Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09351


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Full Text
lili XIITJI IDIUO 174
Ptp tres nezes adianlados 5|oO
Por tres mezes vencidos 6$000
W**
WfWOJSiK
ODARTA FElRi 31 IB JLBO
PraBiaadiaBUd#19$000
Parle fraiea aara a sabseriatar.
'
HCABREGADOS DA BBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr Antonio Alexandrino de Lima;
Matal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
*7, o Sr. A, de Lentos Braga; Cearl o Sr. J. Jos
de Olireira; Maraoho, o Sr. Manoel Jos
lins Ribeiro Guimaries; Para, o Sr. Justino
PARTIDAS UO WJUK_J.U_.
Olinda todos os das as 9 1/4 horas do dia.
Iguarass, Goianna Parahiba as segundas
seitas-feiras.
S. Anto, Bezerroe, Bonito, Caraar, Altinho 15 Ousrto crescente sos 28 minutos da manhV
21 La eheia as 9 horas
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarath, '
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
MarJSae!ra' In*a"'". Flores, Villa-Bella,Boa-Vista,
.. T jOuncury e Fxnas quartaaeiras.
no j.i Cabo^SerlnhSem, Rio Formoso, Una, Barreiros
RPHEMERIDES DO MIZ DB JDLHO.
r "'i107* H.Bort 56 minitos da taroV
~1 niatos da manhSa'
e 46 minutos da tarde'
- ------------- -.._- ~ uiiuania ua taran
Limoeiro, Breio, Pes- *a Quo miognante as 5 horas e 32 minutos da
tarde.
PREAMAB DE BOJE.
) ------........-,...,,,, uu, oarreiros,
tI! A'.Plmente,.rM Natal quintasfeiras. Primeiro as 11 horas 45 minatosdamanha
ifTodoa os crrelos partem as 10 horas da manha)ISegando as 12 horas e 6 minutos da tarde.
DAS DA 8EMAMA.
29 Segunde. S. Martha ?. m. ; S. Olavo re.
30 Terca. S. Rufino ; Sa. Abdon e Seen mm.
31 Qaarta. S. Ignacio de Lovolla fundador.
1 Quinta. Ascadeiras de S. Pedro apostlo.
2 Sexta. Nossa Senhora dos Aojos ; S. Estevo,
3 Sabbsdo. Iaveagio do.corpo de S. Estesio.
4 Domingo. S. Bomiojog de Gustlo fundador.
PARTE OFFICm.
(AUDIENCIAS DOS >TRl 'IdIaIUL J&A CAPITAL.
Trtbsinal do ommereo ; se, 'ndass quintas.
Relagor tercas, quistas t sacados as 10 horas;
Fazenda: tergas qointase jabbados as 10horas.
Jazo do commerci: qaartas ao mel o*:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira-aradoaiTol: tercas sextas-o meio
ata.
Segunda Tmdsdril:
hora da tarda:
ENCARBEGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SUL-
Alagoaa. o Sr. tlaadino Falsas Das; Baha
: Jota M.-H-. _,_____ ^... "' -P*~B
o da Janeiro. ir
/ ERRATA.
Na observacio que se l na tabella, inserts no
Dtario de ante-hootem, regulando a alimentario
nos collegios dos orphos e das orphas em vez
deseja cosida em lugas.de assadaleia-seseja
cosida em separado.
GOlliJDO DAS ARMAS.
Quartel do ominando das armas
de Pernarabuco, na cidade do
Becife, em Z1 de julho de 1861
ORDEM DO DIA N. 123.
O coronel commandanle das armas publica
para scieocia da guarotcao, que approvou o en-
gsjameoto que em data de 26 contrabio o ca-
bo de escuadra do 10 baulho de infamara Clau-
dino de Souza, para servir msis seis annos. na
conforn,idade do decreto eregulamento do Io de
maio de 1858.
Assignado. Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme.Antonio Eneas Guitavo Galvo,
do com-
GOVERNO DA PROVINCIA,
expediente do da *> le julho.
Officio ao Exra. bispo diocesano.Passo s mos
e V. Exo. para seu couhecimento e direccao, co-
pia da le provincial n. 502 de 29 da maio ulti-
mo que desmembra a povoago de Panellas da
ireguezia do Altinho e transiere a sede da fregue-
zia de Quipap para Panellas.
Aproveito esta occasiao para renovar V. Exc.
os meus protestos de estima e considerado.
Dito ao coronel commandante das armas.
A vista do que informou o inspector da thesou-
raria de fazenda no fficio por copia incluso, com
referencia ao que devolvo firmado pelo director
o hospital militar, convm que V. S. lbe signi-
fique que s depois de satisfeito o que exige
aquella repartido acerca do saldo das quantias
que se adiantarem para as despezas do mesmo
hospital no exercicio de 1861 a 1862, se po ier alfares ajudaote *de ordena interino
aonar a somata pedida para as despezas da se- i mando.
guada quinzena do presente mez, como j orde-
nei em officio de 24 do correte.
Dito ao chefe de polica. Remello V. S. o
requerimento documentado, coberto com a infor-
macao em origioal do capitio do porto, do re- I
ss ^w^Ksarir:! JSiSbSssaraerj: tss-
S=r* fsnrrss dSs^-"K
os termos do seu regulamento, a compra de duas >trlf 6 de iuho
boi.s que aeguudo declara o capitao do porto f Sanhor
Jft7SS3as^=S'lWiS7Rs!Bi
o flm da preaenca das
EXTERIOR.
ae Mello, aum de examinar as coritas da pratica-
gem. visto que, segundo a aua informacao datada
de 19 do correte, nao ha duvida em ser o mes-
mo escrpturario incumbido desse servico.Com-
municou-se so capito do porto.
Dito ao mesmo.Restituo V. S. os documen-
tos relativos ao pagamento quo pede a companhia
de illumioasao a gaz na importancia de 191j>160
em que importa o gaz consumido nos .mezes de js lamentou
maio e junho deste anno com a illumtaac,ao do
palacio da presidencia, aflm de que mande pagar
por coala dessa quaotia somente 1890714 para
que ha crdito, segundo cdnsta da iuIorma;ao da
contadoria dessa thesouraria a que se refere a de
V. S. datada de bontem, e sob n. 647, ficando o
mais para ser satisfeito quando bouverquota.
Dito ao mesmo.Iateirado do contedo de sua
informadlo de hontem, sob n. 645, recommendo
a V. S. que mande pagar sob minha rosponsabi-
lidade nos termos do decreto de 7 de maio de
1842 o que se esliver a dever ao alferes Joaquina
Jos Luiz de Souza proveniente de seus venci-
mentos a contar de 28 de maio at o ultimo de
Junho prximos fiados, visto nao haver crdito
para essa despeza, segundo consta da citada in-
ormaco.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Respondendo o officio de hontem, sob a. 351, em
que V. S. me participou haverem sido arrema-
tadas por Joo Ferreira de Souza, Manoel Fran-
cisco dos Reis, Joao Gomes de Oliveira, Joaquim
da Costa Vieira, Prudencio Vital Ribeiro, Luiza
Maria da Conceicao e Agostinho Fernandos Go-
mes osalugueres das casas n. 27 da ra do Vi-
gario, e ns. 98, 103,100, 93, 101, 105, 82,102 e
104, todas pertencentes ao patrimonio dos or-
phos, tenho a dizerqoe approvo essas arrema-
taces pelos precoi constontea do mesmo officio.
Dito ao mesmo. Recommendo V. S. que,
atientas as razes expend Jas em sua informago
de 25 do correnle, sob n.348. mande entregar ao
thesoareiro da reparlico da polica, conforme re-
quisita o respectivo chefe em officio de 11 deste
mez n. 652, e aflm de que lenha o conveniente
destino a quanlia de 910188, que, segando os do-
cumentos que devolvo, foi dispendida com o cu-
rativo no hospital da santa casa da misericordia
da Parabiba do soldado do corpo de polica desti
provincia, Papiro Alfonso Vianna ; devendo V.S.
mandar receber do commandante do mesmo cor-
po a importancia que tem de descontar no sold
do referido soldado, como indica no final da cita-
da informaco.
Dito aojuiz municipal supplente de Tacaral.
Devolvo Vmc. a relaco nominal dos presos
existentes na prisao desse termo, que acompa-
nhou o seu officio de 2 do correte para que
declare o estado dos seus processos, como se
recommendou pela circular de 4 de maio ul-
timo.
Dito ao gerente da companhia pernambucana.
Mande V. S. dar passagem para a provincia da
Parahiba, no vapor Jaguaribe, a duas pragas do
corpo de polica daquella provincia, que vieram
a esta escoltando um preso e um escravo.
Portara.. O presidente da provincia, atten-
dendo ao que requereu Thomaz Rodrigues Pereira
a in"moa respectivo juiz municipal em data
de 20 do corrente, resolve, de conformidade com
o disposto no art. Io da lei provincial n. 504 de
29 de maio deste anno, e nos termos do art. 6 da
arta de lei de 3 de outubro de 18*4, explicado
por aviso do ministerio di Justina de 14 de maio
de 1860, nomear o referido Thomaz Rodrigues
Pereira para exercer provisoriamente os odiaos de
partidor e distribuidor do termo da Escada, em-
quanto nao forem definitivamente prvidos pela
forma determinada no decreto n. 817 de 30 de
agosto de 1851.
Pela sua parte o Sr. embaixador.... fallou-
me de urna maoeira tendente ao mesmo fim. O
roeu primeiro dever.era levar a presenca de S. H
estas importantes reclamacoes, e acho-me boje
habilitado a responder a ellas.
Os senlimentos inspirados ao governo de___
pela posi(ao do santo padre, sao inteiramente
conformes com os que professa o imperador. Nao
mas ceosurou a aggressao feita con-
Despaehos do dia S? de julho.
Reguerimtntos.
Antonio Domingos Pinto. Informe o Sr. Dr.
chefe de polic^
Delflno da 9jjTa Tarares. Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
Lpiphanio Borges de Menezes Doria.Informe
o Sr. Dr. juiz municipal do termo do Rio For-
moso.
Francisco Xavier de Couio.J estao prvidos
os lugares.
Joaquim Jos Luiz de Souza.Dirija-se the-
souraria de fazenda.
Joo Nepomuceoo Peixinbo. Informe o Sr.
inspector da thesouraila de fazenda.
Jos Joaquim Xavier Sobreira.J esto pr-
vidos os lugares.
Sociedade Unio Beneficente dos Artistas Sel-
leiros em Pernambuco. Satisfacam primera-
mente os supplicactes o disposto no art. 29 e nos
mais o que este se refere, do decreto n. 2,711 de
19 de dezembro de 1860. ~
Sociedade das Artes Mecnicas e Llberaes de
Pernambuco. Satisface primeramente o aup-
plicante o disposto no capitulo 7 ou 8 do decreto
n. 2,711 de 19 de dezembro de 1860, segundo o
fim a que se propem, e que nao se achada defe-
rido em face do art. 2 e 31 do srl. 12 dos seus
estatutos.
Sociedade Unio Beneficente Martima.Cum-
pre que o supplicante satisfaga primeiramente
disposto no art. 29 e nos mais a que este se
de 1860 d de"el 3'711 d<> 19 de dezembro
____________T
tra oa estados pontificios, e se"graves considera-
coes polticas a que a Austria e a Hespanha at-
tenderam igualmente naquella poca, lhe nao
permitliram reagir maia contra os acontecimentos
consummados, nada desprezava para limitar as
suas consequencias O corpo de oceupagao aug- '
meotava sem demora, e o papa, podendo perma-
necer com seguranca na sua capital, no meio da
tormenta que agitava a Italia, deveu presenta
das tropas francezas conservar urna parte do seu
territorio. i
.O governo do imperador por meio de actos,
aos quaes, declaro com salisfacco, o governo de
.... nao hesitou a prestar homenagem, teatemu- i
nhou assim, e testemunhar sempre as profundas
e invariaveissympanhiasque o anmam a respei-
to do chefe da igreja. A siluaco precaria em
que as circunstancias tem collocado o poder tem- ,
poral da Santa S nao excitam menos penosas'
preoecupacoes entre as nacOes catholicas, e como '
importa a paz das coosciencias que to serias
questes nao fiquem por touito tempo suspensas,'
certamente de dever dos gorernos ligar os
seus esforcos para simplificar e facilitar urna so- i
Iucao.
a Nojulgaria porm til, senhor.... discutir
aqu com o necessario desenvolvimento, o syste-
ma segundo o qual os estados do papa ei cidade '
de Roma constituirn! por assim dizer urna pro- I
priedade de mao morta, affecta ao catholicsmo '
inteiro, e collocado em virtude de um direilo que {
nao est escripto em parte alguma, superior s ;
leis que regem a sorte dos outros soberanos. Li-
mito-me pois a recordar que as tradic;des hiato-
ricas mais antigs, assim como as mais recentes,
nao parecem sanecionar esta doutrina, e que a
Inglaterra, Prussia, Russia e Suecia, potencias
separadas da igreja, assigoaram em Vienna, com
os mesmos ttulos que a Franca, Austria, Hespa-
nha e Portugal, os tratados que restituiam ao pa-
pa as possesses que tinham perdido.
Appresso-me a proclamar, que as mais ele-
vadas conveniencias, comblnam com os maiores
interesses sociaes para exigir que o chefe da igre-
ja,possa sustentarse no throoo oceupado pelos seus
predecessores ba tantos seculos ; a opioio do go-
verno do imperador a este respeito muito fir-
me ; masjulga tambem que o sabio exercicio da
autoridade suprema, e o cootentamento dos povos
sao nos estados romanos, assim como em toda a
parte, as primeiras condicoes da solidez do po-
der. Os perigos mais graves que hoje ameacam
a soberana temporal da Santa S, proveem, ver-
dade, do exterior, o se a oceupaco de Roma,
prov s necessidades do presente o futuro conti-
nua exposto aos acasos que sinceramente quera-
mos combater.
A Austria e a Hespanha, senhor.... concor-
dam nesta tarefa, mas nao indicam quaes os
meios que se devem empregar para a levar a ef-
feito, e todava algumas explicacoea da sua parte
seriam tanto mais necessarias quanto, debaixo de
um certo aspecto difiere da da Franga a sua po-
sigo para com a Italia. Temos visto com senti-
mento que as estipulacdes de Yilla-frauca e de
Zurich nao hajam recebido a sua completa exe-
cucao, e teriamoa deaejado que a monarchia das
Duas-Sicilias.no fosse derrubada; comtudo a
marcha dos acontecimentos, contrariando os seus
desejos, nao afiectou o governo do imperador de
urna maoeira to directa como escories de Vien-
na e de Madrid. Sem conceder a nossa approva-
qhi do que se passou, sem querer cobrir com a
nossa garanta a existencia do novo estado de cou-
sas, nenhum interesse dinstico nos impede de
ligar relages normaes com o reino da Italia, e o
obstculo ao seu reconhecimento nao assenta,
quinto a nos, seno as difficuldades inherentes
aos negocios de Roma.
c Ser-nos-ha permittido esperar que a Ausia
e a Hespanha, estejam desde j dispostas a col-
locar-se debaixo deste ponto de vista, e que a sua
sollicitude pela Santa S, aflasta qualquer outra
consideraco particular?
Eis urna perguota que z a mm mesmo pri-
meiro que a dirigase a V. Exc.; mas a mesma
duvida que ella suscita e as consequencias que
derivara, nao me permitiera apreciar com tanta
exactidao quanto seria necessaria, a naturezada
aecocommum proposta pelo governo de....
Nao dissimularei, senhor.... que o principio
da nao inlervenco, que aalvoo a paz da Europa,
excluiudo hoje, como ha um anuo, o use da forca
existe, na nossa opinio,uma intima connexo en-
tre a regularisaco dos fados que tao considera-
velmente modificara a siluaco da Pennsula, e
a soluco que deve dar-se a quasto romana. O
governo do imperador seria pois muito feliz de
saber que a Austria e a Hespanha julgassem pos-
sivel entrar tambem ao unioo campo, que lhe pa-
rece dever conduzir, sem novos conflictos, a um
resultado pratico, mas, nao hesita, qualquer que
seja a hypothese, em dar a seguranca de que pala
sua parte nao adherir a combinaco alguma in-
compatvel com o respeito que professa pela in-
dependencia e digaidade da Santa S, e que eiti-
vesse em desacord com
suas tropas em Roma.
< Acceitae, etc.
c (Aasigoado) Thouvenel. o
OmerPaefa dirigi aos insurgentes a seguate
proclamado aua chegada Herzegovina :
S. M. I. uosso augusto sulto, digoou-se
collocar-me freole do seu bravo exercito da Ro-
raelia com a honrosa misso de presidir com-
missao ad-hoc, que foi mandada aqu para tomar
coohecimeato das vossas oecessidades e dar ra-
zo s queixas legitimas que podesseis apresentar.
Veoho pois para o meio d_ vos com ordens pre-
cisas de nosso augusto e magnnimo soberano
para ver tratar a indulgencia e genarosidade que
nos caracleriaam.
Tendes estado induzidos em erro, e por is-
so que tendes sido obrigados ha quatro annos, a
passar por grandes soffrimentos. A conducta a
que vos teem excitado pessoas que teem interes-
se em perturbar a vosss tranquillidade, teria at-
trahido sobre vos incaleulaveis calamidades, urna
vez que S. M. I. nao tivesse de vos piedade. Per-
tence-ros portento provar ao nosso soberano que
sois subditos fiis, e dignos ds sua bondade pa-
ternal. Dirigi-vos a mim com confianza. Tra-
go da parte de S. M. 1., e proclamo em seu no-
me augusto, um perdo completo e geral, com
esquecimento do passsdo.
< Prometi tambem :
4o Confirmara eleico que cada villa est au-
torisada a azer de um ou dous tnouchtars ou
maires segundo a importancia da localidade ;
2 Nomear dous korschabachis para cada
nahia, que sero escolhidos entre as pessoas do
palz, e que gozem da conflanca dos seus conci-
dados;
_ 3 Aliberdade de soaseiencia sem res trie-
cao, com aa(orisa;o para edificar, assim como
todos os outros subditos christos de S. M. I.,
egrejas e fazer uso dos sinos.
4* Nao permittir mais que os zspls habi-
tem as vossas casas, sero mudados para os pon-
tos destinados em cada villa para os receber :
5o Por immediatamente em execuco com todo
o rigor, as medidas que regulam as relagoes entre
os prdprietarios e os rendeiros, medidas que fo-
rana annulladas de accordo com a depulaco dos
proprietarios e rendeiros bosnios, chamada a Cons-
tanlinopla.
6 Permittir-Tos que a parte do imposto bo-
gada a cada casa saja avallada e notificada auto-
ridade pelos mouchtars e Korschabachis;
7 Recommendar ao patriarcha que para o
futuro vos mande bisposda vossa naco que co-
nhecam e fallera a vossa lingua.
8o Facilitar-vos a acquisicao da propriedade
moral.
Vedes, pois, que o oosso augusto soberano
vos offerece generosamente, nao s esquecero
passido, mas tudo de que carecis para assagurar
a vossa fortuna e a vossa prosperidade.
Apressae-vos, portanto a ouvir os conselhos
benvolos que aioda urna vez vos dirijo. Apro-
veilae-os e deixae de permanecer n'uma sita-
gao, que oo pode deixar de redundar oa voasa
perda.
'< Poupae ao governo imperial a coosideravel
pena e a triste necessidade de vos tratar como
rebeldes. Poupae a vos mesmo as desgragas con-
sideraveis desse tratamento.
Com a epigraphe de tmporane lft-se na Cor-
respondencia de Hespanha :
Terminou como devia esperar-se, a campa-
nha democrtica de Loja. Os insurgentes fugiram
da cidade, dissolvendo-ae em pequeos partidos,
primeiro que as tropas, que apenas chegariam ao
numero de 2,000 homens, podessem oceupar to-
dos os pootos necessarios para lhes cortar a re-
tirada. Nem mesmo esperaram para experimen-
tar as suas torgas com columnas de soldados, que
lhes aejam multo inferiores em numero, procu-
raran! a sua salvagoioternando-se na serra, e a
estas horas sao perseguidos pelos leaes servido-
res da rainha.
Os seus intrincheiramentos, as suas barrica-
das, os seus terriveis preparativos de defezs, oe
deram outro resultado mais do que o de remover
o empedrado das ras o a trra dos campos. As
proclamages e os falsos despachos dos seus che-
fes s poderam engaar por um ou dous das os
crdulos instrumentos de urna causa impossivel.
Umsalve-se quem poderfoi o ultimo gri-
to dos partidarios da democracia e do protestan-
limo. > '
Estamos autorsados, escreveu ha pooco o Jor-
nal de S. Peterburgo, a publicar o seguiote des-
pacho circular, dirigido por S. Exc. o ministro
dos negocios estrangeiros s legagdes imperiaes
da Russia no estrangelro :
S. Petersburgo, 20 de margo (1 de abril.)
O rescripto dirigido por S. M. o imperador ao
seu lugar-tenente no reino da Polonia, fez-vos
conhecer o juizo formado pelo nosso augusto
amo a respeito dos ltimos acontecimentos de
Varsovia.
c Na consciencia da sua forga, e nos seus sen-
timeutos de affeigo peloi seus subditos, S. M. I.,
em preseoga das desordeos da ra, oo quiz ver
mais do que um arrebatamento, que teria mere-
cid-urna apreciago mais severa.
Urna grande parte desse arrebatamento, at-
tribue-se s medidas de represso que a autori-
dade tinha o poder e o direito de exercer, para
deixar agitago o tempo de se tranquillisar.
MasS. M. o imperador nao quiz restringir a
sua indulgencia a esses ltimos limites.
a O acto solemne da emancipado, inaugurado
pelo manifest de 19 de fevereiro, atiesta a pro-
funda sollicitude que o nosso augusto amo pro-
fessa pelo bem estar dos povos, que a Providencia
lhe conflou. A Russia e a Europa viram a prova
de que, longe de affaslar e addiar as reformas
reclamadas pelo progresso das ideas, e pelo dos
interesses, S. M. o imperador tomou deltas a
iniciativa e prosegue com perseveranga.
O nosso augusto amo estende a mesma sollici-
tude aos seus subditos do reino da Polonia, e nao
quiz que urna impresso penosa suspendesse a
corrente das suas intengoes benvolas.
a O ukase de qae recebis um exemplardeve
pr-vos as circunstancias de conhecer o alcan-
ce das iostituiges que a vonlade do imperador
acaba de introduzir na Polonia.
A primeira a de um conselho de estado, que
o elemento Indgena largamente admiltido pe-
la jungo das notabilidades que esto mesmo fra
da hyerarchia offlcial ou revestidas daa funeges
electivas. D ao paiz os meios de concorrer na
administrego dos negocios proporgo dos seus
interesses.
o A creago de conselhos de governo e de con-
selhos municipaes, baaeada no principio electi-
vo, assegura aos interesses a faculdade de se ad-
ministraren) a si proprios.
Finalmente, os negocios ecclesiasticos e a
iastrucgo publica sao confiadas a urna commia-
so administrativa especial, de futuro separada
da commisso para os negocios internos. Ter
pois os meios de submetter ao governo, as medi-
das necessarias ao desenvolvimento da educaco
publica.
c Por estas differentes instituigdes, recebem os
interesses moraese materiaea do paiz novas ga-
rantas, urna expressio legal, e oceorrem ellas
aos seus desejos e s suas necessidades ; final-
aalmenla fica margem para os melhorameotos
que a experieada ha de auggerir ; e para os quaes
se obtero sempre inormagee deotro do limite
do possivel e do judo.
O resultado pratico esta medida, depende
da maneira por que subditos do imperador, no
reino da Polonia, poderam justificar a conflanca
de que S. M. lhes dea urna prova.
O imperador quer que o que ella concede
seja ma verdade. S. M. julga ter cumprido um
dever de conscienciosa sollicitude, sbriodo ao
reino da Polonia um caminho de progresso regu
lar. O seu msis vivo desejo ver se elle allis -
mantm e prospera. Elle tem a firme con-
fianga em que este resultado sa ha de alcangar,
se as suas intengoes forem apreciadas e secunda-
das pela sabedoria do paiz.
*Gortechakolf.
defeza de
Sr. Jos Martins Aives ;
ioio Pereira Martina.
* M PENAMBCO.
10 proprieUrio do nuaio Manoel Fgiairoa cl
Faria,na sis li-rarla praea da Independensia B.
6 t 8.
_...... <
_ iotererses to aros, e a unir as soasan,.___.
bano-eiras para v.rem em auxi o do Pap'Ydl _?. 06ca>*o>*l "
seus-dueao. Mas en em^eneia de cons?!i?.D.,_0?. *cu!08-. Entregamos
m-Te* m,.1.,t,rM' Jula- mais eonvaoipote
chnstaodade, e all maativeise s a ordera
Quaodo o corpo expedicionario francez eslava
para partir da Syria, o general de Beaufort, de
Hautpoul, commandante em chefe, dlrigio-lhea
seguinte ordem do dia :
a Soldados I
f Mandaadff-vos para a Syria, o imperador
mostrou, qual era o fim, primeiro que tudo des-
nteressado, da vossa misso. Nao dependa de
vos que se alcangasse prompta e completamente, e
cha mados Franga,podis partir para all de cabe-
ga altiva, e com a consciencia do dever lealmenie
cumprido.
toda de humanidade se toroou urna Iota pura-
mente poltica.
o No meio de urna situago difficil, nao ten-
des, pelo menos, cousa alguma a ceosurar-vos.
A vossa disciplina foi sempre perfeita. Mal ac-
commodados, sem distracgdes durante um rude
invern, depois de calores excepcionaes, no meio
da inaego quo pesara sobre vos, tendes sabido
comprehender que o vosso dever se limitava a
esperar cheios de coufiaoga, e a estar sempre
promptos para obedecer. Tendes tambem pro-
jado que possuis o sedimento do dever, da de-
dicarlo e da abnegago, qualidadea mais raras e
nao menos preciosas do que a brilhante coragem
que vos distingue, e que faz de vos soldados in-
comparaveis.
_ Pela carta de qae vosdei couhecimento, j o
imperador vos deu un testemunho da sua alta
aatisfago. Tende a certeza de que elle nunca
deixou de estar contente de vos.
t As populagoes do Lbano aprenderam a esti-
mar-vos. Tendes-lhes dado uleis exemplos ; a
vossa passagem deixar eolre ellas tragos pro-
fundos, e tarde ou cedo, se Dos fr servido, es-
tes paizes gozaro de melhorea futuros.
_ Nao carago dizer-vos at que ponto sioto
nao ter occorrida a feliz eventualidade de vos
conduzir ao combate ; sei que poda esperar tu-
do de vos. Possan>os nos encontrarmo-nos den-
tro em pouco n'um melhor campo, n'um campo
militar, onde se nao opponham embaragos nos-
sa livre accao.
Nao sem amargara que vos digo adeos :
Conserva urna recordacao vantajosa do vosso
general, quesera sempre orgulhoso de vos haver
commandado.
--; t. ---- ou a ordem pu-
blica e os direitos do Papa, misso qae a Franca
em desempenhado desde aquelle tempo eo&
tana gloria. r ^^
Se o governo do imperador, na sua cons-
tante sollicitude pelos interesses catholicos, acha
que chegou o momento de reunir os esforcos
das potencias catholicas a favor da soberana
pontificia, a Austria e a Hespanha esto promp-
M para contribuir com todas as suas forcas
aflm de assegurar a satvago de urna instituido
que recebeu a consagrage dos seculos. A ca-
pital do mundo catholico nao perleoce seno s
nagoes catholicas. a residencia do soberano
pontfice, contando os estabelecimentos e os ar-
chivos da chnstandsde, ninguem tem direito de
a espoliar, e as potencias catholicas teem o de-
ver de a manter.
Segurameote o governo do imperador dos
hrancezes. cujos esforgos perseverantes tem si-
do dirigidos para o mesmo fim, nao consentir
ae maneira alguma na realisago das ideas ma-
nifestadas por Mr. de Cavour.
O abaixo assigoado tem, pois, a firme espe-
ranga de que o imperador se dignar provocar.se
como elle o |ulgar necessario, um accordo entre
as tres potencias, afim de adoptar medidas ca-
pazos de previnir os perigos cada vez mais gra-
ves de que esto amelgados o Santo Padre, e o
exercicio de saa autoridade suprema, com gran-
de prejuizo de todos os catholicos do mundo
que teriam de soffrer as consequencias de urna
tao grande perturbsgo, e de urna deposico to
iojusla. r v-
(Assigoado)Principe Mettemich.
Nota dirigida ao principe de Metteroick, em-
baixador de Austria junto do gabinete dasTulhe-
nas, na qual o ministro dos negocios estrangei-
ros austraco responde circular de Mr. de Thou-
venel, e aos despachos trocados entre a Franga
e a Sardenha, acerca do reconhecimento do rei-
no da Italia.
Vienna 16 de junho de 1861.
Recebi com o vosso despacho de 8 deste
mez, numero 39, a nota que Mr. de Thouvenel
vos dirigi em 6 de junho, em resposla que
haveie passado em 28 de maio.
Antes de tudo apressamo-nos a manifestar a
a V. Exc. satisfago com que tomamos nota da
seguranga dada por Mr. Thouvenel, de que o go-
verno do imperador dos fraucezes oo adherir
pela sua partea combinaco alguma iocompali-
vel com o respeito que professa a favor da inde-
pendencia e digoidade da Santa S, e que esti-
vesse em desaccordo com o objecto da presenca
das tropas fracezas em Roma.
Esta seguranga unida de que os sentimen-
tos ospirados ao governo de S. M. austraca
pela posigo do Santo Padre sao inteiramente
conformes com os que experimenta o mesmo go-
verno francez, e por si sufflcieote para calmar as
Anrahanaoa ran_nia> ____ ___-_._. _,____ a
predecessores ha
com conflanca 4
fSf*-? c,uldad le 'er respeitar a sua opi-
d s es no_,?Sfnd,,p08lOS ""---I- Com to-
qas es uoaaas forgas para assegurar tfiumoh
,,oC1h9t',VHe, .de um PnciPio que raputio
como base de toda a orden aocial. i"""0*
Recebei, etc.
r V Rechberg
[Jornal do Commercio de Lisboa.)
PERNIMBUCO
o quartel general em Beyrouth 1 de junho aPrehenses recentes e to vivas, como a ilti
de 1861. "es manifestagdes do parlamento de Turin ti-
O sonara) i>,\~im.n<4._t.. a ..___._...- aham feto nasenr no ssin da Inrtn. ---- ..
O geoeral commandante do corpo expedicio-
nario.
^Beaufort.
Nota do principe de Metteroich, embaixador
d'Autria em Paria, dirigida a Mr. Thouvenel, a
favor do poder temporal do Papa.
c Pars 28 de naio de 1861.
o Senhor ministro.Em presenga dos aconte-
cimentos que se operam na Italia, ha dous an-
nos, debaixo da inspirago de um partido sub-
versivo de toda a ordem social e religiosa, sob a
pressao de um governo esquecedor dos mais sa-
grados direitos adquiridos, a Austria, protestando
enrgicamente a cada nova violagao doa tratados,
julgou derer fazer paz europea o sacrificio de
se abster de urna latervengo activa nos negocios
da peninaula.
c Foi desta maoeira que se poderam effectuar
as annexages que eslavam em oppoaigo direc-
ta com um tratado ha pouco assigoado, e que le-
savam os interesses e os direitos de soberanos
amigos e alliados.
Quaodo porm o Piemoote, proseguiado oa
sua obra de expoliago, depois de ter em vo
provocado levantamentos as Marcas e na Hom-
bra, nao exilou invadir com mo armada os es-
tados do Soberano Pontfice sem declarago de
guerra, e usando de pretextos, aos quaes fez
{etica a indignago da maior parle da Europa,
a Austria commoveu-ae pelos perigos que corra
ao chefe da igreja e os grandes ioteresses catho-
licos, que sao inseparaveis da conservarlo da
independencia do papado, independencia basca-
da no poder temporal.
o De accordo com a Hespanha, tem procurado
os meios de suspender as invasdes sacrilegas do
Piemoote, e de vir em auxilio do chefe da
igreja, que sustentara e lutava com heroica per-
severaoga.
Os dous governos dirigirm-se para esse
fim, no outono passado, ao governo do impera-
dor dos Franoflzea. Aioda que reprovando al-
tamente o procedimeoto do Piemonte, e teste-
munhando-lhe isto mesmo com a retirada do
seu representante de Turim, o governo das Tu-
Iherias julgou comtudo que era melhor o desen-
volvimento dos outros acontecimentos polticos
que occorressem na pennsula italiaca, para de-
pois com mais facilidade chegar a regular, de
commum accordo, as difficuldades que esses
acontecimentos tem suscitado nos estados da
santa s.
Desde ento a situago oo fez seno aggra-
var-se. Palavras pronunciadas do alto de urna
tribuna por um ministro ptemonlez, nao deixam
a menor duvida a respeito dos projectos ae nu-
tre o governo sardo, o abaixo assigoado est
mais do que nunca convencido dda urgente ne-
cessidade qae ha de fazer face aos perigos que
ameacam de novo a santa s.
A cidade de Roma, capital do mundo ca-
tholico, deve ser declarada capital de um novo
reino de Italia, e tornar-se a resideocia do go-
verno do rei de Piemoote. Pela execugo deste
projecto insensato, nlo s o Papa seria despoja-
do da sua independencia e da sus soberana,
mas o mundo catholico ver-se-hia igualmente
despojado da cidade que, desde os lempos mais
remotos, a sede do chefe supremo da sua
igreja;
E' verdade que emqaanlo o exercito frao-
cez cobrir com a saa protecgo o soberaoo poo-
tifice, nao poder coosumar-se urna aemelhante
iniquidade, a taes designios cahiro por trra
diante da opposigao enrgica da Franga, cuja
honra se acha comprometida, da qual todo o
passado e tradieges s* garantas de que ella
oio ceder o lugar a outra potencia, cuja assis-
tencia nao teria sido reclamada nem aceita pela
santa s.
Mas ser justo qae o governo do impera-
dor sopporte s os embaragos e riscos desta
protecgo, que interesse igualmente a todo
o catholicsmo, disposto a riviadicar a sua
parte?
J em 1848, quando acontecimentos sema-
thantes tinham parecido por em perigo a vida e
os direitos do soberano Pontfice, a Austria, a
Hespanha e a Franga pressaran-ie a tomar a
oham feito uascer no seio de lodos os paizes ca-
tholicos. A Auatria e a Hespanha tinham-se tor-
nado orgos dessas aprehensoes. Cheios de con-
flanga as intengoes da Fraoga teriamos desejado,
comtudo, firmar-nos oa conviego de que o Pa-
dre Santo nao ver de modo algum converter-se
a sua triste situago em outra por ventura mais
penosa, e que o Soberano pontfice nao ficar re-
duzido cruel alteroativa, ou de ter que aban-
donar a sua capital, ou de ter que partir os seus
domioios com as seus proprios espoliadores.
Queramos finalmente fazer constar urna vez
mais que estavamos dispostos a prestar Frao-
ga, emquauto o desejar, o oosso prorapto recur-
so para por a salvo a independencia do chefe da
igreja.
Foi este o objecto da nossa nota.e agora jul-
gamos poder felicitar-nos de haver dado seme-
I han te passo.
Efectivamente em quanto o Padre Santo poder,
como agora, contar com seguranga com a protec-
go da Fringa, os adversarios da Santa S ealo
condemnados impotencia e o soberano pontfi-
ce pode, assim como lodos os fiis, esperar com
tranquillidade e confianga n'ella, o momento da
sulugo definitiva de urna das mais gravea ques-
tes que at agora podiam agitar o mundo.
Esta solugo definitiva (carece repeti-lo an-
da) nao pode consentir, na oossi opioio, seno
oa maoutengio integral da soberana temporal
do papa. Os numerosos despachos que por este
motivo temos dirigido, senhor principe oo po-
de deixar-vos duvida alguma acerca dos nossos
seotimeotos, e sera snperfluo entrar aqu em no-
va discusso a este respeito.
c Mr. Thouvenel declara que no seu entender
existe ama estreita connexo entre a seguranga
dos fados que to consideravelmente modifica-
ran! a situago da pennsula, e a solugo que ha
a dar queslo romana. Nao sei se a palavra
regularisago pode inlerpretar-se no umeo sen-
tido que poderiamos consentir em conceder-lhe,
isto o sentido de rollar as bases do tratado de
Zunch. nico ponto de partida legal, na nossa
opioio, para regularisar a situago da penn-
sula.
< Sob esta reserva reconhecemos voluntaria-
mente a connexo de que falla Mr. Thonvenel,
e estaremos aempre dispostos a considerar a
questo na instancia debaixo desse duplo aspec-
to. Se a Fraoga tambem nao admitte na actua-
lidade, como nao fez ha um anoo, a possilibi-
dade de urna intervengo armada, e se por con-
seguate, a nica solugo quo na nossa opinio
deve e pode ser definitiva, deve anda demorar-
se, consentimos em esperar um momento mais
opportuno, lamentando no entretanto as desgra-
gas que arresta a prolongago do presente esta-
do de cousas ; mas as nossas vistas e os-nossos
principios nao se modificara por isso.
Seja-nos permittido acrescentar aqu, j que
acaba de mencionar o tratado de -urich, que
o artigo 19 do dito tratado nos parece bastante
explcito para que es difficuldades inherentes aos
assumptos de Roma deixem de formar o mesmo
obstculo ao reconhecimento, por parte da Fran-
ca; do novo reino da Italia.
Nao quero, alm disso, senhor principe, dei-
xar-me levar al urna discusso mais profunda
da nota de Mr. Thouvenel.
a Gomo tos dizia no principio deste despacho,
experimentamos urna sincera satisfago pelaa se-
gurangas tranquilisadoras que nos d o Sr. mi-
nistro dos negocios estrageiros de Fraoga. Com-
penetrados deste sentimento, nao queremos es-
quadrinhar o valor de cada expresso Bem re-
contemos por outro lado quo grande a parle
que hoje se deve deixar Imprevista no que res-
paila Italia, e que influencia podem exercer os
acontecimentos medida que se vo desenvol-
vendo.
Isto assentado, seria difficil para a Austria,
assim como para a Franga, querer precisar com
exsctido escrupulosa a marcha e atlitude que
ha de observar vala de urna situago que pode
por si mesma modificar-se de um iostante par,a
o outro.
Basta-nos pois, por agora, proclamar com Mr.
Thouvenel -que as altas conveniencias esto de
accordo com os maiores interesses sociaes para
eligir que o chefe/ da igreja possa msutec-ja ao
REVISTA DIARIA.
Em sessao da cmara municipal da cidade de)
Olinda de 27 deste mez, foi marcado o prazo da
sessenta das improrogaveis, para dentro della
pagarem os foros vencidos os foreiros da terrenos
pertencentes ao patrimonio da mesma municioa-
lldade.
Deixnu hontem de funecionar o conselho
municipal de recurso, como achava-se marcado.
por incompatibilidade argida ao De. juiz muni-
cipal supplente.
Antes de hontem o Sr. Dr. chefe de polica
procedeu a urna vestoria em todos os depsitos e>
casas de vender polvors sitas na estrada do Ca-
xang. para o fim de verificar se erara guardada
as disposiges dos seguiotes do art. Io das pos-
turas municipaes de 12 de agosto de 1859.
1. As casas de vender plvora, ficaro-
distantes emeoenta ragas de qualquer edifica-
gao ou construego, seja ella de que natureza fr_
e nao podero guardar mais do que eem libras da
polvera, nao sendo ninguem permittido con-
aervar-se deolro deltas depois do sol posto.
2." As casas de fabricar fogos, distarlo 2f>
bragas de qualquer edifleago ou construego : e>
as 6 horas da tarde estaro fechadaj, sem nin-
guem deotro.
3.' As casas de que tratam os paragrapho
supra, seraoda mais simples coostruego, e sua
coberta nao passar de urna ligeira armagao da
raadeira, tendo esteodida por cima urna especia
de encerado, que poder ser feita de estoupa ota
lona com pez e areia estendidos em carnada
pouco deosas.
As casas examinadas foram as seguiotes :
A de D. Joaqaina Marques da Cuoha, sita as
barreiras do Caxing, encontrando-se expostas
venda na casa da sua moradia, em um quarto pa-
rede-meia de urna taberna, doze libras de plvora,
e grande porgo de chumbo declarando a dita se-
nhora que de ha muitos aooos veode plvora
n aqu-elia casa, situada ent-e muitas outras.
Pela cmara municipal foi concedida licenga
referida senhora para ter um deposito, e effoctl-
vamentoT tem, guardada a distancia marcada
mas construido de pedra a cal, coberto de telhas.
A casa de Joo Francisco da Silveira, sita na
estrada Nova, e onde tem deposito o negociante
de plvora Antonio Cesario Moreira Dias. Essa
casa, situada a beira da estrada, tendo aos lados
ranchos para matutos e por visinhos outras ha-
bilacoes, habitada por urna familia, e nella ex-
clusivamente se vende plvora, sem que mesmo
na maneira de a expor a venda haja a menor cau-
tella.
Nos fundos dessa casa na distancia marcada
pela postura municipal, est collocado o deposito
de plvora para aonaumo do mencionado nego-
ciante Dias, construido de grossa alvenaria, con
telhado encalligado, e porta chapeada de folha
de ferro. Nesse deposito forsm apprehendidoa
pelo delegado, em dias do corrente mez, 42
barns.
A casa da viuva D. Claudina Gandida da Re-
zende, sita no principio da estrada Nova, a beira
da mesma, na vainhanga de,muitas outras casas
das quaes nao dista mais de 20 bragas, habitada
por urna familia, e nella foram encontradas ex-
postas a venda sobre um balco, 20 libras de pl-
vora depositadas em um velfao caixo.
A mencionada viuva declarou negociar exclu-
sivameote n'ajuelle genero, tendo sempre en
casa um barril aberto, guardando no deposito os
que excediam a esse numero.
O deposito, para o qual tem ella licenga da
cmara, nao tem a distancia marcada oas postu-
ras ; est collocado no meio de muitas edifki-
goes. sendo alera disso construido de pedra e cal,
e coberto de telhas.
No oitao da casa cima descripta existe um pe-
queo telheiro, communcando com a salla, a
onde se costuma vender a plvora : e nesse te-
lheiro se fabrieam algumas vezes fogos de arii-
flcios.
O brigue hambarguez Germaine, vindo d
Londres, trouxe o seguinte passageiro :Gustavo
Helmold.
Matadouro riBLico.
Mataram-se no dia 30 do corrente para o con-
sumo desta cidade 99 rezes;
MORTAL1DADE DO DIA 30.
Justino, Africano, 22 annos, solteiro, esersvo.
Recife; clica.
Anna Joaquina, Pernambuco, 14 annos, solteire.
Boa-Vista; Menengite aguada.
Martinbo, Pernambuco, 2 annos, Boa-Vista : en-
cephalite.
Abraho, Pernambuco, 17 annos, solteiro, esera-
vo, Boa-Vista ; gaslro intente.
Jos Cavalcanti de Mosquita, Ipojaca, 85 annos,
viuvo, Boa-Vista ; cancro na uretha.
Candida Miria da Silva, Pernambuco, 31 annos.
casada, S. Jos ; aneurisma.
Ventura Pereira Penna, branco, Portugal, 38 an-
nos, caaado; um avomica.
CHR0N1CAJUDICURIA.
TRIBUNAL DI RELCO.
SESSAOEMDE30 JULHO DE 1861.
PRESIDENCIA DO EX*. SR. CONSELHEIRO ERMELINO
DELKO.
As 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago
Silveira, Gitirana, Lourengo Santiago, Silva Go-
mes, Molta. Peretti e Guerra, procurador da co-
ra, foi aberta a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguintes
JULGAMENTOS.
RECURSOS CRINES.
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Manoel da
FreitasBrito Jnior.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
. Sorteados os Srs. desembargadores Costa Molla
Caetano Santiago e Peretti.
Improcedente.
Recorrente, o juizo* recorrido, Ignacio Gome*
Ferreira.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Peretti,
Caetano Santiago e Silveira.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Joio Aires Be-
zarra.
Relator o Sr. desembargado! Lourenco San-
tiago. *
Sorteados os Srs. desembargadores Gilirana,
Molta e Peretti. *
Improcedente,
asa
r
1


mi ifi mm u 12 mn mm
DIARIO DI HAIIBUCO. QUA.RTA FEUU 31 1 HIJJiO a>E 1861.
:IH llTXIl lili
Jos Cabral de
de
Retorrente, ojaiio; recorrido,
aVtreae.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. HotenTbafgateres Cantase
Santiago, Motta e Silveira,
Improcedente.
APrKLLAQOES CRIMES.
Appellante, o juiza: annelladej Manoel iea-
*les de Lima.
A' aovo jury.
Amellante, o joiso ; appellado, ebasltto, ee-
craro.
Improcedente.
Appeilaote, Manoel Jta uretra de Gueaiao ;
amellada, a justica. ,
eormuu-se a pena para O grao oainime.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Ro-
Jrijr,i*es Giquiri.
Ficou adiado.
Appellante, Alexaod re da Sil* Pereira ; ap-
jtetlado, ManoelJoaquim de Souu Lia*.
CoaQrmada a scnlenca.
AppelUnje, o juizo ; appellrdo, Paulo Francis-
co de Araujo.
A novo jory.
Appellante. Ooias Quedes do Espirito Santo ;
appellado, o juizo.
A' novo jury.
Appellante, o promotor ; appellado, Antonio
Leandro da Silva.
Improcedente. _Jj
Appellaute. o juizo; appellado, Maiioel Jote
da Naacimeoto.
A novo jury.
Appellante, o promotor ; appellado, rraoc
Ruiluo Batinga Braga.
Improcedente.
Appellante, o juizo; appellado, Uajio il Al-
Tes Pereira da Silva.
Julgou-se improcedente.
APPELLACQES CITIS,
Appellante, Jos Clazans da Silva Fragoso ;
appellado, Aogelo Custodio da Silva Fragoso.
Confirmada em parle aaenzeoca.
Appellante, Manoel Francisco da Silva Ramos;
appellado, Jos Mara da.Costa Carvalho.
Confirmada em parte a aenteoc.a.
Appellante, o juizo ; appellada, Feliciana Ma-
ra 4o Carra o.
Confirmada a sentenc.a.
Appellante. Joaquina Francisco Duarte; ap-
pellado, Joo Piulo de Mondonga.
Reformada a sen tenga.
Appellante, Manoel ua Paixo Paz ; appellado,
Jos Ignacio Pimenta da Conceigo.
Nullo o processo.
Appellante, Francisco Casajo da Fonseca; ap-
pellado, Joaquim Teixeira Penlo.
Confirmada a sentencia.
DILIGENCIAS CR1HES.
Com vista* ao Sr. desembargador promotor da
justica, as appellages crimes:
Aopeltante, o juizo ; appellado, Antonio
Oliveira Cabral.
Appellante, Raymundo Ferreira dos Passos
appellad., Belcbior Gonsalces Ferreira.
Appellaute, o juizo ; appellado, Manoel Ze-
ferioo Candi Jo.
DES1GNACA0 DE DA.
Assignou-se dia para julgamento das seguales
appellages crimes:
Appellante, Jos Mauricio da Silva ; appellado,
jo juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Lou-
eoco.
Appellante. o juizo ; appellado, Joaquim An-
tonio Rodrigues.
As appellages civeis :
Appellaute, Jos Francisco Peieira da Silva ;
appellados, Manoel Pires Ferreira e outros.
Appellante, Jos da Costa Dourado; appella-
do, Antonio Manoel de Campos.
Appellante, a preta Josepha ; appellado, Joo
Jo> do Fontes.
Appellante, Luiz Ignacio da Rocha Juca ; ap-
pellado, Antonio Joaquim de Albuquerque.
Appellante, Sebaatio Luiz Ferreira ; appella-
co, Jovquim Jos de Souza.
Appellante, Laurindo Gomes Vidal; appellada,
Mana Rufina d'Annunciacao.
Api-ellaote, Autonio Francisco Chaves ; appel-
lado, Marcelino de Salles Correia.
DISTRIBUIC.ES.
Ao Sr. desembargador Caelano Santiago, o ag-
gravo de petigo :
Aggravanle, Joo Venancio da Paz ; aggrava-
o, o juizo.
Ao Sr. desembargador Silveira, o aggravo de
pelo :
Aggravanle, Jos Buarque Lisboa ; aggravado,
o juizo.
A appellaco civel :
Appellante. 1). Beatriz Hermelinda Carneiro da
Cunha ; appellado, Joaquim Aurelio do Gusmo
Uchoa.
Ao Sr. desembargador Gitirana, os aggravos de
petico :
Aggravantc, Francisco da Silva Leite; aggra-
vado, o juizo.
A appellaco civel :
Appellante, Jos Theotonio da Silva, Borges ;
appellidc. Joo Ducl'S da Silva Borges.
Ao Sr. desembargador Lourenco Sant iago, o
aggravo de pe tica o :
Aggravanle, Herculano Deodato dos Santos;
aggravado, o juizo. .
As appellages crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel lava-
res de Araujo.
Ao Sr. desembargador Silra Gomes, o ag-
gravo de petigo :
Aggravanle, David Wilkiam Bowman ; aggra-
vado, o juizo.
Ao Sr. dessembargador Perelti, o aggravo de
oetico :
Aggravanle, Francisco Accioli Gouveia Lins;
aggravado, juizo.
As 2 horas eacerroo-se a sesso.
ctivo), era o mesmo que torna-loa senhores ab-
solutos da aociedade, porque no conselho man-
davam.e na directora executavam ; o que era e
mesmo que aze-los e baptisa-los.
Tambem dissemos que, segundo e principio
regulador do estatuto vigente, a elegi era o
fundamento de todo o poder ; >sto que ninguem
pode orear na saciaade a aMaor parceata de
poder ou de autoeidade, sem delegece *^9n."
dato expresso ; portante era contra esse pr netpio
e contra a ndole de urna sociedade compirlU de
homens livres, e iguaea entae ai. a maaitne da
um poder permanente e vitalicio, sem a menor
elegage.
O que porm mais resalta i imeginsco, ou que
nwaiuaaWi a paciencia, a^em oeriaMtnia
(para nao dizer cynismo), com^e os dignos so-
cioi baaemeritos se collocsratn na cu pola da so-
ciedade, ou se griraparam^-fio eampanario, sem
uui Padre Nosso de-pem aeie;4s*e~, enohcra^i-J,
se de regalas ou de d1 _itoe, maa sem a menor
responsabilidade; al, mesmo sem deveres a cum-
prir, porque de ludirse isentaram.
O estatuto creor quatro classes ou cathegarias
de socios (accionistas, subscriptores, honorarios e
corresponden)*), reservando lo somante para os
soccios accionistas a gerencia o goveruo da so-
ciedade. 'nis, ao mesmo tempo a todas as
referid/s quatro classes cootemplou Igualmen-
te para que podessem seus membros obVer o
ti tu/o de socies benemritos, na couforrnidade
djrl 3o do arl. 18.
Ora, a vista desU terminante dieposifao do es-
tatuto, claro a evidente que ha Bocios bene-
mritos em Zedas eaeos classes e como pela re-
forma licara lendo asenlo do conselho e na di-
rectora, perguoia-se: poda usa socio subscrip-
tor ou honorario, mas benemrito, tomar parte
na gerencia da aociedade, contra a leitra xpressa
do artigo 7* d i referido estatuto ? Respoudara-nos
se sao capazes.
. Levaramos ao infinito a nossa analyse, se qui-
zessemos lembrar todas [as contradicoea, todos os
absurdos, que conlm a tal reforma acerca dos
socios benemritos : muilo mais quando exprs
smenle os reformadores crearam urna classe
nova para os taes benemritos 1 Entretanto que
o titulo de benemrito, longe de ser urna classe,
urna distioc^o creada cora o um estimulo para
tods as classes, ua titulo honorfico e nada
mais I
No artigo anterior creamos urna hypolhese, e
foi a de que a directora por intervengo dos be-
nemritos, desee a assemola geral urna queixa
contra o conselho, agora eslabelecemos a hypo-
lhese inversa, e vem a ser que o conselho pro-
ceda contra a directora por erro de officio ; isto
. por excesso de auloridade, ou por falta de
cumprimento de seus deveres.
Pois bem oeste case os socios beoemeritos.com
em urna associacio. que lio prospasa ten ido at
hoje, excedendo talvez a justa previsto de
fundadores.
Paternos aqui para respirar,
que dizer. Os dignos socios &ene
tao profundos na sua reforma, que'dffVnf _
abysmo diante de si, e queram lancar-uos dea
'tro. Envatara aaao ellas aae 'sapiaaaj'
I saa alraasuapalma !! Voltaremos.
O conselho.
sao porte elegante e magistoso, com um estudado
daleixo ao caarimaar, imperava no edro das nym-
pJMf.
aJrar vala -ticosa, que desabrochara na-
jardim, perfumado pelos vapo-
rara
Gommunicados.
Gabinete portugoez de leitara.
Urna justa represalia.
IV
Levemos a nossa cruz ao Calvario, j que assim
o quiz o Synhedrio reformador ; e perdoemos aos
juizes que uos condemnaram, assim como o Filho
de Dos perdoou aos seus algozos. Jess, porm
lhes perdoou, porque nosabiam o que faziam ;
e nos? os nossos sabiam perfeilamente o que fi-
zeram, e por isto raesmo o nosso perdo deve ser
bem aceito diaote dojuiz sepremo.
E' misler que nioguens se engae, a nossa lu-
la, a nosss discussao nao entre pessoa e pes-
so, eutre individuo e individuo, ou entre Sancho
Martiuho ; nao, estara inleiramente engaado
quera assim pensasse ; nos nao aceitaramos nun-
ca urna discussao de regateiras.
A lula, ou discussao provocada, to smeote
entre o conselho do gabinete, ou a sua grande
maioria, e a commisso encarregada da reforma
de estatutos ; sao dous corpos colegiados, mas
rao sao individuas. O conselho chama-se con-
selho, e nao Jos ou Joo ; e a commisso refor-H
mador ou socios benemritos nao tem outro
Dome para nos.
Quanto s pessoas dos taes socios, que forma-
rara a commisso, respeitamo-las tanto quanto
desejamos que nos respeiteru ; sao portuguezes,
portanto membros da mesma familia. Nao te-!
anos para com soas individualidades o menor
dio, a menor oTensa ; se nos' ofTerecessem as
naos, nos Ib'asaperlariamos de bom agrado.
E porm como membros de conseibo, como
prepostos e agentes responsaveis de urna socie-
dade, que nos conflou seus interessos, que nos
franqueou o seu thesouro, que nos collocou na
direcgo dos seus tnbalhos; ioalmeole comoem-
pregados de confianza .seremos inexoraveis cornos
que abusarem dessa mesma coofinga, com os
que faltarsm ao sea dever, .com todos quantosse
toroarem indignos do mandato que que se lhes
coofloo.
Agora voltemos maleris do artigo anterior;
materia que nao foi neto podia ser esgotada de
um s jacto ; porque se tratava d um ponto car-
dea! dos estatutos ; isto da reforma sobra so-
cios benemritos e suas regalas. Entretanto com-
pre recordar de passo algomas das ideas j emit-
tilae, para chamara silencio dos nossos leileres
aobre o que anda temos de dizer.
Dissemos eolio que a regala de terem asenlo
no conselho e na direcloria os socios benemritos,
aeodo perpetuos, era, alm de ama anomala um
completo absurdo ; na s por oppcsta razio,
como porque feria o principio de eieico que re-
ge a noaaa sociedade.
Dissemos mais que, constituidos os socios be-
nemritos vitalicios, com asenlo promiscua-
jnenle em ambos os corpos (deliberativo e exe-
assenlo no conselho, viriam a ser juizes ; e com
assento na directori), seriara ao mesmo tempo
reos I Ua nada mais absurdo do que semelbanle
disposico ?
Entretanto declarara os taes reformadores, no
2" do art. 64 da sua reforma, qae nao ha ta-
compalilidade alguraa no exercicio de quaesqoer
Cunccoes do gabinete com as regalas, que elles
meamos crearam para si 1 1
E' mister desmacarar a impostura, visto que
o conselho aecusado de ambicioso ; mister que
reverla para os reformadores todae as calumnias,
que nos lan^arara; mas sem fel e sem viogauga,
porque como j dissemos, a lula nao pessoal,
nem nos a aceitaramos nessa terreno.
Eis ahi a razo, porque nao podemos deixar de
ser firolixos, mas nao seremos fastidiosos. Leva-
remos a convicQo a todas as capacidades, a lo
dos os espiritos, porque discutiremos com as pro-
vas dis nossas asserces; nada diremos que nao
possamos provar.
Podamos al tachar os reformadores de falta
de delicadeza para com as oultas classes da so-
ciedade. Tanto mais quizeram dar-se a impor-
tancia, quanto qu se collocaram cima dos so-
cios honorarios, que formara a classe mais dn-
lincta da sociedade ; nao s pela elevada posico
social de muitos, como pela aureola ou circulo
luminoso, que reflecte sobre a mesma sociedade
por meio do seu saber, j como insignes Ilitera-
tos, j como escriptores de grande nota, juris-
contultos, mdicos, etc.
0 que acabamos dd dizer nao urna simples
arguigo, um fado, pois que, quaodo o socios
honorarios esio sujeitos penas por demora e
extravio de Irnos, etc., at deseas penas se isen-
taram os taes socios benemritos, creando para si
um limbo, j que nao podem alcaucar o co.
Emfim, de tal surte se collocaram elles, que
bem podem intitular-se de hojeein dianle: Nos,
por gr?ca de Deus c das nossas astucias, Nababos
do Gabinete Porluguez de Leilura, etc. etc.
Nao queremos agravar a sorle dos reformado-
res, chamando sobre elles a odiosidade da asso-
ciaco, quando expomos simplesmente suas fallas
ou comioamos as suas pretendes exageradas.
Meltam elles a mo em soas coosciencias e di-
gam-nos se obraram de boa f em ludo quanto i-
zeram I se obraram de boa f, come se revoltam
quando Ihe mostramos seus erros?
Somos toreados a urna justa represalia, porque
choveu sobre o conselho um diluvio de aecusa-
coes; e posto que j fallamos de urna das mais
graves, voltamos a ella, porque tambem a que
tem servido de cavallo de batalha contra o con-
selho.
Esta grande accusa?o foi que o conselho havia
encarrilado para a Europa a compra de urna ty-
pograpliia, no valor de dez cintos de ris com o
m de publicar um diario custa do cofre do Ga-
binete 1
Esta accussQo, ou verdadeira insunuaco. fci-
ta de porta era portadera acompanhada de varios
commeutarios, mais ou menos sigilosos, mais ou
menos contidencaes.
A compra da typographia, diziam os taes so-
cios dissidentes, comprometa os fundos ou o co-
fre actual do Gabinete, j. mingosdo por excesso
de desbeza; tsnto que nao poJei sufirsgar esse
accrescimo, e muito menos o costeio do jornal;
sendo necessario irremissivclmenie vender os
proprios livros do estabelecimenlo I
Na realdade a aecusacao nao podia ser mais
frisante, nem a iosinuaco mais maligna ; e tan-
to que muila gente acreditou nessa leviana arli-
raanha, ou nesss estupida calumnia ; de sorle
qoe, a cada passo eram assaltados os membros
do Conselho com urna perguota acerca de tai in-
veocao !
Pois bem, saibam todos os socios do Gabinete
Portugoez de Leitura, e saibam-no porque o af-
firmamos sob nossa palav-ra de honra, que nun-
ca houve tal lerabraoga ; quenunca pensou o
Conseiho em comprar urna typographia e muito
menos na publicaco de um diario, para o que
nao comportan os fundos nem os rendimenlos do
mesmo Gabinete I
Saibam mais que to fulil semelhante argui-
c&o, quanto que seria violarnao s o estatuto,
como contrariar o fim do nosso estabelecianoto,
se pretendessenzos crear um diario em grande
escala ; o qual nao poderia ter outro destioo, se-
nao como urna especularlo de lucre ;e sabem
todos que urna associacio lilterarianao urna
empreza social de commercio.
Anda mais saibam, que nenhum dos membros
do conselho estara habilitado para a directo de
um jornal, nao s pelos seus negocios, e pela saa
vida laboriosa, como por muitos oultos moli'os,
que todos comprehendem ; em cu jo caso seria!
necessario entrega-la a mos estranhss augrsen-
tanto os gastos do cosleio com os da adminis-
tra ci o.
Emfim lo louca seria a empreza, ou aespecu-
lacae, como a cabera de quem a inventou; e bas-
taran) as ponderales, que Qcam expostas, para
que ninguem podesse acreditar em semelhante
ateivosia.
Assim, porm, nao aconteceu, e houve quem
nao s lhe dsse todo o crdito como Ibe acres-
centasse um appendice; isto a typographia
nao tioha s sido encommandada.como que j es-
lava comprada ; e o diario devia eppirecer at
mesmo antea do anniversario do Gabinete 1 E o
que deveria oppor o conselho a toda essa chnsma
de disparales a de aleivosias? urna resignarlo
evanglica, e inteira confianza no bom senso dos
socios do Gabinete I
Quando fallamos dessa larga radcula de ama
typographia e de um diario, e de todos os seus
inconvenientes, nao comprehendemos a disposi-
co do g do art. t* dos estatutos de 1851 e de
1855; porque para eemerhantes impresses nao
1 se necessita de urna typographia, nem de ara
diarlo. Urna revista tnaeosal, coate a do insti-
tuto histrico do Brasil (que nao tem typographia
ana) bastara para satisfazer o peosamento dos
instituidores.
,. Ainda assim, nem este mesmo preceilo do es-
tatuto foi lerabrado, como devendo ter urna exe-
caco imaudiata ; mas ano consentimos na sua
eliminaQo, coma o fizaras os socios reformado-
res con grava offensa da iateaco dos institui-
dores. Tanta metquinhez o caberia por cario
A iiiaogiraco do laWrattm defeft-
fc* m$wmi* dempa.
Quaado qualquar erapvaaa se tagne vacilante,
tendo em mira am fim justo e aabre, auem se
negar aos appUaaoa ? Quera detxar de soltar
um brado de enthueiasmo e de admiracao ?
Nio ha earajao por mais insansivel, que seja.
"Vau^M(o-utftie*aeaeatauo, a*aflrueaou^aus,a ma-
nifestac^o des internos sentimeotos lorna-se urna
necessidade, e asta oeeessidade leva-nos como
consequencia a dizer aquillo, de que estarnas
possuido.
Iloje, 28 do crrante, ta*e lagar no sitio dos
Buritit, na estrada do Arraa, a loaoguraco do
laboratorio vapor da lavagem e engominado de
roupa, pertencente aos Srs. Aguisr, Ramos
Quem assislio a esta testa teda bella a
animada, onde, alm do numero extraordi-
nario de cavalleiros de todas as classes e posi-
Qes. apresentaram-se mmtae^rofa*deslumbran-
tes e fascinadoras, ostentanto a brilho de seus
encantos, nao p le deixar, anda que rpidamen-
te, de tracar algumas linhas, como teslemunho
das doces e gratas recordeces de semelhante
acontecjxnento.
Nao nos propomos a lser urna descripeo /e
e completa, para isso f#ltou-nos tempo, porque
os pouros instantes de nossa ssaisUocia nao fo-
ram sulficieuies, paracothermoa osapontameotos
convenientes, emesmo porqae peana mais au-
torisadase ha do encarragardease trabalbo, que
a penas nos I imitare rao a dizer alguraa cousa so-
bre o que maisultrahio nossa eUencao.
E' justamente o que vamos eecrever.
Exista em cada mare do purtao da casa de si-
lio urna bandeira, e na frente do qual acbava-se
collonada urna banda de msica marcial. A fa-
brica distava seguramente note passos, que se
communicava com a casa grande por duas linhas
pararellas de bandeiras.
Urna mesa, em forma de ferraura, profusa-
mente ennquericida de iguanas e de licores, oc-
cupava o entro de urna,grande sala da fabrica, e
junto desta se havia preparado cuidadosamente
urna atada para abrigo dos conviva.
Alm do ornamento, com que eslava decorado
o sitioimmeusas bandeiras, flores e tudo mais
que era necessario para faze-lo realzar, nos pa-
rece que a propria natareza tomava parte em se-
melhaole festa.
A mirilla: lmpida e serena, as nuvens brilhan-
do oo azul do co, se rosas da msnha se abrin-
do, os deliciosos caticos dos rouxiues, os hym-
oos melanclicos daspombas, a romntica e ar-
rebatadora vista dos bosques, ludo fascinava os
olhos dos espectadores, que inseasivelmenle se
deixavem prender nasazasda natureza, que lhes
pintiva a mais iuteressante e rica das paisagens.
Era un quadro pitloresco, aquelle que liveraos
diaute dos clhos ; as errores se balangavam com
a frescura da brisa ao reiar do sel sobre coitinas
asselinadas.
A religio tambem Uve o seu throno, pois, na
bella phrase do abbade La Mennais, nio se po-
de coraprehender civiHsaciio sem religiosem
0 chrislianisrno.
Havia sido posta de ura lado superior a ima-
gem da Virgera da Concei^o, que a protectora
daquella empreza.
Nem podia deixar de Ser assim.
Ella que est superior s cousas c da Ierra,
tambera a posico de sua imagem naquelle lu-
gar devia ser cima das caberas, humanas.
As emprezas desle mundo necessitam, para o
seu bom andamento,'do spro divino, do auxilio
sagrado ; por isso mesma os dignos emprezarios
jamis podiam esquecer-se na hora ds inaugura-
do do seu eslabelecimento. do edificante retrato
da Santissiraa Virgem, e de facto, ella ahi eslava
presidindo aquella solemnidade, e aoimando-ns
para que nao parassem, e csmiuhassem sempre 1
Esta sagrada sorpreza nao passou desaper-
becida, e o Dr. Aprigio Gaimares, no seu bri-
Ihinto e mimoso brinde, dirigido a Exm. Sra. do
Dr. Ramos, elevou se at as alturas da veneradlo
das Trtudei da Virgem Santa para, parlindodahi,
deduzir e chegar at as virtudes da mulher, por-
que, como muito hem disse, felizmente a re-
ligio liana seu templo no coraco das mulhe-
res.
As 9 horas do dia leve lugar a beago da ma-
china, ofBciando nesle acto o religioso carmelita
fre Jorge.
Ao meio dia chegou o Exra. Sr. presidente da
provincia, que foi recebido pelos soos de hymno
nacional, cuja bella harmona era docemente
arrancada pela banda de msica, assim como en-
toava doces notas, a medida que chegava qual-
quer familia.
Meia hora, depois dachegada de S. Etc., por
conseguiole a meia hora da larde, dingiram-se
todas as pessoas fabrica, eento os respectivos
operarios ; recebendo o preciso signal, (iterara
a machina mover-se.
Feitas as necessarias experiencias, fioalmenje
conheceu-se o bom resultado, isto que a roupa
era com rapidez proinpta, come se pode desejar.
D'ahi seguiram os convivas para mesa, que os
dignos directores e proprielaries de tao ntil es-
tabelecimenlo haviam preparado com toda pro-
fuso e gosto.
Houveram os seguintes brindes, alm de ou
tros muitos :
De S. Exc presidente da provincia, que tam-
bem presidio a mesa, aos Srs. Aguiar, Ra-
mos & C.
Do Dr. Silva Ramos ao Exm. presidente.
Do Dr. Gusmo Lobo ao Dr. chefe de polica.
Do Dr. Branrsnle aos emprezarios.
Do Dr. Aprigio Guimares a Exma. Sra. do
Dr. Ramos.
Do Dr. chefe de polica ao Dr. Sarment.
Do Dr. Moraes Sarment a inauguracao da em-
preza.
Do Exm. presidenta a S. M. o Imperador.
Os Srs. Drs. Aprigio. Ramos, Druinmond e Sar-
ment, pronuaciaram bellos e sublimes discursos.
Assim fmali3ou-se as 3 1|2 horas da tarde a
ioauguraco desta grandiosa empreza.
Nos abstemos de dizer alguma cousa sobre a
importancia e lilidade da empreza, porque nos-
so escrtpto a isso nao se propoe, e mesmo porque
muilo ja te tem dito, alm de que sao salientes
e naturaes as suas benficas censequencias para
a populacho inteira, que nada poderiamos
ada otar.
Honra e louvores, porm, aes dislioctos direc-
tores Ramos, Aguiar S C, que nada pouparam
para o brilhaolismo da inauguracao, a honra e
louvores ainda elles pelo modo graudioso e ci-
vilisador, com que correrara, por mekt deata em-
preza, para o maior adianlamento e progresso
dests importante proviocia.
Sao justamente os votos que dirigimos aos
emprezarios, nimos perseveranga, para que sua
empreza produza os deliciosos e desejados frac-
tos. O03 lhes fallamos com as sabias palavras
de MTZ Lamartine [*) ;
< Todo progreses um esforco.
Todo esforco causa iacommodo.
Todo iocommodo arranca um gemido.
As traosormaces.. ao um tcabalho.
e O povo o fabricante do seu proprio futuro.
e. Cuide portento nelle 1 O futuro perteuce*lhe.
Vergoona aos traeos que recuam 1
a Prudencia aos temerarios, que precipitaran!
a sociedade em um cabos 1
< Gloria aos bens, m fortes, aos sabios, aos
a perseverantes I
Dos seja com alies I
Concluindo as nossas ligeiras linhas, na po-
demos deixar de offerecer um bouquet a ama
deidade, que primara na concorrencia, embora
seja elle enfeitado coa a tristes e desamadas
flores de nossa pebre peona, comtudo, sincero
e puro, porque tem suas raixes no coraco.
Urna joveu de .17 a 18 anuos captiva va e pren-
da os coraes, que avsliam aa bellezas do cor-
pa e do espirito.
Trajava ella de brauco, ciato cor de rosa atado
ao redor de sua faceira o delgada cintura, brilha-
va em aeu delicado aeio am rica ai/Lmte e rola-
va em uas de sena bem torneados bracos urna in-
teressaote puicaira. Ttaha os seus mimases ca-
bellos oaeUnb.es simples, porm lindamente lou-
cados, e seus olhos pardos, verdadeiros astros
luminosos, que cam alliveie orgulno os movia, e
Suas vestes eram candidas e puras, como can-
didas e auna sao auas faces, e na innocencia do
aau trajar^taaduria-se tmbente innocencia de saa
alma.
Na arefuso das cores ha mistara de goslo,
que ees a coaatair um labyriato, eqaal apenas
nsciaa os olboa, perora nao pode tocar o corceo,
porque eapranitaa ten timen tos se barulham, a
nonio do mais elevado ficar subjeifo ao de menos
prec.o.
As roupas exprimem o peamento do coraco.
assim como as palavras tradazem as differentes
sensar^ees da nossa alma ; ellas devem ser sim-
plee innocentes, como simples e rn no cenes s'io
os aojos.
Nos sentimos nosso peito a balar-se, e reabrir-
se essa febre, que nos de em nossa fronte.
Admiramos a ioven encantadora, por quem so-
mos dcsconhecido, porm, em.premio de suas
virtude*. de seus doces e sublimes altraclivos, e
de seu fino e apurado espirito, lhe rendemos
nossos humildes cultos, como merecem os anjos
da trra, poia ella foi o aojo da festa desle dia,
dia de Sania Anna.
O espectador invisivtl
Public itjoes a pedido.
Eieico do pro redor e mais ir raaos que
tem de servir na mesa regedora da
irruaudade de S. Jos da Agona no
anuo de 1861*1862.
Provedor.
O nosso carissimo irmo.Ex-vice provedor Cus-
todio Antoolo Soares.
Vice-provedor.
O nosso carissimo irmo.Ex-lhesourero, Joa-
quim Jaciotho.
Secretario.
O nosso carissimo irmo.Ex-secretario, Manoel
Francisco dos Santos e Silva.
Thesoureiro.
O nosso carissimo irmo.Ex-lhesoureiro, Jos
Rodrigues Coelho.
1 procurador.
O nosso carissimo irmo.Ex-defieidor, Chris-
tiaoo Jos Tarares.
2 procurador.
O nosso carissimo irmo.Beroardino Goncaires
Salgado.
Definidores.
Os nossos carissimosirmos :
Ex-provedor, Paulo Jos Gomes.
Joo Antonio Coelho.
Ex-deflnidor, Jos Teixeira Leite.
Miguel Teixeira da Costa.
c Jos Fiiippe Martina.
Braz Lopes.
a Antonio da Silva Ferreira.
ct a Francisco Jos de Sampaio.
Jos Nogueira de Souza.
Miguel Gomes da Silva.
Antonio Ramos.
Bernardo de Siquera Castro Hun-
teiro.
Ignacio de S Lopes Fernandos.
Luiz de Franga Souto.
Jos Antonio de Siquera,
Jos de Jess Moreira.
Provedora
A nossa carissima irma.Exma. Sra. D. Fran-
cisca da Silva Lima Beiris.
Vhe provedora:
A nossa carissima irma.Exma. Sra. D. Ale-
xandrina Guillermina dos Sanios Das.
Procurador eral.
O uosso carissimo irmo.Ex-provedor, Antonio
Joaquim de Almeida Cruz.
Fr. Manoel de Santa Anna.
Prior.
Descarregam hoje 31 dejulno.
Brigue Maryaa Grei cha.
Brigue iuglezReliancecarvo.
Brigue porluguezLusitano farinha.
Barca inglezaSarah mercadorias.
Galera francezaSolferinomercadorias.
Brigue portuguez Bella Figuereoca meroa-
Brigue portugus Amalia I idem.
Patacho italianoHaraidem.
Polaca hespanholaEsmeraldacarne de char-
que.
Brigue hamburgusHenriqueidem.
Brigue suecoTriolortabeado.
Baa#ortat^to.
Barca franceza Solferino, viada do Havre,
consignada a Tisset freres.manifestou o se*uiote:
10 caixas e 7 fardos fazeodas de diversos te-
cidos, camisas e roupa feita, 17 caixis calcado,
marroquios, e couros diversos preparados e ar-
ges, 9 caixas chapeos de palha, ditos da feltro
e outros, 1 caixa lacre, 1 dita mercearia, 2 ditas
lanternas e objectos para carro, 24 ditas e 7 bar-
ra crisiacs, porcelana e vidros, 1 dita tintara
para cabello ; a F. Sauvage & C.
125 barris e 150 meios maoteiga ; a Johnston
Paler & C.
15 caixas fazendas de diversos tecidos e ca-
misas, 12 ditas agoa de cereja, 50 barris e 50
meios maoteiga, 2 embrulhos amostras ;-a Joo
Keller & C.
50 barris e 50 meios maoteiga ; a Rabe Sch-
mettau & C -
2 caixas botijas. 1 dita perfumara ; a E. Le-
cornte. .
1 fardo fazenda de l ; a Francisco Guedes de
Araujo.
55 barris e 110 meios msoteiga ; a Krabbe
Whately & C.
150 gigos batatas, 24 caixas sardinhas, 30 di-
tas queijos, 235 barris e 235 meios manleiga ;
aos consignatarios.
65 caixas fazendas de diversos tecidos, roupa
feita, camisas, suspensorio!, grvalas, luvas e
chapeos de sol, 1 dita chapeos para homem, 1
dita perfamaria scoves, t dita solios, chico-
tes e raiudezas, 7 ditas vidros, 8 volumes tinta,
3 bsrris vinho. 3 velumes amostras ; a D. P.
Wild&C
34 caixas e 1 fardo pannos e fazenda de diver-
sos tecidos, roupa feita, etc., 4 volumes amos-
tras ; a Linden Wild & C:
14 caixas fazeodas de diversos tecidos, chales
e camisas para homem, 2 ditas oleado ; a Dara-
mayer & Carneiro.
9 caixas fazendas de diversos tecidos, 100 di-
tas velis slearinas, i dita amixas, 1 dita sar-
dinhas, 2 ditas ervilhas, 2 ditas manteiga, 4
ditas queijos, 2 ditas absiutbio, 2 ditas agur-
dente de Kirsk, 4 barris cognac, 2 ditos vinho,
1 volume amostra ; a Schapbeitlira & C.
25 barris e 50 meios manteiga ; a Bastos &
Lemos.
1 caixa bijoutoria ; a Norat Irmos.
10 barris- e 30 meios manteiga, 1 caixa objec-
10 barris e 20 ditos manteiga, 1 dito vinho,
I caixa armas, 10 ditos rap, ferro de engom-
mar, objectos para carro, lores artificiaes, ins-
trumentos de msica, dminos, pellas prepa-
radas, arges e fazendas; a Roberto & Fi-
lho.
Brigue escuna nacional Jasan Artkur, viada do
Rio de Janeiro, eonsignada a Asare te le an-
des, man i fasta a a seguate:
SO pipas varia*, 45 cateas cha. SO barris banha
americana, COI saceos cafa, J68 roUos e 90 latas
fumo, 30 aerriceseebo ; a rdea de diversos.
1 barril aaeite de a meados. 1 barrica vidros y
a B. Presasen de Souza.
S caixas cae; a Maa sai Jeasaiea Se ve 4 Fi-
lho.
S ditas dita, e 10 aeccee eef ; a eaeel Tara-
res Cordeiro.
Barca nacional Castro 1LL, viuda do Rio de Ja
netre, consignada a Pinto de Souza & Balrio-
manifestou o seguate:
4 caixa* fazendas, 20 barris e 10 baldes banha,
100 pipas razias. 500 meias barricas vazias, 2S
saceos caf, 24 relies fumo, 1 ctixe rap ; a or-
den de diversos.
Hiate nacional Videta, vindo do Aracsty, con-
signado a Manoel.Leo de Castro, maoifestou o
eeguiole :
92 meios de sola, 48 raoihoa com 1,200 couri-
nhoa curtidos, 140 alqueires de sal ; a ordem.
Hiate nacional Garibaldi, vindo de Macan,
consignado a Antonio de Paula & Mello, mani-
festou o seguinte :
400 alqueires sal; a ordem.
Brigue portugus Lusitano, vindo de Trieste,
consignado N. O. Bieber & C, manifestou o
seguinte :
2.175 barricas farinha de trigo ; a N. 0. Bieber
& C.
140 remes, 600 resteas de alhos, 500 espeques
para bolioetes; ao capitio do mesmo Antonio Jo-
s Caiado.
Brigue srTeco Tristn, vindo de Canham, con-
signado a Kallcman & C. manifestou o seguinte :
5,711 la boas de pinho, 50 paos para vergas e 6
duzias de espeques ; aos mesmos.
Raeebeiloria de rendas interna s
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 29. 50:646^083
dem do dia 30. '. ; 60*5437
, a Manoel Joa-
Brothers
Eieico por deoco do provedor, pro-
ydora emais modorraos que tem de
festejar o patriarcha S. Jos d'Agona
no futuro auno de 1SG2.
Provodor.
O Illm. Sr. Custodio Moreira Dias.
Vice-provedor.
O Illm. Sr. alfferes Augusto Cesar Pereira de
alendnos.
Provedora.
A Exma. Srs. D. Francisca Theodora Haslty.
Vice-provedora.
A Exma. Sra. D. ProBra Boza de Mello Gui-
mares.
Mordomos.
Os Illms. Srs.:
Zeferino Leite de Souza Alves Simos.
Mariano dos Res Espindola.
Joaquim Antonio de Oliveira Baduem.
Arpbelim Jos da Costa Carvalho.
Antonio Jos Fernandes de Castro.
Jos Ribeiro Simes.
Lourenco Jusliniano de Siquera.
Francisco de Paula Gomes.
Custodio Jos Cassimiro de Mello Triodade.
Joo Fiiippe da Cosa Jnior.
Miguel dos Santos da Costa Jnior.
Livo de Souza e Silva.
Jos Joaquim Alves.
Jos Francisco Orfo.
Manoel Dias Jnior.
Antonio da Costa Almeida.
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira Jnior.
Furtunalo Ribeiro Bastos.
Manoel Ribeiro Fernandes.
Rufino Luiz do Reg Braga.
Antonio Jos Vieira.
Jos Joaquim da Silva Guimares.
Francisco Pinto Magalhes.
Bente Elenlerio de Souza Castro.
Francisco de Oliveira Franco.
Mordomal.
As Exms. Sra Ds. :
Anna Mara do Carmo Dias.
Albertina Mara Leite Simes.
Vicencia Mara de Sampaio.
Mara das Dores de Reg Barros.
Bellarmina Mara de Oliveira Baduem.
Margarida FraucUca de Menezes Amorim.
Purcilla Senhorioha Mendesde Albuquerque.
Francelina Aquilina Mendes de Albuquerque.
Emilia Bezerra Pires Ferreira.
Anna Carneiro Rodrigues Campello.
Mara da Silva Campos.
Mara da Conceico da Costa Oliveira.
Anna Roza de Souza Garca Marques.
Fr. Manoel de Sant'Anna
Prior.
tos de impruosa ; a Jos de S Leilo Jnior.
50 barris e 50 meios manteiga
quim R. e Silva.
50 gigos champagne ; a Saunders
& C.
20 barris a 20 meios maoteiga ; a D. A. Ma-
theus.
60 ditos e 40 ditos dita ; a Jos Marcelino da
Rosa.
34 ditos e 32 ditos dita ; a Jos Baptista da
Fonseca.
1 caixa bftloes de pedra ; a Flix V M. Cao-
talice.
200 barris manleiga, 1 caixa carro, 1 dila ar-
reios, 1 dila mercearia ; a ordem,
1 barril tinla. 2 caixas livros e objectos de es-
criptorio ; a Almeida Gomes Alves & C.
25 barris e 50 meios manteiga, 22 caixas mer-
cearia, couro, papel e perfumaras ; a Alves
St c.
100 barris e 10J meios manteiga, 20 caixas
sardinhas, 8 caixas couros e ameixas, 4 fardos
fazendas de algodo ; a N. O. Bieber & C.
9 caixas fazendas de diversos tecidos, chales,
litas, camisas, ceroulss, saias o chapeos, 1 dita
objectos de enzioha, 1 dita espoleta, 6 ditas mar-
roquim, 1 dila papel pautado, 1 dila mercearia
e chicotes ; a Henrique & AzeveJo.
19 caixas chumbo em folha ; a Meuron & C.
2 caixas cristaes, 2 ditas chapeos de fetro, 1
dita pellos envermsadas, 2 barris rame de la-
to; a Jos Alves da Silva Guimares.
1 caixa pelucia para chapeos ; a Joaquim de
Oliveira Maia.
25 barris e 25 meios manleiga ; a Antonio Ld*-
pes Rodrigues.
1 eaixa perfumaras ; a Cmara & Guima-
res.
3 caixas medicamentos, 2 ditas acido sulf-
rico; a vicente Jos de Brito & Filhos.
1 caixa velas, 1 dita couros ; a Jos Gon;alves
Malveira.
5 caixas vermouth, medicamentos e pharma-
cia ; a Joaquim Almeida Porto.
4 barris tinta de impresso, 17 caixas papel de
imprimir, 1 dita objectos de dita ; a Manoel
Figuerda de Faria.
1 caixa freios ; a Jos Antonio Moreira Dias
&C.
2 caixas velas, 8 ditas pianos, trastes e relo-
gios, 1 dita brinquedos e roupa de homem ; a
R. Bundilhon.
2 caixas pianos ; a J. Vignes.
5 ditas f izendas de diversos tecidos, lencos,
camisas, pannos, trastes, etc.; a L. A. Si-
quera.
4 caixas vidros, 1 dita medicamentos, 7 bar-
ris linti ; a A. C. & Barboza.
1 caixa chapeos, calcado e objectos de prata ;
a Raymundo Laaserre.
100 barris e 100 meios manteiga. 12 caixas
chapeos, 6 ditas fazeodas de diversos tecidos,
calc.ado e gomma preparada, etc. ; a Kalkmann
Irmo.
50 barris e 50 meios mauteiga, 3 caixas rou-
pa, 2 ditas calcado, 4 ditas livros, obreias, en-
velopes e compacos ; a Seve & Filhos.
3 caixas instrumentos de msica e papel; a
H. Dumont.
100 barris e 10 meios manteiga, 14 caixas cha-
peos de hornero, ditos de l, couro para ditos,
calcado, etc.; a Cals Irmos.
2 barris azeite ; a J. de A. Fooceca.
18 barris tinta, 8 caixas carbonato de magne-
zia, 1 dita brinquedos, 2 ditas burras de ferro, 1
dita mercearia, 1 dita mostarda, 2 ditas medi-
camentos Denker & Barrozo.
2 caixas marroquios e fazendas, 1 dita calcado,
1 dita e 1 barril cavilhas de cobre ; a Cb. Le-
51:2503520
Consulado provincial.
Rendimento do dia la 29. 84:644*487
dem do dia 30.......4:295#371
88:939*858
MoTimento do porto.
Navios entrados no dia 30.
Maranho pelo ass 23 das do 1 porto 0 do 2o
Hiate nacional Garibaldi, de 109 toneladas, ca-
pitio Custodio Jos Vanos, equipagem 8, car-
ga sal; a Tasso Irmo.
Ass 16 dias, hiate nacional Videta, de 36 to-
neladas, capito Francisco Flix Nogueira, equi-
pagem 6. carga sale palha ; a C. C. da Costa
Moreira & Irmo.
Londres51 dias, brigue hamburguez Germanie,
de 196 toneladas, capito Jacob Ivedmann,
equipagem 10. carga plvora, trilhos de ferro e
outros gneros ; a Rothe Bidoulac.
Nao houveram sahidas.
o aa 5 a. to a r* 5" <* o> a Horas.
n c c QB w Z B O" e QB kthmosphtra O a
en m 2 M P3 Direeeao. M 9 O ra p*
a ni n o SO 1 J Intensidade. > SI al r O s pa o o r-O ca
~* -i -4 m oo to -4 te ~ | Fahrtnhtit. 1 -1 M = O m H m o
t K. te W en Os 00 1 "i JB lw to Centgrado.
^4 ^ ~4 O CO 00 te | Hygrometro. i<
O O 00 to 'S \ Cisterna hydro-metrica.
a -4 a -i cr. es . o 00 co o -4 w o 8 i Inglet.
A note de agoaceiros, vento SE bonanca qu&
aoodon para ENE.
0SC1LAQA0 Da HAR.
Preamaras 11 h. 6' da manha, altura 5,6 p.
Baixsmar as 5 h. 18' da tarde, altura 2,2
Observatorio do arsenal de marinha, 30 de iu-
lhodel861.
Romano Steppjle,
1* tenente.
Eitaes.

^OMMliltClO.
NOVO BANCO
DE
(*) Discurso pronunciado em Macn, no diada
inaaguraco da conattuico.
PERNAMBUCO.
EM 30 DE JULH0 DE 1861.
O banco desconta na presente semana a 10 ,
ao anno at o prazo de 4 mezes e a 12 */> at o
de 6 mezes, e toma dinheiro em contascorrentes
simples ou com juros pelo premio e prazo que se
convencionar.
CACAHUAL
DO
BANCO DO BRASIL.
EM 30 DE JULHO BE 1861.
A caixa desconta letras a 10 %, sendo as de
seu aceite a 9 /0, toma saques sobre a praca do
Rio de Janeiro, e recebe dinheiro ao premio
de 8 /..
alfa
Rendimento da dia 1 e 29.
Mam o mia SO. .
435:79t970
14:456173
450:laa#70S
Volumes entrados com fazendas..
eoa gneros
Volamos
sabidos
a
eotn
coa
fe sondes.
gneros.
11
423
------ 586
85
152
------ 107
clere.
100 gigos batatas, 20 barris e 30 meios man-
teiga, 9 caixas mercearia, papel, chapeos, cris-
taes, prencas, etc.; a J. Hallidaydr. C.
2caixas bilhar e pertences, 3 ditas chapeos e
quinquilharia, 2 embrulhos 10 pares de varaes,
4 ditos barras de ac, 1 caixa reupa ; Cauca-
as Si Dubourq.
18 volumes-perfumara, mercearia, papel,
couros, e cartas ; a Melle Lobo & C.
3 caixas ferraduras; a R. Bourgeois.
2 barris vinho, 1 fardo rolhas, 2 caixas con-
servas; a P. Puecfa.
3 caixas perfumarlas, luvas, meias, e livros; a
Monteiro & Lopes.
1 caixa chapeos de l, 6 ditas pannos ; a Fer-
reira & Araujo,
1 caixa cohetes ; a SeraQm T. Bastos.
4 ditas medicamentos ; a B. F. de Souza.
3 caixas calcado, 30 ditas fazendas, chapeos.
mercearia. modas, roupa, chapeos de sol; aE.
A. Burle^C.
1 caixa chapeos da seda ; a Joaquim Francis-
co dos Santos.
8 caixas chapeos e objectos de chspeleiro ; a
Christiani lrmao.
3 caixas papel, obras de ferro e borracha ; a
Prenle Vianna.
7 caixss quadros, gravuras, cartoes, bicos de
algodo, liona, -nmroquins, colxetes de metal,
etc.; a Vas & Leal.
4 caixas chapeos, 1 dita roupa; a Jos Joaquim
Cunea Ivs Bastos.
1 caixa vidros; a Fragozo & Valle.
1 dita marroquios ; a Francisco Alves de
Pierio.
25 barris e 90 meios manteiga; a Tasto &
Irmos.
1 caixa acida sulfrico, 4 ditas vidros, potas
de porceUaa, cahatda papelao, -chocolate, etc.;
a J. Soen & C.
1 barril vinho ; a Jos Pereira Monteiro.
6 calas nones de algodo, chitas, mercea-
ria, chapaos, lateadas de algodo; a A. C. de
Abroa.
3 caixas calcados, 3 ditas mercearia ; a P. A-
rantes.
2 caixas chapeos ; a i. Laiz Vieira.
1 caixa modas, roupa e fitas de seda,
vidros e accidoi ; a Bnessard Millochaa.
O Dr. Francisco Domiogues da Silva, juiz de di-
reilo da segunda vara criminal da comarca do
Recife, por S. M. o Imperador, que Deus guar-
de, etc.
Faco saber em virtude do artigo 286 do cdigo
do processo criminal, que tendo sido convocada
para o dia 5 do corrente a terceira sesso do jury
do termo desta cidade, installou-se no dia 9 e en-
cerrou-se no dia 25 do mesmo, sendo nellaj ul-
gados 21 processos, contendo 28 reos presos.
Foram assiduos os Srs. jurados seguintes:
Alexandre Jos de Barros.
Augusto Coelho Leite.
Dr. Antonio Borges da Fonseca.
Antonio Ignacio do Reg Medeiros.
Antonio Serafim dos Santos Lima.
Gamillo de Lelis Pexoto.
Francisco Antonio de Menezes.
Francisco Jos da Fonseca.
Francisco de Souza Reg Monteiro.
Herculano Julio de Albuquerque Mello.
Dr. Jacintho Pereira do Reg.
Dr. Jorge Dornellas Ribeiro Pessoa.
Joo Cavalcanti de Albuquerque Lint.
Dr. Joo Nepomuceno Das Fernandes.
Joo Hermenegildo Borges Diniz.
Joo Francisco Bastos de Oliveira:
Joo Pereira do Reg.
Jos Anto de Souza Magalhes.
Jos Feliciano Machado.
Jos Mara Machado de Figueiredo.
Jos Mendes Salgado Guimares.
Jos Pereira da Cunha Jnior.
Joaquim Paulo de Lyra Flores.
Joaquim Faustino da Piedade.
Joaquim Jos de Lima.
Joaquim da Silva Lopes.
Luiz Alves da Porciuncula.
Leopoldo do Bego Barros.
Loureogo Nunes Campello. A
Dr. Manoel Alves da Costa Branffmt
Manoel Francisco Marques.
Manoel Jos Dtntat Jnior.
Manoel Joaquim Fernandes de Azevedo.
Manoel Joaquim Rodrigues de Souza.
Maooel Ramos Corris da Araujo.
Miguel Ribeiro Pavo.
Jos Patricio de Siquera Varejo.
Jos dos Santos Ne/es Jnior.
Foram menos assiduos poz motivos justificados
os Srs.:
Dr. Antonio Herculano de Souza Bandeira.
Francisco de Albuquerque Mello.
Innocencio Xavier Vianna.
Jos Mara Seve.
Joaquim Jos Raimundo de Mendonea.
Leandro Lopes Dias.
Manoel Joaquim de Souza Vianna.
Foram multados na quaatia da 360JJ cada um
dos Srs. jurados seguintes:
Antonio Goncalvet da Silva.
Antonio Nanos de Oliveira.
Joaquina Jos de Saot'Anaa.
Luiz Bernardino da Costa.
Pe multado aa 340* o Sr. Jet Goncalvet dos
Santos.
Foram raultades em 3Sftf cada tus dos Sta, ju-
rados seguintes:
Antonio Francisco Collares.
1 dita Flix Jos da Sonsa Jnior.
Joo Carlos da Lima.
te.
il
\


*IMUO O* MMAMVGD. QUaVRTA lEWA 11 Bft. JULBO
i.,.
c*
F
Porsm finalmente multados en 160$ eada am
doa Srs. joradoa seguirles:
Aleaandta Femtrt da Silva.
Estevio Soares.
Joao Antonio de Cuate
Joo Fraociacamdvdeaa,
MatWis A oto* desMlo.
E para que eaegOT m conheasMto de todos
mandoi paaaac preante, eu ser publicado
pe! imprensa.
Retife 26 de julho de 1861.Eu Joaquim Fran-
cisca de Paula Esteres Clemente, estririo do
jury. subscrevi. Framisoo Domingmts da Sites.
Gamillo da Silreira Borges Tarora Indgena, ca-
vatleiro da imperial ordem da Rosa, e secreta-
ria da cmara municipal da cidade de Olinda,
por sua nagestade imperial cuBitucional que
Dees guarde etc.
Fax publico que por deliberado 4a cmara to-
mad* em sessao ordinaria de 27 do corrente mez,
foi marcado o prazo improrogavel de 60dias para
toda o* (airo de terrenos da sea patrimonio
pagaren oa (oros vencidos, com especialidades es
foreiros, da Megtripe, Candelaria, Gaib, Naza-
relh, Bolo, Curen ranas, e bem assim aos .herdei-
roa de Damasio Gomes de Azevedo, Florentino
Velloso Menteiro da Fooceca, ou seus herdeiros,
da Eergado do Cabo Eslero Paz Brrelo', o- ad-
ministrador da hospital do Recife denominado
Paraizo pelos sollos de Tapuama at Gaib, e das
trra* da praia de S. Goncalo, Uha do Terem, Mu-
ribeca, ponte de Carvalhos, oaqoaes serve infa-
lirelmenle secutada* se ao prazo marcado nao
effe:tuarem o pagamento dos referidos toras. E
para que chegue ao conheeimento da todos os
iotemssados mandou a mama cmara publicar o
presante edita!.
Secretaria da cmara de Olinda 28 de julho de
1861 .Carrillo da Silveira Borges Tarara Indgena.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento de resoluQio da junta
da farenda, manda (asar publico, qu a arrema-
tado dos predios pertencentes ao patrimonio dos
orphos, annuuciada para o dia 25 do crrante,
fuou transferida para o 1. de agosto prximo
fttaafo.
E para contar se mandou afBxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial da Per-
Bambuco 27 de julho de 1861 O secretario,
Antonio F. d'Annunciagao
Por pnieni da Illm. Sr. inspector da alfao-
dega se contrata porum anno o fornecimento de
races para a guarnic.o da escuna Lindoya, a
eaber :
Pao.
Bolacha.
Assocar branco.
Caf em grao.
Arroz do Maranho.
Bacalho.
Carne verde.
Dita secca.
Toucinho.
Farinha de mandioca.
Feijao.
Agurdenle.
Azeite doce para comida.
Dito para luz.
Vinagre.
Velas de espermacele.
Ditas stearioas.
Sal.
Leoha em achas.
As pessoas que quizerem contratar dito forne-
cimento apresentem as suas propostas em carta
{echada at o ultimo do corrente mez.
Alfandega de Pernambuco 18 de julho de 1861.
O Io escripturario,
Firmino Jos de Oliveira.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial em observancia da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia datada de 19 do corren-
te, manda fazer publico, que no dia 1 do mez
de agosto prximo rindouro, peranle a junta da
fazendada mesma thesouraria, vai novameote a
praca para ser arrematado a quera mais der o pe-
dagio da barreira da ponte de Tacaruoa, avaliado
em 300(000 rs. annuaes.
A arrematlo ser feila pelo tempo de doas
annos e ooze mezes, a cootar do dia 1" de agos-
to do corrente son a 39 de junho de 1864.
As pessovs que se propozerem a esta arroma-
ta:ao comparecen] na salla des sesses da mesma
junta no dia cima indicado, ao meio dia, e com-
petentemente habilitados ; para o que se acha
designado o dia 25 do corrente.
E para constar mandei affixaro presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Por-
?ambuco, 20 de julho de 1861.
O official da secretaria,
Miguel Alfonso Ferreira.
Por ordem do Illm. Sr. inspector da alfan-
dega se fiz publico, que no dia 31 do corrate
depois de roeio-dia, se levar a hasta publica
porta desta repartilo, 310 caixas com batatas po-
dres, no valor de 160 rs. cada urna, total 415600,
vindas de Lisboa no brigue portuguez aSobera-
no, entrado no dia 22 do corrente, abandonadas
aos direitos por Antonio Agostinho de AlmeiJa,
sendo a arrematado livre de direitos ao arrema-
tante.
Alfandega de Pernambuco 29 de julho de 1861.
O Io escripturario,
Firmino Jos de Oliveira.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 25 do corrente, man-
da fazer publico, que se contrata por tempo de
seis mezes o fornecimento de alimentario dos or-
phos do collegio de Santa Thereza de Olinda e
dos orphos do collegio desta cidade, a saber :
Pao.
Caf.
Cha preto.
Mauteiga.
Assucar.
Carne fresca.
Toucinho.
Arroz.
* Feijo.
Peixe fresco e na sus falta bacalho.
Azeite doce.
Vinagre de Lisboa.
Farinha.
Sal.
Lenha.
Verduras e temperos.
Frutas ou doces.
Batatas.
Dietas para doentes.
Franga ou frange
Gillinhs.
Leite.
Aletris.
Macarro.
Cha.
Doce.
Vinho. i
As pessoas que quizerem contratar dito forne-
cimento, apresentem as suas propostas em carta
lechada no dia 14 de agosto prximo viodouro na
mesma thesouraria, ao meio dia.
O contrato ser feito com a clausula de que se-
rlo comprados a custa do fornecedor, pelos direc-
tores dos referidos collegios os gneros precisos
oos das em que nao forem elles fornecidos de
boa qualidade, e do confermidade com a tabella
que ser presente no acto do contrato. ,
E para constar se mandou afluir o presente e
publicar pelo Diario.
Secrtalas da thesouraria proxincial de Per-
nambuco w de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico que
do dia 59 de agosto prximo viodouro. peranle a
junta da fazenda da mesma thesouraria se ha de
arrematar a quem maior prego offerecer, o ren-
dimento do imposto de 4 0|0 creado pelo 16 do
art. 40 da lei provincial a. 510, nos municipios
seguiates :
Igoorass.
Bonita.
Garanhans.
Brejo e Cimbres.
Florea.
Boa-vista.
A arrematadlo ser feita por tempo de dous
annos, a contar do 1." de julho correal*.
E para constar se mandou afBxar o presente e
publicar peta Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 30 de julho d 1861.O secretario,
A. F. d'Annuociscio.
O Dr. Francisco de Asis Pereira Rocha, juiz de
direito especial do commercie desta cidade do
Recite, capital 4* provincia da Pernambuco e
seu lersao, por S. M. Imperial e Constitucional
o Sr. D. Paira II, qae Deas gaarde, ir.
i o presenta edital viren e
delle noticia liveram, que no dia 8 de agosto se
ha da- arrematar por venda a quem maisfder, em
pra^a publica deste juizo, na sala dos auditorias,
um mulato de nome Eugenio, com 35 annos de
idade, pouco maisou menos, avallado por 1:0009,
o qual foi peahorado por execacl de Jos lap-
tista Ribeira da Paria, contra Mano! Jos Leite ;
a nao haveado lanesdor que cubra a prega da
vartacaa, eemmalacto sataY taita peto valor da
adjudicarlo com o abatimento da lei.
E para que chegue ao conheeimento de todos,
mandei passar editaos qne sarao publicados pela
imprensa e afiliados nos lugares do costume.
Recifo 4 de julho de 1861, 40a da independen-
cia e do imperio do Brasil.
Eu Manuel Hara Rodrigues do Nascimeoto, ea-
crivle o subacrevi.
Francisco de Asm Pereira Rocha.
Declararse*.

(trMtfJUl
CORREIO.
Pela administradlo do correio se fez publico
que boje (31) as 11 horas em ponto ser fechada
a mala qne deve conduzir o hiate nacional cBom
Amigo com destino a ilha de Fernando.
Collectoria provincial de
Olinda.
O coliector de rendas-provinciaes da cidade de
Olinda manda fazer publico pelo presente que
tem designado os dias de segunda, qnarta e sex-
ta-feira da semana para proceder os lancemenlos
da decima urbana, e dos impostes de 4 |0 sobre
e aluguel das casas de diversos estabelecimeates
eommereiaes, de 8 0(0 sobre o aluguel das casas
em que estiverem os escritorios, de 20 0|0 de
agurdente do consumo, de 5 0)0 sobre os alu-
gaeis das casas poruenles s corporales de
mao mora, edo imposte sobre os carros de pas-
seio e de aluguel, para o anno finaoceiro de 1861
a 1862 ; e que nos outros dias da semana conti-
nuar' a arrecadaglo da decima urbana perten-
cente ao ejercicio de 1860 a 1861, da divida ac-
tiva, e mais imposices a cargo da mesma col-
lectoria.
Collectoria provincial de Olinda 29 de julho de
1861.O escarno,
Jlo Connives Rodrigues Franga
Inspecco do arsenal de ma-
rinha.
De ordem de Sr. inspector fago publico, que
nos dias 20, 26 e 3i do corrente mez, estar
venda em hasta publica na porta do almoxarifa-
do desta inspecglo, comegando as pracas s 11
horas da manhla, o casco do brigue escuna Xin-
g, forrado de cobre, de 94 ps de com primelo,
24 de bocea, e 12 de ponlal, avaliado com todos
os seus perteocesem 1:3785 bem como os objec-
tos desse navio, seguintes :
Msstresgo.
Hastro de traquete, dito grande, gurup, pao
bojarrona, dito de giba, de plca-peixe, maslaro
de joanete inteiro, dito do velaxo, ditos de jua-
nete e sobre, retranca, carangueija grande, dits
do latino, pao do fuso deste, vorga do traquete,
dita do velaxo, ditas de joanete de proa e do so-
bre, dita secca, dita de gavea, dita de joanete
grande, dous paos de surriolas, dous ditos do
cutello do velaxo, dous ditos dos do joanete, um
dito de bandeira, um sexto de gavea e dous vaos
de joanete grande e de prda ludo* avaliado em
1:2199000.
Amarrago.
Duas ancoras e duas amarras de pollegada com
160 bragas, avaliado em 3369960.
Apparclho.
Todo denominado xo com o competente po-
liame, avaliado em 660&000.
Panno.
Urna audaina, avallada em 5359000.
A venda tendo de effectuar-se na ultima praga
sendo que o dito brigue escuna est em frente
deste arsenal franco ser examinado pelos pre-
tenden tes.
Inspecglo do arsenal de marnha de Pernam-
buco em 16 de julho de 1861.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos-Anjos.
Santa casa de misericordia do
AS
jasagmes JayrWw.
Agencia ra d* Trapiche a, 9.
Aid odia 1.* de agesto esposo au dos porto*
do sal o vapor frasees Jf&itm,- eammaadant*
Vedel, o qaal depois da domara- da coscan* se-
guir pra Bordeaux, coa calas por S. Viesas*
(onde ha um vapor em correspondencia eom
Goree) e Lisboa.
A eompanhia nearrega*** de segurar sa mer-
cadorias embarcadas a bordo dos vapores e re-
cebe tamben dinheiro e objectos de valor eom
deatioo para Londres, em tranzito por Bordeaux
e Boulogne. Para as condiccoes, frete, e passa-
gens, trata-se na agencia.

O novo e veleiro brigue portuguez Bella Fi-
gueireuse, capltio Jos Ferreira Lessa, pretende
sahir at o dia 12 de agosto, por ter a maior
parte do seu carregamento prompto, para o res-
to da carga e passageiros para os quaes tem ex-
cellentes commodos : trata-se com seus consig-
tarios P. S. Rabeflo & Filho, largo da Assembla
n. 12.
Lisboa.
Vai sahir com toda a brevidado o brigue por-
tuguez Soberano por ter o sen carregamento
quasi completo : para o resto e passageiros, tra-
ta-se com o consignatario T. de Aquino Ponseca
Jnior, ra da Cacimba n. 1, primeiro andar, ou
com o capillo na praga.
wflK
COlfAtHU PERMBUCIIU
DE
iXavegac rosteira a vap.>r
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu', Aracaty Ceara',
e Acaracu'.
O vapor Jaguaribe, coramandante Lobato,
sahir para os portos do norte.at o Acarac no
dia 7 de agosto s 4 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 6 ao meio dia. En-
commendas, passageiros e dinheiro a frete al o
dia da sahida a 1 hora : escriplorio no Forte do
Mattos n. 1.
Para a Aracaty
sahe o hiele Dous Irmaos; para carga trata-se
eom Martina & Irmao, ou com o mestre Joaquim
Jos da Silveira.
\
Grande toja de
miudezas n. 38,
DA
Ra de Imperador.
Sexta-fera 2 de agosto.
Joaquim Henrique da Silva desojando acabar
com seo estabelectmeoto de miudezas sito na
ra do Imperador n. 38, vende-lo-ha em leilao
por intervengan do agente Antones,a retalbo ou*
vontade do comprador oa em um s lote a dl-
oheiro ou a prazo, cujo estabelecimento coutm
doas armsgoes de rauito gosto efazenda* muito
bem acondicionadas, que serio vendidas pela
maior prego ofTereoieo ; no da cima designado
as 11 horas em ponto.
DE
Venda-se urna carroga de conduzir gneros da
altandega, por prego commodo.
ES*
1 meia agua
Quinta-feira 1' de agosto.
Cusa Carvriho faro leilao no dia cima as lt
horas em ponto em seu armizem na ra do Im-
perador n. 35, de urna meia agua no becco do
Uoiteiro n.8, em solo profiri, com quintal, ca-
cimba, 2 quartoa a 1 sala.
LEILAO
Quinta-feira 1 de agosto.
PELO AGENTE
JHLXaJHU
No mencionado dia e pelas 10 horas da ma-
oha o referido agente far leilao por conta de
quem pertencer no armazem da ra do Vigario
n. 18. em lotes a vontade dos compradores.
DE
140 barris e latas de ferro com pregos de diver-
sas qualidades, alguos delles com toque de
avaria.
2 tanques de ferro.
21 aparadores de facas.
Tolo ser vendido sem reserva de prego para
fechar conlas pelo que der.
LEILAO
Recife.
O patacho nacional Barro 1, de superior mar-
cha, segu com brevtdade para e Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-se
Amonto & Filho,ruada Cruz n. 45
capito a borde.
com viuva
ou com o
ttttv
KS
Para
A Illma. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife manda fazer publico, que
no dia 7 do prximo futuro mez ir a praga a ar-
rematsgo de fornecimento da carne verde que
precisarem os eslabelecimentos de caridade, e do
dia da arrematagao at 31 de dezembro do corren -
te anno : os pretendentes devem dirigir as suas
propostas em carta fechada no dia cima declara-
do, pelas 4 horas da tarde, na sala das sessoes da
mesma juuta.
Secretaria da sania casa de misericordia do
Recife 29 de julho de 1861.O escrivo,
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
Os abaixo assigoados fazem sciente aos pos-
suidores de carros de aluguel de 4 e 2 rodas,
mnibus, carrogas e vehculos de condugo avi-
sen a mesa do consulado proviocial, aOm de re-
oeberem o numero que tem de mandar por nos
mesmos, com os quaes tem de serem matricula-
dos na repartigo da policia, devendo-se flodar
o prazo no dia ultimo do mez correte.
Primeira aecgao da mesa do consulado provin-
cial 13 de julho de 1861.Os laogadores,
Joo Pedro de Jess da Malta.
Demetrio de G. Coelhe.
Pela administrago do correio desta cida-
de se faz publico que em virtude da convengio
postal celebrada pelos governos Brasileiro e
Francez sero expedidas malas para a Europa no
dia 31 do correte mez, de conformidade com o
o aoouncio deste correio publicado no Diario
de 29 de Janeiro ultimo. As cartas serio rece-
bidas at 2 horas antes da que for marcada para
a sahida do vapor e os jornaes at 4 horas an-
tes. Correio de Pernambuco 24 de julho de
1861.O administrador. Domingos dos Passos
Miranda.
Pela admislragao do correio desta provincia
se faz publico para fins convenientes, que em
virlude do disposto no srt. 138 do regulamento
geral dos correros de 21 de dezembro de 1844 e
art 9 do decreto n. 785 de 15 de maiodel851,
se proceder a consumo das cartas existentes nes-
ta administrago, pertencentes ao mez de julho
do anno passado, no dia 3 de agosto prximo, s
11 horas da manha, na porta do mesmo correio,
e a respectiva lista se acha desde j exposta aos
interessados. Administrago do correio de Per-
nambuco 26 de julho de 1861.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
THEATRO
Lisboa e
Porto.
Segu com brevidade o brigue nacional Eu-
genia, de primeira classe, capillo Maooel Exe-
quiel Migeos, o qual tem dous tergos da carga
engajada, para o resto que lhe falta e passageiros
traa-se no escriplorio de Azevedo & Hendes
ra da Cruz n. 1, ou com o capito na praga.
Aracaty.
Segu brevemente para esse porto o hiale na-
cional Exhalago : para carga e passageiros
trata-se com Gurgel Irmaos na ra da Cadeia do
Recife n. 28 1* andar.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nicional
Almirante, capito Henrique Correia Freitts, o
qual tem parte da carga prempla : para o resto
que lhe falta e escravos a frete, trata-se com
Azevedo & Hendes, ra da Cruz n. 1.
Baha.
Segu a sumaca Hortencia, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da- carga que lhe
falta e passageiros, trata-se com Azevedo & Man-
des, ra da Cruz n. 1.
QUARTA-FEIRA 3i DO CORRENTE.
Costa Carvalbo, fara' leilao no dia
cima asll horas em ponto em seu ar-
mazem na ra do Imperador n. 35, de
um terreno sito na ra do Ouro junto
da casa nova do Sr. Moreira, com 40
palmos de frente e 1 i6 de fundo : as
11 hora em ponto.
LEILAO
DE
Farinha de mandioca.
O agante Hyppoto fara' leilao por
conta e risco de quem pertencer de
urna porcao de saceos com farinha de
mandioca : quinta-feira 31 do corren-
te as 11 horas em ponto, no armazem
dos Srs. Machado & Dantas, na ra da
Madre de Dos.
LEILAO
DE
Duas caixas com
bichas*
Quinta-feira Ia de agosto.
Aotunes far leilao na ra da ra da Cruz n.
4, de 2caixas com bichas muito boas chegadag
ltimamente, no dia cima designado, as 11 ho-
ras em ponto.
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
25 RECITA DA ASSIGNATURA.
AMANHAA
Quinta-feira, 1 de Agosto de 1861.
scena pela segunda vez oeste theatro
Subir
o muito excelleute drama
prologo, original francez,
em cinco actos e um
COMPANHIA PERNAMBUCANA
Navegacao costeira a vapor
O vapor Persivunga, coramandante Motira,
segu viagem para os portos do sul de sua es-
cala no dia 5 de agosto as 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 3 ao meio dia. Passagei-
ros e dinheiro a frete at o dia da sabida s 2
horas : escriplorio no Forte do Mattos n. 1.
Para o Aracaty e Ass
segu em poucos dias o hiato Camaragibe por
j ter metade de seu carregamento ; para o resto
e passageiros, trata-se com Luiz Borges de Cer-
queira, na ra do Vigario n. 5.
Para Lisboa. *
O brigue Constante, sahe impretarivelmente
no dia 6 do prximo mez de agosto anda rece-
be alguma carga e passageiros, para^p que se
trata com o consignatario Thomazde Aquino Fon-
seca, ra do Vigario n. 19. ou com o capillb Au-
gusto Carlos dos Res.
Aysos diyersos.
A commis?5o liquidadora dos ere-
dores da massa do tallecido Manoel
Buarque de Macedo Lima, pede aos Srs.
devedores a referida casa que se diri-
jam a satisfazer seus dbitos a referida
commiss&o todos os dias uteis das 10 ho-
ras da manhaa.as 2 da tarde na ra da
Cadeia do Recife n. 26, primeiro andar.
A commissao roga mais a esses Srs. de-
redores, que nao a obligue a tancar
mao dos me ios judiciaes ou do jornal
para haver essas importancias de que
sao seus de redores.
Ldloes.
SUZANA.
Toma parte toda a eompanhia.
Terminar o espectculo com a linda comedia
en um acto, ornada de msica,
A Gorda Sensivel.
Cometaria 7# horas.
Atsos martimos ~"
Maranho e Para
O bacharel Gusmio Lobo, promotor
publico e advogado, pode ser procurado
das 9 as 3 horas em casa de sua residen-
cia, & ra do Cabdg n. 61 D.
Consulado de Franca.
LEILAO
Hotel inglez.
O agente Hyppoto da Silva autorisado pelo
Sr. cnsul de Franca, far leilao do hotel ingles
site na roa do Trapiche ns. 3 e 5 o qaal ven-
dido por ter fallecida Mademaselle Maonier co-
ndecida vulgarmente pelo nomo de Duboia, sen-
do que um dos primeiros pagamentos que so far.
depois de effectuada a venda ser ibi letra per-
teoeente ao Sr. Dr. Nabor, a oulros crederes.
E' desneeessario dizer-se qae o mesmo hotel es-
t boa montado.' oa preeandeotee poia para in-
formaces dirijam-so desde j a chancellara do
consolado do Franca das 10 hacas do machia aa
3 da tarde doa dias ulais que ahi encontrarlo
. O hiato Novaos segu com brevidado : pora as claaaulss especises para arremalacio. O lei-
carga e passageiros, trata-se com os consgnala- lio tere lugar na chancellan a do coosolado de
rio Harqoes, Barros 4 C, largo do Corpo Santo Fran? no diaquarta-feira 7 de agosto prximo
numero 6. ..... I fatuo u II howat ponto.
Um moco ha 'pouco chegado nesta cidade
ofiereee-so para caixefro de escripia, ou para es-
crever em algum escriptorio de advogado e de
tabelliio, para o que ae acha habilitado : pode
ser procurado na ra da Matriz (Boa-Vista], casa
numero 68.
Jos Antonio de Oliveira e Silva e sua
mulher intimamente reconhecidos, agra-
decen) muito a todas ss pessoas qae se dig-
naram de acompanhar o enterro de sen in-
nocente filho Jos a s o fazem por. este
mel, pela actual impoasibrlidad em aj*
esto de fazo-Ib a cada -rual pesaoalmente.
Pretende-so arrendar um aillo que aoja
grande, e que tenha fructeiras. sondo perto des-
ta praca : quem o livor, difija-se a ra Imperial
o. 187, padaria, on annuneie por este jornal para
ser procurado, para tratar.
A sociedade establecida nesta cidade, e
que gyravb sob a firma Costa & Ssmpaio, foi ho-
ja dissolvda por escriptura publica lavrad as
notas do tabellio Abranches, (loando a liquida-
cao da mesma sociedade a ciego do socio Anto-
nio da Costa Carvalbo.
Lisboa l.e de julho de 1861.Antonio da Cos-
ta Carvalho.Antonio de Padua da Silva Sam-
palo. -----
Tendo-se dissolvldo a sociedade que gyrava na
eldade de Lisboa com a firma Costa & Sampaio,
pela desligaejo do socio Antonio de Padua da
Silvs Sampaio, o >cio chafe e capitalista da-
qaella firma, Antonio da Costa Carvalho, cerni-
na* no mesmo negocio de commissoes e opera-
(des bancarias, a que tem associado Ignacio Pe-
dro Silveira, guarda-livros que foi, e interessado-
na mesma Qrma, sendo a nova razio social An-
tonio da Costa Carvalbo & C.
A aenhora casado1 sem filho, moradora no
largo do Paraizo, que se offerece para ama de
leite, dirija-se Pora de Portas, ra dos Guara-
rapea n. 30, qae achara com q\em tratar.
Aluga-se urna escrara pa. N servido interno
e externo de casa de familia : qu ) precisar, di-
rija-so ra do Livrameuto n. 22, tereeiro andar.
Oflerece-se urna pessoa bastante habilitada
para enainar piano, canto e desenlio, garanta
que suas alumoas em breve tempo fario pro-
gresso por ter de eosinar pelo methodo mais
abreviado : quem de seu presumo quizer utili-
sar-se procurar na Capuog, ra das Pernara-
bucanas, casa doa herdeiros do tenante Capris-
tano.
O abaixo assigosdo faz ver ao respetavel
publico em que o Sr. Manoel Jacinlho de Souza
Travasso dexoa de ser seu caixeiro desde o dia
8 do correte.
Francisco Jos da Costa Ribeiro.
O abatxo assigoado, morador na ra de
Queimado n. 14, faz sciente que existe em seu
poder um pequeo bah que foi achulo na esca-
d da casa de sua residencia, o ser entregue a
quem der os verdadeiros signaes. Recife 30 de
julho de 1861. Jos Rodrigues Ferreira.
O abaixo assignado, morador na freguezia
do Cabo, declara para que nao haja engao, que
nada dave nesta praga. Recife 30 de julho de 1861
Manoel Joaquim do Reg Rurelo.
Quem precisar de urna ama de leu, diri-
ja-se a ra das Cruzas n. 41, segundo aodar.
Ama de leite
Na ra do Ouro o. 6, ha urna ama eom unn.
bom leite.
Aluga-se o segundo aniar da casa n. 15 da
ra do Rosario : quem pretender dirjase a ra
do Livramento n. 38, loja.
Na ra da Cadeia do Recife, loja de ferra-
gens n. 44, de Tnomaz Fernandes di Cunha,
existe urna carta para o Sr. Jos Martina de Mau-
ra, filho do Sr. Jos Martina de Moun Serra, na-
tural da freguezia de Fanzes, do conselho de
Gondomar, em Portugal, que muito se deseja ser
entregue.
A commissao liquidadora dos credores da
casado fallecido Manoel Buarque da Macedo Li-
ma, roga aquellas pessoas que se julgarem ere-
doras por letras ou conlas de Irnos, que se diri-
jan) com os seus ttulos roa da Cadeia do Re-
cite n. 26, primeiro andar, das 10 horas da ma-
nha s 2 da tarde, para serem verificados e clas-
sifleados pela referida commissao
Manoel de Souza Brasil, subdito port'iguez,
relira-se para o Ro de Janeiro.
Precisase de um menioo portuguez para
caixeiro de taberna : no hotel Aurora, confronte
a matriz da Boa-Vista.
Precisa-se de urna ama secca para criar
urna crianza : na ra da Cruz n. 15, segundo
andar.
O abaixo assignado remetteu pelo paquete
Magdalena para serem veudidos pelo seu cora-
missiooado na corte do Rio de Janeiro 100 bille-
tes inteiros e 200 meios da presente lotera (5a.
parte da 4.a do Gymoasio Pernambucaoo)
O thesoureiro,
Antonio Jo Rodrigues de Souza.
Precisa-se de urna ama de meia idade: no
pateo da Ribeira n. 13.
Aluga-se urna sala de um primeiro andar
no becco da Pule : a tratar na ra do Crespo n.
20, esquina.
Aviso ads senhores mar-
cineiros
Cela de superior qualidade : na ra da Cadeia
do Recife, loja de ferrageus n. 44, de Thomaz
Fernandes Oa Cunha.
Libras sterlinas.
Ha para vender, na ra da Cadeia do Recife n.
12, em casa de Bailar & Oliveira.
Yende-se urna casa terrea de podra e cal na
ra do Motocolumb o. II ; quem pretender, di-
rija-se a ra Direita dos Afogados n. 13.
Venlem-se queijos do serto muito novos
de prensa : no armazem do caes da alfandega
numero 3.
Attenco.
Vende-se urna armacao no pateo do Terco n.
20, propria para um principiante ; quem preten-
der, dirija-se a mesma, que achara com quem
tratar, e far-se-ha todo negocio.
* *
Vende-se a todos miudezas baratas
Apparega dinheiro que a vista faz f ;
Correi treguezinhos s estrellas gratas
Que no Rosario divisara a loja que .
[Lojadas tres estrellas, ra
larga do Rosario n. 33
Nesle estabelecimento queima-se sem reserva
de prego : Fitas lizas e tarradas finas, bicos de
linho e de seda, labyriothos, rendas, babados de
linho do Porto, transas e franjas de seda e de lia,
galo branco para enfile de vestidos, eofiadores
para roupes de linho e de seda preta, botoes de
metal para calc,a, ditos de massa para paletols,
ditos de retroz para casaca, ditos de vidro de li-
nho para casaveque, brincos e rozelas douradas,
escoras para falo, para sapalos, para denles e
para unhas, tramoia em pegas de quinze varss,
cruzes e vernicas finas, rosarios de Carolina e
de osso finos, linhasde meada, de peso e de car-
retel, enfeiles de fita e de *idrilho, carteiras de
marroquim e de chagrejn, ditas grandes para pa-
pis, requife preto de lia, caixas de bfalo, de
massa, de chumbo e de raz para tabaco, relogios
para meninos, dedaes de metal branco e ama-
relio, esporas para salto, phosphoros em caixas e
em barrizinhos, estampas de santos finas, colo-
ridas e em fumo, pequens e grandes, ditas em
quadros, sortimento de frocos, fio para sapaleiro,
fita com clcheles, sombra para flores, grvalas
de seda, guardanapos de linho, caixiuhas de tinta
para desenbo, golas de seda preta e de cores, fita
de velludo prelo e de cor, luvasdeseda, ditas de
torcal sem dedos, ditas do Jouvin que se vende
at por 200 rs., leques finos, meias de algodo de
toda a qualidade, ditas de seda preta, medidas
para alfaiate, estojos de navalhas finas para bar-
ba, pinceis para dita, pentes de marfim ede mas-
sa para limpar a cabera, ditos de tartaruga vira-
dos, sapatinhos de merino fino e de lia, tinteiros
de metal, caivetes finos para peunas, thesouras
de diversas qualidades, e muitas outras cousas
tendentes ao mesmo negocio que tudo se vende
por todo o proco para acabar.
Os Srs possuidores de
lettras emittidas na circula*
cao pela thesouraria provin-
cial sao rogados a comparece-
rem no cartorio do tabellio
Al me ida na ra do Imperador
n.., afm de assignarem urna
procuracao em que devam
dar poderes especiaes a com-
missao encarregada da co-
branza das referidas lettras,
para que ella possa proseguir
na cobranza precitada, co-
mo de seu rigoroso dever.
55Ra da Imperatriz55
Vende-se orna porfi de ripas de louro par*
estuque e ser de eawommenda e preco raxosve).
55Ru rfa Imperatriz55
55Ra da Imperatriz55
co commodo.
Vende-se um cabriolet de 4
rodas americano para um e
dous cavallos, com os Irreios
oeeeasarios, em bom use o pre-
Dous cabriolets.
VeBdem-se muito em conta doua
cabriolis sem coberts. um com sr-
reios e oulro sem arreio : na rao do>
Imperatriz o. 55.
REMEDIO INCOMPARIVEL
UNCENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as noedesj
p\jem testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavale provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu eorpom
membros inteiramente saos depois de havor em-
pregado intilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'a
relatam todos os dias ha muitos annos; o a
maior parte dolas sao to sor prndenles que>
admirara os mdicos mais celebres. Quania*
pessoas recobraran) com osle soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes, o teo>
deviam soffrer a amputacao I Deltas ha min-
eas queuavenJo deixado esses, asylos de pado-
timeatos, para se nao submeterem a essa ope-
rado doldrusa r----- MirpdM complementa
mediante o uso desse precioso remeui. \\_
guraas das taes pessoa na enfusio de seu recn-
nhecimeoto declararan! estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afira de mais autenticaren! sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude so
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio cousta n temen te segu indo ilgum tempo o
trata ment que necesstasse a natureza do mal
cujo resultado seria provar incontestavelmento.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
lurtnente nos seguintes casos.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Cortaduras.
Dores de cabeeo.
das costas.
- dos membros.
Enfermidades da culis
era geral.
Ditas de anus.
Empcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieirsjp.
Gengivas escaldadas.
I n chaces.
Inflammacjio do figado.
Inflammac.ao da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
QueimadeUs.
Sarna.
Supuragoes ptridas.
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ules ras na bocea.
do figade.
das articulacoes.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, cStrand, e na loja
de lodos os boticarios droguista e outras pes-
soas eacarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha contera
umi insirueco em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharrnaceutico, na ra de Cruz n. 22, era
Pernambuco.
Calcado
grande sortimento.
45 Ra Direita 45
Qual ser a joven e linda pernambucana, :ie
nao procure animar este estabelecimento man-
dando comprar urna botina da gosto? Qual a
mii de familia, prudente e econmica que lh<*
nao d preferencia pela qualidade e preco? Qual
o eavalheiro eu rapaz do positivo, que nao quei-
e comprar por 8, 9 e 10, o calcado que em outra
parte nao vendido se nio por 10, 12 ou ti?
attendam ;
Senhoras.
Botinas com luco (Joly] e brilhactina. 5)500
com laco, de lustre (superfina). 59500
> com laco um pouco menor. 58000
sem laco superiores. .... 55000
sem laco nmeros baixos. 49500
sem lago de cor....... 4900O
Sapatos de lustre........ 19000
Meninas.
Bonas...........4S40O
para crianzas de 18 a 20. 395U0
Homem.
s (Nantes) lustre.......lOgOdO-
(Fanienjcourodeporeo inleirissas lOjOOO
> (Panien) bezerro muito frescaes. 9g50O
diversos fabricantes (lustre). 9$0PO
o inglezas inleirissas.....99000
gaspeadas.....89500
> prova d'agua. 8)500
Sapates.
Nantes, sola dupla.....: 59500
urna sola......... 500O
para menino 4J e..... 3s5UO
Sapates lustre.......... 5900O
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos.....S9OOO
Frsncezes muito bem feitos.....19500
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo e do rerdadeiro corda o para botinas de ho-
mem ; muito couro do lustre, bezerro francos,
marroquim, vaquetas, couros preparados e em
broto, sola 0, taixas etc., ludo em grande,
quantidade e por precos inferiores nos de outrem.
CONSULADO PROVINCIAL.
O administrador da mesa do coosulado pro-
vincial faz sciente aos agentes de leilftes para que
apresentem aesta reparticio as notas dos qu
bouverem feito do priaeiro do crrante mez
em diante, para que possa ser arrecadado o im-
posto de meio por cento decretado pelo 30 de>
artigo 40 da lei do errmoato vigente tendo em
vista o disposto io artigo 3 do regulamento do
15 deste mez dado pelo Bxm. Sr. presidente d
provincia para observancia dasupraeiladalei,parai
o quo marca o prazo de 8 dias de conformidade
cera aa ardeos do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria provincial em referencia ao artigo 8 do
j citado regulamento. Oulro sim faz sciente
aos mesmo que na (alta de cumprimento deste
dever seri. cumprido a dis;osicio dos 1 e 2
do artigo 4 do mesmo regulamento.
Hoza do consulado provincial de Pernambuco.
14 de *iuo do 1361.
(. Antonio Cameiro Hachado Rios.
&

3


M
DIARIO M P1AJIAMD00. *a QU4RTA FEIRa 81 Dft JLHO DE 181.
#^e&s;qrcgg>88s: s:cc 3s5c AO PAVAO
A'
Ra da lmperatriz n, 60.
DE
Neste eslabelecimento
se hornees
cimento existe um completo sortimento de faz encas proprias p
8{000
2J000
29240
8600
Ricos enfeites com franjas e bolotas a
Grosdenaple muito encorpado e de
bellisslmas cores, covado............
Dito lavrados de apuradosgostos a....
Organdiz, beilissimo padroes, covado
Mimos do co, fazenda muito moder-
na, covado............................ 1^200
Maoteteleles de fusto branco com bo-
nitos lavores......................... 8#000
Dito de fil prcto e capas.............
Tarlataoas dejlodas as cores, vara..
Csmizetas com manguitos e golinhas
Ditas muito finas......................
Gollinhas de fusto proprias para se-
nhoras e menina.................... $660
Ditas bordadas muilo finas............ 800
Ditas ditas............................... 1000
Chitas trncelas....................... 240
Ditas muito superiores................ 3240
; Ditas idem.............................. 260
! Dilasidem...............t.............. 5J280
Gollinhas mu.',o superiores .......... S^OOjfcs
Ditas idem............................ 3z0&
PARA 1IOMENS. U
Patots de casimira de cores claras
eeacuras............................ 16800031
Ditos de pao preto muito finos..... 169000%
Ditos ditos.......................... 18O0OW
Ditos ditos............................ 209000
Dita de casimira muilo fina de cor
escura .............................. 20&O00
Caigas de casimira decores.......... 89000
Ditas................................ 9J000
Ditas pretos.......................... ,8*000
Coletea de veludo, selim e gorgorao 9
Chapeos do sol de seda............... 6$000
Calcs de ganga feanceza............ 39000
Ditas de brim encorpado............. 2*000
Damasco de la com seis palmos pro-
prios para cobertaa para mozas o
pianos.
l
Muitas ostras faztQdas deixam-se de mencionar o proco, mas que te vendem muito em
g conta, assim comanum grande sortimento de tiras bordadas, .saias balo para senhoras e
meninas, cassas/e cambraias de todas as qualidades tanto brancas como de cores, superior
* grosdenaple p/eto, do-se amostras com penhor ou mandam-se as fazendas por caixeiro da
$g loja do Pav!
StgeBaafrsss 3bss:b sa^wafe o- s3ss^cca>>>ss5ss s&3me&8e

*3
a
O
ts & 0 3
Industria americana.
N. O. Bieber & C, successores,
ra da Cruz n. 4.
parlic-ipam so publico que novamente receberam
urna grande collecco de artigos da industria
Dorte-americana, comosejam :
MACHINAS
para cortar capim, para descarocar milho, para
moer milho e caf, para fazer farinha de milho
em tioura igual a do trigo, para fazer bolachinha
de todas as qualidades em grandes porcoes, para
lavar roupa em 10 minutos, e para regar norias,
jardim e baixos de capim, e decozer soceos, cou-
ro, etc.. etc.
INSTRUMENTOS PARA AGRICULTURA.
Arados, cultivadores para limpar a trra, fac-
{oes proprias e expressameole feilos para cortar
canoa, machados, machetes, enchadas, ps, as-
sim como urna immensidade de ferragens finas,
bombas, carros de mo.
CARROS
legantes e leves para douas o quatro pessoas,
com arreios para um e douscadallos ; neste ge-
nero possuem igualmente desenhos de todos as
modelos e gastos, com os precos marcados e acei-
tara encommendas delles.
PARA USO DOMESTICO.
Obras de melaes f rincipe prsteado, em vista
igual prata, e que nao perdem a cor, aendo :
pparelhos para cha ecaf, galheteiros, porta-li-
cores, bandejas, cestas para fructas, apparelhos
para fzerch, ditos para coziuhar ovos, etc.,
. te.., etc.
Coiheres do mesmo metal, faccas finas cabo de
jBarfim, garios, machinas para torrar caf.
Urna knmensidade de obras defolha de Flan-
dres envernisadas para toilete, ditas de madeira
aecessarias para cozwiha, taboas para lavar rou-
pa sena estraga-la, ferros econmicos para en-
gommar roupa. Costureiras, condessas e balaios
para guardar roupa, urna infinidade de objectos
de phanlasia proprios para gabinete de senhoras.
Cxm com ferrameota fina. Brinquedos, car-
uinhos para meninos. Chfala para dar appa-
xencia nova a mobiliae.
Hotel Trovador.
44/?ua Larga do Rosa-
rio n. 44.
Francisco Garrido previne ao publico qne de-
vfl dissipar-se a medo de caresta que inspirava
o anligo proprietario Jos Pires d^Carvalho, evi-
tando as consequenciag da caresta, como amitos
freguezet d l se lenharoa fugentado, elle previne
que ha ja um anno e meio se acha frente deste
alabelecirnenlo. Hoje se acham sempre promptos
das oito s onz oras, almoco solido a 600 rs.,
jaotar a 1JOOO, hospedes, cama o mesa ao dia 29,
c pan djvertimeDto eoeontraro os reguezes um
primoroso bilbar chegado ha pouco de Paris.
MA
Precisa-se de urna ama forra ou escrava para
o ser*ico de duas pessoas, que saiba coziuhar e
eogommar: na ra do Queimado n. 39, primei-
ro andar.
O
3Ra estreita do Rosario3
Atteneo.
Pede-se aoi devedore la loja do fi-
nado Antonio Francisco Kereira quei-
ram vir a mesma loja saldarem suas
coritas no prazo de 15 diai, do contra-
rio procurarse-ha receber como lhe
faculta a le. Recie 19 de lulho de
1861.
Kd* dt* ais fin&fie m'ww'-
mam mmm maim milm mwim un HfSfffflMnWMM
Atteneo.
*
Francisco Xavier Pereira d Brito, so-
licitador da fazenda geral, tendo exercido
por espado de 8 annos o officio de solicita-
dor de causas na cidade de Porto-Alegre,
adquirindo por isso urna grande pralica,
pretende aqui encarregar-se do andamen-
to de qualquer causa nos differentes jui-
zo8, despachar escravos e tirar passapor-
tes na policia, e promover cobrancas. B
como tem na corte i sua disposigao um
habilitado procurador tambera se encar-
rega de mandar agitar l o andamento de
qualquer pretenco peranle as secreta-
rias de estado e thesouro, e de qualquer
8 causa que tenha de seguir por meio de
recurso para o supremo conselho.
H Qualquer pessoa que se queira ulilisir
i de seu prestio pode o procurar das 9
|{ horas da manhaa at as 2 da tarde na ra
9 das Triocheiras n. 13, e fora destas horas
al na ra de S. Francisco, sobrado n. 72.
^^t!*^ *"" www non warw wvwvwwwotv
Vicente Lafoarcade, subdito Francez, reti-
ra-se para o Rio de Janeiro.
Traspassa-se por 10 mezes urna hypolheca
Importante
Aviso
Na loja de'4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, paraeujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempennar toda e qualquer obra que se lhe
encommende ; por isso que taz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidad e aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambis trata-se fazer o far-
damenlo todo completo conforme se usa no Rio
! de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
l vieram ; alm disso faz-se mais casaquinhas
de 4:000$ em um bom sobrado nesta praga, pa- para montara, frdelas ou jaqueles, bem como
gando-se meosalmente os juros proporc;o que colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
se forem vencendo para o que se comprometi'do maiore de cavallaria, quer seja singelos ou
os alugueres do mesmo sobeado:. a tratar na ra ; bordados a espequilha de oaro ou prala, tudo ao
ra das Laraogeiras n, 18, segando andar. gosto da Europa, tambem prepara-ee becas para
WftJB-jl(>^*<>*atWClflQ[ rt'""|"T'--<"'-''' e de qualquer juiz seguodo o
m--------..n. swsstHr^'"^"jg.estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
] conbecidas al hojo, assim como tem muito ricos
! desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
i far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
|carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
! que por tudo se tica responsavel como seja boas
. fazendas, bem feito e bom corte, nio se falta no
j dia que se prometter, segundo o systema d'onde
: veio o mestre, pois espera a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
j perimentar.
' Na loja 'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
. recebeu um completo sortimento de gollinhas de
missanga, sendo de todas as cores
XfMSMSdl&MS-MStf a&attsValfllBM
*!^w-'^ mut-m w-.^ wmm wviwwttm iJ?HffWf5!frii
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
B4ST0S k REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res u. 47.
Francisco Pinto Ozorio continua a col- a
0 locar denles artificiaos tanto por meio de m
9 molas como pela presso do ar, nao re- at
q cebe paga alguma sem que as obras nao m
H fiquem a vontade de seus donos, tem pos m
tj e outras preparaedes as mais acreditadas ag
^ para conservaco da bocea.
Gassino Militar
Pernambueano.
A directora participa a lodos os Srs. socios,
que se acha marcado o dia 14 do prximo futuro
mez para a terceira partida, e roga aos meamos
hajam de apresentar suas propostas at o dia 2
de agosto.
A directora lembra aos Srs. socios que, todas
as propostas enviadas depois do dia 2 nao serio
mais aceitas, como frisa o 7 do art. 13, assim
como igualmente aquellas que nao ttverem os
preceitos do 6o do mesmo artigo.
Outro sim roga a todas as familias convidadas,
a fiel execuco dos artigos inscriptos em os car-
loes de convites.
Recife 27 de julhode!861.
Antonio Vilella de Castro Tavares,
1. secretario.
O abaxo assigoado na qualidade de procu-
rador bstante de Jos Joaquim Fernandas da
Kocha Viaooa, faz sciente ao respeitavel publi-
co, e muito principalmente ao respeitavel corpo
do commercio, que em virtude das ordena rece-
idas de seu constituinle, precisa que no prazo
de tres dlaa se lhe aprsente as contas de debito
feitas por Thomaz Maooel Ribeiro ; as compras
para sortimento da taberna n. 9, sita na rus do
Senzala Nora. Joaquim Goncalres Beltrp.
Consultas medicas.
Sero dadas lodos osdias pelo Dr. Coi-
me de S Pereira no seu escriplorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas*
da manhaa menos aos domingos sobre;
1. Molestias de olhos.
2.* Molestias de coraco e de peito.
3. Molestias dos orgos da geraco e
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or-
dem de suss entradas, comecaodo-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Ioslrumritos chimicos,acsticos e p-
ticos sero em pregados em suas consul-
I tajes e proceder com lodo rigor e pru-
n dencia para obter certeza, ou ao menos
tt probabilidade sobre a sede, natureza e
S causa da molestia, e dahi deduzir o-plano
| de tratamento que deve destrui-Ia ou
a curar.
m Varios medicamentos sero tambem
g empregados gratuitamente, pela cer-
m teza que tem de sua verdadeira qualidade,
promptido em seus effeilos, ea necessi-
dade doseuempregourgente que se usar
ffl delles.
m Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
I doentes toda e qualquer opersco que
W julgar conveniente para o restabeleci-
X ment dos meamos, para cujo fim se acha
^ prvido de urna completa colleccao de
O instrumentos indispensavel ao medico
X operador.
Aos Srs. subscriptores, donos de terre-
nos a edificar, donos de olarias, tor-
nos de cal. fornecedores de madeira,
mestres carapinas, pedreiros e mais
pessoas que quizerem fazer parte da
sociedade de edificaces, etc.
Senhores.Sendo-me preciso conhecer o mais
breve possivel o numero, a exlensio e a silua-
50, assim como o valor aproximalivo dos terre-
nos offerecidos por varios e numerosos propie-
tarios que com o valor dos mesmos terrenos que-
rem concorrer para a formaco do capital social,
venho por esta convidar a todos a remetter-me
em carta fechada o termo de subscripto que
acompaoha o prospecto que lhes tenbo en-
tregu, sob o meu sobreescripto ra do Crespo
n. 4 loja do Sr. J. Falque ou no Recife ra do
Trapiche n 14 2 andar, das 10 horas da manhaa
as 3 da larde at o dia 27 de julho corrente in-
clusivamente.
Aproveito essa mesma occaslo para convidar
a todos a comparecerem domingo 28 de julho
corrente ra do Imperador, casa n. 81 primei-
ro andar as 11 horas da manhaa em ponto para
tratar de negocios relativos a dita sociedade.
Em tanto, tenho a honra de assignar-me.
De Ymcs. mui ltenlo venerador e criado,
F. M. Duprat.
Pernamboco, 20 de julho de 1861.
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATHICO
DO DOCTOR
n SABINO O.L PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Noy) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguales molestias :
moiestio das mulheres, molestias das crian-
tas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-'.
lestias syphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes e suas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-;
falliveis em seus effeilos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos- *
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao'
tnicamente vendidos em sua pharmacia : todos \
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguidles palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
mo do Dr. Sabino sao falsos.
Vinlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irraaos & C., ra da
Cruz n.
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
dos Srs, Oldekop Mareilac & C, em Bordeaux.
Tem as seguinles qualidades:
De Brandenburg frres.
SU Estph.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
Chtean Loville
Cha lea u Margaux.
De Oldekop A Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoe.
Chaieau Loville.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em caitas qualidade inferior.
Na mesma casa ha
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris,
PHVRMVCIABARTUOLOMEO
Roa larga do Rosario n. 36
Rob l'Affectenr.
Pilulas de Alleiou.
Plalas americanas.
Vermfugo ingles.
Pillas Hollovay.
Ungento Holloway.
S

%
i
8
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazeodas e todos
estes n vendem por precos muito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacoa de superiores pannoa
e casacos feilos pelos ltimos Ggurinos a
26J, 289, 309 e a 359, paleto ts dos mesmos
pannos preto a 16$, 18$, 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
no vos padroes a 149.169, I89,209 e 249,
ditos saceos das mes mas es sem ras de co-
res a 99,109,129 e a 149, ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 89, 109, e 12g, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordo a 12$, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 10c, S
ditos saceos pretos a 49, ditos de palha de 5
seda fazenda muito superior a 49500, di- B
tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49 3
e a 49500, ditos de fusto branco a 49, S
grande quantidade de calcas de casemira 5
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 109, ditas 1
pardas a 39 e a49, ditas de brim decores 2
tirjas a2g500, 39, 39500 e a 4$, ditas de 8
brim brancos finas a 49500, 5g, 59500 e a *
69, ditas de brim lona a 59 e a 6>, colletes
degorguro preto e de cores a 5$ e a 6g,
ditos de casemira de cor e pretos a 4g500
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, dilos de brim lona a 4$,
dibs de merino para luto a 49 o a 49500,
calcas de merino para luto a 4(500 e a 5g,
capis de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamanhos : calcas de casemira
preta ede cor a 5g, 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 2J, 39 e a 39500, paletots sac-
eos ce casemira preta a 65 e a 79, ditos
deccr a 69 e a 7g, ditos de alpaca a 39,
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
149, ditos de alpaca preta a 59, bonels
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feilos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 89 e a 12g, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 59 e a 69, ditos da
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
maodar manufacturar e que para eate fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptido e perfei^o nadadei-
xa a desejar.
Nova pechincba
imperatriz Eugenie.
Finos cortes de cassas francezas de 2 saias e de
10 encontra-se o deposito das bem co- Lbab'(1 59 : na ra do Queimado n. 44.
Atteneo
5000. .
Chapeos francezes do ultimo goste, e de supe-
rior qualidade; na ra do Livramento. loja nu-
mero 38.
Vendem-se os engeuhos
S. Pedro e Espirito Santo, am-
bos moentes e correntes e
d'agua, sitos na freguezia de
S. Bento comarca de Porto
Calvo e provincia de Alagoas,
o primeiro tem casa de enge-
nto e poucas obras, porm
safreja quatro mil pes, o se-
gundo tem boas obras, porm
so safreja dous mil pes:
quem pretende-los dirija-se
amada Cadeia do Recife n.
26, primeiro andar, que acha-
r com quem tratar.
para
RA NOV N. 52.
iIENMOIE AUGUSTO BECK,
Artista em desenhos de cabellos, cabelleireiro
e barbeiro de Paris,
tem a honra de prevenir ao publico desta cidade, que acaba de abrir um estabule-. 1
cimento em grande ecala, com magnifico salea para penteiar senho-
ras. corlar os cabellos e fazer barba ; assim como urna officina para abras de ca-
ribellos. H. A. Beck o nico a quem se devem dirigir as encommendas de traba-
lhosiaesquequadros, medalhes, marrafas Luiz XV, brincos, alfioetes de peito,
botoes de puohos e peilos de camisa, pulceiras, correntes, trancelins, eortinas, enfei-
tes (breloques) para relogios, flores, emblemas, ornatos etc., etc. O cuidado que o an-
nuncianle empregar nos cabellos que lhe sao confiados, provari o quanto sabe com
prehender o valor que cala um lhes d, pois que elles sao nao s a lembranca da pes-
soa estimada, como urna parte importante da mesma pessoa.
O estabeleelmento Beck, que acaba de ser aberto, procurar merecer sem-
pre a confianza daquellas pessoas que a elle se dirigirem, promplificando rpidamen-
te as encommendas que lhe forem dalas. Na mesma casa fabricam-se eabellei-
ras postilas para homens e senhoras, barbas, topetes, trancas e bandos. Faz-se a
barba e cortam-se os cabellos por mensalidade, no eslabelecimento ou as casas par-
ticulares, assim como penteiam-se senhoras, sendo a 59000 os penteiados de noiva
ultima moda de Paris. '
Salo especial para tingir cabellos e barbas.
Agua imperial
para lavara cabeca e impedir que caiam os cabellos.
n. A. Beck convida o publico, especialmente as senhoras, visitar seu eslabele-
cimento, onde acharo patentes diversas obras em cabellos.
Ra rVovA 52.
J. FERREIRA VILLELA,
Ra do Cabug n. i 8, primeiro andar, entrada
pelo pateo da matriz.
POR
Ambrotypo o por melainotypo, sobre panno encerado, proprios
para rcmet terem-se dentro de cartas.
Sobre malacacbeta ou talco, especiaes para alfinetes
ou cassoletas.
Retratos transparentes, oflereeendo o mesmo retrato duas vistas, urna
em cores outra em preto e branco.
APPROVAlJiO E AlTORISA(iO
DA
1E-I1 imiUiti, m IIS&II3
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
mmm wmmm
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e em todas s pro-
vincas deste imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se lem obtido
na einfermarias abaiio escripia?, o que se prova com innumerosos attestados que existem de pes-
soas capazes e de dislincces.
Com estas Chapas -electro- magneticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e in-
fsllivel em todos os casos de inflammac.ao ( cansado ou falla de respira/o ), sejam internas ou
externas.como do figado, bofes, estomago, bajo, rins, tero, pello, palpiaco de coraco, gar-
ganta, olhos, erysipela, rheumatismo, paralysia e todas as affeccoes nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as differentes especies de tumores, como lobinhos escrfulas etc., seja qual fr o seu
tamanho e profundeza por meio da suppuracao sero radicalmente extirpados, sendo o seu
uso aconselhado pelos habis e distinctos facultativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escriplo, tendo todo o cuidado
de fazer as necessarias explicacoes, se as chapas sao para oraem, senhora ou crianca, decla-
rando a em que parte do rorpo existe, se na cabeca, pescoco, braco coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a cicumferencia: e sendo inchaces, feridas ou ulceras, o molde do seu
tamanho em um pedaco de papel e a declarado onde existem, am de que as chapas possam
ser bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas sero acompanhadas das competentes explicacoes e tambem de todos os acces-
sorios para a collocacSo deltas.
||9 Rija do Parto ||{)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA

E Eli)
Ra do Queimado botica n. 15.
i

Sirop du
DrFORGET
JARABE DO IORGET.
Eate xarope est approvado pelos mais eminentes mdicos de Pars,
_____________________-jmo sendo o melhor para curar constipacoes, tosse convulsa e outras,
affeccoes dos bronchios, ataques de peito, irrita<;ees nervosas e insomnolencias: urna colnerada
pela manhi, e outra i nolte sao sufficientes. O elTeito deste excelente xarope satisix ao mesmo
lempo o doente e o medico.
0 sposita i na ra larga do Rosario, botica de Bartkolomeo Francisco de Soma, n. 56.
^.____


DI AMO DI fBINAIBQCO. QUARTA FKIRA 81 M JULBO DI 61.
()
J

m
LOTERA.
Sabbado 3 de agosto pro:
trahira' impreterivelmeot8.f
lo te ex-
10 no-
ras da manha no consistorio da igreja
de Nossa Senhora do Rosario da fregu-
zia de Santo Antonio desta cidade a
quinta parte da quarta lotera do Gy m-
nasio Pernambucano; 08 bilhetes e
meios bilhetes acbams a venda na
thesouraria das loteras que se acha es-
tabelecida na ra do Crespo n. 15, pa-
vimento terreo, e nss casas commissio-
nadas do costume. Os premios serao pa-
gos a entrega <[as listas. O abaixo as-
signado espera do respeitavel publico a
concurrencia na compra dos bilhetes,
por ser esta lotera em beneficio de urna
f rande e magestosa obra da provincia
es tinada para instruccao da nossa mo-
cidade e a vista do excellente plano pelo
qual se vai extrahir.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza,
SO NO PROGRESSO
ARMAZEM PROGRESSISTA
serem muilo frescaes a
o carto elegantemente enfeitados, muito propiios
COMPASHIA DA \IA FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
De conformidade com as instrucces recebidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os accionistas des-
ta compaobia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem do mesmo abaixo ficam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia, 16de julho de 1861.
l'or procuracio de E. H. Bramab, thesoureiro.
f, Austin.
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resolucao
da directora desta companhia, tomada nesta da-
ta, tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada acQao a qual chamada ou
preslaco dever ser paga at ao da 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dos Srs. Man Mac-Gregor & C, na Baha aos
Srs. S. S. Daveoport C. e em Pernambuco no
escriptorio da theusoraris da mesma via frrea.
Pelo presente Oca tambe* entendido que, |no
caso de nao sera dita chamada ou prestaco sa-
tisfeita no dia marcado para o seu pagamento ou
antes, o accionista que incorrer nesta falta, paga-
r juros a raso de 5 % o anno sobre tal cha-
mada ou prestaco a contar desse dia at que
seja realisado o pagamento.
No caso de nao effectuar o pagamento desta
chamada ou preslaco dentro de tres mezes a
contar do dito dia Oxado para o embolso da mes-
ma, ficaro as acedes que iocorrerem em tal falla
sujeitas a serem confiscadas, segundo as dispo-
nes dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
Assigaado.W. H. Bellamy, secretario.
119 Gresham Houze Od Broad Street."
E.C.
8 de maio de 1861.
o
o.
o
o
o-
o
ca
a
a.
a
o
o
3.
o
c
ca
O
e-i
B
ce
CS*
o
D
0
2*
Largo da Penha
Nesie muito acreditado armazem de mol hados
contina a vender-ie o melhores gneros que ha no mercado, tanto em poic&o como a retalho, e
por muilo menos preco de que em outra qualquer parte, por serem vindos a maior parte dellesem
direitura, porcontado proprietario, por iaso em vista dos procos dos gneros abaixo (mencionados
podero julgar todos os mais, aiianc,ando-lhe a boa qualidade.
Nlanteiga iuglezapereUameatef\or ,800r. a ub, embar-
ra a700rs.
M.ailteiga raiieeza a miihor que ha no mercado a 710 rs. a libra.
CYi os meV iiorcs que lia no mercado Tende-se a i qualidade a 3ooo,
2a dilta a2350O, 3* ditta a 2*000, e prelo a 1$600 a libra.
QueiJOS uamOIlgOS chegados neste ultimo rapor da Europa & 2$800rs. ditos he-
gados no vapor passado a 1$800 e 1*600 ri.
V'***!'* PTaiO os melhores que tem vindo a este mercado por
640 rs. a libra e ioteiro a 600 rs.
BoWo irancez a 500 rs.
para menino, s no Progresso.
MOCe da CaSCa OC gOiaba t u 0 calxao, em porgao a 800rs. s no progresso
llOCe 00 iVlperCUe em i,tla, ,je 2 libras muito enfeitadas a 1200 rs. cada urna,
no progresso.
aaMMfAada mpetial ,j0 afamado Abren, de outros mullos fabricantes Lisboa a 800 rs. a libra.
;VmeiXaS raneezaS em fra8C0S com 4 iiDr por 3;>00Ocada um, 6 o frasco val 1*
ditlasportuguezas a 480 rs. a libra.
Latas com bo\aehU\\as de soda eonttndo difIerente. qualidade,
1*400, assim como tem lattas de 8 libras por 3g000, dittas com 4 libras por 2$000 rs. s no
Progresso.
nia^a dC tomate em iatasde l libra, por 900 rs. e em latas de zllibraspor 1*600 rs.
C0HSer\aS franCCZaS O Hg\eZ.aS recsntemente chegadasa 800 rs. o fras-
co em porcose faz abatimento.
Passas em caixinnas de 8 libras melhore, qu. tem ftad..t.u
mercado por serem muito grandes a 2S00 rs. cada urna.
lspermaeete superior MB a7arla a 700 rs-a libra> em caix, MhI aigUm
abalinemto.
Metria, macatrao e taluatim 400r n..
roba por 8*.
Latas com peixe do posta dasnjelhoresqualidade8qu(
sejam savel, congro, sarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a 1*400 rs. cada urna.
\zeitonas muito novas a moo 0 barri, em garrafa a 240 rs
Palitos do dente Vixados em molh08COm 20 macnno. por too.
c "j^das mais acreditadas marcas 5*000 a duzia retalho a 500 rs. a garrafa.
V lllllOS eOgarraiadoS dS segUintes qualidades, Porto. Feiturla, dtto Bordeaux,
dillo Muscatel, a l*a garrafa ; tambem tem vinhoGheres para 2*000 rs. a garrafa.
Y HUIOS Cm pipafem m90ti&o Porto, Fgueir,Lisboa, a 640 rs. em caada a4*500.
Presunto de Hambre ingiez muit0 n0T09.800 M..UbM.
V rezunto de Lamego 0 que ha de bom neste genero a m r9. enip0rSa a 400 rs.
LiiouTit^as o paios a 560 rg# alibra>em btrrilcom 6dU2iaB depivios por 10gooo.
X oucinbo de Lisboa 0 maI, novo qae hi no mercad0, 30 r,. a libra.
BaUbad0p0rCOt0liadaan.lsalTaque pode b.ver.480rs. a libra em
barril a 440 rs.
\mcndoas de casca mole. m r8. libra, em pors5o se farS algum iball.
ment, s no Progresso do pateo da Penha n. 8.
Alm dos gneros aonunciados encontrar o respeitavel publico am grande sortimento de
udo quanto bom e barato.
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIDA & SILVA
em caixas de nmt ar-
A. F, Duarte Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seos freguezes que tendo separado a sociedade que tin/ia com
seu mano, acha-se de novo eslabelecido com dous acetados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquina Jos Gomes de Souza, eo Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o ptimeiro na razo de Duarte & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva: estes esiabelecimenios offerecem granjas
vantagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se achara montados como era commodidade de pree,o, pois que para jaso resolvern -
proprietarios mandarem vir parle de seus gneros em direilura, afim de torera sempre completo sortimento, como tambem poderem offereeer ao fa-
buco urna vaniagem de menos 10 por cenlo do preco que possam comprar em outra qualquer parle, por isso desejando os proprietarios acreditarem
seus estabelecimeotos tem deliberado garanlirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos era seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco praticas, em qualquer um desiesastabelecimemos, quesero to bem servidos come
se viissem pessoalmenle, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oSerecemos, pedimos a
lodos os senhores da praca, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeiravez, afim de experimantar, certos
decontinuarem, pois que para isso nao pouparo os proprietarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos eslabelecimenlos;
abaixo traoscrevemos algumas adiQoes de nossos prados, por onde ver o publico que vendemos baralissimo, altendendo as boas qualidades ds nossos
gneros..
MANTEIGA INGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e era barril a 750 rs.
MAiNTEIGA FRAINCEZA a melhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. embarrile meios.
CHA OTSSON E PRETCLo melhor do mercada de 19700 a 3*000 e era porco lera abatimento.
PRESUNTO FIAMBRE mglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porco a 800 rs.
PREZUNTOS PORTGEZES vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra einteiro a 4G0 rs.
CHOURICOS em barril de 8 libras a 45P500 e em libra a 700 rs. ~\
SAG' E SEVAD11NHA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 85000 rs. a arroba.
AMEIXAS FRANCEZAS em latas de 6 a 5 Ii2 a 1 a libra e a 19204) a retalho.
PASSAS em caixinhasdeoito libras, as melhores do mercado a 28800 e a 500 rs. a libra. \
ESPERMACETE SUPERIOR sem avaria a 700 rs. e em caix a a 680 rs.
CONSERVAS FRAJSCEZAS IPsGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACRTNHA DE SODA de diversas qualidades, a mais novado mercado a 1450.
V1NH0 EM GARRAFAS; Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeiioria de 19200 a 1*300 a garrafa e a
13* a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 4*800 a caada.
FRASCOS COM FBUCTAS de todas as qualidades de Portugal de 1*200 a 2*000.
BATATAS NOVAS em caixas de duas arrobas a 39 e velhas a 600 rs. a arroba e 40 rs. a libra.
CURANTS ou passas para pudiroa l*a libra e em porejio ter abatimento.
LATAS COM PEIXE SAVEL eou'ras muitas qualidades, o mais bem arranjado que tem vindo a 19400.
CAFE' DO RIO o melhor que ha a.240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado..
ARROZ DA INDIA E MARAS1IO o melhor que se pode desejar a 3*100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VIM10 BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa ede 8*500 a 10*000 a duzia.
CHARUTOS VERDADE1ROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BAM1A DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barri!,
SERVEJ AS DAS MELHORES MARCAS a 500 rs. a garrafa e 5?000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
CAIXES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em porco a 900 rs.
AZEITE DOCE PURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJOS SUISSOS che gados ultimomente a 700 rs e em porejio lera abatimento, afianca se a boo qualidade.
Genebra DE HOLLAN'DA a 640 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PALITOS LIXADOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feilos que ha no mercado a 280 rs. o mago.
PALITOS DO GAZ a 3*000 a groza e 280 a duzia de caixas.
AZEITONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 1*200 e barril.
ALPISTA o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.

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Gabinete medico cirurgico.g
Ra das Flores n. 37. j,
Serio dadss cons&Uas medlcas-cirurgi- @
cas pelo Dr. Estevo Cavalcanti de Albu- 4S
querque das 6 as 10 horas da manhaa, ac-
Q cudindo aos charaadus com a maior bre- 6
9 vidade possivel. o
9 I- Partos. f
9 2. Molestias de pelle. @
9 3.a dem dos olhos. ^
4. dem dos orgos geoitaes. 9
9 Pralicar toda e qualquer operario em a
A seu gabinete ou em casa dos doseles con- a
9 forme lhes (dr mais conveniente. Curso de rhetorica
Manonel da Costa Honorato lem aberto seu cur-
so particular de oratoria e potica nacional : na
ra Direila n. 88, primeiro andar.
a
Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Pa~ : em casa de
Aranaga Hijo & C.
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0 3 s- 2. S o

Na padaria da ra larga do Rosario preci-
sa-se de urna ama para cozinhar.
Eaaaaisaais-aaa*ait^sang-asaaiflaiftra
nVPnvRrv WWW W^W VWW^W WBWWWWWfW
Dentista de Pars.
15Rua Nova15
Frederic Gautier, cirurgiaodensta, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
denles articiaes, tudo com a superiorl-
dade e pr(eifi|p que as pessoas entendi-
das lite reconhecem.
Tem agua e pos dentif ricios etc.
H n (P
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O bacharel Witrvvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
Precisa-se
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de urna mulher capaz para encarregar-se de di-
rigir o servico de urna casa de pequea familia,
tratar de menioos, eosaboar e eogommar alguma
roupi. Ne mesma casa precisa-se tambem de
urna ama de leite sem fllho, e urna escrava para
comprar e cozinhar, sem vicios, fiel e diligente,
paga-sc bem : na ra dos Guararapes em Fora de
Portas n. 30, casa do professor publico.
Offerece-se urna ama de leite de pouco
lempo, a qual nao leva menino : na casa Forte,
casa de Jos Cal.
Quem precisar de urna ama para o servico
de casa de pouca familia, dirija-se a ra da Se-
zala Nova n. 6.
Deseja-se saber em que fazenda mora urna
senhora que prima irraa do codselheiro Fran-
cisco Xavier Homtempo, director geral da secre-
taria de estado dos negocios da marlnha, e rilha
do Sr. Grij, casado com a Sra. D. Margarida da
Silveira, irma da Sra. D. Rosa Mara da Silveira
Bomtempo, esposa do Dr. Jos Mara Bomtem-
po, e mi do referido conielheiro; procurar na
ra Nova n. 59, para ser entregue de urna carta
vinda da corte.
Joaquim Pedro da Costa vai
neiro.
ARMAZEM
DE
RC'JPA
DE
Q
Padaria.
Cozinheiro.
Precisa-se de um cozinheiro para urna casa
estrangeka de pouca familia : a tratar oa ra da
Cadeia do Recife armazem o. 52.
CONSULTORIO ESPECIAL
IIOMEOPATHICO
DO
DR, CASAIVOVA,
30-Raa 4as Cmes--30
Nesteconsultoriotem sempre os mais]
nros acreditados mtdicamentospre-
paradosem Parla (astinturas) por Ca-'
tellane Weber,por presos razosveis.
Os elementodehomeopathiobra,re-
I commendada iitelligeaciade qualquer
pessoa
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, ra dos Pires o. 42, vndese a muito acre-
ditada bolachinha quadrada, d'agua, propria para
dcenles, bolachinha de araruta e dita de moldes.
Bandeijas enfeitadas de diversos modelos
com bolinhus das melhores qualidades e mais
bem feilos do nosso mercado, e tambem em libras
separadas, capazes de conservarse mezes em via-
gem, assim como bolo inglez ede matsa, podios,
, pastis de nata, etc., etc.; previne-se a quem
fuer ditas eucommeodas qne seja na vespera ou
pelo menos no dia de maoha cedo que desejar,
para ficar bem servido tanto na perfeico como
os precos mais razoaveis desses gneros: dirja-
se a ra da Penha n. 25 para tratar-se.
Aluga.se ou vende-se acasa da ra de Mo-
tocolomb'. oovamente acabada, tendo 2 salas, 4
quartos, cozioha fora e quarlo para escravos com
o quintal murado e com algum arvoredo, como
seja, coqueiro, etc., a localidade a melhor pos-
sivel por ser confronte a estaco : quem a pre-
tender, dirija-se a rea do Queimado n. 44.
Aluga-se a loja ds casa a. 65 da ra Nots,
propria para qualquer estabelecimento : a tratar
no segando andar da mesma casa.
Quem precisar de um moco para caiteiro
de taberna, do que j lem alguma pratica, diri-
ja-se arui do Livrameolo n. 12.
Ama para meninos.
Expsito de
eandieiros,
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Csodieiros econmicos.
Nesta exposi(o de candieiros se encontrar
todo o sortimento de diversos tamanbos proprios
para ricas salas, ditos praselas interiores, ditos
para sala de jantar para quartos, para cosinha,
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e outras muitas qualidades
que com a vista devero agradar; assim como
todo e qualquer preparo para os ditos candieiros
se encontrar sempre a venda nesta exposico de
candieirosna ra Nova n. 20, lojfrdo Yianna.
Saque sobre Lisboa.
Manoel Ignacio da Oliveira & Filbo saccam
sobre Lisboa ; do seu escriptorio, largo do Corpo
Santo.
Joaquina Henriqueta vai so Rio de Janeiro
tratar de sua saude.
Joaquim Francisco dos Santos,
P RUADO QUINADO 401
Defronte do becco da Congregacao letreiro verde
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda execular por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
35, precisa-se de
coslumes para to-
Na ra da Cadeia Velba n.
urna mulher de multo bons
[mar conta de 3 mentos.
Aluga-te urna casa na Capunga
Nova estrada do Jacobina, com pro-
poroSeipara offereCer agradare! mo-
radia, sendo que tem trra9,0* em ca-
da um dos lados, com portees : a tratar
na ra da Cadeia do Recife escriptorio
n.28.
DE
commisso'de escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita ra foi transferido o escriptorio de
commissao de escravos que se achara eslabeleci-
do no largo do-Paraiio o. 16, e ahi da mesma
socte se contina a receber escravos para serem
vendidos por commiaao e por conta de seus se-
nhores, nao se poupando esforcos para que os
mesmos sejam vendidos com promptidao, afim
de seus senhores nao soffrerem empate com a
venda destes; assim como se aflanga o bom tra-
tamento eseguranca. Nesta mesma casa ha sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos, mo-
gos e velhos, com habilidades e sem ellas.
Aluga-se o primeiro sitio de portao de fer-
ro, oa estrada dos Afilelos junto ao Maoguinho,
com soffrivel casa, baixas de capim, viveiro, ha
bastantes fructeiras de excellente qualidade. No
mesmo vendem-se tres vaccas de leite muilo no-
vas ; quem pretender, dirija-se ao mesmo lugar.
Aluga-ie o segundo andar ds ra da Cruz
n. 21; a tratar no armazem do mesmo.
Offerece-se um bornea para criado de qual-
quer casa eitraogeira ou nacional, que tem as
habilitacoes necesssrlas para cozioha ou outro
qualqaer trabalbo tendente a urna casa ; quem
precisar, dirija-se a ra do Imperador n. 83.
< Aluga-se urna escrava para cozinhar, por
mdico prego : na ra di Cruz n. 18, terceiro
andar.
Aluga-se urna casa terrea com commodos
para familia, sa\a pintada e forrada de prximo,
na ra do Palacio do Bispo o. 14: a tratar na
praga da Boa-Vista n. 18.
Aluga-se urna preta moca para todoserviso
de urna casa; na ra do Livumeclo n, Casacas de panno preto, 40, 35 e 30^000
Sobrecasaca de dito, 359 e 3O0UO
Palitotsde dito ede cores, 35$, 30$,
25g000 e 20*000
Dito de casimira de cores, 225000,
15, 12 e 9&000
Dilos de alpaka preta golla de vel-
ludo, nsooo
Ditos de merin-sltim pretos e de
cores, 9g000
Ditos de alpaka da cores, 5 e
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e
Ditos de brim decores, 5, 4500,
4g000 e
Ditos de bramante de linho branco,
63000, 5JJ000 e
Ditos de merino de cordo preto,
15000 e
Calsas de casimira preta e de cores,
12, 10, 9 e
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 5 e
Ditas de brim branco a de cores,
50000, 4?500 e
Ditas de ganga de cores
Golletea de velludo prelo e de co-
res, lisos e bordados, 12, 9g
Ditos de casemira preta e de eores,
lisos s bordados, 6, 5500, 5 e
Ditos de setim preto 5000
Dilos de seda setim branco, 6 e 5000
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de cores, 7g000, 6000 e jUOO
Ditos de brim e fustao branco,
3500 e 3;0(
Seroulas de brim de linho 2200
Ditas de algodao, 1$600 e l$28
Camisas de peito de fustao branco
e de cores, 2500 e 2*300
Ditas de peito de linho 6g e 39000
Ditas de madapolo branco de
cores, 3, a500, 2 e 1800
Camisas de meias 1(000
Chapeos pretos de massa, franSkzes,
formas da ultima moda 10|,8500e 790C0
Ditos de feltro, 6, 5g, 4 e 25000
Ditos de sol de seda, inglezes
francezes, 14, 12$, llg e 700f>:
Collariuhos de linho muito finos,
novos feitios. da ultima moda 800
Ditos de algodo 500
Relogios de ouro, patentes hori- *rCy
I sontaes, 100, 90, 80 e 70000 S&J
2500 Ditos de prata galvanisados, pa-
3S0001 tente hosonlaes, 40| 30000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderemos, pulseiras, rozetas
anneis f
Toalhas de linho. duzia 12000 e IO5OOO
85OOO
39500
39500
39500
4 $000
8000
6J000
4500
8000
39500
^f???f?f7-y??TO7?HT?f?^
ftgfMfGS
alQnetes de ouro e brilhantes.
Na officina photographica da ra do Cabugi o.
18, entrada pelo pateo da matriz, exislem lindos
alQnetes com brilhantes e ao gosto de Luiz XV,
para a collocacao de retratos; ha tambem urna
variada collecgo de alQnetes de ouro com,
sem pedras. O preco dos alQnetes com os re-
tratos variam de 16 a 2008- N> mesma casa
vendem-se bellos espelhos com molduras doura-
das para ornar salas de luxo e tralamento ; bor-
las de seda para cortinados de janellas e para
?uadros, assim como cordes para o mesmo fim.
ende-se ludo a presos razoaveis e moderados.
Mudanca.
Joio Antonio Colho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todos os seas freguezes que
mudou a sua loja da ra estrella do Rosario para
a ra do Imperador n. 69, onde o acharo promp-
to todos oa dias uleis desde as 6 horas da manhia
at as 9 da noite, para chumbar e tirar denles,
sangrar, por ventosas ou bichas ; assim como pa-
ra qualquer outro servico de sua arte e fOra dos
dias e horas mencionados pode ser procurado no
pateo do Carmo n. 22.
Na travetsa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua-se a tingir
com toda a perfeico para (jualcjuer
cor e o mais barajo possivel.
V
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro.
Vjuieo deposito na botica de Joaivuim MartiaVio
da Crnx Concia & C, rua do Cabug n. 11,
em Pernambuco.
."?X8N^^^^ .pre.ent.hoje um. nov. prep.r.co de ferro,
com o
Parecer ao publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas
vanadas, mas o homem da .ciencia compr.hende a necessidade e import.nci. de urna S vari"
progresso
immenso,
as
n.-Ji f u? e "5u,,a pporuncla em therapeutica ; um v
mudo ella, maniendo a essencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para^ todas
idades, para todos, os paladares e para todos os temperamentos. possive para todas
Das numerosas preparacoes de ferro at hoje conhecidas nenbuma rene tio bellas auaiy*
de. como o elixir de tro lactato de ferro. A seu sabor agradavel. rene o tomar se e" Jiate-
quena dose, o ser de urna prompta e fcil dissolucio no estomago, de modo au^e comolet^m/n^
venlre tao frequentemente provocada pelas outra. preparacoesferroginosas. ""supagao oe
.ab.iac8i."dS mf.fi^m.d^ m-nadaJU^am a iencia medicamenlosa. do ferro, que sendo ulna
substancia da qual o medico se naopode dispensar em sua clnica, de iocomparavel utilidad*
2??nUL!"ula5"e lh8 df.PrPriedadetae qeopr.ticoo pos.; prescreverTem recelo, 5
i^i?.!^l00phaTaceut,CT^rme9ComaPr^ de ferro. Assim est
fufL0C^lPah0.J, P"Beir?'ugar enlrea v"erosa. preparacoes ferroginosas. tomo o
mSf r"\.n ..mU,it08,ned.,C^ ^Ktos 1" o tem ensaiado. Tem sido empregado como im-
hL*X^!,t0"m?lesli<'e't'gu1dez chlorose paludas core.; pa debilidade subsequenle^s
!?ffifLA,DM Mropesjaaqueapparecem depois da. intermitentes na incontinencia : deurinw
Sutrat^^S^ n* *urPra heorrh.gica D"
2f!"l l ,as K". na cbloro-anenria das mulheres grvidas, em todos os caaoa
rSoq r,T.!",t'v,',?n,Pbrecid0 0Q "ido Pel fg.f affeceoM chronica. Sehexfa tubo?
Sria: yP Ca' exceMO,Ten"eos, onanismo e uso prolongado das proiraces mi?.
-Hj-nB,,li8eiie,rmi,,ad", SLJSiJS.i^V 0-5'!? ,S debelar' aulhor d0 l'o-ltato do fart jiIS too5e.qV
Kr Prter dMC0b<)rl0 "" ,orB" P*la qual soplidle. rewio ur
1


W
irio di waRAmoco. Qciwrt Hia i #nKH*i*t.
TA frrea
DO
Red fe a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Telegrapho elctrico eatre Cinco
Puntas e a Tilla da Escada.
Pela respectiva superintendencia se fsz publi-
co que em virtude da approTagSo provisoria da
Eim. presidencia da provincia ser franqueado
ao publico do Io de agosto em diante o uso do
referido telesjrapho mediante as condicees da
tabella segutnte :
Escriplorio da superintendencia em 24 de ju-
llio de 1861.Por procurago de E. H. Bramab.
R. Austin.
ESTRADA DE FERRO
DO
Recita a Sao Francisco
Tabella dos preces para as coruiuu-
b i caeoes telegraphicas.
Por um despacho de urna at vicie pala-vras
Do Recife ao Cibo e vice-versa. y2#000
b a Escada X3OO0
Do Cabo a Escada ./. 2000
Porcada dez palavras excedentes, y 1^000
N. B. Nao filara compreliendidos'nesle me-
lo os norrias dos expaditores e destinatarios que
oo conteaham raais de duas palavrase suas re-
sidencias.
As resposlas pagas adiautadas na occasio da
entrega los despachos nos escriptorios tero 50
por cento de dilTerenca nos pregos da tabella.
Os despachos sero enviados em carias fecha-
das aos domicilios que se acharem na zona de
1|8 de legua do9 escriptorios do telegrapho sem
Tetribuicao alguraa o d'ahi por diante dentro de
uro circulo de duas leguas sanenlo pagaro os
expedilores 18 por cada legua ou fracgo desta
de vigeiii redonda.
Os portes sero satisfeitos no arto da entrega
dos despachos nos escriptorios.
Os despachos serio entregues nos escriptorios
do telegrapho a horas do expediente, isto de
8 lioras da raanha al meio dia e de duas horas
at 5 1|2 d tarde.
Manoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
C ompras.
Compram-se moedas
ra Novan. 23, loja.
de auro de 20: na
Vel
as.
m
cobertos edascobrtosr pequeos e grandes, de
ouro patate inglez, para homem senhora de
um dos melhores fabricantes de Liverpool,in-
dos palo ultimo paquete inglez : en casad
Sonthall Mellor A C.
Brilhantes
de lodosos tamaohos: vendem-se em casa de
N. O. Bieber&C. successores, ra da Cruz o. 4.
Em casa de Na O. Bieber
(fe C. successores, ra
Vinho Bordeaux em quartolas.
Dito Xerez.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, brinzaos e brins da Russia.
Cerveja escosseza (Edioburgh Ale.)
l'edrasde marmore branco para consolos e mesas.
Plvora em barris.
Eoxofre em canudo.
san sueste eiesiesteaie vmwemm

8
Gurgel&Perdigo.
g Fazendas modernas.
Recebeai e vendem constantemente su-
pejiores vestidos de blonde com todos os
preparos, ditos modornus de seda de cor
e pretos, ditos de phaotasia, ditos de
ombraia bordados, lindas lazinhas,
cambraiade molernos padres, seda de
quvjriuhoj, grssdeoaples de cores e pre-
tos, moreanlique, sintos, chapeos, en-
feites pan cabera, superiores botes,
manguitos, pulceiras, leques e extracto
de sndalo, modernos manteletes, tai-
mas corapridag de novo foilio, visitas de
gorguro. luvas de Jouvin a 23500. jg
Muito barato.
Siias balo de lodos os tamauhos a 4g, 5
chitas francezas unas claras e escuras a m
30 rs. o covado, colxas de la e seda pa-
ra c;nua a 6$ camisas para menino. 2
Koupa feita. a
Palotot de casemira de lodas as cores 2
a 105, ditw Unos de alpaca a 6$, ditos 1
de brim i i;s, chapeos pretos a 8g e mui- 2
tas outras faendas tinto para senhoras ti
como para homcm por prajo inteiramsjtu a>
barato, dao-sa as amostras : na ra da
g Gadeia toja n. 23, confronte ao Becco |
Aluga-se a propriedade na ra da Cadeia
do Recife n. 55 : quero a pretender entenda-se
coni o propietario residente na ra do Impera-
dor terreiro andar da casa n. 48.
Na roa estreiti do Rosario n.21, primeiro
andar, precha-se de urna ama para comprar e
cosinhar para urna senhora.
Aluga-se o armazem da casa de sobrado n
39, e bem assim o do sobrado n. 37, sitos na ra
do Imperador : a tratar no Mondego, em casa do
fallecido coramendador Luiz Gomes Ferreira.
Aluga-se urna casa de um andar com ar-
mazem na ra do Burgos n. 29 :^a tratar na ra
da Cadeia n. 35.
A senhora casada, sem Glho, moradora no
largo da Par, que se ollerece para ama de Icite,
dirija-se Fra de Portas, ra dos Guarsrapes
n 30, que achara com quem tratar.
IV
Avise.
Ainda existe na travessa da ra do Carnario no
bairro da B>a-Vista algumas meias aguas oara
se alugar, asquaes seacham ha pouco acabadas
e pialadas: quem as pretender dirija-se a ra
da Cruz do Recife armazem n. 63, junto a matriz
do Corpo Sanio.
O Sr. Jo^p Hypolito de Meira Li-
ma, queira dirigir-se a praca da Inde-
piindenca livraria n 6 e 8 que se lhe
preoiza fallar
Attenco.
Precisase alugaruma preta que saiba lavar de
larreits e vender na ra : na Soledade em frente
do palacio du bispo.
Carlos Frderico Jansen, subdito russiano,
retira-se para o Rio Grande do Sul.
Diogo Madeson Genn, subdito britnico, re-
tirs.se para Europa.
Jos Antonio da Silva, subdito hespanhol,
retira-so para fora da provincia.
Manoel Fernandos Nunes, subdito hespa-
nhol, retira-se para fora da provincia.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Cruz n. 31, propiio para escriplorio ou
Lomera so.leiro, ou pequea fimilia : a tratar
no armazem do rnesmo.
99 *t* 99999999
O Miguel Augusto Fernandes Guimares 9
_@ declara que d'ora em diante o sen nome tk
6J| ser o-de Miguel Alves Guimares
9i90ttif 9999 99999
O Sr. cadete Tude chamado a
esta typographia para ractiicar a as
signatura deste Diario, por quanto mu-
do u-se da ra onde morara sem o fazer.
Pedido
O abaixo assignado feudo acabado com a sua
toja de cacado sita na ra larga do Rosario o.
32, pede encarecidamente as pessoas que se
acham a dever, que veoham satisfazer seus d-
bitos, pois sao bastante antigos, e visto nao con-
vir ter um caixeiro s para este Um. por isso po-
defo dirigir-se a mesma rus, no bazar pernam-
bucano, loja de charutos, am de evitar o serem
-chamados por seos uomes.
Joaquint Bernardo dos Res.
Os Srs. abaixo declarados queiram
?ir a ruado Crespo n. 8 A, a negocio
de seu interesse:
Francisco Jos' do Amatad.
Guilherme Bessone de Almeida.
Ignacio Manoel Flix da Silveira.
Joaquin Ignacio deCarvalbo Uendonca.
Joaquim Pedro do Reg Barrete
Manoei Ferreira de Lyra.
Joao Bibiano de Castro.
Aluga-se prineiro aadar 4 sobrado da
ca da Lapa a. 13; a tutu asa lojaa do meamo.
* 4 Tama (riunpha.
Os barateiros da loja
g Eucyclopedica
DE
Guimares A Villar.
;Rua do Crespo numero 17.fi
Recebem continuadamente da Europa j
sedas, cambraias, lias, chapelinas de pa- |
Iha e de seda para senhoras, manteletes 0
pretos ricamente bordados, ditos de co- |
res, sahidas de baile.sahs a balo de di- 1
venas qualidades, saias bordadas de to- m
das as qualidades e preces, chitas fran-
cezas muito bonitas e lina?, enfeiles de ^
diversas qualidades para cabega de se-
|i nhoras, espartilhos de molas e muitos
outras objectos que nao mencionamos,
|l todos proprios para senhoras.
a Para bomens
S paletots, calcas, colletes, chapeos, cami-
fe sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
X brecasacos, calcado Meliee e muitos ou-
* tros objectos.
s, Vendem baralissimo
Vendem baratissimo
Vendem baralissimo.
Quem duvidar v vCr
8 Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver. JS
Levem dinheiro
8 Levem dinheiro %
Levem dinheiro.
&#S3ai6356S6-i fiiaifiasttMtt^kS^
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos presos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa,
garante ludo perfeito, pois o preco admira :
Licha do gaz superior para marcar, no-
velo a
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a
Dita de carretel muito boa, carretela
Nvelos de llnha do gaz brancas a 10 e
Carreleis cora lioha prela muito gran-
des a
Varas de franja de l muito bonitas a
Pecas de tranca de l muito bonitas e
com 10 varas
Tares de meias cruas para menino a
Ditos ditos de cores todos os tamanhos a
Ditos de cores para meninas a
Duzia de meias cruas para homem a
Cartoes de linha Pedro V com 200 jar-
das a
Caixas com tissoes para acender charu-
tos a
Caixas cora phosphoros de seguranza a
Duzia de phosphoros do gaz a
Filas para enfiar vestidos muito gran-
des a
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a
Ditos com cheiros muito fino a
Ouzia de meijs para senhora o melhor
que ha a
Pecas de trancinha de la sorlidas a
Sabonetes superiores e muito grandes a
Groza de botoes de osso para caiga sendo
pequeo a
Dita de ditos grandes a
Tramoia do Porto superiores varas a
100, 1-20 e
Pegas de fila de linho brancas e de co-
res a
Groza de penas de ac muito finas a
Frascos de opiata para (impar denles a
Copos com banha muilo boa a
Espelhos de columnas madeira brenca a
Carteiras para guardar dinheiro
Rialejos para meninos a
Baralho porluguez
Varas de franja para cortinados a
Groza de botes de louca brancos a
Tesouras muilo Qnss para unhas e cos-
tura a
Caixas de charutos de Havana muilo su-
periores a
Cartas muilo finas para voltarete o ba-
ralho a 240 e
Varas de bico largura de 3 dedos a
Garrafas com agua celeste para cneiro a
Rialejos com 2vozes para meninos a
40
30
30
20
160
100
200
200
160
120
2$400
80
40
160
240
80
400
500
3-5000
50
160
120
240
160
40
500
400
640
1500
500
40
120
240
120
400
4000
320
10
19500
100


aROPA FEITA AI MUAIS BARATAS.
2 SORTIMENTO COMPLETO
l^azendase obras fei
*
LOJA E ARMAZEM
DK
Ges& Basto!
NA
Rua do Queimado
v 46, frente amarelU.
. Constantementetemosamgraadee va-
nado sortiment de soarecasacaspratas i
de panno e de cores muito fino a 281
. JLl 3A' ptot dM ""nos pannos
20J.2S e 24S, ditos saceos pretos oi
amos pannos a 14, 16 t8|, casa-
eaiprstasmuito bem feitaa desuperior
panno a 289, 30$ 359, sobracasacas da
casemira da eore muito Boos a 159,165
e 185, Jilos saceos das mesmas casmi-
rasalf 129 14|, caigas pretas de
asemira una para homem a 89, 99, 191
e 12, ditas decasemira decores a 7f,8y,
9 e 109, ditas de brim brancos muito
Saa a 5J 69, ditas de ditos d cores a
39. 39500, 49 e 49500, ditas de meia ta-
imtra de ricas cores a 4f e 4J500, eol-
tes pretos aecasemiraa 59 69 ditos
da ditos de corea a 4f 500 59,' ditos
branco fie seda para casamento a 59
ditos de 69, colletes de brim branco e d
fustao a 3#,39600 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paletotsp retos de merino de
ordo sacco e sobrecasacoa 7|,9 e>9
colletes pretosparaluto a 49500 e59'
Qas pretas de merino a 4JJ500 e 59, pa-
I et ots de alpaca preta a 39500 e 4|,'ditos
sobrecasaco a 69,79e 8f, muito flnocol-
latss da gorgurao desedadecoresnuite
boafazndaaS9800 e4S. colletesds vel-
ludo de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149.159 189, ditos de
'.asemira sacco para os mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretoasaccoa a 39
1J500, Htossobretasacos a 5$ e 59500
alcas de casemira pretas e decores a69)
635OO a 79, camisas para menino a 20
a dazia, camisas inglezas prega largas
milito superior i|329 a duzia par acabar.,
Assim como temos urna offleina dea]-
f ilate onderaandamoi axecutir toda as
l obras com brevidade.
Batata nova
a 60 rs. a libra, espermscele a 720, farelo a 2$600
a sacca : ca travessa do pateo do Paraizo n. 16,
casa pintada de amarello.
Grande pecbincka.
A '0, 240 e 260 rs.
Chitas francezas de muito bonitos padres e
muito bons pannos, pelo baratissimo prego de
220. 240 e 20rs. o covdo ; na ra do Queima-
on. 21, na loja da boa f.
Gangas francezas muito finas com padres
e seo re. 480 rs. covad* : na ra* do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa o-
ra e apreciavel agua ambreada, de ua aroma ex-
ceilentamente agradare!. Ella serr acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando dsso que
refresca ecooserra o rigor da eutis, com especia-
lizado das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mui deleitavel, re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer esse balito desagradarel qu quasi sem-
pre se tem pelo bsnspirsr. Tambera tem a pre-
ciosidadede acalmar ardor que deixa a naralha
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o roslo tenha della composigo. Cos-
ta o frasco 19, e quem aprecia o bom naodeixar
cortamente de comprar desss estimavel agua em-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parte onde se achara.
^Recommendago aos Srs.*
de engenho
Panno azul de superior qua-
r lidade para roupa de escra vos a '
900 e 10.
urna negrinha recolhida muito bonita e geitosa,
de 14 a 15 annos de idade, einteiramente inno-
cente; vende se para aqui e nao para embarcar:
quem a pretender, dirija-se a ra da Imperatris
n. 9, segundo andar.
Campos A Lima.
Na ra do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de esmbraia para guarnico de vestidos
por commedo prego.
Cortes de meia casemira de urna s cor, fazen-
da superior, pelo baratissimo prego de 29 cada
um: na ra do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Chales de merino estampados a 29500 : ua
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Brim branco de linho muito fleo a 19280 a
rara; na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
mmmm^m^m&mM. Julio & Conrado.
li\ova loja de 4 portas
Ruado Queimado n. 10. |8
Ferro < Maia.i
Ha para vender 2,500 chales de
Superior qualidade prego por
quinto nunca se vendeu nesla
praga a
Sediohas de quadriohos o covado
aTOOe
Gollinhas de cambraias borda-
das a
Manguitos a
Tapetes avelludados para sala
Meias inglezas do algodo cr
muito finas
Mimos do cos fazenda propria
para vestidos de senhora o
corado
Manteletes'de fil superior qua-
lidade e modernismo a
Visits de seda bordada a
Lengos de cambraia de linho
bordados de superior fazen-
das a
Lengos brancos com cercadura a
duzia
Chales de borel ponta bordada a
Ditos de la e seda psra meninas a
Ditos de merino bordados de re-
tro* a
Ricos vestidos de cambraia bor-
dados a 209 e
Ditos ditos de fil bordados a 24 e
Ditos de cambraia bordados a
99, 109, li$ e
E outras muitas fazeodas por
prego do que em outra qualquer
do-se as amostras com penbor.
295OO
900
320
500
59000
49000
500
5$000
49000
39000
29OOO
39OOO
800
455OO
15J0O0
menos
parte,
Continuara a mandar fazer obras por
medidas pois tem em sua casa um per-
feito mestre alfaiate j bem conhecido
em sua thesoure, recebem toda e qual-
quer obra que nao Oque agosto do f re -
gu- z ; assim como tem grande sorlimen-
to de obras feitas tanto para meninos
como para homem que vende muito
barato como seus freguezes nao igoo-
rara, caigas de casemira de cor e preta
a 6S.79. 8j, 99 e IOS, e para meninos
39, 49 e 5$, paletots de panno de di-
versas cores a 109. 129, 15$. 209 e 259,
casacas e sobrecasacas de panno muilo
tino a 30$, 409 e 50$. paletots de brim
diversos 3j e 49. ditos de fustao o me-
lhor que ha neste genero a ~, paletots
de slpaca preta e de cores a 39, 49 e 59
tanto saceos como sobrecasacos, caigas
de brim e colletes de 29, 39, 49 e 55 e
outros artigos que se tornam enfastiveis
em mencionar s com a vista se pode
apreciar seus pregos e qualidades.
Gollinhas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n 1 B,
recebeu-se um completo sortimento de gollinhas
de missanga de todas as cores.
Em casa de N. O. Bieber & C, ra da Cruz
o. 4, vende-se :
Relogios americanos de ouroe prata, igual em
qualidade ao-: melhores relogios inglezes.
R-logio-- dourados
Correntes para relogios.
Balangas americanas propriss para armazens,
pesando de meia libra at 3,500libras, ditas pe*
sando d l[2ongaat 8 arrobas, proprias; para
taberna, casas de famiUa, etc.
Carroga* americanas pata boi ou cavado.
Carretas.
Cartinhos de mo.
Cirros americauos para 1 ou 2 cavallos.
EAU MINERALE
NATRALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
Rival
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55 loja de miudezas
do Jos de Azevedo Maia e Silva, est queiman-
do os objectos abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120
Caixas de alfinetes francezes a 100
Carta de ditos ditos a 80
Cartoes de colxetes com defeilo a 20
Carldes de ditos perfeilos a 60
Caixas de dito muilo superioi a 40
Pares de meias cruas a 160
Mago degrampos de carocol a 40
Tesouras para costura a 160
Pares de sapatos de trangade algodo a 19000
Ditos ditos de l a 19280
Sapaliobos de l para meninos a 200 e 400
Frascos de oleo babeza a 400 o 500
Ditos de macag perola a 200
Ditos ditos de oleo a 100
Ditos de banha a 240
Ditos o'ag'is ambreada a 500
Ditos de oleo philocome a 900
Caixas de fotha com phosphoros a 100
Ditos com phosphoros de velss a 240
Ouzia decolheres para sopa muito finas a 10500
Bscov.s para denles muito finas a 160 a 200
Groza do penas de ago caligraphica a 19440
Tem tambera urna porgao de tranga de linho
brincas pegas grandes e pequeas e de todas as
larguras per pregos baratos e outra* muitas fa-
zendas que s & vista que se podero apreciar
e admirar prego.
Largo do Tenjo
n. 23.
Vendem-se batatas muito novas a 80 rs. a li-
bra, assim como outros gneros mais baratos que
em outra qualquer parle, nao se diz o prego para
nao espantar 1! I [a diuheitc vista).
Vende-se a armago e pertences da taber-
na sita na travesea do Queimado n. 7, podendo
os pretendemos tira-la, ou continuar na mesma :
a tratar na rus da Senzala Velha n. 48.

BOIlitOS tomado-
res de armaco e gaveta,
proprios para ossenho-
res acadmicos, etc.
A loja d'sguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armago preta, torneada,
e gaveia com embutidos e maehetados que os
tornam mui elegantes, os quaea servem excelen-
temente para os senhres acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detrs, de rapazas soltei-
ros, e pelos precos de 8, 9 a 109, sao baraiissi-
dos na verdade, e quem os vir na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, a
infalvelmeute comprar.
Saboueles
de amendoa, em caixinhas de louqa a
500 rs. cada um.
Vendens-se saboneta* de amendoa par barba,
cada uso esa sua ssrixiuka de lesga a 50*rs. ; na
rea 4o Queimado, loja d'aguia banca n. 16.
Attenco.
aoavariado.
Veodem-s pegas de algodozinho bom com 20
?aras, pouco averiadas, a 19600, 39 e 39500 : na
ra do Crespo o. 20 A.
Vende-se um cabriolet novo : na ra Nova
numero 59.
Nova pechincha
A' imperatriz Eugeiie.
Finos cortes de cassa franceza de duas saiss e
de tres babados, com 10, 15 e 18 jardas s 39500,
4 e 59, cortes de la de bonitos desenhos, de 2
saias e tres babados com 24 corados a 69 : na
ra do Queimado n. 44.
Poiassa da Russia e cal de
No bem conhecido a acreditado deposito da ra
da Gadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potasas da Russia, ora e da superior
qualidade, assim como tamben cal virgem em
psdra ; tudo por preces mais barato do que em
outra qualquer parte.
Ruada Senzala Noyan.42
Vende-se ataco 8. E. Jonhston 4C,
sellinse silhSssnglezes, candeairo* a eastieats
bronxoados.lonas agieses lo devela, chicla
fura carros, amoBiaris.trraio's par arte ce
nal edous eavalos relogios de ouro asteis
Bflas.
A loja da bandeira
ova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a
todas ss seus freguezes tasto da praga
cono do mate, e juntamente orespeita-
vel publico, que lomou a deliberago de
^ baixar o prego de todas as suas obras, por 2
cujo motivo tem psra vender um grande X
sortimento de babas e bacas, tudo de i
diferentes tamanhos o de diversas cores jtt
om pinturas, e juntameute um grande
sortimento de diversas obras, conlendo
banheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas pars cafe eamss de rento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bshs grandes a 49 e peque-
os a 600 rs., bacias grandes a 59 e pe-
queas a 800 rs,, cocos a 19 a duzia. Re-
cebe-se um official ds mesma ofScina e
_ para (rabalhar.
mmmmmm m mmtmvm
Relogios.
Vnde-ae emeasa de Johnston Pater 4 C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
orna variedade de bonitos iraacelins para os
mesmos.
Arados americanote machina-
para laTarroupa: emeasa deS.P Joi
hnston & C. ra da>enzala n.48.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeiles de conlinha, como dourados, e de lindas
fitas efivelas, o mais fino que se pode encontrar;
isto na loia Aguia de Ouro, ra do Cabug n. t b!
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C., de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as inslrucgdes completas para se usarem
estes remedios, conlendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quses se vendem a 19000.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouviu, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quem quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirfgir-se a loja
d'agiya branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabo de inarlm e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fim e madreperola a 29 e 2J500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'agaia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite&
Irma o recebe-
ram pela bar-
ca Carissa vin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me [horados
com no vos
aperfeigoa-
mentos, fszendo pesponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na rsa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem recefcerarn todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em earriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado exprsssamente para as mesmas ma-
chinas.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de difieren-
tes cores e larguras, e como sempre as est ven-
den do baratamente a 29, 3,4 e Bf a pega, pregos
estes que em nenhuma outra parle se achara, e
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
A 4& 40500 e 5.
Cambraia lisa muito fina a 49 a pega com 81(2
varas, dita muito superior a 5, dita tambem
muito fina com saipicos a 49500; na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porgo de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as est
vendendo a 19500 cada urna ; a ellas, antes que
se acabem, pois s as ha na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Luvas de finacamursa
para militares e cavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvaa de camursa, o que
de melhor se pode'dar nesse genero, e aa est
vendendo a 29500 o par; os senhres officiaes e
cavalleiros que s compraren: conhecero que sao
baratas vista de sua finura e durago, e para as
oblar dirigirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca o. 16. Adverte-se que a quanlidade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
Coral de raz
Vende-se muilo bom coral de jaiz, o fio a 19-:
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Grande pechincha
a 8,000 o corte.
Lindos cortes de phantasia de seda
com 3 folhos pelo baratissimo prec/> de
9$ (ja se venderam por 30) : no arma-
sen de fazendas da rna do Queimado
n. 19.
" Vende-se em eses de Adsmson, Howie &
C, ru do Trapiche Novo n. 42, biscoitos inglezes
sortidos, sm pequeas latas.
SYSTE1A MEDICO DI HOLLOWAY
PILLAS HOLLWOTA.
Esteinestimavelespecifico,-compesteinteiri,
mate de bervas med icinses, ale cont mercu-
rio nena alguna outra substanciadelecteria. Be-
nigno i mata tenr a infancia, e a compleigao mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleigo mais robusta ;
entecamente innocente em suas operndoseef-
feitos; pois busca e remove as doengas de qnal
epier especie e grao por mais amigas e tenares
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j esta va m as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn*
recobrar a saude e torces, depois dehaver tenia*
do inulttmeole todos oe outros remedios.
As mis afiUetas nao devem entregar-se a des-
esperago ; fagam um competente eeseio dose
sfficazes effeitos desta sssom>rosa medicina,
prestes racuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguimos eafermidades:
Febreto dae specie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
ndigos toes.
Inflammages.
Irrogla ridades
menstruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Mancha? na cutis.
Abstruegao de verme.
Phtysiea on consump-
pulmonar.
Retengao deourina.
Bheamatismo.
Symptomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal),
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Asihma.
Clicas.
Convulses.
DebilidadeoH extena-
cao c
Debilidad ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degsrganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ven ira.
Enfermedades no ven tre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto intermitente,
Venda-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. SJ4, Strsnd, ena leja da
lodos os boticarios droguistaeoutraspessoss edo
carregadas de sua vendaem toda a America n-
bal, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada
urna dellas, contem urna nstrucc,5o em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruzn. 22 em Per-
nambuco.
Vende -se o engenho Pao -sangue, situados
margem do rio Seriohiem. distante urnas 600
bragas da estagao da Gameleira, com urna safra
ao corte, alguos escravos, bois, etc., tendo ex-
cellente cercado e ptimos partidos de varzea pa-
ra mais de 2,000 paes annualmente, e estando
hoje acrescentado com algumas ierras que foram
do engeohe Gameleira. Recebem-se em conta
predios nesta cidade, e os pretendentes podem
entender-se com os Srs. Marcelino & C, em sua
loja na ra do Crespo.
Cestinhas de Hamburgo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
IB, quem recebeu um completo sortimento de
lindas cestinhas de todos os tamanhos proprias
para meoints de escola, assim como maiores cem
lampa proprias para compras, balaios proprios
para costura, ditos proprios para faqueiros, ditos
muito bonitos para brinquedos de meninos, di-
tos maracas piotadinhos que se vendem por pre-
sos meito baratos-
Raiz de cora!.
Na loja.d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B
vende-se a verdadeira raiz de coral a 900 rs. o fio".
Csixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria encommenda muilo
lindas caixinhas de costura com msica, proprias
para mimo, que se vende muito barato.
Ricos espelhos.
Na laja d'aguia de ouro, ra do Cabug o. 1 B,
recebeu de sua propria encommenda um comple-
to sortimento de espelhos com excelleotes vidros
e_ricas molduras douradas proprios para sala, as-
sim como de outros tamanhos, que s vista do
freguez se far prego.
Riscadinhos de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na ruado Quei-
mado o. 22, loja da boa f.
Enfeites de flores para ca-
samientos e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeiles de flores finas, feitos com muito
gosto s a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vo a casamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os pregos sao 8j,
10 e 12, porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Julio & Conrado.
__ Receberam os melhores chapeos
de alpaca para chuva e sol e vendem
muito barato, assim como de seda
que vendem por 6$

Pechincha
Armazeada
iri
de Pars
DE
Magallies k Mentas.
Ra da Iraperalriz, outr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armazeada de 4 portas n. 56, recebeu
novo sortimento de fazendas de gosto, entre el*
las, rices chiles de grosi com ponta redonda e
borlota a 89, ditos de merino tambem de pona
redonda para ladee ea pregos, es ricos cortes de
vestidos brancos de 5 e 6 estio se acabando,
rica* coberUs psra esms de grox s lOf, riese
chitas para cobena de Crepoo e 240 o covado, r-
eos goslos de csssss mi tizadas a 280 e 320 rs. o
covado. Ha sempre nesta casa um completo or-
timento de chitas ds 160 at 280 o covado, sais*
balo de novo gosto e de arcos miados, com Qta
larga dos lados, que sio melhores do que a* II
matas a 3 s StfK
Em casa de Adsmson, Howie & C, ra do
Trapiche Novo n. t, VMde-se :
Rolhas de corlice finissimas.
Lona e I) lele.
Fio de rea.
Superiores tintas da todas aa eore*.
Seliins, silhes, e srrsie para carro ou cabriolet.


DU1K) 31 r*ft*U4W|*^4lUB$n fEH0LtH.WJO M Mil.
(*
Coraes lapidados
a500rs. omasso.
Vendem-ae massinbos de corees lapidados a
500 rs. cada uaa : na tu do Queimado, laja d'a-
guia branca a, 16.
240 rs.
Lias escaras de padroes moderaos o melhor
que teta apparecido, de liadaa core, a 240 ra. :
na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas.
Libras sterlinas.
Vende-se no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Saoto.
Travessa do Pires n. 11.
Joseph Grosjean em sua officina rende 1 ca-
briole! novo, t carra americano para 1 cavallo,
1 cabriole! en bom estado, que rende muito em
coala, assiru como encerado preto a 20300 o co-
rado, e comprando em peca ha de ser mais ba-
rato.
Attenco.
Ra ra de Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker t C, existe ata bom sormento delt-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
abrieaate de Inglaterra, as qaaes a vendem por
presos mui razoaveis.
]l*roprfos para mimos de me>
nios.
Na loja d'aguia de ouro, ra de Cabug o. 1
B, recebeu um completo sormento de booecoi
maito interessantea que dando-lhe corda anda
ana nina por hora, qua *eudo-ee-lhe auas ha-
bilidades nioguea deixar da comprar, pelo ba-
ratsimo prego de 10 a 159000.
DESTINO
DE
5
Jos Dias Brandan.
5Ra da Lingueta-
O ora desuno torra gneros por menoa de seu
valor: superior manleiga ingleza a 19 a libra,
dita franceza a 700 rs.. cb proto a 19400, pas-
sas a 560, conaerraa inglezas e portuguezas a
700 rs., aletria, talhatim e macarrio a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 19400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 59 a duzia. dita preta a 600 rs. a garrafa e
69300 a duzia, tan to em garrafas ceno em meias,
errilhas francezas e portuguezis a 720 rs. a lata,
permacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to cm conta, vioho do Porto engarrafado fino
(rellio) a 19500 rs., vinho de Lisboa eFigueira a
550 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muilos gneros que escuiado
meacioaa-los, que do contrario se tornara enfa-
donho aos fregueses [Dinheiro vista.)
Lindos cabazes
de palha fina, ou cesti nhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se acbam mui lindos e
delicados cabazes de palha fina, ou cestinhaseo-
feitadas, proprias para as meninas de escola, ou
mesmo para costura de senhoras, e custam 4 e 59,
o que baratissimo vista da perfeicao e bom
gosto de taes obras, as quaes se rendem em dita
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Massinhos de coral
a 500 n.
S na loja da a guia de ouro,
ra do Gatug n. 1 B.
Vendem-se massinho de coral muito fino a 50(1
reis o masso.
Tachas e moendas
Braga Filho & C., tem serapre no leu depo-
sito da ra da Atoada n. 3 4, um grandesor-
mento da tachas a moendas para engento, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. \.
Veude-se o engenho Tiriri, silo na comarca
do Cabo, com as propendes seguintes: dista da
estrada de Trro urna legoa, e porto para embar-
que em distancia de 200 bracas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muitos terrenos para se
abrirem eom facilidade, ha grande cercado e
muitas matas Este engenho novo e bem obra-
do ; a tratar oa ra da Praia n. 47, seguoda an-
dar, oa no engenho Cafando, sitio em distancia
de meia legoa daestsco deOlinda com o abaixo
assignido.Joo Paes Barrete
A 8#O0Q.
Chapeos de castor branco, (azenda muito boa,
os quaes se rendem pelo diminuto prego de 8|
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
Enlre-nieios
os melhores que se tem "visto
A loja d'aguia branca recebeu um esplendido
sormento de entremeios de delicados bordados,
e gostos inteiramente ores, com diferenles lar-
guras, de mais eatreito t mais de lr2 palmo,
suas diversas applicagdes escusa dizer-se porque
todas as senhoras sabem : os presos sao de 2 a
.59 a peca conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o bom, iofalli-
velmente os comprar: oa leja d'aguia branca,
na ra do Queimado o. 16.
*** *W& mmm c h,v wrr.-m VWWBwfW WKwwBmwWtm tm
DA
IDNDIGlaO LOW-MOW,
Ra da Sea zalla Nva n.42,
Ueste estabelecimento contina ahararum
completo sor ti manto de moendas emeias moen-
das para engenho, machinas da vapor etaixas
te farro batido coado, .le todos ostamanhos
para dito,
A12#000
a duzia de toalhas felpudas superiores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andares e
sollo oa ra de Santa Rita : a tratar na rna das
Crzes n. 18.
Attenco
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a l,s280:
queui pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem os tem
para vender.
Julio (Conrado.
Vendem bellos vestidos de filma-
lisados tanto de 2 saias como de
[oiras a 109, P'ra acabar.
Aranaga* Hijo & C.
vendem oncas de ouro: n a ra
do Trapiche n. 6.
Relogios patente inglez a 1709, em
casa de Julio & Coorado, assim como
ricos aderemos de diversas qualidades
que vendem barato porquererem acabar
com o negocio de ouro.
Attenco
jFazendas e rou-l
pas feitas baratas.
8
8
Milita grvala ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se enconlra um grande
e bello sortimento de grvalas de diferenles gos-
tos qualidades, a por prejos taes qaa em ne-
nhumaoutra prtase acha, como taja, gravatl-
nhas estrellas bordadas a 800 e 1 j, ditas pretas e
de carea agradareis a 19, 19*00 a 19500, ditas
com ponas bordadaa e matizadas, e lisas de mui
bom setim maco al500. Pela variedade do sor-
timento o comprador tere muitas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Na ra da Cruz n. 9, rendem-se refrescos
Caaosos a 100 rs. a garrafa.
Vende-te carvo animal em p para retina-
ra per 19900 a arrobe ; na ra de Apollo >. 6.
Lindas caixinhas
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia brsnca mui
lindas caixinhas matizadas, com espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
ludo pratiado e de apurado goslo, emm urna
caixioha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer aenhora a possuir, e vendem-se a
109 e 129 : na lo,a d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
E afeites de caneca.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegado um completo sortimento de enfeites
psra senhora, seno ultima moda, que se vende
mais barato do que em outra qualquer parte.
k tttaMMHieeie ew mmm^m
gParaossenhores]
padres. j
Meias de laia muito elsticas por lg o 1
par: em easa de Julio A Conrado.
[48- Ra da Imperatriz 48
Jauto a padaria franceza. 1
Acaba de cnegar a este estabeleci- I
ment um completo e variado sortimento j
de roupas de diversas qualidades como i
sejam : grande sortimento de paletots '
de alpaca preta e de cores a 39 e 3950O, \
ditos forrados a 49 e 49500, ditos france-
zes fazenda de 109 a 69500, ditos de me-
rino preto a 69, ditos de brim pardo a
3g800 e 49. ditos de brim de cor a 39500,
ditos de ganga de edr a 39500, ditos de
alpaca de la amarella a imitago de pa-
lha de seds a 39500 e 49. ditos de meia
catemira a 49500, 5$ e 59500, ditos de
casemira saceos a 135, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto tino a 209,
2-2g, 289, ditos braocos de bramante a
39500 e 49. calcas de brim de rdr a 18800,
2S500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 3;500, ditas de
case mira a 69500. 78500 e 99, ditas pre-
'" 79500,99 e 109, colletes de
iceza a 1^600, ditos de fuslao
brancos a 2g800 e 39, ditos
de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorguro de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e 59,
ditos de velludo a 79.8J. e 99.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejamcalgas, colletes, pa-
letots, camisas a 19800 e29, ditas de fusto 1
a29500, chapeos francezes para cabeca !
fazenda superior a 69500, 8S500 e 109, '
ditos de sol a 6> e 69500, ditos para se- !
ohora a 48500 e 59- Recebem-se algu-
mas encommeodas de roupa por medida i
e para isto tem deliberado a ter um con- !
tra-mestre no eslabelecimeoto para exe- <
cular qualquer obra tendente a aua arte. '
Fazendas.
Ricos cortes de vestidos de seda es-
coceza superior a 149, novidade em corte
de chita achamalotada de ricos padroes
com 14 covados a 59, chales de merino
estampados de bonitos gostos a 6$500,
cambraia lisa de Escocia eom 10 varas e
de vara de largura a 49, 49500 e 69, su-
perior bramante o melhor que ha a 28 e
29200 a vara de 4 larguras, sortimento de
meias para meninos e meninas a 29800 e
3$ a duzia, cambraia de salpico muito fi-
na a 700 eftOO rs. a vara, chitas sorlidas
francezas a 240, 260 e 280 rs. o covado a f
outras muitas fazendas por pregos commo- Jo
dos. II
Luvas deJouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre se enconlra rao as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para homem como para se-
nhora, por serem recebidaa por todos oa vaporea
vindos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
prego de 2J.50O o par: oa mencionada loja da Boa
F, oa ra do Queimado n. 22.
togressivo
Progresista.
Vende-se nos armazens do largo do Carmo n.
9, e raa das Crazas n. 86, manleiga ingleza flor
da safra \ el ha a 800 e a 19, da nova ebegada l-
timamente em barris lr abalimeoto, efllauga-se
sor manteiga que outro qualquer nao pode ven-
der por menos de 19*40, (nao serviodo isto det
offensa aos nosses collegas.
Ao chales de
groxe.
Na ra da Imperatriz, oulr'ora aterro da Boa-
Vista, na loja armazeoada de 4 portas n. 56, re-
cebeu-se pelo ultimo vapor francez um completo
sortimeuto de fazendas proprias para senhoras, a
ser : manguitos bordados com manga a balo a
2 o par, ditos de fusilo com botaozinho de lin-
dos gostos a 39 e 39500, ditos de linho muito fi-
nos a 49 e 4*500, todos sao bordados e o melhor
gosto que ha nesta fazenda, corpialtos bordados
para meninos e meninas a 19. tiras bordadas e
entremeios para enfeitar vestidos brancos a 19 a
pega, cortes de vestidos bordados dos lados a
l$r>00, ditos de babados a 5 e 69, itos bordados
muito finos e enfeitados com pegas de entre-
metes muito ricos de 2 e 3 babados a 8 e 109 o <
corte, cortes de riscado francez a 29, covado do j ca
mesmo 200 rs., chitas francezas a 240. 260 e 280 \ S
o covado, cambraias brancis finas a 29500, 38 e j
395OO a peca, ricos chales de groxe com ponta 1,
redonda e borlla a 88, coberlaa do mesmo gosto
a 10/, chales de merino tambera de pona redon-
da para lodos os pregos, ditos estampados a
295OO, saias de balan de novo gosto de arcos
miudos com Gta larga dos lados que sao melho-
res do que os de fusto a 39 e 39500, ditas para
meninas a 29500 e 39. A loja armazenada de P>-
riz se acba abert das 6 aeras da manhaa s 9
da noite.
mwwm
para vestidos de senhora e
roupinbas de criancas.
Na leja d'aguia branca se enconlra um bello
sortimento de franjas deaeda, la e linho, bran-
cas e de cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como urna dirersidade de galo de seda e
i liobo, brancos e de cores, abortos e fechados, lar-
gos e estreitos at o mais que possivel, trancas
tambem de seda, la e linho, de differentes qua-
[ lidades, e os que de melhoragosto se pode en-
i contrar em taes cousas: por isto quem precisar
de taes objectoe, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, que ser bem
servido.
Nozes
a 35 a arroba, e a relalho a 120 ra. a Kbra : ven-
de-se no armazem progresan, largo da Penba na-
mero S.
Attenco.
Ricos cerles de seda de 1009, pelo diminuto
prego de 309 por ter nm toquezinho de mofo:
no armazem de fazendas ds ra do Queimado nu-
mero 19.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui botos a
delicados chapeozinbos para baptisados obra
mui perfeitae bem eafeilada, seado oada usa em
aua bonita caizinba, e pelo baratissimo prego de
69, niuguem deixar de os comprar : na laja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Vende-se porco de quintacs de ferro em
vergalbbes quadrados de varias grossuras e
chumbo em barra ; no armazem da travessa do
Carioca n. 2.
Batatas
era gigos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
15000 rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
se nicamente nos armazens Progreaso e Fro-
gressista no largo do Carmo n. 9, e ra das Cru-
ces n. 36, tambem tem grande porco de quei-
jos prato que vendem a 560 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiata ingleza para
denles.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommeoda a bem conhecida e provei-
tosa opiata ingleza para denles, cuja bondade
enredada por todos quantos della tem usado, e
ser mais por quem quizer conservar asgengivat
em perfeito estado, assim como a alvura dos
denles ; cusa cada calza 19500, e por tal prego
s deixaro de comprar quando a nao acharen)
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Feijao de corda
No armizem de Tasso Irmos, ra do Amorim
numero 35.
#
* Na loja de marmore |
Vende-se muito barato*
S
i

pechDcha.
muito iocorpadas, cova-
com boto para
Sedinhas de quadros
do a 800 rs.
Goliohas de fusto bordadas
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com botao a 500 rs.
Manguitos a balo com punhos e gola borda-
dos com botoziohos a 39-
Manguitos a balo com puoho e gola a 2J500.
Baldes elsticos a 39 e 39500.
E outras mais fazendas muito baratas : ns ra
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Fer-
reiros.
Julio & Conrado.
Vendem um preto de meia idade
bom cosinheiro e urna preta da Costa
por barato prego : na ra do Queimado
o. 48.
Para senhoras.
Ricos vestidos de seda moiranlic.
Ditos dito de dita grod-fric.
Ditos dito de dita babadinhos.
Ditos dito de dita dous folhos.
Ditos dito de dita phantasia.
Ditos dito de dita bareja-babadinhos.
Ditos dito de dita cambraia brancos bor-
dados.
Ditos dito de dita pretoa tecidos avellu-
dsdos.
Ditos dito de deus folhos babadinhos.
Riquissimos vestidos de larlatana brancos.
Ditos ditos de blondo para casamentos.
Ditos leques de madnpeola.
Ditos ditos de sndalo.
Ricas pelerinas de renda e seda.
Manteletes do fil pretos.
Ditos muito ricos da velludo. 9
Ricos bournusbaduinas para sahidas de 9
Cailes e theatros. 9
Ricos chapeos de palha de Italia. 9
Ditoa ditos de seda. 9
Gollinha?, manguitos e camisinhas de to- 9
das as qualidades. #
Saias bordadaa de algodo. #
Ditas ditas de linho. 9
1 Ricas sombrohasde seda muito modernas, ej
Bonecasdecamur-
sa com rosto de massa.
Na leja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
nonecas de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia balo, ele ele,
vista do que, e de sua moita duraco sao bara-
tissimas a 18200, barato assim s se enconlra aa
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Pennasdeace
inglezas, caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommeoda as verdadeiras pennasde ago ingle-
zas, caligrficas, cuja superioridade est deci-
dida, e ainda assim contina a vende-las a 89 a
caixinha : na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado o. 16.
Vende-se ou arrenda-se o grande sitio de-
nominado Calaa, silo na freguezia da Vanea,
com urna casa qpasi prompta, urna dita de fazer
farinha, grande quantidade de frucleiras, como
seja, coqueiros, lsringeirss, etc. ; no mesmo
eiiste duss vacess com crias, que do bastante
leite, e um burro manso : a tratar na ra do
Sebo a. 20.
Farinha.
Vendem saceos cem farinha a 29 e I98OO, pro-
pria para arranjos de familia e para o sustento
de animaes, como sejam gallinhas e porcos, bois,
cavallos, etc., e tambem se precisa alugar urna
preta para o servigo de casa; paga-se bem: na
taberna grande da Soledade.
Queijo de coalba a 560 rs. a
libra
Vende-se na ra das Cruzes n. 24 esquina da
travessa do Ouvjdor.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a melhor que tem
vindo a este mercado a 89500 a arroba a prazo
ou a dinbeiro : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cite n. 7 ou na ra da Imperatriz n. 60.
Genebrada Hollanda em bo-
tijas.
Vende-se na caa de Brender a Bran-
dis mero 16.
gRua do Crespo n. 8, loja de
4 portas, admira a pe-
chincha
SLa para vestidos (azenda que
outr'ora custava 8l0rs. o cova-
H do vende-se a 240 rs., dao-se
Grande peehinelia a 91;
Paletots saceos de catemira muito
bem eitos com abotundura de madeira
a 9# cada um : na ra Nova n. 42, de-
(ronte da ConceicSo dos Militares.
Oiicas hes-
panholas.
__ Vendem-se no armazem de Antones Guima-
raes & C, largo da Assembra n.15.
4 2.500 o covado.
Dama'co de seda boa fazenda, encarnado, cor
de canna e branco.
Manteletes de fil preto enfeitados com bico a 59.
Damasco de l com 6 palmos de largura cova-
do a 19500.
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 89.
Cortes de casemira do cor a 39500.
Setim Maco superior a 2J500.
Casemira preta setim superior a 29500. y.
Pecas de indiana finissiroa cem 10 varas a Sfi.
Na ra do Crespo loja n. 10.
Vende-se urna casa terrea na rua\do No-
gueira n. 36; para ver. na mesma casa, 'e para
tratar, no pateo do Carmo, esquina da ra de
Hortas n. 2, das 7 s 8 horas da manha o do
meio dia s 2 da tarde.
Trapiche
BARAO LIVRAWEMO
Largo da Assembla a. 15.
amostras com penhor.
s
novo es-
porches
pura em caixinhas de 1 a
*nBm<&-&:&8&mm9Tiimti
i%>
9
l
s
Gravatiohas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitas de
eda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo preso de 19 ; na ra do Queimado n. 22.
loja da boa f. ^^
E*de graca.
Ricas ebapeliaaa de seda para senhora, pelo
baratissimo prego de 169 cads ama : na rna 6
Queimado n. t, lojada boa f: (a ellas.que sio
poucas).
.Cortes de vestidos brancos
* bordados.
Vendem-se ricas artas da vestidos broncos
bordados com 2 a 8 babados a 59: na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Grandes colchas
de fusto adamascadas, palo prece da 69 cada
ama : na roa do Queimado n. 19.
[Ra do Queimado]
numero 48.
Julio & Conrado receberam pelo
ultimo paquete ricos enfeites a Ga-
ribaldi, pretos e de cores tanto para
senhora como para meninos, conti-
nuara a vender sapatos de traoca
tanto para homem como para se-
nhora a 19 o par.
Molas para balo.
Na loja d'aguia de ouro, rna do Cabug n. 1 B,
recebeu de sna encommeoda as verdadeiras mo-
las para baldes, que se renda a 200 rs. a Tara.
Vende-se feijo
amarello.
No trapiche Barao da Livramento, no Forta do
Mattos, em saceos de 5 alqueires, medida da Por-
tugal.
Loja das seis portas em
Trente do Lhrameolo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preta a 229, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim a de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de fusto de corea 43,
ditos de estamenha a 4$, ditos de brim pardo a
39. ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
dolletes de velludo pretos e de cores, ditos de
corguro de seda, gravatas de linho as mais mo-
bernas a 200 ra. cada urna, collarinhos de linho
gauliimamoda, todas estas fazendas se rende
paralo para acabar; a loja est berta das 6 ho-
ras da manhaa at as 9 da noit*.
Fazendas.
N. 19 Ra do Queimado N. 19.
A 20000.
Cortes de riscado francez com 14 corados, pelo
baratissimo prego de 2j
Cobertas chinezas,
pelo prego de 19800 cada urna coberta.
Lenctes a 1^900, 3$ e 30300.
Lences de panno de linho a bramante, pelo
prego cima.
Atoalhado de cor com 6 palmos, *
proprio para toalha de mesa, pelo prego de I96OO
a rara.
Colchas de fusto
de lindos lavrores a 69 cada urna.
Algodao monstro
para toalhas e lenges a 480 a rara;
Fil de linho.
Fil de linho fino a 800 rs. a rara.
Tjalhss de fusto a 500 rs.
R icos cortes de seda
com babados muito superior a 409.
Cortes de teda
com toque de mofo pelo bsrato prego de 255000
(urna quarta parte de seu cusi).
Capellas
para noiva muile lindas 59.
Carie do sertao.
Na rea Augusta, taberna n. 4)1, ha a reedadetra
carne do sertao do Serid 360 e 320 re. a libra,
assim como queijos do mesmo sertao a 640 r. a
libra, e linguigaa a 360 rs, a libra.
Enfeites de flores.
Ditos de froco.
Ditos de fita.
Para senhoras.
Casaveques de la.
Feotes de tartaraga.
Ditoa de bfalo cem enfeite.
Ditos de dito sem enUite.
Chales da merino muito modernos.
Ditos de cachemira bordados.
Ditos de louquim.
Ditos de froto.
Ricas mantas de blonde para casamento.
Camisas bordadas muito linas.
' Meias de seda muito finas.
9 Ditss de dita pretas finas.
V Enfeite de ridrilha preto.
Ditos de ditos de cores.
9 Lengos de labitintho.
9 Fronhas de labirintho.
9 Toalhas de labirintho*
9 Lengos de linho bordados.
9 Gravatinhas muito modernas.
9 Plumas brancas e de cor.
I Filas de seda de apurado gosto.
Franjas, cascarrilhas, tranca e rifa e filas
estreitas de seda.
* Para homens.
9 Paletots de panno fino.
9 Ditos de casemira.
9 Ditos de brim lona (brancos.)
0} Ditos de brim de cor.
I> Caigas de casemira de cor e de padrdes de
9 muito goslo.
9 Capas da guta-percha.
^ Perneiras de dita.
di, Calgaa de dita.
$ Capuches de dita;
a Meias de cor.
Clleles de casemira.
Ditos de la e seda.
Ditos brancos.
Ditos de velludo preto.
Ditos de dito de cOr.
Calcado Heli.
Dito de vaqueta.
Dito de duas solas. ,
Sapatos entrada baixa.
Chapeos de lontra.
Ditos de castor branco.
Gravataade renda a Garibaldi.
Ditas de setim.
Ditas de gorguro e seda.
Colarinhos dos mais modernos.
Camisas de linho inglezas.
Ditas ditas francezas.
Para meninos.
Ricos vestuario e seda.
Ditos ditos de '
' Ditos ditos de ....o.
) Ricas camisinhas bordadas para baptisado.
I Ricos aapalinhoa enfeitados para bapti-
sado. I -
Bonetes de todas as qualidades.
9 Chapeoainhos de palha de Italia.
J Casaveques de la.
' Extracto de sndalo muito fino.
Essencia de sndalo muito fino.
9 Caiiinhas de tartaruga.
Carteiriohas de apurado gosto.
9 Ricos jarros com baabs.
9 Um grande sortimento de riquissimos
quadros a oleo.
9 Ricos transparentes para janella.
.Caixinhas muito ricas proprias para guar-
dar joias.
Banha mullo Coa a Garibaldi.
E outras muitas fazendas e perfumaras
0 que deixumoa de mencionar, por harer
- um grande sortimento.

m
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9
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9
SABAO.
Joaqoim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de fra, que tem
exposto venda sabode sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
di C, na ra do Amorim n. 58 ; massa amarella,
castanba, preta e oulras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feilo o seu deposito develas de carnau-
ba aimples sem mistura alguma, como as de
composigo.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recentemente pro-
vida de um completo sorlimeoto de enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torgal com franjas e borlas,
outros tambem de torgal de seda enfeitados com
aljofares de cores e borlla ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um apurado gosto e perfei;ao,
os pregos de 89 e 109 sao baratos vista das
obras ; alm destas qualidades ha outras para
39 e 49 : issona ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Vendem-se muito em conta quartolas de
muito boa qualidsde, proprias para deposito d'a-
gua em casas particulares e sitios, e tambem por-
go de toneis grandes de boa madeira, que sao
ptimos para depsitos de mel, e psra as distla-
gesdos engenhos, os quaes se vendem a dinhei-
ro ou a prazo, conforme se convencionar: para
ver e tratar, na travessa do Carioca, armazem nu-
mero 2.
Capellas para noivas,
Na loja d'aguia de ouro. ra do Cabug n. 1 B
chegado o sortimento de cpellas com palma
mais fino que se pode encontrar para noiva, as-
sim como decores, que ludo so rende por pre-
gos muilo commodos.
A 2$ o corte.
Cortes de riscado francez com 14 covado pelo
barato prego de 29 : no armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Algodao
azul americano,
Vende-se o verdadeiro algodo azul america-
no,em caixase a retalbo : na ra da Cadeia Ve-
lha n. 35.
E' chegado a loja do Lecomte, ra da Im-
Ha continuamente para vender neste
tabelecimento o seguinle:
Cera de carnauba em porgues ou a relalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 a 4 arrobas
Barricas com cebo do Rio Grande em
ou a relalho.
Velas de carnauba
2 arrobas.
Meios de sola diferenles qualidades em porces
ou a retalbo.
Couriohoscortidos.
Farinha Jo mandioca por 1|500 a sscca.
Farello em saceos grandes por 3fi80O a sacca.
Atenijao.
Vendem-se uns terrenos em Santo
Amaro, proprios para edificar-se : a tra-
tar na praga do Corpo Santo n. 21, loja
de cabos.
Vende-se superiores vidros com
ac pura espelbos de diferentes tama-
itos, bem como molduras douradas, e
pretas ingindo Jacaranda' tudo de mui-
to gosto : na ra da Cadeia do Recite
n. 7 loja de miudezas, de Guedes &
Gonsalves.
Aos tabaquistas.
Lenges finos de cores escuras e fixas a imita-
gao dos de linho a 59 a duzia ; na ra do Quei-
mado n.22, na loja da boa f.
Attenco.
a ruado Queimado n. 69 tem ricas fazendas
de la e seda chamada D. Francisca, pois sao fa-
zendas novas chegadas agora a esta cidade, pelo
diminuto prego de 480 o cqvado. ricos enfeites de
froco a 49500, gravatas de seda a 240, e muitas
mais fazendas que se vende por prego commodo,
cassas pretas a 440 a rara : na ra do Queimado
numero 69.
Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
quer parte: na ra larga do Rosario, n. 34.
Vende-se urna escrava recolhida, de 18 an-
nos, que sabe engommar, coser, e mais arranjos
de casa, sem vicios nem achaques, o que se ad-
anes : a Iraur na ra nova dos Pires n. 30.
Vende-se-uma mulalinha clara de 10 an-
nos de idade.com bjm principio de costura, sem
vicios nem achaques, para quem tiver gosto de
possuir urna linda mucamba ; na ra do Cabug
numero 16.
Escravos fgidos.
:
Venda de propriedades
Vendem-se as casas terreas sitas na ra atrs
da matriz da Boa-Vista n. 80 e 31, Rangel o. 79,
e ra do Forte n. 26, todas com solos proprioa :
a tratar com Antonio Jos Rodrigaes de Soma,
ra do Queimado n. 12, primelro andar:
Urna boa escrava.
Vende-se urna mulata de muito boa conduela,
engomma, cozinha, rara ranito bem, e faz todo
mais servigo de ama casa: a tratar na roa da
Aurora n- 66.
peralnz n. 7, o excellente leite virginal de rosa pensada.'
branca para refrescar a pella e tirar pannos, sar-
das e espionas, igualmente ao afamado p impe-
rial do lirio de Florenga para borloejss e asperi-
dades da pelle, conserva a frescura e o avelluda-
do da primavera da vida.
Ra da Imperatriz n. 7.
As verdadeiras luvas de Jouvin de todas as
cores.
Sndalo, ra da
numero
Ricas pulseiras, bengalas, leques, boloes,
teiras, etc., etc.
Ra da Imperatriz n. 7.
Caixas com frascos para Ungir os cabellos em
10 minutos, como tambem se tinge na mesma
loja.
Ra da Imperatriz n. 7.
Caixinhas com p e polidores para lustrar as
Achim-se fgidos os escravos Francisco,
mualo claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em selembro do anno proxim-
psssado, com os signaes segiintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos pretos
annellados; e Luiz, cabra, natural do Ico, fugio
do em margo oeste anno, e com os seguintes sig-
naes : idade 30 anuos, altura regular, muilo pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guns signaesde bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppe-se este escravo estar oceulto por
pessoa que o protejo, pelo-que protesta-se contra
quem o tlver feito : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der noticia a seu seohor Joao
Jos de Carvalho Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
Imperatriz
7.
car-
nnhas.
500 rs. um corte e frisamento
de cabello.
RA DA IMPERATRIZ NUMERO 7.
Recebeu-se um official de Pars.
Este estabelecimento est boje as melhores
condiges que possivel para satisfazer as en-
commendas em cabellos no mais breve possirel,
como sejam : marrafas a Luiz XV, cadeias de
relogios, pulseiras, anneis, rosetas, botdes de
abertura e de punhos, memorias, alQnetes, etc.,
cabelleiras de toda a especie para homens e se-
nhoras, lera igualmente a cabeca a moda dos Es-
tados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na ca-
bega, para satisfazer os pretendentes os objectos
am cabello sero feitos em sua presenga, ae o
dssejarem, e achar-se-ha sempre urna pessoa
disponivel para cortar es cabellos e pentear as
senhoras em casas particulares.
Vende-se urna das principaes tabernas da
ra do Rangel n. 48, em rirtude da pessoa que
est Della nao poder continuar por causa de mo-
lestia r quem a pretender, dirija-ee aos*Srs. Tas-
so Irmao, ou na mesma taberna cima, que todo
negocio se far.
Desappareceu no dia 13 do corrente, do si-
tio de S. Jos do Manguinho, o escravo crioolo,
maior de 50 annos, de nome Joaqun;, cornos
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedadedo Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqoi fgido : roga-se
a lodas as autoridades policiaes e a quem quei
que o encontr, da o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, ou na rna do Trapiche d. 15
a Jos Teixeira Basto.
Ausentou-se da casa de sua senhora o es-
cravo de nome Jos, idade de 40 annos pouco
maia ou menos, de nago Costa, levou vestido
calca de brim de quadros, Comisa de algodo azul,
chapeo de palha, tendo por aignsl o seguirte :
um dos dedos do pdireito acavalado sobre outro
prximo, tem por costume fallar baixo, estatura
regular, tem nos bragos ao p dos hombros ta'-
lhos signaes de sua nagao, o rosto limpo quer
de marcas quer de barba, fugio no domingo 21
do corrente : quem o pegar queira leva-lo a casa
de sua senhora amada Imperatriz n. 75, ter-
ceiro andar, que ser recompensado a vista do
seu trabalho.
4teacao.
Fugio na noite de 21 do corrente mez de julho
o escravo Cosme, crioulo, estatura regular, testa
grande com falla de denles, representa 35 annos, *
muito ladino econhecido nesta praga, foi es-
cravo do Sr. Joao Valenlim Villela, lemofficio
de pedreiro _tambem entende de carspina, jul-
ga-se ter sahido para fora desta cidade apezarde
sempre andar pelas tabernas por gostar de bebi-
das espirituosas, levou urna porgao de roupa j
usada e um chapeo de castoi branco ainda novo i
quem o apprehender, pode trsze-lo ao aeu se-
ohor Antonio Leal de Barros no seu sitio na ra
de Joao Fernandea Vieira, junto ao Manguioho
que ser recompensado.
Fugio no ala 29 de junbo prximo Ando um
escravo de nome Manoel, de nagao, de meia ida-
de, altura baixa, barba aerrada, olnoa grandes
tem o andar corcovado e tem o ar alegre, os ps
com falta de unhas de trabalhar na cal. donles
naturaes, vive sempre embriagado : quem o pe-
gar leve a ra da Praia n. 58, segundo andar,
que sera generosamente gratificado.


(*)
uno di rafiaunoGO; quauta feira ti de jdlho db iiei;
Litteratura.
Conferencias de Nossa Senhera de Pa-
rs, pelo Rvi. ftire Flix.
[Sexla conferencia.)
I
(Contiouagio do n. 171.J
Esta forroagao da parte material do hornero, da
qual se encarrega quasi nicamente a natureza,
cofia estranha esta predigo, se nao huuves-
se rianatureia humana un ponto vulneravel, pe-
lo qual as feridas feitas no corpa, poderu levar a
perlurbagao e roesmo a morte al as mais iniiiuas
profundidades d'slma : este ponto vulnerael do
corpo humano, por onde o mal entra n'alma dos
meninos, e ahi destroe algumas vezes toda a obra
da educsgio, o sensualismo, a depravagao dos
sentidos, a desordena da carne ; em urna pjda-
vra a sensualidade. O corpo, aqui, pelo desper-
tar mais ou menos precoce dos mais terriveis
instiuctos, conspira contra a dignidade da alma,
e prepara ao homem urna crise, onde quasi sem-
pre a vida se decide pelo bem ou pelo mal, e lo-
ma o caminho do progresso ou decadencia.
Ha urna idade para o homem em que a vida
tem um encanto que nos seduz tanto mais quan-
to os annos dos vio della affastando e cuja ima-
gem nos Tolla algumas vezes, no meio dos traba-
lhos da vida, como urna serena apparigo ; idade
a mais afortunada, se apreciasse melhor a sua fe-
licidade, na qual o menino, na radiante alegria
de um corceo innocente, nao tem tnesmo para-
perturbar a paz de seu presente, o temor dos
coatratempos que esperara o seu futuro : aurora
da vida a mais pura, na qual em um menino,
protegido pelas vistas de sua mi, os pensamen-
tos, es desejos, os olhares, a memoria, a imagi-
nario, o rosto e o corpo mesmo todo inteiro, lu-
do, ludo est lio calmo, puro lmpido que nao
se pode suspeitar ahi a menorida impura, e on-
de a pureza reluz em todo o corpo, como o sol
em um cristal. Entio quaodo o menino mostra
em todas as o.ccasies de sua vida o brilho de
urna castidade que nenhuro balito manchara, e
desordem alguma perturbara; oh 1 eotao, quao-
to o menino digno de admirar-sel Vendse
resplandecer em sua candida fronte, em seus
lmpidos olhares, e incomparaveis sorrisos, urna
alma to ingenua e amsvel, to bella, e ignoran-
te de sua belleza ; pergunta-se qual ser a fell-
cidade de ver os aojos do co, pois que estes
anjos da trra causam aquelles que os vem urna
to deliciosa apparigo. Nem a flor abrindo sua
corola matizada aos raios do sol, nem o lago ra-
ileclindo seu azul ultramarino em sua pureza
tranquilla, nem o passaro regozijando-se com a
luz, nem a arvore ostentando sua coros de flores
sob um co de primavera, nem a fonte rolando
sobre urna a areia de ouro e reflectindo em suas
aguas a belleza de suas margeos, nada na creagio
pode igualar o xtasis que causa a urna alma- es-
te semblante de menino, onde a belleza do ho-
rnera apparece immaculada, como a fronte da
virgem sem mancha, modelo da humana belle-
za e da pureza virginal.
Porem a esta belleza iDaotil falta o que deve
torna-la viril : a prora do combate e o sigoal da
tentago vencida. Chega entretanto urna hora
em que esta pureza, que somente um encanto,
deve tornar-se urna virtude, e em que o que
somente para o menino um estado.tranquillo, de-
Te tornar-se para o adolescente urna laboriosa
conquista. Infelizmente preciso convir nisto :
a desgrana dos lempos, e o meio porque se d
educacao as nossas novas gtrages, fazem que
esta hora se apresse muito a vir, antecipe o voto
da providencia e o curso da natureza : chegue
mesmo aotes da adolescencia, e algumas vezes
sorprenda o menino como urna sbita invaso
no seio mesmo de sua fraqueza.
Um da, qualquer que seja a occasio ou a
causa inmediata, este menino, que s couhecera
as santas aspiragoes de um coraco puro, e os
anglicos ioslinctos de urna alma voltada natu-
ralmente para o co e para Deus, sent que algu-
ma cousa de novo se Ihe desperta. Este corpo
virginal que s lhe parecer at eotao o orgo
dcil das harmonas de sua alma, faz-lhe ouvir
de repente desacordos extraordinarios ; este vas-
salo revolla-8e contra sua legitima soberana ; re-
vela-lhe instinctos que ella nao conhecia, neces-
sidades cujo nascimento o possue de urna admi-
rado misturada de espanto. Altera-se todo seu
ser, excitado ioteiramcnte, como nm imperio
tranquillo seote-se sorprendido por sublevares
da plebe, e revoltosos de baixa esphera. O me-
c no detem-se sorprezo ante o roysterio que traz,
e que elle proprio, contempla-se assustado,
como um viajante que v de repente apparece-
rem a seus olhos horisontes que elle nao suspei-
tava ; caminhos inexplorados o conservam um
instante entre os sobresaltos do temor e os da es-
peranc*. Seu olhar se perturba avista das pers-
pectivas mysteriosas, que o encantam de longo,
e que teme observar de perto ; o socego de seu
rosto altera-se, sua fronte tem menos serenidade,
seus labios menos sorrisos, seus olhos menos lim-
pidez, sua voz menos abandono e simplicidade.
Urna sombra de melancola estende-se como um
veo sobre sua fronte, d'onde surga a alegria no
seu nico e puro brilho: meditaco oesta fron-
te substituio a candura, e v-se observando-a,
que senle o novo e procura o desconbecido.
Eato quaodo o menino desejaria perguntar
natureza a explicarlo de seu mysterio, e ao mun-
do a decifraco de seus enigmas. A curiosidade
natural da infancia loma repentinamente nelle
proporcoes espantosas, o mysterio atormenta-o e
torna-se a seduego e perigo da sua vida ; elle
quer afastar as sombras, e despedazar os veos ;
quer coohecer e como conhecer muito. Nao con-
tente de se interroga tudo ao redor delle ; seu
FOLMETIM
OBATEDOR DE ESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
(Conttnuocao.l
XXI
O Batedor de Estrada dispunha-se fallar,
quando Lennox, interrompendo-o com um gesto,
lhe disse :
Tenho antes que pedir-te urna explicado,
Joaquim. Porque razo o teu cavallo Gabilao,
que ha pouco encontrei a urna legua daqui, ti-
nha o ar tao contristado? A tristezadesse bravo
animal fez-me soppor que tvesses suecumbido
victima de algum desastre, ou em algum combale.
Meu caro Lennox, Gabilan nao est triste,
mas sim tem seus ciumes : nao pode esquecer-
se de que me vio ha quioze das montado sobre
um outro cavallo, que na sua ausencia me de-
ram na Ventana, quando puz-me em persegui-
rlo desse marquez d'Hallay. Mas que interesse
te pode causar a troteza ou alegria de Gabilan ?
Semprelive muita amizade Gabilan, res-
pondeu Lennox mu seriamente. Agora que me
tranqulisaste a seu respeito, podes fallar o lem-
po que quizeres que eu te escutarei sem inter-
romper-te.
Grandjean, vendo a solicilude dovelho matei-
ro pelo cavallo de Joaquim, langou sobre elle um
olhar que exprima ao mesmo lempo approvsgio
e respeito, e murmurou entre denles :
Este Lennox tem um coraco muito bom!
Deveria ter nascido em Villequier.
Joaquim apressou-se aproveitar-se do con-
vite que lhe fazia o seu singular amigo.
Lennox, lhe disse elle, os momentos sao
preciosos, e eu vou direito ao caso. O marquez
d'Hallay, quo te infligi to sanguenta injuria,
lornou-se ao depois culpado de um crime abomi-
navel : contra as mais sagradas leis da hospitall-
dade mandou raptar urna moga que conserva pri-
sionera, obrigando-a a acompanba-lo na sua
aventurosa expedigio. O interesse, nao disse bem
a amizade sem limites que tenho a essa pobre
victima tal, quo a mioha vida se acha ligada
sus Se ella morrer, segui-Ia-hei no tmulo I
Minha linguagem te sorprende, Lennox : e en-
tretanto melhor que ninguem deves saber que te-
nho um coragao sensivel, pois sempre le mostrei
sincera e inaltersvel affeigio. Continuo
Ser preciso dizer-te que o meu primeiro pen-
toento foi punir o marquez ? Viole vezes nes-
olhar escruta todas m cousas, e seu pensamento
todas al pajarras.
Procura conhecer os sentimentos occullos, e
penetrando al o fundo de seu coraco para ar-
rancar-lhe o segredo que ella enterra, pedo ex-
plicado para as revelagoea novas; e palavras pa-
ra que at eolio prestara to pouca alinelo, e
que lio pouco lhe interessavam, toroo-se-lhe,
de repente, orculos inesperados, e offerecem um
interesse immenso sua miaginagao j atienta, e
trabalhando para encantar sua vida e fascinar
seu coraco.
Infelizmente esta imaginadlo lorna-se-lhe nes-
ta occasio em um perigo I Semelhaote urna
mgica, ella faz passar ante seus vagos desejos e
suas inquietes inspiraces, um mundo chelo de
ocantosdasconhecids ; multiplica-se o real pe-
o possirel e lanzando sobre a materia reflexos
do infinito, leva ao corpo e a carne os mais no-
bres sautimenios do corarlo e as mais santas as-
piragoes da alma, o que acontece ? Urna neces-
sidade de gozar, ignorada em seus primeiros an-
nos, accommelte este menino, dilata-lhe os de-
sejos, faz-lhe beter o coraco, e estremecer todo
seu corpo. E. semelhaote a Chrislovo Golombo
na vespera de cooquisiar um inundo, elle er de>
visar-lhe as margens ao claro da aurora cs-
cente, e respirar-Ihe de looge os perfumes ira-
zidos pelas brizas.
Certamen te, senhores, suppondo mesmo que
o menino oesta crise, nao estivesse contri a sua
pureza ameagada outro inimigo alm da sua pes-
aos, o perigo para a sua ionoceocia seria j bas-
tante grande. Porm emquanto que atormenta-
do pelas desgrasas quesobrevem do interior, elle
est as voltascom sua imaginario, desejos e as-
piragoes ; entretanto que aua carne torna-se-lhe
um campo de batalha onde talvez deffende-se
anda com animo, para colher no combate ai pal-
mas de urna castidade militante, o mundo, infe-
lizmente ; propara-lhe perigos anda maiores no
exterior, que os interiores. Apparecem os livros,
promettendolhe, at por seus ttulos seductores,
a reveladlo de todos os misterios; misterios de
Pars, misterios de Londres, misterios do povo,
misterios da nobreza, sempre misterios: depois
revevelages, confidencias, juramentos ; livros
encantadores, onde a htteratura e a poesa lhe
mostram por entre flores, e risonhas prospecti-
vas, todos os misterios da vida I
O romance sensualista, admettido no lar do-
mestico, por urna me imprudente ou um pae
indiferente, vem como por si mesmo introduzir-
se-lhe na rulo ; e ahi sua imaginagio, que s
estivera al eotao entrelida no soobo, aprende*
pouco a pouco a Gxar-se sobro scenas, onde a sen-
sualidade descripta, romo urna rainha, com
um cortejo deprazeres; e apresenta-se a seu
coragio j vulnerado, com o rerdadeiro dolo da
vida humana: ser felicidad ae um autor cor-
rompido e corruptor, prolongando-se com seu co-
ragao pervertido no realismo o mais abjecto, nao
forc esta joven imagoago a corroanper-se por
si mesma, e a bater-se com elles nos baixiosda
orgia.
E se um da illudindo a vigilancia, esta curio-
sidade insaciavel arrasta-o ao theatro para ahi
ver desenvolver-se em suas representacoes mais
arrebatadoras os dramaj .da vida humana, que
tentago se lhe vem ajuotar a todas as outras!
que pensamentos, que imagen?, que emogoes,
que sobresaltos, elle encontra nesla alhmosphera
ardeole, onde dir-se-hia que a sensualidade a
envolve como um vestido I Conserve-se elle
affastado destes livros onde a sensualiadade re-
vela seus misterios, desses lempos onde ella tem
seus adoradores, seus louvores, seus hroes, suas
victimas ; nao lhe ser bstanle atravessar nos-
sas grandes cidades, para sentir de todos oslados
em torno do seu coraco urna conspirarlo terri-
vel com este mal que o feriu ? Por toda a parle
senle o seu sopro, o T suas imagens.
[Continuar-se-ha.)
nos seus trabalhos agrcolas e na pesca. Estas oc-
cupages sao interreapidas pelas numerosas vi-
sita* qe recebe.
Quasi que se nao passa um dia em que algum
navio chegue com novoa visitadores italianos e
eatrangeiros. Multa* damas, e entre estas alga*
mas das mais nolaveis no mundo litterario e ar-
tstico, vo continuamente visitar o hroe. Mais
numerosos do que os visitantes aio os massosde
cartas e jornaes que elle l de noile.
Chegam-lhe de toda a parte dedicatorias de
obras e offertas de presidencias.
Tudo e que lhe vem da parte dos operarios e
das mulneres, pois diz que estas duas classes con-
servan mais viros os instinctos generosos e nao
sao dominadas pelo srdido interesse.
Na* horas yagas redige projecto* de educagao
para o povo italiano, e a este respeito escreve
f;rande numero de cartas, e toma notas perticu-
ares.
Mostra desgostos por ver que os Italianos es-
queceram, nao a sua pessoa, mas suas idea*.
Est um pouco desanimado e abaudonou o pro-
jecto que linha ha muito de ir habitar n'um pon-
to da margem ligurianua.
Espera-se, com tudo, que volte ao seu primi-
tivo projecto.
PI IX.
O actual Pontfice, completou j o dcimo quin-
to anno do seu pontificado. Poucos papa* rei-
naran! por tanto lempo, pois geralmente nao
chegaram a 14 annos. S dez, entre estes Po
IV e Pi VII, reinaran nrais de 20 annos, porm
nenhum chegou a 25.
Dos 258 papas que se tem sentado na cadeira
de S. Pedro, doze s reinaram mais de um mez e
dous mais de um anno ; e dos que tiveram o no-
mo de Po, o que reinou menos tempe foi Pi III
que falleceu 27 das depois da sua eleico, e o
que reinou mais tempo foi Pi VI, que chegou a
24 annos e 6 mozos de pontificado.
A LE INGLEZ A.
terraoeo as libas Jonies contm 11 mil homens,
5,000 dos quaes em Gibraltar, e 5 a 6 mil em
Hall*. O cabo contm 6,500 horneo*.
Em algarismo* redondos, este grande imperio
colonial nio absorve mais do que 40 mil homens
de tropa*.
A India tem uos 60 mil homens, o que prefaz
o todo 100 mil homens.
S ha cavallsria na India, onde conta 5 mil
homens. Em artilharia tem 5 mil homens na In-
dia e 4 mil sas colonias.
TAIZ EXCEPCIONAL.
Fallecen em Copenhague (Dinamarca) um jo-
ven poeta, chamado Aoker, que legou um capi-
ll de 80,000 ihalers (54:000# rs.) cojo rendimen-
tc ser repartido entre um poeta, um compositor,
um pintor e um esculptor, como subsidio para
viajaren no estrangeiro.
A subrengao para cada um ser, por conse-
quencia de 800 thalers (5409000 rs.)
Variedades.
Os trbunaes inglezes resolreram ltimamente
urna questo que mostra aa formas de berenga na
lei civil iogleza e a responsabilidade das compa-
nhias de caminbo de ferro.
Um gentlemam camponez, que tlnha um ren-
dimento de 4,000 j, proveniente principalmente
de bens de raz, foi victima n'uma viagem na li-
nha frrea de Great-Northern-Railway, e a sua
viuva represeotando a sua familia, tentn contra
a companhia urna aeco de reparagao do prejuizo
causado pela morte de seu marido.
Ibo mais velho herdou lodosos seu* bens de raz,
onerados s com orna penso de 1,000 vor da viuva, porm os oilo Qlhos mais novos,
que s tioham direito aos bens movis, herdaran
apenas um rendimento aonual de 100 Si.
Provou-se que a morte fra causada por um
defeito nos carris, e o jury adjudicou viuva S
13,000, por perdas e damnoa e 1,500 f a cada
um doa oilo filhos, que da fortuna de sea pao s
ficaram com um rendimento de 100 (ft.
A companhia dos caminhos de ferro foi assim
condemnada a pagar urna somma enorme por
causa da desigualdade de parlilha entre os her-
deiros, regulada pela lei iogleza.
As companhias queixam-se amargamente de
ama legislaco que Ibes impe to formidaves res-
ponsabilidades.
GUARNigO DA
INGLATERRA
NAS.
AS COLO-
sa
tes quince das tenho contra elle levantado a mi-
nha carabina ; vinle vezes porm a violencia do
meu odio tem sidorefreada pela terrivel certeza
(*) Vide Otario n.173. "----------'
E ELLES A DAR-LHE I
L se na Correspondencia de Hespanha, jornal
de Madrid:
f Por ordem e conforme em tudo s instruc-
goes do Sr. ministro do fomento, formaram-ae em
Paris, Londres e outros pontos collecges de ob-
jectos mais apropriados e mais admiravelmente
executados para organisar o gabinete de esludo de
S. A. R. o principe das Asturias. Estas collee-
goes, destinadas a destinadas a desenvolver as fa-
ruldades do real herdeiro, sao nao s urna pro-
va do vivissimo interesse que a nossa augusta so-
berana e o Sr. marquez de Correr, seu ministro,
tomam em guiar o lerno coraco e inteligencia'
do que ha de ser um dia che fe da nardo ibrica
(III). mastambem um grande progresso, pois os
homens mais eminentes da Franga,que se dedica m
ao magisterio asseguram que o gabinete de eslu-
do e de recreio do principe das Asturias ser o
mais completo de todos os do seu genero na Eu-
ropa.
GARIBALDI EM CAPRERA.
L-sena Correspondencia Havas :
Os nicos companheiros de Garibaldl no sen
retiro, sao seu Qlbo, Memotti, Basso e Stagnelti.
Est frequentemente triste, sobretudo depois da
partida de sua Therezita (sua ilha], que com a
sua vivacidade juvenil e com a msica que exe-
cutava no piano, o distrahia das lembrangas do
passado e das preoecupagoes do futuro.
Quaodo est triste, oceupa-se com mais ardor
de que a morte desse miseravel, looge de salvar
a infeliz prisioneira, nao faria mais do que dupli-
ca r-lhe o horror e o perigo da sua situago. O
marquez persuadi aos homens, a quem com-
manda, que essa moga coohece a existencia e o
escondrijo dos thesouros, que esperara elles con-
quistar. Concebes bem que urna vez morto o che-
fe lodos esses bandidos, veodo-se livresds es-
pecie de disciplina, que este conseguo plantar
enlre elles, nao recuariam ante qualquer obsta-
culo para levarem Qm a sua expedigo, j to
comprometlida. Para arrancarem a essa infeliz o
segredo, que suppem ella possuir, nao hesi-
taran) em submetterem-na s mais crueis, s
mais alrozes torturas! Oh 1 s a este pensamento
sinto estalar-me o cerebro... torno-me louco de
desespero I
Lennox, nao em nome da nossa velha ami-
zade, to velha que dura j ha quioze annos, que
eu a ti me dirijo : a amizade um sentimeuto que
muda muito de objecto, comquanto seja urna ne-
cessidade para ocoragodo homem. Appellosim
para a tua jusliga, porque a justiga nunca mu-
da I... O teu amor para a jusliga, o leu odio pela
oppresso, tizeram-te preferir a rude e penosa
existencia de selvsgjsm vida fcil e suave da
Europa. Renegar hoje o teu passado, renunciar
nobre misso que te imp'ozeste a ti mesmo, seria
dar o carcter de crime s aeges sublimes e al-
tivas que hao Ilustrado a la looga carreira. O
nome de Lennox nao significarla mais no deser-
to o homem justo e terrivel porm quereria
dizer a fera sedela de saogue I
A vehemencia contida e apaixqnada com que
Joaquim Dick se exprimir, os solugos compri-
midos e interiores que lhe agitaram a voz, im-
priroindo s suas palavras urna pungente amar-
gura, nao poderam abalar Lennox, que ficou im-
passirel'
Amigo, lhe respondou elle tranquilamen-
te, nao aceito nem as las censuras, nem os leus
louvores. Fallaste de misso, e eu nao tenho fei-
t mais do que ceder simplesmente aos raeus ins-
tinctos. Se tomo voluntariamente o partido do
fraco contra o forte, porque goslo de correr pa-
ra o ponto em quo o combate offerece maiores
diluculdados, maiores perigos. Vencer obstcu-
los, que me pareciam iosuperaveis, eis para mim
um grande prazer I Nfto sou urna fera sdenla de
sangue humano, nem tambem um juiz que pune
crimes: sou apenas a melhor carabina, e o mais
infaligavel caminheiro que ha no deserto 1 B
quanto basta. Pelo que respeita ao odio que pro-
fesso raga dos pelles brancas, elle me seguir
at o tmulo : porque essa raga, invadindo injus-
tamente as nossas solides, ameaga o meu mais
vivo prazer, a minha paixo mais forte, isto o
meu gosto pela caga, o meu amor pela liperdade-l
Assim pois todas as vezes que no deserto appa-
recer urna tropa de pelles brancas vero o velho
Lennox correr combate-Ios...
Nesle caso, tornou Joaquim com urna sur-
da irritago, tanto melhor I a nossa discusio
torna-se intil. O que recusaste em nome da
Ah confassai-lo, e isso
bem pequea falla ?
Nio ha'falta alguma, santidade, porque nlo
ha falta onde nio ha conscencia de mal. Se o
flz, porque, fasendo-o, julguei Ser til ao paiz,
que, vossa santidade mesmo ha de convir nlsto,
nao pode continuar nesta situago ; julguei ser
til Italia, que a minha patria, e propria
religio, que est ameagadissima de um scisma,
Pelo conflicto empenhado entro a autoridade ec-
clesisstica e o seutimento nacional.
Oh I tereis, lereis o vosso rei, e eoto vere-
mos o que vos faro.
Saotissimo padre, nao nos faro nada, por-
que nao pego, nunca ped e nunca pedirei cousa,
alguma ; estou n'uma tal posigo social e em taas
condicoes de fortuna, que nunca terei necesaida-
de, gracas a Deus, de reclamar ou de desejar seja
o que for.
Disseram-me que tambem corrompestes os
vossosgenros ?
Os meus genros nao podem ser corrompi-
dos, teem a edade da razo : cerlamente, se me
tivessem pedido um conselho, l-los-hia aconse-
jado a fazer o que eu mesmo julguei hooestidade
e do meu dever fazer.
Tambem sei que fazeis educar o vosso filbo
or um perceptor de que nao goslo muito
Nio sei o que se possa argir a Mr. Menccl,
perceptor de meu filho. Alm de que, elle eres,
ce nos sentimentos da religio ; vae miasa to-
das as manhas e communga de lempos a lem-
pos
Foi ao (rt'duo Minerva? (O da famosa Ju-
dilb.)
Na verdade, nao poderei dize-lo.
Ha muito tempo que vos nao deixaes por
aqui ver ?
Julgava, santissimo padre, que entre os
graves cuidados que nos rodeiam tena sido im-
portuno ; mas, depois do desojo que me mani-
festa vossa santidade, nao deixarei de apresen-
tar-me a prestar a vossa santidade as minhas ho-
meosgens, e, antes de partir para Franga, pedirei
urna audiencia de despedida.
Viude, charo principe, dar-nos-heis prazer.
Oito dias depois, o priocipe, mandando tirar o
seu passsporte, foi chamado com o duque de
Piano a casa do director da policia. Depois de
muitos protestos e abrigando-se atraz do nome do
papa, sigoificou-lhes que S. S. quera que elles
assignassem urna relratago dos seus nomes
poslos na representagio, ou que *e obrigassem
rem >ra"".u7po"rtVrTvi'da*'cm l'o7a7s%ua DSo.Tolt"e em pedido a permisso da alta
penas? O soldado que se mala d prora do fra- poliea; se nao fizessem nem urna nem outra
queza e de iogratido. A sua vida nao lhe per- ''","" ** tence. Deve-a ao estado, qae lh'a pediu, ao paiz
parece-vos ama grandes desordens, e cada qual que se trra com
a apparicio de um cometa la inventa de seu mo-
tu-preprlo o que ellepoder produzir ou afluir
no deslino dos insignificantes animaes que po-
voam o globo terrqueo.
A constituigo physica dos cometas quasi so
pode dizef ser anda um enigma. Ob meamos
homens de selencia, que tanto se tem oceupado
sobre a natureza dos cometas, divergen) as sup-
posiges que fazem relativas sua constituigo
physica, entretanto parece que a maior parte sao
concordes em que os corpo* dos cometas nio sao
formados de urna materia solida, nao s em con-
sequencia da canda que elle aprsenla, como pe-
los pheoomenoa que se tem notado de se mostrar
o mesmo cometa dividido, depois de por al-
gum tempo ter apparecido formando um s
corpo.
0 TIMES.
0 jornal inglez Timu, poblisou no dia 21 de
julho, por ser o maior da do anno, urna folha io-
teira, cheia de aonuncios. em supplemento ; de
modo qae appareceu com tres folhas completas,
que alm do texto poltico de eento e duas co-
lumnas, continham 4.000 annuncios. O Ttme
diz que ha eincoenta annos, s publica 150 an-
ouncios por dia, termo medio, o que o sea nume-
ro de 21 talvez mais exteoso que tenha pu-
blicado um jornal diario.
E' MANA UNIVERSAL.
A maniasuicida lornou-s to contagiosa no
i* corpo do exercito francez, que obrigou o ma-
rechal Magnan a dirigir as tropas do seu commsn-
do que compdem o dito corpo de exercito a se-
guinte ordem do dia :
a Soldados. Os numorosos actos de suicidio
que nos ltimos lempos se tem dado as tropas
do Io corpo, afgem e sorpreodem profundamen-
te o marechal commandanle, que declara aos ri-
gimentos que esto debaixo das suas ordena que
i&VSSKSSSSSSSS^ 2 !C,0\d* ^J-. commettido, com reme-
aitagao, sao condemnados pela moral e pela de-
digo ao paiz.
a Soldados.J vos disse e repito: Deas, nos-
so pae commum, condemna o suicidio. A paixo.
a violencia dos sentidos, o desalent nao descul-
pam ama tal aberrago de espirito. Nao sabis
que o homem sobre a trra, e o aoldado sobre-
tudo, s existe para soffrer ? Faltar-vos-ha a co-
Nas Indias occidentaes ha 4,000 homens. Ber-
muda que urna colonia penitenciaria, tem um
regiment. Ha 500 homens em Santa Helena e
400 nasilhasBahamas.
as ilhas Falkland ha 37 homens ; em Labuan
nao ha nenhum. A ilha Manricia tem um bata-
Ihlo e Ceyl&o 2,400 homen*. Todas estas esta-
ces e as Indias occideotaes tem artilheiros.
Honduras e aa Bahamas tem um engenheiro. As
possesses africanas, i excepgio do Cabo da Boa-
Esperanga, nao tem mais que 1,000 homens.
Tudo isto junto faz, pouco mais ou menos, 20
mil homens. As possesses inglezas do Medi-
amizado e da justiga conceders em nome do
odio. Amanha, ao despontar do dia, atacaremos
o acampamento do ioimigo.
Nao, Joaquim, nem amanha, nem daqui a
ama aemana ; mas somonte daqui a um mez'
Oh I E porque?
A maneira breve e nervosa com que o Batedor
de Estrada accenluou esta exclamago e esta in-
terrogago, tinha alguma cousa de- ameagador*.
Leunox mostrou nao se aperceber dessama-
danga.
Perguntas-me porque, Joaqnira ? Por mui-
tas razsdes.
Veja essas razes....
Por sua vez tambem o velho mateiro come-
cou a mostrar-se um pouco impaciente : toda-
va proseguiu vagarosamente :
Hoje essea pelles-brancas esto bem forne-
?>ds de plvora e vveres. Daqui a um mez,
sure, na epocha das chuvas e da nev, na qua-
dra das febres nao s ierao j consumido todas
as suas provisdes de bocea, e gasto excessiva-
mente as de guerra, como tambem esta rio por
tal maneira decimados e infraquecidos pelas mo-
lestias, por tal maneira inr azes de defenderem-
se, que os meus irmos lelles vermelhas te-
rso apenas o trabalho d tar-lhes as madei-
xas. A' vista disto porque razo, deixando-me
arrestar por urna impaciencia indigna de um
homem de senso, deiiarebiima victoria certa em
troca de urna derrota p(vvel, ou pelo menos
de um successo penoso e difficil? Para salvar a
essa pello branca que o marquez leva consigo?
Isto seria demencia I
Engaas-te, Lennox, para ti nao se trata de
salvar a essa moga, trata-se da tua vioganga.
Nio te comprehendo I
Oh I vaes comprehender-me j. O ultrage
to ignominioso, que rcensete, coja marca se v
estampada anda na tua fronte, deve ler-le cau-
sado bem noites de cruel insomnis, bem dias de
desespero a de raiva. Nio bosques oegar; co-
nhego-te, e nio a mim que coosiguirs illudir I
Vinle vezes, cem, mil vezes at...tena reflectido
no genero de torturas, que infligirs ao marquez
d'Hallay I Tens estremecido de alegria ao pen-
samento de sua sua terrivel agona; teos mesmo
julgado ouvir os seus gritos, os seus gemidos,
acolher as suas supplicas humildes com lmplaca-
vel olhar de despreso I Pois bem, Lennox; de-
ves abandonar todos esses bellos projecto*, re-
pellir para longo de ti esses sonhos lio lisongei-
rosl O teu iaimigo nio gemer ..nao gritar...
nao te implorar...por que a sua morte ser isen-
ta de toda a agona"...porque elle cahir como
fulminado pelo raio I Oh E' em vio que aire-
las esta indifferenga...eu fui direito -tocar as
tuas mais queridas e secretas esperaogas I .. Nio
penses que quero atemorisar-te : estimo-te, mea
velho amigo, para usar contigo de meios lio mes-
quinhos e vulgares. Quaodo dous adversarios
como nos comba tem, nio podem,'sob pena de ca-
hirem no ridiculo, farir-se levemente : um deve
matar o outro. EU porque antos de ae irera s
< Quartel general
1861.
Seguodo o Times,um documento que acaba de
ser commuoicado ao parlamento inglez d o nu-
mero das gua migues inglezas no mundo inteiro.
Nunca to vastas possesses foram occvpada* por
to pequeo numero de homens.
Na America do Norte ha 2,000 homens, na
Nova-Escocia e no Novo Brunswick e em toda a
America nao ha mais de 5,000 homens. Na Ter-
ra Nova havia no mez de margo de 1859 199 sol- exercito.Jfapnar.
dados e um artilheiro.
A Australia tem as seguintes guarnigdes : a
No* Galle doSul247 homen* el07 artilheiros ;
Victoria 828 soldados e 4 engeoheiros ; Tasmania
260 homens; a Australia do Sul 116 homens; a
Australia occidental 95 homens.
que conta com ella na hora do perigo, e ao exer-
cito, a quem far falta no dia da victoria.
Nio voa deixeia levar ao desalent e i fra-
!|ueza por urna pena do coragio, por um desvario
atal e menos anda por urna contrariedade ou
castigo motivado por Istias no servigo. Appellae
para a vossa ensrgia e que a vossa alma seja su-
perior a todas as fraquezas. Quando vos agita-
ren) ideas fitaes, quando em vos se travar com-
bate mullo forte para o vosso eipirito, viode ter
comigo, poi* sabis que vos recebo sempre, vinde
abrir-me o vosso oragio e o meu coragio de sol-
dado compreheoder o vosso, vos livrar de crueis
preoecupagoes, vos recordar o sentimento do
dever e vos conservar vossa familia, Franga
e ao imperador, que vos ama e conta comvosco.
em Paris, 13 de junho de
O marechal commandante do 1" corpo de
DIALOGO INTERESSANTE.
Com data de 7 de junho escrevem fazione o
seguinto :
c Ha duas semanas mandn procurar o santo
padre o principe Piombioo e teve com elle a se-
guinto conversado :
Entio, Sr. principe, queris destronar-
nos?
Nio, santissimo padre, nunca Uve essa
tengo.
Como I pois nio assigaasles urna certa re-
presentagio ao rei e ao imperador, afim de nos
ser tirada a nossa soberana ?
Sim, santissimo padre, assignei-a, e julguei
dever faze-lo em conscencia.
mios cumpre que se descubram mutuamente o
peito Nio te dissimularei pois as minhas in-
tenses. Estou resolvido a livrar muito breve,
qualquer que seja o meio, a essa desventurada
moga que o marquez tem prisioneiza : ouve bem
o que te digo, Lennoxfqoalquer que seja o
meto landa que para isso seja preciso arran-
car a vida a essa pobre victima I Comtudo an-
tes de chegsr i ultima extremidade, isto antea
de ferir a innocencia para salva-la da deshonra,
u alcangarei, eu punrei o culpado I Quem sa-
be se a morte do marquez nio produzir entre os
seus bandidos urna impressio e terror moment-
neos, de que poderei tirar partido em meu pro-
veito I Isto porem nio te pode interesaar, nem
te diz respeito. O essencial que deves ficar
persuadido de que a la recusa as circumstan-
cias actuaes terriveis e solemnes, te retira todo a
esperanga de voganga. *
Emquanto o Batedor de Estrada fallava o velho
cagador escutava-o em silencio, e sem deixar es-
capar o neoor sigoal dos sentimentos que nelle
se agitavam. Quando porm Joaquim acabou
de fallar um movimento quasi imperceptivel
contrahio as espessas sombrancelhas do selva-
gem europeu, tornando-lAe mais profundas an-
da as rugas de sua fronte.
Esse estremecimento nervoso, que mal se per-
cebia, e que cortamente nioguem terla observa-
do, nio escapou porm sagacidade do pae de
Antonia, Este depositou no chao a sua carabi-
na de dous caonos, e cruzando os bracos com
um gesto de dignidade e tristeza ao mesmo tem-
po, disse em inglez:
Pego-vos, Sr". d'Ambron, teohaes a bonda-
de de affastar-vos um pouco, e tu tambem,
Grandjean. Nio posso esquecer-me dos immen-
sos servigos que Lennox me prestou em outro
lempo. Dtilissr-me do vosso auxilio coutra elle,
seria de minha parte mais qae ama infamia,
soria urna iogratido I Affastae-vos, pois e lem-
brae-vos de que, se eu suecumbir, nao deveis
vingar a minha morte: pelo contrario desejo ar-
dentemente qae unaes os vossos esforcos aos de
Lennox contra o Sr. de Hallay.
Estas palavras, que o conde e o Canadiano nio
e8peravam ouvir, causaram-lhes profunda com-
mogao. Ambos elles olharam para o velho ma-
teiro.
Lennox, semelhaote a urna estatua de bronze
nio dava sigoal de vida. Nao havia duvid de
que a sua immoMlidade equivala a um comple-
to consentimento de tudo o que acabava de dizer
Joaquim Dick. Todava depois de alguna mo-
mentos de hesitagio rompeu o silencio que ae ha-
via seguido aquellas palavras do Batedor de
Estrada.
Joaquim, leste claramente no meu coragio;
o que porm ignorase que multas vezes j o de-
sejo de medir-mecomtigo tem atormentado o meu
pensamento I Nio porque eu te deteste, nao :
ao contrarioa tua lealdade a toda a prova, e a
tua raraiatrepidez me agradara. E's o nico ho-
mem em quem tenho depositado cega e inteira
destas duas cousas, recebiam os seus passaportes
para sempre, isto qae devam resignar-se ao
exilio. Os dous principes declsraram que nio ti-
nham o habito de retratar urna consa feila segun-
do a sua consciencia, e que nao assignavam ne-
nhuma obrigago para com a polica. Por isso
tomaram o passaporte para sempre e foram am-
bos paro o exilio.
COMETAS.
Nada de positivo se pode avangar relativo aos
cometas; exceptuando os movimentos de um li-
mitadissimo numero delles, que peridicamente
teem satisfeito aos resultados dos clculos dos
astrnomos, tudo o mais que ae pode avangar
relativo a elles sao apenas supposiges mais ou
menos fundadas pelas authoridade dos astrno-
mos que se teem dado ao trabalho de os esladar
Nos seus movimentos, na* figuras com que sa
apreseotam, as formas que no mesmo cometa
toma a csuda e em tudo o mais quanto elle est
ligado nota-se tanta irregularidade, tanlo capri-
cho, que nada de positivo se pode dizer a tal
respeito,
O numero de cometas que se teem observado
consideravel, porm o da quelles cujos movimen-
tos se teem recoohecido estarem sujeitos a algu-
ma regularidade ouqua ae teem tornado peridi-
cos mui limitado. Ha muitos tambem que pas-
sam deaapercebidos, especialmente pelo vulgo,
que apenas sao vistos com auxilio ds telescopios.
A apparigo de um cometa nao pois um tacto
muito de eatranhar, nicamente sao raros aquel-
les que mais se aproximam do sol, ou de nos, e
que portento se tomam vsiveis como o que pre-
sentemente se est observando.
Se nos inclinarmos iopiniio de Herschel, um
dos mais competentes bomens que a sciencia as-
tronmica tem apresentado, doremos optar pela
supposigio de que os corpos dos cometas nio
sio solidos idea esta que o "ilustre astrnomo
veriQcou sempre que com a ajuda de bons teles-
copios se quiz certificar da densidad* da materia
do ncleo do cometa perdendn nessas occaaiea
sempre a illusio, quaodo suppunha que nelle ia
descobrir a solidez que se reconhece nos plane-
tas, e mais convencido ficou na aua opiniio de-
pois de notar que cometa algum apresentra pila-
ses no seu ncleo.
A falta de espago nio nos permiti sermos ex-
tensos sobre este assumpto em que tanto se po-
de dizer, pois que realmente muitas e differenles
sao as conjecturas a este respeito, porm sempre
dire alguma cousa sobre a influencia que sobra
nos um cmela possa ler.
Alguns querem que os cometas influam sensl-
velraente na temperatura ; todajia as observa-
goes meteorolgica* feitas na mesma occasio
em que qualquer cometa soja visto, parece com-
provarem o contrario, pois se nao tem notado
alleragao sensivel que se possa altribuir a urna
causa estranha.

Quando mesmo algumas razes se tem apre-
sentado para comprovar esta opiniio, outras se
lhe tem succedido mostrando o contrario, e isto
debatxo da influencia do mesmo cometa.
Em quanto possibilidade de que um cometa
venha encontrar o nosso globo nio se pode dizer
que mpossivel. Do facto os cometas, moven-
do-se em todas aa direeges, atravessando rbi-
tas planetarias em tio diversos sentidos, nao 6
absolutamente impossivel que algum nosviesse
encontrar, mas este encontr offerece tao peque-
a probabilidade que nem vale a pena pensar
em semelhante incidente. As palavras deAra-
go a esle respeito comprovam este penssr. Diz
elle que evidentemente se conclue ser excessiva-
meute mprovavel o choque de um cometa com
aterra quando compararmos as dimensoes do
nosso globo e a dos cometas com o infinito espa-
go em que elles se movem. Conclue elle qua
esta probabilidade, estando reconhecds estarna
razo de 281 milhOes para 1, tornar-se-ha bas-
tante ridiculo, o homem pensar em semelhante
perigo quando se record do insignificante nu-
mero de annos que passa sobre a trra.
Quando de facto ae dsse este incidente, os re-
sultados anda se toroam desconhecidos quaes se-
rao, pela ignorancia em que se est, relativa
constituigo physica dos cometas ; quando o n-
cleo fosse solido seriara terriveis conforme a opi-
mao do author cima citado. Destruido o movi-
mento de traoslacgao da Ierra quaes nio seriara os
eireitos que soffreriam todos os corpos que esli
na sua superficie, mas se conforme com asuppo-
sigao da maior parte dos astrnomos, a materia
do cmelas fr de facto vaporosa semelhante
encontr, nao produsiria effeilo sensivel no nosso
globo.
Sendo as caudas dos cometas ordinariamente dfc
tamanha* dimensoes oceupando bastante espaco.
offerece mais probabilidade, a passagera da Ierra
? Ieii C8uda ae um con,et do que o encon-
tr della com o ncleo. A este respeilo que
os sabios nada absolutamente podem dizer, nem
mesmo em supposigio, pois resta saber qual o
effeilo que prodaziria na nossa atmosphera. a
materia gazoza que parece formar a cauda, pelo
simples motivo de se ignorar completamente, a
natureza chymica deste elemento, ou em geral
da substancia de que formado.
( E' fra de duvida que nada devemos temar da
apparigo doscometaa: devem servir-nos nica-
mente para estudo, e para reconhecermos quao
limitada e insignificante a nossa intelligencia
quando queremos levantar os olhos um pouco
cima dos limites que Deus marcou ao homem.
O cometa que presentemente nos prende a at-
tengao, spparececeu ante-hontem mais elevado
que nos das anteriores ; o ncleo na mesma
grandeza apparente ; a cauda mais estreita e mais
6X16D33.
Nao deve pois a apparico de uqMpr
S-_imeta ser-
vir de motivo, para se entristeceris imagina-
dos com a possibilidade de elle sor origem de
actos, que se succedam ou estejam succedendo
na trra. *
O cometa que tio socegado segu seu caminho,
quantos tactos se nio attribuem sua presenga.
Uns que signal de guerra, outros que sigoal
de muito calor, e outros que prognosiieo de
confianca I Irrita va -me porem a incerteza sobre
qual de nos dous superior ao outro. O meu
desejo vae finalmente ctfmprir-se. Agora que
le fiz esta confissao declaro-te que nunca cede-
ra tentaco de medir as minhas torgas com as
tuas, se nio tvesses sido o primeiro a romper
a nossa velha amisade. Tambem nio me quei-
xo da tua agressio. Deves porm convir comigo
em que os filhos do deserto teem razio de nio
acreditarem na affeigio dos pelles brancas. A
recordagio de urna intima alianga de quioze an-
nos se apaga fcilmente do espirito de um euro-
peu logo que se trata do amor de urna mulher I
Mas deixemos flear o passado; fallemos somente
do presente. Devemos fixar as condieges do
nosso combate.
Estou completamente s tuas ordens,
Lennox. *
Bem sabes, Joaquim, que durante a minha
vida tenho tido bastantes enconlros. Algumas
vezes at tenho acceitado essss lulas estpidas,
reguladas de ante-mio, que vos denominaos due-
los, e que nio deixam o homem superior desen-
volver mais do que urna parte de suas qualida-
des e dos seus recursos. Se qaeres, deixemos
de parte essas lulas do acaso, afim de que aquelle
de nos dous que sobreviver ao outro tenha o di-
reito de abar-se plenamente do seu triumpho.
A carabina entre nossas mios urna arma infal-
livel : usando della, matar-nos-hemos mutua-
mente com toda a certeza. Sorprender um ao
outro nunca conseguiramos : posto que pelle1
branca, a natureza dotou-te de maravilhosos
instinctos. Nem para ti, nem para mim, o de-
serto tem escondrijos inaccessiveis, solides ig-
noradas, myslerios impenetraveis I O melhor se-
r servir-nos das nossas facas, se que n'isto
consentes. D'aqui um quarto de hora estarei
junto do idolo de podra : virei do lado do norte,
e tu devers vir do lado do sul. Est convencio-
nado?
Sim.
Adeos, Joaquim, antes de separarmo-nos
para sempre, d-me a vossa mi apertar pela
ultima vez I
A maneira distrahida e indifferenle, conque
o Batedor de Estrada satisfaz o desejo de Lennox,
mostrara o pouco aprego que n'aquelle momento
ligava a amizade o a opiniio do velho esgador.
Para elle Lennox nao era um inimigo que tinha
combster, era simplesmente um obstculo que
cumpria-lhe destruir. O pensamento do sua fi-
lha era a nica cousa que absorvia todas as suas
faculdades.
"" Lennox, disse elle conservando machinal-
raente a mi do cagador na sua, nio devo dei-
xar-te partir sem primeiro protestar contra un
erro grosseiro que acabas de commetter, porque
esse erro, no caso de que a sorte das armas se
declarasse em teu favor, loroaria a minha me-
moria para sempre odiosa aos dous entes que
amo e mais estimo no mundo 1 Dirijo-me i ti,
Lennox, mas fago-o em satisfago ao Sr. d'Am-
bron.
Pela posigao em que se vio, relativa a estrella
polar, fra de duvida, -que aa conserva sempre
cima do horiaonte, devendo porlanto ser visivel
durante toda.a noite. O seu brilho nio augmea-
pwSeHo qUB d6 aCl eUe i pM,ou pel 8eu
Aproximadamente avaliamos, que na sua ma-
nos altura, ante-hontem eslava 30 cima do ho-
nsote, e na maior deve estar 50, por isso que
suppozemos ser de 10 a sua distancia estrella
polar.
[Commercio do Porto)
Nao te engaaste ainda ha pouco, attribuiodo
ao amor o interesse immenso que me inspira a
situago da prisioneira do marques d'Hallay :
mas o sentimento que eu animo para com essa
nieliz e destituido de qualquer idea terrestre,
porque vem directamente do co 1 O meu nico
desejo, o meu nico sooho restituir essa joven
ternura de seu esposo.
Para que ella fosse feliz, mesmo looge de mim,
derramara todo o meu sangue gotta gotta, e
ornea ultimo suspiro seria a expresso Deus
dirigida do meu reconhecimento I V* tu, Len-
nox; fra da vida brutal, das paixes limitadas e
esteris sgitages do deserto, ha um mundo qua
na tua presumpgosa ignorancia de aelvagem jul-
gas, e condemnas sem conhecer I E' o mundo
moral! Nio admira que agora esta ualavra seja
para li sem sentido .... Mas, quaodo a velhice,
que al o presente parece nio ter querido cin-
gir-te o corpo com os seus bragos de ferro, cho-
gar finalmente vencer a tua vigorosa e excep-
cional organisago ; quando a tua carabina,
inerte entre tuas debis mios, servir-te apenas
de um arrimo teus passos vacillantes, enlo,
Lennox, pode ser que a consciencia da la fra-
queza te fagacomprehendero que hoje ignoras
que Deus concedeu ao homem a dedicago para
mstingui-lo dos animaes, quem s lem conce-
dido um reconhecimonto interfssado e limitado.
Agora que me justiBquei, nio aos teus olhos,
mas aos olhos do Sr. d'Ambron, parlamos; e par-
tamos j, porque o meu lempo precioso, e te-
nho pressa em arredar-te do meu camiaho.
Isto quer dizer, Joaquim, que esperas raa-
lar-me I '
Comprehendeste bem, Lennox : tenho esta
esperanga.
" Un sbrriso de orgulho passou pelos labios do
velho.
Pensei que fazieis de mim melhor opinio.
Ests n'isto certo de tua victoria ? E eu ento ?
O sorriso desprezador de Lennox cessou de ser
sincero na sua expresso : a imperturbavel con-
angado^eu adversario tinha vivamente offendi-
do orgulho inflexivel. Pareceu por um
instante querer afastar-se ; mas o pensamento
de ter sido impunemente zombado na presenga do
Canadiano e do conde, o fez conter-se. Nao
podia resignar-se idea de ter sido batido no seu
dialogo, anda que tivesse depois de tomar a vin-
dicta na aego.
-- Estoa vendo, Josquim, que annos inteiros
viv totalmente illudido teu respeito, suppon
do-te urna franqueza que nio tena. Com offeito,
todoa os Europeus sao mentirosos : julgava-te
urna excepgio da regra enganei-me I
/Continuar-se-Ao)
PIW,- TYJ. DI M. F. DI FARIA.-186U
i
c

D


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