Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09350


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Full Text
I
lili HIT1I IDMEIO 173
Ptr (res mezesadiaitados 5$0o0
Por tres mezes vencidos 6J000
,tt>'J '-'IU*9V ** l Wt'iQ
TERCi rEA 30 IB JDLBO M lili
Per une adiantade i 9$00O
Ptrte franco para o subscriptor.

l'AHdlMS UO OUKttblUS.
H tA bregados da BUBBCHiPCAO DO NORTE igaanMu, Goianua Parahiba as segundas
Parahiba, o Sr. Antonio Al.xandrino da Lima ^"^Aotto"'^^. Bonito, Caraaru, Alnho .
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araca-
ty, o Sr. A, do Lomos Braga; Ceara o Sr. J. asi
do Oliroira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Mar-
tin Ribeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
EPHEMERIDES DO MIZ BE JLHO.
7 La nova as 11 horas 56 minutos da tarde".
15 Qoarto erescento sos 28 minutos da manhaaT29
21 La cheia as 9 horas e 46 minutos ds toroVlSO
Garanhuns as tergas-feiras. 21 La cheia as 9 horas e 46 minutos ds tarde" 130
Pao d'Alho, Nazarath, Limoeiro, Brejo, Pea- w Ouarto minguante as 5 horss e 3 minutos da 31
aueira. Insazeira. Plnma. VillK-Ralta Rm.vi.i. tarde.
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serinbem, RioFormoso, Una, Barreiros,
1 Agua Preta, Pimenteiras e Natai'quintas feiras. Primeiro as 10 horas e 54 minutos da manh
(Todos os correos partera as 10 horas da manhia) Segundo as 11 horss s 18 minutos ds tarde.
PREAHAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 54 minutos da manha.
IA8DA8EMARA.
Segundo. S. Hartha t. m.; S. Olavo rei.
Terga. S. RuOdo ; Si. Abdon e Seen mra.
Quarta. S. Ignacio de Loyolla fundador.
Quinta. As cadeiras de S. Pedro spostolo.
Sexta. Nossa Senhora dos Aojos ; S. Estevo,
Sabbado. Invengio do corpo de S. Estevo.
Domiog). S. Domingos de Gusmlo fundador.
lwU1,t?AS FSS8 AfmAL-l^CARREGADOS DA SUBSCBJPCAO DO SUL.
Tribunal do aommereio ; segundas e quintos.
iRelsco: tercas, quintas sabbsdos sslO horas. Ali. Sr- Claudino Falsao Dias; Baha.
Sr. Josa Martina Aires ; Rio de Janeiro, Sr
Fazenda: tercas, quintos e sabbados ss 10horss.
Juizo do eoTnmarcio : quartas so mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas ss 10 horas.
Primeira vara do sItsI : tercas stxtasao meio
di
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietorio do diario Manoel Figneiroa da
PARTE OFFICIaL
da. u propnetano ao diario Manoel Figneiroa di
Segunda rara do cirel: quartas sabbados a llFaito.nn sus liTraria praca da Independencia n
hora da tarde: If e 8.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia *6 de julho.
Olcio aj coronel comramdante da* armas.
A' vista do ofrkio que V. S. me dirigi era 2z
do correle, sob o. 1138. autonsei o director do
arsenal do guerra a mandar entregar ao balalhao
r. 10, de infmtara 200 pares da sapatos por
coala dos qu* se tem de forocer ao mesmo bi-
talho relativamente ao lempo decorrido de Ja-
neiro a abrildeste auno.
Quanto, uor n. ao fornecimento dos demais
artigos drt fardamenlo cooceroentes s esse lempo
convm aguardar aulorisago do goTerno impe-
rial.OHiciou-se ao director do arsenal de guer-
ra quanto aos 200 pares de sapatos.
Dito ao provedor da santa casi da misericor-
dia.Para poder deliberar acerca do que soli-
cita o chelo de polica era ofQcio de hontem da-
tado, communicando que nao fdra recebido por
nao haver raga no granda hospital de caridade,
o alieosdo Joaquira de Almeida Piulo, que por
elle fura remettido, convm que V. S. informe
quanto foi destina lo ao trataraento de alienados
na distribuigio da verba notada pelo artigo 21
da le do orcamento vigenle, e bem assira quaa-
tos Iodos exislem no mesmoshospital remedidas
pel polica,
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Respondo ao oCQcio de V. S sob n. 207, de 24
do correnle, declaran lo-lhe que deve mandar
fazer os coacertos do vapor Ipyranga, atleoden-
do necessidade que h delles, comprobada
com o parecer dos peritos que examinaram o
mesmo vapor.
Dito ao Dr. chele de polica.A' vista do que
informou o director do arsenal de guerra em
data de 2"> do corrate com referencia ao olcio
de V. S. de n. 706, uo pode por ora foruecer-se
o ornamento pedido pira o balalhao 45 da guar-
da nacional de Barreiros por estar destinado
para o 9" balalhao de infiotaria do exercilo o
que as est apromptaodo 00 mesmo arsenal.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Corto do conteudo de sua informado de 21 do
corrate, aob o. 636, devolvo V. S. os docu-
mentos relativos aos vencimeoto* nos mezes de
margo, abril, e mais ltimos do destacamento
de guardas nacionaes de Villa-Bella, a fim de
que aos negociantes Audrade & Reg, conforme
-requisita o respectivo commandante superior
em officio de 26 de junho prximo Qndo, seja
paga sdb miuhi responsaoilidade, nos termos do
decreto de 7 de maio de 1812, a importancia de
taes vencimentos, visto nao haver crdito para
essa despesa. Communicou-se ao supradtto
commandante superior.
Dito ao mesmo.Ristituo a V. S. cobertos
cj:d o ol:io do coronel commaalante das ar-
mas os documentos que acompanharam a infor-
. mcao dessa thesouraria de 30 de abril ultimo,
s6b n. 331, lim de que mande pagar a pessoa
que para isso se mostrar autorisada a quantia de
373J500 rs.. em que, segundo declara chefe
di 4* secgao, importa o gaz coasumido no mez
desmembro do anao prximo passalo com a il-
luminago do hosoilal militar e dos quarteis do
6*. 9a e 10 batalhoes de infantaria.Communi-
cou-se ao commandante das armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Autoriso a V. S., de conformilade com as suas
inormago >s de 25 do correte, aob nmeros
. 311 e 317, a considerar extinctos os arreoda-
mentos feitos por Domingos Teixeira de Souza
Vasconcollos e Mara Anglica de C irvalho rela-
tivamente s catas n. 27 da ra da Guia, o o. 2
da ra da Lipa, pertenceqtes ao patrimonio dos
nrphos, bem como a receber as chaves das
mesmas casas, devendo V. S. proceder assim
em casos ideoticos, independente de ordem da
presidencia,
Dito ao mesmo,Pode V. S., conforme indica
em sua informagao de hontem, sob n. 319, man-
dar por em hasta publica 50 lampies dos que
serviram na illumioacao de azeite desta cidade,
serviudo de base essa arrematado a quantia
de 1089000 rs., ofTereeida por Antonio Pereira
Lobo.
indicado, junto a ponte da Magdalena, visto ser o
mais central e conveniente, com a condigno exigi-
da de poder a companhia vender agua a 40 res
o balde, nao sendo porem em chafan* considera-
do 00 numero d'aquelles de que traa o 8 6 do
artigo 2 da le proviocial numero 46 de 14 de ju-
nho de 1837.
Portara.O presidente da provincia, annundo
ao que requisitou o inspector da thesouraria de
fazenda em ollicio de luje, sob numero 643, re-
solve desigoar para examinadores do concurso s
que se tem de proceder o'aquella reparticio para
preenchimenlo dos lugares de seguido escriplu-
rario da mesma thesouraria, e pratieantes da al-
andega desta capital os professores e empregados
abaxo declarados :
Miguel Archanjo Mindello para o exarao de
grammatica da lingua verncula.
Bacharel Antonio Witruvio Piolo Bandeira Ac-
cioli de Vasconcollos, para o de escrpturago
mercantil por partidas simples e dobradas, suas
applicsgoes ao commercio e admioistrago de fa-
zenia.
Manoel Coelho C'nlra, para o de arithmelica,
suas applicagdes ao commercio, com especialida-
de reducgo dos pesos e medidas nacionaes e
estraogeiros, calculo de descont e juros simples
e compostos, iheoria de cambios e suas applica-
gdes.
Antonio Egidio da Silva, para o de nogoes de
algebra at equagoes do segundo grao.
Antonio Jos de Muraos Sarment, para o da
lingua fraoceza.
Dr. Francisco Pinto Pessoa, para o da lingua
ingleza.
Dr. Manoel de Figueirda Paria, para o de prin-
cipios geraes de geographia, historia do Brasil, e
estatislica commercial.
Todos os examina lores ao oeados deverao com-
parecer na referida thesouraria s 10 horas da
manha do dia 29 do correnle para o concurso
. dos candidatos aos lugares de pratieantes, bastan-
I do que para o do lugar do segundo escriptnrario
, comparegam no dia 5 de agosto prximo vio-
, douro, as mesmas horas, os tres designados sob
j nmeros 4, 5, e 6.Communicou-se a thesoura-
ria, ao director geral da instruegao publica, e ao
director da faculdade, com referencia aos exami-
nadores designados pertencentes aos estabeleci-
mentos de instruegao sob suas jurudicgdes.
Dita.0 presidente da provincia, sttendenio
ao que requereu o leoeote-corooel Manoel Joa-
quim do Reg e Albuquerque, resol ve, de con-
formidadecom o aviso do ministerio da marinha,
numero 116, de 19 de margo de 1858, conceder-
lhe ticenga para mandar corlar oas matas do en*
geoho Novo de Ipojuca, do qual rendeiro, cem
ttboas do a marrillo, e outros tantos pios dessa
mideira e sicopira pan algumas obras e concer
tos que tem de fazer nos seus engenhos Peres e
Giqui ; devendo esta ser registrada na capitana
do porto, e recommenda s autoridades locaes
que nao ponham embarago algum ao corte econ-
duegao dessas madeiras, tendo, porem, todo o
cuidado para que nao se dem abusos por oc-
casio desta licenga.
Expediente do secretario.
Do dia 26 de julho de 1861.
Offico ao juiz de diroito de Garanhuns, bacha-
rel Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
. Sua Exc. o Sr. presidenta da provincia, manda
1 aecusar recebido o officio de 9 do correte em que
V. S. communtca haver n'aquella data reassumi-
do as funeges do seu encargo por ter-se Sodado
a sessao da assembla legislativa provincial.
Fizeram-se as oecessarias communicagoes.
Respondeu-se tambem ao bacharel Francisco
Teixeira de S, que participara haver em 23 do
corrale assumido a vara de direilo da comarca
de Pao d'Alho.
Dito ao vigario do Ouricury.O Exm. Sr. pre-
sidente da provincia manda declarar V. S. que
fui-lhe entregue o seu ollicio de 2 do correte,
I bem como os livros de registro das trras publicas
.dessa fregu i a.
Despachos do dia 2ti de julho.
j Requerimentot.
Antonio Jacintho Borges.Dirija-se a thesou-
raria provincial.
Antonio Ferreira Lobo.Indo a praga os cin-
Dit'o ao mesmo.-Pde V. S. mandar effectuar ; entas lampies,, de que se trata pode o suppli-
em moeda conforme indica em sua informagao
de hontem, sob n. 345, o pagamento da quantia
de 160)000 rs, que se est a dever a Antonio
lacmtho Borges, proveniente de areia que for-
neceu para o calgamento das ras desla cidade,
como so v dos dous certica los que devolvo.
Dito ao mesmo.Inteirado do conteudo de sua
informagao de hontem. sob n. 346, autorise
V. S. a mandar pagar a quantia de 13$640 rs.,
despendida pelo director do collegio dos orphos
de Santa Thereza em Olindi com os cunearlos
iodispetisaveis no edificio em que funeciona o
mesmo collegio, visto achar-se esta despeza jus-
tificada.
Dito ao juiz de direto de Flores.Accasando
recebido o seu officio de 9 do correte, com a
relago nominal dos presos dessa comarca, cujos
julgamentos peodem de appellagao, recommen-
do Vmc. que apresse a expedigo d'aquelles
recursos que nao estiverem preparados e remet-
a com brevidade as ioformages relativas aos
presos de Ingazeira. *
Dito ao juiz de direilo interino de Tacarat.
Devolvo Vmc. a relago dos reos presos dessa
comarca, cujos processos peodem de appella-
gao, que acompaohou o seu officio de 28 do
mez possado para que declare a data de seus
julgamentos, e da interposigo e expedigo dos
recursos, conforme se exigi por circular de 4
do maio.
Dito ao juiz de direilo da Boa-vista.Haja
Vme.de informar se forana expedidas emtempo as
appellagdes constantes da inclusa reUc&o.que me
devolveu dos presos existentes na cadeia do
Ouricury, ministrada pelo respectivo juiz munici-
pal supplente em exercicio emdata de 18 do mez
passado.
Dito ao director das obras publicas.Mande
Vmc. fazer tres pares de machos com chvelas,
seis ditos de algemas com cadeados, e urna
correnle de tres bragas com gargalneiras para o
serrigo da cadeia da villa da Escada, eoviando-
me a conta da respectiva despeza.
Dito ao engenheiro W. Martineau.Pode Vmc.
emprestar, como propoz em seu officio de 25
do correte, a execugo dos coocertos necessa-
rios a Cruz do Patro, e das dez bragas de
estacada que convm fazer-se no isthmo de 0-
linda, nao excedendo-se aos precos indicados
nos respectivos orgameatos.
Dito ao director da companhia de Beberibe.
Alteodendo ao que allegam alguos propietarios
e moradores em Bemflca, Remedise Magdalena,
suburbios desta cidade no requerimeolo sobre que
versa a sua informagao de 6 de maio ultimo e
considerando que nao convm ampliar o przo
do privilegio da companhia de Beberibe em pre-
juizo da proviucia, e da maior populagao desta
capital, que s mais tarde vira a ser abastecida de
agua potavel gratuitamente para acudir neces-
sidade de foroecer agua aquellos lugares, onde
o consumo to diminuto, que nao pode o seu
producto cobrir as despezas resultantes dos juros
do capital, que se tem de emp.egar com o esta-
belecimento de um cbafariz, salario do guarda
do mesmo, e despezas de cooservtgao, come
consta de sua citada iuformacao, autoriso-o a
mandar collocar um chifariz no lugar por Vmc.
cante concorrer ella, se assim Ihe convier.
Domingos Ferreira de Souza Vasconcellos.
Dirija-se a thesouraria provincial.
Fielden Brothers.Dirija-se a thesouraria de
fazenda.
O mesmo.Dirija-se a thesouraria de fazenda.
O mesmo.Dirija-se a thesouraria de fazenda.
O mesmo.Dirija-se a thesouraria de fazenda.
Tenente Francisco de Arruda.Espere o snp-
plicante por crdito.
Jos Narciso Tavares dos Santos.Nao tem
lugar.
Jos Benlo da Costa.Dirija-se a thesouraria
provincial.
Jos Antonio da Silva.Informe o Sr. inspec-
tor da thesouria de fazenda.
Mara Anglica de Carvalho.Dirija-se a the-
souraria provincial.
Jos Clemenlino Bezerra de Mello.Informe.o
Sr. Dr. juiz municipal do termo de Limoeiro.
ERRATA
Na observago que se l na tabella, inserta no
Diario, regulando a alimenlago nos collegios
dos orphos e das orphas em vez de seja co-
sida em lugar de assoada leia-se, seja co-
sida em separado.
sentido) nio renuneiava e nao poda renunciar ao
sen completamento nacional por Roma e a Ve-
nena ; mas lia nao teocionava dar pasaos agres-
sivos que perturbassem a paz da Europa, porem
esperava conseguir os seus fios por meio de vias
pacificas. Tambem nao falta a accentuago do va-
lor que em Turin se di a alliinga com a Franga.
O reconhecimento de Portugal, j ha algum
tempo dado por certo.oio se confirmeu at agora
mas esperado seguramente nos prximos dias.
Do mesmo modo o reconhecimento pela Blgica,
onde sobretodo a influencia ingleza*muito se es-
torga para determinar o gabinete a esse passo.
Entretanto a situagio no sul da Italia se acba an-
da muilo confusa, e as tentivas de levautamentos
dos Bourbooistas se seguem continuadamente;
verdade como at agora sem oulro resultado do
que a prolongado da incerteza das circunstan-
cias.
O novo governador em aples, o conde San
Marlino, acaba de receber os considera vea retor-
nos de tropas que requereu, efaz percorrero en-
ligo Reino para todas as direcgdes por columoas
de tropas volantes. El -rei Francisco II, que an-
da se acha em Roma, nao se> cansa de levantar
protestos sobre protestos contra a nova ordom das
cousss em aples, por via do seu ministro dos
estraogeiros, de el-rei, como ltimamente contra
a fuso das dividas publicas de todos os estados
presentemente reanidos debaixo do seeptro pie-
montez, em urna nica divida do Reino da Italia
proposta ao parlamento de Turin pelo governo.
O estado do papa Po IX, causa os maiores re-
celos. Se nao nos engaamos j fallamos do seu
adoecimeoto. Nos ltimos dias houve um me-
Ihoramento momentneo. A molestia, porm,
ooseacha removida, e as ultimas noticias de
Roma dizem que os mdicos s dao a Sua San-
tidade um termo da vida de poucos mezes, quan-
do muilo. A sua morte talrez seria o momento
da deciso da qesto romana, e faria com que a
influencia franceza e Italianaisso se espera de
um lado e se receia do oulro ladoconseguisse
dirigir a eleico do conclave dos cardeaessobre
um papa, com o qual se podesse concluir um
compromissoqueabrisse aos piemonlezes s por-
tas da cidade eterna. Um boato quer saber, que
nesse caso o partido austraco entre os cardeaes
tencionava deixar Roma e mudar-se para Vneza
para all estabelecer um contra papa. De Yienna
ao resto se desmente esse boato.
Um oulro caso de morte preoecupa neste mo-
mento mais immediatamente a poltica europea.
Falleceu o sulto Ablu Meschid. A traoquili-
dade publica em Constantioopla nao foi de ne-
nhum modo ioterrompida por esse acontec-
lempo pira a definitiva organisago do imperio.
A impera'.riz Elisabeth, irma da heroica rainh
Hara de Paples, como se sabe, tinha passado o
inverqo naMadeira, por causa da sua saude. In-
felizmente nada aproveitou da residencia na dita
ilha.
Voltando m primavera para Vienna, os seus
soffrimentos se tbrnaram cada vez mais recelo-
sos, e os medicas insistiram n'uma immediata
mudanga de clima. Em coosequeocia disso a
imperatriz parti para Corto. se ella viver an-
da at o invern, tem de passar essa estago
em Cairo. Receia-se todava o peior, e um boa-
to, que felizmeote se nao conQrmou, ji deixava
morrer a augusta senhora durante o trajelo pa-
ra Corf. O imperador acompaohou a sua es-
posa al Trieste, e a separago dos dous esposos
segundo se diz. foi excessivamente dolorosa. A
imperatr^ soflre de phlysica no seu ultimo
grao.
De Berlim pouco de positivo temos de relatar.
Tanto mais poderamoa fallar de toda a qualida-
de de boatos. Um desses boatos que mereceu
crdito durante alguos dias, allava de urna se-
ria crise ministerial, e at ji circulavam novas
listas de ministros. O motivo se dizia ser urna
diflerenga entre o rei] e o ministerio, insistiado
el-rei em fazer celebrar o acto de homenagem
segundo o antigo uso pelas Dietas provinciaes,
ao mesmo tempo que o ministerio pretenda que,
segundo a presente coostituigo, essa homena-
gem se achava posta fra de vigor. Na verdad*
houversm diflerengas a respeito desse ponto,
mas ellas foram exageradas pelos boatos. Em
lodo o caso a questo se acha agora resolvda, e
segundo se julga em sentido constitucional, por
condescendencia d'el-rei. O ministerio nao se-
r mudado, e os ministros em pouco faro as
suas viageos para os banhos.
O Sr. de l'stow, o ministro dss Qnangas, val
para Biarrilz.
Um acto notavel do duque de Coburgo-Golha,
servio para fazer mais popular anda, esse prin-
cipe, que o mais popular de lodos os principes
allemes.
E' isso urna convengio militar com a corda
prussiaoa, pela qual o duque Uansferio mesma
a sua soberana militar sobre o seu contingente
federal, dando assim aos pequeos principes al-
lemes um louvavel exemplo de patriotismo, e
mostrando ocaminho para se conseguir a unio
militar da Allemanha.
A couvengo foi coocluida provisoriamente
por dez annos. Entretanto; a conferencia de
Wuzburgo, depois de se ter achado reunida du-
rante um mez, acaba de terminar os seus traba-
lhos.
ment e o seu successor legilimo, Abdul-Azis to-11'"* A'cHerc" do eu resultado s6 em algum
mou nosse do th.ouo sem encontVar resistencia. I *W Pden>< esclarecimentos. O fi
Abdul-Azis o irmo do fallecido sullo, e como
membro mais velho da familia reinante, elle ore-1.
cede ao filho do ultimo, nnrnB n. k?Z& a I dM hyg'e P os contingentes Jederaes d
plausivel era, como sabemos, o accordo acerca
de um aystema commum de tratamento e med-
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DOJDIARIO DE
PERNAMBUCO.
Hamburgo.
5 de julho de 1861.
Estamos no comego da estago das viageus para
os binhos.
Os horneas de estado e os jornalistas princi-
pia m as suas ferias e vo procurar descaogo por-
to do mar ou as montanhas. Isso dora cerca de
seis semanas e a poltica tambem descanga du-
rante esse tempo. S o indispensavel se desen-
volve, mas a iniciativa tica adiada at o fim des-
se termo de recreio.
Na nossa ultima ji fallamos do prximo reco-
nhecimento do Reino da Italia pela Franga. O
mesmo com efleito se acha realisado. Na nota
que a esse respeito o Sr. de Thouvenel dirigi ao
gabinete da Sardenha, 1 Franga declara, que pelo
aeu reconhecimento fazia jusliga aos fados con-
sumnados, mas que com isso to pouco pronun-
"lava a approvago da poltica passada do gabine-
te de Turin, como tomava sobre si qualquer soli-
dariedade para com os futuros passos da mesma.
Ao mesmo lempo se acha dito i respeito de Roma
que a Franga all deixar as suas tropas at que
se tenha dado suficientes garantas, que os inte-
resses para cuja protecgo ellas haviam sido
mandadas a seu tempo para Roma, se achem se-
gurados tambem sem a sus preseuca. Na sua
resposta a esse despache ao bario de Ricasoli tes-
temunha o agradecimeato da Italia pelo reconhe-
cimento de parte da Franga, e desenvolve ao mes-
mo tempo as ideas fundamentaes da poltica ita-
liana,que continuariam a ser as mesmas como de-
baixo do seu grande antecessor no ministerio, o
conde de Cavour. A Italia (isso em resumo o
. porque na Turqua o
throoo nao passa do pai ao filho, mas sim sem-
pre ao membro da familia que Ihe segu em ida-
de. Nao faltava um partido que tencionava mu-
dar essa ordem de successo, e levantar ao thro-
oo o filho de Abdul Meschit, Muaar em lugar de
Abdul-Azis. (Jm dos chefes desse partido, se-
gundo se diz, era Riza Pascha at agora ministro
da guerra, secretamente favorecido pela Franga.
Parece que foi aurprezo pela morte do sultao, e
em todo o caso nao se fez nenhuma tentativa para
impedir a exaltaco ao throoo de Abdul-Azis.
Um dos primeiros passos do novo sulto foi po-
rm a demisso de Riza Pascha do mioisterio, e
a sua subslituigo por Namik Pascha. Se com
razo ou nao,isso at agora uo se pode averi-
guar,o sulto passa por um carcter mui enr-
gico Elle se tem abatido dos prazeres do Harem
evitando assim a effeminaco e molleza, a que
suecumbio o seu irmo, e o que lalvez sem
exemplo na historia oriental, elle s tem urna
mulher, de que ao resto nio tem fllhos. A aua
principal oceupago at agora foi a agricultura
o'uma fazenda perto de Suclari, que soube tornar
urna fazenda modelo. Acerca da sua direcgo
poltica, nada se sabe por ora de positivo, e s se
sabe que elle amigo da allianga com a Inglater-
ra, a qual por isso o spoia vivamente. Elle de-
clarou aos enviados europeos que o congratula-
ran] depois da sua olevago ao throno, que nao
tencionava mudar a poltica externada Porta t-
tomana, e urna proclamsco, que acaba de dirigir
nos ltimos dias aos seus subditos, prometi um
governo, cojo assumpto ser de fazer gozar a to-
dos os subditos, sem diflerenga de naciooalidade
ou de conflssao a mesma jusliga e os meamos fa-
vores Outros passos at agora foram, a reduc-
go do estado da corle, a demisso do Harem do
seu irmo, e a despedida de nao menos de qui-
nhentos criados do palacio de toda a qualdade.
Os receios que em alguma outra parte se tinha
respeito das coasas na yra depois da sabida
dos Franceses nao se verificaran!. As tropas
francezas partiram e a tranquillldade nio tem
sido interrompida at agora na Syria.
O novo governador do Lbano, Daond Efiendi,
acabava de partir de Coostaotinopta para o seu
posto, e neste momento talvez j se achara no
lugar do seu destino.
Na Herzegovina por conta continua o comba-
te com os Montenegrinos da maoeira anliga.
Ha pouco os mesmos flzeram um ataque so-
bre Spizza sendo porm batidos pelos Turcos.
As operages de Omer Pacha nao comecaram
aioda.
Depois de haver a discusso do enderece da
Hungra percorrido finalmente todos os estadios
as duas cmaras da Dieta de Pesthe, os dous
presidentes das mesmas cmaras foram enviados
para Vienna para apresentar ao imperador o di-
to enderego.
Desde o principio nao pareca proravel que o
imperador aceitara o mesmo.
Depois de mui vivas sessoes do conselho de
ministros durante tres dias e presidido pelo im-
perador, foi dada ha alguna dias urna resposta
negati ra.
Essa negago por ora nio senao formal: o
imperador ocha inconveniente nao se Ihe dar na
mesma o titulo demagestade imperial e real,
fallando s declementissimo senhor,no pro-
jecto d'enderego primitivo de Deaks o titulo era
magestade imperial e realmas foi mudado
na discusso, motivaodo-se, que o imperador
Francisco Jos nao tinha jurado a conslituigo
da Hungra, e apesar de ja dirigir o governo de
fado desde doze annos, contra ss leis do paiz,
nio se tinha anda feilo corar, e por isso nao
odia ser reconhecido como rei constitucional.
180 que o imperador nao acha conveniente, e
elle quer aceitar o enderego, naturalmente sob
reservare urna resposta, mas smeote qaando
se Ibe dr o seu titulo real.
Se a Dieta hngara recusar Issoassim diz a
declarago imperialisso seria considerado co-
mo um acto de revolugo e seria dissolvida a
Dieta.
Por causa dessa decisao a Dieta da Hungra se
adon por alguns dias, para ento tomar urna re-
solugao. Julga-se que essa resolugo ser um
acto de condescendencia.
Se essa supposigio se verificar, s entoo ser
dada urna declarago eflecliva a respeito do en-
derego.
Em todo o caso nio ser ella condesceodenle,
porm como se suppem, so menos se faro al-
estados-medios; o verdadeiro fim, porm, era
quanto possivel fosse a unio dos corpos de
exercito da Allemanha, no-austriacos e no-
prussianos, em um exercito independente, de-
baixo de commando superior independente, psra
os toteresses dos estados-melios.
Em Wurtemberg, el-rei por um escripto diri-
gido a assim chamada commisso dos estados,
fez publicar que, tomando em consideragio a
respectiva reWtogio da segunda cmara, elle
abra mi da concordata com a santa s, qual
ji tinha sido (eito a devida participagio.
Londres 8 de julho de 1861.
Pelo Oneida, chogado de Southampton na tar-
de do da 3 do correnle, (vemos noticias do Bra-
sil, limitadas porm quasi a inleresse commer-
cial. A baixt que houve no cambio das nossas
priocipaes pragas sobre Londres era aqu calcula-
da como repercursao das noticias ou successos
dos Estados-Unidos, causando todava isso desfa-
voravel impreasao sobre o commercio ioglez, que
tantas relages tem com o Brasil. Infelizmente
a continuaglo da lula fraterctda, existente na
Uaio Americana, deixa recetar o proxresso do
mal que cima Oca mencionado, devendo neces
seriamente a paralisago do nosso commercio
com a Uaio Americana ser-nos fatal
O algodo de Pernambaco, da Baha e do Ma-
ranhao, tem conservado pregos firmes e boa pro-
cara, visto ter consideravelmeole diminuido a
importago desse artigo, que em grande parte vi-
cha do sul dos Estados-Unidos. O de Pvrnam-
bucojfica a 81/2 d. e 9d. por libra ; e o da Babia e
do Maranhao a 8 d 5/8. Os outros artigos.brasi-
leos aqu venda tem sido colados pelos se-
guimos pregos : cacio de 50 s 58 s per cwte, pa-
go 1 d de direito por libra ; cat de primeira qua-
ldade 59 s. 70 s, 2.* qualidade 52 s 6 d 59 s, e
ordinario 45 s. 52 per cwl; pao Brasil 80 s. por
tonelada ; assucar branco de Pernambuco e da
Parahiba 25 s. 30 s. e mascavado 16 s. 6 d. 13 s.
6 d ; e dito brauco da Baha 28 s. 29 s, o masca-
vado 16 s. 6 d. 21 s. 6 d per cwt; e couros sal-
ados 5 d 3/4 a 7 d 1/2 por libra, secco* 8 d. 1[2 a
d. ; e seceos salgados 6 d. a 8 d. i/i.
Os consolidados inglezes tem consideravelmen-
te baixaio nestes ltimos das em coosequeocia
da discusso do orgamento da India, no qual se
v o alcance do dficit em que se acba o tbesou-
ro a respeito daquella eolonia; de modo que os
3 0/0 ficara a 89 3/4. Os fraocezes 3 0/0 tem
sido colados a 67 fr. 85 c. Os 5 por 0/0 brasilei-
ros de 99 100 ; e os 4 1/z por 0/0 a 87. Os por-
tugueses 3 por 0/0 463/8. Os hespanhoes 3 por
0/0 a 51. E os russos 3 por 0/0 a 61 5/8.
Os fundos das nossas estradas de ferro conti-
nuara a grande descont, qne se pode ainda attri-
buirao descrdito em que.se acham asaeges da
linha de Pernambuco, especialmente agora que
notorio nio querer o governo imperial garantir
maior sonma para a cooclusio das obras, e que
portento a companhia teri de fazer novas chama-
das ou levantar em prestimos. E' assim que s
da companhia do Becife ticam a & 5 e S 5 1/2
de descont sobre J? 17 de eotrada ; as da Ba-
ha coto o de S 2 a & 2 1/2 sobre 12 de en-
trada ; e as de S. Paulo com o de 2 a i 3/4
sobre <3 4 de entrada.
As procedencias do Brasil para varios portos
da Inglaterra desde que escrevi a miara ultima
carta tem sido as seguintes ; De Pernambuco
Aone Willem (23 de juobo] a Falmoulh ; do
Rio Grande Dorinna (23) a Falmoulh ; de Per-
nambuco Fairy (24) a Liverpool ; de Pernambu-
co Perdnaod (231 a Falmoulh ; do Rio Grande
Mar(23) a Falaioulh; da Pajahiba aBeliua
(26) a Liverpool; de Maeei OdeTO (26) a Liver-
pool ; de Pernambuco Salm (26) ao Liver-
pool ; do Rio Grande Minerva (26) a Grave-
send ; da Parahiba cElisabeih M'Lea (29) a Li-
verpool ; de Pernambuco Pieetiving (29) a
a Liverpool ; e da Babia aStella (29) a Greenek.
De Inglaterra para os portos do norle do Bra-
sil seguiram : de CardilT Stebouheath, (27) para a
Baha : e de Gravesend Aune Jane (28) para o
Maranhao.
Um dos mais terriveis incendios occorrido em
Londres neste scalo teve logar no fim do mez
passado emTooley Stret na proximidade da ponte
de Londres.
Uos poucos de vastos armazens, all situados e
servindo de deposito de mercaduras, foram as-
saltados pelas chammascom tal furia que apezar
dos promptos soccorros nada pode salva-Ios da
completa destruigo. O incendio ainda hoje dura,
gumas novas concesses aos Hngaros. Acerca sendo o fogo eotretido pelas materias combusti-
das mais consequeucias nada se pode prever, e veis que aquellos edificios continham } mas ne-
80 6 certo que entretanto s se esti perdendo olnhum perigo ha de que passe s casa* vizinhas.
Calcula-ge em dous milhoes esterlinos as perdas
causadas, achando-se todava os objectos con-
sumidos segurados em diversas companhias. Mr.
Braidwood, chefe dos bombeiros, foi victima des-
se incendio, cahiado-lhe em cima urna parede.
A morte acaba de roubar sbitamente i Ingla-
terra um to til quo respeitavel cidado. O
lord Chanceller Campbell falleceu em Londres de
morte repentina no dia 27 do mez prximo pas-
sado, na edade de 86 anuos e ebeio de torga e de
talento. Esse illustre varo oceupara varias ve-
zes o lugar de lord-chanceller de Inglaterra, des-
empenhando-o sempre com ssbedoria e singular
imparcialidade ; tinha assento na cmara dos
Pares, para onde entrara quando Domeado pela
primeira vez para aquelle alto cargo. Lord Camp-
bell comegra a sua carreira como advogado pe-
rante os tribuoaes de Londres, conquistando sim- dP sPee.c1hanvae.POr8eU8 ***" "ta **# m *"* ^^^^^SS^
Foi oomeado seu successor com o titulo de lord
Westbury e assento na cmara dos Pares sir Ri-
chard Bethell, que oceupava na actual adminis-
trago o lugar de procurador geral da cora.
O parlamento continua com seus trabalbos le-
gislativos, aproximando-se todava o lermo do
seu encerramento, que ter lugar no meiado do
mez prximo.
Nestes ltimos tempos as discussoes prolixas
sobre questes de poltica exterior, abatidas por
vezes, tem roubado por tal modo o tempo essen-
cial ao debate das modidas financeiras que ainda
esli por passar que lord Palmerston teve de con-
vidar os oradores a serem meos longo no des-
envolvmento de suas opioies. Ha duzenlas leis
financeiras que devera ser votadas anteado en-
cerramento do parlamento ; e por isso daqui al
eoto nao de esperar que as sessesde ambas
as casas offeregam intbresse acercada discusso
da poltica estraogeira, para o que nao haveria
mais tempo.
Algumas iolerpellagdes comtulo, que tiveram
lugar em ambas as casas na ultima semana, po-
dero servir para orientar o publico quanto fu-
tura poltica da Gra-Bretaoha a respeito de cer-
tas questes que 'nteressam o mundo poltico.
Urna feita na cmara dos lords e relativa ao es-
tado da Turqua, levou lord Wodehouse a dizer
que a Inglaterra est disposla a consolidar a des-
membrada Turqua pela coofianga que Ihe mere-
ce o novo sulto, que acaba desucceder a Abdul-
Hedjid, de cuja recente morte adianto fallarei :
a Inglaterra v agora como d'aotes um apoio
immenso para a sua poltica exterior na conser-
varlo da nacionalidade turca.
A segunda inlerpellago, ofTereeida por lord
Carnarvan, teve por fim pedir ao governo expli-
esges acerca da neutralidade da Suissa depois
da annexago da Saboia e Nice : a esse respeito
disse tambem lord Wodehouse que em tempo a
Franga offerecera s grandes potencias reunir urna
Conferencia para nella disculir-se aquella questo
mas que isso nio tivera lugar pela opposigo de
algumas das partesiuteressadas; pelo que a In-
glaterra nao julgava prudente fazer nova propos-
ta naquelle sentido, recejando ser esse expedien-
te aioda urna vez regeitado.
Finalmente, na cmara dos commuos, teve lu-
gar a mais importante dessas iolerpellagdes, ver-
sando sobre a correspondencia relativa Polonia
e havida desde 1831.
Mr. Hennessy,autor da mogo, buscou essa oc-
casio para tragar a historia daquelle infeliz paiz
desde a sua primeira partilba at hoje, e erape-
nhou a cmara a empregar um novo esforgo em
favor da independencia daquella nago para as-
sim compeusar a fraquza que sobre esse assump-
to tem sempre mostrado o governo ioglez. Lord
John Russell e lord Palmerston, respondendo a
Mr. Hennessy, asseguraram cmara que a In-
glaterra tem sempre patrocinado a independencia
da Polonia, mas que nunca o tioha feito nem o
far a risco da paz desta nago, apezar das sym-
pathias que a Gra-Bretaoha tem por aquella in-
feliz nago.
Um dos sucoessos notaveis da presente quin-
zena a morte do sulto de Coostantinopla. O
sultio Abdul-Medjid suecumbio no dia 26 do
prximo passado, naquella capital, i doenga de
que soffra havia algum tempo; enfraquecido
de espirito e de corpo pelos abusos de urna vida
desregrada, Sua Magestade Imperial havia cni-
do em urna pbtysica pulmonar de que afinal foi
victima, apeaar dos esforgos da medecina para
salva-lo.
Abdul-Medjld-Khan nascera a 19 de abril de
1823, e succedeu a sea pai o sulto Mahmoud no
1 de julho de 1839.
Este successo leve lugar em circumstaocias
bem graves para a Turqua. Ibrahim-Pach,
vencedor ero Nezib, ameagava ento o throno do
sulto de Constantino pa que teria sido pro va-
velmente derribado se nao fosse a intervengo
das potencias estrangeiras.
Livra todava desse grave embarago pelo apoio
dos alliados, Abdul-Medjid annuociou desde o co-
mego do seu reinado a iotengo de continuar a
obra de reforma que to enrgicamente havia si-
do iniciada por seu pai; e para logo apoiou esse
aeu espirito liberal do hattiseheriff de Gulhan e
da ioslituigSo do Tanzimat, organisando succes-
sivamente o exercito, creando os ministros das
obras publicas e do commercio, publicando um
cdigo commercial e outro penal, iostituindo os
tribunaes mixtos, creando um novosystem* mo-
netario e aboliodo o imposto denominado
kearadj tributo de capitago de que os mus-
sulmanos eram isentos. Mas Abdul-Medjid nao
herdara o carcter vigoroso de seu illustre pai ;
e, pois, Ihe coube por sorte ver paralysadas suas
boas intenges, manifestadas logo no comego do
seu reinado ; teve muitas vezes de ceder as re-
sistencias do velbo partido turco, e os ltimos
annos do reinado deste soberano foram sobreludo
caracterisados pelo mais completo desanimo e
negligencia.
Depois da paz de Pars em 1855, o sultio Ab-
dul-Medjid assigoara o hatti-humayoune, acto de
emancipago dos cbristos, cuja execugo toda-
va foi durante a ultima parte do seu reinado
constantemente contrariada pelo velho partido
musulmauo, a cuja testa se acham os Ulemas.
Tal o quadro que em resumo se pode pintar da
vida poltica do illustre principe, cuja morle Cea
aqu noticiada.
Abdul-Aziz, irmio daquelle soberano e seu
herdeiro legitimo, foi immedialamenle reconheci-
do soberano do imperio ottomano.
Segundo as leis da successo ao throno na
Turqua, o filho mais velho do sullo fallecido
nem sempre o chamado para herdar a corda,
porque o principio de passar a successo da
cora ao mais velho dos principes da fsmilia im-
perial ; o foi assim que, apezar de haver o sul-
tio Abdul-Medjid daixado muilos filhos, o thro-
no velo a passar a seu irmio, por ser este na
occasio do fallecimento desse monarcha o prin-
cipe mais velho da familia imperial. Abdul-Aziz
actual imperador dos oltomanos, nasceu em Cons-
tantioopla no anno de 1830.
A noticia da morte da sullo de Constantino-
pa causara no mundo poltico europeo a mais vi-
va seosago pelo receio de que fosse esta a hora
destinada para a desmembrado do imperio ot-
tomano, visto como era para temer que o partido
retrogrado musulmauo langasse mo dessa occa-
sio para langar o terror no meio da populagao
afim de fazer viugar suas ideas, tanto mais que
a opinlo geral altribuia ao novo sullo as ideas
desse velho partido ; mas, felizmente para aquel-
le malfadado paiz e para a paz da Europa, o no-
vo monarcha foi promptamente reconhecido sem
que houvesse dissenco alguma e por um ma-
nifest imperial acaba de declarar sua imperial
vonlade de manter as leis promulgadas pelo sen
predecessor, de fazer reinar a legalidade a bem
de todos os seus subditos, sem distinego de raga
nem de religio, e finalmente, de introduzir *
ordem economa as finaogas publicas.
Em apoio desta doutrioa, o nosso sultio foz j
evacuar o aerralho e grande numero de empre-
gados desneceasarios, demittiodo muitos dos que
estavam ao servigo do harem igualmente por
desnecessarios. A maior parte das concubinas
do fallecido imperador foram despedidas, e a lista
civil, que at agora era de 75 milhoes de pias-
tras, acaba de ser reduzida a doze milhoes.
recebido
,..z all Sir
tlenry Bulwer, mencionados na cmara dos com-
muns e na dos lords por lord John Russell e por
lord Wodehouse, as vistas polticas do novo sul-
tao sao liberaos e de reforma: Abdul-Aziz, que/
conserva aioda tqs)a sua forga phisica, tem igual-
mente a energa moral e a inteligencia do sullo-
Mahmoud sen pai.
Elle ter entretanto de lutar d'um lado contra,
o phanatico partido musulmauo, e d'outro contra
a tutella sob que a Europa est habituada a guar-
dar a Turqua.
Mas se o novo monarcha ottomano vier a ven-
cer as diOkuldades que o cercam, restabelecendo-
a ordem e a paz no seu imperio, poder elle tirar
at corto ponto a3 potencias estrangeiras o pre-
texto com que esto ellas habituadas a prodigar
coiiSelhos ao doeole de Constantioopla. O r '
nistro da guerra. Riza Pacbi, a quem se attrk..
urna influencia fatal sobre o fallecido sullo, foi
demettido e j substituido por Namik-Pach:
este acto de energia do novo sulto causara mui
favoravel impressio em Coostantinopla.
Lord Wodehouse, respondendo na cmara dos
lords a urna inlerpellago acerca dos negocios da
Turqua, disse que convinha dar a essa nago to-
da liberdade de acgo em seus proprios negocios,
e que o novo sulto notificara sua iotengo da
iniciar importantes reformas no interior.
Tal em geral o aspecto sob que se aprsenla
agora a Turqua no reinado de Abdul-Aziz.
As noticias da America do Norte at 27 do mez
oroximo passado se resumem no seguiote : Was-
hington era considerada livre do perigo de um
ataque dos separatistas, havendo estes sido sem-
pre repellidos pelas tropas federaes nos pequeo
eocoolros que tem havido do outro lado do Po-
tamac. As tropas sob o commando do general
H'Leland se iam concentrando rpidamente na
Virginia.
Urna escaramuga tivera lugar na localidade de-
nominada Mathias Point, sobre o Potomac, en-
tre os separatistas e um destacamento dos fede-
raes, dos quaes dous tlcsram morios, havendo-
muitos ferldos.
Dous navios inglezes o Ameriea e o Forfars-
hire tinham sido aprezados pelos cruzadores fe-
deraes, os quaes haviam igualmente capturado
um corsario da Confederado do Sul, depois da
mui resoluta contenda.
O corsario apresado se denomioa La Satn-
nah, e foi tomado por um brigue da esquadra fe-
deral. Era aquello navio armado de urna pega
de artilharia e guarnecido com viole horneas.
O goverdo federal recoobecera o novo gover-
no provisorio da Virginia em favor das ideas unio-
nistas, prestando deste molo decedido apoio ao
partido que naquelle estado acaba de declarar-sa
pelo governo de Washington.
O general Banks fuera prendero Preboste da
Baltimore, aecusado de alta traigo. Grande por-
go de muniges de guerra tinhs sido descober-
ta na morada deste funeciooario publico.
Todas estas noticias que indicara o estado d
eocaroigamento em que se acham langados o
partidos da Untio Americana, tem produzido
aqu muito desfavoravel impressio sobre o com-
mercio, ameagado de graves prejuizos pela con-
tinuado da luta. O governo inglez, entretanto,
tem-ae abstido de offerecer a sua mediagio aos
belligeranles, quasi certo de que seria regeitada ;
e pois limita-so a neutralidade que ha lempo
proclamara.
Lisboa
12 de julho de 1861.
Foi approvado pelas cortes, para poder ser ra-
tificado pelo poder executivo, o contrato matri-
monial de sua alteza a serenissima senhora in-
fanta D. Antonia, com sua alteza o principe da
Hohenzollern Sigmaringen, assignado em Lisboa
pelos respectivos plenipotenciarios a 6 de junho
de 1861. A carta de le de 4 do correte.
At ao lim do mez sahiri psra Ostende o vapor
de guerra Barlholomeu Dias, que vai buscar o>
principe. A ceremonia nupcial verificar-se-ha
nesta corte. A familia real tem decidido nao ir
este vero para *o real sitio de Hafra nem para
Cintra, em quanto nao tiver logar o feliz consor-
cio da formosa infama de Portugal com o joven
cunhado d'el-rei.
Chegaram a Lisboa, vindos de Paria no hiata
imperial Jernimo Napoleo sua alteza o principo
Napoleo e sua esposa a princeza Clotilde, iiiha.
de Vctor Emmanuel. Acompanhava os augustos
viajantes o vapor Reine Hortense. Os principes
viailaram alguns de nossos monumentos, foram S
cmara dos deputados, jan tarara no pago com el-
rei, foram aos passeios da capital; e depois da
urna breve demora, partiram no dia 7 para a ilha
do Fayal, donde contavam seguir viagem para o
Canad.
El-rei agraciou a prioceza Clotilde com a ban-
da da ordem de Santa Isabel.
Antes de hontem foi approv-ado por maioria
compacta na cmara dos deputados o projecto da
resposta ao discurso da cora. Este debate dra
margem a alguna discursos notaveis, sendo o mais
brilhante o que pronunciou o Sr. Jos Estevo
Coelho de Magalhes. Esta orago enthusiastica
foi um verdadeiro acontecimento. Toda a impren-
sa da capital, sem dislinges partidarias saudou o
eloqueole orador, gloriaodo-se do que haja no
paiz urna voz to inspirada, um talento to bri-
lhante e imagiooso. Os discursos precedentes quo
merecem honrosa mengo mas que esto longo
de approximar-se dos esplendores oratorios do
illustre depulado a que me retiro, foram os dos
Srs. Antonio de Serpa, Fontes, Carlos Beoto, Mo-
raea Carvalho e Lobo d'Avila. De Carlos Bento.
(actual ministro da marinha,) dizia ha poucos dias
um correspondente de urna folba do Porto :
< Esle orador tem o condo de agradar sempre
ainda mesmo aos que nao participam de suas
ideas. E'o verdadeiro talento da elegancia ; a
phrase, polida sempre, correctissima e perfumada
de attieismo, captiva a atteuco da asseaitla o
dilacera, sem ama ofiensa pessoal, sem ums som-
bra de invectiva deseortez, os seus antagonistas. .-
Nos discursos da Sr. Carlos Bento ha muito qua
aprender, e pode-se dizer afoulamente que nao
tem lival no seu genero de eloqueocia. O epi
gramma fino, a alluso triumphaole, mas comida
sempre nos limites da mais irreprehensivel urba-
nidade, brotam-lhe dos labios com urna esponia-
neidade admiravel. O Sr. Carlos Beato conheco
muito os negocios; os seus conhecimenlos sao va-
riados, e em dia com os successos que prendera
a atteogo do mundo poltica, tem estuldo com,
predilecgo os grandes vultos da tribuna ingleza.
E' com efleito um oradoroerwf man, temivel por

/


JL=
nal
MARIO
AMBUCO. TERCA FEftA 30 DI JLHO RE 18f l.
=
bui placidez imperturbarel, 'tanta
en suas replicas, quinto tabe conciliar a altea-
dlo do auditorio peloi esplendecee de um etiyle
aivaz, faciltalo, engranado e picante, a
Comecou hoolem a diseusseo do orgamento.
FOra rotada pelas cortes arta autorisagio ao go-
verno para cobrar os importo* a applica-los s
despus do estado, at 31 do frrente. E' neces-
sario portatrto qne o orgamento teja tpprorodo
eea ambaa ae camama ale ato pravo, para oto ser
preciso conceder ao goveroe oulr eutorisagao ae-
aaelhante.
Diz-se que o bem couhecido capitalista D. Jos
Salamanca, mprezario de carainaoa de ferro de
leste e do norte, lencion-acraprar i companhia.
chamada Bratileira, tala a na frrea do su I at
VqJas Noras, e a que tegua de Vendas Noras
para cima, por Erara Baja compctala in-
glesa.
Participara d'Elras que do 1" do correte prin-
cipiar ai os traba!hos na &* aeccao da va-frrea
que nos hade ligar com a fronteira de Htpaoaa.
Parece que ha rauita falta de bragot, e que per
sse motivo nao possirel concluir asempreila-
das nos pratoa marcados aos empreileirot. O pre-
o dos jornaes, teeen subido.
Comegou no 1* deste mei a ler exccugio em
lodo o paiz a le promulgada ha dez annos, que
mandara substituir os pesos antigos pelo ayste-
ma decimal. Algumas difficutdadet, como era de
aperar, appareeerain na pratisa, sendo utn dea
motivos o nao estsrem ateridos lautos jogos de
pesos quantos eram necessarios, para que em to-
*i as localidades se comecasse no mesmo dia a
fazer uso dn syslema mtrico. Por acertadas ins-
trucges do gorerno, as autoridades administra-
tiras leem-te portado paternalmente, nio cum-
prtndo cem lodo o rigor as medidas penses que
na It-i se jmpem aoa infractores. Este melhora-
tnento ra pois entrando sem grave* embaraces,
apezar d'uns pasquina iaeptos que linhem appa-
recido pelas esquinas.
Anda se nao saDe com certeza quem ser en-
carregado da legagio de Tunm. Parece que este
posto diplomtico (ora offerecido ao Sr. duque de
Salda o ha, com doze conloa de ris. S. Exc. nao
recufou ; nao poaso aliar pus com os motivos
que tem piralysado a resolugao definitiva deste
negocia.
Foi aomeado gorerosdor clril ioterino de Lis-
boa o general Jeronymo Maldooadu, que eslava
servindo igual emprego no districle de Coimbra.
Este despacho tem agradado, porque o referido
unccioatrio gota de muitas sympathias e tem
manifestado raros dotes administrativos ao mes-
bo lempo que notorio o seu espirito conci-
liador.
A associaco nacional do Io de dtzembro, ten-
do resolrido nomear urna grsntna commissao cen-
tral que hade tratar desolemnisar o annirersario
to Io de dezembro de 1640, e a qual represente
os qualro bairros da eapital, convidou por avisos
non joruaes, os habitantes de Lisboa para se reu-
nirem no domingo 14 do crtenle pelo meio-dia
em urna das salas da residencia do Sr. Luiz de
Castro Gumaree, palacio doa condes de Almada,
no largo de S. Domingos, sfim de se proceder
dita eleigo
E' oeste palacio que se reuniam em 1640 os pa-
triticos conspiradores que prepararan! a restau
ragio.
Nio conheceodo esta associago nenhum par-
tido poltico militante, lembra que na romposigio
desU lista se dere considerar este ponto esseo-
cialissimo da sua constituicao e dos seus traba-
Ihos. A tesociagio tambera pede ao publico a
abstengio de discursas a debates, que, se n'oulra
poca seriam extemporneos, eram boje inconre-
nieotissimos.
as oulras cidades do reino prosegaem os tra-
balhos preparatorios das respecliras comtnisses
para a solemnisagio do annirersario da gloriosa
restauragao da nossa independencia. O goveroo,
at boje, segundo o testemuobo iususpeito da
associago nacional, nao tem dado um passo no
sentido de prohibir esta mauifestagao.
A imprensa de Hespanha nao v com bons
olbos este pacifico pronuaciameoto do povo por-
tuguez. Poi ella porm que o originara, provo-
cando imprudentemente a nossa susceplibilidade
nacional. Os folhelos sobre o iborismo, em que
se festeja o principio de anoexsgio, applicado a
Portugal, continuara all a apparccer. 0 povo
portuguez cnlendeu que devia protestar solemoe-
znente contra elles e far muito bem, se todava
se contirer nos justos limites da prudencia.
Oous livros amenos acabara de sabir dos nos-
sos prelos : Os contos ao luar, de Julio Cesar
Machado sao urna recopilagao dos melhores fo-
lhetins do elegante eacriplor As Leudas Penin-
sulares de Jos de Torras contera em duus volu-
ta es ntidos urna seria 'de romances que este ca-
ralheiro publicara era diversas folhas luteranas.
Qualquer das edigoes recommendavel ; em am-
bas se encontrara os retratos dos autores ; o con -
leudo de qualquer dellas apetecivel pelo estylo,
pela correcgao e pelo assumpto.
O Sr. Jesuino Msrtins snligo offlcial da secre-
taria de estado dos negocios estraogeiros, colla -
Dorador do Jornal do Commercio de Lisboa e da
Opinio est colligindo urna valiosa collecgo de
tratados, que enriquece com as notas indispeusa-
veis para sua intelligencia. Picar urna obra de
grande utilidad?, subcetudo para o nosso corpo
diplomtico.
O aotigo chronista da Opinio publicou j a sua
traducgao da ianna de Lys de Alexandre Du-
mas tlho). Este mogo tem publicado as suas
rerses da Manon Lescant das Memorias authen-
ticas de Garibalai, e da Vida aos vinte annos de
Dunias(lilho)
No dia 30 do mez passado appareceu um bello
cometa n nosso horisonte.
Delie se tem occupado os astrnomos da Eu-
ropa ; nos jornaes quo deve receber por este pa-
quete encontrar o meu amigo, muitos dados
Kcientiiicos acerca deste hospede luminoso do
nosso Qrruamenlo.
Muitos dos observadores julgam ser este o co-
meta de Carlos V. Anda se v, mas vai j muito
a Astado.
Nao comecei esta earla commuoicaodo-lhe que
ora ofTicialmente recoohecido o reino da Italia
pelo governo de Portugal, porque julgo ter-lh'o
participado na minha anterior corresponden-
cia.
O Iheatro de D. Mara II fecbou provisoriamen-
te as portas ao publico, em razo das obras a
que se est procedendo naquelle*edificio.
O tclhado que era todo forrado de zinco, ser
renovado.
Comegou a publicar-so um jornal Iliterario em
Lisboacom o titulo de Crepsculo. A Estrella
d'Alvaea Aurora Literaria sao tambera duas
publicagdes raais antigs da mesraa ndole.
O Archivo Pilloresco, dirigido pelo Sr. Sil va
Tullio. e a Revista Contempornea, que colla-
Dorada pelas mais rigorosas pennas do paiz, coo-
linuim a merecer o justificado acolhimeolo de
que tem gozado em Portugal e no Brasil.
Em Hlrandella houre ha das ara tumulto bs-
tanle encarnigado. Procedcu da riza em que an-
davam das philarmonicas da localidade. Uas 60
homens armados entraram pela villa dentro, dan-
do tiros.
O povo levantou-se para os repellir; acudi
tropa de infantera e cavallaria.
Nao houve mo^es, mas varios ferimentos.
Collocou-se no dia 1 do correte a primeira
padra para um edificio que vai consiruir-se ero
Guimares para o hospital gersl. Pez-se o acto
cora solemnidade.
No mez prximo abre-te ao Porto a aipoaigo
promovida pela associago industrial daquella c-
dade. *
lima dcputago convidou o chefe de estado pa-
ra assistir aquella solemnidade agrcola e fabril.
El-rei dignou-se respoBder-lha que sentiria muito
me nao podesse comparecer aquella fesla do tra-
balho nacional.
E' de presumir que o casamento de aua irmaa
prire a S. M. de estar no Porto, pelo menos du-
rante a abertura da exposicao.
Coatinuam os preparativos offlciaet da grande
commissao comeada para os trabalhos daexposi-
toria dos que hlo de concorrer unirersal de
Londres em 1862.
No dia 5 deste mez fei lida na cmara popular
tima representagao assignada por 11,066 Portu-
guezes residenles no imperio do Brasil, a respei-
to do cnsul portuguez do Rio de Janeiro, o Sr.
bario de Moreira, na qual se pedem ao gorerno
proridencias que daem garantas arrecagao doa
espolios. Este documento foi apreseotado pelo
Sr. Rosa Peixoto, deputado is cortes. Deliberou a
cmara que asta repraaeotacio fosse enriada
commissao de petiges a publicada, sem as as-
uffnV.?2V0 ^f'0 LUf>*- OSr.Arila,
(ministro dos negocios eitrangeiros e da fazaadal
*oCJ.",L0-a.qfU!,ap"" cb*V" -> conhecialen:
auiq SAST ecugacoas muito gravea ao con-
ui# mandara logo conecer um inquritd offlcial
Aveiro publica-se um novo jornal com o
Ululo de istricto de Aveiro.
Continua a sahir diariamente naquella cidade
o Campeao das Provincia*.
Palleceu o Olho nico do honrado patriota Leo-
nel Tarares, tambera j fallecido. Era um mogo
de 22 annos.
Sao satisfactorias as noticias da frica portu-
gueza. D socego publico acbava-sa restableci-
do. Esli considerados tirapos de febre amarel-
la, os portos da Aftica occidental, excepgo de
Mossamedes que o conselho de saude julga sus-
peno.
, Fui levada s cmaras urna proposta de lei pa-
ra que seja approvadi oSicialmente a creagao do
novo banco Umio que te estabeleceu na cidade
do Porto. O capital deste banco ser de dous
mif coutus de res fortes, j subscriptos, mas nao
poder funeciooar sem que d entrada as suas
caixas o numerario correspondente 5a parle des-
te capital, podendo este ser elevado at quantia
de cinco mil contos, quando as exigencias das
operages demonstrarem a necessidade desla ele-
vago. O banco poder emittir notas o portador
de 10$000, 20J000, aOflOOO e I00S800, sem que a
importancia total destas letras ou ordens, possa
exceder 3/4 do fundo social.
O rendimenlo da alfandegt do Porto no aono
econmico lindo em 30 de junho ultimo, foi de
2.93.044J282, isto, mais 457,149^889 do que
no anterior anno econmico.
L.
P. S.
Sabbado 13 de julho.
Suicidou-se hontera s 4 horas da tarde, o Sr.
Francisco Pinto de Bessa, natural do Rio de Ja-
neiro. Morava no Roci, em Lisboa. Tinha 40
annos de idade e era casado. Achava-se ataca-
do de morpha. Esta dolorosa iofrmidade ia
fazendo progressos horriveis, e o infeliz conhecia
que estava desfigurado e apenas inspirava com-
paixao. Resolveu por lermo as seus das, e com-
prou urna pistola, dizeodo a sua espoza que era
por seguranga para estar preienido'co&tra os
milfeitores que lenlassem iovadir-lhe a casa.
Achando-se hontera s no seu quarto, depois do
jamar, atou cordao ao galilho, passou-o pelos
puchadore^s de urna commoda e apuntando o cano
por baixo da barba, matou-se. O suicida era
pessoa eslimada. A pessoa encarregada dos seus
negocios era o negociante desla praga Antonio
Joaquini de Olivera.
A questio do uia, agora mais do que nunca
a do cnsul portuguez no Ro de Janeiro depois
do que hontem se passou na cmara dos deputa-
dos. Devia honteiD principiar a discussao do or-
gamento, mas lano se prolongaram os incidentes,
a proposito da represeutagao dos onze mil e se-
tenta e seis Portuguezes residentes a* imperio
contra o Sr. bario de Moreira, que se nao. pode
entrama ordem do dia. Levaolod a aoliphona
o deputado Jos Luciano de Castro, que redac-
tor do/ornaZ do Porto, duendo que a cmara
sabia que Ihe foi presente urna representagao as-
signada por milharesde compatriotas nossos re-
sidentes no Brasil, em que fazem graves censu-
ras ao nosso cnsul geral oaquelle imperio, cen-
suras que igualmente Ihe tem sido felas pela im-
prensa por muitos fados, e principalmente attri-
buindo-se-lhe que promove a emigragao clan-
destina. Que sendo estas aecusagesgrarissimas,
e conservado no seu lugar, o que e de vi Jo (acres-
cenlou o mesmo deputado) dirisio que faz um,
segundo se diz, com o outru funccionarlo, de urna
secretaria de estajo, dos seus pingues vencimien-
tos, e por estas circunstancias que desejara sa-
ber se o ministro dos negocios estraogeiros nao
tencin a responder aquella fanecionario, e em-
quanto se nao verificar se sao fundadas ou nao
as aecusagdes que Ihe leem sido feitas."
O ministro (o Sr. Avila) respoodeu que nao po-
da suspender o nosso cnsul do Rio de Janeiro
s em presenga de aecusagdes nio proradaa, e
de urna representagao cujas assignaturaa nio ao
reconhecidas, a alora diseo acresceotou que se ra-
conhece serem muitas dellas feitaa com a mesraa
letlra, e que por tanto nao pode fazer obra por
taes aecusagdes, e fazendo o que Ihe cumpria,
man Jou que fosse ourido sobre estas queixas o
proprio cnsul, a em vista da aua resposta pro-
ceder como 6r de justiga. Mas que nao poda
deixar de estranhar que o Ilustre deputado viea-
se declarar que bavia um alto empregado que
recebia beneficio do cnsul para aqui o sustentar
no seu lugar, e que a prora da inexactidao deste
facto est em que ninguem ou dentro ou fura da
secretaria, pessoa alguna finalmente Iba tem
fallada* favor do bario de Moreira. Terminou
senJifa que se queira fazer da cmara pelouri-
nho e*ra retalhar a honra dos funccionarios p-
blicos, sem se provarem as aecusagdes que se
lhaa- fatcm.
O depotado Faustino da Gama tambem entrn
na discussao, censurando o ministro por nio
praatar a devida atlengao representagao doa
notan* compalriotaa reaidentes no Brasil, contra
osactos do cnsul. Varios outros epatados
usaram da palavra sobra este incidente. Troca-
ran departe a parte phrasea dursa e algumas
expretses violentas, e a noite.era esta assump-
to, em todos os circuios o thema das eonrersa-
ges mais animadas.
Vejo o desfavor com que diversos jornaes .
imperio tratara aquello funccioaario; vejo a de-
spretentada, aa cortes a formada
sssignaturas, mas apacar de tudo tasa, Umaam
Tejo qua a opimas das pettoaa ranas
quem lenho ouvida Mcorrer sobre asta
que o ministro ao deve ettabelecara
s una aa Ihe firaat, Ealaapaaaa.
imaam que oMty paaaaas *miaa
io ai aaa que tem rttsaatn a Parvav
Contla-mau
do Brasil, oio a* aaa qas> _
al ulUsaaaula, m* daa que a
aqui ha mala saina te anata tu a
qaesto. O goaataa porlamto poda
preraetteu que desde qae ee tivettam reunida
todas as infonnagoes, o govaroo procedera como
Iba aampre.
Dentro aa pouco te reconhecer porlarrto qual
a jusliga ou valor das aecnsages que se tem fal-
te ao nosso agente consular na corte da imperio
brasileiro.
O Sr. Avila referiese tambem propotta que
apreaeotara i cmara oa stssao da 17 da mee
ptaatda asta que oa ttulos da nacionalidad* a
registe, ou de habrtitaco da subditos portuajue-
4 qu ilude a iabella da aasolumenlaa
fac parta ao regu lamento oonaular da 26 da -
ramoro da (bal. aejam paitados graluittmaoU
aaa cantatmlaa e riea-coaauUdoa da Portuajai. a
tve da producto daa multas manetonada* noa aquella aajaana caa*nUr, a*
Misas 1*. r, 3* a 8 da lai de ti de Julho da
UJi. taja usa terco, pertancenla aa> raapactivo
agente consular.
O pensamenta dests proposta por tanto, que
as coaaulaanaa poseam ler intersea ean qua os
navios leram mamr numero de pesseaa da qua
Ibes permiUido, como aeonleceu cona o na-vio
a que o mesmo deputado Peixoto se referi quan-
do aprasentou a mencionada representagao, o
Jual devendo levar ISO passageiroe, tr/ntportou
Todos os nosso* contules disie a ministro,
leem pelo regulamento consular a emolumento
de lj(>840 per cada titulo de uacienalidade que
passam aos subditos portuguezes. E' muito im-
portante este emolumento, principalmente no
Rio de Janeiro, e evidente qae mquaoto este
emolumento existir, pode wyr- que o cn-
sul oio tem ioteresse em verificar, com exacli
dio, se m navio que chega com eolonos lera
um numero maior do que devia traa portar, por
que s tem em vista o emolumento que ha dt re-
ceber do titulo de oacionalidade.
Poi com estes fundamentos para o Sr. Avila
pedio cmara a abuligio deste emolumento, o
que realmente o nico remedio radical para es-
tes inconvenientes.
Suooede todava, |continuou S. Esc. que, se-
gunde a legislago actual, os capitaes de navios
que leram Colono* a infringirin os rrgutamen-
los, pagam urna mulla, a qual nao pode ser paga
senio em vista dos documentos que ha de man-
dar a cnsul. Ora, rrao ten do a cnsul ioteresse
na applicago da mulla, pode presumiese que
nao exercer convenientemente aquella flscalisa-
eta.
Foi poretse motivo qae, ao mesmo tempo que
o Sr. Avila propoz a aboligio de emolumentos pe-
los Ututos de nacionalidade, deu ao cnsul urna
porceolagemna multa, e deste modo acabar com
esse projecto o inconveniente real que se podia
dar a semelhante retpeito.
O Sr. Avila ttmbemdeclarou na mesma sessao
que lera combinado com o seu collega, ministro
dos negocios da jusliga, apresenlar cmara um
projecto de lei, em rirtude do qual termine a
pratica estabelecida de que os espolios fiquein
na mao do cnsul.
A filna olctal da hontera publica as insttuc-
ges para a execucao da carta de lei de 4 de abril
ultimo, relativas so modo da remissio a venda
de foros, censos e penses, e vendados predios
rsticos e urbanos, pertencentes aoa conventos
de religiosas e mais corporages a que a mesma
lei de amortisagao se refere.
Eotrou em Lisboa no dia 4 do correle, arri-
bado com agua aberta da altura de 38 45' lat. N
e 11 11* long. 0de Greenwich, o brigue brasi- lamSeguudo pa'rticipago do capitiogeneral
leiro S, Jos, que de Lisboa sahira no da 29 de nada, os sublevados entraram em Loia o
junho para o Porto.
Em
as
i Pt.
ancn travasa
depr
iofjr
a conferencia de mais de orna
ro dos aegocios estraogeiros.
et publicara a sota que o men-
-,-jr dirigi te governo fraacez a
--** aaaifkt, A Corrtpondtnct'a, nao podendo
den e, deplor.vel e punir um empra^pfi # aaMt, taSiarasgra, limita-te a trtnscraver eilet
qual r a aua cathegaria, aam o ouvi/searpro- parfgraphoa mais importantes :
ceder a um nquertte, e sem esterera proradaa O gorerno de S. M. a raioJaa fdiuaa Sr Moa
as aecusac^as ----- ------
ao mi
w minutan tas* negocios estraaairas da Frenos)
ocdaao) bjjj pa anuncie a W Isc. qa, sao o-
ir julga como o da satn ha, que
to de emprestar a aeco na
dar id amanta da aa tai dad dwa imputages fmsaa
il ta*s serta precipitada
aa precipitaste urna resetncko qualquer, aam m
proras jurdicas para o azar. anta nafaala 4
muito serio, e dis-aa al qne teado o gevarno
urna maioria compacta, se arrisca; a achar-se
em chaqu, aa aa- prnptgttaa nata-macla- em
contrario das opinioesdo ministro.
Para o precinto paquete coatauarei a infor-.imperador, que tem feito tantos esforgos no mes-
ma-lodoque tirar occorrido. mu teolida. nia conteatir de maneira abzuma
Os fundos eubiram. A praca fechou hontera a qua a* reaijteat se projectos aonuociados official-
c
^ewpaaetMtaa cttholicas ou e algumas dal-
las, a asa tai taha est prompta a eaatbuir pata
aua parta aera adadeza urgente de annaeouaaMis-
tissiraa. A capiul de orbe cstboliaa6 peraanee
s nacoes calhotteas ; a litanrii do sobaraon
pontfice, eabaoada igreja, e tnatenem Um dimi-
to de despoja-lo delta no todo ou parte. Alli
oude se levanta esse throno que as aagofla ca-
Uxolkaa. fundaran, a- que durnaie tantos aecuiot
tem sabido conservar a defender. O gorerno do
tarde com aa seguate* cutegoe*.
InscripcBS de asteniamenla 47, 3iM8.Cou-
pons47 8i4-48.Divida difTerida 40 40 8i4 -
Banco de Pertuga! o9i-597#.
L.
A ultimt, hora. A ilevolugo de Stlembro,
orgio principal da opposigio, ao seu artigo prin-
cipal de hoje, eccupanda-se da sessio parla-
mentar de hoolem, diz o seguate:
a Era quanto ao Sr. bario de Moreira, o go-
rerno deve inquerir e resolver. Muitas ioimigos
tem aquello funeelonerio, contra oa tuaea dar
ha ver precaugo mas tambera necessario at-
tender as queixas, sejam de quem qer que fo-
rera, examinaado-se os fundos dubas. Nem
justo coodemaar sem ourir um aotigo servidor
do estado, aem despr6sar ss queixas que te le-
vantara coaira elle. >
Parece-me esta urna opinio muito circuros-
pacta, o maguera ao pode esquecer doa serviros
que o bario presin causa liberal.
L
pESPANUA.
Lisboa 13 de julho.
Chegaram Lisboa noticias de urna aublevagao
em ls Torre, prorincia de Granada no sentido re-
publicano.
Os sublevados eram em numero de 300, sendo
20 cavallo.
Oa telegrammaa dio como chefe deste movi-
ment um alveitar.
A Gazela de Madrid do 1. de julho d o se-
guiute extracto da participacio official. c O oa-
pito general de Granada em telegramma da roeia-
noite uo ultimo do mez fiado communica, coro
referencia urna parte do alcaide de Luja, que ou
Cortijo de la Torre se tinham sublevado 200 a 300
republicanos, viole delles montados, sobre o man-
do de Raphael Prez, alveitar da ultima das indi-
cadas cidades, e que servigo telegraphico entre
Granada e toja, ora interrompido. Adoplaram-
sa instantes e enrgicas disposigdjaa para que os
sublevados talara perseguidos sem descango pelas
tropas do exercito e pela guarda civil. Afora ialo
em Granada, Malaga e toda a pennsula reina
completa iraquillidaae.
deGra-
-, onde ba-
via torga do exercito, e oceupavam-te era fazer
cortaduras naa ras. As Iropaa que devem ope-
rar contra elles se dirigem por diferentes vas so-
bro aquella povoagio.
No dia 1* sahixam para Andaluzia alguman-for-
gas da guarnigo da curte. O jornal que d esta
noticia, adhere opinio de algumas folhts de-
mocrticas, que deplorando aquellos laotenlaveii
acentecimenlos, duvidam da tendencia republi-
cana que se attribue esse momealo. Nota-
se que o capitaneador do mesmo um Rspnael
Prez, creluara da casa do duque de Va-
lencia, mas para isso nio se pretende fazer
impulagao alguna ao duque, qua de erer
que ser estraoho tactos albeios e derivados de
causas que s posteriormente podem elueidar-se.
As noticias dos amotinados da Loja do dia 5
sao : coalinuavam a estar dentro da povoagio, e
as Jorgas do exercito aproximando-so della por
differenles pontos para impedir a fuga daquella
faegao, cuo severo e promplo castigo reclamara
as leis e a sociedade ultrajadas.
Nos outros pontos da provincia de Granada,
ern loda a Malaga e as nutras de pennsula, nao'
s gozava completa tranquilidade, senio qua a
reprovagio contra os revoltosos geral e un-
nime.
A funegao democrtica republicano-socialista
de Loja fugiu e dispersou. em diversas diraegoes
hontera de manbia, no momento em que as tro-
pas iam tomar posigds para a atacar.
O raarechal t campo. D. Luiz Serrano del
Castillo entrou na dita cidade, fazendo marchar
immediatamente forgas do exercito em persegu-
gao dossublerados, cuja fuga faroreceuo terreno
escabroso e de dikil accesso que domina a po-
roagao.
Estabeleceram-se commisses militares para
que, em relagao a lei de 17 de abril de 1321, que
ora opportuoamente publicada, appliquem tudo
o rigor della aos revoltoso e seus cumplices, que
successivamente se rio capturando.
O goreruo hespanholchunou s armas lodos es
soldados, que se destinaran] nos trabalhos dos ca-
minbos de ferro.
A parte official de 6 dizque osfugilirosda fae-
gao democrtica republicano socialista de Loja
estaram em completa disperso ; o nico bando
de que baria noticia, composto de 350 bomeos,
pouco mais ou menos, sob o mando do cibecilht
Prez, ragueara no dia 4 aa 11 horas da minhaa,
pelas Immediagoes de Alhama perseguiodo-o de
perlo algumas das columnas para este effeila dea-
linada.
A'ultima hora do mesmo dia 6 houve noticias
de que os sublevados se dispersaran em conse-
quencia da batida que lhesdeu hootem o briga-
dero Riquelme. O cabecilha com tres individuos
caminhavam- sem direegio fixa. Nao subdividir-
se as columnas para retirar a perseguirlo e liro-
par a paiz.
A cidade de Loja illurainou-se espontneamen-
te assim que se viu livro dos sediciosos, tendo-se
apresenlado ao general Serrano todas as pessoas
priocipaes.
As noticias de 7 da correnle conlirmam a de-
bandada completa dos ficciosos de Loja, tendo
desapparecidoo cabecilha Prez, que abaodooou
o cavallo que |moolava. Alguos dos revoltosos
> cahiram em poder das tropas, e tanto estes,
como os que successivamente forem capturados,
{aria julgados conforme a lei de 7 de abril de
1821.
A lei marcial foi apoiada aos pontos em que
houre a subleracio republicana.
Consta que o gorerno espaohol recebera no dia
2 um despacho telegraphico, em que se diz que
os rebeldes de Loja propozeram ao capitio gene-
ral de Granada reoderem-se discripgo, com
tanto que seja garantida a rida aoacabegas da re-
rolugao.
Acerca desleasuccessos, diz a Hespanha :
Esta rebelliao foi um symptoma fcil de vencer,
man revela urna enfermidade que progride, que
tem profundas raizes, e difficil de extirpar.
Diz outro jornal (o Ctamot$ ;
A iosurreico de Loja nao mais do que urna
etpaoada de logo que arde oeculto as entranhaa
do corpo social poltico.
Oa jornaes hespauhes de 8, referem que con-
tinuavam a apreseotar-se nos povos do seu do-
micilio e voltar s suas tarefas a maior parte dos
seduzidos pelos insurgentes de Loja.
Os despachos recebidosltimamente aanuacia-
vam que tinham cabido em podar das autorida-
des, nao son cabecilha de Perieoo. o immediato
a Raphael Petaa, mis outros muitot individuos
da faego solana.
Oa tribuoaes militares procedem sem descan-
go, procurando averiguar a origera e meios de se
effectuar urna sublevagio que nio tem motiro ap-
Erenle, e muito menos justificado. A esses tri-
unaes foram mandado! apreserrtar os individuos
que pertenceram A faego e recolhem a aeus la-
res. Parece que tinha ramiQcagdes, segundo ss
precauges e actos dsa autoridades de Malaga. A
este respeito diz-se que, as immediagoes de
Malaga appareceu alguma gente armada em a
noile de 2, e que deu rebate povoagio temero-
sa de alguma desordem ; msaaa autoridadea ve-
laram sem descango e tooaram medidaa oppor-
tunas para o caso de alguma tentativa por parte
dos revoll08ps.
do Na manhia seguinte a guarda civil cooduzio
Je- presoa alouna horneas armados que se presuma
saerimento com que o Jornal do Porto, o Oiarto i serem enaairettet com ot de Loia,
Mercantil e o Commercio da mesma cidade aqui I No dia 3 do correte tinha chegado a Madrid,
o atacaa ; vajo qua exista ama represen lacio I embalxador bespaabol em Pars, e na tarde desee
mana no parlamento da Sardenha. O governo de
S. M. a raioha espera, pois, que o imperador
promover, se a julgsr necessaria, como julga-
mos, urna reuniio das potenciaa catholicaa para
adoptar medidas capezes de impedir os perigos
de que a aaata t est ensacada, e para concor-
dar nos meios de tecainar definitivamente oa
conflictos que assediam o soberano pontfice e
obstara ao exercicio. de tut autoridade legitima,
com graade prejuizo de ladoa os catholicos do
mundo, que oio podem deixar de aoffrer aa con-
sequencias de urna perturbagio lio. grave e de
urna eapoliagio lio injusta.
A respeito da quaslio de Marrocos houve no
dia 5, um dialogo al cerlo ponto importante, as
cmaras inglezas lord Russell declarou, qua nio
tendo Marrocos cumprido seus corapromissos
com a Hespanha, esta potencia proferio a reno-
ragio da guerra annexagko de Tetuo aos do-
minios hespanhoes.
Lord Filzgerald obserrou que a Hespanha se
linha compromeltido a nao ftcar com terreno oe-
nhum marrojuino. Lord Russell replicn, que
nio tendo Marrocos cumprido os tratados, a In-
glaterra nio pode evitar o que acontecer, porque
oeste caso, s o poderia conseguir suscitando
questes, cujo resultado seria urna guerra eu-
ropea.
Diz-se que o gorerno hespaohol tomn urna
decisio quanto ao estado da questio marroqui-
na. TenJo faltado. Marrocos ao tratado perdeu o
penhor que dera em garanta do seu cumprlmen-
to, e portento a praga de Tetuio ser considera-
da parte integrante dos dominios hespanhoes, e
fortificada como Ceuta, fomeotando-se alora dsso
a colonisacao e promorendo-se odesenrolvimeo-
to material no territorio adjacente, afim de que
nio baja um onus pan a metropole.
Segundo urna folba effeicoada ao gorerno (diz
o Contemporneo) as relagoes lomadas a respeito
de Marrocos sao coosequencias de urna carta do
imperador em que protesta o seu desejo de man-
ter a paz e boas relagoes com a Hespanha, con-
fessando todaria que nio ppde por agora satisfa-
zer a indemnisagio estipulada.
As noticias da Ilsraoa, chegadas pelo vapor
correio das Aotilhas Tajo, alcaogam a 16 de ju-
nho. Tinha chegado o vapor Ferrol com 500,000
duros enviados pelo goveroo. Este auxilio havia
sida receido com gratidio Unto mais quanto
continuaran! a ser ms a situagip econmica e a
do mercado.
As noticias de S. Domingos eram de S. Os hai-
tianos tinham ioradido o territorio domiuicano.
O paiz armara-se para resistir-Ibes e reinara
grande enthusiasmo, ha vendo seguranga de que
os negros fkariam pasa sempre escarmentados.
Os geaeraeaSanl'Anna e Altan e o brigadeiro
Pelaez tinham marchado para a fronleira. No dia
15 embarcou em lia van a um balalho para aug-
mentar a brigada expedicionaria de S. Domingos,
que j constava de cioco batalhes, Ires compa-
nhias, um esiuadro, urna brigada, urna batera
de aruihara e urna companbia de eogeoheiros.
Tambem se preparar para sshir urna esquadra
commandada pelo Sr. Rubalcaba, constando de
tres fragatas de hlice, cioco vapores e oito em-
barcagoes de vela.
O bario Tecco, representante em Madrid de
Vctor Emraaovel, que a Hespanha anda nao re-
canheceu como rei de Italia, sabio daquella ca-
pital e foi para Valencia. Regressou poucos diaa
depois, e teve urna larga conferencia com o mi-
nistro dos negooios estrangeiros
Chegaram a Malaga s fragata Concepcin e o
vapor Pasco Nunet, procedentes da esquadrahes-
paohola de frica, tendo a bordo forea superior
a quinhentos bomeos.
O Sr. Bermudes de Castro, que at ao presente
tem representado a Hetpanha junto a Francisco II,
parece que regressa sua patria', no vapor hes-
paohol que se maodou relirar das aguas de Civita-
Vecchia.
O governo hespaohol licenciou o Sr. Mon,
ministro em Pars, para vir a Hespanha.
Alguna goreroadores de preriacias que esta-
vera em Madrid com licenga, foram mandados
regressar i s-Je dos seus governos.
N'um jornal do reino visinho rem esta curiosa
noticia, pelo menos com referencia fiscalisagao
das alfandegaa :
f Diz se que para illudr as autoridades locaes
os povos visinhos de Loja, sahida de alguns
homeus armados de diflerenlas povoages, estes
fizeram acreditar que se preparavam para um im-
portante contrabando, a
No dia 28 do mez passado chegaram a Carrara
o principe Napoleo e sua esposa a princeza Ma-
thilde, e nesse dia visitaran] Cadix de incgnito
e recolherem^se ao arsenal.
A'oerca da rinda do general Narraez a Hespa-
nha corriam em Paria difTereotea rersdes; se-
gundo uns rir em setembro, porque tem de to-
mar barihes de caldas em Fraoga no presente ve-
ro. Segundo outros, e mais ntimos amigos de
D. Ramn, nao rir Hespanha nem em setem-
bro nem em oulubro, oem n'oulro qualquer mez,
senio for chamado pelo pago, couaa que todos e
o duque primeiro que lodos rem um tanlo re-
mota.
O duque de Valencia, sabio de Pars a banhos,
e em oulubro rem Madrid, onde j toraou casa
aa ra de Alcal.
Dizia-ae posto que ignorando-te o fundamento,
qae o imprezario Salamanca haria cedido meta-
de da empreza do caminho de ferro de Granada
ao duque de Valencia (general Narraos) que por
esta forma quera ser til aos seos conterr-
neos.
DIARIO DE PERNAMBUCQ.
Recebemos cartas e jornaes da Europa.de que
foi portador o rspor inglez Magdalena, com da-
tas : de Hamburgo 5, de Londres 8, de Bruxel-
las e Pars 7, de Hespanha 12 e de Lisboa 13 do
correte.
S. Saolidade tem sentido algumas melhoras na
sua perigosa enfermidade, mas anda se nao pode
reputar inteiramente livre de pengo.
Na respera e dia de S. Pedro officiou como
de costume o S. Padre, apezar dos seus soffri-
menlos. No primeiro de julho recebeu o corpo
diplomtico que seia congratular com elle pelas
melhoras que senta.
Diz-se que a iostancias do sumrao pontfice se
devia verificar ama reuniio de cardeaes para
designarem o candidato que deveria oceupar a
cadeira de S. Pedro, ae porventura S. Santidade
deixasse de exislir. Aecrescenta-ae que o can-
didato apontado rogr. Silvestri, partidario do
governo austraco, e por elle apreseotado.
No" dia de S. Pedro, por occasio dos fogot de
artificio, houve em Roma urna manifestagao a fa-
vor da uniao llalla. Em resultado fez-ae uso
da forga, e o povo carregado pelos gendarmes
aggredio estes havendo feridos do urna e oulra
parte.
A vida de Garibaldi parece ler estado ejn peri-
go. Asaegura-se que urna sociedade secreta par-
tidaria da reaegio, enviara quatro emissaros, os
auaes munidos de cartaade recommendagao para
aribaldi ae apresentariam ao general, aflea de,
com mais seguranga, o poderem assassinar. A
Caseta de Turim da que o governo fora preve-
nido de que se projectava um attenttdo e que se
tinham dado lago todas ae providencias da vigi-
lancia a respaile daquelles que se dirigissem para
Caprera.
Victor Emmanuel recebeu a deputago que Ihe
devia apresentar a mensagem dos romanos de
que j demos noticia aos nossos leitores. O rei
cavalheiro fallando aoe mentageiros tocn na
questio da prxima liberdade da Roma. E a
nossa infeliz Yeneza f diste 9 principe Piom-
bino.
a Venett, responden o re suspirando.....a
questaa de Veneza bilis difficil, mas a ana ro-
lagao ha de chegar a seu tempo.... No oteo de
necessidade por meio das armas, aa o ao podar
; ?**' ** oulrt "nelra, e eu, a filho mala relho
da Italia, conduzirei o meo exercito. a
Pronunciando estas palanas, o semblante de
Victor Emmanuel entera animada.; a amor da
patria e o ardor guetaatre brirhava ameeaus oihns.
O principe de PaamMau obaerrou-lna que e rei
perteocendo ao aun paro, ais deca ezpt aaaim
ana pessoa.
a Bu reocerei, teapondea elle, e a Italia ser
livre, mas se en ttorrer antes de cumprir ata
tacata, deixo-voa meus lhos, qua nio reanma-
ria nem a Italia aata Victor Emnmauel. >
Tea feito grande imprestao em toda a Encepa
e discurso de Ricaaoii, na parlamento italiano,
por occasio da diacussio do empreslim nacio-
a Armamo-nos, diste elle, oio ti para a defb-
za do territorio nacional, tai como est na actua-
Jidade, msa tambem para o completar e reslituir-
the oa teus coofios ntturtes e legilimot.
c Excepto com a Austria o gorerno tem a sa-
lisfagao de aonunciar ao parlamento que as rela-
goes de amizade existentes eom as principaes
potencias da Europa sio por extremo satisfacto-
rias.
A cansa italiana tem por ai as sympatbiaa ge-
raes, e pode contar ter anda mais alliados. O
jteconhecimenlo da Frange e da Inglaterra urna
prora solemne da coufiance que lhes inspiramos
Temos motivos para acreditar que esses exemplos
oio taedario em ser imitados. A Europa cirli-
sada, gratas ao principio da nao intervengan, em
babve ser unnime na affirmagio solemne da
nnssa independencia.
Ouri fallar em cessio 1 Permitti-me repellir
com desbezo essa palavra e essa idea. O gover-
no do rei, digo de urna vez para sempre nao sabe
que tenha de ceder nem um palmo de territorio
italiano, nem quer cede- lo e nio o ceder. O
governo do rei v um territorio nacional que tem
de defender e de recobrar. Quer Roma e Vene-
za, e lhes dirige os pesares, os votos, as esperan-
gas e as inlenget da nagao. 0 governo cenhe-
ce a grande empreza que delle se espera, e est
resolrido a realiza-la, e com o favor de Deus ha
de realiza-la.
Prepara-se urna occasio favoravel que abri-
r o caminho para Veneza. No entanlo pensa-
mos em Roma. Queremos ir a Roma. Roma se-
parada politicamente do resto da Italia continua-
r a ser centro dos enredos e das conspirages,
ser urna ameaca permanente ordem publica.
Para os italianos, possuir Roma, nio e s m di-
reito, mas tambem urna necessidade inexoravel.
Nao queremos ira Roma por meio de movi-
menlos iosurreccionaes, inopportuoos, temera-
rios que possam compromeller a obra nacional.
Queremos ir a Roma de aecrdo com a Franga,
n"o destruindo, mas ediOcando. abrindo a igrej
o caminho para que se reforme a si propria, dan-
do-lhea liberdade, a independencia que a coo-
videm a ranegar-se na pureza do senlimeoto re-
ligioso, na siogeleza dos coslumes, na sererida-
de da disciplina, que tornare.ro gloriosos e vene-
randos os seas lempos primitivos, abandonando
franca e lealmenie um poder contrario grande
idea da sua instituigao. O governo nao julga f-
cil a sua empreza, mas toma valor da m f, da
propria grandeza da obra, e da forga da cou-
sciencia publica.
a A revolagio italiana egrande, porque funda
urna era nova na Italia. O seu futuro tem por
base a humanidade toda. Espero qu a justiga
da nosea causa, a prudencia, a ousadia com op-
portunidade, a firmeza e a perseveraoga fario
com que alcancemos o objecto desejado. >
O governo pontificio enviou ao governo fraacez
urna nota respondendo nolGcago do recoohe-
cimento do reino da Italia, oella o cardeal Aoto-
nelii faz importantissimas declarages sobre a
firme resolugio da Santa S de nao abdicar o
poder temporal, que julga inseparavel da inde-
pendencia do pontificado.
A Franga vai eslabelecer coosulados em Fio-
renga e em aples. Este acto, por assim dizer
a sanego do recoohecimento do reino de Italia.
E' notavel um artigo do Times em |que aprecia
o recoohecimento da Italia.
E' mais fcil apreciar os resultados do reco-
ohecimento da Italia por parte da Franga do que
descobrir-lbe os motivos. Os perigos contra os
quaes o novo reioo tem a lutar sio taes que s
com o tempo e prudencia que ser possivel ver-
Ihe o lermo. Para avallar o alcance deste acto,
e fazer justiga sabedoria que o dictou, basta re-
cordar as sombras prophecits dos horneas de to-
das as clasaes e de todas as opinides, desde os
deffensores da Austria, al aos do Mazzini.
Dizia-se que a idea fixa de Luiz Napoleo em
eslabelecer um syslema booapartista no conti-
nente europea ; affirmava-se que a Fraoga Dio
abandonara a Pennsula senio guardando meta-
de, e depois de ter obtido a cooperagio dos ita-
lianos para urna campanbano Rheno, que 9 Rus-
sil eslava de connivencia oeste projecto ; que a
Hungra seria reconstituida sobo protectorado do
czar e do imperador dos francezes, e que a inva-
sao da Italia nio era maiaque o preludio de urna
collisao da Europa de oeste, do sul e de leste
contra a Inglaterra a Allemauha e a Turqua.
Nio discutiremos a exactidio deste prograra-
raa admirar el; mas diremos que desde hoje, ha do
Mediterrneo urna polmica martima, sem con-
tradieges de engrandecimento territorial, ligado
pelos mais poderosos interesses a um engrande-
cimento pacifico, que deve a sua existencia
Franga, e a urna coostituigao Inglaterra, que
foi salva pela nao iolervengao como tinha sido
arruinada pela inlervengio e que dialioada a
exercer urna influencia moderadora nos consolaos
da Europa.
< Antes do assentimeolo formal de Franga era
apenas urna aspiragao. Agora urna realidade.
O recoohecimento da Italia acompaohado de
urna reserva que as paites contratantes distin-
guen! com cuidado de urna condigio. a As tropas
francezas conliouario a oceupar Roma por tanto
lempo quanto for necessario para que os inte-
resses que molivaram a sua presenga eslejam
protegidos por garantas sufficientes.
O imperador nao podia dizer menos, e agora
estamos informados pelo bario de Ricaaoii qne
sempre tem existido negociages para vencer as
difficuldades. E' esta urna questio que tendo sem
cessar a resolver-se por si mesmo, e que hoje
parece mais prxima do que nunca da sua so-
lugao.
Ser necessario ter urna f bem viva e muito
forte no destino temporal do papado para evitar
que as suas prerogativas seculares sobrevivara ao
papa actual. Victor Emmanuel tem direito ci-
dade eterna. Nio julgamos que a Fraoga Ihe
conteste esse direito e julgamos que a Austria
nio recusar por muito tempo chegar a um acor-
do pelo que loca a Veneza.
Um lapso de tempo mais curto do que o que
foi necessario para fazer passaraa nossasgrandes
medidas de tolerancia, de reforma parlamentar e !
de liberdade de commercio bastar para crear urna
nagao e a Italia rir afiual realisar-se a sua idea:
unidade desde os Alpes at so Adritico.
Diz-se que existem negociages para que a
Prussia e a Russia reconhegam o novo reino ita-
liano, e accreaceota-se que a Fraoga insta junto
do gabinete de Berlim e S. Pelenburgo, para se
alcangar tal resultado.
0 novo sulto da Turqua aceitou o acto de
acclamagio de Victor Emmanuel como rei da
Italia.
Os jornaes francezes publicara ja a nota dirigi-
da pelo gorerno francez aos representantes da
Austria e da Hespanha, em resposta proposta
que aquellea dous diplmalas tinham sido eocar-
regadoa de apresentar ao gabinete francez com o
flm de estabelecer um acord entre toda as po-
tencias catholicas a favor do poder temporal do
Papa.
O gorerno francez manifestando n'aquelte do-
cumento a sympathia que sent pelo chefe da
igreja, mostra asituagao precaria a que os acon-
lecimentos reduziram e poder temporal do Papa,
e reconheeendo qae o dever do gorerno ligar
os seus esforgos para simplificar e facilitar urna
solugio do problema, Mr. Thourenel julgou inu?
til discutir o syslema pelo qual os estados da
igreja e a cidade de Roma, constituiran), por as-
sim dizer, urna proprtedadede mao mora; ai-
rete a todo o catholociamo, a collocada, em rir-
tude de um direito, que nao est escripto em
parte alguma, superior s leis que tejtm a sorte
dos outros soberanos.
Mr. TboureDel limita-se a declarar que esta
doulrina Ihe parece contraria is mais antigat
assim como s mais receotes tradiges, e recorda
que no coogreaio de Vienoa as potenciaa pro-
testantes tomara'm parte, com os meamos Ututos
que as potencias catholicas, nos tratades que re-
gularisou a situacio da santa s:
Se reconhece formalmente que ai mais eleva-,
daa conveniencias ae combinam com os maiores
latereseee eeciaas, para exigir que o chefe da
igreja possa conservar-se aa throno occepado he
tantos tceles pelea seue predecessores. > julga
tambem que o c labia -exea-cirio da autoridade
tupieran e o contetamento dos povos, ao, nos
estados romanos, assim como em toda a parte as
prodpaea teadtteaa de seMez de nadar, a
A Austria e Beapanha, propanda a qaesto
earan indicara* n speo ecetfco da a reservar;
ato ao gamma franca r. TboureDel la-
arantando qta aa ttipuiscoes da tlla-Frenca
cae Zuru* naa tronara lid eorapiata exeenclo,
e taaa quaanr appaarar o pataida. aam garantir
a neraa eataun da anatas, naa r nata re sse atanm
qaao irnecca da bajar relges asna a meo da
. O unan enltenla que a suspender naa ese-
ios que tem de recoohecer o ooro reino, a
questio rnmtot. He Thouvenel tez t'obrttthir
a intima coonexio que exitte entre a contagra-
cao d<> novo estado de cousas aa Italia, e a sulu-
go das difficuldades relataras ao poder temporal
do Papa. r n
Manifesta com grande reserva o desejo de ver
a Austria e a Heepaeha collocarem-se n'um
pona de ritta e eatrarem no campo que na sua
opinila, o nico que poda guiar ao resaltad
desejado pelas tres potencias.
Sio estes oa pontos priocipaes e ideas da not
do goverau francs. A impreasa franeeza Julga
que a expressio coolida naquella nota de que o
poder teaiporal do Papa, seeao poda susteatar
senJo eom o contentamtnlo dos povos, s por
si um pragramms, em qa se enconlra a rerda-
deira politica da Franga: Esta nota rerelara
evidentemente a idea do recoohecimento do rei-
no da Italia que seseguio poucos diaa depoir. A
Franga naquella sea documento dirigi como
urna especie da convite a Austria e Hespanha
para que seguissem o sea exemplo, mas esta
potencias, sustentando ot seus principios, nr>
consla que por emquanto tenham dado a menor
idea de urna resolugie semelhante.
A questio Onanceira que hoje se debate no-
parlamento italiano, nio pede leixar de merecer
ioteresse em um paiz que para obter o resultado-
poltico da unidade, tem feito to grandes es-
forgos materiaes.
O debate sobre o orgamento tem apreseotado
incidentes notaveis. mas ealre oa discuraoa pro-
fundos nessa occasiio, a de La faria con Ira a
opposigio, apreseotado como um dos mais
felizes.
O ministro dt fazenda de Victor Emmanuel
rebatendo es argumentos dos seus impugnadores
deu a eonhecer, desenvolveodo-as rpidamente,
quaes eram as suas ideas a respeito do dficit do
ornamento, indicando ao mesmo tempo a ma-
neira porque cnlendia que esse dficit devia ser
coberlo.
Segundo a maneira de expr do ministro o-
seu systeraa coosistaem applicar a toda a nagSo
o tystema tributario e de impostos vigentes, que
existe no IV mon te.
O Piemonte com urna povoagio de cinco mi-
Inoes de habitantes tinha um orgamento de 160
milhdes de francos, dos quaes 50 milhes eram
destinados a cobrir a divida publica.
A Italia agora com urna populagio de 22 mi-
lhes de habitantes, pode e deve, na opiniiode
Lafarioa subscrever com um orcamento de 700
milhes de francos : alcangado este resultado o
juro da divida publica nao exceder a 150 mi-
lhes apesar mesmo do actual empreslim. O
ministro concluio que a difliculdade consiste
apenas em votar e applicar "os novos impostos
com a possivel promptidio para que dficit nao
venha a sobrecarregar o orgamento, conseguin-
do-se que as despezas extraordinarias, senio
tornem permanentes.
O total da divida do novo reioo italiano unfi-.
cada em consequencia do decreto receotemente
approvado pela cmara sobe a 2020 milhes de
francos.aos quaes devem acreaceotar os 650 que
se prope emittir o gorerno para obter um effec-
tiro de 500 milhes. Esle empreslim foi ap-
prorado por 242 rotos contra 14.
Pelos 2020 milhes paga-se em juro de 97
milhes, dos quaes 91 procedem de ttulos a 5-
por cento sobre um capital de 1820 milhes, e
os seis restantes em ttulos de 3 por cento sobre
um capital de 200 milhes.
Tem corrid j boatos de desordens occorrida em
aples, mas foram desmentidos pelos despa-
chos de Turim, e por cartas rindas de Marselha,
em que se stsegura, que esta noticia se appli-
cara, nio ao estado da capital, roas as desorden,.
e aos conflictos havidos as immodiages da ci-
dade, entre as tropas regulares e os restos do
antigo exercito napolitano que no paiz se tem
entregado pilhagem.
Em consequencia deste estado o conde de S.
Jrarlin, exigi reforgos para poder por termo ai
essas desordens, e o goveroo central maodou o
general Cialdioi, afim de lomar o commando das
tropas que se acham reunidas as provincias
raeredionaes.
Este general gosa de muila popularidade na-
quellas provincias, e alm disso lodoa confiara
era que as medidas enrgicas que ha de tomar
contribuirio poderosamente para melhorar muito
a situsgo.
Aquellea que parece terem examinado mais
profundamente o estado das cousas, sio de opi-
nio que o paiz se nio pacificar completamente,
senio quando as tropas francezas tiverem evacua-
do Roma; porque s permanencia alli destas forgas
e os manejos das commisses bourbonicas que
fuoccionou daquella cidade, alimentara as espe-
rangas dos reaccionarios ; porque se diz oas suas
tentativas auxilidas pelo gorerno pontificio.
Diz-se que o goveroo francez promeltemi a Ri-
casoli erapregar lodos os esforgos para affaslar
de Roma o ex ret de Napolea adra de que aquel-
la principe deixe de abusar da prolecgao que Ihe
coucede a bandeira francesa, e entregando-so
impunemente a manejos reaccionarios que per-
turbaro o sul da Pennsula, a
Noticias de aples annunclam a derrota de
urna guerrilha organisada nos Abruzzos. Neste
resultado os habilantes do paiz prestara um
grande auxilio ao governo. Os bandidos refugia-
ram-se no ralle de Castilhano que nao acce-
pivel pelo escarpado das montaohas, e que se
pode dizer impralicaral quando nio ha ja coohe-
cimeoto das localidades.
Perseguidos pelos geoeraes Pioelli e Mizacapo
os bandidos dispersaram. A ordem foi rostabe-
lecida oaquelle paiz que podia pasaar pela Ierra
classica dos guerrilheiros.
O marquez de Carour desmente o'uma carta o
boato que se espalhara acerca de urna retraclagio
feita pelo seu irmo na hora do passamento. A
carta concebida oestes termos:
E' completamente falso que se teaha exigido
de meu charo irmio aates de sua morte e na pre-
senga de duas (estemunhas, nenhuma retratacio
formal. E' falso que se tenha pedido pelo tele-
grapho para urna absolrigao ampia mandada pelo
soberano pontifico. E' falso que o nosso parodio,
que lio admirarelmente Ihe assislio no seu leito
de morte haja depois partido para Roma.
Hoje mesmo dera este digno ecclesiastico
celebrar um servigo solemne por alma do seu aa-
ligo freguez que sempre Ihe concedeu a mais
viva estima esimpalhia.
O coJselho municipal de Turim rota unni-
memente urna somma de cem mil francos para 0-
mouumeoto que dere erigir-se ao conde de Ca-
rour ; na mesma sesso em que isto se rotara o
syndico commuoicara assembla urna clausula
do testamento do illuslre hornera de estado com
data de 9 de norembro de 1857, pela qaal ligara
cidade de Turim ama somma de 50 mil fran-
cos para a creacio de um asylo de infancia nos
quarteires da Porta-Nora.
A siluagio do gorerno de Vienna nao se tem
modlQcado a respeito da Hungra. Em Pesth
augmenta a agitagao medida que as immedia-
goes todos os das ae rounem novas forgss.
O imperador Francisco Jos recusou-se formal-
mente a receber a mensagem da dieta hngara,
fundtndo-se em que'no documento alludtdo se
descoohece o principio da monarchia hereditaria.
Os presidentes dts duas cmaras, o conde de Ag-
poni e de Guioz regrestaram a Pestb;
O ministerio appresentou s cmaras austra-
cas urna proposta para se considerar qualquer
desacato feito i dignidade e aos direilot do im-
perador como urna offeosa falta ao imperio.
O imperador da Austria manifeatou ao parla-
mento na reconhecimento pelos patriticos sen-
timentoe qne sempre Ihe tem mostrado.
Houre ama sessio muito tempestuosa na dieta
Petth, mas oa meaobros rieram ao acecido de mo-
dificar a mensagem em relagao com o escripia
do imperador, A formula sera; aSacra maguate
imperial real. > A ailuagio poltica nao varia a
os hngaros cooliouam pediodo a respooaabiU-
dade ministerial, e o restabelecimento das leis
de 1848.
A dieta de Agzam continua a discutir e quts-
_*i
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mwmmmmmr* > jm& ****> a* WhmMtut.
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l
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tio d Uoiio con a Hangria. As opiniees esto
tnuito divididas.
Continua a egitacioem Varswria. Paraca 90a
se teaaempregado dilgeaMas para que entre o
p* ae assigue urna ueosagem de agradecimen-
*o ao imperador, pala promulgAgao da reforma*
favor da Potooia.
Cenata lambeta que o governo russo lera feito
?arios orTerccimentos a alguna polacos que nio
deixara de gosarde certa eslima e consideragio
publica, mas estes reciuam-se a acceitar.
Peguntados pelos motivos de sua escusa res-
pondern! que nao encoolraram ao conselho de.
estado, cuja formacio se premove, garantas suf
ficientes para a livre exprsalo da sua opiniio,
e que) fuella assemhlea cano foi rganisada nao
poma prestar o menor servlgo ao pal?.
No meio de ludo isla continua a agitagao na
Polonia e em toda a Rnsaia meridional.
Levantara-se as cmara* legislaturas em Por-
tugal urna discussio acalorada por occasiao de
ser apresentada urna represeutagao assignada por
11:066 portuguezes residentes neste imperio, con-
tra o cousul daqueHa nagio no Rio de Jaoeiro.
O governo procede a um inquerito oflicial, e
mandou que seja ouvido o cnsul, sem o qu*) nao
o suspender. Foi approveda por grande maio-
ria na cmara dos deputades a resposta ao dis-
curse da cores.
Estere em Lisboa o principe Napoleo e sua es-
posa a princeza Clotilde. Seguiram para o Fay-
I donde partiram para o Canad. Ofcialmen-
te retan herido o reino da Italia, cuidava-ae em
escolber representante para corte de Turin.
Este posto estomtico fdra offerecido ao duque
de Sardn ha.
foi approrado pelas cortes o contrato matrimo-
nial da sua infanta D. Antonia, Irania do re, com
o principe de Ilohenzollern Sigraaringea. A ce-
rimooia nupcial doveria ter lugar em Lisboa,
logo que chegasse o principe, que vai ser con-
duaaJB^Bfl crrela do estado Bartholomeu Diat.
LO'^nnco porluense Uniao com um capital do
djus mil contos da ris.
Conlinouavam os preparativos para a solemui-
aagio do 1 de dezembro, e bem assim para a ex-
posigao industrial do Porto em agosto, e para a
expost;o universal de Londres em 18*62. Os
fundos subiam.
No dia 1* de julho mani[estou-se urna suble-
vagio republicana em Loja, provincia de Gra-
nada. O movimento era dirigido por um veteri-
nario, rnsis depois de alguraa resistencia por
parte dos insurgentes, foi suflocada pelas tropas
da rainba. O governo esl disposto a usar de
iodo o rigor das leis contra os revoltosos, os quaes
ja foram capturados.
O governo decidi occupar notamente Tetuao,
visto que o governo de Marrocos nao satisfez em
tempo competente asindemnisages pecuoiarias
a que se lioho obrigsdo. Constara em Madrid
que os haitianos tinham invadido o territorio de
S. Domingos,e que de Cuba tinham partido torgas
navaes para repellir a aggresso.
O noro euliio da Turquia est intimamaote
ligado com o governo da GraO-Bretaoha o qual
exercia sobre ello e cootinuava a exercer segun-
do todas as probabilidades urna grande influen-
izera de Beyrouth que Fuad-Pascha annistiou
os compromettidos nos ltimos* succesos de Da-
masco e do Libnno. Os insultos aos ehristios
cessaram.
Ilouve um encontr entre as tropas do es-
tado de Missouri e os federaos. Morreram 300
dos primeiros. O governador de Missouri fugio.
A posigao dos insurgentes em Monasa julgava-
ee iosustentavel.
Prximo de Malhiir sobre o Potomac houve um
recontro entre as (oreas belligerantes oceultaodo
bastantes perdis de urna e outra parte. Os fe-
deraes avsngsm com rapidez para Kairfax.
Foi preso o general Baltimore,
Foram aprehendidos pas aguas do Charlestaw
e no golfo do Mxico dous navios inglezes por
levarera a seu bordo contrabando de guerra.
O tribunal confirmou a presa do navio inglez
aropria com seu carregamoolo, por ter violado
-o bloqueio de Virginia.
Lord Russell annunciou esmera que o almi-
rante que commanda a ertagao da America do
sul recebeu ordem de nao reconheer o bloqueio
dos portos da nova contederacao de Gradana.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
O conselho municipal de recurso acha-se pre-
sidido pelo Sr. Dr. Iaoocencio Seraphico de Assiz
Carvalho, suppelente do juizado municipal da 1"
vara anterior na escala ordioal ao Sr. Manoel Mo -
reir Guerra.
8. S. entrou em exercicio da respectiva rara no
dia 27 do corrente.
Domingo ultimo, entre as 5 e 6 horas da
tarde, no lugar da Torre, tentou um individuo
all morador matar urna mulher sua amasia, dis-
parando anda um tiro de pistola.
Informam-nos que a procedencia deste atteo-
tado liga-se ciumes desse- novo Othelo, que eva-
dio-se depois do delicio,deixaodo apenasappavo-
rada a sua Desdemona; visto que o tiro nao al-
caogou-s.
Noticiara-nos que na ra do Vigario, em
um terceiro andar de sobrado que tem janellas
para o becco, costuma o respectivo mondor a la-
zer deste o lugar do sea despejo, atirando para
alliquaota immundicia ba.com incommodo dos
visinhos.
A inconveniencia disto nao preciso ser de-
monstrada; todos a reconhem ; e niaguem have-
r que approve semelhaate pratica abusiva e con-
traria todos os principios da criaco e salubri-
dade publica.
Isto posto, cumpre que seja chamado aquefle
individuo observancia da lei e ao respeito de-
trido aos demais.
Por portarla de 25 de corrente approvou o
Lim. Sr. presidente a tabella, que deve servir
paro a distribuicao da alimeutacao diaria dos >r-
phos de ambos*os sexos.
Aulorisou S. Exc. ao engenheiro Mortineau
a mandar empreitar os concertos necessarios na
Cruz do Palro, bem como a obra das dez bragas
de estacada, que deve ser feita no isihmo de Olin-
da, como lembrara o mesmo engenheiro.
Deixou de ter hontem lugar o concurso, que
devia proceder-se na thesouraria de fazenda para
os lugares da alandega ; porque nao apparece-
ram concurrentes.
E' urna terceira prova da inexequililadedo re-
gulamento nesta parte de sua disposigo.
Para esse concurso fora tambera nomeado para
examinar em arithmetica, suas applicacdes ao
eommercio, com especialidade redcelo dos
pesos e medidas nacionaes e estrangeiros. calcu-
lo de descont e juros simples e coropostns, theo-
ria de cambios e suas applicacOes, o Sr.-Manoel
Coelho Cintra.
O Exm. presidente da provincia autorisou
ao director da companhia de Beberibe a mandar
coliocar um ch'afanz junto a ponte da Magdalena
orno localidade mais central e conveniente aos
moradores de Bemfics, Remedios e Magdalena.
A ereceo deste chafariz nao proroga o prazo
do privilegio da companhia, visto que S. Exc.
teodo attengo conveniencia publica de haver
tira dia agua polavel gratuita para a populsgao,
conveio com a direegio da mesma companhia que
ase chaariz nao (osse considerado do numero
~ daquelles de trata o 6, art. 2 da lei de 14 de ju-
nho de 1837, permitundo em compenssco que
por cada balde perceba a companhia quarenta
ris.
Este facto revela o interesse que toma V. Exc
pela provincia que Ihe foi confiada, porque ao
paseo que satisfaz a neceasidade presente, atten-
de ao seu alcance nos effeKos que de futuro pode
produzir.
O vapor fraDcez procedente do Rio, que han
tem foi dito esperar-se a 10 do vindoaro mez,
deve cheger amanha ou depois dos portos da-
quella procedencia.
No aacsipto quaPhontea publicamos sobr
a remocio de psitos de poWora, onde ha Iooi-
ias, deve ler-se legutas ; assim como no Qual
foi ommitlido o seguinte : eouem-se 150aisfg-
turas do maiores propritfariot dt$f timU.
Acaba de aprweatar o parecer de que foi
iacombida, a commissao composta dos Sr*. Drs.
JaaMsmede Alve* Fetreira, Joaqsim Piros Car-
neiro Mooteiro e Luiz Ribeiro de Souza Resende,
Borneada pelo Exm. Sr. presidente da provincia,
m e nhn-aev os diverso* planos aprosenta-
dos para a conatrucoao da ponto da Recite.
Domingo houve eftVetivameote rogar a inau>
guracSo do SUlailOtlaianto a rapor de lavagera
fossa. Auir, RaaaM t C, odostaaioe-
lebrado com a concurrencia cW aigu16OO m*
soas de aaaboaljoa aexas, m vais dialincto
desta cidade, san cajo amarro aettaram-iae Exc.
Sr. presiMte, o Dr. eaefo 4a polkcia, utros
altos funecianahos.
Pelas f ara* da machia p(vcde-a* aa acto
relig'.s de bMiiaiefiio m maebiaas o qual
offlciou o Iva. carmelita fre Jorge, e depois
flzecan-sa tres experiencias as -sesmas, dando
a primea una resultado pataco satisfactorio, por
estarem os cannos lguma cousa aujos; a segunda
aprsente* aelbor effeito ; e a terceira finalmen-
te exhibi a prova mais satisfactoria, pois que
foi completa a Lavagam, ao paaso que a roupa en-
to iubmetlida ao machioiamo era a peior possi-
vel. cheia de tintas, noduosa da sebo, etc.
Os proprietaries offereceram ata copo d'agua
aos seus convidados, aos quaes deixaram penho-
rados pelas maneiras dlstioctas com que os tra-
tar*m.
Nesse copo (Tagua fizoram-se os brindas que
damos-em seguidai, ios qUaaa sempre acompa-
ohavam no iatervallo de urna outro pegas de
msica, tocadas pela banda de msica dos apren-
dizes do arsenal, e foguetes.'aendo o de 8. M. o
imperador seguido do hvmno nacional ede ama
bella gyrandola, que subi aos ares.
O sitio em que acha-se instatlado o estabele-
cimento, estava embandeirado, todo coberto de
flores; e o mais bello arraojo notava-se em todo
elle.
t* brinde do Exm. presidente aos prnprieta-
rios da nova empreza pela prova que davam de
verdadeiro amor a patria, concorrendo deete mo-
do pra seu deeenvolvimento.
2* do Dr. Ramos, em quo leu a seguiote de-
curso :
< Exm. Sr. presideole da provincia, Illms se-
nhores, Rimas sen horas.
< O dia da nstallaQio de qualquer empreza de
utilidade publica nesta nessa bella provincia,
para nos um dia de indisivel prazer, porque dea-
te molo nos a vemos prosperar e engrandecer, e
enlao anima-nos a risonha esperanga de que ella
para o futuro vira a adquirir a importancia de que
tan digna e merecedora.
Em um paiz como o nosso, aonde ha falta de
bracos, e cujo desenvolvimen.o depende em par-
te di soluco do difflcil problema da colonisaQo,
e por meio das machinas que mais fcilmente se
pode atlingir ao tira que se toseja chegar pelos
colonos : e cooseguintemenle a admissao de qual-
quer machina nova dove ser recebida com prazer
por todo o Brasileiro que amar o seu paiz.
c A empreza que nos com immenso trabalho
e dispendio levamos boje a cabo, ae nio 6 da im-
portancia daquellas, que tendera directamente
para o engrandeciroento da provincia, porque
nao tem por fim o converter em objectos do uso
pessoal os productos da natureza, nemjmelhorar
os meios de augmentar e aperfeicoar estas pro-
ducidos, e nem lio pouco crear entre nos os ad-
mirareis meios de transporte que sao hoje os
mais magestosos resultados da moderna civllisa-
;o, todava de urna incomparavel utilidsde pe-
lo immenso beoe&cio que vai prestar aos habi-
tantes desta cidade fornecendo-lhes com presteza
um objecto de priineira necessidade, e que al
hoje era difflcil obier-se.
Felizmente nos fallamos perante um concur-
so numeroso de pessoas, cuja coovicgo a tal res-
peito nos poupa expraiar-mos-nos em conside-
randos.
Em troca da immensa demora que tinha a
roupa as lavadeiras, nos vos offerecemos roupa
lavada em 8 dias, e lavada e engommada em 15,
e depois de mais amostrados, talvez em mais
curto prazo : em vez do risco que tinheis de ver-
dos vossas lavadeiras perder-vos urna valiosa
porco de roupa, sem ter com que vos inderooi-
sar, nos vos offerecemos a respoosabilidade a que
nos sujeitamos de vos restitui-la, ou ento sus
imporlancii em dinheire : em vez do systema
damnoso porque a roupa era lavada nos vos of-
ferecemos o simples e perfeito que acabis da
observar.
E nio serio, meus seohores, estas vantagens
suficientes para nos animar a contar com vosso
apoio e proteccio ? teremos de ver anda mais
enraisar-se na opiniio publica a petigosa crenca
de que as emprezas entre nos s servem de sa-
crificar quem nellas empregam seus capillos?
Nio, meus senhores, eu e meus socios contamos
com vosso patriotismo e amisade. Montamos
esta empreza com capitaas oossos, sem encommo-
darmos o governo nem com em presumo, nem
com conccsses de preelegios como soe aconte-
cer entre nos, dispendemos aqui mais do que tal-
vez avalieis, tivemos coragem para arrostar com
o grandecosteio e immenso trabalho, e respon-
sabilidade que nos traz este astabelecimento cer-
tos de acharmos de vossa parte um vivo apoio.
Por nos, nsds pouparemos para plenamente
satisfazer vossa especializa, e para ves serrirmos
convenientemente. Ao montar-mos este estabe-
lecimento tivemos o cuidado de procurar comba-
ter os contra que nos apresentaram, e que julga-
mos bem fundados ; cuidamos em separar as
roupas das familias das dos hospilaes, lavando-
as em diversas machinas : e nao admittirmoa no
emprego das roupas se nio mulheres. Em quan-
lo 10 estrago da roupa, desejamos que alguem nos
mostr como por um proces.-o lio simples, e sem
o emprego de substancias nocivas tal posst acon-
tecer, pois por nos ainda nio podemos descobrir
tal pos8ibilidade, e certos estamos de que esta
conviego chegar a todos que se afreguezarem
com este estabelecimealo.
orgnicas sem Umitas da natureza ; que lh p* -
recia dever cvico de todo o bom paraambucanp,
contribuir para o bom xito desta easpreet, por
que de outro modo desanimaran] os que tir-eeoem
eos mente a. introduce.ao de novas torcas jbaoi-
madas; que fora prvido por ates peuamnos
que viera assistir a inauguracio do ealabeleei-
cimenio, e que era por estar delles cooveaciato
que propunha. um brinde i sande dos 3c* Di,
fiamos e Aguiar.
I 4.* Do Dr. Ramos ao digno e distincto presi-
dente da'provincia, que desojando maoileaitr
sempre seu vivo empenhe pelo engrandecimeoto
da provincia, nio deixou de vir com sua presen-
ta honrar a inauguracio deata nova empreza.
5.* Do Dr. Orneante.
6.* Do Sr. Josa de Vascoocello ao Sr. viscon-
de de Suassuna.
?. Do Dr. Loba ao chefe d* polica,
8." Do Dr. Aprigio Exm.* esposa alo Dr. Ra -
mes: dizende que a imagem da Virgem da Con-
cedi que se va presidiado i aquella feativida-
de fdra sem duvida all posta por lembraoga des-
ta virtuosa sanhora, porque felizmente a religiio
tinha sea templo o crtelo das sonhoras.
9 Do Dr. Drummond aos proprietarios da no-
va empresa, no qual dase :
a Senhores.Ti o numeroso e brhaute con-
curso das prirneiras autoridades, e pessoas quali-
flcadaa da provincia a esta festa industrial, por
cerlo urna prova inconcussa da grande importan-
cia, que se Ihe atkibue, e da subida considera-
gaoque mereceram aquelles qae a proporcio-
oarara.
c De falto, senhores, nao dura ficto insignifi-
cante na vida humana a inaugurado de urna
machina, a effectividade da faadacio de urna em-
preza qualquer.
t Todos sabem que immenso e poder, e in-
ca Icul*veis sao os effeitos iodustriaes e secraes
das machinas, e outrasiovencevs.
Intil pois seria qualquer demonstrarlo a
respeito.
Quera razoavelmenle poder contestar as van-
tagens e servicos resultantes humanidade pela
intervengo da imprensa, da bussola, do vapor,
do telescopio e do telegrapho elctrico ?
Quem com justica peder negar quee per-
feigao actual dos lostrumentosde destruigao, aug-
mentando a certeza desta, lem-na feilo eviar,
temer e tornar mais rara ?
Quem cooscienciosameote deixar da reco-
nheoer que s por esses poderosos au*liires tem
sido possivel approximar os hornese as ilas,
diminuir e dissipar os proeonceitos, aceelorar a
vulgarisacio de todos os conhecimeotos huma-
nos, emflm propagar todos os progresses mare-
naes, physicos, moraes e polticos, na sublime
phrase de um grande sabio?
c Sem duvida, s o aperfeigoaraenlo dos ele-
mentos materiaes, capaz de produzir ama me-
tamorphose nos hbitos e na vida particular do
homem; inspirando-lhe a virtude, que eleva sua
alma, e e fu devj lamente comprehender a pro-
pria dignidade, alm de auavisar-lhe seus tor-
mentoscongenitos de sua frgil organisacio, e
inteira seosibilldade rio seu espirito, em urna pa-
labra s por esses salutares meios seria dado ao
homem a aoqnisicao, e eoneervacio do dominio
do mundo, a melhor direcgo dos proprios ele-
mentos naturaes, olriumpho da intelligencia so-
bre s materia, ou alia s com estes primores
d'arte seria ainda possi+l ao homem elevar ao
co o sigaal da sua forc moral n-a fe, e salvagio,
a cruz de Christo.
c Ao lado da philosophia anliga reinava e
existia a cruel escravidao, que ainda infelizmen-
te tem sido tolerada nos lempos moderaos, e at
no seio dos paizes catholicos.
a Hoje que a religiio e a philosophia uniso-
nas, e de mios dadas tem altamente proclamado
os sublimes principios de liberdade'e igualdada,
elles todava se loroariam inexequiveis e impo-
tentes, sem o predominio do progresso indus-
trial, e i sos jamis seria possivel remir o ho-
mem daquelle baibaro jugo, ou como bem dizia
um eminente estadisti operar-se a graode obra
da verdsdeira philanlropia social, a redempcio
temporal deasa infeliz porcio da humanidade.
< Tendo-se tornado mu comesinho, que s sim-
ples lavagem da roupa em agua pura cao basti-
r para segregar-lhe as materias que necesaa-
ria mente Ihe impregnava a contioua transpiracio
docorpo humano, recorreu-se a invencie e em-
prego dos lcalis, que com ellas perteiameotese
combinam para confeccio do sabio solugao na
mesma agua, bem como se fez applica^io da po-
tassa, procedente daa cimas dos vegetaes, ossos,
etc., e finalmente a lexivia, como menos dispen-
diosa, e mais aprepriada.
-SL .
Mara Fapcisee de Vejtas. Porajambuco, 81 )
nos, viuva. Recite ; amotecimenta- no- cerebro.
Pdblicat^oes a .pedido.
lina lagrima te aurJade saiwa etn-
pa 4e Fra|^et3 Se veri no dwaieante
> Smallla, esttirJBrt +$? nao
4a ficulUade tk direite 0a> Recifc,
par n sm amiga.
ii nio existe este nosso amigo I Depois de ter
lutado por espago de quasl tres anoos com os
terriveis resultados de urna molestio pulmonar,
que desgracadamente vai grassaodo entre nos,
renden a alna ao Creador no dia 20 do corrente,
s 9 horas co dia. Rio Ihe coube ao menos 'a
consolagao de expirar nos bracos de seue cari-
nhosos pais, pois, aconselhido por habis- fa-
cultativos, vlu-te obrigado i abandonar os-lares
patrios, e demandar os nossos sertdes, cujos
ares distinguem-se pela sua salubridade. Mas,
apesar de todos os esforgos, quasi sobrehuma-
nos, a inexoravel parca cortou-lheo no da vida,
que ji ha lempos era um fraco lo que o pren-
da ao muodo 1
Assim come n'um eran le jardlm, apszar da
raridade de flores, que elle contem, attrahem-
008 a attengo aquellas, que sobresahem por
sua belleza e fragrancia, assim entre os hornea
distiague-se aquelles que possue em grio alora-
do as qualidades que coostituem o bom cidada-o,
o ilho e irmao extremoso, o amigo sincero e
dedicado. Estas qualidadea achavam-ae reu-
nidas no amigo, cuja perda irreparavel lastima-
mos.
Nio o sentimento da amisade, que nos torna
parcial ; quem o conheceu, quem o vin, que
diga se no seu semblante nio divisava-se os saa-
limeotos, qu nutr, o ..a enracio. embuido
desde a mais tenri infancia nos ineuaveia mys-
terios da religiio do martyr do GoUotha.
O nosso amigo tiuha-se matriclalo o aono
passado no 5" anno da nasaa faculdade, mi3 ce-
dendo aos reclamos da lerrivel -molestia, que o
accommetlera, viu-se obrigado sbandoner os
estudos.
Quanda ia colher os frutos de seus trabalbos,
de suas locubraedes, v-se arrebatado d'enlre
nos, deixando-nos mergulhados n'uma profun-
da saudade I
De urna urgaoisaejio nimiamente traca, mos-
trava claramente que bem precuce devia ser o
seu fim, e assim succedeu. Viveu apenas 23
annos, durante os quaes cuidod em cultivar o
seu espirito e a sua alma, e quando a arvore
primorosamente cultivada, ia deilar seus fruc-
tos, quando o porvrr se mosVava risonho, n'esta
poca de esperanzas e de illuses, em que a fe-
licidade Ihe acenava, eis que o tallecido e som-
bro espectro da morte paira sobre sua cabega,
e o arrebata d'entre nos I
Mas consolerso-nos'. a sua morte foi urna
doco iransicaod'este mundo de engaos para a
mangao dos justos, onde elle foi gozar da bem-
aveoturanga, reservada s almas bem fazejss I
Recite, 29 dejulho de 1846.
at.
Descarregam hoje 30 dejulho.
Barca inglezaSarah niercadorias.
Galera francezaSolferi nomerca dorias.
Rrigue portugoez Bella Ffguereoca merca-
dorias.
Brigue hamburguezHenriquecarne.
Pblaca hespanholaEsmeraldacarne de char-
que.
Pblacs tiespanhola Indiadem.
Braa- americanaAzeliafarinha.
Brigae portugoez Amalia I dem.
Pwacho italianoHariagneros.
Barca brasileiraMastro IIIgenero* do paiz.
Importe^*.
A escuna italiana Mara, vinda de Genova,
consignada a Bastos & Lemos, manifestou o se-
guate c
40' saceos feijio, 41 barricas farinha de trigo.
800' ceisas massas, 400 saceos farelo, 3 caixas
salame, 30'saccos alpiste, 4 ditos seone, 4 caixas
incens. 4 dita raiz de althea, 20 balas aniz, 124
caixinhas man, 50caixas ladrilhosqaadrades de
marmore, 2700 lidrilhos cuadrados de marmo-
re, 110> latas conserva de tomatas, 1 dita chapeos
de palha, 90- dita papel de escrever, 15 fardos e
73 balas dito parlo, 2 caixas chapeos do Chile, 50
pipas e 95 barricas vinho, 3caixas marmore Ira-
balhado, 6 ditas lagens de dito ; aos meemos.
Raeefootlocitt de rendas interna s
Sermea de Pernambuco
Rendimento do dia t a 27. 4."> 5403191
dem do dia 29.......5:l0j292
Mam do Cesr, Paa*yba
Macelo par.. .
SeccSfalg.30a32i. 7da7 1|td
Mothados ,45 a 50 5 d
Gunaar.por libra bom. 1|4
Ordinario 1|3
Estecho por. 112 Ibs. 9i[0
oraM ou bocho de palia por
50:646*083
ConMilado provlcelal.
Rendimento do dial a27.
dem do dia 29.
82959*913
1:684*574
'84:6Wj487
Garujaba, 1* qnalid.
2 dila, .
3 dita. .
PsKsd*. Ia qualdad
2* ditav .
3- dita.
Pirlaba, Ia fita
2* dila
3* dita. .
B'gre, 1* qualidadt .
2* dila .
Jacarandn por tonelada do Rio.
Id.m da Babia......
Gerzeliwy por quarleirSo .
Piasiava por 220 Ib. do Par*
da Babia. ,
Pixurim, por 112 Ib. bom .
Salsa p.rrilha por libra boa. .
Itferior.....
Tapioca por-112 a Rio superior.
Ordinaria ....
Urue por % do Para bom .
Fundo/ e Cambios.
Fondos inglezes.
Banco de Inglaterra (aecOes) Por 0|0228 s230
Consolidado.....3 89 112 a 89 518
3|10 a 4j0
3|3 a 3[<5
2,4 a 2,9
4|0 a 4(1
3|3 a 3|9
2,6 a 3i
3|0 a 3[3
2[8 a 3t0
2,0 a 2|6
J0|9 a 2|0
90aS?25
S 16 a 21
56j
32
i 17
iOi
101
1|2
l"
55| a 601
40| a 45(
4 a a 6d
Ilarabiirgo, 6dejulKo de 4861.
Boltetim commercial.
Durante os uliiuius 15Uias o mercaao naosut-
freu mudanga notavel, e s nos fias do niez de
junho mostrou elle mais animagso.
O caf qae continuava em estado muito de-
primido, comegou a merecer attengo dos espe-
culadores e tem sido muito perguntado nos lti-
mos dias, de maneira que se effecluaram mu
gravis iransacges, as quaes fizeram subir os
pregos. Asearlas do Brasil, do mez de junho,
viudas pelo vapor inglez e que aqui chegaram
esta manhaa nenhuma influencia exerceram so-
bre o mercado.
Colamos: caf do Rio regular ordinario 5 1|2
5 3(4 schillings.
lmportacao at fina de junho.
Em
1858
1859
1860
1861
ser em
1858
1859
1800
1861
Reduzidos. .. .
Fundos noroe. .
Belgas. .
Brasileiros .

Dinamarqueses-.
espanhes.
Hullaudezes

Mexicanos.
Portuguezes


Riissos. .
.
1856
. 88 5|8 a887r*
Estrangeiros.
. 41|2 96 a 99
. 598 li2 a 991,2
. .4i|2-86a87
... 3 82 a 84
. 3 i8 3.4 491i4
3441|2a 42
3 tll[Z a 17
2 1,2 63 l|t a 64 1,-'
4991128 100112
3 22 1|4 a 221(2
D'fferidos
Passivos.
1857..)
1859..]
1853...
Avaliai bem, meus senhores, as vantagens que
vos resultam desta empreza, grande a econo-
ma de roupa quo ella vos traz, porque podis
ter menos, eesta ros durar incomparavelmen-
te mais, nio s porque nio guardada hmida e
auja por muito tempo, como tambera porque na-
da sufre com a lavagem, : accrescendo a tuda is.-
lo a garanta que vos offerecemos.
Estas vantagens attendiveis para qualquer fa-
milia crescem consideravelmente para os colle-
gios, hoteis, e mui principalmente para os hos-
pilaes, porque o pessoal destes eslabelecimeutos
maior, e condiego de suas roupas sujas fazem
com que mais fcilmente se estraguen).
Em toda a parte aonde ha estabelesimentos
desti uitureza os hoapitaes sao os primeiros que
remettem suas roupas, porque dspendendo mes-
mo mais do que por qualquer outro proeesso, a
ecooomia avultada pela conservagio da roups,
e por que eolio menos Ihe precisa para o su-
prlmeoto dos doentes.
A'vista disto, meas senhores, nos contamos
com vossa proteccio : auxiliai-nos nesta empre-
za, que taremos sempre por servir-ros devida-
mente.
Exm. Sr. presidente da provincia, lllm. Sr. Dr.
chefe de polica,Illm.Sr. commaMaote das ar-
mas e mais seohores, nos vos agradecemos a hon-
ra que nos fizastes de virdes assistir a inaugu-
rado de nosso estabelecimento.
Exmas.senhoras, vamos terminar, mostrando-
vos nossa satisfagio e nosso penhor pela, bonda-
de que VV. Excs. tiversm de vir com vossas pre-
sentas sbrilhantar nossa festa, offerecendo-vos o
o premio humilde, no qual esperamos ser acom-
paohados por todos os senhores.
3 do Dr. Sarment pai, que disse que a mais
urgente necessidade da provincia, aquella] de que
dependa absolutamente o seu futuro, era o aug-
mentos das torgas productoras, e que^ por laes
modos podiam ellas crescer ; tornando-se maior
o numero dos tribalhadores agrcolas, nio dei-
xtodo estril torga alguma animada, qae podesse
ser aproveitada na lavoura, ou substituiodo a
fjrca muscular pelas torgas inorgnicas da natu-
rezaque os dous primeiros methudos de contri-
buir para o augmento da produccao. raras vezes
cabiam as posses individuaes dos cidadios ou
as de pequeas sociedades, e que as sua* gran-
des difficuldades s po liara ser vencidas pelos
recursos dos poderes do estado.
c Que pelo contrario a subslituigio das forcat
inanimadas da natureza s torcas orgnicas do
homem e dos animaes poda ser realtsada pelos
cidadios individualmente ou reunidos em pe-
quena* sociedades ; que aquelle estabelecimento,
podo que em pequen* escala, reatisava efecti-
vamente o principio da subslituigio das torcas
animadas pelas torcas inorgnicas da malaria, e
que por ser o ptimeiro enssio que deila ae faz
as pequeas industrias entra nos, um verda-
deiro progresso, tasto mais louvavel, quanto
maior vai sendo a aaoawez, penuria de braco*;
que prouvera Deus que os-arados charras de
vapor de Foarler, de Smith, eutrae aneasem a
poder ser iolrodnzidot no caminho daa noasas
Ierras, porque isso s bastarte, aera debsar ou
triplicar aoa ptoduecio mesao com esees
poacos bracos que no* restara ; que se ce Estados
Unidos tiveseato apparecido na liaba das svae>ts
oxea das scisncia* de obaarva^io Urem dotado
a humanidade com torcas tllimitadaa, nio tortam
ebegado a proaperidado nunca vjala no mando
em tto pouco lampo, porque dra assa proape-
ridada ao ooastaal* augmento da populado uni-
do o espantoso prorelUmeoto 4s fsrcae u-
Era portento ainda necesaario acabar com esse
trabalho material, lio pesado, tardo e iraperfei-
lo, e de feilo isto ae pode attiogir pela applica-
gao do vapor lavagem de roupa, iovengio que
alias sendo muito conheclda eutre os Orieolaes s
coube ao grande chimico Chapita! conde deChau-
teloupe a gloria de inlrodnzi-la no meiado do se-
cuto passado na Edropa, onde hoje se acha mui-
to propagada por difieren tes systemaa e appsre-
lhos, produzindo os benficos rosullados de eco-
oomia de tempe, trabalho e maior perfeigao.
No nos3o abencoado paiz, onde a natureza foi
lio prodiga, liberalisando-lhes todos os seus ihe-
souros, e inexhauriveis mananciaes, e as artes e
industria tem sido tio escassas, e mesquinhamen-
te protegidas, quando alias de dia em da mais e
mais se vai resseolindo da mxima deficiencia
de bracos, de toda urgencia o emprego desses
meios substitutivos dos agentes naturaes, a pro-
pagagao desses melhoramentosindustriies e pro-
gressos da civilisacio.
Entretanto, tres Pernambucanos, verdadeira-
mente animados antes pelo sacrosanto amor
da patria do que por quiesquer outros interesses,
tiveram feliz idea, associaram-se, envidsram to-
dos os esforgos possiveis para realisagao desta
importante emprez<, como aesbam de levar i
effeito sendo de esperar, que consigan por ella
srtisfazer preceitos bygienicos, poupar as torgas
naturaes, e apresentar com mais rapidez, crio e
barateza maior porcio de trabalho' e finalmente
dar emprego a multas pessoas, que dessiminadas
na crise actual talvez podessem jazer em duras
circunstancias.
E pois, senhores, nos, como amigos das ar-
das pessoas que ho de feste-
jar Nossa Senhora da Boa-
Hora, erecta aa igreja de
Nossa Se ahora do Rosario,
no anno de 1801 a 1862
Juiz por eleicio.
O lllm. e Exm. Sr. bispo D. Joao da Parificagio
Marques Perdigio.
Junes por devogo.
Os Illms. Srs.:
Coronel Domiugos Alfonso Nery Ferroira.
Coronel Antonio Gomes Leal.
Luiz de Franga Souto.
Juiza por eleigao.
A Illma. e Erma. Sra. D. Lenidas Josepha Al-
ves Ferreira Coelha.
Juizas por devogo.
As Illmas. e Exmas. Sras.:
D. Cora, senhora do Dr. Pedro Antonio Cesar.
D. Lourenca Mara Jorge.
D. Maooella Mara da Conccigio.
Escrivio por eleigio.
O lllm. e Rvm. Sr. conego Jos Antonio dos
Santos Lessa.
Escriviea por devogo.
O lUms. e Rvms. Srs.:
Pregaatr da capel!* imperial Fre Joaquina do
Espirito-Santo.
Fre Augusto da Immaculada Conceigio.
O Illm.Sr. Cosme Manoel do Nascimento.
Kscrivia por eleigio.
A Illma. e Eama. Sra. D. Leandra Mara do Es-
pirito Sauto Lopes.
Escrivias por devogao.
As Iilmas. e Exmas. Sras. :
D. Brasilina Mara da Conceigio.
D. Priscila Mara do Bomfim Ribeiro.
Em ser
1859
1860
1861
em
1858
1859
1S60
1861
tes e do progresso do nosso paiz, nesta eolemne
occasiio da ioauguragio de to neceasario quio
til laboratorio, comcios das suas vantagens pres-
temos um teslemunho de gratidio aquelles oos-
sos patricios, por esse seu relevante servico i
nossa cara patria.
Pego-vos por cooseguinto, seohores, para me
acompanhardes na sauJe, que dirijo a esses dis-
tincto* cavalleirds os Illms. Srs. Dr. Joio da Sil-
va Ramos, Jos Marques dos Santos Aguiar, e Pi-
mentel como iniciadores desla gigantesca em-
preza. emprezarios deste importante laboratorio,
por cuja prosperidade fago os mais ardenles vo-
tos, e nutro os mais puros anhelos.
10. Do Dr. chefe do polica ao Dr. Sarment,
dizendo que se muito mereciam os que com seus
eapitaes -eoocorriam para as emprezas uteis ao
paiz, nio meuos o mereeiam aquellos que as ani-
mavam com seus conselhos, e que nests caso se
achara o Dr. Sarment, que era um orgio pode-
roso que sempre se empenhava no desenvolvl-
mento de industrias e das emprezas.
11. Do Exm. presidente da provincia a S. M. o
Imperador como o primeiro e mais dedicado pro-
tector das emprezas uteis.
Passageiros da barca nacional Catiro III,
vinla do Rio :Antonio da Silva, Ignacio Anto-
nio Teixeira de Mello.
Passageiros do Mate nacional Invencivel,
sahilo para o Aracaty :Manoel Martiniano Leile
e sua mi, D. Anna Pastora de Jess, Antonio
Jos Francisco de Oliveira, Francisco das Chagas
Araujo.
Passageiros do vapor inglez Magdalena,
vindo de Southampton e portos intermedios :
Josquim da Silva Pessoa, Antonio de Azevedo
Peraira, Fredertco Antonio de Cstvalho, Francia-
Co de Paula Dias Fernandos, sua senhora e 1 i-
lho mgnor, W. H. Stalvies, W. Clark, Joseph
Murtn, Charles B. Robison, Ciarles W. R. Ch*p-
man, W. P. Hughes.
Passageiros do vapor inglez Magdalena, sa-
ludo para o Rio de Janeiro : Antonio Marques
de Araorim. Antonio dos Santos Vleita. James
Olivar, Alexandre ron Bally.
l**-aj>ooo ruauco.
Mataram-ae dia 27 do carrate para o con-
sumo desta eidade 117 rezes.
No dia 28-106.
No di* 107.
MOKTAUrUDB oo da 28.
Antonio Mendos Correa, Pernambuco, 90 an-
oos, viuvo, S. Jos : nngostao cerebral.
Joio Bezerra da Holl, Pernambuco, 48 anoos.
snttattn, Baa-ViaU; atapor.
Je, Poraaaabaco, 3Mot, Boa-Vista ; con-
vailaaa.
Antonio, Pernimbuco, 3
D. Florencia Joaquina da Conceigio.
Mordomas.
As Illms. e Exmas. Sras. :
D. Carolina Maria de Albuquerque Barreto.
D. Ignacia Maria Brandio de Castro.
D. Sevedna Hara Chrislina dos Santos.
D. Jesuina Hara da Conceigio Ramos.
D. Guilhermina Hara de Hollanda Rosa.
D. Joaquina da Annunciagio Silva.
D. Harta Silveria Fortunata dos Santos.
D. Francisca Amancia do Rosario.
D. Anna Joaquina de Lima.
D. Anna Harcelina dos Passos.
D. Poltheria Hara do Rosario.
D. Apofona Antonia de S.
D. Francisca Xavier.
D. Hara da Cooceigio Hollanda Rosa.
D. Epiprunia Rufina da Resurreigio.
Libanio Luiz da Cunha Limbique,
Escrivio.
COMlflBUClOo.
Praga do Recife 27 de
julho del'861.
\s cuatro \ioras da tarde.
Cambios :
Sobre o Rio deJaneiro 15 d/ vista 1 0(0 de
vista.
Descontos:
10,12 e 14 oO ao anno.
Acges :
Novo Banco de Pe>uambucoao par*
Leal SevePresidente. *m
Frederico Guimaraessecretario.
Caixa Filial do Banco do
Brasil em Pernambuco
A directora em virtude do aviso de 8 de ju-
nho prximo passado, declara que fica prorogado
por mais 60 dias o prazo marcado pelo art. 4* do
decreto n. 1685 de 10 de novembro do anno fin-
do, para a subslituigio das notas de 209 da emis-
sio ds mesma caixa, o qual rinda em 19 de se-
terabro vindoaro.
Caixa Filial do Banco do Brasil, aos 5 dejulho
de 1861.O secretario interino, Luiz de Moraes
Gome* Ferreira.
A directora da caixa filial do banco do Bra
sil tem autorisado ae Sr. thesoureiro da meama
caixa a pagar o 15.* dividend* do semestre pos. |
sado na razio de *3f500 por aegio, do conformi-
dad* com as ordena reoebidas do banco do Bra-
sil. Recife 15 do julho da 1861. O secretario
interino, Luiz de Moraes Gomes Ferreira.
AJfstndegaw
Readlmento do dial a 27. .
ldm do dia 29.....
428 305*535
7:4041735
485:7091970
1 ttIfaradeHra,
Volme* entrados com fazendaa..
ton genero*..
Volame
ahidoi
?
com fazenda*..
com genero*..
------851
58
m
29,000 000 hbrls.
37.100.000
48,700,000
44.000,000
fins de junrro.
19,500.000 libras.
12,000.000 a
13,000,000 >
15.500.000
A posigio do assucar tambera melhor, e tem
havido algumas transaegoes satisfactorias. Quan-
to ao assocax do Rrasil nelle nio houveram ne-
nhumas transacgdes.
lmportacao at flus de junho.
1858 17 milhes de libras.
22
18 >
28 1|2
fins de junho.
3 1|2 milhes de libras.
8
6
10 1(2 ..
Diminnindo os depsitos de algodao am Li-
verpool, os pregos oeste mercado subirm em
consequencia, e o algodao tem sido muito pro-
curado. As 40 balas de algodio do Haranhio que
aqui se achavam em ser foram vendidas a 9
schilliogs.
lmportacao at fins de junho.
1859 28,600 bala*.
1860 62.700
1861 56,000
Em ser em fins de junho.
1859 15.000 balas.
1860 28.000
1861 14,500
Couros.O mercado tem estado muito tran-
quillo e os pregos mostrara tendencia de baixa.
Venderam-se ltimamente 4,500 couros do Rio
Grande a chegar, e mais 1,400 do Rio de Janei-
ro a 4 1j2 schillings. Em ser: 7,000 couros do
Rio Grande e 4,000 de Pernambuco.
Tabaco.As 885 balas importadas ltimamen-
te foram vendidas a 7 at 9 1|2 schilliogs os pre-
gos vio subir. Em ser 500 balas a 500 rolos de
tabaco brasileiro.
Tapioca e cacao sem novidade, e s ha \on-
das para o consumo oestes gneros.
Em leilao venderam-se 425 pegas (203 mil li-
bras) de jaearandi a 21-30 1|2 marcos as 100
libras.
BOLET1M.
LIVERPOOL, 8 DE JULHO DE 1861.
Importarau.
Livres de direitos para e vendedor.
Gneros. Pregos.
Algodao de Pernambuco por lib.:
Bom. 9 3|4 d
Mediano. 8 3(4 d
Ordinario. 8 Ij4 d
dem da Baha, bom. .
Mediano .
Ordinario .
dem do Maranhac, fibra longa
Alcntara .
Itapicur .
Caxias ".
dem de machina bom .
Mediano .
Ordinario. .
Assucar por 112 a do Rio, b. .
I l.ouro .4
Mascavado
dem de Pernambuco branca.
Louro: .
Mascavado .
dem da Baha e Macti b. .
Louro. .
Mascavado .
Balsamo de cu paiba pur %, claro
Turvo .
Borracha por a, fina. .
- Mediana. .
Ordinaria .
Cabega de Negro
Sernaioby ... .
dem do Caara, palles. .
Sernamby. .
Cacao, por 112 libras:
Para bom.....
Bahis, .....
Caf, per 112 Rio 1. sor te.
Segunda a. .
Escolhido .
dem da Baha primeira sorle.
Segunda a
Escolhido .
Ulem do Cear........ 54i a 63;
Castanhapor 112 tt do Para n. 20|
Cebo por 112 do Rio Grande
Bom e duro..
Mediano. .
Escuro. .
Cera de carnauba, por 112 .
Cltifres, por 123 de tacca .
Da bei. .
Cinzas de ossos por tonelada:
Branca. .
Preta .
Clina por de vacea .
Cobre valho, por Ib.....
| Couro por do Rio,
Seceos de 30 a 35.
de 20 a 24
de team, 35 a 40 a
dem do Rio Grande, por Salgados.de 65 a 70.
de 45a50
da vaeca 40 a 48
Cavallo, eccoi, 10 a 13
. am .
dem salBedoi, 23 a
30 a.....
dem tdem, 16 a 20 tt.
dem da Pernambuco, Babia,
Maranhio Para per %
Saceos sale., 26 a 30 JJ
espichados 16> 20 %
Cumies 7 ap .
Malbados salgadee, 40
346 a 46112
3 46 a 46 1i2
5 10zl|2al031i2
4 1(289 a 90
Banco de Franea> (acedes), fr. 2855
Fundos frauceies. 4 tii 97.50
n a 3 67.60
Metaes preciosos.
Ouro em barra... .P. onga 77|9
u Purtuguez era raoeda.
' Brasil.....
Ongas hespanholas. .
americanas.
Prata em barra .
Patacas brasleiras .
Pesos columnarios hespan.
Pesos das repblicas hesp.
mexicanos .....
Moedat de 5 fr. .
Cruzados novos .
a 7717
u 7715
77(6 a 78r
74|0 a 74(6
B 601)8
)) 581i8
a 581ita74
)) 0 M58li4a581i2
M 59
B 58 3j4
Cambios.
Lisboa.....90d.d.52 1|4 a 52 3(8
Porto..... 5z1[4a52 3i8
Rio de Janeiro. 60 d. v.
Amsterdam. 3 m. d. 12 a 12 3^4
Hamburgo ... 13,10 1|2
Pars..... 25.67 li2 a 25.721,2
.....3 d. v. 25.35 25.40
NIVIOS A" CARGA PARA O BRASIL.
MaranhioBelina15.
ParaGuadiana21. -
PernambucoIsabella Ridley12.
demPrincesa Royal15.
demRarkhill 20.
demFavo rite25.
Numerario.A laxa do juro conserva-se a 6
OlO e nio prova vel que haja baixa se a expor-
tagio da ouro para a America continuar, todava
prevemos para o futuro abundancia de dinheiro
se as colbeitas realisarem as esperangas boje
nutridas pela presente apparencia deltas. No
primeiro semestre deste anno, as entradas de ou-
ro e prata aio as seguintes, a saber :
Futradas.
Ouro'................... S?6.112,981
Prata................... 3,830,114
Total............ #9,913,095
Idemnomesmo........ 426.051833
periodo de 1860........ 5,730,169
Total...........& 11,782.002
e as saludas sio as seguintes, a saber :
Sahidas,
Ouro................... a8.273,911
Prata i.................. .5,373,593
Total em 1861.. #13.647.504
8 1(2d
81j4d
10 3i4 d
9d
8 1|4 d
8 d
25|0 a 35i
2-2(0 a 23,0
19.0 a 2116
25t0 a 30i0
22,0 a 22|6
19|0 a 21,6
25,0 a 30,0
22t6 a 23i0
19,0 a 22.0
}s
2,0
1|9
i|6
1|t
I?
no
60,0 a 62j0
50,0 a 52,0
56, a 58,
50, a 52(
60, a65,
53, 854.
48, a50i
50(a60,
dem no mesmo..
oerio-lo..........
#5,871.6
5.66
9
50,
45|
*2i
6oj
15,a 20[
12, a 15[
a 44,0
*4Wi
4 0|
Oda 1,1
8dalj0
0 d a 10 d
8 1|2da 9ti2 d
7 da 8d
6da63,4d
5 3f4da 6i|4d
5 3)4d a 6 1(4 d
r07[
7,0 a 9,6
5i0a6l
7da7 1j4d
8 d a 8 1.1 i
d
107
tJOlbe.
.......... >
54
Total em 1860.. #11.533,189
Algodao.Desle a data da nossa ultima o
mercado lem-se conservado firme especialmente
as qualidades Americanas com quasi nenhuma
variago nos pregos ; purm durante toda a se-
mana passada as vendas foram mui exteusas,
moQtando em 6 >iias a 158,050 fardos de todas
as qualidades. E' um pouco notavel que neste
periodo do aono passado a quanlilade em ser
mentava em 1,297,800, e o prego do algodao me-
diano de Orleans era 6d por lo.; hoje a quanti-
ds.de em ser 1,107,750. fora 405.000 que esli
ainda em viagem, e o prego do algodao mediano
de Orleaus 8 tl4 1 As entradas este mez, at
5 do correle, muntam em 2.082,373 fardos io-
cluindo 40 026 fardos do Brasil, contra 2.394,439,
incluindo 59,557 fardos do Brasil no mesmo pe-
riodo do anno passado. As vendas montam em
1.947.740 fardos, incluindo 32,800 do Brasil, con-
tra 169,856 fardos, incluindo 67,230 do Brasil, e
Acara em ser 1,107,750 fardos, incluindo 7,650
de Pernambuco, etc. ; 4250 da Uahia e Macei, e
7550 do Maranhio, contra 1,297,800 fardos in-
cluindo 10,500 de Pernambuco, etc.: 5600 da
Baha, etc., e 9950 do Haranhao do mesmo pe-
riodo do anno passado.
Arroz.Tem estado muito abatido, mostrando
os pregos de hoje urna perda de duas a tres li-
bras em tonelada para os importadores. Mesmo
a estes pregos baixos, as vendas sao limitadas a
28,510 saceos, aos pregos de 10' a 14|6 pelo de
Bengala ; de 9( a 9,9 pelo Hallara ; ae 8,9 a 9[
pelo de Rangooo ; de S,6a 9[ pelo de Neeransie.
e400 toneladas e |4000 saceos desta qualidae a
pregos reservados. Houve tambem urna venda
de 6500 saceos de Basseio em viagem a 9|6. Em
arroz de Carolina apenas se venderam 100 barri-
cas de 2i[ a 25, por 112 Ib.
Assucar.A pouca actividade no mercado
para assucertetn limitado as transaegoes durante '
o mez a 9000 saceos do caes aos pregos 20[, 20,6
e 20,9 pelo de Pernambuco. Em viagem tambem
se venderam duas cargas (de 5600 saceos e 31.50
saceos da Parahiba a 20, : uua carga de 390O
saceos de Pernambuco a 19,6, e urna de 250 to-
neladas da Baha a 21,.
Eotraram este snno al 30 juoho 12356 tonel,
dem no mesmo periodo de 1860. ... 9512 >
Ficavam em ser em 30 juoho, 1861 7813
dem dem era 1860 11266
Azeite doce.O mercado tem estado mui frou-
xo, resultando em baixa nos pregos. As vendas
montam em 255 toneladas aos pregos de 58
60 e #61 pelo de Galipoli; #57 10,. #58 a
#59 10i pelo de aples ; #58, #56 10, pelo de
Malaga, e #54. #57, #57 10, #58 10, pel d
Portugal.
Em sor em 30 de junho :
1861...1180 toneladas ) prego pelo de (#55. #56
1860...1500 ) Portugal (#58. #59
Azeite de Palm.Cerca de 1,100 toneladas
foram vendidas desde a publicagio da nossa ulti-
a, e 08 pregos treaiisados sao os seguintes,
saber #41, #43 10( #44. #44 por tone-
ladas do Rio Braa.
Entradas este anno at 30 junho 11,600 toaelis.
dem i#am 1860 10.460
Em sem em 30 juoho, 1861...... 4,000 >
dem dem 1860...... 1.120
Prego em 30 juoho 1861 #43
dem idem 1860 #44
Borracha.C-vntroaa sem procura, a sa vendas
em Liverpool alo limitadas a 16 volumes de
Guayaquil a i rt par Ib., 7 leoeladas da Bu
1(11 1,2, e um poajueno los so cascos da cabe-
gas de negro a lit.
Ocio.-Nio tem havKo veoiea das qualida-
dea viadas o Brasil.
Caf.Dua* peonzas venias sao as unieas oo
temos a notar, io5*aem doCeari a 7sS pelo
,


w
DUftfO M rifUVAMfOGO. w TERO FEltU 30 D JLHO DE lfl.
ordinario. 6*i6 pelo superior, 880 saceos do
tnesmo p.orto, aos pregos de 54i a 55i e 62[. O
mercado est frouxo, sera procura alguna para
exportado.
Casianhs.Ha pouca aqui, b eat-ae vendendo
a 80{ por 112 Ibs. Em Londres existem cerca de
-1500 barrica, e o prego que esli realisando re-
gula de 25[ a 27(0.
Cinta de ossos.Eotrsram 1000 toneladas, e
vender m-se 750 toneladas ao prego de 45i a
2f 47[6 por toneladas, e 70 q\0.
Couros.O mercado para este artigo lera es-
tado bastante frouxo durante o mez, e as vendas
entradas d-e couros do Brasil monlam em 10,425
as vendas em 1644, compradas em viagem pa-
ra o continente a prego* abalxo dos ltimos.
Gomma da peixe.Os presos que cima cola-
rnos sao nominaes.
Laa.Tem havido nma baixa de quasi de 20
O\0 em todas as qualidades da laa do reino, e a
de Portugal temparlilhado nesta baixa, mas nao
tanto. Temos, porm, esperances que o mercado
uelhorat.
HarUm.Ocasi todo quelle que foi posto l-
timamente em leilao foi retirado por falta de
compradores.
PiassavaAi venias coniistem de 2000 mo-
lhos dobrados a &18 I0| oor tonelada, e 75 tone-
ladas de mi 2|6 a 5*17 716.
Queijos flarnengos.Tem subido, e o preco
boje 64|6porli2lbs.
Sarro de vinho.As ultimas rendas foram ef-
fectuadas a 53{.
Unella.Vendcram-se 272 fardos de Lima de
<30, a 30 5[ com defeito.
REVISTA COMMERCIAL.
LISBOA, 11 DE 1ULHO DE 1861.
Precos correntes dos gneros de importagao do
Brasil.
AlgodSo de Pernambuco. %
Dito da Maranho a
Cito do Para......
Dito de Angola >
Assucar de Pernambuco b. x
Dito mascavado ..... o
Dito do Kio de Janeiro m.
Dito da Babia b.....
Dito dito mascavado
Dito do Marauhao braueo ... n
e
Dito dito mascavado......-
Dito do Para bruta ... a
Dito de Cabo Verde.....
Agurdente de canna do Brasil P
Alpisla............ A
Arroz da India. Oda Arroz da Maranho e Partup.
Dito dilo b m .......
Dito dito ordinario.
Dito dito miado....... a
Caf do Rio primeira sorle ;>
.Dito dilo segunda dita. ...
Dilo dito lerceira dila ....
Dito de boa escolba. ...
Dito de Cabo Verde..... d
Dilo de S. T. e Principe. a
Dito de Angola........
Cacao do Para....... b
Dito la Bahia........ a
Dito de San Tliom..... .1
155
150
130
120
18950
1$500
19450
l900
1100
1150
9
550
4200
61900
56U0
59200
4S0OO
4S30O
sfioo
39200
296C0
5g500
49500
49000
39200
31600
300
305
600
100
Cera amarelia de Angola t
Dita dita de Benguela. ...
Cravo do Marauhao......
Cravo de Girofe ......ar.
Chifres.......M
Couros toceos do Rio. ... i
Dilos verdes do Para n
Dilos ditos da Bahia.....
Dilos dilos de Angola......
Dilos salgados do Maranho
Dilos talg. de Pernambuco
Dilos dito da Bahia.......
Ditos dilos de Angola. ... d
Dilo ditos da Gabo Verde.
Ditos ditos das Illiag. .
Ditos ditos muuros.. .
Cominhos.......
Deutesde a.arfim lei...
Ditos ditos me3o.....
Ditos ditos escravellio .
Erva doce ........
Farinha de pao ,
Gomini copal amarellla
carnada......
Dita branca ....
Dita ordinaria.....,
Dita do Brasil.....
Melaco.........
Oleo >ta ropahiba .
Ouruc........
Pimenta da ludia......>
Salsa parrilha superior..... (a)
Dila dita regular....... a
Dila dita ordinaria......
Tapioca boa..........(cD
Urzela de Angola e Bengoa-
la superior......... Dita de dita ordinaria .... a 69OO0
Dita deXabo Verde..... o 69OOO
Vaqueflhdo Maranhao. .. urna 1q200
Dita aeT'eriiambuco.... 2gO00
Expcrlaeao,
Agurdenle........Alm. 69200
170
170
135
130
29250
1S80O
19750
29150
19700
9
1700
19700
29200
539000
600
49300
69i00
69900
59400
49200
49400
39800
39400
2S800
59700
43600
49100
33800
39300
39630
305
310
700
110
60fl000 80JJO0O
. D
. O
.

.
@
. Sl'j
e eu-
. o
.
.
.
. P
1 b
9
147
102
147
100
152
137
122
160
150
180
120
3$400
19100
I9OOO
600
39200
650
217
107
167
200
182
207
132
170
160
210
150
3S600
1S300
19250
19100
39GO0
700
59OOO
29000
19O0
190O
59.500
'290O
19800
29400
409000
529000 549000
(00 140
120 130
18J000 209000
125000 169000
1O9OOO 119000
19-200 29OO
12,7500
89000
119000
29OOO
29IOO
Azeite doce ........
Amendoa doce em milo
Banha de poreo......
Batatas........... Ib.
Cera branca em grume. a
Dita dita em velas.....
Ceblas........... M
Centeio........... A
Cevada ........... A
Carue de vacca....... 6 @
a de pirco
Chourigog......... (
Farinha de trigo..... 5
Milito............ A
Paios............ Duz.
Presuntos......... a-
a3a !>
Trigo rijo do Reino. ,
Dilo mulle........
Touciuho........,
Viiilio de Lisboa tiulo ,
Dito dito branco .....
Vinagre da Lisboa tinto .
Dilo dilo branco......a
Cambios.
Londre 90 d|d......54 1/4
Paris 100 d|d.......530
Cenova3 m|d.......527
Uamburgo 3 inid.....48
Amslerdam 3 m|d.....42 1/2
39600
39600
270
380
400
150
4O0
330
320
Moio 19 00
A 580
a 600
(> 3970O
P 909000 969000
II59OOO 1209000
P. 459OOO 509000
403000 459000
79000
39900
3800
396OO
300
400
420
160
420
360
IO9OOO
209OOO
49000
99000
350
800
49200
19500
720
740
3-9900
cas j de Liverpool 100 ; de Cadii 368 caixas
de Gibraltar 42 caixaa e 38 barricas.
A existencia desle genero hoja de
Caixas Feixes (jigos Barricas Saccas
1749 313 176 2892 31395
Algodo Continuou o deposito quasi des-
prorido, ha algum do Brasil, e por iaso os pre-
gos, ainda que em pequeas transaeges, subi-
ram. O consumo contina a ser sapprido com o
dos Estados-Unidos.
Agurdente do Braail Nao procurada.
Azeite Poucae venda.
Arroz Vendas regulares para consumo.
Alpista Pregos nominaes por fa'ta de transae-
ges.
Caf Os supprimentos chegados foram de
980 saccas do Rio de Janeiro, 2 da Bahia, 1102
de Cabo-Verde, 429 de Loanda e 3960 de S.
Thom.
Etfectivamenie a aituago deste genero, como
dissemoa em a nossa ultima revista, mudou com
as chegadas que temos tido tanto das nossas pos-
sessoes como do Brasil; os precos baixaram mui-
to e no desta procedencia ainda se espera maior
redueco de prego, porque o consumo geral do
paiz do de S. Thom, e as porces que entra-
ram e ainda se esperam tero de esperar talvez a
reexportado.
CeraEste genero eel actualmente frouxo.
CacaoNao procurado, comtudo es possui-
dores sustentara os pregos com firmeza.
CourosVenderam-sa os espichados de Hias,
e os salgados do Maranho e o das Unas.]
Gomma copalPoucas vendas.
Gomma do BrasilPouca procura, e por isso
os precos podem reputar-se nominaes.
MelacoAinda continuara fechadas, mas a
probabilidade da resolugo favoraveldas cmaras
tem feilo com que este genero lenha subido do
prego.
MarfimEm apathis.
Salsa-parrilhaSera aUerago.
SalPoucos embarques.
IIjVhU---Inaii.nlliitfldtH trinssrcOoj.
Vinho e vinagreO mercado tem pouca anl-
macao. A colheita pendente proajette ser sof-
friwtl, e os compradores aguardara esse lempo
para realisarem transaccoes cora mais seguranza.
Embarcaces despachadas.
Pernsmbuco.Navnrre (vap. fraoc.) com 8 vo-
luntes diversos.
Bella Figueireuse (brig. port.J com 3 cai-
xas, 72 pipas. 4 meias ditas, 427 barris e 20 an-
coretas de vinho. 30 pipas, 4 meias ditas, 15
barris e 10 ancorlas de vinagre, 117 barris de
azeite, 144 de loucinho, 6 de manteiga, 1 de pre-
suntos e carne eosaccada, 138 barricas de fari-
nha, 110 saceos de farelio. 30 caixas com cera
em velas, 36 barricas de dita em grume, 5 cai-
xoes da azulejos, 700 caixas e 100 meias ditss
de batatas, 383 caixas e 500 molhos de ceblas,
100 ancoretasde azeitonas, 15 voluntes de dro-
gas, 79 caixas, 205 meias e 347 quartoc de pas-
sas, 44 saceos de feijo, 11 de cominhos, 5 de
erva-doce e 13 voluntes diversos.
Emilia (esc. port.) com 200 caixas de pas-
sas, 1,103 de batatas e 3,800 molhos de ceblas.
Para.Ligeiro (brig. port.) com 9 pipas, 360
barris e 4 ancoretas de vinho. 85 barris de vi-
nagre, 4 caixas e 55 barris de azeite, 1 barril e
35 ancoretas de chourigos, 115 barris de pre-
suntos, chouricos e carne ensacada, 31 de louci-
nho, 147 caixas de cera em velas, 40 de massas
3 de doce, 2 de rap. 9 de espingardas. 12 de ce-
bo em velas, 53 volumes de drogas, 5 barricas de
carvao animal, 224 de loucinho. 81 3|5 moios de
sal, 2 barris e 201 ancoretas de azeitonas, 10
cortsoeiras de cantarla, 10 barris de banha, 550
volumes de louca fayance, 200 caixas de batatas,
100 caixas e 800 molhos de cebla, 200 quartos
de passas, 3 barricas de oozese 102 volumes di-
versos.
Maranho.Boa F (pat. port.) cora 32 caixas
el41 barris de vinho, 5 pipas. 6 meias ditase
20 barris de vinagre, 61 de azeite. 250 caixas de
batatas, 33 volumes de drogas e tinta, 600 bar-
ricas de farinhi, 7 caixas de gos. 9 barriqui-
nhas de amendoa, 4 caixas de cebo em velas, 40
caixotes e 65 caixas do cera em velas, 50 de
massas, 1 barrica. 35 caixas, 80 meias dilaa e
100 quirtosde passas, 3 barricas de tmaras, 3
surres le cominhos, 5 de erva-doce, 10 barricaa
de cal, 216 lages de cantara, 3 volumes com 70
pegas brasileiras e 164 ditas portuguezase 34 vo-
lumes diversos.
Barra de Lisboa,
Entradas.
Junho14 Tyne (v.) Woolcot, Southsmpton.
Amazona, Leite Jnior, Para.
Palmeira, Rocha, Par.
Guyenne, (v.) Enout, Brasil.
25 Feliz Ventura, Silva, Para.
29 Oneyda (v.) Bevis, Brasil.
Julho 5 Margarida, Ribeiro, Pernambuco.
9 Gratido, Pestaa, Pernambuco.
Linda, Neves, Para.
Corsa, Correia, Pernambuco.
Sahidas.
Junho-14 Tyne (.) Woolcot, Brasil.
18 Boa F. R-U, Maranho.
20 Bella Figueirense, Lessa, Pernam-
buco.
26 Ligeiro, Santos, Para.
29 Navarre (v.) Vedel, Brasil.
Embarcaces a carga.
PernambucoBrigues Florindo e Margariia.
ParaBarca Nereide.
Madrid 8 div.
Porto 8 d|v. .
930
. psr.
Metaei.
Pegas de 89000. 89020 89040
Onc.is htspjnholas. 14*900 159100
Dilas mexicanas. 140100 92OO
Aguias de ouro dosEita-
do*-uidos .... 189250 I89OO
Soberanos (a prata). 49490 49500
Ouro cerceado (a ouro) 19980 29010
Palacaa hespanholas 930 950
Dilas brasileiras. 930 950
Dilas mexicanaa 930 950
Cinco Iraiico* .... 875 885
Prata (marco).....' 79950 89020
Fundos e acgSas.
3 por cenlo desMautaro.
Coupons ......
Divida differida .
Banco de Portugal. .
Dito commercial do Porto
Dito Mercantil do dito .
47 lf2a47 3/4
47 1/2 a 47 1/4
40 a 40 1/2
5929000 a 5959OOO
2589000 a 2609000
2609000 a 262j000
REVISTA COMMERCIAL.
De 12 dejunho a 11 de julho de 1861.
O noaao mercado no periodo que paasamos em
revista, esleve bastante desaoimado, limitando se
as transaeges restrictamente ao consumo.
A lei para os novos pesos foi posta em execu-
^io, mas algumas du vidas que se suscitaran! por
asa occasionzeram com que fosee aioda tolera-
do o uso dos anligos, e por estes tem sido regu-
ladas as transaeges que tem ha?ido oa nossa
l>raga, sendo este o motivo por que nio altera-
mos as nossas cotages.
fio mercado de fundos tem havido algumas
andas de inscripgcs e nota-se animagao ; aa
4Kes do banco ten baixado algum a couss. e
toaos os mais fundos se conservam frouxos.
Aawcar. A situagao lisongeira em que este
arenero eslava oa nossa ultima revista nao conti-
juoy ; a compradores desanimaran) pouco
pouco, e actualmente tica frouxo.
Entrara n'este periodo do Rio de Janeiro 80
barricas ; da Babia 205 caixaa e 29 barricas ; de
Peroambuco 6 barricas o 7706 saccas ; do Par
5*4 barricas ; do 06a 6 caixas o 2000 saceaa ; de
Obo-Verdo 3 barricas ; do Londrea 500 sac-
MoTimento do porto.
Navios entrados no dio 28.
Rio de Janeiro10 das, brigue escuna nacional
Joven Arlhur, de 147 toneladas, capillo Joa-
quina Antonio Gongalves Sautos, equipagem 12,
carga caf e outros gneros a Azevedo &
Mendes.
Rio 12 dias, barca nacional Castro III, de 304
toneladas, capito Antonio Gongalves Torre3,
equipagem 17, carga barricas e pipas vasias ; a
Pinto Souza Bairo.
Navio saludo no mesmo dia.
AracatyHiate nacional Invencivel, capillo Jos
Joaquim a lves da Silva, carga difieren tes g-
neros.
Navio entrado no dia 29.
Soulhampton e portos intermedios19 dias, va-
por ioglez Magdalena, commandante R. Wool-
ward.
Minio sahido no mesmo dia.
Rio de Janeiro e portos intermediosVapor in-
gle* Magdalena, commandante B. Woolward.
co
(0
I Horas.
38
s
o-
e
~
3
a
kthmosphira
C/5
Direceao.
03
O
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g I Intensidad!.
e
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O
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-.
Fahrenheit.
Centgrado.
3
3

Hygrometro.

-1 -i -j
S 2 2
o *
s
9 % n
ta

5
Cisterna hydre
mtrica.
Franca.
Ingles.
O
ce
ce

n
? c
Anoite clara, vento S bonanga que tornou-se
depois em calma.
OSC1LA5A Da har.
Preamaraa-lOb. 18' da manhaa, altara 5,8 p.
Baitamar as 4 h. 30' da Urde, altara 2,3
Observatorio do arsenal de marioha, 29 de jo-
lito de 1861.
Boauro Stepfli,
1* tenente.
Editaes.
Pela inspecgo da alandaga se fas publico,
que no dia 30 do expirante mez, a porta da mes-
ma repartido, e depois do meiodia, te bao de
arrematar, sendo a arrematagao livre de direi-
los, 41 caixas com btalas, pesando o liquido 41
3uintaes, valor do quintal z, total 829, vindas
e Lisboa no brigue portuguez aSoberano, en-
trado nesle porto a 11 do mez cima, e abando-
DLda aos direitos pelos negociantes Tasto Ir-
mi 01.
Alfandega de Pejtiambuco 97 de julho de 1861
O 2 eseripturario,
Maxitniano O. Duane.
0 111ra. Sr. inspector da^esouriria pro-
vincial, em cumprimento de resolugio da junta
da fasenda, manda fazer publico, que a arrema-
tagao dos predios pertencentes ao patrimonio dos
orphlos, annunciada para o dia 25 do correte,
ficou transferida para o 1. de agosto prximo
futuro.
- E para contarse mandn atUxar o preseute e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 27 de julho de 18610 secretario,
Antonio F. d'Annunciagao.
Por ordem dolllm. Sr. inspector da alfan-
dega se contrata por um anno o toroecimento de
races para a guarnigao da escua Lindoya, a
saber:
pao.
Bolacha.
Assncar branco.
Caf em grao.
Arroz do Maranho.
Bacalhao.
Carue verde.
Dita secca.
Toucinho.
Farinha de mandioca.
Feijao.
Agurdente. .
Azeite doce para comida:
Dito para luz.
Vinagre.
Velas de espermacete.
Ditas stearinas.
Sal.
Lenha em achas.
As pessoas que quizerem contratar dito forne-
ciraento apreseotem as suas propostas em carta
fechada al o ultimo do correte mez.
Alfandega de Pernambuco 18 de julho de 1861.
O 1 eacrip tura rio,
Firmino Jos de Ollveira.
. O 111 m. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial era observancia da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia datada de 19 do corren-
te, manda fazer publico, que no dia 1 do mez
de agoste prximo vindouro, perante a junta da
fazenda da mesma thesouraria, vai novamente a
praca para ser arrematado a quem mais der o pe-
dagio da barreira da ponte de Tacamos, avahado
em 3008000 rs: aonuaes.
A arrematsgo ser feila pelo tempo de dous
anuos e onze mezes, a contar do dia 1 de agos-
to do correte snno a 30 de junho de 1864.
As pessoas que se propozerem a 6sta arrema-
tagao comparegam na salla das sessoes da mesma
juota no da cima indicado, ao meio dia, e com-
petentemente habilitados ; para o que se acha
designado o dia 25 do correte.
E para constar mandei afxaro presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Por-
Wmbuco, 20 de julho de 1861.
O offlcial da secretaria,
Miguel Alfonso Ferrcira.
Pela inspecgo da alfandega se fz publico,
que no dia 29 do correlo mez se hao de arrema-
tar porta da mesma repartiglo e depois de meio
dia, sendo a arremataglo livre de direitos ao ar-
rematante, 142 caixas vasias que continham ce-
bolas, no valor de 320 rs. cada urna, e 400 dilas
batatas no de 160 rs. cada urna, total 1129640 rs.,
vindas de Lisboa no brigue portuguez Soberano
e abandonadas aos direitos por Francisco Seve-
riaoo Rabello & Filho. Alfandega de Pernambu-
co, 26 de julho de1861.O 2 eseripturario, Ma-
xitniano F. P. Duarte.
O Dr. Francisco Augusto da Costa, juiz do com-
mercio desta villa e comarcando Cabo di pro-
vincia de Peroambuco, por S. M. o Imperador,
que Deus guarde etc.
Fago saber aos qne o presente edital virem,
que 00 dia 2 de agosto prximo vindouro, na sala
dos auditorios, depois da audiencia deste juizo se
ha de arrematar por venda a quem mais dr, oa
.escravos seguiotes : Igoacia, crioula, de idada 64
aonos, por 1009 ; Felippe, ider, de idade 40 an-
uos, por 800$ ; Boniracia, idean, de idade de 37
anno?, e urna cris de nome Paula, de idade mez
e meio, aquella por 9509, e esta por 50g, ambas
por1:0009 ; Benedicto, idem, de idado 18 annos,
por 1:1009; Anua, jdem.de idade 10 annos. por
1:0009, os quaes vio praga por execugao que
move Fraucisco Accioli de Gouva Lins ao execu-
tado Domingos Martina de Mallos.
E para que chegue ao coohecimento de todos
mandei affixar editaes nos lugares designados no
cdigo do commercio e publicar pela prensa.
Villa do Cabo 24 de julho de 1861. Eu, Maooel
Clemente Ribeiro Varejo, escrivao o escrevi.
Francisco Augusto da Costa.
Por ordem do Illm. Sr. inspector da alfan-
dega se faz publico, que no dia 31 de corrente
depois de meio-dia, se levar a hasta publica
porta desta repartiglo, 310 caixas com batatas po-
dres, no valor de 160 rs. cada urna, total 449600,
vindas de Lisboa no brigue portuguez Sobera-
nos, entrado no dia 22 do corrente, abandonadas
aos direitos por Antonio Agostinho d Almeida,
sendo a arrematagao livre de direitos a> arrema-
tante.
Alfandega de Pernambuco 29 de julho de 1861.
O Io eseripturario,
Firmino Jos de Ollveira.
U Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, ofcial
da imperial ordem da Rosa, juiz de direito es-
pecial do commercio nesta cidacre do Recife
provincia de Pernambuco, por S. M. I. e C ,
que Deus guarde, etc.
Fago saber pelo presente que por esta juizo e
cartorio do eterivao que este saboarevea, corre
urna execugao de teoteoga entre partes: Exe-
quentes Silva & Santos, e executado Jos Lopea
Das Peixoto, que tendo-se feilo penhors emdi-
nheiro que se acha recolbido ao deposito geral
na quaotia de 6589450 n., pertencente ao execu-
tado, em audiencia do dia 3 de julho por parte
do solicitador Joo Caetano de Abroa, procurador
dos exequentes me fora feilo o reqaerimeoto se-
guinte :
Anno do nascimento de Nosso Seohor Jess
Chrsio de 1861 aos 3 de julho do dito anno nesta
cidade do Recife de Pernambuco, em publica au-
diencia que aos feitose partes fazia o Dr. juiz de
direito especial do commercio Francisco de As-
sis Pereira Rocha, celia pelo solicitador Joo
Caetano deAbreu, procurador dos exequentes
Silva & Santoo, foi aecussda a penhora que se
segu feita ao executado Joto Lopes Dias Peixoto,
na qualidade de socio liquidatario da firma Souza
& Peixoto, requerendo que nio s cassem assig-
nados debaixo de preglo sob pena de langamento
ao executado oa 6 dias da le como 10 diaa aos
credores incertos vistosemelbante penhora ter-ae
effeituado em dinheiro, o que onvido pelo juiz
assim o deferio.
Exirahi o presente do protocolo das audiencias.
Eu Joio Vicente de Torrea Bandeira, escreven-
te juramentado o escrevi.
Em tempo junto o fallado mandado de penho-
ra e a procurago bstanle dos exequenies.Eu
dito eacrevente o declarei.
Eu tfanoel de Carvalho Paca de Andrade, es-
crivao o aubscrevi.
Por torga do deferimeoto dado a este requeri-
ment. o escrivao respectivo fez poetar o presen-
te pelo theor do qual sero citados os credores
incertos por todo o conteudo no requerimento
insciipto, tflm de que dentro do prefixo prazo de
10 diaa comparegam neste juizo, llegando o que
Ihes (or a bem de seu direito e justka. sob nena
de revelia. ^ "
E para que chegue noticia a quem intereatar
possa, mandei passar editaes qae sero affixados
nos lugares do costume o publicados pela im-
prenta.
Dado e pastado neata cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 29 dias do mes de julho de 1861,
quadrageaimo da independencia o do imperio do
Brasil. r
Bu Hsnoel de Carvalho Paes de Andrade, es-
crivao o aubscrevi.
Francitco dt Assis Pereira Rocha.
O Illm. Sr. inspector da Ibotourtiis'pro-
vincial, em cumprimento da ordoas de Exm. Sr.
presidente da provincia de 25 do corrente, man-
da fazer publico, que s contrata por tempo de
seis mezes oornecimanto de alimealagio dos or-
phlos do collegio de Saeta Thereza de Olinda e
dos orpbios do collegio desta cidade, a saber :
rio.
Caf.
Cha prelo.
Manteiga.
Assucar.
Carne fresca.
Toucinho.
Arroz.
Feijo.
Peixe fresco e na sus falta bacalhao.
Az*ite doce.
Vinagre de Lisboa.
Farinha.
Sal.
Lenha.
Verduras e temperos.
Frutas ou docea.
Batatas.
At pessoas que quizerem contratar dito forne-
cimeoto, apreseotem as suas propottts em carta
fechada no da 14 de agosto prximo vindouro oa
mesma thesouraria, ao meio dia.
O contrato ser feito com a clausula de que se-
ro comprados a cuata do fornecedor, pelos direc-
tores dos referidos collegios os gneros precitos
nos ditt em que nao forem elles fornecidos de
boa qualidade, e de conformldade com a tabella
que ser presente no acto do contrato.
E para constar se mandn affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria proxincial de Per-
nambuco 29 de julho de 1861.O secretario,
______________ A. F. d'Annunciagao.
Declara^oes.
Inspecc/o do arsenal de ma-
rinha.
De ordem do Sr. inspector fago publico, que
nos diat 20, 26 e 31 do corrente mez, estar
venda em hasta publica na porta do almoxarifa-
do desta inapecgo, comegando as pragas s 11
horas da maoba, o casco do brigua escuna Xin-
g, forrado de cobre, de 94 ps de comprimento,
24 de bocea, e 12 de pona!, avalado com todos
os seus pertencesem 1:3789 bem como os objec-
tos desse navio, seguintes:
Mastreago.
Mastro de traquete, dito grande, gurup, pao
bojarrona, dito de giba, de plca-peixe, mastaro
de roanete inteiro, dito do velaxo, ditos de jua-
nete e sobre, retranca, carangueija grande, dila
do latino, pao do fuso deste, verga do traquete,
dita do velaxo, ditas de joanele de proa e do so-
bre, dita secca, dita de gavea, dita de joaoete
grande, dous paos de sumlas, dous ditos do
cutello do velaxo, dous ditos dos do joanete, um
dito de bandeira, ura sexto de gavea e dous vaos
de joanete grande e de proa ludo avahado era
I:2l9p000.
Amarraglo.
Duaa ancoras e duas amarras de pollegada com
160 bragas, avaliado em 3369960.
Apparelho.
Todo denominado fizo com o competente po-
liame, avaliado em 66O9OOO.
Panno.
Urna audaina, avaliada em 5359000.
A venda tendo de effectuar-te na ultima praga
seudo que o dito brigue escuna est em frente
deate arsenal franco ser examinado pelos pro-
tendentes.
Inspecgo do arseoal de marioha de Pernam-
buco em 16 de julho de 1861.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Santa casa de misericordia do
Recife.
. A Illma. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife manda fazer publico, que
no dia 7 do prximo futuro mez ir praga a ar-
rematagao de fornecimento da carne verde que
precisarem oa estabelecimentos de caridade, e do
dia da arrematagao at 31 de dezembro do corren-
te anoo : os pretendentes devem dirigir as suas
proposlasem carta fechada no dia cima declara-
do, pelas 4 horas da tarde, na sala das sesses da
mesma juula.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recife 29 de julho de 1861.O escrivao,
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
Os abaixo assigoadoa fazem sciente aos pos-
suidores de carros de aluguel de 4 e 2 rodas,
mnibus, carrogas e vehculos de conduelo avi-
sem a mesa do consulado provincial, aOra de re-
aeberem o numero que tem de mandar por nos
mesmos, com os quaes tem de serem matricula-
dos aa reparligo da polica, devendo-se lindar
o prazo no dia ultimo do mez corrente.
Primeira tecgo da meta do contulado provin-
cial 13 de julho de 1861.Oa laogadores,
Joe Pedro de Jess da Malta.
Demetrio de G. Coelho.
Pela administrago do crrelo kdesia cida-
de se faz publico que em virtude da convengo
postal celebrada pelos governos Brasileiro e
Francez sero expedidis malaa para a Europa no
dia 31 do corrente mez, de conformidade com o
o anouncio deste correio publicado no Diario
de 29 de Janeiro ultimo. As cartas sero rece-
bidas at 2 horas antea da que for marcada para
a sahida do vapor e os jornaes at 4 horas an-
iel. Correio de Pernambuco 24 de julho de
1861.O administrador. Domingos dos Passos
Miranda.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguintes :
Para provimento dos armazena do arsenal
de guerra.
20 milheiroa de pregos do assoalho.
500 meios de sola.
50 garrafas de tinta.
500 pennas de ganco-
50 pares de dobradigas de cruz para janellas.
20 pares de ditaa para portas.
Quem quizer vender taes objeclos aprsente
as auas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 31 do
corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra. 24 dt
julho de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
CONSULADO PROVINCIAL.
O administrador da mesa do consulado pro-
vincial faz sciente aos agentes de leiloes para que
apreseotem nesta repartiglo as notas dos que
houverem feito do primeiro do corrente mez
em diante, para que possa ser arrecadado o im-
posto de meio por cenlo decretado pelo 30 do
artigo 40 da lei do orgimento vigente tendo era
vista o disposto no artigo 3 do regulndolo de
15 deste mez dedo pelo Exm. Sr. presidente da
provincia para observancia da supracitada lei,para
o que marca o prazo de 8 dias de conformidade
cem as ordenado Illm. Sr. inspector da thesou-
raria provincial em referencia ao artigo 8 do
j citado regulamento. Outro sim faz sciente
aos mesaos que na falta de cumprimento desle
dever ser cumprido a' disosigo dos 1 e 2
do artigo 4 do mesmo regulamento.
Meza do consulado provincial de Pernambuco
24 de julho de 1361.
Antonio Carneiro Machado Rios.
Pela admistraclo do correio desta provincia
ae faz publico para lins convenientes, que em
virtude do disposto op art. 138 do regulamento
geral dos crrelos do 21 de dezembro de 1844 e
art 9 do decreto n. 785 de-15 de maio de 1851,
se proceder a consumo das cartas existentes nes-
ta administrago, pertencentes ao mez de julho
do anno passado, no dia 3 de agosto prximo, s
11 horas da maoha, na porta do mesmo correio,
e a respectiva lista se acha desde j exposta aos
nteretsadot. Administrago do correio de Per-
nambuco 26 de julho de 1861.O adminittrador,
Domingot dos Patsos Miraada.
SUZANA.
DENOMINACO DOS ACTOS.
Prologo, no Havre.O regresso e a deshonra.
Primeiro acto, em Pierre-fite. Dez annos de-
pois.
Segundo acto, em Pars. E' repellida por sua
vez.
Terceiro acto, em Paris. A honra salvando a
honra.
Quarto acto, em Ris.A punigo.
Quinto seto, em Pars. A mi perdoada pelas
filhtl.
PERSONAGENS.
Imbert, negociante.....Germano.
Mootal, seu tocio.....Nunes.
Fontenaille, velho martimo Raymundo.
Gontran, aeu sobrioho' Vicente.
Thuillol, campooez. .'". Teixeira.'
Hervier, negociante .... Valle.
Florent, guarda-livios .' Leite.
Um caixeiro de cobrangas Campos.
Suzana Imbert :.....D. Manoela.
Eiisabelb. sua Qlha ... D. A. Chaves.
Suzana, dita dita.....D. Leopoldina.
Bazina, creada ....:. D. Carmela.
poca actualidade.
A empreza tem a satisfagio de prevenir ao pu-
blico que este um dos melhores dramas do seu
novo repertorio, isio segundo sua traca inlelli-
gecia ; entretanto o publico nico julgador im-
parcial, o avaliar.
Terminar o espectculo com a linda comedia
em um acto, ornada de msica,
lima licao de clariiu.
Comegar s 7,'i horas.
Aysos martimos.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante, capito Henrique Correia Freitas, o
qual tem parte da carga prompta : para o resto
que Ihe falta e escravos a frete, trata-te com
Azevedo & Mendes, ra da Cruz o. 1.
Bahia.
Segu a turaaca Hortencia, capillo Belchior
Maciel Araujo ; para o reato da carga que lhe
falla e paatageiroa, trata-se com Azevedo & Men-
des, ra da Cruz n. 1.
Maranho e Para
O hiato Novaess segu com brevidade t para
carga e-nassageiroa, trata-se com os consignata-
rios Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo
numero 6.
THEATRO
DB
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
24 RECITA DA ASSIGNATRA.
AMANHAA
Terp-feira 30 de Julho de 1861.
Subir scenapelaptloMira vez oeste thoatro
o muito excelleaaU drama em cinco actos o um
prolago, original francez,
(ClUPilIIIll
DAS
Messageries imperiales.
Agencia ra do Trapiche n. 9.
At o dial.* de agosto espera-se dos portos
do sul o vapor francez Navarre, commandante
Vedel, o qual depois da demora do costume se-
guir para Bordeaux, com escalas por S. Vicente
(onde ha um vapor em correspondencia com
Goree) e Lisboa.
A companbia encarrega-se de segurar ai mer-
cadorias embarcadas a bordo dos vapores e re-
cebe tambera dinheiro e objectos de valor com
destino para Londres, era iranzito por Bordeaux
e Boulogne. Para as condieges, frete, e passa-
gens, trata-se na agencia.
Vende-se ou freta-se para qual-
quer porto, o muito veleiro palhabote
americano W. L. Montagne de 160
toneladas, torrado e cavilhado de cobre,
e prompto a seguir viagem sem despe-
za alguma, os pretendentes dirijam-se
a Matheus Austin &. C.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DB
Navegacao costeira a vapor.
O vapor Ptrsinunga, commandante Moira,
segu viagem para oa portos do sul de sua es-
cala no dia 5 de agosto as 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 3 ao meio dia. Passagei-
roa e dinheiro a frete al o dia da aahida s* 2
horas: escriptoxio no Forte do Mattos n. 1.
Para o Aracaty e Ass
segu em poucos dias o hiate Camaragibe por
j ter metade do seu carregamenlo ; para^sjasasto
e passageiros, trata-se com Luiz Borgesl Hr-
queira, na ra do Vigario a. 5. ^sw
Para Lisboa.
O brigue aConstante. sahe impreterivelmente
no dia 6 do prximo mez de agosto : ainda rece-
be alguma cjrga e passageiros, para o que se
trata com o consignatario Tbomaz de Aquino Foa-
seca, ra do Vigario n. 19, ou com o capito Au-
gusto Carlos dos Reit.
Leiloes.
Leilao
O agente Evaristo far leilao no dia 30 do cor-
rete de 50 tceos com feijo de corda, na porta
da alfandega aa 11 horaa em ponto.
LEILAO .
Lisboa.
O novo e veleiro brigue portuguez Bella Fi-
gueireuse, capito Jos Ferreira Lessa, pretende
sshir al o dia 12 de agosto, por ter a maior
parte do seu carregamenlo prompto, para o res-
to da carga e passageiros para oa quaes tem ex-
celentes commodos i trata-se com seus consig-
tarios F. S. Rabello & Filho, largo da Assembla
n. 12.
Lisboa.
Vai aahir com toda a brevidade o brigue por-
tuguez Soberano por ter o seu carregamenlo
quasi completo : para o resto e passageiros, tra-
ta-se com o consignatario T. de Aquino Fonseca
Jnior, ra da C.cimba n. 1, primeiro andar, ou
com o capito na praga.
C0MP1NMA PERNAMBUGAIU
DB
Navegado costeira a vapor
Parabiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu', Aracaty Ceara',
e Acaracu'.
O vapor Jeguaribe, commandante Lobato,
sahir para os portos do norte at o Acarac no
dia 7 de agosto s 4 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 6 ao meio dia. Eo-
commendaa, paasageiros e dinheiro a frete at o
dia da sahida a 1 hora : escriptorio no Forte do
Mattos o. 1.
Para o Aracaty
sahe o hiato Dous Irmaos ; para carga trata-se
com Martins & Irmo, ou com o mestre Joaquim
Jos da Silveira. .
No meocionadodia e pelas 10 horas da ma-
nhaa o referido agente far leilao por conla de
quera pertencer no armazem da ra do Vigario
n. 18, em lotes a vontade dos compradores
DE
140 barris e latas de ferro com pregos de diver-
sas qualidades, alguns delles com toque' de
averia. *
2 tanques de ferro.
2f aparadores de facas.
Tudo ser vendido sem reserva de
fechar contas pelo que der.
O patacho nacional Barros 1, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-so
Amonm & Filho, ra da Cruz n. 45
capito a bordo.
com viuva
ou com o

jfe3^
mir
Para Lisboa e
Porto.
Segu com brevidade o brigue nacional Eu-
genia, de primeira classe, capito Maooel Ese-
quiel Migeos, o qual lera dous tercos da carga
engajada, para o realoque lhe falta e passageiros
trata-se no escriptorio de Azevedo & Mendes
roa da Cruz n. 1, ou com o capito na praga.
Aracaty.
Segu brevemente para esse porto o hiate na-
cional Exhalagio : para carga e passageiros
trata-se com Grgol Irmos ns ra ds Ctdeia do
Recife n. 281* andar.
f||K|k
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
rMfJftlI?IS Wfil.
Espera-sedes portos do tul ate o dia 30 do
corrente un dos vapores da carreira, o qual de-
pois da demora do costume seguir pare os por-
to* do norte.
Engaja-se desdo js a carga qne o vapor poder
conduzir, recebe-te passageiros, eocommendtt
* dinheiro a frete: na ageneia ra da Gnu B. 1.
eatriplorio do Azeredo & Mendes.
DA
Grande loja de
miudezas n. 38,
DA
Ra do Imperador.
Sexta-feira 2 de agosto.
Joaquim Henrique da Silva desejando acabar
com seu estabeleclmento de miudeas sito na
ra do Imperador n. 38, vende-lo-ha em leilao
por intervengo do ageute Antunes.a retalho ou a
vontade do comprador ou em um s lote a di-
nheiro ou a prazo, cujo estabelecimeoto contera
duas armsges de muito gosto e fazendas muito
bem acondicionadas, que sero vendidas pela
maior prego oferecido ; no dia cima designado
as 11 horas em ponto.
OE
1 meia
agua.
Quinta-feira 1- de agosto.
Costa Carvalho far leilao no dia cima as 11
horaa em ponto em seu armizem na roa do Im-
perador o. 35, de urna meia agua no becco do
Mooteiro n. 8, em solo proprio, com quintal ca-
cimba, 2 quartos e 1 sala.
LEILAO
Quinta-feira 1 de agosto.
PELO AGENTE
prego para
LEILAO
DE
Una olicina de toroeiro,
Terca-feira 30 do corrente.
Coala Carvalho rara leilao no dia cima as 11
horas em ponto da offleina de torneiro da ra
do Amorim n. 18, contistindo em ferramenta
arcos, barris, toneletes e outros muilos objectos*
pertencentes a mesma olicina.
LEILAO
QUAKTA-FEIRA 3l DO CORRENTE.
Costa Carvalho, fara' leilao no dia
cima as 1 i horas em ponto em seu ar-
mazem na ra do Imperador n. 35, de
um terreno sito na ra do Ouro junto
da casi nova do.Sr. Mor eir, com 40
palmos de trente e 1 *6 de fundo : as
11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Farinha de mandioca.
O agdnte Hyppolito fara' leilao por
conta e risco de quem pertencer de
urna porcao de sacos com farinha de
mandioca : quinta-feira 31 do corren-
te as i t horas em ponto, no armazem
dotSrs. Machado & Dantas, aa ra da
Madre de Dos.



BlAaUO DI K1NAM1CO. TERCA FE1RA 10 H JULHO DI 1861
()
Consalado de Franca.
LILAO
Hotel inglez.
O agente Hyppolito da Silva aalorisado pelo
Sr. comul de Franca, ai leilio do hotel inglez
sito na ra do Trapiche ns. 3 e 5 o qual ren-
dido por ter tallecida Mademaselle Mannier co-
nhecid vulgarmente pelo norae de Dubois, sen-
do que un dos prime i ros pagamentos que se far
depois de effectoada a renda ser una letra per-
tenceote ao Sr. Dr. Nabor, e a outroa credores.
E' desnecessario dizer-se que o mesmo hotel es-
t bem montado.' os pretendeotes pois para in-
formacoes diripm-se desde i a chancellara do
consulado de Franca des 10 horas da manha as
3 da larde doa dias uteis que ahi encontrarSo
as clausulas especiaes para arrema tacao. O lei-
lio ter lugar na chancellada do consulado de
Francano diaquarU-feira 7 de agosto prximo
futuro as ll horas em ponto.
S NO PROGRESSO
DE
ARMAZEM PROGRESSISTA
LEILAO
DE
Taberna do Retiro
Sita no caes do Ramos.
Antuues far leilao de urna taberna sita no caes
do Ramos que outr'ora pertenceu ao Sr. Luiz
Jos Marques, a qual sera rendida sem reserra
de preco algum, em am s lote ou a rontade do
comprador, cujo leilio ter lugar terca-feira 80
do corrate, as 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
LOTERA.
Sabbado 3 de agosto prximo se ex-
trahira' impretervelmeate pelas 10 ho-
ras da manha no consistorio da igreja
de Nossa Senhora do Rosario da fregu-
zia.de Santo Antonio desta cidade a
quinta parte da quarta lotera do Gym-
nasio Pernambucano; os bilhetes e
ineis bilhetes acham-s a vida na
thesouraria das loteras que se acha es-
tablecida na ra do Crespo n. 15, pa-
vimento terreo, e as casas commissio-
nadas do costume. Os premios serao pa -
gos a entrega das listas. O abaixo as-
signado espera do respeitavel publico a
concurrencia na compra dos bilhetes,
por ser esta lotera em beneficio de urna
grande e magestosa obra da provincia
desUnada para instruccao da nossa mo-
cidade e a vista do excellente plano pelo
qual se vai extrahir.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Largo daPeutaa
Neste muito acreditado armazem de mol hados
continua a vender-se os melhores gneros que ha no mercado, tanto em porcao como a retalho, e
por muito menos preco de que em outra qualquer parte, porserem rindoa a maior parte delleaem
direitura, porcontado proprieta rio, por sso em ristado* precos dos gneros abaixo .mencionados
poderao julgar todos os mais, aflancando-lhe a boa qualidade.
Mtanteiga ingleza perf eVlamealc fio*, 800 ri. ura, em bar-
ril a700rs.
.aUteiga VraUfteZa a milhor que ha no mercado a 720 rs. a libra.
CU os mejores que U* no mercado Ttnde.M, t. quaiid.ae a 39000,
2* ditta a 28500, 3* ditta a 29000, e preto a 18600 a libra.
QUeijOS U&mengOS ehegados neste ultimo rapor da Europa I 2*800 rs. ditos che-
gados no vapor passado a 18800 e 1J600 rs.
\|U*21J pTOtO 08 melhores que tem rindo a este mercado por serem muito ir escaes a
640 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
oOlVo ITOlieeX a dtlO TS 0 Mrto elegantemente enfeitadot, multo proprios
para menino, s no Progresso.
Doce da easea de guiaba a 19 0 calxao> ,m porcao a soors. s no progicsso
Hoce de AAperCIie em iattM de 2 libras muito enhiladas a 19200 rs. cada ama, s
no progresso.
MLaTMClada mpeTa\ d0 ,ftmado Abrea, de outroi multos fabricantes da
Lisboa a 800 rs. a libra.
\meixas i'raneezas
*%*
36, rua das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIDA & SILVA
em caixas de ame ar-
CONPANHU DA VIA FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
em frascos com 4 libras por 3$000cada uro, s o frasco ral 1}
dittasportuguezas a 480 rs. a libra.
LiOtaS Com bolacalaaaO de Oda toai,nio diflerentei qualidades, a
19-100, assim como tem latas de 8 libras por 38000, dittas com 4libras por 28000 rs. s no
Progresso.
Haca de tomate em jatasde l tan por 900 rs. e em latas de S|libraspor 19600 rs.
Conservas franCCaiS e mgVeaS recantemente chegadas a 8OO rs. o tras-
co em porcaose faz abatimento.
Passas em eaixiaaas de fc libras melhore, qu, Xtn Tindoau
mercado por serem muito grandes a 28800 rs. cada urna.
Eispermacete safeviof Mm aTarB a 700 rs.a ,ibr,t m caita safar igua
abalimemto.
WetTia, macaTrao e taluaim 400 r.. a utn
roba por 8$.
aUataS COm pdXe de pOSta dasnjeihore> qualidadesqueha em Portugal, como
sejam sarel, congro, sarda, peixe espada, rezugo, etc. etc. a 19400 rs. cada urna
\zeitonas muito no\as a imo r. 0 Dmi,t em garrafa a S40 .
Palitos de dente lixados ta moXb09 com 20 macinh0, por 20o.
^erVCja das mais acreditadas marcas 59000 a duzia a retalho a 500 rs. a garrafa.
YinnOS engarraadoS d geguintes qualldades, Porto. Feituria, dilto Bordeaux,
ditto Moscatel, a lf a garrafa ; tambem tem rinho Gheres para 2)000 rs. a garrafa.
* tnUOS em pipasem composico Porto, Fgueira.Lisboa, a 640 rs. em caada a 49500.
Presunto de fiambre inglex muit0 noT0,. goo.. m*.
Prezunto de luamego 0 que ha de bom ne8le genero a 480 n. tm poraa a 40o rs.
nouncas e paios a 580 rt# a libra> tm birril com 6 dU2i de paos por 108000.
T oucinbo de LAsboa 0 Bili n0T0 que ha no mercaao a 8M rt.
Bauba de porco rennada a Mtod?MM pod. h.Ter .480 r..
barril a 440 rs.
\mcndoas de casca mole,
A. F, Duarte Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus freguezes que tendo separado a sociedaJe que tin/ia coa
seu mano, tcha-se de novo establecido com dous aeeiados armazens de molhados, assoeiado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferriira da Silva; o primeiro na razio de Duarte & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva: estes estabeleciaentos offerecem grandes
vantagens ao publico, nao s na Iimpeza e asseio com que se acham montados como em commodidade de prego, pois que para isso resolverara os
proprietarios mandarem vir parte de seus gneros em direitura, afim de terem sempre completo sor limen lo, como tambem poderem offereeer ao pu-
blico uraa vantagem de menos 10 por cento do preco que possam comprar em outra qualquer parle, por isso desejando os proprietarios acreditarem
seus esubelecimontos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j podar ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas puco praticas, em qualquer um deslesestabelecimentos, quesero to bem servidos come
se viessem pessoalmanle, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oQerecemos, pedimos a
todos os seahores da praca, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeiravez, afim de experimantar, cerlos
de continuaren!, pois que para isso nao pouparo os proprietarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos estabelecimenlos;
abaixo transcrevemos alguruas adios de nossos precos, por onde ver o publico que vendemos baratissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
MANTEIGA INGLEZ A especialmente escollhida a 800 rs. a libra e em barril a ?&0 rs.
MANTEIGA FRANCEZA a melhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. em barrite meios.
CHA HYSSON E PRETO o melhor do mercada de 19700 a 33000 e em porcao ter abatimento.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e bamburguez a 900 rs. a libra e em porco a 800 rs.
PREZUNTOS PORTUGUEZES vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e inteiro a 460 rs,
CHOURJCOS tm barril da R libras a 49500 e ero libr* a 700 rt.
SAGIT E SEV ADINHA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 89000 rs. a arroba.
AMEIXAS FRANCEZAS em latas de 6 e 5 112 a 1 a libra e a 192C0 a retalho. *
PASSAS em caixinhas de oito libras, as melhores do mercado a 29800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMACETE SUPERIOR sem avaria a 700 rs. e em caixa a 680 rs.
CONSERVAS FRANCEZAS INGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERV1LHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACHTNHA DE SODA de diversas qualidades, a mais novado mercado a 1450.
V1NHO EM GARRAFAS; Duque do Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoria de 19200 a 19300 a garrafa e a
139 a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 49800 a caada,
FRASCOS COM FBUCTAS de todas as qualidades de Portugal de 19200 a 29000.
BAT a TAS NOVAS em caias de duas arrobas a 39 e velhas a 600*rs. a arroba e 40 rs. a libra.
CURANTS ou passas para pudim a 19 a libra e em porcao ter abatimento.
LATAS COM PEIXE SAVEL e outras muias qualidades, o mais bem arranjado que tem vindo a 19400.
CAFE' DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANHO o melhor que se pode desejar a 39100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa ede 89500 a 109000 a duzia.
CHARUTOS VERDADE1ROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BANH A DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril.
SERVEJAS DAS MELHORES MARCAS a 500 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19950 a caada.
CA1XES COM DOCE DA CASCA DA COI ABA a 19 e em porreo a 900 rs.
AZE1TE DOCE PURIFICADO a 80J rs. agarrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJOS SUISSOS che gados ultimomenie a 700 rs e em porreo ter abatimento, afincese a boo qualidade.
Genebra DE HOLLANDA a 610 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PALITOS LIXADOS para denles a.200 e 160 rs. o maco com 20 roacinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feitos que ha no mercado a 280 rs. o mago.
PALITOS DO GAZ a 39000 a greza e 280 a duzia de caixas.
AZEITONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 19200 e barril.
AL PISTA o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba..
Alm dosgsneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
libra,
a libra e em
De conformidade com as instruc^des recebidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os acciooislaa des-
ta companhia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem do mesmo abaixo Ocam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia, 16de julho de 1861.
Por procurado de E. H. Braman, thesoureiro.
ft. Auttin.
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resoluco
<3a directora, desta companhis, tomada nesta da-
ta, tem-se feito urna outra chamada de duaa li-
bras esterlinas por cada acco a qual chamada ou
prestaco dever ser paga at ao da 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dos Sr?. Hau Mac-Gregor & C, na Babia aos
Srs. S. S. Daveoport & C. e em Pernambuco no
escriptorio da tbeusoraris da mesma via frrea.
Pelo presente ca tamben entendido que, |ao
caso de nao sera dita chamada ou prestadlo sa-
tisfeita no da marcado para o seu pagamento ou
antes, o accionista que iocorrer nesta falla, paga-
r juros a raso de 5 0/o ao anno sobre tal cha-
mada ou prestacio a contar deise dia at que
aeja realisado o pagamento.
No caso de nao effectuar o pagamento desta
cha mi da ou prestaco dentro de tres mezes a
contar do dito dia litado para o embolso da mes-
ma, ficaro as aeces que incorrerem em tal falta
sujeitas a serem conGscadas, segundo as dispo-
nes dos estatutos a este reapeito.
Por ordem dos directores.
Assignado.W. H. Bellamy, secretario.
119 Gresham Houze Od Broad Street.
E.G.
8 de maio de 1861.
Curso de rhetorica
Hanonel da Costa Honorato tem aberto seu cur-
so particular de oratoria e pcelica nacional : na
rua Direita o. 88, primeiro andar. _
480 rs. a libra e em porglo se far algum abati-
mento, a no Progresso do patela Peona n. 8.
Alm dos gneros annunciados encontrar o respeitavel pnblico um grande sortimento de
udo quanto bom e barato.
Gabinete medico cirurgico.g
m Rua das Flores n. 37.
# Serio dadas constltaa medicas-cirurgi-
8 cas pelo Dr. Estevao Gavalcanti de Albu- tal
9 querque das 6 as 10 horas da manha, ac- %
% cudiodo aos chamados com a maior bre- fa
% vidade possivel. a
9 I' Partos. {
9 2.a Molestias de pelle. fg,
aj 3.* dem dos olhos. q
0 4. dem dos orgos geuitaes. q
SPraticar toda e qualquer operaco em m
seu gabinete ou em casa dos doactes con- 2
a forme Ihes r mais conveniente. a

Sacca-sesobre o Rio de
Janeiro e Pa~ : em casa de
Aranaga Hijo ft C.
Precisa-se
O TC (O CR 3
2 BSs?2:
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1
a -,
B
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P
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es
p
bacharel Witruvio po-
de sef procurado na rua
Nova n. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
1
i
i

i
i
9(99<99(B
de
Padaria.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, rua dos Pires n. 42, vndese a muito acre-
ditada bolacfainha quadrada, d'agua, propria para
deentes, bolachioba de araruta dita de moldes.
ASSOCIAQO
DOS
Artistas alfaiates.
Expsito
candieiros.
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos.
Nesta exposico de candieiros se encontrar
todo o sortimento de diversos tamanhoi proprios
para ricas salas, ditos para salas interiore., ditos
para sala de jantar para qoartos, para cosioha,
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e outras muitas qualidades
Jue com a vista devero agradar; assim como
udo e qualquer preparo para os ditos candieiros
se encontrar sempre a venda nesta exposico de
candieiros na rua Nova n. 20, toja do Yianna.
ExposicaO
DE
tamaneos de todas as qua-
lidades
de urna mulher capaz para encarregar-se de di-
rigir o servico de urna casa de pequeni familia,
tratar de meninos, ensaboare engorara ir alguma
roupa. Ne mesma casa precisa-se tambem de
ama ama de leite sem fllho, e urna escravs. para
comprar e cozinhar, sem vicios, ti el e diligente,
paga-sebem : na ruados Guararapesem Fura de
Portas n. 30, casa do profesior publico.
Offerece-se urna ama de leite de pouco
tempo, a qual nao leva menino : na casa Forte,
casa de Jos Cal.
Quem precisar de urna ama para o servico
de casa de pouca familia, dirija-se a rua da Se-
zala Nova n. 6.
Deseja-se saber em que fazenla mora urna
senhora que prima irma do conselheiro Fran-
cisco Xavier Uomtempo, director geral da secre-
taria de estado dos negocios da marlnha, e tilha
do Sr. Grij, caaado com a Sra. D. Margarida da
Silveira, irma da Sra. D. Rosa Mara da Silveira
Bomtempo, esposa do Dr. Jos Msria Bomtem-
po, e mi do referido conselheiro ; procurar na
rua Nova o. 59, para ser entregue de umi carta
rinda da curte.
Aluga-se o primeiro sitio de porto de fer-
ro, na estrada dos Affllctos junto ao Manguinho.
cemsoffrivel casa, baisas de capim, vveiro, ha
bastantes fructeiras de eicellente qualidade. No
mesmo vendem-se tres raccas de leite muito no-
vas ; quem pretender, dirija-se a> mesmo lugar.
Aluga-se o segundo andar di rua da Cruz
o. 21; a tratar no armazem do mesmo.
Offerece-se um homem para criado de qual-
quer casa ettrangeira ou nacional, que lem as
habilitacoes necesarias para cozinha ou outro
qualquer trabalho tendente a urna casa ; quem
precisar, dirija-se a rua do Imperador n. 83.
Precisa-se alugar um preto escruvo ; quem
tiver, dirija-se a rua Nova n. 7.
Aluga-se urna escrava para cozinhar, por
mdico preco : na rua da Cruz n. 18, terceiro
andar.
Antonio Marques de Amorira, nao tendo ti-
do tempo de desoedir-se das pessoas de sua ami-
zade, pede desculpa por esta falta involuntaria,
e Ihes offerece seu limitado prestimo no Rio de
Janeiro.
Grande pechincha
a 8,000 o corte.
Liados cortes de phantasia de seda
com3 folhos pelo baratissimo preco de
8$ (ja se ven ierara por 30) : no arma-
zem de azendas da rua do Queimado
n. 19.
Joaquina Henriqueta vai ao Rio de Janeiro
tratar de sua saude.
&ae9HN90ie mu aeeieaNHefep
i <
|ftOUPA FEITA AINDAMIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DI
IKazendas e obras feitasJ
Aviso.
O proprielaro ds fabrica de tamaneos da rua
Direita, esquina da travessa de S. Pedro n. 16,
De ordem do Sr. presidente convido os senho-!e8,a resolvido a vender os seus tamaocw mais
res socios efiectivos para comparecerem na aala
das sesses boje pelas 7 horaa da tardo, sflm de
Na padaria da rua larga do Rosario preci-
aa-M do MM aaa para coxinhar.
fuccionar a assembla geral.
Secretaria da Associacao dos Artistas Alfaiates
29 de julho de 1861.
Jos Rogerio Marcelino,
Io. secretario.
Bandeijas [eofeladas de diversos modelos
com bolinhos das melhores qualidades e mais
bem feitos do nosso mercado, e tambem em libras
separadas, capazes de conservar se mezes em *ia-
gem, assim como bolo ingles ede raassa, podios,
Sastcis de nata, etc., etc.; previne-se a quem
ser ditas encommendas que aeja na vespera ou
pelo menos no dia de maohaa cedo que desejar,
para ficar bem servido Unto na perfeico como
os precos mais razoavels desses gneros: diriji-
se a ru da Panha n. 45 para tratar-se.
Aluga-se ou vende-se a casa da rua de Mo-
toeolomb, novamente acabada, teodo 1 salas, 4
qu artos, cozinha fora e quarlo para escravos com
o quintal murado e com algum arvoredo, como
teja, coqueiro, etc., a localidad a melhor pos-
sivel por ser confronte a estacao : quem a pro-
tender, dirija-se a rea do Queimado n. 44.
Aluga-se a loja ds cata n. 65 da rua Nova,
propria para qualquer estabelecisnedlo : a tratar
oo secundo andar da mesma mu.
Quem precisar de um mojo para caiieko
da taberna, do que j tem alguma pralic*, diri-
ja-e ana do Lirramento a. 12.
baratos do que em outra qualquer parte. Unto a
retalho como em pequeas e grandes poredes,
por isso espera a concurrencia do illustrado pu-
blico em geral; assim como tamaneos feitos
moda do Porto com a mesma seguranza, perfei-
co, pre$o commodo.
DE
commisso de escravos,
rua do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita rua foi transferido o escriptorio de
commisso de escravos que se achava estabeleci-
do no largo do Peralto n. 16, e ahi da mesma
sorte se contina a rtceber escravos para serem
vendidos por oommiisao e por coota de seus se-
nhores, nlo se poupaudo eaforcos para que oa
meamos sejam vendidos com promptidao, afim
de seus senhores nao soffrerem empale com a
venda destes; assim como se afiance o bom tra-
tasnento eaeguraaca. Nesta mesma cita ha sem-
pre para vender escravos de ambos os sexo, mo-
jos reinos, con habilidades e tem ellas.
O baixo assignado faz sciente aos seus develo-
res que boje Onda o prazo marcado para a co-
branza amigavel como annunciou, sendo dota
data em diante todas as cenias entregues ao pro-
curador para cobrar judicialmente. Recife 30 de
julho de 1861. Rufino Uanoel da Cruz Cous-
seiro.
Aluga-se urna casa terrea com commodos
para familia, sala pintada- e forrada de prximo,
na rua do Palacio do Bispo n. 14: a tratar na
praca da Boa-Vala o. 18.
Joaquim Pedro da Coata vai ao Rio de Ja-
neiro.
Vende-se urna das principaes tabernas da
rua do Raogel n. 48, em virtude da pessoa que
est nella nao poder continuar por causa de mo-
lestia : quem a pretender, dirija-se aos Srs. Tas-
so Irmio, ou na mesma taberna cima, que todo
negocio se far.
Vende-se em cass de Adamson, Howie &
C., rua do Trapiche Novo n. 42, biscoitos inglezes
sonidos, em pequeas latas.
Em casa de Adamson, Howie & C, rua do
Trapiche Novo n. 42, vende-se :
Rolhss de corlica fioissimas.
Lona e filete.
Fio de vela.
Superiores tintas de todas as cores.
Sllins, silhoes, e arreios para carro ou cabriolet
Vende-se urna escrava recolhida, de 18 an-
nos, que sabe engommar, coser, e mais srranjos
de casa, sem vicios nem achaques, o que se all-
anta : a trata r na rua nova dos Pires n. 30.
AlflOOO.
Saccaa com farinha : no trapiche do Cuoha.
Aluga-se urna preU moca para todo servico
de urna casa: na ruado Livrameoto n. 6.
Fugio no dia 29 de junho prximo lind um
escravo de neme Manoel, de naci, de meta ida-
de, altara baixa, barba serrada, olhos grandes,
tea o andar corcovado e tem o ar slegre, os ps
com falU do unhas de Irabalhar na cal, dontes
naturaes, vive sempre embriagado : quem o pe-
gar leve a rua da Praia n. 53,. segundo andar,
que ser generosamente gratificado.
Saque sobre Lisboa.
Manoel Igoacio de Olireira & Filho saccaa
sobre Lisboa ; no seu escriptorio, largo do Corpo
Santo.
Vende-se urna muleliaha dar de 10 an-
uos de idade.com bom principio de costura, seu
vicios nea achaques, para quem tiver gosto de
eeesuii urna liada nucaoba ; na rua do Cabug
numero 16.
a a
LOJA
E ARMAZEM
DE
iGes k Basto!
NA
Una do Queimado
n. 4ft, frente amar ella.
Constantemente temosumgrandee va-
rudo sortimento de sobrecasacaapretas
de panno e de cores multo fino a 28,
O e 35#, paletots dos meemos pannos
a fOg,22g e 24g, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 145, 169 18g, casa-
cas pretaamuitobem feitas ede superior
panno a 289. 302 e 359. aobrecasacas de
casemira de core multo finos a 159,168
188, ditossaecos daa mesmas casemi-
rasalOg, 129 e 141, calcaspretas de
casemira una para homem a 89, 99, 10/
e 12, ditas de casemira decores a 7f.89,
99 e 109, ditas de brim crneos muito
fina a 5f e 69, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditaa de meia ca-
semira de ricas cores a 41 e 4500, col-
letespretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos decoros a 4|500 e 59, ditos
branco sio seda paracasameDto a 5)1,
titos de 69, colletes debrim branco e de
! (uafo a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
1 i$500 e 39, paletotspretos de merino de
I sordo sacco e sobrecasaco a 7|, 89 e 99,
I colletes pretos para luto a 49500 e 59,
1 $as pretaa de merino a 49500 e 59, pa-
I etots de alpaca preta a 39500 e 4 g, ditos
i sobrecasaco a69,79e8f, muito finocol-
, letea de gorgurao desedadecoresmuito
\ boafazndaa39800 e 48, colletesde re-
I iodo de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e le cores a 149.159 169, ditos de
casemira saeco para os mesmos a 69500 e
79,ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
1J500, litos sobrecasacos a 58 e 59500,
ealcasde casemira pretas ejlecores a 6j>,
' 68500 e 79, camisas para asnino a 209
II duzia, camisas Inglezas pregas largas
m'lito iperior*|329 aduziapara acabar,
issim como temos urna officna deil-B
(iateondemaodamos executar todas as S
obras coa brevidade.
Attenco.
Na rua do Queimado n. 69 tem ricas fatendas
de la e seda chamada D. Francisca, pois sio a-
zendas novas chegadas agora a eata cidade, pelo
dimiauto preco* de 480 o cqvado. ricos enfeites de
troco a 495OO, grvalas de seda a 240, e muiUa
mais faseodas que ae vende por prego commodo,
cassas pretas a 440 a vara : na rua do Queimado
numero 69.
Veodem-se] globos para candieiros, e bom-
bas do japi, mais barato do que ea outra qual-
fuer parte: na rua larga do Rosario, n. 34*
Batata nova
a 60 rs. a libra, espermacete a 720, farelo a 2$600
a sacca '. r a travessa do paleo do Paraizo o. 16,
casa pintada de amarello.
tival sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos precos abaiio declarados pa-
ra apurar disheiro, pois o que muito precisa,
garante tudo perfeito, pois o preco admira ;
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a 40
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel muito boa, carretela 30
Nvelos de lfnha do gaz brancas a 10 e 20
Carreleis com linha preta muito gran-
des a 160
Varas de franja de II muito bonitas a ICO
Pecas de tranca de la muito bonitas e
com 10 varas a '00
Pares de metas cruas para menino a 200
Ditos ditos decores todos ostamanhos a ICO
Ditos de cores para meninas a 120
Duzia de meias cruas para homem a 2-;-iUC
Carios de linha Pedro V com 200 jar-
das a 80
Caixas com lissoes para acender charu-
tos a 40
Caixas com phosphoros de seguranza a 160
Duzia de phosphoros do gaz a 240
Filas para enfiar vestidos muito gran-
des a
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a
Ditos com cheiros muito fino a
Ouziademeiss para senhora o melhor
que ha a 33OGO
rocas de trancinha de la sortidas a 50
Sabonetea superiores e muito grandes a 160
Groza de botoes de osso para calca sendo
pequeo a 120
Dita de ditos grandes a 240
Tramoia do Porto superiores varas a
100, 120 e 160
Pegas de fita de linho brancas e de co-
res a Groza de penas de ac muito finas a 500
Frascos de opiata para limpsr denles a 4C0
Copos com banha muito boa a 640
Espelhos de columnas madeira branca a l$50O
Carteiras para guardar inheiro 5C0
Rialejos para meninos a 40
Baralho portuguez lio
Varas de franja para cortinados a 240
Groza de botoes de loucs ruancos a 120
Tesouras muito finas para unbas e cos-
tura a 400
Caixas de charutos de Havana muito su-
periores a 4}0OO
Carlas muito finas para vollarele o ba-
ralho a 240 e 320
Varas de bico largura de 3 dedos 1 120
Garrafas com agua celeste para cheiro'a 19500
Rialejos com 2 vozes para meninos a 100
80
400
500
Rival
sem segundo.
Na ruado Queimado o. 55 loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, est queiman-
do os objecto abaixo declarados :
Caixas de alfinetea fraocezes a
CarU de ditos ditos a
Cartdea de colxetes com defeito a
Cartoes de ditos perfeitos a
Caixas de dito muito superioj a
Pares de meias cruas a
Maco degrampos de carocol a
Tesouraa para costura a
Paces de espatos de tranca de algodo a
Ditos ditos de li a
Sapatinhos de la para meninos a 200 e
Frascos de oleo bsboza a 400 o
Ditos de macaca perola a
Ditos ditos de oleo a
Ditos de baoba a
Ditos d'agua amurcada a
Ditos de oleo philocome a
Caixas de folha com phosphoros a
Ditas com phosphoros de velas a
Duzia decolheres para sopa muito finas a
Escovas para denles muito finas a 160 e
Groxa do penas do seo caligraphica a
Tem Umbem urna porcao de tranca de
-------------& ___a .
100
80
20
60
40
160
40
160
I9OOO
19^80
400
50O
200
100
240
500
900
100
240
19500
209
19440
linho
brancas pecas grandes e pequeas ede todas as
larguras por precos baratos e outras muitas fa-
zendas que s i vista que se podero apreciar
e admirar o preco.


(,
MARIO DI
- tm* ira ao mmm^ # **.
Recifi
VIA FRREA
DO
c a Sao Francisca.
(LIMITADO.) '
Telegrapho elctrico entre Cinco
Pontas e a villa da Escada.
Pela respectiva superifiteoOencia se f publi-
co que era virtude da approvsc&o provisoria da
Exin. oresi Jencia da provioca ser franqueado
m publica do Io de agosto em diante o uso do
referido telegrapho mediante as conductas da
tabella seguidle :
Kscripturio da superiaUodeucia em 2 da ju-
Iko. R. Auslin.
ESTRADA DE FERRO
DO
Recite a Sao Francisca
Tabella dos precos tara as cobmui-
nicaces elegraphicas.
Por um despacho de urna at Ticte pelavres
Ti Recite ao Obo e vice-versa. 2*')O0
a Escada 3000
Do Cabo a Escada 2*000
Por cada dez patarras excedentes. 1*000
N. B Nao li:ara cumprehoodidos oeste nume-
re os t!'i'n- dos expeditores e destinatarios que
nao coulenham mais de duas palavrase suas re-
sidencias.
Asresposlas pagas adiantadas na occasilo da
entrega por cenlo de differenga nos precos da tabella.
Os despachos sarao enviados em cartas fecha-
das aos domicilios que se acharem na zona de
118 de legua dos escriptorios do telegrapho sem
retribuido alguma e d'ahi por diante dentro de
om circulo de duas leguas somenle pagaro es
expedilores 1* por cada legua ou fraego desta
di' viagem redonda.
Os portes serlo satisfeitos no acto da entrega
ios despachos nos escriptorios.
Os despachos sero entregues nos escriptorios
do telegrapho a horas do expedieule, islo de
8 horas da manha al meiu dia e de duas horas
at 5 i|2 di tarde.
Manoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
umwsmme sksw wsteaia-awg
Gurgel&Perdigao. |
2 Fazendas modernas, g
S Recebem e vendem constantemente su- A
I perior6S vestidos de blondo com lodosos *j
| preparos, ditos modernos de seda de cor 1
a e prtos, ditos de phantasia, ditos de g
cimbraia bordados, lindas lazinhas. |K
cambraiade molernos padrees, seda de 5?
jb quairiohos, grssdeoaples de cores e pre- ai
[ tes, moreanlique, sintos, chapeos, en-
eites pan cab-ca, superiores botoes, ft
manguitos, pulceiras, lequas e extracto X
de saadalo, modernos manteletes/ tal- tt
mas compridas de novo feitio, visitas de
| jtorgurAo. luvasde Jouvin a 2J500. fi
Muito barato. v
Saias balo de lodos 03 taraanhos a 4J, g
chitas francesas Coas claras e escuras a 1
28) rs. o covado, colxas de la e seda pa-
ra cama a 6J camisas para menino.
Koupa feita.
Palatal de casemira de todas as cores
a 10*. ditos tinos de alpaca a 6$, ditos
de oriai a 4*. chapeos pretos a 8$ e mui-
W tas outras fazendas tinto para senhoras
<0> cghio para homem por pregoioteiramente
$ urato, do-se as amostras : na ra da
> Gi.leia loja u. 23, confronte ao Becco
x^mmm mim wzmsmsm
Aluga-se a propriedade na ra da Cadeia
do Recife n. 55 : quen a pretender entenla-se
com o proprielario residente na ra do Impera-
dor terceiro andar da rasa n. 48.
Na rua estreita do Rosario n.21, primeiro
aodar, precna-se de urna ama p3ra comprar e
coslahar para urna senhora.
Cachorrinho.
Fufio na madrugada de sabbado |3 do correa-
te ua cachorrinho do reine lodo brance cam-
uma pequea malha amarella na costa ae lade
esquerdo, ps pezunho, nariz eolhoe preto, por
no me Melindro : a pasaos qne o achou, quetcnd
reatitui-lo, poder leear ao aterro 4a Roa-Vista,"
hoje rua da Imperatriz, casa terrea n. 17, que
perceber por seu trabalho IOS gratifkacao.
Anda est paaa alugar o terceiro andar da
rua do Aaoorim n. 19: tratar na loja da mes-
ma, ou na rus do Vigario o. 19, primeiro andar.
Pedido
CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATHICO
o
C\JsANOY*\
30-Rua as Crizw-Jd
Nesteconsultoriotemsempre os mala
bofos* acreditados madieaneaeto* pre-
parados em Paria (astinluras) por Ca-
tellan e Webe^por presosrazosveis.
Os elemento? dehomeopathiaobra.re-
sommendada iDtelligenciade qualquer
pessoa
m m m-mmmm-mmmm
-m Joao Antonio Cupioteiro da Silva, loado.
de ir a Europa tratar da negocios de ua familia,
deixs durante sua ausencia, alm dos procurado-
res ja constituidos para administraren! os seus
bens, ao capitn Joaquim de Albuqueique Mello,
com procurarlo especial para tratar das suas
questoes judiciaes, concedendo-lbe na. piaours-
cao poderes especiaos para receber qualquer nova
cilaco alem dos meios enumerados na maesa a
procuraco. em poaer do qual se achiro todas os
livros e papis tendentes a sociedad que lwvara
com Fraocisco de Prado, os quaes est prompto i
entregar desde j aos Srs. juizes arbitros, que
teem de decidir e jiilgar da liquidacA epartiUia
da meama exlineta sociedade.
Dentista de Pars*
15-Rua Nova15
Frederie 6autier,eiriirgiaodentisla, faz
todas as operacoes da sua arte e coioca
dantas artificiaes, ludo com a superior!-
dadee parfeico que as pessoas en tendi-
das Ihereconhecem.
Ten agua e psdentiriciosatc.
%
Precisa-se de um cozinheiro para urna casa
estrangeira de pouca familia : a tratar oa rua da
Cadea do Recite armazcni n. 52.
m&
Aitenco.
0 Sr. engenheiro Francisco Soaros da Silva Re-
tuxba, da Parahiba, mande pa^ar o que deve a
loja do finado Antonio Francisco Pereira.
Alugi-se o armazem da casa de sobrado n
.19, e 0m assim o do sobrado n. 37, titos na rua
do Imperador : a tratar no Mondego, em casa do
fallecido commendador Luiz Gomes Ferreira.
Alugam-se duas ptimas casas no P050 da
Pacolla rua do Quiabo pordelraz da casa do Rvm.
vigario : os pretendenles fallem com o Rezende
as Casa Forte ou na rua Augusta n. 31.
Aluga-se urna casa de um andar com ar-
raazm na rua do Burgos n. 29 : a tratar na rua
da Cideia n. 35.
A sucihora casada, sem Dlbo, moradora no
largo a P*r, que se offerece para ama de leile,
dirii-se Fura do Portas, rua dos Guararapes
n JO, que achara com quem tratar.
Eduardo Ad:>ur vai a Europa.
Preiisi-se de 500 a juros : na rua Direita
11. 8, daudo-se por hypotheca urna casa terrea.
A pesso jue de ordem do Sr. Antonio
Fraucieco Coelho, do Ico, se dirigi a casa de S.
P Julinslon & C, sira-se tornar a ella, ou an-
ir a sua uurada para ser procurado.
Precisa-sede urna ama forra ou escrava para
o servico de duas pessoas, que aaiba cozinhsr e
engommar : na rua do Queimado n. 39. primei-
ro andar.
Cassino Militar
Pcrnambueano.
A directora participa a todos os Srs. socios
que se acha marcado o dia 14 do prximo futuro
mez para a terceira partida, e roga aos mesmos
hsjam de apresentar suas propostas at o dia 2
de agosto.
A directora lembra aos Srs. socios que, todas
asproposts enviadas depois do da 2 nao sero
mais aceilas, como frisa o 7 do art. 13, assim
como igualmente aquellas que nao tiverem os
preceilos do 6o do mesmo artigo.
Oatro sim roga a todas as familias convidadas
a fiel execugao dos artigos inscriptos em os car-
toes de convites.
Recife 27 de julhodel861.
Antonio Vilella de Castro Tavares,
1. secretario.
O ab smifeado toado acabado com a aua
loja de eaigado sita na rua larga do Rosario n.
pede eaoarecidamente as pessoas que se
acatara dorar, que venbam aatfsfaxer seus d-
bitos, pois sao bastante aitvaea, e visto oto con-
vir ter ara caixeiro s para esta flm. por isso po-
derlo dirigir-se a meama rua, no bazar peroam-
bucaaa, leja de afearutoa, Om da rilar o serem
coamadoa par seus uoaaes,
Joaquim Bernardo dos leis.
< Oh Sea. abaixo declarado queiram
Jir a rua do Crespo n. 8 A, a negocio
de seu interesse:
Francisco Jos do Araaial.
Guilherme Bessone de Almeida.
,Ignacio Manoel Flix da Silveira.
Joaquim Ignacio de Car val ho Mendonca.
Joaquim Pedro do Reg Barreta.
Manoel Ferreira de Lyi-sx.
Joao Bibiano de Castro.
Hotel Trovador.
44/toa Larga do Rosa-
rio n. 44,
Francisco Garrido previne ao publico que de-
ve dissipar-ee a snedo de cateitia que inspira?a
o aatigo proprieiario Jos Pires de Qwalho, ri-
lando 33 conseftuencias da ooresiia.e como.mavVos
rreguezes de l se tenbama (ugeotado, elle previne
que ha ja um anno e meio se acha frente deste
oslabelecimeato HooMch.m sempre prompto9
das oilo is oni horas, edmooo solido e 6qfts.,
jantar a 1J0OO, hospedes, cama e mesa ao dia 29,
e para divertimento encontrarao os freguezes um
primoroso buhar chegado ha^pouc de Paris.
Atteneao.
Pede-se aos devedorea da loja do fi-
nado Antonio Francisco Pereira quei-
ram vir a mesma loja saldarem suas
cantas no prazo de 15 dias, do contra-
rio procurar-se-ha receber como lhe
faculta a lei. Hec'tle 19 de julho de
1961.
Francisco Pereira de Meipelles fazaublioo,
que no dia 24 do correnta vendeu ao Sr. Manoel
Gomes Pereira a taberna que possuia na rya do
Fogo n. 32 : se alguem se julgar com direito
qualquer reclaroaco sobre esta transferencia,
pode Blender-se com o annuneianle ou com o
comprador da meima taberna no prazo de tres
dias. Recife 27 de julho de 1861.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
rua da Lapa n. 13; a tratar os lojas do mesmo.
oiupras.
Gompra-se om escravioho que sea pardo,
que tenha slgum principie de aapateiro ou que
seja geiteso pira aprender : na rua do Vigario
n. 29.
Gompram-se meedss de
rua Nova n. 28, laja.
Griaic pichincha.
A 20, 5415 e 560 rs.
Chitas francezas de muito bonitos padroes e
8uito bons pannos, pelo baratiasimo preco da
O, 240 e 260 ra. o corado ; na rua do Queiraa-
Gangas francezas muito finas com padrea
eeaaroaa 480 rs. o covado : ae rua do Queima-
do n. tt, na loja da boa f.
Agua arnbreada
para banho do rosto e do
corpo. ]
A loja d'aguia branca acaba de receber esea ao-
va e apreciarel agua embreada, de une aroma ex-
cedentemente agradare!. Ella serve acertada-
mente para se deitar algnmas gotas n'agua pura
com que as beaba o rosto, resultando disso que
'refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para ae deitar
n'agua de banho, que o torna mu deleitavel, re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer deaap-
pareoer esse hlito dessgradavel que quasi sem-
pre se lem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciusidadede acalmar ^ardorque deixa a navalha
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
queso lave o rosto tenha della composicao. Cus-
a o frasco 19, e quem aprecia o bom naodeixar
certameote da comprar deesa eslimavel agua arn-
breada, isto na loja d'aguia branca, na rua do
Queimado n. 16, unica*parte onde se achara.
jMlecomtnendacto aos SrsJ
de engenho
Panno azul de superior qua- \
lidade para roupa de cscravos a
900 e i$.
urna nagrinha recolhida mnilo bonita e geitosa,
de 14 a 15 annos de idade, einteiramente inno-
cente; vende se para aqui e nao para embarcar:
quem a pretender, dirija-se a rua da Imperatriz
n. 9, segundo andar.
Campos i Lima.
Na rua do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de cambraia para guarnicio de vestidos
por commodo prego.
IPSOMOSlaaV
Cortes de meia casemira de urna scdr, fazen-
da superior, pelo baralissimo prego de 2a eada
um: na rua do Queimado n. 22, na loja 'da boa f.
Chales de merino estampados a 2#500 : ua
rua do Queimado n. 22, loja da boa f.
Brim branco de linho muito fino a 15280 a
vara; na rea do Queimado n. 22, loja da boa f.
auro
Vendas.
Aviso.
Anda existe na travessa da rua do Gamarao no
h-.rro da Bia-Visla algamaa meias aguas oara
se alugar, as quaes se acham ha pouco acabadas
e piutidas: quem as pretender dinja-se a rua
da Cruz do Rcife armazem n. 63, junio a matriz
do Corpo Santo.
Os administradotes da massa fal-
lida de Jos Ribeiro Pontes, tendo de
cumprir c disposto no art. 859 do cod.
q coinraercio, rogam a' todosossenho-
i -s ere lores de apresentar seus titulos
no prazo deoito dias aos credores Ar-
iturigth & C, afim de poderem ser cl&-
s^fidados e attendidos nos dividendos,
O Sr. Joo Hypolito de Meira Li-
ma, queira dirigir-se a praea da Ind-
pendenq-a livraria n. 6 e 8 que se lhe
preciso fallar.
Atteneao.
Precisa-se alugar urna preta que saiba lavar de
barreda e vender oa rua : na SoledaJe em frente
lo palacio do bispo.
Carlos Frederico Jaosen, subdito russiano
retirase para o RioGrande do Sul.
Oingo Madeson Genn, subdito brUaaico, re-
ttri-se para Europa.
Jos Amonio da Silva, subdito hespanhol,
retira-se para fora da provincia.
Manoel Fernandes Nunes, subdito hespa-
nhol. relira-se para fora da provincia.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
rua da Cruz n. 31, proprio para eacriptorio ou
homem solteiro, ou pequea fmlia : a tratar
ao armazem do mesmo.
@9 fmmm ?!-**
W Miguel Augusto Fernandes Guimares 9
0 declara que dora em diante o seu nome a
# ser o iie Miguel Alves Guimarfes A
m*m9*B&9 # #
O Sr. cadete Tude chamado a
esta typbgraphia para ractificar a as-
signatttra dste Diario, por quantomu-
dou-se da rua onde morara sem o fazer.
Precisa-sede dous amansadores que enlen-
dasn pereitamente do trafico de padaria : a tra-
tar na rua larga do Rosario n. 18.
35, precsa-se de
coslumes para to-
Preci9a-se de um caixeiro que tenha pratica
suiicienie para tomar conta de urna taberna que
s vende para a ierra, e que d fiador a sua con-
ducti: a tratar na travessa do paleo do Paratzo
n. 16.
Vicente Lafourcade, subdito Francez, reti-
ra -se para o Rio de Janeiro.
Troca-se por mui pouco dinheiro urna ima-
gem do Senhor Crucilicado, muito perfeila, com
ricos odornos e um rico sudario todo bordado de
ouroflno; para ver e tratar na rua estreita do
osario na loja de ourives n. 6, defronte do
Soares.
Alugam-se 2 prctas para todo o servico de
urna casa, na travessa de S. Jos n. 9 assim co-
mo vende-se o seguinle: um chapeo armado
urna banda, umpar de espo-as, urna charlaleira
urna pasta todos estes objectos ainda nao foram
servidos e sao proprios para official superior.
Traspassa-se por 10 mezes urna hypotheca
de 4:000$ em um bom sobrado nesta praca, pa-
gando-se mensalmente os juros a proporgao que
se forera vencendo para o que se comprometie
os alugueres do mesmo sobcdo: a tratar na rua
rua das Larangeiras n, 18, segnndo andar.
Jos Garrido Ferreira dos Santos subdito
portuguez rotira-se para fora da provincia.
Ama para meninos.
Na rua da Cadeia Velha n.
urna mulher de muito bons
mar cunta de 3 meninos.
Alugate urna casa na Capunga
Nova estrada do Jacobina, com pro-
porcOes para ofierecer agradavel mo-
radia, sendo que tem terracos em ca-
da um dos lados, com portoes : a tratar
na rua da Cadeia do Recife escriptorio
n.28.
Anna Mana da Conceco e Maria
Bernardina daConceicao Lima, mai e
viuva do finado Antonio Rodrigues Li-
ma, vem pelo presente meio prestar um
solemne testemunho de seu reconheci-
mento ao Rvm. Sr. Jos Leite Pitta Or-
tigueira, pela dedicagao, zelo e desin-
teresse com que tanto em vida do Sr.
seu pai como depois da morte deste ge-
rio os negocios do mesmo finado \ ao
piincipio ainda menor, e depois os li-
quidou por sua morte qando acha
va-se o casal do mesmo sobrecarregdo
de dividas, conseguindo o mesmo Rvm.
fenhor, grapas aos seus cuidados e de-
sinteresse, liquidar com promptidao os
negocios do casal do finado, e salvar
para os ana undantes parte deisa for-
tuna ameacada de submergir-se nesse
abysmo cavado por falsos amigos e por
homens ambiciosos que nao duvidaram
abusar da bondade e inexperiencia do
seu finado filho e marido. Servicos co-
mo esses que nos acaba de prestar o
Rvm. Sr. Jos Leite Pitta Ortigueira
nao se esquecem, assignalando o carc-
ter eminentemente philantropo d'aqircl-
ie qae se presta, torna-o nao s digno
da eterna gratidao du petadas em cujo
proveito revertem, se d8o da estima
publica.
"" 5r?uril,ae DJm5>7er. retira-ae para a laala.
Wilherm Marhecine. retira-aa para afti-
ropa.
mm loja de 4 portas
S Ruado Queimado n. 10.
Ferro Maia.I
J Ha para vender 2,500 chales de
9 superior qualidade preco por
lia quinto nunca se vendeu nosta
_ Pca a 2*500
Sedinhasde quadriohos o covado
a 700 e 900
a. Gollinhas de cambraias borda-
5 as a 320
Manguitos a 500
m Tapetes avelludados para sala 5*000
^ Meias inglezas do algodo cru
muito finas 4*000
% Mimos do cos fazeoda propria
a para vestidos de senhora o
f covado 500
19 Mmteletesjde fil superior qua-
Sb lidade e modernismo a 5$000
"^ Visitis de seda bordada a 4*000
3? Lencos de cambraia de linho
fh bordados de superior fazeo-
ds a 33000
Lencos brancos com cercadura a
m m duza 2*000
H Chales de borel pona bordada a 3*000
Dilos de l e seda para meninas a 800
W Ditos de merino bordados de re-
V .troz a 4S500 1
S Ricos vestidos de cambraia bor-
dados a 20* e 25*
H Ditos ditos de fil bordados a 24 e 25*
aa. Ditos de cambraia bordados a
9*. 10*. 12$ e 15*000 '
6 E outras muitas fazendas por menos '
tk prego do que em outra qualquer parte,
2*. do-se as amostras com penhor.
Conrado.
Coalinuam a mandar fazer obras por
medidas pois tem em sua casa um per-
feito mestre alfaiate ji.bem conhecido
em sua thesoura, recebem toda e qual-
quer obra que nao fique agosto do fre-
guez ; assim como tem grande sortimen-
to de obras feitas tanto para meninos
como para homem que venda muito
barato eomo seus freguezes nao igno-
rara, caigas de casemira de cor e preta
a 6J.7*. 8J. 9* e 103, e para meninos
a 3*, 4* e 5$, paletols de panno de di-
versas cores a 10*. 12$, 15$. 20* e 25*.
-casacas e sobreeasar.as de panno muito
fino a 303. 40* e 503. paletols de brim
diversos 3$ e4*. ditos de fusto o me-
lhor que ha neste genero a 73, palelots
de alpaca preta e de cores a 3*. 4* e 5*
tanto saceos como sobrecasacos, coicas
de brim e colletes de 2*, 3*, 4* e 5$ e
outros artigos que se tornara enfastiveis
em mencionar s com a vista se pode
apreciar seus precos e qualidades.
4 loj da bandeir-a
ova loja de funileiro da]
rua da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a
todos os seos freguezes tanto da prega
como de mata, e juatameote o respeite-
vel publico, que tomou a deliberaco de
baliar o prego de todas as suas obras, por
eujo motivo teso para veader um grande
sortimeoto de bahs e bacas, tudo de
diHerenies tamanhos e de diversas cores
em pinturas, e juntameute om grande
sortimeoto de diversas obras, contendo
banheiros e gamelas grandes pequeas,
machinaa para caf a camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 4* e peque-
nos a 600 rs., bacas grandes a 5* e pe-
quenas a 800 rs,, cocos a 1* a duzia. Re-
cebe se um ofcial da mesma efQcina
para trabalhar.
Relogios.
de Johnston Pater AC.,

SYSTE1A MBDICO DE HOLLOWAf
PILULASHOLLWOYA.
Esta nestipaavelespecifico, composlo inteira,
mente da herae* mediciaae*, aio conten mercu-
rio nem alguma outra subsunciadelacteria. Be-
nigno mais tanrainfancia, acomplei(aomaia
delicada igualmente prerapto e segoro para
desarreigar o mal na eompleigo mais robusta ;
enteiramente innoceute em suas ojjera(oese ef-
foitoa ; pola kusea e remova as atancos de qual
quer especie a grao por mais antigs e tenazas
que sejam.
Entre milhares do pesaOM casadas eom asta
remedio, muitaa que j esta van. as portas da
morte, preservando em seu uso : eonseguiram
recbrala saude e larcas, depeia de ha ver tente-
do inullimente todos os outros renjedios.
As mais aflictas alo davem entregar- se a des-
esperado; fagam um competente ensaio dose
efficazes effeitos desta aasembrosa medieina.
prestas recuporarao o bondfleio da aande.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das aeguinteaoBfernudades:
Gollinhas.
Na loja d'aguia de oaro, rua do Cabug n 1 B,
recebeu-se um completo sortimeoto de gollinhas
de missanga de todas as cores.
Vondem-se siccos com farioha de mandio-
ca a 33, e velas de carnauba de superior qualida-
de ; na rua Nova n. 48.
Em casa deN. O. Bieber& C, rua da Croz
n. 4, veode-se:
Relogios americanos de ouroe prata, igual em
qualidade aos melhores relogios ioglezes.
Relogios dourados
Correles para relogios.
Bataneas americanas proprias para armazeos,
pesando de meia libra at 3,500 libras, ditas pe-
sando de 1[2 onca at 8 arrobas, proprias para
tabernas, casas de familia, etc.
Carrocas americanas para boi ou cavalio.
Carretas.
Cini'ihos de mo.
Carros americanos para 1 ou 2 ca vellos.
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticaf ranceza rua da Cruz n.22
Largo do Terco
n. 23.
Vendem-se batatas muito novas a 80 rs. a li-
bra, assim como outros gneros mais baratos que
em outra qualquer parle, nao se diz o preco para
nao espaotarlf 1 Ca dinheiro vista).
"Vende-se a armacio e pertences da taber-
na sita na travessa do Queimado n. 7, podendo
os pretendntes tira-la, ou continuar na mesma :
a tratar na ruada Senzala Velha n. 48.
Vende-se urna carroca nova para um ca-
valio : na rua Nova n. 59.
Bonitos toucado-
res de armaco e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadorea de armacio preta, torneada,
e gaveta com embulidoa o machetados que os
tornam muialagantes, os quaes servem excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de dotraz, e de rapazessoltei-
ros, e pelos precos de 8, 9 e 10*. sao baratisai-
moa na verdade, e quem oa vir aua do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. la, ae agradar, e
nallivelmeole comorari.
Sabonelfs
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vndenlas sbemete* de amendoa para barba
cada um em aua caixinba de louca a 500 ra. na'
roa doQueimedo, laja rafuft branca n. lfJ.'
Atteneao.
aoavariado.
Veodem-sa pecas de algodozinho bom com 20
varas, pouco avadadas, a 1*500, 3* e 3*500 : na
rua do Crespo n. 20 A.
Vende-se um cabriolel novo : na rua Nova
numero 59.
Nova pechincha
A' imperatriz Eugeue.
Pinos cortes de cassa franceza deduassaisse
de tres babadas, com 10, 15 e 18 jardas a 3*500,
4 e 5*, cortea de la de bonitos desenlio, de 2
saias e tres babados com 24 corados a 6* : na
rua do Queimado n. 44.
Potassa da Rnssi e cal de
Lisboa.
No bem conhecido a acreditado deposito da ras
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender ver-
dadeira potassa da fiussia, nova e da enperior
qualidade, assim -como tambem cal vtrgem en
podra ; tudo por precoa mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Ruada Senzala Nova n.42
Veade-seem easada S. P. Jonbston AC.
eeinse ahaauf lacea, eandeairos a calticaoi
bronzedos,!onas dilates, flo dsrala.cbicota
para carros, o monuria.arreioa partea rro da
nae o dous aaaelas relogios da ovia paianu
Vende-se em
rua do Vigario n. 3 um bello sortimeoto de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancelias pera os
mesmos.
Arado americanoie machina-
pata lavar roupa :em casa de S.P. Jos
hnston & C. rua da^eazala n.4S.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, rua
do Cabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeitesde continha.como dourados, e de lindas
Atas e I velas, o mais fino que se pode encontrar
isto na loia Aguia de Ouro, rua do Cabug n. 1 B.
Vende-so um cabriolet novo ; na rua Nova
numero 59.
Para meDina de escola.
Chapeos de ptlha escura, ricamente enfeitados
e por commodo prego : na loja de chapeos da
ruada Cadeia do Recife o. 46.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Dra. Radway C, de New-York Aeham-se i
renda na rua da Imperatriz n. 12. Tambem ehe-
garam as ioslruccoes completas para se usarem
estes remedies, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se veodem a 13000.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvd, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jonvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quam quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se aloja
d'aguia branca, rua do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabo de marfim e madrepero-
la, escovas para deotes.
Na lofl d'aguia branca acharao os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fim e madreperola a 2* e 28500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gusto limpar-se
os denles, e para as comprar dirigir-se rua
do Queimado, loja d'aguia branca o. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa rin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
meoto das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melh orados
com novos
a perf ai coa-
mentos, fazendo pespooto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na rea da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado axprassamente para aa masmas ma-
chinas.
Trinta arcos
a 2#000.
Saias bailo com 30 arcos a 2* cada urna, ss-
patos de burracha para homem a 2* o par : na
loja das 6 portas em frente do Livramento.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de difieren-
tes cores e larguras, e como aempre as est ven-
dendo baratamente a 2*. 3, 4 e 5g a peca, precos
estes que em nenhuma outra parte se achara, e
s sim na rua do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
A Af, 4500 e 5#.
Cambraia lisa muito fina a 4* a peca com 81i2
varas, dita muito superior a 58, dita tambem j
muito fina com aalpicos a 4*500; na rua do
Queimado n 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba, de receber pelo
vapor francez urna pequea porcao de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoraa, e aa est
vendendoa 1*500 cada urna ; a ellas, antes que
se ac bem, pois s as ha na loja d'aguia branca,
rua do Queimado n. 16.
Luvasde finacamursa
para militares e cavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de aua'
encommenda mui finas luvas de camua, o que
de melhor ae pode dar neaae genero, o aa est
vendendo a 2*500 o par ; os senhores offlciaes e
cavalleiros que aa compraren) conbecerao que aio
baratas 4 vista de aua finura e duracio, e para as
obter dirigirem-se i rna do Queimado, loja da
guia branca n. 16. Adverte-se que a quantidade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
Coral de raz
"Vende-semullo bom coral da relx, o fo a 1* :
na rua do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Fekreto daeapecie.
Gette.
Hemorrboidas.
Hydropesia.
Ictoraeia.
Indigestes.
Inflammsees.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cutis.
Abstruecio deventre.
Phtysiea ou eonsump-
pulmonar.
Retengo deourina.
Rhenmatistno.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Accidentes epilpticos
Alporcas.
Ampolas.
A reas (mal da).
Afllhma.
Clicas.
ConvuUas.
Debilidadeou extenua-
do.
Debilidade ou falta de
forcea para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermedades ao ven tre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Pobre biliosa.
Pebreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabolecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja do
lodosos boticarios droguisteeoutraspessoas edo
arrogada^ de sua venda em toda a Amerita a-
aul, Havanae Hspanha.
Veadem-se as becetinhas a 800 rs. cade
urna dallas, contem nma instrumao em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas. r
O deposito geral em casa do Sr. Sown
pharmaceutieo, na rua da Cruzn. 22 em Per-
nambuee.
Vende-se o engenho Pao-sangue, situado a
margena do rio Serinhem, distante urnas 600
bracas da estaco da Gameleira, com urna safra
ao corte, algn escravos, beis, etc., tendo ex-
cellente cercado e ptimos partidos de varzea pa-
ra mais de 2,000 paes annualmente, e estando
boje acrescentado com algumas trras que foram
do engenho Gameleira. Recebem-se em conta
predios nesta cidade, e os pretendenles podem
entender-se com os Srs. Marcelino 4 C, em sua
loja na rua do Grespo.
Um bom negocio para os lo-
gistas.
yen|l8-se urna escrava mo?a com algumas ha-
bilidades e sem vicio, a troco de fazendas : quem
a pretender por este negocio, dirija-se a rua das
Trincheiras n. 7, que achara com quem trajlsr.
Cestinhas de Hamburgo.
S na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n.
i B, quem recebeu um completo sortimento de
lindas cestinhas de todos os tamanhos proprias
para meaines de escola, assim como maiores com
lampa proprias para compras, balaios proprios
para costura, ditos proprios para faqueires, ditos
muito bonitos para brinquedos de meninos, di-
tos maracas piotadinhos que se vendem por pre-
cos muito baratos-
Raiz de coral.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n. 1 B
vende-sea verdadeira raiz de coral a900rs. o fio!
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n. I
B, chegado de sua propria encommenda muilo
lindas caixinhas de costara com msica, proprias
para mimo, que se vende muito barato.
Ricos espelhos.
Na leja d'aguia de ouro, rua do Cahug n. 1 B,
recebeu de sua propria eoeommenda um comple-
to sortimento de espelhos com excelleotes vidros
e ricas molduras douradas proprios para sala, as-
sim como de outros tamanhos, que s vista de
freguez se far preco.
Riscadinhos de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na ruado Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Enfeites de flores para ca-
samenlos e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos o de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vio a casamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os precos sao 8,
10 e 12, porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a rua
do Queimado, loja d'aguia braBca n. 16.
Julio & Conrado.
Receberam os melhorea chapeos I
de alpaca para chura esol e vendem
muito barato, assim como de seda I
que vendem por 6*.
mmmmmmmmm
Pechincha
Armazenada
de Pars
DE
Magalhes i Mendes.
Ruadalmperatrtx.outr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armazenada de 4 portas n. 56, recebeu
novo sortimento de azendeadeaosto, ire el-
las, ricos chelea da grox comporta redondee
borlote a 8*. di loa de marin tambem de ponta
redonda para todos oa oreos, aa ricos cortes de
vestidos brancos de 5 e 6* eslo ae acabando,
ricas cobertas para cama de grex a iOf. ricae
chitas para cobena de Crepon a o covado, ri-
cos gostos de csaaaa mi tizadas 280 e 320 ra. o
cavado. Ha aempre nesta casa em completo sor-
timento de chitas da 160 at 280 o covado, saisa
palio de novo goeto e de arcos aafudoa com fita
araadoalailoi, que sao molaoies doqaealia


*- mCi HU tt M JLLHO DI 1861.
f

.Coras lapidados
a 500 rs. o masso.
Vendem-a* massinhos de bnm lapidados a
awO rs. cada um : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branea a. 16.
- 240 rs.
Las escaras de padres modernos o melhot
qire'tem spparecido, de liadas cores, a 240 M.;
na roa do Queimado n. 39, loja de 4 porta.
Libras sternas.
Vende-se no eseaaplorio.de Mainel Ignacio de
Oliveira 4 Filho. largo do Cocpo Sanio.
Travessa do Pires a. 11.
JosepJ Grosjeea oca su oficina venda 1 ca-
briole^ ooo, l carro americano para 1 eavallo,
1 cabnolet em bem estado, que vende multo en
eoDta, assim como encerado preto a 29300 o co-
rado, e comprando ea peca ha de ser mais ba-
rato. c
AUenco.
Ha raa do Trapica a. 46, em aa do Rottron
Roolter & C, axial* m bam aorlimento dalt-
wi* ** cor" brne* aarreteis do melhor
abricante de lnlalerra, as qaaes se venden por
presos mui razoaveia.
Proprios para mimes de me-
DQg.
Na loja d'aguia di? ouro, ra do Cabug n. 1
B, receben um completo sortlmento do bonelos
raaito interesjaoles qoe dando- Ibe corda anda
ama milha por hora, que vendo-se-lhe svas ha-
bilidades aioguem deiiaride comprar, polo ba-
ralisiimo prego de 10 a 15*000.
DESTINO
DE
Jos Dias Brattdao.
5Ra da Lingueta5
novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior maoteiga inglesa a 19 a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a I94OO, pas-
eas a 560, conservas inglesas e portuguezaa s
700 rs., aietria, talharim e macarro a 400 rs. a
libra, loucioho de Lisboa a320rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas eom peize de
postas a 1J400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5$a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
&|80O a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas francesas e portuguezis a720rs. a lata,
spermacete de 4. 5 e 6 em libra por* prego mui-
to em conta, vinho do Porto engarrafado fino
fvelho) a 19500 rs., vlnho de Lisboa e Figueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
m endona-los, que do contrario se tornava eofa-
donhoaos freguer.es (Dinheiro vista.)
Lindos cabazes
de palha fina, ou cesnhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se cham mui lindos e
delicados cabazes de palba fina, ou eestinbas ea>-
feitadas, proprias para as meninas de escola, ou
mesrao para costara do senhoras, e custam 4 e 59,
o que baratissimo vista da perfeicio e bom
gosto de taes obras, as quaes se vendem em dita
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
A.6KSCIA
Massinhos de coral
; a 500 rs.
S na loja da aguiade ouro,
ra do Cat ug n. 1B.
Vendem-se mastiofeo de coral muito uno a 500
reis o' masso.
Tachas e moendas
I
Braga Filho & C., tem serapre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mtnto de tachas e moendas para ngenho, da
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no tneimo deposito ou na ra do Trapiche
n. 1.
Veude-se o engenho Tiriri, sito na comeres
do Cabo, com as propdrcoes seguiotes: dista da
estrada de ferro uro legoa, e porto para embar-
que em distancia de 200 bracas, eom terreno pa-
ra grandes safras, e tem muitos terrenos para se
abrirem com facilidade, ha grande cercado e
muitas matas Este engenho novo ebem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segundo an-
dar, ou no engenho Cafund, sitio em distancia
de meia legoa daeslscao deOlinda com oabaiso
assiguado.Joo Paes Barrete
A 8JO0O.
Chapeos de castor branca, fazenda muito boa,
osquaesse vendem pelo diminuto prego de 8
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
Entre-meios
os melhores que se tem ?isto
A leja d'aguia branca recebeu um explendido
sortimento de ntremelos de delicados bordados,
e gostos inteiramente novos, com differentes lar-
guras, do mais estreito at mais de 1|2 palmo,
suas diversas applicaces escusa diztr-se porque
todas as senhoras sabem r os precos sao de 2 a
59 a peca conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o bom, iofalli-
velmente os comprar: na loja d'aguia branca,
na ra doQueimadov. 16.
DA
FUNDIDO LOW-iHOW,
Ra da Senzalla Nova n.42.
Neste jstabeleciraento contina ahavarum
completo sortimen to da moendas emeias moen-
das para engenho, machinas da vapor a laixas
te ferro batido a coado, de todos os lmannos
para dito,
A12#000
a duzia de toalhas felpudas superiores ; na ra
do Queimado n. 22. na loja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andares e
sollo na ra de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzes n. 18.
AUenco
Vendem-se caixoes vastos proprios
para baliuleiros.funileiros etc.. a 1#280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem os tem
para vender.
P Julio Conrado.
Vendem bellos vestidos de tiloma-
tisados tanto de 2 saias como de
olbas a 109, para acabar.
Aranaga- Hijo & C,
vendem oncas de ouro: n a ra
do Trapiche n. 6.
Belogios patente inglez a 170, em
casa de Julio & Coorado, assim como
ricos aderecos de diversas qualidades
que vendem barato porquererem acabar
com o negocio de ouro.
AUenco
Fazendas e rou-j
pas fetas baratas.
NA LOJA DE
Multa gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se ocoDtfa um 'grande
e bello sortimento de gwratas d* diare*tes gos-
tos e qualidades, e por pregos taes nhuma outra prtese acha, como aeja, grs*a4i-
ohas estrellas bordadas a 800 e If, ditas pretas a
de tare gradaveis a 19, 19100 e 1500, ditas
com ponas bordadas o matizadas, e litas de mui
boro setim msco at|500. Pela Variedad* do Sor-
Umeoto o comprador ter muitas de que-'seegrt-
do : na ra do Queimado, foja d'aguia branca
numero lti.
Na raa da Crux n. vendem-se refrescos
gasosos a 160 rs. a garrafa.
Vende-se carvio animal em p para reuni-
ra por 19200 a arroba.; na ra de Apollo i. 6.
Progresivo
Progresista.
Vende-se nos armszens do largo do Carmo n.
9, e ra das Cruzes n. 36, manteiga inglesa flor
da safra tena a 800 e a 19, da nova ebegada l-
timamente em barrister batimento, affiaaca-se
sor manteiga que outro qualquer nao (iodo ven*
der por menos de 19440, (nao servindo isto det
o (Tensa aos nossos collegas.
Ao chales de
roxe.
Nozes
fa 3f a iTrOba, e a relalho a 110 n.% libra : m-
de-se no armazem progreio, largo da Peob Bu-
diminuto
de mofo:
Ricos certes de seda da 1009, palo
prec.0 da 309 por tar una toquezinho
no armazem de fazendas da roa do Queimado nu-
mero 19.
Delicados chapeo-
zinhos parabaptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui novos e
deHesdfls chapeozinao para baptisado, obra
mui perfeits e bem enfeitada, sendo cada uta esa
sua bonita caixinha, e pelo baratissimo pre?o de
69, ninguem deixari de os comprar : na loja d'a-
guia bresca, ra do Queimado o. 16.
Vende-se porcio de quintaes de ferro em
vergarhee quadrados de varias grossuras e
chumbo em barra ; no armazem da travesa do
Carioca n. 2.
gl
Boa-
Na raa da Ira peral riz, oulr'or" aterro da
Vista, na loja armazenada de 4 portas o. 56, re-
cebeu-se pelo ultimo vapor francez um completo
sortimento de fazendas propriss para senhoras, a
ser : manguitos bordados com manga a baleo a
2$ o par, ditos de foslao com botaozinho de lio-
dos gosloa a 39 e 39500, ditos de linho muito fi-
nos a 49 e 4#500, todos sao bordados e o methor
gosto qoe ha nesta fazenda, corpinhos bordados
para meninos e meninas a 19. liras bordadas e
entremeios para enfeilar vestidos brancos a 19 a
peca, cortes de vestidos bordados dos lados a
4$500, ditos de babados a 5 e 69, ditos bordados
muito finos e enfeitados com pegas de ntre-
melos muito ricos de 2 e 3 balados a 8 e 109 o
corte, cortes de rlscado francez a 29, cevado do
mesmo 200 rs., chitas francezas a 240. 260 e 280
o covado, cambraias brancis finas a 29500, 3JeU VpfiftPtP THI/i/l hfLVltfl
33500 a peca, ricos chales de groxe componte! V ^tlUC C lllllUU UUrt UtU
maro 8.
Attenco.
Btalas
em gigos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
I5OOO rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
se nicamente nos aroazens Progresso e Pro-
gressista no largo do Carmo o. 9, e ra das Crvi-
tes n. 36, tambera tem grande porgao de quei-
jos prato que vendem a 560 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiata ingleza para
denles.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommeoda a bem conhecida eprovei-
tosa opiata ingleza para denles, cuja bondade
apreciada por todos quantos della tem usado, a
ser mais por quem quizer conservar asgengivas
em perfeito estado, assim como a abura dea
denles; cusa cada eaiza 19500, e por tal prego
s deixarao de comprar quando a nao achreos
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Feijaode corda
No armuem de Tasso lrmos, ra do Amortm
numero 35.
I

Na loja de marmore g
Lindas caixias
com necessarios para costura
Acaba dechegar para a loja d'aguia branca mui
lindas caixiohas matizadas, com espelho, tesoura,
caivete, agulhela, agulheiro, dedal e ponteiro,
ludo pratiado e de apurado gosto, emQm urna
caixioha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a posauir, e vendem-se a
109 e 129 : na lo,a d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
afeites de cabeca.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabugfi n. 1 B,
chegado um completo sortimento de enfeites
para senhora, sendo ultima moda, que se vende
mais barato do que em outra qualquer parte.
sParaos senhoresS

48- Ra da Imperatrifc48
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
de roupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 39 e 39500,
ditos forrados a 49 e 49500, ditos france-
zes fazenda de 109 a 69500, ditos de me-
rino prelo a 69 ditos de brim pardo a
30800 e 49, ditos de brim de cor a 3JJ500,
ditos de ganga de coa a 3:500, ditos de
alpaca de la amarella a imitaco de pa-
lha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
caiemira a 49500, 58 e 59500, ditos de
caseraira saceos a 13J, ditos sobrecasacos
a 15$, ditos de panno preto fino a 209,
22$, 280, ditos brancos de bramante a
39500 e 49, caigas de brim de cora 1J800,
23500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditas de
casemira a 69500. "500 e 99, ditas pre-
tas a 4S500, 75500, 93 e IOS, colleles de
ganga franceza a 1S600, ditos de fuslo
23800, ditos brancos a 28800 e 39', ditos
de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorguro de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e 59,
ditos de velludo a 79,8$ e 99.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam calcas, cohetes, pa-
letots, camisas a 1*800 e 23, ditas de fuslo
a295OO, chapeos francezes para cabeca
fazenda superior a 60500, 8$500 e 109,
ditos de sol a 8f e 6)500, ditos para se-
nhora a 48500 e 59- Recebem-se algu-
mas encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a sua arle.
Fazendas.
redonda e borlla a 8$, cobertas do mesmo gosto
a 10/, chales de merino tsmbem de ponta redon-
da para lodos os precos, ditos estampados a
20500, saias de balao de novo gosto de arcos
miudos com fita larga dos lados que sao melho-
res do que os de fusilo a 39 e 39500, ditas para
meninas a 29500 e 39. A loja armazenada de Pa-
riz se acha aberta das 6 horas da manha s 9
da noite.
HFaUll
para vestidos d senhora e
roupiubas de criancas.
Na loia d'aguia branca se encoctra um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e de cores, propriaspara enfeites de vestidos,
assim como urna diversidade de galio de seda e
linho, brancos e de cores, abertos e fechados, lar-
gos e estreitos al o mais que possivel, trancas
tambem de seda, la e linho, de differentes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas: por isso quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16. que ser bem
servio.

9
g
padres.
Ricos cortes de vestidos de sed* es-
coceza superior a 149, novidade em corte
de chita achanialotada de ricos padres
com 14 corados a 59, chales de merino
eslampados de bonitos gostos a 69500,
cambraia lisa de Escocia com 10 varas e
de vara de largura a 49, 49500 e 69, su-
perior bramante o melhor que ha a If e
29200 a vara de 4 larguras, sortimento de
meias para meninos e meninas a29800 e
3g a duzia, cambraia de salpico muito fi-
na a 700 e 8(/0 rs. a vara, chitas sottidas
francezas a 240, 260 e 280 rs. o covado a
outras muitas fazendas por pregos commo- d
Luvas deJouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre se encontrarlo as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para homem como para se-
nhora, por serem recebidas por todos os vapores
viodos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
prego de 25500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
pechincha.
Sedinhas de quadros muito incorpadas, cova-
do a 800 rs.
Golinhas de fusilo bordadas com bollo para
senhera a 640 rs.
Ditas de dito lisas com botao a 500 rs.
Manguitos a bailo com puntos e gola borda-
dos com bolozinhos a 39.
Manguitos a balo com punho gola a 2j500.
Balees elsticos a 39 e 39500.
E outras mais fazendas muito baratas : na ra
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Fer-
reiros.
i Julio k Conrado. S
|j| Vendem um preto de meia idade A
4, bom cosinheiro e urna preta da Costa
S? Por barato prego : na ra do Queimado 5
W o. 48. &@

par
Meias de laia muito elsticas porlf o
em casa de Julio 4 Conrado.
Gravatihas estreitas.
Vendem-ee superiorea gravatinhas estreitas de
seda, nao a preUa como do coces, pelo baratis-
simo preco de 19 ; a ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
E'd graca.
Ricas chapelinaa do aeda para senhora, pelo
baratissimo preco de I69 cads bom : na ra do
Queimado a. 22, loja da boa f: (a allas.que alo
poucaaj.
Cortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos corles de vestidoa brancos
bordados com 2 a 3 babados a 59: na raa do
Queimado a. 22, ai toja da boa f.
Grandes colchas
de fuslo adamascadas, peto prego de 8| cada
nma ; na raa do Queimado a, 19.
a
Ra do Queimado]
numero 48.
Julio & Conrado receberam pelo
ultimo paquete ricos enfeites a Ga-
ribaldi, pretos e de cores tanto para
senhora como para meninos, conti-
nuara a vender tpalos de tranca
tanto para hornea como para se-
nhora a 19 o par.
Molas para balo.
Na loja d'aguia da ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu de sua encommenda as verdadeiras mo-
las para baldes, que se vende a 200 rs. a vara.
Vende-se feijao
amar ello.
No trapiche Bario do Litrmenlo, no Forte do
Maltos, em saceos de 5 alqueirea, medida de Por-
tugal.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
caigas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de fuslo de cores a 4),
ditos de estamenha a 4$, ditos de brim pardo a
39t ditos de alpaca preta aaccoa e aobrecasaeos,
dolletes de velludo pretos e de cores, ditos de
corgurlo de seda, grvalas de linho as mais mo-
dernas a 200 rs. cada urna, collariohos de linho
ga uliima moda, todas estas fazendas se vende
paralo para acabar; a loja est aberta daa 6 ho-
ras da manhla at aa 9 da noite.
Fazendas.
N. 19 Ra do Queimado N. 19.
A 28000.
Cortes de riscado francez com 14 covade, pelo
baratissimo prego de 2$
Cobertas chinezas,
pelo prego de I98OO cada urna coberta.
LeiKjes a ljj|900, 3# e 3#300.
Leoges de panno de linho e bramante, pelo
prego acim?.
Atoalhado de er com 6 palmo*,
proprio para toalha de mesa, pelo preco de 19600
a vara. ^^
Colchas de fustSo
de lindos lavrores a 69 cada urna.
Algodao monstro
para toalhas e lences a 480 a vara.
Fil de linho.
Fil de linho fino a 800 rs. a vara.
Toalhas de fuslo a 500 rs.
Ricos cortes de seda
com babados muito' superior a 409.
Cortes de seda
com toque de mofo pelo barato preco de 251000
(urna qaarta parte de seu costo). """"
Ca pellas
para noiva muito lindas a 59.
Carne do serto.
Na ra Augusta, taberna n. 31, ha a verdadeira
carne do sertao do Serid a 360 e 320 re. a libra,
assim como quijos do mesmo serto a 840 n. a,
libra, e iMguicas a 300 rs. a libra.
Para senhoras.
Ricos vestidos de seda moirantic.
Ditos dito de dita grod-fric.
Ditos dito de dita babadinhos.
Ditos dito de dita dous folbos.
Ditos dito de dita phantasia.
Ditos dito de dita bareja-babadinhos.
Ditos dito de dita cambraia brancos bor-
dados. 9
Ditos dito de dita pretos tecidos afelio- #
dados. #
Ditos dito de dous folbos bsbadinhos. )
Biquissimos vestidos de tarlatana brancos. 9
Ditos ditos de blonde para casamentos.
Ditos leques de madr Ditosditosde sndalo. 9
Ricas pelerinas de renda e seda. #
Manteletes do tilo pretos.
Ditos muito ricos de velludo. 8)
Ricos bournusbedainas para sabidas de 9
bailes e theatro?. 01
Ricos ehapees de palba de Italia. 9
Ditos ditos de seda. 9
Golliohas, manguitos e camisinhas de to- 9
1 das as qualidades. O
Saias bordadas de algodao. f)
Ditas ditas de linho. (B>
1 Ricas sombrinhasde seda muito moderan, 9
, Enfeites de flores. fjc
Ditos de freco.
Dtlos de fita.
Para senhoras.
Gasaveques de la.
I Peotes de tartaruga.
Ditos de bfalo com enfeite. Z
Ditos de dito sem enftile.
1 Chales de merino muito modernos.
Ditos de cachemira bordados.
Diloa de touquim.
1 Ditoa de froto. S
' Ricas mantas de blonde para caaameato. ,
' Camilas bordadas muito finas.
I Meias de seda muito finas.
Ditas de dita pretas finas.
Enfeite de vidrilho prato.
Dilos de ditos de cores.
Lengos de labirinlbo.
Froohas de labirinlbo.
Toalhas de labirinlbo*
Leogoa de linbo bordados.
Gravalinhas muito modernas.
Plumas brincas e de cor.
Fitas de seda de apurado gosto.
Franjas, cascarrilbas, tranga e rifa e filas J
estreitas de seda.
Para homens.
Paletots de panno fino. 9
Ditos de casemira. #
Ditos de brim lona [brancos.} 9
Ditos de brim de cdr. 9
Caigas de casemira de cdr e de padres de
muito gosto. 9
Capas de gula-percha.
Perneiras de dita.
Caigas de dita.
Capuches de dita:
Meias de cor.
Colleles de casemira.
Ditos de lia e aeda.
Ditos brancos.
Dilos de velludo prelo.
Ditos de dito de cdr.
Calgado Meli.
Dito de vaqueta.
Dito de duas solas. 0
Sapatos entrada baixa. 0
Chao eos de lontra. f)
Ditoa de castor branco. $}
Grvalas de renda a Garibaldi. (f
Ditas de setim. sj
Ditas de gorguro e seda. a>
Cour-inhos dos mais modernos. 9
Camisas de linho inglez as. 0
Ditas ditas francezas.
Para meninos.
Ricos vestuarios de seda.
Ditos ditos de lis.
Ditos ditos de fuslo.
Ricascamisinbas bordadas para baptisado. 2
Ricos sapatinhos enfeitados para bapti- g
sado: -
Bonetes de todas as qualidades.
Chapeosinhos de palha de Italia.
Casaveques de la. *
Extracto de sndalo muito fino.
Essencia de sndalo muito fino.
Caixinhas de tartaruga.
Carteirinhas de apurado gosto
Ricos jarros com banhs.
Um grande sortimento de riquissimos
quadros a oleo.
Ricos traaspareoWs para janella.
Caixinhas muito ricas proprias para guar-
dar joiis.
Banha muito fina a Garibaldi.
E outras muitasfazendas e pertumariai
que deixtmoa de mencionar, por
um grande sortimento.
Boneeas de cam ur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'agvia branca vendem-se mui bonitas
beaoeaa do eamursa com rosto de massa, o pri-
morosamente vestidas com aaia bailo, ele etc.,
vista do que, e de sua moila duraglo sao bara-
liasimas a tg200, barato assim s se eocootra -aa
loja d'aguia branca, ra do Queimado a. 16.
Peonasdeaco
inglezas, caligraphieas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommeoda $s verdadeiras peonas de ago ingle-
zas, caligraphieas, cuja superiaridade est deci-
dida, e ainda assim contina a vende-las a 29 a
caixinha : na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado d. 16.
Vende-se ou arrenda-se o grande sitio de-
nominado Calaos, silo na freguezia da Varzea,
com urna casa quasi prompta, urna dita de fazer
farinha, grande ouantidade de fructeiras, como
seja, coqueiros, laraogeiras, etc. ; no mesmo
existe duas vaccas com crias, que do bastante
lefe, e um burro manso : a tratar na ra do
Sebo n. SO.
Farinha.
Vendem saceos com farinha a 29 e I98OO, pro-
pria para arranjos de familia e para o sustento
de animaes, como sejam galliohas e porcos, bois,
cavallos, etc., e tambem se precisa alugar urna
pretf para o servigo de casa ; paga-se bem: na
taberna grande da Suledade.
Queijo de toalha a 560 rs. a
libra
Vende-se na ra das Cruzes n. 24 esquina da
travesa do Ouvidor.
Relogioe correle de ouro
patete inglez vende-se por grande precislo de
dinheiro por menos do seu valor 80$, no largo
da Penha a. 6.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a melhor que tem
viudo a este mercado a 89500 a arroba a prazo
ou a dinheiro : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cito n. 7 ou na ra da Imperatriz n. 60.
Genebrada Hoilanda em bo-
tijas.
Vende-se na casa de Brender a Bran-
dis & C. : na ra do Trapiche Novo nu-
mero 16.
T*W IBfWfwWwa vl% W5W WW'bt wffl WW wl^* 7*^
|f Ra do Crespo n. 8, loja de
4 portas, admira a pe-
chincha
La para vestidos fazenda que
outr'ora custava 8t 0 rs. o cova-
do vende-se a 240 rs., do-se
amostras com penhor.
Grande pechincha a 91.
Paletots saceos de casemira murto
bem feitos comabotuadura de madeira
a 9$ cada um": na ra Nova n. 42, de-
fronte da Conceic3o dos Militares.
Oncas hes-
panholas,
_ Vendem-se no armazem de Antunes Guima-
raes & C, largo, da Asaembla n.15.
lende-se
1 cayallo novo de cdr alazao, gordo, bonito, por
barato prejo ; na ra do Crespo n. 10.
4 2.500 o covado.
Dama'co de seda boa fazenda, encarnado, cor
de canna e branco.
Manteletes de fil preto enfeitados com bicoa 5a.
Damasco de t! com 6 palmos de largura cova-
do a 150O.-
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 88.
Cortes de casemira de cor a 3900.
Setim Maro superior a 2J.50O.
Casemira preta setim superior a 2500.
Pecas de indiana flnissima com 10 varas a 8fl.
Na ra do Crespo loja o. 10.
Vende-se urna casa terrea na ra do No-
goeira n. 36; para ver. na mesma casa, e para
tratar, no pateo do Carmo, esquina da roa de
Hortas n. % das 7 s 8 horas da manha e de
meio da s 2 da tarde.
Trapiche
BABAO LIVRAMEMO
Largo da Assembla n. 15.
Ha coitiouamente para vender neste novo es-
tabelecimento o seguate :
Cera de carnauba em perces ou a relalho,
quahdade regular e superior.
Cebo do Porto em caixinhas de 1 a 4 arrobas
Barricaacom cebo do Rio Grande em porces
ou a relalho.
Velas de carnauba pura em caixinhas de 1 a
2 arrobas.
Meios de sola differentes qualidades em porces
ou a relalho.
Courinboscorlidos.
Farinha le mandioca por 1J500 a saces.
Farello em saceos grandes por 3J80O a sacca.
5W CTITw ro wan% wwrw suir mm
S
S
i
s
r haver j

Venda depropriedades
Vendem-ee as casas terreas sitas na raa atrs
da matriz da Boa-Vista a. 30 e 31, Bangel n. 79,
e ra do Forte n. 26, todas com solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza.
ra do Qaeimado a. 11, primeiro andar.
Urna boa escrava.
Vende-se urna mulata de muito boa conducta.
ogomme, cotinha, lava muito bem, e faz todo
maia aorvico de ama casa: a tratar ae> raa da
Aurora n- 66.
SABAO.
Joaquim Francisco de afelio Santos avisa aos
seus freguezes desta pra^a e os de fra, que tem
expesto venda sabode sus fabrica denominada
Reciteno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as da
composicao.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recenlemente pro-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torzal com franjas e borlas,
outros tambem de torcal de seda enfeitados com
aljofares de cores e borlla ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um apurado gosto e perfeijao,
os precos de 8| e 109 sao baratos vista das
obras ; alm deslas qualidades ha outras para
39 e 49 : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Vendem-se muito em conta quartolas de
muito boa qualidsde, proprias para deposito d'a-
gua em casas particulares e sitios, e tambem por-
co de loneis grandes de boa madeira, que sao
ptimos para depsitos de mel, e pira as distila-
Qes dos engenhos, os quaes se vendem a dinhei-
ro ou a prazo, conforme se convencionar: para
ver e tratar, na travessa do Carioca, armazem nu-
mero 2.
Capellas para noivas,
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug o. 1 B,
chegado o sortimento de capellas com palma o
mais fino que se pode encontrar para noivj, as-
sim como de cores, que tudo so vende por pro-
cos muito commodos.
A 2t o corte.
Corles de riscado francez com 14 covado pelo
barato prego de 29 : no armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Algodao
azul americano,
Vende-se overdadeiro algodao azul america-
no,em caixase a relalho: na ra da Cadeia Ve-
Iha n. 35.
chegado a loja do Lecomte, roa da Im-
pera tru n. 7, o excellente leite virginal de roaa
branca para refrescar a pelle e tirar pannos, sar-
das e espinhas, igualmente ao afamado p impe-
rial do lirio de Floreoca para botloejas e asperi-
dades da pelle, conserva a frescura e o avelluda-
do da primavera da vida.
Ra da Imperatriz n. 7.
As verdadeiras luvas de Jouvin de todas as
cores.
Sandalc, ra da Imperatriz
numero 7.
Ricas pulseiras, bengalas, leques, botos, car-
teiras, etc., etc.
Ra da Imperatriz n. 7.
Caixas com frascos para Ungir os cabellos em
10minutos, como tambem se tinge na mesma
loja.
Ra da Imperatriz n. 7.
Caixinhas com p e polidores para lustrar as
uohas.
500 rs. um corte e frisamento
de cabello.
RA DA IMPERATRIZ NUMERO 7.
Recebeu-se um official de Paris.
Bato estabelecimento est boje as melhores
condieoes que possivel para satisfazer as en-
commendas em cabellos no mais nieve possivel.
como sejam : rasmias a Luiz XV, cadeias de
rolemos, pulseiras, anneis, rosetas, botos de
abertun e de punhos, memorias, aISnetes, etc.,
cabelleiras de toda a especie para homens o se-
nhoras. Uva igualmente a cabeca a moda dos Es-
tadoe-Unidos, aem deixar ama s pelcula na ca-
beca, para satisfazer os preteBdentes os objectos
em cabello sero feitos em aaa preaenca, seo
deaejarem, e achar-se-ha sempre urna pessoa
disponivel para corlar os cabellos e penlear as
senhoras em casas particulares.
Aiten Vendem-se uns terrenos em Santo
Amaro, proprios para edificarse : a tra-
tar na praga do Corpo Santo n. 21, loja
de cabos.
Vende-se superiores vidros cem
ac ptra espelhos de diferentes taa-
nnos, bem como molduras douradas, a
pretas fingindo Jacaranda' tudo de mui-
to gosto : na ra da Cadeia do Recite
n. 7 loja de miudezas, de Guedes &
Goiisalves.
Vende-se farelo chegado ltimamente de
Lisboa, em saceos grandes ; na ra do Vigario
o. 19, primeiro andar.
Aos tabaquistas.
Lengos finos de cores escuras e fizas a imita-
cao dos de linho a 59 a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Escrayos fugioos.
Achsm-se fgidos os escravos Francico
mualo claro, natural da villa do Ip, provinch
do Ceare, fagido em setembro do aiino proxiro-
passado, com os sigoaes segnintes : idade de 35
snnos, altura regular, barbado e cabellos pretos
annellados; e Luiz, cabra, natural do Ir, fugio
do em margo deste. anno, e com os seguintes sig-
naes : idade 30 anno?, altura regular, muilo pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guns signaesde bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppe-se este escravo estar oceulto por
pessoa que o protejo, pelo que protpsta-se contra
quem o tiver feilo : qualquer pessoa que rs ap-
prehender ou delles der noticia a seu senhor Joo
Jof de Carvalho Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Desappareceu no dia 13 do corrente, do si-
tio de S. Jos do Manguinho, o escravo crioolo
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com os
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco do
Aracaty, d'onde veio para aqu fgido : roga-'e
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e enlrega-lo no
sitio acmacitado, ou na ra do Trapiche o. 15
a Jos Teixeira Basto.
Fugio o escravo Torqualo de cor parda natu-
ral do Para no dia 30 de junho prximo passado
o qual pedreiro e trabalha tambem de alfaiate*
costuma embebedsr-se muito amiudo, tem de*
idade trinla annos pouco mais ou nrenos, e altu-
ra regular quem o pegar leve-o a ra do Apollo
n. 8 que ser gratificado.
Ausentou-se da casa de sua senhora o es-
cravo de nome Jos, idade de 40 snoos pooeo
mais ou menos, de na^o Costa, levou vestido
caiga de brim de quadros, camisa de algodSo azul,
chapeo de palha, tendo por signal o seguinte :
um dos dedos do p direito acavalado sobre outro
prximo, tem por coslumo fallar baixo, estatura
regular, tem nos bracos so p dos hombros ta-
inos signaes de sua nagao, o rosto limpo quer
de marcas quer de barba, fugio no domingo 21
do correle: quem o pegar queira leva-lo a casa
de sua senhora na ra da Imperatriz n. 75, ter-
ceiro andar, que ser recompensado a vista de
seu trabalha.
Fugio do engenho Barra da freguezia do
Barreiros, na noite de di. 20 para 21 de mala
ultimo, o eaenvo Manoel, pardo, representa ter
40 annos, chelo do corpo, alguma cousa canga-
lha das peinas, ps proporcionaes ao corpo, ca-
bellos crespos, um pouco bicudo quando est
serio, trabalha de sapateiro, e levou nao s ca-
misas como parte dos p6rtences do dito officio.
Suppe-se ter seguido para o serto do lc, en
procura da fazenda da Batalha pertencente ao
Sr. Antonio Luiz de Sanl'Anna, que depois pas-
sou a seu filho o espilo Bernardo Joc de San-
lAona, propriet roga-se portanto as autoridades policiaes e aos
cepilaes do campo a apprehenso de dito escravo
e leva-lo a seu senhor Francisco de Vasconcel-
lee Lins, no engenho Paran da freguezia de Una
ou nesta cidade aos Srs. Joo do BeRo Lima 4
Irsni, ra do Apolla n. 8, qoe ser generosa-
aseate recompensado.
Attencau.
Fugio na noite de ti do correte mes de juina
o escravo Cosme, crioolo, estalura regular, testa
grande com faltaJie denles, representa 35 annos.
muito ladino eronhecido nesta praca, foi es-
cravo do Sr. Joo Valentim Vilieta, tem officio
de pedreiro e tambem anteado de oarapina, jul-
ga-e ter sabido para lora desta cidade spezar do
sempre andar pelas tabernas por gostar de bebi-
das espirituosas, levou ama pere de reupa j
osada o em chapeo de castor branco ainda novo:
quem o. appreamader, podo trace-lo ao seu se-
nhor Antonio Leal de Barros no seu fcitio na ra
de Joo Fernandas Vieirt, junto ae Manguinho
que ser recompensado.


w
IARK) Di riAliMlDQO; TIlC* FURA M M JULHO M IMl:
Doos commesaes dt cardeal Dabois.
(Concluaao.)
aYolteroos aos nossos negocios pessoaes, a nos-
sa viajera desmanchada ou pelo menosefecttva.
Fiqueijojuitodesgosloso por dous motivos que me
a Aligera sensivelmeote, pelo prazer que (criis em
tornar a ver o cooego de Saint Honor e da fal-
lar pessoalmeole com elle sobre nossos negocios,
e pela alegra que elle teria, porm particular-
mente pela melhora que soflreria sua frgil sau-
de com os aaudaogas do ar, com os bons duelos
e com vossas caricia*. Por conseguiole nao iou
culpado do motivo que impediu a exeeugo do
nosso projecto. Estou aflicto bastante 6 preciso
que rae consolis. Or, o melhor molo de o fa-
zerdes mostrar-ros consolada. Em nomo de
Deus, tranquillisae-vos contra todas as ideas
tristes que se apresentarem e nao m'as partici-
pis, porque julgo que succunobiria ; porm o
contrario resignie-vos a ter ainda alguma pa-
ciencia, entre tanto teode muilo cuidado em
vossa ssude ; nao poupeis nada pan conserv-
is : diverti-vos com os nossos bons parentes e
amigos e dae-me frequentemente noticias vossas.
O correio que devia traxer o capello acaba de
ebegar. Falla-se da nomeago de M. arcebispo
em termos to extraordioanos e sublimes que
nao ousarei dize-los aqui. O Sr. padre Tessioo
que fui conclavista do cardeal de Bissi e que
honra-me com particular amisade, escrereu-me
cousas admirareis a este reapoito. Madama sua
irmaa, que est em Pars, prometteu-me um re-
trato do papa, ella recebeu dous. Se ella mao-
dar-m'o esta noite, manda-lo-hei com esta carta
para vos distrair um pouco. Boa noute ; vosso
de todo o corago. '
O correio que trouxe o capello nao andou me-
nos que o que trouxra a noticia.
Expedido do Vaticano, na noite de ICde julho,
chegou no palacio real no dia 26, bastante lar-
de d'onde se pode concluir que as postas estavam
j soflnvelmente organisadas, as estradas suffi-
cientemente seguras. Jos escMve a sua oiu-
Iher o que se passou depois de sua ultima
carta.
Paris, 2 de agosto de 1821.
Domingo pela maohaa M. arcebispo doCam-
brai voltou do palacio de M. regente as dez ho-
ras, e meia hora depois partimos, eu, elle e um
genlilhomem no mesmo carro e lomos ao Lou-
Tre. M. regente chegou um instante depois. Fo-
nios introduzidos na cmara do rei, onde M. ar-
cebispo com o capello na mo, approximou-se
o rei e Ih'o entregou. O rei tomou-o e IL'o
poz sobre a cabega. Fui preciso abaixar-se para
isto. Depois do capello bem agenciado, elle ar-
cebispo tirou sua cruz de arcebispo, e pois os
eardeaes nao a podem trazer, e com um modo
espirituoso offereceu-a a M. bispod* Frejus, que
nao tioha urna to bella, dizendo que lhe dara
prazer em occeita-la ; porm como M. de Frejus
recusasse faze-lo, o reaccomodou ojnegotioj; de
maneira que a bella cruz ficou em podorde M.
de Frejus. Fallou-se nu-se, fizeram-se mui bel-
las cousas do espago de meia hora. Depois che-
gou a hora da missa de sua magestade, acompa-
nhamoso rei al a capella.onde deixaodo-o com
todo seu squito que era numeroso, rollamos os
tres, como viemos, com a differenga que quando
ciiegmos ao Louvre al a cmara o rei era um
creado, segundo o costume quem segurara na
cauda do manto comprido de M. arcebispo, e
quando rollamos foi o genlilhomem quem segu- ;
rou, e conliouou a faze-lo por toda a parte.
Desde este dia temos lido innmeras risitas.
excepgo do rei e de M. regente, todos tem riu-
do, tanto principes, como os principaes senho- '
ros, homens e senhoras. Isto agora est aca-
bado.
Entre os corlezos que interiormente estaram
descontentes, e mostraram-se satisfeilos, Saint
Simn reio, como os oulros, fazersua saudago.
Wostrou se enrergonhado com islo. S quiz,
disse elle, obsequiar o regente, e nao colloca-lo
en urna posigo dilicil entre seu ministro e seu
amigo 1 O bom Jos nao notou este soberbo
vencido ; elle nao numerara mais os duques e
pares, que risitaram ao ministro, e talrez que
Sainte Simn se mostrasse to hostil na socieda-
de como oas gavetas bem fechadas onde elle oc-
cullara seu histrico manuscripto. Quando o
novo cardeal porcebeu Saint Simn s para elle
olhava. Saint Simn quer por torca que Dubois,
a quem elle nunca deixou de adular e iorejar, o
que sempre negou, o livesse sempre temido mui-
lo. O cardeal como homem de juizo recebeu-o
com exceasiva urbanidade; depois descobriu-se,
para sauda-lo ; e este bom pintor das baixozas
e ndiculariasde outrem, tira disto urna gloria que
o cumulo da baixeza o do ridiculo: t Fez-me
muitoscumprimenlos, e protestos de recooheci-
mento pela honra que eu lhe fazla, sem fallar no
passado. Ainda que o modo por que estavamos
Juntos, e o motivo que me levara sua casa fos-
se urna risita de ceremonia, e que ahi houresse
muia gente, recebeu-me com seu capello
vermelho que acabara ,de receber das mitos do
rei, como se elle fesse ainda preto, levou-oae
pela mo, com modos de respeitos, al o fundo
de sua sala, onde se achara sua corle___ Fi-
nalisara dizendo: M. duque de Orleans moa-
trou-se muilo reconhecido a este meo proceder.
Taes sao, commuramenle, as victorias e pro-
ced mentos deste Cali que julgs seas contempo-
rneos com tanto furor a respeito de suas fallas
e de seus proprios mereoimeotos. Elle tem va-
rios projecto?, queacabam em geral, por seu en-
grandecimenlo pessoal, sendo-lhe preciso vencer
cem obstculos, que digo? cem pericos. Elle
os enumera, ordena-os, e descrere-os: seus
ioimigos nao poupam nada para perde-lo, porm
elle v tudo e tudo prev resoluto, cheio de re-
cursosque faz conhecer, de oulros ainda que
aonuncia, e auxiliado, por seu espirito, no mo-
mento decisivo : alucia empenha-se, prolonga-
se, e elle sane delta vencedor. Porque meio ?
Por urna reverencia. Quando reflectiu sobre a
terrivel aventura que que elle acaba de contar
em termos lo apaixonados, que vos tornara to
altelos, e algumas vezes commovido, vedes que
o seu fim era fazer urna reverencia; porm com
esta particulacidade constantemente cmica, a
que elle se prope sempre de nao fazer nunca
reverencia, e entretanto fa-la, gabando-se sem-
pre de nunca a ter feito. Cortamente nunca elle
descreve a urna pessoa mais extraordinaria, an-
tipathica, ridicula, e viogativa que a sua. Que
rancor baixo e continuo, que inveja constante-
mente flagellada, que orgutho sempre abatido, e
que vaidade sempre offendida, e sempre occu-
pada 1
Porm, j que fallo no cardeal Dubois, deixe-
mos que elle mesmo conte-nos, como um ho-
mem de juizo e de verdadeiro merecimenlo sabe
portar-se nos encontros delicados, se mostra
digno de urna elevaco para a qual nao nascera.
Entre tantas paginas interessantes e completas
que se acham as memorias de Saint Simn, nao
ba nenhuma que se compare breve relagao da
visita de ceremonia que fez o novo cardeal Pa-
latina, mae do duque d'Orleaos, que era urna
mulher inlratavel e sua inimiga.
O cardeal Dubois com poz-se e appareceu
madama com~ um modo respeitoso e cheio de
embarago. Em quanto ella aproximava-se para
sauda-lo, elle prostrou-se, assentou-se entre os
oulros, cobriu-se por um instante com seu bar-
rete vermelho que tirou logo, e fez sua saudago.
Comegou sorprendendo-se asi proprio por echar-
se n'esle estado diante de madama, fallou da bai-
xeza de seu nascimenlo e de seus primeiros em-
pregos. Tralou com muilo espirito, e em ter-
mos escolhidos de exaltar tanto a bondade, o co-
rago e poder de H. duque d'Orleans, que de to
bmo o linha elevado ao estado em que se via,
prometiendo nao esquecer nunca o que lora, pa-
ra lembrar-se sempre do que devia este prin-
cipe, e empregar tudo que esresse em seu
alcance para serri-lo, sem gabar-se ou glo-
riar-se de modo algum ; porque a modestia
apparecia sempre em seus discursos pblicos,
deu com modo delicado um louror i madama,
fnalmeote mostrou-se muito altencioao e reco-
nhecido. Fallou to proposito e lo bem, que
todos que o ouriram Ocaram encantados, e a pro-
pria madama nao pode deixir, depois que elle
aahiu, de elogiar aeu discurso e seu modo, ac-
crescenlando sempre que desesperava-ae de o
ver lo elevado.
Nao respondo pela exactido deste ultimo ar-
tigo, oem tambem que a Palatina fosse lo de-
claradamente inimiga do cardeal. Jos, pelo me-
nos, u9o o sabia ; porque algum lempo depois,
quando morreu esla princesa, elle falla das sin-
ceras saudades que deixou. Ora Jos nao trata-
va de poltica, quando escrevia sua mulher, e
muito prudente para callar-ae, era incapaz de
mentir. Jos descreve a ceremonia do funeral
seguido na curio, quando morreu madama. Saint
Simn nao falla desta descripgo, ella tem um
bello carcter de gravidade pittoresca.
< Versailles 19 de dezembro de 1721
a J ros participei a morte de madama e a
' saudades sinceras que deixou em toda curie.
Nada ha mais bello que as ceremonias que aqui
1 se tem feito todos estes das por causa desta
morte. Todas as corporages de jusiica, e todas
as oulras companhias de Paris vieram todas de
lulo cumprimenlar o rei, a infante rainha, H. du-
que d'Orleans, e M. duque de Chartres. Isto
fez-se de urna maneira magestosa. Eis o que vi
de mais admirarel. Terga feira passada todos os
seohores da corte vestidos de luto, com fumo no
chapeo, sapalos prelos, e um manto cuja cauda
arrastava quatro ou cinco palmos, entraran! em
| urna galera, e d'abi, depois que o rei voltou da
' missa, elles enlrarsm em sua cmara muito gra-
'. vemente um um, deixando um pequeo espago
[ entre elles e o rei que eslava em pe no meio da
' cmara, tendo sua direili e esquerda seas prio-
, cipaes ofBciaes, todos vestidos de luto como asa-
bo de explicar, com a differenga somente que o
vestuario do rei, aeu fumo, seu manto e suas
. meias e sapatos eram cor de violeta. Os senho-
; res psssando de um um faziam urna profunda
. reverencia ao rei e sahiam por urna porta oppos-
' ta aquella pela qual haviam entrado de tal sorte
que nao hara n'isto confusa nenhuma ; antes,
pelo contrario, am silencio e urna ordem admi-
raveis. Ao sabir do palacio real todos estes se-
FOLHETIil
O BATEDOR DE ESTRADA
roa.
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
[Continuaao.)
XX
Grandjean, como deixamos dito, tinha penetra-
do na mala beira do rio Gila. Affaslando-se
das vistas do Batedor de Estrada, entregara-ae
aos pensamentos pouco lisongeiros que lhe sug-
geria a sua condigo, e contra o seu costume poz-
se a passeiar distradamente sem cuidar de exa-
minar o terreno que pisara.
t y God I murmurou apertando com forga
a sua carabina : nunca eslive to longo de rollar
a Villequier como nesle momento I Se o Maire
coola comigo para ser seu adjunto, tem ainda que
esperar muilo tempo I E' bem agradavel a mi-
li ha posigo 1 De livre e audaz aventureiro que
eraeis-me feito um cao timido e submisso I En-
tretanto dero fazer justiga ao Sr. Joaquim Dick
que me coosultou antes de dispr de rainha pes-
soa ; pelo menos neste ponto obroa em regra.
Porm dar sobre mim ao conde direilo de rida e
morte, realmente cousa incrirel I E o que tem ?
Por ventura a minha vida nao perteoce ao Sr.
Joaquim? Pertence.aim, e agora tres vezes.
Eoio, que motivo lenho eu de queixar-me ?
Nenhum.
Grandjean parou nesle ponto do seu monolo-
go, e prestou attengo a um pequeo ruido que
lhe pareceu ouvir a curta distancia. Completo
silencio reioava em torno delle : contiouou pois
com a seu passeio o curso de suas reflexdes.
Por mais triste que seja a minha posigo,
poderia ser ainda peior, se eu cahisse em mos
de ouiro que nao o conde d'Ambroo I Pondo de
parte o seu amor por Antonia, nao desarrazoa-
do as aceas ordinarias da vida. Sua coragem
e gcnerosidsde sao iucontestareis, suas maneiras
francas e agradareis, e o aeu carcter benigno : e
depois nao presumido.... Parece-me at que
elle nao pode deixar de ser natural da Norman-
dia 1 Oh I se assim fosse, a minha vergonha e
desgosto diminuiriam consideravelmente. Hei
de pensar nisto com mais vagar....
Esta hypotbese fez vir aos grossos labios do Ca-
nadiano um sorriso de salisiaco ; mas logo o
rosto tornou-se-lhe sombro e^arrogado : o gi-
gante pensara em Antonia.
Oecididamente creio que praliqoei urna ac-
co multo m com essa infeliz mocinhs, murmu-
rou elle. O homem que desconfa das mulheres
prudente; aquello que deltas foge tem muilo
juizo.... mas o homem que abusa da fraqueza
das mulheres um miseravel, um infame I....
E porque ? Ainda nao vi ninguem clamar contra
nhorea foram com a mesma gravidade para a c-
mara da rainha, que oa recebeu da mesma ma-
neira e quem elles renderam o mesmo daver,
observando a mesma ormalidade.
A rainha eslava tambem no meio da cmara,
vestida de luto, com um largo manto de cauda
muito comprida, tendo sua direita e a sua es-
querda as principaes damas de sua corte, vesti-
das do mesmo modo. Os senhores passaram, e
d'ahi foram casa de M. duque d'Orleans onde
observou-se o mesmo, depois a da Sra. duqueza
d'Orleans e finalmente, a de M. duque de Char-
tres A Sra. duqueza d'Orleans, em lugar de es-
tar em p com a rainha, eslava no leilo, e as
suas damas formando alas e delxaodo urna pas-
sagem para os senhores que Qzeram o mesmo
que haviam feilo.
< A' larde, s 5 horas, todas aa senhoras da
corte reuniram se da mesma maneira e preenche-
ram aa mesmas ceremonias para o rei, o duque
a duqueza d'Orleans, a U. duque de Chartres.
Nao o Uzeram com a rainha, porque ella mesma
frente de todas as princeaaa, foi ao palacio
real, e ao lado do rei, viu pasear todas as damas
que faziam duis reverencias, urna ao rei e outra
ella. Todas as damas, diferentemente dos ho-
mens. entraram duaa duas ao lado urna da ou-
tra. Foram obrigadaa faz-lo, porque aeu man-
to, preso ao debrum de seus vasillos de corle,
arrastava tanto que urna s poda entrar na cma-
ra por urna porta, depoia que a dama que a pre-
ceda tivease sabido pela outra, porque a cauda
do manto oceupava mais de metade de lodo o
comprimento da cmara.
(*) Videfltorion.171.
umeacador por ter abatido urna corga.... Ora, a
corga tambem um animal inoffensivo, e de mais
a mais serve para alimento, e ninguem ple vi-
ver sem alimentar-se; aopasso que a mulher....
para que diabo pode servir a mulher ?
O Canadiaao, quando o seu cerebro recusara-
se a qualquer trabalho do espirito, recorra a um
meio muito simples para activar as suas faculda-
des inlellectuaes : dar um onorme marro sobre
o crneo com o punho fechado; foi isto justamen-
te que fez naquella circumstancia.
Ah 1 verdade 1 minha me era urna mu-
lher I.... J sei : as mulheres servem para pro-
pagar a especie humana 1 E' realmente incrirel
que ha mais tempe nao me livesse occorrido se-
melhanteidi I As mulheres sao mes, e a sua
misso, que aliasdero confessarellas em ge-
ral executam em toda a sua plenitude, sacrifi-
car-se pela conservagodos seus filhos I.... Ca-
ramba I A corga tambem faz a mesma cousa I
Quanias yeze nao lenho eu mesmo visto essea
pobres animaea, dediesndo-ae aalvaco doa
aeus Qlhinhos, allrahir para longe destes o caga-
dor por meio de urna fuga lenta e simulada ? A
corga pois superior mulher, por que tema-
ra maternal que possue no mesmo grao que esta,
rene o mrito que provm da suceulencia da sua
carne, e da ulilidade do seu despojo. Eolretanto
ha ama cousa que muito me embaraga, e que
quando crescem os filhiohos da corga, ella nao s
os abandona, como tambem muilas vezea as ata-
ca e maltrata pela posse de um fructo, de um
bocadinho de erra, em summa de urna folha
3ualquer I E a mulher em nenhum tempo deixa
e amar e dedicar-se seus filhos I Desta vez
a mulher lera vantagem ao animal. E d'onde
provir isto? Ora, que asoeira I provm de que
a mulher dotada de urna alma.
Esta conclaso, a que o Canadiaoo ebegra e
formulara sem a menor durida, fe-lo eatremecer,
ecausou-lhe urna sorpresa extranha. Pareceu-
lheque urna nurem espessa, al enlo eslendida
diaote da sua vista, acabava de dissipar-se, e que
pela primeira vez percebia a luz.
As mulheres teem alma I repeli como que
machioalmente. Euto a rainha conducta para
com Antonia nao tem desculpa : sou am abomi-
navel acelerado, commetli um crime atroz I
O gigante sacudiu a sua enorme cabera por con-
tinuos movimentos, e respirando estrondosameo-
te como se viesse de dar urna longa e rpida car-
reira, deixou-se cahir aa p de urna arvore.
Passou-se um quarlo de hora sem que o Cana-
dlino voltasse a ai da sua distraerlo Com a ca-
bega apoiada sobre os joelhos reflectia profunda-
mente. Como eslava longe de pensar que na-
quelle momento achara-se exposto a um grave
perigo I
A' cem passoa dlatante delle um homem arma-
dode urna carabioa, deitado com o veotre no
chao, e enroscando-se como o tigre que se dispoe
a dar o seu salto, espreilava com olhar curioso
os seus menores movimentos.
Se bem que essa suspeita personagem pareces-
se n'um estado de immobilidade completa, apro-
ximava-se rojando por Ierra imperceptirelmen-
te como um (reptil: tanto que nao era poa-
slvel ao olho ainda o mais exercitado acompa-
nhar, sem afflrmar-se muito, o progresso dessa
marcha aerpejante dodesconhecido. Pareca antea
Sem este expediente de entrarem duas duaa
de cada vez, a ceremonia tea durado muito. E'
preciso confessar, que nada se poderia ver de
mais nobre e magnifico, que estes adornos de
luto estes grandes mantos. Contou-se todos os
homens e mulheres que se acharara n'esta cere-
monia. O numero dos homens era de quinhen-
toa e trinta e sete, e o das mulheres, sem eom-
prehender as princezas, de noventa o quatro.
Piz-vos esta narrago apressadamente e antes
da noite, pensando que estimarieis conhecer esta
pequea particularidade.
A precedente de ama callgraphia, ou, como
ento se dizia, de um carcter admirarel e de
urna orthographia mallo correcta. Jos contina
a escrever de seu proprio punho para tratar de um
assumpto mais confidencial e mais ioteressante
pois dizia respeito ao cardeal ; porm saibam
com sorpreza que o hbil secretario que elle acaba
de empregar, e um criado grave. Criado grave I
Conheci sub-prefeitos que nao tinhim tambem
carcter, nao obstante terem sido desde o prin-
cipio homens de lettras. Jos Dubois aconse-
jando um dos leus protegidos a cuidar no sed
carcter que elle deixa va perder, diz-lhe que ha
em Pars amitos homens que em nada se empra-
gam, e quo poderiam igualar aos escrives em-
pregados as secretarias de estado.
Hoje o que ha em Paris sao borneas de genio
de toda a especie, capazesde reformar a religio,
a poltica e as artes, porm nao de escrererem
eorrecta e legirelmente I
Voltemos a Jos ; elle vae mostrar-nos o car-
deal em todo o seu esplendor, e ao mesmo tem-
po veremos um homem de fortuna que sabe per-
feitamnnte sugeitar-se as exigencias da poaigio a
que est elevado, e um homem de juizo que mal-
diz a seu pesar ver-se to elevado.
Nao obstante o meu abaticaento tomo para con-
tinuar pessoalmeole esta carta e nao commetter a
imprudencia de cooQar-me incooaideravelmente
em um criado grave. Queris saber qual era o
squito do cardeal na viagem da sagrago do rei.
Este squito era grande somonte pela excessiva
despeza que com elle se fazie, com a qual soa
eminencia ressentir-ae-ha por muito tempo.
Haviam seis carruagens puchada cada urna a
seis cavallos, tres seges de posta a tres carelios
cada urna, oito muas e outras tantas carretas,
fallo destas carretas de bagagem, que sao grandes,
largas e altas como montanhas, e em cada urna
das quaes haviam seis carelios como naa carrua-
gens. Na primeira carruagem ia eu e o intro-
ductor dos embaixadores, o Sr. caralleiro de
Charigni, e um secretario do rei ; na segunda,
dous capelles e dous geolil-homens. Cada car-
ruagem tinha de mais o cocheiro, o postilho e
quatro lacaioa. Em urna das segea de postas vi-
nha II. cardeal, o director da posta de Paris na
outra, e na terceira um secretario que sempre
acompannava M. Cardeal. Ha*ia, alm dalo,
cerca de trinta pessoas a cavallo, mordomos, ofB-
ciaes, cosinheiros, dispenseiros, criados grares,
correios, etc., etc.
M. Cardeal parta cada dia logo depoia de le-
vantar do rei, ao qual nao deixava nunca de as-
sistir, a levava comsigo o director da posta, o se-
cretario, um inspector da posta, dous correios e
quatro criados graves. Nos partamos, quero di-
zer, as dezeseis carruagens, depois delle : porm
como elle andava mais que nos, porque ia pela
posta, ebegava aempre duas horas antes que nos,
e empregara este lempo em trabalbar, pois o rei
tendo chegado, achava-ae no apeamento da car-
ruagem em estado de receber sua corte todo o
tempo conveniente, entretanto que nos opprimi-
que eram aa arvorea e aa moitas que delle ae af-
fasta vam.
Chegaodo a pequea distancia do Canadiano
parou, e o aeu corpo por um movimento rpido
tpmou logo a rigidez do tronco de urna arvore.
Depoia de alguna minutos o homem da carabi-
oa aahiu da sua inaego ; poz um joelho em Ierra,
levou o couco da arma ao hombro fazendo pon-
tana aem que naa suas feiges trigueiraa seo-
lease o mais pequeo indicio de commogio, e
mirando a cabega de Grandjean, fez fogo.
A pequea nuvem de fumaga produzida pelo
tiro nao linha aioda se dissipado, e ja o desco-
nhecido ha via desap parecido de lugar que oceu-
pava.
O Canadiano nao foi ferido : a bala dando em
cheio no seu largo chapea de feltro fe-lo cahir a
seus ps.
O admiravel sangue fri com que o gigante a-
colheu esse ataque inesperado, e pouco leal, dava
a eotender que elle eslava ja de ha muito habi-
tuado a essa especie de aventuraa. Em lugar de
levantar-ae, o que tea exposto o aeu corpo aos
tiros do-spu inimigo, acocorou-se por detraz da
arvore, junto da qual eslava, e lomando tambom
a aua ca rabina, poz-se na defensiva.
Isto nao quer dizer nada : ja eslava muilo
velho exclamou elle olbando para o aeu cha-
pu. Has que dlabo poderia ter-me tomado por
seo airo ? Algum pelle vermelba ? Nao, por
que eu leria descoberto o seu rasto. Algum doa
homens do marquez d'Hallay? Tambem nao,
porque esses bregeiros nada sabem do deserto,
para que ouse um s affastar-sa e avanturar-se
oestas 8olides fra da companhia dos oulros :
e de mais que interesse leriam esses bandidos
em mattr-me ? Nenhum cortamente. Os meus
vestidos nao indicam opulencia, os abastados
nunca escolhem as margeos do rio Gila para seus
passeios. 0uem quer que seja o meu aggreasor,
cerlo que nao tem pratica uem destreza ; nao
ha quem faga ponte de mira da cabega de outrem
para nao acertar. Entretando nao vejo, nem ougo
nada I Como conciliar essa prudente retirada,
que denuncia muita experiencia, com a pontaria
desastrada ? By God 1 Nao posso comprehen-
derl
Grandjean levantava-se com precaogao para
estender mais as suas vistas, quando urna forte
presso sobre o hombro fe-le votlar arrebatada-
mente a cabega. Soltou um grito rouco, deixou
cahir a carabina, e tarando as mos aos olhos,
exclamou :
O feiticeiro da Sonora 1 Eslou perdido 1
Lennox.coberto comoa aeus vestidos theatraes
aua pluma preta no chapu, e a carabina a tira-
clo, achava-ae com os bracos cruzadoa, e aerio
o semblante, face a face do Canadiano.
Que quer dizer eate espanto? perguntou
tranquilamente era mo inglez. Porque receiaa?
Nunca me fizesle mal, nem eu sou teu ini-
migo.
To rebelde era o espirito de Grandjean para
aa ideas abstractas, como perspicaz, promplo e
activo para aa acedes de momento: emquanto
fallou o aeu estranho interlocutor, conseguio re-
cobrar todo o sangue fri.
Se este homem foaae feiticeiro, reflectio el-
le, nao leria errado a pontaria : assim pois nao
s nao jima cousa do outro mundo, cerno at
nao passa de mediocre atlrador.
dos pala turba e pela confuso da chegada. lio
om podamos eatabelecer.
A* molas, aa grandes carretas estavam eo-
bertaa de mol bellos ornatos de panno encarna-
do, com aa armaa de M Cardeal, bem bordadoa ;
oa cavallea de sella tinham todoa mantaa do mes-
mo panno, igualmente bordadas i haviam maia
quatro car a I los que vioham puchados mui rica-
mente ajaesados de velludo carmezim. Eis o s-
quito.
Quanto a pousada a a participei com elle nos
dous primeiros das ; depois davam-m'a a parte,
porm muito aceiada e commoda. Nos dias de
viagem, almogava-se ligeramente antes de par-
tir, e a noite daram-nos deceiar.
A mesa era de rinle coberlas, e muilo bem
servida, tolos os principes e principaes senhores
da corte, participarais delia. Nos dias de dea-
canco jaolava-se, porm nao ae cejara, mesmo
em Reais: porm nesta cidade o jantar era do-
brado, quero dizer, serviam-ae duaa mesas da
viole coberlas cada ama ; M. Cardeal oecupava
umi, o eu a outra, mesmo algumas vezea muda-
vamos.
Tudo islo foi muito brilhante : porm deve-se
recelar que nio desarraojasse os negocios, por-
que seria preciso muito tempo para substituir to
grandes gaatos. Tanto mais que preciso con-
tinua-los aqui. o que seguramente, a fallar a ver-
dade, nao se possa conaeguir al o fim : por islo
elle est extraordinariamente contrariado.
Quanto a mim nao fui feliz nesta viagem. Foi-
me preciso andar vestido de ponto em branco, e
isto cuslou-me muito. Foi-me preciso dar mui-
taa molhaduraa na ida e na volta, aupportar mu
laa outraa deapezas, e para cumulo de infelicida-
de, roubaram-me um relogio que me cuslra do-
zeotaa librea.
Na volts, madama j nao existia. O grande
luto a que estamos augeitoa dispendioso. E'
preciso um traje todo especial, e tambem pre-
ciso vestir completamente um cocheiro, um cria-
do grave e dous lacaios ; vede onde isto vae pa-
rar. Tola estS despeza somente por quatro
mezes, pois no mez de maio acaba-se o luto. De-
veis saber que nada disto se deve publicar, rogo-
vos que nada digaes a eate respeito.
Comprehendo perfeitamenle o desgosto do pru-
dente Jos, e tambem a exasperago do Cardeal,
condemoado, em aua costosa sobriedade, a gastar
pelo camioho todo o dinheiro deste tempo ; e
ainda, por outro lado, algum lucro para o com-
mercio, para a industria do commercio, para os
inferiores, para a plebe, pelo aieio da qual pas-
sava lodo esle regato de ouro do qual ficavam-
Ihe as mos algumas gotas, e que tinha alm
disso o espectculo desta magnificencia I Parece-
me que um pintor nao teria estas duas narrages,
a da ceremonia fnebre, com a qual Jos flcou
maravilhado e arrebatado, apezar do que lhe cus-
tou, e a da viagem a Reims, sem ter desejos de
pinta-la.
Considerae o que seria hoje urna sagrago em
Reims. Toda a corte vestida uniformemente,
eojra em wagons tambem uniformes. O trem
empavesado do teias, passa assobiando por reos
triumphaea. Chegam ao meio dia, desenfardam-
se, vem urna ala de soldados que vae do desem-
barque a cathedral, onde tem lugar a ceremonia,
enlo em Paria a noite para assislir ao fogo de
artificio, e no seguale dia cada um est no seu
trabalho sem ter dispeodido um real em molha-
duraa, aem nada terem visto, nem mostrado de
magnifico, salvo os cem guardas e a carruagem
do monareba. Porm a autoridade, ser com-
pletamente invisirel, com todo o seu natural e
indispensavel acompanhamento de inferiores po-
derosos, fazendo despezas, fazendo por sua coola
generosidade pelo servigo e magnificencia da pri-
meira autoridade. Onde estar o primeiro mi-
niitro que poderia deixar de ser ministro, e ficar
sendo outra qualquer cousa? Onde estarlo os
Ilustres offkiaes, que eram illuatrea antes de se-
rem ofBciaes, e que continuam a ser Ilustres ?
Onde estaro os grandes o grandes fidalgos?
Tego perdo por estas reflexdes ; ellas offere-
cem-se irresislivelmente ao espirito, quando vejo
em alguma parte alguem desta anliga sociedade
to desacreditada agora, porm to poli Ja, tio
brilhante, e ainda to grande em appareocia,
bem que em decadencia. Viam-se ahi miserias
e pesares, encontravam-ae injustigas ; porm to-
dava havia nella muita gente honrada de toda a
especie, e nao temeridade dizer-se que os ce-
rninos eslivessem abortos ao mrito, e que a
fortuna pescando as cegas na mullido das am-
biges, expunha-se adesprezos menos frequentes
e menos violenta que hoje.
Jos Duboia nao teve por muito tempo a pro-
tecgSo de seu irmo o cardeal, que morreu uo
mez de abril de 1723. sete mezes depois da via-
gem da sagrago. Esta desgraga nao o abateu.
Conserroo-se no lugar, rico pois herdara do
cardeal ; porm mais sustentado por sua capaci-
dad e e virtude que por sua fortuna. Viveu at o
anno de 1740 e aeu filho o conego lhe fechou oa
olhos. Este retirou-se ento do mundo muito
desgostoso de suas pompas e de suas obras, para
preparar-se para a morte. Principal herdeiro de
seu pae, e por consequencia de toda a fortuna do
cardeal, distribuia-a com efleilo pelos pobres,
alo por temar que ella lhe trouxease raaldigio
por cauaa de aua origem, porm por am aenti-
mento de piedade e de caridade. Os pobres de
Brives tiveram a maior parte della. E eala pe-
quena cidade poaaue aioda eslabeleclmentos ca-
ndse-i que provm da fortuna do cardeal Duboia
e da piedade de seu sobiinbo.
Comprehende-se agora que espirito dictou o
bello e christo epitaphio que os herdeiros do
cardeal grararam em aeu mausoleo:
Solidiora et stabiliora bona, vialor, mortuo
precare.
Porm o irmo e o sobrinho do cardeal Dubois
poderam cumprir este ruto, sem que se possa ver
nisto urna censura no carcter do hornero, como
o pretende Saint-Simn, que elles sempre res-
peilaram e amaram, e que nao parece de forma
nenhuma ter aido indifferenle a uobreza dos aan-
timentos christos.
oHti Venllot.Emilia Luna.
E depois atrevendo-ae a levantaros olhos para
Leonox, acreacentou em voz alta:
Se nao aois mea inimigo, porque razo ati-
rastes sobre mim ?
Enganas-te; eo nio atirei sobre ti.
Nao I Mas ento...
Atirei simpleamente aobre o tea chapeo.
Sobre o meu chapeo I E porque 1
Porque elle te oceultava o rosto, e eu que-
ra reconhecer-te.
Ab I Bem boa maneira de reconhecer-se a
gente 1 exclamou o gigante com orna gravidade
approradora que exclua toda a idea de zomba-
ria. um meio esse muito commodo e pruden-
te : na primeira occasio que tirer nao deixarei
de emprega-lo. Agora que sabis quem eu sou,
tendes alguma cousa pedir-me?
Sim.
O que? Isca, plvora, ou balas?
Desejo s saber o que feito do teu amo.
O conde d'Ambron?
Nao, Joaquim Diclc.
B conbeceis o Baledor de Estrada ? per-
guntou Grandjean com ar sorpreso. Ah I sim...
agora me record : j no nosso primeiro encon-
tr ine encarregastes de urna misso para elle.
Joaquim vivo ou morto?
Vivo, Deus louvado I
Ah !
Esta noticia pareceu sorprender-vos 1
Sim, porque eo ojulgava morto.
O que vos fez suppr semelhante cousa?
O pelle vermelha europeu, permitta-se-nos as-
sim dizer, nao respondeu pergunta de Grand-
ean.
i
Conduz-me para junto delle.
De boa vontade, mas acho desnecessario:
naturalmente elle ha de ter ouvido o estrondoda
vossa carabina, e nao tardar rcuito chegar
aqui.
Bem.
Lennox encostoo-se urna arvore, fecbou os
olhos, e pareceu dormir.
O Canadiano examioeu-o ento com urna at-
tengo e curiosidade extraordinarias. Entre todos
os aventureiros que elle havia connecido, e nao
era pequeo o numero, nunca enconlrou um s
que se assemelhasse a aquella bizarra persona-
gem.
Semelhante curiosidade, motivada pela idea do
incgnito, nao era isenta de um certo temor. Des-
de que Lennox lhe declaroa que havia somente
atirado sobre o seu chapeo, aeus olhos rehabi-
litara-se completamente, e por coosegointe rol-
lara elle sua primeira Idea. Mais que nunca es-
lava disposto atlribuir-lhe urna oiigem sobre-
natural.
Seria indiscripg&o pergunlar-vos a razo por
que aqui vos encontr a trila leguas de Guay-
mas?
As perguntas de ordinario me agradam
pouco, e quando me sao feitas durante o meu
aomno, lornam-ae-me insupportaveis.
E vos estaes dormindo ?
Eslou, sim.
Em p e fallando I
E' sempre como durmo.
Indeed 1
O Canadiano muito agitado e commovido poz-
se a assobiir entre denles urna cantiga norman-
da. J nao lhe restava durida: o deaconbecido
Conferencias de Nossa Senfaora de Pa-
rs, pelo Rvd. padre Flix.
[Sexta conferencia.)
O catholeciamo a grande escola do res-
peito na educago, porque fazendo deacer
por Jesus-Christo e pela egreja, de degro em
degro.a magestade de Deus at a alma dos meni-
nos, desenvolve nella o aentimento da grandeza,
que a fonte de todas as grandezas, e crea nella
o respeito de Deus, razio radical de todos os rea-
peitos. Ora, o reapeito urna vez produzidoa na
alma humana, a eleva na proporgio em que elle
proprio existe.
A forga de dar s almas na infancia o sentido
da verdadeira grandeza as eleva para ss mesmas
grandezas que cooqolstaram seos respeitos, em
quanto a educago do deaprezo, destruindo as
almas o senlimento do que grande, as abaixa
na proporgo mesmo em que ellas despresam : e
esse desprezo, fazendo-se universal e popular,
torua-se juntamente a degradago e o perigo das
sociedades, que nao sao defendidas e elevadas
pelo respeito.
E, como j o dissemos, eis um dos medonhos
siguaes do nosso tempo, a queda do respeito.
Quando conviria, conspirar para tudo elevar
entra nos, trabalhando em todas as espheras
para a restaurado do respeito, alguns homens
se obslinam em rebaixar tudo, esforgaodo-se ca-
da dia para extingir os reapeito, e multiplicar oa
desprezos. Urna cousa horrivel que o secuto
desolto produsira, e que o nosso renegara, tor-
nou a apparecer entre nos: o motejo.
Sim, a raga dos motejadores ressuscitou, o es-
cndalo seu triumpho; e quando acontece ca-
hir do alto, e sahir do santuario, em vez de en-
cobrir antes a alma do povo por um religioso si-
lencio, estas quedas que fazem chorar os aojos,
trabalbao por publica-las, celebra-las e iltus-
tra-las. Aquelles que em pleno chrislianismo
emprehendem esta tarefa mil vezes vergoohosa,
propogar o deaprezo, por mais que fagam, aca-
bam infallirelmente por conquisla-lo para si mes-
mos, e o que digno de venerajo permanece
respeitado.
Ah 1 que as gerages christas receberam a
sagrago do respoito ; e trasem na fronte seu in-
delerel signal, e sobre sua alma a indistrotivel
inspirago. O catholecismo continuar na hu-
manidade sua grande escola do respeito : conti-
nuar a reVelar s almas a grandeza de Deus por
Jesus-Christo, Nosso Senhcr, e a grandeza de Je-
sus-Christo pela egreja, nossas mes, e as gera-
gea instruidas nesta escola tornar-ae-ho, no
futuro assim como no passado, sublimes como
seus respeitos.
E perguntar-me-heis agora, senhores, se ain-
da nao acabei ? Temos visto a educago chrala
ensinar ao menino, com a religio que a vida
de tudo, estas quatro cgusas simples, porm es-
senciaes : a crer, a amar, obedecer e respeitar.
Eosinando a crer, ella firma a intelligencia so-
bre os principios e os dogmas, e di urna base
vida ; ensinando a amar, dilata o corago, e d
desafogo vida, ensinando a obedecer forma a
Tontade e fortalece a vida ; ensinando a reapeilar,
di a alma o aentimento da verdadeira grandeza,
faz a dignidade e elevago de toda a vida.
era feiticeiro: todava aventurou aoais urna ob-
aerrago.
Naturalmente deveis ter um nome I
O homem da carabina abri os olhos; seus la-
bios exprimiam um sorriso de desprezo.
Os pelles brancas sao todos curiosos e ta-
garellas como as mulheres. Eu me chamo Len-
nox. Agora, deixa-roe em paz.
Grandjean nao era dolado de urna organisago
muito iropressionarel; mas esse nome arrancou-
lhe um grito de sorpreza.
Quel pois sois Lennox 1 O verdadeiro Len-
nox I
Nao ha mais que um Lennox, respondeu o
selvagem Europea com orgulkosa gravidade. E
tornou fechar oa olhos.
Aturdido pela sorpreza e temor o Canadia-
no gaardou silencio Quanto a Lennox, posto
que affectasse urna completa immobilidade, com-
sigo mesmo gozara do prazer desse triumpho. O
amor proprio nao o producto da cirilisago,
mas um sentimento essoncialmente humano : as-
sim predomina tanto no deserto como as gran-
des cidadea ; s difiere na maneira de manifea-
tar-ae, e nos seus effeitos ; porm em sua essen-
cia a presenta sempre as mesmas exigencias.
Foi com ama voz timida e modesta, que apre-
aentava um contraste quasi grotesto com a sua
rude appareocia, que o Canadiano voltoo de novo
conversacao.
Concebo agora porque me tendea tratado
por tu, Sr. Lennox. Entre nos dous existe gran-
de distancia l nao obstante nao sou lido em can-
ta dos peiores atiradores do deserto, e pode ser
que ji o meu nome vos tenha chegado aos ou-
vidos...
Qual o teo nome ?
Grandjean.
Com effeito, conhego-le. Nao a fllho do
Canad ?
.Para aperfeigoar a educagio, e acabar soa
obra prima, sbela aioda o que preciso ? E>
preciso que nicamente ampara e aformosea es-
saa quatro cousas ; precian o que di ao homem
o complemento ato aua belleza, preciso a au-
rola de ama anglica pureza : sem a pureza do
proprio corpo reflectindo em todo o homem, nio-
s nada est acabado no menino, como tambem
nada nelle ae sustenta, e sua educagio erida
de morte.
E' por este assumpto difflcil, porm necessario
que quero acabar o que tinha a dizer sobre o pro-
gresso para a e Jucacao chriatia. Digne-se o Deus
de toda pureza parificar meo corago e meas la-
bios.a fim de que esla palavra leve a vossas almas
um raio ao paro, qoe s prodasa, n'elle o
amor dessa pureza, que o aroma sagrado da
educago e o maia celeste encanto da infancia
bem educada.
Contentsr-me-hei hoje em procurar quem te-
nba o poder de amparar a pureza na educagio ;
amanhi moatrarei o que terna-se a educagio
sem a pureza : Aasim a conclaso de nossas
conferencias, vira a ser abertura de nossos pia-
dosos exeicicios ; o assumpto de si mesmo
bastante pralico para nio ser despresado em
principio de orna retirada.
I.
Principio aioda hoje, senhores, por evocar am
testemunho.
I
Tenho visto, (dizia am celebre eacriptor)
que a moeldade corrompida eentregue cedo de-
pravacao, inhumana e cruel ; a violencia
do carcter torna-a impaciente, viogativa e co-
lrica. Sua imaginacio poasuida de um nico
objecto, recuaa-se a tudo o maia ; nio conhece
misericordia oem piedade : sacrificara pae e mi
o mondo inteiro. para satisfazer um s de aeus
esejos, Ao contrario um homem educado em
ma feliz simplicidade, ; levado, pelos primei-
ros movimentos da natureza para as paixoea ter-
nas e affectuozas ; seu coragio compadece-se e
commove-se com as afliiges albeias, exulta de
prazer quando torna a ver aeu amigo ; seus bra-
coe sabem abrigar carinhosamente e seus olhos
derramar lagrimas de ternura. Sim, eu o afflr-
mo, om menino bem educado, e que conserva
soa ionocencia at a edade de vinte annos,
nesta edade o maia amante e amavel doa homens.
Jamis se vos h dito cousa semelhante ; eu o
creio, vossos pbilosophos educados nacorrtpgo,
nio procuram coohece-lo.
Senhores, quem eecreveu estas nolaveis pata-
rras ? Quem comprehendeu tambem o immeD-
so resultado da pureza e Innocencia conservada,
na educago ? Cousa admiravel I aquelle mes-
mo que em oulros pontos se tem extraordina-
riamente engaado sobre a educago do homem.
Este genio febril que teve sobre todos os as-
mptos momentos lucidos e rasgos de inteli-
gencia. Acabis de ouvir o aothor de Emilia:
Quero mostrar-ros que desta vez o homem que
taolo erroo dea um testemuoho i verdade.
Logo, o que ae deve bem comprehender e to-
mar como ponto principal e necessario de parti-
da, que a pureza amea$ads na infancia por
um mal que ae deve combater, se nio ae quer
que elle arruine e destrua a vida e o trabalho da
educago.
Temos visto como a alma humana receber
na educago pela salisfagSo dada s suas
justas necessidades, desemvolvimentos harmo-
niosos. Porem, nao ignoraes que esta belle-
za d'alma s apparece e brilha travez do cor-
po, que com ella compde a personalidade hu-
mana ; e quanto mais ntimos e profundos sio
os lagos que os unem, tanto mais os deseovolvi-
mentos de um sao indissoluvelmente unidos a os
do outro.
Devo-se pois tambem ter em vista, para o
complemento daformago do homem, ama edu-
cagio para o corpo.
(Continuar-se-ha.)

Justamente, senhoria.
Manejas bem urna arma de fogo, eu o sei.
Espero brevemente ver-te em campo.
Oh 1 senhoria, seria muila honra para mim,
se vos dignasseis contar comigo I
Heide contar I exclamou Lennox fra-
mente.
Sem a apparigo de Joaquim Dick e do conde
d'Ambron. que ebegavam naquelle momento,
provarel que a conversacao do celebreselragem
iofclez, e do rude e atrevido aventureiro acabasse
por assemelhar-se i primeira parte do dialogo
de Vadlos e de Trissolin I
A vista de Lennox pareceu cansar extrema ale-
gra ao Baledor de Estrada : dirigi -se vivamen-
te ao seu encontr, e apertando-lhe a mi,
disse :
Eia-te finalmente, meu amigo I Como tar-
daste I Nio recebeste as mensagens que te eo di-
rig ?
Bem vs qoe sim, porque aqui me tena.
Mas depois de tanto cueto 1
Pelo contrario...
Como pelo contrario I Pois nio fazem hoje
maia de duas semanas, que o marques d'Hallay, o
homem que em S. Francisco feriu-te na fronte,
deixou aa plagas de Guarnas I
Sim ; e o que tem islo ?
O que tem ? Ha mais de duaa' manas po-
'^BlBaJIB^S1 BJf* ^W"
deriasji ter apagado no seu sangue o ullrage que
te elle infligiu.
Um ligeiro eatremecimento nervoso, apenas vi-
sivel, alterou pelo espago de alguns aegundos a
rigidez do semblante de Lennox. Em rigor esse
estremecimento poderia paaaar por um sor-
riso.
J nao te dase, Joaquim, que esse homem
havia de morrer duas vezes peio soffrmento ?
Para que queres que eu apresse a minha viogan-
ga por urna precipitago insensata ? Nao sabem es-
perar aquelles que nao esli seguros de si
mesmos. Os *meus sentimentos nunca madam.
Deixemos passar mais m mez, e ento...
Um mez 1 iaterrompau o Batedor de Estra-
da com precepitacao, qoe ao mesmo tempo de-
nonciava furor e espanto. Um mez I Mas du-
rante esse tempo o crime seria consumado I Nao,
nao, Leonox, nao ha de aer d'aqui i um mez...
roas amanha, hoje, agora mesmo... que deve-
nios atacar esses bandidos... Se recasares o teu
apoio, eu irel a I...
Desta vez Lenoox aorriu verdadeirameots : in-
clinou-se para Joaquim, e abaixaodo a voz de
maneira que nem o conde, uem o Canadiano po-
dessem ouvi-lo, murmurou :
Estou te deseoohecendo, Joaquim 1 Ests
feilo um pelle branca...
Porque ?
Dir-ae-bia que tremes pelo teu ouro 1
Meu ouro I Que me importa esse ouro I ex-
clamou Joaquim com violencia. Quo me impor-
tara esse pedagos de metal ? E' do meu sangue,
da minha vida, da aalvagoda minha alma que
se traa... finalmente da minha razo 1 Quin-
ze dias mais de angustias como as que tenho sof-
frido... e lornar-me-hei louco, se qoe nao mor-
rerei 1...
Passoo-se eolio alguma cousa que eu nao
saiba ? Perguntou Lennox com a aua fleugma
habitual. Acho-te, com effeito, bem. envelhe-
cido 1 *
A abura dos meus cabellos te admira, Len-
nox : o que aeria se podesseis ver a chaga san-
grenta do meu coragio I Escola-me, Lennox,
escuta-me com atteogio : soffeo muito, e tenho
necessidade de desabafar.-
Queteia fallar na presenga desta gente ? per-
guntou o velho mateiro aempre no mesmo tom,
e designando com um gesto o conde e o Cana-
diano. Porque nio fazes com que elles se reti-
rem, se queres conflar-me algum segredo?
O Sr. d'Ambron e Grandejean me sao da-*
dicados.
Assim o crs ? Pois bem, disse Lennox.
E depois pensoulcomsigo mesmo :
Este pobre Joaquim nao mais o mesmo 1
Em outro tempo nao teria elle admittido a poasi-
bilidade de que am homem podesse ter dous ami-
gos sinceros. Decididamente esti feito um pelle
branca. E' pena I... Aflnal de coolaa diga-me o
que disser, nio modarei de resolugo : nio hei-
de atacar o marquez d'Hallay antes de om
mez I...
[Conlinuar-tt-ha.
PEKH.- TYP. DI II. F. DI IAIU.-1881,

X


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