casemira pretaa e decores, ditas de
brim de ganga, ditaa de brisa branco, paletota
de bramante a 48, ditos de fusto de corea a 4J,
ditos de estamenha a 4$, ditoa de brim pardo a
38. ditoa de alpaca preta saceos e aebrecasacoa,
dolletes de velludo pretos e de cores, ditos de
corguro de seda, grarataa de linho aa mais mo-
bernaa a 200 rs. cada un, collarinboa de linho
ga uliima moda, todas estas fazendas se rende
paratopara acabar; a loja est aberta das 6 ho-
jas da manhla at aa 9 da noite.
Lingui^as do sertaoe
queijos de qualba.
Vendem-se linguigas muito boas s 320 rs. a
libra, queijos de qualha muito frescos a 480 rs. a
libra, espermacete boa qualidade 720 rs., em cai-
xa se faz abatimento, gomma de aramia da me-
lhor e mais aira que ha a 160 rs. a libra, dita a
80 rs., passas muito oras a 480 a libra, em cai-
xinhas se faz abatimento, e outros mais gneros
muito bons e mais baratos do que em outra qual-
quer parte : na traressa do Psraizo n. 18, renda
dintada de azul.
Machado k Ro-
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se ada mui noros e
delicados ehapcozinhos para baptisados obra
mu perfeita e bem enfeilada, sendo cada um eao
ana bonita caixinha, e pelo baratissime prego de
f
tingues
Vender em seu armazem, confronte o consu-
lado provincial, na rub da Madre de Dos n. 6, o
farello de Lisboa muito superior da afamada e
bem conhecida marca N a 4(400 o sacco, dito ge-
norez com 90 libras cada sacco a 38800, a fari-
nha de mandioca em perfeito estado a 18500 o
sacco, alhos bons. canastros com 100 maungas
a 28, charutos da Baha de todas as qualidadea
de 2j a 78500 a caixs, do acreditado fabricante
Simas e Gustavo Laport.
Ra do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, ren-
de-se por pregos muito baratos as seguintes fa-
zendas de superior qualidade e modernas, sedas
de quadros miudos para vestidos de senhora e
meninas a 800 rs., babados largos e transparen-
tes a 3J a pega, entremeios muito Gnos a 18500,
capas de merino e fustao para senbora a 5jp, chi-
tas largas escuras e claras a 240 rs. o corado,
roundes de seda a IOS, pegas de bretsnha de al-
godo a 28, riscado francez muito fioo a 180 rs.,
manguitos bordados finos a 28, gollinhas borda-
das a 610 rs., alberns de panno felpudo para
bomem proprios para chura a 108, capas russia-
nas o melhor que tem'vin )o a este mercado a
308. paletots de panno preto a 18g e 208. sobre-
casacas de dito muito finas a 25$, caigas de cise-
mira preta e de cores de 58 a 8$, ditas de brim
branco e de cores de 28 a 58, paletots de alpaca
e de brim de 38500 a 58, camisas brancas e de
cores finas a 2J, chapeos deso de seda supe-
riores a 6$. ditos inglezes a 108, cassas de cores
transparentes a 240 rs. o covado, assim como
outras muitas fazendas que se rendero por me-
nos do seu ralor para fechar cootas, restuarios
de brim e fusto todos guarnecidos e enfeitados
para meninos a 28.
Brim branco de linho muito fino a 18280 a
rara : na ra do Queimado o. 22, loja da Boa f.
aUaiam>A om>^ an'j^ sam;^ a-^ai aiava nao at.n/^ m.tr>m .i^ .
Maces
4 loja da bandeira
[Nova loja de funileiro daj
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Minoel Jos di Fonseca participa a
todos os seus fregeezea tanto da praga
cmodo mato, e juntamente orespeita-
rel publico, que tomou a deliberacao de
baixar o preco de todas as suas obras, por
cujo motivo tesa para vender uox grande
sortimento de bahs e bicias, tudo da
dilTerentes tamanhoso de dirersas cores
esa pinturas, e junlameute ana grande
sortimento de dirersas obras, cosiendo
baoheiros e gamelas grandes a pequeas,
machinas para caf o camas de reato, o
que permite vender mais barato possirel,
como seja bahs grande* i4| peque-
nos a 600 rs., baca grandes a 58 e pe-
queas a 800 rs,, coces a lf a duzia. Re-
cebe-se um offlcial Aa mesase oficina
para trabalhar.
Coral de raz
Vende-ae muito bom coral de raiz, o fio a 1| :
na roa Ju Queimado, toja u*ga!a trraitca n. II."
Chegaram as bellas macaes por serem grandes
e perfeitas, vende-se aos centos e em caixas e a
retalho : no deposito de Sodr & C., ra estrella
do Rosario n. 11.
Aranaga' Hijo & C.
vendem oncas de ouro: na ra
do Trapiche n. 6.
Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de grvalas de difieren tes gos-
ose qualidades, e por pregos taes que em ne-
nhumaoutra prtese acha, como seja, grarati-
nhas estreitas bordadas a 800 e 15, ditas pretaa e
de cores agradareis a 18, 18200 e 18500, ditas
com pontas bordadas e matizadas, e lisaa de mui
bom setim maco al$500. Pela rariedade do sor-
timento o comprador teri muitas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
a
f MO LOW-MOW,
Raa da Sea zalla Nova n.42.
RecU estabelecimento contina ahararua
completo sortimento de moendasenteias moen-
das para engenho, machinas de rapor e taixas
te farro batido a coado,da todoi os lmannos
para dito,
A12J00O
a duzia de toalbas felpudas superiore* ; na ra
do Queimado n. 29, na loja da bea f.
Veode-se um sobrado de doua andares e
aotlo na ra de Santa {lita : a tratar na rea das
Cruzee n. 18.
Vende-te ama exeellenie eraaaeie para ta-
berna em urna daa principaes mee de Olinda : a
tratar com o Sr. capito Antonio Bernardo na ra
de Baixo.
Eocyclo-
f pedica
LJa de fazendas
Ra do Crespo numero 17.j
OE
Guimardes & Villar.
I Para acabar com certas fazendas ren-
| demos baratissimos :
ChapeMnas de seda de riquissimos gostos
a 128 cada urna,
i Ditos de palha de Italia a 28}.
! Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 38-
l Cassas de cores fixas e delicados padres
* a 880 rs. o corado.
i Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
I quanto pertence para adornos de se-
" nhora porbaratissimos pregos.
Calcado Meli de 2 solas e sola fina.
\ Para homens.
Grande sortimento de roupas feitas
I chapeos de todas aa qualidades.
guia branca, rna do Queimado n. 16.
Vende-se porgo de quintaes de ferro em
rergalhoea quadrados de varias groasuraa e
chumbo em barra ; no armazem da traressa do
Carioca n. 9.
Opiata inglgza para
(lentes.
A loja d'sguia branca acaba, de receber de saa
propria eneommeada a bem conhecida eprorei-
tosa opiata ingleza para denles, cuja bondade
apreciada por lodos quantos delta tem usado,
ser mais por quem quizer conserrar asgengiras
em perfeito catado, assim como a alrura dos
denles; cusa cada caixa 18500, e por tal prego
s deixaro de comprar quando a nao acharen)
meia na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Feijao de corda
No armazem de Tasso lrmos, ra do Amorim
camero 35.
Enfeites de caneca.
Ne loja d'agnia de ouro, ra do Cabugfi n. 1 B,
chegado um completo sortimento de enfeites
para senhora, sendo ultima moda, que se rende
mais barato do que em outra qualquer parte.
E'de graca.
Ricaa chapelinaa de seda para senhora, pelo
baratissimo prego de 168 cada ama : na ra do
Queimado n. 22, loja da boa f: (a ellas,que sao
poucas).
Sal do Ass,
a bordo do Garibaldi ; a tratar com Tasso
matn.
Cal virgen de
ir-
Lisboa em pedra.
Vende-se amis ora que ha no mercado por
prego muito commodo : nicamente no largo do
Corpo Santo, trapiche da companhia.
Feijo macassa.
A 58 a sacca de feijo macassa noro :
mazeos de Tasso Irmaos:
Libras sterlinas.
Ha para vender, na rna da Cadeia do Recife
12, em casa de Hallar & Olireira.
O torrador!!!
23 "Largo do Tcr$o 2,3
Quem duridar renha rer; manteiga ingleza
perfeitamente flor a 18 a libra, frsneeza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito oras a 80 rs. a libra
assim como se torra massas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros amitos gneros perten-
cenles molhados, ( a dinheiro vista.)
nos ar-
n.
Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecaa de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente resudas com sala bailo, ele-, etc.,
4 rista do que, e de sua muita duraco sao bara-
tsimas a 1J200, barato assim s se encontra na
loja d'aguia branca, ra do Queimado o. 16.
Peonasdeace
nglezas, caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda as rerdadeiras pennss de eco ingle-
zas, caligraphicas, cuja superioridade est deci-
dida, e ainda assim contina a rende-las a 38 a
caixinha : na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado o. 16.
55Ra da Imperatriz55
Vende-ae urna porgo de ripas de louro para
estuque e ser de encommenda e prego razoarel.
55Ra da Imperatriz55
Vende-ae urna carroga de conduzir gneros da
alfandega, por prego commodo.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se um cabriole! de 4
rodas americano para um e
dous carelios, com os arreios
necessarios, em bom uso e pre-
go commodo.
Dous cabriolis
Vendem-se muito em conta dous
cabriolis sem coberts. um com ar-
reios e outro sem arreio : na rna da
Imperatriz n. 65.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a melhor que tem
rindo a este mercado a 88&00 a arroba a prazo
ou a dinbeiro : a tratar na ra da Cadoia do Re-
cife n. 7 ou na ra da Imperatriz n. 60.
Genebrada Hollanda em bo-
tijas.
Vende-se na casa de Brender a Bran-
dis & C. : na ra do Trapiche Novo nu-
mero 16.
Deposito de ara
de moldar, cadinhos de todos os nmeros, cobre
em lengol e rodas, lalo em fclha desde a gros-
sura de papel at o mais grosso preciso, estanho
em barra e rerguioha, tazos de cobre a 850 rs a
libra, chombo em lengol e barra, telhas de ridro,
e outros muitos objectos de metal : na ra Nora
defronte da Conceigo n. 38.
Rom para rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commo-
do : na ra ora de Santa Rita n. 65.
A 21 o corte.
Cortes de riscado francez com 14 corado pelo
barato prego de 28 : no armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
ARMAZEM
DE
ROUPA F
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
140 RA DO QUEIMADO 401
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas aa
qualidades, e tambem se manda executar por medida, rontade dos freguezes, para o
que tem um dos melbores professores.
Casacas de panno preto, 408, 358 e 308000
Sobrecasaca de dito, 358 30800
Palitotsde dito e de cores, 358, 308,
25S0OOe 20#000
Dito de casimira decores, 22*000,
158, 128 e 98000
Ditos de alpaka preta golla de rel-
indo, usooo
Ditos de meriu-sitim pretos e de
cores, 9S00O 88000
Ditos de alpaka de cores, 5$ e 38500
Ditos de dita preta, 98, 78. 58 e 38500
Ditos de brim de cores, 58* 48500,
43000 e 38500
Ditos de bramante de linho branco.
6S000, 58000 e 4$000
Ditos de merino de cordo preto,
158000 e 88000
Galsss de casimira preta e de cores,
128.108, 98 e 6,000
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 58 e 48500
Ditas de brim branco e de cores,
50000, 48500 e 28500
Ditas de ganga de cores 30000
Colletes de velludo preto e de co-
> res, lisos e bordados, 128. 9$ e 88000
12 Ditos de casemira preta e de cores.
lisos e bordados, 68,58500, 58 e 38500
Ditos de setim preto 58000
Ditos de seda e setim branco, 68 e 58000
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de cores,*7$000, 68000 e 58000
Di'os de brim e fustao branco,
38500 e 38000
Seroulas de brim de linho 28200
Ditas de algodo, 1g600 e 10280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 28500 e 28300
Ditas de peito de linho 60 e 3*000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 38, 2*500, 2$ e 1*800
Camisas de meias 1*000
Chapeos pretos de massa,francezes,
formasdaultimamoda 100,88500e 7*000
Ditos de fellro, 68, 50, 48 e 2*000
Ditos de sol de seda, inglezea e
francezes, 14*. 120,110 e 7J00O
Collarinhos de linho muito finos,
noros feitios, da ultima moda *800
Ditos de algodo ^500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 100*. 90*. 808 e 708000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hoson la es, 400 30*000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderegoa, pulseiras, rozetaa o
anneis e
Toalhas de linho. duzia 12*000 e 10*000
* *
Vende-se a todos miudezas baratas
Apparega dinheiro que a rista faz f 'r
Correi iregueaiohos s estrellas gratas
Que no Rosario dirisam a loja que .
Loja das tres estrellas, ra
larga do Rosario n. 3 3
Neste estabelecimenlo qneima-se sem reserra
de prego : Fitas lizas e larradas fins, bicos de
linho e de seda, labyriotbns, rendes, babados de
linho do Porto, transas e franjas de seda e de la,
galo branco para eofeile de vestidos, cofiadores
psra roupoes de linho e de sede preta, boles de
metal para caiga, ditos de massa para paletots,
ditos de retroz para casaca, ditos de ridro e de li-
nho para oasareques, brincos e rozetas douradas,
escovas para fato, para sapatos, para denles e
para unhas, tramoia em pegas de quinze raras,
cruzes e vernicas finas, rosarios de carotina e
de osso finos, linhas de meada, de peso e de car-
retel, enfeites de fita e de ridrilbo, carteiras de
marroquim e de cnagrem, ditas grandea para pa-
pis, requife preto de lia, caixas de bfalo, de
massa, de chumbo e de raz pare tabaco, relogios
para meninos, dedaes de metal branco e ama-
rollo, esporas psra salto, phosphoros em caixas e
em barriziohos, estampas de santos finas, colo-
ridas e em lamo, pequeas e grandes, ditas em
quadros, sortimento de frocoa, fio para sapateiro,
fita com clcheles, sombra para flores, grvalas
de seda, gasrdanapos de lioho, aiiiohas de tinla
para deaenho, golas de seda preta e de cores, fita
de reliado preto e de cor, luvas de seda, ditas de
terca! sem dedos, ditas de Jouvin que ee rende
at per 200 re., loques finos, meias de algodo de
toda a qualidade, ditas de sede preta, medidas
Sara alfaiale, estejoa de naralhaa finas para bar-
i, piaeeis pera dita, peetes de maiOaa e de mas-
sa para limpar a cabega, ditos de tartaruga vira-
dos, sapallnhos de merino fine e de la, tlnteiros
da metal, caniretes finos pera peanas, Ihesouras
de dirersas qualidades, e muitas estiras cousas
tendentes se mesmo negocie qoe tudo ae rende
por todo o preco para acabar.
ELIXIR DE SALDE
13
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
Aloja d'agnia branca est recentemenie pr-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torgel com franjas e borlas,
outros tambem de torgal de seda enfeitados com
aljofares de cores borlote eo lado, outros de
troco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um aparado gosto e perfeicso,
os pregos de 8* e 10* sao baratos rista das
obrss ; alm destas qualidades ha outras para
38 e 4* : iaso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Vendem-se muito em conta quartolas de
muito boe qualidade, proprias para deposito d'a-
gua em casas particulares e sitios, e tambem por-
go de toneis grandes de boa madeira, que sao
ptimos para depsitos de mel, e psra as distila
goesdoj engenhos, os quaes se rendem a dinhei-
ro ou a prazo, conforme ae conrencionar: para
rer e tratar, na traressa do Carioca, armazem nu-
mero 2.
MM1M
erenham comprar ricoa vestidos de cambraia
bordados de dnas saias, muito finos a 10* cada
um : na ra Nora n. 42, loja de Tertuliano Can-
dido Ramos & C.
A 5#G00!!!
Chapeos de castor branco raspado a 58 cada um:
rende-se na ra Nora n. 42, loja de Tertuliano
Candido Ramos & C.
SARAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos arisa aos
seus freguezes desta praga e os de fra, que tem
exposlo renda sabode sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Trarassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidadea por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feito o seu deposito de reas de carnau-
za simples sem mistura alguma, como aa de
composigo.
Camisas ingle-
zas,
fazenda muito fina, peito de linbo, pregas largas,
a 40* a duzia : na loja n. 20, ra do Crespo, es-
quina.
Venda depropriedades
Vendem-se as casas terreas sitas na ra atraz
da matriz da Boa-Vista n. 30 e 32, Rangel n. 79.
e ra do Forte n. 26, todas com solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza,
ra do Queimado a. 12, primeiro andar.
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Citrolactato de ferro,
\3uieo deposito na botica do 5oaquim Martuuo
da Cruz, Corroa & C, ra do Cauug u. 1A,
om Fernamuueo.
H. Thermes (de Chalis) anligo pharmaceutico apreaentahoje urna ora preparago de ferro,
com o nome de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico umluxoempregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas to
ranadas, mas o homem da sciencia comprshende a necessidade e importancia de urna tal rarie-
dade.
A formula um objecto de muita importancia em therapeutica ; um progresao immenso,
quando ella, maniendo a easeocia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possirel para todas as
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
Daa numerosas preparages de ferro at hoje conhecidasnenhuma rene to bellas qualida-
des como o elixir de ctro lactato de ferro. A seu sabor agradarel, rene o tomar-se em ama pe-
quena dose, o ser de urna prompla e fcil dissolugSo no estomago, de modo que completamente
assimilado; e o nao produzir por causa da lactina, que coatem em sua composigo, a conslipaco de
rentre to frequentemenle prorocada pelas outraa preparages ferruginosas.
Estas oras qualidades em nada alterara a sciencia medicamentosas do ferro, qne sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispensar en ana clnica, de incompararel utilidade
qualquer formula aue lhe de propriedadestaes queopraticeo possa prescrever sem recele. E' o
que cooseguio o pharmaceutico Thermes com a preparago do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparages ferruginosas, tomo o
attestaa pralica de muitas mdicos distioclos que e teas endeiado. Tem sido empregado como im-
menso proreito as molestias de languidez (chlorosepallidas cores; na debilidade subsequente as
nomorrhegiaa.Tiae hjdropesiasqueapparecem depois das intermitentes na incontinencia : de orinas
por debilidade,naaperolas brancas, na escrophula.no rachitismo, na nurpera hemorrhagica, na
conraleacencia das molestia* grares, na chlero-anenria daa melheresgraridas, em tedoa oa casos
em que o sangeso acba empobrecido oa rielado peles fedigas affeegdee ebronieesj eachexia tuber-
oulosas, caneroee.syphililica, excessos etreos, onaniaaao e uso prolongsdo daa presusedes mer-
canses.
Estas eufermidaM toado mui frequeatee o sendos ferro e principal abatnela de qur
aoediee tem de lagar mee pera aa debelar, e aulbor de eitro-laettto u ferro 41 e. ece lourores e
roconhecidamento ahumanidade portar eacoberto asa formula pela qual se poe sem recelo usar
de Ierro
Escrayos fgidos.
Acham-se fgidos os escraves Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em selembro do anno proxim-
psssado, com os signaes seguintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos pretos
annellados ; e Luiz, cabra, natural do Ico, fugio
do em margo deste anno, e com os seguintes sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muito pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guns signaes de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppe-se este escraro estar, oceulto por
pessoa que o proleje, pelo que protesta-se contra
quem o tirer feito : qualquer pessoa que os sp-
prehender ou delles der noticia a seu senhor Joo
Jos de Carralho Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Desappareceu no dia 13 do correte, do si-
tio de S. Jos do Hanguinho, o escraro crloulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com os
signaes seguintee : cabillos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Menoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde reio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Fugio do engenho Dromedario o escravo
crioulo de nome Canuto, de idade 19 a 20 annos,
bem preto, nao tem borba, altura regular, bom
corpo, bonitas mos e ps, falla-lhe dous denles
da parte de cima ; este eacraro foi comprado no
dia 31 dejulho prximo paasado, e fugio no mes-
mo dia, ejulga-se ter rindo a esta praga por ter
bastante conhecimento : por isso roga-se de
quem o pegar, de leva-lo ao mesmo engenho ci-
ma ao seu senbor SebastiOjdo Reg Brrelo, ou
nesta praga na ra da Moeda n. 5, casa de Ma-
noel Aires Ferreira.
Fugio no dia 1* do correte mez o cabra de
neme Manoel, natural do Aracaty, altura regular
cabega redonda eum pouco chata, beigos grossos,
e quando anda balanga com o corpo, representa
ter 20 9 24 annos de idade, lerou caiga e carniza
de algodo branco e urna de la por cima e cha-
peo de feltro preto : quem o apprehender pode le-
va -lo raa do Queimado d. 73, que ser generosa-
8 ente recompensado.
De casa do abaixe assignado ansenlou-se ha
oilo diaa o seu escraro de nome Joo, tem 9 para
10 annos de idade, e bastante claro, traja caiga
de riscado azul e camisa de madapolo, rivendo
fora da cidade. e della pouco conhecedor, bem
natural que slguem o tenha homisiado. abaixo
assignado, pois, prometi desde j proceder na
forma da lei contra queja assim o tiver feito :
s autoridades policiaes servir isto de aviso, e a
quem delle der noticia ou apprehende-lo, urna
graticago generoso.
Jos Bernardo Galro Alcoforado Filho.
Acha-se ausente desde o dia 24 de junho
do corrente anno o escraro de nome Izidotio, com
os signaes seguintes: estatura alta, secco do cor-
po, cor fula, pouca barba, resto regalar, idade 27
ou 28 annos, pouco mais ou menos, cujo escraro
padece de asthma ; jelga-se estar trabalhando
aqui na praga de aerrente de pedreiro, estara
amaziado com urna mulata forra, tanto o escraro
como a mulata sao naturaea de Mara Farinha:
roga-se portento a lodos os capiles de campo e
autoridades policiaes de o apprehenderem e tra-
aer na traressa do arsenal de guerra n. 11, que
se gratificar.


(8)
IARIO DI riRlAMBOGO. QUARTA FEIRA 7 M AGOSTO M 4881;
Litteratura.
Conferencias de Nossa Senhora de
Paris.
(Stima conferencia.)
[Concluido.)
Q neita apreudam a belleza na infermidade do
homem a honra e abellezr dos anjos ; e que sob
a cora dessa pureza, goardem era lodiasua
entegridade estas cinco cousas necessarias em
toda educacao : a reHgiao, a f, o amor, a obe-
diencia e o respeito I Que a religiio de sua sei-
va vida delles, a f suas raizes, o amor seu
dosabrochamento, a obediencia sua forga, ores
pcilo sua grandeza, e a pureza o esplendor do
urna belleza inmaculada I Que Ihes d alm da-
So ludo o de qua dos em todos estes dons :
Jess Christo verdade, amor, antoridade, santi-
dade, magestado, Jess Christo Deus. Sim, Je-
ss Christo sempre ; Jess Christo conhecido, a-
mado, obedecido, respeitado, adorado e emita-
do pornossos Qlhos : eis o resumo da educacao
cbrist, e podemos anda aqu repetir nossa for-
mula de progresso : Crescamus in illo per om-
nia : Crescamos n'elle de todas as maneiras;
po3 ludo se eleva, e se sustenta nelle, in quo
otr.nia instaurantur... etomnia inipso conslant.
Concluso.
E agora, pergunto eu, qual deve ser vossa al-
titude em face desta gande cousa : a educacao
chrisla? Vos appareee ella cono un perigo que
convm evitar, ou como um beneficio que pre-
ciso aceitar ? J o disse quando comeceiquea
educacao que defendo nao o feito de tal ios-
tiiuicao, a propriedade de taes homens ; nao
o previlegio de tal classe da aociedade ; perten-
co a quem sabe da-la ea quem quer recebe-la.
Algn? homens que eatao de aolemao sempre
prevenidos contra ludo quanto resolutamente
chrislo, serio elires em (azer crer, que real-
gindo-se aqu os ttulos autheoticos da educa-
cao chrisla para vossa confhnca, teve-se a in-
ten;o de meoospresar em proveito do sacerdocio
toda a educago que nao e dada por elle. An-
ticipadamente protesto contra taes Interpreta-
res. Se estivesse convencido de que s o sa-
cerdote ou qualquer mo consagrada poderla
dar infancia o beneficio que techo de dizer,
nao hesitarei um minuto em dizo-lo muito alto.
Julgo nao ter-vos a costumado aos miooramen-
to3 da verdade. Minha sincera convicgo que
todas as cousas eguaes, a dedicago especial a
Jess Christo, emposta pela ungo sacerdotal e
pelos votos da religiao, e em geral na educago
urna forga e urna vantagem superior, e s a ce-
gueira voluntara das paixes interessadas pode-
rla contestar urna verdade na unio absoluta-
mente irrecusavel. Has nao menos iocontes-
tavel que basta para o ministerio da educacao
Christi, eso basta com esta condico. ludo quin-
to quer ser profundamente chrislo, padra ou
leigo, regular ou secular. E' pois nicamente
da educacao christ que trato nestas conferencias,
e rogo a todo o auditorio imparcial que neste
sentido aceite tudo quanto este anno lenho dito
sobre este importante assumplo.
Nesta hypothese, a nica que responde ver-
dade das cousas, e a sinceridade de minha pala-
bra, pergunto quera poderia achar em seu pen-
samento urna sombra de razio contra a educago
christ ? Quem poderia, a nao estar deslembra-
do pelos systemas anle-chrislos e a Deus ante-
calholicos, fazer opposicao a esta verdade : que
n'um povo chrislo e catholico a educago de ve
ser primeiro que tudo chrat e calholica ? Onde
achar, mesmo entre os que absolutamente que-
rem consliuir-se seus inimigos, um homem que
ouse dizer : repillo a educago christ porque
chrisl?Todo mundo convm em queo homem pre
cisa d'uma educago : salvo alguns raros Ilitera-
tos entregues pelo orgulho ao delirio da impieda-
de e loucura do paradoxo, todo o mundo anda
convm em que a educago precisa de urna re-
ligiao ; e perf conssao de todo o christiauismo
a mais sublime religiao, e o catholecismo o
mais elevado cimo do proprio chrisliaoismo.
Desde eoto, que podis temer da educago
christ e cathoioa ? De que pois ante vossa razo
poderia ella ser culpavel ? Que mal fez ella a
vossos filbos ? Por ventura eosina a duvdar,
oiear, revollar-se, despresar, e a profanar ? Cor-
rompe os corages, pervene as almas, e embru-
tece as iotelltgeocias ? Trabalha na sombra e
obra no mysterio t Se querem repelli-la, por
que nao paleoleo seus damnos, suas prevarica-
goes, e seus erros ? Que Ihe increpo ?
Nada_ Ah I engano-me ; esquecia-me d'uma
accusago to repetidamente destruida, e sem-
pre repetida.
Preparae-vos, senhores, para ouvir a requisi-
toria do racionalismo ante-christo cpntra a edu-
cago christ e catholica. Dizem : scttholicos
principalmente os sacerdotes, trabalham para
educar nossos Albos as ideas contradictorias a
nossa civilisago ; inoculam em nossos Qlhos o
odio de oossas instiluiges I Sempre nossa civi-
lisago I Sempre nossas instiluiges I Palavras
resoantes, porra vagas ; grandes, mas facis for-
mulas por meio das quaes pode-se accusar sem
jamis articular. .
Nossa civilisago I O que quer isto dizer ?
E' a industria, o commercio, a economa, o ca-
mioho de ferro o canho raiadoe o telegrapho ?
quem entre os chrislos oppe-se boje a tudo
isto ? A civilisago I E' o que definimos : a cul-
tura do espirito e oaperfeigoameoto dos homens ?
E quem mais que a educago christ tem a am-
bigo de realisar um e outro ? Se, como se apra-
zem proclamar, nossa civilisago nao passa de
urna nova expanso da vitalidade do christianis-
mo, que pode-se temer do progresso da educago
christ, catholica 7
Has repellis noisas instiluiges ? Quaes ins-
tiluiges? Aliberdade a egualdade e a frater-
nidade ? Mas foi o christianismo quem vos ex-
plicou a significago destas palavras, e a nica
que vos pode empedir de esquece-la.
Quaes sao essas intitulges que odeamos, e en-
FOLHETim
OBATEDORDEESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
XXV
[Continuando.)
Lgubre silencio seguio-se esta resposta do
Batedor de Estrada. A commogo dos dous ad-
versarios lioha cbegado ao seu cumulo. Cinco
minutos, que a Joaquina pareceram um secuto,
assim se passaram.
O marques com a cabega mellida entre as mos
xefiectia : o enternecimento das veas da fronte
trahia nelle a ag la gao do seu sangue.
Eato, senhor ? perguntou Joaquina nao
podendo por nnis lempo supportar essa incer-
teza.
O marquez ergueu o rosto : eslava paludo
como um detunto ; mas as suas feicoes lia-se
estampado o cuaho de urna resolugo inaba-
lavel.
Tambera vos a amaos, senhor ? disse elle
com urna dolorosa e feroz irona.
O Batedor de Estrada Qcou impassivel.
Nao lio commenlarios, nem interrogagoes
que de vos exijo. Respondei-me sim, ou nao ?
Nao.
EntSo recusaos ?
Recuso.
Estas das respostas reliniram cruelmente no
cojaco de Joaquim Dick ; mas preparado de ante-
mo para esse terrivel golpe nao se mostrou aba-
lado : parecia-se com o Indio altivo e corajoso
que amarrado ao poste das torturas insulta e af-
fronta com a sua indomavel e tranquilla firmeza
a raira impotente dos seus carrascos.
Obraes muito mal, Sr, marques, replicou
elle com urna fleugma glacial, em consultar o
vosso amor proprio no acto o mais importante
da vossa vida ; Unto mais quando essa orgulhosa
obtinago vos arrastari fatalmente para duas
derrotas. Repellis agora minha generosidade,
pois bem ; sabei que muito breve vos inclinareis
perante a minha forga. Juro-vos, que o da do
castigo nao tardar a vir para vos ; e tu casti-
go, Sr. marquez, egualar os vossos crimes : elle
ser sem extmplo I
O Batedor de Estrada esperara que o seu ad-
versario acolhesse suas ameacas com transportes
!- 22 ''*** PreHI Hou-se. O mar-
ques d Hallay nem se quer pestanejou, oi
H VideiVwrwn.178.
sinamos a odear ? Ousariels por ventura pre-
tender que se nlo pode ser chrislo e amar nos-
sas instiluiges ? Ou que ellas sao taes que nao
podem mais obter a sympalbia dos verdsdeiros
chnstos ? Mas ento accusarieis o qua chamis
instiluiges moderadas de estar em cootradigao
com o christianismo ?
Se, pelo contrario, admltlis que essas inslitui-
goes sao urna florescencia mais tarda porm real
da seiva christ, que podemos temer, digamo-lo
anda, d'uma educago christ por meio de ius-
titulgoes que teem o so pro de Jess Christo e a
vitalidade do christianismo^
Assentae, Senhores, era que estaraos por toda
parte neste novo mundo, de que to voluntaria
egratuitamente se nos considera inimigos; nos
chrislos e calholicosno oslamos encerrados nos
limites de um reino, nem as formulas de urna
carta ; estamos era franja, Hespanha, Inglaterra,
Allemanha, Italia e na Europa toda ; estamos na
America, Asia e frica ; vivemos, fallamos e
ensinamos sob todos os sceptros, todas as iosti-
tuigoe sabidas da vida e da liberdade dos povos;
e por toda parte homens do mundo novo, viven-
do nelle, e repelliriamos I Ah I Senhores, hoje.
como a desoito seculos, queremos tudo o que
verdadeiro, legitimo, santo, progressivo. e em
urna palavra : queremos o que nos faz crescer,
oque nos sustenta boje, e o que nos far cami-
ohar amanh para nosso commum e immortal
destino.
Eis o que procuramos na educago dos vossos
Qlhos, na qual se prepara o verdadeiro progresso
do mundo. Fra as palavras vagas, as preven-
goes os odios ; fra, em fim, as acusages sem
prejuizo e as repulsos sem motivos 1 Quanto
a mira, vou lindar como comecei. Disse-vos :
e conhegamos, araemo-nos, nos auxiliemos ; por
que o complexo de todas as dedicages tornam-
se o mais seguro garante de nosso futuro, e lo-
dos juoctamente proclamemos anda mais pelos
fados que pelas palavras esta verdade que tenho
trabalhado por fazer resplandecer em vossas al-
mas, nu ha pregresso real para os homens e
para as sociedades seno pela educago christ
dos meninos.
I Le Monde. Andrade Luna ).
Variedades.
A festa do Crpo de Deas,
i
Os meninos de Paris, as meninas especialmen-
te, tora conservado um uso antigo de urna sira-
plicidade encantadora.
No dia da festa do Corpo de Deus e na oitava
do domingo seguinte, ellas levantam pequeos
altares sob um prtico, no ngulo de urna barra-
ca, em fira no primeiro canto que encontrara.
Nelles nao se v nem a architectura, nem a de-
corago. Collocsm um graude papello sobre um
taraborete ou urna cadeira ; alguraas tabuinhas
bem aparadas e unidas lingem um ou dous de-
grausinhos ; occultam esse humilde madeiramen-
to no meio de um pequeo guardanapo de irre-
prehensivel alvura, cujas pregas descera o mais
possivel al o chao ; eis o monumento.
Cada urna das meninas da visinhanga, a quem
pertence o altir. traz um ornamento por tributo.
Ento chegam as flores, as fitas, as imagens, os
espelhos deboneca, 33 lindas niuharias de por-
celana; um crucitlxo, sempre! Urna fulilidade
inconveniente nunca I
As meninas, por mais jovens que sejara, lera
ja a honra do pertencer ao bello sexo ; o ideal do
bello existe nellas, sera duvids, porque a neces-
sidsde de embellezar o seu altar as anima incri-
velmenle 1 Urna imagem da Virgem Santa em
moldura dourada, como nao assentaria bem Ie
dous 3njinho3 de gosso !e uro par de castigazi-
ehos de cristal Ie urna cestinha, cheia de folhas
de rosas !...
Tudo isto custa caro. Os sidos que Ihes do
as mamas, por muito? que sejam, sempre sao
poucos; a bolsa commum nao est em relago
com a ambigo I
Ento pedem : Nao esquegsis nosso sltsrsi-
nho. a
O primeiro, ou os dous primeiro sidos sao
destinados compra de um bolo-sevado, que se
divide com aceio era um grande numero de pe-
dacos pra imitar o pao baolo, e se colloca na
salvasioha da esmola
Com o auxilio desse gracioso subterfugio, j
nao se pede, offerece-se ; e isto d alguna cora-
gera 3o amor proprio ou a timidez. Os altare,
dessas meninas sao germens da f ; nao as desT
presemos.
II
No dia da festa do Corpo de Deus a urna hora
da tarde sania de sus casa um mancebo da vinte
e tres a vinte e qualro snnos, bello, amivel, ter-
no, piedoso, e mesmo espirituoso. Ha bita va per-
to da praga de S. Sulpicio. Chama-lo-hemos Fe-
lippe.
O sol e o cu esto tambera em fesla, disse
comsigo Felippe ; passeiemos at o caes.
Apenas entra na ra Hazarine :
c Nao esquegais nosso altarsinho...
Minha pequea sinto muito nao ter trocos
atados.
A menina relirs-se, porem risonha ; lioham-
Ihe recusado a esmola com tanta polidez I
Um pouco mais longe Felippe avista outro al-
tarsinho. Desvia-se, e toma urna ra a esquer-
da, que o conduz a esse quarleiro silencioso,
onde se conservam pacificas, com ar de provin-
cia, as ruBs de l'Abbaye, de Fenstenberg ele.
O mancebo ainds nao havia dado dez pasaos,
quando urna nova pedinte, de semblante alegre,
lhe apresenta a salvasinha :
Nao esquegais nosso altarsinho.
Recusar urna vez o aoldo do altarsinho, afflige
bastante; recusar duas vezes seria bem doloro-
so 1 Felippe para immediatameute :
Anda um I Diabo I Eu tenho apenas urna
pega de vinte sidos, minha cara menina ; ten-
des troco ?
Eu vou procurar, senhor.
Bem.
A menina corre saltando como urna azalla Fe-
lippe procura o altar. Avista-o radiante, tn-
coatado a um muro velho.
Ali a acham duas, tres, quatro meninas de
dez annoa, as qaaes olhara com ternura para o
mancebo, e voltam-sa aftectadamente logo que
veem que elle as observa.
Os trocos miudosso immediatamente traaidos.
A mosinha da menina os passa em um puntn-
do para a mo de Felippe.
Eis aqu, senhor. E tudo quanto ha, con-
tal : urna moia de cincoenta cntimos e dez
sidos.
Felippe nota que nao ha ali um s dcimo;
mas apenas dez pequeos sidos, para empregar
o termo usual.
A memos conversadora, o que se coohece
pela expresso travesss de sua phisionomia.
Muito bem, minha menina. Qual a raso
de s haverdes pedido pequeos sidos ?
Ah I poique ha muitos altares hoje. Vos
os encontrareis em quasi todas as ras; aqu,
ali, acola, e ella indica as tres ou quatro ras
adjacentes.
Eis o que ser providente. Mas, daquelle
que s trouxesse decimos, tioheis certeza de re-
cebar um, eim ?
Nao pensei nisso; e demais nao gosto dos
decimos; quando tenho algum troco-o immedia-
tamante.
E porque?
Porque temos urna vlsinha pastelleira, que
muito avarenta I Um dia ouvi-a dizer que s
se devia ter na algibeira sidos grandes, porque
se encontramos um pobre que nos importuna, e
temos sidos pequeos, talvez que por fim lhe
demos um ; ao passo que s tendo dez grandes
nada Ine daremos. Papa lhe respoodeu : Muito
bem I agradego-vos a ligo. Lembrar-me-hel de
vossos sidos grandes e pequeos, e nanea sahi-
rei sem os pequeos.
Encantadora historia I Vosso pae um ho-
mem de merecimento, e vejo que vos tem dado
boa educago. Sois j urna boa christ, por isso
que amis os pobres. Tomai a moda. A me-
nina aceita, saltando de alegra. O grupo infan-
til, que se tinha approximado, exprime o seu
enthusiasmo por muitas piroetas. Felippe nao
poda abster-se de coosagrar um minuto ao altar.
Havia-se tornado um de seus fundadores.
Este altan, em verdade, de um bello formato.
Tem por asiento urna mesa. Nao obstante so-
bresali a sua indigencia. A pega de cincoenta
cntimos vem a proposito.
O visitante examina o altar, e sobre tudo as
meninas.
Urna dellas; mais crescida que as suaa com-
panheiras, se conservava um pouco affastada.
Seria por timidez? Seria por causa de seu toile-
te escuro, que a fazia parecer quasi mal vestida ?
Talvez que fosse urna e cutra cousa.
Esta menina nao bella ; mas agrada, attrahe.
Tem o rosto redondo, as faces cheias a tez mo-
rena. A isto junte-se alguma cousa de melan-
clico ; quem a visse tranquilla e seria, compri-
roindo um leve e delicado sorrtso, pensara cer-
tamente na la, quando ostenta todo o seu es-
plendor I As meninas de Paris sao flores vivas
de um grande brilho. Entre as rosas vida* de
sol, bello ver um volubil perdido em sua som-
bra folhagero.
_ Ero uro instante a amisade se trava. Conver-
so com o mancebo, como se elle tiveaso parte
na festa.
Um rapago de uns doze annos ali se acha tara-
be m.
E tu Nepomuceno tambem tens parte na
festa ?
Nao roe chamo Pomuceno, chamo-me Gil.
Ignorava. Nao flquemos mal por isso Gil.
Tu es o protector do altarzinho, s o seu guarda ;
cumpre quepreenchas bem o teu cargo, meu ca-
maradera. Mas a proposito I Tendes perto do
crucificado urna bella imagem da Virgem Santa.
Estar ali por mera formalidade ? Sabis resar ?
Dizei-me minha donzellinha, que nao presis os
disimos, resaes algumas vezes a Ave-Uaria ?
Oh 1 eu sou do cathecismo, assim....
Entre meninos tudo se faz inesperadamente.
Eis seno quando a joven calechumena faznm
aceno para o grapo, seguindo-o logo do sigoal da
cruz, que repetido por todos, e. immediatamen-
te diz em voz alta ve-Marta /
Felippe mal leve tempo para tirar o chapeo.
Menos simples que as meninas, temeu aer visto ;
lemeu a zombaria tacita dos que passavam. Nin-
guem passava felizmente.
Ao pronunciar a palavra /sus, a menina o faz
coro um tora mais forte e para.
grupo por sua vez responde : 5ar(a Jfario.
e continua rpidamente al o fim. Cada qual
cumprio aeu dever, sem exceptuar mesmo Gil o
guarda do altarzinho. que se contentiva pronun-
ciar muito baixo o Santa Maa. Em compen-
sado, porm, fez no fim um signal da cruz de-
baixo de todas as regras.
Fellippe teve a fraqueza de querer dissimular
a e moca o que experimenta va. Isto o fez com-
metler um desaso, que divia trazer a tristeza
festa, que anda ha pouco se achava to risooha ;
e mais tarde torna-la dramtica.
Tranquillsae-vos porm, leitor que o desfe-
cho nada tem de theatral.
A menina do toilette escuro, para quem olhava
muito o mancebo, nao pronuociava em alta voz
a prece. e urna falsa vergonha a obrigara at a
dissimular o signal da cruz.
Felippe idou ento um gracejo bem tolo, e
perguntou a pobre menina :
E vos, pequea, nao sabis dizer a Ave-
Mara, nem fazer o signal da cruz ?
A menina abaixou a cabega, o que, sem davi-
da, impedio que visse o sorriso do mancebo.
Talvez nao aejaes catholica ? Como vos
chamaes ?
Chama-se Suzana, resporide urna outra.
Suzana I com effeito. Serio vossos paes
israelitas ? Nao respondis ? Est claro que sois
urna pequea judia.
A menina affssta-se de costas voltadas, e as-
sim d quinze pasaos, pouco mais ou menos at
com um sangue fri egual ao seu que elle res-
pondeu.
Sr. Joaquim, a vossa existencia se acha en-
volvida n'um mysterio que eu nao buscarei pene-
trar. Quem quer que aejaes, roillionario, aven-
tureiro, grande senhor, ou vagabundo, certo
que nao sois um homem ordinario. Nao vos
avilteis a dirigir-me injurias, perderieis assim
para commigo a posigo de egualdade que vos
quero conceder no nosso antagonismo ou rivali-
dade 1 O nico motivo da minha recusa a r-
dante paixo que eu tenho por Antonia. Amo o
ouro, verdade, amo-o por elle, e pelos gozos
que me faz obter. Sou cobigoso, avarento, pro-
digo, e orgulhoso ao mesmo lempo. Com taes
inslinctos mui pouca cousa ha quo eu nao geia
capaz de empreheoder para adquirir a fortuna,
tudo bem verdade 1 Entretanto, nada ha que me
faga sacrificar o meu amor. Oh I deixae-me pro-
seguir ; quero explicar-me. Quando vi Anto-
nia, a minha vida era cheia de numeosas intri-
gas, muitos caprichos ephemeros, e algumas ri-
validades de amor proprio; porem o amor verda-
deiro, terrivel e inexoravel, tal qual o conhego,
nunca havia inflammado o meu sangue com os
seus inextioguiveis ardores 1 Antonia completou
para bem dizer o todo das minhaa paixes : ella
me revelou o emprego das torgas que em mim se
combaliam sem cessar, e me conduziam a Ilgi-
cas temeridades I ... Hoje tenho em vistas um
fim, e vencer, prosperar I ... mas vencer e
prosperar, nao com o nico desejo de juntar ou-
ro, e de offuscar com elle a multido ; porem
para mostrar a Antonia a minha superioridade
sobre os outros homens, para forca-la a respei-
tar-me, temer-me finalmente amar-me I Agora,
senhor Joaquim, que sabis o verdadeiro motivo
da minha recusa, espero que nao vos daris mais
ao trabalho de insistir.
Emquanlo o marquez d'Hallay fallou, o Bate-
dor de Estrada conservava a sua Impenetravel
impassibilidade, nao obstante as angustias do seu
eorago excederem em soffrimento as dores do
paciente alado roda do supplicio. No seu mar-
tyrio era elle sublime de dignidade.
Agradego a vossa franqueza, Sr. marquez :
mas como nao vos quero flear deveodo, dar-vos-
hei em t roca um nico conselho. Nao procu-
ris aproximar-vos de Antonia emquanlo estiver-
des na Apachen,
E porque, senhor.
Poique no momento em que erguerdes o p
ou para traospor o limlar da tenda em que alia
repousa, ou para penetrar no carro am que ella
viaja, cahireis fulminado por orna bala envene-
nada. Oh t nlo urna ameaca, simplesmente
um aviso I ... Para mim 'indifferente que quei-
raes ou nao aproveitar-vos delle. Repito-vos :
nao desejava ficar vosso deredor; eis-nos por-
tan to quiles...
Agora cabe-me tambem a vez de agrade-
cer-ros, Sr. Joaquim ; entretanto dae-me mais
urna explicago...
Fallae-
Quem me enviar essa bala lio terrivel pe-
la sua propriedade mortfera ? Vos sem du-
vida ?
Nao sei.
Sim, tambem me absolutamente IndifTe-
rente. Comprebeodeis que nenhama importan-
cia ligo ao facto de sabir desta ou daquella cara-
bina semelhante bala to myateriosa e iofallivel,
urna vez que tenha da ser morto, coma heide
ser, pois tenciono voltar quando me aprouver a
presentar a Antonia aa minhas homenagens.
Considero-me desde j supprimido deste mundo.
A minha explicago, Sr. Joaquim, s tiuha por
fim tirar-vos urna illuso.
Nao comprehendo.
Nada mais simples entretanto ; nao tendes
razo alguma de contar com a vossa destreza
para me fulminar aos ps de Antonia.
Julgaes isso marquez?
Estou certissimo.
Pois at hoje a minha carabina nlo errou o
seu alvo...
Nio duvido: concede-vos fcilmente a in-
falibilidade da pontaria; aobre isso nao lenho que
questiuoar; maa parece que vos esqujeosles de
urna cousa...
Que cousa T
De que estaes anda no acampamento.
E o quo tem isso ?
O que tem ? Supponde, e esta hypothese
nada tem de atrevida at muito luongeira
para vos, supponde que eu acredite iateiramente
no que ha pouco me declarastes, isto que co-
nheceis os thesouros que vamos explorar: nao
achaeaque seria muito asno quanto aos meus
interesses, e muito culpado quanto ana intereses
dos meus subordinados, se me nao urrlisasse dos
preciosos esclarecimentos que vos mesmo me
viodes offerecer com tanta bondadef Deixar-voa
partir, Sr. Joaquim, seria urna traiga da minha
parle para cora os meus bravos assoekdos, como
os chamaes. Eis a razio porque diese que nio
tendes razio em contar com a vossa destreza para
fulmioar-me aos ps de Antonia. Sr. Joaquim,
sois meu prisioneiro.
xxvi
Joaquim Dick se tinha levantado te sua cadei-
ra, e ia retirar-sa, quando a ameacadora e cate-
grica declaragio do marques d'Hallay, fe-lo pa-
rar immedialamente. Um aorrite *e exprima
profundo despreso, e um rain de esperaoga, ro
gou-lhe pelos labios.
Eu vose prisioneiro, sonhor I Btaos louco I
Ah I j comprehendo : um prntisja para nova
dlscussio: refleotistes no que ietav (azar, e vos
arrependeste. Ambicioso e calatjUdor, como.
o vio de urna porta,onde se conserva direita.im-
m
ovel, a sempre aom as costas voltadas.
T Porarentur"' Mclam> Felippe, terla eu ad-
vmhado ? Seriam judeus os paes desta me-
nina ?
O grupo nio sabia o que pensaste.
Nio responde Gil; conhego seu pie ; nlo
jodeu. '
Ah I tanto melhor meu Gil. Sabes que seu
pae catholico.
Catholico ? Isso nio sei.
Ento como podes ter certeza de que nio
seja judeu ?
E' porque j vi um judeu I Vioha em nossa
casa veuder ferr&menta.
Ferramenta I um que se oceupa teu pae ?
Era fazer aapatos.
Eoto sapaleiro ?
Sem duvida. O negociante de ferrameolas
chamava-te Isac, e depois um nome singular :
Brahoumater 1 Era gordo, trazia oculos e tinha
urna cara horrenda. Maman fugia logo que o va
chegar. Um da nosso cao Piram agadanhou-lbe
a peroa... Elle gritara I Piram nio largara, por
que o judeu lhe pizra a pata. Fol preciso para
largar, pap lhe desse muitos pontaps. Desde
entao o judeu nunca mais voltou.
Este diabo de Piram foi bem inspirado.
0h.I Que esses aoimaes tem am faro muito
fino I Nio vinha o negociante de ferramentas urna
s vez em casa que se podesse reter Prsm I Elle
bem va que era um judeu I O pae de Suzana
uro homem honrado. Hora ali, na ra direi-
ta; um fructeiro ; tem o seu nome em cima
da porta ; chama-se Menziot. O diagooslico in-
finitamente summario de Gil a respeitodos ju-
deus fez de tal forma rir a Felippe que se nao
aentto com a disposigao de espirito nescessaria
para consolar Suzana, que ainda se conservara
no vo da porta.
Despedio-se amigavelmenle do altarzinho, de
seu guarda, de suas protectoras e retirou-se.
Entretanto um pezar, bastante sensivel, o mo-
ven a olhar para traz no momento em que ia en-
trar n'uroa daa ras vizinhas.
Suzana se tinha emfim voltado. Suas amigas
a rodeavara ; mas nao obstante elle pode bem
destinguir o seu rosto : o vo da porta tinha dous
degrus, e por isso Suzana sobre-tahia mais a
suas companheiras.
O semblante da menina parecou-lhe conster-
nado 1 Tendo, sem duvida a naturezfe pouco ex-
pansiva, nao chorava ; mas seu pezar tomou en-
tao o aspecto banal dos pozares da infancia. Si-
lenciosa, e tendo as feiges conlrahidas, advi-
ohava-se que no se interior havia urna tempes-
tado. Causava d ve-la.
Felippe hesitou, reflectioe desappareceu;
111
Nao nos eslenderemos sobre o passeio do
mancebo. Tendo na mo os sidos ia-os deslri-
buindo ; benzia-se mesmo, nao sem rir-se, com
o pequeo manto aaul dos altares.
No fim de meia hora, quando muito dispoz-se
a voltar para casa. O primeiro altarzinho, da ra
Mazarine, ao qual recusara dar esmola, preoecu-
pava-o. Era urna devida a pagar: pagou-a. A
lembraoga porm da pequea Suzana o preoc-
cupava muito mais. Sua consciencia aecusava-o
de momento a momento. Ninguem poder dizer
a natureza do sedimento moral que cahe pouco
a pouco na consciencia, depois de urna falta, bem
como as gottas asuladas do arsnico no appare-
Iho de Marsh. Todo o mundo sabe que elle
pezado, mesmo quando o motivo ftil : e que
mais dfficil de suppor do que os grilhoes do
calceta.
Felippe tem urna irraia, urna boa irma de
dezenove annos, intelligente, piedosa, e de ca-
rcter grave ; ella subslitue sua mi quando est
ausente, e o servigo da casa marcha melhor.
Os criados podem esquecer-se de multa couta
com a senhora ; mas com ella, nio.
Felippe aceita de vontade os conselhos de sua
irma ; e da-se bem com elles.
A occasio boa. Coutemos a Thereza, disse
elle comsigo, o que me aconleceu e a impruden-
cia que commetti.
A irma ouve com prazer as minuciosas parti-
cularidades que lhe con ta seu ir mo sobre os al-
taresinbos, e aobre a Ave-Maria dita no meio da
ra, nao obstante o impedimento da polica I Po-
rm censura acremente o gracejo, que conster-
nara Suzana. Suzana que tanto a ioteressra,
por que a via tmida e menos bem vestida que as
suaa companheiras, mesmo mais bella que todas
sob o vu da melancola, que se psrece com o
seu lindo rosto moreno: ella ad vioha va o seu
porte, sou pejo, sua dr comprimida....
Felippe I como podeste desprezar a dor dessa
menina I Talvez nio etteja ainda socegada ; tal-
vez que as suas companheiras, em um momento
de capricho, a tivessem affastado do altarzinho I
Crs tu que urna falta se torna menor aomente
porque diz respailo a cousas pequeas, e que o
mal de que s autor seja menos serio s porque o
nio vos?
E porventura deverei ter remorsos?
Sim, senhor 1 o remorso excellente. Des-
de que o experimentamos, temos pressa de li-
vrarmo-nos delle pela reparagio. Volta para
teu altarzinho. pois que j fazet parte de um
delles. Elle pobrezioho sobre sua grande mesa
e com seu guardanapo branco, eu o vejo d'aqui.
Tanto melhor; enriquece-lo-hei I Dar-lhe-hemos
muitas cousas bonitas ; tu as offerecias de minha
parte. Todas ficavam contentes, e isto faz que eu
tambem seja de um altarzinho.
Ah quanto antes, pensa em tua pequea
Suzanna.
Felippe parte carrogado de presentes, mas nio
sem protestar pelo seu amor proprio.
Hinha irma me obriga a obedece-la ; apro-
veita-se da ausencia de minha me. Deveria
ter-lhe explicado certos escrpulos legtimos em
uro mancebo. E' bem claro qne o amavel Felippe
representa um papel bem ridiculo. Um mancebo
de vinte e quatro annos todo dedicado aos alta-
res das meninas I E' como ama profisso ; e eu
trabalho no domingo I S se os habitantes deste
quarleiro de provincia nada vem I De tudo sou
eu o culpado ; porque nio tinha trocos miudos ?
sois, nio ranegaes de todo o amor, mas collo-
cae-o n'um segundo plano. Bem : discutamos ;
temos tempo para isso.
Estaes engaado sobre as minhas intenges,
meu caro senhor; a vossa priso nio um pre-
texto.
Deveras ? Por minha f I nio vos julgava
capaz de commetter semelhante falta I Fazia me-
lhor opinio do vosso bom seoso. A vossa ce-
gueira imperdoarel tanto mais quando fostes por
mim advertido.
Advertido de que, ealimavel cavalleiro ?
Com effeito I E' preciso ter a memoria bem
curta, ou dar pouca importancia s minhas pala-
vras, para vos nio lembrardes do conselho que
vos eu dei a pouco de nlo fazer ntervir as vos-
sos associados na nossa discussio, sob pena de
perder a vida. Nao advinhaes o que se passaria
ae detprezassem esse conselho ?
Oh I pois nio I....
Por esse ar, que ostentaos, de fatuidade
triumphante, sou capaz de apostar o meu cavallo
Gablsn contra mil piastras em como nio duvi-
daes das consequencias que a minha priso teria
par vos. Notae bem que eu digo feria, e nio
teri ; porque antes de cinco minutos supplicar-
me-heis que me retire, e ainda mais, seris o
proprio a velar pela seguranca da minha reltra-
d.....
Ah muito bem I E' urna ameaca de assas-
sinato que me dirigs ? perguntou o Sr. d'Hallay
langando um olhar feroz sobre o Batedor de Es-
trada. Permitti-me nao fazer caso de um tal ar-
gumento.... Verdade que estou desarmado ; po-
rm....
Joaquim Dick ergueu os hombros com ar de
piedade, e interrompeodo o seu interlocutor
disse :
muito mesqainha a vossa supposigio, e
denota urna perspicacia assas commum I O assas-
sinato o recurso dos imbeceis.... oh I perdi,
marques: nio me lembrava agora do epsodio de
Evans.... Declaro-vos, aenhor, que de forma al-
guma me occorte o pensamento de tentar contra
os vossos dias, a menos que nio seja a isto tor-
eado em defeza pessoal. Deixae-me pois prose-
guir. Os vossos epigrammas e sombarias de mo
gosto oio fazem mais do qua prolongar intil-
mente o nosso dialogo. Desde que recusastes os
meus offereeimentos o meu tempo tornou-se pre-
cioso, que isso que tenho de suscitar inimigos
contra vos, inimigos que (ario abortar a vossa
expedigio. Nio me interrompaes, pouco tenho
a diier-vot.
Podis fallar, Senhor.
Quero admiitir, Sr. marquez, que son vos-
so prisioatiro. Eis aqui pouco mais ou menos a
lingusgem que taris para com os voseos subor-
dinados : c Heus amigos, eaaa homem que vos
entrego possue o segrodo das inmensas riquezas
Isto servir-me-ha de urna boa lelo I D'ora em
diante trarei sempre na algibeira pelo menos cin-
co sidos pequeos, exomplo do Judeu Errante.
Em verdade I um goveroo moral e sabio deveria
decretar que esta odiosa resposta : < Nio tenho
troco miudo fosse considerada como dolo ou
para a blasphemia. Ninguem dadiria sem troco
miudo...
Felippe, assim praguejaodo, chega bem depres-
sa extreraidade da ra que vae dar no altarzi
nho. Moderou o passo ; poz em ordem a sua
carga e procurou tranquilizar o seu espirito. De-
pois4>ergunta a si mesmo o que lera acontecido
durante a sus ausencia de urna hora pouco mais
ou menos.
Bom I tudo esl era seu lugar, mesmo o
gusrda Gil perorsndo no meio das meninas. Mas
Suzanna ? ..
Suzanna? Ei-la aqui. Difficlmenle a recoohe-
cerieis. E' um fogo fatuo, ama borboleta, um
foguetedoarl As fitas cor de juoquilho de seu
barrete fluctuam-lhe sobre os hombros ; ella sal-
ta de ps juntos como o pardal, depois com um
s; e depois de outra maoeira. Que louca
ilegrla I
_ De repente a vista o mancebo muito parto de
si. Isto nio a intimida mais. Para. Encara-o
com ar triurophador e astuto. Ainda mais, falla-
lhe. F' verdade que nao lhe diz mais que ama
palavra muito enigmtica :
Amanha I amanha I
Felippe nao comprehendo ; entretanto r com
confianca dessa voz mais sooora que a nota de
urna flauta, desse lindo semblante, em que se di-
visa ainda a melancola, porm que nao retem
mais o sorriso. e vos offerece a flor toda desabro-
chada toda perfumada I
Gil explicar-nos-ha isso.
E Thereza I com suas dolorosas prevenges 1
Que dira vendo Suzanna assim transformada ?
Meu Deus, Gil nada explicar. Eis que chega
um homem. O publico ja loma parle. Onde va-
mos, pensa comsigo Felippe ?
Felizmente o homem parece honrado. O andar
vagaroso, as mos atraz das costas, cabellos brao-
cos. um barrete de seda preta ; tudo isto revela
alguma cousa de distincto. Quer seja um sim-
ples burguez, ou antigo instituidor, reconhece-se
que se deve ter para com elle mais do que a po-
lidez.
De mais parece muito discreto. Tem sem du-
vida, alguma cousa a dizer ; entretanto espera
que Felippe acabe de fazer os seus presentes ao
altarzinho e que receba a expresso da gratido
universal.
Terminado o que, aproxima-se tranquillo, mui-
to aua vontade, ae bem que com um modo res-
pe'itoso. Felippe que se sent embaragado, e o
que se aproxima deve dizer-lhe : Pondo o vosso
chapeo.
Senhor, nao tenho a honra de vos conhe-
cer, porm sei por me contarem estas meninas,
que sou um mancebo amavel, e um bom chrislo
Vos tornastes felizes nossos charos filhos Nao
vos sgastaveis se vos disser que, sem o querer-
des destruistes tudo quanto fizestes n'um ins-
tante.
Ignorava isso, senhor, e vioha com a inten-
gao de reparar meu desazo.
Vosso desazo teve um resultado maravi-
lhoso. A Providencia serviu-se delle.
De veras?
Da veras. Depois de vossa partida nossa
pequea Suzanns, que minha alunada, nio po-
de mais conter-se. Principiou a solugar. Corri.
A principio pensei ser alguma contestagio de me-
ninos. Gil contou-me tudo a sea modo, que nio
mu. Quanto a Suzanna, a idea de ter passado
por judia, tornava-a inconsolavel. Foi-me pre-
ciso conduzi-la para sua casa. Logo que ali che-
gou, sua lingua deaembaracou-se, e, comquanto
chorasse muito alto, contra seu custume, disse
mais em um qua rio de hora, do que o dira n'uma
semana em sociedade. E' verdade que quasi
sempre a mesma cousa : < Elle pensa que somos
Judeus 1 a Os paes que tanto bem querem a sua
Suzanna, nao tinham, ou vos asseguro. vontade
de rir. Pois bem I senhor, esta pequea teve a
ousadia de reprehender seus paes, e accusa-los :
Vos sois os culpados I quasi nunca ides a missa
Ha dous annos que tencionaes roandar-me ensi-
nar o cathecismo e at o presente ainda o nao fi-
zestes. Hoje a festa do bom Deus, elle aprovei-
tou-se Sella para punir-nos...
B que responderm os paes?
A principio nada. Olharam-se confusamen-
te. A mi arre loa-se. As mulheres quasi aue
chorara. O pae, que a esse respeito, tinha mais
faltss que sua mulher, a si mesmo infligi o css-
tigo, porm de um modo admiravel I Fiquei com-
movido. Comega por dar um murro sobre o bal-
cao ; seu costume. Logo todos se calam e obe-
decen). Suzanna, minha filha, palavra de hon-
ra 1 amanha tua me ir inscrever-te no cathe-
cismo ; amanha, ouves ? Segui-lo-has como as
mais ricas meninas do quarleiro, todos os dias,
se for preciso, anda que isso me custasse cin-
coenta francos por mez. Est dito. Tu me co-
nhecesl Vem depressa, vem abragar-me minha
filha. a A menina, porra, foi a segunda : a mi
a tinha precedido ..Ah senhor devo dizer-vos
que a mi nio deixou de fazer a seu marido a
obserragio de que nada se pagava pelo ensino.
Felippe nao se enfada de ouvir o padrinho de
Suzanna, que prolonga sua narragio neste estylo
mais patriarchal que dramtica.
Deixemo-lo. O que ja sibe o leitor suffi-
ciente.
Accrescentamos entretanto que Felippe ouviu
com muita atlengio as informages que lhe dava
o padrinho sobre os paes de Suzanna. Elles tem
ainda dous filhos pequeos, e um terceiro que
ainda mama. Comegaram a sua vida tendo por
capital somente a coragem. A mulher era bella
como um aojo, maa sempre resolvida a conduzir-
se honradamente.
O marido s tioha o deleito de ser muito tra-
bajador ; anda mesmo as horas de descango
elle trabalhava. O simples officio de fructeiro
em um canto de Paris negocio muito pouco
rsndoso 1 Onze annos bem empregados nao bas-
tara para enriquecer 1 A joven familia teve bem
que irnos conquistar; se elle quizer pode guiar-
nos pelo caminho o mais curto e mais seguro
aos mysteriosos escondrijos que encerram esses
fabulosos thesouros, cuja possesso deve asse-
gurar a cada um de nos urna excellente fortuna I
Meus amigos, se este homem nio quizer servir-
nos empregae a forca : a tortura muitas vezes
consegue vencer a obstinago 1
Esse discurso futuro que me emprestaos faz
honra vossa perspicacia, Sr. Joaquim. E' jus-
tamente nesses termos que eu tenciono expli-
car-me.
Agora ouvi o que eu responderla : c Ban-
didos, vosso ehefe actual vos illudiu. O ouro que
ambicionaos com tanto ardor, estou prompto a
dar-vo-lo, mas sob urna condiegio, e que fuzi-
leis immediatamente a este velhaco marquez.
Sirva-voso meu nome de garanta nao soda inu-
tilidade dos vossos esforgos, se forga quizerdes
arrancar o meu segredo, como tambem da leal-
dade com que cumprirei a minha promesas, se
obedecerdes as minhas ordens : eu sou Joaquim
Dick, o Batedor de Estrada I... Nao porque
me queira gabar, Sr. d'Hallay, mas sou forgado
a declarar-vos que a minha elocuencia produzria
no animo dos vossos um effeito muito maior do
que a vossa 1 Omiti para nio gastar mais tempo
certas considerages que apresentaria egualmente
em mea favor, por exemplo : a importancia da
somma que para vos reservareis no caso do bom
succedimenio, assim como os dividendos a dis-
tribuir entre os accionistas de S. Francisco, som-
ma e dividendos, que eu faria passar para o po-
der de vossos associados ou subordinados, o que
augmentara singularmente os seus lucros na em-
pieza 1 Entao, meu caro aenhor, estaes calado ?
J vos daes por vencido ?
Seguiu-se a estas palavras am silencio de al-
guns minutos: o marques buscava em vio um ar-
gumento para oppr 1 lgica inexoravel do seu
adversario.
Marques, proseguiu o Batedor de Estrada,
agora que estaes convencido da inopporlunidade
da minha priso. permitli que volta s minhas
primeirss propostas. Ellas vos podem ser muito
mais vantajosas do que eu disse, gragas a ama
combioacio que vou expr. Se derdes Antonia
a liberdade, prometto nao s entregar-vos os the-
souros, que ambicionaos, como tambem mnda-
los depositar em S. Francisco, ou em qualquer
porto do mar Pacifico que designardes : obrigo-
me tambem a acompanhar-vos, a escoltar-vos na
vossa volta ; deixando-me at matar para defen-
der a vossa pessoa 00 case de que sejses atacado :
obrlgo-me finalmente a ninguem revelar o com-
promiaso qua fr entre nos ajustado, e guar-
dar um segredo inviolavel sobre o vosso pas-
sado.
Joaquim Dick calpu-se e esperou.
O marquez apezar de sua forga da carador es-
depresta abastanga de pequeos negocios. Em
toda a visinhanga estimam muito o aenhor e a
Sra. Heoriot : todos geralmente reconhecern a'
circumspecgio da linda mulher e o carcter leal
do marido.
Nio esquecamos Susana, d'ora avante nosso
principal personagem.
Est em sea posto. Ali conserva-se desen-
vendo um circulo de saltiohos em torno do bom
padrinho e do mancebo, que fallara seu res-
peito.
Este ultimo tem vontade de apaoha-la ; ella
foge, mas volta, e aproxima-se tanto que elle,
voltando-se depressa, pode segura-la.
Suzanna deixa-se abracar com a graga da in-
nocencia feliz.
Felippe agradece ao padrinho, sauda-o e reti-
ra-se.
O altarzinho lhe grita : Adeus, senhor.
Entao elle, flxando sobre Suzanna um olhar de
alegre e familiar benevolencia, responde : At
logo I
Como possivel nio aprestar-se em levar es-
sas novas sua irma !
Depois de alguma reflexo, elle volta. A con-
fianga nio exclue o cuidado dos negocios. O
honrado padrinho nio poderia, mesmo contra a
vontade ter exagerado? Vejamos o que se diz na
visinhanga : padeiras, carniceiros, boticarios,
modistas, todos fallam bem dessa familia.
Que elogios, maito principalmente sobre a
honra da joven senhora Agora a visinhanga
quem exagera.
IV
A irmia de Felippe esperava-o com impacien-
cia. Seu irmio demorava-se vinte minutos em
contar-lhe lulo. Ella ri, bate palmas, flea en-
cantada, e quer ver Suzanna, ou o mesmo Gil,
a Iructeira e o padrinho 1
Linda exclama Felippe estouvadamente.
Eis um altarzinho que poder gabar-se de ter
fejto bulha em meu Laoderneau pessoal I Nao
ha remedio, vamos, esta a quarta vez ; j eu
nao cont mais.
Oh I to depressa I responde Thereza. Foi
muito depressa com effeito.
O irmo e a irmia conversara por muito tem-
po. Combinam, discutem, at que afioal con-
cordara.
Felippe corre casa de um livreiro seu amigo,
que lhe abre a loja, nao obstante ser domingo.
Depois faz o mesmo pedido, em razo do mo-
tivo excepcional, ao papeleiro e ao coofeiteiro.
Voltando casa, fecha-se no seu gabinete ;
escreve pausadamente e com boa letra urna ex-
cellente inspirago.
Est tudo coocluido. Ambos partera, cheios
de alegra e earregados de embrulhos.
V
Quarta visita ao altarzinho 1 Esta produzii
seosago. As meninas ficaram estupefactas, quan-
do virara que o mancebo vinha com urna linda
senhora de vestido de seda ciozento, com um
bem feito sobretudo de cor escura, tendo na ca-
bega um chapeo de palha com um lindo tufo de
rosas ; com ricos adornos, um chapellioho de sol
e urna galga ou corroa. Gil poe-se ao largo e
e s para em distancia respeitosa. Nao obstante
sem constraogimento logo que Felippa o chama.
Aproxima-te, meu charo Gil, aproxima-to
para aqui. afim de que te possara ver 1 Toma es-
te sacco de doce ; distribu-lo-has por essas me-
ninas do altarzinho, com a exaclido que teca-
raclerisa, e nao esquecers a tua parle. Vos,
minha chara menina, quem o systema decimal
da pssleleira revolta justameote, tomae essas
imagens para vos e vossaa companheiras e collo-
cae sobre o nosso altarzinho esta pequea esta-
tua, estes castigaos e estes outros objectos. Nao
tenho nada n'isso ; minha irma a.ue os offe-
rece ; quiz tambem ser do altarzinho.
O padrinho nao estava mais ali. Nenbura im-
portuno. Urna solido como se desejava.
Thereza que se tinha separado por um instan-
te de Felippe, vem lomar-lhe o brago. Ambos
elles encantara as meninas no fim de urna con-
versado de alguns minutos. Isso as cncantava,
talvez, sem diverti-las muito 1 Emfim, os bellos
visitantes afastam-se, dizendo deata vez um
adeus definitivo ao altarzinho.
O lrmo ( eogenhoso orgulho de bom irmo )
ciminha bem vagarosamente, afim de que as me-
ninas possam bem admirar sua irmia.
Note o leitor que Thereza daixara por um ins-
tante Felippe.
Suzanna vira-se ir direito ella, e nao fugra.
Um meigo aorriso animava a sua hesitarlo 1
Perto do altarzinho ha um banco de madeira.
A donzella e a menina ahi asseotaram-se, nao
sem que essa derrogago dos usos encommo-
dasse um pouco a primeira ; o que se passou ?
Suzanna ouvia-a corando ; Thereza beijava-a, e
dava-lhe pequeas pancadas as faces. Um em-
brulho, depois outro lhe foram entregaos, acom-
panhados de cumprimentos e recommendsces.
Era quanto os dous irmos parliam por outro
lado, Suzanna corra, por outro, com tanta rapi-
dez, quanta deve ter urna commissaria de dez an-
nos que, exercendo urna commisso em seu pro-
prio proveito, ignora o seu segredo.
Sem duvida corre para sua mi.
Corramos egualmente e entremos com ella.
Os porteiros tm urna formula sublime, de que
nunca deixam de usar em seus depoimentos, ou
queixas sobre a polica correccional : Madama
entra em casa eomo urna tempestade. >
Suzauna entra, pois, na casa paterna como
urna tempestade.
Ah I meu Deus I exclamam ao mesmo tem-
po o pae, a mi e o padrinho.
A menina comega contar a historia, porm
muito entrecortada : < O mancebo I A dcnzella I
Urna galga I Os embrulhos I a Ninguem sabe o
que ella quer dizer.
Pouco a pouco ordena as suas ideas e a sua
respirsgio se torna menos offegante. A segun-
da visita de Felippe e Thereza se deixa compre-
hender. Se o senhor e a Sra. Heoriot nio fica-
ram convencidos de que a donzella, de quem fal-
lara sua filha, era urna rainha de Suecia ou de
Portugal, a culpa nio foi de Suzanna.
[ Continuar-te-ha.)
tava vivamente Imprestionado, e profundamente
abalado.
E no caso de aceitar a votsa proposta que
garanta me offereceis de que executareis fielmen-
te essa promessa ?
A duvida emittida pelo marquez produziu in-
crivel effeito sobre Joaquim Dick : o rubor subiu-
Ihe s faces como o refleio de urna chamma, e o
seu rosto tomou a expresso de altiva arrogancia,
e imponente magestade.
Sr. marquez d'Hallay, nio conhego outra
garanta miior do que a minha palavra de honra,
e estou prompto a dar-vo-la. Se o vosso com-
mercio prolongado com aventareiros e bandidos
matou em vos a f, e a consciencia no juramento,
ultima crenga do gentilhomem, ainda mesmo da-
quelles que se acham laucados no maior gru de
abjecgo, estou prompto a offerecer-vos todas as
garantas poasiveis. Eotregar-vos-hei qaotidia-
nsmente o ouro que servir para resgatar a li-
berdade de Antonia I Todavia, deixae-me lem-
brar urna circumslancia de que parecis esque-
cido: quando eoconlrei-vos na floresta de Santa
Clara, as vossas intenges me eram j condeci-
das, e eu poderia, se qulzesse, desembaragar-me
de vos. Deveis pois fazer-me a justiga de que nao
s vos poupei, como at vos proteg.
E'verdade, senhor I Nio sei so terieis al-
guma razio para assim proceder.
Nenhuma .razio tire, Sr. marquez. Nunca
derramei o sangue humano para adquirir ouro,
nem mesmo para conservar o mea que me que-
riam roabarl Poaso ter na minha vida violencias
e injuatigas a reprehender-me, mas nenhuma in-
famia ainda manchou o meu passado. Se aca-
brunhado por um remorso, que oio podis coaa-
prehender, me inclino lacrimoso e arrependido
perante Deus, ao menos tenho o direito de levan-
tar a cabeca na presenga dos homens. O meu
coragio sangra, senhor, mas a minha frente nao
tem de que corar I E a prova qua abi estaes
envergonhado da vossa desconflangs : oio ousaes
encarar-me face a faca I Agora que nio duvidaes
da minha palavra, decedi: o que escolheis ? A
fortuna ou a miseria ? a morte ou a aalvagio ?
A hesitagio de marques foi suprema, porm de
curta duragio : pareca impellido por urna forga
superior e contrara sua vontade.
Sim, tenho confianga em vos, senhor I ex-
clamou elle. Has nio ha coosiderago que me
forc a renunciar a Antonia I
t Pronnncieatee a vossa aeoteoga, Sr. marques
d Hallay. At a "vista I Deixo-vos agora como ioi-
migo ; encontrar-me-heis bem depressa como
juiz a como carrasco 1...
(Conluar-je-na.)
PW".?5 TYsV DI M. F. DI FARJA.-1861,


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