Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09346


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Full Text
lili HITH IOMEl.0 169
Ptr tres nezes adiaotados 5$000
Por tres mezes vencidos 6$000
QUINTA FEIIA 28 M JOLHO DI lili.
PraiiBoadiantadal9$000 #
Ptrte franco para a sibscriptar.
R CA BHGADOS *)A 8DBSC1IPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
da Oliveira; Maraohio, o Sr. Manoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimaries; Para, o Sr. Justino J.j
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PArUlDA UUS UiKKfcUOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundaa e
sextas-feiras.
S. Antio, Bezerros, Bonito, Ciruar, Altinho e
Garaohuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Naiarath, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px as quartas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Una, Barreiros
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras. '
(Todos os correiospartem as 10 horas da manba
V
EPHEMERIDES DO MIZ DE JULHO.
7 La ora as 11 horas 56 minatos da tarde--
15 Quarto crescente sos 28 minatos ds manhia
21 La cheii as 9 horas e 46 minatos da tarde-
29 Quarto minguante as 5 horas e 32 minutos da
tarde.
PREAlf AR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas a 54 minatos da manhia.
Segando as 7 horas a 18 minutos da tarda.
DAS DA SEMANA.
22 Seganda. S. Maria Magdalena ; S. Meneleo m.
23 Terrea. S. Apolinario b. m.
24 Quarta. S. Christina v. m.
25 Quinta. S. Thiago ap. ; S. Christovio m.
26 Sexta. Ss. Symphronio,Olimpio eTheodulo Jim
27 Silbado, (jejum) S. Pan'.aleSo medico.
28 Domingo. S. Anna mii da mii de Deu?.
AUU1KNC1AS OS nmXB DA CAPITAL. ENCABBEGADOS DA SUBSCRIPTO DO St
Tribunal do commercio; segundas a quintas. v
Relacio: tercas, qaintas a sabbados aalO horas.
Pazenda: tercas, quintase sabbados aa 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do aivel: tercas a aextasao meio
dia.
Seganda rara do eivel: quartas a sabbados a 1
.hora da tarde:
Alagoas, o Sr. Claudino Fateo Dias; Baha."
Sr. Jos Mirtins Aires ; Rio a Janeiro, a Sr
Joo Peroira Martina.
EM PERNAMBUCO,
O proprietario do diario Manoel Fguelroa ala
Faria.na sas livraria prega da Independencia n.
a 8.
PARTE OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
N. 517.
' Antonio Marcellioo Nones Gongalves, presidente
da proviocii de Pernambuco.
i?*go saber a todos os seus habitantes, que a
assembla legislativa provincial, sob proposU da
cmara municipal da cidade de Olinda decreim
as seguales posturas.
Artigo 1.a Minguen) poder abrir botica e nem
manipular remedios sem licenga da cmara mu-
nicipal, e sem que tenha carta de pharmacia, e
se responsabilise pelas prepararles medicinaes:
os infractores sofrero a multa de 30$ e as rein-
cidencias alm do duplo seis dias de prisio.
Art. 2. Neuhum pharmaceutico poder ven-
der remedios, sem receiti do facultativo, legal-
meote autorisado para exercer a arle de curar,
excepto os que forem de naturezs ionocentissi-
ma : os infractores serio multados ern 309.
Art. 3. O pharmaceuticos terio en lugar se-
guro e fechado as substancias venenosas. A ta-
bella dessas substancias ser publicada por edi-
taos da cmara, precedendo consultas do consa-
lho de hygiene publica, ou de urna commissao de
facultativos para isso nomeada : os infractores
serio multados em 30j.
Art. 4.a As substancias venenosas so poderlo
ser vendidas com receitas da facultativos, ou a
pessoa, de recoohecida probidade, para o que
devero os pharmaceuticos terem um livro nume-
rado e rubricado pelo presidente ds cmara, em
que lancem por extenso as receitas eioscrevam
os nomes das pessoas, que compraren) aquellas
substancias, com declarado da quaotidade, ome
e uso que dellas vio f>zer, data do assento e as-
signatura do comprador : os infractores serio
multados em 305, oito dias de prisao, e o duplo
as reincidencias.
Art. 5. Aquelles pharmaceuticos que vende-
ris medicamentos, ou drogas corrompida ou
tao velhas, que nao possam produzir bom efTeito,
depois de verificadas por um exame de dous fa-
cultativos soffrerio a multa de 309.
Art. 6. Nao permittido substituir um medi-
camento por outro, nem diminuir nem augmentar
a dze sem coosentimeoto do facultativo, que re-
ceilou : os infractores serio multados em 50$, e
soffrero oito dias do prisio alm das penas em
que iocorrerem pelo mal physico, que dessa al-
teragio resultar.
Art. 7.* Hada pharmaceutico administrar urna
so botica e dever apromptar os remedios a qual-
quer hora do dia, ou da noite, que lhe forem pe-
didos os infractores serio multados em 25$.
Arl. 8.a Os remedios serio aviados com as
receitas transcriptas e grudadas as vasilhas que
as contiverem, as quaes serio tapadas por meio
de capsulas de chumbo, ou lacradas levando
igualmente nesie rotulo o nome do facultativo
que receitou, e se os remedios sio para uso in-
terno, ou externo : os infractores serio multados
em 12$
Art. 9. Os mdicos, cirurgioes e pharmaceu-
ticos nao poderio exercer sua arte, sem qne fa-
cam registrar, na cmara municipal suas cartas
de formatura, ou de exame, e os estraogeiros,
alm disto, serio obrigados a justificar peraote a
mesma a idenlidade de pessoa com o testemunho
de cidadios probos : os infractores serio multa-
dos em 1009.
Art. 10. Nos primeiros oito dias do mez de Ja-
neiro de cada anno, os mdicos, cirurgioes, phar-
maceuticos ou droguistas maodario a cmara
municipal a declaragio de seus nomes, naturali-
dades, proQssoes e moradas: os infractores serio
multados em 109.
Art. 11. Neohum facultativo ter parceria com
os pharmaceuticos nem designar a botica em
que se prepare os remedios, e avie as receitas,
sendo igualmente prohibido aos pharmaceuticos
designarem quera deva receitar : os infractores
serio multados em 30g.
Art. 12. Neohum pharmaceutico dever aviar
receita que tiver as quantidades designadas por
meio de signaes, e que nio sejam escripia em
portueuez: os infractores serio multados em
12*000.
Art. 13. as pharmacias ou casas de drogas,
s se vendero medicamentos ou drogas : os in-
fractores serio multados em 259, e reinciden-
cia, alm do duplo da multa, lhes serio aprehen-
didos os gneros estranhos a sua profusa o.
Art. 14. Os confeiteiros e douceiros, nio pode-
rio usar de prepararles veoeoosas com o lira de
aformosearem os doces, bollos e coofeltos: os
infractores serio multados em 109, e na perda
dos doces, bollos e coofeitos, que serio inuli-
lisado*. Acamara municipal designar quies as
preparagoes que se poderio usar para taes
una.
Art. 15. As inhumares deverio ser feitas nos
cemiterios pblicos estabelecidos pela cmara
municipal: os infractores serio multados em
309, e oito dias de prisio, sendo essas penas ap-
phcadas, tanto aos encarregados dos eoterros
como aos que se prestarem a dar sepultura aos
cadveres fra dos referidos cemiterios.
Art. 16. Os eolerramentos dos cadveres serio
feitos das seis horas da manhia as seis da tarde.
Os directores dos eoterros que infriogirem esta
disposigio serio multados em 102.
Act. 17. Nos casos de morte repentina, a pes-
soa em cuja casa ella ae verificar dever parleci-
par immedialamente a auloridade policial, mais
prxima para proceder como for de direito : os
infractores serio multados em 109, ou soffrero
tres dias de prisao se nio poderem pagar a
multa.
Art. 18. Os animaes mortos e os objectos cor-
ruptos, de qualquer genero que sejam, serio en-
terrados nos lugares designados pela cmara mu-
nicipal os infractores serio multados em 59 ou
soffrero um dia de prisio se nio liverem com
que pagar a multa.
Art. 19. As boticas ou casas de pasto, bote-
quins, tabernas e quitandas nio poderio usar de
panel las, caldeires, bataneas ou outros quaes-
quer utencilioi de cobra ou lati, sem ser esta-
nhados e bem limpos : os infractores serio mul-
tados em 49.
Art. 20. Os donos de estribaras e cocheiras
serio obrigados a conserva-las com toda a lim-
peza, varridaa e lavadas todos os dias : os infrac-
tores serio multados m 5}.
Art. 21. Fica prohibido a condumio de cadve-
res nos carros de passeios, quer sejam de aluguel
quer propnos : os infractores serio multados em
209000.
Art. 22. Os proprietarios de terrenos em que
se formarem ou bonverem charcos d'agua que
prejudiquem a saude publica, serio obrigados a
esgota-los e aterra-loa: os infractores serio mul-
tados em 25$.
Art. 23. Fica absolutamente prohibido o dlver-
timento do eotrudo, com aguas, limas de cheiro,
ou ootrss prepararles usadas em semelbaote di-
verta ento : oc infractores serio multados em
205000 e oito dias de prisio, se nio poder pagar
a multa, e, se fr cscravo, aoffrer o castigo de
duaa duzias de palmatoadas.
Art. 24. Fica prohibida a renda de plvora e o
fabrico de fogos de artificio dentro da cidade, po-
voado, a estrada publica : os infractores serio
multados em 2OJ00O ou em oito dias de prisio,
ae nao podrem pagar a multa. A cmara mu-
nicipal designar os lugares para fabrico dos fo-
gos e venda da plvora.
Art. 25. Nioguem poder correr cavallo oss
ras da cidade, excepto as ordenanzas montadas
e os officiaes em servido : os infractores pagario
49OOO de multa, e sendo escravo aoffrer a peoa
de duas duzias de palmatoadas.
Art. 26. Os carros trario noite lanteroas com
luzes : os infractores pagarlo a multa de 69OOO.
Art. 27. Os carros s poderio andar trole
curto as ras da cidade : os infractores serio
multados em 69OOO e mais tres dias de prisio.
Arl. 28. Nioguem poder levantar foroos de pa-
daria ou de oulra qualquer offkua dentro da ci-
dade sem licnca da cmara : os infractores sof-
frero a multa de 259.
Art. 29. Fica prohibida a lavagem de roupa
nos pocos, bicas ou fontes desta cidade : os in-
fractores serio multados em 29 rs., e seodo es-
cravos soffrero duas duzias de palmatoadas.
Art." 30. Todas as casas de negocio e de vender
comestives, que nio conservaren) a devida lim-
peza, serio seus donos multados em 59 rs. e o
dobro as reincidencias.
Art. 31 Os gneros de qualquer natureza cor-
rompidos ou falsificados, que forem encontrados
veoda em qualquer lugar, serio apprehendidos,
laucados fra, precedendo o exime de um facul-
tativo ou pharmaceutico ou dous peritos, nomea-
dos pelo fiscal, e seus donos multados em 29 rs.
por cada qualidade de genero. Se o vendedor fr
escravo, pagar seu senhor 29 rs.
Art. 32. Fica ioteiramente prohibida a veoda
da garapa fermentada e de outras bebidas que
possam prejudicar a saude : os infractores serio
multados em 309 rs. e quinze dias de prisio, e o
duplo as reincidencias.
Art. 33. Nio permittido andarem pelas ras
nem se conservarem nos lugares pblicos os in-
dividuos que soffrerem molestias contagiosas : os
chagados leprosos e bexiguentos, que forem en-
contrados n'esses lugares, serao remettidos aos
hospitaes pelas autoridades policiaes.
captulo 111.
Matadouroi e ar.ougues.
Art. 34. Nioguem poder matar e esquarlejar
rezes para o consumo do povo, senao no mata-
douro publico, ou particulares sem licenga da
cmara municipal : os infractores serio multados
em 29 rs. por cada urna rez.
Art. 35. A malanga ser feita das 6 horas s 10
da manhia, e das 4 s 6 da tarde : os infractores
serio multados em I09 rs., e os que mataren: as
rezes soffrero tres dias de prisio.
Art. 36. Aquelles que mandarem matar rezes
doeotes, ou que mandarem esquartejar as que
forem achadas moras, serio multados em 309 es.,
e os executadores soffrerio oito dias de prisio.
Art. 37. O maladouro ser lavado e limpo to-
dos os dias depois da malanga pelos campias ou
pessoas que malarem as rezes : os infractores se-
rio multados em 49 rs, e 24 boraa de prisao.
Art. 38. Aquelles que majaren) alguma rez can-
cada ou corrida serio multados os donos em 20$
ta. e os executadores soffrerio tres dias de prisio.
Arl. 39. Os marchantes serio obrigados man-
dar conduzir as carnes em cavallos,sendo asean-
galhas forradas com encerado e cobertas as car-
nes com pannos limpos: os infractores serio
multados em 109 rs.
Art. 40. As carnes serio penduradas nos arru-
gues, sendo os lugares onde ellas se depositaren)
forrados todos os dias com pannos braocos e lim-
pos : os infractores serio multados em 59 rs.
Art. 41. Fica abolido o uso do machado, de-
vendo-se cortar as carnes com faca e oa ossos
com serra : os infractores serio multados em 59
rs., e o duplo as reincidencias.
Art 42. No acougue publico desta cidade have-
rio quatro tainos, com bataneas e pesos promp-
los para os criadores, quaodo qaizerem talbar
seui gados, pelo que nada pagario.
O raesmo succede aos criadores de porcos, ca-
bras e carneiros. O encarregado do acougue,
pela falta de prompto proaimento desses objec-
tos, soffrer a multa de 4j rs. por cada vez.
Art. 43. Os repesadores serio obrigados es-
lar no agougue em quanto se talhar carne, sendo
obrigados repesa-las, logo que lhes fr reque-
rido por alguem, eachando-se falta no peso, avi-
sar ao fiscal, tomando logo tres testemuohas,
obrigaodo o caroeceiro preencher a falla ou car-
ne : o repesador que infringir esta disposigio,
ser multado em 59 rs., e o vendedor da carne
fraudada em oito dias de prisao, e o duplo as
reincidencias.
Art. 44. A cmara municipal fornecer aos
criadores e marchantes um curral em que sejam
recolhidas as rezes destinadas para o consumo,
percebendo a municipalidade 100 rs. por cada
cabeca.
Aj. 45. Todos os agougues se fecharlo s 6
horas da tarde impreterivelmente : os infracto-
res serio multados em 109 rs.
capitulo iv.
Objectos que encommodam e prejudicam
ao publico.
Art. 46. Ninguem poder criar porcos, conser-
vando-os sollos pelas ras desta cidade : os que
assim forem encontrados serio aprehendidos e
postos em leilio, cuja importancia ser recolhid
cmara.
Art. 47. Ninguem poder ter gado vaceum e
cavallo solt dentro da cidade e seu termo, sem
pastoradores : os infractores pagario 89 ra. de
mulla por cabega.
Art. 48. Tambem prohibido criar sollo o ga-
do cabrum e ovelhum, salvo com cangas triangu-
lares, cuja base tenha pelo menos quatro palmos
de comprimento e dous de altura : os que forem
encontrados sem canga icaro sujeitos disposi-
gio do art. 46.
Art. 49. Nio permittido tercies sollos pelas
ras desta cidade e seus suburbios salva se anda-
rem acamados, que forem encontrados sem
acamas poderio ser mortos pelos fiscal, alm da
mulla de dous mil ris que dever pagar o dono.
Art. 50. Os que derrubarem matas e os langa-
rem as estradas ou nos rios correles que encom-
modem e privem o transito publico, serlo multa-
dos em 109000, ou soffrerio 3 dias de prisio se-
nao tiverem com que pagar a multa.
Arl. 51. Os que conservarem em'ieus sitios,
malos ou arvores quelaocem ramoa para as es-
tradas que impegam ou incommodem o traoaito
publico, serio multados em dez mil res.
Art. 52. Aquelles que fizerem tapagens nos
ros de naattjeco publica sob qualquer pretexto
que fr, sipP multados em 109000, e soffrerio
3 dias de prisio, sendo obligados a fazer a desobs-
truccio a sua cusa.
Art. 53. Fica prohibido o uso de fogo sollo
(busca ps] as ras desta cidade : oa infractores
serio multados em 2O9OOO, e mais 8 dias de pri-
sao.
Arl. 54. Nenhum pescador poder usar de
reda de malha miuda, devendo se conformar com
a bitolla adoptada pela cmara municipal: os in-
fractores serao multados em 109000, e a rede se-
r inutilisada.
Art. 55. Ninguem poder estabelecer cortumes
e salgadeiras de couro dentro desta cidade ou
prxima a ella, mas s em lugares remotos de-
signados pela cmara municipal : os infractores
serio multados em 209000.
1 Art. 56. Nenhum morador mandar langar as
ruaa ou lugares pblicos animaes mortos ou im-
mundicies, ou outros quaesquer objectos que io>
commodem ou causem damoo ao publico : os in-
fractores serio multados em 29000.
' Art. 57. Todos os moradores sio obrigados a
trazer as testadas de suas casas ou sitios limpos,
mandado-as varrer urna vez ao menos por sema-
na : os infractores serio multados em 29OOO.
Art. 59. Ninguem poder vender gneros ou
effeitos de qualquer natureza depositando-os as
calgadas, impedindo o transito publico : os in-
fractores sendo livres pagarlo a multa de 2$000,
e sendo escravos soffreram duas duzias de pal-
matoadas.
Capitulo v.
Edificaeo e alinhamento das ras e estradas.
Arl. 59. Nioguem poder edificar e reedificar
qualquer obra de pedra e cal, de taipa, ou do
madeira, que nio seja de conformidado com a
planta da cidade, e seus arrabaldes, posturas e
tabellas em vigor precedendo licenga da cmara :
oa infractores serio multados em 20f000.
Art. 60. A cmara municipal'ter um cordea-
dor para indicar e marcar o alinhamento dos pre-
dios na cooformidade do plano adoptado.
Art 61. As licengas para edificar, reedificar,
concertar qualquer obra, sejam nesta cidade ou
povoages de seu termo serio dadas nos aeus re-
querimentos depois que, por despacho da cma-
ra o cordeador der a sua cordeagao, escripia no
verso da petigio, da qual dar urna copia fiel ao
fiscal respectivo para sus mlelligencia : os donos
da obra infractores soffrerio a multa de 209000
e a demoligio da mesma a saa custa.
Art. 62. Os edificios que tiverem sabido do
alinhamento, recuario quaodo forem reedificados,
assim tambem avangario para a frente se estive-
rem arruinados: os infractores incorrerio as
penas queira fazer por si.
Art. 63. Nioguem poder fazer cslgadss em for-
ma de balces que prejudiquem o transito, as ca-
sasque forem em ponto alto deverio rasgar urna
porta ao nivel da superficie da ra, de modo que
os degros da subida fiquem para dentro da ca-
sa : os infractores donos da obra serio multados
em 3O9OOO, e a mesma demolida a sua cusa, e
os mestres pedreiros em 159000.
Art. 64. Os proprietarios que concertaren) oa
de qualquer modo bolirem na frente de suas ca-
sas, tendo ellas as ditas calcadas oa balco alto
para fra do edificio, serao obrigados a cumprir o
disposto no artigo antecedente com as mesmas
penas no caso de infraegio.
Art. 65. Ninguem poder nos predios terreos
conservar rtulos ou postigos de abrir para fra,
sob peoa de29000 de mulla e de serem mudados
a sua custa.
Art. 66. Os oiloes dos sobrados que se edifica-
ren! serio dobrados e nunca singellos, e os alicor-
ees terao forca bastante que os possa sustentar ;
os danos infractores serio multados em 30iO0O,
a obra diasolvida a sua cusa, e os mestres pedrei-
ros em 155000.
Art. 67. As quatro paredes do caixiode quaes-
quer predios quer de sobrado que se edificar se-
rio levantados com igualdide e ao mesmo lempo:
os donos infractores serio multados em 20|000 e
os mestres da obra em 109000.
Art. 68. Os muros qne se edificaren) fazendo
frente para as ras. Iravessas ou beccos deverio
ter dez palmos de altura, e ser guarnecidos de
calcada de pedra ou tijollo em toda a sua exien-
sio : os infractores proprietarios serio multados
em 208000.
Art. 69. Os donos dos mures actualmente exis-
tentes que nos meamos fizerem qualquer coocer-
toa ou reedificagio, icaro obrigados ao disposto
no artigo antecedente, e com as mesmas penas no
caso de infraegio.
Art. 70. Nioguem poder estreitar ou tapar as
estradas e caminhos de aervidio publica, e nem
mesmo mudar de um para outro lugar, sem li-
cenga da cmara municipal: os infractores paga-
rao a multa de 3S0O0, e serio obrigados a res-
tituido das mesmas estradas ou caminhos, sendo
a despeza feita a sua cuata.
Art. 71. Os donos das casas que se edificarem,
reediQcarem, ou que nellas fizerem quaesquer
coocertos em reparos na frente serio obrigados a
fazer cornija ; se o contrario fizerem soffrerio a
multa de 208000, sendo a obra demolida a sua
custa, e o meslre pedrelro tambem multado em
108000.
Art. 72. Todas as casas que se fizerem, deve-
rio ter o mesmo numero de portas ou janellas,
em cada um dos andares, e assoleiraso mesmo
nivelaroeoto : os infractores donos e meslre da
obra, soffrero as penas do artigo antecedente.
Art. 73. As calgadas ou passeios de todaa as
casas, deverio ter pelo menos 4 palmos de lar-
gura, e as Iravessas ou beecos 3 palmos, as
quaes serio niveladas pelo maior numero de ca-
sas que houver na ra, sendo os proprietarios
obrigados a baixa-las ou levaota-las conforme fr
necessario, assim como concerta-las logo que se
damnifiquen): os infractores serio multados em
59, sendo o concert feto sua custa.
Art. 74. Os proprietarios das casas que tive-
rem terrenos em aberto que deitem para as ras,
beccos ou travesis desta cidade, serio obrigados
a mura-los com parede, podeado fecha-Ios com
cerca de madeira, precedendo a competente cor-
deagio, e concedendo-se-lhe para isso um prazo
razoavel: os infractores soffrerio a multa de 48,
ojo duplo as reincidencias.
Art. 75. Ninguem poder edificar de novo
sem guardar nos predios que houver de fazer as
seguinles dimensdes:
1.* Vio pelo menos de 20 palmos no andar
terreo e no primeiro, 19 no aeguodo, e 18 00
terceiro.
2. Portas internas no andar terreo com 12 e
meio palmos de altura limpos, e seis de largura,
00 primeiro e segundo andares 12 palmoa de al-
tura e 6 de largura.
3. Verandas de ferro corridas no primeiro ao
dar, saccadas nos segundos e janellas de peitoral
no terceiro, ou saccadas tambem, mas tendo as
soleiras melada da largura das dos andarea infe-
riores. As soleiras das trapeiras ou sotio fica rio
4 palmos cima dos assoalhos, e deverio ter 8
palmos de comprimento e 6 de largura: os in-
fractores do qualquer das disposigdes deate arti-
go, donos e mestres das obras, soffrero as penas
do art. 71.
Art. 76. As ras que se abrirem nesta cidade,
e povoages do seu municipio, deverio ter pelo
menos 60 palmos de largura, e aa calgadas 12:
os beccos ou Iravessas.40 palmos, e aa calgadas
8: os coDlraveotorea que altersrem esta dispo-
poaigio, sendo donos da obra serio multados em
309, e demolida a mesma aua custa, a os mes-
tres soffrerio a mulla de 20f.
CAPITULO VI.
Edificios em ruina, escavagdes e outro objectos
que podem prejudicar ao publico.
Art. 77. Qualquer edificio, muro ou ontra obra
que ameacar ruina, ser demolida i custa do
proprietario, precedendo exame por dous peritos
cesta do mesmo proprietario, lavrando-se disso
o competente termo, no qual se marque um pra-
zo, seodo intimado para dentro deile fazar a de-
moligio : se fiado esse prazo o proprietario, pro-
curador, ou depositario do predio, auro ou obra
arruinada nio o fizer, aera multado em 201, sen-
do a demoligio a sua casta.
.? *
Art. 78. Qualquer meslre que teodo acabado
urna obra a deixar em ruina por mal aprumada e
construida, verificando-se por peritos na confor-
midado Jo artigo antecedente, ser multado ero
IO9, e 15 dias da prisio, embora nio tenha lugar
O desafmenlo. *
Arl. 79. Ninguem poder abrir buracos, a fa-
zer escavaeea as ras, beccos ou travessas para
festejos, sem licenga da cmara municipal; po-
rm serio os liceociados obrigados a repr ludo
como d'antea eslava : os que o nio fizerem sof-
frerio a multa de 109, seodo os coocertos feitos
sua custa.
Art. 80. E' prohibido fazer escavagdes e tirar
Ierra oas ras, beccos e travessas, ou estradas e
lugares de transito publico, sob peoa de 4$ de
multa.
Art. 81. Ninguem poder ter sobre as janellas
e varandas, vasos 011 caixes com flores, pislas,
ou quaesquer objectos que possam cahir na ra,
e offeoder a quem por ella transitar: os infrac-
tores serio multados em 48, e a iodemnisar o
damoo causado.
CAPITULO Vil.
1
Dtsempachamento dos lugares pblicos da cidade
e povoorOes do termo.
Arl. 82- Ninguem poder sem licenga da c-
mara municipal, depositar as ras, pragas o ou-
tros lugares pblicos, quaesquer objectos que em-
baracem o traoaito: os infractores serio multa-
dos em 29 por cada objecto, os quaes serio re-
movidos saa custa para o lugar indicado pelo
fiscal.
Art. 83. Fica prohibido ter cavallos, ou oulros
animaes quaesquer, atados ) portas, janellas.
ou argollas nos passeios : os infractoras paaaro
29 de mulla.
Art. 8*. Nioguem poder carregar fardos, cai-
xes, palanquios, ou outros objectos por cima das
calgadas ou passeios, de modo que incommodem
a quem por elles transita : os infractores soffre-
rio a multa de 28, e sendo escravo a pena de
duas duzias de palmatoadas.
Art. 85. Os objectos desembarcados nos caes,
deverio somonte ter aquella demora que fr pre-
cisa para a sua conduegio, todava deverio ser
arrumados de modo que nio offendsm o tran
silo .publico : os infractores serio multados em
49000.
CAPITULO VIII.
Voxerias, obscenidades a indecencias pralicadas
nos lugares pblicos.
Art. 86. A' ninguem permittido. de dia ou
de noite fazer pelas ras vozerias o alaridos, ou
dizer palavras, fazer gestos, ou aeges que ofren-
dara a moral publica : os infractores serio mul-
tados em 49, e nio podendo pagar a multa sof-
frerio 3 dias de prisio, se porm fr escravo le-
var 3 duzias de palmatoadas.
Art. 87. Todo o individuo que de dia ou mes-
mo do ooite, nesta cidade a povoages de seu
termo fr achado n banhando-se as bicas e
rios, ou ainda as praias prximas povoados,
de modo que seja visto dos moradores, ser mul-
tado ero 49 e dous dias de prisio, e se fr escra-
vo aoffrer 4 dias de palmatoadas.
Arl. 88. E' absolatameote prohibido as pro-
cisses a figura da morte, ferniecos, e outras
srtmelhantus, assim como homens vestidos de
santos: do mesmo modo prohibe-se o judas do
sbado de Aleluia : csiofratores serio multados
em 4gOOC, e tres dias de prisio.
Art. 89. Todos os estabelecimentos de porta
aberta, deverio conservar-se fechados nos do-
mingos e diaa santos de guarda, a excepgio de
boticas, taveroas, agougues e padarias : os in-
fractores sofrerio a mulla de 109000
Art. 90. Nio permittido apparecer nos es-
pectculos, ou fargas publicas, figuras vestidas
de padrea, ou frades, ou paramentados com qual-
quer veste sacerdotal, ainda que nio finja exer-
cer o ministerio sagrado : os directoros da func-
glo, a os que representaren) taes figuras, soffre-
rio mulla de 109000, e estes ltimos alm
disto a de tres dias de prisio.
CAPITULO 9.
Polica dos mercados e casas de negocios.
Art. 91. Nioguem poder neste municipio a-
brir loja, taveroa, ou oulro qualquer estabeleci-
ment seja de que natureza fr, sem que tenha
para isso oblido licenga da cmara que ser sn-
nual, pagando por ella o que se acha estipulado
na lei do orgamento municipal : os contraven-
tores soffrerio a multa de IO9OOO.
Art. 92. As casas de negocio que venderem
bebidas, serio fechadas aa 9 horas da noite e
no tempo em que estivetem aberlas, seus donos
nio consentirlo ajuntamento de pretos eseravos,
vadios, aviando-os com promptidio e des-
pediodo-os: os ioratores pagario a multa de
59OOO.
Art. 93. Todos os que venderem gneros ou
mercaduras de qualquer especie que seja, de-
verio ser medidas ou pesadas aenio obrigados
a ter todos os pesos e medidas ateridas no regi-
ment da aferigio desta cmara, cuja aterigio se
far todos os anoos nos mezes de outubro e no-
vembro e a revisao da mesma nos de maio e
junho : os infractores serio multados pela falta
de aferigio de cada peao ou medida em 29OOO,
e pela de rerisio em cada am dos mesmos em
18000.
Art. 94. Se o aferidor fizer a aferigio ou re-
visao antea ou depois do tempo marcado no ar-
tigo antecedente a esse trabalno ser multado em
109000
Art. 95. O aferidor que ae negar a acompa-
nhar aos fiscaes em correcglo seodo por isso
com antecedencia convidado, ser multado em
109000.
Arl. 96. Fica prohibido as aferigdea os ae-
cresaimos dos pesos por meio de argolas ou
ganxos, devendo os accressimos quaodo preci-
sos forem, ser feto de modo que fiquem solda-
dos nos pesos, e havendo expressa mensio nos
respectivos bilhetes de aferigio.
O aferidor que infringir esta disposigio ser
multado em 29000 por cada peso.
Art. 97. Os donos de balangas e pesos que
os falsificaren), seja por que modo fr, serio
multados em 208000 por cada peso em que se
achsr a falsifieagao, e em 309000 por cada ba-
laoga falsificada.
Arl. 98. O aferidor que aferir pesos e medidas
com menos do marcado no pidrio da cmara,
aeri multado em 48000 rs. por cada peso ou me-
dida.
Art. 99. As pragas de mercado serio a ribelra
e o largo do Amparo, Balde a Varadouro onde
aa quitandeiraa se deverio postar : os infracto-
res soffrerio as penas do artigo 58.
CAPIUiO 10.
Disponeos* diversa,
Art. 100. Todas as multas e panas serio du-
plicadas as reincidencias quando nio esteja isso
prevenida nos respectivas arligoa.
Art. 101. Todos 01 que mandarem vaccinar
seas filhos, famuloa ou escravos, alo obrigados
a manda-loa a repartigio da vaccina, tantas ve-
tes quanto for ordenado pelo medico : os Infrac-
tores serio multados am 58000.
Art. 102. O taverneiro ou outra qualquer pes-
soa que negar a venda de um genero para es
lhe comprar outro conjuntamente, ser multado
era 29OOO.
Art. 103. Ninguem poder arruinar ou cau-
sar deleito em qualquer obra publica que se
eslea fazendo ouj esleja feita : os contraven-
tores serio multados em 5*000, e oito dias de
prisao.
Arl. 104. Ficam prohibido os correctores,
pombeir*)S ou atravessadores de peixe, e fari-
nha, legumes e oulros gneros que s&o levados
ao mercado publico desta cidade e municipio :
os infractores serio multados em 209000, e nio
podendo pagar a multa soffrerio quatro dias de
prisao.
Art. 105. O porteiro da cmara ou quem o
substituir negando-se aos chamados dos fiscaes
para as corridas, serio suspensos por 30 dias, e
na reincidencia demittido, sendo a falta prova-
da perante a cmara.
Art. 106. Os que derem asylo em suas pro-
piedades ou casas, a escravos fgidos, alm de
ucar respoosavel aos senhores, serio multados
era 30S000, ou soffrero 15 das de prisio, se nio
poderem pagar a multa.
Art. 107. Aquelles que alugarem casas oa
quartos a escravos sem licenga de seus senhores.
soffrero a mulla de 109000.
Art. 108. Ftcarn prohibidas as dangas dos pre-
tos escravos, ou maracat pelas ras e pragas
desta cidade : os infractores soffrerio 24 horas
de prisio, e os escravos duas duzias de palma-
toadas.
Art. 109. Os portos de embarque se deverio
conservar limpos. em caso de infraegio serio
os respectivos cipatazes multados ern 2SO0O.
Arl. 110. Ninguem podar levantar curral de
apanhar peixe sem licenga annual da cmara,
pelo qual pagar o que se acha determinado na
le do orgamento municipal : os infractores se-
rio multados em 209000.
Art. 111. Ficaro prohibidos os seguintes^o-
gos, ronda, lasqninet, maior ponto, dito nan-
eado, locarle, lasca, vispora, gago, banca fran-
ceza tanto de cartas como de dados, e quaes-
quer outros que posto tenham denomioages di-
versas, sejam de paradas : os infractores soffre-
ro a multa de 309000. e 15 dias de prisio, e o
duplo na reiocidencia.
Are. 112. Os donos de quaesqtier casas, se-
jam botequins ou tabolagens onde se fizer usos
de jogos prohibidos, soffrerio as mesmas penas
do artigo anteceieote alm daquellas em que
iocorrerem pelo cdigo do processo criminal.
Art. 113. Nio permittido se nio aos matutos
e aos agentes da cmara venderem fariuha, a-
zeite, milho, feijo na ribeira : os infractores
aeras multados cm 109000, e mais dous dias de '
prisio.
Art. 114. O cordeador desta cmara ter de
cada cordeagio que fizer a quantia de 28000 pa- '
gos pelo dono da obra.
Art. 115. Os proprietarios ou donos du
frooteiras de cajas velhas arruinadas ou cabi-
das, serio obrigados a conservar fechadas com '
lijlos ou taboas bem pregadas nos vios das
portas ou janellas que deilarem para as ras,
travessas ou becos, de modo que se evite o cou- !
lo de vadios e malvados : os contraventores se-
rio multados em 29003 por cada porta ou ja-
nella que existir aberta, e serlo tapadas com ti-
jollo a sua custa.
Art. 116. Tolos os predios situados nesta ci-
dade serio numerados em algarismo arbicos,
sendo os do lado esquerdo da ra todos impa-
res, e 03 do lado direito todos pares, podendo
nesta occasiao mudar-se os nomes de algumas
ras, os quaes serio escripto* em letras redon-
das maiusculas de lila branca em quadros pre-
tos ludo a oleo ; aquelles que alterarem ou apa-
garen) esses nmeros e dsticos serio multados
em IO9OOO, ou na pena de tres dias de prisio se
nio poderem pagar a multa.
Art. 117. Aquello fiscal que por suboroo,
patronato otr outro qualquer motivo reprovado
ou frivolo nao inquieras multas aos infractores
das presentes posturas, ou exigir coDdiges nio
autorisadas por lei sobre qualquer pretexto, se-
r immedialamente damltlido alm de indam-
ulsar o prejuizo que caus*r a cmara.
Art. 118. Fcam prohibidos os dobres dos si-
nos das 6 horas da tarde s 6damanhi, sendo
somenle permittido* durante esse tempo, os
toques para os Santissimos Viticos, para de-
nunciar algum incendio e repiques de festivi-
dades : os infractores, sacristos ou administra-
dores das igrejas onde se der a infraegio serio
multados em 89c00, ou tres dias de prisio se
nao poderem pagar a multa.
Art. 119. Era caso de incendio os sacristies
das igrejas serio obrigados a dar o singal sendo
primeiro oda igreja mais prxima do incendio,
de modo que quando o mesmo fr na freguezia
de S. Pedro Hartyr se darlo sete badaladas a-
pressadas, com o interrallo para dar outras sete,
e assim pordiinte, e quando o incendio fr na
freguezia da S, se darlo dez badaladas do mes-
mo modo, e com o mesmo ialervallo. O sa-
cristio que tiver aviso e nio der os signaes
indicados soffrerio a multa de 49000, e dous
dias de prisio. ,
- Art. 120 Todos serio obrigados em caso de in-
cendio nesta cidade a prestar seus servigos e os
que tiverem cacimbas em seus quintaos a fran- |
quear as mesmas para tirar a gua ; os infracto-
res serio multados em 108.
Arl. 121. Fica prohibido a venda de aguar-
dente ou vinho ou outro; qualquer espirito aos
escravos sem que estes aprseotem bilhetes de
seus senhores que os autorisem a comprar : os
tractores serio multados em 109. 1
Arl. 122. Os fiscaes pelo menos um dia em ca- !
da mez e fra deste todas as vezesque julgarne- '
cessario, visitar as casas de negocios para veri- i
ficar a sua llmpeza, e a ceio impondo as mullas
5ue esli declaradas as presentes posturas : of-
ciando-se todos os mezes a cmara sobre o que
houver de encontrar nessas corridas, e enviando
a lisia dos multados. Aquella fiscal que nio
cumprir a presente disposigio, ser acensado em I
cmara, e aoffrer a pena que esta lbe imposer
por sua negligencia.
REGULAMENTO. #
Art. 1.a Todos os impostos municipaesserioar-
recadados nesti cmara a boca do cofre,e nos me-
zes de fevereiro e margo de cada anno (indo este
prazo pagario os devedores dos referidos impos-
tos o tripulo de seu valor.
Art. 2, Ninguem poder abrir loja ou casa de
negocio, qualquer que seja o genero de industria
commercial que nella tenha de apresentar, sem
que primeiro ftga declaragio na cmara muni-
cipal do lugar em que pretende abrir o estabe-
lecimento e a natureza do negocio, afim de aer
inscripto 00 livro do laogamento : os contraven-
tores soffrerio a malta de 109.
Todas as lojas e casas de negocio ou commer-
cio esli ni forma da lei provincial o. 281 de 9
de maio de 1851, sujeitas a licenga annual de
28, sendo de naeiooaea, a de 49, seodo de estrao-
geiros. Comprebende-se neata disposigio.
1.a Todas aa lojas armazens.ou sobrados em
qua se venderem por atacado, a a retalho qual-
quer qualidade de (azendas, gneros seceos mo-
lhados, -ferragens, louca, vidros, magames, e
quaesquer oulros gneros.
9 2. Todas aa casas qae contiverem gneros
expostos a venda, qualquer que seja a sua qua-
lidade, a quantidade, comprehendendo-se tam-
bem as fabricas e oficinas que ealiverem, exper-
tos a venda qualquer obras ou gneros rfe sua
manufactura, como os de entalhador, escultor,,
marcineiro, tanoeiro, torneiro, cutileiro. ferreiro.
serralneiro, pintor, dourador e gravador, alfaia-
te, sapaleiro, selleiro, pedreiro, e outros seme-
Ihantea.
% 3." Todas as lojas de ourives. latoeiros, ea?-
reiros, caldereiros, boticarios, livreiros, cabet-
leireiros e bnrbeiros.
4." Todos os botequins tavernas, concita-
ras, refinagoes e perfumaras.
5." Todas as casas de consignagao ou venda
de escravos.
6.' Todas as casas ou lojas em que se ven-
derem carnes verdes, de vacca, carneiro ou por-
co o,u carne secca.
7.a Todas as fabricas de charutos ou ta-
baco.
8." Todas a9 cocheiras e cavallarices que ti
VeSe? carr08' sees- ou cavallos de aluguel.
9." Todas as casas de modas de leilo, mo-
vis, roupas, e calcados fabricados em paiz es-
trangeiro.
10 Todos os escriptorios de banqueiros, cor-
rectores, negociantes e cambistas.
Art. 3.a Ficam os fiscaes obrigados nos mezea
de outubro de cada aooo, a fazer as suas fre-
guezias o langamento das casas de negocio espe-
cilicadas no artigo antecedente declarando sepa-
radamente na relagao que orgamsarem, as qua-
lidades das casas de negocio, ou seu genero, ra
em que se acham bem como a nacionalidad
dos respectivos dooos : os referidos langamentos
serao enviados a cmara municipal no 1.a do
mez de novembro de cada anno. sob pena d
suspeogao sem ordenado d'um a dous mezes ae-
scal que for omisso.
Art. 4.a As pessoas que tiverem reclamoges a
fazer, as deveiio apresentar at o ultimo de no-
vembro. por meio de petigio a cmara municipal,
lindo este prazo nio serio mais attendidos.
Arl. 5.a Nioguem poder ter ou usar de car-
ro ou entoga para a coodugio de gneros ou
matenaes. quer aejam puchados a mi, quer
por animaes, sem obler licenea da cmara mu-
nicipal pela qual pagarlo aonualmente a qusntia
de 39, de conformidado com o artigo 22 S 6 *
da le n, 433 do 25 de junho de 1857.
Art. 6.a Toda e qualquer licenea deve ser pa-
ga a boca do cofre, antes que se faga uso do ob-
jecto ; os que porm dellas precisaren), por j
eslarem no uso do mesmo, devera pagar o refe-
rido imposto atrasado nos mezes de fevereiro e
margo : os infractores incorrerio na mulla de
SlpUUt),
Art. 7.a Ninguem poder levantar nem possuir
currares de apanhar peixe no litoral deste muni-
cipio, seja de que qualidade for, aem que obte-
nha licenga da cmara municipal, pela qual en-
nualraente pagar 59, como dispe o artigo 21 S
23 da lei n. 433 de 25 de junho de 1857.
Art. 8 Ficam sujeitos a pagamento de impos-
.los atrasados e aa respectivas multas todos
aquelles que comprarem qualquer eslabeleci-
rnento carro carroga, cujos possuidores tenham
deixsdo de pagar o imposto municipal.
Art. 9.a Todas as collectas a que procederem
os fiscaes na cooformidade deste regulameoto de-
verio ser langados em livros compelentes, nu-
merados e rubricados pelo presidente da cma-
ra, e escriptos pele secretario da mesma, cujo
trabalno dever ser concluido at o fim de Ja-
neiro de cada anoo, dando para isso a cmara os
modellos que melhor julgar para a boa escriptu-
ragio.
Art. 10. Nioguem poder sollar fogo do r,_
de vista, sem licenga da cmara municipal, pela
qual pagario 28. conforme o disposto no artigo-
21 20, da lei n. 433 de 25 de junho de 1857,
icando responsaveis por este imposto osjuizes.
directores, ou encarregados na fcstividade ou
funegio em que bajam taes fogos: os infractores
pagario a multa de 20j:
Arl. 11. No langamento das casas de negocio,
devem os fiscaes ter em vista, que o mesmo in-
dividuo pagar o respectivo imposto por tanta
casas de negocio quantas liver, urna vez que se-
jam bem destnelos urna das outras, ou pelos.
geoeros que nellas se venderem, ou pelas por-
tas e localidades, que os eonsltuam estabeleci-
mentos separados uns dos outros, embora esle-
jam na mesma casa ou edificio.
Mando, por tanto, a todas as autoridades, a
quem o conhecimento e execugio da presente.
resolugio pertencer, que a cumpram e fagan*
cumprir lio inteiramenle como n'ella se contera-
O secretario desta provincia|a faga imprimir,,
publicar e correr.
Palacio do governo de Pernaknbuco, 19 de ju-
nho de 1861, 40 da independencia e do im-
perio.
L. S.
Antonio Marcellino Nun a Goncalvcs.
Sellada e publicada a presente resolugio n'esta.
secretaria do governo da provincia de Pernambu-
co aos 19 de junho de 1861. Joo Rodrigues-
Chaves.
Registradas as fi. 104 v. do Iv. 5a de leis pro-
vinciaea.
Secretaria do governo de Pernambuco. 20 de.
junho de 1861. O amanuense, Rufino Jos F.
de Figueiredo.
Expediente do da ZZ aejull.o.
Officie ao Exm. presidente do Rio Grande do>
Norte.No vapor Iguarass segu para essa pro-
vincia o major reformado do exercito Antonio
Jos de Oliveira Fragata, que vai assumir o com-
mando da fortaleza dos Santos Rios Magos, para o
qual foi norteado, como consto-, da ordem do di
n. 262.
Dito ao coronel commandanle das armas Ao>
o lucio que V. S. me dirigi, sob n. 1,128 e data
de 20 do correte respondo daclarando-lhe que
os africanos livres empregados no servigo do hos-
pital militar nio podem ser considerados escra-
vos da oagio, e por isso nao devem ser compre-
hendidos no mappa exigido para cumprimento do-
aviso circular de 21 de junho ultimo.
Dito ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
Trausmitlo por copia V. s.. para os Qos conve-
nientes, o officio de 10 do corrente eraque o>
commandanle do presidio de Fernando oommu-
nicou-se ter mandado comprar para foraeclmen-
to do respectivo almoiarifado 564 ilqueires de.
farinha de mandioca, medida velha, pelo prego
de 49500 o alqueire.
Dilo ao mesmo.Gerto do conteudo de sua i
formagio de 19 do correte, sob n. 607, o auto-
riso a mandar pagar a pessoa qua fr competente
a quantia de 409 dispendida ivas noites dos dias
24 e 25 de margo ultimo cosa a illuminagio. da*,
casa em que funeciona a rapartigio da polica,,
como aa ve da conla que davolvo. a qual vai co-
berta com officio do chele de polica de 6 desie>
mes, sob n. 620 A.Communicou-se ao chefe de*
polica.
Dito ao meamo. Devolvo V. S. j assignadar
a folba em duplcala, a que se refere a informa-
gao dessa ihesouraria de 12 de junho ultimo, sol
n. 479, relativamente aos vencimentos do tenenta
Luiz Fernandez da Silva, commandanle do des-
tacamento de guardas oacionaes da cidade do Re*
Formoso no mez de margo ultimo afim de que aa
lente Luiz Jeranymo Ignacio dos Santos aejav
effectuado o pagamento de taes vencimentos sob
mintia responsabilidade, nos termos do decreto-
de 7 de rjjulo de 1842, visto nio haver quota, par
ellea, ^
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URIO DI f ERUMIUCO. QUISTA FEItU 15 DI JULHO 1M1.
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liandou-se tambem pagar sob respetabilidad
compaBhia pernambticana a quantia de 655$,
proventente do reboque dado pet vapor Cama-
ragioe aosbateloes cora ara escavada do porto
desla cidade, do mea de junho ultimo.
Dito ao mesmo. Mande V. S. iodemnitar
repartida da gueira da importancia de seis arro-
bas e 3 libras de carne verde a 2)560 a arroba,
torneados pelo almoxairfado do presidio de Per-
neado para sustento da guarnido do vapor Ipy-
ranga, como consta do cciinecimeoto junto.
Dito ao capitn do porta. Tendo nesti deta
concedido ao recrula Deedalo Gomes da Silva, o
prazo de 15 das para provar a sengo, que alle-
gou, assim ocousrouoico V. S. aflm ua que nao
o manJe alistar durante o referido prazo.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Fa-
zendo presentar a V. S. o africano livre AnJr,
que tendo ee ausentado desse arsenal ba das,
veio apresentar-sew-me daudu as raides que o
obrigaram a tal procedimento, lenho a recom-
mendar-lhe, cm usa do que elle expz verbal-
mente, que o sent de qualquer castigo correc-
cional em-que possa ler incurrido.
Dito ao mesmo. Mande V. S. fazer com ur-
gencia, de conformidade com o offlcio do com-
mandante da estucho caval constante da copia
juuta, os conceitus deque necessita o vapor tpy-
ranga. Commuuicou-se ao supradito comman-
dante.
Oilo so mesmo.Mande V. S. alistar na com-
panhia de aprendizes marinheiros o menor Manoel
Perreira Feito>a, quo Ibe ser apresentade com
este oflicio.
Dito ao commandante superior interino de Flo-
tes. Devolvo V. S. os documentos que acom-
panhararn o eu ofTicio de 15 de junho ultimo re-
lativos os vencimeulos de urna escolta de 21
guardas nscionaes, que dala seguio em diligencia
para esta capiUl, stu de que sejam elli'S refor-
mados de conformidade com ainormaco da lhe-
souraria de fazenda de 17 do correle, sob n. 599,
nula por copia, exlremaodo-se a espeza do
exercicio prximo findo da do corrente.
Dito ao inspector da ihesourana provincial.
Itecomnieodo V. S de conformidade com a re-
quisico do chefe de polica, cuntida em ofTicio
le 20 do correte, sob n. 702, que mande pagar a
Joo Jos Ferreira de Mello a quanlia de 465J)2O0,
dtspeu li la com o sustento dos presos pobres da
cade-ia do Liraoeiro nos mezes de abiil a junho
teste anuo, como se v da inclusa cotila.
Oilo ao conselho de compras navaes. Pode o
onselho de compres navaes promover, de cuu-
furiuidade com osarls. 9 a 11 do seu reglamen-
to, a coaipra dos oPjeclos mencionados em seu
cilicio de 19 do corrente, visto que sao necesaa-
rios aos navios da armada.
Dito ao commandanle do corpo de pohcia.
Ple V. S. mandar engsjar no corpo sob seu conf-
inando o paisano Hermillo de liveira Mello, a
quem se refere o seu ufeio desla data, sob
n. 333.
Dito ao juiz de direito de Goiauna.Nao salis-
fazendo a informaco ministrada por Vnic. em 18
do correle com refereucia aos eacla racmenlos
exigidos por aviso circular do ministerio da jus-
lica de 12 de junho prximo udo, a que allude
circular de 12 deste mez, couvm que Voic.
declre precisamente quaes ascondices byg'eni
cas do terreno comprehendido uesse termo, acili-
dade de transporte para elle e seus recursos, bem
como tu lo o mais que possa esclarecer o juizo do
governo para o im que se leni em vista.
Dito ao director das obras publicas.Informe
Vrac. com urgencia porque razo uao tiveram
ainda comeco os reparos de que precisa a Cruz
do Patrio, e que foram ordenados por offlcio
desla presidencia de 1G de margo deste anno.
Dito ao mesmo.-'TransmiUo por copia Vmc.
o offlcio quo me dirigi o juiz municipal e de
orphus do termo de Serinhaem em 15 do fr-
renlo, ifim de que inleirado do seu cootedo,
mande apressar os concertos que em 11 desle
rnez a,andaram-se fazer na cadeia daqoellle
termo.Communicou-se ao supradilo juiz mu-
nicipal.
Dito ao juiz de paz mais votado da freguezia
de Quipap.Declaro Vmc. em resposta ao
seu offici) de 9 do coirente, que nao era pre-
sidencia, e sira ao conselho de quslificaco da
guarda nacional dessa freguezia quo Vmc. devia
remetler, nao a lista dos cidados qualiieados
guardas oaciooaes, como fez, porra sim as re-
tacos organisadas por quatteires e em ordem
alphabetica dos citadnos eleminaios e tsliima-
mente incluidos na lista dos votantes dessa fre-
guezia, conforme determina o art. 10 2 do de-
creto n. 1,130, do 12 de marco de 1853, que foi
o que se recommeodou por' circular de 10 de
maio, e Vmc, sssiro romo todos os juizes de
paz presidentes de juntas de qualiticago, devera
observar annualroenie independente de ordem
superior, e a lempo de serem entregues ao re-
ferido conselho de revso da guarda nacional
antes do primeiro dia de suas sesses.
Portara.0 presidente da provincia, atlen-
dendo ao que requereu o juiz de direito da co-
marca de Santo Anto, Dr. Jos Filippe do Sou-
za Leo, resolve conceder-lhe dez dias de licen-
ca com ordenado para tratar de sua saude nesta
cidade.
Dita 0 presidente da provincia, atlendendo
ao que requereu Manoel Nunes de Mello, e ao
que informou o respectivo juiz municipal, de
conformidade cora o disposto no art. 1 da lei
provincial o. 504, de 29 de maio desle anno, e
nos termos do art. 6 da carta de lei de 3 de ou-
tubro de 1834 explicado por aviso do rriinisterio
dajusligade ti de maio de 1860, resolve no-
mear o referido Manoel Nunes de Mello para
exercer provisoriamente os offlcios de partidor e
contador do termo deOlicda emquaolo nao sao
delinitivamente prvidos na forma do decreto n.
817 de 30 de agosto de 1851.Communicou-se
ao juiz municipal competente ,
Dita.O presdante da provincia, atlendendo
ao que lhe requereu Miguel Pereira Geraldes,
teneule-ajudanle da exlincta guarda nacional
do municipio de Sanio Anto, resolve refrma-
lo do raesrao posto, por estar comprehendido na
dteposicodo 5 Io do art. 85 do decreto n. 722,
de 28 de ooluro do 1850.
Dita.O Sr. gerente da Companhia Pernam-
bucana mande dar transporte para o Aracaty do
vapor Iguaras, em lugares destinados para
passageiros de estado ao juiz municipal do Ouri-
cury, bacharel Pedro de Alcntara do Miranda
Veras, sua senhora e urna ti Iba menor.Mau-
dou-se tamben dar passagens de estado do
mesmo vapor, para o Cear, ao vigario Antonio
Thornaz Teixeira Galro e duas meninas que vo
em sua companhia, e de proa para um seu
criado.
Expediente do secretario.
Do dia 22 de julho de 1861.
ficioi ao inspector da tliesouraria de fazeoda.
O ExoT. Sr. presidente da provincia manda
cemmumear V. S. que o coronel Trajaoo Cesar
Burtaraaque assumio o commando do presidio
de Fernaudo do dia 11 do corrente, como parli-
cipou em offlcio da mesma data.
Dito ao mesmo.O Exm. Sr. presidente da
provincia manda osjmmunicar V. S. que em
18 do correte entro* Jos Marcelino Alves da
Fonseca no exercicto de escrivo do hospital
militar, como participou o coronel commandante
das armas em offlcio datado de 20 deste mez
RetponJeu-se ao referido coronel.
Despachos do dia ZZ de ulho.
Requtrimtntos.
Alexandre Americo de Caldas Braodo.Passe
poaria concedendo dous mezes de licenca com
vencimentos.
Betarmioo Aires de Arocha.Espere o suppli-
cante por crdito.
Bento Jcs Ramos de Oliveira.Informe o
Sr. inspector da (hesouraria de fazenda.
Domingos Ferreira da Souza Vaaconcellas.
Jnforcue o Sr. inspector da thesoura provin-
cial.
Francisco Joaqun Clemente dos Santos.la-
forme o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
Francisco los da Conceico.Pro ve o suppli-
canteo que allega.
Frscisco de Paula Tararea de Mello.In-
forme o Sr, inspector da thesouraiia de fa-
zenda.
Honorato Celestino de Souza.Informe o Sr.
director do arsenal de guerra.
Luiz de Azevedo Souza.Paese portara con-
cedendo leis mezes de licenja com reneimeatee.
Marcelino Jos Lopes.-Inforo A cmara mu-
fjjopal do Recife.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qnartel do commando das armas
de Pernambueo, na cidade do
ate. i fe, em!l de julho de 1861
ORDEM DO DIA N. 122.
O coronel commandante das armas faz publico
par* scieocia da guarnico, que oeata data ae
apreseotou oeste commando o Sr. alteres do d-
cimo batalhao de infantera Carlos Jos Van-
Ns, que ficou reunido ao seu respectivo bala-
ban.
Oulro sin, que tem approvado o engajamento
que na forma do decreto e regulamento do 1* de
maio de 1858, contrahio o soldado da companhia
flxa de cavHara Jos Benicie Becerra, pava ser-
vir por mais seis anno?.
Assignado. Jos Antonio ia Fonseca Galvo.
Conforme. Antonio Entas Gustavo Galvo,
altores ajudaute de ordene interino do com-
mando.
decidido i respailo de Alexandrino de Oliveira, i Tityro diste, es mi aportada hora, ao affliclo
nico culpado e responssvel.
Seguem-se a replica e treplica que se prolon-
gan) ate *3 horas da tarde.
Encerrados os debates, e prtpeitos ae queaiane.
o ceusertio recolhe-se i sala das confefeacle,
e, em vista das respoatas do jory, oreo absol-
vido, sendo a muoicipalidade cendemnada a pa-
gar asoustas do processado.
Levanta-se a sessio is 4 horas, sendo adiada
para o dia 25 i 10 horas de asanhia.
CONStLlDO PIOVINCIIL.
Reiarie das casas aaaiio meacionadas,
' qiiesoffreramaltcraccs presen-
te lancamealo, feilo pelo laneador
Matta.'a saber:
Caes ds Alfandega.
Numero 3.Dr. Jes Raimundo da
Costa Menezes, um armazen ter-
reo arrendado per................ 2;000g000
dem 5.Irmandade do Sr. Bom
Jess das Portas, um armazem
terreo arrendado por..............
Ra da Cadeia.
; Numero 10.Jos Francisco Ribei-
ro, um sobrado de dous andares
3:0003000
PERMIMBUCO.
REVISTA DIARIA.
raaDn0ht:gde2ve ^^ SZtJS'Sfr -fe. '^^S^' l*"**"
boraloiio vapor de lavagem e engommado de1Idf Henrique Gibsoo. umso-
roupa. pertencenle aos seohores Aguiar, Ramos ^dorf T'1?* 4ret aod"
i ic.'i a r rfiin flus pur...............,
dem 11.Candido Alberto Sodr
& Companhia.
90O5O00
A inaugurtgio no sitio dos BurilU, na estra-1
da do Arraial; e para esse acto lem os respecti-
vos proprietarios feito convites s pessoas mais 1
distioctas da nossa sociedade. j
E' de suppor que seja elle assaz concorrido,
e que assim se verifique a utihdade real de um '
tal cstabelecimento, que vantagem da brevida- j
de rene aquella do iooffensivo.
Reclamara por nosso intermedio urna pro-' N
videncia que faca deaapparecer completameote o Nuraero f.-Irmand^de do 9$.
brutal cosime de tiros avulsos pelas ras, dados '
por soldados, quaodo lindara algum acto em que I
ha salvas, eooqual deixam de faz6-lo sopara!
terem esse gosto, cora incommodo edamnoda.
populaco. i
Esle faci deu-ie ainda um dia destes, por oc- ,
casio da feslividado de S. Vicente Ferrer, no pa- Id" fe??***" Gu"pes.
teo da Penh. onde um soldado de norae Jacin- ? sobrado .^. lola e "
da Molla, um sobrado com urna
leja e dous andares, arrendado
por................................ 1:1209000
dem 25.Manoel Ribeiroda Cuaba
liveira, um sobrado com dous
andares e duas lojas, arrendado
por................................ I:a00f000
Ra di Crnr.
Sa-
cramento de Recite, um sobrado
cora urna loja e ires andares, ar-
rendado por...................... 2:500g000
dem 54.Jos Velloso Soares, um
sobrado com urna loja e dous an-
dires, arrendado por............. 1:5005000
tho, depois de debaudado o batalhao, e&teodeu
que devia disparar a granadeira, que conservara
carregada, e cojo estampido assustou as familias
que por alli morara.
Esse trinquedo deve ser puoiJo, porque delje
podem resultar censequencias funestas, j nao
fallando no susto quesempre proroca.
Por portara de 22 do corrente foi proviso- ]
mente noraeado para os otlicios de partidor e
contador do termo de Olinda o Sr. Manoel Nunes
de Mello, ,
Au Dr. juiz de direito da comarca de Santo
Anlao foi concedida a licenca de 10 dias com or-
denado para tratar de sus saude. 1
Foi re ornado por portara de 22 do mez
que corre, o tenente ajudante da exlincta guarda
naciunal do municipio de Santo Anto, Miguel
Pereira Giralles, no raesmo posto ; visto que al-
legou achar-se comprehendido as disposQes do
Io art. 85 do decreto de 28 de oulubro de 1850,
n. 722.
Assumio no dia 11 o Sr. coronel Trajaoo
Ces*Burlamaque o commando do presidio de
Fernando deNoruoha, para que ltimamente fura
nomeado
No dia 18 desle moz entrou era exercicio
do lugar de escrivo do hosp'tal militar desta
provincia, o Sr. Jos Marcelino Alves da Fon-
seca.
Por {orlara de 22 foratn concedidos dous
mezes de liceoca ao primeiro esctiplurario da
thesouraria provincial Alexandre Americo de
Caldas Brando, com vencimentos para tratar de
sua saude.
Por portara de igual data foram tamben
coucedidoa seis mezes de licenca ao escripturario
do consulado provincial Luiz de Azevedo Souza,
com vencimentos e para idntico Qm.
No dia 23 do corrente foram recolhidos
casa de deteogo, 3 homeus livres e 4 escravos ;
a ordem do Dr. chefe de polica 3, inclusive o
pardo Agostinho escravo do Dr. Filippe de Souza
Lelo, e o crloulo Bonifacio, esenvo de Marcelino
Jos Lopes ; a ordem do subdelegado do Recite 3
Inclusive os escravos Cypriano, escravo de Mara
Ignacia Ferreira, e Leonel escravo de Joo Duar-
te ; e a ordem do de Sanio Antonio 1.
Pass'geiros da galera frtnceza Solferino,
viodos do Havre :P. Aduur, Fleury Rose Ade-
le, e Jos Luiz Cavalcaote de Macedo.
Matadouro publico.
MaUrara-so no dia 23 do corrale para 0 con-
sumo desla cidade 109 rezes.
No dia 24-116.
MORTALIDADE DO LIA 24.
Felizmina Mara da Conceico, Pornambuco, 26
annos, solteira, Recite, phtysics.
Ianocencio, Aracaty, 96 annos, solteiro, escravo,
Recite, diarrha.
Frederico Coelho Napoleo, Pernambueo, 24 an-
nos, solteiro, S. Jos, febre amarella. ,
Juveolins, Pernambueo, 6 mezes, Boa-Vista, he- '
palite.
Manoel Antonio Pinto da Silvera, Portugal, 40
aunos, cesado, negocio, cidade de Olinda, in-
ilamraaco.
andares arrendado por.......... l:6OC$000
dem 5.Jos Joao de Amorim, um
sobrado com urna loja e dous an-
dares arrendado por.............. I:000g000
Ra da Cruz.
Numero 41.Capella dos Prazeres
de Guararapes, um sobrado com
urna loja e um andar, arrendado
por............................... 438OO0
dem 61.Herdeiros de Jos Cae-
Uno, um sobrado com urna loja e
um andar, arrendado por......... 1:300;000
Ra do Trapiche.
Numero 32. Francisco de Paula
Vieira Cavalcaiili, um sobrado
com urna lja e Ires andares, ar-
rendado por...................... 2000000
Largo do Corpo Santo.
Numero 3. Luiz Jos da Costt
Amorim, um sobrado com urna
loja e um andar, arrendado por.. 5009000
dem 5.O mesmo, um sobrado
Com urna loja e um andar, arren-
dado por......................... 500*000
dem 7.O mesmo, [um sobrado
com urna loja e um andar arren-
dado por.......................... 500#000
Conlinuar-se-ha.
Communicados.
CHRONICA JUir.URIA.
JURY DO RECIPE.
3 SESSAO.
Dia 2-1 de julho.
PRESIDEMCIA DO SR. DR. JUIZ MUNICIPAL DO
DA 2.
DE OLINDA E 2.SUBST1TUT0
VARA de direito criminal, agostinho
ERMELINDO DE LEA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol
dio de Gutmo Lobo.
Escrivo privativo, o Sr. Joaquim
de Paula Esteves Clemente.
He forma ele toral, Ele cu o
directa.
XII
Urna explicaco.=Paseio Santo Amaro de
Jaboato.=zO alambique a imagem da elei-
co indirecta, como a casa de ca deiras o da
eleigo directa.=.Um meslre de assucar pode
saber philosophia, sem ler aprendido.L'ma
eleico indirecta, pacifica, meihor do que mili-
tas outras =Effeilo admiravel do numero! um
vale mais do que dous I
Concluimos o artigo anterior por estas pali-
vrastacamos dos o mesmo : apuremos o ealdo,
e quebremos o alambiquese quizerraos eleicoes
livres, e represeolaco real do paiz: o nosso actual
alambique s produz maioras artifician.
Ora esta conclusa o do nosso artigo exige ex-
pliCaco para ser entendida: o que vanos fazer;
e as explicaces faro o assumpio do nosso duo-
dcimo artigo, que exclusivamente, dedicado
aos nosses patricios, seohores de engenho: sai-
bam elles, que, aqu na pracs, nao sao lembra-
doss pelos seus correspondentes, e commissa-
rios : alguem, como nos se interessa por elles,
sem o menor lucre, e s per liso e puro patrio-
tismo.
A explicaco un pouco longa, e reclama que
principiemos pelo principio.
Quaodo se aproximava a ultima eleico, que
nos pareis ser tempestuosa, nos, que nunca
votamos, entendemos que, deviamos deixar a
cidade; e assim foi bom ; porque em Santo Ama-
ro de Jaboato, nao sederan os accootecimentos
afiliemos ras, e outros vergontiosos, dos quaes
foi leslemunha esta bella capital de Pernam-
buco.
Sim, ali nao vimos o cadver de um pai de
familia, iniquimenleassassinado, conduzido pelas
i priocipaes ruis da cidade, e como que pedindo
todos os seus habitaotes jusiiea contra os assassi-
[ nos, justica que Ibe foi recusada I
Ali nao vimos espaideiradas, e nem as proezas
termo das 8cen,s Psra invalidar eleiges, que nao sala-
ran ao contento da mesa
[ Ali nao vimos eleicoes feitas em casas particu-
lares, urnas aberla* escropo e martello, raa-
trizes desertas, e cercadas de tropa e esquadro
de cavallaria I
Ali nao vimos a Mestalios ou urna eleitoral,
Fran,.sco sustentar, con todo o descaranento e pertinacia,
! con a presidencia una accao de filiaco pela
As iu horas da nanbaa, presentes o Dr juiz qual nada menos quera do que o reconhecimeo-
municipal do termo de Oltoda, o Dr. promotor to de sessenta e tantos lhos
publico e o escrivo privativo do jury e execu-" quaes pretenda partilhar
coes criminaes, procede esle chamada e ve-
rifica estarem presentes 44 juizes de tacto.
E' declarada aborta a sessao.
Entra em julgameoto o reo Antonio Ray-
raundo de Miranda, aecusado por crine de roube
e como tal pronunciado prisso e livraroento
como incurso no art. 269 do cdigo criminal.
Sendo este o segundo julgameoto a que
submeitido o aecusado, que lora absolvidoem
una das sesses do aono de 1859, o Dr. juiz de
direito da 2.a vara convidou o 2. substituto a
oecuoar a presidencia do tribunal no inpedimen-
to do 1. substituto, julgando-se impedido para
esle encargo por haver volado na reiacio o ac-
cordan que nandira o lo novo jury.
Proeedendo-se ao sorteio do conseibo de sen-
teBca, compoe-se este dos seguintes Srs. juizes
de tacto :
Manoel Joaqun Feroandes de Azevedo.
Joo Cavalcanli de Albuquerque Los.
Joao Jos de Lina.
Antonio Ignacio de Medeiros Reg.
Leandro Lopes Bias;
Leopoldo do Reg Barros.
Augusto Coelho Leite.
Urbana Mamede de Almeida.
Amonio Serapbim dos Santos Lima.
Jos Pereira di Cunha Jnior.
Camillo deLelIu Peixoto.
Francisco Antonio de Menezes.
E' deferido ao conselho o juramento dos Sacies
Evangelhos.
Feita a leilura do processo, o Dr. promotor pu-
blico teta aecusseao do roo, pedindo ao jury que
revogasse a primeira aentenga para o effeito de
condemnar o reo no art. 269 do cdigo criminal.
O advogado do reo, o Sr. Dr. Acionio Borges
da Fonseca, produzio a defeza do aecusado, in-
teressando sempre o audilorio. O illustre advo-
gado comecou por declarar que nao poda facer
esforco se tribuna em constnxueneia de seu me-
lindroso estada de saude.
O. advagado do reo observa, que o presente
processo nao seoo urna urdidura, tecida infa-
memente contra o acensado. Deplora que mais
da um anno se teoha levado para a expedico da
presente appellaco, e que sssim se leona mo-
vido ao reo una atroz persegutQao.
E' ainda para notar, segundo o conceilo do
Sr. advogado, que, sendo dous os reos apella-
os, leona a reiacio conheddo da appeilaclo
espurios, con os
os ttulos e honras s
reservados aos filhos legitinos. E foi preciso
que o pobre esposo ultrajado gritaste con todas
as torcas do seus pilmoes non cognovi eaml
para nao ser vencido I
O receio desermos espectadores de todos esses
successos. que, infelizmente, se derara as ulti-
mas eleigdes, mesmo vista do presidente; o
asco que nos eausa a presenca daquella Messali-
na, sempre corrupta, sempre dissoluta, ainda
mesmo depois, que, por velhacaria, ou por
arrependimeoto das pa-sadis devassidee, aeeo-
selhada por un presidente, quiz tonar tragos e
deafarces de donzella, como se a pureza e vir-
gindade, urna vez perdidas, possam ser cobradas
por meios materiaes; como se a greta ou fenda
macedoniana podesse melhorar a sua condico que
depoia do remedio ficou na mesma, continuando
nos suligos hbitos I O tedio de ludo isso oes
obrgou urna toreada ausencia.
En Jaboato nao se pode estar em casa: o
tempo pouco pata oapaaseios margem dos
dous ros, que se abracan em um ponto para
aperlatem a povoaco, daodo-lhe um encanto e
aspecto adairarel.
Em um des nossos passeios cuegamos ao
engenhoVelho; onde pela vez primeira, vimos
fuoccionar um alambique.
Um alambique una enorme caldeira de
cobre, assentada sobre una tomaina. Esta cal-
deira est cheia de orna calda fermentada, lurva,
escura, acre-doce ; sobre a caldeira, cuja forma
piranidal remeta em um buraco ou orificio,
debruca-se a caneca de urna serpente de metal,
de tal nodo adaptada ao orificio, que lodo o va-
por da calda ero ebuliclo vai-lbe ter s dilatadas
fauces. A serpete, porm, conserva tndo o
corpo, dobrado em muitas vollas, o sinuosida-
des, mergolhsdo em un tanque o'agua fri, que
constantemente ae reno va por meio de una bica,
que vai ter i levada, que faz nor o eoge-
nho. A cauda deata grande serpente, terninada
em um pequeoo orificio, introduxida em um
bojudo barril. E' por esse orificio que a serpen-
te transmita ao barril, gola gota, ledo o api-
ri/o. qu ella extrae da caldeira, poeta em
ebulicio pelo fogovdaforsmlluu
Um escravo oatretam o fogo, pata man ler a
turva calda em eftarresesneia, coja quentura aie
se cotmaunica atenla tmrufriaior, mergu-
lhada n'agua^ e atuitooMOoa ao barril, que Ion-
ge do fogo, dira, abrasada caldeira, aosou
Melibeo:
O Jf*44*4, bus nobis hK otia fecit.
Ajunte-so aa barril, algumas anchoretas, para
racetner as sebra do espirito, depois de cheio o
barril, o eie tudo quanto vimos na dest-
nelo. ^
Pois bem, todo esse complicado spparelho, em
te* de lgria, infuedio-noa tristeza; porque
nelle vinos urna imagem fisl da eleico indi-
recta, que o aasao Cabrion.
, Sim, nossa fraude porco de calda, turra,
acre-doo, posta om diablica efferveacencia pelo
escravo, que, de continuo a tea va o fogo toma-
ina, vamos a mullido, o grande numero de
vetantes primarios, a mor parte incapazes, outros
oapazes, uds semideas, outros com ideas con-
tradictorias, todoa sem se atenderen], porm
todos extremamente agitados pelo maldito es-
cravo, isto pelo agente dos partidos ou do
goTerno".
Nessa serpele, euroscada, que sugava o es-
pirito da caldeira en ebalico, sem que todava
se queimajse, por estar rom o corpo neltidn
n'gua, vamos a mesa apuradora, e omnipo-
tente, resguardada pelas haiooetss, zonbando da
lei, e recebendo da mullido onfusa dos vo-
tantes listas eleitoraes, e por meio do seu juiz
de paz, as mais das vezes, um perf-ito escamotear
o de seus escrutadores, substituindn, augmen-
tando, dimiouindo essas mesmas listas, at che-
gar ao resultado desejado, isto ,poneos elei-
toree de jerarchia superior; bem semelhantes
eesencia deotiilada pela sinuosa serpe do
alambique.
Nesse barril, em cujo bojo vinba terminar
tudo, se nos figuraba vernos alguos ministros,
debutados, filhos legtimos dos eleilores da je-
rarchia superior, e netos da caldeira em.
ebuheao.
as anchoretas, destinadas a recolher as so-
bras, quandoa distilUgo abunlante, vamos os
atildados e genros dos ministros e deputados. A
psssada disiillage foi boa, porque eocheu o
costumado barril, e mais urna anchorela, que
nos mandaram do Rio, quaai as vesperas da
eleico.
T.io vasto e complicado apparelho para produzir
e exlrthir, por um modo indirecto e sinuoso,
lo pouca cousa, quer em quaolidade, quer em
valor, empreando tanta maesa bruta, e tanta
tffervesconcia, nao vale a pena I
Relirarao-nos do alambique, e da affiicliva
imagen da eleico indirecta, e fomos para o
locar onde eslava o assentamenlo ou a casa de
caldeirat.
Se a viata do alambique nos incommodou,
porque nos lembrava os males do prientea
eleico indirecta, en compensado, a'casa de cal-
deira nos alegrou, porque ahi vimos as esperan-
cat do futuro, a eleico directa.
Com effeito, na casa de caldeira nao ha alambi-
ques, nem serpeles, nem sinuosidades, nem
barril, nem anchoretas : o espectculo diver-
so. 0 processo ahi natural, racional c directo.
O primeiro vulto que se encorara em urna casa
de caldeira i o mestre de assucar.
O mestre de assucar um censuario da pri-
meira ordem, armado de urna grande esptula ou
espumadeira, declara crua guerra cachaga, e
nao coDsente qno o caldo (erva com impurezas,
e elementos heterogneos, como o misero escra-
vo do alambique ; e oem tolera que o que est
no ultimo lugar aseen la aos lugares superiores,
sem que se mostr digno dessa ascensao.
E' um gosto ver manobrar o mestre de assucar,
e reduzir o caldo turvo, escuro, cheio de cachaca
e de bacacinhos, um liquido claro, de um ama-
relio esbranquicado e agradavel vista I
Por que separa a cachaca e a langa tora,
lhe perguDlamos ?
E' porque a cachaca incapaz de fazer obra
que preste, nns respondeu elle.
Visto isso ha tamben cqui cousas capazes
e incapazes ?
Sim ; aqoi, como em toda a parte, ha cou-
as capazes e incapazes, o bem e o mal, e do que
mo e incapaz nao se pode deduzir o que bom.
Parece que o Sr. mestre de assucar, dizen-
do-nos que s o bem produz o bem, sabe mais
philosophia do que muitos polticos da nossa tor-
ra, que, em vez de deduzir o bem do bem, o se-
melhante do semelhanle, o anlogo do anlogo
o ideolico do idntico, queren deduzir o contra-
rio do contrario, as capacidades das incapacida-
des, e inrertendo a lei natuial que a lei de
Deus, destruem as jerarchias verdadeirase reaes,
ninellam todos os homens, poem a igualdade on-
de Deus collocou a desigualdade, e chegam a es-
labelecer um communismo poltico, que se reduz
urna comraum anarchia ou coromom servido.
Assim, pois, diga-nos, Sr mestre de assucar,
falle-nos com franqueza, onde aprendeu essa phi-
losophia que lhe ensina deduzir o bem s do
bemf
N8o aprend nunca a philosophia, que um
modo de fazer assucar, segundo o systema dos
Inglezes, respon leu-nos elle. A minha philoso-
phia se reduz limpar bem o caldo ; porque cal-
do misturado com cachaca nunca da assucar
claro, de gra forte e de valor, quando muito dar
mel de furo ou rtame.
Despedimo-nos do bom mestre de assucar,
que em nossa imagioacao se oos figurara um
magistrado absolutamente incompatitel, verifi-
cando as capacidades eleitoraes em face da lei,
para reconhecer somenle n'ellas o direito poltico
do voto.
Do Engenho-velho ponte de Jaboato a dis-
tancia pequea, sahimos do engenho para ver-
moa a pitloreeca ponte, lo elegante, e lo bem
collocada sobre urna lage, que atravessa o rio de
margem margem. Ahi, em qualquer parte, eo-
contram-se sombros 'ingazeiros, acolhemo-nos
ao primeiro.
Era domingo e dia de eleico ; e por isso,
apenas chegmos, quasi ao mesmo tempo chega-
ram tambem dous homens, descalsos, Irazendo
urna tabica sobre o hombro, e pendente della
por urna em&ira cada um conduzia o seu par
de sapatos. Logo depois chegaram mais cinco,
e por fin tres ; dez ao todo.
Ento comecaram esses pobres homens o mais
afiictivo e dilficil processo, que nunca vimos
isto principiaran calgar neias e sapatos.
Uns as calcaran s aressas, outros com o calca-
nhar sobre o peitu do p : o suor lhes corra en
bagas, e os pea. espalmados e rebeldes, mostra-
ran a mais decidida repugnancia en accommo-
darem-se em sapatos, que nos pareciam ser mui-
to pequeos em relacao aos ps
Patricios, o quequerem, para onde rao?
Somos rotantes e vamos para matriz.
Ah I os aenhores sao rotantes I Em quem
.rolan?
Sr. capilo, isso de voto bobagem, pobre
n&o vot, faz o que se lhe manda.
Porm, mandados ou nao ; ja que vo vo-
tar, devem lera sua lista eleitoral.
Sr. capilo, nos nao trazemos listas, o nosso
senhor de eogeoho determioou que fossemos pa-
ra a igreja, onde se nos.dara o papel do voto.
Tudo isso quanto dizemos se passou lateral-
mente, o em presenca da um amigo que se acha-
ra comnosca> Nao ha, pois, o menor improviso.
E para que improvisar en una materia como es-
ta, onde todas as fieces cam muito quem dos
fados I ?
Eis aqui, meu anigo, o quo sao eleicoes en
nossa trra: ou isso que ahi renos ; ou ento,
o que peor, eleico punhal, cono na fre-
guezia de S. Jos e na s de Olinda, onde nen
o pobre Chrislo escapou de urna puabalada, den-
indS e dTmainr n.fmlrJ 5J F'w' ,d" riamo tod"ia m>is Wto., do que eaUmos
mAlte*\*.' ePhl7"nAuT0' e df fora brut, por 8ra, se liressemos certeza de que e perigo
chegar-nos o folego estaremos com- ote\i effic.zmente encarado pela preipici-
_ cia e energa do commercio, e do geverno, e que
' nada do que se pode pralicar para evitar aeme-
Ihante calamidade se ha pompado afim de nao
at onde
vosco
Por desnecessaro, entend nao responder ao
serraos entregues ao capricho do acaso.
Nunca talvet etttresse teota ao al
do po-
Sr. sub-delegado Antonio Claudioo Mooteiro, do der humano evitar mal lita vento a eminente. V
trete de Capoeiras do termo do Bonito, que daquelles casos ero que todos os paseos do ea-
minho se nio oceultam aos nossos olrros. Sabor-
no Diario de Pernambueo de 25 de junho pret-
rito, se oceupou da micha pessoa em relacao a
un despacho que profer n'un requerinento de
seu antagonista, o Sr. Galdino Alves Barbosa,
dirigido directora da colonia de Pinenteiras ;
naa vendo no Diario de honlem un comnuni-
cado do meu amiga e digno delagadn de Agua
Preta, o Sr. coronel Miguel Alfonso Perreira, em
que trata accidentalmente de dous suppostos cri-
niioosos que direw residir no districlo da colo-
nia ; sempre ulgo conveniente fazer publicar as
linhas que seguem, dirigidas illustre redaeco
do Diario, que me feram dicUdas primeira im-
presso que recbi da leilura da correspondencia
do Sr. Claudino Monteiro ; afim de dar urna pe-
quena satisfaco aos leitores que tiverem visto
fallar-se nessasduas publicar oes, a que me reti-
ro, de criminosos no districlo da colonia militar
de Pimenteiras, ainda mesmo do modo por que
o fazem.
Entretanto, releva sempre observar que o lugar
da Prata en que inspector de polica un desses
iodigilados criminosos, perteoce so districlo de
Cateude, que foi desmembrado do -da colonia
prepriamente dita ha quasi tres annos.
Recite. 25 de julho de 1861.
Brasilio de A. Beserra.
apello tfe Raymuoao do Miranda, a uada teaba' baase lalim,' ai monoas palarra que' o alegra
tro do templo do verdadeiro Christo ; ou os as-
sassinatos era massa, como em Aguas-Bellas I
Assim mesmo, das espacies de eleico indirec-
ta, a meihor especie essa que remos aqui por
ser a mais pacifica I
Entretanto, considere-se a torca da eleico in-
directa, mesmo a meihor e a mais pacifica, e fl-
car-ae-ha pasmo I
Essa especie de eleigo lem a rirtude de mul-
tiplicar oa votos do ura su jeito por lanas pes-
soa, quanlae forem aa que estiraren debaixo de
sua influencia. Assim, por exemplo : no caso
presente, o senhor de engeoljo que mandou esses
dez. homens eleico sen o papel do vol, se
conxorresso connosco, pela eleico directa, os
que somos deus doulores, o venceramos, pela
simples razo de que 2 sao mais do que 1. Po-
rm, pela eleico indirecta, 2 sao menos e mui-
to menos do que i ; porque o senhor de enge-
nho urna unidade, naa asaos.das,matulos va-
len por urna cifra ; ora,, urna cifra, collocada
direita de urna unidade, a toma dez vezes naor;
e ahi lemoa a senhor de aagaaho raleado, dez
rezes maia do quo qualquer da as, como ao
evidencia pola seguinte equaco :
:IXl*::!:ttl
liso traduzido quer dizer :
Dous doutores est para um senhor de enge-
nho, nuliplicade por dez matulos, assim cono
arimetheamente dous est para dez, ou duas
unidades para ama dezeni:
nos perfeitaneate o que deremos fazer, como
faze-lo, quando, e qual seria o se* resultado. O
meios e recursos era nossas naos smo superiores
a qualquer necessidade, por maii urgente quo pa-
ree.
Plantar, e cultivar o alfodko em s*o a clima
apropriado, oelher, linpar, enfardar o eperta-lo
em quantidade sulficiente s necesssdades dos
nossos fabricantes, eis indo quanto de nos se exi-
ge em cumprimeoto da nossa tarefa.
Possuimos terreos em abundancia. A India,
aonde o algodo indigena, a Australia, a frica
meridional e as Anuiras ofterecem-nos ampias
regides admiravelmente adaptadas para esse Qm.
Temos a pltora do capital que procura emprego
seguro o proveitoso.
Tanto oa India como oasAutilhas ha redundan-
cia de trabalho. Os conhecimentos^necessarios,
a experiencia, e a pericia podem ser adquiridos
oo decurso de una semaa, a preco rszoivel o
em escala completamente proporcionada s nos-
sas oecessidades.
Nao ha difficuldade insuperavet aos nossos es-
forcos. Est verificado, e eremos que sobre da-
dos bem fundados, que a Jamaica s por si po-
derla fornecer no prximo aono algodo suffi-
cenle e de excellente quaudsde para tornar Kao-
cashire independente de qualquer emergencia
que possa dar-se nos Estados do Sul d America,
que agora suppren coma naior quantidade os
nossos depsitos.
Era quanto India, medidas adequadas por
parte do governo, e urna organisaco propria da
industria aventureira converte-la-hiam dentro-
em breve em fonte de supprimenlo denasiado,
ampio s necessidades Jo mundo iuteiro.
Est subtendido que em todas as empresas sem-
pre apparecem obstculos. Tudo tem, cono diz
o rifo, seu carallo no caninbo. Ha diffieulda-
des que requerem resoluco e energa para ser
vencidas.
Nunca porm o proverbio francs coube me-
ihor do que nesta parte: Ce n'est que le pre-
mier pas qui coute. Nao ha difficuldade* que re-
sistam ao genio emprehendedor da race auglo-
saxonia lo natural e completamente cono os
matutinos nevoeiros se dissipam ao oascer de um
sol de esto.
Nem falta a iodueco oecessaria para isso. Mi-
Ihes de seres do nosso poro depeodera tanto da
produeco dessa fibra para viver quanto carece do
pao quotiiiano.
A molestia dos fructos, qualquer insurre'co de
escravos, a guerra, inmensas causas que nao nos
dado contar, poderiam, as presentes cireums-
tancias paralysar em um s momento nossa mais
imporlaote inluslria, encher o paiz de cruel pe-
nuria, seccar nossa prosperidade em sua origen),
e privar-nos de facto do lugar que oceupamos
como nago de primeira ordem.
Se nos conlentarmos em que aa rousas fiquem
de futuro, como esto agora, isto em receber
algodo dos possuidores de escravos dos estados
que se acharo separados da Uoio Americana na
mesma proporco em que o recebiamos at ago-
ra, ou ao meos como o fizemos at 1860, quan-
do importamos algodo da America na enorme
quandidade de 1,115:890,608 libra, em quanto
que da Iodia impo. taraos apeoss 204,141,168 li-
bras, e do Mediterrneo nao mais do que libras
0.05S.608 libras ; ou en outras palavras, quao-
do recebemos 80 p. c. de todo o nosso suprimen-
to da America, 15 p. c. da Iodia ep.c, de to-
das as maistules deexporieco,se, em referen-
cia ura artigo lo identificado com as olas da
nossa riqueza, consentirnos pernauecer outros
longos seis mezes merc de um s paiz, ao ar-
bitrio do seu capricho, e dos accidentes que pos-
sam succeder-se, deveremos resigasrmo-oos a
| solTrer lodos os coolratempos, e acorreros riscos
procedi-
Ainda volvemos imprensa'para soltar um no-
vo bradnem favor da cultura do algodo no Bra-
sil especialmente na nossa provincia.
Dmo-nos ao trabalho de traduzir de urna ga-
zeta ingleza um artigo que pinta com cores bem
vivas o cuidado que merece Inglaterra o futu-
ro do algodo.
Vero os leitores que qneslao que se ligam
os seus mais importantes inleresses, e era que
est empenhado o amor proprio dessa industrio-
sa naco. Aos esforgos que ella emprega para
generalisar a cultura de um genero de que mais
precisa, podemos corresponder offerecendo lhe
oossos ubertosos terrenos. Se os Inglezes, como
diz o artigo traduzido, tem a plethora do capital,
ajudemo-o aalliviar-se desse mal convidndo-
os a que repartam comnosco a sua exuberancia.
Poder-se-hia alcanzar esse desidertum, se o
overno brasilelrocootratasse com a companhia
da estrada de ferro para que Qzesse esteoder j
a linha da mesma estrada at as margeos do Rio
S. Francisco.
Para facilitar essa empreza poderia garantir-
Ihe um juro exigiado em troca desse favor a irn-
portaco de capitaes par parte da companhia para
o estabelecimento de ncleos de colonisaco nos
terrenos adjacenles estrada, cujos terrenos se-
riara gratuitamente cedidos aos cultivadores.
Parece que a Providencia vela sobre a sorte
futura do nosso paiz e lhe depara occasio azada
para, combinando os seus com os alheios inle-
resses promover um ramo de cultura que lhe
premette mais urna tote.inexhaurivel de ri
queza. E nem s a Inglaterra que carece desse
genero.
A Franca pelo seu recente Iralado com a Iq-
glaterra deslocou inleresses, seraeou germeos
d'equilibrio futuro aa producco manufaclureira,
sbrio a porta que hade dar accesso innovaces
com que se nao contava. Cedendo s solicita-
ces reiteradas dos homens inlelligentes trouxe
as nacoes mais favorec das ao gozo de vanta-
gens especiaes era vista de seus proprios inle-
resses, vantagens desconhecidas por agora, mas
que bem depressa se faro sentir, psrticulaimente
oa Inglaterra.
Os ltimos acontecimentos da Italia alteraram
a cariada Europa, e molificaram era sentido li-
beral o elemento d'induslria c fiscalsaco da Pe-
nnsula.
A Hespanha deu passos consideraveis para
urna nova era de publica prosperidade : n'esse i
paiz, onde o consumo sotTria contrariedades, e *" jneritarelmento acompanham um
era pado por velhos empecilhos das alfandegas; I m*nto desaas ondea cultura do slo lutava conlra dizimos ; ."Me nrem naa proximidades de um rolcao
direitos prohibitivos, haver accrescimo de pro- 8? de or,linario loseosiveu ao perigo das erup-
duclos da Ierra, e maior bem esttr. augmento das i e3 ; os conlecimentos destes ltimos poucos
necessidades das populacoes e possibilidade u'ira- mezes bistam Porem para coavencer-nos de quo
plantar a produeco industriosa. completo descuido a respeito de um perigo vis-
Os raos desse sol que apenas illuminava-a dous I vel c """codimento s proprio de enancas, e traz
ou Ires pontos do globo chegaram tambera a ou-
tios igualmente favorecidos por sua posicu geo-
graphica, ou pelos meios que a nalureza tem
posto ao su alcance para adquirir a torca motora
por comroodo preco.
Em summa a quest.io industrial d'accrdo com
as appareocias, oo deixsr de ser decidida em
scotido de plena liberdade. Urna outra razo
vera em apoio desle argumento e procede do en-
thusiasmo dado na Blgica, na Suissa en'Alle-
manhaa construcQo aperfeiQoada de machinas
vapor naa fabricas de fiaco, que conslituem um
material da industria do algodo, material que
poder tambem ser foroecido em escala conside-
ravel pelo Brasil, especialmente por Pernam-
bueo.
Pacifique-se a Italia e veremos crearem-se alli
tambem importantes fabricas como succedeu j
na Lombardia sobre a fronteira helvtica, rre-
mos outros tantos mercados que sustentarlo o
prego do nosso algodo toimndo d'esse modo
sempre protiquos os aforeos que fizermos para
maoter a sua cultura em escala progressiva.
O. S. M.
0 futuro do algodo.
O que alimenta a industria de tres a quatro
milhesde nessos coocidados nao pote ser oo-
jecto de pouco interesse para o publico. Esse
intoresee cresce extraordinariamente em face das
circunstancias presentes. A Inglaterra acha-se
n este momento quanto a escassez do algodo
em estado ideolico a aquelle em que esteva para
com o chilera em 1831, quaodo essa enfermida-
de al eoto descoohecida para ella a nao ser
pela fama, depois de viajar por 3 ou 4 annos
atravz dos continentes d'Azia e da Europa,
amea;ou-a do porlo de Hamburgo.
Houve eolo, e alguos dos nossos leitores se
bao de recordar, como que um terror secreto que
pairava sobre o espirito publico, oenhuma pre-
cauco porm se tomou.
Os primeaos casos da mysteriosa epidemia que
appareceram em ilull apaoharam a todos quasi
que do sorpreza.
Foram juslameote esperados como podan e
deviim se-lo. A invaso miasmtica que arre-
balou milhares de seres da nossa populaco oo
aconleceu seoo depois de repetidose emphaticos
annuncios.
Mas a esperanza havia prevalecido sobre o
mdo. Como nunca haviamos estado (ao me-
nos que se lembrassem as pessoas que viviam)
sujeitos aos assaltos dessa terrivel enfermidade
asitica, embalavamo-nos na esperanza de que
Ih'escapariamos. Por essa razo negligeociamos
todas as prec.iuc.es al demasiado tarde : o ini-
mgo eslava j sobre o6s : a constarnacao ferio
todos os coraces, e nossa populaco aos milha-
res pagou com a vida o crime da extrema con-
flanca.
Fazemos fervorosos votos para que semelhanle
fclo de experiencia nacional s9nao repita rela-
tivamente a esse mal possivel, e quasi que pode-
mos dizer, provavel dos nossos supprimeotos de
algodo. Mil vezes temos sido smeacados, as
at hoje fomos poupados.
A aterradora calamidade urna e muitas vezes
tem apparecido oo lio riso n te, e seu aspecto
nossos coraces teem tido um choque, e nossas
faces irapaliedecido ; mas tudo se desvanece de
repente. Por maia urna vez, oslentou sua feia
catadura, e agora mais distincUmeote do que
ounca.
E' verdade que nao podemos prosnostcar com
certeza se o perigo que parece lo imnajaenla oos
attiugir ou nao. Talvez quo d'elidflpapemos,
como oulr'ora. Podemos porm dizer com a maior
confidencia que o echo da guerra civil oa Ame-
rica que tere oossos ouvdos demasiado dis-
linclo para que possa ser posto razoavelnenteem
duvida ; e que a oo darnos passos acertado para
precavermo-nos, e a nossos inleresses de una
ruina repentina de ninguem (eremosde oes quei-
xar senao de nos meamos, pelos estragos do lio
terrivel caUfcidade, se infelizmente tormos per
alia aeeommetlidos.
Sabemos que alguma coasa ji se tem feito,
quo Maocbester formou urna associacao para sup-
prineola de algodo Cottoo aupply Associatioo)
que o governo de S. M. nameou commisses de
ioquerto do carpo consular, e que da questio ae
falla frequeoleneote, e urna ou outra ras dta-
c lida em ambas ai casas do Parlajnojito. Fica-
com sigo a certeza de ser mais cedo, ou maia
tarde, punido, com repentino e desastroso casti-
go Temos porm oulros motivos sem que sejam
puramente commerciaes para abrir oovos campos
cultura do algodo onde quer que a oatureza e
as facilidades polticas concorrerem em po los
ao alcance de nossa empreza.
Os Estados do Sul da America sao a praca
forte da escravido dos pretos, e o algodo o
produelo com que adquirem riqueza. Esses estados
formaram-se em repblica confederada, cujo ab-
ierto conservar e propagar o systema do traba-
lho escravo.
Pois bem, deixaodo de parte os inleresses dos
membros escravos, e encarando exclusivamente
os da liberdade, da noral, e di rehgio, parece
ser um dever obvio para oos, dever que agora oos
irape a Providencia Divina que aos esforcemos
era destruir um systema que lo extensos ma-
les tem feito pesar sobre a bumaoidade.
Se quizermas fazer com que o trabalho escra-
vo era pouco tempo se turne intil oa culturado
algodo : a todo o custo podemos pela compe-
tencia lo cansideravelmente reduzir o seu pro-
veito que oo reste indueco alguma para perpe-
tuar esse systema dosmoralisador o contrario a
nalureza.
Privando a America, como nos fcil faze-lo
em pouco lempo, do dominio que ella len nos
mercados europeus por causa desse producto
connercial, destruiramos a alavauca em que se
apoia a escravido, e provavelnente obrigariamos
os agricultores do sul, em defeza propria, a pre-
pararen!-se por urna breve e segura transieco i
susieotar-se em base social maia solida.
Impossivel e calcular o eleito benfico que es-
ta necessidade e seus resultados bao de ter sobre
o carcter moral da sociedade no sul.
Temos visto com pesar a influencia exercida
pela resoluco de sustentar a escravido invo-
luntaria deatruindo o seolimenlo nacional, enve-
nenando as tontea da moral e converteodo o pro-
pria ebristianismo em abrigo da-iniuatica e da
violencia.
A escravido carcome a vitalldade de urna na-
ci como se tora un cancro, e qualquer aeve-
ridade que tenha por fin extirpe-la e brandur
preparada com a (raqueta de um coraco sensi-
vel que, no intuito de evitar o immediato sof-
frimeoto, ttveese por effeito deiu-lo croecer, dif-
fuudir-se e tnumphar.
O dever, assim como o interesse, mais ainda o
dever do que o proprio interesse, exige quo
prompta e activamente oos esforcemos em por
termo ao monopolio parcial da cultura do algo-
do agora em ruaos dos possuidores de escravos
na America.
Alimentamos a esperanca bem fundada de que
tal hade ser o resultado da guerra civil oa Amo-
rica.
Desejamos encarecidamente, e tomos esperan-
ca deque esle resultado se consiga, ainda mesmo
que oo se derrame saogue na contenda frateci-
da, Dem haja insurreico de escravos. Confiamos
que o aviso dado sufficieote. A iuvesiigaco do
perigo deve ter expellido o obstinado descuido.
E assim como o coraroercio livre nos teroou in-
dependente da falta local as colheitas dos ca-
reaos, e pos o prospecto dos gneros alimenticios
sobre ambase firme, do mesmo modo acredita-
mos com prazer quo os nossos lupprimeotos do
algodo se tornro Independemos de contingen-
cias locaes, sejam ellas physicas, sociaes ou po-
lticas.
Provavelnente nao alcancaremog o que arden-
temenle desejamos, son paaaar pela severa a
temporaria oppreaao de um perigo ameacader,
porm dentro de um ou dous anaos te-lo-hemos
effeciivamente sebrepajadoe.
B ainda ha razao bastante para dar torea a ou-
tra naxina proverbial dos oossos naia proxinoa
vizinhos : asa Ada tai, el le Ciel faldera.
O. S.lf.
Correspondencias*
Sr$. redactores.Loado o aeu a precia re Dia-
rio de 25 ao prximo paseada, nelle depares ceas
una correspondeacia do Sr. Antonio Claudiao
Mooteiro, subdelegada de polica do districlo da
Capoeiras, om um dos cujos tpicos sa oceupa S.
S. de minha fracaindiridualidade, a proposite do
um al tostado antea despacho qua o/jktoi-


QCilfTA FEIRA 5 DE JLLLO DI Mi.
w
mente tire occasio de passar ao Sr. jaiz de pst cartas abtrtat para la casa. J se v flnal-
Galdino Altes Barbosa, morador M poroacio da- j mete que essaa cartas foram logo devolvidas e
quelfe Boaie e antecessor do Sr. Claudico na po- Dio se acham anda hoje depositadas, como sup-
lida deesa localidad*
Inteiramente alheio polmica entre esses
dou aeoborea. evo aqu coasigoar que oo me
considero detafftcto ao correspondente, como elle
parece inculcar, taires porque eu seja affeigoado
aoaeu contendor, o que da certo nao importa
desaffeiclo ao Sr. Claudino Honteire.
Defendendo-ae agora da ligeira increpacio que
em represalia me faz o Sr. Cjaudino, direl que
exacto e nao ignoro, como S. S. leve a bondade
de suppor, existirem no dislricto de minha juris-
dic?lo diversos criminosos, e quic mesmo al-
gum ocupando o cargo de inspector de quartei-
rao; mas me permittiri o Sr. subielegado.ob
scrvar-Jhe que, tendo sido taes crimes coramet-
tidos antes de eotrarem estas maltas detoaixo da
acco da juitica, o qne tem lugar ha bem dez an-
uos pelo estabelecimeoto das colonias, tendo es-
tado mais de Tinte annos estes lugares fra da lei,
aegundo S. S. nao ignora ; continuando seus au-
tores a residirerL dentro do termo sem ioterrup-
co, acham-ae esses crim- s proscriptos, em face
do cdigo do processo criminal, e nem ao menos
se pode obriga-toa a allegaren a prescripclo, vis-
to como nunca contra elles aeiuslaurou processo
pelas respectivas autoridades criminaos, conforme
o Sr. subdelegado deve bem saber. Se, entre-
tanto, existerem alguos autos ou summario, de
crime no cartorio da subdelegacia que S. S. hoje
occupa, e a que eoto partencia o territorio da
colonia, far-me-ha especial favor em remetler-
m'os, para que possa eu proceder u priso dos in-
dicados reos, dando-lhes o destino conveniente.
Terminando, devo agradecer ao Sr. Hooteiro a
cortezia com que se digna de tratar-me ; e a Vv.
Ss Srs. redactores, bondade de occuparem
suas columnas com estas toscas linhas do seu
obrigado assignante
Drasilio de Amorim Bezerra.
Pimenteiras, 5 dejulho de 1861.
Public ioes a pedido.
Nao tou *aquelles que us queetdes melindro-
sas eos tu mam arrimar-se, muitas osea contra a
Justina e a nropria conscienci, ae eropiego dos
ezceaaos e dos meios violeotos com a SBiearevel
mesquioha preteocdo de aatiafazer as absurdas
reciamace da ignorancia, da maledicencia do
odio. Se tenho sobeja coragem para decidir-ana
contra os clpalos, nao me falta nem filiar
nunca, merco de Dos, para faze-lo em faver dos
innocentes apezar de todas as preveocees, aira-
res de todas aa inrectiras e-da lodos os tiro da
malevolencia e da perversidade. E se bem que,
quaudo aa trata de crimaa mais gravas a mais pi-
ngosos sociedade, o dse jo e o dorar de era-
pregar os meios para descobrir a verdade, a mes-
mo im escrpulo bem entendido possam, alias
deram, fra de toda a inconveniencia, fazer in-
clinar um poseo, at cario ponto e sem abuso
para o lado do rigor a autoridade que investiga ;
se bem que seja a missao desla mui dirersa da do
juiz ( eu nao o poda aer neaaa causa ) ao qual,
quaodo coin aa proras e julga, iilicilo e re-
dado fazer outra cousa, que nao aeja a msis pura
juslica conforme os principios establecidos, to-
dava eu procure cora a malor solicitado crgir-
me. le e s 4 lei neasa questao.
O que se passou e o que eu praliquei, ahi Oca
referido e prorado exuberantemente ; a qaalifi-
cico do meu procedimiento na a farei eu, dei-
lando aos leitores esclarecidos aquilata-lo judl-
ciosamenle.
Importa nio esquecer que aqu deliberei re-
solv por mim, sem longo espago de lempo, em
uma questao que por su a gravidade mereceu as
honras de ser submettida so conselho de estado
pleno depois de terem sido ouvidasduas secci,
Li com sorpreza no Diario de Pernambuco n.
136, de 14 do mez passado um aviso circular do
ministerio de agricultura, commercio e obras pu-
blicas, dando conhecimento do parecer que emit-
tira o conselho de estado sobre um facto, que
bavia tido lugar entre mim como chefo de poli-
ca e a administraco do correio desta provincia
em dias de fevereiro do anno prozimo Ando ; e
como esse facto se houvesse passado, ao menos
no que ha de importante e grave, muito diversa-
mente do que rejo expend lo, nao posso deixar
de retitlca-lo pek impreosa, visto, que por aeio
desta foi assim publicado com esse parecer, nao
tendo sido eu em tempo algum ourido a seme-
lhante respeito.
Podera para prorar a inexclido, con que foi
elle exposto, limiur-me a publicar alguns docu-
mentos, que sao por si sos bastantes, mas nao
quero deixar de rcferi-lo circumstancisdamente,
porque desejo uma justa apreciac&o dos meus
actos, para a qual julg necessana'toda a minu-
ciosidadee claresa.
No da 18 de fevereiro do anno passado. achao-
do-me eu na secretaria, recebi um officio que
me dirigi o administrador interino do correio
dos segointes termos:
Ulm.Sr.Tendo-se por o;casio da abertu-
ra das cartas retardadas do anno de 1857, desti-
nadas queima, que deve ler hoje lugar, encon-
trado amostras de notas falsas remeltidas a F. ..
por F... (1), sendo uma de cincuenta mil ris,
outra de dez mil ris, e a tercera de mil ris, as
quaes ioclosis remeti a V. S. com a carta que
a elle se refere, e tendo-se confundido o sobr-
escripto da carta entre as nutras ja abortas,
depreco a V. S.t a bem do servico publico, que
se sirva dirigir-se com urgencia a esta adminis-
traco a um de ser melhor averiguado este facto
por V. S.
Dos guarde a V. S.Correio geral do Par
18 de fevereiro de 1860.lllm. Sr. Dr. Olyotbo
Jos Meira, digno chele- de polica da provincia.
O chefe de seccao servindo de administrador,
Francisco Pedro Gurjo.
Immediatamente me dirig ao edificio, em que
fuucciona o correio, e l chegando repetio-me o
administrador, que o involucro da carta em que
havMnvojido encontradas as notas falsas, tinha
desapparecilo de entre os outros e suppuaha-se
estar com as cartas abertas que eram em grande
quantidade.
O apparecimento desse involucro era sem du-
vila importante, porque conrinha examinar se
havia diferenga entre o nome do sobrescripto e
o que seachava na carta, a qual poda ler sido
enviada ostensivamente a algum pseudonymo
para certo e determinado individuo, ou vice-
versa, conforme as razes de conveniencia que
poderiam terhavido para ser empregado um ou
outro desies meios.l)avam-se razes particu-
lares, pelas quaes se suspeitava que livesse tido
lugar semelhante estratagema; nem era preciso
violar o segredo para fazer esse exame.
Sendo necessario em taes circumstancias to-
mar de momento um alritre, visto que as cartas
tinbam de ser immediatamente consumidas,
oonriemes de perfeito accordo que fossem todas
depositadas com seguranza at ulterior delibera-
cao, que eu tomara depois de melhormente pen-
sar sobre o objecto.
O administrador fez portaoto recolhe-las a di-
versos saceos, e depois de bem feixados, lacra-
dos e sellados remetteu-os nao para a minha
casa, como se disse, mas para a secretaria da po-
lica, aoode foram convenientemente guardados ;
e all apparecendo ao depois enlregou-me uma
carta, moderna, que entre outras hara encon-
trado feixada, lendo no aobrescripto o mesmo
nome que se achara n'aquella em que foram des-
cobertas as amostras como j disse : recebi-a com
o Gai de examinar o sobrescripto e as notas feitas
pela administrado do correio d'onde linham
rindo, combinando a letra de ambas, etc.
No dia seguiote recebi o eicio do adminis-
trador, que passo a transcreror ;
Illro. Sr.Em additamento ao Officio que
bontem dirig a V. S. acerca das amostras de no-
tas falsas encontradas por occasio da abertura
das cartas retardadas de 1857 que lioham de ser
dadas a consumo, tenho de declarar a V. S. que
endo aquellas cartas antes do acto da abertura,
inventariadas e lancadas em lirro para esse lim
destinado, nelle se acha relacionada uma carta
de porte de cento e cincoeota ris enderezada a
F... ; em vista do que nio resta dorida de que a
carta relativa a taes amostras tinha o enderece
ao mesmo individuo F.,.. (2); e assim nesta par
te, quaolo se nao encontr o eorelope, tica cla-
ra que nao foi a outra pessoa dirigida a carta de
que se trata.
Dos guarde a V. S.Administradlo do cor-
reio do Para 19 de ferereiro de 1860.Illm. Sr.
Dr. Olyntbo Jos Metra, digno chefe de polica
desta provincia.O chefe de seccao servindo de
administrador, Francisco Pedro Gurjo.
Pensando com madureza sobre o que devia fa-
zer nesta questao, cojo objecto era summameote
grare, respond nos termos seguinles :
< Secretaria da polica da provincia do Para 25
de ferereiro de 1860.lllm. Sr.Devolro intac-
to a V. S. os tres saceos de cartas antigs que
me mandou no dia 18 do correte lacrados,%
bem assim a carta que posteriormente me entre-
gou uesla repartirlo com sobscripto paraF... (3]
e com a nota que se segu, no verso 35 N. 52,
31 de oulubra de 1859. Entend, a visla do pre-
ceito constitucional, que nao doria violar o se-
gredo de nenhuma dallas, a ultima das quaes foi-
me entregue sellada, como devolro.
< logo a V. S-, que procure sber qual o indi-
viduo, cujo nome se acha em sobredita carta em
o rotulo, como fica dito, a que nio a entregue
asa communicar-me e fazer vir miaba presen-
ta esse individuo.
a Deus guarde a V. S. lllm: Sr. Francisco
Pedro Gurjo, chata de seccao servindo de admi-
Oaotrador do correio. 0 chafe de polica, Olyn-
tho Jos Meira.
J aa r pea que o-chafe de polica alo cem-
aaapareceu na adminitracao do correio assim
bruscamente, como se depreheode do que foi ex-
posto e consta desse aviso, nem exigi que Ihe
fossem mandadas casa todas as cartas que esta-
ram para ser consumidas.
Em tudo quanlo obrou deu-se o mais espon-
taneo a perfeito accordo da parte do administra-
dor ; nem o que occorreu, e o que pnticou o
chefe de polica, pelas raides expendidas, impor-
ta o mesmo que har* elle exigido a remesa* das
Cidade de Belea o Par, 6 de julho de 1861.
Olyntho Jos Meira.
(Do Diario do Grao-Tari de 9 dejulho de 1861.'.
Ao publico.
Aioda no Diario de 22 do correle, apparece
um anouncio assigoado por Auna Adolina da
Paz Fragozo (que figura neste negocio como P-
lalos no credo) assereraodo ella que a renda
dos escravos feita por seu marido ao abaixo as-
sigoado, simulada, e que tem d'islo docu-
mentos,
E' sabido que entre dous, um que neg, e
outro que afirma, nao se sabe de que parte esta
a razo, e s os tribunies a decidir vista das
proras.
Procura a annuociante uma escapatoria de
que seu marido desacisado, e est tratando
d'isto: na rerdade se um tal arranjo adrede Ihe
podesse servir para prora da simulacao da ren-
da, e para livra-la da crimioalidade, que por
ventura tiresse commeltido, eoto todos os ne-
gocios seriara simulados, e todos os criminosos
seriam absolvidos. E' a primelra rez, que ou-
vimos dizer semelhante doutrioa, que de certo
lalvez exisla no cdigo do Japo.
O marido da annunciaote tem mais juizo do
que aquelle que a aconselha, e mesmo a kem o-
bristado a semelhante procedimento.
No meu poder tenho muitos documentos, qoe
sefossereal a simulacro rallada lalvez viram o
feitico contra o feiliceiro, e em rez de ser eu o
criminoso duas vezes, acharia companheiros,
que fossem quatro vezes. Os tribunaes me (a-
ro ju.-iica.
Declaro desde j nao responder pela folha
nada mais a tal respeito.
Jos Nicolao Vieira da Paz.
(1) Estilo do oficio tas nomes inteiros deseas
pessoas.
2] No oficio esta o nome inteiro.
& Esa ao cfo o nees inttiro.
pde o conselho de estado, cerlamente pelo mo4o
porque foi exposto esse facto, quaodo disse em
eu parecer ... e qoe peior obrou aequestrando
todas as cartas aberlas por esse occasio, caria
que devem ter restituidas a administraco do
cvrreio para terem ueimadas.
Costumo sempre que son obligado a reaolrer-
me de momento, sobretudo em quesles mais
serias e graves, collocar-me em uma siluaco
provisoria e salutar, da qual posta partir para o
ponto que for mais conveniente depois de bem
reOectir.
Se uma resolucao definitiva e rpida muitas
vezes necessaria e salradora em certas occasies,
em outras difDculta e impossibilita mesmo orna
medida rrais acertada que se possa ulteriormen-
te cuaceber.
Deixar de barato que fossem queimados todos
os papis, seria prl'ar-me irremediarelmeotede
alguos meios pata o descobrimento da rerdade,
do que poderia ter muito que arrepeoder-me ;
fazer demorar um pouco o consumo, poodo essas
cartas ao abrigo de toda a suspeita de violaco
era uma medida, que me deixava li vre para fazer
o que entendesse acertado, como pouco depois
aconteceu.
Nao proced S um exame em busca desse in-
volucro (nunca tve a idi de fazer ler semelhan-
tes cadas) porque o segundo odelo do adminis-
trador dissipou completamente a suspeita de que
livesse havdo differenga entre o nome que se
achava nelle e oda carta que cobria, e tam-
bera porque me parece que essa diligencia poda
por em duvida a nao violaco do segredo das a do imperio e a da jutlica.
mesmas cartas, e era por lano inconveniente.
Passarei agora outra questao, ao facto de ha-
ver eu aceitado a carta aberta, que me foi remel-
lida pelo administrador do correio com as amos-
tras das notas falsas.
Comquanto nao lenha por (im contrariar o pa-
recer do conselho de estado, que me merece
mais profundo respeito, e deixando um pouco de
parte o acto do administrador do correio em re-
mette-la, direi todava alguna cousa relativa-
mente autoridade policial pelo facto de have-la
aceitado ; tenho smenta em vista dar aa razes
do meu procedimento, para que, quaodo conti-
nu a ser, como ja foi, considerado menos regu-
lar, possam ser apreciadas as razes, em que me
fundei.
Nao boure da minha parle a menor exigencia,
pedido ou insinuarlo, para que me fosse entre-
gue essa carta ; recebt-a de Improviso, segundo
j se vio, com o officio do administrador acocupa-
nbando as olas em questao, e sendo logo geral-
mente sabido esse fado, um dos jornaes desta ci-
dade no dia spgmute deu circunstanciada noti-
cia delle mencionndoos nomes tanto da pessoa
que a dirigi, como daquella para quem fra di-
rigida : o segredo estava pois violado.
Sendo esse documento por tal forma levado ao
conhecimento da autoridade policial, deveria es-
ta devoh lo e ficar somente com as notas falsas,
cujo exame, se bem que til pelo conhecimento
de um valor falsificado, nao serveria em relaco
s leiscrimioaes se nao paia provar a existencia
do delicio sem deixar a mnima luz sobre o au-
tor, cujo descobrimento era o que mais impor-
lava neste negocio ?
A autoridade policial est cima de toda a im-
puiaco de haver violado, testado violar, ou con-
seolido sequer, que fosse violado o segredo deas a
carta, pois nao havia lugar nem mesmo para con-
sentimeolo dessa viola;o, quaodo Ihe havia si-
do dirigida com aquelle oficio, e portaoto sabido
eslava o segredo antes de receb la e conhecer
do facto : quaodo fra divulgada no mesmo dia
a noticia delle cuja publicacu appareceu, como
j disse, no jornal do da seguiote.
Prejudicada portanto a questao, de que fosse a
polica quem violara o segredo, questao que
nemseagitou, nem se depreheade do pare-
cer do conselho de estado, que ao contrario
nesta parle carrega sobre a administraco do cor-
reio, importa e muito saber, se anda assim de-
via ser devolvido esse documento para ser quei-
mado.
A questao reduzila estes termosse devia ac-
ceitar ou deixar de acceitar a autoridade um do-
cumento que Ihe tinha sido entregue para provar
qual o autor de um crime j descoberto, dove
certimente regular-sa pelas leis criminaes, de
que nao possivel prescindir em materia desla
ordem.
Vejamos pois o que diz o cdigo erimioal.
Art. 129 9. Subtrahirem, supprimirem ou
abrirem (os empregados) carta depois de lanzada
no correio, ou coocorrem para que outrem o
faga.
Penasde perda do emprego ; de priso por
dous seis mezes e de multa correspondente
medade do lempo.
Se com abuso de poder commetterem os cri-
mes referidos respeito da carta dirigida por por-
tador particular :
Penasde priso por viole a sessenla dias e
mulla correspondente melado do tempo.
As penas, em qualquer dos casos, sero dupli-
cadas ao que descobrir em todo ou em pirte o
que na carta se cootirer ; e as cartas assim bali-
dos nao sero admittidas em juizo.
Art. 215.Tirar maliciosamente do correio car-
tas, que Ihe nao pertenecrem, sem autorisago da
pessoa a quem vierem dirigidas.
Penas.de priso por um a tres mezes e de
mulla de dez a cincoeota mil ris.
Art 216.Tirar ou haver as eartas da mo ou
do poder de algum portador particular por qual-
quer maneira que seja :
Penas.as mesmas > artigo antecedente, alm
das em que incorrer, se para commetter este cri-
me usar o reo de violencia ou arrombameoto.
Art. 217.Aa penas dos arligos antecedentes
sero dobradas em o caso de se descobrir a outro
o que as cartas se contiver em todo ou em parte.
Ar. 118.As cartas que forem liradas por
qualquer das maneiras mencionadas nao sero
admittidas em juizo.
Nenhuma das tres hypotheses do art. 129 9
cerlamente se deu ; a ultima dellas que consiste
na abertura da carta depois de laucada no correio
cousa mui diversa do procedimento que tere o
administrador submetten^o ao conhecimento da
autoridade policial uma carta aberta em virtude
do regulamento por haver nella encontrado
os effeilos e as provas de um crime.
Muito menos se deu qualquer das hypotheses
dos arligos 215 e 216.
Dizendo pois o cdigo, que nao sero admitti-
das em juizo as cartas havidas ou tiradas por car-
ies e determinados modos, que foram bem defi-
nidos e especificados, e nao estando a de que se
trata comprehendida em nenhuma das hypothe-
ses previstas, a consequencia que aquella cons-
titua contrario seosu um documento, o qua|
nao tenho sido previamente excluido pela lei oo
o poda ser pela autoridade sem arbitrio desta.
Com que direito pois haveria eu rejeitado esse
documento, que me tinha viodo s mos e esla-
va no caso de ser admiltido em juizo, visto que
nao se haria dado respeito delle nenhuma das
prescriplas pela lei?
Nem se pode dizer que devia noaceita-lo em
razo de ter sido proporcionado por um meio in-
conveniente ou criminoso ; porquanto anda ad-
miltido que seja, rigorosamente, classiflcado co-
mo tal o procedimento do administrador em algu-
ma das hypotheses previstas pelasteis criminaes,
nao poda isto invalidar esse documento e tor-
na-lo inadmissirel em juizo, embora livesse lu-
gar o procedimento da lei pelo facto incrimi-
nado.
A admissibilidade ou ioadmissibilidade de uma
carta em juizo regula-se pelas disposiges que
cima fleam transcriptas, e pela do art. 93 do c-
digo do processo que diz :
a As cartas particulares nio sero produzidas
em juizo sem coosentimento de seus autoras,
salvo se provarem contra os meamos. >
Enlendo portanto que o preceito genrico da
conatituico no art. 179 27, que garante o se-
gredo das cartas declarando o ioviolarel, nao po-
de ser tomado em sentido lio absoluto, que ex-
clu pela su3 torga e aceitago de uma caita re-
mettidsv autoridade, quaodc ella prora ua cri-
ne cowra o seu autor, e ole se acha as condi-
cees que a le prohiba.
Comquanto podesse alada faeer algumas coe-
sideraces, prescindo dellas porque nao 6 o aeu
um disseriar sobre o assumpto, mas expender suc-
ciotamente aa razes de um procedimento que
tire e defender-me de outro que me attrvbuMo.
A' esta observadlo acresce que Dio obstante
achar-ae esse facto ji mui divulgado, nem por
iato deixa de estar aioda algunas canea sobra
que seja inconveniente (aliar sem rastnccas e
sea raaerva, quaodo a acco da polica pende so-
bre o criminoso, e ha bem pouco ce desenvolveu
sobre este mesmo objecto : em um crime lio gra-
re nio haria razio para no espaco de um ajano
e retaetter-se eo silencio
300 fogareiros, 1 barrica grelhas, 4 ditas- ferra-
geae, 40 feixea pie de Ierro; a Jos A. ereira
Das k C.
98 barricas cerreja, II fardos tecidos de ago-
dio ; a Adamson Howie A C
1 caixa fazenda de atgodao; a Joio Reliar
a C
400 fogareiros, 1 barrica grelhas, 1 caixa linha;
a Jos Antonio M. Diaa & C.
1 barrica fer-ragem ; a ordem.
8 calzas rinho do Porto, 1 dita fazenda de li-
nho, 0 ditas dita de algodo, 125 toneladas car-
rio de pedra; a Southall Melln & C.
5 caixta palitos de fogo, 1 dita niassa ; a Fer-
reira & Mariius
2 caixas phosphoros; a Helio Lobo & G.
5 ditas pa.iioi, de fogo; s J. Halliday & C.
50 caixas folha de Flaodres, 44 ditas o 44 far-
dos fazenda de algodio, 2 caixas dita de linho, 2
barricas cerreja, 29 gigos 1 eesto louca, 109 bar-
ra alcatro, 5 caixas patitos de fogo, 44 ditas cha,
10 barril oleo de linhaga, 2 saceos amostras ; a
Saenders Brothers & C.
4 barria tinta branca, 8 ditos dita encarnada, 14
ditos alvaiade, 1 dito pos pretos, 2 ditos secante,
2 ditossal, 30 ditos salitre, 2fardos papel, 1 cai-
xa fundas, 6 dita drogas, 3 ditas oleo de ricino,
1 dita verniz branco, 1 dita sulphate de potassa, 1
dita acido ctrico, i dita dito diversos, 1 sacco ga-
Iha ; a Joio de C Bravo & C.
Vapor nacional Jaguarile, procedente dos por-
tos do intermediomanifestou o seguiote :
14 duzias de laboaa de cedro; a ordem.
9 barris carne salgada ; a Chrislovao Guilherme
Brenckeld.
10 barris carne salgada ; a Sanoders Brothers
&C.
1 caralle ; a Miguel Jos de Abren.
70 saceos farioha de mandioca ; a H Cals.
24 couros salgados, 8 macos ditos de cabra, 2
barricas sebo ; a Manoel GoocaWei da Silva.
2 caixes latas com doce ; a Leite & Irmo.
37 couros salgados; a Jaso Bonco & C.
20 ditos ditos 14 caixotos queijos ; a Manoel
Alfonso A. de Albuquerque.
22 couros salgados ; a Francisco F. G. de Me-
uezes.
41 meios desos ; a Vieira & Neto.
75 ditos de dita ; a Gurgel 4 Irmos.
73 ditos de dita ; a Jos de Si Leitio Jnior.
298 meios de sola, 1 caixote queijos ; a Joo
Jos de Carralho Moraes.
f saneo feijio, 1 caixote queijos ; a Manoel
Lourenco Carralho de S.
t caixote queijos, I barrica sebo ; a Jos Ro-
drigues Ferreita.
10 couros salgados, 3 garajos carne secca, 1
barril azaite, 18 molhos de courinhus ; a Fran-
cisco Aires M. Jnior.
5 barricas queijos ; a Sampaio Silva & C.
36 couros salgados, 4 molhos couriohos de ca-
bra, 500 esleirs ; a Antonio D. Carneiro V.
43 couros salgados, 22 meios de sol, 7 molhos
courinhos de cabra ; a Luiz Borges de Cerqueira.
100 couros salgados; a Silva Bastos & C.
48 saceos feijo ; a Tasso Irmo & C.
85 couros salgados, 1 barril izaite, 2 ditos se-
bo, 2 ditas carne secca ; aCooha Irmo & C.
70 saceos caf, 26 ditos gamma ; ao comman-
danle Trajano C. da Costa Mello.
1 caixao carne ; ao Dr. F. da Silva.
Baeekaeiluria de rcadas internas
Sea-aves ale PeraamlMieo.
Rendimento do dia 1 a 23. 36:50fi762
dem do dia 24......i 842f575
Modello de gratido, offereci-
do ao lllm. Sr. I>r. Pedro
Antonio Cesar.
Tendo eu no dia 1. do correte sido atacado
de uma congesto cerebral em grande perigo de
vida, que apenas palpitara-me o corar.o, (isto
dito por peasoas de minha familia e de alguos
amigos que cercavam-me), qoe nao jalgaram-me
mais a vida, recorreram ao Sr. Dr. Cesar; este
pelo seu grande talento lutou cora a mioba mo-
lestia, que no prazo de 4 das recobrei a minha
falla, e em 12 fiquei com a minha peifita saude
e nao deixarei de agradecer a Dos e ao Sr. Dr.
Cesar, que com muila actividade e telo praslou-
se para commigo, e nao deixarei de reoder cultos
e leuvores ao Divino, pedindo muitas endientes
de felicidade ao Sr. Dr. Cesar e a sua familia, e
eslarei sempre prompto a servi-lo com os meus
poucos prestimos.
Recite 23 de julho de 1861. Seu com estima
seu menor criadoJoo Pedro da Rocha.
37:349ff33'/
Consulado provincial.
Rendimento do dial a23. 77:499>114
dem do dia 24.......l:50764i
79.0065758
MoTimento do porto.
COIHM^CIO*
Caixa Filial do Banco do
Brasil em Pernambuco
A directora em virtude do aviso de 8 de ju-
oho prximo passado, declara que fica prorogado
por mais 60 dias o prazo marcado pelo art. 4 do
decreto n. 1685 de 10 de novembro do anno fin-
do, para a substituico das notas de 209 da emis-
so da mesma caixa, o qual (inda em 19 de se-
terobro^andouro.
Caixa Filial do Banco do Brasil, sos 5 dejulho
de 1861.O secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferreira.
A directora da caixa filial do baoco do Bra -
sil tem autorisado ao Sr. thesoureiro da roesma
caixa a pagar o 15. dividendo do semestre pas-
sado na razo de 8$500 por acco, de conforml-
dade com as ordena reeebidas do banco do Bra-
sil. Recife 15 de jolhe de 1861. O secretario
interino, Luiz de Moraes Gomes Ferreira.
Praca do Recife 24 de
julho de 1861.
\s quatro Uoras da tarde.
Cotacoes da junta de corretores
Acedes :
Do Novo Banco de Pernambucoao par.
Cambios :
Sobre Londres- 25 d. por 19000 90 d. rista.
Descontos:
10,11, 12 e 15 0(0 ao anno.
Leal SevePresidente.
Frederico Guimaressecretario.
Naviot entrados no dia 24.
Philadelphia35 dias, barca americana a Reio-
deer, de 22 toneladas, capito J. W. Coults,
equipagem 11, carga 3316 barricas com farinha
de trigo ; a Rostron Booker & C. Seguio para
os portes do sul.
Rio de(Janeiro10dias, hiate americano leog. de 235 toneladas, capito E. P. Percizal,
equipagem 9, em lastro; a Sanoders Brothers
&C.
Havre31 dias, galera fraaceza Solferino, de
389 toneladas, capito Laisoe, equipagem 16,
carga facodas e mais gneros ; a Tissel-frere
&C.
Navio tahidot no mesmo dia.
Rio Grande do Sulbrigue brasileiro Carolina,
capito Antonio Jos Marques, carga dilFerentes
gneros.
Rio de Janeirobrigu.: hespsohol Wifredo, ca-
pito Marcelino Arno, carga farioha de trigo.
Portos do Sulpatacho americano Seraphina,
capito Ramaey, carga a mesma que trouxe de
Bal ti more.
Suspendeu no lamaro.
Obserraeao.
Fundeou no poco o brigue portuguez Bella
Figueirense.
Secretaria do gorerno de Pemambuco, 21
de julho de 1861.
Fel secretaria do gwerrrd se tn pobtico, que
tendo a lei provincial o. 504 de 29 de maio do
correte anno creado dous officio*'de partidores
em cada ua dos termos da provincia aecumulan-
do um as faneces de distribuidor nos termos
em qoe ha distribuirlo e o outro a de contador,
acham-se ea concurso os do termo de Santo
Aato aflm de qoe os pretndanles se habiliten] e
apresentem seus requerimentos instruidos na for-
ma do decreto n. 817 de 80 de agosto de 1851 e
aviso de 30 de dezembro de 1854 no prazo de 60
dias contados desta data.
Joo Rodrigues Chaves.
Secretaria do gorerno de Pernambuco, 24
dejulho de 1861.
Pela secretaria do goveroo se faz publico, que
leudo a lei proviocial o. 504 de 29 da maio deste
aooo creado dous ofBcios de partidores em cada
um dos termos da provincia, accumulaodo um
asfuneces de distribuidor nos termos em que ha
dislribuico, e o outro as de contador, odiam-se
em concurso os do termo de Golann, aflm de que
os pretendentes se habilitem e apresentem seus
requerimentos, instruidos na forma do decreto n.
817 de 30 de agosto de 1851 e aviso de 30 de de-
zembro de 1854 no prazo de 60 dias contados
desla data.
Joo Rodrigues Chaves.
O Dr. Manoel Moreira Guerra juiz municipal sup-
plenteds primeira vara da cidale do Recife
de Pernambuco por S. M. o Imperador que
Dos guarde etc.
Fajo saber a quem interessar possa que em
virtude da lei tenho convocado o cooselho muni-
cipal de recurai para o dia 29 do torrente, e
para constar mandei larrar a presente que ser
publicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife do Per-
nambuco aos 21 de julho de 1861, Eu Joo Sa-
raira de Araujo Galro, escrivo o escrevi.
Dr. Manoel Moreira Guerru.
Por ordem do lllm. Sr. inspector da alfan-
dega y contrata por um anno o fornecimento de
racoes para a guarnido da acuna Lindoya,
saber :
Pao.
Bolacha.
Assucar branco.
Caf em grao.
Arroz do Maranho.
Bacalho.
Carne verde.
Dita secca.
Toucinho.
Farinha de mandioca.
Feijo.
Agurdenle.
Azeile doce para comida.
Dito para luz.
Vinagre.
Velas de espermacete.
Ditas stearinas.
Sal.
Lenha em achas.
As pessoas que quizerera contratar dito forne-
cimento apresentem as suas propostas em carta
fechada at o ultimo do correte mez.
Alfandega de Pernambuco 18 de julho de 1861.
O 1 escriturario,
Firmioo Jos de Ollveira.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial em observancia da ordem do Ezm. Sr.
presidente da provincia datada de 19 do corren-
te, manda fazer publico, que no dia 1 do mez
de agosto prximo vindouro, perante a junta da
fazenda da mesma thesouraria, vai Dora osante a
praca para ser arrematado a quem mais der o pe-
dagio da barreira da ponte de Tacaruna, avallado
em 300$000 re. aonuaes. .
A arremataco ser feita pelo tempo de dous
annos e ooze mezes, a contar do dia Io de agos-
to do crrente snno a 30 de junho de 1864.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tarlo coraparegam na salla das sessoes da niesrau
junta no dia cima indicado, ao meio dia, e com-
petentemente habilitados ; para o que se acha
designado o dia 25 do correte.
E para constar mandei aQixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 20 dejulho de 1861.
O oflicial da secretaria,
Miguel Alfonso Ferreira.
Ouem quizer render taes objeclos aprsenlo
as suas propostas em earta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horae da manha do dia 31 do
corrate mez.
Sala das sessoes do conselho admimstratic,
para fernecimenlo do arsenal de guerra. 24 da
julho de 1861.
Bento Jos Lamen ha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel rogal secretario interino.
CONSULADO PROVINCIAL.
O administrador da mesa do consulado pro-
vincial faz scienle aos agente de leudes para que
apresentem nesta repartirlo as notas dos que
houverem feito do primeiro do corrente mez
em dianle, para que possa ser arrecadado o im-
posto de meio por cauto decretado palo 30 do
artigo 40 da lei do ornamento vigente teodo em
vista o disposto no artigo 5 do regulndolo de
15 deste mez dado pelo Exm. Sr. presidente da
provincia para observancia dasupracitadalei.par
o que marca o prazo de 8 diasde conformidade
cena as ordenado lllm. Sr. iospector da thesou-
raria provincial em referencia ao artigo 8 do
ja cilado regulamento. Outro sim faz scienle
aos me8mos que na falta de cumprimeoto deste
dever ser cumprido a dis-osiejio dos 1 e2
do artigo 4 do mesmo regulamento.
Meza do coosula lo provincial de Pernambuco
24 de julho de 1361.
Antonio Carneiro Machado Rios.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERIVIANO.
2o1 RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabuado 27 dejulho.
Subir scena o excedente drama em 4 actos
escripto pelo Sr. L. A. Bourgain, aulordo Pedro
Sem. Luiz de Camoea, Mosteiro de Saol'lago, Ca-
sa Maldita e outros,
0STRES.41I0UES
ou
OGOTERHADOR DEBRGi
DENOMINACAO DOS ACTOS.
1.O as3assinato.
2.O juramento.
3.Morra ojos juntos.
4.Fr. Euzebio.
PERSONAGENS.
Fr. Euzebio.................... Germano.
Eduardo de Mendooca.......... Vicente.
D. Alfonso, governador de Bra-
ga............................
D. Rodrigo, aotigo militar___
Mala-Lobos....................
Jeronymo, creado..............
Manoel, camponez..............
Benedicto......................
Gregorio, carcereiro............
Antonio, creado................ Santa Rosa.
D. Isabel........................ D. Isabel.
- Branca...................... d. Maooela.
Theodora, creada.............. D. Carmela.
Homens do povo, soldados, ele.
A acco passa-se em Portugal, na cidade da
Braga, no anno de 1366.
Terminar o espectculo com a linda comedia
em um acto, ornada de msica,
Urna licito de clarim.
Tomam parte os Srs. Raymuodo, Vicente, Tei-
xeira, e as Sras. D. Isab-I e D. Carmela.
Comegar s 7 >{ horas.
Nunes.
Leite..
Valle.
Raymunde.
Teixeira.
D. Jesuiua.
Campos.
Declaracoes.
71
5
o.
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Horas.
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S. a"
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B X
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klhmosphera

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! Dirtccao.
33
9
e
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I Intensidad*.
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o ce
o Pakrenhtit.
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 23. .
dem do dia 24.....
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8
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Centgrado.
00
s


I Hyyrometro.
Cisterna hydre-
metrxca.
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0
360:6638348
19772J324
380435*672
Movlmento da alfandega.
Volumea entrados com fazendaa..
com generes.
Yolames
a
sahldoa

com
com
fazeadas..
eneros..
20
86
111
241
106
352
Descarregam hoje 25 dejulho
Barca omericanaAzeliafarinha e bolachinha.
Brigue portuguezSoberanomercadorias.
Brigue portuguezAmalia Idirertos gneros.
Barca ioglezaSarah mercadorias.
Polaca hespanbolaEsmeraldacarne de char-
que.
Polaca nespanholaIndiadem.
Brigue inglezReliancetrilhos.
Palnabote americano Molangufarinha.
Sumaca hespanbolaTaliavinhos.
lmportacfto.
Patacho inglez Jfary Ann Cann, rindo de Li-
verpool.consignado a SanudersBrothers 4 C. nia-
mifestou o seguiote :
21 fardos e 8 caixas fazenda de algodo, 1 dita
culelerie, 2 barricas serrotes, 36 feixes ps de fer-
ro ; a Patn Nash & C.
2 caixas fazenda de algodio ; a A. C. de A-
breu
2 fardos dita de dito; a Johnston Pater & C.
3 ditos dita de linho ; a S. P. Johnston & C.
7 ditos e 22 caixas faxenda de algodio; a James
Crablree & C-
A noite clara, vento SSE regular at as 3 h. que
rondou para o terral, fresco.
oscu.ac.ao da aun.
Preamaras 6 b. 6' o manha, altura 7, p.
Baixamar a 11 h. 54' da Urde, altura 1,
Observatorio do arsenal de marinha, 24 de ju-
lho de 1861.
Roaaso Stkffle,
1* lente.
Editaes.
Henry Gibson.
3 caixas fazenda de lioho, 1 dita dita de algo-
Uto.'1 dita dita de aeda, 1 data brim ; a Restron
RookertC-
18 fardos fazenda de algodo, 48 feixes ignora-
se ; a N. O. Bieber & C.
2a serbio.Secretaria do gorerno de Pernam-
buc. 24 dejulho de 1861.
Pela secretaria do governo de Pernambuco ae
faz publico para conhecimento de quem interes-
sar possa que, tendo a lei provincial n. 504 de
29 de maio deste aooo creado dous ofBcios de
partidores em cada termo desta provincia, accu-
mulaodo um as fuoecoesee deatribuidor nos ter-
mos em que houve'r dealribuicio, e o outro as
de contador, achas-ae em concorso as do termo
de Birreiros, onde na ba destribuicio aflm de
que os pretendentes ae hibelitem e apresentem
aeua requerimentos instruidos na forma do de-
creto o. 817 de 30 de agesto de 1851 artigo n.
252 de 30 de dezembro de 1854. no praeo de 60
das ceudo deaU data.Woo Rodrigues Cha-
ves.
2* seecio.Secretaria do gorerno de Pernam-
baeo, 24 da julho de 1861.
Pela secreUrU do gorerno de faz publico, para
conheciraeolo de quena interessar possa que, ten-
do a lei prorineul n. 604 de 29 de maio deste
anno creado done officioe de partidora em cada
termo deaU proracia, aceumulando um aafuoc-
coes de dWrtboidor ooiro ai de eoataeor,
25roe e 53 caixas Uzeoda 4% algudle; a acbam-aeamaoB^raoeadeUunadeSeainhJem,
aAm.de que a petaadentee se hettlilem e aBte-
aaa4envpsarus leayerAmanlna iastrutdos oa tor-
na de decreto a. W-a W> fjaml 4* tsW
aviso de SO de deatesbro de 1854 no pisxe de 60
dias eonUdos doU data.
Jlo Rodrigue Chaves.
SOCIEDADE BAL\C4RI4
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Sacam e tomam saques sobre as pravas do Rio
de Janeiro, Maranho e Para.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
los seguinles:
Para provimeoto dos armazens do arsenal
de guerra.
50 arrobas de plvora grossa.
50 massos de obreias.
5 arrobas de fio de vela fino.
1 grosa de limas chatas de 12 pollegadas.
1 dita de ditas ditas de 8 ditas.
1 dita de meias caooas de 12 ditas.
1 dita de ditas ditas de 8 ditas.
12 jugos de alicates chatos e redondos.
3 canta de folhaa de (landres com marca XXI.
5 ditas com ditas de ditas com marca IX.
4 ditas com dita de dita com marca IG.
5 arrobas de pos pretos.
2arrobas desecante.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente aa
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manha do dia 29 do
correte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 22 de
julho de 1861.
Bento Jote Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Os abaixo assignados fazem scienle aospos-
suidores de carros de aluguel de 4 e 2 rodas,
mnibus, carrosas e vehculos de condugo avi-
sem a mesa do consulado proviocial, aflm de re-
oeberem o numero que tem de maodar por nos
mesmos, com os quaes tem de serem matricula-
dos na repartico da polica, devendo-se flodar
o prazo no dia ultimo do mez correte.
Primeira scelo da mesa do consulado provin-
cial 13 de julho de 1861.Os lanzadores,
Joo Pedro de Jess da Malta.
Demetrio de G. Coelho.
Pela administraco do correio |desta cida-
de se faz publico que em virtude da convenci
postal celebrada pelos goveroos Brasileiro e
Praocez sero expedidas malas para a Europa no
dia 31 do corrente mez, de conformidade com o
o aonuncio deste correio publicado no Diario
de 29 de jaoeiro ultimo. As cartas serlo reee-
bidas at 2 horas otes da que for marcada para
a sabida do rapor e os jornaes at 4 Ihoras an-
tes. Correio de Pernambuco 24 de julho de
1861.O administrador, Domingos dos Passos
Miranda.
Conselho de compras navaes.
Tendo de s-r promovida a compra do material
da armada, abaixo declarado, manda o conselho
fazer publico que leri isso lugar em sesso de 27
do corrente mez. mediante propoaUa em cartas
fechadas apresentadas nesseduat aa 11 horas
da manha, acempanbados daa amostras do que
caiba no possivel.
Para o arsenal e navios.
De 620 folhas da cobre da 28 a 30 oncas com a
compoteolo probadura, e 6 barris de alcatro.
pata o arsenal.
De 100 liames de sicepira, 10 tooelladas de
ferro beato e 10JW0 oes de pinho de risins em
taboas de 2 a 3 poUegsdaa.
Sala do conselho de compras navaea em 23 de
julho de 1861.O secreUrio,
Alexandra Rodrigues dos Aojos.
CsMMoUao admististrativo.
O co noel ho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
aeguiotea :
Pea erevimento des rmateos do arsenal
de aerea.
20 milheiros de prego* da ssssalho.
500 meios de sois.
50 garrafas de tinta.
500 peno as de gaoco-
50 pares de dobradices de cruiner enella*.
20 paree de diUs pera portas.
A risos martimos.
Lisboa.
Vai sahir com toda a brevideda o brigae por-
tuguez Soberano por ter o seiLcmegamento
quasi completo : para o rento e passageiros, tra-
ta-se com o consignatario T. de Aquino Fonseca.
Jnior, ra da Cicimba n. 1, primeiro andar, ou
com o capillo na praga.
REAL lOlll'lMIIV
DE
Paquetes inglezes a vapor.
Al o dia 29 do correte espera-se da Europa
o vapor Magdalena, comraaodaote Wolward.
o qual depois da demora do coslume seguir pa-
ra o Rio do Janeiro tocando na Baha para pas-
sagens etc. trata-se com os agentes Adamson
Hovie & C ra do Trapiche Novo n. 42.
COMPANHIA PEiTMBUCAIVA
DI
IMavegac^t costeira a vapor
Parabiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu', Aracaty Ceara',
e Acaracu'.
O vapor ajaguaribe, commandanle Lobato,
sahir para os portos do norte al o Acarac no
dia 7 de agosto s 4 horas da tarde.
Becebe carga at o dia 6 ao meio dia. Eo-
commendas, passageiros e dioheiro a frele at o
dia da sahida a 1 hora : escriptorib no Forte 4o
Mattosn. 1.
Acaracu'.
Segu no dia 8 do mez prximo viodouro o pa-
Ihabole Santa Cruz, recebe carga a frete e pas-
sageiros : tratase com Caetano Cyriaco da C. M.
no lado do Corpo Sanio a. 25.
Para o Atacaty
sahe o hiate Dous Irmos* ; para carga trata-so
com Martin & Irmo, ou com o mestre Joaqnim
Jos da Silveira.
1&&v
Sllf
O patacho nacional Barros 1, de superior mar-
cha, segu com brertdade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-se
Amorim & Filho, ra da Cruz n. 45
capito a bordo.
com viuva
ou com o
irtOP
Para Lisboa e
Borlo.
Segu com breridade o brigue nacional cEa-
jenis, de primeira citase, capillo Maaoel Exe-
qoiei Migeos, o qual tem dona torcos da carga
engajada, para o reato que Ihe talla e passageiros
trata-se no escrieterio de Azevedo Jt Mandes
rea da Crax n. 1, ou com o cepita aa praca.
.t*



DIARIO DI fIAA1BM0G0. *** QUINTA FURA 25 Dfi JULHO DE 1841 i
* e-.m
Rio de Janeko
segu cora toda a Drevidade a barca Mathilde
por ter metade do sea carregamento engajado :
para o restante, trata-se com MaooelAlves Guer-
ra, na ra do Trapiche o. i4, ou com o capito
Jos Ferreira Pinto.
Para Lisboa e Porto.
A barca Santa Clara, que nesta semana se
espera do Rio de Janeiro, seguir em poucosdias
para os sobreditos portes : para o resto da carga
tratarse na ra da Gadeia do Recite o. 4.
sabbado
em ponto.
Jcife n. 48, primeiro andar :
27 do corren te, ai 11 horase
Consolado de Franca.
LILAO
Atteiujao.
Queijo do sertao frescaes barato que admira '.
na ra do Queimado n. 14.
mar-
9
para
Aluga-se uo sitio B Capunga-Mora a ni
em do Rio CapiBanbe, cuja casa tem 4 salas.
Bhhia.
Hotel inglez.
O agente HyppoUto da Silva autorisado pelo
Sr. cnsul de Franca, far leilo do hotel inglet
sito na ra do trapiche ns. 3 e 5 a qual ten-
dido por ter Tallecida Mademiselle Maunier co-
nhecida vulgarmente pelo nome de Dubois, sen
quartoa, boa cosnha, cocheira e estribara
capim :
n. 1 da
quem o
ra do
gem
3 turtos,
cavallos e duas bsixas com
pretender dirija-se ao sobrado
Cotovello, segando andar.
Attenco.
Ouem quizer roupa engommada dirija-se ao
sobrado da ra das Tnncheiras n. 34.
Os abaixo assigaados fazem sciento ao res-
peitavel publico e com especialidad ao corpo
decommercio que no dta 18 do corrente dissol-
veraoa amigavelmeote a sociedade que tinham
as duas casas commerciaes ns. 16 e 18 do largo
Segu a sumaca Hortencia, capillo Belchior
Waciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
filia e passageiros, trata-se com Azevedo & lleu-
de?, ra da Cruz n. 1.
Lisboa e Porto.
Segu at o fim da presente semana o vtleiro
Vigiie nacional Olinda, capito los Gaspar
Pestaa, recebe nicamente passageiros, para os
quaes tem com modos regulares: trata-se com
Saltar & Oliveira, rea da Gadeia do Recite n. 12.
Almirante.
Segoe pata o Rio de Janoiro'o brigue naciontl
Almirante,* capito Hfttique Correia Freitas, o
qual lem parte da carga prompta : para o resto
que The falla e escravos a frete, trata-se com
Accvedoi& Mendes.'ras da Cruz n. 1.
Marantiao e Para
O niaie c'novaea segu cum Drevidade : poia
carga o ptssageiros, trata-se cora os consignata-
rios "MarqUes.Tfarros & C, largo do Corpo Santo
oumero 6.
Para Lisboa.
O btige v.Constante, sahe impreterivelmento
uo dia 6 do prximo mezde agosto ainda rece-
te alguna carga e passageiros, para o que se
trata cort a consignatario Thomacde Aqoino Fon-
seca, ru* do Vigario n. 19, ou com o capito Au-
gusto Csros dos Res.
Para o Aracaty e Ass
segu em poucosdias o hiale Camaragibe por
j ter metade do seu car regiment ; para o resto
passageiros, trata-se com Luiz Borges de Cer-
qeira, na ra do Vigario n. 6.
rtn mo ,,m h,. _.;_!.-_____ t fas duas casas commerciaes ni. 16 e 18 do largo
depois de effectuada a venda ser urna letra per-
tencente ao Sr. Dr. Nabor, e a outros credores.
d? desnecessario dizer-se que o mesmo hotel es-
t bem montado.' os pretndanles pois para in-
formages dlrijam se desde j a chancellara do
consulado de Franga das 10 hars da manha as
3 da larde dos das uleis que ahi encontraro
as clausulas espciaes para arrematado. O lei-
lo ter lugar na chancellara do consulado de
Franca no dia quartd-Ieira 7 de agosto prximo
futuro as lt horas em ponto.
DE
COMPANIHA PERNAMBUCANA
Navegaco costeira a vapor.
O vapor Persinungc, commandante Moura,
egue viagem para os portes do sul de sua es-
cala no dia 5 de agosto as 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 3 ao meio di. .Passagei-
ros e dinheiro a fre'.e at o dia da shida s 2
horas: escriptorio no Forte do Mattoi n. 1.
Urna grande casa.
Antones far lcilo em seu armazem na ra
do Imperador n. 73, de urna grande casa de pe-
dra e cal, sita na estrada do Mooteiro coan com-
morjo para grande familia,com grande sitio e va-
riadas arvores fructferas, boa agua, senzala, co-
cheira, estribara, cuja casa mora actualmente o
Exm. Sr. Dr. Doria, os pretendenles poderao exa-
mina-la por langarem no leilo que lera lugar
qninta-feira 25 do corrente, s 11 horas em
ponto.
LEILO
DE
Movis e escravos
liino, Qcaodo o socio Ignacio Fernandos Eiras
na pnsse do eatabelecimento n. 16. a quem ni-
camente fu a pertencendo com lodo activo e pas-
sivu existente e o socio Theodozio Fernandes Ei-
ras na posse do estabelecimeoto n. 18, ao qual
sotueole Qca pertencendo : rogam por isso a quem
se julgar credor da extiocta firma que haja de
lhes apresontar suas contas para serem pagas.
Recife 23 de julho de 1861.Ignacio Fernandes
Eiras.ThfO'lozio Fernandes Eiras.
No dia 27 do corrente mez, depois da au-
diencia do Sr. Dr. juiz muoicipalda segunda va-
ra, tem de ser arrematado por execugo de D.
Marianos Dorothea Joaquina, como inventbante
do casal de seu tinado pse Jos Francisco Belem
contra Francisco de Paula Lopes Reis, duas ter-
cas partes de um terreno sito a margem do rio
Capibaribe na freguzia do Poco da Pane.la ava-
hado em 270$, como consta do escripto em po-
dei do porteiro. E' a ultima praga.
Aluga-se a propriedade na ra da Gadeia
*do Recife n. 55 : quem a pretender eolenda-se
com o proprietario residente na ra do Impera-
dor terr.eiro andar da casa n. 48.|
O abaixo assignado faz publico que niegue
contrate negocio com a rasa o. 48, sita na raa
do Motocolomb, nos Afogados, perlencentv a
Antonio Mauricio Bezerra, por quanto achate a
mesma casa embargada para pagamento do que
lhe de ve. Recife 22 de julho de 1861.
Francisco Simes da Silva Mafra.
Aluga-se urna escrava para ama de urna
casa de pouca familia, a qual cose perfeitameote,
faz labyriotbo, borda, etc. assim como engor-
me alguma cousa ; quem pretender, dirija-te a
travessa das Cruzes n. 4, toja de calcado.
Leiloes.
LEILO
QuiaUt-feira 25 do correte.
O agento Hyppolito far leilo de differentes
movis como sejam: mottilias de Jacaranda,
mesa elstica, cama franceza, secretaria, relo-
gio para cima de mesa, toucadores, vidros, res-
friaderas, urna excellente burra, aparador e ou-
tros amitos objectos que estaro patentes no
acto do referido leilo, e qual ter logar no seu
scriptorio ra da Cadeia n 48, primeiro andar,
as lt horas em ponto do mencionado dia.
Na mesma occasio -se vender um excellente
aqueiro de j>rata.
LEILO
<}uinta-feira 25 do corrente.
O agente Evaristo autorisado pelo Exm. Sr,
juiz especial do cramercio, a requerimento do
do Sr. depositario geral, far leilo de um carro
fnebre a quem mais der, e sendo em o mo es-
tado em que-se acha, pertenceote a Francisco
Lucas Ferreira e depositado a requerimento de
Jesuino Ferreira da Silva, ao meio dia na ra
4la Florentina armazem n. 14. pertencente s Fei-
del Pinto outr'ora de Jalio Beranger.
LElUO.
Sexta-feira 26 do corrente.
O agente Costa Carvalho fara' leil5o
porconta e risco dos compradores os Srs,
-Jodo Antonio'Paiva da Fonseca e Anto-
nio Bento Fernandes Braga, da arma-
cao e mais gneros da taberna da praca
-da Boa-Vista n. 16 A, visto os mesms
-arrematantes nao terem tomado conta
no prazo das condiccoes, no dia cima
-as 11 horas damanha na mencionada
^taberna.
Leilao
Sabbado 27 do corrente.
Costa CarvHj fara' leilo por man-
dado do Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz do
commercioea requerimento dos cura-
-dores fiscaes e depositarios da massa fal-
lida de Manoel Francisco de Mello, da
loja decalcado do -pateo do Livramento
ai... nAa na mesma occasio as dividas
j)ertencoates ao mewno fallido.
LEILAO
Segiinia-feira 2 do correte.
PARAOS SENHORES
Academieos e Iliteratos.
Costa Carvalho fara' leilao no dia ci-
ma ao meio dia em ponto por conta de
urna pessoa que ce retira para for* ja
provincia, de diversas obras de direito,
medicina ehomeopathia.sem res jpre90.
LEILAO
O agente Pinto autorisado por urna pessoa que
muda sua residencia para fra da cidade, far
leilo sem reserva de prego, de todas os objec-
tos existentes no segundo andar do sobrado da
ra Nova n. 46, a saber : urna mobilia de jaca-
randa completa e em bom estado, urna outra de
faia, guarda roupa, guarda loriga, mesas, mar-
quezss, commodas, toucador, lavatorios, candiei-
ros. louga, vidros e outros objectos que estaro
vista dos compradores, as 10 horas em ponto
do dia cima raenc'onado. -
Na mesma occasio
expor a venda dous escravos, sendo um de meia
idade, oplime eozinheiro, e urna preta de nago
da Costa.
Avisos diyersos.
3000C cao Egp ogvapfttca
Petrn^mhucana
Domingo, 28 do corrente, s 10 horas da ma-
nha, ter lugar a eleigo do novo conselho que
tem de dirigir os trabalhos desla Associaco no
anno social de 1861 a 1862. ScientiQco portento
aos Srs. socios effectivos que lenham em consi-
derago o disposto nos arts. II dos estatutos, 2
da resolugo de 7 de margo de 1858 e 1 com os
seus da de 7 de oulubro de 1860.
Secretaria da Associago Typographica Per-
nambucana 20 de julho de 1861.
J. Cesar,
Io secretario.
SOCIEDADE
INSTITUTO PI E LITTERARIO
Hoje as 10 horas da manha haver sessao do
conselho directorio, e depon abrir-se-ha a deas-
sembla geral.
Secretaria do Instituto Pi e Litterario em 25 de
julho de 1861.
Oiympio de Freita?,
1." secretario.
Cassino Militar
Pernambucano,
A directora roga a todos os senhores socios a
comparecerem em sessc extraordinaria na quin-
ta-ferra 25 do corrente, pelas 5 horas da larde,
am de elegerem a nova direcgo de conformi-
dade coai os estatutos que rege a mesma socie-
dade.
Recife 23 de julho de 1861.
Antonio Vilella.
1.* secretario.
Depois da audiencia do D.-. juiz de orphos
do dia 26 do correte, vai a prafa com o abato da
le, e no valor de 610$ o sitio denominado Bon-
gi, com sua casa de taips, arvoredos de fructos e
terreno proprio, cuja arrematado ter lugar a re-
querimento do inventarame do casal do finado
Manoel das Virgens Ramos.
Deseja-se saber nesta cidade de Clara de
Jess, natural da ilha de S. Miguel, que foi cria-
da em casa do Sr. Victorino Pinto, da villa da
Lagoa : quem aouber della, tenha a boodade de
dirigir-se a ra do Livramento n. 26, a negocio
de seu interesse.
Offerece-se um sacerdote para capellaa de
eogenhoou povoaJos : quem quizer annuncie.
Aluga-se urna sala propria para escriptorto:
na ra larga do Rosario n. 35, deposito de as-
sucar.
O agente Hyppolito de novo levara'
a leilao as dividas activas da massa do
fallecido Manoel Antonio dos Passos
Oliveira & C tendo lugar a venda em
seu escriptorio da ra da Gadeia do Re*
Attenco.
OSr. engenheiro Francisco Seares da Silva Re-
tumba, da Parahiba, mande pagar o que deve a
loja do finado Antonio Francisco Pereira.
Aluga-se um escravo pardo, muito civisa-
do, proprio para criado, copeire e cocheiro :
quem o pretender, dirija-se a ra da Florentina
numero 11.
OHi'reee-se urna ama para casa de pouea
familia para cozinhar; quem precisar, dirija-ar a
ra do Rosario n. 9. que achara com quem tratar
Aluga-se o armazem da casa de sobrado o.
39, e bam assim o do sobrado o. 37, sitos na ra
do Imperador : a tratar no Mondego, em casa do
fallecido commendador Luiz Gomes Ferreira.
Ayteo.
Perdeu-se usa letra da quaatia de 1089920 r.
sacada por Marveel Ribeiroda Silva areita por
achar, que est sem efieito algum, a qual aioda
nao esi sellada.
Offerec-se m moco estrangeiro para ser
criado de urna casa com familia ou sem ella por
ter bastante pratica deste ervigo, preforindo-se
casaestrangeira t quem precisar, pode procurar
na-na Direita n. 92. a qualquer hora da dia.
Pedido
O abaixo assignado teado acabado com a sua
toja de cajeado sita na raa larga do Rosario n.
32, pede encarecidamente as pessoas que se
achara a dever. que venham satisfazer seua d-
bitos, p*is ao bastante antigot, e visto nao con-
rir ter um caiceiro 6 para esto fl.ro. por isso po-
derlo alirigir-e a mesma rea, no basar pernam-
bucano. loja de charutos, afim de evitar o serem
charoadoa por ssua uomes.
Joaquina Bernardo dos Reis.
E. Laurence vai a Europa.
O Sr, Jos Luiz de Azevedo queira diri-
gir-se a casa n. 15 confronte da igreja do Corpo
Santo, a negocio de seo Interesse.
Importante
Aliso
Na loja de|4 portaa da ra do Queimado n. 39,
aclia-se um grande armazem com todo o sorti-
mantode roupaa (eitas, paracujo fim tem mon-
tado urna officin* de alaiate, estando encarroa-
do della um perfeito meslre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
ezercito.
Faz-se fardas, farddes com superiores prearos
e muito bem feitas, tambero trata-se fazer o far-
dameoto todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinoa que de
l vieram ; alm diaso f-se mais casequiohas
para montaa, frdelas ou jaqueles, bem como
coHeles a militar para os Sra. rjudantea de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha deouro ou prste, tudoao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadoreS e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aoode se fazem aa melhores
onhecidas at hojo, assim como lem muito ricos
desenhos a matiz de todas aa corea proprioa para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affianc,ando
que por todo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem eito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'onde
veio o meslre. pois espara a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimnnlar.
Na loja d'aguia de ouro. ra do Cabug n. 1 B,
recebeu um completo sortimenlo de gollinhas de
missanga, sendo de todas as eorea
Precisa-se de um hornero bom trabalbador
de mssseira ; na ra do Cotovello, padaria do
LeSo do Norte.
Ti AlaKa'se c" terrea sita na ra Imperial
n. 74, com 3 quartos, 2 salas, cozinha fra. quin-
tal murado e cacimbas ; a tratar na ra Direita
n. 24, padaria.
O Sr. Joo da Silva Duarte, que foi caiieiro
as ras da Imperatriz e Direito, /as tojas doSr.
Hilarino) queira ir ra Nova n. 7.
Ptecisa-se de um criado para eozinheiro e
copeiro ; na ra do Vigario n. 2.
Na ra da Cruz armazem o. 21 existo urna
pequea poico de galinhas e frangas. da raga Con-
chinchina, e tambem coelhos brancos, e pardos,
sendo tuoo o melhor que se pode deseiar, e que
se vender muito emeonta.
Alugam-se duas ptimas casas no Poqo da
Panella ra do Quiabo pordelrazda casado Rvm.
vigario : os pretendenles fallero com o Rezende
na Casa Forte ou na ra Augusta o. 31.
Aluga-se um sobradinho de um andar e
soto na ra do Cal!auouc.o Velho n. 17 quem
elle pertender dirija-se no armazem do Caes do
Ramos o. 4.
Aluga-se urna preta captiva que seja boa
quitaodeira. quem tiver dirija-se na travessa das
Cruzes n. 12 primeiro andar.
Percisa-se de um pequeo de 13 a 15 an-
nos para caiieiro de urna taberna em Caxanga a
tratar na ra nova n. 69.
Precisa-se de um caiieiro portoguez de 12
a 14 annos de idade com pratica de taberna ou
sem ella a tratar na ra Eslreitado Rozarlo o. 1.
Manoel Martiniano Leite, e sua mai Anna
Pastora de Jess, retirara-se para os serloes do
Cear a tratar de sua sade.
Luiz Thomaz Coelbo Estiras, vai ao Rio de
Janeiro.
No dia 25 do correte mez se ha de arrema-
tar por venda, porania o juizo de orphos do ter-
mo de Olinda, depois da audiencia do mesmo
J11& 0I ben< se8uinle: calto grande por
49000; um aviameotode fazer farinha, conatan-
do de urna prensa e um rodete, coberto de co-
bre, por lOfOOO; oro armario grande por 4$000;
e urna casa de viveoda de taipa no lugar da Mi-
rueira em torras do coronel Joaquim Cavalcaote
de Albuquerque, por 223t00; sendo onze por-
tas, e tres janellas por 505000; cinco mil, e
quinhentaa telbas. por 123200, e a mi de obra
da referida casa por 50*000; cujoa bens sao per-
tencenles ao casal inventariado do finado Manoel
Joaquim de Vasconcelloa, e forana na partilha
dados ao inventarame do dito casal para paga-
mento das cuales, e dividas do mesmo.
O abaixo 'aasignado por consentimento de
seus credores. vendeu a taberna a Francisco Jos
Fernandes Pires, sita na ra da Imperatriz n. 4
e para conatar faz o presente annuncio.
Francisco Fernaodea de Paria.
Quem aonunciou querer comprar urna
burra de ferro procure na ra do Vigario n 17
por cima da loja de funileiro.
Franciaco Jos Fernaodea Prea faz siento
ao publico que comprou ao Sr. Franciaco Fer-
nandos de Paria a taberna da ra da lmperslriz
o. 4, e assim roga a todoa os credores do mes-
mo Paria anreaeoUr aaaa contaa pare se fazer o
dividendo do producto da mesma taberna. Re
cife 23 de julho de 1861.
Na audiencia de 27 do cojreofe rto juizo
municipal da segunda tara, aera arrematada a
taberna n. H na roa das Cioco Ponteo, penhorada
a Antonio Joaquim Rabello Bastos na execuo
3ue lhe move a junta administrativa da irman-
ade da Santa Casa da Misericordia do Recife,
a ultima praco.
Precisa-se de um menino pan. criado dan-
do-se a meosalidade que se convencionar: a
pessoa a quem pretender ficando o dito menino
isento do recrutamento: a tratar na rna do Ara-
gao n. 11, demanhaaou a tarde.
Aluga-ae uro a doos escravos proprios para
todo e qualquer servido ; quem pretender, dirija-
se a ra do Rangel n. 22, taberna.
Precisa-se alugar um moleque de 12 at 14
a'inos de idide : na ra do Ouro n 14.
Manoel Alves Guerra saca sobre o Rio de
Janeiro.
Sincera gratidao.
InflammaQo em um ouvido.
Havia tres mezes que eu padeca de urna in-)
flammzco em um oavido, cujas dores agudissisi-
mas nfio mepermittiam dormir durante este lem-
po ; nao sabendo como dara remedio a meus sof-
frimentos, resolvi-me applicar as chapas medici-
naes do Sr. Ricardo Kirk, com escriptorio na roa
do Parln. 119, com as quaes em curto espaco
de tempo fiquei pereitamente bom.
Assim, Sr. redactor, peco-lhese sirva publicar
este meu agradecimeoto pela sua folha, tanto pa-
r os qne padecerem esta terrivel molestia acha-
rern igual curativo, como para demonstrar a mi-
ara mais sincera gratidao ao mesmo Senhor Ri-
:ardo Kirk.
Jo2o Pereira de Almtida.
Traressa das Saudades n. 10, no Aterrado.
ATTESTADO
em abono das pillas vegetaes depura-
Uvas paulistanas.
Tumor cancroso.
Desde 1852 conservo urna viva e grats lem-
bianga de um curativo que obtive com a appli-
cago das ditas pilulas em urna pessoa de minha
casa, que soffris um tumor cancroso no peito es-
querdo.
Tendo j muito consultado com professores,
resolveraui esses ser preciso fazer-se operaco
porm a doente nao se achava com an:mo de
soffre-la. Lembrei-me consultar ao autor des-
tas pilulas, e esto me asseverou que os seus re-
medios teriam sufficiente torga para resolver e
dissolver o tal lumpr, sem ser preciso recorrer
operago. Esta promessa era para mim de pou-
ca esperanza, porm nao tardei a ver a verdade,
pois que em doze das de tralamento desappare-
ceu o tumor, ficando o peito perfeito.
Portanlo, nascendo hoje a necessidade de fazer
conhecer a virtude deste remedio, julguei ser de-
ver meu publicar o presente em beneficio do au-
tor, e das pessoas que se acharem no caso que ve-
nho de mencionar.
Sanios. 31 de Janeiro de 1858. Francisco
Correa da Silva.
DEPOSITO GERAL
119 Ra do Parto 110
A seohora que tem urna pulseira eropenha-
da por 220 na ra do Imperador n. 16, faga o fa-
vor de vir tirar no prazo de 3 dias ou vir pira
ero sua presenga ser vendida, do contrario cor-
rer o juro de um vintem por pataca como cor-
ra at o primeiro de junho, pois j se avsou
pessoalmer.te bastantes vezes. Recife 18 de ju-
lho de 1861.-Jos Joo Gongalves.
Villa do Cabo.
Armazem e padaria
Pedro Alexaulrino da Costa Machado, tendo
resolvido mudar-ae para a cidade do Recife, pre-
tende vender o seu bem conbecido e acreditado
armazem de molhado, cootendo atraz do mesmo
urna padaria bem montada, e em estado de tra-
balhar, sendo a casa do armazem de aluguel, e a
da padaria de sua propriedade, e urna estribara
nova; assim como aluga tambem acisa de mo-
rada que fica annexa ao armazem. Este estabe-
lecimento se acha muito acreditado e afregueza-
do, j pela anliguidade e j pela sua localidade
qbe fica muito perto da eatacao da via-ferrea ;
do que para informages podem dirigir-se ao Sr!
commendador Joaquim Lacio Uooteiro da Fran-
ca. Oulro sim faz sciento que sua casa se acha 11-
vre e desembaragada ao comprador : quem pre-
tender, dirija-se a mesma villa a tratar em dito
armazem com sen proprietario.
Boa-Vista, travessa do Pires.
Aluga-se urna padaria com todoa os pertences,
ou para qualquer officina, com asseguintesdi-
mengoes : loja, 90 palmos de fundo, 35 de largo,
um telheiro com 70 de largo e 60 de fundo, ga
rante-se o aluguel: trata-se na ra da Senzala
Nova n. 30.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua se a tingir
com toda a perfeicao para rjualquer
cor e o mais barato possivel.
Precisase fallar ao Sr. cadeteTu-
de netta typographia.
Aluga-se a casa abarracada, unida ao so-
brado do Monteiro, e vende-se um boi gordo e
muito msnso para carroga, por prego commodo :
a tratar no sitio da capella dos Affiictos, ou na
ra eslreita do Rosario n. 28, uas 10 horas da
manha s 3 da tarde.
O antigo meatre da lingoa ingleza aioda
contina a dar hgoes particulares, pelo systema
de Olendorff, actualmente adoptado em os pri-
meiros collegios dos principaes capitaes da Eu-
ro : a grande vantagem para o discpulo iocon-
testavel, pois que, principia logo a fallar, escre-
ver, e traduzir dita lingoa.O anaunciante pode
ser procurado at as 9 horas da manha na ra
da Gloria o. 83
Hotel Trovador.
44Rm Larga do Rosa-
rio n. 44,
Francisco Garrido previne ao publico que de-
re diasipar-se a medo de ca es ti a que inspirara
o antigo proprietario Jos Pires de Carvalho, evi-
tando as coosequencias da caresta, e como muitos
freguezes de l se tenhama fugentado, elle previoe
que ha ja um anno e meio se acba frente deste
estabelecimeoto Joje se acham sempre promplos
das oito s ooz horas, almoco olido a 600 rs.,
jantar al$000, hospedes, cama e'roesa ao dia 2?,
e para diveriirnnto encontraro os freguezes um
primoroso bilhar chegado ha pouco de Paris.
Os Srs. abaixo declarados queiram
vir a ra do Crespo n. 8 A, a negocio
de seu interesse:
Francisco Jos do Amatal.
Guilberme Bessone de Almeida.
Ignacio Manoel Flix da Silveira.
Joaquim Ignacio de Carvalho Mendonca.
Joaquim Pedro do Reg Barreto.
Manoel Ferreira de Lyra.
Joao Bibiano de Castro.
Aluga-se o terceiro andar da ra do Trapi-
che n. 18, a fallar no escriptorio.
Aluga-se ama escrava por 20#, sendo par
se empregar no servigo de costura, por ser o que
faz com toda a perfeigo e ligeireza : a tratar no
principio da estrada de Joo de Barres, sitio que
foi de Manoel Iteroardino.
No principio da estrada de Joo de Barros,
sitio que foi de Manoel Bernardino, ha urna pes-
soa que se offerece para lavar e eoKommar toda
a roupa que quizerem, com todo o aceio e prom-
plido, e por pregos muito razoaveis, principal-
mente sendo para freguzia.
Realejos.
do fi-
quei-
Na ra da travessa da matriz de Santo Anto-
nio, fcoarado de dous andares n. 14, concertaro-
se realejos de todas as qualidades, tanto de tu-
bos como de palhetas.
Attenco.
Pede-se aos de ved ores da loja
nado Antonio Francisco Pereira
ram vir a mesma loja saldarem suas
contas no prazo de 15 dias, do contra-
rio procurar-se-ha receber como lhe
faculta a lei. Recife 19 de julho de
1861.
Aluga-se ou vende-se um excellente sitio
no principio da estrada do Arraial, com boa ca-
sa de pedra e cal, conlendo 8 quartos, 2 salas,
gabinete e estribara, tendo maia urna excellente
baixa plantada, nm riacho no meio do sitio e
muiias arvorea fructferas; quem pretender di-
rija-se.ao mesmo para tratar com a viuva de
RuQno Jos F de Figueiredo.
Quem precisar alugar ama preta para ser-
vigo de urna casa, dirija-se a rus da Assumpco
numero 12.
Precisa-se alugar um preto escravo ; quem
tiver dirija se a ra Nova n.7.
Quem precisar de ama mulber de idade
para ama de ama casa dirija-se a ra de Santo
Amaro na loja do aobrado n. 18.
Attenco.
Perdeu-ae no dia 18 do corrente, desde a ra
do Apollo al a do Amoriro, um trancelim de ou-
ro com ama figa de coral encaatoada, propria de
menina : portento roga-se a pessoa que o achou
e queira restiti-lo, dirija-se a roa do Amorim
n. 45, que ser generosamente recompensada.
Aluga-ae um preto que cozinha, compra e
taz todo o servigo de urna casa, fiel, e de boa
condeca ; assim como um mulalioho acostima-
do a servir de criado, e de muito boa conducta :
quem os pretender, dirija-se a rna Formosa em
caaa do teuemte-coronel Villela.
Geuebrada Hollanda em bo-
tijas.
Vende-se na cata de Brender a Bran-
dis & C. : na ra do Trapiche Novo nu-
mero ltf.
VIA FRREA
DO
Recife a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Teleajrrapho elctrico entre Cinco
Pontos e a villa da Eseada.
Pela respectiva superintendencia se faz publi-
co que em virtude da approvago provisoria da
Exm. presidencia da provincia ser franqueado
ao publico do l* de agosto em diaote o uso do
referido telegrapho mediante as condicgdes da
tabella segulnte :
Escriptorio da superintendencia em 24 de ju-
lho de 1861.Por procuragao de E. H. Bramah.
R. Austin.
ESTRADA DE FERRO
DO
Recite a Sao Francisco
Tabella dos precos paia as commu-
nicaces telegraphicas.
Por um despacho de urna at victe palavras
Do Recife ao Cabo e vice-versa. 2JJ000
a Eseada 33000
Do Cabo a Eseada 23000
Por cada dez palavras excedentes. lj}000
N. B. Nao ficam comprehendidos oeste nume-
ro os nomes dos expeditores e destioatarios que
nao conteoham mais de duas palavras e suas re-
sidencias.
As respostas pagas adiantadas na occasio da
entrega dos despachos nos escriptorios terao 50
por cento de differenga nos pregos da tabella.
Os despachos sero enviados em cartas fecha-
das aos domicilios que se acharem na zona de
1l8 de legua dos escnptorioa) do telegrapho sem
retribuigo alguma e d'ahi por diante dentro de
uro circulo de duis leguas smente pagaro os
expeditores 13 por cada legua ou fraego desla
de viagem redonda.
Os portes serlo salisfeitos no acto da entrega
dos despachos nos escriptorios.
Os despachos serio entregues nos escriptorios
do telegrapho a horas do expediente, isto de
8 horas da raanha at meio dia e de duas hora3
at 5 1[2 da tarde.
$**
o oa 24 sahir oPoltico peridico W progressista conservador, sahir urna vez
por semana, avulso 160 rs., por mez 500 Sj>
9 ts. A redacgSo prapette esforgar-se em a)
justificaros principios que domioam na $
phase porque vai passando o paiz. OPo- Bj)
eje Uticos pode ser procurado na ra de tj)
9 Hortas typographia n. 14, onde se rece- a>
Sjs bem as assignaluras. m
Aluga-se urna preta captiva que seja boa
quitaodeira : a tratar no sobradinho contiguo
igreja de N. S do Pilar em Fra de Portas.
Aluga-se um pequeoo sitio coro alguns ar-
voredos e casa nova, na Baixa-Verde ao p da
pequea ponte da Capunga : na ra do Rangel
n. 10, taberna.
Quem tiver alguma pretengo ou cobranga
oara o Brejo, Bonito e Caruar : dirija-se a ra
deS. Gongalo n. 14.
Attenco
0 abaixo assignado. tendo eTeetuado a compra
da taberna da ra Augusta n. 114, pertencente a
Joo Nepomuceno Pereira dos Santos, na boa f
que nada devia, cuja compra foi effectoada no
dia 12 de julho do correte anno, como conata de
papel de venda que o mesmo lhe passou, pelo
qual Bcou responsavel o mesmo Santos por toda
e qualquer divida que a meama tivesse devendo ;
poriilo o abaixo assignado previne ao respeitavel
i ublico ou outra qualquer pessoa que por acaso
tenha alguma letra do mesmo, contra o abaixo
assignado,que nio ter duvida de salisfazer as
mesmas, discontando primeiramente o que tiver
pago as dividas que a mesma taberna tiver de-
vendo, ou outra qualquer que possa apparocer
cootra o mesmo Santos. Recife 23 de julho de
1861.Francisco Antonio de Medeiros.
Quero qrecisar de urna estrava para com-
prar e cozinhar, dirija-se a ra da Cadeia do Re-
cife o. 46, segundo andar.
Quem precisar de um moleque eozinheiro,
dirija-se a ra do Crespo n 8, loja da esquina.
Desappareceu do sitio de Vicente Jos de
tirito, na Soledade, um pavo : quem o tiver apa-
nhado, quereodo restituir, leve-o ao mesmo sitio
que ser gratificado.
O major Alexandre de Barros Albuquerque
tendo de seguir em commissao para a cidade de
Goianna, deixa encarregado de todos os seus ne-
gocios ao capito Miguel da Fonseca Soares e
Silva.
Ao chales de
groxe.
Na ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-
Vista, na toja armazenada de 4 portas n. 56, re-
cebeu-se pelo ultimo vapor francez um completo
sorlimento de fazendas proprias para senhoras, a
ser : manguitos bordados com manga a-balao a
2g o par, ditos de fusto com botozioho de lin-
dos gostos a 39 e 3$500, ditos de lioho muito fi-
nos a 40 e 4tt500, lodos sao bordados e o melhor
gosto que ha nesta fazenda, corpishos bordados
para meninos e meninas a 1$. tiras bordadas e
entremeios para enfeitar vestidos brancos a 19 a
pega, cortes de vestidos bordados dos lados a
4S0O, ditos de babados a 5 e 68, ditos bordados
muito finos e enfeitados com pegaa de ntre-
melos muito ricos de 2 e 3 balados a 8 e 10$ o
eorte, cortos de riscado francez a 2#, covado do
mesmo 200 rs., chitas francezasa 240. 260 e 280
o covado, carrrtraias branos finas a ftJO, 3$ e
3$500 a pega, ricos chales de groxe com pona
redonda e borlla a 8$, cobertas do mesmo gosto
a 10/, chales de merino tambem de pona redon-
da para lodos os pregos, ditos estampados a
2&500, saias de balo de novo gosto de arcos
miudos com fita larga dos lados que sao melbo-
res do que os de fusto a 3j e 35500, ditas para
meninas a 25500 e 3J. A loja armazenada de Pa-
riz se acha abert das 6 horas da manha s 9
da noite.
Vendem-se dous lindos cavallos alazo
muito gordo, sendo um proprio para carroga e
oulro para cabriolet: na ra Imperial n. 37.
Compra-s urna pulceira de ouro, de fita
que seja em bom uso: na ra Direita n. 85.
E' chegado a loja do Lecomte, ra da Im-
peratriz o 7, o excellente leite virginal de rosa
branca para refrescar a pelle e tirar pannos, sar-
das e espinhas, igualmente ao afamado p impe-
rial do lirio de Floreoga para borloejas e asperi-
dades da pelle, conserva a frescura e o arelluda-
do da primavera da vida.
Ra da Imperatriz n. 7.
As verdadeiras luvas de Jourin de todas as
cores.
Saadalc ra da Imperatriz,
numero 7.
Ricas pnlseras, bengalas, leques, botoes, car-
teiras, etc., etc.
Ra da Imperatriz n. 7.
Caixascom frascos para tingir os .estallos em
10 minutos, como tambem se tinge na mesma
loja.
Ra da Imperatriz o. 7.
Caixinhas com p e polidores para lustrar as
unhas.
500 rs. um corte e frisamento
de cabello.
RA DA IMPERATRIZ NUMERO 7.
Recebeu-se um oBcial de Paris.
Este estabelecimeoto est hoje as melhores
coodigdes que possivel para satisfazer as en-
commeodas em cabellos no mais breve possivel,
como sejam : marrafas a f.uiz XV, cadeias de
reloRios, palseiras, anneis. rosetas, botoes de-
abertura e de imohos, memorias, alfinetes, etc.,
cabelleiras de toda a especie para homens e se-
nhoras. lava igualmente a cabega a moda dos Es-
tados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na ca-
bega, para salisfazer os pretendenles os objectos
em cabello sero fetos em sua presenga, se o
desejarem, e achar-se-ha sempre urna pessoa
disponivel para cortar os cabellos e pentear as
senhoras em casas particulares.
Vende-se por prego commodo urna carroga
com pipa para agua e torneira de lato, tudo em
bom estado ; a tratar em Santo Amaro, casa por
traz da igrejja, ou na alfandega com Joo S. de
"Oliveira.
Vendem-se duas carrogas com pipas para
agua e tres bois mansos : na fsbrica de sabo,
sita na ra de S. Miguel dos Afogados.
Vende-se urna negrinba de 9 annos : a tra-
tar na ra da Penha n. 2.
Vende-se urna escravinha de 7 a 8 annos,
pega muito boa para quem quer educar a seu
gosto : no paleo da Ribeira n. 7,
ms? S83ie5 ^8S!e SSBMXBS 333S83s sSe&35Ss 3S&8<0:cc3g#
AO PAVAO
A'
Ra da Imperatriz n, 60.
DE
M3& ASlsM. .
ra N Ricos enfeites com franjas e bolotas a 85OOO
Grosdenaple muito encorpajo e de
bellisslmas cores, covado............ 2J0OO
Dito lavrados de apurados gostos a.... 29240
Organdiz, bellissimo padrees, covado J60
Mimos do co, fazenda muito moder-
na, covado............................ 1JJ200
Manteleletes de fusto branco com bo-
nitos lavores......................... 8#000
Dito de fil preto e capas............. 7J000
Tarlataoas de todas as corea, vara.. S800
Camizetas com manguitos e goliohaa 39000
Ditas muito finas...................._ 59000
Gollinhas de fusto proprias para sev
nhoraa e menina...................T 9660
Ditos bordadas muito finas............ 98OO
Ditas ditas.............................. I9OOO
ChiUa trncelas..................... .. 9240
Ditae muito superiores................ 240
Ditas dem.............................. 9260
Ditas idem.............................. 928O
Gollinhas muito superiores ..........
Ditas idem................
PARA HOMENS."
Falilots de casimira de cores claras
eescuras............................
Ditos de pao preto muito finos.....
Ditos ditos..........................
Ditos ditos..................'.'.'.".".'.'.'.'.i
Dita de casimira muito Aade cor
escura ..............................
Calgaa de casi mira de corea..'.'.'.'.'.'..'.
!" -;............................
Ditasipretaa.........................
Coletea de veludo, setim e gorgoreo
Chapeos desold seda...............
Calcas de ganga feanceza.......'.'.'.'.[
Ditos de bnrn encorpado.............
Damasco de lia com seis palmos pro-
prios para cobertas para mozas e
pianos.
2O9OOOS
890002
9aooov
8$000g
if
efOOOx
3O00g
29000
Multas outras fazendas deuam-se de mencionar o pfego, mas que se vendem muito em
tonta, assim como nm grande sorlimento de tiras bordadas, saias balo para senhoras e
meninas, eassas e umbralas de todas aa qualidadea tanto brancas como de cores, superior
. groadenaple preto, dao-se amostras eom penhor ou mandam-ae aa hiendas por caixeiro da
i loja do Pavo.
^cxf)tra mme aaagw sa^ages mmxaes}Mm tanwmv

MAMO DI PEENA1ICO.
QUINTA FEIH4 Si M JULMO M 1861
()
Campos A Lima.
Ni ra do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de eambraia para guarolco de vestid os
por commodo prego.
Alug-ie ou vende-se urna excellente ca-
noa de carreira: a tratar na ra de Hortas n. 10.
* Aluga-se urna escravaque cosioha, lava e
engomraa com perfeicio : na ra do Rangel fla-
mero 62. i
:tv -t;-'
COMPAMU DA VIA FRREA
so
Recife o Sao Francisco.
(limitada.)
De conformidade com as iostrucgoes recebidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os accionistas des-
ta compaohia a cumprirem com os termos du
aviso que por ordem do mesmo abaiio ficam pu-
blicados.
Escriptorio da compaohia, 16de julho de 1861.
Por procurarlo de E. H. Bramab, theaoureiro.
R. ustin.
Aviso.
CONPANHU DA YIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que.de resolugo
da directora desta compaohia, tomada nesta da-
ta, tem-se feito urna outra chamada de duas li-
brea esterlinas por cada acco a qual chamada ou
preataco dever ser paga at ao da 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dosSrs. Hau Mc Gregor & C, oa Baha aos
Srs. S. S. Davenport & C. e em Peraambuco no
escriplorio da theusoraria da mesma via frrea.
* Pelo preseote Oca tambe entendido que, no
caso de nao sera dita chamada ou prestadlo sa-
tisfeila no dia marcado para o aeu pagamento ou
antes, o accionista que iocorrer nesta falta, paga-
r juros a raso de 5 % a anno sobre tal cha-
nada ou prestaco a contar desse dia at que
seja realisado o pagamento. .
No casj de nao effectuar o pagamento desta
chamada ou prestar dentro de tres mezes a
contar do dito dia Qiado para o embolso da raes-
ma, (carao as acedes qua iacorrerera em tal falta
sujeitas a serem confiscadas, segundo as dispo-
nes dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
Assignado.W. H. Bellamy, secretario.
119 Gresham Houze Od Broad Street.
E.C.
8 de maio de 1861.
Aluga-se ra grande casa sita na Soledade
n. 6, defroote da igreja, com commodos para
grande familia, temo 4 quartos, corredor no
meto, sala de jantar separada da casa, cozinha
fora, quarlo para escra*os, quarto para visitas,
Juintal murado, cacimba com bomba, e um gran-
e tanquo para banhos, terraco com latada de
' maracuj, e urna parreira, quintal plantado, pin-
tada e mui fresca ; igualmente se vende urna
mobilia branca de ceregeira com pedra branca :
quem a pretender, dirija-se a ra Nova, sobrado
o. 37 ; a mobilia tembem se vende independente
do aluguel da casa.
Na ra do Imperador n. 47 tem um comple-
to sortimenlo de ricas molduras fiugindojacaran
d para vender por prego muito barato.
*sMHM:ie M3 mnsmmxAB
S NO PR0GRESS0
DE
ARMAZEM PROGRESSISTA
s no progresso
ra. cada urna, s
Largo da Penha
#Neste muito acreditado armazem de mol hados
continua a vender-ae os melhores gneros que ha no mercado, tanto em porc&o como a retalho, e
por muito menos prego de que em outra qualquer parte, por serem vindos a maior parte delleaem
direilura, porconta do proprieta ro, por sso em vista dos pregoa dos gneros abaixo .mencionados
podero julgar todos os mais, aQancando-lhe a boa qualidade.
Nlantolga ii&gloza perf eilamenle flor m ri#, Ukftit #m b_
ril aTOOrs.
.antClga iraUCCZa t miihor que ha no mercado a 710 rs. a libra.
Ca os metuorcs que toa no mercado vende_,e a i-qualidade a 3*000.
S* ditta a 28500, 3a ditta a 25OOO, e preto a 1 600 a libra.
^UeiJOS UameUgOS cnegados nesta ultimo vapor da Europa a 2$800rs. dito che-
gados no vapor passado a IgSOO e ljGOO rs.
\| uOlJO pralO og meih0reaque tem vindo a este mercado por lerem muito frescaes a
640 rs. a libra e inteiro a 600 ra.
dOIIO ivancei. a 500 TS. 0 ctrt0 elegantemente enfeitados, mullo proprios
para menino, s no Progresso.
Hoce da casca de goiabaw 0 caIxao$ em por5io. goor..
IfOee de -ViperClie em utu, de 2 libras muito enditadas a i200
no progresso.
InnMlMl imperial d0 aftBUJ|0 brea, de outroa mullos fabricantea de
Lisboa a 800 rs. a libra.
\meiXaS raiieezaS em (r88C0S com 4 libr por 3;$000Cajt um, s o frasco val 1
dittas portuguezas a 480 rs. a libra.
LataS Com bolaC&imYaS de S*d* eonltndo diferentee qualidadee, a
19400, assim como tem lattas de 8 libras por 30000, dittas com 4 libras por 2g000 rs. s no
Progresso.
NiaC.a de tomate em iata,de i Hbra. por 9OO rs. e em Utas de JUbrsspor 1600 rs.
Conservas trancezts e iugYezas rec,ntemeflte cheg.d... soo rs. o ira.-
co em porcose faz abatlmento.
Passas em eaixinnas de 8 libras as melhore, qu ., flnd0...u
mercado por serem muito grandes a 2$800 rs. cada urna.
Etspermaeete superior mm avarla a 700 rs a ,ibra em caixt se Iar 8lgulD
abatimemto.
Wetria, maearrao e talbarim a 400ri libr,. em eaiM.
roba por 80.
Latas com peixe de posta dasmelhore,qutlidadegquklia eB Poitugsl> tomo
sejam savel, coogro, sarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a 1JJ400 rs. cada urna.
xVzeitonas milito novas. moo 0 barril em gajrai a 240 r9
Palitos de dente Uxados em ffl0lh08Com 20 ni.cnh0, por X00rl.
Serveja da8 mais acredladag marcs 5000 a duzia t retalho a 500 rs. a garrafa.
lf lft 1108 engarraiadOS dag seguintes qualidades, Porto. Feitaria, dilto Bordeaux,
ditto Muscatel, a la garrafa ; tambera tem vinhoCheres para 2#O0O rs. a garrafa.
\ innOS em pipa8em ^mpog^ao Port0| Fguelra.Llsboe, a 640 ra. em caada a 4*500.
Presnnto de fiambre inglez muit0 n0T08. m r8.. libra.
Prezunto de Lamego 0 que ha de bom nesle genero a 480 m tIDpor5aa 8 400 r8.
. I Cnonricas e paios a 560 Ilt lihTa> em b8rril com 6 dU2lag de pai09 por ,0300o.
X oncinno de Lisboa, mail n0T0 qu6 h, no mercad0, m n
Banna de poreo refinada a
barril a 440 rs.
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIDA & SILVA
de nmt ar-
A. F, Duarte Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz scienie aos seus freguezes que tendo separado a sociedade que tin/ia com
seu mano, acha-se de novo estabelecido com dous acetados arraazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razio de Duarte & Souza, e seguodo na de Duarie Almeida & Silva: estes estabelecimentos oflerecem gran Jes
vantagens ao publico, nao s na limpez* e asseio com que se achara montados como em coramodidade de prec,o, peis que psra isso resolveram os
proprielarios ma.ndarem vir parle de seus gneros era direilura, afim de lerem semprecompleto sortimenlo, como tambera poderem offerecer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por cento do precp que possam comprar em outra qualquer parle, por isso desejando os propietarios acreditarem
seus estabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus arraazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco praticas, em qualquer um desiesestabelecimentos, queserao to bem servidos como
se viassera pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oflerecemos, pedimos a
todos os senhores da praca, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos sues encommendas a' primeira vez, afim de experimaniar, certos
de continuaren), poisque para isso nao pouparao os proprietarios forjas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos estabelecimentos;
abaixo transcravemos algumas adi$oes de nossos prados, por onde ver o publico que vendemos baraiissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
MaNTEIGA INGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e em barril a 750 rs.
MAJNTEIGA FRAISCEZA a melhor do mercado a 720 rs.a libra e a 700 rs. embarrile meios.
CHA HYSSON E PRETO o melhor do mercada de 15700 a 3000 e em porcao ter abatimento.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porco a 800 rs.
PREZNTOS PORTUGUEZES vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por liba e inteiro a 460 rs.
CHOIJ RICOS era barril de 8 libras a 49500 e ero libra a 700 ra.
SaGL" E 5EYAD1NHA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 89000 rs. a arroba.
AMEIXAS FBANCEZAS em latas de 6 5 i\2 a 1 a libra e a 192C0 a retalho.
PASSAS em caixinhas de oito libras, as roelboies do mercado a 29800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMACETIS SUPERIOR sem ajara a 700 rs. e em caixa a 680 rs.
CONSERVAS FRANCtZAS I1SGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACHINHA DE SODA de diversas qualidades, a mais nova do mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeiioria de 19200 a 1*300 a garrafa e a
13* a duzia.
V1NHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 4*800 a caada.
FRASCOS COM FBUCTAS de todas as qualidades de Portugal de 1*200 a 2*000.
BATATAS NOVAS em caixas de duas arrobas a 39 e velbas a 600 rs. a arroba e 40 rs. a libra.
CURANTS ou passas para pudima la libra e em porcao ter abatimento.
LATAS COM PEIXE SAVEL ecutras muitasqualidades, o mais bem arranjado que tem vindo a 19400.
CAFE' DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANHO o melhor que se pode desejar a 3*100 porarrobaea 100 rs. a libra.
VIMIO BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa ede 8*500 a 10*000 a duzia.
CHARUTOS VERDADE1ROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BANHA DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar nene genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
SERVEJAS DAS MELHORES MARCAS a 500 rs. agarrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
CAIXES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em porcao a 900 rs.
AZE1TE DOCE PURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUE1JOS SU1SSOS che gados ultimomenle a 700 rs e em porcao tei abatimento, afiancase a boo qualidade.
Genebra DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PALITOS L1XADOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feiios que ha no mercado a 280 rs. o mago.
PALITOS DO GAZ a 3*000 a grez e 280 a duzia de caixas.
AZEITONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 1*200 e barril.
ALPISTA o mais lirapo que tem viudo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sorlimento de ludo tendente a molhados.
Muda rica.
a libra,
mais alva que pode havera480rs. a libra em
ROIPA FEITA AINDAMISBARATAS.J
S SORTIMENTO COMPLETO
llfazeodase obras feitas,
LO JA E ARMAZEM
DE
iGes & Basto!
Na
VLua do Qutimado
B..4B, frente amar ella, g
Ge sstaotemente temos Hmgrandee va-
riado sortimenlo de sobrecasacaspretas
de piquo e de cores muito fino 28*.
801 e 35*, paletots dos meamos pannos
a lOf, t2f e tA$, ditos saceos pretoa dos
mesmot pannos a 14*. 16* 185. casa-
ca* prataamuito bem (eitaa edesuperior
panno a 18*, 30g 35*. sobrecaaacas de
ctsemiradaeore muito finos a 15*. 16$
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10J, 12j e 14g, caigaspretas de
case mira fina para homem a 8*. 9*. lOf
e ti, dilaa decasemira decores a 75,89,
9* e 10*. ditas da brim brancoa muito
fiaa a 5f 0*, ditas de ditos de corea a
3*. 3*500, 4* e 4*500, ditaa de meia ca-
semira de ricaa corea a 4J e 4J50O, col-
letea pretoa decasemira a 5* e6*. ditos
de ditos decores a 4*500 e 5*, ditos
branco ala seda para casamento a 5*,
ditos de 6*,cotletesdebrimbrancoa de
f usto a 3*. 3*500 e 4*. ditos de cores a
t*50O*3*, paletotspretosde merino de
cordo sacco esobrecaaacoa7f,8* e9*,
colletea pretoa para lulo a 4*500 e 5*,
(as pretaa de merino a 4*500 e 5*. pa-
(etots dealpaca preta a 8*500 e 4g, ditos
aobrecasaeo a 6*. 7* e 8$, muito fino col-
letas da gorguro desedade cores muito
boa Uzeada a 3*800 a4g, colletesd* rel-
iado de crese pretoa a 7$ e 8*, roupa
para menino sobre casaca de panno pro
tos e da cores a 14*. 15* e 16*, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6*500 e
7*. ditos de alpaca pretoa saceos a 39 e
i3)500, ditos sobrecasacos a 5f e 5*500,
1 calcas de casemira pretaa e decores a 69,
6f500 7*. camisas para menino a 20*
dazia, camisas ingiazas pregas largas
muito superior al32* a duzia para acabar.
Assim como tenaos urna offleina deal*
(ilat* onde mandamos eieeutar todas as
obras coas breridade.
\mcndoas de csea mole. ian k *
v a 480 rs. a libra e em porcao se far
ment, so no Progresso do pateo da Penba n. 8.
Alm dos gneros annunciados encontrar
udo quanlo bom e barato.
algum abati-
0 respeitavel publico um grande sortimento de
lotera.
A thesourara das loterias se acha es-
tabelecida na ra do Crespo n. 15, pa-
vimento terreo, aki se acham a venda
os bilbetes e meios bilbetes da quinta
parte da quarta loteri do Gymnasio
Pernambucano, assim como nss casas
commisstonadas do costume. A extrac-
qao tera* lugar impreterivelmente no
dia sabbado 3 de agosto prximo pelas
10 horas da manhaa no consistorio da
igreja de Nossa Seabora do Rosario da
freguezia de Santo Antonio desta cida
de. Os premios serao pagos a entrega
das listas. O abaixo assignado espera
do respeitavel publico a concurrencia
na compra dos biihetes, por ser esta
lotera em beneficio de urna grande e
magestosa obra da provincia destinada
para instruccao da nossa mocidade e a
vista do excedente plano pelo qual se
va i extrahir.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Curso de rhetorica
Manonel da Costa Honorato tem abertoseu cur-
so particular de oratoria e potica nacional : na
ra Direita n. 88, primeiro andar.
O proprietario do estabelecimenlo intitulado
caf dos arcos, faz scienie a sena credores que
queira apresentar suas conlas pera serem pagas.

I
i
i
Joio Antonio CuMho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todos os seus freguezes que
mudou a sua luja da ra estreita do Rosario para
a ra do Imperador n. 69, onde o acharao promp-
to lodos os diaa uteis desde as 6 horas da manha
at as 9 da noite, para chumbar e tirar denles,
sangrar, por ventosas ou bichas; assim como pa-
ra qualquer outro servico de sua arte e fra dos
dias e horas mencionados pode ser procurado no
paleo do Carmo n. 22.
ARMAZEM
DE
ROUPA FEITA
I
S
i
I
O bacharel Witrlvio po-
de ser procurado na ra
Nova n. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do tytmo.


i
i
*
Precisa-se de um official do pharmacia : na
botica da ra do Cabug n. 11, de Joaqun Mar-
tinho da Cruz Correia.
Padaria.
Ma padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, roa dos Pirea n. 42, vende-.ee a muito acre-
ditada bolachnha quadrada, d'agua, propria para
doenles, bolacbnba de ararula e dita de moldes
Atten^o.
Na ra Nova de Sania Rita o. 53, refinacio>
contina a comprar aa (rucias seguintes : sapotis
anchada*, abacaxis, tangerinas, quanto mais pe-
quenas aaelhor, limo, pequeos. Tambem core-
ara garrafas brancas, servidas de licor, ou viohoa
Onaexe* finos.
Ataga-sa a tasa e sillo com ama excellente
baixa de capim na Passagem da Magdalena a se-
gunda paaaando a ponte grande, lera commodos
ira grande familia por ser de % andares e so-
io, cora sgua do encanamanlo no lagar que ae
quizar botar: a tratar oa ra da Cruz n. 22.
JGabinete medico cirurgico.g
9 Ra das Flores n. 37. %
m Serio dadas ronsbltas medlcas-cirurgi- @
cas pelo Dr. E-tevo Cavalcanti de Albu- ae
querque das 6 as 10 horas da manbia, ac- @
0 cudindo aos chamados com a maior bre- aB
fj vidade possivel. a
% V Partos. Z
% 2. Molestias de pelle. S
ej 3.* dem dos oihos. a
ej) 4. dem dos orgaos genitaes. a
ea Pralicar toda e qualquer operaco em m
CJ seu gabinete ou em casa dos doactes con- Z
sjb forme lhes fr mais conveniente.
#* ?
Sacca-se sobre oHio de
Janeiro e Para: em casa de
Aranaga Hijo A G.
B
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_ S ? sr STc:: o en
2.2. "5.0'
|SB5g
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S'2-2
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82 Blg3o.-
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C*
S
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Algodo da Baha.
A fabrica Santo Antonio do Oueimado tem fei-
to o aeu deposito em caa de Marques, Barros di
C, largo do Corpo Santo o. 6, sonde se encon-
[trar sempre, assim como fio da mema fabrica.
Joo Jos de Carvalho Moraes Filho, com
procuradlo bastante de seu pai para poder cobrar
de todos os seus devedores desta praca ; roga
pelo presente a todos elles, que hajam de vir
amigavelmente saldarem todos os seus debito,
usando dos meios jadiciaes na falla de cumpri-
mento.
Expsito de
candieiros.
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos.
Nesta exposi(io de candieiros se encontrar
todo o sorlimento de diversos tamanbos proprios
para ricas salas, ditos para salsa interiores, ditos
para sala de jantar para quartos, para cosinha,
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e outras muitas qualidades
que com a vista deverao agradar; assim como
lodo e qualquer preparo para os ditos candieiros
se encontrar sempre a venda nesta exposico de
candieiros na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Notice.
A meeling of the British Clerk's Provident
Association will be held at the Pernambuco Li-
bra ry on Friday 26 th. instant at 4 ii2 half pasl
four P ftf.
By order.
George M. Resy
Hon : Secy:
Ouem quizer alugar urna negrinha para a
servido interno de urna casa de familia queiro
procurar na ra da Soledade casa n, 46, que
achara com quem tratar.
Exposico
DE
tama neos de todas as qua-
lidades
a.
O proprietario da fabrica de tamancoa da ra
Direita, esquina da travessa de S. Pedro n. 16,
eat rasolvido a vender oa seas tamancos mais
baratos do que em outra qualquer parte, tanto a
retalho como em pequeas e grandea porc.de*,
por isso espera a concurrencia do .Ilustrado pu-
blico em geral ; assim como tamancos feitoa
mada do Porto com a mesma seguranza, perfei-
cao, prego commodo,
RfRAPOS
alOnetes de ouro e brilhantes.
Na officina photographica da ra do Cabug n.
18,entrada pelo pateo da matriz, existem lindos
alneles rom brilhantes e ao gosto de Luiz XV,
para a collocacio de retratos; ha tambem urna
variada collecgo de alfinetes de ouro com, e
sem pedras. O prego dos alfinetes com os re-
tratos variam de 16$ a 200$. Ni mesma casa
vendem-se bellos espelhos com molduras doura-
das para ornar salas de luxo e tralameoto ; bor-
las de seda para cortinados de janellas e para
quadros, assim como corddes para o mesmo fim.
Vende-se luio a precos razoaveis e moderados.
Urna pessoa com bastante pratica de escrip-
lurscao mercantil, offerece-se para torear coota
de qualquer escripia por partidas dobrada : quem
de seu prestimo se quizer ulilisar dirija-se a ra
do Cabug, loja n.8.
ttitt-*ttti-**S
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RU4 DO QLEIMADO 40
Defronte do becco da Gongregaco letreiro verde.
Nesle estabelecimenlo ha sempre um sorlimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda execular por medida, vonlade dos freguezes, para o
que tem um dos melbores professores.
^>
si
O
Q
Casacas de panno preto, 40#, 359 e 30^000
Sobrecasaca de dito, 359 3000
Palitotsde dito ede cores, 359, 30$,
5g000 e 20J000
Dito de casimira de cores, 2-25000,
159, 129 e 99000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, nsooo
Ditos de merin-sitim pretos e de
cores, 9S00O
Ditos de alpaka de cores, 59 e
Ditoa de dita preta, 99. 79. 59 e
Ditos de brim de cores, 5?, 49500,
4g000 e
Ditos de bramante delinho branco,
63OOO, 59OOO e
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e
Calsas de casimira preta e de cores,
1*9,103, 99 a
Ditas de prioceza e merino de cor-
do pretos, 59 e
Ditas de brim branco e de cores,
5g000, 495OO e
Ditas de ganga de cores
Collates de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9j
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69,59500, 59 e
Ditos de setim preto 5*000
Ditos de seda a setim branco, 69 e 5g0u0
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7J000,6000 e jfOOO
Ditos de brim e fusto branco,
39500 e 3*000
Seroulas de brim de linho 2*200
Ditas de algodo, 1 g600 e 1280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 29500 e 2*300
Ditas de peito de linho 6$ e 39000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39, 2*500, 29 e 1*S00
Camisas de roevas 1*000
Chapeos pretos de massa.fraricezea,
formas da ultima moda 101,89500 e 7*000
Ditos de feltro, 69, 5$, 4 e 2*000
Ditos de sol de seda, inglezes *
francezes, 149,12$, 11$ e 79000
Collarinhos de Hubo muito fines,
novos feitios, da ultima moda *800
Ditos de algodo *500
Relogios de ouro, patentes borl-
| sontaes, 1009, 909, 809 e 703000
295OO1 Ditos de prala galvanisadoa, pa-
3S0001 tente hoeoutaea, 40S 303000
Obras de ouro, aderemos e meios
89OOOI aderecos, pulaeiraa, rozetaa a
anneia 5
395001 Toalhas de linho. duzia 129000 e 10*000
8*000
39500
39500
39500
43000
89000
6S000
49500
ELIXIR DE SALDE
'JB3
Aos Srs. subscriptores, donos de Ierre-
nos a edificar, don"s de olarias, tor-
nos de cal. fornecedores de madeira,
mestres carapinas, pedreiros e mais
pesoas que quizerem fazer parte da
sociedade de edificacoes, etc.
Senhores.Sendo-me preciso conhecer o mala
breve possivel o numero, a extensSo e a situa-
cio, assim como o vafor aproxtmativo dos terre-
nos offerecidos por varios e numerosos proprie-
tarios que com o valor dos mesmos terrenos que-
rem concorrer psra a formaclo do capital social,
venho por esta convidar a lodos a remetter-me
em carta fechada o termo de subscripeo que
acompanha o prospecto que lhes tenbo en-
tregu, aob o mea sobrescripto ra do Crespo
n. 4 loja do Sr. J. Falque ou no Recife ra do
Trapiche n 14 2* andar, das 10 horas da manhia
as 8 da tarde at o dia 27 de julho crrante in-
clusivamente.
Aproveito eisa mesma occaslo para convidar
a todos a compareceresa domingo 28 de julbo
correte I ra do Imperador, casa n. 81 primei-
ro andar as ti horas da manha em ponto para
tratar de negocios relativos a dita sociedade.
Em tanto, tenho a honra de assignar-me,
De Vmca. mui atienta venerador e criado,
F. M. Duprat.
Pernambuco, 20 de julho de 1861.
Citrolactato de ferro,
Itaieo deposito na boliea do 3oaquim Mavuuo
da Ctux Cortla & Croado Cabaga a. U,
em PemaiuYmco.
H. Thermea (de Chalis) anlijto pharmaceutico apreaentahojeuma nova preparacio de ferro
com o nome de elixir de citro-lclalo de ferro.
-..;.MP"eCet pDbli5 um lux. empregar-se um mesmo medicamento debalxo de formulas to
variadas, mas o homem da sciencia comprahende a necesaidade a importancia de urna lal vari-
A formula uraobieeto de muiu importancia em therapeutica ; um progresso immenso
quando ella, maniendo a esseocia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
Mades, para todoa oa paladarea e para todos os temperamentos.
lS! i' em nada aluram a setencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
?..?...f .V,onjf.dico" nao pode dispensar em sua clnica, 6 de incomparavel ulilidade
qualquer formula loe lhe d propredades Uea que o ortico o possa prescrever sem receio. E' o
que conaeguio o pharmaceutico Thermea com a prepsracio do citro-lactato de ferro. Assim *sre
medicamento oceupa hoja o primeiro lugar entre as numerosas preparares feToginosas. tomo o
alteaU a pratica de mullos mdicos distinetos que o tem aosaiado. Tem sido empregado como ira-
?A^lroJIeUonMuID?lesll,.sdel"uid"(chlor0eP8,1WaB coresj na debilidade snbseqoenle as
?Iw!!fj ,BM hydrPl*,tPPecem depois das intermitentes na incontinencia : de urinas
2IJL22?ldia,JM D60lV br*nc"- na eerophnla. no rachilismo, na purpura hemorrhaaica, na
convaleacencia das moleatias graves, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos os csea
kS? "n*u*w cheempobrecido ou viciado pelas fadigas affec56es chrooieas, cachexia tuber-
curiaaa! c,n,ro,-aW,,,lUho. casaos veneraos, onanismo a usa prolongado das prc nracea raer-
mMt^^^^^.fA'SS'19^^ Bd00fe"< Prt"-ipai tsUnca de qu^
?!k ij 1 9lr ,,,*0.Pa' debelar, o author do citro-laetato du ferro .nt.ece louvores e
) JJ^MM*w PO' er deKoberlo urna formula pela qual w Jif ,em receio usar


w
IARIO Dl^I&IUMlCO -QUfflTA fElRi 25 II JULHO DI i61,
commisso de escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita roa foi transferido o escriptorio de
commisso de escravos que se achara eslabeleci-
do no largo do Paraso n. 16, e ah da mesma
orle se contina a receber escravos para serem
vendidas por commisso e por corita de seus se-
nhores, nao se poupando esorijos para que os
mesmos sejam vendidos cora promptido, aflm
de seus senhores nao soffrerem empate cora a
venda destes; assim como se aflnnca o bom tra-
tamenlo eseguranca. Nesta mesma casa hasem-
pre para vender escravos de ambos os sexos, roo-
ros e velhos, cora habilidades e sem ellas.
Aluga-se o priraeiro andar da casa da ra
da Cadeia do Recife n. 18 : a tratar na loja da
mesma casa.
Na roa estrella do Rosario n.21, priraeiro
andar, precha-se de orna ama para comprar e
cosinhar para urna senhora.
tft33SI6-9iS^M53frdl^CMjK
CONSULTORIO ESPECIAL
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DO
DR. CASAMJVA,
30Roa das Cruzes30
Nesteconsultoriotem sempre os mais
novos e acreditadosmedicamentospre-
paradosem Pars (astintoras) porCa-
tean e Weber.porpreQosrazosveis.
Os elementos dehomeopalhiaobra,re-
commendada intelligencia de qualquet
pessoa
Cachorrinho.
Fugio na madrugada de sabbado 13 do cren-
te um cachorrinho do reino todo branco cora
urna pequen taalha amarella na costa ao lado
esquerdo, ps pezunho* nariz e olhos pretos, por
norae Melindro : a pessoa qoe o achou. querendo
restitui-lo, poder levar ao aterro da Boa-Vista,
hoje na da Imperatriz, ca3a terrea n. 27, que
perceber por seu trabalho lOg de gratiflcaco.
Ainda est paaa alugar o terceiro andar da
ra do Amorira n. 19: a tratar na loja da mes-
ma, ou na ra do Vigarlo n. 19, prlmeiro andar.
Gurgel & Perdigao.
| Fazendas modernas. g
Recebem e vendem constantemente su-
periores vestidos de blonde cora todos os
preparos, ditos modernos de seda de cor
e pnUos, ditos de phantasia, ditos de
cimbraia bordados, lindas lazinhas.
carabraiada molernos padr5es, seda de
qtiidrinhos, grjslenaples de cores e pre-
tos, moreantique, sintos, chapeos, en-
feitos pira cabera, superiores botoes,
minguitos, pulceiras, lequas e extracto
de sndalo, modernos manteletes, tal-
tnis corapridas de novo feitio, visitas de
sjp gorgaro, luvasde Jouvin a 23)500.
S Muito barato.
Sp Saias balao de todos os taraanhos a 45,
chitas francezas 0n3S claras e escuras a
B 28i) rs. o covado, colxas de la e seda pa-
ft ra cama a 6} camisas para menino.
Koupa feita.
Paltot de casemira de todas as cores
* a IOS, ditos finos de alpaca a 6g, ditos
2 de brira s 43, chapeos pretos a 8g e raui-
1 tas oulras fazenlas tinto para senhoras
I como para homem por prB?ointeiramente
JJ barato, do-se as amostras : na ra da
5> Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco.
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHIGO
DO DOUIOR
SABINO O.L PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desdi as 10 horas
at meio lia, acerca das seguiutes molestias :
molestias das mu'.keres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphilitxcas, todas as especies de febres,
febres intermitientes e sitas consequencias,
PHARHACIa ESPECIAL HOMEOPaTHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas oecessarias, in-
falliveis era seus^effeitos, tanto em tintura, como
era glbulos, pelos presos mais commodos pos-
s veis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Stbino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
lmpresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pioho, medico brasileiro. Bste emblema posto
igualmente a* lista dos medicamentos qua se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
mo do Ur. Sabino sao falsos.
A thesouraria das lote-
ras se acha transferida
A pessoa que teodo duas pensionista* na
aula do methodo Caslitho na ra larga do Rosa-
rio, e retirou-as sem dar satisfacao, flcando a
dever 200#, queira vir pagar, do contrario veri
seu norae por extenso nesla folha.
Antonio dos Santos Vieira vai ao Rio de
Janeiro.
C onipras.
Compram-se m'oedas de aero de 208: na
ra Novan. 23,loja.
Compram-te raoedas de ouro de 20$;
roa da Cadeia do Recife n. 34, loja.
)mpra-se
orna burra de ferro ou cofre, sendo em con la ;
quem a tiver e queira vender, annuncie por este
jornal.
Compra-se dous coelhos da India, quem ti-
ver annuncie.
Yendas.
Aos tabaquistas.
Lencos finos de cores escuras e fixas a imita-
gao dos de linho ai}a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
A aguia d'ouro
No botequimd'aguia d'ouro,
na ra estieita do Ro
sario 23, defronte da ra
das Larangeiras,
fornece-se aira ico e jantar para foro, manda-se
levar, mensaimente, pelo prego mais commodo
possivcl, assim como todos os dias das 7 horaa
da manha em diante tem a papa de farinha do
Maranhao eararuta, e todos os domingos e dias
santos tem a bem conhecida mo de vaeca das
4 horas da madrugada em diante, e no meamo
estabelecimento achar-se-ha sempre comida
prompta a qualquer hora que se procure, e pre-
para-so qualquer" encommenda que se lhe ier
com todo o aceio e promptido.
Vende-se um cavallo rusto, bom andador
quem o pretender dirija-se praca da Boa-Vista,
sobrado n. 5, que achara com quera tratar.
I Liquidaco
HRa do Queimado n.'
0. loja de 4 portas.
m
&
tt
&

i
Veode-se as seguintes fazendas por
menos prego do que em outra qualquer
parte, como sejam :
Chitas francezas cores Gxas a 220 e 240
Cortes de cassa franceza a 2$000
Chalys de apurado gosto covado a 500
Caratiraia de seda dito o corado a 440
Mimos do co dito o covado a 400
Chales com palmas de seda a 3|
lgfiOOe 2#000 m
Camlsinhas de carabraia bordada
para bapiisado a 5^000 <5?
Ditas de dita para senhora e com &
gollinha a 3^500 Z
Chitas inglezas cores Gxas a 160 w
Eguiao de puro linho a vara a 800 ^g
Cambraia lisa muito fina a peca a 58000 %>
Chales de merino bordado a 5$000
Ditos do dito liso a 3#500 e 48000 *B
Mantas de setim lavrado parase- 3*
ohora a 1$600 Z
Metas para senhora a 33, 3*500 e 4tt000 W
Dit.s para meninas a 2g800 e 3S0OO 0
Chapeos de sol de seda para se-
nhora a3500e 48000 W
Guardanapns adamascados a du- B
zia a 2j500 e 38000 &
Toalhas de linho a duzia 58000 *
Riscadinhos de linho o covado a 160 ^e
Corles de brim de linho de cores @
> 2J500 e 2g800 m
Ditos de raeia casemira a 19280 e l$60O
Panno azul fino sovado a 1*280 e 1$600 Q
Dito preto dito dito a 3#500, 4 e 5J000 St
Cortes de casemira preta a 59 e 6^000 Z
Cortas de dita de cores a 4 e 5&000 w
Cortes de velludo para collete
a 1$600 e
Ditos de gorguro a
Brira branco de linho trancado a
Palelotsle brim de cor pardo a
Ditos de dito lona a
29000
1S600
1/000
3fi500
4S500
ival sem seguido.
N ra do Queimado n. 55. toja de miudezas
de Joide Azevdo Haia eSilva, tem para Te-
idor pelos diminutos precos abaixe declarados pa-
ra parar diaheiro, pois o que muito precisa,
garante ludo perfeito, pois o prego admira ;
Linha de gaz superior paraHatear, no-
velo a
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a
Dita de carretel muito boa, carretel a
Noveleo de Itoha do gaz brancas a 10 e
Carreteis coa linba preta muito glan-
de* a
Varas de franja de la muito bonitas a
Pecas de tranca de la muito bonitas e
com 10 varas 1
Pares de meias cruas para menino a
Ditos ditos de corea todos os tamachos a
Ditos de corea para meninas a
Duzia de meias croas para hornera a
Carios de linha Podro V com 200 jar-
das a '
Caixaa com tisaes para acender charu-
tos a
Caixas com phosphoros de segoran^a a
Duzia de phosphoros do gaz a
Fitas para enfiar vestidos muito gran-
des a
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a
Ditos com cheiros muito fino a
Duzia de nieiss para senhora o melhor
que ha a
Pecas de trancinha de la sortidas a
Sabonetes superiores e muito grandes a
Groza de botoes de osso para calca sendo
pequeo a
Dita de ditos grandes a
Tramoia do Porto superiores varas a
100, 120 e
Pegas de fita de linho brancas e de co-
res a
Groza de penas de ago muito finas a
Frascos de opiata para lirapar dentes a
Copos com banha muito boa a
Espelhoe de columnas madeira branca a
Carteiras para guardar dioheiro
Rialejos para meninos a
Biralho porluguez
Varas de franja para cortinados a
Groza ite botoes de loac nrancos a
Tesouras muito fins para unhas e cos-
tura a
Caixas de charutos de Havaoa muito su-
periores a
Cartas muito finas para vollarete o ba-
ralho a 240 e
Varas de bico largura de 3 dedos 1
Garrafas com agua celeste para cheiro a
Rialejoscom 2vozes para meninos a
Vende-se urna crioulinha de 16 annos, en-
gommadeira e cosinheira, elegante figura : na
ra da Imperatriz o. 5, segundo andar, se indi-
car quem vende.
Milita grvala ba-
rata.
40
30
30
20
160
100
200
200
160
120
2400
80
40
160
240
80
400
900
39OOO
50
160
120
240
160
40
500
400
640
1500
500
49
120
240
120
400
49000
320
120
19500
100
Grande pechincha.
A 250, 240 e260rs.
Chitas frsncezas de muito bonitos padrdes e
muito bons pannos, pelo baralissimo prego de
220, 240 e 260 rs. o covado ; na roa do Queima-
do n. 92, na loja da boa f.
Gaagas francezas muito finas com padrees
escure a 480 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa o-
ra e apreciavel agua embreada, de um aroma ex-
cedentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade dassenhoras ; assim como para se deitar
n'agaa de banho, que o torna mui deleitavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer esse balito desagradavel que quasi sem-
pre se tmatelo transpirar. Tambera tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha
quando se faz a barba, orna vez que a agua com
qtese lave o rosto tenha della composiQo. Cus-
.la o frasco 19, e quem aprecia o bom o&odeixar
certamente de comprar dessa estimavel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parte onde se achara.
&S8$# ##*0^ B&&&
Recommenda$o aos Srs.jg
de engenho 5
Panno azul de superior qua-
r lidade para roupa de escravos a !
900e i$.
urna negrinha recolhida muito bonita e geitosa,
de 14 a 15 annos de idade, einteiramente inno-
cente; vende se para aqui e nao para embarcar:
quem a pretender, dirija-se a ra da Imperatriz
n. 9, segundo andar.
Grande
armazem de violas na ra
Direita n. 87.
para
a ra do Crespo n. 15, pavi-
mento terreo. O thesourei
ro. Antonio Jos Rodrigues de
Souza.
Dentista de Faris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiao lentisla, faz
todas as operacat da sua arte e colloca
dentes artificiaos, ludo com a superiorl-
fdade e perfeico que as pessoas entendi-
das lhereconhecem.
Tea agua e psdenlifriciosetq,
aifiSv83iiasfiaia*!65iftCMMi62*3
Vn sawwwwvwi*"Vw* 'wwBvai
Magalhes da Silva Irmios participara aos
seusantiges freguezes, que acabara de estabele-
cer um novo armazem com fazendas para vende-
rem por atacado, na ra das Cruzes n. 41. onde
encontrarlo sempre um completo e variado sor-
timento : portaoto teem a bem fundada esperan-
za de que se digoaro de novamenle honra-Ios
com sua freguezia, para o que promeltem tor to-
do escrpulo em bem serv-los.
Precisa-se de qua tro a cinco contos de ris
a premio com garanta em um predio de tripli-
cado valor, era roa principal desta cidade : a
Puemconvier, annuncie
o q Jos Lopes Dias Pelxoto, Porluguez, vsia
rtugal tratar de sua saude.
AUen^o.
Acaba de desapparecer da casa do sea senhor,
um mo'equitiho de 10 annos pouco mais ou me-
nos, por nome Virssirao. qoe foi do Sr. Fran-
cisco Xavier alendes da Silva, proprietario do en-
genho JaMim, da freguezia do Cabo. 0 seu ac-
tual posautdor protesta perseguir com todo o ri-
gor da lei, a quem o tiver acoutado, a gratificara
a quem sonber delle, e o levar ra de Santa
sbelo. 19.
Vende-se o engenho Pao sangue, situado a
margem do rio Serinhem, distante urnas 600
bracas da estadio da Gameleira, com urna safra
ao corte, alguns escravos, bois, etc., lenioex-
cellente cercado e ptimos partidos de varzea pa-
ra mais de 2,000 pies annualmente, e estando
hoje acrescentado cora algumas trras que foram
do engenho Gameleira. Recebem-se em conta
predios nesta cilade, e os pretendentes podem
entender-se com os Srs. Marcelino & C, em sua
loja na ra do Crespo.
Vende-se urna carroca nova para um ca-
vallo: na ra Nova n. 59. "
Utn bom negocio para os lo-
gistis.
Vende-se urna escrava moca com algumas ha-
bilidades e sem vicio, a troco de fazendas : quem
a pretender por este negocio, dirija-se a ra das
Triniheiras n. 7, que achara com quera tratar.
Vende-se urna negrinha proprla para mu-
camba, de 13 annos : na ra do Padre Floriano
numero 27.
Vende-se leite de cabra : na ra da Pazn.
42, outr'ora ra do Cano.
Vende-se a quarta parle do sobrado de dous %
andares e solio da ra do Padre Floriano n. 21,|c)Q
a tratar na ra do Queimado n. 52 loja.
Vende-se um cavallo grande, gordo, muito
novo e ptimo de sela : na cocheira debaixo do
convento de S. francisco.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de grvalas de differentes gos-
tose qualidades, e por precos taes que em ne-
nhuma outra prtese acha, como seja, grava li-
onas estreitas bordadas a 800 e 1$. ditas pretas e
de cores-agrada veis a 1, 1#S00 e 19500, ditas'.
com pontas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim maco a 15500. Pela fariedade do sor-
timento o comprador ter muitas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Riscadinhos de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na ruado Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Rival
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55 loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, est queiman-
do os objectos abaiso declarados :
Caixas de agulhas -francesas a 120
Caixas de alGneles francezes a 100
Carta de ditos ditqf a 80
Carles de colxetes com deleito a 20
Cartdes de ditos prrfeitos a 60
Caixas de dito muito superioj a 40
Pares de meias cruas a 160
Maco de grampos de carocol a 40
Tesouras para costura a 160
Pares de sapatos de tranca de algodo a 1JOO0
Ditos ditos de la a 1280
Sapaliohos de l para meninos a 200 e 400
Frascos de oleo baboza a 4O0 o 500
Ditos de macar perola a 200
Ditos ditos de oleo a 100
Ditos de banha a 240
Ditos d'agua ambreada a 500
Ditos de oleo philocome a 900
Caixas de folha com phosphoros a 100
Ditas cora phosphoros de velas a 240
Duzia decolheres para sopa muito nasa 1#500
Escovas para denles muito linas a 160 e 200
Groza de penas de ac caligraphica a 110440
Tem tambera urna porcao de tranca de linho
Neste armazem ee encontrar as mais bem
feitas violss e guitarras, as quaes vendem-se
tanto em grosso como a retalho, mais em conta
do que em outra qualquer parle, por serom do
mesmo fabricante.
Brim branco de linho muito fino a 19280 a
vara; na raa do Queimado n. 22, loja da boa f.
brancas pegas grandes e pequeas e de todas as
larguras por precos baratos e ontras muitas fa-
zendas que s Vista que se podero apreciar
e admirar o prego.
Conrado.
Continaam a mandar fazer obras por
medidas pois tem em sua casa um per-
feito mestre alfaiate j bem coobecide
em sua thesoura, recebem toda e qual-
quer obra que nao Oque agosto do fre-
guez ; assim como tom grande sortimen-
to de obras feitas tanto para meninos
como para homem que vende muito
barato como seus freguezes nao igno-
ran), calcas de casemira de cor e preta
a 65.70. 85. 9} e 105, e para meninos
a 39, 49 e 55. paletots de panno de di-
versas cores a 109, 129, 155. 20$ e 259,
casacas e sobrecasacas de panno muito.;
fino a 305, 409 e 505. paletots de brim
diversos 3jj e49. ditos de fustao o me-
lhor que ha neste genero a 75, paletots
de alpaca preta e de cores a 39, 49 e 59 i
tanto saceos como sobrecasacos, caigas
de brim e golletes de 29, 39. 49 e 55 e
outros srtigos que se tornara enfastiveis j
em mencionar s com a vista se pode
apreciar seus pregos e qualidades.
mmm ana* mmvrnm
Aloja dabaodeira
Nova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a
todos os seus freguezes tanto da prega
como do mato, e juntamente orespeita-
vel publico, que tomou a deliberagio de
balxar o prego de tolas as suas obras, por
cujo motivo tem para vender nm grande
sortimento de bahs e bacias, ludo de
diTerenles lmannos o de diversas cores
*m pinturas, e juntameute um grande
sortimento de diversas obras, contend)
banheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas para cafe camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 49 a peque-
nos a 600 rs.- bacias grandes a 59 e pe-
quenas a 800 rs,, cocos a 19 a duzia. Re-
cebe se um ofcial da mesma officina
para trabalhar.
tK WWbT iPtWwvif'w kWWsf W^ Wf rnW nw S'Wsf ySnkf j&Z
Relogios.
Vende-so em casa de Johnston Pater & G.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
uaaa variedade de bonitos trancelins para os
msalos.
-* Arados americano se machina-
para lavar roupa: emeasa deS.P Jos
hnston & C. ra da v;nzala n.42.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Gabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos coro-
enfeitesde continha, como dourados, e de lindas
fitas e fi velas, o mais fino que se pode encontrar;
isto na loia Aguia de Ouro, ra do Gabug n. 1 B.
Vende-se um cabriolet novo ; na ra Nova
numero 59.
Para menina de escola.
Chapeos de ptlha escura, ricamente enfeitados
e por commodo prego : na loja de chapeos da
roa da Cadeia do Recife n. 46.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C., da New-York. Acham-si
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambera che-
garam as instrueges completas para se nsarem
estes remedios, contendo um indico onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se vendem a 19000.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiros luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quem quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
SYSTE MA MEDICO DE HOLLdWAY.
PI LULAS HOLLWOTA.
Esta nestimavelespecifico, composto inteir,
mente de berras medcinaes, nao cont mercu-
rio nem algnma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, a a compleigomais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleicio mais robusta ;
enteiramente innocente em suas operacese ef-
feitos; pois busca a remote as doencas de qnal
quer especia e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre milharea de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavrnas ponas da
morte, preservando em seu eso : conseguirn
recobrar a saude e forcas, depois dehaver tenta-
do inullimente todos os outros remedios.
As mis afQietas nao devem entregar-se a des-
esperago ; fagam um competente ensaio dosa
afficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo am tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Astria.
Clicas.
Convulses.
Debiiidadeoa extenua-
do
Debilidad* ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventra.
En fermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto dae specie.
Gotta.
Hemorrboidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammaces.
Irregularidades
menstrnacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstruecio de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retencao deourina.
Bhenmatismo.
Sy m ptom assecundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
'-T
Gollinhas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n 1 B,
recebeu-se um completo sortimento de gollinhas
de missanga de tudas ss cores.
Vondem-se saceos com farinha de mandio-
ca a 3$, e velas de carnauba de superior qualida-
de ; na ra Nova n. 48.
Era casa deN. O. Bieber& C-, ra da Cruz
n. 4, veide-se :
Relogios americanos de ouro e prata, igual em
quatidade aos melhores relogios ioglezes.
Relogios dourados .
Correles para relogios.
Balaocas americanas proprias para armazens,
Besando de raeia libra al 3,500 libras, ditas pe-
sando de 1(2 onca at 8 arrobas, proprias para
tabernas, casas de familia, etc.
Csrrocas americauas para boi ou cavallo.
Carretas.
Cariiubosde mi.
Carros americanos para 1 ou 2 cavallos.
Febreto intermitente.
Yende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja da
todos os boticarios droguistaeoutras pessoas edo
carrejadas de sua venda em toda a America n-
t)ul, Havana e Hspanba.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna deltas, contera ama instruc;So em portu-
gus para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharraaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
3&58S&M6 eweMMfiatt 5*ftiSSiG&
ftii!
\ fama triumptia.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
Aitenyo.
EAU M1NERALE
NATDRALLEBE VICHY.
Deposito na boticafjanceza ra da Cruz n.
Vendem-se uns terrenos em Santo
Amaro, proprios para ediucar-ee : a tra-
tar na praca do Corpo Santo n. 21, loja
de cabos.
Na ra do Fogo n. 54, vende-se por com-
modo proco diversas obras de entalha saber t
casticaes, jarros, palmas, estantes, toeheiros e
oulras obras proprias para ornato de igreja.
Algoda
azul americano.
Vende-se orerdadeiro algodo azul america-
no,em caixas e a retalho : na ra da Cadaia Ve-
Iha n. 35.
Progressivo
Progressisla.
Veode-se nos armazens do largo do Carmo n.
9, e ra dar Cruzes a. 30, raanteiga iaglaaa flor
da safra velha a 800 e a l#..da novachegada l-
timamente em barra ter abatimenlo, afflaoca-se
ser maateigt que oulro qualquer nao pode venf
dar por manos de 1440, (nao saxviado talo da-
oflanM aoanossoa coegas.)
1K9- Cami-
sas inglezas.
Acaba de cliegar ao armazem de
Bastos & Regona km Nova junto a Cop-
ceic3o dos Militares ama grande quan-
tidade de camisas inglezas com peitoc
de linho muito finas pregas largas, e
por ser grande quantidade tomamos a
deliberacao de vender pelo diminuto
preco de 35$ e a 40$ a duzia, sao as ca-
misas mais recommeadavets que tem
anparecido no mercado.
Largo do Terco
n. 23.
Vendem-sa batatas muito navas a 80 r. a li-
bra, assim como outros gneros mais baratas a.ue
em outra qualquer parte, nio se diz e pnce pera
ni o espantar!! 1 (a dUaek-o i vista).
Baldes econmicos de cordo,
a3$000.
Na raa da Cadeia de BeCiCe n. 45, esquina ds
raa da Madre de Dos.
Vende-se por prece commodo urna tataaia
com ea competentes v&tm e vela, e em parMto
estado : na ra do Oaro a. 14, das 4 horaa da
ardeam-dianse.
JAYME
Cabelle!relro trancador, e desenhador
em cabellos,
Com seu estabelecimento na ra do Queimado
n. 6,1* andar, continua a receber encommeu-
das de objectos teodentas a sua arte, garantindo
perfeico e mdico preco.
Agoa Imperial
para lavar a cabeca, Umpar as caspas e evitar a
queda dos cabellos.
Vende-se na coa de Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Flores finas a' 1S500 rs. o ramo 1!
Vende-se na rea do Queimado, casa de ca-
belleireiro:
Agoa de tingir cabellos.
Vende-sena ruado Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Potas da Russia e cal de
Lisboa.
Ne bem conbecdo e acreditado deposito da rae
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vendar a ver-
dsdeira potassa da Rutsia, nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem em
pedra i tole por /races suda baratos do que em
outra qualquer parte.
Ruada Senzala Noya n.42
Taade-Mam e asa da S. P.Ionkston 4C.
sellinae aiVbasagieses, candaeires a eastieaei
bratuiswiii.lanas nglacea, flo devela,ahieou
para carrea, emomaria,arraiospara cairo 4a
osa a dous cvalos relogios de ate patala
Cabo de marfim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fim e madreperola a 29 e 2$>00 cada urna. Cora
urna escova assim delicada faz gosto lirapar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto so rti -
ment das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e Ihoradoa
com novos
a perfei coa-
mentos, fazendo ptspontrPigual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado eipressamente para as mesmas ma-
chinas.
Trinta arcos
a 2,5000.
Saias bailo com 30 arcos a 2.5 cada urna, sa-
patos de bnrracha para homem a 29 o par : na
loja das 6 portas em frente do Livramento.
Novo sortimento
de'cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'agnia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de differen-
tes crese larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a tA, 3,4 e 5J a pega, presos
estes que em nenhuma outra parte se acham, e
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
A 4& 4$500 e 5.
Cambraia lisa muito fina a 4} a peca com 81|2
varas, dita muito superior a 58, dita tambem
muito fina com aalpicos a 49500; na roa do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loia d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porcao de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e aa est
vendendo a 1)500 cada urna ; a ellas, antes que
se acabem, pois saa ha na loja d'aguia branca,
ra da Queimado n. 16.
DE
Guimares A Villar.
|Rua do Crespo numera 17.j
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, lias, cbapelinas de pa-
lha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, saludas de baile,saias a balao de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e precos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabeca de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, caigas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calcado Helie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baralissimo
Vendem baralissimo
Vendem baralissimo.
Quem duvidar v ver
Ouemduvidar v ver
Quem duvidar vvr.
Levem dinbeiro
Levem dinbeiro
Levem dinbeiro.
Enfeites de flores para ca-
samentos e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vo a casamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os precos sao 8f,
10 e 12. porm quem apreciar o bom conhece-
ri que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
1
Julio & Conrado.
Receberam os melhores chapeos
de alpaca para ebuva o sol e vendem
muito barato, assim como de seda
que vendem por 6|.
i
Pechincha
Luyas de finacamursa
para militares ecava-lei-
ros.
A loja d'agnia branca acaba de receber de sua
encommenda mai finas luvas de camursa, o que
de malhor se poda dar nessa genero, e aa est
vendendo a 2*500 o par ; os senhores offimaea a
cavalleiros que ea compraren) conhecero qae sao
baladas vista de ana finura e dnrace, para as
oble* dirigirem-se i raa do Qaeimedo, leja da
aguia branca n. 16. Adverte-se que a quantidade
paqueo a por tora, epor tsao nlo demoren.
Coral de raz
Veadeee multo bom coral de rali, o fio a t*
aa ra do Qeaimado, loja d'aguia branca n. 16.
Armazenada
de Pars
DE
Magalhes k Meiides.
Ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armaxenada.de 4 portas n. 56, recebeu
novo sortimento de fazendas de gosto, entre el-
las, neos chales de grox com ponta redonda e
borlla a 8, ditoa de merm tambem de pona
redonda para tedoe es procos, oa ricos corias de
vestidos areos de 5 e rjp-ceUo aeameeeede,
ricas coberias pora osa ate groa a lOf, rioaa
cantas paracobena de Oepoo itM o eewado, ri-
cos gostos de cassaa mi tizadas a 0 tlNn.
covado. Ha aasapre nema eaaa am eamptale sor-
timenteda chitas de 160 at 80 cavado, atea
balao de nere gomo a de reos anadee, com Ota
larga eos taaos. rae sao methoree do qua es-la
fueteo 18| e 8)600.


DUMO 8IHWI1||tM QUINTA FEIRi 16 DI?UBK> M 1861<
(7
Cwaes lapidados
a 500 rs. o masso.
tJfend*w osaaeinbos de raes lapidado* a
50 r. cada ua : na ra do Queimado, loia d'a-
guia branca o. 16.
240 rs.
Un escoras de padrdes modemoi o melhor
que tem apparecido, de lindas core, a 240 r?. :
na ra du Queimado o. 3, leja de 4 portas.
Libras slerlinas,
Veode^e striptorto de Manoel Ignacio de
liveira & Fitlm, largo de Corpo Sanio.
TravussadoPiresn.il.
Joseph Grosjean em ana offioioa' rende 1 ca-
brielet nevo, t carro americano para 1 cavallo,
1 cabnolet eaa boas estado, que rende muito em
coala, assim oocno encerado preto a 23O0 o co-
rado, e comprando esa peca ha de ser mais ba-
rato.
Atteugo.
Na rm do Trapicho n. 46, em casa de Rostron
Kooker <& <., eiiite um bom sortimento de Il-
utas do cores e brancas em earreteis do melhor
asneante de Inflatem, as qaaes se Tendem por
procos mui razoavaia.
DESTINO
DR
Js Dias Brandao.
5Ra da Lingueta 3
O noro destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga iogleza a 1 a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha prato a 1400. pss-
sas a 560, conservas inglezas e portuguezas a
700 rs., aletria, talharim e macarro a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas rom peixe de
postas a i460, cerreja branca a 500 rs. a gar-
iL5*a d.0lia' dil* Preta 600 rs. a garrafa e
69800 a duzia, tanto em garrafas como em metas
errilhas francezas e portuguezis a 720 rs. a lata'
spermaeete de 4, 5 o 6 om libra por prego mui-
to em conta, rinho do Porto engarrafado fino
prelho) a 1*500 rs., rlnho de Lisboa eFigueira a
5B0 rs. a garrafa, t do g re b raneo a 820 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se lomara enfa-
donbo aos freguezes (Dinheiro vista.)
Lindos cabazes
de palha fina, ou eestintas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'agnia bronc* se acham mui lindos e
delicados cabazes de palha fina, ou cestinhasen-
feitadas, proprias para aa meninas de escola, ou
mesmo para costura de senhoras, e custam 4 e 5$,
o que baratissimo vista da pereicao e bom
gosto de taes obras, as quaes se vendem em dita
loja d'agnia branca, ra do Queimado n. 16.
DI
FUNDIDO L0W-10W.
Rua da Sen zalla Nova n.42.
Nasta estabelecmento contina a havar um
completo sortimento de moendasemeias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
te ferro batido e coado, de todos ostamanhos
para dito,
A i2#000
a duzia de tosluas felpudas superiores ; na rua
do Queimado n. 22. na ioja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andares e
sotao na rua de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzes n. 18.
Aliento
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 10280:
quem pretender dirija-te a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem os tem
para vender.
Julio Conrado.
Vendem bellos vestidos de filma-
lisados tanto de 2 saias como de
folbas a 10$, para acabar.
Aranaga- Hijo k ft.
vendem ongas de ouro: aa rua
do Trapiche n. 6.
Relogios patente ioglez a 170, en
casa de Julio & Conrado, assim como
ricos aderecoa de diversas qulidades
que vendem barato porquererem acabar
com o negocio de ouro.
*
com necessarios para costura
Acaba de ebegar para a loja d'agnia branca mui
lindas caixiohas matizadas, com espelbo, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponteiro,
ludo praliado e de apurado gosto, emfim urna
caixioha ezceileate para um presente, e mesmo
J"a qualquer senbora a possuir, e vendem-se a
10 e 1*S : na lo,a d'agnia branca, rua do Quei-
mado n. 16.
Eafeites de cabe9a.
Na leja d'aguia de ooro, rua do Cabug d. 1 B,
e chegado um completo sortimento de eofeites
psra senhora, sendo ultima moda*, que se vende
mais barato do que em oulra qualquer parte.
K9Wat}aNeM 3 aSHSHtKMK
gParaos senhoresg
padres.
Meias de laia muito elasticaa por lg o
0 par: em casa, de Julio A Conrado.
S
reis
E' muito barato.
Manteletes de Ci preto muito superiores 81;
aa rea do Crespo n. 10.
Damasco de seda.
superior a 3#500 ; o a rua do Crespo n. 10.
Massinhos de coral
a 500 rs.
na loja da aguia de ouro,
rua do Cabug n. 1B.
idem-se massinh de coral muito fino a 500
masso.
Tachas e moeudas
Braga Filho & C., tem sempre no seu depo-
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mav a tra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapiche
n. 4.
Vende-se o engenho Tiriri, sito na comarca
do Cabo, com as properges seguiotes: dista da
estrada de ierro urna legoa, e porto para embar-
que em distancia de 200 brabas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muites terrenos para se
abrirem com facilidade, ha grande cercado e
muitas matas. Este engenho novo e bem obra-
do ; a tratar na rua da Praia n. 47, seguodo an-
dar, ou no engenho Cafund, sitio em distancia
de meia legoa daestjgio deOlinda com o abaiio
assignado.Joao Paes Birreta.
A 8#000
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa.
os quaes se vendem pelo diminuto preco de 8J
cade um : na rua do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
Enlrc-meios
ps melhores que se tem \isto.
A loja d'aguia branca recebeu um explendido
sortimento de ntremelos de delicados bordados,
e gostos inleiramente novos, com differentos lar-
guras, do mais estrello at mais de i|2 palmo,
suas diversas applicaces escusa dizer-se porque
odas as seohoras sabem : os precos sao de 2 a
5 a pega conforme a largura, e tal a bondade
dalles que quem os vir e apreciar o bom, infalli-
velroente os comprar : na loja d'aguia branca,
na rua do Queimado o. 16.
I
Atiendo
Fazendas e rou-j
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
Gravatiohas estreitas.
Vendem-se superiores gravalinbas estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de 1; aa rua do Queimado n. 22,
loja da boa f. '
E'de graca.
Ricas chapelinas de seda para senbora, pelo
beraUsstmo proco de teads urna: na ruado
oucm) D' ad* b* : {' eUMae 8,
Cortes de vestidos brancos
bordados.
_Vende^s*xwos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 a 3 babados a 5|: na rus do
Queimado o. 21, na loja da boa f.
Grandes colchas
dejuslo adamascadas, pelo, preco di. fi| cada
na rna do Queimado o.19.
ma
|48- Rua da Imperatriz48
Junto a pailaria fiaoceza.
Acaba de chegar a esle eslabeleci-
ment um completo e variado sortimento
de roupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 3 e 350O,
i diloa forrados a 4 e 4500, ditos france-
| zes fazenda de 109 a OsUO, ditos de me-
rino preto a 69, ditos de brim pardo a
3S800 e4, ditos de brim de cor a 350O,
ditoa de ganga de cor a 3;50, ditos de
alpaca de laa amarella a imagao de pa-
lha de seda a 3$500 e 49. ditos de meia
casemira a i5ou, 5g e 5*500, ditos de
casemira saceos a 13J, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto fino a 20#,
22g. 28j>, ditos brancos de bramante a
39500 e 49, calcas de brim de ror a 1800,
28500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
las de meia casemira a 34500, ditas de
casemira a 6500. 7fl5O0 e 99, ditas pre-
tas a 4S500, 79500,99 e 109, colleles de
ganga franceza a I96OO, ditos de fuslo
29800, ditos brancos a 2g800 e 39, ditos
de selim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorgurao de seda o 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e 59,
ditos de velludo a 7, 8g e 99.
Completo sortimento de coupa para
meninos como sejam calcas, colleles, pa-
letois, camisas a I98OO e29,ditas de fustao
a29500, chapeos francezes para cabeca
fazenda superior a 69600, 8S500 e 109,
ditos de sol a 6$ e 6&500, ditos para se-
nhora a 4g500 e 59. Recebem-se algu-
mas encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cular qualquer obra tendente asua arte.
Fazendas.
Ricos corles de vestidos de seda es-
coceza superior a 149, novidade em corte
de chita achamalotida de ricos padres
com 14 covados a 59, chales de merino
estampados de bonitos gostos a 68500,
cambraia lisa de Escocia com 10 varas e
de va-a de largura a 49, 48500 e 69, su-
perior bramante o melhor que ha a 8g e
2200a vara de 4 larguras, sortimento de
meias para meninos e meninas a 29800 e
33 a duzia, cambraia de salpico muito fi-
na a 700 e8l<0 rs. a vara, chitas sorlidas
francezas a 240, 260 e 280 rs o covado e
ouiras muitas fazendas por presos commo-
dos. _
Lavas deJouvin.
Na loja da Boa F, na rua do Queimado n. 42
sempre seeBcoetraro as superiores luves de pel-
lica de Joavin, tanto para hornera como para se-
nhora, por serem recebidas por todos os vapores
vindos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
preco de 21500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na rua do Queimado n. 22.
r
ua do Queimado]
numero 48.
Julio & Conrado receberem pelo
ultimo paquete ricos eofeites a Ga-
ribaldi, pretos e de cores tanto para
senhora como para meninos, cooti-
nuam a vender sapatos de trao(s
tanto para homem como pan se-
nbora a 19 o par.
Molas para balo.
Na leja d'aguia de ouro, rua do Cabug n. 1 B,
receben de ana encommeoda as verdadeiras mo-
las para balos, ojie se renda a 200 rs. a vara.
Largo do Terso n. 23.
Vetrie.se manteiga ineleza perfeitamente flor
* 1 g m libra, franceza a 680 a libra, e de 4 libras
pata, cima a 640 a libra, afiancaodo-ae a boa qua-
lidade de qualquer genero que for comprado ues-
te estabelecimenio, a dinheiro vista.
Lila preta,
baa farenda, a WOts. o covado.
Cortes de casemira de cor fina a 4f.
Orto lete de gorgurto, bonito* padres, a
29OOO.
Panno fino superior, cor de azeitons, a 49OOO o
covado.
Casemira preta fina izf o corado : na rna -do
Crespo a. 10.
Liquidado
^Rua do Queimado loja de
0 4 portas n. 10.
$& Vende-se panno de supeiiorqua-
^| lidade prora de limfio cor de
^ cafe' a 3'.
% Dito verde a 3$.
^ Dito preto a 3$.
^ Dito azul a 3^.
^ Seroulas escossezas brancas a
^ 1 200 el$500.
(I Ditas de Itnho a 2$600 e 3|.
^ Superiores manteletes de fil
Z preto a 6$.
| Camisas de linho inglezas duzia
1 .30$.
I Ditas dita dita duzia a 35$.
j Ditas dita dita dutia a 40$,
l>| Ditas dita dita duzia 45$.
s Ditas dita dita duzia 50$.
s
Sabonetes
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-se sabonetes de amendoa para barba,
cada um em suacaixinha do louca a 500 rs. ; na'
rua do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Trapiche
BiRlO o LIVRA1NENT0
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender neste novo es-
tabelecimeoto o seguinte:
Cera de carnauba em porces ou a retalho.qua
lidade regular e superior.
Sebo do Porto em caixinhas de 1 a 4 arrobas.
Barricas com sebo do Rio Grande, em porces
ou a retalho.
Velas de carnauba pura, em caixinhas de 1 a i
arrobas.
Moios de sola, differentes qualidades, em por-
S6es ou retalho.
Courinhos curtidos.
Farinha de mjndioca por 10500 a sacoa.
Farello, em saceos grandes, por 39800 o sacco.
ira
para vestidos de senhora e
roupinbas de enancas.
Na loia d'aguia branca se encontr um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e do cores, proprias para enfeitea de vestidos,
assim como urna diversidade de galio de seda e
linho, brancos e de cores, abortos e fechados, lar-
gos e estreitos al o mais que 6 possivel, trancas
lamber de seda, laa e linho, de differentes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas: por isio quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na rua do Queimado n. 16, que ser bem
servido.
(BMHM
pechincha.
Sedinhas de quadros muito iocorpadas. cova-
do a 800 rs.
Golinhas de fustao bordadas com bolao para
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com bolSo a 500 rs.
Manguitos a balo com punhos e gola borda-
dos com bolaozinhos a 3$.
Manguitos a balo com punbo e gola a 21500
Baloes elsticos a 3 e 3$500
E outras mais fazendas muito baratas : na rua
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Fer-
reiros.
Nozes
a 3# a arroba, e a retalho a ISO rs. a libra: ven-
de-se no armazem progresio, largo da Penhs nn-
inero 8.
Attenco.
Ricos eertes de seda de 1009, pelo diminuto
pre^o d 30| por ter nm toquezioho de mofo:
no armazem de fazendas da rua do Queimado nu-
mero 19.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui novos e
delicados chapeozinhos para baptisados obra
mui perfeila e bem enlejiada, sendo cada um em
ana bonitacaixinha, e pelo baratissimo preco de
69, niuguem deixari de os comprar : na loja d'a-
guia branca,rua do Queimado n. 16.
Vende-se porco de quintaes de ferro em
vergalhoes quadrados de variaa groasuras e
chumbo em barra ; do armazem da travessa do
Carioca o. 2.
Batatas
Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecas de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com sala balao, etc etc.,
a vista do que, e de sua muita duracao sao bara-
tsimas a 1S200, biralo assim s se encootra na
loja d'aguia branca, rua do Queimado n. 16.
Peonas deac
inglezas, calgraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommeoda as verdadeiras peonas de ac ingle-
zas, caligraphtcas, cuja superioridsde est deci-
dida, e anda assim contina a vende-las a !$ s
caixinba : na loja d'aguia branca, rua do Quei-
mado o. 16.
Molas para balo.
No armazem de fazendas de J. J. de Gouveis,
rua do Queimado n. 29, exislem as verdadeiras
molas para balo, aue se vende a 160 rs. a vara.
i Julio & Conrado.
^ Vendem um preto de meia idade S
f| bom cosinbeiro e urna preta da Costa 2
r por barato prego : na rua do Queimado
w n. 48. tjtf
MIL.
pechincha
A* imperatriz Eugene.
Finos cortes de cassa franceza de duas saias e
de 7 babados, com 10,15 e 16 jardas a 8J500, 49
e 5| : na rua do Queimido n. 44.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 2*9, fazenda fina,
talcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, dita* de brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de fustao do eores a 41
ditos de estameas a 4f, ditos de brim panto a
i9, ditos de alpaca preta saceos sobrecasacos
dolletea de velludo pretos e de cores, ditos d
eorguro de seda, grvalas de linbo aa mais mo-
bernaa a 200 rs. cada urna, collarinhoa dt linho
gauhimamoda, todas estas fazendas se venda
paralo para acabar; a loja est aborta das 6 ho-
raa da manha at aa f da noite.
Cortes de meia casemira de urna s cor, fazen-
da superior, pelo baratissimo preco de Sai cada
um: na rua do Queimado n. 22. na loja da bo*.
crales de mennO estampados a 2*500 : na
rua do Queimado o. 22, loja da boa V^
Para padre.
Vende-se um roquete todo abarlo de Ubwin-
No;aD l!g,l0e PM pres ""M*. S eirua
Vende-se um carro americano d4rada*
para um e dous cavallos, co s^sTm* um!
dss.m como Hm bom caV.ltopara^TSeSS o
preco commodu ; na ru. da Imperatrisri^ado
n. 19, a tratar com Froderko Chatas. """"
Vende-se orna taberna no pateo do Tero*
n. 28. rqMl tem poacos fundos TI tratav ba
em gigos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
IfOOO rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
se nicamente nos armazens Progreaso e Pro -
gressista 00 largo do Carmo n. 8, e rua das Cru-
ces n. 36, tambem tem grande porco de quei-
jos prato que vendem 4 560 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiata ingleza para
denles.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommeoda a bem conbecida eprovei-
tosa opiata ingleza para denles, cuja bondade
apreciada por todos quantos delta tem usado, e
ser mais por quem quizer conservar asgengivas
em perfeito estado, assim como a alvura dos
denles; custa cada caixa 19500, e por tal preco
s deixaro de comprar quando a nao acharem
mais na loja d'aguia branca, na rua do Queima-
do n. 16.
Feijo de corda
No armizem de Tasso rmeos, rua do Amorim
numero 35.
* asee* $
i Na loja de marmore |
2 Vende-se muito bar atol
\m Para senhoras.
I Ricos vestidos de seda moiranc.
Ditos dito de dita grod-fric.
Ditos dito de dita babdinhos.
P Ditos dito de dita dous folhos.
Ditos dito de dita phaotasia.
Ditos dito de dita bareja-babadinhos. 9
Ditos dito de dita cambraia brancos bor-
dados. 9
Ditos dito de dita pretos tecidos aveilu-
dados. #
Ditos dito de dous folhos babadinhos. 0
. Riquisslmos vestidos de tarlalana brancos. *
S Ditos ditos de atonde para casamentos.
Ditos leques de ma<1r Ditos ditos desndalo.
Ricas pelerinas de rende e seda. #
Manteletes do fil pretos.
Ditos muito ricos de velludo. #
Ricos bournusbeduinas para sabidas de 9
_ bailes e theatros. *J
OJ Ricos chapeos de palha de Italia. sj
SJ Ditos ditos de seda. 9
SJ Gollisba*, manguitos e camisinhas de to- s
SJ das es qualidades. a)
SJ Saias bordadaa de algodo. as
SJ Ditas ditas de linho. 9
SJ Ricas sombro has de seda muito modernas, S
v Enfeitea de flores. g.
Ij Ditos de froco. sk
9 Ditos de Ota.
Para senlioras.
2 Ca&aveques de la. .
2 Pontea da tartaruga.
2 Qitoa de bfalo com eafeile.
j Ditos de dito seo. enf*ite.
f Chales da merin muito modernos.
Ditos de cachemira bordados.
J Ditos de touquim.
Ditorde fro.o.
Ricas mantas deblonde para casamento.
* Camilas bordadas muito finas.
' Meias de seda muito finas.
' Ditas de dita pretas finas.
I Enfeite de vidrilho preto.
Ditos de ditos de cores.
P Lencos de labirintho.
Froohas de labirintho.
P ToalhSs de labirintho-
1 Lencos de linho bordados.
I Gravalichasmuito modernas.
9 Plumas brancas e de cor.
I Filas de seda de apurado gosto.
9 Franjas, cascarrilbas, tranga e rifa e filas
estreitas de seda.
Para homeiis.
S Paletots de panno fino.
Ditos de casemira.
Ditos de brim lona (brancos.)
Ditos de brim de cor.
# Caigas de casemira de cor e de padrdes de
# muito gosto.
J Capas de guta-perchs.
SJ Perneiras de dita.
SJ Calcas de dita.
SJ Capuches de dita: 9)
sj Meias de cor.
9 Colleles de casemira.
SJ Ditos de la e seda,
sj Ditos brancos.
aj Ditos de velludo preto. f
SJ Ditos de dito de cor. m
SJ Calgado Meli. S
Sj Dito de vaqueta.
Sj Dito de duas solas. Z
Sj Sapatos entrada baila. S
Sj Chancos de lontra.
S Ditos de castor branco.
Grvatasde renda a Garibaldi.
9 Ditas de setim.
q Ditas de gorgurao e seda. S
4 Colarinbos dos mais modernos,
f Camisas de linho inglezas,
A Ditas ditas francezas.
Para meninos.
Ricos vestuarios de seda.
Ditos ditos de la. 9
Ditos ditos de fusilo. 2
Ricaseamisinbaa bordadaa para baptisado. 2
9 Ricos sapatinboa enfsitados para bapti- 9
I Bonete* de todas ss qualidades.
8W Chapeosinhos de palha de Italia.
Casaveques de la.
Extracto de saodalo moito fine.
* Essencia de sndalo muito tino.
Caixinhas da tartaraga.
Carleirinhas de apurado gosto.
i
s
9
Charutos suspiros.
n roa Velba n. 70, vendem-se charutos
s a 36ft o milheiro, e a retalho a 4tf o c
Armazem de fazendas
Bonitos toucado-'
res de arniacao e gaveta,
proprios para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armago prela, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que os
tornam mui elegantes, os quaes servem excelen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e de rapazessoitei-
ros, e pelos precos de 8, 9 e 10, sao baraiissi-
mos na verlade, e qaem os vir na rua do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16, se sgradar, e
ofallivelmente comprar.
Acaba ef^
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na rua Nova junto a Gon-
ceico dgs Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de m
roupas feilas, calcados e fazendas e todos .
estes se vendem por precos muito modi- *
licadoscomodeseucostume.assim como tt
sejam sobncasacos de superiores pannos Jj
e casacos feilos pelos ltimos figutinos a S
26, 28, 30 e a 35, paletots dos mesaos g
pannos preto a 16, 18j, 20 e a 24, 8
ditos de casemira de car mesclado e de S
novos padres a 14. 16, 18. 20 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co- S
res a 9. 10, 12 e a 14, ditos prelos pe-
lo diminuto preco de 8, tO, elg, ditos o
de sarja de seda a sobrecasacados a 12, K
ditos de merino de cordo a 12, ditos S
de merino chinez de apurado gsto a 15 JE
ditos de alpeca preta a 7, 8, 9 e a IO5', 5g
- ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de
11 seda fazenda muito superior a 4500, di-
5 tos de brim pardo e de fusilo a 3500, 4
8

e a 4500, ditos de fustao bronco a 4",
grande quanlidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7, 8, 9e a 10, ditas
pardas a 3 e a 4, ditas de brim de ccres
finas a2S500, 3, 3>500 e a 4g, ditas Ce
brim brancos finas a 4500, 58. 5500 e a -
6, ditas de brim lona a 5 e a 68, colleles S
de gorgurao preto ede cors a 5$ e a 68, S
ditos de casemira de cor e pretos a 4J500 f
e a 5, ditos de fuslo branco e de biim S
a 3 e a 3500, ditos de brim lona a 4g, M
ditos de merino para lulo a 4 e a 4500' o
calcas de merino para lulo a 48500 e a 53 ft
capas de borracha a 9. Pa.a meninos fl
de todos os lamanbos: calcas de casemira 5
prefaedcora58. 6 e a 7, ditas dilas tt
de brim a 28. 3 e a 3500. paletots sac- W
eos oe casemira preta a 68 e a 7, ditos
de cor a 6 e a 78, ditos de alpaca a 3
sobrecasacos de panno preto a!2e a B
14, ditos de alpaca preta a 5, boneis 3
para menino de todas asqualidadt?, ca- Se
misas para meninos de todos os lmannos 52
meios ricos vestidos de cambraia leitos 9
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e a 128. ditos de corto- 9
rao de cor e de la a 5 e a 6, ditos de o
X nm ? *' d,los de cambraia ricamente M
SE bordados para baptisados.e muitas outras
A fazendas e roupas feilas que dolxem de tt
M 5('r.DieDC10I'adas pela sua grande quanli- ft
g dade; assim como recebe-se toda e qual- S
M quer encommenda de roupas para se ft
g mandar manufacturar e que para esle fim >
Z| temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande oficins de al- fi
faiate dirigida por um hbil meslre que S
pela sua promplido e perfeico nada dei- X
xa a desejar.
Vende-se farelo chegado ltimamente de
Lisboa, em saceos grandes ; na rua do Vigario
n. 19, pnmeiro andar.
Vende-so saldo Ass : a bordo do hiato
banlo Amaro, no caes dolamos.
Escrayos fagigos.
Acham-se fgidos os escravos Francisco
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
? Rios jarros com beaba*.
Um grande sortimento de riquissiraos m
89 quadros a oteo.
Ricoatransparesitos parajastella.
Caixinhas muito ricas proprias para guar-
8 darjoias.
Banha muito fina a Garibaldi.

8E outras muitas fazendas o'perfumaras
que deixtmoa d msncionar, por haver
8"_n4 orlimento. Y 9
Venda de propriedades
Vendem-se as casas torreas sitas na rna atrs
d matriz da Boa- VHta n. 80 e 3S, Rangel n. 79,
roa do Porte n. 20, todas com solos proprios :
a tratar com Antonio Jos* Rodrigues de Souza,
Ma do Queimado a. It, primeiro andan
ma boa esterna.
Vende-se- urna atulato de murta boa conducta,
engomma, cozinha, lava mallo bom, e faz todo
"^"'S.*6 ^ 0,M: tn>** da
rnunm- pe,
*
DE
Joao Jos de Gouveia.
Rua do Queimado n. 29
outr'ora 27.
Vende-se as seguintes fazendas :
Manteletes de grosdenaples prelo a 98-
Barege de seda ricos e finos padres, covado 500.
Sedas de quadrinhos ultimo gosto. covado de
800 a1500.
Velbutinas de cores o covado 560 rs.
Cambraia de cores com lpicos e ditas adamas-
cadas, pega 2200.
Carnizas de meia, duzia 6500
Lencos de seda a 600 rs.
Risccdos francezes muito largos, covado a 180 rs.
Chapeos de Cbyli a 5.
Bonets de panno preto Ono a 1.
Ditos de casemira de cores a 800 rs.
Fuaes de merino elsticos a 500 rs,
Chitas francezas finas de 240 a 320.
No mesmo armazem existe sempre um variado
e escolhido soriimento de fazendas, tanto finas
como grossas, que se vendem com mui diminuto
lucro.
BMwpww nwirrnsfisiiafiwi|t
gRua do Crespo n. 8, loja deg
4 partas, admira a pe-8
chincha a
Laa para vestidos fazenda que
outr'ora custava 8i0rs. o cova- *
do vende-se a 240 rs dao-se fjj
amostras com penhor.
SAIAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta pra^a e os de fra, que tem
exposto venda sabaode sua fabrica denominada
Reciteno armazem dosSrs. Travas3os Jnior
& C, na rna do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composicao.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recenlemenle pro-
vida de um completo sortimento oie enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torzal com franjas e borlas,
outros tambem de torcal de seda enditados com
aljofares de cores e borlota ao lado, oulros de
froco igualmente enfeilados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um apurado gosto e perfeico,
os precos de 8 e 10 sao baratos vista das
obras ; slm destas qualidades ha outras para
3 e 4 : issona rua do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Vendem-se muito em conta quartolas de
muito boa qualidsde, proprias para deposito d'a-
gua em casas particulares e sitios, e tambem por- ,
cao de toneis grandes de boa madeira, que sao I Sa '.8 lembro do auno proxim-
riutii. I Passad. co" os signaes seguinles : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos Lelos
annellados; e Luiz, cabra, nalural do Ico. fugio
do em marco desle anno, e com os seguinles sie-
naes : idade 30 annos, altura regular, muilo pou-
ca barba, cheio do corpo. ps grandes, com al-
guns signaes de bexigas no rosto, e muito re-
gnsta ; suppoe-se este escravo estar occullo or
pessoa que o protejo, pelo que prolesta-se contra
quem o tlver feito : qualiner pessoa que os ap!
Efsr U ?ue,le der nollcia a seu se'>or Joao
Jo.' de Carvalho Moraes Filho, na rua do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
,in1.D|"iPPArJ!Ce.U D0 di\13 d0 corrente, do si-
no de S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo
maiorde50annos, de nome Joaquim, cornos
signaes seguinles : cabellos brancos, alto secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty. d onde veio para aqui fgido : roaa-se
a todas as autoridades policiaes e a quem duer
que o encontr, de o capturar e entrgalo no
sitioac-m a citado, ou na rua do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
r.r; F8'* e*c'o Torquato de cor parda nalu-
ral do Para no da 30 de junho prximo passado
o qual pedreiro e trabalha lambem de alfaiale
postuma embebedsr-se muito amiudo, tem de"
idade trila annos poucomais ou menos, o altu-
ra regular quem o pegar leve-o a rua do Apollo
n. 8 que ser gratificado. ^
...H" Fu8,i0 T-aTa ViceDCS. c6r prela, estu-
2mmeR-0,,r,lCeU d COrP' deD,S "nOS.
tem mais no lado esquerdo do queixo um sena
de cabello e canhota, cuja escrava levou vesli-
do de chita roxa, panno da Costa j usado ta-
boleiro pintado de verde; suppe-se aue'anr!*
para as bandas do Cabo, aonde tem conheriaos
quem a apprehender leve-a a ruada Palma casa
da viuv. de Jos Carlos de Souza Lobo u'i rua
do Queimado n. 16, aonde se recompensa
nft1 ?e8aDP"eceu o dia 22 do corrente, do si-
tio defronte daigreja de Guadalupe em Olinda
um molequede nome Francisco, com os signaes
segumte,: de estatura pequea, cor fula, milf'i!
lo de corpo. com as pernas um pouco curvas o
beico de baixo cahido, os denles muilo alvos e
sempre de fora, e calvo na cabeja, levava vest!
uLha.ni,SaMCU^la gr0388 e 8UJ8' e ctoha azul j
usada o rota : roga-se a quem o pegar o favor de
trezer no mesmo lugar, que ser compenaado!
- Fugio do engenho Tabatinga freguezia de
Ipojuca.emdias de abril, um negro de nomo
Jo.qu.mconhecidopor Joaquim baza, o Jf.l
falla um pouco male pucha os beicos oara fnr
quando falla p.recendo que snmprs e m
ndo fumo, magro, baixo e lera de 40 Ta
anno, de id.de pooto mais ou menos, descon-
fa-se que anda aqoi pela cidade onde j esleva
ganhando na ma : quem o pegar leve-o a rua d
XenSoU'0,,,e8mOeDgenh0 Desappareceu no dia 12 do cor-
rente mez, da casa n. 7 da rua do Des-
tino, o escraTO Herculano, pardo, da-
de 25 annos, com os signaes seguintes
cabellos negros, estatura regular, cheio
do corpo, tem urna cicatriz no dedo po-
iegar de urna da$ raaos: roga-se a todas
as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr de o capturar c entre-
ga-Io na casa cima ou na rua do Cabu-
g loja de ourives n. 3 e 3 A, de Ma-
noel Antonio Goncalves.
ptimos para depsitos de mel, e pira as distila-
coes dos engenhos, os quaes se vendem a dinhei-
ro ou a prazo, conforme se convencionar: para
ver e tratar, na traTessa do Carioca, armazem nu-
mero 2.
Vende-se urna escrava contornada a andar
aoganho, a qual d 800 rs diario, e tambem se
pernuta por um escravo que entenda de servico
de campo : na ruada Imperatriz n. 47, terceiro
andar. Na mesma casa vende-se urna porco de
caibros de qualidade, de 30 a 40 palmos de cum-
plimento.
Fazendasba-
ratas.
NO
armazem da rua do Quei-
! madon. 19.
14 covados por 2#000. *
Cortes de riscado francez com 14 covados.
A 10900, 3#e 30300.
Lencos de panno de linbo e bramante pelos
precos cima.
A 10800.
Cobertas de chita pelo prego de 1 $600.
Atoalhado de linho a 10600,
proprio para toalhase colchas, peto baratissimo
proco de 1600 cada vara.
Cambraia de linho a 50.
Fina cambraia de linho a 5 a vara.
Capellas a 50000.
Ricas capellas de flores de laranja e enfeitea
imperatriz a 5.
A 250 e 400.
Ricos cortes de seda, fazenda superior com al-
gum mofo, epelo baratissimo preco de 253 aiim
Algodo moostro a 480 a vara.
Tarlalana de todas as cores para vestido.
A 60000.
de fuslo de liados lavrores
a 500 rs. cada urna.
Grandes colchas
6}00O.
Toalhis de fuslo
4 2$ o corte.
Cortes de riscado francez com 14 cavado peto
barato prego de 20 : no armazem de {azoadas da
rua a Queimado n. 19.
Vende-se ama escrava mo;a aem vicios nam
jebeojues, enoule, com as habilidades seguinles :
perita engommadeira, cozinbeira. lavadeira, o
nt-cUo-: na rua do Ser [Ilha os Ratos] u. 3.


(8)
DIARIO M HttRAMBUCO. QUINTA FURA 25 DI JULHO E Igfl.
Litteratura.
0 futuro industria!, commercial e ma-
rtimo da Blgica.
Memoria tobre a meio de de-
senvolver a industria belga, e
derramar pelo commercio seus
producios no mundo inteiro,
por A". A. Henry cnsul geral.
(Continuago.)
Para impr nago estas reformas econ-
micas para terminar a tareta gloriosa e fe-
cmiila da reslauracao re nosso commercio roa-
ritimo, seria preciso um hornera activo, iolelli-
geote, enrgico, convencido, que ossuisse intel-
gencia e urna autoridade sufficiente para forjar o
paiz e a legislatura a oceupar-se destes graves in-
teresaos ; um homem a quem o trabalhoe as de-
ceproes nao po iessem desanimar; em urna pa-
lavra, um Colbert, para resistir rollos, intri-
ga, incapacidade, etc.
Nossas resposlas todas estas objeccoes se-
r mutlo simples : nada se pode fazer neste mun-
do que nao seja porqualquer lado, sugeito in-
convenientes ; natureza de tudo que hu-
mano : mase.mil vezes prefervt>l expr-se aos
inconvenientes, fazendo, que ficarcom os bracos
cruzados sera nada fazer. Neste caso nao ha
escoiha : temos (nao deixaremos de diz-lo) ne-
ctssidiide de obrar. De mais, nao exageramos nem
os defeitos dos homens, nem as difficuldades da
empreza.
Papa a realsaco do plano de reforma de
iostituigoes novas que nos propuzemos, convm,
verdade, o concurso^lecidido de nossas iodus-
trias, deuossos negociantes, eslabelecimentos Q-
nar.ceiros e comroerciaes, do governo, da cidade
de Anvers, das cmaras de commercio, dos agen-
tes diplomticos e consulares belgas; mas este
concurso porque nao obt-lo-hiamos? Dever-se-
ha, pois, desesperar sempre de nosso paiz, de seu
patriotismo, de seu bom senso ? Nao, isto im-
possirel.
Sera duvida (eremos que vencer algumas re-
sistencias para couseguir-mo-lo, faz-se preciso,
ainda una vez, o ajunlamento ; convm, prin-
cipalmente, afaslar cuidadosamente toda a ques-
tio de partido.
Para obter-se este ajunlamento, o meio mais
natural e mais efBcaz nos parece ser a creaco
de um ministerio especial que rena, sob umas
e mesma direcgo, todos os negocios, todos os
interesses da industria, da agricultura, do com-
mercio e da mariuhi.
E-ta idea nao nova, e as cmaras de com-
mercio de nosso paiz j della se oceuparam por
mais de utib vez.
Psrece-oos que, em um paiz, como a Blgica,
um semelhante ministerio deveria ha muito exis-
tir. Dever-se-hiadelle tratar lalvez de preferencia
todos os nutres. J que temos um ministro da
guerra, nos que estamos votados nao faz-la
jamis, (a menos que, bem entendido, violando
lodos os tratados, se nos venha atacar), porque
nao lereraos um ministro da, paz, que Importa
todava o nome que se lhe d ? Qusnto nos, de-
sojamos ardentemente esta nova instituirlo, por
que vemos nella a primeira condigno dos resul-
tados de nosso plano.
Mas para que a creaccao de um semelhante
ministeiio possa produzir todos os seus fructos,
convm que seja, tanto quaolo for possivel, pri-
vado de todo carcter poltico, do mesmo modo
porque o lem sido ate o presente o ministerio da
guerra.
Convm que o ministro revestido destas at-
tribuicoes de um interease egual, para todos, nao
aclie diante de si, as cmaras, nem catholicos
nem liberaes, nem direila nem esquerda, mas
uuicamenie representantes da industria, do com-
mercio, da agricultura, discutindo cada um no
ponto de vista de seus constituiateso que se tra-
ta de fazer em tal ou tal direcgo. Assim com-
prehendido, e enllocado constantemente, por as-
sim dizer, em um terreno neutro, no meio de
lulas de paralo,este ministro apresentaria s c-
maras as medidas necessarias para o desenvolvi-
mento de nossa prospsridade material, da mesma
maoeira que o ministro da guerra presenta s
que iuleressam defeza do paiz, honra da bao-
deira e independencia nacional.
Eis, se nos nao engaamos, o que importa
fazer para o interesse do Irabalho nacional, do
futuro material do paiz, e, quando dizemos futu-
ro material, estamos bem perlo de acrescentar
futuro poltico ; porqua convm bem conhec-lo,
a prosperidade para urna nagao como para um
individuo, urna immensa forga para a conserva-
cao de sua independencia. No da em que poder-
mos chamar lodos os mercados a concurrencia,
estraogeira, emjjue podermos levantar os hom-
bros publicaco de um tratado de commercio,
e zombar de qualquer que seja a ameaca sobre
reforma de alfandega, nesse dia seremos realmen-
te independenles e fortes, respeitados e ofluenles
na Europa.
Como quer que se, entregamos nossas ideas
ao juizo dos homens competentes e de todos os
verdadeiros amigos do paiz. Confessamos que
ellas ganhariam muito em serapresentadas com
maismethodo, symetria, estylo e elegancia ; mas
julgamos, lalvez sem razo, que para o objecto
que nos oceupa, a forma urna qualidade secun-
daria, e depois (porque nao confessa-lo-hiamos ?)
apressamo-nos em ser os primeiros chegar no
terreno da discusso a be ra por um augusto e
eloqueule appello.
Ahi chegamos, lalvez mal preparado, mas nao
importa : o que sobretudo temos em vista o
cumprimento do que nos parece aero primeiro
dtivtr de um cidado para nao dizer de um fuoc-
cionario.
Finalmente, nesta dupla qualidade, todo o nos-
so concurso, toda nossa dedicaco permanecen)
aqui e por toda a parte, adquerida para o rei, pa-
ra o principe, para o estado, e para a patria. O
melhcr soldado nao o que iriumpha por sua
causa, diz um historiador, mas o que comete
em morrer por ella.
A este trabalbo que toca em todos os interes-
aos materiaes do paix, M. Henry juntou um apn-
dice sobre urna marinha militar belga, sobre co-
lonias, etc.
Nao aoalysa-lo-hemos, mas nos oceuparemos
delle, quando discutirmos estas queslSes espe-
ciaos.
[Industrie el Commerce Belges.A. tuno.)
U. B. Saintine.
rOUlETIM
OBATEDOR DE ESTRADA
ron
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
[Conlinuacao]
XVIII
territorio menos explorado, e por consegua-
te o mais descoahecido de toda a repblica
mexicana, sem duvida alguma o da Apacheria.
E' pouco consideravel o numero dos viajantes
que se lem arriscado nesses paizes selvagens, e
qnasi nenhum o daquelles que l tem ido evol-
tado. Os Indios Apaches sabem defender as
suas solides.
Pedimos ao leitor que nao nos aecuse de igno-
rancia, se por ventura achar-mo-nos em desac-
cordo com os gegrafos de gabinete, que se
bao oceupado desses paizes distantes. De suas
habis pennas ho sabido diacripges de um es-
tilo florido e correcto, de cores moderadas, des-
cripcoes muito honrosas sem duvida, e que cer-
ta me ole conquistaram premios em um concurso
de rhelorica, mas que peceo por urna pequeoa
fallafalta completa de exaclido.
A Apacheria. que dio por assim dizer como
urna parochia filial da Prairie, em nada seas
semelha com o deserto americano : por que n
possue nem a sua conliguracao plana, nem os
seus horisontes tristes. Se aqui o u acola v -se
um magnifico prado que ofierece a sua verde-
jante superficie impetuosa rapidez dos cavallos
um pouco selvagens, e os graciosos saltos do*
cabritos o gamos, logo adiante descobrem-se
altas montanhas phaotasiicameote recortadas
de impeaelraveis florestas cheias de sombra e de
mysterio, que interrompem a lioha recta da pay-
sgem, e apresentam um segundo plano pillo-
roscamente accidental.
O que mais se admira na Apacheria a inti-
ma uniormidade que existe entre os habitantes
e o solo : dir-se-hia que a natureza os compre-
hende e pariilha de suas paixes. Desconfiado
e circumspeclo o habitante da Apacheria por
suas infinitas .precaucoes parece recejar, e pre-
venir-ae contra a invasao da civiluacao. Nu-
meroso rioa, verdadeiros labyrinthos aquaticos,
cujos afluentes nicamente veera indicados as
cartas geographioas, mas cujas origens ou as-
cenles flearam descoohecicas, desliso silen-
ciosamente as suas aguas por entre a folhagem
dos bosques e florestaa, e por inexlriaeaveis ai-
A' M.me Virginio Ancelot.
VIII
(Continuago do n. 166}
Charney coroprazia-se com a alegra ruidosa e
loquaz do seu diano guarda; sua volta vida, a
idea de deve la aquella mesma planta, queja
lioha encantado suas Ioogas horas de captiveiro,
faziam nascer nelle um vivo seniimento de feli-
cidade, e o sorriso com effeito, mostrava-se em
seus labios febris, anda, quando de repente urna
idea penivel, cruel, atravessou-lhe o espirito.
Mas euifim, disse elle Ludovico, como
contribuiu essa planta para minha cura? como a
empregasles ?
E urna especie de tremor o agitava ao farer
esta perguota.
Nada mais simples, replicou tranquilamen-
te o carcereiro: urna meia caada d'agua sobre
um bom fogo, tres fervuras... tisana perfeita e
nada mais.
Grande Deus I exclatnou Charney cahindo
sobre o travesseiro e levando a nio fronte, vos
a destruales 1 Ah I nao tenho censuras vos di-
rigir, Ludovico, e entretanto... miaba pobre Pic-
ciola I Que farei, que ser de mim sem ella ?
Vamos, vamos, socegae, diz Ludovico ap-
proximando-se delle e tomando um metal de
voz quisi paternal para coosolar o captivo, op-
primido de dr como urna crianga, quem se ti-
rara o brinquedo favorito. Socegae e nao voe
descubraes assim. Escutae-me acresceutou, oc-
cupando-se em endireilar os lenges e remediar
a desordera geral do leito, occasiooada pelos
bruscos movimenlo8 do doeote. Deveria hesitar
em sacrificar urna herva para salvar um homem?
Njo ; nao assim ? Pois bem, no entanto, nao
pode decidir-me mala-la assim do primeiro
golpee fazo-la entrar toda inteira na panella.
Alm de qu era intil. S exigi della um em-
prestimo. Cora as thesouras de minha mulher
cortei lhe urna porgo de folhas de que ellt nao
tinha necessidade, alguns pequeos ramos sem
botos... porque, agora ella tem tres botes I
heim? foi bom para ella I .. A operacao loi bem
leja e ella nao est mora Ao-contrario, cap de
DwusJ agora que passa bem e vos da mesma
maneira I Bem vedes que preciso ser pruden-
te... Sede prudente, suae bem, acabae de vos
curar e a veris I
Charney dirigiu-lhe um olhar de reconheci-
meoto e lhe esteodeu a mo.
Desta vez LuJovico estn leu a sua e apertou
a do conde com emogo, porque suas palpebras
se humedecern) ; mas de repente arguindo-se
sem duvida desta ioracgo regra invariavel de
conducta que elle se lioha d'anle-tno tragado,
os msculos de suas faces se alloogaram, sua voz
tornou-se mais spera; emfim, tendo sempro
entre suas mos a do pnsioneiro, mas procuran-
do illudi-lo sobre o motivo deste primeiro mo-
vimento :
Vedes bem que vos descobris ainda I diz el-
le ; o fez entrar com brandura e doutoralmente
os bragos do doente no leito ; ento, depois de
novas recommendagoes feitas com um tosa offl-
cial, sihiu do quarto cantaroliodo cora gravi-
dade:
Sou carcereiro,
E' meu officio :
Antes isto quo ser prisiooeiro.
IX
No mesmo dia e oo da seguiute um abalimen-
lo extremo, coosequeacia natural das graodeg
crisos e de urna transpirag3o abundante lornou
Charney incapaz de mover-se e pensar, porm
des le o terceiro da comegou um melhoramento
sensivel; e se, vencido ainda pela fraqueza e
doenca, era-lhe preciso ficar na cama, ao menos
elle entrevia, cm um termo asss approximado o
iostaote em que poder-se-hia levantar, cami-
nhar, comecar seu passeio ordinario e tornar a
ver sua companheira e libertadora porquanlo to-
das as suas ideas se diriga m para ella.
Ello nao pdde explicar porque circumstancias
singulares esta iraca vegetago, tangida em seu
esmioho no pateo de sua priso, curou-o do te-
dio, elle, que o brilho do mundo e da fortuna
nao tinham podido dislrahir e arrancou-o da
morte que fura condemoado pela sciencia hu-
mana.
Na impotencia em que se acha de applicar as
Torgas de seu raciocinio para esclarecer este pon-
to mysterioso, com um senlimento de supers-
licao que elle so liga cada vez mais sua Piccio-
la. Seu reconhecimenlo por este ser inerte, in-
sensivel, nao se pode basear em reflexo nem in-
tengo alguma ; entretanto sent urna necessida-
de de dar-lhe seu affecto em troca dos beas que
lhe deve. Onde s razo nao pode, a imaginago
trabalha. A sua exalta-se e seu amor por I'iccio-
la cedo transforma-se em um caito.
; Persuade-se que um lago sobrenatural os pren-
de na ao eutro ; que existe assim na materia,
secretas altracces, incomprehensiveis syrapa-
thlas que approximam o homem da planta. Acuel-
le que recusa ainda proclamar Deus, vae cahir
lalvez as crengas pueris do fetichismo e da as-
trologia judiciaria. Piceiola sua estrella, aua
madona, seu talismn!
Porque razio lem-se visto homens, Ilustres
por sua sciencia e genio negarem Providencia e
mostrarem-se ao mesmo tempo cheios de ideas
supersticiosas? E' porque cgos pelo orgulho hu-
mano, queriam altribuir si meamos toda a sua
gloria ou toda a sua forga ; porm o senlimento
instinctivo, religioso, eolo suftbcidos em seus
coracoes, desviado de seus verdideiros cami-
nos, surga i despeilo delles, soffrendo o cunho
extravagante de seus pensamentos A homeoa-
gem que elles detinbara era seu vdo para o cu,
cahia sobre a trra. Elles pretendiam julgar e
nao crer; e seus genios, estreilos em sua gran-
deza, limitando o horisoule diante delles, so Ihes
permittia apanhar algumas eombtnagoes do To-
do-Poderoso. Desprezavam o todo pela parte,
porque acreditavam poder, isolindo-a, med-la e
submetl-ia analise de sua razo, nao vendo
mais os pontos de uniio, que ligava-a ao mundo
creado ; porque a creaco, a Ierra, o cea, o ho-
mens, os astros, o universo inteiro, oo sao por-
ventura um nico ser, immenso, completo, va-
riado infinitamente que vive e palpita sob a mo
poderosa de Deus ?
Assim Charney com a imaginago ainda exci-
tada pela febre talvez, s v Picada na nature-
za e para lhe achar anlogas, desperla sua me-
moria poderosa e lhe pede a historia das plantas
milagrosas desde o olhn mgico de Homero, a
palmeira de Latona, o freixo de Odio, at a her-
va de ouro que se illumina diante do camponez
breto, ou a flor de :espinheiro que livra dos mus
pensamenlos as pastoras da Bria.
Becorda-se da flgueira Rnmina dos Romanos
do Tenales dos Celtas adorado sob a figura de
um carvalho, da verbena dos Gaalezes, do loto,
dos Gregos, do karemylec dos Bretes, das fevss
dos pythagorianos, da malva Bahman dos Gue-
broa, da mandragora dos sacerdotes hebreos, dos
maravilhosos effeitos da cilidooir-menor deSa-
lomoeda varioha de aveleira. Lembra-se do
campac azulado dos Persas, que s creace para
elles no paraizo ; do Sipakhora cujo fructo, se-
gundo Ctesiaa, d duzeotos annos de existencia ;
da arvore Touba, sombreando com seus ramos
gigantescos o asylo celeste de Habomet, do
Kaki, outra arvore mais divina anda que se in-
clina sobre a fronte de Deus e cada flor da qual
dotada de urna alma.
Recorda o mgico Caaalats, o verdejante Ara-
rita, dos quaes os indianos veem pendentes truc
tos de ambrosii e de voluptuosidade ; a arvore
de Bouddhou, sobre cada (olha da qual apparecia
cm relevo um dos numerosos caracteres do al-
phabelo thibetano, poema vegetil que varia e
prolonga de estagio em estago, canto eterno em
honra do Christo indiano. (*) Elle liga emfim
um sentido symbolico esse uso dos Japonezes,
que do por pedestal s suas divindades, helio-
tropos ou nmphares, fazendo nascer o amor no
seio de urna corolla. Approva essa propengo
dos povos da China imitar nos seus ves ti me-
los, ponteados e habitages a forma de suas tre-
pa deiras e os recortes de suas campanellas. Ad-
mira o religioso escrpulo dos Siamezes, que
chega ponto de prohibir o atteniado contra a
existencia de certas plantas e os protege mesmo
contra a mutilago.
Do alto de seu throno occidental, elle ouve
Carlos Magno, legislador e philosopho.Jrecommen-
dar seus povos a saota cultura das flores ; che-
ga mesmo a comprehender a viva ternura que
Xerxes, segundo referem Elieo e Herodoto, seo-
lio por urna planta, acariciando-a, apertando-a
em seus bragos, dormindo com prazer sob sua
sombra, ornando-a com braceletes e collares de
ouro e enirislecendo-ie quando foi preciso dei-
xa la I
O que outr'ora excitara suas zombarias, -seus
despresos, aem duvida, e aviltava a traca huma-
nidade perante si. boje a engrandece seus o-
Ihos: porque sabe os graves ensinos que podem
sabir de ama tige ou de um ramioho e nos cos-
turaos da idolatra s quer ver o sentimento de
gratidoque Ihes tem dado origem. (ira frgil
canico oo foi bastante para dar ao homem sua
primeira flexa,sua primeira penna, seu primeiro
instrumento de marica: tres grandes meios de
conquista?!...
Nestas disposigdes, j em plena convalescen-
cia, absorvido por seus pensamenlos, Charney
eslava urna manba em seu quarto, do qual pru-
dente nao transpozora o limiar desde sua doenga,
quando a pota abrindo-se de repente, Ludovico,
com o sembrante radiante, langou-se para elle:
Ella est com flores! exclamou elle.
Quem I...Pecio/u?
Sim, Piceiola Picciolelta, figlioccia mia 1
Com flores 1 repeli Charney, com clhar
sciotilanle e a fronte purpurina ;com flores I
E langando-se para a escada :
Ah 1 quero ve-la I diz elle.
Em vo o honra lo carcereiro lhe mostrou que
seria imprudente talvez em sahir logo, que era
preciso_ter paciencia um dia ou dous, que a ma-
oha nao eslava ainda muito avancada, que o ar
eitava fri, que urna recahida ceda raramente :
H Vide Diario n. 168.
nuosidades escapo ao conhecimenlo do vian-
dante explorador. Rochados volcnicos, e co-
vs dos mais venenosos replis oceultam e de-
fendera a entrada das planicies e vales. At o
echo all discreto e silencioso, como se recei-
asse com a sua complacente tagarellice paten-
tear o segredo de tao incgnitos retiros.
E' para oa confins da Apacheria que vamos
conduzir o leitor. Sao duas horas depois de
meio dia.
Dous cavalleiros se achara sentados ao p de
urna arvore, a que esto amarrados os seus ca-
vallos. Os vazios emmagrecidos e a voraz im-
paciencia dos pobres animaos, que arraucam e
mastigam com movimeotos sofredos e nervo-
sas a herva que acham ao sea alcance, provam
que acabivam elles de soffrer ama longa absti-
nencia.
Os cavalleiros sao o conde d'Ambron, e o Ca-
nadiano Grandjeao. Corrism os primeiros dias
do mez de dezembro.
O mancebo eslava palldo, e cada movimento,
que{azia, pareca causar lhe atrozes soffrimeu-
tos. Com tudo tinba o olhar Qxo e pensativo :
dir-se-hia que solado do mundo phisico por
poderosa meditago vinha-lhe a dor ana von-
tade.
Quinze dias haviam j decorrido depois do
rapto de Antonia.
Quanto a Grandjean era ainda o mesmo : a
sua robusta constituic.au ad tinha perdido di
forga natural, os seas ervos conservara todo o
vigor. Somenle notava-se que o seu ossudo
semblante nao apresentava mais essa expresso
de apathica iodifterenga que em outro tempo
lhe era to habitual.
Um sentimento para alie novo, e que se apro-
ximara da melancola e do remorso, atravessara-
lhe a pede rija e lbe fora tocar no corago. De-
pois do perdo que obtivera de Joaqun Dick o
gigante meditara em muitas cousas, que at
ento oo mereeiam a sua attenjo : comegava
j, nao a comprehender, porm a suspeitar que
alm do amor pola Normaodia, alm da sede
pelo ouro, e da paixio pelo manejo das armas
mortferas, muitas outras paixes existen) que
podem agitar a vida humana.
O desespero do seu compaoheiro de viagem,
desesperocujo alcance assustador j elle con-
seguir descobrir, apesar da calma apparente do
conde, lhe ia descortinando, inda que vaga-
mente, a existencia de um mundo inteltectual e
floral. O Caoadiano mostrava-se Inquieto e dei-
gostoso ; eomia pouco e sem appetite.
Apayssgem excepcional, de que gosavam o
aventuretro e o coade, merece ama curta dis-
cripeo.
A' direila, a cem pasaos apenas, o rio Gila,
engrossado por seu afluente rio Azul, refiecila
em suaaagoas lmpidas e tranquillas 08 cintos
das arvores de differentes formas. A' esquerda
um espesso bosque por sua frescura convidara
o viandante ao repouso- Ao norte via-se um
(*) Segando os sabios missionarios Huce Ga-
bet que, de 1844 1846, viajaram a Tartaria, o
Thibel e a China, a arvore de Kounboum, ou das
dez mil imagens, nao um symbolo, ma3 urna
realidade. Exiate anda hoje emseu mesmo es-
tado e elles affirmam, elles sacerdotes catholicos.
inleressados por tanto fazer Justina toda a
piedosa superaligo booddhista que : a Depois
de te-la examinado com altengio a mais minu-
ciosa, foi impoasivel descobrlr-lhe a menor
fraude.
Boooto collossal de ruinas de um aspecto to
estrauho como surpreheodedor; essas ruinas se-
pultadas sb ujaa rede de sipos, e dominadas
por grandes pWmeiras, nao pertenciam a ne-
nhuma especie conhecida de archtlectura : erara
ama recordago viva daa sombras gravuras de
Martina, insigne esboqador das catastrophes b-
blicas : ali julgar-se-hia estar em um dos arre-
baldes assolados de Ninive.
Um enorme pedaco de pedra moldado, e gros-
seirsmente esculpido, represenlava om monstro
hediondo sem analogia na natureza e na f-
bula.
Semelhautea ruinas, a que a trsdicco nao
pude applicar urna data precisa, sao ainda res-
tos do esplendor dos primeiros monarchas Azte-
ques : oa pocha do desembarque do aatuto e
soberbo Castelhano Fernando Cortez, esse aven-
turero de genio, essas anliguidades aerviram
aos sabios da corte, de Montezuma para redigi-
rem inemoraes, que apresentaram academia
scientflea do Mxico.
Havia mais de meia hora que o conde e o Ca-
nadiano se acbavam sentados ao lado um do ou-
tro sem que tivessem trocado ainda entre si urna
s.palavra. Graodjeao brincav diatrahidamente
com o uzil da sua carabina; o Sr. d'Ambron con-
tinaava engolphado em profundo sclsmar. De
repente porem deixou escapar um gesto de impa-
ciencia, e o seu olhar perdendo a fixidade es-
praiou-se peloa arredores.
Nadal murmurou elle como fallando com-
sigo mesmo. Grandjean talrez se teoba enga-
ado.
Perdoae-me que ros diga, Sr. conde, que a
vossa supposigao destituida de todo o senso.
Eu oo podia eogaoar-me, e de facto oo me en-
ganei. E' este o lagar que sua aenhoria o Sr.
Joaquim Dick marcou para o nosso encontr.
Joaquim Dick 1 exclamou o mancebo. En-
contramo-nos acaao com elle?
A esta perguota feita machinalmente com ama
voz que denotara ausencia momentnea de espi-
rito ou de memoria, o Caoadiano abalou lenta-
mente a cabeca, e contemplou com tristeza o seu
interlocutor.
Nao, senhor, disse elle. Depois da nossa
partida da Ventana nao encontramos o Sr. Joa-
quim peasoalmente, mas a cada passo encontr-
ramos um indicio oa urna recommendaco que
delle parta. Esta manha chegando s margeos
do ro Gila mostrel-vos deaeohada sobre a areia
ama figura que represenlava com escrupulosa
exactidao este dolo de pedra que aqui temos
diante dos olhos, e a um lado os vestigios de
ama ferradura em cruz, o que quera dizer de
ama maoeira clara precisa que deviamos espe-
rar apenas chegaseemos ao lugar em que eilamos.
J vedes que eu oo podia ler duvidas, nem com-
metter algum erro.
Pois esperemos I Ah I urna palavra, Grand-
jean. Suppoes que anda estamos muito looge
ludo foi intil. A nica cous que pode obter
foi que o prisiooeiro se conteria urna hora ainda,
5\,0i? M nTeiros de todo sedissipassem.
Esta hora como passa lentamente I e entre-
Unto elle aproveita-a da aelhor maneira possi-
vel. A principio, pela primeira vez depois de
sea captiveiro, uida em seu toilette ; sim, em
seu toilette, em seus adornos, em honra de Pic-
eiola era flor I Seus vestidos estavam empoeira-
dos, os cabellos em desordem, a barba crescida ;
elle endreita tudo isso. Um espelho, at ento
esquecido em sua preciosa caixinha, tirado ;
elle barbea-se cuidadosamente e barbea-se para
a ver em flores !
E' sua sahid da convalescencia, a visita do
doente a seu medico, do agradecido sua bem-
feitTa, do amante sua amante I
E depois de vestido, rom os olhos fixos no es-
pelho, espanla-se de achar, apezar de sua recen-
te doenga, o olhar menos lnguido oa tragos me-
nos abatido- e a fronte menos enrugada que ou-
tr'ora. Lembra-se que meco ainda, e compre-
hende que ha pensamenlos amargos e veneno-
sos que amortecem at o exterior, assim como
ha outroa dotados do poder de aviventa-Io.
Na hora marcada Ludovico se aprsente. Elle
sustem o conde para ajuds-lo descer os altos
degros da escada de volta e massiga, e" quando
eaie entra no pequono pateo, ou por influen-
cia do ar puro e da luz do cu, ou pelo privi-
legio deesas faculdades vivas e novas, que sen-
tem os convalescentes, parece-lhe que as ema-
nages de sua flor tem tudo embalsamado ao re-
dor ; e a ella que ella attribue as suaves e
frescas impresses do bem estar que sent.
Para que servem i flores seus perfumes lo
suaves? Ellas mesmas os gosam ?
Nao.
B' aos animaes que ellas os destinara.
Mas j se vio a ovelba ou o cao parar diante
de urna rosa para respirar-lhe o perfume ?
E' pois ao homem s que ellas enviara seus
suaves thesouros. Porque ?
Para se fazerem amar, talvez.
Charney, nao commettia um grande erro, sem
duvida, crendo nass furca mysleriosa, que at-
trabe o homem para a plaota.
Desla vez Piceiola moslra-ae-lhe em todo o
pres'igio de sua belleza: ella ostenta seus olhos
sua corolla cambiante e resplendente ; o branco,
o purpurio e o roseo se contundem em suas tin-
gas ptalas bordadas de pequeos cilios praleados
entre os quaes se qaebra um raio do sol que
faz sciolilla em toroo da flor urna como aureola
laminosa. Charney contempla-a com transpor-
te ; teme descora-la com seu hlito, ou mureba-
la tocando-a. Nao procara mais analysa-la;
admira-a e saborea-a com a vista e com o olpha-
to. Porm logo urna outra idea vem distrahi-lo
dessa e oo mais sobre a flor que suas vistas
se demoram. Elle vio os tragos da mutilago ao
longo da tige, ramos quebrados, folhas meio-
cotadas pelo contacto das thesouras. As cica-
trizes oo esto aioda fechadas. Coohece ento
quelite deve a vida ; um sentimento mais vivo,
mais doce ainda que a admirego lhe chega ao
coraco e os beneficios de Piceiola lhe fazem es-
quecerseu brilho e seus perfumes.
Por ordem dos mdicos o con va leseen te leve
o direito dos dias seguales de gozar do passeio
oo pateo s horas que lhe cooviesse e de prolon-
gado mesmo conforme seus desejos. Foi ento
que elle pode continuar com ardor seus estudos
comegados.
Na in tenca o de relatar por escripto as observa-
ges feitas sobre sua planta desde o primeiro da
at hoje intentou seduztr Ludovico, aflm de ob-
ter Unta, pennas e papel. Elle Aperava v-lo
principio raozir as sobrancelhas e tomar seu ar
de importancia, fazer-sepor muito tempo rogar,
e ceder emflm ou pelo interesse que tinha por
seu doente e afilbado, ou pela esperanga do ga-
oho; porque desta vez tratavs-se de foroeci-
menfc).
Nao acontecen assim. Ludovico desde princi-
pio ouviu a proposia alegremente.
Pois nao I signor cont, nada mais fcil I
diz calcando de vagar o fumo em seu cachimbo
e voltando-se para tirar algumas furaagadas afira
Je nao deixa-lo, porque elle deixava sempre de
fumar diante de Charney, quem incommodava
o cheiro do tabaco.Eslou lonas de me oppr
isso, porm todos estes utensilios esto debaixo
r*a chave do goveroador e oo debaixo da minha.
Se queris ter com que escrever, dirigi-lhe pit
presto urna bella petigo sobre o negocio e ento
poder-se-ha faz-lo.
Charney sornu e nao deseocorajou.
Has para escrever esta peticao, meu charo
Ludovico, aer-me-hia preciso primeiro que tudo
o que pego : tiota, pennas e papel.
E' justo, signor cont, puchei o asno pela
cauda para faz-lo camiobar mais ligeiro, repli-
cou o carcereiro. Eis como urna petigo se pra-
tica de ordinario, acrescentou de um modo en-
tendido com a cabeca meio inclinada e os bragos
crusados por delraz das costas. Vou procurar o
goveroador e digo-lhe que tendea de dirigir-lhe
urna supplica sem explicar-me sobre que.... Is-
to nao me diz respeito, objecto que compele
elle e vos. Se elle proprio nao poder fallar-ros,
mandar-vos-ha um homem por si. Esse homem
vos entregar urna penna, papel sellado e rubri-
cado, urna nica folha, que escrevereis em sua
presenta ; elle dobra-a e fecha diante de vos que
lhe entregareis a penna e elle levar a carta e
tudo est feito.
Porm, Ludovico, nao ao governador que
quero dever esta obrigago, vos I
A' mim mordions I Nao conheceis a mi-
nha obrigago? disse o carcereiro tomando de re-
pente seu r rudo e severo.
Elle tirou urna grande fumaga de seu cachimbo
e exbalou-a lentamente, como para ter o conde
distancia, fez urna meia-volta direila e sa-
bia. E no dia seguinte quando Charney voltou
da (ropa dos bandidos capitaneados pelo marqaez
d'Hallay ? H
Nao, senhor.
. Mas a que distancia poderemos estar pouco
mais ou menos?
Nao posso dizer ao certo; s sei que nao
estamos looge.
Deus queira que os teus clculos sejam
oxactos I Neste caso, segundo pensas, amanha
ou depois ao mais lardar poderemos atacar os
bandidos, e livrar a condessa ?
Nao avancei semelhante cousa, senhoria :
um projeclo desta ordem nunca me passou pelo
penaameoto I Nos doua aoainbos atacarmos a tro-
pa do marquez d'Hallay, mais de duzeotos ho-
mens I Seria urna loucura completa : seria o mes-
mo que se n'uma pequea ernbsrcago tenlasse-
mos descer as catadupas do Nigara.
Que importa que succumbsmos urna vez
que eise infame d'Hallay receba o castigo do seu
crime ?
Importa-me muito, senhoris : oo quero
ver-me assim exposto a ser victima de urna im-
prudencia oa de um ressentimento. Vingar-se
sacrificando a propria pesadanao viogar-se ;
partilhar foucamente da desgraga do ioimigo.
Assim pois nao devo cootar comligo, se
um acaso feliz me pozer muito breve em presen-
ta do Sr. d'Hallay ?
Perdo, senhor: aonde eu vos conduzir,
nunca hei de abandonar-vos.
Nao, Grandjean; nao devo aceitar a tua
dedicagao. Ha pouco commetti urna loucura pe-
diodo que te associasses ao meu raocor: apeoas
me conheces, aioda nada fiz em leu favor; ede-
maia o marquez d'Hallay nunca te offendeu. S
exijo de ti urna cusa : ajuda-me a encontrar o
mais cedo possivel o raptor da enndessa. Quan-
do soar a hora do combate, deixar-te-hei em
plena liberdade.
Quando soar a hora do combale, Sr. conde,
replicou framente o Canadiano, ver-me-heia ao
vosso lado, e oavireis o estroodo da minha cara-
bina misturar-se aos clamores da batalha. Oh 1
nao me agradecaos ; aioda oo conclu. Se es-
tou prompto para unir os mous aos vossosexfor-
cos, nao porque teoha sede do saogue do mea
amigo amo, oo porque compartilhe o vosso
odio, nem o vosso desespero. as circunstancias,
em que nos acharaos, s tenho om desejo, um
fim aomeote : restituir ao Sr. Joaquim Dick o su-
ceg e a felicidade.
As palavras do Canadiano produziram no con-
de penosa impresso.
Admiti, disse este, que o Sr. Joaquim
Dick, conhecendo Antonia deade a aua mais len-
ra infancia, teoha por ejla um certo interesse;
mas esse interesse banal, Glho nicamente do
habito, oo pode ser to vivo, nem to profundo
a poni de mesgulha-lo em tal desespero a des-
grasa accoatecida condessa d'Ambron, que tu
seu fiel servidoroo hesitas em sacrificar os
leus dias para por termo ao seu pesar 1 Tenho
ao mesmo astamptoelle contentos se em piscar
os olhos e abanar a cabeca.
Hu altivo para humilhar-se dlante do gover-
oador, porm mui desejoso de reatisar seus pro-
jectos para abandona-los to depressa, com um
palito o prisiooeiro fez ama peona ; sua oavalha,
bem ou mal, trinsformou-se em caivete ; fer-
rugem dissolvida n'agua, um frasco dourado de
seu estojo servram-lhe de tiota e tinteiro : bron-
cos e finos lencos de cambraia, resto de seu es-
plendor passaio servram-lhe de papel.
E' assira que Charney, separado de Piceiola,
podia ainda oceupar-se della escrevendo o resul-
tado de suas observaces.
E como elle as fez doces e admirareis 1 que
prazer sentira se as podesse communicar a uns
ouvidos ltenlos 1
Seu visinbo o apanhador de moscas, pareca-
lhe digno de receber suas confidencias : aquelle
rosto que elle principio achou lo aolhipaKiico
e lio enrugado, vira ao depois expandir-se com
bondade e brilhar at com aquelle genero de es-
plendor, que d urna viva iutelligencia. Quando
de sua pequea janella o velho percorria sobre
elle e Piceiola seu olhar meio curioso, Charney
se senta attrahido por esse olhar. Um gesto com
a mo, um sorriso tinham j sido trocados entre
elles ; mas o rgimen da priso Ihes prohiba
ambos fallarem-se, mesmo para se informarem
de suassaudes, e o grande explorador das mara-
vilhas da natureza devia guardar para si somen-
le suas preciosas descob -rtas.
No numero destas, preciso citar a proprieda-
de singular, que elle sorprenden era sua flor de
se voltar para o sol e fazer-lhe face durante toda
a durago de seu curso para melhor aspirar seus
raios: e quando o sol Be oceultava as nuvens e
araeacava chover, ella abrigava-se logo sob suas
ptalas curvas, como o navio ferrando suas velas
dianle da tempestado.
O calor -lhe pois lo necessario ? pensava
Charney; e porque ?......Porque tambem teme
ella um ligeiro choviscoque a refrescara ? Oh I
confio nella agora ; ella m'o explicar.
Piceiola tiuha sido para elle urna phsrmacia
bemfeitora ; podia em caso de necessidade sor-
viu-lhe de bussola e de barmetro ; ia fazer-lhe
as vezes de relogio.
A' forga de saborear seus perfumes acreditou
notar que elles variavam em certas pocas do dia.
Este pheoomeoo pareceu-lhe serums illuso dos
seus sentidos, porm experiencias reiteradas lhe
demonstraran! a realidade e elle chegou desig-
nar com certeza a hora do dia pelo cheiro de sua
planta ()
As flores se tinham multiplicado e tarde prin-
cipalmente Piceiola espalhava as mais suaves
emaoages. Tambem essas horas, como o cap-
tivo feliz amava approximar-sa dellsl Com al-
gumas laboas, devidas a munificencia de Ludo-
vico, elle tinba construido um pequeo banco,
apoiado sobre qualro solidas estacas, agugadas em
suas extremidades e enterradas nos intersticios
do togado. Um espaldar gross-iro prestava-lhe
seu apoio quando elle quera pensar e esquecer-
se, vivendo na athmosphera de sua planta. Ahi
sentia-se maia voolade do que se senta em
seus ricos canaps de seda ; passi va s vezes
horas ioteiras meditando, enebrian do-se de
perfumes, lembrando dos dis de sua moci-
dade, paseados sem prazeres sem affeiges,
perdidos no meio de vas chimeras em um de-
sencntamelo prematuro.
Aconteca s vezes que, em consequencia des-
ses exames fetos posteriormente, elle cahia em
profundas scismas, participando ao mesmo tem-
po da vigilia e do somno em urna especie de
prostrago apathica do corpo, durante a qual sua
imaginago excitada, povoava o pateo de sua
priso de soohos deliciosos.
Elle se achava ento nessas mesmas festaa,
onde outr'ora o eooojo o perseguir, onde todos
prodigava prazeres que elle nao comparlilhava.
Via, por urna noile de invern, illumiaar-se
espontneamente a fachada do seu antigo palacio
da roa de Veroeuil. O ruido de mil carruagens
retia seus ouvidos ; claridade dos arenles,
ellas eotravam era seu pateo circular e cada urna
langava alternativamente sobre as escadarias de
seu perislylo, coberto cora tapetes e decorados
com lapegarias as elegantes afamadas, envolvidos
em espessas pelissas sob as quaes friccionava a
seda ; os elegantes de chapeos ponleagudos, de
altas grvalas, de calcos com lagos de fitas; ar-
tistas celebres de eolio n e cabellos curtos mo-
da semi-grega, semi-franceza e generaes empe-
nachados e cingidos com as tres cores ; sabios e
homens de lettras com ou sem golla verde. Urna
multito de creados mostrava-se em toda a par-
te ao mesmo tempo, injuriando com suas novas
libres os decretos da repblica convencional, fra
da moda.
Nos saldes, elle encontrara misturados, con-
fundidas todas as illustragoes, todas as singula-
ridades da poca. A toga e a charnyde se friccio-
navam contra o fraque e a sobrecasaca ; os es-
carpins de rosetas, as botas com salteirasou com
esporas passavam sobre o soalho ao mesmo lem-
po que a coliga e o colhurno. Legisladores, es-
criptores, militares, banqueiros, ministros e pro-
vedores, arlistaa e governantes, lorvelhiohavam
hombro hombro dessa coofuso estrondosa do
directorio. Ura actor moslrava-se perto de um
membro do aoligo clero, um pretendido nobre
perlo de um preteodido pobre ; a aristocracia e a
democracia davam-se as mos ; a riqueza e a
sciencia passavam de bragos dados. Era asocie-
dade reoascente, reunindo em torno de um cen-
tro commun todas as suas partes, cada ama das
quaes sentia-se mui fraca para formar um mundo
parte.
Addiava-ae a separago para um outro tempo.
Assim fatem os meninos de classes diversas
que a edade e a necissidade do prazer reuoem :
(*) Smith, botaoiso ioglez, ootou as mesmas
propriedades do intirrhinum repens (limara raia-
da) Flora brilannica t. II pag, 658.
reflectido bem depois do rapto da condessa oa
dor pungente que esse terrivel successo causou a
Joaquim. Pareca mais abatido do que eu mes-
mo ; e o seu pezar era siocero, pois creio aioda
estar ou viudo os solugos que despedagavam-lhe o
peito, as lagrimas que corriam-lhe dos olhos I
Ambos nos confundimos os nossos choros, os
nossos juramentos de viogaoga I Aturdido oa-
quelle momento pelo golpe espantoso que me fe-
ria aceitei sem analysar essa sympatbia. Ai de
mim I quanias vezes o infeliz prestes a afogar-se
agarra-se com grande ardor e alegra ao ramo
benfico ou envenenado qoe o hade ajudar para
chegar ribanceira I Hoje, mais senhor do meu
pensamento, admiro-me do interesse apaixonado
que o Sr. Joaquim mostrou naquellas tristes cir-
cunstancias, e o meu pasmo, oo te oceulto, vae
mesmo at urna suspeita I... Nao aaoponhas,
Grandjean, que eu busque arrancar tua discrip-
go o segredo do Baledor de Estrada., longe de
mim aemelhante procedimento 1 O que pretendo
nicamente dsr-te a conheceras minhas inten-
coes, aflm de que mais tarde oo tenhas o direi-
to de aecusar-me de te haver illudido. Declaro
pois que, se eu for to feliz que consiga salvar a
condessa, ella partir immediatamente para a
Europa sem tornar a ver o Sr. Joaquim. Nao
desconfo de Antonia : seria um sacrilegio odio-
so e abominavel 1 O que eu oo posso soffrer
nem permitlir, apezar do meu triste estado,
que as pessoas que se associam aoa meusexfor-
co3, e me ajudam oesta lula, combatam com
urna segunda lengo, a qual, se bem que muito
insensata, todavia nao deixa de constituir urna
iojuria para a condessa d'Ambron I Em urna pa-
lavra, a quero por meus alliados aquellos a
quem eu pouder offerecer ou a minha amisade,
ou o mea ouro.
O Canadiano lioha ouvidoo mancebo com toda
a attenco, mas sem dar a coohecer pelo menor
signal a imprensso qu9 essa lioguagem nelle
produzio. Foi poia com urna voz indiferente que
respoodeu:
Senhor conde, posto que as desgrasas sof-
fridas em commum approximem fcilmente os
homens, comludo oo descoohego a distancia que
entre nos ambos existe; e sou-vos multo grato
pelas explicacoes que vos dignasles fazer-me. Se
nao pude comprehender tudo, pelo menos com-
prehendi ulguma cousa do que me dissestes. Que
o Sr. Joaquim Dick tem afleico a Sra. D. Anto-
niaoo reata duvida ; e eu tenho disto nma pro-
va, de que nunca me esquecerei, pois rao ia ella
cusiendo a vida I Has que essa afleico do Sr. Joa-
quim deva ser considerada amor, oa amisade
simpleamenteeis o que eu nao saberla dizer, e
nem isto me causa o menor abalo. Basta estar
convencido de que agradarei ao Sr. Joaquim, li-
vrando a condessa, para oo recuar logo que se
aprsente a occasio, al deixar que me esma-
guem a cabeca 1 E' urna divida que contrabi, e
que saldare! fielmente. Aqui est a razo, Sr.
d'Ambron, porque devela contar contigo. Quanto
crescendo, elles se affastam pouco I pouco de
seus compsnheiros de brincos, arrastados como
tio, aem o aabrem, pela poderosa attrecao do
systema da ordem social.
Charney contemplara sorrindo esta variedade
de costumes, do estado e de trajos. O que liona
sido para elle outr'ora urna origem amarga e te-
cunda de penaameotos despresadores da huma-
nidade inteira, s lerantava em seo seio urna li-
geira mofa contra seus annoa de loucura e de
vaos ensaios.
Sbitamente brilhantes orchestras rompem em
cadencias vivas, variadas e estridentes e a festa
toma o seu veo 1
Charney reconheeeas ariaa que elle j ouvira;
porm a impresso que recebe muito mais viva
sobre seus sentidos. A luz scinlillante dos lus-
tres, seus rellexos prismticos nos espelhos, nos
cristaes, o arquenlee embalsamado de urna sala
de baile ou de festina, o sabor das iguarias, a
alegra petulante dos convivas, os grupos saltl-
tanles dos valsiatas, que o rogara passando, as
cooversas bsuaes e frivolas que *e crusam, que
se cbocam em torno delle, risos que retiera,
ludo lbe faz experimentar urna impresso de ale-
gra ioefavel que nunca eooheeeu.
Depois mulheres de talhe elegante e esbelto,
de brancas espaduas, de eolio de cysne, adorna-
das com estofos sumptuosos, com gazes bordadas
do ouro, deslumbrantes de pedreras, se mostrara.
em sua frente e o aaudam sorrindo. Elle os re-
conhece. Eram os convivas ordinarios e o or-
namento de seus esplendidos soires quando outr'
ora, livre e rico, era citado como um dos fetizes
do mundo.
Ahi brilbavam sem rvaes a altiva Tallien ves-
tida grega e trazendo joias e bagas de preco at
nos dedos de seus bellos ps ns, apenas metti-
dos em ligeiraa sandalias doaradas ; a encanta-
dora Ricamier, que Alhenas teria divioisado: em
fim a meiga e locante Josephioa, outr'ora con-
dessa de Beauharmais, que, forga de gragas,
passa va muitas vezes pela mais bella das tres.
Mesmo junto destas, outras aioda se faziam
notar, deslumbrantes de frescura, de coquette-
ria e de enfeitea.
Como Charney hoje as acha bonitas e jovens I
como seus olhares tem mais attraco e docara
que outr'ora. Como se sentira feliz de poder
fazer urna escolha entre tantas mulheres seduc-
toras I
Elle o tenia ; e, depois de ter camiohado in-
deciso de urna par outra, derepente, no meio da
multido, destiogue ama, porm nao de espa-
duas descobertas e iofeites de diamantes.
Singla em seu trajere porte,ellaabalxa tmi-
damente afronte e teme mostrar-se. Nao obs-
tante bella tambem 1 E' ama doozella vestida
de branco, que s lem para realgar sua belleza a
graga natural e o roseo que colora suas faces.
Charney nanea a vira e entretanto, medida que
a contempla, as outras parecem desmaiar e desap
parecer; urna terna emogo o ganba sem que elle
possa percebe-la ; porm quanto essa emogo
redobra notando em seus negros cabellos urna
flor, sea uaico ornato I Esta flor., a de sua
plaota I a flor de sua priso!
Eto esteode os bragos para a doozella.. s-
bitamente ludo se perturba sua vista, ludo se
agita era torno delle : urna derradeira vez as or-
chestras do baile se fazem ouvir com um redo-
bramento de forga ; depois s doozella e a flor pa-
recem perder-se urna oa outra ; as folhas esten-
didas, as corollas aberlas e embalsamadas se
multiplican) em torno do lindo semblante e logo
o oceultam inteiramenle.
J as paredes do salo, despojadas de suai la-
pegaras, se obscurecem e smente offerecem s
vistes de Charney urna especie de vapor nevo-
eoto. O lustre, apagaodo-se gradualmente, se
destaca do forro do tecto, descreve derepente urna
curva luminosa e vae reflectir-se moribundo na
extremidade inferior da nuvem. Pesados legsdoi
sabstituem o soalho lustroso e sonoro E' a fra
razo que volta oo meio do dilirio ; a lembrao-
ga que mata a illuso, a verdade que mata o
sonho.
O primeiro abre os olhos. Est em seu banco,
com os ps sobre o lagedo do sea pateo ; aua
flor est defronte delle e o sol te occulla no bo-
risoote.
Quando, primeira vez foi atacado desta espe-
cie de vertigem, Charney admirou-se como de
urna msravilha. Era sempre quando elle oceu-
pava seu banco, perto da planta que estes doces
sonhos lhe vioham. Nada por cooseguinte era
mais oatural; e os effeitos que acabara de expe-
rimentar, ello mesmo explicou-os, lembraodo-se
que as doces emaoages gazosas que so exhalara
das flores podem causar as vezes urna ligeira e
voluptuosa asphixia. Ento comprehende at
que ponto podem eslender-se as relaces exis-
tentes entre elle e sua planta, e a influencia quasi
mgica exercida por ella sobre elle.
Estas testas brilhantes que acaba de assistir,
Piceiola quera lh'as d.
Porm aquella doozella modeata e candida,
cuja inesperada presenca lancou-o em ama per-
turbado estranha e cheia de encantos, quem ?
viu-a elle alguma vez? e como aquellas outras
mulheres oo ella mais que urna lembraoca de
seu tempo passado? aua memoria nao lhe lem-
bra cousa alguma semelhante. E ae fosse so
contraro urna revelaco do futuro I Porm ten
elle um futuro e deve crer as revelagoes ? Nao I
a doozella de vestido branco, de pdico rosado, a
doozella ao mesmo tempo lo simples e to attrac-
tivs que fez empallidecer e eclipsar suas brilhan-
tes rivaes Piceiola I Piceiola personificada e
poelisada em um sonho I
(Continuar-e-ha.)
a vossa repugnancia em aceeitar o apoio do Ba-
ledor de Estrada, nao posso achar a explicago
della. Que mal vos faz que elle ame ou nao a
D. Antonia ? Helhor para vos, se a amar ; porque
ajudar-vos-ha a tira-la das mos do marquez I
Nao posso conceber que um marido teoha ctumes
de sua mulber I Poia eu quando poasuo um ca-
vallo bonito, e os entendidos m'ogabam, eolham
para elle com oveja, nao fico com isso humilla-
do, pelo contraro gosto at muito. Mas emfim
cada qual tem o seu modo de entender.
A resposta do Caoadiano fez o conde rollar ao
seu silencio, aioda que por vezes um lampejode
culera lhe fizesse brilhar os olhos, e trouxesso o
saogue as faces. Arrepeodia-se de terem om
momelo de lealdade exagerada comecado seme-
lhante conversado. O nome de Antonia na boc-
ea de Graodjeao oo era urna profaoaco ?
Final mele, depois de um silenci de alguns
minutos, o conde se levanlou, desprendeu o ci-
vallo, e voltando se para o Canadiano lhe disse :
Grandjeao, o Sr. Joaquim nao vira ; ponha-
mo-nos a camlnho; j temos perdido muito
lempo.
Deaculpae-me, Sr. conde, responden o gi-
gante sem sahir do aeu lugar ; o Sr. Joaquim ha
de vir, porque a exactidao em pessoa
Mas pode ser que algum accootecimento im-
previsto....
Nao admiti, inlerrompeu o Canadiano sem
deixar o conde acabar a phrase ; e por urna ra-
zo muito simples : o Sr. Joaquim aobranceiro
a lodos os accootecimentos. O que elle diz, faz:
o que prometi, cumpre.
A voz do Canadiano denotara urna convieco
eothusiasia, e que contrastara extranhamente
com a aua fleugma ordinaria.
Seja I disse o conde. Fica se queres, mas en
parto.
Nao obraos bem, senhor conde : sem guia
podereis perder-vos, e a vossa impaciencia nao
ter outro resultado seno retardar o momelo
de vosso encontr com o marquez d'Hallay.
Esta consideraco, a melhor que podia apre-
sen tar o gigante, fez que o marido de Antonia vol-
tasse atraz da sua reaolugo : bateu colrico com
o p, e voltou para o lugar que havia deichado,
teudo-lhe costado aquello movimento urna dr
aguda.
At quando esperaremos pelo Sr. Joa-
quim?
At que elle chegue, Senhoria.
E se nao chegar boje ?
Passaremos aqui a noile.
E se ainda amanha elle nao chegar?
Demorar-nos-hemos, Oh I oo vos d isso
cuidado 1 Nao haremos de morrer de fome ; por
que nio falta caga oestes arredores.
[Continuar-$e-ha.)
PiRM.- m. 01 M. F. DI FA1IA.-1861,


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