Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09354


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Full Text
lili IXIfH IDIE10 177
Por tres mezes adianUdos 5 $0o0
Por tres mezes veacidos 6(000
T
SABBiDO 3 BE AGOSTO
Par asna adiantada f 9|00.0
Parte fraaea para a sabscriptor.
H CABREGADOS DA SCB3CMPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, dolemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Oliveira; aWanho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
FAK11AS UU& UUKKE1U&.
Olinda todos oa dias as 9 1/2 horas do'dla.
Iguaras3, Goianna Parahiba du segunda!
sexlas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Camaru, Altinho
Garanhuns as tercas-eiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quarta* (airas.
Cabo, Serlnhem.RioFormoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas reirs.
/(Todos os correiospartem as 10 horas da manhaa)
EPHEMERIDES DO MU DE AGOSTO.
6 La nota as 10 horas 34 minutos da man.
Id Cuarto crescente as 4 horas e 56 minutos da
manhaa.
20 La cheia as 7 horas e 31 minutos da man.
28 Quarto minguante as 11 horas e 4 minutos da
manhaa.'
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 2 horas e 30 minutos da manhaa
Segundo as 2 horas e 6 minutos da tarda.
PARTE 0FFIC1AL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do* dia 31 de julho.
Officio ao coronel commandante das armas.
Transmiti V. S., para terem o conveniente
destino, as guias do segundo cadete Francisco
Cirneiro da Silva, soldado Henrique Augusto
Frederico Leal Jnior, e do desertor Maooel Jos
de Sani'Anna, os quaes vieram para esta provin-
cia ; os dous primeiros com destino aos corpos
da respectiva uarnicao e o tereeiro psra se pro-
ceder com elle na forma da lei: o que tudo me
foi commonicado pelo ajudante general do exer-
cito era data de 22 do correte.
Remetteu-se tambem para o mesmo Qm a
guia de soccorrimento do soldado do segundo
betalho de infaotaria Joo Francisco da Silva.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de ministrar
os eselarecimentos que em aviso de 20 do cor-
rente, constante da copla*junta exige o Exm. Sr.
ministro da guerra acerca do soldado do 10 ba-
ta'.hao de infantaria Maooel Hilario de Santa
Rosa.
Dito ao capilo do porto,Communico i V.
S. que o Exm. Sr. ministro da marinha decla-
rou-me em aviso de 13 do correte haver no-
meado o primeiro teneote da armada Ernesto
Ignacio Cardim para exercer o lugar de ajudante
dessa capitania.Communicou-se ao comman-
dante da estaco naval e thesouraria de fa-
zenda.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.De-
claro V. S. que os reparos a fazer-se no edificio
era que fuocciona a capitania do porlo em con-
sequencia de autorisaco concedida por offlcio
de 21 de julho ultimo, devem ser executados de
onformidade com o ornamento incluso por co-
pia ; iicando aem eTeilo o ornamento a que se
refera o mesmo officio.
Dito ao mesmo Determinando o Exm. Sr.
ministro da marinha em aviso de 12 do corrente
que Horacio de Gusmao Coelho seja reiotregado
no emprego de escrivo das oQicinas desse ar-
senal, visto que por decreto de 31 de maio ulti-
mo ficou de nenhum eileito o de 3 do mesmo
mez que o havia nomeado para o de almoxarife
do hospital militar ; assim commmunico V. S.
para que o (aja entrar em o exercicio daquelle
emprego despensando delle a Miguel Paulo de
Souza Rangel, cuja nomeacao nao foi feita nem
autorisada pela repartic.au da marinha.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Pode V. S. mandar engajar no corpo sob seu
eommaodo o paisano Manoel Rodrigues Chry-
sostomo, a qum se refere o seu officio de hontem
datado, sob n. 352.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Estando nos termos legaes a inclusa folha que
me fei remetlida pelo commandante superior de
Olinda e Iguarass com officio de hontem, man-
de V. S. pagar ao chefe do estado-maior da
Suarda nacional daquelles municipios, coronel
Francisco Joaquim Pereira Lobo, os seus venci-
mentos relativos aos mezes de Janeiro a junho
deste anno.Communicou-se ao supradito com-
mandante superior.
Dito ao mesmo.Communico ] V. S. que foi
approvada, segundo me constou de aviso da re-
partido da guerra de 15 do corrente, a tabella
das elapes e forrsgens propostas por essa thesou-
raria para o semestre correte.Communicou-se
tambem ao commandante das armas.
Dito ao mesmo.Restituo V. S. os papis
que ac m pao har ni a sua informago de 20 do
correte, sob u. 655, relativamente indemoi-
sago que pede Marcelino Jos Lopes dos con-
certos de que precisa o seu predio na ra do
Mondego. que foi alugado para a secretaria do
eommaodo das armas, afim de que, quando hou-
ver crdito, mande pagar ao supplicaote a quan-
tia de 399&000 ris, em que foram orgados esses
concertos pelo director das obras militares, sem
que teoha elle direiloa mais reclaniaco alguma,
cooforme indica o procurador fiscal dessa the-
souraria no parecer a que se refere a citada in-
formago.
Dito ao mesmo.Respondendo consulta,
que V. S. me fez em officio de 27 do corrente,
sob n. 651, relativamente ao abono da etape
forga destacada no interior da provincia, tenho a
dizer que essa etape deve ser abonada na razio
de 300 ris, como est marcada na tabella lti-
mamente approvada, visto haverem cessado os
motivos que occasionaram o augmento da etape
vencida pela mesma forga no anno prximo pas-
sado.
Dito ao mesmo.Communico V. S. que foi
approvada, como me constou do aviso da repar-
tido da marioba de 10 do corrente, a delibera-
gao que tomei de mandar pagar por essa the-
souraria o sold do capito de fragata reformado
Caetano Alves de Souza Filgueiras, que foi ser-
vir o emprego de capito do porto da Para-
hiba.
Dito ao juiz de direilo de Garanhuns.Infor-
me Vmr. com brevidade so foram em lempo
expedidas as appellagoes constantes da inclusa
relago por copia dos presos existentes na cadeia
do termo de Garanhuns, ministrada pelo respec-
tivo juiz muaicipal supplente em 8 deste mez ;
providenciando ao mesmo tempo para que sejam
julgados os reos que, segundo se v da mesma
relaco se acham pronunciados.
Dito ao juiz muoicipal do Buique.Recom-
mendo Vmc. que por occasio de cumprir a
circular de 4 de maio ultimo, incla na relago
nominal dos presos desse termo, e com as mes-
mas declarages os oomes dos que foram d'ahi
remettidos e se acham recolhidos a do termo de
Garanhuns, conforme declarou o respectivo juiz
muoicipal em observaco feita i relago que mi-
nistrou com officio de 8 do corrente.
Dito ao bacharel Innocencio Serfico de Asis
Carvalho, 5o supplente do juiz muoicipal da
primeira varaAccuso o recebimenlo do officio
que Vmc. dirigio-me em data de 29 do correte
mez representando contra o procedimento do
presidente da cmara municipal desta cidade
pelo faci de se haver recusado a servir como
membro do conselho muaicipal de recurso, que
tem de tomar conhecimenlo das reclamarles
desattendidas pola junta revisora de qualificago
de votantes da freguezia da Boa-Vista, em coo-
sequencia de entender o mesmo presidente da
cmara que nao competa Vmc. a presidencia
do referido conselho, visto como, sendo profe-
sor de rhelorica do curso de preparatorios da Fa-
culdade de Direito, est inhibido de exercer o
cargo de juiz municipal, a que se acham annexas
aquellas tunegas.
fondera mais Vmc. que convidando pessoal-
mente os deraais vereadores da cmara, imme-
diatos em votos, para substitoirem a falta do res-
pectivo presidente, todos a isto se negaram, e
conclue pedindo providencias em ordem a que
possa o conselho constituirle legalmente para
funecionar.
Em resposta cabe-me declarar-lhe que vista
da terminante deciso dada pelo governo impe-
rial em aviso n. 69 de 7de outubro de 1843, nao
resta a menor duvida de que ha perfeita incom-
patibilidade entre os cargos de professor de ios-
truego publica e de jais municipal, e que, por-
tanto, nao foi sem fundamento que o presidente
i* cmara municipal assim o entendeu com rea-
gao especie vertente, tanto mais attendendo-se
% o mencionado aviso ordena positivamente
que sejam intimados aquellos individuos que es-
tiverem accumulando os dous referidos cargos
para que immediatamente fagam opgao entre el-
los. E nem se pode suppor que aquella dou-
trina s relativa aos juizes muoicipaes eCfecti-
vos; porquanto pelo aviso o. 89 de 4 de junho
de|18i7, rmou-se a regra de que quando se tem
resolvido que dous empregos sao entre si in-
compativeis, cumpre respeitar a determinago in-
dependente do investigar as causas, acarralndo-
se restriegoes e distineges que em nada infiuem
para a lilieral observaocia da deciso, sccrescen-
do que nesso mesmo aviso se estatu que a in-
compatibilidade do cargo de juiz muaicipal com
alguos oulros empregos pblicos estende-se tam-
bem aos supplentes do mesmo juiz.
O aviso do ministerio do imperio expedido a
esta presidencia em 19 de julho do anno prxi-
mo passado, e a que Vmc. parece alludir no fi-
nal do seu officio, bem looge de contrariar a don-
trina expendida, sb teve por fim confirma-la
quando do modo mais explcito e terminante re-
commenda o governo que os empregados da;Fa-
culdade de Direito nao sejam distrahidos de suas
funeges para o exercicio dos cargos de supplen-
tes do juiz municipal, de lugares de polica etc.,
quo a presidencia abstenha-se de chama-Ios pa-
ra os empregos de sua nomeago, e pelo contra-
rio envide todos os meios a seu alcance para con-
seguir a exoaerago dos que a requererem.
Nestas circumslancias, e sem resolver anda de
um modo peremptorio que tem Vmc. perdido o
lugar de juiz municipal supplente, por isto' que
se trata de urna nomeago quadrienoal, que nao
pode ser nulliOcada por esta presidencia, devo
comludo lembrar-lhe a conveniencia de se abs-
ter do exercicio das respectivas fuucges e a ne-
cessidade mesma de solicitar a sua escusa, nao
s em cumprimento s recommeodages feitas
nos avisos a queme tenho referido, seoo anda
no interesse de evitar qualquer irregularidade,
de que porventura possam ser argidos os seus
actos ; cando Vmc, entretanto, na inlelligen-
cia de que as fallas, que commetter, como em-
pregado da Faculdade no desempenho dos seus
deveres e por motivos de servigo estranho ao
seu emprego, nao podero ser-lhe abonadas, se-
gundo as ordeos que constantemente ten expe-
dido o governo em casos semelhantes, e expres-
samente ao director|da|Faculdade de Direito em
aviso tambem de 29 de julho do anno prximo
Ando. | Remetteu-se copia deste officio ao presi-
dente da cmara municipal desta cidade em res-
posta a urna idntica communicago por elle di-
rigida i presidencia.
Dito ao juiz de paz presidente da junta de qua-
lificago de volantes da freguezia de Serinhaem.
Cumpre que Vmc. informe por que motivo dei-
xou de ministrar ao conselho de reviso para
qualificago da guarda nacional dessa freguezia as
relagoes organisadas por quarteires, e em ordem
alphabetica, dos cidados incluidos e excluidos
da lista de votantes, a que era obrigado por tor-
ga do art. 10 2 do decreto 1130 de 12 de margode
1853 ; cando desde j na intelligencia de que
esta delerminago de lei deve ser por Vmc. an-
nual e strictamente observada independentemeu-
te de ordem superior, e a tempo de as referi-
das relagoes serem entregues ao sobredito con-
selho no primeiro dia de suas sessoes.Officiou-
se ao chefe de polica para indagar dos subdele-
gados da polica dos districtos comprehendidos
naquella freguezia o motivo porque deixaram el-
las de cumprir o preceitoda lei que Ibes iocumbe
a remessa aonualmente de semelhantes rela-
goes.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. receber a bordo do vapor Paran um fardo
e tres caixoes conlendo os artigos mencionados
na relago junta por copia, os quaes vieram da
corte com deslioo a esta proviocia, emendndo-
se V. S. com o inspector do arsenal de marinha
para prestar a lancha necessaria para a cooduc-
go desses volumes.Officiou-se ao arsenal de
marinha para prestar a lancha, e agencia de
vapores para a entrega dos volumes.
Dito ao director geral da ioslrucgo publica
Respondendo o seu officio de 11 do corrente, sob
n. 223. tenho a dizer-lhe que da eertido inclu-
sa por copia, que me remelteu o Dr. chefe de
polica com officio de hontem, ver Vmc. que
exacto achar-se preso e pronunciado o professor
publico de instruego elementar de Ponas de Po-
dras, Jos Francisco de Sovza Ayres, avista do
que deve essa directora propor urna pessoa id-
nea que substilua o referido professor no seu im-
pedimento.
Dito ao gerente da enmpanhia pernambucana.
A vista do que solicitou o chefe de polica em
officio n. 731, desta data, Oca de nenhum effeito
o officio de 27 deste mez que mandou dar trans-
porte para a provincia da Parahiba, no vapor
Jaguanbe a duas pragas do corpo de polica d'a-
quella provincia.Providonciou-se para que o
transporte dessas pragas se effecluasse no vapor
Paran, dando-se de tudo conhecimenlo ao chefe
de polica.
Dito ao bacharel Antonio Baptista Gitiranna
Costa.Campre que Vmc. entre quanto antes no
exercicio do cargo de promotor publico da comar-
ca do Brejo, para o qual se acha nomeado, ou
decore ae o aceita, ou nao.
Portara.O presidente da provincia, atienden-
do representago que por intermedio da cma-
ra municipal do Bonito Qzeram os habitantes da
povoago da Alagoa dos Gatos, e ao que a res-
peito informou o chefe de polica em officio n.
688, de 18 deste mez, resolve crear all um dis-
tricto de subdelegada de polica com a denomi-
gao de Alagoa dos Gatoscujos limites sero os
seguintes: principiar na estrada da Palmeira,
seguindo pela quil vai para o Taboleiro at o
lugarBarra dos Gatos.-e dahi em linha recta
Alagoa da Flecha, seguindo desse ponto a Sor-
ra dos Cajueiros, e desta em linha recta a Serra
do Espelho at onde divide com os districtos da
colonia de Pimenteiras e Piripiri, seguindo dahi
al o districto de Panellas na referida estrada da
Palmeira, onde comegou.Fizeram-se a respeito
as communicagdes precisas.
Dita.O presidente da provinsia, attendendo
ao que requereu Ignacio Marcolioo Bezerra do
Amaral, e nos termos do art. 6 da carta de lei de
3 de outubro de 1834, explicada por aviso do
ministerio da justiga de 14 de maio de 1860, re-
solve nomea-lo para exercer provisoriamente os
oficios de partidor e destribuidor do termo de
Iguarass, creados^ela lei provincial n. 504' de
29 de maio deste anno, emquanto nao forem de-
finitivamente prvidos pela forma determinada
no decreto n. 817 de agosto de 1851.Commu-
nicou-se ao respectivo juiz municipal.
Dita.O presidente da provincia tendo em vis-
ta o que requereu o Io escriplurario da thesou-
raria provincial Alexandre Amerioo de Caldas
Brando, e usando da ulorisago que lhe conta-
re o artigo 1 da lei n. 513 de 18 de junho ulti-
mo, resolve conceder a esse empregado dous me-
zes de Iicenca com veocimenlos para tratar de
sua saude.
Dita.O Srs. agentes da companhia brasileira
de paquetes a vapor mandem dar transporte para
a corte, por conta do ministerio da marinha, do
vapor que sb espera do norte, os retratas men-
cionados na inclusa relago, que tem de ser en-
viados ao quartel general da marinha por parte
do capito do porto.
Relago a que se refere a portara unra.
Marcos Muniz.
Manoel dos Santos Neves.
Joo Agostinho de Mello
DAS DA SEM AI A.
29 Segunda. S. Martha v. m.; S. Olavo re.
30 Terga. S. Rufino ; Ss. Abdon e Seen un.
31 Quarta. S. Ignacio de Loyolla fundador:
1 Quinta." As cadeiras de S. Pedro apostlo.
2 Sexta. Nossa Senhora dos Aojos ; S. Estevio,
3 Sabbado. Invengo do corpo de S. Estevio.
4 Domingo. S.Domingos de Gusmao fundador.
AuJiNlAa DOS, TRIBUNAE DA CAP1TAL.7
Tribunal do commercio; segundas quintas.
Relaco: torgas, quintas a sabbados as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Jiiizo do commercio : qaartas ao meio dia:
Dito da orphos: torgas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do eivel: tercas sextasao meio
dia.
Segunda vara do eivel: qartas sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCAO DO SUL
Alagoas, o Sr. GUndino Falao Dias Baha
Sr. Jos4 Martin. Alv..; Rio de Janeiro, St
loao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figaeiroa rf.
Faria.na sua Hvraria praga da Independencia
16 e 8.
n
Jos Cassisno das Neves.
Joo Antonio de Sonza.
Manoel Francisco Tavares.
Manoel Pedro dos Santos.
Joo Malaquias de Souza.
Joaquim Jos de Santa Anna.
Antonio Filippe.
Maooel Sabino de Paira.
Solero Gomes do Carmo.
Claudino Vicente de Vasconcelloa.
Jos Leandro Botelho.
Communicou-se ao capito do porto.
Mandou-se tambem dar urna passagem de proa
para o Rio de Janeiro, oo vapor Cltres, em lugar
destinado para os passageiros do governo, a Ma-
noel Bezerra Galvo de Castro e Mello.
Expediente do secretario.
Do 31 dia de julho de 1861.
Officio ao Exm. ajudante general do exercito.
O Exm. Sr. presideote da provincia manda aecu-
sar recebida a communicago de V. Exc. de 22
do correte, e a que vieram annexos as guias do
2o cadete Francisco Carneiro da Silva, soldado
Honrique Augusto Frederico Leal Jnior e do
desertor Manoel Jos de Santa Anna.Foram
remettidas ao coronel commandante das armas.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
S. Exc. o Sr. presidente da proviocia, manda trans-
mittir a V. S. a inclusa nota do thesouro nacio-
nal n. 109.
Dito ao mesmo.S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, manda transmittir a V. S. para os fios
convenientes a guia de suspenso da consigna-
cao que de seu sold deixou na corte o capito do
2" batalho de infantaria Raimundo Jos do
Souza.
Despachos do dia 31 de julho.
Rtquirimmtos.
Antonio Luiz de Souza. Ioforme o Sr. Dr: juiz
municipal do termo de Limoeiro.
Fraocisco de Paula Machado.Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial, ouvindo o
do consulado.
Marcelino Jos Lopes.Dirija-se a thesouraria
de fazenda.
Manoel Bezerra Galvo.De-se-lhe a passa-
gem de proa.
Manoel Antonio de Jess.Defiendo de con-
formidade com o parecer fiscal escripto na mar-
gen].
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do eommaodo das armas
de l'ernambuco, na cidade do
Eteeife, em 9 de agosto de 1861.
O coronel commandante das armas para cum-
primento do disposto na primeira parte da or-
dem do dia da secretaria de estado dos negocios
da guerra, sob n. 270 de 20 de julho ultimo,
determina aos Srs. commandantes dos corpos e
companhias soladas desta guarnigo, bem como
ao Sr. delegado do cirurgio-mr do exercito,
que nos dias 30 de cada mez remettam a esta se-
cretaria as relagoes das pragas que estiverem as
condigea da mesma ordem, com as declarages
della constante, afim de serem enviadas cor-
te ; cando sem effeito a ultima parte do ordem
do dia deate eommando, sob n. 70, do 1 de fe-
vereiro prximo passado, relativamente as ins-
pecgdes serem nos dias 5 de cada mez.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galv&b.
Conforme. Antonio Eneas Gustavo Galvo,
Alteres ajudante de ordena interino do eom-
mando.
EXTERIOR.
MONTEVIDEO.
6 de julho de 1861.
Annuncia-se a partioa do vapor brasileiro Mar-
?uez de Caxiaj, e, embora escasse o tempo, de-
sejo informa-loa dos factos occorridos no Rio da
Prata desde as ultimas noticias que levou o Im-
peratriz.
O senado argentino sa necio no u um projecto de
lei declarando capital permanente da Repblica
Argentina a cidade do Paran, na provincia de
Entre Ros.
Da proclamarlo e decretos, que remello, v-se
que o general Mitre se dispunha a sabir a campo
nesta semana, afim de comegar a guerra, ou para
faxer a paz solida e fecunda, diz a procla-
macao.
Entretanto declarou-se BQeuoa-Ayres em es-
tado de sitio, e do-se as providencias mais rigo-
rosas para conter a desergo da guarda nacional.
Da sua parte o general Urquiz poz-se j em
movimeolo desde o Io do corrente, conforme no-
liciam os jornaes de Paran.
Se nos guissemos pelo espirito da imprensa
argentina, a guerra que enceta-se seria sanguino-
lenta e decisiva : diminuem porm os receios
quando se reflecte sobre os documentos offi-
ciaes.
Emquanto o general Mitre em sua proclamago
detxa entrever a possibilidade de paz, o governo
da confederago se dirige aos agentes diplomti-
cos das nages estrangeiras como que evocando a
sua mediago, jogando por essa forma com osin-
teressas mais caroa da aeciedade que lhe cumpre
governar e dirigir.
Eovio tambem a circular e o protesto do go-
veroador de Cordova, que se queixa do procedi-
mento illegal do presideote Derqui; sobre essas
pegas pde-se formar juizo cabal acerca da situa-
gao daquella proviocia.
As cmaras de Buenos-Ayres approvaram a lei
que autorisa a emisso de cincoenta milhes de
pesos em papel, destinados s despezas da guer-
ra, estabelecendo tambem um imposto addicional
de S 1[2 0(0 sobre a exportago de productos do
paiz, cujo fim principal a amorlizago dessa di-
vida.
O novo imposto deve comegar a ser executado
no dia Io de setembro prximo futuro.
No lado oriental nada occorreu de importancia
nos ltimos seis dias.
As cmaras oceupam-se com a lei do orgamen^
lo; os pas da patria pensam na amnista, e a
governo trata de medidas hygianieas.
(Jornal do Commercio do Rio.)
Um aviso do ministerio dos negocios do im-
perio, acompanhando um dos autographos sanc-
cionados ds resolugo da assembla geral legisla-
tiva approvando o decreto de 26 de agosto de
1859, pelo qual ae declarou que a penso annusl
de 1:200$, concedida pelo decreto de 12 de maio
de 1858 a D. Anna Joaquina de Mello e Albu-
querque, viuva do coronel Francisco Vctor de
Mello e Albuquerque, repartidameote com suas
duas filhas, sem prejuizo do meio sold.
Oulro do ministerio dos negocios da justiga,
acompanhando os autographos de cada urna das
seguiolesresolueoes de assembla geral, appro-
vando as aposentarles concedidas : Ia, ao juiz
de direito Luiz Alves Leile de Olivreira Bello ;
2*. ao dos fetos di fazenda da provincia da Ba-
ha Andr Cursino Pinto Chichorro da Gama, no
lugar de desembargador ; 3\ ao juiz de direilo o
coDselheiro Angelo Moniz da Silva Ferrsz; e 4a,
ao desembargada Francisco Gongalvea Hartins ;
as quaes resokges S. M. o Imperador consen-
le Fica osemdo inteirado, e manda-se com-
municar outra cmara.
ORDEM DO DIA.
Achando-ae na antecmara o Sr. ministro dos
negfJtios da justiga, sao sarteados para a deputa-
gao que o devia receber os Srs. marqnez de A-
brantes, Dias Vieira e Penna ; e sendo introduzi-
do com as formalidades do estylo toma assento
na mesa.
Entra em 2a iscusso o projecto da cmara dos
Srs. deputados sobre o augmento dos vencimen-
tos dos magistrados, com as emendas offerecidas
e apoiadas na iesso antecedente.
O Sr. Dantas diz que reconhece achar-se mal
paga a magistratuia, mas que nao pode descobrir,
as circumslancias atuaes do throno, meios do
remediar isso; que, entretanto, deseja ouvir o
Sr. ministro da justiga, para poder avahar os
meios que se pretende empregar para resarcir o
augmento de desieza.
O Sr. ministro la justiga diz que, reconhecen-
do o nobre senadr achar-se mal paga a magis-
tratura, apenas deseja saber quaes os meios a
empregar para pagamento desse augmentme ver
ba : que nao secdo essa a questo, e sim a de
reconheeer-sa (star mal paga a magistratura, en-
tende que se peder votar o projecto, pois com
isso se remeditr o mal maior, qual odedar-se
grandes gratGcagoes aos hachareis que sdftiuerem
dedicar carreira da magistratura ; e que, com
esse augmento de despeza, ganhar o thesouro,
na proporgo que a boa administrago se propa-
gar pelas d versas localidades do interior das
provincias, sois que haver melhor arrecadago
dos dinheires pblicos.
O Sr. Viscoode de Albuquerque sustenta o pro-
jecto, dizenco que eonvm reorganisar-se a ad-
ministrago da justiga, de forma a umprir-se o
disposto na cooatituigao, mas qus nao se deve
consentir neuas milhares de aposentadoras sem
razo e sem necessidade, ou licengas para pas-
seiarem os nagistrados em Pars, Londres etc.,
custa dos cofres pblicos e sem proreilo para
' elles.
O Sr. Dintas explica duas proposigoes que
emittio em seu discurso anterior.
O Sr. ministro da justiga entende que se nao
deve mais procaslinar o augmento de veocimen-
tos aos magistrados por ser elle de palpitante ne-
I cessidade ; e que a reorganisago do syslema ju-
j diciario n> pode ser feilo de momento, aln-
' da menos depende ella de acto ordinario do po-
der legislatvo.
O Sr. Viiconde de Jequitinhonha declara que
nao aceita c projecto na actualidade, visto o es-
tado dos cores,e nao ser elle de necessidade pal-
pitante, apezar de reconhecer acharem-se mal
retribuidos sses funecionarios ; que nao admitte
aida de qus o maior ou menor ordenado que
nao torna r magistrado mais ou menos probo ;
que nao eniorga no presente projecto o meio de
dar mais garantas de seguranga individual do que
actualmen.p ; que nao v, como muitos, um bem
para a agricultura, pois que esta precisa de bra-
gos e diohairo, o que elle nao lhe d ; conclu-
indo por apresentar um resumo do quanto ven-
cen: e devmio vir a vencer os diversos magistra-
dos, passando o presente projecto.
O Sr. oinislro da justiga responde ao prece-
dente ondor, combatendo as proposigoes que
emiltio.
Dada ahora, fica adiada a discusso.
Retiraido-se o Sr. ministro, o Sr. presidente
d para a ordem do dia da seguinle sesso : con-
tinuado da discusso adiada, e as materias ja
designadas.
Levanta-se a sesso s 3 horas menos 5 minu-
tos da tarde.
dTjSS611109 ^ qUB DeCeMU' admD*"S10 *es.muni,p.es e de orphios serio elevado, com
INTERIOR.
RIO DE J V\E1H<>
SENADO.
SESSAO EM 12 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia da Sr. visconde de Abaet.
As 10 horas e cincoenta e cinco minutos da
manhaa, o Sr. presidente abre a sesso estando
presentes 33 senhores senadores.
Lida as actas.de 10 e 11 do corrente. sao ao-
provadas. r
O Sr. 1 secretario d conta do legunle
' EXPEDIENTE.
Um officio do Io secretario di cmara dos Srs.
deputados, acompanhando a proposlgo queau-
tonosa o governo para conceder ao conselheiro
Joo Jos de'OHveira Junqueira, ministro do su-
premo tribunal de justiga, um anno de licenga
eom todos os seus vencimentos, para tratar de
sua saude onde lhe conver. a imprimir nao
estando ja impresga.
SESSO EM 14 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Abaet.
As 11 horas da manhaa o Sr. presidente
abre a sesso estando presentes 30 senhores
senadores.
Lidas as acias de 12 e 13 do corrente mez, sao
approvadas.
O Sr. Ia secretario d conta do seguinle
EXPEDIENTE.
Um requerimiento em que os empregados da
faculdade de cireito de S. Paulo pedem augmen-
to dos seus ordenados.
Outro do provedor e msanos da irmandade do
Santissimo Sicramento da Candelaria, por si e
como adminitradorea da fabrica e repartirles do
coro e caridade, pedindo autorisago para pos-
suir bens de raz. Sao remettidos commissao
de fazenda.
Sao sorteados para a depulago que deve re-
ceber o Sr. ministro dos negocios da justiga os
Srs. baro de Haroim Araujo Ribeiro, e Dias
Vieira.
ORDEM DO DIA.
Entra em 3a discusso, e approvada para su-
bir sanego imperial, a proposito da cmara
dos Srs. deputados autorisando o governo para
abrir praga de aspirante a guarda marinha a Ig-
nacio Borges Machado, alumno paisano do se-
gundo anno.
Segue-se a Ia discusso, e passa para a 2a, e
desta para a 3a, sem debate, a proposico da
mesma cmara approvando a penso annual de
800 concedida a D. Mara Amalia Azambuja Car-
valho do Moraes.
Achando-se na antecmara o Sr. ministro dos
negocios da justiga, introduzido com as forma-
lidades do estylo e toma assento na mesa.
Cootina a 2a discusso, adiada pela hora na
sesso antecadente, da proposigo da cmara doa
Srs. deputados augmentando os vencimentos dos
magistrados, com as emendas apoiadas, come-
gando-se pelo art. Io.
O Sr. Souza Franco combate algumas parles
do projecto, s quaes aprsenla emendas diver-
sas.
O Sr. Pimenta Bueno analiyaa as raides alle-
gadas contra o projecto, e justifica seu voto
favor.
O Sr. VascoQcellos entende nao ser esta a oc-
casio opportuna para examinar-se se os nossos
trlbunaes eslao bem ou mal organisados. mas es-
t convencido poderia servir para adoptarem-se
algunas medidas parciaes no sentido de melho-
rar a administrago da justiga; que, avistado
que disse um seu collega, adoptando-ie os novos
impostos propostos pa cmara temporaria, me-
lhoraro estado dos cofres, e comportarao elles
e augmento de que se trata ; e que approva o
projecto cono o primeiro paiso da.do par outroi
da justiga.
O Sr. ministro da justiga diz entende ser ne-
cessaria a melbor grganisagio da justiga, visto
achar-se provada a nao insuficiencia da lei de 3
de dezembro ; que nao admitte a emenda que
supprime os juizes munleipaes, augmentando os
de direito, e deixando estes sem substitutos, que
coohegam dos aggravos interpostos de suas deci-
soes, e determinando sejam substitutos os ac-
tuaos dos juizes muoicipaes, que seu ver nao
sao sufficieotes; que a idea de limitar-se o aug-
mento s gratificagoes justificada pela intenguo
de ligar o mais possivel, o juiz ao exercicio effec-
tivo ; concluindo por defender a sua aposentado-
na, apresentando os fados que o levaram, aps
ella, a aceitar a nomeago de inspector da alfan-
dega da curte.
O Sr. Souza Franco respondendo aos oradores
que combateram suas emendas, diz que nao po-
de considerar radical a reforma que elles contm,
pois que se reduzem exliocgo dos juizes tem-
porarios, e augmento dos perpetuos ; e de novo
justifica todas as emendas que apresentou, reser-
vaodo-se anda para a terceira discusso.
A discusso fica adiada pela hora.
O Sr. presidente d a ordem do dia e levanta a
sesso s 3 da tarde.
SESSAO EM 15 DE JUNHO.
i Presidencia do Sr. visconde de Abaet.
A'sll horas da manhaa, o Sr. presidente abre
a sesso, estando presentes trinta Srs. sena-
do ros.
Lida a seta da anterior, approvada.
EXPEDIENTE.
O Sr. primeiro secretario l um requerimento
da ordem terceira de S. Francisco do cidade do
Recife, pediodo que seja dado para a discusso
o projecto da cmara dos senhores deputados
concedendo perroisso para poder possuir bens
de raz.A' commissao de fazenda.
Sao sorteados para a depulago que tem de re-
ceber o Sr. ministro da justiga, os Srs. bardes de
Muritiba, Quaraim e Rodrigues Silva.
Entra em discusso o requerimento do Sr. Sou-
za Franco, apreseolado e adiado na sesso de 8
do correte mez, cando adiado depois de orar o
seu autor, por se achar na ante-camara o Sr. mi-
nistro da jnstiga.
ORDEM DO DIA.
Sendo introduzido o Sr. ministro com as for-
malidades do estylo, toma assento na mesa.
Cootina a segunda discusso adiada na sesso
antecedente da proposigo da cmara dos senho-
res deputados, augmentando os vencimentos dos
magistrados, com as emendas offerecidas e apoia-
das em diversas sessoes.
O Sr; Sonza Ramos emende que nao deve pres-
cindir de urna reforma tal que a contida no pro-
jecto em discusso, apezar mesmo de trazer aug-
manlo de despeza, pois que, urna nago civilisa-
da e cheia de recursos, nao deve collocar-se na
posigo destott-ouo, indicada pelos impugnado-
res do projecto ; que, urna vez que o governo
assegura ser essa medida necessaria, e nao gra-
vosa para os cofres pblicos, vota por ella, sem
o menor escrpulo ; combatendo afioal as emen-
das do nobre senador pelo Para, porjulgarne-
cessitarem ser bem pensadas e mandando mesa
emendas.
O Sr. Nabuco Justifica o seu voto favor da
materia em discusso. \
Vai mesa a aeguinle emenda do Sr. Souza Ra-
mos, ao 4a do art. 1 :
Exceptuam-se os juizes municipaes e de or-
phos, cujos officios forem lotados em mais de
2:4O0&000, e os juizes de direito que foiem lota-
dos em mais de 4:000$.
Outra emenda do nobre senador redazindo
13 o numero dos ministros do supremo tribunal
de justiga, fica reservada para ser posta ao apoia-
mento em occasio competente.
O Sr. D. Manoel sustenta o projecto substitu-
tivo, demonstrando a indeclinavel necessidade
de melhorar-se a sorte dos magistrados, e a con-
veniencia de ter-se boa administrago da justi-
ga ; declarando que vota por elle.
Nao approvado o art. Io da resolugo da c-
mara dos deputados.
Passa o art, Io e seus paragraphos da emenda
substituiliva do Sr. Souza e Mello, cando pre-
judicadas as emendas do Sr. Souza Franco, me-
nos a quo diz respeito reduego do numero de
membros do supremo tribunal. Passa igualmente
a subemenda do Sr. Souza" Ramos ao 8 4o do ar-
tigo 1.
Consultado o senado se estavo prejudicados
oa arts. 2* e 3a da resolugo vinda da cmara
dos Srs. deputados, decide-se quo nao.
Entra portento em discusso o art. 2 da dita
proposigo, e fazem algumas observages os Srs.
visconde de Jeqaitiuhonha e ministro da justiga.
Dada a hora, e retirando-se o Sr. ministro com
as mesmas formalidades, o Sr. presidente decla-
rou adiada a discusso, e d para a ordem do
dia da sesso de 17 a mesma j dada.
Levaota-se a seso s 3 horas da tarde.
SESSAO EM 17 DE JULHO.
Presidencia do Sr. visconde de Abaet.
A's 11 horas da manhaa o Sr. preaidente abre
a sesso, estando presentes 31 Srs. senadores.
Lida a acta da anterior approvada.
EXPEDIENTE.
Um offiicio do ministerio dos negocios da ma-
rinha, remettendo as imformagdes que lhe orao
pedidas pelo senado em 27 do mez prximo pas-
saao acerca do regulamento das ultimas instruc-
goes que o governo tem dado sobre a praticagem
da barra do Rio Grande do Sal.A quem fez a
requisigo.
Um requerimento de Camillo Luiz Mara, pe-
dindo ao corpo legislativo providencias tendentes
a melhorar o actual estado de pagamentos que
cahiram nos exercicios findos.A' commissao de
fazenda.
Outro de Antonio Simoes de Paria, pharma-
ceutico pela faculdade de medicina cirurgica da
corte, pedindo ser dispensado do exame de pre-
paratorios de inglez e histo/ia para ser admiltido
matricula do 3o anno.A* commissao de legis-
lago.
Sao sorteados para adeputago que tem de re-
ceber o Sr. ministro dos negocios da justiga, os
Srs. visconde de Itaboraby, Machado e Ferraz.
Achando-se oa ante-camara o Sr. ministro
introduzido com as formalidades do estylo e toma
assento na mesa.
ORDEM DO DIA.
Entra em discusso o artigo 2o da proposigo
da cmara dos senhores deputados, augmentando
os vencimentos dos magistrados, que ficou adia-
do na sesso antecedente.
O Sr. visconde de Jequitinhonha justifica seu
voto favor do artigo 2.
O Sr. ministro da justiga responde ao prece-
dente orador.
Encerra-se a discusso, o regeitado o arti-
go 2."
Entra em discusso o artigo 3.:
a Os escriv&es das relagoes percebero a ara-
tilicagao anoual de 600j>000 pelo trabalho dos pro-
cesaos crimes ex-officio : cando elevada a 500a
a que actualmente vencem os escrives da* chan-
cellaras.
Sem debate rejeitado.
Sobre o art. 4/ ;
9 0* ordenado dos promotores pblicos, juU
mais metade do que actualmente tm".
i B., HPre8,denle -iulga e8,e ar,i8 Prejudicado
visU da approvagao dos 4.0 e 5. do art. 1 "
naT1 8ubslllulT0 : mas consultar ao se-
Decide-se que o art. 4." est prejudicado.
Entra em discusso o art. 2. do projecto subs-
titutivo do Sr. Manoel Felizardo. lctusuus
Coolinuam a ser considerados como juizes de
direito e como taes percebero as vantagens es-
tabelecidas para estes no 3.a do artigo antece-
dente, o juiz da orphos e os auditores d3 mari-
nha e guerra da corte.
O Sr. presidente, nao considerando prejudicada.
a emenda do Sr. Souza Franco a respeito das no-
meagoes de juizes de direito, vae pd-la ao apoia-
mento. .
O Sr. Souza Franco pede para retirar.estaj
emenda.
O Sr. presidente a declara retirada, visto^ nao
estar anda apoiada.
Sao apoiadas as emendas dos Srs Sonza Fran-
co e Souza Ramos, reduzindo a 11 e a 13 o nu-
mero dos ministros do supremo tribunal de jus-
O Sr. Manoel Felizardo dizque, referindo-se
0 artigo que est em discusso s aos auditores
de marinha e guerra da corte, torna-se precisa
urna emenda, porque no RiOrGrande do Sul tam-
bera ha um auditor de guerra especial, sendo
que as mais provincias os auditores de mari-
nha e guerra sao os juizes de direito das capi-
taes. Ora, o auditor de guerra do Rio-Grande do
bul nao pede deixar de ter iguaes voncimentos
dos que tiver o da corte, porque tem o mesmo
senao mais servigo.
O Sr. Mrquez de Caxias : Mais.
O Sr. Ferraz : Moito mais.
O Sr. Manoel Felizardo pede, portanto, que se
approve a emenda que vae mandar mesa;
t apoiada a seguate emenda :
Depois da cOrte accrescente-se e da
provincia de S. Pedro do Rio-Grande do Sal.
M. F. Souza e Mello.
O Sr. viscoode de Jequitinhonha votar a'favoc
do presente artigo, porque traz economas.
O Sr. Penna entende ser desnecessario o art. 2.
e a emenda substitutiva, por se acharem j equi-
parados os auditores de marinha e guerra aos jui-
zes de direito, na corte e no Rio-Grande do Sul.
- 1 I'i,minis,ro da liga responde que nao
tao odifferente.^omo se pensa, a mengo do juiz
de orphos e dos tres auditores, porque, passan-
do como se-quer, podero suscitar-se duvidas so-
bre se se trata destes ou dos juizes de direito
simplesmente:
1 Sf-V'sconcelloa replica, dizendo que j pela
le de 16 de agosto .de 1856 se acba establecida
a distincgo entre uns e outros magistrados ; 9
1ue. Prtanlo, redundancia tal disposigo.
O Sr. mioistro da jusliga nao liga importancia
questao, mas entende se poder sanar esse mal.
relirando-se o art. 2. e a emenda, e accrescen-
te-se ao 1.a, depois de juizes de direito ioclu-
sive o juiz de orphos e os auditores de marinha
e guerra da corte e o auditor de guerra da pro-
vincia do Rio-Grande do Sul.
O Sr. presidente entende que, se pasear o art;
2. e a emenda, a commissao de redaeco pode
attender observago do Sr. ministro da justiga
o azer deaapparecer esse artigo, accrescentand
na primeira as palavras precisas paravitar qual-
quer duvida.
O Sr. Manoel Felizardo perguota. se por ven-
tura se entender, no caso de cahir o art. 2.a e a
emenda, que a sua materia est prejudicada ; is-
to se d'ahl se poder pretender que os audi-
tores nao ficam comprehendidos no augmento da
ven ctmentoa ? B
O Sr. D. Maooel e outros senhores : Ficam:
O Sr. Manoel Felizardo se assim declara
ser-lhe ndifferente que passe ou deixe de passar
o artigo com a emenda : principalmente quando
o_Sr. presidente considerou a questo de redac-
gao.
O Sr. Presidente observa que essa a sua opi-
niao no caso de ser approvado o art. 2. com a
emenda ; mas, se forem rejeilados, pensa que a
commissao de redaego nao poderl accresceotar,
na primeira parte do art. 1., as palavras indica-
das pelo Sr. mioistro da justiga.
O Sr. Maooel Felizardo o que v que todos
concordam em que os auditores esto iocluidoa
no augmento votado ; mas receia que a votaco
traga duvida a este respeito ; e por isso pede
para retirar tanto o art. 2., como a emenda quo
hoje offereceu.
Consultado o senado, permute na retirada tan-
to do art. 2., como da emenda do Sr. Manoel
Felizardo.
Ficam em discusso to somente as emendas
sobre a reduego do numero de ministros do su-
premo tribunal de justiga.
Eocerra-se a discusso sem debate.
A emenda do Sr. Souza Franco, reduzindo '
aquello numero 11, rejeltada.
Approva-se a emenda do Sr. Souza Ramos,
diminuindo o numero a 13, 'proporgo que fo-
rem vagando os lugares.
Entra em discusso o art. 3. do projecto subs-
titutivo do Sr. Manoel Felizardo :
Nenhuma comarca, termo ou freguezia ser,
prvida com funecionarios de ordem civil oa ec-
clesiastics, sem que tenha sido competentemente
decretada a especial verba de despeza a fazer-se
com os mesmos funecionarios.
O Sr. viseonde de Jequitiobonha necessita, pa-
ra poder votar sobre este artigo, explicages maia
vastas do seu autor, pois que entende delle se
podem tirar corollarios, que offendam o acto ad-
diciona[, na parte que d s assemblaa provin-
ciaes o direito de estabelecer diviso civil, ju-
diciaria e ecclesiastica, e de crear comarcas, mu-
nicipios e freguezias.
O Sr. Manoel Felizardo, respondendo s hy-
potheses figuradas pelo orador que o precedeu-.
dir que o art. 3. nao tira esse direito de que s
trata, mas sim, exige a cencorrencia de ambos os
poderes para o complemento dos actos pralicado*
em virtude dessa attribuigb.
O Sr. Silveira da Molla entende que este arti-
go urna ioterpretago do aclo addiccional, que
desde muito foi reconhecido como inconveniente.
na parte de que se trata; que, se cerlo que quem
crea os lugares, deve pagar os respectivos ven-
cimentos, claro que este artigo incongruen-
te ; que nao receia dizer que, em materia de di-
viso ecclesiastica, as assemblaa provinciaes no>
tm commettido excessos ; o que,- em vez de
coarctar-lhes as attribuigoes dadas pelo acto ad-
diccional, cumpria anima-las a usarem mais de
til direito ; que julga o artigo intil, impoltico.
e injuridico, ecomo tal condemna-o, porque, ce
dendo a iniciativa dessa materia cmara tem-
poraria, s ella compete a iniciativa de sua re-
forma ; e que, apesar do que tem dito, nao quer
votar contra o projecto, mas pede ao seu autor av
retirada do art. 3.
O Sr. visconde de Itaboraby diz que, quando a
acto addiccional deu s assemblas provinciaes o
direito de legislar sobre diviso civil, judiciaria
ecclesiastica, creou o correctivo aoa seus dea-
mandos e abusos no pagamento dos vencimeaios
dos funecionarios resultantes de tal creaco ;
que, entendendo ao depois a assembla gere no>
poderem as provincias occorrer taes despezar,
paasou para oa cofres geraes o pagamento doa
juizes de direito e congrua dos parochos : e que-
em coDsequencia disto, julga. o artigo nao como
y


*_________nm u r ifiiflii^
DIARIO 01 rtaVNaYMBUCO. SABBADO S DI- AGOSTO BE 1861.
*
HlH^ilU
seforoia ao acto addiccionsl, mas sim" ao acto do
poder legislativo geral ; nairaeate, que pede
* seu autor retire-o, pon que s nao teja-abri-
gado 'otar contra.
Foi para fazeresWs rectficaces que-voUou
1 tribuna. Tendo satisfeito esta fim,.neds asis
accrescenlar.
A aemaio ca diada pal* hura.
O Sr. presidente declare que a orden do dia
aaeama, e levanta sessio depoU daturas ho-
im 4a tarde.
Votaco dos requerimento* de adiamanto e as
materias j designada*.
Levantou-se a oesao 1 hora da tarde.
ta das parochias que compoem o 2.* dis-
i provincia das Alagoas e o 2.* da de Mi-
SESSAOEMSTflE JUNHO DE186I.
Presidencia do Sr, visconde de Camaragibe.
A's 11 3/4 horas fez-sea chamada, e o Sr. pre-
sidsat* deolorot) serta > -sessio.
Uda e arovaoss a actas, de 25 e 26 do cer-
co rte, o Sr. 1 secretario deu conta do seguate
EXPEDrHWB.
Doub officios d ministro do imperio, deteda
de hootem, enviando ees offlcio do presidente do
Par, em qtie d iuformacoea sobre a elelgso da
parochia de Caete;, e a acta dar aouraco dos
rolos pareiettorse da parochia d> Pamhytioga,
oertenceate ao 2.* dfstrioto de S, Paulo.
ais dous do mesmo ministro, datados de 21
e 21 do corren te, participando ter expedido as
ordees necessar i es para- que sejoo- cumpridao a*
resoluces desta camera, approvendo as eleigdes
primaria
tricto da
nw,- Inieirada.
Oulro do mesmo ministro, datado tamben de
21 do correle, enriando copia do decrete que
concede a D. Engracia Altes Pereira Titira a
peo.'o aonal de 500$.A' commissao de pen-
ses e ordenados.
Outro do mesmo ministro, datado de 8 do cor-
\ rente, enviando um volume dae leis proviociaes
no anoo passado,
com o extracto do parecer da seccao dos nego-
cios do imperio do conselho de estado sobro as
leis os. 2, 6, 9, 66 o 62.A' commissao de as-
aemblaa proviociaes.
Outro do ministro da Justina, datado de 22 do
correle, enviando o relatorio feito pelo vice-
presidente da provincia do Para, sobre o estado
ruinoso da caihedral.A' quem fez a reqoi-
sicao.
Outro do secretario do senado, datado d-e 18
do corrente, participando que ao secado, cooalou
ter sido 6ancciooada a resoluco que epprovou
a aposetitadoria concedida ao juiz de direito fo&o
Mauricio Waoderley.Inteirada.
Outro do mesmo secretario, datado de 19 do
correle participaodo que o aeoado adoptou e
\ \ vai dirigir sanccao imperial a resoluco que ap-
provou a penso concedida a D. Mara Aiusla
de Azambujs Carvalho Horaea.Inteirada.
Outro do mesmo e de igual data, dovolvendo,
CoDtiouou a discusso do projeeto de resposU
falla do throno; que Qceu adiads pele bou.
Oraram os Srs. ministro da fazecrss lees ato
nifacio.
A ordem
mo para a 2* parte.
Levantou-se a sesso s 4 horas da larde.
CMARA DOS SRl BiPlIttOS.
SESSO EM 22 DEiHIfHO DE 4861.
Presidencia do Sr. oteamos de Camaragibe.
A'e lt 3/4 horas fez-se s chamada, e o Sr. pre-
sidente declarou aberta a sessio.
Lidas e approvadas as actas dos dias 19, 20
21, do correte,
O Sr- Io secretario deu conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do ministro do imperio do 18 do cor-
rente, enviando as actas da eleic.ao primaria dav
parochias de Goiat e Luz do 1 dislricto, de Tra-
cunhaem do 2o e de Una do 8, pertencenlea
provincia de Pernambeco. A' commissao de po-
deres.
ais deus do mesmo ministro datados de 19
o corrente saluazendo as requieicoes desta c-
mara, acerca da eleico primaria da parochia do ? H
Conde, provincia di Baha, e sobro as penses \de *sto-Grosso. promulgadas
conceOioas a- O. Cioit) Rosa Pereira- Nones,
Phills Favrles e D. Mariana Ricarda de Menezes
fialtro e Castro. A' MesOMI commissao o pri-
meiro, e a de pensos e erdenados o segundo.
alais tres do mrsme ministro, datados de 20
lio corrente participando nao s ter expedido as
rd eos necessarias em conforroidade do que re-
sovou esta cmara approvando as elei(;oes pri-
maria das parochias quecosapeol* dislricto de
S. Paulo e o 6" de Mines, mas tamben ter soli-
citado a expedirlo da ordem para qoe seja pago
la subsidio do maz de mato ultimo o deputedo
Castillo Branca.inteirada.
Outro do ministro da fazenda de Mi do corren-
te enviando o roappa das operacoee occerridas na
secce de substituido do papel moeda al 31 de
snaio prximo passado.A' 1' commissao de or
aoneuto.
Um cilicio do ministro da marinha datado de 1
19 do correte, enviando cnia sobre oroviden- l
' ._'-'- ~ ". i. "Y*.... ~ .-I com os respectivos documentos, por nao tero se-
ctas que so teem lomado para memorar o servi- \ .M M! j.. ., ZZZ.__f'~ ~ .
*o da praticagem da barra do Rio Grande do Sul; B., Pd,,d0 dar seu cooseniimenlo is propo-
--.;.f.L. 7.._. ..i/L-^... ik r. sicoes desta camsra qe autonsou a concessa
atifazendo ase m so que por esta cvmata lne foi I A ___, in .. rv. i./ u .;. c-n.
in;i.H .,.m k. /IL.kba> tde ticenca com ordenado ao Dr. Jos Hara Cor-
olicitado.A quem fez a requieicao. \ gj r.pnidpf, ... enol.t. nuairo in-
Um roquerimente de Manoel Antonio Bi^\Z^~i*3SSEXT?Sl2SZ2IZ
matclif, pedindo que se lhe fixe o ordenado que i H'.1" em benecto da fabrica de vidros da corte.
leve perceber como carcereiro aposentado da j _," ?' c. ,j.,.,.. ...;;..i s
Tilla do Pilar da provincia da Parab.ba.-A' com- nnJ?'r" J. *;/ "ad"re'r' !&&*&
eaisso de penses e erdenados. Poder oP'cer por ee achar doenle.-Intei-
Outro da iresandade de Nossa Senhora do Munt-i *,. j c .i_., C;i. ,...(;;.,.^ .-.
Serrat do It, provincia de S. Paulo, pedindo 0ulr. do *' L,ma e Sll?a- PP"'o tan?-
Jispens. das eis de amortizacJio para poder pos- j bera ?a? P.oder comparecer por ach.r-se de nojo
suir bens de raiz.A' commissao de feaeuda.
Outro da irmandade de Nossa Senhora do lio-
sa rio
cia. fazendo igual pedido
misso.
Oulro da cempanhia Guahyba de navegaco
vapor na provincia do Rio Grande do Sul, pedin-
do dispensa do pagamento do imposto de5 por
cento na compra dos seus vapores.A' mesma
ommissao.
Outro do padre Janvard, capello da marinha
iranceza, pedindo que se lhe conceda gratuita-
mente, cu por aioramento, terreno no morro de
Santo Antonio, para edilicago de um templo,
onde se celebrem alm dos officios divinos, pra-
ticas religiosas no idioma francez.A' mesma
commissao, e a de negocios ecclesiasticos.
Outro de Joo Oiae Marques, pedindo dispensa
A' commissao de poderes.
Leu-se e ficou adiado por pedir a palavra o Sr.
Veriato, um parecer da commiaso de iostrucco
publica, mandando euvir a congregado dos len-
tes da faculdadd de medicina da corte, sobre a
preteoo do estudante Porliro Dias dos Santos
jnior.
Veio mesa e foi remetida a commissao de
polica a seguiDte indicaco assignada por 38 Srs.
reputados.
indicamos que a mesa providencie de modo
a dar lugares em umaou mais tribunas especiaes
sos redactores das folhas diarias da corte incum-
bidas de lomar notas dos Irabelhos da cmara
para sua publicarlo, e prohibir a entrada das
das salas qualquer pessoa eslranha ao servido
da casa.
ORDEM DO DIA.
Conlinuou a discusso do parecer sobre as elei-
ces do segundo dtstricto da provincia da Para-
biba.
O Sr. Rodrigo Silva requeren o encerramento
da discusso, que foi approvado.
O Sr. presidente d a ordem e levanta a sesso
i 2 horase 1|2 da tarde.
pelo fallecimento de sus filha.Mande-se desa-
nojar.
da cidade de Bragtmcs. da mesmr proviu- I nBS-a,Ireq,,e,",W,lo.de,Ma.H1- Perhef, ""qUef?
fazendo igual peuid.-A' mesma com- ^dlDdo ?er oaturaltsado cidadao brasileuo.-A
commissao de pederes.
Outro de Jacintlio de Fre tas Rodrigues Braga,
pedindo para ser matriculado no 1 anno de es-
cola de medicina da corle, depois de ser exami-
nado em inglez.A' commissao de instrticcao pu-
blica.
Julgou-se objecto de deliberado, e foi a im-
primir, nm projeeto da commissao de penses e
ordenados, aulorisando a concesso de tcenla ao
Dr. Joo Jacintho de Alencastre.
Foi lido, posto em discusso e approvsdo, um
parecer da mesma commissao, pediodo informa-
ges ao governe sobre a pretengo dos embrega-
dos da oflicioa de estampara e impresses do
thesuuio nacional.
Foi lido e julgado objecto de deliueracao, e foi
a imprimir, um projeeto do Sr. bsrao de Porlo-
Alegre, aulorisando a naturaliaac.o deAntenio
Jos dos Santos Azevedo e outros.
Leu-se e foi a imprimir e a urna commissao
especial, a requerimento de seu autor, o projeeto
dos Srs. Alencar e outros, eslabelecendo regras
de qualicaco para o exercicio de direito elec-
toral.
Acbando-se na sala immediats o Sr. conse-
lheiro Henriques, deputado pelo segundo circu-
lo da Parahiba, foi introduzido rom as formali-
dades de estylo, prestou juramento e tomouas-
sento.
O Sr. presidente expoz que se achavam vagos
todos os lugares da commissao nomeada em agos-
to de 1859, por proposta do senado, para proce-
der a reviso do regiment coicmum, na parte
em que exige a presenca de metade e mais um
dos membros de cada urna das cmaras para po-
der installxr-se a asserobla geral legislativa, e
consultuu casa se devia se proceder a nova
eleico para nomeaco da d:'i commissao, ou
devia ella ser preenchida por nomea;o da pre-
sidencia.
Posta a queslo a votos, decidid a cmara que
sejo feitas as &omea;5es pelo Sr. presidente.
ORDEM DO DIA.
Procedeu-se votacao dos requecimenlos de
PEMUrftqCg,
IOI5TA sum.
Eslo no primeiro mes de descont progressivo
as sedulas d 20$, papel feranse.
O tribunal do commerdo auspeodeu das res-
pectivas funegoes, em sessio do t* do corrente,
ao agenta de leiles lis MaxixJestaia. em con-
sequenua de taTWJI fallctidu o~fiador du mesmo".
No Io do corrente comecou s funecionar o
eervico do telegrapho elctrico da estrada de
toro ..
Achando-sa preso e protBuseiad o profs-
sor publico de Puntas da Podres, Jos Francisco
de Souza Ayres, determinen a presidencia que
fosse proposta urna pessoa idnea pela directora
geral-da instruccio pirblica, aim de reger aquella
cadeir, durante esS impedimento.
Foi mandado entrar em esercirio do lugar
de escrivo das officinas do arsenal de marinha o
Sr. Horacio de Gusmo Coelho, sendo delle dis-
pensado
sesso, s lids e approvads a
dente. ^
acta da antece-
L-se o ssyile
_ XPEDIENTE.
do dia a mesma, tanto 'ssast* es- :_me)fflaba Exm. presidente da provinei,
It^-f9' W* attefszer o que foi exigido pe-
lo Exm. Sr. ministre da agricultura, commercio e
obras publicas, san aviso ds Id* junho ultimo,
desse a samara noticia circumsteociada e exseta
da eitstmUesda popular,o, e da qualidadee va-
lor dos pssductk* industriaes, as informsgBSS
iqne aoonslments devia prestar s presidencia.--
Handou-se ordem aes fiscaea no sentido da re-
commotfalerdSS. Exc.
Outro do mesm, declarando que o projeeto ds
posturas, confeccionado pela cmara para a exe-
cugao do contrato celebrado com Carlos Louis
Cambronne, Do satisfaz, e ceovem que seja al-
terado, e sobre o qual apresentou S. Exc. divor-
raara as
despacho de fl 22, pelo qual o digno juiz munic-
palda 2a vara lhe denegou vista suspensiva da
aeco de despejo da ultima daquellas casas que
contra elleaggrarante intenta Jos Rodrigues Sor-
dos que a comproa em maio prximo passado,
movido sem duvida por um calculo da mais sr-
dida avareza ; e comd*em casos idnticos o per-
mute o art. 15 g 3* do regaJemento n. 143 de 15
de marceo de 1842, funda o aggraraate o seu
aggravo no que pssss a expor.
Osasento n. 32i4s,23 de julho de 1811 em que
o digno juiz quo bssa o despacho de qe se
aggrsra, justamente o que sutorias a vista sus-
pensiva requerida oslo aggravante em sua peti-
o de fl 21 ; por isso que o despojo do quo se
trata, acha-se comprehendido no oaso previsto
noto Io da Ord. r. 4* Tit. 23 visto como tsm
o aggravante arrendameuto por tempo corto da
referida casa, o que consta da escriptura publica
ds fl 24*. e nao se comprehend? em neohum dos
allendesse.Posto em discusso, resol- casos da Ord. Liv. 4* Tit. 24 princ. pois e c
reu-ss que fosss ousido o adrogado. allega o aggrarado a ft 3. de inesperada preciao
mesmo, remetiendo para a cmara delta pan ai, manifestamente falso era face da
Oulro do
cora urrjencia dsr o seu parecer, sobre o projecte
do contrato e tabellas annexas, o qual tem de se
celebrar com os concessionariosdo privilegio pa-
ra carros de prags nesta cidade, nos termos da
le provincial n. 50r5 de 29 de maio ultimo.Que
se eurisse ao advogado.
Outro vindo d* presidencia para a cmara in-
formar.; do director das obria publicas, ajuntando
por copia o do ajudaots de engeoheiro Feliciano
Rodrigues da Silva, no qual representa sobre a
Misado o Sr. Miguel Paulo de Strurr Rsugel^ne oata%qio-dada pe& fiscal dos Afogados para urna
exercia interinamente. cerca e casa no lugar das Areias do Giqoi, de-
Ja s ar.n em eixrrinn Aa anuanla Am <_ !.._______________"j. ~ "i .
SESSO EM 25 DE JUNHO DE 1861.
Presiencia do Sr. visconde de Camaraaibe.
.^-,l1^f.^?.w?:'! !***''6 Sr' P"' alimento do projeeto n. 20 deste anno. sobre
sideete declarou^aberta a sesso.
Lida e approvda acta,
O Sr. 1 secretario deu conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um requerimento dos officiaes da guarda na-'
riniisl de Nilherohy, pedindo providencias relati- i
smente ao officio do goveroo de 27 de maio ul-
timo, dirigido ao coramandante superior da guar-'
da nacional da corle acerca das prises a que de
; e, sendo appxovando
todos os mais prejudi-
matricula destudantes
o do Sr. .Dantas, licajam
cados.
Foi, portanto, o projeclo com as emendas
commissao de nstrucQo publica.
Entrou em 1" discusso, que a requerimento
do Sr. Pereira Pinto foi considerada nica, e foi
approrado, e remetida a commissao de redaeco,
- o projeeto u. 19 deste anno, approiaodo a Den-
rem .nntenr. Ll% .ffl.faM-a ,ni de ?P- sao coocedida aos guardas n.cionaes da Parahl-
Sfr .i? *" A COmraiS9ao de a Fr.nceno Antonio Marques a Antonio Flix
o a a a a t, ., da Conceico.
,^ro,dl >ndade de Santa Ephigenia e San- ; Enirau ^pois em discusso o parecer adiao
s.2.,: tfdnS6,1!?*da/leis de!?0IU- "sessao de 13 do coeuie.sob" S3o
S?s8oTf..sd.P dera.z.-A'com- ue unia COmmisso. que. reuida com a oulra^do
.... I senado, proponha um projeeto de interorelaco
Leu-se um parecer da commissao de fazendae'de diversos artigo! do acto addiciona
ficou sobre a mesa para ser tomado em conside- .diado pela hora
ff^0,aqU"d0p-0,;daj,0rpara 0rdem dodia Dr- Entrou em discusso o projeeto
jecto do Sr. Pinto de Campos que autonsa o go-' bruno ouo ficou adiad* L 2
erno a salisfazer a quantia devida pela fazenda 1 orouo?5!. 1M>Uonl P
publica ao representante habilitado do espolio do!
conde da Barca.
Leu-se tambem, e ficou adhdo por pedir a pa- i
lavra o Sr. Taques, um parecer da commissao de
polica prodendo que as tres commisses de or- '
Smenlo, e as tres de cootas sejam refundidas, e,!
permanecendo o numero de seis, se lhe assigna-!
lem as atlribui(es e designares seguiotes :
1" De orcamento e contas.Do ministro da
fazenda.
2a De ornamento e contas:Do, ministro do
imperio.
e ficou
da falla do
O Sr. presidente designa a ordem do
levanta-se a sesso s 5 horas da tarde.
dia, e
3 De ornamento e contas.Dos ministerios
da justica e estrangeiros.
4.a De orcamento e contas.Do ministerio
ala marinha.
5.a De ornamento e contas.Do ministerio da
guerra.
6. De orcamento e contas.Do mioistorio
da agricultura, commercio e obras publicas.
Leu-se, e foi approvsdo, um parecer da com-
missao de iostrucco publica, indefirindo a pre-
tendo do estudante Jos Alvares Pinto de Al-
meida.
Julgou-se objecto de deliberaQo. e foi a im-1
primir, um projeeto da mesma commissao de ins-
iruc-5o publica aulorisando a matricula do estu-
dante Joaquim Ignacio Nogueira Penido, no 1.
anoo da faculdsde de direito de S. Paulo.
Julgou-se tambem objecto de deliberarlo, e
foi a imprimir, um projeclo do Sr. Silveira Lobo,
aulorisando a naturafsaejio do padre Acacio Fer-
raz de Abreu, a de Joaquim da Silva Braga Brey-
ner e Jos Maria da Silveira.
ORDEM DO DA.
Procedeu-se votago do parecer sobre aa
eltiges do t. dislricto da Parahyba, cuja dis-
cusso ficou encerrada na nltima sesso ; e |/oi
spprovado em todas as suas conclotoes, sendo as
emendas, rejeitada urna e ficaodo prejndicada
dutra ; tendo sido antes rejeilado um requeri-
mento do Sr. Saldanha Marinho para que fosse
nominal a votago da primeira eonclusio do pa-
recer.
O Sr. presidente declarou deputados pelo refe-
rido dislricto os Srs. Arago e Mello e Antonio
Jos Henriques.
Procedeu-se depois rotagio do projcloj n.
10 deste anno, dispensado as leis de amorlisace
em favor da ordem terceira de Nossa Senhora
das Dores da capital da provincia do Bo-Grande
do Sul, cuja discusso ficou encerrada em 19 do
correle, e foi approvda para pasar a segunda.
Iodo proceder-se votajo dos requerimen-
to! de adiamento do projeeto o. 20 do mesmo
anno sobre a matricula de estudete!, cuja dia-
cuasao ficou encerrada em urna sesaoes anterio-
res, teeooheceu-se nao haver casa, pelo que fez-
e a achamada, e o 8r. presidente des pan or-
dem do da seguinte :
SESSO M 28 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde Se Camaragibe.
A's 11 3j4 horas fez-se a chamada, e o Sr.
presidente declarou aberta a sesso.
Lida e approvda a acta o Sr. Io secretario
deu conta do seguinte j
EXPEDIENTE.
Um officio do. ministerio do imperio, datado
de 26do torrante, euviando copia das acias da
eleico primaria da parochia de Saul'Anna da
barra do rio das) Velhas, pertencenle ao 7o dis-
' tricto da provincia de Minas Geraes.A' commis-
sao de poderes.
Um requerimento do vigario da freguezia de
Nossa Senhora da Conceico do Mundo Novo, da
provincia da Baha, Antonio Gerqueira Dallo
Pinto, pediodo que se lhe adianto dez annos de
sua congrua.A' commissao de penses e orde-
nados.
Outro de Jos Xavier Coelho, pedindo dis-
pensa de tempo para se naluralisar cidado bra-
sileiro.A' commissao de poderes.
Oulro du Jos Goucalves Ua Silva, pedlnoo urna
indemnisago dos prejuizos que soffrera na sua
propriedade da cidade de Cabo Fri, em conse-
quencia do urna diligencia que all procedeu o
chefe de polica.A'commissao de fazenda.
Outro dos segundos escripturarioa e amanuen-
ses da thesouraria de fazenda da provincia da Pa-
rahiba. reclamando contra o decreto de 14 de
marco do anno passado na parte quo faz depen-
der de concurso o accesso nos lugires superiores.
A' mesma commissao.
Julgou-se objecto de deliberado, e foi a im-
primir o projeclo dos Srs. Salatbiel e outros, au-
torisando o goveroo a despender annualmeote a
quantia de 200:0001 com a abertura de urna es-
trada de rodagean da cidade de S. Joo de El-Rei
em Minas Geraes, capital de Goyaz.
ORDEM DO DIA-
O Sr. Alencar, obteodo a palavra pela ordem,
requeres qse a commissao especial a que tem de
ir o projeclo por elle offerscido na sesso dehoo-
lem saja nomeada pelo Sr. presidente.
Consultada a casa, decidfo afirmativamente*
O Sr. presidente nomsou os Srs. Taques conde
de Baependy e Pereira Pinto para a commissao
que com ostra do senado tem de rever regi-
ment commum, na parto saa quo exige a pie-
asaca de melrds s mais nm dos membros de ca-
da urna das cmaras para poder abrir-se a as-
sembla legislativa.
Continuou a discusso do parecer di coa mis-
sao de constiluico sobre a nomeaco ds urna
commissao mixta, para reviso do alguos arligos
do acto a adicional; o ficou adiada pela hora.
Ja se acha em exercicio de ajudaate da ca-
pitana do porto o Sr. f* lente da armada Er-
nesto IgnacioCardim, comeado ltimamente.
Foi creado por portara de 31 do mez fiado
um dislricto de subdelegada policial Da comarca
do Itonito. sob a denominadlo de Alaqoa dos
Galos.
Os limites deste novo dislricto principia, na
estrada da Palmeira, segaindo pela qual vai para
o Taboleiro al o lugar Barra dos Galos, e dahi
em llnha recta Mago* da Flecha, seguiodo
desse porto serra dos Cajueiros, e desta em li-
nha recta aquella do Espelho at a diviso dos
districtos de Pimenteiras e Piripiri; e dahi at o
de Panellas na referida estrada da Palmeira, don-
de partirn os mesmos limites.
Foi oomeado provisoriameate o Sr. Igna-
cio Marcolioo Bezerra do Araaral para os lugares
de distribuidor e partidor do termo do Igua-
rasf.
Remeltem-nes o seguinte escripto, para o
qual chamamos a attengo daquelles a quem pos-
sa interessar a materia, aflu de que a respectiva
providencia nodurma o somno aos finados, ou
appareca alias convenientemente.
Srs. redactores da Revista Diaria,Ao que
disse a Revista Diaria de hoje rtlativamenie so
eovenaments dos caes por meio da noz vmica
julgamos conveniente accrescentar o seguinte :
Nos paizes, em que se envenenara caes por
meie da nos vmica com o fim di faze-los de-
sapparecer das vas publicas, s se recorre a isle
na poca do anno, em que a rabia ou hydro-
phobia mais se desenvolv entre esses animaes;
mas nao se recorre ao envenamento sem que pre
cedam annuncios publicados nos jornaes, em
que se previne que sevae recoirer a esse meio
de extiocc.no ; e mesmo assim nao se procede ao
envenamento se nao noite ou pela madrugada,
de sorteque o publico nao assiste s coolrac^es
espasmodicas que soffrem os cts antes da morle
e sao effeito da intoxicaco. Durante o anno,
os caes encontrados a vagar pehs ras sao ro-
colhidos a depsitos, onde vo rsclama-los seus
dorios, e aquelles que deixam di ser reclama-
dos, sao morios ou dados aos que te oceupam de
experiencias pbysiologicas ou loxitologicas; mas,
nao obstante ser isto feito sem que o publico ve-
ja, a soajpdade protectora dos animaes,- estabe-
lec Ja em Londres, acaba de pedi que se po-
nha termo s experiencias que os funcezes de-
nominamcives seclions.
Entre nos, que procuramos imitar o estran-
geiro sem faze-lo convenientemente, Jeixando de
indagar se as condiges, em qoe no acharaos,
sao idnticas s que se do nos paizo que nos
parecem dignos de modelo, nao se procede por
este modo. Aqui recorre-se ao etveoamenlo
quando apraz aos fiscaes, de aorteque vemos
caes a morrer por causa da nos vmica mesmo
agora, embora seja a poca em que menos se
desenvolve a rabia ou hydrophobia, e d-se aos
cesessa substancia em pleno da, de sorteque
o publico assiste ao triste espectculo deseas
conlrarges espasmodicas que affligsm a quasi
todos que as veem.
Ha urna cousa, em que se nao tem reflectido.
A noz vmica nao mala someole os caes : mata
tambem o hornera ; e nao sabemos se ser pru-
dente a profuso desea substancia toofiada a
agentes municipaes. Demais, quand todos o
paizes civilisados, ou que procurtfm s-lo, se es-
forgam por fazer desapparecer tudo (ue possa
embrutecer o povo ou torna lo cruel, entre nos
enconlram-so gallos a brigarem por toda a par-
te, embora seja isto prohibido por una postura
municipal, e de tempos a tempos assiile a po-
pulacho ao espectculo do envenamento dos caes.
No dia 31 do passado. procedeu o Dr. chefe
de polica a urna vestoria no deposito le plvora
que na estrada do Jaboato, no lugar (enomina-
do Barro, tem Francisco de Barros Reg, e o re-
sultado foi o seguinte : Responderam es peritos,
que o edificio tem 9 palmos de frente, ,' de fun-
do e 11 de altura : construido de tipio e cal,
tendo as portadas do pedra, e urna porta de ma-
deira forrada e chapeada de ferro : que a parede
da frente tem a espessura de dous palmos e meio,
e aa demais presentara urna grossura d um pal-
mo pouco mais ou menos : que as mataras do
tecto sao caibros era pequeas distancias: que a
abertura de tena, tendo ama espeses carnada
de cauca, que encobre todo o telhado pila parte
superior.
No da 30 do passado pelas 2 horas da tar-
de, na ra da matriz da freguezia da ioa-Vist,
a preta Rosa, escrava do major Maorel do as-
cimento da Costa Monteiro, ferio cora um golpe
de foice ao pardo Jos Francisco, que horas antes
a havia espancado na ribeira daquella freguezia.
Foi presa em flagrante
No termo de Serinhem foi eaconlrado no
dia 28 do passado no lugar denominadoPapa-
gaioo cadver de um preto escravo de Fran-
cisco Guedes, administrador do engenho njo,
que falleceu afogado, tendo cahido ao rio em es-
tado de embriaguez
No mesmo dia e no mesmo termo foi en-
contrado o cadver do escravo Esievo, do se-
nhor do engenho Bocea da Matta, (ue se suici-
dara, enforcando-se em urna arvore as maltas
do referido engenho.
Aole-bontem pelas 9 horas da noite Jos
Antonio Teixeira, torio com um compasas a Ma-
noel Dias Martina, com quem travara urna dis-
puta na ra da Matriz da freguezia da Boa-Vista,
e inmediatamente poz-se em fuga. O subdele-
gado 9a freguezia compareceu no lujar, e toman-
do conhecimento do facto, deu ai necessarias
providencias para ser preso o delisquente.
Hoje no lugar do costume se dever extra-
hir a 5a parte da 4* lotera do Gymnasio Per-
nambucano.
Foram recolhidos casa dedetencono dia
1 do corrente 4 hampos e 2 mulheres ; hvres 4,
escravos 2 ; a ordem do Dr. chefe de polica 1; a
ordena do subdelegado do Reoife 1, que a criou-
la Flora, escrava de Sebastio Antonio de Mello
Reg ; a ordem do de Santo Antonio 3, inclusive
o crioulo Luiz, escravo de Maria Anglica Pereira
ds Paira; a ordem do da Boa-Vista 1.
ILkXADOUaO PUBLICO.
Mataran-te no dia Io do correte para o con-
sumo desta cidade 58 rezes.
No dia 286.
Mortalidad! do du 2.
Felicia, Pernsmbuco, 26 aonos, solteira, escra-
va. Recita; parle.
Juliana Maria, Pernsmbuco,.70 anuos, soltei-
ra, Boa-Vista ; dyaeoteria.
Josepha Anglica Esleves de Jess, Pernambu-
co, 50 anuos, solteira, S de Olinda ; iuflam-
macao.
Francisco de Paula Silva, Babia, 36 anuos, ca-
sado, S. Jote; hepatile chronica.
Ricarda-, frica, 50 annos, soiteiro, escravo,
Recife ; migelile aguda. .
Joo Francisco Saraiva, Pernambuco, 16 annos,
soiteiro, Boa-Viala; dyarrhea.
Manos! Borgas do Mendonca, Portugal, 62 au-
nes, Bes-Vista; rjraiseUe.
CASUM HNICkTAt DO MOFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 22 DE
JLHO DE 1861.
Presidencia do Sr. Barros Rege
Presentes os Srs1. Rege e Albuquerque, Henri-
ques da Silva, Mais, Barato o Mello, abrs-M
clarando o mesmo d|rector S. Exc. que de se-
melhanle cordeaco podem resultar grandes transa-
tomos, conclue pedindo m goveroo providencias.
Posto em discusso, resolveu-se que fosse ou-
vido o eogenheiru cordeador, e se ordenaste ao
fiscal para sobestar na obra.
Outro de Dr. chefe de polica, representando
contra os abusos que diariamente se ests dando
na venda do polvera, nao s relalho, como em
grosso, depsitos particulares que se teem mul-
tiplicado, com grave risco da seguranca de vida e
de propriedade, pedia cmara que tomasse em
considerado aa medida por elle lembradas, as
quaes de alguma sorte podenam coarelar laea
abusos, sendo aigumas das medidss apresentadas
a perda da plvora appreheodida, e a designarlo
lo somente de um ponto em cada urna das tres
estradas reaes para a venda, e deposito de plvo-
ra.Posto em discusso, eotendeu a cmara que
se mandasse informar aos fiscaea para declara-
rem com exsctido, e urgencia quantas casas de
plvora existem em suas freguezia?, e a distancia
que ellas guardara em relacao as edificares que
Ibes cam vizinhae.
Outro do engenbeiro cordeador, informando
sobre o o lucio quo lhe foi remttifdo na sesso
ultima, do engeoheiro fiscal da compauhia da es-
trada de ferro, o qual exige um terreno perten-
cenle cmara, no lugar dos Afogados, para nel-
le coustruir a mesma compauhia a nova estaco
daquella freguezia, declara que o terreno pedido
o nico que a mesma cmara possue oaquelle
lugar, o qual est marcado para as ras, e qse
sendo oceupado pela estaco projeclada, ucaro
ditas ras ioutilisadas, e seria necessario alterar-
se a planta approvda.Haodou-se neste senti-
do informar ao Exm. presidente da provincia.
Oulro do cidado Jos Goncalves da Porciun-
cula, communicando achar-se no exercicio de
subdelegado da freguezia do Poro.Inteirada.
Urna represeotaco de diversos proprietarios de
predios nesta cidade, pedindo acamara urna pro-
carta de fl 23. escripia pele- seu proprio punho.
B' porm a respeito ds primeira das citadas
Ords. que aquella assento eftibele.ee aa duaa ex-
ceptos de bemfeilorias provadas ir eontinenti e
de apeseoladoria legtimamente concedida, de-
terminando que nestes dous casos se conceda
vista com suspensio do despejo.
Ore, militando a primeira desssss eicepc,oes a
favor do aggravante que na casa em queslo, oc-
cupada por um terca do seu eslabelecimento tem
benrfertorire suas, provadas tn eontinenti pela
vistura de fl 16, as quaes nao podiam ser feitas
sem consentimiento do respectivo proprielario,
evidente que nolbe podia ser denegada a vista
suspensiva que requereu.
De feito v-se da escriptura de compra a fl 8,
que casa comprada perteuce apenas um te-
Ihsiro existente no fundo do respectivo quintal
por ter sido edificado pelo ante-possuidor delta.
Mas da vislora a fl 18 consta que existem mais
2 ou 3 telheiros edificados pelo aggravaote os
quaes sao occpados por estufas, forjas, e um
(orno de derreter bronze, que formara partes in-
tegrantes da sua grande fabrica de rnachioismo.
Demais rc-fenn o-se as citadas Ords. expressa-
mente a casas de morada, de simples ioluico,
e o simples bom seoso dicta, que as suas dispo-
coes nao sao em rigor applicaveis a edificios oc-
cpados por estabeleciraentosindustriaes queco-
rao o do aggravante sendo montados em grande
escala, nao podem ser fcilmente desmontados e
removidos, nao devem estar sujeitos a uro pro-
cedimento to violento nem a caprichos indivi-
duaes, nem merecer menos protec^o das leis e
autoridades do paiz do que as fabricas de mine-
raco, assucar e lavoura d canoas, s quaes a do
aggravante to til e al oecessaria.
Sendo assim manifest oaggravo que se fez ao
aggravante espera este, e pede a V. M. I. que se-
ja servido de provr ao seu aggravo, ordenando
que o digno juiz quo reforme o despacho de
que se aggrava, ceocedendo a vista requerida
com suspeoso do despejo.
E. R. M.
o .lastrado e zeloso Sr. consol por-
tiguez.
Cbegando a dwmoraiisacSo do horaem a ponto
de desprezar todos os sensatos conselhos e olhar
com indiflerenca a censura e aponlamento da ig-
nominia, deixaodo se arrestar pelos vicios em
criminosa occiosidade, que aempre o preludio-
do roubo e do jsasasinio; s bsm de seu futuro e
para que mais noo envergonhe seus compatrio-
taii, abusando das regaliaaUeraes qo* sao con-
cedidas neate paiz ao estrastsjsiro, exige-se a jus-
ta correcggo ds sutoridado competente. Neste
caso est o vagabundo portugus Ovidio Jos
Barbosa Guerreire, moco de 20 annos, vigoroso e
robusto, que ha sais mazos craza as cuas de Per-
nsmbuco asa procurar maio de vida, feto muitas
vezes guardlaode lupanares, entregue embria-
guez em sucias nocturnas, apoiaodo j em suas
conversas o salteador por circumsta-ncias-, como
que o hornera do bem e de trabalho sinta circums-
taneias que o leve a to alto crirae, sem ter dor-
mitorio certo no vasto hospital da caridade, co-
mendo ora a bordo de navios, era nos mesmos
lupanares, ora aqui e acola onde a caridade posto
que irritada de indignado uo resiste muitas ve-
zes a negar nio s as sobras da asma como do
vestuario e calcado I podendo elleTom o traba-
lho honroso viver tarto e marchar a prosperida-
de. E-ie mogo desde que o largaram ao mundo
que 'inclinado a vida libertina e debochada, por
quanto em outras provincias do imperio lem-se
portado de igual sorte sem nunca se sujeitar em
casa nenhuma na nobre e melindrosa exergo de
eaixeiro maia que dias ou mez. E como muilos
outros etistam por ahi eom igual vida e sem ver-
gonha. ousamos invocar a autoridade do Sr. cn-
sul afim de que cooperando, com a policia tire as
vontades a estes individuos ebrigaodo-os a tra-
balhar ou deportando-os para frica e assim o
espera
Varios Portvguezes.
Declaro que nao exacto o que disse o Sr. Joo
Pires Ferreira. Eu nunca fui empregado na de-
tenQo, nao estando na casa. Fui em certo tem-
po iratilhador do Sr. leoenle-coronel Florencio.
Depois, deixaodo de o ser, procurei-o; e fui em-
pregado como servente na casa de deleocao.
Aggravando-se mezes depois de la estar, urna
ferida que tenho ni perna ; e sendo inspecciona-
do pelo Sr. Dr. Silva, medico do estabelecimeoto,
ped minha demieso do lugar de servente. De-
pois disto anda, melborando, chamou-me o Sr.
lenenle-coronel Florencio para seu feilor, em ana
propriedade de Apipucos.
A verdade esta ; e nao o que diz o Sr. Joo-
Pires Ferreira, conhecido porPires Pintor.
Recife, 31 de julho de 1861.
A rogo de Jos Lopes de Oliveira.
Francisco dos Res Gomes,
videncia contra o abusada venda de plvora jgratido.
dentro da mesma cidade. Posta em discusso,
foi adiada requerimento do Sr. Barata.
Foram nomoadas novas commisses, que Aca-
rara assim compostas:
Saude.Gustavo e Barata.
Polica.Reg e Albuquerque e Dr. Angelo.
Ediicaces. Simplicio a Ceserio de Mello.
Petiges.Leal Seve e Dr. Aogelo.
Negocio do cemiterio.Regu Maia.
Ditos do matadouro.Simplicio.
Despacharam-se as poliches de Antonio Joa-
quim de Sean, mejor Antonio da Silva Gusmo,
Dr. Antonio Pereira Barrosa de Moraes, Francis-
co Antonio Pereira de Brto, Francisco Lino de
Souza Coulo, Francisco de Albuquerque Mello,
Joo Machado Soares, Joaquim Francisco das
Chagas, Jos Maria Ribeiro, Jos Antonio Ferro
de Figueiredo, o levantou-se a sesso.
Eu, Francisco Canuto da Boa-Viagera, official-
maior a escrevi, nu impedimento do secretario,
Barros Reg, presidente.Reg e Albuquer-
que.Reg. Barata de Almeida.Heoriques da
Silva.Leal Seve.Mello.
E' chegada a esta provincia o insigne homeo-
patha francez Carlos Viard, que na provincia da
Bahia o Alagoastem feito prodigiosos curativos
Nos, que tivemos a felicidadeem 1860, quando
estiremos em Alagoas gravemente enfermo, de
ser medicado por to dislincto homeopatha, nos
apressamos a publicar estas linhas como testemu-
nho de inextinguivel reconhecimento e eterna
NOVO BANCO DE PERNAMBUCO.
Balando do Novo Banco de Per-
m nambueo
em 31 de julho de 1861.
ACTIVO-
Apolices da divida publica ...... 573:8O0S000
Estrada de ferro de Pedro II...... 104 OOO^OOO
Estrada de ferro ds Bahia...
Depsitos.........
Joi'as depositadas. .. ,
Lettas caucionadas. .. .
Letlas descontadas......
Letras protestadas ."....
Banco da Bahia S/C .
Remessas.........
Jos Antonio de Figueiredo J-
nior (Kio de Janeiro) .
Aluguel de casa......
Fornecimenlo.......
Juros..........
Premios de ttulos e garanta. .
Despezis geraes ....7............
Caixa.........,................
89:26*3267
80:000000
5:735g280
4:5301000
2,688:135I83
79:689559
28:764g832
21:8919479
3:590$846
l:050j>000
7:766jtf85
5:4333617
26 884^863
7:298$466
754:3133308
O nosso prestimoso amigo demorando-se entre
nos somente um mez, fazemos votos para que se-
ja to feliz nesta provineja (o que estamos cortos,
em virtude das habilita;es profissionaes que
tem) qusnlo tem sido naquellas duas, Bahia e
Alagoas, onde seu nome to justamente co-
nhecido.
Aceite, pois, o oosso amigo estas linhas como
signal de amizade, e nos desculpe se lhe ofrende-
mos a sua modestia que tanto o soe caracterisar.
V. C. G.
COMMERCIO.
Caixa Filial do Banco do
Brasil em Pernambuco
A directora em virtude do aviso de 8 de junho
prximo passado declara que fica prorogado por
mais 60 dias o prazo marcado pelo art. 4o do de-
creto n. 1685 de 10 de novembro do anno findo,
para a substituido das notas de 20$000 da erais-
sao da mesma caixa o qual linda em 19 de setem-
bro vindouro.
Ciixa filial do baoco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.0 secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferreira.
Alfandega,
Rendimento do dial
dem do dia 2 .
24:3223059
23:714J648
48:0363707
Ris. 4.482:1483185
PASS1VO.
Capital..'........ 2,000:000g000
Emisso......... l,485:94OS000
Depsitos da direceo ". 80:0Q0g000
Letras por dinheiro recebido
uros......... ~ 60:325S308
Contas correntes com juros 471:543*234
Fundo de reserva...... 41:630*078
Ttulos em cauco..... 5:735g280
Banco da Bahia N/C .... 41:1783033
Costa & Filhos da Bahia 9:631*765
Knowles & Foster (de Londres) 3:225ft73i
Letras a pagar....... 3:0003000
Dividendos........ 2:080*500
Descontos de notas..... 753*000
Juros da garanta de emisso 23.259*182
Premios de saques e remessas. 163*159
Descontos................v....... 253682*912
Ris. 4,482:148*185
Demonstraeo da emisssao,
4270 notas do valor de 200|000 854;000*000
4646
3220
76
482







100*000
aOjJOOO
203000
lOjJOOO
464:6003000
161:000*000
1:520*000
4:820gU00
Ris 1,485:9405000
Estado da caixa.
Em moedas de ouro.....
Em notas do thesouro menores
de 10*000...... .
Em ditas de outros valores .
Em notas da caixa filial do Ban-
co do Brasil .... .
Em notas do No-
vo 'Banco de
Pernambuco ;
sendo d va-
lor de 200*000
dem do valor de
AAflAAA
dem do de 50j
dem idem 20*
dem idem 10*
Prata e cobre .
33:100*000
9:797*060
349:980*090
16:130*000
185:40011000
142:600*000
150)50*000
320*000
670*000
344:0469000
1:266*308
Ris, 754:313*308
O guarda livros,
Francisco Joaquim Pereira Pinto.
Publicacoes a pedido.
Senkor,
Para V. M. I. se aggrava de petigo David
WiUiam Bowmaa, engeoheiro machinists estabe-
lecido com fabrica e fuodico ds ferro as casas
terreas n. 36, 38 e 40, sitas as ra o Bruta, do
Eleifjodos juizes e mais mem-
bros que ho de festejar o
glorioso S. Vicente Ferrer,
padroeiro do 1 batalho de
infantaria da guarda naci-
* nal deste municipio no an no
de 1862.
Juiz por eleigao.
O Illm. Sr. capito Miguel Jos de Almeida Per-
nambuco.
Juiza por eleico.
A Exma. Srs. D. Juvina Candida de Mello Gui-
mares, mulher do Illm. Sr. lente Joo da
Cunba Soares Guimares.
Juiz por devoco.
O Illm. Sr. tenente Joo Bernardo do llego Va-
lenfia.
Juiza por devoQo.
A Exma. Sra. D. Maria da Conceico do Reg
Multa Machado, mulher do Illm. Sr. major
Claudioo Benicio Machado.
Juizes protectores.
Os Illms. Srs. :
Coronel Domingos Affonso Nery Ferreira.
Alferes Luiz Francisco Brrelo de Almeida.
Dito Manoel Antonio Googalves Jnior.
Dito Joaquim Luiz Vires.
Dito Augusto Cesar Pereira de Heodonga.
Dito Ant onio Norberto Malaquias Pacheco.
Dito Vicente Nunes da Serra.
Dito Jos Antonio de Paula Madureira.
Juas protectoras.
As Exmas. Sras.:
D. Maria Angela da Fonceca Pereira, mulber do
Illm. Sr. capito Jos Luiz Pereira Jnior.
D. Joao na Lopes Guimares, mulher do Illm. Sr.
capito Frederico Lopes Guimares.
D. Anua Theodera da Conceico S e Silva, mu-
lher do Illm. Sr. tenente Joo Henriques da
Silva.
D. Maria das Neves S, mulher do Iilm. Sr. te-
nente Manoel Gomes de S.
D. Roza da Conceico Mendes Ribeiro, mulher do
Illm. Sr. tenente Joaquim da Costa Ribeiro.
D. Gullhermina Amalia da Silva Dias, mulher do
Illm. Sr. alferes Stiro Serapbim da Silva.
Mordomos.
Os Srs. sargentos:
Marianno dos Reis Espinla. m
Francisco Valentn Xavier de Salles.
Antonio Vicente Guimares.
Joo Manoel de Oliveira.
Estevo Luiz da Silva Guimares.
Felippe de Paula Arruda.
Glicerio Pergeolino da Silva Braga.
Christovo Francisco Angelo de Souza.
Francisco Celestino Ramos Jnior.
Joaquim Manoel dos Guimares Peixolo.
Domingos Soriauo do Oliveira Souza.
Joo Baptista da Silva Prxedes.
Caetano Joa Alves.
Mordoraas.
As Illmas. Sras.:
D. Generosa Maria Cordeiro Pontea, mulher do
Sr. sargento quartel-mestre Jos Maria Ponte.
D. Floresta Alexaodrioa Marinho de Menezes, ir-
mas do Sr. sargento Tbomaz Jos Marinho.
D. Francisca Herniina de Figueiredo Costa, mu-
lher do Sr. sargento Jos Joaquim da Costa.
D. Amelia Maria dos Prazeres Pereira Lima, mu-
lher do Sr. sargento Benjamn Ernesto Pereira
da Silva.
D. Frsncelina de Almeida Pereira Lima, mulher
do Sr. sargento Theodoro Daniel Pereira ds
Sirre.
D. Felicia Maria da Conceico, mulher do Sr. sar-
gento Leodegario Antonio de Oliveira.
D. Maria Diniz da Cosa, mulher do Sr. sargento
Urbano Miguel da Costa.
D. Joanoa Maria da Silva Loareiro. mulher do Sr.
sargento Hercolaoo Daniel da Silva Loureiro.
D. Tbomazia d'Aquiuo dos Santos Brito, mulher
do Sr. sargento Joaquim de Souza Pereira ds
Brito.
D. Joanoa de Deus Xavier de Salles, mulher do
Sr. sargento Jos Borges de Souza Ramos.
D. Gandida Francisca Barboza Reis, mulher do
Sr. sargento Domicio Baiboza dos Reis.
B. Generosa Augusta de Mello Carioca, mulher
do Sr. sargento Francisco Brando Paes Bar-
rete.
ProUctor perpetuo.
O IUm.e Rvm. ax-previosial e capello Fr. Jor-
ge ds Santa Auna Locfo.
Procurador*.
Todas as pracas do 1* batalho de infaotaiia da
guarda nacional do municipio do Recife.
Mo vintento da alfaudega.
Voluntes entrados com fazendas..
> > com gneros.
Volumes
a
sabidos
>
com
com
fazendas..
gneros..
354
------354
176
932
------1,108
Descarregam hoje 3 de agosto.
Brigue suecoTriotontaboado.
Br'gue hamburgoezGermanomercaduras.
Brigue portuguez Bella Figuerense idem.
Brigue portuguezLusitanoidem.
Polaca hespanholaEsmeraldacarne de char-
que.
Brigue hamburguezUenriqueidem.
Polaca hespanholaIndiaidem.
Hiale nacionalDous Amigosmercadorias.
Barca nacionalAmeliaidem.
Importavao.
Barca nacional Amelia, viuda do Rio de Ja-
neiro consignado a Azevedo & Mendes, manifes-
tou o seguinte :
446 saceos com caf, 167 barricas e 100 pipas
vazias, 94 duzias de taboas de pioho, 20 barri-
cas potassa, 1 caixo cha, 1 commoda ; a ordem
de diversos.
O brigue hamburguez Germania. vindo de
Londres, consignado a Rotbe Bidoulac & C,
manifestou o seguinte:
278 pecas e volumes com obras de ferro, ma-
deira e outros materiaes, para a ponte de pala-
cio velho a Boa-Vista ; a Horace Green & C.
391 feixes de ferro, 1 caixa dito em barras, 9
saceos ferrolhos, 14 trilhos de ditos, 6 barricas
parafusos, 2 ditas limas, 7 saceos estopa, 2 caixas
estropos de couro, 1 dita canos de metal, 1 dita
cobre. 1 dita metal e cobre, 2 ditas caixas para
desenho, 1 dita relogios de sol, 1 din regulado-
res, 1 dita pavios, 1 barrica fio de la, 49 pec,as
de madelra ; a compaobia da estrada de ferro.
500 barris plvora, 200 ditos cerveja, 4 caixas
pianos e perteoces; a Saunders Brothers & C.
30 caixas cha ; a Mills Latham & C
400 barris plvora, 20 ditos salitre ; a S. P. Jo-
hston & C.
2 caixas cha ; a F. G. de Oliveira.
200 barris plvora. 25 ditos xerez; a Paln
Nash & C.
3O0 caixas velas stea rias: a Lindem Wild
&C
400 barris plvora ; a Adamson Uowie & C.
71 caixas cha ; a Tasso & Irmos.
100 barris cerveja ; a Whately Forster & C.
20 ditos oleo delinhaca ; a Brander a Brandis.
3 caixas cobre : a N. O. Bieber & C.
1 embrnlho sellas ; a E. H. Bramab.
125 barricas cerveja ; a Southall Mellors & C.
1 caixa pianno, 1 dita candieiros, 1 dita um fo-
go, 100 ditas cerveja, 1 dita e 1 volume carroca
cora rodas, 3 barricas lato, 25 ditas salitre, 1 di-
ta louca, 25 toneladas de carvo de pedra ; a or-
dem de diversos.
143 barriess cerveja ; s Fox Brothers."
10 di las graxa, 1 dita tinta para escrever
A. M. Dias & C.
1 caixa selins, 1 dita chapeos de sol de
2 ditas fazenda de algodao e de linno ; a
Siqueira.
Exportacao.
Dodia 31 de julho.
Brigue portuguez Constante, para Lisboa,
regaran! :
Palmeira & Bellrso, 63 couros salgados com
1,612 libras.
Brigue portuguez 5o6erono, para Lisboa, car
regaram :
Francisco dos Santos Macado, 500 saceos com
2,500 arrobas d assucar.
Thomaz de Aquino Fonceea Jnior, 260 saceos
com 1,300 arrobas ds assucar.
Dp da Io ds agosto.
Brigue nacional Eugenia, para o Porto a Lis-
boa, carregaram :
Azevedo & Mendos, 20 pipas com 3,680 medi-
das de agurdente.
Arauaga Hijo & C 100 rollos com 42 arrobas
de salas.
Brigue portuguez Sobaran; para Lisboa, car-
regaram :
Jos Bento Ferreira Baltar, 100 saceos coa
500 arrobas ds assucar.
Tbomaz de Aquino Fonceca Jnior, 340 saceos
com 1,700 arrobas ds aan^f^,
Brigue portuguez ContUnts, para Lisboa', car-
regaram :
Jos Francisco Martina Cabral 19 barricas cuas
67 arrobas 2 libras de assucar, 3 aocoreUa com 24
medidas de agurdenle, 4 barra coas 180 medi-
das de mel.
Bares ingina SsraA, para Livessool, cana*
gsraa :
Johsstoa Pster 4 C, 2,300 saceos coas 11,500
anobas de asasesr.
aJ.
seda,
L. A.
car-


_
I ,
m
mvineial.
anadlnnita do di 1.....3.2280428
dem do dia 2.......1:235*269
3:461697
MoTimento de porto,
A'auvos entrado* -no dio t.
Una de Fernanda de Noronha pelos portas do
nortehiate nacioaal Bom amigo, capitao A. L
Pereira Marinho ; em lastro.
Nao houveram entradas.
ot cu a W O. Horas.
z 5* M w g. kthmosphera o te
B j Dirseco. m B O OG 9e
W B S Intensidad*. M 01
5? 3 S! 3 3 Fahrtnhtit. m p m o m M H 3> O 5* 2 w
ss s s n s W 00 00 lo "U Ctntigrado. 3 5 c
S oo ^ 5i 53 I Hygromttro. 5
1 Crna hydre- *" ] .nortea.
2 M *3 M >4 S S 2 g g Frc>ex. ** ..." *" * 5 o
2 5 S 5'g |/f. Id *4 M
A noite de egoaceiros, vento E; ESE, fresco e
assim amanheceu.
OSCILACA Da VAR.
Preemar as O h. 42' da tarde, altara 6, p.
Baixsmar as 6 h. 30' da manhaa, altura 2, p.
Observatorio de arsenal de marinha, 2 de a-
gosto de 1661.
Roiajo Steplb,
___________ 1* tenente. '
Edita es.
N
Olllm. Sr. iospector da Ihesourarla pro-
vincial, em cumprimeoto da ordem do Ezm. Sr.
presidente da provincia de 26 do correte, man-
da fazer publico, que no dia 8 de agosto prximo
?iodouro, persnte a junta da fazenda da mesma
thesouraria se ha de arrematar a quem mais der,
50 lampeos dos que serviram na illuminago
de azeite desta cidade, servindo de base para a
arrematarlo o offerecimento eilo por Antonio
Pereira Lobo, da qaaotia de OOJOOO rs.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesoararia provincial de Per-
oambuco, 30 de julho de 1861.
O secretario,
A. F. da Annunciaco.
O Illm. Sr. iospector da tbesouraria pro-
vincial, em cumprimeoto da ordem do Eim. Sr.
presidente da provincia de 25 do correnle, man-
da fazer publico, que se contrata por lempo de
seis mezesofornecimento de alimenlajo dos or-
phos do collegio de Santa Thereza de Olinda e
dos orphaos do collegio desta cidade, a saber :
Pao.
Caf.
Cha proto.
Mauteiga.
Ass u car.
Caroe fresca.
loucinho.
Arroz.
Feijo.
Peize fresco e na sua falla bacalho.
Azeite doce.
Vinagre de Lisboa.
Farinha.
Sal.
Leona.
Verduras o temperos.
Frutas ou doces.
Batatas.
Dietas para doenles.
Fraaga ou frango.
Gellioha.
Leite.
Aletria.
AI a carra o.
Cb.
Doce.
Vioho.
As pessoas que quizerem contratar dito forne-
cimento, apresentem as suas propostas em carta
fechada no dia 14 de agosto prozimo vindouro na
mesma thesouraria. ao meio dia.
O contrato ser feito com a clausula de que se-
ra o comprados a cusa do torneceoor, pelos direc-
tores dos referidos collegios os gneros precisos
nos diat em que nao forcm elles fornecidos de
boa qualidade, e de conformidade com a tabella
que ser presente no acto do contrato.
E para constar se mandou afflzar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria prozincial de Per-
?ambuco 29 de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimeoto da ordem do Ezm. Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico que
no dia 29 de agosto prximo vindouro, perante a
junta da fazenda da mesma thesouraria se ha de
arrematar a quem maior prego offerecer, o ren-
dimento do imposto de 4 OO creado pelo 16 do
art. 40 da le provincial n. 510, nos municipios
seguintes :
Iguorass.
Bonito.
Garanhuns.
firejo e Cimbres.
Flores.
Boa-Vieta.
A arrematago ser feita por tempo de dous
annos, a conlar do 1." de julho correlo.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nimbuco 30 de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciaco.
SECRETARIA DO GOVERNO Io DE AGOSTO
DE 1861.
Pela secretaria do governo se faz publico para
oohecimento de quem ioteressar possa, que os
despachos proferidos pelo Ezm. Sr. ministro e
secretario de estado dos negocios da justiga em
requer ment de partes desta provincia desde o
Ia at 30 de junho ultimo, sao os constantes da
relacao seguidla :
11 Jos do lEspiriio Santop etica o de graca
deferido.
Felippe Jos Soares demdem.
Manoel Florencio de CarvalhoBambadem
idem.
Manoel Joaquim do Nascimento idem
idem:
____ Joo Rodrigues Chaves.
Declarares.
Correio geral.
Relagio das cartas seguras vindas do sol e das
existentes nesta administraco, para os enhorca
abaizo declarados :
Azev6do & Irmo.
Augusto Cesar Heorique de Miranda.
Antonio An o es J atme Pires.
Antonio Jos ttaaricio.
Autonio Lopes da Silva Barros.
Guilhermo Asiazon.a.
Julio Augujto da Cunba Guimaries.
Joaquim Cardoso Ayres. -
Joaquim Candido Bezerra de Hall.
D. Josepba Amalia Americma Mooteiro.
Joa CaeUao de Albuquerque.
Jos4 Joaquim de Lima Bairio.
Jos Luiz Coelao Campos.
Jfefft
_____Rodrigues.
Matkias Lopes a Guata Maia.
Miguel Jos Rodrigues Viaira.
Manoel BeraaWiao Bolivar.
N, Mara daa Ptazerea.
Manoel Leite Cesar Loureiro.
Forrio da Cuoha Moreira Alvos.
Tito Fiock Romano.
Traiaoo da'Costa.
CORREIO.
Peta administrec&o uo correi) ae faz publico
que as malis que dovam conduzir es viporea
Perainunga e Jaguaribe, qaelle com destino
Macei e partos intermedios, a esta ao-Cear e
portos tambera intermedios, fecham-se a daquel-
le no dia 5 a 3 horas da tarda, a a destaco dia 7
s 2 horas da tarde, ambas neste correte mez.
Inspec^o do arsenal de ma-
rinba.
Faz-se publico que a commissio de peritos des-
te arsenal, examinando na forma determinada no
regulamento baixando com o decreto o. 1,324 de
de 5 de fevereiro de 1854, os cascos, machinas,
caldeiras, apparelhos, mastreagao, velames, a-
marras e ancoras des vapores Persinunga e Ja-
guaribe da Companhia Pernambueana de nave-
gado costeirs, achou tudo em regular estado.
lnspeccao do arsenal de marinha de Pernam-
buco em 2 de agosto de 1861.O secretario,
Alezandre Rodrigues dos Aojos.
Consellio de compras uavaes.
lando de ser promovida a compra do material
da armada, abaizo declarado, manda o conselho
fazer publico que ter isso lugar em aessao de 5
de agosto correte, mediante propostas em car-
las (echadas apresentadas nesse dia at as 11 ho-
ras da manhaa, acompanhados das
que caiba no possivel.
Para os navios.
6 livros mappas de 50 olnas, 8 ditos de 25,
100 pegas de cabo de linho de 1 a 7 pollegadas,
30 arrobas de plvora grossa, 256 aovados de
baetilha, e 9 frdelas de brim para fuzileiros na-
/aes.
Para os navios e arsenal de marinha.
6 barns de alcatro e 400 folhas de liza de
vidro.
Para o arsenal de marinha.
ib paos, msdeira de qualidade, para conslruc-
co, de 60 a 80 ps de comprimento. e 14 a 20
pollegadas em quadro, 30 meios de sola iogleza.
10 tonelladss de ferro bruto, e 50 travs de 40 a
45 palmos de comprimento, e 7 a 8 pollegadas
de face ; estas travs madeira tambem de qua-
lidade.
Paza a capilania do porto.
2 boias de ferro grandes & serem empregadas
no balisamento de baizo do inglez.
Sala do conselho de compras navaes em 1, de
agosto de 1861.0 secretario,
Alezandre Rodrigues dos Anjos.
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria proviu-
cial manda fazer publico, que do dia 2 do cor-
rente por diante pagam-ae os ordenados dos em-
pregados pro vi ocia es, vencidos no mez de julho
prximo findo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
oambuco, Ia de agosto de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
Pela admistracao do correio desta provincia
se faz publico para Ons convenientes, que em
virtude do disposto no art. 138 do regulamento
geral dos crrelos de 21 de dezembro de 1844 e
art. 9 do decreto n. 785 de 15 de maio de 1851,
se proceder a consumo das cartas existentes nes-
ta administrago, pertencentes ae mez de julho
do anno passado, no dia 3 de agosto prximo, s
11 horas da manhaa, na porta do mesmo correio,
e a respectiva lista se acha desde j exposta aon
interessados. Administradlo do correio de Per-
nambuco 26 de julho de 1861.0 administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Collectoria provincial de
Oliuda.
O collector de rendas provinciaes da cidade de
Olinda manda fazer publico pelo presente que
tem desigoado os das de segunda, quarta e aex-
Toina paeie afea aompaijiie.
Terminar o espectculo com a linda comedia
en tan aclo, ornada de msica,
A Gorda Sensivel.
Convocar s 1% horas.
AMANH
Domingo 4 do corrate.
Beelt* extraordinaria livre da as
20MPKIA PEAPBt&NA
Subir scena o excellente e
drama em um prologo e cinco actoa
SUZANA.
Terminar o espectculo com a graciosa co-
medie em um acto,
O BKIJO.
PERSONAGENS.
Felippe de Sooza............... Vieenle.
amostras do Caetano de Castro.............. Raymnndo.
Manoel dos Moinhos............ Teixeira.
Jos do Casal.................. Campos.
Emilia de Castro................ D. Anna Chaves
Joanuinha, saloia.............. D. Maooela.
Maa...-...................... D. Carmela.
CAto de saloios e saloia.
A scena representa o largo
Betnfica.
Comecar s
*a*ega$t) costeira a vapw.
0 wpor Persinunga, com mandan te Moara,
segu viacem para os portos do sul do sua e-
cala no a 5 de agosto as 4 oras da tarde. Re-
cebe carga at o dia 3 ao meio dia. Passagei-
ros e dtaheiroa frote at o dia da sahida s 2
hars: eaenptorio no Feria do alattee n. i.
Aracaty.
Segu brevemente para ease perto o hiate na-
cional Exhatacao : para carga e pasesgeiros
muito applaudido *Jtlff-,e C"J *g*l Irmios na ruada Odeiado
actos Recife n 28 odar.
Porto.
!B* ta-feira da semana para proceder os lancamentos
da decima urbana, e dos, impostos de 4 0|0 sobre
o aluguel das casas de diversos estabelecicueiUos
commerciaes, de 8 0(0 sobre o aluguel das casas
em que es ti ver m os escriptorios, de 20 0)0 de
agurdente do consume, de 5 0\9 sbreos alu-
gueis das casas pertencentes s coj-poracees de
mo mora, edo imposto sobre os carros de pas-
seio e de aluguel, para o anno Unanceiro de 1861
a 1862 ; e que nos oulros dias da semana conti-
nuar a arrecadaco da decima urbana perten-
cenle ao exercicio de 1860 a 1861, da divida ac-
tiva, e mais imposicoes a cargo da mesma col-
lectora.
Collectoria provincial de Olinda 29 de julho de
1861.O escrivo,
Joo Gongalves Rodrigues Frange
Santa casa de misericordia do
Recife.
A Illma. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife manda fazer publico, que
no dia 7 do prximo futuro mez ir praga a ar-
rematacao de fornecimeoto da carne verde que
precisaren os estabelecimentos de cardade, e do
dia da arrematago at 31 de dezembro do corren-
te anno : os pretendentes devem dirigir as suas
propostas era carta fechada no dia cima declara-
do, pelaa 4 horas da tarde, na sala das sessoes da
mesma juuta.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recife 29de julho de 1861.O escrivo.
F. A. Cavalcaoti Cousseiro.
CONSULADO PROVINCIAL.
O administrador da mesa do consulado pro-
vincial faz sciente aos agentes de leildes para que
apresentem nesta reparligao as notas dos que
houverem feito do primeiro do correnle mez
em diante, para que possa ser arrecadado o im-
posto de meio por cento decretado pelo 30 da
artigo 40 da lei do orgameoto vigente teodo em
vista o disposto no artigo 3 do regulamento de
15 deste mez dado pelo Exro. Sr. presidente da
provincia para observancia da supracilade lei,para
o que marca o prazo de 8 dias de cooformidade
cem as ordens do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria provincial em referencia ao artigo 8 do
j citado regulamento. Outro sim faz sciente
aos mesmos que na falta de cumprimeoto deste
dever ser cumprido a discosigo dos 1 e 2
do artigo 4 do mesmo regulamento.
Meza do consulado provincial de Pernambuco
24 de julho de 1361.
Antonio Carneiro Machado Rios.
SANTA CASA DE MISERICORDIA DO RECIPE.
A Illm." junta administrativa da Santa Casa de
Misericordia do Recife, manda fazer publico que no
hospital PedroII se tratam pessoas 1 i vres e escravas
que estirerem no casode)pagar as respectivas des-
pezas, seodo as pessoas livres pelo prego de___
1500 reis diarios, eas escravas de 1g200 reis, po-
dendo tanto ornas como oulras ser visitadas por
facultativos de sua escolha, com tanto -que corra
por sua conta o pagamento .des meamos faculta-
tivos.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do Re-
cife, 1 de agoste de 1861.O escrivo, F. A. Ca-
valcanli Cousseiro.
SANTA CASA DE MISERICORDIA DO RECIFE.
A Illm.* junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia de Recife, manda fazer publico, que
entrn de mez na casa doe expostos o Sr. mor-
domo teneale-coroael Antonio Carlos da Pinho
Borges, continuando no hospital Pedro II, o Sr.
Dr. Manoel Ferreira da Silva, e no hospital dos
Lazarros o Sr. Antonio Jos Gomea do Correio.
Secretara da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 1 de agosto da 1861.O escrivo F. A. Ca-
valcaoti Couaseiro.
FAMILIA DE UIV1 MSICO.
Domingo 4 de*8goslo.
Apenas a banda de msica do l. batalho de
arlilharia deste municipio executar a linda ou-
vertura da opera Ennena ia Feltri do maestro
Mercadete, director do conservatorio de msica
de aples, dar principio ao concert pela for-
ma seguinte :
Primeira parte.
i. Grande pot-pourri sobre motivos da Tra-
viata, pe* banda de msica.
2.' Slo de trompa pelo Sr. J. Fiss.
8. A linda valse Unido pela banda de msica*.
Segunda parte.
4 Slo de trombone pelo professor Filippe
Nery de Barcellos. .
5. Grande concert sobre motivos dos 1 Fot-
cari, pela banda de msica.
6.0 Fantasia para clarinete, pele Sr. Theotonio
Jos de Souzs.
Terceira parte.
7. Cavatina da opera Se-miramedes, pela banda
de msica.
8. Terceto pelos seohores Fiss, Barcellos e Ben-
.to Antonio da Silva Ramalhe.
9. Asempre apreciada welsi estrada de ferro,
pela banda de msica.
10. A linda quadrilba a batalha de Magenta.
11. Grande pot-pourri da opera Trovatore, pe-
la banda de msica.
A banda de msica presta-se gratuitamente -
toaar no presnle concert, dado em beneficio da
familia de um de aeus irmios, que se acha i bra-
cos com a pobreza pela anorte de seu chefe, tor-
nando-so por isso merecedora de todos os agra-
decimentos daquelles em favor de quem o be-
neficio-
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREIa-GERHUHO.
25* recita da assigiuto.u.
da freguezia de
7 } horas.
THEATRO
Segus com hrevidade o brigue nacional Eu-
genia, de primeira elasse, cepitio Manoel Eze-
quiel ftfguens, o qal tem dons tergos da carga
eogajadi, para o resloque Ihefalta e passageiros
GRANDE CONCE1TO INSTRUMENTAL f i^TSl/5ptt n pj"
EM BENEFICIO
DA
Aysos martimos.
Rio de Janeiro
pretende sahir com brevidade a barca nacional
Castro III ; para a carga e passageiros, trata-
se com os consignatarios Pinto de Souza & Bai-
rao, na ra da Cruz n. 24, primeiro andar, ou
com o capitao na praga do commercio.
COMPANHIA BRAS1LEIRA
DE
mmm a wm&
h esperado dos portos do norte at o dia 6 do
correte o vapor Ceres, commandaote Alcofo-
rado. o qual depois da demora de costume se-
guir para os portos do sul.
Recebe-se desde j passageiros, encommen-
tas e dinheiro a frete: agencia ra da Cruz n. 1
escriptorio de Azevedo & Mendes.
Lisboa.
O novo e veieira brigue portuguez
gueireuse, capitao Joe Ferreira Leasa,
Bella Fi-
i, pretende
sehtr ateo dia 12 de agosto, por ter a maior
parte do seu carregament prompi, para o res-
to da carga e passageirae para oa quaes tem ex-
celentes commodos : trata-ae com seos consig-
tarios F. S. Rabello & Filho, largo da Assembla
n.ix.
GOIPUU PERIUIBICA1U
MI
EMavegaco cosleira a vape
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Asu', Aracaty Ceara',
e Acaracu*.
O vapor oJagirertbe, ommandante Lobato,
sahir para os portos do norte ate o Acarac no
dh 7 de agosto as 4 horas datarde.
Recebe carga at o dia fj ao meio dia. En-
commendas, passageiros e dinheiro a frete at
dia da sahida a 1 hora ; escriptorio no Forte
Mattos n. 1.
o
do
Almirante.
Sega* pera vj Rio de Janeiro t> brigue nacional
Almirante, capitao enriejue Cerris Preltss, o
qual tem parte da carga pron^ata : para o resto
que lhe falta e escravos a frete, trata-se com
AteMh) 4 Merjdes, ra da Grtrz n.1.
Baha.
I Subir!
Sabbad 3 eAgtsta.
I scena pela segunda rez oeste theairo
Segu a smtaca "Hortenta, capilao Bolclfioi OllTlfH-fCTra S do
l atxaojo ; paca io aceto ala carpa que irte Afltuoe tara leilao em seu ara
imosejam neos corves-de seda para vestidos- de
aenhora, casias, cambraias, Mandes, enfeitea pa-
ra cabega, metas para homem e senhora, cami-
aaa para homem, rico brlns e casemiras e oa-
Iras muitas fazendas que a vista animar 'a con-
currencia, sendo tudo vendido sem limite de-
prego eem lotes a vontade do comprador
LEILAO
No da 5 do correte.
O agente Evaristo nao tendo anda eTectuado
a venda dos carros fnebres existeatea no arma-
zem n. 14 da ra da Florenlina, novamente os
levar a leilao oo mesmo armazem cima ao
meio dia do dia cima designado.
Aysos diyersos.
LOTERA.
HOJE 3 do corrente mez, se ex-
prompto; quem n mesmo quizer ir de pansa- trahira mpreterivelmente pelas 10 ho
fem, para o que tem *- J
quizer ir de p _
- bons commodos, dirija-se
ao escnptario de Manoel Joaquim Remos e Silva,
raa da Cadete do Recife n. 36, ou trate com d
capitao.
^rKAKsrv
ir.
O fatscho nacional Barros 1, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, rerebe carga a frete : trata-se
Amorra & Filho, ra da Cruz n. 45
capitai a bordo.
com viuva
ou com o
.^v
mtit-
Para Lisboa e
Porto.
Leudes.
Consulado de Franca.
LEILAO
Hotel inglez.
O agole Hyppolito da Silva aulorisado pelo
Sr. cornil de Franca, far leilao do hotel inglez
sito narua do Trapiche ns. 3 e 5 o qual ven-
dido pa ter fallecida Mademaselle Haaoier co-
nhecidevulgarmente pelo neme de Dubois, sen-
do que m dos primeiros pagamentos que se far
depois ce effectuada a venda ser urna letra per-
tencenleao Sr. Dr. Nabor, e a outros credores.
E' desnqessario dizer-se que o mesmo hotel es-
t be ai nontado.' os pretendentes pois para in-
formagda dlrijamse desde j a chancellara do
consuladt de Franga das10 horaa da manhaa as
3 da tardi dos dias uteis que ahi encontrarlo
as cIsusubs especiaes para arrematago. O lei-
lao ter legar na chancellara do consulado de
Frang no 3ia quarta-feira 7 de agosto prozimo
futuro as 11 horas em ponto.
Cwtinuacao
DA
venda dos gneros
DA
Taberna do Retiro
Te'ca-feira 6 do corrente.
Aolums continuar a vender os gneros da
taberna lo retiro, por todo o prego offerecido,
no refeido dia as 11 horas em ponto.
Leilao
A 6 do corrente.
Matheus, Austin & C., faro leilao por inter-
vengio do ageste Oliveira e por conta e risco de
quem pertencer, de cerca 100 barricas de fari-
nha ce trigo e 50 de bolachinhas, averiadas a
bordo do patacho americano Montague, capi-
lao T. B. Carmeon, na sua recente viagem de
Philadelphia com destino a este porto :
Terca feira 6
do correte ao meio dia em ponto, no armazem
silo na Senzaia Velha.
Transferencia
Loja de miudezas da ra
de Imperador.
Joaquim ifenrique da Silva desejando acabar
com o seuey.abelecimeoto de miudezas sito na
ra do Imperador n. 38, vende-lo ha em leilao
por inlerv-jnjo do agente Antunes, a retalho ou
a vontade de comprador, ou em um so lote a di-
nheiro ou a prazo, cujo eetabelecimento contera
daas arnages de muito gosto e fazendas muito
bem acondicionadas, que sero vendidas pelo
maior prego obtldo no dia cima designado as 11
horas en ponto.
LEILAO
James Ryder & c faro leilao por intervango
do agente Pialo, de um fardo com 50 pegas de
tlite de flfftrentes corea, asall horas em ponto
do dia terca-leira 6 do correte, em seu arma-
iem ra oa Cruz n t.
Genuino leudo
sM
FAZENDAS.
NA
Ruado Imperador n. 73,
torrente.
ras da manhaa no consistorio da i
de Nossa Senhora do Rosario da fregue-
zia de Santo Antonio desta cidade a
quinta parte da quarta lotera do Gjtm-
nasio Pernambucano; os bilhetes e
meios bilhetes acbamse' a venda na
thesouraria das loteras que se acha es-
tablecida na ra do Crespo n. 15, pa-
vimento terreo, e nss casas commissio
nadas do costume. Os premios serao pa -
gos a entrega das lista*. O abaixo as-
signado espera do respeitavel publico a
concurrencia na compra dos bilhetes,
por ser esta lotera em beneficio de urna
grande e magestosa obra da provincia
destinada para instruccao da nossa rao-
cidade e a vista do excellente plano pelo
qual se vai extrahir. O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
>*'
O bacharel Guamo Lobo,
promotor publica e advoge-
do, pode ser procurado das
9 as 3 horas em casa de sua
residencia, ra do Cabug
a. ID.
Precia-se alugar urna casa para
familia, com bom quintal e que seja
perto do quartel do dcimo batalho no
Hospicio : a tratar com o capitao Por-
fijio junto a fnndicao de Santo Amaro
ou entao seja annunciado por este Dia-
rio.
# 9s9@sj
U abaixo assignado que tinha o Dome Q
de Francisco Pedro das Neves por ha ver %
outro de igual nome se assignar d'ora em
diante por Francisco Pedro da Cruz Neves. A
W Recife 3 de agosto de 1861. Z
Hudanca.
Manoel Lopes Pereira Ribeiro muaou a sua lo-
ja de barbeiro da ra da Imperatriz para a ra
doRangel n. 6, o qual se acha habilitado a fazer
ludo quanto pertence a sua arle, como seja amo-
lacoes, trotar ouvido em armas de espoleta, san-
grar, tirar denles, limpar, chumbar com qual-
quer masas, applica ventosas pela pressao do ar
vende e aluga bichas, podeaer procurado a qual-
quer hora. H
Industria americana.
N. O. Bieber A C, successores,
ra da Cruz u. A.
participam ao publico que novamente receberam
urna grande collecgo de artigos da industria
norte-americana, comosejam :
MACHINAS
para cortar capias, para descarogar milho, para
moer milho e caf, para fazer farinha de milho
em fioura,iguala do trigo, para fazer bolacbinha
de todas as qualidades em grandes porcoes, para
lavar roupa em 10 minutos, e para regar norias,
jardim e baixos de capim, e de cozer soceos, cou-
ro, etc., etc.
INSTRUMENTOS PARA AGRICULTURA.
Arados, cultivadores para limpar a trra, fac-
ges proprias e ezpressamenle feitos para cortar
canna, machados, machetes, enchades, ps, as-
sim como urna immeosidade de ferragens finas,
bombas, carros de mo.
CARROS
elegantes e leves psra douas c quatro pessoas,
com arreios para um e douacadallos ; neste ge-
nero possuem ixualmente desenhos de lodos as
modelos e gestos, com ospregos marcados e acei-
tara encommendas delles.
PARA USO DOMESTICO.
Obras de metaes principe prateado, em vista
igual prata, e que nao perdem a cor, sendo :
apparelhos para cha e caf, galheteiros, porta-li-
cores, bandejas, cestas para fruclas, apparelhos
para "fazer che, ditos para cozinhar ovos, etc.,
etc., etc.
Colheres do mesmo metal, faccas finas cabo de
msrfim, garios, machinas para torrar caf.
Urna immeosidade de obras de folha de Flan-
dres envernisadas para toilete, ditas de madeira
necessarias para cozinha, taboss para lavar rou-
pa sem estraga-la, ferros econmicos paraen-
gommar roupa. Costureiras, condessas e balaios
para guardar roupa, urna infmidade de objectos
de phantasia proprios para gabinete de senhoras.
Caizas com ferraroeota fina. Brinquedos, car-
jinhos para meninos. Chfala para dar appa-
rencia nova a mobilias.
Semana Ilustrada.
Acaban de chegar pelo vapor Paran collec-
g5es completas deste ioteressante jornal, de n. 1
at 31.
Previne-se aos senhores que encommendaram
collecgdes, que as procuren) na ra da Impera-
triz n. tttoja, aonde continua a receber-se as-
si goaturaa.
ASSOCIACAS) ftfVLAl
DE
Soccorros Mutuos.
Esta Aasociago em sesaio de aasembla geral
de hontem a bem de sua conservar a o resolveu
mudar de tilalo, e como tal se faz conhecer de
hoje em diante por Monte Pi Popular Pernam-
bucano. Os senhores socios effectivos e honora-
rios a baan do servigo social fiquem pelo praaau-
te devldaueule scieotes.
Sala daa stsses do MasaalteTopu
bucans) 31 de julho de 1861.
A. fos Temotheo,
Joo
Marques,
sVanliVio ^
Antonio arario 0b Assia.
a.
Aluga-se a loja do sobrado e ra da] Au-
oran. 66 ; a tratar no naaaftto.
na .ra Aluga-se urna preladaSeao do idada.
AlPTKIHSaiV.
O propnetario da loja do Tergo n. 20, previa
a quem quizar fazer negocio eom a armagio d*
mesma, que somente com elle o poder fazer.
por quanto est sujeita aos .tuguis vencidos a
nao pago, peb inquilioo Gedeo de Souza V.lho.
Irmandade do Di-
vino Espirito San-
to.
Tendo, en virtude de nova lei que rege a ir-
mandada do Divino EspiritoSanto.de ser pre-
enchida a mesa regedora com mais quatro mam-
broa. Seo convidados os nossoscharissimos ir-
maos para se reunirem em mesa geral no do-
miago prximo 4 de agosto pelas 10 horae da
manh. psTa vista da consulta falta pelo eon-
selho fiscal, e afixado na porta da sachrlatia, es-
colherem dos proposlos os quatro membros que
faltara para pteeocher aquellas vagas. Consis-
torio da irmandade do Divino Espirito Santo, em
sessao do conseibo fiscal, 28 de jolho de 186!.
Joo Alhanazio Botelho,
Secretario do cooselbo.
Escriptorio de ad-
vocada.
Os Drs. Tuquinio Rraulio de Souza Amarante
e Joao Capistrano Baodeira de Mello Filho tem
o seu oscriploro de advocacia narua largado-
Rosario n. 33,1* andar, onde serlo encontra-
dos daa 10 horas da manh as 3 da tarde.
Urna senhora branca so olTerece para ama
de alguma senhora viuva ou mesmo solleira.
com todas as habelitagoes que oecesssrio, o
juntamente com limpeza e asseio, sendo so-
mente para o servigo de portas adenlro ; quem
precisar queira fazer o favor de dirigir-ae ao>
neceo Oa Bomba, loja de urna porta com os por-
Uea amarello, que achara a mesma pessoa que
annuncia.
j Precisa-se de urna ama para comprar
e cosinhsr para urna pessoa : no becco do
Padre n. 8, primeiro andar.
TA FRREA
DO
Recife a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Telesrapho elctrico entre Cine
Pontas e a villa da Eseada.
Pela respectiva auperintendencia se az publi-
co que em virtude da approvsgSo provisoria da
Ezm. presidencia da provincia ser franqueado
ao publieo do Io de agosto em diante o uso do
referido telegrapho mediante as condieges da
tabella seguinte :
Escriptorio da superintendencia em 24 de ju-
lho de 1861.Por procuragao de E. H. Bramah.
R. Austin.
ESTRADA DE FERRO
DO
Recife a Sao Francisco.
Tabella dos precos para as comniu-
nicacoes telegraphicas.
Por um despacho de urna at vicie palavras
Do Recife ao Cabo e vice-versa. 2J00O
a Escada 3)000
Do Cabo a Escada 2000
Por cada dez palavras excedentes. liJOOO
N. B. Nao ficam compreheDdldos oeste nume-
ro os nomes dos expeditores e destinatarios que
nao contenham mais de duas palavras e suas re-
sidencias.
As respostas pagas adianladas na occasiao da
entrega dos despachos nos escriptorios terao 50
por cento de differenca dos pregos da tabella.
Os despachos serao enviados em cartas fecha-
das aos domicilios que se acharem na zona de
1|S de legua dos escriptorios do telegrapho sem
retribuigo alguma e d'ahi por diente dentro de
um circulo de duas legues somenle paga rao os
expeditores 1$ por cada legua ou fraego desta
de viegem redonda.
Os portes sero S3tisfeitos no acto da entrega
dos despachos nos escriptorios.
Os despachos sero entregues dos escriptorios
do telegrapho a horas do expediente, isto de
8 horas da maoha at meio dia e de duas horas
at 51 [2 da tarde.
hu MM...iVaVtr.t T^r?L:TJrVVnB M'""^^"611 mu Aluga-se urna preladaM+sxmt de idada,
?i LLTflS? ; ? M C0* A,ered0 HW' immun. 73. da un completo sermente sabe engommar. cosinhar,>wrTsaboaTioa
. rae t lo. *. de fazendas de todosjoj ** a qualidadet, to-.l ra da Rods q. 23.
REfRAft
alflnetes de ouro e brilhantes.
Na officina photographica da ra do Cabug o.
18, entrada pelo pateo da matriz, existem lindos
alinetes com brilhantes e ao gosto de Luiz XV.
para a collocago de retratos; ha tambem urna
variada collecgo de alfinelea de ouro com, e
sem pedras. O prego dos alflnetes com os re-
tratos variara de 16f a 200$. Ni mesma casi
vendem-se bellos espelbos com molduras doura-
das para ornar salas de luxo e tratamento ; bor-
las de seda para cortinados de janellas e para
quadros, assim como cordes para o mesmo im.
Vende-se ludo a pregos razoaveis e moderados.
Precisa-se fallar ao Sr. Prancisco Barbosa
Cordeiro: na rus Nova n. 7.
Attenco.
Yende-se um grande sitio com boa baize, una
camboa para olaria, e trras muito boas, sendo
inleiro ou a retalho : quem o pretender, dirja-
se a estrada nova do Cachang, a tratar com Je-
rnimo de Hollanda Cavalcanti.
Fundico
de broiize.
Na bem conhecida fabrica de fundigio, latoei-
ro e funileiro da ra Nova, defroote da Concei-
go, contine a fazer todas as obras tendentes Ss
mencionadas arles e oficinas cima ditas, como
sejam : brooze para engenho, parafoses para di-
tos, e tudo quanto necessario para tal rnsster
tudo mais barato do que em outra qualquer par-
te, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre, e tudo mais concernente a caldeireiro, obras
de lato com a melhor perfeigo possivel, obras
douradas e em lato pera militares, como sejam,
apparelhos para barretinas, ferragens para telins
e talabarte de qualquer arma, botoes de todaa os
nmeros, dourados, bronzeados e em amarello.
obr.s de folha superiores por serem as arflatas
que as fabricara joroaleiro e nao erapjeitefro, qaa>
como se sabe, nunca as obras que sao feitas da
mpreilada sao perfeitas, tudo muiio barato: na-
rua Nova n. 38.
O Sr. Francelioo Antonio de Melle Cesar
tam urna carta viada de Macei, no ascriptorio
de Jos Joaquim Dias Fernandez, travessa da Ma-
dre de Dos n. 12.
Quem precisar de um expeliente eriada, di-
rja-se a ra estreita do Rosario n. 26, que acha-
ra com quem tratar.
Joaquim Ferreira da Costa faz sotante ao>
respeitavel publico que Justino francisco de As-
an deixou da ser gerente da cochetra ala raa do
Sal n. 23, desde o dia 31 de julho de 18*1.
~T. Mrs. Vessay, subdita bnUno^W, ^fl pasa
na,
c
-v.
1




(*)
DUBW DI PlUiMOOO. <- SABBADO I Di AG08TO DE 1811.
/ v ;

J. FERREIRA VILLELA,
fuadodabug n 18, primeiro andar, entrada
pelo pateo da matriz.
K&TRjVKOS
POR
Amfcrotj po e per melainotypo, sobre panno encerado, proprios
para remetterem-se dentro de cartas.
Sobre malacacbeta ou talco, especiaes para alflnetes
ou cassoletas.
Rer tos transparentes, olYerecendo o mesmo retrato duas vistas, urna
em cores outra em preto e branco.
APPK0VAC10 E AlTORISACiO
DA

LuuEik mmt m mmmm
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
CiAPM MEBlGlMAEi
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
A3 CHAPAS MEDICINAES sao mullo conhecidas no Rio de Janeiro e em lodas s pro-
fincas deste imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem obtido
na einfermarias abaixo escripias, o que seprova com nnuraerososattesiados queexislemde pes-
soas capazos e de distingues.
Com eslas Chapas-electro-magneticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e in-
fallivel em iodos os casos da inflamraa$ao ( cansa

externas.como do figado, bofes, estomago, bago, rins, ulero, pello, palptalo de corado, gar-
ganta, olhos, erysipela, rheumatismo, paralysia e todas as affecces nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as differentes especies de tumores, como lobinhos escrfulas etc., seja qual foro seu
tarnauho e profundeza por meio da suppurac.ao sero radicalmente extirpados, sendo o seu
uso aconselhado pelos habis e dislinclos facultativos.
As encommendas das provincias devera ser dirigidas por escriplo, lendo todo o cuidado
de fazer as necesarias explicaees, se as chapas sao para horaem, senhora ou enanca, decla-
rando a em que parle do rorpo existe, se na cabeca, pescoco, braeo coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a cicumferencia: e sendo inchacoes, feridas ou ulceras, o molde do seu
tamanho em um pedaco de papel e a declararlo onde exislem, afim de que as chapas possam
ser bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar \ir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas sero acompanhadas das competentes explicacoes e tambem de todos os acces-
sorios para a collocajao dellas.
||3 Ra do Parto ||)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Ra do Queimado botica n. 15.
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RA NOVA N. 52.
HBNRIQUB AUGUSTO BEGk,
Artista emdesenhos de cabellos, cabelleireiro
e barbeiro de Pars,
tem a honra de prevenir ao publico desta cidade. que acaba de abrir um eatabele-
clmento em grnndc escala, com mugnlflcos sale para penteiar senho-
ras. cortar os cabellos e (azer barba; anim como urna oflicina para obras de ca-
bellos. H. A. Beck o uoico a quero se devem dirigir as encommeDdas de traba-
lhos taes quequadros, medalhes, msrraa Luiz XV, briocos, alQuelea de peito,
botSea de punhos e peitoa de camisa, pulceiras, correntea, Iranceliua, cortioaa, enfei-
tea (breloquea) para relogios, florea, emblemas, orDatosetc, etc. O cuidado que o an-
Dunciante empregari nos cabellos que lhesao confiados, provar o quanto sabe com-
prehender o valor que cada um Ibes d, ptis que elles sao nao s a lembran^a da pes-
80a esiimada, como urna parte importante da mesma pessoa.
O estabelectmento Beck, queseaba de ar aberlo, procurar merecer sem-
pre a cooflanca aquellas pessoaa que a ele se dirigirem, promplificando rpidamen-
te as encommendas que lhe (orem daias. Na mesma casa fabrica m-se cabel let-
ras nsticas para homens e senhoras, barbas, topetes, trancas e bandos. Faz-se a
barba e cortam-se os cabellos por mensalidade, no estabelecimento ou as casas par-
ticulires, asaim como penteiam-se senhofas, sendo a 5J>000 os penteiadoa de noiva,
ultima moda de Paria. .......
Sallo especial para ungir cabellos e barbas.
Agua imperial
para lavara cabecae impedir que caiam os cabellos.
H. A. Beck convida o publico, especialmente as senhoras, visitar seu estabele-
cimento, onde acharo patentes dhersas obras em cabellos.
Ra Nova IU. 52.
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro,
V]meo depo&o na lotica de afoa^uAn MavUn\io
da Cruz Coneia & C, ma do Calinga n. 11,
en VeTnamlmeo.
H. Tbermes (de Chalis) anligo pha-maceulico aprsenla boje urna nova preparaco de [erro,
com o nome de elixir de citro-laclato deferro.
Parecer ao publico umluxoemprejar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas tao
variadas, mas o hornera da sciencia comp hende a'necessidade e importancia de urna tal vari-
dade.
A formula um objecto demuitainportaocia em therapeutica ; um progresao immenso,
quando ella, maniendo a essencia do mecamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos os paladares e para t>dos os temperamentos.
Das numerosas preparares de fero at hojeconhecidaanenhuma rene lio bellas qualida-
des como o elixir de citrolactato de f erre. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quena dose, o ser de urna promptae faci dissoluc&o no estomago, de modo que completamente
assimilado ; e o nao produzir por causa a lactina, que contem em sua composic.o, a constipacao de
vantrelo frequentementeprovocada paas outras preparacoesferroginosas.
Estaa novas qvalidades em nada.lteram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o meHico se nao pole dispensar em sua clnica, de incomparavel ulilidade
qualquer formula ave lhe d proprieddes taes que o pratico o possa prescrever sem receio. E' o
que conseguio o pharmaceulico Thermes com a preparaco do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa boje o primeiro ligar entre as numerosas preparaedes ferruginosas, como o
atiesta a pratica de muitos mdicos dininctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como im-
menso proveito as molestias de laogHidea(cblorose pallldas cores,) na debilidade subsequente as
hemorrbagias.nas hydropesiasqueap)arec"em depois das intermitentes na incontinencia : de urinas
por debilidade, as perolas brancas, ni "hua, no rachismo, na purpura hemorrhagica, bb
convaleacencia das molestias graves, nltcl -anenria das mulberes grvidas, em todos os csea
em que osanguese acha empobrecido ((viciado pelasfadigas affecces chronicas. cachexia tuber-
culosas, cancrosa,syphiliUca, excessos vuereos, onanismo e uso prolongado das pre ?irsces nfer-
enriaes.
Estas euiermidades sendo mui fre^ueales o sendo o ferro a prindpai ubslancia do qui
medico tem de locar mo para as debela*, o author do citro-lactato o ferro .ece iouvores e
roconhecidamento ahumanidade por ter dsseoberto urna formula pela qual se pi.de sem receio uiar
de ierro
Anda ao
O
Pavo.
Chitas baratas.
Vende-se chitas escuras de
cor fixas a 4^500 a pega a 120
rs. o Jcovado por ter um pe -
queno toque de mofo: na ra
da Imperatriz n. 60, loja de
Gama & Silva.
Acaba de chegar do Kio da Janeiro e adia-
se venda na Hrraria n. 6 e 8 da prara da Inde-
pendencia,
0 E8SAI0 CRITICO
Sobre a viagem ao Bra-
sil, em 1852,
DE
Carlos B. Mansfield.
roa
A.D.DE PASCUAL,.
membro do Iostituto Histrico e Geographico do
Brasil, e de outras corporales scienlifleas e lu-
teranas estrangeiras etc., etc.
Dous volumes em 8o ornado com urna vinheta.
Pre?o de cada assignatura, pago no acto da
entrega do 1 volume, 5$.
Feijo fradinho.
Vendem-se saceos com 20 cuias : na ra da
Cruzes n. 24, travessa do Ouvidor.
Vende-se urna boa mobitia de oleo e alguns
vidros de sala : na ra larga do Rosario n. 46,
segundo andar.
~ Pelo juizo municipal da segunda vara es-
crivo Santos, anda em pra;a para ser arremata-
da por venda a taberna n. 11 sita na ra das Cin-
co Pontas, penhorada a Antonio Joaquim Ra-
bello Bastos na execuco que lhe move a junta
administrativa da irmandade da Santa Casa da
Misericordia do Recife e caso nao appareca Mo-
cador ser a mesma taberna adjudicada a exe-
quente com o abate da le.
Para bem de todos os senhores que tem co-
cheiras e mesmo os senhores que tem carelios e
que compra diariamente capim, o abaixo assig-
nado pede especial favor lhe declarem pelo Dia-
rio o prego que tem dado o capim no porto lti-
mamente al hoje 2 de agosto.
Jos Vicente de Andrade.
OIerece-se um caixeiro com pratica de ta-
berna : a tratar no aterro da Boa-Vista n. 54,
loja de miudezas.
Urna mulher branca maior de 30 aonos,
offerece-se para ama de casa de horaem solteiro
ou de pouca familia : na ra das Cinco Pontas
n. 31.
George Shelton, subdito Inglez, retira-se
para a Bahia.
Beroardmo Rodrigues Monleiro & C. com-
prou a Manoel Dias Coelbo a taberna n. 3, sita
no arco da beira da Boa-Vista, todos os cedo-
res compareca-n no prazo de 3 dias.

Consultorio medico cirurgico
S--HCA1l\ GLOISLY C\S,Y BO YM> YO-3
Consulta por ambos os systemas,
Em consequencia da mudanca para \ sua nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
mento acaba de fazer urna reforma compleh em todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedioi do seu estabelecimento nao se confundam com os de
nenhum outro, visto o grande crdito de qie semore gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
a precaucao de inscrevero seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquellea que forem apreseotados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acorapanhar jma conta assignada pelo Dr. Lobo Hosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porco de lindura de acnito e belladona, re-
medios estes de summa imporUncia e cujas propriedades sao to conhecidas que os meamos Srs.
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsosqur em tubos qur em linduras custaro a 1{J o vidro.
O proprietario deste estabelecimento nnuncia a seus clientes e amigoa que tem commodos
sufficieutes para receber alguna escravos de im e outro sexo doentes ou que precisem de alguma
operaco, affiangando que sero tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquelles que i tem tido escravos aa casa do annunciante.
A siluaco magnificada casa, a commodidadedos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimeato dos doentes.
As pessoas que quizerem fal.'ar com o annunciante devem procura-to de manha at 11 horas
e de tarde das 5 em diante, e fora destas horas acharo em casa pessoa com quem se podero en-
tender : ra da Gloria n. 3 osa do Fundo.
Dr. Lobo Mocoxo.
llMClIjIIClIJiU Ol I.* \J Loja n. 25 de Joaquim Ferreira da
drigues.
Vendem em seu armazem, confronti o consu-
lado provincial, na ro, da Madre de Dos n. 6, o
farello de Lisboa muito superior di afamada e
bem conhecida marca a 4g40O o sacco, dito ge-
no vez com 90 libras cada sacco a 3)800, a fari-
nha de mandioca em perfeito estalo a 10500 o
sacco, alhos bons, canastras com .00 mauncas
a 20. charutos da Bahia de todaa as qua'idades,
de 2 a 7^500 a caixa, do acredtalo fabricante
Simas e Gustavo Laport.
Luyas de Joirrin.
Goes & Bastos, na loja da ra do Queimado
n. 46, tem as verdadeiras luvas de Jouvio, e co-
mo as recebe em direitura por todoi ot vapores,
as vende por preco commodo.
Nova pechincha.
Pecas de cambraia lisa fina eom 71]2,8e 9
jardas a 29, 20500, 30 e 30500, chita larga fran-
ceza a 200 e 220 rs. o covado : na roa do Queima-
do n. 44.
Aos senhores de engenho.
Arados e grades americanas, de divinos fei-
tios, chegados recen teman le : lraia-ie ra ra do
Trapiche d. 8.
Vende-se ana casa com padaria, que ren-
de 1500 por nao, e mait 900 palmes de terreno
de frente junto : no Cachsng, antea da povoa-
co, por prego commodo.
Vende-se ama casa na roa do Rosario da
Boa-Vista n. 42, eom muitos comnodM para fa-
milia : a tratar na mesma.
Loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, ven-
de-se por precos muito baratoa as segaintes fa-
zendaa de superior qualidade e modernas, sedas
de quadroa miudoa. para vealidos de senhora e
meninas a 800 rs., babados largos e transparen-
tes a 30 a peca, entremeios muito finos a 10500,
capaa de merino e fusto para senhora a 50, chi-
tas largas escuras e claras a 240 rs. o covado,
roupdes de seda a IOS, pecas de bretanba de al-
godo a 20, riscado francez muito fino a 180 rs.,
manguitos bordados finos a 20, golliohas borda-
das a 610 rs., alberos de panno felpudo para
homem proprios para chuva a 100, capas russia*
as o melbor que tem vin Jo a este mercado a
300, paletots de panno preto a 18g e 200, sobre-
casacas de dito muito finas a 25$, calcas de ci se-
ntir preta e de cores de 50 a 85, ditas de brim
braoco e de cores de 20 a 50, paletots de alpaca
e de brim de 30500 a 50, camisaa brancas de
edres finas a 25, chapeos deso de seda supe-
riores a 63, ditos inglezes a 100, cassas de cores
transparentes a 240 ra. o covado, assim como
outras muitaa fazeadaa que se vendero por me-
nos do seu valor para fechar contas, vestuarios
de brim e fusto lodos guarnecidos e enfeitados
para meninos a 20.
Aluga-se o 2* andar da ra da Cruz n. 21 :
a tratar no armazem do mesmo.
Attencao as tedas de qudrinho* a 720
rs. o covado.
Vendem-se sedas de qua-
drinhos muito enco-pados a
720 rs. o covado e dita a 560
rs.: na [ra da Imperatriz n.
60, loja de Gama & Silva.
Funileiros.
Na roa Nova n. 38, precisase de peritos offl-
claea de funileiro.
~" baixo assignado, residente em Jaragu
de Maceid, proprietario de 4 lanchaa muito boas
e bem preparadas com bons encerados e boa tri-
polacao, que presentemente se oceupam no trafi-
co do porto de Jaragu em Macei, se offerece
ao respeitavel commercio deata cidade para por
a bordo de qualquer embarcado nacional ou es-
jr ngeira em suaa lanchaa naquelle porto os vo-
lumes ou geueros pelos pregos seguintes : caixas
com assucar por 600 rs., barricas com dilo por 80
rs., saceos com dito por 60 rs., saccas com also-
dao por 80 rs.,couros salgados ou seceos por 20rs
pipas com qualquer liquido a 500 rs., ditas com
mel por bOO rs., os mais gneros ou volumes em
proporgo, lanchada de carga avulso por 80, dita
de lastro de ara por 80. Jaragu 29 de julho da
1861.Manoel Bilbino de Freitas.
ASSOCIACO
COMMERCIAL BENEFICENTE
DE
Pcvnanmco.
Era conformidade do artigo 28 dos estatutos,
sao convidados os senhores socios effectivos da
Associacao Commercial Benecente a comparece-
ris a reun.o da assembla geral da mesma, que
lera lugar seguoda-feira 5 do correte ao meio
dia, na sala das sessoes, afim de ser apreciado o
relatorio da actual direccao, e nomearem-se os
novos membros que devem substitul-la.
Sala da Associacao Commercial Benelicente de
Pernambucol.'de agosto de 1861.
Manoel Alves Guerra,
Secretario.
Aluga-se o sobrado n. 2 B da ra de Apol-
lo, e a casa terrea n. 27 da ra do Burgos : a
tratar na ra da Aurora n. 36.
offerece-se urna mulher para amamantar
urna crianca, com muito bom leite e sem cria :
na ra do Pilar n. 20.
Precisa-sa de urna ama que compre e cozi-
nhe para casa de pouca famila ; na travessa do
Livramento n. 18, segundo andar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Cruz n. 31, proprio para escriptorio ou ho-
mem solteiro, ou mesmo para pouca familia : a
tratar no armazem do mesmo.
Fugio no dia 31 de julho do correte anno,
s 7 horas da noite, urna escrava de nome Bar-
bara, que consta andar pela praca da Boa-Vista,
com os signaes seguales : altura regular, cheia
do corpo, falta de denles de cima na frente,
crioula, rosto redondo e luzido, levou vestido de
cassa branco j usado, chales de gsnga encarna-
da com franjas brancas e bordado branco; por
isso roga-se as autoridades policiaes e capies de
campo a captura della, e leva-la a seu senhor na
ra da Cruz do Recife n. 15, segundo andar, que
sero generosamente recompensados.
Na ra do Rosario, defronte do quartel de
polica, casa terrea n. 13, lava-se e eogomma-se
por preco commodo e com presteza, e se dar fia-
dor, se quizerem, para seguranza de seus donos.
Aluga-se urna sala de um primeiro andar
no becco da Pule : a tratar na ra do Crespo n.
20, eiquina.
Chegou de Inglaterra o material pre-
ciso para este excellente ddradouro la -
drilho. Os senbores que se quizerem
utilisar delle podem procurar na ra
da Concordia n. 73.
Aranaga, Hijo ti C-, sacam sobre
o Rio de Janeiro, Para', Franca, Lon-
dres e Lisboa : na ra do Trapiche No-
von. 6.
23 Kna da Imperatriz 23
Pianos e msicas.
J. Laumomler convida os senhores mestres e
amadores de msica, virem a seu armazem ver
os excellentes pianos Laumoonier, que acaba de
receber da Pars, fabricados expressamente para
o clima do Brasil, muito elegantes e de gostos
modernos. Igualmente tem msicas dos melho-
res autores, assim como concert e afina os mes-
mos instrumentos.
O abaixo assignado, em vista do anouncio
do Sr. Joaquim Ferreira di Costa, declara que
nao deixou a gerencia da cocheira da ra do Sol
n. 13 em quanto nao for dado o competente ba-
taneo, nem to pouco liquidada as conlas da so-
ciedade que na mesma teoao ; se o Sr. Costa
tem presaa de acabar a sociedade que gyrava sob
a firma de Joaquim Ferreira da Costa iC., va-
mos dar bataneo hoje que acabaremos. Recife
S de agosto de 1861.
Justino Francisco de A X.
Aviso.
O abaixo assignado declara que rica de nenhum
effeito a procuraco que passou a mais de um
anno ao Sr. Francisco do Reg Barros Goiabeira,
para veuda da parte do engenho Piragi do termo
de Barreiros.Antonio Borges Leal.
O abaixo assignado declara ao respeitavel
publico e principalmente aos seus devedores que
de boje em dianle tica sem effeito a procuraco
ou ordem que deu ao Sr. Jos de Oliveira Cam-
pos, e assim como tem de proceder sobre algu-
mas dividas que o dito senhor j recebeu. Reci-
fe 2 de agosto de 1861.
Francisco Jos Pinto de Oliveira.
O abaixo assignado faz pubiieo pelo presen-
te que tendo desfeito a venda que Ozera ao Sr.
Manoel Gomes Pereira de sua taberna sita na ra
do Pogo o. 32, vendeu a mesma ao Sr. Manoel
Jos Pereira, de quem recebeu a sua importan-
cia, fleando por este modo sem nenhum effeito
aquella primeira venda, e cooseguintemente o
annuncio que a tal respeilo fez publicar por este
Diario. Recife 2 de agosto de 1861.
Francisco Pereira de Heirelles.
Attencao,
Traspassa-se a chave e vende-se a armaco de
urna taberna em um dos melhores locaes dasla
cidade, na ra de Hortaa n. 31, casa lerrea, com
4 portas na frente, e 1 para o becco que atraves-
sa aquella ra, e a das Aguas-Verdes : os pre-
teudentes podem dirigir-se ao armazem de Vi-
cente Ferreira da Costa, na ra da Madre de Deoa
numero 22.
Publicado Iliteraria.
Publicou-se recentemente no Rio de Janeiro o
Ensaio critico sobre a viagem do Brasil em 1852
de Carlos B. Madsfiold, por A. D. de Pascoal,
membro do instituto Histrico e Geographico do
Brasil e de outras corporacoes scientiQcas e Ili-
terarias estrangeiras. Esta obra estar completa
em pouco lempo, e contar de 2 volumes em 8.
ntidamente impresso. Subscreve-se para ella na
ra da Cruz n. 45, em casa de viuva Amorim &
Filho. a 5 cada exemplar, pagos a entrega dol.
volume.
O Dr. juiz de direito da 2.a vara faz hoje au-
diencia extraordinaria na sala do coatume, atten-
deodo que na ultima audiencia ordinaria nao
pode havor trabalbo por nao haverem sido re-
mettidos da casa de detengo os presos que de-
venara responder julgamento.
Occupar-se-ha o juizo com a ioquirico das
lestemunbas de defesa no sumrnario por crime
de fallencia em que reo Miguel Gomes da Silva.
O Sr. Jos Joaquim Pereira, filbo do falle-
cido cirurgio Manoel Joaquim Pereira, nao o
meu devedor.
Joaquina L. II. da Franca.
Aluga-se urna easa que tem 2 salas, 9 quar-
tos, cozinha fora, quintal murado e cacimba :
quem a pretender, v ve-la na ra de Joto Fer-
nandas Vieira (Soladade) a qual tem o n. 62, e
se dirija a tratar com o Sr. Bernardo da Cuoha
Teixeira, na padaria do Sr. Joaquim, defronte da
igreja n. 14.
Aluga-sa un preto sodrivelaente habilita-
do no servico Interno e externo de urna easa :
quem o pretender, dirija-se a roa do Caldeireiro
numero 8.
Frontispicio do Carmo.
Amanhia ter lugar a fesla de N. S. do Carmo,
erecta no frontispicio do mesmo convento, com
vesperas e Te-Deum, nesla oceasiao se distribui-
do regalos lithographados em Genova, sendo o
tirameolo da bandeira as 5 horas da tarde de do-
mingo, se o dia assim permiltir.
CONSULTORIO ESPECIAL H0HE0PATHICO
no doctor
n SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desda as 10 horas
at meio dia, acerca das seguintes molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
ca*, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febres,
febret intermitientes e suat consequencia*,
PHARMACIA ESPECIAL HOHBOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som lodas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos prego mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
r6dor as seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenbam na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Calcado
45 Ra Direita 45
Magnifico sortimento.
Sempre condescendente e prazenteiro com os
freguezes que lhe trazem dinneiro, o proprieta-
rio deste grande estabelecimento continua a of-
ferecer ao publico, por precos mdicos e sempre
inferiores aos de outro, o seu bello sortimento
de calcado francez, inglez e brasileiro e vejam :
Homem.
Borzeguins Vctor Emmaouel. 10$00O
couro de porco..... lOgOOO
lord Palmerston (bezerro) 9500
diversos fabricantes (lualre) 9#0OO
John Russell...... 8$500
Sapates Naotea (balera inteira). E>500
patente......... 5g000
Sapatos lianza (portuguezes). 2g000
(francezes)..... 1JJ500
entrada baixa (sola e vira). 5S500
muito chique (urna sola). 3$0OU
Senhoras.
Borzeguins primor (Joly)......5|500
brilhsutiaa......5^000
gaspa alta.......500O
baixa....... 4J800
31, 32, 33. 34.....43500
de cores 32,33.34. 48000
Sapatos com salto (Joly)......38200
francezes fresquinhos. 20240
31, 32. 33 e 34 lustre. 10000
E um rico sortimento de couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, sola, vaquetas, cou-
rinhos, fio, taixas etc., por menos do que qual-
quer outro pode vender.
Yiulio de Bordcaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos & C, ma da
Cruz n. 10 en contra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenbarg Freres a
dos Srs. Oldekop Mareilac & C, era Bordeaux.
Tem as seguintes qualidades:
De Brandenburg frres.
Su Estph.
Su Julien.
Margaux.
La rose.
Cha tea u Loville
Cha tea u Margaux.
De Oldekop A Mareilhac.
St, Julien.
St. Julien Mdoc.
Chaleau Loville.
Cognac em barris qualidade fina;
Cognac em caixas qualidade inferior.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
quer parte: na ra larga do Rosario, n. 34.
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DIARIO DI FEJUNAMBCCO. SABB tDO 3 M AGOSTO Di 1861
(5)

O Srs, abaixo declarado queiram
vir a ruado Crespo n. 8 A, a negocio
de seu interease r
Francisco Jos do Amaial.
Guilherme Bessone de Almeida.
Ignacio Manoel Flix da SiWeira.
Joaquim Ignacio de Carvalho Mendooca.
Joaquim Pedro do Reg Barrete
Manoel Ferreira de Lyra.
JoSo Bibiano de Castro.
Aluga-seo primeiro andar do sobrado da
ra da Lapa o. 13; a tratar nss lojas do mesmo.
O Sr. cadete Tude chamado a
esta typographa para ractificar a as-
signatura deste Otario, por quantomu-
dou-se da ra onde mora va sem o fazer.
Pedido
0 abaixo Manado tendo acabado com a sua
loja de cal^Hpiita oa ra larga do Rosirio n.
32, pede errearecidamente as pessoas que se
acham a de ver, que venham satisfazer seus d-
bitos, pois sao bastante antigos, e visto nao con-
vir ter um caixeiro s para este fim, por isso po-
dero dirigir-se a mesma ra, no bazar pernam-
bucano, loja de charutos, afim de evitar o serem
chamados por seus uomes.
Joaquim Bernardo dos Reis.
COMPAMIIA DA VIA FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
De conformidade com as instruccoes recebidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os accionistas des-
ta companhia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem do mesmo abaixo Qcam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia, 16de julho de 1861.
Por procurado de E. H. Bramab, thesoureiro.
R. Austin.
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resolugo
da directora desta companhia, tomada nesta da-
ta, tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada accao a qual chamada ou
prestaco dever ser paga at ao da 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dos Srs. Man Mc-Gregor & C, na Babia aos
Srs. S. S. Daveoport & C. eem Pernambuco no
escriptorio da theusoraria da mesma via frrea.
Pelo presente Oca tambis entendido que, Tno
caso de nao sera dita chamada ou prestaco sa-
tisfeita no dia marcado para o seu pagamento ou
antes, o accionista que iocorrer nesta falta, paga-
r juros a raso de 5 % ao anno sobre tal cha-
mada ou prestaco acontar desse dia at que
seja realisado o pagamento.
No #so de nao effectuar o pagamento desta
chamada ou prestaco dentro de tres mezes a
contar do dito dia flxado para o embolso da mes-
ma, flearo as acedes que incorrerem em tal falta
sujeitas a serem confiscadas, segundo as dispo-
nes dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
Assiguado.W. H. Bellamy, secretario.
119 Gresham Houze Od Broad Street.
E. C.
8 de maio de 1861.
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S NO PROGRESSO
DE
ARMAZEM PROGRESSISTA
largo dPenlia
Neste muito acreditado armazem de molhados
continua a vender-te os melhores gneros que ha no mercado, tanto em porrao como a retalho, e
por muito menos preco de que em outra qualquer parte, por serem viudos a maior parte delles em
direitara, porconta do proprietario, por isso em vista dos precos dos geoeroa abaixo [mencionados
podero julgar todos os mais, aflan^ando-lhe a boa qualidade.
Manteiga ingleza perCeUameute flor. 800r... uW,. m b-
ril a700rs.
Mianteiga v ranee/.a miihor que ha no mercado a 7o rs. a ubra.
C\ia os mejores que ua no mercado ven<,e.ge, t.quaiWl
2a ditta a2$500, 3a ditta a 2*000, e preto a 1600 a libra.
\|UeijOS WaUieilgOS chegados aesta nltino Tapor da Europa i 2#800rt. ditos che
gados no vapor passado a lg800 e 1*600 rs.
V"**!' praiO os melhores que Um vindo a este mercado por serem muito frescaes a
640 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
BoWo Craneez a 500 rs.
para menino, s no Progresso.
Doce da casca de goiaba a lf 0 caliao, e Por5io. soors.
DOCe de VlpercYie em lallal de 2 hbras muito enditadas a 1#200
no progresso.
Nlamelada imperial
Lisboa a 800 rs. a libra.
iVmeiXaS iraneeXaS em frascos com 4 Hbrag por 33>0OOcada um, s o frasco val 1
dittasportuguezas a 480 rs. a libra.
Latas eom bolaetoanas de soda eonltndo differenle. qiid.de...
1*400, assim como tem latas de 8 libras por3$000, dittas com 4libras por 2g000 rs. s no
Progresso.
36, ru das Cruzes de-Santo Antonio, 36,
DITARTB ALWBIDA & SIL7A
o carto elegantemente enfeitados, muito proprioi
s no progresso
rs. cada urna, s
do afamado Abreu, de outrot mullos fabricantes a*
em latas de 1 libra, por 900 rs. e em latas de 2{libraspor 1*G00 rs.
MLa^a de tomate
Conservas franeexas e inglezas r(
co em porcose faz abalimento.
Passas em caixinYvasde8libiasmelhore8 qu, lem vind0.esu
mercado por serem muito grandes a 2j800 rs. cada urna.
E.spermacete superiorma?arla.700 .. ,br,ieUc,i,. ,.f.r .igum
abalimemto.
Metria, macar rao e talbarim 400r. ubr.. em c.ix.. de um.-
roba por 8*.
Latas eom peixe de posta das melhore, qualdadeg(JUe em ?onm\, como
sejam savel, congro, sarda.-peixe espada, vezugo, etc. etc. a 1400 rs. cada urna.
\zeitonas mnito novas. 19200 0 b,rr1 em garra(a, S40 rg>
Palitos de dente lixados
Serveja
^2*5 ell8air,Pa*aaoS das seguintes qualidades, Porto, Feitaria, ditto Bordeaux,
ditto Muscatel, a^lj a garrafa ; tambem tem vinho r.heres para 2if000 rs. a garrafa.
1 nOS em pipafem t0mposo Porto, Fgueirs.Lisboa, a 640 rs. em caada a4500.
Presnnto de fiambre insrAez
** ^ u^ivi- muito novos a 800 rs. a libra.
Preznnto de Lamego 0 qu, ha de bom neste genero a 480 (mpors5a, 400 r8>
Lnonri^as e paios a 560 ri> alibr8j 9m barril com 6dU2i8S depaios por 10SOOO#
X oneinbo de Lisboa 0 maU n0T0 que ha no mercad0 a 320 libra-
BaT^0TeWliadai..lT.q.. Pode h.ver.480rs. a libra em
barril a 440 rs.
JkMS?^ ^ CaS,Ca m0l f 0 rs. a libra em porcao se fara algum abati-
ment, s no Progresso do pateo da Penha n. 8.
Alm dos gneros annunciados encontrar o respeitavel publico um grande sortimento de
udo quanto bom e barato. -
em molhos com 20 macinhos por 200 rs.
das mais acreditadas marcis5000 a duzia a retalho a 500 rs. a garrafa.
JGabinete medico cirurgico.
Ra das Flores n. 37.
Serao dadas consultas medlcas-cirurgi- 9
cas pelo Dr. Estevo Cavalcanti de Albu- SI
querque das 6 as 10 horas da manbia, ac- &
9 cudindo aos chamados com a maior Lre- B
0 vidade possivel.
M I- Partos.
2. Molestias de pelle.
IJ 3.* dem dos olhos.
$p 4." dem dos orgaos genilaes.
) Praticar toda e qualquer operacio em Z
0 seu gabinete ou em casa dos doentes con- Z
gj forme lhes fdr mais conveniente.
Sacca-se sobre o Rio de
Janejro e Pa' : em casa de
Aranaga Hijo & C.
l O abati assignado, morador na ra do
Queimado n. 14, faz sciente que existe em seu
poder um pequeo bah que foi achado na esca-
da da casa de sua residencia, e ser entregue a
quera der os verdadeiros signaes. Recife 30 de
julho de 1861.Jos Rodrigues Ferreira.
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Manoel de Souta Brasil, subdito portuguez,
retira-se para o Rio de Janeiro.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Fraderic Gautier, cirurgodentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
den tes artificiaos, t udo cora a superiori-
dade a perfeifio que as pessoas entendi-
das lhereconhecem.
Tem agua e psdentifriciosele.
%
Precisa-se de um cozinheiro para urna casa
strangeira de pouca familia : a tratar na ra da
Cadeia do Recife armazem n. 52.
Saque sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filbo saccam
sobre Lisboa ; no seu escriptorio, largo do Corpo
Santo.
- Urna pessoa habilitada, oflerece-se para co-
brar dividas, a qual d fiador a sua conducta ;
quem precisar dirija-se a roa das Larangeiras o.
, loja.
Os negociantes matriculados abaixo assigoa-
dos, tendo disiolvfdo migavelmente a socieda-
de que sobre a razio cemmercial de A. L.- San-
tes & Rolim gyrava nsta cidade, vem partecipsr
ao respeitavel corpo do commercio e ao publico
em geral que do t* de agosto deste anno em dien-
te o mesmo estabelecimento gyrar sob a firma
de Antonio de Moura Rolim, fleando a cargo des-
te todo o activo e passivo da extinets firma.
Recife 31 de julho de 1861.
Antonio Luiz dos Santos.
Antoeio de Moura Rolim.
Precisa-se de) um bornea pera feilor de um
engenho, distante da estacao da Besada 2 leguas,
dando fiador a sua conducta : pode dirijir-se
ra estreita do Rosario o. 29, que abi achara com
quem tratar.

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O Lacha re Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
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A. F, Duarie Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus freguezes que tendo separado a sociedade que tin/ia com
seu mano, acha-se de novo estabelecido com dous acetados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razao de Duarie & Souza, e seguodo na de Duarte Almeida & Silva: estes estabeleciroentos oflerece'm grandes
van\agens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se acham montados como em commodidade de prego, pois que para isso resolveram os
prop rielanos mandarem vir parte de seus gneros em direilura, afim de terern semprecompleto sortimento, como tambem poderem offereeer ao pu-
lf blico urna vantagem de menos 10 por canto do preco que possam comprar em outra qualquer parle, por isso desejando os proprielarios acredharem
seus eslabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco prsticas, em qualquer um desleseslabeleciraentos, quesero to bem servidos come
se vussem pessoalmenle, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oflerecemos, pedimos a
todos os senhorqs da prara, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeira vez, afim de experimanlar, certos
deconlinuarem, pois que para isso nao pouparo os proprielarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequeolarem nossos estabelecimentos;
abaixo transcrevemos algumas adijoes de nossos prscos, por onde ver o publico que vendemos baratissimo, aitendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
Manteiga lOgleza especialmente escollhida da nova a 19 e 800 rs. a libra e da velha a 800 rs. a libra e em barril a 750 rs.
dem franceza a melhor do mercado a 620 rs. o barrril e meios a 700 rs. a libra
Cha hysson e pretO 0 melhor do mercado de 19700 a 5*800 e em porcao lera abatimento.
rreSUntO liambre nglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em por$o a 800 rs.
r reSUtOS portUgUezeS vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e metro a 460 rs.
Marmelada dos melhores autores de Lisboa premiada as exposicoes universaes de Londres e Pars de 19 a 19800 a lata.
CaixaS COm eStrelinha pevide e rodinha a 7000 a caixa e960 as. a libra eem porcao ter abatimenlo.
FraSCOS de ameixas com 8 libra a 59500 cada um e 1000 a libra.
r aSSaS em caixinhas de oito libras, as melhores do mercado a 2)800 e a 500 rs. a libra.
Espermacete Superior 700 rs. em caixa e a 720 rs. a libra.
Conservas francezas inglezase e portuguezas eoo e soo rs. o frasco.
ErVllnaS portuguezas e francezas 800 rs. o frasco:
Lata COm bOiaXinha de SOda de diversas qualidades, a muito nova a 19150. e grandes de 4 a 8 libras de 2&500 a 4500.
YinO om garrafas Duque de Pono, Porto fino, genuino, nctar, Carcavllos, Madeira secca e Feitoria de 19200 a 1300 a garrafa e
a 13 a duzia.
YinO em pipa proprie* para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 4800 a caada.
Latas COm ructas de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a 19000 a lata.
Cera em CaixaS de 4 a 8 libras o melhor que se rde desojar e tem vindo ao mercado de 49 a 6| a caixa e 1*280 a libra.
CoriQthiaS entraseos de 1 112 a 2 libras de 1*600 a 29200.
LaiaS COm peiXe SaveJ pescada e oulras muitas qualidades o mais bem arranjado que tem vindo ao nosso mercado de 1*400 a 19600
Cal dO RlO 0 melhor que ha a 210 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
rraSCOS ae amenaoa com 2 libras, proprias para meninos, por serem nao s o melhor que se pode desejar como os mais bem enfeita-
dos que pode ha ver a 39 cada um.
VinhO Bordeaux de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa e de 8*500 a 10*000 a duzia,
MaSSa de tomate em latas de urna libra do mais acreditado aulor le Lisboa e viuda a primeira vez a nosso mercado, de 1* a 1*280.
13a Ila de pOrCO refinada a melhor que se pode encontrar neste genero a 180 rs. a libra e 460 em barril,
CervejaS das melhores marcas a 500 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
Vinagre puro de Sboa a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
Doce da goiaba da CaSCa em caixo a 19 a em por^o a 900 rs.
Azeite dOCe purificado a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
Cognac a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia. -
QUIJOS SUISSOS chegados ltimamente a 700 rs. e em porcao ter abalimento, afianza se a boo qualidade.
Genebra de Hollanda a 610 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 frascos.
Palitos lixados para denles a 200 e 160 rs. o ma$o com 20 macinhos,'e flor a 280 rs.
dem do gaz a 3*000 a groza e 280 a duzia de caixas.
CnOCOlate o mais superior que temos tido no mercado portuguez, hespanhol e francez de 19 a 1*200 a libra.
AzeitOnaS as melhores e mais novas uue que tem vindo a nosso mercado a 1*200 a ancoreta do Porto, e a 19600 as de Lisboa cheraias
ltimamente.
Al pista o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gsneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
Manoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
Pactara.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, ra dos Pires n. 42, vende-se a muito acre-
ditada bolacbinha quadrada.d'agua, propria para
deentes, bolachinba de ararula e dila de moldes.
Randeijas eofeitadas de diversos modelos
com bolinhos das melhores qualidades e mais
bem feitos do nosso mercado, e tambem em libras
separadas, rapazes de conservarse mezes em via-
gem, assim como bolo inglez ede massa, podios,
ossteis de nata, etc., etc.; previne-se a quem
fizer ditas encommendas qne seja na vespera ou
pelo menos no dia de miuhaa cedo que desejar,
para flcar bem servido tanto na perfeico como
os precos mais razoaveis desses gneros: dirja-
se a ra da Penha n.25 para tratar-se.
Aluga-se oa vende-se a casa da ra de Mo-
tocolomb. novamenle acabada, tendo 2 salas, 4
quartos, cozinha fora e quarto para escravos com
o quintal murado e com algQm arvoredo, como
seja, coqueiro, etc., a localidade a melhor pos-
sivel por ser confronte a estacao : quem a pre-
tender, dirija-se a rea do Queimado o. 44.
O actual esenvo da irmaii-
dade de N. Senhora Mi dos
Homens,
erecta na igreja da Madre de Deus. convida a to-
dos os seus rmos, a compsrecerem no consis-
torio da referida igreja, domingo 4 de agosto pe-
las 11 horas da manhia, afim de reunidos em
mesa geral, deliberarem sobre negocios tendentes
a mesma irmandade.O escrivao,
M. S. C. SiSaDsJuoior.
A commissio liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macado Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras oa coalas de livros, que se diri-
jan coa os seus ttulos i roa da Cadeia do Re-
cita o. 26Vprimeiro andar, das 10 horas da ma-
n.h' .** da tarda, para ser feriflCJdos e clas-
siflcaooa pela referida commiaso
m
g 3Ra estreita do Rosario3
0 Francisco Pinto Ozorio continua a col-
K$ locar denles artificiaos tanto por meio de
a) molas como pela presso do ar, nao re-
^ cebe paga alguma sem que as obras nao S
fiquem a vontade de seus donos, tem pos a
g e oulras prepararles as mais acreditadas a
a para conservado da bocea;
commissao de escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dila ra foi transferido o escriptorio de
commissao de escravos que se achsva estabeleci-
do ao largo do Paraizo o. 16, e ahi da mesma
soi le so contina a receber escravos para serem
vendidos por commissao e por conta de seus se-
nhores,.nao se poupaado esforcos para que os
mesmos sejam vendidos com promptido, afim
de seus senhores nao soMrerem empate com a
venda destes; assim como se afiance o bom tra-
lamento e seguranca. Nesta mesma cssa ha sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos, mo-
cos e velbos, com habilidades e sem ellas.
Mudanca.
Joio Antonio Colho, sangrador e dentista,
visa ao publico, e a todos os sms freguesas que
saudou a sua loja da raa estreita do Rosario para
a ra do Imperador o. 69, ande o acuario promp-
to todos os das uleis desde as 6 horas da manhai
at as 9 da noile, para chumbar e tirar denles,
sangrar, por ventosas ou bichas; assim como pa-
ra qualquer outro aervico de sua arte a fdra dos
dias e horas mencionados pode ser procurado no
pateo do Carao n. 22. "
Na traveua da ra da Cruzes n.
2, primeiro andar, conthu-te a tingir
com toda a perfeic3o para qualquer
cor e o mai barato possivel.
Vicente Lafourcade, subdito Francez, reti-
ra-lepara o Rio de Janeiro.
A commissao liquidadora dos cre-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que se diri-
am a satisfazer seus dbitos a referida
commissao todos os dias teis das 10 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mao dos meios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
so seus devedores.
ARMAZEM
Precisa-se
de urna mirlher capaz para eocarregar-se de di-
rigir o servido de urna casa de pequea familia,
tratar de menioos, ensaboar e eogommar alguma
roupi. Ne mesma casa, precisa-se tambem da
urna ama de leilesem filho, e urna escrava para
comprar e coziuhar, sem vicios, fiel e diligente,
paga-se bem : na ra dos Guararapesem Fora de
Portas n. 30, casa do protessor publico.
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Na ra estreita do Rosario n. 21,
andar precisa-se de urna ama para
cosinhar para urna senhora.
primeiro
comprar e
Aviso.
Anda existe na travessa da roa do Carnario no
bairro da Boa-Vista algumas meta aguas oara
se alugar, asquaes se acham ha pouco acabadas
e pintadas: quem as pretender dirija-se a ra
da Cruz do Recife armazem n. 63, junio a matriz
do Corpo Santo.
O Sr. J080 Hypolito de Meira Li-
ma, queira dirigir-se a praca da Inde-
penden^ livraria n. 6 e 8 que se lbe
preciza fallar.
Na rus do Crespo n. 11 deseja-se fallar com
o Sr. Joaquim Comes Pesioa, a negocio.
DE
ROUPA FWPA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40RIADO QUEIMADO 401
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes. para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 40y, 359 e 309000
Sobrecasaca de dito, 350 3090O
Palitots de dito ede cores, 359, 309,
2O5OOO
258000e
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 129 e
Ditos de alpaka preta golla do vel-
ludo, 11$000
Ditos de merin-sltim prelos a de
cores, 9j?000
Ditos de alpaka de cores, 59 e
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e
Ditos de brim decores, 59, 49500,
4J00O e
Ditos de bramante de linho branco,
68000,59000 o
Ditos de merino de cordo preto.
159000 e
Galsss de casimira preta e de cores,
129,109, 99 e
Ditas de princeza e merino de cor-
dio pretos, 59 e
Ditas de brim branco e de cores,
58000, 49500 e
Ditas de ganga de cores
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 98
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados. 69,59500, 59 e
99OOO
89000
39500
39500
39500
48000
89000
68000
49500
29500
35000
89OOO
39500
59000
58000
Ditos de setim preto -
Ditos de seda e setim branco, 69 e
Ditos de gurgurio de seda pretos e
de cores, 78000,69OOO e 59OOO
Ditos de brim e fusl&o branco,
39500 e 890CO
1 Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodSo, 18600 e 18280
Camisas de peito de fusilo branco
e de cores, I95OO e 2}300
Ditas de peito de linho 68 e 39000
Ditas de madapolo branco e da
cores, 39, 29500, 29 e 1J800
Camisas de meias 1JO00
Chapeos pretos de massa, franceses,
formas da ultima moda 108,89500 e 79000
Ditos de ellro, 6, 58, 49 e 2*000
Ditos de sol de seda, ioglezes e
franceses, 149,128, 8 e 79OOO
Lollannhos de linho muito finos,
novos itios, da ultima moda 9800
Ditos de algodao *5oo
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009, 909, 80 e 709000
Ditos de prala galvanisados, pa-
tente hoaootaes, 408 309000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderemos, palseiras, rozetas e
anneis
Toalhas de linho. duzia 129OOO e 10J000
novo
DO DR. CHABLE
MEDICO E PROFESSOR DE PHARMACU, DE
*AA O TRATAWir^S. E MMPTO CURATIVO
sexiaes, dm tubas as Arre&fOEs cutamas, vibbs
Ci trata c ter r ChaMe.
PARS,
DAS ERFEMUDADES
PLUS DE
COPAHU
Xarope m* prefervet ao
Cope*, e as Cubt~
*o, cura immediatamen-
te, qualquier purgarlo ,
relaxacao e debilidade, e igualmente 0uxos e
nuores brancas das mulberes. lajeeca* de
Cbabie. Esta injeccao benigna esaprega-se mes-
mo lempo do xarope de citrato de Ierro, urna vez
de manb, e urna vez de urde durante tres dias-
ella segura a cura. '
DEPURATIF
SA1VG
ALTERACOES BO SANSIE.
DrprfratM ae aaw.
Xarope vegetal sem mer-
curio, o nico conhecido
e approvado para curr
con promptido e radi-
fsw ,.Pg,, pululas, btrpes, sarna, co-
?^** crissoito ealteracoes rtciofas do san-
oe, virus, e qualquer afecao venrea. Ba-
* anaenet. Tomao-te dous por semana se.
"indo otraumento h.-..... -^'''
H*??umm- ^ um fu"eit0 soaravilhoso as af-
fccoes causeas e comixes.
o ^^WM^iffl!^
n.K.


()
Os Srs possuidores de
lettras emittidas na circula-
cao pela thesouraria provin-
cial sao rogados a comparece-
rein no cartorio do tabeUio
Almeida na ra do Imperador
n..., aura de assignarem urna
procuraco em que devam
dar poderes especiaes a com-
misso encarregada da co-
branca das referidas lettras,
para que ella possa proseguir
a a cobra ac precitada, co-
mo de seu rigoroso dever.
Aluga-se o primeiro aadar da casa o. 37
sita na ra do Amorim : a tratar na rut da Cadeia
n. 62 segundo andar.
\luga -se a loja da casa o. 25 sita na ra da
Praia de Santa Rila : quem a pretender dirija-se
ra da Cadeia o. 62 segundo andar.
Escritorio de advogacia
na ra do ftangel, n. 73
defronte da botica.
UHIO DI fIRmtttUCO. -*JfltDO 3 *t*<303Tdt
Um bom cavallo.
Csrrega baiio*e meio, em boas carnes, de cor
rtfso, que se vende a dinheiro ou se troca por
lijlo, cal ou madeira ; qualquer Sr. oleiro que
qulzer faier este negocio, eotenda-se ra es-
treita do Rosario n.4, que ahi se dir quem faz o
neg>cio.
Libras sterlinas.
Vendem-se no esctlptorio de Uanoal Ignacio
de Oliveira <& Filho, largo do Corpo Santo.
Riscadinh s de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado; na ruado Quei-
mado o. 12. loja da boa (.
Vende-se em casi de Adamsoo, Howie &
C, ra do Trapiche Noto n. 42, biscoiloi ingieres
sonidos, m pequeas latas.
Campos ft Lima.
Na na do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de cambraia para guarnico de vestidos
por commodo prego.
pecbincka.
Neste scriptorio, alm dos trabalhos relativos
ao foro, fazem-so correspondencias, annuncios e
couimunicados, de qualquer nalureza que seja ;
e bem assim requerimentos para qmlquer aule-
rilale, reparlico publica, irmandades, para S
M. o Imperador, e assemblss geral : nao se le-
vando a menor paga se nao r desempenhado com
a maior brevidade e a contento.
mmz mmtm fiKM9iNB9MB
Gurgel & Perdigao.
Fazendas modernas. g
ft Recebem e vendem constantemente su- a
r periores vestidos ieblonde com todos os
I preparos, ditos modernos de seda de cor o
S e pretos, ditos de phantasia, ditos de S
S cimbris bordados, lindas lazinhas. gg
t cambraiade molernos padres, seda de o
quadrinhos, grssdeoaples de cores e pre- \l
tos, moreantique, sintos, chapeos, en- 9
SI f^iies par cablea, superiores botes, M
S manguitos, pulceiras, lequas e extracto
de sndalo, modernos manteletes, tai-
mas cpmpridas de novo feitio, visitas de
m gorguro. luvasde Jouvin a 2$500.
eobertos edescobertosr pequeas e grandor, de
ouro patente inglez, para horneras senhora di
um dos melhores fabricantes de Liverpool.vin-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casad*
Sonthall Mellor & G.
A economa.
Halla
%
** Milito barato.
Siias balo de todos os tamanhos a 4$, ,
S chilas francezas finas claras e eseuras a Jj
8 2S0 rs. o covado, colzas de la e seda pa-
*K ri cima j fij camisas para menino.
gg ttoupa feita.
Paletot de casemira de todas as cores
|| a 10J, ditos finos de alpaca, a 63, ditos
S* de brim a 4JS, chapeos pretos a 8 e mui-
tas outras fazendas tanto para senhoras p
tji como para homem por progointeiramente
f barato, dao-se as amostras : na ra da |
| Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco tf
3% Largo.
Vendas.
^m^m-m
.-.
U
4 LOJA DO FAtlO
Da
Ilua da Imperatriz o. 60. M
DE M
ama&Silval
Acaba de recebor um novo sortimento
do fazendas proprias para senhoras e
meninas que vendeo por precos bara-
tissimos como sejam :
Ricos cortes do cambraias brancos
com barra adamascada e outros com ba-
ilados brancos e do cores que vendem a
3S->t)0, pegas de cambraia muito Qnacom
1* varas e urna vara de largura a 6 e
7$, ditas transparentes muito finas com
8 e 1,2 varas a 39 e 3$500, ditas de 6 e
1|'2 varas a 2#500, pega de cambraia
branca com salpico com 8 e 1[2 varas a
4J, cortes de cassa com salpicos brancos
e de ores a 29, ditos de ditos brancos
lavralas a 2$, capas pintadas com lin-
dissimos padres o covado a 280 rs., di-
tas de salpico brancos e de cores e co-
vado a 240 r3., chitas francezas escuras e
alegres a 220, 240,260, 280, 300 e 320
ris.
Sedas.
Grosdenaples preto bastante largo e
encorpado o covado a 18600 e 15800, di-
to cor de rosa a 2$, dito azul cor muito
bonita a 29400 o covado, seda lavrada
cor de caona muito moderna por ser ada-
mascada o covado a 2#, chamalote pre-
to bastante lirgo o covado a 2/.
Para familias.
Dimano ile la com 6 palmos de lar-
gura para cobrir mesas de jantar, de
meio de sala, pianos etc., etc. o covado
a 1 $250, damasco de seda encarnado e
amarillo proprio para colzas, cortinas
etc., etc. o covado a 2g240, sedas bran-
cas proprias para vestidos de noivas fa-
zenda muito superior, madapolo muito
fino pega de 40 jardas a 440 rs. a jarda,
ditos muito superiores a 200 rs. s jarda,
a4j50O. 5S,5500. 65. 6S500e 7j>, al-
pac preta muito superior a 500, 560,
640 rs. o covado, grande sortimento de
chitas pretas francezas covado a 240 rs.,
ditas ioglezasa 160 rs. o covado, cas-
sas pretas a 480 rs. a vara.
Para vestidos.
Orgrndys de cores fazenda muito mo-
derna covado a 560, mimos do co e
gazias de seda fazenda muito nova co-
vado 1$, chaly muito bonito a 1J, 800
e 640 rs. o covado, lazinhas claras te-
cido krepo covado a 640 rs., cortes de
gorguroescuros a 6$.
Chales.
Ricos chales de krepom com listas de
seda a 8g, ditos de ditos a 70, ditos de
froco a 6J>, ditos de merino com palma
do seda e de velludo a 49500.
Bordados.
Camisetas cora golla e manguitos a 39.
4 e 5JJ, manguitos com gollinhas a 3,
finissimas tiras bordadas a 800, 19 e
IJjSOO, gollinhas muito delicadas a 600,
8U0 e 15, lenc'tohos de labyrintho pro-
prios para senhora ou para presente a
1&280 e 15600, ditos muito fios a 4.
Paletots para homem.
Paletots de panno preto de todos os
precos e qualidades tanto saceos como
sobrecasacos, ditos de casemira de todas
escores, ditos de ganga e de rlscado,
caigas de brim de linho brancas e de co-
res, ditas de casemira de lodos os tama-
nhos e qualidades tanta pretos como de
cores garante se a berafeitoria destas
obras por lerem sido feita* por um dos
melhores altaiates desta cidade ; ni
mesma hija evstem resto de.chapos
de sol de seda a 69 e lencos de seda
19, tmibem se vende constantemente um
comph lo sortimento de roupa feita para
escravos ou para tr.blho muito bem
cozidas, dao-se as amostras de toda* a*
fazenda* deixaodo penhor ou mandam-se
levar pelos caixerros da casa ros-fregu-
zes que quizerem.
DE
Magalhaes k Hendes.
Na ra da Iraperatriz, outr'ora aterro da Boa-
Vis'.s, loja armazenada de 4 portas n. 66, tera
grande sortimento de fazenias, a ser: cortes de
cambraia bordados dos lados a 49, ditos com ba-
ados a 5 e 69, ditos muito finos enfeitados com
entremeios a 7 e 89. novo sortimente de mangui-
tos a balo a I95OO, ditos de fust&o com botozi-
nho a 39. ditos de linho a 3S500 e 45, corpinhos
para meninos e meninas a 19, tiras bordadas e
eritremeio3 a 19 a pega, cortes de riscado francez
a 29, chales de groxe com pona redonda e bor-
lla a 85, ditos de merino para todos os pregos,
ditos estampados a 255OO, saias do balao de 30
arcos de noo gosto a 39 e 39500. chitas france-
s a 240, 260 e 280 o covado, ditas estreitss a
180 e200 rs. o covado, e outras militas fazendas
que se vende muito barato, a ser ; pegas de bre-
tanlia de rolo a 25 e ZJ500, cobertas de groxe a
IOS. ditas de chita a 1#80. leoces de linho a
2g, ditos de algodo a 19 e 15200. A loja arma-
zenada de Pars est.aberta das 6 horas da raa-
ohaa s 9 da noite.
Luvasde finacamursa
para militares ecvallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvas de caraursa, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e as est
vendendo a 29500 o par; os seohores offlciaes e
cavalleiros que ascomprareraconhecero que sao
baratas vista de sua finura e duragio, e para as
obter dirigirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca o. 16. Ai verle-se que a quaotidade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
uval seni segundo.
Na rus do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa,
garante ludo-perfeilo, pois o prego admira :
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a
Dita de carretel muito boa, carretela
Nvelos de linha do ga: brancas a 10 e
Carreleis com linha preta muito gran-
des a
Varas de franja de 15 muito bonitas a
Pegas de tranga de la muito bonitas e
com 10 varas 1
Paros de meias cruas para menino a
Ditos dilos de cores lodos os tamanhos a
Ditos de cores para meninas a
Duzia de meias cruas para homem a
CartSes de linha Pedro V com 200 jar-
das a
Caixas com tissdes para acender charu-
tos a ,
Caixas cora phosphoros de seguranga a
Duzia de phosphoros do gaz a
Fitas para enfiar vestidos muito gran-
des a
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a
Ditos comcheiros muito fino a
Duzia de me3S para senhora o melhor
que ha a 3^0
Pegas de trancinha de laa sortidas a 50
Sabonetes superiores e muito grandes a 160
Groza de botoes de osso para caiga sendo
pequeo a 120
Dita de ditos grandes a 240
Tramoia do Porto superiores varas a
100,. 120 e iflo
Pegas de fita de linho brancas e de co-
res a 40
Groza de penas de ago muito finas a 500
Frascos de opiata para limpar denles a 400
Copos com banha muito boa a 640
Espelhos de columnas madeira branca a 19500
Carteiras para guardar diuheiro 500
Ria'ejos para meninos a 40
Baralho portoguez J20
Varas de franja para cortinados a 240
Groza de botes de louc brancos a 120
Tesooras muito finas para unhas e cos-
tura a loo
Caixas de charutos de Havana muito su-
periores a 49000
Carlas muito fioa%para vollarete o ba-
ralho a 240 e 320
Varas de bico largura de 3 dedos 110
Garrafas com agua celeste para cheiro a 19500
Rialejos com 2 vozes para menioos a 100
Rival
sem segundo.
Na ruado Queimado n. 55 loja de
do Jos de Azevedo Maia e Silva, est
do os objectos abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a
Csixas de alneles francezes a
Carta de ditos ditos a
Carios do colxeles com defeito a
Cartoes de ditos porfeitos a
Caixas de dito muito superioj a
Pares de meias cruas a
Mago degrampos de carocol a
Tesouraspara costura a
Pares de sapatos de (rangade algodo a
Ditos ditos de l a
Sapatiohos de l para meninos a 200 e
Frascos de oleo bsboza a 400 o
Ditos de macag perol* 1
Ditos dilos de oleo a<,
Ditos de banha a
Ditos d'agua ambreada a -m
Dilos de olo philacome a
Caixas de folha com photphoroa a
Ditas com phosphoros de velas a
Duzia decolheres para sopa muito finase
Kacovag para a>Btn muito finas a 160 e
Groza e pepas de eco caligraphlca 'a
Taoi tambera unra porgao de tranpi de
brancas pacas grandes e pequeas e de todas a*
larguras por pregos baratos e outras maltas f-
jenlas que A cuta que a podero preciar
4 admirar *_ ptec.o.
40
30
30
20
160
100
200
200
160
120
294OO
80
40
160
240
80
400
500
miudezas
queiman-
ROUPA FEITA AINMIIS BARATAS.
S SORTIMENTO COMPLETO J
azendaserasfeitas.
HA
LOXA EARMAZEM
DR
iGes k Basto]
NA
Ra de Queiaado
I 4, frente amurilla.
Constantementetemosumgrandeeva- .
[ nado sortimento de sobrecasacasp retas
ae panno e de cores multo fino a ?89
'fi ^ P"11*-* osmos pannos'
OJ, 2J e 245, dito saceos pro Um das
mesmos pannos a 149,169 18S, casa-
cas p ratas mu lo bem feitas ede superior
panno a 289, 30$ 359. sobreeasacas de
casemira da core muito finos a 15$, 16$
e 185, ditossaccos das mesmascasemi-
rasalOS. 149 e U$, caigas pretas de
casemira fina para homem a 89, 9, 1Q|
e 12, ditas de casemira decorosa 7 j,89,
99 e 109, ditas da brim brancas muito
fina a 5J a 69, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de neia ca-
semira de ricas corea a 4f e 4500, eol-
letesprs tos de casemira a 59 e 6j,' ditos
da ditos decoras a 4f 500 e 59, ditos
hranco fia seda para casamento a 5j)t
ditos da 69, colletes debrim branco e d
f ustao a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paletotspretos de merino de
tordosacco e sobrecasaco a 7J, 89 e9*
colletes pretos para lulo a 49500 a 59'
gas pretas do merino a 49500 e 59, pa-
letots dealpaca preta a 39500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 69,79 e 8$, muito nao col-
letes de gorguro desedadecoresmuito
boa fazenda a 3980O e AS, collete t d a rel-
indo de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca depanno pre-
tos e de cores a 149.159 e I69, ditos de
casemira sacco para 09 mesmos a 69500 e
:S 79, ditos de alpaca pretos saceos -a 39 a
P39500, iitos sobrecasacos i5j e 59500,
nalgas de casemira pretas e decores 869)
2 635OO e 79, camisas para menino a 20
S 1 duzia, camisas inglezas pregatlirgas
* muito superior ai32j> a duzia para acbar.
\ssimeomotemos urna officina deal-
'alateondemandamos execntartodas as _
obras com brevidade. ||
** ^^W ^WW m^V n^Pkr iL^Pw ^4L^L7 as^Pv iF^rw s^W t^w J*
Batata nova
a 60 rs. a libra, espermacete a 720, faralo a 28600
a aacoa : na travessa do pateo do Paraizo o. 16,
casi pintada de amarello.
A 220, 240 e 260 rs.
Chitas francezas de muito bonitos padres e
**r?l?n8 paooos, pelo baratissimo prego de
j af2 e a* covado ; na ra do Queima-
ao n. 22, na roja da boa fe.
Gangas francezas muito finas com padres
oscuros a 480 rs. o corado : na roa do Queima-
d n.*2, na lojatfa boa f.
Agua ambreada *
parabauho do rosto edo
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de um aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algnmas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o rigor da cutis, com especia-
lizado das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
sultando alera de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer esse balito dessgradarel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha
quando ae faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto teoha della composigo. Cus-
a o frasco 19, e quem aprecia o bom oaodeixar
cerlamente de comprar dessa estimarel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parle onde se achara.
Vendem-se osengeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nto e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes. o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pe:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n
26, primeiro andar, que acha-
ra com quem tratar.
'Nova loja de 4 portas!
linho
Ruado Queimado n. 10.
ig DE
gFerro & Maia.<
Ha para vender 2,500 chales de <
W superior qualidsde prego por (
quinto nunca se veodeu nesta i
^ PFa5 2j)5O0 ;
tCedinhas de quadriohos o covado '
# a 700 e mo ,
A Gollinhas de cambraias borda-
^ das a
$j Manguitos a
s Tapetes avelludadospara sala
Meias inglezas do algodo cr
muito finas
9 Mimos do cos fazenda propria
, para vestidos de senhora o
covado
cSS Minteletes'de fil superior qua-
^ lidade e modernismo a
Visitis de seda bordada a
* Lengos de cambraia de linho
^ bordados de superior fazen-
das a
Lengos brancos com cercadura a
gp duzia
A Chales de borel pona bordada a
J? Ditos de l e seda para meninas a
M& Ditos de merino bordados de re-
^ troz a
Ricos vestidos de cambraia bor-
dados a 209 e
9 Di(os ditos de fil bordados a 21 e
sj| Ditos de cambraia bordados a
99, 109. 12g e
'? E outras muitas fazendas por
prego do que em outra qualquer
f'^ do-se as amostras com penhor.
320
500
59000
49O0O
5$000
49OOO
39000
29000
39OOO
800
4$500
155000
menos
parte,
Importante
Na loja de*4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o aorti-
mento de roupas feitas, paracujo tira tem mon-
tado urna officina de alaiate, estando encarrega-
do della um perfeito meslre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. offlciaes tanto da armada como do
exercilo.
Faz-se fardas, farddes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os tigurinos que de
14 vieram ; alm disso faz-se mais easaquinhas
para montara, frdelas ou jaquetas, bom como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prsla, ludo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra sndese fazem as melhores
tonhecidas at hojo, assim como tem mnito ricos
deseohos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiangando
que por tudo se tica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'onde
veio o mostr, pois espera a honrosa visita dos
dignos sanhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Na loja d'aguia de ouro. ra do Cabug n. 1 B.
recebeu um completo sortimento de gollinhas de
missanga, sando de todas as cores
EAU MINERALE
NATRALLEDE VIGHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n. 55
Largo do Terco
n. 23.
endem-se batatas muito novas a 80 rs. a li-
bra, assim como outros gneros mais baratos que
em outra qualquer parte, nao se diz o prego para
nao espantar 111 [a dinheiro vista).
Bonitos toucado-
res de armaco e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armagio preta, torneada,
e gaveta com embutidos e machetados que os
tornam mui elegantes, os quaes servem excellen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de dotraz, e de rapazessoltei-
ros, e pelos precos de 8, 9 e 109, sio baratissi-
mos na verdade, e quem os vir na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
infallivelmente comprar.
Gollinhas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n 1 B,
recebeu-se um completo sortimento de gollinhas
de missanga de todas as cores.
Sabonetes
deamendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-se sabonetes de amendoa para barba,
cada um em sua caixinha de Iouea a 500 rs. ; na
ra do Queimado, loja d'aguia branda n. 16.
Brilhantes
de lodosos tamanhos: vendem-se em ata da
H. O. liaitsr 4 C. ucoessorts, ra ia CMfk n. 4.
Vendem-se cintos de todas as cores com ricas
tirelas para senhora e menina a 2, bandos de
clina para marrafa a 500 rs. o par, enfeites para
cabega, de cores e diversas qualidades ; na ra
da Imperatriz, loja da boa f n. 74.
Vende-so urna escrava preta sem vicios ne-
nhuns, com algumas habilidades,,principalmente
a de cozinha, e tem bom leite ; na ra Direita
numero 72.
Potssa da Russia e cal de
Reiogios.
Vnde-M em casa de Johnston Fater &C,
ma do Yigario n. 3 um bello sortimento de
wtogiosdeoaro, patente inglet, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
usa variadade de bonitos trancelias para os
mesaos.
Arados amen cano se machina-
par a-tarar roupa:emeasa deS.P. Jos
hnston & C. ra daSemata n.42.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C., do New-York Acham-sa
venda na ra da Imperatriz n. 15. Tambem che-
garam as instrucgdes completas para se nsarem
estes remedios, contendo um indico onde se po-
de procurar a molestia que so deseia curar, os
quaes se vendem a 1M00.
Cabo de marfim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escevas de cabvMe mar-
Mn e madreperola a 29 e 2J500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ra m pela bar-
ca Cl a rissa jin-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e 1 h o r a dos
com novos
aperfeigoa-
mentos, fazendo paspooto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Iraperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas aa cores tudo
fabricado exprassamenle para as mesmas ma-
chinas.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeitea.de vestido, sendo de difiren-
os cores e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a 29, 3, 4 e b$ a pega, pregos
estes que em nenhuma outra parte se acham, e
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
A 4& 4#500 e 5#.
Cambraia lisa muito fina a 49 a pega com 81(2
varas, dita muito superior a 5J, dita tambem
muito fina com salpicos a 49500; na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. Al.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calgados e fazendas e todos
estes ss vendem por pregos muito modi-
ficados como de seu eos tu me, assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
269,289, 309 e a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16, 185. 209 o a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padres a 149.169. 189,209 e 249,
S ditos saceos das mesmas cssemiras de co-
res a 99, 109,129 e a 149, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 89, IO9, e 12<, ditos
de sarja de seda a sobrec*sacados a 129,
II ditos de merino de cordo a 129, ditos
* de merm chioez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
gg ditos saceos pretos a 49, ditos de palila de
I seda fazenda muito superior a 49500, di-
Z tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
e a 49500, ditos de fuslao branco a 49,
B grande quaotidade de calcas de casemira
H preta e de cares a 79, 89, 9 e a 103, ditas
I pardas a 39 e a 49, ditas de brim de cores
H finas a 2j500, 39, 39500 e a 4$, ditas de
brim brancos finas a 49500, 5$, 59500 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 6$, colletes
de gorguro preto e de cores a 55 e a 6S,
ditos de casemira de cor e pretos a 4$500
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, dilos de brim lona a 45.
S ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
g caigas de merio para luto a 45500 e a 55,
II capas de borracha a 99. Para meninos
5 de todos os tamanhos : caigas de casemira
H prefa e da cor a 55, 69 e a 79, ditas ditas
8** de brim a 2j. 39 e a 39500, paletots sac-
eos ae casemira preta a 65 e a 7, ditos
H de cor a 69 e a 75, ditos de alpaca a 39,
S sobrecasacos de panno preto al29e a
> 14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
gj para menino de todas as qualidades, ca-
* misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
* para meninas de 5 a 8 annos com cinco
i babados lisos a 89 e a 125, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 59 e a 69, ditos do
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quaoti-
dade ; assim como recebe-ae toda o qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil-mestre que
pela sua promptido e perfeigo nada dei-
xa a desojar.
Lisboa.
No bem conhectdo acreditado deposito da na
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vendar a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidada, assim como tambem cal -virgem em
podra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outra qualquer parto. *
RuadaSenzala Novan. 42
Venda-sa m cudsS. P. Jovjkiton AC.
saUinsa iilhSinglzoa,candtairos o astieaet
roniaados,ta>aas aglazas, fio dtela,chicote
P*foarros, emonraria,'rriospara carro de
um sioui aavsloi relofiosde our patate
Grande pechincha
a 8,000 o corte.
Lindos cortes de phantasia de seda
com 3 folhos pelo baratissimo preco de
8jj (ja se venderam por 30): no arma-
zem de fazendas da ra do Queimado
h. i 9.
Em casa de Adamson, Howie & C, na do
Trapiche Novo n. 42, vende-se :
ltolhas de cortiga finissimas.
bona e filete.
Fio desvela.
Superiores tintas de todas ss cores.
Sellins, silhbes, e arreios para carro ou cabrlolet.
Nova pechincba
imperatriz Eugenie.
Finos cortes de cseas francesas de S saias ede
7 babados, com 10,15 e 16 jardas a 89500, 9 e
5* : na ra do Queimado n. 44.
SYSTE1A MEDICO DE HOLHNrYAY
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavelespecifico, composto i nteirs,
mente de hervas med icinaes, nao con tea mercu-
rio nem algum outra subslanciadelecteria. Be-
nigno mais tenTa infancia, e a compleigaomais
delicada igualmente prompto e sognro para
desarreigar o mal na compleigo mais robaste;
enteiraraente innoeeoleem suas operagoeieef-
feitos; pois busca e remove as doengas de qual
quer especiae grao por mais amigas e tenazes
qne sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas qne j estavsmas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrara anude e foroas, depois^Jehaver tenta-
do inullimentetodos osoutrosremedios.
As mais afilelas naodevem entregar-se a des-
esperado; faeam um competente ensaiodose
efficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperaro o beneficio apande. -
Nao se perca terapo em tomanWte remedio
para qualquer das seguintes enformidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal do).
Asthme.
Clicas.
Gonvulses.
Debilidadeou extenua-
?ao
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ven tra.
Enfermdades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Pebre biliosa.
Pobreto daespecie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hyd ropos ia.
Ictericia.
Indigestes.
InflammaQoes.
Irregularidades
menstruacao.
Lomorigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstruejao de ventre.
Phtysica ou consomp-
pulmonar.
Retengo deourina.
Bbeumatismo.
Symptomassecundarios.
Ttimores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(roal).
rebretomtermitente,
Vende-se estas pilulas no ostabelecimentc ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja da
todos os boticarios droguistaeootras pessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanhs.
Vendem-se as bocetinbas a 800 rs. cada
urna dellag, contem urna instrucc,3o em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas p-
telas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
Vende-seo engenhoPo-ssngue, situado a
margem do rio Seriohero, distante urnas 600
bragas da estaco da Gameleira, com urna safra
ao corte, alguns escravos, bois, etc., tendo ex-
cellente cercado e ptimos partidos de varzea pa-
ra mais de 2,000 pes annualmente, e estando
boje acrescentado com algumas trras que foram
do engenho Gameleira. Recebem-se em conla
predios nesta cidade, e os pretendentes podem
enteoder-se com os Srs. Marcelino & C, m sua
loja na ra do Crespo.
Cestinhas de Hamburgo.
S6 na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
IB, quem recebeu um completo sortimento do
lindas cestinhas de todos os tamanhos proprias
para menints de escola, assim como maiores com
lampa proprias para compras, balaios proprios
para costura, ditos proprios para faqueiros, ditos
muito bonitos paro brinquedos de menioos, di-
tos maracas pintadinbos que se vendem por pre-
cos muito baratos-
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio!
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sea propria encommenda muito
lindas caixinhas de costura com msica, proprias
para mimo, que se vende muito barato.
Enfeites de flores para ca-
samentos e bailes. 4
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vo a casamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os pregos sao 8j>,
10 e 12. porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Cheguem ao barato.
O Preguica est quemando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a 25?
easemira escura enfesiada propria para calsa,
collete e palitos a 960 rs. o ovado, eambraia
organdiz de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 39, 4} e 69
a pec,a, dita tapada, com 10 varas a 5$ e 6$ a
pefca, chitas largas de modernos e escolhidos pa-
dres a 240,260 o 280 rs. o covado, requisa-
mos challes de merino estampados a 73> e 8$
dilos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 9* cada um, ditos com urna s palma
muito finos a 8&500 rs., dilos lizos com franja
de seda a 59, lencos de cassa com barra a
100,120 e 160 rs. cada um, meias muito finas
para senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualida-
de a 3 e 39500 rs. a duzia, chitas francezas
do ricos desenhos para coberta a 280 rs. o cova-
do, chitas escuras inglezas a 59900 rs. a peca,
e a 160 rs. o covado, brim branco de puro linho
a 19, 19200 e 19600 rs. a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 rs. a vara, brillantina
azul a 400 rs. o covado, apalea de differentes
cores a 39600 rs. o covado, cssemiras pretas fi-
nas a 29500, 3# o 39500 rs. o covado, cam-
braia preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e ou*
tas muitas fazendas que se far ptente ao com-
prador e de todas se darao amostra com penhor.
BASTOS
< Reg.
Na ru Nova n. 47, junto a Cooceigo dos aft-
literes, acabam de receber um grande sortimen-
to das verdadeirss camisas inglezas pregas lar-
gas e estrellas peitos, collarinhos e punhos de
linho, e como seja grande quantidade tomamos
a deliberacao de vender peto diminuto preco de
359 e 409 a duzia, uniformes de catemiras de co-
res a 20f, 259 e a 309, assim como muitas ontras
fazendas que 9 com a vista que se pode reco-
Bbecer o que barato.
Em casa de N. O. Bieber
da Cruz n. 4, renfe-se
ViahoBordeeu m quertoln.
Dito Xeres.
Cognac em caixas de f dosis.
Vinagra.
Loaee. btiaaaoata rio* da lossis.
Carreja eecoawa^eiobutgaJe.)
Pedros de marstore brete paraooaaolos metas.
Plvora em barril.
Eniofre em canudo.


'i
DUftj*, 3 H+tfKt. ~ M194XK) &*mftMsW M taei.
(7)
Coraes lapidados
a50Ors. omasso.
Veadem-se massinhos de coraea lapidados a
aQ re. ceda, um : na ra do Queimado, toja d'a-
guia branca o. 16.
Ventte-se feijo
amarello.
No trapiche Bario do Livraaento, ao Foriedo
Maltos, emsaccos.de 5 alqueires, medida de Por-
tugal.
Attengo.
a na do Trapiche n. 46, em casa de Roitron
Rooker & C, eiiite um bom sortimento de li-
abas.de cores e braocas em carreteis do melhor
abricaate de Inglaterra, as quaes se vendem por
presos mu razonis.
JDTO
DESTINO
DE
Jos Das Brando.
5Ra da Ltngueia5
O aovo desliao torra gneros por meos de seu
valor: superior manteiga iogleza i 1) i libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a 19400, oas-
sas a 560, conservas inglezas e portuguezas a
700 rs., aletria, ulharim e macarrio a 400 rs. a
libra, loucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, baoha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
p ostas a 19400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
ra f a e 55 a auzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
6)800 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhns francezas e portuguezas a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, vinho do Porto engarrafado uno
(velho) a 18500 rs vinho de Lisboa e Figueira a
560 rs. a garrafa, vinagre braneo a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
meociona-los, que do contrario se tornava enfa-
donho aos freguezes. (Dinheiro vista.)
FUNDIC10 LffW-ieW,
Raa da Seuzalia Nova n.42.
Nasta estabelecimento contina ahavarura
completo sortimento de moendas eme i as moen-
das para engenho, machinas dt vapor etaixaa
19 ferro batido e coado, de todos os taannos
para dito,
A 12^000
a duzia de toalhas felpudas superiores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa .
Vendn-sa um sobrado de dous andares e
soto na ru* de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzes n. 18.
Alenlo
Tachas e moendas
Braga Filao C, tem aasapre no mu depo-
sito da raa da Moeda n. 3 k, um grandesor-
mento de tacha* e moendas para engenho, de
muo acreditado fabricante Edivin Maw a tra-
tar no meemo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
Veude-se o engenho Tiriri, sito na comarca
do Cabo, com as proporgoes seguintes: dista da
estrada de ferro urna legoa, e porto para embar-
que em distancia de 200 bracas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muitos terrenos para se
abrirem com facilidade, ha grande cercado e
muitas matas. Este engenho novo e bem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segundo an-
dar, ou no engenho Cafund, sitio em distancia
de meia legoa- da eatacao de blinda com o abaixo
asslgnado.Joao Paes Brrelo.
Vendem-se caixSes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a i #280:
queirf^>retender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem os tem
para vender.
Nao se espantem.
Chegaram as alampadas de lato to procura-
das, thuribolos, navetas, calldeirinhss para agua
bents, caixinhas com frascos para santos leos,
campainhas para tocar a santos de todos os lma-
nnos, tudo com multo oslo e por precos com-
modos ; na ra Nova n. 38, defronte da Concei-
Qo, no muito anligo deposito do Braga.
Molas para balo.
Na loja d'aguia deouro. ra do Cabug n.l B,
iecebeu de sua encommenda as verdadeiras mo-
las para baloes, que se vende a 200 rs. a vara.
Vende-se leite liquido : no pateo doCarmo
casa de Banhos, a 320 rs. a garrafa, das 7 e meia
as 9.
Lindas caixinhas
com necessarios para costura
Acaba dechegar para a loja d'aguia branca mui
lindas caixinhas matizadas, com espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
tudo pratiado e de apurado gosto, emfim urna
caixinha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
10$ e 129 : na lo, a d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Enfeites de cabeca.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegado um completo sortimento de enfeites
para senhora, sendo ultima moda, que se vende
maia barato do que em outra qualquer parte.
E'de graca.
Ricas chapelinas de seda para senhora, peto
baratlssimo prego de 16$ cads urna : na ra do
Queimado n. 22. loja da bea fe: [a ellas.que sao
poucas).
Cortes de meia casemlra de urna sAcdr, fazen-
da superior, peto baratissimo preco de 2} cada
um: na ra do Queimado a. 22, na loja da boa f.
Chales de merino estampados a 29500 : na
ra do Queimado n. 22, toja da boa f.
Para se comprar as verda-
deiras luyas de Jouviu, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber peto
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos oa outros ; por isso quem qeizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se a loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Aloja dabandeira
[Nova, loja de funileiro daj
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a
todos os seus freguezes tanto da praca
como do mato, e juntamente orespeita-
vel publico, que tomou a deliberarlo de
baixar o preco de todas as sote obras, por
cuja motivo tem para vender um grande
sortimento de bahs e bacas, tudo da
differentes tamanhos e de diversas cores
em pinturas, e juntameute um grande
sortimento de diversas obras, contendo
banheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas p%ra caf e camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 49 e peque-
nos a 600 re., bacias grandes a 5$ e pe-
queas a 800 re., tecos a 1 a duzia. Re-
cebe se ana offlcial da mesma o Ski na
para trabalhar.
f9tsVH199l33K
Coral de
Entre-meios
os melhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca recebeu um explendido
sortimento de enlremeios de delicados bordados,
e gostos ioteiramente novos, cem difluentes lar-
guras, do mais estreito al mais de 1|2 palmo,
suas diversas applicacdes escusa dizer-ae porque
todas aauohoras sabem : os pregos sao de 2 a
59 a pecTconforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o bem, iufalli-
velmente os comprar : na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado n. 16.
&&i33i&3i&si SGetce aiMiGSiCSit
i
Fazendas e rou-i
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
e raz
Yeada-*e muito boa cocal da raiz, o fio a 19 :
na raa do Queimado, loja d'aguia branca n, 16, '
PORTO
t-48- Ra da Imperatriz48]
Juste a padaria franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
deroupas de diversas qualidades como>
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 39 e 39500,
ditos forrados a 49 e 49500, ditos france-
>-zes fazeda de 109 60500, ditos de me-
' ri preto a 69, ditos de irim pardo a
3J800 e49, ditos de brim de cor a 35500,
ditos de ganga de cor a 3;500, ditos de
alpaca de la araarella a imitagao de pa-
lha de seds a 39500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 5$ e 59500, ditos de
casemira saceos a 13f, ditos sobrecasacos
a 15#, ditos de panno preto fino a 209,
22$, 289. ditos brancos de bramante a
39500 e 49, caigas de brim de edr a 18800,
2S500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditas de
casemira a 6500. 78500 e 9, ditas pre-
tas a 4S5O0. 79500,9 e 10, colletes de
ganga franceza a 19600, ditos de fustao
29800, ditos brancos a 2J800 e 39, ditoa
de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorgurao de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de* cores a 49500 e 59,
ditos de velludo a 79, 8 e 99.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam caigas, colletes, pa-
letots, camisas a 19800 e 29, ditas de fustao
a29500, chapeos francezes para cabeca
fazenda superior a 69500, 8$500 e 10*9,
ditos de sol a 6g e 69500, ditos para se-
nhora a 4$500 e 59. Recebem-se algu-
mas encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
j Ao barateiro da ra da Imperatriz n.
848 juntoa padaria franceza, vende-se:
ricos cortes de cambraia brancos e
bordados com dous folhos a 69OOO, ri-
cos cortes de vestido de seda escocesa
pelo brrato prego de 128, cambraias lizaa
muito finas com 10 jardas a 39500 e 49 e
de tseccia a 6;, saias a balo de arcos a
29500, cortes de chita franceza achamalo-
tada com 14 covados a 58, pegas de cam-
braia lisa para forro com aove varas a 29,
Se um completo sortimento de chita fran-
ceza a 240, 260 e 230 rs. o covado e das
S inglezas a 180 e 200 rs. e oulras muitas
fazendas por pregos commodos.
*aaji^iaaa rma, aa*,?^.M^.^aj>a^lB;
Luyas de Jouvin.
Na toja da Boa F, na rna do Queimado n. 22,
sempre se encontrarlo as superiores lavas de pel-
lica de Jouvin, tanto para homem como para se-
nhora, por serem recebidas por todos oa vapores
vindos da Europa, e se vendem peto baratissimo
prego de 28500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
Va caes
Chegaram as bellas mages por serem grandes
e perfeitas, vende-se aos centos o em caixss e a
retalho : no deposito de Sodr & C ra estreiia
do Rosario n. 11.
Aranaga- Hijo & C.
vendem ongas de ouro: na ra
do Trapiche n. 6.
MSI6 fiWKWMSfiWMS SKM3SIC3
Attenco.
Fazendas, roupas feitas e
perfumaras baratas
Na loja ele
i Leandro & Miranda.
Ra do Crespp n. 8 A.
Acaba de chegar a este novo estabele-
cimento um completo e variado sortimen-
to de roapas de diversas qualidades co-
mo sejam : sobrecasacos de panno preto,
casacos de dito, paletots de dito, de al-
paca e brim, camisas de lioho, algdoio e
fustao para homem e menino, chapeos de
palha de Italia para senhora, vestidos de
seda pretos e de cores, ditos de cambraia
brancos bordados, entremeioa e babadi-
nhos bordados, cambraia Usa de todas as
?;ualidades, organdys, sedas de quadros,
ustes brancos e de cores, tongos de
cambraia de Hnho bordados e lisos, chi-
tas de todas as qualidades, chales de tou-
quim e merino, chales mattsadot, saias
bordadas e outras muitas fazendas que se
deixam de mencionar.
Neste estabeleclmeato tudo se vende
mais barato do que em outra qualquer
parte.
1
Muita grvala ba-
rata.
Na toja d'aguia branca se encontr um grande
e bello sortimento de gravatae de differentes gos-
tos e qualidades, e por pregos taes que em ne-
nhuraa outra prtese acha, como seja, gravati-
nhas eetreitaa bordadas a 800 e 1J, ditas prelaa e
de coree agradavei a I9, 19200 e 19500, ditas
com pontaa bordadas e matizadas, e lisas de mui
bem setim maco a 18500. Pela variedade do sor-
timento o comprador lera muitas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
oumero 16.
Na ra da Cruz n. 9, vendem-se refrescos
gasosQs a 160 rs, a garrafa.
Vende-se urna casa com padaria, que rende
1509, e mais200 palmos de terreno de freate jun-
to no Cachang, antes da povoago, por prego
commodA.
Ao chales de
groxe.
Na ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-
Vista, na toja armazenada de 4 portas n. 56, re-
cebeu-se pelo ultimo vapor francez um completo
sortimento de fazendas proprias para senhoras, a
ser : manguitos bordados com manga a balito a
23 o par, ditos de fustao com botaozinho de lio-
dos gostos a 39 e 39500, ditos de lioho muito fi-
nos a 49 e 49500, todos sao bordados e o melhor
gosto que ha nesta fazenda, corpiahos bordados
para meninos e meninas a 19, tiras bordadas e
entremeios para enfeitar vestidos brancos a 19 a
pega, cortes de vestidos bordados dos lados a
48500, ditos de babados a 5 e 69, ditos bordados
muito finos e enfeitados com pegas de entre-
meios muito ricos de 2 e 3 balados a 8 e 109 o
curte, cortes de riscado francez a 29, covado do
mesmo 200 rs., chitas fraocezasa 240, 260 e 280
o covado, cambraias brancas finas a 29500, 38 e
395OO a pega, ricos chales de groxe com ponta
redonda e borlla a 88, cobertas do mesmo gosto
a 10/, chales de merino tsmbem de ponta redon-
da para todos os pregos, ditos eslampados a
295OO, 'saias de balo de novo gosto de arcos
miudos com fita larga dos lados que sao melho-
res do que os de fustao a 39 e 39500, ditas para
meninas a 29500 e 39. A toja armazenada de Pa-
riz se acha aberla das 6 horas da manha s 9
da noite.
para vestidos de senhora e
roupinhas de criancas.
Na loia d'aguia branca se enconlra um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e de cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como urna diversidade de galo de seda e
linho, brancos e de cores, abertos e fechados, lar-
gos e estreitos at o mais que possivel, tranca
tambem de seda, la e linho, de differentes qua-
lidades, e os que de melher gosto se pode en-
contrar em taes cousas: por isso quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita toja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, que ser bem
servido.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
caigas de casemira pretas e de cores, ditas d
brim e de ganga, ditas de brim braneo, paletots
de bramante a 49, ditos de fustao de cores a 49
ditos de estamenha a 4$, ditos de brim pardo a'
39, ditoa de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
dolletes de velludo pretos e de cores, ditos de
eorguro de seda, grvalas de linho as mais mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinhos de linho
ga aliima moda, todas estas fazendas se vende
paratopara acabar; a loja est aberta das 6 ho-
"as da manha at as 9 da noite.
Fazendas.
N. 19 Ra do Queimado N. 19.
A 28000.
Cortes de riscado francez com 14 covados, pelo
baratissimo prego de 28
Cobertas chinezas,
pelo prego de 19800 cada urna coberta.
Lence a 1#900, 30 e 3#300.
Lenges de panno de linho e bramante, pelo
prego cima.
Atoalhado de cor com 6 palmos,
proprio para toalha de mesa, pelo prego de I96OO
a vara.
Colchas de fustao
de lindos lavrores a 69 cada urna.
Algodao inonstro
para toalhas e lenges a 480 a vara.'
Fil de linho.
Fil de linho Gno a 800 rs. a vara.
Taalhis de fustao a 500 rs.
Ricos cortes de seda
com babados muito superior a 409.
Cortes de seda
com toque de mofo pelo barato prego de 25000
(urna quarta parte de seu casto).
Capel las
para noiva muito lindas a 59,
Queijode coalha a 560 rs. a
libra.
Vende-sena ra das Cruzes n. 24 esquina da
traressa do Ouvidor.
* *
Vende-se a todos miudezas baratas
Apparega dinheiro que a vista faz f ;
Correi Ireguezinhos s estrellas gratas
Que no Rosario divisam a loja que .
Loja das tres estrellas, ra
larga do Rosario o, 33
Neste estabelecimento queima-se sem reserva
de prego: Fitas lizas e lavradas fins, bicos de
linho e de seda, labyrinthos, rendas, babados de
linho do Porto, transas e franjas de seda e de la,
galo braneo para enfeite de vestidos, enfiadores
para roupoes de linho e de seda preta, boles de
metal para caiga, ditos de massa para paletots,
ditos de retroz para casaca, ditos de vidro e de li-
nho para casaveques, brincos e rozelas douradas,
escovas para falo, para sapatos, para denles e
para unhas, Iramoia em pegas de quinze varas,
cruzes e vernicas finas, rosarios de carotina e
de osso finos, linhas de meada, de peso e de car-
retel, enfeites de fita e de vidritoo, carteiras de
marroquim e de cnagrem, ditas grandes para pa-
pis, requife preto de lia, caixas de bfalo, de
massa, de chumbo e de raiz para tabaco, relogios
para meninos, dedaes de metal braneo e ama-
rello, esporas para salto, phosphoros em caixas e
em barrizinhos, estampas de santos finas, colo-
ridas e em fumo, pequeas e grandes, ditas em
qnadros, sortimento de frocos, fio para sapateiro.
fita com clcheles, sombra para flores, grvalas
de seda, guardaospos de linho, caixinhas de tinta
para desenho, golas de seda preta e de cores, fita
de velludo preto e de cor, luvas de seda, ditas de
torcal sem dedos, ditas de Jouvin que se vende
at por 200 rs., leqaes Anos, meias de algodao de
toda a qualidade, ditas de seda preta, medidas
para alfaiate, estajos de navalhas finas para bar-
ba, pincela para dita, pentes de marflm e de mas-
sa para limpar a cabega, ditos de tartaruga vira-
dos, sapatlohos de merino fino o de la, tinteiros
de metal, caivetes finos para peanas, thesouras
de diversas qualidades, e muitas outras cousas
tendentes ao mesmo negocio que tudo se vende
por todo o prego para acabar.

Delicados chapeo-
zinbos para baptisados.
Na toja d'aguia branca se ach mui novos e
delicados ohapeozinaos para baplisados obra
mui perfeita bem eneitada, sendo cada um em
sua bonita caixinha, e peto baratissimo prego da
69, ninguem deixr de oa comprar : na loja d'a-
guia branca, na do Queimado n. 16.
Vende-se porgao de quiotaes de ferro em
vergalhea quadrados de variaa groasuras e
chumbo em barra ; no armazem da traressa do
Carioca a. 2.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria eneommeada a bem conhecida e provei-
tosa opiata iogleza para dentes, cuja bondade
apreciada por todas quantos delta tem usado, o
ser mais por quem quizar conservar asgeogivas
em perfeito estado", assim come a alvura doa
dentes ; cusa cada caixa 19500, e por tal prego
s deixaro de comprar quaodo a nao achrete
mais na toja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Feijao de corda
No armszem de Tasso rmeos, rus do morim
numero 35.
i Na loja de marmore
2 Vende-se muito baratol
S Para senhoras. %
9 Ricos vestidos de seda moirantic. s
fp Ditos dito de dita grod-fric.
4t Ditos dito de dita\abadinhos.
8 Ditos dito de dita dous folhos.
Ditos dito de dita phantasia.
Ditos dito de dita bareja-babadinhos.
Ditos dito de dita cambraia brancos bor- 0
' dados. $
# dados. sj
SJ Ditos dito de dous folhos babadinh.es. %
SJ Riquissimos vestidos de tarlatana brancos. sjp
SJ Ditos ditos de blonde para casamentos.
% Ditos leques de madr< pe ola. ajt
41 Ditos ditos de sndalo. aj
% Ricas pelerinas de renda e seda. aj
SJ Manteletes do fil pretos. SJ
Ditos muito ricos de velludo.
Ricos bournus beduinas para sahidas de g
balese theatros.
Ricos chapeos de palha de Italia. m
Ditos ditos de seda.
Gollinbas, manguitos e camlsinhas de lo- sj
das as qualidades. a
Saias bordadas de algodao. m
Ditas ditas de linho. a
Ricas sombrinhas de seda muito modernas, gj
Enfeites de flores. g.
Ditos de froco. a
Ditos de fita.
Para senhoras.
Casaveques de la.
Pentes de tartaruga.
Ditos de bfalo com enfeite.
Ditos de dito sem enfaite.
Chales de merino muito modernos.
Ditos de cachemira bordados.
Ditos de touquim.
Ditos de froio.
Ricas mantas de blonde para casamento.
Camisas bordadas muito finas.
Meias de seda muito finas.
Ditas de dita prelaa finas.
Enfeite de vidrilho preto.
Ditos de ditos de cores.
Lencos de labiiinlho.
Proohas de labirintho.
Toalhas de labirintho*
Lengos de linho bordados.
Gravatinhas muito modernas.
Plumas brancas e de cor.
Filas de seda de apurado gosto.
Franj-s, cascarrilhas, tranca e rifa e filas
estreitas de seda.
*

Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecas de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia bailo, etc etc.,
a vista do que, e de sua muita durago sao bara-
tissimas a 18200, barato assim s se encontra na
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Pennasdeace
inglezas, calgraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda as verdadeiras pennas de agoingle-
zas, calgraphicas, cuja superioridade esti deci-
dida, e ainda assim contina a vende-las a 29 a
caixinha : na toja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se urna porgo de ripas de louro para
estuque e ser de encommenda e prego razoave).
55Ra da Imperatriz55
Vendarse urna car'roga de conduzir gneros da
alfaodega, por prego commodo.
55- Ra da Imperatriz55
Vende-se um cabriolet de 4
rodas americano para um e
dous cavallos, com es arreios
necessarios, em bom oso e pre-
go commodo.
Dous cabriolis.
Veadem-se muito em conta dous
cabriolis sem cobetts. um com ar-
reios e oulro sem arreto : na ra da
Imperatriz n. 55.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a melbor que tem
vindo a este mercado s 8&500 a arroba a prazo
ou a dinheiro : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cife n. 7 oo na rna da Imperatriz n. 60.
Genebrada Holianda em bo-
tijas.
Vende-se na casa de Brender a Bran-
dis & C. : na ra do Trapiche Novo nu-
mero 16.
Deposito de.ara
de moldar, cadinhos de^todos os nmeros, cobre
em lengol e rodas, lato em folha desde a gros-
sura de papel at o mais grosso preciso, estanho
em barra e verguinha, tazos de cobre a 850 rs. a


Para homens.

e


s
s
s
Paletots de panno fino.
Ditoo do cscoriro.
Ditos de brim lena (brancos.)
Ditos de brim de cor.
Calcas de casemira de cur e de padrees de
muito gosto.
Capas de guta-percha.
Perneiras de dita.
Caigas de dita.
Capuchoes de dita:
Meias de cor.
Colletes de casemira.
Ditos de la e seda.
Ditos brancos.
Ditos de velludo preto.
Ditos de dito de cor.
Calgado Meli.
Dito de vaqueta.
Dito de duas solas.
Sapatos entrada baixa.
Chapeos de lontra.
Ditos de castor braneo.
Grvalas de renda a Garibaldi.
Ditas de setim.
Ditas da gorgoreo e seda.
Colarinhos dos mais modernos.
Camisas de linho ingieras.
Ditas ditas frsncezas.
Para meninos.
Ricos vestuarios de seda.
Ditos ditos de la.
Dilos ditos de fustao.
Rieaacamisiohas bordadas para baptiaado
Ricos aapatinhos enfaitados para oapli-
sado. '
Bonetes de todas as qualidades.
Chapeosiahos de palha de Italia.
Casaveques de la.
Extracto de sndalo muito fino.
' Essenciade sndalo muito fino.
> Caixinhas de tartaruga.
Carteirinhas de apurado gosto.
* Ricos jarros com banae.
\ Usvgrande sortimento de riqoissimos 3
* quadros a oleo.
I Ricos transparentes para janella.
Caixinhas muito ricas proprias paraguar-
W dar joias.
Baoha muito fina a Garibaffli.
E Outras muitai fazendas e perfumaras #
que deixamos de mencionar, por haver
um grande sortimento. SB
< *
Venda de propriedades
Vendem-se as casas terreas sitas na ra atraz
da matriz da Boa-Vista d. 80 e 32, Rangel n. 79,
e ra do Forte n. 26,. todas com solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza,
ra do Queimado n. 12, primeiro andar;
Cortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 a 3 babados a 51: na roa do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitas de
ssda, nao s pretas coma de cores, pelo baratis-
simo prego de 1 ; aa ra do Queimado n. 22.
loja da boa f.
O torrador!!!
2& Largo do Ter$o fe$
Quem duvidar veuha ver; manteiga ingleza
perfeilameale flor a 1# a libra, franceza a 640 e
a 680 a libra. baUlu muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra maesas muito finas para sopa
a 440 ris a libra e outros muitos gneros perten-
cenles a molhados, ( a dinheiro 4 vista.)
Vende-a por prego commodo um eacravo
de cor preta, benita- figura, mogo e robusto, o
qual i proprio para lodo r qualquer eervigo : pa-
ra ver e tratar aa travesea do Carioca armazem
numero 2.
. Chales de merino estampados a 2J500 : sa
ra do Queimado o. 22, loja da Boa f.
a bordo
mos.
Admiravelpechi-#
cha a 3,50fr o corte. .
Nfi loja do Pavao.
Grande e variado sortimento de cor-
tes de cambraia de seda tanto de barra
como de xadiez, de listas ou de flores
matisadas fazenda de 80 que se vende
5^500 para apurar dinheiro: na ra
da Imperatriz n. 60, loja de Gama &
Silva.
Vende-se um escravo pardo de bonita figu-
ra : quem o pretender, dirtja-so a ra de Apollo
o. 30, primeiro andar.
Sal do Ass,
do Garibaldi; a tratar com Tasso Ir-
Cal virgemde
Lisboa em pedra.
Venderse amis nova que ha oo mercado oor
prego muito commodo : nicamente no largo do
Corpo Santo, trapiche da companhia.
a T v"dce-*e negro de idade de 30 annos,
de bonita figura, e urna negrioha de 9 annos : na
ra da Penha, sobrado n. 2.
LDguitas do serto e
queijos de qualha.
Vendem-se linguigas muito boas s 320 rs. a
ipra, queijos de qualha muito frescos a 480 rs. a
libra, espermacete boa qualidade 720 rs.. em cai-
xa se faz abatlmento.gomma de aramia da me-
lhor e mais alva que ho a 160 rs. a libra, dita a
80 rs., passas muito novas a 480 a libra, em cai-
xinhas se ftz abalimento, e outros mais gneros
muito bons e mais baratos do que em outra qual-
quer parte : na travessa do Paraizo n. 18. venda
pintada de azul.
nos ar-
Feijo macassa.
A 59 a sacca de feijo macassa novo :
mazens de Tasso Irmos;
Libras slerlinas.
Ha para vender, na ra da Cadeia do Recife n.
12, em casa de Bailar & Oliveira.
4 2.500 o covado.
fazenda, encarnado, cor
Damasco de seda Doa
de canna e braneo.
e oulros muitos objectos de metal : na ra Nova
defronle da Concedi n. 38.
Bom para rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commo-
do : na ra neva de Santa Rita n. 65.
t%i
6 palmos de largura cova-
a velludo superior
libra, chumbo em lencol e barra, telhas de vidro. "anlele,e! de fil preto enfeitados com bico a 5.
Damasco de la com --'-----
do a1850O.
Chalea de merino bordados
fazenda a 8$.
Cortes de casemira de cor a 3$500.
Selim Maco superior a2$500.
Casemira preta setim superior a 2*500.
Pecas de indiana ftoissima com 10 varas a 8g.
Na ra do Crespo toja n. 10.
Vende-se urna casa terrea na ra do No-
gueira n. 36; para ver, na mesma casa, e para
tratar, no pateo do Carmo, esquina da ra de
Hortasn.2,das7s 8 horas da manha e do
meio.dia s 2 da tarde.
Trapiche
BABiO- LIVRAMENTO
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender neste novo es-
tabelecimento o seguinte:
Cera de carnauba em porges ou a relalbo,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinha's de 1 a 4 arrobas
Barricas com cebo do Rio Grande em
ou retalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas
2 arrobas.
Meios de sola difieren les qualidades em porcoes
ou a retalho. *
Courinhos eortidos.
Farinha do mandioca por-lJ500 a sacca.
Farello em saceos grandes por 3S800 a sacca.
Vende-se superiores vidros com
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sabode sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composico.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recenten en te pro-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torcal com franjas e borlas,
outros tambem de torcal de seda enfeitados com
aljofares de cores e borlota ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borl-
las, todos elles de um aparado gosto e perfei;ao,
os precos de 8$ e 109 sao baratos vista das
obras ; alm tiestas qualidades ha outras para
3$ e 4$ : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Vendem-se muito em conta quartolas de
muito boa qualidade, proprias para deposito d'a-
gna em casas particulares e sitios, e tambem por-
go de toneis grandes de boa madeira, que sao
ptimos para depsitos de mel, e para as distila-
poicws
de
1 a
Soesdos engenhos, es quaes se vendem a dinhei- ac para espelhos de diferentes 1
ro ou a prazo, conforme se convencionar: para JET k "cullcieu.8 iama-
'nhos, bem como molduras douradas, e
pretas fingindo Jacaranda' tudo de mui-
na ra da Cadeia do Recite
de miudezas, de Guedes &
para
ver e tratar, na travessa do Carioca, armazem nu-
mero 2.
A 2$ o corte.
Cortes de riscado francez com 14 covado peto
barato prego de 29 : no armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Brim braneo de linho muito fino a 19280 a
vara: na ra do Queimado n. 22, loja da Boa f.
Vende-se a taberna sita na ra de Hortas
n. 18, com poucos fundos, a prazo ou vista : a
tratar com Honteiro Lopes & C ra da Cadeia
numero 30.
PHenoMHMMe -mmmm
Encyclo-
pedica
LtOja de lazendas
[Ra do Crespo numero 17.1
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos:
ChapelDas de seda de riquissimos gostos
a 129 cada urna.
Ditos de palha de Italia a 289.
Gollinhas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 39.
Cassas de cores lixas e delicados padres
a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, cassas, chitas e tudo
quanto pertence para adornos de se-
nhora por baratissimos precos.
Calgado Mell de 2 solas e sola fina.
Para homens.
Grande sortimento de roupas feitas
chapeos de todas as qualidades.
Camisas ingle
zas,
fazenda muito fina, peito de linho, pregas largas,
a 409 a duzia : na toja n. 20, ra do Crespo, es-
quina.
Cal nova de
*
Lisboa.
No bem conhecido deposito da roa de Apollo
o. 34, ha chegado a bem acreditada cal de Lisboa
em pedra, que se vende por menoe prego do que
em ootra quaisjuer parte.
evenham comprar rico* vestidos do cambraia
bordados al duas saias. muito fiaos a 109 ceda
um : aa tua Nova n. 41, toja de Tertuliano Can-
dido Ramos & C.
A 50001!!
Chapeos de castor braneo raspado a 59 cada um:
vende-se na ra Nova n. 43, loja de Tertuliano
Candido Ramos & C.
to gosto
n. 1 loja
Go nsa lves.
Aos tabaquistas.
Lencos finos de cores escuras e flxas a imita-
gao dos de linho a 59 a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da Boa f.
Gneros de mo-
lhados baratos.
No armazem da Estrella, largo
do Paraizo n. 14.,
Vende-se manteiga franceza a 640 rs. ; cha
muilo bom a 2S800, caf a 260 e 200 rs.; esper-
macete a 700 rs.; sabo massa a 200 e 160 rs. ;
loucinho a 320 rs.; feijo amarello a 500 rs. a
cuia ; chourigas a 560 rs.-, aletria a 408 rs.; ar-
roz a 100 rs, a libra; baoha de porco a 480 rs. :
batatas a 60 rs.; azeite doce a 720 rs. a garrafa :
nnagre a 240 rs.; vinho a 400 e 500 rs.; azeile de
carrapato a 440 rs.; bolacbinha ingleza a 29 a
ric e V* libra ; gamma a 120 rs. ; pas-
sas a 29o00 a caixa de 8 libras; alpista a 160 rs.
Vende-se urna taberna no Campo Verde
freguezia da Boa-Vista, com poucos fundos, bem
afreguezada para a trra, propria para um que
queira principiar: na ra do Socego o. 44.
Vende-se urna escrava recolhide, de 18 an-
nos, que sabe engommar, coser, e mais arranjos
de casa, sem vicios nem achaques, o que se afi-
anga : a trattr na ra nova dos Pires n.30.
Escravos fgidos.
, Achsm-ae fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em aetembro do auno proxim-
pasaado, com es sigoaes seguintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos pretos
annellados ; e Luiz, cabra, natural do Ico, fugio,
do em margo desle anno, ecom os seguintes sig-*
naes : idade 30 aanos, altara regular, muilo pou-
ca barba, cheio do corpo, pea graades, com al-
guna signaes da bexigaa no rosto, e muito re-
griata ; suppe-ae este escravo estar oceulto por
p*ssoa que o proteja, pelo que protesta-so contra
quem o- Uve* feito : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles d>r noticia a sen seohor Joo
Jos de Carvalho Moraea Filho, na ra do Quei-
mado, toja de ferragens n. 13, ser bem recom-
peaaada.
. s>*Mppareceu no dia telo corrate, do si-
itode 8. Jos do Manguind, o escravo crioolo,
SMior de 50 anees, de nome Joaquim, com os
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
**, e asa alpargatas ; este escravo foi pro-
pnedadedo Sr. Ma*l Jos Per aira Pacheco, do
Araeaty, donde veto par aqei fgido: roga-se
a todas as autoridades peliciaea a quem quer
que o encontr, 4a o capturar a entrega-lo ao
sitio cima citado-, ov aa roa do Trapiche a. 15
a Jos Tcixeira Basto.
Fugie ae die 29 eejanho prximo findo um
eecravo de neme Haaeel, da nagio, de meia ida-
da, altura baixa, barba serrada, olbos grandes,
tasa o andar earcovade e tem o ar alegre, os ps
com falta de unhas ae> trabalhar na cal, donles
nadas*, vive samar sobriafsdo : quem o pe-
gar leva a ra da Praia a. 33, segundo andar,
que ser generosamente gratificado.
MSM


(8)
IARIO M riHIAJUOGO. SAMADO S MI AGOSTO DI 1861:
Variedades.
Os tres Santas de Jimho.
Par, 30 de juoho de 1861.
(Conclusao.)
Se sioda hoje os tres santos do raez de junho
teem festa por esse reino, ao povo a devem, que
les cooservou o respeito que outros perderam.
Desde a pequea capellinha que as enancas col-
lo'-nram sobre uma cadeira porta da casa at a
populosa romana onde se juntan) milhares e an-
illares de pesaoas, tudo devido Qdelidade que
o povo conserva s Iradiges religiosas.
Os grandes nao vio egreja. Vae o povo. Os
grandes, se vio e"grej*. ouvem a missa de p ou
sentados; o povo ajoelha. Os grandes desampa-
ras! a procisso to Corpo de Deus ; o povoacom-
panha-a no transito inteiro. Os grandes esque-
cera.n-se de Santo Antonio, de S. Joio e de S.
Pearo ; o povo lembra-se de todos e a todos Te-
era e festeja. Viva o povo !
E muito sinceramente digo que viva, ainda que
pese aos mais sublimes philosaphos da trra. Ao
menos, quando se quet encontrar um seatimento
bom, j se sabe onde se hade ir proeurar cem
certeza de se encontrar. Eu j vi o povo revolto
e inflammado de ms paixes. J lhe ouvi gri-
tos de rnorte e de destruigao. J assisti a sceoas
crueis em que o instigavam a pralicar crimes E
notei enlio que uma nica voz clamando pela ver-
dade e pela razio o domava econtinha e at lhe
inspirava fcilmente resoluges de grande nobre-
za e do immensa generosidade.
A nobreza possue altas recordacoes de gloria, o
clero deixou nos anoaes do mundo paginas de
pied&de exemplar, mas a historia popular nao >
menos rica de assombrosos feitos de virtude. A
nobreza vive do passado ; o clero quasi nao vi-
ve ; o povo, esse vive dos boos senlimentos, da
crenca e do amor.
Isto l na nossa trra Em Pars nao ha po-
vo. Pois esta gente miuda que joga na Bolsa como
os cambistas e banqueiros, que compra lombar-
dos o austracos, movis e renda como Mires ou
Rothschild, e quo entende o cali dos agiotas
como os salteadores o do Limoeiro, pode chamar-
se povo ?
Eu tive um cocheiro em Auleuil que as mi-
nhas visitas diarias a Paris me pedia sempre li-
ccnca para ir ver a mulher em quanto eu estava
no escriplorio. Um dia, em que me foi necessa-
rioir fallar com um homem Bolsa, eocoolrei na
praca contigua ao edificio o meu cocheiro, que,
curvando-se no asiento dacarruagem, examioa-
va, coojunctamenie com um rapaz asseiado, um
papel que me pareceu ser uma conta de cambista
a que chamara bordereau.
perguntei-lhe depois o que fra fazer 5 Bolsa.
Pz-se a cogar na cabera e nao me quera res-
ponder. Iostei com o bom do homem, e afioal
disse-me que procurava augmentar na Bolsa o
seu pequeo peculio, e que o tapaz com quem eu
o vira conversar era o agente do cambista que lhe
eepregava os seus haveres.
E entao agora voc compra ou vende ?per-
guntei-lhe eu.
Agora vendo. Falla-se muito de que vae
haver guerra com a Austria por causa da Italia,
respondeu o cocheiro.A baixa nao pode tardar.
Mas quem sabe se naver guerra ? -
O' seohor, isso claro. Os peridicos dizem
que ioevitavel, e o meu cambista disse-me que
Uvera cartas de Vienna a esse respeito.
Ora veja l se perde esse pouco que possue.
Com quanto comcou ?
Comecei com 6 mil francos que tinba ga-
nho em trocas e vendas de cavados, e que tinha
economisado nos lucros da minha profissao ej
tenho em acedes do cambio de ferro do norte uns
18 mil francos. Est tudo na mi do cambisti.
Em chegando a 30 mil francos, nao quero mais.
Bem. Olhe quenio perca tudo!
Nao tenha medo, senhor. Eu tenho lume
no olho, e todos osdias pego contas do meu di-
nheiro.
Com eTeito, todos os das ia Bolsa conferen-
ciar com o mesmo rapaz, e, quando sahiu de mi-
nha casa, j tinha os seus 23 mil francos. Nestes
ltimos das encontrei-o la p para o palacio de
justiga.
Perguntei-lhe o que fazia por ali, cocou na ca-
beca e disse-me que ia polica correccional.
Alguma fez voc?
Eu, senhor? Deus me defenda. Eu nunca
andei por tribuuaes^.
Enlio que vae fazer polica ?
Vou ser lestemunha no procesao Mirsv
Pois voc tinha l dinheiro ?
Toda a minha fortuna, 32,785 francos I E
tudo se perdeu 1
E agora o que faz voc ?
Que quer que eu faca, meu senhor? Grazi-
no como os outros, porm nao tenho esperanga
de ser pago. Se eu seguisse os seus conselhos, Dio
me aconteca isto.
E foi continuando para a audiencia, sempre a
cocar a cabega,(como se d'ali lhe houvesse de sa-
hir a fortuna que perder.
Ora vio l fallar a este pobre diabo em festejar
Santo Antonio ou em accender fogueiras a S.
Joao. Que tem que ver com Deus ou com os
seus santos quem adora os tres por cento e vene-
ra os cambistas e banqueiros? Este povo de Paris
quer dinheiro e divertimentos. Nisso er e isso
ama. Mais nada.
Os das daquelles tres santos passaram mudos
e silenciosos como quasquer outros dias do aono.
Se houvesse caminho de ferro, ia estar em Por-
tugal os dezesseis dias que decorrem desde a ves-
pera de Santo Antonio at ao dia de S. Pedro para
FOLHETIM
OBATEDORDEESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
matara saudade das alegras efestis nicioiaas
qe me lembram tanto.
Quem sane da patria para viajar, vive foliada-
mente seis mezes ou um anuo, e talvez ri destas
pieguices, mas quem v correr um anno, e ou-
tro e outro sem ouvir a lioguagem em que bal-
bu ciou as prineiras palavras, careado de gante
descoohecida e indifferente e assislindo solemni-
dades que nao ioteressam e a divertimentos que
nao sao do seu goslo, vive a vida alheia e nio a
sua o rala-se de saudade.
Ha muito quem diga que Portugal pequeo e
misrrimo era tudo, quo os portuguezes saolni-
migos jurades uns dos outros, que sao maldizen-
tes e invejosos por natureza e que nio 6 grande
fortuna viver no meio de gente que vos uiorde
d'aqui, vos escoucinha d'acol, e vos arranha de
lodos os mojos por todos os lados. Nao contra-
digo os que fallam assim, porque todos teem as
suas fraquezas e as nossas sao essas.
Mas os meus amores sio outros O nosso en-
cllente clima, os bellos rios que cortara o terri-
torio portuguez, as arvores que lhe dio sombra,
as montanhas que o dividem os fructos que dalle
niscem e o povo innocente, singello, bom e ge-
neroso que o hibita, nao teem essea defeitos.
Que me importa que por entre essa boa gente an-
de fazendo trepolias um bando decommenddo-
res, de consellieiros, de bardes, dejinotase
de patetas, ioimigos e invejosos de tudo e de
todos?
Eu nio tenbo que me invejem, e no fim de tu-
do, como elles nio podem estragar o clima, nem
seccar o rio, nem cortar a arvore, nem achatar a
montanha, nem enfezar os fructos, nem dar cabo
do povo, u affasto-me do sitio por onde elles an-
dam a saltar tresloucados e deixo-os gozar em
paz de toMas as suas prerogati'ras.
Talvez pensem que nos outros paizes nao hi
tolos? Pois eoganam-se bem. Estou que ha mais
do que em Portugal. Nos somos vaidosose mui-
to. Da vaidade marchamos para a inveja pot ca-
minho direito. Da inveja ebegamos zsoga e ao
oJio contra os que nos parecem levar-nos vanta-
gem era qualquer cousa. Mas tolos nio somos.
O mais iochaditos dos nossos bardes sabe que a
gente se ri delle e anda sempre atterrado com es-
sa idea. C por fra nio. Os que sio patetas,
sio patetas de boa f, e vivem no gozo supremo
da sua felicidade imaginaria.
Eu neste mez perdoava tudo a estes francezes,
sem exceptuar o negocio do Charles el George, se
elles me accendessem uma fogueirasita ao meu
bem bemaventurado Santo Antonio, ao nclito
precursor, ou ao santo porteiro do imperio celes-
tial que me fizesse acreditar que estava na mi-
nha boa trra. Pois nem os pedreiros livres
que andam sempre com S. Joio na boca ti-
verara um malhete para queimar em honra do
santo I
Os pedreiros livres revolveram a Franca intei-
ra para resolverem a innutil questio de ebedece-
rem ao principe Luciano Murat ou ao'principe
Jeronymo Naporeio e nao queimam uma alca-
chofa ao santo que l no cu Ihes levanta as ex-
communhoes pontificias,! Eu quera ver o quese-
ra dos apreodizes, mestres e rosas-efuzes, se.o
veneravel S. Joio Baptista nao estivesse com a
varinha na mo e com paciencia do cordeiro a
sacudir-lhes do corpo as censuras ecclesasticaa
de que os taes melgantes vio deste mundo bem
carregados I
Pois psgam-lhe bem Al a real arte da ma-
conarla, como lhe chamava o irmo Licurgo no
seu mani'esto, vai degenerando e perdeodo os
seus melhores costumes. A ceia masnica da
noite de S. Joao era uma festa universal. As lo-
jas acudiam todos os irmios. Appareciam insig-
nias novas e ricas. O veneravel e os dignilarios
passavam sob a abobada de ac e havia sempre
recupcoes importantes, em que o neophito, de-
pois de passar pelas provas mais ditliceis da or-
den, refocilava a cansada hutnanidade atoiando o
dente em iguarias deliciosas o vertendo oas goe-
las champagne, Rheno, Tokay, e Lacrima Chritti
sem conta nem medida.
Era bom, mas acabou, ao menos por este anno.
A polica metteu-se com os pedreiros livres, fe-
chou-lhes as portas do templo e mandou-os to-
car em um cortigo. Elles viogaram-se no meu
pobre S. Joio e nao lhe accenderam uma vela I
O.uidei que o S. Pedro seria muilo festejado em
Franca. Dizia eu comigo mesmo que o partido
legitimista e clerical nao deixaria passar o dia do
Io pontfice sem patentear o seu affecto ao apos-
tlo de que o papa successor. Enganei-me,
como acontece a muito ba gente. O dia de S.
Pedro foi como os outros das.
Que nio celebrassem Santo Antonio, entenda-
se. Tudo tem a sua poca. Saoto Antonio j te-
ve a sua em que at em l.'sboa o uomearam ge-
neral e lhe deram sold. Agora passou de moda.
Resignemo-nos. Que nio festejassem S. Joio,
tambembe percebe em um aooo ca que ueui va
pedreiros livres lhe tizeram festa solemne. Mas
S. Pedro, de cujo patrimonio anda a Europa lio
oceupada, nio devia esquecer a estes ferventes
catholicos!
Ser porque lhes interessa mais o patrimonio
do que o santo ? E' possivel. Este mundo est to-
do voltado para os ioteresses materiaes, e s dal-
les cuida. S. Pedro um bom santo, que de
simples pescador veio a ser a pedra sobre a quai
o Messias fuodou a nova egreja, mas o patrimo-
nio do apostlo sio provincias e territorios im-
portantes com rendas avultadas para cardeaes,
bispos e monsenhores, e com povoagao que d
soldados para a guerra e muilas outras cousas
uteis. Por isso lembra mais o patrimonio do que o
lauto.
Eu ainda hei de ver os ultramontanos fazerem
aS. Pedro o que se diz que os de Penafiel fazem
a S. Martinho, quando chova nos primeiros dias
da feira. Se o santo nio impede a chuva, dei-
tam-o ao poco e nio o tiram de l sem que venia
bom lempo. Aisla pode succeder S. Pedro ae
ejle nio defende o seu patrimonio. Os cardeaes
sio capazos de o deilar no Tibre, cono era lem-
pos afrailados um papa mandn fazer ao cadver
do seu antecessor.
O certo que passei em seccilura os tres dias
dos untos mais folgazoes de que rosa o kaleoda-
rio, e se nio fosse a minha cosinheira que nesses
tres dias me abarrotou de arroz doce e ovos mo-
les de Aveiros, que ella sabe fazer, como se ti-
vesse nascido na patria de Jos Eslevio, Dio te-
a com que mitigar a saudade dos meus bons
lempos de rapaz e das ruidosas aftogueadas fes-
tangas em que se abrasa Portugal inteiro naquel-
las abengoadas noites.
Nabccodokosor.
[Commercxo do Porto.)
Disparates de um Assyrio.
Fas vidisse tuit
Fas sil mibi, visa refere.
Ovidio.
Neste mundo todos temos cousas que nos diver-
tem e outras que nos affiigem. Eu, que, segun-
do as melhores genealogas, procedo em linha
recta e obliqua de Adi e Eva, sou, neste ponto,
como qualquer outro descendente das dous pri-
meiros mortaes. Nao s ha cousas que me ale-
gram, mas horneas que me divertem, como se
fossem urna comedia ambulante.
E isto nio de agora. Quando eu reinava na
famosa Ninive, muitas vezes tive de morder os
beicos para nao desatar a rir como um louco as
barbas dos personageus mais conspicuos da cede.
Apezar da rudeza daquellas eras, eu j percebia
que o soberano que ri ou maldiz doa seus subdi-
tos, no fim de tudo, de si propno ri e maldiz.
Isto de ser reichamem-lhe ropreseotagio de
Oeus sobre a trra, magistratura civil, profiaso,
officio ou como quizerem cousa s vezes tio
divertida quio insulsa ecansaliva chega a ser em
outras occasies.
Naquelle bom lempo nio havia ministros, nem
conselheiros de estado ordinarios e extraordina-
rios, nem pares, nem deputados, nem secreta-
rias,_nem armarios de papnUada, nem muitas ou-
tras inslituiges uteis, que depois se inventaram.
Eu quem tudo dispunhs e governava conforme
me da na cabega. O primeiro alarve que me ca-
nia mi fazia de ministro e transmtia as mi-
rillas ordens.
Se as nio transmillia bem, o corpo lh'o paga-'
va. A um mandei administrar em certa occasiao
ceaco e cincoenta cacetadas e Ucou tio fresco co-
mo quaesquer subdito do rei de aples.' Se
executava risca as miohas determinares, tinha
cumprido o seu dever e alarve ficava cerno era
antes. O povo, sempre que levava a breca um
dos tses ministros improvisados, vinha dansar
diante do meu palacio, como se houvesse de me-
nos no reino uma praga. Elles que nio gos-
tavam muito do meu systema, mas como os lu-
gares junto dos res sao muilo eslimados, nunca
me faltou gente para cumprir as minbas ordens.
Eu estou que, se o lugar de cao do pago ae pu-
zesse a concurso em qualquer reino da Europa,
muilo boa gente ira de galas disputar o emprego,
Cousa singular I Eu cuidav que os meus cor-
lezios diziam todos mal de mim. Pois enganei-
me. Diziam mal uns dos outros, principalmente
se lhes fazia a honra de conversar com elles. Eu
escutava-os com a maior attengio, e, quando ca-
da um jnio linha mais que contar, moslrava-lhe
catadura severa e despedia-o. Este retirava-se
persuadido de que eu goslava mais do outro. O
outro apartav*-se de mim com a conviegio con-
traria. Coiados I Eu, para me nio engaar,
acreditava o que ambos me diziam um do outro e
o que destes contavam os restantes, e ria comigo
se a bom rirquando os via pelas costas. Que
parvos !
Assim vim eu a saber o que cada personsgem
fazia, dizia, pensaava, coma, beba e gastava,
bem como varias nutras cousas ainda mais parti-
culares, que me divertiam bastante, quando eu
nio linha oceupagdes graves. A's vezes narra-
vam-me historias inspidas on repetiam as j
narradas, e eu mandava-os embora com termos
cortezes, mas imperativos. Nio se desgostavam
com isso. Alegres entravam e alegres aabiam !
Uma santa gente !
Nunca pude saber ao certo se o meu povo esta-
va contente delles, de mim e dos actos do gover-
no. Os coitezios ailirmavam que o povo estava
contentissimo e mostravam-m'o a danzar e a
cantar defronte de palacio. Quem daoca e can-
la, porque lhe vae bem na festa, dizia a corle.
S havia um velhote, que fra grande amigalhio
de meu pae, que nio proferia patarra. -Urna vc
perguntei-lhe que lhe pareciam aquestos funcfoes
populares. Respondeu-me muilo surumbatico,
Quem canta, seus males espanta.Os outros
riram-ae delle, como se fra louco. Eu nunca
pude descobrir quem tinha razio seno mais
larde.
Tudo iato era divertido, mas em certas occa-
sioes essa gente que me cercava dava-me tractos
de pol. Em quanto elles diziam mal uns dos
outros, bom era o uegocio, porm eu vim a co-
nheeerque essa maledicencia tinha outros fins, e
ahi que comecavam os meus tormentos.
Os sacerdotes queriam tudo para si em nome
dos deuses. Diziam elles quo a sabedoria lhes
vinha directamente da divindade, que as rique-
zas lhes eram devidas, por que, aendo os deuses
a origem de tu lo, tudo lhes pertence e aos seus
representantes, as honras pela mesma razio e o
governo egualmente.
Dos cortejaos affirmavam que eram uns come-
dores e do povo persuadiu-me que tinha por
r brigada o servir, pagar e levar pancada. Quan-
to minha pessoa, consentiam em respeita-li,
SEGUNDA PARTE.
XXIII
[Continuaco.)
Essa permissao em vio solicitada pelo marquez
havia quinze dias, e que s naquella occasiao po-
dc-ra obter de Antonia sem muitos rogos, pare-
ceu causar-lhe mais embarago do que satisfa-
cio. Se com urna retirada inopportuna nio desse
elle conhecer as suas ms intenges, teria im-
mediatamente sahido da presenga da sua vic-
tima.
Antonia, disse afinal, os primeiros amores
de uma joven comegam sempre por uma ceguei-
ra, e terminam por um desengao 1 E' esta uma
verdado que vos digo. Se o brilho da sua luz,
muito vivo para os vossos olhos habituados s
trevas, vos deslumhra e incommoda, nio vos las-
timis masesperael Nio ha cura quenio
custe uma dr I Antonia, vou direito ao fia. O
Sr. d'Ambron nio vos ama, e nunca vos amou.
A moga eslremevu, e cruzando os bragos so-
bre o peilo com um gesto de espanto e desvario,
disse macbinalmenle :
Luiznio me ama I Oh 1 calae-vos, calae-
vos. Sr.: tio odiosa mentira vos poderia ser
fatal I
Mas quasi logo um sorriso de sublime f irra-
diou-lhe o semblante adoravel.
Como sou louca I murmurou ella. Como
pude vexar-me por um instante com essa gros-
seira impostora I... Viesse Luiz mesmo dizer-
me que me nio ama, que eu nio o acreditara 1
Esperara j esta indignagao, Antonia ; po-
rm deixae- me proseguir. Existe um sen ti men-
t, pobre moca, que ainda oio conheceis, um
senliniento, cujo germen se acha em vossa pessoa
como em qualquer outra, se bem que a existen-
cia, que at aqui haveis passado, vo-lo tenha
adormecido no coragao. Esse sentimento, que
cada qual dissimula cuidadosamente sobo nome
de uma qualidade, ou de uma virtude, chama-se
o amor propno.
O amor proprlo, Antonia, ao mesmo lempo
estupido e feroz : 6 elle o motor ou o conselheiro
da mor parte das loucuras e desgrasas que en-
tristecem e affligem a humanidade. Por exem-
plo : u'uma hora de paixio e de fraqueza um
homem illustre por sua poaicio e grande fortuna
tira da escoria do povo para ejavar al a si urna
miseravel mulher indigoa sob todos os pontos
dessa inesperada felicidade ; o que acontece ?
Vede: os homeos mais espirituosos, mais distinc-
tos, em summa os homens mais elegantes ro-
deiam, procurara, o adulam essa miseravel, que
ainda na vespera confundida com a maltidao os
se eu estivesse pelo que elles queran. Senio,
nio. A colara doa Deuses vinha sempre baila
oestas gravea diseusses I Eram assanhadoi os
taes aacerdotes !
Oa cortezios e grandes do meu reino nio eram
da mesma opioiao. Sustentavam que do seu lus-
tre e esplendor dependa a grandeza importan-
cia do throno, que s balalhas ganhas por aeus
avs se devia o reino, que o rei fra um simples
nobre como elles, antes de ser rei, e que a essa
condicao voltaria, se esquecesso a classe de que
sahira e a eleigoque da sua familia.nzeram pa-
ra reinar I Tudo era delles e eu apenas seu re-
presentante I Dos sacerdotes asseveravam que
eram ambiciosos e rapaces e do povo nao falla-
vam para nio sujar a beca I Gonte feroz 1
Com o povo nunca fallei e agora me est pare-
cendo que flz mal. Tenho visto tanto soberano
em ferias por nio fallar com o povo, que, se. eu
voltasse a ser rei, havia de ouvi-lo a miudo. O tal
velhote, que me dizia que o povo cantava para es-
pautar os seus males, era uma pessoa de casa.
Estava sempre comigo. Ora, quando os padres
fallavam, elle sorris, e, quando os corlezios me
atormentavam, sorria do mesmo modo, mas
nio abra bico.
Uma vez, que estavamos sos passeando na mar-
gem do Tigre, como D. Joio II borda do Tejo
com o duque de Braganga e com o cardeal de Al-
pednoha, perguntei-lhe porque aorria. Respon-
deu-me que os sacerdotes deviarn tratar da reli-
giio e dos templos e obedecer aos deuses as
cousas divinas e a mim as profanas, que aos
nobres competa como nobres dar o exemplo do
respeito s leis e ao soberano, e que elle sorria
de ver que uns e outros o que queriam era pos-
suir as riquezas todas e autondade superior
minha.
Acrescenlava elle que a classe mais numerosa
era a do povo; que esss cultiva va as Ierras e
produzia o pi e todos os outros fructos; cuida-
ra dos rebanhos e preparava as lias para os ves-
tidos ; fazia os movis e as demais cousas neces-
arias para a vida ; pagava as despezas do esta-
do e fornecia os soldados para a guerra. Que, por
estas qualidades, se devia estimar muito o povo
e ouvi-lo e consulta-lo para governar segundo os
seus interesses. Ajuntava ainda o tal velhote que
se os sacerdotes desapparecessem o se os corle-
zios morressem ou se ausontassem, do povo si-
hiriam logo nobres e padres, mas que, se o povo
desapparecesse, essas duas respeitsveis classes
irism logo pregar as tardes a outra freguezia.
Que o estado poda durar sem ellas. Sem povo,
nao.
O velhote fallava como um livro, mas ou linha-|
medo dos sacerdotes e dos cortezios.
Do povo nio, porque nio me vinha quebrar a
cabe-a com essas allegagoes, nem me andava
ameagando com a colera celeste ou profana. No
fim do meu reinado, estava resolvido a seguir os
conselhos do velho e a unir-me com o povo pa-
ra reprimir os excessos das outras classes, po-
rm tarde me veio essa idea.
O mais que, depois da minha fgida, os cor-
lezios e os padres proclamaran) que eu era um
mo rei, que nao cuidava do meu povo, e que
para o salvar da desgraga a que eu o reduzira
que elles metinham dado cabo da pella !
Tive vontade de voltar Ninive, reunir os meus
subditos e dizer-lhes que esses magnates que
lhes allegavam servigos sempre me tioham dito
que o povo era um rebaoho que se tosqueava to-
dos os annos, onde se escolhia de vez em quan-
do alguma rez para comer ou para sacrificar aos
deuses, mas que nio era gente.
Depois meditei no caso e resolv deixar correr
o mundo sua vontade. Elles mesmos que hio
de despiesr-me. E assim foi. Taes cousas fize-
ram, que deram cabo de quanto l havia 1 Aca-
baram com sacerdotes, nobres, povo, capital, rei*
no e tudo I
Quando isso aconteceu, cansou-me grand esen-
sagio. Eu julgava que o poder dos assyrios era
eterno.
Agora, depois de tantos seculos de existencia e
de conhecimeuto do mundo, vejo que s eter-
na a verdado e a justica, e que os reinos onde es-
tas virtudes nao imperampassam edesapparecem
como a poeira levantada pelo vento. O que en-
tao me afOigio e magoou, hoje produz em mim o
effeito contrario e at me consola das miohas des-
ditas.
Eu tenho pena do pequeo duque de Parma.
O seu ducado era tanto delle como Ninive era
minha, e, no fim de tuJo, entre soberanos sem-
pre ha certas sympathias : mas tambera para que
fez o pai delle taes diabruras masculinas, feme-
ninas e neutras, que, afinal, o maodaram para o
outro mundo antes de tempo ? Para que chama-
va elle tropas estrangeiras para dentro do terri-
torio? Melado que eu tivesse feito, nio parava
meia hora em Ninive. Os assyrios cantavam e
dancavam, porm em lhe cheirando a dominio
estrangeiro, ia tudo com a breca. Eram como os
Portuguezes 1
Outro da, andando em viagem, encontrei um
homem que ia levar a Francfort uns protestos do
grio-duque de Tuscana e do duque de Modena.
Como iamos sos, conversamos algumas horas. Ai-
flrmou-rae que a desgraga destes dous soberanos
fra serem tolerantes de mais, e que, e por isso,
03 malvados abusaram da sua bondade, mas que
na prxima entrada nos seus respectivos estados
contavam emendar a mi e dar cabo, ao menos,
de tres tergosdos seus subditos, que eram gente
podre e corrompida 1 Estive quasi a escrever pa-
ra a Assyria a ver se aceitavim a restauragio da
minha dyoaslia sobcondigestio benignas I Nio
me qniz arriscar a um desaire. Aquellos brutos
eram capazes de oio quererem I
Em Roma encontrei na semana passada o mi-
nistro d'el-rei. Ia levar ao correio urnas circula-
res diplomticas do rei de aples. Como hoje
ar altivo Oh I nio porque essa mulher lhes
agrade que elles a buscam, nao ; mas lio lison-
geiro, tan honroso ser o rival preferido de um
homem illustre I O pobre, o imbcil, o fraco que
illudem o millionario, o sabio, e o bravo, se jul-
gam superiores a Jacqnes Cceur, a Moliere, a
Turenne I Estou-vos citando nomes que sio para
vos sem significagio. Volto ao que vos diz res-
peito.
O que vos chamaes o amor, e eu o capricho,
do Sr. d'Ambron, teve origem em uma circums-
tancia pouco mais ou menos semelhaute. A ni-
ca differeoga neste easo est na mulher ; porque
eu reconhego, ainda mais proclamo,-que nio ha
no mundo inteiro uma moga mais digna do que
vos de inspirar uma admiragio, aumapaixo,
sem limites I O acaso, que nos reuni a mim e
ao conde d'Ambron em um jantarqulz que o vos-
so nome fosse proferido entre todos os convivas.
O conde, vosso supposto marido, fallou a princi-
pio a vosso respeito com pereita inditferenga :
mas logo, excitado pelos grandes louvores que eu
vos tecia, comegou a mudar de linguagem, o
acabou declarando-se meu rival. O pensamento
de obter vantagem sobre mim sorria-se singular-
mente ao seu amor proprio. Emm exaltado
pela presenta dos convivas propoz-me apostar
uma somma enorme de ouro em como seriis sua
amante antes de dous mezes : aceitei, confiando
na vossa virtude, e nao suppondo o Sr. d'Ambron
capaz de descera, uma criminosa e vil impostura.
Bem o vedes, Antonia, tendea razio de me odiar ;
porque eu sou a causa indirecta, verdade, mas
infelizmente real, do vosso mal e da vossa des-
honra I
O Sr. d'Hallay parou: o golpe fora erremessado
cumpria'agora julgar do effeito por elle produ-
zido,
Antonia linha-se levantado ; seus bragos casta
e enrgicamente cruzados sobre o peito, seus
bellos e grandes olhos animados de um sombro
fulgor, e mala que tudo o magnifico sorriso de
soberano despreso, que contrahia aeus labios tao
fina e admiravelmente modelados, formavam um
todo de uma* altiva mageslade castelhana A II-
lha do grande da Uespanha nio desmenta o seu
aangueI
Sr. d'Hallay, disse ella com esmagadora e
fria dignidade, vossas calumnias improvisadas, ae
fossem ha tres mezes dirigidas rancheira Anto-
nia, a teriam feito corar de vergonha, e chorar de
desespero : hoje, porm, dirigidas condessa
d'Ambron nio produzem effeito, a nio ser impri-
mir-vos mais uma mancha em vosso nome, sem
proveito alguna I Sr. d'Hallay, cumpri a minha
promessa... ouvi as vossas explicagoes I Agora,
senhor, desejo ficar s...
O gesto com que Antonia designou ao marqaez
a porta da tenda era tao altivo, e injurioso, que
o mancebo de paludo que era tornou-se lvido.
O furor, que deste ae apouou, foi lio excesei-
vo, que por alguna minutos ficou sem poder arti-
cular uma s palava : todava nao obedeeeu.
Finalmente tornando, senio ao seu sangue
fro, ao menos ae uso daa suas faculdades, ex-
clamou com um riso forgado a penetrante
ministro n partibue, nio tem empregados, nem
correios. As circulares eram numerosas. Caht-
ram-lhe duas ej ia camiohando sem ellas. Apa-
nhei-ai e ral entregar-lh'as. Assim fizamos co-
nhecimento e fomos depois dar um passeio pelas
ras de Roma, por onde passavam s padrea e
francazes I
O meu real amo dista este grande minis-
trochamoume tarde. Se me tivesse chamado
morte do pa, nom trila Garib-ldis, quinze Cial-
diois e sele Cavours e me ib nos desalojavam de
aples. El -rei defunto sabia o nome aos bois.
Aquillo aim.que era um monarcha de respeito.-I
Pancada, tiro, cadeia, guilheti e desterro por d'
c aquella paiha. O caso que morrea na sua
cama dentro do territorie das Duas Sicilas, e es-
te senhor, Deus sabe onde morrer. '
Entao acharespond eu que o rigor em
aples devia ler sido miior ?
Mas sem duvids. Olhe. V aquella homem
que all vai em carruagem? E' um advogado na-
politano rico e revolucionario. Le vou de uma vez
80 cacetadas e de outra vez 50. Esteve dous an-
nos as galea. Ora, se em lugar de 130, tivesse
levado 260, dispensara a residencia as gales e
nao andar agora aqui a conspirar. Se oio fos-
sem estes francezes, aqu mesmo o esganavamos,
mas deixe-nos regressar aples e ver o que
vai.
Porm eu ouvi dizer que o rei Francisco II
dava amnystia completa?
Amnystia? Quanlas quizer. Duas em lugar
de uma. S. M. dotado de grande bentopidade,
mas o povo que nio amnystia assim, l^em v
que hoje o povo tudo. El-rei quer governar
constituciooalmnte e com o suffragia universal.
Elle por si perda, mas seo povo matar os revo-
lucionarios, S. M. nao pode oppr-se vontade
popular. Ou temos suffragio universal ou nio I
De sorte que na voila a aples temos mas-
quit.s porcordas e meninos orphios civallo?
Ver I ver I Tudo na conformidade dos
principios liberaes e com o respeito devido li-
berdade do povo. Agora dispense-me, que rou
conferenciar com o cardeal Antonelli. Elle tam-
bera querestabelecer em Roma um soveroo libe-
ral.
E foi-so embora. Confesso que me agradou o
tal senhor d'el-r. Agora vejo que a minha cle-
mencia que me deitou a perder.
Esta gente do rei de aples que sabe go-
vernar. Aos povos da-se-lhes pao, quando elles
o s&bem extrahir da trra, e pi muilo a miudo.
E eu,que tinha meus remorsos de consciencia
de algumas cacetadas que mandei dar aos habi-
tantes de Ninive I Que simplorio que sou I
Tudo isto me parece bem. Esses soberanos
nio tardaram, de certo. a subir aos thronos de
que a demasiada clemencia os precipitou. Em
Roma vio-se degredando os principes e met-
iendo na cadeia os populares. O nego:io mar-
cha cora regularidade e ordem. Mas o que eu
nio entendo porque razio o imperador de Aus-
tria tem Spielberg s moscas e nio applica ao
seu povo a receita napolitana.
Elle querer deitar-se a perder por goslo ?
Talvez deseje conhecer as sensages dos emi-
grados e escrever uma obra a esse respeito I
Agora os soberanos, nio contentes de lerem por
cima na letra redonda, o que era raro amiga-
mente, fazem lirros e arligos de peridicos i
moda de Luiz XIII. E' a nica explicagao que
tem.
Na Austria ha prisoes excellentes, segundo
conta Silvio Pellico. Gales nio faltara em Tries-
te. Gaceles emprestava-lhe o Sr. Del R para
lodo'o imperio quaotoa fossem necessarioa. E
todava o governo de Vienna nio adopta o sys-
tema napolitano. Nio por ignorancia. Jase
fez a experiencia, mas parece que nio deu re-
saltados satisfactorios. Aqui ha grande mysle-
rio. Vou pensar maduramente neste negocio.
Era quanto nio medito de meu vagar em ma-
teria tio ponderosa, sempre se me figura que o
systema dosreis que ficara superior ao dos res
que se vio. Eu, se chego a vottar a Ninive, nio
levo o Sr. Del R para ministro, nem o cardeal
Antonnelli. Sio liberaes exaltados e ninguem
l parava com elles, nem commigo.
Quem eu fazia tengio de convidar para meu
1 ministro era o conde de Cavour. Foi pena
que morrease. Eu gastava d'aquelle homem.
Annexava tudo em um abrir e fechar de olhos.
Se elle actitasse a pasta, em dous ou tres annos
a Assyria passara a nacao de 1* ordem, como a
Uespanha vae sahir despachada na primeira
promocio.
O tal piemontez tinha descoberto o segredo de
coagir os povos com as proprias forcas d'elles 1
Segundo me afllrmou o Sr. Del R, e* nio ho-
mem que miota, os toseanos, parmezios, mo-
denezes, napolitanos, sicilianos e antigos sub-
ditos do Papa, lodos estao coactos. O que elles
queriam era o governo aotigo sustentado pelas
tropas austriacaa. Por isso o derrubaram. E o
que lhes desagrada mais o governo actual
nicamente de italianos, e por isso o conser-
vara. No entendo, nem preciso entender. Se
arraojassem algumas provincias para juntar ao
meu reino e se ellas, apesar de descontentes,
teimassem em cooservar-se unidas, que oeces
cidade tinha eu de perceberas razes d'esse phe-
nomeno?
Oque me inqueta mais o direito, por que
dizem que o conde de Cavour proceda contra
elle. O meu velhote, se fosse vivo, de certo
me diria que o primeiro direito o dos povos a
serem bem governados. O velhote era um pa-
teta. Se assim fosse, l se ia o meu direito a
ser rei dos assyrios. Eu estou em que o tal Ca-
vour era contra o direito. o o direito 4 ludo.
Sempre vem da linha recia, e o mais historia.
Estas innovages sio temporarias. Nio pode
deixar de sor, e j o ouvi a uma pessoa de res-
na passar por .ella voltando-lhe aa eosta.com __ Vs. condessa.d'Ambron pebre moga! que
C) Vide Diari n, 177. | demencia, que erro este tomo I Seis tanto oon-
dessa como "asa encllente miss Mary, quem o
conde d'Ambron amou antes de vs. Vs, con-
dessa d'Ambron Oh I esta pretencio se sin-
cera denota da vossa parle admirare! e rara aim-
plicidade. Ficae sabeodo, incrdula aenhora,
que o vosso casamento, contratado fra de todas
as formalidades exigidas pela le, nio vos dab-j
solutamente direito algum sobre o conde d'Am-
bron, e a elle deixa toda a liberdade : nada lhe
obsta que amanhaa contrate uma uniio legitima,
que faga uma verdadeira condessa d'Am-
bron I
A vossa alegra falsa, as vossas palavras
sio mentidas, replicn Antonia. O que por vs
experimento, senhor, nio odio, nem colera,
nem desprezo ; aborrecimento... Sahi 1
O marquez vacillou. A violencia do furor ex-
ceda a sua torga de carcter. Senta-se incapaz
de conter por mais tempo a raiva que o suffoca-
va, e temia v-la rebentar.
Antonia I Antonia I murmurou elle con a
voz roaca ; nem mais uma palavra I Assim como
uma gola de mais faz trasbordar o copo j muito
cheio, assim uma palavra, uma sillaba, uma ex-
clamagio mais far rebentar a minha colera I Re-
pito-vos o que dizia no comego desta conversa-
gao : Antonia, leude piedado de mim, e de vs I
O conde vive ainda exclamou a moga ;*au
nada temo!
Longo silencio seguio-se a esta perigosa rea-
posta.
XXIV
O que se passava no espirito do marquez de
Hallay, ninguem o poderia advinhar; e elle mas-
rao talvez nio o aoubease dizer. Suas sensages
eram tio vivas, tio mltiplas, e contradictorias,
que j elle nio proeurava mais coordena-las.
Deixava-se ir ao correr das suas paixes, prestea
a obedecer ao impulso generoso ou cruel, que esa
si mais predomioasse.
Nessa lula confusa entre o bem e o nal, entre
o homem e o bruto, foi a crea tura de Deua aaeoa
yenco. Tio terrivel fra a crise, quanto rpida,
ioteira e sincera a reaceio que lhe poi termo:
essa especie de impeto apaixooado em reparar oa
reconhecer um mal prestes a ser commettido sa
enconlra quasi sempre as naturezas perversas
enrgicamente temperadaa.
Os nauselos contrahidos do seu semblante di-
latara m-se, a chmeos do seu olharextinguio-ae,
as sobraocelhas, comprimidas pela pressao da
sua fronte, tornaran ao seu natural, o sangue
voltou-lhe s faces lvidas, e aos labios deaco
rados
Assim como o homem que, escapando por un
miraculoao instincto vertiginosa attragao de un
sorvedouro, experimenta, nma vez passado o pa-
ngo, um momento de abatimenlo e prostragio,
assim tambera o marquez de.Hallay, antes de
fallar novamente, fechou os olhos, abanou a ca-
beca, como se buscasse sahir de uma vertigen:
por ventura nio acabava elle de fugir a um crina I
Depois de uma curta besitagio, filha antea da
timidez do que da reflexio", tomou a outra cadei-
ra que ae ochava desocupada, e sentando-ae a
grande distancia da condessa para dar-lhe a en
tender que nada devia ella recelar das suas in-
tenges, lhe disse j
peito. 0 mondo ha-de rollar aos seus eizos.
Entao pensam que os portuguezes nio hio de "
restituir as suas colonias aos soberanos a quem
as tomaram-contra a vontade delles e doa po-
vos ? Foram annexagea moda do conde de
Cavour, e quem dio reconhece s da Italia,
como pode querer gozar as da Azia. e da A-
frica.
N'essa restituigio in integrum que os eu es-
pero para vottar a governar a' Assyria e talvez
enlio aonexo a Media. E' verdade que, sendo
eu contrario s annexages.... Ento que teta
isso ? A Austria annexou Cracovia, a Russia, a
Prussia e a Austria annexaram a Polonia; a
Uespanha annexou S. Domingos, a Inglaterra
annexou meio mundo, a Franca igualmente.
Pois, se lodos aonexam, eu nio sou menos do
que os outros, e tambera hei-de anuexar.
Aqui ha lempos passei perto de um grande
ministro. Chamo-lhe grande porque era alto.
Como ouvi que fallava parei, porque a gente,
por velha que seja, sempre de um ministro a-
prende alguma cousa, quando oio aejsm senio
asneiras. O homem discorra terca dos nego-
cios da Italia e estava agarrada ao direito como
o sachristio da aldeia i corda do sino da fre-
guezia. ^
Era o direito do re de NapolesVPdireito do
gran-duque da Toscana, o direito' do duque do
Modena, o direito do duque de Parma, o di
reito do Papa e muitos outros direitos. O povo
italiano, esse s tinha obrigaces. Ora, como o
til grandissimo ministro ajudra a dar cabo de
um direito egual ao de alguns dessea soberanos,
fui-me aproximando dola e disse-lhe ao ouvido
que pela primeira vez o ouvia discorrer assim
em favor do tal direito de cuja destruigio elle
colhra repetidos proveitos e que me nio pare-
ca lgico esse discorrer.
Itespondeu-me, irada, que a lgica era uma
tls e eu um asno. Que o direito era o direito,
e os fados eram tactos, e que ambos vara vara,
segundo eram observados das altas regios ou
c d'entre o povo humilde. Que a lgica era boa
para professores e meninos e que a alta politica
beba outros ventos. E voltou-me as costas com
magestade e pompa.
Desde esse dia, quando alguem me falla era
direito d'aqui e direito de acola, empertigo-me
lodo e respondo-lhe como o tal ministro ma
respondea. E' verdade que eu nio entend bem
o que elle me quera dizer com os ventos da alta
politica ; creio que o bom do homem me quiz
dar a enteader que os ministros nio devem ter
principios, nem ideas titas, mas sim navega-
ren com o vento da liberdade ou com o da reac-
gio, conforme con vier mais. Esta politica si-
zuda. E' poltica de servente da Misericordia,
que diz sempre com o Sr.provedor, ou de cra-
do de servir, que so despede, quando lhe parece
que o amo decahe de fortuna 1 Boa politica I
Quando vejo gente desta e ougo taes doutrioasv
agradeco a Deuster-me deixado neste mundo du-
rante tantos seculos! Que risadas que eu linha
perdido, se a Providencia me tivesse concedido
ver nicamente a civilisagio assyria, na qual dous
e dous faziam sempre quatro de manbia e de tar-
de, de dia e de noite e da segunda-feira at ao
domingo 1 Ao menos, agora observo que dous e
dous podem fazer tres e dezesete, quarenta e cin-
co ou sessenta e nove, segundo mais convenha
aos estadistas!
Hontem encontrei um portaguez, tambem aber-
rado ao direito do rei de aples. Afinal, depois
de nio saber combinar as suas ideas de liberdada
com a adopgio da politica do duque de Modena e
de nio me saber explicar como os portuguezes,
filhos legtimos da revolugio franceza de 1830,
podiam ser adversarios do movimento italiano
actual, declarou-me que a principal causa da sua
repugnancia era o receio de dar aos hespanhes
uma arma para combaterem a favor da annexa-
cao de Portugal Uespanha.
A' f de assyrio que nio pude conter uma es-
tridente gargalhada. O homem flcou admirado da
minha hilaridade e perguotou-me se estavArin-
cando com elle.
_ O* homem de Deus,lhe respond eu
Nao se zangue, mas deixe-me rir Pois os portu-
guezes estao no mesmo caso que os napolitanos
ou os outros povos da Italia que conspiravam con-
tra os seus gorernos e chamavam elles proprios
os piemontezes? Essa gente quera, pedia e tra-
balhava para a annexagio. Os portuguezes nio a
querem de modo algum. Porque nio resistiram.
os toseanos, os parmezios e os outros estados
italianos aos commissarios de Vctor Emmanuel?
Os portuguezes, se Hespanha l mandasse com-
missarios, de certo os nio tratavam como liber-
tadores.
Isso verdade retrucou o homem mas
o papa Nos somos uma nagio catholica. E'-nos
licito ser liberaes nossa vontade, mas ao pont-
fice, desde que o caso com elle, devemos-lhe
obediencia.
A mesma que D. Pedro mostrou a Gregorio
XVI, que o tratava de usurpador e scismatico.
Voces l em Portugal j se esquecerarn de D.
Pedro? Parece-me que a memoria delle anda
agora mais viva nos italianos que comba lera m ao
aeu lado no Porto do que nos proprios portu-
guezes.
Mas D. Pedro tinha a seu favor o direito he-
reditario.
Assim se dizia, mas os adversarios affirma-
vam o contraro e os pareceres aodavam dividi-
dos. E, se esse direito era tio forte ; porque nio
gritavam : viva o direito, em vez de andarem a
herrar pelas ras e nos baluartes da cidade eter-
na : viva a liberdade ? Quem era mais legitimo,
Luiz Felippe em Fraoga ou Vctor Emmaouel na
Italia ? Dou-lh'os ambos para escolher.
Tranquillisao-vos, Antonia, a crise passou :
porm por merc nio exijaes que eu me retire
deixando-vos sob a triste impressio do meu im-
peto deploravel! J que a vossa confianga no
Sr. d'Ambron tio obstinada e tio cega, que dis-
cutir a sinceridade do seu amor vos parece uma
injuria, nio fallemos mais desse homem, cujo
nome vos julgaes com direito .. S quero agora
dissipar todo o motivo do irritagao havido uesta
nossa converssgio..,
Porque razio, senhor, uo acabaremos an-
tes com essas explicages ? E' um trabalho sem
interasse a que vos entregaos, e uma tortura in-
til que me causaes. Alem da minha liberdade
o que ha mais de que possaes tallar-rae ?
0 que vos tenho a dizer, Antonia, replieou
o marquez com a voz trmula de commogio,
que sem o saberdes jogaes neste momento a ven-
tura ou a desgraga de toda a vossa existencia
Antonia, suppllco-vos com as raaos postas, prea-
tae-me ainda a vossa attengao. De que vos ser-
vir unta recusa ? De nada, senio de persuadir-
me que o meu arrependimento uma fraqueza,
e mergulhar-me outra vez no pelago daa violen-
cias. Supponhainos que eu sou vosso inimigo
nio ser melhor que, em vez de ignorar, conhe-
caesquses sao as minhas intenges e os meus
projectos ? Nio acredilaes na minha sinceridade;
juro-vos, Antonia, que a vossa suspeita infun-
dada, e as minhas explicages vos convencerio
melhor do que os meus juramentos 1 Naa cir-
cunstancias solemnes e ditliceis da vida, levo a
franqueza ao ponto de brutalidade. Uma vez que
consinlaoa em ouvir-me coohecereis-os mais se-
cretos escondrijos do meu coragao I
Senhor, j vos ped que sahisaeia, e nenhum
caso flzestes do meu pedido. A vossa presenga
aqui contra a minha vontade loma intil o coa-
seutimento que me imploraes. Quem vos impe-
de de fallar? Nio sois o mais forte? Nao sois a-
qui o seohor?
O marquez mordeu os labioa com forga, c guar-
dou silencio. Finalmente replieou com frieza:
Pois bem! seja como dizeia: aou aqui o
senhor, e uzo do meu direito. Escutae-me por
conseguinle.
Senhora, quando vos vi pela primeira rez, foi
forte e vehemente a impressio que om mim cau-
sou a vossa belleza: porm com quanto eslimu-
lasse a minha imaginagio deitou-me todava o
coragio Indifferente. Nio obstante, decidi-me a
ficar alguns dias no rancho da Ventana. Espe-
rara que a minha separsgio do vossa pessoa nio
ne deixaria a nais pequea lenbraoca, e nem
abrira um vacuo no meu pensamento. Para mim
eris um insignificante e agradavel apsodlo da
viagem, e nada mais. Estaea vendo que eu nio
Fmenti quando ha pouco vos prometti uma fran-
queza brutal.
O sentimento, que a principio me cooteve jun-
0 a va, mudou bem depressa de carcter : aem
rnar-aa mala profundo adquiri maior vilen-
la. Finalmente, quando a proeza do vosso ami-
o Panocha langou-me sobre um leito de drea ;
uando a ovetu dos meus sonhos tornou-se o
aojo dos meus soffrimentos, operou-ae em mim
ma mudanga completa. Eu ros amei eolio c-
lao nanea tinha amado, como nunca amarai: a-
[Continuar-se-ha.)
mei-vos apaitonadamente !,.. Oh oio vos en-
fadis... nio vos mostris indignada I... A gran-
deza desse amor tem sido al aqui a vossa sal-
vaguarda : a elle deveis o direito que tendes de
insultar-me, em vez de abaixar a cabeca na mi-
nha presenga 1 O que eu aenti, Antonia, quando
depois em S. Francisco descobr um rival no
conde d'Ambron, nio vos poderei dizer!... Quiz
mata-lo ; porm mata-lo franca, lealmente : um
infeliz contratempo arrancou-nos as armas das
mioa I... O conde parti... e passado um mez
eu era o mais desgragado de todos os homens I.
O marquez calou-se: senta a colera subir-lhe
ao cerebro, e nio quera aaaustar a moga. Depois
de alguns segundos conlinuou com a voz mais
calma:
Senhora, antes de chegar a desenvolver as
minhas intenges no futuro, devo dar-voa a co-
nhecer o meu carcter, e o meu paasado. Nio fra-
quearei na missio que a mim proprio impuz....
a minha franqueza estar na altura do meu
amor 1
Tenho sido aecusado, Antonia, de ter um mo
coragio e orgulhoso 1 Conhego que esta aecusa-
gio nio destituida de fundamento. Uma afouteza
de espirito pouco ordinaria, uma forga de corpo
pouco commum, uma intrepidez ao abrigo de toda
a sorpreza, me habituaran), bem joven ainda, a
desprezar os outros homens, e a coosidera-los
como seres inferiores a mim. As adulages, as
infamias daquelles que tremiam ante um simples
franzir das minhas sobrancelhas, confirmndome
na conviegio da minha superioridade, deram-me
o goslo pelo luxo, e pelas despezas; nio quera
que a meu lado ninguem brilhasse mais. do que
eu : repito-vostoda a superioridade, al meamd*
a da fortuna, irrtava-me e me parecia uma in-
justiga ou um ultrage I Com semelhante maoeira
de encarar a vida, a minha mocidade nio poda
deixar de ser agitada por terriveis furaces I E
devo accrescentar que naa horas as mais criticas
da lula, nunca a minha fronte se abateu.... nun-
ca enfraqueci nem recuei! Sempre conservei
bastante alta, senio a honra, pelo menos a repu-
tagao do meu nome Voltasse eu pobre amanhaa
para a Europa, e aiodaasaim a mullidio se aftaa-
laria temerosa para dar-me passagem : rico-
seria o dolo da alta sociedade, o rei dos sales I
Uma mulher ordinaria nio poderia amar-me, por
que teria medo de mim-: para apreciar-me, para
domar a minha naturezas um coragio virgem,
dedicado e valenle! Oh 1 com que thesouros de
ternura eu retribuira aquella que, confiada no
poder e no fervor de sua dedicacio para commi-
go, me quizesse iniciar nos gozos da virtude I
Porqueai de mim em vio que o orgulho
do homem forte e superior ae revolta ao pensa-
mento da soffrer e jugo, posto que suave, de uma
affeigao verdadeira : em vio que elle affecta
desprezar aa alegras puras de uma calma e paci-
fica existencia I Cedo ou tarde aa a hora da vin-
ganga, am que fulninado por um amor irresisti-
vel, elle reoega com horror oa desvarios do seu
passado, e eonvem com o rubor as faces e o re-
morso no coragioque a intima felicidade de
deas almas santamente unidaa s quem consti-
titue o verdadeiro praxer que dado ag hornera
gozar pa. tena I
Essa hora soou para mim Desde que vos amo,
Antonia, que me descootteco. O ouro, o poder,
o dominio, as pompas, tudo oque em outro lem-
po me exaltara a imagioagio parece-me hoje urna
fraqueza, um erro, um nada A minha lingua-
gem vos espanta!-.-. Oh I comprehendo e-ila
contrasta singularmente com a minha conducta 1
E demais, nio permittido vossa juveotude.
tio chaia de uma candida ignorancia, suspeitar a
exlensio, e a violencia da minha ternura. Amar
para vs obdecer aos impulsos do coragio___
viver I Amar para mim renegar o passado....
comba ter soflrer I Antonia, (T missio que
vos offerego magnifica. Ser senhora absoluta da
um coragio indomavel, ser o anjo da guarda, a
providencia de um homem que, inaensivel a todo
o poder humano, se humithara trmulo e sub-
misso ante a colera do vosso olhar.... Oh I
uma felicidade sonhada por quasi todas as mu-
Iheres generosas, e de que bem poucas talvez te-
nham gozado !
O marquez d'Hallay, apezar da firme resolugo
que havia formado de conservar o seu sangue
fri, todava tinha-se enthusiasmado i discripc&o
do seu amor: e, nao obstante, os seus olhos
sempre baixos nio ousavam consultar os de An-
tonia.
Quanto condessa, a expresaio altiva e des-
deohosa que se refleciia no seu semblante adora-
vel, explicava exhuberantemente o silencio que
ella tinha guardado durante a coofissio do mar-
quez : nem mesmo quiz conceder-lhe a honra de
uma interrupgio.
Senhor, dase ella depois quo o marques
inquieto com esse silencio se tinha calado, quan-
do passastes na Ventana pela primeira vez, eu
tive occasiio da fazer om appello vossa honra *
e vs Qcastea inaensivel I.... A faca de Panocha*
foi s quem respondea ao neu gritle angus-
tia!.... Da segunda vez que a minha m sina
vos conduzio ali, tive ainda occasiio de invocar
a vossajustiga, e.... aqui estou sendo prisionel-
ra.... e o sangue do mea marido correu, e cor-
reu traigio! Hoje, j que os senlimentos, nao
digo generosos, porm simplesmente honestos
nao teem entradajno vosso coragio, hoje me di-
rijo smente ao vosso interasse pessoal. As vi-
sitas que me fazeia, como ha pouco vos mesmo
observasles, podem prajudicar-vos, e despopula-
risar-vos aos olhos dos vossos sequizas, inspi-
rando-lhes suspeitaa acerca da vosas veracidade.
Se ell6s adquiriren a conviegio de que os iilu-
distes grosseiraneote, aaaeverando-lhes que eu
me acho instruida de un segredo, cujo cenheci-
mento lhes interessa, deixaram je ter confianga
em vs. E depois. nio se realise o successo tao
pronettido da vossa expedido, oa ae faga espe-
rar anda muito lempo, lodoa easea bandidos, que
agora vos reconheoem como chefe, aaudar-se-hio
bem depressa en outros tantoa asaaasinioa a ioi-
migos sequioaoa do vosso aangue I Asain pois.
senhor, creio que aera do vosso interesse peaaoal
livrar-me do desgosto que me causa a vossa pre-
senga,
{Conimior-ie-rta.]
PIB.W<- TYP. DI ftf. P. BI a\M\.-188l4
**-


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