Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09355


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Full Text
lili IXI71 IDIEIO 178
Por tres mezes adiaatados 5$OoO
* Por tres mezes vencidos 6J000
SMOBOA FEIRA 6 M AGOSTO DI IM
Pranntdiaitadoi9$000
Porte fraico para o subscriptor.
NCABRBGADOS DA. SBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tios Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS UUKHeUs:
Olinda todos os diaa as 9 1/1 horas do'dia.
Iguarass, Goianna Parahiba naa segundas
sextas-eiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Carmar, AUinho o
Garanhuns as tercas-leiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Breio. Pea-
queira, Ingazeira, Flores. Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouncury e Fxu as guaras (iras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, una, Barreiros
Aga Preta. Pimenteiras e Natal quintas feiras
odoaoa coyios partem as 10 horas da uanha)
EPHEMERIDES DO MEZ DE AGOSTO.
6 Lua ora as 10 horas 34 mnalos da man.
13 Quarlo crescenta as 4 horas e 56 minutos da
manbaa.
20 Lua eheia as 7 horas e 31 minutos da man.
Quarlo minguanta as 11 horas e 4 minutos da
manbaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 4 horas e 42 minutos datarde.
DAS DA SEMANA*
5 Segunda. Nossa Senhora das Neves.
6 Ter^a. Transfigurado do Sr. no monte Tabor.
7 Quarta. S. Caetano fundador; S. Donato b. m.
8 Quinta. S. Cyriaco diac. f*8, Emiliano b.
9 Sexta. S. Alfonso Mara de Lignorio fundador.
10 Sabbado. S. Lourengo m.; S. Asteria t. m.
11 Domingo. Ss. Tiburcio a Susana mm.
AuuiaNulAS DOS. TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do eommertio ; segundas quintas.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Espediente do dia 1 de agosto.
Officio ao Exm. bispo deocesano.Rogo V.
Exc. que se sirv a de informar sobre o que a sua
magestade o imperador pede o conego Joo Be-
neouvem Maciel no requerimento incluso.
Reitero V. Exc. Rvso. os meus protestos de
eslima e considerago.
Dito ao Exm. presidente das Alagoas.Com o
officio de V. Exc. de 15 do mez passado recebi a
guia do sentenciado Joo Lourengo Gomes solici-
tada por uim era data de 2 de juoho.Remet-
teu-se a guia ao juiz municipal da primeira rara.
Dito ao Exm. presidente do Msranho.Passo
as mos de V. Exc. para lar o cooveoiente des-
lino a certido de assentamentos de Belmiro de
Alendes dos Santos, que assentou praga no bata-
lhao n. 9 de iofaolaria na qualidade de engajado
para servir no 5 batalhao da mesma arma.
Dito ao coronel commandanle das armas.
Pode V. S. mandar dar baixa do servigo a Jos
Mara Marque, que se acha com praga no 2o ba-
ilho de iofantaria desde 29 de julho prximo
iinio, fisto que ja foi expelido do exercito em do algumss coosideragoes acerca do obiecto do
iooo por ser de mo comportamento, como V. '
S. dectsrou em officio, n. 1,198, de 31 d'aquelle
mez.
Dito ao mesmo.De cooformidade com o dis-
t posto no afiso da repartigo da guerra de 8 do
correte constante da copia junta, baja V. S. de
man Jar dar baixa do servigo ao soldado do 48 ba-
talhao de artilharia a p Manoel Francisco da
silva, fisto nao permiltir a lei que elle cootinue a
servir no exercito depois de ter cumprido s pena
de terceira deserco.
Dito ao mesmo.Pode V. S. expedir as suas
ordeos para que seja execulido ao longo da praia
. de Olinda. como propoz em seu officio de 31 de
julho prximo Hado o exereicio de atirarao alvo
que tem de fazer de cooformidade com a ordem
do dia n.g 260, os carpos em guarnigo nesta pro-
vincia.
Dito ao mesmo.Communico V. S. que em
aviso de 17 de julho prximo Ondo, declarou-rae
o Etm. Sr. ministro da guerra haver expedido
ordem nessa data para serem fornecidos ao 2 ba-
talhao de infamara pelo arsenal de guerra da
corte os livros mencionados em a nota junta por
-copia. Communicou-se tambem ao arsenal de
guerra d'aqui.
Dilo ao mesmo.Passo s mi os de V. S. por
copia, para ler a devida execugo o aviso de 15
de julho ultimo em que o Exm. Sr. ministro da
guerra declara que oo deve ser engajado o cabo
deesquadra do 10. batalhao de infamara Fran-
cisco Julio de Azevedo, a que allude o seu offi-
cio n. 670 de 8demaio ultimo.
Dito ao mesmo.Transmiti V. S. para ler
fi conveniente destino, a certido de assentamen-
tos do capilo do 9 batalhao de iofantaria Te-
moleo Peres de Albuquerque Maraobo.
Enviaram-se tambem para o mesmo efleito ss
certides de assentamentos dos soldados do 2
batalhao de iofantaria Joo Ambrozio, Manoel
Jos Ferreira e Luiz Alves do Nascimento.
Dito ao mesmo.Para cumprimento do disposto
no aviso da reparlico da guerra de 24 de julho
prximo findo, queira V. S. enviar-me certido
dos assentamentos que tem no 9. batalhao de
infamara, a que pertenceu, o soldado do 1." ba-
.talho de artilharia a p Tiago Olympiode Paula
Moreira.
Pedio-se para igual flm a certido dos assenta-
meotosdo segundo cadete do 4. batalhao de ar-
tilharia a p Joo Nunes de Araujo Sodr.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de minislrar
o esclarecimentos que exige o Exm. Sr. minis-
tro da guerra no aviso de 23 de julho ultimo, por
copia incluso, acerca do particular segundo sar-
gento do 4. batalhao de artilharia a p Francisco
Teixeirs Peixoto de Abreu Lima.
Dito ao chefe de polica.Queira V. S. hsbi-
litar-me com a sua informado de modo a poder
satisfazero que exige o Exm. Sr. ministro da ma-
rinha no afiso constante da copia inclusa, acerca
de Francisco Xafier dos Santos, que se acha com
praga na compaohia de apreodizes {marinheiros.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Mande V. S. com urgencia apresentar ao juiz de
direito da segunda fara 1 cabo equstro soldados
do corpo sob seu commando para escoltar um
preso at a casa das audiencias.
Dito ao commandsnle superior de Saolo Anto.
Participando o conselho de refiso ds guarda
nacional do municipio da Escada por officio de
23 do mez prximo findo que por nao lhe terem
.sido remetlidos os livros da qualificago para o
batalhao o. 25 de infsntaria da mesma guarda
nacional encerrara os saus trabalhossem conhe-
cer dos recursos que por fentura tifessem sido
inlerpostos das deliberares do respectivo conse-
lho de qualificago, coovem que V. S. de coofor-
midade com o disposto no artigo 26 do decreto
1,354 de 6 de abril de 1854, expega as suas or-
dens com urgencia para que se realise a remessa
dos referidos lifros, e nao se repita semelhanle
omissao, communicaodo-meacausa della e o re-
sultado das ordens que a tal respeito expedir.
Dito ao inspector da tbesoursria ;de fazenda.
Em additamento ao meu officio do l8 de julho
ultimo transmiti por copia V. S. para seu co-
nhecirntuito e direcco, o officio do Exm. presi-
dente da Baha datado de 22 do mesmo mez e a
informarlo da thesouraria de fazenda d'aquella
provincia, da qual consta que o primeiro tenente
da armada Jos Avelino da Silva Jacjues teodo
pedido para se mandar cessar o abono da presta-
Cao de25g000 res, que havia consignado de seu
sold na referida provincia, requereu logo depois
para continuar a pagar-se a mesma preslago.
- Dito ao inspector da thesouraria provincial.__
Em vista dos documentos, que devolvo, e que
acompanharam as suas informages de hontem,
sob ns, 359 e 364, mande V. S. pagar, conforme
requisilou o chefe de polica em officios de 15 e
17 de julho ultimo, ns. 67ie 683, a Antonio Au-
gusto Maciel, ou ao seu procurador, a quantia de
50;?000, em que importa o aluguel de um tri-
mestre, vencido em janho prximo findo, da casa
que serve de cadeia na villa de Barreiros, e ao te-
nente coronel Manoel Joaqulmdo Reg e Albu-
querque, a de 60*000 reis, proveniente tambem
de alugueres da casa occupada pelq-destacamen-
to da poroago de Alogados, reunidos no semes-
tre de Janeiro a juoho desle anno.Communi-
cou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.Pode V. S., conforme indica
em sua informago de hontem, sob n. 361, man-
'dar pagar a quantia de 160J000 re., em que, se-
gundo a coota que devolvo importara quatro li-
vros comprados para a secretaria da casa de de-
tengo, devendo essa quantia ser entregue a No-
gueira de Souza & C.^por assim haver requisita-
do o cbefe de polica em officio.de 18 de julho
prximo Ondo, n. 690.Deu-so sciencia ao che-
fe de polica.
Dito ao mesmo.Restituo V. S. as coutas
que vieram annexaa a sua informacao de hon-
tem, sob n. 362, alim de que mande pagar a
-FlorismuQdo Marques Lina, conforme requisitou
o chefe de. oolicia em officio de 8 de julho ulti-
mo, n. 626, a quantia de 413*800 rs., dispendida
com o sustento dos presos pobres da cadeia do
termo da Escada nos mezes de setembro a dezem-
b *o rtno prximo passado, e de margo a ju-
nno deste anno, visto nao haver inconveniente
neste pagamento, segundo consta da citada in-
formagao. Communicou-se ao chefe de oo-
licia. y
Dito ao mesmo.Em vists dos inclusos docu-
mentos mande V. S. pagar a Feliciano de Oli-
veira Diniz nao s a gratificago que venceu des-
de 15 de Janeiro at 15 de maio deste anno, por
se achar regendo interinamente a cadeira de ins-
trucgao elementar de Cabrob, mas tambem o a-
Iuguel, correspondente aquelle lempo, da casa em
que funcciona a sua aula, deveodo V. S. ordenar
a contiquago desse pagamento em qaanto se a-
char o referido Oliveira no exereicio da mesma
cadeira, conforme iodica o director geral da ins-
Irucgao publica na informago junta por copia.
Dito ao mesmo Tendo em vista a informacao
por V. S. ministrada hontem, sob o. 863, o au-
tonso a mandar desonersr o ex-thesooreiro dss
loteras da provincia Manoel Camillo Pires Fal-
eao da iaoga que prestou nessa repsrtico para
exercer aqielle lugar, pois.que, segundo consta
da citada informago acha-se elle quite com essa
thesouraria.Gommunicou-se ao individuo de
que se trata.|
Dito so juiz municipal supplente da primeira
vara em exereicio nesta cidade.De posse do of-
Qcio que Vmc. boje me dirigi, eem que, fazen-
ENCARREGADOS DA SUBSCRlPgAO DO SUL
Relaco: tercas, quinta sabbadoa as 10 horas.! A,a*0"' Sr- Clandino Faltio Diaa lahta*
Sr. Josd Martina Alf.i; m, d. J.nairo, .8.
Joao Partir Martina.
EM PERNAMFBCO.
O propsietario do sumi Manool Figiairor u
Faria.na m HTraria praga da ladapendantir m.
16 a o.
Fazenda: tercas, quinta-se sabbados as 10horas.
Juizo do eommercio : qwartas ao mefo da:
Dito do orphos: tarcas e textaa as 10 horas.
Primeira vara do ital: tercas soxtaaao meio
da.
Segtnda Tara do cival:
hora da tarde:
quarta..e sabbadoa a 1
officio atesta presidencia de hontem datado, con-
che duendo que cootiouava a exercer as func-
goes de juis municipal da primeira vara desta ci-
deda, como quarlo supplente, sugeitando-ss a
que lhe nao sejam abonadas as faltas que dr co-
mo professor de iostruego publica, se por mim
nao lhe for ordenado que cesso esse exereicio,
devo declsrar-lhe que a deciso da presidencia,
a que allude, fundada na terminante disposigo
do aviso, o. 69, de 7 de outubro de 1843, que
con3iderou maoifestamente incompativeia os re-
'eridos lugares; o que confirmara outras deci-
soes do governo, indicando os meios praticos de
evitar a fazer cessar essa incompatibilidade no
nleresse do servigo publico, nao d lugar a al-
ternativa, que Vmc. figura, e em apa parece col-
locar-se, de delxar ou nao esse exereicio, se as-
sim lhe for ordenado; e pelo contrario sigoifi-
cando-Ihe a necessidade de abster-se de exercer
as funegoes de presidente do conselho municipal
como juiz, em cumprimento das ordeos imperiaes
a que me tenho referido, e para obviar qualquer
nullidade, de que por ventura possam ser argi-
dos os seus aclos, bam como de pedir a sua es-
cusa por es,le motivo, tratando-se incidentemen-
te da impossibilidade de lhe serem abonadas as
faltas que der como profossor, exclue toda a du-
vida a semelhanle respeito.
Entretanto, para seu ioteiro conhecimento e
direegao, declaro-lhe anda que nao pode Vmc.
exercer cumulativamente o cargo de juiz muni-
cipal e de professor, convindo que nos termos do
aviso supracitado opte quaoto antea por um da-
quelles lugares.
Dito ao director das obras publicas.Ioteirado
docontedo do sua informago de 30 de julho ul-
Uoio, sob n. 189, dada com referencia do aju-
danle de eogeuheiro Jos Maa deCarvalho J-
nior, acerca das 68 brsgas correles que diz o en-
geoheiro Milet hafer feito de maia na estrada
provisoria de Tamaodar ao engeohoPiabas
tenho a dizer que mande Vmc. medir toda aquel-
la obra, e nao o 7 lango so me ale, como fez o
mesmo ajudante de engenheiro, deveodo remet-
ter-me o resultado dessa medigo para poder re-
solver a respeito do pagamento que pede.
Dito ao director geral da iostruego publica.
Pode Vmc. autorisar a compra do armario, de
que necessila o musu do gymnasio provincial,
segundo declara o respectivo regedor no officio
que acompanhou o de Vmc. de 11 de julho pro-
xims findo, sob n. 212, que fica assim respon-
dido.
Portara.O presidente da provincia, confor-
mando-se com a proposta do chefe de polica de
24 de julho ultimo, sob o. 712, resolve nomearo
cidado Domiogos Soriano de Azevedo Silva pa-
ra o cargo do primeiro supplente do delegado de
polica do termo de Agua-Preta.Commuoicou-
se ao mesmo cbefe.
Dita.O presidenta da provincia, conforman-
do-se com a proposta do chefe de polica de 24
de julho prximo findo, sob n. 712, resolve no-
mear os cidados Jos da Silva Cysneiro Guima-
res e Florentino Jos de Mello, aquello para o
cargo de quarlo supplente do deUgado de poli-
ca do termo de Cabrob, e este para o de se-
gundo supplente do subdelegado do districto de
Arariba do mesmo tormo.
Expediente do secretario.
Do dia 1 de agosto de 1861.
Officio ao inspector da thesouraria de fazonda.
De ordem de S. Exc. o Sr. presdante da pro-
vincia, transmiti V. S. a inclusa ordem do
tnesouro nacional n. 108.
Despachos do dia 1 de agosto
Rtqutrimtnto.
Antonio Pereira da Silva.Ioforme o Sr. Dr.
juiz municipal do termo de Limoeiro.
Dr. Augusto Carneiro Monteiro da Silva San-
tos.informe o Sr. director geral da iostrueco
publica. v V
Francisco Xavier de Coito.Informe o Sr. Dr.
juiz municipal do termo de Olinda.
Dr. Filippe Lopes Netto.Prove
te o que allega.
Joo Maximino Espindols, Jos Gomes Pereira
e Manoel Ribeiro dos Santos.Informe s Sr, Dr.
chefe de polica.
Jos Francisco Rodrigues. Ioforme o Sr.
commandante da estago naval.
Jos Euzebio Alves da Silva.Passe do que
constar. *
Joo do Reg Barros.Passe.
Molla Irmos.Informe o Sr.
thesouraria provincial.
Manoel de Almeida Nobre. Eatre
curso.
o supplican-
iospector da
em con-
INTERIOR.
BIO
ASSEMBLA
DE .1 WlIItO
GELWL LEGISLATIVA.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
SESSO EM 1." DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. viseonde de Camaragibe.
A s 11 3/4 horas foz-se a chamada, e o Sr. pre-
sidente declarou aberla a sessao.
Lida e approvada a acta, o Sr. l.o secretario
deu conla do seguinte.
EXPEDIENTE.
Tres officios do ministro do imperio :
I. Datado de hoje, participando ter dado co-
nhecimento ao presidente da provincia de Minas,
de ter esta cmara approvado a eleigo primaria .
da parochia de Nossa Senhora das Dores de lo- dos)
dai.Inteirada. ,-a.
obras publicas, datado de 25 do mesmo, envian-
do copia dos contratos celebrados na repartico
das obras publicas para a conservago da estrada
de Santa Cruz. A quem faz a requisigao.
Outro do secretario do senado, datado de 27
do mesmo, participando que ao aenado constou
ter sido saoceiooada a resolugo, que autorsa o
governo para mandar abrir praga de aspirante ao
alumno Jos Ignacio Borges Machado. Intei-
rada.
Um requerimento de Antonio Gardoso da Silva
pedindo que se lhe conceda reforma com os ven-
amentos de enfermeiro do hospital de marioha
n c A' comniissao de marioha e guerra.
O Sr. presidente nomeou para a commisso
especial, a que tem de ser enviado o projecto
apresentado pelo Sr. Alencar na sessao de 27 de
junho prximo pasudo, os Srs. Pedreira, Tibe-
rio, Furtado, Barcellos e Figueira de Mello.
ORDEM DO DIA.
Contina a discusso do parecer da commisso
de constituigo aobreja nomeag3o de urna com-
misso mixta, para reviso de alguos artlgos do
acto addicional.
0 Sr. Villela Tavaret: Sr. presileote, pen-
sei que o parecer da illastre commisso de oous-
tituigo e poderes, acerca do convite que fez o
senado a esta cmara para que elegesse ama
commisso-que, unida a outra por elle nomeada,
tratasse de ioterpretar alguns artigos do acto ad-
dicional, paasasse sem discusso A materia
para mim to clara que me persuad que esse
parecer nao tivesse a menor impugoago ; mas
como elle fosse vivamente impugnado por al-
guna membros da casa, entend conveniente pe-
dir a palavra para tambem expr a minha opi-
mao sobre o assumpto.
Senhores, a nossa lei orgnica, no decurso de
36 anoos que tem de existencia, j soiTreu abru-
mas alterares.
A constituigo politica do imperio, jurada em
25 de margo de 1825, logo, nove anuos depois.
foi reformada, islo em agosto de 1834 ; e an-
da em agosto de 1840 tiremos a chamada ioter-
pretago do acto addicional.
Essas modiQcagoes ou alteragoes, operadas na
le fundamental da nossa associago poltica, fo-
ram, como sabemos, devidas ou s circumstsu-
cas das differentes pocas em que se ellas de-
ram, ou ao espirito, ou finalmente a justiga,
necessidade e conveniencia das reformas. Infe-
lizmente porm aioda hoje a materia de alguns
artigos d'essa legislago fundamental presisa de
interpretago; e eu sou um d'aquelles que assim
opinam.
Sou amig, Sr. presidente, das franquezas pro-
vinciaes. Por mais de urna fez tenho manifes-
tado n'esta cmara, na assembla profincial de
Pernambuco e pela imprensa a necessidade que
ha d'essas franquezas. Desejo que os presiden-
tes das provincias tenham mais ampias faculdades
do que actualmente teem ; quero a desceutrali-
sagao administrativa ; perteogo i escola dos que
entendem ter em si mesmas certos recursos ne-
ctssarios para aatisfazer s suas necessidades da
momento. Mas quero que ludo isto esteja resol-
vido em lei; que sejam bem definidas as attri-
buiges das assemblas proviociaea, assim como
o moilo por que essas attribuiges devem ser
exercidasi: nao me contento com a manifestago
de opioioes, nem nicamente com
res, etc.
J v
por ambos esses ramos do poder legislativo cer- t se atteoder aos inte
E.JK2?: APiad08-J O corpo legislativo sero mais bem fe t,
deve determinar em urna le a verdadeira intel-
igencia .dos arligos do acto addicional ; elle
competente para interprela-los ; aja-o, que s
assim desapparecerio as duvidas.
Parece-me, Sr. presidente, que por occasio
de fallar-se do convite do senado se disse na ca-
sa alie seria melhor tratar se da questo do art.
61 a constituigo politica. do imperio, isto da
fusso das duas cmaras, questo aioda nao re-
solvida, al pareceu-me ouvir, creio que em
aparte, que sem essa aolugo nao nos deviamos
prestar ao convite do senado.
OSr. Ottoni: Nao foi sobre este assumpto.
(Ha varios apartes.)
O Sr. Villela lavares : Pareceu-me que a re-
cusa feita pelo senado ao requerimento da ca-
sullado.
Um Sr. deputado : Sao feitas de aecordo
com o presidente que delegado do governo ge-
K
>* rsTrats-j r xss%si&z rasas
amoviveis por disposigo da lei civil, ele
^las essa legislago, combatida por grandes ho-
mens, constantemente contrariada pelos bisposd
Franga e por esenptores notaveis ; essa lecisla-
cao Sr. presidente, nao est recebida entr! noy.
? tf8 ""snaohaduas-classes de parochw, na
ha parochos amoviveij vootade dos
disposigo da lei civil.
ral.
O Sr. Vilella Tavares: Nao ha tal aecordo,
e nem o presidente noma os magistrados, era
na de negar a sanego s leis que cream comar-
CAS.
Se, porm, Sr. presidente, a faculdade que tem
assemblas provinciaes de crear, dividir e
ppnmir termos e corasress, o que tudo se acha
comprehendido na expresso divito civil e iu-
dietario, que encerra o i.' do art. 10 do acto
addiccioual, necessila dainterpretagSo, para mim
indispensavel que se interprete muito princi-
a expresso diviso (eclesistica
ara par. ausio fra tr.zida casa om^- 'gKT,!Z3S=!rZmZJgV1*! fl"
menro oara a miairitn rin M..>. a~---------*.. niTm --???: por1ue fs assemblas proviocues
podem proceder, ou tm o direilo de proceder
ecclesiaslica, porque a iotelligeocia
parece-
V. Exc. que eu entendo, nao obstante
opinar pelas fraquezas provinciaes, que os arti-
gos do acto addicional que offerecem duvidas e
diversas iotelligencias devem ser devidamente
interpretados.
t oradores que conbatam o parecer da nobre
commisso de poderes, se me nao falha a me-
moria, soccorrram-se nicamente a tres argu-
mentos ; mas todos to fracos, que nao podem
resistir a mais leve impugoacao, mais ligeira
analyse. O primeiro argumento que a cmara
oo obrigada a aceitar o confite feito pelo se-
nado para nomear a commisso de que se trata,
fisto como pode entender a questo de um mo-
do direrso d'aquelle por que o aenado a enten-
deu, e por consequencia rejeUar o confite. O
segundo que os artigos do acto addiciooal
apontados no requerimento ou indicago do hon-
rado senador pela Baha, e que fazem objecto do
parecer da commisso de poderes, nao precisam
de interpretacao. O terceiro finalmente que
o ministerio actual mostra tendencias para a
centralisago, como que desoja a restriego daa
franquezas provinciaes, das libertades publi-
cas...., por consequencia deremo-nos abster de
crear urna commisso, ou de votar para que seja
nomeada urna commisso que trate de assumpto
to grave, como da interpretars de varios arli-
gos do acto addicional.
Creio que foram estes em resumo, os argu-
mentos ou razes com que se preiendeu comba-
ter o parecer. Verei se os posso destruir.
Senhores, eu julgo que est oa consciencia de
lodos nos que cmara dos Srs. deputados nao
obrigada a aceitar um convite que lhe faz o
senado; mas tambem est as nossas eonscieu-
cias que conforme ao interesse legitimo e s
conveniencias da sociedade, aceitar esse convite,
quanlo elle versa sobre urna materia lo impor-
tante e to justa [apoiados] como a de que se
trata. [Apoiados.)
Urna considerado abala sobremodo o meu es-
pirito para que vote pela aceitago d'esse convi-
te, e a seguinte : o senado em sua sabedoria en-
fcndeu, fazendo passar o requerimento do hon-
rado senador pela Bahia, que certos arligos do
acto addicional necessilam de interpretago ;
pelo menos o facto da approvago do requeri-
mento assim o d a entender [apoiados]; n'este
sentido convida-nos para a nomeago de urna
oommisso, que conjunclamente com a do sena-
do estude a materia, faga um trabalho completo,
e o sujeite deliberago do corpo legislativo:
ora, rejeitando a cmara esse convite, nao ficar
no espirito da populago do palz a duvida sobre
a verdadeira iotelligeocia d'esses artigos ? a-
quelles que teem de jogar com elles, que neces-
silam de saber qual a sua Torga, a verdadeira
disposigo constitucional que elles encerrara,
naoficam.em m condigo? [Apoiados.)
Como que devem entender os arligos de que
Irata, do modo por que entende o senado ou a
cmara ? Qual a sua inlerp*>lago ? Nao cla-
ro, pois, que a cmara, regeitaudo o convite to
senado, longe de acabar a duvida, vai augmen-
fl-14 t
O Sr. Viriato:A cmara regeila o convite
porque julga que nao ha duvidas.
O Sr. Villela Tavares:Bem, a cmara assim
pode entender; mas desde que o senado julgou
que ha duvidas, ficar esta impresso no espi-
rito de todos; e aquellos que enteoderem que a
cmara dos Srs. deputados nao leve razo, ho
e soccorrer-se a fopinio do senado. (Apoia-
menro para a rejeigo do convite de que ora nos
oceupamos; mas entendo que nao ha razo nis-
so. A questo da fuso, bem que muito importan-
te, diversa da actual. Sefosse possivel discutir
agora essa questo relativa ao art. 61 da consti-
tuigo, eu nao lea duvida de dizer casa como
pens acerca deste ponto, e a camsra veria que
a minha opinio diversa da do senado, embora
seja urna opinio infeliz. Mas, senhores, nao se
trata disto ; o objecto que nos oceupa muito
diverso esimples. Trata-se do aecordo, que
preciso, de ambas as cmaras para Qxar-se a
verdadeira inteligencia de alguns pontos duvi-
dosos ou que se julga duvidosos na nossa legis-
lago, e pelo facto do senado nao querer a fuso
em lempo remoto, oo se segu que devamos
recusar hoje o convite que nos faz...(Apoiados]
(Ha varios apartes.)
Se assim prosertermos, faremos mal. Nao se
dir que a cmara procede com justiga e coo-
forme exigem os ioteresses legtimos do paiz ;
ao contrario, explicar-se-ha o facto como um
antagonismo entre a cmara e o senado, como
urna especie de reaego....
O Sr. Lessa :Como preciso interpretar esse
artigo tambem, porisso accrescentamos.
O Sr. Villela Tavares :Nao sei. portento, a
que veio para o caso a questo da fuso do mo-
do por que a percebi.
O Sr. Lessa :E' questo muito grave.
O Sr. Villela Tarares :Senhores, os diversos
ramos do poder legislativo devem cumprir cada
um o seu dever; sem que baja harmona entre
todos elles, o paiz nao pode ser dotado com boas
leu, nem pode haver boa gesto dos negocios
pblicos. (Apoiados.)
O Sr. Lessa :Eu eolendoque deste modo nao
se quebra a harmona : quarendo interpretar-se
varios artigos, tambem interpretemos esse, que
muito importante : que inconveniente ha
nislo ?
O Sr. Villela Tararas :Sr. presidente, se o
primeiro argumento apresentsdo para impugnar
o parecer da commisso de poderes nao pode
proceder pelas razes que acabo de expender, e
que me parecem raliosas, para mim fra de
duvida, fra de queato, que o segundo argu-
mento tambem nao procede, isto que esses ar-
tigos apresentados no requerimento do honrado
senador pela Bahia nao necessilam de interpre-
tago. r
Nao tratarei de todos os artigos do acto addi-
cional inseridos no requerimento a que alludo
nao s porque nao quero tomar tempo camal
ra como porque nao desejo repetir aquilloque
o honrado relator da commisso j disse no ul-
timo da de sessao ; mas eu entendo que o 8 1
do art. 10 do acto addicional, o 7" do arlfll
que dando as assemblas provinciaes o direit
de "pender e demittir os magistrados, oo fal-
la da forma do processso, nem por quem deve
ser feito, e o art. 15, que trata da approvago
bispos por
Portento essa doutrina da creago das paroehias
sera aecordo previo do poder espiritual, sem basa
Hada por elle, nao pode ser aceita. E' materi
qne assenla sobre os caones, e est legislada nos.
concilios que foram recetados entre nos. O con^
lio de Trente vigora ^m nosso paiz em toda a,
a plenitude. A religio catholica
romana a religio do estado, diz
tuigao.
Como pois, vista desses argumentos pode're-
apostolics
a consti-
por dous tercos dos membros da assembla pro- 8obre os effeitos civis, etc. Ns creago das pa-
al, i projecto cuja sanego foi negada "chas podem as assemblas provinciaes avaliar
pelo presidente
lerpretago.
O 1 do art.
negada
da provincia, necessilam de in- a3 necessidades
mtSI!a$2 FraoSisc, :-A' disposigo do acto
SfS 'Cr,ara : V-Bxc-e* argumentandon
terreno da reforma.
OSr Villela Tavares :-0 acto addicional nada
diz a este respeito, nao diz que seja ouvilo o po-
der espiritual. *
O Sr. Martim Francisco d um aparte
inH?r" VlLlela T"r_e:-0 nobre deputado en-
tende que ha restnegao, ou que-nao ha ?
O Sr. Martim Francisco :Sem duvida oSn Ti
O Sr. Villel, Tavares :-Eis aqu !Na?oestan5;
de aecordo. J v que ha necessidade de inter-
pr*?lar. a
O Sr. Marlim Francisco :De formar, di-
gO 8U.
?J?'J}})i TavaIe? :~No D08SO mitlir que>
o acto addicional esteja em conlradico coma
coostiluigao ; nao posso admittir que a nossa lei
fundamental, proclamando como nossa a religio
catholica desrespeite, ataque, fira to violenta-
mente ia leu da igreja. Nao estamos-de aecordo.
dicten l ? m FraDciaco :~" 1ue fez'o acto ad-
OSr. Villela Tavares:Admitle taite isto, des-
de que o nobre deputado entender que tao am-
pia essa atlnbuigo das assemblas provinciaes)
que podem crear, dividir, supprimr paroehias.
eic.eic, sem se imporlarem com o poder espi-
O Sr. Martim Francisco :-V. Exc. est argumen-
tando no terreno da reforma.
O Sr. Villela Tavares :Nao estou argumen-
tando nesse terreno ; e tanto nao o estou que esta
disposigo do acto addicional tem sido entendida
diversamente, ora com a amplitude qa algumas
assemblas provinciaes se teem attribuido, ora
com as restncgdes que o governo julgou conve-
UloDluS.
O nobre deputsdo dere ssber que ha um afiso
do governo aos presidentes das provincias para
nao levarem a efleito as creagoes e divisoes do
paroehias sem serem ouvidos os prelados dioce-
sanos. O governo tanto reconheceu a necessida-
de de um aecordo que assim o dispoz.
Mas, pergunto eu, essa audieocia do prelado
diocesano justo que seja posterior ou amerior T
nao deveria ser auterior? nao seria mais conve-
niente que o poder temporal marchasse de aesor-
(Jo com os bispos, que se sespeitassem as dispo-
goes dos concilios que marcam o numero de ro-
gos de urna parochiae outras condigoes necessa-
nas r que inconveniente ha nisto t como e por-
que desprezar-se neste assumpto o concurso do
poder espiritual ?
As assemblas provinciaes, dividindo e creando
freguezias supprimem-as tambem ; e sopprimin-
do-as, pergunto, o parocho que inamovivel, que
6 perpetuo, senhores, nao fica privado pelo poder
temporal de urna jorisdigo que s o poder esoi-
ntual pode tirar-lhe?
semblas provinciaes, consideraodo-a ampia, sem
a menor limitago, sem bases, concurso e previa
audiencia do poder espiritual, um absurdo,
tila poe a constituigo politica do imperio em
flagrante contradiego, esquece a historia, as tra-
dicgoes e ataca e fere o poder Ritual, que,
como o temporal, livre e iodependente.
. Sr. presidente, eu creio que a diviso eccle-
! siaslica de ama provincia, da maneira por que se
j acha enunciada no acto addiccional, nao diz res-
peito senao creago, diviso e suppresso de
paroehias ; entendo que esta a inlelligencia do
artigo respectivo. Mas, aenhores, quem diz pa-
rochia. diz apenas um territorio da provincia, tiue
i tem urna certa porga de povo a quem se d um
ou dous juizes de paz, um ou dous subdelega-
dos r Quem diz parochia, diz apeoas urna porco
de territorio da provincia, onde ha urna porgo
ae povo sujeite nicamente ao governo tempo-
I A sciencia nao diz assim. A parochia um
Deoencio, e aquello que o exerce se obriga a go-
yernar a igreja nfatriz, dirigir a conducta espiri-
tual dos seus freguezes, e administrar-lhes os sa-
cramentos. Quem diz parochia, diz um certo
i territorio encravado na diocese, ou urna parte
determinada de urna diocese com certa porgo
de Ueis, a quem compete um sacerdote, que por
direito proprio lhes prega a palavra de Deus, ad-
ministra os sacramentos, ouve-os no tribunal da
penitencia, liga e desliga. Ora, se parochia
assim, se esta a definigo que nos d a scien-
cia, se assim recebida na nossa legislago, co-
mo podemos suppor que urna assembla provin-
cial pode a seu bel-prazer crear, dividir e sup-
pnmir paroehias, sem se importar com o poder
espiritual ? v
O Sr. Lessa : Suppde-se
cordo.
O Sr. Vilella Tavares : Pois os nobres depu-
tados podem crer que haver poder temporal que
possa obngar o sacerdote a confessar, a consa-
grar, administrar os sacramentes, curar as al-
mas ? que possa obrigar os fiis no foro da cons-
ciencia ? Esto engaados.
O Sr. Lessa : Nao, mas o poder temparal e
o espiritual marchara em harmonia.
O Sr. Vilella Tavares : O poder espiritual
o competente sobre esta materia, e o governo do
paiz, as assemblas provinciaes, s por si nao po-
dem dizer aos bispos eu ^quero, posso e mando
que se administren) os sacramentos aqui ou ali,
aatesles ou quelles ; eu quero que colloqueis em
tali oa tal localidade, e por forga, um padre para
pregar o Kvangelho, curar as almas, etc.
islo nao assumpto do poder temporal.
Nao desconhego que o poder temporal pode
apreciar tambem, at certo ponto, esta necessi-
i o seu direito versa principalmente
senipre previo ac-
nao,
10 do acto addicional
civis ou temporarias ; quantoaso
mais, a igreja, o poder espiritual o nico
competente para reconhecer e verificar a vanta-
gem ou utilidade da creago, diviso ou suppres-
so das paroehias ; ella que tem direito e dever
indeclinavel de acudir a estas necessidades.
O Sr. Lessa : Mas o poder temporal tambem
pode entender que ha urna parte da popula-
go que precisa ter um juiz de paz, que precisa
mente serio. Desda que os magistrados sao em- ter laes l*es meios de justiga, que oo pode ter
pregados geraes.porque pertencem ao poder ju- en, que se eleve o respectivo territorio fre-
. diz que
compete s assemblas provinciaes legislar sobre
a diviso civil, judiciaria e ecclesiaslica da res-
pectiva provincia. Ora, como que dovemos
entender essa faculdade? de um modo amplissi-
mo. sem o menor obstculo, sem limitago, sem
restnego alguma ? Creio que ha nisso inconve-
para que sao
nao pode
dicial, poder poliiico, geral, independnte pela
constituigo, podem as assemblas provinciaes
lirar-lhes a jurisdigo, supprimindo as comar-
cas em que ao empregados, tornaodo-os magis-
trados avulsos, e sobrecarregando os cofresgeraes
comdespezas iuuteis ? Se a administrago da
justigano paiz objecto de assumpto geral, podem
as assemblas provinciaes seu talante crear co-
marcas e forgar o governo a nomear magistrados
para ellas, s vezes sem haver neceesidade des-
ses magistrados as localidades
elles mandados ?
Suppoohamos que urna provincia
ter mais que oito comarcas, nao tem mesmo
capacidade para comportar seno esse numero ;
mas a assembla provincial influenciada pelos po-
tentados eleitoraes de taes e laes localidades,
entende que deve crear mais duas ou quatro co-
marcas, e elevar assim a doze o numero das oito
quetlohaa provincia..
R r- vriria'o :1" ubsurdo impossivel.
O bt. Villela Tavares :Nao absurdo, por-
que algumas vezes se tem dado tactos seme-
ibantes....
, O Sr. Martim Francisco:Est
interpretago para a reforma.
OSr. Villela Tarares:Nao, nao estou tra-
tando de reforma ; estou mostrando que o Io
do art. 10 do acto addicional nao pode ser enten-
dido com a amplitude qne se quer, e como ha
tados
passando da
guezia.
> Sr. Vilella Tavares : Se os nobres depu-
entendem que a creago'de paroehias diz
re*W* omento creago de juizes de paz, de
subdelegados, de iuspectores de quarteiro, etc.,
entao nenbum inconveniente ha n'essa creago :
podis crear quantas paroehias quizerdes; as as-
semblas provinciaes podem dividir como quize-
rem quantas paroehias entenderem ; |mas se, co-
mo j disse, a creago de paroehias nao im-
porta somente isso ; se parochia exprime um dis-
tricto ou parte determinada di diocese, sujeita
ao respectivo bispo, a quem compete o direito de
dar instituido cannica a um sacerdote que ad-
minstre os sacramentos aquella porgo de povo
e faga quaoto necesaario fr para salvago de
suas almas, expresso que isto compete ao po-
der espiritual, que este poder oo pode ser des-
pojado de tal altribuigo (Apoiados).
O Sr. Lessa : O nobre deputado marcha de-
baixo de urna bypolhese falsa o antagonismo
entre os dous poderes ; nao se devo suppor
uto, mas antes que elles se devem hsrmonisar
sempre.
O Sr. Vilella Tavares : Deve suppor qae ha
este antagonismo desde que se duvida da inter-
pretago devida a esse artigo do acto addiccio-
nal, desde que se nao quer harmooisar o direito
da creago, diviso e suppresso das paroehias,
que tem as assemblas provincias, com o di-
uuvida, desejo que seja interpretado convenien- re,l imenle : desejo ver decidido como essa diviso P em cada uma da8 suas dioceses.
2.o Datado de 19 de junho prximo passado,
enviando um volume das leis provinciaes do
Amazonas, promulgadas no anno de 1858, com
um extracto do parecer da secgo dos negocios
do imperio do conselho de estado sobre as leis
ns. 100 e 103. -r- A' commisso de assemblas
provinciaes.
3. Datado de 28 do mesmo, dando as infor-
magoes solicitadas por esta cmara, sobre a pre-
lengao de Balestra Galli. a quem fez a requi-
sigao. *
Outro do ministro da agricultura, eommercio e
(Ha varios apartes.)
Mas qual o meio que lemos de trazer a um
aecordo as diversas opioioes?
Se a cmara entende que os artigos do acto
addicional, de que se trata, nao offerecem.duvi-
das, sao claros e terminantes, e o senado eo-
leude o contrario, o meio de acabar a duvida de
restabelecer a verdade constitucional, ser a're-
jeico do convite do senado? Eu nao "posso
compreheode-lo. Ao contrario, entendo que e
meio, legitimo e natural, a acceilago do con-
vite, a nomeago da commisso mixta que ose-
nado pretende e um trabalho feito e concordadof
civil e judiciaria, sem oflenss das franquezas
|-proviociaes, deve ser feita.
R fr" Xfr,ial:E' di" Ia te"1* medo.
O Sr. Villela Tavares:Mas na hypothese que
ugure, ah temos os cofres pblicos sobrecarre-
gadoa com despezas para pagamento de novos
juues de direitos e muoicipaes, de novos empre-
gados geraes. Nao verdade ?
O Sr. Lessa :Este argumento prova de mais;
prova a^ecessidade da reforma.
O Sr. Villela Tararea :J disse que nao me
oceupo agora com a reforma ; mas se se acha
com efleito que pode dar-se o abuso que noto,
dando-se a esse 8 Io do art. 10 do acto addicio-
nal uma tal inlelligencia, nao ser conveniente
nlerpreta-lo, isto mostrar que esta foeullade
das assemblas provinciaes deve serexercida so-
bre certas bases e de aecordo com o governo ?
Um Sr. deputado d um aparte.
O Sr. Vilella Tavares : Nao estou tratando
agora dos meios que ha para occorrer essa ne-
cessidade ; nao me oceupo anda do modo por
que as assemblas provinciaes devem chegar
um aecordo com o governo geral a respeito desta
questo ; isto objecto serio, grave, que deman-
da estudo e reflexo ; o que estou por ora mos-
trando que cumpre flxar o verdadeire sentido,
determinar a verdadeira inlelligencia dessa dis-
posigo ao acto addiccional.
O Sr. Viriato : As assemblas provinciaes
esto em melhor condigo para fazer essa diviso
do que o governo geral...".
O Sr. Vslla Tavares: Mis, se essas divisoes
orem feitas de.aecordo com o poder geral; 90
0 Sr. Csrvalho Reis : Antes do acto addic-
cional quem divida as paroehias ?
0 Sr. Vilella Tavares: Antes do acto addic-
cional e da constituigo, creio que V. Exc. ssbe
perfeilamente que a creago, diviso, e suppres-
so das paroehias corra por coota do poder es-
piritual, V. Exc. sabe que a legislago que her-
dmos, n'esta parte, de Portugal, determinava
isto. Quaodo houve o terremoto de Lisboa em
1775, perdendo ali as paroehias os amigos limi-
tes, alguem lembrou ao governo que mandasse
proceder diviso das novas paroehias: o gover-
no respondeu que nao lhe competa islo, mas sira
ao respectivo bispo ; e com efleito, a rainha D.
Mara mandou ao cardeal patriarcha D. Fernan-
do que Gzesse, como de fado fez, a diviso.
Senhores, a nossa legislago a respeito de crea-
go lago_ de outros paizes : por isso que a esta
questo se prende indeclinarelmenle uma outra
que lora sido myjto disputada : fallo da inamo-
vibilidade dos parochos, questo a que se deve
sustentar que o poder temporal pode tirar ou
dar, augmentar-ou diminuir jurisdiccao espi-
ritual. v v
Em outros paizes, na Franga por exemplo, o
honrado deputado sabe que pela concordata de
outubro de 1801 e pelos arligos orgnicos de abril
de 1802 foram reconhecidas duas classes de pa-
rochos. Os parochos a que os francezea chamam
cures, e aquellas que na falta dos parochos, ou na
vacancia dos titulados as paroehias fazem os
officios parochiaes, e que se chamam desservants
ou succuradiMi, etc. Ambos exercem os mes-
Ha uma disposigo cannica que lei da igre-
ja recebida entre nos, que estabelece que o sa-
cerdote prvido em uma igreja devo servir nella
perpetuamente, nao pode perder a saa jurisdic-
gao. Qui in ecelesia titulatus est, in ea perpetuo)
perseveret. Ninguem combateu anda este prin-
cipio, essa lei invocada por lodos os beneficiados
para defeza dos seus direitos. Mas as assemblas
provinciaes fazendo perder a um parocho a sua
jurisdigo, supprimindo lhe a reguezia, respeita
essa le, respeita os principios, j nao digo do
direito cannico, porm mesmo do direito na-
(Ha um aparte.)
O Sr. Lessa:Isso prova de mais.
1 1? Sr" yillela Tame :Eoto nao posso mais
fallar. Todos os argumentes que tenho apresen-
tado provam de mais ; mas porque nos estamos
dissidenles sobre uma materia muilo importante.
O nobre deputado entende que o poder temporal
deve ler uma liberdade illimitada a respeito da-
quilio que s e exclusivamente compete ao poder
espiritual.
O Sr. Lessa :Eu procuro conciliar uma cousa
sem a outra.
O Sr. Villela Tavares:Eu estou convencido,
Sr. presidente, que podemos seguir qualquer opi-
niao poltica, ser conservadores ou progressitas,
libe raes, independentes, etc., respeftando os
principios religiosos. (Apoiados.) E entendo que
nao ha difficuldade alguma em alliar, em hsrmo-
nisar os nossos principios com os principios da.
nossa religio, com as leis da igreja.
O Sr. Lessa :E' at um dever nosso.
O Sr. Viliela Tararea :E por isso eu, qu
pens livremente em materia de politica, estarei
sempre prompto a defeoder os direitos da groja-
era sustentar a sua verdadeira doatrioa.
O Sr. Lessa :Nao s o nobre deputado, oa
tambem farei o que poder.
O Sr. C. Ottoni:O nobre deputado nao mais
religioso do que eu.
O Sr. Villela Tavares :Eu nao disse que sout
mais religioso do que o nobre deputado ; em mi-
nhas expressoes nao ha isso.
O Sr. Araujo Lima :Quem quer crear paro-
chos e imp-los aos bispos nao pode ser reli-
gioso.
O Sr. Villela Tavares :Agora, Sr. presidente,
responderei ao argumento tirado das tendencias
do gabinete para a restriego das liberdades a
franquezas provinciaes.
Sr. presidente, a minha posigo nesta casa
desde muilo tempo tem sido difflcil, mas clara ;
sigo os principios de moderago. sou liberal mo-
derado. Entendo que oo ha torgas humanas que
possim na actualidade fazer resurgir os anligos
partidos, com os seus odios, com as suas tradi-
ges, com as suas bandeiras. (Apoiados.)
Amestrado pela experiencia tenho reflectido
sobre as necessidades do meu paiz, e creio que o
maior servigo que ihe podaremos fazor ligar-
mo-oos de boa vontade, franca e lealmente, para
satisfago desasa nocessidades. O* terreno da
poltica hoje um terreno mesquinho que ao
efferece nem pode offrecerum campo vasto para
discussdes importantes e otis, discussoea de que
o paiz tire proveito* porque em verdado ao ha
um motivo, nao ha razo poderosa que nos di-
vida : eu nao vejo essas cores politioas marca-
das ou assignadas por uma profunda, iinha divi-
soria.
Os amigos partidos dissolveram-se, quasi que
oslamos nooaso da Ioglalerw. A Inglaterra sa-
be-se'que leve por muito tempo os seus partidos
terye whig, mas hoje ha tantos partidos alli ou os
antros paviido$ se acham tao dividido e subd^


m
DIARIO DE PEUUMBUCO. F- SEGUKDa FE1R4 5 DI AGOSTO DE 1801.
11 $ i
adidos que se pode dizer que neo ha-partido* pro-
priamente ditos.
Na Inglaterra ba hoje liberaes. uUrs-Uberaes,
oJependentes, radese, peeliatas, etc. Os torta
whigs acabaran)-se, e o mescao como que Tai
atcontecendo no Brasil. Ou ha muitos partidos,
o que quer dizer que nao ha partido algum, que
ha apenas grupos, ou ento todos os partidos se
-chana eso dissoluelo, espera a urna bandeir
para ae organisMon. Nao couaemno os partidos
digo sosente que actualmente nao oa vejo. Ora,
ae essa nnuha persuasio, para que ir buscar
na poltica o que nao da poltica ?
Eu nao termo nenhum molio para moirer de
amores pala gabinete actual taaho sim amigos
no gabinete e eoleodo que alies bao de conside-
rar os negocios pblicos de um modo convenien-
te. Se devo porm estudar o governo pelos seus
actos e pelas ,suas patarras, tambero alo vejo
motivo para collocar-me em opposico ; nao ha
actos que me le vera para esse lado, nao descubro
ao gabinete tendencias para a cealralisaco, para
a destruicao das liberdades e (rsoquezas proviu-
ciaes, como aquise disse.
onde aa moslram easas tendencias'!1 O go-
verno tem apenaa tres mezes da existencia : na
nomeago dos presidentes e nos poucos actos que
tem pralicado com relaco i cmara e o senado
ao deparo cousa alguma que Ihemerega censu-
ra. Ao contrario, no seu procedimento vejo mul-
la condescendencia, muita oaoderacao.
Sabemos do facto importante que ha poucos
das se deu 00 senado, entretanto o governo nao
ae moslrou aoojedo com elle, e continua na sua
misso. Nao prova assim a sua moderago e
coud.'scen Jencia"? Portaato nao sei d'onJe se
posa inferiresae espirito de reacgo... essas ten-
dencias contra as liberdades publicas?
alas supponhamos que com eleito a ppa recera
ssas tendoncids, que o ministerio quer a restric-
o das liberdades, das franquezas proviuciaes,
l'ier a centralisagao. Pois, senhores, pergunto
eu, ser evitando-se a discusso que poderemos
couseguir alguma cousa ? Ser votan Jo-so con-
tra o parecer da nobre commisslo afim de que se
sao trata do assumpto do requerimeoto apreaen-
tadoos cmara vitalicia pelo nobre senador pela
Baha, que poderemos levara governo a dar de
tnoa essas tendencias? (Apoiados).
. Ao contrario votemos pelo parecer, vejamos
como a nebro comuiisso entende que esses ar-
tigo do acto addiciooal devoro ser interpretados.
O governo sem duvida entrar nesse debate e ex-
por o seu modo de pensar. Se presentar essas
tendencias, eu desde j prometi fazer-lhe oppo-
sico porque uo desejo que o governo do meu
paiz restrinja as librdades e fraoquezas provin-
aes ; assim procadero oatros, e chegaremos
ento ao coohecimeoto da verdade.
En vista portantodo que teoho dito, voto pelo
.parecer da nobre commisso (Muilo h m I muito
oem!)
A discusso Oca adiada p-li hora.
C-intioua a discusso do projecto de resposta
falla do throuo, e fkou adiada pela hora.
(Fallaran os Srs. ministro da Justina, Furtado
* Almeda Pereira).
A ordera do da a mesma.
Levautou-e a sesso s 4 horas da tarde.
SESSAO EH 2 DE JLHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 3/4 huras fez-se a chamada, e o Sr. pre-
sidente declarouaberta a-sesso.
Lida e approvada acta,
O Sr. 1 secretario deu conta do seguiute
EXPEOIENTE.
Um ofcio do ministro do impeiio, datado de
hontem. onviando a acta da apuraco dos votos
para deputados pelo 4o districto da provincia da
*3*hit,A' corumissio de poderes.
Outro do mesmo ministro, datado de hoje, en-
viando tamben), cora os competentes documen-
tos, copia do decreto declarando que a penso
concedida a D. Josepha Mara Aragouez do Faris,
reverla em beneficio de seus Qihos menores.A'
commisso de pensese ordenados.
Outro do presidente da provincia do Espirito
Santo, datado de 31 de tntio do correte anno,
enviando um exemplar do relelorio, e officio com
juc lhe foi passada a admioistracao da provincia.
Archivarse.
Leu-se e foi a imprimir no Jornal de Commercio
o requerimeoto do Sr. Pereira Pinto, um parecer
la commisso de poderes aonullendo a eleico
primaria da paroebie de S. Sebastio da Foz de
Tijucas, na provincia de Saota Catharina.
Foi lido, posto em discusso, e apprevado, um
parecer da commisso de pensos e ordenados,
pedindo inforraages ao governo sobre a posen -
ladoria do olficial d secretaria de justica Antouio
Alvares de Miranda Varejo.
Julgou-se objecto de deliberaco, e foi a im-
primir o seguiute
Projecto : m
A assembla geral resolve :
Art. 1. F i rara creadas, no seminario epis-
copal do Para, uan cadeira de direito natural e
Mira de eloquencia sagrsda com ordenados
iguaes aos dos outros professores.
< Art. 2. A cadeira da lingaa indgena da-
quelle seminario, tica substituida por outra de
ariihmetica, algebra e geometra.
Art. 3. Os lentes de todos os se mina ros, qu an-
do subsiituiren outro em seus impedimentos,
eneero por esse exercicio urna gratificara
Correspondente terca parte de aeu ordenado.
* Art. 4-. Ficam revogadas as dlsposiges em
contrario.Stqueira Mondes.
O Sr. Carvallio Reis mandou 4 mesa o seguinte
requerimeoto, que foi lido, apoiado, posto em
-discusso e approvado :
llequeiro que seja remettido a commisso
de marinha a guerra o projecto do cdigo criminal
militar do Sr. Dr. Magalhes Castro.
ORDEM DO DA.
Continuou a discusso do parecer da commis-
so de constiluisao sobre a nomeaco de ama
commisso mixta para reviso de alguos arligos
do acto addiciooal ; e rlcou adiada pela hora,
Orou o Sr. Martim Francisco.
Continuou a discusso do projecto de resposta
a falla do throoo ; que ficou adiado pela hora.
Oraram os Srs. ministro do imperio, Slveirs
da Motta e Taques.
O Sr. presidente d a ordera do da.
Le?antou-se a sessao s 4 horas da tarde.
O Sr. presidente di a erdem de dia.
Levaotou-se a sesso s 4 horas da tarde.
SESSAO EM 3 DE JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 3/4 horas fez-se a chamada, e o Sr. pre-
sidente declaron aberta a sesso.
Lida e approvada a acta, o Sr. Io secretario deu
conta do seguinte :
EXPEDIENTE.
Um officio do ministro do- imperio, datado de
hoje enviando as actas dos collegiosda Abbadia,
rombal, Jrcobina, Itapicurur, Inhambupe e Pu-
rificarn, perteocentes ao 4* distrito da provincia
da Bahia, no qual se procedeu no da 4 do
soez nodo, eleico de um depulado pela vaga
que deixou em coosequencia de haver acceitado
o cargo de ministro do imperio.A' commisso
de poderes.
Outro do ministro da fazenda, datado de 28 de
junho prximo passado, dando as informages
solicitadas por esta cmara sobre a pretenco de
D Luiza Feliciana de Amorim e Silva.A quem
lez a requisigo.
Foi lida, posta em discusso e approvada a re-
dacgo do projecto deste anno,approraodo a peo-
fio concedida a cada um dos guardas acionaes
da provincia da Parahiba, Fraaceliao Antonio
Marques e Antonio Flix da Conceigo.
ORDEM DO DA.
E eifo da mesa.
Para presidente sanio reeleito o Sr. visconde de
Camaragibe, com 66 rolos.
Para vce-presidente sabio reeleito o Sr. Nebtas,
com 57 votos.
Para Io secretario sahio reeleito o Sr. Pereira
Fioto, com 62 votos.
Para 2 secretario sahio releito o Sr. Gama
Cerqueira, com 60 votos.
Para 3o e 4 secretarios sabir a m eleitos os
Srs. V eira da Silva e CaUxaos. oa 6o votos ca -
da um.
Picaran upplefltes o Srs, Epaminondas Fe-
liz da Cuoba.
Continuou a discusso do projecto de resposta
falla do throno, que flcou adiada pela hora. -
Oraran os Srs. Flanno Lana e Parane-
gui.
Veto a nesa a aegoiote emenda do Sr. Lessa,
aei lida e a petada : Logo depois da palavra
desmentidas aceresceote-ae r a esse estado
tsnto mais so perpetuar, se o governo de Vasta
gestada ImperiaJ, organisado segundo as re-
gras do nosso rgimen, e de secarlo con asexi-
{eacias da actualidade, aoobar sproveilar lae fo-
ts opnorluoidade para iniciar medidas, qu* de-
seovolvam sssas iostitui;es e as tornen una
realidade pralict.
DIARIO DE PERNAMBUCQ.
Qsaetao eleitoral.Elelajao
tllrectn.
X
Terminamos e precedente artigo com o discur-
se, em que no anoo de 1855 o eximio orador, vis-
conde da Jequitiobaoha, defeodeu a causa 4a
aleico directa perante o senado.
Uvre 4a prsalo partidaria oa goveraativa, o
Ilustre aeaador nao atormeotou o seu pensameo-
to con subterfugios, e patenteoa-o frsaeanenta
con a lucidez e a elegaocia, que a nalureza d a
mu poucos dos seus predilectos.
Como o Sr. visconde de Jequilinhonha, tam-
ben Paula Souza, Vergueira, o marquez 4o Pa-
ran, o Sr. Torres Hornera, e outros nao eram in-
telligencias, em que pe<>etrasse a coovicco de
que a le dos circuios e das incompatibilidades
indirectas bastasse para sanar os males da eleico
indirecta. To faltos nao eram ell. s de previsao,
que para d'isso estarem convencidos, precizassem
ouvir a tonga eouaeraco, e al a exsgeraco
dos inconvenientes, e 4a inelcacia da nova le.
Durante nove e maisannos se Ibes lembrou, e
se lties repeli que a lei dos circuios havia de des-
pertar maiornumero de ambiedes, e por isso
mesmo tornar anda mais irregular o syslema
eleitoral, e mais absoluto o funesto espirito de *x-
cluso, augmentando este as desordens que o
acompanham iueviwvelmente as eleiges indi-
rectas.
Podiam por ventura to profundos pensadores
desconhecer que pela nova lei os pretendientes
deputaco haviara de crescer em numero, e na
raesma proporco dimiouir em qualidade ? Po-
diam esperar que o ioteresse pessoal concentrado
n'um circulo losie mais honesto, e meuo; sedi-
cioso do que espalhado por urna provincia intei-
ra? Nao era manifest que os esforcos dos par-
tidos, ou das suas fracedes, se haviam de tornar
mais arrojados u'um collegio, quando ahi se de-
cidase exclusivamente da sorte de um de seus
candidatos? Nao ia manifeslaraentea nova lei aco-
rnear as tendencia egosticas pessoaes, e sacri-
ficar o nobre ioteresse collectivo ao misero inte-
resse individual ?
Poderiam hornens de estado daquella ordem
nao antever que pela nova lei, persistilo a elei-
co indirecta, se passaria da escandalosa uoani-
midade parlamentar, que se quera extinguir, ao
completo isolamento das opiuides e dos princi-
pios as lides eleitoraes? Que do absolutismo
dos interesses collectivos se passaria ao desvai-
r monto dos interesses pessoaes? Que seatali
os homens eminentes de um partido eram subs-
tituidos peluSghoraeos eminentes do outro parti-
do, d'ali era oante o merecimento, os servidos,
a virtude, o patriotismo dos membros do mesmo
partido havia de ser postergado e iudigoameute
sacrificado por olygarhias locaes, que ludo sa-
crificaran] interesses de familia, de amizade e
uutras Lousideragoes adversas s conveniencias
publicas ?
--e caso que to illustrados estadistas nun-
ca livessem lidoa pagina emque Guizot diz que,
pela forma eleitoral, que ellos propunham. em
lugar de lulas polticas s ha intrigas pessoaes ;
que por aquello modo a eleico mais disputa-
da, e menos nacional ; que a luta se trava ex-
clusivamente entre relaces, interesses e senti-
meotos quasi pessoaes?
Erara esses lo estraohos philoophia do seu
lempo, que uo livessem lido Royer Collar, e que
ignorassem que nao obstante ser elle em philo-
sophia e em poltica o maior adversasio, e o
mais coustante inimigo da forca edo numero, de-
clarou que a forca moral, por isso mesmo a in-
fluencia social do deputado cresce ou diminue,
conforme cresce ou diminue o numero dos elei-
tores que o elegem ?
Igooravam elles que o principal inconveniente
das eleiges consista em seren indirectas e nao
era seren proviuciaes, circulares oa triangula-
res, porque subsistindo a mesma essencia eleito-
ral, em nada seria ella beneficiada pela forma
geomtrica que lhe dessem ? Tornar a eleico
local, deixaodo-a indirecta, nao era concentrar-
le o veneno e augmentar-lite a lethalidade ?
Pois nao estava j conhecido o que havia de
succoder nos crculos, altendendo ao que succe-
dia as provincias, que ento davam um s de-
putado? Em Sania Catharina, no Kio-Crande
do Norte, no Espirito Santo, em fiauny, no Ama-
zonas, que elegiain um s deputado pela forma
indirecta, eram por ventura mais livres, mais pu-
ras, mais perfeilas e menos eosanguentadas as
elegoes iudirectas? E se qualquer mediocridade
parlamentar, qualquer gazeteiro indicava estas
rarest e apoutava estes tactos, podemos nos sup-
pr que to eminentes estadistas vissem na lei
dos circuios outra cousa mais do que um mal
transitoriosubstiluindo um mal permanente?
Vergueiro e Paula Souza bem claramente de-
clararan que a lei dos circuios era o camiaho pa-
ra chegar i cousa melhor. Sem duvida elles ao
desconheciam as silvas, os espinhos, os despenha-
deirosque abundaram naquella vereda, mas nao
descobriam outra que os levasse ao lugar que
se dirigiam. Se uo fallaram cem a lucidez, e
plena verdade do Sr. visconde de Jequilinhonha
foi porque capitaneando um partido eram obri-
gagtos a poupar as influencias Ilegitimas, com
que se achavam ligados, e de que precisavam pa-
ra fazer triumphar o seu pensamenlo.
Ninguem se illuliu as cmaras sobre o ra a
que tenda a lei proposta por aquelles Ilustres
senadores. Ahi anta entre nos o respeilavel Sr.
vigario Venancio, que naquelle lempo era depu-
tado. e algumes vezes presidente da cmara, a
qne a todos allkuia, que nelle, neui membro al-
gn das cmaras desconheceu que o objecto final
da lei de Paula Souza era chegar eleigo di-
recta.
Para fazer adoptar a lei de Paula Souza o mar-
quezde Paran foi obrigado mesma circums-
pecgo, e al um silencio oratorio mais com-.
pleto. E' que tambera elle precisava nao essom-
brar as influencias Ilegitimas da eleico iodirec- |
la que o apoiavam, e mesmo asaini, se nao fra a
sua vontade de frrea lenacidade, anda boje se- ,
nao teria dado esse primeiro passo para a eleico
directa, tamanbo o odio, que Iba consagrara os
afluentes da eleico indirecta.
Se o marquez de Paran nao patenteou o al-
cance que no seu espirito pretenda dar nova
lei, anda na stsso legislativa do anno passado
nos foi elle revelado pelo ultimo ministro do im-
perio, o Sr. Saraiva, quande en plena assonbla
declama que o marquez de Paran lhe havia
commnoicado que nao quera a lei como estar,
que pretenda completa-la, e o mesmo Sr. Sa-
raiva disse qoe elle tamben nao julgava o pro-
jecto o melhor de todas. Mas, na sesso do anoo
passado, quem mais claramente se declarou em
favor da Ihese em qoe nos empeoliames, foi o
Sr. Torres Hornera, quando 25 de junho entre
outras cousas disse o seguate: O principio
de reforma que professo com a maia profunda
< conviego da sua ulilidade o da eleigo direc-
ta com elevaco das condices censitarias. Eo-
tregando s classes menoa necessitadas, menos
a dependentes e mais Ilustradas a escolas dos
representantes fechava-se a principal fonte dos
desregramentoa qoe avultam no primeiro grao
da eleigo, onde de facto existe o suffragio uni-
versal exercido por multides cegas, facis ins-
trumentos, ora das faeces, ora daa autoridades
subalternas.
Sem duvida essa parte mais numerosa da
popalace merece tanta atiengo, cono qual-
quer outra ; direi mesmo que conforme os
principios ae ama poltica ctvilisadora e chrs-
< tas, qoe en relago ao seu bem estar, ao seu
progresso material e moral, ella tenha prefe-
rencia aos cuidados do governo sobre os ricos
e os poderosos.
Isto 4 s qoe lhes aere a sociedade, mas a
sua participado en fooccdes polticas to im-
portantes oio produz senlo inaonrentente!, e
pongos para a causa da rerdaoeira liberdade,
como a experiencia tem provado em todos os
lugares, s em iodo* os lempos.
c O rgimen representativa oio o da maio-
ra numrica e simples, poren o 4a maioria
das nais habilitados.
Por esta roseaba 4a nossa historia contempo-
rnea j v o laite* que desde o anno de 1844,
em qua o venerando Peala Sauza zaiciou indi-
rectamente esta questo, nunca mais ella deison
da ter drogados ao stuado m caara dos de-
putados. Logo en 1846 a mesmo Paula Sonta
alcou de novo a vo pro da sua idea. Elle e
Vergeiro proposoram em 1646 a lei aos circuios.
En 1855 a marquez de Paran, vendo qoe (ar-
ca ndicala atara reduzido o sYssear* represen-
Uve oo Brasil ; querende a coneiliico oio pe-
le nata inefflcaz a torpe os atareases nateriaas
peta lndispensarel realisaca do gorer-
no representativo, seguio no caaainho 4a elei-
go directa as prineiras pegadas daqaslles ve-
nerandos teoadores, j eolio fslledde*.
Nesse anno o cloquate senador viscoade da
Jequilinhonha declarou francamente qua aqatei-
les remendos a experiencias o Dio sttitsanarn.
que o IrabalhO da eleigo primaria toroava inpos-
neira notdifkaeao da lei eleitoral ingiera consis-
tir na eunbagie desses eleitores dependentes,
y*' "raSs que votsrsm psra conferir di-
a ** aos pequeos rendeiros, viram a
criada en oo.cahiram, e esto bem conlrictos
da anas Htusies democrticas.
Nao obstante as imperfeices inteparareis de
duzeatas mil reis, que data diretta ao eleitorada,
e sen a qual na forma preterala pala coastilui-
go ninguem ora legitina elcitor.
Pouco nais ba de un asno qaa o Sr. Torree
flomen dizia sproximadaneote a nesma cousa
com leanlo que todos lhe recoabecen.
Algumas gazetas do sal do imperio, particu-
larmente o Ypiranga ten-ae declarado por este
syslema eleitoral, e indicado al o modo de subs-
tituir a falla de impostas directos no Brasil pa-
la delerminaco do capital possuido, e ltima-
mente sahio laxen S. Paulo o folheto que ani-
mou a redscco deste Diario a querer tambem
contribuir aenio para a ellucidago, ao menos
para e vulgarisacio desta questo.
Eleitores ba no sul, como o Sr. P, Juliano de
Paria Lobato, vigario capitular da provincia do
Rio Grande do Sul, que se negam a ir votar, de-
clarando publica nenie que s rao quando a elei-
go for directa.
Se,pois, materialmente fallando pouco, como
cima distemos, o que se tem feito no Brasil
prl da eleigo directa, a considera-lo pelo lado
moral j vai avultando esse pouco. Quem v in-
lelligencias como a de Paula Souza, Vergueiro,
Jequilinhonha, Torres Hornera, marquez de Pa-
ran e outros, apezar da ordinaria divergencia
de tuas opioies outros respeitos, em questo
lo importante, como a questo eleitoral, con-
cordaren] n'um s pensamento, pode affirmar
sem grande nseo de errar, que a realisaco des-
se pensamento o que com ora ao paiz, e mesmo
que se a eleigo directa nos nao salvar do des-
cuido, en que sndara nossbs interesses reaes, s
nos restar appellar para a divina misericordia,
porque da lei actual, do estado dos costumes, e
dos homens nada temos que esoerar.
Os nossos leilores ho de ter estraohado que
sendo a Inglaterra a ruonarchia constitucional
por excedencia, e o povo ioglez aquelle, cojos
costuraes sao os mais liberaes de todas as monar-
chias representativas, e tende nos fallado tanto
de leis eleitoraes estrangeras e oacioaaes, anas
nada dissessemos acerca do que naquelle paiz
concerne nossa ihese.
A Inglaterra urna naco com a qual nenhu-
ma outra lem verdadeira semelhance, era mes-
mo fortes analogas. Todo ali especial, parti-
cular, especifico, e os governos que se lem fun-
dado, tomando-a por modelo, nao passam de
arremedos, de imagens sem vida, que s tem de
real a apparencia.
Emquaoto os outros povos tem procurado ga-
rantas ua forma do governo, o povo oglez nun-
ca as procurou seno nos principios constitutivos
da sua sociedade real. Por sso o que d aos In-
gleses concordia, ordem e prosperidade, lem da-
do muitas vezes outros povos, discordia, desor-
dens e miseria.
As discutses ali, leodo sempre por objecto
principal o estado real da sociedade,nao so redu-
zem pugilatos oratorios para os influentes dos
partidos se derrubarem alternadamente do poder,
fleando tudo antes e depois. como estava ; sao
pelo contrario lulas nobres de priucipios flxos,
e hereditarios em relago ao estado real do paiz.
O povo ioglez o uuico na historia, cuja cons-
tituigao tenha durado tantos seculos. Assigna-
da pelo re Joo sem Ierra a 19 de junho de 1215
chegou at hoje,modiQcaodo-se deseculocm se-
cuto, aperfeigoaodo-se sempre sem nunca aban-
donar' um s dos seus principios fundamentaes,
era os que se iam successivsmenle aggregando
constituigo primitiva.
A eleigo foi sempre directa e censuara ; nem
a consliluico lera resistido olio seculos de du-
rago, se o voto fra universal, directo ou indi-
recto, porque disso nao ha exenplo na historia
do mundo.
Esta permanencia das leis polticas constituti-
vas fundadaa na organisaco real do paiz foi o
que levou o povo ioglez ao esplendor, morali-
dade e podero, que estamos presenciando, e
que nenhuraa outra naco leve reunido em tal,
grao. Para isso foi necessario que a constituico
iogleza nao improvisasse o estado social da In-
glaterra, nem declarasse, ou quizesse era artigo
igum queaquillo que era feudalismo real fosse
de um dia para o outro egualdade poltica e li-!
berdade constitucional, que aquilio que era oly-
garchia ou aristocracia social patente, se couver-
tesse em democracia pelo eleito mgico de meia
duzia de palavras escripias n'um papel chamado
carta, ou constituido.
Poi por isso que o bom seoso, e a razo prali-
ca dos anglo saxonios fez no duodcimo seculo
urna constituico verdaderamente feudal, e sem
tocar na organisaco social, e as relagoes que
della resultavara, limitou-se a garantir osdire-
tos pessoaes, de propriedade, e de liberdade civil
dos senhores feutaes contra as violencias da co-
ros, e os mesmos dreitos dos feudatarios contra
os ataques dos senhores feudacs. Esla garanta
de direitos unida ao voto do imposto converleu o
goveroo feudal absoluto em monarebia feudal
constitucional, e nada mais.
A proporgo que as luzes se iam difundido,
e que o estado social melhorava pela maior illus-
traco dos cidados, e pelos benficos efieitos da
carta magna, novas addicoes, novas modiQcagoes
eram feilas couslituigo de Joo sem Ierra.
Assim foi que no tira do dcimo terceiro secu-
lo, e no principio do dcimo quarto, reinando
Eduardo III, porque a seguranga das proprieda-
des se nao achava to garantida, como a das pes-
soas, ampliaram-se as garantas da propriedade,
e foi nesse reinado que priocipiou verdadera-
mente a liberdade poltica dos loglezes. pois s
ento a cmara dos deputados, disculindoas leis
exerceu o poder legislador pela primeiro vez|
dous seculos depois da promulgaco da caria
magna 1
S dahi perlo de tres seclos, no anno de
1669 proclamou o parlamento a igualdade abso-
luta peraoto a lei, a liberdade das eleiges, a ir-
responsabilidad* doa membros 4o parlamente pe-
los discursos proferidos as cmaras, e a necessi-
dade da reuuio trequenle do parlamento.
Em 1790, para destruir os vestigios do feudalis-
mo, e uniformisar o direito aoeleilorado,Pitiapoiou
a retorna eleitoral, as o horror que inspirara
este grande homen a demagogia do voto univer-
sal francez, absorveu-lcn todo o tenso e toda a
atlenco, e s no anno de 1831 o faraigerado pu-
blicista Brougbam, no ministerio de lord Grey,
fez a maior reforma eleitoral, que se ten prali-
cado em Inglaterra por meio de ana lei ordina-
ria, e sen tocar na constituico. Pode o leitor
formar idea da eitaneio dessa retorna, conside-
rando que Brougham aboli ceoto o setenta e nove
lugares de deputados na cmara, e conferio di-
reitos eleitoraes quinheotos mil cidados, que
os nao tioham.
Vio-se naquellas lenhidas diicussdes quanto
silo astutos os honens da influencia iodebita. Os
grandes proprietaros fingiran-se advogades dos
pobres, e zeladores de seus suppostoa direitos ao
eleitorado. Alguna liberaes, aovidos por senti-
mentos sen dunda generosos, mas evidentemen-
te inconsiderados, lizeram conferir direitos elei-
toraes aos rendeiros, que pagassem qua tro ce-
ios mil ris oas comarcas, e menos que sso as
sida dos.
Com a introdcelo atestas clausulas na lei de
lord Brougham, conservaran os nanddes eleito-
raes da Gria-Brctanba en certa proporcie a po-
der das ameacas e da corruptas, que estarn
habituados. Expostos despejo, ou um aug-
mento da renda, ficaram os pequeos rendeiros
os dependencia dos grandes propietarios, e por
isso votavam, pois ci e l mis fadaa ha, como lhes
maadavam es senhores desterras. Tanto verda-
deque o eleitor que nio tem em si a razio da sua
independencia, e a defeza de sea direito, nada
elege, nada representa, oa ss alguma cousa re-
presenta s a dependencia, a necessidade, a n-
seria, a fono.
Em verdade o mais deeapiedado lyranno, des-
pota mais feroz, que sos cooheceroos, s lome.
Os verdaderos propugnadoree pelos direitos elei-
toraes dos pobres sao os qoe por naio da instruc-
co e do trabalho Ibes nioistran armas para de-
tallar as aecessadades materia es da vida, e os
tornar cidados resnenle indspendentet. Sen
isso, lado aaoio por ahi se 1t, se escreve, te
afflrna, so legisla sorianenie A respeito dos sup-
postoa direitos eleitoraes dos pobres, masifesta
e perniciosa fieco, na borla, 4 ana mentira
loga!, por sujo internadlo sa pboa as torcas eiei-
toraes eos dependentes na na dea poderosos
contra os direitos reaes dos io4epM4eaiBs.
Estas tardados sis feralmente sentidas en In-
glaterra, e por taso estaB3oi psrsusdidos qe a pri-
. -. ------------------__-_._ povo
ingtex ao orto iateiro, e qoe o Isnto, progressi-
1' ??*** *** *ior aPrfe'Coannto da lei elei-
toral a ser o principal instrumento, qne im-
pellio, o caatiouar a impellir aquella naci ao
maior podero qaa se temMsto no mundo.
Se a mi da Onnipolonta daa aquello povo
em minas inexhauriveis o ferro a o logo maia ba-
ratos do que 4 nenhum outro, se aquelle povo
Iransformou esses elementos de riquezas en fa-
bricas, paca oojos productos mal chega o mundo
todo, en amallas que abracam os nares todos,
acaso negou-oos a Providencia elenentos de
produego iguaes ou nais potentes ? Cono ,
pois, que a nossa produego relograda en vez de
progredir ; que a impetfeigo do fabrico dos nos-
sos productos os ral eipelliodo dos nereados do
mundo; qoe o nota do algodo. 6 o bicho do
caf nos araeagara com o mais horrendo paupe-
rismo ? E' que ss fortes viras da oago, em vei
de lutar enrgicamente para remover Umanhas
calamidades, definbam e extingues)-se as lulas
esteris, ou nocivas da eleigo indirecta, e nos
pugilatos parlamentares para sssuar o poder, e
distribuir os eropregos, os ttulos e as honras pe-
los amigos e adbereoles, sem que nessas lulas e
nesaes pugilatos entre por forma alguma a inten-
cio, o desejo de remover ou sanar os males reaes
da nossa sociedade.
do Reg Maia, cemerio pu-
PERNAMBUCQ.
Joo Francisco
blico.
Sinjpkio Jos de Mello, matadouro.
ueslgnou o Exm. Sr. presidente o longo da
prata de Olinda, sobre propotla docommandaoie
das armas, para servir de poni ao exercicio de
a tirar ao alvo, que os corpos em guaroicao nesta
provincia devem fazer, conforme a ordem do dia
n. aso.
Por portara do 1* do corrate foi noneado
o Sr. Domingos Soriano de Azevedo Silva para o
cargo de primeiro supplente do delegado da
Agua-Preta,
Por portarla de igual data foram tambem
Horneados os Srs. Jos 4a Silva Cysneiro Gui-
arles para 4 supplente do delegado de polica
do termo de Gabrob, e Floreoliao Jos da afel-
io para segundo sappleote do subdelegado do
districto de Arariba do mesmo termo.
S. Exc. o Sr.preaideoteda provincia, acom-
panhado do Sr. Dr. Portella, director da ins-
trueco publica, vsitou sabbado o Gymnasio Pro-
vnral, e depois de ter corrido todo o estabele-
cimento, mandn vir sua preseoca tres dos
alumnos raais adiantados, e, na sua presenta,
mandou lr e traduzir argomas partes do Hora-
cio, com o que ficou salisfeito; retirando-se s
2 1/2 horas da tarde.
Lista dos ba plisad os da freguezia de Santo
Aateoio do Recifo, do mezde julho prximo pas-
sado.
Antonio, branco, filho natural de Angela liara
flibeiro.
t
REVISTA DIARIA.
Por carias da corte, podemos asseverar (iae i
destituida de fundamento a noticia all publicada
por um jornal, e aqui reproduzida, da subs-
tituirn do Exm. Sr. Antonio Marcelino Nunes
onjalves na presidencia desta provincia.
Segundo as mesmas cartas, pelo contrario S.
Exc. devidaroente apreciado na corte, e conside-
rado pelo governo imperial em toda a altura do
sea mrito.
Nem poda deixar o goveroo de assim conside-
rar a S. Exc, porquanto a sua administragio ha
at hoje sido esclarecida, justiceira e econ-
mica.
No esta urna opinio individualmente nos-
sa, mas repelimos a formula do juizo, que sobre
ella faz a provincia.
A noticia relativa ao acrescimo Be publica-
ges do Times, que demos ao conhecimeato dos
nossos leilores no Diario de 31 do passado, na
quarta columna da oitava pagina, suggerio-nos
a idea de urna comparago idenlica com relago
este nosso Diario.
O progresso effectivo que aquella empreza lem
presentado em sua vida, assemelha-se servatis
servandis s evolugdes do crescimeoto porque
tem a nossa igualmente passado, guardando
sempre a ordem do desenvolvimento natural
vida physiologica e physica.
Isto que aventamos nao nos pode ser exprobra-
do como urna vaidade;. porque ao contraro
um facto histrico contemporneo, enem a com-
parago que nos foi suscitada menos cabivel.
Para ella pois tomaremos, como ponto de par-
tida, o anno de 1825, em que leve o Diario nas-
cimento, servindo de terminus o em que vive-
mos, e no qual copla o Diario o seu trigsimo
stimo de existencia, durante a qual nunca re-
cebeu nem um ceitil para sua sustentsgo, quer
do goveroo, anda pela polica tecreta, quer de
companhias ou particulares, segundo documen-
tos comprobatorios existentes em poder do seu
proprietario.
No dia Io de agosto de 1825 compuoha-se o
Diario de oilo columnas, as quaes coolinha cin-
coentas liuh'as, e cada urna destas vinte e cinco
letras ; de maneira que elle apresentava o re-
sultado de quatrocentas lianas e de dez mil lot-
tras en todo o seu composlo.
No 1 de agosto deste anno de 1861, porm,
eleva-se a quarenta e oito columnas era seu for-
mato. Cada urna destas columnas contera du-
zentas linhas, e estas compoem-se de Irintas
oito leltras por cada urna; e assim resulta um
computo de nove mil e seiscentas linhas' com
trezeotas e s lettras.
Alm dessa difirenos entre os dous indicados
pontos, sobresane mais, que em 1825 a impor-
tancia da subseripgo era de 6iO rs. por mez ; o
que dava 25 3/5 de rs. por cada numero do Dia-
rio regalando mensalmente termo medio viote e
cinco nmeros de publicaco.
A subseripgo actual, porm, d 66 1/3 por
numero, ao calculo de 59000 por trimestre.
Ora, o Diario coolendo presentemente 36 1/3
mais do que continha no anno de 1825, deferia
custar aos assgnantes nessa proporgo 920 rs
por dia, ou 69j00o por trimestre, ou anda 276
por anno.
Anda mais outro dado comparativo.
Em t825 os annuncios publicados diariamente
regolavam de cinco quinze, con'tendo de tres
a qninze linhas ; mas hoje essa publicago orea
de serscentos mil, contendo cada um de tres
duzentas e ciocoenta liabas. Demais, daqueHe
anno at o de 1827, para terem-se annuncios,
precisa va-se arranca-Ios das esquinas, pravas,
ere, onde achavam-se pregados; ao passo que
hoje ninguem procura mais esse meio de publi-
cidade, sendo por conseguate levados os annun-
cios officina, e em tal copia que muitas vezes
nao se pode publicar no mesmo dia acuelles
que sao recebidos depois das quatro horas da
tarde.
Chegadoscomo temos, este ponto de compa-
raeo, nao podemos omittir. que em 1825 paga-
va-se ao compositor 100 rs. por milheiro de let-
tras, ao passo que hoje eleva-se a 350 rs. esse
prego. O papel era comprado a J500 res-
ma, mas hoje s obtido por 243000; e nessa
proporgo tem crescido todas as demais des-
pezas.
Do exposto, portento, v-se qua ao passo que
lem todas as industrias subido em urna razo
progressivamente espantosa, a importancia da
subseripgo do Diario ha balxado n'uma razio
inversamente notavel, tanto mais quanto ha elle
tomado grandes dimensdes msteriaes, de que
implcitamente resoltan melhoramentos parale-
los na sua direcgo moral.
O Diario de Peraambuco, pois, de presente
o jornal mais barato, que se conta oa vida jor -
nalistica ; e d'ahi concluam os seus subscriptores
se ums empreza, que sustenta semelhante bara-
teza, proporcionando as mais vastas noticias e
maior promptido, e ao mesmo tempe apenas
auferindo a mais diminuta paga por me im-
portante servigo, tem ou nio razio de esperar
da parte de seus sssigoaotes urna prompu re-
trlbuigo de suas mensalidades, e daquella da
todos os Brasleiros a maior complacencia, un
bafejo de protecclo ; ou alias se deve ser espe-
zinhads. maltratada, pouco considerada e at ca-
loteada TI
Esta proposgo final, compre que o notemos,
tem urna applicago restricta ; nao extensiva i
scuitos de nossos subscriptores, de quem hare-
mos sido competentemente retribuidos.
Pe-
Jos
Mo-
Mari, branoa, filho natural de Rosaltoa liara.
Antonia, crioula, escrava de Gassmiro dos Reis
Gomes.
Getulio, pardo, eteravo do brgdaeiro Joaquim
Bernardo de Figueiredo.
Mara, parda, filha legitima de Bernardo Jos
Joaquim de Sam'Auna e Fiiippa lahajos de
Sa ni'Anua.
Placido, branco, filho oatural de Aotooio Maca-
rla do Nascimenlo.
Marcolina, crioula, escrava de alara Alexandtina
da Costa.
Luiza, parda, liberta.
Antonia, crioula, escrava de Domingos Ribeiro
da Cuoha Oliveira.
Liberata, crioula, liberta.
Ricardo, branco, filho legitimo de Avelioo Fer-
reira Tavares e Francisca da Suva Maia.
Rita, parda, escrava do Dr. Jos Soriano de
Souza.
Eduardo, branco, filho legitimo de Aotooio Jorge
e Mara Jorge de Barros.
Josephina, branca, llha legitima de Aureliano
Luiz Alves e Eulalia liara Militan.
Juveolino, pardo, filho legitimo de Rufino Go-
ues dos Santos e Joanna Mara da Coo-
ceico.
Amalia e liara, braocos, filhos legtimos de Ma-
noel do Reg Soares e Sen horra ha do Sacra-
mento.
Antonio e Lucio, braocos, filhos legtimos de
Joo Baptlsta Gomes Peona e Lucios Leopol-
dina Baplisla Peona.
Camilla, branca, filha legitima de Joaquim
reir Arantes e Anua Pereira Arantes.
Anna, branca, filha legitima de Francisco
Moreira e Aona Cecilia da Conceigo
reir.
Urna meniua, filha legtima de Jos Joaquim da
Coste.
Urna menina, filha legitima de Bento l'isch.
Casamentos:
Joo Francisco dos Sanios com rsula Mara do
Carmo.
Domingos JosspRibeiro com Mara Tbeophlla de
Paula.
Francisco Polycarpo da Silva com Mara Paula
Carolina de Oliveira.
Joo'".ornes Vilsr cora Candida Anelia do Reg
Dantas.
Luiz de Franca Padilha com Anna Joaquioa Pe-
reira.
Lino de Farias com Joaquina Francisca do
Reg.
Dr. Jos Leandro de Godoy e Vasconcellos com
Hara Augusta Cavalcanti Lins.
Isidoro dos Aojos da Porciuocula com Mariaona
da Silva de Jess.
Vicente Francisco Ferreira com Lauriaoa Mara
da Conceigo.
Bernardioo de Senoa Graciano Soares com An-
tonia Chaves de Mello.
MORTAMOAOB 00 DIA 3.
Francisco, Pernambuco, 13 mezes, Sanio Anto-
nio ; coovulses.
Manoel, livre, 55 anaos, frica, solteiro, cidade
de Olinda ; hypetrophia no corago.
Aotooio Teixeira Pinto. Portugal, 25 anuos, sol-
teiro. Boa-Vista ; teWno.
Anna Mara do Bspirilo-Sanlo, Pernambuco, 30
anuos, soltera, Boa-Vista ; colite chronica.
Victorana de Mello Ferreira, Pernambuco, 42
anpos, casada, Santo Aotooio; aneuurisna.
Falleceram de 28 de julho 3 de agosto da
semana linda 37 pessoas : sendo 15 homens, 10
mulnores e 6 prvulos livres ; 4 homens, 1 mu-
Iher e 1 prvulo escravos.Total 37.
Matadouro publico.
Mata rara so no dia 3 do correle para o con-
sumo desta cidade 117 rezes.
CHRONICJMUUICIARIA.
TRIBUNAL DA RELAC&0.
SESSAO EM 3 DE AGOSTO DE 1861.
I RESIDENCIA DO EXM. SR. C0NSELHEIR0 ERSEL1N0
DE LElO.
As 10horas da manha, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago,
Silveira.Gitiraaa, Loureno Santiago, Silva Go-
mes, Molta e Perell, e o Dr. Ucha Cavalcanti,
juiz doa feilos da fizenda, fallando o Sr. desem-
bargador Guerra, procurador da corda, foi.aber-
ta a sesso.
Passados os eitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguinles
JULGAMBNTOS.
AGGRAVO DE PETIQO.
Aggravaote, Joo Venancio da Paz ; aggrava-
do, o juizo.
Relator o Sr. desembirgador Caelano San-
tiago.
Sorteados os Srs. desemhargadores Silva Go-
mes, e Silveira.
Negou-se pro vi raen lo.
Aggravaote, Jos Buarque Lisboa ; aggravado,
?JUIZ
Correio, no hospital
Acham-se de mes es mordomos da Santa
Gasa da Misericordia seguinles:
Dr. Manoel Ferreira da Silra, no hospital de
Pedro II.
Antonio Jos Gomes do
dos Lazaros.
Antonio Carlos de Pioho Borges, oa casa dos
expostos.
No hospital Pedro II tratam-te pessoas li-
" escravss, estas a lytOO por dia, e aquellas
a 19500, segundo resolugio tomada ltimamente
pela junta administrativa da Santa Casa da Mise-
cordia. '
i! *iwe M* doentos all recolhidos serem
visitados por facultativos de sua escolha, cuio
honorario porm nao ser pago pelo estabeleci-
meoto.
Toado-so ltimamente procedido i nomea-
co de novas commisaoes da caara municipal,
ficaram as nesnas compostas pelo modo se-
guinte :
Gustar* Jos do Hego a Rodolpbo Joo Barata
de Alneida, saade publica.
. *#!Jesnata do Reg e Albaquerque a Dr.
Angelo Benroue da Silva, polica.
Simplicio Jfbs de Helio Jos Cosario de
Mello, edifleaces.
Francisco a Miranda Leal Sara e Dr. Angelo
Henrqors da Silva, petioes.
Mandaram decidir os embargos pelo juizo a
Appellaote, Jos da Silva Pessoa : sppellado,
Joaquim do Reg Barros Pessoa.
Reformada a seotenga.
Appeffante, D. Francisca Theodora da Cunha
Reg ; appellada, D. Antonia Eugenia do Espiri-
to Santo.
Desprezaram-se os embargos.
Appellante, a viuva a filhos do Laiz Jos da
Silva ; appellado, Manoel Carneiro da Cimba Al-
baquerque.
Com vista ao Sr. Dr. curador geral
Appellaote. a preta Josepha ; appellado, Joio
Jo* de Feotes.
Nullo o arocetso.
Appellaote, Antonio Preaeisco Chaves : sppel- "
lado, Marcelino de Salle Corroa.
Mandaram pagar o foro commereial.
Appellante, Sebastio Luiz Ferreira ; appella-
do, Joaquim Jos de Souza.
Improcedente o sequeslre.
DILIGENCIAS CHIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, as appellacdes crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Tava-
res de Araujo.
Appellante, Francisco Gomes as Silva ; appel- '
lado, o juizo.
DESIGMAgAO DE DIA.
Assignou-se dia para julgamento-dasseguintes
appellages crimes:
Appellante, o juizo; appellado, Mathias Pe-
reira Homem.
Appellaote, o juizo ; appellado, Pedro Jos dos <-
Santos e outro.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Cardoso
da Silva.
Appellante, Manoel Flix do Nascimento ; ap-
pellado, o juizo.
Appellaote, o juizo ; appellado, Joio Baptista
da Silva.
As appellages civeis :
Appellaote, Jos Francisco Pereira da Silva ;
appatlado, o cnsul portuguez.
Appellaote, a fazenda ; appellado, Francisco -
Esteves Paes Brrelo.
Appellaote, a cmara municipal ; appellado,
Basilio Alves de Miranda Varejio.
Appellaote, Antonio Norberto de Souza Lealda-
de ; appellada, Senhorioha Germana do Espirito
Santo.
Appellante, Antonio Rodrigues Barbosa ; ap-
pellado, Francisco Raymundo de Hollenda Ca-
valcanti.
Appellante, Antonio Rodrigues Frota ; appel-
lado, o menor Antonio.
Appellante, Miguel Francisco da Costa ; appel-
lado, Joo Teisera de Souza.
DISTRIBUigES.
Ao Sr. desembargador Caelano Santiago, o re-
recurso crime :
Recorreute, o juizo ; recorrido, Francisco An-
tonio dos Santos.
Ao Sr. desembargador Silveira, o recurso
crime:
Recorrente, Fidelis Alves Moreira ; recorrido,
juizo.
Ao Sr. desembargador Gitirana, o recurso
crime :
Recorrente, o juizo ; reoorrido, Manoel Go-
mes da Silva.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, r>
recurso crime :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Joio Francisco
da Silva.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, o re- "
curso :
Recorrente, o juizo; recorrido, Joaqnim Jos
de Miranda Pimentel.
As appellages crimes :
Appellante, o juizo; appellado, o preto Is-
mael.
Ao Sr. desembargador Costa Motta, os re-
cursos crimes: .
Recorrente. o juizo ; recorrido, Joo Vieira de
Mello e Silra.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Felizmino Ma-
noel da Luz.
As appellages crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Fran-
cisco Gomes.
Ao Sr. desembargador Perelti, os recursos
crimes:
Recorreote, o juizo ; recorrido, Loureogo Pin-
to Tavora.
Recorrente, a juizo ; recorrido, Joo de Melle*
Azedo e outro.
As 2 horas encerrou-se a sesso.
COMMERCIO*
Caixa Filial do Banco do
Brasil na Pernambuco
A directora em vrtode do aviso de 8 de junho
prximo passado declara que Qca prorogado por
mais 60 das o prazo marcado pelo art. 4o do de-
creto n. 1685 de 10 de novembro do anoo ndo,
para a substituico das notas de 209000 da erais-
sao da mesma caixa o qual (inda em 19 de seteni-
bro vindouro.
Caixa filial do banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.0 secretario interino, Luiz. de Moraes
Gomes Ferreira.
aYlfandeaja,
Rendimento do dial a 2 .
dem do dia 3.....
48:036*707
22.I43SI52
70:179*859'
Hovtmento da alfandega.
Volunes entrados con fazendas..
s con gneros..
Volunes sabidos

con fazendas..
con gneros..
87
156
-----192
126
354
680
elalor o Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores Caetano
Santiago, o Motta.
Negou-se provimento.
Aggravaote, Francisco da Silva Leite ; aggra-
vado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Gilirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Caetano
Santiago, e Silveira.
Negou-se provimento.
Aggrarante, Herculano Deodato dos Santos;
aggravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Lonrengo San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
e Perelti.
Negou-se provimento.
Aggravante, Francisco Accioli Gouveia Lins;
aggravado, ojuixo.
Relator o Sr. desembargador Perelti.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
o Caetano Santiago.
Negou-se. provimento.
Aggravante, David WilUam Bowman ; aggra-
vado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
e Costa Motta.
Deu-se provinento.
APPELLAgES CRIMES.
Appellante, Jos Mauricio da Silva ; appellado,
o juizo.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Ro-
drigues Giquiri.
Improcedente.
Appellaote, Serafim Ignacio Paes Brrelo; ap-
pellado, Manoel Francisco Pereira.
Tomou-se a desistencia.
srruucpKS civus.
Appellante, Teixeira & Jacone appellado, o
meoor Jos por seu curador.
Confirmada a seotenga.
Appellante, Lturindo Gomes Vidal; appellada,
Mara Rufina d'Anntinciago.
Confirmada a sentones.
Appellante, Lula Ignacio da Rocha Juca ; ap-
pellado, Antonio Joaquim de Albaquerque.
Nullo oprocesso.
Appellaaies, Jos Ignacio de Mello e outros:
sppellado, Bento Jos ferreira Rebollo;
Descarregan hoje 5 de agosto.
Polaca hespanholaEsmeraldacarne de char-*
que.
Polaca hespanholaIndiadem.
Brigue hanburguezUeoriqueidem.
Brgue hamburgaezGermanomercaduras.
Brigue suecoTrintontaboado.
Brigue inglez Maryaa Grei mercadorias.
Brigue portuguezLusitanofarinha.
Patacho italianoMara vinhos.
Exporta cao.
Do dia 2 de julho.
Brigue portoguez Soberano, para Lisboa, car-
regaran :
Francisco dos Santos Macedo, 500 saceos com
2,500 arrobas de assocar.
Brigue portuguez Constante, para Lisboa, car-
regaran :
Joo Pedro Rodrigues, 300 saceos con 1,500
arrobas de assacar.
J Francisco M. Cabral, 50 barra com 252 arro-
bas de assacar.
Brigue portuguez Amalia, para o Porto, carre-
garam:
Francisca Rodrigues da Silva, 91 barra e meia'
pipa con 3,437 medidas de mel.
Recebe doria de rendas internas
geraeti de Pernambuco.
Rendinento do dia i a S 2:867*759
dem do dia 3......; 2:154*406
5.082fl6&
Constalado pros!acial.
Rendimento do dia 1 a 2 3461*691
Idea do dkj> 3.......1:682*647
5.141*338
PRAiJA DO RECIFE
S BE AGOSTO BE 1861,
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Canbios o* saques da sonsas reduzi-
ran-se acerca de S 10,000,
obre Uodses de 23 a 5 i/8
d. p. ljjOOO. nio tendo bavido
traosacepes sobre os outros
preces. Sobra a Mi de Ja-
neiro sacceo-ae a 1 por cont
de diseclo.
Aigodao.- ... a de Pernambuco escoltado
rendeu-te 9|000per arroba,
a o regular a 8*800. As alu-
nas vendas o do Macsi posto
a bordo fui a 3*750, e da Pa-
nsstba taneem a bordo a 9a500
* reis.


URJO DI
HGKJ>A MHM & DI MmiO iW
(3)
Assucar----------0 braceo reodeu-se 4a 99800
a tfdOO rs. par arroba, o oo-
menos da 2J500 a 2*600 rs.,
mase i vado puteado da 9*150
a 2*350, e bruto a 1*900 a
1*M0 rf.
Agurdenle -.Yeadeu-ae a 700000 rs. a
Coures- Os seceos silgados renderam-
ae a 180 ra. por libra
tendencia para baixar.
Arroz- O da India rendeu-se de 2JJ400
a *#600 ra. o da Maranhio
da 1*800 a 3*000 rs. por ar-
roba.
Azeito doe- O de Lisboa rendea-se de 3*000
a 3*100 re., Dio amado do
Betreito.
Bacalho- Nao honra reada en atacado.
Retalhoa-se de 4g a lOgOOO rs.
a barrica, ficaodo em aer 7,000
barricas.
Batatas Venderam-ae a 1JS80 rs. por
MI,
Bolachiaha- dem a 4*000 ris a barri-
qaioha.
Caf-------------* dem da 5*000 a 6$000 rs. por
arroba.
Cha......- Ida da 2*200 a 1*500 rs. a
libra.
Carne secca- A do Rio Grande retolhou-ee
da 2*800 a 3S600 ra. a o do
Rio da Prala da 2*600 a 3*000
rs., Ccaodo em ser 88,000
arrobas da primeira, a 18,000
da segunda.
Chumbe--------O de rnuoigio rendeu-se de
2zg a 23* rs. por quintal.
Garri de pedre- Vendeu-se da 14* a 17*000 rs.
a tonelada.
Carreja- dem de 3*000 a 6$000 a duzia
da garrafas.
i'arinhade trigo- O earregamento de Trieste che-
gado semana passada deci-
diu-se a descarregar, e se esta
relalhando. Vendeu-se a 34
rs. por barrica de Richmond,
29* de New-York, 28 a 30
de Philadeiphia, e 36* rs. do
Trieste; Qcaado em ser 2,400
. barricas da primeira, 500 da
segueds, 3,000 da terceira, e
4,300 da ultima.
Far. de mandioca- Vendeu-se de 3*000 a 3*500
rs. per aacca.
Genebra- A de Hamburgo renleu-se a
320 rs. botija, e hollandeza a
400 ra.
A ingleza or linaria rendeu-st
com o premio de 300 por cen-
to sobre a factura.
Ficaram boje por rander 1,500
barris, lendo-se rendido de
950 a 1$ rs. por libra da ingle-
za, e 520 rs. da franceza.
Vender m-se a 7*090 rs.
a 1*400 ris por
MoTimento do porto.
Navio nitrado
de
Lirerpool39 dia, brigue
toneladas, capillo E. R. Priest. equipsgem
no dia 3.
inglez Zona,
1T1
9.
carga'fazandas; a Sowihat Mellors'ft C.~
N**iat tahiios no mesmo dia.
Rio de Janeirobrigue nacional Felicidad*, ca-
com pliao Joaqoim Francisco da Costa, carga aau -
ear, agurdenle e mais generoa.
Valpanisobarca ingleza Colima, capillo W.
Thompson, carga assucar.
~S"
u>
Horat.
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Francez.
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nglet.
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S p
1 S
? 9
A ngjte de agoaceiros,| vento E; ESE, fresco e
assim smanheceu
OSCILAQAO Da HAR.
Preamar as 0 h. 42' da tarde, altura 6, p.
Baizamar as 6 h. 30' da manhaa, altura 2, p.
Observatorio do arsenal de marinha, 2 de a-
gosto de 1861.
Romano Stepple,
1* tenente.
Ra dos Burgos.
98 Casa terrea. '.y. KfOBO
69 dem idem.....1S3W a
Ru da Seozala Veate.
79 Sobrado de 2 andaras.. 758*090 a
80 dem dem. .... 753*000
Ra da Guie.
83 Cau terrea. ..... 162*000
84 dem idem. .... 168g00O
Roa do Pilar.
92 Casa tarrea. .... 162|000
94 dem idem. 253*000
94 dem idea. .... 157*000 c
Estrada do Paroameirim.
1 Silio........500*000 a
Estrada de Roserinho.
3 Sitio........321*000 c
Satrada da Mirueira.
4 Sitio........212*000
% Forno da Cal.
5 Sitio. j.....352*000
E para constar ae maodou aluzar o presente, e
publicar palo Diario.
Secretaria da laesouraria provincial de Per-
oambuco, 3 de agoato de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira 'nnuaciaco.
eclara?o#is.
Tifos martimos.
COMPANBIA FERNAM*UC\NA
Navegacao costeira a vapor
O rapor Persinunga, cemmaodaote Moura,
segu riagem para os portos de ael de sua ea-
cala no dia 5 de agoato as 4 horas da Urde. Re-
cebe carga at o dia 3 ao meio dia. Passagei-
rot e dinheiro a (rete at o dia da aabida s 2
lloras: escriptorio no Forte do Mallos n. t.
Aracaty.
Segu breremente para esse porto o h'ale na-
cional Eahalace >: para carga e psaaageiroe
trata-se com Gurgel Irmos na roa da C'deia do
Recife n. 28 Io andar.
Louga- -
Maoteiga -
Editas.
Mascas-
Oleo de linhaca- Vendee-se
galio.
Passas------------dem a 8S000 rs. a caiza.
Qaeiios- Os flamengos renderam-se a
aSOOO rs.
Taboado O de piuho vendeu-se a 35*
- rs. a duzia.
Toucinho- O de Lisboa regulou de 9*000
a 9*500 rs. por arroba, nao
havendo de Santos.
Vinagre-----------O de Portugal rendeu-se de
90* a 110*000 rs. a pipa.
Vinhos-----------Os de Lisboa regularam de 220*
a 250* rs. a pipa, e os de ou-
tros panes de 1955 a 205$ a
Pipa-
Velas----------- As de composicao venierara-se
a 660 rs. a libra.
Descont- O rebate de 10 a 18 por cento
ao anuo, descontando a caixa
cerca de 170:000*000 rs. a 10
por cento.
frates ----- Para o Canal a 40, pira Ge-
nova a 476, e Trieste a 52/6,
recebando ordens em Lisboa.;
para Liverpool a 20, e 3/8 pelo
algodao.
na sua falla bacalao.
ALFANDEGA DE PERNAMBUCO.
Pauta dos preces dos gneros sujeitos direitos
de exportaco. Semana de 5 a 10 do mez
di agosto 1861.
Mercadorias. Unidades. Valores.
Abanos.....: cento lOO0
Agua rdenle de cana. caada *500
dem restilada ou do*reino. g280
dem eaxaca...... 5)400
dem genebra ...... $380
dem alcool ou espirito de
agurdente...... 880
Algodao em caroco arroba 2J200
dem em rama ou eml. > 8$800
Arroz com casca..... > 1$000
dem descascado oo pilado. > 3J0O0
Assucar mascar ado .... 2gl00
dem branco...... 3*200
dem refinado...... $
Azeite de amendoim ou mon-
dobhn........caada 2*000
dem de edeo...... 1*920
dem de mamona..... 1J440
Batatas alimenticias .... arroba 2*000
Bolacha ordinaria propria para
embarque......-
dem fina........ >
Caf bom......'i
dem escolha ou restolho .
dem terrado......libra
Caibros ........ um
Cal..........arroba
dem branca...... >
Carne secca charque. ... >
Carro vegetal......
Cera de carnauba em bruto. libra
dem idem em reas. :
Charutos........ cento
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados libra
dem seceos espichados. >
dem verdes......
dem de cabra'cortidoa um
dem de onca......
Doces seceos"......libra
dem em geleia ou massa
dem em calda. .,...
Espanadores grandes. um
dem pequeos.....
Esteiras para forro ou estira de
nario ......cento
Estoupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. alqueire
dem de araruta.....arroba
Feijo de qualquer qalidade.
Frechaes........um
Fumo em folha bom. ...
dem. ordinario ou restolho.
dem em rolo bom
dem ordinaro restolho...
Gomma........arroba
Ipecacuanha (raz)
Lenha em achas.....cento
Toros..... ...
Lenhas e estelos.....um
Mel ou melaco......caada
Milho........ arroba.
Pao brasil ......quintal
Pedras de amolar urna
dem de filtrar .....
dem rebolo......
Piassara........molhos
Ponas ou chifres de raccas e
norilhos......_. cento
Pranches de amarello de
4&000
8J000
73500
55000
300
360
200
400
28800
18600
210
360
2*500
48000
195
22U
110
300
II5OOO
1*000
500
500
45OOO
25OOO
20*000
18600
15200
Olllm. Sr. inspector da thesourarta .pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Ezm. Sr.
presidente da provincia de 26 do corrate, man-
da fizer publico, que no dia 8 de agosto prozimo
riodouro, peraote a junta da fazeuda da mesoia
thesouraria se ha de arrematar a quem mais der,
50 lampees dos que serriram na illuminaco
de azeite desta cidade, serrindo de base para a
arrematagao o offerecimento feito por Antonio
Pereira Lobo, da quantia de 100*000 rs.
E para constar se mandou affizar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 30 de julho de 1861.
O secretario,
A. F. da Annunciaf&o.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Ezm. Sr.
presidente da provincia de 25 do crranle, man-
da fazer publico, que se contrata por_ lempo de
seis mezes oforneciujento de alimeBlajao dos er-
phosdo collegio de Santa Thereza de Olinda e
dos orphos do collegio desta cidade, a saber :
Pao.
Caf.
Cha prelo.
Hanteiga.
Assucar.
Carne fresca.
Toucinho.
Arroz.
Feijo.
Peize fresco e
Azeite doce.
Vinagre de Lisboa.
Farinha. -
Sal.
Lenha.
Verduras e temperos.
Frutas ou doces.
Batatas.
Dietas para doentes
FraBga ou frango.
Gallinha.
Leite.
Aletria.
Macarrao.
Chi.
Doce.
Vinho.
As pessoas que quizerem contratar dito forne-
cimento, apresentem as suas propostas em carta
fechada no dia 14 de agosto prozimo vindouro na
mesma thesouraria, ao meio dia.
O contrato ser feito com a clausula de que se-
rao comprados a custa do fornecedor, pelos direc-
tores dos referidos collegios os gneros precisos
nos das em que nao forem elles fornecidos de
boa qalidade, e de conformidade com a tabella
que ser presente no acto do contrato.
E para constar se mandou affizar o presente L
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria prozincial de Per-
oambuco 29 de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'AonuocisQo.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Ezm. Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico que
00 dia 29 de agosto prozimo rindouro. peranle a
junta da fazeuda da mesma thesouraria ae ha de
arrematar a quem maior prego offerecer, o ren-
dimento do imposto de 4 0(0 creado pelo 16 do
art. 40 da lei provincial o. 510, nos municipios
I55OO
55OOO
225000
850OO
188000
68000
2*600
15:
seguintes :
Iguorass.
Bonito.
Garaohuns.
Brejo e Cimbres.
Flores.
Boa-Vista.
A arrematadlo ser
11*0
5O5OOO
220
l0O0
10*000
800
41000
ifko
100
5*000
dous custados.
dem louro. .
Sabo. ....
Salsa parrilha .
Sebo em rama. .
Sola ou raqueta .
Taboas de amarello
dem diversas .
Tapioca ....
Travs. ....
nhas de boi .
Vinagre
urna
libra
arroba

urna
duzia

arroba
ama
cento
caada
104*500
70*000
3*200
10*000
8320
*280
Alfandega de Pernambuco 3 de agosto de 1861
O primeiro conerente.M. Peregrina da 8ilra.
0- O segundo conerente. Jos Thomax de A-
guiar.
Approro. Alfandega de Pernambuco 3 de agosto
de 1861 Barros.
Conferan o 4.* encriplerario. Joaqoim Albino
de Guarni.
feita por lempo de dous
annos, a contar do 1. de julho correnle.
E para constar se mandou affizar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 30 de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumpriments da resoluco da jun-
ta da fazenda, manda fazer publico, qee a arre-
mataco do pedagio da ponte de Tacaruna, foi
transferida, para odia 14 do correte.
E para constar se mandou affizar o presente e
publicar pelo tarto.
Secretaria da thesouraria provincia de Pernam-
buco, 3 de agosto de 1861.O secretarlo, A. F.
d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resoluco da jauta
da fazenda. manda fazer publico, que no dia 8. do
correte, rio noramente a pra;a a renda das
casas abaizo designados, perlencentes ao patri-
monio dos orphos.
Roa da Lapa n. 401528000 por aono.
Ra da Sensala-Velha191*000
Sitio oa estrada do Paroameirim120*000 per
aono.
E para constar se mandou affizar o presente e
publicar pelo Diario
Secretario da thesouraria provincia de Pernam-
buco, 2 de agosto de 1861.O secretario, A. F.
d'Annuaciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resoluco da junta da
fazenda, manda fazer publico, que no dia 14 do
correte rao noramente praca para ser arre-
matado i quem mais der a renda dos predios abai-
zo designados, perlencentes ae patrimonio dos
orphos.
Largo de Pedro II.
Ns.
1 Sala do primeiro andar 180*000 por anuo.
Ra do Imperador.
2 Sobrado de dous anda-
res e lojs.....1.6008000
Ra do Sebo.
12 Casa terrea.....160*000 s
Ra do Rosarlo da Boa-Vista,
14 Casajarrea.....201*000
Km da Lapa.
41 Casa terrea.....181*000
Ra da Cacimba.
65 Casa terrea. 3C>
6 dem idem. .... 1
67 dem dem.....81
c
c
c
Conselho de compras navaes.
Tendo de ser promorida a compra do material
da armada, abaizo declarado, manda o conselho
fazer publico qae ter raso lugar em sesso de 5
de agosto correte, mediante propostas em car-
tas (echadas apresentadas nesse dia at da 11 ho-
ras da manhaa, aeompaohados das amostras do
que eaiba no possirel.
Para os n arios.
6 lirros mappas de 50 folhas, 8 ditos de 25.
100 pegas de cabo de linho de 1 a 7 pollegadas,
30 arrobas de plvora groasa, 256 covados de
baetilha, e 9 frdelas de brim para fuaileiros a-
ues.
Para os narios e arsenal de marinha.
6 barris de alcatro e 400 folhas de liza de
ridro.
Para o arsenal de marinha.
15 paos, madeira de qalidade, para construc-
ci, de 60 a 80 ps de comprimenlo, e 14 a 20
" ollegadasem quadro, 30 meios de sola ingleza,
0 tonelladas de ferro bruto, e 50 travs de 40 a
45 palmos de comprimenlo, e 7 a 8 pollegadas
de face ; estas travs madeira tambem de qa-
lidade.
Paza a capitaoia do porto.
2 bolas de ferro grandes seren empregadas
no balisamento de baixo do inglez.
Sala do conselho de compras navaes em 1, de
agosto de 1861.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria proriu-
cial manda fazer publico, que do dia 2 do cor-
rente por diante pagam-se os ordenados dos em-
pregados prorioclaes, vencidos no mez de julho
prozimo fiado.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 1" de agosto de 1861.
O secretario,
Antooio Ferreira d'Annunciaco.
Collectoria provincial de
Oliuda.
O collector de rendas prorineiaes da cidade de
Olinda manda fazer publico pelo presente que
tem designado os dias de segunda, quarta e sez-
ta-feira da semana para proceder os lan;amentos
da decima urbana, e dos impostos de 4 OjO sobre
o aluguel das casas de diversos estabelecimentos
commerciaes. de 8 0;0 sobre o aluguel das casas
em que estiverem os escriptorios, de 20 0|0 de
agurdente do consumo, de 5 0|0 sobre os alu-
gueis das casas pertencentes is corporacoes de
mo morta, edo imposto sobre os carros de pas-
seio e de aluguel, para o anno financeiro de 1861
a 1862 ; e que nos outros dias da semana conti-
nuar a arrecadaco da decima urbana perten-
cente ao exercicio de 1860 a 1861, da dirida ac-
tiva, e mais imposic&es a cargo da mesma col-
lectoria.
Collectoria provincial de Olinda 29 de julho de
1861.O escrivo,
Joio Gonc.alres Rodrigues Franga
Santa cas de misericordia do
Recife.
A Illma. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife manda fazer publico, que
no dia 7 do prximo futuro mez ir i praca a ar-
rematadlo de fornecimento da carne verde que
precisarem os estabelecimentos de caridade, e do
dia da arremataco al 81 de dezembro do correa-
te anno : os prelendentes devem dirigir as suas
propostas em carta fechada no dia cima declara-
do, pelas 4 horas da larde, na sala das sessdes da
mesma junta.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recife 29 de julho de 1861.O escriro,
F. A. Caralcanti Cousseiro.
SANTA CASA DE MISERICORDIA DO RECIPE.
A Illm.* junta administrativa da Santa Casa de
Misericordia do Recif, manda fazer publico que no
hospital Pedro IIse tratam pessoas livrese escravas
que estiverem no caso de pagar is respectivas des-
pezas, sendo as pessoas lirres pelo preco de....
l*r ; reis diarios, e as escravas de 18200 reis, po-
.udo tanto amas como outras ser visitadas por
facultativos de sua escolha, com tinto que corra
por ana conta o pagamento dos mesms faculta-
tiros.
Secre^-ia da Santa Casa de Misericordia do Re-
cife, .0 agosto de 1861.O escriro, F. A. Ca-
valr t Cousseirs.
f TA CASA DE MISERICORDIA DO RECIFE.
. Illm.* junta administrativa da Santa Casa de
Misericordia do Recife, manda fazer publico, que
enlrou de mez na casa dos expostos o Sr. mor-
domo teneBte-coronel Antonio Carlos de Pinho
Borges, continuando no hospital Pedro II, o Sr.
Dr. Hanoel Ferreira da Silva, e no hospital dos
Lazarroso Sr. Antonio Jos Gomes do Correio.
Sec .na da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 1 de agosto de 1861.O escriro F. A. Ca-
ralcanti Cousseiro.
Inspecco do arsenal de ma-
rinha.
Nao tendo apparecido licitantes para a arrema-
taco do brigue escuna Ging, com todos os
seus pertences, inclusive masireacao, apparelho,
relame e amarraces, nos dias que foram indica-
dos, manda o Illm. Sr. inspector fazer publico
ir esse nario de novo hasta publica, na porta
do almoxarifado desta reparlico, em os dias 6,
8 e 10 do correnle, comegando as pravas as 11
horas da manhaa, isso na conformidade da deli-
berara o do Ezm. Sr. presidente de houtem da-
tada.
Inspecco do arsenal de marinha de Pernam-
buco em 3 de agosto de 1861.
Eliziaro Antonio dos Santos,
Inspector. __
Porto*
0 brigue Amalia la segu impreterrrelmente
no dia 18 do correte por ter seu earregamento
prompto ; quem no mesmo quizer ir de passa-
gem, para o que tem boos commodos, dirije-se
ao escriptorio de Manoel Joaqulm Ramos e Silva,
formagoes dirijas*-se desde j 9-chancellarla do
consulado de FTenca das tO huras da manhaa as-
3 da tarde dos dtas uteis que ahi encontriro
as clausulas espeeiaes aera, arremataco. O lei-
to'teri lagar na chancellara do consulado de
franca no diaquetr-feira 7 de agoeto prximo
fu furo as 11 horas em ponto.
Continuaeo
DA
ra da Cadeia do Recife n.
capillo.
36, ou trate com o
ff^sV,

O patacho nacional Barros 1, de superior mar-
cha, segu com brerldsde para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-se com riura
Amonm & Filho, ra da Cruz n. 45" ou com o
capito a bordo. *,
&3tV
testar
Para Lisboa e
PortQ.
Segu com breridade o brigue nacional Eu-
genia, de primeira classe, capito Manoel Eze-
quiel Migeos, o qual tem dous tercos da carga
engajada, pira o resto que lhe falta e passageiros
trata-se no escriptorio de Azevedo & Mendes
ra da Cruz n. 1, ou com o capito na praca.
Yenda dos gneros
DA
Taberna do Retiro
Terca-feira 6 do crvente.
Antunes continuar a render os gneros da
taberna do retiro, por todo o preco offerecido,
oo referido dia as 11 hora em ponto.
Leilao
A 6 do corrate.
Matheus, Austin & C, faro leilao por ioter-
renco do agente Oliveira e por conta e risco de
quem pertencer, de cerca 100 barricas de fari-
nha de trigo e 50 de bolachinhaa, avariadaa a
bordo do patacho americano eM'ontaguet, capi-
to T. B. Carmeon, na saa reeente riagem de
Philadeiphia com destino a esta porto :
T reja feira6
docorreuteao meio dia em ponto, no armazem
silo na Senzila Velha.
Transferencia
Calcado
45 Ra Dffeita 45
Magnifico sor ti ment.
Sempre condetcendente e prazenleiro com os
fregueses que lhe trazem dinheiro, o proprieta-
rio deste grande estabelecimento continua a of-
ferecer ae publico, por preco mdicos o sempre
inferiores aoa de outro, o seu bello artimeat
de calcado francez, iogiez e bresileiro e rejam z
Homein.
Borzegotn Vctor Emmanuel. 10*009
eouro de porco..... lOfOOO
lord Palmerstoo (beznrro) 99500
diversos fabricantes {lustre] 99OOO
John Russell. 850OO
Sapaloes- Nantes (balera iuteira). 5*500
patente......... 5J00O
tiac-ca (portugueses). : 2S00O
(Iraocezes)..... 1jJ50O
entrada baiza (sola e rira]. 5gSGO
muito chique (urna sola). 3$00tt
Senhoras.
BOrzeguin primor (Jolr). ..... 5$50
brilhaulina...... 5SC0
gaepa alta....... HH
baila....... 4S9O0
31,3*, 33, 34. ... 450O
de core* 34,33.34. 4$00ff
Sapatoa com aalto (Joly)...... 3S20O
francezes fresquiohos. 2$240
31,32-. 33 e 31 lustre. 1&0O9
E irm rico sortiment de couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, sola, raquetas, cou-
rinhos, fio,, taitas etc., por menos do que qual-
quer outro pode render.
Sapatos

9

MWMl
O palhabote nacional Dous Amigos, capito
Francisco Jos de Araujo, segu para a Baha ero
poucos dias ; para o resto da carpa que lhe falta,
trata-se com seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, na ra da Madre de Dos n. 12.
Maranho e Para.
O hiate Noraes segu no dia 15 do correte,
e tem meio earregamento tratado : com o resto
trata-se com os consignatarios Marques, Barros
& C, largo do Corpo Santo n/6.
Rio de Janeiro
pretende sahir.com breridade a barca nacional
Castro III ; para a carga e passageiros, trata-
se com os consignatarios Pioto de Souza & Bai-
ro, na ra da Cruz n. 21, primeiro andar, ou
com o capito na praca do commercio.
Loja de miudezas a roa
do Imperador.
Joaquina Henrique da Silva desejando acabar
com oseoeslabelecim'oo de miudezas sito na
ra do Imperador o. 38, rende-lo-ha em leilao
por intervengo do agente Antunes, a relalho ou
a rontade do comprador, ou em um s lote a di-
nheiro ou a prazo, cojo estabelecimento cootem
duasarmaces de muito gosto e lateados) mullo
bem acondicionadas, que sero rendidas pelo
maior prego obtldo no dia cima designado as 11
horas em ponto.
LEILAO
James Ryder & C. sro leilao por iaterrencao
do agente Pinto, de um fardo com 50 pecas de
flele de difterentes cores, asall horas em ponto
do dia terca-feira 6 do correte, em seu arma-
zem ra da Cruz n 6.
Genuino leilao
DE
FAZENDAS.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PIPI?IS Wl
E' esperado dos portos do norte at o dia 6 do
correte o rapor Ceres, commandaote Alcofo-
rado, o qual depois da demora do costume se-
guir para os portos do aul.
Recebe-se des le j passageiros, encommeo-
dase dinheiro a frete: agencia ra da Cruz n. 1,
escriptorio de Azevedo & Mendes.
Lisboa.
THEATRO
DE
Sania Isabel.
EWPREZA-GERMANO.
26a RECITA DA ASSIGNATURA.
QHarta-feir, 7 4e Agosto de 1861.
Subir scena o eicelleote drama em 4 actos
eeeripto pelo Sr. L. A. Bourgatn, autor do Pedro
Sem, Luizde Carnees, Mosteiro de Santiago, Ca-
ta Maldita e outros,
OS TRES AMORES
00
0 GOTERHADOR DE BRAGA.
Toma parte toda a compaohia.
Terminar o espectculo coas a Dada comedia
em tnz acto, aada de msica,
O REMO.
Tomasa parla a Sras.~D. Uanoela, D. Carmela,
D. Aona Charas, e os Srs..Vicente, Raymundo,
Teiieixa, Campos, etc.
Camecari is 7 K *""**
O novo e releiro brigue portuguez Bella Fi-
gueireuse, capito Jos Ferreira Lessa, pretende
sihir ateo dia 12 de agosto, por ter a maior
parte do seu earregamento prompto, para o res-
to da carga e passageiros para os quaes tem ex-
celentes commodos : trata-se com seus consig-
tarios l\ S. Rabello & Filho, largo da Assembla
n. 12.
COMPAMU PERNAaBUCANA
ra
Navegaca costeira a vapor
Parabiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu', Aracaty Ceara',
e Acaracu'.
O rapor Jaguaribe, commaodaote Lobato,
satura para os portos do norte at o Acarac no
da 7 de agosto 8s 4 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 6 ao meio dia. En-
commendas, passageiros e dinheiro a frete at o
dia da sahida a 1 hora : escriptorio no Forte do
Mattos rj. 1.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
(Almirante, capito Henrique Crrela Freitas, o
qual tem parte da carga prompta : para o resto
que lhe falta e esc ra vos a frete, trata-se com
zeredo & Mendes, ra da Cruz a. 1.
B'dhia.
Segu a sumaca Hortencia, capito Belchior
afaciel Araujo ; para o reato da carga que lhe
falta elpassageiros, trata-se com Azevedo Men-
dos, ra da Cruz n. 1.
Leiloes._______
Consulado de Franca.
LEILAO
Hotel inglez.
O agente HyppotUo da Silra autorisado pelo
Sr; cnsul de Franca, hti leilao do hotel inglez
sito na ra do Trapiche ns. 3 e 5 o qaal ren-
dido por ter fallecida ltademaselle Mauoier co-
nhecida rulgarmente pelo nema de Dubols, sen-
do que um dos prlmeros pagamentos que se tari
depoli da effectaada a renda ser ama letra per-
tencenle ao Sr. Dr. Itabor, a 'a outros credores.
* desneceosario dlzer-ae qae o mesmo hotel es-
t bam montado T os preteodeoiei pois pattin-
NA
Ra do Imperador 11. 73.
Quinta-feira 8 fio corrente.
Antunes far leilao em seu armazem na ra
do Imperador n. 73, de um completo sortimento
de fazendas de todos.os gostos e qualidades, co-
mo sejam ricos cortes de seda para vestidos de
senhora, cassas, cambraias, blondos, enfeites pa-
ra cabega, meias para homem e senhora, cami-
sas para homem, ricos bros e case miras, e ou-
tras muitas fazendas qae vista animar a con-
currencia, sendo tudo rendido sem' limite de
prego e em lotes a rontado do comprador.
LEILAO
No dia 5 do corrente.
O agente Evaristo nao tendo anda effectuado
a renda dos carros fnebres existentes no arma-
zem n. 14 da ra da Florentina, norameffte os
lerar a leilao no mesmo armazem cima ao
meio dia do dia cima designado.
Aysos diversos.
LOTIRlT
Sabbado 17 do corrente andaro im-
pretet ivelmente as rodas da sexta parte
da quarta lotera (primeira concessSo)
do Gymnasio Pernambucano, pelas. 10
horas da manhaa. Os bilhetes e meios
bi I he tes acham-se a venda na thesoura-
ria das loteras, que se acha mudada
para a ra do Crespo n. 15, pavimento
terreo e as casas commissionadas do
eos tu me. Os premios sero pagos in-
continente a entrega das listas.
0 thesoureiro,
Antonio Je se Rodrigues de Souza.
!@
O bacbarel Guamo Lobo,
promotor publico e adroga-
do, pode ser procurado das
9 aa 3 horas em casa de sua
residencia, ra do Cabug
n. 61 D.
Precia-se alugar urna casa para
familia, com bom quintal e que seja
perto do quartel do dcimo batalbao no
Hospicio : a tratar com o capito For-
fio junto a nndicao de Santo Amaro
ou entfio seja annunciado por este Dia-
rio.
##> #000e) ####
# O abaizo asoignade que ti o ha o nome aj
2 da Francisco Pedro des Nerea por harer a>
oolre de igual nomese assignar d'ora em g
dro da Crac Noves, m
1861.
j outro de igual nomese assignai
S diante por Francisco Pedro da
oj R cif agosto da 1861.^
Vitoria Casiano sbito portugus ra ao Rio
de Janeiro
Jet Peroira Jusior jnWditopertagaea rai
ao Rio eJaawire.
rBUaUCIA-limBOLOMIO
Ra larga do Rtsarit b. 86
Rob fAttcteur.
Bde Alleiou.
americanas,
ugo-iaglez.
Pilulss Holloiray.
Uogtuato Hollowaf.
Atteoco.

Francisco Xarier Pereira de Bro, so- !
licitador da fazenda geral. tendo exrrido ]
por espseo de 8 annos o offlcio desol ita-
dor de causas na cidade de Porto-A -gre,
adquirindo por isso urna grande pratica, '
pretende aqui encarregar-se do an Jamen- '
to ios, despachar escravos-e tirar passapor-
8 tes na pelicia, e promover eobrangas. E
como tero na corle sua disposigo um
habilitado procurador tambem se encar-
rega de mandar agitar l o andamento de
I qualquer pFetenco perante as- secreta-
rias de estado e thesoure, e de qualquer
causa que lenha de seguir por meio de 3
recurso para o supremo conselho. S
|X Qualquer pessoa que se queira ulisar S
JP de seu prestimo pode o procurar das 9 o
|| horas da manhaa at as 2 da tarde na ra tt
g das Trincheiras n. 13, e fora destas hora a
M na ra de &. Francisco, sobrado n. 72.
K?*546 ?a'5i6':Sa*ftaaa-aigft ^aw
Iniliisliia amerieaim.
N. O. Bieber A C, suceessores,
ra da Cruz n. 4.
participam ao publico que noramente receberant
urna grande collecco de artigo da industria
norle-americaos, como sejam :
MACHINAS
para cortar capim, para descarocar milho, para
moer milho e caf, para fazer farinha de milho
em fioura iguala do trigo, para fazer bolachinha
de todas as qualidades em grandes porcoes, para
larar roupa em 10minutos, e para regar norias.
jardim e baizos de capim, e decozer soscos, cou-
ro, etc., etc.
INSTRUMENTOS PARA AGRICULTURA.
Arados, cultiradores para limpar a ierra, fac-
(des proprias e ezpreasamenle feitee para cortar
canoa, machados, machetes, enchadas, ps, as-
sim como urna immensidade de ferragens unas-,
bombas, carros de mo.
CARROS
elegantes e leras para douas e quatro pessoas,
com arreios para um e douscadallos ; neste ge-
nero possuam igualmente desenlies de todos as
modelos e gastos, com os precos marcados e acei-
tan encommendas delles.
PARA USO DOMESTICO.
Obras de metaes principe prateado, em vista
igual prata, e que nao perdem a cor, sendo :
apparelhos para cha e caf, galheteiros, porta-li-
cores, bandejas, cestas para fructas, apparelho*
para fazer cha, ditos para coiinhar oros, etc..
etc., etc..
Colheres do mesmo metal, faccas finas cabo de>
martas, garlos, machinas pan torrar caf.
Urna immensidade de obras de folha de I-lan-
dres envernisadas para toilete, ditas de madeira
necessarias para cozinha, taboas para lavar rou-
pa sem estraga-la, ferros econmicos para en-
gommar roupa. Costureiras, coodessas e balates
para guardar roupa, urna in&nidade de objecto
de phautasia proprios para gabinete desenhoras.
Caixas com ferraraeola fina. Brinquedos, car-
jiohos para meninos. Chfala para dar appa-
rencia ora a mobilias.
* Consultas medicas, i
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos- g
me de S Pereira no seu escriptorio, ra u
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas fi
da manhaa menoraos domingos sobre:
1. Molestias de olhos.
2.* Molestias de coraco e de peito. 2
3. Molestias dos orgaos da geracao e M
do anus. S
O exame dos doentes ser feito na or- *
dom de suas entradas, comec,aodo-se po- jjE
rm por aquelles que soffrerem dos 5J
olhos. It
Instrumentos chi micos, acsticos e op- **
ticos sero empreados em suas cnsul- O
ta;es e proceder coeff todo rigor e pru- 8
dencia para obler certeza, ou ao menos |K
probabilidade sobre a sede, naturesa e 5
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamenlo que dere dastrui-la ou
curar.
Varios medicamentos sero tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza qne tem de sua rerdadeiraqalidade,
promptido em seus effeiios, e a necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar
delles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer opersco que
julgar cooreniente para o reatabeleci-
mento dos meemos, pera cujo flm se acha
prvido de urna completa collecco de
instrumentos indispens^rel ao medico
operador. '
* Vinho de fiordeaox.
Em casa de Kalkmann Irmos d C, ra d*
Croe n. 10 encontra-seo deposito das bem co-
ohecidas marca dos Sra. BraDdenbarg Freres
dos Srs. Oldekop Marailoc de C, aro Bordeaux.
Tesa as seguintes qualidades:
De Braadenburg f reres.
St. Estepa.
St. Julin.
Margaux.
Larose.
Cha tea u Loville
Ghlaau Margaux,
DeOldekop ai Mareilliac.
St. Jolfea.
Su Julien Mdoc.
Cbataau LiorlRe.
Obbjmc asa barris qalidada una.
Cognte era cttm qnalidada infariar.
Na' mesma cas* lia para
vender:
Sherrv em barris.
lMadatraem barris.
i
^


<4)
DLLRIO 01 FW15OMC0. *. SEGUNDA fKk 5 Dfi AOSTO DE isil.
VOtO de gradO.I FartnhaSSSF.
"* Tendo presencUdo a bondede dede,"r PH^ *a ^P^hecida e superior marca de
que os habitantes da Tilla de Pesquen ^ tarinha chegou a tres dias de Trieste
RSK^"ol2S&1 PebbrigueLutaoia.eTende.^ are-
eaadosa memoria,, qSL^d.r IS ^aoarauamde Antunes Guima-
snunho publico ue micha rotunda gratido, vira rSes &C- largo da Assembla n. 15
por meio titanios daquetla villa-, que nunca le me apaga-
r da mente a lambida dosservigos esignaes de
tito inleresse, qtfe lodos patent'eararn pelo dito
zneu irmao, durante a aua molestia, e pego a to-
dos elles era geral', e especialmente ao meu par-
icular amigo o major Pantaleao de Siqueira Ca-
valcanti Jnior, e aes Sn. Jos Vicente da Costa,
Siroo Antonio dos Santos, Francisco Lucio da
Silva Mergulhao e Antonio Camello Pessoa de Si-
queira CaTalcanti, que queitam aceitar os pro-
testos de meu eterno recoohecimento, podendo
ucar cerlos de que me encentra rao sempre prorap-
*o mostrar-lhes o quanto me sao gratas as iue-
momentos tao critico.
Eogenho Gurja de Cima 2 de agostos de 1861.
Ha noel de Souza Leo Jnior.
Joaqoim refreir Coelho Tai ao Rio de Ja-
neiro.
Existe para elugar-se um grande armazem
na ra da Moeda n. 7 : a tratar na mesma ra 6
1.* andar.
Vende-se urna escrava crioula, cozinha,
compra e vende: quem a preteader dirija-se em
Fra de Portas na ra do Pilar n. 17.
A viuva do fallecido Ventura Pereira Pena
reoerem hoje 5 de agosto, luja de selleiro da
raa no-van, 28, as 11 horas da rnanha.
mmmmmmmm
ILoja dos bara-S
I teiros, S
| Ra do Crespo n. 8 A .9
^ Leandro fe Miranda.
Recebemos pelos ltimos navios e
' vapores da Europa grande e variado sor- 5
tmenlo de fazendas, roupas feitas e &
perfumarlas, e tudo se vende por menos tSk
que em outra qualquer parle, como se- J
jam : W
Cortes de vestidos de cambraia branco t>
bordado a 5$, 10tf, 13$ e 25$.
Superiores saiis bordadas a 3j>. %&
Baldes de madapolao e crochet a 4. rafe
Ditas de clina a 6g500.
Cobertores de la muito grande a 59. B
Chitas francesas muito Anas a 280 rs. o 2|
covado.
E outras muitas fazendas por procos
baratsimos.

SOCIEDADE
Unio Beaeiceate
DOS
,0 d MArtlTIMOS.
ue orjjem do Sr. presidente sctentiflco aos se-
hores socios effectivos, quo lendo-se de tratar
fle Tarios negocios, navera assembla geral no
ca terga-feira 6 do correte, pelas 6 Ii2 horas da
larde no saiao do theatro de Apollo.
Secretaria da sociedade Unio Beneficeote dos
Martimos 3 de agosto de 1861.
Balthasar Jos dos Reis.
t. secretario.
.iltencafl.
Santos. Cirainha & Irmos, liquidatarios da
massa de Csminha & b'ilhos, de novo rogara sos
oeveiores da mesuja o favor de Tir ou manjar
satijfazer-lhes as importancias de seus dbitos
ale 30 da correte mez, no seu escriptorio na ra
Nova n. 25, scienticando que no caso de nao se-
ren atteodidos, ver-se-bara obrigados a proce-
der a cobranza pelos meios que lhes faculta a lei.
"" Perdeu-se urna chave de ouro para relo-
gio, n& travessa do Campello : a pessoa que a
ver achado e a quizer restituir, dirijs-se a ra
da Cadeia do Recite n. 46, quesera graticado.
A abaixa assigoada declara ao respeitaTel
publico que nao dere, e era lem assignaio ti-
tulo de qualidade alguma, sendo todo e qualquer
que apparecer falso, assira como, que em lempo
algum assigoou letras a pessoa alguma. e que fi-
nalmente a casa sita no paleo do Carmo n- 9,
acha-se livre e desembargada de tudo, e de'
propriedade sua.
Recife 3 de agosta de 1861.
' Luiza Caminna de Amorim.
Precisa-3e de urna ama que fac* todo o ser-
vio de urna pequea familia, na ra da Santa
Cruz n. 62.
Roubaram-se era casa dos Srs. Stahl & C.
na ra da Imperatriz n. li, na noile de 2 para 3
de agosto de 1861 os seguintes objectos :
1 relogio de algibeira.de pratacasquinhada, sa-
Tanella.querdizer coro lampa de metal, faltan-
Co-lhe o vidro interior.
4 a Heles de ouro de lei pan coilocar retratos,
sendo 2 sem pedras, 1 com pedras Terdes etc., 1
coto pedra encarnada, lodos 4 sem caixioha.
I annelo com pedra preta, podendo-se abrir
para collocagio de retrato.
1 cacoletli casquinhada com 2 encaixos para
retrato, sendo urna dellas ja sem vidro.
( N. B. continha 2 retratos coloridos. )
4 pares de boles para puoho, sendo ; 1 par de
aluminio, redondos, 1 dito de ouro com eofeites
cylindro, t dito de ouro, redondos ja arruina-
dos. '
1 caixinha de msica de flandre pintada de en-
carnado lamanho 3 polegadas de comprimenio,
ce 2 de largura pouco mais ou menos.
1 pistola ue 2 canos para algibeira.
1 annelo, feitio de pulceira, cora mola para se
abrir, proprto para lenco de pescoce, casquinhado
com ornamento de prata oxidada.
Chama-se a atteneo das autoridades policiaes
dos senhores ourives para apprehender estes ob-'
jectos no caso que Ihe apparecerem.
D -se sociedade na taberna do largo da San-
ta Cruz n. 2, a pessoa que para isto esteja habi-
litada : a quem convier, entenda-se na ra da
Alegra n 32.
Catharina Pyrcell subdita ingleza vai Lis-
Loa e leva em sua companhia seus filhos Gui-
lherme Purcell e Joo Manoel Purcell tambera
inglezes.
Precisa-se alugaram molequo que compre
na ra e faca o servido grosseiro de urna pequea
familia, constante de duas pessoas e um menino.
Precisa-se fallar ao Sr. Francisco Barbosa
Cordeiro.l na ra Nova n. 7.
Aluga-se um escravo para lodo o servico :
quera quizer, procure na ra do Rangel, sobrado
numero 11.
Precisa-se de um bom forneiro para urna
padan, assim como de dous amassadores que
otendam perfeitamente do trabalho da mesma :
a tratar na ruado Rosario n. 16.
Predss-se de um ferter para um sitio : na
soledade, defronle do palacio do Bispo.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 15 da
ra do Rosario : quem prelende-lo, dirija-se a
ra do Livramento n. 38, loja.
CdMPAMIA DA YIA FRREA
no
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
De conbrraidade com as instruccoes recebidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os accionistas des-
ta companhia a cumprirem com os termos do
avisa que por ordem do mesmo abaixo Acara pu-
blicados.
Escriptorio da companhia, 16de julho de 1861.
Por procuraco de E. H. Bramah, thesoureiro.
R. Auslin.
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA.
DO
Padaria.
Bara teiros
Da lpja
4rmazeoada de Pars.
Ra da Imperatriz. outr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armazenada de 4 portas o. 56, recebeu
novo sortiraento de fazendas, a ser : cortes; de
vestidos de tarlatana de todas as cores a 35000 e
3$500 o corte, ditos de cambraia com babados a
3$500 e i*. ditos bordados dos Isdos a 4#. ditos
de cambraia da India bordados e enfeitados com
ntremelos a 7g e 8?j, rica fazeoda, manguitos de
manga balo a tj.jO, ditos de fuslo com bolo-
zinho a 3. ditos de lioho a 33 e 3*500, para
acabar, corpiohos para meninos e meninas a lg,
cortes de riscado francez a 2#, chitas de cores II-
xas a 180 e 200 rs. o covado, ditas largas Boas
a 2i0 260 e 280 o covaJo, pegas de ntremelos
e tiras bordadas a 10 a peca.
Chales.
Ricos chales de groxe de ponta redonda e bor-
lla s 83, ditos de merino para todos os precos,
ditos estampados a 2|500.
Cobertas.
Cobertas de groxe a 10J, ditas de chita a 1*800,
lengoes de linho a 2#, ditos de algodao a 1&000 e
1*200, saias de balo, ricos goslos, a 3$ e 3*500.
Papel para msicas, pa-
pel pautado e riscado
para cuntas e facturas, papel mata-borro ; Ten-
de-se na loja d'aguia branca, ra do Queimado
numero 16.
Luvas de pellica.
Noto sortimento de luvas de pellica chegadas
no vapor ioglez para a loja d'aguia branca, na
ra do Queimado n. 16.
Veodem-se 12 travs oulinhascora 45 a 50
palmos Je comprimenio e 10 a 12 pollegadas de
grossura : a fallar com o administrador da obra
da travessa do Pocinho junto a casa de detengao.
Nova pechincha
imperatriz Eugenie.
Finos cortes de cassas francezas de 2 saias e de
7 babados, com 10, 15 e 18 ardas a 3*500, 4* e
5*. corles de loa de bonitcs desenhos, de 2 saias
e 3 babados cara 24covados a 6*000 : na ra do
Queimado n. 44.
Queijos de vapor.
Vendem-se queijos de vapor muito frescos a
2*>60. ditos a 1*440, ditos de coalha a 480 a li-
bra, baoha refinada da mais alva que ha a 480 a
libra, e outros mais gneros bons e mais baratos
do que em outra qualquer parte ; no pateo
Paraizo n. 18, taberna pintada de azul.
do
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resolucao
da directora desta companhis, tomada nesta da-
ta, tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada a.c5ao a qual chamada ou
prestacao dever ser paga at ao dia 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dos Srs. MauiMac-Gregor & C, na Baha aos
Srs. S. S. Daveoport & C. eem Pernambuco no
escriptorio da theusoraris da mesma va frrea.
Pelo presente Oca tamben entendido que, no
caso de nao sera dita chamada ou prestacao sa-
tisfeila no dia mareado para o aeu pagamento ou
antes, o accionista que incorrer nesta falta, paga-
r juros a raso de 5 % ao anoo sobre tal cha-
mada ou prestacao a contar desse dia al que
seja realisado o pagamento.
No caso de nao eflectuar o pagamento desta
chamada ou prestacao dentro de tres mezes a
contar do dito dia fixadp para o embolso da mes-
ma, ficarao as acc.6es que iacorrerem em tal falta
sujeitas a serem confiscadas, segundo as dispo-
nes dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
.. Assignado.TT. H. Bellamy, secretario.
na bresnam Houze>01J Broad Street.
E. C.
8 de maio de 1861.
undico
de bronze.
Na bem conhecida fabrica de fundidlo, latoei-
ro e funileiro da ra Nova, defronte da Cv^-cei-
Qo, contina a fazer todas as obras tendeates s
menciooad3s artes e oficinas cima dita9, como
sejam : bronze para engenho*. parafusos para di-
tos, e tudo quanto necessario para tal rnister,
tudo mais barato do que em outra qualquer par-
te, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre, e tudo mais concernenle a caldeireiro, obras
de lato com a raelhor peifeigao possivel, obras
douradas e em lato para militares, como sejam,
apparelhos para barretinas, ferngens para telina
e talabarte de qualquer arma, botoea de todos os
nmeros, dourados, bronzeados e em smarello,
obras de folha superiores por serem os artistas
que as fabricam joroaleiro e nao empreiteiro, que
como se sabe, nunca ai obras que sao feitas de
empreitada sao perfeitas, tudo muito barato: na
ra Nova n. 38.
O Sr. Prancelino Antonio de Mello Ceaar
tem urna carta vinda de Macei, no escriptorio
d Jos Joaquim Dias Fernandes, travessa da Ma-
dre de Dos n. 12.
Quera precisar deum excedente criado, di-
rija-se a ruaestreita do Rosario n. 28, que acha-
ra com quem tratar.
Joaquim Ferreira da Costa faz sciente ao
respeitavel publico que Justino Fraecisco de As-
sis deixou de ser gerente da cor-heira da ra do
Sol n. 23, desde o dia 31 de julho de 1861.
Mrs. Vessay, subdito britaenico. vai para a
Bahia.
O proprietario da loja do Tergo n. 20, previne
a quem quizer fazer negocio com a armacao da
mesma, que somente com elle o peder fazer,
por quanto est sujeita aos alugueis vencidos e
nao pagos peb inquilino Gedeo de Souza Velho.
Na padaria de Antonio Fernandes daSiWaBei-
nz, rusi dos- Pire n. 43, Tendo-ie a muito acre-
ditada bolachinha quadrada, d'agua, propria para
pdoentes, bolacbinba de araruta e dita de moldes.
Bandeijas eufeitadas de diversos modelos
com bolinhos das melhoras qualidade! e maia
bem feitosdo nosso mareado, etambem em libras
separadas, capases de conservarse mezes em via-
gem, assim como bolo ingles e de massa, podios,
pastis de nata, etc.. etc.; previne-se a quem
fuer ditas eucoremendas qne seja na vespera ou
pelo menos no dia de manha cedo que desejar,
para flear bem servido tanto na perfeigao como
os precos mais razoaveis desses gneros: dirijs-
se a ra da Penha n. 25 para tratar-se.
. Aluga-se o primeiro andar da casa n. 37
sita na ra do Amorim : a tratar na rui da Cadeia
o. 62 segundo andar.
Aluga-se a loja da casa n. 25 sita na ra da
Praia de Santa Rita : quem a pretender dirija-ae
ra da Cadeia o. 62 aegundo andar.
Escriptorio de advogacia
na ra do Rangel, n. 73
defronte da botica.
Semana Ilustrada.
Acabara de chegar pelo vap-or Param collec-
ces completas deste ioteressante jornal,e o. 1
at 31.
Previne-se aos senhores que eocommendaram
colleccSes, que as procurem na ra da Impera-
triz n. 12 loja, aonde continua a receber-se as-
signaturas.
Aluga-se urna preta de 23annos de idade,
sabeengommar, cosiohar, cozer e ensaboar : na
ra da Roda n. 23.
O bacharei Witruvio po-
de aer procurado na ra
Nova o. 23, aobrado da es-
quina que Tolta para a
camboa do Carmo.
1
Cheg
ou
Atteneo.
JoseAze*edo deAguiar, morador em Macei,
na qualidade de lestamenteiro do finado Jos Pi-
nheiro de Mella, avisi ao Sr. Jos, filho de D.
Jsabel Mara da Conceigao. moradora em Goina
mento 300*.
Como no houvesse audiencia do juiz da 1.*
?ara do ciel, por isso ficou transferida do dia 2
do correte a praga para ser arrematado a renda
-do sobrado de-Pora de Portas n. 23 para o dia
-terga-feira 6 do correte mezao meio dia, na sa-
ja das audiencias da 1.a vara do juia do civel.
Pretia-se de um bom forneiro e um bom
amassador que entenda perfeitamente do trafico
Je padaria : na*ua da matriz da Boa-Vista nu-
dero 26. c
Precisa-se de urna pessoa hbil para co-
sanga amigavel-ejudicialmente no mato, ao per-
to-e longe desta praga, dando flanea por pessoa
33, leja de miudezas das 3 estrellas.
Paga-se a 20*500 por moeda de ouro de 20:
sa ra da Cruz do Aecife n. 30.
.Fugio do engenfao Dromedario o escravo
ionio de nome Canuto, de idade 19 a 20 aonos,
fcetn preo, nao tem brba, Hura regular, bom
corpo.bonitas mos e ps, falla-lhe dous denles
da parte de cima ; eate eaoravo foi comprado no
dia 31 de Julho prximo paasado, e fugio no mes-
mo dia.-ejulga-se terviodo a esta praga por ter
bastante conheeimento ; ,por isso roga-se de
4iuem o pegar, de leva-lo ao mesmo engenho aci-
*na ao seu eabor Sebaslio do Reg Brrelo, ou
eata praga ca ra da Moeda e. 5, casa de Ma-
noel Alves Ferreira.
Manca.
Manoel Lopes Pereira Ribeiro mudou a na la-
ja do barbeiro da ru* da Imperatriz pare a ra
do Rangel o. 6, o qual se acha habilitado a fazer
ludo quanto pertencea aua arte, cono seja amo-
lacoes, botar ouvdo em armas de espoleta, san-
grar, tirar denles, limpar, chumbar cosa qeil-
ende e aluga bichas, pode ser procurado a qual-'
quer hora.
Aluga-se a loja do sobrado da ra da Au-I
Tora n. oo ; a tratar no mesmo.
afinal o d^sejado tricopherous
Est venda na ra do Queimado, casa de ca-
belleifeiro.
Armacao.
Vende-se urna armago de muito bom gosto,
sendo de fazendas : quem pretender, falle na
mesma loja, ra do Queimado o. 51.
Aitenco.
Ra do Arago n. 8.
Vende-se 16 ou 20 arrobas de metal velho, sen-
do cobre ou latao, e bronze, igual porgo de
chumbo, tudo proprio para derreter e fazer obra
nova, assira como urna cama de condur da ar-
macao com pouco uso, tudo por prego razoav^J.
Vende-se ou permutase por urna negra um
negro robusto e de boa conducta, proprio para
todo o servigo : a tratar na ra da Gloria nume-
ro 114.
Atteneo.
Vende-se um boi crioulo do pasto, bastante-
mente gordo e manso, proprio para carroca : na
ra Imperial o. 170.
Farello de Lisboa
e semea vende Jos Luiz de Oliveira Azevedo em
seu armazem travessa da Madre de Deus nume-
ro 5.
Cera amararella.
Na ra da Cadeia do Recife loja n. 50, ha para
vender cera amarella, recentemente chegada.
Vendem-se dous caixes que servem para
padaria, assim como se aluga urna preta para to-
do servigo de urna casa : a tratar na ra do Ran-
gel n. 75.
Vende-se urna escrava crioula, com 24 an-
uos de idade, assim como duas crias, tendo um
seta aonos de idade e outra com'tres mezes, am-
bas do sexo masculino ; tem boa figura, sadia
e tem-se prestado ao servigo de casa de familia :
quem quizer negocii-la dirija-se ra de Hortas
o. 14, que achara com quem tratar.
Fugio no dia 1 do correte maz o cabra de
neme Manoel, natural do Aracaty, altura regular
cabega redonda e um pouco chata, beigos grossos,
e quaodo anda balanga com o corpo, representa
ter 20 a 21 annos de idade, levou caiga e carniza
de algodao branco e uma'de laa por cima e cha-
peo de feltro preto : quem o apprehender pode le-
va-loa raa do Queimado d: 73, quesera generosa-
mente recompensado.
O abaixo assigoado faz publico que amiga*
Telmente e de unnime accordo destratoa e dea
por Anda a sociedade que tinba com o Sr. mejor
Firmiano Jos Rodrigue! Ferreira, na loja de fa-
zendas sita no'Passeio Publico n. 11, Meando o
abaixo asiigdado autorisado por urna eacriptura
publica de destrato, registrada no mereUsaimo
tribunal do commercio, a liquidacio e pagamen-
to relativamente s tranegoes feitas debaixoda
extincta firma social de Ferreira & Cruz ; assim
como que sd ao abaixo assigoado compete diipor
de todos osbeos que foram adqueridos durante o
tempo da extincta sociedade, uto para paga-
mento dos credores da extiocta firma.
Rcife 2 de agosto de 1861.
Bento Aires da Cruz.
TA FRREA
DO
Recife a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Telegrapho elctrico entre Cinco
Pontas e a villa da Escada.
Pela respectiva superintendencia se faz publi-
co que ero virtude da approTsgao provisoria da
Exro. presidencia da provincia ser franqueado
ao publico do 1 de agosto em dianle o uso do
referido telegrapho mediante as condegoes da
tabella segulnle:
Escriptorio da superintendencia em 24 de ju-
lho da 1861.Por procurago de E. H. Bramab.
R. Auslin.
ESTRADA DE FERRO
DO
Recife a Sao Francisco.
Tabella dos precos para as conmiu-
nicaedes elegraphicas.
Por um despacho de urna at victe palaTras
Do Recife ao Cibo e vice-versa. 2JJ00O
a Escada ... 3JOO0
Do Cabo a Escada 29OOO
Por cada dez palavras excedentes. 19000
N. B. Nao Acara comprehendidos neste nume-
ro os nomes dos expeditores e destinatarios que
nao contenham mais de duas patarras e suas re-
sidencias.
As respostas pagas adiantadas na occasiio da
entrega dos despachos nos escriptorios te rio 50
por cento de differenga nos pregos da tabella.
Os despachos aero enviados em cartas fecha-''
das aos domicilios que se acharen) na zona de
1|8 de legua dos escriptorios do telegrapho sem
retribuico alguma e o'ahi por diante dentro de
um circulo de duas leguas somente pagaro os
expeditores 19 por cada legua ou fraego desta
de visgerjj redonda.
Os portes sero satisfeito! no atto da entrega
dos despachos nos escriptorios.
Os despachos serio entregues nos escriptorios
do telegrapho a horas do expediente, isto de
8 horas da raanha al meio dia e de duas horas
at 5 1(2 di tarde.
Neste escriptorio, alm doa trabalhos relativo*] Z
ao foro, fazem-ae correspondencias, annuncios e
communicados, de qualquer natureza que seja ;
e bem assim requerimeolos para qualquer auto-
ridade, repartigao publica, irmandades, para S.
-M. o Imperador, e assemblas geral: nao se ta-
rando a menor paga se nao fr desempenhado com
a maior brevidade e contento.
I Gurgel & PerdigaQ.
Fazendas modernas. I
Recebem e rendem cooslantemente su- S
periores vestidos de blonde com lodosos 1
preparos, ditos modernos de seda de cor X
e pretos, ditos de phantasia, ditos de {
eambraia bordados, lindaa liazinhas, <
cambraiade modernos padrdes, seda de $
quadrinhos, grssdeoaples de cores e pre- i
tos, moreanlique, sintoa, chapeos, en- S
feites para cabega, superiores botoes, tit
manguitos, pulceiras, leques e extracto
de sndalo, modernos manteletes, tal- g
mas compridas de noTo feitio, visitas.de *
gorguro. luvas de Jouvin a 2^500. tt
Muito barato.
Saias balo de todos 03 tamanhos a 4g, g
chitasfrancezas finas claras e escuras a m
S80 rs. o covado, eolias de lia e seda pa-
ra cama a 6a camisas para menino.
Roupa feita.
Paletot de casemira de todas as cores
a 109, ditos linos de alpaca a 6$, ditos
de brim s 4IJ, chapeo! pretos a 8g e mui-
tas outras fazendas tanto para senhoras M
como para hornera por prego inteiramente 2>
barato, dao-se as amostras : na ra da |f
S Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco *
Largo. Jl
Aluga-se ou vende-se a casa da ra de Mo-
tocolomb. novamente acabada, tendo 2 salas, 4
quartos, cozinha fora equarto para escravos com
o quintal murado ecom algum arvoredo, como
seja coqueiro, etc., a tocslidade a melhorpos-
sitbI por ser confronte a estagio : quem a pre-
tender, dirija-se a rea do Queimado n. 44.
A commissao liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contas de Irnos, que se diri-
jan com os seus ttulos ra da Cadeia do Re-
cite n. 26. primeiro andar, das 10 horas da ma-
nha s 2 da larde, para serem Terificados e clas-
siflcados pela referida commissao
Manoel Aires Guerra saca sobre o Rio d
Janeiro.
fc
3Raa estreita do Rosario
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar dentes artificiaes tanto por meio de
1 molas como pela pressio do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao
fiquem a Tontada de seus donos, tem pi
e outraa preparagoea as mais acreditadas
para conservaco da bocea.
3

9
(jraDiQete medico cirurgico.
Ra das Flores n. 37.
9 Serao dadas cons<as medlcas-cirurgi- m
cas pelo Dr. Estevio Cavalcanti de Albu- m
querque das 6 ss 10 horas da manhia, ac- 9
cudindo aos chamados com a maior bre- S
9 vidade possivel. a
0 Partos. Z
9 2. Molestias de pelle. 7*
9 3.* dem dos olhoi. Z
0 4. dem dos orgios genitaes. a
9 Praticar toda e qualquer operago em a
0 seu gabinete ou em casa dos doaotes con- S
aj forme lhes fr mais conveniente.
Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Pa~ : em casa de
Aranaga Hijo & C.
Os negociantes matriculados abaixo assigna-
dos, tendo dissolvido amigavelmeote a soe^a-
de que sobre a razio commercial de A. L. uics c 1.
tos & Rolim gyrava nesta cidade, vem partecipar WQ n fi
ao respeitavel corpo do commercio e ao publico
em geral que do 1 de agosto deste anno em fian-
te o mesmo estabeleciraento gyrar so* a firma
de Aulonio de Moura Rolim, ficando a c. I des-
te todo o activo e passivo da extiocta firm
Recife 31 de julho de 1861.
Antonio Luiz dos Santos.
AntoBio de Moura Rolim.
Precisa-se de um homem para feitor de um
engenho, distante da estagio da Escada 2 leguas,
dando fiador a sua conducta : pode dirijir-se
ra es'treila do Rosario n. 29, que ahi achara com
quem tratar.
commissao de escravos.,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita ra foi transferido o escriptorio de
commissio de escravos que se achara estableci-
do no largo do Paraizo n.16, e ahi da mesma
sorte se contina a receber escravos para serem
vendidos por commissao e por conta de seus se-
nhores, nao se poupando esforgos para que os
mesmos sejam vendidos com promptidio, afim
de seus senhores* nao soffrerem empate com a
veoda destes; assim como se aflanga o bom tra-
tamento eseguranga. Nesta mesma casa ha sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos, mo-
gos e velhos, com habilidades e sem ellas.
Mudanca.
Joio Antonio Colho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todos os seus freguezes que
mudou a sua loja da ra estreita do Rosario para
a ra do Imperador n. 69, onde o acharao promp-
to todos os dias uteis desde as 6 horas da manhia
at as 9 da noite, para chumbar e tirar denles,
sangrar, pdr ventosas ou bichas ; assim como pa-
ra qualquer outro servigo de sua arte efdra dos
das e horas mencionados pode ser procurado no
pateo do Carmo n. 22.
Na travessa darua das Cruzes n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda a perfeicao para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Urna mulher branca maior de 30 annos,
offerece-se para ama de casa de homem solteiro
ou de pouca familia : na ra das Cinco Pontas
n. 31.
I?rM?G)
alflnetes de ouro e brilhautes.
Na officina photographica da ra do Cabug o.
18, entrada pelo pateo da matriz, existen lindos
alflnetes com brilbantes e ao gosto de Luiz XV,
para a collocago de retratos; ha tambem urna
variada collecgio de alflnetes de ouro com, e
sem pedras. O prego dos alflnetes com os re-
tratos variam de 169 200$. Nt mesma casa
vendem-se bellos espelhos cora molduraadoura-
daa para ornar aalaa de luso e tratamento ; bor-
las de seda para cortinados de janellas e para
quadroa, assim como corddes para o mesmo fia.
Vende-se tudo a pregos razoaveis e moderados.
Aluga-se o 3* andar da ra da Cruz n. 21 :
a tratar no armazem do mesmo.
Chegou de Inglaterra o material pre-
ciso para este excellente djradouro la-
drilho. Os senhores que se quizerem
utilisar delle podem procurar na ra
da Concordia n. 73.
- Aranaga, Hijo & C, sacam sobre
o Rio de Janeiro, Para', Franca, Lon-
dres e Lisboa : na ra do Trapiche No-
Von. 6.
II Knada Imperatriz 23
Pianos e msicas.
J. Laumomler convida os senhores mestres e
amadores de msica, virem a seu armazem ver
os excelleotes pianos Laumonnier, que acaba de
receber de Paris, fabricados expressamente para
o clima do Brasil, muito elegantes e d gostos
modernos. Igualmente tem msicas dos melho-
res autores, assira como concerta e afina os mes-
mos instrumentos.
Aviso.
O abaixo assigoado dectara que flea de nenhum
effeito a procurago que passou a mais de um
anno ao Sr. Francisco do Reg Barros Goiabeira,
para venda da parle do engenho Piragi do termo
de Barreiros.Antonio Borges Leal.
O abaixo assigoado declara ao respeitavel
. publico e principalmente aos seus devedores que
de hoje em diante fica sem efeito a procuraco
ou ordem que deu ao Sr. Jos de Oliveira Cam-
pos, e assim como tem de proceder sobre algu-
mas dividas que o dito senhor j recebeu, Reci-
fe i de agosto de 1861.
Francisco Jos Tinto de Oliveira.
O abaixo assignado faz pubiieo pelo presen-
te que tendo desfeito a venda que fizera ao Sr.
Manoel Gomes Pereira de sua taberna sita na ra
do Pogo o. 32, Tendeu a mesma ao Sr. Manoel
Jos Pereira, de quem recebeu a sua importan-
cia, ficando por este modo sem nenhum efleilo
aquella primeira renda, e cooseguintemente o
annuncio que a tal respeito fez publicar por este
Diario. Recife 2 de agosto de 1861.
Francisco Pereira de Meirelles.
Atteneo,
Traspassa-se a chave e vende-se a armago de
urna taberna em um dos melhorea locaes dasta
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiodentista, faz
todas as operaedes da sua arte e colloca
dentes artificiaes, tudo com a superiori-
g dade e perfeigao que as pessoas entendi-
fjj das lhereconbecem.
H Tem agua e psdeniifriciosetc.
mmmmmammvmmmmM
^ Cozinheiro.
Preci-se de um cozinheiro para urna casa
estrangeira de pouca familia : a tratar na ra da
Cadeia do Recife armazem o. 52.
Saque sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Oliveira 4 Filho saccam
sobre Lisboa ; no seu escriptorio, largo do Corno
Santo.
O Sr. cadete Tude e chamado' a
esta tvnofranhii nara rartiffar o uma taberna era um dos melhores locaes dosta
esia typograpnia para ractiicar a as- cidade. na r..a de Hortaa n. 31, casa terrea, com
14 portas na trente, e 1 para o becco que atraves-
sa aquella ra, e a das Aguas-Verdes : os pro-
tendentes podem dirigir-se ao armazem de Vi-
cente Ferreira da Coala, na ra da Madre de Deoa
numero 22.
Publicacao .iterara.
Publicou-se recentemente no Rio de Janeiro o
Eosaio critico sobre a viagem do Brasil em 1852
de Carlos B. Madsficld, por A. D. de Paicoal,
membro do instituto Histrico e Geographieo do
Brasil ede outras corporagSes scieotificaa e lu-
teranas estrangeiraa. Esta obra estar completa
em pouco tempo, e contar de 2 volumei era 8.
ntidamente impreiso. Subscreve-se para ella na
ra da Cruz o. 45, em casa de Tiuva Amorim &
Filho, a Sft cadaexemplar, pagos a entrega do 1.
Tolume.
Aluga-se uma casa que tem 2 salas, 2 quar-
tos, cozinha fora, quintal murado e cacimba:
quem a pretender, vi Te-la na ra de Jlo Fer-
nandes Vieira (Soledade) a qual tem o n. 62, e
se dirija a tratar.com o Sr. Bernardo* da Cunha
Teiieira, na padaria do Sr. Joaquim, defronte da
igreja n. 14.
Aluga-se um preto soffrivelmente habilita-
do no servigo interno e externo de uma casa :
quem o pretender, dirija-se a roa do Caldeireiro
I numero 8.
Funileiros.
Na ra Nora o. 38, precisase de peritos ofll-
ciaes de funileiro.
O abaixo assignado, reaideoie em Jaragu
de Macei, proprietario de 4 lanchas muito boas
e bem preparadas com bons encerados e boa tri-
polagio, que presentemente se oceupam no trafi-
co do porto de Jaragu em Macei, se cllerece
ao respeitavel commercio desta cidade para pdr
a bord de qualquer embareagio nacional ou es-
trtngeira em auaa linchas naquelle porto os To-
tume! ou gneros peloa pregos seguintes: caixas
com assucar por 600 rs., barricas com dito por 80
rs., saceos com dito por 60 rs., saccas com algo-
dio por 80 rs.,couros salgados ou seceos por 20rs.,
pipas com qualquer liquido a 500 rs., ditss com
mel por 600 rs., os mais gneros ou rolumes era
proporgo, lanchada de carga avulso por 8, dita
de lastro de ara por 80. Jaragu 29 de julho de
1861.Manoel Balbino de Freitaa.
ASSOCIAg&O
COMMERCIAL BENEFICENTE
DE
Pcrnam\mco#
Em conformidade do artigo 28 doa estatutos,
sao convidados os senhores socios effectiros d
AssociagSo Commercial Beneflcente acomparece-
rem a reuniio da assembla geral da mesma, que
ter lugar segunda-feira 5 do correte ao meio
dia, na saladas sessdes, afim de ser apreciado o
relatorio da actual direegio, e nomearem-ae os
noTos membro! que devem substitu-la.
Salo da Associago Commercial Beneflcente de
Pernambuco 1.' de agosto de 1861.
Manoel Alves Guern,
secretario.
Aluga-se o sobrado n. 2 B da ra de Apol-
lo, e a casa terrea o. 27 da ra do Burgos : a
tratar na ra da Aurora o. 36.
Precisa-aa de uma ama que compre e cozi-
nhe para casa de pouca famila ; na traTessa do
Livramento n. 18, segundo andar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Cruz o. 31, proprio para escriptorio ou ho-
mem solteiro, ou mesmo para pouca familia : a
tratar no armazem do mesmo.
Na ra do Rosarlo, defronte do quartel da
polica, easa terrea n 13, laTa-se e eogomma-so
por prego commodo e com presteza, e se dar fia-
dor, se quizerem, para seguranga de seus donos.
Aluga-se uma sala de um primeiro andar
no becco da Pule : a tratar na ra do Crespo d.
20, esquina.
Frontispicio do Carmo.
Amanhia ter lugar a fesla deN. S. do Carmo",
erecta no frontispicio do mesmo convenio, com
resperas e Te-Deum, nesta occasiio se distribui-
rn registos lithographados em Genova, sendo o
tirameuto da baudeira as 5 horas da tarde de do-
mingo, se o dia assim permitlir.
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATHICO
DO DOCTOR
n SABINO O.L.PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n.0.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguintea molestias :
molestias dos mulheres, molestias das crian-
fas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOHEOPATRICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias. in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sttino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra delta sio falsas.
Todas as carteirss sao acompanhadaa de um
impresso com um emblema em releTo, teudo ao
r6dor as seguintea palaTras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nio levarem esse impresso
assim marcado, embora tenbam na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Na ra estreita do Rosario o. 21, primeiro
andar, precisa-se de uma ama para comprar e
cosinhar para uma senhora.
Aviso.
Anda existe na travessa da ra do Carnario no
bairro da Boa-Vista algumas meias aguas oara
se alugar, asquaes se achara ha pouco acabadas
e pintadas: quera as pretender dirija-se a ra
da Cruz do Recife armazem n. 63, junto a matriz
do Corpo Santo.
O Sr. Joo Hypolito de Meira Li-
ma, queira dirigirse a praca da Inde-
pendenca livraria n. 6 e 8 que se lhe
preciza fallar.
Na ra do Crespo n. 11 deseja-se fallar com
o Sr. Joaquim Gomes Pessoa, a negocio.
.???
signatura deste Diario, por quanto mu-
dou-se da ra onde morara sem o fazer.
Pedido
O abaixo assigoado tendo acabado com a sua
loja de calcado sita na roa larga do Rosario n.
32, pede encarecidamente as pessoas que se
acham a dever, que venham satisfazer seus d-
bitos, pois sao bastante antigos, e visto nio con-
vir ter um aiieiro sopara este fim, por isao po-
dero dirigir-se a mesma rus, no bazar pernam-
bucano.loja de charuto!, afim de evitar o serem
chamados por seus nomes.
Joaqun Bernardo dos Reis.
Escriptorio de ad-
vocada.
Os Drs. Tuquinio Braulio de Souza Amarante
e Joo Capistrano Bandeira de Mello Filbo tem
o seu osenptorio de advocada na ra largado
Rosario n. 33,1* andar, onde serlo encontra-
dos das 10 horas da manha as 3 da tarde.
A commissao liquidadora dos cre-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obligue a lancar
mao dos meios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus de redores.
Precisa-se
de uma mulher capas para encarregar-se de di-
rigir o servigo de orna casa de peqaens familia,
tratar de meninos, ensaboar e eogommar alguma
roupa. Ne mesma casa precisa-se tambem de
uma ama de lelte sem filho, e uma escrava para
comprar e cozinhar, sem tcos, fiel e diligente,
faga-se bem : na ra dos Guararapesem Fo.-a de
orlas n. 30, caa do protesaor publico.
Offerece-se um'caixeiro com pratica de ta-
berna : a tratar no aterra da Boa-Vista o. 54,
loja de miudezas.
eorge Sheltoo, subdito Ioglez, relira-se
para a Bahia.
Bernardino Rodrigues Monteiro & C com-
prou a Manoel Daa Coelho a taberna n. 3, sita
no arco da ribeira da Boa-Vista, lodos os cedo-
res comparecen no prazo da 3 dias.
c
i


.-----
OIAUO DB rElNAlIDCO. w SEGUNDA FURA 5 MI AGOSTO II 1161.
(5)
Yendas.
Venda de propriedades
Vendem-se utuu terreas sitas di roa atrax
da matriz da Boa-Vista d. 30 e 32, Bangel n. 79,
e na do Forte o. 26, todas oa solos proprioa :
a tratar eom Antonio Jos Rodrigues de Souta,
ra do Queimado n. 11, primeiro andar;
Cortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de rostidos brancos
bordadqs com 2 a 3 babados a 59 : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitas de
seda, nao s6 preas como de cores, pelo baratis-
simo prego de 19 ; na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
o
* *
Vende-se a todos miudezas baratas
Appareca dioheiro que a vista faz f ;
Correl fregueziohos s estrellas gratas
. Que no Rosario divisaos a loja que .
Loja das tres estrellas, ra
larga do Rosario o. 33
Neste estabelecimento queima-se sem reserva
de preso: Pitas lizas e labradas uns, bicos de
linho e de seda, labyrinthos, rendas, babados de
linho do Porto, transs e franjas de seda e de lia,
galo branco para enfeite de vestidos, cofiadores
para roupoes de linho e de seda preta, botes de
metal para calca, ditos de massa pira paletots,
ditos de retros para caaaca, ditos de vidro e de li-
nho para casavequea, brincos e rozetas douradas,
escovas para fato, para sapatos, para dentes e
para unhas, tramoia em pecas de quioze varis,
cruzes e vernicas finas, rosarios de Carolina e
de osso finos, liohas de meada, de peso e de car-
retel, enfeilea de fila e de idrilho, carteiras de
marrcquim e de chagrero, ditas srcs ..a v*-
peis, requif? nreto da I*;, anas de bfalo, de
massa, de chumbo e de raz para tabaco, relogios
para meninos, dedaes de metal branco e ama-
relio, esporas para salto, phosphoros em calzas e
em barriziohos, estampas de santos finas, colo-
ridas e em fumo, pequen>s e grandes, ditas em
quadros, sortimeoto de frocos, fio para sapateiro,
fita com colchetes, sombra para florea, grvalas
de seda, guardanapoa de linho, caiziuhaa de tinta
para desecho, golas de seda preta e de cores, fita
de velludo preto e de cor, luvasdeseda, ditas de
torcal sem dedos, ditas de Jourin que se ver.de
at por 200 rs., leques finos, meias de algodo de
toda a qualidade, ditas de seda preta, medidas
para alfaiate, estojos de navalhas finas para bar-
ba, pinceis para dita, pentes de marfim e de mas-
sa para limpar a cabega, ditos de tartaruga vira-
dos, sapatiohos de merino fino e de la, tinteiros
de metal, caivetes finos para peunas, thesouras
de diversas qualidades, e muitas outras cousai
tendentes ao mesmo negocio quo ludo se vende
por todo o preco para acatar.
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cS W
S NO PROGRESSO
#
DE
largo 4a Penba
Neste muito acreditado armazem de molhados
continua a vender-se os'melhores gneros que ha no mercado, tanto em porco como a retalho, e
por muito menos preco de que em outra qualquer parte, porserem vindoa amaior parte dellesem
direilura, porcontado proprieta rio, por isso em vista do pregos dos gneros abaizo ,meocionadoB
podero julgar todos os mais, aangando-lhe a boa qualidade.
MLanteiga Va Vea pevfeUamente flor, goor.. um, bar-
ra a 700 rs.
M.anteiga iraiieeza muhor que ha no mercado a 70 rs. a libra.
Gkh os meWiores que ua no mercado Tende.,e a f.qB.Ud., 39000,
2^ja a 85500, 3a ditta a 29OOO, e preto^|600 a libra.
QUefjT>8 UameilgOS chegados neste ultimo vapor-da Europa a 2*800 rs. ditos shs-
gados no vapor passado a 1S800 e 1&600 rs.
\ U.C1JO praiO og melhoresque tam vindo a este mercado por sersm muito ir escaes a
640 rs. a libra e inteiro a 600 ra.
OOllO IVailCeX. a 500 rS. 0 carto elegantemente enfeitados, muito proprioa
para menino, s no Progresso.
DOCe da CaSCa de gOaba t| 0 calze. em porco a SOOrs. .6 no progresso
UOCe de AAperClie em Ult de 2 Ubrae muito enfeitadas a 1200 rs. cada urna, s
no progresso.
"*****"**** *"^erial d0 af,mado Abres, e de outros muitos fabricantes da
LisbOa a 800 rs. a libra.
--------eVS.aS ira.HeeZ.aS em frasCos com 4 libras por 3$000cada um, s o frasco val 19
dittas porluguezas a 480 rs. a libra.
Latas eom bolaenimnas de soda eonl,ndo differentes q.aiidade,
1JM0O, assim como tem latas de 8 libras por3S00O, dittas com 4libras por 2$000 ra. s no
Progresso.
naa^a de tomate enj utasde l libra, por 900 rs. e em latas de2|libraspor 1#600 rs.
CoilSeTVaS frailCeXaS e Hg\ezaS rec.ntemente chegada. a SOO r.. o fras-
co em porcose faz abalimento.
Passas em eaixnuasdeS Vibras melhorei qu. tem Tlndoaest.
mercado por serem muito grandes a 2800 rs. cada urna.
Eispermacete superior Mm arla a 700 rs.a Ubrfii-e.,x MfiI a,gUm
abatimemto.
rVletria, macar rao e talYiarim 400r, um em i, de... .r-
roba por 8*.
Latas eom peixe de posta das melhores qualdadegque M em Portugal, como
sejam savel, congro, sarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a 1&400 rs. cada urna.
zVzei tonas mnito novas a moo 0 barril em garrafa. w r9
Palitos de dente UxadoseminolhO8C0m20lIucinho,p0rl00rl:
aei Vejadai ma acreditadas mnrcs5000 a duzia a retalho a 500 rs. a garrafa.
11I0! C,larra*a TU Mu8calel a.!*a garrafa ; tambem tem vinho Cheres para 2&O0O re. a garrafa.
nOS em pipaem tomp08i50 Port0f Fguein.Lisboa, a 640 rs. em caada a4500.
Presnnto de fiambre inaAez
"""'*x' m*^*4 muito novos a 800 rs.a libra.
Preznnto de Lamego 0 qut ha de bom ne8te genero t m tm poTS-aa a 400 r8#
L-Uonri^as e paios a 560 M> a 1brii em barril com 6 duzlM de paios por ,osooo#
X oneinbo de Lisboa 0 mai, n0T0 que ha no mercad0 a 3J0 libra.
W.trC0Teftttada*D,,,t1"^ ^ h.ver.480rs. a libra em
ment, s no Progresso do pateo da Penha n. 8.
A ,^l,m ak 8enervos annuneiados encontrar orespeitavel publico um grande sortimento de
nao quanto bom e barato.
Linguias do serioe
queijos de qualha.
SABAO.
Joaqulm Francisco de Helio Santos avisa aoa
seus freguezea desta pra$a e oade foro, que tem
exposto venda sabio de aua fabrica denominada
Reciteno armazem dosSrs. Travassos Jnior
4 C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidadea por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
bem tem feito oseu deposito de velas de carnau-
zaaimplessem mistura alguma, como aa da
composicao.
mmmmmmmm mmmm
pedi
Encyclo-
ica
Loja de fazendas
[Ra do Crespo numero 17.
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimoa :
Chapelinas de seda de riquisslmos gostos
a 12* cada ama.
Ditos de palha de Italia a 28$.
Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 3#.
Casias de cores fizas e delicados padres
a 280 ra. o covado.
Sedas, cambraias, cassai, chitas e tudo
quanto pertence para adornos de se-
nhora por baratissimoa presos.
Calcado Mell de 2 solas e sola fina.
Para homens.
Grande sortimeoto de roupas feitas e
chapeos de todas aa qualidides.
Camisas ingle-
zas,
enda muito fina, peilo de lioho, pregas largas,
a 409 a duzia : na loja n. 90, ra do Crespo, es-
Cal nova de
Lisboa.
. No bem conhecido deposito da rus de Apollo
n. 24, ba cbegsdo s bem acreditada cal de Lisboa
em pedra, que se rende por manos prego do que
m ootra qualquer parte.
Brim branco de linho muito fino a 1*280 s
?ara : na ra do Qutimado o. 22, loja da Boa f.
Vendem-se linguicas muito boas a 320 r
libra, queijos de qualha muito frescos a 480 rs. a
libra, espramete boa qualidade 720 rs.. em cai-
za se faz abalimento, gomma de aramia da me-
Ihore maisalva que ha a 160 rs. a libra, dita a
80 rs., passas muito novas a 480 a libra, em cai-
xiohas se f.-z abalimento, e outros mais gneros
muito bons e mais baratos do que em outra qual-
quer parte : na travessa do Paraizo n. 18. venda
dintada de azul.
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Trapiche
BAB\0 -> LIVRAHEKTO
Largo da Assemblau. 15.
Ha continuamente para vender neste novo es-
tabelecimento o seguinte:
Cera de carnauba em por;5es ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caiziohas de 1 a 4 arrobas
Barricas com cebo do Rio Grande em porgoes
ou alho.
de carnauba pura em caixinhaa de 1 a
2. s.
afeiot, de sola differentes qualidadea em porcoea
ou a retalho.
Courinhoscortidos.
Farinba Jo mandioca por 18500 a sacca.
Farello em saceos grandes por 3g80O a sacca.
Genero^ de mo-
lhados baratos.
No armazem da Estrella, largo
do Paraizo n. 14.
Vende-se mantejga franceza a 640 rs. ; cha
muito bom a 2JJ800 caf a 260 e 200 rs.; esper-
macete a 700 rs.; sabio massa a 200 e 160 rs. ;
toucinho a 320 rs.; feijo amarello a 500 rs. a
cuia ; chourisas a 560 rs.; aletria a 406 rs.; ar-
roz a 100 rs. libra ; btnha de porco a 480 rs. ;
batatas a 60 rs.; szeite doce a 720 rs. a garrafa ;
vinagre a 240 rs.; vinho a 400 e 500 rs.; azeite de
Garrapato a 440 rs.; bolacbinha inglezs a 29 a
barrica e 140 rs. a libra ; gomma a 120 rs.: pas-
sas s 2J50O a> caixa de 8 fibras; alpista a 160 ra.
Vende-se por prego commodo um escravo
de cor preta, benita ligara, mogo e robusto, o
qual propiio para todo e qualquer servico : pa-
ra *ere tratar na traveasa do Carioca armazem
numero 9.
Jneles de merino estampados 3#500 : as
ra do Queimado o. 22, loja da-Boa f.
Attencao as sedas de qudrinhos a 720
rs. o covado.
Vendem-e sedas de qu-
drinhos muito euco'pados a
720 rs. o covado e diti a 560
rs,:Da ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva
inda ao
Pavo.
Chitas baratas-
Vende-se chitas escuras de
cor fixas a 4$500 a peca a 120
rs. o covado por ter um pe-
queo toque de mofo: na ra
da Imperatriz n. 60, loja de
Gama fe Silva.
f Acaba de chegar do Rio do Janeiro e adia-
se venda na livraria n 6 e 8 da praga da Inde-
pendencia,
o ensaio Critico
Sobre a viagem ao Bra-
sil, em 1852,
DE
Carlos B. Mansfield.
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE LMEXDA & SILTA
POR
A. D.DE PASCUAL,
membro do lortituto Histrico e Geographico do
Brasil, e de outras corporales scientiOcas e Ili-
terarias estrangeirss etc., etc.
Dous voluntes em 8o ornado com urna vinheta.
Prego de cada assignatura, pago no acto da
entrega do Io volume, 59.
Feijao fradinho.
Vendem-se saceos com 20 cuias : na ra da
Cruzes n. 24, traveasa do Ouvidor.
Vende-se urna boa mobilia de oleo e alguna
vidros de sala : na ra larga do Rosario o. 46.
segundo andar.
Vende-se urna casa na ra do Rosario da
Boa-Vista n 42, com muitos commodos para fa-
milia : a tratar na mesma.
A 2.500 o covado.
Dama'co de seda boa fazenda, encarnado, cor
de canna e branco.
Manteletes de fil prelo enfeitados comJtlcoa 5.
Damasco de la com 6 palmos de largura cova-
do a lj)50O.
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 8#. *
Cortea de casemira de cor a 3|500.
Selim Maco auperior a 2g500.
Casemira preta setim auperior a 2#500.
Pecas de indiana flniasima com 10 varas a 81.
Na roa do Crespo loja n. 10.
Vende-se urna taberna no Campo Verde,
freguezia da Boa-Vista, com poneos fondea, bem
alregueada para a trra, propria para um que
queira principiar: na ra do Socego o. 44.
Vende-ae orna escrava rcolhda, de 18 an-
uos, que sabe engomraar, coser, e mais arranjos
de casa, sem vicios nem achaques, o que se afl-
anja : a trattr na ra nova dos Pires a. 30.
A. F, Duarte Almeids, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aosseus freguezes que lendo separado a sociedade que tinoa com
seu mino, icha-se de aovo esiabekdo com dous iceiidoi irauens de llbak, asseciado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, eo Sr.
Pauro Ferreira da Silva; o piimeiro na razio de Duarte & Souza, e segundo na de Duarte AlmeiJa & Silva: estes eslabelecimentos offerece'm grandes
vanvagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se acham montados como em commodidade de pree,o, pois que para isso resolveram os
prop notarios mandarem vir parte de seus gneros em direilura, afim de terem semprdcomplelo sortimento, como tambera poderem offereeer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 porcento do prec/> que possam comprar em outra qualquer parte, porisso desejando es proprietarios acreditarem
seus eslabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco praticas, era qualquer um dcsiesestabeleci raen tos, quesero tao bem servidos come
se viessem pessoalmenle, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vsutagens que oflerecemos, pedaos a
lodos os senhores da pra^a, senhores de engenho elavradores que mandem ao meos suas encommendas a* primeiravez, afim deexpeiimantar, eertos
decontinuarem, pois que para isso nao pouparo os proprietarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequenlarem nossos eslabelecimentos-
aoaixo traoserevemosalgumasadicoes de nossos prados, por onde ver o publico que vendemos baratsimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros. w ^
Manteiga lOgleza especialmente escollhida da nova a 1 e 800 rs. a libra e da velha a 800 rs. a libra e em barril a ?50 rs.
dem irailCeza a melhor do mercado a 620 rs. o barrril e meios a 700 rs. a libra
Cha hyssOD. e pretO o melhor do mercado de 1&700 a 2|800 e em porcao lera abalimento.
Presunto fiambre tnglez hamb'urguez a 900 rs. a libra e em porco a 800 rs.
Presuntos portllguezes viudos do Pono de casa particular a 560 rs. por libra e inteiro a 460 rs.
Marmelada dos melhores autores de Lisboa premiada as exposigoes universaes de Londres e Pars de t9 a 150800 a lata.
CaixaS COm estreiinha pevide e rodinha 7000 a caixa e960 ... a libra eera porcao .bUimenio.
rasCOS de ameixas com 8 libra a 5500 cada um e 1000 a libra.
PaSSaS em caixinhas de oito libras, as melhores do mercado a 2#800 e a 500 rs. a libra.
Espermacete Superior a 700 rs. em caixa e a 720 rs. a libra.
Conservas francezas inglezase e portuguezas a eoo e soo rs. o frasco.
Jirvilhas portuguesas e-francezas 800 rs. o frasco:
Lata COm bolaXnha de SOda de diversas qualidades, a muito nova a 1M50. e grandes de 4 a 8 libras de 2B5C0 a 4500.
Vmno om garrafas Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca e Feitoria de 1*200 a 1300 a garrafa e
a 139 a duzia.
Vinho em pipa proprioa para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 4*800 a nada.
Latas COm I nietas de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a i#000 a lata.
Lera em CaixaS de A a 8 libras o melhor que se de desejar e lem vindo ao mercado de 4$ a 6| a caixa e 1*280 a libra.
CorinthiaS em frascos de 1 112 a 2 libras de 1*600 a 2#200.
Latas COm peiXe Savel pescada e outras muitas qualidades o mais bem arranjado que lem vindo ao nosso mercado de 1*400 a l*G0O
Caf do Rio o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
k:raSCOS de amendoa com 2 libras, propnas para meninos, por serem nao s o melhor que se pode desejar como os mais bem enfeita-
dos que pode haver a 38 cada um.
VmilO BordeaUX de boa qualidade a 800 e US a garrafa e de 8*500 a 10*000 a duzia,
Massa de tomate em latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a primeira vez a nosso mercado, de 1* a 1*280.
Babha de porCO refinada a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
CervejaS das melhores marcas a 500 rs. a garrafa e 5000 a duzia da branca.
Vinagre puro de lsboa a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
Doce da gOaba da CaSCa em caixo al*eem porcao a 900 rs.
Azeite doce purificado a 800 rs. a garrafa e 9*000 a caixa com 12 garrafas.
Cognac a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
\JU1J0S SU1SSOS chegados ltimamente a 700 rs. e em porgan teta abalimento, afianza se a boo qualidade.
Genebra de Hollanda a 640 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 irascos.
r alllOS llXadOS para denles a 200 e 160 rs. o maQO com 20 macinhos, e flor a 280 rs.
dem do gaz a 3*000 a greza e 280 a duzia de caixas.
LnOCOlate o mais superior que temos tido no mercado portuguez. hespanhol e francez de 19 a 1*200 a libra.
AzeitOlias as melhores e mais novas uue que tem vindo a nosso mercado a 1*200 a ancoreta do Porto, e a 19600 as de Lisboa chefaJas
ltimamente.
AlpiSta o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dosganeros annuneiados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhac/os.

Ba do Crespo.
Loja o. 25 de Joaquim Ferreira de S, ven-
de-se por pregos muito baratos as seguintes fa-
zendas de superior qualisa.de e modernas, sedas
de quadros miudos para vestidos de senhora e
meninas a 800 rs., babados largos e transparen-
tes a 3* a pega, ntremelos muito Anos a 1;500,
capas de merino e fusto para senhora a 5*. chr-
tas largas escuras e claras a 240 ra. o covado,
roupoes de seda a 10$, pegas de bretsnha de al-
godo a 2*, riscado francez muito fioo a 180 rs ,
manguitos bordados Qnos a 2*, gollinhas borda-
das a 610 rs., albornos de panno felpudo para
hornera proprioa para chuva a 10*. capas russia-
nas o melhor que tem'.vio lo a este mercado a
30*. paletots de panno preto a 188 e 20*> sobre-
casacas d%dilo muito finas a 25$, caigas de cise-
mira preta e de cores de 53 a 8$, ditas de brim
braoco e de cores de 29 a 5*, paletots de alpaca
e de brim de 32500 a 5*, camisas brancas de
eflres Oqjs a 2$, chapeos deso de sida supe-
riores a 6$, ditos inglezes a 10*, cassas de cores
transparentes a 240 rs. o covado, assim como
outras muitas fazendas que se vendero por me-
cos do seu valor para fechar contas, vestuarios
de brim e fusto todos guarnecidos e enfeitsdos
para meninos a 2*.
Attencao.
EJVende-se um grande sitio com boa baixs, urna
camboa para olaria, e trras muito boas, sendo
inteiro ou a retalho : quem o pretender, dirja-
se a estrada nova do Cichaog, a tratar com Je-
rnimo de Hollanda Cavalcanti.
Alachado k Ro-
drigues.
Vendem em seu armazem, confronte o consu-
lado provincial, na ruu da Madre de Dos n. 6, o
farello de Lisboa muito superior- da afamada e
bem conhecida marca N a 4$400 o aacco, dito ge-
novez com 90 libras cada sacco a 3*800, a fari-
nha de mandioca em perfeilo estado a 1*500 o
sacco, albos bons. canastras com 100 maungas
a 2*. charutos da Babia de todas as qualidadea,
de 2$ a 7*500 a caira, do acreditado fabricante
Simas e Gudavo Laport.
Luvas de Jouvin.
Goes & Bastos, na loja da ra do Queimado
o. 46, tem as verdadeiras luvis de Jouvin, e co-
mo as' recebe em direilura por todos os vapores,
as vende por prego commodo.
Nova pechincha.
Pegas de cambraia lisa Boa com7 1|2,8e9.
jardas a 3*. 2*500. 3* e 8*500, chita larga fran-
ceza a 200 e 220 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 44.
Aos senhores de engenho.
Arados e grades americanas, de diversos to-
llos, chegados recentemente : trita-se na ra do
Trapiche a. 8. *
Vende-se urna casa com padaria, que ren-
de 150* por son, e mais 200 tainos de terreno
de frente junio : no Cachmg, antes da povoa-
cao, por proco commodo.
[><>
l9?.'<9>. <&;
ARMAZEM
DE
ROUPA P
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
140 RIA DO QUEIMADO 401
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda execuiar por medida, vonlade dos freguezes, para o
que lem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 40*. 35* e 30*000
Sobrecasaca de dito, 35* 30f00
Palitotsdedito ede cores, 35*. 30$,
25$0OO e 20$000
Dito de casimira de cores, 22*000,
15, 12* e 9*000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, 11$000
Ditos de meriorj-sltim pretos a de
cores, 9$000 8*000
Ditos de alpaka da cores, 5* e 3*500
Ditos de dita preta, 9*. 7*. 5* e 3&500
Ditos de brim decores, 5*, 4*500,
4$000 e 3#500
Ditos de bramante de linho branco,
6$000, 5*000 e 4$000
\ Ditos de merino de cordao preto,
15*000 e 8$000
Calas de casimira preta e de cores,
1S*. 10, 9* e 6$000
Ditas de princeza merino de cor-
dio pretos, 5* e 4*500
Ditas de brim brauco a de cores.
5$000, 4*500 e 5500
Ditas de ganga de cores v 3$000
Golletes de velludo preto e de co-
res lisos e bordados, 12*. 9$ 8*000
itos de casemira preta e de cores,
Usos a bordados. 6, 5*500,5* e 3*500
Ditos ds setim preto
Ditos de seda setim branco, 0* e
Ditos da gurgurao de seda pretos e
de cores, 7$000, 6*000 o
Ditos de brim e fusto" branco,
3&500 e
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodo, 1$600 e
Camisas de peito de fusto branco
de cores, 2*500 e
Ditas de peito de linho 6$ e
Ditas* de madapolo branco e de
cores, 3, 2*500, 2
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa, Trnceles,
formas da ultima moda 10#,8*500 e 7*000
Ditos de feltro, 6, 5f, 4 e 2?0O0
Ditos de sol de seda, inglezes
franceses, 14, 12$, 11$ e
Collannhos de linho muito finos
novos feitios, da ultima moda '
Ditos de algodo
Relogios de our, patentes horl-
sontaes, 100, 90, 80 e 70*000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 40$ 30*000
Ubras deouro, aderegos e meios
aderecos, palseiras. rozetas
anneis
Toalhas de linho. duzia 12*000 e 10*000
5*000
5*000
5*000
3j(0C0
2*200
15280
2*300
3*000
1*800
18000
7*000
800
*500
METEOD o mowm\____
DO DR. CHABLE
:dico e professor de PHARMACIA, de pars,
PAftA O TRATA1IENTO B PBBPTO qATlVO .
AS t*mmMU SEXCAES, N T0DAS AECC0ES cita!uas> virs k altr DQ
----------------------aa citrat* de fcrr.Ch.fclc.----------------------
Xarope mu prefervel ao
Copahiba, e as Cube-
PLUS DE
COPAHU
awa, cura immediaumea-
te qualquier purgado ,
reiaxaco e debilidade, e igualmente fluxoa e
flores brancas das mulberes. iMjeea de
Chahle. Esta injeceo benigna emprega-se mes-
mo tempo do xarope de citrato'de ferro, urna vez
de manbl, e urna ye de tarde durante tres dias;
ua segura a cura.
DEPURATIF
du SAIVG
Depurativa de uiur.
Xarope vegetal sem mer-
curio, o nico coubecido
approTado para curar
----------------------- ooa prompiida e radi-
calnente impigens, pusiulas, herpes, sarna, co-
mix6-s, acrimonia e alterarles viciosas do san-
gue; virus, e qualquer affecJo venrea. ata-
!l.",,!,eT**"' Ton?lo-W dous por semana, se-
suindo oiralamepto depmativo.** I
SJr'**,*a- *ff,iita nuravilhoso as af-
fecea cuuuu e comixoes.


(6)
IiRIO DI iEARMIMCO. -. SEGIKIH RA 5 M GOST 01 1881.
Alleoeo
Vendem-se caixoes vastos proprios
para bahuleiros.funeiros etc. a i$280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir1 quem ostem
para vender.
Nao se espantem.
Chegaratn as alampadas de lato tio procura-
das, ihuribolos, navetas, calldiirinhas para agua
beoia,ciixinhas com frascos para santos leos,
canipainhas para locar a santos de todos os ta-
nnos, ludo com muitn (tost e por presos com-
an ios ; na ra Nova n. 38, defronte da Concei-
gao, do muflo aotigo deposito do Braga.
Molas
balo.
para
Na loja d'aguia deouro, ra do Cabugi n.l B,
recebeu de sui encommenda as verdadeirasmo-
las para baldes, TK
Um bom cavallo.
Carrega baixo e meio, em boas carnes, de cor
roso, que se vende a dinheiro ou m {roca per
lijlo, cal ou madeira ; qaalquer Sr. oleiro que
qulzer faier este negocio, entenda se & ra es-
trella do Rosario n. 4, que ahi se diri quem faz o
negocio. p
Libras sterlinas.
Venden-so no escriptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira i Filho, largo do Gorpo Santo.
Riscadinh s de linho proprios para obra*
de meninos a 200 rs. o covado; na ruado Quei-
mado n. Si, loja da boa f.
Vende-se em casi de Adamson, Howie &
C, ra do Trapiche Novo n. 42, biscoitos inglezea
sortidos, em pequea latas.
Campos A Lima.
Na ra do Crespo n. 16 eontioua a vender lia-
das fofos do cambraia para guarnilo de rostidos
por commodo prego.
Mi;
IrOUPA 1 SITA AINDAMIS BARATAS.!
5 SORTIMENTO COMPLETO
azendase obras feitasj
* LOJA E ARMAZEM
1
IGes & Basto!
ESTINO
DE
Jos Das Branda
5RuaMa Litigela5
O novo deslino torra gneros por menos de seu
viior: superior mantetga ingleza a 1# a libra,
dua franceza a 700 rs.. cha preto a 15400, pas-
eas a 560, conservas inglezas e portugueza* a
700 rs., alelria, talhatim e macarrao a 400 rs. a
libra, loucioho de Lisboa a'JzOrs. a libra, banha
d porco refinada a 480 rs latas com pelxe de
p )s.is a l^fOO, cerrcja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5# a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
63300~a duzia, tanto em garrafas como em meias,
errilhas francezas e portuguezas a 720 rs. a lala,
8permacele de 4, 5 e 6 em libra por prego mili-
to (n conta, vioho do Porto engarrafado fino
(velho) i l$">00 rs vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. agar-
rafa, e oulros rauilos gneros que escusado
maciona-los, que do contrario se tornava enfa-
djaiio aos treguezes, (Dinheiro viata.]
oraes lapidados
a 500 rs o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
500 rs cada um : na ra do Queimado, loja d'a-
^guia branca n. 16
Vezide-se feijo
amarelio.
No trapiche B3ro do Livraraento, no Forte do
Mallos, em saceos de 5 alqueires, medida de Por-
tugal.
Attenco.
Ka ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostros
Roiker & C, existe um bo^n sortimento de II-
n'-is? decores e brancas em carteteis do melhor
s'-jr.caiile de Inglaterra, is tjaes as vendem por
preos mui razoaveia. _____ ______
NA.
eobertos edescobertosr pequeos grandes, da
ouro patente inglez, para homema ssnhora di
um dos melhores fabricantes de Liverpool, viu-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casada
Sonihall Mellor d C
A economa.
la loja
DE
Magalites & Nendes.
Narua da Imperalriz, outr'ora aterro da Boa -
Vista, loja armazenada de 4 portas r. 56, tena
grande sortimenlo de fazenlas, a aer: cortes de
cambraia bordados dos lados a 49, ditos com ba-
bados a 5 e 63, ditos muito finos enfeitados com
entremeios a 7 e 89, novo sortimentede mangui-
tos a balao a 19500, ditos de fusta o com bolaozi-
nho a 3&. ditos de linho a 3g500 e A%, corpinhos
para meninos e meninas a 1$, tiras bordadas e
entremeios a 10 a pega, cortes de riscado francez
2*, chales de groxe con ponta redonda e bor-
lla a 8$, ditos de merino para tolos os pregos,
ditos estampados a 2JJ5O0, saias dj balao de 30
arcos de novo gosto a 3 e 3*500, chitas france-
zas a 240, 260 e 280 o covado, ditas estreitss a
180 e200 rs. o covado, e outras militas fazendas
que se vende muito barato, a ser ; pecis de bre-
tanha de rolo a 2g e 2J500, cobertas de groxe a
IOS, ditas de chita a 1800, lences de linho a
2fi. ditos de algodo a 1 e lg2O0. A loja arma-
zenada de Paris est aberta das 6 horas da raa-
nhaa s 9 da noite.
L uvas de finacamursa
para militares ecavallei-
ros.
A LOJA DO PAViO
i i
r-
Da
[r Una da Imperatriz u. 60. i
DE
rIGam&Silvai
Acaba de receber un novo sortimento
de fazenJas proprias para senhoras e
meninas que vendem por precos bara-
tsimos romo sejam :
Ricos cotes do cambrains brancos
com barra adamascada e oulros com ba-
badas brancos e de cores que vendem a
3>00, pegas de cambraia muito Qnacom ,
10 varas e urna vara de largura a 6$ e
7j), ditas trasparentes muito finas com I
8 e t|2 varas a 39 e 3J500, ditas de 6 e
1(2 varas a 23500, pega de cambraia
branca com salpico com 8 e 1 [2 varas a
43, cortes de cassa cora salpicos branco;
e decires a 2#, ditos de ditos brancos
lavralas a 2$, capas pntalas com lin-
dsimos padrdes o covado a 280 rs., di-
las de salpico brancos e de cores o co-
vado a 240 rs chitas francezas escuras e
alegres a 220, 240,260, 280, 300 e 320
ris.
Sedas.
Grosdenaples preto bastante largo e
encorpado o covado a 1$600 e 1J800, di-
to cor de rosa a 2$, dito azul cor muito
boaila a 2#i00 o covado, seda lavrada K
cor do c i;.na. muito moderna porserada- |
mascada o covado a 2j*. chamalole pre- u
to bastaut' largo o covado a 2/. R
Prirafdinilias.
Damasco de la com 6 palmos de lar- ft
zura para cobrir mesas de jantar, de '
meio le saLa, pianos etc., etc. o cuvado Q
a 1^250. damasco de seda encarnado e I
amarillo proprio para colxas, cortinas j
etc., etc. o covado a 23240, sedas~ bran- "
cas proprias para vestidos de noivas fa- I
zenda muito superior, madapolSo muito '
fino peca de 40 jardas a 440 rs. a jarda,
ditos muito superiores a 200 rs. a jarda, fi
a 4J500, 5$.5#500, 6J, 6J500 e 79, al- fe
pac preta muito superior a 500, 560, {
650 rs. o covado, grande sortimento de fl
Chitas pretis francezas covado a 210 rs., f
ditas inglezas a 160 rs. o covado, cas- {
sas pretas a 480 rs. a vara.
Para vestidos.
Orgrndys de cores fazeoda muito mo- i
dorna covado a 560, mimos do co e
gazias de seda faznda muito nova co-
vado 1J, ehaly mnito bonito a IjJ, 800 i
e 640 rs. o covado, laziohas claras te-
cido krepo covado a 640 rs., corles de
: gorguro escuro! s 6J.
Chales.
Ricos chales dekrepom com listas de
seda a 83. ditos de ditos a 79, ditos de
froco a 60, ditos de merino com palma
de sela e de velludo a 4$500.
Bordados.
Camisetas com golla e manguitos a 3$,
4 e 5o, maaguitos com gollinhss a 30,
finissimas tiras bordadas a 800, 10 e
19500, o'.hnhas muito delicadas a 600,
8U0 e Ig, lencinhos de labyrintho pro-
prios para senhora ou para presente a
19280 e 1600, ditos muito dos a 49-
Paletotspara hornero.
.Faltots de panno preto de todos os
presos e qualidades tanto saceos como
sobiecasacos, ditos de casemira de todas
as core?, ditos de ganga o de riscado,
caigas de brim de linho brancas e de co-
res, ditas de casemira de todos os tma-
nnos e qualidades tanto pretos como de
cores garante se a bemfeitoria destas
obras por. terera sido feitas por um dos
melhores alfaiates desla cidado ; na
mesma loja exist* em reato de chapeos
de soV^.seda a 69 e lencos de seda a
19, t< tfm se vpode constantemente um
comii-ii s^rmento de roupa frita para
escravos.au pire trabaiho muito bem
cozi'Jss, iio-se as amostra* de todas as
fazendas detxndo penh'or ou mandam-se
levar pelos caixeros da casa aos fregue-
losque qdlzerera.
A lo]a d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar ne3se genero, e as est
vendendo a 29500 e par ; os senhores officiaes e
cavalleiros que es compraren! conhecero que sao
baratas vista de sua finura e duraco, e para as
obter dirigirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16. Al verte-se que a quantidade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
uval sera segundo.
Na rus do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, lera pera ven-
der pelos diminutos presos abaixo declarados pa-
ra apurar dieheiro, pois o que muito precisa,
garante ludo perfeito, pois o prego admira i
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a
Dita de carretel muito boa, carretel a
Nvelos de linha do gaz brancas a 10 e
Carreleis com linha preta muito gran-
des a
Varas de franja de 15 muito bonitas a
Pecas de tranga de la muito bonitas e
com 10 varas i ,
Pares de meias cruas para menino a
Ditos ditos de cores lodos os lmannos a
Ditos de cores para meninas a
Duzia de meias cruas para homem a
Cartes de linha Pedro V com 200 jar-
das a
Caixas com tissoes para acender charu-
tos a '
Caixas com phosphoros de seguranza a
Duzia de phosphoros do gaz a
Fitas para enfiar vestidos muito gran-
des a
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a
Ditos com cheiros muito fino a
Duzia de meias para senhora o melhor
que ha a
Pegas de trancinha de la sortidas a
Sabonetes superiores e muito grandes a
Groza de botoes de osso para caiga sendo
pequeo a
Dita de ditos grandes a
Tramoia do Porto superiores varas a
100, 120 e
P^gas de fita de linho brancas e de co-
res a
Croza de penas de ago muito linas a
Frascos de opiata para limpar denles a
Copos com banha muito boa a
Espelhos de columnas madeira branca a
Carteiras para guardar dinheiro
Rialejos para meninos a
Riralho porluguez
Varas de franja para cortinados a
Groza de botoes de louga brancos a
TesouTas muito finas para uohas e cos-
tura a
Caixas de charutos de Havaoa muito su-
periores a
Carlas muito finas para vollarete o ba-
ralho a 240 e
Varas de bjeo largura de 3 dedos i
Garrafas com agua celeste para cheiro a
Rialejos com 2 vozes para meninos a
Ra do Queimado
46, trente amar ella.
Constantemente!emosamgrandee va-
ciado sortimento desobrecasacaspretas'
e panno e de cores multe fino e 289,
wl e 35, paletota dos meamos pannos
20S,S e 245, ditos saceos pretoa ot
mesmos pannos a 149,169 18f,, casa-
tas pratasmuitobem feitasedesuperior
panno a 289, 30$ e 359. sobrecasacas de
easemirade ore muito finos a 159,16$ !
e 185, ditossaceos daa meamaacasmi-
ras a 105, lij e 145, algaspretaa de
casemira fina para homem a 89, 99, tOf
9 12, dita* de casemira decores a 75.89,
99 e4.09, ditas de brim brancos muito
fias a 55 69, ditas de ditos de cores a
3f. 39500, 49 e 49500, ditas de aaeia ca-
semira de ricas cores a 45 e 4$500, col-
lates pr tos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos decores a 45500 e 59, dito
branco fia seda cara casa ment a 59,
litos da 69, eolle.tes debrimbranco d
'ustao a 39, 39500 e 49. ditos de corea a
t9500 e 39, paletotspretos de merino de
lordiosacco e sobrecasacoa 75,89 e99,
colleteipretosparalulo a 45500 59,
gas pretaa de merino a 49500 e 59, pa-
1 etots dealpaea preta a 39580 e 4$, ditos
sobrecasac.o a 6, 7$ e 85, muito tino col-
letas de gorguratf desedadeceres muito
boafazandaa398oOe4S, eolletesd vel-
lido de cores e pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149.159 i69, ditos de
casemira saccoparaosmesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 a j
39500, Utos sobrecasacoa a 55 e 59500,;
; al ras de casemira pretas e decores a 69, '
655OO e 79. camisas para menino a 2 ;
t duzia, camisas inglezaa pregaflargas
maito superiora|32aduziapara acabar.,
I Assim como temos urna ofcina de 1 -
gS'aiateondemandamoa execatar todas as
5 obras com brevidade.
Batata nova
a 60 rs. a libra, espermacete a 720, farelo a 2gf>00
a aacca '. r.a travessa do pateo do Paraizo o. 16,
casi pintada de amarelio.
Graide pechiocha.
A 2>, 240 e 60 rs.
Chitas francezas de muito bonitos padrdes
muito boas pannos, pelo baratissimo prego de
230, 240 260 r. o covado ; na ra de Queima-
do n. S, aa loja de boa fa.
Gangas francesas muito finas com padrdes
escuras a 480 rs. o cavado : na ra do Queima-
do 9, na leja debea f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber eua ao-
va e aprecia vel agua ambreada, de une aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas golas n'agua pura
com que ae banha o roste, resellando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade dassenhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o toraa mui deleitavel. re-
saltando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer esse hlito desagradavel que qvasi aem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem Um a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha
queodo se taz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto tenha della composigo. Cos-
ta o frasco 19. e quem aprecia o bom naodeixar
certamente de comprar dessa eatimavel agua em-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parte onde se achara.
Vendem-se osengeubos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos Da freguezia de
S. Beato comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de eoge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pe<*
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
S^ova loja de 4 portas!
5 Ruado Queimado n. 10. j
SFerro Maiael
40
-30
30
20
160
100
200
200
160
120
29400
80
40
160
240
80
400
500
39000
50
160
120
240
160
40
500
400
640
19500
500
40
120
240
120
400
49000
320
120
19500
100
Ha para vender 2,500 chales de
superior qualidade prego por
quinto nunca se vendeu nesta
praga a
Sedinhasde quadriohos o corado
a 700 e
Gollinhas de eambraias borda-
das a
Manguitos a
Tapetes avelludadospara sala
Meias inglezas do algodo cr
muito finas
Mimos do cos fazenda propria
para vestidos de senhora o
covado
Manteletes de fil superior qua-
lidade e modernismo a
Visitas de seda bordada a
Lengos de cambraia de linho
I bordados de superior fazen-
das a
Lengos brancos com cercadura a
duzia
I Chales de borel ponta bordada a
Ditos de la e seda para meninas a
! Ditos de merino bordados de re-
[ troz a
Ricos vestidos de cambraia bor-
1 dados a 209 e
i Ditos ditos de fil bordados a 24 e
i Ditos de cambraia bordados a
99,109.1S e
> E outras muitas fazendas por
prego do que em outra qualquer
do-se as amostras com penhor.
Relogios.
?naia-se emeesa de Johnslon Pater & C,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento da
relogios de ouro, palele inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambn
ama variadide de bonitos tranceltas para oe
mesmos.
Arados americanose machina-
par a lavar roupa: emeata rfeS.P Jos
bntton & C. ra dalenzala n.42.
J chegou o proraplo
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Rad^ay & C., de Nevr-York Acham-ss
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as inslrucges completas para ae uaarem
estes remedios, eontendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se veodem a 19000.
Cabo de mar fin e madrepero-
^ la, escovas para deutes.
Na loja d'aguia branca acharo os aprflplores
do bom, mui delicadas escovas de cabo oe mar-
tim e madreperula a 29 e 2g300 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto liapar-se
os denles, e para as comprar dirigir-ss a na
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite
Irmao recebe-
ra m pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mals afa-
mados autores
melh orados
com novos
aperfeigoa-
mentos, fszendo pasponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado exprassamente para as mesmas ma-
chinas.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de difieren,
tes cores e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a 29, 3,4 e 5$ a pega, pregos
estes que em nenhuma outra parle se acbam, e
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
A A$% 4#500 e 5|.
Cambraia lisa muito fina a 49 a pega com 8 i[2
varas, dita muito superior a b$, dita tambem
muito fina com aalpicos a 49500; na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
3d ^aaieiMasaitt-aiS at -aas^?,:^* ates
*jwvvwiwvw wwa3f viVB^rsttVmnai
SYSTE MA MEDICO DE HOLLOWAT
PILLA&HQLLWOTA.
Esleinestimavelespecineo, eompostointeir,
mate de her vas medietnaes, nao con tesa mercu-
rie Bem alguna outra sobsurjcisdelacteria. Be-
nigno mala tenrainfancia, e a compleigomais
delicada igualmente prompto asegure para
desarraigar o mal na eompleigao mais robusta;
enteiramen te innocente em suss operagese ef-
feitos; pois busca remore as doengas de qual
quer especia a grao por Dais amigas e tenazes
que sejam.
Entre milbares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que ji estevan>as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiris
recobrara saude a forjas, depois dehavar ten la-
do inultimentetodos osoutrosramedios.
As mais a Olidas nao devero erflregar- se a des-
esperagao ; fagarn um competente ensaio dose
efficazes effeitos desta assorabrosa medicina,
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes eafermidades:
Febreto daespecie.
Golta. 1
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammagoes.
Irregularidades
menstruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucgio de ventre.
Pbtysiea eu ronsurrp-
pu I morar.-
Retengao deourina.
Bbeumatismo.
Symptomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
29500
900
320
500
59OOO
49OOO
500
5$000
49000
39000 w
29000 s
39000 *
800 S
m
259 f
2-i9 #
159000
menos vgf
parte, A
Importante
Aviso
Na loja de;4 portas da ra do Queimado o. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feiUs, paracujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarroa-
do della um perfeito meslre rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
ancommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Iilms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, farddes com superiores preparos
e muito bem taitas, tambem trata-se fazer o far-
damenlo todo completo conforme se usa no Rio
de Jeoeiro, tanto que tem os figurinos que de
l vieram ; alero disso fiz-se mais cassquiohas
para montara, fardetas ou jaquetas, bem como
coltetes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha deouro ou prala, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-so becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra sndese fazem as melhores
coohecidas at hoje, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
earrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiangando
que por tudo se tica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nSo se falta no
dia que se prometter, segundo o syslema d'onde
veio o mestre, pois espara a honrosa visita dos
dignos senhores visto nue nada perdeni em es-
peri mentar.
Na loj d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu um completo sortimento de gollinhas de
missanga, sendo de todas'ss cores
EAU MINERALE
NATDRALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n. 22
Rival
sem segundo.
Na ru j do Queimado n. 55 loja de miudezas
do-Jos de Azevedo Maia e Silva, est queiman-
do os objeetos abaixo declarados :
Caixas de agulbas francezas a 120
Caixas de alfinetea francezes a 100
Carta de ditos ditos a 80
Carios do colxetes com defeito a 90
Cartes de ditos perfeilos a 60
Caias de dito muito superioj a 40
Pares de meiaa cruas a 160
Mago degrampos de earocol a 40
Tesouras para costura a 160
Paree de sapatoa de tranga de algodo a I90
Ditos ditoe de l a 19180
Sapatiohos de li para meninos a 200 e 400
Frascos de oleo baboza a 400 o 500
Ditos de macag perola a 300
Ditos ditos de oleo a 100
Ditos de banha a 240
Ditos d'agua ambreada a 500
Hitos de olee philocome a 900
Caixas tfe felha com phosphoros a 100
Ditas com phosphoros de reas a 940
Duzia decolheres para sopa muito finas a 19500
Escov*g para denles muito finas a 180 e 200
Croza de penas de ago caligraphica a 19440
Tem tambem urna porgao de tranga de linho
brancas pegas grandes e pequeas e de todaaas
larguras por pregos baratos e outras muitas fa-
zendas que so vala que ae poderlo apreciar
iead muere prego.
Largo do Terco
n. 23.
Vendem-se btalas muito novas a 80 rs. a li-
bra, assim como oulros gneros mais baratos que
em outra qualquer parte, nao se diz"o prego para
nao espantar 111 (a dinheiro viata).
Bonitos toncado-
res de armaco e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armacie preta, torneada,
e gaveta com embutidos e machetados que os
tornam mui elegantes, os quaes servem exceden-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e de rapazessoltei-
ros, e pelos pregos de 8, 9 e 109, aao baratissi-
mos na verdade, e quem os vir na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradara, e
infallivelmente comprar.'
Gollinhas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu-se um completo sortimenlo de gollinhas
de missanga de todas as cores.
amro:
Sabouetfs
de amendoa, em caixinhas de touc* a
500 rs. cada um.
Vendem-sesabonetea de ameodoa para barba,
cada uso em ene caixinha de lecv a 90o rs. ; na
rea 4o Queimaso, leja d'aguia branca a. 10.
Aos tabaquistas.
Lengos naos da carea escaras e flxes a Imita-
ele dos de linho a Sf a dada ; na raa da Qeei-
mado a. 22, na loja da be* f.
Vendem-se cintos de todas as cores com ricas
tirelas para senhora e menina a 29, bandos de
clrea para marrafa e 500 ra. e par, enfeites para
cabega, da corea e diversas qualidades ; na roa
da Imperatriz, loja da boa f n. 74.
Vende-se urna eacrava preta sem vicios ne-
nhuns, com algumas habilidades, principalmente
a de cozinha, e tem bom leile; na ra Direita
numero 72.
Pota daRussiae cal de
Lisboa.
No bam'cenhecidoe acreditado deposito da rae
da Cadeia do Becife n. 12, ha para vender a var-
dadeira potassa da Russie, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgen em
pedra ; tudo per pregos mais barato* de que em
outra qualquer paria.
Ruada Senzala Noyan.42
Vande-se em casada S. P. Jonhston d C.
selltnse silhaesnglezes.candeeirose eastieaes
bfonzeados.loaasoglszes, fio devala,chicote
para carros, emoniaria.arraiospara carro de
um *>io*e eava.Ua relogios de ouro peanla
a|lw
Acaba de
chegar
novo armazem
DE
B4ST0S&BEG0
Na ra Nova junto a Con- j
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande o variado sortimento de
roupas.feitas, calgados e fazendas e todos |
estes s vendem por pregos mnito modi- '
ttcados eomo de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e ca sacos feitos pelos ltimos figurinos
269,289, 309 e a 359, pMetots dos mesmoa
pannos preto a 165, ^S- 209 e 249.
ditos de casemira de edr mesclado e de
novos padrdes a 149.169, 189,209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99. 109,129 o a 149, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 89, 109, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordao a 129, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159,
i ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
! ditos saceos pretos a 49, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
! tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
i e a 49500, ditos de fustao branco a 49,
1 grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
1 pardas a 39 e a 49, ditas de brim de cores
tinas a 23500, 39. 39500 e a 4g, ditas de
brim brancos finas a 49500, 5, 59500 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 6$. colletes
de gorguro preto e de cores a 5$ e a 6$,
ditos de casemira de cor e pretos a 48500
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500,ditos debrim lona a 4f,
ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
caigas de merino para luto a 45500 e a 5$,
capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamanhos: caigas de casemira
prefa e da cor a 55, 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 25, 39 e a 39500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 69 e a 75, ditos de alpaca a 39,
sobrecasacos de panno preto a!29e a
149, ditoa de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annoa com cinco
Sbados lisos a 89 e a 123, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 59 e a 69, ditos do
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitaa que deizam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade; assim come recebe-se toda e qaal-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para cate fim
temos um completo sortimento de fa2?: I
das de gosto e urna grande officina de V
faiate dirigida por um hbil mestre
pela aua promptido e perfeigo nada .-
xa a deaejar. .* M
m HMsanH^tHaaHSKwasKeK
Grande pechincha
a 8,000 o corte.
Lindos cortes de phantasia de seda
com 3 folhos pelo baratissimo preco de
8$ (ja se venderam por 30) : no arma-
zem de fazendas da ra do Queimado
n. 19.
Em casa de Adamson, Howie & C, ru do
Trapiche Novo n. 42. vende-se :
Reinas de cortiga fioissimas.
Lona e Cele.
Fio de vela.
I Superiorea tintas de todas as coces.
Selllns, ailhea, e arreioa para carro oa cabrioleU
Vende-se superiores vidros com
ac para espelhos de diferentes tama-
nhos, bem como molduras dtmradas, e
pretas fngindo Jacaranda' tudo de mui-
to gosto : na ra da Cadeia do Recite
n. 7 loja de miudezas, de Guedes &
Gonsalve.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ara polas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
DebilidadeoH extena-
gao.
Debilidade ou falta de
torcas pera qaalquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipla,
Febre biliosa.
Febretointermitente,
Vende-se estas pillas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistaeoulras pessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dallas, contero ama instruegio em portu-
gus para explicar o modo de se usar destas pi-
llas.
O deposito geral 'ern easa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruzn. 22 em Per-
nambuco.
Vende se o engenho Po-sangue, situado a
margem do rio Sernhem, distante urnas 600
bragas da estaca o da Gameleira, com urna safra
ao corte, alguns cscravos, bois, etc., tendo ex-
cedente cercado e ptimos partidos de varzea pa-
ra mais de 2,000 pes annualmente, e estando
hoje acrescenlado com algumas trras que foram
do engenho Gameleira. Recebem-se em conta
predios nesta cidade, e os pretendentea podem
entender-se com os Srs. Marcelino & C, em sua
loja na ra do Crespo.
Cestinhas de Hamburgo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug ?.
IB, quem recebeu um completo sortimento de
lindas cestinhas de todos os tamanhos proprias
para meoims de escola, assim como maiores cem
tampa proprias para compras, balaios proprios
para costura, ditos proprios para faqueiros, ditos
anuit bonitos para brinquedos de meninos, di-
tos maracas pintadinhos que se vendem por pre-
gos muito baratos-
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
C*ixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria encommenda muito
lindas caixinRas de costura com msica, proprias
para mimo, que se vende muito barato.
Enfeites de flores para ca-
samentse bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vo a casamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os prego! sao 8$,
10 e 12, porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Cheguem ao barato.
O Preguiga esl queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas debretanha de rolo com 10 varas a 29
easemira escura entestada propria para calsa,
collete e palitos a 960 rs. o covado, cambraia
organdiz de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 39, 49 e 69
a pega, dita tapada, com 10 varas a 535 e 6$ a
pega, chitas largas de modernos e escolhidos pa-
drdes a 240, 260 e 280 rs. o covado, requissi-
roos challes de merino estampados a 79 e 89
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 99 cada um, ditos com urna s palma
muito finos a 89500 rs., ditos lizos com franja
de seda a 59, lengos de cassa com barra a
100,120 e 160 rs. cada um, meias muito finas
para senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualida-
de a 39 o 39500 rs. a duzia, chitas francezas
de ricos desenhos para coberta a 280 rs. o cova-
do, chitas escuras inglezas a 59900 rs. a pega,
e a 160 rs. o covado, brim branca de puro linho
a 19, 19200 e 19600 rs. a vara, dito preto
muilo encorpado a 19600 rs. a vara, brilhantina
azul a 400 rs. o covado, apalea de diSerentes
cores a 31600 rs. o covado, casemiras pretas fi-
nas a 29500, 3)5 e 39500 rs. e covado, cam-
braia preta e de salpicos a 500 rs. a vara, a ou-
tas muitas fazendas que se far patente ao com-
prador e de todas se darao amostra com penhor.
BASTOS
Na ra Nova 0. 47, junto a Concelgio dos Hi-
littres, acabamde receber um grande.sortimen-
to daa verdadeiras crnicas inglezas pregas lar-
gas e estreitas peitos, colla rinos e punhos do
linho, e como seja grande quantidade tomamos
a deliberagao de vender pelo diminuto preto de
359 e 469 a duzia, uniformes de ceiemiras de co-
res a 2tf, 259 e a 309, assim como maitas outras
fazendas queso com a vista que se pode reco-
nhecer o que barato.
Admiravel pechin-
cha a 3,500 o corte.
Nm loja do Puvao.
Grande e variado sortimento de cor-
tes de cambraia de seda tanto de barra
como de xa diez, de listas ou de flore
matisadas fazenda de 8# que se vende
3500 para apurar dinheiro: na ra
da Imperatriz n. 60 aoja de Gama 4
SiWa.
^1issanasanaaaw 1 imii 1 m"i- i"*^-^^



OA
ai
-SiGUSDA FEWA 5 Oi 1G0STO DI 1861.
(7)
i
Lindas caixiihas
com necessarios para costura
Acaba dechegir pira a lqja d'aguia trinca mui
liodaa caixiohaa matizadas, com espelbo, tesoura,
caivete, agulheta, agulhoiro, dadal e ponleira,
tudo praliado e de apurad* gotio, emQm urna
caiiioha encllente para un prsenle, e mesmo
Jara qualquer senhora a paatuir, Tendem-se a
0 e 189 : na lo, d'aguia bfaaaa, m do Quei-
mado n. 16. >
INa loja de marmore i

s


4
Vndese multo barato*
Para senhoras.
Ricos yestidos de seda moiranlic.
Ditos dito de dita grod-rric.
Ditos dito de dita babadinhos.
Ditos dito de dita dous folhoi.
Ditos dito de dita phaolasia.
Ditos dito de dita bareja-babadinaos.
Ditos dito de dita cambraia brancos bor-
dados.
Ditos dito de dita pretoa tecidos avellu-
dados.
Ditos dito de dous folhos babadinhos. V
Riquissimos vestidos de larlatanatrancos.
Ditos ditos de blonde para casamento. 69
Ditos leques de malraperola. tt
Ditos ditos de sndalo.
Ricas pelerinas de renda e seda. #
Manteletes do fil pretos.
Ditos muito ricos de velludo. #
Ricos bournus beddinas para sabidas de
bailes e theatros.
Ricos chapeos de palha de Italia.
aa Ditos ditos de seda.
% Gollinha, manguitos* easaiaiobas de to-
49 das as quaftdaes.
% Saias bordadas de algodao.
% Ditas ditas de linho.
a) Ricas sombriohasde seda muito modernas,
w Enfeites de flores.
a Ditos de froco.
Ditos de uta.
Para senhoras.
f Casaveques de lia.
r Peotes de tartaruga.
f Ditos de bfalo com enfeite.
| Ditos de dito sem enfsite.
f Chales da merino muito modernos..
Ditos de cachemira bordados.
| Ditos de touquim.
' Ditos de fro:o.
Ricas mantaa de blonde para casamento. '
Gamitas bordadas muito finas.
' Meias de seda muito finas.
' Ditas de dita pretas finas.
9 EnTeite de vidrilba preto. V
' Ditos de ditos de cores.
Lengos de labiriolho. 0
\ Froohas de labirinlho. *
' Toalhas de labirintho- $
9 Lengos de linho bordados. #
Gravatinhas muito modernas.
J Plumas brancas e de cor.
Pitas de se4a de apurado gosto.
| Franjis, cascarrilhas, tranca e rifa e fitas
estreitas de seda.
S Para horneas.
# Paletots de panno fino.
# Ditos de caseira.
0 Ditos de brim lona (brancos.)
# Ditos de brim de cor.
Caigas de casemira de cor e de padrei de
muilogoslo.
0 Cipas de guta-percha.
0 Perneiras de dita:
0 Caigas de dita.
0 Capuctoes de dita:
0 Meias de cor.
8 Golletes de casemira.
Ditos de la e seJa.
6 Ditos brancos.
% Ditos de velludo prelo.
% Ditos de dito de cor.
a) Calgado Meli.
a Dito de vaqueta,
fj Dito de duas solas.
Sapatos entrada baixa.
^ Chapeos de lontra.
a) Ditos de castor branco.
SGravatasde renaa a Garibaldi.
Ditas de setim.
9 Ditas de gorguro e seda.
Colarinhos do mais modernos.
q Camisas de linho inglezas.
0 Ditas ditas francezas.
0 Para meninos.
r Ricos vestuarios de seda,
c Ditos ditos de la.
r Ditos ditos de fustio.
r Ricsscamisiohas bordadas para baptisado.
? Ricos sapalinbos enfcitados para bapti-
sado:
' Bonetes de todas as qualidades.
Chapeosinhos de palha de Italia.
r Casaveques de la.
' Extracto de sndalo muito Ano.
Essencia de sndalo muito fino.
Gaixinhas de tartaruga.
Carteirinhas de apurado gosto.
9 Ricos jarros com baoha.
9 Um grande sortimenlo de riquissimos
0 quadros a oleo.
0 Ricos transparentes para janella.
0 Caxinhas muito ricas proprias para guar-
0 darjoias.
0 Banha muito fina a Garibaldi. 0
0 E ostras muitasfazerfdase perfumaras 0
9 que deixamoa de mencionar, por haver &
0 um grande sortimenlo. tj
00000000000 0000000000
IPMffllffl&
Cortes de meia casemira de nma s cor, fazen-
da superior, pelo baratissimo prego de 2 cada
um: na ra do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Chales de merino estampados a 29500 : ua
ra do Queimado d.22, loja da boa f.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvd, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
Jropria encommenda aa verdadeiras luvaa de
ouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor rancez e continuar a recebe-las por to-
dos oa outros; por isso quem qizer comprar
boas luvas soasa cansar-ae, dirigir-so a loja
d'aguia branca, roa do Queimado n. 16, que a ni
ser bem servido.
[ MSMBttftSM M39M 9KSMSItM3M
Aloja dabandeira
[Nova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a
todoa os seus freguezes tanto da praca
como do mato, e juntamente o respeita-
vel publico, que tomn a deliberacto de
baixar o prego de todas as cuas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
sortimeoto de babas e bacas, todo da
difireme tamaitos e de diversas cores
m pinturas, a juntamente um grande
sortimento de diversas obras, contendo
banheiros gamelas grandes e pequeas,
machinas para cat a camas de vento, o
que permita vender mata barato posslvel,
como seje bahvs grandes a 49 a paque-
aos a 600 re., lucias grandes a 59 a pe-
queas a 800 rs,, cocos a 18 a duzia. Re-
cabe-sa um offlcial da mesma officina
para trabalhar.
Tachas e moendas
Braga Filho C, tem sarepra no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, uro* grandesor-
manto da tachas a moendas para engenta, de
muito acreditada fabrieante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapicha
B. 4.
Veude-se o eogenho Tiriri, silo na comarca
do Cabo, com as proporcoes seguintes: dista da
estrada de narro urna legos, e porto para embar-
que em distancia de 200 bracas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem multes terrenos para se
abrirem com facilidade, ha grande cercado e
multas matas Este engeuho novo ebem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segunda an-
dar, ou no engenta CaUnd, sitio em distancia
de meialegoa daeataco deOliuda com oabaixo
assignado.Joao Paes Barrete.
ntrenmelos
os melhores que.se tem visto.
A loja d'aguia branca recebeu um explendido
sortimento de entremeios de delicados bordados,
e gostos inteiramenle novos, com differentes lar-
guras, do maia eatreito at mais de 1|2 palmo,
suas diversas applicages escusa dizer-se porque
lodss as senhoras saben : os pregos sao demp
5$ a p*ca conforme a largura, e tal a bondaoe
delles que quem os vir e apreciar o bom, iofalli-
velmente os comprar: oa loja d'aguia branca,
na ra do Queimado o. 16.
woi*1 /* vai* avra svaTajflJw mnfWWHB WTaTfW*
Attenco
Fazendas e rou-l
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
v
Coral de raiz
Vcnde-oe muito bem eerel de rail, o fie a 11
na sata do Queimade, loja d'aguia branca n. 10.
48- Ra da Imperatriz48
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
de roupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 3J e 3$500,
ditos forrados a 4 e 4-2500, ditos france-
ses fazenda de 109 a 60500, ditos de me-
rino prelo a 6*9, ditos de brim pardo a
3g800 e 4J>, ditos de brim de cor a 39500,
Sditos'de ganga de edr a 39500, ditos de
alpaca de la amarella a imitadlo de pa-
81ha de seds a 39500 e 49. ditos de meia
caaemira a 49500, 5$ e 59500, ditos de
f casemira saceos a 131, ditos sobrecasacos
a i59, ditos de panno preto fino a 209,
w 22$, 289, ditos brancos de bramante a
J| 39500 e 49, caigas de brim de cor a 1J800,
B 2$500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
0 tas de meia casemira a 3*500, ditas de
X casemira a 69500, 75500 e 99, ditas pre-
M tas a 45500, 79500, 99 e 109, colletes de
X ganga franceza a 19600, ditos de fustio
8 2*800. ditoa brancos a 2$800 e 39, ditos
de setim preto a 3#500 e 49500, ditos de
gorguro de seda a 49500 e 5?, ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e 5
ditos de velludo a 79,8f e 99.
Completo sortimenlo de roupa para
meninos como sejam caigas, colletes, pa-
letots, camisas a 19800 e 29,ditas de fustio
a29500, chapeos francezes para cabecs
fazenda superior a 69500, 8S500 e 109,
ditos de sol a 6$ e 6&500, ditos para se-
nhora a 48500 e 59. Recebem-se algu-
mas encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre.no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Ao barateiro da ra da Imperatriz n.
48 juotoa padaria franceza, vende-se:
ricos cortes de cambraia brancos e
bordados com dous folbos a 69OOO, ri-
cos cortes de vestido de seda escocesa
, pelo brrato prego de 12$, carubraias lizas
H muito finas com 10 jardas a 39500 e 49 e
- de Escocia a 69, saias a balo de arcos a
29500, cortes de chita franceza achamalo-
tada com 14 covados a 5J, pegas de cam-
braia lisa para forro com nove varas a 29,
e um completo sortimento de chita fran-
ceza a 240, 260 e 280 rs. o covado e das 9
inglezas a 180 e 200 rs. e ou tras muitas
fazendas por pregos com modos.
*** !-! unja .!! mi,m aiu* **
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre seenconlrarao as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para homem como para se-
nhora, per aerem recebidis por todos os vapores
vindos da Europa, ese vendem pelo baratissimo
prego de 2|500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
Maces
Chegaram as bellas maces por serem grandes
e perfeitas, vende-se aoa centos e em caixas e a
retalho: no deposito de Sodr & C, ra estreita
do Rosario n. 11.
Aranaga* Hijo jt C,
vendem oncas de onro: na ra
do Trapiche n. 6.
Milita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de grvalas de differentes gos-
tos e qualidades, e por pregos taes que em ne-
nbumaoulra prtese acha, como seja, grarati-
nbas estreitas bordadas a 800 e 15, ditas pretas o
de cores agradaveis a 1#, 19200 e 19500. ditas
com pontas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim maco a 15500. Pela variedade do sor-
timento o comprador lera muitas de que se gra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
aVCHUIGIJm
INDICIO "lOW-MOW.
Ra 4a Sea zalla Nova a.42.
Hasta estabelecimento contina a haver um
completo sortimento de moendas eme i as moen-
das para enger ho, machinas da vapor e taitas
te farro batido a cosdo, da todos osUmanhos
para dito,
A12000
| a dazia de toalhas felpudas superiores ; na roa
do Queimado n. 22, na loja da boa .
Vende-se um sobrado de dous andares e
solio aa ra da Santa Rita : a tratar na roa das
Orases n. 18. -
Venda-a* kite liquido : no pateo do Carmo
casa de Banhos, a 320 rs. a garrafa, das 7 e meia
ana-
para vestidos de senhora e
roupinnas de crtancas.
Na loja d'aguia branca se encentra nm bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
ca* e de core, proprias para enfeite de vestidos,
assim como urna diversidade de galio le seda e
linho, brancos e de cores, abertos e finchado, lar-
gos e estreito at o mala que -possivel, tranca
tambera de seda, la e linho, di difiranles qua-
lidades, e es que de melher gosto se pode en-
contrar e;n taes cousas : por isto quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
braoca, na ra do Queimado o. 16, que ser bem
servido.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
alcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim a de ganga, ditaa de brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de fustio de coras a 49,
ditos de estamenha a i$, ditos de brim pardo a
39, ditos de alpaca preta aaccoa e aobrecasacoa,
dolletea de velludo pretore de cores, ditoa de
corgurio de seda, gravataa de linho aa maia mo-
bernas a 200 rs. cadsama, collarinhos de linho
gauiiima moda, todas estas fazendas se venda
Jarato para acabar; a loja est a berta das 6 ho-
as da manba at aa 0 da noite.
Fazendas.
N. 19 Ra do Queimado N. 19.
A 2*000.
Cortes de riscado francezeom Hcovadce, pelo
baratissimo prego de 2$.
Cobertas chinezas,
pelo pre;o de 19800 cada urna coberta.
Lences a 10900, 5$ e ."$300.
Lences de panno de iinho e bramante, pelo
prego cima.
Atoalhado de cor com 6 palmos,
proprio para toalha de mesa, pele prego de I96OO
a vara.
Colchas de 'usto
de lindos lavrores a 69 cada urna.
Algodao inonstro
para toalhas e lences a 480 a vara.
Fil de linho.
Fil de linho flne a 800 rs. a vara.
T jalhss de fuslao a 500 rs.
Ricos cortes de seda
com babados muito superior a 105.
Cortes de seda
com toque de mofo pelo barato preco de 25J00O
(urna quarta parte de seu costo).
Ca pellas
para noiva muito lindas a 59.
Queijo de toalha a 560 rs. a
libra.
Vende-se na ra das Cruzes n. 24 esquina da
travessa do Ouvidor.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja Cagnia branca se adra mal noves e
delicados chapcoxinhos piA baptisados obra
mui perfeita e bem enfeitade, sendo cada um em
aua bonita caixinba, e pela baratissimo prego da
69, ninguem deixari de oa comprar : na loja d'a-
guia branca,roa do Queimado n. 16.
Vende-se porcio de quintae's de ferro em
ergalhes quadrados de varias grossuras e
chumbo em barra ; no armazem da travessa do
Carioca n. 2.
Opiata ingleza para
denies.
A loja d'aguia branca aeaba de receber de sua
propria encommenda a bem conhecida e provei-
tosa opiata ingleza para denles, coja bondade
apreciada por todos quantos della tem usada, e
seri mais por quem quizar conservar sgengivas
em perfeito estado, assim como a alvura dos
denles; cusa cada caita 19500, e por tal prego
s deixario de comprar qoando a nio acbarem
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Feijao de corda
No armazem de Tasso Irmios, ra do Amorim
numero 35.
Enfeites de cabeca.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegado um completo sortimento de enfeites
para senhora, sendo ultima moda, que se vende
mais barato do que em outra qualquer parte.
E'de gracia.
Ricas chapelinaa de seda para senhoras pelo
baratissimo prego de 169 cada urna: na ruado
Queimado n. 22, loja da boa f: [a ellas,que sao
poucas).
Sal do Assi'i,
a bordo do Garibaldi ; a tratar com Tasso Ir-
mios.
Cal virgem de
Lisboa em pedra.
Vende-se amis nova que ha no mercado por
prego moito commodo : nicamente no largo do
Carpo Santo, trapiche da eompanhia.
Feijao macassa.
L 59 a sacca de feijao macaste novo :
zens de Tasso Irmaos:
Libras slerlinas.
nos ar-
Ha para vender, na roa da Gadeia do Recife n.
12, em casa de Bailar & Oliveira.
O torrador!!!
Quem.duvidar venha ver; manteiga Ingleza
perfeitamente flor a 19 a libra, franceza a 640 e
a 680 a libra, batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra massas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros amitos gneros perten-
centes molhsdos, { a dinheiro vista.)'
Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecas de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia balo, etc etc.,
4 vista do que, ede toa muita durago sao bara-
tsimas a 1J200, barato assim s se encontra na
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Peonas deace
inglezas, caligraphicas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda as verdadeiraa pennasde ac ingle-
za, ealigrapbtcas, cuja superioridade est deci-
dida, e anda assim contina a vende-las a 99 a
caixinha : na loja d'aguia branca, ra do Quei-
madon. 16.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se urna porco de ripas de louro para
estuque e ser de encommenda e preco razoavel.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se urna carrosa de conduzir gneros da
alfandega, por prego commodo.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se um cabriole! de 4
rodas americano para um e
dous cavallos, com os arreios
necessarios, em bom uso e pre-
go commodo. ?
Dous cabriolis
Vendem-se muito em conta dous
cabriolis sem coberta. um com .ar-
reios e oulro sem arreio : na ra da
Imperatriz n. 55.
Gen de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a melhor que tem
viudo a este mercado a 89500 a arroba a prazo
ou a dinheiro : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cife n. 7 oa na ra da Imperatriz n. 60.
Genebrada Hollanda em bo-
tijas.
Vende-se na casa de Brender a Bran-
dis &i C. : na ra do Trapiche Novo nu-
mero 16.
Deposito de ara
de moldar, cadinhos de todos os nmeros, cobre
em lencol e rodas, lato em folha desde a gros-
sura de papel at o mais grosso preciso, estaoho
em barra e verguinha, lazos de cobre a 850 rs a
libra, chumbo em lencol e barra, telhas de vidro,
e outros muiloa objectos de metal : na roa Nova
defronte da Conceico n. 38.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commo-
do : na raa nova de Santa Rita n. 65.
4 21 o corte.
Cortes de riscado francez com 14 covado pelo
barato preco de 29 : no armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Enfeites de bom gosto pe-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recentertente pro-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torjal com franjas e borlas,
outros tambem de torgal de seda enfeitados com
aljofares de cores e borlote ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um apurado gosto e perfei;o,
os pregos de 8} e 109 sao baratos visla das
obras ; alm destas qualidadea ba outras para
39 e 49 : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Vendem-se muito em conta quartolas de
muito boa qualidade, proprias para deposito d'a-
gua em casas particulares e sitios, e tambem por-
gao de toneis grandes de boa madeira, que sao
ptimos para depsitos de nel, e pira as distila-
ces dos engenhos, os qoaes se vendem a dinhei-
ro ou a prazo, conforme se convencionar: para
ver e tratar, na travessa do Carioca, armazem mi-
men) 2.
eveoham comprar ricos vestidos de cambraia
bordados de dnas saias, muito finos a 10$ caa
um : na ra Nova n. 4t, loja de Tertuliano Can-
dido Ramos & C.
* A5#0001
Chapeos de castor branco raspado a 59 cada um:
vende-se na ra Nova n. 42, loja de Tertuliano
Gandido Ramos &C.
Escrayos fgidos.
Acham-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villano Ip, provincia
do Cear, fgido em setembro o anno proxim-
passado, com os signaes seguales : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos pretos '
annellados; e Luiz, cabra, natural do Ico, fugio
do em margo desle anno, e com os seguales sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muito pen-
ca barba, cheio do corpo, pee grandes, com al-
guna signaes de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppe-se este escravo estar occullo por
pessoa que o protejo, pelo que prolesta-se contra
quem o tiver feito : qualquer pessoa que os ap-
prebender ou delles der noticia a seu senhor Joao
Jos de Carvalho Moraes Filbo, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Desappareceu no dia 13 do correle, do si-
tio de S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de oome Joaqun), com os
signaes seguales : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo do
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Fugio no dia 31 de julho do correte anno,
s 7 horas da noite, urna escrava de nome Bar-
bara, que consta andar pela praga da Boa-Vista,
com os signaes Sguiles : altura regular, cheia
do corpo, falta de denles de cima oa frente,
crioula, rosto redoudo e luzido, levou vestido de
cassa branco j usado, chales de ganga encarna-
da com franjas brancas e bordado branco; por
isso roga-se as autoridades policiaes e capules de
campo a captura della, e leva-la a seu senhor Da
ruada Cruz do Recife n. 15, segundo andar,
sero generosamente recompensados.
que
Dos premios da 5.' parte da V. lotera, concedida a beneficio do Gym-
nasio Pernambucano, extrahida em3 de agosto de 1861.
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Par. .fyr/afalL F. dtF.ir*b--lS61..
#*-
-


(8)
IARIO M FiaiAMWCO. SEGUNDA FEIRA 5 M AGOSTO DI 4861;
Litteratura.
Do dircito do hornera e da escravatura.
Olhemos ao redor de nos, entremos em d*
mesmos, vejamos se as cousss deste mundo es-
to cont deviam eslar f
Se o mundo chelos d'inju>ligasv de desegualda-
des, e de males de lodi a especie, nao certa -
ir ente pela vonlade de Deus.
O- homens lodos oriundos do mesmo pae, nao
duvpriaa) formar senao urna s e grande fanrtlia,
unido pelo doce Uco do amor fraterno ; pois na-
da li< ruis sanio, n.ais bello do que os nomes
de pae, de me, de fillio, d'irmao e d'irita. E
porque razo hatera sobro a trra outros nomes
que nao sejam estes?
Se estes lagos se tivessem conservado laes
quaes foram originariamente, a maior parle dos
ojales que aflligem a especie humana seriam des-
conhecidos e a sympalhia teria mitigado os ine-
vitaveis.
As lagrimas que ninguem limpa, e que nao
cahem em nenhura seio, sao as nicas Cuja
amargura sem mistura. Se nossa cruz lo
pesada, se nossa vida e tao miseravel, porque
desconhecemos as leis da natureza.
Os homens devidiram-se, e formaro povoagoes
tribus e oagoes que em vez de se aju larem, nao
cuidaram senao em guerrearen)-se ; os homens
assim devididos, subdividiram-se ainda ; e al-
guns d'entr'elles, arrogaram si o poder, e go-
vernaram os outros que obedecern) cegamenle.
Os fortes, os poderosos flseram leis em sui
vaotagem, e em prejuiso do fracos, d'esti sor-
te o homem tornou-se propriedade do homem,
oi classificado mercadoris ; compraram-00 e
venderara-no, como se osse um vil animal do-
mestico ; o egoismo suffocou o amor do prxi-
mo, e certos homens disseram aos seus irmos :
Nos nao somos eguaes, o nosso sangue mais
puro que o vtsco, e portanlo nao queremos con-
tacto.
O espirito de sabedoria que preside a vida hu-
mana, consiste no conhecimeoto e na pratica das
leis da humanidade, qne na ordem moral para
0 homem individual a sua vida e a sua liberan-
do, e para o homem em geral a caridade ; e estas
duas divisoes da ordem moral sao homogneas
e ioseparavels.
O dtreito do homem como crealura. c como
crealura livre, sem a caridade, condusiria a es-
pecie humana a desenvolver as suas icullades
tanto esperituaes como corpreas no sentido de
destruirem-se reciprocamente ; e servira para
que o forte desfructasse o fraco: mas se nao
oi esse o pensamento do eterno, se' nao essa
a ordem humanitaria foi por certo este & espirito
que diclou a escravido. E Injusto prohibir ao
homem desenvolver as suas faculdades, a melho-
rar a sua coudico ; afasiar-se do bruto, e ap-
proxiuiar-se da divindade, com tanto que seus
estorc.03 para elevar-se nao prejudiquem a nin-
guem.
O que verdade para um homem, o pira
todos, e pois, devem todos viver, devem gosar
da mesma liberdade de acgo para cumprirem o
seu fui!; devem tambem respeitar os direitos um
dos outros ; mas isto nao basta para as precises
da humanidade por quanto nao smente os ho-
mens devem-se um appoio reciproco do bons of-
icios desinteressados, como tambem a partilha
de seus soffrimentos e do seus praseres. Ellos
precisao pois um dos outros, e devem proteger-
se, porque sem a mutua commuoicacao dos beos
que cada umpossne o genero humano perece-
ra, e isto tao verdadeiro que a cada instante o
principio do socorro mutuo, da dedicado, e do
amor nos revelado pela natureza, e mui prin-
cipalmente pelos aoimaes.
O que vem a ser o homem privado de toda a
liberdade sobre a trra ? se elle nao pode obrar
senao pela vontade de oulro ? que producto po-
de esperar-se d'elle? que iotelligeocia pode elle
deseuvolver ? que sentimento pode move-lo se-
nao o do odio e da vioganga contra o seu op-
pressor ?
Os animaes selvagens vivem mais feliies, e
menos degradados nos bosques, e certamente o
autor do universo nao fez pera o bruto melhor
condieco de que para o homem, obra prima de
las mos.
Deus smente o senhor do homem.
O direito de vida e de liberdade no que elle
tem do primitivo e de radical ioalienavel.
Nao se encontra em nenhuma lei da natureza,
o direito de alienar o proprio ser, de da-lo a ou-
ttem, e por consequencia nao se pode possuir
um homem, nem mesmo aliena-lo.
De outra forma em lugar de ser o que Deus
o fez um ente racional e dotado de vontade, po-
deudo obrar ou deixar de obrar conforme a sua
propria determinado elle seria um bruto, um
automato, e certamente nao cesta a condicao do
Tti da natureza.
Aquelle cuja perspectiva de permanecer re-
baixado ao nivel do bruto, nao tem por estimu-
lante senao a correcgo, e nao pode ter nem co-
ragem nem iaielligencia para o trabalho : em
quanto queohimem livre pelo nico ficto de
sua liberdade, e pelo goso ialeiro de seus direi-
tos superior, mais corajoso e mais inteligente
que o esc.-avo. Ha homens que sustentan) que
que alguns dos seus irmos esli marcados com
um estigma, que os torna inferiores a elles, o
que faz que a sua domioacao seja legal e here-
ditaria. Impostores e phariseos I... A rasao ver-
dadera que queris viver a custa de seu suor
e de suas fadigas.
Nao !... Nos somos todos filhos do mesmo pae
e lodos temos as mesmos direitos. O hom.em
pode arrepender-se de qualquer crime que le-
nha commetido, pode com o so'ccorro da carida-
de e de amor fraterno Ievanlar-se do aviltamen-
to moral em que chava ; nao acreditis poig
no embrutedmento perpetuo das ragas, nem tao
pouco na difireos* dss nagoes. porque esse pen-
sar contrario aos principios da natureza.
Os opprimidos defenderlo os seus direitos.
cumprirao os sens deveres, e eolio o genero
humano regenerado levantar-se-h do seu longo
batimento, para gosar dos bens destinado? a to-
dos pela providencia.
Dr. Alberto Smith.
Conferencias de Nossa Senhora de
Paris.
[Stima conferencia.)
O complemento nccessaiio* da tormaco do ho-
mem, como vimo-lo, a pureza dese corpo re-
flectiodo sobre lodo seu ser. Escola de f, d'amor,
'obediencia e reapeito, a educacao ainda urna
escola de caslidade. Sda urna hora de ordinario
na primeira phase da vida do homem, em que o
despertar dos sentidos e a invaso mais ou me-
nos precoce da seosualidade lornam-se a grande
crisede sua vi la e o supremo perigo de sua edu-
cacao. Onveoj conjurar esse perigo, e defende-lo
nesla crise.
Que faz ento a educacao que nao inspirada
por Jess Christo ? Ou nega o mal que accom-
mette o menino, ou dissemula, para nao ter de
reprimklo, ou pede sabedoria humana remedios
ineflleazes : e, quer de um quer deoutro lado, o
menino tica s, sem deeza .ufficieute contra o
maior perigo de tuda a sua vida.
O christianismo, pelo contraro, ainda tem nes-
se caso, para preservar ou curar, impedir que
caa, ou levaolir depois da queda, recursos que
a sabedoria humana desconhece : recursos das
doulrioas que do a luz, dos sacrameutos que do
a torga, das pessoasquedo a proteceo pela tr-
plice influencia do exemplo, da solicitude e de-
dicacao. E quando o genio do mal ou urna per-
versao excepcional nao teem engaado na edu-
cacao as industrias do cu e da Ierra, oh I ento,
o menino puro, e o preceptor poda, observando
sua obra prima, como Deus depois da creac.au do
homem, descancar e applaudir-se.
Ah I fdra ento que eu quizera ante vos entre-
gar-me aos transportes, sfTertos e enthusiasmos
de urna verdadeira admiraco ante essa obra pri-
ma de Deus, acabada pela nao do homem. Fdra
ento que eu quizera percorrer a creaco ioteira,
interrogar o cu e a trra, para encoutrar ima-
gens capaz6s de representar a lodas as vistas es-
sas grandezas e lodas essas bellezas do meuino
bem educado, que brilbam em sua alma, e reflec-
tem sobre seu corpo Apenas bastar nos-hia urna
para deixar em nossas almas um esbogo ou urna
sombra dessa bella e grande obra.
Considerae a.vida do homem como urna arvore
ou planta a que um autor chamou a planta da
vida.
Essa arvore, semeada pela mo de Daus, bro-
tou em urna Ierra firme raizes profundas; aba-
lada pela tempestado, curvou-se, e endireitou'-se,
sera jamis quebrar-se, e tornou-se por meio de
rigorosas raizes um tronco robusto: cou, solida
e firme. Regada pelas chuvas do cu, e fecun-
dada pelos ardentcs raios do sol, eslendeu seus
vastos ramo9 e sua larga folhagem ; e impellida
ao mesmo lempo pela seiva que elevava-se de
suas raizes e pelo calor qu a attrahia de cima,
cresceu e tomou grandes formas; eroQm, aspi-
rando roda de si um ar desembarazado de todo
elemento de corrupto, conservou lodo o bnlho
e toda a pureza de sua vita, e envolveu-se com
umagraga. torga, nragestade e urna belleza sin-
gular na luz do cu.
Senhores, eis o menino bem educaJo : a f d-
Ihe raizes, o amor desabrochamento, a obedien-
cia torca, o respeito grandeza, e a innocencia bel-
leza ; a religio e a piedade tudo transflgurou :
a maior marav>lha da crearo : a mais bella obra
prima de Deus.
Assim, senhores, para destruir essa obra prima
de Deus, e reduzir nada o fructo de todos os
esforro? do homem ; para destruir toda essa tor-
ga, toda essa grandeza, toda essa belleza ; para
esgotar toda a seiva da vida, efazer com quo o
homem lodo defiohe, que ser preciso ?
Uma nica cotisa : a seosualidade precoce que,
Tindo collocar-se como um verme no corado da
vida moral e da vida material, roe suas mais in-
timas fibras, e mata o humem oa flor de sai
vida.
Uma celebre expres3o foi proounciada a pro-
posito de educacao, e produziu em uma polmica
sincera em seus ardores um ruido que nao toi
sem interesse nem sem fructo; disseram : o ver-
me roedor da educacao. Nao lenho de oceupar-
rae aqui da idea que ento exprima esla exprs-
sao ; sirvo-me da mesma palavra, e exprimindo
com ella uma verdade que deve juntar dos pon-
tos os mais extremos do mundo moral todas as
convieces desioteresssdas e todas as sympathias
generosas, digo que ha um verme roedor da edu-
cacao do homem, e este verme roedor o vicio
que traz a vergonha em seu nome, assim como
sua seiva a mais vital a virtude cujo nome s
brilha de honra : a pureza 1 Para bem firmar esla
verdade, baslar-nos-ha voltar sobre nossos pas-
sos na carreira j percorrida, e ver como 03 gran-
des elementos de educado, que re ce bem da pu-
reza seu necessario complemento, sao devorados
pelo yicio contrario, logo que vem collocar-se no
coraco de uma vida ainda nova ; e veris como
tudo quanto a dedicaco faz para educar o ho-
mem, desfeito pela seosualidade, e como ella
no sentido liltoral o verme roedor da educacao.
I
E logo, senhores, eis uma ruina infallivel oa
educaglo do menioo, nato s de pureza, como de
piedade ; nao s de pureza, como de religio I
Como o observamos em nossa primeira conferen-
cia, a religio a tote primeira da educacao do
homem ; sua seiva, vida e seu aroma : quando
FOLOETIM
ORIGINAL DO DIIR!0 DE PfRNAMBUCO-
mmmmmwL
LXXIII
SiMMAiuo O pharol da ilha de Santa Anua.
Resposta ao Sr. eogenheiro Francisco Gomes !
de Souza.
Em a nossa Resenha n. 56, de 25 de tovereiro,'
tratamos do pbarol de Santa Anoa por informa-
ecos quo tivemos de sua frgil construccao, e por
occasio de communicarmos aos navegantes que,
ello do novo se (ornava a Iluminar para gua-
los e Ihes facilitar, durante noite, o caminho ao
porto da capital do Maranbo : as informaces,
ento, foram de que a construego era fraca, e a
torre quadrangular, em opposico, no seculo XIX,
aos preceitos de solida coostrueco, que devia ter
o pharol era uma ilha batida de ventanas: que
tendo o governo imperial proporcionado todos os
rneios, s por mo fado poderiam obras de tanta
importancia, no nosso paiz ter ai resultado lo
pouco satisfactorio em relaco aos deapendios
pblicos: lembrando o pharol de Saota Cathari-
na, que debaixo da rfirecgo de um official de
iarinlia all se apresentava e era gabado, porlo-
dos^que o virara e examinaran), e do qualera an-
terior Resenta haviamos dado a descripcao, e ter-
minamos pedindo, como ainda hoje pedimos, ao
governo que mande examinar o estado da cons-
truccao do pharol de Santa Anna para tomar as
providencias que exigir o casp.
Ento o Sr. Io tenente de engenheiros Francis-
co Gomes de Souza, que por achar-se empregado
as-obras geraes da provincia do Maraohao, tora
encarregado da construego do pharol de Saota
Anna, magoou-se comnosco ou melhor com os
nossos iuformantes, e depois de dizerem seu lou-
?or que a nossa Retenha achava excellenlo a po-
slo do pharol escolhida por elle; confessa que
a construccao fraca, nega qne o governo lhe
desse todos os recursos ; diz que se o pharol desa-
fiar, nao tem ello culpa e sim o governo; porque
ordeoou que elle seguisse com o plano apresen-
tdo, nao obstante tero conselho naval lhe nola-
do qualro defeitos. que elle replicando ao conse-
lho mostrou que nao existiam : e arrufado com os
oHiciaes de marinha, que, em sua oplnio, quer
em tudo invadir, porque o governo tem nomeado
alguns para dirigir obras, queso a engenheiros
devem perteocer, quer que estes sejam nomeados
para vigiar quartos nos navios da armada ; con-
cluiudo por pedir despensa de urna dscusso pa-
ra qual entende, que nao tem lempo, altentae as
commissoes do governo, de que se acba incum-
bido.
Tendo, pois, o Sr. tenente de engenheiros con-
fessado a fragilidade da construccao da obra feila
ror S. S., parte mais importante de nossas infor-
inaces,_e.que mais con via destruir em abono
a piedade se extingue a religio raorre B'atn 1
menino, a educagio est (liada de raorta.
Ora, p que mais ampara a religio da piedade
n'um menino, a pureza do seu coragio. O vi-
cio que entra no coragaod'um menino para mur-
char-lhe a flor, e matar-lhe a pureza, murcha e 1
mata de um sfr golpe a piedade a religio.
Quando este mooslro tocou-a, xquando este ver-
me piquou-a no intimo da vida, a piedade foge
delle, e d'exaltado que era esta joven alma para
as mais celestes cousas, inclina-so e dobra-ae.
O' paes, mes, observae ento vosso fltho an-
da hontem procurava elle Deus por todo o seu
ser, hoje diris que elle nao sabe mais observar
o cu. O mundo de aobre natural e do infinito
fechou -se sobre aua eabeca : elle nao sabe mais
juntar as mos nem dobrar os joelhoi para dizer
a Deus : Nosso pae .
Seus labios nao ssbem proferir uma oraco,
nem seu coraco dirigir um suspiro para o cu,
qua para elle tornou-se um estrangeiro, se nao
um inimigo ; torna-se indifferente, inseosivel,
surdo, enfado e aborrecido da Deus. Sim Deus
o enfada e tudo quanto parle d'elle lado quanto
lhe diz respeito molesta-o, e imporlu-oar seu
na-o. Em vo a palavra sagrada faz tes subin-
nome : as harmonas o louvo ; o incens do ao
cu c un a vos dos hymoos solicita sua alma a
elevar-se para Deus ; em vo o padre clama
alma : sursum corda : cima os coraedes, os
pensamentos, os dosejos, as almas ; nelle tudo
est em baixo, tudo da Ierra, tudo do corpo,
nada em si sabe mais elevar-ae 1 E' que se a
piedade procura o cu, sempre o cu, a sensua-
lidade a ierra, e sempre a Ierra ; em uma pa-
lavra que Deus e a carne, religio 9 sensualida-
de, sao os dous polos que se repellen) eterna-
mente ; e estes appetites que s seguam a car-
ne, e s revolvem o limo, nada tem de commum
com essas aspiracoes aublimes que seguem o in-
visivel, o eterno, o infinito e o proprio Deus. E'
que no homem ha o homem do cu eo homem
da Ierra ; e que, quando a aensualidade trium-
phou, o homem da trra venceu o homem do cu.
(Continuar-se-ha.)
Agricultura.
do mesmo Sr.-tenante de engenheiros. Oca va a
aecusagao que faz ao governo de lhe nao haver
nado todos os recursos, e o louvor que lhe nao
demos, nem lhe poderiamos dar da escolha para
a collocago do pharol. alem desse amoroso ga-
lanleio com que procura introduzir a zizania en-
tre os ofliciaea de marinha e de engenheiros.
Em p, assim, e confessado o nico ponto, quo
poderia notar-se, como accusago.deixamos cor-
rer o lempo, e entendemos que o mais nao era
proprio de uma discusso scienlifica, que s al-
mejamos em beneficio do palz, e nunca essas po-
lmicas, que parecem iotriguiohas e tendem uni-
camenlo a enlamear ; e que nunca aceitaremos,
nem adoptaremos.
Aleado tanto, all noMaranho, onde nasceu
e tem domicilio o Sr. tenente de engenheiros
Francisco Gomes de Souza, lemos publicada, lo-
go em seguida, na gazeta Moderado n. 12 de 20
de abril do correte anno, uns apontamentos of-
ferecidos nossa fesenha para quando quizesse-
mos responder ao Sr. Gomes de Souza ; e esses
apontamentos, que nao podiam deixar de ser li-
dos pelo Sr. eogenheiro Souza, notavam-lhe
muilos erros da obra do mesmo seobor, e de oa-
tureza a serem apreciidos ainda pelos menos pra-
ticos.
Esses apontamentos eram .assignados por um
Archilecto; eslava, pois, chamada a discusso
para o terreno da residencis do informantes edo
Sr. tenente Gomes de Souza ; all levantara a lu-
va um Archilecto, nao era j uma Reienha que
tem nome de martima ; parece mesmo que j
o havia official de marinha, era um Architecto
que poderia merecer as honras de uma discusso
com um eogenheiro : esperaodo. portanto, nos
os exames de que fallamos nao perdemos de vista
oests.questo a imprensa do MaraDbo.
Al hoje tem o Sr. teoente Souza guardado
stleocio, nao obstante haver o tal Archilecto, nos
citados apontameDtos, mostrado-lhe erros at
oa lloguagem lechiaica d'arte.
ltimamente cooslou-nos que o Sr. Souza, ou
aiguem por elle se ufaqa de nos haver derrotado
ou aos nossos informantes; porque aquellos
aponlamentos nao foram publicados no Diario de
Pernambuco, onde se escreve a -Retenha; e por
que esta nao tem. insistido na discusso, des-
pert do pedido do Sr. Gomes de Souza, e lhe nao
analysou de prompto sua correspoodeocia. qui
estamos, pois, e crea S. S. que desojamos bem
dar-Ihe nesta discusso as honras da victoria, na
parle era que tratamos da fragilidade da construc-
cao ; mas que o caminbo abracado por S. S. nao
certamente o proprio para nos fazer chegar
esse ponto.
Abondone o Sr. tenenle Souza aa questes pes-
soaes, conserve-se no campo da sciencia e nos
ter disposto a acompanba-lo nesse terreno, de
qne pode o paiz tirar proveito.
Deixaodo de trizer para aqui esses erros im-
perdoaveis um eogenheiro, e de que falla no
Maranho o Archilecto nos aponlamentos publi-
cados na Moderacdo n. 12, notaremos alguns
pontos em que se acha em desccordo a correa-
A nossa agricultura e a actualidade.
O prmeiro povo americano que soltou os gri-
Ihdes coloniaes que prendam aeus pulsos, rom-
peu a unio que fazia sui torga,e que tanta im-
portancia lhe dora desde o primeiro instante em
que, reunidos em Boston, os representantes do
povo, no memoravel dia 4 de julho de 1776, de-
clararan: ao mundo civilisado que uma nova na-
go livre eindependentn levantara um estandar-
te, symbolico de uma liberdade obtida pela von-
tade de um grande povo prompto a sustenta-la
illeza com seu sangue.
86 annos decorreram em que algumas vicissi-
ludes, demonstraran) que entre os louros da vic-
toria e as florea da prosperidade enlremeiam-se
alguns espiohos que a constancia arranca, e das
quaes a energa e o patriotismo curam rpida-
mente as feridas. Durante aquelle longo periodo,
floresceram todos os ramos administrativos a po-
lticos, que de mos dadas cimentara a torga dos
estados e levam um alto grao a prosperidade
publica.
A colonisago europea convida por leis protec-
toras agglomerou-se naquelle vasto continente,
derroteou seu frtil solo, e a agricultura desen-
volvida pelo trabalho, e as experiencias da ci-
encia, alimentoa aquelle commercio espantoso
que seria sem rival no mundo, se a ioduslria in-
gleza nao livesse tomado propotgSes gigan-
tescas.
A America do norte em poucos sonos, tornou-
se o celleiro da Amerci do Sui, e por moitas ve-
zes. a Europa escapou uma ioevitavel penuria,
indo ali procurar as subsistencias primarias que
lhe fallavam. Torm pareca ienevitavel a pro-
phecia que alguns publicistas haviam feito sobre
os Estados-Unidos.
Uma mo invisivel desatava paulatinamente os
vioculos de aangue, de ventura e grandeza que
ligavam os diversos estados. Debalde ostenta va-
se glorioso o estandarte estrellado, o interesse
mioava as entranhas, aconselhava a diviso pre-
parando os nimos para a guerra civil. Se algu-
mas tentativas anteriores tioham cansado justos
receios, o bosn senso e taleoto de alguns estadis-
tas influentes ; tinham contraminado os prfidos
conselhos e inutilisado todos os esforges.
A poca finalmente era chegada, tinhamos de
ouvir as narragdes dos eftVilos que produz o odio
fratricida ; o primeiro tiro j retumbou no Conti-
nente norte americano, esquecidodo ribombodos
caohes inimigos, e virgen) dos crimes di guer-
ra civil.
llavera um meio asss enrgico para por uma
barreira aos males que ameagam aquelle bello
paiz? A razo e prudenciaconservar-se-homu-
das, vista dos preparativos qua de parle a parle
oceuparo as povoages ? A sombra dos Wasiog-
thoos, dos Fraoklios, dos Jefferson e Monr, nao
deixaro] as suas immortaes moradas, para coo-
ter seus filhos na borda do precipicio ? A historia
dos povos outr'ora tao poderosos, e hoje tao fra-
cos nao seria mais que paginas apocolypticas, se
a sua ligo deixasse de servir de norma aos povos
modernos, grandes por al mesmo, respeitados pela
sua moderago, energa e trabalhos ; e respeita-
veis pela serie nao interrompida de altos feilos,
comprovaodo o quanto pode a submisso as leis
justas, e um patriotismo esclarecido.
Aguardemos ainda algum lempo, antes de per-
derlos toda a esperanga, e se nao nos possivel
conter nossas 1'grimas sobre as inlelicidades dos
nossos irmos, uma coosolago nos resta de apro-
veitarmos os alheios erros pira corroborar nossa
unio e fazer converger todos os nossos estorgos
pondencia do Sr. lenlo Souza com o officio por
elle dirigido ao presidente da provincia em 31 de
maio de 1860, e que 5. S. publicou para sua jus-
tificado. s
Antes nao deixaremos de dizer S. S. que se
nao tem mais de 40 annos de edade, nunca ple
despular a gloria, que prelende.de haver esco -
lindo a ilha de Santa, Anna para collocago do
pharol; porquanto desse tempo, mais ou menos,
fra essa posigo escolhida, 9 a iospeegao do
mappa das costas bastara para dar preferencia a
esse logar ; porque oenhum outro ae aprsenla
com mais vantagens; por tanto, quando muito,
S. S. pode querer louvsr por nao baver errado
nesse ponto, escolhendo a ilha para reedificaco,
como diz, do pin rol e concordando com os ou-
tros da commisso, em que eotraram officiaea de
marinha, e com as anteriores commissoes, que
lveram sempre por mais importante ponto o
dessa ilha ; e que o ser iodubitavelmeote, em-
quanto ella existir ou se nao formar outra as
restingas que demorsm 10 milhas ao mar della.
Accusar ao governo da fraqueza da obra nao
certamente proprio de um engenheiro ; porque
quando o governo negasse os recursos ao enge-
nheiro, nao lhe tirara as regras d'arte; e por-
tanto oode> chegasse o dinheiro chegaria tambem
a obra com toda a solidez : mas essa aecusago
queoSr. eogenheiro faz ao governo despida de
fundamentos.
Se quanto dinheiro quer o Sr. engenheiro nao
tem estado a sua disposigo de urna a vez; os
crditos so tem succedido, logo um depois de ou-
lro, e alem disso toi por ordem do governo que o
vapor de guerra Thelis, commindado pelo 1 te-
nente da armada Francisco Gomes da Silva, con
duzio materiaes; o que sem duvida nao entrou
no orcameolo da obra, e que mesmo nao ter S.
S. feito entrar no rol das despezas, nao obstante
o despendi real de combuslivel.
Temos provado com as proprias palavraa do
Sr. Souza a fraqueza da obra : apolaremos mais
esta concluso com algumas outras considera-
ges.
Nao houve quem negasse que a consolidago
de um terreno, segundo a obra de Domanet, fos-
ee excellenle ; o que ae nega que S. S. aeguis,-
ae as regras desse autor o consolidasse com es-
tacada todo o terreno sobre que assenta o pharol.
Mostrou -se hbil S. S., quando, tratando da
obra, contentou-se em ditero alieerce primiti-
vo era, de 9 palmos de largo com 8 de prafundi-
dade ; mas descantava este alieerce sobre um
engradamento, e le firmav'a-se sobre grossos
paos a prumo de palmos de dimetro sem
indicar o numero dos palmos de dimetro, nem o
numero de paos enterrados, porque desses n-
meros combinados coa as dimensea da base do
pharol poderiam os entendidos avalisr, se as re-
gras de Demanet tinham sido desempenhadas por
S. S. Um bacharel em mathematicas nao dere
desprezar taes, quando tratar de justificado e de
sciencia.
Continuando S. S. na correspondencia Porm
logoqueme resolv a fazer opharoi com\20palmos
para um ramo agrcola que parece querer reha-
ver nesta provincia a importancia que j lave e
lhe dera o justo appellido de celleiro do Brasil.
O trigo, cuja cultura por mullos annos tora oe-
gligenciado, .prometa hoje taas vantagens,
quantas foram aa decepges que desioimaram
domos agricultores. Com algumia alternativas
aquella cultura pareceu, ha alguna annos, sorrir
aos desejoa de alguns homens que conhecom e
observan) as necessidades do solo que possuem.
Nao consta que tenbam sido applicadas contra
a ferrugem o antidoto que o acaso fez descobrir e
que a sciencia, nos seus estudos profundos, mo-
dficou,mudando em certeza, e fizandoproporges,
tudo quanto offerecia dundas e vacillages. Com
tudo sabemos que nesse anno a colheita se apre-
sentou abundantissima, nao s porque o tempo
tem favorecido os lavradores, mas tambem por-
que os ensaios dos annos precedentes tem des-
pertado a curioaidade dos ioteressados, convi-
dando-os a experiencias que olbavam como inu-
teis e perdidas, embora nunca as tivessem posto
em pratica.
Quem ousaria negar que esla fortuna que rugi-
r de nossa provincia tendo j enriquecido seus
habitantes, nao pretende conceder-nos um daquel-
le sorrisos que nao devem ser desprezados ?
Quera sabe se nao uma compensago que a Pro-
videncia prepara ao nosso commercio, emquanto
os nossos irmos norte americanos se debatem
nai disseoges civis, e negligenciam a fonle de
sua primitiva fortum, e que infallivelmente deve
sessar, tm prejuizo seu e dos povos acostumados
receber delles os abundantes provimentos ?
Seja acaso ou nao, devenios abragarmos agrade-
cidos o ensejo que se opTesenta ; olharmos com
atlengo a colheita que se prepara e queneces-
cita tal vez de alguns cuidados para chegar um
completo grao de maternidade e de abundancia.
A provincia do Rio Grande por longos annos
forneceu seus trigos s mais provincias do Bra-
sil, o desanimo e uma concurrencia poderosa ar-
rebatou-lhe esta vantagem. E' prudente que aug-
mente, se for possivel, seos rendimeotos logo
que urna occasio favoravel se aprsenla e cuide
com esmero de um ramo imporlantissimo que
desafia sua solicitude. A situago dos Estados-
Unidos nada tem de satisfactorio : havemos de
sentir oseffeitus de suasdissenges, cumpre pre-
caver-nos e aproveitarmos os beneficios que a Pro-
videncia dos concede.
Se o lavrador for animado tanto pelo governo,
com pela natureza, augmentar suas plantages,'
procurar abrir novos reodimentos logo que pos-
sa contar com urna venda segura : ao commercio
compete coadjuva-lo, calculando o alcance que
pode attingir este ramo de riqueza provincial, e
quaes as probabilidades que tem seu favor,
consultando para isso os grandes mercados do
Brasil, e al dos estados vuinhos.
(Commercial do Rio Grande.)
Aos sapateiros, por ora, nao oa admiti. O
governo uma especie da orcheslra em que en-
tra rebeca, rebeco, flauta, clarinete, oboe e toda
a maia instrumentada. O aapateiro ministro agar*
rava-ae logo ao seu instrumento favorito, e o po-
vo corneja va a ir-lhe gritar porta :
a Quem te maodi a li, sapateiro, tocar rabetlo
e era muito mu para a seriedade ministerial.
Tudo isto precisa meditado antes da minha parti-
da para Nioive. Pois vou meditar.
Nabccodonosor.
GRANDE SINISTRO.
A sala do concert de Sorrey, em Londres, toi
no dia 15 de Junho devorada por um incendio.
O edificio toha nma fachada de 160 ps in-
glezea com 90 de fundo. Tinha tres ordens de
galeras muito ricamonte decoradas, e que pa-
reciam costos tecidos a ouro e prata.
A's duas horas da madrugada dous policas
descobriram o fumo que sabia pelo tecto e de-
ram o alarme, porm antes de se poder chegar
ao tecto, ioflamou-se o pavimento, abalea, o as
chamma8 espalharam-se por todo o edificio. Os
estorgos dos bombeiros foram infructuosos.
No fim de tres horas todo o interior -do edificio
era uma fogueira e o fogo que envolva as ga-
erias, as columnas, as cadeiras de metal, figu-
va um quadra pyrotechnico. Finalmente, as
galeras fundiram-se e as qualro grandes torres
desabara m
pido que
S ficaram
das torres,
momento.
Variedades.
porlembranga vaga de que lhe nao era eslranha
o officio. *
Voc sabe guiar? dsse-lhe a senhora.
Cortamente que sei respondeu o criado.
-7 |u'ao atreve-se a servir de cocheiro esta
larde ?
Pois nao, mioha senhora I Fui eu que Uve
honra de Tazer virar a carruagem ha dous annos
com a senhori e os meninos. A carruagem que-
brou-se, mas meus amos nao tiveram perigo.
Foram para a casa a p, mas soziohos.
Com este discurso desatamos todos a rlr, e a
dona da casa, mais prudente do que alguns sobo-
ranoi, nao sahiu nessa tarde A mim j me
doiam as coslellas s da idea de confiar os desti-
nos do meu corpo ao tal cocheiro.
Ha muita gente a quem as desgracas nao ser-
vem de easino, antes se deixa altrahir do exem-
plo alheio e vae cahir no abysmo em que viu ca-
hir os outros. Eu c nao sou assim. Quem me
deila abaixo urna vez, nao me deita segunda por
mioha vontade.
Se eu rollar a Nioive, nao levo ministro infeliz.
Para Calixto basto eu. Tambem nao vae comigo
ministro preguigoso, oem taful, nem jovial, nem
poeta, nem advogado, nem capitalista, nem de
nenhuma das classes que at agora deram minis-
tros. Todos esses tiveram a sua vez, foram
fonle da felicidade publica e voltaram de l com
o cntaro quebrado. PoisaBora outros, tirados de
outris classes.
E' possivel que leve um medico e um cirur-
giao. Talvez governem bem. 'Elles curam o
corpo dos individuos, porque nao curaro o cor-
po social ? Mais depressa do que os outros de cer-
to Do dao cabo delle. E um boticario? Tambem
se ha de experimentar. Um procurador de cau-
sas nao dara um ministro sofrivel ? Sao homens
com muito uso de papis e acostumados a procu-
rar para os outros. Se, como dizia o Bocage
procuram tambem para si, nao levaro a palma
outros que nao comegaram em procuradores de
causas.
no mesmo instante com um estara
semelhava uma salva de artilharia.
de p alguns fragmentos do edificio e
que ameagam cahir da momento para
O correio d'Austria traz alguns dados inters-
sanies acerca do exercito federal dos Estados-
Unidos e das torgas dos dissidenles*
O governo de Washington, segundo um pe-
ridico de New-Yorck, tem no thcairo da guer-
ra.e em activo servigo, 95,000 homens, distribui-
dos nos seguintes pontos :
Localidades. Che fes n.deho-
Ao sui de Pote-
mac.
Em Washington
No forte Horoe
Ao oeste da Pen-
silvania Gen. Kein
No Ciocumati e
a oeste da Vir-
ginia
No Cairo e suss
immediagdes-
Em Baltimore ,
etc.
Disparates de um Ass.vrio.
Fas vidisse fui!
Fassit mili. visa refere.
Ovidio.
(Concluso.)
Com esta amuou e foi-se embora. Este homem
parecou-me digno de aer ministro. Proclama a
liberdade e faz pacto com o absolutismo Alta
poltica 1 Desta massa se fazem os Metlernlchs. os
Polignaes e os Guizots I Homem de estado, que
se estime, oo busca outros exemplos Goveroa
como elles e d com o goveroo em vasa-barris
como elles fizeram.
No aono passado estava eu em uma casa de
campo a trila leguas da Pars. A don'a da casa .
qulz sabir em carruagem depois de jaotar, mas o !}
cocheiro eslava doente. Chamou-se outro criado
de altura nao mefiei nos alicerces com as dimen-
soes que S. S. d; pelo que fit um grande ma-
c\go de pedra e cal de 8 palmos de profundidade
com 49de comprimenloe de largura. (I) O Tal
o aliceres do actual pharol de San?Anna.
No lira do Io do officio de S. S. de 31 de maio
de 1860 diz que, quaodo leve sciencia dos qua-
tro defeitos Dotados pelo cooselho naval em seu
plano a obra estava a 35 palmos de altura de
paredes construidas.
.en" ."" t0 defeit0 ) a pouca altura da torre
[W palmos segundo o projecto ), que devia ser
augmentada de 24 palmos pelo menos ele.
No5* Como V. Exc.j vio pelo plano do mes-
mo pharol, elle dever ter presentemente 90pal-
mos cima do terreno natural, e = pelas di-
mensoes do alieerce e grossura das paredes po-
dere mais tarde elevar a torre =e por conse-
guintep centro das luzesa uma maior altura etc.
O que se v. pois, combinando estas expres-
aoes de S. S. ? Io Que o alieerce e grossura de
paredes davam ( em sua opioio ) para um pha-
rol mais elevado de que 90 palmos.
2o Que quando se resolveu a elevar o pha-
rol altura da 120 palmos j se nao fiou nos ali-
cerces.
3" Que quando- se decidi a dar tal eleva-
gao ao pharol j as paredes estavo em 35 pal-
mos de altura.
** Que o seu grande macigo de pedra e cal
de 8 palmos de profuodidade com 49 de compri-
mento e de largura toi feito quando tinha a torre
35 palmos de eleva. Perdoe S. Quem nao con-
cluir a desordem e falla de melhodo que hou-
ve nessa obra ? I
E 86ja-nos permittido pergunlar, apezar de ser-
mos afficial de marinha e nao engenheiro. Que
ligaco teve esse macigo com os alicerces ?
Nio sendo p terreno sobre que asseola o ma-
cigo consolidado por meio de estaca conforme
Demanet, qu fica sendo esse terreno em relago
ao outro dos alicerces das paredes 1
Forgoso concluir que esse dinheiro foi esper-
dicado secudum artem.
E depois como explica S. S. as dimen&es desse
macigo? E' iocluindo ou excluindo as dimeosoes
dos alicerces das anteriores paredes ?
Paaaemos s paredes.
No 9o do tal officio l-se = 3o Em nao ser
a forma quadrangular da base da torre a mais
propria para sua eslabilidade e solidez. Basta-
vam as dcripges e plantas do pharol Bearritz,
que vetagonal, as de Eduston, circular, do da
pona da Atalia as satinas vetagonal para su-
gerir-me a idia de regeitar a forma quadran-
galar.
Mas esta ultima forma tem o pharol de Saota
Anna : logo........S. S. ssbe muito.
Vejamos suas razes : diz adianto no mesmo
9o adoplei-o como de mais fcil construccao
pois tm um terreno motedico at grande pro-
fundidade trabalhando-se com um pessoal
nao habilitado a esse servigo, tendo de fazer usa
(1) Bella lioguagem de gemetra I
Brig. g$n. Me. Dewell
Brig. geo. Haosfield
Gen. Batler
Gen. Me. Clelland
Brig. gen. Prentiss
Brig. gen. Cadwallader
rnens.
21,000
22,000
9,000
16,000
13,000
6,000
5,000
3,000
Em Philadelphia Haj. gen. Palterson
Total 95,000
Nao seincluem neste numero as pragas que
em o governo em varios acampamentos e de-
psitos militares, as quaes ainda nao esto sa-
tisfatoriameote organizadas:
Os dissidenles, pela sua parte, parecem que
joestam menos prevenidos do que os seus
dversarios para repellir o ataque, do qual estes
-rnaram a iniciativa.
taem
na
to
ra
ra
York
pers-
m
Alm das fortes bateras, esmpos inlriochei-
dos, e outras obras de deffesa que construi-
m as immediages de Norfolk, sobre os ros
'ce James, e muito especialmente em Har-
-Feray, ponto em que, segundo es clculos
ais exactos, se concentrar todo o interesse
,as primeiras operages, tem reunido um exer-
:ito, medianamente disciplinado, que consta de
J3,00 homens, e est distribuido deste modo,
seguudo o Herald, d'onde extrahimos esta no-
ticia :
Em Norfolk e suas immeliagdes.... 10,000
Na ribeira do rio James.............. 1,000
Nos ros York e Rappahancrk........ 7,000
Em Petersburg e Buksville ......... 6.000
Em Richmond ........................ 8.000
Em Lynchburg .............,.......... 25,000
Em Gordonville, Chartotteavill, Staon-
ton e Lexington........,............. 8,000
Em Frederiksburg,..................... 8,000
Em ChapeoporCount House............ 2,000
Em Dmfries e Aguia Creek .......... 2,000
Em Leesburg .......................... 3,000
Em Harperi Ferry e Point Rooks...... 13,000
Total.. 95,000
3 ==
[Jornal do Commercio de Lisboa.)
Anacrenticas.
Ja vem de mim perto
Do Invern 03 torpores :
Colher presto as flores
Ue tino, e razo.
O Velbo ainda pode
Amar estremado;
Porem aer amado I
He triste illuso.
Vaidoso, e entre copos,
Senil Candongueiro,
Coitado! Zoupeiro,
Anima-se em vo.
Nao separes logo,
O' Nize, um instante
Do meu peito amante
O leu corago.
OUTRA.
Vicaja, .loseira,
D rosas amareis,
Poia sempre curando,
E a ponto regando
Esto de Nise as miosinbas
Tea joven tronco, e ramlohas.
Mas ah I que o deleite
Se finda mui breve
Dessas frescas flores 1
Seus gratos olores,
Suas galas, e alegra.
Nao duro maia que um s dia.
E pois quer nossa Alma
Ventura a mais ampls,
O' Nise, a outro Prado
Consagra o cuidado:
Cultiva as perpetuas flores
Dos meus candidos Amores.
OUTRA.
Nao faltes i noite,
O' Jonio gaiteiro.
Do Brodio, e pilherias
Amarel Parceiro.
Macio, e goloso
Te espera um pudim,
E liquido, e puro
Fesliro rubim.
Tambem fumegante
O perola grato;
E Nise ao piano ;
Borneo, e Torcato.
Bensrolo, e manso,
Porque nao tolgar?
He leda a Innocencia,
Viver he gosar.
OUTRA.
Eu sou moderado.
Tres bellos copinos
No gosto, e na cor:
A' Nise,
E Amor.
Oh I quanto a Esperanga,
E o Somno roiligo
Da Sorte o rigor!
A' Nise,
E Amor 1
Ja Nise beoigna
Que espere acenou-me.
a face o rubor.
A' Nise,
E Amor!
E agora este copo
A um sonho ditoso
Me venha dispor.
A' Nise,
E Amor I
OUTRA.
Nao vs, minha Nise,
Um Genio chamar-nos.
Mimoso, e gentil ?
No seu Templo de ouro
Oh 1 quanlos diamantes,
E perplas mil I
Mas elle os adornos
Quer so da belleza
Divina que tem.
As brandas Virtudes
Servi-lo porfio
Assiduas, e bem.
E nico he elle
A rosa entre espiohos
Do nosso viver.
Apressa-te, Nise I
Quem rolos, e incens
Recusa ao Prazer?
OUTRA.
Es relho 1 Nalercia
Estardia sorria,
E os lirios me impunha
Ligueira, e fugia.
Palmea, e repele
Os brincos a espagos;
Mas eis que tropera,
E cahe nos meus bragos.
Ento a meu peito
Quo temo a apertei I
Seu rosto era rosas.
Os olhos... eu sei I
E em vez de ludibrios,
Ja de oulro pendor.
Me diz, quando a solt:
Adeos, meu Amor.
OUTRA.
Bem serve Patria
Juiz inleiro,
E a guarda livre -
Probo Guerreiro.
Mas tambem esta
Pequea Lira
Ao bem, e glora
Doce conspira.
Deslra insina -
Mutuo favor.
Que mais ventura,
Que um paro amor?
Prosegue, Lira,
Nesta harmooia:
Nctar, e canto;
Paz, e alegra I
I
de um enorme macaco que d um trabalho im-
menso todas as vezes que as paredes mudode
direcgo, e em vista da urgencia da obra, occa-
sinada pela progressiva ruina do antigo pharol
nao era prudente preferir uma forma polygo-
nal de mais de 4 lados etc.
A prudencia, pois, de S. S. se decidi por tres
ragaes*
1.a por que o terreno era movedlgo at grande
profuodidade.
2.a por ter de fazer uso de eoorme macaco,
que d immenso trabalho oa mudaoga da direc-
go das paredes.
3a porque a progressiva ruina do antigo pha-
rol toroava urgente a obra.
Qussi oos damos por convencidos : todas.3 ra-
zes sao muito scienlificos. 0 terreno renos e
movedigo al grande profundidade I Os maca-
cos sao empreados as construeges das pa-
Attendeu-se tanto a urgencia da obra que os
navegantes por um anno nao vero luz do pharol.
Aprendemos duas grandes verdades de enge-
nharia que nos ensinou o Sr. tenente Gomes de
Souza.
Nodevemos insistir : quem nos Ier avaliar.
Ainda no mesmo 9 diz Para compensar a
fraqueza relativa, que devia resultar da forma
quadrangular eic.
Logo, como livemos a ousadia de avangarS.S.
adoplou a forma mais fraca para paredes de pha-
rol : isto aioda quando se desprese a posigo
batlida de ventanas, e quando mesmo deixasse-
mos de notar que essas paredes sao de alvenara
e do tapa como se deduz das expresses
seguintes de S. S. no 5o O meu plano d sim
60 palmos de paredes de alvenaria e de taipa
mas addicionese-lhe 30palmos de cpula etc.
Ser que Demanet em suas obras de construc-
cao aconselhe tadtbem que as paredes dos pha-
roes sejam de taipa ? I
Temos pharol de Saot'Anna para uma elerni-
dade se as ondas o nao arrebataren). Cooslruc-
coes destas desafian) os lempos e as tempestades I
Quis lalia fandum......?
Pararamos, por *or, aqui; mas a ancora dos
botde* que oos ciogem a farda ao peito nos tor-
ga um pequeo cavaco em resposta aos muitos
periodos, com que o Sr. lenle de engenheiros
Francisco Gomes de Souza terminou aua corres-
pondencia.
Em todos os lempos a maior harmona tem
reinado entre a corporago de engenheiros e a de
marinha ; sao ambas corporages acieotificas, e
muitas vezes membros dellas tem concorrido a
um mesmo servigo, sem que a harmona se techa
alterado ; e nem porque um official de marinha
deasgradou a oulro de eogenheiro ou vice-versa,
dere qualquer destes procurar envolver a cor-
porago.
A trra de inflis v a discordia : somos bons
christos, e nossas eechotas de marinha e militar
tem produzido excellentes officiaes d'armada,
magnficos engenheiros ; e officiaes tem a arma-
da Brasileira que depois do curso de sua proQs-

v'
A. J. DE M.
sao, levaran) ao cabo com dislincgo o de enge-
nharia, e profundaran) especialidades do enge-
nheiro.
Se o governo tem dado por rezes a inspeccao
ou direcgo de obras de marinha officiaes d'ar-
mada, devemos dizer em honra delles, que nun-
ca desmereceram da confianga do governo : e nao
o ciume de um ou outro engenheiro, que de-
cidir o Exm. Sr. ministro da marinha a nao
dar a fiacalisago em iospeegao das obras de
marinha a um membro da corporago.
Alm de que o Sr. tenente Souza deve con-
cordar em que os diplomas das academias
nao do scieocia, e em rigor apenas, presump-
go em favor de quem os tem.
Estamos promptos a confessar que S. S. tem
muita sciencia ; mas vejamos a sorte infeliz que
o acompanba na pratica de sua theoria.
S. S. no Maranho encarregado das obras
geraes da provincia, e ainda da obra particular
da companhia do Ail, e mais da obra especial
do Dique.
Na edificago do pharol de S. Anna (obra ge-
ral) temos mostrado a dcsvanlagem com que foi
ella feita.
Na obra do hospital militar, diversos arcos con-
cluidos, depois de adiantado muito trabalho so-
bre elles, cairam aem csusa estranha a sua cons-
truccao ; e por fortuna nao esmagaram um en-
fermeiro que acabava de pascar por baixo delles.
Na obra particular do encauamento das a-
guas do Ail, por mais de uma vez desmoro-
aram as barreiras sobre .as" escavagoes dirigidas
por S. S. e mataram trabalhadores : a esta io-
filicidade chamou S. S. acaso imprevisto. E
quando a polica e a medicina, fazendo corpo de
delicio oos cadveres, entrou no merecimeoto
da obra gdizendo e procurando demonstrar que
as morles nao eram consequencia de falta de re-
gras d'arte do engenheiro ; nunca S. S. mostrou
arrufas por que a polica e a medicina se quizea-
sem envolver na engenharia ; oem julgou bas-
tante a academia de medicina para dar bons en-
genheiros.
Na obra especial do Dique bastar citar aqui
os paredes de pedra solta, alheios ao plano da
obra, e que pela terceira vez tem desabado,
oio obstante serem aproximago das chuvas
escoradas por indicado de S. S. E' que a chuva
ser mais um acaso imprevisto em uma obra que
mais de 400 con tos lem absorvido naga o, e
3ue promette triplicar a parcella, ae o governo
eixar de toma-la muito em considerarlo.
Accomodemo-nos com as determinages dos
nossos cheles ; e cumpra ceda um o seu de ver.
Desculpe-aos S. S., certo de que nao temosfo
menor intento de molesta-lo, e de que nao du-
vidamos retirar qualquer expressio, que em sua
opioio tenda a esse fim.
Bahia, 15 de julho.
m. a.
PMM. TYP. DI M. F. Di IJUUA.186U
* *.


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