Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09349


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Full Text
lili IIIT11 1DIH0 172
Pt tres aeies idianttdes 5 jJOOO
' tres mcies vencidos
3 HSM lO

nina-
SEGUIDA FEIRi 29 BE JULHO II I|||.
Por ana* adantadt 19$00 0
Parle fraiea para t subscriptor.
n CARRIGADOS DI SRSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
(fatal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
tj, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Olireira; Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
llamos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS liUKHKIUS.
Olinda todos o das as 9 1/2 horas do dia.
Igaaraas, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-eiras.
S. Antao, Rzanos, Bonito, Caraar, AUinho e
Garaohans as tercas-feiras.
Pi d'Alho, Nazareth, Limoeirq, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores,Villa-Bella,Boa-Vista,
Ourieury e Fx as quartasfeiras.
Cabo, SerinhSem, Rio Formoso, Una, Barreiros
Agua Preta. Pimenteiras e Natal quintasfeiras. .-
(Todos oa correios par tem as 10 horas da manha)ISegndo as 10 horas s 30 minutos da tarde
EPHEMERIDES DO MIZ DE JULHO.
7 L.a ora as 11 horas e 56 minutos da tarde'
15 Quarto crescente aos 28 minutos da manha'
21 La cheia as 9 horas e 46 minutos da tarde*
29 Quarto minguante as 5 horas e 32 minutos da
tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 6 minutos da manha.
RAS DA SEM ARA.
(29 Segunda. S. Martha y. m. ; S. Olaro rei.
30 Terca. S. Rufino ; Si. Abdon e Seen mm.
31 QusrU. S. Ignacio de Loyolla fundador.
1 Quinta. As cadeiras de S. Pedro apostlo.
2 Sexta. Nossa Senhora dos Aojos ; S. Estero,
3 Sabbsdo. Invengao do corpo de S. Eslerio.
4 Domingo. S. Domingos de Gusmao fundador.
jAUlKftClAS DOS TR1BUNAKS 1)A CAPITAL.
ENCARREGADOS DA SRSCRIPCAO DO SL
Alagoas, o Sr. Claudino Falto Diaa; Bahia,
Sr. Jos Martios Aires; Rio de Janeiro, o Si
Joo Pereira Martin..
I Tribunal do eommereio ; segundas s quntas.
Rel.cao: tercas, quintas sabbadoa as 10 horas.
Fazenda: terca, quintas e sabbadoa as 10horas.
Juizo do eom mereio : quartas io meio dia:
Dito de orphos : tercas e sextas as 10 horss.
Primeira Tara do eirel: terca, e sext.s.o meio PERNAMBUCO.
" JO proprietario do diario M.noel Figueiroa de
Segunda Tara do eirel: qu artas e sabbadoa a llFarla.na aaa lirraria pr.c. da Independencia n.
hora da tarde: l 8.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Lei N. 519.
Antonio Marcellino Nunes Gongalves, presidente
da provincia de Pernambuco.
Fago saber a todos os seus habitantes que a
assembla legislativa provincial decrelou e eu
aanccionei a resolugo seguinte :
Art. 1. Ficarn approvados os compromissos da
confraria de Nossa Senhora da ConceL-ao, erecta
na capella da mesma Senhora, na cidade de
Goianna, eom as modificagdes feitas pelo Exm.
prelado diocesano na parte religiosa ; o de Nossa
Senhora do Rosario da povoago de Bezerros ; o
de Nossa Senhora da Conceicao da villa do Boni-
to, padroeira da mesma matriz ; o de Nossa Se-
nhora do Rosario da cidade da Victoria ; o da ir-
mandade do Divine Espirito Santo, erecta na
igreja da extincta Companhia de Jess, n'esta
cidade ; e da irmandade de Nossa Senhora do
Lorto da freguezia de Muribeca (menos a pri-
meira parte das observarles nao approvadas pelo
Exm. prelado diocesano) ; o da irmandade da
Senhora Santa Aons, da povoago da Vicencia,
da freguezia de Nazareth da Malla ; e o da ir-
mandade da Gloriosa Santa Aona, erecta na igre-
ja da Santa Crnz desta cidade.
Art. 2 Ficarn igualmente approvadas as alte-
raides feitas as disposicoes do compromisso da
Ordem Terceira do glorioso patriarcha S. Fran-
cisco, desta cidade, eom as seguintes modifica-
gdes :
l. Os irmios mesarios, e os que forem cha-
mados para completarem as mesas eleitoraes e
conjunctas, que se retiraren) sem licenca, paga-
rao a mulla de 10#000 rs. pela primeira vez, no
duplo _nis reincidencias, salvo os ei-mioislros,
que nao oceuparem lugar especial na formago
das mesmas.
2.* Ficarn eliminadas do art. 5. dos respec-
tivos estatutos as palavras e notando-se no li-
vro geral essa falla em diaote.
Art. 3. Fica o presidente da provincia autori-
sado a reformar o compromisso da irmandade da
Misericordia, ouvindo juu administrativa da
mesma irmandade, e tendo alteado ao projecto
de compromisso, olerecido na presente sesso
desta assembla, em substituido ao que se scha
em vigor; ficando dependente da approvago da
assembla ; revogadas as leis e disposicoes em
contrario.
Mando, por tanto, a todas as autoridades, a
quem o coobecimeDto e execuco da prsenle
resolucao pertencer, que a cumpram e facam
cumprir to inteiramente como n'ella se contm.
Palacio do goveroo de Pernambuco, 21 de ju-
oho de 1861, 40 da independencia e do im-
perio.
L. S.
Antonio Marcellino Nunes Gonfalves.
Sellada e publicada a presente resolucao n'esta
secretaria dogoverno da provincia de Pernambu-
co aos 2t de juoho de 1861. Joo Rodrigues
Chaves.
Registradas as fl. do
eiaes.
Secretaria do governo de Pernambuco, 21 de
j-nnho de 1861. Rufino Jos F. de Figueiredo,
amanuease.
daquelle ostabelecimento.Communicou-se ao
coronel eommandante das armas.
Portara.O presidente da provincia, atienden-
do ao que requereu Luiz de Azevedo Souza, 2
escripturario do consulado provincial, e usando
da autorisscao que Ihe confere o artigo Io da lei,
n. 513. de 18 de juoho deate anno. resolve con-
ceder-lhe somonte seis mezes de licenca eom
todos os seus rencimentos para tratar de aua
saude.
Dita.O presidente da prorincia resolve ap-
provar a tabella das diarias para a alimentacao
dos orphos do collegio de Santa Thereza de
Olinda e das orphas desta cidade.__________
Tabellla das diarias para a alimentacao no collegio das orphoe e das
orphas. ____
Genero alimenticios.
Pao.:....................
Caf......................
Cha preto................
Hanteiga.................
Assucar..................
Carne fresca.............
Toucinho.............
Arroz....................
Feijo'...................
Peixe fresco, e na falta
bacalho............
Azeite doce..............
Vinagre de Liabda......
Farinha..................
o.I......................
Lenha...................
Verdura e temperos....
Fructas ou doces........
Batatas..................
Quantidade para urna
pessoa.
1 libra para 5..........
1 dita para 35..........
2 oncas para 35........
3 oitaras................
1 l|t onca..............
12 oncas (das quaes 5
sao para o almo-o....
1|2 onga................
2 oncas................
ll* para 100............
5 oncas.................
1 garrafa para 60........
1 dita para 50..........
1(4 para 50 (medida no-
va).
1 chicara para 15......
1 acha para 2............
20 ris..................
20 ris..................
I libra para 5...........
ALMOCO.
J.OiTAR.
50
CEIA.
2 oilaras
t
Franga ou franco ...
Gallinha............
Leite................
Aletria..............
Macarro............
Cha.................
Ddce................
Vinho...............
DIETA PARA DOENTES.
.... 1 para 4....
.... 1 para 6___
.... 1 medida___
2 ongas......
.... 1 onca...
.... 1 oitara,.
...20 ris...
... 2on{as..
a
Os que poderem dispensar gallinha usario da
carne, pao e arroz, segundo a prescripgo me-
dica assim como de peixe, berras, etc.
Observarlo.
Os empregados do collegio e os serventes podeio* receber a sua raco da carne sececa seis on-
cas em lugar da carne verde 12 ongas, comtanto que seja cosida em lugar de assada.
Secretaria do gorerno de Pernambuco, 25.de julho de 1861.
O secretario do gorerno,
____________ Joo Rodrigues Chaves.__________
liv. 5# de leis provin-
Expediente do dla 5 de julho.
Officio ao capito do porto.Respondo ao offi-
cio que V. S. me dirigi, sob n. 125, e data de
15 do crrante, remettendo-lhe por copia a in-
formaco que ministrou o inspector da thesou-
raria de fazenda relativamente nomeaco que
Y. S. solicitou de um empregado pira examinar
o cofre da associaco dos praticos.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Mande V. S. fazer, de cooformidade eom o que
requisita o eommandante da estago naval no
'trecho do officio de que lhe remello copia, os
concertos de que necessita a corveta de guerra
Verenice.Communicou-se ao eommandante da
estago naval.
Dito ao eommandante superior da guarda na-
cional da comarca de Santo Anto.Devolvo
V. S. a proposta de alteres para o balalho n. 24
de infantaria da guarda nacional da Escada, a
que se refere o sea officio de 30 de novembro
ultimo afim de ser organisada de cooformidade
eom a lei; devendo o eommandante desse ba-
talbo ter em vista as alteragdes mencionadas
em a nota junta, ministrada pela secretaria do
governo.
Dito ao eommandante superior de Goianna.
Sirra-se V. S. de expedir suas ordene para que
tima guarda de honra de algum dos batalhdas da
guarda nacional sob seu eom mando superior
acompanhe a procisaao de Nossa Senhora da
Boa-Morte que tem de sahir do convento do Car-
ino dessa cidade pelas 3 horas do dia 14 de
agosto prximo vindouro, e no dia 15 assislir
aos actos da festa da mesma Senhora naquelle
convento.
Dito ao eommandante superior de Pao d'Alho.
Dispondo o art. 43 do decrelo 722 de 25 de
-outubro de 1850 que o conselho de revista da
guarda' nacional seja presidido pelo mais gradua-
do official della, sirva-se V. S. de informar a
razio porque no seu impedimento foi designado
um capito, e nao official superior para fazer par-
le do cooselho de revista desse municipio, con-
forme referem os respectivos membros em offi-
cio de 21 do correte, junto por copia, providen-
ciando V. S. eom urgencia para que o mesmo
conselho d principio aos seus trabalhos de coo-
formidade eom o art. 43 do decreto cima cita-
do e seus .Remelteu-se copia deste officio
aos dous membros do conselho de reviso da
freguezia supradila.
Dito ao iospeelor da thesouraria de fazenda.
Transmillo V. S. os inclusos documentos, afim
de que estando elles nos termos lgaos, mande
pagar sob miaba responsabilidade, nos termos
do decreto de 7 de maio de 1842, visto nao ha-
rer crdito para esse pagamento, os vencimentos
relativos ao mez de juoho ultimo, dos guardas
naciooaes destacados na villa de Ingazeira, de-
rendo a importancia de taes vencimentos ser
entregue ao major Jos Ignacio Xavier, conforme
requisitou o respectivo eommandante superior
em officio de 8 do correte.Communicou-se a
este.
Mandou-se lambem effectuar aob responsabi-
lidade os vajicimentos relativos ao mez de maio
ultimo, dos guardas destacados as villas do
Brejo e Garanhuns e povoago de Correntea, co-
mo tambem os do destacamento di cidade do
Rio-Formoso, do mez de junho prximo fiado.
Communicou-se a cada um dos respectivos
commandanles superiores.
Dito ao director das obrss militares.Mande
Vmc. concertar eom urgencia urna caldeira que
se acha arruinada na cozinha do hospital mili-
tar.Communicou-se ao coronel eommandante
das armas.
Dito ao juiz municipal de Villa-Bella.Com a
copia da circular expedida em 26 do mez passa-
do para execuco de lei provincial, n. 504 de
29 de maio desta anno, respondo ao sea officio
de 3 do correte.
Dito aos gerentes da companhia da illumina-
cao a gaz desta cidade.Convm que Vmcs
mandem com urgencia reparar a custa da com-
panhia de illumiaaco a gas as deslocacea feitas
no calcamento 4% pateo do hospital| militar por
occauao de se encaar o gaz para illum.iaac.ao
Expediente do secretario.
Do dia 25 de julho de 1861.
Officio ao coronel eommandante das armas.
O Exm. presidente da provincia manda commu-
nicar V. S. em resposla ao seu officio datado
de 24 do correte, que deu-se sciencia the-
souraria de fazenda de ter sido admittido ao ser-
vico do hospital militar na qualidade de ajudanle
do enfermeiro o paisano Joo Nery de Sant'An-
ua. Deu-se parte thesouraria de fazeodo.
Despachos do dia 5 de julho.
Rtqutrimtnto.
Bernardo Ferreira da Costa Pasaos.Informe
o Sr. Dr ebefe de polcia.
Francisca Celestina da Rocha.Informe o r.
director geral da instrueco publica.
Joo tRomarico de Azevedo Campos.Pas-
se-se titulo na forma requerida.
Jos Atronco de Azevedo Campos.Gomo re-
quer, pagos os foros devidos.
Jos da Costa Brando Cordeiro.Informe o
Sr. director das obras publicas,
Jos Autonio da Fonseca.Como requer.
Jos Antonio Moreira Diss.Informe o Sr. Dr.
chefe de policia.
William J. SindsayInforme o Sr. inspector
da thesouraria de fazenda.
Francisco das Cbagas Cordeiro Campos.In-
forme o Sr. Dr. juiz m-unicipal do termo de Igua
rasar'.
INTERIOR.
RIO DE JANE1HO.
SENADO.
SESSO EM 4 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Abaet.
As 11 horas da manha o Sr. presidente
abre s sesso estando presentes 30 senhores
senadores.
Lida a acta da anterior, approrada.
EXPEDIENTE.
O Sr. 1* secretario 16 um aviso do ministerio
dos negocios da fazenda, remettendo as informa-
ces que lhe foram pedidas em 23 de agosto do
anno passado, a respeito da resolucao da cmara
dos deputados que approva aa condices com que
pela presidencia da provincia de Pernambuco foi
entregue irmandade do Divino Espirito-Santo
da cidade do Recife a igreja do collegio da ex-
tincta companhia de Jess, na mesma cidade.
A quem fez a requisico.
ORDEM DO DIA.
Submettida votaco, por ter ficado encerrada,
a 3* discusso da propoaico da cmara dos de-
putados, declando que sem prejuizo do meio
sold a penso concedida A riura e filhas do co-
ronel Francisco Victor de Mello e Albuquerque,
approvada a proposico para subir sanecao
imperial.
Achando-se na aule-camara o Sr. ministro dos
negocios da marinha, sao sorteados para a depu-
tagio que o deve receber os Srs. riscoade de Sa-
pacahy, baro de Maroim e D. Manoel ; e sendo
introduzido com as formalidades do estylo, toma
assento na mesa.
Entra ento em 3a discusso a proposico da
cmara dos deputados, regulando o accesso dos
officiaes da armada, com as emendas da commis-
ao de marinha e guerra, as quaes emendas sao
apoiadas e igualmente a seguinte:
a Tendo havido no art. 6. a omisso de um
paragrapho, julga a commisso indispensarel res-
labelece-lo, e assim offerece a seguinte decla-
raco :
Art. 6. Depois das patarras e findaram
as operacoes que rm no final do 1 membro,
diga-se Das regras, porm, estabelecidas nos
paragraphos dos arts. Io e 2, poder-se-ha so-
mente prescindir :
1 Por acedes de extraordinaria bravura, ou
por serrico que prove distincta e superior intelli-
gencia, sendo taes feitos ou serrinos debidamente
justificados em ordem do dia do eommandante
em chefe das forjas em operacoes, ou da autor-
dade militar a quem corresponder, quando o of-
ficial pertencer navios ou forcas que nao te-
nham eommandante em chefe. A ordem do dia
derer ser publicada pela imprensa, quando seja
possirel.
2o Quando em tempo de guerra fdr urgen-]
te, e nao hourer officiaes habilitados na coofor-
midade da presente lei para o preenchimeoto
das ragas que se derem.
c Paco do senado, 31 de maio de 1861. J.
A; de Miranda. Baro de Muritiba.
O Sr. Carneiro de Campos, tendo duvids sobre
algumas das disposicoes do projecto de que o se-
nado se est agora oceupando, rai expd-las, pos-
to que nao seja proQssional n'este tamo de ser-
vico publico, porque o assumpto de muita im-
portancia e deseja ser esclarecido.
Tem apprebensdes de que este projecto nao
rai melhorar o systema de promo;des actualmen-
te obserrado na armada, e est quasi persuadido
que a altersco prososta nao far mais do que
crear um grande arbitrio, isto que, se passar
este projecto, nao harer lei que regule as pro-
mocoes da armada ; a lei ficar sendo o que o
goveroo quizer.
Ora, nao s nao lhe parece razoavel qae se
deixe um arbitrio destes disposico, nao se sa-
be de quem, de quem quer que possa vir a ser
ministro da marinha ; e ainda mesmo que por
este lado nao devesse harer o menor receio er
que, quanto maior fdr o arbitrio de que o gorer-
no dispozer n'esta materia, em tantos maiores
embaragos se rer para livrar-se dos empenhos
e das pretences menos fundadas.
Por outro lado, nao se pode convencer que a
classe da armada olhe com bons olhos para urna
medida que a sujeita inteira contingencia de
se ter adiantamento em postos quando o ministro
quizer. E tanto mais levado a assim pensar,
quando considera que alguna paizes, que noa
pdem servir de modelos em tudo o que respeita
marinha, nao nos do exemplo de legislaco
semelhante.
Cooceberia um arbitrio destes, so fotse limita-
do to somente aos primeiros postos da armada,
at capito-teoente por exemplo ou capito de
fragata, como em Inglaterra ; mas desse posto
e n diante pensa qae, para as promoedes, s de-
ria attender-se antiguidade.
No projecto, porm, adoptou-se urna base op-
posta ; o arbitrio que se deixa cresce na razo
dos postos, de manetra que, de certo posto em
diante) o gorerno promorendo a algum official
pode nao attender seno ao merecimento e nada
mais.
Nota que no projecto se exige qae nenhum offi-
cial seja promovido sem ter pelo menos quatro
anuos do posto em que estiver, entretanto que
no exercilo nao se se impde igual coodigo, nem
mesmo aos officiaes daa armas scientiBcas.
Outro mal que enxerga no projecto declarar
que o exercicio de certas commissoes nao se
conta no tempo preciso para que um official pos-
sa ser promovido ; de sorte que o goveroo, que-
rendo privar a um official do direito de ser pro-
movido, nao tem mais que fazer seno desig-
nadlo para servir um tfesses lugares, ao que elle
nao poder recuaar-se. Entretanto, o official se-
r por isso punido, tirando-se-lbe o direito ac-
cesso. N'isto nao s r extraordinario arbitrio,
como grave injustica.
Ainda mais : o projecto di rantagens & certas
commissoes, e nega-as oulras commissoes da
mesma natureza. Por exemplo, o inspector do
arsenal de marinha da corte nao perde tempo
para a promoco ; os iospectores dos outros ar-
senaes perdem. O eommandante dos imperiaes
marioheiros pode ser promovido como se esti-
resse embarcado ; o eommandante dos fusileiros
aaraes nao, nao esl no mesmo caso. Nao com-
prehende estas ditTerengas.
Sao estas as principaes duridas que o levam a
pedir a palavra.
O Sr. ministro da marinha pensa que o oobre
senador mesmo encarregou-se de dar resposla s
arguicdM que fez.
Pergunta S. Exc. se o projecto melhora a lei
de promoedes que temos. A experiencia res-
ponde que sin ; e nao s a nossa experiencia,
mas a de ama naco como a Franga, visto que o
projecto de que se trata inteiramente modelado
obre a legislaco francesa a respeito desla ma-
teria.
Se ha arbitrio, nao 6 maior do que aquello
qae existe na legislaco rigente. A lei de 13 de
norembro de 1800 dispe que as promogdes dos
officiaes da armada tero feitas at ao posto de
capito-tenente inclusive, um quarto por mereei-
mento e tras quartos por antiguidade ; mas do
posto de capito-teneote em diante, o direito de
promover nao tem restriccao, e o governo acha-
se revistido do arbitrio pleno de olhar s a me-
recimento. _
A* excepgo desta lei, nada mais temos quanto
a prnmoces da armada, seno as provisoes de
20 de outubro e 5 de novembro de 1798, urna
mandando pdr de parteo principio da antiguida-
de, outra para qae se atienda de preferencia aos
officiaesyalua tverem habilitagoes scientiflcas.
O projecto pois, deixaodo ao arbitrio do gover-
a promoco, por merecimento, dos postos de
capito de fragata para cima, nao fez mais do
que conservar a legislago existente ; no que elle
propoz alguma inoovagao foi quanlo a promogo
dos pestes de capito-teoente para baixo, exi-
giodo que nao podessem ter accesso seno de-
pois de contar quatro annos do posto antece-
dente.
O nobre ministro entra no desenrolvimento
das razoes que o leram a apoiar esta medida,
mostrando que nos primeiros postos, quando o
goveroo nao pode conbecer ainda bom o official,
de grande vantagem o intersticio de quatro an-
nos de um posto para o outro, como nico meio
de dar tempo ao official para prorar a sua capa-
cidade progressiva.
Quando porm o official chegar ao posto adian-
tado de capito de fragata, j tem pereorrido
urna carreira na qual deve por seas procedentes
ter habilitado o governo para estar completamen-
te ao faci de seu merecimento, e poder adoptar
esta base para regular a sua promogo.
Nao ae diga que no exercito nao se exige o ins-
terslicio de quatro annos para que um official,
mesmo das armas scientificas, passa ser promo-
vido, porque nao ha paridade alguma entre a
pratica que um official de marinha possa ter pa-
ra ser considerado em estado de ter accesso, o o
que basta ao official das armas scieotificas do
exercito para toroar-se perfeito. Talvez que, se
se devesse alterar o que a este respeito esli
no projecto, devesse ser para que o ioaters-
ticio fosse maior de quatro annos nos primeiros
postos.
Quanto iojustiga que o nobre senador enxer-
gou em aquillatarem-se desigualmente diversas
commissoes de Idntica natureza, dando em urnas
direito a accesso, e em outras nao, dir a S. Exc.
que indispensavet dar maiores rantagens aos
empregos de maior. magnitude.
Ora, o lugar de inspector do arsenal de mari-
nha da corte nao tem superior em importancia
na armada, a nao ser o quartel-general. As
obrigages desse inspector sao de outra ordem, de
outra extengo que nao sao as dos inspectores dos
arsenaes das provincias : a a differenga notada
pelo nobre aeoador a juata retribuigo do maior
trabalho, respoosabilidade e outra magnitude de
fuocges qae se d ntreos lugares de iospeelor
do arsenal de marinha da corte e dos outros ar-
senaes.
No mesmo caso esl o eommandante dos impe-
riaes marioheiros, em comparago com o eom-
mandante dos fuzileiros aavaes, Aquelle tem de
educar o marinheiro desde a infancia, fazer delle
um completo homem do mar; ate receber os
recrutas aue lhe enviam, mette-os em forma e
toraa-os/aoldados, sem se dar aquello trabalho,
aquello deivello de que o outro nao pode pres-
cindir por largos annos.
A importancia das misses nao a mesma, e
desde ento nao dere parecer extraordinario que
as vantagens aejam difiranles.
Pareceu ao nobre senador que o goveroo, que-
rendo perseguir a alguns officiaes, poderia faze-
lo impunemente incumbindo-os de commissoes
que lhes tirassem o direito de entrar em promo-
go ; mas S. Exc. assim pensa por nao saber que
nenhum official vai obrigado para essas commis-
soes; pelo contrario um dosembaracos em que o
ministrse v constantemente ter de livrar-se
das contiouas solicitiges dos que desejam taes
commissoes.
Nem difficil conceber a razo porque assim
se passam as cousas: muilo melhor estar em
trra gozando de todo o destaogo. de todos os
commodos que offerece urna cidade mais ou me-
nos populosa, do que achar-se a bordo de um na-
vio lutaodo com as ondas e com os temporaes.
Nao crea, pois, o nobre senador que os esco-
llados para taes commissoes sa queixem por isso
e se consideren) perseguidos.
Estas sao as observages que lhe occorreram
em resposta s objecgdes postas pelo nobre sena-
dor. Se nao forem sufficieotes, est prompto a
darquaesquer oulras informagdes do que o sena-
do necessitar.
O Sr. riscoode de Jequitinhonha insistir nis
pinioes que j emittio sobre este assumpto quan-
do era ministro da marinha o Sr. baro de Muri-
tiba. Eoto, como o senado sabe, o orador de-
cidio-se, em materia de promogdes dos officiaes
da armada, pelo systema seguido em Inglaterra,
impugnando o systema francez, que foi preferido
no projecto que se discute.
as promogdes dos primeiros postos necessa-
rio, mesmo indispensarel qae se deixe ao go-
verno o arbitrio de nao attender seno ao mere-
cimento; mas, quanlo promoga dos postos su-
periores, esse arbitrio mal cabiao e prejudicial.
Tal o principio seguido sobre este objeeto na
legislago ingleza. Ora, porque nao haremos de
optar a legislago da nago que considerada co-
mo a mais adiantada em materias de marinha,
legislago aotiquissima e, que tem dado os me-
Ihores resultados?...
Pareis isto mais natural, mas simples, do que
proceder como a nobre commisso, que nada fez
de bom: pelo contrario, o que apresentou foi
mo, e era melhor estudar de novo a materia a
ver se consegua cousa mais razoavel.
Mas nao ser temeridade, da parte do orador,
esta insistencia em desojar ver adoptado o syste-
ma ioglez, quando o senado jase pronunciou de
preferencia pelo systema francoz, nao s quanto
a promo;des como at pelo que respeita ins-
trueco scientiQca dos officiaes ?... Abandonan-
do pois esta parte de suas ideas na esperang de
que tempo rir em que alguma cousa se faga pa-
ra chegar ao systema inglez, passsr a oceupar-
se com algumas disposicoes do projecto.
Entretanto nao pode deixar de observar ainda
que de ha muilo tempo se procura ter ama ora
lei de promoces. Isto prora sem duvida que a
legislago que actualmente rege esta materia para
nada presta, est ingada de erros. Ou se esta a
concluso lgica do qae se tem passado a este
respeito, era de esperar que a nobre commisso
offerecesse um projecto ioteiramente cheio de
ideas oras.
Mas o que fez'a commisso ? Copiou a legisla-
go aotiga, tal qual ahi est. E isto por rentura
o qae a corda reclama sempre que iodica a ne-
cessidade de urna lei que regule as promogdes ?
isto o que o paiz espera da sabedoria do corpo
legislativo ? Parece que nao.
Em tudo quanto fez, a commiso nao offereceu
nada de noro, se nao a exigencia de certo tempo
de embarque e de commaodo. Mas nao sabe por
que fatalidade... tal vez por que o ministerio nao
quer tomar a attitude que todos desejam que elle
tome, nao de innorador, como disse o nobre se-
nador pelo Rio de Janeiro, mas de conservador
com criterio, mostreado como tal disposigo para
conserrar e habilidade para melhorar.
Gomo dlzia, nlo sabe por que fatalidade no
mesmo paragrapho do projecto que contm estas
duas disposicoes eslo consignadas excepgdes que
quebrara os principie estabelegid,gi tanto sobre 9
condigo de embarque como a respeito do com-
en ando, levando at a injuatiga desvirtuar o prin-
cipio da condigo de embarque, a ponto de fingir
que se pode embarcar em secco ( Risadas. )
Nem de outro modo se pode considerar o peo-
samento de figurar que tem cumprido a condigo
de embarque aquelle que fica sentado em trra ?
Mais ainda, manda com sem razo maoifesti que
esses desembarcados rengam temoo para a pro-
mogo. ao passo que nega esta vantagem a ou-
tros que nao esto embarcados era secco, mas 00
molhado e lutaodo com as ondas e os temporaes,
como ha pouco disse o Sr. ministro da marinha.
Observou o nobre ministro que ha empregos
exercidos em trra que sao de maior importancia
e engem grandes habilitagoes, como seja o de
'"pector do arsenal de marinha da corle, etc.
Pois bem, d-se a esses maiores vantagens pecu-
niarias, mas nao se faca injustiga aos outros offi-
ciaes ; nao sejam aquellos servigos recompensa-
dos com injustiga clamorosa, dando-se aos de-
sembarcados vantagens de accesso que s devem
ser concedidas aos que esto embarcados.
Veja mais o senado at que ponto absurdo o
projecto, quechega a aua iojustiga a tentar igua-
lar duas cousas distincta, comosejam commando
de navio de guerra a commando de torga naval 1
Este escanda-lo tanto maior quanto a pro-
pria commisso que eslabelece.com toda a razo,
distiocgso entre commando de navio de guerra e
commando de forga naval ; mas pela fatalidade ja
notada, e que tanto distingui o projecto, veio a
mesma commisso a equiparar aquellos dous com-
mandos I
Picoa por tanto desvirtuado pela commisso o
principio que ella mesma estabeleceu. Mas ento
para que o formulou. Era melhor que a este res-
tradicoes da ingleza, foi reformada de maneira
que boje o principio que regula as promogdes da -
marinha americana a mera antiguidade. Mas
semelhante cousa all approvada? Nao.
Nao ha um s ministro da marinha nos Esta-
dos-Unidos que nos seus relatorios nao se lenha
pronunciado contra aquelle systema.
Pretendeuse que o projeclo vinha peiorar o
que existe entre nos. O que temos nesta mate-
ria ? O nobre ministro citou tudo quanlo te-
mos.
De cooformidade com a nossa legislago vigen-
te, at capito de fragata a promogo feita tres
quarlos por antiguidade e um quarto por mere-
cimento. Daquelle posto em diaote fica ao go-
verno o arbitrio da promover cerno lhe parecer
melhor.
Ser preciso meditar muito para reconhecer
que isto offerece um grande campo ao patrona-
to? De certo que nao. Pela nossa legislago um
oUicial que esl empregado em trra pode ser
promovido de preferencia ao que anda embar-
cado.
O projecto pois, marcando as condigdes de
tempo nos postos, nos embarqese nos coraman-
dos, acaba com o arbitrio, e incita o offi:ial a so-
licitar embarques e commandos como meios de
obter accesso.
Dir-se-ha que hoje temos maior quinho dado
antiguidade do que ao merecimento, entretan-
to que pelo projecto principio de merecimeoto do que ao de antigui-
dade. Disto que o orador nao faz queslo ; nes-
ta parte nao ter duvida em concordar que seja
um tergoou metade, um ponto discotivel.
Cr ter mostrado que o projecto melhora o que
existe; nem se pode por em duvida a necessida-
peito cootinuasse o silencio da leeislarao nao a !
estabeleeesse um. regr. par. serfmme?diatamente I qe'1o.S,UaidlP5a0' qUer ^^^ <*"' qU"
violada. I H"?"" ueas.
Assim, os dous principio noros do projeclo, JSS^JSl h* lrM medid" Lma9
respeito dos quaes se protendiara estabelecer re- q o""01" reclama, porm por um se ha de
grasgeraes, sotTreram da nrU^da ropri coS- i co^srl e cutDt>re 1uaf se f"S cousa.
misso taes'excepgdes que nao, .. saK.is 7.1 frt,.?"SlP"m a 0f?r0,lU-r P'^lo tal qual
a a regra geral, sea excepgJo. se a regra que 1 *T1 em 2. d'8CUS,ao' com as emendas
se pretende estabelecer I S q 1 da commisso. multas das quaes nao merecem o
Um official tem oito annos de embarque, e ou- ".*"fDi,meni0' como por exea,?1(>." *_"ep-
tro est oito annos empregado em trra
coes estabelecidas aobre promogo de offi:iaes
por t.oto prefereoef. !e promovido o official
que flcou em trra gozando do dolce (amiente
que ha pouco memorou o Sr. ministro e o que
estere oito annos sobre as ondas do mar fie. pie- S^ ..-An a h' Sr'-Pre
terilo porque nao commandou forga nav.l I ffi SSfS2&LS** "fifi
. forg
nao pode merecer a approvago do senado.
Ahi est como o principio de antiguidade esta-
belecido no projecto esl cercado de mil embara-'
gos. de mil peas, entretanto que o principio da
es:olha por merecimento, o principio do arbitrio
nao tem limite algum seno a vontade do go-
verno. 1
Ora, com a queslo', de commando est ligada
outra de grande importancia. Desde que o com-
mando tornar-se condigo de promogo, india-
pensavel que o ministro seja muito imparcial na
escolba dos officiaes para commandarem. Hade
ser preciso nesse caso attender a que todo o offi-
cial qne tiver a capacidade precisa para comman-
dar deve exercer o commaodo afim de nao ser
privado de accesso: negar-lhe o commando, des-
de que para isso estivesse habiltado, ser urna
ioiquidade, por que priva-lo do uatco meio de
ser promovido.
E nao sero grandes as lifficuldades que o mi-
nistro encontrar para fazer semelhante distri-
buido de forma que nao exisla justos queixumes?
ser a lei exequivel nesta parte ?
lhe esto dando attengo.
Dada a hora fica adiada a
do-se o Sr. ministro da marinha, o Sr. presidenta
Con-
terrompe es-
no abu-
res que
discusso. Reliran-
tiuuago da discusso adiada e as mais materia
dadas par. boje.
Levaota-se a sesso s 3 horas e 5 minutos.
SESSAO EM 5 DE JUNHO DE 1861.
t Presidencia do Sr. visconde de Abast.
A'stl horas d. maoha, o Sr. presidente abre
a sesso, estando presentes trinta Srs. sena-
doras.
Lida a acta da anterior, approvada.
O Sr. 1* secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Quatro avisos do ministerio do imperio, remet-
iendo utographos sancionados das resolugdes
da assembla geral, autorisando o governo a
conceder carta de naluraliaago de cidado bra-
sileiro aos portuguezes Manoel da Costa Abreu,
Aotonio Jos da Cruz e Antonio Jos de Azeve-
do ; a conceder ao parocho collado Pedro Pie-
zanlooi dous annos de licenca com os vencimen-
tos da respectiva coogrua, e outros tantos ao
cooselheiro procurador fiscal do thesouro, Jos
Outra questao que se prende com esta, e para Carlos de Almeida Aras; e reconhecendo cida-
a qual chama a attengo do senado, a do esta- do brasileiro a Jos Gongalves da Silva.Fica o
do da nossa esquadra. Olhe-se paraos quadros senado ioteirado, e manda communicar cama-
17 e 18 annexos ao relatorio do Sr. ministro da ra dos deputados.
marinha, e ver-se-ha o miseravel estado dos I Um officio do 1. secretario da cmara do3 de-
nossos nanos de guerra : esto quasi todos em putados, participando a eleigo da mesa que deve
ruias I servir na dita cmara no crranle mez.Fies o>
_E neste estado de cousss ser fcil a distribu- senado ioteirado.
gao de commandos ? Admira at como em taes 1 Um requerimenlo em que Castro Paes & C.
circunstancias pede o Sr. ministro maisoffici.es estabelecldos com fabrica de ridros praia For-
quando a nossa esquadra est aniquilada, quando mosa, de novo pedem a continuago da diseus-
a dossa marinha ja consumara a torga parte da
renda do estado. Ou pensar o nobre ministro
que esta lei de promogdes vai eocher o thesouro,
rai tira-lo daquelle triste estado em que o pintou
o Sr. ministro das obras publicas ?...
Feitas estas consideragdes passa o orador a fa-
zer a comparago do projecto com a. emendas da
commisso, para mostrar que estas sao ainda
menos satisfactorias do que o projecto.
Conclue pedindo desculpa por ter ae mettido
n'uma questo em que nao profissional.
O Sr. baro de Cotigipe diz que o projecto qae
est em discusso foi base.do em outro viodo d.
cmara dos deputados, e daas rezes discutido
quando o orador era ministro da marinha. Espe-
ra pois que o aen.do nao eatranhe o v-lo levan-
t.r-se para tomar parte nesta discusso.
Obserrando-seque o projecto exige como con-
digo de accesso certo tempo de embarque e de
commando, reconhece-se que os seus autores es-
to compenetrados da necessidade de attender se
pratica doa officiaes da armada as suas pro-
mogdes.
O nobre senalor pela B.hi. impugnou o pro-
jecto na sua base essencial, preferindo o syste-
ma inglez ao adoptado. O orador diverge intei-
ramente de.S. Exc. neste ponto, e eotende que os
principios observados n. promogo dos officiaes
da marinha inglez. nao podem nem devem ser
seguidos na promogo dos officiaes da nossa ar-
mada.
Segundo o systema inglez. at ao posto de ca-
pito de mar e guerra a escolha livre ; daquelle
posto em diante o gorerno obrigado a seguir a
antiguidade para e simples.
Ora, ser por causa ou a despeito deste syste-
ma que a marinha ingleza tem chegado perfei-
co ? Quasi todos os escriptores qae tratara de
marinha reconhecem os inconvenientes de seme-
lhante legislago, que sao de fcil comprehen-
sio.
Quando que um official p le ser melhor
aquilatado pelo governo? Seguramente depois
que tem longos annos de serrigo. Ora, pelo sys-
tema inglez e quando o governo melhor conhece
o official, quando est mais habilitado para ara-
liar o seu merecimento, que precisamente se r
obrigado a seguir o principio da antiguidade ab-
soluta.
Longe pois de dizer-se que este principio que
(em lerado a marinha ingleza ao grao em que el-
la se acha, forga reconhecer que semelhante
systema tem causado, pelo contrario, grandes
males. Muitas rezes, para se poder promover
um official a quem em certas circunstancias con-
vm entregar o commaodo de urna esquadra,
preciso promover ou reformar todos os outros
qae tem maior antiguidade.
A base do projecto sem duvida preferirel, e
nao seno a que j existe, aperfeigoada pala
pratica do poro francez, que depois do inglez o
que aprsenla melhor marinha e capas de com-
petir com aquella: a lei que na armada francesa
regala as promogdes quasi idntica ao projecto
que se discute.
A fra essas daas nagdes, nao r outras a qu
doramos pedir exemplos. OsEitados-Uoidos(oai
sabe se na aetualidade melhor diriaos EsfaP
Desunido) tem urna marinha de guerra bem
ganisada; ahi 8 legislago, emoorase re*iqm<
sao do projecto da cmara dos Srs. deputados
coocedendo qualro loteras em favor dos peticio-
narios.Fica sobre a mesa para ser lomado em
considerago em tempo.
ORDEM DO DIA.
Achando-se na antecmara o Sr. ministro dos-
negocios da marinha, sao sorteados para a depa-
tago que o deve receber os Srs visconde de Sa-
pucaby, baro de Maroim e marquez de Itanha-
em, e sendo introduzUo com aa formalidades do
estylo, toma assento na mesa.
Continua a 3' discusso. adiada pela hora na
sesso antecedente, da proposigo da cmara dos
deputados regulando o aeccesso dos officiaes da
armada, com as emendas da commisso de mari-
nha e guerra, offericida pelos Srs. Miranda e ba-
ro de Muritiba, apoiadas na sesso antecedente.
O Sr. Miranda offerece as seguintes emendis ~
Emendas, de que resultou o projecto offere-
cido pela commisso em substituido do projecto-
n. 1, adoptado na 2.* discusso. Art. 1. Io r
Em rez depelas leis e regulamentos relativos
ao ensino e educaeo dos officiaes de marinha
diga-sepelas leis e regulamentos as escolas de
marinha.Em seguida palartacommandan
tesdiga-seocluido o auno de ensino de que
trata o capitulo 3." do regulamento e decreto o.
2.163 de maio de 1858.
c 2." Em rez depilotos de cartadiga-so
pilotos da armada.
a Depois das palavrascinco annosdiga-se
pelo menosTodo o resto seja substituidos
lelos seguintes :a se mostrarem habilitados na
rma do art. 140 do citado regulamento.
a 3,* Destaquem-se as patarraso capitao-
tenentee_em lugar detres annosdiga-se
quatro annos.
Escreva-ae noro paragrapho acerca da pro-
mogo dos 1" lenles a capites-tenentes, re
piliodo-se a mesma doutrina, mais substituindo-
se as patarraspor menos tres annospor
quatros annos, e accresceotando-se no fim
tendo um pelos menos como eommandante.
4.* Em lugar de tres anoos diga-s
quatro ennos.
< 8 7. Depois das palavrss finaesdobros da-
quelle.diga-senos postos em que esta quali-
dade de commando exigido.
c O art; 3.* redija-se assim :A antiguidade
para os accessos ser regalada pelo quadro, do
pessoal da armada organisado segundo as pros
cripcoes dos arts. 12 e 25 do decreto a regula-
mento n. 2,208 de 22 de julho de 1858.
c A antiguidade relativa dos guardas-mari-
nhas acadmicos que forem despachados na mes-
ma data ser determinada pelo gorerno noa seus
regulamentos. .{
c Art. 4." A* patarralicencaaccreaeonte-se
registrada.Em lugar das pal.vraaestr.nho
i reparticio da marinhadiga-se eatranho V
marinha de guerra.
< Depois da primeira paria do artigo aceres-
cente-seem membros reparado.
c Os otficiaaa qae se ach.rem nesta circums-
ncia Qcaro logo perlencendo 4 segunda clas-
e, e nella serio conservados at qae oessem os
autUros dado lugar passagem.
'liiJKda parte do artigo redija-se as-
h :Exceptuara-se desla regra 01 seguintes
empregos ;
*
%


i ifl ftB.ini 11 m ktm Aflinaa;
DUMG M riERMWJCO. SEGUNDA FURA DI JULHO BE 18S1.
e secretario de eTaao^'qa"sT- larrasaeno so pela menos como commendan-
te_S.aoBaro de Muritiba.i. A. de Mi-
randa
tt fsona analysa algumas dteposices do
rojecto e emendas, que lhe parecem incoove-
"* "otos ; faz ver que na opioio, o seeado anda
"*oy*j>lote esclarecido para votar hoje so-
#> Caneir de Campas acha indispeasavel
1 comsaiaso eseseidero da nevo a propesi-
cie em totes ass aaerva^dee qae ee temtoito, e
pede que> eoste sentid se resolva.
E* .potada o ssajaott* ssqueriaseto e entra a
todo
1.a Ministro
quer das reparlices.
Io Conselheiro de estado,-senador e dspa-
tido assembla gees*.
3. Presidenta de provincia*
a 4." Misso diplomtica,
quadro da diplomacia.
Art. 5.a Supp^"
are o artigo.
a O lerceiro measbre radija-se aesim :Os o-
m que fsreas toMos sristonaireo pratssaado
aa actos role?antee, ees lase pablicadee em
do dia dos cheles eoe cuja ardeos servi-
w podero ser promovidas pata escola., ae
aja* antiguidade loea oae> tesar a ptomocee.
Art. C* Cootinue o aatigo duendo :Pars
ata isa publicar e qaiiel-genec*.l ea naariaha
aa tdatae asa que Uveram semco a nuda rara as
operacoe*.
O mais cama no artiga do prajoote.
Art. 7." O segundo membro do art. aubjtiiua-
se pelo seguinte :
Exceptuara- desta regra :
1." Os membros effeotivos do conselho naval.
2.. O chefe encarroado do quarlel-geral de
marioha.
3.* O inspector do arsenal de marinba da
6rte.
4. O cemmaadaate geral do corpo de imp-
rtaos marinheiros.
Estes offlciaes corita rao : os dos $$ i. Jo
3., como de commando de torga natal, a o 4a
como decommaodo de aavio de guerra, o lempo
que passarem oestes empregos.
Os lentes da escela de marieha sero promo-
vidos pela forma ordenada no art. 106 do regula-
monto e decreto j cima citados.
Art. 8. Km lugar dea guardas-marinhao
diga-sea 2" lenles.
<< Depois das palabrasdo mesmo batalho
accrescenie-se e do eorpo de imperiaes mari-
nheiros.
i Supprima-se o segundo membro e redija-se
o terceiro do seguinte modo :
Estes 2* tenentes s podero passar a 1.*
lenles, se satisQzerem a disposicao do 2.a do
art. Io da presente lei para os %" lenles sahi-
dus das classes de pillos e mestres.
Art. 10. Na primeira parte seja redigido as-
sim :Opreenchimento das fagas queoccorrerem
s ter lugar no ultimo mex de cada aono civil.
O art. 11 seja substituido em todas as suas
parles pelo seguiote:Neohuma promocao seta
fcila sem audiencia previa do conselho naval.
No art. 12 snpprima-se todo o 3.J. A.
de Miranda.Muritiba.
Voa imprimir.
O Sr. ministro da mariuha combate as propo-
sicoes emittidss na casa pelo Sr. visconde Jequi-
tinhonha ; mostrou os defeilos da lei de promo-
coes ingteza, sustentando o projecto em dis-
00 flato.
O Sr. Bario de Cotigipe diz que quaodo disse
haviam lugares para os quaes multa gante deso-
ja ser nomeado, e que una dasdifficuldadescom
que lutavam era o praeochimento de um desses
lugares, de forma alguma s- referi ao nobre
ministro actual.
O Sr. O. Manoel comee* dizendo que reconhe
ce ser de grande necessidade o projecto em dis-
cusso. mas entende que nao se scha elle tal
como de vera sei, motivo por que se oppoe que
passe ; er que a simples reforma da lei que ac-
tualmente se tem, mais que sufficieote, sem
que seja preciso recorrer tegislaces estaogeiras,
contraes quaes muilo se ha escripto e com ra-
zio, segundo peora.
O Sr. Miranda, como membro da commisso,
justifica o projecto, combatendo os precedentes
oradores.
Dada a hora, Oca adiada a discusso.
f? Relirando-se o Sr. ministro, o Sr. presidente
d para ordem do dia a coolinuacjio da discosso
adiada e as materias j designadas.
SESSO EM 6 DE JLHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de baeli.
A's 11 horas da manha o Sr. presidente abre
a sesso, estando presentes 30 senhores sena-
dores.
Lida a acta da anterior, approvada.
EXPEDIENTE.
O Sr. Io secretario
Presoste qae voltea i eo amista o oreje-
te a esaeadae pars serene recoeeiderarfeo, e a
sea oasis propeabe o que eonvn adoptar-se.
Caraeire de Caroaos.
O Sr. kario de Muritiba nie pode votar pelo
1HCrtvvnfv A CO03 fB tSSaTO tOHS B C9M rcspvlfc*>
cooviecos. idee que eato consignadas as
emendas qe eflereceu, e de cuja inconveniencia
anda nao foi convencida ; nio pota por tanto de-
sistir delta?, tanto msis que os argumentos apre-
aenlado em contrario nao se novo ; j foram
apreseatados commisso que ao podo concor-
dar na sue procedencia. Nao sabe, pois, como
se pretende forcar agora a comeiissso a mudar de
opinio, e dfixar de sustentar principios que in-
da considera saos, e acha que sero proveitosos
so fereaa oatabeleeidee per lei.
O orador passa a coosiderar em geral oa prin-
cipses argumentos exhibidos.contra as ideas capi-
taeodo projocto o emendas, mostrando que, na
aua opinio, nao team vigor aiguss, eao po-
dem leta-ba a mudar de modo de pensar oeste
questo.
He tirando-se o Sr. ministro da marin, oSr.
presidente d a ordem do di* e levanta a ses-
so s tres horas e einco minutos da tarde.
,1M*
O Sr. Souxa Franco observa quafa lei
de 27 desetembre de 1860, art. 8%V *
bida nestea < Foros de401X0008 e de mari.
do muoicipio da corte ; e producto
posses ou dominios utels daquelles n-
mariaha cuje aCoramento fdr pretendido por maia
de uoa Mavidato fuem a> aa mi rmna'tr i
e. aWeend*" .
flotio postea osa iaala publica aa
-oejaom bobo der. -
prefe
po, m
ser
Por
oa p
O .
oonQ
O Sr. foaaa rsaoee :__ com oe de marinaeo
foi meattitf; e que se ajeo em viaU, a *oo
soseota preltroacia, lavar pra^a os asno a as
de marinhas, nao s para evilsr conflictos entre
e Antonm.-p.r"tic^.doUmnStod0ertmPabrecer &" / "Bar.
por iocommodos do saude-Ficao sonado iotei- .- lda Cuns"Jerjvel a respeito de sua exe-
rado.
ORDEM DO DIA.
Achando-se na ante-camara o Sr. ministro dos
cuco
Vola pelo requermento do nobre senador por
S. Paulo
TieRocios da ma'rTn^^a^^redoVp~raT*u"epu^ 0 aOdiameVnirDsmdwer2oi!!rth0.nKha d"^,,ue ac*iU
lacio aue o deve receber oa Srs. afeadas dos San- *.""'"l!!" ."it!"S* d,S b8se? do PJlo;
\t-Jto que o deve receber os Srs. M-udes dos San-
tos, visconde de Sapucahy, e raarquez de Ita-
nrnem ; e sendo iutroduzido com as formalida-
des do estylo, toma asiento na mes-.
Continua eolio a terceira discusso, adiada
pela hora ua sesso antecedente, da proposico
da cmara dos deputados, regulando o accesso
dos oiliciaes da armada, as emendas da commis-
so de marinba e guerra, e as offerecidas pelos
Srs. Miranda, e bario de Muritiba.
S3o apoiadss as seguimos emendas:
< Ia. O arl. 7 seja substituido pelo seguinte :
Os officiaes empregados nos arsenaes, cor-
pos do mariuha, capitanas dos porlos e quaea-
quer outras commissoes que nao sejam de ser-
vigo naval activo em navio de guerra, s pode-
ro ser promovidos por antiguidade, salvo se
houverem adquirido direito &promeco por es-
colha na forma do art. 1.
Suppnmam-se as ezcep^oes deste artigo.
2a. No um do art. 8* acresceole-sesalvo
no caso de reforma, a qual podero obter nos
termos da lei respectiva, independentemente de
quaesquer outra clausulas.
3a. Os officiaes subalternos, e alem destes
os capites-tenentes, nao podem ser emprega-
dos em terrs, era em transportes ou paquetes,
mbora subvencionados pelo governo. sem que
estejsm cumpridasas coodicoes dos M 3. e 4. do
art. Io.
4a. O comisando de navio de guerra, ou de
forja naval, nao condico indispensavel para
promocoes por antiguidade.
5a. Substituam-9e os 5. e 6. do art. Io
pelo seguinte : 0 accesso sos postos de chefe de
diviso, de chefo de esqoadra, vice-almiraote, e
almirante ser invariavelmente por antiguidade.
Visconde de Jequilinbooha.
O Sr. Ministro da mariaha lembra convenien-
cia de toroar-se aem clara no projecto substitu-
tivo a idea do que um aono do commando equi-
vale a dous anoos de embarque, e dous aonos
de embarque a um de commando.
O Sr. visconde de Jequiliahooba (pela ordem)
acha conveniente que o peosamento do Sr. mi-
nistro seja cousigoado por escripto, em emenda,
alim deservir de base discusso ; e declara
que se a commisso nao quizar oflerecer essa
emenda, o orador est prompto a apresenta-ls.
O Sr. Miranda diz que a commisso vae redi-
gira emenda lembrada pelo Sr ministro; quao-
to s propostas pelo nobre senador, e hoje
apoiadas, sent ter desde j de proounciar-se
contra ellas, porque destroem as bases do syste-
ma que a commisso tomn a si sustentar.
Entrando de novo na materia, diz que o nobre
senador pela Bahis, que j foi ministro da mari-
aha, em ludo qoanto hootem susteolou nao se
pronunciou contra e projecto substitutivo; pelo
contrario, defienden os seus principios cardeaes.
discordando apenas quanto redaccio do varias
emendas, e de algumas doutrioas que ellas subs-
tituirn) ao que al no projeeto primitivo.
Para demonstrar que S. Esc. poaco se affas-
tou do que esta oo projecto substitutivo, entra o
orador na minuciosa comparaco das emendas
-da commisso com a parte do projecto a que se
reforem ; e indicando que os dous nicos pontos
em que parece haver dissideucia sao no art. 1
2 relativo aos pilotos, e do art. 3* sobre o mo
co de cootar a antiguidade, fas
uestes dona pontos
apenas a commisso que. .
triccio que e nobre sea ador.
Passa depois a tazer urna syoopso dos prioci-
paes argumentos o nobre senador pela Baha,
autor das emenda, apoiadas hoje, e dos nobres
senadores por Minas e pelo Rio (raode doNorto,
fospondendo a cada um dalles de conformidad^
com as ideas que hootem sustontoo, o aue de-
eenvotvo mais amplamente.
SD
SESSO EM 7 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Abast.
As 11 boras da maaha o Sr. presidente abre a
sesso estando presentes 32 senhores sena-
dor ea.
Lida a acta, da anterior approvada.
EXPEDIENTE.
0 Sr. Io secretario le um requermento dos of-
ficiaes reformados do exercito, pediodo a appro-
vaco da resoluco rindo da cmara dos deputa-
dos, sobre o melhorameoto dos sidos dos raes-
mos officiaes. Fica sobre a mesa para ser toma-
do em consideraco em tempo opportuno.
ORDEM DO DIA.
Achando-se na ante-camara o Sr. ministro dos
negocios da marioha, sao sorteados psra a depu-
tacio que o deve receber os Srs. Mondes dos San-
tos, baro de Cotigipe, e Silva Ferraz ; e sendo
iutroduzido com aa formalidades do estylo, toma
assenlo na mesa.
Continua ento a discusso, sdlada pela hora
na sesso antecedente, do requermento do Sr.
Garneir de Campo, propondo que voltem com-
misso de tnatioha e guerra o projecto da cmara
dos deputados, rogulaodo o accesso dos offlciaes
da armada, e igualmente as.respectivas emen-
das.
O Sr. Manoel Felizardo diz que a resoluQo que
regula as promocoes dos officiaes da armada af-
fecta de tal maneira os iateresses dessa impor-
tante classe, qoe ser pouco todo o cuidado que
so puzer na aprecisco das diversas ideas que
nesta discusso leem sido sustentadas.
De passagem dir que aceita oa principios csr-
diaes em que est asseolsda a resoluco, modifi-
cada pelas emendas da Ilustrada commisso de
marinhaeRuerra. Urna lei de promogoes, porm,
deve ser feita de modo que seja execuUda unifor-
memente em qualquer poca ; ora, do que se tem
dito v-so qoe alguns dos principios exagerados
nao esto redigidos a necessaria clareza, prestan-
do-se a interyretacOes contradictorias, e podem
dar logara que, na execucao, seja a lei entendi-
da ora Je urna maneira ora de outra, segundo a
tntelligeocia que entenderem dever dar-Ihe os
ministros que esliverem serviudo.
A' vista disto nao pode deixsr de concordar no
adiamento.ne para que a commiso altere as ba-
ses esseociaes do trabalhoque organisou, mas para
que melhore a redaeco dos pontos duvidosos de
modo que, a ser possivel, nao possa offere-
rass que, entretanto pede aos membros da com-
misso que revejam essas bases e avaliem o grao
de importancia de cada urna dellas.
O Sr. visconde de Albuquerque entende que o
Brasil oo tem urgente necessidade desse projec-
to, e aceita o adiamento como meio dd ser bem
estudada esta materia, que lhe parece extrema-
ment importante.
O Sr. D. Manoel approva a idea do adiamenlo,
presentando algumis proposites contra diver-
sas disposices do projecto, que convm ioteira-
mente reformadas.
Encerrada a discusso, retira-se o Sr. ministro
da marinha, o posto a votos o requerimento.
approvado.
Segue-se a 2" discusso do parecer da commis-
so da mesa, sobre a nomeaco de dous officiaes
da secretaria do senado.
E' spoiida a seguinte emenda :
Depois das palavrasque lhe eslava eslabe-
lecida antes da resoluco do senado de 23 de ju-
nho de 1858accrescente-sedesde o tempo que
deixou de a receber.
Paco do senado, em 7 de junho de 1861.J.
A. de Miranda.a
Discutida a materia e posto a votarlo por par-
les o parecer, approvado, sendo rejeitada a
emenda do Sr. Miranda.
Eolra em 1* discusso a proposico da cmara
dos deputados approvando o privilegio concedido
pelo decreto n. 2,156 do de marco de 1858 a
Guilherme Boolrech e seus fllhos, para fabricar
porcellanas de greda ceramic, e louga fias.
Verificando-se nao haver casa, o Sr. presidente
declara encerrada a discusso.
Levanta-se a sesso urna hora e vinle minu-
tos da tarde.
SESSO EM 8 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Abaet.
A's 11 horas da manha o Sr. presidente abre
a sesso, estando presentes 30 Srs. senadores.
Lida a acta da anterior, approvada com a se-
guinte emenda:
Proponho que so declare na acta quaes fo-
ram as partes era que foi dividido o parecer da
mesa que foi submettido votacio, e qoe com
esta declararlo saja ella approvada. Em 8 deia-
nho de 1861.Jobim. '
As parles sao as seguales :
1.a. que se suppra a falta dos dous menciona-
dos officiaes nomeaodo-se outros dous ;
2.\ que ao offlcial Aodr Antonio de Araujo
Lima, impossibilitado de servir, se abone nao obs-
tante o seu ordenado e antiga gratifleaco que lhe
estavam estabelecidos antes da resoluco do se-
nado de 23 de junho de 1858 ;
3.", que a yotaco seja symbolica ;
4.a, que sejam nomeados para os dous lugares
de officiaes da secretaria do senado os Drs. Pe-
dro Antonio de Oliveira e Francisco de Assis Ne-
greiros Castro.
Foram approvadas todas as 4 partes.
O Sr. Ia secretario d coDta do seguinte *
EXPEDIENTE.
Um aviso do ministro dos negocios do imperio,
remetiendo um dos autographos da resoluco da
assembla geral, autorisindo o governo psra
mandar pagar a Frederico Saner Bronn o orde-
*d__correspondente congrua que actualmente
reso-
seni-
-.v cmara
dos deputados.
Dous offlcios do Ia secretario da merma cma-
ra, acompanhando duas proposiQes : 1". autori-
sando o governo para conceder ao conselheiro
Fausto Augsb do Aguiar um anoo do Iicenca
com o competente ordenado para ir Europa
r de sua saude: 2a. approvando a penso
t, e no art. iw sobre o me- .T" r r *"-"" umuu v<
lade, fas ver que mesmo 0 correspondente congrua que actale
idea capital ame-ma; femos Pochos do imperio, na qual
ler um pouco msis de res- ?'f!^" "L0aIm,perJ,dor conseote.-Fica o i
do- r o'oieirado, e manda-se communicar ca
-' S j/cubou
Conclue offerecendo a emenda lembrada M>lr """V "!e 200* concedida a D. Mara Amalia de
iaistro da marinha. '"-----' Azambuja Carvalho de Moraes.Vio a imprimir.
m '' a -...;nix.- -_j Um requerimento da cmara municipal da vil-
la do Carvallo, proviocia de Minas-Geraes, pe-
diodo que sejam u municipalidades exooeradas
do pagamento das costas indiciarias nos casos
nratiaiAa _.. _s. nnn j_ __j__ t
Sio apoiadas aa seguiotaa emenda r
Acersscente-se no fim do 8 do art. 1: 0
tempo de commando de navio poder sor svjpori-
do pelo exeeeso do do servico de embarque emna-
-*io da guerra, ou do servico de torr*, tanto lR*.* Pelosarts. 308 do cdigo de
i 4* parte 1v a reulmeoto de 31 de janairo
pnrto A'commissio de leirislacio.
aqu^la aoniado. por asatade, o esto pota
alo tempo do eomsaasdo.
Bsta disposigo extensiva ao commando do
tWwtigwtottTwCotMMtnitpifi** j; eoma-S.54oh < Siqaer* e Mello lhe
tesUf. ^ "?> communicado que por incommodos de sau-
sfestaf
IfoJ 4 do roeimo srtigosupprlmam-se tf fas*
0filo ao thesouro....
0 Sr. presidente pede permisso ao nobre se-
nador para ponderar que o art. 56 do regiment,
tratando da aoreseotafo do paajeetos, permiti
aos seus autores que os iustifiquem sumroana-
mente ; mas qae a respeito de requerimentos nio
ha disposicao semelaante, nada rtispe a regula-
mento : nao podo pois pormvttir que o nebre so-
nador continuo com o deseavolviments que pa-
rece querer dar ao que vai dizer.
& Sr. Souza Franco lembr ao 9r. presidente
que os esty los da casa sao psrmittir a juslifleaco
dos requerimentos, oqua. no regiment nao ha
disposicao alguma que prohiba semelhante or-
tica. Domis, s inteoco do orador dar suos-
mariamenio as raides por que vai offereeer um
requerimento....
0 Sr. Presidente pensa que ainda asura o re-
giment s o permitte qaanto aos projectos, e sao
quanto aos requerimentos.
O Sr. Sena Franco quera apena dizer qoe
vai apresen lar ate requerimento por coostar-lhe
que o ex-presidente do Para dialriburo terreos
de marinhas om frente da capital daqueHa pre-
vincia, sem pd-los em hasta publica ; mas, so o
Sr. presidente entende qae aem isto permitti-
do so orador, limiter-se-ba a enviar o requeri-
mento mesa, pediodo desdo j a palavra sobre
elle.
O Sr. Presidente diz que isto que regular.
O Sr. Souza Franco declara que nio contina
para nio contrariar ao Sr. presidente, e 16 o se-
guinte requerimento, que enva mesa :
Kequeiro se pecam ao governo pelo ministe
da fazenda as segaiotes informaces:
So pelo presidente da provincia do Grao-Pa-
r foram concedidos nestes ltimos seis mezas
terrenos de marinha em frente da capital da pro-
vincia ;
Se os concesionarios sao ea nao foreiros
dos terreos confinantes a que petos regalamen-
tos a ordem do tribunal do thesouro cabe prefe-
rencia nestes novoa sioramenios ;
Se lendo hatido coocorrentes ao pedido de
aa mesmo terreno, foi eumprida a disposigo do
28 do art. 9." da lei tv. 1,115 de 27 de selem-
bro de 1860, qne oeste caso da diversos coacor-
rentes, sem que elgum seja o foreiro confinante,
manda pdr o aforamenio em hasta publica.S.
R.Souza tranco.
O Sr. presidente declara que fica o requer-
T" ** a afasjvatwaivi^ vttv.iuiu uur; ui/U *s vos parar- a>^^ flj"-"M u^aiotii u u
ment reservado para entrar em discusss'o sab- cando entretanto- adiado
saguBB projwgp;io : O que falta neste palz
atvarque acabe com todas essas pe-
rnoto fallam contra o Sr. Sayo
* lempo. O orador nio disse isto;
o algum coohececeu o Sr. Sayio
, lisa de pepineiras ; o que disse foi: 0
que falta neste paiz um braco forte que acabe
eom esaao-istiasiras de que tas**) fastou
olla mtas.Baja Lobato esa asssss lampo. ;
OTDEM DO Ha.
, E*r,*fm sTaKussio s pro posicio da casa
** ******adoflw aBtmeolando os vesementos dos
sasattscTosf.
E' aawaaVasofuinte requerissostso :
. ProponAosjs se adi a discusaao deska pro-
jecto para ao apois da lei do nsosassatu,
t Sala das sesea es, em 10a jaws de 18s)l_
visconde de Xeojattinhonha.
0 Sr. Visconde de Jequitinhonhs justiflea o seu
convm, as circumstancaa criticas em que se
acha o Brasil, augmentar a desposa, porque seria
acrescentar maior affliccio ao sflicto, visto como
nem emprestmos nem economas se podem pdr
em execu^io, em escafa tat que se remediem os
males actuaos; que o adiamento nao equivale a
morte do projecto, mas sim o aguardar-se nma
poca melhorem que a magistratura seja bem
squinhoads, son toazoi dasMo ao paiz ; >e con-
ctuiodo por apresentar o seguinte accrescimo ao
so reqarerinieatu:
E que seja reaaettido o projeeto s commis-
soes de fazenda e legjslaco para de uovojp toma-
rom em considerar.
O additameoto apoiado e entra em discusso.
O Sr. bario d* uotitribe entende que o adiaman-
to do presente projecto para depois da discusso
do orea meato, equivale urna r ej e-icio e que, ur-
gente como a sua materia, nao pode daixar pas-
sar sem se oppdr com todas as seas foscas ; pois
que, sendo o primeiro a roconbecer aa ms cir-
cumstanciss em que se acha o paiz, conhece tam-
be, qne amo dosclaasee que mais aofft a da
magistratura, e que est convencido o paiz nao
desapreciar o augmento conlido no projecto, por
que lodo elTe recoohece a necessidade de tomar-
se era coosideraco aserte dessa importante clas-
se da sociedade.
O Sr. viseando do Jequitinhoona. diz. que j"lga
poder ses approvada a seguada parte do seu re-
querimento, e rsgeitada a primeira se fr julgada
tal como o diz o precedente orador.
Encerrada a discusso, posto- votos o reque-
rimento, e rejeita lo em toda as suas partes.
Continua a primeira discusso fio projecto.
0 Sr. Dantas (pela ordem) diz que quer pedir
qne seja convidado a Sr. ministro da jostica para
assistira discusso deste prejeclo ; deseja saber
se pode laze-lo agora, ou se quaodo entrar em
segunda discusso. ;
OSr. presidente declara quo pode ser agora,
ou na segunda discusso, como o nobre senador
qutzer.
O Sr. Dantas reservs-so ento para a segunda
discusso.
Posto a projecto a votos passa para a segunda
discusso, oa qnal entra imraedialameote.
O Sr. Dantas envia mesa o seguinte reque-
rimento, que apoiado e posto em discusso :
o Requeiro que se convide o Sr. mioislro da
uslica para assistrr 6 discusso do projecto, fi-
lili
presidente marco a seguinte. e levanten a ses-
so urna hora e um quarto da tarde.
DIARIO DE PERMMBCQ-
opinio individual, mas o precedente que do projecto, pensa que msis conveniente apre
do processo .
---------,-----ro de 1842.
commissio de legislacio.
sidlTE.*:-. 1to*?*.P!WMWo Sr.
bado.
O Sr. Souza Franco diz qne, sendo hoje
bado, devia o requerimento entrar logo em dis-
cusaao.
O Sr. Presdanlo segu a esto respailo, sao a
sua opinio individual, mi
achou eslabelecido pelo Sr. baro de Pirapama,
de qual resalta qae o requerimento offerecido
s entra em discusso no sabbado seguinte ao
dia de sus apreseota;o, embora esse da seja
uro sabbado.
O Sr. Baro de Pirapama : E' verdade, eu
assim entend sempre.
O Sr. Penna diz qne, tendo a cmara dos depu-
tados votado qae ticasse urna tribuna reservada
para os senadores que quizessom assislir s suas
sessoes. pareceu ao orador conveniente offereeer
consideraco da casa urna indicaco para que
se retribaisse aquello acto...
O Sr. Presidente declara ao nobre senador que,
de accordo com a mesa, j havia commumesdo
ao Sr. official maior que a tribuna direita da
mesa e junto da galera fkava destinada exclusi-
vamente para os membros da outra cmara que
quizerem assislir s sessoes do senado.
O Sr. Penna d-se por sativfeilo, ama vez que
isso se faca constar cmara dos deputados.
O Sr. Presidente informa ao nobre sonador que
so vai offlciir nesse sentido.
OH DEM DO DIA t
Submettida votacio, por ter flca4o acerra-
da, a primeira discusso da proposieo da cma-
ra dos deputados que approva o privilegio con-
cedido a Gailherme Bouliech para fabricar por-
cellanas, passa a proposico para a segunda dis-
cusso, na qual entra immediatamente.
O Sr. Penna nio se oppoe a resoluco porque
jolga conveniente o privilegio qne olla approva ;
pedio s palavra para observar que a data do de-
creto citado est errada, pois que sendo do I. de
maio diz-se que do 1. de marco de 1858.
Pensa porem que nio tato motivo suficiente
para ernbaracar a approvaco do projecto porque
a mesa do senado pode, segundo os estylos, en-
tender-Be com a da comara dos deputados sobra
a correcgo deste erro.
Tanibem o decreto que se trata deapprovarde
clara qne o prazo de dous anuos, fiado o qual
expirar o privilegio se a companhia nao estiver
montada, se contar da data da concessao ; mas
claro que deve entender se da data da appro-
vaco, seno leria j caducado o previlegio cou-
cedido em 1858, e pensa que neste sentido pro-
ceder o governo.
A resoluco passa terceira discusso.
Entra em terceira discusso e approvado sem
debate psra subir a saneco imperial, a propoei-
ca da mesma cmara approvando a aposentarlo
concedida ao juiz de direito Joo Mauricio Van-
derley em um lugar de desembargado^ com o**or-
denado correspondente ao tempo que tem de ser-
vico.
Segue-se a primeira discusso da proposico da
mesma cmara enneedeodo um auno de iicenca
com ordenado ao Dr. Jos Mara Corres do S e
Benevides, primeiro offieisl da secretaria de es-
tado dos negocios da justica, para tratar de suade.
Encerrada a primeira discusso, passa a pro-
posito para a segunda, na qual entra logo e
passa igualmente para a terceira.
Tem lugar a primeira discusso da proposico
da rsesrm cmara approvando a penso annuil
de 600$000 concedida ao conego Manoel Roberto
da Silva.
O Sr. Peona diz que ha poucos das um mem-
bro do senado que nao est agora presente rece-
beu carta de pessoa fidedigna dando parte da
morte deste conego. Como porem a noticia nio
official, propor o adiamento da resolocio at
que a este respeito .se tooha informacio irreeu-
savel.
E* apoiado e approvado o seguinte requeri-
mento :
Requeiro o adiamento do projecto at que
conste oficialmente ao senado se ou nao ver-
dadeira a noticia do falleeimento do agraciado,
8 de junno de 18UI.Ferreira Penna.
Entra em primeira discusso e passa par se-
gunda, e desta para terceira sem debate, a pro-
posico da referida camera, exonerando o desem-
bargador Joo Candido de Deus e Silva da obri-
geco em que se acha para eom a fazenda publi-
ca, na importancia de 1:3601890, proveniente da
despeza da mpresso desos obras aa lypegra-
phla nacional.
O Sr. presidente dudara esgotada a materia
da ordem do dia, o di a do dia 10.
Levaota-se a sesso.
Paco
sab- Dantas.
a> n>n iiT ... ,*v por ncommoaos ae uu.
flf.aa.fi n* "S**01 "Pw ws-o do
prsenle nno.Fica o senado inteirado.
SESSO IM 10 DE JUNHO DE 1861
Presidencia do Sr. visconde de AbaeU.
As 11 horas da manhia o 8r. presidente abre
a sesso, estando proseles 31 Srs. senadores.
Lida a acta da anterior approvada.
Nao ba expediente.
O Sr. Presdeme diz que vai officias-se ao Sr.
ministro dos negocios do imperio para se saber o
da hora e lugar em que S. M. o la parador ss
dignar do recabar a dapulaco do senado que de-
ve apresentar ao mesmo augusto sector a res-
posta falla do throoo ; o procodsr-so so sorteio
dos quatro senhores que com os tros membros da
respectiva commisso devem coupor a mesma
deputaco.
Em seguida sio sorteados os Srs. Dantas, Das
de Carvalho, msrquez da Itauhaea o Mondes dos
Santos.
0 Sr. Dantas reclama contra am erro do im-
preso do sea discurso pronunciado oo dia 3 do
corrento, erro qoe summaeaento ofleosivo ao
Sr. ministro da justica. No discurso soparse* t
do sonado, rOlde junho de 1861.
O Sr. Manoel Felizardo (ministro da agricultu-
ra e do ooromercie) vota por este adiamento ;
mas tendo de ofEerocer nma emenda substitutiva
sents-ta hoje, aiim de qoo possa serimpress nos
joroses d'amanha.e continuar a discusso com
proveito na presen$a do Sr. ministro da justica.
Q_ Sr- presidente (recebendo a emenda que o
Sr. ministro envin mesa} dizque, estando em
discusso o adiamento, nao pode ser apaiada a
emeoda substitutiva, mas que ser impreesa no
jornal que publica os trabalhos do senado.
O Sr. Dantas nio querendo ernbaracar que a
emenaa substitutiva seja posta ao apoiamenlo,
pede para retirar o seu requerimento, reservan-
do-so para tornar de novo a offerece-lo de-
pois.
O senado, sendo consultado, consente rra reti-
rado do requerimento do nobre senador.
E' lida e apoiada a seguinte emenda substitu-
tiva :
A assembla geral legislativa, resoiva :
Art. i. Oa vencimeutos, que dos cofres ge-
raes percebero os ministros So supremo tribu-
"Ido justica, desembargadoros, juico do direi-
to, juizes municipaes e de orphios e promotores
pblicos, sao flndos do modo seguinte :
1.a Aos ministros do supremo tribunal de
justica se pagar o ordenado annual de 4:800 e
urna graiiucaco de 3 60(X.
J2.0 Aosdesembargadoresdas relacesse pa-
gara o ordenado annual de 3.000S e ama gratifl-
eaco igual ao ordenado.
3.a Aosjuiae de directo, sem distinecode
comarcas se pagar o ordenado annual de 1:600*
e urna gratificarlo de 2:4001.
r Esta gratifleocao ser elevada a 4:00ppara
o que servir como chefe de polica no municipio
da corte ; de 3:600$ para o que servir como Che-
to de polica as provincias da Baha, Pernambu-
coeHio Grande do Sul ; tfo 3:000 para o que
servir no mesmo cargo as provincias do Para,
Maranho, Cear, Rio de Janeiro. S. Paulo, Mi-
nas Geraes. Goyax e Matto Grosso.
Os que servirem taes cargos as outras pro-
vincias, nenhuma gratificago mais percebero
aiem da de juizes de direito.
Cessam as gratiflcac,des especiaes de chefe de
polica.
t Os desembargsdores, quando servirem como
chefe de polica, tem direito de optar entre a pro-
pria gralicacio e a fizad a aos joizes de direito
com exerccio do chefe de polica.
8.4.a Aos juizes municipaes de orphios. sem
disltnccao de termos, se pagar o ordenado an-
nual de 600 e urna gratficacio igual ao orde-
nado.
* LSm** gratifleaco poder ser elevada at ris
1:2003 nos termos das provincias de Mato-Grosso,
Goyaz e Alto-Amazonas, e em algumas de outras
pro vi acias cujas circumstancias tornem necessa-
no, este augmente, comtanto que com elle nao
se despenda maia de 30:000j; urna vez porm
zada pelo goveroo, nio poder mais ser altera-
da seno por acto legislativo.
5.a Aos promotores pblicos das diversas
comarcas se pagar o ordenado annuil de 600}
e urna gratifleaco igual ao ordenado. Os que
porm servirem de municipio da corte percebero
em dobro estes vencimentos.
6. As graticases marcadas nos peragra-
rnos antecdanles aos ministros do supremo tri-
bunal de justica, desemhargadores, juues de di-
reito, municipaes o do erphos a promotores p-
blicos cam dependentes do effeetivo exerekio
dos lugares, de sorte que em nenhum caso possa
veoca-ia o impedido ou licenciado.
Aos juizes municipaes, quando se subslitul-
rem os de direito, competo a gratificado destes,
accumulando simplesmente ao seu ordenado.
Art. 2.a Continuam a ser considerados como
juues de direito, e come toes percebero as van-
Ugens eslabelecidas para estes no 3* do artigo
antecedente, juues de orphios o auditores da
marinha e guerra da edrte.
c Art. 3.a Neohuma comarca, termo ou re-
guezia ser prvida com funeciooarios da ordem
civil ou eccleazjatlca sem que tenha sido compe-
tentemente decretada especial verba de despe-
zs a fazer-se com os mosmos fuoccionarios. M.
F. do Souza e Mello.
O Sr. Dantas aprsente de novo agora o seu
requenmento.asreseentaado que seja o convite
feto ao Sr. ministro depois do impressas as
emendas.
E' apoiado, o sem debato approvado o seguin-
te requerimento :
r Requeiro que se convide e Sr. ministro da
jusuc, depois de publicadas a emendas, psra
assislir discusso do projecto.Bastas.
Contina a segunda discusso da propasta da
mesma cmara, sutorisando o governo para apo-
sentar coa o ordenado correspondente aos ven-
cimentos que percebe, ocirurgio eocarregado da
enfermara da marinha da provincia do Poroam-
buce Joaquim Jos Alvos Albuquerque.
Os Srs. Penna e Bario de Muritiba fazem a
gamas obaervagoes.
E' apoiada a aogsoto emenda ;
m legar deaos veacimentus que actual-
mente paraeb,fltga-saao sold do cirar-
gias da armada.O maia como so artiga.
Paco do sonad, as 1 de juna do 1861.
Muritiba.
O Sr. Baio de Cotigipe Isa algunas absarva-
Sea.
Julgada a ajatoria diseatids, o rejeitada a pro-
M%b' 6i*u"l,nftato asAsada do Sr. baaae do
Estelada s saaiejia da ora do dia, o Sr.
il-
Heforma
Nos artigos precadagtea expozasaos os priaei-
Pa,e as razes ds publica eonveniescia, ejasagaa
aosso humilde entender, deram origem s las*
rssneeza e porflasaioza ; que decretaram. s alar-
cao directa, e ssstcMsjsia.
.JT respeito d a Iai (ranean e da san insppJtea
bilidade ao estado real d nossa socielad*. j
;asdmenos a nossa epiatio ; outro tonto Isssevo-
namos fazer cercada lei portugueza, seotindo
quaoaoaao possssas e> tojustisaiaio sjatwm de
toa postos torne pouco applicaval aoa oossos ha
bitos o cireumstoneias, a basa raalhemaUca das
conlribuicoes ti. fcil de verificar eom exacti-
do, para conferir direito ao eleitorade.
Antes porm de entras no ezamo das aopli-
cacoes, e substituigoes das leis estraogeirai
pareceu-nos mais urgente levar ao canbecimen-
to dos oossos leitores o pouco, que entre os
se tem feto para tornar fcil a con*orsio da
maladada etoici iodwecto em baaoflea eleico
directa, que realise flnalmato ao Brasil o go-
verno representativo, o desvia para sempre da
nossa vista esse quadro ssciueroso e ensanguen-
tado da eleicio primirt.
Se os autores do nosso acto addicional bou-
vessem pralicsdo o que Azorara o* legisladores
portoguezes, estaramos lirias desde 1834 dos
im mensos damnos, que nos tem causado a elei-
cao indirecta. Se nosso* aaes luessem consi-
derado que a eleico da dous graos era o maior
JfL* l8i- etaUora* quelle que toraav.
ssoartoata a ridicula afro da sopposta repre-
aeutacao nacional, a impossioilitava a raatidade
do governo repreaiativo, por ser ella absolu-
tamente adversa verdadeirt cooiUtuco da
nossa sociedade, destribuijo das riquezas e
dss capacidades ; se desde 183* tivesse acabado
esse funesto systema eleitoral, outra seria a
nossa moralidade publica e privada, outra a nos-
sa riqueza e populacio, ouira a influencia do
norae brasileiro nos negocios do mundo, outro
esa om o nosso estado todos os respeitos.
E porque tamaoha diexeoca ? dir o leitor.
Por que a eleigao indirecta obriga o go-erno a
constituir-se grao eleilordo imperio, % a travar
reunida pugna com os goveruinhosdos partidos
ou da* taccoea da partido, em que elle se sut
'",om' constituindo verdadeiras lacese, espe-
rnadas por todo o imperio, capazos dos maiores
enmes, para conseguir miaeraveis trumphos pes-
soaes.
E para que so melts o governo em eleices ?
repetir o leitor. Nao lhe esli ah dizendo
constantemente, seja qual fr o partido domi-
nante, que deize correr as eleices, como os
partidoa, ou aa faccoes quizerem. Nao se Ihes
diz uso por mil modos, e sempre em nomo do
poro ?
Se fosee opovo intelligente e moralisado, e nao
os qu usurpam o seu lugar, e fallam em seu no-
mo, que elegesse os eleitore, teria todo o fun-
dameoto a obsorvaco do nosso leitor, nem o
governo teria necessidade de influir as eleices.
Nao porm o povo intelligente o moralisado
saos os ehofes dos partidos, ou das faccoes. que
tornando a plebe mero instrumento de suas am-
bicoo, decidera em quam ha de votar a pirte
mais depoodeote, mais ignara, mais venal, e
mais sediciosa dos votantes universaes, sendo
essa parte a que verdaderamente decide da sor-
te dai eleicao, por que os eleilores, honestos e
inteligentes, fogem pela maior parte da elei-
co, como fogem dos lupanares.
O governo, cujo primeiro dever manter a
ordem publica, e obstar a que as paixoes, e os
intereases individuaos, ou collectives a pertur-
bem, deve impedir tanto quanto em sea direi-
to couber, que o producto de semelhante forma
eleitoral seja, como os seus factores, dependea-
le, venal, ignaro, ou sedicioso, pois seria essa a
mxima desordem social.
E* por estas razes que qnalquer que tenha
sido o partido dominante, sempre o governo leve
interferencia mais ou menos directa as elei-
ces, eos que mais tem declamado contra a io-
terveaco do govereo oas eleices, sao exacta-
mente aquelles meamos que, obtido o poder,
maiores abusos de ioierveucao tem commetlido
Antes da lei dos circuios o partido apoiado
pelo governo, fosse elle qual fosse7 dava cons-
tantemente cmaras unnimes, e tanto basta
para s condemaaco eterna da eleico indirecta
provincial.pois est demasiadamente provado que
e ella absolutamente incompalivel com a reali-
dade do systema representativo no Brasil.
Basiou a lei dos circuios, lei incompleta, como
reus proprios autores reconheciam, e declara-
ravam, mas lei, que j continha o germen da etei-
coo directa, bastou essa lei. nio obstante o vicio
radical das eleices de dous gros, bastou ella
para oa cidadaos honestos nao serem mais con-
tristados pelo espectculo de profunda immora-
hdade publica pateoteado na uaanimidade das
cmaras, qualquer que fosse o partido, que esli-
vesse no poder.
Mas que tem isso, repetir o leitor com a ri-
qaez, a populacio, a moralidade, a influencia
do povo bmsileiro no mundo f Porque que se
oossos pseUvessem em 1834 decretado a elei-
co directa e censuara haramos de ser hoje
muito mais felizes? Que relseo de causa e ef-
feto existe entre essas duas hypotbeses?
Na eleico directa o governo nem precisa, ora
pode ser grao eleitor. Nao pdese-lo, porque
a illustraco, e a independencia dos eleilores di-
rectos isso se oppem ; nao precisa se-lo, por-
que os governinhos dos partidos, e das faccoes
nio tem ao seudispor a chusma dos dependen-
tes, venaes, ignaros, e sediciosos pdra se torna-
real fataes constituido e ao para. Admiltida
pois a eleico directa, o governo deizaria de ser,
como tem sido at hoje, urna verdadeira feitoria
eleitoral, e os partidos sero entio cousa melhor
do que sociedade da soccorrosmutuos para chegar
ainda petos meios mais reprovados representa-
cao nacional, para Ins que nem sempre sio os
do bem publico.
Eraquanto existir aelei;o indirecta, as torcas
vivas da naci hio do consumir-so improductiva-
mente em esteris, ridiculas e cada vez mais en-
sanguentadas lucias eleitoraes. Todas as vezes
que ba discordsncia entre a conveniencia pu-
blica e os interesses de um influente eleitoral,
sibe-sede antemo que o bem commum ha de'
ser sacrificado ao ioteresse, ou ao capricho do
maodo eleitoral. Se om destes fabricantes de
eleico primaria quer para si, ou para algum
afithado qualquer adjudicado de obras publicas,
escusa de concorrer o industrial mais probo, e
mais habilitado, porque essa concurrencia, filha
legitima da 6leiQo indirecto, ontra burla, como
ella. Por mais ventajosa, que seja ao estado a
sua proposta, pode o industrial flear certo, que as
mesmas trapacas da eleico indirecta bao de ser
applicadas para a adjudicaco da obra ao potentado
eleitoral, ou quem elle quizer.
Tal fsccinoroso, que mereceu omitas vezes a
torea, ser eavalteiro, ou cemmeadador porque
torea deerisaesse tornou maodo eleitoral.
Tal pretoocio ioiqua do eommsndanle de am
batalbo de venaes, ou de ignaros, e dependen-
tea, ser attandida com proterico do direito de
um servidor honesto do estada, que toa a infe-
licidade de nao ser agente eleitoral, clasese ver-
daderamente, omnipotente no Brasil.
O dinheiro da astado, e dos particulares,
derramado profusamente estro os corruptos em
res de ser applioedo ao augmento da produccao
da pas, nico meto de salvac qoe temo, ao
resgate da nossa divida publica, convers em
eiaes do nosso papel moeda, iostruccio do po-
vo para augmentar o numero dos habilitados ao
exercieio real dos dirsitos elsitoraaa. illustra-
co e moralidade do clero para a correceo dos
costumes. que vio degenerando cada vez mais,
a'umiipaUvra, atado aquillo de que precisa-
mos, ludo aqeillo da que realmente eos tem
privado a eleico indirecta ; tudo aquillo que
praticado desde o anno de 1834 teria feilo do nos
uscapolenc+e j hoja influente nos negocios do
tundo, o sao vilipendiada pelo abaso da torco,
cesae j (m, per causa da insto reeMdaee da tre-
qoes, qoe nos raduz a eleico indirecta, pre-
tende continuar a reduzir-nos eternamente Oee
jareas pode aoquirir asa naci, ele coja pro-
dnecae nesa id partido se importa realmente
eonaamindo todos alisemos seos recursos intallee-
Jes a matonees ea bvsgas eleitoraes, iaspra-
daetuae, ou ooavaa t ^
Oa primsiroi cidsdaafl brasileos que reeos4s-
araai quat era a verdadeira origooi dae noesas
asfracsa, a do aesao atraso tonas es veneran-
dos seoadorea Vesgaair e Pauta Souaa. Isto
J perto da sepultura, e como qae recsssso da
sorte dos numerosos fllhos e netos, qaa is dei-
!!!?* *"*.* fftortUD. exclamo no
aado esa 1S44 coa a aatondade, que a virta-
S^ ,rter MPrf*ce, : O caracteris-
, uco de um paiz lirre haver orna maneiro de
razar apparecer o voto nados): entre nos o
voto naciaaaiaat cosassissido
sefual; toa. ,60 ha7a0 _^
yforn"**.'?<*w lg**a*s. >
. 2L """"** 1ue asi esss*. a ewaco-
de um patsda nacional, U eaasstaa ao sano
" cosoag que a parz esM rsmt n
os conjuro que med tem nos metosdeTava-
lo ; muitas victimas tauxata j lam. sucuiabi-
* de-; aeudamos-Hre-. ^^
Que previsio de verdadeiro estadista I Que oa-
toyras propbeticasl Quantaa victima,, quanto
mimares de milhes seno teriam poupado ao
Brasil, se a vos a'aquelle aonador digno do sona-
do romaoo em seus lempos do maior gloria, ti-
vesse sido ouvida em 1844. Porem. bem se im-
portavam os homena da influencia ilegitima pe-
la eleicio indirecta eom a patarras d'aquelto-
grande cidado I Lisufruir oa productos dessa an-
flueacia illegitima ai o seu alvo. E onde est o-
fado histrico que mostr as influencias illegili-
n^scurandodos interesses reaes das geraces
praamvn o fdtnras^ e querendo de coracio a li-
berdade politice
Nos ultimo* annoe da sua vida Pauto e Souza
mostrou-ae constantemente preoecupado por este
pensaraeote, que sspperaos t*r sido o ses ultimo
peosamento poltico. Em 1845 na discussio ds
le da creacao de relaces. voltou questo no
senado, e advogoa a causa da mcompatibilidade
absoluta da existoncii simultanea do poder judi-
ciano e do poder legislativo no mesmo individuo,
poderes que a constiluico instituio distloctos, o
que de facto se achavam concentrado confun-
didos as mesmas pessoas. Propuuhaelle, como
deduegio final do seu adrniravel discurso que os
cidadaos incumbidos pela constituido do peder
judiciario, se quizessem passar exercer o poder
legislativo, fossern aposentados, sendo vitalicias
as suas fuucces, e demittidos, se ellas fossem.
temporarias.
Q>te echo podism porem encontrar as lgicas e
e evidentes dedueces do veneravel ancio em
assemblas composlas ento em quasi sua totali-
dade pelos proprios concentradores dos poderes
judicisrio e legislativo? Em vez de se resigna-
ren! a desistir da parte inconstitucional do seu
poaer, responderam com sophismas derivados d*
supposta liberdade do voto universal, e conti-
nuaran] na bemaventuranca da concentraco em
suas pessoas do poder judiciario e legislativo, af-
tirmando que a coosiituico quera isso mesmo
e que a iudapendeacia dos dous poderes podia
existir, oo obstante a unidade pessosl 1
J realmente para admirar que desde o ano
de 1692. em que as incompatibilidades foram pe-
la primeira vez apresentadas no parlamento in-
glez, todos os accurnuladores de funeces admi-
nistrativas, judiciarias, e legislativas manifesta-
mente incompaliveis recorreram exactamente aos
rnesraos sophismas. Em Inglaterra, como em
Franca, na Blgica, em Portugal como no Bra-
sil, sempre os accurnuladores allegaram que as
incompatibilidades aUcavam as coustituicoas.
porque limitavam os dtreitos dos eleilores, res-
tringan] a prerogativa real, e descousideravam.
os fuoccionarios.
Era 1848 o senador Vergueiro presentando o
projecto para a eleicio por circuios, sustentou
qu? as incompatibilidades absolutas ae podiara
decretar sem offender artigo algum da conslilui-
gao, e defeodendo o projecto n'um extenso o
magnifico discurso, coiicluio manifestando o seu
verdadeiro pensameoto neslas memoraveis pala-
vras. < Eu espero que a eleico por circuios no
d sufficieote experiencia para podermos obter
a para o futuro alguma cousa mais.
De todos os discursos, que a vagarosa, porfia-
da, e luminosa discusso da lei dos circuios, e
das incompatibilidades origioou no senado, o-
mais franco, o mais verdadeiro, e o mais elo-
cuente em nosso humilde entender foi o que o
Sr. visconde de Jequitinhonha proounuiou oa
sesso de 17 de junho de 1855.
A verdade e a franqueza sao quisitos, de que
nao pode prescindir s genuina eloquenca. Trum-
phos de partido podem cooseguir-se, encubando
toda, ou parle ds verdade com artificies de lin-
guagens. ou sedueces da paixo ; em quanto
para tornar eloquente a verdade absoluta, basta
a franqueza unida ao dom natural de bem dizer
um tanto cultivado.
Era o Sr. visconde de Jequitinhonha naquelle
tempo, como hoje, um dos poucos membros do
corpo legislativo, que, nao estavam addictos
partido algum, nem submissos dictamos minis-
tenacs. Livre de psixes partidarias, e da pres-
so governativa. manifestou a sua opinio pela
maneira seguinte :
Principarei por declarar que a% disposices
do projecto me nao satsfazem. Emendo quo
ss incompatibilidades indirectas nao sao suffi-
cenles; porm entendo muito principalmente
que as eleices directas deve* andar de sccor-
do com qualquer reforma que se faca na lei
eleitoral. "
Nao supponho, Sr. presidente, qae seja pos-
sivel fazer-se urna reforma ulil ao paiz sem que
se acabe com essa vot&cio dupla, e oo sei
mesmo se mysieriosa.
V. Exc. sabe que as eleices indirectas nio
exprimen] sempre, para nao dizer nunca, o voto
nacional. E" regra geral, principio adaptado
por todos os publicistas, que as eleices indi-
rectas diminuem o numero daquelles, que tem
de eleger os representantes da naci, e todas
as vezes que se diminue o numero daquelles
que elegem os representantes da naci, na mes-
ma proporcio diminue a possibilidade de obter-
se um voto nacional.
Lombrarei ao senado ama dss mximas de
Broogham : Aquello que capaz de nomear
os eleilores, sempre sedevesoppor tambero ca-
< paz de nomear os representantes da nagio. E
dou ama razio para sustentar este axioma da-
quelle celebre estadista, e vem a ser que, se
asvim nioi sor, se esso principio nao verda-
deiro, eolio o que se segu que o eleitor pri-
mano oo tem consciencia alguma do qua ha
de fazer o eleilor secundario ; os seas peosa-
montos, os principios que o dirlgiram na
eleico, nio entraram por forma alguma na sua
mente, pelo que toca s qualidades dos repre-
sentantes da nago, porque nao era capaz, como
j disse, de eloger os representantes da naco,
e se em sua mente nao eotrou a capacidad
daquelle que vai ser nomeado pelo eleitor; a
verdade que a eleico pde-se chamar eleito-
ral, uto por eleilores, mas nao se pode do
forma alguma designar como eleico nacional.
Psra ser eleico nacional seria indispensavel
qoe o eleitor primario tivesse em vista, calcu-
lasse, pensasse, desigoasse, tiressa parte expli-
c cita no apreciamento da capaeidade do repre-
sentante da naco nomeado pelo eleitor ; e sa
tinha essa capacidad era capaz de nomear o
repre*entanta da safio, assim como foi capaz
de nomear o eleilor.
E' por isso, Sr. presidente, que devo declarar
ao senado eom franqueza, que nunca cooside-
t rei esta e outras questoes, como quesles que
caracterisem expressameote o systema ou o
partido liberal. Sio quesles, que chamo e
sustento, como qaestes de ordem publica
a (spoiados) ; sio qaestes, qae devem servir
para organlsar o pin ; qaestes que devsa ser
meditadas no gabinete pars dsrem consolidaco
s nstituices publicas, mas que nio podem de
forma alguma servir de caracterstico physio-
nomico deste oa daquelle partido Sio ques-
a toes de ordem publica, que devem ser aaleula-
das, disentidas, votadas e decretadas pelos
principios que dirigem ss questoes de ordem
publica.
c Assim, ninguem se eseaadallse de qae eu peca
ao senado que reflicta na necessidade ds elei-
c directo, qae absolutamente importantis-
sima. E' preciso acabar coa essa dupla elel-
ci para se poder obter urna votacio verdedei-
c r a mente nacional, eu tonto quanto possivel
obte-lo. (Apoiados.)
A coastiuieio nao qner que sato eleilor as
parochii- todo o cid adi ; a constitaieto elara
a e expreasamesrto designa a renm liquida, como
c a renda qoe deva servir de base psra se ter o
direito de votar.
c Prtanla, Sr. pveeMeate, preeiso definir,
a rsada lovsrda. Bste Irsbalho a assea-
Mes geral asada e sao fes; este traba rao 4 im-
peTtssrtasiaaa s siassttoalao. A assembla
feral ave dslstr, declarar, deve decretar qual
6 a rsada Uqaida, s qae qoe esastKee a reo-



sai

:



-*Bmtm*tnn&**>m
mi.
=
da fuit, para sosos elle as andar aUn-
caco dos rotantes.
Se Qzermos eise trabalbo consciesciosamen-
te, se esta defloicio for dada Al eoesrds cara s
c razio, e de accordo com aqaille toa a eoati-
f tuicio quer, estou otimamavteeoaKsncele q
c tedas aa dffficoldadea deaasyusjdftu. C a
dio porque doCito se nio hade adoptar a elei-
cao directa como complemento, senio como
c base de systema eleitoral do Brasil ?
c V. Etc. sabe perfeitameote, e o senado ha de
oocordar comigo es que nao preciso refor-
ata da constituidlo fiara ae apodar drctent as
eleicoes directas em rez de indirectas, por isso
que aquellos que na forma da constituicio rio
rolar as eleicoes parochiaes, sao os mesmos
aue rito rolar para representantes da naci ;
filo se Ihes tira o roto,; nao se desquefica ci-l
*P*-
a dadao algum ; e por cossequencia nao est nos
termos do art. 179 da constituyan, que nao
< quer que so altere senio pelos tramites msrca-
dos na mesma constituicio, aquitlo que rela-
ce livo aos limites dos poderes polticos, e aos di-
Yeitos polticos e indiriduaes do cidadio brasi-
leiro. Este continua a eiercer a mesma som-
c asa de direitos, e por conseguinte nao ha razio
alguma para que tai projecto precise passar
pelos tramites marcados no artigo, que acabe
r de citar.
acabar com ease trabalbo de eleitores, que a
arigem de mil inconvenientes, que perturbara
o paiz, que o perturbara sera ulilidade alguma,
ere que iaz que as eleicoes nao sigoifiquem o
pensamento nacional ?
Ei eleico directa nio ser tambem um com-
a plenuento indispensarel para as eleicoes por
circuios nio causarem alguns dos malea, que
algumas pesaoas suppSem que ellas causaran,
o. ae forem adoptadas t
ApaoUsnB, Amaro da Barros Coereia
lado, ManoelAntonio Goncalves.
Confirmada a sentar-ca.
nauaaacus chimes.
Caen vista no *r.a*sembargador promotor da
Justina, as asjDefladsaW crimes : ..
Aftell.nteTa j*a>4 appellado, Joo Baptista
Carneiro.
Appellaote, o promotor ; appellado, Franco-
lina Mara de Mello. it j '
Appellante. o juixo ; appellado, Jos Ignacio
dosSaaloa,
AspaoUaota, o juizo ; appellade, Thontaz Fran-
cisco ferreirt.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Francisco
de Calais. '
Appellante, Jos de Barros Monleiro : appel-
lado, o juizo.
Appefsante, a juizo ; appellado, Joio Jos de
Carvalho.
Appellante, o promotor; appellado, Jos Pe-
dro da Silra.
Appellante, o juizo; appellado, Pedro Joaquim
de Campos Ferreira.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio liari-
nho do Espirito Santo.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Jos
dos Santos.
Appellinte, o juizo; appellado, Emiliano Gon-
5>les do Nascimento.
Appellante. o juizo ; appellado, Hanoel Fran-
cisco Leite.
Appellante, o juizo ; appellado, Alexaudre
Baplista de Mallos.
Appellante, o juizo ; appellado, Romo Jos
de Carvalho.
DESIGNACAO DE DA.
Assignou-se dia para julgamento das suguiotes
appellaces crimes:
Appellante, Alexandre da Silra Pereira ; ap-
< Tenho demonstrado ao senado que indis- : pellado, Hanoel Joaquim de Souza Lima.
pensavel acabar com a eleico dupla ou indi- Appellante, Ooias Guedes do Espirito Santo
recta, e decretar as eleicoes directas, deGnindo appellado, o juizo.
ou designando o que renda liquida para so- ] Appellanle, o juizo;
a bre essi deQnicio se fundar a qualificago dos do Nascimento.
eleitores. Appellante, o juizo
Estas patarras cheias de rerdade, de indepen- craro.
deocia e de amor ao paiz nao precisaos do nosso Appellante, Hanoel Marcelino Paes Brrelo;
tosco commeutario, e por isso ahi as entregamos eppellado, Francisco Ferreira Castello-Branco.
i meditecio dos nosaos leitores. Ellas augmeo- i Appellanle, o juizo ; appelledo, Paulo Fraacis-
taro a considerarlo, que desde muitos annos, e co de Araujo.
muitos motivos, tributamos ao respeitarel j Appellante, o juizo; appellado, Manoel Al -
appellado, MaBoel Jos
appellado, Sebasliio, es-
por
ancio, visconde de jequitinhonha.
PEnMMBUCO,
appellado, Jos Serafim
appellado, Antonio
REVISTA DIARIA.
Comega hoje os seus trabalhos o conselho mu- j Appellanle,
nicipal de recurso, presidido pelo Dr. Hanoel Mo- ', querda Silra
tetra Guerra, juiz municipal suppleote em eierci- '. Felicia de Uoura
I res Fereira da Silva.
1 Appellante, o juizo
i Moreno.
Appellante, o promotor
Piano da Silva.
As appellaces cireis :
Appellante, Manoel Francisco da Silva Ramas;
appellado, Jos Mara da Costa Carvalho.
a riuva e filhos de joo Henri-
eppellados, os herdeiros de Anna
ci da 1* vara desle termo.
Quiota-feira definitivamente franqueado
ao publico p telegrapho elctrico da estrada de .
forro ; o qtral prestar-se-ha as necessidades pu- !
blicas entre i estacio das Cinco Pontaa desta ci- ,
dade e a villa da Escada. i
A retribuir/ao pecuniaria do serrico anda por
2j[ por um despacho at viole patarras, dirigidas
quer desta cidade ao Cabo, quer d'alli para cu ; e
por 38 por despacho de igual numero de patarras
deste ponto ao da Escada, e rice-rersa, accres-
cendo mais 18 por cada dez palavras excedentes,
mas sem que sejam comprehendidos os nemes
dos expeditores e dos destinatarios que nao con-
teoham mais de duas palarras, bem como suas
residencias.
As respostastem urna differenca de50 porcen- .
tonos precos da tabella, sendo paga a sua im-
portancia adiaotada, ao entregarem-se os despa-
chos nos escriptorios ; e os despachos sao gratui-
tamente enriados em cartas fechadas aos domici-
lios comprehendidos na zona de 1/8 de legua dos
escriptorios de telegrapho, pagando os expedito-
res dilii por diante, dentro de um circulo de duas
leguas, a quaotia de 10 por cada legua, ou trae-
rs desta na vi&gem redonda.
Hoje o dia snnonciaflo para o concurso do
preenchimento das vagas de prattcanles, existen-
tes na alfandega desta cidade, e de 2 escritu-
rarios da thesouraria de fazenda desta provincia.
Sao examinadores tanto para uns como para
outros lugares os Srs. professores :
Or. Hanoel de Figueiroa Faria, em geographia
e estatistica commercial.
Dr. Antonio Witrurio Pinto Bandeira e Accioli
de Vasconcelos, em esrripturacao mercantil.
Dr. Francisco Pialo Pessua, em ioglez.
Tenente Antonio Egidio da Silva, em algebra.
Miguel Archanjo Hiadello, em grammatica da
iingua nacional.
Antonio Jos de Moraes Sarment, em francez.
O trabalho de hoje deve ser a arguic&o dos con-
currentes 2* escripturario, leudo lugar aquella
relativa pralicantes no dia 5 do vindouro mez.
Honlem fui conferido o grao de Dr. ao ha-
chare! Joaquim Jos de Campos pela congregado
da Faculdade de Direilo desta cidade.
a semana pretrita visilou o Exm. Sr. pre-
aidente da provincia a varias repartiQes publi-
cas, nomeadamenle ao arsenal de mannha, capi-
tana do porto, alfandega e consulado provincial. ;
Foram recolhidos i casa de detencao no dia
26 do correle 4 homens e 1 mulher, sendo 3 ti- ;
Tres e 2 escraroc, a saber: a ordera do Dr. chefe
de policia 1. que o pardo Luiz, escraro de Joa-'.
quim Jos de Carvalho Stqueira Varejao ; a ordem
do subdelegado do Recife 1, que o africano Joa- i
quim, escraro de Porluaato Cardoso ; a ordem do
de Santo Antonio 1; a ordem do de S. Jos 1 ; e ,
a ordem do dos Afogados 1.
MORTALIDADE DO DIA 27.
Joio de Deus Cabral, Pernarubuco, 24 annos, ]
solteiro, S. Jos ; febre typhoide.
Flix, Pernambuco, 35 annos, solteiro, escra-;
?o, Recife; ttano.
Falleceram durante a semana 4t pessoas, 1
sendo : 10 homens, 13 mulheres e 9 parrulos, 11-i
vres; 5 homens, 3 mulheres el parrnlo.es-"
cravos. ,
Appellante, Francisco Casado da Fonseca ; ap-
pellado, Joaquim Teixeira Peixoto.
Appellanle, D. Francisca Theodora da Cunha
Reg ; appellada, D. Antonia Eugenia do Espiri-
to Sauto.
Appellante, Teixeira & Jacome ; appellado, o
menor Jos por seu curador.
Appellanle, a riuva e filhos do Luiz Jos da
Silva; appellado, Hanoel Carneiro da Cunha Al-
baquerque.
Appellante, o juizo; appellado, Luiz do Reg
Barros.
Appellante, Joaquim Francisco Duarte; ap-
pellado, Joo Pinto de Mendonca.
Appellante, o juizo ; appellada, Feliciana Ma-
ra do Carmo.
DISTR1BUICES.
Ao Sr. desembargador Caetano Santiago, as
appellaces crimes:
Appellante, e juizo ; appellado, Antonio de
Oliveira Cabral.
Ao Sr. desembargador Silveira, as appellaces
crimes:
Appellante, Raymundo Ferreira dos Pasaos;
appellado, Belcbier Gonsalves Ferreira.
O recurso crime :
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Manoel de
Freitas Brito Jnior.
Ao Sr. desembargador Gitirana, os recursos
crimes :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Ignacio Gomes
Ferreira.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, o
recursos crimes :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Joio Alves Be-
ztrra.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, os re-
curso :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Jos CaViral de
Arruda.
Ao Sr. desembargador Peretti, as appellaces
crinres:
AppellaDte, Licerio Bezerra de Carvalho; ap-
pellado, o juizo.
A3 2 horas encerrou-se a sessio.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rclaco das casas abaixo mencionadas,
que sofireram alteracees no presea-
te hinca mo nio, fe i lo pelo lancador
Coelhv" a saber:
Ra do Tambi.
N. 32Pedro Paulo dos Santos, casa
terrea arrendada por. 300)000
dem 7Herdeiros de Manoel Pe-
reira Teixeira, casa terrea arrenda-
da por
renlada por. ....... 3001000
dem OS-Maaecl d asevnnptf
da Cotia MaateiM, caaa letra* amv
randada por........ 1920000
dem 76Anas Thateza Ao Sacra-
mento, casa tarrea arrendada par 192$000
Una da Gloria.
80-Vicente Vataaio da fapirito
Santo, casa terrea arrendada por. 3005^00
dem 82 -Anna Ioaquia* de divei-
ra, cata terrea arrendada par. 2165000
dem 88Joanna Mllitana de Jess,
id sobrado cam urna toja a um
andar arrendado por..... 4008000
dem 90 Viura e herttetroe la
Joio Pedro da Rocha Pereira, casa
terrea arrendada por. 8009000
dem 96Antonio Aires Monleiro e
Francisco de Paula fenna, can
terrea arrendada por..... 1808000
dem 116Miguel Joaquim da Coa-
ta, cesa terrea arrendada por. 4209600
dem 17Viura de Zacaras Lopes
Macando, casa Henea arrendada
por.....;..... 2405000
dem 21A neetna, casa terrea ar-
rendada par. ....... 24O9OOO
dem J5Padre Joa le Jesut Ma-
ra de Vasconcellot, casa terrea
arrendada por ........ 180)000
dem 27Jlo Duarte Maznarlo,
casa terrea arrendada par 3008000
tdem 31Luiz los da Costa Amo-
rim, casa terrea arrendada por 108$0OO
dem 33Herdeiros de Pos Leo
de Castro, casa terrea arrendada
por. ...:...... 2l*#00D
dem 35Mara Joaquina de Castro
Peretti, cata terrea arrendada por 216J0O0
dem 89Rosa Mara Francisca a 1^-^
outras, casa terrea arrendada por 264!J0O0
dem 49Bento tos Santo?, nma
casa com um telheira arrendada
por........... 4OOJ000
dem 53Herdeiros de Joao Altea-
do Souza, caaa terrea arrendada
por........... 18OJO00
dem 57Padre Jos de Jess Ma-
ris de Vaaconceltos, casa terrea
arrendada por....... 108J000
dem 63Irmandade do Rosario da
Boa-Vista, casa terrea arrendada
por........... 192O00
dem 83Jos Antonio de Azevedo
Santos, casa terrea arrendada por 1808000
Raa da Ponte-Velha.
N. 6Jos Francisco Ferreira Ca-
li, casa terrea arrendada por 360JOOO
dem 18Miguel Archanjo de Pi-
gueiredo, casa terrea arrendada
por........... 450&O00
dem 7Jos Francisco Ferreira
Cato, casa terrea arrendada por. 216jf000
dem 170 mesma, casa terrea ar-
rendada por........ 1568000
dem 27Anna do Carmo Fernan-
des da Puriflcacio, casaterrea ar-
rendada por. ....... 1205000
Dirio a ioUraaatdes netsefcommaicio, e tal-
rez ai tuai asargu queixas enconstem echo ra-
percustvo not mimigo da prosperidades e en-
grandec panto desta florescente cidade. que os
raptaaaaaaaaas, movido pata detpeito, o leva-
dot pelaioveja de iuteraaset avnJra4aa, Mtm em
mira o amiquilarem ease commercio, a veoda de
potrera,bem entendido, nos logare mareados
peta ancapa*j Essesalerves gratuito io por de mais tuteit, e
lio frilos e infundados que o bom seoaa os
repelle.sem que nos Bqaao menor dotar asa os bas de assucar.
Do dia 25de>altM>.
Barca jogleza Cali*: para Vlpauk, aatra-
gar :
James Ryder & C, 1,200 aaccoaooA 6,000' arro-
ba de assacar.
Brigue nacioaal Eugenia, para o Poeto a Brr
boa, car regaran :
Azeredo A Beodas. 5.000 pontaa de boi 5
couros salgada cam 833lincas.
Ara naga Hijo 4 C 213 saceos com 1,065 arra-
devolre, intactos aos nosaos presumido detrac-
tores.
ntreos muitos maios cogitados e lembrados
pelo dapaparo em gae e acha a ciaste de pro- C08 ^ xm -^ j
pnetarto, a experiencia adquirida noa paiaes 26
nodo. uggerio-!h* I Brigue portuguez Conan regaram
Brigue portuguez CotuChntt, para Litboa, car-
regara m :
Joaquim Antooio Piolo Serodio Jnior, 200sac
{ Continuur-se-ha. )
Communicados.
240OOO
2608000
/
CHRONICIJJUICURIft.
TRIBUNAL DA RELAC&O.
SESSAOEM DE 27 JULHO DE 1861.
fRESIDENClA DO EXM. SU. CONSELHEIRO ERHELINO
DE LEO.
s 10 horas da manhia, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caelano Santiago,
Silveira, Gitirana, Lourenco Santhgo, Silra Go-
mes. Motta. Peretli e Guerra, procurador da co-
rda, foi aberla a sessao.
Passados os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguintes
JULGAMENTOS.
APTELLAgES CRIMES.
Appellanle, o juizo ; appellado, Francisco Vi-
oira Doce e outros.
Ficou adiado.
Appellanle, o juizo ; appellado, Flix Galiodo
de Carvalho e oulros.
A' novo jury.
Appellante, Thomaz Lopes da Silra; appella-
do, o juizo.
A' novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Filippa Viris-
simo da Costa.
Improcedente.
Appellanle, o promotor; appellado, Antonio
Francisco da Costa.
A novo jury.
Appellante, o juizo
quim de Lima.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Fran-
cisco da Silva.
Improcedente.
Appellante, o juizo ;
improcedente.
Appaltante, o juizo;
dos Santos.
Improcedente.
Appellante, Manoel Procopio de Aquino ;
pallad., o juizo.
AunuHou-se o processo.
APPlltACSS CIVEtS.
Appallante- Henrique Jorge; appaUatO,
Carneiro Machado Ros.
Caolrmada a sentones.
Appellante, Joaquim francisco franco ; appel-
lada, D. Joaquina Paria Teixeran.
Contratada a seartoaoa.
Appellante, Minoot Tboaioleo de Moraes ; ap-
pallaa, i Aalooia doe Santoa.
Coolranaia en porta a entonta.
AppeUante, Miguel Accioli Wandatloy ; appel-
lado. Chriator lo de Barros Pimantel.
Nullo oprocesao.
appellado, Antonio Joa-
appellado, o preto Jaio
appellado, Jaaa Romo
ap-
iolo
dem 21Francisco Simdes da Silra
casa terrea arrendada por .
Ra da Matriz,
dem 6Vicente Ferreira da Silra,
casa terrea arrendada por. 240000
dem 8Jacintho Jos Cabral, casa
terrea arrendada per. : : 2408000
dem 24Viuva e herdeiros de Ma-
noel Antonio Cardozo, 1 sobrado
com urna loja e dous andares, ar-
rendada por. .:..... 9008000
dem 26Os mesmos, 1 sobrado
com urna loja e dous andares, ar-
rendado por........1:2808000
dem 28Jeronymo Carneiro de Al-
buquerque Maraohao, 1 sobrado
com urna loja e dous andares, ar-
rendada por........1:5008000
dem 30-Manoel Camillo Pires
Falcao, casa terrea arrendada por
dem 40Manoel Jos Chalaja, casa
casa ierres arrendada por .
dem 42Antonio Fernandas Vel-
loso, casa terrea arrendada por 1
dem 44Mara da Assumpcio Al-V
buquerque Pita, 1 sobrado com
urna loja e dous andares, arren-
dada por.........
dem 13Theotonio Flix de Mello,
casa terrea arrendada por .
dem 17Antonio Joaquim Ferrei-
ra Porto, casa terrea, arrendada
por. ..........
dem 27Irmandade de Santa Anna
do Cabo, casa terrea arrendada
por...........
dem SSJoaquim Aureliano de
Castro, e Joaquim Vicente Mar-
ques, 1 sobrado com urna loja e
dous andares arrendado por .
dem 35Miguel Joaquim da Costa,
1 sobrado com urna loja a dous
andares arrendado por ....
Ra da Gloria.
dem 2Francisca da Cunha Mo-
reira Alves, casa terrea arrenda-
da por......... .
tdem 4Porfirio da Cunha Moreira
Aires, casi terrea arrendada por.
dem 14Jos a Coala Dourado,
casa terrea arrendada por. .
dem 30Filhos de Mara Eugenia
da Cruz, casa terrea arrendada
por. ........
dem 34Viura e herdeiros deAn-
tonio Jos Costa o Silra. casa
terrea arrendada por. ....
dem 40Antonio Joaquim Ferrei-
ra Porto, casa terrea arrendada
por...........
dem 50Mart Jos da Cruz Mu-
i e outros, caso terrea arrenda-
da por ........
dem 52Maoeel Marques da Oli-
veira. casa terrea arrendada pac
tdem 54Manoel Antoaie Gencal-
ves, casa terrea arrendada por .
dem 56Antonia Pascos Rodri-
gues Lima a Francisca Pulcheria
Rodrigues Lima, asa tortea ar-
O padre Jos Avelino Montefro de
Lima, e a sua leinissaw de vigra-
rio do Penedo.
Nao ha oalsmidade meior do que o pagar-so
mal s queaa bem serve. K' asstm que com ddr
no coracao romos ser demitti lo do lugar de vi-
gario encommendado desta cidade ao muilo Rvd.
padre Jos Avelino Monleiro de Lima, que tao
digna e merecidamente o eiercia. Na sua vida
publica, corao na particular, nao exiite um s
fado que o desabone. Cmo hornera, bom cida-
do, bom amigo, cumpriaordaslets e respeitador
das autoridades; como padre, religioso, casto,
temente Deus, e de urna conducta exemplar;
como rgario, activo, caridoso, enrgico, desin-
toressado, cuidadoso em extremo de suas ove-
lhas, as quaes procurava instruir e dirigir pelo
caminho da rirtude, j com o eosino e catnecis-
mos que aos domingos Ihes fazia da doutrina
chrislaa, j por meio deauas predicas na expli-
cago do Evaugelho, e j em fim pele proprlo
exemplo que Ihes dava na pralica das virtudes,
distribuindo es socoerros da caridade pelos pobres
e enfermos, nio fallando a estes ltimos com
alimento espiritual na hora derradeira de sua
existencia quaes quer que foasera as condigoes
da hora, da estacio e da distancia. Nio escrevo
ajui urna hyperbole. nem estou acoslumado a
Itsongear, nio, repiUo de mim essas quilidades
como indignas Se meu carcter ; mas ahi estic-
os jornaes da provincia onde o nome do padre
Avelino era tratado com respeito; ahi est e
grande numero de amigos que aqu deixou, e
que praoteam cordealmente a sua retirada ; ahi
est essa immensidade de pobres e miseraveis, de
velhos, orphios e viuvas, que scostumados a re-
cebar de seu rigario os mais comesinhos favores,
hoje choram, lamentam-se pela perda de seu
pai, de seu protector, como Ihe chamam, e que
confiados na bondade Divina, fazem promessas e
oraces na firme esperanza de anda o postui-
rem ; ahi estao pois iodos estes leslemunhos tan-
to maisinsuspeitos, quaoto menos podem ser fin-
gidos, por partirem igualmente de todas as cas-
eos e coodicoes, e que por isto mesaio mais honra
fazem ao padre Jos Avelino, que pode da pro-
vincia para onde f6r, dizer com ufania : retirei-
me do Penedo, mas all fiquei no coracao de to-
dos os penedenses a quem soube prender pelos
lacosda mais sincera e rerdadeira amizade.
Queira pois o Sr. padre Jos Arelino aceitar
estas quatro linhas daquelte que, enfermo no lei-
to da ddr, nao pode receber a noticia de sua de-
missio sem grare abalo de sua molestia, e que
achando-se hoje reslabelecido, grecas Divina
Providencia, quiz por meio dellas fazer sciente ao tingem"Atsi'm'pois
2408000
2008000
240800o
l:0OSOp
420J000
2408000
2408000
9608000
7328000
2168000
aojjooo
2408000
30080OD
2408000
2408000
1668000
928000
1800C0
publico de que por esta demissio nio coube a V
Rvma. decepcio alguma.
Aos Srs. redactoros do Diario de Pernaniveo
pesso a publicacio das mesmas, e pelo que >eide
j Ihes antecipo os meus agradecimenlos.
Penedo, 28 de juoho de 1861
Joao Alberto Ribeirt
(Estara reconhecido.)
ERRATA.
No commuoicado publicado no n. 165 ste jor-
nal deu-se um erro typograpnico que mais
tempo nio fui correcto por julgarmos queo leilor
suppriria a falta ; porm, como servissede cen-
sura, hoje o fajemos: e em lugar de-os que
assim censuram mostram ser de nma igiorancla
orassa e indigno de perlencer, etc., eudeve
lr-seos que assim censuram mostrea ser de
urna ignorancia crassa, e indignos de perten-
cer, etc.
O Bala.
Publicases a pedido.
Mis adaotados do reino
oa, pas garantir a propriedade urbana das de-
vastados e desmoronameBloa quecauasm esta-
ceodios-e seguro centra o fago.
Mas solieres ease meio, que prmoira vista
Earece o)v4o o etficaz, sentimos di/e-lo e impro-
euo ; to como as companhias de seguro con-
tra fogo.as mais conceituadas de Londres, exa-
ram semjre as apolices respectivas a condicao
iodispeoavel de que o genero em questo, nio,
sfja depoilado nos edificios segurados ; coodicio
cuja iofclo itrporta a nullidade do contrete
para osiegorados.
Apeaf de nao perteacer i elassa dos logistss,
e oraoscao que hoje vem pedir garantas ce-
ir essaassustador estado de cousas, que levan-
ta o claoor geral e repercursivo em lodos os n-
gulos d cidade, e o grito unisonocontra o rol-
cio emque asteotam tantas vidas e fortunas,
motivle incestante inquietacio da espirito, em
que ri urna popuUcio ioieira, e que augmen-
ta em rao subido, em certas e determinadas
po;asJo anno ; com todo nao ignora ella a exis-
tencia le lene penas iostitulias com o fim de
redr i exercicio de tal commercio nos lugares
one ora se acham estabelecidos individuos, que,
aomratides qaasi de monomania por esae in-
feat oegocio, fazem lardo da sordidez, qoe os
caicterisa em grao muilo elevado.
liando mesmo essas leis e penas fosoem exe-
cu'das, 'cooio deveram s-le, senio por nutro
mvo que ao alcance de todos est, a execurao
fiadasleis, que deve sempre supplantarascon-
mdragoes pessoaes, ao menos pelo amor a exis-
leia, ou pelo instincto de conservarlo, mhe-
ree ao homem, ellas sao taes que longe de v-
dalo) o mal antes o propagara.
lassim, como que collocados fora das leis
mS garantidos se acham os vendedores de pol-
vos que sendo apprehendido o aeu predilecto
geiro por infraccao das posturas, pagam, com-
pelaos, a lssignificautissiaia multa e deixam
qu sempre, devido ao patronato, e ao menos-
pro que encontram infeliz e geralmente no
Dril as leis na sua execacio, de soffrer a pena
irmsta em casos lae, do que o salteador alio
naslrsda espera o viandante para rouba-lo, ou
o alfeilor que aguarda silencioso a occasiao
azia de ferir a sua victima, sendo que aquellas
piin impunemente infringir a le com a lei
amaos, e destes a pristo, os trabalhos, e os
incmodos pdem ser a consequencia mais ou
raes remota de seus nefandos crimes, quando
meao a coodemnac.au nao se verifique.
Is representantes cumpre o declarar, como
ag o fazem patente, para que essa Ilustre
cooracao lhe d a importancia que o caso em
quiio merece, que as propriedades urbanas
de: capital, expostas as explosoes provenientes
de >lvora e cujas consequencias infalliveis sao
os cendios, e os desmoronamentos ralem, se-
gn o calculo bascado nos dados officiaes, tr-
nelos pela estacio publica competente cerca da
eome quinlia de ris 45:000,0008000, inclusive
o vjr dos eailicios pblicos e o dos mais pre-
dio nao sujeitos ao imposto da dcima.
^representantes, pois, reem implorar a de-
vi'enia para offerecer a apreciacao e consi-
d' pjecto de artigo de posturas, em cuja adopcio
xecucio immediata coofiam os possuidores de
tas fortunas particulares, fonte perenne de
[ueza publica, encontrarlo prompto altivio aos
aves males que ora sobre-modo os affligem.
Por utilidade e satvacao publica deve ser o ar-
re de posturas que imponha a multa de um
nto de ris, aquella em cuja casa de morada,
tabelecimento commercial, lojas ou espelun-
s, fra dos limites proscriptos pela muoicipa-
lade, for encontrada qualquer porco de pot-
ra sola ou encerrada em vazilha ou volumes
quilquer natureza que seja, superior a urna
ra diqoelle genero, qur por denuncia parli-
evar,/'-'*-por achada legal das respectivas au-
tori vis ou militares, seoao 9009 pa. -
deO)CI r ie ou apprebensor em todas as hypo-
thes que se possam figurar eu apreseotar na
exeoao do artigo de posturas que se hou'er de
forro ir, e 1008 Para a cmara municipal.
Enmanto a pena corporal, indispensavel e
infliga em casos taes aos infractores respectivos
deixaos representantes ao criterio, discerni-
mente perspicacia proverbial dessa corporacao,
o fixaa, de modo que. nio offendeodo melindre
dessaiorporacSo, aquelles infractores, que por
deficncia de meios nio possam satisfazer a pe-
na paniaria. nio Qquem iseatos da corporal era
queiiorrerem.
Ercnnclusao, os representantes faltariam ao
maisagrado dos deveros, o de gralidio, se, co-
mo rnra o fazem, nio se anlecipassem em pa-
tenlir, como orgo dbil, porem espontaneo,
dos ibitantes desta capital, o seu eterno recu-
ohemento aos Ilustres presidente e mais re-
rearoesda cmara municipal desta cidade, e os
berrnerecidos encomios e lonvores a que desde
j aIKolam os representantes, lerao aquelles ci-1
dados direilo incontestavel, se aproveitarem a
ocesiio propicia que a Divina Providencia Ihes
proorciona, de dar um testemunho publico e
rreragavel desaa amar a esta provincia, do seu
pattotismo sincero o da independencia inabala-
vel ie carcter, predicados, que assas os dis-
Espcram os impetrantes,
Feliciano Jos Bornes, 400 saceos com 2,000
arrobas de assucar
Joaquim Antonio Pinto Serodio Jnior, 41 sac-
eos e 1 bsrrquinba cora 206 arrobas o 31 libras
de assucar, 1 barriquioha com 1 arroba e 13 li-
bras de caf.
Thoaaz de Aquino Fonceca, 2 meias pipas e42
barris com 1,692 medidas de mel.
Joa da Silva Loyo Jnior, 700 saceos cora 3.500
arrobas de assucar.
Joaquim Antonio de Queiroz, 20 saceos com
100 arrobas de assucar.
Brigue nacional Eugenia, para Liabos, carre-
garam :
Francisco X. de O. Azevedo, 200 saceos com
1,000 arrobas de assucar
Azevedo & Mendes, 26 barris com 936 medidas
de mel.
Brigue dinamarqus Fingal, psra o Canal, car-
regtram :
Mills Latham & C 300 saceos com 1,000 arro-
bas de assucar.
Raeebe diorla de reodas lotero s
araos de Pornambneo.
Rendimento do dia 1 a 26. 44:980995
dem do dia 27....... 5598796
45 540'/91
Consulado provincial.
Rendimento do dial a26. 81:6379491
dem do dia 27.......1:824J>I22
8i959j}913
dem torrado......
Csanos......- .
cal. ....
dem branca ......
Carne seco charque. .
Carvoregetal......
Cora de carnauba esa bruto. .
dem idee aa vela. .
Charuto.......
Coeoa acosa,......
Cauros de boi salgados .
Idean seceos- espichados. .
Idea verde......
dem de cabra-;oortido .
dem de onca.....
Doces saceos......
dem em gelsi ou massa *.
dem era calda. .....
Espanadores grandes. ".
dem pequeos.....
Esteiras para forro ou estiva-
libra
um
airaba
a

libra
a
cont
libra
a
a
a
libra
>

aa
(
20
49
*f80O
1|660
91
969
2850O
4J0OO
195
220)
lis
300
ltfOOO
500
500
4|0OO
2g00O
ce nto
arroba
alqueire
arroba

nm



>
resanados, que esta representacio seja acollada
con benevolencia e Hendida favoravelmente.
Recife, de junlio de 1861.
Ilims. Srs. presidente e vereadores da
cmara munitiil.
Os abaiios sssigoados propretsrios de predios
urbanos da populosa a importante capital da pro-
vincia de Pernambuco, zelosos de suas vidas,
fortunas o bem estar, reem reapeiiosaaeoto fa-
zer ao esclarecido couhecimento de VV. SS Ilus-
trada corporfcio, 0 abuso seguinte, cuja prompta
represslo 4 de reconhecida utilidsde publica.
E' publico e notorio, e j o actual inlelligente
diligente, e honrado Sr. Dr. chefe de pellcia des-
ta provincia, tere occasiao de o verificar, qsa
existem neata cidade casas particulares, habitadi
por familias ioteiras, lojas de ferragens, e oufros
estabelecimentos commerciaes que se constitu lam
depsitos permanentes de petvota om porrees
rauitjs vezes assas avalladas; aboso praticado ha
longo annos, a aa atsatidase, contra as dispo-
sigoes das leis que regem essa munielpalidade, e
em menospreso escandaloso e revoltante das au-
toridades policiaes, e municipaes, .quando ha lu-
gares fora da cidade, designados, por essa Ilus-
tre corporaQio, 00a quaes este commercio poda
ser atercido om toda a sua pleoMude.
Alguns de entre os muitos representantes team
de balda Untada n emprego de meios suasorics e
braades psra oaueegairean a taselo da ao re-
prehensival, qoio inslito procedimento.
Cansados o desesperados de lerarem a effeilo o
seu justo e louvaret atanln, empregaram sem
resultado outros meios que Ihes psreceram mas
eBoues, j donunciasdo i polidaos escondrijos
soasa iofaroal ganero, o j atrifiade-aeoa into-
reraadoa nesse diablico commercio, aos qoaes
taraa saniir aa termos feries a aos guaira
srdida, tsnacidide brutal, e ferocidad* sairagaa.
COMMKRCIOe
Gaixa Filial do Banco do
Brasil em Pernambuco
K directora em virtude do aviso de 8 de ju-
oho prximo passado, declara que fica prorogado
por nais 60 das o prazo marcado pelo art. 4o do
decre'.o n. 1685 de 10 de norombro do anno fin-
do, para a substituico das notas de 20p da emis-
sit da mesma caixa, o qual linda em 19 de se-
terriiiro vindouro.
Caixa Filial do Banco do Brasil, aos 5 de julho
de loSl.O secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferreira.
A directora da caixa filial do banco do Bra-
al lera autorisado ao Sr. thesoureiro da mesma
;aixi a pagar o 15.* dividendo do semestre pas-
tado na razio de 88500 por accio, da conforml-
dadecom as ordene recebidaa do banco do Bra-
sil. Recife 15 de julba de 1861. O secretario
nterino, Luis de Moraes Gomes Ferreira.
VIfandega,
rendimento do da 1 a 26. .
,dsm do dis 27.....
415:567*334
12 738|2I1
PrU^A DO RECIFE
SY DE JULHO Dfc 1861.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios-----------Saccoa-se sobre Londres a 25
25 1/8. e 251/4 d. por 1j>000
rs., sobre Pars de 372 a 375
rs. por f. e sobre Lisboa de
112 a 115 por eento de premio,
regulando os saques para o va-
por francez por S 30,000.
Algofl&o ---------O desla provincia escolhido
rendeu-se da 8j>900 a 9j}000
rs. por sacca e o regular de
8J600 a 8^700 rs. As ultimas
vendas do de Macei effectua-
ram-se a 8j750, e da Parahiba,
a 9S350 rs. ambos postos a
bordo.
Assucar-----------O branco vendeu-se de 2800
a 3*400 rs. por arroba, o so-
menos a 2#50O rs., mascava-
do purgado de 28150 a2S200,
e bruto a 18950 rs.
Agurdente Veodeu-se de 70 a 75gOOO rs.
a pipa.
Couros------------Os seceos salgados renderam-
se de 180 a 185 rs. por libra.
Arroz------------O da India rendeu-se de 2S4O0
a 3-3-200 rs. por sacca, e o do
Maranhao do 2$8O0 a 39OOO
ris.
Azeito doce-------O de Lisboa vendeu-se a 3*200
rs. por galio.
Bacalhio---------Retalhou-se de 4$ alOgOOO rs.
a barrica, ficando em ser 8,000
quintaes.
Batatas-----------Venderam-se de 1*000 a I*iO0
rs. por arroba.
Bolachinha- dem a 4*000 ris a barri-
quioha.
Caf- -------------dem de 5*000 a 5*600 rs. por
arroba.
CarTe Mee- "- IttrllMS!"
rs. por arroba do Rio-Granan;
e de 2*400 a 2$800 rs. a do
Rio da Prata, licando em ser
85,300 arrobas da primeira, e
29,000 da segunda.
Carvio de pedra- Veodeu-se de 14* a 173000 rs.
a tonelada.
Cerveja- dem de 3*000 a 6$000 a duzia
de garrafas,
farinba de trigo- Tivemos oesta semana seis car-
regamentos, dos quaes2 ameri-
canos descarregarara, e 2 ditos
e um hespaohol seguiram para
o sul; alm destes chegarara
450 barricas de Lisboa e 410 de
Genova, e 2,175 de Trieste
que esli em ser, e dizera se-
guem pars oulros portos. Re-
talhou-se a UgOO a de Rich-
mond, 29*000 a de New-York,
de 28 a 3O$0G0 a de Phladel-
phia e 368000 a de Tueste;
ficando em ser 2,600 barricas
da primeira, 1,000 de segn-1
da, 3,420 de rhiladelphia e
1,800 de Trieste, nao incluiodo
as partidas em ser por 3,000
barricas, como mencionamos.
Far.de mandioca-Vendeu-se de 3*000 a 38500
rs. por sacca.
dem com 306 por cenlo de
premio sobre a factura.
A iogleza rendeu-se de 850 a
900 rs. a libra, e a franceza de
540 a 550 rs.. ficando em ser
cerca de 2,3000 barris.
Oteo de linhaca- Vendeu-se a 18400 ris por
galio.
Passss- dem a 8$000 rs a caixa.
Queijos-----------dem de 2*000 a 2$60 rs. con-
forme a qualidade.
Sabio----------O amarelto regulou de ICO a
120 rs. a libra.
Taboado----------O de piuho vendeu-se a 358
rs. a duzia.
Toucinho---------- O de Lisboa regulou de 98000
a 9*400 rs. por arroba.
O de Portugal vendeu-se de
2208 a 2500000 rs. a pipa, e o
de outros paizes a 1958000 rs.
Aa de compnsicio venderam-se
a 660 rs. a libra.
Orbate de letlras rariou de
10 a 18 por cesto ao auno, des-
contando a caixa filial cerca
da 900 contos de ris a 10 por
cento.
. Para Valpsraizo a 65,e pira
Liverpool a 20 a 9/16pelo
sisadle.
navio
Esoupa nacional .-.." J
Farinha de mandioca. .
dem de araruta.....
Peijio de qualquer qualidade.
Frechaes........
Pumo em folha boa. "
dem ordinario ou restolho.
dem em rolo bom ....
dem ordinaro restolho. .
Gomma .......arroba
Ipecacuanha (raz) ....
Lenha em achas ..... cento
Toros........ ,
Lenhas e esteios..... um
Mel ou melaco...... caada
Mi'ho........ arroba.
Pao brasil ...... quintal
Pedras de amolar .... urna
dem de filtrar.....
dem rebolo......
Pi'ssava......... molhos
Puntas ou chifres de vaccas e
novilhos....... cenlo
Pranches de amarello do
dous custados...... urna
dem louro........
Safao......... iibra
Salsa parrilha...... arroba
Sebo em rama...... >
Sola ou vaqueta ..... urna
Taboas de amarello .... duzias
dem diversas......
l>Pio<*........arroba
Tves.........uma
Unhas de boi......cento
V,nap......caada
Alfandega de Pernambuco 27 de julho de 1861.
O primeiro conferente.Clemeote Jos Ferrei-
ra da Cosa. Oseguudo conferente. Joio de
Freitas Barbosa.
Approvo. Alfandega de Pernambuco 27 do julho
de 2861 Barros.
Conforme o 3." escripturario.Joio Jos Perei-
ra de Faria.
20800
1*600
ijtoo
48000
1J300
550OO
225000
8S00O
I85OOO
6JO0O
2*609
255OOO
2S40O
11*009
5O5OOO
220
1*000
1090CO
800
45OOO
152c O
200
5*0CO
116*000
IO
26500O
55OOO
25600
104*500
71)8000
38200
11)8000
|320
828U
Moy imento do porto.
Navios entrados no dia 27.
Trieste e Gibraitar 85 diasdo primeiro porto o
40 do segundo, brigue portuguez Luzitano, do
312 toneladas, capitio Antonio Jos Caiado.
equipagem 13, carga 2,175 barricas com farinha
de trigo ; a N. O. Bieber & C.
Rio Grande do Sul 20 dias, patacho nacional
Bom Jeus, de 170 toneladas, capitio Joio Gon-
calves Res, equipagem 11, carga 8,000 arrobas
de carne secca ; a Btrlholomeo Lourenco.
Nio houveram sahidas.
ea.
*a
Horas.
n n
2
c
B
B

P3
S-
Vi
pa
so
as
o
o
Amosp/ira
Dirieeo.
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Inttnsidadt.
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Fahrenheit.
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es
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^ an
5*
? o
1 aa
F
o
Hygrometro. s
I Cisterna hydre-
I mtrica.

A noite nublada e de agoaceiros, rento SE fres-
co e assim amanheceu._
OSCIUCV DA UAR.fi.
Preamar as 8 h. 6' da manhaa, altura 6.2 p.
Baitamar as 2 h. 18' da tarde, altura 1,6
Observatorio do arsenal de marinha, 27 de ju-
lho de 1861.
Romano StErPLE,
1* tenente.
Louca---------
Uaoleiga
Editaes.
428 305*535
Movlmento la alftandeara,
Volames entrados com fazendas.. 128
> som gneros..
Volumes sahldos com fazendas..
com gneros.
-----631
371
Ooscarrsgam hoja 29 de julho.
arca inglezaSarahferro.
Polaca hespanholaEsmeraldactrna da
que.
Pataca hespanholaIndiaidana.
Barca americanaAzelia farinha.
Brigue portuguez Bella Figuerenja merca-
Vinagre ----------
Velas-------
Descont---------
Fretes
ALFANDEGA DE PERNAMKJOO.
Pamia do precos dos gneros sujeitos direitos
de exportado. Semana da 29 julho a 3 io
mex di agosto de 1861.
Mercaduras. Unidades. Valores
char-
Galera francezaSolferinomercadorias.
Sumaca hespanholaTaliavinhos.
Viigae poituguez ^ Amalia i 4oeaa.
Brigue iuglezRelianceferro e carvo.
Brigue hamburgueMenrijuecarne.
Brigue nacisnai tan Jiiut, rindo do Rio Gran-
do do Sul, coasignade a Baftholameo Lourenjo,
manifestou o seguinte;
8,548 arrobas 00 carna Seoaa da obarqaa, 31
eacooacosa 30 ditaa da coila, 40 osaros ssocoa ;
a ordem.
Abanos ,..-
Agua rdenle de cana. .
dem restada ou do reino. .
dem caiaca......
dem genebra......
dem alcool ou espirito de
agurdente ......
Algodio em caroco ....
dem em rama ou em l. .
Arroz com casca.....
dem descascado ou pilado. .
Assucar mascarada ....
dem branco ......
dem refinado......
Azeite de amoadoim oa ato,*
dobim. I V ** 4
dem de coco......
dem de mamona ^".
BotalU alimenticias .
Bolacfca ordinaria propria para
esaa ansa. ..%
Idos Osa........
Gafnoaa......i
Ideas escola* ou restoa .
cento
caada
a

1*000
M0
|280
8400
53O0
880



a
a

oasada
rraaa
28000
18920
Pela inspeegio da alfandega se faz publico
que no dia 30 do expirante mea, porta da raes-
rea repartieio, e depois do meio dia, se nao de
arrematar, sendo a arrematacao lirre de direi-
tos, 41 caixascom batatas, pesando o liquido 41
quintaes, ralor do quintal 28. total 828, vindas
de Lisboa no brigue portuguez Soberano, en-
trado neate porto a 21 do mez cima, e abando-
nadas aos direitos pelos negociantes Tasso Ir-
Alfandega de Pernambuco 27 de julho de 1861
0 2 eseriplurario,
Maxiroiano F. P. Duarte.
0 Illra. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era cumprimento de resoluQio da junta
da fazenda, manda fazer publico, que a arrema-
tado dos predios pertencentes ao patrimonio dos
orphaos, annunciada para o dia 25 do corrente,
ficou transferida para o i. de agosto prximo-
futuro.
E para contarse inaniou affixar o presente o
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 27 de julho de 18610 secretario
Antonio F. d'Anounciacao. OJJR
O Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, officiat
da imperial ordem da Rosa, juiz de direilo es-
pecial do commercio neata cidada do Recife
provincia de Pernambuco, por S. M. I. e C ,
que Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presenteedital nrem quo
Joaquim Lucio Monteiro da Franca me dirigi a
pelicio do theor seguinte :
lllm. e Exm. Sr. Dr. juiz do commercio.Diz
o lenenle-corooel Joaquim Lucio Monteiro da
Franca, coramerciante e morador nesta cidade,
que sendo-lhe devedor as pessoas constantes da
relacio junta, pelas quantias ahi declaradas, o
querendo prevenir a prescripeao na forma do art.
453 de cdigo commercial, e art. 53 4" do re-
gulamenlo n. 737, rom requerer a V. Etc. aigoa-
se de andar tomar por termo sea protesto do
fearer dos ditos seas devedores as quantias do
teas debftos e joros estipulados em as letras an
poder o suppcante, e porque as pessoas na re-
faci menctenade essejam ausentes em lugares
nie sabidos, requer mais i V. Ero., que depois
de justificado qaonto basta auseacis sejana o*
supplicedos citados por edttos na forma da le.
Pede i V. Etc. se digao da assim o mtndar.E
R. MManoel Luiz dt Valga, procarador. Re-
cife 4 de i uoho de 1861. .. .
E tnats se nao eenrinna em U peticio, a qual
ende aprosenlado ae mee antecessor a Dr.
nardo Machado da Costa Derla,
pechodo Iheor segaaole:
Wstrlbutfla.Como reqoor
atrrlruida ao escri'aoo soal Juom Manoel Marta.
Toolado qoe ae aefoira I ralatjio isa Itiras aso*
interromper a prescripcio do tneor seguida'.
Relacja sea letraa ora knertonapar a prea-
L'ma iotra da Manoel Canto Partir dos Safttua
nelta den o des-
Recife 4 de juoho
I



DUMO M WftfUWTOOO. *. SBGURDA FEIRA M JLHO 01 ltttj
i -
da ^iantia de 203S083 ; ama dita de Jos Ro- fazer publico que ter isso lagar m sesso de 27
do correte mez, mediante propostas em cartaa
fechadas ^presentadas nessediaat as 11 horas
de manha, acompaohados das amostras do que
ceiba o o possivel.
Para o arsenal e navios.
De 610 folhaa de cobre de 28 a 30 oneas coma
compotente pregtdurt, e 6 barra de alcatro.
E para o arsenal.
De 100 liames de sicopira. 10 tonelladas de
ferro bruto e 10,000 pee de pinho de risina em
drigues Lima, da quantia de 029838; tres diUs
de Joao Gorreia Carneiro, da quantia de U9S724
eada urna, 359*172; urna dita dos herdeiros de
Jos Machado Malheims Braga, da quantia de
22988% ; urna dita de Joa Vicente de Giro, da
quantia de 2t7|500; duaa ditas de Jos Joaqun
Pereira de Mello, de 1219172 eada urna, 1481345;
urna dita de Andr da Silva Lomos, da quantia
de 198*600 ; urna dita de Joo de Hollanda Ca-
Talcanii, da quaotia de 179*140 ; ama dita de
Alexaodre da Foaseca Leite, da quantia de ris
151*530; duaa ditaa de Siqueira & C, de 146*240
cada urna, 292*480 ; urna dita de Jos Francisco
do Naacimento, de 130*901 ; duas de Beato Jos
Rodrigues, de 72*545; urna de Jos Joaqun Pe-
reira, de 75*000 ; ama de Jos Candido de Oli-
veir, 75*050; urna de Francisco Lopes Vianna,
de 59*130 ; una de Jos Luli Gaiael. de 50*000 ;
urna de francisco Hachado do Reg Barros, de
488760; urna de Bernardo R. Gramora da Coala,
de 34*230; ama de Homembom de Fs Pereira,
de 76*710; urna de Bernardo Antonio Ferreira,
228000 ; urna dos herdeiros de Bernardo Cabral
C. de Lacerda. 4:8008000.
Recife 4 dejunho de 1861.Joaquim Lucio
Monteiro da Franca.
Numero 125,200. Tagou 200 rs. Recife 4 de
junho de 1861.Carvslho.Sena.
E mais ae nao cootinha em dita relago, depois
do que lavrara o dito escrivo o termo de pro-
testo do tbeor seguinte:
Protesto.
Aos 4 de jaoho de 1861, nesta cidade do Re-
cife, compareceu o supplicaote Joaquim Lucio
Monteiro da Franca, por seu bastante procurador
Manoel Luiz da Veiga, e disse perante mim e as
testemuohas infra assignadas, que reduzia a pro-
testo o cooteado de sua pegao retro, a 'qual of-
fereceu como parte do presente que Qca sendo ; e
de como assim o disso e prolestou, lavrei este
termo no qual depois de lido se assignou com as
testemunhas. Eu Manoel Mara Rodrigues do
Nasciment, escrivo o subscrevi.Manoel Luiz
da Veiga.Adolpho Liberato Pereira de Olivei-
ra.Manoel Antonio de Miranda Lessa.
E mais se sao cootinha em dito termo aqui
transcripto, e tendo o supplicaote produzido suas
provas, e justificado a ausencia dos supplicados
foram sellados os autos e subiodo a miaa con-
cluso nellesdei a sentenga do theor seguinte :
Visto provsr-se pelas testemunhas que os sup-
plicados esto ausentes em lugar nao sabido
paste cartas de editos com o termo de 30 dias.
Recife 11 dejulho de 1861.Aasis.
E mais se nao continha em dita sentenga aqui
transcripta, e em cumprimenlo da mesma o es-
crivo Manoel Mara fez o preseote edital com o
mincionado prazo de 30 das, pelo theor da qual
intimo e hei por intimado aos ditos supplicados
o termo de protesto supra.
E para que cliegue ao conhecimento ser o pre-
sente publicado pela imprensa e adiado na for-
ma do esiylo.
Recifo 15 de julho de 1861.Eu Mara Rodri-
gues do Nasciment, escrivo o subscrevi.
Francisco de Assim Pereira Rocha.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia, em cumprimenlo da or-
dem do tbesouro de 6 de maio ultimo manda
fazer publico, que Sea aberto para o da 29 de
julho prximo seguinte novo concurso para pre-
enchimento doa lugares de praticaote da alfao-
dega desta mesma provincia/comegando os exa-
mes as 10 horas da manha sobre as seguintes
materias : Ia grammatica da lingua verncula,
leilura e escripia correcta e corrente ; 2a theo-
ria da escripiurar.au mercantil por partidas-
simples e dobradas, e suas applicacdee ao
commercio, e a aduiioisttac.ao da fazeoda ; 3a
srilhmethica e suas applicajoes ao commercio,
com especialidade a redueco dos pesos e medi-
das nacin jes e estraogeiros, calculo de descon-
t o juros simples e compostos, Iheorias de cam-
bios e suas applicages ; 4a noyes de algebra ;
5a tradueco correcta das linguas iogleza e fran-
ceza, ou pelo menos da ultima ; 6a principios
geraes de geographia de historia do Brasil, e de
estaslica commercail. Aquelles que pretenderem
ser admittidos ao concurso, devero previamen-
te provar, que leem 18 aooos completos de ida-
de. que esto livres de culpa e pesa, e que leem
bou) comporiameato.
Secretaria da thesouraria de fazeoda de Per-
nambuco, 4 de junho de 1861.
Servindo de oQicial-maior.
Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
Por ordem do Illm. Sr. inspector da alfan-
dega se contrata por um anno o fornecimento de
races para a guarnigo da escuna Lindoya, a
saber:
Pao.
laboas de 2 a 3 pollegadas.
Sala do cooselho de compras navaes em 23 de
julho de 1861.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Conselho administrativo.
O cooselho admioislrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguintes :
Para provimento dos armazens do arsenal
de guerra.
20 milheiros de pregos do assoalho.
500 meios de sola.
50 garrafas de tinta.
500 pennas de ganco-
50 parea de dobradigas de cruz para janellai.
20 pares de ditas para portas.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretara
do conselho, s 10 horas da manha do dia 31 do
corrente mez.
Sala das sesses do'conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 24 dt
julho de 1861.
Btnlo Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
CONSULADO PROVINCIAL.
O administrador da mesa do consulado pro-
vincial faz scieote aos agentes de leiloes para que
apresen tem oesta repartirlo as notas dos que
houverem feito do primeiro do corrente mez
em diante, para que possa ser arrecadado e im-
posto de meio por ceoto decretado pelo 9 30 do
artigo 40 da lei do orgimeoto vigente teodo em
vista o disposto no artigo 3 do regulamento de
15 deste mez dado pelo Exm. Sr. presidente da
provincia para observancia dasupracitadalei.para
o que marca o prazo de 8 dias de conformidade
cem as ordens do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria provincial em referencia ao artigo 8 do
j citado regula ment. Outro sim faz sciente
aos mesnfos que na falta de cumprimeoto deate
dever sera cumprido a disposigo dos 1 e 2
do artigo 4 do mesmo regula ment.
Meza do coosulado provincial de Pernambuco,
24 de julho de 1361.
Antonio Carneiro Machado Riot.
A cha-se recolhido a casa de delencao o pre-
to escraro de nome Luciaoo, que fura preso, ten-
do confsssado ter fgido ha mezes de um enge-
nho, sem dizer o nome do mesmo nem o do se-
nhor: a pessoa a quem pertencer, dirija-se a
esta subdelegacia, que provaodo, lhe ser en-
tregue. Subdelegada da freguezia do Pogo da
Panella 25 de julho de 1861.O subdelegado,
Jos Gongalves da Porciuncula.
Pela admstraco do correio desta provincia
se faz publico para fins convenientes, que em
virtude do disposto no srt, 138 do regulamento
geral doscorreios de 21 de dezembro de 1844 e
art. 9 do decreto n. 785 de 15 de maio de 1851,
se proceder a consumo das cartas existentes nes-
ta administrago, pertencenles ao mez de julho
do aooo passado, no dia 3 de agosto prximo, s
11 horas da manha, na porta do mesmo correio,
e a respectiva lista se acha desde j exposta aos
interessados. Administrarlo do correio de Per-
nambuco 26 de julho de 1861.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
sagena etc. trata-se com os agentes idamson
Howle & C ra do Trapiche Novo n. 42.
Vende-te ou treta-se par^ qual-
quer porto, o multo veleiro pababote
americano W. L. Montagne ce 160
toneladas, torrado e cavilhado de obre,
e prompto a seguir viagem sem ctespe-
za alguma, os pretendentes dirijim-se
a Matheus Austin & G.
O novo e veleiro brigue portugus cBela Fi-
gueireuse, capito Jos Ferreira Leaaa, petende
sshir at o dia 12 de agosto, por ter i maior
parte do seu carregamento prompto, pan o res-
to da carga e passageiroa para os quaes em ex-
celentes commodos : trata-se com seusconsig-
tarios F. S. Rabello & Filho, largo da Asembla
n. 12.
Lisboa.
Vai sabir com toda a brevidade o briue por-
tugus aSoberano por ter o sea ctrraamento
quasi completo : para o reato e passages, tra-
ta-se com O consignatario T. de Aquino 'enseca
Jnior, ra da Cicimba n. 1, primeiro adar, ou
com o capito na praca.
*'U<.\
GOMTiNHU PERMMBUCaIU
DI
iavegacao costeira avapr
Parahiba, Rio Grande do Norte, la-
cao do Assu', Aracaty Geara',
e Acaracu*.
O vapor eJaguaribe, eommandanle Lolto,
sahir para os portos do norte at o Acarac no
dia 7 de agosto s 4 horas da tarde.
- Recebe carga at o dia 6 ao meio dia. o-
commeodas, passageiroa e dioheiro a frete i o
dia da sabida a 1 hora : escriptorio no Fort do
Mattos o. 1.
Para o Aracaty
sabe o hiate nDous Irmoe; para carga tra-se
com Martina & Irmo, ou com o mestre Joaaim
Jos da Silreira.
*2sV

Consulado de Franca.
LEILAO
Hotel inglez.
O agente Hyppolo da Silva aulorisado pelo
Sr. cnsul de Frange, far leilo do hotel inglez
sito na ra do Trapiche ns. 3 e 5 o qual ven-
dido por ter fallecida Mademaselle Maaoier co-
nhecida vulgarmente pelo nome de Dubois, sen-
do que um dos primeiros pagamentos que se far
depois de effectuada a venda ser una letra per-
tencente ao Sr. Dr. Nabor, e a oulros credores.
E desnecessario dizer-se que o mesmo hotel es-
t bem montado.' os preteodeoles pois para io-
formagoes dlrijm-se desde j a chancellara do
coosulado de Franca das 10 horas da manha as
3 da tarde doa dias uteis que ahi encontrarlo
as clausulas especiaos para arrematarlo. 0 lei-
lo ter lugar na chancellara do consulado de
Frangano diaquarta-feira 7 de agosto prximo
futuro as 11 horas en ponto.
LEILAO
DE
Taberna do Retiro
Sita no caes do Ramos.
Antuues far leilo de ama taberna sita no caes
do Ramos que outr'ora pertenceu ao Sr. Luiz
Jos Marques, a qual ser vendida sem reserva
de prego algum, em um s lote ou a vootade do
comprador, cujo leilo ter lugar terca-feira 30
do corrente, as 11 horas em ponto.
0 patacho nacional Barros I, de superiorar-
cha, segu com brevidade para o Rio de J.ei-
ro, recebe carga a frete : trata-se
Amorim & Filho, ra da Cruz n. 45
capito a bordo.
con uva
ou co o
'tranco.
criomgro.
Arroz do Maraoho.
Bacalho.
Carne verde.
Dita secca.
Toucinho.
F"'oda de mandioca.
Feijo.
Agurdente.
Azeite doce para comida:
Dito para luz.
Vinagre.
Velas deespermacete.
Ditas stearinas.
Sal.
Lenha em achas.
As pessoas que quizerem contratar dito forne-
cimento apresentem as suas propostas em carta
fechada at o ultimo do correte mez.
Alfandega de Pernambuco 18 de julho de 1861.
0 1 escripturario,
Firmino Jos de Ollveira.
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial em observancia da ordem do Exm. Sr.
presideote da proviocia datada de 19 do corren-
te, manda fazer publico, que no dia Io do mez
de agosto prximo vndouro, peraote a juota da
fazendada mesma thesouraria, vai oovameote a
praca para ser arrematado a quem mais der o pe-
dagio da barreirada ponte de Tacaruna, avaliado
em 300$000 rs. aoouaes.
A arremaMco ser feila pelo tempo de doua
annos e onze mezes, a contar do dia Io de agos-
to do correle aooo a 30 de juho de 1864.
As pessois que se propozerem a esta arrema-
tacao coraparegam na salla das sesses da mesma
junta oo dia cima indicado, ao meio dia, e com-
peteotamente habilitados ; para o que se acha
desigoado o dia 25 do correte.
E para constar maodei affixaro presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
ca mbuco, 20 de julho de 1861.
O official da secretaria.
Miguel AffoDso Ferreira.
Pela inspeceo da alfandega se faz publico,
que no dia 29 do corrente mez se ho de arrema-
tar porta da mesma repartido e depois de meio
dia, sendo a arrematarlo livri Se direitos ao ar-
rematante, 142 caizas vasias que continham ce-
blas, no valor de 320 rs. eada urna, e 400 ditas
batatas no de!60rs. eada urna, total 112^640 rs.,
vindas de Lisboa no brigue portuguez Soberano
abandonadas aos direitos por Fraocisco Seve-
risno ^bello & Filho. Alfandega de Peroambu-
*o, 26 de julho de 1861.O 2o escripturario. Ma-
ximiano F. P. Duarte.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
2ia RECITA DA ASSIGNATURA.
AMANHAA
Terca-feira 30 de Julho de 4861.
Subir scena pela prmeira vez neste theatro
JSSfr BfijfffiSrrrancS; "
-WV9 c um
SUZANA.
DENOMINAgO DOS ACTOS.
Prologo, no Havre O regresso e a deshonra.
Primeiro acto, em Pierre-fite. Dez annos de-
pois.
Segundo acto, em Pars. E' repellida por sua
vez.
Terceiro acto, em Pars. A honra salvando a
honra.
Quarto acto, em Ris.A punigo.
Quinto seto, em Paris. A mi perdoada pelas
PERSONAGENS.
Imbert, negociante.
Montsl, seu socio ....
Fonteoaille, velho martimo
Gontran, aeu sobrinbo .
Thuillot, camponez .
Hervier, negociante *. .
Florent, guarda-livios .
Um caixeiro de cobraocas .
SuzaDa Imbert ; .
Elisabetb. sua filha .
Suzna, dita dita ....
Bazioa, creada.....
poca actualidade.
A empreza tem a satisfazlo de prevenir ao pu-
blico que esteum dos melhores dramas do seu
novo repertorio, islo segando sua frsca intelli-
geocia ; entretaoto o publico nico julgador im-
parcul, o avaliar.
Terminar o espectculo com a linda comedia
em um acto, ornada de msica,
lima liciio de clarn).
Germano.
Nunes.
Raymuodo.
Vicente.
Teixeira.
Valle.
Leite.
Campos.
D. Manoela.
D. A. Chave?.
D. Leopoldina.
D. Carmela.
%mwa*:mttm mm& mnm aa^g^s 3sb^8Sb saxtm mmse$m9
AO PAVAO
A*
Ra da lmperatriz n, 60.
DE
MMk MBSUL
Neste estabelecimento existe un completo sortimento de fazendas proprias para senho!g
Avisos diversos.
O Sr. cadete Tude chamado a
esta typographia para rectificar a as-
signatura deste Diario, por quantomu-
douse da ra onde mora va sem o fazer.
2
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Para Lisboa <
Porto.
Segu com brevidade o brigue nacional in-
genia, de primeira classe, eapilo Manoel E-
quiel Migeos, o qual tem dous tergos da ca
engajada, para o resto que lhe falta e passageis
trata-se no escriptorio de Azevedo & Mens
ra da Cruz n. 1, ou com o capito na pra;a
Aracaty.
Segu brevemente para ease porto o hiate i-
cional Exhalaqo : para carga e passageis
trata-se com Gurgel Irmos na roa da '"idJio
Recife n. 28 Io andar.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue icional
Almirante, capito Henrique Correia Fitas, o
qual tem parte da carga prompta : para resto
que lhe falta e escravos a frete, tratao com
Azevedo & Mendos, ra da Cruz o. 1.
Baha.
Segu a sumaca Hortencia, capito alchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga ue lbe
falta e passageiroa, trata-se con Azevedo alen-
des, ra da Cruz n. 1.
Lisboa e Porto.
Segu at o fim da presente semana o eleiro
brigue nacional 01ioda>, capito Jos iaspar
Pestaoa, recebe uoicamente passageiroa, .ara os
quaes tem commodos regulares : trata-* com
Baltar & Oliveira, ra da Cadeia do Recift U 12
"O
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3.
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a.
e
00
o
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C3


Comecars l}i horas.
Avisos maritimos.
Declara^oes.
Os abaixo assignados fazem sciente aoa pos-
suidores de carros de aluguel de 4 e 2 rodas
mnibus, carrocas e vehculos de conducao avi-
sem a mesa do consulado provincial, aflm de re-
aeberem o numero que tem de mandar por nos
aesmos, com os quaes tem de serem matricula-
dos na repartico da polica, devendo-se Hadar
4> prazo no dia ultimo do mez correte.
Primeira seccao da mesa do consulado prorin-
al3 de julho de 1861.Os lanzadores,
Joo Pedro de Jess da Malla.
Demetrio de G. Coelho.
r- Pela administrado do correio Jdesta cida-
de set publico que em virtude da convengo
pastal celebrada pelos governos Brasileiro e
Vraocez erao expedidas malas para a Europa no I
dia 31 doorrente mez, de conformidade com o'
o anouncio deste correio publicado no Diario
* de Janeiro ultimo. As cartas serio rece- \
-V 2 ho'* ,nlM d' 1ae or ""rcaxl para
* sabida do vapor e os jornaes at 4 (horas an-
\V. c?"i? Pernambuco 24 de julho de
JjsSuda. a*",*l,*dwf domingos dos Passos
Csigelhtdeeonprars iavtg.
aSu6 "P'0?0'"* conpra do material
4a armada, abano declarado, ani
mwtsmm
DAS
Messageries imperiales.
Agencia ra do Trapiche n. 9.
At o dia 10 de agosto eapera-se dos portos
do sul o vapor francez Navarrt, eommandanle
Vedel, o qual depois da demora do costume se-
guir para Bordeaux, com escalas por S. Viceole
[onde ha um vapor em correspondencia com
Goree) Lisboa;
A companbla encarrega-se de segurar as mer-
caduras embarcadas a bordo dos vspores e re-
cene tamben dioheiro e objectos de valor com
'SSh.Ei* Lnd". em traozito por Bordeaux
e Bou ogne. Para as condiesoes, frete. e passa-
ges, trata-ae na agencia.
GOMPANHIA BRASILEIRA
DE
PlfJfJifES k\ MW%.
Espera-se dos porto do sul at o dia 3t do
correle um dos vapores da carreira, o qualde-
pois da demora do coalume seguir para os cor-
tos do norte.
Engaja-se desde ja a carga que o vapor peder
cooduzir, recebe-se passageiros, eocommeadas
e dinheiroa frete: na ageocia ra da Cruz n. 1,
eseriptorio de Azevedo & Mendes.
MaranMo e Para
0 hiate Novaes segu com brevidade: na"
carga e passageiros, trata-se com os eoosgnila-
nos Marques, Barros & C, largo do Corpo Susto
numero 6.
O.
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9
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2
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Ricos eofeites com franjas e bolotas a 89OOO
Grosdeaaple omito encorpado e de
bellisslmas cores, covado............ 2J0O0
Dito lavrados de apuradosgostos a.... 29240
Organdiz, bellissimo psdrdes, covado 9600
Mimoa do co, fazenda muito moder-
na, covado.........'................... 1JJ200
Manteleletes de fusto branco com bo-
nitos lavores......................... 8|000
Dito de fil preto e capas............. 7000
Tarlataoas de|todas as cores, vara.. (800
Camizetas com manguitos e goliohas 3f000
Ditas muito finas...................... 5000
Golliohas de fusto proprias para se-
nhoras e menina....................
Ditas bordadas muito finas............
Ditas ditas.............................
Chitas francezas........................
Ditas muito superiores................
: Ditas dem..............................
Ditas dem..............................
$660
9800
19000
9240
9240
9260
9280
Golliohas muito superiores.......... $300
Ditasdem............................ *3|0
PARA HOMENS.
PaUtots de casimira de corea claras
e escuras............................ 169000
Ditos de pao preto muito Anos..... 1
Ditos ditos..........................
Ditos ditos............................
Dita de casimira muito fina de cor
"era..............................
Calsas de casimira decores..........
Ditas ................................
Ditas pretas..........................
Coletos de veludo, setim e gorgoro
Chapeos deso de seda...............
Calcas de gaoga feaoceza............
Ditas de brim encorpado.............
Damasco de la com seis palmos pro-
prios para coberlas para mozas o
pianos.
209000?
890002
9*000?
89000{
I
65OOO:
390002
29OOO
Muitai outras fazendas deiam-se de mencionar o pre$o, mas que se venden muito em *f>
conia, asslm como um grande sortimeoto de tiras bordadas, saias balo para senhoras e S
oro^nS'nfaS9as.e "mbrai" d las as qualidades tanto brancas como de cores, superior 2B
fojjfSi Ptlio.'* 6 mo,lra" com Penhor ou nnd*n-se as fazendas por caixeiro da g
^mi^s s^sses ssszms ssss;o3:csa>5:53 mmmmmmm
t
, Sipop du
nrFORGET
JARABE DO F0R6ET.
, a0p^ w,?w aPProvado Pelos mais eminentes mdicos de Paris
:omo sendo o melhor para curar constipacoes, tosse convulsa e oufr s'
broncbos, tuques de peno, irriueflea nervosas e insomnolencias urna S
pela manha, e outra i noite sio sufOcientee. O eireilo deste excelente
lempo o doente e o medico.
afteccies dos
xarope satisfaz ao mesmo
O dsposito i na ra larga do Rosario, botica de Bartholomeo Francisco de Souia, n. 36.
as d o www
DO DR. CBABLE
MEDICO E PROFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
PARA 0 TRATAMENT0 E PRMPTO CURATIVO
BAS ENFERMIDAOES
PLUS DE
COPAHU
iEXDAES, DN TODAS AS AFFEC?OES CUTNEAS, VIRUS
Citrato de ferro Cbable.
Xarope mui preferivel ao
Copahiba e as Cube-
bas, cura immediatamen-
te qualquier purgado,
relaxaco e debilidade, e igualmente fluxos e
flores brancas das mulberes. iajeea* de
Chabic. Esu injeceo benigna emprega-se mes-
mo tempo do xarope de citrato de ferro, urna vez
de raanb, e urna vez de Urde durante tres das:
ella segura a cura.
DEPURATIF
du SATVG
E ALTERACOES DO SiMOI.
Depurativo do sancuc.
Xarope vegetal sem mer-
curio, o nico conbecido
e approvado para curar
con promptidad e radi-
calmente impigens, postulas, herpes, sarna, co-
mixo-is, acrimonia e alteracoes viciosas do san-
gue; virus, e qualquer affeco venrea. -b-
nhoH mineraes. Tomo-ie dous por semana, se-
yiiindo o traiamento depurativo. Pomada an-
tiherpetiea. De um ffeito maravilhoso as af-
fecoes cutneas e comixoes.
n rf..i -- "emorrohida..Pomada que as cuaa era 3 dias.
O deposito e na ra larga do Rosario, botica de Bartholomeo Francisco de Sonta, n. 56.
Rival
sem segando.
COMPANHIA PERNAMBCANA
Navegac/o costeira a vapor,
O vapor Persinunoa, comnsndante Moira
segu viagem para os portos do sul de sua es-
cala ao dia 5 de agosto as 4 horas da Urda. -
eebe carga at o dia 3 ao meie dia. Passagei
rote dinheiroa frete at o dia da sahidaTs 11
horas: escriptorio no Forte do Mattos n. i.
Para o Aracaty e Ass
segu em poneos dias o hiate Camaragibe por
j ter metade de sea carregamento ; otra o resto
e passageiros, trata-se com Luiz Borses de Cer-
quis, na ra do Vlgario n. 5. %
Para Lisboa.
O brigue Conatante. sahe impreterivelmentg
00 da 6 do prximo mez de agosto : anda rece-
be alguna carga e passageiros, psra o que se
trata com o consignatario Tbomaz de Aqoiao Foo-
seca, ruado Vigano n. 19. ou com o eapilo Aa-
gusto Carlos dos Res.
- Auna Mana da Conceico e Mara
Bernardina daConceicao Lima, m3i e
viuva do finado Antonio Rodrigues Li-
ma, vem pelo presente meio prestar um
solemne testemunho de seu reconbeci-
mento ao_Rvra. Sr. Jote Leite Pitta Or-
tigueira, pela dedicarlo, zelo e desin-
teresse com que tanto em vida do Sr.
seu pa como depois da morte deste ge-
rio os negocios do mesmo finado [ao
pnncipio anda menor, e depois os 1-
quidou por sua morte quando acha-
va-se o casal do mesmo sobrecar regado, Ditos de baoha"a
de dividas, conseguindo o mesmo Rvm.
tenhor, gracas aos seus cuidados e de-
sinteresse, liquidar com promptidao os
negocios do casal do finado, e salvar
para os annunciantes parte dessa for-
tuna ameacada de submergir-se nesse
abysmo cavado por falsos amigos e por
homens ambiciosos que nao duvidaram
ibusar da bondade e inexperiencia do
8\: finado filho e marido. Servicos co-
mcesses que nos acaba de prestar o
Rvn. Sr. Jos' Leite Pitta Ortigueira
naote esquecem, assignalando o carc-
ter eminentemente philantropo d'aquel-
le qe se presta, torna-o nao s digno
da efcrna gratidao das pessoas em cujo
provto revertem, se d5o da estima
publca.
(ferece-se un no?o robusto para empre-
gar-seem padaria, do que tem conhecimento:
00 beco do porto das canoas do Recife, sobrado
numen 2.
_ Hogo Madeson Geno, subdito britnico, re-
tira-si para Europa.
.os Antonio de Silva, subdito hespanhol,
retirase para fora da provincia.
Manoel Fernandos Nunes, subdito hespa-
nhol, retira-se para (ora da proviocia.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Cruz n. 31, proprio para escriptorio ou
bormm solteiro, ou pequea familia : a tratar
no armazem do mesmo.
Na niidn Oueimado n. 55 loja de miudeyas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, est queiman-
do os objectos abaixo declarados :
Caizas de agulhas fraocezas a
Caixas de alQnetes fraocezes a
Carta de ditos ditos a
Carines de colzetes com defeito a
CarlOes de ditos perfeitos a
Caizas de dito muito superioj 1
Pares de meias cruas a
Mago degrampos de carocol a
Tesouras para coatura a
Pares de sapatoide trancado algodo a
Ditos ditos de l a
Sapalinhos de l para meninos a 200 e
Frascos de oleo bsboza a 400 o
Ditos de macar perola a
Ditos ditos de oleo a
Miguel Augusto Fernandes Guimares
declara que d'ora em diante o seu nome
ser o de Miguel Al ves Guimares.
REAL COMPANHIA
DE
Paquetes ioglezes vapor.
At o dia 29 do corrente espera-se da Europa
o vapor Magdalena, eommandanle Wolirard,
o qttal depois da demora do coatine seguir pa-
Leiloes.
Leilo
ai.i*fcja^ii*S7K!j5rl5- S^STiS.".. .,.
O agente Evaristo tari leilo no dia 30 do cor-
rente de 50 saceos con feijo da cerda, na porta
Carne do serlo.
Na ra Aguata, taberna n. 31, ha a verdadeira
tarne do serlo do Serid a 360 e 320 rs. a libra,
anim como queijos do nesno serlo a 640 rs. a
lar a,
Atteiico.
aoavariado.
Venden-se pegas de algodozinho bom con 10
varas, pouco* a variadas, a 1*600, 39 e 3)500: na
na do Crespo n. 20 A.
Vende-se feijo
amarello.
No trapiche Bario do Livrament, no Forte do
Mattos, em saceos da 5 alqueires, medida de Por-
tagal.
VeDde-se en cabriolet nove : na roa Nova
niero 59.
120
100
80
20
60
40
160
40
160
19000
19280
400
500
200
100
240
500
900
100
240
Ditos d'agua embreada a
Ditos de oleo philocome a
Caizas de folha com phosphoros a
Ditas com phosphoros de velas a
Duzia decolheres para sopa muito finas a
Escovas para denles muito finas a 160 e 200
Croza de penas de ac caligraphica a 13440
Tem tambem urna porcao de tranga de linho
brancas pegas grandes e pequeas e de todas as
larguras por pregos baratos e outras muitas fa-
zendas que s vista que se poderao apreciar
e admirar o prego.
Duzia de meias para senhora o melhor
que ha a
Pegas de trancinha de la sorlidaa a
Sabonetes superiores e muito grandes a
Croza de botdes de osso para caiga sendo
pequeo a
Dita de ditos grandes a
Tramoia do Porto superiores varas a
100. 120 e
Pegas de fita de linho brancas e de co-
res a
Groza de penas de ago muito finas a
Frascos de opiata para limpar denles a
Copos com banha muito boa a
Espelhos decolumoas madeira branca a
Carleiras para guardar dioheiro
Rialejos para meninos a
Baralho portuguez
Varas de franja para cortinados a
Groza de botdes de lougs brancos a
Tesouras muito finas para unbas e cos-
tura a
Caixas de charutos de Havaoa muito su-
periores a
Carlas muito finas para voltarete o ba-
ralho a 240 e
Varas de bico largura de 3 dedos a
Garrafas com agua celeste para cheiro a
Rialejos com 2 vozes para meninos a
39000
50
160
120
240
160
40
500
408
640
19500
500
40
120
248
128
408
49009
32
10
19508
100
Mudanza.
Joo Antonio Cofilho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todos os seus freguezes que
19500 mudou a sua loja da ra estreita do Rosario para
a ra do Imperador o. 69, onde o acbaro promp-
to todos os dias uleis desde as 6 horas da manht
at as 9 da noite, para chumbar e tirar dentes,
sangrar, por ventosas ou bichas ; assim como pa-
ra qualquer outro servigo de sua arte e fra dos
das e horas mencionados pode ser procurado n
pateo do Carmo n. 22.
I
r
3--Rua estreita do Rosario3
0 Francisco' Pinto Ozorio continua a col-
ija; locar dentes artificiaos tanto por meio de
% molas como pela presso do ar, nao re-
0 cebe paga alguma sem que as obras nao
^ fiquem a vontade de aeus donos, tem pos a
9 e outras preparares as mais acreditadas a
^ para conservago da bocea; *

tival sem segundo.
Na ras do Queimado n. 55. loja de mindezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos abaixo declarados pa-
ra aparar diiheiro, pois o que muito precisa,
garante ludo perfeilo, pois o prego admira ;
Lioha do gaz superior para marcar, no-
velo a 40
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel muito boa, carretel a 30
Nvelos de lloha do gaz brancas a 10 e 20
Carreteis con lioha preta muito gran-
des a 160
Varas de franja de 11 nuito bonitas a 100
Pegas de traoga de li nuito bonitas e
con 10 varas a 290
Pares de meias cruas para menioo a 200
Ditos ditos de cores todos os tamanhos 160
Ditos de cores para meninas 120
Duzia de metas cruas para bomem a 28400
CarlOes de linha Pedro V con 200 jar-
das a so
Caixas con tissoes para acender chan-
tos a 40
Caixas com phosphoros de segaranga a 160
Duzia de phosphoros do gas 1 240
Fitas para enfiar vestidos muito gran-
des a 80
Frascos d'agua de colonia nuito supe-
rior a 400
Ditos con cheiroa nuito nao a 500
alfinetes de ouro e brilhantes.
Na offleina photographica da ra do Cabug o.
18, entrada pelo pateo da matriz, existem lindos
alfinetes com brilhantes e ao goslo de Luiz XV,
para a collocago de retratos; ha tambem urna
variada collecgo de alfinetes de ouro com, e
sem pedras. O prego dos alfinetes com os re-
tratos variam de I69 a 200$. Ni mesma casi
vendem-se bellos espelhos com molduras doura-
das para ornar salas de luxo e tratameoto ; bor-
las de seda para -cortinados de janellas e para
quadros, assim como corddes para o mesmo fim.
Vende-se lado a pregos razoaveis e moderados.

III? 6
sis
ua.
t
Vend"n-se globos psra candieiros, e bem-
bas de japi, mala barato do que em outra qual-
quer parte: na ra Urge do Rotarlo, b. 34.
}
^mmmmmmimm


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(psaasi.
!ll lilil
s
____
01AU0M M1NJ4WDCO. SECUNDA FEIRA S9 tfctttfftO t **!<
i .
1
ClVAHL DA m FRREA
so
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
cooformidade com as iostruccSea recebidas
da reipectiva directora, fai-se publico que desta
data en diante sao convidados os accionistas des-
ta compaohia a curaprirem com os termos do
aviso que por ordem do mesmo abaixo ficam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia, 16de julho de 1861.
Por procurado de E. H. Braman, thesoureiro.
A. uttin.
Largo da Peiiha
Neste muito acreditado armazem de molhados
ARMAZEM PROGRESSISTA
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resoluco
da directora desta companhia, tomada oesta da-
ta, tem-se feito urna oulra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada aceo a qual chamada ou
prestaco dever ser paga at ao da 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dos Srs. Haui Mic-Gregor & C, na Babia aos
Srs. S. S. Daveoport & C. e em Pernambuco no
escriptorio da theusoraris da mesma va frrea.
Pelo presente Qca tambem entendido que, no
caso de nao ser a dita chamada ou prestaco sa-
tisfeita no dia marcado para o seu pagamento ou
antes, o accionista que incorrer nesta falta, paga-
tal cha-
at que
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIDA & SILVA
W
enfeitados, muito proprios
continua a vender-ae os'molhores gneros que ha no mercado, tanto em porco como a retalho, e
por muito menos preco de que em oulra qualqier parte, porterem rlndoa amaior parte dellesem
direitura, porcontad proprietario, por sso em vista dos presos dos gneros abaixo (mencionados
podero julgar todos os mais, aancando-lhe a boa qualidade.
Nlauteiga ingleza perf eitamemte flor 800 a ubra, m bar-
ra a70Ors.
WaUteiga trancea milhor que ha no mercado a 710 rs. a Ubra.
Cha os meWioTes que Via no mercado vende-se a i qualidade a 3ooo,
2a ditta a 28500, 3*. ditta a 2*000, e prato a 18600 a libra.
QUIJOS UamcngOS chegados neste ultimo vapor da Earopa 2*800 rs. ditos ha-
gados no vapor panado a 1J800 e 19600 rs.
QUCIJO pTatO os meihoresque tem vindo a esta mercado por seram muito frescaes a
640 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
B0\\0 tTaiieeZ a 500 rS. 0 Mtti0 elegantemente
para menino, s no Progresso.
Doce da casca de goiatoa a n 0 ernio, em porcao a
IlOCe de AApetCUe em laltaI de 2 libras muito enfaitadas a 19200 rs. cada urna, s
no progresso.
NaatMXlada imperial d0 tftmtd.o Abre, a de outroi mtltoi fabricantes da
Lisboa a 800 rs. a Ubra.
\meiXaS iraneezaS em |rMCoa com 4 libras por 89000cada um, a o frasco Tal 19
dittas portuguezas a 460 rs. a libra.
LataS COm bolaCUiaViaS de SOda orneado differentes q.alidades, a
1940O, assim como tem lattaa de 8 libras por 38000, dittas com 4 libras por 28000 rs. s no
Progresso.
Maja de tomate eB, iatd# t ubra, por 000 rs. e em latas de 2|libraspor 19600 rs.
C0HSeT\aS trancen S e ingiezas tflc,ntemente chegadas a 800 r. o fras-
co em porcao se faz abalimento.
Passas em eaixinnas de S Vibras a8 melhorea qu4 itm looste
mercado por seram muito grandes a 28800 rs. cada urna.
*Esnermacete superior Mm aTarla a 700 r8.a ubre, em cana huu aigum
abatimemto.
Wetria, macarrao e taVnarim ,.40ori.. ubi.
roba por 89.
LataS eOm peiXO de pOStadaa melhores qualidadesque na em Portugal, como
aejam savel, congro, sarda, peixe espada, .vezugo, etc. etc. a 19400 rs. cada urna.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei- \7,e\t nTl'.\!>4 HlTiln nnVSKl ~
iz, ra dos Pires n. 42. vende-se a muito aere- H^^ UUIIO BOVdS a lj>200
ri joros a raso de 5 */o ao anQ0 sobre
mada ou prestaco a contar desse dia
seja realisado o pagamento.
No caso de nao effectuar o pagamento desta
chamida ou prestaco dentro de tres mezes a
contar do dito dia Qxado para o embolso da mes-
ma, Qca rao as acedes que iacorrerem em tal falta
sujeitas a tetera confiscadas, segundo as dispo-
c.069 dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos direttores.
Assigoado.W. H. Beltamy, secretario.
119 Gresham Uouze Od Broad Street.
E.C.
8 de maio de 1861.
Na ra do Imperador n. 47 tem um comple-
to sortimento de ricas molduras Qugiodo Jacaran-
da para vender por prego muito barato.
Aluga-ae ou vende-se urna excellente ca-
noa de carreira : a tratar na ra de Hortas n. 10.
Padaria.
tu
dllada bolachinha quadrada.d'agua, propria para
doenles, bolachinha de araruta e dita de moldes.
Pedido
O ibaixo asaigoado tendo acabado com a aua
loja de calcado sita na ra larga do Rosario n.
32, pede encarecidamente as pessoas que se
acmam a dever, que venham aatisfazer seus d-
bitos, pois sao bastante amigos, e visto nao con- i
vir ter um caixeiro s para este fim, por isso po-
derao dirigir-se a mesma ra, no bazar pernam-
bucano, loja de charutos, afim de evitar o serem
chamados por seus uomes.
Joaquina Bernardo dos Res.
Os abaixo assignados fazem sciente ao res-
peitavel publico e com especialidade ao corpo
decommercio que no dta 18 do corrente dissol-
veram amigavelmente a sociedade que tinham
as duas casas commerciaes os. 16 e 18 do largo
do Paraizo, que gyrava sob a razao de Eiras <&
Irmo, ficando o socio Ignacio Fernandes Eiras
na posse do estabelecimento n. 16. a quena ni-
camente fita pertencendo com lodo activo e pas-
sivo existente e o socio Theodozio Fernandes Ei-
ras na posse do estabelecimento n. 18. ao qual
'sonfente Qca pertencendo : rogam por isso a quera
se julgar credor ds extiocta firma que haja de
lhes apresanlar suas contas para serem pagas.
Recife 23 de julho de 1861.Ignacio Fernandes
Erras.Theodozio Fernandes Eiras.
Os Srs. abaixo declarados queiram
vir a ruado Crespo n. 8 A, a negocio
de seu interesse:
Francisco Jos do Amaial.
Guilherme Bessone de Almeida.
Ignacio Manoel Flix da Silveira.
Joaquim Ignacio de Carvalho Hendonca.
Joaquim Pedro do Reg Barreto.
Manoel Ferreira de Lyra.
Joao Bibiano de Castro.
Palitos de dente Uxados
rs. o barril, em garrafa a 240 rs.
em molhoscom 20 macinhos por 200 rs.
aerveja^, ma8 acreditadas marcas 59OOO a duzia t retalho a 500 rs. a garrafa.
Vinnos engarrafados d
as seguintes qualidadea, Porto, Feitaria, dilto Bordeaux,
tambem tem vinho Gheres para 2*000 rs. a garrafa.
ditto Huscatel, a 19 a garrafa
\ HUIOS em pipaaem tomposico Porto, Fgueire.Lisboe, a 640 rs. em caada a49500.
Presunto de amnre inglez muit0 DOT08. m .. libra.
Preznnto de Liamego 0 que ha de bom neste genero a 480 : tn,p0rSaa a 400 rs.
Cnonric^as e paios a 560 rl# alibr8# em barrilcom 6dtt2i depaos por ,03000.
T oncinno de Lisboa 0 maU n0T0 qae ba no fflercad01310 M. a libra.
Bannade poreorefinada amal8alTaqie pod6 htTe,.480r.. .ubr. em
barril a 440 rs.
Amcndoas de casca mole. ,80 a llbra, em porcao 8e fM algmm ab.ti-
ment, s no Progresso do pateo da Penba n. 8.
Alm dos gneros annunciados encontrar o respeitavel publico um grande sortimento de
udo quanto bom a barato.
F, Duarte Almeida, socio que foi do arnmero progresso, faz sciente aos seus freguezes que tejjdo separado a sociedade que tinoa com
seu mam, acha-se de novo establecido com dous aceiados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Fejwira da Silva; o piimeiro na razio de Dntrle & Souza, a segundo na de Duarte Almeida & Silva: estes esubelecimentos offerecem grandes
vantagenl ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se acham moudos como em commodidade de prego, pois que para isso resolveram os
proprietaaios mandarem vir parte de seus gneros em direitura, afim de terem sempreeompleto sortimento, como tambem poderem offereeer ao pu-
blico uma\vantagem de menos 10 por cento do preco que possam comprar em outra qualquer parte, por isso desejando os propietarios acreditarem
seus estsbdecimentos tem deliberado garanttrem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j podar ver o publico
que pode candar suas encomraendas, mesmo por pessoas pouco pralicas, em qualquer um deslesesubelecimentos, quesero lo bem servidos come
se vieaseot pessoalmenle, oa corteza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vanUgens que oflerecemos, pedimos a
todos os swbores da prega, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encomraendas a' primeiravez, afim de experimantar, certos
deconliniarem, pois que para isso nao poupario os propietarios foreas para bem servirem aquellas pessoas que frequenUrem nossos esubelecimentos ;
abaixo trsnscrevemos algumas adicoes de nossos precos, por onde ver o publico que vendemos baratissimo, altendendo as boas qualidadea ds nossos
gneros. I
MANTECA INGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e om barril a 750 rs.
MAiNTESGA FRNCEZA a mehor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. em barril e meios.
CHA fjYSSON E PRETO o melbor do mercada de 19700 a 39000 e em porcao ter aba ti ment.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e hamburguez a 000 rs. a libra e em porcao a 800 rs.
0 rs. s no progresso PREZINTOS PORTGUEZBS viudos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e inteiro a 460 rs.
CHOURICOS em barril de 8 libras a 49500 e em libra a 700 rs.
SAG E SEVADINHA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 89000 rs. a arroba.
AMEIIAS FRANCEZAS em latas de 6 5 i\2 a 1 a librae a 19200 a retalho.
PASSAS em caixinhas de oito libras, asmelhores do mercado a 29800 e a 500 rs. a libra.
ESPE MCETE SUPERIOR sem avaria a 700 rs. e em caixa a 680 rs.
CONSERVAS FRANCEZAS INGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERYI HAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACHINHA DE SODA de diversas qualidades, a mais novado mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque de Porto, Porto fino, genuino, necter, Carcavellos/Madeira secca eFeitoria de 19200 a 19300 a garrafa e a
139 a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 49800 a caada.
FRASCOS COM FRUCTAS de todas as qualidades de Portugal de 19200 a 29000.
BATaFAS NOVAS em caixas de duas arrobas a 39 e velhas a 600 rs. a arroba e kO rs. a libra.
CURANTS ou passas para pudim a 19 a libra e em porc.o ter aba tmenlo.
LATAS COM PEIXE SAVEL e outras muius qualidades, o mais bem arranjado que tem vindo a 19400.
CAFE] DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARRdZ DA INDIA E MARANHO o melhor que se pode desejar a 3100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEATJX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa ede 89500 a 109000 a duzia,
CHARUTOS VERDADEIROS SUSPIROS e outras muites marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BANffA DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
SERtEJAS DAS MELHORES MARCAS a 600 rs. agarrafa e 59000 a duzia da branca.
VINJGBE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
CAlXOES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em porjo a 900 rs.
AZE TE DOCE PURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUFJJOS SUISSOS che gados ultimomente a 700 rs e em porcao ter abatimento, afian5a.se a boo qualidade".
Genera DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PALITOS L1XADOS para denles a 200 e 160 rs. o mago com 20 macinhos.
PALITOS FLOR para dentes, os mais bem feitos que ha no mercado a 280 rs. o mago.
PALITOS DO GAZ a 39000 a greza e 280 a duzia de caixas.
AZETONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 19200 e barril.
ALPISTA o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
em calas de orna ar-

C8NSULT0RI0 ESPECIAL HOHEOPATHICO
DO DOUTOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os das atis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiutea molestias :
maleslias das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiticat, todas as especies ds febres,
febret intermitientes esuas consecuencias,
PHAUUCIA E3PEC11L HOBE0PATH1CA .
Verdaderos medicamentos homeopathicos pre-
parados sem todas as cautelas neoessariaa, in-
falliveis em seus^effeites, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos poa-
aiveis.
N. B. Gs medicameotos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o toreas (ora della sao falsas.
Todas as carleirss sao acompaohadas de um
mpresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor a* seguintes paiavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carieiras que nao levarem esse impreseo
aseim marcado, embora tenham na lampa o no-
mo de Dr. Sabino sao faltos.
LOTERA.
A thesourara das loteras te acha es-
tablecida na ra do Crespo n. 15, pa-
vimento terreo, ahi se acham a venda
os bilhetes e meios bilhetes da quinta
parte da quarta lotera do Gymnaso
Pernambucano, assim como nss casas
commissionadas do costume. A extrac-
co tera' lugar impreterivelmente no
dia sabbado 3 de agosto prximo pelas
10 lioras da manhaa no consistorio da
1 groja de Nossa Senhora do Rosario da
freguezia de Santo Antonio desta cida
de. Os premios ser5o pagos a entrega
das listas. O abaixo assignado espera
do respeitavel publico a concurrencia
na compra dos bilhetes, por ser esta
lotera em beneficio de urna grande e
magestosa obra da provincia destinada
para instruccao da nossa mocidade e a
vista do excellente plano pelo qual se
vai extrahir.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Curso derhetorica
Manonel da Costa Honorato tem aberto seu cor-
so particular de oratoria e potica nacional : na
ra Direita o. 88, primeiro andar.
e
Fazendas.
N. 1& Ra do Queimado N. 19.
A 2*000.
Cortes de riscado fraocez com 14 covados, pelo
baratissimo prego de 2$ ,
Cobertas chinezas,
:o de 1|800 cada urna coberta.
cesal#900, 30 e 3*300.
'"c panno de linho e bramante, pelo
ARMAZEM
DE

i
i


O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
I

|
i
9
ROUPA FUTA
DE
commissao de escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita ra fot transferido o escriptorio de
comaniao de escravos que se achiva estabeleci-
do no largo do Paraizo n. 16, e ahi da mesma
torte se contina a receber escravos para serem
vendidos por commUs&o e por coota de seus se-
nhores, nao se poupando estorbos para que os
meamos sejam vendidos com promptidao, afim
de seas senhores nao soffrerem empate com a
?oda destes ; assim como se aQanca o bom u*a-
tameoto e seguranga. Nesta mesma osa ha sem-
pre para vender escravos de ambo* os sexos, mo-
coa e velhos, com habilidades e sem ellas.
Precisa-se fallar ao Sr. cadete Tu-
O #
4| Nao se auustem os comprado- 49
res porque o convenio do sabio #
nao se realisara', isto assevera
Quem sabe. ^

Vend-a a armacao pertence da taker-
sa sita na travesea do Queimado n. 7, pedendo
oa pretendentes tira-la, ou continuar na mesma:
a tratar oa na da Senzala Velha a. 48.
^Gabinete medico cirurgico.
Ra das Flores n. 37. %
Sero dadas constatas medlcas-cirurgi- #
cas pelo Dr. Estevo Cavalcanti de Albu- di
querque das 6 as 10 horas da manhia, ac-
cudindo aos chamados com a maior bre- O
#) vidade possivel. sp
9 I- Partos. Z
M 2. Molestias de pelle. S
3.* dem dos olhos. a
4. dem dos orgaos enitaes. a
Praticar toda e qualquer opera(o em $
seu gabinete ou em casa dos doactes con- a
i forme lhes (dr mais conveniente. m

Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Para: em casa de
Aranaga Hijo & C.
Expsito de
candieiros.
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos.
Nesta exposicao de candieiros se encontrsr
todo o sortimento de diversos tamanhos proprios
para ricas salas, ditos para salaa interiores, ditos
para sala de jantar para qoartos, para cosinha,
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e outras muitas qualidades
que com a vista devero agradar ; assim como
todo e qualquer preparo para os ditos candieiros
se encontrar sempre a renda nita exposicao de
candieiros na ra Nova n. SO, loja do Vianna.
Exposicao
hado de cor com 6 palmos,
proprio para toalba de mesa, pelo preco de 1$600
a vara.
Colchas de fusto
de lindos lavrores a 69 cada urna.
Algodao monstro
para toalhas e lences a 480 a vara.
Fil de linho.
Fil de linho fino a 800 rs. a vara.
Taalhas de fustao a 500 rs.
Ricos cortes de seda
com babados muito superior a 40$.
Cortes de seda
com toque de mofo pelo barato preco de 25(000
(urna quarta parte de seu custo).
Ca pellas
para noiva muito lindas a 5$.
Vende-se urna casa terrea na ra do No-
gueira n. 36; para ver, na mesma casa, e para
tratar, no pateo do Carmo, esquina da ra de
Hortas n. 2, das 7 s 8 horas da manhia e do
meio dia s 2 da tarde.
Vende-se oa arreoda-se o grande sitio de-
nominado Caiana, sito na freguezia da Vanea,
com urna casa quasi prompta, urna dita de fazer
farioha, grande quantidade de fructeiraa, como
seja, coqueiros, larangeiras, etc. ; no mesmo
existe duas vaccas com crias, que do bastante
leite, e um burro manso : a tratar na ra do
Sebo n. SO.
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RIA DO QUEIMADO 401
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Nova pechincha
A' imperatriz Eugeiie.
Finos cortes de cassa franceza deduassaiase
de tres babados, com 10,15 e 18 jardas a 39500,
4 e 59, corles de 18a de bonitos desenhos, de 2
saias e tres babados com 24 covados a 6# : na
ra do Queimado n. 44.
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Algodao da Bahia.
A fabrica Santo Antonio do Queimado tem fei-
to o seu deposito em casa de Marques, Barros &
C, largo do Corpo Santo n. 6, aonde se encon-
trar sempre, assim como fio da mesma fabrica.
DE
tamancos de todas as qua-
lidades
O proprietario da fabrica de tamancos da ra
Direita, esquina da travessa de S. Pedro n. 16,
est resolvido a vender os seas tamancos mais
baratos do que em outra qualquer parle, tanto a
retalho como em pequeas e grandes porces,
por isso espera a concurrencia do (Ilustrado pu-
blico em geral; assim como tamancos feitos
moda do Porto com a mesma seguranza, perfei-
cao, prego commodo,
Villa do Cabo.
Armazem e padaria
Pedro Alexauirioo da Costa Machado, tendo
resolvido mudar-ae para a cidade do Recife, pre-
tende vender o aeu bem conhecido e acreditado
armazem de molhados, contendo atraz do mesmo
urna padaria bem montada, e em estado de tra-
balhar, sendo a casa do armazem de aluguel, e a
da padaria de sos propriedade, e urna estribarla
nqva; assim como aluga tambem a casa de mo-
rada que ica annexa ao armazem. Este estabe-
lecimento se acha mnilo acreditado e afreguexa-
do, ji pela anligoidade e j pela sua localidad*
3ue Qca muito perto da alacio da via-ferrea ;
o que para informacoet podem dirigir-se ao Sr.
commendador Joaquim Lucio Mooteiro da Fran-
ca. Outro sim fax sciente que saa casa se acha lt-
vre a desembarazada ao comprador : quem pre-
tender, dirija-se a mesma villa a tratar em dito
armazem com seu proprietario.
* Preclsa-se de dous amasadores que enlen-
dam perfeitamente do trafico de padaria,: a tra-
tar oa ra larga do Rosario n. 18.
Nova loja de 4 portas!
Ruado Queimado n. 10. \
Casacas de panno preto, 405, 35$ e 305000
Sobrecasaca de dito, 359 3000
Palitots de dito ede cores, 359, 309,
15S000 e 20*000
Dito de casimira de cores, 22*000,
15, 14 e 9*000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, U8000
Ditos de merin-sitim pretos e de
cores, 9$000 8000
Ditos de alpaka da cores, 5 e 3*500
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e 3500
Ditos de brim de cores, 5, 4*500,
4000 3*500
Ditos de bramante de linho branco,
6J000, 5000 e 45000
Ditos de merino de cordo preto,
15000 e 8*000
Calsas de casimira preta e de cores,
12, 10, 9 e 600O
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 5 e 4*500
Ditas de brim brsnco e de cores,
58000, 4*500 e 2*500
Ditas de ganga de cores 3$000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12, H[ 8*000
Ditos de casemira preta e de cores,
liaoa e bordados, 6, 5*500, 5 e 3*500
Ditos da setim preto 5*000
Ditos de seda setim branco, 6 e 5*000
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de cores, 7 $000, 6*000 e 5*000
Ditos de brim e fusto branco,
3*500 e 3*000
Seroulas de brim de linho 28200
Ditas de algodao, 1$600 e 18280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 2500 e 2*300
Ditas de peito de linho 6f e 3*000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 3, 2*500, 2 e 1*800
Camisas de meiaa 1{000
Chapeos pretos de massa, franceses,,
formas da ultima moda 108,8*500e 7*000
Ditos de feltro, 6, 58, 4 e 2cOCO
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 14, 128,118 e 7*000
Collarinhos de linbo muito finos,
novos feitios, da ultima moda *800
Ditos de algodao $500
Relogios de ouro, patenlea hori-
sontaes, 100, 90, 80 e 70*000
Ditos de prala galvanisados, pa-
tente hosoolaes, 408 30*000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulseiras, roxetaa e
anneis 8
Toalhas de linho. duzia 12*000 e 10*000
>Ferro-< Maiaj
[ Ha para vender 2,500 chales de
f superior qualidade preco por '
| quanto nunca se vendeu nesta A
praca a 2*500 2
Sedinhas de quadrinhos o covado V
a 700 e 900
Gollinhas de cambraias borda- gm
das a 320 5
Manguitos a 500
Tapetes avelludados para sala 5*000 Aa
Meias inglezas do algodao cr
muito finas 4*000 W
Mimos do cos fazenda propria
para vestidos de senhora o a
covado 500 2
lUnleleteafde fil superior qua- fp
lidade e modernismo a 58000 jfj
Visitas de seda bordada a 4*000 1
Lencos de cambraia de linho TT
bordados de superior faxeo- A
daa a 3*000 Z
Lencos brancos com cercadura a
duzia 2*000 O
Chales de borel ponto bordada a 3*000 g*
Ditos de l e seda para meninas a 800 5
Ditos de merino bordados de re- w
tros a 48500 *M
Ricoa vestidos de cambraia bor- j*.
dados a 20 e 25
Ditoa ditos de fil bordados a 24 e 25 0
Ditos de cambraia bordado* a m
9, 10, 128 e 15#00O
E outras muitas fazendas por menos
preco do que en outra qualquer parte,
dio-se aa amostra com peonar.
!
Carlos Froderico Jaawea), subdito ruseiano,
re lira-se para o Rio Grande do Su].
ELIXIR DE SAUDE
M^
2
8
Citrolaetato de ferro,
\3nieo deposito na botica de Joaquim Marnlio
da Cvuz CoTteia & C,ruado Cabug n. il,
em VernamVmco.
H. Thermes {de Chalis) antigo pharmaceutico aprsenla hoie urna nova preparaco de ferro
nome de elixir de citro-Iactato de ferro. k''v<"' <; erro,
com o
Parecer ao publico um laxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas lao
variadas, mas o homem da .ciencia compr.hende a necessidade e importancia de urna Tal varie-
dade.
mmenso,
todas ss
A formula um objeeto de muita imporUocia em therapeutiea; um progresso i
quando ella, maniendo a essencia do medicamento, o torna agr.davel, fcil e possivel para
idades. para todos os paladares e para todos os temperamentos
-i-. n8nDonmerrSSA8if>/ePa?!0e; d,e Cerro '* hJe wnhoddM nenhuma rene to bellaa qualida-
des como o elixir de citro lactato de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna ne-
2U,eimU.0do-1oeBVV,AP-r0B,pU6 SCl~lS Qo estomago.'de modo e com e"ameOe
El^?u PMT d," lacti"' ue C0Dlem composco. a conslipaco de
ventretto frequentemente provocada pelas outras prepanedesferroginosas.
mh.uS.?iS0-\*i,l!,!lldas em1.nad?ll"an> acienciimedieamentosaado ferro, que sendo urna
Si!.1? o oeHcp e nao pode dispensar em ana clnica, de incomparav.l ulilidado
qualquer formula que lhe de propriedadea taea que o ortico o poasa preacrever sem receio. E' o
que conseguio o phermacentico Thermes com a preparaco do citro-lactalo de ferro. Assim este
medicamento oceupa boje o primeiro lugar entre as numerosas preparases ferroginosas, como o
atiesta a pralica de muitos mdicos distinctos que o tem ensaiado. Tem sido empregsdo como ira-
menso proveito as molestias de languidez (chloroae paludas cores; na debilidad subsecuente u
hemorragias, as hydropesias qae apparecem depols das intermitentes na incontinencia : de urinao
por debilidade, as perolas brancas, na escrophola, no rachitismo, na purpura hemorrhaaica na
convalescancia das molestiss graves, na chloro-anenria das mulberes grvidas, em todos os cuh
em que osanguese acha empobrecido ou viciado pelas fadigas aflbocoea chronicas, cachexia tober-
t&riM*' canero,a'syphlhUc* ceaaoa veuareos, onanUmo e aso prolongado das pM?arscoa mer-
..j. ^?.U' e.Be.rB,id*,; ndo mui freqoevtes o aoawJooferro a prinpai ubatancia de om
medico tem do locar mi para aa debelar, o author do citro-laetato do ferVo\aa, wJ SuvomV
i?t!5? ',b'"B"ld'de Pr in lto rmala pela qual !?*!* oa
(_ MoniWL \




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C>
11*10 si inRunoee. 4 Gtw^A fkira m iolho 01 *.
A
-
ItsamcasJhuari
< la Miann
Cachorriaho.
TA FRREA
DO
Da Recite ao Cibo e
a Escada
Do Cabo a Escada
Por cada dez palavras excedentes.
Red fe a Sao Franci$el>.
(LIMITADO.)
Telesrapfco elctrico eotre Cisco
Ponas e a villa da Escada.
Pela respectiva superintendencia te 1 publi-
co que em viriude da approvgao provisoria da
Etm. presidencia da provincia ser franquead*
ao publico do Io de agosto em diante o uao do
referido telegrapho mediante m couiogdes da
tabella segulnte :
Eacriplorio da superintendencia em 24 efe ju-
Uto de 1861. -ror procuraco de E. II. Braman.
R. Austin.
ESTRADA DE FERRO
DO
Recife a Sao Francisco
Tabella dos arect* tara as OMmn-
nicaces Wlegraphfcas.
Por ura despacho de me at viste palavras
vice-verse. 2000
. 3J>000
. 2OO0
. 1^000
N. B. Nao fi:am compreheodidos neste nume-
ro os nomes dos expeditores e destinatarios que
5o conteubam mais da duas palavras e suas re-
sidencias.
As respostas pagas adiantadas na occasio da
entrega -los despachos nos escriptorios terao 50
por cento de differenca nos precos da tabella.
Os despachos sero enviados em cartas fecha-
das aos domicilies que se acharen na zona de
1(8 de legua dos escriptorios do telegrapho sem
relribuico alguma e d'ahi por diante dentro de
um circulo de duas leguas somonte pagaro os
expeditores 1$ por cada legua ou fraccao desta
de viageru redonda.
Os portes sero sjttsfeitos no acto da entrega
dos despachos nos escriptorios.
Os despachos serio entregues nos escriptorios
do tolegrapho a horas do expediente, islo de
8 horas da manha at meio dia e de duas horas
at 5 1|2 da tarde.
Mauoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
Gurgel 4 Perdido. J
Fazendas modernas, g
Recbeme vendem constantemente su- fl
periores vestidos de blonde com todos os &
preparos, ditos modornos de seda de cor 31
*e pretos, ditos de phantasia, ditos de 8
cimbraia bordados, lindas lazinhas, 2
carabraiade molernos padroes, seda de 9
quaJriohos. grssdeoaples de cores e pre-
SS tos, moreantique, sintos, chapeos, en- *T
| faites para cabega, superiores botoes, 91
I manguitos, pulceiras, lequas e extract I
& de sndalo, modernos manteletes, tal- 3
4% mas compridas de novo feitio, visitas de ej
r gorgur.io. luvas de Jouvin a 2500. Muito barato.
jft Saias balao de todos 03 tamanhos a 4J, 1
chitas francezas unas claras e escuras a m
280 rs. o covado, colzas de la e seda pa- W
52 ra cama a 6g camisas para menino. Sj
S Roupa feita.
Jf Palelot de caseraira de todas as cores 5
* a 10j>, -> de bnm a 1JJ, chapeos pretos a 8g e mui- S
m tas oulras fazendas tmto para senhoras
A como para homem por preointeiramente S
jg barato, do-se as amostras : na ra da II
j Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco X
Urna seuhora casada, sem filho. se olTerece
para ama de leite : no largo da Paz dos Afosa-
dos n. 1.
Aluga-se a propriedade na ra da Cadeia
do Recife n. 55 : quera a pretender entenda-se
cora o proprietario residente na ra do Impera-
dor terreiro andar da casa n. 48.
0 abano assignados fazem scienle ao pu-
blico com especialidade ao corpo de commercio
desta praca que no dia 30 de juoho prximo pas-
sado dissolveraro amigavelmente e de commum
occoMo a sociedade que tinham na laberua n. 4
do becco do anti^o Porto, a quil gyrava soba
firma social de Ferreira & Maia, fcando a cargo
do socio Maia todo o activo e passivo. Recife
2G de julho de 1861.Bernardo Ferreira Lou-
reiro. Antonio Joaquim dos Santos Maia.
Na ra estreita do Rosario n. 21, primeiro
andar, precisa-se de urna ama para comprar e
cosiohar para urna senhora.
Attenco.
*
OSr. engenheiro Francisco Soares da Silva Re-
tumba, da Parahiba, mande pagar o que deve a
loja do finado Antonic Francisco Pereira.
Aluga-se o armazem da casa de sobrado n.
39, e Dm assim o do sobrado n. 37, sitos na ra
do Imperador : a tratar no Mondogo, em casa do
fallecido commendador Luiz Gomes Ferreira.
Na ra da Cruz armazem o. ,21 existe urna
pequea po.co de galinhas e frangas. da raga Con-
OMnchioa, e tambem coelhos brancos, e pardos,
sendo ludo o melhur que se ple desojar, e que
se vencer muito emeonta.
Alugam-se duas ptimas casas no Pogo da
Panclla ra do Quiabo pordetraz da casa do Rvm.
vigario : os pretendentes fallera com o Rezende
ca Casa Forte ou na ra Augusta n. 31.
Victoriuo de Almeida Rabello comprou pa-
ra oSr. Domingos Jos Barboza a taberna sita na
ra do Padre Floriano d. 74, ao Sr. Guilherme
Muniz deSouza, livre e desonerada de lodos os
dbitos at esta data : quera se julgar com direi
to mesraa, comprela no prazo de tres dias,
fiudos os quaes o anuunciante se nao resnonsa-
bilisa. Recife, 26 de julho de 1861.
Precisa-se de 500$ a juros : na ra Direita
n. 8, dando-se por hypotheca urna casa terrea.
Aluga-se um moleque apto para todo ser-
viro : a tratar na ra da mperatriz n. 86, pri-
meiro andar.
A pessos que de ordem do Sr. Antonio
Francisco Coelho, do Ico, se dirigi a casa tle S.
P. Johnston & C, sirva-se tornar a ella, ou an-
nunciar a sua morada para ser procurado.
Erogada de sabbado $8 do o
caatiueriario da rain todo raneo com
a pequera anana rmarella na esta ae lade
eaxnardD, pee pezunho, nariz e alhu pretoa, por
irome Melindro : a peaaoa qne achou, querande
I raatitui-lo, poder lavar ao aletro 4a Boa-Vista,
hoje ra da mperatriz, caaa terrea n. 27, que
perceberl por sea trabalho 105 d gretificaco.
Anda est paaa alugar o terceiro andar da
ra do Aroorim n. 19 : a trataran loja Aa mes-
na, oa raa da Vagada a. 19, primeiro andar.
C0SSVLT01H0 ESPECIAL
01E0PATHIC0
so
a, CAANOVA,
89Ra das Crnzes30
Nesteconsultoriotemsempre os mais]
novse acreditados madicamentospre-
parado em Paria (astinturas) por Ca-
tallan e Weber.por pregosrazoaveis.
Os elemento* dehomeopathito bra.re-
ommendada tDtelligenciadequalquer'
PMNI
Estafara eluiar-ae o segundo an
brad n. 18, tez aWaMtrix aSaato
qoaa pralendaav falsa aa ra das Cave!
do dadosasosansa. t. lata dtreo,
da raa do^uaiBMda para S. Fraedaca.
Eata-aafavanH seasefe asopra com a
casa ierra u. 4, sita na ra da Gallada desta ci-
dade, caja asa fot da fallecida D. AnioDja Hsria
aa Peaha Vxjra ; quem ae julgar Comiteit0 t
referida casa, annuncie par.eata folha no Dr.zo
de ras diae Recife -25 de julho de 1861. v
O Sr. Lolz Marianno de Souza qvl roa Nova n. 7, a aegocio que Iba diz reaUsj,,
HOateot-te un hanwas ara acjr0 fle
urna casa particular, di boas isfarsugol" trala
bem de uaa trera queje tbe entregar, fco^u-
guez: quem precisar Sirija-se ruadofcp...
dor n. 23. y*^
Aluga-se o primeiro andar do sojra()0 da
raa da Lapa n.13; a tratar nss lojas domegmo
Arrenda-se um eaajeaho distante dtkl9 pra^
5a 6 legoas, copeiro, moente e corrente, ^>m boa
casa de vivenda. e boas obras.: na roa Na,ler-
eeiro aadar, por cima da loja Ao Sr. Beker fi
tratar.
M adanca.
-- Joao Antonio C'rpinteiro da Silva, toada
de ir a Europa tratar de negocios de ana familia,
detxa durante sua ausencia, lm dos procurado-
res j constituidos para administraren! os seos
bens, ao capilo Joaquim de Albuquerque Melio,
com procuracao eapecial para treUr das suas
questoes judiciaes, concedendo-lhe na piocura-
co poderes eapeciaes para receberqualquer nova
citacao alem dos meios eoumerados na mesma
procuracao, em poder do qual se ocham todo os
livros e papis tendentes a socieilade que Uvera
com Fraociaco do Prado, os quaes est prompto
entregar deale j aos Srs. juizes arbitros, que
teem de decidir e julgar de liquidaco e partilhe
da mesma extiueta sociedade.
Dentista de Pars.
15-~Rua Nova15
FrederieGautierjCirorgiodenlista.fa
todas as Dporaces da sua arte o colloca
I dentes arlineiaes, ludo com a superiori-
| dada e perfeifo que as pessoasentandi-
|5 das lhereconhecem.
|| Teta agua e psdentifriciosetc
zaftlsffra^^if'>snrMai*'iaraisrnaiama um**
wiMw+1 \\\*y\\\m\\n ai 1 11 p, WJ^SSjgaj^H
Jos Lopes Dias Peixoto, Partuguez, vii
Portugal tratar de sua aaude.
Coziohciro.
Precisa-se de um coziaheiro para urna casa
eslrangeira de ponoa familia : a' tratar na ra da
Cadeia do Recife armazem n. 52.
Pede-se muita altencao.
lima pessoa com a precisa pratica, o com al-
guns escravos oflerece-se para qualquer negocio
de engenho : os senhores de engenho que ihe con-
vier annuncio para ser procurado.
mk
Aviso.
"Anda existe na travesea da ra do Carnario no
bairro da Boa-Vista algumas meias aguas oara
se alugar, as quaes se acham ha poueo acabadas
e piuladas: quem as pretender dirija-se a ra
da Cruz do Recife armazem n. 63, junto a matriz
do Corpo Santo.
A pessoa que e oTorece por este
Diario para qualquer negocio ten-
dente a' engenho : dirija-se a' ra Di-
reita n. 21 primeiro andar.
Os administra dotes da massa fal
lida de Jos Ribeiro Pontes, tendo de
cumprir o disposto no rt. 859 do cod.
do commercio, rogam a' todos os senho-
res credores de apresentar seus titules
no prazo de oito dias aos credores Ar-
kurigth & C, alim de poderem ser cla-
siidados e attendidos nos dividendos,
O Sr. Joao Uypoltto de Meira la-
ma, queira frigirne a prsc penden^a livraria n. 6 e$ que e 1he
precia tallar-
Atieoeo.
k.IS?'""88 'lngar uma Preta 1 aii lavar de
^?A.\f "tf """* oiadade em frente
do palacio do Mane.
Precisa-se de urna ama forra ou escrava para
o trrico de duas pessoas, que aaiba cozinhsr e
engommar : na ra do Queimado n. 39. primei-
ro andar.
Cassino Militar
Pernambucano,
A directora participa a todos os Srs. socios
que se acha marcado o dia 14 do prximo futuro
mez para a terceira partida, e roga aos mesmos
hajam de apresentar suas propostas at o dia 2
de agosto.
A directora lembra aos Srs. socios que, todas
as propostas enviadas depois do dia 2 nao serio
mais aceitas, como frisa o y ao art. 13, assim
como igualmente aquellas que nao tlverem os
preceitos do 6o do mesmo artigo.
Outro sim roga a todas as familias convidadas,
a Qel execugao dos artigos inscriptos em os car-
loes de con viles.
Recife 27 de julho de 1861.
Antonio Vilella de Castro Tavares,
1. secretario.
Igoez Mara das Virgen*, asaistente examina-
da, participa ao respeitavel publico. q>ie mudou
a sua residencia da ra das Trincheins tara a ra
dea Fk>res n 25, aoode nodo ser prooorada a
qualquer hora do dia ou da noile.
Aluga-ae urna casa de um andar com ar-
mazem na ra do Burgos n. 29 : a tratar pa sua
da Qadeia n. 35.
Hotel Trovador.
44Jhia Larga do Rosa-
rio .44.
francisco Garrido pravipe publico %ue da-
ve dissipar-se a modo de caresta queipMa
o antigo proprietario Jos Pires de CarvalHo evi-
tando as consequoncas da careatlo,e como uitos
regiwaea de l se tenharoa fugeqUdo, elle brevioe
que ha p um anno e meio Je acha ftents deste
estabelecimento. Hoje-saacjiamaempre prpmplos
daeoito's ooz horas, lmoco solido a 90O rs
)ant*r #1$000, hospedes, cama e mesa ao^ia Mj
para 41 wmeDt) apcootraro os fregu,,* um
primoroso bilhar chegado ha pouco de Paris
Atteo#o.
Pede-se aos devedores da -loja Ho fi-
tiado Antonio 'Francisco Pereir a quei
ram vir a mesma loja saldarem suas
contas no prazo de 15 dias, do C'mtra-
rio procurarse-ha receber comp lhe
faculta a le. Recife 19 de julho de
1861. '
A tliesouraria das ate-
ras se acha transferida p^ra
a ra do Crespo n. $, p^i-
meato terreo. O thesourei -
to. Antonio Jos Rodrigue^ de
Souza.
Francisco Pereira de Heirelles faz pablico
que no da 24 do corrente vendeu ao Sr. Mao0e
Gomes Pereira a taberna que possuia na rua do
Fogo n. 32-: se alguem se julgar com dirito
qualquer reclamacao sobre esta transfeteBcia
pode entender-se com o annuncianle ou com
comprador da mesma taberna no prazo de.tres
dias. Recife 27 de julho de 1861.
A senhora casada, sem lho, moradora no
largo da Paz, que se oflferece para ama de leite
dirjja-se Fra de Portas, rua dos Guar^anes
n 30, que achara com quem tratar.
iduardo Adour vai a Europa. I
_____Ciompras.
Graoc pechitcha.
A2,10 e0rs. "
Chitas francesas da muito bonitos padroes a
muito bons pannos, pelo baratissimo preco da
320, 240 e 260 rs. o corado ; pa rua do Queima-
do n.Og, na leja da boa fe.
Qaogas francesas tnuita fnaa cam padroes
escurse 480 rs. o covado : na raa do Queima-
do u.r, nalojafratoa K.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber asa no-
ra e apreciarel age embreada, de un aroma ex-
calientemente agradarel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas trague pura
, com que se benha o rosto, resultando dlsso que
1 reirj8c! e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar
n agua de banhe, que o torna mui daleitavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer deaan-
perecer esse hlito desagradavel que quael sem]
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
queso lave o rosto tenha della composico. Cua-
te o frasco 1$, e quem aprecia o bom naodeixar
cortamente de comprar dessa eatimavel agua em-
breada, islo na loja d'aguia branca, na rua do
Queimado n. 16, nica parte onde se achara.
gtecommendaco aos Srs.
9 deengenho.
: Panno azul de superior qua-
2 lidade para roupa de escravos a
900e1$.
urna negrinha recolhida muito bonita e geitosa,
de 14 a 15 annos de idade, e inteiramente inno-
cente ; vende se para aqui e nao para embarcar:
quem a pretender, dirija-se a rua da mperatriz
n. 9, segundo andar.
Campos A Lima.
Na rua do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de cambraia para guarnico de vestidos
por commodo prego.
Cortes de meia casemira de urna s cor, fazeo-
da superior, pelo baratissimo preco de SU cada
um: na rua do Queimado n. 22, na loja da boaf.
Chales de merino estampados a 2#500 : na
rua do Queimado n. 22, loja da boa f.
Brim branco de linho muito fino a 1JJ280 a
vara; na raa do Queimado n. 22, loja da boa f.
Caixeiro.
Precisa-se de um caixeiro que tenha pratica
sufficienle para tomar conta de urna taberna que
s vende para a trra, e que d fiador a sua con-
ducta : a tratar na travessa do paleo do Paraizo
o. 16.
Henrique Dammeyer, relira-se para a Bahia.
Wilherm Marhecine. retira-se para a Eu-
ropa.
Av
so.
35, precisa-se de
coslumes para to-
Roga-se ao Sr. Manoel Patolla e ao Sr. Al-
pido, boleeiros do Sr. Claudio Dubeux, queiram
dmgir-se ao botequim da rua do Imperador n.
16, para realisarem o negocio que nao igooram.
Vicente Lafourcade, subdito Francez, reti-
ra-se para o Rio de Janeiro.
Troca-se por mui pouco dioheiro urna ima-
gen) do Seohor Crucificado, muito perfeita, com
ricos adornos e um rico sudario todo bordado de
ouro fino ; para ver e tratar na rua estreita do
Rosario na loja de ourives n. 6, defronte do
aoares.
Alugam-se 2 pretas para todo o servico de
urna casa, na travessa de S. Jos n. 9 ; assim co-
mo vende-se o seguinte: um chapeo armado,
urna banda, ura par de esporas, urna charlateira,
urna pasta todos estes objectos anda nao foram
servidos e sao proprios para offlcial superior.
j "7na.passa"se porl mezes uma hypotheca
de 4-0005 em um bom sobrado nesta prace, pa-
gando-se mensalmente os juros a proporco que
se forem rencendo para o que se compromette
os alugueres do mesmo sobeado: a tratar na rua
rua das Larangeiras o, 18, segondo andar.
Jos Garrido Ferreira dos Santos subdito
portuguez retira-se para fora da provincia.
Ama para meninos.
Na rua da Cadeia Velha n.
uma mulher de muito bons
mar conta de 3 meninos.
- Caixeiro.
Precisa-se de dous meninos porluguezes para
caixeiros, sendo um para hotel e outro para ta-
berna : 00 hotel Aurora na Boa-Vista confronte
a matriz.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
rua das Crozes n. 35: a tratar na praga da la-
dependencia n. 34
Aluga-se uma casa na Gapuoga
Nova estrada do Jacobina, com pro-
porcOespara offerecer agradavel mo-
radia, sendo que tem terracos em ca-
da um dos lados, com portoes : a tratar
na rua da Cadeia do Recife escriptorio
n.28.
Precisa-se de uma cria-
da : na rua do Vigario n 2.
Aluga-se orna boa ama de leite,
quem precisar dirija-se a rua da Auro-
ra pastando a pontezinha a primeira
casa.
Hoje 25 de iolho furlaram um relogio de
prata foliado, horisonlal, n. 7807: quem podar,
dar infonnacSes a A. AschofT, relojoeiro na da,
mperatriz n 14, ficar bem recompensado.
Jos Antonio da Suva Beiiiz vai a Portu-
gal tratar de sua saudv.
Compra-se um torrador de torrar ca'e um
moinho de moer, tudo em bom estado : que/m tj.
ver e quizer vender dirija-se ao beeco Cargo do
Recife n. 1, novo deposito. i
Compra-se um escrarinho que seja'a pardo
que tenha algum principio de stpsteiro >;ou qu
seja geitoso para aprender : na rua v.b n. 29.
Compram-se moedas de auro de ^.-ff na
rua Nova n. 23, loja. __,
Compram-se moedas de ouro": na rua Nova
n. 22, relojoeiro.
Vendas.
Vendem-se espanadores de todos os nme-
ros, em porcao, para embarcar: quem quizer,
dirija-se a rua da Praia n. 31, segundo andar, ou
loja d'aguia branca na rua do Queimado.
Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de grvalas de differentes gos-
lose qualidades, e por precos taes que em ne-
humaoutra prtese acha, como seja, gravati-
nhas estrellas bordadas a 800 e lg, ditas pretas e
de cores agradaveis a 1$, lJjzOO e 1$500, ditas
com poetas bordadas e matizadas, e lisas de .mui
bom setim maco a 15-500. Pela varieda Je do sor-
timento o comprador lera mui tas de que se agra-
de : na rua do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Julio & Conrado.
Continuam a mandar fazer obras por
medidas pois tem em sua casa um per-
feito mestre alfaiate j bem conhecido
em sua thesoura, recebem toda e qual-
quer obra que nao Oque agosto do fre-
guez ; assim como tem grande sortimen-
to de obras feitas tanto para meoinos
como para homem que vende muito
barato como seus freguezes nao igoo-
ram, caigas de casemira de cor e preta
a 6S.73.8S. 9 e 103, e para meninos
a 33?, 45 e j, paletots de panno de di-
versas cores a 103, 12$, 15$, 209 e 230,
casacas e sobrecasacas de panno muito
fino a 30$, 400 e 50$, paletots de brim
diversos 3g e 40, ditos de fusto o rae-
Ihnr aue ha neste genero a 7fl. paletots
de alpaca preta e de cora a 09, 40 e as
tanto saceos como sobrecasacos, calcas
de brim e Golletea de 30. 30, 40 e 5$ e
outros srtigos que se tornam enfasliveis
em mencionar s com a vista se pode
apreciar seus pronos e qualidades.
Gllmhas.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n. IB,
recebeu-se um completo sortimento de golliohas
de missaaga de todas as cores.
Voadem-se siccos comfarinha de mandio-
ca a 3jJ, e velas de carnauba de superior qualida-
de; na raa Nova n. 48.
Em casa de N. O. Bieber & C, rua da Cruz
n. 4, vende-se :
Relogios americanos de ouro e prata, igual em
quatidade aos melhores relogios inglezes.
Relogios dourados
Correntes para relogios.
Bataneas americanas proprias para armazens,
pesando de meia libra at 3,500 libras, ditas pe-
sando de 1(2 onca at 8 arrobas, proprias para
tabernas, casas de familia, etc.
Carrosas americanas para boi ou cavallo.
Carretas.
Caninhosde mo.
Carros americanos para 1 ou 2 cavallos.
EAMRL
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza rua da Cruz n.tl
Largo do Terco
n. 23.
Vendem-se batatas muito oras a 80 rs. a li-
bra, assim como outros gneros mais baratos que
em outra qualquer parte, nao se diz o preco para
nao espantar!! 1 [a dlnheiro vista).
Vende-se a quarta parle do sobrado de dous
andares e sotao da raa do Padre Floriano n. 91,
a tratar na rua do Queimado o. 52 leja.
Vende-se urna carrosa
rallo: na rua Nora n. 59.
nova para um Ca-
Bonitos toueado-
res de armacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba da recebar mui
bonito* toucadores de armago preta, torneada,
e gareia cam embutidos e machetados que os
tornam mu elegantes, os quaes serven escellen-
temante para aa aenhorea acadmicos, gabiaetes
de sdbboras, solas de dotraz, e de rapazessdllei-
roa, e pelos precos de 8, 9 e 100, sao baralissi-
mos oa -verdade, e qneat os vir na raa do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, ae agradar, a
iofallirelmenle comprar.
VttKaOaalafi
ilnFOiiClrs
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cadanm.
Vendem-se sabonetes de ameodoa para barba,
cada na em aua caitioha de ioac.a a 50r8. ; aa
tua de Queimado, (o* d'aguia branca o. 16.
JAYME
Gabelleireiro tran^ador, edesenhador
em cabellos,
Com seu estabelecimento na rua do Queimado
n. 6,1* andar, continua a receber encommeu-
das de objeetos tendentes'a sua arte, garantindo
perfeioo e mdico preco.
Agoa Imperial
para tarar a cabeca, Kmpar as caspas e evitara
queda dos cabellos.
Vende-a* na rua do Queimado, casa de ca-
belletreiro.
Flores unas a' 1^500 rs. o ramo !!
Vende-se na rua do Queimado, casa de ca-
belleireiro:
Agoa de tingir cabellos.
Vende-se na raa do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Potssa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido a acreditado deposito la rua
da Cadeia do Recife n. 12, ha para rendar a Tr-
dadeira potassa da Russia, ora a de superior
qualidade, assim como tambem cal tirgem em
podra ; tuBo por preso mais baratos do aue em
outra qualquer parte.
Ruada Senzala Nota n.42
Vand-sa am asada S. P. Jonhatoa 4C.
sellinsa ailbas aglazes, cartdaairos a easticaaa
bronzaados,lonas nglasas, fio derala,ehieou
rMBttrOT,arjroritttii,imiospsi'a carro da
as dous cvalos relogios da oara aaienu
mi.
i
loja da landeira
fova loja de funileiro da]
rua da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jet d-j ronsaca participa a
ladea eaaeas traguezea tanto da praa
eoaw de nato, e juaHamarite a respeita-
vel publico, que lomou a deliberado de
baixar o prejo da todas as suas obras, por a
ojo motivo tem para vender am grande I
wrtiaaento de bahoa e bacas, tudo de i
differentes tamanhos e de diversas cores S
aa pinturas, e juntamente an fraude
sortimento de diversas obras, conteodo
bauheiros e amelas grandes e pequeas,
machinas pera catee camas de rento, o
aue permite tender tais barato possiv'el
como seja babas grandes a 49 e peque-
nos a 600 rs., bacas grandes a 5$ e oe-
quenas a 800 rs,, cocos a lJ> a duzia. Re-
cbese um offlcial da mesma officim
para trabalhar.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Patar 4C,
ras do Vigario n. 3 um bello sortimeoto da
relogios de ouro, patente inglez, de um dos-mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
uaa variedade da bonitos tranee!ias para o
mesaos.
Arados americanose machina-
par a lavar roupa: emeasa deS.F. Jos
hnston di C. rua daSenzala n.42.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, rua
do Cabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretes com
enleites de continha, como dourados, e de lindas
titas e Gvelas, o mais Qno que se pode encontrar;
islo na loia Aguia de Ouro, rua do Cabug n. 1 B.
Vende-se um cabriolet novo ; na rua Nova
numero 59.
Para meuioa de escola.
Chapeos de pslha escura, ricamente enfeitados
e por commodo prego : na loja de chapeos da
roa da Cadeia do Recife n. 46.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Des. Radway dC, de New-York. Acham-se
venda na rua da mperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instruccoes completas para se nsarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se veodem a 18000.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvio, a
loja d'aguia branca pouto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria eocommenda as rerdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos es outros ; por isso quam quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se aloja
d'aguia branca, rua do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabo de marfim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'agnia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fim o madroperola i 23 e 2(500 cada uma. Com
urna escora atim eticada faz gosto lirapar-se
os denles, e para as comprar dirigir-se rua
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Raymundo
Carlos Leite &
< Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto s o r I i -
ment das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e lh orados
com ooToi
a perfe i coa-
mentos, fazendo pesponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da mperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carrlteis, linha de todas as cores tudo
fabricado ezprassamente para as mesmas ma-
chinas.
Trinta arcos
SYSTE1A MEDICO DE HOLLOWAY
PILLAS BOLLWOTA.
Esta inestimaveleapacifao, coaaposto inteira,
mente de hervas aediciaaes,aao comea mercu-
rio nem alguma outra sateaoerdelacteria. Be-
rignoi mais traisiuTauela/asr rompierciomais
delicada sginramasM prompia aaaaa*o para
desarreigar o mal na comp1ei?ao mala rlosia ;
e enteiramente innocente em suas operacase f-
eitos; pois busca atemore as doencas de nal
quer especie e grao por mais amigas e tenszes
que se]am.
Eatre milbares de passoas caradas coa aMe
renado, muitas que j esta van as portas da
morsa, preservando em seu oso -. conseguiram
recobrara saude e forjas, depois dehaver tenta-
do inultiraente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a das*
esperaco; facam um competente ensaio dosa
afficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperaro o beneficio da ssode.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes eafermidades:
Febreto dae specie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
fird-r opeis.
Ictericia.
Indigestos.
Inflama ecoes.
Irregularidades
menstrua cao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas ns cutis.
Abstruccao de ventre.
Phtysiea on eonsnmp-
pulmonar.
Retancao deourina.
Rheumatismo.
Symptomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
a 2^000.
Saias balo com 30 arcos a 2$ cada uma, ss-
Datos de burracha para homem a2}o par : na
loja das 6 portas em frente do Lirramento.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja, d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de differen-
tes cores e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a 2}}, 3, 4 e 5jg a peca, pregos
estes que em nenhuma outra parte se acham, e
s sim na rua do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
A 4f, 4^500 e 5J.
Cambraia lisa multo fina a 4 a pega com 81t2
varas, dita muito superior a 5*. dita tambem
muito fina com aalpicos a 4600; na rua do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porga o de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e aa asl
vendeadoa 19500 cada uma ; a ellas, antes que
se acabem, pota s as ha na loja d'aguia branca,
rua do Queimado n. 16.
LtrVasde fina camursa
pai* militares ecavalici-
ros.
A^a d'aguia branca acaba de receber de sua
eaeaaaaoenda mui finas luvas de eamursa, o que
v5K.WQ!552?^r,w,M 4sro, a as est
JiSa 2*500 o*" >' os senhores offlciaes e
5fJ f.08 2 vista de roa finura a daraQaa, e para as
oorwytirigirem-se roa do Queimado. loa da,
aguia%ranca n. 16. Adverte-ee que a quarrtidade
e pequea porliora, e por Isso nlo demorem.
Coral de raiz
Ven6b-.ee maHe boa toral de rata, a o 1|:
ua rafe 6o Qaeiaado, loja d'aguia branca a. 16.
Accidentes epilpticos.
Alporeas.
Am polas,
?reas (mal da).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extenua-
5S0
Debrridada ou falta de
forcaa para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degargants.
-^de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Dias venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febra biliosa.
Febreto intermitente.
Vende-se esus pilulas no esubelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e ns loja ds
todos os boticarios droguistaeoutraspessoss edo
earregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinbas a 800 rs. cada
uma dallas, contera uma instrucclo em portu-
guez para explicar o modo de se usar desias pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pbarmaceutico, na roa da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
Vende-se o engenho Pao-sangue, situado a
margem do rio Serinhem. distante urnas 600
bragas da eslaco da Gameleira, com uma safra
ao corte, alguna escravos, bois, etc., tendo ex-
cedente cercado e ptimos partidos de varzea pa-
ra mais de 2,000 pies annualmente, e estando
hoje acrescentado com algumas trras que foram
do engeobo Gameleira. Recebem-se em conta
predios nesta cidade, e os pretendentes podem
entender-se com os Srs. Marcelino & C, em sua
loja na rua do Crespo.
Um bom negocio para os lo-
gistas.
Vende-se uma escrava moca com algumas ha-
bilidades e sem vicio, a troco de fazendas : quem
a pretender por este negocio, dirija-se a rua das
Trincheiras n. 7, que achara com quem tratar.
Gestinhas de Hamburgo.
S na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n.
IB, quem recebeu um completo sortimento de
lindas cesliohas de todos os tamanhos proprias
para menints de escola, assim como maiores cem
tampa proprias para compras, balaios proprios
para costura, ditos proprios para faqueiros, ditos
muito bonitos para brioquedos de meninos, di-
tos maracas piotadiohos que se vendem por'nre-
cos muito baratos-
Ka Z (le coral.
Pa loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n. 1 B
vende sea verdadeira raiz de coral a900rs. o fio!
Caixinhas com msica.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n. 1
B, chegado de sua propria eocommenda muito
lindas caixinhas de costura com msica, proprias
para mimo, que se vende muito barato.
Ricos espeJhos.
Na leja d'aguia de ouro, rua do Cabug o. IB
recebeu de sua propria eocommenda um comple-
to sortimeoto de espelhos com excellentes vidros
e ricas molduras dourados proprios para sala, as-
sim como de outros tamanhos, que s visa do
freguez se far prego.
-- Riscadinhos ae linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na rua do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Enfeites de flores para ca-
samentas e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vao a casamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os pregos sao 8B,
10 e 12. porm quem apreciar o norn conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a rua
do Queimado, lojad'agoia branca n. 16.
HHB^HHMHHHaK
g Julio k Conrado.
Receberam os melhores chapeos ]
*de alpaca para chuva esol e vendem
muito barato, assim como de seda
que vendem por 6$.
Pechincha
Armazenada
de Pars
DE
Hgate
la da Impetatrra, outr'ora aterro 6a Boa-Vis-
ta, loja armazenada de 4 portas n. 6, recebeu
novo sortimento de fazendas de gosto, entre el-
ricos chales da grox com ponta redonda e
Ota am. RSa de merina tambem de pona
_JonSa para jados 08 aveoea, os riooa cortes de
vastidoa brancos de 5 e 6* eetio te aeaaanda.
rtfcas cobertas par cama de trot a 10f, risas
iUs rara coberta deOepon a 6 0 trovado, st-
cos gostos de castas ax tizadas a 280 e 320 ra. a
I ^tarretee crSae W6aSa ceta^tXs
\ bailo de novo gosto e de arco miudot, coa Uta
, io 4a* ** d*
i mu
aaa
_






JUiOMiaei.
(*
n -ii
Cwaes lapMados
a 500 re. amasso.
Veudem-ee maseaaees de> asnea lepidadee
SOOrs. m Miaba*** a. taV
24 rs.
Uu escuras da padres modernos melhor
que tem sppsrecido, de liadas cores, a 240 rs. .
na roa do Queimado d. 39, leja de 4 portas.
Libras sterlinas.
Vende-se no escriplorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Travessa do Pires n. 11.
Josees Grosjean em sus alema vea* 1 ca-
briole! novo, 1 carro americano para 1 cavallo,
1 cabriolat a bom estado, que vende muito em
conta, auim como encerado preto a 2^300 o co-
rado, e comprando em pega ha de ser mais ba-
rato.
Atten^o.
Na rea do Trapiche n. 46, em casa da Roitron
Roolcer & C., existe no bow sortimento da ll-
anas de coree e brancas em carretela do melhor
abricaate de Inglaterra, as qaaea s Tendera por
precoe mu razoa veis.
SSf
DESTINO
E muito barato.
Mantelete! de fil preto muito superiores a 89;
na ra do Crespo n. 10.
Damasco de seda.
superior a 3*500 ; aarusdoGmao n. W.
Massinhos de coral
a 500 rs.
So na loja da aguia de ouro,
ra do Cafcug n. 1B.
Vsadem-ae massinho da coral muito fino a 500
t
Lila preta,

BE
Jos Dias Brandao.
5Ra da Litigela5
O ooto destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza a tt a libra,
dita franceza a 700 rs.. h prato a 1|400, nea-
saa a 560, conservas inglezas e portaguezaa a
700 rs., aletria, talharim e macarro a 400 rs. a
libra, toucioho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe d
postas a 1JI400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5* a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
6*800 a duzia, tanto em garrafacomo am meias,
er vil has francesas e portuguezia a 720 rs. a lela,
spermacete de 4. 5 e 6 am libra por prego mui-
to em conta, vinho do Porto engarrafado fino
tjrelho) a 1*500 rs., vinho de Lisboa a Figueira a
550 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. agar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornara eofa-
donho aos freguez.es. (Dinheiro vista.)
Lindos cabazes
de palha fina, ou cestinhas
para meninas dees-
cola.
Na leja d'aguia brinca se acham mu lindos a
delicados cabazes de palha fina, ou cestinhas en-
feitadas, propras para as meninas de escola, ou
mesmo para costura de senhoras, e custam 4 e 5*.
o que baratissimo vista da perfeico e bom
gosto de taes obras, as quaes se vendem em dita
leja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
FUNDIDO L0W-10W
Ra da Senzalla Nova b.42,
Neste as taba lee i ment contina ahaverum
completo sortimento de moendasemeias moen-
das para engenho, machinas de vapor a taixas
te farro batido e coado, da todos ostamanhoj
para dito,
A 12#000
a duzia de toalbas felpudas superiores ; na ra
do Queinaado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se ura sobrado de dous andares e
sotao na roa de Saeta Rita : a tratar na ma das
Cruzas n. 10.
res o masco.
Tachas e mocadas
Braga Filho G., tem serapre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um graade sor-
manto de tachas e moeadas para angenho, da
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no memo deposito ou na ra do Trapiche
n. 1.
Vende-se o engenho Tiriri, sito na comarca
do Cabo, com as proporedes seguintes: dista da
estrada de ferro urna legos, e porto para embar-
que em distancia de 200 bragas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muitos terrenos para se
abrrem com facilidade, ha grande cercado e
muitas matas Esta engenho novo ebem obra-
do ; a tratar na ra da Praia o. 47, segundo an-
dar, ou do engenho Cafund, sitio em distancia
de meia legoa da estsgo de Olinda com o abaizo
assignado.Joo Paes Brrelo.
A 8#000.
Chapeos de castor branco, fazenda mnito boa,
os quaes se vendem pelo diminuto prego de 8f
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
boa fazenda, a 186 rs. o corado.
Cortes de casemira de cor fina a 4$.
Ditos de collele de gorguro, bonitos padres, a
2*000.
Panno fino superior, cor de azeilons, a 4*000o
covado.
Casemira preta fina a 2* o covado : na ra do
Crespo n. 10.
Proprios para minios de me-
ninos
Na loja d'aguia de ouro, rna do Cabug n. 1
B, recebeu um ompleto sortimento de bonecos
muito intereseante que dando-lhe corda anda
urna milrn por hora, que veedo-ae-lhe suas ha-
bilidades nieguem deixer de comprar, peto ba-
ratissimo prego de 10 a 15*000.
Vcnde-se am lindo mulatinbo de 8 para 9
annea ; na ru de Apolle n. 30, do escriptorie do
Sr. Octaviase do Souza Frange.
Na ra da Cruz o. 9, rendem-se refrescos
gasosos a 160 rs. a garrafa.
Vende-te carvao animal em p para reBna-
ria por 1*200 a arroba ; na roe de Apollo o. 6.
Vende-se am linde- moleque proprio para
pagem : a tratar na ra da Crua n. 21, armazem.
Entrc-meios
os melhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca recebeu um expleodiflo
sortimento de ntremelos de delicados bordados,
e gostos inteiramente novos, com differenles lar-
guras, do mais estreito at mais de 1|2 palmo,
suas iversas applicagees escusa dizer-se porque
todas as senhoras sabem : os pregos seo de 1 a
5* a pega conforme a largura, e tal a bondade
delles que qnem os vir e apreciar o bom, iofalli-
velmeole os comprar: na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado n. 16.
***% earlxiV ^eTisas' aviua> aven* e>iX)-e< aVanmi Wm*W arlB^ ivbj* WWF* wwk

Atleiico 1
[Fazendas e rou-|
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
PBSB
PORTO
Nozs
a 3| a arroba, e a retalho a 120 ri. a libra ea-
de-se do armazem progreaao, largo da Penb no-
mero 8.
Attenco.
Ricos certas de aeda de 100*. pelo diminuto
prego de 30* por ter am toquezinho de mofo:
no armazem de fazendas da ra do Queimado nu-
mero 19.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na laja d'aguia branca se acha mal noros e
delicados chapeozinaos para baptisados obra
mu peafeita e bem eofeitada, sendo cada um em
sua bonita caixinha, e pelo baratissimo prego de
6, ninguem deiiar de os comjSrar : na loja d'a-
guia branca, rna do Queimado d. 16.
Vcnde-se povgo de quintaes de ferro em
vergalbas quadrados de varias grosauraa e
chumbo em barra ; no armazem da traressa do
Carioca n. 2.
Progressivo
Progresista.
Vende-se nos armazens do largo de Carmo n.
9, e ra das Cruzes n. 36, manteiga ingleza flor
da safra velha a 800 e a 1*. da nova chegada l-
timamente em barrister abatimento, effiaoea-se
sor manteiga que outro qualquer nao pode rao*
der por menos de 1*440, (nao serrindo isto det
offensa aos nossos collegas.
Ao chales de
groxe.
Na ra da Lraperatriz, outr'ora aterro da Boa-
Vista, na loja armazenada de 4 portas n. 56, re-
cebeu-se pelo ultimo vapor francez um completo
sortimento de fazendaa proprias para senhoras, a
ser : manguitos bordados com manga a balo a
2j o par, diloa de fusto com botozinho de lin-
dos gostos a 3* e 3*500, ditos de linho muito fi-
nos a 4* e 4,-500, lodos sao bordados e o melhor
gosto que ha nesta fazenda, eorpiahos bordados
para meninos e meninas a 1*. tiras bordadas a 1
entremeios para enfeitar vestidos braacos a 1* a !
pega, cortes de vestidos bordados dos lados a!
4g500, ditos de babadoa a 5 e 6*, ditos bordados'
muito fiaos e enfeilados com pegas de ntre-
melos muite ricos de 2 e 3 babadoa a 8 e 10* o
corte, corles de riscado francez a 2*. covado do
mesmo 200 rs., chitas francezasa 240. 260 e 280
o covado, cambraias brancis finas a 2*500, 3$ a
3*500 a pega, ricos chales de groie com ponta
redonda e borlla a 8$, cobertaa do mesmo gesto
a 10/, chales de merino tsmbem de ponta redon-
da para lodos oa pregos, ditos eslampados a
2*500, saias de balo de novo gosto de arcos
miudos com fita larga dos lados que sao melho-
res do que os de fusto a 3* a 3*500, ditas para
meninas a 2*500 e 3*. A loja armazenada de Pa-
riz se acha aborta das 6 horas da manha s 9
da noite.
Batatas
em sigos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
IgOOO rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : rendem-
se nicamente aos armazens Progresso e Pro-
gressista no laago do Carmo n. 9, e ra das Cru-
ces 36, tambem tem grande porgo de quei-
jos prate que vendem a 560 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de recebar de sua
propri* encommeoda a bem conhecida eprovei-
tosa opiata ingleza para dentes, cuja bondade
apreciada por todos quantoa della tem usado, e
ser mais por quem quizer conservar as gengivaa
em perfeilo estado, assim como a alvura des
dentes; cusa cada caixa 1*500, e por tal prego
so deiiaro de comprar quando a nao acharen)
mais oa loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Feijao de corda
No armazem de Tasso lrmos, ra do Amorim
numero 35.
*%
s Na loja de marmore *
Vende-se muito barat
Para senhoras.
i
AUencao
Vendem-se caixoes vasios proprios
para baliuleiros.funileiros etc. a 1$280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem os tem
para vender.
w
Julio (Conrado;
Vendem bellos vestidos de filma-
tisados tanto de 2 saias como de
folhas a ID*, para acabar.
o & .
Aranaga* Hij
vendem oncas de ouro: n a ra
do Trapiche n. 6.
Relogios patente inglez a 170$, em
casa de Julio & Conrado, assim como
ricos aderegos de diversas qualidades
que vendem barato por quererem acabar
com o negocio de ouro.
Lindas eaixinhas
com necessarios para costura
Acaba dechegar para a loja d'aguia branca mu
lindas eaixinhas matizadas, com espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
tudo praliado e de apurado gosto, emflm urna
caixinha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer seohora a possuir, e vendem-se a
10* e 12* : na lo,a d'aguia branca, rna do Quei-
mado n. 16.
Enfeites de cabeca.
Na loja d'aguia de ouro, na do Cabug n. 1 B,
chegadoum completo sortimento de enfeites
para seohora, sendo ultima moda, que se rende
mais barato do que em outra qualquer parte.
Paraossenhoresi
padres.
Meiaa de laia muito elsticas por 1S o
par : em casa de Julio & Conrado.
-48- Ra da Imperatriz48fl
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
de roupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de palelots
de alpaca preta e de cores a 3* e 3*500,
ditos forndos a 4* e 4*500, ditos franco-
tes fazenda de 10* a 6a500, ditos de me-
rino preto a 6*, ditos de brim pardo a
3J800 e 4*, ditos de brim de cor a 3*500,
ditos de ganga de edr a 3#500, ditos de
alpaca de la smarella a imitago de pa-
lha de sed xa 3*500 e 4*. ditos de meia
caaemira a 4*500, 5$ a 5*500, ditos de
casemira saceos a 13f, ditos sobrecasacos
a 15#, ditos de panno preto fino a 20*,
22$. 289. ditos brancos de bramante a
3*500 e 4*. caigas de brim de cora 18800,
2500, 3*. ditas brancas a 3* e 4*500, di-
tas de meia casemira a 3*500, ditas de
casemira a 6*500, 7$500 e 9*, ditas pre-
tas a 40500, 7500,9 e 10*. celletes de
ganga franceza a 1*600, ditos de fusto
29800. ditos brancos a 2g800 e 3*, ditos
de setim preto a 3*500 e 4*500, ditos de
gorguro de seda a 4*500 e 5*, ditos de
casemira preta e de cores a 4*500 e 5*,
ditos de velludo a 7*. 8$ e 9*.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam caigas, colletes, pa-
letots, camisas a 1*800 e 23, ditas de fusto
8 2*500, chapeos francezes para cabega
fazenda superior a 6*500, 8g500 e 10*.
ditos de sol a 6$ e 6*500, ditos para se-
ohora a 40500 e 5*. Recebe.m-se algu-
mas encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Ricos cortes de vestidos de seda es-
coceza superior a 14*, novidade em corte
de chita achanulotada de ricos padres
com 14 covados a 5*. chales de merino
estampados de bonitos gostos a 65500,
cambraia lisa de Escocia com 19 varas e
de vara da largara a 4*. 4*500 e 6*. su-
perior bramante o melhor que ha a 28 e
2*200 a vara de 4 larguras, sortimento de
meias para meninos e meninas a 2*800 e
38 a duzia, cambraia de salpico muito fi-
na a 700 eftOO rs. a vara, chitas sortidas
francesas a 240, '260 e 280 rs o covado a
outras muitas fazendas por pregos com mo-
dos.
sfiGaatt-stMie eifi et&at&aaBSattan'
**% wmrm vrnv aranw evaajw vbuw mmw ara eTc"BT aVAV wWeT
Luvas deJouvin.
Na loja da Boa F, na rus do Queimado a. 22,
sempre seeocontraro as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para homem como para ae-
uhora, por serem recebidas por todos oe vaporas
viudos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
prego de 2(500 o par: aa mencionada loja da Boa
F, aa ra do Queimado n. 22.
para vestidos de senhora e
roupinhas de enancas.
Na loia d'aguia branca se enconlra um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e de cores, proprias para enfeitea de vestidos,
aisim como urna diversidade de galo de seda e
linho, brancos e de cores, abertos e fechados, lar-
gas e estreitos at o mala que possivel, trangas
tambem de seda, la e linho, de ditlerente qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas : por isco quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
braoca, na ra do Queimado n. 16, quesera bem
servido.

fiMHl
pechincha.
muito incorpadas, cova-
com bollo para
s
i
t
:
e
Sedinhas de quadros
do a 800 rs.
Golinhas de fusto bordadas
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com botao a 500 rs.
Manguitos s balo com punhos e gola borda-
dos com botozinhos a 3*.
Manguitos a balo com punho o gola a 2*500.
Baldes elsticos a 3* e 3*500.
E outras mais fazendaa muito baratas : ns ra
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Fer-
reiros.
Julio k Conrado.
Vendem um preto de meia idade
bom cosioheiro e urna preta da Costa
por barato prego : na rea de Queimado
a. 48.
efitai
Gravatiohas estreitas.
Vendem-se superiores gravatiohas estreitas de
aeda, nao so pretas como de eores, pelo baralis-
aimo prego da 1* ; aa ra do Queimado n. 22
loja da boa f.
E'de graca.
Ricas chapelioaa de seda para senhora, palo
baratissimo prego de 16* cada ama : oa roa do
Queimado o. 22, loja da boa fe: (a ellas,que sao
poueaaj.
fortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos corles de vestidos braacos
bordados com 2 a 3 babadoa a 5* : na ras do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Grandes colchas
do fastas adamascadas, pelo prego de 6| cada
a* ras ae Qaeimado a. 19.
Roa do Queimado]
numero 48.
Julio i Conrado receberam pelo
ultimo paquete ricos enfeites a Ga-
ribaldi, pretoa a de eores tanto para
seohora como para meninos, conti-
nuara a vender sapatoa da trangs
tanto para homem como para se-
nhora a 1* o par.
pechincha
A' imperatriz Eugene.
Finos cortes de cassa franceza de duas saiaa e
de 7 babados, com 10,15 e 16 jardas a 38500, 4*
e 58 : aa ra do Queimtdo n. 44.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Palotots de panno preto a 22*, fazenda fina,
caigas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim a de ganga, ditas de brim branco, palelots
de bramante a 4*. ditos de fusto de cores a 4|,
ditos de estamenha a 4 J, ditos de brim pardo a
3*, ditos de alpaca preta aaccoa e sobrecasacoa,
dolletes de velludo pretos e de cores, ditos de
eorgaro de seda, gravatas de linho as maia mo-
bernas a 290 rs. eada ama, collarinhos de linho
gauliima moda, todas estas fazendas se venda
paratopara acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manha at as 9 da noite.
Tabaco
americano em latas, chegou nova remessa do me-
nor e mais novo: no centro commercial, roa da
Cadeia do Recife n. 15, loja de Jos Leopoldo
Bourgard.
Molas para balo.
Na loja d'aguia de ouro, rna do Cabug n. 1 B,
recebeu de sua encommeoda as verdadeiras mo-
las para baldes, que se vende a 200 rs. a Tara.
Largo do Terco n. 23.
i, Vaade-aa manteiga iaalasa pereitamente flor
a 18 a libra, franceza a 689 a libre, e de 4 libras
para cima a 640 a libra, afiangaada-ss a boa qaa-
Udade de qualquer genero que abe comerado nes-
te estabelecimenjo, a dinheiro vista.
Cachimbos
Biccs vestidos de seda moirantic.
Ditos dito de dita grod-frie.
Ditos dito de dita babadinhos.
Ditos dito de dita dous folhos.
Ditos dito de dita phantasia.
Ditos dito de dita bareja-babadinhos.
Daos dito de dita cambraia braceos bor-'
dados.
Ditos dito de dita pretos tecidos avellu- '
dados. '
Ditos dito de dous folhos babadinbos.
Riiuissimos vestidos de tarlatana brancos.
Ditos ditos de blonde para casamentos.
Ditos leques de madre petla.
Ditos ditos de sndalo.
Bisas pelerinas de renda e seda.
Manteletes do fil pretos.
Dites muito rices de velludo.
Ricosbournusbeduinas para aahidas de
bailes e theatros.
Bicos chapeos de palha de Italia.
Ditoa ditos de seda.
Gollinhas, manguitos e camiainhas de to-
das as qualidades.
Saias bordadaa de algodo.
Ditas ditas de linho.
Ricas sombrinhaa de seda muito modernas,
Enfeites de flores.
Ditos de froco.
Ditos de fita.
Para senhoras.
seques de la.
le tartaruga,
bfalo com enfeite.
dito sea, eof.ite.
merino muito modernos.
Ditos de cachemira bordados.
Ditos de touqnim.
Drtua de froio.
Bicas mantas de blonde para casamento.
Camilas bordadas muito finas.
' Meias de seda muito finas.
| Ditas de dita pretas finas.
| Enfeite de vidrilho preto.
* Ditoa de ditos de cores,
av Lengos de labirintho.
Fronhas de labirintho.
Toalbas de labirintho*
Lengos de linho bordados.
9 Gravetinhaa muito modernas.
Plumas brancas e da cor.
Fitas de seda de apurado gosto.
Franjas, casesrrilhas, tranga e rifa
estreitas de seda.
Para homens.
aj Palelots de panno fino. <
ae; Ditos de caaemira. 4
0 Ditoa de brim lona (brancos.) <
% Ditos de brim de cor. I
% Caigas de casemira de cor e de padres de <
e*B) muito gosto. 4
Capas de guta-percha. I
aj Ferneiras de dita. i
ej Caigas de dita. 1
% Capuches de. dita: i
Sfelas de cor. (
Golletes de casemira. <
9 Ditos de la e seda. (
aj Ditos brancos. I
aa Ditos de velludo preto.
am Ditos de dito de cor. I
S Calgedo Meli. i
Dito de vaqueta. i
Dito de duas solas. i
Sapatoa entrada baixa.
Chao eos de lontra.
Ditoa de castor branco.
Gravataada renda a Garibaldi.
Ditaa de setim.
Ditas de gorguro e seda.
Golarinhos dos mais modernos.
Camisas de linho inglezas.
Ditas ditas francesas.
Para meninos.
Ricos vestuarios de sods.
Ditos ditos de la.
Ditos ditos de fusilo.
1 Ricascamisinhas bordadaa para baptisado.
1 Ricos sapalinhos enfeilados para bapti-
sado:
1 Bonetes de todas as qualidades.
1 Chapeosinbos de palha de Italia.
1 Casaveqaes de la.
1 Extracto de saodalo muito fino.
1 Esseacia de sndalo muito fino.
Caiiinhas de tartaruga.
Carteiriohae de apurado gosto.
Ricos jarros com banha.
Um grande sortimento de rkfnissimos
-uadroa a olea.
Rios traneparentes para janella.
Caiiinhas muito ricas proprias para guar-
dar jotas.
Banha muito fina a Garibaldi.
E outras muitas fazendas e perfumaras
que asilamos de mencionar, per haver
am grande sortimento;
Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecas da eamursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com aaia bailo, etc., ate.,
vista do que, e de sua murta durago sao bara-
tissimas a 18200, barato assim s se encontra na
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Pencasdeaco
inglezas, caligraphicas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommeoda as verdadeiraa peonas de ago ingle-
zas, caligraphicas, cuja superioridade est deci-
dida, e anda assim contina a vende-las a 2* a
caixinha : na loja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Molas para balo.
No armazem de fazendas de J. J. de Gouveia,
ra do Queimado n. 29, exislem as verdadeiras
moles para balee, que se vende a 160 rs. a vara.
Farm ha.
Vendem saceos cem farinha a 2* e 1*800, pro-
pria para arranjos de familia e para o sustento
de animaes, como sejam galliohas e porcos, bou,
cavados, etc., e tambem se precisa alugar urna
preta para o servigo de casa ; paga-se bem: as
taberna grande da Soledade.
Queijo de coalba a 560 rs. a
libra
Vende-se na ra das Cruzes n. 24 esquina da
travessa do Ouvidor.
Relogio e correle de ouro
patente inglez vende-se por grande preciso de
dinheiro por menos do seu valor 808, no ,arB
da Penha n. 6.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a melhor que tem
viado a este mercado a 8*500 a arroba a prazo
ou a dinheiro : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cife n. 7 ou na ra da Imperatriz n. 60.
Genebrada Hullanda em bo-
tijas.
Vende-se na casa de Brender a Bran-
dis & C. : na ra do Trapiche Novo nu-
mero 16.
gRua do Crespo n. 8, loja de
A portas, admira a pe-
chincha
Laa para vestidos fazenda que
S outr'ora custava 8t)0 rs. o cova-
do vende-se a 240 rs., dao-se
amostras com penhor.
SABAO.
Joaqun) Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de fra, que tem
exposto venda sabode sua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
caalanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples em mistura alguma, como as da
eoanposico.
Grande pechincha a 91.
Paletots saceos tic casemira muito
bem eitos com abotuadura de madeira
a 9$ cada um : na ra Nova n. 42, de-
fronte da Conceicao dos Militares.
Oncas hes-
panholas.
> armazem de Ai
i da Asaembla n.
Vende-se
Vendem-se no armazem de Antunes Guima-
raes & C largo da Asaembla o. 15.
por
1 cavallo novo de cor alazao, gordo, bonito,
barato prego : na ra do Crespo u. 10.
A 2.500 o eovado.
Dama*co de seda boa fazenda, encarnado, eflr
de canoa e branco.
Manteletes de fil preto enfeilados com bico a 5*.
Damasco de la com 6 palmos de laraura cova-
do a 1500.
Chales de merino bordados a velludo superior
fazenda a 8*.
Cortes de casemira de cor a 3*500.
Setim Maco superior a 28500.
Casemira preta setim 9uoerior a 2*500.
Pegas de indiana finissiroa com 10 varas a 88.
Na ra do Crespo loja n. 10.
Vende-se ou permuta-se por casas terreas
um sobrado de um andar com bastantes commo-
dos e em bos ra : a tratar nos Coelhos, ra dos
Prazeres n. 30.
Trapiche
BABVOUVRAHEMO
Largo da Assembla n. 15.
novo es-
t
Riquissimo sortimento de cachimbos de ma-
deira a640 rs. cada um : no centro eommercial,
ra da Cadeia do Recife n. 15, loja de Jos Leo-
poldo Bourgard.
Suspiros.
Charetos suspiros verdadeiros das fabricas de
Jos Portado de Simas e Francisco Jos Cerdoso
a(4 o cento ; ns roa da Cadeia do Recife a. 15,
ao centro commercial.
Roio francez.
Chegou o superior rap rolo francez em meios
beles : aa rea da Cadeia do Recite o. 15, loja do
caetro comaiercial, de Jos Leopoldo Bourgard.
Venda de propriedades
Tendera-se as casas terreas sitas na rna airas
da matriz oa Boa-Vista n. 30 a 32, Rangel o. 79,
e ra do Fotte n. 26, todas coas aolos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza,
ra do Queimado Q. 12, primeirc andar:
Urna boa escrava.
Vende-se urna mulata de muito boa
encocan, coziaha,
man servigo de am
Aurora n- 66.
conducta,
lava sanito bem, e faz todo
ana casa: a tratar aa na da
Enfeites de bom gosto po-
ra senboras.
A loja d'aguia branca est recenlemente pro-
vida de um completo sortimento e 'enfeites de
bom gosto para seDhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torgal com franjas e borlaa,
outros tambem de torgal de seda enfeitados com
aljofares de eores e borlota ao lado, outros de
troco iguaimeuio ufeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um apurado gosto o pertei^Su,
os pregos de 8* e 10* sao baratos vista das
obras ; alm destas qualidades ba outras para
3* e 4* : isso na na do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Vendem-se muito em conta quarlolas de
muito boa qualidade, proprias para deposito d'a-
gua em casas particulares e sitios, e tambem por-
go de loneis grandes de boa madeira, que sao
ptimos para depsitos de mel, e pira as distila-
coes dos engenhos, os quaes se vendem a dinhei-
ro ou a prazo, conforme se convencionar: para
ver tratar, na travessa do Carioca, armazem nu-
mero 2.
Capellas para noivas,
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegado o sortimento de capellas com palma o
mais uno que se pode encontrar para noiva, as-
sim como de cores, que tudo so vende por pre-
gos muito commodos.
A 2$ o curte.
Cortes de riscado francez com 14 covado pelo
barato prego de 2* : no armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Algodafl
azul americano,
Vende-se overdadeiro algodo azul america- I
ne.em caixase a retalho : na ra da Cadeia Ve-
lha o. 85.
E'chegado a loja do Lecomte, ra da Im-
peratriz n. 7, o excellente leite virginal de rosa
branca para refrescar a pelle e tirar pannos, sar-
das e espiobas, igualmente ao afamado p impe-
rial do lirio de Florenga para borloejas e asperi-
dades da pelle, conserva a frescura e o avelluda-
do da primavera da vida.
Ra da Imperatriz n. 7.
As verdadeiras luvas de Jouvin de todas as
cores.
Sndalo, ra da Imperatriz
numero 7.
Ricas pulseiras, bengalas, leques, botes, car-
teiras, etc., etc.
Ra da Imperatriz n. 7.
Caixas com frascos para Ungir os cabellos em
10 minutos, como tambem se tinge na mesma
loja.
Ra da Imperatriz' n. 7.
Caiiinhas com p e polidores para lustrar as
unbas.
500 rs. um corte e frisamento
de cabello.
RA DA IMPERATRIZ NUMERO 7.
Recebeu-se um official de Paris.
Este eatabelecimento est boje as melhores
condigdes que possivel para satiaazer as en-
commendas em cabellos no mais breve possivel,
como sejam : marrafas a Luiz XV, Cadeias de
relogios, pulseiras, anneis, rosetas, botes de
abertura e de punho, memorias, alfinetes, etc.,
cabellelras de toda a especie para borneas e se-
nhoras, lava igualmente a cabega a moda dos Es-
tados-Unidos, sem deixar ama s pelicala na ca-
bega, para satisfazer oa preteodeotes os objectos
am cabello serio fetos em sua presenga, ae o
desejarem, e achar-se-ba sempre urna peasoa
disponivel para cortar oa caballos e pontear as
senboras em casas particulares.
Ha continuamente para vender neste
tabelecimenlo o seguinte :
Cera de carnauba em porges ou a retalho,
qualidade regular e superior.
Cebo do Porto em eaixinhas de 1 a 4 arrobas
Barricas com cebo do Rio Grande em porces
ou a retalho.
Velas de carnauba pura em eaixinhas de 1 a
2 arrobas.
Meios de sola differenles quilidades em porcrs
ou a retalho.
Courinhos cortidos.
Farinha jo mandioca por 18500 a sacca.
Farello em saceos grandes por 3g80O a sacca.
Attenco.
Vendem-se uns terrenos em Santo
Amaro, proprios para ediGcar-se : a tra-
tar na praga do Corpo Santo n. 21, loja
de cabos.
Vende-se superiores vidres com
ac para espelhos de diferentes tama-
nhos, bem como molduras douradas, e
pretas fngindo Jacaranda' tudo de mui-
to gosto : na ra da Cadeia do Recile
n. 7 loja de miudezas, de Guedes &
Gonsalves.
VeDde-se urna escrava robusta com varias
habilidades : no pateo de S. Pedro n. 16.
Vende-se farelo chegado ltimamente de
Lisboa, em saceos grandes ; na ra do Vigario
n. 19, primeiro andar.
Aos tabaquistas.
Lengos finos de cores escuras e fixas a imita-
gao dos de linho a 5* a duzia ; na ra do Quei-
mado 0.22, na loja da boa f.
Escrayos fgidos.
ra
-- Acham-se rugido ua esclavos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em setembro do anno proxim-
passado, com os signaes seguioles : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos prelos
annellados; e Luiz, cabra, natural do li, fugio
do em margo deste anno, e com os seguintes sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muilo pou-
ca barba, ebeio do corpo, ps grandes, com al-
guna signaes de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppoe-se este escravo estar occullo por
ppssoa que o proteje, pelo que protesta-so contra
quem o tiver feito : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der nolieia a seu seohor Jeo
Jos de Carvalho Horaes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Desappareceu no dia 13 do correte, do s-
lio do S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com os
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
pnedade do Sr. Maooel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqu fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes a a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lono
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche d. 15
a Jos Teixeira Basto.
Fugio o escravo Torquato de cor parda natu-
1 do Para no dia 30 de juoho prximo passado,
o qual pedreko e trabalha tambem de alfaiate,
cosluma embebedar-se muito amiudo, tem d
idade trila annos pouco mais ou menos, e altu-
ra regular quem o pegar leve-o a ra do Apollo
n. 8 que ser gratificado.
AusentOu-se da casa de sua senhora o es-
cravo de nome Jos, idade de 40 aonos pouco
mais ou menos, de nago Costa, levou vestido
caiga de brim de quadros, camisa de algodo azul,
chapeo de palha, tendo por signal o seguate :
um dos dedos do p direiio acavalado sobre outro
prximo, tem por cosime fallar baixo, estatura
regular, tem aos bragos ao p dos hombros ta-
lhos signaes de sua naeao, e rosto limpo quer
de marcas quer de barba, fugio no domingo 21
do correle : quem o pegar queira leva-lo a casa
de sua senhora Da ra da Imperatriz n. 75, ter-
ceiro andar, que ser recompensado a vista do
seu trabalho.
Fugio do engenho Barra da freguezia de
Barreiros, na noite de dia 20 para 21 de maio
ultimo, o esenvo Maooel, pardo, representa ter
40 annos, chelo do corpo, alguma cousa caDga-
lha das pernas, ps proporciooaes ao corpo, ca-
Dello3 crespos, um pouco bicudo quando est
serio, trabalha de sapateiro, e levou nao s ca-
misas como parte dos p6rtences do dito officio.
Suppoe-se ter seguido para o serlo do lc, em
procura da fazenda da Batalha pertencente ao
Sr. Antonio Luiz de Sant'anua^ que depois pas-
sou a seu filbo o capito Bernardo Jos de San-
l'Aooa, propriet-rio da foseada da Pendencia :
raga-se portento as autoridades policiaes e aos
capllea de campo a apprehenso de dito escravo
e leva-loa seu senhor Francisco de Vasconcel-
os Lina, no eageabo Paran da freguezia de Una
ou nesta cidade aos Srs. Joo do Reg Lima &
Irma, ra do Apollo o. 8, que ser generosa-
mente recompensado.
altencs.
Fugio aa noite de 21 do correnta mez de julho
o escravo Cosme, crioulo, estatura regular, testa
grande com falla de denles, representa 35 annos,
muito ladino econbecido nesta praga, foi es-
cravo do Sr. Joo Veieatias Villela, tem officio
do pedreiro e tasaban enteode de carapina, jul-
ga-se ter sabido pata tora desta cidade aperar de
sempre andar pelas tabernas por gestar de bebi-
das espirituosas, levou ama porgao de roupa j
usada e um chapeo de castor branco anda novo:
queme eppreheoder, pode trata-lo ao seu se-
nbor Antonio Leal de Bnros no seu sitio aa ra
de Joao Feroaades Vierre, junto ao Maoguinbo,
que ser recompensado.
(
\






(,
UHIOM
SCGUKDA FULA 19 M JULHO DI 4Wl:
Litteratura.
IPtti(BDM
U. B. Saintine.
A' M.ra Virgiaie Aocelot.
XIV
(Contiouagio do o. 171.1
Quaoto .Cbarney, ser-lhe-ba preciso fazer
dentro era pooco outros sacrificios deste genero,
porque a poc da justiOcagao chega para sua
k It Al8ums de suas flores j perderam
suas brilhantes ptalas : seus eslames tornados
inuteis cahiram como outr'ora os lbulos, quan-
do as pnmeiras folhas, chegadas edade da tor-
ga poderem dispensar seus soccorros. Agora o
casulo contendo o germeo das sementes corneja
distender-se sob o clice alargado. As flores
se despojam de seus brilbos como essas nsulhe-
les desdenhosas de um vio afeite qoando clio-
gam-lbes os cuidados sagrados da maternidade.
Charoey prepara-se para novas observacoes, as
mais sublimes que lera de fazer seo duvida, por-
que se ligam durado das especies creadas,
reproducgao dos seres, dos quaes a fecundagio
o acto determinante. Jii aoalysando um boto,
cortado, destacado da tige pela dentada de um
insecto, entrevio esse germen primitivo, esse em-
brySo dbil, que nao oasceu dos amores da flor,
porm de que tinha necessidade para viver e des-
envolver-so. Previdencia admiia*el, combina-*!
gao sorprendente da uatureza, e que a sciencia
nao pode anda explicar! Trala-se hoje da crea-
gao do ser completo, desla sement, cujo estreiio
envoltorio contm a planta inteira ; phenomeno
de que, os oulros nao foram mais que a prepara-
cao. E' cbegado o momento para o observador
esludar a gestacao do ovo vegetal em todos os
seus periodos, no boto, na flor brilhante e gra-
ciosa, sob o clice despido de suas ptalas. Vae-
lbe ser preciso de novo mutilar Picciola ; porm
nao reparar ella fcilmente suas perdas? De to-
dos os lado*, nos nos da sua tige, sob os ngulos
de suas folhas, surgem ntscenles ramos, annun-
cia-se urna florescencia futura ; demais Cbarney
saber poupa-la.
Amsnhia pois elle se pora trabalho.
No dia seguinle sentou-se em seu banco com
aquella gravidadede homem, que vae tentar urna
experiencia difficil e cujo successo pode azer-se
esperar. Ao primeiro lance d'olhos dirigido so-
bre sua planta, tica sorprendido do estado de
languidez manifestado em todas as suas parles.
As flores curvadas sobre seus pednculos pare-
cem nao ter mais torga para se voltarem para o
sol; as folhas meio murchas perderam o bnlho
de sua luzente verdura.
Cbarney pensa principio que urna violenta
tempestaue se prepara e, em um primeiro movi-
mento, dispoe suas esleirs e seus engradamen-
tos para garautir Picciola dos choques mu rudes
do venlo ou da saraiva.
Eotretauto o cuest limpo de nuvens, o ar
calmo e a invisivel cslhandra canta perdida no
espago.
Sua fronte se anuviou. Depoisde um instante
de recolhimento Falta-lhe agua, disse : corre
busca-la em seu quarlo, ajoelba-se diaote da
planta, apartando-Ihe os ramos inferiores para
melhor rega-la no p, e de repente flca immovel.
Seu olhar flxa-se na trra sobre o mesmo ponto
o braco que sustem o regador tica suspeoso, e to-
dos os sigoaes do assombro passam-lhe sobre a
fronte. Acaba de descobrir a origem do mal.
Picciola est para morree
Emquanto multiplicara diante delle as flores e
os perfumes para seus esludos e prazeres, sua li-
ga tambem se desenvolva. Aperlada na base
entre dous lagedos, esmagada sob urna dupla
presso, principio cercara-se de umgrosso n ;
porm o atiricio cedo o despedacou nos ngulos
da cantara e os suecos nutrientes da planta per-
dem-se por muilos fundos ao mesmo lempo.
O terreno falta Picciola ; balda de torgas e de
seiva, ella morrer se nao Ibe prestarem um
prompto soccorro Morrer I Cbarney bem o v
Um s meio resta para salva-la; arraucar os
lagedos que pesam sobre ella, mas pode fize-lo?
Privado ae instrumentos, seus estorgos seriam
impotentes.
Lanca-se para a pequea porta da entrada ;
bate apressada e solTregamente chamando Lu-
dovico.
Este se mostra emCm.
A narracao, a vista do desastre, o deixam con-
tuso, porm, apezar do seolimento de interesse
que lhe inspira sua aiilhada, aos rogos de Char-
ney, que o conjura arrancar os lagedos, seus
transportes misturados de supplicas s responde
por estas paWvros acompanhadas de um grande
suspiro e de um movimeoto de espaduas :
Nada posso 1 nada, signor cont.
Desta vez o prisioneiro lhe ofterece, nao urna
joia de seu precioso estojo, porm o estojo intei
ro cora ludo o que contm. Ludo tico se iodi-
reita, serra fortemente us bracos sobre o peito e
tomando seus modos de carcereiro, seu tom meio
provencal mel piemonlez :
Per Bacco 1 mordious I vos me offereceis
um thesouro... sou um velho soldado e conhe-
go mtines obrigages. DLrigi-vos ao comman-
dante.
quebrar eu
ierra, em-
Nao 1 exclama Cbarney ; antes
mesmo estes lagedos, arranca-Ios da
bora perca miobas unhas !
E' o que veremos I Fazei o que quizerdes I
Em todo o caso, vosso dispor I
E Ludovico, que entrando no pateo teve o cui-
dado de quasi apagar o cachimbo com o pollegar,
e de coos*rva-lo distancia em quaoto se diriga
ao prisioneiro, levaodo-o bruscamente bocea,
reanima-o com urna otte aspiracio e dispoe de
repente afaatar-se.
Charney o retem.
Meu bom Ludovico, vos
ochado lio condescendeote,
roim ?
que lenho sempre
nada podis por
Trondedxous diz esle, procurando defen-
der-se por juramentos, da emogo que o domina ;
dae-me a paz, vos e vosso maldicto goiveiro 1
Perdo quaoto povera; ella nao tem culpa da
vossa diablica teima. Que I tereis animo de dei-
xa-la morrer assim sem soccorro !
Porm que fazer ?
Dirigi-vos ao commandante, vos digo eu.
Nunca 1
Vejamos, diz Ludovico, se tos cusa, que-
ris que eu lhe falle ?
Prohibo-vos bradou-lhe Charney.
Como 1 vos m'o probibis! replicou o carce-
reiro. Dannazione 1 Tenho ordens receber de
vos? Sequizesse eu fallar-lhel... Pois bem
Dao ; nao lhe fallare!. Com erleito tendea razo :
porvenlura me diz isto respeito ? Que ella morra
ou viva I causa-me isso cuidados ? Che m'im-
porta I Nao queris?... boa noitel
Porm comprehender-me-ha o vosso eom-
mandiute ? diz o conde, abrandando-se sbita-
mente.
Porque nio? porvenlura o tendes por um
*inzritc*? Eiphcae-lhe a cousa com graga, com
bonitas phrases... nao mut tongas ; sois um sa-
bio, eis a occasiao para prova-lo. Por que nao
coroprenendena elle a causa que vos leva amar
vossa berva ? eu bem a comprehendi, eu... De-
mais, l eslare, ficae socegado! dir-lhe-hei como
boa em cha para todas as sortes de males
elle nao goza vigorosa saude... aoffre justamente
agora de rheumatiimo... boa occasiao .... elle
comprehenderi melhor...
Charney hesitara aioda ;
olhos e mostrou-lhe Pice
doeoiia. O outro fez um
aahie.
Ludovico piscou oa
la em sua attitode
gesto e
Como Ludovico aonuncifa, o homem fleou
presente emquanto Cbarney escreveu sua sup-
prre ; depois toroou-a fechada de suas mos,
seudou-o e levo* a escrivaninha.
Barritis lalmde despreze vendo o otgolho do
nobre conde abater-se lio fcilmente, e easa alti-
va Tontsae ceder ao aspecto de urna flor que
murebava. Tendes pois esqueoido que Picciola
e ludo para o prisioneiro ? Nao sabis o que po-
dem o isolameoto e ocp*liveiro sobre o espirito
o mais firme e altivo? Oh! a este acto de fra-
queza, que lhe ceosuraes, recorreu elle quando,
abatido pelo soffriraeulo, fattava-lhe o ar da li-
berdade, aportado entre as pedraa de sua prisao,
como sua planta entre os dous lagedos ? nao I po-
rm entre elles se tem estabelecido deveres mu-
tuos, empenhos sagrados ; ella salvou-o da mor-
te ; preciso que elle a salve por sua vez I
O velho Girhardi viu Charney passear em to-
dos os sentidos oo seu pateo, agitar-se com lodos
os signaes de espera e de impaciencia. Como a
resposta lhe pareca lenta em chegar I tres horas
se tinham passado depois de sua raensagera ao
governador e durante esle lempo a planta des-
falleca pela perda da seiva. Charney teria
visto correr seu sangue com mais calma sem du-
vida.
O velho lentou algumas eonsolages, deu-lhe
esperaocas; e mais experimentado que elle no
conheciraento dos vegetaes e de suas doencas,
indicou-lhe um meio de fechar asferidas de Pic-
ciola ; de preserva-la ao menos de um dos peri-
gos de que eslava amelgada.
Depois do cooselho, Charney, com urna arga-
massa de palha cortada mui tina e de Ierra hu-
medecida, compoz um emplastro que applicou so-
bre a chaga. Seu lenco despedazado forneceu-
lhe tiras e ligaduras para flxa-lo no lugar.
gestas oceupaedes passou-se anda urna bora
sem que chegasso a resposta.
Na occasiao do jamar, Ludovico enlrou no pa-
teo ; seu ar brusco e azafamado nada annunciava
de bom. Apenas digoou-se responder s per-
guntas do prisioneiro por phrases entrecortadas e
incompletas.
Esperae, que diabo I Tendes bastante
pressa ? Dae-lhe lempo para escrever!
Elle pareca-lhe presentir o papel que devia
representar em ludo isto, para o que d'anle-mo
j se preparava.
Charney nojantou.
Procurou ter paciencia esperando a senteoca
de vida ou de morte de Picciola e para encora-
jar-se esforcou-se provar si mesmo que o go-
vernador nao podia, sem ser um homem cruel,
recusar-lhe um pedido losimples.
Sua paciencia entretanto se irritava cada vez
mais cora semethante demora ; admirava-sedel-
la como se o commandante nao livesse outro ne-
gocio mais urgente despachar do que aquelle.
Ao menor ruido, seus olhos se voltavam de re-
pente para a pequea porta, pela qual cria sem-
pre ver entrar sua mensagem.
A tarde chegou ; nada I a noile... nada I elle
nao pode fechar os olhos.
XV
No dia seguinleessa resposta lo vivamente es-
perada Ibe foi emfim entregue. O commandante
dizia-lhe em um estylo secco e lacnico que ne-
nhuma mudaoga poda ser feila nos muros, fossos,
ou torlificacoes da cidadella sem autorisaco ex-
ressa dogovoroador de Turim ; que sobre sup-
lica do Sr. Charney, consultara sua excellen-
a ; porquanto, acresceotava, o lagedo de um
paleo de prisao anda urna muralha.
Charoey flcou confundido com a leitura desta
lensagem. Fazer da existencia de urna flor urna
uesto de estado I urna destocarlo de torlifica-
coes I Esperar a decisao do governador de Tu-
to I esperar um secuto, quando um dia pode
mala-la I Esse governador nao querer por sua
iz referir o caso ao ministro, o mioistro ao sena
, o senado ao imperador ? Oh I quaoto ento
seu desprezo pelos homens se disperta profunda-
seeceder, saberei aubmttter-me aoa decretos o
cu.
Charney sentiu-se abalado at o fundo do tt>-
ragao porestasjiaUvraalao simples : contemplen
o velho com olboe enternecidos -"
puliera poder vos apartar a mi l lhe da-
se e levanlou e braco para a Janella. Girhardi
paasou o seu atravez da grade, porm foi em vio;
pode tocar a mi que se eslendianara elle. Eo-
tao, inspirado por um desses sntimentos deten-
ra exallagio, tio vivos na alma de um preso, des-
alou sbitamente a grvala e segurando-a por
urna ponta, lancou a outra Charoey, que agarrou-
a com transporte, e um duplo apeno, urna du-
pla emoco, deram por differentes vezas urna vi-
bracio affecluosa quelle linno inaensivel.
Passando junto de Picciola :
Te salvare! I murmurou Charney.
Retirou-se para sua camera, temouo mais al-
vo e mais fino dos seus longos, aparou cuidadosa-
mente o seu palito, renovou sua tinta e se poz
logo obra. ^
Quando terminou a petigio, o que nio aconle-
ceu sem causar duras angustias ao seu orgulho
revoltado, urna pequea corla des -eu da peque-
a janella engredada no comprimento do muro
do pateo ; o peticionario amarrou suasopplica e
a corda subi.
Urna hora depois, a pessoa encarregada de en-
tregar de entregar a petigio ao imperador, acom-
panhada por um guia, punha-se caminho atra-
vez dos vales de Suze, de Bussolioo e de Saint-
Georges, costeando a margem direita do Doria-
Mparia; ambos iam cavallo, porm, por mais
que se apressassem, obsiaculosafcesperados os re-
lardaram na carreira. Chuvas receotes tinham
estragado a estrada, o rio havia transbordado em
muilos lugares, encerradas pareciam unir entre si
o Doria e o lagos de Avigliano. J as ofllcicinas
de Giaveoo, avermelhando-se cada vez mais ao
tooge alraz delles. annunciavam que o dia nao
Ihes tardara faltar. Mui felizes ento de se-
guir a estrada real, gsnharam a magnifica aveni-
da de Rivoli, nao sem difHculdade, e s alta noite
chogaram Turim.
Ahi souberam que o imperador-rei aeabava de
partir para Alexandria.
(Continuar-te-ha.)
c rdea! ministro. Elles tem fraga, e a presentara
aaiadeusn amis deinteraaae.
asa carta do proprio Dubois
pl
ca
m
. i--------- --f---- K.^.UUJU- lnu u tuuego eram os commensa
.eUT^ S^**X**&3* "'--* us mordomos.
^l8on8.in,Unle d600is u" homem em traje
i-V lmeu ^"trouxe ao prisioneiro urna
escrivaninha completa e ama tolha de papel ru
bricada pelo commandante.
agente de seu carrasco. Ao grito de seu deses-
pero, um responde em linguagem administra-
va ; s suas supplicas outro oppe seus deveres
militares.
Elle approxima-se da doenle, cujo brilho se en-
fraquece, cujas cores se extinguen). Contempla-a
com tristeza. E' sua felicidade. sua poesa que
ae vio I Seus perfumes s acusara urna hora en-
gaadora, como um relogio desarrancado, cujas
molas param ; cada corolla, dobrada sobre si, tem
cessado ioteiramente de voltar-se para o sol,
como urna donzella moribunda fecha os olhos
para nio mais ver o amante que teme muito la-
mentar.
No meio de suas desoladoras reflexdes a voz
de seu velho companheiro de captiveiro se fez
ouvir :
Charo senbor, lhe dizia com acento pater-
nal o bom velho, abaixaodo a voz e curvando a
fronte al os derradeiros vares de sua grade
para aproximar-se maiadaquclto 6. qaui se oiri-
6io> o cita morreu, e morrer, eu o temo, que
fazeis aqui s, tio s ? Que oceupages vos po-
dero distrahir depois diquella que tinha lanos
encantos para s? O tedio vos matar por vos-
sa vez ; a solidao interrompida lorna-se lio pesa-
da I nio podereis resistir ; o mesmo me aconte-
cera se agora me separassem de mioha filha,
desse anjo da guarda cujo sorriso sabe consolar-
me de tudo 1 Quaoto vossa planta, os ventos
dos Alpes vos trouxeram sem duvida o germen
della, ou talvez, passando, um passaro deixou ca-
hiruma sement nestepatoo: porm agora urna
egual circum8tancia vos traria urna oulra Piccio-
la que s servira para renovar o pezar deixado
pela prime ira ; porquanto, de antemio ser-vos-
hia preciso esperar para ve-la morrer como a sua
companheira. Crede-me, charo seohor, deixae
obrar meus amigos ; cedei emlim. A liberdade
servos-ha mais fcil do que penases... Cita-se j
muilos rasgos de clemencia e degenerostdado do
novo imperador. Actualmente elle est em Tu-
rim e Josephina o acompanha.
Girhardi proouociou o nome de Josephina como
se a certeza do successo lhe estivesse ligado.
Em Turim ? ioterrompeu Charney enguen-
do vivamente a cabera, at eolio pendida sobte o
peito.
Em Turim, ru dous dias, repeli o velho
alegre por nao ver desta vez como da oulra seus
boos conselhos nio excitarem no espirito do
conde mais do que urna atlenco duvidosa.
E qual a distancia exacta de Fenestrelle
Turim ?
Tomando por Giaveno, Avigliano e a estra-
da real, ha 16 milhas, ou pouco mais ou menos
seto leguas.
Em que lempo se as pode vencer ?
Sio precisas quatro ou cinco horas pelo me-
nos, porque actualmente a estrada deve eslar
obstruida pelas tropas, equipagens. carros de to-
dos os arredores que vio assistir s testas... O
caminho que volta pelos valles costeando o rio,
o mais loogo sem duvida, porm, demandara
menos lempo, creio eu.
_ Dizei-me, senhor, por vossas communica-
goes rom o exterior, acharis alguem que posea
ir Turim hoje... antes da tarde ?
Mmha iilha se encarroar disso.
E dizeis que o general Bonaparte... o... pri-
meiro cnsul...
O imperador, replicou docemente Girhardi.
Slm, o imperador, o imperador est anda
em Turim, nio verdade? replicou Charney,
fortemente dominado por urna grande rasolugao.
Pois bem, vou-lhe eacrever, dirigir urna suppli-
ca... ao imperador I Elle friaou esta palsvra como
para bem iirmar-se em sua nova resolugio.
Oh I bemdito seja Deus I exclamou o velho,
porque delle que vos vem este bom pensamen-
lo, onde o orgulho humano est esmagado... Sim,
escrevei, dirigi-vos elle para pedir essa graga ;
Frossombrooi, Coteona e Delarne, meus amigos,
apoiar-voa-hio fortemente como me apoiaram
junio do ministro Marescalchi, do cerdea! Capra
ra e meamo de Melzi, que acabado ser nomead
Ruarda dos sellos do novo reino. Meu charo com-
panheiro, nos deixamos talvea esta prisio juntos
no mesmo dia ; va para continuardes a vida ac-
tiva e forte ; eu, pan seguir mioha filha onde
ella quizer ir.
, T .p?rd5 eobor, perda0i se D|0 pareco aQ.
da ioteiramente saiisfeito com estas proteegoe,
que me offereceis com tanta beoovolencia e dea-
inleresse. Minha eslima e meu reconhecimento
vos pertencem ; porm ao imperador meamo
mioha aupplica dere ser entregue esta tarde, ou
amanhaa demanhaa, ao mais larde. Podis res-
ponder-me por um meosageiro fiel e dedicado ?
..h' Slm, como eu proprio I disse o velho de-
Ludorico pois de ter reflectido algum lempo.
Anda m pergunta, aerescentou Char-
ney ; nao temis comprometler-vos pelo servico
asaigoalado que me ides prestar ?
O prazer de aervir apaga todo o temor, cha-
ro senhor. Se eu poder de algum modo contri-
li>a> >._. !_#__< .
Dous comnicnsacs do cardeal Dubois.
Golpe de vista sobre a nomeiada de Dubois. A
mae do cardealCarta indita de Dubois a aua
me.Jos Dubois, irmao do cardeal, e o co-
nego de Saint-Honor, seu sobrinho. Outro
irmio.Os Limousios. O cardinalado. O
duque de Saint-Simn. Favores da Palatina.
O sequilo do cardeal na sagragao deLuiz XV.
Depois de ter contado a morto de Dubois e es-
carnecido do defunlo com a sua viveza cosluma-
da. quando julga-se vingado pela morte, Saint
Simn ac 'rscenla o seguinle.
Seu irmao mais valho. que elle e homem hon-
rado quem elle fizera vir, quando foi secreta-
rio de estado, ficou com o cargo de secretario do
gabineteque elle tinha, e que lhe dra, issim co-
mo com o de administrador das pontea e calga-
das, que lhe alcangra por morte de Berioghen.
Este Dubois que era lio modesto, possoiu im-
mensas riquezas. S tinha um Qlho o cosego de
Saint Honor, que nunca desejou dignidades nem
privilegios, e que vivia mu santamente. Nio
quiz tocar em quasi nada desta rica rrtranga.
Empregou urna parte della em fazer um bello,
porm modesto mausoleo, em memoria de seu
tio, com urna mui rhristaa inscripgso, edeslri-
buio a outra parte com os pobres temecdo que
ella nio lhe trouxesse maldigio. (T. 20. esot. Io
edigao 18581
O raivojo duque garante nesla parte a probi-
da Je das duss honradissimaa testemuahas que
depoem contra elle a respeito de urna de suas
mais desgragadas victimas. Jos Duboii e seu 0-
ho o conego eram os coromeosaes de cardeal e
(o
Estejoven conego, quo vivia mui santamen-
nao podia affastar-se delle sem sui permis-
sao, e nem sempre a obtinba c mesmo quando
sua saude o reclamava.
Dis-me com quem idas, dir-te-hci as ma-
nhas que ten.
Eu nao affirmo que Dubois vivesse muito san-
iamente. Era mais homem do mundo a ministro,
ue cardeal e srcebispo ; osla intimidada prova
ue as pessoas honradas nio o atemorisavam, o
jue sua vida podia supportar laes tesUmunhas.
6aioi.Simn o representa como o mais terrivel
ibertino que havia enlio na corte, onde entre-
tanto haviam muitos debochado, avaro: impio,
velhaco, aacnlego, o sem neohuma Tapacida-
de, ue mais meio lonco, e desesperado, murien-
do os criados, insultando a todos, i ndo s
mesas e cadeiras, quando qualquer cotaa o con-
trariava, e rodeiindo assim a sala sem fallar no
parque, etc., etc. O cardeal Dubois pareca mo
nos horrivel e singular oo lodo de seu rmo e
seu sobrinho, e quando o olhavam de perto, e
com vistas mais sinceras.
O processo do cardeal ser proximsmente exa-
minado por documentos muito authenticos. M. V.
de Seilhsc, geniilhomem do Limousios, aparen-
tado familia Dubois, ajuntou muilos documen-
tos preciosos, que Ibe permittiram dar coohe-
cer verdadeiramente este homem notavel, e sua
admiravel fortuna. Ver-se-ha que sua poltica,
to calumniada como sua vida, pode, como ella,'
soiTrerum exame imparcial; que as raras, porm
mui nobres amizades quo conquistou, nio a ti-
nham o abandonado ; que por seu amor pela al-
lianga ingleza, nio deixava de aerfrancez; e que
nao tratava de alguma cousa, qualquer que ella
fosse sem nenhuma capacidade e que final-
mente, no meio de seus defeitos, elle valia mais
que a maior parte dos homens do seu lempo, nao
digo que os do nosso. Nosso lempo feliz. so-
mos instruidos, desioteressados e fiis; vemos
por toda a parte o brilho das maiores capacida-
des, e sentimos o brando calor daa mais sias vir-
tudes, e marchamos com toda segursnga para
um futuro de descango na gloria. S nos falta
um pouco de indulgencia para as pocas birba-
trq* ci?iI8aS"i 1ue precederam o anco de
Dubois experimentou grandes infelicidades. Foi
um homem de fortuna, e chegou a cardeal; ca-
nto as mos de um escriptor de genio, quo echa-
ra tres razes capitses para o aborrecer, e que
ordinariamente prevalecia-se de urna deltas para
soltar toda a abundancia de seu terrivel veneno,
Grande fidalgo, ambicioso e oflendido, sectario
emfim, Saint Simn aborreca Dubois como ho-
mem de fortuna, como ministro, e como catho-
lico. Elle vngou-se seu modo; chamou-o
obscuro, sem conhece-lo, nem aos seus, nem a
prxima posteridade.
Tudo o que o orgulho e a vaidade irritada e
confundida de Saint Simn inspiraram-lhe de
mais excessivo contra o homem de fortuna que
o affasira dos negocios; ludo o que o jansenis-
ta vomitou contra o ministro que fez admittir a
ordem Unignito; o Irenezi anti-calholico, e
anti-ehristao acreditou com prazer. Dubois era
cardeal: a ignominia langada sobre suas vestes,
recahia sobre o sagrado collegio, sobre o Papa
e sobre a egreja ; basta este resultado para que
se crea sempre em todo que a mentira queira
inventar.
Zomba-ae muito de urna bulla de canoniaagio
dada pelo Papa depois de averiguages qne du-
raram mais de um secuto, e feitas por Dais de
cera mil pessoas; nao ae ere nem as virtudes do
santo nem em seus milagrea e todo o procasso e
julgamento s parecem dignos de riso. Porm
urna bulla de coodemnagio, improvisada pela
colera, urdida as occullas, nio imporlando que
seja assiguada por qualquer pessoa, nonyma,
posthuma, adulterada por todas as cautas lenti-
mas de auspeitas. logo que trala-se de im ebris-
lio, aobretudo de um padre, eis urna pega cer
- w, .WHtv.uW .u, Kio, eis uma pe,a wr_ por causa aas uesoroens oa consutuigo ( oit
- tisaima que acreditada em toda a parte e para nitus ): porm finalmente toi-nos concedido
o sempre. E entio quando niuguem duvida acre- -
- ditar o impossivel, extraordinario e absurdo Sa-
bem que Dubois parti de seu paiz con 13 para
i- 14 annos, e elle nao voltou mais : nao obstante
ba levianoa que affirmam que Dubois sara-se
em Brivea antes do vir a Paria, e fizara desap-
parecor aua mulber do acto publico que provava
seu casamento. Um leviaoo deve crer no casa-
mento de Dubois, arcebispo de Cambrai e car-
des!, como na tortura de Galileo, e no direito de
soberano exercido por abbadea e abbidesaaa. De-
ve crer tambem que o cardeal sexagenario e va-
letudinario aaltasse sobre as meeaa.e moveia
quando se encolerisava, e fizease assim a volta da
sala, sem fallar no parque etc.
Isto da bulla I
M. de Seilhac livrou-nos daata loteara e de
muitaa outraa maia gravea que dizem respeito ao
cardeal Dubois, e que nao deixaram de existir Mo'uena'caade"
nos diccionarios biographicos. Meu designio nio
esle. Quero simplesmente mostrar aqui estes
buiroKaalliviarv.iir!.. ^conin" e esl9' yuero mPoenle mostrar aqui estes Queraos quo eu o fizease a cus
huir para alliriar voaao infortunio, succeda o que dous honrados typos do irmio e do aobUiho do que tm conciencia nio posso Mm,
que ate abriga a demorar um pouco.
Ello dirigida a sua mi, foi escripia no lem-
po aas que principiava a fazer fortuna, quando
elle era, segundo Saint Simn, o resumo anda
obscuro de lodosos vicios, e um modelo perfeito
de toda a sorte de devassidie.
Sua me, a quem elle escreve, -nos retrata-
da por uma carta posterior de Jos Dubois :
E mora mioha pobre mi, que me amava
lernaraente, que sempre viveu em nossa cass co-
mo uma criada, trabalhando muito, e dando bom
exemplo a sua familia, e separando-se de todos os
prazeres da vida.
O preceptor do duque de Charlres nao esque-
cra esta me to digna de venerago, correspon-
da-so frequente e ternemente com ella, como
com toda familia, como ae pode julgar pela carta
que ae vai lr, e para a data ds qual rogo que se
preste muita attengo. Duboit, oaacra em 1856,
unna eolio quarenla e seis annos. Observo an-
da uma particularidade que nio deixa de ter im-
portancia
No principio da primeira pagina ha um pequeo
aignal, um trago do pena rpido e ligeiro, porm
que significa muito, segundo me parece : este
sgnale uma cruz. Nos o encontramos as car-
ias do conego que vivia mui saniamente, e
tambem um piedoso uso dos christio3 o princi-
piare? assim sus cartas familiares.
Dirao talvez que Dubois tragava-o por hypo-
crisis Y
Acho tambera fcil concluir-se disto, ou que
elle nao viva em completo esquecimento de Deus
ou que pelo menos lembrava-se de Deus quando
escrevia a sua mae.
Seja o que fr, eis a carta : copiei escrupulosa-
mente o autoprapho, que me foi confiado e que
Uve o prazer de juntar aos documentos j reuni-
dos por Mr. de Seilhac.
t Paris, quinta feira 2 de margo de 1702.
hscrevo-vos anda mioha querida mi para pe-
dir-vos me respondaes se recebestes minha car-
ta aem novdade. Mandei-a pelo mesmo correio
que vos enlregou o pequeo embrulho, depois de
lhe ter agradecido muio o favor que me fez en-
lregando-vo-la pessoalmente.
Assegurei-lhe que se podesse prestar-lhe para
qualquer cousa fa-lo-hia com prazer. Como mi-
nha carta pela posta custar-vos-hia um grande
porte, e nao ae possa encarregar um correio de
uma carta separada ; enrolei-a, e fiz-lhe crr que
eram moldes dos toucados da moda que eu vos
mandava.
Nao ha nada de novo depois que vos escrevir
Meu lio passou aqui o carnaval, quero dize.
em Paris; pois|ceiou na noite de entrudoem casa
de Mr. de Gourgues, como o tem feilo sempre de-
pois que estou em Paris nesse dia e no de Reia.
Tenho hoje sellado sote ou oito cartas que o Sr.
duque de Orleans escreveu a rainha de Hespa-
nha, ao Sr. cardeal Delfioo, oulr'ora nuncio de
Franca, aos principes de Saboya e a diversos in-
tendentes para sollicitages.
Bem quizera poder tirar umi copia da carta da
rainha de Heapanha para vo-la mandar. Creio
que eslimareis muito v-ia. Quero aproveitar a
occasiao em que tenho o sinete para fazer-vos ver
os signaes; e dobrar e sellar mioha carta como
as de Mr. duque de Orleans. Penao que nio des-
gotareta de coohecer este uso particular. O so-
bescripto da carta da raiaha de Hespaoha des-
te modo, A. rainha de Hespanha. Madama mi-
oha sobrinha.
Esqueci raandar-vos em mioha ultima carta os
modelos do meu chambre, ei-los. Lembro-me
tambem que nio eochi o espago que detxra pa-
rai dizer a receita da despeza que fiz, ou do di-
nheiro que gastei no mez de junho passado, a
somma de sele mil libras. Adeus minha que-
rida mae, ae deixei de fazer meus cumprimentos
a alguem em minha ultima carta, fago-os nesta.
Mu recommendages a rainha lia, a mademoi-
selle de Chasssing, e a lodos os mais prenles e
amigos, sem esquecer Mr. Chalvet e Mr. de Mar-
tignac, vosso bom amigo e Mr. Fontaoel. Rogo-
vosque saudeis tambem da minha parte Mr. Du-
bois. e dfzei-lhe que o senhor padre Guibert e eu
fallamos hontem a seu respeito. Era quanto ao
mais meu tio nada ordenou a respeito do despre-
zo que j vos partecipei, se fizera das perdizes.
Isto lera-me causado muita afflicgio, bem que o
padre Guibert o recebesse com muita generosi-
dade. Fazei tambem meus cumprimentos a Ma-
jour. Lmbrae-vos sempre de mim em vossas
orages, e rede, minhs querida mi, que serei
at a morte, vosso muito humilde e obediente fl-
Iho, com amizade e terou.-a extremas.
Dubois.
A carta de pequeo formato conforme usa va-
se para as cartaa particulares, est dobrada em
tres partes ao comprido, de maneira a fechar na
margem depois tornada a dobrar na largura em
duas partes, e as duas extremidades prezas por
um lago de sJa leilo de um uo nao tecido, em
cujos lados poe-se o sinete. Os dous sigoaes fei-
tos de cera preta, estio perfeitameole conserva-
dos. A cera ento de uma qualidade agora des-
coohecida : cenlo e sesaenta annos nao a tem
amollecHo, ella tem a consistencia do bronze. 0
sinete de uma gravura delicada e perfeila ;
digno do principe que formara uma das mais bel-
las eolteeges de pedras gravadas, que se co-
nhece.
Eis o sobrescripto, com letra muito boa, e que
mostra que o escripior applicara-se depressa no
escriptorio do priocipe :
c A madama de Dubois.
Senhora minha mi.
Por delraz l-se este singular aviso :
Fiz-vos o sobrescripto da carta como os de
Mr. duque de Orleans ; porm rogo-vos que nao
mostris isto a meu pae. Julguei intil repetir-
ves que s a vos escrevo. Supponho que nio vos
tendes esquecido disto, tendo-vosj mandado di-
zer por taotas vezes.
Vollemos agora ao irmio Jos.
Jos Dubois mais velho que Guilherme, fizera
como elle seus estudos no collegio de Pompa-
dour, donde vollra para sua provincia para exer-
cer a profissao de seu pae, que era medico, e nao
boticario, assim como dizem com o designios de
aviltar mais o cardeal Dubois. Quando Guilher-
me principiou a elevar-se, chamou Jos, homem
de bom corago e de juizo, e logo Ibe alcangou
o lugar de secretario de gabinete. O medico de
provincia que de repente elevava-se tanto, nio
o fez menos em riquezas. Elle exerceu este car-
go bem como o de administrador das pontes e
calgadas nio a com muita heora como com mui-
ta aptidao. Parece que nao se recebia m edu-
cagao no collegio de Pompadour.
A mulher de Jos nio o accompanhra logo a
Pars; Qcra em Brives, Jos recebia della e de
um preme, camponez de Brives; chamado Chal-
vet, noticias de seu paiz, pelo qual nuoca deixou
de inleressar-se, elle dava-lbea tambem noticias
de Paris e da corte, que nio os ioteressava me-
nos. Darei brevemente algum resinaos de suas
cartas que fallam aobre os acontecimentos p-
blicos ; porm deixo que o irmio e commensal
do cardeal Dubois descreva-nos pessoalmente
quem elle era. As passagens seguinles sao da-
tadas de 1728 e de 1729. A fortuna de Jos es-
tafa completamente eatabelecida ; ella nao o cor-
romper, eaio parece que o tornara muito feliz.
a Eu estou com um abatimento que causa pie-
dado ; entretanto nio deixo de trabalbar. Deus
aabe a que istochegar : porm na minha edade,
que devo eu esperar de mais feliz que morrer na
graga de Deus, quando aprouver a sua Divina
Providencia ? Rogae por mim a Deus.
Eu farei o mesmo por vos neste paiz,onde te-
mos o jubileu do anno aanto. Tivemo-lo aqui ha
dous annos em Fonlaineblau, diocse de Seas.
Por eolio, elle foi recuzado a diocse de Paria,
por causa daa desordene da constituido ( Uoige-
mina I* r\r\wnwirt flnalmnnln f- *& >~____i- >
em mioha propria cid.de, onde w reparages
II II f* IA I I 7CP1 m fttto* A unia -^___-2.
aTeria muito que vos dizer ; maa alm de mi-
nha diaposigio actual nao o permitiir, tenho ex-
trema repugnancia em fallar sobreceos assump-
tos pelos muilos desgostos que causam e pela
impossibilidade que ha de remedia-los. Nio se
muda o carcter das pessoas ; assim em lugar
de affligir-se intilmente em procurar os meios
de consegui-lo preciso decidir-se, fazer de to-
dos os acontecimentoa um objeclo de penitencia,
e enlregar-se a Deus >.
Oa desgostos de que elle falla provm-lhe pela
maior parte de seus prenles amigos e coocida-
dos de Brives. Os prenles portaram-ae mal na
occasiao da heranga do cardeal; pleitearam-no
aem moderago e jusliga, os amigos e coacida-
dioa aobrecarregavam-no de peligdea, e alm
disto elle sfiligla-ae por nio poder apasiguar aua
< Queriam quo eu o fizease a costa do rei, o
Nio ofii
pagas com asea dmheiro, sendo o dinheiro do rei
empregado somonte as obras pobiieea e neces-
sanas.. Nio se contenta vara de dizer mal do
funccionano e de lhe pedir que obaequia-ae a
cusa do rei. Sem attencio s despezas asss con-
sideraveis que elle fazia em proveito da cidade,
os habitanlesde Brives citavam-no por despeuder
generosamente sua fortuna em favor dos parti-
culares
Elle escreve a este respeito a seu amigo Chal-
vet :
Eu farei, se Deus quizer, o que me vejo obri-
gado a fazer com a fortuna que elle me ha dado.
fcsta fortuna era-me desnecessaria ; e de mais
para mim, porm na situagao em que a Divina
Providencia collocou-me, asseguro-vos que ape-
naa chega. Sem examinar mais esta questio,
flango que os importunos nao terio parte al-
guma nella. Eu destribuirei com quem eu mes-
mo queira, porm nio haver nem destribuicao
nem resposta para aquellos que tiverem a indis-
engo de pedi-lo.
Estes habitantes de Brives nio cessaviode
importuna-lo. Queixando-se de sua Importuni-
dade, elle publica uma parte da poltica privada
do cardeal ; que nio deixa de forma alguma tor-
n-la popular em sua patria.
Nada de ludo qne me dizeis das discordias de
Brives e dai hospitalidades reclprocaa que ah se
praticam, me sorprende. As pessoas ahinascem.
como pens j vos ter dito.quasi todas muito dis-
postas para isto. Nao conseguem nuoca refor-
mar-se, e de necessidade que vivara na desu-
niao, e reciprocamente em urna ridicula opposi-
gao. Tudo isto causa piedade : nio se podem
corrigir de modo nenhura falta de um carcter
lado tazo"el' e de uso de costumes regu-
Se me fosse permittido explicar-vos bem tudo.
apoolar-vos-hia muitos compatriotas, e oulros
que aqu tem estado, e a quem me lenho apres-
tado em servir, quer os cbamasse, quer viessem
de seu motu proprio, nao ha um s delles que
nao me tenba causado desgostos infinitos, e nao
tenha estado a ponto de perder rail vezes. A este
respeuo nao exceptu absolutamente ninguem.
Crer.m que nao depeodiam nada de meu lugar,
que pelo contrario era eu quem dependa en| lu-
do Jo seu, e neste prejuizo ridiculo, nenhuma
medida guardaram, oas mais essenciaes occa-
sioes.
Sobre o que concluimos muitas vezes em fa-
milia que o defunlo cardeal tinha razio em nao
querer que oinguem de seu paiz o procurasse
Elle coohecra sempre o perigo que disto resulta-
va, e a evitara sempre com cuidado. Infelizmen-
te tenho seguido principios differentes, e tenho-
me dado muilo mal com isto.
Receto que esta pintura pouco lisongeira nio
seja anda verdadeira para Brives e lugares cir-
cumvisinhos. Quantas vezes nio tenho ouvido
tambem umLimousin, que chegra a uma ele-
vada posigao, o marechal Bugeau, que era igual-
mente condescendeote como o bom Jos, talvez
menos escrupuloso, fazer exactamente as mes-
mas queixas, lamentar a mesma importunidade
obstinagio e iogratido de seus concidadios I '
m dos maiores cuidados de Jos era seu gen-
ro, o seohor de Vialard, que elle'deixra em
Breves com um pequeo emprego, e que quera
subir sem cuidar muito em fazer-se merecedor,
julgando bastante ser sobrinho do cardeal. O
honrado Jos nao o entenda assim. Elle escreve
a sua mulher sobre isto:
Abragai d minha parle minha filha e seu
mando. Nao deixeis de pedir muito a M. de Via-
lard que preste muita altengao ao irabalho de-
signado nis iostruegoes que recebeu. e o faca
com a maior presteza e exactidio possivol. Os
empregos s se dao as pessoas de quem se espe-
ram bons servigos para o rei, e quaudo os era-
pregados nao aggradam soffrem reproches hurai-
lnanles.
Excitai pois o mais possivel vosso genro em ter-
a este respeito toda a actividade conveniente.
Estou sempre inquieto a este respeito.
O retrato de M. de Vialard podo encontrar em
Limouain e talvez com mais facilidade que o de
seu sogro. Eis uma oulra pessoa desenpta mais
vivamente e quo faz-nos comprehender o carc-
ter de um creado de farga desse lempo.
O Eveill parti d'aqui pago de mais. Dizem
que elle pretende voltar com sua mulher. Elle
tena para si o lugar de porteiro de es valla riga
com casa, roupa e vinte e seis sous por dia ; e
aua mulher pedera ajudar na cosinha, teria co-
mida e seis libras por mez. O Eveill, segundo
peuso, nao fez mal os seus negocios aqui? affi-
aogo que elle tem saudades de Paria. Vos o iul -
gareis melhor que eu. Se nao lhe for possivel
follar M. de Vialard obrar bem tomando para
seu servgo; porem deve impedi-lo de beber co-
mo eu fazia aqu. Levareis uns oito dias a fazer-
lhe perguntas ; elle principiava a coohecer io-
teiramente Paris. Sua figura nio era graciosa
nem propria para accompanhar-me. Para est
oceupagao preciza-se de pessoas ageis e acostu-
madas a esse genero de servigo. Porem tora dis-
so tinha perdido j o modo tmido e estouvado
de provincia.
Hava um terceiro irmio de Dubois, padre, que
o cardeal e o administrador das pontes e calga-
das, deixaram no paiz, somente com um peque-
no beneficio, e que se chamava o padre Caunes
homem sem talentos, e nao isempto de vicios'
requemando as ms companhias, bebendo mais
do que devia. Era preciso ampara-lo. O cooe-
go de S. Honor tomou cuidado deste tio mal
procedido, e f-lo entrar como pensionario no
collegio dos doutriniros de Brives. O amigo
Chalvet rbi encarregado da ajustar. O prego mais
vultado neste collegio, nesse lempo era de du-
zentas libras por anno. O conego achou-o di-
minuto para o irmio de um cardeal, primeiro
ministro do rei de Franga. Diversas cartas pro-
vam que o conego sempre respeitoso para com
este tio todigoo, nio esquecia o cuidado de sua
pessoa. Nesta que se vai 1er, elle oceupa-se do
material com uma sollicitude e precizo, que
mostram seu carcter, e explicara a confianca
que toda a familia lhe coocedia.
Pars 12 de aetembro de 1722.
< A penso da ordem para os pensionarios,
de mais para o creado de meu to, porem para
meu tio duzeotas libras nio bastam para trata-lo
como eu peoao elle deve ser tratado. Desojamos
que elle tenha para almocar, jaolar, merendar e
ceiar, do melhor vioho, do melhor pi, boa car-
ne, gallioha e caga de lempos em lempos, e tam-
bem dos melhores fructos para a sobremesa. Ao
almogo lera pao e vinho ou um caldo ae o pre-
ferir ; ao jaolar sopa, caroe, algumas massas,
fruclas, doces; para merenda fructas, para ceia
assado, uma sallada, e sobremesa. E como eu
qaero que nada lhe falte para a conservagao do
corpo, e mesmo que ae lhe procure aatiafazer o
apetite, porque elle nio tem muita disposigao
para comer, e prefere certos guizados, poder-se-
ha todas as maohis mandar-lhe perguntar, ou
elle poder mandar dizer pelo seu creado a cosi-
nha, o que deseja jantar, que fructa deseja co-
mer, etc. etc. Finalmente com tanto que elle
se abslenha de todo o excesso de vinho, e nao
lome um copo de mais, que o necessario, que-
remos que fique satisfeito com a comida, qu
tenha todas as commodidades precisas, que an-
de bem calgado, bem vestido, etc. etc. E' com
estas condiges que ae deve regular o preco da
penso. Eu estou resolvido a dar nio sduzen-
taa libras, como quatroceotas e mais se forpreci-
?- s o R p- Verdier nio quit decidir sobre
isto, vede e calculai vos mesmo porque prego vos
encarregareis de tratar um pensionario com as
condiges j explicadas, e quando tiverdes re-
solvido por quanto voe encarregareis disto sem
nsco de perder, porem antea com eaperaoga de
ganhar, participai-me a vossa resolugio, para
regolarmos a penso de meu lio i prioelpiar do
da om que elle comegar a ser tratado da manei-
ra j explicada, a
Este nio o bello estylo de Jos, nem sua or-
tograpnia, nem au* excellente lettra ; e nio obs-
tante toda esta carta faz-nos tambem commover
atguma cousa, nio tanto como as de Jos. A de-
cadencia doa Dubois priocipiou. A letra do co-
De8> mda que desembargada, sem firmeza,
e difflcil. Entretanto elle nio ae descuidava ;
esta carta tio incorrecta foi lida muitaa vezes tan-
to pelo aeu estylo como pela precizo singular de
suas nstraccow.
A alma elevada e severa ; julgar-se-ha pelo
continuas*,
Eslimo muito que o senhor vosso fllho seje
?igario 4* Bnves, lato diz bem com a conezia.
aopposto que elle possa exercer um e outro lu-
gar ao mesmo tempo. Eshorta-o a que leva
urna vida perfeilamente eclesistica, quero di-
zer que aeja regalado, tobrio, casto e modesto
como conven m padre, que seja asalduo e re-
gular no edro, exacto e prompto na administra-
cao dos sacramentos, em ettudar e applicar-se
continuamente as santas leituras no inlervallo
dos offlcios, nio se encarregar de negoios tem-
poraes que o dislraiam muito, e o privem de oc-
cupar-se em suas obngagoes, ero nuoca perder
seu lempo, em joros ou passeios iouteif. s dar
passems necessarlos para a saude 6 com pessoas
honradas, que o instruam e sejam instruidas por
enes, era lugares solitarios, e nio em uma praca
que o covil da ociosidade, das zombarias ou
em um lugar oceupado por mulheres, ele. 'Fi-
nalmente que se conduza como o aanto concilio
dos trinta ordena aos ministros do Senhor que
sio para seu estado a luz do mundo e o sol da
Ierra, a
Eis o conego de Saint Honor. Depois de le-
rem esta carta, conhecem-no como se com elle
vivessem muito tempo. Sua mi, mulher de
Jos, que o amava muito, parece ter sido uma
excellente mulher, de muilo jaizo, e bom cora-
gao, modesta, digna de seu filho e de aeu mari-
do a quem ella sobreviveu. Quando ella veio a
Pars, muito prxima a ser grande senhora nio
desempenhou mal seu lugar. Possuimos uma
caria della. Atravez dos caprichos de orthogra-
phia, eguaes a tudo que ha de desleixo nos es-
criptos das mulheres da poca, encontra-se ahi
urna abundancia de estylo claro e que o sello
do secuto 77 e que figurara al na liberdade no-
bre e firme da carta.
Ella nio tem assentos nem pontuaco, e tudo
est perfeitamente claro.
a "e Vl ??'* cartl que e8Cr"eates ao Sr. cooego
de Saint Honor que estaes com cuidado sobre a
saude de vosso filho. E' verdade que elle veio
um tanto doenle, porm nao de modo que se te-
ma pela sua vida, a nio ser que peiore, o que
nao succede presentemente. Vi hoje Mr. Dufour
que me disse que tudo podia remediar-se fcil-
mente fazendo o que ordenou o nosso hbil me-
dico pois Dufour eslava presente quando vosso
fllho consultou o medico.... portaoto tranqull-
uzae-vos a este respeito porque se Dous quizer
esta doeoga nio ter ms coosequencias.
Escrevi a minha filha em resposta a orna de
suas cartas, mostrando-lhe que obra mal em ser
adiftereote com as pessoas quem obrigada ;
porm nao creio que ella e seu marido emendem-
se, nao poderei fazer mais do que o que tenho
mi h'" '^U mu 252 Primo' T0Ma muil hu-
milde criada. De Dubois.
Antecipei a ordem chronologica para fazer co-
ohecer melhor esta familia eo circulo do carJesl.
Volto agora aos primeiros lempos da residencia
de Jos em Pars, para produzir um documento
inteiramente histrico que censure e desminta
em muitos pontos as narragOes malvolas de
Saint Simn.
Jos e seu filho o cooego preparavam-se para
ir a Bnves. quando uma grande nova que nio es-
perava receber mais, os demorou em Paris. O
arcebispo de Cambrai tora promovido ta cardeal;
Nio deixa de ter interesse saber como esta no-
ticia foi recebida na edrte, e Jos faz della uma
discnpgao que parecer ainda agradavel e ins-
tructiva depois do horrivel quadro que faz della
Saint Simn.
Ver-se-ha que Jos e os seus sabism receber
dignamente a fortuna ;
Paris, 26 de julho de 1721.
(i O homem prope e Deus dispoe. Nao es-
peris pelo cooego de Saint Honor, nem tam-
bera por mira. Nossa viagem de Limousin foi
diffenda. e talvez acabada : porm nao vos affli-
jais por isto. as azdes desla sbita mudanca,
beta longo de inquietar-vos, devem ser-vos agra-
daveis. Ellas. M. Arcebispo, depois de ter.
segundo parece, consentido na partida de mea
ulho, a qual ajustara uma liteira para o dia 25,
deu-nos entender, no dia 24 noile, que seus
negociojsoffreriam, e que desejava que nio so
izesse esta viagem tao depressa.
Delibermos durante a noite, o conego e eu,
a este raspeito, e no dia seguinle pela manhia,
era hontem, resolvemos partir ; porm, na occa-
siao era que eu ia participar esta resolugio M.
Arcebispo, chegou um correio de Roma, que tra-
zia a noticia que o papa o no meara cardeal no
da 16, cora urna dislincgio extraordinaria e In-
nitos elogios.
Eslive algum tempo fechado com este correio
em um gabinete, esperando que M. Arcebispo.
qut trabalhava com M. o Regeote, viesse. O
despacho s pie ser-lhe entregue ao meio dio.
Elle recebeu sem abri-lo. Ouviu misas, comeu
um pouco. e foi fallar com sua alloza real que o
trouxe mmediatamente palacio. Ao sahir do
Louvre, entrou em uma sege de posta para ir
S. Cloud visitar madama. Na volta, entrou no
palacio real para saudar a Sra. duqueza d'Orleans
depois foi carro visitar M. Duque e o cardeal
de Noailles. Levou at onze horas em toda esto,
ceremonia. Era quasi meia noile quando ello
pode retirar-se. Encontrou em soa casa diver-
sos senhores que o esperavam e que o retiveram.
anda multo tempo ; de tal sorte que eu e meu
Ulho, que nao queramos apresentar-nos na mul-
tidao, e que estavamos expressamente em seu
quarto para o ver cear, tomos obrigados a velar
at uma hora depoisjde meia noite.
Picamos com elle emquanto ceiava, e depois
emquanlo se despia. Depois do que tomo3 dei-
tar-nos bem tarde.
Hoje temos tido tanta gente que a cabega an-
da-mearoda. As pessoas se apresentam so-
mente para dizer duas palavrss ; porm como
isto cootinuo e sem fim, nio podemos segui-
lo, porque vio casa de M. arcebispo, te depois
psssam para a minha.
Teremos que soffrer essa fadiga durante dous
ou tres dias necesariamente.
O correio que veio, foi enviado por M. Cardeal
de Ronn que tivra a precaugao de o ter promp-
to no consistorio, afim de faze-lo partir mme-
diatamente depois da promogio. 0 papadever
ter despachado um de sua parte, que trar o car-
dealado, e que nio tende partido so mesmo lem-
po que o outro a poder chegar aqu hoje tar-
de ; e no oitavario vira um terceiro com o bar-
rete, e este ser um camareiro de sua santidade.
M. arcebispo ser obrigado a hospeda-lo em sua
casa e fazer-ihe servir uma mesa de doze cober-
tas oa sala que lhe for destioada. Eu informar-
vos-hei a respeito deste ceremonial que curio-
so e da ultima magnificencia. E' o rei quem ha
de por o capello do novo cardeal, porm sem
particularidade alguma. ser tambem sua mages-
tade quera lhe dar o barrete ou bonet vermelho.
de forma quadrada. Esta parte tem uma cere-
monia particular.
L-j* extensa narragao apezar da fadiga que me tem
causado a aftlueocia das visitas.
nh!'L(,U VS2 ha- na COrte Pes80a d'attocta que
tenha deixado de vir. Todos parecem mais er-
tasiados do que nesta primeira promogio das
concurrencias de uma dignidade que nada deixa-
va a esperar a meu irmio. Por este motivo nio
fiz diligencia de mandar estes dias passados a
Brivea, pois julgave o negocio do cardinalado
perdido, e por consequencia as pretenges de M.
arcebispo pela agua baixo. Nio me persuado
que elle tenha muitos amigos, ao contrario es-
tou certo, que nio tem um s verdadeiro ; toda-
va este o modo de proceder dos homens; ca-
da um faz protestos e offerecimentos como se es-
tivesse verdadeiramente satisfeito com o acon-
tecimento. e nio duvido que a maior parta del-
les estejam desconsolados. Uma senhora dissa-
me esta manha que se dizia em Paris que era
preciso que M. arcebispo fosse um demonio
para elevar-se tanto aas circustancias do lempo,
e que se elle desejsse ser rei ou papa, conse-
gui-lo -hia.
Seja o que for, o que verdade que ludo
curva-se a sua vontade, eque nada Ihe impos-
sivel. Se soubesseis a quem elle foi preferido,
caries admirada. O papa tioha quatro capellos
a dar. Deu um a seu irmio que era, seguodo
pens, arcebispo e de muita consideragio ; a fa-
milia de Cooti uma das primeiraa, das mais
illustres de Roma, ha muilos papas nesta fami-
lia. Deu o outro ao sobrinho do defunlo papa
D. Alexaodre Albaoi, este capello competia-lha
de direito, seguodo o uso. Isto pratica-se sempre.
costuma-se fazer ainda indiapensavelmente pape
na primeira promogio a um sobrinho ou paren-
te prximo do ultimo papa. O terceiro capello
foi o que nos veio, e do quarto suaaantidadenio
quiz dispor senio quando tivease oulros lugares
vagos para uma nova promogio, nio querendo
descontentar as pessoas illustres que lhe foram
recommendadis.
(Coninuar-i-no.)
"Me IIP. H F. DI KAUJLAMT


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