Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09344


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Full Text
lili IXIfH IOIE10 167
Por Ires mezes aiiantados 5(000
Por tres mezes vencidos 6J000

iiji m2.&'&m
TERCA FEIIA 23 M JDLHO DI IU1
Por anuo adiantado 9$00 0
Parle franco para t subscriptor.
i
HCARRBGADOS DA SUB9CR1PCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Aleandrio da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lomos Braga; CearS o Sr. J. Jos
do Oliveira; Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
m tins Ribeiro Guimaraes; Para, o Sr. Justino J.j
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS i)OS tiUHKKlO.
Olinda todos os dias aa O 1/S horas do dia.
Iguarass, Goianna Parahiba naa segundas
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciruar, AUinho t
Garanhuns as lergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-VisU,
Ouricury e Fx as quartaa (iras.
Cabo, Serinhem, RioFormoso, Una,Barreiros,
jAgua Preta. Pimenteiras Natal quintas feiras.
i (Todos os correios partem as 10 horas da manhaa)
EPHEMERIDES DO HEZ DE JULHO.
7 Loa nova as ti horas 56 minutos da tarde'
15 Quarto rscente aos 28 minutos da manhaa.
21 La eheia as 9 horas e 46 minutos da tarde
29 Quarto minguen te as 5 horas e 32 minutos da
tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutos da manhaa.
Segundo as 5 horas e 42 minutos da Urdo.
AUUIKNC1AS DOS TR1BUNAES DA CAPITAL.
HAS DA SEMANA. JTribunal do commereio; segundas quintas.
22 Segunda. S. M.ria Magdalena ; S. Meneleo mi****' **" q"lnt" "'0* ,0 *"
23 Hfp. S. Apolinario b. m. F"end": ter?M* qBlnUs 6 "bbaaos M horas.
Juizo do commereio : quartas ao mel dia:
24 Q*irta. S. Christina r. m.
25 OWnta. S. Thiago ap. ; S. Christovo m.
26 Secta. Ss. Symphronio.Olimpi eTheodulo Mm
27 Setbado. (jejum) S. PantaleSo medico.
28 Domingo. S. Anna mi da mi de Deu?.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira Tara do sivel : tercas sextasao meio
da.
Segunda rara do eivel
hora da tarde:
quartas e sabbados a 1
ENCARBEGADOS DA SUBSCRIPTO DO 9IJL
Alagoaa, o Sr. Claudino Falco Dia; Babia
Sr. Jos Msrtins Alvos ; Rio d Janeiro. Srf
Joio Poreira Martn*.
EM FEBNAMBUCO.
O proprietarlo do mamo Manoel Figueiro de
Faria.na sua Hvraria praga da Independencia b.
6 8.
PARTE 0FFICUL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 19 de julho.
Officio.Ao coronel commaodaote das
. armas.
Quena V. S. emiltir a sua opinio acerca do
pagamento de vanlagens que pede bo requeri-
mento incluso o atieres Joaquim Jos Laiz de
Souza, tetido em Tista a informado da thesou-
raria que aqui ajunto.
Dito ao coronel commandante superior interino
da guarda nacional do Recife Arista do que
V. S. informou em data de 17 do correle o au-
toriso a mandar dispensar do servigo em qusnto
estiver em pregado na estrada de ferro o guarda
do 3o baiilnao de infantaria da guarda nacional
sob seu commando superior Luiz Augusto Coelho
Cintra.Communicou-se ao superintendente.
Dito ao mesmo.Expega V. S. as suas ordens
am de que o Io batalbo da guarda nacional sob
3eu commando assista na forma do costume a
festa de S. Vicente Ferrer, que deve ter lugar
na igreja de N S. do Car id o no dia 21 do cor-
Tente.
Dito ao provedor da Santa Casa da misericor-
dia.Declarando-me o director do arsenal de
guerra nao existir faga na companhia de apren-
dizes daquelle arsenal para nelle ser admittido o
menor Joo, de que trata V. S. em seu officio
de 13 do correte, reCommondei-lhe nesta data,
que logo que seja possivel, effectue a admisso
do referido menor OUieiou se ao director do ar-
senal de guerra com a recommendaco de que se
trata.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Traosmitto V. S. o incluso pret em duplcala,
allm de que, estando nos termos legaes, maade
pagar a Jos Francisco Ferreira, conforme requi-
sitou o commandante superior interino da co-
marca do Rio Formoso era officio de 29 de juoho
ultimo a importancia dos vencimentos relativos
ao mez de maio deste anno, do destacamento de
guardas nacionaes do destriclo Duas Barras.
Communicou-se ao commandante superior su-
pracitado.
Dito ao mesmo.Mande V. S. indemnisar ao
ministerio da marioha da quantia de 7J810 em
que importou a despeza feita com a suDstituigo
de urna das drigas do mastro do telegrapho da
torre do Collegio, como solicita o iospector do
arsenal de marioha no.ofcio, que junto devolvo,
visto que as razes com que V. S. se oppOe ao'
pagamento mlegral oessa quantia sem a deducn
dos dez por cento, so seriara procedentes se em
face das disposigoes dos 2 e 3 da* instruegoes
de 26 de outubro de 185b que tratara do suppri-
mento de obras manufacturadas ou uo, ou de
materia prima, a paticulsres, nao se deprehen-
desse claramente que o servigo, de que se traa,
acha-se comprehendido no 1 das referidas ins-
truegoes, que em sua disposigo genrica abran-
ge as obras feitas para todas as reparlices pu-
blicas. """'"" r
Dito ao mesmo.Reatiluo V. S. os docu-
mentos, que acorapanharam a sua informaco de
hoje sob n. 605, am de que mande pasar a
Francisco Amonio Bastos a quantia de 48J000
ris por haver embroxurado800regulamentos da
capitana do porto, visto nao haver inconvenien-
te nesse pagamento segundo consta da citada in-
formago.Communicou-se ao capillo do porto.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Em vista da conta e recibos juntos mande V. S.
pagar, conforme requisitou o chefe de polica
em offlcios de hontem, sob ns. 689 e 691 a Jo"
Marques Eutrepio de Miranda, ou ao seu pro-
curador, a quantia de 1394U0 ris despendida no
mez de maio ultimo com o sustento dos presos
pobres da cadeia de Caruar, e a Joaquim An-
tonio de Castro Nunes a de 20&000 ris proveni-
ente do aluguel de quatro mezes, vencidos no
ultimo de junho prximo fiado, da casa que ser-
ve de cadeia no termo de Tacarat.
Dito ao mo.Acenso recebidos o officio de
hontem, sob n. 330, em que V. S. me partecipa
haver Luiz Antonio Pinto de Souza, dando por
fiador Aotonio Domingues de Almeida Pogas,
arrematado por um trieonio, e pela quantia de
2058000 ris annuaes o aluguel da casa terrea n.
S da ra das Larangeiras, perteocente ao patri-
monio dos orphaos, e em resposta teoho a dizer
que approvo essa arrematago.
Dito ao mesmo.Pode V. S., como indica em
sua informago de houtem, sob n. 326, mandar
por novamente em praga o pedagio da ponte de
Tacaruoa, servindo de base a essa arrematago
a quantia de 300*000 ris oferecido por Jos
Polycarpo de Frenas Jnior.
Dito ao mesmo.Tendo em vista a sua infor-
mago de hootem, sob o. 329, o autoriso a man-
dar pagar a pessoa que para sso se mostrar ha-
bilitada, a quantia de 60000 ris, em que. se-
gundo o recibo que devolvo em duplcala, foi
despendida pelo alteres Jos Caetano da Silva
Campos com o aluguel de um cavallo para seu
transporte de villa Bella a esta capital e vice-
versa, commandando urna escolta que conduzio
presos de justiga.
dito ao juiz do direilo da 2a vara.Haja Vmc.
de, proceaendo s averiguages necessarias, e
vista das notas constantes da inclusa relago dos
presos que se acham recolbido casa de deten-
gao desia cidade em differentes dalas, informar
qual o stado actual dos processos de cada um
delles, com declarago cercumslanciada da autori-
dade que os houver processado e julgado, e em
que dais, se estao pronunciados ou definitiva-
mente julgados, quaes as seolengas absolutorias
ou condemnatorias, que dependerem de recurso,
c quaes nao, e finalmente toda* e qualquer obser-
vagao, em forma de mappa, que fdr a bem dos
meamos presos e da justiga, am de se poder
providenciar a tal respeito como fdr conveniente.
Officiou-se nestes termos aos juizes de direilo
do cano. Pao d'Alho, Santo Anto, Nazarelh,
oianna, Rio Formoso, Bonito, (iaranhuns e Boa-
Vista para prestar informagoes relativas aos pre-
sos vindos de suas comarcas, e aos juizes de di-
Teito das comarcas do Limoeiro, Brejo e Tacarat
com referencia a um s preso, vindo de cada
urna dellas.
Dito ao agente do Bio Grande do NorteRes-
pondo ao seu officio desta dala declarando-lhe
que depende da informago da thesouraria de fa-
zenda o pagamento da importancia dos objectos
queVmc. comprou a Caetaoo Cyriaco Moreira &
Irmaos, com destino provincia do Rio Grande
do Norte, entretanto coovm que Vmc. agj em-
barca-los no vapor Iguarass, sendo possivel,
certo de que opportunameote ser salisfeita a
respectiva importancia.
^.Portara.o presidente da provincia, atienden-
do ao que requereu o vigano da freguezia de
Barreiros Joao Baptista Soares, resolve, de con-
ormidade com o aviso do ministerio da mari-
nha, n. 116, de 19 de margo de 1858, conceder-
Ihe licenga para mandar cortar as maltas dos
eugeobos Pi-ferro, Campia o Bocea da Malta
d'aquelle termo, perteocentes a Francisco Furo
Castello-Branco, de quera j obteve a necesaria
permisso, os paos curvos de sicopira e outras
madeiras necessarias para conalroccao de suas
bsreagas, devendo esta ser registrada na capita-
na do porto, onde dever declarar a quantida-
de da madeira precisa para a referida conslruc-
go, e recommenda s autoridades locaea que
uo poDhaoi embaraco alguna o corte e conduc-
go dessas madeiras, tendo, porm, todo o cui-
dado para que nao se deem abusos por occasio
desta licenga.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que requereu Aotonio Francisco Cesar e in-
formou o respectivo juiz municipal em data de
15 do correte, de conformidade com o disposto
nosrt. Io da le provincial,n. 504, de 29 de maio
prximo Hodo, e nos termos do art. 6 da carta
de lei de 3 de outubro de 1834, explicado por
aviso do ministerio da justiga de 14 de maio
de 1860, resolve nomear so referido Antooio
Francisco Cesar para os officios de partidora
destribaidor do termo de Caruar em quanto
nao forem definitivamente prvidos pela forma
determinada no decreto o. 817 de 30 de agosto
de 1851.Fizsram-se as communicagdes pre-
cisas.
Lavrou tambera portara nomeanJo a Manoel
Joaquim de Faria Brasil para iguaes cargos no
termo do Limoeiro.
Expediente do secretario.
Do dia 19 de julho de 1861.
Ofllcio ao commandante superior interino do
Rio Formoso S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vfocia manda declarar V. S. que pelo seu offi-
cio de5 do correle, ficou ioleirado deque por
equivoco trouxe a informacao ministrada por V.
S. com referencia ao requerimenlo do capito
Antonio Pinheiro da Palma, a data de 2, em vez
de 27 de maio ultimo, e que do respectivo re-
gistro consta que o officio por mim dirigido V.
S. em 5 do mez prximo (indo aecusou a re-
cepgo do de 17 e nao de 27 de maio em que V.
S. participou ter entrado no exercicio interino
dessei commando superior. Bespondeu-se dan-
do sciencia do equivoco ao commandante supe-
rior effectivo da referida comarca, que repre-
sentara contra aquella ioexactido de data.
Dito ao vigario de Uuribeca.O Exm. Sr. pre-
sidente da provincia manda declarar V. S.
em resposta ao seu officio desta dala, que foi-
lhe entregue o livro de registro de Ierras pu-
blicas dessa freguezia.
Accusou-se tambera a entrega de igual livro
remeltido pelo vigario da Escada, bem como a
relagao das pessoas multadas por nao terem
dado a registro as trras que possuem na dita
freguezia.
Dito ao director geral da iostrucgSo publi-
ca S. Exc, o Sr. presidente aa provincia,
manda declarar V. S. que pelo seu officio de
15 do correntn. sdb n. 226, ficou inteirado de
haver o professor publico de instruego elemen-
tar da freguezia de Taquaritinga Manoel Joa-
quim Xavier Ribeiro entrado no exercicio de sua
cadeira no dia 1* deste mez, renunciando assim o
resto da licenga que lhe foi concedida por por-
tara de 8 de junho ultimo.Communicou-se
thesouraria provincial.
Despachos do dia 19 de julho.
Requtrimtntos.
Bonifacio do Nascmento Cesar. Dirija-so ao
Sr. provedor da Santa Casa da Misericordia.
Tenente Francisco Gongalves de Arruda.In-
forme o iospector da thesouraria de (azenda.
Guilhermino Baiilisso de Oliveira e Silva.
Informe o Sr. director geral da instrugo pu-
blica.
Horacio de Gusmo Coelho. Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Joaquim Cavalcaote de Albuquerque.Selle e
volte, querendo.
Fre Jorge de Santa Anna Locio. Dirija-se ao
Sr. commandante superior interino.
Jos Policarpo de Freitas Juoioi. Iodo no-
vamente a praga o pedagio, de que se trata, pode
o supplicante concorrer a ella, se assim lhecoo-
vier.
Pedro Semeao da Silva Braga.Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
O bacharel Pedro de Alcntara Peixoto Mi-
randa Veras. Passe portara concedendo mais 30
dias de licenga.
Rsymundo Jos dos Santos.Informe o Sr.
commandante do corpo de polica.
Theodorio Antonio Monteiro.Informe o Sr.
Dr. juiz municipal do termo de Iguarass.
economistas o imposto directo, o que que se
deve entender por conlrinaigao directa, cuja re-
partigo pelos municipios das provincias urna
das ailribuigoes das assemblas orovincises, na
forma do art. 1* 8 6 do acto addicional.
< 7. Como se devem contar os dous.tergos dos
votos exigidos pelos arts. 15, 16 e 19 do acto ad-
dicional.
8.* Se resolvios pela negativa o 2', 3o e 4o
pontos deste requerimenlo, convm fixar quotas
da renda geral s provincias em proporgo ou uio
renda total arrecadada as eslagoes fiscaes ge-
raes de cada urna das provincias.
9o Se o direilo que os presidentes tm de
suspender a execugo das lea provinciaes nos ca-
sos do art. 16 do acto addicional extensivo -
quellas leis que nao dependem da sanegao dos
mesmos presidentes.
< 10. Qual o poder competente para estabele-
cer a forma do processo segundo o qual deve ser
decretada pelas assemblas provinciaes a suspen*
sao e demisso dos magistrados.
c Sala das sessdes, em 31 de maio de 1861.
Visconde de Jequiliohooha.
E' apoiados e tica adiado a requerimento de seu
autor para ser discutido em dia proprio.
ORDBH DO DIA.
Continua a 2* discusso, adiaoa pela hora na
aesso antecedente, do projecto de resposta fal-
la do throoo.
OSr. Va scon cellos diz que bou ve tempo emque
vacillou se a resposta falla do throoo devia ser
como opinara um nobre senador, apenas um me-
ro acto de cortezia das cmaras para com o chefe
do estado : hoje nao lhe resta a menor duvida
dTL*,mi.0f i10in"8. nleadeu que devia | gao da constituigo torna-se um grande nrozram-
abracar cordialmeMo a politiea de conciliagao ma ?.... V 8 program-
*!!!J 8bioete de que foi presidente o Quaes sao as ailribuigoes do poder moderador
j que se prelendem coarctar? O anno passado um
nobre marquez de Paran.
Ahieatiopoia dua, pocas hm Sito* d. HmSoI3M^5Z^
,OfWfc.qWo>, Em setlvesse referido a seibos da coroa, e que no e membro da cmara
* P*? *. mi *. presi- dos deputados. escreveu um folhe.o mostrando
vida
esta
os actos do
que se re-
ie**m-*l*otmmn papel tao brilhaote co- que os mioistros sao responsaveis pe.
.? ffL'jf mm*** qoo inaagurou a po- poder moderador. Ser a este foi helo
linca de conciliagao, de certo nao levara o orador fere o nobre senador em suas aueias
em, ^^f" Sr* Pre8il,e0l o conselho. I imprensa? Mas o nobre seD.dor,\ae t" s-
antespelo contrario concorrer para que S. Escindo, nao pode ensenar ideas anarchicas EL
pudesse aceitar sem cooslrangimento, sem em- enneciadas nesse opsculo.
baragos, o apoio de todos os Brasileiros que qui-
zessem concorrer para o bom xito dos esforcos
da administrago dirigida por S. Exc.
E aio se esquega que o orador, offereceodo con-
E demais, ser esse iliustrado cidado o nico
a pensar que os ministros sao responsaveis pelos
actos do poder moderador? De certo que nao. E
acintoM.
Isto posto, qual ser mais leal ao ministerio, o
que assim se exprime com tanta clareza, ou o que
prometi apoio sem reserva nem condigo, ou
anda que diz sustenta o ministerio porque com-
posto de conserradores puros? Ni quadra em
que nos acharaos, quem se expressa nestes ter-
mos d bem fundados motivos pira deixar sus-
peitar que o que quer dar cabo do ministerio.
!i?!'VV-r!.a-i0.?roCel,w"M 68Sa m.a" I "*' 8e explicar. O que conservador
nao ser lalvez mais amigo da prerogativa ii pe-
sideragaes acerca da pouca clareza do program- I "' aquelle que quer que a corda, exercendo as
ma ministerial, foi desde logo dizeodo que isso altr'buigoesdo posermoderador.teobasempre mi-
nao era bastaote para colloca-lo em opposigo, nistros responsaveis perante o paiz pelos conse-
porquaoto eslava deliberado a aguardar os actos ln< que derem contra os ioteresses pblicos do
do ministerio para fazer-lhe justiga. Por certo 1uo aquellos que prelendem que pelos actos do
que tomar parte as discusses para que estiver poder moderador nao respondem os ministros
habilitado, nao >iap ........... ,..!m.mh.inH...:_ ._
do gabinete
nienies ou mos ; i attribuigo c
arte as aiscussoes para que estiver po^er moderador nao respondem os ministros
io se abster de censurar os actos I doscobrindoassim a vontadeirrespoosavel? Nao'
que lhe parecerem menos coove- j a simples provocago de um ministro porque
los ; mas nao lhe far opposigo | cota proceda a elgum acto da altribuigo do po-
INTERIOR.
BIO DE JANEIRO.
SENADO.
SESSAO DE 31 DE MAIO.
Presidencia do Sr. visconde de Abaet.
s 11 horas da manhaa o Sr. presidente
sesso estando presentes 31 senhores
abre a
senadores.
Lida a acta da anterior, approvada.
O Sr. 1. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um requerimenlo do Dr. Jos Bento da Cuoha
e Figueiredo, pedindo um anno de licenga com
todos os seus vencimentos, para tratar de sua
saude dentro ou fra do imperio.A' commisso
de constituigo.
Outro do cabido da s de S. Paulo, pedindo
augmento de vencimentos.A'commisso de fa-
zenda.
Pica sobre a mesa a folha dos ordenados
e graticagoes que venceram no presente mez os
em pregados da secretaria e pago do senado.
Sao sorteados para a deputago que deve rece-
ber o Sr. baro de Haroim os Srs. Pimenta Bue-
no, Machado, e visconde Jequiliohooha.
O Sr. visconde de Jequitinhonha offerece o se-
guiote requerimento:
c Requeiro que se convide a cmara dos Srs.
deputados para nomear urna commisso especial
que, reunida com outra do senado, de igual nu-
mero de membros, tomem a seu cargo examinar
o art. 10 1. 5 e 6o. o art. 11 9o. e arts. 15,
16 e 19 do acto addicional, e propor um projecto
de interpretado,cuja discusso principiar na c-
mara dos Srs. deputados, resolvendo alm de
quaesquer outros, suggerdos pela sabedoria das
commisses reunidas, os seguinte* pontos:
a 1. Se as assemblas provinciaes legislando
sobro a diviso civil, judiciaria e acelesiastica, cu-
jos empregados teem de ser pagos pelos cofres
genes, o podem fazer definitivamente, sem o ac-
eordo expresso do governo geral.
c 2. Se a materia j conlribuinte para a ren-
da geral pode ser onerada de novo imposto para
a renda provincial.
3. Se as assemblas provinciaes podem crear
impostes de exportago.
4." Se porm laucar imposlos nos gneros
importados de outras provincia, sejam ou nao da
producglo destas.
5. Se encontrando o presidente as resolu-
ges das assemblas provincial disposigoes sobre
objectos nao comprehendido nos arts. 10 e II, ou
sobre aquellea acerca dos quaes lhe prohibido
expressamente legislar nos arts. 12 e 16, os deve
separar e proceder acerca delles de conformida-
de com o disposto no art. 9 do mesmo acto ad-
dicional, o os arts. 81, 83, 81, 85, 86, 87 e 88 da
constituigo.
6. Nao se achando definido no art. 171 da
constituigo, nem em nossa legislago fiscal, o
que seja contribuigo directa, o sendo difierente
o modo como -classiQcum os administradores e
nera, e que grandes sao as vanlagens de um de-
bate bem estabelecido, por occasio de Iratar-se
do voto de gragas.
Com effeito, tem observado com prazer os re-
sultados importantes obtidos ns presente discus-
so a situago, que alguna pareca nebuloss quan-
do foi dissolvido o gabinete de 10 de agosto e or-
gmisado o actual, vai-se aclarando de maneira
que j nao pode duvidar-se de que o paizacha-
va-se, quando se deu este facto e como aioda se
deu este facto e como ainda se conserva, no mais
completo estsdo de calma, no espirito de ordem
o mais pronunciado, e na mais plena adheso s
iosliluiges que nos regem.
Apurados, depois das explicages do Sr. es-
presidenle do conselho, os motivos que deram
causa retirada do ministerio a que S. Exc. pre-
sidio, o orador ter-se-hia conservado silencioso
se nao fosse aote-hontem provocado para o deba-
te pelo nobre senador do Rio de Janeiro.
Agradece ao nobre senador a disliocgo com
que o tratou, oceupando-se quasi que exclusiva-
mente do discurso que proferir ; e respondendo
a S. Esc ir ao mesmo tempo contestando alguna
pontos do discurso do Sr. miuistro do commer-
eio e agricultura, que em mais de um ponto mos-
trou nao ter comprehendido bem o orador.
E' verdade que considerou necessaria a exhib-
gao de um programma mais explcito do que o
aonunciado pelo Sr. presidente do conselho ; e
pede permisso para observar que a circunstancia
de inaugurar-se um novo ministerio, que vem
declarar perante a representado nacional que o
seu programma a execugo fiel da constituigo
e das leis, como que tras grande desar ao gabine-
te precedente, como que indica que este uio exe-
cutou fielmente a coostituigio e as leis, deixou
que a autoridade se mostrasse sem torga, e lor-
nou necessirio que o seu successor especialmen-
te se applique a restabelecer o imperio da lei e a
restituir o prestigio autoriadade.
Ou ento o programma nao significa cousa al-
guma porque as suas palavras s exprimem um
pensamento que nao pode ser contrariado. Pare-
ceu ao nobre senador pelo Rio de Janeiro que
que
puro? e.oo s puro, mas (como se accrescenta)
puritano? Basta a menor oogo de historia para
que bem se comprehenda o que isto .
Conservador puro o conservador estremo,
sem a mnima mistura. Puritano o que peosa
que as suas ideas sao as nicas admissiveis, que
todas asmis devem ser coodemnadas : o que
nao admitte msela nem de mouro nem de judeu.
Quem nao se records dos escessos da seita dos
puritanos em Inglaterra, que fez derramar tanto
sangue?....
Ora, se este o sentido das phrases conservador
puro e conservador puritano, sero os oobres mi-
nistros conservadores dessa ordem ? querero 1 n.7,vn.,
urna conservago retrogada, que nao admitte pro- PnTM"!i*/!ea,d"ae "gOC? Es1uceu J
gresso nem melhoramentos, que extrema o pas ?bre 8enAd.A 2ateo da revoita de Pernam-
em deus campos, epodemoa fogueira urna gran
der moderador, a simples referenda desse acto
traz a responsabilidade do mioistro. E Dos nos
livre de doutrioa contraria, que importa o mes-
mo que trazer a cora para a discusso I (A-
poiados.) '
Qual pois essa dontrioa pregada pela impren-
sa e que autorisa o nobre senador para pintar a
situago como a pintou? Nao pode conceber aual
seja. n
Na nossa forma de governo tudo se consegue,
comtanto que hsja ministros responsaveis. Ha-
veodo-os, pode at o roonarcha ter no ministerio
homens que nao sejam seus amigos. Foi por ter
a Inglaterra mioistros responsaveis que Jorge III
pode ter no gabiuete a Pitt e Fox, e Jorge IV a
Canning, nao obstante nao serem seus amigos.
A doutrioa pois da ioteira responsabilidade dos
mioistros, al mesmo pelos actos da competencia
do poder moderador, nao pode ser considerada
subversiva, nem servir de base para que, por ser
ella propalada, se possa considerar o paiz em cri-
tica situago.
Mas, ainda que a imprensa houvesse publicado
algura artigo perigoso, era isso o motivo para
de parte dos cidados, e pretende que s a outra
parte seja coosiderada como filha da trra da
Santa Cruz? O orador nao pode crer que tal seja
o pensamento do nobre senador pelo Rio de Ja-
neiro.
Nem pode ser, porque ahi eato ss palavras do
Sr. mioistro do commereio o agricultura para
mostrar o contrario : S. Esc. declarou que era
conservador com criterio, o nobre presidente do
conselho dfsse que era conservador moderado ;
e estas palavras dos dous oobres ministros nao
revelara de forma slguma que o gabinete seja
compoil^de conservadores puros e puritanos.
Nojoijmois, o orador quem quiz atirar com o
Sr- frente do conselho em urna posico es-
trem .-*t> poltica, e sim o nobre orador pelo Rio
de Janeiro.
Em reieco a partidas poltico, o procedimen-
to oais cordato na aclualidade. esquecer todos
es antecedentes desses partidos. E o Sr. ministro
do commereio e agricultura j declarou que nao
havia divergencias no gabinete, que as antigs
opinioes dos mioistros ja pertencem historia, e
que todos esto hoje concordes no mesmo pensa-
mento a respeito da poltica que presentemente
melhor convm.
E posto que estas palavras de S. Exc se pres-
assim nao e que as phrases de que usou o no- taseni a alUD9 commentanos, porque podia-se
bre presidente do conselho constituem um gran- Per8UDl" a0 D* ministro se todos os seus col-
de programma. Para convencer a S. Exc. de que *f" estavam sccordes em todos os assamptos,
estem erro, se prevalecen o orador de urna au- al. D09 o">h ) mleressam ao crdito,
loridade que lhe pode ser suspeita. e de nm ou- lod."T" o*0' calou-se, nem essa pergunta
tro nobre senador pelo Rio de Janeiro, que, tra- '"i.1 taier* .
tando da poltica de conciliagao na sesso de 7 de nbre "Mor pelo
aga
julho de 1858 exprimi-se desta maneira
c A razo porque entendamos que estas pala-
vras [concordia e eonciliago) nao podiam consti-
tuir om programma era porque ellas nao se pres-
tam a um sentido, a urna significago que possa
admitlir controversia; exprimem pensamentos
que oo pdem achar contradictores ; por conse-
guinte nao caracterisam a politice de um gabine-
te ; seria o mesmo que proclamar como program-
ma ser justo e bom.
Todos o dizero, mas nem todos o fazem, disse
o nobre mioistro da fazenda. E' urna verdade de
que o nobre ministro nos d ezemplo vivo. Mas
em que um programma oo se trata de factos,
e sim de palavras ; por consequencia, se essas
palavras exprimem o que todos dizem, nada ex- ralbados, o orador applaudio-ocom um apoiado.
primem, nao aignificam urna b'nba da conducta Mas quem que quer mascarar as pos^igoes?
que caracterise um ministerio e o distingu de D* ,ud0 1uaBl o orador disse ao senado nin-
qualquer outro. guem peder concluir que elle deseja nada do
Ora, applicando esls doutrioa ao caso presente, dubio.
v-se que o ministerio que diz: O meu pro- Com effeito, oque fez o orador? Provocando
gramma a fiel ezecugo da constituigo e das explicages dos nobres es-ministros sobre as cau-
leis apenas enuncia ideas que nao podem ad- us da dissolugo do gabinete de 10 de agosto, e
mitlir controversia nem achar contradictores, e dossetuaes a respeito da marcha que prelendem
e portanto nao podem canctensar a poltica de seguir, aoimou -se a pedir a Ss. Eses, que iratas-
um gabinete. sem de fazer recobrar s nossas instituiges repre-
Taes palavras s podiam formar um program- senlativas todo o prestigio de que j gozaram e
ma quando o ministerio entendesse que convinha dar deseovolvimeoto ao elemento liberal da cons- meios, seno destes, se servem os membros de
Rio de Janeiro porm oo
procedeu assim ; foi at buscar o esquecido ga-
binete de 4 de maio e o seu programma, para
compara-lo com o do actual ministerio, como se
por ventura se esse programma fosse pouco ex-
plcito autorisava isso a que conlinuassem a ap-
parecer programmas igualmente defeituosos. A-
caso pensar o nobre senador que fazendo sangrar
feridas j cicatrisadas prestou um servigo ao ac-
tual ministerio?.. /
Disse o nobre senador pelo Rio de Janeiro qne
era preciso abandonar o emprego de meias pala-
vras qne s servem para baralhar as ideas, con-
fundir os homens e mascarar as posigoes, etc.
Quando o nobre senador proclamou a convenien-
cia de discriminar os partidos, que estavam ba-
lituigo, e ento declarasse que quera a consti-
tuigo e o progresso ; ou quando a constituigo
estivesse em tal perigo que tratar de salva-la fosse
um grande acto de patriotismo.
Mas, quaodo todos, escepgo do nobre sena-
outros parlamentos para procurar obter taes re-
sultados? nao com taes queixas, proferidas na
tribuna ingleza, que aquelle paiz se tem tornado
um modelo do systema representativo?
Assim procedendo teve tambem o orador um
dor pelo Rio de Janeiro e do Sr. ex-ministro do grande fim. Quando geralmente se sent um mo
imperio, entendem que a ordem publica nao cor- estar que nao explica ; quando se quer dar a ma-
re o menor risco, que a situago politiea a mais les genes causas que nao teem, ou encobri-los
calma que se pode desojar; quando o actual Sr. com o veo do mysterio. nao ser patritico dizer
ministro da justiga o primeiro a reconhecer que o orador ao senado :Nos que temos a culpa
lodos os Brasileiros amam o systema constitucio-
nal e sao fiis s instituiges que adoptaram, nao
possivel admittir que a palavras pronunciadas
pelo Sr. presidente do conselho sejam bastantes
para constituir um programma.ministerial.
O pobre senador pelo Rio de Janeiro descobrio
no dizer do orador urna finura que o orador nun-
ca se persuadi que possaisse; nem aioda se pode
convencer que dispuzesse de recursos parlamen-
tares, a ponto de ter a preteogo de levar, com
suas palavras, o Sr. piestdente do conselho a col-
locar-se em urna posigo estrema, exagerada.
Nao ha urna s patarra do orador que autorise
semelhante juizo.
O nobre senador pelo Rio de Janeiro, referin-
do-ae ao orador disse quando perguntou ao Sr.
presidente do conselho a que factos de sua vida
se referia, se sos precedentes da sua gloriosa
carreira militar, se aos do ministerio de 6 de se-
lembro, que proclamou a conciliagao e de que S.
Exc. foi membro, emprestou ao orador o pensa-
mento de achar em contradiego o nobre marquoz
de Casias.
Para provar que tal nao foi nem poda ser seu
pensamento, recorda o orador que elle tambem
teve, na sua vida poltica, precedentes que po-
dem ser invocados; perteoceu ao partido conser-
vador que se dizia exagerado, e oceupou posigoes
auxiliares da acgo de ministros conservsdores,
em occasides que elle em prega va todo o seu es-
forgo para chamar o paiz a um estado normal;
mas um dia ebegou a convencer-so da convenien-
cia do por termo s latas q dlridiam o paic era
as cmaras nao usam da sua prerogativa ?Mas
a isto o que se respondeu ? < Vos no ministerio
contrariastes tal pensamento I Pois aioda quan-
do o orador fosse apaobado nessa falta, por ven-
tura tal precedente desmenta a verdade na pro-
posigo emittida?
Nem quando se referi ao art. 55 da constitui-
go preteodeu o orador estabelecer preferencia
entre os dous poderes legislativo e eseculivo;
ambos elles teem o direito da ioiciatiro : portan-
to. se o orador nao sustentou que o ministerio
estara privado de offerecer propostas, nem os mi-
nistros impedidos de apresentar projectos como
membros das cmaras, onde est a contradico do
orador ?
Disse o oobre senador pelo Rio de Janeiro que
a maneira porque se exprimi o Sr. presidente do
conselho significa que nenhuma reforma agora
Erecisa; declarago esta que, na opinio do no-
re senador, mais elevada importancia na ac-
tualidade, quando a imprensa tem sustentado a
necessidade de coarctarem-se as altribuices do
poder moderador, etc. Examine-se se o nobre se-
nador tem razo.
Quaes sao as grandes garantas do systema re-
presentativo? a imprensa e a tribuna livres e a
responsabilidade dos ministros.
A impreosa tratou da conveniencia de por peas
ao poder moderador; mas, quaodo ella se limita
a discutir um princioio, fosse elle qual fosse, de-
ver alguem enxergar nisto tal perigo para o pais
que possa julgar-se autorisado para dizer que a
situago poltica tal que. a promessa de execu-
bucoem 1848? Entretanto S. Exc. acha conve-
niente que resurjam as antigs rivalidades, eisto
contra a opinio dos Srs. ministros, que de certo
nao querem o apoio exclusivo do oinguem; e vem
da tribuna incitar os partidos a que se exlremem
em dous campos, no terreno que o oobre senador
inclinou I Cumpre que o ministerio nao deixe a
menor duvida a este respeito ; que seja muito
franco e completamente explcito.
Achou tambem o nobre senador pelo Rio de
Janeira perigosa a situago porque ha quem at-
tribua motivos impuros a vultos nolaveis da nos-
sa poltica. Podem nisto eocontrar-se motivos
para considerar ms as circunstancias do estado ?
Os distinctos cidados assim atacados nao tero
melos de defender-se victoriosamente pela m-
prensa ? precisarlo acaso que o governo v em
seu soccorro, declarando por isso o paiz em esta-
do de sitio ? '
- Accrescoota anda o nobre aeoador que a sitas-
gao m porque se procurara desconceiluar as
cmaras inculcando que sao escravas dos minis-
tros. Ora, desde quando se diz, sem daqui se
coocluir que o paiz est borda do abysmo, que
as cmaras nao teem bastante independencia, sao
meras chancellaras do gabinete t%Isto muito
velho. ~E se o orador se prevaleceu de tal meio,
oo teve em vista seno provocar o zelo, desper-
tar o legislador. O mesmo se faz em todos os
parlamentos, sem que nunca alguem apresentas-
se isto como motivo para declarar-se o paiz em
perigo.
Fallou depois o nobre senador no modo porque
foram feitas as eleigoes ns capital do impeno, e
as violencias que do sea entender impediram o
voto livro. Isto revela que S. Exc. est fazendo
opposigo ao gabinete. Pois quando o governo
disse na falla do throoo que nem mesmo durante
a lula das opinioes empenhadas no pleito eleito-
ral a innquilidade.publica foi alterada, o nobre
senador, que diz sustentar o ministerio, quem
vem proclamar que a violencia predomina na
quadra eleitoral, que o cidado pacifico foi arre-
dado da urna ? Pois s porque se deu ama pe-
drada mal acertada, isto que baten na porta
em lugar de ir dar no telhado, pode ae dizer que
a ordem publica soffreu ? Sabe o nobre senador
quem foi que deu urna ou outra paulada ou cu-
tilada ? quem aconselhou ou praticou taes actos
reprovados ? e provara elles alguma cousa contra
a regularidade das eleigoes em geni, feitas na
corte? ou porque um subdelegado lerabrou-se de
aconselhar a dous conservadores pacficos que
sahissem da igreja, e exigi mesmo que oo fos-
se m dormir em suas casas, deve-se concluir que
a eleigo aqui nao foi livre ? O que ser enia
das eleigoes de provincias onde se deram tacadas
e tiros, nao mal acertados, mas que foram em-
pregados ?
E por ventura taes acontec me utos, embora la-
mentareis, podem ser allegados como justas ra-
zes para reputar-se a constituigo em perigo e
as iosliluiges ameagadas?....
Fez o nobre senador alluses a dous dos cida-
dos eleitos deputados pela corte. Ora, o nobre
senador, quecostuma a discorrer com tanto cri-
terio, quereria avaliar o mrito desses cidados ?
nao seria um mo precedente ?
O Sr. Candido Borges:Contesto isso. En nao
avaliei o mrito desses senhores.
O Sr. Vasconcellos nota que S. Exc. declarou
que s um seria eleito depatado ; logo, os outros
roram eleitos immerecidameote, eso pela violen-
cia que fallou.
O Sr. Candido Borges :Nao neguei por isso
que livessem mrito para ser eleitos em outras
cireumstaocias.
O Sr. Vasconcellos entende que deve-se man-
ter o respeito eotre os dous ramos do poder le-
gislativo. Nao sabe a qual dos tres cidados elei-
tos se referi o nobre senador ; nao pode porte-
lo concluir quaes sao os dous que na opioio de
S. Exc. noseriam eleitos se oo se dsse violen-
cia. O que sabe que o ministerio passado ll-
ana um chefe de polica, delegados, e subdele-
gados de sua confianga e respocsaveis pela or-
dem publics ; que no sentir desses funcionarios
a eleigo nao correu violentamente. O que sabe
que a cmara dos deputados nao achou a meoor
duvida, a menor irregularidad que oppr s elei-
goes da corle, que foram approradas sem nem
urna s pslavra de impugnago. Acredita pois
que o nobre senador pelo Rio de Janeiro, pro-
nunciando-so como se expressou a respeito das
eleigoes na corte, nao fez mais do que enunciar
um pensamento de paixo.
Nem pode o orador deixar de assim pensar
querendo considerar que nem o ministerio passa-
do, nem o actual, nem a cmara dos deputados
entenderara que houve violencia naquellas elei-
goes.
Segue-se portanto que a situago nao tal que
torne significativas as palavras do Sr. presidente
do conselho, e faga com que ellas formem um
grande programma ministerial.
Queisa se do oobre ministro do commereio e
obras publicss. S. Esc, que falla da tribuna
compreoisao e clareza'invejaveis; que est si-
tuado entre flores e bosques como ministro ds
agricultura, armou-se de um bouqutta* eloquen-
cia para dizer que nao fallava em poltica porauo
nao entenda della. Foi urna maneira engenbo-
sa de esquivar-se de tomar parte em quesloeo
polticas. Entretanto, se S. Esc. nao se mostras-
se lo arredio destes assumptos, nao dara logar
a que visse o nobre senador pelo Rio de Janeiro
insinuar que o Sr. ministro conservador puri-
lano. A culpa foi do nobre mioistro: falle em
poltica com a mesma precso com que discorre
at em assumptos ridos e ingratos, e nao poder
o nobre senador pelo Rio de Janeiro dar esplica-
coes que S. Esc. nao pode de forma atguma
aceitar.
Perguntou o nobro senador o que feito da
liga, que da seu programma, que mysterio 6
este. Poda o orador responder que, se houvesse
necessidade de um programma, nioguem o podia
er meIhor formulado do que o Ilustre veterano
lo par amento, o nobre senador pela Babia, nr>
nolavel discurso que ha poucos dias pronunciou.
Mas o oobre senador pelo Bio de Janeiro achou
que a liga era urna cousa desusada I O orador
fico maravilhado. Por vsnturs ignora o nobre
senador que aa ligas se formam para um fim.
diaote de urna difficuldade grave, reservando ca-
da um as suas opinioes que nao sao da actuali-
dade, urna vez que concordara todos na maneira
de encarar o presente ? Pois oo ha nada mais
commum.
erai nisto ha nada que nao seja muito hones-
to. Todos conservara as suas baodeiras, nenhumai
dellas atacada ; o combate todo no terreno
neutro que deu motivo liga. Isto oo con-
demnavel, nem nunca foi condemnado.
0 que o orador altamente reprova a renega-
go dos principios, falta por quem se deisou ar-
rastar do desejo de figurar no partido prospero
nao hesitando para isso em atirar na lama com a
bandeira sob que servio ; e assim pensara tam-
bem todos os homens honestos, nao s o orador.
(Apoiados.)
Dir como Goizot em 1839, quando foi aggra-
dido por ter-se ligado com Thiers a Odilon Bar-
rot ; havendo necessidade de mudar de opinio
s ha um meio licito de sahir de difficuldades;
vir penle as (amaras dizer alto e bom som
tea culpa, mea culpa, mea mxima culpa : isto
honesto. Nao assim quando nm dia se de-
mcrata e no outro dia realista, a troco de em-
pregos lucrativos ; quaodo* se tem proclamado
principios subversivos da ordem publica em pas-
sado recont, e isto se esqoece para se ir abra-
car o poder, s porque tam que dar. Seme-
lhante procedimento o mais triste, to triste na
verdade que at o orador er que est fantasian-
do, que nao ha entre nos quem assim proceda.
Acrescentou o nobre senador pelo Rio de Ja-
neiro cheio de enthusiasmo : Queris experi-
mentar o que o Sr. presidente do conselho 1
Pegai em armas, e acharis em campo um gene-
ral habilitado a debellar revoltosos. Ha nada,
mais inconveniente nesta quadra do que taes ex-
presados ? O orador desejaria al sumir-se, es-
conder-s, qaando tal cousa so disse, s para po-
der declarar que nao ouvio essas palavras.
O Sr. Candido Borgea :Foi V. Exc. quem fez
a pergunta. Eu apenas dei a resposta.
O Sr. VasconcelWrepara at que o nobre se-
Pau?r nao pooderasse que comises expreases
la al fenr a pessoas com quem S. Exc. est li-
daodo no mesmo campo, e isto muito honesta-
mente, sera que por ahi vnha oenhum desar a
esses cidados.
Pretende o nobre sonador que foi o orador
quem o provocou a empngar taes palavras.
guando? era que occaaio levantou o orador o
veo das dissenges civis ? acaso quando se refe-
ri aos precedeoies do Sr. presidente do conse-
lho i Mas j explicoH o sentido em que eolio
A verdade em tudo isto est no que diz a falla
do throno ; isto que o paiz goza da mais com-
pleta tranquilidade, e firme no proposito de man-
ter as instituiges juradas.
Nem podia deixar de ser assim. A nossa cons-
tituicSo contm em si um grande principio, o do
art. 174, que nao foi inserido oo pacto fundamen-
tal senao por terem em mente os legisladores
coostitucionaes que accedendo s reformas re-
clamadas pela opinio que se tira o interesse da
revoita.
Por esta occasio dir que j n'oulro ensejo de-
clarou qual era o seu pensamento a respeito de
reformas : as grandes reformas quebram as per-
nas e fazem retrogadar o paiz ; as reformas len-
tas, moderadas, sao as que convm e as que se
realisam em beneficio da causa publica.
Portanto, ae o nobre senador pelo Rio de Ja-
neiro quer tirar vanlagens da constituigo esta-
cionaria pan explicar o programma do gabinete,
anda assim nao pode explicar asvistis dos Sn.
ministros quanto ao desenvolvimento do principiV
estabelecido no art. 174,,.dado o caso que na c-
mara dos deputados se otferecesse alguma pro-
posigo para a allerago de um ou outro artigo
constitucional.
Agora observar que nao s a liga que estt
na obrigago de apresensar quanto antes o seu
programma ; o nobre senador pelo Rio de Ja-
neiro oo pode fiacar atraz, deve tambem apres-
sar-se.porquanto confessou que o partido conser-
vador eslava muito modificado, isto lornou-- -
um partido novo. Venha pois o seu programma.
Sent nao ver na casa o Sr. es-presidente do
conselho, mas oo pode deixar de responder &.
parte do discurso em que S. Exe. qualiflcou o
orador de conserrador descontente ou despei-
tado.
Todos os representantes da nago devem fran-
queza ao paiz, e felizmente o orador falla peran-
te pessoas que o coobecem longos aonos e com
quem servio em differentes categoras. Expli-
que pois o Sr. es-presidente do conselho em que
consiste o descootentamento, o despeito do ora-
dor para com os conservadores....
Acaso tem o orador molestado os Sr. ministros
desse partido, estraogando as abas das casa-
cas de SS. EEsc. ? ser por causa de algum des-
favor ministerial que est descontente ou despei-
lado ? Quizera que o nobre senador fosse franco.
Pode ser que o orador seja conservador des-
cootente e despeilado ; mas, se o quem o con-
duzio ao erro foram os Srs. senadores Nabuco
de Araujo, baro de Coligipe, assim como os Sn.
marquezes de Caxias e de Paran e outros mem-
bros do gabinete de 6 de setembro, que nau-
guararam a poltica de concordia dos brasileiros^
poltica que o orador foi lealmente servir como
presidente de Minas e depois de S. Paulo.
Quando deixou essas presidencias (a ultima por-
motivo de molestia), recebeu as maiores demons-
trares de aprego dos Srs. marquezes de Panosa
e de Caxias. At essa poca pois oinguem
poda considerar descontente nem despenado. -
Sahindo da presidencia da provincia de S. Pau-
lo entrou para o ministerio. Porque ento est
desecle e despeitido ? porque alguns do seus
antgos amigos fizeram opposico ao gabinete de
4 de maio ? Nao era isso motivo para que o
orador guardasse raocor a seus amigos de tantos*
aonos. Nao ; e se ass ministerios que se segui-
ram fes o orador opposigo foi poique nellea na
prevalecern! os principios que os oobres sena-
dores queram que dominassem no gabinete de
4 de maio. Nao se pode portanto diior que ora-
dor conservador descontente ou despenado.
litato!.'.."*Voo$ diieca qu<) 0? P'rtidM mU*
C
J
.


^___:_
-'.-,;.
i I 'l I I


*X
URIO DI rsaiAMflOk TEWQk FEIRA U M JULHO 11 li
O Sr. Silveira da Molla :-~E o uuW wnader
acredita nio f est convencido que os partidos
esto exlinclos ?
O Sr. Vescoocello*:Saneo-se esto,o Sr. ex-
ministro do imperio esta* completamente enga-
llado quando avangou, na carta que dirigi aoSr.
ex-presideute do conseln>, que os partidos esta-
vam em dissoluco ; se nao dizem a verdad* os
qan os partidos se achn coafondidoi, eoto
gisca sao essas ideas dos conservadores que le-
auraan o orador e descooteut*tneuto e ao des-
yeito ? Diga-so isso fraacameate, ao se facam
nstaieuscoee.
fos s porque coDtinua a pensar acompanhan-
U acsim alguus dos nubfes mtateos, que nao
diridindo os brasileiros en ous campos ioimi-
joa ircecenciliaveu qoe oe pode gobernar bem
o eaudo. dever o orador carrejar com a pecha
de descontente e despertado, liraodo-se assim s
suas patarras certa considaragao que er que ellas
teem porque o paiz sbe Jfc o orador neuca he
entio? K
Na situago em que noHchamos nao podia
conservar-se silencioso ; e, sem pretender com-
parar-se, dir que quando se dea grande diver-
gencia entre Mole e Gukot, aquello date a es-
te : Nao tomis por opposigio lulo quaoto
06 desagradar; nao ambiciono o vosso lugar.
Fui conservador comvosco ; hei de respeitar os
vistales que Untos annoe nos prendera : mas
calendo que vossa insistencia em nao acceder a
reformas necessarias ha de precipitar-voe e ao
j>aiz. Conjuro-vos perianto, como voss aotigo
alJwdo, que mudis de carrea reconheceudo as
. verdadeiras necessidades do paiz ; que nao vos
queiraes tornar iiresponsiveis descobrindo a co-
t&a : systema representativo, as nicas condi-
coes de vida e eelabiHdade eslo no respeilo de-
bido s (rmss do facto fundamental do estado.
E nao tiuha razio Mul quando assim se expri-
ma ?....
O orador, encelando este debate, fui tazado por
alguna de declamador, por outros foi considerado
coma querendo eflorecer Iransscges ao ministe-
rio, erraojar reJe para balangar-se. Os amigos
dos ministerio que propalara taes noticias sao os
Biaiores iaimigos que Sr*. ministros teem.
Governem os Srs. ministros como promettem,
auostrem .'que que sao responsaveis, deixem o li-
are) curso s opinioes, mantenham os direitos do
cidado, reformen as leisqae oppem embaragos
o livre exercicio desses direitos, e o orador, l-
timo dos senadores, ser o primeiro a collocar-
ee frente de SS EEx. para receber as balas que
ibes forera dirigidas.
Estranhou-se que pergunlasse aos Srs. minis-
tros se cootam com apoio franco, se teem amU
gos decidido, se teem conaaga de que na c-
mara dos deputados os negocios publicos serio
dirigidos como inleressa que o sejlo; em urna
patarra, se teem certeza de obler um apoio de-
dicado, como cumpre que o ministerio tenha
para bem poder servir o paiz ; se espera ser au-
xiliado na tribuna por seus amigos, e nao sim-
plesmente tolerado. Mas se fez esta perguola
alo foi para iudagar se o Sr. presidente do con-
selho conti com a lealdade e lldelidade dos can-
didatos que recomroendou, e sim porque vive-
mos em urna poca de iodifferentismo religioso e
poltico, e o orador tem a conviego de que, se
as cousas coollnuarem assim, nada se far ae-
o eslar-se a illudir o paiz.
Concluir rogando ao Sr. presidente do senado
que inlerponha todo scu poderoso valiraaoto pa-
ra que os Srs. ministros declsrem com precisio
ae querero governar o paiz com o apolo exclusivo
dos conservadores puros, cousideraodo que o uso
da liberdade de imprens^, o direito das reunies
politices, o direito de votir livremenle sao peri-
gos para a sociedade. Se tu Jo isto criroe, se
a discusso de principios anarchia, se a lgica
e a rhetorica sao a desordem e a revolta, se
preciso vencer & estes e aquelles com a espada
e o calabrote, ento saiba-se ludo isto com clare-
xa. e o orador ser o primeiro a recolher-se
sua choupana, at Sjne possam ser annunciados
no Brasil das mais serenos. (Muito bem.)
O Sr. Eusebia de Queiroz desde o comeco da
sasso ouvio annunciar que os Ilustrados chefes
da liga que ora denomnala liga liberal, ou li-
ga constitucional, hawam resolvido que na dis-
cusso do voto de gragas poupariam o ministerio
actual, e assesUriam todas as suas bateras con-
tra o gabinete psssado.
Nao lhe parecen isto moito provavel da parte
de um grande partido cam posto de liberaes e con-
servadores ligados, apenas com exclusa o de meia
duzia de individualidades ; pe usa mesmo que a
liga at se abale chaman Jo -se partido; e com
eleito, se as duas opinioes polticas em que o
paiz se divida eslo ligadas, com excluso to
smente de alguns velhos quasi decrpitos, que
j nao teem nenhuma eajagia, nem tomara o
menor interesse pelos nel^os publicos, nesse
caso nao formam mais um partido, a nago n-
teira.
Nao desconhece que ha no systema represen-
tativo circumataocias excepcionaes que podem
levar a olhar-se s para o ministerio que existi,
sondo-se de parte o presente; mas para isso
cumpre que se d a ressurretcSo do cahido e a
nullidade do actual. Pora destas condignos, se-
melhanle proredimente improprio de um gran-
de partido. Se por Unto os illustrados chefes da
Jiga s quizeram oceupar-se eom o ministerio
passado faltaram aquella condico de regulan-
dade.
O senado sabe que o gabinete de 10 de sgosto
dissolveu-se, nao em conseqaencia de opposico
que o deslocasse, nem de falta de coofianga da
corda ; mas por causa de dissidencia qoe se ma-
uifestou entre ns ministros a respeito da maneira
de encarar a situago depois das eleiges; ora,
quando um ministerio cahe, nao em consequeo-
cia de forte opposico que se lhe roanifestasse,
ero por ter perdido a con (langa ds cora, mas
nicamente por ter cessado a harmonia que exis-
ta entre os seus membro?. nao ha razo para
que se receie a sua ressurreico. Ese nao re-
gular este procedimeoto parlindo de qualquer
partido, menos pode ser sdmittido como um
pensamento serio de um partido grande, forte e
l>em dirigido, que alardea reunir os Brasileros.
Resta a olygarcbia. Admira a grande hsbilida-
de dos que teem procurado illudir a naci como
um mytho, mas nao pode deixar de dizerque
aquelles que empregam semelhante meio de
intriga fazem muito pouco cooceito do povo bra-
cileiro.
Encootram-se na historia exemplos de olygar-
chias consideradas degeoeraeoes da aristocracia ;
Veneza por exemplo : mas entre as a olygarchia
po lia existir por meio* sobreoatarees.
As monarchias representativas s pdem dege-
nerar em urna das duas condicoes :ou quando o
chee detestado rene a muita inteligencia mul-
ta ambicio, o que possivel que produza urna
degeneraciu transitoria, mas nunca urna olygar-
chia ; ou quando o principe, dotado de pouca
inteligencia, nao dado ao trabalho, e descarga
em seus conselheiros:ento pode dar-ge urna
especie de olygarchia, mas exercida pelos minis-
tros a quem o monareba entrega o negocios do
estado. Foi isto o que aconteceu em Inglaterra,
reinando Carlos II. na poca da influencia do du-
que de BukioRham, e exlstindo o ministerio de-
nominado cabala.
Mas nao se trata de nenhuma destas duas de-
generacoes: os escrlptores, aioda os mais ousa-
dos, nunca pretenderam sustentar nenhuma
dessas hypotheses. Era pois preciso que a oly-
garchia fosse um verdadeiro abuso de alguns
individuos ligados entre si para cuidar de seus
interseos, e o orador er qae com efTeito isto o
que se tem propalado.
O Sr. D. Manoel :Apoiado.
O Sr. Euzebio de Qaeiroi nao pode aceiUr a
xplieaco dada por um nobre senador de Minis
Olygarchia o governo de poucos, e nao licito
cada um trocar o nome s cousas
Diz a imprensa que essa olygarchia funda o sea
^predominio as posices que oceupa : cumpre
^pois examinar quaes sao esses caatellos em que
lia se mantera, e mostrar que sao outros tantos
oanos de veuto com que se pretenda illudir o
povo.
O primeiro caitello o senado, e, do sanado
-estes bancos {oBonando para o banco en que
orador ttenla, e para o oua/AaAa. defrotUe]
entreunto, orno nestes dous bancos sentaaa-ie
alguns nobres senadoras quo o nuca fOcam Indi
cados como pertencentas olygarcbia, e ue
todos reconhecem que nao sao capazes de tomar-
se instrumentos do nioguem, segu-se que mu*
os sao os olygirchas.
Sendo assim, como podero alies subordinar a
anatona do atoado a teas caprichos e inleressaa t
m mV po1* dlH>anaar4 o.orador da caosar-se
So S!alHrlS"5 qtt# *" M* "<*' e "*-
f*o repeutr com eoergi. iroj|ooc4a pre-
4encio de quem qoer que pensasse toras-Ios ins-
trumentos de sua ambicio.
Wo abotinte, anda drr duas palavras para
aniarse o senado se presta por sua organisa-
790 a ser um castalio da olygarcbia. Para suppor
urna oligarchia acaatellada no senado era preciso
suppor noa senadores vida de Matbusalm ou
-existencia de grandes aaaiorias.
Vas aa saaiorias sao de tras ou quatro votos, e
a renovacao to rpida quedo primeiro reinado
j -nio existe nenbum senador, ds minoridade
quasi eohsm ; a quasi toUtidade doa actuaes
senadores fle eacolhiaos de 1840 para c, depois
4a oMiotidade do imperador. Aioda cata anao
entraran) quatro senadores novos.
Ora, sendo aa miiorios de tres ou oajatro vo-
tos, e a rooevacie do senado to rpida, aegue-
se qoe, se houvesse olygarchia, ella poda desap-
parecer de um anno para o outro.
Para que simples cuajaduras ? Abi esli os
fados mostrando que-ha bem pouco terepo teem
estado no poder homens que, a despeito da von-
Ude da chamada olygarchia, tiveram malaria,
alardesram mesmo, como o nobre senador peto
Para, eosUr urna grande naaioria no senado.
Onde esl poiso castello da olygarchia funda-
do no senado ? Nio existe.
Admitta-se porm que com efTeito dispe a
maioria do senado. Pergunla-se :o senado s
por si pode governar o paiz?Basta considerar
quaes sao aa auaa atlribui;es para reconhecor
que nao.
O senado tem grandes meios de impedir o mal.
Ramo do poder legislativo, tem a forca de emba-
ucar que urna W mi se faca, mas nio tem s po-
der de fazer outra lei boa.
Assim o senado nio nem poda ser um cas-
tello da olygarchia : a existencia de tal olygar-
chia uaa cunto que pode apenas impressionar a
imaginario de algara cavalheiro da Mancha, as
que nenhuma impreaijo causar ao paiz.
Outro castello o conselho do estado. Dos
doze conselheiros de estado que esto em exer-
cicio, os chamados olygarchas uo chegam nem
metade desse numero. Cora effeito, parece que
inda ninguem se lembrou de considerar olygar-
chas os Srs. vsconde de Albuquerque, de Ma-
ranguepe. de Jequitiohonha e de Sapucahy, o
Sr. conselheiro Pimeola Bueno, o Sr. msrquez de
Olinda, nem o Sr. marquez de branles....Nao
sabe bem, mas os senhoreaque conhecem os oly-
garchas podem poiem reclamar, se o orador ex
clue algum ; e diro tarobem se sao olygarchas
os Srs. Santos Barreto, eAlvim. Peasqueo Sr.
Souza Franco nio est em exercicio ; por isso
nao o menciona.
Qoantos olygarchas resto portanto no conse-
lho de estado ? Os Srs. viscondea de Abaet. de
Itaborahy e do Uruguay, e oforador: sao quatro,
isto, i lerr;a parte dos conselheiros em exercicio.
Os que acreditara pois que o paiz pode persua-
dir-so que a olygarchia est tambera acastellada
no conselho de estado, que o domina, fazem an-
da grave iojuslia, ao bom scnio dos Brasi-
leiros.
Mas conceda-se que a olygarchia domina todo
o conselho de estado: o que o conselho de es
lado? Nao passa de urna corporaeo consultiva,
nao determina cousa alguma como ento consli-
lue a olygarchia ?
Os lugares de senador e conselheiro de estado
sao muito honrosos e do aos quo os exercero
certa influencia nos negocios publicos; mas, se
isto pode constituir urna olygarchia, eutio per-
gontarquantas olygarchias ha no paiz ?E'
verdade que j ouvi oizer que ha mais de urna ;
nao s a da corte, ha tambera urna em Per-
nambuco, outra na Bhia, e assim em diversos
pontos do Brasil. Saiba-se pois quantas sao ao
certo.
Ora, se tal olygarchia nao existe, se os taes
castellos no ar desapparecem, qual ser a influen-
cia indebita de que se queixam ? E diz influen-
cia iodebita porque da legitima nao queslo ;
nem os nobres senadores que a exercem tambera
podem ter essa em vistas. Em resultado *-se
que ludo isto de olygarchia um desses cootos
de Bonna com que se diverlem ascriaogas, que
s podem ser propalados por quem se persuade
que o povo brasileiro incapaz de raciocinar.
Agora entrar o orador s por sua coota e ris-
co ern urna queslo tola pessoal; e como ella
numilhante tratar s de si. Na upiniio de mul-
tas pessoas ha cousas de que ninguem se deve
de.ender, mas o orador nao tem remedio seoso
baixar a es'.as cousas.
Pretende-se que os olygarchas tiram lam-
betn a sua influencia das acumulares de em-
pregos que exercem. O orador, alera do sena-
dor e conselheiro de estado presidente da re-
lacao, o inspector-director geral da instrueco
publica da corle.
O presidente da relaco tem menos influencia
do que qualquer desembargada___
O Sr D. Manoel:Nao apoiado.
O Sr. Eusebio de Queiroz:___porque nao
julga. Tem a attribuigo da dislribuico dos
feitos, mas isto nao lea a arbitrio do presidente,
que deve cingir-se escala da distribuido. E'
verdade que, vultando mais as causas civeis, e
havendo seis^u oito a distribuir em cada sesso
do tribunal,podo o presidente ter algum arbitrio
narscolhi dosjuizes ; mas declara, sem raceio,
de ser desmentido, que aioda nao permiltio ao
seo maior amigo que lhe indicasse a distribuigo
de urna cousa a este ou quelle juiz.
O Sr. O. Manoel :Isto exacto.
O Sr. Souza Franco e outros senhores :A-
poiado.
O Sr. Eusebio de Queiroz :O mais que tem
feto, nao aos amigos, mas a todos, e isto mesmo
a aconteceu sete ou oito vezes, foi, de cotifor-
midade com o precedente estabelecido pelo Sr.
biro de Pirapama. excluir da distribuido o de-
sembargador que for ioimigo da parte. E' urna
maneira de dar de suspeito um juiz, que schou
firmada e ten pratkado por jolgar rasoavel e
justa.
Onde est ento a grande influencia do presi-
dente da relaco, principalmente a par do objec-
to que se tem em vistas? E' de certo um lugar
muito honroso, mas para considera-lo um cas-
tello da olygarchia preciso ter imagioaco mais
qae escaldada.
O lugar de director da instrueco publica
pensionado de grande trsbatho, entretanto das
vantsgens pecuniarias que traz o orador sao (j
que o obrigam a descer at estas miserias) ape-
nas de2000, porque o ordenado do emprego
de 3:200f, e o orador, por causa dos trabalhos
do senado, nio exerce urna terca parte do
aono.
E'um lugar onde nao se pode fazer qaasi ne-
nhum bem, e que traz compromettimentjs todos
os dias, como muito bem pode dizer o nobre se-
nador o Sr. vsconde de Jequitinhonha, que
est bem ao Ueto dos deagotsoa que causara os
exames.
Portanto estas accumnlaces, pelo lado da in-
fluencia, nao adiantam cousa alguma ; e se o ora-
dor fallasse s para o senado nao desceria a es-
tas miudezas, mas as ideas errneas que a ira-
preosatem a esto respeito procurado iocutir na
populaco obrigaram o orador a lomar tempo
casa com estas cousas.
Tem-se querido enxergar nestas accnmnlaces
um procedimen'o menos nobre, mas os nobres
senadores esquecem assim que ferem a si pro-
prias e a aaua amigos. Se isso fosee coima, os
mais influentes membros do partido liberal es-
tavam livres della ? Nao citar nomes, mas o
paiz ha de ter esquecido que outros houve que
foram seoadores, conselheiros de estado e de-
aera bargadores, e que accumularam os venc
mentoadetudo isso; eom a difTerenca que o
orador nao tem um s6 ordenado de sinecura, os
que recebe sao por trabalhos que effecliramente
faz.
lato nio ignorado ; mas, como em lempos
escasaoa, dir mesmo de nobreza geral, a censu-
ra a um homem que rene dos on tres lugares
acha echo em quem precisa de um emprego para
viver, e cada dos famintos otha para aquel-
las boaa postas como podendo ter-lhe tocado,
vai-se todava fallando as accumulacdes.
Entretanto aa aecmulac5es esto como que
previstas em lei, porque de outra sorte se nao
pode xpliear o ordenado, por exemplo de 4 OOOJ
a um conselboiro de estado, no Rio de Janeiro,
onde s oalugael da casa consom dous a trea
tontos de ris. Isto presnpde que o conselheiro
de estado tem ji outros venetmentos se nio ri-
so de sua casa.
Mas, se a olygarchia nao tem castellos nem no
sanado nem no conseibo de estado, nem as
accumulacdes, ter Ulvez per meio de influencia
na cmara doa deputados; mas para isto seria
preciso dominar as eleiedes. Ora, tendo-se dito
que o governo quem faz ai eleices, como
que a olygarchia iirgo o governo !
eJi!!?Jk! 'J'.fwhl 'ene a aipiracio da
hzer eleices, devia sem duvida oceupar-se de
lodos o meio de obter a inflneocii pinino;
mas qual a imprensa que a oaygareMa tea4 montado? Ha aa Rio de Janeara datas ento aunada, molim! sena
dianas que nio poupam esforcos eaa combato sabida aaitos deputados nao foram insultados
esse mytho. Onde esl a olha 4a einnaioin neU peamiece que cercara o pago ScmSi
anloga que sustenta os icteresses a UlaOysjat- Res-aqui a agilaco predominando de novo;
h .."." t^nerKad?r ? fota podete nao- diaaolncio seguio-se urna reaccio geral que
ores senadores suppor os chamados'olygarchas nao poupou, j nio die aa autoridades oollciaes
tao oesetos que acreditem que um* folha de pe- mas -al oa juues de direilo. Os Srs. Vaaanav
quena dimeacoea, e excluaivtmente paBtiai, celloa a Lata Antonio Barbosa o muitos outros
po noticiosas coranrorciaes, ^,
trhir leitorea qae se nao oceupem de poltica pa-
ra e de ano oe passa fazer proselytos?
O Aspsncrador escripto por um cidado no
escreve desde a infancia : a aatureza dotoa-a da
naa talento sem rival para a polmica da imprensa,
e por isso nao admira que espontneamente adop-
tasse essa carreira. para que tem tanto pendor e
tantas habtritacoes. Mim, n sua forha ama fe-Idas eleices que os liberaes vence'ram.' m-
Ihi modesta e de pouca circulacao, como entio i to para c nunca mais tiveram oa corte um tri-
o nico orgao desea olygarchia poderosa ? umpho eleitoral. aeoo o ultimo, devido. como
tJ, !8C- ?eD'd por ,er-se demorado P*. gruco, porque os innovadores nao
tanto sobre este ponto, mas tem-se por tal forma vencem aqui senio com o apoio da agilaco e da
espalhado a intriga da existencia do urna olygar- violencia.
cha que exerce influencia indebita e perigorosa,
qne o orador senlio indediaavel necessidade de
deixar bem averiguado este mytho.
Passando a tratar das eleices da corte, dizque botnmm
se tem sustentado que ellas foram um modelo de que nao conhece limites
calma e moderaco Se esta propoeicao fosae lan- Em 1847 eslava no poder o partido liberal e
cada na discusso fugitivamente, nio seenvolve- os conservadores ganharo na crjite duas eli-
Uasletn-se instado Unte que o orador coa, urna de seo adores, ontra de depnta-
loma-la em cousidewcao. dos ; triui
nao pode deixar de
Antes porem de entrar em maUna far um pro-
testo. Nio deseja eeUbelecer moa precedentes,
e recorda-se que no parlamento britnico, em oc
casiao que a discusso da cmara dos lords ver-
sa va sobre pontos que offeodiam directamente a
membros da cmara doa communs, e qae rendo
-iguns destes responder, bou*e quem oa impe-
I i Boa nriiiABn n it .. !__* ,
-. ------V" .1 1m "^^m "" ,i"! M," muicaoas: nunca mais venceu. nem do-
2111'.Vl""^ QUe Uccao-do ylen,a Ie*e- d" ""'rmeote vencer como bem conhecem as
sentaUvo que urna cmara uo ouve o ou* na oessoas uue ein .a Un>n ^sx^ X..;.
seotalivo que urna cmara nio uve e que na
outra ae diz ; nio se trava discusso entre os
inambros do urna com os de outra cmara.
Bem subo que podem ser citados exemptos .in
contrario, roas responder que abusos nio con-
trartam principios.
A nossa coostituicao consagra a independencia
..---------. ,.u,v.u buuDo^ia a iiiuepciiuriiLia u luuv'iuurrsoases oe ura
e harmonia dos poderes do estado como base de do aa urnas sao consultadas.
garanta da liberdade do cidado. Esta these nao De ludo quanto fica demonstrado v-se qoe nao
toi lancada a esmo ; pelo contrario condico do ha nada mais gratuito do que pretendr-se aue
systema representativo. Ors, onde ira parar a os conservadoroa s vencem por influencia do
harmona dos podres se se pretendesse julgar poder. Os innovadores que nunca alcancam
no senado da eleicao dos membros da outra ca- victoria senio por meio da asitaco
mar.
Em 1848 era o orador depuUdo Tinha havido
no senado a votajo a respeito da eleicao do se-
nador por Peroambuco. A cmara dos deputados
eolrou na apreciaco dessa questo. Como era
de esperar, deu-se reaeco no senado. Eolio um
deputado, qne hoje nao existe, deizou-se arras-
lar a ponto de perguutar a algum senador: com
que direito fallis em materia de eleices, vos
cuja farda aiuds esl salpicada do sangue que -
zestes derramar para vos fazer eleger ? a outro
dizia e vos que fosles votado quando o eleilor
ouvio pela primeira vez pronunciar o vosso nome?
Nao proseguir as citaces. mas veja o senado
quaoto podem discusses desta ordem concorrer
para a harmonia que deve reiaar entre os dous
ramos do poder legislativo 1
Taes sao perem as circumstancias especiaes
desta discusso, que todas as ponderacoes que
acaba de fazar o orador sobre este assumpto nao
sao bastantes para iohibi-lo de dizer alguma
cousa relativamente s eleices da corle.
Essas eleices nao sofferam impugnarlo al-
guma na cmara dos deputados, c por isso ella
nao podia deixar de julgar como julgoo.
0 Sr. Visconle de Jequitiohonha :l-ogo, fo-
ram per feitas.
0 Sr. Ensebio de Quetroz :E este aparte do
Sr. visconde de Jeqnilinhonha ?...
O Sr. Visconde de Jequitinhonha :Eu creio
que sim. ( Risadas. )
OSr. Eusebio de Queiroz :A concluso que
se deve tirar que eslo reconhacidos deputados
pela corte os tres disttnctos cidados que apre-
sentaram os diplomas que foram epprovados :
neste ponto o orador nao tem a menor duvida ;
desde que a cmara os approvou, reconhece-cs
como Ues.
Nem as palavras que a este respeito tem de
proferir entra nada de pessoal ; estabelecer a
discusso em abstracto, o que diminuir a sua
inconveniencia ; mas, anda quando della resul-
tssse mal, a culpa nao seria do orador, que nao
foi quem provocou este debate, antes lio-se lor-
gado a aceita-lo com a maior repogo cij,
Quando se trata de apreciar elei,. Rices-
arte que qualquer homem, por mais ^anga
que tenha em ai, e por melhor que saiba ,iias oc-
currencias, nao se contente com simples asser-
coes. Procurar por tanto ver-se por.meio do
raciocinio peder fazer resaltar o conhecimenlo
da verdade.
Assim, perguotar se alguem na casa ou no Rio
de Janeiro acredita que urna eleicao livre, regu-
lar, podia dar aa corte o triumpho completo do
partido que nao chamar liberal, mas sim inno-
vador.
O Sr. D. Manoel :Sera duvida alguma.
O Sr. Eusebio de Queiroz espera va por esta
mesma resposta, mas procurar responder com o
raciocinio.
Cr que o anno de 4837 ser admitlido sera con-
lestajo como a poca da formagodos dous par-
tidos era que depois ae dividi o paiz. Tomar
pois este ponto de partida.
No municipio da corte, desde 1837 at agora,
s duas vezes vencen o partido innovador; em
1840 e em 1844 ; e de ambis as vezes a victoria
foi-lhe dada pela agilaco.
Em 1840 deven o seu triumpho influencia
dos acootecimentos-que determinaran! a maiori-
dade, facto este precedido e acorapaohado de
grande agiUgio.
A* raaioridade seguio-se um ministerio liberal.
E do dominio da historia que a maioridade foi
dores doa arsenaes. Grande numero de prisoes
foram feitas oas vesperas, com a precaucio de
nao deixar assentos nos livros das cadaa.
Venceu pois o partido innovador ; mu foi per
ventura da populaco que lhe deu a victoria ?
Nao. Foi a violencia e o terror.
Em 1842 essa cmara assim eleita foi dietolvi-
a>, e o orador lembra que a irregularilade de
taes eleiges repouaa no teslemunho de seis mi-
nistros, que deviam ser completamente eyoicos
se, em ocessiao to solemne, ousassem dizer ao
throno cousas que s exislissem em suas imagi-
nacoea.
roa ja descansa a lousa do aepulchro, e a seu
respeito ja a historia comeca a poder pronunciar-
se com a impircialidade que devida. Fallo dos
Srs. marquez de Paraoagui Jos Clemente Pe-
reira, e visconde de Sepetiba, sendo para nolar
que o ultimo tora ministro na poca dsquellas
* --------'----------------------(--. iuvuiipi JUO UlOJlUV
com um goverao com posto de hmeos respeita-
veis pode dar-se o abuso em larga escala.
Os outros tres desses dignos ministros aioda
exisiem : sao os Srs. marquez de branles, e vis-
condes de Sapucahy e do Uruguay, cuja prebi-
dade nem o espirito de partido pode cootestar.
Se pois o teslemunho humano pode valer, easa
pega oflicial pode aer invocada sem receio de des-
mentido para provar que o triumpho dos liberaos
na eleicao de 1840 ful devido i violencia.
A lei de 3 de dezembro, ansa lei chamada de
compressao, que servia de pretexto para pegar-
se em armas, nio s foi maulida come tere urna
execugSo exagerada, usando-ee em larga escala
do arbitrio ene olla dava, o al do que ella nio
autonsava.
Foram oua, a com Uoa auxiliares, as eegnn
Falla-se em influencia do poder as eleices ;
o governo raras vezes chega a emprogar meios
deshonestos: a auperioridade do pugilato e o.....
desembarazo, para nao erapregar outro nome,
tmpharo completamente, apocar de
ser a maioria dss mesaa toda composta de libe-
raes, e de estar a polica naa maos de seus ad-
versarios.
Essas eleicas de 1847 sao pois mais urna pro-
va evidente de que o partido liberal s venceu as
eleiges na corle em 1844 em coosequencia das
causas indicadas; nunca mais venceu, nem po-
pessoas que esto ao facto das opinioes da maio
na da populicio da capital do Imperio.
Nem isto imperta desar para o partido liberal,
porque, por ser aqui natural e incohtestavel a
victoria da opioiao conservadora, nao segu que
em,outros pontos do Brazil nio tenham tambera
os innovadores bases de um triumpho certo quan-
O Sr. Souza Franco :Eu hei de explicar isto.
O Sr. Eusebio de Queiros :^0 que nao expli-
car V. Exc. I r
OSr. Souza Franco :Pena que nao seja bo-
je mesmn.
0 Sr. Eusebio de Queiroz tem conviego de que
sustentando estas ideas est sellando echo no in-
timo do peilo dss chefes dos innovadoros: elles
mesmos nao linbam a menor esperanga de trium-
phar na corle.
Nao allegar que elles o diziam francamente,
porque pde-se pretender que isto era lctica..
OSr. D. M noel:E era.
0 Sr. Eusebio de Queiroz sabe bem que nao
era.e que os adversarios Dutriam a intima con-
viego de sua derrota ; mas a verdade revela-ae
nao s pelo que diziam sem rebugo como pelos
candidatos liberaes que se apresentavam. S ha-
ra um que dispunha do alguma orga, nao como
liberal;aem era como tal que elle pleiteava a
sua candidatura : pelo contrario a apoiava am
suas relages o sympathias pessoaes, relaces e
sympathias que levaran muilos conservadores a
solicitar a admisso na lista do eleiteres s para
deseropenharcm o firme proposito em que esta-
vam de Jar o seu voto a esse cidado.
Ora, se o partido liberal contasse com o ven-
cimento da eleigo, nao procedera de tal sorte ;
bavia de apreseutar candidatos, mes nao os li-
nha...
O Sr. Souza Franco :Nos linhamos.
OSr. Eusebio de Queiroz observa que tiveram
sim, mas depois que, sem o esperar, acharam-se
com o triuraptao da eleicao primaria. Foi ento
que impuzeram urna chapa de que anteriormente
ninguem lioha noticia. E ainda teem a coragjm
de fallar em oligarchia ?
O Sr. Souza Franco:Agora qae fleo acre-
dilando oella mais do que nunca.
O Sr. Euzebio de Queiroz recorda quaes eram
aa circunsUnciaa do paiz quando (oran feitas as
ultimas eleiges.
Tioha-aa estado debaixo do dominio da conci-
lUgio, e aproveiU a occasio pora ealabelecer
que ella fui sinceramente abracada pelos conser-
vadores. l>,r mais, sustntala que a conciliago
exista mesmo antes de seo proclamada como pro-
grarama ; era um facto permanente.
Quando cumpria vencer revolta, seria loucu-
ra doa que tiuhaoi, nao dir a desgraga, mas a
pouca veuiura de estar no poler, deixar de lan-
gar mo de meios enrgicos para combal-la :
mas. vencida ella, quaes foram as fogueiras dos
punUoos; qual o saogue derramado? quaes as
loogas prisoes? As amoystias vioham ira media-
tamente....
O Sr. D. Manoel:Combatida por VV. Exce.
e a aua genie, e eu sustenUndo-a.
O Sr. Ensebio de Queiroz declara que ounes se
ceosurou a amnyslia; o que se impugoou foi o
prembulo do decreto, porque na verdade era
de mais dizer-se que as culpas furam do go-
verno que comprimi a revolta ; isto importava
o mesmo que lavrar-*e a defeza da revolta. fA-
poiados.)
Subiram immediatamente para o poder os am-
nystiados, liveram ama cmara unnime; mas
durante a legislatura intera nem um s artigo
foi alterado dessas leis que se dizia turen obri-
gado parte da populaco a pegar em armas.
OSr. D. Manoel:Sin, continan as reorimi-
oacoes do passado. Ahi eslo ellas.
O Sr. Eusebio de Queiroz nao tinha o nendY
deseio de evocar o passado ; mas. quando se fa-
zem impulagoes de canibalismo aos conservado-
PAO nuaniln nn .-_:..______-J- -
m _j j V----^ "'"' '"' *" ""i<"avue ue canma ismo aos conservado-
n?.S d. P"-e f "da 8 a,*'*jOS d0 p*rlid0 D_ e8> quaDd0 os acoiraam de emporra nenio foc.
52S "."o pois hav naturalmente que o orador allegue en defeza doTagwedidS
sahirdenireos dominadores da aitu.go e da fac- que elles nunca deixaram. vencida a re volt a. de
tosahio. esquecer logo ludo. ^
Mas a agitagao no mundo poltico como oo Em 18*8 ainda exislia as malas de Jacuioe
mundo phys.co o impulso dado ao pndulo, nao arvorado por Pedro Ivo, o pendo da ro'olu
desapparece rapidameule|; vai pouco a pouco di- j as amnystiai eram concedidas s naos Lanas!
rainuindocom oscillagoes, at que em fin Esse mesmo infeliz Uve completa amnyslia 7
para. A agiUgao pois senlio-se ainda por muilo as com a obrigago desahir temporariamente do
lempo, e as eleiges foram feitas debaixo dessa paiz. As amnysilas pois nunca faaran
niiuencia. o Sr. D Manoel :-E a quem se de-e isso 1
Recordar que na corte essas eleiges merece- O Sr. Eusebio de Queiroz:-.. eram dadas enea
rama denominado de etaices do ccete. Com toda ampldo. Poia bem 1 esse partido aue
efTeito, as porUs das igrejas foram tomadas por quando no poder era lio promplo em esuucer o
gente armada de paos, a maior parte trabaltoa- paasado, ainda hoje nao encootra redproridade"
como os conservadores milita boje grande nume-
ro de pessoas que tomaram parte nesses movi-
meutos que foi mister reprimir; muitas deltas
eropregaram o seu talento eillusUago em guer-
rear, desairar, injuriar mesmo os chefes conser-
vadores : mas ludo isto foi esquecido, e esqueci-
do completa e sinceamente, sem restaren vesti-
gios do resenlinento paseado.
O que porm nao desappareceu anda, para o
que nao se pode ainda conseguir amoyste, foi
para o crine de ter esUdo no poder durante a e-
poca en que era preciso vencer a rerolta. Para
s todas as anrooUs sao poucas: puritanos
h.- i. i luuas antoous gao poucas: puritanos
n ha,,f.al8um*egeraco naexposco vermelbos, olygarchas cono sao denominados!
que uzeram ; isso possivel, atienta a natureze A amnyalia cobrio a lodos, menos a este 1 Ouem
numana ; mas esse documento conlem sem a roe- sao ento os intolerantes ?
or duvida orna grande base de verdade, e elle O Sr. Souza Franco :Os que reoetem a*o-
quenidenomina.de saturnios as eleiges"de 1840. ra, sem necessidade, a historia dolorosa do pis-
Sobre tres desses llustres conselneiros da co- sado.
a A HnQfana. Ia.,b. An ..___a^l___ _T ^__ A C
V" """": """ """WMU uo poca uaquaiiaa oui oa essa cousiueracao que podia demnv.".-lo
eleiges; e cita este facto para mostrar que nesne de defender-se, e a seus amigos de acrusacoes
com um governo comoosto de h<,mn. r.m.iii. terriveia. Rit nx M -* i_ .. v .
O Sr. Eusebio de Queiroz ji espera ver ama-
nnaa alterado na imprensa ludo quanto tem dito
e conta de certo ser cantado en prosa e verso. '
O Sr. D. Manoel:E com toda a razio.
O Sr. Eusebio de Queiroz reaigna-se a isso i
nem era essa coosideraco que podia demov-lo
lernveu. RevolUs nao ae comprimen) com vi-
nho e marmelaa, cono a principio ae quiz ven-
cer a do Rio Grande do Sul; preciso chamar
a ordem os revoltosos com plvora e bala. Mas
paseada a revolta nao fiaba logo a amnyslia ?
Ouvio ha pouco dizer-se en un aparte: e E a
quem era isso devido? Niaguem pe era duvida
o reconbecimento devido i alta vonUde de que
parliam esses actos de clemencia ; as vos que
istentaes a responsabilidade des ministros, al
w. ..s.x. j. .;--------" *>'' "s"'uw reapousaouiuaae aos ministros, ate
Na eleicao de 1842 vencern os conservado- ooe actos da attribuico do poder moderador ao-
res, nae argumentare! com ellas e nen neamo reis negar o merecinenlo dos conselhes dados
os liberaes se apreseotaran a disputar o pesse sentido pelea nioislroa? (Apoiadoe.) Se el-
C0, le >o toasen da opiaio que as amoystias eram
Em 1844 subi ao poder um ministerio que
coota va membros proeminentes do partido libe-
ral. As scenas que se passario na dissolugao da
cmara nesse aono, deven estar bem presentes
menora de muitos dos Srs. senadores, pirli-
Cularmeole do Sr. bario do Pirapana do Sr.
Ferrera Peos, que era secretario, do s! Frede-
rico de Albuquerque, que orara u occasio, le
-------.- ww -'aak' t^MC aja* aujursilM tflUJ
convenientea nio resignariam innediatanente o
poder ? Mae tal a procedencia des inpuUcoea
feitas aos conservadores I
A chanada olygarcbia ton at sido aecasaaa
de nao querer entrar para o mieisterie Debal-
de o orador, chamado para o gabinete, allegan,
para declinar eaaa honra, o estado de soa aande.
Logo ao gritou S .rabie o voese^ dewor; oo
des o direito de recusar una pasta. Entretanto
diz-ae que a olfgarcbii aubscrevia actos de am-
nyslia contra a sua conaciencia, porque queriam
conservar as pastas.
Parece qae a divergencia que hoje divide oa
dous partidos pequea. Se certo que nio se
quer mais a constituinte, qne a fiel observancia
da censtiluicio e dea tata sio palavras que esto
no programis do lodos os gabinetes de ambos
os lados, o que reaU ? Alargar a liberdade preti-
na, dimunuir o arbitrio das prisoes ; pouco mais
preciso.
E para se chegar a este resultado o qne foi
preciso? Os conservadores eeliveran senpre no
mesmo terreno, nao queriam que aa tocase* na
coustituigio: hoja diz-seque ninguem qner isso.
Poia bem o que deeejais? Algum retoqaa em
certas leis: os conservadores nunca se negaram
a aperfeigoar a legislado.
Quando este em a ntoaco, quando (cono di-
zia o orador) vivia-se debaixo da impresso da
conciliago, nem assim aa folhis liberaes pou-
paran jaats os que tiveram a faUlidade de es-
tar governando o paiz quando os innovadores se
revollaram. Estes eram aempre considerados
exagerados, vermelhos, puritanos: se se cala-
'm.isse mesmo era isso mesmo era erime.
Esli calidos, dizia-se, porm planeiam.
.Via-semats o seguinte. Tratava-se de elei-
ges? Nunca oa conservadores repelliran nem
guerreiaram candidaturas de liberaes por seus
actos deook'ora. E ciUr am facto caracters-
tico da situago. OSr. Theophilo Ottoni veo
per vezes na lista trplice de senador por Minas
a par de dous conservadores, com votos de con-
servadores, com reconmendages de conserva-
dores.
Entretanto, cono se preparavam as eleiges?
No Rio de Janeiro, onde os innovadores pasma-
ram de achar-ae trmraphantes, aprsenla va-se
am candidato que tinba grandes relages entre
os conservadores; que, co-proprieUrio e prin-
cipal redactor de ama folha de grande circula-
gao, e com o talento de que dispon, aproveita-
va-se das circumslaoci.s para iofluir nos con-
servadores : e promova a sua eleicao mediante
a influencia de suas relages pessoaes.
Era o que coovinns, porque cootava-se que o
triumpho das eleices primarias na corte en in-
cooleslavelmente dos conservadores. O mesmo
plano desenvolvia-se por toda s parte: onde a vic-
toria pareca certa para os innovadores, ahi nao
ae tolerava candidato conservador.no se lhe dava
quartei : onde o triumpho era dos conservado-
res havia pelo menos um candidato liberal, que
nao se apreaentava como homem poltico, que
invocava a tolerancia, o esquecimento de cousas
de outr'ora, e que s punha em relevo suas qua-
lidades pessoaes.
Foi assim que em Vassouras, o antigo Gibral-
tar dos conservadores, assim chamado porque
alli nunca, em nenhumi poca, haviam os libe-
raes obtido cousa alguma das urnas, apresenlou-
.se candidato o Sr. Martinho Campos, extremado
em suas opinioes polticas, mas sympathico no
trato particular e possuindo bellas qualidades.
E Vassouras, que prefera o Sr. Sayo Loba-
que sempre foi conservador, desdo que por lei
se alargou a represenlago dos dislrictos a tres
deputados, aceilou tambera de bom grado o Sr.
Martinho Campos.
A nova lei produzira nos preliminares da
elelgao certa confuso, resultando dahi que dis-
tncto houve em que quatro eiam os caodidatos
conservadores que se aprestnlavam, com risco
de se prejudicarem uns aos outros, mesmo em
pontos onde o triumpho das ideas conservado-
ras era inconteslavel.
Conversando a este respeilo alguns amigos
entenderam conveniente reunir-se particular-
mente, sem ostentago, para procurar fazer che-
gar a um accordo os candidatos a respeito de taes
dissidencias, e pan recommendar os seus aflei-
goados. Pode nislo haver cousa reprehensivel,
censuravel, que merega ser logo uo dia seguinte
saudada com violentos artigos ? Pois o que acon-
teceu.
Creou-se de improviso a rfoulrina da prisao
pelo povo em flagrante dos chamados phospho-
ros no acto de votarem. Os anigos dos joroaes
acooselhavam mesmo a perseguir os indigilados
phosphoros, aioda mesmo que as mesas nao o
coosiderassem taes ; e assoalharara que em Ul
caso era licito ao povo prender at as propiias
mesas I De sorte qne, segundo essa bella dou-
trina, quriquer individuo arvorava-se de seu
motu-proprio em poder competente para pren-
der a autoridade no exercicio de suas legitimas
eltribuicoes. Eram estas as doutrinas pregadas
lodos os dias a bem da agitago.
0 Sr. Souza Franco :E os tactos quaes erara?
O Sr. Euzebio de Queiroz observa que bastava
propalar taes doutrinas para promover a agiagae
de que ludo se esperava, e que nao falln a es-
sas esperangas.
Coota a conceber o desembarago com que as
folnas altribuiram aos conservadores os phos-
phoros, quando eram principalmente os liberaes
que recorran a esse neio. Desde 1847 que o
orador se ten envolvido em eleiges, nunca esta
observacao foi desmentida. Appella para o les-
temunho de alguns de seus amigos companheiros
que hoje esto chefes da liga ; elles que digara
se os seus esforgos nao eram sempre empregados
P" eIl que votassem os phosphoros.
Nao duvdo o orador que na poca actual esse
abuso, que j ento custava a reprimir, tenha
crescido ;maspoder ser imputado aos conser-
vadores ? seria arma exclusiva delles?
Nao queriam a agitago. nao precisavam della I
otao para que inventaram que se haviam lan-
gado impostos sobre aa classes operaras ? porque
nao acordaram os nobres senadores a tal respei-
to r porque nao bradaram contra semelhante me-
dida quando se discutio a lei ?
O Sr. Souza Franco :Eu nao fallei ?
O Sr. Euzebio de Queiroz sabe muito bem que
o nobre senador tallou oessa occaaio, como falla
sempro que se lhe oflerece ensejo de fazer oppo-
sico ; mas por ventura o nobre senador deseo-
Drio na le esse perigoso tributo sobre os salarios ?
se o descobrisse nao o teria revelado ? Mas nao ;
entao nada se disse a tal respeflo, nenbum re-
celo se mostrou, o receio s appareceu na occa-
sio das eleiges, quando era preciso Janear mo
de mais esse meio para promover a agitago.
E' verdade que depois ds eleigio ninguem mais
fallou em tal imposto, nio se dea mais orna pa-
lavra na imprensa a tal respeito, e hoje j nin-
guem tem acerca disso o menor susto ; mas Ura-
bem a impresso produzida j tinha operado o
efTeito que se desejave. a mina eslava explorada,
nao baria mais necessidade de se oceupa re m com
isso.
Com estes e oolros expedientes, foi que se pro-
noveu a agilaTo que todos presenciaran), menos
os nobres seoadores, que nada virara, nem mes-
mo as ondas de povo que cercavam as mesas, e
que nao cessavam de gritarphosprnro I phos-
phoro sempre que isso era possivel, menos
quaodo divisavam algum aigoal feito por pessoa
de sua conflanga, que significa vase pbosphoro
nosso.Tudo tato se passou luz do dia, e nao
ha quem ignore.
Foi tarabem com o Qm de promover e entreter
a agitago que se inventaram essas denominares
de consistorio, papa, cardeaes, empregaodo-se
assim nomes que s devem inspirar respeito a lo-
dos os catholicos como meios de tornar ridiculos
os adversarios. O Harto chegeu mesmo a an-
nunciar no dia da eleicao qne o pepa nio visita-
ra ae igrejas (risadas) com receio de ser insultado
pelo povo.
Rio-ae o orador guando leu estas expressea
porque serve no Rio da Janeiro desde idade me-
nor de O annoe, ten nunca ter soflrido o mini-
no desacate, nem mesno de seus adversarios
(Apoiadoe.) Nao serian portanto Ues provocacoes
que haviam de mudar n'um dia a ndole do povo
do Rio de Janeiro.
A noticia do Diario pota nao servio senio para
produzr o efleito contrario quelle qoe visava
porque o orador, digan l o que disserem a res-
peno dos esforgos que empregou na etafeo, es-
tere muito longe de desenvolver toda aquella ac-
tividade que, apezar de velho e decrepito, aioda
poder moatrar; o por isso eslava deliberado a
nao comparecer seno na sua fregoezis, nao ir s
outras.
M*8 J*J lgo o manejo de Diario, sem contudo
ser dolado da perspicacia que lhe attribuem os
sene adversarios, que o ten declarado capaz de
rar al atreves de nontanhas. Consideren qne.
se deixasse de ir s diversas freguezias, podia-ae
acreditar que o fazia por algum receio, e entio o
que dwiaea oa eoaeerradorea T-Pois, fulano, tem
nado, e nos que haremos de expor-aos t
Confiou pois na boa iadole do povo fluminense,
e percorreu todas as freguezias sen ter que erre-
pender-se.
Sabindo do una freguezia rio desfilar um ma-
gote a dous de fuado, e desconflou logo que ora
algum destacamento dos baUlhes volantes qae
Matee-asa on ooeHiooo norineato. Con effeito,
i n*ftt
chegando a Santo Antonio, onde o processo elei-
toral tinha at entao ..de calmo, presenciou qu.
esse grupo, mesno assin formado a dous de fon
de. entrou alli por urna porta aahio peta o.
Disse nessa occasio alguem : Isto gente ;
vem de Sant'Anna. a Palsvraa nio erfm ditas
quando se ouvio grande alarido e fortes alierra
goes. Porque-? Porque nn inspector de qo,,tei'
rao eslava ao p da mesa. Isto excilou aa iras do,
dito destacamento. como se aquella inspector oo
ivesse alli untos direitos como qualquer outro
votante oa cidado. H la
iSr* Mmm*,: nobre aanador sabe que
eu i esta va e qae presenciei tudo taso, e que al
O Sr. Euzebio de Queirox diz qne a nobre se-
nador fallou diversas vezes recommeodando a or-
dem ; taso verdade, mas Umbem verdade que
conclua sempre exigindo que o inspector se re-
tnalo de parte da mesa. (Riaadae).
E' igualmente exacto que o alarido cootiouou
e a ponto Ul que nuiU gente pacifica, que aioda
oo tinha volado, retirou-se para nio correr ris-
co de achar-se envolvida en algn conflicto.
Pergunta-se : onde que houve necessidade
de empregar a orga ? E' verdade; houve mode-
raco excessiva. Nao quer porm fazer com isto
censura ao digno magistrado que entio era chefe
de polica e por quem tem toda a coosideraco ;
nem era mesmo o orador, queja fui chefe de po- -
licia que desconhece quanto difflcil marcar a
lioha em que a simples agitago se converte em
desordem. Toeou porm neste ponto s para
explicar a falta de emprego da forga, circuns-
tancia que sem razo se allega com o Gm de pro-
var-se que as eleiges foram feitas cora toda a
calma.
Desde pois que a agitago mostrou-se domi-
nante, o resultado moral eslava produzido ; os
homens moderados, os conservadores, abstive-
ram-se, retiraram se, abandonaran! o campo;
porque, como disse. elles nao tem o entusias-
mo de ir-se manter no meio dos gritos, dos em-
purroes. para levar o seu voto urna. Toda a
sua dedicagao, todos os seus esforgos se res?rvam
para quando o paiz exige que elles se apresen-
tem em campo aOm de sustentar a ordem pu-
blica. r
Chegando a Santa Rita a noticia exagerada do
que nessa occasio tinha occorrido em Sant'An-
na o senado sabo o que alli se passou. Pessoa
influente gnlou na porta da igr^ja : < Quem for
liberal venha comigo ; acudam os liberaes de
Sant'Anna
Ora, o que quer dizer pretender-se mantor a
erdem publica em urna freguezia pelos liberaes
de outra freguezia ? A forga publica o que fazia
se eram precisos os batalhes volantes ?
_ E esta a alego que se quer trazer como elei-
gao modelo Urna eleigo que foi preparada com
a agitago pregada nos jornaes, sendo executada
em larga escala, com grande denodo, e que an-
da se traduzo em festas ruidos>s depois das apu-
ragoes, pode ser inculcada como teodo sido feita
cora toda a calma?
Nega-se j agitago, prelende-se que a situa-
gao nleiramente normal; entretanto a publi-
cacao dos pampbletos tem-se tornado frequeote,
nao respeitando os principios fundamentas do
nosso systema, por mais sagrados que sejam !
Quauto so orador, um dos perigos da situago
o proposito de attribuir-se tudo ao poder irres-
ponsavel. Durante a eleigo dizia-se : L nao
se quer senio a eleigo livre : o Iriumpho
nosso. De maneira que concebe-se um princi-
pe que um bello dia acordou e quiz as eleiges
livres e ellas o foram. Entao, se o quera e po-
dia, porque nao fez com que fossem livres antes ?
J quando foi da conciliago se dizia que o
pensamento tinha vindo do alto. De sorte Um-
bem que imaginou-se um principe que oo era
conciliador, mas que um bello dia arordou, e
disse : a quero a conciliago. Porque n a
tinha promovido antes?
J se v que as intenges do chefe do Estado
nao devem ser trazidas para a discusso em caso
aUum ; j se v que nao possivel imaginar um
chefe do Estado que tenha governado um paiz
livre al certo lempo sem querer a conciliago,
sem querer a liberdade do voto.
O Sr. D. Manoel: Isso nao novidade ne-
nhuma.
O Sr. Eusebio de Queiroz observa que ahi
que esl o negocio. Se nao novidade, para
que se usa desses manejos ? para que se diz :
ha de haver conciliago porque a idea vem do
alto ? para que se diz : o havemos de vencer a
eleigo porque quem pode assim quer ?
Eita tendencia para atlribnir tudo vootade
irresponsavel que o orador nao pode deixar de
reputar muito perigosa.
A hora est dada ha muito, mas o orador nao
pode anda concluir sem desfazer mais urna in-
triga em que o envolvern. Attribue-se-lhe ter
acooselhado a seus amigos urna falla de lealda-
de, que nao cumprlssem a palavra dada. Islo
nao verdade.
O orador nao fez circular. Tor falta de vista
custa-lhea escrever, e ento diU muitas vezes a
um escrevente. Foi o que fez ; ditou urna car-
Ja, da qual foram liradas dez ou doze copias que
o orador assignou e expedio a seus amigos.
Mas onde est ahi o conselho de faltar pala-
vra ? E' preciso ser mais justo, mesmo com os
adversarios, e a cousa de fcil explicagao.
Muitas pessoas do lado liberal, prevalecendo-
se da iofluencia da conciliago, tinham procurado
obter para as suas candidaturas votos dos con-
servadores. Desde que os campos se extrema-
ran], era preciso collocaras cousas no devido p;
j nao se podiam pleitear esndidaturas invocan-
do relages pessoaes, devia influir a opinio.
Ento escreveu o orador essas cartas a alguns
amigos advertindo-os e dizendo-ihes : Acau-
telai-vos; vede que a conciliago invocada s
quando se trata de obter votos dos conservado-
res a favor dos liberaes : quando se trata dos
candidatos conservadores, a esses nao se conce-
de o menor apoio dos liberaes. Isto nao pode
continuar assim, e ento do vosso devor adver-
tir a algumas pessoas a quem havieis feito certas
promessas, declarar-lhes que as cousas muda-
rara.
Este procedimento acooselhado nio tem nada
de desleal oo se dizia que faltassem a pala-
vra dada, que praticassem o contrario do que
haviam assegarado, eque se calassem. Nao ; o
que se aconsethava era que com franqueza e em
lempo se exonerassem de compromissps lomados
menos pensadamente, nao occultandlT aos iote-
ressados que a situago tinha mudado, antes pre-
veoindo-os disto.
Onde est aqui a falra de lealdade ? O que oo
leal, o qna nSo digno fazerem-se promes-
sas antes das eleiges primarias, quando nio se
contava com o triumpho, e, depois que se leve a
victoria que se nao esperava, fallar ao prometti-
do, allegando-so a necessidade de recompensar
servigos prestados por outros. Isto que nao
pode ser louvado ; faltar a candidaturas quo
nao foram acceitas. justamente quando houve os
meios de cumprir as promessas.
Tem tambero o orador necessidade de recordar
algumas palavras que pronuncion tratando da
coociliaco, e que tem servido para mais um
neio de intriga. .
Discutindo-se a conciliago, disse o orador que
ella era filha dos acontecimenlos ; que, desde
que o partido liberal desistir de ideas exagera-
das, tornaram-se desnecessarias quaesquer me-
didas de represso e convinha aproveitar a cal-
ma da situago para IraUr-se de obter a liberda-
de prstics, acabar com o arbitrio das prisoes
Ento accrescentou que a conciliago n'esles
termos importara e completo esquecimento do
passado ; que pela sua parte nao guardara me-
moria das lulas de outr'ora ; que. oo se pondo
mais em questo as insliluiges, dizendo-se to-
dos sustentadores da monarchia, do systena re-
presentativo e da orden, quanto ao pouco qae
restava a fazer e que ha pouco declarou, acha-
va-se o orador mais parto de alguns de seus an-
tigos adversarios do que de alguns de seus anli-
gos anigos I
Quiz-se enxergar n'isto una cortezia aos libe-
raes. O orador proteatou inmediatamente, em
aro discurso que proferta no senado, contra se-
melhante ioterprelaeo. Declarou que nio flzeta
tal cortejo ; que, desde que os liberaes nio jul-
gavam mais precisa a constituenle, nem t aboli-
gio de leis capiaes, que s queriam pequeas
raodifleages no qne eslava foito, nio duvidava.
pelo que lhe dizia respeito, fazer-lhes concessee
quanto a exigencias secundarias ; mas que nio
desistia de nenhum de seas principios, aem de-
sista de nenhuma de suas ideas essenciaes.
Coosiderou-se n'isto despeito do orador, ou ar-
rependimenlo do que havia feito por nao ter aido
procurado pelo partido liberal para entregar-Uto
o basti de chefe. A verdade quo membros
Importantes do partido liberal o procuraran, de-
pois daquelle discurso. De nn cidado impor-
tante tere o orador abertura maior, declarndo-
le que nio la t en sen nome.
3


r.
MAMO MI rvmMUDOH ,m> MSH> HU u n WLM H IMH.
<*
0 Sr. D. Mtnoel: Ho sabemos desda* iber-
turas, M toras fritas de aeterdo comnosco.
O Sr Ensebio de Quelroz nao duvlda, mas a
Tardada nao deixa da afi-lo por nao ser acredi-
tada.
Ainda est no mesmo pensar. E se o nobre
senador pala Batiia, o 8r. riaconde de JeqaHI-
nhonha, foi orgo genuino da liga ; se as ideas
que S. Exc. eouooiou sao as desse partido, deade
j o arador it osa a liga.
Acredita muito oa aioceridade dos nobres se-
nadores, mas receta que o engunem nos meios a
empregar. Com bastante razio observou o Sr.
ex-presidente do conseibo que os carpileiros
da barca de llo nao se aalvaram do diluvio. S.
Etc. qoir necessara mente fazer sontir que mul-
tas veces oa formadores de ira partido nao sa-
bem bem para o que trabalham, nem onde iro
ter.
A liga nao qaer seno a monarchia, o systema
representativo, a constituico em summa; nao
quer seno pequeos retoques na legis'agao se-
cundaria. Sendo assirn est o orador com a liga,
nao tora, a menor da vida.
Mas que garantas d ella, que garanta do
os seus chefes de que os rapios que eropregam
ho de produzlr os resultados que prometiera?
O Sr. Vasconcetlos :A tribuna e a imprensa
lirres.
OSr. Eusebio de Qaeirez observa que a im-
prensa commete desregramentos. Ainda nin-
guem esqueceu oa meios de que ella langou nao,
por occasiio das eleices, para promover a agl-
tagao. A tribuna tambem se desmanda. Entre-
tanto, diante desses meios que falhao, a trans-
gao da ordem para a desordem pode ser mais
rpida do que os nobres senadores pensara.
Estas apprehengoas sao serias, profundamente
sentidas, nao sao effectuadas. Queioteresse po-
de provir ao orador de estar em discordia de opi-
mes com homens, muitos dos quaes sao setss
amigos particulares?
Se nao occupa a tribuna frequentementc por-
que falta-lhe tempo de dar-se a estulos lo atu-
rados como aquellos a a que se entrega o nobre
senador pelo Para e mesmo o nobre senador pelo
flio Grande do Norte.
Antes de pedir a patarra calculou bem as tor-
turas que o esperara. Sabe que amanha al-
guna jornaes nao se dispensario de alterar aa
suas pularras procurando torna-lo odioso. Conta
tambera com a violencia da resposra.quese Ihe
dar n-> tribuna. Mas eotendeo qne faltara o
sea dever se deixasse passar sem contestaco fa-
do quaoto se disse com o Ara de pintar a eleigo
da corte com cores que lbe nao cabiam.
Condumio dir que acredita que a ordem pu-
blica nao est amoscada, que nao correr pergo,
mas sob a condigo que o governo nao ha de
dormir, nao ha de pa.-.tuar com a agitaco, de
qualquer forma qne ella se ostente. Se elle cru -
zar os bragos, se nao prestar toda a sna attencao
situico. conta o orador qoe as cousas ainda
ho de correr de modo que muitos dos nobres
senadores chefes da liga, como o nobre senador
por Hias e outros seus dignos collegas, ainda
ho de vir seotar-se nos bancos em que se sen-
tar* o orador e seus amigo?, e trabalhar cm com -
mum para restituir a sociedad a aosseus eixos.
(Muilo bem.)
O 9r. Vasconcelloi :Se houTerdesordem.de
certo nao pactuamos com ella.
Dada a hora o Sr. presidente levanta a sessao.
PERlUirlBUCO.
da Veras, 1 Alba menor e 1 eterna, rigario An-
tonio Thomat Teixeira Galvo, I meninas e 1
criado.
MATAB0CRO PUBLICO.
Mataram-so no dia 20 do crrante* para o con-
sumo desta eidade 119 razas.
No da 21 -118.
No dia 22-120.
MOBTALIDADE no DIA 21.
Geraldo, Pernambuco, 8 mezes, S. Jos ; coa-
rulso.
Josepha, Pernambuco, 11 mezes, S. Jos ; in-
digesto.
Viriato Dias Carneiro, Maranho, 22 annos,
solleiro. Boa-Vista ; phtysico.
Francisco Xavier Caralcanti Pessoa de Mello,
Pernambuco, 55 annoa, casado, Santo Antonio ;
febre intermitente.
Dia 22.
Thomazia Mara da Conceicao, Pernambuco, 34
annos, solteira, Boa-Vista ; pulmonite aguda.
Rita, frica, 50 annos, escrava, solteira, Boa-
Vista ; hydropericardite.
Felippe Sabino Monteiro de Carvalho, Pernam-
buco, 13 aonospsolleiro, Recife ; ttano.
Paula, Pernambuco, 3 mezes, S. Jos ; inte-
nte.
Jaciolha Mara do Rosario, Pernambuco, 40 an-
nos, casada, S. Jos ; ferimentos.
Antonio Aires de Souza Araujo, Portugal, 50
annos, solleiro, Boa-Vista ; hepatile.
O Dr. juiz de direito, declarando itaiaMata-' subdelegado mandn autoar, e proceder a inqut-
mente que appeltava ex-offlcio para o tribunal
relago, publicou a aeguiote
" t Sentenga.
Conformando-me com as resDOstls do ju
CHR0N1C* JUIC'URIft.
JURY DO RECIPE.
3a SESSAO.
Dia SSdejullao.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA
SEGl-NDA VARA CRIMINAL FRANCISCO DOMINLES
DA SILVA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dino dt Gusmo Lobo.
Escrivo privativo, o Sr. Joaquim Francisco
dt Paula Esteve* Clemente*
O genio impacientemente activo do Exm. Sr.
Dr. Domiogues da Silva tem-se revelado bem s
claras durante a sessao do jury, que est presles
ser encerrada. Em qaanto ha ah juizes que
em pura perda das partes relardam estranhsvel-
mente o julgamento final dos feilos crimioaes,
postergando as salulares recommendaces da le
que ordenara a mxima celeridade no anda-
mento dos respectivos processos, o Sr Dr. Do-
miogues da Silva aproveita as occasies em que
chamado pela escalo para presidir o jury de
modo dar expedicao proropta tantos quaotos
s3o os summarios convenientemente prepa-
rados.
REVISTA DIARIA.
julgo ao reo iocurs* no grio mximo do art. 1
da cod. aria., e o condemno pena alo mora
Apaello ex-officio, e pague as custas o aechar do
escravo.
a Recife, sala d jury, 3 de julho de 1861.
c O juiz de ireito,
c Francisco Dominguts da Silva *
Consignamos aqui com verdadeiro pesor esta
graviasima sentenga do jury, consagrando a p-
plicaclo de urna pena irreparavel qual 6 a peoa
de morte.
E' ira facto qne desde muitos annos nao se
repele oeste eidade. Dos queira em seus mys-
ieriosos designios que os Uibunaes superiores
nao dem a poro catbolico e trale escndalo
de urna execugo.
A sentenga, que alludimos, foi publicada pelo
juiz no mel da consternaco de todos os espec-
tadores.
Levaotou-se a sessao s 4 horas da tarde.
rigo das testemunha"s, que o queixoso a pon roo
ominalmente em aus policio, derendo ser no-
tificado o reo bacharel Garca psra asaislir e ver
Communieados.
Deparando no Independenle de Tamandari do
1* de junho era a correspondencia de Agua Preta
urna accosscioirrogada as autoridades policiaes
daquelle municipio, nao me posso furtar ao de-
ver de dar-Ihe urna breve resposta ; a que fajo,
bem a men pesar, e somente em attencao ao pu-
blico, e por amor do cargo policial que exerco
all.
Cita o Sr. correspondente 26 nomes de Indivi-
duos, que considera criminosos, alludindo resid-
rem impunes naquelle municipio.
E' verdade que dentre esses criminosos impro-
visados, cojos nomes o Sr. correspondente citoo,
morara no mea engenho Japarandab :Ant ano
Pilippe, Manoef Gomes, Maooel Corneta (velho
decrepito) o velho Baplista (de mais de cero an-
nos}, Miguelzioho e Antonio Gauba. Has, eu pro-
voco osenhor correspondente a apresentar legal,
mente provados os seus crimes ; sob pena de ti-
car tido por um gritador dspeilado, ou o que lhe
assenta mais por um calumniadar!
No numero dos seus improvisados criminosos
o senhor correspondente indica tambera o neme
de Jos Gaetano.que morto; e os de outros indi-
viduos que, nao censtanto serem criminosos, re-
siden em outros municipios, taes como Joo Ja-
ciutho e Joaquim Dona, que morara no terreo do
Bonito, Joo das Dores e Manoel Trigueiro, que
moran: no distado da Colonia Militar de Piraen-
teiras, sendo qne, este ultimo at exerce o cargo
de inspector de quureiro no lugar denominado
Prata, Joao Rosas que mora no termo de Barrei-
ros, e foi at pouco tempo inspector de Calende ;
e o velho Bezerra, que mora em Caruar, e nao
Temos nma prova inequvoca no curso da pre-
sente sessao. Ao passo que durante a segunda consta que fosse considerado criminoso, em tem-
sesso annunl foram apenas julgtdos 12 proces- P algum, e sim sua mulher efilha, que se achara
No da 21 do corrente pelas 10 horas da noite
foi assassinada com oito tacadas a crioula de no-
me Jaciolha Mara do Rosario, moradora na ra
do Ouro, freguezia de S. Jos sendo o seu assas-
sitto o pardo Christiano Francisco Pereira, que
com ella viva amasiado.
O criminoso poz-se immodiatamente em fuga,
tomando a direcgo do bairro do Recife, onde
perseguido pelos subdelegados daquella freguezia
e da de S. Jos, e coadjuvados pela ronda do con-
tingente da guarda nacional aquartelada, foi pre-
so urna hora da madrugada, oceulto na ferrara
de Caelano Jos Coelho, sita na ra do Brum.
Este individuo, foi praca de primeira liona, e
ha oito das foi absolvido pelo jury desta capital,
ante o qual reaponleu por crime de offensn pby-
sicas em um ceg na ponte do Recife.
Anteriormente havia sido processado por crime
de tentativa de morte contra um inspector de
quarteiro, lendo sido despronuociado era grao de
recurso.
Foi provisoriamente nomeado Dar o offioio
de partidor e distribuidor do termo de Caruar o
Se Antonio Francisco Cesar.
Foi tambem nomeado para igual lugar no
termo do Limoeiro o Sr. Manoel Joaquim de Fe-
ria Brasil
Entrn em exercicio no 1 do corrente mez o
professor deinslrucgo elementar da freguezia de
Taquaritinga, Manoel Joaquim Xavier Ribeiro,
que fdra ltimamente para ah removido da ca-
deira do Buique.
A licenga de que gozava o Dr. juiz munici-
pal do Ouricury, Pedro de Alcntara de Miranda
Veras, foi prorogada per mais trinta dias.
O Exm. Sr. presidente resolveu que fosse
novamente a praca o rendiraento do pedagio da
barreira da Tacaruna.servindo de base arrema-
tarlo a quaulia de 300# offerecida por um lici-
tante.
Consta-nos que domingo (28 do corrente),
ter lugar no theatro de Apollo um escolhido
concert instrumental, dado em beneficio da fa-
milia de um msico fallecido, no qual tomaro
parte diversos artistas nacionaes e estraugeiros.
Por essa occasio se executsro os segnintes
pedacos de msica:
Ouvertura da opera Ennena da Feltri, de Mer-
cadaote ;
Pots-pourris da Traviata e do Trovatore;
Concert sobre / Poscari ;
Cavatina da Semiramides ;
Quadrilhaa balalha de argenta ;
Valsaestrada de ferro, e mais dous solos, um
de tromba pelo Sr. Fiss, e outro de trombone
pelo Sr. BarceHos.
Sao os artistas rroos, se dando as mos para
soccorrerem a familia de aro outro que vive
bracos com a penuria, elevaodo-se altura su-
blime do amor de classe e fazendo, s com sua
expontaneidade, um apello aos coraces nao me-
nos generosos, que os seus, do publico desta ca-
pital.
Desejamos que o Sr. Fiss, de quem parti a
idea, veja coiados os seus esforcos, obtendo os
meios necessarios para alliviar a familia de sea
irmo n'arte.
Ioformam-nos que na roa do Hospicio, no
principio ao entrar da da Imperatriz, existe um
charco d'agua infecta, lanzada em sua maior par-
te das varandas de diversos sobrados ah exis-
tentes. A' ser isso verdade, nao ser possivel ir
por all o Sr. fiscal, afim de remediar o mal ?
Chamamos, pois, a attencao desse Sr. para a la-
ma ptrida que all ha, pedindo-lbe se lembre
ser isso, alm de nocivo saude, contra postura
expressa.
Foram recolhidos casa de detenco nos
dias 20 a 21 do correte 10 homens e 3 mulhe-
res, sendo 7 livres e 6 eseravos, a saber : a or-
dem do subdelegado do Recife2, a parda QuinLi-
liana, escrava de Antonio Barbosa de Barros, e o
crioulo menor Jacintho, escravo de Amorim &
Irmaos; a ordem do de S. Jos 1 ; a ordem do
de Santo Antonio 6, inclusive os eoeravos Ray-
BBundb, de Francisco Basilio, Luiz. de Antonio
Alves Barbosa, Jos, do Joaquim de Castro e
Caetaoo, de Manoel de Mello Albuquerque ; a or-
dem do da Roa-Vista 3 ; a ordem do da Capon-
an 1. ^^
Paeeageiros da barca porlugueza Formota,
sabida para Lisboa e Porto :Estevio oar*.
Passageiros do galera (raneen AdtUt, sahi-
4* para Havre :C. de Reynol, sua senhora e
feriado.
Passagoiro do patacho nacional Lima l, n-
ferdo pora o Rio de Janeiro : Antonio da Silva
Loyo.
Passageiros do hiato nacional ExmUuio,
otado do Ass.:Antonio Nogueira, Manoel Per>
nica Ribeiro.
Pasaageiroa de vapor brasileiro Iguarass,
sonido para oa ortos do norte : Gregorio Paos
do Amaral, D. Maria Henriquela da Paixo, D.
Cae na Barbosa da Silva e 1 menor, Silvestre, es-
cravo de Francisco Xavier Mendos da Silva, Fran-
cisco Alexandriao da Costa Lima, major Antonio
los ate OMreira PraKets, Jos Correa dos Santos,
f escraro ate Jas Camioh Raposo da Cmara,
Amaro Gemas Correa Cenar, padre Jos Avofino
Hootairo da Liara, Antotro Carreo do Vasconcel-
|M, John g. Steveoson, Augusto Cicero Perd-
gao, bacharel Pedro Aleanura Peixoto da Miran-
sos, comprehendendo 13 reos, tem sido at
agora julgados na terceira sessao 16 processos,
comprehendeodo 21 reos.
E' este um facto qua recommenda o distincto
jniz.
Estando assm quasi esgotados os summarios
presentados em priocipio da sessao pelo Sr. Dr-
F. de Araujo Barros, juiz municipal da segunda
vara, apresentou este no dia 20 os tres seguintes
summarios destinados julgamento final :
Autora, a Justina publica.
Reo, Eloy, vulgarmente conhecido por Liborio,
escravo que foi de Augusto Muniz Machado.
Autora, a justiga pnblica.
Reo, Antonio, escravo de Francisco Mathias Pe-
reira da Costa.
Autora, a justija publica.
Reo, Antonio Joaquim de Miranda, absolvido
em primeiro julgamento.
Sendo o reo Liborio ou Eloy e mala antigo em
prso, a qual dala do dia 1 de outubn de 1860,
foi deslgoado para entrar immediatamente em
julgamento.
O reo aecusado de haver agsassinado brba-
ramente Manoel Jos Soares no mesmo dia f
de oulubro bordo da barcada Smitth Ferr, aeo-
do o offendido o eccarregado de dirigir o negocio
maritfmo de Augusto Muniz Machado na quali-
dade de mestre.
Havendo sido pronunciado o reo or iocurso
no art. 1 da le de 10 de junho de 1835, foi esta
seotenca reformada pelo Dr. juiz municipal da
1.a vara e novamente pronunciado o reo como
ineurso as penas do art. 193 do cod. crim.
Nao teodo o reo defensor, lhe foi nomeiado
oara curador o Sr. Dr. Joo Francisco Toiioira.
que prestara u )uiomni.> do eslvlo as mos do
Dr. juiz municipal preparador dos processos.
Tomando o aecusador e o advogado os seus
respectivos lugares, foram sorteiados para formar
o jury de seotenca os seguintes Srs. juizes de
tacto cujos nomes se seKuem :
Dr. Jorge Dornellas Ribeiro l'essoa.
Dr. Manoel Alves da Costa Brancante.
Joaquim-de Paula Lyra Flores.
Jos Mendes Salgado Guimares.
Antonio Seraphjm dos Santos Lima.
Jos dos Santos Neves Jnior.
Manoel Joaquim Fernandes de Azevedo.
Joaquim Faustino da Piedade.
Lourenco Nunes Campello.
Manoel Francisco Marques.
Manoel Jos Dantas Jnior.
Joaquim Lopes da Silvs.
E' deferido ao couselho o juramento dos Sanios
Evangelhos.
O Dr. promotor publico produz a aecusaejio,
requerendo contra o aecusado a imposico da
pena ealabelecida pela le n. 4 de 10 de junho do
1835, art. 5.
Finda a aecusaco, o Dr. promolar publico fez
interrogar como tstemunbas perante o jury a
Augusto Muniz Machado e Mariano Joaquim da
Costa.
recolhidas cadeia daquelle termo.
Os mais individuos que o senhor corresponden-
te indica, eu ignoro ende se acham residindo, se
sao criminosos e mesmo se existem.
Nao basta que o senhor correspondente, ofi-
cioso como parece ser, e inleressado como se
mostra pela causa da justica publica, cite nomes
de individuos desconhecidos e attribua-lhes cri-
mes : ealra o allegar e o provar vai grande dis-
tancia ; mister, pois, provar que esses indivi-
duos sao effectiva meato criminosos e residem em
lugares coohecidos da autoridade, para ser ca-
bida a censura que faz; sendo certo que as au-
toridades d'Agua Preta nao se furlarSo jamis
ao cumprimento dos seus deveres, se o senhor
correspondente lhes quizer ministrar dados mais
precisos para a captura desses tantos criminosos
que conhece.
Quanto ao mais que o senhor correspondente
aventura referindo-se aos dous dianos subdelega-
dos A. O. de Hollanda Chacn e H P. David Ma-
deirs, nao passa certamente* seno de um rasgo
de despeitada generosidade ; mesmo porque o se-
nhor correspondente, pretendendo ataca-los poz-
se a s capa. Ponha-se a descoberto, assigne o
seu nome e ento ataque-nos....
Recife 18 de julho de 1861.
Miguel Affonso Ferrelra.
Public $des a pedido.
isa queixa oSr. sdMelegadoguardo em sua
pasta af hoja, pondo desta aorta tropeto a mar-
cha regalar dos actos da justica, s lalvez
em. consequencia de aer o facto em qualo por
domis degrada te,e aaas da pon entesas ptimas
qualidades doJSr. Dr. Garcia, que tem mostrado
muilo goslo oaubtileza oeste finen dt authro-
pophagia, sem que baja sido punido desse crime,
eom quo tem tantas vezes perturbado a traoquili-
dade domestica, reduaiodo a prostituirlo filhas
menores ainda era casa de seus pas I
E um homem tal que saacha empregado na
polica, ende diz que faz e desfaz seu bel pra-
zer I E contra um homem lao perigoso hon-
ra das familias, tao inimigo da paz da sociedad*,
que o Sr. aubdelegadono toma conheclmento de
upa queixa dada perante aua autoridade, nao
valendo a qualidade de ser o queixoso pebre, pre-
so e miseravel I
E um homem tal o bacharel Garcia. que ousa
affrontar a moralidade publica, lendo em pouea
considerarlo a honra alheia, porque quer ser
bom juiz nesta apreciago.
Visto pois que o Sr. suDdelegado nao quiz co-
nbecer deste facto, rogamos ao Sr. Dr. chefe de
polica para qae iatervenha nease negocio, man-
dando que o subdelegado d andamento ao pro-
cesso que foi comecado ; ainda mesmo quando o
offendido nao possa continuar com sua queixa, at-
ienta sua qualidade de pobre e miseravel.
Os reprobos nao eslao no caso de merecer da
parte da autoridade urna condescendencia, o que
s pode terjuz.se o tem, o|homem honesto, pro-
bidoso. respeiadc.r da honra das familias, e da
moralidade publica, que-alguma vez commelteu
errosou crimes, arrastado por circunstancias4n-
dependentes de sua voulade e inteiramente
oppostas sua boa ndole e honrosos prece-
dentes.
O que dizemos do bacharel Garca nao um
cont de carocha, a verdadeatteslada por mul-
ta geute da alta sociedade, se quizer fallar com a
mo mettida na conacieocia ; e para evitar qual-
quer duvida que predomine no animo dos incr-
dulos, publicamos baixo a eerlidio que o pro-
prio pai da infeliz, estuprada pelo polica bacha-
rel Garciar requereu ao subdelegado, e acresceo-
taremos que o carpiuteiro Ignacio Pepe poder
tamben: dzer alguma do mesmo Sr. Garca com
relago a um facto de igual .natureza aconte-
cido en) sua casa.
Nestascircumstaocias a sociedade exige que au-
toridade superior d providencias tendentes a
punicio do crime, que bem pode tomar propor-
edes maiores em natureza como a do Sr. Garcia,
tendo certezs de nao soffrer a aeco da justica.
Assm o esperamos.
MST O Navalho. .3
DOCUMENTO.
Certifico que a queixa de que se trata e faz
menso osupplicsnle do theor seguinte :
lllm. Sr. subdelegado de polica.Diz Joaquim
Rodrigues da Costa, preso na cadeia desta eida-
de, que perante V. S. vem se queixar do bacha-
rel Mauoel de Souza Garca, secretario da secre-
tara de polica desla capial, pelo facto de ter ti-
rado da companhia de sua mulher>a sua filha
menor de dezete annos, donzella, de nome Ma-
ria, para fim libidinoso, no dia 3 de agosto do
corrente anno, e depoisde a deflorarcomo copsta
do corpo de delicio junto, e de te-la em sua com-
panhia, desde o da do rapto at o dia 6 do mes-
mo mez, a bolou para fra de aua casa ; pelo
que est iocurso no mximo das penas do art.
227 do cdigo criminal : sendo o damno causado
avaliado pelos peritos era iOOf000 rs como cons-
ta do mesmo corpo de delicio ; pelo que requer a
V S. que jurada sua queixa proceda na forma da
lei contra o queixado, para ser punido de seu
crime, de que j useiro e viseiro, para ejem-
plo de lodos, que o queiram imitar ; inquerindo-
se as testemunhas margem mencionadas; por-
tanto pede a V. S. seja servido asstm deferir.
Espera receber merc. Joaquim Rodrigues da
Costa. Testemunhas, Mara Luiza. Eugenio
Amando da Paixo e Silva e Josepha d tal.
Autoadae jurada proceda-sea ioquitico das
testemunhas no di i 26 do corrente as 10 horas do
dia, intimadas ellas para virem depor, e notificar-
se o reo para aseislire ver-se processar.
Fortaleza 23 de novembro de 1861. Fiuza
Lima.
iDo Cearense de 21 de junho de 1861.
Navios sahido* no mermo dia,
Lifioa e Portobarca porlugueza Formos*. ca-
pfao Joaquim Francisca Pnheiro, carga as-
suc-ar e outros gneros,
Rio d Janeirobrigue nacional Ifarta a? Alfre-
do, Cipilo Gaspar da Silva Rodrigues, carga
assacar e mais gneros,
Havregalera fraaceza Adtk, capilo Gallier,
carga assucar a ootros- gneros.
Rio de Janeiropatache nacional amo Primei-
ro. eapito Joo Esteres Varzea, carga assu-
car e outros gneros.
Navios entrados- no dia 22.
Ais15 dias, hiato nacional Exalacao, de 37
tonelada?, eapito Trajano Antonio da Costa,
equipagem 4, carga sal, couros e cera de car-
nauba ; a Grugel Irmo?.
Philadelphia36 dias, barco americana Azelia,
de 265 toneladas, eapito Charles W. Ker-
lin. equipagem 10. csrg* ?.273' barricea com
tartana de trigo e mais gneros ; a Matheus
Austin e C.
Navios sahidos no mermo dia.
Bahaescuna nacional Carlota, eapito Jos
Rodrigues Moreira, carga differentos gene-
ros.
Bahaescuna holandeza Antelope, capilo G.
G. Boekholelt, carga parto da que trouxe de
Amstordam.
Portos do norte vapor brasileiro Iguarass,
commandanle 2 tenente Joaquim Alves
Moreira.
Qbstrvacao.
Funliou no lamaro urna barca iogleza, mais
nao leve commumeaco com a Ierra, e appare-
ce ao norte 2 embarcaces, sendo urna por-
lugueza.
O abaixo assi
sui dores de carr
mnibus, Cirrocas
sem a mesa do co
o ce ca> o m Horas.
vio e 00 a 3 O" s kthmosphera O ce
* i tas oo 0 1 Dirtceo. i M a H O H M -i 9 O se
* V B w j Intensidad*. 1 > n c 9
"4 -J J ji oo 5 -a Fahrenhtit. 1
k> ks ka S 9 g on en m lo Cmtigrado.
3 S 9> ~4 00 Hygromttro.
o o o O ro | Cisterna hydro-metrica. >
a -j -j -> ^ cr es o Vs lo lo -4 oa O *- -1 Cn i i Francs. O H 9 O
30,18 30,13 30.1 co o OS o i nglci.
OIMm. Sr. inspector ds thesourarl* pro-
vincial manda fazer pubFTco para couheciaento
dos interessados o art. 48 da lei provincial n.
510 de t$ de junho do corrento anno.
Art, 49. E permittido pagar-se a meia siz
dos escravos comprados em qualquer tempo an-
terior a dato da presente lei independenle do
Vvalidacoe mulla, urna vez que ps davedore
actuaes deste imposto, o fagan: dentro do exrn-
elo de 1861 a t86z\ oa que nao o zerera ficaro
sujeitos a revaRdaco e multa em dobro, sendo
m terco para o denunciante. A thesouran*
lar* anounciar por edital nos primeiros 10 dias
de eada mez a presente disposco.
K para constar se mandou afixar o presento e
publicar pelo Diaiio,
Secretaria da thesooraria provincial de Per-
nambuco 8 de julho de 1861__O secretario,
A. F. d'Annunciaqie.
s fazem sciente aos pos-
aluguel de 4 e 2 roda,
licuks de conduQao avi-
ad proviocial, aOm de re-
oeberem o numero que tea de mandar p6r nos
mesmos, com os quaes tem de strera matricula-
dos na repartico da polica, devendo-se lindar
0 prazo no dia" ultimo do mez corrente.
Primeira secqio da mesa de consulado provin-
cial 13 de julho de 1861.Os laocadores,
Joo Pedro de Jess da Matta.
Demetrio de &. Coelho.
D Or. Francisco de Assis Pererra Rocha, juiz de
direito especial do commercio desta eidade do
Recife e seu termo capital da provincia de Per-
nambuco por S...M. I. a C. o Sr. D. Pedro II,
que Driis guarde, etc.
Fago saber pelo presente, que no dia 1. de
agosto do corrente auuo se ho de arrematar por
venda a quem mais der, em prac publica deste
juizo, depois da audiencia respectiva, os objecto
seguintes :
Um sof, 1 mesa redonda de meio de sala com
lampo de roarmore, 2-coosolos com lampos dar
mesma pedra, 2 cadeiras de hrago e 12 ditas sem
bragns, ludo avaliado em 250;*, de madeira bran-
ca ; 6 meias commodas de madeira preta a 12$
cada urna, 72JJ; 3 mesas- redondas de madeira de
amarello a 12$ cala urna, 36$; 3 lavatorios da
mesma madeira a 6J eada um, 18$; 1 par do
consolos da mesma madeira, avaliado em]7>;
1 cama fraoceza envernisada de preto, avaliada
em 30$ rs.
Os quaes objeclos sao pertencentes a Jos Es-
nisio dos Pasos, e vao 5> praga por execugo que
contra o mesmo encamiuh* Jos Francisco de S
Leito; e na falta de licitantes sero arremata-
dos pelo prego da adjudicagao com o respectivo
abatimento da lei.
E para que todos lenham noticia, mandei pas-
sar eltaes que sero aQixodos nos lugares do
costume e publicados pela imprensa.
Dado e passado nesta eidade do Recife de Per-
nambuco, aos 15 dias do mez de julho de 1861,
40 da independencia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel de Carvalho Paes de Andrade, es-
crvo o subscrevi.
Francisco de Assi Pereira Rocha.
Em seguida, o curador do reo (Dr. Joo Fran-
cisco Teixeira) fez o dever da deeza com o ta-
lento que lhe reconhecido.
O advogado do reo procurou provar ao tribu-
nal ajudado na opinio do Dr. juiz municipal da
1.a vara, que o offendido Manoel Jos Soares uo
era administrador de Liborio, mas sim mestre da
barcaga Smilh Ferr em que Irabalhava o mesmo
escravo. ;
Ponderou ainda que, sendo a lei de 10 da ju-
nho urna excepgo odiosa, nao devia de nenhum
modo ser ampliada, mas restricta s hypotheses
n'ella figuradas.
O advogado invocou anda a exisloncia de va-
ros pleitos judiciaes, pendentes pelo juizo do
commercio, nos quaes o finado Manoel Jos Soa
res tratado por socio de Augusto Muniz Macha-
do. Disse que este facto poe claramente nota
quo e finado nao era, nanea foi administrador
dos escravos da Augusto Muniz Machado.
Encerrados que foram os debates, o Ds. juiz de
direito fez o resuma da discaseo.
Forana propost'os os seguintes quesitos pelo
jury de sentenga.
Quesitos
1."0 reo, o preto Eloy, conhecido por Libo-
rio, matn no dia 30 desetembro de 1860 Ma-
noel Jos Saraes na barcaga Snvth Ferrl
2.O reo ora escravo de Augusto Muniz Ma-
chado ?
8.O offondido Maooel Jos Soares era admi-
nistrador do sobredito escravo Eloy 1
O jury, de rolla da sala das conferencias se-
cretas, responde ao
1.* quesit'o : Sim ; por unanimidade de
votos.
2." quesito : Sim ; por unanimidade de
votos.
3. quesito :Nao: por 8 vetos.
Immediatameote recebadas as respostas da
jury, o Dr. juiz da direito fez voltar o conseibo
de sentenc sala das coafereocias secretas, offe-
receodo-lhe os seguales novos quesitos :
l.90 reo commettett a crime irapallido por
motivo frivolo oo rapsowado ?
2.0 roo faltn com o respailo devido I ida-
da do offendido 1
3 *O roo ero superior soa torgas o araos ae
oCaadido, do manotea que esto nao aodia defen-
dei-se com probabilidade de repeMtr a offeosa T
4.aLUu oa pessoa do offendido a quotidado
do austro ou suporior. do dtliaqacato, qae sea
rospeita o constituase a razio ao pai ?
5.*0 reo procedeu com abuso do eoofiaeea?
6.* Existem circumslaocias aUenasatos fa-
vor do reo?
O jury responden ao
f .* queatto.Sim ; porlO rotos.
2." qoosito.Sim : porunanimidade de rolos.
3.*raeifoSim; por voto.
4.a qoesito Wui; por unanimidade de voto,
5. quesito.Sim ; por unanimidade de rotos.
6. q.uefito.*-f4\o ; por 10 rotos.
Attencao.
Aos que leram ou souberam do faci occorri-
do em a nossa Faculdade de Direito, pede-se que
leiam o presente aviso do ministro do imperio,
em 25 de junho p. p.
4a seccao.Ao director da Faculdade de Di-
reito do Recife, communicando que pela impe-
rial resolugo de consulta de 19 do corrente mez,
foi annullado e mandado reformar o processo foi-
to a varios esludanles do 5 anno, aos quaes a
congregar.no da faculdade suspendeu por tempo
de dous annos a expedlgo das respectivas carias
de bacharel, por se terem no mesmo processo
postergado as formalidades exigidas na legslaeo
em vigor, com > est demonstrado na consulta
da secgo dos negocios do imperio do conse lio
de estado, de que se remelle copia, para sua fiel
e completa execugo ; observando que to in-
dispensavel o rigoroso castigo dos esludanles que
desrespeitam aos lentes, como a slricta obser-
vancia de todas as formulas garantieras dos di-
reitos dos mesmos esludanles ; e cumprindo que
a congregarlo examine se o discurso que um dos
ditos esludanles pretenda 1er no acto da colla-
gao do grao se diz cooter alluses injuriosas ao
governo a aos lentes, discurso que deu lugar
quelle processo, foi entregue ao seu autor paro
o cerrigir, e se elle se negou a isso, por quaoto
desse facto depende essencialmeote a veri&cago
de sua oulpabilidade. O lente, a quem o discur-
so foi apresentado, devia ter acoaselhado ao es-
tudanle que o corrigisse, de forma a poder ser
lido perakte a congregago, porque melhar
evitar o crime do que ter necessidade de o pu-
nir.
A noite clara at as 2 h., que toroou-se nu-
blada e de agoaceiros, vento SSE fresco at as 3
h. 30' que roudou para o terral.
OSCILACAO Da HAR.
Preamar as 4 h. HO' da manha, altura 7,4 p.
Baixamar as 10 h 18' da tarde, altura 0,8
Observatorio do arsenal de marinha. 22 de ju-
lho de 1861.
Romano Stepple,
l9 tenente.
Declam**.
Edita es.
n
Por ordem do lllm. Sr. inspector da alfan-
dega se contrata por um anno o foroecimento de
rages para a guarnico da escuDa Lindoya, a
saber:
Pao.
Bolacha.
Assucar brinco.
Cafem grao.
Arroz do Maranho.
Bacalho.
Carue verde.
Dita secca.
Toucinho.
Farinha de mandioca.
Feijo.
Agurdente.
Azete doce para comida.
Dito para luz.
onuiR.
Caixa Filial do Banco do
Brasil em Pernambuco
A directora em virtude do aviso de 8 de ju-
nho prximo passado, declara que fica prorogado
por mais 60 dias o prazo marcado pelo art. 4 do
decreto n. 1685 de 10 de novembro do anno fin-
do, para a substitugo das notas de 20# da emis-
so da mesma caixa, o qual (Inda em 19 de se-
lembro vindouro.
Caixa Filial do Banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.0 secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferrelra.
A directora da caixa filial do banco du Bra-
sil tem autorisado ao Sr thesoureiro da mesma
caixa a pagar o 15." dividendo do semestre pas-
sado na razo de 8$500 por acgo, de conforml-
dadecora as ordens receidas do banco do Bra-
sil. Recife 15 de jalhe de 1861. O secretario
interino, Luiz de Moraes Gomes Ferreira.
wa**-
Elleico do juiz ejeiza qne nos ho
de ajudar na festa de Nossa Mai San-
tissima, a Senhora do Car ni o, no
anno de 1862.
JOiZ.
0 nosso irmo confrade, o Exm. Sr. Dr. Ber-
nardo Antonio de Mendonga.
JUIZA.
A lllm.*e Exm. Sr.'D. Francisca de Barros de
Mendonga, mulher do nesso irmo confrade,
o Exm. Sr commendador Dr. Jaeintho Paes de
Mandooga.
Fr. Manoel de Santa Anna e Luz,
Prier.
Alfandega.
Rendimento do da 1 a 20. .
dem do dia 22. ....
334:190*104
14 146J385
348:336*489
Hovtniento Oa alfandegra.
Volumes entrados com fazendas..
som gneros.
i
Elleico dos juizes e jnizas que
de" ajiidar na festa do nosso patriar-
cha Santo Elias, no anno de 1861.
Juiz por eleigo.
O nosso irmo confrade, o lllm. Sr. capilo Se-
capito Severanno Bandeira de Mello.
Juiz por devoco.
O nosso irmo confrade, o film. Sr. Maooel Ro-
mo de Carvalho.
Juiza por eleigo.
A nossa irma coofreira, a Exm.*Sr.a D. Liba*
bania Emilia de Albuquerque Mello, mulher
do nesso irmo confrade. o lllm. Sr. eapito
Joaquim de Albuquerque Mello.
Juiza por devojo
A nossa irma coofreira,. a Exm.* Sr.* D. Joa-
quina Tarares de Almeida Cavalcante, filha do
nosso irmo confrade, o lllm Se Manoel Joa
da Almeida Casia.
Fr. Manoel fe Santa Anno,
Prior.
96
34
------130
Volumes sahidos eom fazendas.. 44
a com gneros.. 429
------473
Descarregam boje 23 de julho.
Brigue portuguezSoberanobatatas e ceblas.
Paihabote americanoMontagumercadorias.
Barca inglezaColinacarvo e ferro.
Brigue inglezMary Anntrilhos de ferro.
Polaca hespaoholaEsmeraldacarna de char-
que.
Polaca hespanholaIndiadem.
Barca inglezaSarahmercaduras.
Brigue inglezRelianceferro e carvo.
Exportafao
Dia 20.
Brigue nacional (ingenio, para o Porto, carre-
gsram :
Azevedo & Mendes 79 barrs com 3,654 me-
.didasde mel.
Bacebedoria de reodas internas
ge rae* de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 20. 30:123>788
dem do dia 22......; 5:601*386
35:725-114
Consalado provincial.
andimento do dial a20.
dem do dia 22.
74:522*826
1:187920
75.7I0#74o
para
Sr. Br. chefe de polica vei
apteeir.
O crine cando impune.
Em tanto* do novembro do asnopaaaaato toree
Joeojoim Rodsiguea da Costa, preso seatonciada,
perante a subdelegada desta eidade urna queixa
contra o beeberel Maaerl o Se* Gertm, secre-
tario da polica, em razo da lar este estuprad a
tu fil&a. ounor, Marta a 26 de metme mez o
MoYimento do porto.
Navios entrado* no dia 21.
Barcelona 40 das, sumaca hespanbald Talia,
da 118 toneladas, capilo Antonio Caetelho,
equipagem 9. carga viuho ; a N. O. Biabe*
C ^
Rio de Janeiro7 dias, briaVie nacioual Sti Ir-
maos, da 303 tonoseeaot eapito Beimixo Bap-
lista d Souza, aqeiatgsa 12, em Usare ; a
ordem.
PhladeLpbia50 dias, hiato americano WUliane
L. Monlogue. de 164 toneladas, capUo U. B.
Garmao, equipagem 7, canga, 1,152 berriaaa<
com arinh* de trigo ; e MaJhftfta Aaallm
&C.
Lisboa30 dias, briaue oorUg#oi Stbtrano. da
iS toneladas, eapito Anlooia A da Almeida,
equipagem, 10, carga vinho, sebolas e ouiroe-
generos; a Thomax do Aquiao Fonseca J-
nior.
a* oo espermaceie.
Ditas stearinas.
Sal.
Leoha em achas.
As pessoas que qizerem contralar dito forne-
cimento apresenlem as suas propostas em carta
fechada at o ultimo do corrente mez.
Alfandega de Pernambuco 18 de julho de 1861.
O Io escripturario,
Firmioo Jos do Oliveira.
O lllm. Sr. inspector da tnesouraria pro-
vincial em observancia .da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia datada de 19 do corren-
te, manda fazer publico, que no dia 1 do mez
de agosto prximo vindouro, perante a junta da
fazenda da mesma thesourara, vai novamente a
praga para ser arrematado a quem mais der o pe-
dagio da barreira da ponte de Tacaruna, avaliado
em 300(000 rs. annuaes.
A arremalago ser feila pelo tempo de dout
annos e onze mezes, a contar do dia 1 de agos-
to do corrente son a 30 de junho de lbG.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tarlo comparecen: na salla das sesses da mesma
junta no dia cima indicado, ao meio dia, e com-
petentemente habilitados ; para o que se acha
designado o dia 25 do correte.
E para constar mandei afixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesourara provincial de Per-
nambuco, 20 de julho de 1861.
O oflicial da secretaria,
Miguel Affonso Ferreira.
O lllm. Sr. inspector da thesourara provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm.Sr. pre-
sidente da provincia, de 28 de junho prximo
lindo, manda fazer publico que no da 1 de agos-
to prximo futuro, perante a junta da fazenda da
mesma thesourara, se ha de arrematar, quem
por menos fizer, a obra a fazer-se com o corte da
barreira do alto da Maneota, avaliada em ris
4:2908000.
A arremalago ser feila na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob is
clausulas especiaes abaixo declaradas.
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
go comparegam na sala das sesses da referida
junta, oo dia cima mencionado, pelo meio dia
e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourara provincial de Per-
nambuco, 4 de julho de 1861.O secretario.1.
F. da Annnnciacao.
Clausulas especiaes para arremalago.
1*. A obra ser principiada 15 dias depois da
arremalago e concluida no prazo de 4 mezes.
2*. O arrematante quando tenha de entregar a
obra, apresentar o leto da estrada, em estado
perfilo, lendo cuidado em quo nao deaeppareco
a carnada de ierra arenosa, com que feita a su-
perficie superior do mesmo leto ; e bem aasim
que os vallados Oquem completamente desobs-
truidos, e com a profuodidsde e largura que lhe
indicar o engeoheiro encarregado da obra.
3a. A superficie do talude ficar com estado
perfeito, formando um s plano, o se acontecer
que quando a escavaco chegue ao ponto deter-
minado pela inclinagao marcada na planta pela
linha encarnada, houverem esbroamentos, quo
para roajular a superficie dos taludes, tenha o ar-
rematante de fazer maior escavaco do que a de-
lermiaede, sor ette abrigad a fazer.
4a. O pagamento ser teilo em quatro presta-
goes iguaes, pagos mensalmente, e urna vea qae
se verifique achar-se feita urna parle sorrespon-
dente da obro.
5*. A torra lancada tora ser levada para ao
partea bailas que houverem fra d estrada, nao
podendo ser amoutoada do foreta que possa vir
para cima da estrada.
6a. O arrematante aitender a todaa aa retla-
magoes do engenoeiro, teadeutes boa execugo
de obra, o bem assim no imposto a tal resseilo
na lei u. 286.
7*. Neo ser atlondida retlamagao algum* por
parta do arrematante, fleando eUe respoooevat
por quaesquer circumstanciaa accidentaos que
possam piovir daronl* a OMOee^o da obra, seja
qual for o motivo, que a isso der lugar.
CoBoraae.O laaetario, AeUoni* trrtin de
Annunctflfo.
SOCIEDADE BASCARA.
Amorim, Fragoso Santos
& Companhia
Sacam e tomam saques sobre as pragas do Rio
de Janeiro, Maranho e Para.
Conseiho administrativo.
0 conseiho administrativo, para foraecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
los seguintes:
Para provimento dos arraazens do arsenal
de guerra.
50 arrobas de plvora grossa.
50 massos de obreiss.
5 arrobas de fio de vela fino.
1 grosa de limas chalas de 12 pollegadas.
1 dita de ditas ditas de 8 ditas.
1 dita de meias canoas de 12 ditas.
1 dita de ditas ditas de 8 dita?.
12 jogos de alicates chatos e redondos.
3 cn'xis de folhas de {landres com marca XXI.
5 ditas com ditas de ditas com marca IX.
4 ditas cora dita de dita com marca IG.
5 arrobas de pos pretos.
2 arrobas de secante.
Quem quizer vendrteos objectos, aprsente ?e
i suas propostas em carta fechada, na secretaria do
co?re5ne-m|I.i*" manha do dia 29 da
Sala das sesses do conseiho administrativo
para foroecimento do arsenal de guerra, 22 do
julho de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Tribunal do commercio
Pela secretara do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico que nesta
data foi inscripto no registro publico o papel de
dissolugo da sociedade de Manoel Rodrigue
Costa Magalhes e Joaquim- de Souza Maia que
negociaran: nesta praca sob a firma de Magalhes
& Maia, Qcando o socio Magalhes responsavel
pelo activo e passivo da exliocta firma, e ao so-
cio Maia pela importancia que a este competir na
liquidago de dita sociedade, que dever ter lu-
gar at 30 de junho de 1862.
Secretaria do t-ibunal do commercio de Per-
nambuco 90 de julho de 1861.
Julio Guimares Official-maior.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
22 RECITA. DA ASSIGNATURA.
Terca-feira 23 de Julho.
Subir scena pela primeira vez nesta theatro
o muito excellente drama em cinco actos e um
prologo, original francez,
SUZANa.
DEN0MINACA.0 DOS ACTOS.
Prologo, no Havre.O regresso e a deshonra.
Primeiro acto, em Pierre-fite. Dez annos de-
pois.
Segundo acto, em Pars. E* repellida por sua
vez.
Terceiro acto, em Paria. A honra salvando a
honra.
Quarto acto, em Ris.A punign.
Quinto acto, em Pars. A mi perdoada pela*
filhas.
PERSONAGENS. ,
Imbert, negociante. .
Moalal, seu socio ....
FoateoaiUo, velho martimo
Gontran, seo sobrinbo .
Thuillot, campnos .
Hervier, negociante .
Florent, guarda-lvios .
Um caixairo de coa-raneas .
Saxosa Imbarl .....
Elisabeth. sua filha
Suzana, dita dita ....
Bazins, creada .....
poca actiMdede.
A empresa tem a satiafacio de prevenir ao pu-
blico que esto um dos melhores dramas do seu
novo repertorio, isio segundo sua traca inttlli-
gencii; entreunto o publico uaicoiuigmtor ia*-
psrcUl, o Tittari.
GermaBo.
Nunes.
Raymunde.
Viconte.
Teixeira.
Valle.
Leite.
Campos.
19* JnVflOdBieTk
D. Anna Chavea
D. Leopoldina.
D. Carmela.


--------.
*S5-

-=--_____-*.
DUBIO M fftmHitOO. *- IfcA FRl 23 D JLEO DE 1841,
Terminar o espectculo con a ora comedia
em um acto,
Urna lico de clarim.
Comegar s 7> horas.
i
Avisos martimos.
/Lisboa,
Vai sahir com toda a brevidade o brigue por-
tuguez Soberano por ter o seu cirregameuto
quasi completo : para o resto e passageiros, tra-
ta-se com o consignatario T. de Aquino Fonaeca
Jnior, ra da Cicimba n. 1,'primeiro andar, ou
com o capito na praga.
GOIPAMU ITOAIBICANA
Navegacao cosleira avapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu', Aracaty Ceara',
e Acaracu*.
O vapor iaguaribe, cornmandante Lobato,
sahir para os portos do norte at o Acarac no
da 7 de agosto s 4 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 6 ao meio da. Eo-
commendas, passageiroa e dinheiro a frete ti o
dia da saluda a 1 hora : escriptorio no Forte do
Mallos n. 1.
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente o hiate na-
cional Santa Anna|: para o restante da carga e
passageiros trala-se com Gurgel & Irmos, na
rna daCadeiado Recite, primeiro andar, n. 28.
Acaracu'.
Segu no dia 8 do mez prximo vindouro o pa-
ihabote Santa Cruz, recebe carga a frete e pas-
sageiros : trala-se com Caetano Cyriaco da C. M.
no lado do Corpo Santn. 25.
Espera-se do Porto por estes dias o- brigue
portuguez Amalia Id, capito J S. Amellas, que
se demora muito poucp lempo : quem nelle qui-
zercarregar ouirde passagem, dirija-se ao es-
criptorio de M. Joaquim Ramos e Silva, ra Ja
Cadeia do Recife n. 36.
Para
Ro de Janeiro,
o patacho nacional Lima I, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janeiro,
recebe carga a (rete para dito porto : trata-se
com Rasto & Lemos, ra do Trapiche o. 15, ou
com o capito a bordo.
MMP
O patacho nacional Barros 1, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga' a frete : trata-se com viuva
Amanm A Filho, ra da Cruz n. 45 ou com o
capito a bordo.
Rio de Janeiro
segu com toda a brevidade a barca Mathilde
por ter metade do seu carregamento engajado :
para o restante, trata-se com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14, ou com o capito
Jos Ferreira Pinto.
Para Lisboa.
O brigue (Constante, sahe iroprelerivelmente
no dia 6 do prximo mez de agosto anda rece-
be alguma carga e passageiros, para o que se
trata com o consignatario Tbomaz de Aquino Fon-
seca, ra do Vigario n. 19. ou com o capito Au-
gusto Carlos dos Rea.
jftjfes.
wtir
Para Lisboa e
Porto.
Segu com brevidade o brigue nacional Eu-
genia, de primeira classe, capilao Manoel Exe-
quiel Miguens, o qual tem dous lergos da carga
engajada, psra o reato que lhe falta e passageiros
trata-se no escriptorio de Azevedo 4 Mendes
la da Cruz n. 1, ou com o capito na praga.
Para Lisboa e Porto.
A barca Santaclara, que nesta semana se
spera do Rio de Janeiro, seguir em poucosdias
para ossobreditos portos : para o resto da carga
trata-se na ra da Cadeia do Recife n. 4.
Baha,
A escuna nacional Carila, capito Luciano Al-
Tes da Conceico, sahe para a Bahia em poucos
das ; para alguma carga que ainda pode receber,
trata-se com Francisco L. O. Azevedo, na ra da
Madre de Deus n. 12.
Baha.
Segu a sumaca Hortencia, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
falta e passageiros, trata-se con Azevedo & Men-
des, ra da Cruz n. |.
Lisboa e Porto.
Segu at o fim da presente semana o vtleiro
brigue nacional Olioda. capito Jos Gaspar
Pestaa, recebe nicamente passageiros, para os
VJ?* ie..C0D)dos regulares : trata'-se com
Baltar 4 Ohveira. ra da Cadeia do Recite n. 12
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante, capito Heorique Correia FreiUs, o
qual tem parle da carga prompta : para o resto
que lhe falta e escravos a frete, trata-se com
Azevedo & Mendes, ra da Cruz n. 1.
Maranho e Para
O hiate Novaes segu com brevidade : para
carga e passageiros. trata-M com os consignata-
rios Marques, Barros 4 C, largo do Corpo Santo
numero o.
Leudes.
Leilo
Milla Latham & C, (ario leillo por liaterreo-
cao do agente Pieto. de duaa caixas com um
completo e rariado aortimento de manguitos,
8]linhas. punhos e lencos de cambraia, de casi*
e de linho, nao s lisos como bordados, ludo em
cartoea: terca-Teira 23 do crrante s 10 horas
em ponto em seu armazem na ra da Cadeia nu-
mero 52.
LEILAO
DE
Ouca perfumaras e cal-
cado trance/.
Quarla-fei-ra 24 do corrente.
Por todo prego.
0 dono da loja de louga da ra das Cruzes ten-
do-se mudado para a ra larga do Rosario n.
32, far leilo no dia cima as 11 horas em pon-
to, no lugir cima dito do restante da louca que
tinha consislindo em apparelhos para janlar. pa-
ra cha, vidros, crystaea, perfumaras, calcado
francez, chapeos de diversas qualidades, afian-
zando entregar tudo pelo maior prego encontra-
do como j de todos sabido.
LEILO
Quinta-feira 25 do corrente.
O agente Evaristo autorisado pelo Exm. Sr.
juiz especial do commercio, a requerimento do
do Sr. depositario geral, far leilo de um carro
fnebre a quem mais der, e sendo em o mo es-
tado em que se acha, pertencante a Francisco
Lucas Ferreira e depositado a requerimento de
Jesuino Ferreira da Silva, ao meio dia na ra
da Florentina armazem n. 14. pertencente a Fei-
del Pinto outr'ora de Julio Beraoger.
LSBifi
No dia quarta-feira 24 do cor-
rate.
0 agente Evaristo far leilo de urna porgo
de fumo muito bom, cartas de jegar e mais ob-
jectos, no seu armazem n. 22 da ra do Vigario,
as 11 horas em ponto do dia cima.
Consolado de Franca.
LEILAO
Hotel inglez.
0 agente Hyppolito da Silva autorisado pelo
Sr. cnsul de Franca, far leilo do hotel ingles
sito na ra do Trapiche os. 3 e 5 o qual ven-
dido por ter fallecida Mademaselle Mauoier co-
nhecida vulgarmente pelo nome de Dubois, sen-
do que um dos primeiros pagamentos que se far
depois de effectuada a venda ser urna letra per-
tencente ao Sr. Dr. Nabor, e a outros credores.
E' desnecessario dizer-se que o mesmo hotel es-
t bem montado.' os pretenderles pois para in-
formages dlrijam-se desde j a chancellada do
censulado de Franca das 10 horas da manha as
3 da tarde dos dias uleis que ahi encontraro
as clausulas especiaes para arrematarlo. 0 lei-
lo ter lugar na chancellara do conaulado de
Frang no dia quarta-feira 7 de agosto prximo
futuro as 11 horas em ponto.
LEILAO
Avisos dirersos.
O agente Hyppolito declara qne ficou transfe-
rido para quarta-feira 24 do corrente o leilo do
predio da travessa do Tambi da Roa-Vista, j
anounciado, o qual ter lugar no seu escriptorio
ra da Cadeia n. 48, primeiro andar, as II horas
em ponto.
DE
Urna grande casa.
Antunes far leilo em seu armazem na ra
do Imperador n. 73, de urna grande casa de po-
dra e cal, sita na estrada do Mooteiro com com-
modo para grande familia,com grande sitio e va-
riadas arvores fructferas, boa agua, senzala, co-
cheira, estribaria, cuja casa mora actualmente o
Exm. Sr. Dr. Doria, os pretendentes podero exa-
mina-ia por langarem no leilo que ter lugar
quinta-feira 25 do eorrente, s 11 horas em
ponto.
LEILAO
DE
Queijos suissos*
Terga-feira 23 do corrente.
Antunes far leilo na porta do armazem do
Sr. Aunes no dia cima designado, de urna por-
co de queijos suissos muito novos e perfeilos,
em lotes a vontade do comprador, as 11 horas
em ponto.
LEILAO
0 agenle Hyppolito da Silva far leilo por
conta e risco de quem pertencer de 900 caixas
com charutos, sem limite de prego algum : ler-
ca-feira 23 do corrente as 11 horas em ponto, no
armazem do Sr.Annesem frente da alfandeg.
LEILAO
DE
MOV
Quinta-feira 25 do corrente.
0 agente Pinto autorisado por urna pessoa que
muda sua residencia para fra da cidade. far
eilao sem reserva de prego, de todos os bjec-
tos existentes no segundo andar do sobrado da
ra Nova n. 46, a saber: urna mobilia de Jaca-
randa completa e em bom estado, una outra de
fala, guarda rouna, guarda louca, mesas, mar-
quezsa. commodas, toucador, lavatorios, candiei-
ros, louca, vidros e outros objeclos que estarlo
.T"?" cprdorea, as 10 horas em ponto
do dia cima mencionado.
Na mesma occasio
i)wnamhucAttA
Hoje terga-feira, 23 do corrente, as 7 horaa
e 1|2 da noite, haver sesso extraordinaria do
conselho director.
Secretaria da Associago Typographica Per-
nambucana 22 de julho de 1861.
J- Cesar.
1* secretario."
Domingo, 28 do corrente, s 10 horas da ma-
nha, ter lugar a eleico do novo conselho que
tem de dirigir os trabalbos desla Associago no
anoo aocial de 1861 a 1862. Scientlfico portaoto
aos Srs. socios effectivos que tenham em consi-
derado o disposto nos arts. 11 dos estatutos, 2
da resoluco de 7 de margo de 1858 e 1 com os
seus da de 7 de outubro de 1860.
Secretaria da Associago Typographica Per-
nambucana 20 de julho de 1861.
J- Cesar,,
1* tecretario.
Cassino Militar
Pernambucano,
A directora roga a todos os senhores socios a
comparecerem em sesso extraordinaria na quin-
ta -feira 25do correte, pelas 5 horas da tarde,
aGm de elegerem a nova direceo de conformi-
dade com os estatutos que rege a mesma socie-
dade.
Recife 23 de julho de 1861.
Antonio Vilella.
1.' secretario.
0 abaixo assigoado faz publico que ninguem
contrate negocio com a casa o. 48, sita na ra
do Motocolomb, nos Afogados, perleocente a
Antonio Mauricio Bezerra, por quanto acha-se a
mesma casa embargada para pagamento do que
lhe deve. Recife 22 de julho de 1861.
Francisco Sitnes da Silva Mafra.
Aluga-se urna escrava para ama de urna
casa de pouca familia, a qual cose perfeitamente,
faz labyrntho, borda, etc. asaim como eogom-
ma alguma cousa ; quem pretender, dirija-se a
travessa das Cruzes o. 4, luja de calgado.
ASSOCIAJAO POPULAR
DE
Soecorros Mutuos.
Quinta-feira 25 do corrente haver sesso ex-
traordinaria de asiembla geral para se tratar de
rever o projecto dos eatatulos ltimamente dis-
cutidos. Os senhores socios effectivos em dia e
nao em dia sao pelo presente convidados a com-
parecerem pelas 7 horas da noite do menciona-
do dia, na sala das sesses para dita reunio.
Secretaria da Associago Popular de Soecorros
Mutuos 22 de julho de 1861.
Joo Francisco Marques.
1.* secretario.
Os Srs. abaixo declarados queiram
vir a ruado Crespo n. 8 A, a negocio
de seu interesse:
Francisco Jos do Ama i al.
Guilherme Bessone de Almeida.
Ignacio Manoel Flix da Silveira.
Joaquim Ignacio de Carvalho Mendonca.
Joaquim Pedro do Reg Bar reto.
Manoel Ferreira de Lyra.
Joao Bibiano de Castro.
Desappareceu no dia 12 do cor-
rente mez, da casa n. 7 da ra do Des-
tino, o escravo lierculano, pardo, ida-
de 25 annos, com os signaes seguintes:
cabellos negros, estatura regular, cheio
do corpo, tem urna cicatriz no dedo po-
legar de urna das moi: roga-se a todas
as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr de o capturar c ^entre-
ga-lo na casa cima ou na ra Cabu-
ga* luja ue ourivoi n. 3 e 3 A, de Ma-
noel Antonio Goncalves- >
Alaga-ae a casa terrea sita na ra Imperial
n. 74, com 3 quartos, 2salas, cozioha fra, quin-
tal murado e cacimbas; a tratar na ra Direita
n. 24, padaria:
O Sr. Joo da Silva Duarle, que foi caixeiro
as ras da Imperatriz e Direita,/as lojas do Sr.
Hilarino) queira ir ra Nova n. 7.
Precisa-se de um criado para cozioheiro e
cocheiro ; na ra do Vigario n. 2.
Aluga-se a casa terrea na ra por dotrazda
Matriz da Boa-Vista o. 14 a tratar na ra da Flo-
rentina n. 32.
Aluga-se um sobradinho de um andar e
soto na ra do Callabongo Velho n. 17 quem
elle pertender dirija-se no armazem do Caes do
Ramos n. 4.
Aluga-se urna preta captiva que seja boa
quitandeira, quem tiver dirija-se na travessa das
Cruzes n. 12 primeiro andar.
Percisa-se fallar com o Sr. DelOno Grugel
que tem de seguir breve para o Aracaty, pelo que
pede-sp ao mesmo Sr. que tenha a bondade de
ir, ou mandar dizer, a sua morada, ni ra Nora
o. 38 segundo andar.
Percisa-ae de um pequeo de 13 a 15 an-
nos para caixeiro de urna taberna em Caxanga a
tratar na ra nova n. 69.
Precisa-se de um caixeiro portuguez de 12
a 14 annos de idade com pralica de taberna ou
sem ella a tratar na ra Eslreitado Rozario o. 1.
Da-se a quantia de 2:0005000, a juros sobre
hypoiheca em casa terrea, na ra Estreita do Ro-
zario o. 10 loja se dir quem d.
Manoel Martiniano Leite, e aua mi Anna
Pastora de Jess, retirara-se para os sertes do
Cear a tratar de sua sade.
Roga-se ao Sr. J. M. de A. Lima e seu ma-
no Francisco de Paula que tenham a bondade de
apparecer na ra dos Pires o. 34 e nao appare-
cendo rio piazo de quatro dias se dir o negocio
que .
Luiz Thomaz Coelho Estima, vai ao Rio de
Janeiro.
Precisa-se de um horneo bom trabalbador
de mineira ; na ra do Cotovello, padaria do
Lelo de Norte.
Criada portugueza.
Na roa do Hospicio, casa do Sr. Thomaz de
Aquino Fonseca, tem urna criada portuguesa, a
qual cote, e sabe os mais arranjosde urna casa.
Campos & Lima.
Na ra do Crespo n. 16 continua a vender lin-
das fofos de cambraia para guarnico de vestidos,
por commodo preco.
Vende-se a quarta parte do sobrado de dous
andares e soto da ra do Padre Floriaoo n. 21,
a tratar na ra do Queimado n. 52 loja.
Na ra 4a Cruz armazem n. 21 existe urna
pequea porco de galiohas e frsngas. da raga Con-
ahinchina, e tambem coelhos brancos, e pardos,
sendo tudo o melbor que se pode desejar, e quo
se Tender muito emeonta.
Atteneo.
O Sr. engenheiro Francisco Soares da Silva
Retumba, da Parahiba, mande pagar o que deve
a loja do finado Antonio Francisco Pereira.
Alugam-se duas ptimas casas no Poco da
Panella ra do Quiabo pordetraz da casa do Rvm.
vigario ; os pretendentes fallera com o Rezende
na Casa Forte ou na ra Augusta n. 31.
Vende-se um cavallo grande, gordo, muito
novo e ptimo de sela : na cocheira debaixo do
convento de S. Francisco.
Ficou transferida para quarta-feira 2* do
correte mez, depois da audiencia do Sr. Dr.
juiz municipal da segunda vara, a arremataco
dos escravos penhorados por execugo de Joa-
quim Antonio da Silveira contra Antonio Gon-
galves da Silva, sendo urna parda de 28 annos.
com as habilitages e achaques que coostam do
eacripto na mo do porteiro e um filho desta de
3 annos. E' ultima praga.
Aitentjap.
Vendem-se uns terrenos em Santo
Amaro, proprios para edificar -se : a tra-
tar na praga do Corpo Santo n. 21, loja
de cabos.
a RogtZM ,0 Sr" o" Me*quita Ramos, bolieiro
do br. Tasso queira dirjir-se ao botequim da ra
do Imperador n. 16 para realisar o negocio que
nao ignora. H
F"g>o o escravo Torquato de cor parda natu-
ral do Para no dia 30 de junho prximo passado,
o qual pedreiro e trabalha tambem de atraate,
costuma embebedar-se muito amiudo, tem de
idade trinta annos pouco mais ou menos, e altu-
ra regular quem o pegar lee-o a ra do Apollo
0. 89 que ser gratificado.
Fugio a eacrava Vicencia, edr preta, fu-
tura regular, cheia dj corpo, denles limados,
tem mais no lado esquerdo do queixo um signal
de cabello e canbota, cuja escrava levou vesti-
do de chita roxa, panno da Costa j usado, ta-
boleiro pintado da verde; suppoe-se que anda
para as bandas do Cabo, aonde tem conhecidos
quem a apprehender leve-a a ruada Palma,casa
da viuva de Jos Carlos de Souza Lobo, ou ra
do Queimado o.-16, aonde se recompensar.
No dia 25 do corrente mez se ha de arrema-
tar por venda, parante o iuizo de orpbos do ler-
mo de Olinda, depois da audieocia do mesmo
1"K& ben, se8ui,nt caixo grande por
4*000} um aviameutode fazer farinba, constan-
do de urna prenaa e um rodete, coberto de co-
bre, por 10JJ000; um armario grande por 48000;
e urna casa de vivenda de taipa no lugar da Mi-
rueira em trras do coronel Joaquim Cavalcaote
de Albuquerque, por 223*100; sendo onze por-
tas, e tres janellas por 50g000; cinco mil. e
quinhentas tenas, por 1239200. e a mo de obra
da raferida casa por 50*000; cujos bens sao per-
tencentes ao casal inventanado do finado Manoel
Joaquim de Vasconcellos, e foram na pariilha
dados ao inventariante do dito casal para paga-
mento daa cusas, e dividas do mesmo.
O abaixo assignado por consentimento de
seus credores, renden a taberna a Francisco Jos
Fernandes Pires, sita na ra da Imperatriz n 4
para constar faz o presente aonnncio. '
Francisco Fernandes de Paria.
Sincera gratidae.
Inflammacao em um o lvido.
Havia tres niezes que eu padeca de urna in-
flammzgo em um ouvido, cujas dores agudissisi-
mas nao mepermittiam dormir durante este tem-
So ; nao sabendo como dara remedio a meus sof-
rmenlos, resolv-me applicar as chapas medici-
naes do Sr. Ricardo Kirk, com escriptorio na ra
do Parto n. 119, com as quaes em curto espaco
de lempo fiquei perfeitamente bom.
Assim, Sr, redactor, pego-lhe se sirva publicar
este meu agradecimento pela sua folhs, tanto pa-
ra os qne padecerem esta terrivel molestia acha-
rem igual curativo, como para demonstrar a mi-
nha mais sincera gratido ao mesmo Senhor Ri-
cardo Kirk.
Joao Pereira de Almtida.
Travessa das Saudades n. 10, no Aterrado.
4TTSTAD0
em abono das pillas vegclacs depura-
tivas paulisf anas.
Tumor cancroso.
Desde 1852 conservo urna viva e grata lem-
btanga de um curativo que oblive com a appli-
cago das ditas pilulas em urna pessoa de minha
can, que soffria um tumor cancroso no peito es-
querdo.
Tendo j muito consultado com professores,
resolveram esses ser preciso fazer-se operago
porm a doenle nao se achava com an'mo de
soffre-ls. Lembrei-me consultar ao autor des-
tas pilulas, e este me asseverou que os seus re-
medios teriam sufficienle forja para resolver e"
dissolver o tal tumor, sem ser preciso recorrer
operar" c'a promessa era para mm Uo pou-
oa esperanga, perm nao tardei a ver a verdade,
posque em doze dias de tratamento desappare-
ceu o tumor, ficando o peito perfeito.
Portanto, nsseendo boje a necessidade de fazer
coohecer a virtude deste remedio, julguei ser de-
ver meu publicar o presente em beneficio do au-
tor, e das pessoas que se acharem no caso que ve-
nbo de mencionar.
Santos, 31 de Janeiro de 1858. Francisco
Correa da Silva.
DEPOSITO GERAL
419 Ra do Parto 119
Aluga-se ou vende-se urna excellente ca-
noa de carreira : a tratar na ra de Hortas n. 10.
Mara Anglica de Carvalho faz publico que
I fallecen no dia 21 do corrente seu amado filho
Filippe Sabino Mooteiro de Carvalho-, deixando a
annunciante saudades por lo dolorosa perda, e
como o referido seu filho era muito estimado das
pessoas que o conheciam, por este agradece-lhes
o pacto que tomaram na sua ddr.
Aluga-se ama escrava que cosinha, lava e
engomma com perfeigo : na ra do Raogel nu-
mero 62.
A senhora que tem urna pulseira empenha-
da por 22* na ra do Imperador n. 16, faga o fa-
vor de vir tirar no prazo de 3 dias ou vir pira
em sua presenga ser vendida, do contrario cor-
rer o juro de um vintem por pataca como cor-
ra al o primeiro de junho, pois j se avisou
peisoalmecie bastantes vezes. Recife 18 da ju-
lho de 1861.Jos Joo Gongalves.
Hoje 23 de julho.
Pelo juizo de orphos escrivo Brito, se ha de
arrematar os objectos de ouro e um escravo que
foram de novo avahados, pertencente ao finado
tenente-coronel Bernardo Antonio de Miranda e
iato a requerimento da viuva e herdeiros do
mesmo.
Quem tiver alguma pretengo ou cobranga
para o Brejo, Bonito e Caruar : dirija-se a ra
de S. Gongalo n. 14.
Juizo dos feitos da fazenda.
A praga da casa terrea sita no largo da ma-
triz de S. Pedro Novo na cidade de Olinda, per-
tencente aos herdeiros de Ignacia Mara da Coo-
ceigo, que foi aonunciada para o dia 18, ficou
transferida para o dia 25 do corrente s 10 horas
da manha na casa das audiencias na presenga
do Illm. Sr. juiz doa feitos da fazenda nacional.
O solicitador,
F. X. P. de Biito.
Cdmpra-se
ama burra de ferro ou cofre, sendo em conta
quem a tiver e queira vender, annuncie por est
jornal.
Compra-se dous coelhos da India, quem ti-
ver annuncie.
Para padre.
Vende-se um roquete todo aberto de labyrn-
tho, obra de gosto e por prego commodo : na ra
Nova n. 14.
Vende-se um carro americano de 4 rodas
para um e dous cavalloa, com arreos para um,
assim como um bom cavallo para o mesmo por
prego commodo : na ra da Imperatriz, sobrado
n. 19, a tratar com Frederico Chaves.
Vende-se urna taberna no pateo do Tergo
n. 28, a qual tem pseos fundos : a tratar na
mesma.
Molas para balo.
No armazem de fazendaa de J. J. de Gouveia,
rea do Queimado o. 20, extarea aa verdadeiras
molas para balo, que ae vende a 160 rs. a faro.
Charutos suspiros.
Na rea Velha n. 70, vendem-se charutos sus-
piros a 364; o mllheiro, e a retalho a 4 o cenlo.
Attemjo.
Pede-se aos devedores da loja do fi-
nado Antonio Francisco Pereira quei-
ram vir a mesma loja saldarem suas
contas no prazo de 15 dias, do contra-
rio procurarse-ha receber como lhe
faculta a lei. Recife 19 de julho de
1861.
Val praga de renda por dous annos a casa
sita na Ctpuoga n. 37 por 200*000 por anno por
execugo de Domiogos Bernardino da Cunha
contra Supra Frederico, pelo juizo de paz do 2.
districto da fregueiia de Santo Antonio, depois
da audiencia do mesmo, as 2 hoias da tarde, se-
gunda-feira 22 do corrente.
Atteneo.
Acaba de desapparecer da casa do seu senhor,
um-molequioho de 10 anuos pouc9 mais ou me-
nos, por nome Virissimo, que foi do Sr. Fran-
cisco Xavier Mendes da Silva, proprietario do en-
genho Jardim, da freguezia do Cabo. O seu ac-
tual possuidor protesta perseguir com todo o ri-
gor da lei, a quem o tiver acoutado, e gratifcala
a quem aouber delle, e o levar ra de Santa
Isabel d. 9.
Jos Lopes Dias Peixoto, Portuguez, vai a
Portugal tratar de sua saude.
Boa-Vista, travessa do Pires.
Aluga-se urna padaria com todos os pertenece,
ou para qualquer officioa, com as seguintes di-
mences : loja, 90 palmos de fundo, 35 de largo,
um telheiro com 70 de largo e 60 de fundo, ga-
rante-se o aluguel: tratase na ra da Senzala
Nova o. 30.
Caixeiro*
Precisa-se de um caixeiro de 16 a 20 annos,
com pratica de taberna, e que d fiador a sua
conducta: para tratar, na travessa do pateo do
Paraizo n. 16.
Na ra da Esperanga do bairro da Boa-Vis-
ta, casa n 66, ha urna excellente ama com leite
para alugar-s.e
Capello.
Precisa-se contratar um capello para a irman-
dade de N. S. da Conceigo de Beberibe : na ra
do Arsgo, casa terrea n. 15.
Penhores.
Todas ss pessoas que tiverem penhores em
mo de Jos Antonio Anselmo Moreira, use de os
tirar no prazo de oo dias, contados com a data
de hoje, e no caso de que nao tire, sero vendi-
dos para o seu embolso : ra de S. Jos n. 2.
Villa do Gabo.
Armazem e padaria
Pedro Alexau Jrino da Costa Hachado, tendo
resolvido mudar-se para a cidade do Recife, pre-
tende vender o aeu bem conhecido e acreditado
armazem de molhadoa, cootendo atraz do mesmo
urna padaria bem montada, e em estado de tra-
balhar, sendo a casa do armazem de aluguel, e a
da padaria de sua propriedade, e urna estribara
nova; assim como aluga tambem a casa de in-
rala que tica annexa ao armazem. Este estabe-
lecimento se acha muito acreditado e afregueza-
do, j pela antiguidade e j pela sua localdade
que fica muito perto da estaco da via-ferrea ;
do que para informarles podem dirigirse ao Sr.
commendador Joaquim Lucio Mooteiro da Fran-
ca. Oulro si m faz aciente que sua casa se acha ll-
vre e desembarazada ao comprador: quem pre-
tender, dirija-se a mesma villa a tratar em dito
armazem com seu proprietario.
Precisa-se de quatro a cinco conlos de res
a premio com garanta em um predio de tripli-
cado valor, em ra principal desta cidade : a
quem convier, annuncie
Precisa-so de um official do pharmacia : na
botica da ra do Cabug n. 11, de Joaquim Mar-
tinho da Cruz Correia.
Precisa se fallar ao Sr. cadete lu-
de netta typographia.
Aluga-se a casa abarracada, unida ao so-
brado do Mooteiro, e veode-se um boi gordo e
muito manso para carroca, por prego commodo :
a traiar no ailio da capella dos Afllictos, ou ba
ra estreita do Rosario n. 28, uas tft r>o manha 1 h t4o.
$* $*$$
No da 24 sahir oPolticoperidico CJ
progressista conservador, sahir urna vez
porsemaoa, avulso 160 rs., por mez 500 CJ
rs. A redaeco prometi esforcar-se em %
justificar os principios que dominam na CJ
9 phaae porque vai paasando o paiz. OPo- 0
liticos pode ser procurado na ra de
Hortas typographia n. 1*. onde se rece- fi
|B bem as assignaturas. jm,
Vende-se urna crioulinha de 16 annos en-
gommadeira e cosinheira. elegante figura : na
ra da Imperatriz n. 5, segundo andar, se indi-
car quem vende.
Hotel Trovador.
44/toa Larga do Rosa-
rio n. 44.
Franci8co Garrido previne ao publico que de-
ve dissipar-se a medo de caresta que inspirava
o antigo proprietario Jos Pires de Carvalho, evi-
tando as consequencias da caresta, e como muitos
freguezes de l se tenhama fugeotado. elle previne
que ha ja um anno e meio se acha frente deste
eatabelecirnento. Hoje se achara sempre promptos
das oito s oaz* horas, almogo solido a 600 rs
jantar a IjJOOO, hospedes, cama e mesa ao dia 2*
epsradiverliraento encontraro os freguezes um
primoroso bilhar chegado ha pouco de Paria
4rmazem de fazendas
DE
Joo Jos de Gouveia.
Ra do Queimado n. 29
outr'ora 27.
Vende-se as seguintes fazendas :
Manteletes de grosdenaples preto a9fi
Barege de sed aricse fios padrBes. covado 500.
800 11500 UUm 808l0, C0?8d0 de
Velbulinas de cores o covado 560 rs.
Cambraia de corea com salpicse ditas adamas-
cadas, pega 220O.
Carnizas de meia, duzia 6$500
Lengos de seda a 600 rs.
Riscados fraocezes muito largos, covado a 180 rs.
Chapeos de Chyli a 5#.
Booets de panno preto fino a 1^.
Ditos de casemira de cores a 800 rs.
Pumos de merino elsticos a 500 rs,
Chitas francezas finas de 210 a 320.
No mesmo armazem existe sempre um variado
e escolhido soriimento de fazendas, tanto finas
como grossas, que se vendem com mui diminuto
lucro.
Rival
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55 loja de miudezas
do Jos de Azevedo Maia e Silva, est queiman-
do os objeclos abaixo declarados : .
Caixas de agulhas francezas a 120
Caixas de alfineles francezes a loo
Carta de ditos ditos a go
CartQs de colxetes com defeito a 20
Cartdes de ditos perfeitos a 60
Caixas de dito muilo superioi a 40
Pares de meias cruas a 160
Mago de grampos de carocol a 40
Tesouras para costura a 160
Pares de sapatos de tranca de algodo a lIJOOO
Ditos ditos de l a 19*280
Sapatiohos de l para meninos a 200 e 400
Frascos de oleo baboza a 400 o 500
Ditos de mac3c perola a 200
Ditos ditos de oleo a loo
Ditos de banha a 240
Ditos d'agua ambreada a 500
Ditos de oleo philocome a 900
Caixas de folha com phosphoros a 100
Ditas com phosphoros de velas a 240
Duzia decolheres para sopa muito finas a 1$500
Escovas para dentes muito finas a 160 e 200
Croza de peoas de ac caligraphica a 1$440
Tem tambem urna porco de tranca de linho
brancas pe;as grandes e pequeas e de todas as
larguras por procos baratos e oulras muitas fa-
zendas que s vista que se podero apreciar
e admirar o prego.
lival sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos presos abaixo declarados pa-
ra apurar dinheiro, pois o que muito precisa,
garante tudo perfeito, pois o prego admira :
Linha do gaz superior para marcar, no-
velo a 40
Dita do gaz brancas e de cores, novelo a 30
Dita de carretel muito boa, carretel a 30
Nvelos de linha do gaz brancas a 10 e 20
Carreteis com linha preta muito gran-
des a 160
Varaa de franja de l muito bonitas a 100
Pegas de tranca de l muito bonitas e
com 10 varas a 200
Pares df meias cruas para menino a 200
Ditos ditos de cores todos os tamanhos a 160
Ditos de cores para meninas a 120
Duzia de meias cruas para homem a 2$400
Cartdes de linha Pedro V com 200 jar-
das a go
OaUoa com tU.oes pira acender charu-
tos a jo
Caixas com phosphoros de seguranza a 160
Duzia de phosphoros do gaz a 240
Filas para enfiar vestidos muito gran-
des a gQ
Frascos d'agua de colonia muito supe-
"or*- 400
unos com cheiros muito fino a 500
Duzia de meias para senhora o melhor
que ha a 3s00()
Pegas de trancinha de la sorlidas a 50
Sabonetes superiores e muito grandes a 160
Groza de botes de osso para calca sendo
pequeo a joq
Dita de ditos grandes a 240
Tramoia do Porto superiores varas a
100, 120 e 160
Pegas de fita de linho brincas e de co-
res a 40
Groza de penas de ago muito finas a 500
Frascos de opiata para limpar dentes a 400
Copos com banha muilo boa a 610
Espelhos de columnas madeira branca a 1&500
Carteiras para guardar dinheiro 500
Rialejos para meninos a 40
Baralho portuguez 120
Varas de franja para cortinados a 240
Groza de botes de louca brancos a 120
Tesouras muito finas para unhas e cos-
tura a 400
Caixas de charutos de Havaoa muito su-
periores a 43000
Carlas muito finas para voltarete o ba-
ralho a 240 e 320
Varas de bico largura de 3 dedos a 120
Garrafas com agua celeate para cheiro a 1J500
Rialejos com 2 vozesi para meninos a 100
mBmmummm ss&s^ si^^ sg?^ mmm mme mmtmmmm
AO PAVAO
A'
Ra da Imperatriz n, 60.
DE
Neate eatabelecirnento existe um completo soriimento de fazendas proprias para senhol
rase homens :
! Ricos enfeites com franjas e bolotas a
Grosdeoaple muito eucorpado e de
bellisslmas cores, covado............
Dito lavrajos de apurados gostos a....
Organdiz, bellisaimo padres, covado
Mimos do co, fasenda muito moder-
na, covado............................
Maoteleletea de fuslo branco com bo-
nitos lavores.........................
Dito de fil preto e capas.............
Tarlataoas de todas aa corea, vara!!
Camizetaa com manguitos e golinhas
Ditas muito linas......................
Golliohas de fusta* proprias para se-
nhoras e menina....................
Ditas bordadas muito fioaa............
P"<-1,-"..............................
Chitas francesas........................
Ditas muito superiores................
s--* -i*m..............................
D,l"dem..............................
8#000
2J000
2240
9600
1*200
8900
79000
1800
39000
59000
9660
9800
19000
9240
9240
9260
9280
Gollinhas nlluito superiores ..........
Ditas idem......................... !
PARA HOMSNS.
Palitots de casimira de corea claras
e escuras............................
Ditos de pao preto muito finos.....
Ditos ditos..........................
Ditos ditos............................
Dita de casimira muito fina de cor
escura ..............................
Caigas de casimira de corea..........
Ditaa ................................
Ditas pretas..........................
Coleles de veludo, setim e gorgoro
Chapeos de sol de seda...............
Caigas de ganga feanceza............
Ditas de brira eocorpado.............
Damasco de la com seis palmos pro-
prios para cobertas para mozas e
pianos.
9JOO0
89000g
29000*
.J,ult,,i0utrM "-zendM deixam-sa de mencionar o prego, mas que se vendem muito em
i?.." COm aai r,.nd* ortlmeoto de tiraa bordadas, satas balo para aenhoras e
"' fMM*.e ?mbr'U de lod" qJidd" o brancas como de corea, superior
grosoenaple preto, do-se amostras com penhor ou mandaaa-se aa fazendas por caixeiro da
bmm*** 6MKK 38awee mm mwB&mwe wsh&vswb
f


II .111.
I-.......lili
**
DiAtIO M FiaNAMCCO. TERCA tEIR. 23 ft JLHQ O 1S61.
(*>
%
Ao publico
O bacharel Jernimo Salgado de Castro Accio-
ly declara que pode ser procurado para o exer-
cicio de tua profissio de adrogado, na ra do
Queimado n. 3, primeiro andar, das 9 horas da
?anhia s 3 da tarde, e depois deesas horas o
harao no primeiro andar do sobrado n. 60, no
oatio de S. Pedro.
C0IPAM114 DA VIA FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
De conformidade com as instruccdes recebidas
da respectiva directora, faz-so publico que desta
dala era diante sao convidados os accionistas des-
ta compaohia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem do mesmo abaixo ficam pu-
blicados.
Escriptorio da compaohia, 16de julho de 1861.
Por procurasao de E. H. Bramah, thesoureiro.
R. Austin.
Aviso.
COMPANUIA DA VIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resoluto
da directora desta compaohia, tomada nesta da-
ta, tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada acco a qual chamada ou
preslaco dever ser paga at ao da 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dosSrs. Maui MscGregor & C, na Baha aos
Srs._ S S. Da veoport {Ce em Pernambuco no
escriptorio da theusoraria da mesma va frrea.
Pelo presente Qca tambe* entendido que, no
caso de nao sera dita chamada ou prestado sa-
tisfeita no dia marcado para o seu pagamento ou
antes, o accionista que incorrer nesta falta, paga-
r juros a rasao de 5 ,'0 ao anno sobre tal cha-
mada ou prestadlo a contar desse dia at que
seja realisado o pagamento.
No caso de nao eflectuar o pagamento desla
chamada ou preslacao dentro de tres mezes a
contar do dito dia Oxado para o embolso da mes-
ma, ficaro as scqoi queiacorrerem em tal falta
sujeitas a seren confiscadas, segundo as dispo-
Qoes dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
Assiguado.W. H. Bellamy, secretario.
119 Gresham Houze Od Broad Street.
E 'C
8 de maio de 1861.
Alaga-se urna grande casa sita na Soledade
n. 6, defroote da igreja, oom commodos para
grande familia, temi 4 quartos, corredor no
meio, sala de Jantar separada da casa, cozinha
fors, quarto para escravos, quarlo para visitas,
quintal murado, cacimba com bomba, e um gran-
de tanquo para banhos, terraco com talada de
maracuj, e urna parreira, quiotal plantado, pin-
tada e mui fresca ; igualmente se vende urna
mobia branca de ceregeira com pedra branca :
quem a pretender, drija-se a ra Nova, sobrado
o. 37; a mobia tembem se vende independente
do aloguel da casa.
SO NO PROGRESSO
DE
Largo da Penha
Nesie muito acreditado armazem de molhados
continua a vender-se os melhores gneros que ha no mercado, tanto em porcao como a retalho, e
por muito menos preco de qe em ouira qualquer parte, porserem vindos a maior parte dellesem
direitura, porconta do proprieta rio, por tsso em vista dos precos dos gneros abaixo tmencionados
poderlo julgar todos os mais, aOancando-lhe a boa qualidade.
Mainei$a tagleza perteitameute flor g00 ri. a llbM|, em bar.
ril a 700 rs.
IML&llteiga Craueeia a miihor que na 00 mercado a 7*0 rs. a libra.
0*4 OS niClAlOVCS que ka BO meteadO ,Cnde-se a 1-qualidade a 39000,
2a ditta a 15500, 3a ditta a 29000, e prtto a 1$600 a libra.
QUei|OS nameilgJ8 ehegados oeste ultimo vapor da Europa i 2#800rs. ditos he-
gados no vapor passado a 1SS00 e I56O rs.
"Wj! pTaiO og meihoresque Um vindo a este mercado por sersm mnito frescaes a
640 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
dOIIO lVailCeZ. a oOO rS. 0 ctrl,0 elegantemente enfeitados, muito proprios
para menino, s no Progresso.
11 OCe CaU eaSCa Oe gOiaiia a \% 0 calxao, em porreo a 800 rs. a6 no progresso
Hoce de WpetCue em litiM ,je 2 libras muito enfeitades a 19200 rs. cada urna, s
00 progresso.
MLaVmelada imperial d0 tfama(|0 xbrea, de outroa muitos fabricante, de
Lisboa a 800 rs. a libra.
\.HieiX.aS raneeiaS em rra8COs com 4 libras por 3900cada um, s o frasco val 1
dittas portuguezss a 480 ra. a libra.
Latas com balaebimuas de soda eonUndo <*** q.alidades. a
19400, assim como tem lattas de 8 libras por 38000, dittas com libras por 2(000 rs. s no
Progresso.
flflAQa dO tOBiate em iat<|# l libra, por 900 rs. e emlatas de Silibraspor 1*600 rs.
C0HSeT\aS franCeXHS e ag\eZ.aS recentemente chgadas a 800 rs. o iras-
co em porcose faz abalimento.
Paseas em eaxliibas de 8 librasasmalhore9 qu, ttm ,indo.este
mercado por serem muito grandes a 2g800 rs. cada urna.
EtSpermacete Superior stm aTarla a 700 libra, em c.ix. solar algum
abatimemto.
Wetria, maearrao e talbarim 400 r, utr, em .u.s de nm. .r-
roba por 8$.
LataS eom peXO de pOSta da8 melhores qualidades que na em Portugal, como
sejam savel, congro, sarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a 19400 rs. cada urna.
\zeitonaa maito novas. 1$200 rg 0 barr1 em garrafa t 240 r9
Patitos de dente Ylxados
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIDA & SILVA
em molhoscom 20 macinhos por 200 ra.
Na ra do Imperador d. 47 tem um comple- .UOUYlCaS e PSIOS .
erveja dai maia acreditadas marcas 5*000 a duzia t retalho a 500 rs. a garrafa.
V UIIOS engarraiadOS das seguintes qUalidades, Porto, FeitnrU, ditto Bordeaux,
ditto Muscatel, a la a garrafa ; tambem tem vinho dieres para 2(000 rs. a garrafa.
II IflllOS em pipaaem LOmpOStio porto, Fgueira.Lisbos, a 640 rs. em caada a 49500.
Presunto de ftambre ingiez muit0 n0T09.800 alibra.
Preznnto de Lamego 0 que ha de bom nesle genet0 (480 m m porQaa a 400 rs>
A. F, Duarle Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus freguezes que tendo separado a sociedade que lin/ia com
seo mano, acha-se de novo estabelecido com dous acetados armazens de molhados, associsdo com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, eo Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razio de Duarle & Souza, a segundo na de Duarte Almeida & Silva: estes estabelecimentos oflerecem grandes
vantagens ao publico, nao s nalimpeza e asseio com que se acham montados como em commodidade de pfeco, pois que para isso resolveram os
proprietarios mandarem vir parte de seus gneros em direitura, afimde terem semprecompleto sorliraenlo, como tambem poderem offereeer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por cerno do preco que possam comprar em outra qualquer parte, por isso desejando os proprietarios acreditarem
seus estabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos era seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessas pouco praticas, em qualquer um dcsleseslabeleciraentos, que serao tao bem servidos como
se viassem pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oflerecemos, pedimos a
todos os senhores da praca, senhores de ngenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeiravez, afim de experinuniar, eertos
de eonlinuarem, pois que para isso nao pouparo os proprietarios torcas para bem serv rem aquellas pessoas que frequentarem nossos estabelecimentos ;
abaixo transcrevemosalgumas adiados de nossos prscos, por onde ver o publico que vendemos baratsimo, attendendo as bcas qualidades ds nossos
gneros.
MANTEIGA INGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e em barril a ?50 rs.
MAMEIGA FRAINCEZA a melhor do mercado a 720 rs.a libra e a 700 rs. embarrile raeios.
CHA HYSSON E PBETO o melhor do mercada de 19700 a 39000 e em porcao ter aba timen lo.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porcao a 800 rs.
PREZUNTOS PORTGEZES vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por lib-a e inleiro a 460 rs.
CHOURICOS em barril de 8 libras a 49500 e em libra a 700 rs.
SAG' E SEVADIfNHA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 89000 rs. a arroba.
AMERAS FRANGE ZAS em latas de 6 j 1 p2 a 1 a libra e a 1&2C0 a retalho.
PASSAS em caixinhasdeoito libras, as melhores do mercado a -29800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMACETE SUPERIOR sem averia a 700 rs. e em catxa a 680 rs.
CONSERVAS FRAJNCEZAS IINGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERV1LHAS POBTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACHTNHA DE SODA de diversas qualidades, a mais novado mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoiia de 19200 a 1*300 a garrafa e a
139 a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 49800 a caada.
FRASCOS COM FBLCTAS de todas as qualidades de Portugal de 19200 a 2900(1.
BAT a TAS NOVAS em caixas de duas arrobas a 39 e velhas a 600 rs. a arroba e 40 rs. a libra.
CURANTS ou passas para pudim a 19 a libra e em porc,o ter aba ti ment.
LATAS COM PEIXE SAVEL eoutras muitas qualidades, o mais bem arranjado que tem vindo a 19400.
CAFE' DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANHO o melhor que se pode desejar a 39100 por arroba e a 100 rs. a libra,
VINHO BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa e de 89500 a 109000 a duzia.
CHARUTOS VERDADE1ROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BANHA DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar nesle genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
SERVEJAS DAS MELHORES MARCAS a 500 rs. agarrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
CA1XOES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em porcao a 900 rs.
AZEITE DOCE PURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJOS PRATO os mais novos que ha no mercado a 650 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Genebra DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PALITOS L1XADOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feitos que ha no mercado a 280 rs. o maco.
PALITOS DO GAZ a 39000 a greza e 280 a duzia de caixas.
AZEITONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 19200 e barril.
ALPISTA o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de ludo tendente a molhados.
tosortimento de ricas molduras flugindo Jacaran-
da para vender por preco muito barato.
^aKMHKsie ws mvKmmtmm
\MXSfk FE1TA AINDAMISBARATaS.1
SORTMENTO COMPLETO
DI
IFazemias e obras feilasj
560 rs. alibra, em barril com 6duziaa de paios por lOgOOO.
X oueinYio A* lAsboa 0 maii n0T0 qu6 h- no merCttd0 a 3S0 r, libri
MAaftejporeo retinada BmaisaWaque pode haTeril48or,. ailbra. em
barril a 440 rs.
xVmcndoas de casca mol m a libra, em se far a]gum abali.
ment, s no Progresso do pateo da Penba n. 8.
Alm dos gneros annunciados encontrar o respeitavl publico m grande sortimento de
udo quaDto bom barato.
ra
LOMA E ARMAZEM
DS
IGes k Basto!
NA.
ana do Quevmado
. 4(1, Crent-e amarella.
Constantemente temosum grande e va-
riado sortimento dosobrecasacaspretaa
de panno e da corea muito fino a 289,
30J e 359, paletote dos meamos pannos
t0, i$ e H$, ditos saceos pretos doa
mesmoa pannos a 149,189 ES. casa-
cas pretas muito betn feitas ede-superior
panno a I89, 30$ e 359. sobrecasacas de
casemira do core muito finos a 159,16$
18$, dKos saceos das mesmas casemi-
ras 1 10$, 13f e 14f, calcas pretas de
case mire &na parahomem a 89. 99, lOf
e ti, diles de casemira decores a 7$, 89,
99 e 109. ditas do brim brancoa muito
tina a 5f e 69, dilate de ditos de cores a
39. 39506, 49 e 49&OO, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4500, rol-
letes pr ios dcasmiraa59 e 69, ditos
de ditos decores a 4J500 e 59, ditos
Ora neo fie seda para casamento a 59,
ditos d9,colletee de brim branco e de
{fusto a 9, 395OO e 49, ditos d cores a. J
[ r|500 39, paletotspretos de merino de
ordo eacco e sorecasaco a "fi, 89 e 99,
eolletes pretos par-a luto a 49500 a 59,
gas pretee de meri& a 49500 e 59. pa-
: l etots dealpaca preta a 39500 e i, ditos ,
sebrecaeeeo a 69,7#e 8$, muito finoeol- ;
letes de gerguro de seda de coree muito
bo(azendaa39800 e4S, eolletesd vel-
lado de crese pretos a 79 e 89, roupa
pera menino sobre casaca depanno pre-
toe e de cores a 149.159 169. dttos de
casemira secco para oe meamos a 69500 e
7*. ditos de alpaca pretcs saceos a 39 e
'19536. ditoesobrecasaoee a 5J e 59500,
cal?aede casemira pretae e decores a 69,
6$506 e 79. camisas pare menino a 209
a desU, camisas inglezae prega largas
muito seperiera|329 adeziepara acabar.,
Assim como temos urna oficina deal-
\{late ondemaudamoi executar todas as ,
obras eom bravidada.
LOTERA.
A thesouraria das loteras ie acha es-
tabelecido na ra do Crespo n. 15, pa-
vimento terreo, afai se adiara a venda
os iiilhetes e meios bilfaetes da quinta
parte da quarta lotera do Gvmnasio
Pernarabucano, assim como asi casas
comtnissionadas do costume. A extrac-
cao tera' lugar impreterivelmente no
dia abbado 3 de agosto prximo pelas
10 horas da manhaa no consistorio da
igreja de Nossa Senbora do Rosario da
freguezia de Santo Antonio desta cida
de. Os premios serao pagos a entrega
das listas. O abaixo assignado espera
do respeitavel publico a concurrencia
na compra dos bilhetes, por ser esta
lotera em beneficio de urna grande e
magestosa obra da .provincia destinada
para jnstruocao da nossa mocidade e a
vista do encllente plano pelo qual te
vai extrabir.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
'{Gabinete medico crurgico.*
Mudanca.
Joio Antonio Colho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todoa os seus freguezes que
mudou a sua loja da ra estrelle do Rosario para
a ruado Imperador n. 69, onde oacharo promp-
to todos os diaa uteis desde es 6 horas da manhla
at as 9 da noite, para chumbar e tirar denles,
sangrar, por ventosas ou bichas; assim como pa-
ra qualquer outro servico de sua arte e fora dos
dias e horas mencionados pode ser procurado no
paleo do armo n. 22.
ARMAZEM
\
DE
Curso derhetorica
Manonel da Costa Honorato tem aberto seu cur-
so particular de oratoria e poetice nacional : na
ra Direita n. 88, primeiro andar.
Vinculo
de N. S. da Conceicao dos co-
queiros.
Os procuradores do casal do finado Joao Hen-
riques da Silva.vem por meio 4esle pedir as pes-
soas que sao foreiras a este vioculo, que tenham
a boodade de mandar pagar os annos que esli
vencidos, no escriptorio de Gabriel Antonio, no
paleo do Carmo, das 9 horas da manha aleas 4
da tarde, ficando sujeitos ao comisso qnelles
que o nao fizer por se ter procurado receber por
vezes e nao terem querido salisfazer estas dimi-
nutas quanlias.
.^___________________
Na ruada Cruz do Recife, casa n 12, segun-
do andar, precisa-se de ama criada para cozinhar,
para casa de pouca familia.
M O bacharel Antonio Annes Jaco
me Pirec mudou a sua residencia para
a ra do Imperador n. 81, onde pode
ser procurado para os mysteres de sua
proGssSo de ad rogado.
Padaria.
Na padaria de Antonio Fernandea da Silva Bei-
rut, ra dos Pires n. 42, vendse a muito acre-
ditada bolachinha quadrada, d'agua, propria para
dcenles, bolachinha de araruta e dita de moldes.
i
sr
'
ss
Ra das Flores n. 37.
0 Sero dadss consultas medlcas-cirurgi-
V cas pelo Dr. Eslevo Cavalcao de Albu-
9 querque dae6 as 10 horas da maobea, ac-
9 cudiado aos chamados com a maisr bru-
% vidade possivel.
% 1 Partos.
% 2. Molestias de pelle.
9 3.* dem dos olhos.
tg, 4." dem dee orgos Reeitaes.
aj Praticar toda e qualquer operars m
ay eeu gabinete ou em casa dos doantes con-
a^ forme lhes (dr mais conveliente.
s
Attencao.
Na beca conhecida fabrica de viuva Brilo, na
ra Direita, casa n. 59, vendem-se velas de car-
nauba de todos os lmannos e qualidades, mais
O bacbarel Witrojvio po-
de ser procurado na ra
Nova n. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do C*rmo.
9

0
I
ROUPA TWTA
DE
i
Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Pa: m casa-de
Araaba Hijo & C.
Precisa-se de um horaem oue saiba traba-
Iharem volas de carnauba : a Icatar na ra da
Imperatiiz n. 43.
Aviso.
As pessoas que desejam comprar o sobrado de
jadeira da S, podem-se entender com o abaixo
assignado, na ra do Pilar n. 119, que est au-
tori6ado, tanto felo propietario como por sua
seo hora, a fazer effectiva a dita venda.
Jos Majtins Pinheiro.
Precisa-se de criado ; a ra do Prncipe,
no Campo-Verde, casa n. 16.
Joao Jos de Carvaiho Horaes Filho, com
barato do que em outra qualquer parte, por ter j procurado bastante de seu pai para poder cobrar
grande porcao empatada.
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-B C C
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l
s s
e
Attenco.
Na ra Vot de Sania Rita n. 53, refinaeio,
contina a comprar as fructes seguintes : sspotis
enchados. abacaxls. tangerinas, quanto mais pe-
qaeoas melhor, limao, pequeos. Tambem com-
pra garrafas branca, MTidM de licor, ou vinhes
francezes fiaos.
a
srs
-. o.

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s.
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o.
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de todoa os eeus desadores deeta praca ; roga
pelo presente a todoe elles, que hajam de vir
amigavelmente aaldarem lodos oa eeus dbitos,
usando dos meios judiciaes na fajla de oampri-
mento.
Exposico de
candieiros.
Algodo da Baha.
A fabrica Santo Antonio do Queimado tem fei-
to o aeu deposito em cesa do Marques, Barros &
C, largo do Corpo Santo n. 6, aonde ae ennon- i se encontrar sempre a ve'nda nesta exposico de
trar sempre, assim como fio de mesma fabrica.'candieiros o a ra Nova n. 10, loja do Vianna.
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros economieos.
Nesta exposico de candieiros se encontrar
todo o sortimento de diversos lmannos proprios
pera ricas talas, ditos para salas interiores, ditos
para sale de jantar para quartos, para cosinha,
para escadas, pera corredores, para engenho, pe-
ra casas de campo e outras muitas qualidades
que com vista deverao agradar ; assim como
todo e qualquer preparo para os ditoa candieiros
mfmw
alnetes de ouro e brilhantes.
Naofficina photographica da ra de Cabug o,
1S, estrada pelo pateo da matriz, "extstem lindos
aliine'.es com brilhantes e ao gesto de Luiz XV,
para a collocaco de retratos; ha tambem urna
vanada colleco de alnetes de ouro com, e
sem pedras. O prego dos alfineteu com os re-
tratos variam de 16$ a '200J. Ni mesma casa
vendem-se bellos espelhos com molduras doirra-
dae para ornar alas de luxo tro lamento ; ber-
tas de seda para cortinados de janellas e para
quadros, assim como cordes pera o mesmo lim.
Vende-se lulo a pregos razoaveis e moderados.
O ageate do correio de Olinda
faz publico que acaba de prestar coritas
do rendimento da mesma agencia do
excrcicio de julho 1860 a junho de 1"S61
apenas ficando em seu poder cartas es-
trangeirat no valor de 6o*740, por n3o
haverem anda apparecido seus don os.
Nada devendo a fazenda at 30 de ju-
nho passado, para evitar duvidas no
futuro, faz a presente dedaracao. Re-
cie, 20 de julho de 1 8G1.
Bernardo da Sika Gn i maraes.
Attenco*
Preine-ee a quem possa inleressar que todo
e qualquer negocio qur de venda qur de fiy-
potheca que tenha-se de fazer eom a casa terrea
n. 1 sita no pateo de N. S. dos Remedio,
nullo, por ser Oem pertencenle a orphoe, e
para que ao depois nao se chamen a ignorancia
se faz e presente annuncio.
A pessoa que tem nma easa terrea em O-
linda, na rus do Amparo o. 5, querendo alagar
por 8 meosaes, dirija-ee a agencia do correio de
Olinda, ou annuncle por este Diario para ser pro-
curado.
Aos Srs. ftibseriptores, dones de terre-
nos a edificar, don s de alarias, tor-
nos de cal. fonieeederes de madeira,
mestres earapinas, pedreiros e mais
pessoas que quizerem fazer parte da
ociedade de edificaces, etc.
Senhores.Sendo -me preciso coohecer o mais
breve possivel o numero, a extensao e a situa-
co, assim como o valor aproximalivo dos terre-
nos offerecidos por varios e numerosos proprie-
tarios que com o valor doa mesmos terreos que-
rem concorrer para a furmac.o do capital social,
venbo por eia convidar a todos a remelter-me
em carta techada o termo de subecripeo que
a com pan ha 9 prospecto que lhes leoho en-
tregu', sob o meu sobreescripto ra do Crespo
n. 4 loja do Sr. J. Falque ou no Recife ra do
Traoiche n. 14 2* andar, daa 10 horas da manha
as 3 da larde at o dia 27 de julho corrate in-
clusivamente.
Aproveito essa mesma occasiopara convidar
a lodos a comparecer domingo 88 de julho
eorreute ra do Imperador, casa o. 81 primei-
ro andar as 11 horas da manha em ponto para
tratar de negocios relativos a dte .sociedade.
Em tanto, tenho a honra de aseignar-me,
De Vmcs. mui alenlo venerador criado,
p. Jf. Duprat.
Pernambuco, 20 de julho de 1861.
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO 0UED14D0 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Nesle estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feila de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 40$, 35$ e 30$000
Sobrecasaca de dfto, 359 e 30$00
Palilotsde dito ede cores, 359, 30$,
25J000 e 20$000
Dito de casimir* de cores, 22$00O,
151, 129* 9*000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, llgOOO
Ditos de merio-sitim pretos e de
cores, 9J000
Ditos de alpaka de cores, 59 e
Ditos de dita preta, 99, 7$. 59 e
Diles de brim de cores, 5$, 4$500,
48000 e
Ditos de bramante de linho branco,
63OOO, 59OOO e
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e
Calaas de casimira preta e de cores,
129,109, 99 e
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 59 e
Ditas de brim branco a de cores,
58000, 49500 e
Ditas de ganga de cores
Golletee de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12$, 98 e
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69,59500, 5$ e
Ditos de setim preto 5j000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 5$000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 78000,69000 e 5$000
Ditos de brim e fust&o branco,
39500 e 39000
Seroulas de brim de linho 2$20
Ditas de algodao, 18608 e 1J280
Camisas de peito de fustao branco
e de cores, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 68 e 3$000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39,190O, 23 e l880o
Camisas de meias lOOO
Chapeos pretos de massa.froDcezes,
formas da ultima moda 108,89500 e 7000
Ditos de feltro, 69, 58,49 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149, 128, US o 79OOO
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios. da ultima moda $800
Ditos de algodo 5500
Relogios de ouro, patentes hori-
295OO1 Ditoa de prata galvanisados, pa-
tente hoaontaes, 408 309000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderemos, pulseiras, rozetas e
anneis m
Toalhas de linho. duzia 129000 e 10$000
89000
395OO
395OO
39500
48000
89000
68000
49500
35000
89000
39500
ELIXIR DE SAUDE
Ama.
Citrolactato de ferro,
\3nieo deposito na botiea de Joatijnm Mavuuo
da Cruz Crtela A c., ruado Cabug u. 11,
M Venvambueo.
com o tme^reixfr^^cUr'-'aciSfotKr"^ """"t h -ou preper.co de ferro,
~.m-^^^ *.> amulas .
dade. i"auonue a necessldade e importancia de urna tal varie-
A. formula um objeeto de muita imnnrt.noi. ~ .u___ ,
quando ella, maniendo a esseocia do mm^J"l!!ht\''t* ?m Pro.Kre<> immenso.
id.de. par. todo, os paladares e 9SX!S^lgB?*f*>faclle p0SS1Vel Para tod"
de. ^.uiSTis^:sffi^ ^^xh.eKc;ad.vne,nhuma reune iso be,iM '--
rm-i.V""?.,Ji^.eu"bor Rwdafel, rene o loraar-se em urna pe-
o no estomago, de modo que completamente
que contem em sua composi?o, a constipago e
..T. ^.., w...v lawiu ue ierro. A seu <
quena dose. o ser de urna prompta e fcil dissolucS
asstnulado ; e o nao produzir per cansa da lactina i
^"o.lMqteentaprofoc.d. pelas outras* preparaedesferroginosa,:
Preciss-se da urna ama livre para cozinha : na
roa da Conceicao da Boa-Vista, sostado-n. 6.
possa prescreve
citro-laclato de ferro. Assim este
preparaedes ferrogioosas, como o
Tem sido empregado como i ni-
na debilidade subsequente as
--rrw uepois aai intermitentes oa incontinencia : de orinas
envau!r.nM.'4.J I. '. ,M"' n* scrophula, no rachitismo, na purpura hemorrhaica, na
eonvrie^na. d.s molestias graves, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos ol caso!
exia tuber-
euriae.^ ivasran, humv invuipgno an prf inrice roe-
M ., Kst.. eufermid.de. eondo mui frequeetee o endo o ferro a prinnai uhatanpfa d nu
w!SJ" *? 1"";'r Bl0 p,rt debe,r- "u'hor d0 cil"-ltato do ferro^Iece LduvSV?
^oconhjcimentods humanid.de por ter descoberto urna formula pela quaup^'e se-Treceo a,
iU.di?.rg,0 ph8rmaCeUtC0 ^rmeaco; p eparaciodo 55
medicamento oceupa hoje o primeiro luear Pnlr*1. ....
alte.Ua pratic. dem-itos Sdicos dlsHncto o! tem enaaiado^
menso proveito as molestias de languidez^^hiwo. nflM V.i
SJvaSsi.'d.. 5?J?. ""' n* esc^phula,no rachilismo, n
em u!T..n,.d .lh. i gW chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos
cuVsm mm^ BAUii?p0brecido ou Tici,d0 Pelafadigasaffec56es chronica9j cache
ef0?"'MOeWMJpPhll,ll. eMessos venreos, onanismo e uso prolongido das ertiva






(4
iiio 01 nmnAiiiDco. ^.teh^a kiiu ss m hjibo di mi.
^i
DE
commisso de escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita roa foi transferido o ctcriptorio de
commisso de escravos que se ach estabeleci-
do no largo do Panizo n. 16, e ah 4a raeama
sotje se contina a receber escravos para seren
vendidos por commisso e por conta de seus se-
nhores, nao se poupando esforcns para que os
mesmos sejara vendidos cora promptidio, aflm
de seas senhores nao solTrerem empate cora a
venda destes; assim como se afianga o bom Ira-
tameoto e seguranza. Nesta meama cus hasera-
pre para vender escravos de ambos os sexos, mo-
cos e velhos, com habilidades c sem ellas.
Aluga-se o primeiro andar da casa da ra
da Cadeia do Recife n. 18: a tratar na loja da
mesma casa.
Na ra estreita do Rosario n.41, primeiro
andar, preria-se de urna ama para comprar e
cosiahar para urna senhora.
LU
9
m
m
3Raa estreita do Rosario3
Francisco Pinto Ozono continua a col-
locar dentes arlificiaes tanto por meio de q
molas como pela pressao do ar, nao re- $j$
a^ cebe paga alguma sem que as obras nao *$
gj fiquem a vontade de seus donos, tem pos jj
1$ e outras preparares as mais acreditadas am
O para conservadlo da bocea. st
Cachorrinho-
Fugio na madrugada de sabbado 13 do corren-
te um cachorrinho do reino todo branco com
urna pequea mallia amarella na costa ao lado
esquerdo, ps pezunho, nariz e olhos pretos, por
nome Melindro : a pessoa qne o achou, querendo
restilui-lo, poder levar ao aterro da Boa-Vista,
boje ra da Imperalriz, ca3a terrea n. 27, que
perceber por seu trabalho 10$ de gratificado.
Anda est paaa alugar o terceiro andar da
ra do Aroorira n. 19 : a tralir na loja da mes-
ma, ou na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Precisa-se alugar urna escrava de meia ida-
de que Hienda alguma cousa de cozioba para o
servico interno de urna casa de pequea familia :
na ra Diroita n 72.
WSSWmWWWf V'T'flW S/M WKW&^M OTrtTl^BVLM1
I Gurgel&Perdigao.
Fazendas modernas. %
Recebem e vendem constantemente su- tt
periores vestidos de blonde com lodosos 3
preparas, ditos modornos de seda de cor St
e pretos, ditos de phantasia, ditos de ;
H cmbrala bordados, lindas lazinhas,
y cambraiade molernos padroes, seda de
quadriohos, grssdeoaples de cores e pre-
tus, moreanlique, sintos, chapeos, en-
Sfeiles pan cabeca, superiores botoes,
manguitos, pulceiras, lequas e extracto
de sndalo, modernos manteletes, tai-
mas compridas de novo feitio, visitas de
gorguro, luvasde Jouvin a 2$500.
Muito barato.
?$ Saias b3lo de todos 03 tamanhos a 4J,
SJ chitas francezas finas claras o escuras a
280 rs. o covado, colxas de la e seda pa-
ra cama a 69 camisas para menino.
Koupa feita.
Palolot de casemira de todas as cores
a 10$, ditos linos de alpaca a 6g, ditos
de brim 1 49. chapeos pretos a 8$ e mul-
tas outras fazendas tinto para senhons
como para homem por precointeiramente
barato, dio-se as amostras : na ra da
Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco
Largo.
&mwssmw& gasa saaiesissSB
CONSULTORIO ESPECIAL IIOHEOPATHICO
DO nOL'TOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os das uteis desda as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiotes molestias :
molestias das m&lheres, molestias das crian-
zas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphililicat, todas as especies de febret,
febres intermitientes esuae consequencias,
PHARXACM ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopatbicos pre-
parados som tudas as cautelas oecessariaa, in-
falliveis em seus^offeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
si veis
N. 8. Os medicamentos do Dr Sibino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem tota dellaso falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pmho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim mircado, embora tenham na lampa o no-
ca i do Or. Sabino sao falsos.
A thesouraria das lote-
ras se aeha transferida para
a ra do Crespo n. 15, pavi-
mento terreo. O thesourei-
ro. Antonio Jos Rodrigues de
Souza.
~ -" v--n-m Wim lf VWWV1B KW1MV9VW
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Fraderic Gauier,cirargodenlista, faz
todas as operacoes da sua arta e colloca
dentes arlificiaes, todo com a superiori-
dade e parfeico que as pessoas entendi-
das Ihereconhecem.
Ten agua e pos denfricios ate.
RECONHECIMENTO E ELOGIO.
Iaflamiueat do estomago
. Declaro qu padecendo minha seniora da asea
miemmacio do estomago, e conlioawdas ara*
uai cabeca cascadas da mesma inftaeamacov ae>
pncando n chipas mediciones do Sr. Bicardo
trk, escriptorio oa nudo Parto o. 119> leou
perfeilamente boa. E em aignai de meu recanbe-
cimeoto figo o presente elogio. Ra de Hataca-
vatios n. 18, Rio de Janeiro.
Antonio Jos di Sitra.
Ifagalhes da Silva Irmios participan) aos
seuaanligcs freguozes, que acabara de estsbele-
cer um novo armazem com fazendas para vende-
rem por atacado, oa ra das Cruzas n. 41, onde
ennootrarao sempro um completo e variado sor-
timento : porlanto teem a bem fondada esperan-
za de que se dignaro de novamenle honra-loe
cota sua freguezia, para o que prometios ler le-
do escrpulo em bem servi-los.
Joo Antonio Carpinte-
ro da Silva, tendo de ir Eu-
ropa tratar de seus negocios,
deixa encarregado dos seus
eslabelecirnentos seu sobri-
nho e interessado Manoel Car-
pioteiro da Silva, que tambem
fica constituido seu procura-
dor em primeiro lugar, em se-
gundo ao Sr. Jos Joaquina
Dias Fernandes e em terceiro
aosSrs Matheus AustinAC.;
declaro mais que levo em mi-
nha companhia utrr criado de
cor preta de nome Jos, que
foi meu escravo, a quem con-
ced sua liberdade.
Vendas.
Importante
Jim
Na loja de"4 portas da ra do Queimado a. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mentode roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna otficin* de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que ss Ihe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas cora especialidada os
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardoes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o ar-
damenlo todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
l vieram ; alm disso f-se mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudaotes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha deouro ou prjla, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aoode se fazem as melhores
coubecidas at hoje, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de psgens ou criados da libr que se
far pelo gosto fraoceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
que por tudo se Qca responsavel como seja" boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometler, segundo o systema d'onde
veio o mestre, pois espira a honrosa visitados
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
recebeu um completo sortimento de gollinhas de
missanga, sendo de todas as cores
Gorreio particular para a Pa-
rahiba.
A agencia se ha mudado para ra da Cadeia do
Recife n. 12.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continua se a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Realejos.
Na ra da travessa da matriz de Santo Aoto-
nio, soarado de dous andares n. 14, concertam-
se realejos de todas as qualidades, tanto de tu-
nos como de palhetas.

an ca
o o 2 2
< o o o*
03
o
Q
8
a i. u o
. 71P pfPTietrio do estabelecimenlo intitulado
Vnir^im" ""'e* cradorea que
qoeira a presen lar suas coalas pera seren pagas.
Cousa muito substancial.
Vamos a boa gela de moeot para as pessoas
que se soarrera com fraquexs e falta do substan-
cia oo corpo. vjam que cousa bem feita, pelo
barato prec> de 300 m. a libv a ; na meama easa
e fas iodo as qualidades de comidas para tora,
por preijo mais comasede do que em outra qual-
quer patie : is passoaa qe qaizerem, dirijam-
aa a canto <) cBO n. 12, cm de mareineiro.
Alaga-sc
o tereairo andar e solee 4a casa da ra do Quei-
madsid..% becco do rail Frite : quem 0 preten-
der, dinja-ee a leja de Pregulea.
C ompras.
Cornpram-se
escravos de ambos os setos parase eiportar para
rora da provincia : na raa Direita o. 66.
Compram-se moedis de aoro de 0: na
ra Novan. 23, loja.
Compram-se reoedas de ouro de SOf na
ra da Cadeia do Recite n 34, laja.
' oraprara-se
duat rotulara usadas que nao passem d&
3 palmos: nesta typographa.
Gollinhas.
*om"!rt!^*BUJ*, rloo!Df' de 16 unos, en.
Sm send 8egundo >. indicar
umT aSlS:18 du" P^^^^es terress em
um* oas melhores russ de cemssercio da cidade
oeuoianna com srmaces eovernisadas paralo-
,^lUin' Wrt** fraaito do balco de
Pwa matnore.asquaesieaidaai mais da um ser
Vndese ama cocheira em urna das melho-
res ras delta cidade, bem afreguezada a bem
montada, com 6 carros, i cabriolis quasi novos,
;.1 diesiMfo ou apret, tambem se traca por escra-
vos oo casas : a tratar na ra do Crespo, loja nu-
mero 14.
Vende-se urna parte no engenho TabaHn-
ga, ds provincia da farahibe, ao p da pevoaeio
do T.quara : a tratar na raa do Creano, leja Da-
mero 14. "
Vendem se canoas de amarello de 25 a 39
palmos de cumplimento, as quaes se achamno
armazem dea Srs. Aolun* 6aljiaris a C-, ne
largo da asamblea : a tratar ao mesmo arma-
zem, oa na raa do Crespo, loja o. 14.
Vendem-se dous bois mansos e novos, mu-
jo bons deearabio e do couoe, a ambos trsba-
Iham em carraca ; estes bois sao fortes, mantea-
dos o criados porto da prac.a, nao estranhao o
pasto : quem os quizer dirija-se ao Giqui, silio
ao p das Arias, confronte a entrada da Eslsnta.
A aguia douro
No botequim d'aguia d'ouro,
na ra estreita do Ro
sario n 23, defronte da ra
das Larangeiras,
fornece-se alm050 e jantar para fOra, manda-se
levar, mensalraente, pelo preco mais commodo
possivel, assim como todos os dias das 7 horas
da manha em diante tem a papa de farinha do
Maranho e sraruta, e todos os domingos e dias
santos tem a bom conhecida mao de vaces das
4 horas da madrugada eoa dianle, e no mesmo
estabelecimeoto achar-ae-ba sempro comida
prompta a qualquer hora que se procure, e pre-
para-se qualquer encommenda que se lhe Qier
com todo o aceio e promptido.
rogressivo
Progresista.
Vende-se nos armazens do largo do Carmo n.
9, e ra das Cruzes n. 86, manteiga ingleza flor
da safra velha a 800 e a 1, da nova chegada l-
timamente em barrisler abatimeolo, afanca-se
sor manteiga que outro qualquer nao poda ven-
der por menos de l$i40, {nao servindo isto de
offensa aos nossos collegas.)
Vende-se um completo sortimento de via-
mentos para carro de passeio, em porra o e a re-
talbo, por menos prego do que em outra qual-
quer parte ; na loja da ra do Crespo n. 14.
Milita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de grvalas de diferentes gos-
tose qualiflades, e por pregos taes que em ne-
nhuma outra prtese acha. como seja, gravati-
nhasestreitas bordadas a 800 e 1$, ditas prelas e
de cores agradaveis a 1, 1J200 e 13500a ditas
com ponas bordadas e matizadas, e lisas \ mui
bom setim maco a ljJSGO. Pela variadadedoaer-
Cimento o comprador lera muitas de que se igra-
do : na ra do Queimado, loja d'aguia brfnca
numero 16.
Aos tabaquistas.
Lencos finos de cores escuras e fixas a imita-
rlo dos de linho a ># a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, ns loja da boa f.
Riscadiohos de linho proprios para obraa
de meninos a 200 rs. o covado ; na ruado Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Vende-se urna porco de travs de louro,
pranches de louro e amarello : para ver, no lar-
go do Forte do Mallos ao p do trapiche do Sr.
Jos da Cuoha. aonde est depositada, e para
tratar, em casa de Manoel Aires Ferreira, na ra
da Uoeda n. 5, segundo andar.
Algodao
azul americano,
Vende-se o verdadeiro algodao azul america-
no, em caixase a retalbo : na ra da Cadeia Ve-
lha n. 35.
Grande pechincha.
A2*G, 240 ef60rs.
Cbilas francezas de muito bonitos padroes e
muito bons pannos, pelo baratissimo prego de
ao, 240 a 260 rs. o covado ; na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Gangas francesas maito floaa eom padroes
escaos t 480 rs. e covado : na risa do Queima-
do O. 22, na loja da boa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, da ure aroma ex-
cellentemente agradavel. Ella servo acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'sgua pura
com que ae bauha o rosto, resaltando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lizado dassenhoras ; assim como para se deitar
n agua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
sultando alem de rereacar o tirar ou faser desap-
parecer essa hlito dessgradavel qua quasi sem-
pro se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha
quando se taz a barba, urna vez que a agua com
queso lave o rosto tenha della composicao. Cus-
a o frasco 1$, o quem aprecia o bom naodeixar
certamente de comprar dessa ealimavel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parte oode se achara.
gRecommendaco aos Srs.
S de engenho
. Panno azul de superior qua-
lidade para roupa de escravos a
900 ell.
urna negrinha recolhida muito bonita o geitosa,
de 14 a 15 annos de idade, e inteiramenle inno-
cente ; vende se para aqui o nao para embarear:
quera a pretender, dirija-se a ra da Imperatriz
n. 9, segundo andar.
Grande
armazem de violas na ra
Direita n. 87.
Neste armazem ee encontrai as mais bem
feitas violas e guitarras, as quaes vendem-se
tanto em grosso como a relalho, mais em conta
do que em outra qualquer parte, por sercm do
mesmo fabricante.
Exposicao
DE
tamancos de todas as qua-
lidades
O proprietario da fabrica de tamancos da ra
Direita, esquina ds travessa de S. Pedro n. 16.
est resolvido a vender os seas tamancos mais
baratos do que em outra qualquer parte, tanto a
relalho como em pequeas e grindes porce*.
por isso espera a concurrencia do illustrsdo pu-
blico em geral; assim como tamancos feitos
moda do Porto com a mesma seguranza, perfei-
co, pre^o commodo.
I Julio & Conrado.
ijA Continuam a mandar fazer obras por
flaj medidas pois tem em sua casa um per-
?& feito mestre alfaiate j bem conhecido
H em sua thesoura, recebem toda e qual-
3 quer obra que nao Oque agosto do fre-
guez ; assim como tem grande sortimen-
to de obras feitas tanto para meninos
como para hornera que vende muito
barato como seus freguezes nao igoo-
raro, calcas de casemira de cor e preta
a 6g. 70. SS. 9# e IOS, a para meninos
a 3$, 4$ e 55, paletots de panno de di-
versas cores a 10, 12&, 158, 20# e 259,
casacas e sobrecasacas de panno muito
fino a 30$, 40-5 e 50$. paletots de brim
diversos 3 e 49. ditos de fusto o me-
lnor que ha neste genero a 7$, paletots
de alpaca preta e de cores a 3$, 4j> e 53
tanto saceos como sobrecasacos, caigas
de brim e colletes de 2*. 39, 4 e 5S e
outros arligos que se tornara enfastiveis
em mencionar s cora a vista se pode
apreciar seas precos a qualidades.
Venle-se urna escrava criouli moga, de bo-
nita figura, ptima quitandeira, e que serve tam-
bem para o servico de osa : na ra dos Guara-
rapes n. 46.
eIInerl
NATRAIXEDE VICHY.
Daposito na boticafranceza ra da Cruz n. 22
KP- Cami-
sas inglezas.
Acaba de chegar ao armazem de
Bastos & Reg na ra Nova junto a Con-
ceico dos Militares urna grande quan-
tidade de camisas inglezas com peitos
de linho muito finas pregas largas, e
por ser grande quantidade tomamos a
deberacao de Tender pelo diminuto
preco de 35$ e a 40$ a duzia, sao as ca-
misas m&is recommendaveis que tem
apparecido no mercado.
Largo do Terco
n. 23.
Vendem-se batatas muito novas a 80 rs. a li-
bra, assim come outros gneros mais barato* que
em entra qualquer parte, nao ae diz o preco para
oao espantar 111 (a dinheiro viata).
Talheres para crianzas
Vendem-se talheres pequeos proprios para
crianoas a 320 cada um : na ra do Queimado,
loja d'agoia branca o. 16.
Vende-se urna rotula de amarello : quem
pretender dirija-se ru estreita do Rosario a.
27. primeiro andar.
Bales econmicos e cordo,
a 3#00.
Na roa da Cadeia do Recife n. 45, esquina da
ruada aUd**de Deee.
JAYME
Cabelleireiro trancador, edesenhador
em cabellos,
Com seu estabelecimenlo oa ra do Queimado
n. 6,1* andar, continua a receber encommeu-
das de objectos tendentes a sua arte, garanlindo
perfeico e mdico prego.
Agoa Imperial
pera larar a cabeca, limpar as caspas e evitar a
queda dos cabellos.
v"endo-se na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Flores finas a' 1 500 rs. o ramo !!
Vende-se na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro:
Agoa de tingir cabellos.
Vende-se na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Potassa da Rssia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da rus
da Cadeia do Recife n. 12, ha para rendar a var-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, aasim como tamben cal virgem em
pedra ; tudo por precos mala baratos do que era
outra qualquer parte.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se ea casa de S. P. Jonhstoa dC.
8
A loja da bandeira
Nova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jote di Fonseca participa a
teos os seos fregueses Unto da pre$a
como do nal, e juntamente orespeita-
vel publico, que tomou a deliberaco de
bauar o preco de tolas asseae obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
sortimento de babs a bacas, todo da
dilferentes tamanhos o de diversas cores
am pinturas, e jantameute um grande
sortimento de diversas obras, contendo
banheiros e gamelas grandes e pequeas
machinas para caf a camas de vento, o'
qne permite vender mais barato possivel
como seja bahs grandes a 49 e peque-
os a 600 rs., bacias grandes a 55 e pe-
quenas a 800 rs,, cocos il.)a duzia. Re-
cebe se um offlcial da mesma oflucina
_ para trabalhar. a
K9K*ft9K9KM0 MS eteWaKsttg
Relogios.
Vende-se em easa de Johnston Pater dC,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente ingles de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna rariedade de bonitos irancelins para os
msalos.
Arados araericanoe machina-
para lavar roupa: emeasa deS.P. Jos
hnston & C. ra da vnzala n.42.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia deouro, ra
do Gabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto preloa com
enfeites de continha, como dourados, e de lindas
fitas e Gvelas, o mais fino que se pode encontrar;
isto na loia Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 b!
fiera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de supe-
rior qualidade :a tratar com Jos' Sa'
Leitao Jnior, ra do Trapiche n. 15.
J chego o prompto
alivio.
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway 4C, de New-York Acham-se
venda na ruada Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instruccoes completas para se usarem
estes remedios, contendo um indico onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar os
quaes se vendem a 1A000.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor (rancez e continuar a reeebe-las por to-
dos os outros ; por isso quam quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se a loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
sera bem servido.
Cabo de marim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
im e madreperola a 29 e 2$500 cada urna. Com
urna escova assim delicado fot gusto iirapar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16
Ray mundo
Carlos Leite&
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
aperfeigoa-
mentos, fszendo pasponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado axpressamenle para as mesmas ma-
chinas.
Trinta arcos
a 2$000.
Saias balo com 30 arcos a 2$ cada urna, sa-
patos de burracha para homem a 2$ o par : na
loja das 6 portas em frente do Livramento.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
loja d'aguia branca recebeu prximamente
m novo e lindo sortimento de cascarrilhas da
seda para enfeites de vestido, sendo de differeir-
tescores e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a 2$, 3,4 e 5$ a pega, precos
estes que em nenhuma outra parte se aeham, e
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
A f, 4J500 e 5.
Cambraia lisa muito fina a 49 a pega eom 81|2
^varas, dita muito superior a 5g, dita tambem
muito fina com salpicos a 4#5O0, na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porco de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de sada bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e ae est
vendendo a 13500 cada urna ; a ellas, antee que
se acabem, pois sas ha na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Luvasde finacamursa
para militares eeavallei-
ros.
A loja,d'agoia branca cabe de receber de sua
encommenda mui fines luvas de camursa, o que
de melher se pode dar nesee genero, e aa est
vendante a 29500 o par ; os senheres officiaes e
1 eavaltoeoee que as compraren! eonhecerao que sao
baratea vista de sea finura e durago, e persas
o*aer ddtrigirem-so I rea do Queimado, loja da
SYSTEIA MEDICO il HOLL WA Y.
PI LULAS HOLLWOYA.
Este i nes time vel especifico, eomposto inteir
mente de berras medicneos, nlo contm mercu-
rio aem alguma outra substancia delectara. B-
nigne mais tenrainfancis, a acompleicaomais
delieada igualmente prompto e segoro para
desarreigar o mal ne complejo mais roboita;
e entecamente innocente em suas operacese ef-
fmtos ; pois busca a remore es doencas de qoal
qaer especie a grao por mais amigas e leazos
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas qne j estaramas portas da
morte, preservando am seo uso : conseguirn
recobrar sande e forjas, depois dehaver tonu-
do inultimente todos os ootrosremedios.
As mais aflictas nao deven entregar-se a des-
esperaco ; faeam um competente ensaio do-a
afficazes effeitos desta assootbrosa medicina,
prestes recuperarlo o beneficio da sande.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes eafermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
A reas (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extenua-
do.
Debilidade ou falta de
forgas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ven tre.
Eafermidades no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Pebre biliosa.
Pobreto dae specie.
Getta.
Hemorrboidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
leflammacoes.
Irregularidades
menstrua cao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cntis.
Abstrueeao de ventre.
Phtysiea ou consumo-
pulmonar.
Retenjao deourina.
Bheumatismo.
Symptomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(maT).
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistaeou tras pessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
bul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinbas a 800 rs. cada
urna dolas, contem ama nstruc^ao em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas p-
lalas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
%mmm mmmm vmmvasM
Ai'
4 fama triumpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimardes A Villar.
Rua do Crespo numero 17.
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambMias, laa, chapelinaa de pa-
Ih e de seda para sehoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, sahidas de baile.saias a balo da di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e precos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabeca de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, calcas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Ouemduvidar v ver
Quem duvidar vvr.
Levem dinheiro
Lerem dinheiro
Levem dinheiro.
JW^Swe^r^Pv^^O'i^w 'anwMBwsvvBaTvMvKC
Enfeites de flores para ca-
samentas e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vo a casamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os presos sao 88,
10 e le*, porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
a
Julio & Conrado.
Receberam os melhores chapeos
de alpaca para ehuva esol e vendem
muito barato, assim como de seda
que vendem por 0#.
L aguhr brMca n. 16. Adrerte-so que a quantidade
sasHam siibes nglacas, eandaeiros a eestifaos P8<1U*D* P<" hora, e por isso neo demorara.
brequeados,! onat igieiet, fJo devele.cbieote
para carros, emontara,arrreiopara etrre A
un a dous cvalos relogios da ouro patente
Coral de raiz
Vende-se smrite bees coral de raz, o fio e 1
na ra do Qeeimade, loja d'aguia baeace n. 10.
Pechincha

Armazenada
de Paris
PE
Nagalhtes k Meades.
Ra da Imperatrir, outr'ora aterra da Boa-Vis-
ta, loja armazenada de 4 porta* a. 56, recebeu
novo sortimento de fazendas de gosto, entre el-
las, ricos chales ato grox coas pona redaoa'a o
borlla* 8, ditos de merino tesoevm de pense
redonda para tadoa oa preceoy o rico coatas ato
vestidos Drneos de 5 e 0 evtee sal acabando.
ricas cobertas par cama de groi a Of, ricen
chitas para coben de Crepoa a H#o covado, ri-
cos gostoa de cassss mrtrtwfas JW a 3*0 rs. o
corada, lie sempre neeteeae ees eosaplato soe-
tirnaata da chiUa de 160 atd 980 o aovado, eeiev
b*Uo ato or* |Mto a asees aeiedee, estvUa
t*re>da*la4oe, qua ele melenies. do-que es-de,
f*esin a 3 e aiOOO.
J5L


MAMO M fflftaUMBUCO. TEBCn F1I1A 13 M JBLflO M 1861.
Coraes lapidados
a 500 rs. o mas so.
Vendem-se masstnnos do corees lapidados a
500 r. cada ubi : na na do Queimado, loja d'a-
guia branca o. 16.
240 rs.
Lae escuras de padres moderaos o melhor
que tem parecido, de lindas cores, a 240 rs.:
oa ra do Queimado d. 39, loja de 4 portas.
Libras sterlinas.
Vende-se no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Travessa do Pires n. 1.
Joseph Grosjean era sua oficina Tonda 1 ca-
briole! noro, l carro americano para 1 cavallo,
1 cabriolet em bom estado, que vende muito em
costa, asaim como encerado preto a -25300 o co-
?ado, e comprando em peca ha de ser mais ba-
rato.
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de li-
abas do cores e brancas em earreteis do melhor
abricaate de Inglaterra, as quaes se vendem por
precos mui razoareis.
DESTINO
DE
Jos Dias Brandao.
5Ra da Lingueta S
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza a 19 a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a 19400, pas-
eas a 560, conservas ingieras e portuguezas a
700 rs., aletria, ttlhatim e macarrio a (00 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de poreo refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 19400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 59 a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
698OO a duzia, tanto em garrafas como em meias,
errilhas francezas e portuguezas a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, vioho do Porto engarrafado fino
(velho) a 19500 rs., vinho de Lisboa eFigueira a
550 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros rauitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornava enfa-
donho aos fregueses (Dinheiro & vista.)
Lindos cabazes
de palha fina, ou cestinhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se acham mui lindos e
delicados cabazes de palha fina, ou ceslinhasen-
eitadas, proprias para as meninas de escola, ou
mesmo para costura de senhoras, e custam 4 e 59,
O que baratissimo vista da perfeico e bom
gosto de taes obras, as quaes se vendem em dita
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
FUNDICiO LO W-MOW,
Ra da Sen zalla Nova n.42.
Nests estabelocimento contina ahaverum
completo sortimento de moendas emeiasmoen-
das par engenho, machinas de vapor e taixas
te ferro batido e coado, da todos ostamanhos
pira dito,
A mono
a duzia de toalhas felpudas superiores ; na ra
do Queimado o. 22, na loja da boa f.
Vende-se um sobra^a- e IPat*
soto na ra de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzes n. 18.
E' mulo barato.
Manteletes de 816 preto muito superiores a 8f;
na rna do Crespo n. 16.
Damasco d seda.
superior a 39500 ; na ra do Crespo n. 10.
Massinhos de coral
a 500 rs.
So na loja da aguiade ouro,
ra do Cabug n. 1B.
Vendem-se matainho de coral muito fino a 500
res o masso.
Tachas e moendas
Braga Filho & C., tem serapre no sen depo-
sito da ra da Moedi n. 3 A, um grandesor-
mento da tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
Vende-se o engenho Tiriri, sito na comarca
do Cabo, com as proporcoes seguioles: dista da
estrada de ferro urna legoa, e porto para embar-
que em distancia de 200 bracas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muitos terrenos para se
abrirem com facilidade, ha grande cercado e
multas matas. Este engenho novo ebem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segundo an-
dar, ou no engenho Cafund, sitio em distancia
de meis legoa daestacao deOlioda com o abaixo
assignado.Joao Paes Brrelo.
A 8#000.
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa,
os quaes se vendem pelo diminuto preco de 85
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
Lila preta,
boa fazenda, a 280 rs. o covado.
Corle de caseaairs de cor fina a 4$.
Ditos de collete e gorgurao, bonitos padrees, a
29000,
Panno fino superior, cor da aseitons, a 49000 o
covado.
Casemira preta fina a 39 o covado : na rna do
Crespo n. 10.
Liquidacao
I
Entre-meios
os melhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca recebeu um ezplendido
sortimento de enlremeios de delicados bordados,
e gostos inteiramente novos, com differentes lar-
guras, do mais estreito at mais de 1|2 palmo,
suas diversas applicaces escusa dizer-se porque
todas as senhoras sabem : os precos sao de 2 a
59 a pega conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o bom, iofalli-
velmente os comprar: na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado o. 16.
*** Vini nPvassw scnv Csuv TBPr.^ e>7^t ijajv Vluen .'su* aran* sr>l
Attenco
Fazendas e rou-j
pas feitas baratas.
j|fUia do Queimado loja de
$ 4 portas a. 10.
0 Vende-se panno de supe ior q ua-
lidade pro va de limao cor de
$ caf a 5$.
Dito verde a Z$.
$ Dito preto a 3$.
g| Dito azul a 3$. &
S& Seroulas escossezas brancas a &
H 10200 e 1 #300. 2
Ditas de Unho a 2#600 e 3#. g
Superiores manteletes de fil
Sj preto a M. gt
$ Camisas de linho inglezas duzia <&
5 .30#-. I
|Q| Ditas dita dita duzia a 35$. xj-
m Ditas dita dita duzia a 40$,
I Ditas dita dita duzia 45$. g*
a*. Ditas dita dita duzia 50$.
Sabonetas
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-se sabonetes de amendoa para barba,
cada um em suacaizinba de lonca a 500rs. ; na
ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Trapiche
BAH.\0 oo LINIMIENTO
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender nesto novo es
tabeleci ment oseguinte :
Cera de carnauba em porgoea ou a retalho, qu a-
lidade regular e superior.
Sebo do Porto em caixinhas de 1 a 4 arrobas.
Barricas com sebo do Rio Grande, em porcoes
ou a retalho.
Velas de carnauba pura, em caixinhas de 1 a 4
arrobas.
Meios de sola, differentes qualidades, em por-
coes ou retalho.
Courinhos curtidos.
Farinha de mandioca por 19500 a sacca.
Farello, em saceos grandes, por 39800 o sacco.

Attenco
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1$280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
Julio (Conrado.
Vendem bellos vestidos de Qlma-
Usados tanto de 2 saias como de
folbas a 109, para acabar.
Aranaga- Hijo & ft.
vendem onga s de ouro: na ra
do Trapiche n. 6.
d| Relogios patente inglez a 1709, em &
4 casado Julio & Conrado, assim como
ss? ricos aderecos de diversas qualidades *&
^| que vendem barato porquererem acabar |^
f, com o negocio de ouro. x;-
@^H$rll# &&& pSai
Lindas caixinhas
com necessarios para costura
Acaba dechegar para a loja d'aguia branca mu
lindas caixinhas matizadas, com espelho, lesoura,
caivete, agulheta, sg iriheiro, dedal e ponteiro,
ludo pratiado e de apurado gosto, emfim urna
caixioha excellente para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
109 e 129 : na lo,a d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Enfeites de cabeca.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegado um completo sortimento de enfeites
para senhora, sendo ultima moda, que se vende
mais barato do que em outra qualquer parte.
KfiftaisaififliSdis afts amis asquea
|Paraos sehores|
padres.
48- Ra da Imperatriz-*-48]
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci- J
ment um completo e variado sortimento j
deroupas de diversas qualidades como 1
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 39 e 3950O,
ditos forrados a 49 e 49500, ditos france-
zes fazenda de 109 a 69500, ditos de me-
rino preto a 69, ditos de brim pardo a
3S800 e 49, ditos de brim de cor a 39500,
ditos de ganga decora 3;500, ditos de
alpaca de la amarella a imita;io de pa-
lha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 5$ e 59500, ditos de
casemira saceos a 135, ditos sobresaseos
a 159, ditos de panno preto fino a 209,
|2 22g. 289. ditos brancos de bramante a
* 39500 e 49, calcas de brim de cor a 18800,
X 2S500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
9 tas de meia casemira a 39500, ditas de
* casemira a 69500, 7g500 e 99, ditas pre-
g tas a 4S5O, 79500,99 e 109, colletes de
II ganga Franceza a I96OO, ditos de fusilo
2 28800, ditos brancos a 2g800 e 39, ditos
X de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
I gorgurao de seda a 49500 e 59, ditos de
9 casemira preta e de cores a 49500 e 59,
ditos de velludo a 79,8| e 99.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam calcas, colletes, pa-
letots, camisas a I9800e 29,ditas de fusto
a 29500, chapeos francezes para cabera
fazenda superior a 69500, 8S500 e 109,
ditos de sol a 68 e 69500, ditos para se-
nhora a 48500 e 59. Recebem-se algu-
mas encommeodas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ler um eon-
tra-mestre no eslabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Ricos cortes de vestidos de seda es-
coceza superior a 149, novidade em corle
de chita achanialolada de ricos padrdes
com 14 covados a 59, chales de merino
estampados de bonitos gostos a CJ500,
cambraia lisa de Escocia com 10 varas e
de vara de largura a 49, 49500 e 69, su-
perior bramante o melhor que ha a 28 e
29200 a vara de 4 largores, sortimento de
meias para meninos e meninas a 29800 e
38 a duzia, cambraia de salpico muito fi-
na a 700 eBtiO rs. a vara, chitas sorlidas
francezas a 240, 260e280 rs o covado e
outras muitasfazeodas por precos commo-
Luvas deJouvin.
Na loja da Rea P, na raa do Queimado n. 22,
sempre se encontrarlo as superiores l vas de pe
para vestidos de senhora e
roupinbas de criancas.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e de cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como urna diversidade de galao de seda e
linho, brancos e de cores, abertos e fachados, lar-
gos e estreitos at o mais que possivel, trancas
lambem de seda, la e linho, de diuerentes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas: por isso quem precisar
de taes objeclos, dirigir-se a dita loja d'aguia
braoca, na ra do Queimado n. 16, quesera bem
servido.
peehincha.
muito iocorpadas, cova-
com boto para
Sedinhas de quadros
do a 800 rs.
Goliohas de fusto bordadas
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com bollo a 500 rs.
Manguitos a balo com punhos e gola borda-
dos com botozinhoe a 39-
Manguitos a balo com punho e gola a 29500.
Raides elsticos a 39 e 39500
E ontras mais fazendas muito baratas : na na
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Fer-
reiros.
i Julio & Conrado, i
f Vendem um preto de meia idade |$
& bom cosinheiro e urna preta da Costa ^
f por barato prego : na ra do Queimado W
P n. 48. t&
SlDTi
peehinclia
A' imperatriz Eugene.
Finos cortes de cassa franceza de duas saias e
de 7 babados, com 10,15 e 16 jardas a 38500, 49
e 58 : na ra do Queioudo n.44.
Loja das seis portas em
Trente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a
calcas de casemira pretas e
229, fazenda fina,
de cores, ditas de
lica de Jouvio, tanto para homem como para se- | brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
nhora, por serem recebidas por todos os vapores de bramante a 49, ditos de fusto de cores a 49,
vindos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
prego de 2$500 o par: na mencionada luja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
Meias de lata muito elsticas porlj o
ir : em casa de Julio & Conrado.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhaa estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de 19 ; na ra do Queimado n. 22.
loja da boa f.
E'de graca.
Ricas chapelinas de seda para senhora, pelo
baratissimo preco de 165 cad s urna : na ruado
Queimado o. 22, loja de boa f: (a ellas.que sao
poecae).
Cortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos cortes e vestidos brancos
bordados com 2 a 3 babados a 59 : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Grandes colchas
de fuslfe adamascadas, yeto prece de # cad*
ana : aa rna do Queimado n, 19.
[Ra do Queimado
numero 48.
Julio & Conrado receberam pelo
ultima paquete ricos enfeites a
a
i
Ga-
nbald" pretos e de cores lauto para
senhora como para meninos, conti-
nuara a vender sspatos de traoc
tanto para homem como para se-
nhora a 19 o par.
Molas para balo.
Na loja d'aguia de ouro, raa do Cabug n. 1 B,
recebeu de sua encommenda as verdadeiras mo-
las para baldes, que se vende a 200 rs. a Tara.
Largo do Terco n. 23.
Vende-se manteiga ingleza perfectamente flor
a 18 libra, franceza a 80 e lastra, e de 4 libras
Eira cima a 640 a libra, afiaocande-se boa mu-
dado do qualquer genero que for comprado nes-
le estabelecimenio, a dinheiro Tilia.
ditos de estamenha a 48t ditos de brim pardo a
39, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
dolletes de velludo protos o de cores, ditos de
corguro de seda, grvalas de linho aa mais mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinhoa de linho
ga uliirna moda, todas estaa fazendas se vende
parato para acabar; a loja est aborta daa 9 bo-
ma da manba at as 0 da noite.
Cortes de meia casemira de nma s cor, fazen-
da superior, pelo baratissimo proco de 29 cada
um: oa ra do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Chales de merino estampados a 29500 : ua
roa do Queimado n. 22, loja da boa f.
Escovas grandes
para carros, tapetes, etc.
Na loja d'aguia branca se eooanlra mui boas
escovas grandes com cabo, proprias para ao lim-
par carros, tapetes, etc.. e por 29: ninenem dei-
zari de comprar urna escova de qua necessita :
na roa do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Nozes
a 39 a arrobo, e a retalho a 120 rs. a libra: ven-
de-ce aearnuzem progresen, leseo daPooba nu-
mero &
Attenco.
Ricos certea de seda de 1009, polo diminuto
prego de 309 por ter um toquezinho de mofo:
oo armazem de fazendas da ra do Queimado no-
mero 10.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acba mui novos e
delicados chapeoziohos para baptisados obra
mui perfeila e bem enfeiiada, sendo cada um em
aoa bonita caixinha, e pelo baratissimo prego de
69, cingue m deizar de os comprar : oa loja d'a-
guia braoca, roa do Queimado o. 16.
Vende-se porcao de quintaos de ferro em
vergalhes quadrados de varias grossurae e
chumbo em barra ; no armazem da travessa do
Carioca o. 2.
Batatas
em gigos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
18000 rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
ae nicamente nos armazena Progresso o Pro-
gressista no largo do Carmo n. 9, rus das Cru-
jes o. 36, tambem tem grande porcao de quei-
jos pralo que vendem a 560 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda a bem coohecida eprovei-
tosa opiata ingleza para.dentes, cuja bondade
apreciada por todos quantos della tem usado, e
sera mais por quem quizer conservar asgengivas
em perfeito estado, assim como a alvura dos
denles; custa cada caiza 1 J>500, e por tal preco
t deixarao de comprar quando a nao acharem
mais na loja d'aguia branca, na roa do Queima-
do n. 16.
Feijo de corda
No armszem de Tasso rmeos, ra do Amorim
numero 35.
#
Na loja de marmore |
Vende-se muito barato*
S Para senhoras.
Ricos vestidos de seda moiraotic.
Ditos dito de dita grod-fric.
Ditos dito de dita babadinbos.
Ditos dito de dita dons folhos.
Ditos dito de dita phantasia.
Ditos dito de dita bareja-babadinhos.
9 Ditos dito de dita cambraia brancos bor- J
dados. *
Ditos dito de dita pretos teeidoi avellu-
9 dados.
9 Ditos dito de dous folhos bsbadinhos.
Riquissimos vestidos de tsrlatana brancos. V
SJ Ditos ditos de blonde para casamentos. 0
Ditos leques de madr 9 Ditos ditos de sndalo.
Ricas pelerinas de renda e seda.
Manteletes do fil pretos.
#> Ditos muito ricos de velludo.
O Ricos bournusbsduinas para sabidas de 9
bailes e theatros. 01
0 Ricos chapeos depalba de Italia. 9
sj Ditos ditos de seda.
SJ Gomabas, manguitos e camisinhas de lo- #j
a) das as qualidades. #
sj Saias bordadas de algodo. 0
O) Ditas ditas de linho.
m Ricas sombriobas de seda muito modernas, #
_ Enfeites de flores. K
I Ditos de froco. 0
. Ditos de tita.
Para senhoras. J
Casaveques de la. gh
Pontea de tartaruga. tj
tios debtalo comenfeite. y
itos de dito seu, eof.ite. ^
hales da merino muito modernos. f
itos de cachemira bordados. a
Ditos de touquim. t*
Ditos de fro:o. a
Ricas mantas de blonde para casamento, a
Camisas bordadas muilo finas. **
Meias de seda muito finas.
Ditas de dita pretas fioas.
Enfeite de vidrilho preto.
Ditos de ditos de cores.
P Lencos de labirintho.
* Fiouhas de labirintho.
S Toalhas de labirintho*
Lencos de linho bordados.
0 Gravatinhas muito modernas.
0 Plumas brancas e de cor.
I Pilas de seda de apurado gosto.
| Franjas, cascarrilhas, tranco e rifa e fitas
0 estreitas de seda.
' Para homens.
9 Paletots de panno fino.
0 Ditos de casemira.
*j Ditos de brim lona [brancos.)
9 Ditos de brim de cor.
% Caigas de casemira de cor e de padres de
9 muito gosto.
@ Capas de guta-percha.
9 Perneiras de dita.
& Calcas de dita,
aj Capuchoes de dita:
0 Meias de cor.
0 Colletes de casemira.
^ Ditos de la e seda.
^ Ditos brancos.
^ Ditos de velludo relo.
m Ditos de dito de cor.
9 Calcado Mell.
f Dito de vaqueta.
0 Dito de deas solas.
0 Sapalos entrada baixa.
a Cheos de lontra.
a Ditos de castor branco.
m Grvalas de renda a Garibaldi.
Ditas de setim.
k Ditas de gorgurao e seda.
Colariabos dos mais modernos.
Camisas de linho inglezas.
Ditas ditas francezas.
Para meninos.
Ricos vestuarios de seda.
Ditos ditos de la.
Ditos ditos de fusilo.
Ricas camisinhas bordadas para baptisado.
Ricos aapatinhos enfsitados para bapti-
sado:
Bonetes de todas as qualidades.
Chapeosiohos de palha de Italia.
Casaveques de la.
Extracto de sndalo multo fino.
Essencia de sndalo muito fino.
Caizinhas de tartaruga.
0 Carleirinhas de apurado goslo.
0 Ricoa jarros com banba.
0 Um grande sortimento de riquissimos
0 quadros a oleo.
: Ricoa transparentes para janella.
Caixinhaa muilo rieas proprias ni
0 dar joiss.
9 Banha muito fina a Garibaldi.
O E outras moitas fazendas e perfumaras
9 que deizamoa de mencionar, por haver
Sum grande sortimento.
1
Calcado
grande sortimento.
45 Ra Direita 45
Qual sera a joven e linda pernambocana, que
nao procure animar este eslabelecimento man-
dando comprar urna botina de gosto T Qual a
mi de familia, prudente e econmica que Ihe
nao d preferencia pela qualidade e prego ? Qual
o eavalheiro ou rapaz do positivo, que nao quei-
-e comprar por 8, 9 e 10, o calcado que em outra
parte nao vendido se nao por 10, 12 oo 14 ?
sllendam :
Senhoras.
Botinas com laco (Jolv] e brilhaotina.
com lago, de lustre (superfina).
> com lago um pouco menor. .
> aem lago superiores. .
sem lago nmeros baizos. .
sem lago de cor......
Sapatos de lustre. ; : .
Meninas.
Botinas
o
59500
59500
59000
59000
49500
49000
19000
4S400
39500
paracriaegas de 18 a 20. .
Homem.
(Nantea) lustre. ...... 108000
(Fanlen) couro de porco inteirissas 10SO00
(Fanlen) bezerro muito frescaes. 9$500
> diversos fabricantes (lustre). 98000
inglezas inteirissas.....99000
> gaspeadas.....89500
> > provad'agua. 89500
Sapates.
Nantes, sola dupla.....: 59500
orna sois......... 59G00
para menino 4? e..... 39500
Sapates lustre.......... 59000
Sapatos de tranca.
Porluguezes de Lisboa finos.....29000
Francezes muito bem feitos.....19500
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo e do verdadeiro cordavo para botinas de ho-
mem ; muito couro de lustre, bezerro francez,
marroquim, vaquetas, couros preparados e em
bruto, sola fio, taizas etc., ludo em grande.
quanlidade e por precos inferiores aoa de outrem.
MMKM5fiie-9iefi^M9aiS9Mfiie3S(
Ruado Crespo n. 8, loja de
4 portas, admira a pe-
chincha
Laa para vestidos fazenda que
outr'ora custava 8( 0 rs. o cova- '"
H do vende-se a 240 rs., dao-se ||
I amostras com penhor.
KN&^^-^Msaoaieefesis ew
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de fra, que tem
ezposto venda sabode sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na rna do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composigo.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
eobertos e descobertosr pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora da
nm dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo u'timo paqnete ingles : em easa de
SoDthall Mellor d C.
Vende-se um cavallo ruase, bom andador :
quem o pretender dirija-se i praga da Boa-Visla.
sobrado n. 5, que achara com quem tratar.
Emmmnm mm mmmm*
Acaba de
chegar
novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um gra
i feii
s


s
!
s
A loja d'aguia branca est recen (emente pro-
vida de um completo sortimento e enfeites de
bom goslo para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torgalcom franjas e borlas,
outros tambem de torgal de seda enfeitados com
aljofares de cores e borlla ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um apurado gosto e perfeigio,
os pregos de 89 e 109 sao baratos vista das
obras ; alm destas qualidades ha outras para
39 e 49 : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
brenca n. 16.
Vendem-se muito em conta quartolas de
muito boa qualidsde, proprias para deposito d'a-
gua em casas particulares e sitios, e tambem por-
go de toneis grandes de boa madeira, que sao
ptimos para depsitos de me], e pira as distila
goesdos engenhos, os quaes se vendem a dinhei-
ro 00 a prazo, conforme se convencionar: para
ver e tratar, na travessa do Carioca, armazem nu-
mero 2.
Vende-se urna >scrava costumada a andar
ao ganho, a qual d 800 rs diario, e tambem se
permuta por um escravo que entenda de servigo
de campo : na ruada Imperatriz n. 47, tarceiro
andar. Na mesma casa vende-se urna porgo de
caibros de qualidade, de 30 a 40 palmos de com- I
primento.
Vende-se a taberna da ra de Santa There-
za n. 39, propria para principiante por ter poucos
fundes: a tratar na mesma. Vende-se porque
seu dono quer tratar de sua saude.
Fazendasba-
rande e variado sortimento de
roupas feitas, calgados e fazendas e todos
estes se vendem por pregos muito modi-
cados como de seu coslume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
269,289, 309 e a 359, paletots dos mesmos
I pannos prt-to a 16, 18J, 309 e a 249,
ditos de casemira de edr mesclado e de
novos padres a 149. I69. 18. 209 e 249,
J ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99, 109,129 e a 149, ditos pretos pe-
le diminuto prego de 89, 109, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
|| ditos de merino de cordo a 129, ditos
% de merino cbinez de apurado gosto a 159,
8 ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palha de
m seda fazenda muito superior a 49500, di-
* tos de brim pardo e de fusto a 3*500, 49 1
e a 49500, ditos de fusto branco a 49, |
5 grande quanlidade de calcas de casemira *
M preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
O pardas a 39 e a 49, ditas de brim de cores *
m finas a 2$500, 39, 39500 e a 4$, ditas de~ I
brim brancus finas a 49500, 5$\ 59500 ei
69, ditas de brim lona a 59 e a 6$, colletes 1
de gorgurao preto ede cors a 5$ e b 63, !
ditos de casemira de cor e preloa a 4g5U 1
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4$, \
ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
caigas de merino para lulo a 4f500 e a 5J,
capas de borracha a 99. Paia meninos j
de lodos ostamanhos : caigas de casemira i
prefa ede cor a5$, 69 e a 79, dilas ditas j
de brim a 2j. 39 e a 39500, paletots sar-
eos de casemira preta a 6$ e a 7, ditos j
de cor a 69 ea75, dilos de alpaca a 39, <
sobrecasacos de panno preto a 129 e a I
14, ditos de alpaca preta a 59, bonets '
para menino de todas as qualidades, ca- 1
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 89 e a 12$, ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 59 e a 69, ditos de
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados,e muilas outras
fazendas e roupas feitas que deizans de
ser mencionadas pela sua grande quanli-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este im
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil meslre que
pela sua promptido e perfeigo nada dei-
za a desejar.
Attenco.
Loja defolha de Flandres
em liquidacao,
A dinheiro nao se olha a preco
Querendo-se liquidar a loja de faina de Flan-
dres do caes de Apollo, junto do arco da Concei-
go, vende-se por lodo o prego um grande sor-
timento de obras na mesma existente, como seja,
bahs de todos os tamanhos, bacas para banho,'
ditas para p?, ditas para rosto, baoheiros de to-
das as qualidades, lampeos, candieiros, Islas de
: lodos os tamanhos, regadores e diversas obras
1 audas, bem como fogoes econmicos americanos
i os melhores que tem vindo ao mercado, de 309
a 509000.
:
t
Gomma lacea.
Vende-se muito nova e boa; no ramea
Prente Vianna & f.
de
ratas.
NO
armazem da ra do Quei-
mado n. 19.
14 covados por 2^000.
Cortes de riscado francez com 14 covados.
A l,$9OO,30e3$3OO.
Leogos de panno de linho e bramante
proprias para guar-
:
Venda de propriedades
Vendem-se as casas terreas sitas na na atrai
da matriz da Boa-Visla n. 30 e 32, Rangel n. 79.
e ra de Forte n. 26, todas com seros proprios :
a trotar com Antonio Jos Rodrigues de Soma,
roa do Qoeimado o. 12, primeiro andar:
Urna boa escrata.
Vende-se urna mulata do mnrto boa conduela,
eogomma, ooainha, lava moito boa, e fax todo
mais servigo on nma casa: 1 tratar na ron do
Aurora n- 66.
pregos cima.
pelos
ltimamente de
ra do Vigario
Vende-se farelo chegado
Lisboa, em saceos grandes ; na
n. 19, primeiro andar.
Vende-so sal do Ass : a bordo do hiate
Santo Amaro, no caes do Ramos.
Vende-se um sitio perto desta cidade, com
boa casa de vivenda, nova, de pedra e cal, cozi-
nha fora, cocheira, quaitos para preto e feitor,
bem plantado de fructos de todas as qualidades,
j botando, viveiro de peize, terreno para plan-
tago, bastante lenha de mangue, propria para
olaria : quem o pretender, dirija-se a ra Nova,
loj n. 43, que se dir quem vende.
Leite puro
Vende-se ao p da vacca
35, porto de ferro.
na ra do Sebo n.
Escravos fugio
b.
A 1$800.
Coberlasde chita pelo prego de 1$800.
Atoalhado de linho a 1 .$600,
proprio para toalhas e colchas, pelo baratissimo
prego de I96OO cada vara.
Cambraia de linho a 5f.
Pina cambraia de linho a 59 a rara.
Capellas a 5#000.
Rieas capellas de flores de laranja e enfeites
imperatriz a 59.
A 250 e *0#.
Ricos cortes de seda, fazenda superior com al-
gum mofo, e pelo baratissimo prego de 259 9 409*
Algodo mooitro a 480 a vara.
Tarlatana de todas as cores para vestido.
A 6^000.
Graodes colchas de fusto de lindos larrorea
a 6000.
Toalhas de fusto a 500 r*. cada urna.
A 21 o corte.
Cortes de riecado francez cem 14 corado pelo
barato prego de 29 : no armaiem de fazendas da
roa Oo Qoeimado o. 19.
Vende-es eoerava moga sem vicios nem
anhoqoee, cvioula, com as habilidades segoioteo:
perita eogoaamedeira, eozinbeira. lavadeira, e
cose coas; na roa do Ser (liba dos Ratos) n. 3.
Desappareceu no dia 13 do correte, do si-
lio de S. Josdu Hanguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com os
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaly, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
No dia 11 de julho fugio ds casa n. 68, na
ra da Espersnga, a preta Antonia, escrava que
foi de Francisco Gongalves do Cabo, e hoje de
Pedro d'Alcantara dos Guimares Peizoto : ro-
ga-se, pois, a todas as autoridades policiaes eca-
pites de campo de a capturar, e leva-la casa
supra mencionada ou ra do Queimado n. 18.
Achim-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em setembro do anno proxim-
passado, com os signaes segniotes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos pretos
annellados ; e Luiz, cabra, natural do Ico, fugio
do em margo deste anno, e com oa seguintes sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muilo pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guns signaes de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; supp5e-se este escravo estar occullo por
pessoa que o proleje, pelo que protesta-se contra
quem o Uver feito : qualquer pessoa que os ap-
prebender ou delles der noticia a seu senhor Joao
Jos de Carvalho Horaes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Desaparecis na manhaa, do dia
14- do correte o escravo Joao, crioulo,
filho de Gravara', cor fula, estatura bai-
xa, olboe grandes, idade pouco mais ou
menos 22 annos, com principio de bar-
ba, sabe ler, e levou consigo urna trou-
xa de roupa de seu uso; quem o pegar
leve-o a casa n. 15 na praca do Corpo
Santo, que sera' generosamente recom-
pensado.
I WTUJW l
L


()
MAMO M F11HAMBUCO. ^ TBiQA FEIR 13 DI JtJHO tfc-Mil.
Litteratura.
CARTA PASTORAL
Do E\ni. e Revdni. hispo da Fortaleza,
saudando c dirigindo algamas ex-
hortares aos seus diocesanos.
Dom Luiz Antonio dos Santos, por merc de
Deus e da santa s apostlica, bispo da Forta-
leza, do conselho de S. M. o Imperador etc.
A' egreja da Fortaleza da provincia do Ctr
a fraga epaz de Deus Pae e de Nosso Senhor Je-
ss Christo e a consolarlo do Espirito Santo.
(Contiuuaco do
m.!~ T il i 'Bl0 de'uas PrPriM '- I Pnienta no ensino d.quillo que loe aecemno
ri.fifi Sli,.T,1 de seu mei0*de,ccao ; "- paf"Wi0irM0 -***>a<*: ISUSSi
ra uto deixa-la to verstil como sao o$ gorer- dada o s ella est habilitada Dar*uta/
d. 153.J
J vos dissemos, amados -albos, que foi insti-
tuida a egreja para nelia ser conservada como
em deposito a doulrina, que Jess Christo se dig-
nou ensinar aos homens, e que por isso devia ter
a dnrago dosseculos: porque o reioo de Jess
Cnristo deve durar eternamente, (t) Para conse-
guir potm seu nobilissinio fin, nao basta a du-
rago dos seculos ou a perpetuidade, de que ella
dotada; mas lendo de ensillar, e determinar o
verdadeiro sent lo da doulrina de Jess Chrisio
nao poda ella deixar de ser tambem infallivel,
o quo a perpetuidade nao exialiiia ; porque
erro a morte da doulrina, e nao havendo dou-
lrina na egreja o mandado e o lilhn de Deus di-
rigido aos apostlos para ensinar tojas as nac'S
(2) seria intil.
Insllluindo Jess Christo a egreja para nella
como verdadeira arca do novo testamento, salva-
rem-SB os homens, nao podia deixar de dota-la
da mais eflicaz prerogativa era ordem salvago
dos mesraos homens, infallibilidade doulrinal,
que i onsiste no privilegio de ser sua crenga, seu
ensioo e suas decisoes sempre conformes pala-
bra de Deus, escripia ou tradicional, ou por ou-
Ua, nao ser a palavra da egreja e suas decisoes
seno a palavra do mesmo Deus ; porque ella
disse Jess Christo : o que vos ouve a mim ou-
_ Sem esta divina prerogativa, sem esto privile-
gio que s Deus podia dar urna coogregago de
homens, todos os mais dotes seriara inuleis, e a
columna e firmamento da verdade, (4) como com
razo chamamos a egreja, nao seria mais que o
principio de duvida perplexidade e erros em urna
materia to importante como a salvago eterna
do gorerno humano. Os dogmas desappareceriam
e a moral deixada a phanlasia de cada um, por
urna bem deduzida concluso, seria o lastimoso
efaito de ignobeis paixoes, depeodenio ludo da
natureza e ndole do hornera. Bem clara prova
Sos d acerca do que dissemos o protestantismo
esmanchado era innumeraveis pedagos desde
seu cometo como nos mostra Bossuet em sua
immortal obra das variacoes.
Quemyos ouve a mim ouve : de que servira
pois uejttio claro e terminante proceito de Jess
Christo 8 aegrejn calholica podesse ensinar urna
doulrina drfrerenle da de seu divino Fundador?
Se fosse urna doulrina do juiz e a do pregoeiro
outra? (5) Ser a egreja a depositara da verda-
deira doulrina de Jess Christo e por elle mesmo
daftlioada levar os homens salvago eterna, e
jpwrer eusinar urna oulra bem differente nao se
"pode comprehender, amados filhos ; porque se-
ria isto subverler todo o plano da divina mise-
ricordia. Mandar Jess Christo que a egreja fosse
obedecida pelo hornera sob pena do ser elle repu-
tado herege (6) e nao ter parte em sua gloria, e
deixa-lo ao mesmo tempo vacillante e duvidoso
sem poder saber onde existe a verdade. Elle se-
na ento nao o divino reparador do mundo eo
outor universal de todas as nages, mas sim o
maior impostor.
Do que levamos dito podis tambera concluir,
amados Glhos, que a egreja de Jess Christo tem
sua autonoma, soberana eindepeodenle de to-
do o poder da trra. A sua divina inslituigo, as
promessas, quelhe foram feitas, sua constituicao,
o harmonioso organismo de todas as suas parles,
sua hierarchia tambem combinada, seus fins os
meios de que dispe e a inalteravel pralici, que
tem alravessadodezenove seculos, bem provam
esta importante verdade. As tempestades, que se
hao levantado contra esta prerogativa da egraja,
no tem servido seno para eleva-la mais alto e
mostrar-se ao universo que ella nao urna insti-
tuirlo humana e sujeita aos caprichos da politica
do seculo ; mas sim divina e sustentada no bra-
co d'aquelle, que disse: tende confianga, eu ven-
c o mundo. (7)
Por mais que se examinen as escripturas d'um
o oulro testamento ; por mais que se compulsa a
tradico ecdesiasiica nos respeitaveis monumen-
tos, que nos legou a mais remota antiguidado,
nenhura vestigio se descobre que seja desfavora-
vel a independencia da egreja e que mostr ter
ella sido sujeita aos poderes do seculo ; pelo con-
trario, ahi se encootra ella rodeada d'um tomen-
so cortejo de provas, vista das quaes alguns
seus ioimigos iludidos e de boa f, coofessando-
se-vcncidos, (ornaram-se seus estrenuos defen-
sores. era podia ser por menos, charissimos ti-
lhos, nem podia entrar na razo do hornero que
Jess Christo instiluindo a sociedade ecdesiasiica
indefectivel a deixasse entregue e sujeita ao po-
der civil como urna pupilla ao tutor, dependen-
(1
a
8
4
(7
Daniel 2. 44. Luc. I. 33.
Mal. 28. 19. Marc. 16. 15.
Luc. 10. 16.
L Timotb. 3. 15
Greg. P. Hom.27.
Math. 17.
Joan. 16. 33.
FOLHETIM
OBATEDORDE ESTRADA
PAULO DUPLESSIS.
Canadiano
e saudan-
de pensar
Ventana.
SEGUNDA PARTE.
[Continuacao.]
XVII
A' vista do Baledor de Estrada o
soltou urna exclamado de sorpreza.
do-o com alegria, exclamou :
Oh 1 Sr. Joaquim Estava looge
que leria hoje o prazer de ver-vos na
Mas o que tendea ? Estaes to paludo I Porque
me encaraes deste modo ? Meu Deus I aconte-
cer-vos-hia alguma desgraca ? Toreis acaso pro-
ciao dos meus servicos ? "
O Batedor de Estrada nao respondeu. Grand-
jean, ou porque o embaracasse esse silencio, ou
porque nao podesse supportar o olhar fixo e mag-
ntico de Joaquim, flcou sem saber oque Qzes-
se : quiz replicar, faltsram-lhe as expresses, e
consegoio apenas murmurar:
Nao ha duvida ; succedeu Ihe alguma des-
grana I
E inyunctivamente recuou dous passos.
A immobilidade de Joaquim Dick tinha alguma
couss de ameacadora ; sua calma era diquellaa
que preceder as tempestades.
Adianlou-se para o gigante pssso lento, com
os bracos cruzados, os labios cerrados, a fronte
enrogada, e disse-lhe com urna voz, cuja acceo-
tuagao denotava urna colera violenta o concen-
trada, prestes a rebentar.
Um crime acaba de ser commettido, Grand-
jeao, e eu procuro o culpado para punl-lo.
Se desejaes que vos auxilie tambem nesse
empenho estou s vossas ordens. A natureza do
crime pouco importa ; basta que me deis os sig-
naos do culpado.
Ah I pouco vos importa a natureza do
crime ?
Sabis perfeitamente que nunca me entre-
meti com os negocios alheios. Para mim 6 o
mesmo que os homens se matem ou se degolem,
comanlo que a minha pessoa nada soffra do re-
sultado dessas violencias. Se me offereci para
auxiliar as vossas pesquizas, nao foi porque me
animasseo desejo de fazer juslica, mas sim leva-
do pela dedicaco que vos teoho. Quem quer
que seja o culpado, de quem fallaos, ainda que
culpado nao seja, receber urna bala da minha
carabina, o caso que assim m'o ordenis.
Ests pois resolvido a matar esse homcm
a um sigosl meu, sem esperar que elle se justifi-
que, embora tenha mui boas razes a apresentar
em sua defeza t
- Um homem a quem se quer assassioar,
nos temporaes e tio inconstante no ensino da
mmulivel doulrina, como a politica no rpido
correr do teclado dos diversos e variados sy-te-
mas governativos. Nao, amados fllhos, nao foi
aos principes temporaes e aos goveroos deite
mundo, que Jess Christo se dirigiu quaadolan-
gou os fundamentos de lo magnifica obra, que
bem como postada ero um alto rochedo, lem as-
sistido e visto sumirem-se as mais bem ordena-
das e poderosas monarchiss, que o mundo lem
contemplado; mas sim aos apostlos quando Ihes
disse : todo o poder me dado no cu e na trra,
todo elle eu delego em vos, i Je portanto, ensinae
todas as naguas baplisando em nomo do Padre, do
Filho e do Espirito Santo ; ensinae ludo quanto
lendes de mim aprendido e nao temaes nada;
porque cu estou comvosco at o Ora dos seculos,
e dare por bem eilo o que Uzerdes em ordem a
esta auto'risago ; pois o que desalerdes na trra
eti desatarei no cu, e o que alardes na Ierra, eu
atare no cu. (8)
Os apostlos, legtimos ioterpretes e execulo-
res das palavris de Jess Christo, principiara
seu divino ministerio com a mais completa inde-
pendencia do poder civil, e islo nao s pralicaodo
eiles mesraos, como tambera ensinando e trans-
miitndo seus successores comodoutrina do di-
vino fundador da egreja. E' assim que S. Paulo
tragando o regulamento aos btepos Ihes diz; at-
teodei por vos e por todo o rebinho sobre que o
Espirito Santo vos constituiu bispos para gover-
nardes a egreja de Deus, que elle adquetiu por
seu proprio saogue. (9)
Aqui tendes, amados filhos, a i lea da egrej
que nos d o apostlo divinamente inspirado, e
especialmente escolhido para pregar o Evange-
Iho e annuociar verdades, que nao recebeu. era
aprendeu dos homens, mas sim, que Ihe foram
reveladas por Jess Christo (10) dando entender
bem claramente que nao s o poder da egreja
todo divino e d'uma ordem sobrehumana, como
ttmbem que nao s interno e mentil como que
rom seus iniraigos; mas sim, como diz um mo-
derno canonista (11) um poder de rgimen e go-
verno exterior, poder, que abrange toda a ordem
e destribuico de sua junsJigo, de seu magiste-
r;o, do culto publico, de suas assemblas, of-
cos e do patrimonio, que o mantera, em urna pa-
lavra, de toda sua disciplina, que envolve um
direilo publico e privado; porque tudo islo per-
tence ao poder de regimera da sociedade chris-
taa, que chamamos egreja, emquanlo pois, nao
forera mudados etles luminosos principios e al-
terada a escriptura de modo que se possa dizer
que o Espirito Saoto poz os principes e magis-
trados seculares para reger a egreja, forcoso
concluir quo o oslado nenhum poder tom emes
funcQes.
Isto, amados fllhos, nao urna mera opinio
de escoli; sim urna importante verdade, que
nenhura catholico pode negsr sem compromelter
sua crenga, e por consequencia o eterno destino
de sua alma; porque de f que a egreja lera
autoridade para estabelecer e regular sua disci-
plina exterior e publica e que esta mesraa auto-
ridade independente de poder secular. E' o que
aprendemos do immortal Pi VI em seu breve de
10 de marco de 1791 contra os erros da consti-
tuicao civil do clero de Franga, (12) e do santo
padre Pi IX Ba condomnago da obra do Direito
Ecciesiaslico do Nuyts de 22 de agosto de 1831 e
sua allocuco de 27 de setembro de 1852 sobre os
negocios da Nova Granada. (13)
Por urna bem deduzida consequencia, esta mes-
ma iodependeocia se estende promulgacao de
suas leis geraes e particulares, ou teoham por
objecto o dogma, ou a disciplina, e se agora algu
ma cousa lera a politica do seculo opposto es-
te inauferivel direilo. ella pela novidado de sua
origem, e pela seraelhanca, que tem cora o que
pralicam os principes protestantes em suas e'gre-
jas naciooaes, deve entrar nesse plano de disfar-
?ada perseguigo ou de mal fundada desconfian-
ca, que os regalistas tem feito na9cer no estado
costra a egreja. (14)
A egreja, nica depositara da verdade, pois
s ella foi feita a solemne promessa de Jess
Christo de que o erro nao prevalecera contra el-
la, e fiel no cumprimento dos deveres, que Ihe
foram impostos. nao tem deixado de pOr em pra-
lca a mais proficua de suas prerogativas, isto ,
o ensino, e isto nao obstante serem seus minis-
tros levados aos tribunaes acoutados ; porque
ludo est predicto por aquello mesmo, quo Ihe
irapoz preueito de ensinar s gentes e pregar era
publico o que Ihe ouviam era particular. (15)
Tendo ella de preparar os homens para a felici-
dade eterna, nico fim de suas ambiges, nao os
pode deixar um s momento, e assim sua celes-
tial raisso priocipia desde o berc.0 para nao'aca-
bar seno s bordas do tmulo, onde pela ultima
vez osabenga desejando-lhes a paz no Senhor.
E' por tanto, charissimos Qlhos, a egreja inde-
par* uto.
Sem nada mudar emquanto esteasii Ir dou-
lrina, tem multiplicado os meios para faae-la
chegar sera alleraco nao s a seus fllhos,
mesmo aquellos, que ella amorosamente eoovfds
a lomarem parte ao grande banquete da civilisa-
?ao nesle munlo e eterna felicidade no oulro.
para este flrn tem instituido e animado esses di-
versos estabele:imen(os, que debaivo de diversos
nomesse presiam e concorrem admiravelmente
para o mearao tira ; entre os quaes poderaoa con-
tar, como oceupaodo o pnraeiro lugar, os semi-
narlos ecclcsiasticos, instituiges to propria da
e?roja, que no ultimo concilio ecumnico, ella
nao deixou de colloca-lo entro os mais impor-
tantes objeclos da disciplina ecdesiasiica, pres-
crevendo sabase utilissimas regras e chamando,
debaiio da mais restricta responsabilidade, a at-
tengo dos primeiros pastores. (161 Assim, cha-
rissimos irraSos e amados filhos. com aquella
mesma independencia, com que tem penetrado
at os ltimos confios da trra, levando a luz da
verdade, e superando, com a asiistencia divina,
as maiores difflculdades. cora que essa mesma
tambem deve assentar-se as cadeiras de seus
seminarios para expr seus dogmas, explicar e in-
terpretar suas leis, analysar, approvar ou repro-
var a doulrina quando a achar conforme ou con-
traria aquella, que recebeu de seu esposo Jess
Christo; e assim adoptar os livros, que julgar
mais adaptados ao ensino daquelles seus fllhos,
que um dii sero elassifleados entre seus mion-
tros.
R' claro por tanto que os seminarios eclesis-
ticos sao sujeitos nicamente a jurisdico episco-
pal, e que s os bispos tem direito do dispr de
ludo que Ihe diz respeilo & sua admintstrago in-
teriore exterior, como a oscolha dos professo-
res, dos directores, admisso dos alumnos, esta-
tutos disciplinares, ordem e materia dos estatu-
tos e em geral ludo que pertence directa ou in-
directamente existencia e organisaco do se-
minario, (a) *
Como no ensino, assim deve ser independente
e livre emquanto ao numero, a escolha e eleicao
de seus ministros, empregados no ministerio ec-
ciesiaslico. Conhecedra das necessidades da re-
publica chrisla, e apreciadora das qualiJadas,
que devem ornar aos ministros da religiao, el-
la s incumbe, examinando as vocages e ten-fb
presente o peso e medida do santuario, ampliar
e restringir o numero, segundo pedir a necessi-
dade dos fiis ; assim como marcar as fuucges,
segundo as habilitagoes do sujeito. A egreja res-
peitadora das instituiges do estado e fiel defen-
sora das leis civeisa ponto do fazer da obedien-
cia essas mesmas leis um caso de consciencia,
e dentro dos limites que Ihe tracou a poderosa
mao de Deas, sempre se absteve de sublrahir ao
servigo da nago aquelles merabros, que em ra-
zo de seo emprego nao podera conciliar, em
urna e outra repblica, obrigages incorapativeis
e Isto mesmo em um lempo em que ella v suas
Qleiras quasi desertas, podendo bem dizer: a
seara grande: porm os operarios sao pon-
eos, [b) Por isso, charissimos filhos, bem infun-
dado esse receio, deque falhm certos homens
intensos egreja ; que possa ella, augmentando
extraordinariamente seu clero, absorver, em seu
seio todos os ctdados ; o que nao se d mesmo
nos paizes, em que o clero merecidamente goza
de grandes privilegios, e egualado aos mais
funecionarios pblicos na distribuigao de certas
granas e subsidios, (c)
toja anarchU (17), susplantou corajosamente a
.?" d?bllxo de ePciosos pro-
, quena arrancar o povo brasi-
Ieito do centro da verdade. e deixa-lo fluctuar
vente de doulrina (18). Na verdade,
e*arfstaaos irmaos e amados filhos, visivel a
iraieccio divioa sobre a egreja brasileira cuja
nuioris, prtncipiada quasi em nossos dias, nos
mostra bem claramente os rasgos dessa divina
- Mn,DCi!' que forte e gravemente todo dis-
pe (aj. Assistindo a religio calholica aos pri-
meiros preparativos para o descobrimeoto deste
oeiio paz (20), acompanhando ao Intrpido na-
vegante, que oulro rumo demandava, arvorando
seu glorioso estandarte n'eslas praias ento vir-
gens ; levautanlo o priraeiro altar, e offereceodo
a Magestade divina o sacrificio do corpo e sangue
de Jess Chrislo, ella nunca o deixou at enlrar
no pacto fundamental da nago (21).
Bis, amados fllhos, a egreja brasileira, em seus
principios, plantada entre o ocano embravecido
eM '""gens e apraziveis florestas ; entre o espi-
rito do mundo, suas desordenadas paixoes e as
perseguigoes qae soCfreria, e a paz. felicidade e
eterno goso no seio de seu esposo Jess Christo.
em pequea enlo. mis regada com o sangue
primeiro prelado e de seus filhos (22).
a
dos
de
ella tem eslendido seus ramos, e sua sombr
abriga jmhes de filhos, que sao honrado.,
com tao bello titulo entre oa quaes se aprsenla.
Aquello, em cujas mos tem a nago depositado
seu desimo e que, ornado com os esplendores do
diadema imperial e com a alta qualidade de seu
Augusto Defensor, confessa-se humlissimo filho
da egreja (23)
Um hornera porm h, filhos charissimos, so-
ore o qual est fundada a egreja de Jess Chris-
to, da gual parte a egreja brasileira ; um ho-
mem, sim ; porque a egreja composla de ho-
meos ; mas um homem d'um poder immenso,
um poder divino, psra o qual convergem todas
as veias deste grande corpo, que delle percebe a
vida, e sem o qual desorganisa-se ; porque elle
e centro da uoidade. Esle homem o papa
chefe da egreja catholica, e to identificado com
la, que delle podemos dizer o que della disse-
poUdo estrangeiro para o* catholicos no que diz
respeilo 4 religio, ou elle como mestre, eosine
aos que ignorara, ou como superior e pae casti-1
gue e reprehenda os que erram, ou abra os the-
souros de suas gragas queiles, que doseis ao en-
sino, se consliluem benemritos filhos da egreja.
Longe e bem longe de vos, que sois catholicos
e que vos gloriaes com tao sublime titulo, esta
impa a scismatica denominaco, com que os dis-
sldentes tratam o chefe do calholicismo. Pro-
testando files nao serem membros da grande fa-
milia catholica, nao de admirar que tenham o
papa como estrangeiro, e que elle seja mesmo
as cousas espiriluaes, substituido pelo leigo ain-
da roulher, apezar de S Paulo ordenar que ella
na egreja nao falle, mas que seja sujeita; porque
torpe cousa que na egrej i ella falle (29). o que
Dem mostra que aviliameoto chega o homem,
quando levado d'um cego-jrgulho, nao sujeita
sua traca razao s luzes da f, que somente no
ciiholicismo se acha pura e inalteravel.
Todos os gloriosos ttulos, cima referidos, nao
conviriam ao romano pontfice, se elle fosse um
simples bispo fazendo as vezes do chefe da egre-
ja, maniendo e representando a unidade e dando
direcgao tudo que respeta a salvagSo. Nao
amados filhos, alm do primado de honra, oceu-
pando por isso o primeiro lugar oa gerarchia ec-
desiasiica e precedendo todos, o papa possue o
primado de jurisdiego em toda sua plenitule.
ao o provaremos; porque esta a crenga da
egreja universal ; urna verdade de f procla-
mada pelos concilios geraes (30).
Todas estas altas prerogativas exigem que nos
deposite raosaos ps do soberano pontfice nao s
o sacrifuio de nossa indiligencia crendo o que
ene er ; mas o sacrificio de nosso amor e res-
peilo ; porque se doutor. que nos eosina,
tambem pae, que ternamente nos ama.
E verdade, charissimos fllhos, que o inferno
no excesso de seu furor, procura iocessanteraen-
ie cora diablica astucia diminuir, seno destruir
de lodo o respeilo e amor que os fiis devem
seu chefe e pae; e para este fim dirige suas ar-
masi uzendo nascer desconfiangas no espirito dos
holicos por meio de imprudentes calumnias,
do poder e prerogativas de S. Pedro, sobre o qual \ paga e nascida no atheU
Jess Christo fundou a sua egreja, nao pode ella i cruel guerra sempre pr
existir sera o papa, por isso onde est elle ahi! amor religio e seu el
mos, nem o podemos separar della sem derrocar alienando do nico centro vivificador os espiritos
o da egreja. Successor e herdeiro j menos reflectilos, e servndo-se d'uma politica
eismo, para fazer a mais
protestando o respeilo e
/^rr"'n r"L-----------""" D,, ""*------" ""'g'80 e eu chefe (31).
,' fg.reja (J- Hecebendo o poder de apas- j Nioguem se escandalise, amados filho, pois
ceniar todo o rebanho das ovelhss e cordeiros(25), esta guerra la o amiga como a mesma egreja
s rliTmm ser 0UT,da "? cousas, que locam on para mais propriamente dizer, como a virtu-
1 nn.SI i ,por,u? s d.elle supremo pastor; de ; pois contra ella que o mundo dirige suas
e posto em lugar daquelle de quem deriva toda a I sellas, esforgando-se para extinguir de urna vez
lurisaiccao, mandando para confirmar os oulros i se podesse, a brilhaote claridade que ella esparg
na b, sua palavra garantida pela eterna jem lodo o mundo, e que muito incommola aos
veroaae e por uso assislida da infallibilidado (27).' enfermos olhos acostumados s trovas do erro e
us bispos, posto que instituidos pelo Espirito- < do vicio. A guerra a mesma e o mesmo o
aaoio para regerem a egreja de Deus, depeodem espirito, que a dirige ; a differenga est nica-
ao ponuuce romano, e delle nao podem prescin- mente oa mudanga des armas empreadas e na
air no exercicio do poder divino, d? que se \ escolha do ponto mais fraco para o assalto. Has
senara revestidos; porque elle o pastor dos iquauto sao eoganados os clculos dos homens e
pasiores.e o nico que se acha de posse das cha-1 errados seus camiohosl Ha dezanove seculos
ves ao aprisco ; sendo reputado matador e la- I Que os ioimigos da egreja procurara raivosos em
arao aquelle, que por oulra parte entra, qae nao I lorno de seus muros o mais fraco lugar para abri-
JwSl A> \T0m brecha ; porm quaudo se julgam dentro,
beniro a urna egreja, que tem por nota cognos- quando arremessados violentamente de encontr
V ,7302a.aBen,0 da "ori-detoilof^stea.
ha?^ illB1dM.1"W" fllJ>. desconflaedos
prfidos conselhos, que fazendo-vos mos catho-
licos lar-vos-bo pessimos cidados. Checae-
vos sim, como flihos obe(ji.n,S 4 egrej. nossa
' e a"i aprenderis o que deveis Dos i
JOS mesmos. e vossos semelhantes como vos-
sas irmaos : aprenderis ser Telizes n'estee
n.f- i ml!n : e D,rl1 conhecerdes desde i o
2n. ra* "!ae "? eDn "> ^^ esta
r!,Bc,5J",',n6s Paasmos avosentreter
racL oPrC0 d0' S".?wtoi d'essas fonles de
rave a bondade de Jess Christo
e toda sua egreja.
Os Sacramentos da m
pare comoosco,
instituidos por
Uva a santidade, elle chamado santissimo pa-
dre ; supremo chefe da sociedade calholica, elle
e o patnarcha universal ; orgo decommunica-
go da vontade de Deus para com os homens, tem
por isso o titulo de soberano pontfice ; oceu-
pando o primeiro lugar de honra e de jurisdiego.
elle "-:-- --- -
8) Math. 29. 18, Joan. 20 21. Math. 18. 18.
9) Act. 20. 28. .
10J Galat. 1. 2.
IV .Moreno, Eosaio 1.1. p. 178.
12] Vid. em Gousset Droit Canooique pag. 25 n.
13) Vid. Leis Civis relativas ao casamento, tra-
ducgoiropwssa no Rio de Janeiro por ordem do
Exra.-T). Antonio, actual bispo de Marianna,
e prtale offerecida aos senhores legisladores do
Brasa,..
(U) Vid. sobre estes pontos os Elena, de Dir.
do Exm. bispo Monte, T. 1, e a representecao
assembla geral sobre casamentos feito pelo Eim.
Sr. D. Romualdo
memoria.
(15) Math. 10. 17. 27.
Esta bem organisada sociedade, este admiravel
corpo formado nao pelos clculos alliveis dos
homens, quem vedado penetrar os segredos
do futuro, mas pelo supremo architeclo, quem
tudo 'presente, regulado em tudo pela le da
uoidade, e nessa mesma lei est posta nao s a
sua forja como tambem a sua vida. Uoidade de
f, unidade de doulrina, estabelecem a unidade
entre os membros e a cabega, e nistoque con-
siste a forga e vida da egreja catholica. Faltando
esta essencial qualidade, os ramos desta magni-
fica arvore da vida, privados da vivificante seiva,
detnham, seccam e sservem para o fogo. E' es-
ta qualidade, amados filhos, que ornando o ho-
mem, fa-lo verdadeiro christo e seguidor da
doutrioa de Jess Chr'stc, porque de certo nao
pode merecer este honroso oome seno aquelle
que em unidade cora o chefe do catholicismo fr
catholico romano.
E para este importante objecto que chamamos
hoje vossa attengo, amados irmaos e filhos em
Jess Cnristo ; este nico signal, pelo qbat o
catholico coohecido, que desojamos seja i mais
bello ornato de vossas almas ; e o mais ap.ecia-
vel thesouro d'enlre todos os bens que possuas.
Mil gracas sejara dadas i Deus, que to visi-
vel e admiravelmente tem protegido esta nossa
bella e chara patria, que to merecidamente traz
o glorioso titulo do imperio de Santa Cruz : mil
gragas sejam dadas Deus, que de um modo to
digno de attengo tem conservado no espirito dos
Brasileiros o ioefavel dom da f catholica, da f
de nossos paes, e em seus corages esse amor
unidade que em lempos calamitosos, e quando o
Brasil corra o maior perigo de ser dilacerado
pelo ameacador scisma e submergido na espan-
16) Tril. sess. 23. c. 18. de Reformat.
De la paix entre l'Egliteet l'Elat. p 133.
Math. 9. 37. K
, Seguudo Margotti (Roma e Londres) s a
arcebispo da Baha, de saudosa, xidade de Roma coola 178. 798 hab. e apenas ha
^ 4164 do clero Reg. e Sec, muitos dos quaes es-
trangeiros.
(*) Vide Harto n. 165.
se Ihe dado o tempo de justificar-se, achara
sempre excelleotes razes em seu favor. Demais
nao sou nenhum poltro, e nem menos valente
que qualquer outro ; mas prefiro sorprehender o
meu inimigo dar-lhe aviso para que se pre-
vine.
Pois cu serei mais generoso do que s
Grandjean. Nao s darei a esse homem o tempo
preciso para provar, se fr possivel, a sua inno-
cencia, como tambem, se tiver de condemoa-Io.
pieveni-lo-hei antes de o ferir.
Mas a vosso respeito o raso muda muito de
figura. Podis praticar esses actos de generosi-
dade, pois todos sabem que sois iovulneravel 1
Oh 1 nao porque eu vos julgue feiticeiro, se-
nhoria ; mas nao resta duvida de que o homem
a quem pretendis atacar, pode desde j consi-
derar-so perdido para sempre.
Se esse homem tiver urna arma em suas
raaos, como tu teos agora, e se nao for tao pu-
sillanime que della se nao saiba servir, nada o
impedir de matar-me tambem. A proposito, a
tua carabina est carrogada, Grandjean ?
Anda sempre carregada, sennoria.
Muito bem.
O Batedor de Estrada com os olhos sempre B-
xos nos do gigante, deu mais alguns passos para
elle at tocar-lhe quasi no peilo, e disse com a
voz tremente :
Miseravel 1 Nao fosle tu que raptaste a se-
ahorita Antonia ? Quem te mandou comraetter
essf crime, e quanto te pagaram para isso ?
Estas palavras pronunciadas com sombra ener-
ga causaran) ao Canadiano profunda comrnogao.
Urna cor arroxeada tingio as suas faces speras
e crestadas pelo sol, seus grossos labios move-
ram-se sem produzir um sum, e os olhos pardos,
de ordinario lo seceos e amortecidos, sgltaram-
se parecendo sabir de suas rbitas um hmido
vapor.
Nao respondes, miseravel ? replicou Joaquim
com urna violencia sempre crescente. Foste l,
ou nao, o autor do rapto da condessa d'Ambron I
Fi, seoboria.
Quem te excitou a esse crime ?
MissMary.
Ah I
Um rajo de alegria passou pelo olhar sombro
do Batedor de Estrada.
_ Onde se acha neste momento a condessa
d Ambron ?
Ignoro.
Gomo Ignoras? Mentes, infame. Para
onde a conduziste ? Quem a tem prisioneira ?
Juro que disse a verdade. Deixei a Sra.
Antonia em poder do meu antgo amoD. Henri-
que : nao sei, pois, dizer-vos onde se acha ella
oeste momento.
Antonia 1 minha fl......pobre menina
no poder do marquez de Hallay I Oh I como sou
desgracado I Graodjeao, o culpado que eu pro-
curava eras tu, e vaes morrer immediatamente.
Senhoria, pego-vos que me escotis......
Escutaste por ventura a Antonia cuando te
supplicou que a deixasses em liberdade? pois
que estou certo de que ella l'o havia de suppii-
cr. Antonia I um aojo ver-w obrigada i cur-
var-se diante de um miseravel bandido, de um
Infame, como tu s t
E' verdade, senhoria, disse Grandjean com
urna firmeza que deounciava mais resignaco do
que esperaoga : confesso que ella me supplicou
Ihe deixasse a sua liberdade, e se fiquei gurdo
aos seus rogos, nao foi porque a vofl cobiga
abafasse em mim a voz da piedade ; mal porque
dei a minha palavra miss Mary, e eu sou es-
cravo da minha palavra. Agsra se queris ma-
tar-me sem esperar que me justifique, podis fs-
z-lo : a minha vida vos pertence duas vezes,
porque duas vezes m'a salvastes ; nao procurarei
pois defender-me.
O sangue fro, ou para melhor dizer, a apathia
do Canadiano suspenden, sem comtudo diminuir,
o furor do Batedor de Estrada.
Ests no leu direito, disse este, devo ouvir-
te antes de te julgar.
Senhoria, replicou Grandjean, encarreguei-
me de levar avante semelhante negocio, porque
miss Mary persuadiu-me que do rapto da seuho-
rita Antonia dependa a vossa felicidade. Nlo
vos direi, e nem o podera dizer se quizesse, as
razes de que se prevaleceu a Americana, que o
inferno confunda, para metter-me em cabega to-
das essas cousas : mas o caso que, quando ella
se explicava, pareca ter muita razao, e eu a
acreditei inleiramente. Ainda agora estou por
saber o mal que fiz, porque certissimo que ha-
veis de encontrar e livrar a senhorita. Ora que
vos importa que fique ella alguns dias em poder
do marquez de Hallay ? To moga ainda est que
urna semana, um mez, at mesmo um anno,
nao Ihe trar mudanga alguma ; pelo contrario
ficar mais crescida mais forte, epor conseguin-
te mais bonita I Alm de tudo islosupponho que
vivo poderei ser-vos de mais utilldade do que
morto.....
. Dissesle tudo quanto tlnhas dizer, Grand-
jean ?
Tudo: bem sabis que gsto pouco de ro-
deios, e phraseados.
Assim, pois, foi con o nico fim de pres-
tar-me um servigo que, Iludido por miss Mary,
commetteste esse crime to odioso ?
Foi, senhoria.
E nao recebeste paga do leu servigo.
O Canadiano absixou a cabega.
Perdi; miss Mary deu-me cincoenta oncas
de ouro, e urna leltra de cinco mil piastras sobre
master Sharp, seu pae. E' realmente preciso que
a Americana vos ame muito para que ella, que
tanto sabe apreciar o dinheiro, se decidisse
pagar-me essa quanlia por um negocio to fcil e
lo simples I E de mais, senhoria, miss Mary tam-
bem urna moca bonita I
Depois que o Canadiano confessra ter recei-
do o prego do seu crime, o Batedor de Estrada
j nao o escutava mais ; tratara de armar a sua
carabina.
{Ests condemnado, Grandjean ; defende-te.
O Canadiano nao se moveu. .. ^
Nao ouves, miseravel t
Ougo, senhoria ; mas repito-vos que a mi-
nha vida vos pertepte : tomae-a I sou um ho-
mem de bem.
s mesmas muralhas, espiara vergonhosamente
sua temeridade, e conhecem que existe urna torga
superior todas as forgas.
Tantas e to variadas derrotas nao tem descon-
certado o plano do ataque, antes mais peri-
p goso ; porque mais disfargado e com cores de
o o principe dos bispos ; e para failarmos amisado elle seapresenta em nossos dias. Urna
com a antiguidade ecdesiasiica. elle o chefe da i Poltica impia e que nao quer recoohecer auto-
egreja do mundo ; o bispo elevado ao fastigio ridade nem no mesmo Deus, e para a qual os di-
apostolico ; o prefeito da casa de Deus ; o (ruar- j reitos e devere3 sao termos vaos, embalando os
aa da vinha do Senhor; o vlgario de Jess Chris- povos ao som de eothusiasticos hymnos de liber-
to, o conrmador da f dos christos ; herdeiro ; dade, e proclamando a emancipado politica, d-
aos apostlos ; Abrahao pelo palriarchado ; Mel-; "ge suas vistas para a egreja catholica, e apona
cnisedech pela ordem ; Moyss pela autoridade ; Para Roma, como o maior obstculo realisago
samuei pela jurisdiego; Pedro pelo poder de sua sonhada felicidade vos sois livres, diz ella
n rao? UDC5*. e clavicularlo da casa de lodos os povos ; mas Roma nao quer, portanto
ueus (&). | rompamos os lagos e sacudamos de nos o
seu
porm Dominus ir-
Assim, charissimos filhos, o chefe da egreja do
mundo e o pae de todos os fiis nao pode ser re-
(17) A falla do throno era 1836. insinuando ao
corpo legislativo livrar ao catholico brasileiro da
difliculdade e impossibilidade-de mendigar em
Roma recursos, que acharia mesmo no imperio.
(18) Ephes. 4. 12.
brESfe
sM-.-a/aT^
Nosso Senhor JesuVchr^o (33; "quese o'tTaK
ceu coraouma victima inmaculada seu et!o
Pae. purifican a nossa consciencia de toda?S
obras mortses.afim de servirmos ao Deus vivo rail
e pela virtude do mesmo Jess Chri.to nos con-
EmAqa }* me,m' g"5. qe significara.
Por elles participamos dos mritos do sangue de
um Deus, podendo dizer, que nos sequiosos tira-
mos cora gosto agua da fonte do Salvador (35).
Sao elles os verdadeiros penhores da divina mi-
sericordia e instrumentos de nossa eterna salva-
gao, por meio dos quaes Deus, cuja vontade
poder e cujas obras soacompanhadas de mise-
cordia, quiz manifestar os inexhauriveis thesou-
ros de sua caridade (36'.
Os Sacramentos da egreja catholica que, se-
gundo asescripturas.tradicgo e definigo dos con-
cilios sao seto (37), numero este que correspon-
de todas as oecessidades da egreja e de cada
um liel era particular, produzem espertualmente
o que signiucam.
Ain!S L a eterna sabedona firraou sua casa (3Bi ouV a
Xz'dadUin8 seteeandie^o(39) que e'apargem
LV df d,\ ina graS" era nsss alma* : sao as
sete estrellas, que para illustrar a egreja, foram
E'I'.'.'.a I"* d Sal!a'/40) : sao noslm.
te os sete sellos, que fechavam o grande livro
dossegredos de Deus, eque agora e.L palenIS
n.S.t,.SngQa?f li,ife.i8' que da ostituigao divi-
na tiram v rinde de significar, e produzir a jus-
liga e santidade. Alm disto, amados filhos es-
tes sigoaes myslicos instituidos por Jess Christo
anda signiflcago e nos trazem a memoria a pai-
xo e morte de seu divino instituidor e o premio
da futura gloria, que esperamos ; neste sentido
que os santos padres dizem que todo o Sacra-
mento signal de tres coasas distinctas. isto ,
urna passsda.cuja memoria renova, urna presen-
te, que sigoifica e outra futura que promette.
Tudo isto nes deve fazer lembrar o amor de um
Deus para comnosco, que conheeendo a nosa
fraqueza, eque nao podemos chegar ao conheci-
mento das cousas espirituaes sendo pelas corpo-
raes, e sensiveis, e desejando fazer-nos partici-
pantes dos thesouros de sua omnipotencia, e le-
vado d urna ardeote caridade, instituio estes siz-
oaes significativos dos effeitos espirituaes, que
sao produsidos em nos.
O primeiro effeito dos Sacramentos a graca
que desiruindo em nos o reiuo do peccado nos
faz agradaveis Deus, reslituindo-nos sua ami-
zade e santificando-nos; por isso cbamam-na os
theologos graga santificante. Nao pea raso
deixada seus propros recursos, carissimos fi-
mos, que conhecemos estes maravilhosos effeitos
do mais interno amor de Deus para comnosco ;
nem ella, presumida como em conhecer a ver-
dade, comprehender como signaos externos, que
tocara o corpo vo produzir na alma effeitos total-
mente dependentes da divina vontade. S a re-
velagao, pela qual Deas se dgnou descobrr-nos
os segredos do seu poder, que nos diz que por
molo da agua, que lava o corpo, a graga val pu-
rificar a alma e rehabilita-la nos direilos perdi-
dos pela desobediencia do primeiro homem.
jugo. Eis o grande plano
ridebit eos.
i Nao de admirar, amados filhos, esta liogua-
gem ; porque a egreja calholica a representago
. da autoridade e a msior garanta do direito e do
dever, e liradas estas ideas do mundo se aprsen-
la a aoarchia de mo dadas com o communismo
acompanhado de seu medonho cortejo. a<
Ouv^ps palavras do augusto chefe do calhole- : l09' conlra demonio e suas suggeslese
Estes homens nao se persuadem desta ?*tra a ca,n,e e s?,us desordenados appetites.
ror um espantoso milagro, em que bem mostra
as finezas de seu amor e que maravilhon os ju-
deos a ponto de nao acreditaren! (42), faz Jess
Pela imposigaodas mos (41) e ungo do oleo,
a semellunga do que usavam os Atletas quando
entravam em combate, confirma-nos Deus seus
; soldados e nos reveste da armadura da f para
! valerosamente pelejarmos contra o mundo e seus
brou a Ia missa no Brasil
(21) Const. polit. lit. 1 art. 5.
(2) D. Pedro Sardinha. Io
morto e comido pelos gentos em
, ; aalvago das cidades e reinos. Nao se lembram
i de ra.io do mesmo anno 1500 Vid" coro- 2mC *tS^%TZ\UT* f0 adVersa
phia do Dr. Mello Manaa torogra 4 solida e verdadeira felicidade dos povos ; mas
I pelo contrario, sempre foi reputada benemrita
wi.nn h i 1 1 a- genero humano, por isso que por ella asna-
, i- 5" coes Darb"as foram trazidas sentimentos mais
iiaM>, e ae e humanos, instruidas nos saudaveis pre-
o, suffocadas as ger-
as por todos os modos as
sciencias e bellas artes, creadas publicas institui-
ges de caridade para alivio de todas as dores e
desgracas e promulgados aos principes e aos po-
vos utilissimos principios de justiga ehonestidade
Serem todas estas cousas e outras muitas pro-
movidas pela S apostlica para o bem de toda a
humana sociedade, attestam muiios e respeta-
o padre Azevedo Jesuta e seus 39 ^^\^Bi7SSr!5^
primeiros marlyres do Brasil, beatificados h^rai protefdssanimada
Suocd-"fSnoiipoKP,IX-equeJot-Tmorlosea iSUSSttVL'SSi
odio da f pelos hereges perto da lha de Palma.
Vid. padre Simo Vasconc, chron. da comp. de
Jess do Brasil, p. 425.
(23) S. M. I. na resposta ao discurso do Sr.
internuncio apostlico em 1858.
(24 S. Ambrosio ubi Petras ibi ecclesia.
(25 Joan. 15. 17.
(26 Luc. 22. 32.
(27 O corpo episcopal deu urna luminosa pro-
va desta verdade, quando, por occasio da pro-
mulgagao do dogma da Immac. Cooc, asseverou
ser o pontfice romano infallivel. Vid. Gousset
Croyance de l'Kglise.
(28) Vid. estes e outros bellos epithetos as
controvers. de S. Francisco de Salles citados em
Gousset Theot. Dogm. t. 1 p. 745.
Sabes o que s ? s
Um homem de bem
um poltro.
Grandjean estremecen.
Um poltro, sim : um misero pusillanime
que s swatreve atacar as mulheres, e quem
o aimples olhar de um homem faz tremer e em-
palidecer !.... um infame..T%i to infame que
se eu nao tivaase neste momento de castigar-te'
contentir.-8bfe-hia com o bater-te ncara.... *
Ouviu^fc^som de urna pancada : era a mo
fina e nefeosa de Joaquim Dick qu acabava de
abaixar-ae sobre a face de Grandjean.
O gigante deixou escapar um gemido que mais
se pareca com o rugido de uc a fra: mas conti-
nuou immovel.
Para a la pelle dura s o punho cerrado I
exclamou Joaquim com espantoso eimplacavel
saugue fro I Oh I a vergonha nada pode contra
taota infamia I pois bem 1 ao menos a dr sirva
para tirar-te desse vil torpor, e impedir-me de
ser um assassino....
Mal tinha o Batedor de Estrada acabado a sua
phrase, e j com o punho fechado bata no rosto
do Canadiano : o saogue jorrou com violencia.
A pancada fez o gigante vaciar : selvagem
e brutal expresso imprimiu um cunho de fe-
rocidade ao seu semblante largo e ossudo.
Oh I mil raios I exclamou elle com a voz
rouca.
Ainda bem.... miseravel I
O Canadiano levaotou vivamente a sua carabi-
na : mas, fazendo um esforgo sobre si mesmo,
arremessou-a para looge vinte passos de dis-
tancia, cruzou os bracos, fechou os olhos, e com
urna voz que exprima immensa dr e profundo
enternecimento, murmurou :
Amo-vos, Sr. Joaquim 1 Msttae-me logo e
nao me facaes soffrer tanto I
Lagrimas que corriam em abundancia, envoltas
com o sangue, innundaram-lhe as faces. O Ba-
tedor de Estrada aentiu-se commorido : sus co-
lera cahiu.
Grandjean, disse elle com um impeto de
bondade de que cortamente nao era susceplivel
algumas horas antes, isto quando nao tinha
ainda lido asearlas de Carmen, Grandjean, per-
doa-me ; o desespero tornou-me louco___ Tua
mo, meu pobre amigo ; creio no teu arrependi-
mento I
Eu tocar na vossa mo, senhoria I exclamou
o gigante com indisivel commogo : oh I nao sou
digno de semelhante honra. Ser ella a mioha
recompensa quando eu houver me rehabilitado
do meu crime. Amanha, ou heide deixar de
viver, ou a senhorita Antonia ser livre, e feliz
ao vosso lado e do seu esposo I
O arrependimento resgata todas as culpas,
dBjje Joaquim Dick com amargura e tristeza. Tua
ajeo, meu amigo.
O' Deus 1 Como sois bom I exclamou 9 gi-
gante,
C. do seu corpo nossa comida, e do seu
nossa bebida (43), tendo por fim fortificar nossas
almas com este mystico alimento. Nao obstante
... )s recursos, ainda 1 chefe
conslitue-se reo de lesa magestade divina, tanta
sua fraqueza 1 neste caso acha um tribunal sem-
pre disposlo a perdoar-lhe e a reconcilia-lo com
Deus, e este tribunal o da penitencia, onde se o
homem arrependido se aecusa, perdoado (44).
[Continuarse ha).
29) 1 Coriot. 14 34 35.
.30) Conc. geral de Leo em 1275. Conc. de
Florenga em 1439.
(31) Vid. a excellente obra Pi IX pontfice e
rei escripia pelo Exm. Sr. D. Antonio Macedo,
actual bispo eleito do Para. E a bella pastoral
do Exm. conde romano. Bispo de S. Paulo, D.
Antonio, de 13 de Janeiro de 1861.
Mais urna palarra, Grandjean, promette-me
que nada tentars em favor de Antonia sem o
meu consentimento. O excesso de teu zelo po-
dera transtornar os meus planos, e deste modo
retardar o seu libertameoto.
Prometi, senhoria.
Nao te afastes da Ventana; de um momen-
to pira outro posso ter preciso de ti.
Deus vos ouga Como bom esse Sr. Jos-
quim, disse o Canadiano seguiodo com o olhar o
Batedor de Estrada que eolrava no rancho. Elle
devera ter-me apunhalado cem vezes, e entre-
tanto chamou-me seu amigo, e apertou-me a
mo I Ob 1 e nao acharei eu urna occasio de fa-
zer-me esmagar a cabega por elle* Sim.... por
que se nao achar, heid provoca-la.
Graadjean depois de ter estancado o saogue
que ihe corra do rosto, foi levantara sua cara-
bina, e neste interim percebeu o Ilustre Panocha
que sa diriga para o seu lado. O nobre fidalgo
tinha o ar extremamente afllicto.
Querida Antonia I mnrmurava elle; nV
culpa vossa que eu nao tivesse achado urna s
piastra no retiro; nao, nao culpa vossa, e nem
por isso vos quero mal: porm bem triste....
bem triste I
A'vista do Mexicano o gigante leve urna idea.
O' l, Panocha I Dae-me duas palavras.
O hidalgo levantou a cabega. Esse nome de
Panocha, comquanto Antonia nao eslivesse no
rancho, soava sempre mal aos seas ouvidos :
mas, como era o gigante quem Ihe fallava, nao
ousou manifestar o seu descontentamento.
Em- que o Sr. D. Andr Morisco y Malioche
y Nabos vos pode ser til? Ihe perguntou elle
com dignidade.
Em aceitar estas cincoenta ongas de ouro,
que o Sr. Joaquim me encarregou de distribuir a
quem bem me parecesse.
Cincoenta ongas de ouro .'
Sim, cincoeala ongas: aqui eslao ellas.
Dou-as a Panocha, ouves? porque nunca me atre-
vera a offorecer dinheiro ao hidalgo D. Andr
Morisco. .
Oh I Panocha te agradece de todo o cora-
gao, meu caro Grandjean, disse o Mexicano apo-
derando-so com desmarcada cobica e alegria dos
dous rolos de ouro que ihe offerecia o Canadiano.
Panocha ser teu amigo at a morte. Bem sa-
bia eu que nao tiveste parte na desgraga da se-
nhora condossa 1
Quando se fazia urna dadiva a Panocha, j se
sabe, elle tratava de ir-se logo retirando com
medo de que houvesse algum arrependimento.
Por minha f! dizia o Canadiano fleando
s. Eu nao serei adjunto de Maire de Villequier;
mas o Sr. Joaquim Dick apertou-me a mo, e
chamou-me seu amigo: prefiro esta honra a to-
das as dignidades da trra, e melhor cidra da
Normandta 1
Grandjean tirou depois do sea cinto de couro a
letra sacada por miss Mary, e considerando essa
tira de papel com o enderece a cata de master
Sharp & C., disse
(32) Allocuco do SS. Padre Po IX de 17 de
deiembro de 1860.
33) Conc. Trid. sess. 7. Can. 1.
34)
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
Ad. Hebr. 9.14.
Isa 12. 3.
S. Leo Serm. 2. de Nal.
Trid. sess. 7. Can. 1.
Prov. 9.1.
Apocal. 1.12.
Ibid.1.16.
Act. 8.16.
Joao. 6. 61. 67.
Joan. 6. 56.
Joao. 20. 23.
E' pena I mas nao ha outro geito....
E risgou a letra em mil pedagos.
Passada ama hora, sendo advertido por Pano-
cha de que Joaquim Dick desejava fallar-lhe, en-
trou no quarlo em que se achava deitado o con-
de d'Ambron.
Grandjean, disse-lhe o Batedor de Estrada,
parlo j em seguimento do marquez d'Hallay:
durante a minha ausencia tratars do Sr. conde,
como ae fosse eu proprio. Daqui a tres dias se
elle quizer por-se a caminho, e se esliver anda
muito fraco para supportar a fadiga da viagem,
colloca-o sobre o seu cavallo, e tu mesmo o de-
ves ir amparando. Jurei-lhe que dentro de tres
dias ter sua plena liberdade de aeco : e foi s
com esta condigo que deixou-me examinar e
curar as suas ferdas. Espero que entilo iris
ambos tercommigo sem muito custo. E' prova-
vel que a tropa do marquez v fazendo estages
mui demoradas, e eu lerei o cuidado de deixar
sobre a minha passagem alguns signaes que vos
permittiro seguir fcilmente a minha pista. Teos
compreheudido?
Perleitamente, senhoria.
Posso contar comtigo ?
A maneira por que e gigante respondeu a esta
pergunta faiendo com a cabega um signal afSrma-
tvo valia bem um eloquenle discurso.
Joaquim Dick levou o Canadiano at a sala de
janUr, e abaixando a voz, Ihe disse :
Esqueci-me de pedir-te um esclarecimento.
Porque razo ousasle voltar ao rancho depois do
rapto de Antonia ?
Porque miss Mary assim o ordenou.
Bem. E se nao tornares para junto delta
naturalmente nao ha de resistir a sua impacien-
cia, e vira mesmo em pessoa a Ventana saber o
que se tem passado?
, "" S pr0oTayel 1ue m : nesle caso o que Ihe
devo dizer?
Que nao ests mais a seu servigo. e acon-
seiha-a que se retire daqui o mais depressa pos-
*S?
S.
Um quarto de hora depois Joaquim Dick, ten-
do-se despedido do conde* d'Ambron, pedio que
Ihe troxessem um cavallo, e Panocha Ihe trouxe
o Tordo.
Andr, dase Joaquim subindo ao sellisa,
queros saber a pessoa que mandou raptar tua
ama?
Oh I se quero 1 Infeliz dessa pessoa t
Pois sabe que foi miss Mary.
E o Batedor de Ettrada cravando as esporas no
cavallo parta a galope.
(Continuar-e-/Ha.)
PIM,- TTP. DI M. t. DI f AsUA.-186U

:>


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