Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09356


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Full Text
lili IIITH lUMEtQ 179
Por tres mezes idiaitados 5$0()0
Par tres mezes vencidos 6(000
\&& L. it

TERCA FE1RA 6 M AGOSTO II MIL
Por anuo adiantado!9$000
Ptrte franco para snbscriptor.
HCARRIGADOS DA 80BSCRIPCAO DO HORTB
Parahiba, o Sr'. Antonio Alexandrino da Lima;
Rata), o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Ceari o Sr. I. Jos
do Olireira; Maranhio, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimaries; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo daCosta.
PAKi'llM UU8 oortrihlica.
Olinda todos os diaa as 9 1/2 horas do'dla.
Igaaraas, Goianna o Parahiba na segundee
sextas-feiras.
S. Anlao, Bezerros, Bonito, Ciruar, Allinho
Garanhuna as tergas-feiras.
Po d'Alho, Nazaretb, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista.
Ouricury e Fx oas quartas(oirs.
Cabo, Serio bSem, Rio Formoso, Una, Barroiros
Agua Preta, Pimenteiras o Natal quintasfeiraa. '
[Todos os correioapartem as 10 horas da manhin)
EPHEMERIDES DO MU DK AGOSTO.
6 La ora ss 10 horaa 34 minutoa da man.
13 Quarto creacentc as 4 horas e 56 minutos da
maobia.
20 La cheia as 7 horaa e 31 minutos da man.
29 Quarto minguanto aall horaa e 4 minutos da
manha;
PRBAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 54 minutos da manhis. -
Segundo as 4 horas e 30 minutoa datardt.
DAS DA SEMANA.
5 Segunda. Nossa Senhora das Neves.
6 Terca. Transfigurado do Sr. no monte Tabor
7 Quarta. S. Caetano fundador; S. Donato b. m
8 Quinta. S. Cyriaco diac. ; S. Emiliaoo b.
9 Sexta. S. Affonso Mara de Ligoorio fundador.
10 Sabbado. S. Lourengo m.; S. Aateria t. m.
11 Domingo. Ss. Tiburcio e Suzana mm.
jAUUlhNClAS OS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio; segundas quintas.
Relaco: tercas, quintas a sabbadoa as 10 horas.
Fssonda: tercas, quintas e sabbadoa as 10horaa.
Juizo do commorcio : quartas ao meio dia:
Dito do orphot: tercas e sextas as 10 horas.
Primelra vara do elvel: toreas a atxiatio meio
da.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Das; Baha
Sr. Josa Martina Aires ; Rio de Janeiro, o Sr
Joo Pereira Martina.
Segunda rara do cirel:
hora da tarde:
EM PERNA11BUCO.
O proprietario do diario Manoel Figaeiroa it
quartas a sabbadoa a llFari.n sea linaria praca da Independencia n
"a 8.
PARTE QFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da de agosto.
Officio ao Exm presidente do Rio-Crande do
Sul.Accuso recebido o officio de V. Exc. da 25
de maio ultimo com dous ejemplares da collec-
cdes das leis promulgadas pela assembla dessa
provincia em sua sessao do anno passado.
Dito ao Exm. presidente de S. Paulo.Accu-
so recebidos com o officio de V. Exc. de 28 de
junho ultimo 4 exempiares do reUtorio que apre-
sentn o conselheiro Antonio Jos Henriques
ao vice-presidente Or. Manoel Joaquim do Ama-
ral Gurgel e esta V. Exc. por occasio de pas-
sarem a adiniuistracao dessa provincia.
Dito ao coronel eommandanto das armas.Ao
officio que V. 8. me dirigi em 29 de julho ul-
timo, sob n. 1182, respondo declarando-lhe que
approvo a deliberando que toraou o commaodan-
te do corpo de guarnicao desta provincia de
mandar fazer na villa de Tacaral os utensis
precisos para estabelecer-ae a enfermara mili-
tar do rnesojg- corpo, atienta a necessidadede se-
ren as pracas enfermas tratadas com os comino-
dos e cautelas necessarias.
Quanto, porm, a flxaco da parada do refe-
rido corpo convm aguardar a deciso do gover-
no imperial a cujo conhecimento levei o officio
que V. S. me dirigi a semelhante respeito em
12 daquelle mez.
Dito ao meso:o.A'vista do officio de V. S.
datado de 31 de julho ultimo e da informado do
director do arsenal de guerra de 29 desse mez
convenho na transferencia de praga que pedio o
^soldado da companhia de artfices Hermiro Mar-
tina Cavalcaoti para o 2* batalho de infan-
tera.
Dito ao mesmo.Responde ao aeu officio de
hootem, sob n. 1200, declarando-lhe que me
conformo com a nomeago que V. S. fez do ma-
jur reformado do exercito Filippe Duarle Perei-
ra para commandar interinamente a fortaleza do
Brum em substituigo do teoeote-coronel Jos
Lucas Soares Raposo da Cimera, a quera nesta
data mandei passar guia pela thesooraria de fa-
zenda.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Mande V. S. pdr novamente em Insta publica o
brigue escuna Xing, visto que nao appareceram
licitantes nos das para a arrematacao delle,
como V. S. declarou em seu officio do 1. do
correte, a que respoDdo.
Dito ao commandaote do corpo de polica.
Mande V. S presentar ao Dr. juiz de direito da
segunda vara, s 9 horas em ponto do dia de
amanhia, o eabo e quatro pracas do corpo sob
seu commando, de que tratei em meu officio de
hootem, dando a razio porque nao nao foi cum-
prida aquelle ordem com a urgencia que se re-
commendou.Deu-se sciencia ao mesmojuiz.
Dito ao commsndante superior do Rio -Formo-
so.Nao se tendo reunido no dia designado por
lei o conselho de quatificago da guarda nacio-
nal da freguezia de Una pelos motivos expostos
em seu officio de 28 de junho ultimo, recommen-
do V. S. que, de conformidade com o disposto
noart. 1 26 do decreto 1354 de 6 de abril'de
185i, expeca auaa ordeos para que o mesmo
conselho e o de revista funccionem nos dias que
V. S. designar, communicando-me o resultado,
bem como se os conselhos das demais parochias
ja procederam a igual trabalho.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Tendo o engenheiro W. Martineau em virtude
de autonsago dada por esta presidencia contra-
tada com o baro do Livramento a mandar fazer
por empreltada nao s os concertos de que pre-
cisa a Cruz do Patro, mas tambem dez bragas
de estacada e aterro no isthmo de Olinda, como
te v dos ornamentos juntos por copia e decla-
rado em original feita pelo mesmo bario ; as-
sim ocommunico V. s. para seu conhecimento
O direcco.
Dito ao mesmo.Sciente do que se refere as
informag
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Em soluco duvida aobre que versa o seu offi-
cio de 10 de julho ultimo sob o. 310, techo a di-
zer que pode V. S. continuar a amortizar as
apolices emitlldas por esss thesouraria e a sa-
tisfazer os respectivos juros sem o pagamento do
sello, por seacharem ellas isentas desse impos-
to, em virtude do disposto no art. 37 do decreto
n. 2713, de 26 de dezembro do anno prximo
passado, salvo se forem ajaizados.
No caso, porm, de transferencias devem as
mesmas apolices ser selladas, como prescreve o
art. 38 do citado decreto, e sujeitas i revalida -
5o seno forem apresentadaa dentro do piazo
egal.
Dito ao juiz de direilo interino de Pao d'Alho
Com a copia da informa cao ministrada hootem
pelo juiz municipal da prmeira vara com refe-
rencia ao aentenciado A o tomo Francisco da Ro-
cha, respondo ao aeu officio de 27 do mez que
acabou, dizeodo-lhe que pelos meios regulares
deve ser commutada em priso simples com o
accrescimo do art. 49 do cdigo penal, a pena
de priso com trabalho, a que foi condemnado o
referido aentenciado.
Dito ao bacharel Innocencio Serfico de Assis
Carvalho, juiz municipal suppleote da Ia rara
em exercicio.-Pelo seu officio desta data, em
resposta ao que hootem Ihe fora dirigido por esta
presidencia, fiquei inleirado de haver Vme. op-
tado pelo lugar de 4* aupplente do juiz munici-
pal da Ia vira desta cidade, deixando o de oro-
feasor de rhetorca do curso de preparatorios da
faculdade de direito.
Quaato, porm, a declaragc" e. faz de
3ue essa opco nicamente .", devo
izer-lhe que n&o isto permitlido, e que quan-
do por lei ou deciso do goveroo, como os hy-
pothese sujeits, se tea) proscripto a incompati-
bilidade entre dous empregos, mandando se op-
tar por um delles, essa opcao refere-se directa-
mente aos meamos cargos, e Dio ao respectivo
exercicio. pelo que conaiderando a que Vmc. fez
como definitiva emquanto outra deliberago nao
for communicsda, passo a submetter esse nego-
cio ao conhecimento do governo imperial para
resolver como entender de juatiga.Remetteu-se
copia deste ao director da faculdade de direito.
Dito ao director dss obraa publicas.Devolvo
Vmc. o processo relativo ao extesso de traba-
lho que diz o eapreiteiro das obras do hospital
Pedro II, Manoel do Nasclmento Araujo, haver
encontrado na execugo daquellas obras, afim de
que proceda a urna medigo completa em lodo o
trabalho feito pelo suppcante, e comparando-o
depois com o previsto no respectivo oreameoto
declare precisamente se deu-se, ou nao, tal ex-
eesso, para se podet resolver acerca da indem-
nisago que pretende o mesmo empreiteiro.
Portara O presidente da provincia, confor-
mando-so com a proposta apreaeotada pelo eom-
mandanto do batslbio o. 1 de iofantaria da guar-
da nacional do municipio do Reeife, sobre que
ioforoou o respectivo eommandanto superior em
officio de 31 de julho ultimo, resolve, de confor-
midade com o disposto do art. 48 da lei a. 002,
de 19 de setembro de 1850, promover aoa postos
para que foram indicados os cidadios aeguintea:
Estado-maior.
Alferes secretario.O guarda do 3a batalho da
mesmsarma, Jos Antonio deAzeredo Santos
Jnior.
1.a companhia.
Alferes.O alferes porta-bandeira Luiz Francis-
co Brrelo de Almeida.
2.a companhia.
Tenente.O alferes da mesma Satyro Seraflm da
Silva.
Alferes.O gusrda Arphelim Jos da Costa Oar-
valho.
3.a companhia.
Tenente.O alferes da mesma Manoel Antonio
Gongalves Jnior.
AlferesO 2 sargento da 5 companhia Thomaz
Jos Harinho. .
6.a companhia.
Tenente O alferes da 5a Joaquim Luiz Vir&es.
Alferes.O sargento quattei-mestre Jos Morei-
ra Pontes.
7.a companhia.
Alferes.O guarda do 3a batalho da mesma ar-
ma, Hermino Ferreira da Silva.
8.a companhia.
Alferes.O guarda do Ia batalho de artilharia
Joio Jos da Cruz Muniz.
Deu-se sciencia ao eommandanto superior com-
petente.
Dita.O presidente da provincia, attendendo ao
que infjrmou o respectivo juiz municipal em 27
do mez que acabou com referencia ao que reque-
reu Theotonio Feliciano de Assis Padilha, resol-
veu oomear a este, nos termos do art. 6a da car-
ta de lei de 3 de outubro de 1834, explicado por
aviso do ministerio da justiga de 14 de maio de
1860, para exercer provisoriamente os offlcios de
partidor edestribuidor do termo de Po-d'Alho,
creados pela lei provincial n. 504, de 29 de maio
deste anno, eraauanto nao forem definitivamente
prvidos pela forma determinada no decreto n.
817, de 30 de agosto d#1851.Communicou-se
ao respectivo juiz municipal.
Nomeou-se para iguaes cargos no termo do
Limoeiro a Jos Serapiao Bezerra de Mello.
Dita.O presidente da proviocia resolve con-
ceder a exoperago que pedio o bacharel Antonio
Raptista Gitirana Costa do cargo de promotor pu-
blico da comarca do Brejo, e nomeia para o re-
ferido cargo o bacharel Francisco Jos Fernaudes
Gitirana.Fizeram-se as communicagdes pre-
cisas.
Dita.O presidente da provincia, tendo em
vista o que requereu Tiburcio Valeriano dos San-
tos, 2 escripturario da alfandega desta cidade,
e bem assim as informages das repartiges com-
petentes, resolve conceder-lhe dous mezes de li-
cenga com voocimenlos na forma da le, para
tratar de sua saude.
Despachos do da 2 de agosto
Utqutrimtnlos.
Bernardino Teixeira Barros. Informe o Sr.
Dr. juiz mnnicipal do termo do Rio Pormoso, i
Francisco Joaquim Clemente dos Santos.Es-!
tando o supplicaote demiuido nao ha que deferir.
Ignacio Cardoso da Silva. Informe o Sr. Dr.
chefe de polica. I
Major Joo Bernardino de Vasconcelos.Es-
pere por crdito.
Jos da Rocha Paranhos.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria provincial |
Thom Joaquim da Veiga.O suppicante i foi
attendido, seguendo consta da informagao. i
Tiburcio Valeriano dos Santos.Paase portara1
concede ndo dous mezes de licenga com veoci-
mentos.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
Relatorie da reparlico dos negocios
estrangeiros a presentado assem-
bla geral legislativa na primeira
sessao da 41 .a legislatura, pelo res-
pectivo ministro e secretario de es-
tado, conselheiro Antonio Coelho de
Sa e Albnqnerqne.
(Contiouagao.)
Admissao e extrao da funecoes consulares.
Reconhece-se o direilo de ter cada urna des
altas partes contratantes, nos dominios da outra,
cnsules geraes, cnsules, e vice-coosutes para
o sdiantamento dos interesses commercises dos
seus respectivos subditos.
Ficou, porm, subsistindo a estfpulago do art
3 do tratado de 1826, pela qual se reservaram
ellas a faculdade de exceptuar aquellea lugares,
em que julgassem desnecessarios taes empre-
gsdos.
Estes agentes nao podem entrar no exercicio
das funegoes dos seus cargos aem previa appro-
uaco do respectivo soberano.
Solicitado e oblido o exequtur, que importa
a acceitago dos mesmos agentes, e o reconhe-
cimeoto solemne de seus poderes, cumpre, em
vista delle, s autoridades administrativas e ju-
diciarias dos portos, cidadea. ou lugares de aua
residencia, permittir aoa referidos agentes o go-
zo immedialo das prerogativaa que Ihea sao inhe-
rentes ; nao havendo, portento, dependencia de
communicago do governo imperial aoa respec-
tivos presidentes, como se praticave at aqni,
para eotrarem no exercicio de seu emprego.
Nada se eslipuloo sobre o direilo de se retirar
a um cnsul o exequtur, urna vez concedido ;
mas Qcou esse direilo subentendido, sendo como
geralmente reconhocido e praticado no interesas
das relagdea internacionaea, quer por motivoa
polticos, quer pessoses, devidameote justifi-
cados.
Os chafes de urna missa consular, logo que
entram em exercicio, derm remetter ao gover-
no imperial urna lista doa em pregados, que fa-
sem parte da mesma missio, dando aviso de
qualquer alterago, que aobrerenha nesse pes-
aos!.
Esta communicago tem por flm tornar effec-
tivas as prerogativaa de que, noa termos da con-
vengo, devem gozar os alumnos e os chancel-
lis consulares.
Quando, pela sua ordem natural, alo estes
sgentes chamados agerlr provisoriamente os ne-
gocios consulares, por morte, impedimento, ou
ausencia de aeu chefe, gozara, sem mais outra
formalidade, de lodos os direitos e inmunidades
estipuiadsa em favor dos cnsules geraes, cnsu-
les e vice-coosules.
Privilegios, xmmunidades, e prerogativas con-
tutores.
Os privilegios consulares aio, ou inherentes
aos respectivos estabelecimentos, ou ao carcter
publico doa agentes que os dirigem, e it coodi-
ges pessoses dos empregados subalternos que
esto sob suas ordena.
Quanto aos primeiros, a convenci permute,
Sue om frente dos estabelecimentos consulares
ajam signaes1 exteriores, que os indiquem
quem ienha delles dependencia ; e mesmo que
ae arvore a bandeira da naga o a que pertencem,
em dias de festividade nacional, ou religiosa.
Estes signaos exteriores, porm, nao importara
o direito de aaylo, nem impedem es diligencias
para as citacoes e execugo dos mandados da
justiga do paiz, guardadas as devidas attengdes e
as garantiaa e as formalidades estabelecidas pe-
las leis e os tratados.
Os archivos, e em geral os papois da.chancel-
lara de um consulado, aio inviolaveis, e nao po-
dero, sob qualquer pretexto e em caso algum,
aer apprehendidos nem examinados pela auto-
ridade local.
Quanto as immunidadea e prerogativas dos
agentes consulares, tendo estes um carcter po-
blico, gozam da immunidade pessoal, excepto
por actos que a legislago penal de Franga qua-
lifica de crimes, e pune como taes.
Se sao negociantes, nao Ibes pode ser applica-
da a pena de priso, senao pelos nicos facto*
commercio, e nunca por causas civeis.
Pelo mesmo motivo sao esses agentes isentos
de aloja ment militar, e de quaesquer contri-
buigdes directas, salvo se possuirem beos im-
moveis, ou forem commerciantes.
Nestes casos flcam em posigo igual dos sim-
ples particulares.
Nao podem ser obrigados a comparecer peran-
te os tribunaes do paiz, como testemunhaa.
As declaragoes que tenhsm de prestar aquel-
es tribunaes, ou lhes devem ser pedidas por es-
cripto, ou tomadas em seu domicilio.
E'-lhes permittido reclamar peraote aa auto-
ridades locaes, em casos urgentes, em que nao
possara dirigir-se ao chefe do estabelecimento
consular de quem dependam, assim como ao
mesmo chefe concedido faze-lo peraote o go-
verno superior de estado, na falta de ageute di-
plomtico de sua nago, contra qualquer viola-
go dos tratados, ou conveocoes existentes entre
os dous paizes, ou contra qualquer outro abuso
de que ae queixem os seus nacionaes.
Destes prvelegios e prerogativas participsm
tanto os cnsules gerses, cnsules e vice-coosu-
les, como os alumnos e chancilleres, ou secre-
tarios, quando esto no exercicio provisorio das
funcgdes consulares.
Os alumnos consulares, ainda mesmo que nao
estejam em exercicio. gozam das immunidades
pessoaes, em attengo is condigdes que delles se
exigem para entrar na carreira consular. '
Sao estas as immunidades, isenedes e prero-
gativas concedidas pela convengao ; mas pelo
art. 12 as duas altas psrtes contratantes se re-
servaram o direito de tornar extensivos sos seus
cnsules quaesquer outros privilegios, que para
o futuro venhim a ser concedidos aos agentes da
mesma categora da nago mais favorecids.
Se urna dea altas partes contratantes escolher
para seu cnsul ou agente conaular um subdito
da outra, este cnsul ou agente continuar a ser
considerado como subdito desta e ficar sujeito
s leis e regulamantos que regem os nacionaes,
sem pue entretanto esta obrgago possa, por
forma alguma, coarctar o exercicio de suas fune-
goes, nem infringir os privilegios do estabeleci-
mento consular.
Atlribuicet eotuularei.
As attribuigdea do agentes consulares fora ji
declaradas nos arts. 6, 7, 8-, 9% 10 e 11 da con-
vengao.
Exercem ellos certa juriadiecio civil, que ae
resume em urna jurisdieco voluntaria e em um
arbitramento, nos negocios litigiosos, quer civis,
quer commerciaes.
Cabe-lhes conhecer dss desavengas a bordo dos
navios de commercio de sua nagao e da ordem
interior dos mesmos navios.
Este direito porm tem os limites naturaes im-
postas pela soberana loca!, quando os actos que
se pratiquem a bordo affectem a' tranquillidade e
socego publico, ou quando urna ou maia pessoae
do paiz, ou eatranhaa equipagem ae achem im-
plicadas naquellas desavengas.
Pertence-lhes tambem solicitar da autoridade
local a entrega ou a priso at que sejsm remet-
tidas para bordo, ou para o seu respectivo paiz,
de todas as pessoas que fizerem parte da equi-
pagem dos navios de sua nago, e que tiverem
desertado dos ditos navios
Effectuada porm a priso, nao podero ser
sella dolidas alm do prazo de tres meses; e
mesmo dentro delle, nao serio entregues se ti-
verem commettido qualquer delicio em trra,
emquanto nao forem julgadas e a seutenca nio
tenha tido plena execugo.
Recebem em suas chancellaras quaesquer ac-
tos convencionaes, quer eaaes actos ioteressem
aos seus nacionaea, quer tambem aos subditos
da ontra parte contratante, ou s a estes, urna ves
que, neale ultimo caso, se refirem a bens situa-
dos, ou a negocios que tenham de ser tratados
no territorio da nago a que perteoca o agente
consular, sendo entretanto revestidos de todas
aquellas formalidades para poderem fazer f em
um e outro paiz.
Como agentes consulares e notarios pblicos
praticam todos os outros actos que coostituem
esseocialmente o officio consular, quando nao
estejam envolvidos interesses da outra parte con*
tratante.
SALVADOS.
No art. 11 trata-ae especialmente das opera-
gea relativas ao salvamento doa navioa.
Estas operaces pertencem exclusivamente aos
agentes consulares, nio intervindo e autoridade
local seoo para manter a ordem, garantir os in-
teresses dos salvadores, ee forem estranhos a
equipagens naufragadas, e assegurar a execugo
das disposlces que se devem observar para a en-
trada e saluda daa mercadoriaa salvadas, e a fis-
calisagodoslmpostos respectivos.
Antes do comparecimento do agente consular,
as mesmas autoridades devem tomar todas as
medidas necessariaa para a proteccio dos indi-
viduos e cooservacio doa effeitoa naufragados.
Determinou-se outro sim, que as mercadorias
salvadas nio seriam sujeitas a nenhum direito de
alfandega, salvo o caso de seren admitlidas a
consumo interno.
Oa cnsules francezea, assim como os de outra
qualquer naci, sao competentes para devolver o
producto liquido dos salvaaos sos iotereasados,
como foi determinado pelo 7* do art. 336 do
regulamento, que se raandou executarpor decre-
to o. 2647 de 19 de setembro do anno prximo
passado.
uKiuNgaa.
O principal assumplo, que deu lugar cele-
brago de urna convenci conaular entre o Bra-
sil e a Franca, era o que se refera arreeadagao
e administrago das herangas dos subditos de sus
respectiva nago.
Este assumpto, que lioha sido objecto de tan-
tos conflictos e diteussdes entre os dous gover-
nos, ficou regulado satisfactoriamente pel att.
7 da convenci.
Os cnsules somonte podem exercer a juriadie-
cio voluntaria entre os seus nacionaes na forma
de seus regulamentos, e de modo algum a con-
tenciosa entre os eeua nacionaes e subditos do
paiz onde residem
Nio Ihea competer, pottanlo. arrecadar e li-
quidar bens pertencentee ao subditos da outra
parte contratante, desaforando-os e privndoos
da protecgo daa suas autoridades e juizea na-
turaes.
Esta considerecio foi muito altendida.
No caso de morte de seus nacionaes, fallecidos
sem deixarem herdeiros ou iodicarem testamen-
temos, ou cu jos herdeiros nio sejam conhecidos,
estejam auaentes ou sejam incapazea (menores e
interdictos.) compete ao agente consular sellar.
com as armas de sua naci toda a mobilia o pa-
pis do fallecido, e fazer o inventario de todos os
bens e effeitos da successo.
A autoridade local pode concorrer com aquel-
le agente na apposigo dos sellos e assistir ao in-
ventario.
Preenchidas estas formalidades, a arrecadago
e administrago pertence exclusivamente aquelle
agente.
Se um ou mais subditos do paiz, ou de urna
terceira potencia, tiverem direitos a fazer valer a
respeito da mesma successo, e houver cootes-
tago, ser esta levaba aos tribunaes do paiz para
a resolver, procedendo o agente consular, neste
csso, como representante della.
Decidida esta questo, cuoprida a sentenga
dos tribunaes, ou havendo composigao caire as
partes, proseguir o agente consular na liquida-
go, que havia por aquelle motivo ficado sus-
pensa.
A entrega da heranga ou do seu produelo aoa
legtimos herdeiros, ou aos seus procuradores, s
pode effectuar-se depois de pagas todas as divi-
das, que o defuoto podesse ter contrahido no paiz,
ou de haver decorrido um anno. depon do dia
do fallecimento, annunciado pelos joroaes, ae
dentro deste prazo nao houver reclamago algu-
ma contra a heranga.
Ficou entendido entre os respectivos plenipo-
tenciario e seus governoi, que as herangas arre-
ndadas ficariam sujeitas aos respectivos direitos
flseaes, como comprehendidos as dividas con-
tratadas pelo defunto, divida at privilegiada,
pela preferencia que tem ua especie vertente.
Ficou tambem eotendido que os direitos con-
cedidos aos cnsules para arrecadar e adminis-
trar ss suceesses de seus nscionaea nao sao ap-
plicaveia aos bens immoveis, prevaleceodo nesta
parte as leis e os tribunaes do paiz em que esto
elles situados.
Em conformidade da lei de 19 de setembro do
anno prximo passado. declarou-se que o direito
de administrar e de liquidar as suceesses dos
subditos francezea fallecidos no Brasil perlencer
ao cnsul de Franga, inda quando os herdeiros
sejam menores, filhos de francezes nascidos no
Brasil, em reciprocidade da faculdade, que tem
os cnsules do Brasil em Franga de administrar
e liquidar aa suceesses de seus nacionaes, em
caaos idnticos.
Varias questoes suscitaram-se entre as autori-
dades deste imperio e agentes conaulares france-
zes sobre a competencia destes de intervir as
suceesses dos subditos de sua nago casados com
brasileira.
Estas questoes flearsm revolvidas pela mesma
lei, quando determinou que a estrangeira que
casar com brasileiro seguir a condico do ma-
rido ; e semelbanlemente a brasileira que casar
com estrangeiro segu a condico deste. Se a
brasileira enviuvar. recobrar sua coudico de
brasileira, urna vez que declare que quer fizar o
seu domicilio no imperio.
O prazo da dnragoda convengao consular com
a Franga de 10 annos a contar da data da troca
das. ratilcaces.
' s duas altas partes contratantes, prevenindo
-etanto o caso de coovir a aua conlinuago
sem um novo accordo, declararam que vigori
anda mesmo depois de fiodo o dito prazo, at
expirago da um anno, contando do dia em que
urna deltas notifique a outra i inleoco de fazer
cessar aeus effeitos.
Esta convengao foi prumulgada por decreto n.
2787 de 36 da abril ultimo.
Urna igual convengao foi negociada em 26 de
Janeiro do correte anno com a Confederagio
Suiasa, pelos seus respectivos plenipotenciarios;
por parte do imperio o Sr. conselheiro Joo Lins
Vieira Cansoslo de Sioimb, o por parte da
Suissa o Sr. J. Jacques Tschudi
As estipulages desta foram accommodadaa i
posigo geographica da Suiaaa.
A legaco de S. M. Calholica nesla corte aub-
metteu em dezembro do anno prximo passado,
i considerago do governo imperial, um projec-
lo para regular tambem este assumpto entre os
dous paizes.
Foi encelada a nogociago pelo meu illustre
antecessor, sob as mesmas bases do' sccordo coo-
cluido com a Franga.
Podem-se tomar extensivos em regulamento
do governo is demaia nages, as disposiges que
flcam assim reguladas por meio de coovengoea
psrciaea, observado o principio da reciprocidade
em aua applicago.
QOESTO PENDENTE SOBRE LIMITES ENTRE 0 BRASIL
E A GUYANA PRANCEZA.
Fstando terminados oa Irabalhos de exploragio
do territorio qne interessa aos limites do Imperio
com a Guyana Francesa, deu o governo imperial
por extincla a commiasio que para isso fra crea-
da, i
Segundo vos foi communicado dos relatnos
anteriores, desde 1858, a referida commissio que
se-organisra em attengo aoa desejos msoifests-
doV pelo governo de S M o Imperador doa Fran-
cezis de se proceder, em commum, por commis-
sanotda um e outro paiz, i exames psrciaea em
parte do mencionado territorio, nio pode desem-
pernar precisamente os fins que ae tinha em vis-
la, por nao ae haver conseguido a junecio desses
commissaros.
Cemludo os servicos que em observancia das
ordens deste ministerio executou o commissario
brasileiro, o Sr. capitio-tenente Jos da Costa
Azevedo, sem a asistencia do commissario fren-
cez, teem de prestar valioao auxilio quando bou-
ver de reatar se as negociagdes confiadas em
1855 e 1856 so Sr. visconde do Uruguay.
Por sua parle eatar tambem o goveroo fran-
cs collocado em igual posigo, por ter no anno
de 1857 enviado aquellas paragens dous explora-
dores, os Srs. Carpeotier e Peyroo, como vos foi
communicado no ultimo reUtorio.
Cumpre todava raconbecer que melhor fora
que o commissario brasileiro se houvesee encom-
iado com o Sr. Carpeotier, como eslava ajusta-
do, e que juntos livessem procedido aoa exames
e es tu dos que aquelle fes, e que cooalam de seua
extensos e minuciosos relatnos.
Conseguir-se-hia assim evitar duvidas que f-
cilmente podem originar-se do modo porque se
effecturio os referidos Irabalhos, evitando-te
igualmente a apreciagio diversa aobre a impor-
tancia delles.
Nis obstante, de crer que quando de novo se
sbro as negociagdes a semelhante respeito, ten-
ha qma conclosao satisfactoris esta importante
questo com a Franga.
Como sabis, nio pode o Sr. visconds do Uru-
guay, quando discuta em Pars os direitos do
Brasil ao territorio da Guyana, que se estende
at so rio Oyapock do 4' 15' de latitude norte,
acceitar aa propostas que lhe fez o Sr. His de
Bulenvsl, porquaoto exiguo ellas que codese-
mos anda maia doa direitos que at hoje, inva-
riavelmente, sustentamos aquella linhs divisoria,
concordando numa quem da ultima que fomoe
levados a off-recer-lhe a do rio Calsoene, o qual
tem orgem no 1 32' daquelle perltelo, para
recbennos em primeiro lugsr a do rio Aragusry
que est em 1" 15', e depois a do Cara pe porta em
1* 5*.
Estes duas propostas nio podiam seguramente
ser discutidas com esperance de darem urna
solugio deffinitiva questo de limites, porquao-
to, alm de affeelarem os direitos que defende-
mos garantidos por tratados, trartem maiores dil-
Ocultadas no deslinde da fronleira interna que fe-
chaste a Guyana Franieza,
Nao aceitando o plenipotenciario francez a 11-
Dha do rio Oyapock para comego dos limites, nem
ssoutras offereoidas ao sul delle, antes da do rio
Calsoene, compreheodido este ; insistindo sem-
pre e tenazmente pela linha do rio Araguary,
pensou a final que aceitaramos a offerta que nos
fez do ro Carapaporis no canal de Marac.
Esta nova linha offerecida como compensagio
das oossas propostas decesso do rio Oyapock so
Calsoene foi repellida pelo Sr. visconde do Uru-
guay.
Reconhece-se agora bem claramente, pelas ex-
plorages a que se procedeu, que esta segunda
proposta era com effeito inadmissivel.
Nao era, pois, possircl aceitar discusso neste
ponto.
Os dados colhidoa dos exames e estudos prati-
cados pelo commissario brasileiro o Sr. Costa Aze-
durante a administrago que precedeu ao acfuat
gabinete de S. M. a Rainha, a aua legagio nesta
corle leve ordem de propr urna convengao apa-
ra o ajuste de todas aa antigs reclamagoes, pen-
dentes entre ambos os paizes, afim de pdr para
sempre termo a todas ellas.
Nao hesitou o governo imperial em acquieacer
aos desejos manifestados pelo de 8. M. Britanni-
ca. e a convengao de 2 de junho de 1858 veio
exprimir, do modo o mais claro e terminante, es-
se pensameoto conciliador e efficaz de ambos o*
governos.
Em harmona com as consideragoes eonsigoa- -
das no seu prembulo, foi estipulado no art. 1* o
seguinte preceilo fundamental :
a Art. 1. As altas parles contratantes concor-
dara em que todss as reclamagoes da parte de>
^r; ?:r^xT^T&?'$zzi:
quaesquer futuras discusses nesta parte.
RKLACOES ENTRE 0 BRASIL E A GRAA-BRETANHA.
Commisso mixta brasileira-inglexa.
Coaforme vos communicou o meu illustrado
antecessor no reUtorio do anno lindo, ficaram
suspensos os trabvlhos desta commisso em cou-
sequencia do despacho do governo de S. M. Bri-
tannica expedido ao seu commissario, para que
se abstivesse de tratar das reclamagdes prove-
nientes da captura ou detengp de navios brasi-
leiroi empregados no trafico de escravos, at o
recebimento de ulteriores instruegoes.
Segundo o que expozera o mioistro de S. M.
Britaonica nesta corte em sua nota de 23 de mar-
go do supradito aooo, essa ordem de abstengo
seria por pouco lempo, at chegada de certas
instruegoes que se eslavara preparando.
Aguardava pois o governo imperial que se lhe
communicasse baverem sido expedidas ao com-
missario britannico essas iostruegoes, afim de que
podessem continuar os Irabalhos da commisso,
quando recebeu daquelle mioistro a nota de 11 de
setembro ultimo, na qual dectarava elle, por or-
dem do seu governo, que as reclamagoes brasi-
leras, que contra as seotengas das commissoes
mixtas creadas em virtude da convengao de 23 de
noverabro de 1826, e anteriores tratados, quer
contra os julgamentos proferidos pelos vice-al-
mirantados britaooicos, em cumprimeoto do acto
do parlamento ioglez, geralmente denominado
Bill Aberdeen, eram consideradas pelo dito
governo de S. M. Britannica, nao como penden-
tes, maa como tendo aido definitivamente decidi-
das; e que se o governo imperial, fundan do-se
as palavras do art. 1* da convengao de 1858, que
aulorisam submalter-se commisso reclamagoes
que cada um dus dous governos considerar anda
nao decididas, quizesse sujeilar-lhe aa de que se
trata, o governo deS. M. Britannica nao poda de
modo algum admitti-las, porque dava diversa in-
teligencia essas palavras, que deviam aer en-
ten-iidas entre as psrtes contratantes com refe-
rencia s oegociages que derara em resultado a
convengao, e ao confessado objecto desta ; alle-
gando maia que, as referidas negociagos, nun-
ca se alludira a semelhantes reclamagoes, as
quaes, alterando o carcter da commisso, iriam
suscitar questoes jmportantes a respeito dos tra-
tados para a auppresso do trafico, assumpto es-
te cuja correspondencia fra desde muilo encer-
rada entre os dous governos, e que sempre se
oppozera o de S. M. Britannica.
Terminava esss nota dizeodo que se o goveroo
imperial apresenlasse urna lista de auaa recla-
magea, excluindo aa que Qcavam irrevogavel-
mente impugnadas pelo goveroo de S. M. Britan-
nica, resolvera ento este sobre a conveniencia
de urna nova convengao que regulasse o exame
das reclamagoes dos subditos de amboa os paizes.
Se porm essa excluao nio fosse aceita, o go-
verno de S. M. Britannica senta ler de declarar a
necessidade de acabar com a commisiio, volven-
do por sua parte a discutir separadamente com o
goveroo brasileiro as reclamagoes dos subditos
britannicos, visto como de modo algum poderia
acquieacer urna pretengn* que importara o
abandono da poltica desde muito adoptada pela
Gra-Bretanha.
To grave e inespersds fterpretago do gover-
no de S. M. Britannica acerca de um dos maia
importantes pontos da convengao celebrada, e
que constitua, por assim dizer, a causal do oosso
sssentimenlo esse acto, interpretagw que vi-
nhs desvirtuar as declaragoes j por vezes feitaa
por meus snlecessores, ao exporem-vos os fina
desta convengao, impuona ao goveroo imperial o
mais meditado procedimento, para nio precipitar
qualquer aolugao em assumplo de tamanha trans-
cendencia, *
Sabis das difficuldades de noasas relagdea com
a Gra-Bretanha por motivo dos actos praneados
por seus cruzeiros, i pretexto de repressio do
trafico de escravoa, antea e depois do Bill Aber-
deen.
E' bem eonhecida a historia das nossas recla-
magoes junio d j governo de S. M. Britannica,
fundadaa urnas em senteogas illegaesdat extiac-
tss commissoes mixtas e outrss na incompeten-
cia dos tribunaes ioglezes pelos quaes foram jul-
gados os navios bjssileiros.
A respeito daa primeiras, havendo-se |esgotado
todos os meios diplomticos para ae ehegar a um
accordo, te ve ordem o nosso ministro em Lon-
dres para protealar, sendo este o nico recurso
que, em tal conjonctura, noa era licito empregar
para resalvarmoa o direilo dos reclamantes bra-
sileirot.
Quanto s segundaa, protestando tambem o go-
verno imperial contra o acto do parlamento in-
gles de 8 de agoato de 1845, manifeatou que nio
recoobeciamos, nem poderiamos jamis reconhe-
cer esse aclo attentario da nossa soberana seoo
como o abuso da forga, e os effeitos da violeocia.
Tal foi o estado em que ficaram estas duas
ses cas de reclamagdes. nicas que existiam
da parte dos subditos braleiros, e que o go-
veroo imperial sempre considerou pendentes,
nio se descuidando, todas as vezes que te lhe
offerecia a opportuoidade, de inaistir junto do
goveruo de S. M. Brtllannica para que fossem
tomadas na devida considerago.
Felizmente a persuasao, a par da energa e dos
esforgos empregados pelo governo imperial, pu-
deram conseguir que a opimio contri o deshu-
mano trafico de escravos se prnuncissse por to-
do o paiz, repellisdo os contrabandistas, pela
maior parte ouaados estrsngeiros que compro-
mettiam o governo imperial no sagrado desem-
peoho de obrigagea internacionaea que cootra-
hira ; e desde ento cessou inteiramente entre nos
esse trafico, ficando apenas como um aconteei-
mento deploravel de que a nossa hiaioria ha de
aer nodoada, como o tem sido a daa nages maia
civilissdat.
Desapparecendo assim entre os dout governos
o germen de lanas provengdea, offensas e quei-
xumea, foram volvendo as suas reciprocas rela-
gdea ao ponto em que haviam comecado, e por
aua parte empennava-se o goveroo imperial para
qne se tornassem ellas to mutuamente benvo-
las e sntigsveis, quinto convm eot importantes
interesses que ligam os dous paizes.
Desde a declaragao da independencia do Brasil,
e em varia pocas, diversas reclamagoes tinham
tambem sido dirigidas pelo governo de Sua Ma-
getlsde Britannica to do S. M. o Impera lor.e nio
podando este aatitfaser algumas dellas, por ver-
governo de S. M. Britannica, e todas as reclama-
goes da parte de corporagoes, compaohias e in-
dividuos subditos de S. M. Britannica contra o
governo de S. M. o Imperador do Braail, que te-
nham sido spresentadas a qualquer dos dous go-
vernos para interpdr seus officios para eom o ou-
tro, desde a data da declaragao da independen-
cia do Brasil, que aioda oo estiverem decididas,
ou forem consideradss como anda nao decidida
por qualquer dos dous governos, assim como
quaesquer outras reclamagoes que ae poasam
apreseolar dentro do tempo especificado no art.
3 desta convengao, serio submettidas a dous
commissaros, nomeados da maneira seguinte r
um commissario ser nomeado por S. M. o Im-
perador do Brasil, e outro por S. M. Britannica.
Ficou pois, como digo, expresso com a maior
clareza na convengao celebrada o penaamentoda
altss partes contratantes; sendo evidente que
atodas as reclagei dos subditos dos dous paizes
que houvessem sido eitas e spresentadas entr
os dous governos, desde a declaragao da inde-
pendencia do Brasil, que ainda nio estivessem
decididas, ou que cada um dos dous governos
considerasse como ainda nio decididaa, seriam
submettidas deciso dos com mista rios|a qual aa
duas altas partes contratantes solemne e sincera-
mente premetliam consiJerar como absolutamen-
te final e cooclusa, e dar-lhe plena execucio, sem
objeceo, evasiva ou demora.
Esta explcita inteligencia da letra e do espi-
rito da convengao, poata a principio em duvida
pelo commissario britannico, foi logo por elle re-
conhecida como geouinae legitima, em presenga
das observages adduzdas pelo commissario bra-
sileiro, e nesse sentido comegou a commisso os
seus exames, profeno seus julgamentos e fuoccio-
nou durante um anno, at que, como em princi-
pio digo, o despacho de 21 de fevereiro de 1860
do ministro de S. M. Britannica nesta corte ao
commissario de S. M. a rainha, ordenou-lno de
nao tratar das reclamagdes provenientes*da cap-
tura ou detengo doa navios brisileiros empre-
gados no trafico de escravos, emquanto nao ra-
cebesse ulteriores instruegoes.
Foi a communicago de semelhante despacho
feita peloco mmissario britanoico e brasileiro que
determinou este a declarar aoseu collega que urna
tal ordenf importa va a inevitvel interfupgo dos
trabalhos da commisso pelas razdes que lhe
apresentou, e no que elle conveio, resolvendo
por islb ambos suspender os referidos trabalhos,
e seguindo-se o ulterior procedimento de que j
fustes plenamente informados por meu ante-
cessor.
Affectando pois aintelligencia dada pelo gover- -
no de S. M, Britsonica ao art. 1* da convengao
de 1858 importantes interesses brasileiros, en-
ea rregou o governo imperial ao seu commissario-
de dar sobre esta questo o seu parecer fazendo
um aecurado exame das diversas reclamagdet
spresentadas commisso.
Concluido esse trabalho, longo e minucioso,
com todos os esclarecimeotos que ao mesmo'
commissario foi possivel colligir, sujeitou-se tu-
do respectivs seccio do conselho de estado, a
quem o governo imperial leve por acertado con-
sultar em ordem a que o juizo communicado ao
goveroo de S. M. Brintannica sobre objecto de
tanta magnitude tenha o cunho da mais comple-
ta ponderacio.
A referida nota, bem como a correspondencia
havida sobre esta materia entre o governo impe-
rial e a legagio de S. M. Britannica, acha-se an-
nexa a este relalorio, e completa a que sobre oa
irabalhos da commissio j vos foi presente.
RELACES ENTRE 0 BRASIL E A SANTA SE.
Instituigo de novas dioeeiet, e conftrmaco, pela,
Santa S, des bxspos eleUot para eua e outras
Os interesses da igreja, inherentes instituigo
de bispados.e ossubdiiosdesieimpeno, privados,
em razio da distancia, das gragaa e beneficios
episcopaes, acooaelharam o governo imperial a
craar duas dioceses, no Ceari e Diamantina.
Nio obstante as pas intengdes de Sua Sauda-
de, ficou suspensa a execugo dat respectivas
bullas pontificias at que se observem certas con-
digdes. exgida pela Santa S como indiapensa-
vea para ainauguragio do episcopado
Por este motivo nio se procedeu tambem tor-
msgo do processo cannico sobre aa qualidades
dos bisnos eleitos para at duaa mencionada! dio-
cezes, afim de aerem confirmados pela Santa S.
O governo imperial procurou remover as diffi-
culdades sobrevindas i respeito do preenchimen-
to daqnellas condigdes, dando todas aa informa-
ges e esclsrecimentos precisos para poder ser
levada a effeito a creacio de novoa bispsdos.
Em vista deaaaaioformagdea e esclsrecimentos,
foi autorisado o enviado extraordinario pootificio-
nesta edrta a dar immediatamente execugo
letraa apostlicas, com a especial recommenda-
go de instaurar o processo cannico de habilita-
dos bispos eleitos.
Salitteitaa estas formalidades, expedio ltima-
mente o governo pontificio as bullas de confirma-
gao cannica dos bispos eleitos pira ai duaa dio-
ceses creadas no imperio.
Tendo S. M. o imperador nomeado mais doua-
bispos para as ss episcopaes vagis as provin-
cias de S. Pedro do Rio-Grande do Sul e Para, e>
sendo estaa oomeagdes do especial agrado de Sua.
Santidade, foi o primeiro sagrado pelo proprto
Santo Padre no dia 7 de outubro ultimo em Ro-
ma, e o outro em Petropolis no dia 21 do mes
prximo passado pelo internuncio apostlico, na
forma do estylo ussdo em taes ceremonias reli-
giosas.
Limites das bitpadot.
O governo imperial tem procurado pegelaritar
a circumscripgo de varias dioceses, quer sepa-
rando, quer annexaodo porgos do territorio, em
attengo is convenlciaa admittidat, a ao bem es-
piritual dot povot.
Segundo vos communicou men antecessor, a
legagio imperial em Roma havia sido incumbida
de impetrar da Santa S as precisas insirucgdet
que aotorisastem o internucimento apostolice*
netta corte a mandar proceder i deamemtragaei
da freguezia dt Nossa Senhora da Conceicao dtv
Villa Formosa da Imperatriz, parteocente i dio-
cese de Peroambuca, e i sua incorporagio do ais-
pado de Goyaz.
Por decreto consisto nal da 15 de maio da ennu
prximo Ando, tere o Rvmd. enviado da Sua San-
tidade oa precisos poderes pira te efectuar a-
tribunaes, ou autondadea do paiz, de conformida
de com a respectiva legislago, deu lato causa a
mais dt urna controversia, t qua ulUntatnte,
aarem aobre factea julgadoa definitivamente pelos o/iell desmemoracio, com faculdade de oa dele-

gar ao Rvd. hispo de Pernainluco, oa a qualquer
outra autoridade tecles*.rtica.
Esle decreto pro?! umbtoi I taaaxaaio do lee
t
a



jULiiJ

ifui a
11
?"m
DIlRlO DI FIRIUMBIJCO. 1ERI> FEUU S DI AGOSTO DE 181.
lii
ritorio do termo de batees, da provincia de Santa
Csiharina, do Rio de Jaoeiro.
Por oulro decreto consistorial de 1 de mato p.
paseado foi a o revisada a deimerubrsgao do Mspa-
do de Pernambuco, e su encorporagao aos de
Goyaz, da apella do Rio*Verde, do diaUioie de
Calagas ; -c solicilou-se a uecessaria execotoria
do aternancio apolco, afim de que 01 reata di-
vo diocesaoos pedeatem dar lhe a debite exe-
CeCSO.
Ferara tambera expedidos pelo gavera ponti-
ficio, para torera os devises efTeitos, os decretos
orrsislortaee autorisaodo a* incorporado** Da
diocese do Maranhao, do tairiUuio em qiieest
edificada a cidade-denominada Carolina, dcernen-
fcrando se esta o Pispada de Goysi; na e Ma-
Tianna, aa freguasiaade Nossa Seniora das Dores,
da Serra da Saudada do India, e d Nossa Senho-
ra do Loreto da Morada Nova, pertencenles no
temporal provincia de Miuas Geraes, e no espi-
ritual diocese de Pernambuco.
Organisaeo t govtrno das missves apostlicas no
imperio.
A orgaoiaago e governo das misses apostli-
cas no imperio tem merecido a maior solicitude
do goveroo imperial no ioleresse nao sd do apos-
tolado, como da caiechese de tantas tribus selva-
geos, ignorantes de todos os principios religiosos,
e privados dos beneficios da cisilisago.
Por am resolucao da assernbla legislativa foi
o governo sutorlsarJe a mandar vir da Italia reli-
giosos da ordem dos Menores Capuchinhes, ea
distribui-los pelas provincias.
Por decreto de 30 de julho de 844 flxaram-se
as regras que-se deveriam observar nessa distri-
bu cao.
Por esae decreto ficon reservada para o gover-
ao imperial a fixago dos lugares das misses, e
a retirada ou re moga o dos missionaiios, quando
exigida per motivos polticos.
Aquelles missionarios na corte e as provin-
cias dependeran) nicamente dos bisos, em lu-
do quante foSse relativo ao ministerio sacerdo-
tal, e nos lugares em que houvesse hospicio, e
pelo lempo que ahi residissera, do superior lo-
cal pelo que respeita aos ufflcios e funeges me-
ramente regulares.
O goveroo pontificio prolestou, e reclamo con-
tra estas determinacoes, como lesivas dos direitos
Ja Sania S, e desde enlo reeosou sempre en-
riar novos missionarios do Brasil, emquanto nao
fosse modicado o decreto imperial.
Prelendia-se que as relages da Santa S e dos
superiores da ordem, residentes era Roma, cora
os missionarios capuchohos fossera inteiramente
livres, que a dircego das misses pertencesse a
Sacra Cougregaco da Propaganda e flcasse intac-
ta a respectiva jurisdiego sobre os missionarios,
em relago ao exeteicio de seu ministerio.
Era coosequeocta destas difficoldades, entrou o
governo imperial era discusso cora u da Santa
S, sobre os termos em que devis ser modificado
o allu jido decreto de 30 de julho de 184.
Os dous govetnostm j chegido a um acuer-
do sobre a maior parto das disposiges que devem
substituir as que se acham em vigor ; e a diver-
gencia em que anda esto de tal natureza, que
breve espera o governo imperial ver teraiiuada
esta questao, sendo consultados devidamente os
direitos inauferiveis do apostolado e os ioteresses
do imperio,
Opiiortuuamente vos ser presente a corres-
pondencia a este respeito havida em contina-
cao da j publicada no relatorio deste ministerio,
de 1838.
Aboli(o dos direitos do Sunda e dos Belts.
A corda de Dinamarca tem estado, desde lem-
pos immemoriaes, na posse de cobrar certos di-
reitos dos navios estrangeiros, que transitan] pe-
los estreitor do Sundo e dos Belts.
Quasi todas as nacoes martimas celebraran)
tratados com aquelle reino, regulando a percep-
co desses direitos.
Devendo em abril da 1856 completar-se o pra-
zo de dez annos, estipulado no tratado de ami-
zade, commercio e navegago entre aquella co-
rda e os Eslados-Unllos, o governo destes esta-
dos manifestou a intengo de liberlar-se de se-
melhante onus, por entender que nao era mais
compativel com os principies do direito interna-
cional geral rae rile recebidos.
Segundo o direito convencional, os Estados-
Unidos deveriam ser collocados no pedas nacoes
que nao tioham comprouissos a este respeito
com o governo da Dinamarca
Afim de evitar 63 difuculdades que sobreviriaai
das prelenges do goveroo norte-americano, que
Cao poloriam ser acceitas pelo dinamarqnez, sera
grave prejuzo de seus interesses e compromeiti-
mento de suas relacoes com outras nacoes privi-
legiadas, isto cora direito a serem tratadas co-
mo a nacao mais favorecida, o governo*daquelle
reino conviJou os goveruos de algumas das po-
tencias mais ioteressadas na questao a enviareni
commissarios, ou agentes diplomticos a Cope
nhague, autorisados para conferenciar sobro o
assurapto e tratar de regula-lo deDilivamente.
Ten lo sido aceito aquella convite pela Suecia
c Naruega, Franca, Graa-Bretanha, Austria, Prus-
Sj, Blgica, Hespanha, Paizes-Baixos e Russia,
c sendo estas potencias representadas por seus
delegados, propoz o commissario nomeado por
S. M. o rei de Dinamarca, em conferencia de 4
de Janeiro de 1850, a remissio dos direitos perce-
biJns nos estreitos do Sunda e dos Belts.
Em conferencia de 2 de fevereiro do mesmo
anno, disse o commissario do rei, que eslava au-
torizado por seu governo a declarar que a Dina-
marca consenta em renunciar aquelles direitos,
porm medjanle urna compensado de 35 milhes
de rit doHar'dislribuidos entre as nagoes, em fa-
vor das quaes se effectuassse aquella suppressao,
segundo o termo medio do movimento do com-
mercio onavegago de cada urna, durante os tres
annos de 1651 a 653.
Um anno depois, em conferenciado 3 de feve-
reiro de 1857, offereceram os commissarios de
S. M. o Imperador dos Fraocezes, da Gra-Bre-
tanha e da Prusssia.em norae dos seus respecti-
vos go'vernos. um projecto de Inctado geral, di-
rigido sob aquella base, o qual, aepois de discu-
tido era differenles conferencias, deu em resul-
ta to o tratado goral de 14 de margo de 1857, ce-
lebrado entre as mesmas potencias, e assigoado
por delegados de outras nacoes, que se prestaram
ao'mesmo ajuste.
Pelo arl. 1. desse tratado foratn abolido*, por
via de resgate, todos e quaesquer direitos, at
ent.u cobrados pela corda da Dinamarca, sobre
os navioa e carregameatos das respectivas na-
ques uoi'sua passagenv pelo Sunda e pelos Belts.
A cessago'desses direitos, que devia o ocomegar
desde Io de abril do dito anno, segundo se es-
tipulou no art. 3., nao se referia aos navios e
carregaraentos perteoceotes s parles contratan-
tes, como tambera aos das nacoes que nao lia -
viara assignado o tratado, sera distineco de na-
cionalidade, reservanJo-se comtudo aquella co-
rda o direito de oegociar cena estas accordos es-
peciaes sob as mensas bases a condiges*
Teodendo essa transacao a facilitar e augmen-
tar directa, ou indirectamente as relacOes com-
rcarciaes |e meritimaa e sendo, perianto, da
maior importancia para todas as nacoes, o mi-
nistro dos negocios estrangeiros de S. 11. o re
da Diuamarca, communicando officialmente ao
governo de S. i!, o Imperador, por nota de 87
de julho de 1857, 9 theor daqutlle tratado, e os
protocolos dat coufereocas, que precederim
sua celebragao, propoz a negociado de um se-
melhaate ajaste coas o Brasil, para regular de
um mododelTinitivo e fornal o tratamanto que
Ibe deveria ficar competiodo.
Pelo arl. 4. eslipulou-se, oooao oorapaosacao
4os sacrificios impostos pelo tratado de 14 de
marco de 1857 ao theaouro dinamarqnez, que se
Ibe retribuira com a somma total 30.476,325
rix dollars proporeiooalmenle repartida entre as
potencias signatarias do dito tratado.
As deraais potencias deviam entrar com tima
quolasemelhantemente alentada na importan-
cia de 5.476,325.
O ministro de 8. M. o rei da Dinamarca expli-
ca na sua nota o modo per que se proceden da
distribuicao aquellas .uaatias, ou dos 35 mi-
lhes qae reclamamava ceno indemaiesgo ra-
zeavel pela aboUefio ml des direitos do Sunda
e dos Belts.
Dscrimioarnm-se os direitos percebidos sobr
os navios, que foram- levados coota da oacao
que pertenciaa bandeira, dos qae erara sobre
as metcadoriae que flearam, sseiade por oaatada
potencia que as importaran nos partos de Bal-
tido, e ou:ra melada por coat da que m ex-
portara iaquelles pollos.
S.335,088 ferara onsidersrados como com-
pensacao dos direitos repartidos, segando atan
ira, e31,6*H.,2 eerao coatpeosecjto dos di-
xeitas sobra as awsadsass.
De accardo cos o clenlo feito 4u qaetas re-
tribuidas por oda ama das poteacias sigaarisa
do tratado de 14 de marco, eeigaa o aovan
dloamarauez como insriluicsa|osiMi poto Bra-
U de *A,m rit aolUts, WrU MOttOipiO.
O governo dos Estados-Unidos, qae nlo eolrou
na nafociacao daqaelle tratado, concluio em 11
de abril do mesmo anno ama anloga conven-
ci como de S. M. o rei da dinamarca.
Posteriormente, e sob ss mesmas bases, foram
celebrados tratados especiaes com os demais Es-
tados.
Com estes precedentes maoifesteu ltimamen-
te o governo dinsaarquez s espersnea que nu-
tria e se conclair um igual ajuste ced o
Brasil.
Pelo qae flea exposto v-se que a base deste
ajaste refere-se, nao t6 SOS direitos laucados so-
bre os navios, como sobre os carregarenlos.
Posto que desejasse o governo dinamarqus
concluir com o do imperio am ajusta sob as
mesmas condicoes e bases, nao fes disso questao.
E como o tratado de 14 de marco de 1867, e s
discossao que o preceden, Ihe delxasse toda a 1-
berdade sobre o modo da entender.se cana- o im-
perio, que nelle nao tomou parte, manifestou o
governo dinamarquez a disposicao em que se
achava de, considerar e adoptar qualquer outro
ajuste, que Ibe podesse ser offerecido.
O governo imperial, lomando na devida cea-
sideraco a proposta que lhe fora feita soubmet-
leu-a ao exame da aeco dos negocios estran-
geiros do cooselho de estado, para bem conhe-
cer a base, que deveria ser adoptase no ajuste
que se houvesse de celebrar, e expedir as con-
venientes inslenccoes sua legacae era Cope-
nhague para que possa se entender definitiva-
mente i este respeito com o goveroo dinamar-
quez.
Aboli[Ho dos direitos que percebe o Hanover dos
navios que navegam pelo Slade.
Apenas foram abolidos os direitos a que eram
sujeitas as embarcares, que passavara pelo
Sunda e pelos Belts, a Ioglalerra e outros esta-
dos trataran de obter a extinece dos que, ha
seculos, percebe o Hanover em Stade dos navios,
que sobem ou descem o Elba.
Conveio o lianover nesta aboli;o, mediante o
pagamento de urna indemoisaejio, que foi fixada
em tres milhes de dollars.
Dessa quantie tem de pagar a Inglaterra um
lergo, e Hambargo oulro terco ; ficaode um mi-
Iho para ser divididido pelas demais nacoes, que
negociara com o Elba, na razao do numero de
navios a ellas perlencenies, que uavegam aqupl.
le rio.
l'oram expedidas as convenieutes inslrucces
legagao imperial em Berlim para entender-se
a este reste respeito, por parte do imperio, com
o governo do Hanover.
(Continuar-e-ha.)
povo que comparecen ao dosenr&arqae $ para i qoes sera ser Mfbialro, e morando na Bahia. aa-
1 pessoas se agolo mera ram no bis de edr edfgaHsrenWdo T
DIARIO DE PERNAMBUCO-
Pelos vaporea Ceres e guaraa, entrados hun-
tem dos porlos do norte, recebemos joroaes e
cartas com datas : do Amazonas 11, do Para 25,
do Maranhao 27. e do Piauhy 14 do passado, do
Cear 1, do Rio Grande do Norte SdaParabiba 4
do correte.
Amazonas.L-se na Estrella :
c No dia 19 do corrente foi visto um cometa a
E, das 3 para as 4 horas da manhaa.
A emerco no dia 22 foi as 4 1(2 prxima-
mente, no jumo de S. 80 E, desappareceodo a 30
de' altura, mais ou menos, offuacado pela luz do
sol. A cabega assemelha-se a urna estrella de
primeira grandeza, e a cauda pequea e larga.
Se nao for algura eitraordinario, provavel
le seja este o cometa d'Encke, descoberlo em
Berlim em 1819, e que-completa a sua revoluto
em 1207 dias sobie urna ellipse muilo concntrica,
inclinada de 13 22' sobre a eclptica.
Por falta de instrumentos nao se tomou a al-
tura e outros elementos para determinado da r-
bita.
o O cometa caminha para o norte, devendo ser
visto no dia 5 ou 6 de julho em diante a O., depois
do sol posto.
Maous 25 de junho de 1861.
5. Coulinho.it
Em dala de 24 de abril, Mnaoel Urbano da
Encarnacao, que em fevereiro deste anno partir
ptra o rio Purs incumbido de explorar vias de
cnmmuoicago enire o mesmo rio e o Mateira
salvo das cachoeiras, comrnunicou directora ge-
ral dos Indios, que encontrando com umde seus
iilhos que desoa das cabeceiras com dous indios
conhecedores daquellas localidades, estes lhe as-
seguravam. que de facto existe transito sera ou-
lro obstculo, que o encontr de duas hordas de
gentos bravios ; e que a ser vindico brevemen-
te regressaria para dar conta dessa commisso,
de que est incumbido.
E' para desejara descoberta de tal communi-
caco pelas vaniagens que devem provir ao com-
mercio, que podecolher avaotajidos lucros pelas
riquezas das produccoes naluraes, de que abun-
dis as mallas, qne orlam as margeos dessesdous
ros mais importantes da provincia, e pelas cora-
muoicaces que se poderam estabelecer entre a
repblica da Bolivia e a provincia de Malto-
Grosso.
Encerrou hoje os trabalhos da segunda sesso
da 6a legislatura a assernbla legislativa provin-
cial. O seu presidente, o Sr. padre Romualdo
Goncaves de Azevedo, nesse acto recitou o dis-
curso que abaixo transcrevemos.
Srs. deputados. Ao encerrar os trabalhos
da segunda sesso da assernbla legislativa pro-
vincial no bienio corrente, com o qual linda a
nossa misso de deputados provinciaes, leoho por
inJecHna.pl e graso de'er manifestar nesta oc-
casio solemne assernbla o tributo do mais
profundo reconhecimento nela prova de conside-
rado, que em mira depositou, confiaodo-me a
direceo dos seus trabalhos.
por, alguin lempo procurou impedir, que unidos
em um s pensamento pele bem publico, pondo
de parte pa-ses mesquinhase mal entendidos in-
teresses, nos dispozessemoj a encelar os vosos
trabalhos de ama maneira condigna nossa mis-
so de legisladores, a cordura e sensatez, eora
que vos distingiiieis, veio pdr termo a tssa sita-
gao anoma-ta de repetidas nomeacoes de presi-
dente sem ehegarse a um accordo.
a Dividida em suas parcialidades era natural,
que a assernbla assim procedesse, e para remo-
veresse grande embarazo nao restara outro meio
seno a de urna conciliacao qualquer, e por elle
chegou-se a constituir casa oomeaodo-se o pre-
sidente, vice-presidente e mais msanos, eseo-
Ihidos de ambos os lados.
Com lo lisongeiras disposicoes para ludo fa-
zerraos e correspoudermos cabalmente as vistas
do publico, que em nos depositava subida eon-
Qanca pelos interesses da provincia, depois de
haver individualmente cada um dos deputados
feito o que lhe cumpria em desempenho de seas
deveres, e quando mesmo a assernbla com a
adopcao de algumas lea, que j foram sancio-
nadas pareca levar ao fim a tarefa de que ao prin-
cipio se oceupara, alguos de seus membros por
motivos, que nao podem valor, especialmente na
presente quadra, e que me abstenho de indicar
deixaro de comparecer repelidas vezes, nao po-
dendo por isso concluir-se o muito que j se ha-
via feito.
< Sobre elles recahia portanto a respoosabili-
dade, em que esda um de nos poderia incorrer
se procedessemos do mesmo raoJo que elle.
A provincia queosjulgue.
Quanto a nos fiea-oos a consciencia de hs-
vermos eamprido com e nosso dever, e alguna
formando ata o saencio de virem a casa anda
estando doentes.
.< Se menos felites do qne desejara, eu nio cor-
respond cabalmente as vossa ristas na direegao
dos trabalhos da casa, espero merecer de vos to-
da a indulgencia, especialmente recordando-vos
que a mioha posico neste lugar, preteindindo
de habiliUfdes, tambem devida grande prora
de estima e cooiiderscao qae me manifestaes.
Est encerrada a sesso.
Pura. A seguinte carta do nosso correspon-
dente narra o que oocorreu duraote a qulnzeoa :
O vapor Cira entrado hontem tarde em
lagar do Paran nao d lempo a que desta vez
seja tao extenso quanto fot da passads.
E' verdade que por esta provincia aenhames
mudtincss tem havido, ou cousa que posea ter
preeei Jo atteoco publica ; visto como oa ne-
gocios politices ssto raais ou menos ealmos, ou
por oelra, adiados par* melhor occasiio.
Eairataoto nia qacr itto diaer qae por aqoi
se navegue em mar de rosa* a que a provincia
v Is mil maravilhas; serta* a laliacao pa-
blica insaciavel.
Cbegoa omflm o maite esperado deseiado
Bxm. Sr, D. Antonia ao Macado Costa, bisao des-
ta Oioaese.
Logo qaa a fortaleea aa barra aaa sigaal
coa vendo nado 4a riada desta autoridade, a aiaior
ooatentaaMalo se maatfeateo na pabtieo.
4 Amas a asaltee ameostoaedos do ragaasjo a
ai boa ras feitas ao aaa alto asga, lio avaharla
aanaariade, Boiearraoclt axtraardlnaria o
lugar do desembarque, denominado Ponte de
Pedra e roa do Imperador,
c S. Etc. nao pedia dar uro pasa* avaata ;
porqua homens, mulheres e crianzas -IBCBybSI*
garam o caminho, e todo instante o faziam pa-
rar para lhe batjar as moa, aanel e a araa 1
O sea trajete at a eathearal fui seaspre in-
terrorapide por samelaaatos demons(r*{dea do
respeita e revareeao.
Balo se diga que isto foi s prstiesdo pasa)
povo, pola qae a). Exc, asaaa de raeebido a eam-
primeatado a bordo do rapor ecooduzide para
trra pottfExm.Sr. presteate da provincia e por
granea oomero de autoiiades, (t-tambem acora-
panhsdo por afeitas pessoas da distiaceio qae
o segulram at recolher-se ao palelo episcopal.
Urna mmifesUcao to expontanea e respei-
tosa, por- caito, dar nrhar da p.nninni.i^^pt^ ^ |
noro prela-rjrj econsta-ma qtre 9. Exc. se-serrr
penhorado por taes distinegoes.
Qae o nove che fe da igreja parense corres-
ponda aos desejos e as sympalhias com que
recebido, e na direceo dos negocios eclesisti-
cos seja tao felii como foi por tedas as suas
orelbas recebido.
Breve teremos a ceremonia da posse, e se
houver saude e tempo contar-lhe-hei o caso co-
mo o caso Wr,
Agora roa noticiar o passamento do coronel
Sergio Tertuliano Castello Branco, natural dessa
provincia, que aqu s a chava no lugar de direc-
tor do arsenal de guerra.
O coronel Castelk) Branco suecumbio urna
hydropesia ; os seus padecimenios nao foram
muito longos; mas infelizmente deixou urna
grande familia e na ex rema miseria e orphan-
dade.
Se isso urna desgrana para ella, sirva ao
menos de honra ao soldado brasileiro, que oceu-
pando varios cargos importantes, nanea se apro-
veitou delles para melhor posicao social.
Temos tido por aqu a conliauacao de lem-
poraes bstanle fortes; ainda na tarde de 22 do
corrente ao anoitecer cahio copiosa chuva, repe-
tidos trovdes e violenta ventana sobre esia cida-
de, succedendo que um raio llzera em eslilhas
um mastro fincado no largo do Sao Joo oude
tambem rnalici uui paci&oo uordelru.
Anda hoje, cinco da tarde, em que lhe es-
crevo estas lianas, aonuncia a athmosphera re-
peticao de Irovoadae talvez de furioso temporal.
Seja o que Deus qutzer; por que s mudanzas
celestes, os homens nao podem eppdr a sua sa-
bedoria e descoberlas.
Os negocios commerciaes vo ainda com mo
aspecto por esta provincia; por quanto nao tem
cessado as quebras, assim como as noticias via-
das da Europa sobre o prego dos gneros do paiz,
sao um pouco desanimadoras, especialmente
quanto ao prego da borraxa no mercado ioglez.
c Dos mercados norte americanos por ora na-
da-se faz para al, em quanto continuaren] as
ms notieias da crise poltica e desgranada por
que est passando os Estados Unidos.
Acbam-se a carga neste porto os seguales
navios :
Cuajar, barca franceza.
Emite, barca frauceza.
\< Para, hiale americano,
c Isabella, patacho americano.
Unio, barc porlugueza.
c Romulus, brlgne inglez.
Sobraleose, biate nacional, para Pernambuco.
Nauios descarga.
Rosa, hiale nacional, segu a Pernambuco.
Patriota, hiata nacional, segu a Maranhao.
a Emilie, nrigue hamburguez.
Graciosa, brigue escuna nacional, Pernam-
buco.
Isabella Scott, brigue inglez. .
Arago, brigue francez,
Acaba de entrar de Lisboa com 28 dias o
brigue portuguez Ligeiro.
A' dias eoirou o hiale nacional Rosa, proce-
dente de Pernambuco, e ficou impedido por nao
trazer caita de sade.
< A barca porlugueza Unio, segu 27 para
Lisboa e Porto.
Maranhao.No dia 28 do passado deviam ter
lugar as illuminacoes e diversos festejos.
L-se no Publicador ilaranhense :
< O Arcgbinpo da Bahia, ex-bispo do Maranhao
suuda na ejfuso do amor aos seus amigos
diocesanos.
Amados Ftlhos, com doze dias de viagem
chegamos esta cidade no dia 27 do passado, e
desde o momento infeliz, em que nos separamos
de vos, anda se uo passou um instante, em
vos nao liressemos no pensamealo, e a dial
cia, em que nos adiamos, e os dias, que.c tein
passado, s tem concurrido para avivar a sauda-
de, que temos da vos, serviodo-nos- apenas de
lenitivo nossa ddr, a commemoracao, que de
continuo fazemos de vos em nossas humildes
oracoes; e possa a mioha dextera entorpecer e a
omina lingua aos labios se pregar, se algum dia
de vos rae esquecer.
Recebei, amados Filhos, cora vossa benco,
a seguranza da mais lerna amizade, e puro dilec-
to, cora que nos couessamos ser
< Vosso amigo dedicado, fiel, e agradecido,
a -'- Manoel, Aroebtspo da Bahia.
Babia 11 de julho de 1861.
Piauhy.No dia 13 do passado leve lugar um
baile offerecido ao actual Em. Sr. presideute da
provincia, Dr. Antonio de Brito Souza Gayos,
offerecido pelas pessoas mais gradas de ambos os
partidos polticos, o qual foi muito concorrido e
esteve esplendido.
Cear.otitinuiva lavrar com intensiJade,
no Sobral, a febre anfarella, havendo j para all
seguido, commissionado pelo presidente da pro-
vincia, o Dr. Jos Joaquim oncalvos de Car-
valho.
L-se no Pedro II:
Falleceu hootera (31) meia hora depois de
meio dia o nosso eslimavel amigo coaego Manoel
e Gomo qae o Sr. ministro da juttiea, saban-
eo que o atado de saude de seu predilecto filho
adoptivo ota perigoso, abandona-o s mos de
aaaastgozer, e vai passear e divertir-se villa
do Juiz de Pora ?
Se feeaeeermiitdo algeem duvidar por um
so raamaarfaaa ainceridade o Sr. Sayo Lobato,
8. Bao. ooes-este abandono tinlia dado o mais
justo eaotlvo pora ie suspeitar de ata leal dad e no
desfocbd desloarama.
Como qae S. Exc, na direccio snprema da
po'.ica do imperio, ignorava qae reaolucle ha-
via de cahtr esa tarceira discussao, quando a op-
posigo j asaagarava a sua merie ? Come qae
o Sr. conselhairo Manoel Feliiardo eniregou la
ondas do mar a* anas emendad, o foi passear i te-
trada de ferro ?
c Como que g*, presidente do senado, que
sedjjz'qae spots rermenle o ministerio aprsen-
la ,'vetegio urna reOolu^o qae este sustenta
summis viribus, justamente no dia em que es
seus1 adversarios re achavam em maioria na ca-
sa, e era por consequencia iofallirel a sua derro-
ta ? Como que o caiporismo do Sr. viscoode
de Jequitinhonha conseguio lautear-so com a co-
rta de ama victoria gtnna qualro espadaa relu-
zentes ?
Como qae, depois de urna derrota to pa-
tenta e deaiaiva, prorcetle o Sr. ministro da jus-
tica fuer passar na lei do orcamento urna medida aanli.
equivalente que cahio? Com que dados, com
que elementos conta 8. Exc. para fazer recolhor
a falla ao bucho da maioria do senado, que amar-
rotou lhe a resolucao e as emendas ?
_ Como qne pdie S. Exc. tolerar este golpe
lo profundo sem se enojar ? Tudo isto, e muito
mais do que isto, que se poderia pergunlar, s
pode ser desenredado l mesmo no Rio de Janei-
ro, onde existe o grande laboratorio que aprsen-
la este, e Outros artefactos moraes que nos vemos
e admiramos, mas que nao sabemos porque tra-
eos e porque malias sao elles confeccionados ?
Sao factos consumados pela omuipoteneia legis-
lativa, que devenios recooheeer e acatar, mas
nao prescrutar as causas que os produziram.
Nem o escravo deve indagar o motivo, de que
Darliram as ardeos de seu senhor ; nem o clins-
tao querer saber a razio, porque o filho Uo re-
ino, como o pai; nem o mendigo murmurar, por
que o neo orgulboso, e omnipotente o despode
de sua porta ; cada um cumpra o fado, para que
nasceu. Quanto mim, hornera positivo, que
nao me eolvo na phantasmagoria de bellos
ideiaea, o que ha de real em tudo is lo, que de
facto nao existe no Brasil o poder judiciario, que
a conslituiQo consderou poder poltico, embora
tenha elle urna mirada de membros espalhados
pela superficie do imperio ; da mesma forma que
nio poder poltico o poder ecclesiastico, sem
embargo de que lenha hoje um parocho em cada
aldeia, e um padre cada canto.
o poder judiciario pois, na humildade de mi-
nha opinio, nao ouira cousa, que urna massa
de oitocentos a mil individuos, que o governo
deslaca para aqui, para ali ou para 8Col, com o
nome de juizes, afim de nessas localidades, e
districtos executarem nao ss leis, senao os seus
avisos ; e triste do que o nao fizer; por que se
conseguir escapar da responsabilidade legal, nao
podersubtrahir-sedispouibilidade, a remocho
toreada, aposeaiadoria involuntaria.
Em verdade porm declaro, que ao passo
que me cooddo da miseria da magistratura, nao
lhe descubro entretanto razao para queixar-se
della, urna vez que de proposito procurada. Se
nao queram ser pobres, para queeolrsram para
a classe? E se entraran) por ignorancia, porque
persislem celia abeodo-a.
a N o lera ahi dtnle dos olhos os exemplos
Urugais, dos Muritibas, dos Colegipes, dosS.
Loureocos, dos Ferrases, dos Souzas Traucos, dos
Vasconcellos e de outros muilos?
Porque nao Ihes apanham o rasto, e nao se-
guem no mesmo caminho ? Porque nao apreodem
com o Sr. de Jequitinhonha? Cirurgio na Ba-
hia, logo que reconheceu, que nessa carreira uo
adiaulava nada, aposlatou della, enlrou na poli-
tica com o p direito: deputado Corwiluinle,
honrado com o desterro, senador do imperio,
miuislroda juslica, plenipotenciario em Londres,
viscoude agora, S. Exc. subi ao fastigio do po-
der, em cuja posigio d, ou nega o pao aos ma-
gistrados, como um stnhor de eogeuho seus
escravos ; debaixo de seus poderosos ps sao cal-
cadas com igual forga as rogativas do goveroo,
como as lagrimas e gemidos do poder judiciario,
pode-so pois dizer de S. Exc, o Sr. de Jequi-
linhonha, o que um poeta de Koma dizia da
morte.............................................
(ttquo pulsat pede,
Pauperum tabernas regumque turres.
Chorem portanto os magistrados na cama,
que lugar quente ; ilquem ao menos sabendo,
para sua futura emenda, e para n'oulra nao se
metieren, que a razao de au se decretar o aug-
mento dos ordenados para o poder judiciario,
porqiw, como disse o S<. D. Manoel, dos magis-
trados nioguem tem mdoj e uiogweru tem mo-
do, porque nao valeos nada ; e nao valem nada,
porque nao inlerferem as eleigoes ; oaoinfluem
na iinpr.eosa : nao prepooderam na confecgo das
leis: sao entidades meramente negativas; rece-
bera e nao do impulso ; sao zeras direita das
unidades ; sao u.endigos da sscretaria da jusliga ;
sao lazaronis da porta do senado. E esta que
a verdade ; tudo mais a cegueira do amor
proprio, que nao deixa cada um se conhecer a si
mesmo. Foi para evitar sta e outras preten-
coes tao infundadas, quanto extemporneas, e pa-
ra se nao ser victima de amargas decepcoes, que
Jess Cnrislo disse mais de mil oitocentos an-
nos.-Humo, nosce te ipsum.Hornera, conhece-
te. E' isto pois o que eu digo tambem aos ma-
gistrados :senhores conhecam-se.
J esto nesta cidade os italianos naufraga-
dos na costa da villa de Touros, que vinham de
\ passagem no brigue Profeta Henock, procedente
-Parahiha. Ainda limitamo-nos carta do
uosso correspondente :
llealisou-se a abertura da assernbla provin-
cial no dia 2, e nlo no 1 como haria sido desig-
nado, o que foi devido a ausencia dos deputados
que se deixaram ficar em suas casas, persuadidos
que aabendo-'se na capital, estavam elles presen-
lea, era o mesmo qae so tivessem comparecido 1
reunio preparatoria, aegundo una eondiedo sine
qua nlo podia dar-so s installaco da provincial
que funeciona.
< O Sr. Araujo Lima am ama breve e precisa
exposicao chamoe a altetele dos eleitosda pro-
vincia para o estada pouco llsoogoire dos cofres,
passo is suas mies um exempler dessa eapesi-
clo, para que se digoa Iraoacrevola em seu im-
portante jornal.
c Quando nao ha dinheiro nao possivel ini-
ciar-se ideas novas, e quando se devo argente
cortar por despezar pira qu, no futuro, appare-
ca o equilibrio e se possa economisando dar lar-
gura a receita, para fazer-se alguma cousa alm
do ordinario.
A mesa da siembla fica assim organi-
aada :
a Presidente, o Sr. Manoel Porfiro Aranha.
Vice-presidente, o Sr. Dr. Leonardo Aotunes
Meira Henriques.
< Io secretario, o Sr. Dr. Augusto Carlos de
Almeida e Albuqaerque.
< 2.a Dito, o Sr. Dr. Claudiano Bezerra Caval-
E' composta de conservadores ; as forceadas
parcialt ades quasi que esto equilibradas, e pdde
de um momento para outro desapparecer a maio-
ria que deu iriumphoaes conservadores.
Felizmente as paixdes esto amortecidas e o
estado Gnanceiro da provincia urge o concurso
simultaneo de todos as Paraliibanos, amantes do
prosperidade de sua provincia, sem o que oses-
forgos do Sr. Araujo Lima, serlo improficuos,
quanto ao melhoramenlo dos recursos pecu-
niarios.
a S. Exc. reuni em palacio na noite de 2 as
pessoas gradas da capital, e obsequiou-as de mo-
do satisfactorio.
A feigo das parcialidades, me parece, pro-
melle urna sesso calma e refleclida, pois fren-
te da parcialidade consrevadora vejo 03 padres
Melia u Liridulpho, d liberal o Dr. Felizardo e
o padre Galvo.
O Dr. Felizardo fez o seu programraa, se as-
sim me posso exprimir, e, declarou qae nao usa-
ra de tricas quando em minora, para inutilizar
as medidas que a maioria quizesse adoptar ; o que
de esperar ; pois, como disse, as paixdes esto
amortecidas, e a provincia precisa do concurso
simultaneo de todos os Parahbanos
A[2'i do passado o clubjestejou o 4a anniver-
sario de sua installago com o baile do eostume,
que esteve muito animado e concorrido, aoqual
compareceu ofuneciooalismo superior, e fui abri-
Ihantado pelo bello sexo, cujo chiquismo attrahia
aatlengo dos cavalleiros, que nao podiam ser
inseosiveis aos quis e oiu'j fails dessas caras
porgdes de nds meamos.
< Ao ser servida a mesa alguns brindes se Gze-
rara, e entre outros chamou a attencao o que foi
feito pelo Sr. Araujo Lima em retribuicao a ou-
tro. S..Exc. declarou que, embora sectario de
um dos lados polticos do paiz, como presidente
de provincia, nao vii fiis e nem suspeitos, que
para elle presideute a nica distinego era m-
rito e virlude e continuando a dominar a alten
gao dos ouvintes, dirisj*JB> algumas patarras de
agradecirnento ao commercio da provincia, refe-
rindo-se especialmente ao commendador Carva-
Iho, que retribuindo o brinde, em nome de seus
collegas, declarou que o commercio linha rigoro-
sa obrigago de preslar-se ao governo coaljuvan-
do-o com os recursos pecuniarios precisos, noque
proceda em seu bem ; pois quando o governo
lera precisoes e as nao pdde satisfazer, mal vai o
commercio.
Me parecem bem
Qes.
Na villa de Campia Grande urna pobre mu-
Iher foi victima de um sceleralo que a esosncou
brbaramente, ftconsta-me que a mesma fallece-
r poucos dias depois, sendo preso o crimi-
noso. *
Das averiguagoes procedidas pelo digno che-
fe de polica acerca da morte de que lhe fallei na
anterior, consta est preso o desalmado que as-
sassinou a um preto que vlvia de esmolar : sup-
pde-se effeitos da embriaguez.
Poi preso no termo do Pilar, o criminoso de
morte Virginio, o que devido aos esforgos do
Dr.juiz municipal d'alli, e mo consta que esta
priso fdra conseqnencia da ordens do chefe de
polica, que ha sido incansavel na perseguigo
dos criminosos.
ajustadas laes proposi-
REVISTA DIARIA-
deu-se
Salga-
Roberto Sobreira, da grave enermidade de hy- j de Genova com carga de sal para Buenos-Ayrei.
dropisia e affecgo no corago de que foi accom
meltido.
Membro de urna familia importante da pro-
vincia o Ilustre finado gozou sempre de geral
consi Jeracao por suas bellas qualidades : foi len-
te de latim do led, e lendo pedido sua demisso,
tirou em concurso a freguezia do Angical na Ba-
hia, onde exorecu as funeges de visitador; e re-
gressando provincia no anno de 1353 pedio d'<-
misso do beneficio, e foi nomeado lente de re-
torica do lyceu desta capital no anno de 1859,
ondeera devidamente apreciado pelo zelo e de-
dicagao com que preenchia as suas funeges. Foi
tambem deputado provincial de 1856 para c, e
honrado duraote as sesses de 1859 a 1860- com
a nomeago de vice-presldeole da assernbla.
Este anno j nlo pdde tomar parte nos tra-
balhos pelo seu mu estado.
Recebeu todos os Sacramentos da igreja, e
lhe foram feitas cora solemnidade todo os suffra*
gios sendo acompanhado sua ultima morada pe-
las paasoaa mais gradas desta eapital, a por todos
os seus amigos do quera receben constantes pro-
vas de intereses e solicitude durante o lampo de
sua penosa eofermidade.
a Acompaohando sua excelleotssima familia
em sua ddr nds Iba damos os devides psames,
especialmente aos notaos amigos o Eira. Sr. Ral-
mundo Ferreira de Araujo Lima, o coronel Ro-
berto Correa de Almeida e Silva.
a A Ierra lhe teja leve.
RiO'Grandt do iVorte. Referimo-nos segua-
le carta do nosso correspondente :
O Ceres, que aqui enlrou & 19 do passado,
trouao a noticia da queda no senado em 9a dis-
cussao da resolugao ds cmara doa aenhores de-
petados, qoe augmentara os ordenados da ma-
gistratura com as emendas do Sr. Manoel Feli-
zardo.
< Para as pessoas qae procurara por curiosi-
dad* saber deaiaa cousas, foi asta noticia urna
verdadeira sorpreza; para os magistrados da pro*
viocia uo smente sorpreza, como a mais com-
pleta e amarga decepgo. Cada am se pergunta-
ra : como qaa se demonstra -esto problema ;
como que so dicifra este enigma tomo qua
se entende este mysterio? Como que em urna
diacuoso se fac o relatorio mota tocante do esta-
do da ama eatermidad oda miseria do doente, e
oaaeguiote ao lhe naga o remedio qne lhe pro-
cara a melhora ?
c Fazer assim ni ser imitar e tamandu,
qoe lambe a acarinha o contraria pela frenia
para maia m seu salro cravar-lhe ae uohae pelas
coatas; ou o moroega, que agita aa asas para re-
fraacar a parte da victima, onde pretende facer
Hie a ferida, e chupar o aangue?
otadme qua a omiaterw tarerma S. M. ama
o Iba aa aaa pedia aopportsr sate eato aanta, a
neaaa preaeaotta isrfui a asonaren a, sempre pro-
penso reaor bem, i pedir ao carpo legislativo
nasa camota pera oa seu* pobre megistredee, a a
meado date ocaatrariet Coate que o Sr.
ministro da fatanda ignora aqalMe ouo o Sr. Ta-
'.< Acham-se agasalhados no hospital da cari-
dad?, que eslava vasio, oodem recebem todos os
soccoiros prescriplos pelas leis da humanidad?, e
compativeis com a fraqueza das foroas de nossos
cofrss.
a Tooho-os visto por aqui passarera alegres, e
contentes, dando eoteoder, que ho encontrado
em nossa trra todas aa consolaces necessarias.
para altenuarem a dor da desgrana, de que sao
victimas.
Lamento estas fatalidades ; rigosijo-me po-
rm de ver, que em meu paiz j a civillsagio
tem feito progressos ; jase nao ignora o que de-
termina oestes casos o direito das gentes ; j se
desempenham praticameute os deveras que a re-
ligio chrrsta. impoe a todos os homens, o de se
reconhecerem por irmos:
c Que dillerenga entre a sorte destas nufra-
gos, e a de nossos irmos da crrela Isabel 1 E' a
dillerenga qae rei da salvajera o civilisago ; da
religio, que se prega com a cimitarra na direita
e o alcorio oa esquerda, a qae diz aos seug apos-
tlosle, i docett omnis gentis ; e onde ros
nlo quizerem receber, e ouvir ; taceudi o pd de
vossassandalias, e segoi para diante: emtim
a differenga que val do christisniamo ao maho-
mesliimo.
Da riagem do Exm. Sr. Dr. Lelo Velloso pelo
centro da prorincia, t sabemos qae 17 do pas-
sado S. Exc. montou A carcllo os cidade do As-
s, eaeguio em direilara para a de Serid.
3 de agosto.
c P. S.Como houvesse demora na remeses
desta carta, posso eioda dizer-lhe, que sahindo
hontam tarde deste para asee porto o rapor
Iguarass, quande estara vencer a ultima boia
na barra, cahio-lhe am loflo de rento to vio-
lento, que ajudado da correntezs da mar que
vasa va, levou-o de encontr i urna pedra, que
Iba despregou duas taboaa, aegundo me infor-
mara.
_ Nio ha duvlda nenhuma, que ae teria per-
dido o Iauaroai, a nio fosee a rara intrepidez
e pericia do sen commendante Moreira, que nlo
esmoreeendo, mas anta animando-te A vista do
perigo, deu ordens lo precisas, e manobren com
tanta prorapiidlo e rigor, qoe, fallar a verdede,
nao deu tempo i prealar-se-lho soccorro, e dire
mesmo nao lugar, a que oa passageiros aprecias-
sem o perigo, e tivessem modo delle. A com-
panhia Peroambucana, pois, pede dizer, que do-
ve ao tente Morreira o sea Isaarau, que baje
raoamo aegaa para l, visto ter concertado a ave-
na qea eoflree. Bato enterro poreoe, que roi
meadado de propago pera fazer sobresabir o
mrito professiooal do lente Moreira, que a
esta qualidada rea no a Oe ser tambem um por-
folio eavalleir, e como tal tem conquistado to-
das a t-mpatbiea eos baliteares deata carreira,
com quem ha viajado, oa meamo communicado.
fio ao Ifee-oss* a hallaoos naufragados
am Toare: quasi qaa acairelara segamda vai,
ola estando atada aaxatoa do primeiro molho. >
Aote-hontem pelas 11 horas do dia,
urna lamentavel calastrophe no lugar do
dinho, da freguezia da Boa-Visla.
Diverliam-se na caga de passaros os menores
Eugenio Alvos Ferreira, idade de 12 annos, An-
tonio Alves Ferreira, idade de 14 annos, filhos
do tinado Eugenio Alvos Ferreira, e um moleque
de nome Luiz, idade de 11 annos, escravo do Sr.
Cassiano Alberto Pimeota.
Apenas havia um espingarda, a esta de espo-
leta ; com a qual os tres meninos cajavam, ad-
rando cada um de sua vez. Em urna das occa-
stoes em que ella achava-se em poder do mole-
que, apparecerara algumas rolas, e querendo este
primeiro adrar, o menor Eugenio segurou no ca-
no da arma para a tomar antes que o moleque
disparasse. Nesse acto a espingarda disparou, e
o infeliz Eugenio receben toda a carga oa testa,
do que resultou lhe a morte.
A' proposito da oceurrencia cima notada,
nos informara quo por Santo Amaro anda aos
domlr-gos um cacador dar tiros e a entrar por
quanto quintal ha por all, apezar das reclama-
ges que fazem-lhe os donos ou moradores das
respectivas casas.
E' preciso que se lhe tire esse costme, para
evitar semelhaoles casualidades, fazendo-o'entrar
na linha dos seus deveres pelo respeito s postu-
ras municipaes, relativas especialidade ; por-
quanto parece-nos queallise nao pode cagar co-
mo urna parte desta cidade.
No mesmo dia; e na mesma freguezia, pelas
8 oras da manhaa, a parda Severina Mara da
Conceiglo ferio gravemente a Theodoro Ferreira
da Costa, msico do 9" batalho de infanta ra,
dando-lhe no rosio um golpe de navalha.
Foi preso em flagrante.
Na nolTe de sabbado pan domingo fallecen
afogado o Portuguez Cipriano Gongalves, marujo
da barca Castro ///(surta neste porto) por occa-
siio de lancar o bote ao mar.
A tripolago da mesma barca fez es'orgos para
o salvar, mas nio foi isto possivel, porque logo
que cahio, nio appareceu mais ; e al esta dala
anda nao foi encontrado o sea cadver.
Foi nomeado paraexercer provisoriamente
oe offtcios de partidor e distribuidor do termo de
Pao d'Alho o Sr. Theolonio Feliciano de Asis
Padilha ; e para aquelle do Limoeiro o Sr. Jos
Serapiio Bezerra de Mello.
Por portara de 2 do corrente foi concedidl
a demisso de promotor publico da comarca do
Brjo, pedida pelo bacharel Antonio Baptista Gi-
tirana Costa.
Por portara d"e igual data, foram concedidos
dous mezes de licenga com veocimentos, para
tratar de sua saude, ao 2o escriturario da alfan-
dega desta cidade, Tlburcio Valeriano dos San-
tos.
No Io batalho de infantarla da guarda na-
cional desle municipio do Rectfe, sobre proposta
do respectivo commandante, deu-se a seguinte
promoclo:
O guarda Jos Antonio de Azevedo Santos J-
nior, para alteres secretario.
O lferes porta-bandeira Luiz Francisco Barre-
to de Almeida, para alferes da Ia cnmpaohla.
. O alferes Satyro Seraphira da Silva, para te-
nante.
O guarda Arpbelim Jos da Costa Carvalho, pa-
ra alferes.
O alferes Manoel Antonio Gongalvts Jnior, pa-
ra tenla.
O S* sargento Thoraax Jos Marinho, para al-
te rea.
O alferes Joaquim Lucio Virada, para tenlo.
O aargento quartel-mestre Jos Moreira Pon-
as, para alferes.
O guarda Hatraino Ferreira da Silva, para al-
feres.
Ogatras. Jlo Jos da Cruz Manir, para alfe-
res.
Desda o da 4 adate cortead mes acba-ee
funeciasando a junta de qualifleagao delta fre-
guezia de Sanio Antonio do Recife, em os cinco
dia da recurso.
No dii 4 do correte pelas 4 horas da larde-
fundeou em nosso porto, conduzida reboque
pelo nosso vapor Camaragibe, a barca inglez
Colima de Washington, e que 24 horas antes,
delle havia sabido com urna valiosa carga de as-
aucar e com destino a Valparaizo.
Tendcaaahtdo a barra a salvamento, o aehan-
do-se muito aa largo, tace foram eeee manobras,
e lio pesados oe aguaceiros, que eahiram pela
tarde, que s 3 horas se achara ella eoealhada
ooa baixies, que bordam a ponte de nossa aaa-
gestosa Olinda.
Apenaa disso tero conheeimealo o digno ge-
rente do vapor de reboques immediatamente pro-
videncien para que sahisao o referido vapor, que
sendo em vespera de dia santo, e ole lendo ne-
ohum servigo a fazer, ae achava coma caldeira
vazis e fogo apagado.
Nelle seguiram alm do gereoto em pessoa, os
dous disiinctos pratlcos Manoel Francisco dos
Reis e Jos Estevio de Oltveira a prestar o soc-
corro pedido pelo navio que desdo 5 e meia ho-
ras da tarde se conservava com a bandeira vi-
rada.
Debalde passou o Camaragibe pelo lugar do
sinittro, im possivel lhe foi ver o navio, que ere-
mos, toda a noite se conservo sem ama luz I
at que o vapor deu fando, a mui curia distan-
cia, o que sd poderam verificar de manhaa, quan-
do ao alvorecer, viram o navio, com o panno
ainda largo, e a bandeira anda igada com aa ar-
mas para baixo, continuando a pedir soccorro.
Inmediatamente passou para a balieira o pra-
lico Manoel dos Rei, que ao chegar a bordo vio-
que o navio trnha 9 ps d agua no porio, que
coolinuava balando da proa, pelo que lhe arreou
corrente; cahindo ento o navio para maior fun-
do, e dando cometo a ferrar o panno, cora a pro-
pria gente da balieira. Chegaram depois o Sr.
capillo Gallen, da barca americana Balieira, que
se acha em nosso porto, o brigue Mary Ann, e o
da barca Sarah, que com algumas pessoas de
suasguatnlges te applicaram a tocaras bombas.
Consta-nos que o soccorro fci prestado sem
procedencia do ajuste, deixando ambas as partes
o arbitramento da sslvagem a pessoas desinte-
ressadas, negociantes em trra.
Mui'.os e mui valiosos servigos teem prestado-,
e Contina a prestar ao nosso porto o vapor Ca-
maragibe, que desta vez segundo nos inforraam,
quasi suecurobe no glorioso empenho de saldar
a Coftma a qual para poder safar-se apezar do
auxilio do reboque, ainda lhe fei mister largar
por mo duas ancoras e duas correntes.
Tomos ouvdo dizer que o carregamento e na-
vio eram a valia tos em 160 conloa.
O brigue hamburguez Adolplio Stramborg
araaoheceu hoolem tundeado to prximo do Re-
cife, que inspirou serios receios a todos que o
viara.
Ainda o nosso vapor Carnaraoi6e^Hirou todo
dessa anciedade, tomando-o a reboque pelas duas
e meia horas da tarde, e entrando com elle s 3,
E' um bello vaso de 4 mezes de idadee que
seria pena ver tazer-se em pedagos sobre os
nossos recifes.
Seu carregamento consta de 3040 barrieas de
batalho.
O mvo consignado aos Srs. C. J. Astley o
o carregamento aos Srs. J. Pater & C.
Passageiros do vapor nacional Ceres, entra-
do dos porlos do norte : Jos^Joaquim Das do
Reg, Malheus B. do Reis, Jos Francisco Arlei- *
ro, Benjamn Hocart, Antonio Francisco Cascaos,
Joo N. Escoler, Primo Pacheco Borges, 2 poli-
cies queacompanhaiam 2 presos, Luiz de Livor
l'aes Brrelo, Manoel Jos de Farias, Joo Go-
mes de Almeida, Antonio ilerculano, Miguel Ar-
chanjo Figueiredo, Ernesto Brederode, escravo
Marianno. a entregar a Manoel Alves Guerra,
Andr e Joo, escravos, a entregar a Jos Bap-
tista da Fonseca Jnior.
Seguem para os porlos do sul: Abillo Ger-
mano A. Pimeuta, 1* lente Vicente Pereira
Dias, Manoel Policarpo, coronel Francisco do
Nascimento, Marcolioa da Cooceiccro, capito
Childerlco Cicero de Alencar Aranpe, Alberto
Jos Pereira Lomba, alferes Francisco Coelho do
Soaza, 2 pragas de polica, 9 recrutas e 14 es-
cravos, a entregar.
Passageiros do vapor nacional Iguarass,
entrado do Cear e porlos intermedios : Joo
Brigido dos Santos, Fenelon Bomilcar da Cunha,
Eduardo Gongalves Valente, Antonio de Oliveira
Cavalcanti Mello e urna escrava, Camillo II de
Albuquerque Cavalcanti, Manoel Ignacio de Oli-
veira Martina, Joo Francisco Pereira, Francisco
Mathias dos Santos, Francisco Jos Aspereza,
Luiz Malinas da Rocha Bezerra, Julo Henriqua
Pessoa, Braz Marcolino A. Mello. Basilio Magno
A. Mello e I criado, Vicente Jos B. Castro, An-
tonio Maooel do Nascimento e 1 ti;ho menor, Jos
Nuces Paula, Jos Francisco Coelho, Genuino
Xavier da Silva Bastos, Miguel Soares Rapozo
Caminha, D. Calharina L. de Senna, Luiz Hey-
man, Luiz Gongalves, Sebasliio Pederilla, capi-
pito do brigue italiano Prophela Inoch, Carlo3
Viale. piloto do mesmo brigue, 47 passageiros e
Iripolantes do sobredilo brigue, todos Italianos,
John Stevensoo, Manoel Tolenlino de Moraes Au-
gusto Cicero Perdigo, Manoel Soares de Souza,
Izidro e Thereza, criados e 1 escravo, a entre-
gar.
MORTALIDADE DO DA 4.
Eduvirges, Baha, 31 annos, escrava, solteira,
Boa-Visla ; siphilltes.
Jos Victorino Pereira de Moraes, Pernambuco,
45 annos, osado, S.Jos; apoplexia cerebral.
Antonio Theodoro Araujo e Mello, Pernambuco,
23 annos, solteiro, S. Jos ; phtysico.
Sivesio de Freilss Lima, Pernambuco,. 23 annos,
solteiro, Recife; abeesso larynge.
Jos Joaquim, frica, 45 annos, solteiro, Boa-
Visla ; repentinamente.
C0XSIL4D0 PROVINCIAL.
Relaco das casas abaixo mencionadas,
que soffreran alteraces no presen-
te laiinuiienio, feito pelo lancadoi*
Cont Silva, a saber:
Ra Bella.
N. 4. Vlctoriao Jos de Souza -
Trarasso, casa terrea arrendada
por............................... 300JOOO
dem 20Joanna Mara daTrindade,
um sobrado com 1 loja e 2 anda-
res,arrendado por................ 552JJ0O0
dem 28. Jos Joaquim de Castro
Moura, casa terrea arrendarla por 300j}000
dem 22.Joanna Maria da Trinda-
de, casa terrea arrendada por.... 216*000
dem 34.Salvador Jos de Souza
Braga, casa terrea arrendada por 180*000
dem 60.Ignacio Adriano itontei-
ro, casa terrea arrendada por.... 3003000
dem 70Joaquim Francisco de
Azevedo Campos, casa terrea ar-
rendada por...................... 192S000
dem 88.Jos Joaquim Bolelho,
casa terrea arrendada por........ 300S0OO
dem 90.Antonio Pereira de Fa-
ria, casa terrea arrendada por.... 264*000
dem 5.F* '->de Paula Freir,
casa te" jada por 192*000
Idem'T.nuiauaade da matriz do
Poco da Panella, caaa terrea ar-
rendada por........ 240*00n
dem 9.Recolhiraento da Gloria,
cara terrea arrendada por........ 144*000
dem 17.Jos Gomes Coimbra,
um sobrado com ama loja e um
andar arrendado por..... 800*000
dem 21.Francisco Joaquim da
Costa Fialho, casa terrea arrenda-
da por...... 300J00O
Ide m 7,Jos Hygino de Miranda,
um sobrado com ama loja e dous
andares arrendado por........... 680*000
dem 31.Bernandino Jos Montei-
ro, am sobrsdo com um andar e
urna loja arrendado por.......... 640*000
dem 39.Antonia Hara Conxaga,
casa terrea arrendada por........ 216*000
dem 45.Tcente Antonio do Es-
pirito Santo,casa terrea arrendada
T Por. ......... 240*000
dem 51.Franciaco Xavier Soares,
cssa terrea arrendada por........ 240*000
dem 63.Jos da Coala Dourado,
casa terrea arrendada por........ 192S00O
dem 71.Flora Mari Diniz, casa
terrea arreodada por............. 360*000
dem 73. Augusta CeleeUoa da
MeaquiU Pimental, casa terrea
arreodada por.................r. 270000
dem 75.Hardairoa da Luis. Flo-
rentino de Almeida Catanbo, caca
*-
imu


U-W> M ffmAlUBOD. fe RA 6 DI AGQ33 ff IWl
terrea nrrendada por.............
dem 7.Benurdiao Francisco de
Aanwodn Campos e outros, casa
terrea arraigada por..............
Praga da Santa Cruz.
N. 11.anunciada Camilla Aires
da Silva, (casa terrea arrendada
Pr..........
IdeanfB.-Aatio da Silra Ferrei-
ra, xas terrea arrendada por....
dem 18. Irmaodadedas almas da
Boa-vista, casa terrea arrendada
_?..........
dem 24.Theresa Goticalrea de
Jess Azetedo, nm sobrado com
urna loja e dous andares, arrenda-
do por .......
_M ._, Ra da Santa Cruz.
N. 20.loao Hatheus, casa terrea
arrendada por....................
dem 38.Duarte Borges da Silra",
casa terrea arrendada por........
dem 50.Joao Mstbeus, casa ter-
rea arrendada* por................
dem 62.alaria do Carmo da Costa
Monterro, um sobrado de um an-
dar e una loja arrendado por....
dem 9.Herdeiros de Placido do
Rosario, casa terrea arrendada
por................................
dem II.Simplicio RodriguesCm-
pello, casa terrea arrendada por
dem 25 Francisco e Emilio, casa
larrea arrendada por..............
Rna do S. Gonzalo.
N. 18.Irmandade do Senhor Bom
Jess das Dores, casa terrea ar-
rendada por......................
dem S. Alexanlre Rodrigues
dos Anjos, casa terrea arreo Ja Ja
Por...............................
dem 21.Dr. lento Jos da Costa,
casa terrea arrenda por..........
Ra do Jasmim.
N. 3.Ci.thiriaa Coelho da Silra
Braodo, casa terrea arrendada
por...............................
dem 5.Francisco Jos de Olirei-
ra Rodrigese outro, casa larrea
arrendada por....................
216*000
2409000
4209000
oojooo
126*000
664*000
144*000
240J000
141J0O0
600*000
200*000
144*000
1923000
180*000
192*000
180*000
168*000
pathia, apezar do desengao da outra meliclna.
Sao estes e outros fados de tal importancia que
pdem collocar a homeopathia em posico em
qje fciue raacceeeivel aos golfea dos seus de-
tractores : difflcil urna reforma nos naos, nti
coatumw1 aas crencat, mas o terapo os factos
trasera a ti na l a convicgoao animo daquelles que
sao avesados ao estado estacionario do espirito
humano, que nao acreditara na propsalo ove
lera elle para apereigoar-se.
Os mbios coadeoanaram a circalacSo, o Wapor,
* ectncidade: entretanto sao boje verdadea
que esto ao alcance de lodos, e qae nao ba
quera os conteste : os suatos coodemnam a ho-
meopathia, e entre elles muitos dos nossosoo-
chaes, que empavesados qaaes cutra gralha com
peonas de pavo, dictam ex cathcdra a sua sen-
lenca : e ser irnpossivel que algum diaeae nao
{erante urna estatua a Hahnemann ? Qoem mais
tempo nrer, chegar a ver o resultado,
a. Devo declarar qtae no trata ment dos dirersos
hydropicos que tenho curado, ainda nao achei
remedio algum que me parecesse especial: te-
nho qblido resultados dirersos conforme es eir-
cumstancias irresistirel que elle tem para aoer-
feigo*r-se.
Os o6os condemnaram a circulago, o vapor,
a electricidade, etc., ete.: entretanto que sao
tactos confirmados ao alcance de
coaa^saor sagrado I Como
adeus do raeslre
coraees que se amai
tocante a scena do
ao discpulo I...
Ah I meus irmoa I Como eramos fellzes vi-
rando com elle, bebendo-lhe as sanias lieSes, e
aprenoendo com elle a amar s Dos aos dos-
sos semelhanlea I Quantas docuraa que encerra-
ra nossa res alimentada por saes sabios con-
selnoa I
En tuizera pensar que elle alo nos deixa
maa ah I dura realidadb I O mestre, o
dicado do Gymnasio Bahiano ra
a sorte arrancou-o do
ao Parl...
Exullai 6
abr vossos bragos para recebe-lo, apertai-o a
rosso pelto, que elle om verdadeiro pai 1 Oh 1
se visseis os semblantes dos jorena
perder, se contemplasseia o Gymnasio' Bahiano
no momento de separer-se dalle, enlo vossos
coracoes se abrtriam sem hesitar para acolhe-lo
e ama-lo ; porque a bondade da sua alma,
sua dedicado 6 moeidade aaas virtudes
exemplarea todas se traduzem nesta tristeza, as
dores que sofTresse os discpulos, no pranto que
rerte o nosso cero director I...
Meus amados collegas, e sei quanto aeotis.
J sei as angustias por qua estis passaado ago-
amigode-;
partir, que!
Seio dos seas para da-lo
rebanho feliz, que o idea posuuir.
[Conl\Har-$e-h(i.
16S3O00
Communicados.
llomeopatkia.
Nao ha remedio leno de vez em quando occu-
par a atteocao do publico com a narrado de al-
guna desses factos, que, por muito importante e
tora de toda a duvida, eleram a medicina horneo-
palhica i aUatra que Ihe compete como urna grao-
de verdade que .
Pouco ou nada gaoha a medicina com historias
especulalwas em que mais se rereis o espirito
interesseiro, do que t amor da sciencia e da hu-
manidade: apregoar com phrases pomposas e
eneras de mysterio factos inveridicos ou que nao
tem valor real, parece que querer mistificar o
povo e engaar os incautos e tirar lucro daquelles
que andar somente atraz de novidades, ou de
cousas roysteriosas.
Meu desejo que se saiba que a homeopathia
cura e cura as mais importantes e graves enor-
midades e por essa razas acho excusado levar ao
conhecimento do publico factos que sejam sus-
ceptiveis de contestacao, ou que em seu favor nao
tenham o cunho da verdade.
Se a hydropesia complicada com padecimentos
chroaicos de visceras importantes nao das mais
graves enfermidades d'entre as que formara o lon-
go cathalogo daa molestias humanas, eu peco
aquellos que nao sao dessa opiniao que por muito
especial favor indiquem quaes sao ss que consi-
deram como taes ; porque ento quando tiver
occasio de curar algum doeote destas, farei a
sua historia, e mesmo chamarei algum collega
que queira se prestar a observar os effeilos da
homeopathia na pralica at a Gm de esclarecer o
seu juiro ; se a hydropesia complicada com pade-
cimeotos cbroaicos de visceras importantes
tratjda cora lodo o rigor e esforco pelo systema
allopathico oa medicina racional e abandonada
por iocuravel por j nao haver mais que tentar
nao o mais grave e perigoso estado a que um
individuo possa chogar, eu desejo que me digam
qual a molestia grave, qual o estado de perigo e
quaes os recursos de que em casos taes a medi-
cino racional pode ainda dispor.
Desde que principiei a praticar a medicina ho-
meopathica que as hydrope3ias tem me occupado
muito a atteocao, porque coosidersndo-as como
doencas de difflcilima cura, e quasi sempre iocu-
raveis pelos rneios de que dispem o outro sys-
tema, lenho entretanto curado com a homeopa-
thia a raaior parle daquelles de cujo tratamento
lenho sido incumbido : sempre bom previnir
que nao fallo dessas hydropesias devidas a urna
ciusa accidental pouco importante removida a
qual, o organismo entra fcilmente no seu estado
normal: fallo das hydropesias devidas a leses
do Ogado e do bago ed'outras visceras importan
tes, e para as quaes procuram a homeopathia
quando j desengaoados de lodos os outros tra-
taraentos.
Neste caso esto os dous factos de que vou me
occupar e que foram por mira observados a pouco
tempo, conseguindo em ambos o mais completo
restabelecimenlo, apezar de ter tomado conta dos
doentes quando j nenhuraa espera'nca poda ha-
ver de os salvar, e isso mesmo j lioha sido de-
clarado formalmente pelos mdicos que os traa-
Vm ; e era taeecircunstancias nao haveria quem,
era consciencia, podesse prometter cousa al-
gum*.
O Sr. Joao Francisco da Costa, de 19 annos de
idade, morador na ra do Mondego n. 22 (hoje
mora na ra da Palma n. 5) padecia a mais de
um anno de diversos incommodos, e com quanto
nao os eolregasse ao abandono, teve de ver se
desenvolver a hydropesia geral : foi medicado por
vanos mdicos desta cidade, que empregaram to-
dos os recursos em taes casos aconselhados pela
sciencia e pela experiencia ; porra nao poderara
riuoca obter se quer alguraa melhora : progredin-
do o mal espantosamente e falhando lodo3 os re-
medios que se applicava, cada um foi perdendo as
esperanzas e desengaando o pobre moco ; neste
estado fui eu chamado para fazer milagre: ha-
via oito dias aue o doenle nao dorma, nao podia
fazer o menor raovimento sem que se suffocasse
eslava enormemente incoado, linha febre cons-
tantemente e a auscultago, slm do edema gersl
to pulmo dava siguaes incontestaveis de derra-
mamenlo de liquido no pericardio : a gravidade
extrema dos aymptomas que apreseolava este
doente nao permittia esperar que oenhum resul-
tado podesse dar qualquer que fosse a medicajo
que se pozesse em pralica : em taes circumstan-
cias mais alto falla o dever da humamdade e da
cooscieocia: qualquer remedio, mas o horoem
tiuha um resto de vida e por tanto nao, se devia
reeuar a prestar-lhe algum soccorro : no teiceiro
ou quarto dia urna melhora sensivel na m6r parte
to* ymptomas vom animar a todos e principal-
mete aquello que eslava na opiniao de todos
condemnado a urna morte prxima : em menos
de um mez o doeote se acha restabelecido e go-
zando de ama robustez i toda a.nr !f contra to-
das ss previsoes medicas. /
Urna escrava da Sra. riuva\ que est
a serviQo em casa do Sr. Joao Pedro Adour co-
mejou a ser tratada pelo systema allopathico:
sus molestia foi classificads por um dos mais ha-
bis mdicos desla cidade de molestia do Brigth,
quando a preta se aehava agonisante fui eu cha-
mado : era a morte com todo o seu fnebre cor-
tejo que se appreseotava sos olhos de que a quer
que observasse a doente : as extremidades, o na-
riz, as orelhas era de um fri glacial, a su&ocs-
ao extrema, emflm tudo deootava que apenas
all exista o ultimo ampejo da existencia, e fa-
zia suppor que poucos momentos poderiam du-
rar lao acerbos padecimeotos: a bosneopalhia
ra ultimo recurso desos da Extrema UoQo :
mfim chamarm-me para que a pobre preta nao
morrease sem essa. formalidade : depois de al-
guna dias de atroz lula com a morte, comecaram
* apparecer algumas esperanzas, que nao tarda-
rais a ser burladas pela aggravafo dos soTrimeo-
tos : porm era preciso persistir, por que as me-
Ihoras oblidas iodicavam qua a natureza ainda
conservara algam resto do energa: nossos es-
forgos foram coreados de mais completo triura-
pho, c se slgwms re se podesse attnbuir ao
medico o poder restituir alguem a vida depois
de raorUerasajrjiBfaaaante este doaascases digase
de serem eoolados asase numere.
Aofc. cuaausaaaUdorlUnoa trocar!ras iaSIU
va devo-se a'eoinsef'rBgSo 9a vida -desta preta,
por S. S. vista de outros factos, e muito im-
portantes, que tem observado em aua familia neo
q que ella deixasse de ser tratada pela horneo-
ao alcance de todos, e que I ra, porque son rossb irtnao... Para'ae esras'o-
IrlShi';'081 o mesmo tem larras! Para que interromoi eu o^le?"^
aconiectao homeopathia, e entretanto hoje
grandes espiritos com ella se occupam, e um dia
vira em que o ridiculo que improvisados sabi-
choes lancam sobre ella sobre"aquelles, que a
praticam, caia sobre elles: a medicina a ex-
periencia, e esta o maior baluarte da homeopa-
thia : o tempo e o estudo decidirse o reslo.
Davo declarar que teDdo curado diversas hy-
dropisias, muilo graves, ainda cao achei remedio
que me parecesse especifico : os resultados dos
remedios tem sido diversos conforme as circuns-
tancias especiaos do cato: o que em alguna tem
dado magnficos resultados, em outros oenhum
elTeito tero produzido: o que mais cooflrma que
a es.:olha minuciosa dos remedios decide esseu-
citlmente da cura
Permitla-se-nosquenofinaluesem azer urna
perguata: A homeopathia curando molestias gra-
vissimas e no ultimo estado de desespero, como
as que deixo mencionadas, ainda soffre duvida
de que seja remedio e (medio muilo poderoso?
Quando provarem que curas desla qualidade
sao devidas exclusivamente dieta e torca me-
dicados da natureza, Qcar tambera fora de du-
vida que nao ha medicina e que s a jorga me-
dicadora da natureza quem faz todas as curas
B^apezar dos embarazos que Ihe oppem a me-
dicina.
Ra da Gloria n. 3, casa do Fundo.
Dr. Lobo Hoscoso.
que interrompi eu o silencio que
guardaves, e que, s, bastara para quo o Roseo
mestre compreheodesse perfeitimeflte a saudade
que soffremos por elle ? Para que? se as pala-
bras nunca podem exprimir bem o que sent urna
alma verdaderamente doida ?
Parti, mestre, ji que o co assim ordenou :
huinitbemo-aos, irmos, diante de seus de-
cretos 1
lie, sabio pontfice, ide fazer felizes os mogos
do Para : ide inBItrar em seas coracoes o amor
a Dos e religiao IIde ; qua nos nos consola-
remos. Ide, que nos sabemos como rai vossa al-
ma I... mas lembrai-vos sempre do Gymnasio
Bahiano ; ped a Dous por estes meninos que vos
amam tanto I
E nos, meus collegos, como Ihe pagaramos
tanta bondade, tanto amor que elle nos deu e nos
d ainda Guardemos seu norne no coraco, e
pegamos terrorosamente para elle ao senhor urna
viagem feliz.
Pelo discpulo e amigo,
*n ... Salyro de Oliveira Dias.
13 dejulao de 1861.
healem, porm, 1 boro asi rna indicada ao sahir
aa narra com a vasaole muito forte, cabio'de re-
pente um formidavel tufao ; o digno comman-
diute o 8r. alo reir o o pratico do'meamo, man-
daran) que o inarinbeiro do leme orgasse quan-
to podesse. o tufao tere torga msior, a crreme
das agaasdm mais forte, e es dous elementos,
rento eagua triumebaram da pericia de relentes
nuticos, levando o vapor de encentro a urna pe-
ira da barra qee wsultou brlr una feoda oa
proa.
A presteza 1 pericia de S. commandante Mo-
reira deve a coropanhia pernambucana o haver
salvado dito vapor; porquanto logo que elle
preseotio o slnstro com Wrna coleridade rar. a
vista saltn no l^ar da machina, a mandn re-
servar o vapor salvando assim tantas o to pre-
que o rao osas vidas, e a companhia o tesgorl o nau-
fragio do mesmo.
lm mediatamente voltoa ao porto d'onde tinha
sahido, encacho de proa *o va&r, o mandou
proceder os reparos para seguir s^u destino, pre-
tenderlo sahir ho (3) mesmo.
O sinistro consisti era arregagar urna olha
de ferro na proa do referido vapor.
Km vista do exposlo nos analto assignados
salvos de uma norte irremerMavel, pela aabedo-
ria recoohecida e agilidade do Sr. lente Mo-
reir, do alio da imprensa tribuamos
eterno e immoredor sgradecimeoto.
Receba por ultimo o Sr. commandante Mori-
ra e immediato nosso protestos, como coosola-
gao do infortunio tolo causado com circumstan-
cias fortuitas.
Jos aues de Paula.
Vicente Jos Borges de Castro
Braz Marcelino de Andrade Mello.
Jos Arthur Pinto de Abreu.
Miguel Soares Raposo da Cmara.
L. Heyraan.
Camillo Brasiliense de O. Cavalcanti.
Manoel Ignacio de Oliveira Martins.
Joao Heoriques Pessoa.
Jos Francisco Coelho da Paz.
Eduardo Gongalves Valente.
Antonio de Hollanda Cavalcanli Mello.
Fenelon Bomilcar da Cunta.
Joao Brigido dos Santos.
Aotonio Manuel do Nasciraento.
Capito Salusliano Pedevilla.
Natal, 3deagoslo de 1861.
9
.0 nosso
Aos Ccarenses.
Quando honlera lamentavamos a perda de um
noaso patricio, o fallecido senador Jos Marliniano
de Alencar, hoje, no decurso de um curio espago
de terapo, o mesmo tacto se reproflus, a mesma
scena se repele,j nao existe o senador Anto-
nio Jos Machado I aquelle mesmo que succe-
dou ao primeiro no preenchimenlo da vaga que
deixou na cmara vitalicia.
Nao fora de lempo a iniciativa que tomo de
miha parte para lembrar-vos o nome de um
noss patricio, cujo nome submelto sob vossos aus-
pios, para ser contemolado por vos no numero
daquelles, que em lisPtriphce escolha do mo-
narcha tendes de subraetter; este nome nao ou-
tro senao o do illustrado, integro e probo magis-
trado desembargador AnJr Bastos d'Oliveira ;
aquelle mesmo que por tantas vezes, ou antes
por cinco legislaturas nao tratando da eleigoque
em 1845 foi annullada) tem merecido de vos uma
conflaoga bem demonstraliva e solida, occuupan-
do uma cadeira na cmara temporaria, e deste
modo encarregado da sublime e importante mis-
sao ou encargo dos altos uegocios do paiz ;
aquelle mesmo que 3iuia ha .pouco mereceu
de vos alguma coosiderago, (fallo da ultima
eleigao senatorial) leodo conseguido o quarto
lugar dos volados najuella mesma eleigao. E
quem duvidar que, merecendo ainda elle as
vossas atlengoes, nao seja nesta seguinte con-
templado em um dos lugares da lista trplice ?
Assim o espero, e ros pego lodo o aoiilio e co-
herencia.
Nao sendo porlanlo, to limitado o numero da-
quelles que leudes de apresentar corda, a quem
compete a escolha de um delles, a minha pre-
leogo. ainda repito, nao pode ser considerada
fora de tempo, e deve estar livre de toda e qual-
quer censura, tanto mais quanto tenho para
minha traoquillidade os factos passados, cima
mencionados, e outros que para nao abusar de'
vossas bondades, deixo de narra-loa.
Amor e firmeza as instituiges do nosso paiz,
e a causa de nossa provincia, nelle sem duvida
encootrar-vos-heia ; elle nao por vos desco-
nhecido ; eu nao me illudo em assim pensar.
Isto vos pede
Be* vosso patricio.
AOS CEARENSES.
E' infelizmente certa 3 triste noticia de que
deixars de existir o Exm. Sr. Antonio Jos Ma-
chado, ainda a pouco eleito senador pelos Cea-
renses.
E' mais ama esperanga, que perdemos ; pois
que a sorte nao quiz,. que prosperasse o nosso
eleito ; porra, paciencia 1 uma vez qu o mal es-
t feito ; sintamo-lo e procuremos remedia-lo
quanto fr possivel, demos lagrimas sentidas aoi^
nosso representante de hontem no senado, e Ira- ^
balhemos pela felicidade da provincia, dando-Ihe
un successor, que na*desminta as suas aspira-
cues e que realise as altas pretenges, que se -
uaram.
Muitos candidatos ho de ser apresentados ao
suffragio dos Cearenses, e nos callar-nos-hiamos,
se com o uosso voto podessemos pagar uma divi-
da de gralido e reconhecimento, que temos, como
todo o Cearense, a salisfazer ; mas como isso nao
nos possivel, seja-nos ao menos permittido, a
nos, que mais do que niaguem prezamos os in-
teres3es de nossa provincia, lembrar-lhe para fi-
gurar na lista trplice o nome respeitavel do nos-
so representante na cmara temporaria o Exm.
Sr. Dr. Domingos Jos Nogueira Jaguaribe, que
s por si dispensa coramentarios.
Se nos precisamos no senado de um hornera
cuja intelligencia robusta e profunda seja capaz
s por si, e anda mais dispondo de uma Ilustra-
r o de muitos annos de prolongado estudo, de
coraprehender perfeitameute as oecessidades do
nosso paiz; se nos mister um orador eloquente
esabio para defender es363 intiresses, quando
perigarem ; se nos necessario sobreludo um
homem integro e incorruptivel par#occupar dig-
namente uma cadeira no senado ; e se finalmente
nos devenios procurar nm homem firme de con-
vcces, para nao lergivessar, de carcter enr-
gico para repeltir o servilismo ; mas sem esse
eothusrasmo ardente e fogoso incompalirel com
o carcter senatorial; no Exm. Sr. Dr. Jaguaribe
encontramos o homem deque temos necessi-
dade.
Ah est a sua vida ioleira de homem publico
e privado, de magistrado e de representante da
naglo, como sufficienle garante de sua intelligen-
cia, illustragio e integridade !
Ahi esli esses mil e mil senlimeotos de gra-
lido gravados nos coracoes de lodos aquelles
Cearenses, que tveram a felicidade de o ler no
magisterio de suas respectivas comarcas, para
abonarem em proi de sua honradez e imparciali-
dade na administradlo da jusiica I
Nos temos uma divida sagrada a salisfazer para
com o Exm. Sr. Dr-Jaguaribe ; cumpre pois que
lancemos meo desta occasio, que se nos ofere-
ce, para recompeosarmos por uma vez u presti-
moso cidado cuja vida inteira tem sido um sa-
crificio ao bem de sua provincia. Cumpre-nos
colloca-lo era uma posigo. em que com mais fa-
cilidade elle procure salisfazer as nossas necessi-
dadee.
Nao dos esquegsmes, de quem de nos nunca se
esquace
Recife 3 de agosto de1861.
Um Cearense.
partida do meu mestre do coraco o Exm
Sr. D. Antonio de Macedo Costa, bispo do
Para.
Oh I Que silencio expreasivo !
Que triste melancola I
Tudo nos diz hoje dores ;
Tudo nos diz agona !
Chora terno o caro mestre,
O discpulo tambera chora ;
Que todos 8offrem agora !
Apenas ougo solucos
Arrancados d'entre prantos !
Tristes ais, fllhos da d>.
Partidos de peitostantos I
Phrases paras que oem dizem
O soffrer, as afflicges.
Que pungen taescorages !,..
Has porque todos conjuncios
Estis assim a chorar ?
Que motivo vossas almas
Pode assim seosibilisar ?
Que motivo vossos peitos
Faz assim starem soffrendo ;
Tantas dores padecendo ?
Ai! E' que a auzeocia penosa *
J pouco tarda a chegarl
E' que impiedoso o destino
Dos olhos vai nos roubar
O mestre, o mestre querido,
Que nos sabia ensinar
A nosso .Deus adorar 1
Ai I E' que dentro em bem pouco
(Talvez pr'a sempre, oh 1 mea Deus 1J
Nao possamos mais ouvir
Os ssntos conselhos seus 1
Elle to bom nos guiava
A salvo por entre a lida
Desta to custosa vidal
Chora, bem triste. Gymnasio,
Derrama pranto sem fim 1
Ah I chora que isso onsola
A quem solfre ddr assim I..
Chora que nao mais vers
Unido alegre ce01 ligo
O leu mestre, o leu amigo 1
Chora, chora, meu Gymnasio,
Eis a hora de partir,
D'hora em diaole saudades
Crueis vos ho de ferir 1
Que a nos juntos como agora
Nao mais ha de allumiar *
Este sol, que vs brilhar.
A patria nos tira o raeslre
E'-nos preciso o ceder;
Mas nos nao prohibe o pranto,
Nem no lo pode tolher;
Que ento seria malar
T do amigo os sentimentos
E augmentar-eos os tormentos I..
Gymnasio Bahiano, 14 de julho de 1861.
O discpulo amigo do corago,
Antonio de Castro Alve's.
Embarcou-sa ante honlera pelas 5 horas da lar-
depara suadiocese o Exm. Sr. D. Anlonio. bispo
do Para.
S. Exc. acompanhado de muitos dos seus ami-
gos ecclegiasticos e seculares dirigiu-se da casa de
su residencia igreja de S. Pedro sua predilec-
ta, onde par tantas vezes fez ouvir suas doutas
e eloquentts pslavras em humillas aos domingos
e ern toda a quaresma e mez &e Mara.
Ahi, em quanto S. Exc. fazia orago nos di-
versos altares, a harmona solemne de orgo
acorapanhaado alguna melodiosos cnticos, com-
moveu a todos os corag&es e de muitos olhos
correram saudosss lagrimas.
Da igreja de S. Pedro scguu S. Exc. para o
arsenal acompanhado sempre dos mesmos ami-
gos e dos seus discpulos alumnos do Gymnasio
Bihiano. que all o tinhara ido esperar.
No arsenal foi S. Exc recebido por varias pes-
soas distinclas, entro as quaes se achavam os
Exrxs- Srs. arcebispo e presidente da provincia,
os quaes, sao obstante os modestos pedidos da-
quelle digno prelado, insistram em acompanha-
V k^*10* Tambem acoropanharam S. Exc.
at l os seu discpulos do Gymnasio Bahiano,
alguns dos quaes no momento da ultima despe-
pedida recharam tocaniissimas producges em
prosa e verso, que arrancaram muitas lagrimas
dos assirtentes. Na mesm occaso recitou ura
bellissioeo cjuIo o professor do mesiu^ estabe-
laciraento, o Sr. Deolindo Ponles. -.
i mdas as recilacoes houve uma scetf verda-
deir^mente majestosa : foi aquella era que
os meninos e mestrs do Gymnasio Babia
thados, por ordem de S. Exc, sobre conv/z do
navio, receberar* agrada bencao. _
Ao embarcar a. Exc. honrado com as sal-
vas do estylo pelo fortaleza do raar.
Felicitamos a diocese do Para por Ihe haver
Deus dado nm tal prelado ; por cujas virludes,
talento e superior illustraco. hoje collocado en-
tre os mais disliactos bispos brasileiros.
Desejamos de corago a S. Eic. a mais pros-
pera vugam.
-. ------------ | r| !
COMMERCHK
Caixa Filial do Banco do
Brasil euiPernambuco
A directora era virtude do aviso de 8 de juoho
prximo passado declara que fica prorogado por
mais60u'ias o prazo marcado pelo art. 4o do de-
creto n. 1685 de 10 de novembro do anno tindo,
para a suaalituigo das notas de 20*000 da emis-
sao da mesma caixa o qual linda em 19 de setem-
bro vindouro.
C" filial do banco do Brasil, aos 5 de julho
de:1861.O secretario inlerioo, Luiz de Moiaes
Gomes Ferreira.
Alfandega.
Rendimento do dial a 3 .
dem do dia 5.....
70:179*859
17:6533194
87:833*053
Publicasoes a pedido*
Aden ao meu respeitavel mestre e
amigo o Exm. Sr. bispo do Para.
O mestre val partir, eeueaasecipulee veera
daer-lhe adaes sobre es ende4o mar 1 O
asesare rai-ee de nos ; vei ievar e de Cruii-
cado a oetra ierra,, e eees diseteeloa vesa abra-
ga-lo, quem sabe I se pela ultima vez ?I...
Oh 1 met eos J Como cruel a ddr d sau-
dade 1 Cono triste o momento da separaco da
Hoiueuageiu potica.
A S. Exc. Rom. o muito illustre Sr. bispo do Pa-
ra. D. Antonio de Macedo Costa, em sua des-
pedida para aquella provincia.
Nao a mitra, que Ihe orna a frente,
Que reverente venfe, .qui saudar;
E' do saber, na sua idade raro,
Ao dom preclaro que levanto altar.
E' a virtude, que Ihe esmalta o peilo,
Que exige o preito do cantor senil;
E' o seu nome, que insuspeita a (ama
Na Europa enrama de laurel gentil.
Deu Deus oas plagas do immortal Cruzeiro
Novo luzeiro ao E?angolho, f
No joven bispo, que em virtudes santas
E ledras lantasarfcio j .
Gloria cidade. (*) em cujo bello seio
A lume veio to cabal pastor 1
Honra a quem sabe ao seu talento im menso
Qaeimar inceoso com deroto ardor I
Aos paraenses, por to bom prelado,
To illustrado, meus prolfagas dou ;
Mil bens egoiro ao sacerdote nclito,
E felicito a quem a mitra o algou.
Um astro mais n'apostolar cadeira
A brasileira christandade v,
Em cujos raios luminosos, puros
Altos futuros para a egreja le.
De Pedro a barca dirigir sem raedo
O grao Macedo ha de a brasilea grei
Ver nos limites, que le'estio marcados
Aos seus cuidados de mitrado re.
Co'os seus exeraplo8 o prelado noro
Ha de ao seu povo edificar, subir
Da san moral e da virlude meta,
Onde completa Ihe ha de s gloria rir.
Eoto a hktoria, que j tanto o ama,
Do hispo a fama ha de ae zenilh erguer:
Ente ter Maragogiee, um dia,
Mais ufana de sen beree ser.
Acceile o bispo esta homeoagem pobre
D'harpa qu#, oobre, em seu louvor tang
E a saadade, que me Mace n'alma
Uaa-ee palma, que lite lego aqu.
Hoviraeuto da alfandega,
Volumes entrados com fazendas.. 131
aoa gneros..
Volumes

sahidos

com
com
fazendas..
gneros.,
265
------396
25
604
629
PorFrancisco Uoniz Barreto.
Baha, li de julho de 1861.
Ni tbuxo assignados passageiros do vapor
fguaraist, leudo na maiot consideracio o iote-
resse da verdade, muitas veaes adulterada pala
aalediceocia, qee alimenta-M em se mear a mea-
Ura, e plantar a discordia, pressamo-aos como
testeraunhas occuiares, a narrar ao publico o si-
nistro que aconteceu com o mesmo vapor no dia
8 da agesta aa deas e aeeia hora de Urde, sehin-
eo da berra de Ra Grande do serte.
O vapor Iguarass tem multas
, e sabido deste
porte
"ezes eoireo
o menor iadeate,
(*) A. de Maragogipe.
Descarregam boje 6 de agosto.
Polaca hespanhotaEsmeraldacama de char-
que.
Polaca hespanholaIndia idem.
Brigue hamburguezHenriquedem.
Brigue suecoTrinlontaboado.
Brigue ioglez Maryan Groi mercadorias.
Bngue hamburgnezGermanomercadorias.
Brigue portuguezLusitanofarinha.
Exportacao
Do dia 3 de julho.
Barca brasilera Theiezal, para Lisboa, car-
regara m :
Jos da Silva Loyo Jnior, 800 saceos com
4.000 arrobas de assucar.
Brigue naeional cEogenio, para Porto e Lis-
boa, carregaram :
Azcvedo & Mendes 300 saceos com 1,500 ar-
robas de assucar e 100 couros salgados com 4,186
libras.
JosBeulo Perreira Bailar, 100 saccas com
500 errabas de assucar.
Domingos Rodrigues de Andrade, 50 couros
salgados com 1,400 libras.
Brigue portuguaz Soberano, para Lisboa,
carregaram :
Jos Vellozo Searee & Flho, 50 saceos com
250 arrobas de assucar.
Brigue pottuguez Amalia I, para o Porto,
carregaram :
Francisco Rodrigues da Silva, 57 barris com
2,052 medidas de mel.
Recebe doria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 3 5 022*165
dem do dia 5....... 2:191*453
7:213*618
Consolado provincial.
Rendimento de dia i a 3 5:144*338
dem do dia O.......2:808*583
7:9>S*9S|
MoTimentodo porto.
Navios sahidos no momo dia.
Macei eortos intermedios vapor brasileiro
Persxnunga, commandante Manoel R dos San-
tos Mese.
ao
5
i 4mo/nra
en
oa
3
S
Dirtccao.
L
Intensidad*.
i 00

ex
00 ex
5
as

8
o
OO CJT
I Fahr*nh$it.

K>
01
OO
I Ctntigfado.
1
'. S_ en ^ I Hygrometro.
a. ( Cisterna hydru-
** I mtrica.
o
ce
ex w
A nolte de agoaceiros, vento SE, fresco e as-
sim amanheceu.
OSCIL*gA5 HAR.
Preamaras 3 h. 54' da tarde, altura 6. d.
Bainmar aa 9 h. 42' da manhaa, altura 1 p
SeTiSl? d ",enal d6 m"Oha' 5 de
Romano Stepple,
1* lenle.
a-
Editaes.
O Illm. Sr. inspector da thesoursrla pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 26 do corrento, man-
da fjzer publico, que no dia 8 de agosto prximo
vindouro, perante a junta da fazenda da mesma
thesourarla se ha de arrematar a quem mais der,
50 lampeoes dos que servirara na illumnag
de azeite desta cidade, servindo de base para a
arrematarlo o offereciraento feito por Antonio
Pereira Lobo, da quaotia de 100*000 rs.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Otario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 30 de julho de 1861.
O secretario,
A. F. da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico que
no dia 29 de agosto prximo vindouro. perante a
junta da fazenda da mesma thesouraria se ha de
arrematar a quem raaior preco offerecer, o ren-
dimento do imposlo de 4 0)0 creado pelo 16 do
art. 40dalei provincial n. 510, nos municipios
seguimos :
Iguorass.
Bonito.
Garanhuns.
Brejo e Cimbres.
Flores.
Boa-Vista.
A arremataco ser feita por tempo de dous
annos, a contar do 1. de julho corrente
E para constar se mandn afxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 30 de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciagi).
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era compriraenls da resoluto da jun-
da sociedade que i.nbam nesta cidade Firmian
Jos RodnguesFerreira e Beoto Alves da Cruz
sob a firma de Ferreira & Cruz. Meando a carg
de-Cruz lodo o activo e uassivo, e porlanlo res-
ponsml para com oscredores de dita Arma, e
pagar a Firmiano a parte que Ihe tocar nos' lu-
cros que por veutura resultarem da liqudacao e
este obrigado a repor a aquello, no caso de o-
parecer debito. *
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco S de agoste de 1861.
Julio Guimarss.OOIcial-maior.
Pala mesma secretaria se faz igualmente pu-
blico qaa na mesma data foi ioscripta no livrode
S?1' os commerciantes a firma social de
LKauti'fllbreu&C-- "'-^lecid. n, cidade
da Fortaleza da provincia do Cear, e coroposta.
?amCn0rmRDIfhmr,ce9 "fi?" Raerlo Senglehurst
Su mor, Roberto Sengleheral Jnior, Roberto Bro-
klehurst e Roberto Brown, e o coraraorciante
SaTuHi1',0^0090 J.9,de Abreu" *omlci Hae
na dita cidade e gerente da referida firma.
Secretaria era ut supra.
n tu ,u,i0 GuimaraBSOfflcal-maior.
~T "Jm; 8r- inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, que do dia 2 do cor-
rele por dianle pagam-se os ordenados dos em-
pregados provinclaes, vencidos no mez de ullu
prximo findo. "juma
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
oamouco, | de agosto de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira o'Aonunciaco.
Collectoria provincial de
Oliuda.
O collector de rendas provinciaes da cidade de-
Ulinda manda fazer publico pelo presente que
em designado os das de segunda, quarta e sex-
ta-teira da semana para proceder os lancameotoe
da dcima urbana, e dos imposto de 4 0i0 sobra
o aluguel das casas de diversos eslabeleciajentos
commerciaes, de 8 0,0 sobre o eluguel das casas
em que estiverem os escriptorios. de 20 0i0 de
agurdente do consumo, de 5 0|0 sobre os alu-
gueis das casas pertencentes s corporacoes da-
mao mora, edo imposlo sobre os carros de pas-
Seofia a,u2uel- Dara anno lloanceiro de 186t
a 1W ; e que nos oulros dias da semana conti-
nuar a arrecada$io da decima urb
cunle ao exercicio de 1860 a 1861, c
tiva.'e mais imposicoes a cargo da
lectora.
Jl le Olinda 29 de julho de
lKol.O esenvao,
Joao Gongalves Rodrigues Franca
banta casi de misericordia do
Uecife.
A Illma. junta administrativa da santa casa da
misericordia do Recife manda fazer publico, que
no da 7 do prximo futuro mez ir pra rematarlo de fornecimento da carne verde que-
precisarem oseslabelecimentos de caridade, e do
da da arrematarlo al 31 de dezembro do corre-
le anno : os pretendenles devem dirigir as suas
propostas em carta fechada no dia cima declara-
do, pelas 4 horas da tarde, na sala das sesso-s da
mesraa juuta.
I n Se.cre'?ria da sa"ta casa de misericordia do
1 Recife 29 de jolho de 1861.O escrivo,
a... F- A. Cavjilcanli Couseirol
SAANTA CASA DE MISERICORDIA DO RECIFE
A Illm. junta administrativa da Sania Casa da
Misericordia doltecif-, manda fazer publico que na
hospital PedroIIse tratara pessoaalivreseescravas
queestiveremno caso de pagar as respectivas des-
ill seDdo 8S Dess0S ITres pelo prego de...
15500 r*is diarios, e as escravas de lg200 res po-
dendo tanto urnas como outras ser visitadas por
acutateos de sua escolha, com tanto que corra
por sua conta o pagamento dos mesms faculta-
tivos.
Secretaria da Santa Ctsa de Misericordia do Re-
cito, 1 de agosto de 1861.O escrivo, F. A. Ca-
valcanli Cousseirj.
urbaoa perten-
da divida ac-
cargo da mesma col-
foi
la da fazenda, manda fazer publico, que a arre- SANTA CASA DE MISERICORDIA DO RECIFE.
A Illm." junta administrativa da Saota Casa de*
Misericordia do Recife, manda fazer publico, que
entrou de mez oa casa dos exposlos o Sr. mor-
dorao tenente-coronel Antonio Carlos de Tinho
Borges. continuando no hospital Pedro fl, o Sr
Dr. Manoel Ferreira da Silva, e no hospital dos
Lazarroso Sr. Antonio Jos Gomes do Correio.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, Ide agosto de 1861.O escrivo F A Ca-
valcanti Cousseiro.
o presente e
malaco do pedagio da ponte de Tacaruna,
transferida, para odia 14 do correte.
E para constar se mandou aflixar o presento e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourarla proviocia de Pernam-
buco, 3 de agosto de 1861.O secretario, A. F.
d'Annunciago.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em curuprimeiito da resoluco da juuta
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 8 do
correle, vio novamenle a praga a renda das
casas abaixo designadas, perlencentes ao patri-
monio dos orphos.
Ra da Lapa n. 401523000 por anno.
Ra da Senzala-Velha191*000
Sitio na estrada do Parnameirim120#0O0 por
nno.
. E para enastar se mandou aflixar
publicar pelo Diario
Secrelariajda thesouraria provincial de Pernam-
buco, 2 de agosto de 1861.O secretario, A. F.
d'Aonunciago.
_ O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resolugo da juola da
fazenda, manda fazer publico, que no dia 14 do
corrento vo novamente prega para ser arre-
matado quem mais der a renda dos predios abai-
xo designados, pertencentes ao patrimonio dos
orphos. p
Largo de Pedro II.
Ns.
1 Sala do primeiro andar 180*000 por anno.
Ra do Imperador.
2 Sobrado de dous anda-
res e loja.....IjfOOpm
Ra do Sebo.
12 Casa tarrea.....160*000 a
Ra do Rosario da Boa-Vista.
14 Casa larrea.....201*000
Ra da Lapa.
41 Casa terrea.....182*000
Ra da Cacimba.
65 Casa terrea. .... 3C0S0O0
66 dem idem.....122$000
67 dem idem.....61*000
Ra dos Burgos.
93 Casa terrea. .... 205$000
69 dem idem.....125*000
Ra da Senzala Velha.
79 Sobrado de 2 andares.. 753*000
80 dem idem.....753*000
Ra da Guia.
83 Casa terrea.....1623000
84 dem idem.....168$000
Ra do Pilar.
92 Casa terrea. .... 162$000
94 dem idem.....253*000
96 dem idem.....157*000
Estrada do Parnameirim.
1 Silio........500*000 a
Estrada do Rosarinho.
3 Sitio........32I5OOO
Estrada da Mirueira.
4 Sitio........212*000
Forno da Cal.
5 Silio. :.....352*000
E para constar se mandou aflixar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de agosto de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciago.
Deciarav'es.
ivevtef enlrudoi no, fe 5.
Para e portos intermediosT dits, vsper escie-
na! -Ceres, eemmaadante Joaquim de Paula
Guedes Alccforeo.
Cear e portos ieteraaediea4 das, vapor na-
cional Iawaewssef, 00asesanate 2." lente
Joaquim Alves Moreira.
Terre Neva3t diae, brtgee hambergoez Aotph
Streesea, de 100 toneladas, capillo Ernesto
Jerfen, eqetpageoa 11, carga ttM harnea,
com baealbio a Jonostee Pater&C
Lirerpoo4-Sdias, lugresogler. fhve,, delMto-
neladas, apttie Tnemat Hnghea, equpagem
8. carga uzeadas; etfffis Laman ftV/ 8
Correio.
Pelaadministraco do Correio desta proviocia
se faz publico que ss malas que tem de cooduzir
o vapor nacional Ceres para os portos do sul,
fechar-se-ho hoje (6) as 3 horas da tsrde : os
seguros serio faites at 2 horas da tarde. Cor-
reio de Pernambuco, 6 de agosto de 1851.
Directora geral da iastruc-
co publica.
Fago saber a quem convier, de ordem do Illm.
Sr. Dr. director geral, que em virtude do officio
do Exm. Sr. presidente da provincia de 8 da cor-
rate, fica prarogado por 30 dias e prese marca-
de peca c ieseripgioe processode ha bil taca o das
oppoaiioras ae eadeirea vagas de iastruccao ele-
mentar do primeiro grao para o sexe femenioo
mencionadas no edital de 6 de julho ultimo, a
saber : S. fr. Pedro Gongalves do Recife, Igua-
rass, Serinneaa. Giraekuas, Caruara e Santo
Antonia de ReoiU ^2.* eadaara).
Secretaria de instruego publica de Pernambu-
co 5 de atalo de laeM.O secretario interino,
Salvador Henrique de Albuquerque.
TribeiBMl din eemmereio
PeUseaeUnado Uinuoal do eemmareio da
Sroviocia de Pernambuco se faz publico que ues-
1 ata oa registrada a escripiura de dUsolucjio
Inspeccao do arsenal de ma-
rinha.
Nao lendo apparecido licitantes para a arrema-
lagaapdo brigue escuna Ging, cora todos os
seus peclences, inclusive mastreego. apparelho
veame e amarragoes, nos dias que foram indica-
dos, manda o Illm. Sr. inspector fazer publico
ir esse navio de novo hasta publica, na porta
do almoxanfado desta repartico, em os dias 6.
8 e 10 do corrente, coraegando* as pragas as 11
horas da manhaa, isso na conformidade da deli-
berado do Exm. Sr. presidente de houtein da-
tada.
Inspecgo do arsenal de marinha de Pernam-
buco em 3 de agosto de 1861.
Eziaro Antonio dos Santos,
Inspector.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EVIPREZAGERMANO.
26a RECITA DA ASSIGNATURA.
Quarta-feira, 7 legoslo de 1861.
Subir scena o exctenle drama era 4 actos
escripto pelo Sr. L. A. Bourgain, autor do Pedro
Sem. Luiz de Cames, Mosieiro de Sanl'lago, Ca-
sa Maldita e outros,
aS TRES AMORES
0 GOVERMDOR DE BREGA.
Toma parle toda a compaobia.
Terminar o espectculo com a linda comedia
em um acto, ornada de msica,
* O MIJO.
Tomara parte as Sras. D. Manoela, D. Carmela
D. Anoa Chaves, e os Srs. Vicente, Raymundo.
Teixeira, Campos, etc.
Comecar s 7 X horas.
THE LTRO
JkLa
GRANDE CONCERT INSTRUMENTAL
EM BENEFICIO
DA
FAMILIA DE UM MSICO.
Hoje, 6 de agosto de 1661.
Apenas a bandado msica do 1. batalho de-
artilharia deste municipio exeeotar a linda ou-
vertura da opera Bnnena da Ftilri do maestro
Merendante, aireetor do conservatorio de msica
de aples, dar principie ao concert pela forma
sega 11.te :
Primtira parte.
1* Grande pot-pourri sobro motivos da TVa-
viala. pela banda de msica.
V Slo de tromba pelo Sr. J. Fiss.
3" A linda vetea Unido peta banda de msica.
Segunda pars.
40Sdn trombn* pala professor Felippa
Nery de Barcetlos.
5o Grande concert sobre motivos dos I Fot-
cari, pels banda de msica.
6* Phantasta para rtaroeto, peloSr.Theotonio.
Jos da Soasa.


<
(4)
DIARIO DI PlftrlAlMOOO, *- TERCA ftaiU 6 DE AGOSTO DE 1811.
Teretira par.
7 C*vaaa da opera Semiramides, pola banda
de msica.
8 Terceto pelo Sra. Fisi, Barcellot e Beato
Antonio da Silra Ramalho.
9 A sempra apreciada valsa Estrada de ferrot
pela banda de msica.
10. A linda qusdnlha A batalha de Magenta.
11. Graode pot-pourri d opera Trovalore, pe-
la banda de msica.
A banda de msica preata-ie gratuitamente a
locar no presente coacerto, dado en beneficio da
familia de um deseua irmaos, que se cha 6 bra-
cos com a pobreza pela morie de seu chefe, lor-
nando-se por isso merecedora de tolo os agra-
decimeotos daquellea em favor de quem o be-
neficio.
N. B.Em os iotervallos tocaro barpa e can-
tarao tres artistas alternaos, que entre nos exis-
tem desde alguns lempos.
Avisos martiaios.
Porto por Lisboa
Segu em breves das a bafea nacional eThere-
za I por tersua carga engajada e parte della j
a bordo, recebe nicamente passageiros, para o
que tem excellentes commodos, e trata-so com
Bailar & Oliveira, ra daCadeia do Recite o. 12.
Aracaty.
Segu brevemente para esse porto o hiale na-
cional Eihalaco : para carga e passageiros
trata-se com Gurgel Irmaos na ra da Cadeia do
Recite o. 281 andar.
Porto.
O brigue Amalia la segu impreterivelmente
no dia 18 do correte por ler seu earregamento
prompto; quem no mesmo quizer ir de passa-
gem, para o que tem bons commodos, dirija-se
ao escriptorio de Manoel Joaquim Ramos e Silva,
ra da Cadeia do Recife o. 36, ou trate com o
capito. *
do dia terc,a-feira 6 do crrante, em sea arma-!
iem ra da Cruz n 0.
Consulado de Franca.
LEILAO
Hotel inglez.
O agente Hyppolito da Silva autorisado pelo
Sr. cnsul de Franca, (ara leilao do hotel inglez
sito na ra do Trapiche os. 3 e 5 o qual ven-
dido por ler fallecida Mademaselle Maunier co-
nhecida vulgarmente pelo nome de Dubois, sen-
do que um dos primeiros pagamentos que se far
depois de effectuada a venda ser urna letra per-
tencente ao Sr. J)r. Nabor, e a outros credores.
E' desnecessario dizer-se que o mesmo hotel es-
t bem montado! os pretendeotes pois para in-
formiiQts dlrijam-se desde j a chancellara do
consulado de Franca das 10 horas da manhaa as
3 da larde dos dias uleis que ahi encontrarlo
as clausulas especiaes para arrematarlo. O lei-
lo ter lugar na chancellara do consulado de
Franga no diaquartdfeira 7 de agosto prximo
futuro as 11 horas em ponto.
Continuacao
DA
O patacho nacional Barros 1, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-se com viuvs
Amorim & Filho, ra da Cruz n. 45 ou com o
capito a bordo.
Para Lisboa e
Porto.
Segu com brevidade o brigue nacional Eu-
genia, de primeira classe, capitao Manoel Exe-
quiel Miguens, o qual tem dous tercos da carga
engajada, para o resto que lhe falta e passageiros
trata-se no escriptorio de Azevedo & Mendes
ra da Cruz n. 1, ou com o capito na praca.
BAHUL
O palhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo, segu para a Baha em
poucos di' ; para o resto da carga que lhe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Oeos n. 12.
Maranho e Para.
O Mate Novaes segu no dia 15 do correte,
e lem meio earregamento tratado : com o resto
irata-se com os consignatarios Marques, Barros
& C., largo do Corpo Santo n. 6.
IPAM
venda dos gneros
DA
Taberna do Retiro
Terca-feira 6 do crvente.
Antunes continuar a vender os gneros da
taberna do retiro, por todo o prego offerecido,
no referido dia as 11 horas em ponto.
Leilao
A 6 do corrate.
Malheus, Austin & C, faro leilao por inter-
vengo do agente OUveira e por conta e risco de
quem pertencer, de cerca 100 barricas de fari-
nha de trigo e 50 de bolachinhas, avadadas a
bordo do patacho americano Montague, capi-
to T. B. Carmeon, na sua recente viagem de
Philadelphia com destino a este porto :
T rea-feira 6
do correte ao meio dia em ponto, no armszem
silo na Senzala Velha.
Transferencia
tinuara' ao correr do martello do res*
tante, na mesma occasiao vender' um
cabriolet e afgumas obras de prata, tem
limite algum, as 11 horas do dia no
seu armazem na ra do Vigario n. 10.
LEILAO
Iros.
0 agente Costa Carvalho far leilao por conta e
risco de quem pertencer de diversos gneros, na
taberna da praca da Boa-Vista n. 16 A, quinta-
feira 8 do crrante as 11 horas da minha em
ponto, na dita taberna.
laKSafil
Quarta-:feira 7 do corrente
O agente Costa Carvalho fara' leilao
por con ti e risco de quem pertencer
pelo maior preco que adiar da arma-
cao de amarello toda envera izada een-
vidracada propria para qualquer esta-
belecimento, na ra Dtreita n. 48 ;
qmrta- feira 7 do corrente as 10 horas
da manhaa na dita casa.
Avisos diversos ~
~l0TEBII
Sabbado 17 do corrente andaro im-
preterivelmente as rodas da sexta parte
da quai ta lotera (primeira concessao)
do Gymnasio Pernambucano, pelas 10
horas da manhaa. Os billietes e meios
bilhetes acham-sea venda na thesoura-
ria das loteras, que se acha mudada
para a ra do Crespo n. 15, pavimento
terreo e as casas commissionadas do
costume. Os premios serao pagos in-
continente a entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Je se' Rodrigues de Souza.
Precisa-se de um cozinheiro para urna casa
estrangeira da pouca familia : a tratar na ra da
Cadeia do Recife armazam o. 59.
Saque sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam
sobre Lisboa ; do seu escriptorio, largo do Corpo
Santo.
O Sr. cadete Tude chamado a
esta typographia para rectificar a as-
signatura deste Diario, por quantomu-
dou-se da ra onde morava sem o fazer.
Pedido
0 abaixo assignado tendo acabado com a sua
loja de calcado sita na ra larga do Rosario n.
32, pede encarecidamente as pessoas que se
acham a dever, que venham salisfazer seus d-
bitos, pois sao bastante antigos, e visto nao con-
vir ter um caixeiro s para este um, por isso po-
dero dirigir-se a mesma ra, no bazar pernam-
bucano, loja de charutos, aum de evitar o serem
chamados por seus uomes.
Joaquim Bernardo dos Reis.
Atteacjao.
Pede-se encarecidamente a pessoa que aehou
um valle de 309 passado no anno prximo lindo
pelo 8r. Jos Ramalho de Souza, o especial ob-
sequio de d entregar no armazem da ra d> Vi-
gario n. 8, que generosamente se gratificar.
Samuel Broan, subdito ingles e sua senho-
ra, aeguem para Inglaterra.
Precisa-se alugar ama ama que sirva para
engommar, cozinbar e fazer as compras da casa .
na ra de Borlas n. 61, primeiro andar.
Criado e ama.
Precisa-se do um criado e urna ama para cozi-
nha : na ra da Conceico n. 6.
Joaquim Ferreira Coelho, subdito portu-
guez, retira-se para o Rio de Janeiro.
Snaboa f
DB
'
Escriptorio da compaohia, 16 Je julho deJL86
flor procuraco de E. H. Braman, thesoureiro.-
COHPANHIA DA VIA FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
De cooformidade com as iostrueces receidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os accionistas des-
ta compaohia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem do mesmo abaixo ficam pu-
licados.
R. Auttin.
O bacharel Gusmo Lobo,
promotor publico e advoga-
do, pode ser procurado das
9 as 3 horas em casa de sua
residencia, ra do Gabug
n.61 D.
Loja de miudezas da roa-*?*?
do Imperador.
Rio de Janeiro
pretende sahir com brevidade a barca nacional
Castro Illa ; para a carga e passageiros, trata-
se com os consignatarios Pinto de Souza & Bai-
to, na ra da Cruz n. 24, primeiro andar, ou
com o capito na praca do commercio.
COMPANHUBRASILEIRA
MOITl A ViPOL
E' esmerado dos portos do norte at o dia 6 do
corrente o vapor Ceret, commandaole Alcofo-
rado, o qual depois da demora do costume se-
guir para os portos do sul.
Recebe-se desde j passageiros, encommen-
dase dioheiro a frete : agencia ra da Cruz n. 1,
escriptorio de Azevedo & Mendes.
Joaquim Henrique da Silva desejaodo acabar
com o seu estabelecimeoto de miudezas sito na
ra do Imperador o. 38, vendeloha em leilao
por intervengo do agente Antunes, a retalho ou
a vontade do comprador, ou em um s lote a di-
oheiro ou a prazo, cujo estabelecimeoto cootem
duas armac,es de muito gosto e. fazendas multo
bem acondicionadas, que serao vendidas pelo
maior preco obtldo no dia cima designado as 11
horas em ponto.
Genuino leilao
DE
FAZENDAS.
NA
Ra do Imperador n. 73.
Quinta-feira 8 do corrente.
Antunes far leilao em seu armazem na ra
do Imperador n. 73, de um completo sortimento
de fazendas de tod os gostos e qualidades, co-
mo sejam ricos corles de seda para vestidos de
senhora, cassas, cambraias, blondes, enfeites pa-
ra cabega, meias para homem e senhora, cami-
sas para homem, ricos bros e casemiras, e ou-
tras muitas fazendas que vista animar a con-
curreocia*sendo tudo vendido sem limite de
preQo eem lotes a vontade do comprador.
LEILAO
O novo e veleiro brigue portuguez Bella Fi-
gueireuse, capito Jos Ferreira Lessa, pretenda
sahir at o dia 1-2 de agosto, por ter a maior
parle do seu earregamento prompto, para o res-
to da carga e passageiros para os quaes tem ex-
cellentes commodos : trata-se com seus consig-
arios F. S. Rabello & Filho, largo da Assembla
o. 12.
C01PANBIA PERMBUCANA *
as
Navegado cosleira a vapoi
Parabiba, Rio Grande do Norte, Ma-
eao do Assft', Aracaty Ceara',
e Acaracu*.
O vapor fljaguaribe. eommandante Lobato,
ahir para os portos do norte al o Acarac no
dia 7 de agosto s 4 horas da tarde.
Recebe carga al o dia 6 ao meio dia. En-
commejdsa, passageiros e dioheiro a frete t o
dia da sabida a 1 hora : escriptorio no Forte do
JMaUos o. L
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante. capillo Henrique Cerreia Freitas, o
qual tem parte da carga prompla : para o resto
que lhe falta e escravos a frete, trata-se com
Azevdo 4 alendes, ra da Cruz a. 1.
Baha.
Segu a jumaca Hortencia, capitao Belchior
Haciel Araujo ; para o resto da carga que lbe
filia elpassageiros, trata-se com Azevedo & Mea
des, ra da Cruz n. 1.
i.... i.....i...
Leiloes.
T"
LEILAO
James Ryder & C. fsrlo leilao por ntervanelo
do agente Piolo, de am tardo com 50 pecas de
Olle de differentea cotes, asail bons em ponto
II
SEM LIMITES:
Sexta-feira 9 do corrate.
O agente Costa Carvalho querendo acabar com
diversos trastes que tem em seu armazem far
leilao por conta e risco de quem pertencer de lo-
dos os objectos de mobilia constando mobilias,
guarda-roupas, guarda-lou;a, apparadores, com-
modas, secretarias, camas francezas, espethos,
candelabros, linterna?, quadrose outros muitos
ebjectos que eslo a vista dos compradores e que
sero vendidos a correr do martello : sexta-feira
9 do correte as 10 horss d manhaa em seu ar-
mazem na na do Imperador n. 35.
Na mesma occasiao
vender varias obras de medicina e homeopa-
Ihia.
LEILAO
A 7 do corrente.
Prente Vianna & C. faro leilao por inter-
vengo do agenta Oliveira, do mais completo
sortimento de ferragens grossas e finas e miude-
zas, muito proprias do mercado, e que muito
agradarlo a seus freguezes, a quem convidaos
para o indicado leilao, que ter lugar
Quarta- feira 7
do corrente as 10 horas da manhla, em sea ar-
mszem da ra da Cadeia do Recife.
LEILAO
Quarta-feira 7. do corrente.
O agente Evaristo far leilao de cerca de 80
saceos com arroz, por conta de qeem pertencer,
na porta do armazem do Sr. Annes, as 11 horas
em ponto do dia cima. ^
LCIUO.
Quarta-feira 7 do correte as
11 horas em ponto.
O agente Camargo nao tendo acaba-
do com os objectos do seu armazem con-
Aluga-se o sobrado n. 2 B da ra de Apol-
lo, e a casa terrea o. 27 da ra do Burgos : a
tratar na *ua da Aurora n. 36.
#
J PYwp.Ba-se de ama a. a comprar e 9
9 cosinhar para urna pessoa : no becco do fj)
% Padre n. 6, primeiro andar. 0
<*
Attencao
Quem tiver obras de prata, como seja, faquei-
ros, colheires, taboleiros, salvas, e mesmo algu-
mas obras de brilhante, que queira vender, diri-
ja-se a rus da Impetatriz n. 10, loj, que se dir
quem qaer.
O abaixo assigoado pede por favor a todos
os credores da extincta firma aocial de Ferreira
& Cruz, se digoem aprezentarem as contas e
lettras que sejam relativamenta correspondentes
a dita extincta firma, para serem conferida, vis-
to o abaixo assignado nao ter sido presentes al-
gumas dessas iransaccoes e ignorar ao certo as
que posso existir, e por esta razo que o a-
baixo assigoado deseja evitar em tempo toda e
qualquer duvida que possa apparecer, pois o a-
baixo assignado na qualidade de liquidatario
deseja uzar com toda a boa f e legalidade : as
pessoas que tiverem da apresentsr aa suas con-
tas ou lettras vencidas ou por vencer, podem di-
rigir-se a reDuaco da ra de Hortas o. 7. Re-
cife 5 de agosto de 1861. Rento Alves da
Cruz.
A curadora dos bens do casal de Florianoo
Portier declara que nao se responsabilisa por di
vidas do mesmo Portier, uo s por que stev
elle at agora de posse dos mesmos bens, como'
tambem porque a maior parte do producto del-
les entregue ao referido Florianno Portier para
sua alimentaco e mais despezas.
UiTorece-33 urna pardinha de bons costu-
mea para o servido de costura eengommado de
alguma casa de pequea familia : a tratar na
ra do Hospicio n. 26.
Aluga-ae o sobrado de um andar e soto na
ra Direita n. 81: a fallar na loja do mesmo.
Urna pessoa que est habilitada para fazer
toda e qualquer cobranza pflo mallo mesmo dis-
tante, se offerece para dito fim, dando fiador a
sua cooducta : quem de seu presumo se quizer
utilisar, annuncie por este mesmo Diario, que
ser procurado.
Aluga-se urna escrava ptima costureira,
assim como faz labirioto, borda, marca, etc.;
quem pretender dirija-se a travessa das Cruzes
n. 4, loja de calcado.
Precisa-se de urna ama secca para criar
urna menina: na ra da Cruz n. 15, segundo
andar.
A padaria do Lelo do Norte, ra do Coto-
vello, precisa de um bom amassador.
Precisa-te de urna ama : no Campo-verde
n. 45, para coziohar para poucas pessoas.
Perdeu-se urna chave de relogio
de ouro e urna cornalina com as ini-
cia e* J. D. M. : quem achou e quizer
restituir dirija-se a ra do Rangel n.
10, taberna de Joao Duarte Maginario,
que sera' recompensado.
Attencao
o
A viuva do fallecido Ventura Pereira
Penna convida a todos os credores do
mesmo para comparecerem no dia 7 do
corrente pelas 11 horas da manhaa na
rus Nova loja de sel le ro n. 28, visto
nao terem se reunido no dia 5.
De casa do abaixo assignado aotentou-se ha
oito dias o sea escravo de nome Joo, tem 9 para
10 annos de idade, e 6 bastante claro, traja calca
de riscado azul e camisa de madapolo, vivendo
fora da cidade. e della pouco conhecedor, bem
natural que alguem o tenha homisiado. O abaixo
assignado. pois, promette desde j proceder na
forma da lei contra quem assim o tiver feito :
s autoridades policiaes servir islo de aviso, e a
quem delle der noticia ou apprehende-lo, ama
gratittcaco generosa.
Jos Bernardo Galvio Alcoforado Filho.
Aviso.
COMPAXIIIA DA VIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resoluto
da directora desta compaohia, tomada nesta da-
ta, tem-se feito urna oulra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada acejio a qual chamada ou
prestscio dever ser paga al ao dia 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dos Srs. Uau Mic-Gregor & C, na Babia aos
Srs. S. S. Daveoport & C. e em Pernambuco no
escriptorio da theusoraria da mesma via frrea.
Pelo presente Oca tambera entendido que, no
caso de nao sera dita chamada ou prestarlo sa-
tisfeita no dia marcado para o seu pagamento ou
antes, o accionista que incorrer nesta falta, paga-
r juros a raso de 5 /0 ao anno sobre tal cha-
mada ou prestaco a cootar desse dia at que
seja realisado o pagamento.
No caso de nao ellectuar o pagamento desta
chamada ou prcslaco dentro de tres mezes a
cootar do dito dia Jlxado para o embolso da mes-
ma, ficarao as acedes que iacorrerem em tal falta
sujeitas a serem confiscadas, segundo as dispo-
nes dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
Assigoado.W. H. Bellatny, secretario.
119 Gresham Houze Od Broad Street.
E C
8 de maio de 1861.
-a J-M
Inum
Jos Ferreira de Souza, subdito portuguez,
retira-se para o Rio de Janeiro.
Acha-se ausente desde o dia 24 de junho
do corrente anno o escravo de nome lzidorio, com
os signaes seguintes: estatura alta, seccodo cor-
po, cor fula, pouca barba, rosto resalar, idade 27
ou 28 annos, pouco maisou menos, cujo escravo
padece de astbma ; julga-se estsr trabslhaodo
aqu na prara de servente de pedreiro. estava
amaziado com urna mulata forra, tanto o escravo
como a mulata sao naturaes de Mara Farinha:
rogase portento a lodos os capites de campo e
autoridades policiaes de o spprehenderem e tra-
ter na iravessa do arsenal de guerra n. 11, que
se gratificar.
Precisa-se de um cozinheiro brsnco, ou urna
cozinheira : na ra do Vigario n. 2.
Offerece-se um homem de meia idade para
fazer o servido de portas fra de algums casa,
o qusl d coohecimeoto de sus pessos : na ra
Imperial ao p da fabrica de sabio.
Precisa-se fallar com o Sr. Manoel Alves
Vianna que ltimamente se mudou da villa da
Escada para esta cidade. e por nao saber-se de
sua residencia, roga-se o favor de dirigir-se a
ra ua Craz o. 32, ou aonuncie por este Diario
para ser procurado, a negocio de seu interesse.
Alugam-se os dous primeiros andares da
ra da Praia n. 31 e 33 : quem pretender, diri-
ja-se a ra estreita do Rosario, loja de ourves
mero 7..
Offerece-se ama ama para servido de urna
casa : na ra do Caldelreiro n. 14.
Ra da Madre
de Dos n. 4, vendem
Morira Ferreira.
Milho novo saceos grandes.
Farello de Lisboa,
Farinha barata para animaes.
Caf jo Ceara'.
FeijSo amarello de Lisboa saceos de 5
alqueires,
Vendem-se as miudezas e arma-
cao existentes na loja sita na ra da Im-
pera triz n. 58 e garante-se o arrenda-
mento da casa: a tratar na ra da Ca-
deia do Recife n. 19.
Ra da Imperatriz n. 1.
Madama Millochau tem para partidas a soires,
crep e tarlalanas brancas e de cores, fil de se-
da e de linho liso, capellas e flores, ricas fitas,
chapeos para senhoras e meninas, da ultima
moda, luvas de Jonvin verdadeiras : tudo chega-
do pelo ultimo navio Solferino.
Vende-ae urna excellente armadlo para ta-
berna em urna das principaras ras de Olinda : a
tratar com o Sr. capito Antonio Bernardo ns ra
de Baixo.
Jos de Jess Moreira & G.
. Ra estreita do Rosario
esquina da ra das Trinchei-
ras n. 18.
Os proprietarios deste estabelecimeoto conti-
nuara a vender por meaos do que em outro
qaalquer estabelecimeoto tendete a molhadose
dos melhores que vem a este mercado e por vi-
^irem parte deltes por contados mencionados pro-
prietarios.
Hanteiga ingleza perfeitamente flor a 1J100,
ig, dita franceza a 640, e em barijl se far aba-
limento.
Cha Hysson do melhor que ha a 25800, 2J500,
29, dito preto a 10600, chocolate do melhor que
ha a 900 rs.
Latas de bolachinha de soda da mais nova que
ha a 1*400, doce de casca de goiaba a If, 900
e 720 rs.
Passas a 480 rs. a libra e caixinhas com 8 li-
bra a 2S400, massas de tomates muito boa a 900
rs., vinho Bordeaux das melhores marcas a 640
rs., e em duzis se far abatimento, vinho de to-
das as mais qualidades e alera disto lado mais
por muito diminuto pre^o que logo sero men-
cionados para que o respeitarel publico entre no
conhecimeuto que vendem mais barato que nin-
guem, s na boa f.
VIA FRREA
DO
Recife a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
TeCegrapho elctrico entre Cinco
Pon tas e a villa da Eseada,
Pela respectiva superintendencia se faz publi-
co que em virtude da approvagSo provisoria da
Exm. presidencia da provincia ser franqueado
ao publico do Io de agosto em diante o uso do
referido telegrapho mediante as condicedes da
tabella segulnte :
Escriptorio da superintendencia em 24 de ju-
lho de 1861.Por procuraco de E. H. Bramah.
R. Austio.
ESTRADA DE FERRO
DO
Aviso s familias.
ARMAZEM DE FAZENDAS
N. 19 Roa do QneimadeN. 19,
DE
Santos Coelho.
ASJe 1 OsO 00 o corte.
Liados cortea de phanlazia de seda com 3 fo-
lhos, pelo barati8simo preco cima.
14 covados por 2#.
Cortes de riscado francez com 14 co vados por
2#, esto-se acabando.
A 25$ o corte.
Ricos cortes de seda com algum mofo pelo ba-
rato prego de -2.bg.
Lencoes a 10900, 3$ e 30300.
Lencoes de panno de linho e bramate no a
1#900, 39 e 3300. r
O corte a 400.
Ricos cortes do seda de todas as cores a 40$.
480 e G VO rs. a vara.
Algodio monstro muito superior a 480 e 600
rs. avara.
A 10280 a vara.
Bramante de algodo com 10 palmos a 19230 a
vara.
A 2$500 a gollinha.
Gollinhas de iraspasso ricamente bordadas a
2S500.
A 500 rs. atoalba.
Toalhas de fustao pelo preco de 500 rs.
Cobertas de chita a chineza a Ir-800.
Colchas de fustao a 6$.
Capellas de flor de larsnja a 5$.
Lindas cambraias de salpicos brincas a 5$O0O a
pega.
A 10600 a vara.
Atoalhado de linho para mesas a 1J600 a vara.
A 20500.
Chales de merino estampados a 2$500.
A 220 rs.
Chitas francezas escuras a 220 o co vado.
Pechincha, a 640 rs.
Grosdenaples de quadrinhos a 640 o covado,
tendo algum moto.
A 10 o covado.
Velludilho encarnado proprio para roupa de
meninas a lj.
II Ruada Imperatriz 23
PIANOS E MSICAS.
Recife a Sao Francisca.,
J. Laumomler convida os senhores mestres e amadores de msica, virem a sea armazem
ver os excellentes pianos Laumoonier, que acaba de receber da Paris, fabricados expresssmente
para o cuma do Brasil, muito elegantes e de gostos modernos. Igualmente tem msicas dos me-
lhores autores, assim como concerta e alia os mesmos instrumentes.
APPF0VA(I0 E AUT0BISAC10
DA
tabella dos precos para as comrau-
nicacoes telegraphicas.
Por um despacho de urna at vicie palavras
. 2000
. 38000
Do Recife ao Cabo e
a Escada
at
vice-versa.

furto
Do Cabo a Escada > 2^000
Por cada dez palavras excedentes. 1000
N. B. Nao ficam compr...ludidos neste nume-
ro oa uomes dos expeditores e destinatarios que
nao cootenham mais de Jas palavras e suas re-
sidencias.
As respostas pagas adiantadas na occasiao da
entrega dos despachos nos escriptorios tero 50
por cento de ditlerenc nos precos da tabella.
Os despachos sero enviados em cartas fecha-
das aos domicilios que se acharem na zona de
1|8 de legua dos escriptorios do telegrapho sem
retribuido alguma e d'ahi por diante dentro de
am circulo de duas leguas somente pagaro os
expeditores 1 por cada legua u fraeco desta
de viagem redonda.
Os portes sero satisfeitos no acto da entrega
dos despachos nos escriptorios.
Os despachos serio entregues nos escriptorios
do telegrapho a horas do expediente, islo de
8 horas da manha at meio dia e de duas horas
at 5 1)2 da tarde.
Na segunda-feira (5) furtaraa 4a escola central
do methodo Castilho urna crrante de ouro com
dous pt asa dores chava guarnecidos coa perolas
e ramos, e am reloajo francs da loja de Mr.
Bertrn e Chapron, auppoe-ae tirado por algum
portador dos menino : ama o eotregsr, ser
recompensado generosamente.
alfinetes de ouro e brilhantes.
Na officina photographica da ra do Cabug n.
18, entrada pelo pateo da matriz, existem lindos
alneles com brilhantes e ao gosto de Luiz XV,
para a collocacSo de retratos; ha tambem urna
variada collecco de alfinetes de ouro com, e
sem pedraa. O prego dos alfinetes com os re-
tratos variam de 16j> a 2008- Ni mesma esas
vendem-se bellos espelbos com molduras doura-
daa para ornar salas de luxo e tratameoto ; bor-
las de aeda para cortinadoa de janellas e para
quadros, aasim como corddes para o mesmo fim.
Vende-se tale a presos razoaveis e moderados.
Aluga-se o V andar da ra da Cruz n. 21 :
a tratar no armazem do mesmo.
Precisa-se alugar urna casa para
familia, com bom quintal e que seja
perto do quartel do dcimo batalhao no
Hospicio : a tratar com o capitao Por-
falo juntqa fondicio de Santo Amaro
ou entao seja annunciado por este Dia-
rio.
A pessoa que annunciou precisar de am es-
cravo para alugar, annuncie sua morada para ser
roturada.
Joo Jos Ribeiro Gaiamiet, subdito por-
tugus, segu viagem do primeiro vapor para a
Europs.
LUMMik CIPEB1L El ESm%k
E JUNTA CENTRAL DE HYG1ENE PUBLICA
SMf AS MEMSllJilS
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e em todas s pro-
vincas deste imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem obtido
na einfermanas abaixo escripias, o que seprova com innumerososattestados que existem de pes-
soas capases e de disiincc,5es.
Com estas Chapas-elbctro-magneticas-epispasticaS obtem-se urna cura radical e in-
fallivel em todos os casos da inflamraac,o ( cansado ou falta de respiraro ), sejam internas ou
externas,como do figado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, pello, palpitaco de corago, gar-
ganta, olhos, erysipela, rheuraatismo, paralysia e todas as adeces nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as difieren tes especies de tumores, como lobinhos escrfulas etc., seja qual foro seu
tamanho e profundeza por meio da sappuraco serio radicalmente extirpados, sendo o sea
uso aconselhado pelos habis e distinctos facultativos.
As encommedas das provincias devem ser dirigid*-"-cor escripto, tendo todo o cuidado
de fazer as necessarias ezplicacoes, se as chapas sao para l senhora ou crianza, decla-
rando a em que parte do rorpo existe, se na cabeca, pescc, .j coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a cicumferencia: e sendo inchages, feridas ou ulceras, o molde do seu
timando em um pedaco de papel e a doclaracao onde existem, afim de que as chapas possam
ser bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar \ir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas sero acompanhadas das
serios para a collocacSo dallas.
competentes explicaces e tambem de todos os acces-
119 Rca do Parto ||!|
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
E EM f EMAHII06O
Ra do Queimado botica n. 15.

3


MARIO DI fltttUMDCO. = TBICA FURA 6 M AGOSTO DI 1801
(5)
Menca.
Santos. Caminha & Irruios, liqnidetarios da
massa de Caminha & Filhos, de doto rogam aos
deredores da mesaua o favor de Tir ou mandar
_r satisfazer-lhes as importancias de seus dbitos
at 30 do correte mez, oo seu escriptorio na ra
Nova n. 25, acienUfleaodo que no caso de nao se-
rem atleodidos, ver-se-bam obrigados a proce-
der a cobranza pelos meios que Ihes faculta a lei.
Preciss-ss de ama ama que fac todo o ser-
vigo de urna pequea familia, na rus da Santa
Cruz n. 62.
Joaquim Ferreira Coelho vai ao Rio de Ja-
- ,Eeiro.
Existe para alugar-se um grande armazem
Da ra da Moeda n. 7 : a tratar na mesma ra 6
1.* andar.
SOCIEDADE
Unio Beaecente
DOS
MARTIMOS.
De ordem do Sr. presidente scienlifico aos se-
nhores socios effectiros, que tendo-se de tratar
de varios negocios, haver assembla geral no
dia terca-feira 6 do corrente, pelas 6 1(2 horas da
tarde no saao do tbeatro de Apollo.
Secretaria da sociedade Uoiao Beneflcente dos
Martimos 3 de agosto de 1861.
Balthasar Jos dos Reis.
t. secretario.
Roubaram-se em casa dos Srs. Stahl & C.
na ra da Imperatriz o. 14, na noite de 2 para 3
de agosto de 1861 os seguales objectos :
1 relogio de algibeira, de prata casquiahada, sa-
Tanella, querdizer com tampa de metal, fallan-
do- lhe o vidro interior.
4 alGaetes de ouro de lei par collocar retratos,
sendo 2 sem pedras, 1 com pedras verdes etc., 1
.com pedra encarnada, todos 4 sem caixioha.
1 aonelo com pedra preta, podendo-se abrir
para collocaco de retrato.
1 cacoletti casqninhada com 2 encaixos para
retrato, sendo urna deltas ja sem vidro.
( N. B. cootinha 2 retratos coloridos.)
4 pares de botes para puoho, sendo ; 1 par de
aluminio, redondos, 1 dito de ouro com eofeites
de aluminio, ovaes, 1 dito de coral em forma de
cylindro, 1 dito fie ouro, redondos ja arruina-
dos.
> 1 caixioha de msica de flandre pintada de en-
camado, tamanho 3 polegadas de comprimenio,
de 2 de largura pouco mais ou menos.
1 pistola de 2 canos para algibeira.
1 annelio, feitio de pulceira, com mola para se
abrir, proprio para longo de pescle, casquinbado
com ornamento de prata oxidada.
Chama-se a atlenco das autoridades policiaes,
dos senhores ourives para apprehender estes ob-
. jectos no caso que lhe apparecerem.
D -se sociedade na taberna do largo da San-
" ta Cruz o. 2, a pessoa que para isto esteja habi-
litada : a quem convier, entenda-se na ra da
Alegra n 32.
Calharina Purcell subdita ingleza vai Lis-
boa e leva em sua companhia seus filhos Gui-
lherme Purcell e Joao Manoel Purcell tambem
inglezes.
Precisa-se alugarum moleque que compre
*r ?a ru? e k?a servido grosseiro de urna pequea
familia, constante de duas pessoas e um menino.
Precisa-se fallar ao Sr. Francisco Barbosa
Cordeiro, na ra Nova o. 7.
Aiuga-se um escuro para todo o servido :
quem quizer, procure na ra do Rangel, sobrado
numero 11.
Precisa-se de um bom forneiro para urna
padaria, assim como de dous amassadores que
eotendam perfeitamente do trabalho da mesma :
a tratar na ra do Rosario n. 16.
> Preciss-se de um feitor para um sitio : na
Soledade, defroote do palacio do Bispo.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 15 da
ra do Rosario : quem pretende-lo, dirija-se a
ra do Livramento n. 38, loja.
Attenco.
Jos Azevedo de Aguiar, morador em Macei,
na qualidade de testamenteiro do finado Jos Pi-
sheiro de Mello, avisa ao Sr. Jos, Qlho de D.
Isabel alaria da Conceico. moradora em Goina,
que dito Jos Pinheiro lhe deixra em seu testa-
, ment 3009.
Como nao houvesse audiencia do juiz da 1.a
vara do civel, por isso ficou transferida do dia 2
do correle a praca para ser arrematado a renda
do sobrado de Pora de Portas n. 23 para o dia
terca-feira 6 do corrente mez ao meio di*, oa sa-
la das audiencias da 1.* vara do juiz do civel.
Precisa-se de um bom forneiro e um bom
amassador que eolenda perfeitamente do trafico
de padaria : na ra da matriz da Boa-Vista nu-
mero 26.
Precisa-se de urna pessoa hbil para co-
braoca amigavel e judicialmente no mato, ao per-
to e longe desta praca, dando flanea por pessoa
3ue sirva : a tratar na ra larga do Rosario n.
3, loja de miudezas das 3 estrellas.
' Paga-se a 20500 por moeda de ouro de 20&:
na ra da Cruz do Recife o. 30.
Mudanea,
CONSULTORIO ESPECIAL BOMEOPATHICO
no doutoh
SABINO O.L.PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo%
*Novo) n. 6.
Consultas todos os dias tela desda as 10 boraa
at meio da, acerca das seguintes molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphilicas, todas ai especie de febret,
fibret intermitientes e sua consequtncias, gp
PHARMACIA ESPECIAL HOMBOPATHICA .
Verdadeiros medicamento homeopathicoa pre-
iarados som todas as cautelas necessarias, in-
alliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pta-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sttino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem (ora delta sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico braaileiro. Este emblema posto
igualmente na lista, dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenbam na tampa o no-
mo do Or. Sabino sao falsos.
Na ra estrella do Rosario n. 21, primeiro
andar, precisa-se de urna ama para comprar e
coainhar para urna senhora.
Aviso.
Anda existe na travessa da ra do Carnario no
bairro da Boa-Vista algumas meiaa aguas oara
se alugar, as quaes se acbam ha pouco acabadas
e pintadas: quem as pretender dirija-se a roa
da Cruz do Recife armazem n. 63, junto a matriz
do Corpo Santo.
0 Sr. Joao Hypolito de Metra Li-
ma, queira dirigir-se a praca da Inde-
penden livraria n. 6 e 8 que se lhe
preciza fallar.
A commissao liquidadora dos ere
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das i 0 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Gadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a laucar
mao dos meios judciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus devedores.
Publicado luterana.
Publicou-se recentemente no Rio de Janeiro o
Ensaio critico sobre a viagem do Brasil em 1852
de Carlos B. HadsficldD, por A. D. de Pascoal,
membrorfio instituto Histrico e Geograpbieo do
Braail e de outras corporales scientificas e Ili-
terarias estrangeiras. Esta obra estar completa
em pouco lempo, e contar de 2 volumesem 8.
ntidamente impresso. Subscreve-se para ella na
ra da Cruz n. 45, em casa de viuva Amorim &
Filho, a 5$ cadaexemplar, pagos a entrega do 1.
volume.
Aluga-se ama casa que tem 2salas, 2 quar-
tos, cozinha fora, quintal murado e cacimba :
quem a pretender, v ve-la na ra de Joto Fer-
nandas Vieira (Soledade) a qual tem o n. 62, e
se dirija a tratar com o Sr. Bernardo da Cunha
Teixeira, na padaria do Sr. Joaquim, defronte da
igreja n. 14.
A commissao liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macado Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou conlas de Irnos, que se diri-
jan) com os seus ttulos roa da Cadeia do Re-
cife n. 26, primeiro andar, das 10 horas da ma-
nhaa s 2 da larde, para serem verificados e clas-
sificados pela referida commissao
-
1 Gabinete medico cirurgico.J
m Ra das Flores n. 37. %
9 Serio dadas cons<as medlcas-cirurgi- #
9 cas pelo Dr. Estevio Cavalcaoti de Albu- H
O querque das 6 as 10 horas da manhaa, ac- #
% cudiodo aoa chamados com a maior bre- a)
ej vidade possivel. %
(Sj 1- Partos. %
% 2. Molestias de pelle. fe
aj 3.a dem dos olbos. dj
9 4." dem dos orgaos genitaes. 9
0 Praticar toda equalquer operacio em 3$
^ seu gabinete ou em casa dos doentes con-
tg forme Ihes for mais conveniente. 9

Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Pa:: em casa de
Aranaga Hijo A G.
Os negociantes matriculados abaixo assigna-
dos, tendo dissolvido amigavelmente a socieda-
de que sobre a razo commercial de A. I.. San-
tos & Rolim gyrava nesta cidade, vem partecipar
ao respeitavel corpo do commercio e ao publico
em geral que do 1 de agosto deste anno em fian-
te o mesmo estubelecimenlo gyrar sob a firma
de Amonio do Moura Rolim, fleando a cargo des-
te lodo o activo e passivo da extincta firma.
Recife 31 dejulbo de 1861.
Antonio Luiz dos Santos.
Antoaio de Moura Rolim.
ja*5^e^sB-MeessaKaa-aKaisjsailS
J* SIt trrW WtfrW oft'wniTlfwW W8W WalWiTBrWm
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautter.cirurgiaodentista, fez
todas as operaces de sua arte e col I oca
dentes artificiaos, ludo com a superiori-
dade e perfeic.o que as pessoas entendi-
das lhereconhecem.
Tem agua e psdentifriciosetc.
Escriptorio de ad-
vocada.
Os Drs. Ttrquinio Braulio de Souza Amarante
e Joao Capistrano Bandeira de Mello Filbo tem
o seu oscriptorio de advocada na ra largado
Rosario n. 33,1* sudar, onde serio encontra-
dos das 10 horas da manh as 3 da tarde.
@g)
q O abaixo assignado que tinba o nome 9
S) de Francisco Pedro das Neves por haver 0
& outro de igual nome se astignar d'ora em 9)
@ diante por Francisco Pedro da Cruz Neves.
m Recife 3 de agosto de 1861. m
ARMAZEM
PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUETB ALMEIDA <^ SILTA
Chegou de Inglaterra o material pre-
ciso para este excellente daradouro la
drilho. Os senhores que se quizerem
utilsar delle podem procurar na ra
da Concordia n. 73.
Aranaga, Hijo & C, sacam sobre
o Rio de Janeiro, Para', Franca, Lon-
dres e Lisboa : na ra do Trapiche No-
vo n. 6.
George Shelloo, subdito Inglez, relira-se
para a Baha.
Bernardino Rodrigues Monteiro & C. com-
prou a Manoel Dias Coelho a taberna n. 3, sita
no arco da ribeira da Boa-Vista, todos os cedo-
res comparecam no prazo de 3 dias.
commissao de escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Manoel Lopes Pereira Ribeiro mudou a sua lo-
ja de barbeiro da ra da Imperatriz para a ra
do Rangel n. 6, o qual se acha habilitado a fazer
ludo quaoto pertence a sua arte, como aeja amo-
lacoes, botar ouvtdo em armas de espoleta, san-
grar, tirar dentes, limpar, chumbar com qual-
quer massa, applica ventosas pela presso do ar,
vende e aluga bichas, pode ser procurado a qual-
quer hora.
Aluga-se a loja do sobrado da ra da Au-
rora n. 66 ; a tratar no mesmo.
0 abaixo assignado faz publico que amiga-
velmente e de unnime accordo destratoa e deu
por finda a sociedade que tinha com o Sr. major
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira, na loja de fa-
zendas sita no Passeio Publico n. 11, fleando o
abaixo assigdado autorisado por urna escriptura
publica de destrato, registrada no meretissimo
tribuoal do commercio, a liquidado e pagamen-
to relativamente s trnceles feitas debaixo da
extincta firma social de Ferreira & Cruz ; assim
como que sao abaixo assignado compete dispor
de todos os bens que forana adqueridos dorante o
tempo da extincta sociedade, isto para paga-
mento dos credores da extincta firma.
Recife 2 de agosto de 1861.
Bento Al ves da Cruz.
Fundico
de bronze.
Na bem coohecida fabrica de fundicSo, latoei-
ro e funileiro da ra Nova, defronte da Coocei-
Qo, continua a fazer todas as obras tendentes s
mencionadas artes e officioas cima ditas, como
sejam : bronze para engenho, parafusos para di-
tos, e ludo quanto necessario para tal mister,
tudo mais barato do que em outra qualquer par-
te, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre, e tudo mais coocernente a caldeireiro, obras
de iato com a melhor perfeigo possivel, obras
douradas e em lato para militares, como sejam,
apparelbos para barretinas, ferngens para telins
talabarte de qualquer arma, bolea de todos os
nmeros, dourados, bronzeados e em smarello,
obras de folba superiores por serem os artistas
que as fabricara joroatelro e nio empreiliro, que
como se sabe, nunca as obras que sao feitas de
empreitada sao perfeitas, ludo muito barato: na
ra Nova o. 38.
Qoem precisar de nm excelleote criado, di-
~ja-se a ruaeslreita do Rosario n. 28, que acha-
com quem tratar.
Offerece-se um 'caiieiro com prstica de ta-
berna : a tratar no aterro da Boa-Vista n. 54,
Joja de miudezas.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
rea da Cruz n. 31, proprio para escriptorio oa ho-
rneas solteiro, ou mesmo para pouca familia : a
tratar no armazem do mesmo.
Na rus do Rosario, defronte do quarlel de
policia, casa terrea a. 13, lava-te e engomma-ie
por prego commodo e com presteza e se dar fia-
dor, se quizerem, para segoranca de seus donos.
Aiuga-se urna sala de nm primeiro andar
no boceo da Pule : a tratar na roa do Crespo n.
SO, esquina.
3"
tf e Si6i6aS3 5ifi2iSiS2#ear3ie??
ivr ctTBw ero "TsW WItt^ T>mm WcaW eiiw fttsw ora* fS^ 2*3
Gurgel & Perdigao.
Fazendas modernas.
Recebem e vendem constantemente su- i
periores vestidos de blonde com todos os !
preparos, ditos modernos de seda de cor
e pretos, ditos de phantasia, ditos de
cambraia bordados, lindas lazinhas,
cambraiade modernos padroes, seda de
quadrinhos, grssdenaples de cores e pre-
tos, moreanlique, siotos, chapeos, en-
feiles para cabera, superiores botoes,
manguitos, pulceiras, lequas, e extracto
de sndalo, modernos manteletes, tai-
mas compridas de novo feitio, visitas de
gorgurao, I uvas de Jouvin a 2$500.
Muito barato.
Saias balo de todos oa tamanhos a 4g,
chitas francezas finas claras e escuras a
180 rs. o covado, colzas de lia e seda pa-
ra cama a 6f camisas para menino.
Roupa feita.
Paletot de casemira de todas as cores
a 10, ditos finos de alpaca a 6g, ditos
de brim a 4$, chapeos pretos a 8$ e mul-
tas outras fazendas tanto para senboras
como'para homem porpre;ointeiramente
| barato, do-se as amostras : oa ra da
t Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco
Largo.
lft66aH5 $13316 3tti6i6aiStt
wmrm w^ rntum wdw ^mtwwmm varv rav vwfnvui
Mudanza.
Joao Antonio Coelho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todos os seas freguezes que
mudou a sua loja da ra eslreita do Rosario para
a ra do Imperador o. 69, onde o acharo promp-
to todos os dias uteis desde as 6 horas da manhaa
at as 9 da noite, para chumbar e tirar dentes,
sangrar, por ventosas ou bichas; assim como pa-
ra qualquer outro servido de sua arte e tora dos
dias e horas mencionados pode ser procurado no
pateo do Carmo n. 22.
Na travesa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua se a tingir
com toda a perfeicao para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Urna mulher branca maior de 80 annos,
offerece-se psra ama de casa de homem solteiro
ou de pouca familia : na roa daa Cinco Ponas
n. 31.
Para dita ra foi transferido o escriptorio de
commissao de escravos que se achsvaestabeleci-
do no largo do Paraizo n. 16, e ahi da mesma
sorte se contina a receber escravos para serem
vendidos por commissao e por conta de seus se-
nhores, nao se poupaodo esforcos para que os
mesmos sejam vendidos com promptido, afim
de seus senhores nao soffrerem empate com a
venda* destes; assim como se afianga o bom tra-
tamento e seguranza. Nesta mesma casa hasem-
pre para vender escravos de ambos os sexos, mo-
cos e velhos, com habilidades e sem ellas.
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A. F, Duarie Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz scienle aos seus freguezes que tendo separado a sociedade que tinha com
seu mano, acha-se de novo eslabelecido com dous acetados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razo de Duarle & Souza, e segundo na de Ouarte Almeida & Silva: estes estabelecimenlos oflerecem grandes
vanvagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se acham montados como em commodidade de preeo, pois que para isso resolveram os
prop rielarios mandarem vir parle de seus gneros em direilura, afim de terern semprecompleto sortiraenlo, c>rno tambem poderem oftereeer ao pu-
blico urna vaniagem de menos 10 por cenlo do proco que possara comprar em outra qualquer parle, por isso desejando os propietarios acreditaren)
seus estabeleci mee tos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco praticas, em qualquer um desiesestabelecimenlos, que serio to bem servidos come
se viessem rv*soalmenle, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vanlagens que oHerecemos, pedimos a
lodos os sec -la praca, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeiravez, afim de experimentar, eertos
de continan oara isso nao pouparao os proprietarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequenlarem nossos estabelecimenlos;
abaixo trans dieras de nossos prados, por onde ver o publico que vendemos baralissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
Mauteiga lUgieza especialmente escollhida da nova a 19 e 800 rs. a libra e da velha era porreo ^ter abatimento a 800 rs. a libra e em
barril a ?50 rs.
dem tranceza a melhor do mercado a 620 rs. o barrril e meios a 700 rs. a libra
Cha nySSOIl e pretO o melhor do mercado de 1&700 a 2800 e em porao ter abatimento.
Presunto nam bre nglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em por$o a 800 rs. 9
Presuntos portuguezes vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra einteiro a 460 rs.
Marmelaua dos melhores autores de Lisboa premiada as exposices universaes de Londres e Pars de 1$ a 1$800 a lata.
Caixas COm estrelinha pevide e rodinha 7000 a caixa e960 as. a libra eem por^o ter abatimento.
FraSCOS d ameixas com 8 libra a 5500 cada um e 1#000 a libra.
PaSSaS em caixinhas de oito libras, as melhores do mercado a 2#800 e a 500 rs. a libra.
Espermacete Superior a 720 rs. em caixa e a 740 rs. a libra.
Conservas francezas inglezase e portuguezas a eoo e soo rs. o frasco.
Jir\lillas portuguezas e francezas 800 rs. o frasco:
Lata COm bolaxinha de SOda de diversas qualidades, a muito nova a 19450. e grandes de 4 a 8 libras de 2*500 a 4500.
VinhO om garrafas Duque do Pono, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca e Feitoria de 19200 a 1300 a garrafa e
a 13J a duzia. %
VinhO em pipa proprios para pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 4*800 a caada.
Latas COm fructas de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a 100U a lata.
Pera em CaiXaS de 4 a 8 libras o melhor que se tde desejar e tem vindo ao mercado de 42 a 64 a caixa e 1*280 a libra.
CorinthiaS em frascos de 1 Ij2 a 2 libras de 1*600 a 29200.
Latas COm peiXe Savel pescada e outras muitas qualidades o mais bem arranjado que tem vindo ao nosso mercado de 1*400 a 1*600
Caf do RlO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
r raSCOS de amendoa com 2 libras, propriu para mimos, por serem muito bem enfeitadas e de superior qualidade a 39 cada um.
Vinagre braneo o melhor que temos tido no mercado a 400 rs. a garrafa e 2*550 araada.
LomDOS de porco, paios nativos, chourigas murallas e outras qualidades, o melhor que se pode desejar de 600 a 19280 a libra.
Vinho Bordeaux de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa e de 8*500 a 10*000 a duzia,
MaSSa de tomate em latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a pr imeira vez a nosso mercado, da 1* a 1*280.
Banha de porCO refinada a melhor que se pode encontrar nene genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
CerVejaS das melhores marcas a 600 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
Vinagre puro de sboa a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
Doce da goiaba da CaSCa em caixo a 19 e em porc.ao a 900 rs.
Azeite doce purificado a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
Cognac a melhor qualidade que temos no mercado a 12000 a garrafa e 109000 a duzia.
QuJOS SUSSOS chegados ltimamente a 700 rs e em porcao ter abatimento, afianga-se a boo qualidade.
Genebra de Hollanda a 6*0 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 irascos.
PalitOS XadOS para denles a 200 e 160 rs. o mago com 20 macinhos, e flor a 280 rs.
dem do gaz a 3*000 a greza e 280 a duzia de caixas.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercado porluguez. hespanhol e francez de 19 a 1*200 a libra.
Azeitonas as melhores e mais novas uue que tem vindo a nosso mercado a 1*200 a ancorela do Porto, e a 12600 as da Lisboa chegadas
ltimamente.
AlpiSta o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alera dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
Vendas.
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0 bacharel Witruvio pode ser procurado na ra Nova o. 23, sobrado da esquina que volla para a camboa do Carmo.

Manoel Alves buena saca sobre o Rio de
Janeiro.
Funileiros.
de peritos
Na ra Nova n. 38, precisas e
ciaes de funileiro.
offl-
Padaria.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
rz, rna dos Pires o. 42, vende-se a muito acre-
ditada bolacbioha quadrada,d'*gua, propra para
doentes. bolacbioha defararuta e dita de moldes.
Aluga-se o primeiro andar da casa o. 37
sita na ra do Amorim : i tratar na rus da Cadeia
n. 62 segundo andar.
Semana Ilustrada.
Acabam de chegar pelo vapor Paran collec-
goes completas deste inleressante jornal, de o. 1
at 31.
Previne-se aos senhores que encoramendaram
colleccSes, que as procuren) na ra da Impera-
triz n. 12 loja, aoude continua a reeeber-se as-
signaturas.
Aluga-se urna preta de 23 annos de idade,
sabeengommar, cosiohar, cozer e ensaboar : na
ra da Boda n. 23.
O abaixo assignado faz pubiieo pelo presen-
te que tendo desfeito a venda que Qzera ao Sr.
Manoel Gomes Pereira de sua taberna sita na ra
do Pogo o. 32, veodeu a mesma ao Sr. Manoel
Jos Pereira, de quem recebeu a sua importan-
cia, fleando por eate modo sem nenhum efTeito
aquella primeira venda, e consegointemente o
annuncio que a tal respeito fez publiear por este
Diario. Recife 2 de agosto de 1861.
Francisco Pereira de Meirelle.
Attenco.
Traspassa-se a chave e vende-se a armacio de
urna taberna em um dos melhores locaes dosta
cidade, na ra de Uortas n. 31, casa terrea, com
4 portas na frente, 1 para o becco que atravea-
sa aquella ra, e a das Aguas-Verdea : os pra-
tendentes podem dirigir-se ao armazem de Vi-
cente Ferreira da Costa, na roa da Madre de Dos
nuaaero 22.
Escriptorio de advogacia
na ra do Rangel, n. 73
defronte da botica.
Neste escriptorio, alm dos trabalhos relativos
ao foro, fazem-secorrespondencias, annuncios e
commuoicados, de qualquer oalureza que aeja ;
e bem assim requerimentoi para qualquer aut o
ridade, repartidlo publica, irmandades, para S
M. o Isaperador, e assemblas geral : nio se re-
vendo a menor paga se nio fr desempenbado
a maior brevidade e contento.
Calcado
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Semprecondescendeote e prazenteiro com os
freguezes que lhe trazem dinheiro, o propriela-
rio deste grande estabelecimento continua a of-
ferecer ao publico, por precos mdicos e sempre
ioferiores aos de outro, o seu bello sortimento
de calcado francez, inglez e brasileiro e vejam :
Homem.
Bonegulns Victor Emmanuel. 10*000
couro de porco..... 10*000
lord Palmerstoo (bezerro) 9*500
diversos fabricantes (lustre) 9*000
John Russell...... 89500
Sapatoes Nantes (batera ialeira). 5*500
patente......... 5g000
Sapatos tranca (portuguezes). : 2$000
(trnceles)..... 1J500
g entrada baixa (sola vira). 5S500
s muito chique (urna sola). 38000
Senhorss.
Borzegoins primor (Joly)...... 5J500
brilbiutioa...... 54*000
9 Raspa alta....... 59000
baixa...... 4J800
31,32.33.34. ... 4*500
> decores 32,33.34. 4S00O
Sapatos com salto (Joly). ..... 3|20O
francezes fresquiohes. 2*240
> 31, 32. 33 e 34 lustre. 1*000
E um rieo sorUmeoto de couro de lustre, be-
zerro francez, marroqeim, sola, vaquetas, cou-
rlnbos, fio, taizas etc., por menos do que qual-
quer outro pode vender.
Farello de Lisboa
e semea vende Jos Luiz de Oliveira Azevedo em
seu armazem travessa da Madre de Deas nume-
ro 5.
Cera amararella.
Na ra da Cadeia do Recife loja n. 50, ha para
vender cera amarella, recentemente chegada.
Vendem-se dous caixoes que servem para
padaria, assim como se aluga urna preta para to-
do ser*ico de urna casa : a tratar na ra do Ran-
gel n. 75.
Vende-se ama eacrava crioula, com 24 an-
nos de idade, assim como duas crias, tendo um
seto aonosde idade e outra com tres mezes, am-
bas do sexo masculino ; tem boa figura, sadia
e tem-se prestado ao servico de casa de familia :
quem quizer negocia-la dirija-se roa de Hortas
n. 14, que achara com quem tratar.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
parar conias e facturas, papel mata-borro; ven-
de-se na loja d'aguia branca, ra 4o Queimado
numero 16.
Luvas de pellica.
Novo sortimento de luvas de pellica chegadas
no vapor inglez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado n. 16.
Vendem-se 12 travs oulinhascora 45 a 50
palmos Je comprimenio e 10 a 12 pollegadasile
grossura : a fallar com o administrador da obra
da travessa do Pociaho junto a casa de delenco.
Nova pechincha
imperatriz Eugnie.
Finos cortes de cassas francezas de 2 saias o de
7 babados, com 10, 15 e 18 ardas a 3*500. 4* e
5*. cortes de la de bonitos desenhos, de 2 saias
e 3 babados com 24covados a 6*000 : na ra do
Queimado n. 44.
Queijos de vapor.
Vendem-se queijos de vapor muito frescos a
29560, ditos a 1*440, ditos de coalha a 480 a li-
bra, banha refinada da mais alva que ha a 480 a
libra, e outros mais gneros bons e mais baratos
do que em outra qualquer parte ; no pateo do
Paraizo n. 18, taberna pintada de azul.
Chegou
afioal o desejado tricopherous
Esti venda na ra do Queimado, casa de ca-
ben eireiro.
Barate ros
Da loja
Armazenada de Pars.
Ra da Imperatriz, outr'ora aterro .a-Vis-
ta, loja armazenada de 4 portas o. 56, receb'"
novo sortimento de fazendas, a sor : corte
vestidos de taratana de todas as cores a 3*00
3*500 o corte, ditos de cambraia com babados .
3*500 e 4*. ditos bordados doa lados a 4*. ditos 1
de cambraia da India bordados e enfeitados com
ntremelos a 7fi e 8*, rica fazenda, manguitos de
manga balo a 1*500. ditos de fustao com botao-
liaho a 3*. ditos de lioho a 3* e 3*500, para
acabar, corpiohos para meninos e meninas a 1 Jjt,
cortea de riscado francez a 2*. chitas de cores fi-
zas a 180 e 200 rs. o corado, ditas largas finas
a 240 260 e 280 o eovado, pecas de enlremeios
e liras bordadas a 1* a peca.
Chalet.
Ricos chales de groxe da pona redonda e bor-
lote a 8$, ditos de merino para todos os presos,
ditos estampados a SffiOO.
Co bertas.
CoberUs de groxe a 10*. ditas de chita a 1*800,
lencoes de lioho a 2*, ditos de algodio a 1*000 e
' JHOO, saias de bailo, ricos gostoi, a 3J e 3*500.
Armacao.
Vende-se urna armacao de muilo bom goslo,
sendo de fazendas : quem pretender, falle na
mesma loja, ra do Queimado n. 51.
Alten^o.
Ra do Arago n. 8.
Vende-se 16 ou 20 arrobas de metal velho, seo-
do cobre ou lato, e bronze, igual porcao de
chumbo, ludo proprio para derreter e fazer obra
nova, assim como urna cama de condur de ar-
macao com pouco uso, tudo por prego razoavel.
Vende-se ou permula-se por urna negra um
negro robusto e de boa conducta, proprio para
todo o servico : a tratar na ra da Gloria nume-
ro 114.
Attenco.
Vende-se um boi crioulo do pasto, bastante-
mente gordo e manso, proprio para carrosa : na
ra Imperial n. 170.
Loia dos bara-1
I teiros. I
I Ra do Crespo n. 8 A.
Leandro & Miranda. g
Recebemos pelos ltimos navios e a
' vapores da Europa grande e variado sor- "
! timento de fazendas, roupas feilas e yg^
perfumaras, e todo se vende por menos gjfc
que em outra qnilquer parte, como se- !
i jam : W
| Cortes de vestidos de cambraia branca 0&
bordado a 55,10*. 13* e 25$. a
' Superiores saias bordadas a 3*.
f Baldes de madapolo e crochet a 4*.
Ditas de clina a 6J500.
I Cobertores de li muito grande a 5*. W
| Chitas francezas muito finas a 280 rs. o $
(covado. S
E outras muitas fazendas por presos *
| baralissimos. 9
#0
Farinha SSSF.
Esta eonhecida e superior marca de
farinha chegou a tre dia de Trieste
pelo brigue Lusitania, e vende-se a re-
talho no armazem de Antunes Guima-
raes &C, largo da Assembla n. 15.
FHaMMM-BmiOLONEO
Roa larga do Rosario n. 36
Rob l'Aflecteur.
Pilulas de Allexou.
Pilulas americanas.
Vermfugo ingles. _
Pillas Hollovray.
Ungento Hollovray.


IARIO DI tfRRAmuCO ~ TIRQn TOBA 6 *| #G08T 01 1M1.
*- i
Alenca
Vendem-se cai.voes vasios proprioe
para bahuleiroi.funileiro etc. a 1#280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem ottem
para vender.
Nao se espantem.
Chegaram as alampadas de ato to procura-
das, thuribolos, navetas, calldeirinhss para agua
kenta, caixinhas com frascos para santos leos,
eampaitihas para locara santos de todos os lma-
nnos, tudo com multo gosto e por presos com-
modos ; na ra Nova n. 38, defronte da Concei-
fo, no multo a aligo deposito do Braga.
Molas para balo.
Na loja d'aguia deouro, ra do Caltug n.l B,
recebeu de sua encommeDda as verdadeiras mo-
las para baldes, que se vende a 200 rs. a Tara.
iTO
DESTINO
5
Jos Das Brandao.
Ra da Litigela5
O doto destino torra gneros por menos de seu
viior: superior manteiga iogleza a 1) a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha prato a 1}400, pas-
tas a 560, conservas ioglezas e portuguezas a
700 rs., aletria, tilharim e macarro a 400 rs. a
libra, toucioho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peiie de
postas a 19400, carreja branca a 500 rs. a gar-
rafa c. 58 a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
69300 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
Feijap fradinho.
Vendem-ae taceos com 20 cuias : aa ra 4a
Cruzes n 24, travessa do Ouvidor.
Veade-sa ama boa mobiiia de olaa a a lavas
Tidros de ala : aa ra larga do Rotara a. 46,
segundo andar.
Luvas de Jouvin.
Goes & Bastos, na loja da ra do Qaaimado
n. 46, tem as verdadeiras luvas da Jouvin, co-
mo as recebe em direitura par todos os vapores,
as vende por prego commodo.
Nova pechincha.
Pegas de cambraia lisa fina aun 7 ii3,8 e 9
jardas a 2, 2500. 30 e 3*500, chita larga fran-
ceza a 200 e 220 rs. o corado : na ra do Queima-
do n. 44.
Aos senhores de engenho.
Arados e grades americanas, de diversos fei-
tios, chegados recntenteme : lrla-te na ra do
Trapiche n.8.
Cestinhas de Hamburgo.
S ua loja d'aguia de ouro, ra do Gabug n.
1 B, quem recebeu ura completo sortimeito d
liadas cestinhas de todos os lamaohos proprias
para menints de escola, assim como maiores com
lampa proprias para compras, balaios proprios
para costura, ditos proprios para faqueiros, ditos
muito bonitos para brinquedos de meninos, di-
tos maracas piotadiohos que se vendem por pre-
sos muito baratos-
A economa.
HEITA ANDA lAlSBAKATAS.;
SOITIMENTO COMPLETO
fazendas e obras feitas J
*, LOJA EARMAZEM
DE
Ges k Basto!
NA
Na Io]a
DE
emitas francezas e portuguezvs a 720 rsa lata,
spermacele de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, violto do Porto engarrafado fino
(velho) a I95OO rs vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outrns muilos gneros que escusado
meaciona-los, que do contrario se tornara enfa-
doaho aos freguezes. (Dinheiro vista.)
Gomes lapidados
a 500 rs o masso.
Veniem-se massinhos de coraes lapidados a
500 rs. cada ura : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca o. 16.
Veode-se feijo
amarello.
No trapiche Baro do Livramenlo, no Forte do
Mattos, em saceos de 5 alqueires, medida de Por-
tugal.
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bora sortimento deli-
nhas de cores e brancasem carreteis do ttelhor
abricaate te Inglaterra, as quaes se vendem por
presos raui razoaveia.
Magalhes & Mendes.
Na ra da Iraperalriz, oulr'ora aterro da Boa-
Vista, loja armazenada de 4 portas n. 56. tere
grande sorlimenlo de fazendas, a ser: cortes de
cambraia bordados dos lados a 4$. ditos com ba-
bados a 5 e 6, ditos muito finos enfeitados com
entremeios a 7 e 8. novo sertimentede mangui-
tos a balo a 1*500, dilos de fustao com botaozi-
nho a 3$. ditos de linho
para meninos
ALOJA DOFAVAO-
H da m
m Ra da Imperatriz n. 60. ES
H DE I!
Ifiaina&Silvai
Acaba de recebrr um novo sorlimento hh
de fazendas proprias para senhoras e %
meninas que vendem por pregos bara- am
tissimos como sejam : ^
' Ricos cortes do carabraias branxos *~*
com barra adamascada e outros com Da- $1
bados brancos e do cores que Tendera a '>'
3S.300, pegas de cambraia muito fina com '
|0 varas e urna vara de largura a 6J e R3
7, dius transparentes muito finas cora 3
8 o. 1|2 raras i 3 e 3J500, ditas da 6 a Bl
1l2 raras a 2j00, pega de cambraia R9
branca com salpico cora 8 e 1(2 aras a
S, cortes de cassa com salpicos brancos H
e, decores a 2, ditos de ditos brancos^
tarradas a2$, capas pintadas com lin- 19
dissimos padroes o corado a 280 rs., di- H
tas de salpico brancos e de ceres o co- H
vado a 240 rs chitas fraucezas escuras e
ai*>gres a 220, 240, 260, 280, 300 e 320 SI
ris. M
Sedas. H
Grosdonaples preto bastante largo e 5|3
encorpado o corado a 1600 e 18800, di- H
to cor de rosa a 28. dito azul cor muito Hj
bonita a 2400 o corado, seda larrada H
cor do canna muito moderna por ser ada- jgJ
mascada o corado a 2, chamalote pre- 91
lo bastante largo o corado a 2/. [^3
Para familias. |
Damasco de la com 6 palmos de lar- "j
gura para cobrir mesas de jantar, de ES
meiode sala, pianos etc., etc. o covado H
a 15250, damasco de seda encarnado e 7
amarello proprto para colxas, cortinas H
etc., etc. o corado a 2|J-20, sedas bran- ^
cas proprias para vestidos de noivas fa- faj
zenda muito superior, madapolo muito ^3
uno pega de 40 jardas a 440 rs. a jarda, 3fl
ditos muito superiores a 200 rs. a jarda, SRS
a 405OO, 5,5#500, 6f, 68500 e 7, al- S
pacj preta muito superior a 500. 560, {ffS
640 rs. o covado, grande sorlimento d 15
chitas prelas francezas corado a 240 rs., H
ditas inglezasa 160 rs. o covado, cas- tu
sas preas a 480 rs. a rara. ug>
Para vestidos.
Orgrndys de cores fazeada muito mo- ^
derna corado a 560. mimos do co e g
gazias de seda fazenda muito ora co- K
vado l#, chaly muito bonito a IjJ, 800 B
e 640 rs. o corado, laziohas claras te- K
cido krepocovado a 640 rs., corles de Ik
gorguro escuros a 6$. B
Chales.
Ricos chales dekrepom com listas de
seda a 88. ditos de ditos a 79, ditos de
froco a 6^, ditos de merino com palma
do seda e de velludo a 49500.
Bordados.
Camisetas core golla e manguitos a 39,
4 e 5, maoguitos com golliohas a 3.
finissireas tiras bordadas a 800, 1 e
l500,golliohas muito delicadaa a 600,
800 e 18, lencinhos de labyrintho pro-
prios para senhora ou para presente a
1&280 e 1S6O0, ditos muito (ioos a 4*.
Paletotspara homena.
Palelots de panno preto da todos os
oreos anualidades taoto saceos como
sobreca8aeos, ditos de casemira de todas
as cores, ditos de ganga o de riscado,
caigas de brim do linho brancas e de co-
res, ditas de caseaaira de lodos a tama
nhos e qualidades tanto prelos como de
cores garante se a berafeitoria destas
obras por terem sido feilas por um dos
melhores alfaiales desti cidade ; ni
raesma loja existe ura resto de chapeos
de sol de seda a 69 e lencos de seda a
1$, tinibem sa rende conslaolemanle um
cunipM.i gartimente de roupa (eita para
escraros ou para trabaito asutto bem
cozidas. do-aa as amostras de todas as
fazendas deixando penhor ou madam-ae
levar pelos caiieiros da cisa aos fregu-
tes que quizerem.
a 38300 e 48, corpiohos
e meninas a 1$, liras bordadas e
ntremelos a 1 a pega, cortes de riscadofrancez
a 2$, chales de groxe cora pona redonda e bor-
lla a 88, ditos de merino para todos os pregos,
ditos estampados a 28500, saias do balo de 30
arcos de nor0 goslo a 3j> e 33500, chitas france-
zas a 240, 260 e 280 o corado, ditas estreitss a
180 e200 rs. o corado, eoutrds muilss fazeodas
que se rende muito barato, a ser ; pegas de bre-
'a"na de "lo 28 e 2J500, cobertas de groxe -a
108, ditas de chita a 1800, leoces de Hnho a
S, ditos de algodo a 1 e lg200. A loja arma-
zenada de Paris est aberta das 6horasdaraa-
nhaa s 9 da noile.
Luvas de finacamursa
pai'a militares ecavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luras de camursa, o que
de melhorse pode dar nesse genero, e as est
vendendo a 2&500 o par ; os senhores offlciaes e
cavalletros que ascomprarem coohecero que sao
baratas vista de sua (laura e duragao, e para as
e dingirem-se ra do Queimado. loja da
, 1 -**----------- *- ^ i j >.-4 lij juu tuja ua
m 1 agma branca n. 16. Adrerte-se que a quaotidade
pequea por hora, e por isso do demorem.
sem segundo.
Na ruado Queimado d. 55. loja de miudezas
de Jos de Azeredo Maia e Silra, tem para ren-
der pelos diminutos precos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa,
Rarante ludo perfeito, pois o prego admira :
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a
Dita do gaz brancas e do cores, novelo a
Dita de carretel muito boa, carretela
Nvelos de linha do gaz trancos a 10 e
Orreleis com linha prela muito gran-
des a
Varas de franja dla muito bonitas a
Pegas de tranca de la muilo bonitas e
cora 10 raras s
Pares de meias cruas para menino a
Ditos dilos de cores todos os tamanhos a
Ditos de cores parj meninas a
Duzia de meias cruas para homem a
Cartoes de linha Pedro V com 200 jar-
das a
Caixas com tissoes para acender charu-
tos a
Caixas com phosphoros de seguranga a
Duzia de phosphoros do gaz a
Filas para enfiar vestidos muito gran-
des a
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a
Ditos comcheiros muito fino a
Duzia de mei3s para seohora o melhor
que ha a
Pegas de trancinha de laa sortidas a
Sabonetes superiores e muilo grandes a
Groza de boides de osso para caiga sendo
pequeo a
Dita de ditos grandes a
Traraoia do Port~Superiores raras a
100, 120 e
Pegas do fita de linho brancas e de co-
res a
Croza de penas de ago muito finas a
Frascos de opiata para limpar denles a
Copos com banha muilo boa a
Espelhos de columnas madeira branca a
Carteiras para guardar dinheiro
Rialejos para meninos a
Biralho portuguez
Varas de franja para cortinados a
Grozade boies de lougs brancos a
Tesouras muito finas para unhas e cos-
tura a
Caixas de charutos de Harana muito su-
periores a
Carlas muito finas para voltarete o ba-
ralho a 240 e
Varas de bico largura de 3 dedos a
Garrafas com agua celeste para chiro a
Rialejoscom 2rozes para meninos a
40
30
30
20.
160
100
200
200
160
i 120
2#00
80
40
160
240
80
400
500
3O00
50
160
120
240
160
40
500
400
640
19500
500
40
120
240
120
Ama do Queimade
n. 4fc, frente amarella.
Constaotementetemosamgrandeey- '
nado sortiment de sobrecasaea*p retas
ue panno e da torta multa fino a 28, o
308 a 35J, palelots dos meamos pannos S
a SOJ, S2J e 148, ditos saceos pretos dos
mesmospaanota 14. 16 al85, casa-
*t pratas muito bem feitas e de superior
panno a 28; 308 a 35. aobrecasacas da
easemira da core multo finos aJ5,16J
e 188, ditossaccos das mesn- asenti-
rs a 108, 12 a 148, V tas de
asentir fina para h<" 9, 101
3 U, ditas daca 71.8.
9 e 10. ditas jt uit
iaa a 58 a 6, di. a,. de corea a
3. 3500. 4 a 45O0, ditas be meia ca-
semira de ricas cores a 48 e 48500, rol-
letes pratos de casemira a 5 e6, ditos
da ditos dacoraa a 48500 a 5, ditos
branco fie seda para casamento a 5,
ditos da 6,cnlletes debrim branco e d
fustao a 3, 3500 e 4, ditos de coras a
t500eS, paletotspretos de merino de
tordaosacco e so breca saco a 7f, 8 e9
eolletes pretos para lulo a 4500 a 5'
gas pratas da marin a 4500 e 5, pa-
I etots dealpaca preta a 3500 e 48, ditos
sobrecasaco a 6, 7 e 85, muito fino col-
letas de gorguro desedade oresmuito
}g boa(aztndaa3800e4S, colletesda vel-
* lado decrese pretos a7 e 8, roupa
I para menino sobre casaca depanno pre-
| tos e de cores a 14, 15 a 16, ditos de
5 easemira sacco para os meamos a6500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 a
'1*500, ditos sobrecasacos a 58 e 5500,
II taigas de easemira pretase decores a 6)
5 6|500 a 7, camisas para menino a 20
wm 1 duzia, camisas ingtezaa pregarlargas
Z muito speriora|32 a duzia para acabar.
|f Assim enrao temos ama ofcina deil-
'aidleondemandamos executarlodaa as
obraacom bravidada.
Batata nova
a 60 rs. a libra, espermacete a 720, farelo a 28600 I
a sacca ca travessa do pateo do Paraizo n. 16,!
casa pintada de amarello.
Pim loja de 4 portas?
5 Ruado Queimado n. 10. j
S de
iFerro Grande pechincha.
A Si, 240 e 260 rg.
Chitas francezas da muito bonitos parfVea e
muilo bonspannos, pelo baralissiroo prego da
20, 240 e 260 rs. o covado ; aa ra do Queima-
do o. 22. na loja da boa f.
Gangas francezaa muito fina* com padroes
escuros a 480 rs. o covado : aa ruado Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A toja d'aguia branca acaba de raeeber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de urr aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para ae deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para te deitar
n'agua de banho, que o torna mai deleitavel, re-
sultando alam da refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer aat hlito dessgradavel que quasi aem-
pra se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a oaralha
quando ae faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto leona delta composigao. Cus-
la o frasco 1, e quem aprecia o bom oaodeixar
certamente de comprar dessa estima vel agua-a m-
breada.isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parte onde ae achara.
Vendem-se osengehos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes? o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pe:
quem preteude-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
f Ha para vender 2,500 chales de
5 superior qualidade prego por
quinto nunca se vendeu nesla
vrv praga a
w Sedinhasde quadrinhos o covado
a 700 e
% Gollinhas de cambraias borda-
S aas a
,=# Maoguitos a
S& Tapetes avelludados para sala
^g. Meias ioglezas do algodo cr
$( Mimos do cos fazeoda propria
ufe para vestidos de senhora o
*? covado
av Minteletes'de fil superior qua-
ll& lidade e modernismo a
J'^ Visit is de seda bordada a
ffi5 Leogos de cambraia de linho
(jS| bordados de superior fazeo-
.g, das a
S Lengos brancos com cercadura a
igjl duzia
^ Chales de borel pona bordada a
# Ditos de la e seda para meninas a
Dilos de merino bordados de re-
@ troz a
a Ricos vestidos de cambraia bor-
g dados a 20 e
0 Dilos ditos de fil bordados a 24 e
Ditos de cambraia bordados a
2? 9, 10, 128 a
2? E oulras muitas fazendas por
B prego do que em outra qualquer
<% do-se as amostras com peobor.
Importante
Atso
Relogios.
Vande-sa am casa da Johnstoa Pater & C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimaato da
relogios de ouro, patente inglez, de*am dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
ama rariedade de bonitos trancelins para os
moa saos.
Arados americanose machina-
patalavarroupa:emcasadeS.P Jos
hnsfon & C. ra daSeazata n.42.
J cfaegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C., de New-York Acham-sa
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instrueges completas para se nsarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se veoaem a 12000. *
Cabo de marim e madrepero-
la,escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharao os apreciadores
do bom, mui delicadas escoras de cabo de mar-
fim e madreperola a 2 e 2g500 cada urna. Com
urna cscova assim delicada faz gosto limpar-se
oadentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ra m pela bar-
ca Clarissa rin-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto sorli-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me I hora dos
com no vos
-**Jj aperfeigoa-
mentos, fazendo pasponto igual pelos dous lados
dacostura, mostram-se na rita da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
03 preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carrlteis, linha de todas as cores tudo
fabricado axprassamente para as mesmas ma-
chinas.
Novo sorlimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sorlimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de difieren.
i tes cores e larguras, e como sempre as est ven-1
I dendo baratamente a 2, 3,4 e 5g a pega, pregos '
| estes que em nenhuma outra parle se acham, e
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
A A$, 4#500 e5$.
Cambraia lisa muito fina a 4 a pega com 8 1r2
varas, dita muito superior a 5g, dita tambem
muito fina com salpicos a 4-J500; na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
**sSa,aW lisa Acaba de
REMEDIO INCOMP ARA VEL
UNGENTO H0LL0WAT.
Militares de individuos de todas as nacSes
poden testemonhar as virtudes deste remedio *,
ineoroparavaleprovaramcaso necessario, que,
pelo nao que dalle fizeram* tem tea oorpo e
membros i o teiramente saos depois de hatw em-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
pessoa poder-te-ha convencer dessa s curas ma-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, que Ih'as
relatam todos os das ha muitos anuos; e a
maior parte dellas sao tao sor prendantes que *'
admirara os mdicos mais celebres. Quemas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedar
permanecido longo tempo nos hospitaes, o tas
deviam soffrer a ampataea^ 1 Dallas ha mui-
cas que ha vendo deixado esses, asylos de pade-
timenios, para se nao snbmeterem a essa ope-
ragao dolorosa foram curadas completamente
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusio de seu reco-
nheciroento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren! sua a firma-
liva.
Ninguem desesperarla do estado de saude se
tivesse bastante confianca para encinar este re-
medio constantemente seguindo algurn tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontesuvelmente'.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos setjruintes casos.
Alporcas

Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeea.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas de anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falt de
calor as extremida-
des.
Erieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoes.
Inflammagao do figado.
Vende-se este
Inflammagao da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos pe tos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurages ptridas.
Tinha, era qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulaces.
Veas torcidas on no-
das as pernas.
no estabelecimento
2500
900
330
500
59000
OOO
500
5$000
4000
33000
2000
3000
800
4J500 M
25
25
159000
menos
parte,
Na loja de!4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
meotode roupas feitis, para cujo fim tem moa-
lado ums officina de alaiate, estando encarroa-
do della um perfeito ntestre rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
!llm?. Srs. offlciaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, farddes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-sa fazer o ar-
damento todo completo conforma se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os flgurinos que de
la vieram ; alm disso fiz-se mais casaquiohas
para montana, frdelas ou jaquetas, bem como
eolletes a militar para os Srs. ajudaotes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha deouro ou prsla, tudo ao
goslo da Eurupa, tambem prepara-se becas para
desembarzadores e de qualquer juiz segundo o
esiylode Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas al hoje, assim como lem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa, en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. AffiangaDdo
que por tudo se fica r<>3ponsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corle, nao se falla no
da que se promelter, segundo o systema d'oode
veio o mestre. pois espera a honrosa risita doa
dignos senhores risto iue nada perdem em es-
peri mentar
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu um completo sortimento de gollinhas de
missanga, sando de todas as cores
chegai
EAU MINERALE
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na boticaf ranceza ra da Cruz n. 22
4000
320
180
1500
100
Rival
sem segundo.
Na ruado Queimado o. 55 loja de
do Jos de Azeredo Maia e Silra, est
do os objectos abiixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a
Caixas de alfinetes franceses a
Carta de ditos ditos a
Carldes de eolxelea com defeito a
Cartees dilos porfeilos a
Caixas 1 muilo superioj a
*'res de meias cruas a
flegrampos de earocol a
ouras para coatura a
jrea de spalos de irangade algodo a
Ditos ditos de ti a
Sapaliohos de la para meninos a 200 e
Frascas de oleo babosa a 400 o
Ditos de macaca perola a
Ditos diloa e oleo a
Ditos de banha a
Diloa d'agua ambreada a
Ditos de oleo philocoaae a
Oixas de folha com phosphoros a
Ditas com phosphoros de reas a
Duzia decolheres para aoaa muito Soasa
Escoras para denles muito finas a 160 e
Croza de peoas de ago caligraphica a
Tem tambem urna porgao de tranca de
miudezas
queiman-
120
100
80
20
60
40
160
40
160
1000
1280
400
500
sm
100
244)
500
900
100
24
1500
200
1*40
linha
brancas pegas grandes e pequeas e de todas as
^larguras por pregos baratos e outrat avuila fa-
Rm-raa que s6 vista que se poderlo apreciar
e admirar o prego. r r
Largo do Terco
n. 23.
Vendem-se batatas muito aovas a 80 rs. a li-
bra, assim como outros gneros mais baratos que
em outraqualquer parte, nao ae diz o prego para
nao espantar 111 [a dinhairo vista).
Bonitos tOUCado-
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
? toja d'aguia braoca acaba de receber mui
bonitos toucadores do armaco preta, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que os
tornam muielegantes, os quaes servem excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de dotraz, e de rapazessollei-
ros, e pelos pregos de 8, 9 e 10, sao baratissi-
mos na verdade, e quem os rir na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar!, e
iofallirelmeote comprara.
Gollinhas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug d IB,
recebeu-se um completo sortimento de gollinhas
de missanga de todas as cores.
ao novo armazem
DE
B4ST0S k REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. Al.
8
8
I
8
%
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazeodas e todos
estes aa vendem por pregos muito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e ca sacos feitos pelos ltimos figurinos a
26, 28, 30 e a 35, palelots dos mesmos
pannos preto a 16g, 18j, 20 e a 24,
dilos de casemira de cor mesclado ede a
novos padroes a 14. 16, 18. 20 e 24, M
ditos saceos das mesmas casemiras de co- o
res a 9, 10, 12 9 a 14, ditos prelos pe- M
g lo diminuto prego de 8, 10, el2, ditos S
F de sarja de seda a sobrecasaeados a 12, 9
II ditos de merino de cordo a 12, ditos O
5 de merino chinez de apurado gosto a 15, S
II ditos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10, U
E ditos saceos pretos a 4, dilos de palha de 2
X seda fazenda muito superior a 450O, di-, fi
Stos de brim pardo e de fustao a 3500, 4
e a 4500, ditos de fustao branco a 4,
grande quaotidade de calcas de casemira
preta e de cnres'a 7, 8, 9 e a 10, ditas
pardas a 3 e a 4, ditas de brim de cores
finasa2g500, 3, 3500 e a 4$, dilasde
brim brancos finas a 4500, 5$. 5500 e a
6, ditas de brim loni a 5 e a 6$, eolletes
*de gorguro preto e de coras a 5$ e a 6J,
ditos de casemira de cor e prelos a 4J50O
e a 5, ditos de fustao branco e de brim
a 3 e a 3500, dilos de brim lona a 48,
ditoa de merino para luto a 4 e a 4&500,
caigas de merino para luto a 45500 e a 5$,
capas de borracha a 9. Para meninos
de todos os tamanhos : caigas de casemira
prefa e da cor a 5J, 6 e a 7, ditas ditas
de brim a 2J. 3 e a 3500, palelots sac-
eos ae casemira preta a6jea 7, ditos
deror a 6 ea 70, ditos de alpaca a 3,
sobrecasacos de panno preto al2e a
14, ditos >Je alpaca preta a 5, bonets
para menino de todas asqualidades, ca-
8
8
misas para meninos de todos os tamanhos,
vestidos de cambraia feitos JE
Sabonetas
de arnendoa, em caixiohas de louca a
590 rs. cada nica.
Vendem-se sabonetas de amendoa para barba,
cada um em suacaixintia de tonca a 500 rs. ; na
ra ato Queimado, laja d'aguia 'taca t. lu
Aos tabaquistas.
Leagoa fiaos de cores escuras e fixa a imita-
gao dos de linho a VI adusta ; na na da 9Mi-
mado n.M, 11 loja da baa f.
Vendem-se cintos de todas as cores com ricas
firetas para senhora e menina a 2, bandos de
clina para marrafa a 500 rs. o par, enfeites para
cabega, de cores e diversas qualidades ; na ra
da Imperatriz, loja da boa f n. 74.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Hanoel Ignacio
de Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Polassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecidoe acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vendar a var-
dadeira potassa da Russia, nova e da superior
qoaiidada, assim nomo tambem cal virgent ean
pedra ; todo por pregos mais baratos do que ato
otttri qualquer parte.
Ruada Senzala Nova n. 42
Vende-se am casada S. P.Jonhston &C.
atilinte silbosnglaze,caadeeiro a eattieaa*
branttados.lonasrjglaxts, fio devala,ehieota
para carros, emomaria.trreios para carro de
na a dous savalos relogios da taro patenta
meios ricos
para meninaa de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 89 e a 120, dilos de gorgu-
ro de cor e de la a 5 e a 6, ditos da
Drim a 3, dilos de cambraia ricamente
bordadea para baptiaados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanli-
dade; assim como recebe-te toda e qual-
quer encommenda de roupas para so
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
aiate dirigida por ua hbil mestre qoe
pela sua promptido e perfeigo nada dei-
xa a desejar.
i flB awanaK-fiMfin encie ueS
Era casa de Adamson, Howie & C, ra do
Trapiche Novo n. 42. vende-se :
Rothas de cortiga finissimas.
Lona e flele.
Fio de vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Sellins, silhoes, e arreios para carro ou cabriotet.
Riscadinh s de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado; na ruado Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Vende-se em casa de Adamson, Howie &
C, ra do Trapiche Novo n. 42, biscoilos ioglezes
sortidos, em pequeas latas.
Campos ft Lima.
Na .ra do Crespo n. 16 continua a vender Itn-
das fofos de eambraia para gaarnipo da *eetidos
por commodo proco.
mmm
cobertosedeacobertenr pequeas a grandes, da
onro palate inglez, para homem a enaltara da
nnv dos melhores fabricantes de Liverpool, vn-
oos palo ultimo paquete ingles : am tasa da
Sonthall Mellor 4C
ungento
geral de Londres n. 244, tStrand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a '
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha contm
umi nstrucgo em ponuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
Vende -se o engenho Pao sangue, situado a *-
margem do rio Sertnhero, distante urnas 600
bragas da estago da Gameleira, com urna safra
ao corte, alguns cscravos, bois. etc., tendo ex-
cellenle cercado e ptimos partidos de varzea pa-
ra mais de 2,000 pies itnualmenle, e estando
hoje acrescentado com algumas ierras que foram
do engenho Gameleira. Recebem-se em conta
predios nesla cidade, e os prelendentes podem
eDleDder-se com os Srs. Marcelioo & C, em sua
loja na ra do Grfspo.
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabog n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria encommenda muito
lindas caixinhas de costura com msica, proprias
para mimo, que se vende muilo barato.
Enfeites de flores para ca-
samentse bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
goslo e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vo a casamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os prego? sao 8,
10 e 12. porm quem apreciar o bom conhece- '
r que sao baratos, e para so dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Cbeguem ao barato.
O Preguiga est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas debrelanha de rolo com 10 varas a 2$ *
eafemira escura entestada propria para calsa,
collele e palitos a 960 rs. o covado, cambraia
organdiz de muilo bom goslo a 480 rs. a vara,
dila liza transparente muito fina a 35, 4 e 6
a pega, dita tapada, com 10 varas a 555 e 6$ a
pega, chitas largas de modernos e escolhidos pa-
drees a 240, 260 e 280 rs. o covado, lequissi-
mos challes de merino estampados a 7?P e 85P ">
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 9 cada um, dilos com urna s palma
muilo finos a 89500 rs., dilos lizos com franja
de seda a 5$, lengos de cassa com barra a
100,120e 160 rs. cada um, meias muilo finas
para senbora a 49 a duzia, ditas de boa qualida-
de a 3 e 350O rs. a duzia, chitas francezas
de ricos desenhos para coberta a 280 rs. o cova-
do, chitas escuras inglesas a 5900 rs. a pega,
e a 160 rs. o covado, brim branco de puro Hnho *
a 1, 1200 e 1600 rs. a vara, dito preto
muilo encorpado a 19500 rs. a vara, brilhantina
azul a dOO rs. o covado, apalea de differenies
cores a 3600 rs. o nevado, casemiras prelas fi-
nas a 2500, 3^ e 39500 re. a cavado, cam-
braia preta e da salpicos a 500 rs. a vara, e ou-
tiasmuilas fazendas que se far patente so com-
prador e de todas se darlo amostra com penhor.
BASTOS
Na ra Nova o. 47, juoto a Coooeigao dos Mi- ^
litares, acabam de receber nos grande sortimen-
to das verdadeirat camisas inglezaa pregas lar-
gas estreitM peiloc, collariohcs a punhoa de
linho. coma teja grande qunnUdade tomamos
a (leiiberacao de vender pelo diminuto prego de
359 e 40 a duiia, uniformes de casemiras do co-
rea a 20f, 25 e a 30, assim como muitas outras
fazeadat que 16 com a vista que se pode reco-
nbecer o que barato.
Admiravel pechin-
cha a 3,500 o corte.
Na loja do Pavao*
Graode e variado sortimento de cor-
tea de cambraia de seda taoto de barra
como de xadrez, de listas ou de flores
matisadac fazenda de 8| que te vende a
30500 para aparar dtoberro: na rna.
da Imperatriz n. 60, loja de Gama &
Silva.
Cjbs~^


**
MfM.
HI
jm*M 3t tiMAMKK.,- UBCi FEIl ft U AGOfSOH M61.
(7)
Lindas caixinfeas
com necessarjjjs para costura
Acaba despegar par*. loja d'aguia branca mui
lisdaseeUiohaa matizadas, con peino, teaoura,
T|WM"'" aaWhela aguioairo, dedal e pooteiro,
tuda praado a de apurado gosto, eram urna
caixinha escolente para uro prsenle, e mesmo
para qualquer seahora a possuir, e vendem-se a
10 e 12 : na> lo,a d'aguia blanca, ra do Quei-
mado n. 16.
Vende-ae urna casa na ru do Rosario da
Boa-Vista n 42, com muitos coromodos para fa-
milia : a tratar na mesma.
4 2.500 o covado.
Dama'co de seda boa fazenda, encarnado, cor
de canoa e branco.
Manteletes de fil preto enfeitados com bico a 5.
Damasco de la coa 6 palmos de largura cova-
do a l5UO.
Chelea de merino bordados a velludo superior
fazenda a 8.
Cortes de casemira de cor a 39500.
Seliaa Maco superior a 28500.
Casemira preta setim superior a 2500.
Pecas de indiana finiasima com 10 varas a 8$.
a ra do Crespo loja o. 10.
0 EIS&O CRITICO
Sobre a viagem ao Bra-
sil, em 1852,
DE
Carlos B. Mansfield.
Tacha e mocadas
Braga Filho & C., tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandasor-
maato da tachas e moendas para enfenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na roa do Trapiche
n. *.
Veude-se o engenho Triri, sito na comarca
do Cabo, com as proporgoes seguintes: dista da
estrada de ferro urna legoa, e podo para embar-
que em distancia de 200 bracas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muitos terrenos para se
abrirem com facilidade, ha grande cercado e
muitas matas Este engenho novo ebem obra-
I do ; a tratar na ra da Praia n. 47, seguodo an-
dar, ou no engenho Cafund, sitio em distancia
de meia legoa da eslago de Olinda com o abaixo
assignado.Joo Pees Brrelo.
POR
A.. DE PASCUAL..
memoro do Instituto Histrico e Geographico do
Brasil, e de outras corporacoes scientiflcas e lu-
teranas estrangeirss etc., etc.
Dous volumes em 8o ornado com urna vinheta.
Prego de cada assignatura, pago no acto da
entrega do 1 volume, 5.
Attencao as seda* de quadrinhos a 720
rs. o covado.
Vendem-se sedas de qua-
drinhos muito encepados a
720 rs. o covado e diti a 560
rs. :oa ra da- Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
Anda ao
Pavo.
Chita baratas.
Vende-se chitas escuras de
cor fixas a 4$500 a pega a 120
rs. o covado por ter um pe -
queno toque de mofo: na ra
da Imperatriz u. 60, loja de
Gama & Silva.
Vende-se por prego comraodo um escravo
de cor preta, bonita figura, mogo e robusto, o
qual proprio para todo e qualquer servigo: pa-
ra ver tratar ua iravessa do Carioca armazem
numero 2.
Chales de merino estampados a 29500 : na
ra do Queimado o. 22, loja da Boa f.
Trapiche
BARAO LimUIENTO
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender neste novo es*
tabelecimento o seguinte:
Cera de carnauba em porges ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 a 4 arrobas
Barricas com cebo do Rio Grande em porges
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a
2 arrobas.
Meios de sola diflerentes qualidades em porges
ou a retalho.
Courinhos cortidos.
Parinha io mandioca por 1J500 a sacca.
Farello em saceos grandes por 35800 a sacca.
Attencao.
Vende-se um grande sitio com boa baixa, urna
camboa para olaria, e trras muito boas, sendo
inteiro ou a retalho : qnem o pretender, dirja-
se a estrada nova do C3chaog, a tratar cog Je-
rnimo de Uollanda Cavalcauti.
Cortes de meia casemira de urna scdr, fazen-
da superior, pelo baratissimo prego de 2 cada
um : na ra do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Chales de merino estampados a 29500 : na
ra do Queimado o. 22, loja da boa f.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente receido de sna
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quem quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
n9mmm ros mmmvKm
4 Ia* da bandeira
4 loja
[Nova loja de funileiro da]
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos di Ponseca participa a
todos os seus freguezes tanto da prega
cmodo mato, e juntamente orespeita-
vel publico, que tomou a teliberago de
bailar o prego de tolas assuas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
sortimento de bahs e bacas, tudo da
differenles tamanhos e de diversas cores
em pinturas, e juntameute um grande
sortimento de diversas obras, contendo !
bauheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas para caf e eamas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como- seje bahs grandes a 49' e peque-
nos a 600 rs., bacas grandes a 59 e pe-
queas a 809 rs,, cocos 13) a duzia. Re-
cebe-se um o (Acial da mesma offloina
para trabaIbar.
Coral d
e raz
Vende-se muito bom coral de raz, o o a 19'
na rudo Queimado, lajatVefuiabranca n. 16.'
Entre-meios
os melhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca recebeu um explendido
sortimento de entremeios de delicados bordados,
e gostos inteiramenle uovos, com differenles lar-
guras, do mais eslreito at mais de 1|2 palmo,
suas diversas applicages escusa dizer-se porque
todas as senhoras sabem : os precos sao de 2 a
59 a pega conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o bom, iofalli-
velmente os comprar : na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado o. 16.
VBw iiwus^s viRVMVcire wC15viC m
, Attencao g
JFazendas e rou-j
pas feitas baratas. |
NA LOJA DE
PORTO
48- Ra da Imperatriz48
Jauto a pailaria franceza. jj
S Acaba de chegar a este estabeleci-
ment um conoDleto e variado sortimento ff
I deroupas de diversas qualidades como | sejam : grande sortimento de palelots 8
8 de alpaca preta e de cores a 39 e 3950O, %t
ditos forrados a 4$ e 496OO, ditos france- R
zes fazenda do 109 a 6&500, ditos de me- K
ri preto a 69, ditos de brim pardo a *
3g800 e 49, ditos de brim de cor a 39500, ft
O ditos de ganga de cor a 39500, ditos de g
IB alpaca de la amarella a imitago de pa- 8
2 Iha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
m casemira a 49500, 5$ e 59500, ditos de f
g casemira saceos a 138, ditos sobrecasacos S
m a 15jf, ditos de panno preto fino a 209,
S 23g, 289, ditos brancos de bramante ?
* 39500 e 49, caigas de brim de cora 18800, f
m 2g500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di- S
tas de meia casemira a 39500, ditas de fk
casemira a 68500. 7$500 e 9*, ditas pre- J>
tas a 48500. 79500, 9 e 108, colletes de
ganga franceza a 18600, ditos de fusto Jf*
2*800, ditos brancos a 2g800 e 39, ditos $
Sde setim preto a 38500 e 48500, ditos de <
gorguro de seda a 48500 e 58, ditos de
K casemira preta e de cores a 49500 e 59
f ditos de velludo a 79, 8J e 9.
8 Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam caigas, colletes, pa-
II letots, camisas a 18800 e29,ditas de fusto
O a 28500, chapeos francezes para cabega
II fazenda superior a 6850O, 8g500 e 108,
g ditos de sol a 6g e 68500, ditos para se-
m nhora a 4$500 e 58- Recebem-se algu-
jj mas encommendas de roupa por medida
jj e para isto tem deliberado a ter um con-
Stra-mestre no eslabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente asua arte. 1
Fazendas.

Aobarateiro da ra da Imperatriz n.
48 juntpa padaria franceza, vende-se:
|H ricos cortes de cambraia brancos e
P bordados com dous folhos a 68000, ri-
1E eos cortes de vestido de sela escocesa
g pelo brrato prego de 12$, cambraias lizas
1| muito finas com 10 jardas a 38500 e 49 e
? de Escocia a 68, saias a balo de arcos a
^ 28500, cortes oe chita franceza achamaU<-
I tada com 14 covados a 58, pegas de cam-
ff braia lisa para forro com nove varas a 29,
ja e um completo sortimento de chita fran-
g ceza a 240, 260 e 280 rs. o covado e das
5 fazendas por pregos commodos.
is ftig-MB^e MB fiiS a^SiJ ^***' "u^- *** *
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre seencontrarao as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para homem como para se-
nhora, por serem recebidas por todos os vapores
viudos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
prego de 25500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
Maces
o
Chegaram as bellas magies por serem grandes
e perfeitas, vende-se aos centos e em caixas e a
retalho : no deposito de Sodr & C, ra eslreita
do Rosario o. 11.
Aranaga' Hijo & C.
vendem oncas deouro: na ra
do Trapiche n. 6.
Muita grvala ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de grvalas de differenteaVgos
tose qualidades, e por pregos taes que em ne-
nhuma outra pariese acha, como seja, gravati-
nhasestreitas bordadas a 800 e 1$, ditas pretas e
de. cores agrada veis a 18, 19200 e 19500, ditas
com ponas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim maco alg5G0. Pela variedade do sor-
timento o comprador lera muitas de que se agra-
de : oa ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
MttKClA
IM&O LOW-MO W,
Rua da Seo zalla Nova n.42.
Ueste 33tabelecimento contina ahaverua
completo sortimento da moendaseeias moen-
das para engenho, achinas de vapor e taixas
te ferro batido a coado, da todos osfamanhos
para dito,
A12#000
a duzia de toalhas felpadas superiores; na na
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andares e
totio na rua de Santa Rita : a tratar na rna dea
Cruzea n. 18.
Vnde-se leite liquido : no pateo do Garmo
casa de Banhos, a 320 rs. a garrafa, das 7 e meia
a9-
para vestidos de senhora e
roupinbas de criaacas.
Na loia a-'aguia branca se encontr um bello
sortimento de franjas deaed, la e liuho, bran-
cas e de cores, propriaapare enfeites de vestidos,
aasim como urna diversidaue de galio de seda e
liuho, brancos e de corea, aberto fechados, lar-
gos e eclreitos at o mais que possivel, trangaa
tambero de seda, la e linho, de differenles quar
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar etn taes cousas : por isto quem precisa
de taes objeclos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na rua do Queimado n. 16, quesera bem
servido.
Laja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Palo tota de panno preto a 229, fazenda fina-,
calcas de casemira, prelaa e de corea, ditas de
brim de ganga, ditas de brim branco, paletn
de bramante a 49, ditos de fusto de cores a 4a,
ditos-de esta menha a 4#, ditos de brim pardo a
39. ditoade alpaca preta aaccoa e sobrecasacos,
dolletea de velludo pretos e de crea, ditos de
eorguro de seda, grvalas de linho aa mais mo-
beruas a 200 rs. cada urna, collarinhoa de linho
ga uliima moda, todas estas fazendas se venda
paralo pa/a acabar; a loja est aberta das 6 ho-
"as da manba at aa 9 da noite.
Lingui^as do serloe
queijtts de qualha.
Vendem-se linguigas muito boas a 320 rs. a
libra, queijos de qualha muito frescos a 480 rs. a
libra, espermacete boa qualidade 720 rs., em cai-
xa se faz abatimentn, gomma de araruta da me-
lhor e maisalva que ha a 160 rs. a libra, dita a
80 rs., passss muito novas a 480 a libra, em cai-
xinhas se fi abatimento, e outros m&is gneros
muito bons e mais baratos do que em outra qual-
quer parte : na travessa do Paraizo n. 18, venda
dintada de azul.
Machado & Ro-
drigues,
Vendem era seu armazem, confronte o consu-
lado provincial, na rut da Madre de Dos n. 6, o
farello de Lisboa muito superior da afamada e
bem conhecida marca N a 4g iOO o sacro, dito ge-
novez com 90 libras cada sacro a 398110, a fari-
nha de mandioca em perfeito estado a 19500 o
sacco, alhos bons. canastros com 100 mauncas
a 28. charutos da Baha de todas al qualidades
de 2$ a 78500 a caixa, do acreditado fabricante
Simas e Guftavo Laporl. Q3H**
Rua do Crespo.
Loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, ven-
de-se por pregos muito baratos as seguintes fa-
zendas de superior qualidade e modernas, sedas
de quadros raiudos para vestidos de senhora e
meninas a 800 rs., babados largos e transparen-
tes a 38 a pega, entremeios muito Anos a 19500,
capas de merino e fusto para senhora a 59, chi-
tas largas escuras e claras a 240 rs. o covado,
roupes de seda a IOS, pegas de bretsoha de al-
godo a 28, riscado francez muito fino a 180 rs ,
manguitos bordados Gnos a 29, gollinhas borda-
das a 610 rs., alberos de panno felpudo para
homem proprios para chuva a 108, capas russia-
as o melhor que tem vinJo a este mercado a
308, palelots de panno preto a 18S e 208. sobre-
casacas de dito muito Unas a 258, caigas de ose-
mira preta e de cores de 58 a 8J. ditas de brim
branco e de cores de 29 a 59, palelots de alpaca
e de brim de 3J500 a 59, camisas brancas e de
cores fhus a 28, chapeos deso de seda supe-
riores a 68, ditos inglezes a 108, cassas de cores
transparentes a 240 rs. o covado, assim como
outras muitas fazendas que se vendero por me-
nos do seu valor para fechar conlas, vstuarios
de brim e fusto todos guarnecidos e enfeitsdos
para meninos a 29.
Brim branco de linho muilo fino a 18280 a
vara : na rua do Queimado o. 22, loja da Boa f.
Delicados chapeo-
zinhos para bapUsados.
' Na loj d'aguia braeea se acha mui nevoe e
delicados cfaanaeztaHaoav tare- baplisados obra
mui permita e m enfeitada, sendo cada ua em
sua aonilacaixinha, e pelo baratissimo prego de
69, ninguem deixar de oa comprar : oa loia d'a-
guia branca, roa do Queimado n. 16.
. Vende-se porgao de quintaea de ferro em
vergalhea quadrados de varias groisurae e
chumbo em barra ; no armazem da travessa do
Carioca n.. 2,
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda a bem conhecida e provei-
losa opiata ingleza para dentes, cuja bondade
apreciad por lodoa quantos delta tem usado, e
ser mais por quem quizer conservar asgenglves
em perfeito estado, assim como a alvura dos
dente; cusa cada c.ixa 19500, e por tal prego
.so deixaro de comprar quaodo a nao acharen)
ia a loja d'aguia branc. na rua do Queima-
do n. 16.
Feijo de corda
No armazem de Tasao rmeos, rua do Amorim
numero 35.
Enfeites de cabera.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n. 1 B,
chegado um completo sortimento de enfeites
para senhora, sendo uliima moda, que se vende
mais barato do que em outra qualquer parte.
E* de graca.
Ricas chapelinaa de seda para senhora, pelo
baratissimo prego de 169 cada urna: na ruado
Queimado n. 22, loja da boa f: (a ellaa.queso
poucas}.
Sal do Ass,
a bordo do Garibaldi ; a tratar com Tasso r-
meos.
Cal virgem de
Lisboa em pedra,
Veode-le amis nova que ha no mercado por
prego muito commodo : nicamente no largo do
Gorpo Santo, trapiche da companbia.
Feijo macassa.
A 5} a sacca de feijo macassa novo : nos ar-
mazees de Tasso Irmos;
Libras sterlinas.
Ha para vender, na rua da Cadeia do Recife n.
12, em casa de Bailar & Oliveira.
O torrador!!!
Quem duvidar venha ver; manteiga ingleza
peifeilameote flor a 19 a libra, franceza a 640 e
a 680a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra massas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros muitos gneros perten-
centes molhados, ( a dinheiro vista.)
Bonecasdecamur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
booecas de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia bailo, ele etc.,
vista do que, e de sna muita durago sao bara-
tsimas a 18200, barato assim s se encontra na.
loja d'aguia branca, rua do Queimado n. 16.
Pennasdeaee +
inglezas, caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda as verdadeiras pennas de ago ingle-
zas, caligraphicas, cuja superioridade est deci-
dida, e ainda assim contina a vende-las a 29 a
caixinha : na loja d'aguia branca, rua do Quei-
mado d. 16.
55Rua da Imperatriz55
Vende-se urna porgo de ripas de louro para
estuque e sT de encommenda e prego razoaveK
55Rua da Imperatriz55 \
Vende-se urna carroga de couduzir gneros d/
alfandega, por prego commodo.
55Rua da Imperatriz,55
Vende-se um cabriolel de 4
rodas americauo par? um e
dous cavallos, com o arreios
oecessarios, em bom uj'so e pre-
go commodo. >
Dous cabriolis
Enfeitesdeborngosto po-
ra sepbras.
A loja d'aguia i branca est recen tem ente pro-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para/senboras, sendo os afamados e
delicados entalles de torcel com franjas e borlas,
oulros tambptn de torgal de seda enfeitados com
fr d,e/corea e borlla ao lado, outros de
tas toa eDle enfeil8ao com aljfar, e borlo-
'orprnW*J ode um aPurao gosto e perfeigo,
-.Ya* 5* e 10* 9i0 Datoa vista daa
im destas qualidades ha outras para
io oa rua do Queimado, loja d'aguia
dem-se muito em conta quartolas de*
qualidade, propnas para deposito d'a-
aaas particulares e stlios, e tambera por-
neis grandes de boa madeira, que sao
>ara depsitos de mel, e psra as distila-
eogenhos, os quaes se vendem a dinhei-
irazo, conforme se convencionar: para
alar, na Iravessa do Carioca, armazem nu-
mero 2.
conta dous
com ar-
na rua da
Vendem-se muito em
cabriolis sem cobert.
reios e outro sem arreio
Imperatriz n. 55.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a nielhor que tem
vindo a este mercado a 89500 a arroba a prazo
ou a dinheiro.: a tratar n roa da Cadeia do Re-
cife n. 7 "> Da rua da Imperatriz n. 60.
wLa em bo-
ender a Bran-
liche Novo nu-
Genebrada Hollai
tijas.
Vende-se na casa de
dis i C. : na rua do Trai
mero 16.
Deposito ara
de moldar, cadinhos de todo?, os nmeros, cobre
em leogol e rodas, lalao em fclha desde a gros-
aura de papel at o mais grosso preciso, estanho
em barra e verguinha, laxos de cobre a 850 rs s
libra, chumbo em lengol e barra, telhas de vidro,
e outros muitos objectos de-metal : na rua Nova
defronte da Gonceigo n. 38.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commo-
do : na rua nova de Sania 3a n. 65.
'A2ocorte.
Cortes de riscado francez com 14 covado pelo
barato prego de 29 no armazem de fazendas da
rua do Queimado n. 19.
ARMAZEM'
DE
ROUPA F
e venham comprar ricos vestidos de cambraia
bordados de duas saias, muito finos a 109 cada
um : na rua Nova n. 42, loja de Tertuliano Can-
dido Ramos & C.
A 5#000!!!
Chapeos de caslor branco raspado a5#cada um:
vende-se na rua Nova n. 42, loja de Tertuliano
Candido Ramos & C. .
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desla praga e os de fra, que tem
exposto venda sabode sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na rua do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
za simples sem mistura alguma, como aa de
composigo.
Camisas ingle-
zas,
fazenda muito fioa, peito de linbo, pregas largas,
a 40# a duzia : na loja n. 20, rua do Crespo, es-
quina.
Venda de propriedades
Vendem-se as casas lerreas sitas na rua atraz
da matriz da Boa-Vista n. 30 e 32, Rangel n. 79.
e rua do Forte n. 26, todas com solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza,
rua do Queimado a. 12, primeiro andar.
Cortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 a 3 babados a 59: na rua do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Gravatiohas estreitas.
Vendem-se superiores gravatiohas estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo prego de 19 ; na rua do Queimado n. 22,
loja da boa f.
1 Z i"
ir
>
DE
1 .Joaquim Francisco dos Santos.:
ItaJADO OUEIMDO 40!
Defronte do becco da Congregacao letreiro verde.
Neste eslabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambera se manda eiecutar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Eocyclo-1
pedica |
Li^ia Ac fazendas
gRua do Crespo numero 17.8
Guimares & Villar. 1
m Para acabar com certas fazendas ven-
jo demos baratissimos :
B Chapelinas de seda de riquissimos gostos fm
8 a 129 cada urna.
Ditos de palha de Italia a 289i f|
S Gollinhas e manguitos de punho de su- u
perior qualidade a 39.
Casias de cores fitas e delicados padroes tt
a 280 rs. o covado.
JE Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo S
S quanto pertence para adornos de se- i
M nhora porbaralisstmos pregos.
, Calgado Meli de 2 solas e sola fioa. W
{Para horneas.
Grande sortimento de roupas feitas e S
chapoa de todas aa qualidides.
*!Wrl5ie-5ie5PSi5^!e-9!SrflT!9IQsl
Vende-se a lodos miudezas baratas
Apparega dinheiro que a vista faz f ;
Correi iregueziohos s estrellas gratas
Que no Rosario divisam a loja que .
Loja das tres estrellas, rua
larga do Rosario n.35
Neste eslabelecimento queima-se sem reserva
de prego : Fitas lizas e lavradas fins, bicos de
linho e de seda, labyrinthos, rendas, babadoa-de
linho do Porto, trausis e franjas de seda e de la,
galo branco para eofeila de vestidos, enfladorea
para-roupes de linbo e de seda preta, botes de
metal para caiga, ditos de massa para palelots,
ditoa de retroz para casaca, ditoa de vidro e de li-
nho para casaveques, brincos e rozlas douradas,
escovas para falo, para sapatos, para deolee e
para unhas, Iramoia em pecas de quinze varas,
,cruze e vernicas finas, rosarios de Carolina e
de osso finos, Unhas de meada, de peso e dcar-
rete), enfeitea de fita e de idrilno, carteiraa de
marroquim e de cbagrem, ditas grandes para pa-
pis, requife preto de lia, caixas de bfalo, de
massa, de chumbo e de raz para tabaco, relogios
par* meninos, dedaea de metal branco e ama-
relio, esporas pira sallo, phoaphoroa em caixaa o
em barrizioboa, estampas de santos finas, colo-
ridas e em fumo, pequen>a e grandes,, ditas em
quadros, sortimento de froeos, fio para sapateiro,
fita com clcheles, sombra para flores, grvalas
de seda, goardanapos de linho, oaixiubas de tinta
para desenbo, golas de aeda preta e de cores, fita
de reliado preta e de cor, luvas de seda, ditas de
torgal sem dedos, ditas de Jouvin que se vende
al por 209 rs., laques finos, meias 4e algodeo de
loda a qualidade, ditas de seda preta, medidas
para alfaiate, estojos de navalbas unas para bar-
ba, pinceis para dita, pentea de marfim e de mas-
sa para limpar a cabega ditas de tartaruga vira-
dos, sapalinhos de mevin ios e de la, tiatairss
de metal, caivetes fiaos para pennas, thesouras
de diversas qualidades, e moitaa outras couaaa
tendentes ao mesmo negocio que ludo se vende
por todo o prego para acabar.
Casacas de panno preto, 409, 359 e 309000
Sobrecasacs de dito, 359 a 30900
Palitotsdeditoe de cores, 359, 309,
25$000 e 209000
Dito de casimira de cores, 22#000,
159, 129 e 99000
Ditos de alpaka preta golla de vl-
ludo, llgOOO
Ditos-de raerin-stim pretos e de
cores, 9$000
Ditos de alpaka da cores, 59 e
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e
Ditos de brim decores, 59, 49500,
4JO00 e
Ditos de bramante da linho branco,
63OOO, 59000 e
: Ditos de merino de cordo preto,
. 159000 e
Calase de casimira preta e de cores,
.129.109, 99 e
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 59 e
Ditas de brim branco de cores,
5g000, 49500 e
Ditas de ganga de corea
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12|, 9$ *
Ditos de casemira preta e de corea,
liaos e bordados, 69,59500, 59 e
89000
395OO
39500
39500
4f000
80000
6$000
49500
29500
3J000
89OOO
39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda a setim branco, 69 e 59000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 78000, 69OOO e 59OOO
Ditos de brim e fusto branco,
39500 e 39OCO
Seroulas de brim de linho 29300-
Ditas de algodo, 18600 e 1J280
Camisas de peito de fusto branco
e decores. 29500 e 2300
Ditas de peito de linho 68 e 39000
Ditas de madapolo branco e da
cores, 89, 29500, 29 e 19800
Camisas de meias 1{000
Chapeos pretos de massa,francezes,
formasdaultimamoda 108,89500e 79000
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29000
79000
9800
9500
Ditos de feltro, 69, 58, 49 e
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes,149, 128, lije
Collannhos de linho muito finos,
noTos feitios. da uHidra moda
Ditos de algodo
Relogios de ouro, patentes borl-
sontaes, 1009, 909, 809 709000
unos deprata galvanisados, pa-
tente hoaoolaes, 408 309000
Obraa deouro, aderegos e meioa
aderegos, pulseiras, rozetaa a
anneis
Toalhas de linho, duzia 129000 a 109000
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ELIXIR DE SAUDE
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Citrolactato de ferro .
Cuito deposito na botica de Joaquim Mavtinuo
da CruxCorreiaA C, roa do Cabag 11. 11,
em Pernambaco.
H. Thermes(deChalais)antigo pbarmaceulico aprsenla boje urna nova preparaco deferro,
com o nome de elixir de citro-laclato de ferro.
Parecer ao publico umluzoempregar-se um mesmo medicamento debaizo de formulas to
variadas, mas o homem da sciencia comprahende a necessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
A formula 6 um objecto de muita importancia em therapeutica ; um progreaao immenao,
quando ella, maniendo a.essencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas ai
idadea, para todos os paladares e para todos oa temperamentos.
Daa numerosas preparagoes de ferro at hojeconbecidaa neuhuma rene to bellas qualida-
des como o elixir de cilro lacUto de ferro. A. seu sabor agradavel, rene o toroar-se em urna pe-
quena dose, o ser de urna prompta e fcil dissolugo ao estomago, de modo que com pie la menta
aaaimuado; e o nao produzr por causa da lactina, que contem em sua composico, a constipacao da
venir* lao fcequentemente provocada pelaa outraa preparagoeserroginosas.
k., E*.u*no*M1lIaliade8 em nada alterara a sciencia medicamentosas do ferro, que aendo urna
?!..Vr ^ual O"?"1080*0^ dispensa* em sua dinica, de incomparavel utilidad*
T.1 VnL- muU ?'** lhe d&- PWnedade taes que o ortico o pos,a prescrew sem receio. E' o
Siui?10 *h,rm.oell04> Thermea com a preparagao do citro-laclato etrro. Assim eate
Sit.T^.rOC^pah?.,*oprJnie,r?lu8ar entre numeroaas preparacoes ferroginosas, tomo o
S?i." nau'l .BaedJ,C0S autiootoa que o tem ensaiado. Tem sido empregado como im.
h^rrWtLnM^0letl,8delao^^(cUor^^w- es; na debilid.de aubaequsnte aa
m^aImuSSL' hydrPPMia-qs|ipaiceaa depoia-dasioieraiitenleB na ineontinenoia : de urinas
^^^^"PT-*^*1^'"^^^1^^1^41* "" PurPM haaaorrhagiea, .
Snl?^ da"noLMl1" *yeB- M c*loro-arieirid^aaaUhesgrvidaa, em todos oa cato.
Sn.. ?.Z^ 89* 2 mPobread(> o- 'da pslasfadigas affecge. cbronicasb cachexia tuber-
wjMa^uancroaa.syphiiiUea, excesaos venreos, onanismo e uso prolongado daa uaajtcacMaaar*
curiaos.
asadles
Ncoafceeid
da larra
Batas euermidaaes sendo mui frequestsa aeado aferr a prinpat ubstaaeia d a
ilesa de locar mas para aa debelas, o aathor de catan laatale du farra .neveos iouvoras e
ateamente haaaaidade per ter descoserlo urna formada pala qual se pue asm receio uaat>
Escrayos fogidos.
Achim-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em seterabro do armo proxira-
passado, com os signaes seguintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos pretos
annellados; e Luiz, cabra, natural do Ico, fugio
do em margo desle anno, e com os seguintes sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muito pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guns signaes de bexigas no rosto, e muilo re-
grista ; suppe-se este escravo estar oceulto por
pessoa que o proleje, pelo que protesta-se contra
quem o tiver feito : qualquer pessoa que os ap-
prehenderou delles der noticia a seu seolior Joo
Jos de Carvalho Moraes Filho, na rua do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Desappareceu no dia 13 do corrente, do si-
tio de S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com oa
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jus Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo ne
sitio cima citado, ou na rna do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Fugio no dia 31 de julho do corrente anno,
as 7 horas da noite, urna eacrava de nome Bar-
bara, que consta andar pela praga da Boa-Vista,
com os signaes seguales : altura regular, cheia
do corpo, falta de dentes de cima na frenje,
crioula, rosto redondo e luxido, levou vestido de
cassa branco ja usado, chales de ganga encarna-
da com franjas brancas e bordado branco ; por
isso roga-se as autoridades policiaes e capies de
campo a captura delta, e leva-la a seu senhor na
rua da CruzdoReufe n. 15, segundo andar, que
sero generosamente recompensados.
Fugio do engenho Dromedario o escravo
crioulo de nome Canuto, de idade 19 a 20 annos,
bem preto, nao tem barba, altura regular, bom
corpo, bonitas mos e pea, fajla-lhe do ua dentes
da parte de cima ; esta escravo foi comprado ao
dia 31 de julho prximo paseado, e fugio no mes-
mo dia, ejulga-se ter vindo a esta praga por ter
bastante conbecimento : por iaso roga-se da
quem o pegar, de leva-lo ao mesmo engenho ci-
ma ao seu aeabor Sebastio do Reg Barreto, ou
nesta praga na rus da Moeda n. 5, casa de lia-
noel Aires Ferreira.
Fugio no dia 1" do correte mez o cabra de
DomeMaaosl. natural do Araeaiy, altura regular
cabaos redonda e usa pouco chata, beigos groaaos,
e quando anda baiaoca coas o corpo, representa
ter 20 a 24 anco daisade, leveu ealea e carniza
d ahjodaa branco a urna de las por cima e cha-
dode fellco preto: quem a apprehender poda la-
,a-lo rBads.qamaaadon: 78i quesero generosa-
}


,* mmm i
(8)
ttMO 01 riRIAMBOOO. I- TERCA FKIRA M AO0S1 ft
Litteratura.
.s-.
.>
Conferencias de Nessa Scnliora de
Pars.
[Stima conferencia.)
E fioto, senhores, a obra da sfiducago atlin-
gluiaua orgem, por que o proprio menino est
ferino no roais iutimo le sos vida: com a pie-
dade elle perde essas aspirages qu elevam por
seu curso natural, e vo por si ra-smas de baixo
para pirn-a, isto do homem a D-us^\di lem eo
cu. \-st] o verme roedor da educaVo devora
a ptedf.de, e tira vida o primeiro principio de
sja elevago. '
E en quanto elle a descori pelo timo, a mi-
na pela base a destrn de alto baixo; /por que o
raenDO com sua piedade nao tardar perder a
f, e a abitar sob si rnesmo a base de sua propria
Tida. l
O que pensaes que do ordinario desire a f
n'uma alma joven? Regra g?ral. aseouualida-
de que alcanga um corago jovem. Qutando o
fiMi'ii d'um moniuo est puro, como enn seu
primeiro dia ; quando s tem conhecido as "ale-
grias da innocencia, as ternuras da familia e^s aieole o contrario;
doces emocoes da amisade; quando sua vidaVj ?
nssemelha-se a um lago tranquillo, a um espelho*1
vicgo profunda nao resisten a un quarto de ho-
ra jse prazer: provea invenciveis e victoriosas
eldquencias succumbem sob urna erooglo da car-
ne, e no poder deanes ioslinctos grosseiros, que
so esto socegada mente na obscuridad, e s
(riumpham a maior parte ds vezei torga de es-
quecimeoto, duvida e ignorancia. Assim pere-
cen) na educo a religiio e a f.
A essas du is ruinas, que se reduzam a um
umi lercera segu infallivelineote, se nao re
linamente : a ruina do respeito. Para rf"
aos outros e a si proprio, condico necejfaria de
loda^dugojcoavem observar nos na*nens e as
coaaHfcos lados elvalos o brilhjHnes, e deixar
na ibra do mysterio as inflnjeT regioes da vi-
sem mancha, a um puro cristal; oh I ento a
verdad ensiruia-so nelle sem esforz, e ahi per-
manece, como era seu lugar natal: o esplendor
de nosso dogma ahi brilha e reflecte com um f-
cil e doce brilho, como a luz do sol se renaca
sobre o lustre do espelho, sobre a supercie do
lago e na braocura do cristal; entre essa alma
do meniuo e a doutriaa da egreja, ha harmonas
intimas, e nao sei que conspirago secreta e fa-
da ; a baixeza na hiimaoidaM se aproxima tanto
da grandeza, quanto a tacjsndade de respeilsr s
em nos permanece cpm esta condigno. As al-
mas, segundo o disemos, aprendem a elevar-se,
a prenden do a respeitar, aprendem a respeitar
contemplando.grandeza, e costumando-se a ver
as cousas nos homens, nao e que est em bai-
xo, mas o que est em cima ; por que respeitar
obse/var em cima para reconhecer e saudar o
que e grande.
ra. o menino ferido cedo pelo vicio deslrui-
e de sus educago, faz exacta-
esquece a raagestade que se
dor de sua vida
cil intelligencia
; a verdsde natural que brilha
ostenta em sua fronte, a intelligencia que scin-
tillaem seus olhos, tolos osrettexos de grandeza
"aue illumiuam seu semblante, e todas essas su -
biimes aspirarles que se elevam de seu corago ;
desbeza principalmente essas exaltages de es-
pirito,^ essas enlevages da alma, que se elevam
a Deus* mo grado a atlracgo de seus sentidos
e o peso de sua carne. Sim, esquece ludo islo, e
porque i. Por t&r o homem de seus pensamentos,
de suainjagioago, de seus desejos, o homem que
carne, gemente carne.
Assim au'ouco e pouco, mu grado seu, a dig-
nidade hu uan abaixa em seu pensamento. Na
j balanca a que pesa o valor do homem, o ani-
1 s parece pesar alguma cousa
como um facho acceso em sua intelligencia, se
encoulra ahi cora a verdade sobrenatural que Iba
vera da patavra da 6greja, outro arenla allu- \ mal s parece pesar alguma cousa ; e conhece
miado pelas luzes de Deus ; e estas duas verda- por um 1ue"? homem, bera considerado, nao me-
aos no meio desse corago de anjo reconhecem- se como dous filhos do cu. e se abragam no em estimar-ise a si proprio.
mysterio d'uma virginal pureza.
O menino nao compreheode mesmo que a egre-'.
ja, sua me, e a palavra que ella ensioa, acha '
contradictorios ; tudo quanto ella diz ler em sua
alma pura lo facis echos, e aa verdades que
el:a proclama, como dogmas, lhe parecem lo
bem feitas para sus intelligencia, que nao ba
tnais difliculdsde tm receber a luz delias em sua
alma, como nao a ha em receber em um olho
sadio o brilho do sol. Mas chega urna hora em
que essa verdade que entra como em sua casa,
do mais intimo de sua vida, e nelle encentra de
repente urna opposico profunda. Esse puro ta-
cho da f, que al ento brilhou ante si e no meio
de si propiio com urna claridide to tranquilla e
com um esplendor to agradavel, s lhe langa
ae eulo por uiaole urna luz importuna: como
um olho doente foge claridade que ha pouco o
deleilava ; assim essa jovem intelligencia expe
rmenla a necessidade de escapar a esse facho
catholico, que, al ento, esclarecera sua alma
do to bellas vises : ento o adolescente, fondo
em seu corago por esse demonio tenebroso, fo-
ge da palavra catholica, dos livros calholicos, e
de lodos os ensioos da doutrina calholics. E
por que ? Descubri no horisonte delatado de
sou pensamento um sol mais puro, um astro mais
radioso para alumia-lo? Cooheceu, levantndo-
se pela manh, que todo o ensino de sua pri-
meira infancia nao passra de urna religiosa se-
dcelo de sus intelligencia, urna piedosa fasc-
nago de sua imaginago. e urna illuso de seu
pensamento? Nao, nada disto se deu na alma
desse menino: um novo astro nao lhe appare-
ceu, um novosl ODo alumiou : oquafoipois?
Alguma cousa nova collocouse em seu corago: nr\n
a sensualidade chegou at seu coraco. nao sei {.;..
Estou bem persuadido de que elle s v do ho-
mem o que diz respeito & materia ; o homem,
para si, est descoroado de sua aureola e privado
de sua gloria ;\perdeu Lia magesiade. Desde en-
to, como o reiyeilarem e estimaren!, elle que
nao pode mais estimar-se, nem respeitar asi
proprio? \ ^,
Que, por mais que faga, ou que diga, para en-
cubrir sua vergonha com um manto de orgulho e
de altivez, cora Je si mesmo em presenca de si
mesmo?
! Realmente aind-i que esse menino lente legiti-
mar a seus olhos, e absolver em seu peosamento
o vicio que o domina e o deshonra, esse vicio
permanece ante stja razo marcado comvergo-
nhoso signal e com o opprobio de seo nome ; e
conhece que nao disperta ulna seasualidade em
seu corpo seno inllingiudo urna humiliacao
alma. s
Ah I que um menino, como um homem, sub-
meitido a esse despotismo do corpo, conhece o
que o abite ante si'mesmo, sua fraqueza, frouxi-
do e degradaco ; conhece ler abandonado a ios-
lindos ignobeis una magesiade toda real: o
mundo inteiro levantara diante delle altares
sensualidsde que elle adora ; que digo ? o vicio,
como ouir'ora desceram do cu diante delle, tra-
zendo na fronte umt coosagrago divina ; e elle
anda assim nao chegaria a eitiisr-se e a respei-
lar-se ; em vo dir-lhe-hiam : a Tu um Deus,
eu le adoro; elle dira em seu coraco : Sou
um cobarde ; eu me desprezo.
por que alalhos obscuros; entrou nelle, e ahi
reina ; e sua primeira uecessidade expeilir
delle a verdade e extinguir a luz. Honlem, an-
da innocente, o menino com amor e alegra en-
tretinha-se na luz, exultava de salisfago e ven-
tura cora o sol da verdade ; hoje, tornado camal,
nao pode mais support>r-lhe o brilho, e diz pa-
ra a verdade: Deixa-me, e vai-te, Carnalis
homo verilatis tumem prospicere nequis, diz S.
Joo Damasceno.
Tal o menino cujo corago sentio o golpe que
matou sua pureza. Tem quinze annos, nao est
acabado ; sua educago anda nao est feita, e
diz que nao pode mais crer. O que creram S.
Thomaz de Aquino, Bossuet, e com ellos essa
grande multido de intelligencias, sustentando
durante dezoito seculos a cora da virtude, bri-
lhante da gloria do genio, elle nao pode mais
cre-io ; lem contra a religio de sua me razes
profundas que nao dir, porque muilo bom Q-
Iho para afQigir sua me. Que tem pois contra
6ua f o philosopho de quinze annos ? Que tem
contra Christo esse jovem inspirado? Por nao
ser mais cbrislo, tem o argumento de paganis-
mo ; tem contra o espirito a razo do corpo ; sua
carne quer ler razo ; a egreja deve errar, e diz
que ella erra ; oo er mais, por que nao mais
puro. E' toda a philosophia que oppde ao chris-
lianismo o philosopho de quinze annos ; e. de-
t dize-lo, tenho visto em ratona vida alguna
philosophos de quarenta, al mesmo de sesseo- I
ti, que nao tem outra. Ah I senhores, eis a'
grande dr dos qne receberam sobre a Ierra a
misso de defender e propagar a verdade ; sbe-
se que um exemplo, urna palavra, um sopro de I
aensualidade mais forle n'alma d'um adolescen-
lo que essas demonstragoes, anle as quaes se ia-'
i os maiores homens, cujo brilho divino'
Ora, esse menino que forga das opinioes con-
denina a humilbar-se at desprezar-se a si pro-
, como chegar a respeitar os outros ? Elle
que ye em seus pensamentos, que sent em seus
desejos, que torna, em suas aeges. o homem tio
abjecto e avlltado, como poder eleva-lo anda
para conceder-lhe respeito sinceros? Como ele-
va -lo-ha, e far aioda que asss resplandega nos
outros esta imagem de Deus to abaliia e des-
truida em si mesmo? Se ha muitos dias esl su-
jeilo essa ignoraioia, se o tem confessado de si
para si, o nao est looge de crer que ha roda de
si companheiros de seu opprobrio, e voluntaria-
mente adrante seus semelhantes a compartilba-
rem de sua escravido; offender-ae-hia muitose
se dissesse ser elle o, nico escravo d'entre todos
os que o cercam ; e, que. entre tantos soldados,
collocados na vida como em um campo de bata-
Iha, nao ha se nao um cobarde, elle, somonte
ello ; e o desprezo, sahindo de si para alcancar
tudo o que nao fr elle, nao exceptuar pess'oa
alguma, e ser a tentago que mais degrada um
homem : a tentaco do despreso universal. A ex-
periencia aqu pode manifestar a todos os olhos o
que moslra no fundo das cousas.
Salvo as excepgdes possives, o menino Impu-
ro irrespeiloso ; perde o sentido das cousas gran-
des e sanias ; o desprezo une-se sua almi como
urna lepra, e se traduz em sua fronte como um
ferrete.
Como sabis, a ruina succede ruina : naja
mais pureza, piedade, fe respeito ; accrescente-
mos msis pureza e amor; e desde ento, m amablidade haver em um menino.
Oque ha de mais bello e encantador em um
menino, cujo olhar j tem alguna raios de intel-
ligencia, o amor, unido a urna completa pu-
reza.
Esta affeigao sem ferimenlo algum impuro, tem
tino algum sensual, tem um perfume, que se nao
assemelha a outro qualquer, e que as proprias
excelleote que posta experimentar corago do
E' talvez a razo secreta do que noe adraba in-
vensivelmente para o coraco do* meninos coja
pureza tem guardado todo o aroma ; qne nelle
f8. .'?"' Terdadeiraroente o mais suave odor de
felicidade, que sobre a trra se possa encontrar:
a afteicao cordeal, mas ao mesmo tempo inma-
terial ; lo torna e ao meamo tempo to pura que
at nao permits cuidar na materia ; to genero-
sa, que se esquece em seu conlaelo que ha sobre
a trra affeiges e amores egostas.
Sim, senhores, esso perfume de afTeigao, essa
Cor da vida, essa delicadeza do sentimento, esse
puro desabafo do corago, que prepara ao homem
em sua educac.o primaria, a bondade, a ternura,
a dedicago, e essa excessiva suavidde. graga
vigorosa da vida bera educada, oh eu vo lo per-
guoto, o que faz desapparecer ludo isto ? O que
faz com que em poneos dias cesse toda essa bon-
dade, todo esse encanto e desinteresse, toda essa
ternura expanso a suavidde em urna palavra,
toda essa bella Hor de puras affeiges, promet-
iendo na infancia fructos aioda mais bellos da es-
lago do homem ? Ah I Senhores, vossa expe-
riencia, vossas observages e lembrangas me tem
j respondido. Ha ahi a mordedura especialmen-
te mortal desse verme roedor de toda a educago.
Porque principalmente no corago que elle
causa suas destruirles; e sua primeira e talvez
sua mais irremediavel ferida, ha de matar-lhe o
amor e produzir-lhe o egosmo.
Seria muito loogo, e talvez tamben; muilo dif-
flcil, sondar aqui tolo o abysmo do mysterio.
Digamos tmente que quando um menino chega
a procurar sua alegra abaixo de sua alma e de
seu corago, cahe no egosmo.
Nessa regio inferior da vida que decahe, elle
se accommoda ua solido de festins egostas em
que est s. Eotende que amar nao goiar bas-
tante ; repudia as verdadeiras alegras do homem,
lhas da intelligencia e do coraco, da verdade e
do amor; diz ao egosmo : Es meu irmao, e
sensaalidade : _E desde ento desapparecem essas doces affei-
ges que abrem o corago, essas sympathias des-
interesadas que revolvem as entranhas, e esses
deliciosos eolernecimentos da alma que o egos-
mo desconhece.
O' pses mes I por qnem oeste momento
sinto em minha alma sympathias tocantes, dizei:
quando virdes esgotaremse as doces alegras da
ternura filial no corago de vossos filhos? Quan-
do as vossas mais ternas caricias cessarem, com
grande dr vossa, de ser para elle urna filicida-
de? Quando vossas lagrimas nao forem mais para
o seu corago, como urna chuva agradavel. que
fecunda a vida e multiplica a alegra? Ah 1 ser
o da em que, para satisfarer s conveniencias da
familia, recebendo anda vossos affagos, ao po-
der mais mostrar-vos a pureza em seu olhar e
a innocencia sobre sua fronte ; ser a partir do
dia em que um impuro demonio tenha toprsdo
sobre elle.
Encootraes na ternura de vossos Olhos a melhor
parle de vossa felicidade ; parece-vos que nao
podereis viver, se seu corago nao cooservasse o
amor, se sua palavra nao vo-lo exprimisse, e se
seu sorriso uio vo-lo piotasse. Oh! acautelae-
vos, pois, de que esse demonio o toque I acaute-
las-vos sobretudo de que elle nao entre ero seu
corago; porque na mesma hora (eu vo-lo pre-
digo antecipatamente) sahireis desse corago com
sua innocencia : o egosmo nelle tomar o vosso
lugar, e fechar-4 a sua pirrta ; esse corago fecha-
do urna vez, nao tornareis mais a entrar nelle ; o
cu e a Ierra trabalhariam em vo para vo-lo
abrir : tereis anda um rapaz, porm jamis um
Olho.
Ento acabar-se-ho essas franquezas, essas
confidencias e essas ingenuas effuses que ainda
ha pouco l'aziam-vos ler em sua alma, e promel-
liam-vos nella entrar qualquer hora, como em
vosso dominio. Sentiris muito tarde que o egos-
mo a tem sujeitado ioleiramente ; que fez um
dominio para si, um interior para si, segredos e
mysterios para si, onde nem um olhar. at mes-
mo esse materoal olhar, que tem o direito e am-
bigo de tudo ver, nao pode msis penetrar I E o
nitude da vida, ten sentido por ella cessar sua
forga, e anniquilar se tua virilidade.
Quanlos, a qnem a educaco flzera homens, fa-
zendo-os tomar parte na obediencia e na lula,
sob os golpes tardios da sensualidade, lam-se tor-
nado meninos pela frouxido, raquea e impo-
teocta de ua vontade I
Mas precisoconviremque.se a sensualidade,
mesmo na edade madura, pode consumir forga,
destruindo a vontade, bem diversamente lerri-
vel, quando accommette a urna vontade jovem,
que anda precisa de forga. Toda prevaricago,
toda desobediencia Ihodirainuoa forga, enfraque-
cendo a vontade ; mas nao ha vicio que o lira
mais profundamente que o vicio* vergoohoso.
Quando um menino, anda jovem, leve a infelici-
dado de conhecer o seu dominio, perde logo.com
lu do o que j lenho dito, sua soberana, sua liber-
dade, sua vonlade. e com ella toda a honra do
homem.
Nao ha nada que a proste mais lamentavel-
mente na hurailiago da fraqueza, do abatimento
e da impotencia. Cada victoria que o vicio gs-
nha sobre ella leva, como despojo, urna parte de
sua forga ; o habito da derrota o priva at do de-
sejo de urna victoria, e do pensamento do esfor-
co ; e chega urna hora era que o menino pode di-
zer com sigo mesmo : Nao me pegaea mais nada,
porque nada mais posso fazer, nada seno o qu
quer minhi paixo, que apoderou-se de toda a
minhi forga, apoderando se de mioha vontade.
Nao lhe pegaes um dia de trabalho, porque elle
tem horror ao trabalho ; urna Iniciativa, um acto
de coragem, urna hora de resisteocia, urna maai-
festagao de sua forga, pois elle nada disto lem
mais ; um acto de sua vonlade, pois elle ao tem
mais vontade.
Nao, nelle nao ha mis vonlade ; o inimigo
apoderou-se della,e consumiu-a. A menos que
noqueiraes ainda honrar com esle nome esse si-
mulacro, essa phantasms, essa sombra de si pro-
prio ; vontade lo fraca e to impotente, que
para bem denomina-la faltam palavras em nossa
lingua ; vontade fraca, pusilnime, incerta ; von-
tade inconstante, mobil, passageira, nao sujeita;
vontade nulla, emfim, que atiesta no triumpho
da sensualidade a anniquillago da virilidade ;
vontade que uo ple mais querer, ou antes, que'
quer ainda, mas s quer o que exige a fraqueza,
o abandono, e a laxido ; o que nao exige algum
trabalho. algum esforgo. alguma resolugo, e por
assim dizer alguma vontade ; islo o mal, s-
mente ; o mal provindo ioleiramente de urna al-
ma sem resistencia, sem expediente e sem forga.
Com essa vontade entraquecida, inerte e debi-
litada, semelhante a um doente que tem os ros
corruptos e os ervos paralysados, que ser esse
menino ? Trar o signal da virilidade, elle que
tem renunciado espontneamente o sceptro da
soberana do homem ? Nao; ainda que elle fos-
se urna maravilha de genio, trouxesse em sua
memoria intelligencia e imaginago, thesouros
de erudiego. sciencia e poesia, nao teria vonta-
de, e jamis ser um homem.
Que digo ? talvez mesmo que essas faculdades
brilhaotes, como a propris vontade, annulladas
ou aujeitas, estivessera associadas humiliago
da escravdo e esterilidade ; dolado talvez das
mais preciosas faculdades, e capaz das maiores
cousas, nada far, ou nada produzir essa vida
que poderia ser vigorosa, se nao a horrjvei fecun-
didade do mal.
seu genio retteclio. e resplandecen as"obras pri- St" S"* mmmn2*S* puras r"P" ^m
-- neffavel sentimento de bem-estar moral : na
mas immorlaes 1 Dez annos de estudo e de con-
FOLHET1M
OBATEDORDE ESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
XXIV
* i [Continuaco.)
E'impossivel descrever-se a dolorosa estupe-
faego, a irritago insensata, que a resposta de
Antonia produzono mancebo: porem,prevenido
como estava, desta, vez nao trahio por signal al-
gum exterior a raiva que lhe germinava no pe-
to ; ao contrario foi com a voz clara, firme e
pausada que elle replicou :
Agradego-vos o eonselho Antonia ; elle
bom, e eu o seguirei I O grito de horror e de es-
panto que langastes, quando ha dous dias pene-
tre no vosso carro para informar-me de vossa
saude, talvez tenha j activado a curiosidade da-
quelles que chamaes meus bandidos, e desperta-
do as suas suspeitas. A minha visita de hoje
pois urna imprudencia. Sou-vos asss reconhe-
cido pelo benfico aviso qne me destes, tanto
mais quanto tinha j formado o proposito de na-
da arriscar na partida empenhada entre nos ra-
los. Quero gaDhar essa partida, e ganharei I ...
Mas como sou melhor jogador consinto em mos-
trar-vos as cartas. E' minha inabalavel resolo-
go, succeda o que succeder, nao separar-me
nunca de vos, e constranger-vos a partilnar da
minha m ou boa sorte: estou intimamente per-
suadido de qne, se conseguir vencer ou mais ho-
je ou mais amanha a vossa obstinada e inaltera-
vel coostancia, haveis por (ira de agradecerme
o ter feito a vossa felicidade I Agora s me res-
ta accrescenlar que d'aqui a urna semana, ao
mais lardar, a expedigo chegar aos lugares que
tamos explorar, e ento ser-me-ba permittido
Ter-vos a todos os ostaotes sem risco de com-
proraetler a minha popularidade. A importancia
do vosso supposto segredo ser um motivo mais
que suficiente para as minhas assiduidades jun-
io a vossa pessoa. Daqui urna semana, Anto-
nia, se me nao amardes anda, pelo menos ees-
taris de atirar-me ao rosto constantemente o
nome do conde d'Ambron... esse nome querido
Do se extingoir talvez da vossa memoria po-
rem eu farei com que os vossos labios nao tenham
o direito de pronuncia-lo mais na minha presen-
(a I ...
O marquez ergueu-se da cadeira, saudou pro-
fundamente a desventurada moga, e dirigio-se
para a cortina que occoltara a entrada da tenda :
no momento de sabir voltea a eabeca ; esperava
ouvir ao menos um queixume da sua victima.
Amonta con o oslo oceulto entre as mos ti-
V. ? n i ,M Prtl"immowltdade... Cho-
la va ? O nurone lana dad* aaito para
ber; mas recetando eMrefptM. umVfra,
ou a om mpetu qea polnnaa jmj^^..
H'Vide diario n.mr "^"
ordem dos seotimentos humanos o deleite mais
^ -
projectos futuros, se chegasse para junto delia,
fez um esforgo sobre si mesmo, e precipitou-se
para fora da tenda. Foi com iudisivel aensago
que elle sentio o ar fresco da ooite cahir-lhe so-
bre a fronte : tinha a cabega abrazada I
Dous aventureiros con a carabina em punho,
o faco ao lado, e pistolas na cintura, achavam-
se de sentinella diante da tenda que encerrava
Antonia.
O marquez depois das irritantes commoges
porque acabava de passar comprehendeu que se
nao desse ao seu corpo a fadiga o agilag&o, de
que havia elle mister, passaria urna noite de fe-
bril insomoia : assim pois em lugar de entrar na
sua tenda pz-se a percorrer o acampamento.
A' cada passo a voz rude e desconfiada de urna
sentinella. fazendo-o parar, provava-lhe que suas
ordens eram restrictamente obedecidas e que rei-
nava em todas as guardas a maior vigilancia.
Finalmente, depois de urna hora de ama mar-
cha rpida e nao interrompida, decidio-se a re-
colber-se : a frescura da almosphera se tornara
n'um fro agudo e penetrante. No deserto j o
invern se ia fazendoaentir.
Alguna passos antes de chegar tenda o mar-
quez Uopegou n'um corpo estendido por trra.
Quem sois ? o que fazeis aqui ? perguotou
elle em inglez.
God d'm my tout I Sou o filho de meu pae,
e estou descargando ; resmungou com voz gros-
seira e brutal o dorminhoco, que fora assim per-
turbado e inlerpellado no seu somoo.
O marquez proseguio o seu caminho murmu-
rando comsigo mesmo:
Ao puro accentn yanchee deste patife esta-
va eu certo de que elle ia responder-me urna as-
fieira ou urna grosseria Sao muito brutos esses
aventureiros americanos I Entretanto deve-se
confessar que a geale mais atrevida que ha no
mando, mais in fatiga vel e obstinada nos seus pro-
jectos I Se essa raga algum dia melhorar, hade
ser... ora 1 nunca ella ha de ser cousa que va-
ina -. porque a sua forga lhe vem de dous seoti-
mentos que justamente se oppem s grandes
cousas: o egosmo e a cobiga I
Entrando na tenda o marquez poz sobre urna
cadeira a sua carabina, bem como as suas pisto-
las : tirando depois o cinto que aperlava-lhe a
cintura, reclioou-se mesmo sem se despir n'um
pequeo leito porttil coberto com urna colcha
muito una. Urna vela de cera amarella e de fa-
brico mexicaoo allumiava fracamente o recinto
da tenda com os seos raios bagos e vaciltantea.
Emqnaotoo mancebo chamar*em vo em seu
auxilio, e apezar do exercicio qne acabara de fa-
zer, um somno que a agltago dos seas nervos,e a
perturbagao dos seus pensamentos affaslavana para
longedeaaas palpebras.aquelle.a qmamaian havia
tomado por um yankee.entregava-ao a use exerci-
cio bem singular : com a pona de nana faca agu-
cada como o fio de ama navalba abra cuidadosa-
mente urna das paredea de couro da tenda, em
que se achava o marquez.
que ha de mais doloroso ento, nao vossa tris-
teza, sua inlelicidade ; nao ver fechar-se para
sempre um corago onde vosso amor se coosidera-
va to feliz entrar sem esforgo e reinar sem rival;
ver em pouco lempo.arruinada a^ossa obra ; e
essa educago, qaa labios sacrificios e lagrimas
vos custaram, de repente reduzida nada pela
sensualidade, que roe o corago da educago de-
vorando o amor. Ella deu-lhe o prazer, e apode-
rou-se de sua affeigao ; deleitou sua carne,', e des-
Iruio seu corago.
Assim, tudo quanto fortalece, eleva e alarga a
vida na educago, desapparece sob a mordedura
desse verme, que lhe roe urna por urna todas as
fibras vivas. Ah I restar-lhe-ha ao menos o que
depois torna inteiramente de um menino um ho-
mem, o que demos como o signal mais glorioso
virilidade, a forga da vontade? Infelizmente nao;
nesse caminho da vida, so contrario, que o vi-
cio, inimigo da educago, descarrega o seu mais
terrivel golpe, e muilas vezes produz sua mais
incuravel ferida.
Todo o homem queem sua edade madura au-
jeita-se, pelo dominio de sua carne, a esse des-
potismo da sensualidade, sent em sus alma, por
mais forte e robusto que seja, essa ferida profun-
da que o abate, e debilita com o enfraquecimento
delle todo.
A este respeito, podemos dizer com a Escrip-
tura : Ella lem ferido e abatido um grande nu-
mero desses : mullos enim vulneralus dej'ecit ;
e at os mais fortes foram morios por ella : et
fortittimi quique iiterfecli sunt ab ed. Quan-
los homens j leitos, na posse da forga e da ple-
XXV
Era j passada urna meia hora depois que o
marquez se lngara no seu leito assim mesmo
vestido ; e entretanto nao tinha podido ainda
conciliar o somno.
Com o brego esqnerdo passado sobre a cabega,
as costas apoiadas no o travesseiro, e pendidas
as pernas fra do leito, achava-se elle entregue
a um abatimento physico e moral que entorpe-
c a-lhe os ervos, e causa va-lhe no cerebro es-
iranho zumbido. Os seus pensamentos de ordi-
nario to simples, e positivos eram ento obscu-
recidos por urna espessa confusio; em summa
era to grande o seu torpor, que, looge de com -
bater essa dupla lethargia do corpo e do espirito,
a aceitava pelo contrario com alegra semelhante
i que experimenta o viajante cahiodo de fadiga,
quando par elle sa a hora do repouso.
Eotretanto om ligeiro ruido, que parecen-lhe
ter ouvido, f-lo erguer pesadamente a cabega ;
mis, persuadido de que se tinha engaado, dei-
xou de prestar atteogo.
Sbito porm eatremeceu ; acabava de sentir
om sopro hmido pasaar-lhe pela fronte, e quasi
no mesmo instante urna voz Irnica e claramente
accentuada retii dous passos de distancia, e
f-to sallar sobre o leito.
Que bello quadro apresentara o somno e o
repouso do justo I dizia essa voz em francs.
O primeiro movimento do marquez foi langar
mo das suas pistolas; j nao asachou no lugar
em que as tinha deposto: o segando foi querer
erremessar-se para fra do leito ; urna mo de
ferro porm ausleve-o.
Nao gritis, nao digaes urna palavra, ou
matar-vos-hei. Bem : mostraes-vosrazoavel. De
sejo q je tenhaes passado excedentemente desde o
ultimo dia que nos vimos em S. Francisco.
Joaquim Dick I murmurou o marquez d'Hal-
lay.
Elle mesmo para servir-vos. Permitti-me
porm que me sent; venho de andar de restos
quasi urna milha antes de aqui chegar: esse ge-
nero de locomotiva exige extrema teosa o dos
msculos; estou por tanto muito fatigado I
Antes do Bitedor de Estrada terminar esta
phrase j o marquez d'Hallay, justiga ae lhe fa-
ga, tioha recobrado toda a sua presenga de es-
pirito, e sangue fri.
O que queris de mim, Sr. Joaquim? Qne
motivo me d a honra desta vossa visita noctur-
na... um pouco irregular?
Irregular I Eis-aqu uaaa exprsalo que mui-
to vos agradego, seohor: porque emfim pode-
rieis taxar esta visita de inconveniente. A minha
desculpa est na urgencia do urna communicago
assaz importante que teoho a fazer-vos: e de-
pois, sabis perfeitameute que no deserto oio se
muito rigorista a respeito de etiquetas, e tole-
rara-se certos modos de praticar... Mas estaos
distrahido ; oio me atindela I O que que as-
sim ooeupa a vossa altatelo ? ah t sao aa vossas
pistolas? Eu as colloquei, bem como a carabina.
Ainda que muito occapado oesse trabalho que fra do vosso alcance, justamente para evitar-
elle desempenhava com summa aciividade e pru-jvos ama distraeco... Bom I J nao sao as pisto-
dencia, todava oio deixava de prestar atteota-Ilas: estaos sgora a preparar-ros para dar um
mente o oivido aos menores ruidos qne se eleva-1 salto sobre mim I Tomae sentido : essa manobra
vam no meio do silencio da noite. me muito familiar... Tenho muitas reas cga-
Agora, oois^ que todo os grandes elementos
da vida moral esto arruinados pelo vicio vergo-
ohoso e devastador da vida em sua primavera ;
agora que a propria vontade perdeu sua energa,
forga e todo o seu poder, para fertilisar a vida ;
que vira a sordessas faculdades que s tem com
a educago urna relago menos directa, e que pa-
recem feitas principalmenle para dar vids o
complomento de sua grandeza ? Era que tornar-
se-hao sua memoria, imaginago, intelligencia, e
seu proprio carcter ?
Sua memoria? Ella diminue proporgo que
o mal a roe, esteudendo-lhe os seus estragos ;
deQnha e intumece-se a pouco e pouco, e urna
especie de eotorpecimeuto a leva impotencia.
Para avivar a memoria, preciso energa, e elle
nao a tam mais; para cultiva-la e augmenta-la,
preciso trabalho, e elle tem-the horror: a pre-
guiga, me de tantos males na vida, para um
menino a filha mais velha do vicio vergoohoso.
Em um homem feito, a ambigo algumas vezes,
ou umi paixo violenta pode dispr os meios da
vida relaxados pela sensualidade ; em um menino
jamis : a sensualidade produz a preguiga, e esta
mala ou fere a memoria. Em vez de pedir ao tra-
baltio que lhe cree esses thesouros de saber, que
sao o adorno do homem, pede sensualidade que
lhe cree recordages, que sao o alimento de sua
memoria, e phantasmaa que sao preza dos seus
desejos.
Que vem a ser sua imagioago ? Essa imagi-
nago que deveria dar etevago ao peosamento,
brilho a seu discurso, movimento sua vida, pro-
duego s suas obras, infelizmente a condemoa
cumplicidade de suas vergonhas e degradages.
Essa imagioago que tem azas para voar para
o invsivel ; essa imagioago de rapaz que deve-
ria, como um espelho, reflectir, embellezaodo-as,
as faces radiantes e puras da creago, enga-
me, que deveria, semelhante ao prisma, decompor
e recompor a luz da verdade para faze-la res-
plandecer com todas as suas cores, e em todo o
brilho de sua belleza ; essa imagioago que de-
veria ergue-lo do mundo da realidade para as
esplendidas regioes do ideal ; essa imaginago,
elle a deixa cahir com sigo proprio as baixas
regioes da vida, onde o vicio a retem e a torna
escrava : impede os sublimes vos, que a trans-
portara para as cousas do espirito, e a encerra
na materia ; manda-a, como o mocho solitario,
adejar em torno dos lagares occullos, para des-
do o tigre, e a panthera : ficae pois socegado ; a
vossa gymnastca nao vos aproveilaria. Nao ve-
des que desde que vos fallo trago as roaos metti-
das as algibeiras? Que diabo, marquez I Um
homem como vos nao ple ignorar que no de-
serlo se deve sempre desconfiar de um interlocu-
tor que traz as mos escondidas I AQnal de con-
tas como eu nao sou nem urna sombra, nem um
phaotasma, ficae certo de que nao heide desap-
parecer sem que o sintaes. Nada por tanto vos
lmpede de escutar-me I
Seja : fallae, porm nao esquegaea que ae...
Ameagas 1 interrompea Joaquim Dick. Oh I
Estou-vos desconheceodo, senhor marquez I O
contacto dos vossos socios vos tem mudado con-
sider.avelmente I As provocagea de longos pe-
riodos e pomposas periphrases j nao sao do nos-
so secuto: hoje cada qual se explica como ho-
mem de negocios. Demais, o que prova que sou
vosso inimigo? Quem vosassegura que aqui vio-
do nao fui nicamente levado pelo simples desejo
de ter noticias vossas'.' E' muita modestia da
vossa parte, marquez, o nao querer admittir que
haja quem por vo ae interesse I
Basta de loncas zombarias, Sr. Joaquim I
Advrto-vos por caridade de que escolheis pessi-
ma occasiio para vossos motejos.
Sim I E porque?
Porque, aa me enfadar, perderei a pacien-
cia...
E depois?...
Elevarei a voz...
Ser um pessimo ajosto: entretanto nio
posso saber em como os vossos esforgos da laryo-
gecooseguiro punir-me da minha alegra: o
mais que aconteceri obrgar-me a tapar os ou-
vidos...
Credes isso ? Queris que o experimente ?
Oh I experimentae, marquez, experimen-
tae : mas antes tomae sentido que a vossa vehe-
mente declamago nio chame a este lugar alguns
dos vossos nobres e bravos associados... Com a.
fortuoa I Compreheodeis perfeilamente que aera
preciso motivar a seus olhos a minha presenga
junto vossa pessoa ; e eis urna cousa que pode-
rla embaragar-vos!... Os pretextos nem sempre
nos acodem promptameote lembranga... s ve-
zes bem difficil acha-loal... E bem vedes que
eu fui dar direito no alvo... o vosso pasmo me
diz que nao pensastes ainda nessa difiieuldade, e
qne se aqu entrassem de improviso os vossos
queridos bsndides, nio saberieis de que maneira
apreseotar-me a susssenhorias.
Se aquellos a qnem chamaes meus associa-
dos, e a quem eu chamarei meus subordinados,
acudirera ao som da minha voz, mu fcil ser a
vossa apreaentagio, Sr. Joaquim ; pois dir-lhes-
hei sim plsmente: < Este homem introduzio-se
aqu para asaassinar-me: levae-o, e fazet delle o
que quizerdes.
Estas palavras de um laconismo verdadei-
ramente anligo, nao aio destituidas de grande-
sal... Dir-se-hia um echo dos Thermopyles!....
E que fariam oa vossos subordinados, j que su-
bordinados aio ? Aposto, marquez, que nem pen-
saes no resultado desss apreseotacio...
O marquez d'Hallay respondeu com um sorriso
Joatlro.
pertsr-lhe ideas de qne sua vida se sustenta, e a
frga a arrestar na baixeza humana essas azas de
anjo que lhe foram dadas, para pairar nos cos.
Um dia, se procura a gloria dos camiohoa flori-
dos da litteratura e da poesia, ah I bem o sei que
fai: precipitar-se-ha como om ferioso ao mais
profundo do lodo terrestre; procurara traosmittir
as suas obras impuras todos os sonhos abomina-
reis que contaminaran) sua imaginario de quinze
annos ; poderia ser um Ilustrador das intelligen-
cias, eserum corruptor das almas
O que tornar-se-ha essa mesma intelligencia
em um menino entregue tyrannia de sua carne?
Ella lambem vae rebaixar seu vo, e receber tal-
vez dessas sensualidades precoces, que discon-
certam a natureza, uro golpe que feri-la-ha para
sempre.
Esta nobre faculdade, que habita o mais alto
cume da vida natural, e que desses cmos lumi-
nosos e serenos v em nos de maior distancia o
mundo da mslris esta faculdade de algum
modo celeste, que rospira a verdide, como o pei-
to o ar, que por ri mesma volta-se para o lado do
ceu e de Deus, como ama planta para o sol, a in-
diligencia, ser obrigads a descer para a carne,
e a conspirar com os sentidos contra essa vonta-
de, a que deva servir, dirigindo-a em seu cami-
nho, e esclarecendo no homem seu goreroo so-
berano.
E logo, forga de se encontrar com a materia
toca- la, de habitar nella. e trabalhar sobre a mes-
ma, a pouco e pouco se materialisa : seu olhar
se offusca ese turvs ; destinada a respirar, viver
e voar no puro e iotelligivel torna-se pesada,
grosseira, e abafa-se na pesada alhmosphera em
que o menino a precipita, e abaixa, para sujeta-
la ao servigo dos seus seotidos : muilo feliz ser
se as emoges grosseiras, que exige de sua natu-
reza ainda debi>, nao abalara seu proprio cerebro
e levam atea intelligeocia ums perturbagao en-
ferma qu* a ataque de impotencia, e mesmo de
urna imDecilidade sem cura. Aqui, senhores, sou
obrigado a deixar muitas cousas occullai uo mys-
lerio; nao sou propensao dizer tudo nem mesmo
a tudo saber; mas como os que por qualquer
lado tocara as chagas vives da humanidade de-
vem prestarse em mutuo auxilio, permitti que
aqui retira o testemunho de um homom cu-
ja dupla vocagio chamara a sondar, em seus dous
extremos, as remotas profundezas da enfermida-
de humana. Ei-lo :
Os jovens, que sao vctimas desta infeliz e
vergonho8a paixo, perdem mais ou menos a in-
telligencia o a memoria ; tornam-se estupidos,
tolos, imbecis, melanclicos, indolentes, traeos
preguigosos ; mostram urna grande inconstancia
de carcter eaverso para os divertimenlos e pra-
zeres honestos ; procurara a solido e parecem
preoecupados em ura silencio de tolo ; toda a al-
tivez e vivacidade d'alma os abandona ; tornam-
se incapazes de estudos e de applicago de espi-
rito ; e, para diz-lo de urna vez, sao de urna
nullidade completa.
Tal senhores, oa opinio de um homem cu-
jo testemunho urna autoridade, o resultado fi-
nal de urna mocidade que levou ao corago, o
verme roedor da educago ; ama completa nulli-
dade ; e vislo que a vida se annulla, o carcter ae
apaga, o carcter, que nao outra cousa mais que
o signal do homem e o sello da virilidade ; e o
que substitue esse signal desapparecido e este
stIlo apagado no homem e na sua magestade?
Ah I senhores, me nao atrevera a diz-lo, se a
propria Escripiura o nao tirease revelado : fica o
que o Apocalypse chama divinamente bem : o
carcter da besla : Signum bestia.
Assim se consumma no mesmo a destruigoda
vida moral na propria hora em que a educago
trabalha para formago da mesma vida.
Poderia demorar-me neste ponto, pois que s
nos aecupamos aqui de deseovolvimento moral e
da educaco da alma. Has julgaes que o pro-
prio corpo, ferido primeiro que tudo por esse
mal devorador, nao trar algumas marcas
que mostrem pelo exterior os estragos do inte-
rior ? Julgaes que a vilalidade physica nio se
resentir de suasferidas mortferas? Esta orga-
nisago frgil aioda e delicada, como toda vida
que anda nao esl plenamente desenvolvida, re-
sistir inteiramente a esternal que accommette a
vida antes da sua maturidade, e vem consumir
sua seiva, antes que ella tenba produzdo seus
frutos, e mesmo todas as suas flores ? Ah 1 es-
tabelecer esta questo, j resolf e-la. Se o pro-
prio homem na completa maturidade de sua vida
nao se entrega impunemente a esse demonio que
mata ainda mais que lisongeia, o que vira a ser
de urna vida que nao conheceu ainda seus mais
ardenles ses, e cujas fibras delicadas teem ne-
cessidade de fortiflear-se e de desenvolver lenta-
mente soba guarda do tempo, da natureza e de
Oeus?
Para meihor comprehender aqui a injara que
o vergoohoso vicio faz vida phiaics. em quanto
deshonra a vida moral, e para melhor examinar
a ferida que faz no corpo, oa hora em quemis
fere a alma do adolescente, lembrai-vos da com-
parago que fiz quando comecei entre a vida de
um menino e a d urna planta : vede essa arvore
ainda nova, mas j grande por seu tronco, es-
tendida por seus ramos, e floresceole por sua
folhagem, rica da seivs que c reula, e leva a
vida desde as extremidades de suas raizes, at
seu mais elevado cimo, e pelo movimento con-
tinuo dessa seiva excessiva, camiohaodo dia por
dia, hora por hora para o inteiro crescimeoto de
sua vida, afim de dar, depois de suas Dores, o
frQcto da eslago. Eis cortamente, se me nao
engao, na realidade da natureza vegetal urna
Imagem que represeola, salvo as condiges do
movimento livre e espontaneo, o crescimeoto do
homem. Assim, estabelegamos por momentos
esta simples hypothese : supponha-se que essa
O resultado, continuoa tranquillamente o
Batedor de Estrada, que seriis fuzilado ama-
nha ao romper do dia. Oh I meu Deus 1 E' jus-
tamente como tenho a honra de dizer-vo-lo... e
fuzilado, comprehendeis bem? fuzilado por vos-
sos proprios subordinados, que em vosso lugar
me acclamaro seu chefe I Isto, marquez, oio
urna louca zombaria, urna realidada bastante
seria, de que vos podereis assegurar se o quizer-
des. Por conseguate na minha opinio entendo
que nao obrareis bem tentando essa experiencia.
O partido mais prudente que tendes a aeguir o
de attender-me.
As palavras de Joaquim respiravam urna con-
vicio to ioteira e profunda, que o Sr. d'Hallay
apezar da sua intrepidez incontestavel, e singu-
lar audacia, ainda que oio se iotimidasse, aen-
tlo-se comludo opprimido.
O Batedor de estrada, oa porque tendo cons-
ciencia da sua supariojidade nao quizesse tirar
vantagem do em barago do seu inimigo, ou antes
porque na sua dolorosa incerteza tivesse presea
de chegar ao ponto concernenle a Antonia, con-
linuou nos seguioles termos :
Sr. d'liltay, quando se trata de urna ques-
to de vida e de morte as delicadezas de lingua-
gem sao fra de proposito: ellas devem desap-
parecer perante a gravidade da situagio. Nio
vejaes pois no que tenho a dizer-vos nem a in ten-
cao de offeoder-vos, nem a de aecusar-vos: s
procuro, s quero esclarecer a questio.
Joaquim Dick depois de urna looga pausa re-
plicou com a voz isenta de qualquer paixio, ao
meujs na appareacia :
Os papis, que roubastes a Evans depois
de have-Io aisasstnado, iodicam de urna maneira
muilo obscura e inexacta o lugar em que acham
encerrados e occullos os thesouros, cuja posses-
sio o vosso pensamento de todos os dias, o
vosso sonho de todas as noites, emfim o nico
objecto de vossa expedigo l Urna s pessoa no
mando viu e tocou nesses thesouros: essa pes-
soa sou eu, e eu....e eu venho offerecer-vo-los.
Foi immanso o effeito produzido no marquez
por esta declaragio : estremeceu como se tives-
se sido tocado por um fio elctrico, e por mais
de alguna minutos ficou sem poder articular urna
palavra.
Finalmente por um poderoso esforgo sahindo
do seu pasmo, dissecom urna voz apenas articu-
lada :
Conheceis esses thesouros, Sr. Joaquim, e
ui'os viode o florecer?
A cubiga do marquez, que looge de protestar
contra a accussgio do asssssioato de Eraos ao
contraria aeceilavs-a sem hesitar i vista de urna
questo de ouro, fez Joaquim sorrir-se tristemen-
te. Essa cnoiga feroz dava-lhe duas esperaogas
para a sua oegociagio : mas depois que a Provi-
dencia lhe revelara a innocencia de Carmen de
urna maneira tio mlraculosa, e inesperada, o es-
pectculo das baixezas humanas o afO-igia em vez
de causar-lhe prazer como outr'ora.
Porm nio, proseguiu o marquez com extrema
animagio e sem esperar a reapotta do seu inter-
locutor, o que me dizeis inverosmil I Se co-
nheceis esses thesouros, porque ellas vos per-
teacem : ora, ninguem ha no mundo que coa*
arvore dotada d liberdade, tem a faculdade de
langar para fra de si, por lodos oa seus ramos,
a seiva que nella circula, e que um dia, agitando
ella mesma sua folhagem, por meio de volunta-
rias sacudidelas, espalha-por todos os sopros que
a agitam a seiva que fazia sos belleza, forga e
ferliudade ; que viri a ser d'ella ? A vida, feri-
da em sua base, vae parar em sea orescimento.
A deminuigao de sua seiva e o desperdicio de
sua vida vae se manifestar oa amarellido de
sua lolnagem, no abatimento de seus ramos, na
?q,ef ?e,8eu. lr0DC. "o decaimeoto de loda
nia,H rfi',h,,hje. secca smanbi, e cae por
m^sraa entraquecida e abatida por si
Eis a vida, a propria vida material do menino
ocada em seu crescimeoto pela sensualidade a
no delirio que a ataca, e a perturba quanto per-
de, langando ella propria no sopro de suas am-
bicoes a nova seiva de sua vida ainda em
Tambera, em vez de encontrar, com esse eres-
cimento harmonioso que vem do movimento re-
gular da vida, a forga, a ferlilidade, e esse en-
carnado que de ordinario d a pureza toda a
carne virginal, vos nao admiris de s desco-
brir em si a fraqueza, a languidez, o desbota-
menlo, e nio sei qne decadencia que parece pre-
sagiar a ruina, e profelisar a morte. O que
que Miaga essss frontes de adolescentes ? O
que que gravou em ama cama de menino o
vestigio dos annos ainda nao chegados ? O que
que faz cair com seu sopro os vigorosos reno-
vos da vida em crescimeoto, o despojada ante-
cipadamente como um lamo amarellicido pela
aproximago do enverno ? O que que d urna
melancola e um pallo d'outono essa vida que
nao cooheceu esli, e que parece querer morree
mesmo em eua primavera ? O que que des-
pojou essas fronte, cavou essas faces, embaciou
esses olhares, offuscou esses rostos que nao teem
viute annos ? O que que curra um corpo que
anda nao chegou sua altura, e j parece lan-
gar as sombra* da morle sobre esses seres abor-
tadas, que aioda nao receberam toda a sua vida ?
Ah senhores, ougo-vos respouder-me con
recordages cheias de lagrimas para vossos co-
rages de paes : sensualidade I monstro de-
vorador I verme roedor dr educago I s tu
sim s tu quem estraga em sua flor a vida de*
nossos filhos ; quem causa a decadeudia antes
do progreso, o desbotamento antes da belleza
a ruina antes do tempo, a velice antes dos an-
nos, e a morte antes da vida ; quem mata a ro-
I'giao, a f. o respeito. o amor, a vontade. a
memoria, a intelligencia. a imagmagio, todas as
faculdades moraes, a alma em (ira, tudo Inteira-
mente e quem nao poupa o proprio corpo, esse
corpo frsgil que deshonra pelo crime. para ma-
la-lo pelo prazer I Sim, essa propria carne, que
e considerada o centro, para onde lulo conver-
ge, e lulo se dirige na vida do menino, a quem
feriste ; essa carne a que ludo sacrificou, para se
deleitar e satisfazer ; essa carne pela qual tantas
ruinas se acrumulam no maisiotimo de sua vida-
essa carne que, me parece, derena crescer com
todas essas desiruiges, e cobrir-se ella propria
de todos esses destrogos como de despojos opi-
mos, para com elles fazer um acrescimo e um
aforraoseamento da sua propria vida ; essa car-
ne adorada murcha, secca, desfaz-se e cae por
si mesmo ; semelhante a um dolo que o incen-
s cerca com adoragio, em quanto os vermes o
roem em seu altar.
E' oeste ponto principalmente que convera es-
tender sobre s realidade una veo de silencio a
de caslidade ; pon se quizesse dize-la inteira-
mente, faria tremer vossas almas feriodo vosso
pudor : ouvi somente o lamentavel testemunho
de urna dessas tristes viclimas de um desregra-
mento prematuro :
Tinha dez annos, conta am rapaz ; ainda
desconhecia o mal ; um carmrada de eollegio
raoensinou......e depois. infeliz de mim I quan-
los desastres I Tenho hoje dezoito annos; eeis-
me destruido, sem somno, sem al-gri>....Mu-
dei quatro vezes da eollegio : o vicio seri-
me.... Sobreviv pela forga do meu tempera-
mento; meus cumplices morreram, depois de
medonhos tormentos.
Paremos I O vicio vergoohoso, quero admit-
ti-lo, nao impellr para ahi todos os meninos,
a quem elle alcaoga ; mas o que inevitavelmen-
te produz, este discurso vo-lo dase : destroe a
piodade, a f, o respeito, o amor, a energa da
vontade, as potencias iotellectuaes, a alma toda;
e, em quanto ao proprio corpo, o debilita, o a-
bate e o destroe antes da idade ; prepara todas
as ruinas em todas as sitaages da vida ; urna
infancia rachtica, urna adolescencia dbil, urna
mocidade frgil e urna virilidade abortada ; todas
as desiruiges da vida ferida em sua primavera;
todos os estragos irreparaveis de urna educaco
que se abate, avilta e arruina para sempre um
homem que ella devii formar, fecundar, em-
bellecer e elevar.
Ah I Senhores, afastemos nossos pensamentos
desses desastres, e degradages da vida, sobre
que en quizera derramar lagrimas de saogae ;
e permitti que Gndando, mea coragio vos en-
vi o desejo de um apostlo zeloso, o voto de
um amigo. Que Deas afasia de vossos filhos
esse flagello destruidor de toda a educago f
(Conttnuar-se-fca.)
sinta privar-se de milhes em favor de outrem,
especialmente quando esse outrem seu Ini-
migo.
O vosso raciocinio muito cabivel senhor
marquez, mas asseata n'uma base fslsa. Nio
um ovierecimento que vos fago, am contrato
que vos proponho.
Um contrato I
Contrato, negociagio, ou trocs, pouco im-
porta a palavra; eu tenho neceseidade de vos,
tendes necessidade de mim. E' pois sim-
vs
plsmente um negocio que vamos concluir.
Seguiu-se logo silencio.
Ditei-me replicou o marquez, qual o ser-
vigo que estimaes em to alto prego ? E depois.
e concordarraos, provar-me-heis que estaos no*
caso de cumprir a vossa proposta.
Realmente sois muito feliz, marquez; por-
que bastante raro offerecer-se milhes aum
homem em troca de umo boa acgo 1 E o ser-
vigo que estou resolvido a pagar-vos tio caro,
simplesmente um acto de justiga.
Ah 1 conlinuae___
A exclamago do marquez dava a conhecer um
grande estado de duvida.
Por sua vez Joaquim hesitou : esse momento
ia decidir da sorte de sua filha muilo amada.
A fortuna colossal que lngara na balanga onde
ia ser pesado o destino dessa filha como lhe pa-
reca tao pouca cousa em comparagio da liber-
dade e felicidade delle!
Sr. marquez, disse elle, nio pretendo cahir
em declaragoes binaei, nem em intil dispo-
siges oratorias: permitti-me porm lembrar-
vos que trata-se neste momento de ama fortuna
de principe que podeia adquerir. O vosso coo-
seniimeolo a realiaagio quasi immediata dos
vossos sonhos mata extravagantes, e mais insen-
satos : a vossa entrada triumphal na socieda-
de, ama existencia de laxo, de esplendores e de
prazeres sempre no vos, emfim am enebramenlo
continao. Ao contrario a vossa recusa urna ta-
ta aem probabilidade de successo, fadiga inau-
ditas, terrivets privagea, e em summa am san-
guinolento e trgico fira. Hesitar entre estas
duas alternativas, seria demencia. Oceasiiucomo
esta muito rara oa vida do homem ; ella se
aprsenla urna vez, porem nunca duas !
Por mais brilbante que seja a vossa elo-
cuencia, Sr. Joaquim, muito fraca & vista de
idea produzida por um milhio: ora, entre nos
nio se trata de um milhio, mas sim de muitos
milhes. Teode pois a bondade de dizero que
exigs de mim?
O Batedor de Estrada hesitou : o coragio pa-
reca qaerer-lhe pular do paito. Emfim langando
sobre o marquez um olhar soleme, disse com s
voz grava lenta :
Exijo a liberdade de Antonia l
fConiinusr-ia-ria.)
PWR.-r TTf. DI M. I. M ra\U.~lMt.

}


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