Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09347


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Full Text
lili IIITIi 10ME10 170
' P#r tres mezes idiaotados 5$0(,0
Por tres mezes vencides 6(000

L
f
SEXTA FEIRA 26 BE JDLHQ PI 1| |
Prannadiantad.9$008
Ptrte fraice pan t subscriptor.
H CA BREGADOS DA 8DB8C8IPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Satal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ij, o Sr. A, de Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
do Oliveira; Maranhio, o Sr. Blanoel Jos Mar-
*ins Ribeiro Guimaraes; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKt'lA DOS UUHHKIUa.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciraar, Altinho
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouncury e Px as quartasfeiras.
J Cabo, Serinbaem, RioFormoso, Una,Barreiros
fAgoa Preta, Pimenteiras Natal quintas feiras. i
[(Todososcorreiospartem as lOhorasda manhia)
EPHEMERIDES DO MIZ DE JOLHO.
7 Lia ora as 11 horas 56 minuto da tarde'
15 Quarto crescente sos 28 minutos da manbia-
21 La eheia as 9 horas e 46 minutos da tarde-
29 Quarto minguante as 5 horas e 32 minutos da
tarde. -
PBEAMAR DE HOJE.
Primeiro as 7 horas e 42 mina tos da manhaa.
Segando as 8 horas 6 minutos da tarda.
DAS DA SEMAHA.
! Segunda. S. Mara Magdalena ; S. Meneleo m.
23 Ter^a. S. Apolinario b. m.
24 Quarta. S. Chrislioa r. m.
25 Quinta. S. Thlago ap. ; S. Christovo m.
26 Seita. Ss. Symphronio.Olimpio e Theodulo Mm
27 Sachado, (jejum) S. Pantaleao medico.
28 Domingo. S. Auna mi da mi de Deu.
AUUlENCiAS DOS K1BUNa> DA CAPITAL."
I Tribunal do ommercio; segundas a quintas.
Relaco: tergas, quintas sabbadoa as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbadoa as lOhorss.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: torgas e sextas as 10 horas.
Primeira Tara do eiTal: tercas sextasso meio
da.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO DO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Faleo Dias; Baha,
Sr. Jos Martina Aires ; Rio de Janeiro. 8t"
Joo Paraira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O propietario do diario ManoeLFigielroa dt


PARTE OFFICIaL.
Segunda Tara do el val : quartas e sabbadoa a lFaria.na sus liTraria praga da Independencia n
hora da tarde: U e 8.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 83 de jolhp.
OIBcio ao Exm. bispo deocesano.Rogo V.
flxc. Rvma. se digne informar sobre o que allega
a irmandade de N. S. do Guadelupe da cidade
de Olinda no requerimento ioeluso.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Para cumprimento do disposto no aviso da re-
partigo da guerra de 28 de juoho ultimo de que
lhe remeti copia faz-se necessario que V. S. in-
Iormese existe nessa thesouraria tabella regulan-
do os salarios que deven? perceber os operarios e
serventes empregados no arsenal de guerra.Offi-
ciou-se para o mesmo im ao director do referi-
do arsenal.
__ Dito ao mesmo.Julgaodo procedente as ra-
cdes ponderadas pelo coronel commaodante das
armas na informago que aqui ajuoto por copia
acompaohada do requerimento do alferes do cor-
po de guarnirlo Joaquim Jos Luiz de Souza, re-
commendo V. S. que mande pagar ao predito
alferes a importancia da etape e gratificado ad-
dicional relativa ao mezdejulho ultimo.
Dito ao mesmo.Transmuto V. S. para os
convenientes exames a iuclusa copia da acta do
conselho administrativo para (ornecimento do
arsenal de guerra datada de 12 do correte.
Dito ao mesmo.Autoriso V. S. a mandar
pagar sob mioha responsabilizado, nos termos do
decreto de 7 de maio de 1842 o que se estiver a
dizer ao engenheiro William Martineau proveni-
ente de seus vencimentos relativos ao exercicW
prximo (indo com o encarregado das obras ^P
cargo do ministerio da marioha nesta provincia,
visto nao haver crdito para esse pagamento, se-
gundo consta da informago ministrada por V. S.
em 20 do correle sob n. 616.
_ Dito ao mesmo.Nos termos de soa informa-
cao de 13 do correte sob n. 587, dada com re-
ferencia que devolvo da contadoria dessa the-
souraria mande V. S. pagar a Miguel Paulo de
Souza Rangel, escrevente do patro mor a quao-
tia de 50j}0t)0 ris, que se lhe compete por hsver
exercido interinamente o lugar de escrivio das
oficinas do arsenal de martnna durante o mez
de junho ultimo, devendo para isso apresentar
elle a portara que o desigoou para exercer aquel-
las fuocces.
Dito ao mesmo.Inleirado de quanto V. S.
expoz em seu officio, n. 581, de 12 do correte
tenho a dizer em resposta que a forga da guarda
nacional actualmente destarada na comarca de
Garaobuns tendo sido chamada a servigo para
auxiliar a tropa de 1 lmha na defflciencia desta,
deve correr por conta do ministerio da guerra a
dospeza do cartuchame que ltimamente mandei
fornecer mesma forga por iotermedio do chefe
de polica, tacando por consequeucia aem effeito
o officio expedido a essa thesouraria em 5 deste
mez autorisando a indemnisaco da respectiva
importancia.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Maude V. S. pagar a Henrique Carlos da Costa
os seus vencimentos como coltaborador da secre-
taria do governo a contar do Io al 13 do corren-
*e,dia fm dispensado dessa commisso.
Circular.A todos os juizes de direito da pro-
vincia.Convindo que a imposigo da pena de
agoutes nos reos escravos tenha smeole por fin
a justa puoigo do delicio sem perigo de vida,
ou grave e prolongado detrimento da sade do
pacienle, como aconselham os principios de ho-
zuanidade, recommendo Vmc, em observancia
do aviso do ministerio da justiga de 10 de junho
ultimo, a malor cautela a semelhaote respeito,
lembraodo-lhe que deve essa pena ser graduada
conforme a idade e robustez do reo, e que, se-
gundo affirmam os facultativos, quando o nume-
ro de agootes excede a duzentos, sempre se-
guido de funestas consequencias, devendo sus-
pender-so a applicago do castigo, logo que o
paciente, a juizo medico, o nao poder mais sup-
portar sem perigo.Fez-se igual recommenda-
gao ao Dr. chefe de polica.
Officio ao conselho administrativo.Autoriso
e cooselho administrativo a comprar para forne-
ciment do almoxarifado do arsenal de mmsma n
objectos mencionados nos dous pedidos inclusos.
Communicou-se thesouraria de fazenda.
Dito ao director do arsenal de guerra.Nao
convm effeituar-se na barcaga Nova Esperanca
a remessa da plvora viuda da corte com destino
provincia do Rio Grande do Norte, visto ser
excessivamente caro o frete que exige o dono da
mesma barcaga, como Vmc. declarou em seu
officio, n. 207, de 18 do correle.
Dito ao gerente da companhia pernambucana.
Para cumprimento do disposto em aviso do
ministerio da agricultura commercio e obras pu-
blicas de 2 deste mez, sirva-se Vmc. de, sempre
que por qualquer circumstancia houver a com-
panhia pernambucana de mudar os vapores da
lio ha para outros, anda nao inspeccionados, dar
distoi conhecimento a esta presidencia, afim de
que faga examinar se estao as condiges do res
pectivo contrito quanto s accommodagea para
passageiros, devida seguraoga e outros requisitos.
Dito ao director das obras publicas.Informe
Vmc. quaotos bracos tem o caes, que est por
fazer entre o theatro de Santa Izabel e a ra do
Sol.
Dito ao director das obras militares.Mande
* me. fazer sem demora os concertos j oreados,
de que necesaita o telbado do hospital militar,
bem como substituir por ontras as duas tergas,
de que trata o seu officio n. 74, de 18 do cor-
rete. Communicou-se ao commandanle das
armas.
Dito ao engenheiro William Martineau.Sem
embargo de achar-se anda pendente da decisao
do governo imperial a informago por Vmc. da-
da em officio de 19 de junho ultimo acerca das
obras que se tornam necessarias no isthmo
de Olioda, recommendo-lhe que mande desde
j execatar a primeira parte das obras por Vmc.
ndicadaa em soa citada informago, e que con-
siste em urna estacada de dez bragas no lugar
em que ha maior risco de ser o isthmo cortado
pela acgo das aguas, afim de nao Bear inter-
rompido o transito publico por all, at que o go-
Temo imperial sirva-a de deliberar acercadas
outras obras de maior aeguranca.
Dito ao engenheiro Jos Mamede AWes Fer-
reira.A' bem do servigo publico convido V.
S. para comparecer no palacio desta presidencia
amaoha ao melo-dia.Iguaes convites foram
dirigidos aos eogeoheiros Luiz Ribeiro de Souza
Rezende e Garvazio Rodriguea Campello.
Portara.o presidente da provincia, tendo em
vista o officio da thesouraria provincial do hon-
tem, sob n 353, reaolve, nos termos do art. 33
da le n. 488, de 16 de maio do anno paseado,
abrir um novo crdito supplementar na impor-
tancia de 7:644)288 rs. para cootinuago daa
despezas feitas no exercicio prximo lindo por
conta da verba rotada no f 2a art. 18 da citada
le, isto com o sustento e curativo dos presos
pobres. Communicou-se thesouraria pro-
vincial.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que Iba requereram os negociantes Bastos 4
-"ve, buujjguavaiiuj yvr uinuuu uai/iuuai Lt*iH
I. reaolve conceder permisso para Joo Esleves
Versea matricular-se independente da apresen-
laco de carta de piloto, como capito do mesmo
patacho, na viagem a que est .destinado para
o Rio de Jaueiro; devendo, porm, assigoar
termo na capitana do porto, pelo qual se obri-
gue a exhibir a referida carta para outra qual-
quer viagem.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que requereu Bento Borges Leal, de ronfor-
midade com o disposto no art. Io da lei provin-
cial n. 504 de 29 de maio ultimo e nos termos
do art. 6 da carta de lei de 3 de outubro de
1834. explicado por vito do ministerio da jus-
tiga de 14 de maio de maio de 1860, resol ve
oomear o referido Bento Borges Leal para exer-
cer provisoriamenie os officios de partidor e con-
tador do termo de Caruar, emquaoto nao forem
definitivamente prvidos pela forma determinada
no decreto n. 817, de 30 de agosto de 1851.
Nomeou-se tambem a Francisco Xavier de
Souza Ramos para iguaes officios no termo de
Pao d'Alho.
Expediente do secretarlo.
Do dia 23 de julho de 1861.
Officio ao coronel commandante das armas.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
muoicar V. S. era resposta ao sen officio n.
1,136, datado de 22 do correte, que j se decla-
rou thesouraria de fazenda o dia em qoe o co-
ronel Trajano Cesar Burlamaque assumio o com-
mando do presidio de Fernando.
Dito ao inspector do arsenal de marioha.O
Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
municar V. S. que segundo constou de officio
do coronel commaodante das armas datado de 22
do correte, apresentou-se no hospital militar
cora o filho de nome Martiniano, a Africana livre
Mara, que se havia ausentado daquelle estabe-
lecimento.
Despachos do dia *3 de julho.
Requtrimenlos.
Miguel Paulo de Souza Raogel.Dirija-se
thesouraria de fazenda, onde deve o supplicante
apresentar a portara pela qual foi designado pa-
ra exercer interinamente o lugar de que trata.
Paulino Antonio da Triodide.Opportuoa-
mente ser attendido.
Manoel Ribeiro dos Santos e outros.Informe
o Sr. juiz de direito da comarca de Goianaa, ou-
vindo o juiz municipal.
Deodato Gomes ds Silva.Informe o Sr. capi-
to do porto.
Maooel Ignacio d'Avila. Satisfaga o suppli-
cante o exigido pelo Dr. procurador fiscal no
parecer junto por copia.
Sebastio Paea de SouzaRequeira pelos ca-
nses competentes.
Peregrino de Souza Magalhes.Eslo prvi-
dos os lugares.
Joo Bernardino de Vasconcellos.Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Francisco Jos Gomes.Sellado volte.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
SESSAO EM DE JUNHO DE 1861.
Presiencto do Sr. viseonde de Abaet.
s 11 horas da manha o Sr. presidente
abre a aesso estando presentes 32 aenhores
senadores.
Lida a acta da anterior, approvada.
Achando-se na ante-camara o Sr. baro do Ma-
roim, senador do Imperio pela provincia de Ser-
gipe, sabe a recebe-lo a deputago oomeada na
sesso antecedente ; e sendo introduzido com as
formalidades do estylo, presta juramento, e toma
assento no senado.
EXPEDIENTE.
O Sr. 1. secretario participa que o Sr. senador
viseonde de Uruguay lhe havia commnoicado
achar-se enojado era consequenoia do fallecimen-
to de seu tio o conselheiro Bernardo Belisario
Suares de Souta. tica o eauadu iuloicado o
manda-se desanojar.
Fica sobre a mesa a folha do subsidio dos Srs.
senadores, do 1 mez da presente sesso.
Entra em discusso o requerimento do Sr. vis-
conde de Jequitinhooha, apoiado na ultima aes-
so, propondo que se convide a cmara dos Srs.
deputados para nomear urna commisso especial,
que, reunida outra do senado, examinem o-art.
10 Io, 5o e 6o, art. 11, 9o e arts. 15. 16 e 19
do acto addicional, e proponham um projecto de
inlerpretago.
E' offerecida a seguate emenda ao requeri-
mento :
Declare-se que a commisso dever compor-
se de cinco deputados e cinco senadores.H. Per-
reir Penna .
Terminada a discusso, approvido o requeri-
mento e igualmente a emenda.
ORDEM DO DA.
Continua a segunda discusso, adiada pela hora
oa sesso antecedente, do projecto de resposta
falla do throno.
OSr. Souza Franco declara que, a nao ter sido
pronunciado hontem o discurso do oobre senador
pelo Rio de Janeiro, era sna intengo nao tratar
mais, nesta discusso, senoda qneslo econmica
e oanceira, questo de mais vallo na actualidade,
e que cooseguio reunir em torno de si os brasi-
leros que, fazeodo abstenco de principios abs-
tractos de poltica, querem a liberdade de crdito,
como essencial prosperidade do commercio e
da industria, ea primeira das condiges capazes
de obstar ao decrescimeoto da renda do estado e
de impedir que de dficit em dficit, de empres-
timo em emprestimo, chegue o thesouro publico
a um principio que noesi longe.
Mas o discurso do nobre senador pelo Rio de
Janeiro ttrou o orador deste proposito, obrigan-
do-o a contestar algumas das propoaices que S.
Ixe. enunclou.
Se a alguem restassem dundas sobre a exis-
tencia da oligarchia, de certo teriam desappare-
cido depois do discurso do nobre senador. (Apoia-
do.) Nao era um dos principaes membros do gru-
po denominado oligareba, um homem poltico da
importancia de S. Em., que procurara justificar-
se e a seus amigos se nao livease conviego pro-
funda de que as aecusagoes que lhes sao feitas
leem calado no animo do povo.
Tem-se asedadamente empregado as palavras
partido conservadore o Sr. ministro do com-
mercio e agricultura declarou que os membros
do gabinete pertencem a esse partido. Cumpre,
porm, que se faca dislincgo entre partido con-
servador, e brasileiros que professam opinides
conservadoras. Nao a meama cousa.
O nobre senador pelo Rio de Janeiro entenden
qae devia denominar innovador ao partido libe-
ral: o orador nao faz questo de nomos; inno-
vador, progresaisla, liberal, aceita qnalquer des-
las denominsges para designar o partido que
*"""." 1er promove a marcha da sociedade em pro-
bemos, consignatarios tfo patacho nacional Urna gresso continuado, que nioguem pode condem-
>-is nar, urna vez que seja um progresso razoavel,
- firmado na experiencia o nos principios os mais
ios, e desenvolvido com a prudencia aconseja-
da sempre que se tratar dos grandes interesses da
causa publica.
O pobre senador quiz mostrar que no Rio de
Janeiro predomina a opioio conservadora. Re-
leva, porm, saber-se em que ponto ae colloca o
observador para chegar a essa apreciago.
Quando as pocas sao normaes ; quando as ios-
ltuices nao correm perigo; quando a prospe-
ridade se manifest por toda a parte, innegavel
que a situago exige a conservago ; ento o par-
tido activo conservador eogressa-se de grande
numero daquelles cujas ideas vo mais com a ac-
tualidade.
Quando, porm, as pocas sao anormaea ; quan-
do geral o desespero de todas as classes; quan-
a situago econmica pessima ; quando a agri-
cultura se v torturada, o commercio eslagnado,
a industria deperece, ao passo que os principios
abstractos de poltica nao esto em questo, en-
to o grande numero dosses que nao adherem a
partido sendo quando elle caminha na senda do
progresso, encostam-se aos horneas que o pro-
movem, e que pugaam por ideas capazes de con-
jurar os males que a/fligem o paiz.
Esta a explicago da liga de liberaes e de
pessoas que professam opinides conservadoras,
unidos quanto a questes financeiras e econmi-
cas, sem apprehensoes sobre poltica. Considera-
ran! na triste actualidade, e ligaram-se.
Assim, o que fica do oulro lado, o que Oca com
os que acham excellente tudo quanto est feito ?
cora os que, contemplando o povo a bragos com
as difficuldadea desaoimadoras do presente, di-
zem-lhe como a S. Lourenco sobre as grelhas :
Aquietai-vos ; isto esl excellente ? com os
que nao querem tocar em cousa alguma do que
existe, sob pretexto de commogdes polticas ?
Nada, e esses reduzem-se ento s oligarchias,
que s pdem manter-se por meios extraordina-
rio?. (Apoiado.)
O nobre senador pelo Rio de Janeiro, discuti-
do as bases da olygarchia, coosiderou que a sua
existencia seria urna maravilha. Nao por ser
maravilha que admira a existencia de tal en'.i la-
de ; por manter-se em um paiz como o nosso,
cora as instituigdes*^ue temos.
Citou o nobre seoador a olygarchia de Veneza
e de outros estados. Essas sao sanecionadas ou
pela constitnigo desses paizes, ou pelo assenso
dos povos. Nao porem, disso quo se trata entre
nos ; de urna olygarchia arbitraria, instituida
por meia duzia de poderosos, s em seu proveito.
Figurn o nobre senador duas hypotheses ; urna
em que o ebefe do estado absorve todos os po-
deres, o que nao olygarchia, mas despotismo,
e que, em todo o caso, nenhuma applicago tem
ao nosso estado actual.
A outra hypothese figurada pelo nobre senador
quando o chefe do estado, sendo pouco capaz,
e nao tendo amor ao trabalho, entrega os nego-
cios do estado a ministros que os monopolisam
em seu proveito ; mas neste mesmo caso, s se
concebe urna olygarchia quando taes ministros se
mantem no posto contra a vontade do monarcha.
O nosso caso outro, e constitue urna terceira
hypothese, de que o nobre senador nao se oceu-
pou.isto quando meia duzia de horaens pode-
rosos congregam-se e chamam a si urna influen-
cia demasiada nos negocios do estado ; quando
essa forga occulla predomioa e ioflue at as or-
gaoisagoes miuisteriaes.dirigiodo-as quando nel-
las entram os seus amigos, ou fazeodo-as baquear
se nellas nao encootram satisfago de seus ca-
prichos e interesses.
E' um genero de olygarchia que se revela al
no facto de recusarem-se estadistas a entrar para
o ministerio, a organisa-lo sob a sua responsabi-
lidade, prova de que dam-se melhor com a go-
vernanca s oceultas e de um modo irresponsa-
Tel.
Passando a examinar os factos allegados, v-se
qoe o nobre senador pretendeu que a olygarchia
nao 83 firma va no senado, porque a aabedoria da
cmara vitalicia nao a sujeitaria vontade de al-
guna individuos ; mas ninguem desconhece que i
olygarchia nao acta directamente sobre o sena-
do .; acta sobre as forgas da sociedade na forma-
?ao dos gabinetes ; acta pela disposigo do sena-
do a apoiar todas as administrages, a nao lhes
crear embaragos.
Nem se diga que a olygarchia nao impe sobre
a cmara dos deputados porque nao governo ;
ser.lmenie M sabe que a olygarchia nao existni
Se nao toase a foro* quo o gsreroo llio governo quizesse, desde esse momento a olygar-
chia nao seria mais nada. ( Apoiado. )
Allegou o nobre senador que a olygarchia n
tem imprensa. Este argumento contraprodu-
cente. Quando os homeos pblicos que tem in-
fluencia no paiz s a maotem por meio da tri-
buna e da imprensa livres, uinguem os pode cen-
surar. Mas se fogem da tribuna, so abandonam
a imprensa, dp mais urna prova da olygarchia.
Cumpre examinar se de facto alguns homens
tem entre nos conseguido |uma influencia supe-
rior que lhes compete em relaco a outros ci-
dados que tem iguaes direitos goveroanga do
paiz; e de que meios se tem servido para domi-
nar o paiz.
Quando em 1858 foi dissolvido o ministerio de
4 de maio, eotrou outro com idaa inteiramente
oppostas no que respeita a opinides econmicas e
Qoaoceiras, sobre tudo a medidas asnearas. A
opinio porem pronunciou-se de tal sorte contra
as opinides professadas, embora em muito boa ,
por esse gabinete, que ella leve de relirar-se muito
parlameotarmente.
Novo ministerio se organisou, que naturalmen-
te devia arripiar carreira em relago as medidas
bancarias que tinham causado a queda do seu
antecessor ; mas foi justamente o contrario o que
aconteceu, porque os olygarchas acharam meio
de metter nesae grbinete um ministro que foi o
principio dissolvente daquella organisago.
Vio-se logo que o novo ministerio sabia das
condiges de sua organisago, ia sustentar os
mesmos principios, as mesmas ideas contra o cr-
dito, que haviam dado a derrota ao seu anteces-
sor. Qual foi a causa desta anomala ? A Influen-
cia dos olygarchas, que faziam depender dessa
condicao o seu apoio ao gabinete, e que conse-
guiram assim, pondo o ministerio em risco de im-
mediata dissolugo, que todo* os ministros se
puzessem de accordo sobre medidas em que, por
seus precedeotes, pareca impossirel que pudes-
sem combinar.
Disse o Sr. ministro de agricultura e commer-
cio que quando tal facto se deu ja a opinio es-
tara modificada, ja ninguem acreditava mais que
pedagos de papel creassem riqueza. Engana-se
S. Exc. ; a opinio nao eslava modificada. Quan-
do escamaras tratavam mu regularmente de
assumpto to vital para a sociedade, a opioio
procorou todas as maneiras regulares no nosso
systema para maoifestar-se, e o cooseguio com
grande brilho.
Maa quando o ministerio, obrando revoluneio-
nariamente, convertea as ideas controvertidas em
lei do estado, a opioio sujeilou-se de m von-
tade ao decreto de 30 de setembro, nao renovan-
do aquellas manifestagdes, porque, dadas taes
circumstancias, ja nao tinham fim apreciavel.
E' porem fora de questo que a opioio subsis-
te ainda tal qual eslava formada quando fez reti-
rar o gabinete de 12 de dezembro.
E tanto se reconhece que ella subsiste, que em
1860 se julgou indispensavel fazer falsear esaa
opinio. Foi deste pensamento que nasceu a o-
ra lei de eleigoes, iniciada, sustentada, e appro-
vada no sentido de embarazar que u urnas se
manifeslassem sobre a questo econmica e Q-
nanceira pela maneira que incontestavelroentese
pronuociariam se nao as comprimissem por meios
extraordinarios.
Se a opinio estivesse modificada, nao teria
havido essa lei. Se a opinio estivesse modifica-
da, nao se teria presenciado o espectculo de
lutarem, no mesmo diatricto eleitoral, conserva-
dores contra conservadores, decidindo-se a oli-
garchia a apoiar uns em prejuizo de outros, ten-
do s em vistas as ideas financeiras que profes-
sivam estes e aquellos.
Mas era preciso a todo o custo conservar a ad-
miDistrago em certas mos, para evitar que al-
guma cousa fosse alterada na legislago existen-
te ; e ento n se hesitou no emprego de meios
extraordinarios, capazes de fazer predominar no
parlamento os homens que acham bem feito tu-
do quanto se fez em 1859 e 1860.
E quem, seoo a oligarchia, com a sua forga
indebita, poda obrar todos estes factos. ter se-
melhaote acgo sobre o governo do paiz?
No proposito de evitar qualquer reforma as
leis de 1859 e 1860, j a oligarchia antes da qua-
dra eleitoral procurava assustsr a populado com
perigos imsginarios. Hoje ainda nesses riscos
imaginarios que se quer firmar I
Eocootra-se urna prova desta assergo na carta
que o Sr. ex -ministro do imperio escreveu ao Sr.
ex-presidente do conselho; carta que por sem
duvida nao escroveria aem ter ai lo aconselhada,
approvada pela oligarchia, especialmente pelo
jaeu amigo e prente que hontem orou.
Felizmente o discurso da cora desmente a
, existencia de tal perigo, assegurando qu6 a tran-
quillidade publica nao foi alterada, nem durante
a lula eleitoral. O relalorio do Sr. ministro da
justicia confirma esse desmentido, annunciando
i que, na actualidade, ainda os mais exaltados se
abrigam constituigo do imperio.
Taes perigos, pois, nao existera ; e se ha, co-
mo de facto ha, antagonismo entre as ideas a
este respeito enunciadas pelo ministerio, e as que
sao sustentadas pelos seas amigos puritanos, ou
vermelhos, tratem l de explicar-se entre si.
Era todo o caso essa dissidencia nao pode pre-
judicar a verdade raanifesta ; isto que a situa-
go poltica nao offerece o menor perigo ; a
mais normal que se pode desejare que possi-
vel.
i Nem novo que quem quer dominar um paiz
finja perigos, riscos que devem resultar se o po-
der lhes fr tirado. Isso velho, e d-se per-
feitamente bem com o juizo que os nobres sena-
dores formam de si mesmo, suppondo-se to uni-
j eos, que, a nao serem elles, e com outros pilo-
tos, a nao do Estado ira a cachopos.
1 Pede permisso para 1er um trecho da historia
do ministerio de Canning, que se refere situa-
go poltica e financeira, anloga nossa, quan-
do, no anno de 1819. tratou-se na Inglaterra de
reassumir os pagamentos em ouro, como se effec-
tuou dous annos depois.
a Violenta tempestado se levantou a 18 de
maio de 1849 na cmara dos commuos, onde as
medidas miniateriaes, tanto polticas como finan-
ceiras, apresentadas pelo gabinete, arrastavam a
opposigo ao mais alto grao de exasperarlo e
hostilidade. Por um lado exig'iam os ministros,
sem cessar, novas contribuiges; por outro apre-
sentavam constantemente leis .de intolerancia e
perseguigo, como nicos meios de prevenir a
exploso de movimentos revolucionarios, aooha-
dos na verdade por algumas cabegas insensatas,
mas para reprimir os quaes fornecia a legislago
existente todos os meios.
ct Esta tendencia do ministerio para destruir
pouco a pouco as publicas liberdades, inspirando
terrores imaginarios aos representantes da nago
e mesma nago, nao poda passar desapercebi-
d pelos verdadeiros amigos di liberdade; o com
effeito pareca com a audacia dos ministros aug-
mentar a coragem com que aquellos combatiam
as pretenges minisleriaes, desmascarando o fim
crimiooso de tantos esforgos.
O excesso de urna generosa indignago pro-
duzio finalmente na cmara dos commuos urna
dessas exploses sbitas e terriveia do furor po-
pular que s vezea derribara n'ura momento o
edificio de macbinages e tramas erguido pelo
despotismo, e dispersara de um s golpe os ele-
mentos acumulados no aomr do mullos annos
ppin podor oonira a liberdade.
Salvas *s devidas reservas quanto s palavras
cabegas insensatas,e ficando entendido que
os terrores a respeito da ordem publica sao entre
nos explorados pelos oligarchas, e nao pelos mi-
nistros : o que o orador acabou de lar pinta ad-
miravelmente o estado de nossa po^ca.
Se nestas palavras ha alguma aecusago, sus-
tenta-a, nao fundando-se em boatos, mas na
carta do Sr. ex-ministro do imperio ao Sr. ex-
presidente do conselho. Basta examina-la para
recoohecer que am dos meios com que se quer
tornar permanente a influencia de certo grupo
essa invengo de perigos imaginarios, em que a
corda e os ministros nao acreditara ; de sorte que
' neste assumpto ha completo antagonismo de ideas
entre os membros desse grupo e os proprios mi-
nistros.
Os factos mostram, e essa carta revela que des-
de que a leis bancarias e de eleigdes, e outras
medidas entregaram a certo grupo os meios de
fazer calar a opioio e de vencer as urnas, a oli-
garchia s esperou que passasse a qnidra eleito-
ral para logo aps empolgar o poder.
Mas a opioio nao tinha soffrido modlficago
alguma a respeito das questes econmicas e fi-
nanceiras. O que se manifeatou foi receio de
lula com o goveroo, e com um governo que to-
mava medidas revolucionaras.
Citar um facto para mostrar at onde esse re-
ceio foi levado. Logo que appareceu o decreto
de 30 de setembro aconselhou o orador a alguos
directores dos bancos um meio legal de que po-
deriam langar mo ; o deposito da importancia
do sello, com interposigo de recurso primeiro
para o governo, e depois para o conselho de es-
tado. Mas o receio de contrariar o ministerio
era tal, que um dos esUbelecimeolos, alias mui-
to forte, nao se animou a proceder daquella ma-
neira.
Eis aqui pois. como a opinio nao tinha muda-
do ; o campo da luta que j nao era o mesmo.
O decreto de 30 de setembro era ravohiciooario,
e o commercio do Brasil nao est disposto a lutar
em semelhaote terreno.
Fizram-se as eleigdes. Nao foi a agitago
quem aqui deu o triumpho liga ; pelo contra-
rio, quem considera a victoria da liga na corte,
e observa que nio a alcan;ou em outros pontos
onde necassariamente a devia ter alcangado, nao
pode deixar de coavencar-ae que so oa capital
do imperio houve plena liberdade.
Nao assim na maior parte do imperio, onde o
manejo surti todo o seu effeito. Onda quer que
presidentes honestos davam garanta de liberda-
de as urnas, como em S. Paulo, langoa-se mi
da todos os meios para obriga-los a darem de-
missio. Ento foi para all mandado am verda-
deiro capanga de eleigoes, e os factos mostraram
de quanto era elle capaz....
O Sr. Presidente dealara ao nobre senador que
nao pode usar das exprsanosverdadeiro apan-
ga de eleigdes.
O Sr. Souza Franco retira-as porqae nio quer
offender pessoalmente a nioguem ; mas nio poda
deixar da cootristar-se contemplando as aceas
que se passaram en urna das Dais briosas e -
| lastradas preTncias do Brasil, como a de S. Pau-
i lo, durante a poca das ultimas eleigdes.
Concluidas as eleigoes. pareceu o ministerio
prestes a dissolver-se. E de facto dissolveu-se;
roas porveotura leve isso lugar muito regular-
mente? Exaraioe-se esta questo, sem perder de
vista a carta do Sr. ex-ministro do imperio, do
memoro dissolveote do gabinete, e ver-se-ha que
nao. H
Disse o nobra seoador pelo Rio de Janeiro que
o actual ministerio foi parlameotarmente orga-
nisado : nega isso ; constitucionslmente, nao du-
vida ; mas parlamentarmente, nao, dadas as cir-
cumstancias que se deram, e na ausencia das
cmaras.
Ora, se o gabinete nao cahio parlameotarmen-
te, a quera se deve a sua dissolugo extempor-
nea ?.. E antes de proseguir dir que conside-
ra -o livremenle de que falla a constituigo, quan-
do trata da attribuigo de nomear e demittir o
ministerio, como urna medida extraordinaria, tal
quaes sao todas as que contera o capitulo relati-
vo ao poder moderador, e consignada to so-
mente para que em occasides anormaes possa a
corda demittir o gabinete, i despeito de qual-
quer faego ou oligarchia enthronisada no paiz.
O livremente, porm, mesmo em circumstan-
cias extraordinarias, e por maioris de razo as
commums deve sempre ser entendido parlamen-
tarmente (apoiado) isto segundo s opinio.
A organisago foi constitucional, tanto mais
que parece incontestavel ter-se tido em vistas
urna medida extraordinaria, exeeulada com o fim
de evitar a imposigo de urna oligarchia que de
facto se imporia se nao fosse o livremente.
Mas a organisago nao foi parlamentar ; e se
nio dina-s quaes os motivos parlamentares que
produziram a sabida do gabinete de 10 de agosto.
Quaes eram esses perigos da situago que a
corda nao vis, nem einco ou pelo menos quatro
dos seus membros do ministerio, e que podiam
forgar o gabinete a dissolver-se, nao por molestia
de alguns de seus membros, nem por desaccor-
do occasiooal que sobrevesse entre elle? Nao
existera. O que se revela em tudo isto um pro-
posito premeditado de dar com o ministerio em
trra, facto este que de antemo se indicava co-
mo devendo realizar-se depois das eleigdes.
Esse proposito demonstra-se com o exame da
carta do Sr. ex-ministro do imperio; diz-se que
essa carta foi escripia nio a 20, como se declarou
na casa, mas a 23, dia em que o moBarcha esla-
va na corte, podando portaoto a questo ser tra-
tada em conferencia?
Mas admitta se que fosse escripia a 20 ; porque
razo nao foi apresentada a todos os ministros
antes de expedida ? nao pode esta circumstancia
deixar suppdr que a carta foi escripia por um mi-
nistro a outro, com o fim de occaltar a situago
aos outros seus collegas? A sua redac;o ao me-
nos presta-se a isso.
A carta diz assim :
Illm. e Exm. Sr. -Tendo V. Exc. de ir hoje
a Petropols, rogo-lhe o especial obsequio de
participar a Sua Magestade o Imperador que con-
tinuo a julgar impossi/el a miuha conservago
no ministerio, e solicitar-lhe a graga de mioha
exooeragSo, do que j Uve a honra de prevenir
ao mesmo augusto senhor.
O Sr. D. Maooel:Note-so : Do que j tive
a honrado prevenir. Houve premedilago.
O Sr. Souza Franco eoxerga tambem nestas pa-
tarras a coofirmago de que foi premeditada a
queda do gabinete ; ainda asaim parece que a
| carta devia parar aqu, e em todo o caso ser pre-
sente a todos os ministros ; mas nao foi isso o
que acontecen, porque a carta contina nestes
termos:
< Em conversa com V. Exc. (isto s com o
Sr. presidente do conselho, a quem a carta di-
rigida), tenho exposto com toda a franqueza o
meu pensamento acerca da situacao e a creoga
que tenho de que sem urna mod\/ica(o nenhum
bem pode mais produzir a poltica que tragamos
e que temos at hoje seguido com proveito do
estado, embora muitos ainda isto nao conb.ec.am.
V-se pois qne a caria nao se refere a urna
conferencia entre todos os ministros, mas a urna
conversa particular entre o Sr. ex-ministro do
imperio e o Sr. ex-presidente do conselho ; e
que nao tralava de retirada de todo o gabinete, e
sim de urna modlficago. Qaeria-se a modifica-
co e nao se consultava os outros collegas.
Quaes os perigos que enxergava o ministro dis-
solveote? A carta os revela todos:
As circumstancias do paiz sao difficieis, ele-
mentos subversivos aciuam forteraeote sobre
elle: a contrariedade que lera soffrido muito*
interesset que estavam enraizados, e o mo estar
de algumas provincias, devido a causas alheiss
governago do paiz, tem produzido o descontenta-
ment que lavra em larga escala por muitas clas-
ses da sociedade.
Aqui est: eram muitos interesses que esta-
vam enraizados ; quer isto dizer que erara inte-
resses antigos, lcitos; seo nao fossem, o go-
verno os nao teria deixado enraizar. Ora, a taes
interesses por certo que nao se deve responder
com plvora e bala, nem chamar anarchiatas a
quem emprega meios legtimos de defende-los.
Mas a carta conlm urna verdade incontestavel:
reconhece o mo estar das provincias, e que o
descontentamente lavra em larga escala por mui-
tas classes (devia dizer todas aa classes; da socie-
dade.
Ora, a estas qaeixas, devidas ao mo estar das
provincias, qoe remedio quena appiicar o Sr. ex-
ministro do imperio? Urna poltica enrgica e de
compresso! (L4 )
A situago exige, pois, urna poltica pruden-
te, mas enrgica, que nao exclue os nimos, mas
iospire a crenga de que a autoridade esl na fir-
me resolago de comprimir a aoarchis, e cerca-
da dos elementos precisos para conseguir esse
fim.
Sao portaoto os interesses enraizados, as qaei-
xas originadas pelo mi estar das provincias (em-
bora por causas naluraes), que o Sr. ex-ministro
do imperio coosiderou a aoarchia, e que o levou
a pedir energa e compresso 1
Pede a justiga que o orador faga aqui mengo
do bom servigo que prestaram os quatro membros
do gabinete que tiveram a coragem de oppdr-se
a qae ae respondesse com plvora e bala s jus-
tas queixas levantadas pela situago lamentavel
em que o paix se v.
Quanto mais se reflecte na idea de expedir se-
melbante carta, mala se reconhece qae foi calcu-
lada para fazer cabir o ministerio. Com effeito,
desde que quatro dos ministros, pelo menos.....
exprimem-se assim, porque o Sr. ex-presidente
do eonselho nao disse se annuio oa nao s ideas
expendidas na carta; ae bem que a redaegio des-
ta parece revelar qae o Sr. ex-presidente do con-
selho ia feito com o Sr. ex-miaiatro do impe-
rio.......
Mas, como disia, desde qae quatro dos minis-
tros, pelo menos, nutran a conviego de que a
situago nio exiga mudaoga de poltica, nada
mais fcil do que arraojar as cousas, se nio hou-
vesse proposito firme de dar desde logo com o
Sabinete em ierra ; era justamente a caso da mo-
ificago ministerial, ou pelo menos de adiar-se
a crias para apoca em que as cmaras estivassem
reubidas.
Nao era grande a demora; em dous ou tres
mezes nao pergava a causa publica; o Sr. ex-
ministro do imperio poda ceder a seus quatro oa
cinco collegas, nio insistir na adopgo immedia-
ta de medidas, enrgicas e dt compresso, que
alias anda nao foram tomadas at hojo, sem que
por isto as cousas estejam era peior estado, e o
ministerio cootinuaria at urna poca em que a
nova organisago poda lazer-se parlamentar-
mente.
Mas o Sr. ex-ministro do imperio nao procedeu
assim ; pelo contrario, escreveu urna carta calcu-
lada para produzir o effeito que produzio: a
proropla dissolugo do gabinete. Ora, quem dir
que S. Exc. portou-se de tal maneira sem ser de
accordo com os seus amigos do grupo director?
Ninguem o acreditar; nao parecer, pois, mui-
to fra de proposito que se considere semelhan-
le carta como um meio empregado para promo-
ver a organisago de um ministerio da oligar-
chia.
Pelizmente com o que se cooseguio organisar
parece ter-se evitado essa calamidade. O Sr.
presidente do conselho dsclarou que o gabinete
era composlo de conservadores moderados; o
Sr. ministro da agricultura e do commercio che-
gou al a dizer que todos os brasileiros sao libe-
raes ; e como o orador, pela sua paite, nao co-
nnece liberaes qua nao teoham ideas conserva-
doras, porque lodos querem a monaichia, o sys-
tema representativo, a constituigo, as nossas
nstituigoes em suroma, segue-se que nao ha dis-
cordancia sobre pincipios capitaes de poltica, e
queum pouco de boa vontade basta para que lo-
dos se poisam entender em bem do paiz.
Mas quo o plano nao era promover a organisa-
go de um gabinete como este, cousa que se
prova com o que est dito, e al observndose
que ainda hoje, quando o ministerio diz que quer
cumprir fielmente a constituico e as leis,ao
que nioguem pretende oppdr-lhe embaragos,
vozea se levanlam, que nao partem dos Srs. mi-
nistros, para clamar :Nao, o gabinete conser-
vador puritano.
Mas chegada a occasio de acompanhar o no-
bre seoador pelo Rio de Jaoeiro oa apreciago
que fez dos factos, com o fim de atlribnir ao par-
tido liberal o proposito de agit>r ao paiz.
Nao tratar dos lempos passados ha muite, por
nao lhe parecer que o paiz lucre com a recorda-
gu de odios antigos nem de paixdes arrefeeidas.
Occupar-se-ha to somente do que diz respeito
s ultimas eleigdes da edrte. E' diffiril ero mate-
ria de eleiedes precisar onde para o enthueiasrao
Droprio desses dias, e onde comeca a perturbaco
da ordem publica.
Quereria por ventura o nobre senador Insinuar
que as autoridades da capital do imperio oo sou-
beram distinguir esses lmeles?
Acaso os acontecimenlos autorisaram o nobre
senador para fazer a essas autoridades a acre cen-
sura que lhes fez, quando asseverou que a agi-
tago cooseguio impedir o voto livre, ariedou
das urnas grande numero de cidados pacficos?
Mas essa censura vai alaos ministros, nao to-
ca s ao ebefe de polica. Com effeito, se s con-
sentio que a agitago impedisse o voto livre, ar-
redasst das urnas urna massa de cidados pacfi-
cos, nao basta censurar as autoridades policiaes,
o ministerio deve soffrer a reprovago geral; fe-
lizmente, porm, sobre este ponto o ministerio
de 10 de agosto s merece elogios.
Disse o nobre senador que as reuoides dos che-
fes conservadores foram atacadas pela imprens
liberal, comegando assim a agitago. Pelo con-
trario ; tanto essas reuoides oo foram coodem-
nadas, que d'ahi parti o exemplo seguido pelos
chefes da liga, quando promoreram as numero-
sas reuoides que tiveram lugar, e em que toraa-
ram parle os liberaes e os cidados de ideas coo-
servndoras que oo podem supportar a situago.
O que se ceosurou nao foram as reuoides para
assentar em candidaturas naluraes, e bem rece-
bidas; foram essas tendencias, que se revelaram
desde logo, de darprotecgo exclusiva aos paren-
tes, aos amigos do peito, sobre amigos polticos,
que tinham influencia propria.s porque oo eram
iostru melos doceis.
A imprensa oceupou-se com estes assumptos.
Nada mais proprio. E se a discusso fosse agi-
tago, os cooservadores tambem agiUram, por-
que discutirn! muito dos joroaes.
O oobre seoador dase que o partido liberal, a
liga, era to fraca na edrte que, nao cootaddo
com o triumpho, nem tioha apresentado candida-
tos ; s os leve depois que obteve a victoria ines-
perada. Isto inexacto.
Mq que muito era que a liga receasse ser der-
rotada? Nio via ella que do lado contrario esta-
vam todos os ageotes de polica, a despeito das r
osirucgdes e da vootade do chefe ? Nao via a
graode influencia do grupo director cora o go-
veroo?
Entretanto o desanimo nao era tamanhocomo-
se figurou ao nobre senador; e o Sr. ex-minis-
Iro do imperio que diga se, encontrando-se em
casa do Sr. ex-mioislro dos negocios estrangeiros
com o orador, este nio lhe disse que a liga ha-
via de gaohar as eleigdes e com extraordinaria
dffereoga.
A liga, pois, nio eslava certa da sua derrota ;
pelo contrario, coofiava na opiniia.
Mas a liga nio tinha candidatos. Antes da elei-
cio primaria, de certo que nio; porque os chefes
daliga nao se julgavaro autorisadoa para impdr
candidaturas a aeu capricho ; esperavam que os
lores estivessem feilos, para serem consulta-
i, afim de que se seguase a opinio da maioria.
Foi assim que se procedeu.
Notou o nobre senador que a agitago chegas-
se a ponto de apregoar-ae o direito de qualquer
do povo prender os pbospboros. O arador oo
sustentou essa doutrioa. Entretanto, como nao
se prendeu nioguem, em que consisti a agita-
go?....
E demais, o nobre aenaJor nem reflectio qua,.
quando assim se exprima, avanza va logo que os
phosphoros eram do lado da liga, de maneira
que os phosphoros eram da liga, a a liga pro-
mova a agitagio, proclamando que qualquer do
povo poda preoder essea mesmos phosphoros
que eram della. A liga pregava contra es seus.
instrumentos, contra ai meama I
E como que a liga tinha phosphoros, como
poda t-Ios? Para crear phosphoros preciso-
dispdr da qualificagio, anda mais preciso con-
tar com as mesas eleiloraes para admitti-los
votar.
Ora, a qualificagio foi toda feita a bel-prazer
dos cooservadores ; aa mesas eleiloraes eram to-
das, ou unnimes, ou pelo menos em maioria,.
perteoceotes oligarchia. Como onlo poda a.
liga ter phosphoros, e se os leve, como pode fa-
z-lo votar?
Disse ainda o oobre senador que, no proposito.
de produzir a agitago, explorou-se al a intriga
propalando-ae que ia comegar a cobrar-se o im-
posto sobre as profissdes.
E accresceotou que tanto nisso havia m ,
que na discusso da lei ae haviam calado, nio.
tinha revelado o perigo de aemelhaole tributo
e s se lembraram delle por occasiio das elei-
gdes.
O certo que o orador, diacutiodo a lei, tratout
por mais de ama vez de fazer ver ao senado oa
seus inconvenientes, nio sendo de admirar que
no debate sobre ama lei que cootinha centenas
de paragraphos nio fosse o orador desarmada, ex-
tenso a respeito da nenhum dos pontos esa, que*
tocou; fallou em generalidades; nio pdd des-*
cer a eapacificagdes.
Mas em que se agito a populaga, quando so
tratou desta materia ? A discusso foi livre, am-
pia, de um e de oulro lado. Se parou, se nio>
coulinuou, ia lodos ejtio calidos a este respeito.
- *


lili
I
Atriff!
=33
..
.. ,; *
ATII2
I

MAMO M rBai4HBDG0. SEXTA FEIRA 16 DI HJLHO 1161.
-

porque a le nie foi, nessa paste, .
execuc,o ; nem O aer, porque O ministerio de-
ntaron terminantemente qne nao* imperta sobre
as prolisses.
Entretanto os regursmeatos ho de vpparecer ;
tes. nao lentos e remlos, como o casino pratico
dos melhoaes melhodos da agricultura.
lita qaer dizer que o nobre mioiatro espera do
lempo o engraento da prodcelo, e con elle o
melhorameoto da renda do estado : mis fui logo
existencia, nessa faka, que nao era
por meie de promesaas ao co, alnaeqan Wm
mostraste eai tenaos urna panelas 4
Ora, a ( era (io vira, e o desojo-feo!
do, que as potestades invocadas
se nelles se falur lio solemne promessa, cont dizendo que, ae nao bouver eutro remedio, lera ^deixar de atlender ao solicitante, manteada
o nobre senador que nao ho pasear desapperce- o goverao de 1 anear nao da novos impostes para n'uma fatdica nadrugada umioNst deouro,
bidos. -rrrar te InlispsspaTnin riaanasii publicaa e lo mais a proposito quanlo achava-se o thioa
daneqie.
^
bidos.
? proposito lera a orador certo trecho de am i
artigo nolevel que ha peas* leu en urna revista :
acreditad*. E' o secutnte '
Entro no apropria-s a astada n'uma parta
da valor existente, por peqaeoa -apta seje, aera
ajas lhe d cuidado a verdas*irahaarao do pos-
aaidor. Neo ha exoneraos aatipadada, a ben do
ceotribuiata sobreoarregado, a meSeee do impos
u territorial pagtaa-eo a propretarios que por
aerto nao realisam nasa venda liquida de 1,800 fr.
Cada an paga nao ns razio do produelo effectivo
que realisa, mas segundo urna tarifa cadastral
igual tanto para o propiielario -epulenlo que pode
snelhorar a coudigo das suas ierras a ponto de
decuplar-lhes o rendimento, -como para o larra-
dor arruinado que j nao trabalha seoo para sx-
tisazer oe aeus oradores bypihecarios. Na or-
den industrial lorna-se un honem antro nos
sujeito a impostas so pelo faci de potsuir urna
fabrica, urna oOlcioa, urua taja, e a liceoca que
ten de pagar nao proporcionada, como na In-
glaterra, ao beneficio liquido e effpetrvo lm da
certa sonma ; as nossas ;l\ceoijas aasemelham-ae
anda muito a esse amigo direilo de trabalbo que
os res da Franca vendiam outr'ora, quer ae ga-
atbaamito-quorpouco.-oontribue-aosegundo urna
tarifa estabelecida. Muitas profissoes lucrativas
oes sciencies, artes, cargos pblicos, em prego
ludustriaes, m lugar de sor Untados na razio das
rendas que das, o rao nicamente con referen-
ca eos aleaseis das casas, d modo que o chele de
urna numerosa familia, tanto mais pobre quanto
matar o local de que carece, lera da pagar mais
do que o rico oelibatario, que pode morar em es-
trello remate, a
Eis aqu um juizo muito razoavel a respeito do
imposto progresaivo, e que mostra bem os seos
ilefeitos e mis consequeocies.
Mas rollando a epreciacao que o nobre senador
fez daa ultimas etaices da corle, observa que
para S. Esc persuadir-se que os liberaes prec-
aavam de agitaco coma nico de ebler aqui um
iriumpho, era preciso esquteer, como de facto
esquereu, que a grande maioria dos Brasileiros
que lm ideas conservadoras nao querem a con-
aerragao dos abuses, o ligaran-so com os homens
do progreseo, cura aquelles que entendeos que
preciso dar remedio sitoacao.
En> prega rain a agilaco e a violencia, seoo
era inipesstvel qae a liga veacesse. E na fregu -
zia da Candelaria, no fco do commercio, tamben
houve agilaco t Nem o proprio nobre senador
pode achar una exprobrago para lancar i eleico
dessa freguezia, onde o iriumpho dos liberaes foi
S9aignalado.
A agita^o afugentou das urnas grande numero
de cidadus pacficos. E lodavia j se provou que
nunca foram tantas listas recebidas como desta
vez, nunca houve na corte eleico a que concor-
resse maior numero de votantes do que na ocoa-
sio de que ae trata. l' le ha ver faci que depo-
nha mais claramente para provar que nao houve
oni(>ressao ?
Declarou o nobre senador quepercorreu asfre-
guezias. Tambem o orador foi a todas, com a dif-
ferenja que ia s, ao passo que cada vez que en-
controu o nobre senador sempre o vio rodeado
de um estado maior.
De ludo quanto o orador vio, de ludo quanto
foi publicado, de tudo quanto testemunha a
populacao da corle, (orea concluir que nao hou-
ve agilaco, nem compresso, nom violencia, e
que nao posaivel sustentar o contrario sem of-
fensas di verdade, e sem irrogar grave e cla-
morosa injusiic* ao chota de polica e ao go-
verno.
O que facto arerigutdo que se a oligarchia
nao dispozesse de todos os agentes policiaes de
eguoda ordem e de ordem inferior, nao teriam
podido obtido nem a decima parle dos votos que
aiesacou.
_ Fallou o nobre senador de um pequeo distur-
bio occorrido em Santo Antonio, em consequen-
-ca de estar ao p da mesa um inspector de quar-
teiro, que tinha tanto direito de all estar como
eutro qualquer cidado.
Nao tai o facto de estar o inspector de quartei-
-rao ao p da mesa que deu logar s queixas de
-que resultou esse pequeoo disturbio. O que se
-contestou, o que irritan, (o que elle alli esti-
vesse para liscalisar o recebimento das cdulas e
verse eotravam na urna todas as que distribuio
.pelos votantes do quarteirao, que por auas cir-
cunstancias estavam sujiios a eerem violenta-
dos por um ageote de polica.
Este facto revollanle reproduzio-se, e levou o
rador c;sa do chele de polica a reclamar pro-
videncias- qu foram immediatamente dadas,
que Qzerau cessar o escndalo que se estava
dando.
i", nao era de ponca monta que os agentes su-
balternos de polica estivessaro assistiudo en-
trada dos votos de aeus quarleirdee, porquanto
lies liuham tomado a precaucao de entregar aos
votantes sobre quepensavam poder ter aeco c-
dulas marcadM, faehadas com lacre de certa cor,
de urna raaneira determinada, carimbada, m
summa. tomadas todas es precauces poseireis
para que, so antrarem na urna, podessem ser
reconhecidns : e isto toruava-se intoleravel.
Em cooclusao, quanto a este aasumpto, deve-
se confessar que n eleigao da corte foi a mais li-
re, a mais legal, a que correu com mais regu-
laridade. E assiia devia ser, visto pesser-se de-
baixo das vistas do goverao, que tinha todos os
tueios de garantir a itberdide da urna.
Se, em geral. houvesse no reato do imperio
igual garanta de liberdade, evidente que os
candidatos da liga teriam sido eleitos na maior
<>arte dos distados.
Foi bastante longo na psrte politice do seu
discurso, mas for,;a era responder ao nobre se-
nador peta Rio. de Janeiro, e destruir os argu-
mentos.
Oeve agora dizer algumas patarras sobre a
questo linanceira, que boje a principal no
-paiz.
A siluaco pessims, e o ministerio o reco-
mhece. Que remedise lhe quer dar ? O era-
prego da (orea, das medulas enrgicas, da com -
pressao o nico que orcorre aos qae suspiren)
pelas acensa de 1842, 1844 e 1848. para loroa-
tem-se neoessavios maoutenco da orden pu-
blica e perpetuaren! a sua influencia I
Oisse o noore ministro do commercio o agri-
cultura, que a suaco ni, porm que todos os
nales que effiigem o paiz exisiiatn j antes*de
Jet de 22 de agosto, cao rieram della. Mas S.
Exc. nao tomn em coosideraco que se estas
males j existan antes da promulgsco dewa
le, porque os principios em que ella foi Desea-
da ji predominaran, j iuuiam na siluaco an-
tas daquella data.
Na verdade, quaes as causas do estado actual ?
a respeito do crdito. Ora, estoja asista desde o
principio de 1856. E isto provs-se com a eihi-
co de dados irrecasaveis. O orador ten pre-
sente tabellas que meeiram que a emiaiao que
an dezenbro ejbl nsntava s trila s tres
mil coutos, achou-ae en 1858 reduzida o viole
dous mil cantas.
Nao ha quon deeoenheea qae o maior obsta-
culo ao desenvolvimeoto do conraarcio a da in-
dustria a falta de meioa de porania. Ora, os
mercados que tinbaaa so asa sarvioo era 1853
cerca de 80 nil coritos de raoeda, e en 18H cer-
ca de 90 mil coato?, acharam-se reduzidos em
lSfiO a cerca de 76 mil oontos, e ta 1861 a cerca
de 70 mil coalas, seado pera notar que enlao (en
1863 e 1854} havia na circulaco mooda metal
que depeis desssparaceu delta, e maito matar
quantidade de rnoeda recebivel osa eslaeoes pu-
blicas do que boje ha.
Conpare-ao, pas, es traasacsee de 1858 e 1854
cam as de boje, e veja-as se ha ou nao grande
insuficiencia de instiumentos de pernala; so-
bretudo coDsiderando-ss qae eatao era geral o
uso dos vales, que bojs quasi cessea.
Prelendeu o nobre arioiefra provar que a di-
reito de emisso csussva tees enrbaracos, que
daos bancos que o eatao gozando proearavam
daafszar-se delle. Mas nao ba nenhum ambara-
os ssno a qaa resalta da colliro em qaa es
bancos se ten coUocsdo, retrabiado desardens-
dameote as suasemisses. 0 que se quer a
monopolio*de eniaaie s nao admira, pea que
eatejam em aceito osnstos mais capasesdeche-
ar-se s ssse resaluda.
Pansa o nobre Brinistro qaa as diffkuldades da
luacao resaMam da dimieaiee da renda pu-
ca4 em conaaqasacta da deorescimamo da pro-
daccio geral do pais ; oque o principal romedio
para isto est na mais severa eeooomia.
Eaqaacau, Sr, praaideote, desde logo, o des-
envolvimenlo da predaecao peles neios ao al-
sate do gorerne, t melot aBeazes, metes pronp-
occoxsax da indiapansaveis daapsaai publicaa
compreeaiasos da-aagio. De aanwvra quo S.Cxc.
abandouou, poz de psrte o priocipio preferivel.
de reviste dos actuara impostas; e sua soetbirr
diatribuiciio sonsa meio de nelhorar o estado do
thesoana.
P publica com effeito proveniente (cana diz o
obra mioiatro) de decrescimento da pruduccao
do pnc. Se esta iosse a verdadeira oanaa, eo-
lio ler-ae-bia dada e decrescimento na renda de
exportaco 4 entretanto que se tem dado no de
importajoi e nao naquella, que, lane de di-
minuir, tem augmentado.
r*Com effeito,ao passo que a renda da importa-
gao achou-ae reduzida de cerca de cinco mil con-
loa emtres sanes, a senda de expertajo aug-
raentou notavelmente. Logo, nao procede a cau-
sa presentada pelo nobre ministro.
Eis a renda da exportaco, sdo Rio de Janei-
ro, aes tres ltimos exercicios e no actual.
Saccaa de Valor deste Talor total
caf. caf da export.
1857-1608... 1.736,000 38,970:346 44,441 ]4)00*
18581859...1,944,000 45.269.413 t,974<0"OS
1859-1860... 1,754,000 51,319:173 57,592 639j>
1860-1861 al
raaio........ 2.400,006 67,200:000 74,000:000
O anno inteiro de 1860 a 1861 deve ir a cerca
de 2.600,000 saccaa de caf no vslor de ris
74,0(10:00(11, o a exportaco total, ioclnindo ou-
tros productos, subir a 80,000:00000.
V-se pois que a produccao tem augmentado ;
e que, se no terceiro anno diminuta em quanti-
dade,anda assim augmentou muito em valor;
sendo que no quarto anno augmentou considera-
relmente, mais do que nunca, tanto em quanti-
dade como em valor, i ponto de chegar esto qua-
si ao dobro do que era ba quatro annos
Ora, anda que em algumas das outras provin-
cias e dase decrescimento da produccao, nunca
poderia ser em tal grao que causasse do equili-
brio, avista do extraordinario augmento verifica-
do no Kio de Janeiro.
Mas 6. Exc. entonde que o meio de dar re-
medio i siluaco, emquanto o lempo nao Iraz
augmento de produccao, a economa. Bem.
A questo o modo pratico de realisar estas eco
no mas; e como Irata o gabinete de as p6r em
eiecucao ? E' o que couvm examinar.
O Sr. presidente do conselho disse que j ro-
duzio 4,000 pracas no exercito. Note-se primaira-
nente que esta re 1 ucea o para 1862 a 1663. E
depois que tbcorica,* de patarras, porque ha
muilos annos que o exercito s tem realmente
14.000 e tantas pracas.
Logo, Dio ha actualmente allirio nenhum na
redueco allegada pelo Sr. presidente do conae-
Ibn, e prometiida para daqui a dous aonos, por
que com effeito ha muito que o exercito nio tem
18,000 pracas seno nominalrreote; o seu effes-
tivo de 14,000 pracas.
O que certo que era. lugar da economa na
reparlicao da guerra, vai haver grande augmento
de deapezs. At aqui gastara-se 5 mil e tantos
conlos, e agora pede-se maia de 6-mil coatos.
Nao ha pois nenhuma economa por este lado.
Creeu-se o ministerio do commercio, agricul-
tura e obras publicas, cora a coodicSo que nao
bavia de importar maior augmento de despeza.
Entretanto vem cusler mais 1,700:000 do que
despeodiam antes os oulros ministerios cornos
servicos que fleavam a cargo deste.
S na verba secretaria de estado veja-se que
differenca : a despoza subi de 210 a 340 contos,
comparativamente ao que se gaatava antes da
creaco do novo ministerio. Neslo ponto, por-
tento, foi o augmento de 130 contos.
Ora, ha veri a diminuico naa outras secreta-
rias? Nao. Pelo contrario, dea se uro augmento
de 107:0003. Oade estao entao as economas ?
O nobre ministro observou que a maior parte
das reduccoes precisas para realisirem -se as eco-
nomas uecessarias dependem de actos legislati-
vos. Segoe-se que o ministerio nao pode pro-
metler economas, mais diz que com ellas que
ha de acudir ao triste estado do thesouro.
Nao est sallando aos olhos qoe o nobre mi-
nistro s tinha um meio de occorrer siluagio ?
Diminuir os erabaracos que diflkultam a produc-
to, facilitar o crdito ; e nao confiar no rae!ho-
ra ment que de futuro tenham as esl-acoee.
A siluaco pessima. S pode tar tal ou qual
sahide se a par da mais severa e real economa
ae determinar a alterarlo daa tais que o anno
passado vieram comprimir todas as traosaccoes,
panlysar o commercio e a industria, arruinar o
crdito.
Suslenlou o nobre ministro que nao ha pni-
co. Enlo porque no Rio de Janeiro, com urna
produccao nunca vista, quasi dupla do que foi em
1857 a 1856, e que chegou a 80 mil cootos, vio
diminuir a importac), deacrever a renda publi-
ca, e um desespero geral ?
Fallou-se em urna lei de baocarota como meio
de melhorar a sorie do commercio. Nao em
annos de crise que convm fazer urna lei deslas.
Nos outros paizes guarda-se severidade nesles
assumplos para pocas normaes ; e nunca houve
quera l se lembrasse de semelhanle lei n'uma
situaco como a nossa, que reclame medidas de
oulra nalurese.
Apenas tocou oestes materias: em oecasiio
opportuoa hade deseovolv-las orno o exigem.
Findar este discurso com a seguiote declara-
cao : na siluago actual, o chamamento dos par-
tidos exagerados augmentara as difficuldades. e
as toroaria intoleraveis. Amigo do aeu paiz, naa
por certo aquelle que, nestas circumstaocias,
prncurasse excitar aa paixes polticas, revol'er
as ctozas do passado, e exarceoar os nimos.
Manlenha-se embora cada qual no seu posto,
defendendosuas ideas econmicas; mas desde
que a conaliluigao nao eal em pongo, desde que
os principios abstractos de poltica eslo postas
de parle, desde que as iusliluices sao acatadaa
e respeitadas sera dialineco de parlido, limte-
se a lula dos interesses de actualtdade, das
questoes econmicas e fioanceiras so campo da
discursio, e nao se lance mi dos recursos ex-
traordinarios lembraaus pelo Sr. ministro do im-
perio, dessas medidas enrgicas e de compres-
sao, que a siluaco nao exige e que podem levar
o paiz ao desespero. (Muito bem.)
O Sr. Bario de Quarahim oceupa-se exclusiva-
mente do estado de nossas relacoo3 diplomaticaa
com as repblicas do Kio da Frala, censurando a
poltica seguida oesla materia desde 1851,so-
bretudo a do gabinete passado.
O Sr. Cansaosao de Sinimb responde ao no-
bre senador moatrando que a maior parte doa
fados citados por S. Exc. nio se deram duraoto
o ministerio que o nobrs senador lomou por si
vo de suas censuras, e entrando na apreciaca
desses (actos, mostra que devem ser attribuidos
mais ao estado excepcional das repblicas do Rio
da Prala, do que a outras causas apontadas pelo
nobre senador, e que nao podan ssr considera-
dos pelo governo imperial de maueira diversa do
que foram, amenos que nao maodasse entrar o
exercito braaileiro naquelles estados para fazer a
reapecliva polica.
Dada a hora o Sr. presidente declara adiada a
discusso. marca a ordem do dia e levanta s
sao s 3 horas da tarde.
aua pwspria ftalftayi > es
Mas nono, asneado o -dilata, ais be
Oatraje Jasen!m Jurencio ds Silva, pedindo
a tbeor do contrato de Frederico
e Antonia Francisco Pereira do
4857.-Como requer.
o, pedindo certido do distrato
de Frederico Lopes Gira a raes o
Francisco Antonio Pereira. O mesno des-
acho, r-- || SSSBli i
Outsada*
Ido s sejetsa
i semSaefca,
fkmfo sen
dei i esavamacio to Ibssonrs estar presentam
seu confcooida, con taberaw a a rsela Aurora,de
nume Joa Gomes Lo uretra, que porta oto tinha
da participar dos fructos as suas rogativos e dto-
messaa; e que MrS nao perecenda muMs equi-
doso, ft-lo sem essa iutervencao cavar a trra,
\w\ Aa nnr ^Sb^L ^Ubk4I^da ^aVMadadaSdi li^Kfill 1 *- "- n^.
l^aaSaTTV "a^a^a^ ^r^aTW ^a^fa^^r^rS*^^ ^av^r^s^arww ^ i/<1W TTg|VrElv ^J^r^^^
voesl
Em preseoca da resudada, e renlo que 0 mi-
lagro anda continuara, assentau de parsr, alim
de campxk riaca .o snubado por meio da as-
sis toncia de Loureiro ao aclo da excavaga, j
principiada em um quarto da casa de soe resi-
dencia.
Con saludados artificios trouxe no dh SO do
corrente Loureiro a esta, e s abieotao declarou-
lbe a verdade, communcando-lhe ingenuamente
ludo quanto fica cima consignado noticia dos
uossos lelores, STOfrando-lba a sua intervenga o.
Ora, Loureiro, bondoso, q uereo do ser-lhe presta -
dio, e tando tarvez vas corridas para os sonhos
de (hasoiires, assenSie ao pedido de Belarmino,
que lhe prometlii dividir oachado. Dividir o qne
aao nosao, a dividir em nosso preverlo, coaaa "UC1
que raros desdeoham : era para bem do prximo, e.-
ficou. *
Quererlo os coseos leilores porm asistir ao
deseuierra ment de una pan*lia de dinhelro, qoe
multas vezea converte-ae, segundo as tradiges e
aa historias da infancia, am maribondoa que po-
den morder ? Mas nao baja receio disto : belar-
mino quera diuheiro, e ludo hara de fazer pera
nio ter mariboodos.
Kecolhidoe o postulante e o assistente ao quar-
to convertido em eldorado, comecou aquello a
excavaco ; e depois deelgum lempo, todo tr-
mulo pela emocio do prazer, arranca das entre-
cras da trra, nio urna panoli*, mas um frasco
lacrado contando orna materia pulverulenta, e
que ambos denominaran) ouro ; visto qae, dizia o
sonhador, s depois de quinze das que este se
manifestara em todo oeeu'brilho, assim com os
depois desse espaco que deveria ser berta o
referido frasee, que elle te ve a generosa confia rica
de entregar guarda de Loureiro, de quera hou-
ve logo 10 em boa prala para mandar dizer urna
misas a Santa Ephigenia e satisfazer as promessas
feitaa a S Jos do Manguiuho, quando por sua in-
tervencao pedir um touho de ouro, alem de urna
gallinha e urna libra de carne verde para deitsr
na excavaco antes do tapa-la secundum morem.
Depois disto, anda houve Belarmino mais 5
de Loureiro ; O qual querendo verificar mais exa-
cta menta a materia coniida nn frasco, delle ex-
Irabio urna parcella, e foi seiiifazer a sua curiosi-
dade casa de um ou rifes, que examinando a
recooheceu ser trra com limalhala de lati ou
cousa semelhanle 1
I'acam idea os leilores qual nao tai a pasmacei-
ra do assistente, quando vio-se abusado em sua
credulidad por tal forma ; quando rio-se depen-
nado em alguns cobres, que cootara pagar se no
ouro ; quando Gnalmente, vio-se ameagsdo com
a autoridade policial por Belarmino, sob pretex-
to de haver sido trocado o frasco e o seu coa-
teudo I
Parece-nos porm que o ouro virou aria pela
sufreguidio do exame antes dos quinze das...
O negocio pira boje na polica, que ha de fazer
com que nio apparecam noves sonhos, nem que
a industria se propague.
Cumpre-nos addicionar que da averiguacio
procedida pelos peritas ooraeados Vicente de Pau-
la deOlivera Villas-Boas e Joaqnim Martin* Ho-
reira, no frasco apprehendido em casa de Lou-
reiro, foi teconhecido que contioha o mesmo ama
grande porciode limalha de lati, misturada com
aia e carvo, pesando tudo 3 e meia libras ; as-
sim como a haram dentro do referido frasco tres
corazes engastados em ouro baixo.
Na seseio dotribuoal do commercio de hon-
lem tai Domeado corrector geral desta praca oSr.
Bernardtno de Vasconcellos
E' urna nomeaco que honra ae referido tribu-
nal, poia que na pessoa do nomeado, sem olensa
dos domis concurrentes, dao-se todos os requi-
sitos para o.bom deaenpenbo do lugar.
Felicilamo-lo pois pela coaaecucio do eeu fin,
tanto maia nobre quanto achs-se o Sr. Vascon-
cellos em condicoes de bem desenvolver o seu
novo emprego.
Acha-se convocado para o dia 29 do corren-
te o conselho municipal de recurso, sob a presi-
dencia do Sr. Dr.juiz municipal supplente da Ia
vara Manoel Moreira Guerra.
Pela secretaria da presidencia da provincia
foi marcado o prazo de seseenta das para babili-
taco e instruccao dos requerimeotos daquelles
que preteuderem os oCQcios de deus partidores
creados nos termos de Barreiros, Seruhiam, San-
to Anlio e Goianna, accumulando um as fuoc-
coes de contador, e oulro aquellas de distribuidor,
nos termos em que houver disinuuico.
Rege a materia da habililaeo o decreto de 30
de agosto de 1851, n. 817, e o aviso de 30 de do-
zerabro de 1854.
Por portara de 23 foi aborto una crdito
supplemeutar de 7:64gS8 para occorrer aa des-
pezas com o sustento e curativo dos presos po-
bres, relativos ao exercicio fiado.
Foi provisoriamente nomeado para partidor
e contador do tormo de Garuar o Sr. Benlo Bor-
ges Leal, sendo-o tambem pan iguaes odiaos do
termo de Pio-d'Alho o Sr. Francisco Xavier de
3uuza naraos.
Foram recolhidas casa de deteoco no dia
24 do correte 2 homens livres e 1 mulher ; s
ordem do Dr. chota de polica 1; a ordem do Dr.
juiz especial do commercio l;ea ordem do sub-
delegado do Recita 1, que a africana Mara do
Bomra, aaapva da Monica de tal.
Passagfiros do briguo portuguez Bella Fi-
gueirense,, vindo de Lisboa : Aodreu Cousino,
Manoel Jos Aires, Jos Celia Fernandos.
Passageiros do hiate nacional iVicofo /,
vindo do Aracaty : Manoel Jos de Ollveira, Sa-
bino de Souza Coelho, Vital de Souza Ribeiro, Ca-
nuto Al ves de Lima.
MorCALIDADE DO DA 25.
Hara Luiza da Silva Rocha, Kio de Janeiro,
22 annos, casada, Santo Antonio ; parto.
Antonio Fernn des, frica, 85 aonos, viuvo, S.
Jos ; hypeirophta do coraco.
Catharina Joaquina de Campos, frica, 50 an-
nos, casada, S de Olinda ; apoplexii.
Maa, Pernambuco, 9 das. Boa-Vista ; es-
pasmo.
Joaons, Pernambuco, 13 dias, S.Jos; es-
pasmo.,
Antonia, Pernambuco, 28 annos, soltcira, es-
crava, S. Jos ; pneumona.
Mara da Penha de Franca, Pernambuco, 42 an-
nos, solteira, Boa-Vista ; phlysica.
Maria das Virgeo, Pernambuco, 20 annos, sol-
teira, Recite ; tubrculos.
ns Crabtree fcCoenaanhia,
Jnsse da nomeaco ale sen canea Jos
Mi sonta Cutxba-~Kogi.tr e-se.
Onaaa ae Fa-saiine Jos Rodrjanes Ferreiaa o
BenSaJvaa da Cruz, pedinda a raaiatro da aeu
contrata deeaciodade. Cw daoaneats de-
ve pagar o asno, com quanto o tribunal daaa dar
traslado sem Me.
Oulro de Salarse Seraphsm da Moa a Jas
Francisco Ribeiro Bertrand, parrinrte o regastro
do dislrslo de sociedade.Registre-se.
Outro de Joaguim Loiz Vistes, par seu pxacu-J
rader, pedTnaee regisliu da numeagio de csixei-
ro de sos casa, por esta passada na pessea de F-
lix Antonio de Souza Carvalho.Registre-se.
Outro de Marraca & Castro, em liquidacao, pe-
dindo certidio do registro da barca fajfd.O-
se-lbe.
Outro de Santos Caminha cCompanhia, salis-
fazendo o despacho deste tribunal de 8 do cor-
renta.Prestado o juramento e assignado o ter-
mo de responsabilidade, entregne-se a carta com
aa auaalacpes r-equeridae.
Oulro de Beroardino de Vasconcellos, pedindo
o lugar de corretor geral desta praga.Prestada
a llanca parante o juuo especial do commercio,'
aolts.
Os de Eugenio Marques de Amorim, Domingos
Francisco lavares, Ju venci Augusto de Albay-
Joa Antonio Pinto, pedindo o mesmo lu-
. liveram por deapacho Acha-se prvido.
Outro de Jos Pares da Cruz., pedindo certidio
do contrato da sociedade commercial sob a razio
de Jos Victorino de Paiva rCorapanhia.Como
requer.
Outro de Joao de Siqueira Frreo, Joaquim
Geajclves Pereira Cascio e Francisco Amonio
I'oulul Jnior, pedindo o registro do ecu con-
trata social. Baja vista ao Sr. desembargador
fiscal.
Sendo conclusos os autos de moratoria de Fran-
cisco Antonio Corris Cardozo, o Iribuoal no-
meou o credor Jos Joaquim Das Feroandes pa-
ra substituir o que escusara-s.
Sendo tambem conclusos os autos de morato-
ria de Sebastio Jos da Silva, o tribunal con-
cedeu.
Outro de Vicente Camargo, pedindo o registro
do coohecimento do imposto do seu officio.Co-
mo requer.
Francisco da Souza Reg Monteiro.
Urbano Mameds de Almeida.
Jos Maria Ser.
Deferido ao conselho o juramento las Sanias
vangelhos, o reo interrogsdo e negs a autora
do crine de offensas pbystcas, que lhe iota ai-
tribuido.
Sefuem-se os desasas.
Km visis das jeepaatee do jury.* Sr. De. jais
de direito publicaa eenieoca absotveado a reo e
coade ra n a n o o a asante i palidade as castas.
demando-se manas os ^aiozs dase manadas,
par lei para fanxiooar a jury, a aio bansadaf
pascessos preparadas, s Sr. Dr. juiz de direito
eaoerrou a 3.* asease do nrrente asmo.
DIARIO DE PERNnMBUCa.
SESSAO JDICIARIA EM 25 DE JULHO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
Secretario, Julio Guitaaries.
A meia-hora, o Exm. Sr. presidente abri a
sesso, acbando-se presentes os Srs desembar-
gador Silva Gurmaries e deputados Reg, Bas-
tos. Lemos e SHveira.
Faltn o Sr. desembargador Villares.
Lida, foi approvada a seta ds sesso antece-
dente.
O Exm. consafheiro presidente da relacio offi-
ciou io Exm. Sr. presidente, communicaodo ba-
-ver nomeado o Sr. desembargador D. Francisco
Baltbazar da Silreira, para servir de juiz no feito
em quo se deram por impedidos os Srs. desem-
bargadores Silva Guimaraes, Peretti eCaetano
Santiago.
tfada havendo s tratar, o Sr. presidente encer-
rou a sesso.
DoTfjus ao ubsvquio b utn amigo a recepeso
do Jornal do Counmercio de 10 a II do cor-
renta, trazidos pelo hiate americano J. Darling,
Cbegade hontem do Rio de Janeiro.
Da leitura deltas eis o que colhemos :
J senado epprovoa en 9, em ultime dis-
cusso, as emendas i proposicie da cmara das
depuladee aobra promoeea de officioea da ar-
nsde, e ouiu os Srs. Vaeooneellos, Nabuco s
bario de Muritibs sobre a segunda discusso de
art. t do protacto que manda admittir i presta-
ren franca os reos presos, absolrides em pri-
meira matancia, ficendo i materia odiada. i
Approvou no dia 10 o axL 1 do projecta
adiado na sessao antecedente-; regeitou o segun-
do, que isentava dae oisposiges do primeiro o
crine de importa gao de Africanos, depois de
orarem os Srs. fibase, Muritiba e Jequilioho-
nha e Vasconcellos ; approvou os art?. 3o 6*,
sendo offerecidos diversos additivos para qoe,
pendente a appellacio, nio se execule s pena
de priso com trablbo.
No dia 11 o Exm. presidente do conselho
expoz ao senado aa razos da moiiflceco do
gabinete, que coinciden com as exposices dos
Exms. ministro da {azoada e Justina -. o por pasa
oecasiio fez a leitura da seguinte caria do Exm.
Sr. cousetheiro Saraive.
Illm. e Exm. Sr. narquez.Quando V. Exc.
coovidou-ma para faser parte do gabinete que
dignamente preside, live a honra de expor-lhe
com franqueza meu pensamento geral acerca da
poltica, a o prazer de achar a V. Exc. de accor-
do coma ninha maneira de apreciar a siluaco
do paiz.
Julguei cnto poder auxiliar a V. Exc. acei-
tando um lugar na alta administradlo do es-
tado.
Hoje tenho opinio diversa. Por mais que
queira lludir-me, nio posso convencer-me de
que permanecer entre lodos os ministros a
harmona que temos procurado manter.
Nio basta para a tarca e crdito do governo
s solidariedade em suas vistas geraes. E' mistar
que os ministros conem por tal forma en to-
dos os seus collegas que se inspiren a maior e
mais particular estima.
Aaseguro a V. Exc. que essa confianza nao
existe.
a Em taes circumstaocias meu dever rogar a
V. Esc. queso digne solicitar de Sua Magestade
o Imperador minha exonetaco. Em presenca
das cmaras posso eer substituido, e nenhum
JIIRYDORECIFE.
3* SESSAO.
Dia 5 de julho.
novos ministres por seus actos anteriores de
adbesio se gabinete, garantam a permanencia
de una s oulra.
Era seguida, depois de orarem os Srs. Barbas*
da Cunha^ Pereira da Silva, Pinto de Campes,
Hvrtrlques o Figueira de Mello, ticou addiado um
requerimento de adiamanto offerecido i discus-
so do propasa aee ra anda aatitfaser. ana aerdil-
roa do cunea na arca, s naa Ihadrne a masada;
anea o Sr. artima da Canda soasa a aavjsa da
naval ; anarovoa-ae, azda tango debate
os asa. lananuir. Canes de Bauza. Salda-
riba Maaasbau mioistro da jestrje, Octoviaao,
nezerra raasiraadii i mmmasa ds daanda. srm re-
njaennento en saasaaeote aabre nsmotiaaa que
[t*mTam ** Barrara e .64 Akbuoaerque pe-
dirn ananataa.
Na alia 11 .approvou um reqxerrmeoto de
adiamento do Sr. Heonquea sobro o projecte que
autorisa o governo sslislaxer s quanlu devida
pela fazeoda publica aos herdeiros do bario da
Barca.; ouuo os Srs. Vitalia lavares e Dantas
sobre o projecto que eleva i onza o numero dos
juizes da relaco metropolitana*, offerecendo este
um requerimento para que f isse o projecto s
eommissoes de fazenda e negocios ecclestasticos;
e ouvlo oe Srs. Saraive, ministre ata justica, mar-
gues de Casias, Ottoni, ministro do imperio. Go-
mes de Souza, ministro da fazenda, Jos Bonifa-
cio, Silveira Lobo, Nebias, Octaviano e Martim
Francisco, sobre os motivos que lersram os Srs.
Saraiva e Si e Albuquerque i pedirem exonera-
cao dos cargos de ministros.
to dia ti, flcsrsm adiados a discusso do
adia menta offerecido ao projecto que olera onze
o numero dos juizes da relaco metropolitana, e
o artigo 1" da proposta de tlxacao de forc naval,
depois deoraoem acata oe 'Srs. Ferrena Os Veiga,
Amaro Uezerra, Leltio da Cunha e ministro da
raariuha, e naquella os Srs. Vitalia lavares, Pin-
to de Campos, Tarauagu, Junqueira, Flgueirs
de Mello e Dantas.
Fallecer, violima de una pneumona, na
madrugada de 12, o Sr. desembargador Antonio
Jos Machado pela provincia doCear.
Pelo ministerio da guerra foi publicado o
seguiote:
Aomeacoes. Do coronel reformado Joa Pedro
de Alcntara, para continuar a conmandar inte-
rinamente a fortaleza da Gamboa na Babia,
Do Dr. Manoel da Silva LMiro Barretto, para
segundo cirurgiao do corpo de sade do exer-
cito.
Exoneraces.Do coronel de engenheiros Gal-
dioo Jnstiuieno da Silva Pimental, visto haver o
ministerio suspendido os trbalboa de que fdra
incumbido.
Transferencias.Do lense do corpo de guar-
nido do Espirito Santo Jais da Silva Nazareth,
para o 12 balalhao de infantaria.
Do lente do 12 balalbo Antonio Rodrigues
Pereira, para o corpo de guarnicio do Espirito
Sa nI.);
Do segundo regiment de cavallaria ligeira ao
primeiro sargento Candido Joa Olegario de Arau-
jo, para o primeiro regiment ;
Do primeiro balalhao de infantaria os primei-
ros cadetes Jos Beroardes Sorra a Lourenco da
Sorra Froiro, para o 5o ;
Do balalhao de ongeuheiros o soldado Luiz An-
oio de llollanda, para o corpo de guarnigo do
Oonio d
eeri.
posso eer substituido, e
embarazo traz a minha delibenco a V. Esc Pelo da marinba foi reformado, no posto de
Termino sgradecendo a V. Exc. o cavallci- segundo tenenle da segunda classe da armada,
risrao cora que sempte prooedeu comigo, e as- om consequenria de achar-se impoasibilitado de
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DR.' JUIZ DE DIREITO DA
SEGUNDA VARA C1UM1SAL FRANCISCO DOMISGLES
DA SILVA.
Kiii|nuca.._
REVISTA DIARIA.
Estamos em urna poca em qne s tudo se re-
corre para haver dinheiro, ao passo que se deixa
a nica e verdadeira fonte donde elle provena de-
vida ehonradamente : o trabalbo.
A este nao se recorre, mas buscan-se meios
ignobeis com prelerlco da nobreza do carcter
humane ; praticam-se picardas ; desce-sep ulti-
mo degrio da escala do svfltameoto ; e quando
a ordem natural nao fornece dados para essa ac-
quisico, vo-n'os procurar at ns regio dos
sonhos.
O fim ebter dinheiro, nao importan os neios'
nao aova tambem a philoaophia que autorisa
estes,ceasegaindo aquelle. Todava como hs phi-
loaophia sis, e philosopbia ettraoaa, trio Aere
esta prevalecer com os seus principios destructi-
vos, eumprindo que s razio social o* reprove e
condemne por meio da devida punicio aos seos
sectarios.
Desle um certo Belarmino de tal, profiasio
ds esaleiro, 6 que acaba de juntar aquella de
sonhador com dxnktiro.
Deeoccupedo, sem trabsbo, mss exacto enm-
pridor da devar motai ds eoDssrTssao da propris
CHR0111CAJJUILURIA.
TRIBUNAL 00 COIREUCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 25 DE JULHO
DE 1861.
PRESIDENCIA DO BXH. SR. DESEMBARGADOS
t. A. DS SOUZA. ,
s 10 horas da msnbas, reunidos os Srs. depu-
tados Reg, Basto, Lemos e Silreira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sesso.
Foi lida e approvada a acta ds antecedente,
BXttBIEirTE.
Foram presentas as cotaces officiaes dos pre-
coscorrentes depreca, das ultimas semanas.
Archivem-se.
DESPACHOS.
Um requerimento de Southall Mellon & Cora-
panhia, pedindo o registro de am contrato de so-
ciedade dos meamos com John Lilley.
Outro de Miguel Arehanjo de Figueiredo, pe-
diodo registro de ama eacriptura de bypotheca.
Satisfaca o parecer tu\.
Outro de Sioflehurst Abren (SCompsnhla, por
seu procurador, tatisfazendo o fletpacho de 11 de
corrente, para obter carta de matrcula. Como
requer.
Outro da fot Joaquim de lima Barrio, pedin-
do o registro da procurarlo que junta. Regis-
tre-se.
Ontro de Candido liases de lleno e Joto da
Cunba Wanderley, pedindo o registro do diitrate
de toa sociedade.Registre-se.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dina de Guimo Lobo.
Escrivo privativo, o Sr. Joaquim Francisco
de Paula Esteves Clemente.
Reassumindo o Dr. juiz de direilo da segunda
vara a presidencia do trinunal, que por impedi-
mento legal foi deferida no dia 24 ao juiz muni-
cipal do termo de Olinda, declarou aberta a ses-
so por haver comparecido numero legal de jui-
zes de facto.
Foram anda multados era 20$ para os cofres
da cmara municipal aquelles dos Srs. jurados
que, sem escusa legitima, deixaram de compare-
cer prsenle ses-o.
Cabe aqui observar que se a cmara municipal
procurasse com diligencia promover a execucio
das multas, cuja imposico c definitiva e irrevo-
gavel, nao somonte augmentara urna importante
verba sua receita, mas concorreria poderosa-
mente para que os cidadaos sorleiados aio dei-
xassem correr revelia o sagrado direito do voto
de consciencia na ordem judiciarta.
E' esla, como se sabe, urna das mais estima-
veis garantas que o nosso systema offerece aos
direitos individuaes.
E como se explica que tamanha indifferen(a se
ligue este direito de ser juiz ?
Grita-se muito que a instituico salutar do ju-
ry tem sido golpeiada. Quem mais a golpeia, do
Jue aquellos que se-forram ao encargo suave e
onroso de exercer urna judicatura peridica, de
que tSo boas fructos ha esperar e recolher ?
Estas reflexdeanos levariam alm de nosso pla-
no. E pois, prosigamos em nossa revista.
Depois de impdr as multas que alludimos,
relevou o juiz todas as mullas que haviajm sido
impostas aos jurados assiduos, e que rnente em
um ou ouini fila h por motivos juslUlcados, dei-
xaram de comparecer.
Foram dispensados de servir na presente ses-
so eso mesmo lempo relevados das multas que
lhe ho sido impostas os seguales Srs. juizes de
facto, que provaram nao haver comparecido por
impedimento.
Antonio Ferreira Peixolo.
Manoel Francisco de Salles.
Manoel Ribeiro da Fonseca Braga.
Entra em julgsmenlo o processo em que sao
reos Sebastiio Pereira do Nascimenlo. Urbano de
Sonza Mello e Manoel Joaquim de Sanl'Anna,
pronunciados por crime de offansas pbysicas le-
ves pelo actual subdelegado da Boa-Vista em 22
de abril do correte anno.
Sio advogados dos reos o De Domingos Mon-
teiro Peixoto e o estudsnte do3. anno da facul-
dade de direito Jos Austregesllo Rodrigues
Lima.
Compoe-se o cooselho dos seguintes Srs. :
Joaquim de Paula Lyra Flores.
Miguel Ribeiro Pavio.
Manoel Maria Machado de Figueiredo.
Manoel Joaquim Rodrigues de Souza.
Manoel Francisco Marques.
Jos Mara Seve.
Joaquim de Suva Lopes.
Francisco de Souza Reg Menteiro.
Joio Pereira Reg.
Jos Patricio de siqueira Varejao.
Luiz Alves ds Porciuncula.
JooCavalcanti de Albuquerque Lias.
Seguem-se o juramento, os interrogatorios,
leitura do processo. aecusaco e defeza, une foi
produzida successivamenle pelos Sr*. advogados.
Propostos os quesitos, que sio respondidos por
unsnimidade com relaco aos tres acensados, pu-
blica o Dr.juiz de direito a sentones que absolre
aos reos e condemna a muoicipalidade i pagar as
cnslasdo procesas.
Sendo a hora pouco adiantada (2 horas e 1|4),
entra em j oiga ment o processo em qae reo
o preto Antonio, escravo de Francisco Mstbias
Pereira da Costa.
O reo lora pronunciado em 2 de ionho prxi-
mo passado pelo subdelegado deS. Jos como in-
corso so art. 101 por crime de offensas pbysicas
leves commettidas na pessoa de seu parceiro, de
nnme Jos.
E' advogado do reo o Sr. Dr. Jlo da Costa Ri-
beiro Machado.
Mi concordando o Sr. advogado em qae o reo
foase julgado pelo conseibo anteriormente esao-
Ibido, e que faaccionaca ao primeiro julgamenlo,
aio sorteiados os seguintes Srs. juizes ds facto,
com os quaes ooopoe-as anual f conselboda
sentenca :
Manoel Romio Correia de Araujo.
Jos Feliciano Machado,
Joaquim Faustino da Fiedsde.
Francisco Antonio de Meaezea.
Joio Pereira do Reg.
Jos Patriis de Siqueira Vareiio.
Hsrculao Julio de Albuquerque Melle
Alexandre Jas da Barrea.
Luiz Aires d po uneule,
segurando que -ou, com a mais perfeita estima
e distiocta considerado, de V. Exc. amigo e
criado muito obrigado.
c Jos Antonio Saraiva.
t 9 de julbo de 1861.
S. Esc. addicionou as razos da modificar;!o,
que nio podendo abalar a resolucio de seus epi-
logas, participara o occorrido a S. II. o Impera-
dor, que dignou-se de aceitar a demissao dos
Srs. ministros do imperio e dos estrangeiros, e
erdenou-lhe que completasse o gabinete de sor-
te que.neda loffresse o moJo de apreciar a situa-
io do paiz nem a marcha at agora seguida pe-
i actual administraco; e que sob taes vistas
reorganisara de prompto o gabinete com os dous
novos ministros, cujos nomes eram lio condeci-
dos que lhe poupavam o trabalbo de declarar,
que nenhuma alieraco sodrera com a modifica-
(io do pessoei a poltica j enunciada e at o
presente pralicada polo gabinete.
Approvou em seguida o artigo additivo do Sr.
bario de Muritiba, que abrange o do Sr. Vascon-
cellos, indo conmissio de relaeco para pas-
ear i s* disruato ; a .cageilou a propo&icao da
cmara dos Srs. deputados concedendo liconca ao
cooaelheiro Junqueira ; approvou em t* e 2* a
que concede licenca ao conselheiro Fausto de
Aguiar.
No dia 12 segeilou, em Ia discusso o pro-
jecto que autorisa o governo prorogar por um
anno as licencas concedidas aos empregados p-
blicos : approvou o que exonera o desembarga-
dor Joao Candido oe Deus e Silva de pagar
1:3663366 pela inpresao de suas obras a* typo-
graphia nacional; e regeitou, em 1* discusso, o
projecto autorisando o governo a garantir, cora-
panhia que se formar no Coar para a factura do
urna estrada de rodagem entre a cidade do Ara-
caty e o do Crato, um emprestimo de -200:000?.
A camera dos Srs. deputados, no dia 9,
cpprovou, em 3a discussio, o projecto que con-
cede matriz da Paqneta permissao para possuir
os beos doados por Manoel Cardozo Ramos ; em
urna s discussio os projeolosque concedem pen-
ses i Joio Francisco do Reg Barreta e D.
Candida Fraga Sumes, e o que eleva 800$ o or-
denado do porleiro da academia de Bellas Arles;
(cando addiados, o parecer da commissao de ins-
truccao publica sobre Prudente Ribeiro de Castro,
o projecto que manda salisfazer pela fazenda pu-
blica a quaotia devida aos herdeiros do bario da
Barca, o anana* 1" da proposla do xa(ao do tarca
naval para o anno Qnanceiro de 1862 1863, de-
pois de orarem us Srs. Gomes de Souza, de Li-
mare e ministro da marioha, e achaodo-se com
a palavra os Srs. : Juoqaeira, Sergio de Macado,
Ferreira da Veiga, Zacaras, Lamego, Tarares
Bastos, Gasparioo, Paes Brrelo, Ftalho, Santa-
Cruz, Heoriquea e Paranagu, favor, Barboza
da Cuaba, Saldanba Marinho, Amaro Bezerre,
Leitio da Cunba, Martim Francisco, Ottoni e Jo-
a Bonifacio, contra.
No dia 10 do corrente passoa o ministerio
per ama modifleacio, de que resulta a entrada
do Exm. Sr. senador Souza Ramos para a pasta
do imperio, e a do Exm. Sr. conselheiro Taques
continuar a servir, com dejaseis vigeasimas quin-
tas partas do sold respective Jasa Antonio da
Costa Cama; e foi declarado seconsiderassecom
o sold por inteiro, nos termos da segunda parta
do 1 do art. 4 da le n. 646 de 31 de julho de
1852, a reforma do primeiro tenenle da armada
Marcelino Gomes de Aodrade e Ainada.
Sahiram, para Pernambuco ; 12, obligue
Seis Irmos.
Eolraram, idos de Pernambuco : 11, o
palhabote Artista, com 12 dias de va ge ni ; 12,
o brigue Veloz, com 18, e a polaca Esperance,,
com 18.
Achavam-se carga : o brigue escuna Jo-
cent Arihur e a barca Amelia.
Correspondencias.
Srs. Redactores Acabo de 1er no Constitu-
cional urna correspondencia aseiguada por um
tal Pedroaa, mas deDaixo da assignaturs de Pe-
dros-a eu vejo a de alguem que deseja ferir-me ;
sou atacado em minha reputaco de magistrado
e de ciado ; nio dese.o da minha posicio para
responder ao Sr. Pedroaa porque nelle vejo o ho-
rnero analphabeto ; e soraente digo-lhe que pen-
dendo oaautos em que dei a seolenca contra
esse senhor do supremo tribunal da relaco, para
l me aguardo quando for proferido o accerdio,
saber se foi justo ou injusto* o meu procedi-
mento.
Limoeiro, 9 de julho de 1861.
A/arco Tulio dos Reis Lima.
ResposU ao Si-. Joo Antee io Carpin-
teiro da Silva.
Srs. redactores.Mas una vez tire de iludir-
me com o Sr. Joio Antonio Carpioteiro da Silva,
porque anda persuadia-ne que esse seobor fosee
mais considerado, e poriste, deven lo respeilo ao
publico, nao o preteadesse lludir assim come
mim tem fcito I Lende a correspondencia da
meamo Sr. Garpintairo. no Diario de Pernambu-
co a. 162 de 18 do correle maz. acbei sobremodo
jocosa a narraco das greca, ou desse decantado
beneficio, qoe allega ter-me feito, assim como
acheigaistas as patarras < cenia de chegar alli
em pregadas ; e ao l-las, sen que podesee con-
tar o uso, lembrei-ma do que ao publico expuz
na correspondencia, que ue Diario de Pernam-
buco n. 7 de 9 de Janeiro deste meare o anoo, z
publicar contra o Sr. Carpiateiro e sobre os fal-
lados e geitosos beneficios, que ne tem Jeito, a
enlo acbei precisamente traducidas Dessas pata-
rras a conla e bataneo, que o mesmo Sr. Carpn-
leiro me havia dado am dezembro da sano pr-
ximo passado, e assim as anteriores, qoaodoim-
I poz-me ou o pegamento in couloenii de perto de
4:000$, que diz reslar-lhe doa negocios da aocie-
dade, e s assim consealiria na dissoivico delle,
! o que eu pedia ; ou no prazo de tres dias, devia
j eu entregar-I be despeijado o andar 4o obrado do
estabelecimente no qaal morava (e ora neis
para s de estrangeiros, retirando-se os Exms. minha propriedade) para alli ir morar o seu iumi
Srs. Saraiva e S e Albuquerque.
Esta noticia foi coobecida na oamara dos depu-
tados por oecasiio da discusso da proposta de
fixaco das tarcas de mar, e lendo a palavra o Sr.
depulado Junqueira, interpellou, antes de entrar
na matara, aos Srs. ministros da marinUa, fazen-
da e jusiica, que achavam-se presentas, acerca de
sua veracidade, e das causas que motivaran essa
mudanga.
A' esla solicitado raspondeu o Exm. ministro
da fazenda, que havia o Exm. Sr. conselheiro
Saraiva solicitado a aua retirada do gabinete nos
termos maia amigareis e declaranJo-se de sc-
curdo com ss vistas geraes deste ; porm que re-
celando nio poder conservar essa conformidsde
em quesiaes secundarias ou no deseavolvimeoto
pratico da poltica do gabinete, deixava de fazer
parle deste
conselheiro Si e Albuquerque pelas mesmas
razes.
S. Exc. ajuntau que todos os estoceos baviam
sido empregados para demore-loa desee paaao.
porque tinha consciencia nao so de sempre haver
sido observado estrictamente o prograrana ds
gabinete por todos os seus nombras, cono tam-
bem porque nunca foram quebrados oa vacolos
de benevolencia s smiaade que os ligavam ; e
que sendo tudo em *o nessa proposito, enten-
der m nio derer seguir aos denasioasrios, visto
que em tal emergencia ose consultavm ameute
os seus inlecessesaeesoaes, seado soles do pro-
prio derer oso abandonaren o pasta, que Ibes
tinha sido confiado, em quanlo liaban o apoto
das duas cmaras.
Ao Exm. miuisiio da Uzeada, sojnie sa a
Exm. Sr. ministro da jusiica, quo expceasou-se
nos mesmoe lermoa qusoio sos motives ad reti-
rada dos dous colleges, para a qasl ase deaco-
bria aiada an ponto da partida, dsae S. Exc,
aguardando todava a lesiona abo dalias paraata
a caara, tasUnnnho qaa aeria par cario oa
sentido de nao lar hsvido dnsananoia am snli-
cs, que os Lar asee s tal delibsracas, filba adaMti-
te da aua vootade a do oso da liberdade aaa as-
aisla a qualauer ministro Aa daauaar da ai a rea-
ponaabflidade asinisterjal a rerar-se da an ga-
binete,
Em conclasse is s**m aspllcscss, declaran
S. Exc-, que a poliUca do gabinete esbnstta ene
mesmsa condlcoea, e tjueo peasameato a raspa-
lo da sdniajalraso do pais eaatiausvs aab aa
majzBM xisUs aaoissisda; rislo qne s daa
Bento Antonio C^rpinleiro, que a narlelio tinha
o Sr. Joio Antonio Carpioleiveda Silva encacha-
do na gerencia do estabelecimento e negocios ds
seciedsde, quando para islo nao traba taenldsdo
alguma, sendo que nesta ultima hypolbese a
do mandado de deapeijo ds oasa de minha resi-
dencia e de minha propriedade a sociedade
continuara, porque assim quera o Sr. Carpi
toiro e o trato social permittia que a sociedade
duraste en quanto elle o quizesse 1 V vendo a
publico os osos officios beneficios, que prestan*
ao e Sr. Joio Antonia Carpioteiro da Silva du-
rante esses tres annos dessa sociedade qae tire-
mos, que nio foi por mim procurada, eeim pelo
mesmo senhor, sendo eu sconselhado por alguna
de meas crederee, e tal vez ^tt a pedido da Sr.
Carpiateiro nao porque ease sesmor nutrase o
no que o acooipanhra o Exn. Sr. sentinantode fazer-me ben, porque teto pala-
vra ou sentimento qae elle nunca sou be e nem
sabe cemprebender (a da avarea atm), as pelo
desejo de arraojar o sea irnae Beato Antonio
Carptnteiro a ninha casta e da neus fllhos,
assim amo arraojeu aera si, e coa as tees can-
tas de chegsr, a propriedade ds ama pebre viava, ,
s o mais qoe relatei na corres a andancia de 9 de
Janeiro deste sano.
Portento, cono dizia, leade aa taes patarras
dessa correspondencia de Sr. Carptnteiro, e a
que respondo, vi qaa elle justa mea te assim Ira-
zia pana ntm a paca n publico s tal aua coou a
balance, qaa com aquella ira posicio eorregou-
ne en aasmbra do soso passads, porque cos-
ta que can asas earrespoodencia pubhceu o dito
Sr. Carpioteiro. aio foi conla correnta que lhe li-
rasse o respndante sabr os negocies da socie-
dade e ata qual eaaaivesae a justo pedido da res- -
pendente, e sin a prspra coala e batneos entre-
gaos ao respaaaente en diversas datas, que quao-
da saldo houvesaa ees favor do Sr. CarpinSeiro,
esta asida loage da eer perla da 4MMb) aeria da
9b#251. j v pota o publico, a diSerenca, qaa ba
eotxe isto e o qaa s maneira dechegaral-
lega o Se Carpintetro am cas eseraapandanoia
saferida a feila meamo a terna da chegar para
i nn arrollar m proesdinanla svareata : E
certamente, esse Sr. Carpioteiro para querer ser ,
aeJebreen tuda,
E' carao, ana oasedo sigsnni mi esas socie-
sada a para a ajan* eatrea a respndante aa ai
l^OOj da nasos ate astibotounaaSo canso dtese a
Sr. Carpiotaira, naa atea con ttattfMS, sondo
e (atisbas sm ser s s dicto qaa


- .
^
im
>
.,
te prtadaqaaMea miltidas pelo Se. Carpiwteiro
castra raaeandente di Ul itu balaceo e cont
de dezembro prximo passado, devia o ealeoele-
cmmUo res*>oautMt<>e:tll*B*, posara,, tam-
ben verdade que o reneadante aem* re fui boa
pagador, apnella par* seus crodorae, asado
a reao dMie i(um o Ur fiado, e seta recebar.
raais da 10:0008. saos a queas nao estro* paca
a sociedade, porque nao quena, taaahem sugei tal-
aste tecener alalias par occaalo da ana diewl-
viciov e por late o tato social nao aatoxaou ao
Sr. Carpin^fro gatete privativo a vendar
fiado por coots da sociedade, tambera verdade
que, alm aawa tflcOOO ra., daa 3I9J248 u.
com que eutrou pira a sociedade, possuia bens
a atar da osis de 8:000) es. livree o desem-
bargadas, o pas liaba mu tu com ojuo pagar,
eus credora ojia aoh*van-se garantidos,, a al-
guma coasa anda fkase-lhe para maular sua
familia com aaae amargo pao,, que sarria para
mant-la durante esaes tres aonosda existencia
social ;. e xuaoto ana favores a beneficio! presta-
dos, pelo Sr. Carpinteiro nesaa sociedade, basta
diwr que dito (enboc obrigou o respondente a
hypothecar-lhe todos os seus bens no valor da
8:000] rs. em garanta daqualle pagamento dos
6:111S940 rs.; bypotheca que seus crelores nun-
ca exigiram-lhe,. que, glosadas as contas do Sr.
Carpinteiro, resultado dos tres anoos.da socieda-
de, segundo suas vistas, sari* anda dever-lba o
respondente a8*25l, e nao glosadas suas contas,
dever-lhe pene de 4:000| rs.. que, esUndo o Sr.
Joio Carpinteiro ha quaxi dous anoos pago dos
6:1119940 rs., e asim aos referidos credores do
respondente, em todo esa* lempo, nao tem o Sr.
Carpinteiro dado a quitaco para ser dada baixa na
bypotheca II.......que, para ser o saldo do pe -
dido pelo Sr. Carpinteiro 2802)1 rs., ainda ne-
cessario entrar-se pelo capital do respondente
existente antes da sociedade, eque o Sr. Carpin-
teiro", deslembrado das disposi^oes dos arts. 335
5, e 338 3*. caso Io e 3* do cdigo do com-
mercio, quiz ainta impor ao respondente a con-
tiouajo .da sociedade, e, Ilnalraeote, que, con-
tando o Sr. Carpinteiro com sua riqueza, e que
com essa colosso de dinheiro tudo consegua e
fazia sua vootade e desejo (como ousa alar-
dear ), por isso. contou aterrar o respondente
PaWic^oes a pedido.
Oh I ja voudrais eavoir. ang ao- eiei reserve,,
O soasas saaaaa, poor kaiser 1* pee I'
Victo* IUig.aTarnaa.
Elvira I tace I Arca contemplar-te
So consegoira-o Deas no paraso I
Ao teu lindo semblante, ao leu aorriso,
Jurara culto eUrno cdnsagrar-te I
Coa imagen divine em toda parte,
Accordado, ou em tonhos eu diviso 1
Teu odiar fascinante e o porte e o siso
Sam a biblia de amor par adarar-te !
s um Anjo de Deus, descido I trra t
Taaxseaahrel 1 das bellas a meis*baila t
O qua ha da nui sublime era ti se ineerra I
Mas onde vs-, temerario?1... Infausta estrella 1
Que delirio meu peito abre, descerra ?
Esqueci-me de mim, pensando rr'EUa I
Por J. DE B. F. DS AiBUQi;ERQUE MAIUNVO.
Hitas, c Exms. Srs. senadores Dantas,
Yisconde efe Jequitinhonha, yiscoade
de Albuquerque, D. Mauoel eSouza
Franco.
0 Pernambucanos afcalxo assignadoi, ha vendo
lido no Conttitucional desta provincia os discur-
sos, com que Vv. Excs. ltimamente dotaram o
pait, veem prestar Vv. Excs. um roto potril co
de reconhecimeoto pelo civismo, com que se pro-
pozeram a dirigir e esclarecer a opinio, agitando
as aguas moras do lago de huMrTerenlismo, de-
egostico desanimo, que ameacava de infeccionar
paiz lntelro.
Nao intentamos trazer aos oavidos de Vv. Excs.
i] a linguagem deste ou daquelle partido. Vv.Excs.
ctrar essa extravagante imposicie, e que o res- [fallaram a liaguagem da verdade a esta rrbgua-
pondente, pobre e falto de recursos, como aprou- gem ha sempre agradado e agradar sempre aos
ve-lhe dizer, abaixaria a cabera e receberia a j homens mor Usados de todos os partidos. V*.
esmola, que com ar da escaroeo atrsva-lhe o Excs., a semelhanc.a dos verdadeiros sacerdotes
Sr. Carpinteiro ti.... da medicina social e poliric\ tentearam as cha-
Pois bem, esse proceder brusco do Sr. Carpi- 8a'. cujo curativo desojado por todos os bons
teiro, e nao a decantada ingratido allegada em cidadaos, indicaram os remedios mais proprios a
ana correspondencia, fez que o respondente en- cura-las, e a consciencia publica do partido de
tre os dous extremos ou sujeitar-se ao grande VV. Excs.
Srecoci que o horneen beneficente Ihe procurara Os Pernambucanos abaixo assignados preten-
ar, e alm de continuar supportar o sen ir- dem tambara com esta so* manifestaos o perante
mao a urna sociedade que s arrastaria-Ihe pre- Vv. Excs., demonstrar ao Brasil que esta heroica
juizos, ou recorrer aos meios judiciaes para a sua provincia-nao esqueceu ainda os trophos do seu
dissolvicio, liquidacio e partilha preferisse o patriotismo passado ; e que os coraces de seus
ultimo, e assim conservasse-se habitando sua filhos palpitam no presente, e palpitarse* no u-
propria casa e nao f jsse ella habitada pelo irmo turo, como no passado, ao calor da mgica sien-
do Sr. Carpinteiro, e por ultimo nao viesse elle te"' do amOr da patria.
perteoeer, como com a pobre viuva da correspon-! Erna opposi^So patritica como a que fazeis,
deucia de % de Janeiro, e j referida succedeu. i Exms. Srs., a um elemento necessario para a or-
Agorasaiba mais o publico que, quando mesmo '' dem, porque a oppostcao da coosciencia e da
fosse pelo respondente auceitas as contas e ba- i verdade, e representa portanto as garantas indi-
lancos imposto pelo Sr. Joao Antonio Carptntei- I 'iduaes. Urna tal opposicao a garanta da or-
to *a Sirva, por esses balancos e contas, em vez ('e e conseguinteraenle da liberdade.
mesrao dos 28)2M desse saldo, daria sua co(k
ierrre.
depois de glosada, ao contrario, o respond
como creder de 1:9715)749 rs., visto como a so-
ciedade obrigada a entregar-lhe o casco do es-
tabeleeimeoto, pr-parado e reparado como rece-
beu e consta da escriptura do trato social: saiba
mais qne, alm disso, deve o Sr. Carpinteiro os
lucros correspondentes a 5 por ceoto dos doscon-
tos que fez sociedade sobre os pagamentos dos
76.660$ rs. das farinhas compradas a prasos, e
cujos desconlos importara em 6:812$900 rs. que
o Sr. Carpinteiro onittio oos balances e contas
referidas ; saiba o publico que o Sr. Carpinteiro
e obrigado a entrar para a caixa social com a
quaotia de l:0tIJjlO rs., que della lirou para
pagar a seu irmo Bento Antonio Carpinteiro a
titulo de gralificaco por sua gerencia, e sem
consentimeoto do respoodente, quando o Sr.
Carpinteiro era o gerente immedialo e privativo
do estabelecimento social, cuja administraco
lhe impunha a escriptura pnbica do trato ; e
por isto, nem poda metter outro gerente sem
expresso consentimeoto do respondente, prece-
deudo declara^ao na mesma escriptura, nem fa-
zer-rtie pagamentos custa da caixa social ; que,
existalo mais de cem barricas de farinha em
ser no estabelecimento social por occasio do
balanco do 1860, e quando foi a acgo proposta
em juizo, o Sr. Carpinteiro conservou-se no es-
tabelecimento ( note-se j existindo a acc.au ) at
desmanchar a ultima libra de farinha, e em dai-
no do estabelecimento, ali nao eram vendidas as
obras e sim remettia-as, e os freguezes da casa
para um deposito particular que creou depois
da referida acceo no pateo da ribeira de S. Jo-
s desta cdade, e isto com o 6m de tirar todas
as freguezias do estabelecimento ; e s depois
qne deixou o estabelecimeto sem materia para
trabalhar, de ter despedido todos os emprega-
dos, requereu o deposito do material em seu mo
astado ou o recebimento de-He assim pelo res-
poudente, porm, note o publico que o Sr. Car-
pinteiro recebeu o estabelecimento eom os em-
-pregados existentes, trabalhaodo com materia pa-
ra dito fin), lodo novamenle preparado e repara-
do, com todas as freguezias, e nao em estado de
total paraiysaco, despedidas as freguezias no
interesse particular do respondente { como acaba
de fazer o Sr. Carpinteiro no sea interesse ), tra-
bajadores despedidos, o material estragado, e
sem materia para as abras.
Eis os beneficio alaadeados, portanto qne o Sr.
Carpinteiro tem de dar cuotas dos lucros prove-
nientes dessas cento e tantas barricas de farinha,
e de responder Dlos damnn que assim cansa a
sociedade, pois que, no seu interesse particular,
podia facer paralysar o estabelecimento
A patria, que tem seas olhos titos em tos. que
anciosa vos v pleitear era prol de sua situacao
financeira, tao gravemente compromettida pelos
escandalosos esbanjamentos ; em defeza da le
tao postergada nestes ltimos lempos, e da mo-
rilidade que to estragada ba sido as alias re-
guies ofBciaes: a patria tira dia pagar-vos-ha o
seu tributo de gratido ; ella reconheceri em vs
a divisa dos cidadaos, que nao querem especular
com a poltica, o que ns defeza dos grandes e ver-
dadeiros intpresses sociaes que encontrara o
verdadeiro ponto de liga dos homens das justas
aspir*coes.
A Vv. Excs. avultando entre outros baluartes,
que a lei e a moralidade contsm no senado bra-
sileiro, oTerecemos as nossas modestas, porm
conrictas homeoagens, fazendo votos a Deus,
para que prolongue os dias de Vv. Excs., das que
ora se volvem tao preciosos para a prosperidade
de nossa chara patria.
Justino Pereira de Parias.
Bacharel Manoel Ferreira da Silva.
Candido Xavier Pereira de Brito.
Joaquim Juvencio da Silva.
Dr. Cosme de S Pereira.
Bento Jos Ramos de Oliveira.
Jos Maximino Pereira Vianna.
Joo BapUsla Fragoso.
Or. Joo da Silva Ramos.
Manoel Abes Guerra.
Fraocisco Jos da Costa e Silva.
Thomar de Aquino Fonseca.
Manoel Filippe deSouza Leo.
Jos Leandro de Godoy Vasconcellos.
Octaviano de Souza Franja.
Or. Joao Pedro Maduro da Fonseca.
Tiburcio Valeriano Baptista.
Belarmino du Reg Barros.
Domingos Alves Matheus.
Joio Cardse Ayres.
Francisco de Miranda Leal Seve.
Manoel Goncilves da Silva Jnior.
Jos da Fonseca e Silva.
Francisco Xavier de Uliveira.
Feliciano Joaquim dos Santos.
Teburcio Antones de Oliveira.
Antonio Goncalves Pereira Lima.
Pelix Francisco de Souza Magalha.es.
Antonio Jos de Castro.
Dr. Antooio Agripino Xavier de Brito.
Theotonio da Silva Vieira.
Joaquim Teixeira Peixoto.
Antonio Jos Leal Res.
Joo da Cunta Soares Guimaraes.
Pehsberto Ignacio de Oliveira.
1 Francisco Accio de Gouveia Lias.
Joaquim Jo Silveira.
C^etano SiWerio da Silva.
Vicente de Paula Oliveira Villas-Boas.
Fraocisco Ferreira Battar.
nao podia ISeer paralysar o estabelecimento e
sim entrega-lo como recebeu: saiba mais o pu- j08 Antonio de Azevedo Santos Jnior,
blico, que o Sr. Carpinteiro como socio gerente Antonio Kicardo do Reg,
da sociedade, constituio-seem nome della man-, Manoel Gomes Viegas.
dadsrio do respondente para a prumpta compra os Guilherme Guimaraes.
de um escravo, igual a outro que por embrran- Manoel Jos oonngues Codecetra
Qas de seu irmo, obrigou ao respondente vender, j Antooio Jos Alves Ferreira.
fleando para dito flm logo em mao e deposito do \ Miguel Jos de Almeida Pernembuco Filbo.
Sr. Carpinteiro a importancia de 1:070J, dinheiro Adriano Xavier Pereira de Brito.
qee o Sr. Carpinteiro nao podiaempregar em ou- \ 8noel Gomes de Miranda Leal.
tra cousa com preterido dos interesses do res-
pondente, para depois pretender pagar delle ju-
ros de 10 por cento ao anno, quando o seu es-
cravo ganhava-lhe 30g por mez, e saiba final- .ugusiu duub,
mente o publico, que o Sr. Carpinteiro por parte I'08?"1 Pereir8 Vianna.
da sociedade, e como gerente especial della *08e *omaz de Asmar .
obrigado a entregar a casco do estabelecimento ao
respondente reparado, e nao estragado, e nao o
quer fazer para que esses reparos corram s por
coota do respondente, furlando-se assim a parte
das despezas que lhe cabem no reparo ; e qua
todas essas cousas eoutras pedio o respndeme
De aeco, como o exime as contas e recibos das
farinhas e assim tambera nos Irnos e balancos, e
que por isto tem o Sr. Carpintero agarrado-se
com esses documentos e livros como a ostra 'ao
rochedo, andando eom ditos livros e papis de
urna pare outra parte (oara que flm nao sabemos
e vericar-se-ha por occasio do exame ; que
protesta o respondente.)
E diga-nos o Sr. Carpinteiro. S. S. que to
beuecente e chelo de to boa t, por que na
mesma occasio do deposito do material do casco
do estabelecimeolo, nao pedio o mesmo sobre o
livros e documentos da sociedade? 11 Isto leria
sido mais bonito, e arredaria de S. S. as justas
illacoes que se tira o pode tirar da procedimento
em contrario. Unto mais quando depois que o
respondente dedutto seus argos na accao tem
S. S. andada com asses papis da sociedade em
Eavoluco ; dando-se mais a eircumstancia de
para entregar-se da sua parta os autos da aeco
com sea articulado, ter sido preciso recorrer-se-
a meios judiciaes 111
De lodo o esposto ajuize o publico desss falla-
da boa f o simplicidade do Sr. Joo Antonia
Carpinteiro para com o respndante, a deste seu
allegado seotimeato beaalceaka e pbospnorica
philantropia. E o Sr. Joao Antonia Carpiutai-
ro-da Silva, que em taes clreumstancias, na pen-
dencia dessa aecfto, aanda estrangeiru, pretende
obter passaporte da polica para reftftr-se do im-
perio para a Europa? 1
[Nao sabe o Sr. Carpinteiro que em vista do art.
73 do reg. o. 120 de 31 de Janeiro de 1841 e mais
i ais policiaes de paiz, S. S. nie pode obter pai-
sa por lee sahtr desta provincia era taes circums-
taaeiae, emqeanto ne mostrar-su livre a desem-
barazado? I Poia bem. para todo o-exposto e
Sr a qua foi expandido aa correspondencia do
arte de Pemambmco de 9 de Janeiro de cor-
rate asno, qe erespeudeote chama a atteofio.
da Illm. Sr. 0r. clrefe da polica.
Haeita, 5 de julho H 1881.
Franeitco da Prado.
Junfor.
Joaquim Augusto Ferreira Jacobina.
Baro do Livramento.
Antonio Jos da Silva Brasil,
Jos Pereira Vianna Jnior.
Jos Gomes Leal.
Luiz Pereira de Parias.
Maooel Barbosa da Silva.
Antonio Augusto da Ponseca.
Manoel Nasciraento de Araujo.
Aotonie Bezerra de Meoezes Lyra.
Francisco de Albuquerque Mello.
Antonio da Silveira Maciet jnior.
Angosto Pinta de Lemos.
Flonsmundo Merques Los.
Jos Goncalves Milveira.
Christovaa de lollaoda Cavalcanti de Mello.
Jos Pedro Velloso da Silveira Jnior.
Joo Bartbolomeu Goncalves da Silva.
Maooel Peres Camueilo da Almeida,
Jos Caetano de Mdeiros.
Domingos Caldas Pires Ferreira.
Firmioo dos Santos Vieira.
Francisco Jos Silveira.
Maooel Camello Pessoa.
Manoel Luiz Goncalves Jnior.
Francisco Braseiro de Albuquerque.
Bruno Alvaro Barbosa da Silva.
Jos Marcelino da Rosa.
Joaquim Mauricio Goncalves Roa.
/ose Joaquim Dias Fernandas.
Caetano Cyriaco da Costa Moreira.
Francisco Mathia Pereira da Costa.
Dr. Joaquim de Oliveira e Sonza.
Goncalo Jos Affonso.
Antonio Jes Teixeira Bastos.
Candi ro Affuoso Moreira.
Manoel Bastos de Abreu Lina.
Bacharel Demosthenes da Silveira
B"Charel Jas da Cunha Teixeira.
Dedo de Aquino Fonseca.
Jba Domingos Codecetra.
Franeisco Antonio da Irtto.
Francisco Faustino de Brito.
Thomaz Carneiro da Gbnha.
FrandtcoMaaieaadaAvaaeida.
Antonio Msrqus da Salteada Cavalcanti.
Jato Lacio da Costa Mentairo.
Jos bate lenocetcio Toggi.
Augusto Colho Le i te.
Jeao Franeiseo Astunaa.
oaetioo da SrTra Amado.
Lobo.
los dos Santos Ita^sf d liraics*
Jlo Velloso SosYer.
Jle Baptistar a% Medernur.
PraDaai aaBiiio iRWatro.
Phuwiar Antanie da Artvqaerqaa Kall^.
Df. JoSo* Mbtia Savev
Prese des a *lpGnwle-.
Maooel Estanislao da Costa.
aUOT; tOp^^ vCaVt#txvv 0TB BC 9*
Estevo Jorga Baptista.
Joaquim dos Santos Heves.
Joeqww CsTarcairn' de" Albuqaeiqae.
Francisco da Rocha Pasaos Lina.
Antonio Gosasatvea ferreira CaacM.
Antonio Jaad Duarta.
Benjamiav Parea de A4banaar4pta>Baranho.
Padre Beato Pereira do Reg.
Anannio. Kragdlo Waairoi
Jola Joaquim da Costa Lalte.
Joa1 AeIonio Morairs Diae.
Anaanio JuaipaliB ds VascaauwUaa;
Jos Joaquim Lopes de Almaidaw
Victorino Jos de Souza Travasso Jnior.
Joaquim Jos Perreir* da Rocha.
Antonio Jos da Costa a Silva.
Joio da Cruz Macado.
Innocendo Garca Chaves.
Joaquim Francisco Franco.
Antonio Joaquim. de Parias Jnior-
Francisco Gomes de Miranda Leal.
Jos Antonio Pinto.
Francisco de Paula Andrade.
Joaquim Ugolioo da Silva Fragosa.
Graciano Benriqee Mafra
Jesuino Barroso da Mello.
Samuel Baluday.
Francisco P*tix Goncalves.
[-Antonio da Silva Azavado.
Maooel Joaquim do Paraizo.
Antonio Climace Moreira Temporal.
Galdino da Silva Merlina.
Francisco Ignacio Pite.
Marlioho de Oliveira Borges.
Francisco Gome* de Oliveira Sobxinho.
Antonio Machado.Gomes da Silva.
JoSo da Silva Par isa.
Francisco Jos da Silva Guimaraes.
Claudmo da Silva Ferreira.
Joo Xavier a Silva.
Antonio Camello Pessoa de Lacerda.
Antonio Pinte Nogueira..
Luiz Joa da Silva Guimaraes.
Francisco Xavier de Moraes
Maooel Antonio do Amaral Simoes Jnior.
Herminio Egidio Figueiredo
Jos Muta Casar do Amaral Jnior.
Jos Francisco de Paula Ramos.
Vicenta Alves da Costa e Silva.
Antonio Aonas Vieira de Souza.
Joaquim Francisco de Mello Santas.
Jos Colho de Mello.
Manoel Bento da silva Magalhaes.
Maooel Pirmino Monteire Cali.
Alvaro Augusto da Almeida.
Leandro Lopea Dias.
Juo Caetano de Abreu.
Dr. Ignacio Nery d Fonseca.
Olympio Googalvea Rosa.
Tbomaz Francisco de SalleRosa.
Jos JscinlhD da Silva.
Hermenegildo Fernando de Souza Lobo.
Luiz Amavel Dubourq Jnior.
Joo Fraocisco Borgea Ferreira.
Candido Nunesde Mello.
Antooio Nunes de Oliveira.
Jos Maximiaoo Soares de Avallar.
Luiz. do Franca Bago.
Joaquim Ildefonso da Hotta Santos.
Jos da Silva Nevas.
Antonio Annes Jacorae.
Joo Antonio dedraujo.
Jos Antonio Pinto Serodio.
Maooel de Souza GMvo.
Antonio de S Leito.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camargo
Maooel de Araujo Alcoforado.
Joaquim Olintho Bastos.
Demetrio Acacio da Araujo Bastos.
Augusto Hygino de Miranda.
Maooel Davina das Naves Teixeira Bastos.
Joo Pereira da Cunha.
Joo da Rocha e Silva.
Thomaz d Almeida Antones.
Manoel Josddos Santos.
Maturino Barroso de Mello.
Nicolao Tolentino de-Carvalho.
Ludgero Teixeira Lopes.
Gamillo Pinto do Lemos.
Bernardino de Vasconcellos.
Francetno Xavier da Fonseca.
Jos Alves Feroandea.
Caetano Pereira de Brito.
Joo Pedro Jess da Matta.
Antonio da Costa a Silva Maduro.
Galdino Jos Peres Campello.
Joaquim; Antonio de Santiago Lessa.
Firmino da Silva Amorim.
Bemviodo Gurgel do Amaral.
Manoel Vieira Perdigo.
Segismundo Raphael da Costa e Mello.
Antonio Moreira de Almeida.
Joaquim Francisco de Paula.
Jlo Roberto Angosto da Silva.
Jbs Bernardo Pereira de Brito.
Jos de S Leito Jnior.
Custodio Moreira Dias.
Joo da Silva Aotunes.
Josu M. Azevedo Santos.
Ideifonso de Souza Res.
Joo Rodolpho Velloso de Azevedo.
Julio & Conrado,
Marcoliuo deSouza Travasso,
Maooel Goncalves Ferreira Meadas.
Celerino Odorico Pinto de Medeiros.
Flix Antonio Alves Mascarenhas.
Francisco Paulino da Souza Cine.
Uerjoel Vktur seasda Matta.
jos* ferreira Pinto.
Jos Peres Campillo de> Almnida.
Jos Joaquim da Silva Guimaraes.
Jos Burle Jnior.
Leal & Irmo.
Francisco Augusto de Araujo.
Antonio Goncalves Ferreira,
Antonio B. a Silva Guimaraes.
Francisco Joaqun Ribeira de Brito.
Joo da Cunha Magalhaes Jnior.
Joaquim Francisco delego.
Manoel Vieira Cunha Mello.
Luiz Antonio Goncdves Pena.
Antonio Lopos lloirigues.
Bernardino da Sena Ponlual.
Manoel Joamaim Pornandas de Azevedo.
Luiz Alves da Porduucula.
Joaquim Feroandesde Azevedo.
Antonio da Costa Ribeiro e Mallo.
Antooio Domingos da Costa Albuquerque.
Leite & Irmo.
Joo Monteiro dos Santos.
Antonio Cezorio Moreira Dias.
Venceslao Machado Siqueira e Sirva.
Joo Martin do Reg.
Manoel Teixeira Bacellar;
Antonio Jos Cordeiro Simoes.
Francisco Maooel da Cunha Medeiros.
Guilherae Ferrea Piolo-.
Francisco da Costa Ribeiro.
Cicihana Mamede de Almeida.
Jobo Xavier Rideiro Andrade Jnior.
Manoel Raymundo Pena Forte.
Eliziario Gomes de Mello.
Joaquim- Cavalcanti de Albuquerque.
Jos Paulino de Albuquerque Sarment.
Antonio Lopea da Silva Barros.
'Francisco Ildefonso Ribeiro de Meoezes.
Migual Candido da Medeiros Pinta.
Antonio Jos de Abreu Ribeiro.
Jos Moreira Ponte.
Guilhermino da Albuquerque Martina Pereira.
Manoel dos Santos Azarado. .
Fe Ir Ramos Lia**nef.
Virgilio Jos da Mofa.
Francisco Marco Mae do Amare!.
Joao Aotuaio de Mallo.
Joaquim Franciaaa Bastea.
Ignacio Besaos Esteres da Silva.
Leopeldioo Poareia* da Sttr.
Eraacieeo do Rala Nanea CaeaaaBa Jnior.
JtaaajMA, Jsauasio torear* 4* Brito.
Domingos da Costa Monteire. .
Manoel Antonio Tarrea.
MaoeeLFeweH da Costa aSilea.
Padre Joaquim Nea*eedoOieire.
Marcoliuo Antonia Alves de Brito.
Loorenca. KaaaaCaaapello.
Manoel Ferreira de Brito. -
I Jos Rodrigueade Maraes,
PEzequiel Fraaasao. das SsaAis.
I Antonio Feersfaa d* Iia Melle.
Joaquim MaaaeLd Carvalho.
Erancttca AaioateaMatto.
Maaaat T a vacas-da lacka Juafor.
Leurencja Jaai.
Maooel Tertiiliaaa do* Rais.
Candido de Seuza Melle.
Antonio Caadido Nogueira.
Maooel MaetteaBtraaw
Joo Qih#* de>Paais*
Antonio aWatliaoo da Barra*
Olympio de Souza Galveo.
Fradatioa da Soasa Gamas.
Jelo Fraocisco Pereira.
Francisco da Suva Bago.
Miguel Antooio Reatos.
Francisco das Chagas Barros.
Conrado Brnealino Xavier Reatos.
Joio dos Santos Ferreira Barros.
Ionocencio Perigrno Xavier limos.
Miguel de Mallos da Silva Paula.
Joaquim Jos Themotfco Pinto.
Vital dw Ctragas Colho.
Jos Estevea do Naeeimento.
Eustaquio Gliserio da Silva.
Liaioo Lopes de Barres e Silva.
Domingos Soriano Cardim.
Joio Bernardo do Reg Valonea.
Jos Pedro do Reg.
Apolioario Pereira Baduem.
Marcelino Francisco Alvas da Silva.
Jos Bazilio de Meodonce.
Fernando Romano da Silva.
Vicente Csrdoaa Aycem
Luiz Clemeotino Carneiro de Lira.
Demetrio Hermilo da Coate.
Maooel Brasilino de Arruda Cmara.
Joo Bernandordo Rega.
Joaquim Jbs da Silva Guimaraes.
Arystides Duarte Carneiro da Cunha Gama.
Luiz Antonio Rodrigues de Almeida.
Jos luniz de Almeida Jnior..
Alexanure Ferreira da Silva.
Alexandrino Martina Correia Barroe.
Jos Goncalves de Miranda.
Thomaz liarrett.
Antonio Lopes-Di as.
Justo Cezar de Almaida.
Francisco Castro Guimaraes.
Jos Feliciano Machado.
Jos Carlos do Reg Velenca.
Joaquim Feliciano Gomes.
Jos Joaquim Dias Feruaudes Jnior.
JcsClementioo II. da Silva.
Antonio Pirea Galvo.
Jos de Pinho Borges*
Ca u(tano de Oliveira.
Jos Dias da Silva Jnior.
Maooel Francisco Marques.
Francisco Joaquim Meua Cardozo.
Manoel O. da Cmara Pimentol.
Manoel Izidoro de Oliveira Lobo.
Joveniano F. da Silra Manta.
Joo Pioches.
Jos Lopes de Oliveira Jnior.
Hypporito Franco da Silveira Lins.
Balbino Simoes de C. Cavalcanti Pessoa.
Joo Baptista Rodrigues de Souza.
Severiano Jos de Moura.
Luiz Jos da Costa e Silva,
Antonio Jos Mauricio,
Candi Jo Alves Lima.
Francisco Mendea M rtins.
Joaquim Mendes de Souza Ferreira.
Maooel Jos dos Prazeres
Tiburtino Barbosa Nogueira.
Antonio Ignacio Cavalcanti do Albuquerque.
Jos Flix de Oliveira.
Joo dos Beis Gomes.
Jos Thomaz de Freitas.
Andr Alves Rios.
Francisco das Chagas da Oliveira.
Antonio Pedro Ramos.
Antooio Carlos de Lima Duarta.
Jos Joaquim Ramos da Silvac
Joaquim Francisco das Chagas e Silva.
Antonio Victorino Lopes.
Aureliano Francisco Correa de Oliveira.
Manoel do Nascimeoto Rosa.
Severoo Rodrigue da Silva Campos.
Manoel Domingnes da Silva.
Jos dos Reis Gomes.
Jos Jernimo Correa.
Luiz Fernandas Santos.
Manoel Colho de Moraes e Silra.
Manoel Francisco Honorato.
Procopio Joaquina Dia*
Januario Pereira do Nascimento.
Pedro de Alcntara a.Silva.
Gregorio Ferreira de Miranda.
Luiz de Franca Santos.
Antonio Jos de Lemos.
Felippe Antonio Teixeira de Albuquerque J
Galdino Jos Banfleira.
Maooel Lourengo da Silra.
Luiz Jos da Silveira.
Maooel Joaquim de Azevedo.
Joaquim Francisco da Silva.
Bento Tenorio de Mello.
Manoel Moreira de Mello.
Pedro Antonio da Silva e Mello.
Joo Antonio da Silva
Maooel Joaquim Ramos*
Verissimo Jos de Souza.
Jos Pedro de Sant'Anna.
Joo Jos de Sant'Anna.
Jos Luiz Goncalves Pena Jnior.
Inoocenrio Xavier Vianna.
Jos Francsico de Paula.
Antonio Pereira de Souza. -
Jernimo Jos Ferreira.
Domingos Jos Marques.
Joaquim Jorge de Mello.
Flavto Ferreira Clao.
Antonio Teixeira Peitoto de Abreu Lima.
Justino Miguel Ja Costa.
Ovidio Ferreira da Silva.
Francisco de Paula e Silva Jnior.
Antonio Alvaro Ferreira da Silva.
Domingos Viega Antunes.
Corislano Jos da Silva.
Jacinlho Nunes do Amaral.
Deodatu Ferreira Gomes.
Antonio Domiogues dos Pasaos.
Vctor AoroIo Oin-iio.
aiexandre da Cruz e Silva.
Epaminondesda Silva Pessoa.
Ignacio Fernandos Uohoa.
Damio Antonio dos Santos Mai.
Adelo Rodrigues Santos Pessoa.
Manee! Feruaudes da Silva Bractu.
Leandro Gomes Cagtello BrahcoflP
Serapiio da Silva Flix Varejo.
Bernardo Azevedo da Silva.
Antonio Jos da Silva.
Serapio Jos da Silva.
Jos Fernandes Moreira.
Joo da Silva Almeida.
Manoel Galdino di Costa Reg.
Joaquim Milito Alves Lima.
Launndo Paulo Alves Lima
Joaquim Maooel da Silva Mendea.
Cosme Jos Barbosa..
Casimiro Lucio Tavares.
'Miguel dos Aojos Peres.
Manoel-Thomaz de Parias.
Victorino Jos dos Passos.
Felippe Jos de Exaltadlo'
^Rodolfo Manoel do Amaral.
Marcelino Augusto da Silva Brasil.
Francisco Jos de Almeida.
Francisco Jos Cortea Queiroge.
Jos Luiz de Sousa.
Antonio Jos de Monra.
Manoel Dias dos Santos.
Francolino Lopes de- Silva.
Damio de Vasconcellos Moraes.
Joaquim Jernimo da Porciuucula.
Bernardo Jos Gamas.
Fraokiiu Pinto de Azevedo.
Anastacio de Mello Vacejo.
Jesuino Gomes Atantes.
Rajamado Pinto da Avenar.
Antonio Jos da Purificedlo.
Joaquim Ignacio Gome*
Francisco de Souza Reg Monteiro.
Joio Chrysoslomo da. Lime.
Joaquim Jos da Costa Faijozas Jnior.
Joaquim de Souza Miranda Cauto.
Joaquim Jos de Abreu.
Jos de Araujo Linas.
Francisco Xavier de S Leito.
Antonio Joaquim do MaaaiataaUo B.
Joio Leite do Reg Sampaio.
Manoel Jos dateeaa A.
Fraocisco Ferreira dos Santos.
Jos Fernandes Monteiro.
Miguel Grmate-es da Lea.
Joaquim Francisco Lavra.
Ireneo Januario da Oliveira.
Andr de S e Albuq^etqua.
Manoel Ferreira dos Santos,
f Francisco Jos Vieira Machado.
[Tranisco Antonio da.Assia Gfiea.
Joaquim Lopea da Coala Albuquerque.
S Agotiniw Jbe Oos-Seule*
SU vea ka Beeak* da Silra Cw matare*
liase Fraactaco Branda.
I Jaroniato Jaa Peureira.
'Francisco Antonio.da Aiaiatd*.
Aaaare Oovidie dos Santos,
Eliaa Baptista CavalcanrtL .
Joio Bastate Al G.
Luiz Prate Caotnos.
Priacalgnaaioda B. M.
Thoribe Falco da Coate.
Banevides da Sousa Franca.
Franeisco Antooio da Silva.
Manoel Roberto- da Mello.
Ignacio Barbosa de Freitas.
UmaeUno Pedro Alesaodriao.
Jais Bautista dSilva Prxedes.
Vicenta Ferreira da Silva Alcoforado.
Leolino Jos de Monetea.
Amaro Comea de Mello.
Antonio Rodrigues dos Santos,
Manoel Jo Caetano Batboaa..
Antonio Carros da Silva.
Francisco Maooel de Oliveira.
Augusto Florentino Cesar.
Francisco de Paula Silva tina.
Basilio Manoel do Jess.
Francisco de Paula Patrocinio.
Jis da Silva Guimaraes.
Jos C'stnciano F. Brito.
Guilherme Jos Pereira Canejo.
Antonio Venceslao d* Souza.
Palatino Angosto B. Uchoa.
Pedro Alexandrino do Amparo.
Ignacio Manoel Santa Auna.
Joio Jos de Santa Anna.
Ignacio Jos Gomes,
Pedro Antonio da Silva.
Asiaco Ferreira Luz.
Matheus Elpidio Souza Teixeira.
Epiphaoio Jos da Silva- P.
Simplicio Hemeterio de Parias.
Manoel Joaquim da E.
Baroab Correia de Mello.
Joaquim Saltea Pereira.
Francisc j do A. Pinto Lopes.
Luiz Jos de Freitas.
Cosme Flix de Jess.
Antooio Maooel Molla.
Paulino Gomes de Souza.
Francisco Dias da Crur.
Jos Barbosa Gomes.
Benedicto Falco da Silva.
Trajino Gomes de Abren.
Antonio Manoel da Silva.
Juvemio Pereira da Costa.
Joo P. da-Silva Braga.
Daniel Dias de Jess.
Manoel Dias Vieira.
Bento Bonifacio da Silva.
lgnano Xavier da Silva Braga.
Jos Gome da Silva.
Adolpho Jos de Barros.
Antonio Jos de Jess.
Bartholomeu Gomes Fonseca.
Jos F. Silva Bello.
Pedro do Prado Jess.
Franrellino Souza Toixeira.
Tnom Gomes de Jess.
Joaquim Velho da Silva.
Paulo Jos Travasso da Silva.
Francisco Antonio das Chagas.
Joio J Soares Carvalho.
Manoel da Silva Pedroso.
Francisco Antonio Pereira de Miranda.
Jos Antonio Candido de Lira.
Diogo Augusto Nepomuceno.
Joao Raymundo Tavor.
Captulino Alves Miranda.
Evaristo da Silva Clao.
Alberto de Franca Brasil,
Norbe.rtu de Magalhaes Souza.
Emigdio Jos dos Santos.
Amelio Barbosa Braseliano.
Bonifacio Leito dos Santos.
Nicolao do Reg Braga.
Soteno Braz Bento.
Silustiano Gomes Lima.
Firmino Alves Lima.
Maooel Severino d Cruz.
Bartholomou de Jess Campo Alegre.
Pedro Jos de Barros.
Epiphanio Jos deSouza.
Marcelino Jos da Santa Anna.
Satrio Jos Cerdoso.
Leopoidino Tertuliano da Silva.
Jos Ribeiro da Vasconcellos Jnior.
Cosme Cypraoo de Souza.
Meritino Jos Barbosa.
Manoel Marques Dias.
Bruno Gomes da Silva.
Joo Manoel de Parias.
Joaquim Pedro Macario.
Leonardo Jos de Almeida.
Marcolino Gregorio Vieira.
Maooel do Nascimento Aceioli.
Manoel Goncalves Eoedino.
Antonio Jos dos Santos Alves.
Antonio Jovioo Torres Bandeirs.
Jos do Cirmo Ferreira e Souza.
Guilhermino Celestino do Carato.
Lourengo Jos Quaresma.
Francisco Florencio de Oliveira.
Antonio Soares Rrando.
Joaquim Jos Fortuna to.
Pedro Jos de Santa Anna.
/.caria Soares da Brito.
Joaquim Milito Ales Lima.
Manoel Aiexandre de Barros.
Belarmino Mendes da Silva.
Jos dos Mattyres Candido.
Candido Paschoal Leal.
Aiexandre Jos da Silva.
Americo Dias G-usmao.
Zebedeu Gomes Leal.
Firmino Jacinlho Nunes.
Serapio de Mello Colho.
Cielo de Mello Bandeira.
Thiagn Franco de Moraes.
Ladislao Fernandos Matoso.
Joan Gualberto Nunes.
Francisco Tavora Brasil.
Innocendo M'toso Campos.
{os dos Paseos Varejo.
assiaoo Ledo Pessoa.
Adelino Diogo da Malla.
Benigno Braz Cardozo.
Quintioo Pires de Macedo.
Gregorio da Silva Gomes.
Severiano Loureuco Gomes.
Quinlino Jos de Albuquerque.
Vasco da Oliva Rrando.
Antonio Gomes da Fonseca.
Balthazar Jos dos R-is.
Thomaz Pires dos Santos.
Climerio Gustavo de Meodonca.
Gustavo Falco Lisboa.
Januario Francisco Flix.
Dionizio Lages Pimenlel.
Urbano dos Santos Bittancourt.
Prxedes Dias Matoso.
Joaquim Moreira dos Passos.
Luiz Alves de Oliveira Piuto.
Jeronymo Jos Babia.
Malachias da Porciuncula Santos.
Patricio Baptista Gomes.
Aniano Ferreira Mello.
Julio Rogerio de Campos.
Manoel Leopardo Lima.
Victorino Ferreira Loitio.
Lsndelino Teix-ira Lima.
Juveoiano Fernandes Barros.
Leoncio Martiniano de Albuquerque.
Fabio Ignacio Bittancourt
Claudiaoo de Moraes Pilanga.
Venceslao Francisco das Chagas.
Antonio Francisco da Motla.
Franklin Pinto Sorbana.
Sebasiiao Teixeira Lima.
Braulio CaUpJio Ferro.
Tiburcio Guedes de Lima.
Cassiano Rodrigues Maia.
Ignacio Baptista de Andrade.
Adelo Jos Rolrigues.
Felizardo Joa Leite.
Joo Tavares da Cruz Fonseca.
Basilio. Amonto Carneiro.
Joo Aureliano Themistocles Cabial
Aiexandre Gomas de Oliveira.
Firmino dn Reg* Barras.
Anizio Vespasiae Ferretee.
Luiz Ramos Correia Fraaca.
Joio Baptista d* Encmala*
*eopoldo 'i. de Allcmo Cysneiros.
Autonio Macario Asei*
Carlea Jos Santiago.
'Manoel GongaTves Medeiros.
Francisco Florencio de Ollveirs.
Joo Batista M-.Sedri*
Ermelmdo de Oliveira Passos.
[Maooel Antonio Pereira.
JoiaCacoUno do, Nsadmenlo-
Fabooiita Firstfoo Roaiairo.
Valerio Pachfcu da Almetes.
Joaquim Jus Bsrbwia Lobato.
Predericu Joaqso Lobato. '
BtSHMteco Maraaal Caelho.
Benedicto ds Chata Pialo.
Joio f raucteeo Tibtimo.
Msoael G. Sargia Ribarre.
Joa Ferreira MaaqMa*
Joio B. da Sirva Prxedes.
Frawetete Medaieaiat a Mranda.
J. F. tem Seato*
Gregorio da Costa Moaleiro.
ViCTor Attgnste WelvS.
Raymundo Pereira Forte.
Domingos Ramos Castor.
Bernardino Affonso (tetras.
Adriano Jos da kVaa.
Amaro Lopea da Silva.
SebaakiiN Jas da Silva.
Cesemiro Olimpia de S. Barro*
Hypolito Joaide B. M.
Aiexandre da Cunha Colho Catanao.
Joa Ferreira da Silva Junier.
Manoel Joaquim de Sonsa Guimario
Antonio Francisco Husorate.
Quintno Lapes Bramda.
Joa Miguel da Silva Macedo.
Anaatacio Meodes Leal.
Caatelio Gomes Vianna.
Manoel Vieira de Jess.
aWholomeu Campee Seare*
Deodora Sebaaoao Lira.
Ulpiano Coelha da Silva.
Diogo Diuiz da Albuquerque.
Deodo de Azevedo Catanho.
Valerio Fernandes dos Santos.
Maooel Epiphanio tJchds.
Francisco Joa (Jueirog*.
Theophilo Aoaatacio Pirea.
Joaquim Maris dos Passos.
Joao Leonardo Pitanga.
Bercellar Francisco da Mtata.
Maooel Pereira de Mendonce.
Joaquim Francisco de Paula.
Antonio Jos da Costa Reg.
Manoel Thomaz Candido.
Jos Lucio do Carmo e Souza.
Joaquim Cardoso de Menezes.
Feliciano Joaquim da Moita.
Heorique Pereira Villares.
Primo lavares Lessa.
Capitolio o da Silva Lessa.
Cosme Jos da Silva
Fortnalo Joa da Silva.
Raymundo Gomes de Azevedo.
Belarmino Jos da Silva.
Maooel da Silva Ramos.
Custodio Manoel Tbeodoro.
Exilio Americano do Reg.
Joo Lucio da Silva..
Theotonio Gomes da Silva.
[Um iiiluar.
Lino de Franca e Mello Jnior.
Antonio Jos Dantas,
Jos Leopoldo Bourgard.
Guilherme Bessone de Almeida.
Antonio Joaquim Goianua.
Bento de Lemos.
Bernardo Pereira Jnior.
Affonso Honorato Cesar.
Margal da Costa Braga.
Tranquilino Gomes de Jess.
Jos Lopea da Silra.
Jos Aiexandre G. da Silva.
Miguel Braga do Silva.
Claudino Jos Theodoro P. Duro.
Joaquim Maooel Braodo.
Joo Castro Guimaraes.
Hermenegildo Netto deAzeredo Couttoho.
Medelo de gratido offerecida
ao Illm. Sr. Dr. Pedro Anto-
nio Cesar.
Tendo eu no dia 1 do corrente sido atacado de
'urna congesto cerebral em grande pengo de vi-
da, que apenas palpita va-me o corago, isto dita
;por pessoas de minha familia e prfr alguna ami-
gos quecercavam-me. que ao julgavam-rae mais
a vida : recorreram ao Sr. Dr. Cesar, este pelo seu
grande talento lutou com a minha molestia, que
no espago de quatro dias recobrei a falla, e em
doze fiquei com a minha perfeita saude : e nao
deixarei de agradecer a Deu* e ao Sr. Dr. Cesir.
que com rauita actividade e zlo prestou-se para
comigo, nao deixarei de reoder cultos e louvores
ao Divino, pedinlo muitas endientes de felici-
dade ao Sr. Dr. Cesar e sua familia, e eatarei
sempre prompto a servi-lo com os meus poucos
prestimos.
Sou com estima seu menor criado
Joo Pedro da Rocha.
Recife 23 de julho de 1661.
I
COMMlRClO.
Caixa Filial do Banco do
Brasil emPernambuco
A directora em virtude do aviso de 8 de ju-
nho prximo passado, declara que ca prorogado
por mais 60 diaa o prazo marcado pela art. 4" da
decreto n. 1685 de 10 de novembro do anno fin-
do, para a substituigo das notas de 20$ da emis-
so da mesma caixa, o qual Boda em 19 de se-
tembro viodouro.
Caixa Filial do Banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.G secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferreira.
A directora da caixa filial do banco do Bra -
sil tem auterieada aa Sr thesoureiro da mesma
caixa a pagar o ib." divideodo do semestre pas-
sado na razo de 8(500 par acgo, de conforml-
dade com as ordeos recebidaa do banco do Bra-
sil. Recit 15 de julne de 1861. O secretario
interino. Luiz de Moraes Gomes Ferreira.
Praea do Recife 25 de
de 1861.
julho
VS (\uatro \iuras Va tT\c.
Cota^es da junta de corretores
Acedes :
Caixa filial 50/ da premio.
Cambios :
Sebre o Rio de Janeiro 1 0(0 de descont a
8 c 15 dias vista.
Desconlos:
12 OjO ao anuo.
Leal SevePresidente.
Frederico Guimaraessecretario.
Altaudega.
Rendimento do dia 1 a 24. 380 435*672
dem do dia 25.......18:427o544
398:863216
Movintenio da alfa
Volumes entrados com fazendas..
eom gneros..
Volumes aerados caes leseadas..
con gneros..
287
------287
154
303
457
Descarregam hoje 20 de julho.
Galera rancezaSolferinomercadorias.
Barca omericanaAzeliafarinha.
Barca ingieraSarah mercadorias.
Brigwe portuguez Figuereoca oebolas e ba-
tatas.
Brigue portuguezSoberaaodiversos gneros.
Brigue portuguez Amalia I dem.
Polaca nespanholaEsmeraldacarne de char-
que.
Polaca hespanholaIndiadem.
Sumaca despachlaTahaviohos.
Brigue inglesReliancetrllhos.
Racekedaria da> wadas Internas
geraea de Pemambnco.
Rendimento do dia 1 a 24. 37:349*331
dem do dia 25....... 542*444
3
37:891*781
roeisaeial.
Rendimento do dia la 24. 79.006*758
Ideas do dia 15.......1:381*756
80:388*514-
MoTaento do porto.
~ Ifkvio entrado no dva25.
Lisboa31 das, Brigue portugus Bella Figuei-
ranas. de 344 toneladas, capillo Jos Ferreira
Lesea, equipjgem 14, carga cebollas, batatas,
vinho e outros gneros; a Francisco Severiano
BaJtetlo.
Ifatio tahidot to mesmo dia.
Aracaty Hiate nacional iVicoio /.capilio Pedio
Josi Ftincisco; carga diffetentas ganeroi.
/1


c*
twm n urjumdoo. sexta fura m m julio o mi.
i Porto e LisboaBrigue nacional Oh'nda. capito
Hermindo Diocleciaoo de Loyola ; carga aasu-
car, mel e oulros general.
ValparaizoBarca hespaohola Mara ITatividadc,
capitao Manoel R. Castillo; carga assucar.
Editaes.
2* serglo.Secretaria do governo do Fernam-
buco, 24 de julho de 1861.
Pela secretaria do governo de Pernambuco se
faz publico para conhecimento de quem interes-
sar possa que, tendo a lu provincial o. 504 de
29 de'maio deste anuo creado dous officios de
partidores em cada termo "desla proiocia, accu-
mulando um as fuucgoesde destribuidor nos ter-
mos era que houver deslribuigo, e o oulro as
de
1861.O administrador, Domingos dos Pasaos
Miranda. Vai lahir com toda a brevidade o brigue por-
fiOnspltlA f rnmnriit navsas tuguez Soberano por ter o seu carregamento
tJT COmpraS IiaVaeS. qui completo : para o resto e passageiros, tra-
Teodo de ser proraenda a compra do material j |a.M com o consignatario T. de Aquino Fcnseca
de contador, acham-se em concurso as do termo u"^m' D,lxo1,,e.c,.ar,do. >"n,, cooselho jnior, roa da Cicimba n. 1, primeiro andar, ou
de B.rreiros, onde nao ha deslribuigo aDm de l,s"rP"bl,,co uo correle mez, mediante propostas em cartas
fechadas apreseutados nessedia al as 11 horas
de Btrreiros, oode nao ha destriluicao aDm de
que os pretendentes se h- bliiem e apresentem .,
seus requerimentos instruidos na forma do de- h. m.nK P *. / 6 ? "hor"
creto n. 817 de 30 de agosto de 1851 e artigo n. da;m)tlna8. compauhados das amostras do que
crelo n. 817 de 30 de agosto de 1851 e artigo n
252 de 30 de dezembro de 1854. no prasode 60
dias contados desla data.Joao Rodrigues Cha-
ves.
2a secc.o.Secretaria do governo de Pernam-
buco, 21 de julho de 1861.
Pela secretaria do governo de faz publico, para
conhecimento de quem ioteressar possa que, ten-
do a lei provincial n. 504 de 29 de maio deste
anno creado dous officios de partidores em cada
termo desta provincia, accumulando um aa func-
ces de distribuidor e outro as de contador,
acham-se em concurso os do termo de Serinhem,
afira de que os pretendentes se habilitem e apre-
sentem os seus reqaerimentos instruidos ns for-
ma do decreto o. 817 do 30 de agosto de 1851 e
aviso de 30 de dezembro de 1854 no prazo de 60
dias contados desta data.
Joo Rodrigues Chaves.
Secretaria do governo de Pernambuco, 24
de julho de 1861.
Pela secretaria do governo se faz publico, que
tendo a lei provincial n. 504 de 29 de maio do
correle anno creado dous officios de partidores
em cada um dos termos da provincia accumulan-
do um as funcces de distribuidor nos termos
em que ha dislribuigao e o oulro a do contador,
acham-se era concurso os do termo de Santo
Anlo slim do que os pretendentes se habilitem e
apresentem seus requerimentos instruidos na for-
ma do decreto o. 817 de 30 de agosto de 1851 e
aviso de 30 de dezembro de 1854 no prazo de 60
dias contados desta dala.
Joao Rodrigues Chaves.
Secretaria do governo de Peruambuco, 24
de julho de 1861.
Pela secretaria do governo se faz publico, que
tendo a lei provincial o. 504 de 29 de maio deste
anno creado dous officios de partidores em cada
um dos termos da provincia, accumulando ora
as funcces de distribuidor nos termos em que ba
distribuicao, e o outro es de contador, -cha m-se
em concurso os do termo de Goianna, aQm de que
os pretendentes se habilitem e apresentem seus
reqaerimentos, instruidos na forma do decreto n.
817 de 30 de agosto de 1851 e aviso de 30 de de-
zembro de 1854 no prazo de 60 dias cootados
desta data.
Joo Rodrigues Chaves.
O Dr. Uanoel Moreira Guerra juiz municipal sup-
pleotedi primeira vara da cidade do Recite
de Pernambuco par S. M. o Imperador que
Dos guarde etc.
Paco saber a quem ioteressar possa que em
virtude da lei tenbo convocado o cooselho muni-
cipal de recursj para o dia 29 do torrente, e
para constar mandei lavrar a presente que ser
putlicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 21 de julho de 1861, Eu Joo Sa-
rai/a de Araujo Galvo, escrivo o escrevi.
Dr. Manoel Moreira Guerru.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desla provincia, em cumprimento da or-
dem do tnesouro de 6 de maio ultimo manda
fazer publico, que tica aberto para o dia 29 de
julho prximo segeiote novo concurso para pre-
enchimenlo dos lugares de praticaote da alfau-
dega desla mesma prorncia.lcomegando os exa-
mes as 10 horas da msnha obre as seguales
materias : 1* grammatica da lingua verncula
leitura e escripia correcta e correte; 2* theo-
ria da escriplurago mercantil por partidas-
simples e dobradas, e suas applicagoes ao
commercio, e a adminislraco da fazenda ; 3a
arilhmelhica e suas applicafes ao commercio,
cora especialidade a reduccao dos pesos e medi-
das nacionaes e estrangeiros, calculo de descon-
t e juros simples e compostos, theorias de cam-
bios e suas applicagoes ; 4a noyes de algebra ;
5a Iraducgo correcta das linguasingleza e frao-
ceja, ou pelo menos da ultima ; 6a principios
geraes de geographia de historia do Brasil, e de
estatislica commercail. Aquellesque pretenderen
ser admittidos ao concurso, devero previamen-
te provar, que teem 18 aonos completos de ida-
de. que esto livres de culpa e pena, e quo teem
bom comportamento.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
oambuco, 4 de junho de 1861.
Serviodo de official-maior.
Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
O Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, oficial
da imperial ordem da Rosa, e juiz especial do
commercio desta cidade do Recife de Pernam-
buco e seu termo por S. M. I. que Dos guar-
de ele.
Fajo saber aos que o presente edital virem e
delle noticia liverem, que no dis 8 de agosto do
correte anno se ha de arrematar em praga pu-
blica deste juizo, Qoda a audiencia, a escrava de
norae Edmuges, crioula, de idade de 25 annos
poucos mais ou menos, avahada em 1:800, per-
tencente a Joaquim Pereira da Silva Santos, e
yai praga por execugo que lhe nove Miranda
& Vasconcellos ; e caso nao appareca lancdnr
que pulir u pu-c-u da vauagao ser a arremata-
do feila pelo prego da adjudicaco cem o abate
da lei.
E para que o presente chegue ao conhecimento
de todos ser publicado pela imprensa e affixado
na forma do esiylo.
Cidade do Recife 23 de julho de 1861.
Eu Adolpho Liberato Pereira de Oliveira, es-
crevente juramentado, o escrevi.
Eu Manoel Mara Rodrigues do Nascimento.
escrivo, o subscrevi.
Francisco de Assis Pereira Rocha.
Primeira secgo da m.^a 0 consolado provin-
cial 13 de julho de l^i._Oi lanzadores,
Joo Pedro de Jess da Malta.
Demetrio de G. Coelho.
Pela adminislraco do crrelo (desta cida-
de se fa publico que em virtude da eonvengo
postal celebrada pelos governos Brasileiro e
Francez sero expedidas malas para a Europa no
dia 31 do correte mes, de conformidade com. o
o aonuncio deste correio publicado no Diario
de 29 de Janeiro ultimo. As cartas sero rece-
bids M 2 horas sntes da que for marcada para
a sabida do vapor e os joroaes at 4 inoras an-
tes. Correio de Pernambuco 24 de julho
se a executar nesle dia as mais lindas pecas da
seu repertorio.
Sero observadas as disposiges do regulameu-
to interno, o qual Teda o ingresso a todos aquel-
es que nlo se portaren) segando as regras da
boa aociedade e fina educado.
Entradas para damas, gratis; para caralleiros,
2S000.
Atsos martimos.
Lisboa.
Declaradores.
. SOCIEDADE BASCARA-
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Sacam e tomam saques obre as pragas do Ric
de Janeiro, Maranho e Para.
Conselhj) administrativo.
0 cooselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, Jen de comprar oa obiec-
tos seguintes: '
Para provimeoto dos armazens do arsenal
de guerra.
50 arrobas de plvora grossa.
50 masaos de obreias.
5 arrobas de fio de vela fino.
1 grosa de limas chatas de 12 pollegadas.
1 dita de ditas ditas de 8 ditas.
1 dita de meiaa canoas de 12 ditas.
1 dita de ditas ditas de 8 dita.
12 jugos de alicates chafse redondos.
3 caixas de folhas de (landres com marca XXI.
5 ditas com ditas de ditas com marca IX.
4 ditas cura dita de dita com marca IG.
5 arrobas de pspretos.
2arrobas desecante.
Quem quizer Tender taes objeclos, aprsente ai
uas propostas em carta fechada, na secretaria do
onselho, s 10 horas da manha do dia 29 do
acrrante mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
tara fornecimento do arsenal de guerra, 22 de
j.*ino de 1861.
Bento Jote Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vtgal secretario interino.
O abaixo assigoadoa fazem sciente aos pos-
suidores de carros de aluguel de 4 e 2 rodas
mnibus, carracas e vehculos de conduco avi-
sera a mesa do consulado provincial, aQm da re-
aeoerem o numero que tem de mandar pOr noa
tnesmos, com os quaes lom de aerem matricula-
dos aa repartirlo da polica, devendo-ie Andar
o prazo no da ultimo do mc.i correte.
caiba no possivel.
Para o arsenal e navios.
De 620 folhas de cobre de 28 a 30 oncas com a
compotente pregadura, e 6 barra de alcalro.
E para o arsenal.
De 100 liames de sicopira, 10 tonelladas de
ferro bruto e 10,000 ps de pinho de risina em
tabeas de 2 a 3 pollegadas.
Sala do conselho de compras navaes em 23 de
julho de 1861.O secretario,
Alexandre Rodrigues doe Aojos.
Conselho administrativo.
O- conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objeclos
seguintes :
Para provimento dos armazens do arsenal
de guerra.
20 milheiros de pregos de assoalbo.
500 meios de sola.
50 garrafas de tinta.
500 pennas de ganco-
50 pares de dobradicas de cruz para janellas.
20 pares de dilaa para portas.
Quem quizer vender taes objeclos aprsenla
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 31 do
correte mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 24 da
julho de 1861.
Benlo Jote Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Franeiteo Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
CONSULADO PROVINCIAL.
O administrador da mesa do consulado pro-
vincial faz scieote aos agentes de leilOes para que
apresentem nesta repartido as notas dos que
houverem feito do ptimeiro do correte mez
em diante, para que possa ser arrecadado o im-
posto de meio por cento decretado pelo 30 do
artigo 40 da lei do orcaraento vigente tendo em
vista o disposto no artigo 3 do reglamelo do
15 deste mez dado pelo Exm. Sr. presidente da
provincia para observancia da supracitada lei,para
o que marca o prazo de 8 dias de conformidade
cem as ordens do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria provincial em referencia ao artigo 8 do
j citado regulamento. Outro sim faz sciente
aos meamos que na falta de cumprimento deste
dever ser" cumprido a distosico dos 1 e 2
do artigo 4 do mesmo regulamento.
Meza do consulado provincial de Pernambuco
24 de julho de 1361.
Antonio Cameiro Machado Ros.
Tribunal do commercio
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico que nesta
data foi inscripto no competente livro o Sr. Joa-
quim Rodrigues Tavares de Mello, Portuguez, de
idade de 32 annos, na qualidade de commercian-
tede fazendas por gresso e a retalho, estabeleci-
do nesta cidade do Recife, na ra do Queimado
numero 39.
Secretaria do Hbunal do commercio de Per-
nambuco 25 de julho de 1861.
Julio Gui roa raes Official-maior.
Acha-se recolhido a casa de deleo^o o pre-
to escravo de Dome Luciano, que fdra preso, ten-
do confessado ter fgido ha mezes de um enge-
nho, sera dizer o nonie do mesmo nem o do se-
nhor: a pessoa a quem perteocer, dirija-se a
esta subdelegacia, que provaodo, lhe ser en-
tregue. Subdelegada da freguezia do Poco da
Panella 25 de julho de 1861.O subdelegado,
Jos GonQalves da Porciuncula.
Pela admislrac,o do correio desla provincia
se faz publico para Qns convenientes, que em
virtude do disposto no srt. 138 do regulamento
geral dos crrelos de 21 de dezembro de 1844 e
art. 9 do decreto n. 785 de 15 de maio de 1851,
se proceder a consumo das cartas existentes nes-
ta administrago, pertencentes ao mez de julho
do anno passado, no dia 3 de agosto prximo, s
11 horas da manha, na porta do mesmo correio,
e a respectiva lista se acha desde j exposta aos
nteressados. Adminislraco do correio de Per-
nambuco 26 de julho de 1861.O administrador,
^_______Domingos dos Pasaos Miranda.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZAGERMANO.
23a RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbarin 27 -lo julho
Subir scena o excellenle drama em 4 actas
escripto pelo Sr. L. A. Bourgain, autor do Pedro
Sem. Luiz de Cames, Mosleiro de Sant'Iago, Ca-
sa Maldita e oulros,
OS TRES AMORES
ou
0 GOVERHADOR DE BRAGA.
DENOMINACO DOS ACTOS. .
1."O as3assinato.
2.O juramento.
3.Morramos juntos.
4.Fr. Euzebio.
PERSONAGENS.
Germano.
Vicente.
Nunes..
Leite.
Valle.
Raymundo.
Teixeira.
D. Jesuina.
Campos.
Santa Rosa.
D. Isabel.
D. Manoela.
D. Carmela.
Fr. Euzebio.....
Eduardo deMendonca.........*.
DrAffonso, gorernador de Bra-
ga............................
D. Rodrigo, antigo militar___
Mala-Lobos....................
Jeronymo, creado..............
Manoel, camponez..............
Benedicto......................
Gregorio, carcereiro............
Antonio, creado................
O; Isabel........................
D. Branca......................
Theodora, creada..............
Homens do povo, soldados, etc.
A acjo passa-se em Portugal, na cidade de
Braga, no anoo de 1366.
Terminar o espectculo com a linda comedia
em um acto, ornada de msica, 0
Urna lico de clarim.
Tomam parte os Srs. Raymundo, Vicente, Tei-
xeira, e as Sras. D. Isabel e D. Carmela.
Comecars 7J horas.
BAILE
CASSINO POPULAR
REAL COMPAMIIV
DE
Paquetes ingiezes a vapor,
At o dia 29 do crrante espera-se da Europa
o vapor Magdalena, commandaote Wolward,
o qual depois da demora do cosame seguir pa-
ra o Rio de Janeiro tocando na Baha : para pas- ------------------T" "
sagensetc. tratase com os agentes Adamson liOie 2o (JO COITeD.le aO DieO
Howie & C ra do Trapich Novo ^ em ^^
O agente Camargo fari leilio por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio, e a
requeriroento de Jos Joaquim Dias Fernindes
& Filho, da taberna da ra de Santa Rita n. 1,
perlencente a Jos Joaquim de Oliveira consis-
tiodo em armaco, caodieiro de gaz n mai* g-
neros a vontade dos compradores, as 12 horas
em ponto
'ml
COMPANHIA PERMBICAKA
DI
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do A$u', Aracaty Ceara',
e Acaracu*.
O vapor ajaguaribe, commandante Lobato,
sahir para os porto do norte at o Acarac no
dia 7 de agosto s 4 horaa da tarde.
Recebe carga al o dia 6 ao meio dis. En-
commendas, passageiros e dioheiro a frete al o
dia da sahida a 1 hora : escriplorio no Forte do
Mallos n. 1.
Acaracu*.
Segu no dia 8 do mez prximo viodouro o pa-
ilebote Santa Cruz, recebe carga a frete e pas-
sageiros : trata-se com Caetano Cyriaco da C. M.
no lado do Corpo Santo a. 25.
Para o Aracaty
sahe o hiate Dous Irmos ; para carga trata-se
com Martios & Irmo, ou com o mestre Joaquim
Jos da Silveira.
^M
O patacho nacional Barrot 1, de superior mar
cha, segu com brevldade para o Rio de Janei
ro, recebe carga a frete : trata-se
Amorim & Filho, ra da Cruz n. 45
capito a bordo.
com viuve
ou com o
^v
WfcT
Para Lisboa e
Porto.
Segu eom brevidade o brigue nacional Eu-
genia, de primeira classe, capito Manoel Exe-
quiel Migeos, o qual tem dous tercos da carga
engajada, para o reste que lhe falta e passageiros
trata-se no escriplorio de Azevedo 4 Mendes
ra da Cruz n. 1, ou com o capito na praga.
Aracaty.
Segu brevemente para esse porto o hiate na-
cional Exhalaco : para carga e passageiros
trata-se com Gurgel Irmos na roa da Cadeia do
Recife n. 28 Io andar.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
f Aifjif is a nf m,
bspec a-se dos porto do sul at o dia 30 do
correte um dos vapores da carreira, o qual de-
pois da demora do costume seguir para os nor-
tos do norte. r
Erie>ija-eo dosdo ja -!. Huo i.por poder
conduzr, recebe-se passageiros, encommendas
e dinheiroa frete: na ageocia ra da Cruz n. 1
escriplorio de Azevedo & Mendes.
Figuejra por Lisboa.
O novo e veleiro brigue portuguez Bella Fi-
gueireuse, capito Jos Ferreira Lessa, pretenda
sshir ateo dia 12 de agosto, por ter a maior
parte do seu carregamento prompto, para o res-
to da carga e passageiros para os quaes tem ex-
cellentes commodos : trata-se com seus consig-
tarios F. S. Rabello & Filho, largo da Assembla
n. 12.
Babia.
Segu a sumaca Hortencia, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
fulla e passageiros, trata-se com A]
des, ra da Cruz n. 1.
Lisboa e Porto.
Segu at o fim da presente semana o veleiro
brigue nacional Olinda, capito Jos Gaspar
Pestaa, recebe nicamente passageiros, para
quaes tem commodos regulares : trata-se 1
(Saltar & Oliveira, ra da Cadeia do Recife n.
Almirante.
os
com
12.
qual tem parte da carga prompta : para o resto
que lhe falta e escravos a frete, trata-se com
Azevedo di Mendes, ra da Cruz n. 1.
Maranho e Para
O hiate Novaes segu com brevidade : para
carga e passageiros, trata-se com os consignata-
rios Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo
numero 6. .
Para Lisboa.
0 brigue .Constante, sahe impteterivelmente
) dia 6 do prximo mez de agosto ainda rece-
_j alguma carga e passageiros, para o que se
trata com o consignatario Tbomazde Aquino Fon-
seca, ra do Yigario n. 19, ou com o capito Au-
gusto Carlos dos Reif._____________________
Leiles.
LEIIAO.
Sexfa-feira 26 do comente.
O agente Costa CarraIho fara' leilo
por conta e riico dos compradores os Srs.
Joao Antonio Paiva da Fonseca e Anto-
nio Bento Fernandos Braga, da arma-
ao e mais gneros da taberna da praca
la Boa-Vista n. 16 A, visto os mesmos
arrematantes nao terem tomado conta
no prazo das condiccOes, no dia cima da : na ma do Vigario n 2.
ai 11 nOrak ra manlia na munninn^^o
as 11 horas da manha na mencionada
taberna.
imiM
Leilo
&abbado 27 do corren te.
Costa Carvallio fara' leilao por man
dado do lltte. e Exm. Sr. Dr. juiz do
commercio e a requerimento dos cura-
dores fiscaes e depositarios da massa fal
lida de Manoel Francisco de Mello, da
loja de calcado do pateo do Livramento
n .. indo na mesma occasiao as dividas
pertencentes ao mesmo fallido.
LEILAO
Segnda-feira 29 do corrente.
PARA OS SEN IIO RES
Acadmicos e Iliteratos.
Costa Carvalho fara' leilao no dia ci-
ma ao meio dia em ponto por conta de
urna pessoa que se retira $ara for* ja
provincia, de diversas obras de direito,
medicina ehomeopathia,sem reserva de
preco.
O agente Hyppolito de novo levara
a leilo as dividas activas da massa do
fallecido Manoel Antonio dos
Oliveira & C tendo lugar a venda em
seu escriptorio darua da Cadeia do Re.
cife n. 48, primeiro andar : sabbado
27 do corrente, as 11 horas em ponto.
LEILO
Hoje2S de julho.
O agente Evariato nao tendo por motivos ef-
fecluado o leilo dos carros fnebres bontem
como fora annunciado, novaraente annuncia pa
ra hoje ao meio dia em ponto, no armazem d
ra da Florentina n. 14, que outr'ora fora de Ju
bao Berenger.
da
O qgente Ilvppolito ta.13ferio
o lei-
lo 'que se achava annunciado para
hontem que devia ter lugar em seu es-
criplorio para hoje 26 do corrente as
11 horas em ponto, na ra da Cadeia
do Recife n. 48, primeiro andar.
Consolado de Franca.
LEILAO
Hotel inglez.
Da ra do Crespo casa
numero 13.
a tarde de 15 do iulho indo I roa a comprar
am objecto em urna loja de miudezas, um mola-
tinho por oome Joo, do idade 11 aonos, claro,
cabellos carapinhos, nao tendo voltado cata :
roga-se a quem o tlver encontrado o levar a
mesma ra do Crespo loja n. 13, que ser re-
compensado.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e en-
gommar: oa ra Nora o. 16.
Offerece-se urna ama para todo servido de
casa: quem delta precisar, dirija-se ao becco de
Joo Francisco n. i.
Alugaie urna casa na Capunga
Nova estrada do Jacobina, com pro-
porches para offerecer agradavel mo-
radia, sendo que tem trra eos em ca-
da um dos lados, com portdes : a tratar
na ra da Cadeia do Recife escriptorio
. o.
n
Precisa-sede una cria-
sito na ra do Trapiche ns. 3 e 5 o qual ven-
dido por ter fallecida Mademaselle Maunier co-
ndecida vulgarmente pelo nome de Dubois, sen-
do que um dos primeiros pagamentos que se far
depois de eflectuada a venda ser urna letra per-
lencente ao Sr. Dr. Nabor, e a outrot credores.
E desnecessario dizer-M que o mesmo hotel es-
t bem montado.' os pretendentes pois para io-
forraaees dlrijtm-se desde j a chancellara do
--------__ /,"" m" -"-^ j a tuoutciii
consnlado de Franca das 10 horas da manha as
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional 3 lrde dos dias uteis que ahi encontrarlo
Almirante, capito Henrique Crrela Freitas o ?/ as especiaos para arremataco. O lei-
qual tein parte da carga prompta : para o resto Ur ,ugar Da chancellara do consulado de
Francano diaqnaru-feira 7 de agosto prximo
futuro as 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
50
MAGESTOSOSALO
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado 27 do corrente.
Haver nesle dia um sumpluoso baile, envi-
dando se para isso os meios possiveis. Haver
lunch, e o gabinete ptico apresaoUr novoaqua-
droa; o doto director da muica compromelle-
COMPANHIA PERNAMBUCANA
Navegaco costeira a vapor.
O vapor Pertinunga, commandaote Moara
egme viagem para oa porto* do aul de sita ea>
cala oo da 5 de agosto aa 4 horaa da Urde. Ra-
cebe carga at o dia 3 ao mete dia. PuLgW-
roae dinheiroa (rete at o dia da aaAidaa 1
tU :*Krl*torio pr* < M"oe n. 1.
Para o Aracaty e Ass
ff^i^.T^f,tfM bi,t# P"ragibe por
] ter metade de seu carregamento; para o resto
3 oeo c ac*o Cnp o g v*p Uica
JpttrnamlmcAtiA
Domingo, 28 do corrente, s 10 horas da ma-
nha, lera logar a elercio do novo conselho que
tem de dirigir os trabalhos desta Associsco no
anno aocial de 1861 a 18f2. Scientiflco portento
aos ara. socios effcctivos que tenham em conai-
deragao o diaposio nos art?. 11 dos estatutos 2
d* "SW Ia 7 de ""5 '858 e 1 con o
seus IJ da de 7 de outabro de 1860.
i da Aaaociaco Typographiea Per-
ilviso.
Perdeu-se urna letra da quaatia de 108*920 rs.
sacada por Manoel Ribeiro da Silva e aceita por
bediao do Souza Velho ; declara-se a pessoa que
achar, que est sem efieilo algum, a qual aiuda
nao esi sellada.
Oflerec-se um mogo eslrangeiro para ser
criado de urna casa com familia ou sem ella por
ter bastante pratica deste servico, preferindo-se
casaeslrangeira : qu6m precisar, pode procurar
narua Direita n.92, a qualquer hora do dia.
O Sr. Jos Laiz de Azevedo queira diri-
gu-se a casa n. 15 controote da igreja do Corpo
Sanio, a negocio de seu interesse. '
Pede-se muita attenco.
Urna peasos com a precisa pratica, e com al-
guna escravos offerece-se para qualquer negecio
de engenho : os senbores de engenho que lhe coo-
vier annuncie para ser procurado.
Compra-se urna pancadaria ja
usada, que conste de bombo, caixa de
rufo, pratos e ferrinhos : a fallar na
loja n. 5, prximo ao arco de Santo
Antonio.
Aluga-se urna boa ama de leite,
quem precisar dirija-se a ra da Auro-
ra passando a pontezinha a primeira
casa.
Grande pechincha a 9S.
Paletots saceos de casemira muito
bem feitos com abotuadura de madeira
a 9# cada um : na ra Nova n. 42, de-
fronte da Conceicao dos Militares.
Hoje 25 de iulho furtaram um relogio de
prata foliado, horisonlal, n. 7807 : quem poder
dar informales a A. Aschoff, relojoeiro ra da
Imperalrizn. 4, ficar bem recompensado.
Francisco Fernandes de Fana nao pode
vender sus taberna antes de se entender com os
abaixo assigoados. Recife 24 de julho de 1861.
J. Praeger & C.
Jos Antonio da Silva Beiriz vai a Portu-
gal tratar de sua saude.
Ausentu-se da casa de la senhora o es-
cravo de nome Jos, idade de 40 annos pouco
mais ou menos, de naco Costa, levou vestido
calca de brim de quadros, camisa de algodo azul
chapeo de palha, tendo por signal o seguiote :
um dos dedos do p direito acavalado sobre outro
prximo, tem por costume fallar baixo, estatura
regular, tem nos bracos ao p dos hombros ta-
inos signaes de sua naco, o rosto limpo quer
de marcas quer de barba, fugio no domingo 21
do corrente : quem o pegar queira leva-lo a casa
de sua aenhora na ruada Imperatriz n. 75, t6r-
ceiro andar, que aera recompensado a vista do
seu trabalho.
O* abaixo assignados fazem sciente ao pu-
blico com especialidade ao corpo de commercio
desta praca que no dia 30 de junho prximo pas-
sado dissolveram amigavelmente e de commum
accorlo a aociedade que tiuham na taberna n 4
do becco do antigo Porto, a qual gyrava sob a
firma social de F6rreira <& Miia, fleando a cargo
do soejo Uaia lodo o activo e passlvo. Recife
26 de julho de 1861.Rernardo Ferreira Lou-
reiro.Antonio Joaquim dos Santos Maia.
Quem qrecisar de urna escrava para com-
P.r" e cozinhar, dirija-se a tua da Cadeia do Re-
cife o. 46, segundo andar.
_- Quem precisar de um moleque cozioheiro,
dinja-se a ra do Crespo n 8, loja da esquina.
Desappareceu do sitio de Vicente Jos de
Bnto, na Soledade, um pavo : quem o tiver ape-
onado, querendo restituir, leve-o ao mesmo sitio
que ser gratificado.
- Na ra estrella do Rosario n.2I, primeiro
andar, precisa-se de urna ama para comprar e
cosinhsr para urna senhora.
A pessoa que teodo duas pensionistas na
Pasaos 0 m*lhoao Castilho na ra larga do Rosa-
rio, e retirou-as sem dar satisfago, Ceando a
aever 200, queira vir pagar, do contrario ver
seu nome por extenso nesta folha.
Antonio dos Santos Vieira vai ao Rio de
Janeiro.
a >D,0J8da 8udienc>'a do Dr. juiz de orphos
do da 26 do corrente, vai a praga com o abate da
le, e no valor de 6i0g o sitio denominado Bon-
gi, com sua casa de taipa, arvoredos de fructos e
terreno proprio, cuja arrematago ter lugar a re-
querimento do inventarame do casal do Gnado
Manoel das Virgens Hamos.
Deseja-ao saber nesta cidade de Clara de
Jess, natural da ilha de S. Miguel, que foi cria-
da em casa do Sr. Victorino Pinlo, da villa da
Lagoa : quem souber della, leona a bondade de
dingir-se a ra do Livramento n.26. a negocio
de seu interesse.
Offerece-se um sacerdote para capellas de
engenho ou povoados : quem quizer annuncie.
Aluga-se urna sala propria para escriplorio:
na ra larga do Rosario n. 35, deposito de as-
sucar.
Attenco.
O Sr. engeoheiro Francisco Soares da Silva Re-
tumba, da PrMb, mando p.gai u (4110 Uovua
toja do Goadu Antonio Francisco Pereira.
Aluga-se um escravo pardo, muito civilisa-
do, proprio para criado, copeiro e cocheiro :
quem o pretender, dirija-se a ra da Florentina
numero 11.
Offerece-ae urna ama para casa de pouca
familia para cozinhar; quem precisar, dirija-se a
roa do Rosario n. 9. que achara com quem tratar
Aluga-se o armazem da casa de sobrado n.
39, e bem assim o do sobrado n. 37, sitos na ra'
do Imperaflor : a tratar no Mondego, em casa do
fallecido commendador Luiz Gomes Ferreira.
Vcnde-se um lindo mnlelinho de 8 para 9
annos ; na ra de Apollo n. 30, no escriptorio do
Sr. Ociavlano de Souza Franga.
Na roa da Cruz n. 9, vendem-se refrescos
gasosos a 160 rs. a garrafa.
Vende-je carvo animal em p para retina-
ra por 1*100 a arroba ; na ra de Apollo i. 6.
Veodem-se superiores vidros com ago para
espelhos, de differentes lmannos, bem como
moldura* douradas e pretas, flngindo Jacaranda,
ludo de muito gosto : na ra da Cadeia do Reci-
te n. 7, loja de miudezas de Guedes & Gongalves.
Vende-se um lindo moleque proprio para
pagem : a tratar na ra da Cruz n. 21, armazem.
Na audiencia de 27 do cojrente do juizo
municipal da segunda vara, ser arrematada a
taberna n. H na ra das Cinco Ponas, penhorada
a Antonio Joaquim Rabello Bastos na execugo
que lhe move a junta administrativa da irman-
dade da Santa Gasa da Misericordia do Recife,
a ultima praca.
Precisa-se de um menino pan. criado dan-
do-se a mensalidade que se convencionar: a
pessoa a quem pretender fleando o dito menino
isento do recrulameoto : a tratar na ra do Ara-
go n. 11, demanha eu a tarde.
" Aluga-se um a dous escravos proprios para
todo e qualquer servigo: quem pretender, dirja-
se a ra do Rangel n. 22, taberna.
Precisa-se alogar um moleque de 12 at 14
aunos de idide: na ra do Ouro n. 14.
Manoel Airea Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
Attenco.
Queljo do serlo frescaes barato que admira :
na ra do Queimado n. 14.
Aloga-se um aitiona Capunga-Hova a mar-
gem do Rio Capibaribe, cuja casa tem 4 salas, 9
Cuartos, boa cosinha, cocheira e estribara para
cavallos e duas bsixss com capim : quem o
pretender dirija-se ao sobrado n. 1 da ra do
Cotovello, segundo andar.
No dia 27 do corrente mez, depois* da au-
diencia do Sr. Dr. juiz municipal da segunda va-
ra, tem de ser arrematado por execugo de D.
Mananna Dorothea Joaquina, como invenlariante
do casal de seu finado pae Jote Francisco Belem
contra Francisco de Paula Lopes Reis, dnas ter-
cas partes de um terreno sito a margem do rio
Capibaribe na freguezia do Pogo da Panella ava-
hado em 270$, como consta do escripto em po-
dei do porteiro. E' a ultima praga.
Alug-8* a propriedade na ra da Cadeia
do Recife n. 55 : quem a pretender enlenda-se
com o proprietaiio residente narua do Impera-
dor terreiro andar da casa n. 48.
Precisa-se de um bomem bom trabalbador
de masseira : na ra do Cotovello, padaria do
Leo do Norte.
-Precisa-se de um criado para cozioheiro e
copeiro ; na ra do Vigario n. 2.
Na ra da Cruz armazem n. 21 existe urna
pequea porgo de galinhas e frangas. da raga Con-
chinchina, e tambem coelhos brancos, e pardos,
sendo ludo o melhor que se pode desejar, e quo
se vender muito emeoola.
Alugam-se duas ptimas casas no Poco da
l anella ra do Quiabo pordetraz da casa do Rvm.
vigario : os pretendentes fallera com o Rezende
njXasa Forte ou na ra Augusta n. 31.
^PPercisa-se de um pequeo de 13 a 15 an-
nos para caixeiro de urna taberna em Cexanaa a
tratar na ra nova n. 69.
Aluga-se o terceiro andar da ra do Trapi-
cne o. i, a fallar no escriptorio.
Aluga-se urna escrava por 20$, sendo para
se empregar no servigo de costura, por ser o que
taz com toda a perfeigo e ligeireza : a tratar no
principio da estrada de Joo de fimos, silio que
foi de Maooel ernardino. H
No principio da estrada de Joo de Barros
sitio que foi de Manoel Bernardino, ha urna pes-
soa que se offerece para lavar e engommar toda
a roupa que qulzerem, com lodo o aceio e prom-
ptidao, e por pregos muito razoaveis, principal-
mente sendo para freguezia.
Que.m annunciou querer comprar urna
borra de ferro procare na ra do Vigario n 17
por cima da loja de funileiro. *
Francisco Jos Feroandes Pires faz sciente
ao publico que comprou ao Sr. Francisco Fer-
nandes de Faria a taberna da ra da Imperatria.
o. 4, e assim roga a todos os credores do mes-
mo Fana apresentar suas contas para se faaer o
dividendo do producto da mesma taberna. Re-
cife 23 de julho de 1861.
Aluga-se urna prela captiva que seja boa
quitandeira : a tratar no sobradinho contiguo 4
igreja de N. S. do Pilar em Fra de Portas.
Aluga-se um pequeo sitio com alguos ar-
voredos e casa nova, na Baixa-Verde ao p da
n?qi0eDlabeOr Capung'1 : na rna do Rael
Victorino de Almeida Rabello comprou pa-
ra oSr. Domingo, jos Barboza a taberoa sita na
M,,n0d5" 8 ir'an0 D--74' 80 Sr- Guil"-'roe
Muniz de Souza, livre e desonerada de todos oa
dbitos ate esta data : quem se julgar cora direi-
to mesma, comparega no prazo de tres dias
flndos os quaes o anuunciante se nao responsa-
bihsa. Recife. 26 de julho de 1861.
mZSS?tu* ca,a.d"- sem fi,h0- se olTerece
dosY. : D0 g0 da P" dos Af0-
E. Laurence vai a Europa.
...T".lenAe'Ie ou Permul-e por caaas terreas
um sobrado de um andar com bastantes commo-
prereTnb30:Ua:a,raUrnO8Coelhos'ruad-
m&
Precisa-se de urna ama forra ou escrava para
o servigo do duas pessoa, que saiua cozinhar e
roM" '' ** "" d Queimado B39. primei-
f.^Tiur.PCSa"se "l8 u.ma ama pa" casa d* Pouca
familia : na ra do Amorim o. 31.
Alguma casa de familia que quizer aiustar
por mez urna pessoa para engommar. dirija-se a
ra do Brum n. 54, e na mesma casa se en^as-
Udo gUin* COm n,U'la perfei5io e Promp-
n.F2.Cre?ofoelro:e meda8 Ur : M rua N<*
Veodem-se espanadores de lodos os nme-
ros, em porgao, para embarcar: quem auizer
dinja-se a rua da Praia n. 31, seguido andar, ou.
loja d aguia brancana roa do Queimado.
Barcada.
Vende-se urna barcaga que carrega 16 caixaa
na rua Nova de Saota Rita, serrara n. 33 de Vi-
cente Alves Machado.
t T..Ye?de-se uma escrava robusta com varia
habilidades : no pateo de S. Pedro n. 16.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ruada Lapa n. 13; a tratar as lojas do mesmo.
Arreuda-se um engenho distante desta pra-
ga 6 legoas. copeiro, moente e corrente, com boa
casa de vivenda, e boas obras: na rua Nova ter
ceiro andar, por cima da loja do Sr. Beker
irotir*
Allenca.
20 da julho de 1861.
J. Cesar, '
1* secretario.
Aviso.
^tSJ* H* anoal P'Wia e ao Sr. Al-
pldo,lM>etlroa do Sr. Claudio Dubeux, queiram
Precisa-se de am ebzinheiro para uma casa
eatrangeira de pouca familia : a tratar na rua da
Cadeia do Recife armaztm n. 52.
Na na Jo Vigario caaa o. 29,exislem duas
cartas para s Srs. Matheus de Albuquerque Mel-
lo e Carlos Francisco Seixas de Brito.
Fuglo no dia 15 (do torrente pelas 8 horaa
da manha um Caboclo de nome Manoel, cujoo
signaes sao os seguintea: idade 13 a 14 annos.
rosto redondo, olhos grandes e brancos, est bas-
ante marcado de bexigas, um pouco gago, mui-
to r'griata. levo camisa de chita escura calca
de lutra, sem chapeo. Furtou um relogio e uma
corrente de ouro, tendo por sioeteaum leozinho
prateado e uma chave cootendo uma agulha ma-
rear. Pede-se as autoridades policiaes a appre-
henaao do dito caboclo, e leva-lo i rua do Cal-
dereiro o. 1 segundo andar: assim como tam-
bero roga-ee a quem quer que o relogio teoha
stdo oirereotdo, que o tome e lerell rua supra-
dita, ou annanne por este jornal para ser procu-
rado, que se recompensar generosamente a quem
appreheoder tanto o relogio, como o caboclo.
S' Lolz Marianno de Souza queira ir
' No* d. 7, a negocio que lhe diz respeito.
OfTereee-se ura homem para cocheiro de
uma casa particular, di boaa informacoes. trata
ura trem que se lhe entregar, portu-
Fugio na noite de 21 do corrente mez de julho
cescravo Cosme, crioulo, estatura regular test
grande com falta de denles, representa 35 'annos
muito ladino e cooecido nesta praca foi a-
Src*^d0Sr- JoaokValenl* Villela, tem officio
de pedretro e tambera entende de carapina iul-
ga-ie ter aahido para fora desta cidade ape'zarde
sempre andar pelas tabernas por gostar de bebi-
das espirituosas, levou uma porgo de roupa j
usada e um chapeo de castor branco ainda novo -
quera o apprehender. pode traze-lo ao seu se-
nhor Antonio Leal de Barros no seu sitio na rua
de Joao Fernandes Vieira, junto ao Manguind
que ser recompensado.
Mudanca.
Ignez Mara das Virgens. assislente examina-
da, participa ao reapeitavel publico, que mudou
a aua residencia da rua das Trincheiraa para a rua
das riores n 25, a onde pode ser procurada
qualquer hora do dU ou da noite.
h.Z--Uar' a,uK-e p aegundo andar do ao-
?. t8 al" natriz de Saolo Aotanio:
da rua do Queimado para S. Francisco.
Esta-ee fazendo negocio por compra com a
casa terrea n. 4, sita na rua da Calgida deata ci-
dade, cuja easa foi da fallecida D. Antonia Mara
V1*??"* FrC ; quem se julgar com direito a
retenda casa, annuncie por eata folha no prazo
;s das Recife 25 de julho de 1861.
j. uiwuo ao NU carregamento; para o reato P"0 boeeeiroa do Sr. Gandi ltabaui atr>m .mm particular, d boas informacoea, trata ilT. V ""' "ou?cl por eata roma no prazo
PUMfsfo. iraU-je com Lolz Borgea de Cor- dirir-) boUquim d. ro oUnJKmSt bemde utS iteia !' ** enUegaTpoViu- i9t*** .Recife 15 de julho de 1861.
epeira, n rua do .Vigario a. 5. w i 16, para resUsarem o aegodo oh SoSS' f": SeB precisar diriJa-,e "" d top- ~" Prfica-e fallar ao Sr. cadete Tu-
- ________ I00TB.S3. uenoiUtypographia.
* \


DIAUO DI rElNAMBOCO. ^ gXTA ttUU M M JULHO DI 181.
w
Atten5o SO NO PB06RESS0
? v
O abaixo .asignado, tendo eflecluado a compra
da taberna da roa Angosta n. 114-, pertencente a
Joao Nepomuceno Pereira doa Santo, na boa f
ue nada devie, cuja compra foi effectuada no
ia 12 de julho do correte aooo, como consta de
papel de renda que o mesmo lhe pasaou, pelo
quat flcou responsavel o meamo Santos por toda
e qualquer divida que a mesma livesse de vendo ;
por Uto o abaixo assignado previne ao respeilavel
publico ou outra qualqaer pessoa que por acaso
tenha alguma letra do meamo, contra o abaixo
assignado, que nao ter duvida de salisfazer aa
mesmas, discontando primelrameote o que tiver
pago as dividas que a mesma taberna tiver de-
vendo, ou outra qualquer que possa apparecer
coolra o mesmo Santos. Recite 23 de julho de
1861.Fraocisco Antonio de Medeiroa..
Aluga-se ou; vende-se urna excellente ca-
noa de carreira : a tratar na ra de Hottas n. 10.
DE
C0MPAM.I4 DA TU FRREA
so
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
De cooormidade com as instruccoes recebidaa
da respectiva directora, faz-se publico quedeata
data em diante sao^convidados os accionista des-
ta companhia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem do mesmo abaixo ficam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia, 16de julho de 1861.
Por procurado de E. II. Braman, thesoureiro.
R. ustin.
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resolucao
da directora desta companhia, lomada nesta da-
ta, tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada accao a qnal chamada ou
prestadlo dever ser paga at ao da 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dos Srs. Haua Ihc-Gregor & C, na Baha aos
Srs. S. S. Daveoport & C. e em Pernambuco u
escriptorio da theusoraria da mesma va ferrevr
Pelo presente Qca tambe entendido que, no
caso de nao sera dita chamada ou preatacao sa-
tisfeita no da mareado para o aeu pagamento ou
antes, o accionista que incorrer nesta falta, paga-
r juros a raso de 5 /. ao anno sobre tal cha-
mada ou prestacio acontar desse da at que
seja realisado o pagamento.
No caso de nao effectuar o pagamento desta
chamida ou prostaco dentro de tres mezes a
contar do dito dia diado para o embolso da mes-
ma, ficaro as acedes que iacorrerem em tal falta
sujeilas a aerem confiscadas, segundo as dispo-
Qoes dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
Assignado.1T. H. Bellamy, secretario.
119 Gresham Houze 014 Broad Street.
E. C.
8 de maio de 1861:
Na ra do Imperador n. 47 tem um comple-
to sortimento de ricas molduras flugindo Jacaran-
da para vender por prego muito barato.
Largo da Penha
Nesie muito acreditado armazemde molhados
continua a vender-ae os molhores gneros que ha no mercsdo, tanto em porco como s retalho, e
por muito menos preco de que em outra qualqaer parte, porserem rindo a maior parle delleaem
direitura, porcontado propietario, por tsso em vista dos precos dos gneros abaixo .mencionados
podero julgar todos os mais, afiancando-lhe a boa qualidade.
MLanteiga ingleza perfeitameale to*. 800 r, librt|, ,a _
ril a 700 rs.
Nlauteiga iraneeza mUhor que ht no mercad0 7l0 rs.aubr.
Cba os meYuores que ba no metcadoTende.8eal.qaaUdadea3K)00f
2a ditta a 25500, 3a ditta a 2*000, e preto a 18600 a libra.
\|Uei|OS namengOS ehegados nesta ultimo vapor da Europa I 2*800 rs. ditos che-
gados no vapor passado a 1S800 e 1*600 rs.
"*"*** yw os melhoresque tsm viodo a este mercado por serem muito frescaea a
640 rs. a libra e ioteiro a 600 ra.
Bollo f raneez, a 500 VS. 0 carlao elegantemente enfeilados, muito proprios
para menino, s no Progresso.
Doce da casca de goiaba. ,, 0 calIi0> em pors5o a mt8, ,0 no progrei80
llOCC Ae AiperClie em latta, de 2 iibrM nuil0 enteitadas a 1*200 rs. cada urna, s
no progresso.
jlaT^elada imperial d0 afamad0 Abrei de0utros maitoa fabricantes da
Lisboa a 800 rs. a libra.
\n\eixas IfaneeXaS em frascos com 4 Ubr g|ooocada um, s o frasco val 1
dittasportuguezas a 480 rs. a libra.
LaV\!eom ***** de Aa e 19400, assim como tem lattas de 8 libras por 33000. dittas com libras por 2S000 rs. s no
Progresso.
maca ae tomate em taiMdt, ubrat pot 900 M- e emutag de g|Ubns p0r 1*600 rs.
Conservas franeexas e inglesas ^tmeme cheg.d... soo o m
co em porcaose faz abatimento.
Paseas em eaixinua8ae8Ubias.!m,lh0,e, ,u. B ,,.,
mercado por serem muito grandes a 2g800 rs. cada urna.
Espeirmacete superior Mm aTarla. 700 1bra, em caixa 8tara algum
abatimemto.
\ietiria, macarrao e taYharim 400r, a 1bra. eB oix de _
roba por 80.
LataS eom peUe de pOStadaa melborea qualdadesque ha em Portugal, como
sejam savel, congro, sarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a 1*400 rs. cada urna.
\zeitonas multo novas, 1|aoo 0 barril. m garrafa. 240 .
Palitos de dente iixados em ,,, com 20 atciabot por 100 ri
7 Cja das ma acrediladai marcas 5*000 a duzia retalho a 500 rs. a garrafa.
mJ^S eB8a5ra*aallS d guiles qualidades. Porto. Feitarla, ditto Bordeaux,
*. Mu8Catel' #' 8"afa ; tambem tem vinho Chores para 2*000 rs. a garrafa.
nOS em pipa,em tompo9is0 Porl0| Fgueira.Lisboa, a 640 rs. em caada a 4*500.
Presunto de Hambre insiez
j m fS*^*1 muito novos a 800 rs. a libra.
Prezuiito de Lamego 0 que ha de bom ne8te genero a 480 rg> em porQ.a a m r8
_ i. jT 8 560 ra. ajlibra, em barril com 6 duzias de palos por lOgOOO.
T ouclnho de Lisboa 0 maia n0T0 qu, h, no mercad0 m n ^
br.^0?sOrCOCttBada'.n,-8'1"^ "* ^-480r. a libra
\mcndoas de casca mole. in m. i.
_,.. .x o ., ; Ors. a libra a em porcio se far6 algum abati-
mento, s no Progresso do pateo da Penha n. 8.
nrt ,f. k 8enerK0S "nuneiadot encontrar o respeilavel publico um grande sortimento de
udo quanlo bom e barato.
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIDA & SUVA
mmtk FEITA ANDAIA1S BARATAS.;
SORTIMENTO COMPLETO
8 11
IFazendas e obras eitas,
i
LOJA E ARMAZEM
DS
iGes k Basto!
NA
Ra do Quelmado
u. 4S, frente amar ella.
Constantemente temosumgrandee va-
riado sortimento desobrecasacaspretas
de paaao e de cores muito fino 28,
30g e 359, paletots dos meamoa pannos
a 203, i2$ e t4|, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149,16| a 18$, casa-
ca pratasmuito bem feitaa edesuperior
panno a 28, 30f a 35$. sobrecasacas de
caaemirada core muito finos a 159,16|
a 18{, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 12$ e 14$, caigas pretas de
casemirafina para homem a 89, 99, 10/
e 12, Jitaa decasemira decorea a 75,89,
99 e 109. ditas da brim braocoa muito
aa a 5$ a 69, ditas de ditos de cores a
39. 39500, 49 e 49500, ditaa de meia ca-
semira dericaa coreaa 4$ e 45500, col-
la tes pratos de casemira a 59 e 69, ditoa
da ditos decoraa a 4f500 a 59, ditoa
branco da seda para casamento a 59,
ditos da 63, eolletes de brim branco e de
I f ustao a 39, 39500 e 49. ditos de corea a
13500 a 39, paletotspretos de merino de
cordo sacco a sobrecasaco a 7f, 89 e99,
eolletes pretos para luto a 49500 59,
gas pretaa da merino a 49500 e 59, pa-
1 etots de alpaca preta a 39500 e 45, ditos i
sobrecasaco a 69,79e 8$, muito fino col-
latas da gorguro deaedadecoreamuito
boafasandaa39800 e4S. colletesde val-
lado de corea a pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobra casaca de panno pre-
tos e de cores a 149.159 169, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
,79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 a
3J500, ditos sobresaseos a 5| a 59500,
i ealcasde caaamirapretas adeeores a 69,
! 65500 o 79, camtaas para menino a 209
a dazla, camisas ingieras prega 1 largas
muito stperiora|829aduiiapara acabar.
Assim como tastos ama officina deal> If
! (i late onde mandamos e tecutar todas aa X
obras com bravidade.
LOTERA.
A thesouraria das loteras se acha es-
tabelecida na ra do Crespo n. 15, pa*
vi ment terreo, ahi se acliam a venda
os bilhetes e meios bilhetes da quinta
parte da quarta lotera do Gymnasio
Pernambucano, assim como nes casas
commissionadas do costume. A extrac-
cao tera' lugar impretervelmente no
da sabbado 3 de agosto prximo pelas
10 horas da manbaa no consistorio da
greja de Nossa Senhora do Rosario da
freguezia de Santo Antonio desta cida
de. Os premios serao pagos a entrega
das listas. O abaixo assignado espera
do respeitavl publico a concurrencia
na compra dos bilhetes, por ser esta
lotera em beneficio de urna grande e
magestosa obra da provincia destinada
para instruccao da nossa mocidade e a
vista do excellente plano pelo qual se
vai extrahir.
O thesoureirtfc
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
se $*?& -9a$etieee
traninete medico cirurgico .
Ra das Flores n. 57. *
9 Serao dadss consultas medlcas-cirurgi-
cas peloDr. E.'tevo Cavalcanti de Albu-
quarque das 6 as 10 horas da maohla, ac- A
SJ cudindo aoa chamados com a maior bre- SB
% vidade possivel.
SJ Partos. Z
2. Molestias de pelle.
1 3.* dem dos olhos. Z
(fi 4. dem dos orgaos genitaes. m
aja Praticar toda e qualquer operario em mt
j seu gabinete ou em casa dos doactes con- Z
12 forme lhes fflr mais conveniente.
Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Para: em casa de
Aranaga Hijo & C.
Curso de rhetorica
Manonal da Costa Honorato tem aberto seu cur-
so particular de oratoria e potica nacional : na
ra Direita n. 88. primeiro andar.
O major Alexandre de Barros Albuquerque
tendo de seguir em commissao para a cidade de
Goianna, deixa encarregado de todos os seus ne-
gocios ao capilo Miguel da Fonseca Soares e
Silva.

I

i
I
I
i

i
i
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.

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ss
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9d
Bll:f7l
Padaria.
Na padaria de Antonio Fernandea da Silva Bei-
riz, ra dos Prea n. 42/vendo-se a muito acre-
ditada bolacbinha quadrada, d'sgua, propria para
doenles, bolachinha de araruta a dita de moldes.
Attenco.
Na roa Nova de Santa Rita o. 53, refinacao,
contina a comprar as fructas seguinles : sspolis
eochados, abacatis, tangerinas, qnanto mais pe-
queas melhor, limo, paqueaos. Tambem com-
pra garrafas brancas, servidas de licor, ou vincos
tMncezes finos.
Aluga-ae a casa e sitio com urna excellente
baixa de capim ni Passagam da Magdalena a se-
gunda passando a ponte grande, tem com modos
para grande familia por ser de 2 andares e so-
lio, com agua do encamento no lugar que aa
quuer botar: a tratar aa roa da Gnu n. 22.
S"2 'S
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2.2.
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Algodo da Baha.
A fabrica Santo Antonio do Oueimado tem fei-
to o aeu depoaito em casa de Marques, Barros &
C, largo do Corpo Santo o. 6, aenda ae encon-
trar sempre, assim como fio da mesma fabrica.
Joao Josa de Carvalho Moraes Filho, com
procuracao bastante de seu pai para poder cobrar
de todos os seus devedores desta praca ; roga
pelo presente a lodos elles, que hajam de vir
amigavelmente saldarem todos os seus dbitos
usando dos meios judiciaes na falla de cumpli-
mento.
Expsito de
candieiros.
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos.
Nesta exposiQao de candieiros se encontrar
todo o sortimento de diversos tamanhos proprios
para ricas salas, ditos para salas interiores, ditoa
para sala de jantar para qoartos, para cosinha,
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e oalrss muitas qualidades
que com a vista devero agradar ; assim como
todo e qualquer preparo para os ditos candieiros
se encontrar sempre a reda nesta exposicio de
candieiros na ra Nova n. SO, toja do Vianna.
Notice.
A meeting of the Britisb Clerk's Provident
Associatioo will be held at the Pernambuco Li-
ourVS *y ^ lh' MUnl *l 4 ,,a h#,f PM|
By order.
George M. Reay
Hon : Secy:
; uuem quizer alugar urna negrinha para a
serujo interno de urna csaa de familia queiro
procurar oa roa da Soladade casa n, 4, que
achara com quem tratar. \
Exposicad
DE
tamancos de todas as qua-
lidades
O proprietario da fabrica de tamancos da roa
Direita, esquina da travesea da S. Pedro n. 18
eat reaolvido a vender oa seos tamancos mala
baratos do que em outra qualquer parte, tanto a
reUlho como em pequeas e grandes porces.
porisso espera a concurrencia do illuatrado pu-
blice-am geral; assim como tamancos feitos i
mada do Porto com a mesma seguranca, perfe-
fio, prego co amodo,
A. F, Duarle Almeida, socio que foi do armszem progresso, fsz sciente aos seus freguezes que tendo separado a sociedade q^una com
seu mano, acba-se de novo eslabelecido com dous aceiados armszens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Sonza, e o Sr
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razao de Duarle & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva: estes esubelecimenios oflerecem grandes
vaniagens ao publieo, nao s na limpeza e asseio com que se achara moudos como em commodidade de pre$o, pois que para isso resolveram o*,
proprietarios mandaram vir parle de seus gneros em direitura, afim de terem sempre completo sortimento, como tambem poderem orTereeer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por cento do prejo que possam comprar em ouira qualquer parle, por isso desejando os propietarios acreditaren!
seus esubelecimemos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos era seus armszens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco praiicas, em qualquer um dcsiesestabelecimentos, que serao tao bem servidos come
se viessem pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vaniagens que oflerecemos, pedimos a
todos os senbores da pra?a, senhores de engenho e lavrsdores que mandem ao meos suas encommendas a' primeiravez, afim de experiraaniar, certos
de conlinuarem, poisque para isso nao pouparo os proprielarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequenlarem nossos esiabelecimentos
abaixo transcravemos algumas adicSes de nossos primos, por onde ver o publieo que vendemos baralissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
MANTEIGA INGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e em barril a ?50 rs.
MAMEIGA FRANGEZA a melhor do mercado a 720 rs.a libra e a 700 rs. embarrile meios.
CHA HYSSON E PRETO o melhor do mercada de l>700 a 3000 e em porjo ter abatimento.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porjo a 800 rs.
x??iNTOS PORT CHOURICOS em barril de 8 libras a 49500 e era libra a 700 rs.
SaGL" E SEVADINBA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 83000 rs. a arroba.
AMERAS FRANCEZAS em latas de 6 e 5 Ij2 a 1 a libra e a i2C0 a retalho.
PASSAS em caixinhas de oito libras, asmelhoresdo mercado a 2800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMACETE SUPERIOR sera avaria a 700 rs. e em caixa a 680 rs.
CONSERVAS FRANCEZAS IISGLEZAS E PORTUGEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERVILHAS PORTUGEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM ROLACHINHA DE SODA de diversas qualidades, a mais nova do mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque de Porto, Pono fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoria de 1&200 a 1#300 a garrafa e a
139 a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de paste de 500 a 600 rs. a garrafa e de 38800 a 4#800 a caada.
FRASCOS COM FRUCTAS de todas as qualidades de Portugal de i200 a 200O.
BATaTAS NOVAS em caixas de duas arrobas a 3> e velhas a 600 rs. a arroba e 40 rs. a libra.
CURANTS ou passas para pudim alia libra e em por$o ter abatimento.
LATAS COM PEIXE SAVEL eoutras muitas qualidades, o mais bem arranjado que temvindo a 19400.
CAPE' DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANHO o melhor que se pode desojar a 3100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 1 a garrafa ede 8#500 a 10000 a duzia.
CHARUTOS VERDADEIROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 2$ a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BANHA DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar ne*ie genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
SERVEJAS DAS MELHORES MARCAS a 500 rs. agarrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
CA1XOES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em porco a 900 rs.
AZEITE DOCE PURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJOS SUISSOS che gados ultimomenie a 700 rs e em porco ter abatimento, afianja-se a boo qualidade.
Genebra DE HOLLANDA a 640 rs. o irasco e 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PALITOS L1XADOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 roacinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feitos que ha no mercado a 280 rs. o maco.
PALITOS DO GAZ a 3*000 a greza e 280 a duzia de caixas.
AZE1TONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 1*200 e barril.
ALPISTA o mais limpo que tem,vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
_______Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
Mudanca.
Joao Antonio Colho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todos os seas freguezes que
mudou a sua loja da ruaestreila do Rosario para
a ra do Imperador n. 69, onde o acharo promp-
to todos os das uteis desde as 6 horas da manhi
at as 9 da noite, para chumbar e tirar denles,
sangrar, por ventosas ou bichas; assim como pa-
ra qualquer outro servido de sua arte e fra dos
diss e horas mencionados pode ser procurado no
pateo do Carmo n. 22.
REfRATCS
alnetes de ouro e brilhantes.
Na officina photographica da ra do Cabug o.
18, entrada pelo pateo da matriz, exislem lindos
alfineles rom brilhantes e ao gosto de Luiz XV,
para a collocaQio de retratos; ba tsmbeni urna
variada collecgao de alnetes de ouro com, e
sem pedras. O prego dea alnetes com os re-
tratos variam de 16* a 200g. Ni mesma casa
vendem-se bellos espelhos com moldurasdoura-
das para ornar salas de luxo e tratameoto ; bor-
las de seda para cortinados de janellas e para
quadros, assim como cordes para o mesmo fim.
Vende-se tolo a presos razoaveis e moderados.
Urna pessoa com bastante pratica de escrip-
tungo mercantil, offerece-so para tomar coota
de qualquer escripia por partidas dobrada : quem
de spu prestimo se quizer ulilisar diiija-.se a ra
do Cabug, lnja n.8.
ARMAZEM
DE
ROUPA FEITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
140 RIJA DO QUEMADO 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde,
Neste eatabeleciment ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas aa
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 40*. 35* e 30&000
Sobrecasaca de dito, 35* 30;*0
Palitotsdedito ede cores, 35*. 30$,
255000 e 2O3OOO
Dito de casimira de cores, 225000,
15*. 12* e 9*000
Ditoa de alpaka preta golla da vel-
ludo, 115000
Ditoa de merio-sitim pretos e da
cores, 9S00O 8*000
Ditos de alpak* d coros, 5* o UjjOOO
Ditos de dita preta, 9*. 7*. 5* e 39500
Ditos de brim de cores, 5*. 4*500,
48000 3*500
Ditos de bramante da linho branco,
68000, 5*000 e 48000
Ditos de merino de cordo preto,
15*000 e 69000
Calaas de caaimira prela e decores,
1S*. 10, 9* e J000
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 5* e 49500
Ditas de Drim branco e de cores,
58000. 49500 e 1*500
Ditas de ganga de cores 38000
Collttes de velludo preto e da co-
rea, lisos e bordados, 129, 9f 8*000
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos a bordados, 6*. 5*500, 5* e 3*500
Ditos de setim preto 5j)O0O
Ditos de seda setim branco, 6* e 5j0u0
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de cores, 7J000,6*000 e 5*000
Ditos de brim a fuslfio branco,
3*500 e 890C0
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodio, 186O0 e 18280
Camisas de peito de f ustao branco
e de cores. 2*500 e 2*300
Dita* de peito de linho 0 e 3s000
Ditas de madapolo branco a da
corea, 3*. 29500, 2* e 1800
Camisas de meias ljUU
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 10J,8*500 e 79000
Ditos de feltro, 6*. 55, 4* e 29000
Ditos de sol do seda, inglezea a
francezes, 14*. 128, US e 7*000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios. da ultima moda 9800
Ditos de algodo 950O
Relogios de ouro, patentes hori-
aontaes, 100*. ^O*. 80* e 70*000
Ditos de prata galvaniaadoa, pa-
tente hoaonUes, 405 30*000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, palseiras, rosetas t
anneis
Toalhas da linho. duzia 12*000 a 109000
-mifmfmffff
Aos Srs. subscriptores, donos de terre-
nos a edificar, donos de otarias, Tor-
nos de cal. fornecedores de madeira,
mestres carapinas, pedreiros e mais
pessoas que quizerem fazer parte da
sociedade de edificaces, etc.
Senhores.Sendo-me preciso conhecer o mais
breve possivel o numero, a extensao e a silua-
go, assim como o valor aprozimalivo dos terre-
nos offerecidos por varios e numerosos proprie-
larios que com o valor dos mesmos terrenos que-
rem coacorrer para a formacie do capital social,
venho por es>a convidar a lodosa remetter-me
em carta fechada o termo de subscripto que
acompanha o prospecto que lhes tenbo en-
tregu, sob o meu sobreescripto ra do Crespo
n. 4 loja do Sr. 1. Falque o ao Recife ra do
Trapiche n. 14 2* andar, das 10 horas da manhaa
as 3 da tarde at o dia 27 de Julho correte in-
clusivamente.
Aproveita essa mesma occasio para convidar
a todos a comparecer* domingo 26 de julho
correte ra do Imperador, easa a. 81 primei-
ro andar as II horas da manhaa em ponto para
tratar de negocios relativos a dita Sociedade.
Em tanto, tenho a honra de assigoar-me,
De Vmes. mui ltenlo venerador e criado,
F. M. DHprat.
~ Pernambuco, 20 de jalbo de tWI.
ELIXIR DE SAIJDE
Citrolactato de ferro,
\3nie deposito na botica de .SoaqjiiHt Martiabo
da Ctux Covreia A C, taa do Cabug n. U,
ea Feraambueo.
com onomeTehxIr6 ^2.%'?^ "^ apmenU h6 *"' D" ">* '* *.
qu.ndo\W.^e^
id.des par. todo, os paladares e para todosTos Jeamefi P d P"a td" "
convalespenciadea molealia. graves, na cbloro-aneoria das mulhere. grvidas em todo. S V..!
em que osanguese acfia empobrecido ou viciado pelas Udisas affwcSeiTcbroni a? ZS\l'
culoMj, cnera..rphiUlica. exceo. venreos. isKt^^gSn?^^^
utt?^^0*^"*^ endoeirro a prinpat atatancia de qu*
rSlhfSwT.lotisa^ *"tro-laeUl i f"* -aw ouvores4e
75w P dwobrto ama formula pela qual ae pue sem recaio usas
'


(/
MAMO 01 ffWUMlOTO -SE1TA FtlRl K JLHO D*I ltffl.
:**
O antigo mealre d lingos, ingleza ,. anda
contina a dar lines particulares, tele systenta
ie Olendorfo actualmente adoptado em 01 pri-
meiros coltegios dos principaes capitaes u Eu-
ro : a graude vantagem para o discpulo incoa-
teslare, pois que, principia logo a (aliar, escre-
ver, e traduzir dita lingoa.O o enunciante pode
ser procurado at as 9 horas da manfiia na ra
da Gloria o. 83
CX&tLTORie ESPECIAL
IIOMEOPATiCO
do
DB. CA.SANOVA,
3--R* as Cruze&--30
Nesteconsultoriotemaenipre osma-is J
ao vos e acreditados madicamentos pre-
parados em Paris (astinturaa) por Ca-
ullan e Weber, por pregos razosveis.
Os elementos de ho meopa Ihiao bra,re-
voratnendada intelligenciade qualquer
pessoa
E'cbegado a lojrdo Lecomte, ra da
peratriz n. 7, o excellente leite virginal de
branca para refrescar a pelle e tirar pannos,
das e espinfaas, igualmente ao. afamado p ii_.
rial da lirio d* Floreoga para bortoeya e aaneai
d-des da peUe conserva frescura ro avellteda-
do da primavera da vida.
Ra da Imperatriz n, 7.
As verdadeiras lurai de Jouvin de todas as
cores.
Sandalc, ra da Imperatriz
numero 7.
Bicas pulseirae, bengalas, leqoas, botoes, cao-
teiras, eto., etc.
I Raa da Imperatriz n. 7.
Ganae-com fraseos por Ungir os caballa! em
10 minutos, como tambem se tinge na mesma
'loja.
Ra da Imperatriz n. 7.
Caixinhas com p e polidores para lustrar as
unbas.
ItVat m seguido, i Graife pediiicka
^^Quataatt ..IVtt d miadezas A 22fr. 240 ft 26*0 TS.
_
Cachorrinho.
Fugio na madrugada de sabbado 13 do corren-
te um cachorrioho do reino todo branco coro
tima pequea aalha amarella na costa ao lado
esjuerdo, ps pezunho, nariz e olhos pretos, por
norae Melindro : a pessoa qne o achou, querendo
restitui-lo, poder levar ao aterro da Boa-Vista,
hoje ra da Imperatriz, ca3a terrea n. S7, que
perceber por aeu trabalho 10f de graliflcacao.
Ainda est paaa alugar o terceiro andar da
ra do Amorim n. 19 : a tratar na loja da mes-
Hia, ou na ra do Vigarlo n. 19, prlmeiro andar.
Gurgeli Perdiga. *
Fazendas modernas.
Recebem e vended constantemente su-
periores venidos de blonde com todos os
preparos, ditos moderos de seda de cor
e pretos, ditos de phantasia, ditos de
cmbrala bordados, lindas lazinhas.
carnbraiade molernos padroes, seda de
quadrinhos, grsdeoaples de cores e pre-
tos, moreantique, sintos, chapeos, en.-'
faites pan cabega, superiores butes,
manguitos, pulceiras, lequas e extracto
de san lalo, modernos manteletes, ral-
mas rompridis de novo feitio, visitas de
gorgurio, luyas de Jouvin a 20506.______
Muito barato.
Saias bailo de lodos 03 lmannos a 4J,
chitas francezas Boas claras e escuras a
480 rs. o covado, eolias de la e seda pa-
ra oaraa a 6ft camisas para menino.
Houpa feita.
Paletol de casemira de lodas as cores
a 109, ditos finos de alpaca a 6$, ditos
de brim a 49. chapeos pretos a 8 e roui-
tas nutras fazendas tinto para senhoras
como para homem por prego ioteiramente
barato, do-se as amostras : na ra da
Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco
Largo.
smt VW nWW PW nW "*/ cnDVvWvnrn>9nnv'*n
C0\SL 0R10 ESPECIAL HOHEOPATHICO
DO DOLTOR
SABINO 0. L. PINHO.
Ruade Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas lodos os dias uteis desda as 10 horas
at meio dia, acerca das seguales molestias :
molestias das mu'heres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestia dot olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHVRM\C1a ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdaleims medicamentos homeopatnicos pre-
parados son lodas as cautelas necessarias. in-
talliveis em seus^effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos. pelos pregos mais commodos pos-
S.veis
N. B. Os medicamentos do Dr. St-tino sao
nnicament* vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Tudas as carteira sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
rr 1 or s seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Piriho, medico braaileiro. Este emblema posto
igualmente n lista dos medicamentos qua se pe-
d As carieiras que nao levarem esse impresso
assim m ireado, embora tenham na lampa o no-
me do Dr. Sabiao sao falsos.
A tries ouraria das lote-
rias se acha transferida para
a ra do Crespa n. 15, pavi-
mento terreo. O thesourei
ro. Antonio Jos Rodrigues de
Souza.
55 S^rf BarW **& "3f9M awerw MN Mn WOw WPsiWfcr#**
500 rs. mu corte e frisamento
de cabello.
RA DA IMPERATRIZ NUMERO T.
Recebeu-se um official de Paris.
Este estabelecimento est hoje naa melhores
condicoes que possivel para satisfazer as en-
com osen das em cabellos no mais- breve possivel,
como sejam-: marraias a Luiz XV, cadeias de
relogios, pulseiras, anneis, rosetas, botoes de
abertura e de pannos, memorias, alfinetes, etc.,
cabelleiras de toda a especie para homen e se-
nhoras, lava igualmente a cnbeca a moda dos Es-
la ios-Unidos, sem deiiar urna s pBlicula nac-
beca, para satisfazer os pretendentes os objectos
em cabello sero fetos em sua presenca, se o
desejarem, e achar-se-ha semprn urna pessoa
dispon i? el para cortar os cabellos & pontear as
senhoras em casas parliculares.
Vende-se um cavallo russo, bom andador
quem o pretender dirija-se praga da Boa-Vista,
sobrado n. 5, que achar com quem tratar.
I Liquidaco
l'ftua do Queiinado n.
I 10. loja de 4 parlas.
&
I
tieotista de Paris,
15 -ttua Nova15
Prederic Gautier,cirurgiaodentista, faz
todas as operaces da sua arte ecolloca
dantes artinciaes, tudocom a superiori-
dade e parfei$o que as pessoas entendi-
das Ihereconhecem.
Tena agua e pos denlifricios etc.
lla15SIS8iieS^^?i6K5i5
Prerisa-se de quatro a cinco eontos de ris
a premio com garanta em um predio de tripli-
cado valor, em ra principal desta cidade : a
Puem convier, annuncie
0^Jo* Lopes Dias Peisoto, Portugoer, vi a
rlugal tratar de sua saude.
Alteado.
Acaba de desapparecer da casa do seu senhor,
nm molequioho de 10 annos pouco mais ou me-
nos, por nome Viriasimo. que foi do Sr. Fran-
cisco Xavier tiendes da Silva, proprietano fio en -
genho JaMim, da freguezia do Cabo. 0 seu ac-
tual possutdor protesta perseguir com lodo o ri-
gor da lei, a quem o liver acoutado, e gratificar
a quem souber delle, e o levar ra de Santa
sbelo. 19.
ompras.
Compram-se moedas de auro de 20$: na
ra No'a n. 23,loja.
Compram-se moedas de ouro de 205; ca
ra da Cadeia do Recite n. 34, lojs.
Compra-se urna pulceira de ouro, de fita
que seja em bjm uso: na ra Direila n. 85.
Compra-se dous coelhos da India, quem li-
ver annuncie.
Vendas.
Vend wo engenho Po-aangue, situado a
margena do rio Serttrhiem, distante unas 600
brac.Ss da estajo da Gameleira. eom van safra
ao^ corte, Iguns escravos, bois, etc., tent ex-
eeliente crcalo e ptimos partidos de varrea pa-
ra mais d 2,000 pie aimuaimente, e estando
hoje aerpsentarto com algunas trras que foram
do eogenMo CamMeir. Reeobem-se em conta
predios nesta ciiade, e os pretendentes podem
entender-se cora os Srs. Marcelino i Cm em loa
loja na ra do Crespo.
Vende-se as seguintes fazendas por
menos prego do que em outra qualquer
parle, como sejam:
Chitas francezas cores fixasa 220 e 240'
Cortes de cassa frauceza a 20000
Chalys de apurado gosto covado a 500
Cambraia de seda dito o covado a 440
Mimos do co dito o covado a 400
Chales com palmas de seda a
1$600 e 20000
Camlsinhas de cambraia bordada
para bapUsado a 50000
Dilas de dita para senhora e com fl
goHirrha a 3J500 |
Chitas ioglezae cores Ocas a 160
Eguiaode puro linho a vara a 800-
Cambraia lisa muito fina a pe^a a gOOO A6
Chales de merino bordado a 5*000 W
Ditos de dito liso a 3500 e 4J0O0 #^
Mantas de setim lavrado para se- **
nbora a 1J600 S
Meias para senhora a3, 3500 e 4j0OO W
Dit.s para meninas a 2$800 e 3J0OO f|
Chapeos de sold seda para se- m
nhoraa3J500e 4JOO0 W
Guardanapog adamascados a du- @
zia-a 2*500 e 3000 B
Toalhas de linho a duzia 5000 Z
Riscadinhosdelinho o covado a 160 W
Cortes de brim de linho de cores
a 29500 e 28800
uilos de meia casemira a 10280 10600 9
Panno azul fino eovado l280e 1J60O
Dito preto dito dito a 30500, 40 e 5S0O0 A
Cortes de casemira prela a 50 e 6j)000 1
Corlas de dita de cores a 40 e 50000
Cortes de velludo para collete
a 10600 e 280oo S
Ditos de gorgurlo a l600 2
Brim branco de linho trancado a 1/000 V
Paletotsde brim de cor pardo a 3fi5O0 &
Ditos de dito lona a 455OO Z
4 aguia douro
No botequim d'aguia d'ouro,
na ra estieita do Ro
sario n 23, defronte da ra
das Larangeiras,
fornece-se al anco e jantarpar* fora, manda-se
levar, mensalroente, pelo prego mais commodo
possivol, assim como todos os dias das 7 horas
da maoha em diantetem a papa de farinha do
Maranlidu e araruto, lodoa oa domiegoe o dios
santos lem a bem ronhecida mo de vacca das
4 horas da madrugada em dianle, e no mesmo
estabelecimento achar-se-ha sempre comida
prompta a qualquer hora que se procure, e pre-
para-se qualquer encommenda que se lhe fiaer
com todo o aceio e promptidao.
Vende-se urna carroca nova para um ca-
vallo : na ra Nora n. 59.
Um bom negocio para os lo-
gistis.
Vende-se urna escrava moga com algumas ha-
bilidades e sem vicio, a troco de fazendas : quem
a pretender por este negocio, dirija-se a ra das
Trincheiras n. 7, que achara com quera tratar.
Vende-se urna negrioha propria para mu-
camba, de 13 annos : na ra do Padre Floriano
numero 27.
Vende-se leite de cabra : na ra da Pazn.
42, outr'ora ra do Cano.
Vende-se a quarta parte do sobrado de dons
andares e sota o da ra do Padre Ploriano n. 21,
a tratar na ra do Queimado n. 52 loja.
Niruvdo Queinude a. 85*. lo}> a. miadezas
de los de- Azevedo Mata e Silva, tem para Ten-
der pelos diminutos precos abaiio declarados pa-
\t* apurar dinbeiro, pois o qua mailo precisa,
garante ludb-perfeito, pois o pre^o admira :
Linha do gaz superior para naatoar, no-
velo a
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a
Dita de carretel muito boa, carretel a
So velos d,linlia do gac braoca* a tO e
Carreleis. oora linha pceta muilo gran-
des
Varee de franja de 1S muito bonitas a
Peca de tranca de la muito bonitas e
com 10 raras a
Parea de metas cruas pare menino a
Ditos ditos decores todos o, lmannos a
Dilos de cores pana meninas a
Duzia de meias cruas para homem a
CarlOes de linha Pedro V com 200 jar-
da
Caixas eom lissoes para acender charu-
tos a
Caixas com phosphoros de segaranc. a
Duzia de phosphoros do gaz a
Filas para enar vestidos muito gran-
des a
Frascos d'agua da colonia muito supe-
rior a
Ditos com cheiros muito floo a
Duzia de meias para senhora o melhor
que ha a
Pega de traoc'tnha de las sortidaa a
Sabonetes superiores e muilo grandes &
Groza de botoes de osso para caiga sendo
pequeo. a>
Dila de ditos grande a
Tramoia do Porto superiores varas a
100, 120 e
Pecas de fita da linho brancas e de co-
res *
Groa de panas de ago muilo fmaaa
Frascos de opiata para (impar denles a
Copos com banha muilo boa a
Espelhos de columnas madura.branca a
Carteiras para guardar dioheiro
Rialejos para meninos-ai
Baralho portuguez
Varas dfe franja para cortinados a
Croza-de botoes de loaos brancas a
Tesouras muito Anas para unbas e cos-
tura a
Caixas de charutos de Ilavana muito su-
periores a
Cartas muito tinas para vollarete o ba-
i ralho a 240; e
Varas de.bico largura' de-3 dedos a
Garrafas com agua celeste para cheiro a
Rialejos com 2 vozea para meninos a
Vende-se urna crioultnh de 16-annos, en-
gommsdeira e cosinheir*. elegante figura : na
rus da Imperatriz n. 5segundo andar, se indi-
car quem vende.
40
30
30
20
100
100
200
200
160
120.
20400
80
40
160
240
80
400
500
30000
50
160
10
240
160.
40
500
400
640
10500
500
40
120
240
120
460
40000
320
120
10500
100
A 2W, SiO e 260 rg.
Chitas francesas da mello bonitos padroes a
muito boos pannos, pelo baralissimo prego da
220, 240 260 rs. o covado ; na ra do Queima-
do n. 21*,. na hija da boa fe.
Gangas nVancaaaa muito finas- com padroesj
ascroa480'rs. o covado : na du do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Agaaambreada
para banho do rosto e do
corpo.
I A loja d'aguia branca acaba de recebar essa o-
ra e apreciavel agua embreada, de un: aroma ex-
cedentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gota n'agua pura.
cam que ae banha o rosto, resultando diaso que
refresca e conserva e vigor da culis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para ae deitar
n'agua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou tasar desap-
parecer esse hlito desagrada vel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidade de acalmar o ardor que deixa a navalha
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto tenha della composicio. Gus-
ta o frasco 10, e quera aprecia o bom oto deixar
cortamente de comprar dessa estimare! agua em-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
.Queimado n. 16. nica parte onde se achara.
abaiitra
Recommendaco aos Srs.
B de engenho
Panno szul de superior qua-
lidade para roupa de escravos a
900 e 1#.
lova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
nujaeiTo.^7.
Manoel Jos d* Fonsaca participa a
todo oa seu freguesr tanto, da paso
como do mato, e juntamente o respeita-
vel publico, que tomou a deliberaco de
baixaro prego de tolas assuas obras, por
sujo motivo tem para vender uta grande
sortimento de bahs e bacias, todo- de
difieren tes tamanhos e de diversas cores
am pinturaa, e juntamente um grande
sortimento de diversas obras, contendo
. banheiros e gamelas grandes a pequeas,
machinas para cada camas de rento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 40 e peque-
o 600 ra-., baca* grandes a 50 pe-
queas a 800 rs., cocos a 10 a duzia. Re-
cebe se um official di mesma officiaa
para trabalhar.
s
Aitenco.
Vendem-se uns terrenos em Santo
Amaro, prnprios para editicar-se : a tra-
tar na praga do Corpo Santo n. 21, loja
Na ra do Fogo n. 54, vende-se por com-
mo Jo prego diversas obras de entalha a saber t
casticaes, jarros, palmas, estantes, loeheiros e
nutras obras proprias para ornato d]e, igreja.
Algodao
azul americano.
Muita grvala ba-
rata.
Na loja d'aguia braoca se enconlra um grande
e bello sortimento de grvalas de differenles gos-
tose qualidades, e por precos taes que em ne-
nhuma outra prtese acha, como seja, gravati-
nhas estrellas bordadas a 800 e lg, dilas pretas e
de cores agradareis a 10, 10200 e 10500 ditas
com ponas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim maco al$50u* Pela variedade do sor-
timento o comprador ter mui tas de qne se agra-
do : na ra do Queimado, loja d'aguia branea
numero 16.
Riscadinhos ae linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o corado ; na ra do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Rival
sem segundo.
urna negrioha recolhid muilo bonita e geitosa,
de 14 a 15 annos de idade, e inteiramente inno-
cente; vende se para aqui e nao para embarcar:
quem a pretender, dirija-se a ra da Imperatriz
n. 9, segundo andar.
Vende-se um csrro americano de 4 rodas
para um e dous cavallos, com arreos para um,
assim como um bom cavallo para o mesmo por
prego commodo ; na ra da Imperatriz, sobrado
n. 19, a tratar com Frederico Chaves.
IPHOT!(ffl&
Cortes de meia casemira de ama s cor, fazen-
da superior, pelo baralissimo prego de 20 cada
um: na roa do Queimado n. 22. na loja da boa f.
Chales de merino estampados a 20500 : na
ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Brim branco de linho muito fino a 10280 a
vara; na raa do Queimado n. 22, loja da boa f.
Na ruado Qneimado n. 55 loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, est queiman-
do os objectos abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a
Caixas de alfinetes francezes a>
Carta de ditos ditos a
Cartdes de colxetes com defeito a
Carices de ditos perfeilos a
Caixas de dito muito superioi a
Pares de meias cruas a
Mago degrampos de carocol a
Tesouras para costura a
Pares de sapatos de traogade algodo a
Ditos ditos del a
Sapatinhos de la para meninos a 200 e
Frascos de oleo baboza a 400 o
Ditos de macaga perola a
Ditos ditos de oleo a
Dilos de banha a
Ditos d'agua embreada a
Dilos de oleo philocome a
Caixas de folha com phosphoros a
Ditas com phosphoros de velas a
Duzia decolheres para sopa muito finas a
Escoras ptra denles multo Unas a 160 e
Croza de penas de go caligraphica a
Tem tambem urna porc&o de iranga de linho
brancas pecas grandes e.pequeas e de todas as
larguras por pregos baratos e outras muitas fa-
zendas que s vista que se poderao apreciar
e admirar o prego.
120
100
80
20
60
40
160
40
160
10000
10280
400
500
200
100
240
500
900
100
210
10500
200
Julio & Conrado.
Continuara a mandar fazer obras por
medidas pois tem em sua casa um per-
feito mestre alfaiale ja bem conhecide
em sua thesoura, recebem toda e qual-
quer obra que nao fique a gosto do fre-
guez ; assim como tem grande sortimen-
to de obras feitas tanto para meninos
como para homem que vende muito
barato como seus freguezos nao igno-
ra m, caigas de casemira de cor e preta
a 6$. 70. SJ. 90 e 108, e par meninos
a 39, 49 e 5, paletots de panno de di-
versas cores a 100, 129, 15$. 200 e 250,
casacas e sobrecasacas de paono muilo
fino a 30$. 409 e 50g. paletols de brim
diversos 35 e40. ditos de fusto o me-
lhor que ha oeste genero a 7$, paletots
de alpaca preta e de cores a 30, 40 e 50
tanto saceos como sobrecasacos, caigas
de brim e colletes de 20, 30, 40 e 5 e
outros artigos que se tornara enfastiveis
em mencionar so cam a vista se pode
apreciar seus pregos e qualidades.
Gollinhas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n IB,
recebeu-se um completo sortimento de gollinhas
de missanga de lodas as cores.
Vondem-se saceos com farinha de mandio-
ca a 3g, c velas de carnauba de superior qualida-
de; na ra Nova n. 48.
Em casa deN. O. Bieber& C-, ra da Cruz
n. 4, vende-se :
Belogios americanos de ouro e prala, igual em
quatidade aos melhores relogios inglezes.
Relogios dourados
Correles para relogios.
Balaogas americanas proprias para armazeos,
pesando de meia libre at 8.500 libras, ditas pe-
10440 sando de 1|2 onga at 8 arrobas, proprias para
taberna?, casade familia, etc.
C*rro<3aa americanas para bui ou cavallo.
Carretas.
Cartiuhosde mo.
Carros americanos para 1 ou 2 cavallos.
U mNRAL
NATURALLEDE VICHY.
Deposito n boticafranceza ra da Cruz n. 2!
Largo do Terco
n. 23.
Vendem-se batatas muito novas a 80 rs. a li-
JAYME
, Vende-se o-verdadairo
no.em caixase a retalbo :
Iha n. 35.
algodo azul america-
na ra da Cadeia Ve-
ogressivo
Progresaste.
Vende-se nos armazens do largo do Carmo o.
9, e raa das Cruces n. 36, manteiga inglza flor
da safra veUia a 804 e a 10, da nova chegad l-
timamente era barris ter abalimento, afflanga-se
ser manteiga-que oulro qualquer nao poda ven)
der por menos.de 10440, (ole servindo Uto de*
o Censa aos nassos collegas.]
Cabelleireiro trancador, e desenhador
em cabellos,
Com sea estabelecimento na rus do Queimado
. n. 6,1* andar, continua a receber encommen-
bra. assim como outros gneros mais baratos que dlg de oojeclo8 tendentes a sua arte, garantlndo
__ a.._a < i I i, n m na vi a Man oa aiv \ rt p a t* i\ fiar* -f *
perfeigao e mdico prego.
Agoa Imperial
para lavar a cabeca, limpar as caspaa e evitar a
queda dos cabellos.
Vende-se na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Flores finas a' 1#500 rs. o ramo !!
Vende-se na roa do Queimado, casa de ca-
belleireiro:
Agoa de tingir cabellos.
Vende-sena ra dp Queimado, casa de ca-
belleireiro.
em outra qualquer parte, nao se diz o prego para
nao espantar 111 [a dioheiro i vista).
Balo es econmicos de cordo,
a3#000.
Na ra da Cadeia do Recite n. 45, esquina da
ra da Madre de Dos,
Vende.-se por prego commodo- um catraia
com os competentes remos e-vela, e em perfeito
estado : na ra do Ouro n 14,. das 4 horas da
arde em diante.
Bonitos toncado -
res de armaijao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia braoca acaba da recabar mui
bonitos toucadores de armagao preta, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados qua es
tornara mui elegantes, os quaes serrem excellen-
temente para es senhoras acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e de rapazessoltei-
roa, e pelos pregos de 8, 9 e lO0, sao barairsai-
mos na verdade, qaem es vir na ra do Qeei-
mado, loja d'aguia branca n. 18, se agradar, a
iofaKHneBnnnr cempratf.
Campos efe Lima*
Na ra do Crespo n. M continua a vendar lin-
das fofa d cambraia para guamieo d resltdos
por coasnoif prego-.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido a acreditado deposito da roa
da Cadeia do Recife n. 12, ha pava rendar a rar-
dadeira potassa da Russia, nova a de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por prapo marbarato* do ana em
outra qualquer parte.
Ruada Sensata Nova n.42
Vend-ae am casada S. P.lonhston 4C.
mUm ataUavAfanaan OMedear-e eaatrcaaa4
breniaadas,tanaa nglate, o devala, chicote
para carros antontaria.arraiospara carro da
daos Malas ral agina da oara paunki
Relogios.
Vende-ie am casa de Johrjston Pater ex C.,
ra do Vigario n. 3 am bello sortimento de
relogios da ouro, patente ingina, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
una variedade de bonitos trancelins para o
mes saos.
Arados americanoe machina-
pata lavar roupa :em casa deS.P. Jos
hnston di C. ra da vnzala n.i2.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
eofeitesde continhs, como dourados, e de lindas
filas e fi velas, o mais fino que se pode encontrar;
isto na loia Agaia de Ouro, ra do Cabug n. t B.
Vende-se um cabriolet novo ; oa ra Nova
numero 59.
Para menina de escola.
Chapeos de ptlha escura, ricamente enfeitados
e por commodo prego : na loja de chapeos da
ra da Cadeia do Recife n. 46.
h chegou o prompto
alivio,
bem eomo os outros medicamentos dos celebres
Drs. Rsdway C-, de New-York. Acham-ae
venda na ru da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instrueges completaa para se nsarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se veoaem a 10000.
Para se comprar as verda^
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta'loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeira luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
jo os outros; por isso quam quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirigir-se a loja
d'aguia branca, ra do Queimado r. 16, que ahi
ser bem servido.
Cato de marfim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharao os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
lira e madreperola a 20 e 2$500 cada urna. Com
urna escora assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loj d'aguia branca n. 16.
Rey mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarisas viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto so rti-
meoto das me-
lhores machi-
nas de eozer
dos mala afa-
mados autores
melhoradoa
com novos
a perfei goa-
mentos, fszendo paspooto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa d Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparo* para as meamos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Trinta arcos
a 2$000.
Saias baleo com 30 arcos a 20 cada um, si-
patos de burracha para homem a 20 o par : na
leja das portas em frente do Lirramento.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca receben prximamente
um novo e lindo aortimento de cascarrilhaa de
seda para enfeites de vestido, sendo de difieren-
tes cores e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratameote a 20, 3,4 e Bf a pega, pregos
estes que em nenhuma outra parte se achara, e
s sim oa raa do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
A 4#, 4#500 e b$.
Cambraia lisa muito fina a 40 a pega com 81i2
varas, dita muito superior a 52, dita tambem
muito fina com aalpicos a 40500; na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de aeda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porgao de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninaaa senhoras, e as est
vendendo a 10500 cada urna ; a alias, antea que
ae ac bem, poia s as h na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Layas de fina eamursa
para militares ecavaltei-
Mfi.
SYSTE11 MEDICO DE HOUOWAY.
PiLEtAaaOLLWW*.
Esta nestimavelespecifico, eemposto inteira,
mente de hervas medicinaos, sao cont marcu-
ria nasa alguaza otara substancia delecteria. Ba-
aigao, sania tenrainfanoin, a a eompleicjkmaii
daricada igualmente (rrompte e seguro pnra
desarraigar o nal na compiercac mais robusta;
nteirainants,innocente em.suas operageae dr
feitos ; pois basase rema*e ae donneas de qual
quer especia gran por nmenligas e tenates
qua sejam.
Entra milbartfs de pessoas curadas enm este
remedio, muitas qne j estivamas portas da
morte, preservando em seu uso : cnnaegniraBi
recobrar a saud*.e foroaer depots debarer tenta-
do inullimerrte todos- osoutroeretnedios.
As mrts afilictas nao davem erregar-se a des-
esperago ; fagam um competents ensaio dose
afficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes ea fer mida des:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Am polas.
Areias (mal da).
Astenia.
Clicas.
Convulsoes..
DebilidadeoH axtenua-
gao.
Debilidad ou falta de
torgas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
da barriga,
nos rins.
Dureza no ven tre.
Ehfermidades no reir.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Pebre biliosa.
Pebreto dae specia.
pattsh.
Hemorrhoidas.
Hydr o pesia-
Ictericia.
Indigestos.
inflammagoes.
Irregularidades
menstruagao.
Lombrigas da toda ea-
peeie.
Mal de pedra*
Manchas na cutis.
Abstrueeao de ventre.
Phtysica ou eonsnmp-
pultaonar.
Retengo deourina.
Bbeumatismo.
Symptomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Cceras.
Venereo(mal).
Febreto intermitente.
Venda-se esta&pilulas-nanstabeleeimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, a na loja de
todos os boticarios droguistaeontras pessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Ha vana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
ama dallas, eontem ama instruegao em portu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
lulat.
O deposito ge ral em casa do Sr. Sonm
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
fe i
4 fama triumplia.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimares & Villar.
[Ra do Crespo numero 17.]
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, las, cbapelinas depa-
Iha e de seda para senhoras, manteletea
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, sahidas de baile,saias a balas de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e oregos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabeca de se-
nhoras, spartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, caigas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calgado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baralissimo
Vendem baralissimo
Vendem baralissimo.
Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver'
Quem duvidar vvr.
Levem dinbeiro
Levem diuheiro
Levem dinheiro.
Enfeites de flores para ca-
samentes e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, alo mui proprios para as
senhoras que vao a casamentos e bailes, e ser-
vera igualmente para passeios. Os pregos sao 80,
10 e 12. porm quem apreciar o bom conbece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Julio & Conrado.
Receberam os melhores chapeos
de alpaca para chuva esol e vendem
I muito barato, assim como de seda
H Que vendem por 60.
lHMMM|-W-M|MfanP
Pe chin cha
A loja d'aguia branca acaba de receber da sua
encasa manda mui finas luvas de eamursa, o que
de meia1 se pode dar nease genero, a est
7eBd*"f,*, 2*500 n par; os senheres offlciaea e
cavaHMr que asenmprarem oonhecerao que aio
baratas i vista de ae finura e duraco.. e pararas
obter d afrigirem-se a ruedo Queimado, laja da
aguia branca n. 16. Adverte-se que a quanHdade
pequea por hora, e por isso nSo demorara.
Coral de raz
Vende-a muito bom cera! de raz, o fio a 10
na rea dn Qneinrade, leja d'agn branca n. tfi.
Armazenada
de Paris
m
Magalhaes 4 Meides.
Ra da ImperatrU,outr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armazenaad 4 portean. 56, recebeu
ovo soriimento de fazendas d gosto, entre el-
las, ricos chales de grox compona redonda e
boriotoa, ditos de merina tambem ponte
redea per todo os pregos, os riees cortes dn
veadea arneos de 5 e Ofrestao se aeabaade,
rwa eeaertos par cesa d frase f#, mea
chita pare eebena dCre*eo iMOo covado, ri-
cos gostos de eassas mi tizadas a e 0 rs. o
caando. He s*mpre neela cae w completo sat-
timento de eWta de tW at 180 e covado, salan
bou de novo gosto aa-areo miados, eom fita
lsr# dos lados, que sio ntefceres do qne as dn
fostao a 30 a 80600.


I___BBBB
5
sumtm
OUXk FJUft KNIIliiONilll,
C*
7
v

->
v
"
Coraes lapidados
Tendern-ae masainhoa de cotaes Lapidados a
"Wf. cada um ; na ro do Queimado, loia d'a-
guia branca n. ff. ""
240 rs.
Lea escuras de padroes modernos o melhor
que tem sppereetdo, de linda* core, a 940 rs. :
na roa do Queimado n. 39, toja de 4 poriaa.
Oliteira 4 Filha, largo do Corpo Santo.
Travessa do Pires n. 11.
Joseph Grosjean en sua officiaa rende 1 ca-
btielet noto, i carro americano pata 1 oavello,
1 cabnolet em bom atado, que vende multo em
conta, assim como encerado preto a 2*300 o co-
vado, e comprrido empega ha de ser mais ba-
rato.
Attenco.
Na cea do Trapiche n. 46, em casa do Roatron
Rouker & C, existe um bom sortimento de li-
abas da cores a brancas em earreteis do melbor
abncaate de Inglaterra, as qaaes se Tndem por
precoe mui razoaveia.
E rite lano.
Heotototerde i preto muitoeeeeriores -a 6f;
a roa do Crespn. 10.
Damasco de seda.
-superior a'SfaOO ; na ra do Crespo o. 10.
Massinhos de coral
"a 500 rs.
Libras stcriims.
Vende-aeno oscriplorie de Manoel Ignacio de O a lOja lia SgUia (le OUrO,
Jos Aias Brando.
SRaa da Lngueta 5
O noro destioo torra gneros por menos de seu
valor: superior mauteiga iogleza a 1 a libra,
dita franceza a 700 re., cha prato a 13400, as-
eas a 560, conservas inglezas e portuguezea ai
700 rs., aletria, talharim e macarro a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com pelxe de
postas a 19400, cerveja branca a 300 rs. a gar-
rafa e 5$ a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
69800 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervithas francezas e portuguezw a720rs. a lata,
tpermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mul-
to em conta, vioho do Porto eogarrafado flno
Selho) a 19500 rs vinho de Lisboa eFigueira a
10 ts. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-los, que do conirario se tornara eoa-
donho aoa freguezes. [Dinheiro vista.}
Lindos cabazes
de palha fina, ou cestinhas
para meninas de es-
cota.
Na loja d'aguia branca se acham mui lindos delicados cabazes de palha fina, ou cestinhas en-
feitadas, proprias para as meninas de escola, ou
mesmo para costura desenhoras, e cuslam 4 e 59,
o que baratissimo vista da perfeicao e bom
f;ostode taes obras, as quaes se vendem em dita
oja d'aguia branca, ra do Queimado b. 16.
mm* iow-Mow,
Ra da Senzalla Nova 1.42.
Neste astabelecirnento contina ahaverum
completo sortimento da moendasenaeias moen-
das para eagenho, machinas da vapor ataixas
l ferro batido a eoado, da todos ostamanhos
para dito,
A12#000
a duzia de toalhas felpudas superiores : na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se uaj sobrado de dous andares e
sotao na ra de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzes n. 18.
Vendem-se clveles vasios proprios
para bahuleiros.furjileiros etc. a 1#280:
quera pretender dirija-se a esta tipo-
graphta, que ahi $e dir' quem os tem
para Tender.
Julio ((Conrado.
Vendem bellos vestidos do fil ma-
tisados tanto de 2 aaias como de
folhas a 10, para acabar.
Aranaga* Hijo & G
vedera oiichs deottro: q a ra
do Trapiche n. 6.
Relogios patente ioglez a 1709, em
casa de Julio & Conrado, assim como
ricos adoregos do diversas qualidades
que vendem bsralo porquererem acabar
com o negocio de ouro.
Lindas eakiohas
com. necessarios para costura
Acaba de chegar pora a lega d'aguia branca mu
lindas caixinbas matizadas, com espelbo, tesoura,
caivete, agulheta, egulheiro, dedal e ponteiro,
ludo pratiado e de apurado gosto, emQm urna
caisioha exceltente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
10 e 12 : na lo,a d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
afeites de cabeca.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
i chegado um completo sorlimento de enfeitea
para senhora, sendo ultima moda, que se vende
mais barato do que em outra qualquer parte.
roa do "Cabug n. 1B.
Vendem-se maasinho decoral multo fino* 500
rea omaaeo.
Tachas e moendas
Braga Filho & C, tem serapre do seu depo-
sito da roa da Moeda o. 3 4, um grandesor-
mento da tachas e moendas para angenho, da
muito acreditado fabricante Edwin Mava tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapicho
n. 4.
Veude-se o engenho Tiriri, alto na comarca
do Cabo, com as proporgoes seguintes : dista de
estrado de ferro urna legua, e porto para embar-
queem distancia de 200 bracas, oom terreno pa-
ra grandes afras, e tem muitos terrenos para -se
abrirem com faailidade, ha grande cercado e
muitas matas Bate engenho novo e bera obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segundo an-
dar, ou no engenho Cafund, sitio em distancia
de meia legoa da estago de Olinda com o abaixo
asignado.Joao Paes Barrete
A 8#000.
Chapeos de-castor branco, fazenda muito boa,
os quaes ae vendem pelo diminuto prego de 8
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
Lila preta,
boa fazenda, a MO i.' o ovado.
Cortes do casemita de cor fina a 40.
Ditea da coltole de gorguro, benitos
aaooo.
Panno,fino superior, cor de aaeitona,
corado.
Case mira preta fina a 2 o corado : na roa do
Crespo n. 10.
mmm ***** *******
sodte*, o-.
o
Nozes
a Sioarroaa, e a relalhoaltt ra. a Hora: ^oa-i
de-sano armazem progresso, largo daPenha na-
sa ero 4.
Uqui(to
^Rua do Queimado leja de2
* A portas u. 10. ^
* Vende-se pannodcsupeiiorqua- dj^
"| lidade prora de limSo cor de A
i caf a 3^.
I Dito verde a 3.
I Dito preto a 5$.
^ Dito azul a f)jf.
Seroulas escossezas brancas a
| 14(200 e 1^300.
j Ditas de Imho a 2^600 e 3^.
Superiores manteletes de fil
h preto a Gf.
I Comisas de linho inglezas duzia
l m.
k Ditas dita dita duzia a 350,
,gp Ditas dita dita duzia a 40$,
I Ditas dita dita duzia 450.
| Ditas dita dita duzia 500.
Enlre-meios
os melhores que se tem visto
A loja d'aguia branca recebeu um ezplendido
sortimento de ntremelos do delicados bordados,
e gostos inteiramente novos, com differentes lsr-
^uras, do maisostreito at mais do tr2 palmo,
suae diversas applicacdes escusa dizrr-se porque
todas as senhoras ssbem : os preces sao de 2 a
5$ a pega conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os vlr e apreciar o bom, infalli-
velmenle os comprar: na loja d'aguia braoca,
na ra do Queimado o. 16.
etMiMBHe assaeaH mtutmn
Atlenco
SFazendas e rou-1
pas feitas baratas.
NA LO/A. DE
Sabeneles
de amendoa, em caixinbas de louca a
500 rs. cada om.
Vendem-sesabonetes de amendoa para barba,
cada um em sua caizinha de loica a 500 rs. ; na
rna do Queimado, loja d'aguia branca n. t6.
Trapiche
BilllO LIVRAHENTO!
Atteneo.
Ricos ertos de seda da ftOO, palo diminuto
preco de 80f por ter nm toquezinho de mofo :
no armazem do fazendas da ra do Queimado au-
mero 1.
Delicados chapeo-
ziohos para baplisados.
Na loja d'agaia braoca se acha mui novos o
delicados chapeozinhos para baptisados, obra
mui perfeita e bem enfeitada, sendo cada um eco
sua bonita caizinha, o pelo baratissimo prego da
6j>, ninguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, rna do Queimado n. 16.
Vende-so porcao de quintaes de ferro em
vergalbea quadrados de varias grossuras o
chumbo em barra ; no armazem da travessa do
Carioca n. 2.
Batatas
em Eigos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
1J000 rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
se nicamente nos srmazens Progresso o Pro-
gressista no largo do Carmo n. 9, a ra das Cru-
zes n. 36, tambem tem grande porcao de quei-
ios prato que vendem a 560 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
proaria encommeada a bem conbecida eprovei-
tosa opiata ingleza pira dentes, coja bondade
apreciada por todoa quantos delta tem usado, e
ser mais por quem quiaer conservar asgengivas
em perfeito estado, assim como a alvura dos
denles ; custa cada taixa 1^500, e por tal preco
s deixaro de comprar quando a nio acharen]
mais na loja d'agaia branca, na raa do Qooima-
do n. 16.
Feijao de corda
Noarmizem deTasso lrmaos, rna do Amorim
numero 35.
m
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender neste novo es-
ta belecimento o seguinto:
Cera de carnsbsem por^oes ou a retsjho, qua-
hdade regular e superior.
Sebo do Porto em caixinhas do 1 a 4 arrobas.
Barricas com sebo do Rio Grande, om porces
ou a retalho.
Velas de carnauba pura, em caixinhas de 1 a 4
arrobas.
Meios de sola, differentes qualidades. em por-
ces ou retalho.
Courir/hos curtidos.
Parraba de mandioca por 1$500 a saces.
Farello, em saceos grandes, por 3&800 o sacco.
Para os seohoresS
padres.
Meias de Jala muito elstica* por lf o a
S par : em casa do Julio t Conrado.
a^^^^asw^aWTSBsanawr ^W ^^vMwmr9Wavlsl
Gravatiohas estreitas.
Vendem-se superiores graratinhas estreitas de
oda, nao s pretaa como de cores, pelo naratis-
simo proco de lf ; aa ra do Queimado n. J2.
leja da boa f.
E'de graca.
Ricaa cbapelinaa de seda para senhora, polo
baraUMimo preco de 16 cada ama; na ra do
Queimado n. f, loja da boa H: a eas.que ato
pa ara*].
Cortes de vestidos braucos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidas brancas
bordados com 2 a 3 baba dos a S : na raa da
Queimado n. 22, na toja da boa f.
Grandes colchas
da aslao adamascadas, polo prajo de ff cada
ana : na rea do Queimado a. 19.
48- Ra da Imperatriz48"
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e rariado sortimento
deroupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de peletols
de alpaca preta e de cores a 3}e 3$500,
ditos forrados a 4f e 4$500, ditos france-
zes fazenda de lOf a 6p500, ditos de me-
rino preto a 6f, ditos de brim pardo a
30,800 e 4$, ditos de brim de cor a 3*500,
ditos de ganga de edr a 33500, ditos de
alpaca de la amarella a imitacao de pa-
lha de seds a 3$500 e 4f. ditos de meia
casemira a 48500, 5$ e 5$500, ditos de
casemira saceos a 13J, ditos sobrecasseos
a 159, ditos de panno preto fino a 20j,
22$. 88$, ditos brancos de bramante a
3*500 e4f, caifas de brim de cr a 18800,
2S500, 35, ditas brancas a 3f e 43500, di-
tas de meia casemira a 3$500, ditas de
casemira a 650O. 78500 e 9#, ditas pre-
tas a 48500. 7*500. 9 e lOf, col leles de
ganga fraoceza a 1*600, ditos de fuslo
29800, ditos brancos28800 e 3f, ditos
de setim preto a 3*500 e 4*500, ditos de
gorguro de seds a 4*500 e 5$, ditos de
casemira preta o de cores a 4*500 e 5*.
ditos de relindo a 7* 8j e 9*
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam calcas, cohetes, pa-
letots, camisas a 1J800 e 2$, ditas de fust o
a2*500, chapeos trancezee para cabeca
fazenda superior a 69500, 88500 e 10.
ditos de sol a 68 e 6*500, ditos para se-
nhora a 48500 e 5$. Recebem-se algu-
mss encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um cin-
tra -mestre no estabelecimento para exe-
cutor qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Ricos corles de vestidos de feda es-
coceza superior a 14*, novidade em corte
de chita achantaloUda de ricos padres
com 14 covados a 5f, chales de merino
estampados de bonitos gostos a 6^500,
cambraia lisa do Escocia eom 10 varas e
de vara de largura a 4*. 4*500 e ff, su-
perior bramante o melhor que ha a 28 e
2*200 a vara de 4 larguras, sortimento de
meias para meninos e meninas a 29800 o
38 a duzia, cambraia de salpico muito fi-
na a 700 e ROO rs. a vara, chitas anidas
francezas a 240, 260 e 280 rs o corado
outras muitas fazendas por preces comis-
dos.
Luvas deJouvin.
Na loja da Baa F, na rna do Queimado n.12
sempre se encontrarlo as superiores luvas de pel-
lica de Jeuvin, tanto para hornera como para se-
nhora, por serem recebidas por todos os vaporas
viudos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
prego de 28500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 28.
para vestidos de senhora e
roupiuhas de criaucas.
Na loia d'aguia branca ee encontra nm bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e de corea, propriaspara enfeitea de vestidos,
assim como urna diversidade de galao de soda e
linho, brancose do cores, aberlos o fechados, lar-
gos e estrenos at o mais que possivel, traoca
tambem de seda, la e linho, de differentes qua-
lidades, e os que de melhor gasto se pode en-
contrar em taes cousas: por iseo quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, quesera bom
servido.
muito iocorpadas, cova-
com boto para
Sedinhas de quadros
do a 800 rs.
Golinhss de fusto bordadas
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com bollo a 500 rs.
Manguitos a balao com punhos o gola borda-
dos com botoziohosa 3*.
Manguitos a balao com punho o gola a 2*500
Bales elsticos a 3* e 3*500
E outras mais fazendas muito baratas : na rus
da Imperetriz n. 40, esquina do boceo do. Fer-
reiros.
i
JBsHI-1
Raa do Queimado^
numero 48.
Julio 4 Conrado recebersm pelo
ultimo paquete ricos enfeites a Ga-
ribaldi, pretos a de cores tanta para
senhora como para meninos, conti-
nan a vender sapa tos do trasca
Unto para homem como para se-
nhora a i* o par.
Molas para balo.
Na leja d'agaia do ouro, too tro Cabugi n. 1 B,
recese* de ana encommenda as verdadeiras mo-
las para balees, ojueee vende s 280 rs. a vara.
Largo do Teroo n. 23.
V aade-.se manleiga i o* toza pereitameeia Aar
a 1| a libra, franceza a (180a liara, e da 4 liaras
para cima a 640a libra, aUsafraeda-ae a sea eua-
lidade da qualquer genero quelor comprado oes-
te lUbalecimeojo, a dinheiro i vista.
pichincha.
I Julio & Conrado.
P Vendem um prelo de meia idade
| bom cosinheiro e urna preta da Costa
r por barato preco : na ra do Queimado
9 n. 48.
pecliineha
A' imperatriz Eugene.
Finos cortes de cassa*franceza de duas saias -
do 7 babados, com 10,15 e 16isrdasa 88500. 49
e 58 : na ra do Queimido n. 44.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo,
Roupa feita para acabar,
Na loja de marmore
Vndese muito barato*
Para senhoras.

m
a 22f, fazenda fina,
e de cores, ditas da
Paletots de panno preto
calcas de casemira pretas .
brim a de ganga, ditas da brim branco, paletots
da bramante a 49, ditos de fusilo de cores a 4f
ditos de estamenha a 48, ditos de brim pardo
39, ditos de alpaca preta aaccos o sobrecasacos,
dolletes de velludo pratos o de cores, ditos da
corguro de seda, gravataa da linho aa mais mo-
bornas a 200 rs. cada urna, collarinhos da linho
ga uliima moda, todas estas fazendas se venda
paralo para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manha at as 9 da noite.
Tabaco
americano em latas, chegou nova remessa do me-
nor e mais noro : no centro commercial ra da
Gadeia do Recito n. 15, toja do fos Leopoldo
Bourgard.
Cachimbos
Riquisaimo sortimento do cachimbos de tna-
deira a 640 rs. cada um : na centro commereial
ra da Cadeia de Recite a. 16, toja* Jos Loo-
poldo Bourgard.
Suspiros.
Charutos suspiros verdadeiras daa fabricas de
Jos Fortade de Simas o Frsociaco Jos Cardoso
a5f ocento ; m rna da Gadeia do RecHe n. 15.3
no centro commereial. ^'
Rolo fraaoez. .
Chago. o ae^atto|M*olio francs em motos
^:iiaroao^(^deia4aReeifon.. loja do
chetro coaatercia), de Jos LeopoMo Bourgard.
Ricos vestidos de seda moirantic.
Ditos dito de dita grod-fric.
DUos dito de dita babadinhos.
Ditos dito de dita dous folhos.
Ditos dito de dita phantasia.
Ditos dito de dita bareja-babadinbos.
Ditos dito de dita cambraia brancos bor-
dados.
Ditos dito de dita pretos tecidoe avellu-
dados.
Ditos dito de dous folhos babadinhos.
Riquissimos vestidos de terlatana brancos.
Ditos ditos do atonde para casamentos.
Ditos toques de madr Ditos ditos de sandsdo.
Ricas pelerinas de renda e seds.
Manteletes do fil pretos. I
Ditos muito ricos de velludo.
Ricos bournus beduinos para sahidas de
bailes e theatros.
Ricos chapeos de palha de Italia.
Ditoa ditos de seda.
Golliobas, manguitos e camisinbas de to-
das as qualidades.
Saias bordadas de algodio.
Ditis ditas de linho.
Ricas sombriohaadeseda muito modernas.
Enfeites de ores.
Ditos de froco.
Ditos de fita.
Para senhoras.
Casavequee de la.
Pentea de tartaraga.
Ditos de bfalo com enfeile.
Ditos de dito sea enfite.
' Chales da merino maito modernos,
r Ditos de cachemira bordados.
| Ditos de teuqvim.
r Ditoa de froio.
. Ricas mantas de blondo para casamento.
* Camisas bordadas muito finas.
' Meias de seda muito finas.
| Ditas de dita pretaa floti.
g Enfeito de vidrilho preto.
Ditos de ditos de coros.
* Lencos de labitinlho.
Froohas de labirintho.
I Toalhas de labirintho-
LenQos de linho bordados.
Gravalinhas muito modernas.
* Plumas braness e de cor.
' Filas de seda de apurado gosto.
9 Franjas, cascarrilbas, tranca o rifa e fitas
estreitas de seda.
#j Para horneas.
Paletots de panno fino.
0 Ditoa de casenira.
8 Ditos de brim tona (brancos.)
DUos de brim de cor.
Caigas de casemira de cor e de padroes de
muito gosto.
Capas de guta-percha.
ff Perneiras de dita.
C$ Caigas de dita.
a) Capuches de dita:
ff Helas de cor.
ff Colletes de casemira.
ff Ditos de toa e seda,
ff Ditos brancos. /
ff Ditos de velludo preto.
ff Ditos de dito de cor.
ff Calcado Meli.
aa Dito de vaqueta.
ff Dito de duas solss.
ff Sapatos entrada baixa.
f^ Chaoeoa de lontra.
a) Ditos de castor branco.
aj Gra ratas de reno a a Garibaldi.
Ditas de setim.
Ditas de gorguro e seda.
Colarinhos dos mais modernos.
Camisas de linho inglezas.
Ditas ditss francezas.
Para meuiuos.
Ricos vestuarios de seda.
Ditos ditos da lia.
Ditoa ditos de fnatlo.
Rtcascamisiabas bordadas para baplisado.
Ricos sspatinhae enhilados para bapti-
sado: '
Bonetes de todas as qualidades.
9 Cbapeoeiohoa de palba de Italia.
Caaa^eques de lia.
S1 Extracto de sndalo muito flno.
Essencia de sndalo maito fino.
Caiiinhas de tartaruga.
9 Garteirinhas de apurado gosto.
icos jarros com banhe.
Um grande sortimento de riquissimos
8sav quadros a o+o.
Ricos transparentes para janells
Gamnhas muito ricas proprtoe para guar-
darjoias.
Banha muito una a Garibaldi.
E oalras muitas fazendas e perfumaras _
qae deixamos de mancionar, por harer #
mgaBdeaertimeoto. F
mm
Venda de propriedades
Vendem-se as casas terreas sitas na raa etcax,
da matriz da Boa-Vista d. 30 e 32, Rangel a. 79
e ra do Forte n. 26. todas com solos proprtoa :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza J
roa de Queimado a. lf, primeiro andar;
aa
i


!

i
:
s
8
:
:
aa
:
2
5
Bonecas de ca m ur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecas de carnerea com rosto de massa, o pri-
morosamente restidas oom saia balio. etc etc.,
i vista do que, e de toa muita duracao sio bara-
lissimas a 1S200, barato assim s se encontra na
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Peonasdeaco
inglezas, caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda as verdadeiras pennaa de ac ingle-
zas, caligraphicas, cuja superioridade est deci-
dida, e ainda asaim contina a vende-las a af a
caizinha : na toja d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Molas para balo.
No armazem de fazendas de J. J. de Gouveia,
ra do Queimado n. 29, exialem as verdadeiras
molas para balao, o.ue ge rende a 160 rs. a vara.
Vende-se urna negrinba de 9 annos : s tra-
tar na roa da Penha a. 2.
Vende-se ama escravinha de 7 a 8 annos,
peca muito boa para quem quer educar a seu
gosto : no pateo da Ribeira n. 7,
Armazem de fazendas
DE
Joo Jos de Gouveia.
Ra do Queimado n. 29
outr'ora 27.
Vende-se as s-guintes fazendas :
Manteletes de grosdenaples preto a 9J.
Rarege deseda ricos e finos padroes, covado 500.
Sedas de quadrinbos ultimo gosto, covado de
800 a 1*500.
Velbulinas de cores o covado 560 rs.
Cambraia de cores cum salpicse ditas adamas-
cadas, pega 2?2l.
Carnizas de meia, duzia 6$500
Lengos de seda a 600 is.
Rrscados francezes muito largos, corados 180 rs.
Chapeos de Chyli a 5f.
Donis de panno preto fino a1f.
Ditos de casemira de cores a bOO rs.
Pumos de merino elsticos a 500 rs,
Chitas francezas finas de 240 a 320.
No mesmo armazem existe sempre nm rariado
e escolhido sortimento de fazendas, tanto finas
como grossas, que se vendem com mui diminuto
lucro.
SfflfalinflK^-^flr^^flinM^fWJflf
aarrjiw wuiaa eaiuv avaa^ ajrraraj aTOjaj aaw arTaTW WfTJw rae 4\
Ra do Crespo u. 8, loja de
4 portas, admira a pe-
chiacha
La para vestidos fazenda que
outr'ora custava 8 0 rs. o cova-
do vende-se a 240 rs d5o-se
amostras com penhor.
!MfiK^^aimeH
SABAO.
Joaquina Francisco de Helio Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de tora, que tem
exposto venda sabode sua fabrica denominada
Reciteno armazem dos Srs. Travasaoa Jnior
4 C, na rna do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, prets e nutras quslidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composico.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recen (emente pro-
vida de um completo sortimento a'e enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torcalcom franjas e boilas,
outros tambem de torcal de seda enfeitados com
aljofares de cores e borlote ao lado, outroa de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borl-
las, todos elles de um apurado gosto o perfeijo,
os presos de 8f e lOf sao baratos vista das
obras ; alm destas qualidades ba outras para
ff e 4f : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Vendem-se muito em conta qu a rilas de
muito boa qualidsde, proprias para deposito d's-
gua em casas particulares e sitios, e tambem por-
cao de toneis grandes de boa madeira, que sao
ptimos para depsitos de mel, e pira as distila-
ces dos eogenhos, os quaes se vendem a dinhei-
ro ou a prazo, conforme se confeccionar! para
ver e tratar, na travessa do Carioca, armazem nu-
mero 2.
Vende-se urna escrava coalumada a andar
ao ganho, a qual d 800 rs diario, e tambem se
pern.uta por um escravo que enienda de servico
de esmpo : na ra da Imperalriz n. 47, lerceiro
andar. Na mesma casa vende-se urna porQao de
csibros de qualidade, de 30 a 40 palmos de com-
primento.
Fazendasba-
Urna boa escrava.
Vende-ae urna mulata de multo boa conducta
engomma, coziana, lava multo bem,
mais servico de ama casa : a tratar oa rus
Aurora a- 06,
e Ja* iodo
ratas.
NO
armazem da ra do Quei-
mado n. 19.
14 covados por 2$000.
Corles de riscado francez com 14 covados.
A i900,3#e3#300.
Lencos de panno de linho e bramante pelos
preces cima.
A 1$800.
Cobertas de chita pelo prego de lg800.
Atoalhado de linho a 1 $600,
proprio para toalhas e colchas, pelo baratissimo
prego de 15600 cada vara.
Cambraia de linho a 5$.
Fina cambraia de linho a 5f a vara.
Capellas a 5#000.
Ricas capellas de floras de laranja e enfeites
imperalriz a 5f.
A 25j e 40f.
Ricos cortes de seda, fazenda superior com al-
gum mofo, e pelo baratissimo preco de 25a o 40
Algodio mora tro a 480 a vara.
Tariatana de todas aa cores para vestido.
A6J000.
Grandes colchas de fusta o He lindos larroras
Toalhas de raafle e 500 rs. cada urna.
A 2t acorte.
Goxtea da,riscado fcaecezcom 14 covado pelo
barato preco de ff: ae acauaeai deaaaaaaaa da
ra do Queimado n. 19.
Vende-aa urna escrava mojaaem riejos nem
achaquea, ciumU, cem aa ahidadea aeguialea :
Ao hales de *
grexe.
Na ra da Iraperatriz, outr'ora aterro da Boa-
Vista, na toja armazenada de 4 portas o. 56. re-
cebeu-se peto ultimo vapor francez um completo
sortimento de fazendas proprias para senhoras, a
ser : manguitos bordadas com manga a balio a
2$ o par, ditos de fuato com boliozoho de lin-
dos gostos s 39 e 3f500, ditos de linho muito fi-
nos a 4f e 4X500, todos sao bordados e o melhor
gosto que ha nests fazenda, corpinhos bordados
para meninos e meninas a lf, tiras bordadas e
entremeios para enfeitar vestidos brancos a lf a
pega, cortes de vestidos bordados dos lados a
4S500, ditos de babados a 5 e 6f, ditos bordados
muito finos e enfeitados com pegas de entre-
meios muito ricos de 2 e 3 balados a 8 e 10 o
Corte, cortes de riscado francez a 2f, covado do
mesmo 200 rs., chitas francezas a S40. 260 e 280
o corado, cambraias brancas finas a 2S500, 3ff e
afoOO a pega, ricoe chales de groxe com pona
redonda e borlla a 8J, cobertas do mesmo gosto
a 10/, chales de merino tambem de pona redon-
da para todos os pregos. ditos estampados a
foOO, saias de balao de novo gosto de arcos
miudos com fita larga dos lados que ao melho-
res do que os de tostao a 3f e 3&500, ditas para
meninas a 2f500 e 3f. A loja armazenada de Pa-
nz se acba aberta das 6 horas da nanhaa s 9
da noite.
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS k REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande o variado* sortimento de o
roupas feitas, calgados a fazendas e todos ft,
estes seveodem por pregos muito modi-
ttcados como de seu co?tume,assiro como "
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casa eos feitos petos ltimos figutinos a
26, 28. 30 e a 35, paletots dos mesn.o*
pannos preto a 165, ajt 20 e a 24,
ditos de casemira de cOr mesclado e de
novos padroes a 14. 16f, 18. 20 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9, tO, 12 a a 14, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 8, 10, el2f,dito8
de sarja de seda a sobrecasacados a 12,
ditos de merino de cordo a.12, diios
de merino cbinez de apurado gosto a 15,
ditoa de alpaca preta a 7. 8, 9 e a 10,
dos taceos prelus a 4, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 4t5i di-
tos de brim pardo e de fusto a 3&500, 4
e a 4f500, ditoa de fusto branco a 4,
grande quantidade de calcas de casemira a*
preta e de cores a 7, 8, 9e a 10, ditas 3|
pardas a ff e a 4f, ditas de brim de reres H
finas a 2.5U0, 3. 3500 e a 4S, ditas de M
brim brancos finas a 450O, 55. 550<) e a
b, ditas de brim lona a5ea 6g. colletes
de gorguro preto e de cor*s a 5J e a 6|,
ditos de casemira de cor e prelos a 4J50
e a 5, ditos de fusto branco e e brim
a 3 e a 3500, ditos de brim lona a 48,
ditoa de merino para luto a 4 e a 4500,
caigas de merino para luto a 48.500 e a 58*
capas de borracha a 9. Paia meninos
de todos os lmannos: calgasdeca?emira
prefa ed. cor a55, 6 e a 7, ditas ditas
do brim a 2J, 3f e a 3500, paletots sac-
eos ae casemira preta a 68 e a 7, ditos
de cor a 6 e a 7f, ditos de alpaca a 3
sobrecasacos de panno preto a!2e a
14, ditos de alpaca preta a 5. bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os lamanhos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
isra meninas de 5 a 8 annos com cinco
abados lisos a 8 e a 12$. ditoa de gorau-
rao de cor e de lia a 5 e a 6, ditos da
brim a 3, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas cutras
fazendas e roupas feitas que deixem de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este Gm
temos om completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiale dirigida por um hbil mestre que
pela soa proroplido e perfeicao nada dei-
xa a desejar.
da, jiera angommadeira, cobeirt. leradeira, .
cose chao: na ra do Ser (liba fes Ratos) o. 3.
Vnde-se farelo ebegado ltimamente de
Lisboa, em saceos grandes ; na ra do Vigario
n. 19, pnmeiro andar.
Vendem-se dous lindos carelios alazo
muito gordo, sendo um proprio para carroga e
outro para cabriole!: na ra Imperial n. 37.
Aos tabaquistas.
Lenges finos de cores escuras e fixas a imita-
gao dos de linho a 5 a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, ns loja da boa f.
Vendem-se duas carrogas com pipas para
agua e tres bois mansos: oa fabrica do sabio
sita na ra de S. Miguel dos Afogados.
Escravos ogioo:
Achim-se fgidos os escravos Francisco
mulato claro, natural da villa do Ip, provineft
do Caar, fgido em aelembro do anno proxim-
passado, com os sigoaes seguintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos pretos
annellados; e Luiz, cabra, natural do Ir, fugio
do em margo deste anno, e com os seguintes sig-
naes : idade 30 annos, altara regular, muito pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guna sigoaes de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppe-se este escravo estar oceulto por
pessoa que o proteje, pelo que protpsta-se contra
quem o tlver feito : qualjuer pessoa que os ap-
preheoderou delles der noticia a seu senhor Joo
Jos de Carralho Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Desappareceu no dia 13 do corrento, do ai-
llo da S. Jos do Maoguinho, o escravo crloulo
maior de 50 annos, de rome Joaquim, com os
sigoaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo toi pro-
pnedade do Sr. Uanoel Joa Pereira Pacheco, do
Aracaty, d onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades potciaes e a ouem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
silio cima citado, ou na rna do Trapiche o. 15
a Jos Teixeira Basto.
Fugio o escravo Torquato de edr parda natu*
ral do Par ao da 30 da junho prximo pagaado,
o qual pedreiro e trabalha tambem de alfaiate
coatuma embebedar-se muito amiudo, tem d
idade trinta anos ponto mais ou menas, e altu-
ra regalar quem o pegar leve-o a ra do Apollo
o. 8 que ser gratificado.
Desappareceu 00 dia 22 do correte, do si-
tio defronte da igraja de Guadalupe em Olinda
um raoleque de nome Francisco, com oa signaes
seguintes: de estator pequea, cortola, maifai-
to de corpo, com as pamas um pouco curvas, e
haiga de haiso cabido, os dentes maito alvos e
sempre de lora, e calvo aa cabeca, [levara resu-
do camisa curta, gruesa e soja, e cWlotoha azalja
asada a reta : roga-se a quem o pegar o favor de
frezar no mesmo logar, que sera recompensado.
-- Fugio do engenho Tabatiaga freguazia de
Ipojuca, em diaa de abril, um n*gro de nome
Joaquim canhecido por Joaquim bata, o qual
falla ra asaco tale pecha os beicos para tora
quando talla aaiecando eae sempre est mas-
cando fumo, magro, haixee ter* de 40 a 0
annos de idade pouco maia oa menos, deacen-
fia-se que anda aqui pela cidade onde ja estere
ganhanflo na ra : quem o pegar lere-o a roa da
sompeosado.


(8)
MAIIO -DE mHAHBUCO. SECTA FEIRA M DI JTJLHO E 1811.
Litteratura.
TOtOVMlt.
U. B. Saintine.
A' }\r Yirginie Aucelt.
(Continuac.io do o. 169.)
Pois bem I ella quem elle dere amar, ella
quero elle amar. Saber sera difBculdade lem-
brar sen talhe Rracioso e os tragos ngeouos que
eolio lioha. E' de hojeem diante rom esta doce
imagem que embalar seua aoohos, que eocher
o vacuo de seu corago e de seu cerebro ; ao me-
os diante desla linda menina, risonho phantas-
ma evocado para interrompersua solidio, as por-
tas de sua prisio serio toreadas abrir-se, ella
poder viaita-lo, vir assentar-se junto delle, ca-
minbar seu lado, segui-lo, sorrir-lhe. ama-lo I
ella vivera de sua .vida, de seu habito, de seu
amor; elle lhe fallar em seu pensamento e fe-
char os olbos para v-la. Ambos serio um s e
elle ser dousl
Assim o captivo de Fenestrelle seus estudos
queridos fazia succeder o encsnlo nao menos
enebriaote das illusoes e entrava cada ez roais
uessa athmosphera de poesa d'onde s se sahe
como a abelha do seio das flores, toda perfumada
e com sua colheila de mel. Ao lado da vida po-
sitiva tioha elle sua vida de imaginario, comple-
mento da outra e sem a qual o hbmem s goza
om parte dos beneficios do Creador.
Agora seu lempo divide-se entre Picciola, plan-
ta e Picciola donzella. Depois do raciocinio e do
trabjlho elle tem o prazer e o amor.
XI
Proseguindo em suas experiencias investigado-
ras sobro a florescencia, Charney cada dia mais se
extasiara ante os prodigios regulares da natu-
reza ; porm seus olhos eram inhabeis para pe-
netrar estes mysterios to subtis e fugitivos
vista.
Elle irrltava-se de sua impotencia, quando Lu-
dovico eotregou-lhe da parte de seu vizinho, o
conspirador italiano, urna grossa lenlilha de vidro
com soccorro Ja qual aquello poder numerar
Oilo mil facetas oculares sobre a carne de urna
mosca. Charney Iremeu de alegra.
Gragas este instrumento, as partes menos
perceptiveis da planta saltaram-lhe de repente
aos olhos centuplicando seu volume ordinario.
Entao elle caminha ou er camiohar grandes
passos no caminho das descobertasl
Tem detalhado, analysado o envoltorio exterior
de sua flor; tem julgado adeviohar que essas
bnlhantes cores das ptalas, sua brma, suas
manchas de purpura, essas faxas de velludo ou
de selim ondeado que guarnecem-lhe a base, re-
cortando seu contorno, nao eram tao somente
para recrear a vista pelo espectaculj de sua bel-
leza, mas tambera para dividir ou refleclir os
raios do sol, allenuar sua forga ou augmenta-I
conforme a necessidade que dell* tinha a flor
de3empeohando o grande acto da frucliQcacio.
Essas folhas luzentes e enveroizadas com bri-
lho de porcelana, sao sem duvida grupos glandu-
losos de vasos absorvenles, encarregados de as-
pirar o ar, a luz e os vapores hmidos para a nu-
tricio das sementes; porque sem luz nao ha cor,
sem ar e sem calor nao ha vida I Hmida le. ca-
lor, *luz, eis do que so compem os vegetaes,
essas maravilhas da trra e eis tambem o que
el es lhe devem restituir quando morrerem.
Sem que o soubesse, muitas vezes, durante
essas horas de estudo e de exlase, Charney tinha
dous espectadores alientos que o seguiam em lo-
dos os movimentos, e, por sympathla, tomavam
parte em suas emoges : Girhardi e sua filha.
Esta, educada por um pae profundamente re-
ligioso, vivendo de urna vida contemplativa eso-
litaria, apresentava urna dessas mturezas forma-
das de todas as sanias exaltaces reuoidas. Com
sua belleza, virtudes, com as gracas do seu espi-
rito e pessoa, nao lhe poderiam fallar adorado-
res; dotada de urna sensibilidade profunda e ex-
pansiva, ella parecia mais que qualquer outra
dever coohecer as affeiges ternas ; porm se al-
guroas ligeiras inclinaces outr'ora, no meio das
festas de Turin, perturbaram um instante a sere-
nidade de sua alma, o capliveiro de seu pae as
absorveu todas em urna grande dor.
Hoje poderla ella amar aquelle que so offere-
cesse sua vista com o brilho da felicidade. ella
que, em seu duplo culto filial e religioso, v sen
Deus sobre a cruz e seu pae na prisao? Nao que
a bella Turinesa se abandona fcilmente triste-
za e melancholial Todos os deveres lhe sao
agradaveis, todos os seus sacrificios lhe deixam
urna aleara no coragio ; porm juhto dos feli-
zes do mundo que ella deve se regozijar? Onde
ella vae seccar urna lagrima e dispertar um sor-
riso, seu lugar, seu orgulho, seu Iriumpho!
Esta tarefa ISo bella, junto de um s que ella
ate hoje a tem preenchido.
Porm logo que Charney, sent ao mesmo
tempo por elle interesse e compaixao. Elle
captivo como seu pae e perlo delle I S tem para
amar urna pobre planta e a ama tanto 1 Certa-
mente o semblante do prisioneiro, sua fronte no-
bre, seu talhe elegante, augmentara talvez um
pouco a piedade da donzella ; porm se ella o
tivesse conhecido no tempo de sua fortuna, na-
quelle lempo em que falsos exteriores de felici-
dade o cercavam, nao, nao o loria distioguido dos
oulros. O que a encanta nelle seu isolamento,
seu desastre, sua resignago. Inslinctivameute
lhe tem votado amizade, estima mesino, porque,
era sua ignorancia das cousas, tem collocado a
desgraca no numero das virtudes. '
A excellente e linda moca, to ousada se tinha
de praticar urna boa acgib, quanlo tmida em
affrontar um olhar, mu esquecida talvez do peri-
FOLHETI31
0BATEDORDEESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
bo, sem cessar anima, aguilhoa seu pae em suas
boas-ietarjcoes para com Charney.
Um da emflm Girhardi mostrando-se suaja-
nlla, nao se contenta com saudar o cond> com
a mi, corno era seu costume ; faz-lhe signal
para approximar-se o mais possivel e moderando
o metal de sua vo, como com receio de ser ou-
vido por outro, trava com elle o dialogo te.
guilo :
Tenho talvez urna boa noticia vos dar,
senhor,
E eu, senhor, lenho de fazer-vos os meus
agradecimeotos por este microscopio que vos dig-
nastes emprt stnr-me.
Nao Uve nem sequer o merilo da ida : foi
micha tillia quem m'as disperlou.
Tendes urna Olha, senhor, e coocedem-v'os
o favor de v-la ?
Sim, sou pae, e por isso rendo gracas
Deus todos os dias; porque minha pobre Glha
um aojo 1 Ella lomou um grande inleresse por
vos, meu charo senhor, quando vos acharis
doente e, depois, vendo-vo* prodigar tantos cui-
dados vossa flor. Vos mesmo nao a tendes
visto por vezes nesla grade ?
Com effeito... creio...
Porm, fallando-vos de mioha filha, esque-
go commuoicar-voa a grande noticia. O impera-
dor dirige-se Milao, onde deve ser sagrado rei
da Italia.
Rei da Italia muito bem I entao, senhor,
elle ser mais que nunca tosso senhor e meu.
Quanto ao microscopio, prosecuiu Charney, que
a grande noticia pouco poder distrahir de sua
idea primordial e que nao lhe descobria coose-
quencias. vos vos tendea por muito tempo pri-
vado delle por minha causa... perdi, talvez que
eu teoha anda necessidade delle para prxi-
mas experiencias ; entretanto vo-lo restituirei...
cedo...
Posso dispensa-lo, lenho oulros, replicou
com benevolencia o opanhador de moteas, adevi-
ohando pelo som da voz do seu interlocutor o
pezar que experiroeotava em separar-se daquelle
instrumento ; guardae-o, senhor, guardae-o em
lembraoga de um companheiro de capliveiro que
vos consagra, crede-o, um vivo interesse.
Charney quiz testemunhar sua gratido ao ho-
rnera generoso que o interrompeu :
&las deixae-me terminar o que me resta
dizer vos.
E, abaixando anda a voz :
Assegurs-sa que ha de ae conceder gracas
por causa desla onlra cora do novo imperador.
Teodes amigos em Turin ou em Milao? Ha meios
de faze-los obrar ?
O interpellado abanos tristemente a cabega.
Nao tenho amigos, disse elle.
Nao tendes amigos! repetiu o velho com
um olhar cheio do commiseraco : tendes pois
duvidado dos homens ? a amizade s falta
aquelles que nao acreditara nella. Pois bem I eu
tenho amigos, eu ; amigos que a propria adver-
sidade nao tem podido abalar; elles poderao tal-
vez por vos o que nao tem anda podido por
miro.
Nada quero implorar do general Bonaparle,
replicou o coode com um lom secco e altivo, em
que renasceram de repente seus anligos odios.
Silencio I fallas mais baixo... Creio ouvir
chegar... porm nao...
Houve um momento de silencio ; depois o Ita-
liano proseguiu com urna inflexio de voz onde a
censura se abrandava romo passando pela bocea
de um pae.
Charo companheiro, estaes irritado anda ;
julguei que os estudos que vosenlregaes ha al-
guns mezes tivessem apagado em vos estes odios
que Deus reprova e que arruioam a vida de um
hornera As virtudes benficas de vossa flor nao
cicatrizaran] iuteiram>nle vossas feridas do mun-
do ? Mais do que vos talvez devo queixar-me desse
Bonaparle que parecis odiar, porque meu filho
morreo por le-lr> servido.
Tambem vos o quizestes vingar I interrom-
peu vivamente Charney.
J vejo que esses falsos chegarram al vos,
disse o velho ergueodo nobrementa a cabega para
o cu, como para recorrer ao lestemunho de Deus.
Eu vingar-me por meio de um crime I nao ;
porm nos primeiros momentos de minha dor nao
me pude conter, verdade ; o emquanlo o povo
de Turin saudava o vencedor com acclamages de
alegra, eu oppuz mcus gritos do desespero aos
vivas da raultidio. Prende/am-me ; eu trazia
urna faca comigo. Os Infames, afim de se faze-
rera valer junto do senhor, nao liveram difficul-
dade em lhe fazor acreditar que eu attentava con-
tra seus dias.
Traiaram-me como aasassino e eu era apenas
um desgracado pae que acabava de saber da mor-
le deseu tllho Pois bem I comprehendo que po-
deram engana-lo, comprehendo mesmo que esse
Bonaparle uo um mu homem, porque nem
vos, nem mim maodou matar. Se elle me res-
tituir liberdade, isto apenas importar reparar
um erro meu respeito > eu o abengoarei entre-
tanto ; nao porque nao possa supportar o meu
captiveiro I Cheio de f na Providencia, resign-
me ludo, porm minha prisao pesa sobre mi-
nha filha, por minha filha que eu quero ser li-
vre, para pdr um termo seu exilio do mundo,
para que ella ache os prazeres de sua edade. Nao
tendes tambem um ser que vos interesse, urna
mulher que chore por vos e por quem conside-
rar-vos-heis f-liz em sacrificar at o vosso orgu-
lho de opprimido? Vamos, autorisae meus ami-
gos fallar em vosso nome.
Charney sorriu.
Nennuma mulher chora por mim, disse
elle; neohuma suspira por minha volta ; nao te-
nho mais ouro para Ihes dar. Que iria eu fazer
nesse mundo, onde era menos feliz do que sou
aqu? Porm anda quando devesse encontrar
amigos, fortuna e felicidade, dira nao 1 mil
vezes nio I se fosse preciso para isso abaixar-me
ante o poder que quiz destruir.
Como I toda esperanga vos pois interdicta
por vos mesmo ?
Nunca, nunca saudarei com o ttulo de im-
perador aquelle que foi meu egual.
Acautelae-vos de sacrificar loucamente vos-
so futuro um sentimento mais de vaidade que
de patriotismo talvez... porm... silencio dii
de novo, o velho Girhardi. Desla vez nio me en-
gao, vem alguem I adeus I e elle afaslou-se da
janella engradada.
Obrigado, obrigado pelo microscopio 1 bra-
dou-Ihe Charney antes que elle tivetae inteira-
mente desapparecido i sua vista.
Nesse momento Ludovico fez girar sobre seus
gonzos a porta baixa do pequeo paleo. Elle
trazia so prisioneiro sua provisto de vveres de
cada dia. Viu-o pensativo e acismarento e, nao
querendo dislrahi-lo, conteotou-se, passando
perto delle, em baler ligeiramenle sobre os pra-
tos que trazia como para adverti-lo que seu jan-
lar eslava prompto. Datando depois ludo no
quarto do prisioneiro, retirou-se logo, depois de
ter saudado silenciosimenle monsieur e madame
como dizia por vezes, isto o homem e a planta.
O microscopio perleuce-me, pensava Char-
ney ; porm como pudo merecer a affeigio deste
honrado estrangeiro?
E vendo entao Lulo vico atravessar o pateo:
Aquelle da mesma maneira ganhou minha
estima ; sob seus trajos de carcereiro bate um
nobre coragio, estou convencido. Ha pois ho-
mens boos e sensivels ; porm onde vem elles
se refugiar I
E pareceu-lbe ouvir urna voz responder-lhe :
E' porque a desgraca vos tem ensinado a com-
prehender um beneficio que os homens vos pare-
cem menos dignos dos vossos desprezos. O que
fizeram estes dous homens? tira regou vossa
planta sem que o soubesseis ; o outro propor-
cionou vos os meios de melhor conhece-la e ana-
lysa-la.
Oh I dizia Charney comsigo, o coragio nao
me eoganava ; houve da parte delles generosi-
dade verdadeira.
Sim, continuara a voz ; porm porque esta
generosidade foi exercida para com vosco que
Ihes fazeis justiga. Se Picciola nao tivesse as-
cido um destes dous homens seria talvez aioda
vossos olhos um velho imbcil, entregue occu-
pages degradantes; o outro. um ser grosseiro
de urna vil e srdida avaresa I Em vosso mundo
d outr'ora tinheis amado alguem ou alguma cou-
sa, senhor conde ? nao ; vosso coragao eslava en-
tregue ao isolamento como o vosso pensamento.
Aqui, porque amaes Picciola que estes dous
homens vos tem amado; < por ella que elles vos
to denotados I
Charney olha alternadamente pVa sua plan-
ta e para seu precioso microscopio.
Napoleio, imperador dos Francezes, rei da
Italia I
Esta lerrivel formula de que outr'ora bastara
a metade para fazer delle um conspirador deses-
perado, apresenta-se apenas seu espirito neste
momento.
Que lhe importa elle os triumphos do novo
escolhido da nsgo e as liberdades da Europa ?
Um insecto que zue ameagidor em torno de suas
flores lhe causa mais agonas e cuidados do que
todas as invases do novo imperio I
XII
Elle proseguio em seus trabalhos : ajudado da
lenlilha, hoje sua propriedade, reiterou suas ob-
servages, alargou o campo de suas descebertas
e, cada vez mais, o eothusiasmo o ganhs.
Coovm no eotanto dize-lo, inexperiente na
analyee, privado de noedes primarias e de ins-
trumentos asss poderosos, s vezes sem saber o
espirito de systhema e de psradoxo vem mislu-
rar-se seu espirito de exame.
Foi assim que elle inventon mil theorias sobre
a circulago da seiva, sobre os meios que ella
emprega para subir, para estenderse, para trans-
formar-so, sem com tudo duvidar de sua dupla
corrente ; sobre as coloragoes diversas da planta,
assim como sobre a origem dos differentes aro-
mas da tige, das folhas otjas Odres ; aobre a gom-
ma e as resinas destinadas pelos vegetses ; sobre
a cera e o mel que delles extrabem as abelhas.
Achava principio resposta para tudo; porm
os syslhemas do dia seguiote vinham destruir os
anteriores e elle mesmo se regosjava de sua im-
potencia, pois que ella forgava-o exercer todas
as faculdades de seu espirito e de sua imagina-
go e nao lhe deixava prever um termo s suas
attMctiras occupagdei.
Um dia de Iriumpho ia despontsr, dia glorioso
em que elle poderia ioscrever a mais importante
dss suas observagoesl
Elle outr'ora tinha ouvido, porm prestando
urna zombadora atlengio, contar os amores das
flores,essa engenhosa e sublime descoberta de
lineo e esses numerosos hymioeos effectuado3
era ifwa corolla sombra das ptalas. Ajudado
por seu microscopio, entrega-se logoioteiramen-
te esta nova serie de estudos : esmerilha com
toda a paciencia e penetra emfim nos mysterios
d'aquelle leito nupcial I
A' seus olhos um movimento de vida e de
amor se manifesta em todas as partes da flor;
por urna dupla atlrago os pistilos e os eslames,
aproximados um dos oulros, parecem um instan-
te experimentar a animago dos seres amantes e
pensadores I Aterrado, confundido, Charney juU
ga soohar anda ; sua cabega nao pode conter a
ardente admirago de que elle est possuido.
Por analoga, remontando das plntaseos aui-
maes, elle abraca a escala da creago inteira em
sua harmona, em sua immensidade I Duvida se
o segredo do universo nio est em seu poder 1
seus olhos se perturbara, o instrumento escapa-
Ihe das mos; o phiiosopho aniquilado cahe so-
bre seu banco rustico, crusa os bragos e logo de-
pois de urna longa meditadlo, dirigiodo-se
planta :
Picciola, diz elle, culr'ora eu tioha a Ierra
percorrer, tioha numerosos amigos, era cerca-
do de sabios de todas as especies ; pois bem I
nunca nenhum desses sabios me ensinou tanto
como tu; nenhum de meus amigos, ou antes,
horneas que usurpavam este titulo me prestaram
os boos servidos que lenho recebido de ti somen-
te ; e neste terreno circunscripto em que vegetas
miseravelmente entre dous lagedos, camnhando
aqui e ah em torno de ti, sem te perder de vista,
tenho pensado, sentido e observado mais do que
em minhas loogas viagens airares da Europa I
Que cegueira era eolio a mioha 1 Quando te of-
SEGUNDA PARTE.
(Confinuac3o.)
XVIII
A' vista dossa obslinagio do Canadiano lio te-
naz, e tao claramente formulada, sobretudo a
vista da impotsibilidade de ir sosinho em busca
do seu inimigo, o cande d'Ambron, posto que
muito lhe custasse, nio leve outro remedio senio
submeiler-se.
Todava um pensamento secreto moderava a
sua irriacio: esperara, apenas encontrasse a
tropa dos aventureiros, livrar-sedo concurso por
demais independente do Canadiano, e dirigir-se
pela sua propria vonlade.
Um pouco tranquillo com essa reflexao voltou
oulra vez cooversacio.
A la conducta, Grandjean, oflerece um la-
do obscuro para que nio posso achar explicagio.
Suspeito que sob esla apparencia rude e grossei-
ia oceultas profunda dissimulacio I
Eu dissimulado I Eoganai-ros. Sou pruden-
te, e nada mais. Em que fuodaes esta vossa opi-
niao?
Ha quinze dias que sabimos do rancho da
Ventana, e anda nio encontraste um nico indi-
cio da pauagem dos aventureiros do marques de
Hallay 1 Eutretanlo urna tropa de duzeotoa ho-
mens atraressando o deserto ha de detxar infal-
livelmeme aps si vestigios que um olho menos
exercitado do que o ten descubrirla fcilmente.
De que modo conciliar a la extrema facilidade
em seguir as pegadas de Joaquim com a tua su-
prema ignorancia em seguir a pista de quasi um
exercilo ?
Nada mais simples do que a explicagio que
tos vou dar: se vos nao tenho conduzido para o
caminho seguido pelo marquez porque para is-
so nio recebi ordem; do contrario ba muito
que o teriamos encontrado. O Sr. Joaquim re-
(*) Ylde Diario n.lW.
commendou-me que me nio apartasseda derrota
seguida por elle ; e tenho fielmente obedecido.
Por minha parte accresceoto que approvo muito a
peudencia do Bstedor de Estrada ; pois que um
enconiro com o meu antigo amo ter-nos-hia cus-
lado a vida a nos amboa.
E cora que direito, pergunlou o coode viva-
mente, o Sr. Joaqum dispoohe da minha vonlade,
sem me consultar, em um negocio que me diz
respeo pessoalmente, e no qual elle nada tem
que ver?
Isto nio comigo, senhor.
O mancebo flcou um momento silencioso ; de-
pois mudando de lom, conlinuou :
Entao conhecesa posicio do inlmigo?
A posigio exacta que oceupa, nio ; mas
conhego adireegio que elle segu.
Como sabes ludo isto que eu ignoro, se nao
me deixaste um s momeuto ?
Porque emquanlo scismaes, eu estou alerta
e observo.
E o que tens observado ?
Oh I muitas cousas que, se eu dissesse, vos
pareceriam insignificantes.
Dizei-as....
Vi por exemplo pastar um rebanho de ga-
mos, e urna nuvem de gallinholas selvagens: a
carreira de uns e o roo das outras para lugares
oppostos a aquelles que costumam frequentar, io-
dicavam um espanto prolongado, que s a pre-
senga do homem poderia produtir.
Quem te atiesara que nio fosse esse espan-
to occasionado por algum urso ?
Nio sei que os ursos perSigam a caca
doar I
Mas os Indios ?
A plvora muito rara do deserto, e os In-
dios muito avaros dettt pouca que postuem para
que a eaperdicem atirando aobre ai gallinholas.
Osanimaes nao sio desprovidos do bom senso,
como pensara os sabios das cidades: da mesma
maoeira que nos, elles observara e reflectora.
Ora os passaros sabem muito bem que ad teem
a receiar dos pelles- vermelhas ; assim nio se as-
sustam nem (ogem quando estes se approxi-
mam.
Notaste a direccioque seguiam esses gamos
e as gallinholas ?
Tomavam adirecciodo sul.
Neste case (tara o norte qw eu iero diri-
gir-me ?
Est claro: mas va, senhor eonde, sio es-
peraea pelo Sr. Joaquim ?
Nio.
O Canadiano, que se achava meio-deitado do
lado direito, com a face sobre o panno, e o coto
Telo no chio, estendeu-se de costas, o paitando
os dous bracos por baixo da cabega para servirem
de travesseiro, disse com toda a tua fleuma :
Boa viagem, senhor coode. Nio recebi or-
dem de vos reter forca. Mas permilti que vos
diga com o respeito devido que fazeis ama asnei-
ra. Pode ser que o Sr. Joaquim esteja apaixo-
nado por vossa mulher; porm estou bem con-
vencido de que vos tem amisade sincera; e tos
poderia ser muito til.
O gigante com os olhos meio fechados, e os
grossos labios eotr'abertos, dispunha-se a dor-
mir, quando lhe veio ao penssmeoto urna recor-
dado importuna.
Se eu nio livesse arrebatado do seu rancho
a essa boa Antonia, dizia elle comsigo mesmo,
nio estara ella agora no poder do marquez de
Hallay, e este pobre conde nSo correra a urna
raorte certa. Eu sou, pois, a causa verdadeira
da desgraga que lhe aconteceu. Ao menos devo
ir sellar o seu cavado.
O Canadiano, como j dissemos, depois da sua
aventura com o Bitedor de Estrada tioha adian-
tado consiJerarelmenle no caminho da conscien-
cta e sensibilidade: pelo que leraotou-se logo
sem hesitar, por muilo commoda que fosse a po-
sigio em que estiva. O conde porm achava-se
j montado, e mettia as esporas no cavallo, quan-
do urna voz metallica e vibrante o fez estremecer
e parar.
Era a voz do Batedor de Estrada.
XIX
Joaquim Dick eslava apoiado immovel e som-
bro ao pedestal disforme e maeisso do dolo. Os
seus trajos de um panno groaso, e corte america-
no, davam-lhe encarado primeira vista a appa-
rencia de um yankee: trazia a sua carabina de
dous canos. No calcado nio tioha esporas; ni-
camente do puoho direito peodia-lhe, preso a
urna eorreasioha, um pedago de couro chato e
compridoque lhe servia de chicote.
O Sr. d'Ambron depois de urna curta indecisio
devida mais sorpreza do que ao raciocinio, ti-
nha descido do cavallo e se adiantado lentamen-
te para Joaquim Dick.
A altilude severa deste o a pouca presta do
mancebo dsva 6 aquelle encontr urna tibieza
quasi hostil.
O Batedor de Estrada em quinze das parecia
ter envelhecido mais viole annos.
Tinha as faces encovadas; os olhos entranha-
dos na sua rbita, as costas Toreadas, e brancas
cana subttiluiam & sua cabelleira havia poucos
dias aluda prela como a aza de um corve.
O etptnto do conde d'Ambron e de Grandjean
trouxe aoi labioi de Jotquim um sorriso triste e
fugitivo.
Ambos ti me acbaes bem mudado, nao $
ferecetle mim tio frace, lio paluda e lngui-
da, nada ttperei de tua viuda o era ama compa-
nhelra queme chegava, um lrro que ae abria
diante de taim, um mundo que se descobria
meus olhos 1 Basa compaoheira...adogoa-me ot
ennojoa a os fez desaparecer, ligou-me a existen-
cia que eu devia conservar; enainou-me co-
ohecer os homens e me reconciliou com elles I
Esse hvro fez-me lastimar todos os oulros; con-
venceu-me de minha ignorancia e rebaixou o
meu orgulho; forgou-me comprehender que a
sciencia, como a vrtude, s se adquire pela hu-
mildade ; que preciso descer para elevar-se ;
que o primeiro degro dessa escada immensa,
cuja cume julgamos exceder, est enterrado no
chao e que^por elle preciso comecar! E' o livro
da luz I Eswipto em caracteres vivos, era urna
Iinguagem mysleriosa aioda para mim, offerece-
me decifrar esses enigmas sublimes de que ca-
da palavra urna consolarlo I Esse mundo, o
da rerdade nica e absoluta ; a creagio iotel-
ligente ; o resumo, o criterio do mundo eterno
e celeste, a revelago dessa immenta le de amor,
que rege o universo, que faz gravitar os tomos
e os ses, que liga com um mesmo lago desde a
planta at os astros, desde o insecto que cava a
trra, at o homem que ergue a fronte para o
cu, para descobrir...seu auctor sem duvida I
Charney, violentamente agitado, passeava
passos largos pelo pateo; em sua cabega os peo-
samenlos succediam aos pensamentos, urna lula
se empenhava em sua conscieucia ; depois veio
para junto de Picciola, cootemplou-a com en-
lernecimento, langou um olhar rpido pira o cu
e murmurou estas palavras :
Deus poderoso I origem invisivel donde di-
mana toda harmona, toda fecundidade, bem fal-
sas sciencias obscureceram-me a rasio e bastan-
tes sophlsmas me endureceram o coragao para
que nelle nenetrasseis tio depressa. Nao vos
posso ouvir ainda, porm tos chamo ; nao vos
posso ver porm procuro -vos I
Entrando em seu quarto leu sobre a parede:
Deus apenas urna palavra.
Elle acrescentou :
Esta palavra nao ser a do grande enigma do
universo ?
Havia ainda shi a expressao da duvida, porm
duvidar para aquelle espirito suberbo nio era j
coofessar-se meio vencido, ferir de anatheraa sua
primeira negagio e retroceder sobre sua falsa es-
trada? Agora nao mais em si so que se apoia
o phiiosopho abalado ; elle nao tem mais f t-
mente em sua forca e em sua rasio e entregan-
do-so aquellas emogoes descoohecidas, as
quaes acha um encanto to doce, Picciola que
pede urna crenga, um Deus, um apoio e de novo
a interroga com fervor, afim de dissipar este res-
to de obscuridade que o cerca.
[Continuar-se-ha.)
Rover Coliard.
Era Royer Coliard doutor em poltica muilo
mais do que estadista. Seu primeiro escripto que
data de 1797, tioha porepgraphe esta phrase de
Joo Jaques: Aborrego mais as ruios mximas
do que as ms aeges. Eis a devisa de sua vida ;
sempre oceupou-se em mximas.
O Sr. de Barante publica hoje a vida e os dis-
cursos de Royer Coliard. O nome do Sr. de
Baraut anouncia o grande valor desse livro, no
qual reina aquella nobre sinceridade que o a-
panagio do talento. E' difficil escrever o quer
que seja a respeito de um collega do Forum aem
offender ou a amisade ou a verdade. Aqui, gre-
cas sympathia fraoqueza do narrador, o pane-
gyrico transforma-se n'uma pagina de historia.
O Sr. de Baraut apresenta-nos o seu juizo, que
iospira-ae n'uma admirago viva e outorga ao
nosso os elementos que podem forma-lo.
Pois bem l o vulto que se destaca desses dous
volumes, desde o principio at ao um, nio o
do estadista que obra, nem ainda o do orador que
arrebata, a physionomia do homem que ensina.
Abra-te casualmente um de seut discursos, elle
nio persuade, demonstra : nio oceulta a argu-
mentado, expoe-na ; nio arrasta para um m
patritico ; porm, como se o seu discurso fosse
o seu fim, arrasta para a conclusio de um'syllo-
gismo ; traga coodescendentemente o seu metho-
do scientiico e convida a que o aigam ; em caso
de necessidade, passa a requere-lo, naja vista o
seu primeiro escripto, no qual iotima ao adver-
sario que raciocine como elle. Aprsenla um
dilemma e accreacenla. Este desflladeiro o da*
torcas caudinas, do qual s possivel sabir pas-
sando por baixo do jugo 1 Tal por certo a
iodole do doutor.
Tinha-lhe todo o carcter e honorabilidade.
O rigor de seu procedimento corresponda ao ri-
gor da seus pensamentos : o aeu forte era como
a sua eloquencia, urna ligo. Eslimado entre to-
dos, estimara dousou tres gneros de puritanis-
mo, gabava-se de dirigir sempre o seu espirito,
e s vezes os dos oulros. Isto fez a sua vocagao
e o seu taleoto, que nio era achar ideas novas,
porm escolher, purificar e transmitlir as partes
sio das ideas adquiridas.
Dotada de urna extrema ssgacidade e de urna
grande paciencia intellectual, formado em tem-
po pela reflexio, havia contrabido o habito de
elaborar longamente cada idea, de determioar-
Ihe os contornos cuidadosamente, n'uma palavra
de faze-la passar por alguna moldes, d'onde sa-
hia em axioma. Assim, comprehendia maravi-
Ihosamonte a formula que nelle tomava a solidez
do metal.
Quando appareceu as assemblas deliberati-
vas, j affeito aquella gymnastica de eloquencia
demooslraliva, produzo um effeito assombroso.
Subjugava os nimos a sua perfeita dieco. Teo-
do coosciencia dessa forga, duplicou-a atacando
a elocugio das outras ; declarou guerra a con-
fusao das palavras que asaimilou anarchia so-
cial. Apoderara-se com urna especie deirritagao
voluptuosa da ira propriedade dos termos ; soati-
nha as palavras em caminho, punha no crivo e
deitava fra a maior parte dellas. Foi assim que
entremeiou as lulas parlamentares de opposiges
gvammaticaes e poeirou toda a liogua poltica.
assim ? lhe disse elle com expressio de penetran-
le melancola que os fez estremecer. Depois de
me harerdes no oulro tempo conhecido em todo
o vigor da mioha forga e altivez, redes-rae ago-
ra quebrantado sob a coosciencia da minha fran-
queza 1 Oh I E' porque o orgulho do homem
lhe vem s da sua impunidade I Quando a Pro-
videncia comega o castigo, os mais orgulhosos,
os mais altivos tremem peranle a justiga divina I
O dedo de Deus marcou-me na fronte I___
Um silencio de mais de um minuto teguiu-se
a estas pslavras do Batedor de Estrada : nem o
eonde, nem o Canadiano ousavam interroga-lo.
As grandes dores, quando nobremente confessa-
das, e dignamente supporladas, inspiram sempre
um respeito involuntario.
Joaquim tornou a fallar; mas desta vez a sua
toz era arrebatada, e tioha alguma cousa de
feroa.
Como islo, Grandjean ? o Sr. conde par-
ta sosinho quando eu aqui cheguei 1 E' assim
que pretendes corresponder cooflanga que em
ti depositei, assim que pretendes remir o leu
crime ? Esqueceste que te deixando licar na Ven-
tana te puz s ordena do Sr. d'Ambron ?
Porm, senhoria....
Cala-te; oio'prosigsr. A datar deste mo-
mento, Grandjean, perlences ao Sr. conde d'Am-
bron, eu assim o quero : s seu escravo, s pro-
priedade sua. Se elle te ordenar que le batas,
bate-teaioda mesmo sem esperanga de vencer:
se mandar fugir, foge : se determinar que, firas,
anda que seja eu a victima designada ao leu
braco, Tere; e se te castigas, curva-te ao castigo.
Em urna palavra Sr. d'Ambron tem sobre ti o
direito de vida e morte I E' teu senbor, e tus
seu escravo, menos aindas seu ci lOuviste ?
Comprehendesle ?
Sim senhoria.
Tens alguma observa cao a fazer ?
Nio, senhoria, respondeu o gigante depois
de breve hetitagio.
E obedecer-me-has ?
Desta ves o Canadiano guardn silencio.
Joaquim cruzou oa bragos, avangou alguna pas-
sos para elle, encarou-o Aumente, e diste-lhe
pesando as suas palavras com urna pauta solem-
ne e ameagadora.
Obedecers, ou nio ?
Grandjean mordeu os beigoa at lirar-lb.es san-
gue, e ruminando urna formidavel jura, abaixou
a cabega, e disse com voz turda e quasi iuintel-
lgivel:
Obedeeerei I
Bem : iflatta-te por ora; tenho de tratar
com o aenhor conde de negocios importantea.
A precipitacio com que o gigante se conformou
a esta orem indicara quanto lhe. ra agradare!:
Vou aos propriot termot do projecto de lei,
era orna de tuaa eipresses favorita!, d'ahi de-
rivivt-se toda a tctica de seos discursos. Quasi
sempre, depois de barer decomposto implacael-
menle a redaegio que atacara,propunha urna di-
Qnigio nova que servio-lhe ao mesmo tempo pa-
ra circumscrever a discussao e prender o adver-
sario. Feilo isto, ainda estreitava a questio;
gradualmenle.de deduegio em deduegio, chega-
va a urna consequencia fatal onde permaneca.
Se naogaohava a causa, ao menos paralysava o
esforco dos oulros ; se nio fecundara o espirilos
domioava-os. Ora, lal era a sua ambigio.
Convervou elle esse iheor at as funcgdes de
presidente da cmara. Perguntando-se um dia
ao Sr. de Chauvelin porque demiltia-se : c So-
mos cathequisados, respondeu, e regidos peto
Sr. Royer Coliard >. Havia sentido a frula.
O signal caracterstico dessa physionomia a
autoridad magistral. Ha tragos secundarios que
acabam de explica-la : passemos a esses.
Anda tinha Royer Coliard, segundo a expres-
sao do Sr. de Baraut, a um perfeilo conheci-
mento dos homens, e sabia mui bem como ha-
ver-se a este respeito para sahir-se airosamente.
Champeoois por nascimento e jansenista de os*
turnes, goslava muito de duas qualidade d'alma :
a irona e a indisciplina. Tentavam-no as deci-
dencias e os sarcasmos
Royer Coliard, lavtador em Sompuis, lal a
assignatura de urna carta queescreveu ao gover-
nador do Harne, e que lhe assignalou a estra.
Entre os folhetos de Rousseau, cidadio de Gene-
bra, e de Courier, vinhateiro de Veretz, obtem
aquella um lugar pelo vigor da zombaria. Quan-
do velho, o lavrador de Sompuis revestia-se an-
da do aspecto de um frondista sisuJo.de um
juiz independente, e semeava pela circulagio da-
quellas pslavrai que ficam onde cahem >, diz
o Sr. Guiso!.
Num dia, no Jornal dos Debates, assigoou com
urna simples inicial lindas paginasirreverenciosas
a respeito da academia franceza e do valor de
seus votos alguos aonos antes. Eis a amostra :
Naquelle lempo, diz elle, as paixoes ciosas
e odenlas que erigiram um corpo de grammati-
C08 em senado poltico, muitas vezes presidiram
os seus julgamentos > Ahi coroavam-se os elo-
gios dos philosophos perseguidos. < Pois a idea
da perseguirlo era querida i philosophia.. Ser
perseguido nio era, como eremos ao depois, ser
preso, desposado, condemnado i morte, era nio
ser primeiro ministro.
Apoderava-se a academia da poltica e da ad-
ministragio, nao mais por meio das dedoiges de
diccionario, nico assumplo que fra de sua com-
petencia, mas por meio de insolentes theorias fe-
cundas em allusoes e perltelos.
Bossuet nio soube entremear em seus dis-
cursos philosophia, moral publica e graves liges
para os que governam os homens Era urna la-
cuna para ser preenchila, trab-lhou-se sem des
cango, o, como sempre acontece em tal caso, as
graves liges nio foram poupadas a um governo
que consenta em receb-lat. Julgavam-se co-
rajosos, por que ficavam impunes. O elogio dos
morios consista principalmente ni satyra dos
vivos ; asinstituiges e os homens, ludo foi ata-
cado por declamadores arrogantes : a academia
guiava os golpes .
E zombava do pobre Sr. Guibert, coroado pela
academia, nolava a presumpgio de seus pensa-
mentos, analysava o estylo. pesava em cada pa-
lavra o laureado e os juizes.
Jamis pdde Royer Coliard, apezar da grvida-
de de sua vida e de seus estudos, livrar-se
d'aquelle fermento de rebeiliao que trazia comsi-
go. Nascra schismatico. Ninguem leve mais oc-
casies de escolher urna causa e oinguem regei-
tou-aa tantas vezes. Quando, joven e ardendo em
desejos de langar-te na vida poltica, olhou em
torno de si, asorte offereceu-lhe logo as facilida-
des que procurava, viu patentear-se diante do ti
todas as formas de governo. De edade de vinte e
seis annos em 89, deputado ainda em 1848, as-
sistiu todas as nossas metamorphoses, e sepa-
rou-se de todas as nossas eonsliluiges.
Separou se da repuUiica ; no tempo do di-
rectorio, conspirou com os amigos de Luiz XVIII;
no tempo do imperio, absteve-te ; depois de
haver sustentado resolutamente as duas restaura-
gdes, passou para a opposigio e ajudou os mi-
nistros cahirem ; a mudanga de rgimen em
1830 achou-o desgotloso e irnico ;quando po-
de prever a volta da repblica, langou reeem-
chegada um olhar desdenhoso oo qual eovolveu
a propria Franca e desappareceu da sceoa con-
deronando-ooa.
Tal o esqueleto de sua biographia. Pedir-se-
ha a sua doutrina a explicagio dessa dissidencia
ehronica ? Interrogar-se-ha as particularidades
de sua vida e a serie de seus discursos? Ser
mais ootavel aioda ; ahi separa-se elle de si pro-
prio, ea mxima de hoje oppe-se mxima da
vespera. Royer Coliard defeodeu e atacou a pre-
rogativa real; sustentou a liberdade da impreo-
sa e a necessidade de urna censura, ainda pre-
ventiva ; exallou a liberdade individual e contra
ella pediu medidas de seguranga ; propoz a sup-
pressio da uoiversidade imperial e sua cooser-
vago.
Assim, podsr-se-hia admirar em Royer Col-
iard mais de um complexo. Quanto a mim, oo-
to-lhe apenas a ndole que constara de um
gosto cootraditorio quanto formula imperiosa e
a indisciplina jansenista; porm um detractor
acharia em seu papel publico palidonias lanto
mais claras quanlo leva elle sempre ao absoluto
todas as ideas, e s chega aos extremos.
Seria versalilidade ? Nao, por certo. A estima
que adquenu, p&e-no sobranceiro toda a sus-
peita semelhante : a alias nao vejo com que ra-
zio seria um homem condemnado porque nio
defeode sempre o que nao sempre necessario.
Nio, elle era honrado e respeitavel; porm Royer
Coliard quando fallava parecia crer em sua m-
fallibilidade ; representava de orculo, se assim
me posso exprimir. Admiravel redactor de dou-
trioas polticas, passou a vida era procura da me-
lhor constituido, principalmente da melhor fr
ma ; e como aeu espirito, ma3 alto que longo,
nao tioha senio vistas successivas, nao pode el-
le abragar com a vista o complexo de interetses e
movimentos que censtitue umi sociedade. A
formula o perdeu.
Em 1789, elabora a idea daa liberdades nacio-
naes d liges, como diz elle, aos agoadeiroa da
ilha S Luiz. Em 1797, renuncia urna repblica
que subitiloe o arbitrio diteussio, e proeura
fazer prevalecer a idea da lei como regra nica.
Em nome de urna aldeia, admoeata o poder cen-
tral e o instrueem seus deveres. Mais tarde, sa
idea da realeza lhe parece realisavel; medita,
decide-se por ella, e manda a Luiz XVIII um ro-
tatorio sobre o estado dos nimos, o qual um
curso do opioiio publica.
Adopta ao depois e eosina a idea da realeza
constitucional; passa era seguida ao ideal par-
lamental, que em vio procura realisar. De idea
em idea, de formula em formula, cahe no desa-
nimo, e d'alli em diaote abre orna escola de or-
dem e opposigio a todo o transe.
Sejamos justos, elle procurava assim com urna
louvavel perseveraoga urna tolugio poltica. Se-
ria um mrito que a historia havia de admirarse
elle nio procurasee sempre a sedugio por onde
ella oio eslava.
Com effeito, o essencial de sua vida um en-
gao. Entrando para a acea poltica no momen-
to em que desaba o edificio social, escapando ao
syoistro milagrosamente, contempla as ruinas que
lbe impedemo passo, para ajudar aos que qui-
zerem fundar em vez de destrnir, e logo procuro
urna pedra angular. Apressava-se demasiada-
mente e esquecia-se de urna questio prejudicial.
Era mister reconstruir o edificio desabado ou
levantar outro de novo? Devia-se restaurara
estado de cousas qne trouxe 89 ou estabelecer
urna ordem social independente do passado ?
Houve uma hora selemne em que agitou-se essa
grave questio em toda a Europa e preoecupou to-
dos os eipiritos serios. Dir-se-hia que o directo-
rio, inventado como um interregno para deinar
resolver esse problema, preparara o duplo pro-
logo do imperio e da restauragio.
Royer Coliard decidiu-se pelo passado contra o
futuro e convidou Luiz XVIII a rettabeleeer em
Franga os principios que acabavam de ceder aos
esforgos do tempo. Pensava ser possivel emen-
da-Ios, remoga-los, Iangsr novo sangue as veias
dos velhos.
Pensava ver em sua volta manifestar-se de l-
pente a harmona que sonhava, isto um su-
premo accordo entre a oagio e o poder.
Com effeito, teve lugar o accordo ; a Franca,
repentinamente restaurada, recobrou a vida, a for-
ga e a ordem; porm esse admiravel concert
nao velo de uma reconciliado com os Bourboes.
O genio de Bonaparle achara a pedra philoso-
phal que Royer Coliard procurava. Hornera dos
lempos novos, construa e nio reconstrua. Nem
reaccao, nem anarchia ; om lugar dellas a orga-
nisagio vigorosa.
Royer Coliard foi sorprendido e embarazado
por um resultado que a honradez de aua indili-
gencia nio poda negar. A Franga, escrevia el-
le a Luiz XVIII, descanga n'uma paz profunda,
desde que um homem tio extraordinario como
seu destino tomou as redeas do governo... auto-
ridado provisoria que a propria mi de Deus pa-
rece ter elevado para confundir os principios o
os exemplos da revolugio quando os fragmentos
da repblica chamada impressivel jazem espa-
lhados com os da monarchia.
Porque razio pois Royer Coliard, saudando a
dictadura, segundo elle providencial, a qual tran-
quillisa o povo, o exercito, os partidos e faz de
todos uma nagao homognea, cooserva-ie do la-
do de Luiz XVIII? E' que a grandeza ea promp.
lilao dessas evolugoes tranttorna-lhe o animo
laborioso. Elle procura nma razio de nio ser,
acha essa razio, e afinal escreve esta phrase sin-
gular : Senhor, essa dictadura faz o caminho
para V. M... Faz-se sentir a necessidade da he-
reditariedade. Assim elle admirava Achules,
mas olhava sempre para o calcanhar de Achules.
Royer Coliard foi gravemente castigado por
tal preferencia nio pelo imperio] que lhe deu a
mais solida gloria de sua vida fornecendo-lho
a occasiio de combater n'uma cadeira da Sor-
bonne a philosophia sensualista de Condillac,
mas pela restauragio. Elle tioha desejado e cha-
mado de todo o coragio ; a sorte tomou-o ao
p da letra : Luiz XVlli voltou.
Royer Coliard notou entio a difficuldade de
estabelecer alguma cousa pactuando com o pas-
sado. E' este o nico periodo de sua carreira
no qual procurara dedicar-se vida pratica. No
comego reprimi para fnndar, pedio medidas do
seguranga e a suspensio dos poderes judiciarios
em favor da autoridade politiea. Prohibi fallar
iti professor que ousava dizer urna corrup-
to odiosa da mecidade. Redigio a projecto de
lei sobre a censura, por que os jornaes parti-
cipio da natureza das allocuges publicas, e sua
liberdade realmente a liberdade dos partidos
desencadeados. Sustentou a preponderancia da
autoridade real sobre um parlamento que em,
vez de ser um auxiliar era um rival. quiz am-
parar a iniciativa do throno, por que os res
teem os mais elevados pensamentos e instinctos
mais nobres do que os nossos.
Seo liberalismo soffreu todos os sacrificios exi-
gidos pela realidades das circunstancias. Nada
se lhe oppoz : o partido real, mais forte e mais
extremo do que o rei, langou mi da imprensa
e da tribuna contra.' a autoridade. Royer Col-
iard s fuera pois reentrar em Franca a anar-
chia legitima.
Volta-se entio para o regimea parlamentar
que irs sempre em discussio os principios
geraes do governo representativo, > e no dia em
que o Sr. Decazes annunciou o projecto de dis-
solver a cmara, elle abragou-o exclamando :
mister levanlar-lhe uma estatua I E'sa-
bido o mais ; a realeza resuscistada desabava
sempre.
Mioha causa est vencida, escrevia ao Sr.
Guizot o Sr. Royer Coliard. Eslava desiHudi-
do ? Nao l apenas va a derrota e nio concor-
dava sobre o seu engao.
com effeito tinha elle pressa de achar-se s afim
de poder dar sua colera livre curso : a raiva o
suffocava.*
Oh I murmurou dirigiodo-se para a mar-
gem do rio Gila, tudo isto nio me acooteceria,
se eu oio tivesse conhecido a essa miss Marv do
oferoo I Quero que me cortem a liogua se eu
dirigir mais a palavra a uma so mulher...a menos
que nao seja de Villequier; e assim mesmo ve-
remos I sim veremos...porque aquellas que sio
melhores, nem por isso valem grande comal....
Depois qne o Canadiano se sumi no bosque
que costeara o rio, o batedor de estrada encetou
com o coode sua cooversagio.
Sr. d'Ambron, nio posso exprimir-vos o
prazer que me causa o vosso encontr. E' este o
primeiro momento, se nio de alegra, que j oio
posso ter ao menos de allivio dor que me oppri-
me ha quinze diasl
Ao pasto que Joaquim fallava a pallidez do
conde tornava-se mais intensa, e S6 nio fosse o
biilbo dos seus olhos que augmentara medida
que dasfaces lhe fugia o sangue, poder-se-hia
julgar que ia perder os sentidos. Inclinou-se
apenas ligeiramenle sem responder uma pa-
lavra.
O Batedor de Estrada contemplou-o por alguna
segundos com uma atlengio cheia de inlerneci-
mento; estendendo-lhe depois a mi, assim re-
plicou :
Conde, nio posso saber qual seja a causa da
Tossa frieza para eomigo ; mas aceito-a de boa
Tontada como uma das mil expiacoes, que deve
impor-me a Providencia 1
O conde cootinuou impassivel: via-se porem
que a sua respiragio opprimida, e o franzir das
sus sombrancelhaa desmenliam completamente
a rigidez da sua attitude.
Joaquim com um gesto de desanimo, que nio
buscn occuitar.deixoa pender o braco ao longo
do corpo. Eolio o Sr. d'Ambron, ou porque o
desarmasse tamaoha resignago, ou porque pen-
sasse que o Batedor do Estrada lhe podia dar
notieias de Antonia, sahio daquelle estado de
mudez.
Senhor, diese elle, a especie de Intimidado
que entre os existi vos deve ter feito conhecer
o meu carcter. Nio ignortes que despreso a
dissimulacio: vou por conseguinte explicar-ros
o motivo deesa frieza que em mim notaos. Pre-
vino-vos porm de que se pof acaso a franqueza
das minhas explicagoei merecer uma provocacio
da vosaa parte, eu nio aceilarei: por ora nio
me perieoce. O gao procuro estabelecer de
uma maoeira aimpfta o cathegorica as nossas po-
siges respectiva!.
Podej fallir ?a eu ro presto toda a it-
{Conlinuar-se-ha.)
tengio, disse Joaquim com sorriso cheio de ioef-
favel ternura.
Concebo muito bem, explicou o conde de-
pois de breve pausa, que exlraoheis a mudanca
que em mim ae ba relio. Na Europa concedes-
tesme a vida; na America m'a conservastes.
Os factos sio em vosso favor ; a iograiidao pa-
rece estar do meu lado. O sentimento que me
obnga a renunciara vossa amisade, e me impedo
de aceitar o oflerecimeolo do vosso auxilio nio
pode ser designado por expressio alguma.'por-
que muito complexo : nelle se encerra ao mes-
mo tempo ciume, orgulho e desconfianca. O de-
sespero extraordinariamente exagerado"que mos>
trastes por occasiio do rapto da condessa, mi-
nha esposa; a superioridade que taritamealo
suppondes ter sobre mim ; emfim a obscuridade
em que envolvestes a vossa exiiteocia ua Ame-
rica, quando de vosso motu proprio me cootas-
tes a historia da vossa Tida, Udo Uto revoltou a
s minha dignilade e excilou a mioha prudencia.
Uma alhaoga comvosco coarctaria presentemos,
te a minha liberdade do acgjo. o pesara sobre o
meu futuro. Nio ao Batedor de Estrada qua
anda agora me dirijo, mas sim ao homem supe-
or por sua intelligencia, ao grande de Hespa-
nha, llustre pelo seu nome. Creio pois ioutil
dar mais clareza e deseovolvimeoto a estas ob-
servages: vosso tacto fino, e ssgacidade escla-
rcelo facilmeote certos pontos que julguei con-
veniente deixar ficar obscuros: indicar-vo-los,
seria o mesmo qua fazer ama conaso.
Emquanlo fallava o eonde d'Ambron, Joaquina
nao deixara de observa-lo com uma obslioaeae
singular : porm no seu olhar se notara uma
triste expressao cheia de dogura e benevolencia
que atenuava-lhe a Oxidade.
Tenho em muila eonta a vossa amisade para
conlentar-me com as vagaa razdes que acabis
de dar-me Pondo de parte todos esses floreios
cuja puenlidade contrasta penosamente com os
esplendores da natureza qua agora nos rodeiam.
Nao estamos aqui n'um eolio da Europa, mas
trm nos confint da Apachara, Ierra aelvagem da
coragoea pdomaveis. Fa!lae-me como hornea
sincero e leal, sem rebugo, speramente mesmo
sequizerdes: mas nio tos abanis a escolher
palavras ambiguas, phraset diplomacaa. que a
civiiif agao ioventou para encapar aa paixea. cu-
ja exploaio seria para receiar. O deserto sem
limites, nio temaos os seus echos. Em nome da
vosea honra, nio de cavaeiro, mas de crealura
humana, eu tos conjuro, Luiz, para que me de-
claris o motivo verdadeiro que tos faz repellir a
mioha dedicagio, o renegar a mioha amisade.
De que me acensaos ? Continuar~st-Ka.
PIU,- TTa. Di M. F. DI f AtU.-W
(.<
/
J
-'
.%


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