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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/09353
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Friday, August 02, 1861
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:09353

Full Text
lili IIIT1I IDMEHO 176
Pr tres mezes dia n todos $ 0 0 0
Por tres mezes vencidos 6$000
SEXTA FE1BA 2 K AGOSTO IIISCL
Por amo adiantado 19$00 0
Porte franco para o subscriptor.
4-
CA BREGADOS1A SOBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Aleandrino dt Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra ; Araca-
ly, o Sr. A, dt Lemoj Braga; Cetra o Sr. J. Jos
da Oiireira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonia, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS UOS liUKKKlUs.
Olinda todos os das as 9 1/1 horas do dia.
Iguarasa, Goianna t Parahiba as aegundaa
sextas-feiraa.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Csrmar, Altinho
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pea-
queira, Ingazeira, Floros, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouncury e Fx as quartas (airas.
Cabo, Serlnhem, Rio Formoso, Una, Barreiros
Agua Preta. Pimenteiraa t Natal quintas feiras. '
(Todos os eorreios par tem as 10 horas da manhia)
EPHEMEBIDES DO MIZ DE AGOSTO.
PARTE OFFICIAL.
6 La nova >s 10 horta 34 minatoa da man.
13 Quarto crescentt ta 4 horas e 56 minatos da
manha.
20 La chtia ts 7 hortt e 31 minatos di man.
28 Qaarto miogHtntt aall horaa e 4 minutos da
manhaa;
PBEAMAR DE HOJE.
Primeiro a 1 hora e 42 minatos da manhia.
Segando a 1 hora e 18 minatos da tarda.
=3C
BIAS DA SEMANA.
29 Segunia. S. ilartha r. m.; S. Oltro re.
30 Terca. S. RuGno ; Ss. Abdon e Seen mm.
31 Quarli. S. Ignacio de Loyolla (andador.
1 Quinta. As eadeiras de S. Pedro apostlo.
2 Sex'a. Nossa Senhora dos Aojos ; S. Estero,
3 Sabsado. Invengas do corpo de S. Estevao.
4 Domtago. S. Domingos de Gusmao fundador.
AutMttfttlA* UOS IRIBUNaES DA CAPITAL. ENCARREGADOS
Tribunal do commercio ; segandas a quintas.
Relaco: torgas, quintas aabbadoa aalO horaa.
Fazenda: tercia, quintas e aabbadoa as 10 horaa.
Jaizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito dt orphos: torgas e sextas as 10 horaa.
Primeira vara do tival: tergas t atxtaaio meio
dia.
DA SUBSCR1PCAO DO SUL
Alagoaa, o Sr. Claadino Faiteo Diaa; Bahia,
Jos Mirtina AItss ; Rio dt Janeiro, Sr
Sr.
Joao Ptrtira Martina.
Segunda rara do eivtl:
hora da tarde:

EM PERNA1IBUCO.
O proprieUrio do sumo Manoel Figatiroa f
quartas aabbadoa a llFaria.na na linaria praga da Indaptndtntia n
U t 8.
GOVERNO DA PROVINCIA*.
Expediente do da 30 de julho.
Officio ao commandante superior interino do
Recite.Mande V. S. dispensar do servigo em-
quanto estiver empregado no lugar de coHtiouo e
sacriato da Santa Casa de Misericordia do Reci-
te, como rtquisitou o respectivo provedor o guar-
da do 2a batalho de infantaria deste muoicipiu
Dioiz Ignacio Prazeres dos Santos.Coramuoi-
cou-se ao referido proredor.
Dito ao commandante auperior de Goianna.
Ao officio que me dirigi V S. em 22 deate mez,
respondo dizendo-lhe que pode mandar fazer os
ezercicios e reristas da guarda nacional sob seu
commaodo superior, e satisfaga quanto antes o
que foi determinado por circular de 4 do cor-
rente.
Dito ao D;. chefe de polica.Ao officio que
V. S. me dirigi nesta data respondo declarando-
lheque por defficieocia de forga no corpo de po-
lica nao pode ser augmentado o destacamento
da cidade deNazareth com, as quatro pragas que
V. S. solicitou, defeudo por isso fincar o mesmo
destacamento reduzido a forga de que ora est
eoraposto. _
Dito ao conselho de compras
Ia couipanhia.
Tenente, o alteres da mesma Henrque de Mi-
randa Henriques..
Alteres, o guarda Aristides Duarte Carneiro da
Cunha Gama.
2' companhia.
Alferes, o guarda Francisco Antonio Pontual
Jnior.
3* companhia.
Alferes. o guarda Joo Joaquim de Souza
Abreu Lima.
4a companhia.
Tenente, o alferes da 5a companhia Manoel
Francisco de Carvalho Paea de Andrade.
5* companhia.
Capito, o tenente da segunda Francisco Jos
Vianna.
6a companhia.
Tenente, o alferes da mesma Jos Thomaz Ca-
valcanti Pessoa.
Communicou-se ao commandante superior do
Recite.
Dita.O presidente da provincia, atteodendo
ao que Ihe requereu Antonio Joaquim de Almei-
da Guedes Alcoforado resol ve que fiue sem ef-
feilo a portara de 17 do correle, pela qual fra
elle nomeado para exercer provisoriamente os
ofilcios de partidor e destribuidor do termo de
Olioda.Fuer a m-so a respeilo as com m nica -
(oes do costume.
navaes.Autori-
so o conselho de compras naraes a promover nos -
termos dos arts. 9 a 11 do seu regulameoto a I Lrou-se Umbem portara rerogando a de
comora dos objectos mencionados no seu officio : ?7 do correnle *?? no"e*ra Bernardiao de Sena
de 29 do correte, visto que sao necessarios ao
arsenal da marinha.
Dito ao iospector da thesouraria de fazenda.
Em vista dos inclusos documentos, estando elles
nos termos logaesamanle V. S. pagar a Simpli-
cio Jos de Mello, conforme requiaitou o com-
mandante superior da comarca do Brejo em offi-
cio de 7 do correte, a importancia dos veoci-
mentos de urna escolta de guardas naciooaes com-
posta de um furriel e quatro guardas, que con-
doli presos desla capital para a villa de Cim-
bres. Communicou-se ao supradito comman-
dante superior.
Dito ao mesmq. Devolvo V. S. o requari-
mento e officio que'acompanharam a aua ufor-
mace n. 654 datada de 29 do correte para q.ue
maude pagar sob minha responsabilidad, visto
que nao ha crdito p.ara a rubricaexercitodo
exercicio prximo lindo, o que se estiver a dever
ao capito Aotooio Hara de Castro Delgado, de
vencimentos relativos ao mesmo exercicio, urna
Muniz para os officios de partidor e contador do
termo da Serinhem, visto assim o harer elle re-
querido.
Dita.O presidente da proriocia, attendendo
ao que requereu Leooiio de Oiireira Mello, re-
solve, de conformidad com o disposto na lei
provincial, o. 504, de 29 de maio deste aono, e
art. 6a da carta de lei de 3 de oatubro de 1834,
explicado por aviso do ministerio da jusliga de
14 de maio de 1860, nomear o referido Leooilio
de Oiireira Mello para exercer provisoriamente
os officios de partidor e contador do termo do
Btejo, emquanto nao forem definitivamente pr-
vidos pela forma determinada no decreto n. 817
de 30 de agosto de 1851.Fez-se o expediente
que era preciso.
Dita.OsSrs. agentes da Companhia Brasilei-
ra de Paquetea Vapor maudem dar transporte
para a provincia do Para, por conta do minate-
ro da guerra no vapor queso espera do sul, ao
capito Manoel Jos de Meoezes, que vai reu-
rez que elle satisface a importancia dos d'ireitos i fl''** baUlnao > "d" \altai"}?'.a, "ue P-
e emolumentos concertantes licenca que obte-
vedo governo imperial.
Dito ao mesmo. Haja V. de designar um
empregado dessa thesouraria para passar revista
de mostra no dial" de agosto prximo viodouro,
as pragas da guarda nacional, que se acham em
servico coadjuvaodo a tropa de Ia linha oesta ci-
dade.Communicou-se ao commandante supe-
rior do Recife.
Dito ao inspector da alfandega.Respondendo
e officio que V. S. me dirigi hootem, sob n.
5/0, tenho a dizer que approvo aa demissdes da-
das aos guardas dessa alfaodega Bento Borges
Leal por nava 0 pedido, e Francisco Joaquim
Clemente dos Santos, por excessu 4. u...t.
tendo innorrido as penas do art. 98 2 do re-
glamento de 19 de setembro do anno prximo
paasado. Deu-se sciencia thesonraria de fa-
zenda.
Dito ao commandante de polica.ltenlo o
que ponderou V. S. em officio n. 351 desta data
eom refereocia ao conselho de julgamento dos
soldados Joe Pereira da Silva e Antonio Vicen-
te Ferreira, cumpra que V. S. expega suas ordeos
para que na ausencia do major
Barros A'baquerque se rena sob a presidencia
do capito Jos Pereira Teixeira, serriodo de vo-
gal em lugar deste o tenente Jos Cuoegundes da
Silva.
Dito ao mesmo.Autoriso-o a excluir do cor-
po sob seu commando o soldado Raymundo Jos
dos Santos, a que se refere o officio de V. S. n.
350 desta data.
Dito ao director do arsenal de guerra.A'vis-
ta da sua iofor*agr de 29 do corrente o autori-
so a maodar entregar ao 9* batalho de infanta-
ra 500 pares d sapatos por conta dos pedidos
geraes do memno batalho.Communicou-se ao
coronel commandante das armas.
Dito ao superintendente interino da estrada de
estrada de ferro, R. Austio.Respondendo ao que
me soheita o Sr. R. Austin em 25 do correte,
tenha a dizer-lhe que o governo imperial dispen-
sou com effeito, segundo foi commumeado a esta
presidencia por aviso de 22 de agosto do anno
paasado, a remessa para Londres dos documentos
em original, a que se refere o Sr. Austin, mas
Bao preaciodio das copias desses documentos,
exigidos por aviso de 11 de setembro daquelle
anno, e que nao foram anda ministrados pela
superiteodeocia da estrada de ferro pelos moti-
vos que expoz em officio de 22 de maio ultimo, o
qual foi submettido em 5 de junho prximo fin-
do a coosiderago do goveroo imperial.
Dito ao director da colonia militar de Pimen-
teiras.Com a inclusa copia da informago da
thesouraria de fazeods respondo ao officio que
Vmc. me dirigi em 10 do corrente solicitando
que na quanlia necessaria para as despezas dessa
colonia no trimestre correla se leve em conta aa
despezas que se tem de fszer com os concertos e
reparos das casas que soffreram ruinas ocasiona-
das pelo invern.
Dito ao juiz municipal da primeira vara.Ia-
forme Vmc., e com toda a urgencia, sobre a ma-
teria do incluso officio em original, que me ser
devolvido, do juiz de direito interino da comarca
de Pao d'Alho, datado da 27 do corrente, relati-
vamente ao sentenciado Antonio Francisco da
Rocha, existente na casa de detenco desta ci-
dade.
Dito ao director das obras publicas.Inleirado
do contedo dp officio de hoja em que Vmc. me
participa haver contratado por tmpreitada com
baro do Livra ment 1 factura nao s dos con-
certos de que precisa a Cruz do Patrio, ''.jas
tambem da estacada e aterro quesemaodou fszer
no isthmo de Olinda, tudo de conformidade com
es respectivos orgamentos tenho a dizer em res-
posta que deve Vmc. remetter a secretaria da
presidencia urna copia desse contrato, afim de
aer enviada thesouraria de fazenda.
Dito aos gerentes da illominagio a gaz.Sir-
vam-ae Vmcs. de, tendo. em vista o officio junto
por copia do director do hospital militar, pro-
videnciar para que quanto antes se procedam
aos concertos de que precisa a illumioago da-
quelle eatabeleeimento. Communicou-se ao
commandante daa armas.
Portara O presidente da provincia, confor-
msndo-se com a proposta apresentada pelo te-
nente coronel commandante do 4" batalho de
infantsria do municipio do Recife, sobre que
ioformou o respectivo commandante superior
em officio de 26 do correnle resolve nao s
transferir da quarta para a segunda companhia
e teneate Jos Francisco do Reg Barros, maa
tambem promover aos poatoa para que foram
indicados na forma do artigo 48 da lei n.
602, de 19 de setembro de 1850, os cididos se-
gua les :
Estado-maior.
Tenente quartel-meatre, o alferes da primeira
companhia Joio Deodato Bowman.
Atieres porta-bandera, o guarda Sil rio Anto-
nio Rodriguea.
tence, bem como a familia desse official compos-
ta de mulhere tres lhos, sendo umde idade de
10 aonos, outre de 7 e o ultimo de 4.
Mandou-se igualmente transportar a aeus des-
laos, por conta do citado ministerio, ao official
e pregas abaixo mencionadas;
Para a provincia da Bahia.
Alferes Jos Fraocisco Airas Lima, que vai
reunir-se ao 8o batalho de infantaria a que per*
tence.
Para Macei.
Soldado Manoel da Paixo, que vai reunir-se
ao corpo de guarnigo desta provincia.
Para a corte.
Soldado Manoel Antonio de Moraes, que vai
reuui, a no primeiro regiment de cavallaria
ngeira.
Communicou-sa ao coronel commandante das
armas.
Expediente do secretario.
Do dia 30 de julho de 1861.
Olficio ao vigario de Tejucupapo.O Exm. Sr.
presidente da provincia manda declarar V. S.
Alexandre de (,ue reC8Deu eu u> officios firmados em 16
do correte, bem como o livro de registro das
trras publicas nassa freguezia.
Dito ao major Alexandre de Barros e Albu-
querque.S. Exc, o Sr. presidente da provin-
cia, manda aecusar recebido o officio de 26 do
corrente, em que V. S. communica ter naquel-
la data assumido as funeges do cargo de dele-
gado de polica do termo de Goianna.
Despachos do dia 30 de albo,
Rea uerimtn to$.
Antonio Cardoso de Queiroz Fonseca e Jos P.
da Cunha.Autorise-se a companhia de Beberibe
a collocar o chafariz que pedem.
Adolpho Luiz de Souza. Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
Bacharel Cesar Octaviano de Oiireira. Prove
o supplicante que est doente.
Carlos Mara Colsoul.Informe o Sr. inspector
do arsenal de marinha.
Joaquim Antonio Rodrigues. Informe o Sr.
inspector do arsenal de marinha.
Gamillo de Lellia Peixoto.Selle e volte.
Africano livre Joaquim I. Nao tem lugar em
vista da informago.
Manoel Rodriguea Pereira.Sellado o requeri-
mento juato volte querendo.
Manoel Simoes Ferreira Braga.Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
Romana Mara de Carralho. Informe o Sr.
inspector do arsenal de marinha.
Sociedade Bemfeitora Pernambucana. Cum-
pre que o supplicante satisfaga primeramente
o disposto no art. 29 e nos mais a que este se
refere, do decreto n. 2,711 de 19 de dezembro
de 1860.
Sociedade Unio BeneBcente dos Cocheiros
desla cidade.Satisfaga primeramente o suppli-
cante o disposto no art. 9 e noa mais a que este
se refere, do decreto n. 2,711 ae 19 de dezembro
de 1860.
EXTERIOR.
Do Moniteur tradujimos a nota que Mr. Thou-
venel dirigi ao eocarregado de negocios de
Franga em Turln, por occasio do reconheci-
mento do re da Italia pelo imperador, e bem as-
sim a resposta que o baro de Ricasoli escreveu
ao conde de Gropello, representante de Vctor
Em manuel em Paria :
< Pars, 16 de juono de 1861.
< Senhor. O rei Victor Emmanuel dirigi
ao imperador urna caria, que liona por fim pedir
a S. M. que o reconhecesss como rei da Italia. O
imperador acolheu esta communicago com os
aeotimeotos de benevolencia que o animam para
com a Italia, e S. M. eati tanto mais disposto a
dar disso urna nova prora, accedeodo aos desejos
d'el-rei, quanto que a nossa absteogo as cir-
cums tan cas actuaea poderia azer naafer err-
neas conjecluras, e aer considerada como indicio
de urna politica que nao a do governo imperial.
Maa, se queremos nao deixar dovidas a este res-
peilo, quanto s nossas intengdes, existen), to-
dava, necessidades que nio podemos perder de
vista, e devamos ter cuidado em que o nosso re-
coohecimento nao seja interpretado de urna ma-
neira inexacta na Italia ou na Europa.
O governo de S. M. nio oceuliou em circams-
lancia alguma as suas opinies sobre os aconte-
cimentoa que ha um anno rebeotaram na penn-
sula. O reconheeimento do estado daa cousas
qae d'ahi resoltou nio podia, pois. ser a garan-
ta, da mesma maoeira que nio podiam appltcar
a approvago retrospectiva, de urna poltica a
respeilo da qual nts temos constantemente re-
servado urna completa liberdade de apreciagio.
Menos poderia atada a Italia achar fundamento
para o eoostderar como um estimulo para empra-
zas que podessem comprometter a paz geral.
a A nossa maneira de ver ainda nao mudou
desde a intervista de Varsovia, em que tivemos
occasio de a fazer conhecer Europa, assim como
ao gabinete de Turto. Declarando ento que con-
sideravamos o principio da nao intervengo como
urna regra de conduela para todss aa potencias,
accrescentamos que urna aggret>sio da parle dos
italianos nao obteria, qaaesquer que podessem
ser as coosequeociaa, a approvago do governo
do imperador. Goaa|famo-nos nos mesmos sen-
timemos, e declinamos anticipadamente toda a
sohdariedade em projectos de que s o governo
italiano teria de assumir a responsabilidade dos
perigos e a soffrer-lhes as consequencias.
c O gabinete de Turin, por outro lado, ter
em conta os deveres que a nossa posigo nos
creou para com a santa s. e eu jalgaria super-
fluo accrescentar que, ligando relagoes officiaes
eom o governo italiano, nao queremos de ma-
neira alguma eofraquecer o valor dos protestos
formulados pela corte de Roma contra a invaso
de muitas provincias dos Eslados-Ponticios. O
governo de Victor Emmanuel, assim como nos,
nao poderia contestar a forga daa considerages
de toda a qualidade que se ligara questo ro-
mana, e domioam necessariameote as nossas de-
termioages, e com p rehn der que, reco onecen-
do o rei da Italia, devenios continuar a oceupar
Roma, em quanto garantas suficientes nao co-
brirem os interesses que ali nos levaram.
t O governo do imperador julgou necessario
entrar em sem el han te momento as mais francas
explicagoes com o gabinete de Turin. Temos a
coDlanga de que apreciar aeu carcter e tira.
Dignai-vos, senhor, dar leitura e entregar
urna copia deate despacho ao baro de Ricasoli.
< Recebei, etc.
. c Thuvenc.
Resposta' do baro de Ricasoli.
< Turin, 21 de junho de 1861.
Senhor conde! O encarregado dos nego-
cios de Franga veio eommanicar-me o despacho
de que vos remeti a copia inclusa.
< N'este despacho, declara o ministro dos ne-
gocios estrangeiros do imperador, que S. M. I.
est prompta a dar urna nova prova dot seus
senlimentos de benevolencia, reconhecendo o
reioo da Italia. Accreacenta com tudo que este
acto teria principalmente por fim impedir conjec-
luras errneas, e que nao poderia implicar a ap-
provago retrospectiva de urna politica a respeilo
da qual o governo de S. M. I. se reservou cons-
tantemente urna inteira liberdade de apreciagio.
Porm menos poderiamos nos, segundo esse des-
pacho, ver no reconheeimento da Franga um es-
timulo para emprezas que podessem compromet-
ter a paz geral. Recordando as declaragoes do
governo francez por occasio da entrevista de
Varsovia, Mr. Tbouvenel repete que continu a
considerar o principio da nio intervencao, como
ama regra da conducta para todas as potencias ;
mas declara que o gabinete daa Tulherias decli-
nara antecedentemente toda a responsabilidade
nos projectos de aggresso de qae s nos pode-
riamos assumir os perigos e soffrer as conse-
qneoctas.
Franga para com a corte de Roma, Mr. Thouve-
nal record a que poderosas considerages obliga m
o goveroo imperial a continuar a oceupar Roma,
era quanto garantas suficientes nao cobrirem os
interesses religiosos que o imperador deve justa-
mente a peito proteger, e manifestar a esperanga
que tem de que o governo de el-rei poderi apre-
ciar o carcter e o um desta franca explicago.
Antes de vos fazer conhecer a minha ma-
neira de pensar a respeilo das considerages des-
envolvidas no despacho de Mr. Thouvenel, devo
pedir-vos, Sr. conde, que expresseis ao ministro
dos negocios estrangeiros a minha viva e protun-
da gratidio pela preciosa demonstragio de svm-
patbia que o imperador est disposto a dar a nos-
sa causa nacional, reconhecendo o reioo da Ita-
lia. Este acto tem, as circumstancias actuaes,
um valor muito particular, e os italianos sero
profundamente sensiveis, vendo que S. M. I.,
ainda que nao tenha modificado o seu juizo a
respeito dos acontecimentos que ha um anno se
tem passado na pennsula,' est disposto a dar
Italia, ainda contristada com um grande luto
nacional, ama prova tao natural da sua elevada
e generosa benevolencia.
Pedindo-vos para ser o orgio destes senli-
mentos junto do governo do imperador, nao fago
mais do que seguir o txemplo do grande cidado,
euja morie choramos. Aprecio como elle no seu
valor a franqueza com que o goveroo imperial
se digoou fazer-nos conhecer a sua maneira de
ver a respeito dos acontecimentos que poderam
sobrevir na Italia. Eu nao poderia responder
melhor esta prova de eonflanga do qae manifes-
tando lodo o mea pensamento com egual fran-
queza e aem a menor reticencia.
Encarregado pela conilanca de ol-rei de su-
bstituir o conde de Cavour na presidencia do
conselho, e na direegio da politiga externa, en-
contrarei o meu programma amecipadamente
tragado nos votos rcenles que as duas cmaras
do parlamento tiveram occasio de emittir as
questes ma importantes para o futuro da Ita-
lia. Depois de longos e memoraveis debates, o
parlamento, confirmando de urna maneira solem-
ne o direito que a oago tem de se constituir na
sua completa unidade.manifestou a eaperaoga de
que o progresso que a causa de Italia faz todos
os das na consciencia publica, levara pouco a
pouco, e sem conflicto, solugio to ardente-
mente desejada pelos italianos.
Esta cooflanga na jusliga de nossa causa, na
sabedoria.dos goveroos europeus, assim como 00
appoio cada dia mais poderoso da opioi&o publi-
ca, qae o conde de Cavour expresaava con tanta
eloqaiocia pouco lempo antes da sua morie, pas-
sou toda para admimstragio a que tenho a hon-
ra de presidir. O rei e os seas ministros esto
sempre convencidos de que orgaoisando aa tor-
gas do paiz, e dando Europa o exemplo de
urna marcha sabia e regular, que conseguiremos
garantir os nossos direitos sem expdr a Italia a
agitages esteris, e Europa a perigosas compli-
esges. Podis pois, senhor conde, certiQcar
completamente o goveroo do imperador das nos-
sasJiQtengbes a respeito da politica externa. To-
dava, as declaragoes de Mr. Thovenel relativa-
mente queato romana, obrigam-me a acrea-
centar algumss palavras a este respaile.
k Sabis, senhor conde, de que maneira esta
queito encarada pelo goveroo de el-rei. O
nosso desejo dar Italia a sua gloriosa capital
maa a nossa intengio nao tirar a grandeza da
enreja, a independencia do chefe augusto da re-
Iigio catholics. Saiisfaz-not, por consequencia,
esperar que o imperador poder em algum tem-
po retirar as tropas de Roma, sem que esta me-
dida faga sentir aos catholicos sinceras apreben-
soes, que nos seriamos os pnmeiros a lamOartar.
Os proprios interesses da Franga, temos a con-
viego que ho de decidir o goveroo francez a
tomar esta resolago. Daixando a elevada sa-
bedoria do imperador apreciar o momelo em
que Roma poder ser sem perigo entregue a si
mesmo, impor-nos-hemos sempre o dever de fa-
cilitar eata solugio, e esperamos que o goveroo
francez nao nos recusar os seos non officios
para lavar a corte de Roma a acceitar um accor-
do, que seria frtil en consequencias felizes pa-
ra o futuro da religiao, assim como para a sorle
da Italn.
Digiae-ros dar leitura o urna copia deate
despacho a S. Exc. o ministro dos negocios es-
traugeiroi.
a Acceiae, etc., etc.
< Ricasoli
Temos o rssumo do discurso proferido pelo ba-
ro de Ricasoli na cmara dos deputados, quan-
) reconheeimento da Hala pelaje aproveitar a primeira occasio que se apresen-
Franga.
, JL go'eruo, disse elle, consldera-se feliz
dajfpder annunciar cmara um acontecimento
que rer recebidoacom viva satisfacio pelo poro
italiano. O imperador dos francezes reconheceu
o rei Victor Emmanuel, como rei dt Italia. O
direito da nossa nacionalidade, al agora gravado
smente dj consciencia do povo italiano,; lor-
os r-se-ha dentro em pouco um direito recoohe-
cido pela Europa Inteira. O reconheeimento pela
Franga e Inglaterra fixa definitivamente a nossa
posigo na Suropa. A Italia est boje collocada
entre as nages que se tornaram auss irmas, e
oceupa imi posigo tongamente coulestada.
c O recenhecimento do reino' da Italia o
cumprimen.0 e o sello das palavras memoraveis
que o imperador dos francezes proferiu em ju-
lho de 185) quando, respondendo < felicitages
dos cor pos constituidos da Franga no aeu regres-
so da gloriosa campanha da Italia, disse :
a fortune da ltilia, grandeza da Franca, e tran-
A* caara querer tambem reconhecer de-
cirlo com urna nova prova de (benovoleocia da
parte do ioperador,este mesmo momento que elle
escolheu ara dar esta maoifestago solemne,
A sua intiugao foi certameote tornar menos sen-
sivei a Lalia, o gran te, golpe que a feriu. A
Italia veri oeste fado um novo motivo de reco-
nheeimento para com a nago generosa, da qual
o governc imperial representa dignamente o ge-
nio os jobre iostinctos. Nao julga humilhar
a dignidale da Italia declarando que ella deve
aer recouheeida para com a Franga. (Bravos)
c Nao temis que o nosso reconheeimento pa-
ra com 1 Franga possa exigir o menor sacrificio
dot nossjs direitos e dos nossos internases. (Bra-
vos). Eitre a Fraoca e a Italia, nao pode exis-
tir o menor conflicto de interesses.
A liberdade e o*progresso da humanidade
sero de futuro os nicos fins communs dos po-
ros cir.'lisados; a Italia e a Franga irio juntas
conqtista nesae nobre resultado. Tal a o-
ra base da politica do imperador dos Fran-
cezes, inaugurada pela guerra da Italia, po-
litica que ser o msis bello titulo da sua gloria,
e que dar ao mundo o que elle mais carece : a
paz fundada na jusliga. (Bravo).
Regosijamos-nos deste novo xito ; mas nao
esquegamos a nobre obra, que anda nao esta
concluida. Devemos principalmente este exilo
nossa sabedoria, nossa consciencia, nossa
concordia nossa emulagio, aos nossos magn-
nimos esforgos, e aos nossos sacrificios. Temos
aioda necessidade dessas mesmas virtudes, cujo
effeito nao poder! ser compensado por benevo-
lencia alguma e appoio estrangeiros.
Estas virtudea sao verdadeira rasao do pas-
sado, e a mais segura garanta do futuro. (Ap-
plauaos muito vivos e prolongados).
Mr. Musonino (membro da esquerda) tocon-
trou urna lacuna na communicago do baro Rica-
soli ; disse que o ministro tinha guardado si-
lencio a respeito de Roma, e pedio explicagoes.
Mr. Ricasoli respondeu : < Ainda nao ha em-
baixador italiano em Pars, nem embiixador
francez em Turin. Esta eonsequeocia do resta-
baleeimento das oossas relagoes ainda nio est
regulado,mas deve se-lo promptamento. Relati-
vamente a Roma, posso assegurar qua o governo
nao tem tengo de deizar dormir esta questo.
E' muito importante para que o governo deixe
de se oceupar d'ea inceasantemente. Todava,
a cmara ha de compreheoder que urna cousa
to grave attendendo s difficuldades, que deve
ser resolvida udieameote por meio de negocia-
ges. As commaoicages com o imperador
Napoleo sao continuas, e lisongeo-me de que
n'um certo espago, que rerdade nao po-
derei tixar, se alcangar o resultados que a
nago italiana mais pode desejar. No entre-
tanto posso assegurar que o reconheeimento
do reino da Italia nao implica condigo, nem
offensa alguma aoa nossos direitos nacionaes.
A Chroniea de New-York publica as seguales
noticias a respeito do estado da lucta nos Esta-
dos-Unidos da America:
Se exceptuarmoa ama ou duas escaramugaa
da que fazemoa mengo n'outra parte desta folha,
D6nnum feito de mais tem occorrido ainda no
territorio invadido pelaa tropas federaea. O go-
verno continua a mandar para a Virginia todas
as tropas de que pode dispor, e ha motivos para
acreditar que dentro em pouco rabentaro as
hostilidades no interior daquelle estado; nio as-
seguramos, comludo, que assim succeder, por
isso que nos lembramoa que diariamente ae nos
est annunciando, ha duas ou tres semanas, que
est inminente urna batalha, enenhuma tem ha*
vido at agora.
a Mi obstante, todos os jornaesacraditam que
nao correr esta aemaoa sem qua tenha lugar o
primeiro comoate formal entre oa confederados e
os federaea, e que Harbers Ferry ser o theatro
confederados se fagam fortes em Harpers Ferry,
e que se as tropas federaes se propozerem a| ata-
car o dito ponto, encontraro alli um exercito
respeitavel, e mu bem preparado. Todava, a
gente do sul julga, segundo parece, que o pri-
meiro combale se verificar em Manassas Gap, e
nao em Harpers Ferry, 9 que Mr. Davis se pro-
pa coocentrsr em Richmond todas as tropas dis-
poniveis com o fim de observar d'alli os movi-
mentos que faga o exercito federal pelo liitoral.
ataca-lo com probabilidade de bom xito.
Tambem se julga na Virginia que Mr. Davis far
todo o poasivel para evitar um combate em Har-
pers Ferry, e Manassas Gap, e que deixar inter-
nar os federaes, esperan lo-os em Richmond com
o grosso do exercito.
No estsdo actual da America, tudo quanto Ihe
diz respeito muito importante. Vamos hoje
publicar urna carta que Mr. Clay, ministro dos
Esiados-Uoidos em S. Ptteraburgo, dirigi ao
limes, na qual faz varlaa considerages sobre a
situago do seu paiz.
Eis a carta :
a Senhor.Dignai-vos ioserir no vosso jornal,
algumas reflexes acerca das complicages occor-
ridas nos Eitados-L'nidos da America, que, com
sorpreza minba, sao pouco compreheodidos do
outro lado do Atlntico.
c 1. Porque combatemos nos ? Nos, o povo
dos Estados-Unidos ( para nos servirmos da lin-
guagem empregada pela constituigo ) comba-
temos pela sustentaco da nossa nacionalidade,
e dos principios de liberdade em que ella est
fundada, por essa nacionalidade pue a Inglaterra
se tem obrigado a respeitar pelos mais sagrados
tratados, por esses grandes principios de liberda-
de que declaram que s poder nao existe seno
com o consentimento dos governados ; liberdade
de imprensa e de palavra, julgamento pelo jury,
e igualdade sem a qual nio ha liberdade. Estes
principios, berdamo-los nos da Gra-Bretanba ;
sobre elles que se firma todo o progresso e toda
a civilsago, e queremoa a sua cooservago para
nos e para todas as nages. Os chamados Esta-
dos Confederados, revollando-se contra nos, con-
tra todoa os nossos principios, elles, que sao ci-
dados dos Estados-Un id os, querem, nao lega l-
mente e poi consentimento mutuo, mas pela
forga d'armas, dividir a nossa nago, em fraeges
distinctas e independentes. Pretendem nao pe-
dir mais do que os |deixem em paz ; mas ao
mesmo lempo conspirara entre nos; aprehendem
os nossos fortes, as nossas muniges e as nossas
armas ; apropriam-se do nosso dinheiro a dos
nossos navios, fszem prisioneiros os nossos si-
dos e ebegam a ameagar a capital em Washing-
ton.
A palavra aseparagoa nao serve se, nao para
maicarar a traigio e engaar o mundo. O aul
nao forma mais do que um esMdo comnosco,
e a idea de urna soberana completa dos diffe-
rentea estados urna pura fiegu. Mudificamos
a nossa antiga formula federativa, precisamente
com o fim de evitar aa complicages que hoje
se apresentam. Os estados esto, pela nossa
constituigo, privados de todo o direito sobera-
no de iodependencia, e o governo nacional s
trata por intermedio de estado; existe urna aegio
directa sonre us cidadaos de todoa o* estados,
por isso que ha sobre elles o direito supremo de
vida e de morle. Os differenles estados nao teem
o direilo supremo de terem exercilos, e mari-
nha, nem mesmo de repellirem a invaso, ex-
cepto no caso de urgencia, e quando a aeco na-
cional nao pode inlervir ; nao podem fazer tra-
tados, nem cunhar moeda, nem exercer ne-
nhum dos poderes essenciaes da soberana. Em
urna patarra, nao podem separar-se da Unio,
assim como a Escocia e a Irlanda, nao podem
sepsrar-se da Inglaterra.
O sul, que se aprsenla como amigo da
independencia das nages e dos direitos popula-
res, nao s ameaga a constituigo dos Estados-
Uoidos, mas tambem viola aa consliluiges par-
ticulares dos estados separados recusando sub-
metter a asurpago ao voto popular : desla ma-
neira Irahiu ao mesmo lempo a nago eos es-
tados. Os seohores dispoticos de quatro mi-
thas deescravos africanos querem estender so-
bre nos o mesmo despotismo, calcando aos ps
os nossos direitos polticos, diminuindo os di-
reitos populares, supprimindo a liberdade da pa-
lavra, e da impreosa, fazendo reinar o terror e
a lei de Synch apoiada de exercilos permanen-
tes, violando a independencia do pensamento, e
oa isstmctos de toda a humanidade ; publicara
o dogma atroz da que a escravido a uoica
base da civilsago conservadora e progressiva, e
de que a uoica solago da lucta entre o trabalho
o o capital tem sido em todos os lempos que o
Irabalhador se torne a propriedade do capital.
< Se aimilhantes preteuges preralecessem,
a barbsria tornar-se-hia a lei, nao s do novo
mundo, mas tambem do aoligo, da Inglatarra e
da Europa emancipada, e riscaria da historia a
maior gloria da nossa poca.
2.* Mas, podero dizer-nos tendes meios
de submetter os estados revoltosos ? A isto res-
ponderemos: sim, sem a menor duvida. Todos
os sete estados revoltados (2 milhes 173,000 mil
almas) nao tem tanta populago branca s como
o estado de Nova-York, que contra 3 milhes
852,563 habitantes, isto , nm milbio e 500,000
almas de mais. Se todos os estados de escra-
voa fizessem cansa commum, nio tinham mais
desse combate. Effeciivamente, tudo indica que do que 8 milhes 907,594 brancos e 4 milhes de
as tropas federaea estio avaogando para aqulle
ponto por tres differentes caminhos ; mas como
fra necessario reparar o camioho de ferro de
Alexandria a Orangt, para que do primeiro da-
quelles pontos partase a diviso que deve operar
em coTibioago com as tropas da Pensylvania
concentradas em Chambersourga, s ordeos do
general Pattersoo, tcom as de Ohio, commanda-
das pelo general Mr. uellaod tera-se demorado
mais do que o que era de esperar esta ataque im-
portante. Parece alem disso, que nos ltimos
das a falta de carros e o mi lempo tem impedi-
do que o general Patterson conticuasse a avan-
gar; maa assegura-se que na manha de 9 co-
megou afioal a mareba, e que antea de dota dias
terio chegado a Harpers Ferry.
c Nio sabemos com certeza que forga teem alli
os confederados, nem o plano de campanha que
teem adoptado. A respeito de tudo isto temos
recebido ioformages contradictorias. Segundo
um telegramma de Washington ha alli 17,000
soldados em muito bom estado ; chegam diaria-
mente novos regimentos, abandonam aa provi-
ses, espera-se de um momelo para outro Mr.
Jefferson Davis, e ha grande confianga no trium-
pho.
Na opinio de outroa nao excede a 10,000 o
numero de homens alli reunidos, reina entre el-
les grande ammagao, abuodam as desergea, e o
mal daa btxigas causa-Ibes grandes estragos.
1 Unsaaseguram que estio dispostos a deffen-
der-se contra aa tropas fedecaea, sem emprehen-
der a retirada por qualquer motivo; oolroa dizem
qae aem tmpeohar combate, ae retiraro para
Manassas Gap, onde est concentrado outro cor-
po de exercito do sul, ou que marcharo sobre
Washington pelo oaminho da ferro de Baltimore
aIOhio, emquanto que Mr. Jefferson Davis partir
de Manassas Gap para a mesma capital, com o
fim de ver se coosegue apoderar-te dalla,
c E' impbasivel saber o qae ha de exacto tm
escravos, emquauto qae a Unio coola uos 20
milhes de populago homognea to poderosa
na pai como na guerra, da maneira que o mun-
do tem visto.
Esta populago intelligente e forte; a sua
longanimidade devida s consciencia da sua
forga. Quando tomos a sua resolugo e viu
que era necessario obrar, dirigiu-se para Was-
hington com urna rapidez e promptido iucom-
paraveis. Temos dinheiro barato, horneas, e so-
mos senhores do mar e dos ros. Podemos
bloquear o sul, iuvadi-lo por trra e anniquilar
os rebeldes em um anno, contanto que nos dei-
xem. Porque a populago dos estados de escra-
vos est provavelmente dividida era duas partes
iguaes, urna favoravel e outra hostil Uoio.
Os cidados fiis no sul estio por agora atierra-
dos pela consplragao organisada de traidores.
Mas o norte est mude, e o proprio partido de-
mocrtico, o aotigo sitiado do sul, pede aaub-
misso dos rebeldes com tanta vehemencia como
os republicanos.
< 3.* Masdir-se-ha tambem, podereis gorer-
nar um povo sobjugido e reconstruir a unio ?
Nio nos propomos a subjugar os estados revol-
tados, queremos s cooter os cidados rebeldes.
Vamos em auxilio de todos os unionistas leaes
de todos os estados. Oflerecemos a pss, a se-
guranga e a liberdade aos amigos da uoiio qae,
urna vez libertados da tyrannia, nomearam re-
presentantes ao congresso, e ento a anuo Q-
cir restabeleciJa, sem que urna lettra da cons-
tituigo dos Estados-Unidos sej modificada.
Tem a Ioglatorra subjugado a Irlanda e a Esco-
cia f E' o Reino-Unido menos homogeaio do
que o era antea das guerras de rebelliao ? Desla
maneira os estados sahlram do fumo das batalhas
coa mais eslabllidade t poder. Agora iremas
pela nossa parte fazer algumas perguntaa ao pu-
blico ingles.
c 1. De que lado devt estar netta lucta o ata-
mos na America esse elemento poltico que a
nagio ingiera sempdfc tem denunciado com zlo,
e detestado com ardor, emquanto que nos te-
mos sempre sido amigos da Inglaterra ; ainda
que as formulan dos nossos governos fossem dif-
ferentes, conservamos as mesmas sympalhias, e
sustentramos a meama causa e os mesmos in-
teresses. A Inglaterra conaervou a liberdade
Europa, ao velho mundo e nos ao novo. Sa
Jos estados con'ederados teem razao, a Ingla-
terra soffre. se fr necessario estender a escra-
vido a toda America ; ento preciso que a
Inglaterra a restabelega as Indias Occidontaes,
que ofTusque as mais bellas paginas da sua his-
toria, e que lance de novo as cadeias nos escra-
vos libertados. Abra a Inglaterra as prises 899
martyres da liberdade que teem procurado re-
fugio, e encontrado um generaso asylo as suas
costas I Cesse o Times de appellar para a opi-
nio esclarecida do mundo. Langai por trra
dos aeus pedestaes as estatuas dos vossos gran-
des homens, se a Inglaterra esquece as palavras
de Chatam, de Wilberforde e de Brongliam 1
c 2. Qual actualmente o interesse da Ingla-
terra ? Se nos permiltido descer a lio minu-
ciosas considerages. claro qua o ioteresse da
Inglaterra permanecer do lado da Uoiio. So-
mos os aeus maiores consumidores, nenhuma.
pauta poder modificar este fado. Somos os seu
melhores permutadores, nao porque sejsm o
productores e fabricantes de algodio, agricultores
ou manufactures, mas porque somos productores
e temos dinheiro para gastar. Nio o sul, como
se tem dito, mas o norte que o mais forte clien-
te do commercio ioglez. O trabalhor braoco e o
capitalista, coosomem e ho de consumir sempre
muito mais do quo o senhor branco e o escravo.
A uniio, a expanao dos Estados o a politica re-
publicana fazem com que se se amostre o mer-
cado da Inglaterra e da Europa. Que ganhariam
a Inglaterra, e a Franga em'reduzir os Estados-
Unidos ao estado de civilsago mexicana ?
< 3.a Pode a Inglaterra lesar impunemente a
grande nago que ha de ser sempre os Estados-
Unidos da America, quando mesmo cheguemos a
perder urna parte do sul? Urna populago boje
forte de SO milhes de habitantes ser daqui a 20
annos de 40 milhes, com ou sem os Estados de
eacravos; em meio scalo, os Estados-Unidos,
te rao urna populago de 100 milhes. Teremos
Polomac, os ros Mississipi, e o golpho do M-
xico. Os nossos caminhos de ferro, ter-se-ho
estendido n'um comprimento de 4,000 milhas em
um nico paralello. e ligaro aa differentes par-
tes do nosso imperio, que dever dominar o oca-
no pacifico e o ocano Atlntico.
c Estar sempre a Inglaterra ao abrigo da re-
volta no interior e da ambigo estrangeira por
querer, hoje que estamos em desgraca, semear oa
germeoa de odio e de vinganca no futuro ? Se a
Irlanda ou a Europa, oa o paiz de Galles, ten-
taasem separar-se do governo benfico que Ihe
regula as imposiges, e Ihe d a seguranga e a
digoidade no interior e no eatrangeiro, f aria moa
una guerra de piratas nossa raga e aos nossos
alliados, tomaramos nos e quererismos nos nos-
sos portos os bens dos cidadios brtannicos, o
poriamos a sua vida em perigo no mundo intei-
ro? Nao entro na discusso destes detalhes. A
Inglaterra nossa alliada natural. Mostrar-se-ha
lia estranba s nossas aspirages? Se for justa,
nao o deve fazer ; se honrada e magnnima,
nao pod proceder assim ; se sabia nao querer
fazer.
(Asslgnado(C. M. Clay.
c Ministro dos Estados-Uoidosem S. Peters-
burgo.
O Times, acompanhi a aublicago desta carta
das seguintes reflexes :
t Eslava Mr. Clay bem certo de que os cena
milhes de homens de que falla, formaro, daqui
a 50 annos, urna s confederago, e de que nao
andar em guerra urna melado delles, contra a
outra metade? Mr. Clay deve na verdade per-
mittir nos dizer qual , seguodo o nosso ponto da
vista, a honra e o ioteresse da Inglaterra. E*
conservarmo-nos afastadosdascontendas quenas
nao dizem respeilo de maneira alguma; conten-
tarmo-nos com as nossas leis, e com as nossas
liberdades sem procurar imp-las sos outros;
procurar a paz e gozar dalla, e deixar aquelles
que usam da espada contra a espada.
c Durante a guerra, nos seremos estrictamenta
neutraes, durante a paz seremos amigos de toda
a potencia qne poder sahir do chaos E esla neu-
tralidade, que nos tambem recommendada pe
nosso ioteresse e pela nossa honra, nao a viola-
remos pelo receio dt cem milhes de horneas
que ainda nao nasceram. Examinem bem Mr*
Clay e os seas compatriotas a situago presente,
e oella encontraro de quo oceupar a sua men-
go, e razes para esquecer essas ideas de humi-
liago, e de represalias que ninguem rer verifi-
car. D
tudo Isto ; maa o que mala prorarel que os timento do honra da Inglaterra ? Nos destltol-
Com o titulo de necessidade de um exercito
permanente encontramos no Times, de New-
Tork, um artigo interessante, em qua rem trata-
da esta qu esto.
Eis os termos em qae est concebido o artigo 1
c A experiencia de qaasi um seculo de tran-
quiUidade domestica, a apparente ausencia de.
causas de desordene no interior, e a tradicional
poltica estraogeira doa nossos governos paz
com todas as nages alliangaa compromette-
doras com nenhuma d'ellas tinham ioduzid
o nosso povo a acreditar que eramos urna excep-
Cio da regra geral que obriga aa demais nages
a terem um exercito permanente para obrar na
qualidade de policia local, oupara resistir s ag-
gressas estrangeiras.
Mas temos repentinamente visto que tudo
isto era um sooho. No momento precisamente
em qae mais firme era a nossa f na permanen-
cia da nossa feliz condigo, estavamoa alimentan-
do no hosso aeio urna traigio que por algum lamp-
nos poz em risco de ser riacadoa da lista das na-
ges.
c Acordamos ao golpe, eeom urna celeridad
sem igual poremos em p de guerra 100,000 ho-
mens, os quaes dentro em pouco estaro segui-
dos de outros 100,000.
O nosso primeiro devor de impr a ordera,
segue-se o da conserva-la. Ser por algum lempo
necessario manle-la por meio da forga. E grande
elemento de discordia subsiste ainda, e deve ser
vigiado por ima forga poderosa.
A confianga um senlimenlo que cresce cota
lentido, e tambem necessario que decorra
longo lempo para que um partido subjugado es-
quega aa suas derrotas, e fraternise cordealmen-
tt com oa seus vencedores.
Com goslo amnistiaremos a todos qua da-
pozerem aa armas ; maa nanea poderemos per-
mittirque nos tornem a aorprehender e quasi a
destruir. Se a escravidio subsistir, oao devemos
esquecer que ella foi a nica causa de rebellio.
e qut muito bem pode occaalonar uovoa distur-
bios.
a Os homens educadoa debaixo da sua influen-
cia differem radicalmente dos que ae educara &.
sombrada liberdade.
c Esta divorgeocia natural deve ser vencida
se for necessario, pela forca.
Se a escravido ficar particularmente aboli-
da, ento de veremos lembrar-noa que os escra-
vos ao de urna raga distincta da nona; qua en
pouco lampo hatera cinco milhota dentro doav
nossonimiles terriioriaes, a que por isso sera
I necessario, por meio de prejougao, ama torga


*^?f f* Af5A

a f *iT MIMO DI PERHAMBUOO. gtXTA FEItU DI AGOSTO BE 1861.
capaz de aflrontar a nosia anmala condicie, que raciocinio fri, tilo necesarios qaando se trata
faz com aun mi r&na tnlalmooLa diffaraolaa as- dn faiar loU
faz com que as racaa totalmente difereotea es-
tejam submellidaa a um so gereroo.
De ve m os por isso oraacar a orgaoiiar imme-
diatamente um exercito permanente.
Nao justo chamar repentinamente ao ser-
ico o ciJados occupados no exercicio das auas
prolseoc. por i so que ale acU occasiona em
pouca semanas transtornes e perdaa considera-
reis, em a poasibilidade de obter a compensa-
cao adequada.
O exercito dere ser de hoje por diante urna
protissao, a qual se dediquem por toda a ida o
oficial e o atildado, adiantende-se n'essa carreira
eguodo oa seas respectivos mritos.
Nao racional abrigar um general, in co-
ronel ou um soldado a abandonar ama occupa-
0o lucratira, conserva-lo no servico durante
tres mezea ou tres aonos, e despedi-lo logo de-
pois sem prorer as suas neceasidad* a. nem re-
compensa lo pelea trricos que naja eito.
E' urna fortuna que tenhimos homens desta
lasse a quero recorrer para sultucar ama insur-
reigo ; mas urna rez'cooquistada a paz, neces-
ario conserva-li por meio de um eiercito per-
manente, composto de homens que se tenham
dedicado exclusivamente profissio das armas
Nao negamos que para sentir ter que con-
fessar, depois de tanto nos jaclarmos do contra-
rio, que n'este paiz, assim como nos demais, se
carece da forca para conservar a ordem. Nem
agradavel, na opioio de pessoa alguma carregar
com as pesadas obrigacoes que nos impe essa
necessidade.
n Se nao houvesse sido por causa da escravi-
lao, loriamos correspondido^ ais elevada idea
,ue se tem formado de nos. Com o que os Esta-
dos do .Virte teem fetto, temos evidentemente
jjrovato quaoto valem as instituicoes livres, e
quanto o povo capaz de as coaserrar. Mis, te-
mos unido, debaixo do mesmo gorerno, a mais
perfeita liberdade eo mais irresponsavel de la-
dos os despotismos.
Estis ideas ou systemas oppostos, hostis por
eua natureza, chocarara-se aflnal violentamente.
A liberdade dee deffeoder-se a si mcsma,
defTeader o governo, e fazer com que o elemento
desptico entre na ordem.
Quando isto aucceder, alcanzaremos oulro
lriumpho, demonstrando que a liberdade poder,
com o qual augmentar a divida que o genero
humano tem contrahido comvosco.
[Jornal do Commercio, de Lisboa. }
Montevideo, 18 de jutho de 1861.
A partida do Saintongt pe-me em apuros pa-
ra preencher minha missao de correspondente,
porque os succeao do Rio da Prata levam um
camioho mui lento e contradizem-se a cada
passo. Fluctuo entre a paz e a guerra.
Se devemos ater-nos aos documentos offciaes
que teem viste a luz publicas, inevitavel a
guerra da Confederacao Argentina.
Entre es documentos curiosos que lornam im-
possivel toda a combinacao pacifica com resulta-
dos permanecenles, encontra-se a carta do presi-
dente Derqui ao vice-presideale Pederneira, na
qual S. Exc. estipula as coodices debaixo das
(junes nicamente poderia negociar um ajuste
pacifico ; e estas condicdes sao :
1.a. completa liberdade dos poderes federaes
apara legislarem sobre alfandegas. podendo at
stabelecer um rgimen aovo, como o de direitos
differencia.es porexempto:
2.", a jurisdiccio que de direito tero o governo
nacional sobre as relacoes externas de Buenos-
Ayres nos casos de reclaraacio estraogeira e ou-
trss da mesma natureza :
3.a, occupagio da lha de Martim-Garcia por
tropas nacionaes, ou a aua completa neutra Usa-
ran bem garantid":
4.a, aprohibico absoluta de ter Bueoos-Ayres
forca alguma naval, nem armamentos em Ierra
que se nao destiera exclusivamente defesa da
fronteira :
"5.a, finalmente, a demoisacao das despezas
feilae com os aetuaes aprestos de guerra.
-. Se a isto se accresenur a le que ocoogresso
afeticcionou. declarando em estado de sitio a pro-
vincia de Buenos-Ayres, prohibiodo toda a com-
muoicacao official o mercantil eom ella, e pres-
crevendo no art. 6. que o poder ezeculivo na-
cional nao aceitar proposlas de paz sem previo
cenhecimenlo do soberano congresso, lgico
euppdr que a guerra ser de exterminio. Com-
ludo os barrigudo/, como ahi charoam os egos-
tas, ou culones, como os chamamos aqu, de urna
c outra banda aaaeguram que tudo Qcar em
agua de barrella, isto , que a campsoha aberta
o soin de tantas gaitas, a 2 do correte por Ur-
quiza, e a 10 pelo general Mitre, ter o mesmo
resultado do encontr de D. Quizte com o reba-
nho de eameiros; com a dilferenea porm que
de fazer lea.
O coryph* da discussio foi 0 Dr. Carreras,
que Ue tridamente se tem distinguido noa annaea
da nossa historia.
Desde que se votou a le da amnista noa ter-
mos expostos.tem ogoverno mandado dobrar to-
las aa guardas na cidade, o que aaas indica o
i aorta alto a que viva ata gesta, que rala sa-
be suslenlar-se na nadar sena forca de terror
e violeneiaa. Fai alada por caaea de sedada
aa golpa de man toa esaigradoe que o general
Lasaaa receben ordem da adiar a saa j eneetada
riagem aa aorta do lio-Negro. .
Nao taco menjao toa diversos projectua sb-
metudos legiaJatara aTao votados, par i aso
mesmo que de projecto aaa pasearam. Falla-
se muito no regresao do Jesutas, o que ato se-
ria eatraofao vista da gente que rodea 9. Ber-
nardo Berro.
No departamento de Tacuaremb deu-se om
conflicto entre Brasileiros e Orientaos por causa
da execueao de urna sentenca qae mandara des-
pajar un campo possuido por Brasileiros. Resis-
tiram estes com armas i autoridade, que refar-
caJa por vizinhos, quiz desaloja-loa, resultando
da luti varias mortes e alguns fermenlos. Nao
se sabe aiada em que afina l paroa o negocio.
PEHNaMBUCO.
J i ..
REVISTA DIARIA.
as patarras que hontem publicamos sobre o
fallecimento do Sr. commendador Joio Xavier
Carneiro da Cuoha, sahiram os seguintes erres
luJesculpaveis, que agora rectifl:amos.
Oudo l se tesitmunho espantoso, deve-se
emendar por tettemunho espontaneo.
Em seguida acha-se partido sobre a mcsma
inspeccao, devendo ler-se partido sob a mesma
impulio.
No da 26 do passado mez entrn em exer-
,o fl.ialgo da Mancha m.r-^ a. e^ll.2 S B^wA&AfS
caneada, emauanto nun :?*!<> Hdaloma mmar* ___ J > pituinn toi
pancada, emquaoto que estes ndalgoa comeram
4is carneiros dos piciflcos vizinhos.
Com esta epinio dos barrigudos vai deaccordo
* Progreeso.do Rosario, orgo directo do general
Urquiza, que proclama a nueeasidade de substituir
guerra de langas e canhes outra lula de re-
formas aduaneiras e de leis econmicas que nao
cuslem sangue e os sacrkios que vo fazer-se
ero agora lo esteris como sempre teem sido.
Desde quando estao lo humanitarios os defen-
sores do syvlema da guiibolina ? Entretanto
aehava-se no dia 10 o general Urquiza no Da-
mente, agglomeraodo o mator numero de forcas
t'ossivel, e nesse mesmo dia sahio de Buens-
Ayres o general Mitre com quatro mil horneas.
Tendo a impreosa portauto reclamado a effectivi-
dade da garanta do Paraguay oa ultima coociliaco
la familia argn tina,escreveu o Semanario da As-
auropeo um artigo para provar que o goveroo
paraguay est desligado de todo o compromisso
(iur ler-se procedido ulteriormente sem o seu
coQsentimento. Como este peridico recebe as
inspiracoes do presidente Lpez, deve suppdr-se
que a respeilo de garanta nada ha que esperar,
iem i favor de um, nem a favor de outro dos
contendores.
O governO do Paran tioha submetlfdo con-
siderado do coogresao um projecto de lei gra-
vando com um direito addieiooal de 1U , ad va-
lorem todas as mercadoria* sujeitaa a direitos de
importaco, doveodo este producto ser exclusi-
vamente destinado ao pagamento dos vales, bon-
ds, bilhetes de thesouraria, e demais documentos
do governo que antes se recebiam em oagsmen-
to de direitos. Este projecto tem por lia salvar
o judeu BuscbenUll da bancarota de que est
ameacadn por terem-ee deixado de.receber aquel-
es documentos as alfandegas da repblica.
lulerpellado o gabinete do Paran sobre as oe-
gociagoes de paz, declarou o ministro Goozales
que o goveroo agradecer aos Sr*. embaixadorea
que tinham offeracido a sua meliacao, maa que
nao aceitara o que elles propuoham, porque pa-
ra cooeluir a queslo sem laecar nao de estra-
uhas influencias tinOa por si a consiituicao e aa
disposicoes do coogresso rioladas Jpelus de Bue-
nos-Ayres.
Segundo as ultimas noticias que de Buenos-
Ayrts nos trouxe o Saintongt, houve no dia 15
urna conferencia entre o governo daquelle esta-
do e os ministrosapleoopelenciarios da Franca e
Inglaterra e Per, na qual se allou de media;o,
mas nada se sabe anda do resultado.
A 14 proco leu-se e.eigo de senadores e de-
putados.mas nao se formaram comicios senao em
tres parochias. as quaes nomearam senadores os
Srs. D. Valentn Alsina, Francisco V. Muoz,
Juao I. Monteada Oca, Francisco Elizalde, Emi-
lio Castro. Rufino Elizalde, Ventura Boeh, e Jos
Marmol, e representantes o Srs. Maaoel Quin-
tana, Manoel Montes de Oca, Ezequiel Peretra,
Juan E. Barra, Francisco EUiaide, Jos Ma-
ra Canillo, Heetor J. Vrela, e Carlos Ze-
fedor.
Com data de 13 expedio o gorerno um decre-
to mandando proceder ao aquaatelame*Mo de
toda a guarda aancioaal de mfanlana da ca-
pital.
Cartas particulares assegatan que o general
Flotea nao tomar parte na guerra argentina, a
que o Dr. Pico doria rir a Montivido em misaie
confidencial para induzir este gorarna a mter-
pr os seus boas oficies.
Na Repblica Oriental continua a alma. O
corpo legislativo orcupou o tempo da ana proro-
gaco com a discuso do orcameato de urna mi
reforma judicial, cu jo priocipal aoejecto foi crear
mais lugares para os parciiea da aetualidada e
de urna pessima lei de amnista aaempenoade de
declaraces taes qae a toroam ioadmisairei. Ne-
aahum dos emigradoa de importancia, speclal-
mente oa militares, aceitar ara gra^a Ifto peu-
o graciosa, segando a exprasaio do Pitelo,
porque ella reatoria, Mas outra couia nio
jera de esperar de urna maiorla reaccionaria como
a que se astenia nos bancos da represeatacio na-
cional, onde as paixea da partido tomaram o lu-
U do eipirito V wneordla, da moderasao 0 do
jor Alezaodre de Barros Albuquerque, qWpara
esse cargo fura nomeado ltimamente.
Em consequuencia de requerimento do Sr.
Antonio Joaquina de Almeida Guedes Alcoforado,
foi considerado sem effeito a nomeaco do mes-
mo senhor para partidor e distribuidor do termo
de Olinda.
Pela mesma razao houve igual procedimento
para com o Sr. Bernardlno de Sena Muniz, que
havia tido nomeado para partidor e contador do
termo de Seriohaem.
Foi nomeado prorisoriameote o Sr. Leo-
nilio de Oliveira Mello para os oficios de parti-
dor e contador do termo do Brejo.
Foi contratada por empreitada com o Exro.
baro do Livramenlo a factura dos concertoa da
Crus do Patro, e da estacada e aterro de que
precisa o islhmo de Olinda.
Amanha se dever extrair no lugar do cos-
me a 5* parte da 4a lotera do Gymnazio Per-
uambucano.
E* preciso que se tenha mais alguma reser-
va na desiruicao doseles, e nao d-se-lhes bolas
envenenadas a esmo, e mesmo dentro da habita-
cao dos proprios dooos.
Tudo tem um termo, e desta regranaese pode
sentar essa mesma eaniphobia.
Conviria que, a bem da humanidade sofTre-
dora, se recolhesse ao hospital um misero para-
lytico das pernas,que arrastra-soporessas ras
esmolar o pi da caridade publica, aflea de evi-
tar- se um espectculo tao doloroso.
Esse desgranado tem at a iofelicidade de ha-
ver-lhe a molestia sccommettido igualmente o
orgio da voz, que nelle substituida por sons
inarticulados.
Sr. capitao do 10 balalbaode linha, Pedro
Affuoso Ferreira, obteve por menagem a praca
para responder o conselho de guerra, a que acha-
se submetlido.
Na incompatibilidade argida ao exercicio
da Ia vara municipal pelo Dr. Seraphico, em
coosequencia de ser o mesmo professor do colle-
gio das artes, lecommtndou S. Exc, a quem f
ra affecta pelo mesmo Dr. a respectiva solu^ao,
que solicitarse sua exoneraco, scientificando-o
de que as fallas dadas na qualidade de professor
nao ser-lhe-hism abonadas por serem originadas
de servico extrsnhoao seu emprego.
Poram demitlidos os guarda da alhndega
Francisco Josquim Clemente dos Santos e Bento
Borges Leal, este por pedi-lo, e aquello por ez-
cesso de liceoga ; em couzequencla do que in-
corrreu as penas do art. 98 2 do regulamenlo
de 19 de setembro de 1860.
Offerecemos aos leitores as observaces que se
flzeram no Observatorio imperial de Franca, a
respeilo do cometa, que anda domingo vimos no
nosso horisonie. e >rocou ao
para
Meae-
Passageiros do rapor. Paran* sa
os portos do norte:Capitao Manuel "
zea, saa aenhora e 3 filhes menon
Manoel Pereira, Jbio Paulo Ramos Chafan al-
va, Antonio Francisco do Reg Barroe Samao
Eslellista dos Rodrigues GuimarSes, NMreal Al-
ves dos Santos, Juam Busdn, Miguel Anchanio
de Pigaairado, Jiam Baylae, Jeairandaao Ri-
belra Beltrio, Manead Perviva aa Cruz, aa. araeaa
de poHfeta Maaoel Amando da Mello lelo Pa-
gundes doe iaatsa.
MoRTALiaaoB) na ata. 1.
Marttaha Freir dos MBasji 11, Pernambswe, 36
nnos, eaaadi, loa-VUN, toberculoi pulmo-
nares.
Guilherme Francisco Perreira, Rio Jrande do
Harte, 30 aonos, casado Racife, peritourta trau-
mtica.
Justina, Pernambuco, 6 mezes, Boa-Vista, es-
pasmo.
Prarrcisco Jos dos Aojos, Pernambuco, 86 an-
uos, solteiro, Boa-Vista, tubrculos pulmonares.
Mara Innocencia des Passo, Peroanbuco, 70
anuos, viuva, Santo Antonio, inflammaio chro-
nica.
Manoel Luiz, Goianna, 40 anana, casado, Boa-
Vista, elephaotisaaes dos orgos gooitas.
Msthias Francisco Borges, frica, 85 nnos,
viuvo, S. Jos, diarrha.
m

..--.. ->..,,.,.., u. cu.. cu, rMi- "ram presemos as eolacoes oulciaes dos pre-
celo da dalegacia do tormo da Goianna, o Sr. ma-os correales da praca, dat ultimas semanas.
lirWir
Nesse dia os Srs. Lpissier e Levy observaran)
o seguate:
Asseogo
directa.
6 h. 37 min. 40 s.
6 b. 40 min. 37 s.
6 h 41 min. 4 s.
Distancia
do polo.
44 11 1"
43 20' 9"
43 13* 5"
Tempo medio
de Paris.
9 h. 45 mo.
11 h. 27 rain.
11 h. 44 min.
Na tarde do 1 de julho achava-se o cometa a
35 do polo, com tendencia a aproximar-se an-
da delle, permanecendo visivel toda a noite.
Este astro compe-se, como a mor parte dos
cometas, de um pequeo e brilbantissimo ncleo,
de urna aureola extensa e mui luminosa, de um
como cocar situada do lado do sol e de urna cau-
da dirigida em sentido opposto.
O cocar, segundo o Sr. Chacornac, excntrico
e formado de seis ramos curvos e radiantes. A
curvatura desses raios, dos quaes o mais longo
excede apenas um minuto do arco, dirigida
para lodos no mesmo sentido ; o que d ao astro
o aspecto d'uma pega de artificio em morimentn
giratorio. A extenso da cauda de crea de 45.
A luz da cabeca fracamente polarisada.
Admiram-se frequentemente muitos, que ap-
parecaro cometas luminosos, quando menos sao
esperados, e que no entretanto nao sejam essig-
oalados pelos astrnomos ao menos na vespera
do dia em que sao vistos por tjdos.
A razio disto porm a mais simples possive)
diz o Sr. Le Verrier.
No dia 29 de juoho, a distancia*do cometa ao
polo era de cerca de 56" ; e o seu occaso fui so
mesmo lempo que o do sol, de modo que nio era
possirel ser visto nesta situarlo. Maa uo dia 30
o cometa, que dotado de um movimeoto rpido,
havia remontado 12 para o norte ; e, emquanlo
o sol passara por baixe do horisonte, elle nao oc-
cultava se, lernando-se por issovisivel para lodos.
E' esta a razio dos despachos telegraphicos de
Lisboa, Floreras. Turin, Roma, etc., que se con-
servan! mudos qnanto ao dia 29, fallarem lodos
do astro bullante que fora visto na noite de 30.
Tem-se perguntado se este novo e brilhaute
cometa nao ser o que appareceu ha trezeotos
anuos, pouco lempo antes da morte de Carlos V
e cuja reapparicao ha sido tantas vezes aoouocia-
da nesles dez ltimos annos. Os apaixooados do
maravlhoso j tem respondido, que se nio deve
duvidsr que o soja ; mas nos estamos, escreve o
Sr. Le Verrier, que niato dover-se-hia ler mais
reserva.
babil director do Aauicai Almanac ioglez,
o Sr. Hind, deu aos astrnomos urna taboa das
posiQes differentissimas, que poderia oceupar o
cometa chamado Carlos V, se reapparecesse;
mas a indeterminacio da queslio tal que n6ss
taboa pde-se encontrar urna posi;ao que con-
vecina a qualquer cometa novo. Todava, isto nao
basta para que se cooclua a identldade do actual
cometa eom aquelle que o Sr. Hind calculou
Seria precito, pois, que o novo cometa obser-
vado seguase ainda cada dia a derrota tracada
d'ante mi na referida taboa; porque de outra
forma o astro calculado e o astro observado po-
deriam muito bem coincidir em um dia dado ;
mas como no dia subseqaente e nos aemais pos-
teriores cada um ira seu caminho difireme, nio
haveria com effeito nada de commum entre
elles.
Ora, as posiedes em numero indefinido da ta-
boa do Sr. Hind, encontra-se ama que convem
ao cometa actual na neite de 30 do juoho ; mas
o movimeoto em Tinte quatro horas assjgnado
na taboa diametralmente contrario aquello que
lhe dado para observarlo.
lato s basls para deslroir a analoga, que sa
tem querido achar na taboa do Sr. Hind entre o
cometa actual e o de Garlos V.
Sio estas as patarras do Sr. Le Verrier, a sua
CHR0N1CI JUUICURU.
TRIBBrtIL DO COMMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM f DEAGOSTO
DE 1861.
rUESIDKXCU 00 KXH. SR. DESEMBARADOR
. . A. DK SOUZA.
As 10 horas da manhia, reunidos 01 Srs. depu-
rados Reg, Basto, Leraos eSilreira,o Sr. presi-
dente declarou aberta a sessio.
Foi lida e approrada a acta da antecedente.
EXPEDIENTE.
Param presentes as eolacoes offidaea dos pre-
13 correles '
rchivem-se.
DESPACHOS.
Um requerimento de Joio Antonio Carpiaaiiro
e Manoel Carpioteiro da Silva* pedindo qu soja
registrado o seu contrato de socedade que pre-
sentara.Vista ao Sr. desembarga Jor fiscal.
Outro da viuva Dias Pereira 4 Companhia, pe-
dindo lambem o registro do seu contrato social.
Paguem os novos e vethos direitos.
Outro de Juao de Siqueira Ferrad, Joaquina
Goocslves Pereira Cascan e Francisco Antonio
Puntual Jnior, riato pelo Sr. desembargador
fiscal, pedindo o registro de seu contrato social
ero commaodita. Determinen) o uio da firma
social por um ou por ambos os socios sem res-
trieces.
Outro de Manoel Cerdoso de Souza, pedindo
que seja registrado o papel de compta que fez a
Antonio Fernandes de Castro da loja de miudezas
da ra do Crespo n. 3.Regiatre-ae.
Outro de Manoel Estanislao da Costi, pedindo
que se Ite seja entregue a carta de registro do
patacho Julio, que comprou a D. Eugenia Fran-
cisca da Costa Mendes. Vista ao Sr.dese"mbar-
gador Bocal.
Outro de J. F. G. Rladt, pedindo o registro de
urna cscriptura de hypolheca que apreaenta.
Regia tro-ae.
Outro de Magalbaes da Silva Irmaos.pediodo e
registro do seu contrato de socedade. Haja
vista ao Sr. desembargador fiscal.
Outro de Miguel Archaojo de Figueiiedo, se-
tisfjzeudo o despacho de 25 de iulho Jltimo.
Regislre-se.
Outro de Antonio Francisco Mirlins ce Miran-
da, fazendo varias considerares a respeilo da
moratoria que impetrou.Junte aosautts.
Outro de Guimaraes &Irmio. pedindo o regis-
tro do seu contrato de socedade.Regisire-se.
, Outro de Bernardmo de Vasconceilos.eorrelor
nomeado, que tendo prestado fiaoca, pede o res-
pectivo titulo.Prestado o juramento, fasse-se
o titulo de corretor geral.
Outro de Joaquim de Oliveira Maia Joaquim
de Souza Maia, replicando do despacho desle tri-
bunal de 18 de julho ultimo.Volle ao Sr. dea-
embargador fiscal.
Outro de Candido Nunes de Mello, sediodo por
conidio a carta de registro do brigte oacional
Sanra llosa.D se.
Outro de Antonio Bolelho Pinto de Mesquita
pedindo moratoria -Nomeiam os credorea Henry
Gibson e Justino Pereira de Paria para verifica-
ren! o balango apresenlado, e remetta-se ao jui-
zo especial do commercio para proceder na for-
ma dos arligos 599 e 900 do cdigo do commer-
clos.
Sendo cooclusos os autos de moratoria do An-
looo r.cotijLU Mariins de Miranda. Vial* ao
Sr. desembargador fiscal.
Sendo fallecido o fiador do agente de leiloes
Jos Maria Pestaa, o tribunal suspendeu a este
de suss funcedes e msndou participar ao juizo
especial do commercio.
Outro de Bento Alves da Cruz, replicando do
despacho deste tribunal de 23 de julho prximo
passido.Registre-se.
Outro de Maria Bita da Cruz Naves e Antonio
Francisco Correia Cardoso, pedindo o registro do
seu contrato social.. Haja vista aoSr. desem-
bargador fiscal.
SESSAO JDICIARIA EM 1 DE AGOSTO.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
Secretario, Julio Guimaraes.
A meta-hora, o Etm. Sr. presidente abri a
sessio, achaodo-se presentes os Srs desembar-
gador Villares e Silva Guimarjes e depulados Re-
g. Bastos, Lemos e Silveira.
Lida, foi approvada a acu da sessio antece-
dente.
Acha-se nomeado o Sr. desembargador Anto-
nia Baplista Gitirana, para officiar como juiz no
feito em que se deram por impedidos os Srs. des-
embargadores Silva Guimaries, Peretti, Caetano
Santiago e D. Francisco da Silveira.
DILIGENCIAS.
Appellantes, James Ryder & Companhia : ap-
pellados. Braga 4 Antunes.
Vista as partes.
Appellantes, Flix Sonvsge & Companhia : ap-
pellados. Parante Vianna & C
Vista as partes.
Appellante, Francisco Jos Germano ; appella-
do, Benjamim Frauklin da Cuoha Torreio.
Vista as partes.
Appellante, Francisco Jos Germano ; appel-
lado, Eustaquio Gomes.
Vista as ppartes.
Embargante, Joio da Rocha Wanderley Lias ;
embargado, Joio Baptsta de Barros Machado.
Mandou-se pagar a dizima averbada.
0 Exm. Sr. presidente negou provimentos aos
aggravos seguinlos. viudos do juizo especial do
commercio desta cidade:
Aggravante, Jos Josquim Dias Fernandes &
Filhos ; aggravado, o juizo.
Nada havendo a tratar, o Sr. presidente encer-
rou a sessio a 1 % hora.
Outro do Dr. Manoel Moreira Guerra, 6# sup-
plente do juiz municipal, communicando ter ss-
M*to a oreicio da Ia vara no dia 12 do pre-
tor impedimento do proprietario, e
afro* sweslilutos qae o precedem. lotei-
Outro do subdelegado dos Afogados, consultan-
do sobre o desla que devia dar bes animase
Jue lbatoram remeltidoa por Ignacio Joaquim
'OD5z*f* da Loa, e Jos Lucia Lina, encontra-
* da seas sitios, cajos detrae saa que-
dara, aaasafazer a importancia da multa a que sao
obrigadoa por torca do art. If do titulo 9 das
poturas de 30 de junho de IsMt, e sement exi-
ga m a entrega dea ditos anmaes.Posto em dis-
eussao. resolvea a cmara qae as officiasae ao
subdelegado que podia entregar ee anmate e fi-
zesse larrar termo de infraccao ae poaturas, para
se proceder judicialmente contra os infractores,
Outra do tmgnnhairo cerdeadar, eoaaaauaican-
do, qao tendo se dirigido, como se lhe recom-
mendon na sessio ultima, a ra do Amorim, do
bairro do Recife, observara que e fazer-se o
aterro da praca que fica a margem do rio, sem
que se faca tambera um cano de esgoto que da
mesma ra v dar na mar, fiear ella converti-
da em am cbareo por toda a estacio inrernosa,
acooleceodo o mesmo com a roa da Moeda, que
lhe fica |ao sul, concluindo o mesmo engenheire
que lhe pareca conveniente que a cmara ae en-
tendesse com a presidencia da provincia para que
por meio da repaiticio dss obras publicaa foaae
feito o cano, visto que por ella est ero andamen-
to o ciea.e aterro da praca. Resolveu-se offi-
ciar ao Exm. presidente da provincia oeste sen-
tido.
Outro do mesmo, declarando que a ponto da
ra da Aurora sobre o canal que vai ter ao ce-
mitero, acha-se arruinada, leudo j cabido gran-
de parle dos muros que serrom de encoato aos
assentos, achaodo-se j com largas tondas os pa-
redoes que o suateotam.Que se officiasse ao
Exm. presidente .da provincia, pedindo houvesse
de providenciar os seus reparos pela reparticio
daa obras publicas.
Outro do administrador, da cemiterio, infor-
mando favoravetmeoU a pcUcao da irmandade
de Nossa Seubora da Soledade, da freguezia de
Boa-vala, em que pede para fazer maia dez pares
as catacumbas para adultos, e nove para prvulos
no terreno juuio aa que a mesma irmandade j
tem outrss construidas.Concedeu-se.
Oulre do procurador, dando parte ler conse-
guido justar amigaselmente com Jas Caetano de
Albuquerque pela quanlia de 600*000, a deaapro-
pnacao das ruinas e terreno da casa ltimamente
incendiada na ra da Praia.A cmara ficou in-
leirada, e determiuou ao mesmo procurador que
tratasen da deaapropriacio da outra que fica nos
fundos desta. e faz frente para a ra do Rangel,
lando atlencoo ae termo asaigoadb pelo proprie-
tario ua secretaria da mesma cmara.
Outro do fiscal de Jaboalao, communicando
terem sido moras para o consumo da dita fregue-
zia no mez de junho ultimo 32 rezes. Ao ar-
chivo.
Foram aporovados dous pareceres de commis-
aaoo primeiro da commisae de polica, dando
por conferidas, e no caso de ser approvadas as
conlaa da receila e despeza da cmara no trimes-
tre do abril juoho desle aano, apresentadas
pelo procuradoro segundo, da commiasao de
edtticagao no sentido de se permitlir que Fran-
cisca. Antonio Pereira.de Brito, tutor dos meno-
res filhos de Joio Alaoazio Das, fizesse os con-
cerlos uecessarios na casa n. 120 da ra do Pilar,
com a eondicao de ser ella avallada no estado em
que se acha par ser desapropiada pelo mesmo
prego da avaliagao quando permiUrem os cofres
municipaes.
O Sr. Reg apresenlou a resposta que se devia
dar ao governo da provincia sobre a representa-
cao que Qzeram diversos oleiros e conductores de
lijlos; contra a postura municipal, que estabele-
ee no*a bitolla .para o fabrico dos mesmos lijlos.
Posto em discussio, alguns senhores vareado-
res combaterara a dita informarlo, a qual final-
mente foi approrada. O Sr. Reg e Albuquer-
que declarou que com quanto rotasse a aror da
Informjcio, todava entenda que a cmara era
incompetente para formular urna semelhante
postura.
O Sr. Mello votou contra ainformacio.
Despachara-se as peticea de Antonia dos
Santos Villaca, Francelino Americo de Albuquer-
que Mello, lguacio Fernandes Eiras e outro, juiz
e mesaras da irmandade da Soledad. Jos Gen-
calves Beltrio 4 Irmio, Joio Evangelista Perei-
ra Lima. JHao Francisco Monteiro, Joio Saraiva
e Araujo GaUao, Jos Antonio Ferrio de Fi-
gueiredo. Maria Amelia Coelho Leite, Manoel
Joaquim da Paz, Meuron 4 C. Dr. Pedro da
Athtyde Lobo Moscoso, e levantou-se a sesso.
Eu, Prancisco Canuto d Bua-Viagem. officUl-
maior a escrev. n impedimeoao do secretario,
Barros Reg, presidente.Reg e Albuquer-
que.Heoriques da Silva.Barata de Almeida
-Reg.Reg Maia.Mello
andares, arrendado por. .
dem 9.Viuva de Joaquim Jos
dos Santos, ama casa terrea, r-
reodadapor........
dem 15 Laiza Antonia de Jess
Siqueira,um sobrado com urna lo-
ja e um andir, arrendado por.
[Continuar-se-ha.)
68SXJ00 demillir nem conhecer das faltas do conselho.
intil a sua convocacio com este fin. Se a pro-
pna assembla geral, que a persenifleseio da
aflad, defraudada de suas mais ritaes at-
tribuisoes, que multo que desappareesm lam-
bem as regalas dos socios, como a do direito.
?ue_llnham inte socios para a conrocacio do
2I65OOO
Comraunicados.
Gabinete prtogiex de leitura.
Uma JsjMa represalia.
V
Para que possamos continuar n'essa enfedonha
trela sem animosidade nem deaabrimenloVeum-
pre chamar de nevo a attencio dos socios do Ga-
binete para a questio inicial; isto , para o prin-
cipio da discussio, a que o conselho foi provo-
i?* aU me8mo toreado contra a sua rentado.
J demonstramos, de maneira a nio restar a
menor dunda, que a mudsnca da denominacio
deGabinete para Instituto-nio tora nem podia
ser o pomo da discordia entre o conselho e a
commissio de reforma.
Anda mais que a palavraGabinetenio ei-
pnraia no sentido natural ou elymologico, e mui-
to menos no seu sentido figurado, o Qm da nossa
'"jtnicao ; ao passo que a deInstitutocom-
prehendia perfeitamente todo o peosameoto dos
instituidores, exarado nos 4\ 5# e 6o, do art.
Io de estatuto de 1855.
Tambera dissemos qae a palavraInstlalo
esencialmente portugueza, nao tinha a menor
elevar;ao, e muito menos a extensSo.que lhe em-
presta vam os socios disidentes ; pois que tinha
um sentido restricto, que s poda ser applcado
as sociedades, que se regiam pelas suas proprias
'eis, regras ou normas dadaa pelos seus institui-
dores.
Ora, poder alguem negar, que tal o carc-
ter da nossa instiluicio, ou do nosso estabeleci-
meoto ? Poder alguem por em duvida que for-
mamos urna socedade. que temos urna regra,
e que esta regra ou norma, debaixo do nome
de estatuto, nos tora dada pelos instituidores ?
Sena por tanto ftil por demaia e alem disso
absurda qualquer discussio acerca da convenien-
cia ou discrepancia do sentido natural ou figura-
do de semelhantes palavras ; nem acreditamos
que tal sentido entrasse em discussio, senio como
um subterfugio, como mero pretexto, afim deoc-
Culiar o verdadeiro motivo da guerra desabrida,
que promoveram ao conselho os socios reforma-
dores.
Com effeito basta ler a tal reforma, basta con-
Jroiila-la cora o nosso estatuto, para descobrir """* i""cu> aa socios reiormaaores,
logo a meada ou essa trama infernal, que teria ">tilisar aquella garanta, e dar ganho de cau
fa "a DOeso kbelecimento como em urna | astucia e a fraude ? Substiluiram este arti
i aranha, se nao fosse a attilude decorosa,
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 15 DE
JULHO DE 1861
Presidencia do Sr. Reg e Albuguerque, .conti-
nuada pelo Sr. Barros Reg.
Presentes os Srs. Cesario de Mello, Heoriques
da Silva, Barata, Reg, Maia, Seve e Mello, bre-
se a sessio, e lida e approvada a acta da ante-
cedente.
L-se o segulote
EXPEDIENTE.
Um oficio do engenheire fiscal da estrada de
farro, dirigido ao Exm. presidente da provincia,
e por este a cmara para informar, no qual pedia
o mesmo engenherro que se dignasse S. Exc. ex-
pedir anas ordens para que os terrenos designa-
dos na planta que remetiia qae pertencem a ca-
mira, coloridos na dita planta com tinta parda
e indicados pela letra (BJ, tossem concedidos
companhia para nelles construir a ora estacio
dos Afogados, mediante qualquer convenio que
Fosse justo fazer entre a dita companhia, ea mes-
ma cmara, de vendo ter isto legarse S.' Exc. en-
tendase qae nao assiste direito a referida com-
panhia de exigir que, em virtude de saa cunees-
sSo, Re sejsm dados gratuitamente, cujos terre-
~b ..os yoia.iao uu 01. m r trrter, m a sus noa fazem paHe do segu meato da travesea de-
denegacao apoiada peto Sr. Babwet ; de modo nominada doAceugne nos Afegados Posto
qae o aovo astro flear com o nome do bapsmo em discussio, reaalveu-ae que fosse oqvido o en-
pariaienae, ialo , Garibaldi. genheiro cordeador.
No dia SI do corrente foram recolbWos Outro do jurz mankipal da 1* rara Or. Her-
casa de detencio 4 homens e 1 mulher, sentfo os mogenes Soerates Tirares de Vasconcellos' com-
prmeiros Hrrea a o ulUmo escraro ; 4 ordem muoicando harer entrado ao dia tt do corrente
do subdelegado de S. Joi f; 1 ordem do da no exercicio ta f rara de direito por ter o juiz
Boa-Vista 2, inclusive o pardo Leoncio, escraro proprietario entrado no gozo di Ucenca aua lhe
de Antonio ; ordem do dos Afogirjos 2. i ton coactdida.-lnteiradi. *
CONSULADO PROVINCIAL
Relac das casas abaixo mencionadas,
qae soffreram alteracues no presen-
te lancamenlo, feit pelo lancador
Malta, a saber:
Largo do Corpo Santo.
N. 27.Manoel Goncalvesda Ponte,
um aobrado com 1 loja e 3 anda-
res, arrendado por................
Ra do Vigario.
dem 2. Netos do finado Manoel
Alvea Guerra, um sobrado coso
urna loja e um andar, arrendado
,,(*"..........
dem 10.BaMar 4 Oliveira, um ao-
brado cora urna loja e dous an-
dares arrendado por.....
dem 14. Antonio Maria de Mi-
randa Seve, e outro?, um sobra-
do com ama loja e dous andares,
arrendada por .......
dem 5. Herdeiros de Antonio da'
Silva & C.a, um sobrado com urna
loja e tres andares, arrendada
por. .........
dem 9. Joao Manoel da Veiga"
Sextas, e ontros um sobrado com
urna loja e tres andares, arrenda-
da por .........
dem 11. Maaoel Goncalres da
Silva, sobrado com urna loja e 3
andares arrendadopor. ....
dem 15. Herdeiros de Laoriena
Rosa Gandida Rigueira, 1 sobrado
com urna loja e tres andares, ar-
rendada por.......
Ra de Encanaraento*.
N.4Jos Joaquim Dias Fernan-
des e outros, sobrado com ama
loja tres andares, arrendada
P...........
Ra do Cordoniz
N. 12 A. Candido Alberto Sodrda
Molla, casa terrea, arrendada por.
Travessa da Madre de Deus.
N. 8.Antonio Rodrigues Lima, so-
brado cem urna loja e dous anda-
res, arrendado por.....
dem 3 Norberto Muniz Teizeira
Guimaries, sobrado, com urna
loja e dous andares, arrendado
Pr.......r .
Ra dos Burgos.
N. 15.Manoel Muniz de Carralbo,
casa terrea arrendada por .
dem 17. O mesmo, casa terrea
arrendada por.......
Ra do Amorim.
N. 22.Maria Cardozo da Silra,
ama casa terrea, arrendada por
dem 38Felizmins, filha de Jos
Nunes Vleira, urna casa terrea, ar-
rendad-a por........
dem 40.A mesma urna casa ter-
rea, arrendada por.....
dem 44.Joaquim Antonio da Sil-
veira. om sobrado com ama loja
e tres andares, arrendado por .
dem 46 Antonio Joaquim de
Souza Ribeiro, am sobrado com
ama loja e tres andares .
loemos.Jos Nunes de Paula, um
sovrado com ama loja e dous an-
dares, arrendado por. ....
N. 1 A.Manoel Francisco Marques,
orna casa terrea, arrendada por .
dem 13.Hcarreiro de S, Bento, am
robredo com urna lojae dous an-
dares, arrendado por. ....
Ra da Lana.
N. 3.Manoel Ignacio de Otireire,
om sobrado cota ama loja e dous
Jlho, e a de 50 para a convocacio da assem-
bla geral f ^"^
fue figura fazem os socios accionistas, ama
ra eliminado o artigo 201 Que papel represen-
ta a assembla geral eliminado o 5*do art. 34 ?
u qae fice sendo o con seibo sem os corree tiro 3
daquelle artigo, e deste peregrao* f Noa ro-
lo diremo* ; assembla geral fleeria rednzida
aom miserere! espantadlo ; o coaseiho trans-
ermar-ee-hia em mam espacie de senado de Ti-
berio ou de Calignle, e os socios benemritos em
dictadores, ou suzeraoes de barago e ctelo I I
Ha am lodo ae plano infernal urna urdidura,
que espanta, e entio muita gente pergunta, se
os taes socios benemritos tiob/m a intelligencia
presise, para urna combinacao lio monstruosa, e
so mesmo tempo tio bem concebida e elabora-
da ; se nio existe por rentura mi oceulta em
tude isto com o fim de dar por trra com a insti-
toico ou com o estabelecimento ; pois que, mi-
nando-o pela base, elle nie se poderia aasten-
Nio podemos responder cabalmente,porqae nao
sernos juizes competentes sobre o grao de aptidao
dos dignos socios reformadores, nem podemos as-
gorar, que houvesse a* oceulta em todo esse
desgranado negocie ; mas nio podemos deixar de
confessar, que o conseibo espaotoe-se, leodo esse
novo Alcoro dos socios reformadores I E a nio
ser por arles do diabo, devemos roovir que hou-
ve mufja habilidade, no plano concebido, e no
seu desenrolvimento.
A ordidura completa, nada deixa a desejar.
FeUs as climinacea j mencionadas, era mister
atacar por outro lado o direito de convocacio da
assembla geral, redazindo a ama mera formli-
dade. Eequefizeram os reformadores? Nio
quizeram eliminar (era j muita eliminacio) as
alteraram o artigo 32 dos estatutos por tal ma-
neira que o tornaram illusorio I
O referido arligo 32 estabelece dous grios para
convocacao da aasembla geral ; no primeiro
grao pode ella constiluir-se no dia aprazado com
a quarta parte dos socios effectivos ; e no segun-
do se abrirao os trabalhoa com o numero que
comparecer. '
Ora, est visto, qua estes dous graos de con-
vocacao e de reuniao formara urna garanta para
evitar a sorpreza, a que poderia dar lugar um
motivo qualquer, ainds que justo, de nio compa-
cimento do numero suficiente de socios effec-
livos.
.?.:?.e/*ra_E.r.in os g0.ci reformadores, para
usa
----------------------- umwiivilliu CSIO artigO
prndenle e cauteloso pelo seguinle"
Urna hora depois da marcada nos aonuncios.
ahnr-se-b* a sessio com o numero de socios.
0M acharem presentes ; e as deliberaces obri-
garao a todos os membro do gabimte. >
De maneira qne urna duzia de ocios, reunidos
por urna sorpreza em virtude desee arligo, que
fica transcripto, pode dispor i sen talate dos
socios o do estabelecimento, lamelar em nome da
assembla geral, e obrigar a todos ; quando pelo
artigo 32 do estatuto vigente aio era possivel
urna sorpreza, porque haviam duas distinctas
convocacoes ; entretanto que para a primeira
reuoiao exiga pelo menos a quarta parte dos so-
cios eftectivos I
Devemos confessar, que toda essa maravilhosa
combinacio, entre a astucia e a ambicio, espan-
tou ocooselho, porque nunca esperou semelhan-
te resultado ; mas, quando o xame e a discussio
dusiparam as nuvens da astucia, apreaentoa-se
a ambicio descarnada, e fcil foi reconhece-Ia
desde o primeiro l o ultimo arligo da reforma.
Paremos aqui por hoje, para atarmos o nosso
fio era outro artigo, visto que este ji rai dema-
siado longo, e nio queremos cansar a paciencia
dos nossos leitores, pois precisamos della para
muito mais que temos de dizer.
Entretanto, saude e paz no Senhor!
O conselho.
1:000000
2:200*000
1-2009000
80OSO0O
1:6009000
1:8009000
1:6009000
1:512900o
8769000
6009000
6849000
530J0O0
2409000
2409000
2409000
1449O0O
1449098
76OS000
8329000
6O09QO0
2409000
3849000
~-,-------- a
que tomou o conselho ; se nio fosse a conscien-
cia do dever, que o animou a ponto de corlar pe-
la raz o mal, que nos ia minando.
Que houve um plano perfeitamente combinado
na tal reforma ; que houve um systema nessas
innovarles, para collocar na cpula social os so-
cios oenemert/o, afim de torna- loa nicos arbi-
tros da surte do Gabinete ; est ludo isto perei-
tameute demonstrado ua analyse, a que procede-
mos, lano acerca das eliminaedes, que fez a
commissao, dos paragraphos tendentes ao fim da
socedade, eomo do capitulo, que contioha as re-
galas dos djlos socios benemritos.
Collocadoa no conselho e na directoria, coovi-
nha dar a essas duas corporacoes jque elles po-
deriam dominar pela permanencia de seus car-
gos] urna especie de autoridade absoluta sobre os
socio-, coarctndo-lhe suas garantas; ao passo
que annullavam o direito de appellacio, para a
assembla geral, eliminando 08 5o do art. 34 do
estatuto vigente I
Tuj ''o parece um sonho, mas a realida-
de. Tenham santa paciencia os socios reforma-
dores para ouvir-nos com sangue fri, e depois
racam o que en tendere m ; mas fasam-no sem es-
cndalo para nos nem para o paiz ; fasam-no co-
mo cavalheiros, e nio como regateiras.
Vamos agora demonstrar todo o filo, lodo o
mysieno da tio preconiaada reforma, que como
j. dissemos, foi toda em prorplo (para hoara e
loria !) dos socios ientmeritoa. lnaUllados no
conselho e na directoria, era mister dar for-a a
essas corporases, diminuindo as suas responsa-
bilidades.
Ora, diz o art. 34 do nosso actual estatuto o
seguiote:
A assembla geral. de quem dimanam todos
os poderes conferidos ao conselho deliberativo e a
directora, reserva tmente para si a seguintes
attribuie8.
Esl rugo tem sete para6.opnos; e como os
reformadores deixaram intactos seis, e somente
elimioaram um, isto , o quinto, vamos oceupar-
mos deste, cojo theor como segu:
5. Conhecer das queizas, que contra o
conselho deliberativo lhe forem apresentadas pela
directoria, ou por cincoenta accionistas (art. 20),
e, apreciando-as maduramente, resolver a demis-
sao desta corporacao, ou adoptar outra qualquer
medida, que julgar proficua.
Eliminar esse paragrapho o mesmo que coarc-
tar urna das mais importantes attribuicoes da as-
sembla geral; tanto mais importante que foi-
Ihe especialmente reservada pelo referido art. 34
cima transcripto. E que motivo teriam para se-
melhante eliminacio os socios reformadores? a
cousa fcil Je explicar, e al de entender pela
sua propria obra ; e senao vejamos.
Pelo dte 5 5o a assembla geral reservou-se o
direito de demittir o conselho por queixa da di-
rectora ou de 50 socios accionistas ; e como os
socios benemritos se achavam collocadoa, pela
sua reforma, no conselho, quizeram que este fos-
se permanente, inviolavel e sagrado, como as
suas sacratsimas pessoas ; portante collocaram
o mesmo eooselho cima da assembla geral,
sem dependencia nem a menor responsabilidade,
eliminando o referido g 5o do art. 34II Quem o
quizer mais claro, que lhe deite agoa I
Parees primeira vista, que nao ha audacia,
que nao ha cyoismo, que iguale o procedimento
dos socios relormadores ; pois que ninguem ou-
sana atacar de frente o nico poder, de que di-
manam outras Untas delegaees para o conse-
lho e para a directoria, sem um descaramento,
que MTergoDharii ao mais imprudente gatuno 1
NOa porm nio pensamos assim, e at certo
ponto os julgamos coherentes; e por isso disse-
mos, que a reforma eita e apresentada pelos so-
cios benemritos, era Qlha de um plano perfeita-
mente combinado, e menormente executado, pa-
ra ligar a socedade ao carro triumphal dos noroa
dictadores, sem dependencia, nem responsabili-
dade alguma I
Anda nio param shi as gentilezas dos dignos
socios roformadores; pois que a eliminacio do S
o do referido arL 3* dos estatutos, nio tem so-
mente o alcance, que lhe temos dado al aqui;
ra pelo contrario muito mais adiante ', porque
urna vez tornado inviolarel e permanente o con-
selho, sem que possa ser demitlido pela assem-
bla geral, como determina o dito 5 ; segue-se
que nenhum correctivo existe contra os seus des-
mandos, e por consequencia sio ou fleam inlei-
ramente inuteis, e sem a menor applicacao.es 88
Io, 2o e 4o, do mencionado art. 341 e
At agora os dignos aocios benemritos, se ha-
viam collocado com ps de lia no conselho e na
directoria ; depois elevaram sua classe sobre to-
das as outras da socedade ; encheram-se de re-
galas, coarctando alias as das outras classes ; e
depois de se declararem permanentes e vitalicios
no seu primado de honra e jurisdiccio, atacaram
a assembla geral e despojaram-na de suas prin-
cipaes attribuicoes I !
Dissemos cima que nada estranhavamoa do
que flzeram 01 reformadores, porque os julgava-
mos coherentes no seu plano, e tio coherentes e
lgicos, que eliminando o 5 do art. 34 lireram
de eliminar tambera o artigo 20 do mesmo esta-
tuto que tem immedlata correlsclo com aquelle
paragrapho. E para que os nossos leitores com-
prehendm todo o alcance deasa eliminacio, e de
suas conseqeneias naturaes, ramos copiar iitle-
ralmente o referido artigo 26, que como segu:
Art. 20. Viole'socios scionistss podem re-
querer ao presidente do conselho deliberativo a
convocacio extnordinaria do mesmo. para re-
presentar contra a directoria, quando julgarem
que esta tem eiorbiudo, ou deixado de cumprir
os deveres, que lhe sio impostes : igualmente
.S3J!.qaeer dlraclori* covoeasao da oa- te da. armai" b^5^Tna wat*car nI
E?* i"atPnftprutntar contra o conselho cedimente qaa tem Mo^ra eamTa^aallw
peloa mesmos motivos : e sendo deaatmndidn. .....;,* \^^T ^ Tr5_5rT .T"***-*
pelos mesmos motlros; e sendo desattandidos, perseguido dfJlciaL ala
poder ao em numero de elncoerUa conooca-fo ,
assignando todos os annnncioa de qne trata o ar-
tigo 32.
Ora, na verdade |toram muito coherentes oa
Ifirmafinra* alminanrfn a.ln *<* O f A
Presidio de Fernando.
L'm abuso traz outro abuso, um escndalo ou-
tro escndalo, e essa cadeia de malea ir-se-ba
progressivamente augmentando se de prometo
nao for quebrada.
E' por essa razio que recorro para o imparcial
tribunal da opiniia publica, afim de por seu
severo julgamento, obelar a reproduccio de im-
moralidades ; como a de que passo a oceupar-me
Os dAm>d.a auusos de aulorida le pratics-
dos pelo capitio Gerqueira Lima, na Una de Fer-
nando de Noronha, levaram alguem denuncia-
Ios presidencia da provincia.
Essa denuncia, suflicientemente documentada
foi remetlida a autoridade militar, que nao obs-'
tanta as graves impulaces que pesam sobre esso
ouicial, anda o conserva ao commando do desta-
camento, dignando-se apenas nomear um conse-
lho de ovesligacio, para julga-lo oaquella ilha.
o qual deve anda daqui partir, apezar de ser a
denuncia dada 8 de junho p. rindo.
Este procedimento do Sr. comman Jante das
armas, que nio sabemos qualilicar, deu occasiio
a que so requiresse presidencia a reuniao do
conselho nesta cidade, devendo para isso vir aqu
responder o ccus>lo; e parece-oos que nio tra
attendida semelhante reclamacao, e a razio disso
ignoramos. "
O que verdade, que a aecusacio que pesa
sobre esse official versa a respeilo do mo uso que
fz dos dinheiros confiados a ua guarda e per-
tencenlesaos seus commandadas ; do ilegai e
pouco decoroso officio que alli exerce, negocian-
do ; do emprege (indevido e altamente mmoral)
das pravas do destacamento no culliro de suas
rocas ; e a respeilo da......
For conseguate sua cooaerracio naquell cora-
mando por dous ou mais dias Irar em resallado
dous ou mais dias de soffrimentos a seas subor-
dinados, dous ou mais actos reprovados, dous ou
mais motivos para a indisciplina dos soldados e
dtscredilo da torca moral dos offciaes ; parecea-
do-nos que o Sr. Qommandanle daa armas natu-
ralmente quer assumic a responsabilidade de tan-
tos desvos criminosos desse official.
O Sr. commandanle das armas nio tem razio
para mandar o conselho fuoccionar em Fernan-
do, pois ninguem em boa lgica dir, que, assim
proeedendo, ainda bem, muilo principalmente se
allenderem as considerares seguinle :
1.* Que com a ida da um major para Fernan-
do fica ealcado o aviso da reparticio da guerra de
3 de fereieiro de 1853, que prohibe expressa-
mente, salvo $s?- no caso urgentsimo de segu-
rarla publica _ que os majoras sejam empe-
gados emservicos que os prive de suas fuocces
2." Que fica calcado igualmente o regulamenlo
de8 de raaio de 1843, que no 13 manda que os
conselhos de nomeaco dos commandantes das
armas aejam feitos no quartel de aeu commando.
3. Que marcha de encontr ao que se tem
praticado at o presente, isto , da se mandar era
continente recolber ie capilaea os offciaes, que no
interior das provincias tenbam delinquido'. Guan-
do nesses lugares nao ha offciaes sufficientes
para a formacao de ura conselho ; e contra esta
praxe lio enliga, nao prevalece o irem daqui of-
fciaes para fuocciouar em Macei ; porque o ac-
to criminoso de que iatn conhecer. Uvera lugar
em urna provincia estraoha, e que neobama rela-
gaa tinha eom a jurisdiccio ao toro militar
desta.
Assim, pois, patente como Oca a sem razio
emque labora a primeira autoridade militar des-
ta provincia, mandando que o conselao aa reuaa
na lha de Fernando ; apreciemos agora as des-
vantagens o oa inconvenientes desta delibe-
racio :
1.a O nio encontrar o conselho na ilha, amaior
parte daa testemaoaae d aecusacio ;
2.'Terem as ditas teatomunhaa que aqui se
acbam de para l irem ; ^
uZiJI C0B?*lh* nq^r ali soldados om
iberdade para dizerem a verdade, exisodo nes-
ta capital perla de 4d que 4'aU vieram
mentQiaor0.,na0* *".e. P***s *> '*-
mentos para 03 que estao sujeilos a emprehen-
der tal viagem ; rerdada 4. que aera campiir um
derer mas nsnada do uaorior. nio UL
5. Despezas feUai patea cofres publicaa nra o
transporte do conaelh e teeteoaaaelaa.
Avate do xposte, nio teado e Sr.-.
causa particular, aa a ha.
Ser por elle ser inaulaararel
Sr. commandanle daa armas? I
ri por essa dittimf atBchl sanar pompaaa-
attaar coma
no conceito do
arl. 34 ; porque se a assembla geral aio pode tronato ? I W"UWM""""^'W,~*W" V-


'AIRO Mi MllUtWD. SXttA mu* m agosto M lfUl,
(*
0 tearpe mostrar.
O Sr. coma>aadante das armas mandando re-
tirar o eaaiiia Cirqueira Lima do presilio de
Fernando, n vapor Tpiranga, e aqui fazendo-o
responder potas seus etos, proceda para com
elle benignamente, por isso qu* por rasaos tai-
vez, mandn suspender a %m ontro do caminan-
do, prende-lo em ama fortaleza e submette-lo a
conrefho.
Emlrn* deper&me* em a correspondencia in-
serta no Diario de 34 do cerr* aaaigoada pele
referido capitio Cerqueira Lima, em que diz ser
os captties Antonio Lua Daane Aeres e Lniz
Francisco Teixotra atore* da deouacia eootra
elle dada, e estes, desprezaodo as suas ameacas e
tendo em vista, como reapeitadores das ordena
superiores isa de 4 da outabre de 1859, rUm
quereram ao eeaimandante daa armas contra ge-
melhanle procedimaoto. integramente contrario
s disposic&es de sobredlto aviso.
E declaramos ao Sr. capitio Cerqueira Lima,
que es mencionados capita.es Duarte Nunes e Tei-
xeire, nunca dirigiram aneoymos calumniosos
contra seus companheiros d'ermas, e o que apre-
sentou a deaaacts^no pode lar o epilheto de ca-
lumniador ; porque a dea eom documentes, ten-
do oulroa em aeu poder, que se publicar, se for
preciso rollarnos a imprensa.
Recite 30 da julho da 1861.
Sou.Srs. radaeteres, se* constante leitar,
Correspondencias.
Interior.
Multas............................
Sello do papel xo...............
Dito do proporcional.............
Emolumentos.....................
_ Cxraerdinaria.
Recelta eventual..................
Dirimen da provincia das Alagoas.
Ditos da provincia da Parahyba..
Ditos da prorincia do Ra Grande
ajo Norte..*.....................
Contribulgo de caridade..........
Readimento do mez da julho da
1960 a 18dl....................
Readimento do mez de julho de
1859 4 1860....................
480J9W
859&2O0
14S#88o
96*000
81#704
4S6:QKK)S75
t:7eVW5
1043*133
900*411
4949978
463:1269982
299.85*801
499:04959
Alfandega de Pernambuco 31 de julho de 1861.
O 4* escripturario,
fia i tito B. Furtado.
Recebe doria de remates internas
Termea ale Pernambnco. -
Readimento do di* 1.....1:8393060
Consulado
Rendimento do dis 1 .
provine la 1.
2.218*488
Senhores redactores. Retirado da cidade, e
nao sendo assignante do Constitucional, boje foi
que um amigo me faz chegar s mos os nme-
ros 84 e 86 das Conslitucionaes, sonde o meu no-
me envolvido, acensando-se-me no primeiro
de ter consentida que os Sarinbos tivessem en-
trado publicamente na villa, morando eu quasi
defronle da casa em que, dizem ellas, se apela-
ran. ; que o faci dea-se, nao o aego, mas o que
neg que tiresse parte nesss faci, que so ebe-
gou ao mea conhecisaento ao dia 26, porque no
da 25 poneos momentos tire de meu, estando
eccupado com a tomada de eonlas a dous lesta-
aneateiros e a um tutor, restando-me pouco lem-
po para me occpar com o que ae paasa na ra,
porque oceupo-me maia com o queeat cargo
do meu juizo, do que eom qaem entra e sabe de
sua casa, porque desejo bailante por em ordem
o cartorio de orphaos, no qual ba mais de 8 para
10 annoa ae ha urna tomada de coalas, nem
testamenteiros nem i tutores, ebegando ponto
de alguna admirarem-ae de que aejau elles obn-
gidos daram coates, e aonde existem mais de
100 inventarios, alguna dalles feitoe ha mais de
12 annos por julgar, cousas estas que o commu-
aicante nao deaeonhece, mas desconhece os meus
desejos de restabelecer a ordem no cartorio de
orplr os, porque elle so desoja me ferir ; o com-
municante do Constitucional podia me censurar
se tendo elle me denunciado o fado, eu nods-
se as providencias que as eircumstancias exigiam,
oesse caso toda e qualquer censura era cabirel ;
e elle sabe perfeitaoreote quealguem quetem re-
tardes com o Dr. promotor, contando este o
facto de terem rindo esta ?illa os Sarinhos, e
pedindo-lbe o promotor que dissesse em que casa
estaram elles, disse que nao era denunciante, e
que tralasse de indagar aonde elles se achavam,
o que o commanicante reconhece, mas nega que
fosse feito de accordo com o delegado, sendo in-
teiramente falso que o promotor exprobrasse ao
delegado o seu procedioiento, porque ro isto
do seu carcter: no numero85 invertido e q-
telramente desfigurado o facto de defloramento
da menor Maa Francisca da Eocarnacao, dizeo-
do-se que eu mandei vi-la minha presenca, o
que falso ; em dias de abril, estando eu em ca-
sa, reio perante mim a mi dessa menor, pedin-
do que eu msndasse fazer urna visloria em sua
lha, o que immediatamente oQz, reriQcando-se
o faci, sem se saber quem fosse o affensor, por
que o que ella dizia ser eu mandei rilo minha
presenca, e interrogando-o eu, negou elle o fac-
to, dizeodo qae quem offeodera ella tora um ho-
rnem que hoje se acha em Santo Anlo, quando
ella estar em casa de urna iroa que prosti-
tuta, e com a qual ella viva ; no dia immediato
o ristoria fugio ella da casa paterna com um Jo-
vino de tal, que dizem eslava para casar com ou-
tra irma, e em casa do qual permaneceu seis
dias, Tiodosos quaes o pai foi busca-la para casa
aonde aioda permaneceu por cinco dias, depois
do que fugio ella para a casa do Sr. Ferreira Ra-
bello, qoe tem urna officioa deazelte, e ao qual
o pai della trabalha e aonde anda se conserva,
sendo urna pura calumnia dizer que o Sr. Fer-
reira Rabello espancou o pai dessa menor :
vista do que venbo de expdr, nao sendo o facto
em flagrante, uSo sendo pessoa miseravel, nao
sendo orpba, e sendo publico e tendo eu conhe-
cimento de qu? ella morava com urna irma pros-
tituta, o que devia fazer? qual o meu proced-
ment ? digam os ajuizados. Que sou amigo do
Sr. Rabello nao o uego, e estou certo de que el-
le incapaz de praticar um acto qualquer, que
possa trazar um deslustre minha reputaco de
magistrado, se conhecesse da parte della isso eu
outra qualquer cousa, eu seria o primeiro fugir
da sua amizade ; prouvera Deus que o cora-
muuicanle tlvesse a houesiidade e carcter delle,
enlo feliz do Limoeiro. Hoje desnaturam-se to-
dos os fados desta comarca, hoje lodos os era-
pregados sao raaos, porque nao ha mais quem
conceda embargar a propriedade alheia pelas cus-
tas de um procesao que se vai instaurar ; nao ha
mais quem requeira nos autos a despronuacia do
denunciado, e peca-se nos meamos autos a pro-
nuncia de outres contra os quaes nao foi dada a
denuncia e nem estes ouvidos, isto contra todos
os principios e regras de direito criminal ; j l
se vo esses lempos, e por isso tanto se grita no
Constitucional, hoje nao se ganha mais por mez
neste pobrissimo termo a enorme quanlia de
l:5ft0000, ja se nao pe mais o dedo no suspira,
como em algum lempo alguem disse estando ues-
sa capital, quando Ihe pergunlavam pelos seus
ganaos de advocados; j rou muilo longo e nao
quera tomar grande canto do seu eonceiluado
jornal ; a poblicacao deslas lionas muito penho-
rari o seu leitor
A/arco Tufto dos Reis Lima.
Limoeiro, 19 de julho de 1861.
loTimento do porto.
Navio entrado no dia 1.a
Rio de Janeiro-i-S dias barca brasileira Amelia,
de 213 toneladas, capito Narciso Lopes da
Silva, equipagem 11, carga caf madeira de pi-
nho, pipas razias e oatros gneros ; a Azevedo
& Mendes.
Navios sahidos no mtsmo dia.
S. ThomazHiale americano William L. Mon-
tagne, capitio G. R. Garman, em lastro.
PhiladelpfciaBarca americana Azelia, capito C.
W. Kerlin, em lastro de arela.
lina do SalHiato americano I. Dsrliog, capitio
E. R. Perciral ; em lastro.
Portos do NorteVapor nacional Paran, com-
mandante o capitio tenenle Jos Leopoldo da
N. Torrezo.
co
ao
Horas.
z
3
n
H
"53
o
kthmosphtra
Dirsccao.
Intensidad.
-4
en

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Fahrsnhiit.
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kP J* 3* I Ctntigrmdo.
3
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| Hygrometro.
3
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Cisterna hydre
1 mtrica.
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Francex.
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U "- U % H j 'M'"-
O
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sj
?* oa
s g
3 s
A arrematacao seffi elta por lempo de dous
annos, a contar do 1. de julho corrate
E para constar se manden affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourarla provincial de Per-
nambuco 30 de julho do 1811.0 secretario,
A. V. d'Anaunciacio.
Declara^es.
A noite de agoaceiros, rento E ; ESE, fresco e
assim amanheceu
OSCILAQAO DA HAR.
Preamar as 0 h. 42' da tarde, altura 6, p.
Baixamar as 6 h. 30' da manhaa, altura 2, p.
Observatorio do arsenal de marinha, 1 de a-
gosto de 1861.
Roaxico Stepple,
1* tenente.
Edita es.
COMI1EIICIO.
Alfandega,
Rendimento do dial .
24:3229059
Movintenio da alfandepra,
Volames entrados com fazendas.. 76
> com gneros.. 1,386
Volames
a
sahidos

com
com
fazendas..
gneros..
10
131
1:461
141
Descarregam hoje 2 de agosto.
Barca inglezaSarah earvio.
Srigue iuglezReliancecarvo.
Polaca hespanholaEsmeraldacarne de char-
que.
Brigue hamborguezHenriquedem.
Polaca hespanhola Indiaidem.
Br'gue hamburgoezGermanicerreja. '
Brigue portwguezLusitano farinha.
Brigue portugus Bella Figuerense rinhos.
Brigue portuguez Amalia Isal.
Patacho italianoMarismerca-dorias.
Brigue suecoTriotontabeado.
RENDIMENTO DA ALFANDEGA DE PERNAM-
BUCO NO MEZ DE JULHO DO CBRENTE
ANUO.
Importacao.
Direitos de importa cae para con-
Ditoa adduionaes da & */......... 42:014*8*5
Ditos addicionaes de 1 */......... 133*654
Ditoa de bldesete ereexporlaco. 69*616
Expedienta das gneros estrangei-
ros na vagados par caboUgem.. 61 &109
Expedieoa doa generas do pala.. 1:198*643
Expedieate dos geaeros livres---- 342*108
Armazenagem das naercadoas... 3:754*791
Premio dos sasignados............ 707f548
Despacho mewitimo.
Ancoragem........................ 1:550*498
Oireitoe de 15 % da aabaasaedes
estrangeiras qua paasam a na-<^
cionaes......................... 375*008
Ditos da 5 % na compra a venda
daserabarcaces................ 188*560
Exportafo.
Direiios da 5 % da eapartasae.... 376|73l
Ditos de 1 % ao addicfoaaa...... 15;lM*TfJT
Expediente da capalazia.......... 1:007*06*
For ordem do Illm. Sr. inspector da alfan-
dega se faz publico, que no dia 2 de agosto pr-
ximo futuro, depois de meio dia, se levar a
hasta publica porta desta repartico, urna cai-
ra eom rinte caixinhas rasias, no ralor de 2*
rs., rinda de Lisboa no brigue portuguez Bella-
Figuerense, entrado em 25 do correte mes,
as quaes traziam ameixas, que forana abandona-
das por Duarte & Souza, por se acharem com
araa de vicio intrinsico; sendo a arrematacao
livre de direitos ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco, 31 de julho de
1861.
0 Io escripturario,
Firtntno Jos de Oliveira.
O Illm. Sr. inspector da thesourarla pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 26 do corrate, man-
da fazer publico, que no dia 8 de agosto prximo
vindouro, perante a junta da fazenda da mestna
thesourarla se ha de arrematar a quem mais der,
50 lampeoes dos que servirn) na illuminacao
de azeite desta cidade, servindo de base para a
arrematacao o offerecimento feito por Antonio
Pereira Lobo, da quaotia de 100*000 rs.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da theeouraria provincial de Per-
nambuco, 30 de julho de 1861.
O secretario,
A. F. da Annunciacio.
O Illm. Sr. inspector da thesonraiia pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 25 do correte, man-
da fazer publico, que se contrata por tempo de
seis mezesofornecimento de alimena;o dos or-
phaos do collegio de Saota Thereza de Olinda e
dos orphos do collegio desta cidade, a saber :
Pao.
Caf.
Cba. preto.
Maeteiga.
Assucar.
Carne fresca.
Toucinho. -
Arroz.
Feijo.
Peixe fresco e na sua falla bacalbo.
Azeite doce.
Vinagra de Lisboa.
Farinha.
Sal.
Lenba.
Verduras e temperos.
Frotas 00 doces.
Batatas.
Dietas para doentes.
Fraega oa fraogo.
Callieha.
Leite.
Aletria.
Macarra o.
Cbi.
Dace.
Vinho.
As pesaoas que quizerem contratar dito forne-
cimentd, apresentem as suas propostas em carta
fechada oa dia 14 de agosto prximo viadouro na
mesma thesooraria. ao meio dia.
O contrato sera feito com a clausula de que se-
rlo comprados a cusa do (otnecedor, pelos direc-
toras dea referidos colregios as gneros precisos
nos dias am qae aso forera airas feraeeidos de
aaa qualidade, a de eeoiormidade eom a tabella
que eeri presente ao acia do contrato.
E para constar se maadou affixar o presente a
publicar pelo Diario.
Secretaria da thtsouraria proxincial da Per-
aambaca SO de julho da 1881.O secretario,
A. F. a'Anuunciaco.
O Illaa. Sr. inspector da thesourarla :pro-
vincial, em cumprimento da ardem do Exm. Sr.
presidenta da prorincia, manda faser publico fue
ao dia 19 da afasia prximo rindouro, pranla a
junta da fazenda da amasa thesouraria aa ha da
arrematar a qaem maior praco offerecar, o ren-
dimento da iaapoato da *a> creado palo 1* 4o
art.4*dalei provincial a. 91*, aos nunicipiec
saga rotea :
Iguerass.
salto.
Garaaborts.
Brejo a Cimbras.
Prevea,
Boa-Visas.
Conselko admlmlmlratlTO.
O eenselno administrativo, para (oraacimenta
do arsenal de guerra, em cumprimento ao art. 11
do regutamento de 14 de dezembro de 1852, faz
publico qae foram aeeitas as propostas dos senho-
res abatxo declarados.
Para o arsenal de guerra.
Jeto Jos da Silra:
500 peonas de ganco a 800 rs. o eenta.
50 garrafas de lints preta a 400 rs. a garrafa.
Antonio Aires da Moraes :
250 meios de sola com a marca A & M a 3*300
o meio.
Joao Couto Alvea da Silva :
250 meioa da sola da melaor qu alidada a 4*000
o meio.
20 milheiros da pregos de assoalho a 2*800 a
milheiro.
Antonia dos Ssatos Oliveira & C :
50 pares de dobradigas para janellas o 240 rs.
o par.
20 pares da ditas para portas, seode 10 pares
das maiores a 90* rs., e 10 pares das pequeas,
conforme as amostras a 280 rs.
O coneelho avisa aos meemos seohores vende-
dores que devm recolher os objeclos comprados
no dia 2 da agosto prximo vindouro is 10 horas
damanba.
Sala das sessdes do conselho administrativo,
para forneciment do arsenal de guerra, 31 dt
julho da 1861.
Francisco Joaqun* Pereira Lobo,
Coronel vocal secretario Interino.
Conselho de compras navaes.
Tendo de ser promovida a compra do material
da armada, abaixo declarado, manda o conselho
fazer publico que tara isso lugar em sessao de 5
de agesto correte, mediante prepostas em car-
tas fechadas aprsentelas nease dia at as 11 ha-
ras da manhaa, acompaahados das amostras do
que caiba no possivel.
Para os navios.
6 livrbs mappas de 50 folhas, 8 ditos de 25.
100 pecas de cabo de linhe de 1 a 7 pollegadas,
30 arrobas de plvora grossa, 256 eovadoa de
baetilha, e 9 frdelas de brim para fuzileires na-
/aes.
Para os navios e arsenal de marinha.
6 barrts de aleatre a 400 folhas de liza de
vidro.
Para e arsenal de marinha.
15 paos, madeira de qualidade, para construc-
cio, de 60 a 80 ps de comprimeolo, a 14 a 20
pollegadas em quadro, 30 meios de sola ingleza.
lO tonelladas de ferro bruto, e 50 travs de 40 a
45 palmos de comprimento, e 7 a 8 pollegadas
de face ; estas travs madeira tambem de qua-
lidade. -
Paza a capitaoia do porto.
2 bolas de ferro grandes serem empregadas
ao basamento de baixo do ioglez.
Sala do conselho de compras oaraes em 1, da
agoslo de 1861.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Tribunal do commercio
Pela secretaria do tribunal do commercio da
prorincia de Pernambuco se faz publica qua ues-
te dala o mesmo tribunal suspenden o agente de
leilOes desta praca Jos Marta Pestaa por lar
fallecido o seu fiador e nao ter prestido nova
fianca, ticando deste modo impossibilitado de
praticar qualquer acto proprio do officio que
exercia.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 1. de agosto de 1861.
Julio Guimares.Official-maior.
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, que do dia 2 do cor-
rente por diante pagam-se os ordenados dos era-
pregados provioclaes, vencidos no mez de julho
prximo fnido.
Secretarla da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 1* de agosto de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Pela admislraco do correio desta provincia
se faz publico para os convenientea, que em
virtude do disposto no art. 138 do regulamento
geral dos crrelos de 21 de dezembro de 1844 e
art. 9 do decrete n. 785 de 15 de maio de 1851,
se proceder a consumo das cartas existentes ues-
te administrado, pertencentes ao mez de julho
do annifpassado, no dia 3 de agosto prximo, s
11 horas da manhaa, na porta do mesmo correio,
e a respectiva lista se acha desde ji exposta aos
intereasados. Administracao do correio de Per-
nambuco 16 de julho de 1861.O administrador,
Domingos dos Passoa Miranda.
SUZANA.
Tama parte (oda a companhia.
Terminar o espectculo com a linda comedia
em um acto, ornada de msica,
A Cerda Sensivel.
mesar s 7 % horas.
THfTRO
J0La !
B*
GRANDE CONCERT INSTRUMENTAL
EM BENEFICIO
DA
COMPAMHIA PERNABUCANA

Narega^o costeira a vapor.
O vapor Persinungm, com mandante Moara,
Xviagem para os partos do sal da sua ea-
0 dia 5 de agosta as 4 horas da tarde. Re-
abe carga at o dia 3 ao meio dia. Passagei
rea a dioheiro a frete at o dia da sahida s 2
horas : cholero na Forte do Natos n. t.
Leiles.
FAMILIA DE UM MSICO.
Domingo 4 de agosto.
Apenas a banda de msica do 1.a bsUlho de
arttlharia deste municipio execular a linda oa-
vertura da opera z?nnena da Feltri do maestro
Mercadante, director do conservatorio de msica
da aples, dar principio ao concert pela for-
ma seguinte :
Primeira parte.
1. Grande pot-pourri sobre motivos da Tro-
viola, pela banda de msica.
2.* Slo de trompa pelo Sr. J. Fiss.
8. A linda walsa l'.-.iao pela banda de msica.
Segunda parte.
4 o Solo de Uombono pelo professor Filippa
Nery de Barcellos.
5." Grande concert sobre motivos doa 1 Fotg^
cari, pela banda de musita.
A Fantasa para clarinete, pelo Sr. Theotonio
ida Souza.
Terctira parte.
7.a Cavatina da opera Semiramedes, pela banda
de msica.
8. Terceto pelos senhores Fiss, Barcellos e Ben-
to Antonio da Silva Bamalho.
9. A sempre apreciada valsa estrada de ferro,
pela banda de msica.
10. A linda quadrilha a balalha de Magenta.
lt. Grande pot-pourri da opera Trovatore, pe-
la banda de msica.
A banda de msica presta-se gratuitamente
tooar ao presnle concert, dado em beneficio da
familia deom de seus irmos, que se acha bra-
cos com a pobreza pela morte de seu chefe, tor-
nndose por isso merecedora de todos os agra-
decimentos daquelles em favor de quem o be-
neficio-
Arisos martimos.
Consulado de Franca.
LEILAO
Hotel inglez.
O agente Hyppolito da Silva antorisado pelo
Sr. cnsul de Franca, far leilo do hotel ingles
sita na roa do Trapiche ns. 3 e 5 o qual ven-
dido por ter fallecida Mademaselle Maunier co-
nhecida.vulgarmente pelo nome de Dubois, sen-
da que um dos primeiros pagamentos que se far
depois de effectuada a venda ser urna letra per-
tencente ao Sr. Dr. Nabor, e a outros credores.
E' deenecessario dizer-se que o mesmo hotel es-
t be ai montado.' os pretendeotes pois pata in-
formbaos dtriiam-se desde j a chancellara do
consulado de Franca das 10 horaa da manhaa as
3 da tarde dos dias uteis que ahi encontrarlo
as clausulas especiaos para arrematacao. O lei-
lo taca lugar na chancellara do consulado de
Franca no diaquarta-feira 7 de agosto prximo
fataro as 11 horas em pomo.
LEILAO
Fundicao
de brllale.
Na bem reohecida fabrica de fundilo, iateei-
ro e fuaileiro da ra Nova, defronle da Concei-
Co, contina a fazer todas as obras tendentes
mencionadas arles e oOkioas cima ditas, como
sejam : bronze para engenhe, par*fosos par*di-
tos, e tuda qaanto necessaria para tal mistar
ludo mais barato do que em eulra qualquer par-
te, e bem assim, alambiques, serpentinas de co-
bre ludo mais conceroente a caldeireire, obra
de lati eom a melhor perfeico possivel, obra*
douradas e em lata* para militares, como sejaas
apparelho para barretinas, ferngens para latina
e talabarte de qualquer arma, botdes de todos o
nmeros, douradas, bronzeadus e em smarello,
obras de foi ha superiores por serem os artistas
que as fabricara jornaleiraeno empreit*iro, qa>
como se sabe, nunca as obras que sao feiia's de
empreitada sao perfeitas, tudo muilo barate: na
ra Nova n. 38.
Funileiros.
Na ra Nova n. 38,
ciaea de funileiro.
precisase de peritos ofU-
DA

Rio de Janeiro
pretende sabir com brevidade a barca nacional
tCastro Illa ; para a carga epassageiros, trata-
se com os consignatarios Pinto de Souza & Bai-
ro, na ra da Cruz n. 21, primeiro andar, ou
com o capil&o na praca do commercio.
Grande loja de
miudezas n 38,
DA
Ra do Imperador.
Sexia-feira 12 de agosto.
Joaquim Heorique da Silva destjando acabar
com seu estabelecimento de miudezas silo na
rna do Imperador n. 38, vende-lo-ha em leilo
por intervengo do agente Antunes.a retalho ou a
vootade do comprador ou em um so lote a di-
oheiro ou a prazo, cujo estabelecimento canteen
duas armsces de muito goato e fazendas muito
bem acondicionadas, que serao vendidas pela
maior prego offerecido ; no dia cima designado
as 11 horas em ponto.
Leilo
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAfjfjgTlS uvm.
E' esperado dos portas de norte at o dia 6 do
correte o vapor Ceres, commandante Alcofo-
rado, o qual depois da demora do costume se-
guir para os portes do su!.
Recebe-se desde j passageiros, encommen-
das e dioheiro a frete: agencia ra da Cruz n. 1,
escriptorio de Azevedo & Mendes.
Lisboa.
Collectoria provincial de
Oliuda.
O collecter de rendas provinciaes da cidade de
Olinda manda fazer publico pelo presente que
tem designado os dias de segunda, quarla e sex-
ta-feira da semana para proceder os laneamentos
da decima urbana, e dos impostoe de 4 0 sobre
o aluguel das casas de diversos estabolecimentus
commerciaes, de 8 Oi'sobre o aluguel das casas
em que estiverem os escriptorios, de 20 0|0 de
agurdente do consumo, de 5 0(0 sobre os alu-
gueis das easas pertencentes s corporaedes de
mo mora, edo imposto sobre os carros de pas-
seio e de aluguel, para o anno aaoceiro de 1861
a 1862 ; e que nos outros dias da semana conti-
nuar a arrecadacio da decima urbana porten-
cente ao exercicio de 1850 a 1861, da divida ac-
tiva, e mais imposicOes a cargo da mesma col-
lectora.
Collectoria provincial de Olinda 29 de julho de
1861.O escrivo.
Joio Goncalves Rodrigues Franca
Santa casa de misericordia do
Recife.
A Illtna. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Becife manda fazer publico, que
no dia 7 do prximo futuro mez ir praca. a ar-
rematacao de furnecimento da carne verde qne
precisarem os estabelecimentos de caridade, e do
dia da arrematago at 31 de dezembro do corren-
te aneo : os pretendentes devem dirigir as suas
proposlas em carta fechada no dia cima declara-
do, pelas 4 horas da larde, na sala das sessdes da
mesma juuta.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recife 29 de julho de 1861.O escrivo,
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
CONSULADO PROVINCIAL.
O administrador da mesa do consulado pro-
vincial faz scieote aos agentes de leiloes para que
apresentem nesta repartico aa notas dos qua
boaverem feito do primeiro do correte mez
em diante, para que possa ser arrecadado o im-
posto de meio por canto decretado pelo 30 do
artigo 40 da lei do orcaraento vigente teoda em
vista o disposto no artigo 3 do regulamento da
15 deste mez dado pelo Exm. Sr. presidente da
provincia peraobservencia da supracitada lei,para
o que marca o prazo de 8 dias de conformidade
cem as ardeos do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria provincial em referencia ao artigo 8 do
ji citado regulamento. Ontro slm faz sciente
aosmesmos que na falta de cumprimento desta
de ver aera cumprido a dist osico dos 1 e %
do artigo 4 do mesmo regulamento.
Meza do consulado provincial de Pernambuco,
24 de jtrino da 188!.
Antonio Carneira facAado Rios.
THEATRO
. DE
Santa Isabel.
EatPREZA-GERlAMO.
25 RECITA DA ASSIGNA.TURA.
AMANHAA
fatfcat* feigiefe
Subir scene pela segundo raz nesta theatro
o muite encllente drama em cinco acto a ara
original frsace,
O novo e veleiro brigue portuguez Bella Fi-
gueireuse, capito Jos Ferreira Lessa, pretende
sabir al o dia 12 de agosto, por ter a maior
parte do seo carregamento prompto, para o res-
to da earga e passageires para os quaes tem ex-
cellenles commodos : trata-se com seus consig-
tarios W. S. Rabello A Filho, largo da Assembla
i. ti.
COHPANHU PERNaABICNA
na
i\avegaci8 cosleira a vapw
Paralaba, Rio Grande do Norte, Ma-
ca o do Assu', Aracaty Ceara',
e Acaracu*.
O vapor cJaguaribe. commandante Lobato
sahir para os portos do norte at o Acarao no
dia 7 de agosto s 4 horas da tarde.
Becebe carga at o dia 6 ao meio dia. En-
comraendas, passageiros e dioheiro a frete at o
dia da sahida a 1 hora : escriptorio no Forte do
Mallos n. 1.
O patache nacional Barros 1, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-se
Amorim & Filho, ra da Cruz n. 45
capito a bordo.
com viuva
ou com o
H^LK

Para Lisboa e
Porto.
Segu com brevidade o brigue nacional Eu-
genia, de primeira classe, capito Maooel Exe-
quial Miguens, o qual tem dous tercos da carga
eogsjada, para o reoSo qae lhefalta e passageiros1
trata-se a o escriptorio de Azevedo & Mandan
ra da Cruz n. 1, ou com o capitio na praca.
Aracaty.
Segu brevemente para esse porto o hiarta na-
cional < Exhalaco : para carsja a pesaageisoa
trata-se com Gurgel Irmoa na roa do Cdala do
Recife n. 28 Ia andar.
Almirante.
Segu para o Rio da Janeiro o brigue nacional
(Almirante. capitio Henrique Corris Freitas, o
qual tem parta da carga prompv : para o resto
qua lhe falta a eacravaa a frete trata-ae coa
Azevedo & Mandas, ras da Cruz o. 1.
Sexta-feira 2 de agosto.
O agente Camarge tendo de largar o seu arma-
zem da rna de Vigario n. 10 para o escriptorio
da ra da Cadeia n. 3, vender em leilo ao cor-
rer do martello todos os movis existentes no
mesmo consistorio em guarda roupas, dito de
visto, apparadores, secretarias, vasos, palan-
qun), lavatorios, toilets. espelhos, bercof e ou-
tras muitas cousas que com a vista dos compra-
dores se patentear, as 11 horaa em ponto em
seu armazem oa ruado Vigario n. 10.
LEILAO
DE
Queijos o serto
Sexta-feira 2 de agosto.
Antunes vender em seu armazem urna porco
de queijos do serto muito frasca es, por lodo
I preco offerecido, na ra do Imperador n. 73, as
9 horas em ponto.
Continuado
DA
venda dos gneros
DA
Taberna do Retiro
Terca-feira 6 do crvente.
Antunes continuar a vender os gneros da
taberna do retiro, par todo o preco offerecido,
no referido dia as 11 horas em ponto.
Avisos diyersos.
LOTERA.
A manhaa 3 do correte mez, se ex-
trahira' itnpreterivelmente pelas 10 ho-
ras da manhaa no consistorio da igreja
de Noss Senhora do Rosario da fregue-
zia de Santo Antonio desta cidade a
quinta parte da quarta lotera do Gym-
nasio Pernambucano; os bilhetes e
meios bilhetes acham-se a venda na
thesouraria das loteras que se acha es-
tabelecida na ra do Crespo n. 15, pa-
vimento terreo, e nss casas commissio
nadas do costume. Os premios serao pa -
gos a entrega das listas. O abaixo as-
signado espera do respeitavel publico a
concurrencia na compra dos bilhetes,
por ser esta lotera em beneficio de urna
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITIMA.
O clarfm do conselho pergunta ao coaseIheiro>
autor do aonuncio de honlem, onde ou em quo
lugar tem aque.le as algibeiras ; pois a nao se-
rem as suas immensas orelhas, que muito baos
se podem prestar a tal mialer, nao sabemos onde
possam existir.
Quatro do conselho.
O abaixo assigoado, residente em Jaragu
de Maceio, proprielario de 4 lanchas muito boas
e bem preparadas com bons encerados e boa toi-
polacao, que presentemente se oceupam no trafi-
co do porto de Jaragu em Macelo, se offereca*
ao respeitavel commercio desta cidade para por
a bordo de qaalquer embarcacao nacional ou es-
tr>ngeira em suas lanchas naquelle porto os vo-
lumes ou gneros pelos precos seguinles: caixas
com assucar por 600 rs., barricas com dilo por 80
rs., saceos com dito por 60 rs., saccas com algo-
dio por 80 rs.,coaros salgaaos ou seceos por 20ts.
pipas com qualquer liqailo a 509 rs., ditas com
mel por 600 rs., os mais gneroa ou volumes em
proporcao, lanchada de carga avulso por Sj>, dita
de lastro de arfia por 85. Jaragu 29 de julho da
1861.Manoel Bribiuo de Freitas.
Mrs. Vesssy, subdito britaeuico, vai para a
Baha.
O Sr. Fraocelino Antonio de Mello Cesar
(em urna carta vinda de Macei, no escriptorio
de Jos Joaquim Oas Fernandos, traressa da Ma-
dre de Dos n. 12.
Quem precisar deum excellente criado, di-
rija-se a ra estreila do Rosario o. 28, que acha-
ra com quem tratar.
Joaquim Ferreira da Costa faz sciente ao
respeitavel publico que Justino Francisco de As-
sis deixou de ser gerente da coeheira da ra do
Sol n. 23, desde o dia 31 de julho de 1861.
ASSOCIAQO
COMMERCIAL BENEFICENTE
DE
PernausAiuco.
Em conformidade do artigo 28 dos estatuto*.
sao convidados os senhores socios effectivos da
Associaco Commercial Beneficente a comparece-
re m a reun.io da assembla geral da mesma, que
lera lugar segunda-feira 5 do correte ao meio
dia, na sala das sesses, aum de ser apreciado o
relatorio da actual directo, e nomearera-se os
novos membros que devem substitui-la.
Sais da Assaeiaco Commercial Beneficente da
Pernambuco 1.a de agosto de 1861.
Manoel Alves Guerra,
secretario.
Aluga-se o sobrado n.2 B da rus de Apol-
lo, e a casa terrea n. 27 da ra do Burgos : a
tratar na ;ua da Aurora o. 36.
offerece-se una mulner pan amamentar
urna crianza, cora muito bom leite e sem cria -
na ra do Filar n. 20.
Precisa-sa de urna ama que compre e cozi-
nhe para casa de pouea famila ; na traressa do
Livramento n. 18, segundo andar.
Aluga-se um preto softrivelmente habilita-
do no servico interno e externo de urna casa :
quem o pretender, dirija-se a ra do Caldeireiro
numero 8.
Precisa-se de um feitor para um sitio : na
Soledade defronle do palacio do Bispe.
Caixeiro.
Precisa-se de um menino portuguez para cai-
xeiro de taberna ; no bolel Aurora confronte a
matriz da Boa-Vista.
Mudanca.
Manoel Lopes Pereira Ribeiro mudou a sua to-
ja de barbeiro da ra da Imperatriz para a ra
doRangel n. 6, o qual se acha habilitado a fazer
tudo quanto perteneea saa arte, como seja amo-
lacoes, botar ouvido em armas de espoleta, san-
grar, tirar dentes, limpar, chumbar com qual-
quer masas, applica ventosas pela presso do ar.
vende e aluga bichas, pode ser procurado a quat-
quer hora.
" americana.
N. O. Bieber A C, successores,
ra da Cruz n. 4.
participam ao publico queoovamente receberam
urna grande collecco de artigos da industria
norte-americana, Como sejam :
MACHINAS
para cortar capias, para desuarocar milho, para
moer milho e caf, para fazer farinha de milhc
em finura iguala do trigo, para fazer bolachinha
de todas as qualidadeseui grandes porces, para
lavar roupa em 10 minutos, e para regar hortag.
jardim e baixos de capim, e decozer soceos, cau-
ro, etc., etc.
INSTRUMENTOS PARA AGRICULTURA.
Arados, cultivadores para limpar a trra, [ac-
edes proprias o ezpresSameote feilos para cortar
canna, machados, machetes, cuchadas, ps, as-
sim como urna immensidade de ferragens finas,
bombas, carros de mo.
CARROS
elegantes e leves para donas e quatro pessoas.
com arreios para um e dous cadallos : neste ge-
nero possuem igualmente desenhos de todos aa
modelos e gastos, com os procos marcados e acei-
tam encommendas delles.
PARA USO DOMESTICO.
Obras de metaes principe prsteado, em vista
grande e magestosa obra da provincial igual praia, e qwa ne pordem a edr, sendo:
destinada para instruccao da nossa mo- pparelbos para cha acata, galheieiros, porta-li-
cidade e a vista do excellente plano pelo
qual se vai extrahir. O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
S
O bacharel Guarni Lobo,
promotor publico a advogt-
4o, poda aaa procurado aa
9 aa 9 haraa em caso de sua
residencia, raa do Cabug
n. 61 D.
s
S
cores, bandejas, cestas para huelas, apparelhos
para frzer cha, ditos pata cozinhar ovos, etc..
etc., etc.
Colheres do mesmo metal, faccas finas cabo de
msrfim. garios, machinas par torrar caf.
Orna immensidade da abras de folha de Flan-
dres envernisadas para toilete, ditas de madeira
necassarias para cozinha, taboas para lavar rou-
pa seca estraga-la, ferros econmicos para en-
gommar roupa. Coatureiras, condessas a balaios
para guardar roupa, urna infioidade de objeclos
de phantasta proprios pava aamioaaa de sauhoraa.
Cataos aaa farratnenla lao. Irfaiquedo, car-
jiafaes pat massioos. Cheaali para dar appa-
reacia oaoa a moMlias.
liahia
Segu a sumaca cHortencia, capitio Baaobiar
Maciel Arauje ; para o resto da caraba qua loa
(alta e passageiros, trata-se coa Azevedo A Vaa-
des, tua da Crui n, 1.
Aluga-ee a 1* aadar dt ra da Cruz n. 21 :
a tratas- no armazem do masan.
Aboga aa o priasahra andar ao sobrado da
raa daCnm n. 91, tvroatsapota estrtpaiorio ou ho-
rsjem solteiro, ou mesmo para ponen ramtlis : a
talar no armazem do mesmo.
Na rna do_Crespo_n. ti deseja-se Tallar com
BepwH deara
ao molda, cadiahas do todos aa nmeros, amare
am leocol a rodas, lati en* foiba desde a groa-
aura do papal al o maia groaao preciso, aetaatio>
aa barra a verguioha, tecos * cebra a 950 rs a
IHrre, ehamboem len^ol a barro, telhas da video
a outros mu tos ebjectoa o> metal : na ra Nova
etrosia do Coneelsao n. 38.
Bom pfa rancho.
Vende-se um capado gordo por prego commc-
9v: Til SWvo'aR^'JWlSrRlva' > fl9.


<*)
DLUUO M nUUUMIQGOi - SEXTA FEIRA 2 Dfi AGOSTO DE 1861.

RA NOVAN. 52
HENMOUE mvm BECK,
Artista emdesenhos de cabellos, cabelleireiro
e barbeiro de Paris,
tem a honra de prevenir ao publico desta cidade, que acaba de abrir um estabelc-
cimciito en grande cscaln, com inaignitlcos suiles para penleiar senho-'
ras. corlar oa cabellos e fater barba ; assim como urna offkioa para obras de ca-
bellos. U. A. Beck o nico a quem se devera dirigir as encommendas de traba-
Ihostaesquequadros, medalhes, mralas Luis XV, brincos. alfinelse de peito,
botes de puchos e peitos de camisa, pulceiras, correles, trancelins, cortinas, enfei-
les (breloques) para telonios, flores, emblemas, ornatos etc., ele. O cuidado que o an-
nuociante empregar nos cabellos que lheso confiados, provari o quanlo sabe com-
preheoder o valor que cala um lhes d, pois que ellesso nao s a lembranca da pes-
soa eslimada, como urna parte importante da mesma pessoa.
O eatabeleclmento Beck, que acaba de ser aberto, procurar merecer sem-
pre a confianza daquellas pessoas que a elle se dirigirem, promptificando rpidamen-
te as encommendas que lbe forera dalas. Na mesma casa fabricam-se cabel let-
ra pmtlcas para homens e sen horas, barbas, topetes, (.rangas e bandos. Faz-se a
barba e coriam-se os caballos por mensalidade, no eslabelecimento 011 as casas par-
ticulares, assim como penteiam-se senhoras, sendo a 5-;000 os penteiados de noiva,
ultima moda de Paris.
Salo especial para Ungir cabellos e barbas.
Agua imperial
para lavara cabera e impedir que caiam os cabellos.
II. A. Beck convida o publico, especialmente as senhoras, visitar seu estabele-
cimento, onde acharo patentes diversas obras em cabello?.
Ra Nova N. 52.
J. FERREIRAV1LLELA,
Ra do Cabag n. i 8, primeiro andar, entrada
pelo pateo da matriz.
POR
Aiiibrotvpo e per melainotypo, sobre panno encerado, proprios
para remetlerem-se dentro de cartas.
Sobre inalacacheta ou talco, especiaes para alflnetes
_ ou cassoletas.
tratos transparentes, olTerecendo o mesmo retrato duas vistas, urna
em cores outra em prcto e branco.
APPHOVACiO E AlTORISACiO
DA
i&IMMlk lfIftl ge mmm
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
mhfm mtbwmz
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De ticardo Hirk
Para serem applicadas s partes afifectadas
sem resguardo nem incommodo
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e em todas s pro-
vincas deste imperio ha maisde 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem obtido
na emfermariM abano escripias, o que seprova com innumerososatteslados queexislemde pes-
soas capases e de distincc,5es. ^
* i, lCm 5? CuAPAS:ELEnCTR-8,G'ETicAS-EPiSPASTiCAS obtem-se urna cura radical e in-
talhvel em todos os casos da .nflammaco ( cansado ou falta de respirafo ), sejam internas ou
eternas como do Ggado bofes, estomago, baco, rins, ulero, pella, palpiteo de coracao, gar-
ganta, olhoe, erysipela, rbeumatismo, paralysia e todas as affeccoes nervosas, etc. ele Igual-
mente para as diferentes especies de tumores, como lobinhos escrfulas etc.,seja qual foro seu
tamanho e profundeza por meio da suppuracao sero radicalmente extirpados, sendo o seu
so acomelhado pelos habis e distinclos facullativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado
de fazer as necessanas explicaces, se as chapas sao para hornera, senhora ou crianca. decla-
rando a em que parte do rorpo existe, se na cabeca, pescoco, braco coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a cicumferencia: e sendo inchacoes. feridas ou ulceras, o molde do seu
tamanho era um pedaco de papel e a declarado onde existera, afim de que as chapas possam
.ser bem applicadas no seu lugar. rvosam
Pode-se maadar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil
As chapas serio acompanhadas das competentes explicaces e tambera de lodos os acces-
sonos para a collocasio dellas.
||9 Ra do Parto ||<)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Um bom cavallo.
Carrega baixo e meio, em boas carnes, de cor
roso, que se vende a dinheiro ou ce troca por
tijoto, cal ou madeira ; qualquer Sr. oleiro que
quizer faier este negocio, entenda-se ra es-
treita do Rosario o.4, que ahi aedir quem fazo
negicio.
Libras sterl i as.
Veodem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira & Pilho, largo do Corpo Santo.
Vende-se leite liquido : no pateo do Carmo
casa de Bachos, a 320 r. a garrafa, das 7 e meia
Encyclo-
pedica
LiOja de fazendas
[Ra do Crespo numero 17.i
DE
Guimares A Villar.
Para acabar com certas fazendas ven-
demos baratissimos :
Chapelioas de seda de riquissimos gostos
a 12$ cada ama.
Ditos de palha de Italia a 28$.
Golliohas e manguitos de punho de su-
perior qualidade a 3y.
I Casias de cores flxas e delicados padroes
*> a 280 rs. o covado.
Sedas, cambraias, casias, chitas e tudo
quanlo perlence para adornos de se-
nhora por baratissimos precos.
Calcado Mell de 2 solas e sola fina.
II Para homens. Jg
Grande sorliraento de roupas feitas e S
i chapeos de todas as qualidides. SE
Camisas ingle-
zas,
fazenda muito fina, peito de linho, pregas largas
a 40J a duza : na loja-n. 20, ra do Crespo, es-
quina. v '
Cal nova de
Lisboa.
No bem conhecido deposito da ra de Apollo
n. 24, ha ebegado a bem acreditada cal de Lisboa
em pedra, que se vende por menos precod que
em oolra qualquer parte.
Mlllffl
evenham comprar ricos vestidos de cambraia
bordados de duas saias. muito finos a \0$ cada
um : na ra Novai. 42, loja de Tertuliano Can-
dido Ramos & C.
A 5#Q00 !!!
Chapeos de castor branco raspado a H cada um:
vende-se na ra Nova n. 42, loja de tertuliano
Candido Raaos & C.
mmmwmmmm mmmm
Ra do Queimado botica n. 15.
Sirop du
JARABE DO FORGET.
fltfllJi iMljLn^"ope **'?. approvado pelos mais eminentes mdicos de Paris,
oiw,- i \'f S""1 $end "e'bor para curar constipacoes. tosse convulsa e outras
^m?hs^l2!^M2m * *1*. ta<* ""osas e iosomoolencias:"a Iberade
fempoTd^nue"edJc?. Mfllci"'- O ffeito deste excelente xarope satisfa, ao mesmo
O itpotito i na ra Urga do Rotarte, botica de Bartholonuo Francisco de Souza, n. 3.
Fazendas, roupas feitas ej
perfumaras baratas
S \a loja de
| Leandro & Miranda, i
/?ua do Crespo n, 8 A'A
Acaba dechegara este novo estbele- ]
o cimento um completo e variado sortimen- !
9 to de roupas de diversas qualidades co- j
,4 mo sejam : sobrecasacos de panno preto j
m casacosde dito, paletots de dito, de al- J
S paca e brim, camisas de linho, algdoao e
g fusto para hornera e menino, chapeos de '
1| palha de Italia para senhora, vestidos de
S* seda pretos e de cores, ditos de cambraia
brancos bordados, entremeios e babadi-
_ nhos bordados, cambraia lisa de todas as
H qualidades, organdys, sedas de quadros,
S fustoes brancos e de cores, lencos de
1 cambraia de linho bordados e lisos, chi-
tas de todas as qualidades, chales de tou-
quim e merino, chales matisados, saias
bordadas e oiitras muilas fazendas aue se
deixam de mencionar.
Neste estabeleeimeato ludo se vende
mais barato do que em outra qualquer
parte. H H j
Nao se espantem.
Chegararo as alampadas de latao lio procura-
das thuribolos, navetas, calldeirinhas para agua
benta.caixinhascom frascos para santos leos
campainhas para tocar a santos de todos os lma-
nnos, tudo com multo oslo e por precos com-
modos; na ra Nova n. 38. defronte da Concei-
fiao, no muito antigo deposito do Braga.
Semana Ilustrada.
oiCtbam,df chfPelo vapor Paran collec-
joes compleua deste mteressante jornal, de n. i
Previne-se aos senhores que encommendaram
frilC ?Ue 8 i,rocurem da Impera-
iru n laioja, aonde continua a receber-se as-
signaturas.
O torrador!!!
M L.argo do T erijo 3
Ouemduvijar venha ver; manteiga ingleza
a t.u a UDra. batatas muito novas a 80 rs. a libra
assim como se torra maesas muito finas para sopa
a 440 ris a bra e oulros muitos gneros perten-
cenles raolhados, ( a dinheiro vista.)
Vende-se por prego commodo um escravo
de cor preta, bonita figura, moco e robusto, o
qual proprio para todo e qualquer servico : pa-
numeroe2. 0" ,rave8S* d0 Carioc rmaiem
Vinlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos C., ra da
Cruz n. 10 ncontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenlmrg Freres a
dos Srs. Oldekop Mareilae 4 C, em Bordeaux.
lera as seguintes qualidades:
De Brandenburg freres.
St. Estpb.
St. Julien.
Margan.
La rose.
Cha teau Loville
Chteau Margaux.
De Oldekop A Mareilhac.
Si. Julien.
St. Julien Mdoc.
Cha teau Loville.
Cognac em barris qualidade Ina ;
Cognac em caitas qualidade inferior.
Na mesma casa ha para
vender: -
Sberry em barris. fik*
Madeira em barris.
TA FRREA
DO
ttecife a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Telegrapho elctrico entre Cinco
Pontos e a villa da Escada,
Pela respectiva superiotend3ncia se faz publi-
co que em virtude da approvsgSo provisoria da
Em. presidencia da provincia ser franqueado
ao publico do Io de agosto em diante o uso do
referido telegrapho mediante as condiccoes da
tabella segutnte :
Escriptorio da superintendencia em 24 de iu-
lho de 1861.Por procurarlo de E. 11. Bramab.
R. Auslio.
ESTRADA DE FERRO
DO
Recife a Sao Francisco
Tabella dos precos para as commu-
nicaces lelegraphicas.
Por um despacho de urna at vinte palavras
Do Recife ao Cabo e vice-versa. . 2?tfl00
_* . Escada . a000
Do Cabo a Escada - 2^000
Porcada dez palavras excedentes. 1^000
N. B. Nao ficam comprehendidos neste nume-
ro os nomes dos expeditores e destinatarios que
nao conteoham mais de duas palavras e suas re-
sidencias.
As respostas pagas adiantadas na occasiao da
entrega dos despachos nos escriptorios terio 50
por cento de differenQa nos precos da tabella.
Os despachos sero enviados em cartas fecha-
das aos domicilios que se acharem na zona de
1|8 de legua dos escriptorios do telegrapho sem
retribuicao alguma e d'ahi por diante dentro de
um circulo de duas leguas somonte pagaro os
expeditores 1 por cada legua ou fraeco desta
de viagem redonda.
Os portes sero satisfeilos no acto da entrega
dos despachos nos escriptorios.
Os despachos sero entregues nos escriptorios
do telegrapho a horas do expediente, isto , de
8 horas da raanha at meio dia e de duas horas
at 5 1)2 da tarde.
i Gurgel & Perdigao.
1 Fazendas modernas. I
Recebem e vendem constantemente su- 9
periores vestidos de bloode com lodosos 5
H preparos, ditos modernos de seda de cor 2
89 e pretos, ditos de phantasia, ditos de I
cambraia bordados, lindas lazinhas, 2
, cambraiade modernos padroes, seda de 9
Squadrinhos, grgsdenaples de cores e pre- 8
tos, moreantique, sintos, chapeos, en- *r
Sfeites para cabeca, superiores botes, St
manguitos, pulceiras, leques e extracto V
de sndalo, modernos manteletes, tal- SK
mascompridas de novo feitio, visitas de <
A gorgurao, luvasde Jouvin a 2500.
Muito barato.
X Saias balo de todos oa tamanhos a 4J,
chitas francezas Anas claras e escuras a
280 rs. o covado, colxas de la e seda pa-
ra cama a 63 camisas para menino.
Roupa feita.
Paletol de casemira de todas as cores
a 10a, ditos linos de alpaca a 68, ditos
de brim a 49, chapeos pretos a 8$ e mui-
tas outras fazendas tanto para senhoras
como para homem porpre;ointeiramente
barato, do-se as amostras : na ra da
Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco
Largo.
k ceesgeiette mam mm&nwim.
Vende-se urna taberna no Campo Verde,
freguezia da Boa-Vista, com poucos fundos, bem
afreguezada para a trra, propria para um que
queira principiar: na ra do Socego n. 44.
Atteoco.
*
Francisco Xavier Pereira de Brito, so-
licitador da fazenda geral. tendo exercido
por espago de 8 annos o ofllcio de solicita-
dor de causas na cidade de Porto-Alegre,
adquirindo por isso urna grande pralica,
pretende aqui encarregar-se do andamen-
to de qualquer causa nos differentes jui-
zos, despachar escrevos e tirar passapor-
tes na pelicia, e promover cobranzas. E
como tem na corte sua dsposic,o um
habilitado procurador tambem se encar-
rega de mandar agitar l o andamento de
qualquer pretencao geranio as secreta-
rias de estado e tbesouro, e de qualquer
causa que tenha de seguir por meio de
recurso para o supremo conselho.
Qualquer pessoa que se queira utilisar
de seu presumo pode o procurar das 9
horas da manha al as 2 da tarde na ra
das Trincheiras u. 13, e fora destas horas
na ra de S. Francisco, sobrado n. 72.
KOMIS HSttMl^dirSftSiHft*
Calcado
45 Ra Direita 43
Magnifico sortimento.
Semprecondescendente e prazentejro com os
freguezea que Ihe trazem dinheiro, o propieta-
rio deste grande cstabelecimenlo continua a of-
ferecer ao publico, por precos mdicos e sempre
inferiores aos de outro, o seu bello sortimento
de calcado francez, ioglez e brasileiro e vejam :
Homem.
Borzeguins Victor Emmanuel. 10*000
couro de porco..... 108000
lord Palmerslon (bezerro) 9&500
diversos fabricantes (lustre] 9000
i ?- JohnRissell...... gj>500
Sapatoes Naotes (batera inteira). 5500
patente......... 55000
Sapatos tranca (portugnezes). ; 2J000
(francezes)..... jg500
9 entrada baixa (sola e vira}.
muito chique (urna sola). .
Senhoras.
Borzeguins primor (Joly).....
brilbautma. '.
gaspa alta......
baixa......
31,32.33.34. .
de cores 32.33. 34. .
Sapatos com salto (Joly). ....
francezes fresquinhos. .
31, 32, 33 e 34 lustre. .
E um rico sortimento de cauro de lustre,'be-
zerro francez, marroquim, sola, vaquetas, cou-
rinhos, fio, taitas etc., por menos do que qual-
quer outro pode vender.
Gneros de mo-
tilados baratos.
No armazem da Estrella, largo
do Paraizo n. 14.
Vende-se manteiga fraoceza a 640 ra. ; cha
muito bom a 20800, cafe a 160 e 200 re.; esper-
ncete a 700 rs.; sabo massa a 300 e 160 rs. ;
toucinhp a 320 r.; feijo amarello a 500 rs. a
cuia : chouricas a 560 ra.; aletria a 406 rs.; ar-
roz a 100 rs. a libra; benha de porco a 480 rs. ;
batatas a 60 rs.; szeite doce a 720 rs. a garrafa ;
vinagre a 240 ra.; vinho a 400 e 500 ra.; azeite de
carrapato a 440 rs.; bolacbnha ingleza a 2 a
L?J.40 "* ,bra ' <> < 120 rs.; pas-
sas a 2o00 a caixa de 8 libraa; alpina a 160 ra.
55500
3S000
5J500
5S0OO
50000
4SSO0
49500
4S000
3g200
2*240
19000
" Traspassa-se por 10 mezes urna hypotheca
de 4:0005 m um bom sobrado nesta praca, pa-
gando-se meosalmenle os juros a proporco que
se forera vencendo para o que se coroprometie
os alugueres do mesmo sobeado: a tratar na ra
^v^L^'.ri^5ilr.li5jJ8l se8.ndoandar.
ALOJADOFMO
DA
Ra da Imperatriz n. 60.
iGama&Silv
Acaba de receber um novo sortimento
de fazendas proprias para senhoras e
meninas que vendem por presos bara-
tissimos como sejam :
Ricos cortes de cambraias brancos
com barra adamascada e outros com ba-
sados brancos e de cores que vendem a
3S5O0, pegas de cambraia muito fina com
10 varas e urna vara de largura a 6Je
79, ditas transparentes muito finas com
8 e 1|2 varas s 39 e 35500, ditas de 6 e
1|1 varaa a 29500. per;a de cambraia
branca com salpico com 8 e 1|2 varas a
45, cortes de eassa com salpicos brancos
e decores a 29, ditos de ditos brancos
lavradaa a 25, capas pintadas com lin-
dsimos padroes o covado a 280 rs., di-
tas de salpico brancos e de cores o co-
vado a 240 rs., chitas francezas escuras e
alegres a 220, 240, 260, 280, 300 e 320
ris.
Sedas.
Grosdenaples preto bastante largo e
encorpado o covado a I96OO e 15800, di-
to cor de rosa a 25, dito azul cor muito
bonita a 29400 o covado, seda larada
cor de caona muito moderna por ser ada-
mascada o covado a 29, chamalote pre-
to bastante largo o covado a 2/.
Para familias.
Damasco del com 6 palmos de lar-
gura para cobrir mesas de jantar, de
meio de sala, pianos etc., etc. o covado
a 19250, damasco de seda encarnado e
amarello proprio para colxas, cortinas
etc., etc. o covado a 25240, sedas bran-
cas proprias para vestidos de noivas fa-
zenda muito superior, madapolo muito
fino peca de 40 jardas a 440 rs. a jarda,
ditos muito superiores a 200 rs. a arda,
a 49500, 59,59500, 65, 65500 e 79, al-
paca preta muito superior a 500. 560,
640 rs. o covado, grande sortimento d
chitas pretas francezas covado a 240 rs.,
ditas inglesas a 160 rs. o covado, cas-
sas pretas a 480 rs. a vara.
Para vestidos.
Orgrndys de cores fazenda muito mo-
derna covado a 560. mimos do co e
gazias de seda fazenda muito non co-
vado 19, chaly muito bonito a 15, 800
e 640 rs. o covado, lazinhas claras le-
udo krepo covado a 640 rs., corles de
gorgurao escuros a 69.
Chales.
Ricos chales de krepom com listas de
seda a 85. dilos de ditos a 79, ditos de
froco a 69, ditos de merino com palma
de seda e de velludo a 49500.
Bordados.
Camisetas cora golla e manguitos a 39,
4 e 59. manguitos com golliohas a 39]
tioissimas liras bordadas a 800, 19 e
19500, golliohas muito delicadas a 600
800 e 15, lenciBhos de labyrinlho pro-
prios para senhora ou para presente a
19280 e 1J600, ditos muito unos a 49.
Paletots para homem.
Paletots de .panno preto de todos os
precos e qualidades tanto saceos como
sobrecasacos, ditos de casemira de todas
as cores, ditos de ganga o de riscado,
caigas de brim de linho brancas e de co-
res, ditas de casemira de todos os tama-
nhos e qualidades tanto pretos como de
cores garante se a bemfeiloria destas
obras por terem sido feitas por um dos
melhores alfaiates desta cidado ; na
mesma loja existe um resto de chapeos
de sol de seda a 69 e lengos de seda a
19, tambem se vende constantemente um
? completo sortimento de roupa feila para
g3 escravos ou para Irabalho muito bem
3y cozidas, do-se as amostras de lodas as
rf2 fazendas deixando penhorou niandam-se
|g levar pelos caixeiros da casa aos fregue-
Hj tea que quizerem.
O Sr. Joao Hypolito de Meira Li-
ma, queira dirigir-se a prac da Inde-
peodenca livraria n. 6 e 8 que se Ihe
preciza fallar.
Aluga-se a loja do sobrado da ra da Au-
ora n. 66 ; a tratar no mesmo.
Um mojo ha pouco chegadu nesta cidade
oflerece-.se para caixefro de eacripta, ou para es-
crever em algum escriptorio de advogado e de
tabelhao, para o que se acha habilitado : pode
ser procurado na ra da Matriz (Boa-Visti), casa
numero 68.
~~ A commissao liquidadora dos ere-
dores da massa do fallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srf.
devedores a referida casa que se di-
ara a satisfazer seus dbitos a referida
commiss&o todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
vedores, que nao a obrigue a lancar
mSo dos meios udiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus de redores.
Manoel de Sousa Brasil, fubdito portoguez
retira-te para o Rio de Janeiro. '
A sociedade estabelecida nesta cidade, e
que gyravi. sob a firma Costa & Sampaio, foi ho-
Jje dissolvida por escriptura publica lavrada as
notas do tabellio Abranches, ficaodo a liquida-
rlo da mesma sociedade a crgo do socio Anto-
nio da Costa Carvalho.
Lisboa l.8 de julho de 1861.Antonio da Cos-
ta Carvalho.Antonio de Padua da Silva Sam-
paio. -----
Tendo-so dissolvido a sociedade que gyrava na
cidade de Lisboa com a firma Costa & Sampaio,
pela desligado do socio Antonio de Padua da
i sa0BPai. o a>cio chefe e capitalista da-
quella fi^ma, Antonio da Costa Carvalho. conli-
< nua no mesmo negocio de commissdes e opera-
.coes nanearas, a que tem associado Ignacio Pe-
. dro Silveira, guarda-livros que foi, 6 interessado
1 na mesma firma, sendo a nova razo social An-
tonio da Costa Carvalho & C.
1I.
si
K
-lew oaawa
Consultas medias. |
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos- |f
me de S Pereira no seu escriptorio, ra O
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas H
da manha menos aos domingos sobre: ffi
l. Molestias de olhos. t%
2.* Molestias de corago e de peito. tt
3. Molestias dos orgos da geraco e *
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or-
dem de suas entradas, comecaodo-se po-
rm por aquelles que soQrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos sero em pregados em suas consul-
tares e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, natureca e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve deslrui-la ou
curar.
Varios medicamentos sero tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeira qualidade,
promptido em seus effeitos, ea necessi-
dadedoseaempregourgentaque se usar
delles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer operario que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo fim se acha
prvido de urna completa collecco de
instrumentos indispensavel ao medico
operador. .
Kaeseeag ^juS
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATHICO'
DO DOCTOR
SABINO O.LPINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos oa dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguintes molestias :
molestia dasmulhtret, molestias das crian-
sos, molestias da ptlle, molestias dos olhos, mo-
lestxat syphxlitxcas, todas as especies de febrts,
febres intermitientes e suas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOUOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopalbicoa pre-
parados som todas aa cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Salino s o
nicamente vendidos em sua pharmaca ; lodos
que o forem ra della sao falsas.
Todas aa carfeiraa sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor aa seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pintao, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que so po-
de, Aa carteira* que nio levarem esse impresso
aisim mareado, mbora tenham na lampa o no-
mo do Or. Sabino sao falsos.
Chales de merino estampados a 2S500 : na
ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
-, O propnetano da loja do Terco n. 20, previn
a quem quizer fazer negocio com a armaco da
. mesma, que somente com elle o poder fazer,
por quaoto est sujeila aos alugueis vencidos
nao pagos pela inquilino Gedeo de Souza Velho
ASSOCIACO POPULAR
DI
i Soccorros Mutuos.
Esta Associacoem sesso de assembla geral
i: de hootem a bem de sua conservarlo resolveu
I mudar de titulo, e como tal so faz conhecer de
hoje em diante por Monte Pi Popular Pernam-
bucano. Os senhores socios effectivos e honora-
nos a bem do servico social fiquem pelo presen-
te debidamente scientes.
i i Sala das sesses do Monte Pi Popular Pernam-
1 bucano 31 de julho de 1861.
A. Jos Temotheo,
Director.
Joo Francisco Marques,
1. secretario.
Antonio Macario de Assis,
2. secretario.
Precisa-se de dous homens, um para se en-
carregardosservicosde urna distilago, dosquaes
ser melhor que techa algum conhecimento, e
outro para caixeiro de casa de purgar em um
engenho distante da praca : a tratar na ra Bel-
la n. 24, das 3 horas da tarde em dianle.
Sexta-feira 2 do correte, ni sal a das au-
diencias do Sr. Dr. juiz da 1.a vara do civel, de-
poisda mesma audiencia, se ha de arrematar por
venda o sobrado em Fra de Portas n. 2i, a re-
querimento do coosenhor de urna parte Antonio
Rodrigues de Oliveira.
Irmandade do Di-
vino Espirito San-
to.
Tendo, em virtude de nova lei que rege a ir-
mandade do Divino Espirito Santo, de ser pre-
enchida a mesa regedora com mais quatro mem-
bros. Sao convidados os nossos chsrissimos ir-
maos para se reuoirem em mesa geral no do-
mingo prximo 4 de agosto pelas 10 horas da
manha, para vista da consulta feita pelo con-
selho fiscal, e afixado na porta da sachrlstia, es-
colherem dosproposlos os quatro membros que
fallara para preeucher aquellas vagas. Consis-
torio da irmandade do Divino Espirito Santo, em
sesso do conselho fiscal, 28 de julho de 186*1.
Joo Athanazio Botelho,
Secretario do conselho.
Escriptorio de ad-
| vocacia.
Os Drs. Tuquinio Braulio de Souza Amarante
e Joo Capistrano Bandeira de Mello Filho tem
o seu oscriptorio de advocacia na ra larga do
Rosario o. 33, 1* andar, onde sero encontra-
dos das 10 horas da manh as 3 da tarde.
Urna senhora branca se offerece para ama
de alguma senhora viuva ou mesmo solteira.
com todas as habelitaces que necessario, e
juntamente cora limpeza e asseio, sendo so-
meote para o servico de portas adentro ; quem
precisar queira fazer o favor de dirigir-se ao
becco da Bomba, loja de urna porta com os por-
taes amarello, nue achara a mesma pessoa quo
annuncia.
X
X
Precisarse de urna ama para comprar
e cosinhar para urna pessoa : no becco do
} Padre n. 6, primeiro andar.
mmmmm mmmmm &m&
O agente Camargo tendo de se
I mudar da ra do Rosario n. 10, para
um escriptorio da ra da Cadeia n. 3,
por isso pede a todas as pessoas que ti-
I verem objectos no seu armazem que
hajam de virem buscar dentro de dous
dias do contrario serao vendidos ao cor-
rer do martello, na sexta-feira as li
horas do dia.
O actual esenvo da irman-
dade de N. Senhora Mi dos
Homens,
erecta na igreja da Madre de Deus, convida a to-
dos os seus irmos, a comparecerem 00 consis-
torio da referida igreja, domiogo 4 de agosto pe-
las 11 horas da manha, afim de reunidos em
mesa geral, deliberarem sobre negocios tendentes
a mesma irmandade.O escrivo,
M S. C. Simes Jnior.
A commissao liquidadora dos credores da
casa do fallecido Manoel Buarque de Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou contaa de Irnos, que se diri-
jam com os seus ttulos ra da Cadeia do Re-
cite n. 26, primeiro andar, das 10 horas da ma-
nha s 2 da larde, para serem verificados e cas-
sificados pela referida commissao
Pede-se ao Sr. tenente-corooel Joaquim
Lucio Monteira da Franca, que declare por este
joroal se o Sr. Jos Joaquim Pereira que vem na
relaco de seus devedores se eotende com o abai-
xo assignado iho do fallecido cirurgio Manoel
Joaquim Pereira.
Jos Joaquim Pereira
O abanto assignado, morador na freguezia
do Cabo, declara para que nao haja engao, que
nada dave nesta praca. Recife 30 de julho de 1861
Manoel Joaquim do Reg Rirreto.
- Na ra estrella do Rosario n. 11, primeiro
andar, precisa-se de urna ama para comprar e
cosinhar para-urna senhora.
Aviso.
Ainda existe na travesa da ra do Carnario 00
bairro da Boa-Vista algumas meiaa aguas oara
ae alugar, aa quaea ae acham ha pouco acabadas
e pintadas: quem aa pretender dirija-ae a ra
da Cruz do Recife armazem n. 63, junio a melris
de Corpo Santo.


MARIO DI FERNAMIUCO. SEXTA FURA 1 ftl AGOSTO O 1861,
(5)
_ Os Srs. abaixo declarados queiram
vir a ruado Crespo n. 8 A, a negocio
de seu interesse:
Francisco Jos do Amar al.
Guilherme Bessone de Almeida,
Ignacio Manoel Flix da Silrera.
Joaquim Ignacio de Carvalho Hendonca.
Joaquim Pedro do Reg Barrete
Manoel Ferreira de Lyra.
Joao Bibiano de Castro.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Lapa o. 13; a tratar as lojas do mesmo.
O Sr. cadete Tude e' chamado a
esta typographia para ractiicar a as-
signatura deste Diario, por quantomu-
dou-se da ra onde morava sem o fazer.
Pedido
O abaixo sssigoado lendo acabado cotn a aua
loja de cagalo sita na ra larga do Rosario n.
32, pede encarecidamente as pessoas que se
acham a dever, que veoham salisfazer seus d-
bitos, pois sao bastante antigos, e visto nao con-
vir ter ura caixeiro s para este flm, por isso po-
dero dirigir-se a mesan ra, no batar pernam-
bucano, loja de charutos, aflm de evitar o serem
chamados por seus nones.
Joaqun Bernardo dos Res.
-
S NO PROGRESSO
DE
(MPANHIA DA VIA FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
De cooformidade con as iostrueces recebidas
da respectiva directora, faz-se publico quedesta
data en diante sao convidados os accionistas des-
ta companhia a cumprirem coin os termos do
aviso que por ordem en mesmo abaixo ficam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia, 16de julho de 1861.
Por procuracao de E. H. Bramah, thesoureiro.
| R. ustin.
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resoluto
da directora desta companhia, tomada nesta da-
ta, tem-se feito ama outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada accao a qual chamada ou
prestado derer ser paga at ao da 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dos Srs. Hau Mtc-Gregor & C, na Bahia aos
Srs. S. S. Davenport & C. e em Pernambuco no
escriptorio da theusoraria da mesma via frrea.
Pelo presente tica tamben entendido que, '.no
caso de nio sera dita chamada ou prestaco sa-
tiseita no dia marcado para o seu pagamento ou
antes, o accionista que incorrer nesta falta, paga-
r juros a rasio de 5 % o anno sobre tal cha-
mada ou prestaco a cootar desse dia at que
seja realisado o pagamento;
No caso de nao effectuar o pagamento desta
chamada ou prestaco dentro de tres mezes a
contar do dito dia fizado para o embolso da mes-
ma, ficarao as acedes qte iocorrerem em tal falta
sujeitas a serem confiscadas, segundo as dispo-
nes dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
Assiguado.W. H. Bellamy, secretario.
119 Gresham Houze O! i Broad Street.
E. C.
8 de maio de 1861.
LargodaPenha
Neste muito acreditado armazem de mol hados
continua a vender-se os mclhores gneros que ha no mercado, tanto em porcio como i retalho, e
por muito menos preco de que em outra qualquer parte, por serem vlndoa a'maior parte delleaem
direitura, porconlado proprieta rio, por isso em vista do* precos dos gneros abaixo imeo cionados
poderao julgar todos os mais, afiancaado-lhe a boa qualidade.
MLanteiga iiigieza perleUameale flor, mttt Utet. tia Dtr_
ril a700rs.
Niauteiga franee/.a 4 mllhor que h, no metcii0 a 70 r. a uara.
CU os meibor es que ba no mercado yende.se,,.qaalidaie a3#0oo,
2a ditta a23500, 3a ditta a 29000, e preto a 1S600 a libra.
A|O,eiJ08 UameilgOS Chegados neste ultimo vapor da Europa i 2*800ra. ditos abo-
gados no vapor paasado a 1S800 e 1*600 rs.
V^OIJO praiO og melhoresque Una vindo a este mercado por aerem muito frescaes a
640 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Bollo franeez a 500 ts.
para menino, s no Progresso.
Doce da casca de g ciaba a 1# 0 MlUOi por5ao, 800 rs. *
Doce ae Vipercue em utUi de 2 iibra8 mui,0 enreHad,s a 19200
no progresso.
MarmeVada imperial
Lisboa a 800 rs. a libra.
Vmeixas irancezas em frajcos com 4UbrM por 3^0cada um,
dittasporluguezas a 480 rs. a libra.
Latas com boiacbiaaas de soda
o carto elegantemente enfeitados, muito proprioa
no progresso
rs. ada urna, s
do afamado Abre, de outroi amitos fabricantes da
loo frasco val 1*
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIDA & SILVA
400rs. a libra em caixas de umi ar-
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contando differentes qaalidades,
19400, assim como tem latas de 8 libras por 3S000, dittas com 4libras por 2$000 rs. s so
Progresso.
aliaba de tomate em iatagdt t Ubra por 900 r8# e eBUlas de 2|Hbraspor i#6oo i
Conservas franceztse ingierasrec.ntementechegad..m.otru-
co em porcaose faz abatimento.
Passas em caixinViasde8Ubtasm6ihore, qM ten vld0.e.u
mercado por serem muito grandes a 2J800 rs. cada urna.
^spermacete superior 8tm arltt. 700 .a libra. caixa MliI 8igm
abatimemto.
Wetria, macarrao e talbarim .
roba por 89.
Latas eom peixe de postada9lBe,hore, quid.iM.lt em ***** eomo
s^am savel, congro, sarda, peixe espada,. vezugo, etc. etc. a 1*400 rs. cada urna.
\zeitonas muito novas. moo 0 barril em garraf, a 240 r8
Palitos de dente iixados emmolh0iCOin20 macinh0, por 100ri.
ei eja das maig acreditadas marcas 59OOO a duzia a retalho a 500 rs. a garrafa.
1U, cngarra*adOS d 8eg0integ quaU)]ade8t port0f Feituria, dilto Bordeaux,
ditto Muacatel, a 1 a garrafa ; tambem tem vinho dieres para 2*000 rs. a garrafa.
111UOS em pipaiem %tm90lj^9 Porlo> Fgueirs.Lisboa, a 640 rs. em caada a4#500.
Presunto de ambre ingiez muit0 n0T08. m r8 a libra.
Preznnto de Lamego 0 que ha de bom Beste genero a 480 r9; tm por5a a 400 r8t
-i\onri(jas e paios a 560 rt# a;Hbraf #m bartil com 6 duiiaa de paios por lofi000
X oneinho de Lisboa 0 malt noTO quo ha B0 mercad0 a 320 ri a libra
llannadeporcorennadaanial8alTtqiie pode taTera480r8. alibra em
barril a 440 rs.
A'mnid0r ^ ea",ea m?U ">' i-*. tai ..um .b.-
ment, s no Progresso do pateo da Peona n. 8.
j Al,m 1k generw0S a.Bnttnei"dos encontrar* orespeitavel publico id grande sortimento de
udo quanto bom e barato. r
A. F, Duarle Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seos freguezes que tendo separado a sociedade que tinAa com
sea mano, acha-se de novo estabelecido com dous aceiadoa arraazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razio de Duarle & Souza, e segundo nade Duarle Almeida & Silva: estes estabelecimentos offerecem grandes
vanlagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se acham montados como em commodidade de prego, pois que para isso resolveram oe
proprietarios mandarem vir parte de seus gneros em direitura, afimde terem sempre completo sortimenlo, como tambara poderem offereter ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por cento do preco que possam comprar em outra qualquer parte, por isso desejaudo os proprietarios acreditarem
seus esiabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder' ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco praticas, em qualquer um destesestabelecimentos, queserao to bem servidos come
seviessem pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vanlagens que oflerecemos, pedimos a
todos os senhores da pra decontinuarem, pois que para isso nao pouparao os proprietarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos esiabelecimentos ;
abaixo transcrevemos algumas adi^oes de nossos pr$os, por onde ver o publico que vendemos baralissimo, attendendo as boas quajidades ds nossos
MANTEIGA INGLEZ4 especialmente escollhida a 800 rs. a libra e om barril a 750 rs.
MAJNTEIGA FRAiNCEZA a melhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. em barrile meios?
do H^SSON E PRETO o melhor do mercada de 1*700 a 3000 e em porjo lera abatimento.
PRESUNTO FIAMBRE ingiez e bamburguez a 900 rs. a libra e em porc,o a 800 rs.
PREZUNTOS PORTGUEZES viudos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra einleiro a 460 rs.
CHOURigOS em barril de 8 libras a 4)0500 e em libra a 700 rs.
SaGTJ' E SEVADINHA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 89000 rs. a arroba.
AMERAS FRANCEZAS em latas de 6 e 5 li,2 a 1 a libra e a l200~a retalho.
PASSAS em caixinhas de oito libras, asmeihores do mercado a 2*800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMACETE SUPERIOR sem avaria a 700 rs. e em caixa a 680 rs.
CONSERVAS FRAJNCEZAS RGLEZAS E PORTUGEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERVILHAS PORTUGEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACHTNHA DE SODA de diversas qualidades, a mais novado mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque de Porlo, Porto fino, genuino, nctar, Carcavello, Madeira secca eFeiloiia de 19200 a 11300 a garrafa e a
13 a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 35800 a 4*800 a caada 7
FRASCOS COM FHUCTAS de todas as qualidades de Portugal de l'20O a 2000.
BATaTAS NOVAS em caixas de duas arrobas a 3* e velhas a 600 rs. a arroba e 40 rs. a libra.
CURANTS ou passas para pudim al)a libra e em por;ao ter abatimento.
LATAS COM PEIXE SAVEL e outras muitas qualidades, o mais bem arraniado que tem vindo a 19400.
GAFE' DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANHO o melhor que se pode desejar a 3*100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa ede 8*500 a 10*000 a duzia.
CHARUTOS VERDADEIROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BANHA DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
SERVEJAS DAS MELHORES MARCAS a 500 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
CA1XOES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em porco a 900 rs.
AZE1TE DOCE PURIFICADO a 800 rs. agarrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJOS SUISSOS enejados ultimomente a 700 rs. e em porcao ter abatimento, afian^a-se a boo qualidade.
Genebra DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco e 69800 afrasqueira com 12 frascos.
PALITOS LIXADOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feitos que ha no mercado a 280 rs. o majo.
PALITOS DO GAZ a 3*000 a groza e 280 a duzia de caixas.
AZE1TONAS as mais novas e roelhores que tem vindo ao mercado a 1*200 e barril.
ALPISTA o mais limpo que tem viudo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
________Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de ludo tendete a molhados-.
Precisa-se
8#d9d000091 Precisa-se de urna ama de meia idade : no
SuaDinete medico cirurgico.* 'pal<,oda RibeiT I3-
39
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Ra das Flores n. 37.
9 Serio dadss consultas medlcas-cirurgi-
cas pelo Dr. Estevo Cavalcaoti de Albu- *s
querque das 6 as l horas da manb&a, ac- A
9 cudiodo aos chamados com a maior bre- @
% vidade possivel. m
m 1' Partos. Z
9 2. Molestias de pello. S
m 3.* dem dos olhos. Z
^ 4. dem dos orgoa genitaes.
j Praticar toda e qualquer operaco em ja
0 seu gabinete ou em casa dos doentes con- &
^ forme lhes (dr mais conveniente.
89909 Qt&mmm
Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Pa~: em casa de
Aranaga Hijo A C.
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O bacbarel Withuvio po-
de ser procurado na ra
Nova d. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Qarmo.
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Na padaria da ra larga do Rosario preci-
sa-se de urna ama para coziobar.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Fraderit Gautier,cirurgiaodensta, faz
todas as operaces da aua arta o coloca
dentes artificiaos, tudo eom a supariori-
dade a perfeifo que as pessoas antendi-
' das Iba reconhecem.
Tan agua e psdentifriciosatc.
Precisa-se de um cozinheiro para urna casa
eatraageira de pouca familia : a tratar na ra da
Cadera do Recite armazam o. 59.
Saque sobre Lisboa.
Manoel Ignacio de Oliveira l Filbo saccam
aobra Lisboa ; no seu escriptorio, largo do Corpo
Santo.
Urna pessoa habilitada, oflerece-se para co-
brar dividas, a qual d fiador a aua conducta :
.quera precisar dirija-se a roa das Laraogeiras n.
9, loja.
Os negociantes matriculados abaixo assigoa-
do, tendo disiolfido amigarelmeote a socieda-
de que sobre a razio commercial da A. L. San-
tos A Rolios gyrava neata cidade, vem partecipar
ao reapeitavel corpo do commercio e ao publico
em geral que do Io da agosto deite aono em fian-
te o mesmo estabelecimento gyrar sob a firma
de Antonio de Maura Rolim, ficando a cargo des-
te todo o activo a pasaivo da eitincta firma.
Recite 31 da jolbo de 1861.
Antonio Lua dos Santos.
Antoaio da Moura Rolim.
Precisa-ae da a bornea para feitor da um
engenho, diataota da mUco da Eacada 9 leguas,
dando fiador a aua conducta : pode dirijir-se I
na estrella do Rosario o. 39, que ai achara com
quam tratar.
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Padaria.
Na padaria de Antonio Fernandos da Silva Bei-
riz, ra dos Prea o. 42, vende-se a muito acre-
ditada bolacbioha quadrada, d'agua, propria para
deentea. bolacbioha de ararula e dita de moldes.
Bandeijas ofeitadas de diversos modelos
com boliuhos das melhorea qualidades e mais
bem feitos do nosso mercado, e tambem em libras
separadas, capazes de conservarse mezes em via-
gem, assim como bolo ingiez e de massa, podas,
pastis de nata, etc., etc.; previne-ae a quera
fizer ditas eucommeodas qne seja oa vespera ou
pelo menos no dia de minhaa cedo que desejar,
para fiear bem servido tanto na perfeico como
os precos mais razoaveis desses gneros: diriji-
se a ra da Penha n.25 para tratar-se.
Aluga-se ou vende-se a casa da ra de Mo-
tocolomb, novamente acabada, tendo 9 salas, 4
quartos, cozinha tora equarlo para escravos com
o quintal murado a com algum arvoredo, como
seja, coqueiro, etc., a localidade a melhor pos-
sivel por ser confronte a ealaco : quem a pre-
tender, dirija-se a rea doQueimado n. 44.
Ama para meninos.
Na ra da Cadeia Velha n. 35, precisa-se de
urna mulher de muito bona costumes parato-1
mar cunta de 3 meninos.
m O abaixo asignado na qualidade de procu-
rador bastante de Jos Joaquim Fernandas da
Rocha Viaona, faz sciente ao respeitavel publi-
co, e muito principalmente ao reapeitavel corpo
do commercio, que em virtude das ordans rece-
bidas da aau conaliluinte, precita que no prazo
de tres dlaa ae Iba aprsente as contaa da dobito
feitaa por Themaz Manoel Ribeiro ; as coaapraa
para aortiaaato da taberna n. 9, sita na ra da
Smala Nova. Joaquira Gon?alves Beltrio.
Ava deleite.
Na ra do Oura o. 96, ba orna ama som muito
boa leita.
Quea precisar da ama aua de leite, diri-
ja-aa a ra das Crujas a. 41, segundo andar.
Hotel Trovador,
44/?ua Larga do Rosa-
rio n. 44.
Francisce Garrido prefine ao publico que de-
ve dissipar-se a medo de caresta que inspirava
o antigo proptietario Jos Pires de Carvalho, evi-
tando as censequencias da caresta, e como muito a
freguezea de l sa tenhneia fugentado, elle previne
que ha ja um anno e meio se acha (rente deste
estabeleetnento. Heje se acham sempre promptos
das oito s ooze horas, almo;e solido a 600 rs.,
janlar a IgOOO, hospedes, cama e mesa ao dia 2j,
e para di*ertimento enoec-traro os freguezea um
primoroso bilhar chegado ha pouco de Paris.
Manoel Alves Guerta saca sobre o Rio de
Janeiro.

i
as I
ara*
de urna mulher capaz para enearregar-se de di-
rigir o servico de urna casa de pequea familia,
tratar de menioos, ensaboare engommar alguma
roupt. Ne mesma casa precisa-se tambem de
urna ama de leite sem fllho, e urna escrava para
comprar e coziohar, sem vicios, fiel e diligente,
paga-sebem : na ra dos Guararapesem Fora de
Portas n. 30, casa do professor publico.
Aluga-se urna sala de um primeiro andar
ao becco da Pule t a tratar oa ra do Crespo n.
80, esquina.
' Pretende-se arrendar umi sitio que seja
grande, e que techa fructeiras, sendo perto des-
ta praca : quem o tiver, dirija-se a ra Imperial
n. 187, padaria, on annuncie por este jornal para
ser procurado, para tratar.
Na ua da Cadeia do Recife, loja de ferra-
gens v. 44, de Thomaz Fernandes da Cunha,
existe urna carta para o Sr. Jos Martina de Mou-
ra, filtro do Sr. Jos Msrtins de Moura Serra, na-
tural da freguezia de Fanzes, do conselho de
Gondomar, em Portugal, que muito se deseja ser
entregue.
Aluga-se o segundo aoiar da casa n. 15 da
ra do Rosario : quem pretender dirija-se a ra
do Livratneoto n. 38, toja,
ra-nT-l-1 1 T t i-i-it-trtt"it*f.
s/&H
ARMAZEM

DE
ROPA F
DE
-..
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RU4 DO 01EIMAD0 40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda execular por medida, i vontade dos freguezea, para o
que tem um dos melbores professores.
L i
3Roa estreita de Rosarie3
9 Francisco Pinto Uzorio continua a col- af
9 locar denles artificiaos Unto por meio de Z
p molas como pela prsalo do ar, nao re- am
9 ceba paga alguma sem que aa obras nio Z
a^ fiquem a vontade de seus donoa, tem pos Z
e outras preparacoes as mais acreditadas Z
^ para conservacao da bocea.
commissao de escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita na foi traniferido o escriptorio de
commissao de escravoa que se achira estabeleci-
do no largo do Paraizo n. 16, e ahi da meama
sorte se contina a raceber eacravos para serem
vendidos por commissao e por conla de aeus se-
nhores, nao ae ponpando esforcoa para que os
meamos sejam vendidos com promplido, aflm
da seos senhores nio soffrerem empata eom a
venda deates; asam como ae afianza o bom tra-
tamento eaeguranca. Nesta meama cssa ha sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos, mo-
cos a velhos, com habilidadea e sem ellas.
Aluga-se ama escrava para cozinhar, por
mdico prego; oa ra da Crut o, 18, terceiro
andar.
I

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mm^-fwwffHm??^
Casacas de panno preto, 40$, 359 e 309000
Sobrecasaca de dito, 35 3$00
Palitotsdedito ede cores, 35$, 305,
S5g000 e 203000
Dito de casimira de cores, 22$000,
15, 12 e 9*000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 6 e
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de cores, 7g000, 6g000 e
Ditos de brim e fustio branco.
3500 e
Seroulas de brim de linho
ludo.
Ditos de merin-silim pretos a de
cores, 9$000
Ditos de alpaka da cores, 5$ e
Ditos (Te dita preta, 99, 79. 59 e
Ditos de brim decores, 59, 49500,
4$000e
Ditos de bramante da linho branco,
6J000, 59000 e
Ditos de merino de cordio preto,
159000 o
Calsas de casimira preta e de cores,
129.109,99 o
Ditas de princeza e merino de cor-
dio pretos, 59 e
Ditas de brim branco de cores,
58000, 49500 e
Ditas de ganga de cores
Collates de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9f a
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69,59500, 59 e
11$000
89OOO
3950O
39500
39500
4*000
89000
65OOO
49500
29500
3S000
890001
530C0
5c000
59000
890C0
29200
1J280
Ditas de algodo, t$600 e
Camisas de peito de fustio branco
e de cores, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 6$ e 39OOO
Ditas de madapolio branco a da
cores, 39,29500, 29 I98OO
Camisas de meiaa l;000
Chapeos pretos de massa, fraocezea,
formas da ultima moda 105,89500 e 7JJO0O
Ditos de feltro, 69, 55,49 e 25000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149, 25, 5 e 79OOO
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda 800
Ditos de algodio j500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009, 909, 809 e 709000
Ditos de prata galvanisadoa, pa-
tente hosontaes, 405 3O9CO0
Obras de ouro, aderecos e meio
aderemos, pulseiras, rozetas
anneis
39500 Toalhas de linho. duzia JOOO a 109000

Slf 8/fcf fJS:
alfinetes de ouro e brilhantes.
Na oulcina photographica da ra do Cabug 0.
18, entrada pelo pateo da matriz, exiatem lindos
alfinetes com brilhantes e ao gosto de Luiz XV,
para a collocacSo de retratos; ha tambem urna
variada collecgio de alfinetes de ouro com, e
sem podras. O prego dos alfinetes com os re-
tratos variam de 169 a 200$. Ni mesma casa
rendem-ae bellos espelhos com molduras doura-
das para ornar salaade luxo e tratamento ; bor-
las de seda para cortinados de janellas e para
quadros, assim como cordes para o mesmo flm.
Vende-se tudo a pregos razoaveis e moderados.
Mudanca.
Joio Antonio Colho, sangrador e dentista,
aviaa ao publico, e a todos oa seus fregueses que
mudou a aua loja da ra estreita do Rosario para
a ra do Imperador n. 69, onde o acharo promp-
to todoa os diaa uleis desde as 6 horas da manhia
at as 9 da noite, para chumbar e tirar dentes,
sangrar, por ventosas ou bichas; assim como pa-
ra qualquer outro aenrico de aua arte e fra dos
das a horas mencionados pode ser procurado ao
pateo do Carmo o. 32.
Na traveaaa da na das Cruzea n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Vicente Lafourcada, subdito, fraucez
ra-ie pira o Rio da Janeiro.
ELIXIR DE SAUDE
Gitrolactato de ferro,
nica deposito na botica de Soaquim Mavtiubo
da Cruz Cor?eia & C, tua do Cabaga n. U,
en Peraambaeo.
HBomeTee!,x1re ^SSSSo''ST^ '^^ hi"~ D" >>""** * '',
com o
rf^.css'jaas^rss^isssffx*^^
dade.
A formula um objetto de moita imoortaoria em ihn quando ella, maniendo a essencia domMw^oiwIS^l 'enTnES&'f0 lB,,n'0'
idadesKp_. todoa o; palad. iod08p.% JarSai "" P"ITel P"" tod" ,r
bellas qualida-
se em urna pe-
complelamente
o de
V!Ta?iprTr.'Te d,a ferroal* hojeconhecidasnenhumaraune tio
ir de euro actato de ferro. A aau sabor agradavel. rena o tomar-
Das numerosas pre
dea como o elixir
quena dose, o ser
assimilado ; e o nio producir por causa da lactina* ai
V'nUe^no^^ua:-^ffira^ CD8UPaS
qualquer formula aua loe de propried.deataes que o pratico o nossi 6r
i^lSSSr^/^-rLe.51*~. qpreP.r.cioCdo Slff.SST.'fSo. rT,,?m Ll
medieamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as
1
ss*rts% mX^Vmr
eso que o aaogueae aeha empobrecido ou viciado pelaa fadigas aff f.. rhWn'i*!? ^h?. Vo'
cJlo...:c.o.ro.,yphili.ic., exce-o. venreos. oKnSol^^^^
printipai ubalancia da qua
ece louvorea e
sem recalo asar
.-ttg3SSS3SE2rS&i9E


(6)
URI0 DI KUUVltJCO. SEXTA FURA 1 M AGOtSTo 01 1881.
Os Srs possuidores de
lettras emittidas na circula-
do pela thesouraria provin-
cial sao rogados a comparece-
rem no cartorio do tabeUio
Almeida na ra do Imperador
ja..., aiiu de assigaarem urna
procurado en que devam
dar poderes especiaes a com-
misso encarregada da co-
braiica das referidas lettras,
para que ella possa proseguir
na cbranca precitada, co-
mo de seu rigoroso dever.
Aluga-se urna escrava para servido interno
e externo de casa de familia : quem precisar, di-
rija-serua do Lirramenlo n.2-2, tereeiro andar.
O abaixo assigotdo (bz rer ao respeltarel
publico era que o Sr Maooel Jacintho de Souza
Travasso deixou de ser seu caixeiro desde o dia
28 do corrente.
Francisco Jos ds Costa Ribeiro.
O abati assigRado, morador na ra do
Quoiaiado n. 14, fez sciente que existe em seu
poder um pequeo Bah que foi achido na osea-
da da casa de sua residencia, e ser entregue a
quem der os verdadeiros signaes. Recite 30 de
juluo de 1861.Jos Rodrigues Ferreira.
Oferece-se urna pessoa bastante habilitada
para ensinar piano, canto e desenho, garante
que suas alumnas em breve tempo farao pro-
gresso por ter de ensinar pelo methodo mais
abreviado : quem de seu preslimo quizer utili-
sar-se procurar na Capuuga, ra das Pernatn-
bucaoas, casa dos herdeiros do tenente Capris-
tano.
Aluga-se o primeiro andar da casa n. 37
sita na ra do Amorim : a tratar na ra da Cadeia
n. 62 segundo andar.
Aluga -se a toja da casa n. 25 sita na ra da
Praia de Santa Rita : quem a pretender dirija-se
ra da Cadeia o. 62 segundo andar.
Escriptorio de advogacia
na ra do Rangel, n. 73
defronte da botica.
N-'sit escriptorio, alm dos trabalhos relativos
ao furo, fdzem-so correspondencias, aonuncios e
coruniunicados, de qualquer natureza que seja ;
e bem assim requerimeotos para qualquer aulo-
ridade, repartirlo publica, irmandades, para S.
M. o Imperador, e asambleas geral : nao se le-
vando a menor pag se nao fr desempenbado com
a s:aior brevidade e contento.
Atteiico
5000. -
Chapeos francezes do ultimo gesto, e de supe-
rior quaVLdade ; na roa do Livramento. laja nu-
mero 38.
mm
I
I
MT A FEITA ANDA IMS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DI
diadas.
Riscadiuh s de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado; na ruado Quei-
rmdo n. 22. loja da boa f.
orlante
f
II
Na ioja de'4 portas da ra do (Jueimado n. 39,
ac!ia-se um grande aroiazem com todo o aorti-
mantode roupas feitas, paracujo fin teru mon-
tado umi officini de alfaiate, estando encarrega-
ic delta um perfeito raestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
eacommeode ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Iilms. Srs. ofikiaes tanto da armada como do
exercilo.
Faz-se fardas, fardoes com superiorespreparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damoato todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurines que de
U vieram ; alm disso fiz-se mais casaquiuhas
pjra montaria, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes do esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha deouro ou prita, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-so becas para
dosembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hoje, assim como tem muito ricos
ds'nhos a matiz de todas as cores proprios para
fi:lamento de pagens ou criados de libr que se
lar pelo gosto \ franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza borladas ao mesmu goslo. Affiancaodo
que por tudo se tica responsavel como seja boas
fazendas, bein feito e bom corle, nao se faita no
d'.a que se nroraetter, segundo o systema d'onde
v lio o mestre, pois espera a honrosa visita dos
dignos ssnhores isto iue nada nerdem em es-
perimentar
Na loja d'nguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
recebeu um completo sortimeoto de gollinhas de
missang, s:ndo de todas as cores
Vende-se em casa de Adamsoo, Uowie &
C, ra do Trapiche Novo n. 42, biscoilos inglezes
sortidos, em pequeas latas.
* *
Vende-se a todos miudezas baratas
Apparec.s dinheiro que a vista faz f ;
Correi treguezinhos s estrellas gratas
Que no Rosario divisan) a loja que .
Loja das tres estrellas, ra
larga do Rosario n. 33
Neste estabelecimegto queima-se sem reserra
de preso : Filas lizas e lavradas Qnas, bicos de
linho e de seda, labyrinthos, rendas, babados de
linho do Porto, transo e franjas de seda e de 15a,
galao branco para enfeite de vestidos, eoQadores
para roupes de linho de seda pret, botes de
metal para calca, ditos de massa para paletols,
ditos de retroz para casaca, ditos de vidro e de li-
nho para casaveques, brincoi e rosetas douradas,
escovas para falo, para sapalos, para denUs e
para unhas, tramoia em pegas de quinze varis,
cruzes e vernicas unas, rosarios de Carolina e
de osso finos, lionas de meada, de peso e de car-
retel, enfeiles de fita e de 'idrilho, carleiras de
marroquim e de chagreo, ditas grandes para pa-
pis, requife prelo de la, caixas de btalo, de
massa, de chumbo e de raz para tabaco, relogios
para meninos, dedaes de melal branco e ama-
relio, esporas para salto, phosphoros em caixas e
em barriziohos, estampas de santos tinas, colo-
ridas e em fumo, pequen >s e grandes, ditas em
quadros, sortimento de froco, fio sera sapaleiro,
fita com clcheles, sombra para flores, grvalas
de seda, guarda-apos de linho, caiiiuhas de tinta
para desecho, golas de seda preta e de cores, fita
de velludo preto e de ror, luvas deseda, ditas de
toreal em de>lo., ditas de Jouin qye se ende
at por -200 rs., leques finos, raas de algodo de
toda a quahdsdf. ditas de sed* greta, medidas
para alfaiate., alojos de navalhas finas para bar-
ba, pinceis Mura dil, ptoui de marfil de mas-
sa para li rapar a cabera, ditos de UnUruga vita-
dos, sayatuih'is de merino fino e de.lia, nUires
de metal, caivetes fiaos para peunss, thesouras
de diversas cualidades, e mu i tas outra o usas
tendentes ao mesmo negocia que tuio se vende
por. todo o prego para acabar.
eobertos edescobsrtosr pequenes grandes, i
ouro patate inglez, para homem isahor ds
um dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo ultimo paquete inglez : em easade
Sonthall Mellor & C.
Em easade N, O. Bieber
da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Bordeanx em quartolas.
Dito Xerec.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, brinzos e brins da Russia.
Cerveja escosseza (Edinburgh Ale.)
P6drasde m armo re branco para consolos e mesas.
Plvora em barris.
Enxofre em canudo.
4 economa.
la Iota
DE
Magalhaes & Hiendes.
Na ra da Imperatriz, outr'ora aterro de Boa-
Vista, loja armazenada de 4 portes n. 56, tem
grande sortimento de fazendas, a ser: cortes de
cambraia bordados dos lados a 4o, ditos com ba-
bados a 5 e 69, ditos muito finos enfeitados com
entremeios a 7 e 8$, novo sortimentede mangui-
tos a balo a 1$500, ditos de fust&e coa boiozi-
nho a 3#, ditos de linho a 3$500 e 43. corpinhos
para meninos e meninas a 1$, tiras bordadas e
entremeios a 18 a peca, cortes de riscado francez
a 2#, chales de groxe com ponte redonda e bor-
lla a 8$, ditos de merino para todos os procos,
ditos estampados a 2$500, saias do balo de 30
arcos de novo goslo a 9f e 39500, chitas france-
sas a 240, 260 e 280 o covado, ditas estrellas e
180 e200 re. o covado, e outras muilssfasendae
que se vende muito barato, a ser ; pegas de bre-
taoha de rolo a 2g e 2J500, cobertas de groxe a
IOS. ditas de chita a 10800, lences de linho a
2$, ditos de algodo a 19 e 1J200. A loja arma-
zenada de Paris est aborta das 6 horas da rua-
nha s 9 da noite.
Luvas de fnacamursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de ceceber de aua
encommenda mui finas luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e as est
vendendo a 2$500 o par ; os senhores ofciaes e
cavalleiros que as comprarem conhecero que sao
baratas vista de sua finura e durago, e para as
obter dirigirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16. Adverte-se que a quaotidade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
uval sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos precos abaixo declarados pa-
ra apurar dieheiro, pois o que muito precisa,
garante tudo perfeito, pois o prego admira :
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a 40
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel muito boa, carretela 30
Nvelos de linha do gaz brancas a 10 e 20
Cairelis com linha preta muito gran-
des a 160
Varas de franja del muito bonitas a 100
Pecas de tranca de la muito bonitas e
com 10 varas s 200
Pares de meias cruas para menino a 200
Ditos ditos de cores todos os lmannos a 160
Ditos de cores para meninas a 120
Duzia de meias cruas para homem a 2#400
Cartes de linha Pedro V com SOO jar-
das a 80
Caixas com tisses para acender charu-
tos a 40
Caixas com phosphoros de seguranca a 160
Duzia de phosphoros do gaz a 240
Filas para enfiar vestidos muito gran-
des a 80
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a 400
Ditos comcheiros muito fino a 500
Duzia de meias para senbora o melhor
que ha a 30000
Pecas do trancinha de la sortidas a 50
Sabonetes superiores e muito grandes a 160
Groza de botes de osso para caiga sendo
* pequeo a 120
Dita de ditos grandes a 240
Tramoia do Porto superiores raras a
100, 120 e 160
Pecas de fita de linho brancas e de co-
res a 40
Groza de penas de ac muito finas a 500
Frascos de opiata para limpar denles a 400
Copos com banha muilo boa a 640
Espelhos de columnas madeira branca a 10500
Carleiras para guardar dinheiro 500
Rialejos para meninos a 40
Raralho portuguez 120
Varas de franja para cortinados a 240
Groza de botes de louca brancos a 120
Tesouras muito finas para unhas e eos-*
tura a 400
Caixas de charutos de II*vana muito su-
periores a 40000
Cartas muito finas para voltarete o ba-
ralho a 240 e 320
Varas de bico largura de 3 dedos 1 120
Garrafas com agua celeste para cheiro a 10500
Rialejos com 2 rozes para meninos a 100
l^azeidas e obras
LOJA ARMAZEM
Ges k Basto
MA
fcna do Queimado
*. 4fc, frente am*re\U.
.;.CJ?,*,?.-*,,*ftnl,.u,B99,B1 randeera-1
riadosortimento desobrecasacapreta
de panno e de cores muito fino a 289 o
m>&S -Si pi6i0l d08 men,o PannosM
20J,2| e 24S, ditos saceos pretos dos t
ruesmos pannos a 14, 16 1M easa- 9
es pratas muilo bem feitas e de superior S
panno a 28, 30& e 35. sobrecasacas da S
casemira de core muito tinos a 150,-16$
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
rasalO), 11 e 14$, calcas pretas de
casemira fina para homem a 89, 9, 1Q|
e 12, ditas de casemira de cores a 7,8,
9 e 10, ditas da brim brancos meit
fina a 5J 6, ditas de ditos de cores a
3. 3500. 4 e 4500, ditas de nwia ca-
semira dricas corees 4$ e 4J300 col-
leles pratos da casemira a 50 e6,' ditos
da ditos decoras a 4$500 o 50, ditos
branco de seda para casamento a 5.
ditos de f, oetlete* debrim branco e d
fustao a 30, 30500 e 40, ditos de cores a
05OOe3, paletotspretosde merino de
tordaosacco esobrecasacoa7|,8e9
colletes pretos para luto a 4500 5'
cas pretas de merino a 40500 e 5, pa-
I etsts dealpaca preta a 30500 e 4f, ditos
aobrecasace a 6,7e 8J, muito flnocol-
letes de gorguro deseda de coresmuito
boafazsnda a3800 e4J, colletesde rel-
iado decoroso pretos a 7 e 8, roupa
ara menino sobre casaca de panno pro-
tos e de cores a 14, 15 e 18, ditos de
casemira saeco p ara os meamos a 60500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 o
10500, ditos sebrecasacos a 5$ o 50500,
{".alcasde casemira pretas e decares a 6)
6g500 a 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas ingleza prega f largas
I muito perioraj329 a duzia par acabar.
I Assim como temos urna officin deal-
Sbfaiateondemandamos executar todas os
obras ton braveada
ffMS'l'ICdISdIS <
Grande pechiicha.
A 220, 240 e 260 rs.
Chitas frsneezas de muito bonitos padres
muito boos pannos, pelo baratissimo preco de
220, 240 e 260 rs. o covado ; na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Gangas francesas muito finas com padres
oscuros a 480 rs. o covado : na roa do Queima-
do o. M, na loja da boa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
eorpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber asa o-
ra e apreciarel agua ambreada, de unt aroma ex-
cellentemente agradarel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o roato, resultando disso que
refresca e conserva o rigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para ae deitar
n'agua de banho, que o torna mui deleitarel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer osos balito desagradarel que quaai sem-
pr'e se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a naralha
qoando ao faz a barba, urna vez que a agua com
que se lare o rosto tenha della composico. Cus-
a o frasco 1, e quem aprecia o bom naodeixar
cortamente do comprar dessa eslimavel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parte onde se achara.
Batata nova
a 60 rs. a libra, espermacete a 720, farale a 2J600
a saces : ca travesea do pateo do Paraizo n. 16,
casa pintada de amarello.
urna negrinha recolhida muito bonita e geitosa,
de 14 a 15 annos de idade, einteiramente inno-
cente; rende se para aqui e nlo para embarcar:
quem a pretender, dirija -se a ra da Imperatriz
n. 9, segundo andar.
Vendem-seosengeuhos
S Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nho e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
s safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
a ra da Cadeia do Recife n.
Relogios.
Vende-se em casa de Johosion Pater 4C,
ra do Vi gario n. 3 nm bello sortimento de
relogios de ouro, palele .ingles, do um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
a variedade de bonitos iranceliis para os
MM
Arados americanoemachina-
para larar roupa: em casa de S.P Jos
finston & C. ra daSenzala n.*2.
J ebegou o prouptt
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway 4 C-, de New-York Acham-s*
renda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instruccoes completas para ae usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se reodem a 1060.
Cabo de marfm e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca achario os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
flm e madreperola a 2 e 2$500 cada urna. Com
urna escora assim delicada faz gusto limpar-se
os denles, e para as comprar dirigir-se i ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Hay mundo
Garlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa rin-
da cimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me Inora dos
com noros
SYSTE MA MEDICO DE HOLLOWAY
PILULAS HOLLWO YA.
Este i nestiraave 1 especifico, eomposto nteiri,
mente de hervas raedicinaes, nao contm mercu-
rio nem alguma outra substanciadelecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, o a compieieSomais
delicada igualmente prompto o segare para
desarreigar o mal na eompleicao mais robusta ;
enleiramenle innocente em suas operagoese ef-
feitos; pois busca e remove as doenras de qual
quer especie e grio por mais antigs e tonazes
que sejam.
Entre milheres de pessoas curadas com este
remedio, mnitas que ja estaramas ponas da
morte, preservando em sen oso : eonsegniram
recobrara saude e foreas, depois deharer tenta-
do inuliimente todos os outros remedios.
As mais afflietas nao dore n trega r- se a des-
esperado ; facam um competente ensato do;e
efficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das segu otes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporeas.
A raplas.
Areias (mal de).
Astbma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou eiten
(ao.
Debilidad* ou falta de
forjas para qualquer
coate.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades or entre.
Ditas no figado.
mentos, fszendo pasponto igual pelos doas lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
1S, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
m novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
a per foi coa- Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febretointermitente,
Febreto dae specie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammac,5es.
Irregularidades
menstrua cao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Ais trueca o de ventre.
Phtysica on eonsump-
pulmonar.
Retengo deourina.
Bhenmatismo.
Symptomassecundarios.
Tumores.
Treo doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
seda para enfeites de vestido, sendo de Oilleren-
26, Primeiro andar, que acha- ??" e larK". e como sempre as eft ren-
dendo baratamente a J, 3, 4 e 5J a peQa, precos
r com quem tratar.
Campos A Lima.
Na ra do Crespo n. 16 continua a render lin-
das fofos de cambraia para guarnicao de vestidos
por commodo prego.
Pova loja de 4 portas!
f Ruado Queimado n. 10. 1
tFerro & Maia#
Conrado.
Ha para vender 2,500 chales de
superior qualidade preco por
quinto nunca se rendeu nesta
praca a
Sedinhas de quadrinhos o corado
a 700 e
Gollinhas de cambraias borda-
das a
Manguitos a
Tapetes avelludados para sala
Meias inglezas do algodo cr
muilo finas
Mimos do cos fazenda propria
para restidos de senhora o
corado
Manteletes de fil superior qua-
lidade e modernismo a
Visitis de seda bordada a
Lencos de cambraia de linho
bordados de superior fazen-
das a
Lencos brancos com cercadura a
duzia
Chales de borel ponta bordada a
Ditos de l e seda para meninas a
Ditos de merino bordados de re-
troz a
Ricos restidos de cambraia bor-
dados a 20$ e
Ditos ditos de fil bordados a 21 e
Ditos de cambraia bordados a
99, 109, 12fl e
E outras muitas fazendas por
preco do que em outra qualquer
dao-se as amostras com penhor.
29500
900
320
500
5J0O0
4S0OO
5J000
45000
3$000
29000
35000
800
4g500
259
259
159000
mend%
parte,
Conlinuam a mandar fazer obras por
medidas pois tem em sua casa um per-
feito mestre alfaiate j bem conhecido
em sua thesoura, recebem toda e qual-
quer obra que nao fique a goslo do fre-
guez; assim como tem grande sortimen-
to de obras feitas tanto para meninos
como para homem que rende muito
barato come seos freguezes nao igno-
rara, calcas de casemira de cor e preta
a 63, 73. 85. 99 e 108, e para meninos
a 39, 49 e 58, paletots de panno de di-
versas cores a 109, 12, 15$. 209 e 259, ^
casacas e sobrecasacas de panno muilo en
Uno a 308. 409 e 508. paletots de brim Sp
diversos 3$ e49. ditos de fustao o me- m
Ihor que ha oeste genero a 7$, paletots W^
de alpaca preta e de cores a 39, 49 e 9 *
tanto saceos como sobrecasacos, calcos S?
de brim e colletes de 29, 39, 49 e 5$ e a
outros artiges que se tornam -anfastiveis
em mencionar s com a risla se pode jEpl
apreciar seos precos e qualidades. SfS(
Gollinhas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu-se um completo sortimento de gollinhas
de misoanga de todas ae cores.
IITOI
Veodem-se cintos de todas as cores cora ricas
Creas para senhora e menina a 29, bandos de
clioa para marrafa a 500 rs. o par, enfeites para
cabera, de cores e diversas qualidades ; na ra
da Imperatriz, loja da bea f n. 74.
I Vende-so urna escrava preta sem vicios ne-
nhuns, com algumas habilidades, principalmente
a de cozioha, e tem bom leite; na ra Direita
numero 72.
estes que em nenhuma outra parte se acham, e namhni'o
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca n,D"C0-
onumer 16.
Aif, 4#500e5$.
Cambraia lisa muito fina a 49 a peca com 81 iS
raras, dita muito superior a 58. dita tambem
muito fina com salpicos a 49500; na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
Xfans ais ais no- ais &u -ancaia 2*2mb h
"^ V^^B M JJW Ww WxTW WjiW oT^r ^tt^m oV^^nB999W ^"
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista eeo tras pessoas edo
earregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanba.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna deltas, contera ama nstrucc,o ero portu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
Acaba de
chegar
novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
eeieo dos Milita-
res n. 47.
EAU MINERALE
NATRALXEDE VICHY.
Deposito na boticafraneeza ra da Cruz n. 22
o>fi>^-?e;
8
Rival
sem segundo.
Na ruado Queimado n. 55 loja de miudezas
do Jos de Azeredo Maia e Silra, esta queiman-
do os objectos abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120
Caixas de alQnetes francezes a 100
Carta de ditos ditos a 80
Cartes de colxetes com defeito a 20
CartSea de ditos perfeitos a 60
Calzas de dito muilo superioj a 40
Pares de meias cruas a 160
Mago degrampos de carocol a 40
Tesouras para costura a 160
Pares de sapatos de tranca de algodo a 10000
Ditos ditos de la a 19280
Sapatiobos de l para meninos a 200 e 400
Frascos de oleo baboza a 400 o 500
Dilos de macaca perola a 200
Ditos ditos de oleo a 100
Ditos de banha a 240
Ditos d'agua ambreada o 500
Olios de oleo philocome a 900
Caixas defolha cora phosphoros a 100
Ditas com phosphoros de velas a 240
Duzia decolheres para sopa muito Anata 19500
Escoras para denles muito finas a 160 e 200
Groza de penas de seo calgraphica a 19440
Tea tambem urna porcao de tranca de linho
brancas pegas grandes e pequeas e de todas as
larguras por precos baratos e outras muitas fa-
zendas que s ruta que ae poderlo apreciar
e admirar o prefo.
Largo do Terco
n. 23.
Vendem-se batatas muito oras a 80 rs. a li-
bra, assim como outros gneros mais baratos que
em outra qualquer parte, nao se diz o prego para
nao espantarIII (a dinheiro vista).
Bonitos toncado-
res de armaco e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de aroaaco preta, torneada,
o gaveia com embutidos e machetados que os
tornam mui elegantes, os quaes serrem excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e de rapazessoltei-
ros, e pelos precos de 8, 9 e 109, sao baraiissi-
mos na rerdade, o quem os rir na ra do Quei-
mado, toja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
infaUirelmente comprar.
Sabonetes
de arriendo, em eaixinhat de louca a
500 rt. cada um.
Vendem-se sabonetes de amendoa para barba,
cada um em saacaixiaha da loica a 50o rs. ; na
roa de Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Brilhantes
de todos os lmannos: rendem-se em easa de
N. O. Birter 4 C. saccessorts, raa da Cruz n. 4.
Nova pechincha
imperatriz Eugenie.
Finos cortes de cassas francezas de 2 saias e de
7 babados, com 10,15 e 16 ardas a 39500, 49 e
59 : na raa do Queimado n. 44.
Julio & Conrado.
Receberam os melhores chapeos
de alpaca para chura esol e reodem
muito barato, assim como de seda
que rendem por 69.
wm
S
Polassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido a acreditado deposito da raa
da Cadeia do Recife n. 12, ha para render a ver-
dodoira eotassa da Russia, ora a de superior
qualidade, assim como tambem cal rirgem em
padre ; tado por prego a mala baratos do que em
aula ejaaaqaar pacto.
Ruada Senzala Noy a n.42
Veade-ao em astado S. P.Jonastoa 4C,
sarriase silbeiagiezes,eandeeiroe castcese
bromeados,lonasnglezes, fio derela,chicla
para carrea, emouiaria.arreiospara carrada
edoua areles relogios de are patente
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes s rendem por precos muito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
269,289, 309 e a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16J, 185. 205 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
noros padres a 149. IO9, 183,209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99, 109.129 e a 149, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de89, 109, e 12$, ditos
do sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de eordo a 12$, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fustao a 39500, 49
e a 4950O, ditos de fustao branco a 49,
grande quaotidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49, ditas de brim de cores
finas a2$500, 39, 39500 e a 4|, ditas de
brim brancos finas a 49500, 58. 59500 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 68. colletes
de gorguro preto e de cores a 5g e a 6$,
dilos de casemira de cor o pretos a 4$500
e a 59, ditos de fustao branco e de brim
a39 e a 39500,ditos debrim lona a 48,
ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
caigas de merino para luto a 48500 e a 5f,
capas de borracha a 99* Para meninos 3
; de todos os tamanhos : calcas de casemira
i prefa ede cor a 5g, 69 e a 79, ditas ditas tt
\ de brim a 2$, 39 e a 39500. paletots sac- *
eos ae casemira preta a 6J e a 7, ditos
! de cor a 69 e a 78, ditos de alpaca a 39,
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
1 14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos restidos de cambraia feitos
Sara meninas de 5 a 8 annos com cinco
abados lisos a 89 e a 128, ditos de gorgo-
reo de cor o de lia a 59 e a 69, ditos de
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordadoa para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deisam de
ser mencionadas pela sua grande quaoti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande offlcioa de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptido e perfeico nada dei-
xa a desejar.
&^9l&MSI6-fif6^QM^MMIftii1
Grande pechincha
a 8,000 o corte.
Lindos cortee de phantasia de seda
com 3 folbos pelo baratissimo preco de
8# (ja se ?enderam por 30) : no arma-
zem de fazendas da ra do Queimado
n. 19.
Em casa de Adamson, Howie & C, ra do
Trapiche Noro n. 42, eode-s :
Ruinas de cortica nissimas.
Lona e fille.
Fio de rola,
Soperioree tintas de todas ae cores.
Solns, silhoes, e arreioe para carro ou cabrielet.
ricos espelhos.
Ka leja d'aguia de euro, roa do Cabug n. 1 B,
recebeu de sva prafri eacaaessmssfa um comple-
to sortimeoto de espelhos com escolente* ridros
ericas moldaras atonda proprios para sala, as-
sim eomo de outros tamanhos, que s I vista do
fregus ee far preco.
se o engenho Po-sangue, situado a
margem do rio Serohem, distante urnas 600
bragas da estago da Gameleira, com urna safra
ao corte, algn* oscraros, bois, etc., tendo ex-
cellente cercado e ptimos partidos de rarzea pa-
ra mais de 2,000 pes annualmente, e estando
hoje acrescentado com algumas trras que foram
do engenho Gameleira. Recebem-se em conta
predios nesta cidade, e os pretendenles podem-
entender-se com os Srs. Marcelino S C, em sua
loja na ra do Crespo.
Cestinhas de Hamburgo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
IB, quem recebeu um completo sortimento de
lindas cestinhas de todos os tamanhos proprias
para meoines de escola, assim como maiores cem
tampa proprias para compras, balaios proprios
I para costura, ditos proprios para faqueiros, ditos
, muito bonitos para brinquedes de meninos, di-
I tos maracas pintadinhos que se rendem por pre-
gos muito baratos-
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
rende-se a rerdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio.
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria encommenda muito
lindas raixinhas de costura com msica, proprias
para mimo, que se rende muito barato.
Enfeites de flores para ca-
samentse bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que rio a casamentos e bailes, e ser-
rem igualmente para passeios. Os precos sao 89,
10 e 12. porm quem apreciar e bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Chegucun ao barato.
O Preguica est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas debretanha de rolo com 10 varas a 29
easemira escura enfestada propria para calsa,
collete e palitos a 960 rs, o corado, cambraia
organdiz de muito bom goslo a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 35, 49 e 69
a pega, dita tapada, com 10 varas a 55 e 6j a
peca, chitas largas de modernos e escolbidos pa-
dres a 240, 260 e 280 rs. o covado, requissi-
mos challes de merino estampados a 79 e 89
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 99 cada um, ditos com urna s palma
muito finos a 89500 rs., ditos lizos com franja
de seda a 59, lencos de cassa com barra a
100, 120 e 160 rs. cada um, meias muilo finas
para senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualida-
de a 39 e 39500 rs. a duzia, chitas francezas
de ricos desenhos para coberta a 280 rs. o cova-
do, chitas escuras inglezas a 59900 rs. a pega,
e a 160 rs. o covado, brim branco de puro linho
a 19, 19200 e 19600 rs. a vara, dito preto
muilo encorpado a 19500 rs. a vara, brilhantina
azul a 400 rs. o covado, apalea de difieren tes
cores a 39600 rs. o covado, casemiras pretas fi-
nas a 29500, 3)$ e 39500 rs. o eovade, cam-
braia preta e de salpicos a 500 rs. a rara, e ou-
tias muitas fazendas que se far patente ao com-
prador e de todas se da rao amostra com penhor.
BASTOS
Na raa Nora n. 47, junto a Coooeigao dos Mi-
literes, acabam de receber um grande sortimen-
to das verdadeiras camisas inglezas pregas lar-
gas e estrellas peitot, collarinbos e punhos de
linho, e como seja grande quaotidade tomamos
a deliberaban de render pelo diminuto prego de
359 e 409 a duzia, uniformes de casemiras de co-
rea a 20|, 259 e a 309, assim como muitas outras
fazendas que s com a rista que se pode reco-
nhecer o que barato.
AUenco
Na ra do Crespo n. 8 A, loja
de Leandro 4 Miranda,
rendem-se corles do vestidos4*cambraia brea-
cosbordados*59, lOf, U. 5f, 30. 959 e 40f.
fazeajda Oe aaatta feaa qoaMade, superiores saias
bordadas a 39. balse 4 Baopolo crochet a
4f. chapos do soda paro ahora a 159. o outras
arakaa hiendes mate paralas do qo em Piltra
qaalqoor parte.


DU1I0 31 WllaYMBOCO. OfA ffEUA i Di AGOSTO DI 1 MI.
(7)
Goraes lapidados
a500rs. o mas so.
Vendem-se maasinhos de corss lapidado* a
500 rs. cada un : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca a. 16.
Ventle-se feijo
amarello.
No trapiche Bario do Livrament, no Porte do
Me ttos, em aaccoa de 5 alqueires, medida de Por-
tugal.
Attenco.
Ka rea do Trapiche a. 46, esa cata de Rottron
Rooker 4 C, eziate na boa sorlimento de li-
ndas de corea e brancas em carreteis do melhor
abneautedelngHterra.asquaes aa vendem por
procos mal razoaveis.
DESTINO
M
Jos Das Braado.
5Ra da Lingueta5
O doto deatioe torra genero por menos de aeu
Talor: superior manleiga ingleza a 1 a libra,
dita fraaceza a 700 ra.. cha preto a 1$400, pas-
eas a 560, conservas inglezas e portuguezae a
700 rs., aletria, tilharim e macarrao a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de poreo refinada a 480 ra lalaa com peixe de
postas a 1*400, cerreja b[anca a 500 rs. a gar-
rafa o 5 a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
6$800 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
errilhas fraocezas e portuguezis a 70 ra. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mili-
to em conta, vinho do Porto engarrafado fino
(reino) a 15500 rs., vinho de Lisboa eFigueira a
550 rs. a garrafa, finare branco a 320 ra. a gar-
rafa, e outros muos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornara enfa-
douho aos fregueses (Dinheiro vista.)
FUNDIDO LOW-MOW.
Ra da Seozalla Nova b.42.
Nesta estabeleeimento contina ahaverua
completo sorliaento do raoendas eaeias moen-
das para engenho, machinas de vapor etsixss
M ferro batido o coado.de todos ostamanhot
para dito,
A12#000
o duzia de toalhas felpudas superiores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Venle-se um sobrado de dous andares e
sotio na rea de Santa Rila : a tratar na rna das
Cruzes n. 18.
Aliento
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuieiros.funileiros etc. a 1#280:
quein pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem os tem
para vender.
B Julio Conrado.
s
Vendem bellos vestidos de filma-
tisados tanto de 2 saias como de
folbas a 103, para acabar.
Relogios patente inglez a 1709, em
casa de Julio & Conrado, assim como
ricos aderemos de diversas qualidades
que vendem barato porquererem acabar
com o negocio de -ouro.
i< '
com necessarios para costura
Acaba dechegar para a loja d'agaia branca mui
lindas caixinhae malizadas.com espelho, tesoora,
Caivete, agulhela, agulbeiro, dedal e ponteiro,
indo pratiaflo e de apurad gosto, emfim urna
caixioha exceilente para um presente, e mesmo
para qualquer aeohora a possuir, e vendem-se a
109 e 129 : na lo4a d'aguia branca, ra do Quel-
mado n. 16.
Enfeites de cabeca.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegado um completo sorlimento de enfeites
para aenhora, aendo ultima moda, que se vende
maii barato do que em outra qualquer parte.
E'de graa.
Ricas chapelinaa de seda para senhora, pelo
baratissimo prec.o de I69 cada urna : na ra do
Quelmado n. 22, loja da t^a f: (a ellas,que sao
poucas)
Cortes de meia caaemira de ama s cor, fazeo-
da superior, pelo baratissimo preco de 29 cada
um : na ra do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Chalet de merino estampados a 29500 : na
ra do Queimado n. 22, loja da boa T.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvd, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as recebar pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quem quizer comprar
boasluvas etcuia cansar-ae, (Jirlgir-se loja
d'aguia branca, roa de Queimedo n. 16, que ahi
ser bem servido.
Aloja dabandeira
[Nova loja de funileiro daj
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos di Fonseca participa a
todos os seus freguezes tanto da praca
como do mato, e juntamente o reipeita-
vel publico, que tornea a etibaraeao de
baixar o proco de todas as anas abras, por
cujo motivo lea pora vender aa grande
sonimeato da babas a baeiaa, tudo da
difiranles tamaahose de diversa corea
oa pintases, a jautamente um grande
aorlimento de diversas obras, conloado
banheiree o gamelas grandes o pequeas,
machinas par caf camas de reato, a
qae permito vender meis batata poesive),
como soja baha grandes a 49 a peqae-
aoe e 600 rs., baeiaa grandes a 59 o pe-
queas a800 rs cacees 19 a dazia. Re-
eebe-sa aa oflicial do mesma odaetaa
pan trabaihar.
Coral de raz
Vende-se muilo bom coral de raz, o fio a 1}
na ras do Quelmado, loja d'aguia branca n. 16.
Proprios para mimos de me-
ninos.
Na loja d'agaia de aero, roa do Cabug n. 1
B, receben um completo sorlimento de aonecos
anUo Interesanlea qae dando- lhe corda anda
ama milha por hora, que veodo-ae-lhe sos ha-
bilidades aiaguem deixar da comprar, pelo ba-
ratisaimo preco de 10 a 159000.
Tachas e moendas
Brsga Filho & C, tem sera p re no sea depo-
sito da rus da Moada n. 3 A, um grande sor-
menta da tachas o moendas para engenho, ds
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito on na ras do Trapiche
n. 4.
Vende-se o engenho Tiriri, sito na comarca
do Cabo, com aa proporcoes seguales: dista da
estrada de ferro urna legoa, e porto para embar-
que em distancia de 200 bracas, coa terreno pe-
ra grandes safras, e tea muilos terrenos para ae
abnrem com facilidade, ha grande cercado e
muitaa raataa. Elle engenho novo ebem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segando an-
dar, ou no engenho Cafund, sitio om distancia
de meia legoa da esticao de Olinda com o abaizo
assignado.Joao Paes Brrelo.
Entre-meios
os memores que se tem \isto
A loja d'aguia branca reeebeu um explendido
aorlimento de ntremelos de delicados bordados,
e gostos ioteiramente novos, com differentes lar-
guras, do mais estreito at mais de 1 \2 palmo,
euas diversas applicacoes escusa dizer-se porque
todas as seohoraa sabem : os precos sao de 2 a
59 a peca conforme a largara, e tal a bondade
delles que qnem os vir e apreciar o bom, iofalli-
velmeole os comprar: na loja d'aguia braoca,
na ra do Queimado o. 16.
Xf Aina.^a"iiOoa >tfa "srn rw -bu, aro ana anotr
5*uto a, rW^ e^'*0Vve*3 SwaPCwKJ*
Attenco
jFazendas e rou-j
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
AS- Ra da Imperatriz%$\
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a este estabeleei-
mento um completo e variado sorlimento
de roupaa de diversas qualidades como
sejam : grande sorlimento de psletots
de alpaca preta e de cores a 89 e 3950O,
ditos forrados a 49 e 49500, ditoa france-
zes fazenda de 109 a 62/500, ditos de me-
rino preto a 69, ditos de brim pardo a
3J800 e 49, ditos de brim de cor a 39500,
ditos de ganga de cor a 39500, ditos de
alpaca de la araarella a imitaco de pa-
lha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 5$ e 59500, ditos de
casemira saceos a 13J, ditos sobrecasacos
a 159, ditoa de panno preto fino a 209,
22$, 289, ditos brancos de bramante a
395OO e 49, calcaa de brim de cor a 1J800,
2g500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia caaemira a 39500, ditas de
casemira a 69500, 7JJ5O0 e 99, ditas pre-
tas a 4^500, 79500, 9 e IO9, colletes de
ganga franceza a 18600, ditos de fusto
2*800, ditos brancos a 2$8O0 e 39, ditos
de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorguro de seda a 49500 e 59, ditoa de
caaemira preta e de cores a 49500 e 5,
ditoa de velludo a 79,8J e 99.
Completo sorlimento de roupa para
meninos como sejam calcas, colletes, pa-
leto ts, camisas a 1 $800 e29,ditas de fusto
a 295OO, chapeos franceses para cabeca
fazenda superior a 69500, 81500 e 109,
ditos de sol a 6g e 68500, ditos para ae-
nhora a 48500 e 59. Recebem-se algu-
mas encommendas de roupa por medida
e para isio tem deliberado a ler um con-
tra-mealre no estabeleeimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Ao barateiro da roa da Imperatriz n. 48
junto a padaria franceza, vende-se: cor-
tes de tarlataoa cor de rosa com tres ba-
bados a 29500, ricos cortes de cambraia
brancos e bordados com dous folhos a 6*9,
ricos cortes de vestido de seda escocesa
pelo brralo .prego de 12g, cambraias lizas
muito finas com 10 jardas a 39500 e 49 e
de Escocia a 69, saias a balo de arcos a
295OO, cortes e chita franceza achamalo-
tada com 14 covados a 58, pegas de cam-
braia lisa para forro com nove varas a 29,
e um completo sorlimento de chita fran-
ceza a 240, 260 e 280 rs. o corado e das
inglezas a 180 e 200 rs*. e outras muitas
fazendas por precos commodos.
&3ftaifilS6M2 6 fiinrit*"HT>* **
** w-^ ovww marm wmn mam ujm WxmWTlwwGfWift
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre se encontrara o as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para homem como para se-
nhora, por serem recebidas per todos os vapores
vindos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
preco de 2J500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
8
s
Ra 'do Queimado
numero 48.
Julio & Conrado receberam pelo,
ultimo paquete ricos enfeilea a Ga-
ribaldi, pretos e de cores tanto par*
senhora como para meninos, conti-
nuaos a vender aapatoa de tranca
tanto para homem como para se-
nhora a 18 o par.
Molas para balo.
Na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n. 1 i,
reeebeu de sua encommenda as verdadeiras mo-
las para baldes, que se rende a 200 rs. a vara.
Maces
Chegaram as bellas macies por serem grandes
e perfeitas, vende-se aos centos e em caizas e a
retelho : no deposito de Sodr & C, roa eatreita
do Rosario n. lf.
jParaossenhores
padres.
Meias de laia maito elsticas por 1J o
,9 par: em casa de Jallo Jk Conrado
KavflBwval loWSa
Aranagr Hijo & C,
vendem ocas de ouro: na ra
do Trapiche n. 6.
Muta grvala ba-
rata.
Na loja d'agaia branca se encentra ua grande
a bailo sorlimento de grvalas de diferentes gos-
tos o qualidades, e por precoi taes que em ne-
nhuma outra pariese acha. como soja, gravali-
nhas estreitaa bordadas a 800 e lf, ditas pretos o
do cores agvadaveis a 19, 19*00 a 19500, ditas
com pontee bordadas e matitadas, e lisas de mui
bom setim msco a IfSOO. Peta vsriedade do sor-
limento o comprador ter aullas de que ae agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Na roa da Cruz n. 9, veodem-se refrescos
gaioaos a 160 rs. a garrafa.
Vende-se urna rasa com padaria, que rende
1509. e mais 200 palmos de terreno de frente jun-
to ao Cachang, antee da povoacao, por prego
commodo.
Progressivo
Progresista.
Vende-se nos armazens do largo de Carmo n.
9, e ra das Cruzes n. 36, manleiga ingleza flor
da safra reina a 800 e a 1$, da aova chegada l-
timamente em barristeri abatimento, afflanca-se
ser manteiga que outro qualquer nao pode ven-
der per menos de 19440, (nao servindo isto det
ofTensa aos nossos collegas.
Ao chales de
groxe.
Na ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-
Vista, na loja armazenada de 4 portas n. 56, re-
cebeu-se pelo ultimo vapor francez um completo
aorlimento de fazendas proprss para senberas, a
aer : manguitos bordados com manga a balo a
28 o par, ditos de fusto com bolaozinho de lin-
dos gostos a 3 e 39500, ditos de lioho muilo fi-
nos a 49 e 4A500, todos sao bordados e o melhor
gosto que ha nesta fazenda, corpiahos bordados
para meninoa e meninas a 19, tiras bordadas e
entremeios para enfeitar vestidos brancos a 19 ai
peca, cortes de vestidos bordados dos lados a
48500, ditoa de babados a 5 e 69, ditos bordados I
muilo finos e enfeitados com percas de entre- >
meios muito ricos de 2 e 3 babados a 8 e 109 o ]
corte, cortea de riscado francez a 29, covado do
mesmo 200 rs., chitas francezaa a 240. 260 e 280
o covado, cambraias brancas finas a 29500, 38 e{
39500 a peca, ricos chales de groxe com pona
redonda e borlla a 88, cobertas do mesmo gosto
a 10/, chales de merino tsmbemde ponta redon-
da para todos os precos, ditos estampados a
29500, jsaias de balo de novo gotto de arcos
miudoa com fila larga dos lados que sao melho-
res do que os de fusto a 3$ e 39500, ditas para
meninas a 29500 e 3$. A loja armazenada de Pa-
riz se acha aborta das 6 horas da manhia as 9
da noite.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'agaia branca aa acha san botos a
dalicados chapeosinhos para bapiteados obro
ai perfeita o aea eneitoda, asada cada ua ea
aua bonita ciixinha, a peto baratisaimo pre^o do
0|, ainfaea deisari de os comprar : na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado a. lf.
Vende-se porco de quintaos da letra em
vergelkeo q adrados do varias groas ara e
chumbo em barra ; no armazem da travessa do
Carioca a. 2.
Attenco.
Vende-se urna armadlo no paleo do Terco n.
20, propria para um principiante ; quem preten-
der, dirija-se a mesma, que achara com quem
tratar, e far-se-ha todo negocio.
Opiata ingleza para
dentes.
k loja d'aguia branca acaba de receber de aua
propria encommenda a bem conhecida eprovei-
tosa opiata ingleza para dentes, cuja bondade
apreciada por todos quantos della tem usado, e
ser mais por quem quizer conservar asgeogivss
em perfeito estado, asaim como a alvura dos
dentes; custa cada caixa 19500, e por tal prego
s deixaro de comprar quando a nio scharem
mais na leja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Feijao de corda
No armazem de Tasso lrmaos, ra do Amorim
numero 35.
o
Na loja de marmore |
s
t
para vestidos de senhora e
roupinhas de criancas.
Na loia d'aguia branca se encontra um bello
sorlimento de franjas de seda, la e liuho, bran-
cas e de cores, propriaspara enfoitea de vestidos,
assim como urna diversidade de galio de seda e
linbo, brancos e de cores, aberlos e fechados, lar-
gos e estreitos at o mala qae possivel, trancas
tambera de seda, la e linho, de difieren tes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar era taes cousas: por isso quem precisar
de taes objectoa, dirigir-se a dita leja d'aguia
braoca, na ra do Queimado n. 16, que ser bem
servido.
fiMxDK
pechDcha.
com boto para
Sedinhas de quadros muito iocorpadas, fora-
do a 800 rs.
Goliohas de fusto bordadas
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com botSo a 500 rs.
Manguitos a balo com punhos e gola borda-
dos com botozinhosa 39.
Manguitos a balo com punho e gola a 29500.
Baldes elsticos a 39 e 39500.
E outras mais fazendas-muito baratas : ns rea
da Imperatriz n. 40, esquina do becco doe Fer-
reiros.
Julio k Conrado.
Vendem um preto de meia idade
bom cosinheiro e urna preta da Costa
por barato preco : na ra do Queimado
n. 48.



s
''
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
calcas de casemira pretaa e de cores, ditas de
brim o de ganga, ditas do brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de fusto de eores a 49,
ditos de estameaha a 4?, ditos da brim pardo a
3|, ditos de alpaca preta saceos a sobrecasacos,
dolletes de velludo pretos e de eores, ditos ds
corgaro de seda, grvalas de linho as mais me-
bernaa a 200 rs. cada ama, collarinboa de linho
ga aliima moda, todas estas fazendas se vende
paratopara acabar; a loja eat aberta das 9 ho-
ras da manha at as 9 da noite.
Fazendas.
N. 19 Ra do Queimado N. 19.
A 23OOO.
Cortes de riscado francez com 14 covado, palo
baratissimo preco de 2g.
Cobertas chinezas,
pelo prero de 12800 cada urna coberta.
Lences a 1900. 3 e 3*1300.
Leuces de panno de linho e bramante, pelo
preco cima.
Atoalhado da cor com 6 palmos,
proprio para toalba de mesa, pela preco de 19600
a vara.
Colchas de fastSo
de lindos lavrores a 69 cada urna.
Algodao monstro
pasa tealhaa e Uncoeo a 480 a ala.
Fil de linho.
Fil de linho fina a 800 rs. a rara.
Tsalhis de fusto a 500 rs.
Ricos cortes de seda
com babadas, muito superior o 409.
Cortea de seda
ca toqae a moa pelo barata preca da 354000
(ama quarta parlo de sao casto).
CapeM
para Boira motto lindas a 59.
Queijo de coalha a 560 rs. a
libra.
Vende-ie na ra das Cruzes o. ti esquina i
travesa do Ouvidor.
Vende-se muito barato]
Para senhoras.
Ricos vestidos de seda moirantic.
Ditos dito de dita grod-fric.
Ditos dito de dita babadinhos.
Diloa dito de dita dona folhos.
Ditos dito de dita phaotasia.
Ditos dito de dita bareja-babadinhos.
Ditoa dito de dita cambraia brancos bor-#
dados. ^
Ditos dito de dita pretos tecidos avellu- #
dados. dj
Ditos dito de dous folhos babadinhos. SJ
Riquissimos vestidos de tarlatana brancos.
Ditos ditos de blonde para casamentos. SJ
Ditos leques de madrrpeola. sj
Ditos ditos de sndalo. fj
Ricas pelerinas de renda e seda. sjt
Manteletes do fil pretos. 9
Ditos muito ricos de velludo. 9
Ricos bournus beduinos para sahidas de 9)
bailes e theatros. 9
Ricos ehapeos de palha da Italia. 9
Ditos ditos de seda. 9
Gollinhas, manguitos e camisinhas de to- 9
das as qualidades. 9
Saias bordadas de algodao. m
Ditas ditas de linho. aa
Ricas aombrinhas de seda muito modernas, aa
Enfeites de flores. ge
Ditos de froco. gj
Ditos de fita. a 9
Para senhoras.
Caaaveques dela.
Pentes de tartaruga.
Ditos de bfalo com enfeite.
Ditos de dito sem enfaite.
Chalea de merino muito modernos.
Ditos de cachemira bordados.
Ditos de touqaim.
Ditos de froto.
Ricas mantas de blonde para casamento.
Camisas bordadas muito finas.
Meias de seda muito finas.
Ditas de dita pretaa finas.
Bnfeite de vidrilbo preto.
Ditos de ditos de cores.
Lencos de labirintho.
Froohas de labirintho. 2
Toalhas de labirintho*
Lencos de linho bordados.
Gravatinhasmnito modernas.
Plumas brancas e de cor.
Pilas de seda de apurado gosto.
Franjas, cascarrilhaa, tranca e rifa e fitas
estreitas de seda.
Para homens.
Paletots de panno fino. #
Ditos de casemira. %
Ditos de brim lona (brancos.) #
Ditos de brim de cor. r ak
Caigas de casemira de cor e de padrees de
maito Resto.
Capas de guto-percha.
Perneirae de dito.
Calcas de dita. a)
Capuches de dita: 9
Helas de cor. 9
Golletes de casemira. %
Ditos de la e seda. sj
Ditos brancos. 9
Ditos de velludo preto. f
Ditos de dito de cor. &%
Coleado Meli. 2,
Dito de vaqueta. g
Dito de dnss solas.
Sapatos entrada baixa.
Chancos delontra.
Ditos de eastor branco.
Grvalas de renda a Garibaldi.
Ditas de setim.
Ditas de gorguro e seda.
Colarinhos dos mais modernos.
Camisas de linho inglezas.
Ditas ditas francesas.
Para meninos.
Ricos vestuarios de seda.
Ditos ditos de la.
Ditos ditos de fusilo.
Ricascamisinhas bordadas para baptisado.
Ricos sapatinbos enfeitados para bapti-
sado.
Bonetes de todas aa qualidades.
Chapeosinbos de palha de Italia.
Casaveques de lia.
Extracto de sndalo muito fina.
Essencia de sndalo muito fino.
Caixinhas da tartaruga.
Carteirinhas do apurado gosto.
v Ricos jarros com banba.
Um grande sorlimento de riqnissiaoa 9
quadroi a oleo.
S Ricos transparentes para janella.
Caixinhas muito ricas propriaa na




l
8 dar joias.
Banha muito fina a
propriaa para guar-
Garibald. f
E outras muitas fazendas e perfumariaa
quedeixtmoa de meacionar, por haver 9
um grande sorlimento. #
Yenda de propriedades
Vendem-se as cssas terreas sitas na na atrs
da matriz da Boa-Vista n. 30 e 32, Rngel o. 7,
e ra do Porto n. 89, todas com solos proprios :
a tratar cea Antonia Jos Rodrigues de Sonsa,
raa da Queimado n. IS, primeiro andar:
Cortes ,de vestidos brancos
bordados.
Veodea-se ticos corlea da vsstidos brancos
bordados com 2 a S babadoa a 59 : aa raa do
Quelmado a. 22, na lato da boa f.
Gravatinhas estreitas.
Vendoa-se superiores gravatiahM estreitas de
seda, nao ao pretos cobo de cares, pelo batis*
ae pasca da 1#; aa ra de Queiaada o. 22,
Laja da baa f.
PHiBHACIiBARTH0LOHE0
Rna larga doRwarfon.36
Roo l'Affecteur.
Plalas de Allexou.
Plalas americanas.
Verattugo ingles.
Plalas Hollovrey.
Ungento Holloway.
Bonecas de caraur-
sa com rosto de massa.
Na leja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecas de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com aaia balo, etc., etc.,
visto do que, e de sua malta durarlo ao bara-
tissimas a 1S2O0, bsrato assim s se encontra na
toja d guia branca, ra do Queimado n. 16.
Penaasdeace
inglezas, caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba do receber de sua
encommenda as verdadeiras pennaa de ac ingle-
zas, caligraphicas, cuja auperioridade est deci-
dida, e ainda assim contina a vende-las a 99 a
caixinna : na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
55Ra da Imperatriz55
Vende-ae urna porco de ripas de louro para
estuque e ser de encommenda e preco razoavl.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se urna carrosa de conduzir gneros da
alfandega, por preco commodo.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se um cabriole! de 4
rodas americano para um e
dous cavallos, com os arreioa
necessarios, em bom oso e pre-
co commodo.
Dous cabriolets.
Vendem-se muito em conta doua
cabriolets sem conerta. um com ar-
reioa e outro sem rreio: na raa da
Imperatriz n. 55.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a melhor que tem
vindo a este mercado a 895O0 a arroba a prazo
ou a dinbeiro : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cife n. 7 oa na ra da Imperatriz n. 60.
Genebrada Hollanda em bo-
tijas.
Vende-se na casa de Brender a Bran-
dis & G. : na ra do Trapiche Novo nu-
mero 1G.
gMaWMHK -mmmmmmam
gllua do Crespo n. 8, loja de""
4 portas, admira a pe-
chincha
Laa para vestidos fazenda que
outr'ora custava 8l0rs. o cova-
H do vende-se a 240 rs., dao-se |f
S amostras com penhor.
mimtm&z -fe mmmmm mm
SABAO
Joaquim Francisco de afelio Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e oade fra, que tem
exposto & venda sabode sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na rna do Amorim n. 58; massa amarella,
castanba, preta e outras qualidadea por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito oseu deposito develas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
eomposico.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recentemenle pro-
vida de um completo sorlimento de enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torzal com franjas e borlas,
outros tambem de torgal de seda enfeitados com
aljofares de cores e borlota ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tos, todos elles de um apurado gosto e perfeico,
os precos de 89 e 109 sao baratos vista das
obras ; alm destas qualidades ha outras para
39 e 49 : isso na ra do Queimado, loia d'aguia
branca n. 16.
Veadem-se muilo em conta quartolas de
muito boa qualidsde, propriaa para deposito d'a-
gua em casas particulares e sitios, e tambem por-
co de toneis grandes de boa madeira, que sao
ptimos para depsitos de mel, e para as distila-
cesdos eogenhos, os quaes se vendem a dinhei-
ro ou a prazo, conforme se convencionar: para
ver tratar, na travessa do Carioca, armazem nu-
mero 2.
Capellas para noivas,
Na loja d'agaia de ouro, ra do Cabug n. 1 B
chegado o 8ortimento de opellas com palma
mais fino que se pede encontrar para noiva, as-
sim como decores, que todo so vende por pre-
cos muito commodos.
A 28 o corle.
Cortes de riscado francez com 14 corado pelo
barato prego de 29 : no armazem de fazendas da
roa do Queimado n. 19.
Algodao
azul americano,
Vende-e overdadeiro algodao aznl america-
no.emcaixase a retalbo : na ra da Cadeia Ve-
Iha n. 85.
V ebegado a loja do Lecomte, roa da Im-
peratris n. 7, o excedente leite virginal de rosa
branca para refrescar a pelle e tirar pannos, sar-
das e espinhas, igualmente ao afamado p impe-
rial do lirio de Florenga para bortoejas e asperi-
dades da pelle, conserva a frescura e o avelluda-
do da primavera da vida.
Ra da Imperatriz n. 7.
Aa verdadeiras luvas de Jouvin de todas as
cores.
Sandale, ra da Imperatriz
numero 7e
Ricas pulseiras, bengalas,leques, boles, car-
teiras, etc., etc.
Ra da Imperatriz n. 7.
Caixas com frascos para Ungir os cabelles om
10 minutos, como tambem se tinge na mesma
loja.
Ra da Imperatriz n. 7.
Caixinhas com p e pulidores para lustrar as
unhas.
500 rs. um corte e frisamento
de cabello.
RA DA. IMPERATRIZ NUMERO 7.
Recebeu-se um oflicial de Pars.
Esta estabeleeimento est neje as molhores
condi$oes que a posaivel para salisfaser aa en-
commendas em cabellos no mais breve possivel,
como sejam : marrafas a Luiz XV, cadeiaa de
relagiaa, palsekas, aaaeia, rosetas, bateos do
abertura o de pannos, memorias, alflaetea, etc.,
caboUekea do toda a espacie para borneas a se-
nhoras, lava igualmente a cabeca a moda doe Es-
todos-Unidos, sem deixar urna se pelcula na ca-
beca, para utiatazar os areteadeatoa as objectoa
asa caballa seria feitoa em aua preeeoca, aa a
desejarem, e acber-se-aa semare aaaa peasaa
disponivel pora cortar os cabellos e pentear as
senhoras em casas particulares.
-- Brim branco da lisio malta fina a 19260 a
vara : aa toa da Qoeimado o. 12, loja da Bo* te.
Vende-se a teaesaa sita aa ra de Hortos
a. 18, ceas paucos modos, a prixa oa i visto : a
tratar com Monleiro Upes & C ra da Cadeia
numera 3o.
Admiravelpechin-
cba a 3,500 o corte.
Na loja do Pavo.
Grande e variado sortimento de cor-
tes de cambraia de seda tanto de barra
como de xadiez, de listas ou de flores
matisadas fazenda de 8$ que se vende a
35500 para apurar dinheiro: na ra
da Imperatriz n. 60, loia de Gama &
Silva.
Vende-ae um escravo pardo de bonita figu-
ra : aneo, o pretender. dirja-so a ra de Apollo
n. 30, primeiro andar.
Sal do Ass,
abordo do Garibaldi ; a tratar com Tasso Ir-
Cal virgem de
Lisboa em pedra.
J^ am,i D0' ha no mercado por
ESE2 commodo : nicamente no largo do
Corpo Santo, trapiche da companhia.
aJZ V"d-8e um "egfo d dade de 80 annos,
fat Penfih.U,rsobrad'oanne2grDhfl 9 "D0S : M
Lingui^as do sertaoe
queijos de qualha.
Vendem-se linguicas muito boas a 320 rs. a
bra, queijos de qualha muito frescos a 480 rs a
libra, espermaeeto boa qualidade 720 rs.. em cai-
xa se faz abatimento, gomma de araruta da me-
lhor e maisalva que ha a 160 rs. a libra, dila a
80 rs., passas muito novas a 480 a libra, em cai-
xinbas se Uz abatimenlo, e outroa maia gneros
muito bons e mais baratos do que em outra qual-
quer parte: na1 travessa do Paraizo n. 18, venda
pintada de azul.
Queijos do serto.
Na taberna grande da Soledade, vendem-se
qoeijos muito frescos e de varios tamanhos, pro-
muWu^flpeS^, 5 6 UDtanieD,e y o
Feijo macassa.
^KmS m,ca8Sa 00T0: D0S ar-
Aviso aos senhores mar-
cineiros.
dnliif IuPe"or,qHdade : na ra da Cadeia
FeLtsaacnV;."886118 D- "' de Thm"
Libras sterlinas.
Ha para vender na roa da Cadeia do Recife a
.ena casa de Bailar & Oliveira. *"
Vende-se urna casa terrea de pedra e cal na
ra do Itotoco.lomb n. 41 ; quem pretender, d"
nja-se a ra Direita dos Afogados n. 13.
Vendem-se queijos do sertao muito novos
SX'oTD0 armazem d0 caes da *2SS
4 2.500 o co\ado.
^e'cnVaVbf/nco!8 Ka'' ^^ Cr
Manteletes de fil preto enfeitados com bico a 5.
JoTo com 6 p8loos de ,argura cova
Chales de merino bordados a velludo superior
razenda a gf, r
Cortes de casemira de cor a 3*500.
^etim Maco superior a 2J500.
Casemira preta setim superior a 2t00.
Pegas de indiana finissima com 10 varas a M.
a ra do Crespo loja n. 10.
Vende-se urna casa terrea na ra do No-
gueira n. 36; para ver, na mesma casa, e para
Hortasn.2,das7s 8 horas da manha e do
meio da s 2 da tarde.
Trapiche
B4B\0 LIVRAMEMO
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender oeste novo es-
tabeleeimento o seguinte:
Cera de carnauba em porces ou a retalbo.
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 a 4 arrobas
Barricas com cebo do Rio Grande em porcoes
ou a relalho. *
Velas de camauba pura em caixinhas de 1 a
2 arrobas.
Meios de sola differentes qualidades em porcoes
ou a retalbo.
Courinhos cortidos.
Farinha Je mandioca por 1J500 a sacca.
Farello em saceos grandes por 3JJ80O a sacca.
Vende-se superiores vidros com
ac para espelhos de diferentes tama-
nhos, bem como molduras douradas, e
pretas ingindo Jacaranda' tudo de mui-
to gosto : na ra da Cadeia do Recite
n. 7 loja de miudezas, de Guedes &
Gonsalves.
Aos tabaquistas.
Lengos finos de cores escuras e fixas a imita-
cao dos de linbo a 5 a duzia ; na raa do Quei-
mado n.S2, na loja da baa f.
. Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
quer parte: na ra larga do Rosario, n. 34.
Vende-se urna escrava recolhida, de 18 an-
nos, que sabe engomroar, coser, e mais arranjos
de caaa, aem vicios nem achaques, o que sean-
anca : a tratar na ra aova dos Pires n.30.
Escrayos foftidos.
Acham-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em setembro do anno proxlm-
passado, com os signaes segnintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos prelos
annellados; e Luiz, cabra, natural do Ico, fugio
do em marco deste sano, e com os segnintes sig-
naeo : idade 30 annos, altura regular, muito pou-
ca barba, chelo de eorpo, ps grandes, com si-
gnas signaes de bexigas no rosto, e muilo re-
grista ; suppoe-se este escravo estar occnlto por
pessoa qi* o preteje, pelo que protesta-se contra
quera o tlverfeito: qualquer pessoa que os ap-
prebender ou delles der noticia a seu aenhor Jlo
Jos deCarvalho Moraes Filho, na na do Quel-
mado, loja do ferragens n. 13, ter bem recom-
pensada.
Deeappareeeo no ais 18 do correte, do si-
tio de S. los do Moagulaho, o escravo crlonlo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com os
signaes segaiRtos : cabellos broncos, alto, secco
do corpo, o oa alpargatas '. vttt escravo foi pro-
prieaadedoSr.Maaoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'ende veto para aqui fgido : roga-se
o todos as aatorldades policiaes o a quem quer
que o encontr, da o capturar e entrega-lo no
ertto aotmaettado. eu aa raa de Trapiche n. 15
a Jos Tefceire Besfo.
Pagia ao tHt SrJdojnDho prximo Ando um
escravo da nomo Hanoel, de sacio, da meia ida-
de, atiera baixa. barba serrada, elhos grandes
tea a andar corcovado e tem o ar alegre, os p
com falta to nabee da trabofaar na cal, don tes
aatarceo, ice semare embriagado : qnem o pe-
gar leve a raa da Prata B. 59, segundo sndsr.
qae ser generosamente graUoaao.


(8)
MA1IO DI F1R1AM1DCO. SEXTA FKIIU 4 DE AGOSTO DI IMl;
Litteratura.
Couferencias de Nassa Senhora de Pa-
rs, pel Kvd. padre Flix.
(Stxta conferencia.)
I
(Concluso.)
Assim, quem ser digno de exercer a funcgo
de una raae para com um 'meniuo, 86 nao lia
em seu corsgao este generoso amor e esta abne-
gacao sublime, que faz da dedicago de nossas
caes a .mais bella ea maior de todas as cousas j
da humanidade? Seohores, qualquer que seja a
mo, um facto ; o chrislianismo crea na alma
de um precepor verdadeiramente chrislo essa
dedkajao das mcs, que se sscriflcam de toda a
maneira para proteger a innocencia [Taima dos
meninos ; esta dedicado, ensopada no sangue
de Christo, e que, para azer crescer sob o orva-
radio desse sangue a flor celeste da pureza, sa-
crifican] sua commodidade, seus talentos, suas
forjas, as fadigas, os trabalhos, osoffrimento, la-
grimas, sim lagrimas, e havendo necessidade da-
riam seu proprio sangue 1
Eis o que o chrislianismo se esforca em crear
por toda a parte para conservar na educarlo esta
pureza, aem a qual, como o mostrarei, nao pode
oais haver educacao. Talvez pensis comvosco :
porm este ideal de um preceptor puro como um
aojo, vigilante como um padre, e dedicado como
urna mae, um bello sonrio, urna chimera santa
que a realidade nao permute que encontremos
em parte alguma.
Infelizmente, senhores, convenho n'isto ; nao
dado todos realissr este ideal, e quero mes-
mo confessar que, mesmo no chrislianismo, com
eleito nao o reslisam todos. Quem nao com-
prehende toda a virtude que se precisa n'esle ca-
so, toda a santidade, e herosmo algumas vezes,
para realisar em sua plenilude este lypo subli-
me ? E quanto admiravel que nossa fraqueza
nos conserve abaixo de ludo o que nos mostra ?
Porm nao obstante esia confissao que eu dero
verdado, estabelego duas a fBr mages que julgo
solidas : a primeira que o chrislianismo mos-
tra lo Jos este ideal, e obriga realisa-lo; a
segunda que, na realidade, o chrislianismo
produz homens que ellechegam com todas as
suas forjas, apesar do desfallacimento que a hu-
manidade traz comsigo por toda a paite, e reali-
sam este ideal de modo necessario para fazer em
vossos fllhos a educacao da pureza.
Felizes, pois, os paes e as mes, cuja alma son-
be adeviohar essas almas, e cujo corceo soube
coraprehender esses corages 1 Mais felices os me-
ninos que, tendo chegado ao coraeco de sua vida,
preparados pela Providencia, por preceptores
taes como os que acabo de mostrar, trabalham
com elles para conservarem sua pureza ; que
sem diCQculdade deixam-se edificar por seus
exemplos, vigiar por sua solicitude e guardar por
suas dedicacoes, e instruir por suas raaos pelo
modelo de Christo e de sua me immaculada 1
O menino, n'essa atmosphera de luz celeste e de
vida sobrenatural, guardado por seus mesires co-
mo urna flor do cu, longe das tempestades da
trra, permanece at edade de dezoilo annos
puro e sem mancha. Oh I quanto bello en-
to o menino bem educado ; elle era bello j aos
dez annos, trazendo sobre sua fronte o brilho de
urna pureza ainda ignorante de si mesma ; po-
Tm, quanto elle mais bello ainda aos dezoito
annos; quando traz ento em sua belleza j viril
o signa! glorioso do combate I Sua inlelligencia
jclara e o coraco franco s legitimas e santas
alTeices, sua alma se tem elevado pelo habito de
respeilar ; sua vontade se tem fortalecido pelo
habito de obedecer ; e hornero j por sua forga,
ainda menino por sua innocencia e por sua pu-
reza ; elle est n'essa edade encantadora, porm
solemne da vida em que a belleza do homem
tem j todo o'seu deseovolvimento. sem ter ain-
da macula alguma. K poder-se-hii dizer com
razo : meoino, vos sois bello, ioteiramente bel-
lo ; vosso pensamento, vossa imagioaco, vosso
corago, vossa alma e vosso corpo sao puros ; lu-
do em vos puro, amavel menino ; tambem sois
immaculado, porque em vos nao hs macula:
macula non est in te. E esta pureza que, re-
ilectindo de todas as profundezas de seu ser, so-
bre sua fronte j sublime e ainda candida, d
este menino o ultimo complemento da belleza
humana. Sua f, amor, respeito e obediencia,
recebem desta pureza, com o sello de sua dura-
gao, um perfume que os embalsama e urna flor
que os embellece. E quando estas bem educa-
das geraces atravessarem o mundo, trazendo
em sua fronte esta terna e brilhante aurola, o
mundo, seu pesar, exclamar, vendo-a pas-
tar : E' a gerago dos castos, formada na escola
da pureza, sob as vistas de Jess Christo e da
Virgem Inmaculada.
(Monde. Emilia Luna. ]
horas e meia datsrdee no dia'26 ainda nlo eslava
completamente -extiocto, lavrando anda entre as
ruinas que produzira.
Aleo da perda de algumas vidat, entre aa quaea
se conta a de Mr. Braidwood, inspector dos incen-
dios, os prejuizos kem faiendas sobara a una ci-
fra espantosa, e sao muos os edificios dea*
fruidos.
Calculam-se as perdas no valor de 2,5CO:000 a
3 milhes de f, isto , em 11:250 a 13:500
coritos.
Pelas fazendas que s diz estavam nos arma-
zens incendiados e dos quaes nada se podera sal-
var, se avaHar a extengo dos prejuizos. A enor-
me quanlidadede fazendas que eslava armazena-
da era a seguinte :
Assucar 878 toneladas.
Caf 420 ditas.
Arroz 4478 ditas.
Pimenla 241 ditaa.
Gengibre 757 caixas, 162 saceos e 30 barricas.
Sag 785 toneladas.
Cochonilhs 480 saceos.
Lacas 1938 volumes.
Salitre 484 toneladas.
Ctnnamo da India 1150 toneladas.
Dito do Bltico 1202 ditas.
Agodo da India 17764 saccas.
Gomma 763 volumes.
Azeite de oliveira 428 pipas.
Cebo 8800 barricas I
Alm destes gneros ardeu muito cha, seda,
couros e diversas outras mercadorias.
Quasi todos os gcoeros estavam seguros. As
compaohias seguradoras de Londres principal-
mente arreciados por este horrivel incendio sao 7,
a saber: as companhias Sun, Phoenix, RoyaJ-
exchaBge, Counly, Imperial, Alliance, e Globe,
Das companhias de fra de Londres ha tambem
duas principalmente, oode estavam seguras algu-
mas das fazendas destruidas, e ao a Norwich
Uoioo, e a Liverpool and Loodoo.
muitos restaurantes e rmateos, que lioham fe-
chado, se tornaran a abrir.
Variedades.
Acerca do incendio de Londres, encontramos o
seguinte no Commercio do Porto, que narram a
exienso do mesmo e os rucios empregados para
exlingui-lo.
A redaco.
O paquete viudo hontem de Inglaterra trouxe
noticia de um lamentoso e grande desastre, que
teve lugar em Londres nos armazens de fazendas
que ha perto da ponte de Londres.
Foi um horrivel incendio como nao ha memo-
ria desde 1666, anno em que urna parte da capital
de Inglaterra foi presa daa chammas. No grande
desastre daquella poca arderam 30,000 casas
O iocendio, de que o paquete nos traz agora no-
ticia, manifeslou-se no dis 22 de junho pelas 4
FOLHETIM
OBATEDORDE ESTRADA
roa
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA TARTE.
XXII
[Conlinuacdo.)
O Datedor de Estrada levantoa do chao a aua
carabina, pO-la as costas a liracollo, e internou-
se na malta. Depois de um quarto da hora de
urna marcha rpida, como se caminhasse n'uma
planicie, parou e poz se a escutar com alteoco.
Um doce sorriso, apenas perceptivel, deslisou-
se em seus labios.
Bravo amigo 1 murmurou. elle: eapera-me
sempre!
E modulou um assobio, cujas notas firmes e
prolongadas, se bem nao fossem muito fortes, de-
viam todava ser ouvidas a nao pequea dis-
tancia.
Quasi logo a cabeca fina a nervosa de Gabllao
appareceu, desconvida e suspeilosa, por cima de
urna moita espesas.
O animal vUla do seu senhor sollou um ria-
cho agudo, e delle se approximou pulando de
contente.
Joaquim passou-lhe a mi direita por suas di-
nas espessss, e com a esquerda poz-se a alisar-
lhe a nca.
Gabilan, posto que evidentemente lisongeado
com essas caricias, comtudo pareca inquieto :
curvado o pescoco por um movimento de cisne,
farejava com as suas ventas elsticas e movis o
hombro do seu senhor.
Passa-se em ti alguma cousa bem extraor-
dinaria, meu bom Gabilan ; tena o ar agitado, loe
disse Joaquim como se estivesae fallando a urna
pessoa. Oh 1 J adevioho 1 Ea um vilo nve-
joao 1 peosas que te dei um substituto. Eoga-
naa-te, meu Gabilan ; nao olhei mais para Tordo :
tu s fosle, e sempre sers o meu verdadeiro, o
meu nico companheiro de combates e aven-
turas.
Ao estremecimenlo nervoso que agiou os flan-
cos negros, lustrosos e polidoa como marmore do
admiravel animal, dir-se-hia que elle compre-
liendeu, e aceitou a justicacio do seu senhor.
Essa acea bisarra, que liga va par mysteriosa e
sympalhica atlnidade duas organisaces colloca-
das em grao lo difireme aa ordem da creacio
o homem e o bruto formava um pequeo
quadro de genero selvageor, bello e elegante.
Joaquim comegou por lirar a bride, que bavia
enrolado ao pescoco do seu cavallo, antes de sol-
ta-lo a pastar, am de deixar-lhe maior liberdade
de movimento, e nao expo-lo a embaragar-se nos
espinaos e sipos: depois. estendendo-lhe no
loabo urna especie da capa (mpermeavel e de cor
W Vide Diario a. 176.
Acerca deste horroroso acontecimento escrevem
da capital de Gra-Brelanha a um jornal de Paria
o seguinte :
Rebentou na noite de sabbado para domingo
(22 para 23). o mais terrivel incendio que, ha um
secuto, se tem visto em Londres. Um quarteiro
de armazens de deposito, ao longo do Tamisa,
cerca da ponte de Londres, foi presa das cham-
mas. Ainda se nao pode caleular a cifra das per-
das ; avalia-se de diversos modos de 500:000 S
a 3 milhes.
O cu eslava to brilhante, por causa do re-
verbero das chammas, que a urna distancia de 20
milbas da capital olTerecia o mesmo aspecto que
o sol no seu ocaso.
Ums to prodigiosa conflagrado causou natu-
ralmente a mais viva inquielago, e provavel-
mente mais de meio milho de pessoaa visitaran)
hontem o theatro do incendio.
Ha a deplorar urna grande desgrana. M. Brai-
dwood, capito dos bombeiros, foi morto no exer-
cicio das suas perigosis uncedes. Outras pessoaa
perderam igualmente a vida e muitos bombeiros
ilcaram gravemente feridos.
O fogo rebentou no dia 21, pelas tres horas da
tarde, na immensa massa de edificios chamados
Deposito de Algodao, pertenceute a M. Scoweell-
M. Braidwood,|vendo que a sua gente eslava to-
da molhada e prevendo que ella tinha de traba-
Ihar rudamente por multa horas, maodou bus-
car agurdenle. Depois foi elle mesmo distribu-
la aos bombeiros, que lioham necessidade de ser
confortados.
Quando eslava enchendo um copo, houveuma
exploso de salitre (julga-se que era de plvora).
A parede da fachada dos edificios desabou, e,
com grande espanto dos espectadores, Ucaram se-
pultadas debaixo das ruinas M. Braidwood e
outras pessoas.
O alarme foi grande na multido. Tentar reti-
rar das ruinas estes iofelizes era impossivel.
A rainha mn<1ou na maoha de 23 dous men-
sageiros ao theatro da terrivel cataslrophc para
saber se M. Braidwood liona fleado morto ou
nao.
O principe de Galles visitou o lugar do si-
nutro, e sir Richard Mayoe, os capitaes Hsrris e
Balmondiere com qualro inspectores, etc. etc.se
esiabeleceram nos pontos priucipaes que iam dar
aos edificios.
Desta maneira a enerme multido foi posta
salvo do perigo tambem se levautaram eulrn-
cheiramentoa de madeira atravez das diversas
ras.
O lord maira tambem estove no lugar do ai-
nistro.
A tristissima morto do estimado M. Braidwood
causou um sentimento geral.
Perto dos armazens que foram consumidos pelas
chammas. estavam ancorados alguna navios car-
regados de barricas de oleo, alcatro e sebo.
Como nao foi possiveldesamarra-los lambem Ihea
pegou o fogo, e as suas carregacoes fluctuavam
inflammadas pela superficie do rio. Viram-se
barricas de alcajro ardendo descerem a correle
na distancia de um quarto de milha. O Tamisa
pareca de fogo.
O incendio estendeu-se n'um comprimento de
um quarto de mijha. desde Saint Olaves-Church
al Mile-Lane ou Baile-Bridge-slaira e n'uma
largura de 300 jardas desde a beira do rio al To-
oley-steret-
A mullido correu de todos os pontos de Lon-
dres para assisiir a este espectculo. As carrua-
gens, os mnibus, os vehiculos de toda a especie
andavam ebeios de gente.
O Tamisa cobriu-ae em pouco lempo de innu-
meraveis embarcages.
Pelaa dez horas, quando se tornou evidente
que o incendio se prolongara por toda a noite,
vieram vendedores ambulantes de fructas, doce
e caf eslabelecer-se no meio da multido, e
escura, montou sobre esse solim improvisado, e
tornou a direcjo do rio Gila.
Dez minutos depois Gabilan, advertido por urna
presso quasi inperceptivel loa joelhos do seu
senhor, atirou-se agua denodadamente, e na-
dando com urna forga e rapidez incriveis nao
tardou a temar p na ostra margem do rio.
Eram quasi cinco horas. O dia desapparecia
com essa rapidez que na Apacheria supprime para
bem dizer a hora do crepsculo. O lugar em que
Joaquim chegou era urna planicie toda cheia de
barrancos, e semeada de montezinhos irregulares.
Grandes e numerosos pedacos de pedra de gra-
nito, de differeotes formas, estendiam-se aqu e
acola em grande distancia urna das outras. Va-
tas de longe e luz fraca do crepsculo pareciam
urna legio de monatros phantasticoa eocarrega-
dos da guarda das fronteiras indgenas.
O Baledor de Estrada fez o seu cavallo galgar
urna eminencia assaz elevada, onde parou. Ali
via elle arder a duas mtlhas de distancia, e cres-
cer pouco a pouco urna grande quantidade de fa-
gos isoladoa e vacillantes. Esses ogos aclara-
vam o acampamento da tropa do marqaez. Joa-
quim observou por muito tempo, e com todo o
cuidado a maneira porque estava disposto o cam-
po ipimigo.
Entro todos aquelles bandidos alguna exia-
tem habituados vida dos nmades, e aventuras
do deserto, murmurou elle depots do seo exame.
Esse acampamento to bem disposto nao pode ser
obra do acaso. Vejamos quantas aentinellas.
Oito : muilo bem, hei de passar. Quantaa ron-
das para sustenta-las em caso de necessidade ?
poueas: apenas una vinte homens. Isto nada
para sustentar um ataque serio I
O Bitedor de Estrada voltou de novo planicie,
e excitando brandamente o seu cavallo, que poz-
as a andar com a intelligente docilidade de um
Pelaa noticiai que nos Irona o paquete in-
glez demos conhecimento aos leitores do horro-
roso incendio que rebentou nos armazens de fa-
zendas prximos da ponte de Londres, segundo o
que se sabia at vespera da sabida do paquete.
0 incendio porm, que ce havia manifestado no
dia 22 de junho pelas 4 horas e meia da tarde
anda continuara naquella occasio, fazendo as
suas assolscoes, e promedia durar. Sobre a mar-
cha desta terrivel cataslrophe vo-nns agora tra-
zendo diariaroeote noticia os jomaos francezes,
com correspondencias e extractos dos jornaes
inglezes, que j adiantam aos do paquete.
Iremos portanto informando os leitores das oc-
correncias que forem tendo tugar.
Eis o que se l n'uma correspondencia de Lon-
dres dirigida Independencia Belga :
Quarta-feira 26 do junho. O Globe i esta
tarde os seguiotes pormenores sobre o que hoje
se passou.
Ainda que quasi impossivel dizer qual po-
dera ser a exleoso dos prejuizos, sabe-so bastan-
te para ter a certeza de que o valor das perdas
nao pode j descer de 2,500,000 libras slerlioas
(11,250 contos de ris )
< Hoje s 11 horas bouve urna nova exploso
nos armazens subterrneos do vereador Hura-
phrey.
Urna quantidade de oleo incendiou-se, e aa
chammas elevarsm-se bem cima das enormes
paredes que ainda esto de p.
A agua nao produzio effeito algum sobre as
chammas, que s poderam ser parcialmente acal-
madaa fazendo cahir sobra ellas grandes porcoes
de restos de lijlos.
ca a questo de saber, onde e quando. S urna
das bombas fluctuanles est agora funecionando.
Os bombeiros reconheceram que s podem coo-
servar-se as extremidadea das construccoes fras
deixando o fogo senhor do centro.
Quanto ao tempo durante o qual o fogo con-
tinuar a ardor, manifestam-se diversas opinies;
mas er-se geralmente que durar pelo menos 8
ou 10 das,-isto at que o oleo que se acha nos
subterrneos seja completamente incendiado. Se
este desgranado incidente se produzir, ioteira-
mente impossivel poder dizer quaes sero os re-
sultados, nem at que ponto o fogo poder eoto
desenvolver-se.
Um curioso incidente passou-se hoje no
theatro do incendio :
Os agentes das companhias de seguros tinham
feito recolher esta maoha urna certa parte do se-
bo que cobria a ra de Tooley e oulros lugares
prximos do desastre, e encarregado M. HodsVll,
director de leites, de o vendar all em hasta pu-
blica.
imposeibiltdado re praticar minas no meio do
oleo fervente, do cebo inflammado t das ruinas
incandescentes.
De ama respoita dada asta noute pelo secre-
tario do interior na cmara doscommuns, a urna
inlerpellacao do vereador Salomn, resalta que
a companhia daa aguas de Londres nao fornecea
effectivamente no principio do incendio a quan-
tidade d'agua que reclamava a immensidade do
desastre, mas que depois nenbuma falta houve a
sentir.
O acontecimento provou que nao ha edecios
que estejam realmente ao abrigo do fogo. Os
armazens destruidos lioham sido feitoscom todas
as precauedes imaginaveis para tornar nelles
qualquer incendio impossivel. As paredes ti-
nham urna espessura incrivel ; todas as portas
eram de ferro ; havia tubos d'agua em lodosos
andares. Era porm opioio de Mr. Braidwood,
o infeliz commaodaote dos bombeiros de Londres,
que nao posslvel construir armazens realmente
ioaeessiveis ao fogo.
Em grande parte nlo se tirara das minas edos
subterrneos aenio mercadorias que j nao tem
valor algum.
Neste momento organisam-se vendas publicas
no local do iocendio.
Hoje far-se-hao experiencias com o aniquila-
dor do fago da M. Phillips.
Os funeraes de M. Braidwood tiveram hoje la-
gar no meio de um immenso concurso de gente.
Os seus restos sero depositados no mesmo t-
mulo onde repousam os de M. Thomas Parker
Jackson, seu enteado, que pereceu no grande in-
cendio de Holland-street.
O corpo do ex-commandantes dos bombeiros de
Londres ia em um coche tirado por quatro ca-
vados e seguido de urna grande parte do pessoal
administrativo da capital. Mullas daa mais dis-
tinctas familias da aristocracia eram representa-
das no cortejo.
M. II od sol nao con la va obter mais pelo sebo
de 150 libras, mas teodo subido a urna tribuna
improvisada, areogou multido, e depois de ter
dito que a familia de M. Braidwood, commandan-
te dos bombeiros, havia soffrido rudos prov-
eles, e que as companhias tendo experimentado
perdas enormes, convioha que os amadores le-
vassem os seus laucos um pouco mais cima do
trisada com a palhetica recommendac.o de M.
Hodsoll, que o sebo posto em leilo foi adjudica-
do por 510 libras, jsto, perto de quatro vezes
mai a estimago do vendedor.
Quinta-feira 27 1 hora da noite. O incendio
contina as suas assolac.6es com urna persisten-
cia das mais afllictivas. Os armazens subterr-
neos collocados no centro das ruinas e que s
cootm oleo e sebo vomitam ha quatro das cham-
mas com a mesma inlensidado.
Um immenso subterrneo cheio de toucinho, e
situado na extremidade oriental dos edificios, que
se esperav seria preservado, incendiou-se hon-
tem, bem como oulro armazem aubterraneo, que
encerrara oleo de lioha^a e azeite de oliveira no
valor de 30 mil libras.
Quando ainda s se viara sahir columnas de
fumo das froitas desses armazens, quiz-se por um
instante duvidar desta nova desgrana, maa a in-
certeza nao durou muito tempo, tendo-se quasi
logo os inspectores certificado por si proprios
que um vasto fogo reinava de urna extremidade
outra destes subterrneos. Pensa-se que o extre-
mo calor do ar ter aido a causa desta nova ex-
teoso do incendio.
A multido qoe estaciona no theatro do desas-
tre coolioa a ser sempre enorme, e nota-se que,
entre os espectadores, sao as mulheres as que
mostram mais temendade. Tem-se visto multa*
arriscarem-se a chegar at s ruinas e at junto
das paredes todas tendidas, que de um momento
para oulro se espera ver desabarem.
Todos esto convencidos de que o incendio
ainda durar uns poucos de das.
Continuaremos a dar os pormenores do terri-
vel incendio nos armazens prximos da ponte de
Londres, segundo as noticias que nos vio ira*
zendo os jornaes estrangeiros.
Eis o que dizem as correspondencias da In-
dependencia belga b de 29 e 30 de junho :
Londres 27 de junho as 4 horas da tarde, r-
No houve hoje nenhuma outra exploso. Tado
o que poda arder cima do aolo foi consumido ;
os estragos lem agora lugar nos subterrneos on-
de as chammaa conlinuam a sua obra de destru-
cao como o fogo oceulto no coragao dos volces.
E' para estes subterrneos que agora dirigida
toda a aclividade das aguas. Os bombeiros con-
tinuara a trabalhar com um zelo sem egual, ao
meio das paredes tendidas e que fiearam em p,
que os cerca m de todos os lados. Houve o pro-
jecto de minar as paredes psra as facer saltar pe-
la accao da plvora, mas este prejecto teve de
ser momentneamente abandonado por cjusa da
Hontem tirou-se debaixo de urna parle das rui-
nas arrefseidas, ums grande quantidade de pelles
que o fago havia poupado, mas o calor tinha-as,
por assim dizer, assado e tornado improprias pa-
ra qualquer uso.
A princeza real da Prussla visitou hoje o thea-
tro do^ desastre e maoifestou o seu sentimento
pela to desgranada morle de Mr. Braidwood,
que se mostrara to dedicado a seus deveres e
familia real por occasio do iocendio do palacio
de Windsor.
O Lloyd mandou cincoenta guineos aos bom-
beiros como homeoagem prestada conducta ver-
daderamente heroica de que constantemente
tem dado exemplo desde o dia 22.
Sexta-feira 28 as 2 horas da manh. O as-
pecto geral do incendio mudou pouco desde hon-
tem. Os subterrneos exteriores, os nicos a
que at aqu se tem podido aproximar os bom-
beiros, esto agora em grande parte cheios de
agua, mss os do centro conlinuam a laucar cham-
mas com tanta intensidade como nunca.
A polica julgou hontem prudente tomar me-
didas rigorosas para conservar a multido affas-
lada do theatro do iocendio e para a proteger a
seu pezar contra os perigos ella teimava em af-
frontar, sem outro fim que nao fosse salisfazer a
sua vida curiosidade.
Alguos trabalbos de alvensria esto-se, fazen-
do n este momento nos subterrneos que foram
respeitados pelo iocendio, nos quaes se pode pe-
netrar para os proteger contra os effeitos possi-
veis do calor.
Todas as bombas que tem funecionado des Je o
principio do incendio conlinuam a lancar agua em
todos os sentidos. As chammas e a fu maga con-
linuam a ser consideraveis.
Sexta-feira 28 1 hora da tarde. Quando
que acabar este immeoso iocendio ? ' o que
perguotam os milhares de pessoas que nao ces-
sam de visitar a scena de devastado que apr-
senla Tooley-Street. Esta noute maoifestou-se
o fago em um novo subterrneo, situado no cen-
tro das ruinas e contendo muitos milhares de
queijos e toneis de cerveja. Dir-se-hia que era
um novo incendio.
O calor que espalham as chammas tal, que
a distancia de trinta jardas, os bombeiros nao o
podem supportar. Para que se julgue da sua
intensidade basta dizer que um negociante de
queijos que mora na outra extremidade da rus
de Tooley foi obrigado a tirar para fra de casa
todos seus queijos porque se derretan). Um fa-
bricante de pannos alcatroados que mora a urna
grande distancia do desastre teve todas as suas
mercadorias destraidas.
Hoje pelas 6 horas da manh, as chammas que
seescapavam do ultimo subterrneo,onde se ma-
nlfestou o fago, chegavam a urna eleraco im-
mensa. O vento que soprava a esta hora, le-
vando urna chuva de fago sobre urna parte da
cidade, commuoicava ao incendio um aspecto to
terrivel como no primeiro dia. Depeis, o vento
aealmou um pouco.
Acabam de fazer sahir das ruinas toda a gen-
te,com o receio de que assalvas de artilneria que
vo ser dadas na Torre de Londres, por occasio
do anniversario da coroago da rainha, prodazam
desabameotos das paredes.
Sabbado 29 1 hora da noute. O incendio
com mego u a diminuir no "dia de hontem. As
chammas tem consideravelmente perdido a sua
altura e por intervallos nao se v mais do que
massss de fumo negro. O cheiro desagradavel
que espalharam o oleo e as gorduras que ardem
nos subterrneos tambem menos forte, e hon-
tem de tarde emprehendeu-se o levantsmento de
alguns andaimes de madeira para facilitar a de-
raolicao das paredes que ameagam desmoro-
narse.
O governo publicou um aviso annunciando que
M. Braidwood ser hoje sepultado com aa hon-
ras devidas a um cidado que morreu no cora-
josa) cum primelo de perigosos deveres.
As noticias de hoje do j limitado a um s pon-
to o grande incendio de Toley-street de que to
tristes recordaces ho de flcar pelas enormes
perdas producidas, que logo nos dous primeiros
das de cataslrophe foram aproxidamente calcu-
ladas de 11 a 13 mil contos de ris. Eis o que diz
i correspondencia da Independencia Belga hoje
rece bida :
Londres 1 de julho.Agora apeoas lavra ain-
da o fago em um dos armazens subterrneos de
Tooley-slreet, mas um armazem que tem urna
superficie de urna geira ingleza e que s cootm
oleo e sebo. O bombeiros nao julgam que o in-
cendio se extinga antes de alguns das, e esta
noite ainda as chammas que langava se elevavam
cima dos tediados das casas circumvisinhas. As
bombas dirigen] para este nico ponto dezeseis
mil litros d'agua por minuto, e esta enorme quan-
tidade d'agua nao parece ainla ter aeco alguma
sobre o fogo. Ha a conviego de que o incendio
nao se extinguir completamente neste subterr-
neo aeno por falla de alimeoto.
A correspondencia de Londres da Independen-
cia Belga, continuando a noticiar a marcha que
vai seguindo o incendio as margens de Tooley-
Street, diz o seguinte :
Sabbado 29. s 5 horas da tarde.Um novo in-
cendio., qoe durou pouco tempo, rebentou esta
maoha na parte extrema do noroeste dos arma-
zens. Eram algumas asjercadorias de urna nalure-
za mai inflammavel que nao tinham podido re-
sistir ao grande calor.
Afora este iocendio relativamente pouco im-
portante, o fogo vai seguindo o seu periodo de
declinagao.
Desde esta manba o vento sopra do aul e fa-
cilita assim o levantsmento dos andaimes e a ex -
plojago dos pontos do theatro do iocendio, queja
esto bastante fros para que delles se possam ti-
rar as mercadorias, que o fago respeitou.
Os pormenores que nos trazem os jornaes de
hoje sao os seguinles :
Londres Io de julho.Como j annuuciamos,
fizeram-ae experiencias com o aooiquilador do
fogo de Phillips. Dos resultados ebjectos pdde-se
concluir que este apparelho poderia, em incen-
dios ordinarios, prestar provavelmeote grandes
servigos, mas que em calastrophes to conside-
raveis como a de Tooley-street, to inefficaz
como as bombas de que all se tem feito uso ha
oito dias.
Hoje mandaram retirar toda a gente para gran-
des distancias, porque os engenheiros tinham
manifestado o receio de que as aguas amontoan-
do-se no fundo do grande subterrneo que est
ardeodo, expeltissem por fim o liquido incandes-
cente e que este se derramasse, sob a forma de
um regato de oleo inflammado, pelas ras adya-
centes.
Neste caso, haveria ainda grandes desgrasas a
temer.
Tentou-se extinguir o incendio do subterrneo
tapando as aberturas por meio de grandes massas
d'argila ; mas lal a torga do vapor desenvolvi-
do no subterrneo em fago que toda a argila era
laogada aos ares antes de ter tido tempo de ad-
quirir solidez e segurar-se.
[Commercio do Porto.)
Os tres Santos de Junho.
. Pars, 30 de junho de 1861.
Sinto no mez de junho mais saudades de Por-
tuga^do que em qualquer dos outros mezes do
anno. Nao me consolara as grandezas desta
magnifica cidade ; nao me divertem as testas in-
cessantes e variadas em que folgam diariamente
os parisienses; nao me distrahem os passeios
elegantes a primorosamente dispostos a que elles
concorrem no fim da tarde, oem os esenptos de
tantos hbmen intelligentes e de tantas senhoras
espirituosas, nem a benevolente convivencia em
que as margens do Sena se passam dias, sema-
nas e mezes sem dizer mal de pessoa alguma, e
sem leimar em que a nossa gallinha mais gorda
que a do visioho.
Tudo isto excedente, mas a trezena de San-
to Antonio, e a testa do Santo, e o meu S. Joo
com as suas competentes fogueiras. e o Senhor
S. Pedro, qhw em honra sua se v accender de
novo, por mais que os busque em Pars, oode
tudo se encontra, nao me possivel dar com
elles.
O que o bergo d a cova o tira, diz o pro-
verbio. Eu sou lilho de Antonio. Meu av,
meu bis-av e meu terceiro av pelo lado pater-
no juntaram ao norae de baptismo o aobre-nome
de Antonio. Os dias 12 e 13 de junho foram
sempre r>e grande galla domestica na casa muilo
portugueza do meu pae. E. demais, crearam-
me ahi por perto da S do Porto, em morada
nao mui distante da capellinha de Santo Antonio
do Penedo, onde nunca faltei trezena nos meus
primeiros annos, alm de assistir que a fami-
lia resava ajoelhada no oratorio que por bulla
pontificia tinhamoa em casa.
No dia do Santo todos nos, que nao eramos
poucos e de que s resto eu espera da hora em
queirei reunir-me com elles, levavamos a meu
pae algum presente e voltavamos do seu quarto
com os que elle nos preparara e que sempre eram
de maior valor do que os nossos. A medida que
o da se ia adiantando, chegavam os prenles e
os amigos e al os caseiros vioham da aldeia
com o celebre pao de l mioholo, de que Pars
ainda nao conseguiu fazer-me esqaecer.
Havia jantar lauto. O perum, bem farto de
nozes e de agurdente, suecumbia na vespera
noite s mos cruentas da cosioheira, emquanto
as senhoras dirigiam e viga va m a fabricaco va-
riada e multplice dos doces que no dia seguinte
deviam enriquecer a mesa de postres delicados e
mimosos.
cao de caca, tornou a direceo do acampa-
mento.
Depois de ter percorrido a distancia de mais de
urna milha, parou novamente : achava-se ento
no centro de um coilossal monto de rochas.
tspera-me aqu sem mover-te, Gabilan,
disse elle em voz bsixa.
O cavallo, ouviodo a voz do seu senhor, sus-
pendeu as orelbaa e alongou o pescoco, como se
receiasie perder urna s palavra do que elle Ihe
dizia.
Joaquim Dick reconcentrou-se um pouco em si
mesmo, e levando, fortemente as naos ao cora-
to, como para comprimir-lhe as palpitagea des-
ordenadas, exclamou:
o' meu Deas 1 compadecei-vos de mita,
que ha quinte dias soffro como ningaem tem
soffrido I Permitti que ainda urna vez eu torne a
ver a mi ha querida filha I
XIII
Se o conde d'Ambroo soubesse que nsquelle
mesmo dia tinha lugar no campo dos aveotwrei-
ros orna entrevista entre o marqaez d'Halley e
Antonia, certameote nao deixsria Joaquim Dick
partir sozinho: per bem eu por mal te-lo-hia
acompanhado na aua diffic e perigosa excarso.
Porm antea de chegarmos scena que se pat-}
sou entre o carrasco e a victima, iodspensavel
que fagamos urna pequens discripgo.
A marcha de urna tropa de aventureiros por
entre as solidos dos indgenas aprsenla um dos
espectculos mais pittorescos e interessantes que
possivel imaginar-se.
O carcter independente e caprichoso desees
atrevidos nmades, que observara a disciplina s
quando a considerarlo indispensavel seguraega
commum, a exlguidade dos meios materiaes de
que dispem, os sustos continuos e rebatea que
vinte vezes por dia fazem palpitar todos os cora-
ces, eajrmar todas as carabinas, finalmente as
diffkuldaies quasi Invenciveis que offerecea os
camiohos, e que promptamente desipparecem
como por encanto ante os esforcos obstinados de
urna brutal energa, tado fornece a cada momen-
to episodios imprevistos e animados, que nao po-
de a penna reproduzir,. e quo sao dignos do pin-
cel de Decampa, ou do esbogo to poticamente
realista de Bida.
A expedigo preparada em S. Francisco pelo
msrquez d'Hallay era aem a menor duvtda a mais
seria, e a mais importante que havia premedita-
do e levado a effeito l nesses paizes da Apa-
cheria.
Vinte muas de carga para transportar aa mu-
niges de guerra e bagagens, dez carretea enor-
mes, semelhantes a fortalezas ambulantes, e cada
urna puxada por muitos bois, davam um aspecto
desusado longa columna de aventureiros que
oceupava urna exteogo de quasi urna milha. To-
dava bastava um simples eram* para conhecer-
se que entre todas essas torgas reinava ama sa-
bia organisago, e com quanto parecessem dis-
siminados, bastara um stgnal partido do centro
para reuni-las em poucos minutos.
Nesse dia, e mesma hora em que' Joaquim
Dick se mostrara junto ao dolo estoque, e im-
pedir o conde d'Ambroo de affastar-ae 86, mar-
quez d'Hallay mandara.a aua tropa facer alto.
Para os aventureiros que percorrem os disertos
americanos ou mexicanes o momento dte fazer
alto o maia animado e interessante de todo o
dia. Cada um concorre para a obra feral do
acampamento que deve servir de seguranga
expedigo durante a noite e at a hora da parti-
da no dia seguinte : cada um preencaw a misso
pessoal que lhe destinada.
Uns derribara aa arvores, e rena a herva
secca para alimentar os fagos nocturnos do acam-
pamento; outros matam a caga qne deve ser-
vir para a refeiglo ; estes descarreganj os ani-
maes ; aquelles collecam as carretas de maneira
que resguardem o campo de qualquer eerpreza,
trabalho que sempre incumbido aos mais ve-
lhos e experimentados.
As carretas dispostas em forma de enu de San-
to A odre, e reunidas entre si por cadete, per-
mitiera repellir fcilmente toda a aggresao ou
ataque que for tentado da parle exterior. Essas
especies de fartifleaces movis e improvisadas
apreeeotariam om serio obstculo do impeto das
melhorea tropas europeas, para os pelles verme
lhas perm sao inexpugoaveis.
Depois de ter passado urna rpida iaapecgo,
A tantos annos de distancia d'aquelles boas
lempos, anda me parece que observo essa labu-
tsgo geral e o afn da familia inteiraaoa fasta do
milagroso santo I Ainda cuido que assisto com
curosidade infantil a esses trabalhos, vestido com
a roupa nova que aempre me davam nesse dia e
tendo as mos todos os presentes receidos, do
que nem ao deitar-me quera que me aeparas-
sem 1 Ainda se me figura ouvir a voz de minhas
lias radiando com o menino que punha a mo
nos doces e as criadas a adverlirem-me de que
iriam dizer a meu pai que eu andava na cozlnha
bulir as aves moras I
E eu fugia quando me ralhavam, mas voltava
logo at porta, e datti. pouco a pouco, ia ga-
nhando o terreno perdido at ser pilhado outra
vez em flagrante delicto de glodice ou de trans-
torno dos prodigios da copa ou da cozlnha ? No-
va repreheoso, nova corrida I Mas Qcava nisto o
mal. O poder milagroso do santo era visivel
naquelle dis. Por grandes que fossem as diabru-
ras do menino, nunca chegavam as queixas ao
tribunal paterno, peraote o quaV-rordade, ver-
dadeeu trema cerno varas verdes.
A testa de S. Joo nao se celebrara em ca3a,
mas a cilade e o reioo ardiam naquella noite
prodigiosa em multiplicadas fogueiras, e defron-
le da nossa porta havia sempre urna cujo com-
bustivel nos forneciamos com tanta generosidado
como na vespera de Santo Antonio.
Quem se nao records do S. Joo do Bom-Fira,
que era realista, do S. Joo de Cedofeita, que
era constitucional, e do *S. Joo da Lapa, que
mais prudente ou menos dado a locubrages po-
lticas, ia viven lo com todos como um bom
santo f
T os moiros na Moirania*
Festejara a S. Joio
Lembrou urna vez o oosso Garrett aos seus
leitores portuguezes. Que dira o mimoso poeta,
se ainda fosse vivo e viesse dar am passeio at
osla cspital do muodo civilisado ? 0 S. Joo aca-
bou I Fut Ilium. Nao o queimaram os Gregos
Menrlau e Helena, Achules e Ulysses esto inno-
centes. O Santo Aotooio, o S. Joo e o S. Pedro
morreram s mos dos tres por cento. Matou-os
a Bolsa !
as provincias ainda se encontram vestigios
da antga derogo a esses tres santos, e o mais
que as tradir.goes portuguezes do trevo de cinco
fainas, do ovo laucado no copo e posto ao sere-
no na noite de S. Joo, das tres favas mais ou
menos descascadas, da chave, do rosari j e da
cinza encontram-se em Franja e Allemanha to
vivas e acreditadas como em Braga ou em Tran-
coso, mas Pars, desde que deu em philosopho
e desde que se vio to ti dalgo e senhor como a
sua rival de Inglaterra, j desdenha de tudo e de
todos e s admira e festeja a propria gloria.
D'antes os fidalgos c deste valle de lagrimas
nao se despresa vara de celebrar os collegas da
corte celestial. No pago francez festejava-seS.
Luiz rei de Pranga. e nao s na capella real, mas
at no proprio jardim das Tuilherias, onde os
msicos da Opera e muitos outros se reunirana
na vespera e tocavam at nao poderam mais. As-
sim o conta o nosso viajante Pedro Norberto da
Arcourl e Padilha as suas Memorias Histricas,
e neste ponto nao mente, como fez em muitos
outros.
A nobreza honrava os seus santos. Cada fa-
milia venerava o que escolhera para sou protec-
tor especial. Nesta era S. Reoato, naquella San-
to Amedeu, em outra era S. Pedro, em esl'outra
S. Bernardo. S. Luiz esse era o patrono da fa-
milia de Bourboo. AQnal, cahiu em desuzo este
preito e homeoagem. A Qdalguia disse tcomsi-
goj O Senhor Sanio Antonio, o Senhor S.
Joo e o Senhor S. Pedro e todos os oulros da
corte celestial sao de boa gerfgo, mas nos nao
somos menos c na trra. Pois ento sejamos
primos, mas nada de festa. Entro prenles nao
se faz ceremonia. < E acabou, mts, palavra 1 que
acabou mal.
O peiot que os Antonios,os Jodes e os Pedros
esquegeram-se dos Santos, mas nao se esquece-
ram de si. No altar faltam as flores, nao se v
toatha lavada, nao se accendem as velas, nao so
poern sanefas na corngera enas frestasda capel-
la, nao ha missa cantada nem sermo, mas rece-
bom-se visitas de todos oscoehecidos e notam-se
osqaefaltaramparaselhes pedir comas em lempo
competente. Nao se venera o saulo. Cada qual
venera-se a si, e j nao pouco neste tempo em
que a gente se v obrgada a nao venerar a maior
parle das pessoaa I
Na casa em que me criei tambem se recobiam
visitas e dava-se testa do santo toda a latituda
profana que ella poda admittr, maa o respeito a
veoerago dsvida ao nclito Thaumaturgo era o
primeiro e principal cuidado da minha boa gente,
O Santo Antonio descit no 1* de jaoho do seu
nicho, qoe era esquerda do oratorio, e tomava.
o lugar distioclo do centro da banqueta. Vinha
o armador preparar a sala, as flores acudiam de
todos 03 jardios da cidade, as velas acendiam-se
todas e a toalha do altar, bordada a retalho, era
urna verdadeira maravilha da industria ba-
bianna.
A alegra e brodio profanos vioham depois, e
dizia meu pae que tudo se devia so santo e nao
ao oosso raerecimento e importancia. Iioje creio
que j nao raciocina assim seno algum jarreta
de provincia ou algum homem do povo.
O povo fiel a todas as tradieges. Nao phi-
losopho, oem banqueiro, nem fidalgo, nem agio-
ta 1 O povo er e ama. Vejara l com quem de-
fendeu em 1385 o mestre de Aviz a independen-
cia do reino. Nolem quem desejou resistir em
1580 a que se veodesse Portugal a Felippe II de
Castalia. Recordem-se de quem em 1640 se pre-
parou para pelejar contra oscaslelhaoos. Sempre
o poro. O poro acreditara as tradiges portu-
guezas e amava a patria. Os outros nao.
e de ae ter por si mesma assegurado deque tudo
se achava na devida ordem, o marquez d'Hallay
desceu do cavallo diante de urna tend de bella
apparencia, que fara para elle preparada : mas
em vez de entrar seguiupara diante e dirigio-se
ao lugar em que se achavam as carretas. o pon-
to ceolral ao redor desses pesados vehiculos se ti-
nha disposto um espago de uos trinta ps de
comprimento e quioze de largura; e bem no
meio desse espago armaram urna pequea tonda :
foi ahi que o marquez parou.
Por alguns minutus pareceu hesitar; mas to-
mando logo nova reaolugo, por um gesto arre-
batado que bem mostrava o receio que tinha de
rollar outra vez s suas primeiras indecises, e
o desejo de imitar a Fernando Cortez que quei-
mou os seus navios para privar-ae dos meios de
voliar atraz, arredou a cortina que oceultava a
entrada, e transpoz o limiar da tenda.
A mobilia daquelle frgil abrigo era destituida
de todo o luxo : compunha-se de urna mesa pe-
quena de acaj, sem ser polida, duas cadeiras de
encost arredondado, e urna esminha de ferro.
Antonia se achava sentada em urna das cadei-
ras, como cotovello direito apoiadosobre a me-
sa, e a cabega repousando na palma de sua linda
mo. A joven estava immovel como urna esta-
tua : a chegada do marquez nem lhe fez levantar
a cabega.
Quanto aoSr. d'Hallay, a pallidez cadavrica
das suas faces, o brilho de seu odiar, a mobililida-
irregular da sua fronte, e alem de tudo certoa
eatremecimentos sofreados e nervosos que fa-
ziam-lhe arfar o largo peito, davam am rrecu-
savel desmentido ao ar livre e dlsfargadoqne af-
fectara ao apresentar-se diaote da aua victima.
Antonia, disse elle depois de alguns mo-
mentos de silencio e com urna dogura estudada,
semelhante calma que precede s tempestades,
Antonia, ouve-me: nao vos obstinis a guardar
esse silencio desdenhoso I A cnosciencia da mi-
nha torga me torna clemente para o odio, porm
sou desapiadado para o despreso. Gre-me, en-
cantadora menina, empenhae-vos n'um jogo pe-
rigoso I
O marquez esperou urna resposta ; mas espe-
rou em vo. A moca oem se moveu.
Antonia I Antonia I exclamou elle com ama
violencia surda e conlid, preates j a rebentar.
em nome da vossa felicidade, e da minha futura
tranquiltidade salvae-me da minha propria cole-
ra I... A exploso ser fatal e irremediavel
para nos ambos I... Oh I n&o pensis que eu vos
quero assustar...no ao ameagas que vos dirijo,
sao supplicas... Pego-vos que tenhaes piedade
de vs da raim I Continuaos ainda calada I....
Oh I comprehendo : em urna deesas erisea ner-
vosas e commuos ii mulhetes, crise que pro-
vea ds aua fraqueza. e que ellas aceitara como
a revelago de um forga e de ama energa, que
nao possuem, fizestes o sacrificio de vossa vida.
Pouco a pouco esse pensamento de morte foi
exaltando o roseo orgulho at o delirio I Agora
s buscaes um pretexto para po-lo em execugo.
Mea Deus I Antonia, sabis que a voasa morte
Do desanimara a minha viDganga: em vez de
A queda do vos-
peito do conde
ex p ra a-la, ella a concentrara,
so corpo descubrir- me- ni a o
d'Ambroo.
E' impossivel descrever o effeito produzido por
estas patarras na infeliz joven. Faltam expres-
ses para pintar o sobresalto que fez erguer-se
o seu lindo corpo, o grito que parti do seu co-
raco, e a alegra que allumiou-lhe o adoravel
semblante.
O marquez ficou deslumhrado.
O' meu Deus 1 obrgada murmurou ella
elevando para o cu as mosinhascom um fervor
apaixonado, e seus lindos olhos humedecidos de
doces lagrimas. Obrgada, meu Deus!.. Luiz
nao morreu I Os meus presentimentos nao me ha--j dor'de^Vsrada """a
(Confinaar-se-Aa. J
Devo dizer-vos antes de tudo que se nao
pude resistir tentago de guardar-vos junto a
mim, quando um acaso inesperado vos trouxe
para o meu poder, pelo menos sou completa-
mente estrauho ao pensamento e execugo do
vosso rapto. O simples bom senso bastar para
mostrar-vos esta verdade. Se eu tivease forma-
do a inteogo de arrancar-roa a rossa montona
e inspida existencia da Ventana, nao teria recor-
rido astucia : e pois que dispunba de forga nao
me custsra fazer a cousas abertamente. Essas
medidas oceultas e hypocrilas sao antipalhicas ao
meu carcter. De veis somonte attribmr a vossa
presengaaqui paixo que inspirastea ao Bate-
viara engaado ; continuo ainda a ser a filha da
Virgem, 1
Havia na manifestago dessa alegra sem limi-
tes alguma cousa de to ideial, de to celeste,
que o marquez d'Hallay ficou a sea pezar como
que commovido : essa alegra imprima ao sem-
blante de Antonia a irradiaco de sublime bel-
leza
A voz do marquez fez a moga voltar a si de seu
exlase.
Agora, Antoois, que parecis mais tranquil-
la, ao menos por emquanto, dignar-vos-heis coa-
ceder-me alguna momentos de attenjao?
A condessa chamada por essa voz do sentimen-
to da realidade, deixou cahlr sobre o seu terrivel
interlocutor um olhar que exprima mais pasmo
do que indignago ,
Ah I sois vos, senhor ? O que queris de
mim '! Fallae----
Sbito, porm mudando de tora, accreseentou
com anciosa vivaeldade:
Nao me eoganastes ? E' verdade que o coa*
de, meu esposo, se resiabeleceu de suas feridas ?
Ohlsim.... sim.... c verdade!.. bem o vejo,
porque essa feliz noticia vos al desfavoravel I
Ainda ha pouco que eu vos encarara como a um
assassloo impune, causaveis-me horror: agora
que sei que ainda vive o conde d'Ambroo, me
inspiraes somenle piedade! Eu pedirei a Luiz que
perdoe o vosso crime___
Os olhos do marques injeclaram-ae de sangue:
dous pontos rubros appareceram superficie das
suas faces: porm domioando logo a sua raiva, e
moderando a forga a sua roz, disse framente:
Antooia, consentistes que eu fallasse, e pois
promeltesles ourir-me: prestae-me por tanto lo*
da a rossa attengo I.. Esta conferencia que nao
ase possivel renovar sem despertar suspeitas da
parte da minha gente, e sem comprometler a mi-
nha veracidade, e a minha sutoridade por conse-
guate, deve decidir dos nossos destinos. Ainda
ama vez, Antonia, pego-ros que me atin-
daos.
A moga nao respondeu, e o marquez tere de
renovar o seu pedido. *..
Pois bem ; fallae que eu vos sculo, respon-
deu ella com ama iadifferenga que provava nao
ligar importancia ao que lhe dzia o seu interlo-
cutor.
O marqaez penseu um pouco, e replicn, de-
pois :
nica censura que tendea a
dingir-me de vos ter arrancado do poder desse
m y sien oso vagabundo. Agora que vos esclarec
o passado, vamos ao presente.... Eslaes me es-
cutando, Antooia?
Sim, senhor : continuae.
A ardente paixo, que agitava o seu corajao
obrigou o marquez a fazer urna pequea pausa :
para nao espantar a sua victima elle tinha preci-
so de coordenar a sua violencia por assim
dizer.
Antonia, o que teoho pass dizer-vos levar
a luz ao vosso espirito, e grande dr ao vosso co-
rago. A minha misso junto a vos assamelha-
se do cirurgio que tortura o enfermo para sal-
var-lhe a vida. A dr que voa vou causar, por
mais pungente que possa agora ser, ha de ser-
ros depois salutar. Reresti-ros de todas as voa-
sas forgaa e soragem.
Se esse prembulo ameagador nao assustoa a
Antonia, todava a sua pBieo oo deixava de ser
terrivel: e pois conseguiu elle arranca-la aos seus
mais caros peosamentos. Certa de que viva ain-
da o coode d'Ambroo, cessou de reconcentrar
nelle somenle todas as suas ideas, afim de prepa-
rar-se para repellir o ataque, que lhe annuacia-
vam as preparages oratoriaa do marquez.
A minha conQanga em Deus illimitsda, se
me faitease essa confianga, teria ainda eu a forga
que se encootra o'um glorioso martyrio. Soffrer
pelo mea amor, ser quasi feliz I Nao procuris
combar da minha credulidade, nao o conseguiris.
Passa-se actualmente em mim um phenomeno
aingolar, que ao poseo explica'r-vos I Quando
me fallaes parece-me ouvir duas vozes distinetas
e differentes, qoe pronunciara ao mesmo lempo
duas phrases oppostas. Ums deseas vozes rere
os meus ouvidos, a outra toca no mea corago I..
A que se dirige ao meu ouvido suave e meli-
flua a que surprehende o meo eoragio en-
venenada I.. Mas vos nao comprehendeis estas
cousas : parego-vos inaenaata I.. Qual essa no-
va desgreca que rindes annuneiar-me f.. Fallae.
senhor, fallae.
(Coafinaar-ss-Aa.
PE*.- TTP. DI M. P. DI FA.UA.-186U