Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09345


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Full Text
un iiith lomo 168
Por tres nezes adiantados 5$000
Por tres mezes vencidos 6$000
m*-t*
H*
01RTA FEIEA 24 IB JDLHO II Itll
Por anno adiantado 19(000
Porto fraieo para o subscriptor.
n CA BREGATjqSDA SBSCRIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonia. Marques da Silra; Araca-
1'ARl'lAS DOS LOKKKlUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna Parahiba as segundas
sextas-feiras.
S. Anto, Becerros, Bonito, Cariara, Altinho a
Garanhuns as tergas-feiras.
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Ceara o Sr. J. Jos p>o d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
do Olireira; Ma rao nao, o Sr. Manoel Jos Mar- 1win' Ingazeira, Florea, Villa-Bella, Boa-Vista,
tina Ribeiro r,imri. P.,* EPHEMERIDES DO MIZ DI JULHO.
tins Ribeiro Guimaraes; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
.ncury e Fx as q.
, Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
(Agua Preta, Pimenteiras Natal quintas eiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manhia)
7 La aora as 11 horas 56 minutos da tarda*
15 Quarto crescenta aos 28 minutos da manhia-
31 La cheia as 9 horas e 46 minutos da tarde-
29 Quarto minguant as 5 horas e 32 minutos ds
tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas 6 minutos ds manhia.
Segando as 6 horss 30 minutos da Urde.

PMTE 0FFICML.
DAS DA SEMANA.
22 Segunda. S. Maria Magdalena ; S. Meneleo m.
23 Ter$a. S. Apolinario b. m.
24 Ouarta. S. Christina r. m.
25 Quinta. S. Thiago ap. ; S. Chritorio m.
26 Sexta. Ss.Symphronio,Olimpio eTheoduIoMm
27 Sachado, (jejum) S. Pantaleao medico.
{28 Domingo. S. Anna mt da mi de Deur.
AUU1KNC1AS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL^
Tribunal do commerco ; segundas a quintas.
Relago: torgas, quintas a sabbados as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbados as 10horss.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horss.
Primeira rara do eirel: tergas sextasso meio
dia.
quartas a sabbados a 1
Segunda Tara do eirel
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCAO DO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falto Diaa; Babia*
Sr. Jos Msrtlns AWes; Rio de Janeiro, e fe
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprletsrio do diario Manoel Figielroa de
Parlaba aua lTraria praga da Independencia 0
6 a 8.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da SO de jolito.
Officio ao coronel commandante das armas.
Restituindo V. S. os papis que vieram aone-
xos ao seu officio de hootem datado, sob n.
1,122, teoho a dizer que leudo muito proceden-
tes as consideracoes apreaentadas pelo delegado
do cirurgio mor do exercito em officio de 16 do
correte, conrean que o fornecimenlo de gneros
ao hospital militar seja feilo de conformidade
com as condigdes apresentadas pela junta mili-
tar de sade e sustentadas por aquelle delegado
serrindo-se V. S. de expedir neste sentido as
suas ordens.
Dito ao mesmo.Queira V. S mandar por em
liberdade, dando-Ibes baixa, se j estirerem
alistados, aos recrulas Miguel Francisco da Hora
e Zcferino Martins de Carvalho, que orovaram
isencao legal.Communicou-se ao commandan-
te superior que fizera aeroelhanle requisigo,
bem como ao de Nazareth a soltura do reeruta
Manoel Jos dos Santos, a que se mandou tam-
irem prem liberdade.
Dito ao mesmo.Sirra-se de expedir as suas
ordeos para aer reeebido e conservado na forta-
leza do Brum disposigo do Dr. chele de poli
cia o teneote reformado do exercito Francisco
Goncalves de Arruda, que se scha pronunciado
no termo de Iguarass. Communicou-se ao
chefe de polica.
Dito ao mes oo.Quando me foi entregue o
officio de 18 do correte informando o requeri-
mento do capito do 11 batalho de infantaria
Manoel Jos de Menezes, pedindo desembarcar
do vapor Ceres porachar-se doente, ji o mesmo
vapor haria sabido para o norte ; se pois reali-
sou-se o desembarque conreos que V. S. faga
esse ofQcial seguir para o seu destino na primei-
ra opporlunidade.
Dito ao inspector do arsenal de msrinha.In-
teiradodo que communica V. S. em officio de 16
deste mez, tenho a recommeodar-lhe que pro-
cure activar o respectivo empreiteiro afim de
que se realise quaoto antes a construcgo da
rampa no caes do Fotte do Mattos, ordenada por
officio desla presidencia de 31 de maio ul-
timo.
Dito ao commandante superior do Recife.
Nose echando mais ao serrigo da companbia
da eatrada de ferro desta prorincia, segundo
me declara hoje o respectivo superintendente in-
terino, o guarda nacional Luiz Augusto Coelhn
Cinira, de que trata o meu officio de hootem ;
assim o cotumunico V. S. para que considere
de neobum effeito a recorameodago que fiz no
sentido de ser elle dispensado do servigo activo
da guarda nacional.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Pode V. S., conforme indica em sua informago
de boje, sob o. 612, mandar entregar ao director
da colonia militar de Pimenteiras a quantia de
3:5005000 rs. pedida para as despezas da mesma
colonia no crrente exercicio, depoia que o mes-
mo director jecolher aus cofres dessa thesoura-
ria os 554#339 ria que resta como saldo das
desoezas do exercicio de 18601861.
Dito ao mesmo.Iuteirado do conteiido do seu
officio de 17 do correte, sob n. 559, teoho a
dizer que mande V. S. pagar, bb minha respoo-
sabilidade, nos termos do decreto d 7 de maio
de 1842, a quantia de 6689050 rs. em que, .se-
gundo os documentos que derolvo, importaos os
rencimentos relativos ao mez de maio ultimo,
dos guardas nacionaes destacados na {villa de
Flores visto nao haver crdito* para e3se paga-
mento que derer ser effecluado aos negociantes
Andrade & Reg, conforme se ordenou em 27
dejunho prximo lindo.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar, sob mi-
nha responsabilidade, nos termos do decreto de
7 de maio de 1842, os rencimentos relativos ao
mez de junho ultimo, do director da colonia mi-
litar de Pimenteiras, bscharel Bazilio de Amo-
rim Bezerra, risto oq haver crdito para esse
pagamento, segundo consta de sua informsgo
de hoje sob n. 613.
Dito ao mesmo.Visto que, segundo consta
de seu officio de 10 do correle sob n. 604, nao
existe crdito para pagamento conforme se or-
denou em 16 deste mez da quantia de 47OJ500
em que importam nao so os rencimentos do des-
tacamento de guardas nacionaes da villa da Es-
cada mas tambem as despezas feilas com o fot-
necimente de luz para o quarlel do mesmo des-
tacamento, ludo relatirameote ao mez de junho
ultimo o autoriso a maodar effectuar esse paga-
mento sob minha reapoosabtlidade nos termos
do decreto de 7 de maio de 1842.
Dtto ao inspector ds thesouraria provincial.
Mande V. S. pagar a Jes Odilon Aones Jacome
Pires eJeronymo Justinia no Figueira de Mello
o que se lhes estirer a derer proveniente da
gratlficagio que renceram desde o 1 at 13 des-
te mez, como colaboradores da societaria do go-
verno.
Dito ao mesmo.Autoriso V. S., nos termos
de sua informago de hootem sob n. 331, a con-
siderar Hado o arrendamento das casas n. 2, da
ra do Pilar e 19 da do Burgos perteocentes so
patrimonio dos orphaos, e bem assim a receber
as chaves das mesmss casas, cujos alugueis ha-
viam sido arrematados por Domingos Ferreira
de Souza Vascoocellos.
Dito ao mesmo.Ao segando tenente Antonio
Luiz Teixeira Campos mande V. S. pagar a
quantia de 3$700 despendida com a compra de
quatro algemas de pao para a conducgo de pre-
sos que vieram de Caruata', como se ve do in-
cluso recibo, que me foi remetlido pelo chafe de
polica com officio de hoatem, sob n. 695.Com-
municou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.Certo do cooteudo de sua
informago de hootem, sob n. 333, o autoriso a
mandar pagar ao empresario do theatro de
Santa Isabel, Germano Francisco de Oliveira, em
vista dos inclusos altestados a importancia da
prestago a que elle tem direito correspondente
ao mez de jaoho ultimo.
Dito ao mesmo.Nao se teodo incluido na
lei do orcamento rigente o crdito necessario
para a despeza com o expediente do curso com-
mercial deve V. S. conforme indica em sua in-
formago de hontem sob n. 334, mandar que
essa aespeza seja fela pela consigoagao das
eventuaes al a quantia de 60&000 rs.Commu-
nicou-se ao director geral da inslrucgao pu-
blica.
Dito cmara municipal do Recife.Sirva-se
a cmara municipal do Recife de ecoittir com ur-
gencia o seu parecer sobre o incluso projecto do
contrato e tabellas anoexas, o qual se tem de ce-
lebrar com os conceasionarios do privilegio para
os carros de praga nesta cidade, nos termos da
lei provincial o. 506 de 29 de maio prximo pas-
sado.
Dito aojis de direito interino de Nazareth.
Respondendo o seu officio datado de 13 deate mez
devo signiQcar-ihe para sua sciencia e direcgao,
que so em correigdes podem os juizes de direito
impr as penas disciplinares do art. 50 do decre-
to d. 834 de 2 de outubro de 1851 a qualquer
uaccionario das jurisdicgoes inferiores, que adiar-
se em culpa ou omisau, restriugiudo-se porm
essa attribuigo.'fora do predito caso, aos escri-
taes do jury, que petante elle ser?em em Yirtu-
de do art. 21 do decreto de 9 de outubro do 1850
q. 707.
Sendo, portanto, menos regular a suspenso
por Vmc. decretada contra o tabellio do publico
judicial e notes e escrivo de orphaos ecapellas
desse termo Firmo Ignacio Vieira de Mello, anda
mais porque nao ha para esse procedimento um
motivo fundado, como Vmc. declara em seu ci-
tado officio, coofessaodo que seria difficil deseo-
biir urna responsabilidade directa e claramente
prorada, em que toada iucorrido esse funeciona-
rio, convm que Vmc. o mande entrar no exer-
cio de suasfuocgdes, procedeodo- porm contra o
mesmo conforme o direito, se por isto houver jus-
to fundamento.
Dito ao empreiteiro das obras da estrada do
norte. Com a inclusa copia da informago mi-
nistra ja hootem pela thesouraria provincial res-
pondo o officio que Vmc. me dirigi em 10 de
junho ultimo relatirameote a desapropriagao da
casa que existe na entrada da ponte velha de
Iguarass.
Portarla. O presidente da prorincia, atten-
dendo ao que requereu Tiburtioo Pinto de Al-
meida Jnior, e ao que informou o respecliro
juis municipal em data de 2 do mez passado, de
conformidade com o disposto no art. 1 ds lei
provincial n. 504 de 29 de maio ultimo, e nos ter-
mos do art. 6 da carta de lei de 3 de outubro de
1834, explicado por aviso do ministerio da justi-
a de 14 de maio de 1860, resolve nomear o re-
erido Tiburliuo Pinto de Almeida Jnior para
exercer provisoriamente os officios de partidor e
contador do termo ae Santo Aoto, emquanto
nao forem definitivamente prvidos pela forma
determinada no decreto n. 817 de 30 de agosto
de 1851.
Furam igualmente nomeados Joio de Araujo
Cesar e Guhermino Paes Barreto, para exerce-
rem os officios de partidor e distribuidor, aquelle
do termo de Nazareth, e este do de Santo Aoto.
Fizeram-se a respeito de cada um as commu-
nicages convenientes.
Dita. O presidente da provincia, tendo em
vista a informago do commandante superior in-
terino da guarda nacional da comarca do Rio For-
moso, ditada de 12 do correle, acerca doa re-
querimentos dos lenles da 5a companbia Fir-
mino de Freitas Nogueira e da 6a Jos Pereira da
Rocha, ambos do batalho 43 de infantaria do
muoicipio de Serinhaem, resolve cooceder per-
ra issao a estes officiaes para troca rem eotre si de
compaonias. Communicou-se ao mesmo com-
mandante superior.
Expediente do secretario.
Do dia 20 de julho de 1861.
Officio ao coronel commandante das armas.
O Exm. Sr presidente da provincia manda de-
clarar V S. que deu sciencia thesouraria de
fazenda de terem sido demitlidos, como V. S.
communicou em officio de 19 do corrente, Seve-
riano Jos de Carralho e Manoel Vicente do Nas-
cimenlo, este de ajudaote de eofermeiro, e aquelle
de servente da botica do hospital militar. Fez-
se a commuoicagio thesouraria de fazenda.
Dito ao Dr. Lourengo Francisco de Almeida
Calanbo, juiz de direito do Limoeiro.S. Exc, o
Sr. presidente da provincia, manda aecusar reee-
bido o officio de 6 do corrente em que V. S. par-
ticipou ter naquella dala passado o exercicio das
ftncgoes do seu cargo ao respectivo juiz munici-
pal e entrado no gozo da liceoga que obtere em 6
de abril ultimo. Fizeram-se as communicages
do estylo.
Despachos do dia SO de julho*
Requtrimintos.
Antonio Jos de Oliveira Fragata.Espere por
crdito.
Domingos Ferreira de Souzs Vascoocellos.
Dirija-se ao inspector da thesouraria provincial a
quera nesta data se expede a conveniente ordem.
Vigario Francisco Jorge de Souza. Sellado
rolle.
Francisco Jos de Sant'Anna.A' vista da ia-
formago nao ha que .deferir.
Germano Francisco de Oliveira. Dirija-se
thesouraria provincial.
Bacharel Jos Felippe de Souza Leo. Paase
portara coocedendo a licenga pedida.
Joa Joaquim Ramos Ferreira.Informe ao Sr.
engenheiro director da repartigo das obras pu-
blicas.
Joo Romarico de Azevedo Campos.Volte ao
Sr inspector da thesouraria de fazenda.
Pedro da Silva Pinto.Ioforme o Sr. inspector
da thesouraria de fazenda.
Sociedade Arte e Amlzade dos artistas marci-
neiros.Sellado rolle.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Bruxellas,
23 de junho de 1861.
Quando ootr'ora, em virtude dassurdas ma-
chioages de Temistocles, o poro Atbeniense pe-
dio com furor o ostracismo contra o illustre e
disnelo patriota Aristides, e proeedeu-se a ro-
tago para esse fim, um cidado, que nao ssbia
Ier nem escrerer, dirgio-se a aquelle patriota,
quera nao conhecia, e diase-lhe :
Escrereio nome de Aristides aq'ui na casca
de minha ostra.
Que mal ros fez esse homem ? perguutou
com dogura o grande estadista.
Nenhum, respondeu o cidado ; mas ji es-
dou cangado de ourir por toda a parte chamar-
se-lhe o homem justo.
Hoje enlre nos, como outr'ora na aoberba
Alhenas, os Aristides se muito raros; mas a
raga doscidados daquolla ordem tem centupli-
cado, e se propaga cada vez mais: se em al-
gumas pobres nagoes tem ella adquirido o habito
de 1er e escrerer, nem por isso ha mudado de
convieges e de carcter I Essa gente apraz -se
com as mudangas smente pelo simples espirito
de rariedade : mais urna prora disto o resul-
tado da rotagip para reeleigSo dos membros da
cmara representativa, que tere lugar a 11 de
junho corrente (razo porque demorei a remesss
desta carta).
Nao pretendo araocar que os- descendentes
Belgas do cidado Atheniense lenham, aeme-
Ihaoga daquelle seu aroeogo, os ouridos fatiga-
dos dos elogios que sa prestam ao actual gabi-
nete liberal : mas esse gabinete dura j ha qua-
tro annos i testa dos negocios do paiz, e este
um tempo mais quaBsufflciente para que desejem
a sua queda aquellos que sao ridos de mudan-
gas e norldades; aquellos que se lembram dos
beneficios e grandes reformas praticadas por
elle.
Entretanto a Blgica se mostr muito escaga
de elogios ao passo que os estrangeiros admirara
a forte iniciativa desse gabinete, quer em relago
a abolico dos direitos dos gneros da trra, quer
em relago ao projecto de fortiQcagio da Antuer-
pia, e ltimamente & concluso do tratado de
commercio com a Franga, tratado que preenche
todos os rotos pela permuta lirre.
Qaerera isso dizer que a derrota parcial soifri-
da ha pouco. pelo gabinete, e pelo partido libe-
ral, seja derida exclusivamente a eesa tendencia
das popularles para tudo o que variare!, e
sua ingratido ? Nao, cortamente.
O ministerio de alguna forma prorocou osa
reaego com a sua poltica mediadora, fraca para
com o partido clerical, e com o aeu modo de al-
guna representantes na opinio liberal no seioa
cmara. Antes, porm, de entrar na analrse
desses' motivos, devo dar coala em resumo da-
quellas eleigoes.
Foi em Gante em que maisse empenhou, e
com mais ardor a verdadeira luta eleiteral. Gan-
te a terceira cidade do reino i desde 1857 que
era exclusivamente representada por urna de-
putago libara!. Tinham de ser eleitos seto de-
putados para a segunda cmara : duas listas ap-
pareceram, urna do partido liberal, outra do par-
tido clerical: de 6,465 eleitorescomparecern)
para votar 5,842. Da lista liberal apenas esco-
Iheram tres candidatos, a saber : o ministro dos
trabalhos pblicos M. Van der Stilechn. o vice-
presidente 4a cmara na ultima sesso, Mr. Van-
de peereloom, e M. Jaquemins, que sahlram de-
putados por urna maioria de 15 a 30 votos s-
mente ; ao passo que os quatro candidatos eleitos
do lado do partido clerical, bomeos todos ellea
desconhecidos e insignificantes, obtireram to
grande numero de rolos, que aquelle qumenos
obtere levou muita rantagem na votago ao mi-
nistro Van der Slilechen, o mais rotado dos li-
beraos.
Em Flandres Oriental (em Audenarde) a der-
rota dos liberaes nao foi menos significativa.
M. Liedts, ministro d'estado, ex-goreroador de
Brabante, e ltimamente no meado preaidenleda
Sociedade Universal, tere como seu oppositor
um deputado catholicoM. Tuiempont. Apezar
do preatigio que cerca a M. Liedla, apezar de Ier
elle concluido to felizmente a negociago do
tratado commercial com a Frange, a sua candida-
tura foi supplaotada pela do seu sdversario, que
outro mrito nao tinha mais do que ser sustenta-
da pelo clero.
Foi smente em Alosl que os liberaes obtire-
ram um pequeo successo : conseguiram ahi que
dos tres deputados catholicos fossem reeleitos
smente dous, sahindo em terceiro lugar um li-
beral M. Dumont Leicerg : mas em compensa-
gosuecumbio em Cetro a candidatura do burgo-
raeslre de Gante. M. Aerkhove, apezar de tantos
sacrificios pecuoiarios que elle empregou, neste
ultimo lagar o partido catholico elegeu o hielo -
riographo Ueroyn de Lettenhove. -.
Em Rainant M. Nave, redactor em chefe do
Jornal de Bruxellas, orgo ultramontano, e can-
didato de meoor probabilidade possivel, estove
quasi a ponto de levar vaotagem aos deputados
liberaes reeleitos.
Em Limbourg os catholicos obtiveram maioria
era todos os pontos. N'uma palavra s a provin-
cia de Liege cooservou-se definitivamente e sem
reserva pelo lado do liberalismo.
Encarado porm o resultado geral das eleigoes,
a perda numrica soffrida pelo gabinete excede
de tres notas: e a sua maioria ser de 67 mem-
bros contra 49 do partido clerical. Infelizmente
para elle essa perda de tres votos, por muito in-
significante que parega, o colloca merc da es-
querda avangada, que mais de urna vez na ses-
so passada rotou com a direita : urna mudanga
de nove rotos, quando se tratar de qualquer
questo poltica, bastar para fazer cahir o minis-
terio, j muito eofraquecido com a retirada do
ministro das finangas, M. Frere Orban.
Este ultimo, que preferio abandonar o poder a
contra assigoar a lei permittindo o curso legal na
Blgica ao ouro franeez, nao rollar to cedo,
como se tem pensado, pasta das finangas, onde
prestou serrigos relevantes, e que est sonde
agora regida interinamento pelo ministro da jus-
tiga M. Fesch. Frere Orban, apezar das teiters-
das e numerosss supplicas que Ihe sao dirigidas
de diversos pontos do paiz afim de que elle reas-
suma o sea lugar, aguarda-se para melhor oc-
casio ; o que faz sappor que se elle entrar outra
vez ser como chefe de um novo ministerio.
Voltando s ultimas eleices, nao dero deixar
passar desapercebido um tacto asss importante,
o vera a ser ; que os catholicos nao se lem rego-
stado tiDto com a sua victoria, como era de pre-
sumir. A razo dessa modestia apparente ei-la:
elles renceram, mas sem ama cor potitica deter-
minada ; tinham oceultado a sua bandeira, e nada
dito do aeu programma. Gragas ao espectro do
protectorado ressuscitado com tanta finura no
momento em que os iodustrises de Gante ae acha-
ram sob o pnico receio de prximo tratado de
commercio lirre a coacluir-se com a Inglaterra
sob as meamas bases que com a Franca, gragas a
essa circunstancia, de que langou mao admira-
velmeote o partido ultramontano conseguiram
ali sahir eleitos quatro deputados catholicos.
O partido episcopal foi o primeiro a reconhecer
implcitamente a rnpopularidade crescente dos
seus principios, mudando at a denominago dos
proprios esndidatos : em vez de candidatos con-
servadores, como se elles ehsmaram, os denomi-
naran! os independentes. Seria melhor que os ti-
ressem chamado oa renegados, por que dos qua-
tro depntados clericaes tres pelo menos de libe-
raos, que eram, e liberaes vermelhos, passaram
para o gremio do partido clerical.
Entretanto al a abertura da sesso parlamen-
tar de 1861 a 186S, teremos perfeita calma. Toda
a familia real se acha ausente: o rei em Londres
com o conde de Flandres, o duque de Brabante
nos banhos de Gastim em Tyrol com o Ora de
restabelecer a sua saude bastante alterada, e a
duqueza, sua esposa, em companhia de um dos
irmos, o archiduque Jos. So se acham no pa-
lacio a princesa, e o principe. Os nossos deputa-
dos sahiram uos para o campo, outros para os
banhos, aproreitando-se do sea tempo de ferias.
A vida poltica vira a ter algum impulso l
r>sra o mez de julho com a abertura dos conse-
nos proviociaes que segundo toda a probabilida-
de emitiro rotos enrgicos no sentido de deter-
minar o gorerno a marchar imparido esem hesi-
tsgo na senda das reformas. Reata ainda muito
que fazer na ordem material, moral, e poltica.
Citarei, por me parecer a proposito, o seguinte
trecho extrahido do relatorio geral da cmara
commercial de Roubrs :
Um sentimento de tristeza nos comprime o
corago quando vemos que, a par de immenso
desenroivimento das oossas industrias, do pro-
gresso da fortuna geral, e do prodigioso adianta-
menio material, se ostenta o rergonhoso estado
iotellectual dos operarios no nosso paiz. A civi-
liaagio parece negar a sua influencia benfica
clisse mata numerosa da sociedade ; e espesaas
trovas continuam a envolver a inteligencia dos
nossos operarios. Na idade em que s a escola
deverla substituir os cuidados do lsr domestico
os trabalhos de manufactura arrancara os meni-
nos ao zelo de aeus paes ; e milhares de cida-
dos nesta nobre trra da Blgica sao privados
da inslrucgao, que imposta al pela legislago
de povos, os quaes nao se podem gabar de ir-nos
na vanguarda no caminho daa reformas. As tra-
dieges de ignorancia, que se transmitlem e se
perpetuara de gerago em geragao, nio deixam os
paes de familia compreheoder que o poder pa-
terno o direito de zelar e beneficiar, e nio o
direito de abusar ; que ainstruego constitue um
direito psra o menino, um dever para o pae, e
urna obngagSo tambem para a sociedade. Assim
ser em qusnto a lei se conservar muda : assim
ser em quanto o legislador nio pronunciar i pa-
Urra de animago, e banir dos nossos cdigos o
dwftilo de ignorancia, a
Qe de mais eloquente se poder pedir do que
ama lai sobre o eosino obrigatorio ? Esperemos
pois que os nossos estadistas comprehendam esses
rotos generosos, pouco suspeitos de especulabas
philosophicas e methaphisicas, pois que partera
da massa industriosa da nacao. E' preciso sahir-
se desse estado de cousas. O ensino obrigatorio
a eoodiccao do progresso, e de accesso igualda-
de, urna das bases fundamentaes das nossas ins-
tituices. A questo se acha proposta, compre
agora resol re-la.
Em outra occasio tratarei de mais algumas
questdes de urna importancia vital, que se agi-
tana oo nosso pequeo psis, tses como a ques-
to flamenga, a reforma das leis sobre a milicia
etc. Por esta rez terminarei com as seguintea]no-
ticias, que nao deixam de ser tambem importan-
tes.
Logo que a Franga reconhecer officialmenle o
noro reino da Italia, a Blgica seguir o mesmo
exemplo. At mesmo ja se conridou a M. Frere
Orban, ltimamente nomeado commeodador da
ordem de Leopoldo, para ir a Tarim na qualidade
de enviado extraordinario da Blgica : mas ella
rejeitou essa misso.
As neaociaces entre a Blgica e a Franga com
o fim de abolir-se a formalidade de passaportes
esloem termos de concluir-se satisfactoriamen-
te. E' de esperar que essa reforma to til quaoto
lisongeira se estenda bem depressa a todos os es-
tados da Europa, pois que finalmente tempo
de desapparecer essa imposigo indirecta, creada
pelo rao pretexto de precaugo.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
Relatorio da repartico dos negocios
estrangeiros apresntado asseru-
bla geral legislativa na primeira
sesso da i i .a legislatura, pelo res-
pectivo ministro e secretario de es-
tado, conselheiro Antonio Coelho de
S e Albuqucrque.
ESTADO ORIENTAL.
Tratados de commercio e de permuta de territo-
rios, celebrados com a repblica Oriental do
Uruguay, em 4 de setembro de 1857.
Conheceis a hiatoria destes tratados. Sabis
que o goverao de Sus Ma gestada prestou-se a
effectuar a troca das ratificages, e, por conse-
queocia, a ordenar a execago do primeiro me-
diante certas condigdes, relativas ao segundo, as
quaes o ministro oriental acceitou immadiata-
mente.
Eis o que ento se ajustn. Se o tratado de
permuta nao recebesse a approvago do poder
legislativo da Repblica na sua sesso de 1859,
o governo imperial se jalgaria desligado das o-
ras eslipulagoes commerciaes e considerara
subsistentes s as do tratado de 12 de Outubro
de 1851.
O tratado de permuta, como sa ros communi-
cou oo ultimo relatorio, nao eotrou em discus-
sao no anno indicado apezar, de ter sido a ses-
so legislativa, que ordinariamente de quatro
mezes, prorogada por mais um.
Na sesso seguinte tambem nada se fez. A
commisso de legislago do seoado, dando o
seu parecer, aconselhou a rejeigio do tratado.
No momento em que esse parecer entrara em
discusso, solicitou o poder executiro o seu
adiamento, allegando impossibilidade de a ella
assislir o ministro das relagdes exteriores e ne-
cessidade de iostruir-se o gorerno dos antece-
dentes da questo. A cmara attendeu sem a me-
nor demora a este pedido e concedeu um adia-
mento de quinze dias.
Antes de expirar esse prazo dirigio-se o poder
execatiro de noro ao senado, pedindo o seu as-
sen ti ment afim de retirar o tratado, e dando
como razo a conveniencia deintroduzir-se nelle
modiflcsgdes que o tornassem acceitarel.
Terminoa o periodo ordinario da sesso sem
que o senado houresse tomado urna resolugo a
esse reapeito ; e o poder executiro prorogando as
cmaras por um mez, apezar de incluir alguns
assumptos de csraater internacional no numero
dsquelles que deriam ser discutidos no prazo da
prorogago, nao mencionou um s dos que inte-
ressaram ao Brasil.
Quando o gorerno oriental solicitou o adia-
mento da discusso, e, depois, quando pedio ao
senado o seu asseotimento afim de retirar o tra-
tado, o encarregado de negocios interino do Bra-
sil declarou ao Sr. ministro dss relagoes exte-
riores, em virtude de ordem expressa, que o go-
verno imperial eslava resolvido a suspender a
execucao do tratado de commercio de 4 de setem-
bro de 1857,se o de permuta nao fosse approra-
do ; e que nao era aua intengo consentir que se
tornasse nulla a promessa do gorerno da rep-
blica, ficando a sorte desse tratado indefinida-
mente suspensa, e menos ainda fazer delle ob-
jecto de ora negociago.
Estas declaragdes eram o seguimento natural
de outras, que tinham sido feitas anteriormente,
e tireram por objeclo cooseguir que o gorerno
oriental nao olridasse que os dous tratados cons-
lituiam urna s negociago e que a execugo de
um fra ordenada mediante a condigo de ser o
oulro approrado e tambem executado.
Depois da notarel procrastinsgo que tinha he-
rido, a final abstengo do seoado e o silencio do
poder executiro nao podiam deixar de ser con-
siderados como prora eridente de que nao seria
satisfeito o solemne compromisso contrahido pelo
gorerno da repblica.
Infelizmente actos anteriores do poder legis-
lativo daram a esse procedimento um carcter
mais significa tiro.
Em 24 de maio approrraa cmara de repre-
sentantes um projecto de lei, creando ama po-
roago,como nome de Arenal-Grande, eotre
as varenles dos arrotos Taquaremb-Grande e
Cunha-Per, no lugar que o poder executiro
julgasse conreniente.
Esse projecto, sendo remetlido ao senado, re -
cebeu modificagea que ahi foram approradas
em sesso de 6 de junho. Consisti urna dellas
na substituigo do nome indicado pelo de Zt-
bollos.
Nao consta se a cmara de representantes se
confermou com easas moJificages. En todo ca-
so, certo que a poroago projectada teria de
ser estabelecida no territorio fronteiro, villa de
Santa Auna do Llvramento e designado psra seu
iogradouro.
Legislando acerca desee territorio, dispondo
delle de modo oppesto s eslipulagoes de tratado
de permuta aotes de dar a este a sua approrago,
mostra-se o poder legislativo resolvido a ne-
ga-la. Demais, semelhante acto importara ol-
vido ou desconhecirnento de um ajuste, proposto
pelo gorerno da repblica, em virtude do qual o
Brasil, deixando de lomar posse do rinco de Ar-
tigas, tinha o direito de esperar qus fosse o slatu
quo respeitsdo no de Cunha-Peru. E esto di-
reito, mis ter oo esquecer, adquira maior tor-
ga desde que a cooserrago do primeiro daquel-
les territorios sob o dominio orientsl dar ao
respectivo gorerno rantagens materiaes, qua elle
nao dexou de colher, ao passo que sujeitara
brasileiroa ali residentes riolencias que nada
podiam attenuar, sobretudo partindo de autori-
dades, nao do legitimo soberano, mas de um que
era simples depositario.
Era. portaoto, chegado o caso de fazer-se ef-
lectiva a coudigo, mediante a qual o governo
de Sua Magestade se prestara troca das ratifl-
esgoes e eonsequente execugo do tratado de
commercio.
A auspensao immediata desse tratado, alera de
ser um desvio do procedimento moderado que o
gorerno imperial tinha invariavelmeote seguido
neste negocio, poderia prejudicar as transacgdes
commerciaes que seguiam a sua marcha som-
bra das novas eslipulagoes, e, talvez, da crenga,
em que o Estado Oriental pareca repousar, de
que, apesar de tudo, oo se faria effecliva a con-
digo das notas reversaea de 23 de setembro de
1858.
Essas coBsideragdes foram atteodidas. Em 29
de setembro promulgou-se um decreto, ordenan-
do a suspenso do tratado de 4 de setembro de
1857, declarando em vigor smente o de 12 de
outubro de 1851, e marcando para o comego da
sua execucao o dia Io de Janeiro do corrente an-
no. Antes disso, a 13 do mencionado mez, foi o
governo oriental provisorismente informado da
resolugo que se tomara ; e depois, no dia 13 de
outubro, deu se-lhe conhecimento official do de-
creto, effectuando-se por esse modo a denuncia
que era necessaria
O ministro das relagoes exteriores da repbli-
ca, respondeu em 26 de ouluoro nota que com
esse objeclo Ihe dirigir o encarregado de nego-
cios ioterino do imperio, declarou que o seu go-
rerno se conformara com a suspenso do tratado,
por elle qualiflcadoannullaco.
Era natural que aps a medida tomada pelo
governo de Sua Magestade viessem as que o da
repblica julgasse conveniente adoptar. Estas
nao se demoraram em apparecer. Em 6 deno-
vembro promulgou esse governo tres decretos,
que acharis no lugar competente com a nota
por meio da qual os levou elle ao coohecimento
da commisso permanente da assembla geral.
Este ultimo documento vos esclarecer do peusa-
mento sob cuja influencia foram os outros dic-
tados.
Eis o objecto desses decretos.
u 1* annulla as vantagens concedidas pelo tra-
tado de 4 de setembro de 1857 aos productos na-
turses e agrcolas do Brasil e os iguala aos simi-
lares das outras nsges.
O 2o isenta de direitos as carnes preparadas de
qualquer modo para exportago.
O 3a isenta dos direitos de armazenagem, pelo
lempo de um anno, as mercadorias recebidas em
depsitos nos armazons do estado e destinadas a
ser embarcadas ; isenta desses mesmos direitos e
dos de carga e r*escarga (eslingage) as que se des-
tinaren! a transito do Salto aos territorios limitro-
phes por Saota Rosa e Qnaraim ou vice-versa ;
constitue a colonia em porto de deposito e bal-
deado ; e obriga o poder executivo a propor ao
legislativo as modificages que a experiencia
aconselhsr na actual lei das alfandegas e aa
franquezas que est disposto a conceder ao com-
mercio interno e externo.
Occupaco do Rinco de Artigas
A esperanga de que o tratado de permuta, sen-
do apororado pelas cmaras orieotaes, recebesse
afinal a execugo que tanto interessava aos dous
paizes, induziram governo imperial a acceitar o
ajuste, que mencionei, em vista do qual deixou
elle de tomar posse do rinco de Artigas, que
passra do dominio da repblica ao do imperio
segundo a demarcago feita em virtude do trata-
do de limites de 12 de outubro de 1851. Sus-
penso porm o de commercio de 4 de setembro
de 1857 e expedidos pelo gorerno oriental os de-
cretos j mencionados, era consequenfia natural
desses actos a oceupago daquelle territorio.
Tratando agora dessa parte do assumpto, direi
era poucas patarras como se origioou a conser-
rago do statu quo anterior demarcago.
O gorerno imperial, tendo approrado a acta,
assignsda pelos commissarios de limites, que re-
gulara o gyro da lioha dirisoria as fronteiras do
Acegu e S. Luiz, ordenou em 28 de maio de
1858 legago em Mooterido que, annuncian-
do essa approrago ao gorerno da repblica, ao-
licitasse a que tambem Ihe competa dar e a ex-
pedigo das ordeos oecessarias psra que as au-
toridades orientaos nao puzessem embarago s
do imperio oo acto de tomarem ellas posse da
ora frooteira.
Por notas de 9 e 10 de agosto, trocadas entre
a legago e o ministerio das relagoes exteriores,
se communicou e obtere a approrago da acta.
Solicitou-se em seguida e reiteradamente (no-
tas de 11 daquelle mez e do seguinte) a expedi-
go das ordeos relativas posse.
No dia 21 de aetembro respondeu o ministro
das relagoes exteriores que o seu gorerno la ex-
ped-las, e accrescenton:
Pelo que rrspeita ao Iogradouro da villa de
Santa Anna do Lirramento, a eutoridade respec-
tiva nao entrar por emquanto em possesso del-
le, sendo conreniente nao alterar a posse terri-
torial que pertence a cada paiz emquanto os po-
deres competentes nao tenham resolrido sobre o
tratado de permuta pendente.
Espero que V. S. contribuir pela sua parte
para que as autoridades do imperio tenham igual
procedimento a respeito do rinco de Artigas,
designado para o caso de rerificar-se essa Com-
pensacao.
O gorerno imperial*annuip a essa proposta,
que entendeu ser feita com a intengo de facilitar
a permuta j ajustada, e absteve-se de oceupar
aquelle rinco, tomando poase nicamente do
territorio do Acegu. O governo da repblica
pela sua parte ex pedio as iostruegea oecessarias
aos chefes polticos dos departamentos de Taqua-
remb. Salto, Maldonado e Cerro-Largo, indi-
cando a cada um o gyro da linha divisoria na
parte respectiva e determinando a collocago das
guardas segundo o ajuste para a eonservsgo do
slatu quo.
Os documentos relativos a este assumpto achara-
se no relatorio de 1859, annexo E.
Em 17 de Janeiro do corrente anno ordenou-se
4 legago em Montevideo que deounciasse a ces-
sajo desse sau quo, declarando que o gover-
no do Brasil eslava resolvido a oceupar o terri-
torio que Ihe pertencia, e confiava que o da re-
publica ordenara s suas autoridades que abris-
sem mo da jurisdiego que all exeraiam.
Effeiluou-se a denuncia no 1 de fevereiro, e
oo dia 27 respondeu o ministro das relagoes ex-
teriores que pedir aos ebefes polticos da Ta-
quaremb e do Salto as informagoes, de que o
seu governo necessitava, para tomar os medidas
propottas pelo de Sua Magostada.
Poucos dias depois, a 8 de margo, respondeu
o seoado nota que o poder executivo Ihe pas-
sra na sesso do anno prximo passado, pedin-
do o sea assentimento afim de retirar o tratado
de permuta e inlroduzir-lhe modificages que o
tornassem acceitavel. Ahi disse o senado o se-
guinte
Porm, como circumstancias posteriores tem
viudo demonstrar a inconveniencia do tratado de
permuta e at facem impoiiirqia sua acceitacao,
sobretudo desde e^ue se teeiu pretendido ;4Zer ra-
er a sua approvago como umaxondigo impos-
ta para a execugo de outros tratados, a cmara
dos senadores accede retirada simples dos an-
tecedentes deste assumpto.
Esta resposta do senado, acceita sem observa-
gao pelo poder executivo, era uma nova justifi-
?mSn?H f rtao,uS? & nnuocisda pelo governo
imperial. Expedio-se portanto ordem para que
o ancarregado de negocios interino do Brasil a
raiicasse, leudo ao mesmo tempo ao ministro
das relagoes exteriores o despacho que continha
essa ordem.
O Sr. Dr. Azevedo diz que espera concluir
brevemente este assumpto. O governo imperial
assim odeseja. e dispe-se no entretanto psra
tomar, pela sua parte, uma resolugo definiti-
va, tazendo oceupar o territorio que pertence ao
Brasil, !eo governo oriental descoohecer o di-
reito que Ihe assiste ou demorar demasiadamen-
te a sua resposta.
Limites entre o imperio e a Repblica oriental
do Uruguay.
Nao se tendo verificado a permuta de territo-
rios, nos termos convencionsdos pelo tratsdo de
4 de setembro de 1857, e artigo addicional de 31
de outubro do mesmo anno, e haveodo sido de-
nunciada a cesssgo do acord, em virtude do
qual se consejvra o sau quo anterior demar-
cago, tem hoje os dous estados da assumir a sua
jurisdiego nos referidos territorios, feilo isso fi-
car o Brasil exercendo a sua soberana em toda
a liona divisoria, a qual segu o gyro que passo
a descrever.
Coraega na barra do Arroyo de Chuy no ocea-
?- a WV4BW de latitude meridional e aos
53 ,25 ,05" de longitude occidental do meridiano
de Greenvich ; segu pelo referido Arroyo al ao
seu passo geral, e deste corta em lioha recta at
so passo geral do Arroyo de S. Miguel, tomando
depois por este al sahir Lagoa Herim. Depois
loma a linha diviaoria, a margem meridional da
mesma lagoa o do rio Jaguaro. { Acta de 15 de
junho de 1853.)
Pela margem direita do Jaguaro cima, pro-
segue a liaba divisoria af a barra do Jaguaro
Chico, e pela mesma margem deste at tomar o
Arroyo da Mina. Pelo Arroyo da Mina segu a li-
nha at s suas mais altas vertentes ; e d'ahi por
uma lioha recta pelo Acegu, barra do Arroyo
de S Luiz oo Bio-Negro. Seguindo por este Ar-
royo at prximo Cochilha de Sant'Anna, toma
a direcgao rectilnea entre ts seus dous galbos
principaes, e vai mesma Cochilha pelo monte
o-!?adoao Cemilero' ( Acia de 6 de abril do
1856, )
Continuando pelo culminante da Cochilha de
Santa Anna, a linha divisoria passa juuto nossa
villa de Santa Anna do Livramento. continua pela
mesma Cochilha at de Haedc, por eujo culmi-
nante prosegue at encontrar a Cochilha de Be-
lm. Junto a esta reunio se enconlram as ver-
lentes do Arroyo dos Maneos, galho da In-
vernada, e pelas aguas deste rai sahir ao Qua-
rahiro. Finalmente, pelas sguas do Quarahim.
abaixo, prosegue at ao Uruguay. (Acta de 28
de abril de 1856. )
O marechal de campo o Sr. Pedro de Alcan-
jra Bellegarde, chamado a succeder ao Sr. ba-
ro de Cagapara, chefe da commisso de demar-
cago por parte do Brasil, tere de concluir os tra-
balhos geodsicos e topographicoa ja adiantados
pelo seu antecessor, e de proseguir na colloca-
go dos marcos que nao passaram da linha do
Acegu.
Otrabalho technicda commisso muito va-
lioso.
Uma rede de tringulos geodsicos uni o por-
to do Rio Grsnde ao Chuy, deste se desenrolreu
por toda a longa fronteira at barra do Qtto-
rabim, e por uma ramificago villa de L'ru-
guayana sobre o Uruguay.
A collocago dos marcos se acha muito adisn-
tada, e de esperar que al so principio do pr-
ximo futuro anno esteja concluida. Conforme as
ultimas participares, esta o em seas lugares 12
marcos grandes e 41 pequeos, conforme o mappa
annexo que conrenientemente especifica as suas
respectivas posiges.
Empenhos, a que esto especialmente sujeitas as
rendas da alfandega de Montevideo, e que,
sendo anteriores aos que o estado oriental con-
trahio para com o Brasil, tem preferencia no
pagamento segundo a convengo de subsidio de.
12 de outubro de 1831.
Pelo artigo 10 dessa convenci o gorerno orien-
tal hypothecou ao pagamento das quantias que
deve ao Brasil todas as rendas do estado, todas
as contribuigoes directas e indirectas, e especial-
mente os direitos da alfandega, e pelo artigo 11
comprometteu-se a applicar a esse pagamento a
parte das rendas da alfandega de Mooterido que
se coorencionar, logo que ellas se achem desem-
barazadas de empenhos anteriores a que eslejam.
peculiarmenle obrigadas.
Tendo decorrido o tempo necessario para se qua
conhecesse quaes eram esses empenhos, ordenou.
o gorerno de sua magestade ao seu encarregado
de negocios que solicitasse esse esclarecimento
com declarago dos raloras e das pocas prora-
veis em que ficariam concluidos os respectivos
pagamentos. Essa ordem foi executada por meio
da nota de 9 de setembro de 1857, que se acha,
annea ao relatorio do anno seguinte.
Este importante assumpto escapou attengio
do governo oriental, sem duvida em eonsequen-
cia das compfltages (polticas em que s rep-
blica se achou envolvida, e por delicadeza, qua
fcilmente se comprehende, absteve-se o governo
imperial de insistir : maa o rigoroso cumprimen-
t de sea dever exiga que tal abstengo nr>
fosse demasiadamente prolongada. Pc'r isso em
26 de julho do anno prximo passado, isto c,
cerca de tres annos depois do mencionado pedi-
do, ordenou elle que a legago o reiterasse, re-
cordando a nota que permaneca sem resposta.
Este passo origioou a correspondencia que acha-
ris no lagar competente.
O governo da repblica pareceu entender que
do Brasil se dispunhs para exigir o pagamento
dos emprestimos que fez, e para exigi-lo com pre-
ferencia aos da Franga e da Inglaterra.
Nao ae tratava nem se trata aisao. O governo.
de aua magestade, solicitando as informagoes a
que me teoho referido, leve presente a convenga
de subsidio; e as eslipulagoes que ella contera
sao claras. To longe esta*a de ser exigente, e>
de o ser alm do aeu direito, que mui recente-
mente, em 1858, isto depois que a legago pas-
sou a aua primeira nota, fez novo emprestimo no>
valor da ceoto e dez mil patacos suje-itando-o,
quanto ao pagamento, a todas as condigdes dos
anteriores.
O que se desojara e ainda se deseja o conhe-
cimento exacto do numero, valor a poca do>
completo pagamento dos chamadoa empenhos
anteriores ; e nao seria menos licito pedir qus
a estas informagoes se acrescentesse a declara*
gao da urigem, nalureza e coodigoes desses em*
peohos. Por este mel, cumpra dize-lo sem ferie
a mesor susceptibilidad, se evitara que, invo-
luntariamente e por erro de apreciago, ae dis-
puzesse das rendas da alfandega em beneficio ds
credoresque oo gozsssem de preferencia. Desde
que esta existe e que por meio dalla ae modifica
anda mesmo smente quanto ao prazo, o direila
de um credor, pode este em cada um dos casos
rerificsr por si se tal preferencia fundada. Sen-
do to aYUltada a divid oriental e to remota


IV
f *t
r'
&$
ara

ab im ttt ir iflftfl if-ij
JARIO Dt f EftliMBUGO. QUABTA PEflU. U DI JULHO 1S61.
f.
AflSIfftS fitiv*
j* l
examede que se trata, porqas a esgaoode
eu mais casos pode remover aquella pee* mu
considera velmen te.
PeJiDdo-6e esclarecimentos sobre esta materia,
nao se poe em duvida a boa fe e pelavra do
^overeo oriental, a maor prora da con lia 05a que
nelle se tem esl do proprio facto de se 1 be fase-
re emprestamos multados em cireumsta netas de
groados embaragos poltico e Qaanceiros.
En a nota que o Sr. ministro da relegos ex-
teriores dirigi legsgio imperial ea 25 d se-
tembro do auno prximo paseado, se encontra a
juatifleagao desta doutrina. Ahi dase S. Etc. o
seguirte :
< Apenas se promulgou o tratado de ti de ou-
tubro de 1851 protestou a legacao franceza contra
a absoluta preferencia que nelle se dava i divi-
da brasileira, peJindo nada menos do que a ter-
ca paite dos rendimentos da alfandega at a com-
pleta aiuortisacao do subsidio francez ; e nao era
sem fundamento que a legacao tranceza faiiaeasa
reclamago, pois existia a convengao de 12 de
junru de 18(8, que parecen ter sido esquecida
pelos negociadores do tratado de empreatimo e
pelo governo da praga que o ratificou, mediante
a qual foram destinadas ao pagamento do subsi-
dio anglo-fraacez as reodas da alfandega de 1852
por diante.
o A reclamago da Franga diflkultava sobre-
tnaueira e reorganisago do paize impedia enr-
gicamente o cumplimento do tratado de empres-
timo, nao s em relsgao ao proprio Brasil, mas
tambem quaoto aos empenhos particulares que o
Jilo tratado respeitava ; e nao sendo possivel che-
gar com a legacao francez a m accordo que
eonciliasse ossas difliouldades, o governo da re-
pblica enviou a Pars um agente conQdencial,
o qoal obteve que se adiasse o pagamento do
eubnlio francez com a condigo, porm, de nao
destinar-se um s peso das suas rendas a aroor-
tisacao de nenhuma divida externa, particular-
mente da do Brasil.
Cumpre primeiro que tu Jo observar que, des-
de que o pagamento do eraprestimo francez se
achata garantido por urna convengao do anuo de
'1848, em nada lhe prejudicava a convengao de
subsidio de 12 de oulubro de 1851 que resalvou
todos os empenhos anteriores: e tanto assim,
que o mesmo Sr. ministro das rettges exterio-
res disse, em sua nota de 26 de outubro, que as
mpretlimos francez e inglez tinhim a sua pre-
ferencia explcitamente reconhecida naquella
mesan convengao de subsidio.
A preferencia existe, e o BVas jamis a cou-
leslou ; porm a coudicao, me JiauU a qual o
governo oriental coosnguie o adiamanto que de-
sejava, sendo entendida literalmente como se
aclis exposta em a nota do Sr. Dr. Azevedo, iru-
vjitaria urin exeluso illimitada, iudefinida, que
seria contraria ao direito do Brasil.
Segundo a nota de S. Exc. de 26 de outubro, o
eoipreslituo francez vao-se amorlisando mu sua-
vemente por preslagoea anuuaes de poueo oais
ou menos doze mil pesos, e exigir atis de oi-
te 'la anuos para chegar ao termo do seu com-
pleto pagamento. Tendo o goveno francez o di-
reito de conlentar-se cem menor preslago, se-
ria possivel que, em vez de oitenta, exigase esta
trausaego ceuto e sesseuta anuos e mais.
Se cada u:n dos reclamaulos que gozam de
preferencia exlgisse semelhaote condigo e ella
lhe|fosse admitida, o resultado de tal doutrina
seria ficar indefinidamente adiada amortisagio
dos empreslimos brasileiro3, porque a isso equi-
vaieria o longuissimo epaco de lempo que leria
de decorrer antes que ella comegasse.
Nao basta portanto siber-se que existem pre-
ferencias ; ueceasario aprecia-las e conhecer se
as condices dos pagamentos esto em proporcao
com os'recursos do patz ou demasiadamente
abaixo delles.
Brevemente se recoubeeer a relagao em que
esses recursos eslao com os compromisos. Em
21 de raaio do sano prximo passado submetleu
o governo oriental saneco do corpo legislativo
um projecto de lei acerca do liquidago eral da
divida, e esse projecto toi no di 21 de julho con-
vertido em lei do estado. Vos o acharis anne
xo ao presente relalorio com a nota de remessa.
lia ahi oisposiges que prejudicam interesses de
subditos brasileiros, como observo quaado trato
dos prejuizos sollados durante a guerra civil.
Apezar disso nao se pode deixar de recoohecer a
importancia e a ulilldade da lei.
O mesmo governo tem de apresenlar osle an-
uo s cmaras um quadro geral da divida, e nel-
le se acharo sem duvida lodos ou a maior parte
dos esclarecimentos que o governo imperial tem
pedido. Entretanto alguns j l'vrao coramitnica-
dos por meio da nota de 26 de oulubro a que
me teuho referido.
Os ero prestimos, feitos pelo governo imperial ao
da Repblica, e cuja araortisago ha de ser retar-
dada pela dos empenhos j mencionados, mooto
boje cerca de tres milhoes de patacoes. Como
o v da tabella annexa ao relalorio do ministerio
da fazenda do anno prximo passado, importavam
ellos em 31 de dezembro do 1859 com os juros
calculados at essa data em 4,982.8019710 ou
pesos 2,595,209. Mas a isso nao se reduz a di-
vida : deve-se lhe ajuntar, m virtude do accor-
do^de 5 de agosto de 1854, urna parte das des-
pezas feitas pela diviso auxiliar a que o mesmo
accordo se refere. 0 governo imperial, conseu-
lindo em alterar-para esse caso aumente as dispo-
siges do art. 10 do tratado de alliaoga de 12 de
oulubro de 1851, convenciaaou o seguiole :
IoOs sidos ordinarios dos cheles olliciaes
o soldados da tropa de liuha da diviso brasilei-
ra, e o seu equipameuto e armamenlu correrio
por corita do imperio do Brasil.
2oTodos os uniros gastos feitos com a tropa
de litihs, com a uaica excepgao dos declarados
do paragraph-. antecedente, e lodos os da guarda
ucioua, sem excepgao alguna, que fez ou faz
irte da dita diviso, eorrero por conta da re-
publica, a
Como informaco a respeilo dos empenhos
contratados pelo governo oriental junto no lugar
competente traduego de um contrato de empres-
limos pecuniarios, por elle celebrado em 3 de
maio do anno prximo passado com o banco
Mau S C. de Montevideo.
NAVEGAQAO PLCVIAL.
Navegaro das aguat interiores da provincia de
S. Pedro do Rio-Grande do Sul.
Os principios que regern a oavegaco fluvial
entro o Brasil e a Repblica Oriental do .Uru-
guay, sao os que foram consignados nos arts.
14, 15|e 16 do tratado de 12 de outubro de
1851.
Estes ajustes referem-se exclusivamente na-
vegagao do rio Uruguay, e seus affluentes.
O governo imperial, soccorrendo-se das bases
j assentaifas entre os dous governos por accor-
do de 15 de setembro de 1857, procurou dar -
quelles principios maior desenvolvioenlo.
Para esta lira enviou em 1858 urna misso es-
pecial a Montevideo. w
Esta negociaco ara inteiramente dislincta da
ave trata o art. 13 do lutado de 4 de setembro
de 1857, que reconheceu a conveniencia de abrir
as aguas da Lagda-Merim e rio Jaguarlo ban-
deira da repblica.
A especialidade deesas aguas exige medidas
liscaes, de seguranea e de pelicia bem calcula-
tas, que de nacessidade devem modificar os
principios j applicados aos grandes rio, que
pela sua natureza, eomo vias de Iivre transito,
prestam-se s bases largas e liberaes, adoptadas
aos ltimos ajustes fluviae celebrados entre o
imperio e outros estados ribeirinhos.
Em taes cirenrostancias, a adopgao d'aquellas
medidas dependa naturalmente de estudos e
exsmes, que babilitassem o governo imperial a
regular convenientemente este assumpto.
Dependa tambem do estado de boas relacdes
ntre os dous paizes, situago que alies s pode-
rla dar-se depaia de reslisadas as condiges com
que foram trocadas as ratificedle* do nevo trata-
do de commercio e de navegaco, e de resol vi-
das outras queatoes pendentes entre o Brasil e
a Repblica.
Foi tudo islo calculado aa negociacae d'aquelle
ajuste.
O governo da repblica, entretanto, qut* logo
entrar n'um accordo geral aobie navegaelo, com-
prebendendo nao s dearavolvimeato.^ue de-
viam ter as esiipwfec&ee de tratado de ooamer-
eio navegaelo de 12 de outubro do MM, como
Hmbem sa dos arta. 13 e 14 do da 4 de setem-
bro de 1857.
O governo imperial doclinou da aroposta que
otates termos loe (ora feita por parta da ropnMi-
"f lotermediodoseu ministro 'asta edite.
iiae julgou opportuoo preterir o ponaasento,
oue havia ooosethado esttpulacio do meaciona-
do art. 1 do tratado de 18W, e consta os pro-
Joeolo da oegocia^ao.
IfarHofa, portanto, a rtsolucio benj fu o d da e
em deve comegar a amortisacao da parto autorisada por um acto solame de reservar o
que peitence ao Brasil, nao sdiSerente e eu cumpriaaento para um ajuste ulterior, quan-
da julgasse opportuno celebra-lo.
tfavtgaco dos rio Cebollalff, Taquary, Olimar
t outros pertenceules i repblica orUntal do
Uruguay.
Neetaa cttaumstancias, o gavarno da repblica
julgou devor expedir o decreto de 8 de junha do
anno prxima passado, prohibindo a navegacio
por meio do barcos eatrangetroa, nos ros Cebol-
laty, laquary, Ottnxar o outros, pertencentes
repblica, a que aiada nio ataviam sido anorto*
ao commercio estraageiro.
A meaanw bareoa nacin es padiam navegar
'esees ros s cooa permissio especial dd auto-
ridade superior departa mental.
Os ros Cebo 11 aty a Taquary desaguan na La-
ga-Merim, e o Olimar faz barra com o pri-
meiro.
Aquelle decreto nao ia s ferir interesses bra-
sileiros; alfectava sobreludo os de Oricotaes,.
que, possuindo charqueadas as margeos dos
nos vedados sos barcos estrangeiros, Qciriam
assira impossibilitados de fster transportar es
seus gneros para a provincia do Rio-Grande.
Estando o Brasil de posse dessa navegago,
com justo direito podria reclamar contra urna
semelhante medida.
O governo imperial nao se valeu entrando d'a-
quelle direito, esperando que as disposiges su-
pracitadas, bem apreciado o seu alcance, seriam
pelo menos praticamente modificadas no interes-
se proprio da repblica.
Por outro lado nenhuma reclamago chegou
ao seu conbecimento que tornasse necessaria a
inlervengo diplomtica.
Os tactos jusliOcaio aquella previso; por-
que, segundo consta ao governo imperial, os
barcos brasileiros continuars a ser emprega los
no transporte de productos dos estabeleeimeotos
situados as margens d'aquelles ros, e a ausen-
cia de reelamacoes por parte de subJilos do im-
perio procede sem duvida de ser muito diminu-
to, por emquanto, o commercio por essas pa-
ragens.
Por importago s se tem recebido os effeitos
de urna pequea charqueada no CebolUly, per-
tencente ao subdito brasileiro Thomaz Jos de
Campos que ali tem urna fazenda de criacao de
gado, e de oulra, 00 Taquary, pertencenle ao
oriental Ramires.
Durante o periodo de Janeiro a juoho do anno
prximo passado, para o primeiro d'aquelles es-
tabeleeimeotos apenas foram exportadas 300 al-
queires de sal, e para o segundo 2,880, atm de
alguna poucos gneros alimenticios.
Para os ros Olimar e Pelotas nada consta ha-
ver-se, no mesmo periodo, de Janeiro a junho,
despachado pela alfandega da cidade do Rio-
Grande.
A cidade do Rio-Grande, S, Jos do Norte,
Pelotas, Jaguaro, e as povoagoes de Santa Vic-
toria e Tabim podem abastecer-se de lenfaa, e
madeiras para os mistaras das estancias brisilei-
ras, sem maior dependencia do commercio
d'essos artigo procedente do estado oriental.
Navegaco permiltida aos barcos orientaes no
rio Jaguaro.
Aos habilantes da villa de Artigas foi concedi-
da a faculdade de tereco duas candas, ou boles
no rio Jaguaro para o simples transporte de
pessoas.
Esta faculdade resultou das notas trocadas* en-
tre o governo imperial e a legacao oriental nesta
corte no anno de 1858.
As autoridades da provincia de S. Pedro do
Kio-Grande do Sul eatendram, em vista das or-
deos que em virtude d'aquelle accordo. Ibes fo-
ram expedidas pelo ministerio da fazenda, que a
concesso outorgada devia restringir-se ao
transporte de pessoas em procura de soccorros
mdicos, ou espirituaes.
A concesso, porm, era mais ampia ; com-
prehendia nao s aquelles servigos, como tam-
bem qualquer uso innocente que se quizessem
deslinar aquellas duas embarcages.
Cooseguintemente, lornou-se uecessario expe-
dir novas instruegoes para o fiel cnmprlmente
do que fra ajustada entre os dous governos,
sem prejaizo da flscalisago, que tfevem exercer
as respectivas autoridades na navegrgo d'a-
quelle rio.
Favores concedidos ao commercio de transito
pela Confederaco Argentina e Repblica Ori-
ental do Uruguay.
Por decreto de 14 de margo do anno passado
o governo argeolioo concedeu alguns favores ao
commercio de transito feilo pelos portos da Con-
cordia e da Restaurago.
Com o Qm de oeutralisar os effeitos d'essas
medidas, o governo da repblica Oriental do
Uruguay, por sua parto, concedeu por decreto
de 12 de abril do mesmo aono, depsitos livres
de mercadorias as alfaodpgas de Santa Rosa e
Quarahim, na fronteira do Brasil.
Facilitan do-se. por estas disposrges, adopta-
das pelos estados limitrophes da provincia de S.
Pedro do Rio-Grande do Sul, anda mais o com-
mercio de contrabando em prejuizo dos interes-
ses legitimas da mestna provincia, o governo im-
perial procurar adoptar as providencias fiscaes
que couberem em sua algada para neutralise-
las convenientemente.
ragoes na redaccao de algumas eftfaulacoas do Le-eeno Ifaanty Regisler and Catholic Stan-
coniraprojeeto francez; as quaes eaparara, a go- dar*, da Eeilany de 22 do passado
verno imperial, nao deixariam de se Bttnndtao,, Ivotiatamdo Roma
pelo menos, no sentido de se tornar arala oflWar pessoaimant
ras e por esse meio pouparem-se d
cias e conflictos no modo pratico de
cacao.
Nao daaoanhaeia porem o meu Ilustrado an-
tecessor
proposta^fferaoida por parte do S. M. o Imaata-
As
BKLAgOES ESTRE O BRASIL E A FRANCA.
nossas relace com esta poteucis acham-
dizem que o Santo Padre
pelo descanso eterno do
e qae ledas as missas, celebra-
P^Oi ^.t>aB>occflBo na baslica de S. Pedro, foram
offeridas pela mesma iniengo. Parece queisto,
reunido ao (asa.da ter o padrar q*a lhe asiiatio
sua aitiaaa> bar* seguido imniediatamente para
Rema, asm algum missao secreta, refuta no to-
der do Frananea. porque do meneira porqu da> a aaaaaafo dbjprnaes de Turim, em favor do
eslava redlgido aquello artigo, sueeitava-se dfe ftveiavaacdor do que Cavour nrorrora sem so
rarrepeudr aoa ataqoes feitos Santa So
< Qomioj njiu (19} a rainha fez so* primeira
racepcio da presante estagio, na sal especial do
palacio de S. James, sendo liaougoira a rolta do
3. M., aps su ultima retiradla, em eonsequencia
da morte de S. M. a duqneza de Keot. A concur-
rencia foi grande, e as apresentages mais nume-
|.rosaa. quo da ardaario. gatre-aosenhoras catbo-
Meas apresentaJas "S. 1T., notaram-se :
La Jy Petre, pela ooodessa de Castlexosse ;
< Mrs. H. Clitford, pela mesma ;
< Mrs. Weld Blundell, pelo veneravel Mr. Scot
Murray :
Mademoiselle Mara Aona de Zulueta, por sua
mea condessa de Torre Diaz ;
Entre as pessoas presentes, pertencentes
Dobreza calholica, notavam-se : a duqueza de
Bueclugh, a viscoodessa de Casilerosse, ladies
Camoys, Siafford, Narreys. Vaux of Harrowdeo,
Clifford Constable. Mugent, a condessa de Torre
\ P.iaz> reapeavel miases S lo or, a veneravel
. Scott Mumry, Mr. Washington
Hibbert ; lord Edward Howar, m. p. depulado
Earl-Mash) ; o viscoode de Casi erosse, m. p
(vice-camansta) ; lords PMre, Stafford, Gamoys,
conde de Torre Din?, Mrs. Emond, m. p. etc.etc.
Foram recolhidos A casa de detengio no dia
l.o correte 5 horneas livres e 2 eseravos ;
ordem do Dr. chefe de polica 3, ioclusive o afri-
cano Agostinho, eseravo de Belchior Maciel de
Araujo ; & ordem do subdelegado do Recite 2. in-
cloeiv africano Loureogo. eseravo de Cosme
AppelUnte, o julio;
reir da Costa Res.
appellado, Manoel Per-
novo queato d aacionMidado, que s r
sor resaiofoVpol* saaembl* geral legislatiaav
Se a rdaselo a final doquelle arlige fosaa
subtituda por outro que, sem prejudicar a quept>
tfo da nacionalidode brasileira, pudesse offerecer
ao garantrao que deaejava o governo francez, ni
duvidaria o governo brasileiro acoeita-la como
basa da negociaco^
O- Sr. do Saint-Gwuiges Dad tinb sido autori-
sado pelo seu governo para fazer nessa parte mo-
dificar alguma.
Tal era o estado da queslao,. quando se abra &
sessao legislativa do anno prximo passado.
A negociago Ocou pois adiada al que Uvesse
a conveniente solugo, par acto legislativo,
questo prejudicial da inlelligencia pratica do
art. 6, jl'da constiuigo.
Esta questo era, sobre todas, a que mais af-
fectava as relages irrternacionaes entre os dous
paizes, a muio imporlava tambem s que temo
de raanter com outras nages.
Como o ha va reoommeodede o discurso da Mrs. F. Stonor,
corda, foi o referido assumpto tomado em toda a
a consideraglo pelo corpo legislativo, o qual vo-
tou a lei que regulou os direitoa eivia e polticos
dos filhos de estrangeiros nascidos ao Brasil, cu-
jos pas nao eativerem em servigo de sua oigo.
Ficou, assim, eatabelicido como meio pratico
de corlar as difDculdades que resultavaea da an-
tithese da legistaco brasileira e francesa:
Que o direit que regula no Brasil o estado
civil dos estrangeiros ahi residentes, sem ser por
servigo de sua nago, poder ser tambem appli- I Joaquina da Fenseca Gal vio; ordem do de San-
eado ao estado civil dos-filhos desse raesmos es- to Antonio I ; A ordem do da Boa-Vista 1.
trangeiros nascidos no imperio, durante a mino-j Paosageiros do vapor nacional iowaroi,
ndade somonte, e sea prejuizo da nacionalidad'' vindo de Granja e portos intermedios :
reconhecida pelo art 6* da constituigo. Logo Henriquo Cals. 1 criado e t eseravo, Manoel
que estes tilhos chegarem- maiori lade entrao Alfonso de A. Albuquerque, Antonio da Silva Fia-
no exercicio dos direites de cidados braaiUiros, j lho Jon sujeilos s respectivas obrigagocs na forma da Leao, Cariota Jucunda de AmaTanle, Dr. Fran-
constituigo e das leis.
Esta medida, concedendo aos filhos menores
dos subditos Iraneezes, que failecetn no impe- feres Carlos Jos Van Ns. sua seohora e 3 hlhas,
rio, os meamos direitos civis de seus pas, foi! Manoel Bezerra G. Castro eSilva, Jos Antonio
considerada como a maior concesso que porpar- R. Braga, Manoel F. de Araujo, IgnactO Louren-
te do Brasil poda ser feita Franca. 150 Dias, 1 criminoso de morte e 2 pregas de poli-
0 governo imperial julgou-se ento habilitado cia, Miguel Alves de Moraes Cerisco, Fr. Bento
a entrar em um ajuste censular com o de S. M. do Santa Florenga e 1 eseravo, Custodio R. Fer-
0 Imperador dos francezes. reirMaia, Manotl Jos de Abreu e 1 escravs,
Apreciando este governo os esforcos do gover- ; Manoel Antonio da Conceigo Padilha, Pedro
00 imperial, e o resultado que elles tiverarn no paulo de Almeida e Albuquerque, Francisco de
parlamento brasileiro, hab.litou tambem o seu Paula Moreire, 2 presos e 2 pragas, Antonio de
plenipotenciario a proseguir aa negociago. Almeida Brrelo, Candido Marinho Falco, Ma-
0 cootraprojecto modificado convenientemen-' noel de Siqueira, Domingos de Souza Barros, Jo-
te em sua redaccao.de conformidade com as con- s Francisco Moreir, Rodrigo Pinto Moreira, Jo-
sideragoes feitas pelo conselho de estado, de es-, s Goncalves do Reis, Manoel de Azevedo Bel-
tado, leve o assentrmeoto do plenipotenciario monte, P. F. Necoham.
Fassageiros do brigue portoguez Amalia /,
cisco de Assis deOli^eira Maciel, sua senhora. 1
. criada e 7 escraeos, Esmerio Jos de. Araujo, al-
francez.
O art. T tere nors rodaegio em hartconia
cora o espirito e letra da lei de 19 de setembro.
Assim, a convenci consular foi assigaada
pelos respectivos plenipotenciarios no dia 10 de
dezembro.
A troca das ratiDcagoes das duas alias parles
contratantes vericou-se em 9 de margo do cor-
rente enno.
A eouveneo nio derogoo os artigo perpetuos
colebrados cora a Franca em 8 de Janeiro e 7 de
junho do 1826. Serve-lhes nicamente de de-
seovolvimento e complemento na parte que diz
respeito aoa direitos.preragativos a inuuunidades
dos cnsules nos respectivos paizes. ou, como
se exprime a mesma convengao no seu prem-
bulo, para definir claramente essea direitos, pre-
rogativas e lmmunidades.
A' excepgao dos" arte. 6, e 7., que sao espe-
ciaes para regular este assumpto entre o Brasil e
Franga, as estipulages de todas es outros nao
difieren! das que tem celebrad a Fringa com
outras nage.
Expr-vos-hei a doutrina de suos princlpaes
disposiges.
(Continuar-e-ha.)
PErifUMBUCO.
so felizmente estabelecidas no p da mais perfei-
ta inlelligencia.
As questes pendentes desde 1845 sobre o
alcance qae deveriain tor es dous principios con-
sagrado no tratado de 8 de Janeiro de 1826, e
artigos addicionaes de 7 de junho do mesmo
anno, Uveram a mais completa solugao, com a
celebrago do urna convengao consular, negocia-
da u'esta corle, e assigoada ente os respectivos
plenipotenciarios em 10 de dezembro do anno
prximo passado.
As ailribuices* e prerogatirss, que em mate-
ria de herangas competem aos coosules brasilei-
ros e francezes, fcaro definidas clara e precisa-
mente.
O governo de S. M. o Imperadordos francezes
reclamava para os seus agentes consulares no
Brasil a observancia das estipulagoes mais van-
tajosas dos tratados, quo tinha a Franga sobre
este assumpto com algumas potencias da Ame-
rica.
A reclamago era acompanhada da promesas
da mais exacta reciprocidade, na applicago d'a-
quellas eslipnlaces aos coosules brasileiros.
O governo imperial nio poda recoohecer nos
cnsules francezes a exclusiva interferencia que,
fundando-se n'aquellas eslipulacies, preteodam
elles exercer as saecessdes pertencentes a sub-
ditos de sna naco, fallecidos no imperio.
A discussao hayia chegado ao ponto de s po-
der ser terminada por meio de um accordo fran-
co e razoavel.
Nestas circunstancias, iniciaram-se propostas
de parte a parte.
O governo imperial submetleu considerado
do de S. M. o Imperadordos Francezes um pro-
jecto em que procurou conciliar, tanto quan-
lo era possivel, com as leis do imperio, as dis-
posigesdos mais recentes tratados celebrados
pela Franca com varias potencias da Europa.
Podendo dar-se igual conflicto sobre a com-
petencia do cnsules no exercio das demais
funeces inherentes ao officio consular, propoz-se
igualmente o governo imperial a consignar n'um
accordo gerel todos os outros direitos, privile-
gios e imm nnidades, que lhe sao relativas.
O governo de S. M o Imperador dos France-
zes, aura de lomar aceitare! pola Franca aquella
projecto, fez-lbe algumas modifleages, urnas
para nsrmooisa-lo inteiramente com o sea di-
reito convencional, e outras em altengo na-
tureza das queste controvertidas entre os dous
paizes.
0 Sr. cavalleiro de SU-Georges dando coohe-
cimento ao governo Imperial desta proposta em
forma de um cootraprojecto, declarou logo ter
recebido a precisas instruegoes e plenos pode-
res para entrar em negociago
Apreciando o governo imperial a importancia
do referido cootraprojecto, submetteu-o coo-
sideragao da secgo dos negocios eslnogeiros
do eoaselho de estado.
A secgodeu o sen parecer em 20 de setem-
bro ; mas o governo imperial s pode oceupar-se
deste assumpto, para entrar em negociago, em
de fevereiro do anno prozimo Ando.
Entretanto o meu antecessor, por nots do 8
da outubro de 1859; j tinha asseguradu & tega-
ciode S. M. o Imperador dos Francezes qae,
na parte propriamente concernente successio,
e as altribulges e prerogativas consulares, tasa
como geralmenle ato admittidas em convsncSsa
anloga. Iba pareca facit chegarem os dous go-
verno a id accordo, fizondo-so* ligeira alte-
REVISTA DIARIA.
De algum tempe esta parle tem-se tornado a
ponte d Boa-Vista um lugar insupportavel para
quem por ella pasta.
Um ftido constante e infeccionavel derrama-se
pelo sr que all circula, mormento ao cahir da
tarde, anda que mu i tas vezes se manifest essa
exhalago em outras horas do dia.
E' notavel porm que esse phenomeno, que
bom ou mo grado todos apreciam, dale de al- \
gam lempo apenas ; e que nao so ligando ao pas-'
sedo, deriva a respectiva orrgem do nosso pro- ]
gretso I
Todava, eomo nem todo o progresso tolera-
vel, e esse lenha urna procidencia fedorenta, so-i
ra para desejar que fosso removida a aausaque!
gera aquelle phenomeno; a qual nao pode ser <
certameute ignorada.
Assanha precede o Cassino Militar Per-:
nambuaano a leiyao da nova direcgiKK
Segunda-feira 29 do correte, perante a
thesourana de fazenda, deve lev lugar o concur-
so para as vagas do praticaotesda aUandega des-
ta cidade.
Foi Borneado o Sr. Tiburlino Pinto do Al-
meida Jnior par exercer provisoriamente os
oilicios de partidor e contador no termo de Santo
Anido ; bem como os Srs. Joo do Araujo Cesar .
para partidor e distribuidor de Nazaretb, e Gui-
Iherniiao Paes Brrelo para distribuidor de Santo
Antas.
vindo do Porto : Jos Joaquim da Silva Reis,
Mari dos Santos, Rita dos Santos, Joaquim Fer-
reira Coelho, Anna Claudina de Preitas, Mara
Claudina, Anna Claudina, Jos de Oliveira Frei-
tas, Manoel Per eir Carvslho, Luiz Antonio de
Aguiar, Jos Ventura Looreiro. Aotonio Miguel,
Joo Dia Martin, Manoel Dias da Silva, Aoto-
nio Jos de Almeida, Joaquim Martina Eirado,
Manoel Gomes Furtuoso, Antonio Rodrigues de
Ameritn, Manoel Joio Gomes de Amorim, Anto-
nio Francisco, Manoel Jos Goncslves da Cruz e
seu sobrinhoM*noe, Antonio da Silva Netto, Jo-
s da Silva Netto, Manoel Doroingues Leite, Ma-
noel Joaquim de Faiva.
-- Passageiros da lancha nacional Flor do Rio
Grande, sahida para o Ro Grande do Norte :
Miguel Joaquim do R. Mooteiro, Luiz de Franga
Monteiro, Miguel Joaquim de Souza.
MORTALIPADE DO BIA 23.
Felicianoe, Pernambuco," anno?, Boa-Vista ; tos-
S6 convulsa
Anna Mara, Pernambuco, 56 annos, viuva, San-
to Antonio ; hepatite.
Carolina Leopoldioo Soares Noves, Pernambuco,
40 annos, casada, Boa-Vista ; phlysica.
Virgilio, Pernambuco, 2 annos, eseravo. Sanio
Antonio ; coqueluche.
Ignacia, Pernambnco, 85 annos, esersvs, Santo
Aotonio ; gastro inlerite
Aolonio, frica. 40 annos, eseravo, solteiro, San-
to Antonio; armenia.
Jjcintlio, frica. 60 annos, eseravo, solteiro, San-
io Antonio; hepatite ctironica.
Jos Mara Jnior, Pernambuco, 22 annos ; sol-
teiro, Boa-Vista ; phtysica pulmonar.
Joanna Baptista de Athyde, Alagas, 54 annos,
viuva, Boa-Vista ; intente.
Hara Senhorioha Ferreira d'Annunciago, Per-
nambuco, 49 annos, solteiro, Santo Antonio ;
apoplexia.
DESlCIUgAO DE DIA.
Assignou-se dia para julgamento dasseguintes
appellages crimes:
Appellanle, Manoel Jos Ferreira deGusmao ;
appellada, a justica.
Appellanle, o juizo ; appellado, Manoel Ro-
drigues Giqoiri.
Appellanle, o jpo ; appellado, Jos Romo
do Santos Bandasaav
As appellages civeis :
Appellanle, llenrique Jorge ; appellado, Joo
Carneiro MachadMos.
Appellanle, o jaao ; appellado,Avatoni ao-
chado Soares Guinsaraos
Appellantes, Jos Ignacio de Mello e outros ;
appellado, Bento Jos Ferreira Rebollo:
Appellante, Manoel da Paixio Paz ; appellado
Jos- Piuieiita era*Couceigio.
Appellanle, Manoel Themoteo de Moraes ; ap-
pellado, Luiz Antonio dos Santos. '
Appellante, Luiz Antonio dos Santos ; appel-
lado, Joao Tiburcio da-Silva:
- Appellante, Miguel Accioli Wanderley ; appel-
lado, Christovio de Barros Pimentel.
Appellante. Amaro de Barros Corris ; appel-
lado, Manoel Antonio Goocalves.
Appellante, Jos da Silva Pessoa e outros ;
appellado, Joaquim do Reg Barros Pesaos.
' O dia de apparecer :
Appellante, Gregorio Francisco de Jess ; ap-
pellado, Zozioa Landelina Carneiro da Cunta.
DISTHIBL-IQES.
Ao Sr. desembargador Caetano Santiago, as
appellaces crimes:
Appelante, o juizo ; appellado, Pedro Joaquim
de Campos Ferreira.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Mari-
nho do Espirito Sanio.
Ao Sr. desembargador Silveira, as appellages
crimes:
Appellaote, o juizo ; appellado, Manoel Ze-
ferino Candido e outros.
Appellante, o promotor ; appellado, Jos Pe-
dro da Silva.
Ao Sr. desembargador Gitirana, as appellages
crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Joao Baplista
Carneiro.
Appellante, o promotor; appellado, Franco-
lina Mara de Mello.
Ao Sr. desembargador Lourengo Santiago, as
appellaces crimes :
Appeilante, o juizo ; appellada, Alexaodre
Baptista de Mallos.
Appellante, o juizo ; appellado, Romo Jos
de Can allio.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
laces crimes :
Appellaote, o juizo; appellado, Manoel Fran-
cisco Leite.
AppelUnte, o juizo ; appellado, Emiliano Gou-
g)le8 do Nascimeoto.
Ao Sr desembargador Costa Motta, as appella-
ges crimes:
Appeilante, Jos de Barros Monteiro : appel-
lado, o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Joio Jos de
Carvalho.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Jos
de Calais.
Ao Sr. desembargador Peretti, as appellages
crimes:
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Ignacio
Jos Santos.
Appellanle, o juizo ; appellado, Thomaz Fran-
cisco Ferreirr.
As 2 horas encerrou-se a sessao.
CHR0N1CI JUUILURIA.
TRIBUNAL DA RELAQA0.
SESSAO EM DE 23 JULHO DE 1861.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. C039ELHE1RO EEXELIHO
DELBAO.
s 10 horas da manhia, achaudo-se presen-
tes os Srs. desembaegadores Caetano Santiago,
Silveira, Gitirana, Lourengo Saoligo, Silva Go-
mes, MotU, Peretti e Guerra, procurados da ce-
rda, foi aborta a sessao.
Passadoa os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguintes
JULG AMENTOS.
HABEA9-CORPUS.
Na petigao de Antonio Rufino Rsymundo, pe-
diodo urna ordem de habeas-corpue, foi-lhe con-
O Sr. capitio Miguel Bernardo Quinleiro di- cedida para o dia 27 do correnta, s 11 horas do
rigio-nos a seguiole explicago sobre a parte que dia, ouvida a autoridade competente,
leve na priso do assassino Chrisliaoo Francisco i
l'erein, na noile do dia 21 do correte:
a Srt. redactores da Revista Diaria. Para
que a verdade seja restaealecda, apresso-me em ]
declarar qual a prto que Uve aa prisao-do cri-
minoso Chrisliaoo Francisco Pereira.
Achva-me no quarlel de polica, quando
pelas 11 horas da noite soube que na ra do Ou-
ro se tinha praticado um assassioato : dirigi-ma
referida rus na freguezia de S. Jos, ondo en-
contrei o respectivo subdelegado, com alguna ios-!
peclores de quarleiro e duas patrulhas do des- '
tacami>nto da guarda nacional que au harta es-
pedido do quarlel.
Apenas chegei pedio-me o subdelegado que
eu me dirigse ao bairro do Recife, e puiesse lo-
go em cerco a padaria de Maaoel Padeiro, e a
ferrara de Caetaoo da tal Coelho, na ra do
Brum, para onde lhe constara so havia horaisiada
o autor do assassioato, que ha pouco ao havia
dado.
Immediatamenle segu para o Recife, aonde
j encootrei em movimeoto alguns inspectores
de quarleiro, tomando as sabidas das duas pon-
tes, mas nio encontrando o subdelegado daquel-
la freguezia na ra, porque seguudj me infor-
maran), eslava doente, e nio querendo por
mira s fazer a diligencia, voltei em procurado
Sr. delegado. Emquanto eu procurara esta auto-
ridade o Sr. subdelegado de S. Jos dirigio-se
roa do Brum, e all effectuou a prisao do crimi-
noso.
a E' o quanlo se passou comigo nessa dili-
gencia.
Recife, 23 de julho de 1861. Miguel Ber-
nardo Quinleiro.
O subdito pruisiano, Ernesto llenrique Ma-
ximiliano Koenigb, de religiio protestante, ab-
jurou e converteu-se nossa santa religiio calho-
lica apostlica de Roa.
Offlciou oeste acto de triumpho para a igreja
romana o missionario apostlico capuchinho frei
Seraphim de Catania, que o absolveu das censu-
ras em que havia incorrido.
Remetteu S. Exc. A cmara municipal,
afim de dar o seu parecer, o projecto de contra-
to e tabellas annexas, que dore ser cetebrsdo
com os cuocesaionarios do privilegio para o es-
tabelecimento da compaohia de carros de praga
nesta eidade.
Apenas fjoieou em nosso porto o brigue
Seis rmeos, no domingo pela manhia, indaga-
mos do coesignatario e espitio se hara algum
jornal ou noticia importante, a- pos a sahida do
vapor, e por estes nos foi eommunicada nada sa-
beram ds noto, o que neahumjornal trouxera,
d'onde se vg que sio destituidas do fundamento
as noticia qu ss tem espalhado nestes dous ul-
timas dial.
APPELLACES CIVEIS.
Appellante,. o juizo dos feitos ; appellada, Ber-
narda Joaquina Lopes.
Confirmada a seotenga.
Aopellanle, a fazenda ; appellada, D. Joaqui-
na Mara de Arruda Costa.
Confirmada a sentenga.
Appellante, Cunegundes Galdino de Queiroz ;
appellado, o juizo da fazenda.
Confirmada a sentenga.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Vicente
Coimbra.
Reformada a sentenga.
Appellante, Joaquim da Silva Costa ; appella-
do, Manoel Ferreira Simes.
CooQrmou-se a sentenga.
Appellante. a viuva de Joio Vieira da CuDha ;
appellada, a fazenda.
Ficou adiado.
Appellaote, o juizo ; appellados, Oliveira &
Irmios.
Adiado.
Appellante, Antonio Jos de Carvalho Santia-
go ; appellado, Dr. Joio Jos Pinto.
Desprezacam-se os embargos.
Appellaote, o consol pottuguez ; appellado,
Manoel Jos Leite.
Reformada a seotenga.
Appellante, Domingos de Oliveira Dias ; ap-
pellado, Pedro Marques da Costa.
ConQrmou-se a sentenga.
Appellanle, Anglica Joaquina do Espirito
Santo ; appellado, Jos Rodrigues Lima.
Reformada a sentenga.
Appellante, padre Emygdio do Reg Toscano ;
appellada, a adminiairagao do patrimonio do Li-
vramento.
Confirmada a sentenga.
Appellante, Jacintho de Souza Barros ; appel-
lado, Jos Martina Lopes.
Confirmada a sentenga.
DIA DE APPARICER.
Appellado, Joaquim Carneiro de Azevedo Sor-
ra ; appellanle
Julgou-se deserta a aopellacio.
APPELJLAgES CHIMES.
Appellante, o juizo ;, appellado, Lucio Jos
Rodrigues e outros.
A' novo jury.
Appollanto, o^ promotor appellado, Venancio
Meirelles de Araujo Costa.
Improcedente. m^
DIUUOHCIAS CMIU.
Com, vista ao Se. deaomnaigadoB premotox da
justic.a as appellacoas crimea:
Appellante,, o promotor ; appellado, Joaqun
Francisco Cavalcaoti.
AppelUnte, o juizo ; appellado, Benedicto, ss-
l erar o.
JURY DO RECIFE.
3* SESSAO.
Dia S3dejnlho.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DR. JU1Z DE DIREITO DA
SEGUNDA VARA CRIMINAL FRANCISCO DOMINLES
DA SILVA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dino de Gusmo Lobo.
Escrivao privativo, o Sr. Joaquim Francisco
de Paula Esteves Clemente.
Entra em julgamento o summario criminal,
instaurado pelo juizo da subdelegada de S. Frei
Pedro Gongalves a 11 de julho de 1859 contra o
marojo da tripolagio da polaca hespanhola Fran-
cisquila, de oome Salvador Geoovez.
O reo aecusado de haver assassinado ao seu
camarade da tripolagio, Francisco Mayllor, em
urna das ooiies do mez de julho do mesmo
anuo.
Submeldo julgamento no jury de 24 deno-
vembro da 1859, sob a presidencia do Sr. Dr. juiz
de direito iolerino F. do Araujo Barros, (ora o reo
absolvdo, inlerpoado o juiz a appellago para ai
relagao do distiieto por nao se conformar com a
sentenga do tribunal.
Prvido o recurso, mandou o superior tribunal
que a causa fosse anda urna vez debatida peran-
te o jury.
Sorleiado o conselho de sentenga, ao qual foi
deferido o juramento dos Santos Evangelhos, foi
o reo interrogado, e negou a autora do facto que
Ihefdra imputado.
0 Dr. promotor publico, produzindo a aecusa-
cao, requereu a condemnagao do aecusado no
art. 193 do cdigo criminal, fazendo interrogar
perante o jury ao Sr. Jos Pedro das Neves, sub-
delegado da freguezia de S. Frei Pedro Gongal-
ves, cujos infaligaveis e diligentes esforgps
bem do servigo publico fot devida a captura do
reo.
Terminada a aeeusagao, o Dr. Jorge Dornellas
Ribeiro Pessoa fez a defeza do aecusado. concluin-
do por observar o juty que, na ausencia de tes-
temuuhas presenciaos do fado, nio podan: me-
ro indicios convencer ao conselho da crisaioali-
dade do aecusado.
Seguiram-se a replica e treplica.
Findos que foram os debates e resumid a dis-
cussao, presidente do jury propoz ao conselho os
seguintes quesitos, em conformidade com o li-
bello crime accusalorio.
Quesitos
l.oO reo Salvador Genorez, no dii 5 de mar-
go docorrenleanno, pelas 7 horas da noite, no
becro do Diogo, em Fdra de Porlas, freguezia de
S. Frei Pedro Gougalves d'esta ddade, assassi-
oou ao mi companheiro Francisco Mayllor. co-
mo elle rtenceDle tripolago da polaca hes-
panhola Francisquita, surta, no porto d'esta ci-
dade ?
2." O reo commetteu o crime com a circuns-
tancia aggravante da noite ?
3.aExistem circunstancias attenuantes a fa-
vor do reo?
Recolbeodo-se o conseibo sala das conferen-
cias secietas, respendeodo aos quesitos pela ir-
ma seguinte :
1. quesito.Nio : por 10 votos.
2. quesilo.Prejudicado.
S.'quesiloPrejudicado. f
(Estavam assignados).
Jaciotho Pereira do Reg (presidente).
Lourengo Nunes Campello.
Leopoldo do Reg Barros.
Joaquim de Paula Lyra Flores.
Manoel Jos Dantas Jnior.
Joaquim Faustino da Piedade.
Jos Mendes Salgado Guimaries.
Jos Antio de Souza Magalhies.
Jos Patricio de Siqueira Vaiejo.
Jos Feliciano Machado.
Alexaodre Joa de Barros.
Em vista dea respoalas do jury do sentenga, o
Dr. juiz de direito, presidente do tribunal, la-
vrou e publicou s sentenca final, em quo absolve
ao reo e condemna a mumeipalidade as cusas
do processo.
E' adiada a sessao para o dia 24 do corrente
em que ser suDmettido julgamento o reo An-
tonio Raymuodo de Miranda, tendo por seu ad-
vogado ao Dr. Antonio Borges da Fonceca.
ERRATA.
A casa de sobrado a. 6 da ra da Conceigo
pertencenle a Manoel da Silva Santos foi collec-
tado por *:U08a000 e nio por 4008000 como foi
publicado no da de bontem.'
as
DIIRIO DE PERlUfWBCO-
Pato vapar lapiiis recbeme noilcise do
Cesti; at 18, do Rio Waode do Norte at 21 e
do, Parahyea al 2 ao> carrete.
Carta. Partir ti, pararaje, o Dr. Fov
na Ubmo, ebefa do aoikie, afia do assistir
alaigao qa so deve aili proeedar, em consoauoo
ca de haver a assoosola geral ano osado a fsita
em dozsotbao.
Pessoa fidedigna, vinda no presente vapor as-
segura-nos quo torrara no Sobral, com alguma
inlensidade, a febre amarella.
Rio Grande do Norte.Eis o que diz o nosso
correspondente:
O Cruxtiro do Sul, que parece haver ss res-
poosabilissdo de saldar com a sua brevidade, o
rapidez as demoras, e decepges do Param, que
para fallar a verdade, j vai sondo o fallecido 5.
Salvador resauasitado, passou por aqui te aco-
dada, e inesperadamente n maahia de 15 do
corrente, sem duvida para toro gostioho do che-
gar ahi o da 16, que mal sao deu lempo para
feixar a carta, quo me apanhou eaorevendo e que
por esse motive ni foi completa, como ira se
elle ao menos houvesse chegado, come t* fazer.
a 4 hoiao da tardo; a que me obrigar portanto
dirigir-1 he esta pdo Sr. Jaguar ibe, par contar-
Ihe o resto, e mais alguma cousa, que tenho sa-
bido.
c Al esta dala nio temos, que eu saiba, no-
ticias do Sr. De Leao Vallse ; tal o isoUmeu-
to, em que vivera as povoagoes testa provincia
urnas para com as outras, especialmente do cen-
tro para com esta capital, aonde s vem de fra
ella, quem tem negocio orBcial, que sabemos
muito mais depressa, do que se passa nesse Per-
namaoc, do que nia do que succede em nossas
comarcas do Ass, Sendo, e Miioridada: por.
aqui mesmo em torno da capital passam-se cou-
sas, que s depois de muitos dias, que se vem
saber. Se urna verdade, o que dizem os pu-
blicistas, que a reuniao do homens em socieda-
des o meio mais fadl, e expedito de os dvilisar,
devemos crer, contrario senso, que o seu so-
lamente o caminbo mais curta para os barba-
risar. Se este axioma da adeuda do governo nao
pecca nem na materia, nem na forma, se nos
permitlido fazer applicago de seus principios ao
estado, em- que sa acba esta provinciano tocante
suas corarnunicages, e relagoes internas, se-
remos forgados couessar, que ella esl lio loa-
ge da civilisago, quaoto eu da saber escrever
cartas, que meregam ser lidas por pessoas enten-
dida vea prova desta ultima comparago, quo
me dia respeito, que talvez a maior parte dos
assigoantes do Diario aqui na provincia, anda
nao sabe, que elle tem nesta cidade um corres-
pondente; alguns seahares de eogeaho, quem
tenho pevgunlado, se leram a correspondencia de
tsetos de tal mez, responder-me com a maior
iogenuidade, queno=, pois que s assigoam
o Diario para saber do prego do assucar, e no-
Ihes resta lempo, nem tem partencia para lerem
prosas, e mentiras de correspondentes ; pelo que
j urna vez, ou duas lhe disse, a agora anda re-
pito, que eslou muito convencido, que s escre-
vo para Vmc, e fra de Vmc. para o Sr. E. A.,
autor da Resenha Martima, quando ahi residia.
A emergencia mais notavel, que apparec
agora na poltica desta trra, e a declaiaco do
Ato Grandente do Norte em opposieo ao De A de- .
lino Antonio de Luna Freir, secretario do go-
verno, e encarregado. in partibus, Ida adminis-
tragao da provincia na ausencia do Sr. Dr. Leio
Velloso.
Em um artigo impresso no numero 116 do
16 do eocrenle, e que tem par epigrapheAo-
Indio aldeio, correspondente de um jornal cUsta
cidade, que afirma o Ato Granense ser o re-
ferido secretario, faz-lhe elle aecusacoes de um
carcter verdaieiramenta grave, urna das quaes,
palo menos, derramou urna como que espede de
alarma em todos os espirito das pessoas, que se
inleressam nos negocies pblicos do paiz; vem
ser, que o Dr. Adelino, depois de asseohorear-
se, por meio de calumnias, e intrigas, da situa-
go no lempo do Sr. Dr. Jos Beato, cavou a
ruina, e preparou a queda desse administrador
iaexperiente, e que agora ioculcando-se influ-
encia para com o Sr. Dr. Leio Velloso, parece,
que o quer levar ao mesmo predpicio, que ar-
raslou o seu aotecessor. Ora pelo qae diz res-
peito ao Sr. Dr. Jos Bento nao vale a pena pres-
crutar-se o negocio, por que. eomo diz um rifo
anligo,ogoaspassadoi ndo fazem moer moinho :
nao assira porm quaato ao Sr. Dr. Leio
Velloso, porque a sua administraco a nossa
actualidade, e as actualidades pesam muito mais
sobre nossa seosibilidade, do que nao o passado,
ou o futuro. Verdade que o mesmo Rio Gran-
dente nos assegura, quo S. Exc., o Sr, Dr Leao
Velloso, nao hornera de receber inspirages
exclusivas de pessoa alguma, para smenle obrar
em virtude deltas. Felizmente eu abundo, e creio
que commigo abuodaro lodosos homens sensa-
to*, ueste ultimo peosameato do Ato Granense
do Norte, o carcter de independenda do Exm.
Sr. Dr. Leio Vel'oso, e sua illustragio, j pas-
sam por [actos consumados no Brasil.
a Entretanto a prudencia aconselha, que nio
emitamos opinio alguma sobre taes aecusacoes.
em quanlo nao apparecer a danesa da Indxo al-
deioquando Dos nos deu dous ouvidos, me
dizia um velho, foi de proposito, e caso pensa-
do, para que titesemos um para ouvir o autor,
e outro para escutar, o que diz o reo : nada de
preciptar as cousas ; deixemo-nos estar socega-
dos, que a electricidade do Lempo, que segundo
a eogenhosa comparacio do moralista Eusopo,
corre to veloz, como um bomem, que deslisan-
do-se pelo gume de urna navalha nio secortasso
nella, tudo nos hade trazer porta, e offerecer
ao nosso couhecimente, e curiosidade.
No mesmo numero do Aio Granense se Id
urna declaraco do Io do corrente, assigoada pelo
Claudino Jos Raposo, na qoal contesta este so-
nhor, que suppooho ser o capito da barca-
Atrevida, que ella arnbasse este porto por
estar desarrorada ; affirmando, que o fi/.era, en-
tre outros motivos, por falta de agoada para os
passageiros, que conluzia. Ora como nio fossem
s o Dous de Dezembro, e o,Constitucional, aos
quaes se refere o Sr. Claudino-, que dessera essa
noticia, e esse motivo, senio eu tembem Vmc.
em miohe ultima carta de 15 deste, referindo-me
ao que publico nesta cidade ; son por isso tor-
eado responder ao mencionado Sr. Claudiuo,
que anda mesmo dado o caso, que fosso por
falta da aguada, que elle aqui arribasse, nem
por isso deixaria de merecer censura am navio,
que sahiodo dalli de Pernambuco arrbou aqui
to perto por nao ter agaa para seas passageiros,
sahiodo daqui arrbou no fira de tres dias Je-
nipab, e sahindo de Jenipab j arrbou pela
tereeita vez na Petetinga, onde sem duvida es-
tar fazendo aguada at, que algum vapor a v
dalli tirar, ou qoe os ventos, e as correntesas
mudem, para o levarem entao pas, e i salve-
mente para esse porto de Pernambuco.
Louvo-me no llustrado autor da so excellen-
lementa bem escripia Resenha Martima,
par qae elle declare se na historia do mar so
encontra caso-semelhanle, de um navio discorrer
por urna costa abaixo fazendo arribadas de porto
em porto, por falta de atoada, havendo alies agoa
perenne, abundante, seudavel e inexgolavel em
cads um desses raesmos portes ; corto o Sr. E.
A., de que eu naoeppetto de sea decisio, seja
ella qual fr, nem mesmo lhe opponho embar-
gos ; pelo contrare, quando elle a proferir, a
mioha resposta ser esta magister dixit a
nem mais tugir, nem mugir; pois o que quero
somente, ser convencido por juiz imparcial.
Corriam j bastantes dias, sem que aqui se
recebesse alguma noticia melanclica, respectiva
a seguranea individual; agora porm se soube.
que na noite do dia 13 deste mee, indo os do os
irme Tertuliano Jos de Bnto e Manoel Flix
de tal, dar urna sorra em Aona Marta da Concei-
go, moradora no engenho Morrinhoi do termo
do Cear Merim, succedeu, que quando estavam
elles em obra, acodisse aos gritos da mii, seu fl-
Iho Francisco Caetano, rapaz de vioto annos mais
ou menos, e que centfo igualmente accommeiti-
do pelos ggressores, que o espincavam, leos
mi de urna lacea, e com ella matou instant-
neamente i Tertuliano Jos de Brito o deixou
por morto Manoel Flix ; sendo porm preso,
foi remedido para a cadeia desta cidade, onde so
acha recolhido.
0 termo do Cear-Merim, por sor aquello da
provincia, que em razio da fama de sna riqueza,
e noticia dos altos jornaes, que se all pagam at-
trahe sea seio maior numero do individuos,
que sem grsode impropriedade podemos chamar
sans euttotes, est por isso tambem, mais
que nenhum outro au jeito i pasear por estas o
outras que taes desgraeas.
Se polica tiveeie e podesso eollocar orna
Braca sop do cada urna chossa, em que moran
esees meo seohora, parees quaes a lei o sea.
alindo, o juis so nartao, cansa s sua vin-
ganga e a execogo o seo ccete, anda bem ; po-
dra-so presomrr, que o numero das ratdidaes
dimioursee muito : mas nao sendo, cerne do fac-
to nao isto possivel, o recorso portier para
vagarosa aceto do lempo, para a progresso da
crrtttsacae asis HAcazmenre anda para a kt-
faltiatlisade da castigo, que como dizem o cri-
minalistss, deveacorapaeinr o esao, da mesma
ha ata qae sai ora acoro pan ha g corpo.
Toes Iba mandado- draor, qoe nao- 6- tanta a
rarta do moa** (asu adaHmeats algarada pelos
I


JZ
U*K) Al MMAM0QOO; <* JURW l&A t4
especulador* do papel garalujado), cono mes-
mo a abundancia dos gneros aitmeaticios, quero
os '?? .r1*0 drac,r PrS Tfora ahi est
aos Iwlee que. alfeodegt desta ct&ade teo feito
nestes das das canquilharias da barca americana
Carolina, yinda de Boston, e que estere pegada
ai Maracajah, as quaes tem dado presos exor-
Sitales, que tem feito pasmar todo mundo,
recordando o lempo enturse, em que se dar
por urna bagatella urna mo reta de moeda pa-
pel.
Agora mesmo acabo de 1er na carta do com-
padre proTinciano. na Ordem n. 211 de 16 do
corrate, o segtrhrte trecho na segunda cohimoa:
Todos se quehcim da falta de dinheiro, mas
Isso s se di na algibetra do brasileiro; os es-
* frngenos nao sentem os effeitos da cnse, en-
t*s pelo contrario estio amontoando capitaes,
comprando e edittcando ricas proprieoades,
frequentendo theatros, jogande forte as lote-
c as e na banca, laxando, ote etc.
o Na teoho dunda m confes-ar que adopto
textualmente esta optnio do eompadre cortezio;
e com tanto avaSs praier quanto esta' recouheci-
do, que esse fiel compadre simultneamente
um profundo observador, e einda mais profundo
pensador. Verdad* seja, qoe para este resultado
da erremataeio muito tem coweorrido a probtda-
de, o selo, a actividade e conhecimentos pratteos
do Sr. inspector I.ei* Fraocisco de Helio Caval-
anti. >
Prftye;. -a liste v* entre nos o Exm. Sr. D. Antonio de
Macado Corte, bispo da diocese do Para, e este-
ce hospedado no palacio do geveroo.
Tiremos occaiao de fipproximsr-mo-Tios do
digno prelado e d* Oeijar-lhe su annel. Tinha-
mos aformacoes mnilo lisongeiras das virtudes
< talentos do Sr. ft. Antonio, mes nao podamos
afiliar at onde erem exactas essas informales;
noure oecasiao para termos opiniao nossa.
O 8r. D. Antonio, em companhia do digoo
presidente desta proviocis, o Sr. Araujo Lima,
de Dr. ohee de polica, vigario da capital e ou-
trts pessoas gradas, visilou eos tres convenios de
S. Francisco. Carmo e S. Beato, e as igreias an-
ri/, Rosario e Misericordia.
a A ff.biii.taie sj, bxc. chamo nossa tt-
ieo^ao; pproximamo-nos podemos coohecer
at onde chega a bondale de sea corelo. O ri-
so por sssim dizer perenne em seus labios ;
mas o riso que exprime a pereza d'alma. Vrmo-
lo entre os doenlos do hospital, qual pai cari-
nhoso terno a prodigalisar caricias a filhos
queridos, era digo* de tr-ie esse espectculo.
No luto onde exista um doente, cuja moles-
tia concoma para qae em roda delle pairasse
urna atmosphera corrompida, ahi fot que S. Exc.
mais se demorou e pode conseguir qae esse doen-
te se conessasse, o qoe nao quera o mesmo
iszer.
O Sr. O. Anteo deixeu eenhorados a todos
es que.se lhe approximaram. Hoje acreditamos
que o finado arcebtspo da Baha tinha razio
quaodo disse que tanta virtude e tanto talento,
eram raros em tao pouca ida Je.
O Sr. Anujo Lima den ptimo tratameato
ao prelado do Para, hospedou-o com muita bon-
dade e coocorreu para que S. Exc. tivesse um
luzido eeompiahameBto na oecasiao do embar-
que, era que recebeu a continencia de urna guar-
da de honra.
6. Exc mandou distribuir esmolas polos po-
bres do hospital da Santa Gasa.
Deus se amercie do digno prelado e o Espi-
rito o elemioe I Amen.
O Sr. Araujo Lima contina a bera gerir os
negocies administrativos da provincia. Espe-
ra-se que S. Exc, em seu relatorio na prxima
reunio da aasembla provincial inicie as medi-
das convinhareis a urna melhor destribuicie da
receita, e peca cortes i despezas que pezam sos
cofres provinciae8.
O numero de deputados aiuda diminuto
rjesta capital; sendo que a maioria mora no in-
terior.
Chegou o Dr. Felisardo que estere na villa
do Pombal, onde se demorou quasi dous anuos
pofsnotivo de molestia.
Foi finalmente reconhecido deputado o dis-
tiocto Panhybano, o Sr. cooselheiro Antonio
Jos Henriques, que fdra envolvido em duplica-
tas com o Dr. Jlo Leite Ferreira. E' mais urna
prora da imparcialidade e justica das decises
dos escolhidus da naci.
Os negocios de Mamanguape amainaram,
visto a promptido das medidas tomadas pelo
Exro. presidente da provincia, de combinacio
com o digno chele de polica, o Dr. Neivas.
a Naquella cidade ha elementos que sao pre-
cisos deslocar; pois melhor antes pre/enir do
que depois remediar. O Despertador faz ensi-
nuaces bem transparentes, e de novo louva as
medidas tomadas pela administrarlo.
Na madrugada de honiem foi assassinado,
com urna puohalada um pobre mendigo que dor-
ma em orna casa aberta as aproximares do
centro desta capital. E' ignorado por ora o mo-
tivo que dera lugar a esse assassioato, mas cons-
ta-me que a polica ha empeohado seus esforcos
no descobrimeoto do criminoso.
Communicados.
Gabinete portaguez de leitura.
Urna justa represalia,
III
Pesa-nos continuar neaaa fastidiosa lula, que
nio pode deixar de produzir um mo effeito pelo
menos ; isto que se saiba que entre os poucos
membros da pequea familia portugueza resi-
dente nesta cidade, existen desavengas por mo-
tivos reprovados, como que denunciando um
certo vicio de conformac,o nesse pequeo corpo
social, formado tao somante de cidados portu-
guezes.
Para evitar amargas e sinistras ioterpretacoes,
quiz o coDselho discutir em familia o projecto de
reforma ; e das suas proprias resolucoes, sppel-
lar para assembla geral dos socios accionistas ;
nm cujo seio dara os motivos do seu procedi-
mento ; sem a menor offenSa nem aggravo aos
membros da commissao reformadora. Tudo se
lea passado assim em familia sem escndalo ou
sem repetidos e seosiveis desgostos.
Nao o entendern), porm d'esta arte os mem-
bros daquella commissao; e antes de que o
negocio tivesse seguido o curso ordinario, que
deveria ter, appullaram para a imprensa sob o
aoonymo; ou antes para a calumnia, para as
injurias, para a intriga, e para o mexerco.
Foram elles os provocadores desse escndalo,
que devemos deplorar como patricios, ou mesmo
como irmos ; foram elles que nos chamaram a
terreirn, e que teriam solapado o nosso estabele-
cimento, seno livessemos opposto urna con-
tra-mina.
O conselho nio poda deixar de levantar a luva,
posto que enlameada, dos dous socios dissiden-
tes, visto que afinal, nio era contra as pessoas dos
membros do conselho, mas ao proprio Gabioete,
que ella era Untada. O conselho pois est oo seu
posto, anda que com armas desiguaes : para a
calumnia basta-lhe a verdade, para asiojurias o
mais profundo desprezo.
Para confundir os nossos calumniadores, bas-
ta-nos a sua propra obra. Sois ambiciosos, di-
zem elles; queris perpetuar-ros no poder e na
gerencia do Gabinetal E qual a prova em que
fundis a vossa assercio? Qual o documento
nosso, que a indusa ao menos a crr em seme-
t lhante preteocinJ Filhos de urna eleigio ex-
ponanla, outrai;io nos arredar ou nos re-
-conduzir, porqug nio somos perpetuos, nem
socios benemritos vitalicioi e inamoviveit l
Vamos agora provar com documentos irrera-
gaveis, qu ambiciosas sao os taas raXorsMdarao;
qae esqueoendo aquella simples delioadeza. qoe
deve ter lodo o preposlo, a respeito do seu cons-
tituale, foram-te logo aquinhoaado na prpria
obra que Ihes fra encarregada, nio para aeu
proveito. mas em beneficio da sociedad.
Para evidenciarmos a verdade do que acabamos
da dizer, copiamos textualmente o qae ioseriram
aa reforma os dignos socios benemtrilot para si
de presente, e para outros qua taes de futuro, se
assim Ibes conviasse algum dia; porque para estes
mesmos soberarfl elles crear novos empeci-
Ibos. Eis ahi as taes reformas :
CAPITULO X.
Art. 63. Podero ser sacies benemritos:
a 1.a Os socios effectivos oo goza de seus
diCUM tfvenai prestado ao Gateaste ser vi-
cos eitraordiaanos e relevantes, assim cualifi-
cados unantmemere pela directora, que tive-
ssem sido commemorados no relatorio annual,
qae tWer sido appresenlado e aprovado pela
aasembla geral.
t Art. rj*. Os socios Jemmervoi gosarao daa
regala teguintef:
9 t Serio considerados contelhn* effecti-
vos conforme o att. 36 [isto juntamente com
os que oeem eleitos pela assembhla geral] po-
dendo iimtir, propr, nqmmr, tete. 0c. ele.,
no con$eJm> deliberativo em Hotkn as materias
da competencia desta corporacle
*%2.*Podero exercer quaesquer funecies
ao Uabincle, sem que haja incompatibiliaade
alguma com as reea/t'a, que tem no i ontece-
alsataW
8 S Quando estiverem anenles desta pro-
vincia, gosarao das regalas concedidas aos socios
correspondentes.
4. Se por circumsieocias nao poderem
coninbur com as meosalidades, serio dallas
isentos.
c Art. 65. 0 titulo de Benemrito i ptrpttuo ;
salvo se o ocio Ior eliminado em virtude do
art. 21 7.* (iato extravio de fundos da socie-
dada.)
Beixemos ao simples bom senso dos nossos
consocios o ajuisarem da lealdade dos reforma-
dores, que por ciusa das dovidas se foTam en-
caixando no conseibo e na directora ao mesmo
lempo; lugares alia* incompativeis por suas
naturezas, visto que o estatuto os coostituio sta-
laia vigi ura do nutre: aporque tambe m
eiercem tuneces ioteiramente distinctas; ao
paseo que a directora tem de cumprir e fazer
cumprir as deliberaces do conselho.
Considerados os benemritos conserheiros effec-
tivos, de qnanlos membros se eorapoe neste caso
o conselho? Pois quando o estatuto marca nu-
mero certo para esse corpo deliberativo, porque
aasim jutgaram acertado os instituidores, pode
urna simples medida da directora alterar esse
numero declarando novos socios benemritos?
Quando o estatuto estabeleceu a gerarchia
administrativa da sociedade, entre um conselho
deliberativo e ama directora nomeada pele
mesmo conselho, tem em vista dar toda a forca a
este corpo eemo o primeiro representante da
sociedade, porque o nico que ella ellege, dei-
xando i Yesponsabilidade do mesmo conselho a
escolha da directora.
Como pois a vista dessa organisacio. que
inalteravel, porque acouipanha a existencia da
sociedade, pode dar-se a anomala de conselhci-
ro vitalicios, e ae mesmo tampo directores per-
maneases? Anda mais, a directora Romeada
pelo cooselho esta-lhe subordinada, tanto que
ate a pdde demittir na conformidade do 2. do
arU 38 do estatuto vigente; entretanto dar-se-hia
Umbem outra aoomalia, isto cooselheiros
amoviveis demittido a directores permanentes!
Todava, nao aiconcaram oo nio eompfehen-
deram oa nossos reformadorea todas as anoma-
las, todas as eontradicoes, todo o ridiculo de
semelnantes muertos! Nao de certo, porque o
flzeram! e o fizeram, dSo por mera imbecilida-
de, mas peta cegueira de seas ambic.oes de seus
eaeaqaiohos interesses, embota estas ambires
viessem desvirtuar o nosso importante estabele-
cimento I
A regra invariavel, estabelecida pelos institui-
dores, desde o comeco do Gabinete ou da socie-
dade, foi que todos os preposlos, todos os agen-
tes, quer deliberativos quer executivos, fossem
de plena eleir;o; tomando a si a assembla
geral a resoansabilidade da eleigao do conselho
e deixanoo a este a da escolha da directo-
ra. Neste caso nao existe, nem pode existir
fuocciooario algam permanente, nem ioamovi-
el, porque a assembla geral, que ellege o con-
selho, tem a altribuigio de o demittir pelo 5."
do art. 34, do estatuto vigente ; e o conselho,
que nomeia a directora, Umbem tem a mesma
attribuiso a seu respeito pelo 2. do art. 38
do mesmo estatuto.
Por tanto, nio s a letra como o espirito das
oossas instituirles repeliera a permanencia, e
muito maisa vitaliciedade de agentes ou prepos-
los, que ellas desconhecem, como contrarios ao
bom regime e goveroo da sociedade.
Onde pois se encontrara a respoosabilidade
desses agentes, se elles nio dependem da aasem-
bla geral, nem do conselho, para a sua eleicjio ?
a quem responderism elles por suas fallas, se
nio podem ser demittidos? Sem a menor de-
pendencia, sem a menor respoosabilidade elles
seriara os verdadeiros dictadores da sociedade.
Suppoode, que a directora, de que fazem parte
os socios benemritos, d urna queixa assem-
bla geral contra o cooselno, e que provada a
queixa, procede a mesma assembla demissao
do conselho, na conformidade do 5.* do art. 34
j citado ; perguntamos: ficam tambem demitti-
dos os mesmos socios benemritos, que deram a
queixa, visto que fazem parte ao mesmo lempo
do conselho?
Para evitar essa e3travagancia, esso absurdo,
pensaram muito bem os instituidores, quando
permittindo ao conselho escolher d'entre seus
membros algum oa alguns dos directores, deter-
minaran! que estes perdessem seus lugares no
conselho, sendo chamados para preeoche-los os
seus substitutos. (Art. 57.)
* Nio parara ahi as espertezss dos dignos socios
reformadores; elles foram mais adiante ; e para
evitarem a concorrencia na prebenda da dupla
potestade, no conselho e na directora, trancaram
a porta a novos socios benemritos, exigiodo a
unanimidade da directora na proposta; dessa
mesma directora, de que elles fazem parte per-
manente !!
Ora, pelo estatuto vigente ( iO do art. 46)
directora curapre propdr ao conselho. para be-
nemritos os socios, que estiverem as condi-
ces do 3.* do art. 18 ; e como o mesmo esta-
tuto permitte que a directora trabalhe com a
sua maioria, isto com tres membros, os taes
socios permanentes, seriara os nicos habilita-
dos para propdr ou recusar a graga de benem-
rito a todos quantos a merecessem por seus ser-
vicos, por sua generosidade. ou por actos repe-
tidos de ioteresse e de solicitude pela socie-
dade.
AtnrJa outra bypothese. e esta mais seria. Su-
ponhamos que se conluiam alguns socios com
os dous socios benemritos, o que por exforgos
destes entrara tambem no numero dos prevllegia-
dos; e assim juntos possamexceder o contin-
gente, que forma o conselho, e muito mais o da
directora; perguntamos: quem neste caso lhes
ira mi, se elles prevaleciam tanto em urna
como na outra dessas corporales? quem os de-
mittiria se pelo novo estatuto eram constituidos
vitalicios e permanentes ?
Seriam pois tao nescios os taes socios refor-
madores, que por ignorancia, ou por singelezs,
cahissem em taes desvos, ou commetteasem se-
melhantes despropsitos? Nao de cerafpigoo-J
rantes podem ser (sera offeosa da sua sapiencia),
mas nescios, imbecs. stultos; isse nio; faze-
mos-lhes inteira justicia. O que flzeram foi mui-
to meditado e de proposito; sement um poaco
deshonesto e at immoral, porque ninguem se
aquiohda a si, faltando boa f do seu manda-
to; mas nio o fizeram por tolos 1
O que cumpria ao conselho fazer neste caso'
a vista desses absurdos, dessa -fraude (permit-
a-se-nos a expressio), dessa violacio manifesta
do principio ioconcosso de eleic,ao, que rege a
nossa sociedade ? O conselho fez o que devia :
riscou todas essas innovaces incongruentes e
anmalas, e restabeleceu a doutrina alterada od
estatuto rigente. E fazendo-o assim, nio irro-
gou injuria nem aggravo aos socios reformado-
res fez apenas o seu dever, e nada mais.Anda
follaremos.
O Conselho.
Correspondencias.
Srs. redactores.A' vista da publicado a pe-
dido inserta em seu Diario de 19 de jnnho do
eorrente anno em que se trata da urna denuncia
dirigida ao Exm. Sr. presdeme da provincia con-
tra mira, cumpre-me dizer, que ancioso espero
[que a Exm. Sr. commandante das armas mande
acyndicar dos fados de que sou argido, poden-
do desde ji afirmar que os autores d'esse trama
sao os capites Antonio Luiz Duarte Nuoes e
Luiz Francisco Texeira, aos quaes subsiituio oo
commsndo do destacamento da artilbaria em
qae ara cetro, figurando lalvez como denuncian-
te srlguns oarentes delles. Em lempo opportuoo
patemeare ao publico quaes as causas que mo-
veram essas dous offlclies despeitados a darem
eemeihante passo, certos de qae continuare! a
proceder como at aqut, cumprindo restrictamen-
te com os deveres a mea cargo, cooservaodo o
destacamento sob a meihor ordem aceio e disci-
plina para o qae appello para o Sr. major Sebes-
tiio Antonio do Reg Barros, ex-commandeote
deste presidio, que ora segu para essa capital e
para as pessoas isonarciaes, devendo declarara
esses meus gratuitos inimigos, que a arma da a-
(urania com que projecUm ierir-me, lalvez seja
costra elles vibrada,..
Quartel de mlnha residencia no presidio de
Fernando, em 17 de julho de 1861.
Jos de Gsrqoea Lima, ^
Public.des a patudo.
c*
Os abaiio assigoodos, jamadas deate tosesn, que
fuacciooaram a sea si a d jury, se sil sha sin
encerrar-se, awsniwtsasrts paaitiiiialfil |iulsj eae-
neiras dooeis e affaveta, topregadas pelos illue-
tree Brs. jriz dsdiratto AtUonio BaovqtH de Lima,
e BTOOMtor IMaMsas aagnelle daeadBsansga, a
todos oa sao atentos em que se regia* os hu-
xo assignados, fssjiiiiallm as rriboeNll, tpo-
taneamearte arantfeetsm esa agradeomentos a
estos obres tsaveiarerr*,* nutorisaa soSr.Tho-
maz Pereira Pinto, pera nm seas nomes mandar
publicar pelos jomaos desta provlneia, os seoti-
mentos de que se echam possuidos ; sendo esta
puWjcsoio sellada com os nones dos berta as-
signados.
Tribunal do jury da villa do Ouricury, l de
julho de 1861. "
Tbomaz Pereira Piulo.
Antonio Ferreira Lime.
Geacalo Jos Rodrigues Ceelso.
Martioho Rodrigues Coelho.
Raimundo Roirigues Daraesceno Coelho.
Francisco Jos Barbosa Velhioho.
Alexaodre Jos Barbosa Bahiaoo.
Jos do Reg Barros.
Ignacio Rodrigues Coelho.
Amaro Pereira de Mello.
Thomaz Pedro de Aqulao.
Joio Severo Aires.
Antonio Pedro a Silva.
Jos Francisco dos Santos.
Daniel Rodrigues dos Anjo*.
Antonio Luiz Peixoto de Barros.
Joio AUes do Reg.
Manoel lleudes da Silva.
Malinas Pereira do Valle.
Jos Lopes do Nascimento Jnior.
Manoel Lopes do Nascimento.
Jos Malaqoias da Silva.
Hanoel de Souza Meodes. *
Joio Lopes do Nascimento.
E8equiel Francisco do Nascimento.
Reginaldo de Castro Bittancourt.
Joaquim Juslo da Cruz.
Raimundo Antonio Gon;alres Vianaa.
Clementino Jos Delmondes.
Apc linario Ribeiro de Araujo.
Joio Mendes de Souza.
Jos Gregorio da Luz.
Germano GoD(alves de Olireira.
Mmpel Jos Delmondes.
Manoel Francisco Aletandrino.
Zacaras Jos de Amorim.
Antio Pereira de Alencar.
Paulino Ferreira Bispo.
Joio Antonio de Oliveira.
Jos Antonio Gongalves Vanos.
Si ma laogue embarrsas
Pour reveler ma pens
Pouvais creer des accent!
(Lamartine.)
Ao mrito..
Os abaixo assignados veem ante o respeitavel
poblico patentear suas gratiddes pela louvavel
lembranca que tiveram os dignos Srs.: professor
da cadeira preRminar do RioFormoso, Juvioiano
da Costa Monteiro e Innoceocio Aotunes de Faras
Torres, effieial da secretaria de tribunal de cam-
mercie, delecer-lhes elogios tao lisoogeiros, an-
da que nao merecido?, commemorando osannaes
de seu finado pai.
Meus charos amigos, nos nio temos expressoes
para agradecer tanta delicadeza e bondade, por
isso nao seremos mais extensos; porm podem fi-
car convictos de que, se lhes fosse dado, l.- os
nossos corajes, nelles nio achariam seno a gra-
tidio o verdadeiro e eterno reconhecimenlo.
M. S. V. L. Albuquerque.
_ ,t H. de A. Vascoocellos.
Parahiba, 25 de julho de 1861.
Tributo ao verdadeiro Iriumphddo
mrito.
Testemnnha oceular do que se passa oo recin-
to dos eatabelecimentos de caridade desta cidade,
com especialidade no grande hospital, nao pode
mos olvidar o dever de congratularmo-nos coro
os nossos comprovincianos pela aceitada escolha
do pessoal que governa tao nobre instituto, e
pois somos forrados a patentear o quanto nos a-
bysraon o festejo de hontem 19 de (ulho, aniver-
sario do fundador da ordem deS. Vicente de Piu-
la ; por quanto alera da boa ordem e respeito
que presidio a tu lo, tiremos de appreciar e de-
senvolvjmento das menores educandas, entoando
melodiosos cnticos a Virgem Soberana, com um
primor que impossivel discraver.
Sao estes os verdadeiros loiros que colhem a-
quelles, que desinteressada e religiosamente se
prestara a humanidide desamparada ; e pois ufa-
nero-se esses dignos caracteres da verdadeira ca-
ridade de serem devidamente admirados do mun-
do sensato.
Acceitom por tanto, o Exm. Sr. dezembargador
provedor, os llms. Srs. mordomos. e as Exmas.
irmias de caridade, particularmente a sexagena-
ria irmia Duboss, os vivos applausos de quem
anda qua pequeo empregado sabe reconhecer e
acatar o mrito de seus superiores.
Recife, ao de julho de 1861.
COMMERCIO.
Caixa Filial do Banco do
Brasil emPernambuco
A directora em virtude do aviso de 8 de la-
sao prximo passado, declara que fica prorogado
por mais 60 das o prazo marcado pelo rl. 4* do
decreto n. 1685 de 10 de novembro do anno An-
do, para a substituido das notas de 20$ da emis-
sio da mesma caixa, o qual linda em 19 de se-
terobro vindouro.
Caixa Filial do Banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.O secretario interino, Luiz de Moracs
Gomes Ferreira.
A directora da caixa filial do banco do Bra-
sil tem autorisado ao Sr. thesoureiro da mesma
caixa a pagar o 15. dividendo do semestre pas-
eado na razio de 8g500 por acQio, de conformi-
dade com as ordene recebidas do banco do Bra-
sil. Recite 15 de julho de 1861. O secretario
interino, Luiz de Moraes Gomes Ferreira.
CAIXA FILIAL
no
BANCO DO BRASIL.
EM 23 DE JULHO DE 1861.
A caixa desconta letras a 10 ",', sendo as de
seu aceite a 9 %. toma saques sobre a pra^a do
Rio de Janeiro, e recebe dinheiro ao premio
le 8 / ______
NOVO BANCO
rLllYlvIltICO.
1 13 DE JULHO DE 1861.
O banco descoota na presente semana a 10 /.
ao anno at o prazo de 4 mezes e a 1S 7, at o
de 6 mezes, etoma dinheiro em contascorreles
simples oa com juros pelo premio e prazo qae se
cenvencionar.
Praca do Recife 23 de
julho de 1861.
AA quatro horas da tarde.
Cotacdes da jauta de corretores
Cambios:
obre Londres- 251(8 d. por 11009 90 4. ta
vista.
Aocoes :
Da Cempsakis de Beberibe 53 oda me.
Leal SevePresidente.
Frederico Guimariessecretario.
360:63|M*
tendiaeste de da 1 a SQ.
Mea do dit 3. .
Hovltaento afta alfaaslesra.
Volamos estrados eom faaesdas..
> oa gneros.. K6-
Volamos
S 4
sabidos cem
com
fazsnd s.,
eneros..
-~- 126
et
397
------464
Descarragam hoje 24 dejslho.
asaca omericaoaAaelia-mercadoriaa.
Bngue portuguezSeboraoobaUas e cal.
Barca inglesaColinacarvJm s forro.
B>tgue iagleaRelUncetrilhea.
Barca oglea8ahzaercadoas.
Polaca hespaoholaEsmeraldacarne de char-
que.
Polaca hespanholaIndiadem.
Pa Iba bote americano Mntesemercadorias.
Hiate nacionalExalaQogneros do paiz.
lasparta^ae.
Brlgue pertuguez cSoberanon, rindo de Lisboa,
consignado a
98 caixa batatas, 50 barris toacinho, 50 ditos
vinagre ; a Tasso j Irmio.
50 barris azeite de oliveira ; a Joio da Silva
Regadas.
50 caixas batatas; a Marcelino Jos Goncalres
da Fonte.
1 caixote escarradeirss de metal: a Gsr'taTho
Nogueirai C.
310 caixaa batatas, 150 molhos sebolas, 1 cai-
xote agoa das caldas. 3 volumes charutos e taba-
co; a Ao ionio Agostinbo de Almeida. capitao do
bngue.
2 barris milo de amendoa, 1 dito nozes, 2
ditos castaoha pilada, 1 ditos presuntos, 1 sacco
cominho; a Francisco Fernsndes Duarte.
| volumes btalas; a Jos tetxeira Bastos.
25 caixas sebolas; a Joo Carlos Coelho da
Silva.
55 saceos feijio, 25 barris ezella doce; a Tho-
maz de Aquio I'imseca.
400 barris cal, 160 ditos toucinho, 400 Caixas
batatas, 15 barris azeite doce, 35i molhos, 206
caixas sebolas.
50 barris vinagre ; a Can ha Irmioat C.
1 caita sapstos de tranco ; a Antonio Augusto
dos Santos Porto.
100caixas batatas; i Azevede & Mendes.
50 ditas ditas ; a Silva Santos.
29 ditas sebolas, 103 ditas batatas ; > Antonio
Jos Duarte.
50 ditas batatas, 25 dilas sebolas; a Jos Fer-
nandos Ferreira.
Palhaboie americano eW. L. Montaghe, rindo
de Philadelohia ; consignado a Hatheus Austin
& C, manifestoo o seguiole:
32 caixas chi, pesando 1724 libras, 20 ditas
panno de algodio azul, 300 barriquinhas bolachi-
nhas, 1153 barricas farinha de trigo; ao con-
signatario.
figaortacao
Dia 22.
Brigue nacional blinda, para o Porto e Lisboa,
carrejaran) :
Jos da Silva Loyo Jnior, 100 saceos com 500
arrobas de assucar.
Brigue portuguez Constante, para Lisboa, car-
regara m :
Francisco dos Sanios Maced. 375 saceos com
1,875 arrobas de assucar
Arsnaga Hijo & C, 100 saceos com 500 arro-
bas de dito.
Thomaz de Aquino Fonceca, 51 barris com
1,831 medidas de mel, 1 dito com 46 medidas de
agurdente.
Brigue nacional Eugenio, para o Porto, carre-
gsram :
Azevedo t Mendes. 51 couros salgados Com
1,377 libras e 500 molhos piassabs.
Patacho ingles Harriet, para o Canal, carre-
garam :
Johoslon Pater 4 C, 509 saceos com 2,545 ar-
robas de assucar.
A. M. Hachado, 331 saceos com 1,655 arrobas
de dit).
Barca dinamarqueza Fingal, para o Canal, car-
regaram :
Mills Lalhan & C, 550 saceos com 2,750 arro-
bas de assucar.
Brigue hespanhol Wifred, vindo de Santander,
consignado a Aranaga Hijo & C, mauifeslou o
seguinte :
1,720 barricas, 86 meias, 104 saceos farinha de
trigo, aos mesmos.
Hiale nacional Exhalaco, vindo do Aracaty,
manfestou o seguate :
150 alqueires de sal, 130 couros espichados,
65 caixaa com 74 arrobaa e 21 libras de velas de
carnauba ; a ordem de diversos.
Raeebeiloria de rendas internas
geraes de l'eraambuco
Reodimento do dia 1 a 22.
dem do dia 23. .
35:725*114
781*588
36:5065762
Consulado provincial.
Rendimento do dial a22. 75.7103746
dem do dia 23.......1:788*568
. 77:4999314
Moyjraento do porto
Navios entrados no dia 23.
Granja e porlos intermedios 7 dias, vapor na-
cional Jaguaribe, Com mandante Manoel Joa-
quim Lobato.
New-Yoik 44 das, barca iogleza Leighton, de
370 toneladas, capitio Randle, equipagem 13,
carga t,817 barricas com farinha de trigo ; a
Phelippe Brothers & C. Seguio para os porlos
do sul.
Porto 34 dias, brigue portuguez Amalia /, de
270 toneladas, capitao Jos de Souza Amelios,
equipagem 14, carga viaho, cebollas e outros
gneros; a Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Da commissaoCurveta nacional Berenice, com-
mandante o capitio-teoenle Joio Carlos Ta-
rares.
Baltimore50 das, patacho americano Serafina,
de 205 toneladas, capitao Robert H. Ramsay,
equipagem 9, carga 2,286 barricas com farinha
de trigo ; a ordem.
A'autos sahidoe no mesmo dia.
Macei Escuna iogleza Harriet, capitao W.
Smith, em lastro de assucar.
Rio Grande do Norte Lancha nacional Flor do
Rio Grande, capitio Antonio Jos da Costa,
carga varios gneros.
AssBrigue brasileiro Seis Irmos, capitio Bel-
miro Baptista de Souza, em lastro. Suspendeu
do lamarie.
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Horas.
2.

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Mirtos.
Francas.
Inglei.
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A noile clara, valo 0 fresco e assim ama-
uheceu.
Odcrxxcxd oa.hark.
Preamar as 5 b. 18' da manhaa, altara 7,2 p.
Baitester aa 11 h. da urde, altura 0,9
Observatorio do arsenal do m aria ha, 93 de f-
toas 1961. '
Boaunt Snrrt,
1* tente.
Editaes.
Por erdsm do Illa. Sr. inspector da alfao-
dega se contrata por m aaae o rsroecksODte de
C6es para gu*rni;ao da escuna Lindowt,
tber:
Pi.
Bolacha.
Assucar brasce.
Caf em grio.
Arroz do Marasbio.
Bacalho.
Carne verde.
Dita secca.
ToocrrihD.
Farinha de mandioca.
Feijio.
Agurdenle.
Azeite doce para comida.
Dito para luz.
Vinagre.
Velas de espermacete.
Ditas stearlnas.
Sal.
Lenha em achas.
As pessoas que quizerem contratar dito torne-
ment apreseotem as suas propostas em earta
ichada at o ultimo do correte mcz.
Alfandega de Pernamboco 18 de jolho de 1861.
O 1 escriturario,
Firmino Jos de Oliveira.
_ O Iflm. Sr. iospectot da thesooraria pro-
incial em observancia da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia datada de 19 do corren-
manda fazer publico, que no dia Io do mea
agosto prximo vindouro, perante a junta da
enda da mesma thesouraria, vai novamente a
praca para ser arrematado a quem mais der o pe-
agio da barreirada ponte de Tacaruna, avaliado
m 300^000 rs. aonuaes.
A arrematiQo ser feita pelo tempo de dous
nnos e onze mezes, a contar do dia Io de agos-
do correte snno a 30 de junho de 1864.
As pessois que se prop to comparegam na salla das sesses da mesma
. ota no dia cima indicado, ao meio dia, e com-
petentemente habilitados ; para o que se acha
designado o da 25 do correte.
E para constar mandei affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcr-
nambuco.20 de julho de 1861.
O offiiial da secretaria,
Miguel Alfonso Perreira.
to
tacj
Declarares.
SOCIEDADE B.WCAM.4-
Amorim, Fragoso Santos
& Companhia
Sacam e tomara saques aobre as pravas do Ris
de Janeiro, Meranhio e Par.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para provimeolo dos armazens do arsenal
de guerra.
50 arrobas de plvora grossa.
50 masaos de obreias.
5 arrobas de fio de vela fino.
1 grosa de limas chalas de 12 pollegadas.
1 dita de ditas ditas de 8 ditas.
1 dita de meias cannasde 12 ditas.
1 dita de ditas ditas de 8 ditas.
12 jogos de alicates chatos e redondos.
3 caltas de folhas de (landres com marca XXI.
5 ditas com ditas de ditas com marca IX.
4 ditas cora dila de dita com marca 16.
5 arrobas de pos pretos.
2 arrobas de secsnte.
Quem quizer vender taes objactos, aprsente as
mas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manbia do dia 29 do
correte mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 22 de
julho de 1861.
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interine.
Os abaixo assignados fazem sciente aos pos-
suidores de carros de aluguel de 4 e 2 rodas,
mnibus, ctrrogas e vehculos de condumio avi-
sera a mesa do consulado provincial, aQra de re-
aeberem o numero que tem de mandar por nos
mesmos, com os quaes tem de serem matricula-
dos na repartigao da polica, devendo-se lindar
o prazo no dia ultimo do mez correte.
Primeira erco da mesa do consulado provin-
cial 13 de julho de 1861.Os lanzadores,
Joio Pedro de Jess da Malta.
Demelrio de G. Coelho.
Pela administrarlo do correio Jdesta cida-
de se faz publico que em virtude da convenci
postal celebrada pelos governos Brasileiro e
Francez serio expedidas malas para a Europa no
dia 31 do correte mez, de conformidade com o
o annuncio deste correio publicado no Diario
de 29 de Janeiro ultimo. As cartas serio rece-
bidas at 2 horas antes da que for marcada para
a sahida do vapor e osjornaes at 4 (horas an-
tea. Correio de Pernambuco 24 de julho de
1861.O administrador, Domingos dos Passos
Miranda.
Conselho de compras navaes.
Tendo de s-r promovida a compra do material
da armada, abaixo declarado, manda o conselho
fazer publico que lera isso lugar em sessao de 27
do eorrente mez, mediante propostas em cartas
fechadas apreseutadas nesse dia al as 11 horas
da manhaa, acompaohados das amostras do que
caiba no possivel.
Para o arsenal e navios.
De 620 folhas de cobre., de 28 a 30 on;as com a
competente pregadura, e 6 barris de alcatrio.
E para o arsenal.
De 100 liames de sicopira, f tonelladas de
ferro bruto e 10,000 ps de pinho de risina em
taboas de 2 a 3 pollegadas.
Sala do conselho de compras navaes em 23 de
julbo de 1861.O secretario,
Alexaodre Rodrigues dos Anjos.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
ENIPREZAGERMANO.
22a RECITA DA ASSIGXATURA.
da larde dessa hora em dianle serio considera-
doa vendidos.
Comcaraaa7tf hora.
Avisos martimos.
Lisboa.
Va sahir com toda a brevidade o brigue por-
tugaez Sobenmo por ter o seu carregaroemo
quaet completo : para o resto e passageiros, tre-
ta-se eom o consignatario T. de Aquino Fonseca
Jnior, ra da Cacimba n. 1, primeiro andar, ou
com o capitao aa praga.
REAL COMPANHIA
DE
Quarta-feira, 24 de Julho de 4861.
Subiri i sceoa o ezoellente drama em 3 actos
e 6 quadros, original francez,
08 SEIS
DEGRAOS DO GBIHE.
DENOMINADO DOS QUADROS.
I.*A ocioaidade.
2.As mnlheres.
3,0 jogo.
4.O roubo.
5.O assassioslo.
6.O cadafalao.
Toma porte toda a companhia.
terminar o espectculo coso a linda comedia
em um acto,
A Cerda Sensivel.
PKRSONAGENS.
Tamerlio...................... Cermano.
CalifourcboB .................. Vicente.
al tari.......................... D. Manela.
Cateo.....................^... D. Carmela.
Oa bilfaetes veadtdoa para a recita de hontem,
o que foi traneferia por causa da molestia da
actrii Anna Chives tem estrada boje. Os snio-
res qae nio oulzerem podefio retgatar a sua im-
portancia no escriptorio do theatro at 5 horas
Paquetes ioglezcs a vapor.
At o dia 29 do correte espera-ae da Europa
o vapor Magdalena, commandante Wolward.
o qual depois da demora do costume seguir pa-
ra o Rio de Janeiro tacando oa Baha '. para pas-
sagens etc. trata-se com es agentes Adameo*
Howie & C ra. do Trapiche Novo n. 42.
COMPANHIA PERNAMBIICAIM
DI
lavegaco cosleira a vapor
Parabiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu', Aracaty Ceara',
e Acaracu*.
_ O vapor Jaguaribe, commandante Lobato,
sahiri para os porlos do norte at o Acarac no
dia 7 de agosto s 4 horas da tarde.
Recebe carga al o dia 6 ao meio dia. Eu-
commendas, passageiros e dinheiro a frete at o
dia da sahida a 1 hora : escriptorio no Forte do
Mallos n. 1.
Acaracu'.
Segu no dia 8 do mez prozimo vindouro o pa*-
Ihabote Santa Cruz, recebe carga a frete e pas*-
sageiros : trata-se com Caetano Cvriaco da C. M.
no lado do Corpo Santo n 25.
Espera-se do Potlo por estes dias o brigu*
portuguez Amalia 1, capitio J. S. Amellas, que
se demora muito pouco tempo : quem nelle qui-
zer carregar ouir de passagem, dirija-se ao es-
criptorio de M. Joaquim Ramos e Silva, ra da
Cadeia do Recife n. 36.
Para
Rio de Janeiro,
o patacho nacional Lima I, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janeiro,
recebe carga a frete para dito porto : tr<-ta-se
com Basto & Lemus, ra do Trapiche o. 15, ou
com o capitao a bordo.
Para o Aracaty
sahe o hiate Dous Irmios ; para carga trata-se
com Martins 4 Irmio, ou com o meslre Joaquim
Jos da Silveira.
O patacho nacional Barros 1, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-se com viuva
Amorim & Filho, ra da Cruz n. 45 ou com o
capitao a bordo.
Rio de Janeiro
segu eom toda a brevidade a barca Nathilde
por ter metade do seu earregameoto engajado :
para o restante, trata-se com Manoel AlvesGuer-
ra, na ra do Trapiche a. 14, ou com o capitio
Jos Ferreira Pinto.
Para Lisboa.
O brigue ((Constante, sahe impreterivelmenta
no dia 6 do prximo mez de agosto anda rece-
be alguma carga e passageiros, para o que se
trata com o consignatario Thomaz de Aquino Fon-
seca, ra do Vigario n. 19, ou com o capitao Au-
gusto Carlos dos Reis.
toti
Para Lisboa e
Porto.
Segu com brevidade o brigue nacional En-
genta, de primeira classe, capitio Manoel Exe-
quiel. Miguens, o qual tem dous tercos da carga
eogajada, para o reate que lhe falta e passageiros
trata-se no escriptorio de Azevedo & Mendes
ra da Cruz n. 1, ou com o capitio na praca.
Para Lisboa e Porto.
A barca Santaclara, que nesta semana se
espera do Rio de Janeiro, seguir em poucos dias
para os aobreditos portoa : para o resto da carga
trata-se oa ra da Cadeia do Aecife n. -4.
Baha.
A escena asciooal Car/oto, capitio Laciano Al-
vea da Concedi, sahe para a Baha em poucos
dias ; para alguma carga que anda pode receber,
trata-te com Francisco L. O. Azevedo, na roa da
Madre de Deus o. 12.
Baha.
Segu a sumaca Hortencia, capitio Belchior
Maciel Araujo ; para o resto do carga que lhe
falta e passageiros, trata-se com Azevedo & Men-
dos, ra da Cruz p. 1.
Lisboa e Porto.
Segu at o Om ia presente semana o vtleiro
brigue nacional Olinda, capitio Jos Geeper
Pestaa, recebe nicamente passageiros, para os
quaes tem commodos regulares : traase fcoru
Bailar 4 Oliveira, rao da Cadeia do Recife o. 12.
Almirante.
Seno para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante, cepille Heariqoe Crrete Freites. o
qual tem porte da carga prompta : para o reato
que lae falta o escravos a irado, trata-se coas
Azevedo A Mondos, roa da Crez o. 1.
Maranho e Para
0 hiate Novaos* segu eom brevidade : para
carga e passageiros, trata-se com os consignata-
rios Marqaes, Barros 4 C, largo o Corpo Santo
numero 6.
4


TI)
DURIO DI PiWUlMCo. 'k. QTJAiA ttiLU H Dfi JLHO DE 1801.
J
Leudes.
/ LEILO
Quinta-feira 25 do correte.
O agente Hyppolilo far leilio de differenles
movis como sejam'. mobilias de Jacaranda,
mesa elstica, cama franceza, secretaria, relo
gio para cima de mesa, toucadores, vidros, res-
friaderas, urna excellenle burra, aparador e ou-
tros muidos objectos que e&taro patentes no
acto do referido leilio, o qual teri lugar no seu
escripioiio ra da Cadeia n. 48, primeiro audar,
as 11 horas em ponto do mencionado dia.
Transferencia
LEILO
DE
DO
Leilo de queijos
uissos para
s
Anluoes far leilo boje 2i do correte no
armazem do Sr. Annes confronte a alfandega, de
urna porco de queijos suissos em muito bom es-
tado, cojos sero entregues por todo prego ob-
lido para acabar, o referido leilo principiar as
11 horas en ponto.
LEILIO
DE
e cal-
Lonco perfumaras
pilo francez.
Quarla-feira 24 do corrente.
Por todo prego.
O dono da loja de louca da ra das Cruzes len-
do-se mudado para a ra larga do Rosario n.
33, far leilo no dia cima as 11 horas em pon-
to, no lugar cima dito do restante da louca que
tinha consistindo em apparelhos para jantar. pa-
ra cha, vidros, crystaes, perfumarias. calcado
francez, chapeos de diversas qualidades, afian-
cando entregar ludo pelo maior prego encontra-
do como ja" de todos sabido.
LEILO
Quinta-feira 25 do corrente.
O agente Evaristo autorisado pelo Exm. Sr.
juiz especial do commercio, a requerimento do
do Sr. depositario geral, far leilo de um carro
fnebre a quem mais der, e sendo em o mo es-
tado em que se acha, pertencente a Francisco
Lucas Ferreira e depositado a requerimento de
Jesuino Ferreira da Silva, ao raeio dia na ra
da Florentina armazem n. 14. pertencente a Fei-
del Pinto outr'ora de Julio Beranger.
fca&iUSl
No dia .juarta-feira 24 do cor-
rate.
O agente Evaristo far leilo de urna porco
de fumo muito bom, cartas de jogar e mais ob-
jectos, no seu armazem n.22 d ua do Vigario,
as 11 horas em ponto do dia acimu.
Consulado de Franca.
LEILO
Hotel inglez.
O agente Hyppolilo da Silva autorisado pelo
Sr. cnsul de Franca, far leilo do hotel inglez
silo na ra do Trapiche ns. 3 e 5 o qual ven-
dido por ter fallecida Mademaselle JUaunier co-
nhecida vulgarmente pelo nome de Dubois, sen-
do que um dos primeiros pagamentos que se far
depois de effecluada a venda ser urna letra per-
tencente ao Sr. Dr. Nabor, e a oulros credores.
E' desnecessario dizer-se que o mesmo hotel es-
t betn montado.' os pretendeotes pois para in-
formacoes dlrijam-se desde j s chancellara do
consulado de Franca das 10 horas da maoba as
3 da tarde dos dias uteis que ahi encontraro
as clausulas especiaes para arrematado. O lei-
lo ter lugar na chancellara do consulado de
Frang no diaquartafeira 7 de agosto prximo
futuro as 11 horas em ponto.
LEILO
Queijos suissos.
Terga-feira 23 do corrente.
Antunes far leilo na porta do armazem rio:
Sr. Annes no dia cima designado, de urna por-
co de queijos suissos muito hotos e perfeitos,
em lotes a vontade do comprador, as 11 horas
em ponto.
^smismsmmsmimisws^smsmmsmimimmmmmmmtmmsmm
Avisos diversos.
300ociaco Copo gvApiicA
Jpnnwmhucana
Domingo, 28 do corrente, s 10 horas da ma-
nha, ter lugar a eleico do novo cooselho que
tem de dirigir os trabamos desla Associacao no
anno social de 1861 a 1862. Scientifico portanto
aos Srs. socios effectivos que tenham em consi-
derarlo o disposto nos arts. II dos slalutos, 2
da resolucao de 7 de marco de 1858 e 1 com os
seus da de 7 de outubro de 1860.
Secretaria da Associacao Typographica Per-
nambucana 20 de julho de 1861.
J. Cesar,
Io secretario.
Cassino Militar
Pernambucano,
A directora roga a todos os senhores socios a
co m parece re m em sesso extraordinaria na quin-
ta-feira 25 do corrente, pelas 5 horas da larde,
afim de elegerem a nova direcco de conformi-
dade com os estatutos que rege a mesma socie-
dade.
Recife 23 de julho de 1861.
Antonio Vilella.
1.* secretario.
O abaixoassigoado faz publico que ninguem
contrate negocio com a casa o. 48, sita na ra
do Motocolomb, nos Afogados, pertencente a
Antonio Mauricio Bezerra, por quanto acha-se a
mesma casa embargada para pagamento do que
lhe deve. Recite 22 de julho de 1861.
Francisco Simdes da Silva Hafra.
Aluga-se urna escrava para ama de urna
casa de pouca familia, a qual cose perfeitamente,
faz labyriolbo, borda, etc. assim como eogom-
ma alguma cousa ; quem pretender, dirija-se a
travessa das Cruzes n. 4, loja de calcado.
Precisa-se de um homem bom trabalbador
de masseira ; na ra do Cotovello, padaria do
Le&o do Norte.
Criada portuguesa.
Na ra do Hospicio, caa do Sr. Themaz de
AqUino FonseC, tem urna criada portugueza, a
qual cose, tibe os mais arranjos de ama casa.
VearJe-se qoarta parte do sobrado de don
andares e solio da roa do Padre Floriino n. 21,
a traW na ra do Queimado n. 52 loja.
Na ra da Cruz armazem n. 21 existe urna
pequea porco de galinhas e franges, da raca Con-
ohinchiaa, e tambem coelhos brancos, e pardos,
sendo tudo o melhor que se pode desojar, e quo
se vender muito emconta.
Alugam-se duas ptimas casas no Poco da
Panella ra do Quiabo pordetraz da casa do Rvm.
vigario : os preteodeoles fallero com o Rezende
na Casa Forte ou na ra Augusta o. 31.
Vende-se um cavallo grande, gordo, muito
novo e ptimo de sela : na cocheira debaixo do
convento de S. Francisco.
Aten<;ao.
Vendem-se uns terrenos em Santo
Amaro, propris para edificar-se : a tra-
tar na praca do Corpo Santo n. 21, loja
de cabos.
s
Importante
Aviso
ASS0CI4CA0 POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
DE
O agente Hyppolilo declara qne ficou transfe-
rido para quaita-feira 24 do corrente o leilo do
predio da traveisa do Tambi da Boa-Vista, j
annuuciado, o qual ter logar no seu escriptorio
ra da Cadeia n. 48, primeiro andar, as 11 horas
em pouto.
DE
Urna grande casa.
Antunes far leilo em seu armazem na ra
do Imperador n. T3, de urna grande casa de pe-
dra e cal, sita na estrada do Uooteiro com cora-
modo para grande familia.com grande sitio e va-
riadas arvores fructferas, boa ag, senzala, co-
cheira, estribara, cuja casa mora actualmente o
Exm. Sr. Dr. Doria, os prelendenles podero exa-
mina-la por lancarem no leilo que ter lugar
quinta-feira 25 do corrente, s 11 horas em
ponto.
LEILO
DE
MOTIS
Quinta-feira 25 do corrente ha ver sesse ex-
traordinaria de asiembla geral para se tratar de
rever o projecto dos esta lutos ltimamente dis-
cutido?. Os senhores socios effectivos em dia e
nao em dia sao pelo presente convidados a com-
parecerem pelas 7 horas da noile do menciona-
do dia, na sala das sesses para dita reunio.
Secretaria da Associacao Populac de Soccorros
Mutuos 22 de julho de 1861.
Joo Francisco Marques.
1.* secretario.
Os Srs. abaixo declarados queiram
vir a ruado Crespo n. 8 A, a negocio
de seu nteresse:
Francisco Jos do Amatal.
Guilherme Bessone de Almeida.
Ignacio Manoel Flix da Silveira.
Joaquim Ignacio de Garvalbo Mendonca.
Joaquim Pedro do Reg Barreto.
Manoel Ferreira de Lyra.
Joo Bibiano de Castro.
Desappareceu no dia 12 do cor-
rente mez, da casa n. 7 da ra do Des-
tino, o escravo lierculano, pardo, ida-
de 25 annos, com os signaes seguintes:
cabellos negros, estatura regular, cheio
do corpo, tem urna cicatriz no dedo po-
legar de urna das maos : rogase a todas
as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr de o capturar c entre-
ga-lo na casa cima ou na ra do Cabu -
ga* loja de ourives n. 3 e 3 A, de Ma-
noel Antonio Goncalves.
Aluga-se a casa terrea sita na ra Imperial
n. 74, c im 3 quarlos, 2salas, cozinha fra, quin-
tal murado e cacimbas ; a tratar na ra Direita
n. 24, padaria.
0 Sr. Joo da Silva Duarte, que foi caixeiro
os ras da Imperatriz eDireita, /'ras lujas doSr.
Hilarino) queira ir ra Nova n. 7.
Precisa-se de um criado para cozinheiroe
copeiro ; na ruado Vigario n. 2.
Aiuga-se a casa terrea na ra por dotrazda
Matriz da Boa-Vista n. 14 a tratar na ra da Flo-
rentina n. 32.
Aluga-se um sobradinho de um andar e
solo na ra do Callabouco Volho n. 17 quem
elle pertender dirija-se no armazem do Caes do
Ramos n. 4.
Aluga-se urna prela captiva que seja boa
quilandeira. quem tiver dirija-se na travessa das
Cruzes n. 12 primeiro andar:
Percisa-se de um pequeo de 13 a 15 an-
nos para caixeiro de urna taberna em Caxanga a
tratar ua ra nova n. 69.
Precisa-se de um caixeiro portuguez de 12
a 14 annos de idade com pratica de taberna ou
sem ella a tratar na ra Estreita do Rozario o. 1.
Da-se a quanlia de 2:000$00O, a juros sobre
hypotheca em casa terrea, na ra Estreita do Ro-
zario o. 10 loja se dir quem d.
Manoel Martiniano Leile, e sua mi Anna
Pastora de Jess, retiram-se para os sertoes do
Cear a tratar de sua sade.
Roga-se ao Sr. J. M. de A. Lima e seu ma-
no Francisco de Paula que tenham a boodade de
apparecer na ra dos Pires o. 34 e nao appare-
cendo do prazo de qualro dias se dir o negocio
que 4.
Luiz Thomaz Coelho Estima, vai ao Rio de
Janeiro.
Sincera gradao.
Inflamniacao em um ouvido.
Havia tres mezes que eu padeca de urna in-
flammtcao em um ouvido, cujas ddres agudissisi-
mas nao mepermittiam dormir durante este lem-
po ; nao sabendo como dara remedio a meus sof-
frimentos, resolv-me applicar as chapas medici-
naea do Sr. Bicardo Kirk, com escriptorio oa ra
do Parto n. 119. com as quaes em curto espaco
de tempo fiquei perfeitamente bom.
Assim, Sr.'redactor, pego-lhe se sirva publicar
este meu^gradecimeolo pela sua folhs, tanto pa-
ra os qoepadecerem esta lerrivel molestia acha-
rem igual curativo, como para demonstrar a mi-
cha mais sincera gratido ao mesmo Senhor Ri-
cardo Kirk.
Joao Per eir de Almtida.
Travessa das Saudades n. 10, no Aterrado.
4TTESTAD0
em abono das plalas vegetaes depura-
tivas paulistanas.
Tumor cancroso.
Desde 1852 conservo urna viva e grata lem-
btanca de um curativo que obtive com a appli-
caco das ditas plalas em urna pessoa de minha
casa, que soffria um tumor cancroso no peito es-
qu'-rdo.
Tendo j muito consultado com professores,
resolveram esses ser preciso fazer-se operacao
porm a doente nao se achava com an'mo de
soffre-b. Lembrei-me consultar ao autor des-
tas pillas, e este me aaseverou que os seus re-
medios teriam sufficiente forca para resolver e
dissolver o tal tumor, sem ser preciso recorrer
operago. Esta promeasa era para mim de pou-
ca esperfnea, porm nao tardei a ver a verdade,
pois que em doze dias de tratameoto desappare-
ceu o tumor, ficando o peito perfeito.
Portanto, nsseendo boje a necessidade de fazer
conhecer a virtude deste remedio, julguei ser de-
ver meu publicar o presente em beneficio do au-
tor, e das pessoas que se acbarem oo caso que ve-
nho de mencionar.
Santos, 31 de Janeiro de 1858. Francisco
Corra da Silva.
DEPOSITO GERAL
Na loja de'.4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o aorti-
mento de roupaa feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna oficina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito meslre rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
eocommende ; por lsso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardoes com superiores preparo*
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
dameoto todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurines que de
la vieram ; alm disso faz-se mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaqueles, bem como
co lie tes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilba deooro ou prata, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hoje, assim como tem muito ricos
desenos a matiz de todas as cores propris para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos j aquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Aula orando
![ue por tudo se Qca responaavel como seja boas
azendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'onde
veio o meslre, pois espara a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Na loja 'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
receben um completo sortimento de gollinhaa do
missanga, sendo de todaa as cores
Exposicao \
DE
tamancos de todas as qua-
lidades
O proprielario da fabrica de tamancos da ra
Direita, esquina da travessa de S. Pedro n. 16,
est resolvido a vender os seus tamancos mais
baratos do que em outra qualquer parte, tanto a
relalho como em pequeoas e grandes porces,
porisso espera a coocurrencia do Ilustrado pu-
blico em geral; assim como tamancos feitos
moda do Porto com a mesma seguranza, perfei-
ijo, prego commodo,
*
IB No da 24 sahir oPolticoperidico
# progressista conservador, sahir urna vez Q
sf por semana, avulso 160 rs., por mez 500 9
V rs. A redaccao prometi esforcar-se em 9
0 justificar os principios que dominam na (
0 phase porque vai passaodo o paiz. OPo- %
Utico pode ser procurado na ra de sB
9 Hortas typographia n. 14, .onde se rece- *j)
9 bem as assignaturas. m
ese $$> es*t9
Julio Sampaio retira-
se para a Europa, e julga nada
dever nesta praca, e se alguem
julgar o contrario annuncie
por esta folha no prazo de tres
dias. Recife, 18 de julho de
1861.
Aluga-se urna preta captiva que seja boa
quilandeira : a tratar no sobradinho contiguo
igreja de N. S. do Pilar em Fra de Portas.
Aluga-se um pequeo sitio com alguns ar-
voredos e casa nova, na Baixa-Verde a'o p da
pequea ponte da Capunga : na ra do Raogel
n. 10, taberna.
O major Alexandre de Barros Albuquerque
tendo de seguir em commisso para a cidade de
Goianna, deixa encarregado de lodos os seus ne-
gocios ao capito Miguel da Fonseca Soares e
Silva.
Desappareceu do sitio de Vicente: Jos de
Brito, na Soledade, um psvo : quem o tiver apa-
nbado, querendo restituir, leve-o ao mesmo sitio
que ser gratificado.
Quem tiver alguma pretenco ou cobranca
oara o Brejo, Bonito e Caruar : dirija-se a ra
deS. Goncato n. 14.
Quinta-feira 25 do corrente.
O gflnte Pinto autorisado por urna pessoa que
aada sua residencia para fra da cidade, far
leilo sem reserva de preco, d todas os objec-
tos MiateDtes no segundo andar do aobrado da
roa Nova u. 46, a aaber : urna mobilia de jaca-
i-audi completa e em bom estado, urna outra de
faia, guarda roupa, guarda louca, mesas, mar-
quezss, commodas, toucador, lavatorios, candiei-
ros. louca, fiaros e outros objectos que estaro
vista dos compradores, as 10 horas em ponto
lo dia cima menc'onado.
Na mesma occasio
expor a venda usa cabriolet de 2 rodas e um ca-
vallo sem defeitos.
Roga-se ao Sr. Joo Mosquita Ramos, bolieiro
do Sr. Tasso queira dirijir-se ao botequim da ra
do Imperador n. 16 para realisar o negocio que
nao ignora.
No dia 25 do corrente mez se ha de arrema-
tar por venda, perante o juizo de orphos do ter-
mo de Olinda, depois da audiencia do mesmo
juizo, os bens seguintes : um caixo grande por
49OOO; um aviarceoto de fazer farinha, constan-
do de urna preosa e um rodete, coberto de co-
bre, por 103000; um armario grande por 4#000;
e urna casa de vivenda de taipa no lugar da Mi-
rueira em trras do coronel Joaquim Cavalcaole
de Albuquerque, por 223$S00; sendo onze por-
tas, e tres janellas por 50g000; cinco mil, e
quinhentas lelhas. por 1239200, e a mo de obra
da referida casa por 509000; cujos bens sao per-
leocentes ao casal inventariado do finado Manoel
Joaquim de Vasconcellos, o foram na partilha
dados ao inventarenle do dito casal para paga-
mento daa costas, e dividas do mesmo.
O abaixo assignado por coosentimento de
seus credores, vendeu a taberna a Francisco Jos
Feroaades Pires, sita, na ra da Imperatriz n. 4,
e para constar faz o presente annuncio.
Francisco Fernandes de Paria.
Quem annunciou querer comprar urna
burra de ferro procure oa ra do Vigario n. 17,
por cima da toja de funileiro.
Francisco Jos Fernandes Pires faz cenle
ao publico que comprou ao Sr. Francisco Fer-
nandes de Faria a taberna da ra da Imperatriz
n. 4. e assim roga a todos os credores do mes-
mo Parla apreaeoiar suas conlas para ae fazer o
dividendo do producto da mesma taberna. Re-
cite 23 de julho de 1861.
Manoel Airea Guana saca sobra o Rio de
JaMiro.
9 Ra do Parto 119
A seohora que tem urna pulseira empenha-
da por 229 na ra do Imperador n. 16. faga o fa-
vor de vir tirar no prazo de 3 dias ou vir pira
em sua presenta ser vendida, do cootrario cor-
rer o juro de um vintem por pataca como cor-
ra at o primeiro dejunho, pois j ae avisou
petsoalmecte bastantes vezes. Recife 18 de ju-
lho de 1861.Jos Joo Gongalves.
Villa do Cabo. '
Armazem e padaria
Pedro Alexaulrino da Costa Machado, tendo
resolvido mudar-se para a cidade do Recife, pre-
tende vender o seu bem conhecido e acreditado
armazem de molhadoa, cootendo atraz do mesmo
urna padaria bem montada, e em estado de tra-
balhar, sendo a casa do armazem de aluguel, e a
da padaria de sua propriedade, e urna estribara
nova; assim como aluga tambem a casa de mo-
rada que fica annexa ao armazem. Este estabe-
lecimento se acha muilo acreditado o afregueza-
do, j pela antiguidade e j pela sua localidade
que Oca muilo perto da estaco da via-ferrea ;
do que para iiiformaces podem dirigirse ao Sr.
commendador Joaquim Lucio llonteiro da Fran-
ca. Outro sim faz sciente que sua casa se acha ll-
vre e desembarazada ao comprador: quem pre-
tender, dirija-se a mesma villa a tratar em dito
armazem com seu proprielario,
Notice.
A meetiog of the Brilish Clerk's Provident
Association will be held at the Pernambuco Li-
bra ry 00 Friday 26 th. instant at 4 1i2 half past
four P M.
By order.
George M. Reay
Hon : Secy:
Na ra do Fogo n. 54, vende-se por com-
modo proco diversas obras de entalha a saber t
casticaes, jarros, palmas, estantes, tocheiros e
outras obras proprias para ornato de igreja.
Quem quizer alagar urna aegrinha para o
servigo interno de urna casa de familia queira
procurar na ra da Soledade casa n, 46, que
achara com quem tratar.
Aluga-se a casa e sitio com urna excellente
baixa de capim na Passagem da Magdalena a se-
gunda paseando a ponte grande, tem commodos
para grande familia por aer de 2 andares e so-
to, com agua doencaoamrnto no lugar que se
quizer botar : a tratar na ra da Cruz n. 22.
Fugio do engenho Tabatioga freguezia de
Ipojuca, em dias de abril, um negre de nome
Joquim conhecido por Joaquim basa, o qual
falla um pouco male pucha os beicoft para fora
quando falla parecendo que sempre est mas-
cando fumo, magro, baixo e ter de 40 a 0
annos do idade pouco mais ou menos, descon-
fa-se que anda aqu pela cidade onde j estove
ganbando na ra : quem o pegar leve-o a ra da
Cruz n. 22 ou ao mesmo engenho que ser re-
compensado.
Aluga-se ou vende-se um excellente sitio
no principio da estrada do Arraial, com boa ca-
sa da pedra e cal, conlendo 8 quarlos, 2 salas,
gabinete e estribara, teodo mais urna excellente
baixa plantada, um riacho no meio do sitio e
muitas arvores fructferas ; quem pretender di-
rija-se ao mesmo para tratar com a viuva de
Rufino JosF de Figueiredo.
Quem precisar alugar urna preta para ser-
vico de urna casa, dirija-se a ra da Assumpco
numero 12.
Precisa-se alugar um preto escravo ; quem
tiver dirija sea ra Nova o.7. -
Quem precisar da urna mulher da idade
para ama de urna caaa dirija-se a roa de Santo
Amaro na loja do sobrado n. 18 -**
Attencao.
Perdeu-se no da 18 do corrente, desde a ra
do Apollo at a do Amorim, um traocelim de ou-
ro com urna figa de coral encastoada. propria de
menjoa : portanto roga-se a pessoa qua o achou
e queira reaiilui-lo, dirija-se a roa do Amorim
n. 45, que ser generosamente recompensada.
Aluga-se um preto qne coase, compra e
faz todo o sarvicoda una casa, fiel, e de boa
conducta ; assim.como um mulatioko acoatuma-
de a servir da criado, a de muito bao onducta :
quem os pretender, dirij-se a rsst Formosa am
1 casa 40 tenante-coi Mal Villels.
Consultorio medicoeirurgico
3--1UL\ D\ GLORIA. C&SA DO F\3NDAlO~3
Consulta por ambos os systemas,
Em consequencia da mudanca para a sua nova residencia, o proprielario deste eslabeleci-
mento acaba de fazer ama reforma completa em todos os seus medicamentos.
6 desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
nenhum outro, viato o grande crdito de que sempre gozaram e gozam ; o proprielario tem tomado
a precaucao de inscrevero seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquelles que forem apresentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conla assigoada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o sen nome.
Outro sim : acAa de receber de Franca grande porco de tincturs de acnito e belladona, re-
medios estes de summa imporUncia e cujas propriedades sao to conhecidas que os mesmos Srs
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsos qur em tubos qur em tincturas custaro a 19 o vidro.
O proprielario deste estabelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
sufflcieotes para receber alguna escravos de um e outro sexo doentes ou que precisem de alguma
operagao, affiaucando que sero tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquelles que ltem tldo escravos na casa do annunciante.
A aituacao magnificada casa, a commodidadedos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabeleciment dos doentes.
As pessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lo de manha at 11 horaa
e de tarde das 5 em diante, e fora destas horas acharo em casa pessoa com quem se podero en-
tender : ra da Gloria n. 3 casa do Fuodo.
Dr. Lobo Moscozo.
Attencao
0 abaixo assignado, teodo effeetuado a compra
da taberna da ra Augusta n. 114, pertencente a
Joo Nepomuceno Pereira doa Santos, na boa f
que nada devia, cuja compra foi effectoada no
dia 12 de julbo do correle anno, como cooete do
papel de venda qne o mesmo -lhe passou, pelo
qual flcou responaavel o mesmo Santoa por toda
e qualquer divida que a mesma tivesse devendo ;
por isto o abaixo assignado previne ao respeitavel
publico ou outra qualquer pessoa que por acaso
tenha alguma letra do mesmo, contra o abaixo
assignado, que nao ter duvida de salisfazer as
mesmas, discootando primeramente o que tiver
pago as dividas que a mesma taberna tiver de-
vendo, ou outra qualquer que possa apparecer
contra o mesmo Santos. Recife 23 de julho de
1661.Francisco Antonio de Hedeiros.
Quem qrecisar de urna essrava para com-
prar e coziohar, dirija-se a ua da Cadeia do Re-
cife o. 46, segundo andar.
Quem precisar de um moleque cozinheiro,
dirija-se a ruado Crespo n 8, loja da esquina.
Precisa-se alugar um moleque de 12 al 14
a:mos de idade : na ra do Ouro n. 14.
Quem quizer alugar urna escrava mofa,
crieula, para lodo o servico de urna caaa interna
e externamente, procure na ra da Praia n. 27,'e .
na mesma se vende urna fabrica de fazer velas.
Desappareceu no dia 22 do correte, do si-
tio defronle da igreja de Guadalupe em Olinda,
um moleque de nome Francisco, com os signaes
seguintes: de estatura pequea, cor fula, malfei-
to de corpo, com as pernas um pouco curvas, o
beico de baixo cahido, os denles muito alvos e
sempre de fora, e calvo na cabera, levava veati-
do camisa curta, grossa e suja, e calcioha azul j
usada e rola : roga-se a quem o pegar o favor de
Irezer no mesmo lugar, que ser recompensado.
Aluga-se o terceiro andar da ra do Trapi-
che n. 18, a fallar no escriptorio.
Aluga-se urna escrava por 209, sendo pan
se empregar nu sciv^u do cootur*. por ser o que
faz com toda a perfeicao e ligeireza : a tratar no
principio da estrada de Joo de Barros, sitio que
foi de Manoel Iternardino.
No principio da estrada de Joo de Barros,
sitio que foi de Manoel Bernardino, ha urna pes-
soa que se offerece para lavar e engommar toda
a roupa que quizerem, com todo o aceio e prom-
ptido, e por precos muito tazoaveis, principal-
mente sendo para freguezia.
Aluga-se um a dous escravos propris para
todo e qualquer servico; quem pretender, dirja-
se a ra do Raogel n. 22, taberna.
A pessoa que teodo duas pensionistas ua
aula do methodo Caslilho na ra larga do Rosa-
rio, e relirou-as sem dar satisfago, ficando a
dever 2009, queira vir pagar, do contrario ver
seu nome por extenso nesta folha.
Quem precisar de urna costureira e urna
ama para coziohar e engommar, dirija-se a ra
Nova, taberna n. 48, que se dir quem quer.
Magalheada Silva Irmos participan] aos
seus amigos freguezes, que acabam de estabele-
cer um novo armazem com fazeodas para veode-
rem por atacado, oa ra das Cruzes n. 41, onde
encontraro sempre um completo e variado sor-
timento ; portanto, leem a bem fundada espe-
rance de que se dignaro de novamenle hnra-
los com sua freguezia, para o que promeltem ter
todo escrpulo em bem servi-los.
Antonio dos Santos Vieira vai ao Rio de
Jaaeiro.
Furtaram dos abaixo assigoados, moradores
na ra da Senzala Nova n. 19, os objectos seguin-
tes : 1 correle de ouro com enfeites, tendo-mais
1 bozinho e 1 aoello com a firma de Joo Fran-
cisco dos Santos, 1 relogio de prata foleado, 1
trancelim de ouro pesando 12 oitavas e meia, 1
chapeo do Chily, 1 par de borzeguins, e 169500
em dicheiro.
Joo Rodrigues Bandeira.
Joo Francisco dos Santos. %
Vende-se por preco commodo urna catraia
com os competentes remos e vela, e em perfeito
estado : na ra do Ouro n. 14, das 4 horas da
larde em diante.
MExaopo NOVO
DO DR. CHABLE
MEDICO E PROFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
BAS ENFERXIDADES
PLUS DE
COPAHU
PARA O TRATAIIESTO E PRMFTO CURATIVO
SEXIAES, M TODAS AS AFFECCOES CUTNEAS, VIH
Citrato de ferro Chablc.
preferivel
Xarope mu preierivel ao
Copahiba e as Cube-
bas, cur.i immediatamen-
te qualquier purgado ,
relaxacio e debilidade, e igualmente fluxos e
flores brancas das mulberes. lajeeeao e
Chabie. Esta injeceo benigna emprega-se mes-
mo tempo do xarope de citrato de ferro, urna vez
de manca, e urna vez de tarde durante tres dias;
ella segura a cura.
DEPURATIF
ira SA1YG
clmente impigens,
mixes, acrimonia
E ALTERACOES DO SAMOS,
Itopuratii o de Mansue.
Xarope vegetal seo mer-
curio, o nico conhecido
e approvado para curar
con promptida e radi-
pustulas, herpes, sarna, co-
e alterares viciosas do san-
gue; virus, e qualquer aflecao venrea. Ba-
dIiom ajincrac. Tom&o-ie dous por semana, se-
guindo o iraiamento depurativo. Pomada aja.
tiherpetiea. De um eflVito mjravilhoso as af--
feces cutneas e comixOes.
atemariahida.Pomada que as cuaa em 3 dias.
O depouto e na ra larga do notario, botica de Barlholomeo Francisco de Souza, n. S6.
Sirop du
msmi
JARABE DO FORGET.
Este xarope esl approvado pelos mais eminentes mdicos de Pars,
Icomo sendo o melhor para curar constipacoes, tosse convulsa e outras,
atleccoes dos bronebios, ataques de peito, irritacoes nervosas e insomnolenci.s^ urna colberada
pela inanlia, e outra noite sao sufficienles. O HTeito deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o doente e o medico.
O dspotito i na ra larga do Rosario, botica de Birtholomeo F'ancisco de Souza, n. 36.
39!ggs -JBS^iMayaBaS^BSs 3^t6S5 ^SKCCcSSM
AO PAVAO
A'
Ra da Imperatriz n, 60.
DE
MM M1.WL
Neste estabelecimento
rae e horneas :
existe um completo sortimento de fazendas proprias para senho;
89000
Ricos enfeites com franjas e bolotaa a
Grosdeoaple muito encorpado e de
bellissi mas cores, covado............ 2g000
Dito la v ral os de apurados gostos a___ 20240
Organdiz, bellissimo padrdes, covado 8600
Mimos do co, fazenda muito moder-
na, covado...........................". 1^200
Manteleletea de fuatao branco com bo-
nitos lavotee.........................
Dito de fil preto e capas.............
Ta ra tanas de todas as corea, vara..
Camizetas com manguitos e golinhas
Ditas multo Unas......................
Gollirjhas de fuato proprias para se-
nhoras e menina....................
Ditas bordadas muilo finas............
Ditas ditas...............,..............
Chitaa fraoeezas........................
Ditas muito superiores................
Ditas jdem..............................
Ditas dem..............................
89000
79OOO
$800
39OOO
59000
9660
9800
19000
9240
9240
0'.
92W
Gollinhas muito superiores .......... g3005
Ditas idem........................... 9310a
PARA HOMENS.
Paltots de casimira de corea claras
e escuras............................ I69OOO;
Ditos de pao preto muito finos..... 160O0
Ditos ditos.......................... 189000?
Ditos ditos............................ 2090U0
Dita de caaimira muilo fina de cor
cura .............................. 209000
Caigas de casimira de corea.......... 89OOOJ
>jt................................ 9i000V
Ditas pretas.......................... 8000{
Coletee de veludo, setim e gorgor* 9
Chapeos desold seda............... 6000;
Calcas de ganga feanceza............ 390002
Ditas de brim encorpado............. 28000J
Damasco de lia com seis palmos pro-
pris para cobertas para mozas e i
pianos.
Multas outras fazendas deixam-ae He mencionar o preco, mas que se venden-muilo em
conta, assim como um grande sortimento de tirae bordadas,. saias balo para senhores e
meninas, cassas e cambraias de todas as qualidades tanto brancaseomo de cores, superior
Z. Ef"6nip 5 prel0 d*"M Moatras com penhor ou mandam-se as fazendas por caixeiro da
WrjC>i;fe il6g6 S6?6C sgftSMSge oW(KC30a)WKei >W8WBGi i
Bonitos toucado-
res de armaco e gaveta,
propris para os senho-
res acadmicos, etc.
A loja d'aguia branca acaba de receber mui
bonitos toucadores de armaco preta, torneada,
e gaveia com embutidos e machetados que os
tornam mui elegantes, os quaes servem excellen-
temente para os senhores acadmicos, gabinetes
de senhoras, salas de detraz, e de rapazessoltei-
ros, e pelos precos de 8, 9 e 109, sao baratissi-
mos na verdade, e quem os vir na ra do Quei-
mad-o, loja d'aguia branca n. 16, se agradar, e
infallivelmente comprar.
Gollinhas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n IB,
recebeu-se um completo sortimento de gollinhas
de missanga de todas as cores.
Vendem-se saceos com fariobs de mandio-
ca a 3$, o velas de carnauba de superior qualida-
de ; na ra Nova n. 48.
Em casa de N. O. Bieber& C, ra da Crua
n. 4, vende-se :
It elogios americanos de ouroe prata, igual em
quaiidade aos melhores relogios inglezes.
Relogios dourados.
Correles para relogios.
Balanzas americanas proprias para armazens,
pesando de meia libra at 3,500 libras, ditas pe-
sando de 1 (2 ooga al 8 arrobas, proprias para
tabernas, casas de familia, etc.
Carrosas americanas para boi ou cavallo.
Carretas.
Carriohosde mo.
Carros americanos para 1 ou 2 cavallos.
Vende-se o engenho Pao sangue, situado a
margem do rio Sennhem, distante urnas 600
bracas da estaco da Gameleira, com urna safra
ao corte, alguos escravos, bois, ele, tendo ex-
cellenle cercado e ptimos partidos de varzea pa-
ra mais de 2,000 pes annualmente, e estando
boje acrescentado com algumas Ierras que foram
do engenho Gameleira. Recebem-se em conla
predios nesta cidade, e os pretendentes podem
enlender-se com os Srs. Marcelino & C, em sua
loja na ra do Crespo.
Vende-se urna carroca nova para um ca-
vallo : na ra Nova d. 59.
Vende-se um cabriolet novo ; na ra Nova
numero 59.
Para menina de escola.
Chapeos de pilha escura, ricamente enfeitados
e por commodo prego : na loja de chapeos da
ra da Cadeia do Recite n. 46.
Um bom negocio para os lo-
gistas.
Vende-se urna escrava moca com algumas ha-
bilidades e sem vicio, a troco de fazendas : quem
a pretender por este negocio, dirija-se a ra das
Trincheiraa n. 7, que achara com quam tratar.
Vende-se urna negrinha propria para .mu-
camba, de 13 annos : na ra do Padre Floriano
oumero 27. a
Vende-se leite de cabrJr na ra da Paz a.
42, outr'ora ra do Cano.
Bonecas de camur-
sa com rosto de massa.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
bonecas de camursa com rosto de massa, e pri-
morosamente vestidas com saia balao, etc ete.,
vista do que, e de aua muita duracao sao bara-
tissimas a 18200, barato assim s semencontra na
loja d'aguia bracea, ra do Queimado n. 16.
Pennasdeaco
inglezas, caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
eocommenda as verdadeiraa pennas de ac ingle-
zas, caligraphicas, coja superioridade est deci-
dida, e ainda assim contina a vende-laa a 29 a
caixinha : na loja d'aguia brajjca, ra do Quei-
mado n. 16.


UUO AI FERNAOCO. QUARTA FEIRA 24 K JULHO DI 1861
________;_________________________ ________________________________________
()
Campos Lima.
Ni ra do Crespo n. 16 continua a Tender lia-
das fofos da cambraia para guirnioo do vestidos
por commodo preco.
. Aluga-se ou vende-se urna excellente ca-
no* de carreira : a tratar na ra de Hortas d. 10.
Aluga-se urna eacrava que cosioha, laf a e
engomma com pertsiro : na ras do Rangel nu-
mero 62. fi
COIPAMA DA YIA FERRIA
DO
Recife to Sao Francisco.
(limitada.)
De contormidade com as iostrucQes recebidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os accionistas des-
ta companhia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem do mesmo abaixo ficara pu-
- blicados.
Escriptorio da companhia, 16de jolito de 1861.
Por procurado de E. H. Braman, thesoureiro.
f. ustin.
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente fsz-se publico que, de resoluco
da directora desta companhia, to malla nesta da-
ta, tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada acco a qual chamada ou
prestadlo deber ser paga at so da 16 de agos-
to prximo futuro, oo Rio de Janeiro em casa
dos Srs. Mau Me Gregor & C, na Bahia aoa
Srs. S. S. Daveoport & G, e em Pernambuco no
escriptorio da theusoraria da mesma via frrea.
Pelo presente flca tambes entendido que, no
caso de nao sera dita chamada ou prestado sa-
tisfeita no dia marcado para o seu pagamento ou
antes, o accionista que incorrer nesta falta, paga-
tal cha-
al que
S NO PR0GRESS0
DE
Largo daPenha
Neste muito acreditado armazem de molhados
continua a vender-ae os melhores gneros que ha no mercado, tanto em porcao como a retalho, e
por muito menos preco de que em outra qualquer. parte, porserem viudos a maior parte dellesem
direilura, porcontado propretario, por isso em vista dos procos dos gneros abaixo (mencionados
podero julgar todos os mais, afiancando-lhe a boa qualidade.
Nlanieiga VngYeza perf eUamefcte flor, 800 ubra, .m bar-
ril a700rs. $*
M.anlega franteza a miihor que ha no mercado a 720 rs. a libia.
Cba os mebores que lia no mercado TeiMie-se a i quaiidade a 3*000.
2* ditta a 2$500, 3* ditta a 20000, e prato a 18600 a libra.
Quei JOS uamengdS cnegados nest* ultimo vapor da Europa i 2#800rs. ditos ehe-
gados no vapor passado a 18800 e 19600 rs.
Queijo prato
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, rua das Gruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALHIEIDA & SILVA
os melhores que tsm viudo a este mercado por
640 rs. a libra e ioteiro a 600 rs.
sersm muito frescaea a
o carto elegantemente enfeitados, muito proprios
BoUo franeex a 500 rs.
para menino, s no Progresso.
Hoce da csea de goiaba, ly 0 Mixl0i em porcao a soo.
llOCe de WpeTClie em utta, de 2 libras muito enfeitadas a 19200
no progresso.
aaTa^aa\ela0.a imperial d0 afamad0 Abree, o de outroa muito fabricantes da
Lisboa a 800 rs. a libra.
.Vmeixas franeezas
s no progresso
rs. cada urna, a
ra juros a raso de 6 "/ ao anno sobre
usada ou prestaco a contar desse da
soja realisado o pagamento.
No caso de nlo effectuar o pagamento desta
chamada ou pteslaco dentro de tres mezes a
coatar do dito dia uxado para o embolso da mes-
na, flcero as acedes que iacorrerem em tal falta
sujeitas a serem confiscadas, segundo as dispo-
coes dos estatutos a este repeito.
Por ordem dos directores.
Assignado.W. H. Bellamy, secretario.
119 Gresham Houze Od Broad Street.
..
8 de maio de 1861.
Aluga-se ama grande casa sita na Soledade
b. 6, efroote da igreja, com commodos para
grande familia, tenlo 4 quartos, corredor no
meic, sala de jantar separada da casa, cozinha
fora, quarto para escravos, quarto para visitas,
quintal murado, cacimba com bomba, e um gran-
de tanque para banhos, terraco com latada de
maracuj, | urna parreira, quintal plantado, pin-
tada e mu fresca ; igualmente se vende urna
mobilia branca de ceregeira com podra branca :
quera a pretender, dirija-so a rua Nova, sobrado
n.37 ; a mobilia tembet se vende independente
do^lugue! da casa.
Na rua do Imperador n. 47 tem um comple-
to sortimento de Ticas molduras flugindo jacareo-
d para vender por prego muito barato.
KQWMMNew m mmmmmm
\mn fITA AINDAMIS BARATAS.?
SORTIMENTO COMPLETO
ti
lafazendas e obras feitasj
a.
LOJA E ARMAZEM
ri
iGes & Basto!
NA
Rua do Racimado
a. 4tt, freate amar ella.
Goastaotemetrt* temo um grande e va-
riado sortimento deaobreeasacaapretaa
de panno e de corea multo uno a 28$,
S0| 359, paletets dos meamos pannos
a 208, tlt e 44$, ditos saceos pretos doa
mesmos pannos a 149,169 e 18$. casa-
cas pretasmuitobem teitas e de superior
panno a 289, 361 e 359, sobrecasacas de
ose mira decore muito fines a 159,168
e 188, utos saceos das mesmaa casemi-
ras a 103, 129 e 145, calcas pretas de
casemirafina para homem a 89, 99, 10/
e 12, ditaa deeasemira decorea a 7$,89. j
99 e 109. ditas de brimbrancoa muito
fina i|i 69, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditaa de meia ca-
semira de rica* corea a 4J e 45500, col-
leteaprortoa deeasemira a 59 e 69, ditos
do ditos de ceras a 41500 o 59, ditoa
braaco-tia seda para casamento a 59,
ditos do 6|, col le te s de brim branco e de
Usto 89,89590 e 49. ditos de cores a
9500 e 89, palotetspretos de merm de
ordaosacco esebreeasacoa7f ,89 e99,
olletas pretos para luto a 49500 a 59,.
cas pretaa do merino a 49580 e 59, Pa-
I etots de alpaca preta a 39580 e 4|, ditos
sobrecasaco a 68,79 e 81, muito fino cel-!
lotea do gerguro de sedade cores muito 1
boa (aseada a 89800 e 41. coHotesdov*!.
lado de corea a pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobro casaea de panno pro-
tos e de corea a 149.159 o 19, ditos do
case mira saccopa*aosmesma a 69500 e
79, ditos de alpaca pretoe *eos a 89 o
38500, ditos sobreeasacos a 5$ e 59500,
ealcasdeeesemirapcotaae decores a6. ,
1500 o 79, camisas para menino a 20**
a dazia, camisas inajleas pra tlargas
muito superior a|8S8dufiapan acabar.
Assim como temos urna ofnetna de al i
!'iate ondemandamoa azecutar todaa as ,
obras cos^bravidado.
algum
400 rs. a libra o em calas de urna ar-
em frascos com 4 libras por 39000cada um, s o frasco val 19
dittasporluguezas a 480 rs. a libra.
Latas eom ba\aebibas de oda eont.ndo dineremes
19400, assim como tem latas de 8 libras por 3g000, ditlas com 4libras por 2$000 rs. s no
Progresso.
Malaga dO tOBiate em ialasd* i libra, por 900 rs. e em latas de 2|,Ubraspor 19600 rs.
Conservas trancen s e inglexas rec.ntemente chegad.. a soo r.. o um
co em porcaose faz abatimento.
Passas em eaixianas de fc Vibras melhore, qut lem vindoaest.
mercado por serem muito grandes a 2$800 rs. cada urna.
Rspermacete superior mm aTaria a 700 rg.. Ubrif em cu. seiw.
abatimemto.
\ietria, macarrao e taVaarim .
roba por 89.
L.ataS eom peUe de pOSta da9IDeihore8 *.,,. em Portugal, como
aejam savel, congro, sarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a 19400 rs. cada urna.
\xeitonas muito uo\as. moo 0 barriI| en> garraf,, 240 rs.
Palitos de dente iixados em molhoscom 20 nacinh0i por Wn,
aerveja ,jas ma8 acreditadas marcas 59000 a duzia a retalho a 500 rs. a garrafa.
Y nUOS engarraiadOS d8g seguinteg quaiidads, Porto. Feitaria, ditto Bordeaux,
dilto Muscatel, a 19 a garrafa ; tambero tem vinho Chores para 29OOO rs. a garrafa.
% lllUOS em pipa gem tomp0siSao Porto, Fgueira.Lisbos, a 640"rs. em caada a 49500.
Presunto de fiambre ingiez muit0 nOT08 a 800 libtt.
Pregunto de Lamego 0 que ha de bom nesle genero a 480 r8; m pors5a, 400 rt.
Cnouri^as e paios a 560 rt# alibr8t em barril com 6dBllif.dBpal0S por ojooo.
Eoucinbo de Lisboa 0 Bilt D0T0 que ha no mercad0, ^ r, ubr,.
anbadeporcoreftnadaalnai9alTallie podfl haTera480r,. .llta. em
barril a 440 rs.
A. F, Duarle Alnwida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus freguezes que tendo separada a sociedade que tin/ia com
seu mano, acba-so de novo estabelecido cora dous acetados armazens de molhados, associado cora o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razio de Duarle & Souza, e segundo na de Duarle Almeida & Silva: estes esiabelecimentos ofierecem grandes
vantagens ao publico, nao s na limpeza o asseio com que so acharo montados como em commodidade de pre;o, pois que para isso resolveram os
propietarios mandarem vir parle de seus gneros em direilura, afim de terera semprecompleto sortimento, como tambem poderem offerecer ao puv,
buco urna vantagem de menos 10 porcenlo do preco que possam comprar em outra qualquer parte, por isso desejando os proprielarios acreditarera
seus estabelecimeo tos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco pra ticas, em qualquer um desiesestabelecimentos, quesero to bera servidos come
se viessem pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vaniagens que oflerecemos, pedimos a
todos os senbores da praca, senhores de engenho e lavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeira vez, afim de experimantar, certos
deconlinuarem, pois que para isso nao pouparao os proprielarios forjas para bem servirem aquellas pessoas que (requemaren? nossos estabelecimentos ;
abaixo transcrevemos algumas adiados de nossos primos, por onde ver o publico que vendemos baralissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
MANTEIGAINGLEZ k. especialmente escollhida a 800 rs. a libra e em barril a ?50 rs.
M AJNTEIGA FRA^CEZA a melbor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. em barril e meios.
CHA HYSSON E PRETO o melhor do mercada de 19700 a 39000 e em porcao lera abatimento.
PRESUNTO FIAMBRE ingiez e hamburguez a 900 rs. a libra e era porcao a 800 rs.
PREZUNTOS PORTTJGUEZES viudos do Porto de casa particular a 560 rs. por lib'a e inteiro a 460 rs.
CHOTJRICOS em barril de 8 libras a 49500 e era libra a 700 rs.
SaGU' E SEVADNHA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 89000 rs. a arroba.
ANELAS PRANCEZAS em latas de 6 5 1|2 a 1 a libra e a 192C0 a retalho.
PASSAS em caixinhas deoito libras, as melhores do mercado a 29800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMACETE SUPERIOR sem avaria a 700 rs. e em caixa a 680 rs.
CONSERVAS FRAKCEZAS IISGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERYILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS "a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACHINHA DE SODA de diversas qualidades, a mais nova do mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque do Port, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeiioria de 19200 a 19300 a garrafa e a
139 a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa e de 39800 a 49800 a ranada.
FRASCOS COM FRUCTAS de todas as qualidades de Portugal de 19200 a 2900U.
BATaTAS NOVAS em caixasde duas arrobas a 39 e velhas a 600 rs. a arroba e 40 rs. a libra.
CURANTS ou passas para pudim a 19 a libra e era porcao ter abatimento.
LATAS COM PEIXE SAVEL eoutras muilas qualidades, o mais bera arranjado que tem vindo a 19400.
CAFE' DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANHO o melhor que se pode desejar a 39100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa e de 89500 a 109000 a duzia,
CHARUTOS VERDADEIROS SUSPIROS e outras mimas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BANHA DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril.
SERVEJ AS D VINAGRE PURO DE LISBOA a 240. rs. a garrafa o 19850 a caada.
CA1XES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em por$o a 900 rs.
AZEITE DOCE PURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJOS PRATO os mais novos que ha no mercado a 650 rs. a libra e inleiro a 600 rs.
Genebra DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco a 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PALITOS LIXADOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos.
PALITOS FLOR para denles, 'os mais bem feitos que ha no mercado a 280 rs. o mago.
PALITOS DO GAZ a 39000 a groza o 280 a duzia de caixas.
AZE1TONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 19200 e barril.
ALPISTA o mais lirauo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
Mudanca.
mendoas de casca mole a 480 rs, a bra, em pors5o 8e hti algum abali.
ment, s no Progresso do pateo da Penha n. 8.
Alm dos gneros aonunciados encontrar o respeitavel publico um grande sortimento de
udo quanto bom e barato.
LOTERA.
A thesourara das loteras se acha es-
tabelecida na rua do Crespo n. 15, pa-
vimento terreo, ah se acham a venda
os bilhetes e meios bilhetes da quinta
parte da quarta lotera do Gymnasio
Pernambucano, assim como nes casas
commisstonadas do costume. A extrac-
cao tera' lugar impretervelmente no
dia sabbado 3 de agosto prximo pelas
10 horas da manba no consistorio da
igreja de Nossa Senhora do Rosario da
freguera de Santo Antonio dwta cida
de. Os premios seto pagos a entrega
das listas. O abaixo assignado espera
do respeitavel publico a concurrencia
na compra dos bilhetes, por ser esta
lotera em beneficio de urna grande e
magestosa obra da provincia destinada
para instruccao da nossa mocidade e a
vista do excellente plano pelo qual se
vai-extrahir.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Gabinete medico ciiwgico.J
9 Rua das Flores n. 37.
0 Serio dadas cons&kas medlcas-cirurgi- %
9 eas (telo Dr. Estevo Cavalcaoti de Albu- es
a) querqae das 6 as 10 horas da maohaa, ac- %
0 cudiado aos chamados com a maior Ixe- a)
0 vidade possivel.
0 1" Partos. Z
S2. Molestias de pella. S
3.* dem dos olhos. S,
0 4. dem aos orgos geoitaes. m
|a) Frailear toda e qualquer operacao em ast
0 seu gabinete ou em casa dos dteles coa- m
aa> forme Ihes (dr mais conveniente.

Attenfo,
Na bem conhecida fabrica de viuva Brito, na
rua Dlreits, casa o. 59, vendem-se velas de car-
nauba de lodos os lmannos e qualidades, mais
barato do que em outra qualquer parte, por ter
grande porcao empatada.
Joao Antonio Colho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todos os seas freguezes que
mudou a sua luja da rua estrella do Rosario para
a rua do Imperador n. 69, onde o acharo promp-
to todos os diaa uteis desde as 6 horas da maohaa
at as 9 da noile, para chumbar e tirar denles,
sangrar, por ventosas ou bichas; assim como pa-
ra qualquer outro servico de sua arte e fra dos
dias e horas mencionados pode ser procurado no
paleo do Carmo n. 22.
Curso de rhetorica
Hanonel da Costa Hooorato tem aberto seu cur-
so particular de oratoria e potica naciooal : na
rua Direila n. 88, primeiro andar.
Vinculo
de N. S da Conceico dos co-
queiros.
Os procuradores do casal do Qnado Joao Hen-
riques da Silva vem por meie leste pedir as pes-
soas que sao foreiras a este vinculo, que teoham
abondade de mandar pagar os anuos que eito
vencidos, no escriptorio de Gabriel Antooio, 00
pateo do Carao, das 9 horas da manhia at as 4
da tarde, ficaodo sujeitos ao comisso quelles
que o nao fizer por se ter procurado receber por
vezes e nao terem querido satisfazer estas dimi-
nutas quantias.
i
i

i
I
i


9
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na rua
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volts para a
camboa do Carmo.
Precisa-se de um oflBcisl de pharmacia : na
botica da rua do Cabug n. 11, de Joaquim Mar-
tinho da Cruz Correia.
O bacharel Antonio Annes Jaco
me Pire* mudou a sua residencia para
a rua do Imperador n. 81, onde pode
ser procurado para os myiteres de sua
proisso de adrogado. ,
Padaria.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, rea dos Piros n. 4-2, vende-se a muito acre-
ditada belachioha quadrada, d'egus, propria para
dcenles, bolachinha de araruta o dita de moldes.
Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Pa: em casa de
Aranaga Hijo A C.
Predsa-se de um homem que saiba traba-
Iharem velas de carnauba : a tratar na rua da
Imperatiiz a. 43.
Aviso!
c-2 3 i

a| ; S S ;e
? "O UQ D ,. BH
As pessoas que desejam comprar o sobrado da
[adeir da S, podem-se entender com o abaixo
assignado, na rua do Pilar o. 119, que est au-
torisado, tanto pelo "propretario como por sua
senhora, a fazer ffectiva a dita venda.
Jos Harlins Pinheiro.
Precisa-se de criado ; na rua do Principe,
no Campo-Verde, casa n. 10.
Joao Jos de Carvalho Moraes Pilho, com
procuracio bastante de seu pai para poder cobrar
de todos os seus deredores desta praca ; roga
pelo presente a todos elles, que hajam de vir
amigavelmente saldarem todos os seus dbitos,
usando dos meios judiciaes na falta de cumpri-
ment.
Atten$ao.
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Na rua Nova de Santa Rita o. 53, refiuacio,
contina a comprar as fructas seguintes : sapotis
adiados, abacaxis. tangerinas, quanto mais pe-
queas melhor, limao. pequeos. Tambem com-
ra garrafas braceas, servidas de licor, otj TioBos
ancezes finos.
Algodo da Bahia.
A fabfie Santo Antonio do Queimado lem fei-
to o aeu deposito em casa de Marques, Barros &
C, largo do Corpo Santo n. 6, aonde se encon-
trar ssmpre, assim cono fio di meimt rtrica,
Exposico
candieiros.
de
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos <
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos.
Nesls exposico de candieiros se encontrar
todo o sortimento de diversos tamanhos proprios
para ricas salas, ditoa para salaa interiorea, ditos
para sala de jantar para qnartos, para eoaioha,
para oseadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo outras muitas qualidades
que com a vista devero agradar ; assim como
tudo e qualquer preparo para os ditos candieiros
so encontrar sempre a veada naita exposico do
esodieirosna rua Novan. 10, loja do Yianna.
mtmw$
alfinetes de uro e brUantes.
Na oficina photographica da rua do Cabug o. I
18, entra Ja pelo pateo da matriz, exiatem lindos
alfinetes rom bullanles e ao gosto de Luiz XV,
para a collocaclo de retratos ; ba tambem urna
variada collecco de alfinetes de ouro com, e
sem pedras. O preco dos alfinetes com os re-
tratos variam de 169 a 200$. Ni mesma casa
vendera-se bellos espelhos com molduras doura-
das para ornar salas de luxo e tratamento ; bor-
las de seda para cortinados de janellas e para
quadros, assim como corddes para o mesmo flm.
Vende-se lulo a precos razoaveis e moderados.
O agente do correio de Olinda
faz publico que acaba de prestar coritas
do rendimento da mesma agencia do
excrcicio de julho 1860 a junho de 1861
apenas ficando em seu poder cartas es-
trangeirat no valor de 68740, por n5o
haverem anda apparecido seus donos.
Nada devendo a azenda at 30 de ju-
nho passado, para evitar duvidas no
futuro, faz a presente declaracao. Re-
cife, 20 de julho de 1861.
Bernardo da Silva G ni maraes.
Atten^o.
Previne-se a quem possa ioteressar que todo
e qualquer negocio qur de venda qur de hy-
potheca que tenha-se de fazer com a casa terrea
n. 1 sita no pateo de N. S. dos Remedios,
nullo, por ser bem perlencente a orphios, e
para que ao depois nao se chamem a ignorancia
se faz o presente anhuncio.
Urna pessoa com bastante pratica de escrip-
tursco mercantil, offerece-se para tomar conta
de qualquer escripia por partidas dobrada : quem
de aeu prestiono se quizer utilisar dirija-se a rua
do Cabug, loja n.S.
Aos Srs. subscriptores, donos de terre-
nos a edificar, don os de otarias, tor-
nos de cal. fornecedores do madeira,
mestres campias, pedreiros e mais
pescas qne quizerem fazer parte da
sociedade de edificaedes, etc.
Senhores.Sendo-me preciso coohecer o mais
breve possivel o numero, a exlensio e a siiua-
cio, assim como o valor aproximalivo dot terre-
nos offerecidos por varios e numerosos proprie-
larios que com o valor dos mesmos terrenos que-
rem concorrer para a formago do capital social,
veoho por esa convidar a todos a remetter-me
em carta fechada o termo de subscripcao que
acompanha o prospecto que lhes leoho en-
tresu*. sob o asea sobrescripto rua do Crespo
n. 4 loja do Sr. i. Falque ou so Recife rua do
Trapiche n 14 2 andar, das 10 horas da manhaa
as 3 da tarde at o dia 27 de julho correle in-
clusivamente.
Aproveito eesa mesma occasiao para convidar
a todos a comparecer domingo SJdejuIbo
correte i rua do Imperador, casa n. 81 primei-
ro andar as 11 horas da manhaa em ponto para-
tratar de negocioa relativos a dita sociedade.
Em tanto, teuho a honra de assigoar-me.
De Vmcs. mui atiento venerador e criado,
. F. Jf. Duprat.
Pernambuco, SO dejulbo do 1861.
7 SGNr^ it-Y? a'tfVaT arteVT ** SVe* aA V^ Iv7ot
ARMAZEM
DE
ROUPA F
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
|40 RUA DO QLEIMADO 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Nesle estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, a ventade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 40$, 35$ e 30&000
Sobrecasaca de dito, 35 e 30&0
Palitots de dito e de cores, 350, 30p,
158000 e 20(KX)
Dito de casimira de cores, 22#000,
15, 12 e 9*000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, H8000
Ditos de merio-sltim pretos e de
cores, 98000
Ditos de alpaka da cores, 5* es>
Ditos de dita preta, 99, 7. 5# e
Ditos de brim de cores, 5#, 49500,
4$000 e
Ditos de bramante ds linho branco,
68000, 59000 e
Ditos de merino de cordo preto,
159000e
Calsas de casimira preta e de cores,
129,109, 99 e
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 59 e
Ditas de brim branco a de cores,
58000, 495OO e
Ditas de ganga de cores
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 98 a
Ditos de caaemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69,59500, 59 e
Ditos de setim preto 5#000
Ditos de seda a setim branco, 69 e 58000
Ditos da gurguro de seda pretos e
de cores, 78000, 69OOO e 5*000
Ditos de brim e fustao branco,
39500 e .39OOO
Seroulas de brim de linho 2200
Ditas de algodo, 18600 e IJ&O
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 29500 o 29300
Ditas de peito de linho 68 e 3#000
Ditaa de madapolo branco a da
cores, 39, 29500, 29 e 19P00
Camisas de meias 1(000
Chapeos pretos de massa.francezes,
formas da ultima moda 108,89500 e 7&000
Ditos de feltro, 69, 58, 49 e 25000
Ditos de sol de seda, inglezes
franeezes, 14, 128, 118 e 79000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feios, da ultima moda 9800
Ditos de algodo 9500
Relogios de ouro, patentes hori-
| sontaes, 1009, 909, 8O9 e 709000
295OO i Ditos de prata galvanisados, pa-
3S000J tente hosontaes, 408 309000
Obras de ouro, aderecos e meios
890001 aderemos, palseiraa, rozetaa a
i anneis |
395OO' Toalhas de linho, duzia I29OOO o IO5OOO
89000
395OO
395OO
39500
48000
89000
68000
49500
Ama.
Preciss-sa de urna amalivre para coiinha ; ni
rua da Concecio da Boa-Yista, oblado o. 6.
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro.
\jnvco deposito na botica de loa^nim MavUulio
da Crnz Correia & Cornado Cabug n. U,
em Peraambueo.
H. Thermes (de Chalis) anligo pharmaceolico aprsenla hoja urna nova preparaco de ferro
com o nome de elixir de citro-lactato de ferro. ""
Parecer ao publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas lo
vanadas, mas o homem da sciencia cmprahende a necessidade e importancia de urna lal varie-
dade.
A. formula um objesto de muita importancia em tberapeolica ; um progresso immenso
quando ella, maniendo a essencia do medicamento, o torna agradavel, faeil e possivel para todas as
lades, para todos os paladarea e para todoa os temperamentos.
Daa numerosas prepararles de ferro at hoje conhecidas nenhuma rene lo bellaa qualida-
des como o elixir de citro lacttto de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quea dose, o ser de urna promptae fcil dissoluco no estomago, de modo que completamente
assimilado ; e o nao produzr por causa da lactina, que contera em sua composico, a conslipaco de
vantre to frequentemente provocada pelas outras preparaesferroginosaa.
Estas novaa qualidades em nadaallmm a sciencia medicamentosas do ferro, que aendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispensar em sua clnica, de incomparaval ulilidade
qualquer formula aue lhe d propriedadestaes que o ortico o poasa prescrever sem receio. E' o
que conseguio opharmaceutco Thermescoma preparasodo citro-lactato de ierro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre aa numerosaa prepararles ferrogiuosas, tomo o
atiesta a pratica de muitos mdicos dislioctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como in-
menso proveito as molestias de languidez (chlorose pallldas cores; na debilidade subsequente as
hemorrhagias, as hydrepesitsqueapparecem depois das intermitentes na incontinencia : de urinas
por debilidade, as peroles brancas, na escrophula.no rachitismo, na purpura hemorrhaaica, na
couvaUaceocia das molestias graves, na chloro-anenria daa mulheres grvidas, em todos os catoa
em que osaoguase acha empobrecido ou viciado pelas fadigas a*ec?oes chronicas cachexia tuber-
alosaa, csocrosa,syphililica, excessos venreos, onanismo e uso prolongado ai prt n:scea uer
..JWf?lir"l**'?ia',dom!liir?'*,,tai0 Mn8ooferro a prinupai utsUncia de qu^
medico latn de lo(ir mi para as debelar, o author do cilro-lactalo do ferro j,ee louvores e
roconhocdamento;ahuaaidade por ler descoberto urna formula pela qual se pve sem recelo
do ierro
usar


(;
IiKIO DI MHlBIDCO. ftU*M% EBU 4 M JLHO DI 4W1.

DE
commisso de escravos,
ra do Imperador n. 45,
tereeiro andar.
Para dita ra (oi traasferido o escriptorio de
commisso da eacraTos qu*> se chira eslabelsci-
do no largo do Pa raizo n. 16, e a ni da mesma
sIb se contina a receber escravos para serem
Tendidos por commisso e por coola de aeua sa-
ohores, nao se poupaado estreos paca qu os
meamos sejam Tendidos com promptido, aDm
de seos senhores nao soffrerern empate com a
venda destes; assim como -se atianca o boa tra-
tamento eseguraoca. Nesta mesma casa ha sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos, mo-
cos e velhos, com habilidades e sem erlas.
' Aluga-se o primeiro andar da casa da ra
d.t Gadeia doRacifen. 18: a tratar aa loja da
mes-ma easa.
Na ra estreita do Rosario n. 21, primeiro
andar, precisa-se de urna ama pira comprar e
cosinhar para urna senhora.
> O
J 3--Rua estreita do Rosario3 J
tj Francisco Finio Uzorio continua a col- JJ)
$$ locar dentes arGciaes tanto por meio de
jj molas -como pela presso do ar, nao re- $
@ cebe paga algumasemque as obras nao
q quem a vontade de seus donos, tem pos q
$ e outras preparacoes as mais acreditadas gf
1 para conservaco da bocea. q
$9999 SS'3 99999999999
Cachorrinho,
Fugio na madrugada de sabbado 13 do corren-
te un cachorrinho do reino todo branco com
urna peiueoa*saalha amarella na costa ao lado
esquerdo, ps pezunho, nariz e olhos pretos, por
nome Melindro : a pessoa qne o achou, querendo
rostitui-lo, poder levar ao aterro da Boa-Vista,
boje ra da Imperatriz, caa terrea n. 27, que
perceber por sen trabatho 10$ de graiidcago.
Ainda esl paaa alugar o tereeiro andar da
ra do Amorira n. 19: a tratar na loja da mes-
ma, ou na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
nmswimwi ates s^^is^ m
( Gupgel & Perdigao.
Fazendas modernas. %
Recebem e vendem constantemente su- j
perior6S vestidos de bloude com todos os
preparas, ditos modornus de seda de cor 12
e pretos, ditos de phanlasia, ditos de *
cimbraia bordados, lindas laazinhas. S
cambraiade molernos padrdes, seda de 5?
quadrinhos, grisdeoaples de cores e pre- m
tos, moreantique, sintos, chapeos, en- .
ieiies para cabeca, superiores botoes, ||
manguitos, pulceiras, lequas e extracto J
de sndalo, modernos manteletes, tal- tt
mas compridas de novo feitio, visitas de *
gorgurao. luvas deJouvin a 2J500.
Muito barato. fi
Saias balio de todos 03 taraanhos a 48, fi
chitasfrancezas finas claras e escuras a |f
28i) rs. o covado, colxas de la e seda pa- ,
ra cama a 63 camisas para menino.
Koupa feita. g
Paletot de casemira de todas as cores 2
|| a ID?, ditos finos de alpaca a 63, ditos |b
de brim a 4J>, chapeos pretos a 8g e mui- 3
tas outras fazendas tanto para senhoras II
8 como para homem por preco inteiramente 5,
barato, do-se as amostras : na ra da j|
S Cadeia loja ,n. 23, confronte ao Becco o
Lar?o. |l
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO D0UT0R
SABINO O.L.PINHO.
.Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desda as 10 horas
at meio dia, acerca das seguales molestias :
molestias das mwlheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febret,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA
Verdadeiros medicamentos homeopalhicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus^teitos, tanto em tintura, como
em glbulos. peUs preces mais commodos pos-
aiveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Stbino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; lodos
que o Corem (ora della sao falsas.
Todas as carleiras sao acompanhadas de um
Impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguales palavras : Dr. Sabino O. L.
Finho, medico brasileiro Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos qua se pe-
de, As carteiris que nao levaren! esse impresao
assim mircado, embora tenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
A thesouraria das lote-
rias se acha transferida p#ra
a ra do Crespo n. 15, pavi-
m ento terreo. O thesourei-
ro. Antonio Jos Rodrigues de
Souza.
Bentista de Pars.
15Ra Nova15
Fraderic Gautier.cirargiabdenlisla, faz
todas as operaces da sua arta e coloca
dentes artificiaos, todo com a superiori-
dade e perfeico que as pessoas entendi-
das IhereconbaceiB.
Tem aguae psdentifriciosetc.
Aluga-se
o tereeiro andar e solio da casa da ra do Quei-
mado n. 2, becco do Petxe Frito : qum o preten-
der, dirija-es a loja do Pregurca.
Hagalhes da Silva rmeos participara aos
seus amigos freguezes. que acabam de estabele-
cer um novo armazem com fazendas para veode-
rem por atacado, oa ra das Cruzes o. 41, onde
encontrarn sempre um completo e arlado sor-
timento : portento team a bem fundada esperan-
za da que se digoario de novamente honra-Ios
com sua freguezia, para o que promettem lar lo
do escriii u o em bem serv-los.
Precisa-se de quatro a cinco con tos de ris
a premio com garanta em um predio de tripli-
cado valor, em ra principal esta cidade : a
quem convier, annuncie.
defi-
Attencao.

Pede-se aos devedore* da loja
nado Antonio Francisco Pereia afui-
r*m vir a mesma loja saldarem tu ai
contal no prazo de 15 dias, do contra-
rio procurarse-ha receber como lhe
faculta a le. Recife 19 de julbo de
1861.
Atten^o.
Acaba de desapparecer da caaa do aeu senhor,
um molequioho de lOanoos pouco mais ou me-
nos, por nome Virissin>o. que fei de 6r. Fr.
cieco Xavier Mandes da Silva, proprietario do i
genoo Jardim, da (reguezia do Cabo. O aeu ac-
tual possudor protesta perseguir com todo o ri-
gor da le, a quem o tiver acoutado, e gratificar!
a quem souber delle, eo levar ra de Santa
Isabel d. 9.
Jos Lopes Dias Feixoto, Pertuguez, Tai a
Portugal tratar de sua aauda.
Boa-Vista, travessa do Pires.
Aluga-ae ma pa4aria com todos oa perteoeea,
ou para qualquer oEucina, com asaegeiaitasdi-
mencoes : loja, 90 palmos de fundo, 35 de largo,
um lelheiro com 70 de largo e 60 de fundo, ga -
rante-se o aluguel: trata-se na ra da Seszala
Nova d. 30.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Precisase fallar ao Sr. cadete Tu-
de neta typographia.
Aluga-se a casa abarracada, unida ao so-
brado do Mooteiro, e veode-se um boi gordo e
muito manso para carroea, por prece comntodo :
a tratar ne aitio da capella dos Afililos, ou Da
ra estreita do Rosario a. 28, oas 10 horas da
manha s 3 da tarde.
Realejos.
Na ra da travessa da matriz de Santo Anto-
nio, sobrado de dous andares n. 14, concertam-
se realejos de todas as qualidades, tanto de tu-
bos como de palhetaa.
O proprietario do estabelecimento intitulado
caf dos arcos, faz scienle a seus credores que
queira apresentar suas contas pBra serem pagas.
Compras.
de auro de 209: na
de 20$; na
Compram-se moedas
ra No?an. 23, loja.
Compram-se moedas de ouro
ra da Cadeia do Recife n. 34, loja.
iompra-se
ama burra de ferro ou cofre, sendo em conta
quera a liver e queira vender, annuncie por este
jornal.
Compra-se dous coelhos da India, quem li-
ver annuncie.
Vendas.
Leite puro
Vende-se ao p da vacca
35, portao de ferro.
na ra do Sebo n.
PHUUIACIA -B.UITH0L0SE9
Ruadarga do Rosario n. 36
Rob l'Affecteur.
Pilulas de Alterna.
Pilulas americanas.
Vermfugo ioglez.
Pilulas Uolloway.
Ungento Holloway.
Aos tabaquistas.
Lencos Ooos de cores escuras e fixas a imita-
fSo dos de linho a 5$ a duzia ; oa ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
4 aguia douro
No botequim d'aguia d'ouro,
na ra estteita do Ro
sari o n 23, do fronte da ra
das Larangeiras,
fernece-se almico e janlar para fora, manda-se
levar, mensalmente, pelo preco' mais commodo
possivel, assim como todos os dias das 7 horas
da manha em diante tem a papa de farinha do
Maranho e araruta, e todos os domingos e dias
santos tem a bem conneciua mav e vacui 4 horas da madrugada em daate, e no mesao
estabelecimento achar-se-ha sempre comida
prompta a qualquer hora que se procure, e pre-
para-so qualquer encommenda que se lhe ficr
com todo o aceio e promptido.
Algodao
azul americano.
uval .sea pido.
Vende-se overdadeiro
no.em caizase a relalbo :
Iha n. 35.
algodao azul america-
na ra da Cadeia Ve-
Progressivo
Progressisla. -
Vende-ee nos rameos do largo do Carme n.
9, e ra das Gruas a. 36, manleiga inglaaa flor
da safra velha a 800 a a 1. da nova chagaia l-
timamente em*barrister abatimeolo, itffaafla aa
sor uaoteiga que outro qualquer alo anda ven-
der por menos da 1*440, (uio serviado Uto de
Quosa os aoasos cUaM.]
feruifcftaiasd,,, leja de miudezas
de Joaefle Azevedo Haia eSilva, tem para ven-
der pelos ehnieutos presos abaixo declarados pa-
ra apurar diaheiro, pois o que muito precisa,
Kanato Urde perfeito, pois o prejo admira i
Linha de gaz superior para saetear, no-
velo a 4o
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel muito bea, arrtela
Nvelos de taha do gaz braecas a 10 e
Cernais cea linfaa preta auuito gran-
"flea
Varas de franja de la muito bonitas a
Pegas de tranga de li multo bonitas e
com 10 varas s
Pares de meias cruaa para menino a
Ditos ditos de cores toos os tiaaaahos a
Ditos de cores para meninas a
Duzia de meias cruas para homem a
Cartdes de linha Pedro V com 200 iar-
Ohi '
Caixas com tissoea para aceoder charu-
toa a
Caitas com phosphoros de segnranca a
Duzia de phusphoros do gaz a
Fitas para enflar vestidos muito gran-
des a
Frascos d'agua de colonia muito supe-
rior a
Ditos comcheirot muito fino a
Oaziademeiss pare senhora melbor
que ha a
Pecas de Irancinha de la ser tiesa a
Sabonetes superiores e muito grandes a
Groza de botoes de osso para calca sendo
peques a
Dita e ditos grandes a
Tramoia do Porto superiores varas a
100, 20 e
Pegas de fita de linho brincase de co-
res a
Croza de penas de ac muito iiniia
Frascos de opiata para limpax dentes a
Copos com banha muito boa a
Eapelbos de columnas anadeira branca a
Carleiras para guardar dioheiro
Ra lejos para meninos a
Biralho portuguez
Varas de franja para cortinados a
Grozade bvioes da louca beeacos a
Tesouras muito finas para unhas e cos-
ture a
Caixas de charutos de lia rana muito su-
periores a
Cartas sauilo finas pera voltareta o ba-
ralho a 240 e
Varas de bico largura de 3 dedos i
Garrafas com agua celeite para cheiro a
Rialejos eom 2 vozes para meninos a
Veude-ae urna orioulinha de 16 anuas, en-
gommadeirae cosinheira, elegante Ogura : na
ra da Imperatriz n. 5, segundo andar, se indi-
car quem veode.
Muita grvala ba-
rata.
100
200
200
160
120
2400
SO
40
160
240
80
400
509
3|000
50
160
130
340
u
40
500
400
610
4W500
500
40
120
240
U%
400
4U000
3g0
120
1*500
1O0
Grande pechiocha.
A 250,^45 er50 rs.
Chitas francesas de muito bonitos padres e
multo bonspanoos, pelo baratissimo preco de
220. 240* 260 rs. o covado ; na ra do Queima-
4o n. 22, na loja da boa f.
Gangas franca*as uito (as com padree
eseeros-a 480 rs. canso : na ma do Queisoa-
don.22, nalojaflaloa re.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber easa ne-
v e apreciavel agua embreada, de urt arome ex-
cedentemente agrJdavel. Ella serve acertada-
mente para ae deitar algumas gotas a'agua pura
cem que se banha o rosto, resultando diaso que
refresca e conserva o vigor da c^is, com especia-
lizado das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mui deleilavel, re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer esse balito deaigredavel qua qusei sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deiza a navalha
qande se fae a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto tenha della composico. Gus-
ta o frasco lj), e quem aprecia o bom naodeixar
cortamente de comprar deesa eslimavel age am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parte onde se achara.
- .i
$$Recommendaco aos Srs.J
deengenho.
Panno azul de superior qua-
| lidade para roupa de escravos a
900 e iff.
Na laja d'aguia branca se eocontra um grande
e bello sortimento de grvalas de differentes gos-
tose qualidades, e por precos taes que em ne-
nhumaoutra prtese acha. como aeja, gravati-
n has estrellas bordadas a 800 e 1J. ditas pre tas a
de cores egradaveis a 1, r200 e 1J>500, ditas de lodos os tamanhos:
eom pontas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim msco a 18500. Pela varieda-Je do sor-
timento o comprador lera muitas deque se agra-
de : ua ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 1C.
Riscadiohos de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na ruado Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
urna negrinha recolhida muito bonita e geitosa,
de 14 a 15 annos de idade, e inteiramente inno-
cente ; vende se para aqui e nao para embarcar:
quem a pretender, dirija-se a ra da Imperatriz
o. 9, segundo andar.
Gratule
armazem de violas na ra
Direita n. 87.
Neste armazem ee encontrar as mais bem
foitas violas e guitarras, as quaes vendem-se
Unto em grosso como a retalho, mais em conta
do que em outra qualquer parte, por serem do
mesmo fabricante.
Brim branco de linho muito fino a 10280 a
vara; na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Brilhantes
Rival
sem segundo,
Na ra do Queimado n. 55 loja de miudezas
do Jos de Azevedo Maia e Silva, esl queiman-
do os objectos abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120
Caixas de aliuetes francezes 3 100
Carta de ditos ditos a 80
Cartdes de colxetes com defeito a 20
Carles de ditos perteilos a 60
Caixas de dito muito superioj a 40
Pares de meias cruas a 160
Mago degrampos de caroeol a 40
Tesouras para costura a 160
Pares de sapatos de trancado algodao a 10000
Ditos ditos de l a 10280
Sapatinhos de l para meninos a 200 e 400
frascos de oleo baboza a 400 o 500
Ditos de macaQ perola a 200
Ditos ditos de oleo a 100
Ditos de banha a 240
Ditos d'agua ambreada a 500
Ditos de oleo philecome a 900
Caixas de folha com phosphoros a 100
Ditas com phosphoros de velas a 240
Duzia dtcolheres para sopa muito finasa 10500
Escovas para dentes muito finas a 160 e 200
Groza de penas de ac caligraphica a 10440
Tem tambem urna porcao de tranca de linho
vendem-se em casa de
N. O. Bieber&C. successores, ra da Cruz a. 4.
Em casa de Na O. Bieber
(fc. successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se
VinhoBordeaux ein quartolas.
Dito Xerez.
Cognae em caixas de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, briozos e brins da Russia.
Cerveja escosseza (Edinburgh Ale.)
Pedrasde marmore branco para consolos e matas.
Plvora em barris.
Enxofre em canudo.
Julio & Conrado.
Conlinuam a mandar fazer obras por
medidas pois tem em sua casa um per-
feilo mestre alfaiate j bem conhecido
em sua thesoura, recebem toda e qual-
quer obra que nao Gque agosto do fre-
guez ; assim como tem grande sortimen-
to de obras feas tanto para meninos
como para homem que vende muito
baratoxomo seus freguezes nao igno-
rara, caigas de casemira de cor e preta
a 6g. 70. 8g, 90 e IOS, e para meninos
a 30, 40 e 5$, palelois de panno de di-
versas coresalO0, 120, 15$. 200 e 250,
casacas e sobreeasacas de panno muito
Uno a 308, 400 e 50]}. paletols de brim
diversos 3g e40, ditos de fusto o me-
lbor que ha oeste genero a 7$, paletots
de alpaca preta e de cores 30, 40 e 50
tanto eaccos como sobrecasacos, calcas
de brim e colletes de 20, 30, 4# e 5g" e
outros srtigos que se lornam enfastiveis
em mencionar so cem a vista se pode
apreciar seus precos e qualidades.
Venie-80 urna escrava crioula moca, de bo-
nita figura,ptima quiundeira, oque serve tam-
bem para o survico de cisa : na ra dos Guara-
rapes n. 46.
fflINRL
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n. 22
8
I
Cami-
sas inglezas.
Acaba de chegar ao armazem de
Bastos & Regona ra Nora junto a Con-
ceiqao dos Militares urna grande quan-
tidade de camisa inglezas com peitox
de linho muito finas pregas largas, e
por ser grande quantidade tomamos a
deliberaba o de vender pelo diminuto
preco de 35,$ e a 40 a duzia, sao as ca-
misas mais recommendaveis que tem
apparecido no mercado.
Largo do Terco
n. 23.
Vendem-se batatas muito novas a SO rs. a li-
bra, assha comooetros geoeros mais baratos que
em outra-qualaeer parte, nao se diz e preco para
nao espantar ti I (a diaheiro & vista).
Bates econmicos de cordo,
a 3J0O0.
Na roa da Gadeia do Recife o. 45, esquina da
ruada Madre de Dos.
Vende aanaa edoutinha de 16 sanos, en-
gommadelra a cozitttfaira, elegante figura ; na
ra da Imperatriz o. 5, segundo andar, indicar
quem vende.
JAYME
. '*: -
Cabelleireiro trancador, c desenhador
em cabellos,
Com seu estabelecimento na ra do Queimado
n. 6,1* andar, continua a receber encommeu-
dss de objectos tendentes a sua arle, garantindo
perfeico e aaodico preco.
Agoa Imperial
para lavar a cabeca, limpar as caspas e evitar a
qued dos Cabelles.
Veade-se na ra do Queimado, caaa de ca-
belleireiro.
Flores finas a' i#500 rs. o ramo 1!
Vende-se aa ra ao Queimado, casa de ca-
belleireiro:
Agoa de tingir cabellos.
Vende-se na ra do Queimado, casa de ca-
belreireiro.
Potassa da Russia e cal "de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
da deira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgen em
pedra ; ludo por precoa mala batatos do qua an
outra qualquer parte.
ftaada Senzala Noto n. 42
VaoaU-Man asada S. P. Joabatoa AC.
sellinse sUbftesngfozes, candeairos a easticaai
broazfados.lonas nglacas, fio davala, chicla
para carro, a mamaria,a rreio apara narra de
en a sus ewalos ratafias da aura aaiead
fiu
Aloja dabasdeira
ova loja' de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoet Us la Feneeca participa a
tades es seas freguezes tanto da praca
cono dmale, e juntamente erespeita-
vel publico, que lomou a deliberarlo de
baixar o preco de todas aa suas obras, por
cujo motivo tem para vender um granee
sortimento de bahs e bacas, ludo da
differentes tamanhos e de diversas cores
em pinturas, e juntameute un grande
sortimento de diversas obras, contando
baoheiros e gamelas grandes e pequeas,
maeuioae para caf e camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja babs grandes a 49 e peque-
nos a 600 rs., bacas grandes a 5| e pe-
queas a 800 rs,, cocee a 19 a duzia. Re-
cebe se um official da mesma ofcina
para trabalbar.
Relogios.
Vende-se em easa de Johnston Pater A C.,
ra do Vigario n. 3 an bello sortimento de
relogios de ouro, patente ingles, de un dos neis
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
una variadade de bonitos iraacelias para oe
mesnos.
Arados americanosemachina-
par a layar roupa: emeasa de S.P Jos
bnston & C. ra daSenzala n.42.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeites de continha, como dourados, e de lindas
filas e Gvelas, o mais fino que se pode encontrar;
isto na loia Aguia de Ouro, ra doCabugn.l B.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de supe-
rior qualidade : a tratar com Jos' Sa'
Leitao Jnior, ra do Trapiche n. 15.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C-, de New-York. Acham-as
venda na ra da Imperatriz a. 12. Tambem che-
garam as instrucQoes completas para se usarem
estes remedios, conteado um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se vendem a 1*000.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponte
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin. e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a reeebe-las por to-
dos os outros ; por isso quam quizer comprar
boas luvas escusa cansa r-se, dirlgir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabo de maifm e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
flm e madreperola a 29 e 2g500 cada urna. Com
urna escova assim delicada, faz gusto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarisas viu-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto sorli-
mento das me-
Ib ores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me 1 hora dos
com novos
a perfe i coa-
mentos, fssjaodo pasponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na rsa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carrfteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Trinta arcos
a 2$000.
Saias balo com 30 arcos a 2$ cada urna, sa-
patos de burracha-para homem s 2j o par : na
loja das 6 portas em frente do Livramento.
Novo sortimento
de castarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de differen-
tes cores e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a 5j, 3, 4 e 5 a peca, precos
estes que em nenhuma outra parte ae acham, e
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
A 4f, 4500 e 5.
Cambrala usa muito Gna a 49 a peca com 8 lr2
varas, dita muito superior a 55, dita tambem
muito fina com aalpcos a 44500; na ra do
Queimado n. 22, na laja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca aeaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porcao de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de aeda bordadaa, ul-
timo gesto, para meninas e senhoras, e ss est
vendeodo s 1*500 cada urna ; a ellas, antes que
se acabem, pois as ha na loja d'aguia branca,
ra do Queimado o. 16.
Luvas de fiaacamursa
(para militares cavallei-
ros.
A Jefa d'aguia branca acaba de receber de aua
encoataaenda mui final luvas da camursa, o que
da snasbar ae node4ar neaaa genero, e aa esti
vea*Mdo a 2&5O0 o par ; os senhoras ofBciaea e
cavaiieiros que aeeemprsrem conhecerao que sao
baratas vista da sea finura e duracao, e para as
Oblar dirigirem-se i.ft do Queimado. loja da
aguia branca o. 16. Adverle-se qua a quantidade
e pequea por hora, e por isso uto demorem.
8YSTE HA lEMCO BE HOLLWAY.
PILLAS HOLLWOYA.
Esta i nestimavel especifico, com posto intuir,
mente de bertas medicinaes, aSo comees ereu-
rionemalgumaoutTasubstaneistlelecteTia. Ba-
igno mais toara infancia es compleicomais
delicada igualmente promftto e seguro para
desarraigar o mal na compleco mais robusta;
enteiramen te innocente em suas opera^ese ef-
feitos; pois busca a remeve as doenc,as de qual
quer especia e grao per mais amigas e tenazas
que sejam.
Entre milhares da pessoas curadas com este
remedio, muitas qne j as la va mas portas da
mor te, preservando em seu use : eenseguiram
recobrar a saude e forjas, depois de ha ver tenta-
do inullimente todos os outros remedios*
Aa mais adietas nao devora entregar-** a des-
esperago; faram um competente ensaiodosa
afficazes affeitos tiesta assenrbrosa medicina,
prestes recuperario o beneficia daaaude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das segurtates enfermidades:
Accidentes epilpticos
Alporcas.
A m polas.
Areias (mal da).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeoa txtenua-
;ao
Debilidad* oa falta da
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta,
da barriga.
bos rins.
Dureza no ven tre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Pobreto das specie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hidropesa.
Ictericia.
Indigastes.
lflamma^oes.
Irregalardadas
menstrua cao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstruecao de ventre.
Phtysica oa consump-
pulmonar.
Retenco deourina.
Rheumatismo.
Sym plomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso.
Uleeras.
Venreo (mal).
Febreto intermitente.
Venda-se estas pilulas no estabelecimento ga-
ral de Londres o. 224, Strand, ana loja da
todos os boticarios droguistaeoutraspessoss edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Ha vana e Hspaaba.
Vendem-se as bacetiabas a 800 rs. cada
urna dallas, contem ama instrucclo em portu-
guez para explicar o modo de se asar destas pi-
lulas.
O deposito geral em casa de Sr.-Soura
pharmaceutico, na roa da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
iii!
, 4 lama liiumplia. |
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DB
Guimardes A Villar.
[Ra do Crespo numero 17.
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, leas, chapelinaa de pa-
Iha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, sahidas de baile.saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e precos, chitas fran-
cezas muilo bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades psra cabeca de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, calcas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, gravatas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v v6r
Quemduvidar vvr
Quem duvidar v ver.
Levem dinbeiro
Levem diuheiro
Levem dinbeiro.
ai
Enfeites de flores para ca-
samentos e bailes.
Chegou para a loia d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feilos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vio a casamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os precos sao 8,
10 e li. porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a roa
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Julio & Conrado.
Receberam os melhores chapeos
de alpaca para ebuva esol e vendem
muo barato, assim como de seda
que vendem por 60.
Pechincha
Coral de
Vende-se multo bom coral de $!*,'& fio alf:
na roa 8o Qaelmaao, loja d'aguia branca n. Ifl.
Armazenada
de Pars
DE
Magalhes i MewJes.
Ruada Imperatriz,outr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armazenada de 4 p novo sortisaerito de facendas de gosto, entra al-
isa, ricos chales de grox coa pona redonda e
borlote a 8, di tos de merino tambem da pona
redonda para todos es preoos, os reos cortes de
vestidos brancos de 5 e 6* esUo se acabando,
ncaa cobertas para casia de groad a lOf, rica
chitas para cobena de Crepen a W) o cavado, ri-
cos gostoa de cassas mi tizadas c 180 s 30 rs. o
aovado. Ha sempre tiesta casa um complato sor-
timento de chitas de 160 al 280 o covado. eais*
baiao da aovo gosto a de aros saludos, com fila
larga doa lados, que slo melhores do que ss lia


--------------
otra3mMwnk- qaiLKrk ntt*Hiixuamiei,
P
Cines
a5G0rs.

-iif u-
omasso.
Vendem-se massinboa da corsas lapidados &
500 n. cada un : na ra do Qu sima do, loja d'a-
guia branca o. 16.
ftfrfft
Lias escuras de padres moderno o melhor
q.ne teta apparecido, de liodas cores, a 240 rs. :
na ra do Qaeimado o, 39, loja de 4 portal.
. Libras sterlinas.
Vende-ie oo Mcriptorio de Manoel Ignacio de
Olireira A Filbe, lavando Corpo Santo.
Travessado Pires n. 11.
Joseph Grosjean em aua offlcina venda 1 a-
briolet noro, I carro americano para 1 cavallo,
1 cabriolet em bom estado, que vende multo em
cenia, assim coa*) encerado preto a -2300 o ce-
vado, e comprando em pega he de ser mais ha-
ralo.
AttenQo.
Ha ra do Trapiche a. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, exiate no bom sortimento de 11-
nuas da corea a brancas em carreteis do melhor
abricaata de Inglaterra, quaes vendem poi
procos mui razoaveie.
Jos Das Brando.
5Ra da Linguete5
O doto destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza a 1) a libra,
dita francesa a 700 re., cha preto a 18400, nae-
sas a 560, conservas inglezaa e portuguezae a
700 rs., aietria, talhatim e raacarrao a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480rs latas cora peixe de
postas a 1)400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5$ a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
6^800 a duzia, tanto eea garrafas como em meias,
er vil has francezas e portuguezis a 720 rs. a lata,
spermacetc de 4, 5 e 6 em libra por preco mili-
to em conta, vioho do Porto engarrafado fino
frelho) a 1500 rs vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornara enfa-
donho aos fregueses, (inheiro vista.}
Lindos cabazes
de palha fina, ou cestinhas
para meninas de es-
cola*
Na loja d'aguia branca se acham mui lindos e
delicados cabazes de palha fina, ou cestinhas en-
feitadas, propras para as meninas de escola, ou
mesmo para costura desenhoras, ecustam 4 e 59,
o que baratissimo vista da perfeice e bom
gesto de taes obras, as quae? se rendem em dita
roja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
FUNDIDO LOW-MOW,
Rua da Scnzalla Nova n.42.
Ndsta astabeiecirnento contina a haver um
completo sortimento da moendas esaeiasmoen-
das oara erigenho, machinas de vapor etaixas
te farro batido e coado, da todos os tamanhos
para dito,
A 12^000
a duzia de toalbas'felpudas superiores ; na rua
do Queimado n 22, na loja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andares e
sollo na rae de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzes n. 18.
Atiendo
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem 0$ tem
para Tender.
*
Julio Conrado.
Vendeovbellos vestidos de fil ma-
lisados tanto de 2 saias como de
folhas a 10;}, para acabar.
Aranaga- Hija & C.
vendem ongas de ouro: na rua
do Trapiche n. 6.
Relogios patente ingles a 1709, em
casa de Julio 4 Conrado, assim como
ricos adereeos de diversas qualidades
que rendem barato por quererem acabar
com o negocio de ouro.
Lindas c
com necessarios para costura
Acaba dechegar para a loja d'aguia brsnea mui
lindascaixiohas matizadas, com espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agulbeiro, dedal e ponteiro,
tudo pratiado e de apurado gosto, emflm urna
caixioha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
109 e 129 : oa lo^a d'aguia branca, rua do Quei-
mado n. 16.
E afeites de cabeca.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n. f B,
chegado um completo sortimento de enfeiles
para senhora, sendo ultima moda, que se vende
mais barato do que em outra qualquer parte.
E' nwto barate.
Manteletes de fil preto muito superiores a 8;
na raa do Crespo a. 10.
Damasco de seda.
superior a 39500 ; aa raa do Crespo n. 10.
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da aguia de ouro
1 rua do Cabug n. 1B
Vendem-se massinho da coral muito fino a 500
rea o masso.
Tachas e moendas
Braga Filho & C, tem sempre no sen depo-
sito da rua da Moada n. 3 A, um grandesor-
manto da tachas e moendas para engenho, da
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapiche
n. 4.
Veude-se o engenho Tiriri, sito na comeros
do Cabo, com as proporces seguales: dista-da
estrada de ferro urna legoa, e porto para embar-
que em distancia de 200 brabas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muitos terrenos para se
abrirem com facilidad?, ha grande cercado e
muitas matas. Este engenho novo e bem obra-
do ; a tratar na rua da Praia n. 47, segundo an-
dar, ou no engenho Cafund, sitio em distancia
de meia legoa da estadio deOlinda com o abaixo
assignado.Joao Paes Brrelo.
A 8J000.
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa,
oaquaesse vendem pelo diminuto preco de 8J
cada um : na rua do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
boa faseada, a 180 u. o covado.
Coilas de case mira de cor fina a 44.
Ditos de colleta de gorgurao, bonito* padrees, a
29000. -; ~:
Pannu fina superior, cor de azeitana, a 4*000 o
corado.
Caaeraire prcta fina a 29 o corado:: na rna do
Crespo n. 10.
eses #
Liquidafad
Enlre-meios
os melhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca recebeu um expe ndido
sortimento de ntremelos de delicados bordados,
e gostos inteiramente novos, com differentes lar-
guras, do mais estreito at mais de 1|2 palmo,
suas diversas applicacoes escusa dizer-se porque
todas as seohoras aabem : os precos sao de 2 a
59a pega conform a largura, e tal a bondade
delles que quem os rir e apreciar o boro, iofalli-
velmente os comprar : na leja d'aguia branca,
oa rua do Queimado o. 16.
m&atBmtm enana asisisassji
I
Atlenco
Fazendas e rou-i
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
8
48- Rua da Imperatriz48
Junto a padara franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
de roupaa de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletols
de alpaca preta e de cores a 39 e 3950O,
ditos forrados a 41 e 49500, ditos france-
zes fazenda de 109 a 6&500, ditos de me-
rino preto a 69, ditos de brim pardo a
3$800 e 49. ditos de brim de cor a 39500,
ditos de ganga de cor a 39500, ditos de
alpaca de laa amarella a imitacao de pa-
lha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
caaemira a 49500, b$ e 59500, ditos de
casemira saceos a 13f, ditos sobreessacos
a 159, ditos de panno preto fino a 209,
22g. 289. ditos brancos de bramante a
39500 e 49, caigas de brim de cor a 1$800,
20500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditas de
casemira a 69500, 7500 e 99, ditas pre-
tas a 4S500, 79500,99 e 109, colletes de
ganga franceza a I96OO, ditos de fusto
29800, ditos brancos a 2Jp300 e 39/ ditos
de selim preto a 39500 e 4950O, ditos de
gorgurao de seda a 49500 e 59, difaaade
casemira preta e de cores a 49500 e 59,
ditos de velludo a 79, 8g e 99.
Completo sortirnento de roupa para
meniDos como sejam calcas, colletes, pa-
letols, camisas a I98OO e 29, ditas de fusto
a29500, chapeos francezes para cabera
fazenda superior a 69500, 8S500 e 109,
ditos de sol a 6| e 6$500, ditos para se-
nhora a 4J500 e 59> Recbeos-se algu-
mas encommendas de roups por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cular qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Ricos corles de vestidos de seds es-
coceza superior a 149, novidade em corte
de chita achanislotada de ricos padres
com 14 covados a 59, chales de merino
estampados de bonitos gostos a 69500,
cambraia lisa de Escocia com 10 raras e
de vara de largura a 4, 49500 e 69, su-
perior bramante o melhor que ha a 2g e
29200 a vara de 4 larguras, sortimento de
meias para meninos e meninas a 29600 e
3$ a duzia, cambraia de salpico muito fi-
na a 700 e 8(iO rs. a rara, chitas sortidas
francezas a 240, 260e280 rs o covado a
outras muitas fazendas por precos commo-
dos.
jParaossenhores]
[ladres.
Luyas deJouvin.
Na loja da Boa F, na rua do Queimado n. 23,
sempre seenconlrarao as superiores luves de pel-
lica de Jousin, tanto para homcm como para se-
phora, por serem recebidas por lodos oa vapores
vindos da Europa, e se rendem pelo baratissimo
prego de 25500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na rua do Queimado n. 22.

Ruado Queimado loja de
O 4 portas u. 10. g
& Vende-se pan no de supeiiorqu a- fjfy
<9 lidadeprora de limao cor de A
caf a 3^. 0
Dito verde a 3$.
Dito preto a 3$.
Dito azul a 3.
Seroulas escossezas brancas a
1^200 e1^300.
Ditas de hnho a 8j>.600 e 3#.
Superiores manteletes de fil
preta a 6$.
Camisas de linho inglezas duzia
300.
Ditas dita dita duzia a 350.
Ditas dita dita duzia a 400,
Ditas dita dita duzia 450.
Ditas dita dita duzia 500.

Saboneta
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-sesabonetes de amendoa para barba,
i um em sua caixinba de louca a 500rs. ; na
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
cada
roa
Trapiche
BiRAO LIVRAMENTOH
Nozes
a 3# a arroba, a a relalho a ISO rs. a libra: ven-
da-sano armazem progresao, largo daPenhs nu-
mero 8.
Attenco.
Rios sertas de seda da lOOf, palo diminuto
prejo de 309 por ter um toquezinho de mofo:
na armaeem de fazendas da rua do Queimado nu-
mero 19.
Delicados ehapeo-
zihos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mal novos e
delicados chapeoziohos pars baptisados obra
mui perfeita bem enfeitada, sendo cada nos em
aua bonita caixinba, e pelo baratissimo preco de
69, ninguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, rua do Queimado n. 16.
Vende-se porcao de quintaes de ferro em
vergalhes quadrados de varias grossurae, e
ebumbo em barra ; no armazem da travesea do
Carioca n. 2.
Batatas
em gigos de 1 arroba, chegadaa ltimamente, a
IfiOOO rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
se nicamente nos armazens -Progresso e Pro-
gressista no largo do Carmo a. 9, o rua das Cru-
zes n. 36, tambera tem grande porcao de quei-
jos prato que vendem a 560 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda a bem conhecida eprovei-
losa opiata ingleza para dentes, cuja bondade
apreciada por todos quantos della tem usado, e
ser mais por quem quizar conservar asgengivaa
em perfeito estado, assim como a alvura dos
dentes; custs cada caixa 19500, e por tal prego
s deixaro de comprar quando a nio acharen)
mais na loja d'aguia branca, na rua do Queima-
do n. 16.
Feijao de corda
No armazem de Tasso Irmos, rua do Amorim
numero 35.
i
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender oeste novo es-
tabelecimento a seguinte :
Cera de carnauba em porgues ou a retalho, qua-
lidade regular e superior.
Sebo do Porto em caixiohas de 1 a 4 arrobas.
Barricas com sebo do Rio Grande, em porces
ou a retalho.
Vetas do carnauba pura, em caixinhas de 1 a 4
arrobas.
Mcios de sola, differentes qualidades, em por-
ces ou retalho.
Courinhos curtidos.
Parinha de mandioca por 13500 a sacca.
Farello, em saceos grandes, por 39800 o sacco.
Na loja de marmore
Vende-se muito barato*
para vestidos de senhora e
roupinbas de criancas.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e de cores, propriaapara enfeiles de vestidos,
assim como urna diversidade de galo de seda e
linho, brancos e de cores, abertoa e fechados, lar-
gos e estreitos at o mais que possivei, trancas
tambera de seda, la e linho, de ditferentes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas : por isao quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia:
branca, na rua do Queimado n. 16, que ser bem
servido.
y&iM
Sedinhas de quadroi muito incorpada, cora,
do a 800 rs.
Goliohas de fusilo bordadas com boto para
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com botao a 500 rs.
Manguitos a balao com punhos e gola borda-
dos com botozinhosa 3$.
Manguitos a balo com punho e gola a 2$500.
Baldes elstico a 3# e 3&500
E outras mais fazendas muito baratas : na rua
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Fer-
reiro.
Julio k Conrado.
Vendem um preto de meia idade
bom cosinheiro e urna preta da Costa
por barato preco : na rua do Queimado
n. 48.

s
:
Meias de laa) muito elsticas orl$
par : em casa de Julio 4 Conrado.
o
Gravatiohas estreitas.
Vendem-se superiores gravatiohas estreitas de
seda, nao s pretaa como de cores, pelo baratis-
simo preco de 1$ ; aa rua do Queimado n. 12,
loja da boa f.
E'de graca.
Ricas chapelias da seda para senhora, pelo
baratissimo preco de 109 cada urna : na rua do
Qaelmado n. 21, loja da boa f: fa ellas,que sao
paacasj.
Cortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-s* ricas cartas de vestidos brancas
bordados com 2 a 3 babadoa a 5#.: aa raa da
Queimado n. 21, na loja da boa f. .
Grandes colchas
de fusto adamascadas, pelo prega da 6} cada
* : na coa do Queimado n. 19.
s
Rua do Queimado!
numero 48.
Julio & Coarada recebera m pelo
ultimo paquete ricos enfeitea a Ga-
ribaldi, pretoa e de corea tanto para
senhora cerno para meninos, conti-
nala a vender aapatos da- trans
tanto para homem coma para se-
nhaaa a 19 o par.
IQTi
pechineha
A' imperatriz Eugene.
Finos cortes de casaa franceza de duas saias e
de 7 babados, com 10,15 e 16 jardas a 350O, 4
e B|: na rua do Queimtdo n.44.
Loja das seis portas en
frente do Livrameno.
Roupa feita para acabar,

Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
caigas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 4, ditos de fusto de cores s 4|,
ditos de estamenha a 4f, ditos de brim pardo a
3j>, ditoa de alpaca preta aaccoa e aobrecasacoa,
dolletea de velludo pretos e de cores, ditos de
corgurao de seda, gravatas de linho as mais mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinhoa da linho
ga uliima moda, todas estas fazendas *m vende
paratopara acabar; a loja est aberta daa 6 ho-
ras da manhaa at aa 9 da noite.
Cortes de meia casemira da ama s cor, fazen-
da superior, peto baratissimo preco de 2$ cada
um: na rua do Queimado n. 22. na loja da boa f.
Chales de merina estampados a 2*500 : na
rua do Queimado a. 21, loja da boa f.
Molas para balo.
Na roja cfagtria de ouro, raa do Cabug n.l B,
reeebeu de sna encommenda as verdadelras mo-
las para baldes, que se vende a 260 rs. a vara.
Largo do Terco n. 25.
Veude-se manteiga ingleza perfeitameaaa flor
a Ig a libra trncela a 880 a libra, a da 4 libras
fiara cima a 640 a libra, afiancando-se a boa qau-
idade da qualquer genero que for comprado nes-
te astabslecimenio, a dinheiro vista.
Para padre.
Para senhoras.
Ricos vestidos de seda moirantic.
V Ditos dito de dita grod-fric.
9 Ditos dito de dita babadinhos.
W Ditos dito de dita dous folbos.
W Ditos dito de dita phantasia.
9 Ditos dito de dita bareja-babadinhos.
9 Ditoa dito de dita cambraia brancos bor-
9 dados.
9 Ditos dito de dita pretos tecidos avellu-
9 dados.
: Ditos dito de dous folbos babadinhos.
Riquissimos vestidos de larlatana brancos.
Ditos ditos de blonde para casamentes.
V Ditos leques de madr'peola.
9 Ditos ditos de sndalo.
9 Ricas pelerinas de renda e seda.
9 Manteletes do fil pretos.
I* Ditos muito ricos de velludo.
9 Ricos bournus beduinas para sabidas de
bailes e tbeatros.
9 Ricos chapeos de palha de Italia.
0 Ditoa ditos de seda.
Guillabas, manguitos e camisinhas de to-
9 das as qualidades.
aa, Saiai bordadas de algodao.
0 Ditaa ditas de linho,
aa Ricas sombrinhaade seda muito modernas,
m Enfeiles de flores.
m Ditos d troco.
p Ditos de Ota.
Para senhoras.
J Casaveques de la.
Pealea de tartaruga.
' Ditoa de bfalo com enfeile.
j Ditos de dito seo, eof*ite.
' Cbaleada merino muito modernos.
Ditos de cachemira bordadas.
Ditos de touquim.
Ditos de froto.
Ricas mantas de blonde para casamento.
Camias bordadas muito finas.
Meias de seda muito finas.
Ditas de dita pretaa finas.
Enfaite do vidrilho preto.
Ditos de ditos de cores.
Lencos de labiriolho.
Froohas de labirinlho. .
Toalbas de labirinthor
Lengos de linho bordados.
Gravatiohas muito modernas.
Plumas brancas e de cor.
Filas de seda de apurado gosto.
Franjas, cascarrinas, tranca e rifa e fitas
estreitas de sed*.
Para homens.
Paletots de panno fino.
Ditos de casea.ira.
Ditos de brim lona (brancos.)
Ditos de brim de cor.
Caigas de casemira de cor e de padres de
muito gosto.
Capas de guta-perchs.
Perneiras de dita.
Caigas de dita.
Gapucboes de dita:
Meias de cor.
Colletes de casemira.
Ditos de las e seda.
Ditos brancos.
Ditos de velludo preto.
Ditos de dito da cor.
Calcado Meli.
Dito de vaqueta.
Dito de duas solas.
Sapatos entrada baiza.
Chao eos de lonlra.
Ditos de castor branco.
Grarataade renda a Garibaldi.
Ditas de setim.
Ditas de gorgurao e seda.
Colarinhos dos mais modernos.
Camisas de linho inglezas*
Ditaa ditas francesas.
Para meninos.
Ricos vestuarios de aett.
Ditos ditos de laa.
Ditos ditos de fusiao.
Ricaseamisiohas bordadas para baptisado.
Ricos sapalinhoa enftitados para bapti-
sado.
Bonetes de todas as qualidades.
Chapeosinhos de palha de Italia.
Casaveques de lia.
Extracto de sndalo muito fino.
Essencia de sndalo muito fino.
Caixinhas de tartaruga.
Carteirinhaa de apurado gosto.
Ricos jarros com banba.
Um grande sortimento de riquissimos
_ quadroa a oteo.
Ricos transparentes parajanella.
Caixinhas muito ricas proprias para guar-
dar jolas.
Banha muito fina a Garibaldi.
9) E outras muitas fazendas e parfumariaa
% qae deixamoa de mencionar, por haver
aa um grande sortimento.

m
Molas para balo.
No armazem de fazendas de J. J. de Gouveia,
roa do Queimado n. 29, extslem as rerdadeiraa
molas para balao, aue se vende a 160 rs. a vara.
Charutos suspiros.
Na rua Velba n 70, vendem-se charutos sus-
piros a 36f o milheiro, e a retalho a 49 o cento.
Armazem de fazendas
DE
Joao Jos de Gouveia.
Rua do Queimado n. 29
outr'ora 27.
Vende-se as seguinles fazendas :
Manteletes de grosdenaples preto a 9$.
Barege de seda ricos e unos padres, covado 500.
Sedas de quadrinbos ultimo gosto, covado de
800 a 19500.
Velbutinas de cores o covado 560 rs.
Cambraia de cores com salpicos e ditas adamas-
cadas,'peca 2;2t>0.
Carnizas de meia, duzia 68500
Lenco de seda a 600 rs.
rtisc*dos francezes muito largo, covado a 180 rs.
Chapeos de Chyli a 5$.
Bonete de panno preto fino a 1 jj.
Ditos de casemira de cores a 800 rs.
Pumos de merino elsticos a 500 rs,
Chitas francezas finas de 240 a 320.
No mesmo armazem existe sempre um variado
e escoltado sortimento de fazendas, tanto finas
como grossas, que se vendem com mui diminuto
lucro.
Hotel Trovador.
44/?ua Larga do Rosa-
rio n. 44.
Francisco Garrido previne ao publico que de-
ve dissipar-se a roedo de caresta queinspirava
o anligo proprietario Jos Pires de Carvalho, evi-
tando as consequnncias da caresta, e como muitos
freguezes de l se tenhama fugentado, elle previne
que ha ja um anno e meio se acha frente deste
estabelecimento. Hoje se acbam sempre prompios
das oito s onze oras, almoco solido a 600 rs.,
jantar a IgOOO, hospedes, cama e mesa ao dia 20,
epsradivertimento encontrarao os freguezes um
primoroso bilhar chegado ha pouco de Paris.
filNIMIKK-ie^W39MM59K3!C
{Rua do Crespo n. 8, loja de
4 portas, admira a pe-
[ chincha
Laa para vestidos (azenda que
outr'ora custava 8t 0 rs. o cova-
do vende-se a 240 rs., dao-se gg
I amostras com penhor.

Vende-se um roqueta todo aborto da labran-
Uta, obra de gosto e por ateca coas moda : aa rua
Nava a. 14.
Vende-se um sano aaaaisaaaa da 4 seda
para um- a daus cavaUet, oa arrasas pasa qex
assim como um boa cavallo para a maaaasa por
preco commedo ; aa roa da Imperatriz, sobrado
n. 19, a tratar com Frederico Claves.
Vende-se ama taberna na pata da Tenca
a. 38, a qoal tem pseos fundos : a tratar
JIMBA.
cobertas adescobartosr pequeos e grandes, da
ouro patenta inglez, para homem e senhora de
trm dos melhores fsbricantes de Liverpool, vin-
dos pelo aftirno paquete ingle* : em ciss da
Sonthall Mellor & C.
Vende-se um cavallo russa, bom andador
quem o pretender dirija-se 4 praca d Boa-Vista,
sobrado n. 5, que achara com quem tratar.
\
*%>
SABAO.
Joaquina Francisco de Helio Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de tora, que tem
eiposto venda sabaode sua fabrica denominada
Becifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na rua do Amorim n. 58; massa amarella,
castanba, preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como aa da
coroposicao.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'agnia branca est recentemente pro-
vida de um completo sortimento a'e enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torcal com franjas e borlas,
outros tambern de torcal de seda enfeitados com
aljofares de cores e borlla ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos.elles de um apurado gosto e perfeijo,
os precos de 89 e 100 sao baratos i vista das
obras ; alm destas qualidades ha outras para
39 e 49 : isso na rua do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Vendem-se muito em conta quartolas de
muito boa qualidsde, proprias para deposito d'a-
gua em casas particulares e sitios, e tambern por-
teo de toneis grandes de boa madeira, que sao
ptimos para depsitos de mel, e pira as distila-
edesdos engenhos, os quaes se vendem a dinhei-
ro ou a prizo, conforme se convencionar: para
ver e tratar, na travessa do Carioca, armazem nu-
mero 2.
Vende-se urna escrava coatumada a andar
ao ganho, a qual d 800 rs diario, e tambern se
permuta por um escravo que entenda de servico
de campo : na ruada Imperatriz n. 47^terceiro
andar. Na mesma casa vende-se urna porcao de
caibros de qualidade, de 30 a 40 palmos de com-
primento.
Fazendasba-
ratas.
NO
armazem da rua do Quei-
mado n.l 9.
14 covados por 2g000.
Cortes de rascado francez com 14 covados.
A Is900,5$e3;300.
de linho e bramante
s
Venda de propriedades
Veodasa-ea ee tases terreas sites na roa atrae
da matriz a Boa-Viats a. 80 e 3, Rangel n. IV,
a raa o Forte a. M, todaa com solos proprios :
a trates tas Antonio hm ftodtigees te Soasa,
raa de Queimado a. 1, primaba andan
Urna boft escraya.
Vende-se urna mutete da aaaito baa astdaete,
eagomme, coziaha. lava. mmUt basa, e tas toda
asase seaviao a asa casa : a tratar aa roa- da
Aurora n- 66.
Lencos de psnno
precos cima.
pelos
umm
Acafea dej
chegar
ao novo armazem
DE
8
BASTOS & REG
Na rua Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes aja vendem por pregos muito modi-
tica dos como de seu costume.assim como SE
sejam aobrreasacoa de superiores pannos i
e casacos feitos pelos ltimos figulinos a 8
26, 289, 309 e a 359, paletots dos meamos ?
pannos pn-to a 16#, 18J, 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de 2
novos padres a 149.16, 18, 20 e 249, S
ditos saceos das mesmas casemiras de co- 5
res a 99. 10, 12 a a 14, ditos prelos pe-
lo diminuto preco de8, 10, e 12g, ditos S
de sarja de seda a sobrecaaacados a 129, II
ditos de merino de cordio a 129, ditos S
de merino cbioez de apurado gosto a 15, X
ditos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10jj, S
ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de 5
seda fazenda muito superior a 49500, di- S
tos de brim pardo e de fusto a 3&500, 4 M
e a 450O, ditos de fusto branco a 4, S
grande quaotidade de calcas de casemira &
preta edecores a 7, 8, 9e a 10,ditas &
pardas a d e a 4, ditas de brim de ccres 2
fiuae a 21500, 3, 39500 e a 4$, ditas de
brim brancos finas a 4500, 5$, 59500 e a S
69, ditas de brim lona a5ea 6fi. colletes M
de gorgurao preto e de cors a 5$ e a 6$, ~
ditoa de casemira de cor e prelos a 4g500 H
e a 5, ditos de fusto branco e'de brim o
a 3 e a 39500, ditos de brim lona a 4, H
ditoa de merino para luto a 4 a 49500' 5?
calcas de merm para luto a 4/J50O e a 5' ffi
capas de borracha a 9. Paia meninos !
de todos os tamanhos : caigas de casemira <8I
preta ede cor a 5$, 6 e a 7, ditas ditas JK
de brim a 2f, 3 e a 3500, paletols sac- ^
eos ae casemira preta a 6$ e a 7, ditos 3,
decora 6 e a 75, ditos da alpaca a 3
sobrecasacoa de panno preto a 12 e a 8
14, ditos da alpaca preta a 5, bonets
psra menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e a 12$. ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 5 e a 6, ditos de
bnm a 3, ditos de cambraia ricamente
cordados para baptisados,e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deizam de
ser mencionadas pela sua grande quaoti-
dade; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande oiBcina de al-
faiale dirigida por um hbil meslre que
pela sua promplido e perfeico nada dei-
xa a desojar.
8
S
n
Attenco,
Loja de folha de Flandres
em liquidacao.
A dinheiro nao se olha a prego
Querendo-se liquidar a loja de folha de Flan-
dres do caes de Apello, junto do arco da Concei-
co, vende-se por lodo o prego um grande sor-
timento de obras na mesma existente, como seja,
baha de todos oa tamanhos, bacas para banho,
ditas para ps, ditas para roalo, banheiros de to-
das as qualidades, lampeoes, canoieiros, latas d9
todos os tamanhos, regadores e diversas obras
miudas, bem como fogoes econmicos americanos
os melhores qua tem viudo ao mercado, de 30
a 509000.
ltimamente de
rua do Vigario
Vende-se farelo chegado
Lisboa, em saceos grandes ; na
n. 19, primeiro andar.
Vende-so sal do Ass : a bordo do hiato
Santo Amaro, no caes do Ramos.
Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
quer parte : na rua larga do Rosario, n. 34.
Escrayos fugiaog..
A 1$800.
Cobertasde chita pelo preco de 1J800.
Atoalhado de linho a 1 600,
proprio para toalhas e colchas, pelo baratissimo
prego de 19600 cada vara.
Cambraia de linho a 5#.
Fina cambraia de linho a 5 a vara.
Capellas a 5f000.
Ricas capellas de flores de laranja e enfeites
imperatriz a 5|.
A &5f e *0#.
Ricos cortes de seda, fazenda superior cosa al-
ga mote, a pelo barti9Bimo preco da 25 409
Algodao meaitro a 480 a vara.
Tarlaaa* da- tedas as corea para vestida.
A 6J000.
Grandes colchas da fusto da liados lavrorts
attOOO.
loalhas do fusto a 500 rs. cada urna.
A 2$ o corle.
Cortes da rucado francez cosa 14 eovado pelo
btalo preeada 2: aa armazem de.fazendas ds
raa da> faatesado a. i.
Vende-se ums escrava moja sem vicios nem
E"*"HPt. tteate, com aa habilidades seguiotes :
U aafoasmadaira, eoihihaira, lavadeira, a
1 chao ; na raa do Ssve (liba dos Ralos) a. 3.
Acham-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, nalural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em setembro do anno proxim-
passado, com os signaes seguinles : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos prelos
annelladoa; e Luiz, cabra, natural do Ico, fugio
do em mar^o deste anno, e com os seguinles sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muilo pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guns signaes de bexigas no rosto, e muito re-
gris ta ; suppde-se este escravo estar oceulto por
ppssoa que o proleje, pelo que protesta-se contra
quem o tlver feito : qualquer pessoa que ps ap-
rehender ou delles der noticia a seu senlior Joo
Jos de Carvalho Moraes Filho, na rua do Quei-
mado, lote de erragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Desappareceu no dia 13 do correte, do si-
tio da S. Jas do Manguinho, o escravo crioulo
maior de 50 annos, de nome Joaqaim, com os
signaes seguinles : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
pnedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqu fgido: rona-se
a todas as suloridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, ou aa rua do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Fugio o escravo Torquato de cor parda nalu-
ral do Para no dia 30 de junho prximo passado
o qual pedr-eiro e trabalha tambern de alfaiale'
cosluma embebedar-se muito amiudo, tem de'
idade trila annoe pouco mais ou menos,
ra regular quem o pegar leve-o a rua do
o. 8 que aera .gratificado.
Fugio a escrava Vicencis, cor preta, esta-
tura regalar, cheia da corpo denUa limados,
lem mais no lado esquerdo do queixo um s de cabello a canhota, cute eaerava levou vesti-
do de chita roxa, panno da Coste j usado, te-
boleiro piolado de verde; suppde-se que anda
para as bandas do Cabo, aonde tem conhecidoa;
3uem a apprehender leve-a a rua da Palma, casa
a viuva de Jos Carlos de Souza Lobo, ou i rua
do Queimado n. 1, aonde ae recompensar.
Desaparecis xu manhaa, do dia
14 docorrente o escravo Joao, crioulo,
filho de Grava ta', cor fula, estatura bai-
xa, olhos grande, idade pouco mais ou
menos 22 annos, com principio de bar-
ba, sabe tr, e levou consigo urna trou-
xa de roupa de seu uso; qem o pegar
leve-o a casa n. 15 na praca do Corpo
Santo, que sera' generosamente recom-
pensado.
e altu-
Apollo


(8)
DIAIIO M H0AAIBUCO. QUARTA FEIRA 24 DI JTJLHO V 1HI.
Litteratura.
CRTA PASTORAL
Do Ex ni. e Revdm. bispo a Fortaleza,
sndalo e'diriginuo algumas e\-
hortaees aos seas diocesanos.
Bol Luir Antonio dos Santos, por mercft de
Deus e dj santa s apostlica, bispo da Forta-
leza, do coaselho de S. M. o Imperador, ele.
A' egreja da Fortaleza da provincia do Cear,
a graca e paz de Deus Pae e de Nosso Senhor Je-
ss Chrislo a consolacao do Espirito Sanio.
(Conclusio.)
Vai o hornera eolra**na ultima e maia formida-
vel lula, para a qual se arma todo o entVrno ;
pois se trata de ganhar ou perder para sempre :
e;s que de novo ungido, nao s para lutar efi-
cazmente com os seus espiriluaes iuimigos, co-
mo larabem, para, destruidas as reliquias do pec-
cado [45], ser apresentado puro aos olhos da di-
visa Magestade, que nao soffre a menor imper-
eiQo em seu Reino. Por meio d'outra unco.
iroitsgo de Aro e imposicao das mos, (46)
sao constituidos ministros da casa de Deus aquel-
los que tem de ofTerecer-lhe o mais puro dos sa-
crilcios, que nao ter ilm. Para significar a in-
dissoluvel unio entre elle e a igreja (47j, iosti-
tuio Jess C. o Sacramento do matrimonio, ele-
vando fsta ordem o primitivo contracto natu-
ralmente, e unindo-lhe urna especial graca, que
santificando aa almas, d forjas para levaren! com
ris'gnacao o oous que este estado lhcs impe, e
darem igreja Qlhos dignos da vida eterna ; gro-
pagmdo-sedest'arte o genero humano e engrsn-
dccendo-se os Estados. Eis, como se acham to
caldosamente consultadas todas as nossas neces-
sidadas.
l levamos este escripto alm dos limites, que
noshsviira tragado; e deixando de fillar-vos de
cada um dos Sacramentos em particular, nao po-
demos lodavia conclui-lo se ni dirigirmos aioda
algumas palavras aos nossos irmos os venera-
reis parochos e mais sacerdotes da nossa diocese.
Vi sois, veneraveis irraios, nossos coopera-
dores na vinha do Senhor, e destinados pelo gran-
de pae de familia supporlar lodo pezo do dia
o do calor. Vigilantes senlinellas da casa do Se-
nhor, devemos vigiar em quanto dorme o reba-
nho ; que nos foi confiado pelo Pastor dos Pas*-
lores, o cada um em seu posto nao deiiomos en-
trar os lobos, que nosquerem arrebatar as ove-
Ihas. Vos a nossa esperanca e nosso conforto nos
trabalhos, nos que esperam por isso uras espi-
rito deve nos animar, um s desojo devreos ter,
um s lira devemos procurar e um s premio de-
vemos esperar. O espirito de Jesus C nos ani-
me e seja o principio de todas as nossas acedes o
nosso desejo seja de salvar almas, o fin de tudo
que fizermos, seja a maior gloria de Deus e o
nosso premio seja, nao as cousas do mundo, mas
sim o mesmo Deus que promeiteu dar-se lo Jo a
nos por urna eternidade. A nossa alma exultou,
quando dessa diocese nos foi dito por pessoa em
quera muilo confiamos. O clero em gsral bom,
principalmente os parochos.
E que mais desejatemos nos veneraveis irmSos;
quando nos virmos rodeado desse respeitavel
corpo exercitado as pelejas do Senhor, forte pe
la coosoiencia de sua alta dignidade, e ainda mais
forte pela certesa de nunca ser vencido?
To sublime o vosso officio, tao mil e to
proficuo todos os fiis, que podemos dizer que
de vos depende nao s a (elicidade eterna e cada
um, mas a felicidade e prosperidade temporal da
sociedade civil. Nao se pode conceber, venera-
veis irmos, que sendo o parocho exemplar e
observante dassuas obrigacoes, nao introdusa no
coraco dos seus parochianos amor e respeito s
aulnoridades o s leis ; temor de perpretar esses
crimes que deshooram as nacoes civilisadas ; que
nao ensina aos paes o cuidado da educaran de
seus fihos, estas o respeito devido seus paes,
aos servos, fidelidade para com sdus seohores, e
aos paes de familia como se devem portar para
com lodos os seus fmulos e domestico?. Ora
tudo isto trabalhar na regenerado da mesma
sociedade por isso a vossa misso sublime e a
do maior alcance.
Mas, veneraveis irmos, para o vosso ministe-
rio produzir to apreciaveis fruclos, vos leudes
necessidade d'uma certa independencia : a reli-
gio, que nos collocou cima dos mais fiis e que
vos segregou delles promeilendo-vos urna heran-
5a superior ludo, que o mundo pode offerecer,
vos diz: ninguem, que milita para Deus, se em-
banca com negocios do seculo (48). Est inde-
pendencia lo necessaria ao pastor, desapparece
logo que o parocho desconheceodo o espirito de
que deve ser animado, vai se alistar as fileiras
d'aquelles que lendo outro emprego e outra mis-
so dispulam sobre as cousas do seculo.
A poltica, veneraveis irmos, que infelizmen-
te em nosso paiz tem degenerado em frentica
paixao, e que da familia brasileira tem feito co-
mo dous povps ioimigos, nao pode deiiar de al-
trahir a attenco d'um zeloso parocho para nao
s nao prestar seu nome e coocurso fomentar
essas mesquinhas paixoes, como para, rooslrao-
do-se o pae de lodos os seus parochianos, plan-
tar entre elles a concordia e caridade fraterna,
cuja sombra ludo prospera.
(45) Thiago 5.14. 15.
(46) Ad. Ximolb. 4. 14. e 2. ad Timoth. 1. 6.
(47) Ad. Ephas. 5. 35.
(48) Timoth. 2. 3.
FOLHETIM
OBATEDORDEESTRADA
roa
PAULO DPLESSIS.
Nio queremos dizer que a relfgio catnolica
queira parausar e destruir oo coraco do sater-
dole esse nobre sentimento e innato amor & pa-
tria, e por consequeocia negar-lhe urna certa
ingerencia do que pode concorrer para engranda-
ce-la e faze-la respeita la ; nao, veneraveis ir-
mos, ella bera longe d'uma tal prelengo, tem,
como civilisadora do genero humano, sublimado '
e como divinisado esse mesmo amor; de nodo
que podemos dizer que o sacerdote calholico de-i
ve ser o maior patriota, porque elle, segundo sen
officio, deve conhecer nuls o espirito desta su-
blime religio. O que vos queremos dizer que
alhoios essas dirises era que a caridade sem-
pre offendida, e com a independencia, que
vosso estado vos ha dado, vos opresenteis vos-
sos parochianos como um pao a seus filhos diri-
gi Jo-os, reprehendendj-os, ludo com amor e
caridade.
Os rosaos pasaos vos levem casa de todos os
vossos filhos, para consolar o filelo, reanimar
o fraco, administrar os soccorros da r< lgiao so
que vai trocar o mundo pela eternidado e dizer
palavras de paz a todos; oh l que formosos sao
os ps dos que aiinuociam a paz, dos que anoun-
ciam os bens (49).
E vos, veneraveis sacerdotes, postox que nao
vos acheis collocados entre os que partilham
comnosco o immediato cuidado de apasceotar as
ovelhas de Jesus C. ; teode como a ros dirigidas
as reflexoes, que dirigimos aos reverendos paro-
chos ; porque chamados a coadjuva-los oo santo
ministerio, uoico fim, que vos fez entrar na mi-
licia de Jess C, recebeado as sagradas ordens,
tendos as.mesma8 obrigacoes em ordem a salvar
almas e augmentar o reino de Jesus C. Vos sois
os medianeiros entre Deus e os horoens, e que
entre o vestbulo e o altar deveis offerecer dona
e sacrificios pelos peccados do povo. Da vossa
boca saiam s palavras de conciliacao, e como
verdadeiros embaixadores do Rei Pacifico, pregae
a paz e concordia entre o povo. Altendei para o
que vos diz Deus, por seu prophela: a le da ver-
da Je esteve em sua boca, e a iolquidade nao se
achou em seus labios : elle aodou comigo em paz
e em equidade, e apartou da ioiquidade a muilos.
Porque os labios dos sacerdotes sero oa guardas
da sciencia e da sua boca que os mais buscaro
a indiligencia da lei: porque elle o anjo do
Senhor dos exercitos (50).
Coocluindo esta nossa caria pastoral, aioda nao
podemos largar a peona sem chamar a vossa at-
tenco para um objeclo de grande alcance. Vi-
vendo o hornera na s iciedade e delta recebendo
grandes beneficios, que sao outras tantas garan-
tas de seus direitos, inegarel, amados filhos,
que tem tambera deveres a cumprir para com a
mesma sociedade. O primeiro, que como ori-
gem dos mais, a fiel e escrupulosa observancia
das leis estabelecidas, acompanhada de grande
respeito s autoridades. Qualquer que seja a
opioio a respeito da o rige m do poder, que divi-
de as escolas, nada poder dispender deste de-
ver, uma vez que o homem, como membro da
sociedade., queira gosar das vanlagens, que ella
ollerece. Esle dever nos imposto nio s pela
mesma naturesa da sociedade ; mas pela religio
catholica, que delle faz um preceito, positiva-
mente manijando a obedieocia nio s para evitar
os castigos lempo raes ; mas aira e os castigos
de Deus, cuja doutrioa o apostlo nos transmit-
tio, dizendo: Todo o homem esteja sujeito aos
poderes superiores. Elles vem de Deus, que
quem os stabelece ; e assim resistir-lhes, re-
sistir ordem de Deus, e atlrahir a propria con-
demnaco. Os principes nao sao para temor;
quando se faz o bem ; mas quando se faz o mal;
nao o fi;.aes e elles voslouvaro. Sao ministros
de Deus para bem vosso : mas se obrardes mal,
lemei-os; porque nao debalde que trazem a
espada para executara vioganca de Deus, punin-
do aquelle, que pratica ms acedes. De neces-
sidade por tanto lhes deveis estar sujeito, nao
s por temor do castigo mastambem por obriga-
cao de consciencia (51). O Principe dos apost-
los nao menos explcito qusndo escrevendo aos
fiis; lhes diz sede submissos, por amor de
Deus, toda sorte de pessoa.*, ou ao rei como
soberano, ou ao que elle envia para punir aquel-
los, que obram mal, e iractar favoravelmente os
que obram bem. Tal a vontade de Deus, que
obris o bem como livres nao serviado-vos da II-
berdsde como d'um veo para encubrir a malicia
de vossas acedes : mas como servos de Deus.
Honrai todos, amai os vossos irmos, temei a
Deus, respeitai o rei. (52)
A estas palavras, meus Ulhos, nao devem ser
indiferentes os calholicos, na certesa de que sao
dictadas pelo Espirito o'Aquelle, que regeneran-
do o homem e a sociedade civil, colloco-os no
alto posto, que a dignidade do mesmo homem e
seu futuro destino pediam.
Portaoto dirijamos para o throno da Magestade
Divioa nossas supplicas, oragoes, peticoes, ac-
edes de grasas por todos os homens.
Pelo SS. Padre o Papa, o representante de Je-
sus C. na trra e nosso commum Pae, para que
com o rebanbo, que lhe foi confiado chegue
eterna vida.
Por S. H. I. o Sr. D. Pedro II tambero repre-
sentante de Deus na trra pela alta misso, que
lhe foi confiada ; para que Deus, em cujas mos
est o coraco dos res (53) lhe conceda um rei-
nado longo o feliz nesta vida e o eleruo na outra.
Por todos que esto elevados em dignidade,
para que vivamos uma vida aocegada e tranquil-
Rom. 10. 15.
Malach. 2.
Ad Rom. 13. e seg.
Petr. 2. 13. e seg.
Prov. SI. 1.
la em toda a sorte de piedade e de honeslidade ;
por que isto bom e agradavel diinte de Deus
nosso Salvador, que quer que todes os homens
se salvara e que cheguem a ter o coohecimanlo
da verdade (54).
Temos coocluido, amados filhos, a nossa pri-
meira carta pastoral, a qual coolendo tmente
generalidades, pois outra cousa nao era possivel
a quem ignora os usos e coslumes dessa parte do
povo calholico, nao nos dispeosar de fallar-vos
tnais vetes quando conhecermos de perto as vos-
sas necessidade*.
Com os senlimentos d'um amoroso pae e ver-
dadeiro smigo nos saudamos todos.
Em primeiro lugar saudamos ao respeitavel-ec-
clesiastico, que na qualidade de nosso delegado
se acha enearregado da gerencia da diocese,
agradecendo-lhe desde j os servirlos, que nos
tem prestado.
Saudamos aos nossos irmos os muilo reveren-
dos parochos do bispado, quem rogamos que
nunca desmerecaos o conceito. que temos de sua
capacidade e integridad. Muilo precisamos, ve-
nerareis irmos, da vossa coadjuvaco.
Saudamos a todos os reverendos sacerdotes,
que chamamos a to alio e sublime estado, es-
peramos, que sejam a nossa alegra e conforto.
Saudamos todas as contrarias e irmandades
religiosas do nosso bispado lembrando-lhes, que
o fim de tao uteis ioslituicoes o culto religioso,
reforma dos coslumes e salvagaeterna de seus
meoibros : por isso despidas de toda a raidade
do soculo, e inuteis contendas, tenham por divi-
sa a caridade corista, que tudo soffre.
Finalmente saudamos todos os nossos ama-
dos filhos, de qualquer estado e condico que se-
jam, desejaodo-lhes paz e concordia entre si, e
6 quem em nome de Jess C. lanzamos a bengo
pastoral.
E para que chegue i noticia de todos, manda-
mos aos reverendos parochos, que logo que re-
ceberem nossa carta pastoral, a publiquen) nos
domingos e das santos e a regislem nos compe-
tentes livros das respectivas parochias mandando
certido cmara ecclesiastica do bispado.
Dada na leal cidade de Marianna aos 14 de
abril de 1861
f LUIZ, bispo da Fortaleza.
O doutor padre Pedro liana de LacerdaSe-
cretario interino.
L. f S.
[Do Pedro ll.)
O futuro industrial, commerciai e ma-
rtimo da Blgica.
Memoria sobre o meto de de-
senvolver a industria belga, e
derramar pelo commercio seus
productos no mundo inteiro.
por N. A. Henry cnsul geral.
Acaba-se de eatabelecer um premio para a me-
moria em que melhormente se expozerem os
meios proprios a desenvolver o commercio, a
agricultura e industria be|va em suas relaces
com as pracas do consumo fra da Europa.
Na mesma occasio em que o governo tratava
de eatabelecer esse premio, apparecia um livro
em que o pensamento ministerial de alguma sor-
te era previsto, pois que parece feito para o pro-
prio concurso que se acha aberto aos homens
competentes.
Consideremos este livro, psra melhor dizer :
esta memoria, como asss digna de attenjo ; e
o que nos leva a analysa-la circumstauciada-
mente.
Em sua introdcelo, o autor assegura que,
desde 1830 at o presente todas as nossas lbenla-
dos e instituigoes polticas tem sido admiravel e
felizmente desenvolvidas ; e lastima que a llber-
dade commerciai nao esteja no mesmo grao de
desenvolvimento.
a Desde 1830, acrescents, temos trabalhado,
lomos feito boas e grandes cousas, mas se muito
temos feito, recondenamos que muito nos resta
aioda por fazer.
A historia do que se tem effeituado, no de-
curso de um quarto de seculo, seria bella decon-
tar-se; seria cheia de ioteresse para o nosso
amor proprio nacional; mis ha uma outra que
seria mais util. E' o que nos resta terminar em
materia de reformas, de melhoramentos e de
instituicoes novas para assegurar o futuro, e tor-
na-lo digno desse passado.
Eis pouco mais ou menos o resumo. Reforma
da alfandega, segundo os principios segu mes :
c As leis que inieressam o commercio e a in-
dustria nao poleni ser concebidas nem applicadas
sob o ponto de vista de ama limitada e mesquinha
fiscalisacao. Todas as despezas de porte s de-
vem ser a remunerarlo de um servico feito; por
conseguinle. suppresso de laxas, veduccao de
direitos e regulamentos destes sobre uma base
racional. Todas as formalidades que opprimem
o commercio e a navegacao, sem trazer um inte-
resse maior, devem ser atteotamente affastadas
das leis e dos regulamentos.
Na opinio do autor estes principios geraes de-
ve r-se-hao applicar uma mnllido de disposi-
coes da lei de arrecadaclo de 26 de agosto de
1822, desta lei velha e caduca que foi, como o diz
o relatorio sobre a abocio dos direitos differen-
ciaes, uma das priocipaes causas da nossa revo-
luto.
Essas disposicos que sao ao mesmo tempo,
por sua conservarlo e mesmo por seu acresoimo,
o objecto do governo e da cidade de Aovers, in-
Quem particularmente nos direitos de toneladas,
piiotagem, cas, tanque, lastracao, deslastre, co-
zinha, guindaste, fogos, chumbos e direitos para
petar, assim como em diversos outros direitos ou
laxas e formalidades de alfandegas, taes como
certas declaracoes obligatoria* em um escriplorio
aflaatado, de preferencia a outro maia aproxima-
do ; certas eaucoss exigidas em outras taes ou
ties ciicomstaocias tem utilidade alguma.
O autor pede ao mesmo tempo ao governo e ao
termo de Anvers a reforma de nos e a abolicio
de outros ; em segundo lugar, como corollarios
oa consequencias da franqueza que se obteria
(por estas reformas e abolicoes) do porto d'aD-
vers, a reviso de certos artigos de nosso cdigo
martimo, e, especialmente, da le sobre a nacio-
nilaco dos'navios eslraogeiros com o fim de sim-
plificar e facilitar-lhes o acto, e de dolar, em
pouco tempo, o porto d'Anvers de uma forte ma-
rinha de velas.
Para a realisaco do que, como no interessede
nma grande industria, prope a iseoclo comple-
ta dos materises empregados na cooslracco de
navios; depois indica, como meio de facilitar o
commercio e a navegacio, a limpeza do Eftau o
estabelecimeoto de dockas, a nstiluico de direi-
tos (warranls) uteis.como em Inglaterra; a forma-
cao em Aovers do um vasto banco empretando
exclusivamente sobre depsitos de warrants e
ttulos commerciaes e em fim, outras diversas
medidas que se devem tomar para que a exped-
Cao das mercadorias seja o menos demorada pos-
sivel nos estabelecimentos martimos como as
estagoes commerciaes.
Taes sao, segundo o autor, os primeiros meios
de desenvolver nossa industria, nosso commercio,
nossa marinha e principalmente, de crear urna
grande praca em Anvers.
< Oh I que lugar sobre o littoral do continente,
dis elle a proposito disto, mais proprio para
semelhaote estabelecimt-nto ? Hoje, por certo.'
elle de uma entrada difficil: como um magni-
fico monumento entalhado de antigs construc-
ges em ruinas, de pedras, trras e madeirame-
los ; nao se sabe o meio de chegar-se a elle ; tra-
ta-se de desembaraga-lo de tudo isto ; de desen-
tulhar estas miseraveis ruinas que o esconden],
de franquear lhes o ar e o sol para que elle ap-
parega em todo o seu expleodor 1 E' para o paiz ao
mesmo tempo uma questo de dignidade e de io-
teresse.
Nao ser uma vergonha para nos que ama-
mos o progresso, nao aproveitarmo-nos da nossa
feliz posico martima para desenvolvermos nos
sa industria, e Acarraos mais tempo tributarios
inglezes para alimenta-los?
Conseguintemente, depois de ter feito d'An-
vers, quando oo um porto franco, ao menos um
porto liyre, faremps delle uma grande praca. Na
realisaco de que, accresceolaremoa s medidas
indispeossveis para crea-la, as que sao proprias
a desenvolve-la.o
Aqu o autor indica, como taes, a abolico in-
continente de todo direito qualquer que seja so-
bre as vendas publicas, depois a applicaco do
rgimen de emporio ficticio, nao somente aos
cereaes e aos cafs, como a uma roullido de ou-
tros productos idnticos, isto de consumo ; de-
pois, aguardaodo-se para tornar a tratar destas
medidas, e apresenlar, ulteriormente, outras que
devem favorecer, mais directamente, a creaeao
do uma grande praga em Anvers, faz uma curta
digressio indicando os meios proprios a desen-
volver o comercio de trantit em geral, e em par-
ticular, o da Allemanha que coovenienle atlra-
hir a Anvers. Em sua opioio, estes meios se-
riara :
1.Urna simples redueco de tarifa, s J5 %
ou qualquer outra, calculada sobre o numero de
kilmetros que tena, a v6o de passaro, om cami-
oho de ferro d'Anvers a Kuhrort;
2."A coocluso de nosso tecido hydraulico e
todo o aba tmenlo possivel aioda de portagens da
navegacao interior;
3. Uma reduego bem entendida de nossas
tarifas de transportes por carainho de ferro ;
4.-A abolico de barreirars ;
5.aUma larga reviso de tarifa de portes, de
telegrapbos, etc. etc.
Taes ao as priocipaes medidas, era'summa,
que o autor da brochurajreclama, em vista de de-
senvolvimento de nossa actividade no interior.
Quantu as que restam-nos tomar para estender
nosso commercio fra, aprsenla :
1."Uma organisaco mais larga do Instituto
commerciai d'Anvers. Quanto a elle, consistira
ella em por os beneficios desta. instituico ao al-
cance de toda a mucidade belga, fornecendo-lhe,
sem grandes despezas, os meios de fazer estudos
especiaos sobre o commercio em geral e sobre o
eommercio exterior em particular, em procurar-
Ihe, como recompensa de sen trabalno, de sua
conducta, etc. os meios de viajar pelo eslraogeiro
e de ahi fazer um tirocinio commerciai, para tor-
narem-se chefes de casas belgas ou pelo menos
bons commissarios para a expoitaco, etc. etc.;
e por outro lado, depois de ter assim appreseo-
tado os meios de preparar e dispor essa raocida -
da para a emigraco, depois de ter demonstrado
sua utilidade e vanlagens, convida a Belgiou a fa-
zer tudo quanto de si depende para atlrahir tam-
bni do eslraogeiro, alguos desses ousados e in-
teligentes exploradores commerciaes que fazera
a fortuna de Londres, de Maochester e de Liver-
pool. Para isto, a induz a seguir, na propciQo
dos seus meios e de suas torcas, o exemplo da
Inglaterra que, depois de um quarto de seculo,
leve o feliz pensamento de orgaoisar entre ella
e todos os principaes centros commerciaes do
mundo, uma navegacao a vapor que permiti a
seus nacionaes emigrar fcilmente e establecer-
se era diversos paizes distantes, e aos esirangei-
ros vir visitar suas fabricas e manufacturas, es-
colher ahi os productos que lhes convm, (aze-los,
em caso de necessidade, fabricar sobre modelo,
desenhos ou noticias descriptivas, e exped-las
SEGUNDA PARTE.
(Conlinuacao.)
XVII
No mesmo dia da partida de Joaqun Dick o
que elle havia previsto acconleceu : miss Mary
inquieta com a ausencia prolongada de Grand-
jean deri io-se a ir a Ventana, e ali rhegou as
10 horas da noute.
Depois de ter confiado o cavallo a um criado
entrou no rancho ; e a primeira pessoa que se
lhe apreseotou foi o Caoadiaoo.
Knlo, ma3ter Grandjeau.I exclamou ella
com uma viracidade que lhe nao era habitual.
A vossa conducta inconcebirel I Deixar-me
ficar sosinna no meio das romas da Buenavisls
nao proprio de um homem delicado, e muilo
menos de um zeloso servidor I
Miss Mary, respondeu framente o gigante,
nunca tive a pretenco de querer passar por um
homem delicado, eiem sou mais vosso servidor.
Que di/.eis ?
O que o Sr. Joaquim Dick determinou que
ros dicease : nao eslou mais a vosso servico, miss
Mary. E de minha parte accrescento : prouver
a Deus que eu nunca vos houvesse conhecido 1
Vistes o Sr. Joaquim ? parguntou a moga
com um sentimento de receio involuntario. Neste
caso passou-se na Ventana algum successo novo ?
Sim, senhora um successo bem grave :
mas nelle o Batedor de Estrada nSo leve parte.
Quanto a miro, estire a ponto de morrer s por
haver commellido a loucura de vos acreditar, e
obedecer-vos. Olhae, miss : viesse agora uma
muiher offerecer-me um milbo para obler o meu
auxilio em qualquer negocio seu, eu recusara
sem hesitar. Bem razo que tive para descon-
fiar de vos, quando me proposestes em S. Fran-
cisco o acompanhar-vos a esta viagem. Oh I
porque nao segu eu ento os conselhos de meu
oom senso em lugar de attender a voz da cobica 1
Teria poupado lautas desgrasas amo as que tem
havido I
Entretanto, master Grandjean, parece-me
que nao tendes razo de queixar-voa da mioha
generosidade, e nem lastimar-ros do auxilio que
me prestastes. As cincoeota ooss de euro que
de mim recebecles
Dei-as.
A letra de cinco mil piastras....
llasguei-8.
A Americana olhou com pasmo para o Csna-
diano.
Qual esse acontecimento deque foi thea-
tro o rancho da Ventana ? Pode ter que elle me
(*} Vide Z)tarto n. 167.
explique a mudanc extraordinaria que se tem
operado em vosss pessoa. Fallae, que eu vos
escuto.
Pelo contrario, miss Mary, peco-vos per-
misso para calar-me.
E' enio um segredo ?
Nao, nao um segredo : mas eu nao desejo
entrar em conversaedes comvosco ; procurarieis
ainda uma vez illudir-me. Quanto menos se
conversa com as mulheres mais se aproveita :
por que ellas sao to.. Est bom, miss Mary, se-
gui-me ; aquillo que recuso confiar aos vossos
ouvidos, confiarei aos vossos olhos. Nao receio
o vosso olhar, porm tenho medo do diabo da
vossa lingua I
Grandjean sem esperar o consentimento da
moca pegou-a pela mo e conduzia a at oraa-
cho.
Ora aqui est 1 ia elle dizendo comsigo mes-
mo durante esse curto trajecto. Parece-me que
nem todas as mulheres sao dotadas da proprie-
dade das tremelgas : eis uma eujo contacto nao
produz sobre mira effeito algum I
Quando miss Mary, entrando no quarto do con-
de d'Ambron, o vio estendido no sen leito de
soffrimentos, soltou um grito de desespero, e es-
teve quasi a cabir sem sentidos : vencendo po-
rm a sua fraqueza, arremessou-se para aquelle
leito, e aportando entre as suas a mo do ferido,
ajoelhou-se a seu lado, correndo dos seus olhos
abundantes lagrimas.
Monstro 1 exclamou olhando para o Caoa-
diano que se conservava firme e impassivel di-
ante delta. Fostes vos que a preco de um sala-
rio infame commettestes este crime ?
O Canadiano ergueu os hombros em signal de
piedade.
Miss Mary, respondeu elle com a voz irri-
tada, seliresseis pensado antes de fallar nao te-
nis arencado semelhaote asneira. Bem estaes
vendo que o Sr. conde respira ainda; e quaodo
eu me encarrego de aviar um homem, nao pa-
ra deixa-lo simplesmente ferido.
Porm como se deu este crime ou acci-
dente ?
Estou pouco informado a este respeito: mas
quaodo vos encootrardea com o vosso amigo mar*
quez d'Hallay, pergunlae-lhe que elle satisfar a
vossa curiosidade.
Mrquez d'Hallay 1 elle que prometteu-me,
jurou al, que sob nenhum pretexto attenlaria
contra a vida do conde I Oh 1 que traicio I
Que queris, miss Mary 1 E, sempre assim :
de dous cumplices de uma aeco mi um nun-
ca deixa de trahir o outro, quando nao acontece
trahirem-se ambos reciprocamente.
A Americana nio respondeu ; tslvez mesmo
nio livesse ouvido, pois que sua attenco estar
iateiramente concentrada oo conde d Ambrom,
que, abatido pela perda do sangus pelo ardor
da febro, achava-se entregue a urna especia de
somoo lethargico.
Miss Mary paluda e immovel cooserrou-se qua-
si duas horas assim ajoelhada junto ao leito do
enfermo.
Li para meia noite o conde fou*se por bai-
xo de sua coberte. pareceu dar acord de si, o foi
pouco a pouco abriodo os olhos.
depois fscil a prompamente, com pouca despeza
mas sempre em proreito da marloha iogleza, para
seus respectivos paizes.
Para esle mesmo fim, comecemos tambera,
accresconta o autor, por formar uma forte mari-
nha de reas (que at aqui nos tem faltado) por
meio de grandes reformas em nossa legislarlo
martima e de alfaldega, como ji o dissemos. Di-
re ainda que isto nao ser"hera muito oneroso
para o paiz, nem muito difficil para o governo.
Quanto navegacao a vapor, desde que ella
com marinha de velas o mais poderoso meio
de desenvolvimento industrial e commerciai ;
desde que ella dee ser para nos como para a
Ioglaterra, o complemento de nossos caminhos
de ferro, sua prolongelo at aos grandes centros
de oegocios do muodo, que a Blgica nao procu-
ra mais fazer votos ou temidos ensaios para seu
estabelecimento I Que, para nada fazer op s
tomar meias medidas, descansa em recorrer ao
principio que, o Estado nao se deve constituir
nem armador nent commerciai.
a E' chegado o tempo de obrar, o governo dere
animosamente pr-se testa do movimento, e
satisfazer s reelamaedes da Blgica iodustrial.
Se elle sinceramente quer para o paiz um com-
mercio internacional, convez que faca no mar o
que tem feito era trra.
a Com pete-lhe fazel-o, este o seu dever. Com
effeito, o dever do Estado nao comega no ponto
preciso, onde cesso a iniciatira e acQao dos
particulares, logo que um servico qualquer
reconhecido de utilidade geral e publica ?
< Ora, a utilidade publica ninguem a contesta:
a maioria da commisso adjuncta ao conselho
superior de industria declara mesmo expressi-
mente as canclusoes do seu relatorio sobre esta
materia que a creaco nos portos belgos de ser-
vicos regulares de navegico a vapor e especial-
mente, o estabelecimento e paquetes transatln-
ticos, aprsenla um carcter de utilidade geral.
Ella reconhece pois implcitamente a compe-
tencia do Estado, por quanto experiencias, in-
felizmente muito repelidas, lera provado sem
replica que a aeco individual entregue a si
mesmo presentemente, em nosso paiz, de uma
inefflcacia radical. Demais, o gorerno nao o
protector nato da industria, da agricultura e do
commercio? Nao deve, nesta qualidade, empre-
gar, em geral, todos os meios, proprios a desen-
volver estes tres ramos da fortuna publica, e
vcllar. em particular, para que elles nao fique
merce de alguna exploradores? Em virlude
destes principios, elle proprio, elle s deve, de
necessidade, dolar o paiz de vas de communi-
cacoes martimas, acceleradas e regulares, como
dotou-a de estradas e canaes que elle regula, de
portse telegraphos que dirige, de servigos ma-
rtimos a vapor, caminhos de ferro a que d valia
sem temer a censura de ser industrial e emprei-
teiro, visto que assim obra por um ioteresse pu-
blico, geral, e nao pelo thesouro.
a E demais, estas vas de mar nao sao o com-
plemento das de trra, complemento, sem o qual
estas ultimas nao passaro de confinar eterna-
mente com um beco sem sahida, quer para Os-
tende, quer para Anvers; aem o qual jamis po-
dero ellas atliBgir o desenvulvimenlo de que sao
succeptivel, e que se lhes deve esejar no iote-
resse do proprio thesoureiro ?
Quanto a uiilidade que destas novas vias, seria
neessario demonstra!-]: todos sabem que a
prolongaco de nossos caminhos de ferro para a
navegacao a vapor, uma medida nao s til
mas necessaria, e mesmo indispensavel para o
desenvolvimento de nossa actividade no interior,
como no exterior. Logo cada qual deve desejar
esta proloogjco, ou para melhor dizer, cada
qual deve quere-la ; e o governo deve empre-
bende-ls, pois que ella nao pode ser o facto da
ioduslria privada.
Entretanto, se autor parece, em principio, intei-
ramente oclusivo, nao o-da mesma maneira na
pratica, e por causa ........comprehendem-me
fcilmente.
Do mesmo modo, voltando a um dos seus
principies mas cima emillidos, -que todas as
forcas de que a Blgica dispe devem-se unir
para a realisaco de uma obra de utilidade
geral. apressa-se em declarar que nao quereria
para a execusso do que prope um syslema de
solamente a aeco de uma nica for^a, ainda
quaudo esta fosse a do Estado, com a excluso
das outras.
< Muito ao contrario, accresceata, quereriamos
uma combinado que permilisse consiliar os
principios do governo com seus actos, e assegu-
rasseo resultado da empreza, tornando impossi-
vel tode-trafico contrario a seu objeclo.
Em sua opioio, esta contbinaco poderia
consistir (sob a relago martima smenle) em
uma especie de associaco do governo com un
companhia de commercio e de navegacao que It ,
reservara, para sua somma de fundos, nao be-
neficios, mas smenle direitos de vigilancia, de
exame.e de registro sobre a empreza martima.
Ento o-autor diz onle, e como se encontra-
ran! os elementos desta companhia, aprsenla
as bases geraes. sobre que ellas dever-se-hio
fuodar, e indica as numerosos e poderosos meios
de aeco que ella encontrara gratuitamente,
fra, era algumas casas belgas, estabelecidas no
eslraogeiro, em todo o corpo consular belga em
geral n particularmente, no numeroso pessoal de
nossos cnsules negociantes que seriara tao feli-
zes quemo interesst.dos a toroarem-se e serem,
ao mesmo tempo, agentes consulares......para
grangearem honras, e a-gentes commerciaes___
para ganhar dinheiro, isto urna commisso
sobre todos os negocios que fizessem nao s esa.
imporiacoes, como om exportaces.
Eoto^o autor faz nos observar que as casas-
de commercio acluaes desses agentes serum
Ella I sempre ella !... exclamou com uma
voz rouca que denotara, seno espanto, ao me-
nos impacieoeia. Afasta-te, sinistra apparicio I...
deixa de inlerpor-te entre mim e a minha adora-
da Antonia I... Vae-te, fatal miss Msry; estou fa-
tigado... estou aniquilado... tem piedade da mi-
nha fraqueza... vae-te, e deixa-me 1...
Querido, amado conde, murmurou a Ame-
ricana com voz suave e supplicaote, nio me aca-
brunheis com a vossa colera I Juro que sou in-
nocente da desgrasa que vos succedeu Oh I e po-
dis julgar-me culpada I eu, que para poupar
um soffrimeoto vosso, derramara de boa vonta-
de todo o sangue das minhas veiaa I
A' medida que miss Mary fallara o olhar vago
indeciso do mancebo tomara urna fixidadecada.
vez mais pronunciada : a razio roltara-lhe de
noro.
De repente por um movimento precipitado de
repugnancia como costuma causar o contacto da
pelle fra de uma serpente, arrancou a sua mo de
entre as mos da Americana, e erguendo-se sobre
0 colrelo, disse com a voz lenta que imprima
s suas palavras um carino sablime de digni-
dade : ^ N
Miss Mary, perdoae-me as expresses que
poderiam ter-me escapado oo meu delirio...
Oh I meu querido conde I...
Nio me inlerrompaes, senhora ; estou ex-
mamente fraco, dero pois, e quero evitar qual-
quer fadiga que possa retardar o meu restabele-
cimenio. Hei de ter prectso multo breve de to-
das n minhas torgas : pego-vos por tanto que nio
me iolerrompaes.
O enfermo fez uma pausa de um meio minuto,
e proaeguio depois no mesmo lom :
Quando as mulheres nao podem ter direito
minha estima, sempre o tem mioha piedade :
se me nio dado inclinar-me perante a sua vir-
tude, respeito pelo menos i sua fraqueza. Tran-
quillisae-ros, senhora, nio ourireis da minha bo-
ca a mais pequea recrimioasio ; nio tocarei no
passado, porque talrn ainda um dia eu tiresse de
envergonhar-me, e arrepender-me do que agora
vos dissesse. S tenho uma supplica a fazer-vos.
Oh I fallae... (alise...
Esta supplica, senhora, que me deixeis
entregue ao meu isolamento, e aos meus soffri-
mentos I Gsusar-rce-hieis bastante pezar se in
sisiisseis para que ros eu explicasse os motivos
que me fonjara a exprimir-me deste modo; mas
nio devo oceultar-vos que s vossa presenca ag-
grava a minha posicio e empeora o meu estado.
Repito aioda : dentro de mui poucos das terei
necessidade de todas as niinhas forgas. Suppli-
co-vos pois, senhora, que nada me dlgaea: basta
o som oa vossa vos para... mas nio ; intil
apoiar com penosas reflexoes a supplica que diri-
jo rossa generosidade I Estou persuadido de
que nio hesitareis um momento em retirar-ros,
sabendo que a rotea obatinacao augmenta os meus
soffrimentos, e me expe a um serio perigo. Adeus
senhora ; o co vos perdtso mal que me tendes
feito I
O conde lendo pronunciado estas palavras com
fra energa roltou a caneca para o lsdo opposto
aquelle em que se achara a Americana, e coneer-
1 vou-se em plena immobilidade.
assim convertidas em ostras tantos casas belgas,
onde se poderiam eatabelecer museos de pro-
ductos de nessa industria, senio permanentes,
pelo menos eaposigts peridicas, e onde a mo-
cdade a mais meritoria, apta, capaz, etc., do
instituto de Anvers ira fazer aeu tirocinio com-
merciai, para rirem a ser um da ou agentes
consulares, ou agentes commerciaes e martimos,
negociantes ou chafes de casas belgas, ou ao
meos, commissarios etc.
Depois de ter exposto este projecto d'uma com-
panhia de commercio e de navegacao a vapor, o
autor mostra assuas brilhantes vantageas (veja-
se a obra pag. 24 e 25}, depois passa a direcgo
que converia dar s linhas projectadas de barcos
vapor.
Era sua opioio, evidente que, primeiro quo
tudo, convm reatar Anvers :
1. Com a America do Norte :
2. Com o sul dos Estados-Unidos da America;
3." Com a America do Sal.
Assim como o autor est longe de dissimu-
lar, esta empreza lio ousada quanto necessa2
ria, mas para affastar tudo quanto ella possa ter
de arriscada e perigosa, para assagqrar mesmo
seu resultado sobre todas as linhas, prope, para
cada uma deltas, um syslema de aliraentacio con-
tinua, isto e, annexas s ditas grandes linhas,
ou, para exprimir-se mais claramente, barcos
costeiros que, percortendo pequeas linhss.que
se poderiam chamar linhas indirectas, mas to-
cando em diversos grandes centros de commer-
cio, viriam alimentaras grandes linhas directas
nos tugaros de seu destino procurando-lhes des-
de sua chegada, cargas de volta, to difficeis
em encontrar para a marinha belga.
Parece-nos que este syslema merece toda a
attenco dos a quem o negocio possa ioteressaf,
que se elle bom, ter Mr. Henry resolvido o
problema da creaco e exploraco de numerosas
e grandes linhas de navegacao vapor, que nos-
se paiz deve eatabelecer, para completar seus ca-
minhos de ferro, e para reatar nesse grande por-
to com os maiores centros de negocios do mun-
do ; e, neste caso, seu estabelecimento nao
mais uma questo de dinhiro, mas smenle uma
questio de tempo e de aeco. Todava, o autor
nio discorre, nem cooclue nada a respeito desta
consideraso : ao ontrario encara francamente
esta primeira questio no ponto de vista da exe-
cucSo da empreza, de sua cultura, etc., e nos de-
monstra que as despezas do estabelecimento dea-
sas linhas oo ae elevariam a nma somma muito
enorme, nem muito espantosa, pois que nio te-
riam mesmo o valor de cent kilmetros de cami-
nho de ferro ordinario.
a Cortamente, crescenta elle, se, para salvar
o commercio de transito belga e, depois, a exis-
tencia do porto de Anvers, fosse hoje preciso
construir o caminho de ferro, j mencionado.
d'Anvers a Rubrort, e despender, para esse fim.
un$ sessenla milhdes, nao se hesitara em da-los
na Blgica. Podaremos crer que para uma obra
cem vezes nais rica em resultados, nao se en-
contraran! nella o lergo desta somma ? Pos este
preso, pergunlaremos, a Blgica poder hesitar
um instante, quanto se trata de procurar as van-
lagens incalculaveis de estabelecimento, sobre
todos os mares, de um tecido de commnnicaces
que lhe abririam mundos novos e uma nova ton-
to de prosperidad ? Que dir-se-hia de um la-
vrador que refusasse abrir o sulco e nelle I angar
a sement, porque o tempo pode ser mo e a
colheita nio ter bom xito ? Querer a Blgica-
fazer como este tavrador ? Retasar! ella riscar
esta sement do futuro f Nie poderemos cre-lo.
0 espirito de nossa nacao, seus antecedentes, sua
historia desde 1830, tudo protesta contra seme-
ntante supposiso, e depois a propria le do pro-
gresso, o movimento, que hoje atlrahe todos os
poros, nos obriga a entrar neste caminho, que a
cloquete ptlavra de um de nossos principes j
to felizmente assigoaloa. .
Nossa posicao, nossas necesidades, nosso ge-
nio, nosso ioteresse bem entendido, tudo, so
mesmo tempo, nos chama para esse ponto, e a
mais bella recompensa nos espera no Ilm da car
reir.
Verdade que no muodo do* negocios, como
em outro qualquer, ha sceptieus, a quem a novi-
dvde aterra, e a palavra futuro- inquieta. Estes
s creem no que veem, no que locara ; nio pesam
os horisontes muito afastados e convem-lhes o
presente, o immediato. Desconfiara do movimen-
to, esto bem prximos a negs-io : bem I lhes
respooderamos Como esse philosopho da anti-
uidade, caminhando ousadaooenle diante delles.
Paciencia 1 elles aeabario por caminhar de sua
vez. lia outros espirtos que se* suppem a ant-
ea- apparencia de ama intervenslo do estado :
porque nelle se tem algumas vezes abusado, co-
ma em todo negocio, desprezam-no inicuamen-
te : mais um passo, e suppriauram o proprio
estado pelo odio da centralisac>> e da iadevida
inlluenca dos chefes do governo-.
Eis em que termos se exprimi um publicista
desta escola : vosso prograrama excellente, mas
nao pratico : primeiro que tudo est muito ex-
tenso, muilo choto e muilo oneroso ; absorveria
em sua nica existencia dez ministros, cujas pai-
xoes pessoaes, juntas a energa de uma indevida
e desptica influencia dos chefes do governo, ro-
tada ao culto da tradicsio, sao um obstculo real.
a todo o progresso.
Um outro escriptor, collocado em um ponto-
de vista dillerente, porm cheio de ideas as mais.
igooradas pelo futuro de seu paiz, aprsenla pa-
ra a realisacio de suas esperances uma condico
cuja difficuldado parees inquiefa-lo. Eis suas
patarras ;
Depois de curta e suprema hesitacao a moca se
leraotou, e com a roz baixa, ainda que profun-
damente accentuada, exclamou :
Adeus, conde Lavemos de tornar-nos ain-
da a ver 1
E com a cabeca erguida, o gesto altivo, passou
por diante de Grandjean e de Panocha ; todava
apozar do imperio que sobre si mesma exercia,
vacillou um instante como se fosse acommeltida
por uma especie de verligem, e a custo pode al-
cangar a sahida : ama vez chegando ao ar livre
rebentou em solusos.
Lopge tempo, e mui longo tempo a Americana
ficou assim em p diante do rancho.
Oh I disse afinal ; elle hade amar-me, ou
eu heide morrer ; mas nio recuarei.
us tres dias seguinles miss Mary recolhida a
um dos quartos da casa delle nao aahia uma s
vez, ao menos durante o dia : mas noite deacia
furtivamente, e fkava at amanhecer com a
fronte apoiada s grandes da janella da cmara
em que repousara o enfermo.
No terceiro dia o conde d'Ambron monlou, ou
para melhor dizer, montararn-o a cavalto : e pos-
to que fosse ainda exceasiva a sua. fraqueza,
parti aeompanhado de Graodejeam para reunir-
se a Joaquim Ditk.
Entio, nao rens em nossa companhia, Pa-
nocha ? pergiintou o gigante ao Mexicano que
lhe offerecla om grande copo cheio de tnoscal at
as borJas.
Por ora nio possivel.
O conde e o gigante teria andado apenas uos
cincoenta passos distante do rancho, quando Pa-
nocha cessando de acompanha-los com a vista
dirigio-se para a escada que ia ter ao andar su-
perior do rancho, e galgando os seus degros
com feroz agilidade, foi bater porla do quarto
de miss Mary.
Nio vos iocommodeis, senhorils, disse elle
ouvindo a voz da moca. Entre conhecidos nao
ha ceremonias.
E sem esperar a resposla on consentimento da
Americana D. Andr penetrou no quarto~fechou
a porta aps ai, tirou a chave, e mellen-a na
algibeira da vesta.
O que desejaes, senhor ? perguntou a mo-
ca mais irritada do que assustada com essa ac-
Sio de Mexicano.
Desejo, senhorita, ter a honra de apresen-
lar-vos as minhas humildes homeoagens.
As vossas homeoagens exclamou a Ame-
ricana, encarsndo-o com soberano desprezo.
Supponho que gracejses.... Nao obstante sebo
mal escolhido o gracejo I. Sahi daqui, senhor.
Panocha em lugar de obedecer a essa ordem
acompanhada de um gesto imperioso poz-se a
balaosar o corpo com infinita grasa.
Nio receiaes, senhorita, que os vossos ri-
gores me levem ao desespero r Est bom I ji
rejo os vossos lindos olhos brilharem de colera 1
Caramba I Bem sei que nio son conde, mas
nem por isso deixo de ser um fidalgo, e
um fidalgo pode ter pretendes ao cora-
clo at de uma rainhi. Ora, se Grandjean fal-
lou a verdade, nio passaes de ser filha do um
simples negociante. Vimos, nio vos agastels :
(Conlinuor-se-no.)
en primeiro lugar isso prejudiea a vossa belleza,
em segundo lugar de nada ves pode aproveitar.
O vosso amigo marquez d'Hallay, o homem dos
seis urso, est muito longe daqui; o Sr. conde
e o voso antigo criado Grandjeam partiram j ;
os criados da herdade esto as rocas ; por con-
seguinle aqui no rancho s estamos nos dous.
Este exordio tioha ao mesmo tempo alguma
cousa de grosseiro e de ameasador, que assusta-
ra a qualquer outra muiher : a Americana po-
rm nio se abalou.
_ Na rerdade, disse ella framente, ainda
nao posso saber o que de mira pretendis I ex
plicae-ros claramente e o mais depressa possi-
vel, para que eu me reja livre de rossa presenca.
E' dinheiro que queris ? Pois enlao dizei quan-
to ; e se for uma quaolia rasoavel, veremos se
poderei dar-vos.
Panocha entregou-se a uma pantomima daa
mais gems, e que se poda assim interpretar :
Meu Deus I como me julgaes to mal I De-
pois elevando a voz disse :
Realmente, senhorita, sou bem infeliz com-
vosco I A primeira vez que tive a honra de
ver-vos, me tomsstes por um dansarino de cor-
da ; e agora qualicaes-me de ladrio 1 Doua
equivoces bem estranhos 1 Nao dinheiro o que
eu quero, senhorita, mas sim vingaoca I
Vinganc I E que mal vos fizeu? Que
razdes tendes dequeixa contra mim?
Oh I que interessante pergunta 1 exclamou
Panocha, cujo accionado tornou-se extravagante.
A minha boa e excellente ama, nica muiher a
quem tenho amado seriamente, roubada por vos-
sa ordem, e entregue oo poder de um bandido U
o meu amigo coode d'Ambron quasi assassioado I
e eu mergulhado oo mais profundo desespero I
E ousaes ainda perguntar que razes de quena
tenho contra vos 1 Francamente fallando mui-
la impudencia 1
Panocha calou-se, e cesssram os seus gestos :
mas em compensaso horrivel expresaio en-
tre um cynismo espantoso e uma atroz feroci-
didedava aos seus pequeos olhos o brilho
dos da vbora 1
A Americana sentio fugir-lhe a seguranga, e
comesou a ter medo realmente.
Poupae todos esses insultos to vis como
inuteis, disse ella affeclando uma firmeza que
nio tioha. A que poni queris chegar ?
Torno a dizer-vos : ven lio ringar a senho-
ra condesss.
Acredito. Mds qual ser esse genero de
vingansa ?
O Mexicano pachou da algibeira da calsonera a
sua faca de uma folha larga e aflata e fsxendo
luzir sos olhos da moca o ago polido com um
gesto expressivo e rpido respondeu :
A vinganja de um fidalgo a morle,
A Americana leve ainda forsa para sorrircom
ar de dprezo.|
Os fldalgos, quando sao pobres e tem uma
posico a sustentar na sociedade, preferem ad-
querir o ouro i derramar o aaogue. Meu pae
rico, e deu-me o pleno poder de sacar sobre elle.
Queris acceitar uma letra de mil piastras?
D. Andr reflectiu antes de responder.
Nem mil, nem 4t mil, nem em mil pias-
tras 1 exclamou sfinal. Miss Mary, pondo do
parle essas olleras inuteis que s fazem offende-r
a mioha susceplibilidade. Todo o ouro do mundo
oo poder salvar-vos 1
Miss Mary tornou-se extraordinariamente p*l-
lida.
Uma vez quo a vossa resoluca 6 irrevoga-
rel, uma rez que ne me resta esperance de sal-
vacuo, para que prolongaos intilmente a sainha
agona? Feri----e sede amaldicoado I....
Perdo, senhorita; nio quiz dizer que nio
ros resta esperanca de salracio : polo contrario
resta-ros uma esperanca, mas uma s L.
E qual ella?
O Mexicano encarando a moca filamente, disse
com uma roz singular:
Um caballero, um caballero hidalgo, e eu
sou uma e outra couaa, nunca chegaria a matar
muiher que o amasse....
A pallidez da Americana eodeu o lagar a, um
riro rubor: e ella ex:lamou com profunda, in-
digoaco :
Miseravel I
Haria nesta exclamasio Unto desprszo que
Panocha empallideceu tambem por sua roz.
Sentido, D. Maa, replicn elle com roz
surda : sentido I Talrez pensis que eu eslea
gracejando ; mas enginae-ros. Jura-vos pela
parte que me cabe no paratzo que oa farei o qtu
disse 1
Eu ros croio, miseravel 1
Caramba I E' preciso confessar que sois
uma senhorita ralenle : porm isso mesmo ain-
da mais seductora ros torna. D. Mara, sio das
horas : daqui a cinco minutos ou cossareis de vi-
ver, ou j nio podereis servir de nm perigo para
minha ama, porque nio toreis mais coragem de
levantar o rosto na presenta do Sr. conde d'Am-
bron 1
Panocha poz de lado o rolog^que recebera da
generosidade do conde, encosltm-se i porta, com
a faca empunhada, a os olhos fixos sobre a infe-
liz miss Mary, esperando a decs&o deata.
Foi um momento terrivel I ,
Duaa horaa e cinco minutos I disso elle fi-
nalmente avangando para sua victima:
A desventurada fechou os olhos, levoucom
forga s mos ao peito, e com a roz ribranle de
paixio mais do que trmula de terror, excla-
mou:
Luiz I eu te amo I
Foram suas ultimas patarras: Panocha ribrou
o golpe 1
Meia hora depois montado sobre um csrallo
enterrara-lhe rigorosamente as esporas, e corra
na direceo de Guay mas.
O semblante do assassino estara lvido, mas
assim mesmo ria-se nelle estampada a expressao
de feros satisfago.
Nio era uma muiher, maa sim umafera I
dizia elle. Nio me arrependo do que fiz.'...de-
va vingar a minha ama...E demaA estou per-
suadido de que a letra, que me offereceu a|Ame-
riaana nio seria paga 1...
Continuarse-ha,
PIW,- TYP. DI M. F. DI FARU.-1S81,


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