Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09343


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Full Text

M
'I.
lili IUTI IDIUO I6S
? iM
latui.-iai ni m****
\
fe* tres aera friiantata S$Or)&
Por tres meses veicidos 6)000
r
FUI* 22 IB JOLHO

Ptr ano* adianUd* 1!
Parte fraiea para a iabsriatar.
ncarrtoados da subscripcao do norte
Parahiba, i Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, a Sr. Antonio Marques da Silra ; Araca-
ty, o Sr. A, da Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da 01iveira;.Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS UUS LUHHEIU.
Olinda todos oa dias aa 9 1/1 horas do dia.
Iguarass, Goianna a Parahiba as segundas e
seitas-feiras.-
S. Antao, Bezerros, Bonito, Ciraar, Allinho
Garanhuns as tergas-feiraa.
EPHEM ERIDES DO MIZ DE JULHO.
7 Lna ora as 11 horas a 56 minntos da tarda'
15 Quarto crescenta aos 28 mina tos da manhia' ?*
!21 La cheia as 9 horas e 46 minntos da tarde-
!9 Quarto minguania as 5 horas e 32 minutos da
tarde.
* mdiuh nn nm*
THEASIAH B HU,|.
Primeiro as 4 horas 30 mnalos da manha.
Segando as 4 horas 54 minutos da Urda.
DAS DA SEMA!A.
Seguoda. 8. Mara Magdalena ; S. Meneleo m.
Terga. S. Apolinario b. m.
Quarta. 8. Ghriatioa v. m.
Quinta. S. Thiago ap. ; S. Christovo m.
Sexta. Ss. Sym phronio.Oli mpio e Theodulo Mm
Sachado. (j*Jnj) S. Pantaleao medico.
AIKMCIAS UUS TK1BUNAK5 DA CAPITAL.
Tribunal do commereio; segundas quintas.
[Relago: torgas, quintas sachados as 10 horas.
Fazenda : tergas, quintas e sabbados aa 10 horas.
Jaito do eommercio : quartaa ao molo dia:
Dito de orphos: torgas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do eiYol: torgas sextas so meio
.dia.
Segunda vara
ENCARBEGADOS DA SUBSCRIP5AO DO STJL
Alagoas, o Sr. Clandino Faleio Dias; Babia,
Sr. Jos Mirtina Airas ; Rio do Janeiro, Sr;
Joo Pareira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figaeiroa de
aatoaao. u^m, s. rantateao medico. Segunda vara do eir.l: qaartas e sabbados a 1 Faria.na sus lUraria praga da Independencia o.
Domingo, b. Anna mi da mi de Dos. I hora da tarde: 16 e 8.
PARTE OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
LE N. 516.
Antonio MarcbHino Nunes Gongalves, presidente
da provincia de Peroambuco.
Fago saber a todos os seus habitantes que a
assembla legislativa provincial decretou a lei
seguinte:
Artigo 1 A despeza das cmaras municipaes da
provincia para o auno (loanceiro de 1861 a 1862
flca orgada em ris 168:998094.
Art. 2o A cmara municipal da
cidade do Recito tica autoriza-
da a despender, os objeclos desig-
nados nos scguintes a quantia
do................................ 104:906000
1* Vencimentos de secretario
sendo, 1:400$000 de ordenado, e
OOO9000 de gratiflcagao........... 2:00OSOOO
dem do ofHcial maior, sendo
9009000 de ordenado e 4009000
de gratificago.................... 1:300:000
dem de austro amanuenses,
sendo 6OO9OOO de ordenado para
cada um e 400SOOO de gratiflcagao 4:000000
dem do coireio e continuo da
casa sendo 4009000 de ordena-
do o 2009000 de gratiflcagao... 6OO9OOO
2 Porcentagem do procura-
dor de quatro por cento de todas
as rendas, conforme o disposto
do art. 2 da lei municipal n. 433
de 25 de julho de 1857, calculada
m................................ 2:8225000
Vencimentos do contador, sen-
do 9009000 de ordenado e 4005000
de gratiflcagao.................... 1:3009000
3 Ordenado do advogado.... 500$000
dem do solicitador............ 3509000
dem do porteiro judicial...... 2409000
dem de quatro fiscaes da cida-
de teodo cada um 6OO9OOO de or-
denado e 400*000 de gratiflcagao,
que ser percebida pelo supplen-
te em exercicio.................. 4:0008000
dem do administrador do ma-
tadouro........................... 600S000
dem dos fiscaes das freguezias
do Pogo 4a Panel la e Affogados
sendo 45G9000 de ordenado a ca-
da um e 2509OOO de gratiflcagao,
que ser percebida pelo supplen-
te em exercicio.................. 1:4003000
dem dos fiscaes de Jaboalo,
Varzea, Sio Lourengo eMuribeca
tendo cada um 2409000.......... 9603000
Ordenado do cirurgiao da casa
de detengo.......................1:2003000
dem do engenheiro sendo....
1:400900 de ordenado e 6OO9OOO
de gratiflcagao subsistiodo a ois-
posigio da lei anterior relativa ao
reguiamento que deve ser dado
pelo guverno..................... 2:0005000
dem de doze guardas fiscaes
venceodo cada um 5009000..... 6:0009000
Cemiltrio Publico.
8 4* Ordenado do administra-
dor................................ 2:0009000
dem do capello............... 9009000
dem do sachristo............. 3609000
dem do porteiro............... 6OO9OOO
dem do jardineiro............ 4809000
dem de dous guardas a 6OO9OOO
cada um.......................... l:200$O00
dem de trabalhadores para o
enterramento e asseio do Cemite-
rio, inclusive roupa sustento e cu-
rativo de tres africanos livres 5:6948000
Evenluaes inclusive compra de
materiaes para tapar catacumbas. 6OO9OOO
Despeta ordinaria.
5o Aluguel do Pago.......... 8OO9OOO
Expedienteo impressoes....... 1:0009000
Jury e eleigdes.................. 2:0009000
Cusas em que condemnada a
municipalidade.................. 3:0009000
Negocios judiciaes tentados pe-
la cmara..!...................... 1:0008000
Limpeza das ras da cidade, e
concert de predios.............. 12:0009000
6 Centinuago das obras do
snatadouro pnblico as quaes serao
administradas pelo engenheiro da
cmara............................ 18:0009000
Desapropriagdes................ 10:0009000
Goatiouago das obras dos Ce-
miterios do Pogo da Panella e
Sao Lourengo da Malla........... 6:0008000
Evenluaes dividas passivas e
ordenados devidos ao porteiro do
jury depois de verificados ellas
pela cmara municipal........... 10:0009000
Ordenado do ajudante do guar-
da fiscal..........................
dem de dous fiscaes, perce-
bendo o da villa 2009000.........
Porcentagem de procurador....
2.> Jury e eleiges...........
Luz e agua para a cadeia......
Cusas de procesaos............
Cotcenos de predios, calga-
mento e limpeza das ras........
Expediente e despezas miudas.
Eveotuaes e as signatura do Dia-
rio..............................
104:9069000
Art. 3 A cmara municipal da
cidade de Olinda autorisada a
despender com os objeclos desig-
nados nos seguales a quintia
de ris............................
1 Ordenado do secretario..
dem do porteiro...............
dem do procurador, tendo mais
seis por cento em todas as rendas
da cmara.......................
dem do fiscal das duas fregue-
zias da cidade........>...........
dem de Beberibe..............
dem de Paratibe...............
dem do 2o districto de Maran-
guape.............................
Ad vogado.......................
2o Expedieote................
Gustas de procesaos em que
condemnada a municipalidade in-
clusive o que deve a cmara a
Amaro Jos do Amaral, e Rufino
da Silva Ramos, bem como......
698578 a Francisco das Cha gas Ca-
valcante Pessoa, 749600, ao Dr.
Agoslinho Emelino de Leo t>o Dr.
Maooel Izidro de Miranda........
1148500 e a Jernimo Joaqun
Bezerra da Fonceca I8O5OOO.....
Luz e agua para as prisdes.....
Concert de predios calamen-
to limpeza das ras.............
Jury e eleig&es.................
Eveotuaes e assignatura do
Diario e impressoes.............
3. Ao administrador do ce-
n ilerio ...........................
Correio vencendo diariamen-
te 18280..........................
Evenluaes]...
12:8399898
sooaooo
4008000
5729418
3009000
509000
5O9O00
509000
4209000
1008000
Art. 5." A cmara municipal
da cidade de Goianna autorizada
a despender com os objeclos de-
signados nos seguiotes a quan-
tia de 4:8779000..................
8 1. Com o secretario.........
Vencimentos do advogado.....
dem do porteiro..............
dem ao ajudante do mesmo...
Porcentagem do procurador.|...
Vencimentos do fiscal sendo
150$000 de ordenado e ootro tan-
to de gratiflcagao, que aera per-
cebida pelo supplente em exer-
cicio ....... ......................
dem do cirurgiao de partido ..
dem do repezador do agoague.
Porcentagem do administrador
do matadouro....................
Com o concert da bica do tao-
quinho...........................
2.* Com o espediente e des-
pezas miadas].....................
Com os foros de terrenos occu-
pados pelas cmaras..............
Com o jury e eleigdes..........
Pagamento de castas, inclusive
o que deve a cmara a Manoel
Ferreira Xavier na importancia
de I209OOO.......................
dem de obras municipaes re-
paros de predios, calgamento de
ras e limpeza das mesmas......
dem da casa que serve de ri-
beira do peixe...........'.........
Pagamento da casa que serve
de agougue em Cruaogy.........
dem da casa que serve de
mercado fsrinha e outros gneros
dem de luz e agua para a ca-
deia...............................
Despezas evenluaes e assigna-
tura do Diarto...................
Art. 6.* A cmara municipal
da cidade de Nazareth, authori-
zada a despender com os Objec-
los designados nos || seguintes
a q.iBlitia d<9 IClB 4.098]lOOO......
t. Com o secretario........
Ordenado do advogado.........
dem do porteiro...............
dem do continuo..............
Porcentagem do procarador....
Vencimentos do fiscal d* cidade
dem do fiscal das freguezias..
2. Expediente e despezas
miudas.............,..............
Jury e eleigdes e assignatura
do Diario.........................
Custas de processos inclusive o
que se deve so escrivao do jury
Manoel Joaquim Baodeira de
Mello.............................
Com a bertura de urna fonte,
que possa foroecer agua potave
em lugar commodo aos morado-
res da cidade.....................
Despezas evenluaes.......
Com melhorameto da bomba..
Luz e agua para a cadeia......
Para a compra de quatro bi-
tangas o pesos para o repeso do
agougue...................-.......
Ordenado do encarregado do
repeso............................
Com a compra da casa da c-
mara........................
Art. 7." A cmara municipal
do Rio Formoso autorisada a
despender com os objectos desig-
nados nos seguintes a qusntia
de 3:8889000...........
1. Ordenado do secretario .
Ordenado do advogado .....
dem do porteiro......, .
dem do fiscal........:
dem de um guarda municipal.
Porcentagem de seis por cento
do procurador...........
2.* Com o expediente e des-
pesas miudas ....;...,..
Jury e eleiges i :.....
Agua e luz para aesdeia......
Custas de processos criminaos..
Aluguel do pago da cmara....
Obras e limpeza das ras sendo
1:0009000 com a factura da ponte
da ra Bella......................
Despezas eveotuaes e assigna-
tura do Diario...................
"
7:0009000
150&000
1:0008000
2OO9OOO
2808000
6OO9OOO
4678480
4OO9OOO
Art. 8. A cmara municipal da
Villa da Escada autorisada a des-
pender com os objectos designa-
dos nos paragrapbos seguintes a
quantia de ris -29798770.
1. Ordenado do secretario.,
dem do advogado............
Porcentagem do procurador....
Veocimento do fiscal..........
Porteiro........................
2. Expediente, despezas mia-
das e assignatura do /Mario....
Luz e agua para a cadeia......
jury e eleigdes.................
Custas de processos criminaes
e cootravengoes de posturas......
Aluguel do pago...............
Mobilia ........................
Obras municipaes e limpeza das
ras...............................
Eventuaes......................
8O90O0
2808000
1509000
IOO9OOO
309000
2009000
1:4009000
609000
7O9OOO
2:9709000
8009000
4009000
3O08OO0
1009000
2009000
3OO9OOO
5009000
509000
509000
1809000
1809000
259000
609000
3009000
8009000
849000
409000
12B9000
270SOOO
1189000
4:8779000
5OO900O
1508000
1008000
IOO9OOO
1509000
IOO9OOO
509000
309000
1189000
6009000
5009000
1009000
3009000
200800
1008000
1009000
1:500*000
das inclusive a assignatura do
Diario............................
Com o tribunal do jury........
Cusas de processos............
Com o azeite e agua para a ca-
deia..............................
Com foros dos terrenos oceupa-
dos pela cmara..................
Limpeza e calgamento das ras
Art. 10. A cmara municipal
da villa de Ouricury autorisada
a despender com os objectos de-
nados nos paragrsphos seguales
a quantia de 3468000.
1. Ordenado no secretario..
dem do porteiro..............
dem do ajadante do porteiro..
2. Agua e luz para a cadeia
Jury e eleiges.................
Limpeza das ras e despezas
evenluaes........................
Art. 11. A cmara municipal
da villa do Ei autorisada a
despender com os objectos espe-
cificados nos paragraphos seguin-
tes a quantia de 5069000
1.a Ordenado do secretario.,
orteiro........................
2. Expediente e assignatura
do Diario......................
Luz e agua para a cadeia......
Eleigdes e processos decebidos
no jury ..........................
Despezas eveotuaes............
Limpeza de ras e concertos de
estradas..........................
Art. 12. A cmara municipal
da Tilla do Bonito autorisada a
despender com os objectos desig-
nados nos paragraphos seguintes
a quantia de 3:6489000.
1. Ordenado do secretario.,
rdenado do porteiro..........
dem do fissal.................
Porcentagem do procurador....
2. Expediente e despezas
miudas............................
Jury e eloigdes.................
dem de custas de processos
decahidos inclusive o pagamento
do que deve a cmara ao escrivao
Joo Gomes da Silva..............
Azeite e agua para a cadeia e
o costeio de dous lampedes da
villa.............................
Assignatura do Diario.........
Limfoi, da ruoo, anilUUajo
da obra da casa da cmara, cal-
gamento do pateo da (eir e repa-
ros da ponte......................
1209000
409000
809000
1459000
38880
IOO9OOO
8388880
1209000
258000
129500
509000
509000
889500
3469000
1008000
259000
589(100
589000
IOO9OOO
259OOO
1409000
5069000
%
2009000
6O9OOO
2O9OOO
I2O9OOO
2O9000
1509000
3009000
960JJOOO
189000
2:5009000
Evangelista Ferreira Paes, na con-
formidade da. lei anterior.........
Obras e limpeza das ras da
cidade.............................
Art. 17 A cmara municipal
da Villa deS. Bento autorisada
a despender com os objectos de-
signados nos &$ seguintes a quan-
tia de ris 6679640.
1. Ordenado do secretario...
dem do porteiro...............
Porcentagem do procurador,..
2. Expediente...............
Jury e eleigdes................
Cusas........................'..
Assignatura do Diario,........
Agua e luz para a cadeia......
Despezas e ventuaes e csncerlos
de ras e limpeza.................
Art. 18 A cmara municipal de
Pao do Alho autorisada a des-
pender at aquantia de 3:2319632,
sendo 4OO9OOO com a limpeza das
ras, 2009000 e mais a quota
consignada na lei de anno pasea-
do, com a verba pagamentos de
cusas e o restante com os ob-
jectos designados nal leis ante-
riores, devendo empregar as so -
brss d'estas e demais verbas com
a conclusao do agoague publico da
Villa...............?.............
Art. 19 A cmara municipal da
villa de Nossa Seahora do Bnm
Conselho de Papacaga autorisa-
da a despender com os objectos
designados nos j seguintes a
quantia de 6679640.
1.a Ordenado do secretario..
dem do porteiro..............
Porcentagem do procurador....
2. Expedieote...............
Jury e elelgde3.................
Cusas......... ........:........
Aisigoatura do Diario.........
Agua o luz para a cadeia.......
Depezas evenluaes concertos
de ras e limpeza.................
2348O0O
20O9OOO
1:2449000
2OO9OOO
3090C0
448640
209OOO
359OOO
5O9OOO
189000
209OOO
2508000
6679640
3 2319632
da lei n. 489 de 1860 eslabelecidas nos arts. 22,
23 e 24. Revogadas as disposigdes em con-
trario.
Art. 23. O presidente da provincia autoriaa-
do a contratar com Carlos Luiz Cambrone o esta-
belecimeeto de canos, que deem esgoto as aguas
cabidas as ras e pateos das casas desta cidade,
expedino para este fim os regulamentos ueces-
sarios, e ficando o sobredito contrato dependen-
te da approvagoda assembla.
Mando, portento, todas as autoridades,
quem oconhecimento e execugo da presente
lei pertencer, que a curaprara e fagam cum-
prir lio inteiramente como n'ella se cootm.
O secretario desta provincia a faga imprimir,
publicar e correr.
Palacio do governo de Pernambuco, 18 de ju-
nho de 1861, 14 da independencia e do im-
perio.
L. S.
Antonio MarcellinoNunes Gonralves.
Sellada e publicada a presente lei nesta se-
cretaria do governo, em 18 de julho de 1861.
Joo Rodrigues Chaves.
Registrada s fl. 90 v. do liv. 5 de leis pro-
vinciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco, 20 de
junho de 1861. O amanuense, Rufino Jos F.
de Figuciredo.
O bacharel Pudro de Alcntara Peixoto de Mi-
randa Veras.Como requer.
Virgilio Coelho.Jume o supplicante o titulo
do terreno a que Ilude, c cumpra a segunla
parte do despacho de 3 de junho prximo Ando,
porque a certido que otTereco nao satisfaz
PERN1MBUC0.
REVISTA DIARIA-
3:6481000
4:6989000
5009000
2008000
1208000
4009000
1203000
2005000
30J0OO
loojtjl
4009000
1689000
1:5008000
909000
3:8889000
3009000
20O9OOO
609000
1009000
IOO9OOO
809000
7O9OOO
I6O9OOO
2009000
2408000
21680(0
1:1539770
1008000
Art. 18. A cmara municipal
da villa de Flores autorisada a
despender com os objectos desig-
nados oos paragraphos seguintes
a quantia de ris 1:2805000.
1.a Ordenado do secretario..
dem do porteiro...............
Porcenlagens do procarador......
Vencimentos do fiscal..........
2.a Expediente e despezas
evenluaes ........................
Jury eeleigdes................
Agua e luz para a cadeia .
Custas de processos .....:
Obras municipaes..............
Com o aluguel da casa que ser-
re para as sessdes ........
Art. 14. A cmara municipal
da villa de Cimbres autorisada a
despender com os objectos desig-
nados nos paragraphos seguintes
a quantia de ris 6675640.
Ia Com ordenado do secre-
tario..............................
dem do porteiro...............
Porcentagem do procurador...
2.a Expediente..............:
Jury e eleigdes................
Assignatura do Diario..........
Cartas..........................
Agua e luz para a cadeia......;
Despezas e eveotuaes inclusive
o pagamento que se deve ao por-
teiro econcerto de ras e limpeza
Art. 15 A cmara municipal
da villa do Cabo, autorizada a
despender com os objectos desig-
nados nos seguintes a quantia
de 3 7715994.
El." Ordenado do secretario.,
ratificagao do advogado nos
termo da lei......................
Porcentagem do procurador....
Ordenado do porteiro..........
Com os fiscaes.................
Porcentagem do ajudante do
porteiro...........................
2.a Expediente e despezas
miadas...........................
Jury e eleigdes.................
Custas de processos criminaes
decahidos no jury................
Agua e luz para a cadeia......
Dividas pasaivas dos annos an-
teriores ..........................
Eveotuaes e assignatura do Dia-
rio................................
Obras municipaes,-..............
Cemiteno......................
Castas das acgdes intentadas
pela cmara......................
3009000
409OOO
509000
209000
609000
808000
409000
905600
5OO5OOO
IOO9OOO
200#000
309000
449640
2OSOO0
359OOO
509000
189000
2O9OOO
25O9OOO
6679640
Art. 20 As demais cmaras fi-
cam autorisadas a despender as
quanlias seguintes as quaes se-
r o applicadas aos objectos de-
signados as leis anteriores: a de
Serinhem 7029000 rs., a de Bar-
reirng 5645000 rs.. a de Cabrob
366*000, d !..:, 0629OOO,
a da Limpeiro 2:9609000, a da
Victoria ar6-20$0Ov>. sendo o aug-
mento Je 300*000 rs. na verba
pagamentos de cutas, ficando au-
torisad por isso a pagar 5009000
rs. que esta a dever a Flix Ca-
valcante de Albuquerque Mello,
a de Garanhuns 1:07590X0, a de
Villa Bella 8489540 rs., a da Boa-
Vista 1:0358000, a de Taearal
1:1888000 rs......................
15:0209000
RECEITA MUNICIPAL.
1:2809000
2009000
309000
449640
209000
3590K)
188000
509000
205000
2509000
667g640
2:9799770
12:8299898
Art. 4.a A cmara municipal
ta villa de Iguarass autoriza-
da a despender com os objectos
designados nos seguintes a
quantia de 2:9209000.............
1.a Ordenado do secretario..
dem de um guarda fiscal que
sexvir de porteiro...............
4009000
1509000
Art. 9. A cmara municipal da
villa do Brejo, autorieada a des-
pender com os objectos designa-
dos nos paragraphos seguintes a
quantia de ris 8389880.
1.a Ordenado do secretarlo..
Ordenado do porteiro...........
Porcentagem do procurador
Fiscal...........................
2.a Expediente e despera ma-
30O8O0O
1508000
1459000
509000
349000
209000
259000
605000
3005000
1209000
1:4389860
805000
1899134
8O0S0O0
609000
3:7718994
Art. 16 Acamara municipal da
cidade de Caruar autorizada a
despender com os objectos assig-
nados nos seguintes a quantia
de 1:2449000
Sl.a Ordenado do secretario...
dem do porteiro..............
Porcentagem do procurador...
dem dos fiscaes do municipio.
Vencimentos dos fiscaes da ci-
dade. .^..........................
2.a Expedieote e assignatura
2001000 do Diario de Pernambuco........
409000 Jury e eleigdes................
6O9OOO Luz e agua para a cadeia......
5O9OOO Custas de processos inclasive o
que denlo ao eicrivo joio
3009000
1009000
8O9000
509000
505000
8O9000
805000
709000
Art. 21. As cmaras municipaes ficam auto-
risadas a arrecadar, durante o anno financeiro
futuro as rendas provenientes das seguintes im-
pusieres j decretadas em leis anteriores.
1. Alaguis de predios municipaes.
2. Foros e laudemios dos terrenos munici-
paes.
3. Aferigdes de pesos e medidas.''
I 4. Licenga de cordeagdes conforme a tabel-
la n. 2 de 1843, organisada pela cmara muqici-
pal do Recite.
5. Repesos de agougue.
g 6 Taxa de .dous mil rs. paga annualmente
pelas licengas que tiverem os mascates e bocetei-
ras, que venderem no municipio.
7. Taxa de dous mil reis sobre as enge-
nhocas.
9 8. dem sobre as estradas e pontes munici-
paes.
9. dem de oitenta r>. por carga de farioha
e legumes, vendidos nos mercados pblicos, fi-
cando as cmaras autorisadas a forneceraos ven-
dedores ou donos de taes gneros as medidas ate-
ridas.
10. Multas, segundo o cdigo do processo
criminal e leis em vigor.
11. dem por infracgdes de posturas.
12. dem das cmaras, conforme o art. 19
13 da lei municipal n. 135 de 2 de maio de
1834.
14. Dizimo de capim de planta que se ven-
der 00 municipio de Olinda.
g 15. Dizimo de miangas que se vender nos
municipios de Flores, Villa-Bella e Iogazeira.
16. Quinhentoa rs. por cabega de gado vac-
cum que for morto nos matadouros pblicos e
particulares, duzentos reis por cabega de gado
suino e cem rs. de ovelhum.
17. Quaesquer outras imposigdes e taxas que
ss cmaras esliverem autorisadas a cobrar e que
nao tenham sido abolidas.
8 18. Dividas dos annos anteriores.
6 19. Saldos dos ditos.
20. Dez mil reis por cada licenga para sol-
tar fogo de artificio, ficando prohibido o do ar
que nao for do systems de Morel quatro mil rs.
pela de soltar fogo do ar.
21. Dous por cento dos depsitos, na forma
do art. 105 do cdigo do processo.
22. Dous mil rs. por cada licenga annual or-
denada pelo reguiamento de 15 de julho de 1854,
para cobranga do imposto geral decretado do art.
69 da lei do orgameoto de 1843 a 1844 sobre lu-
jas, casas de commereio e outras de diversas de-
nomioagdes especificadas no citado reguiamento
de 15 de junho de 1851 e no art. 48 do reguia-
mento de 10 de junho de 1850, ficando iseotos
desta imposico os estabelecimontos, que o esti-
verem pelo art. 69 da lei do orgamento geral de
1853 a 1864.
23. Deseseis mil reis por carro de quatro ro-
das de eixo fixo a excepgo da cmara do Recite
que nao perceber este imposto, nem os que se
sVguirem at o 28 inclusive.
6 24. Dez mil rs. por ditos de duas rodas.
25. Dezoito mil reis por dito de aluguel de
quatro rodas.
S 26. Onze mil reis por dito de duas rodas.
27. Vinte e cinco mil reis por cada m-
nibus.
28. Seis mil reis por cada carroga excep-
tuados os vehculos em servico agrcola.
29. Cinco mil reis por licenga para curraes
depeixe.
30. Quarenta reis por cada coqueiro de pro-
dircgao parajnegocio, devendo os fiscaes fazer as
collectas no ultimo trimestre de cada exercicio,
31. Dous mil reis por ricenga para torno de
queimar cal ou caeira.
DISPOSICES GERAES.
Att. 22. Continuam em vigor utoriMgdei
Expediente do dia 18 de julho.
Olicio ao Exm. presidente das Alagoas.Re-
ceto o oflicio que V. Exc. me dirigi em 15 do
correte, e tenho a declarar-lhe em resposta que
o director do arsenal de guerra est aut irisado
desde 2deste mez a fornecer ao deposito de ar-
tigos bellicos dessa provincia as pegas de farda-
ment mencionadas em a nota annexa ao aviso
da repartilo da guerra de 14 de junho passado. I
Dito ao deserobargador provedor da Santa Caa
de Misericordia.Em vista de sua informago de
15 do correte, mande V S. admittir quando for
possivel no hospital Pedro II o indigente Boni-
facio do Nascimento Cesar.
Dito ao capillo do porto.Fago apresentar
V. Separa ser inspecionado, o recruta de mari-
nha Deodato Gomes da Silva.Communicou-se
destino do recruta ao chefe de pohcia que o re-
metiera.
Dito ao chefe de polica.Sirva-se V. S. de
ministrar as ioformagdes que solicita o Exm. pre-
sidente do Cear no oflicio por copia incluso,
acerca de Rita Rodrigues de Souza, que se acba
recolhido cadeia na villa do Saboeiro.
Dte ao inspector da thesouraris d6 fazenda.
Aos negociantes Maia Mendes & C. mando V. S.
pagar, conforme requisitou o comraandante su-
perior da comarca de Garanhuus em oflicio de 6
do correte, sob n. 56, os vencimnn'ios rotativos
ao mei$a -',u" u1kmo, dos guardas nscionaes
destacados naquella villa o oa poroa^n renles, urna vez que estejam nos termos legaes
os inclusos documentos queacompanharam o ci-
tado oflicio.Communicou-se ao commandanle
superior supracitado.
Dito ao mesmo.Transmiti a V. S. para o fim
conveniente a inclnsa nota demonstrativa que me
foi remeltida pelo inspector do arsenal de mari-
nha com oflicio de hontem, sob n. 205, das quan-
lias na importancia de 21:0379000 com que de-
vera entrar para o cofres dessa tnesooraria como
o Exm. vizconde de Susssuna, a cmara munici-
pal de Olinda, Luiz Jos da Costa Amorim, Times
& Mossen, Jos Antonio de Carvalho e os her-
deiros de Joo Leite de Azevedo pela porgo do
caes denominado do Forte do Mallos, feita nos
fundos de terrenos em que as possoas cima indi-
cadas tem propriedades com frente para a
Praga da Commereio ou Largo do Corpo Santo.
Respoodeu-se ao inspector do arsenal de ma-
rioha.
Dito ao mesmo,Mande V. S. efiectuar sob
minha responsabilidade, visto que nao ha crdito
na rubricaexercito do ministerio da guerra
do exercicio de 1860 a 1861. como V. S. deca-
rou em otllcio de 15 do correte, o pagamento
que aulorisei por oflicio de 21 de junho ultimo,
da-importancia dos prets da guarda nacional des-
tacada na villa de Flores em margo, abril e maio
deste anno.
Di tu ao conselho administrativo.Auloriso o
conselho administrativo a comprar para torne-
.cimento do .arsenal de guerra os objeclos mencio-
nados no incluso pedido.Communicou-se
thesouraria de fazenda.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc recolher a esse arsenal, afim de serem con-
certadas, sele granadeiras em mo estado que
lhe serao apresentadas pelo alferes Antonio Bor-
ges de Araujo, fornecendo-lhe em substituigo
igual numero de armas, tiradas das que ahi exis-
ten) concertadas, bem como os correames com-
petentes.Commnnicou-se ao chefe de polica
que solicitara o concert dessas armas.
Dito ao director das obras publicas.Mande
i Vmc. com urgencia pdr urna fechadura grande
na porta do xadrez do quartel do corpo de poli-
ca que lhe fdr indicado pelo rfispectivo comman-
dame.Communicou se a esle.
! Dito ao commissario vaccinador provincial.
Faga Vmc. apromptar algumas laminas ou tubos
de puz vaccinieo, afim de serem enviados ao
Exm. Sr. presidente do Rio Grande do Norte.
I Dito ao vigario da freguezia deBom-Jardim
Ioteirado pelo seu officio de 15 do correte
de nao ter Vmc. remettido os livros de registro
das trras publicas dessa freguezia pelos motivos
expostos no citado officio, recommeodo-lhe que
m'os envi com a mxima possivel brevidade.
Portara,O presidente da provincia, alten-
deudo ao que lhe requereu Gaspar da Silva Ro-
drigues, resolve cooceder-lhe permisso para
independente da apresenlago de carta de piloto,
matricular-se como capitao do fcrigue nacional
Maria & Alfredo na viagem a que est ella dea-
tinada para o porto de Marseille com escala por
Lisboa, devendo porm assignar termo na capi-
tana do porto pelo qaal se obrigue a exhibir a
referida carta para outra qualquer viagem.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que lhe requereu o escrivao do arsenal de
guerra, Manoel Polycarpo Moreira de Azevedo,
resolve conceder-lhe um mez de licenga com
vencimentos para tratar de sua saude tora da
provincia.
Expediente do secretario.
Do dia 18 de julho de 1861.
Officio ao engenheiro fiscal da estrada de ferro.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda
aecusar receido o officio, n. 217 de 17 do cor-
rente, em que V. S. lhe communica achar-se no
exercicio de ajudante junto a estrada de ferro o
engenheiro civil Luiz Ribeiro de Souza Resende.
Despachos do da 18 de julho.
Rtquerimtntos.
Belarmino Alves de Aroucha.Informo o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Eduardo Daniel Cavalcanti Vellez Guivara.
Ioforme o Sr: juiz municipal do tormo do Bonito.
Fielden Brothers.Informe o Sr. inspector da
thesouraria de fazenda.
Feliciano de Oliveira Dioiz.Informe o Sr.
director geral de instruegao publajsu
rsula Maria dos Santos Cardoso.Informe 9
Sr. director da instruegao publica,
Faz-se preciso que alguma providencia se d
no sentido de garantir-se a existencia da praga.
que tica em conliouagao ou prolongamento da
ra do Brum, em Fra de Portas, do lado da
mar pequea.
Saberse que um caes se fez por esse lado em
projecgo ao Brum, e que tendo chegado al ao
ponto d'essa praga, por circumstancias que igno-
ramos, deixou-se de remata-lo ; assira pois
aguas em sua correle tendo derribado j gran-
de parte d'elle, ha igualmente invadido o local
da referida praga, a que tem innundado ncta-
velmente.
A substituir o estado actual a damnificago da
praga proseguir e o aluiraeolo do caes feilo to-
mar maiores proporgdes; e d'ahi resultar
tambem a accumulago de areias formando co-
rdas por prximo da ponte do Recife, como nos
i o for mam jexisii>em de presente, com incon-
venientes mui pronunciados.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia at-
tendendo s poodengdes do engenbro fiscal
da estrada de ferro, autorisou provisoriamente
que fosse franqueada ao publico o servigo da li-
nha da mesma estrada, approvando igualmente
os modelos e tarifa respectivos, appreseotados
pelo mesmo engenheiro.
Esta resolagio de S. Exc. j foi trasmitlida ao
conhecimento do governo imperial.
Ioformo-nos que em alguna domingos
faz-se na ra do Sebo urna especie de maracat,
que incommoda horrivelmente aos moradores
d'ali, alm de dar urna copia triste da nossa ci-
vilisago.
Ora, nao devendo isto continuar, cumpre que
seja verificado o fado, recoohecida a sua exis-
tencia, para quo seja prohibido semelhante
brioquedo, que por muito africano nao pode
agradar a todos.
Na ra Imperial d-se frequentemente, se-
gundo nos communicam, uns espancamentos
como correcgo paterna at em mogas; o que
sempre acompanhado de alaridos iosuporta-
veis.
Nao sendo estes meios de eduesgio, importa
que o seu autor nao continu a desenvni.' 1-0
lo indecorosamento.
Pol concedido n n>w < licenga, para
tratar de *< ""oo lora da provincia, ao escri-
ao do arsenal de guerra Manoel Polkarpo Mo-
reira de Azevedo.
Acha--se em exercicio de ajudante junto a
estrada de ferro o Sr. engenheiro civil Luiz Ri-
beiro de Souza Rezeode.
O portuguez Jos Joio, conhecido per Ga-
ribaldi, preso como um dos autores do roubo
feito ao negociante Jos Daarte das Neves. de-
clama o seguiote :
Que na noite de 26 do mez prximo passado
pelas 10 horas da noule estavam na casa da ra
dos Pescadores n. 7 elle enterrogado, Jorge
Pereira Fernandes, Bernardino da Costa Leite,
Antonio Joaquim Alves Pereira, e Antonio cam-
bado, e ali o dito Jorge Pereira Fernandes pro-
poz que fossem todos roubar urna burra, na
qual estaram muitos coolos de reis, e que feito
isto ficariam todos felizes; mas elle interrogado
nao aceitn a proposta, dizendo que nao queria
entrar em negocio de roubo, e queria and a sua cara limpa, e logo sahio pata o theatro,
afim de assistir ao espectculo, que nessa noite
havia, equando do mesmo tbeatro retirou-se,
ohegou a sobredita casa por volta das quatro ho-
ras da manha, e ouvio de fra bulha inlicaodo
que faziam escavagao no quintal, pelo que em
purrou a porta, e a abri, e ento as quatro
pessoas cima oomeadas estavam enterrando sac-
eos de dinheiro de cobre, e a elle interrogado
contaram, que tioham ido a um armazem de
farioha tirar a burra, que deviam trazer por mar
em urna canoa, mas que nao poderam conse-
guir carregar a burra, nao s pala bulha que fa-
zia no armazem, como por ter Jorge Pereira
Fernandes machucado o dedo mnimo da mo
esquerda na occasio de tirar a burra do lugar
aonda*estava. Nessa occasio vio elle interro-
gado quatro saceos de cobre, tendo um delles a
marca (559000), e o total do dinheiro acbado nos,
saceos anda va por 2509000 re., ou 3505000 rs.,
segundo disse Jorge Pereira Fernandes. Dec^a-
rou mais que o dito Jorge Pereira Fernandes
ameagou de mandar malar a elle interrogado se
declarasse alguma cousa do que sabia, e nada dea
a elle interrogado, que pela manha tirou algum
dinheiro de cobre do que eslava enterrado, e
com esse dinheiro foi que comproa um palitot, e
um chapeo de palha do Chile no dia em que foi
preso. Ueclarou mais que Bernardino da Costa
Leite toi quem arranjou a canda em que deviaot
carregar a barra, assim come a Tara grossa pela
qaal subi o mesmo Bernardino da Costa Leite e
destelhou o armazem, descendo por urna corda,
que haviam levado da casa j referida, e que all
servia em urna balanga da padaria.
Bernardino da Costa Leite, coreo de Jos Joo
declarou o seguinte :
Que na sobredita noite pelas 7 horas, Jorge
Pereira Fernandes, convidou a elle declarante
para irem ao mesmo armazem aonde havia bas-
tante dinheiro, e como elle declarante recusasse
tal convite, fazendo varias pooderagdes o dito
Jorge Pereira Fernandes, instou e conseguio re-
solver a elle declarante, que ficou da ir s 9 ho-
ras para a cass da ra dos Pescadores aonde mo-
rava o dito Pereira Fernandes ; e all chegando-
na hora indicada achou na calgada o dito Jorge
Pereira Fernandes, Jos Joo, conhecido por Ga-
ribaldi, Antonio Joaquim Alves Pereira e Anto-
nio Cambado, e todos reunidos se dirigiram para
o caes do Apollo, aonde estiveram por algum
lempo at que tiveram opportunidade de eotrar
no referido armazem, a cujo telhado subi o dito
Antonio Cambado, o qual destelhou um pouco, o
desceu por ama corda, depois do que abri urna
das portas da frente, e entrar*m os demais com-
fianheiros, ficando elle declarante da parte de
ora. Feito isto, procuraran! os ditos seus com-
panneiros mover a burra, que eslava no mesmo
armazem, ecomo ella era muito pesada nada po-
deram fazer, e retiraram-se trazendo uns saceos
de cobre, que levaram para a referida casa da
ra dos Pescadores, aonde foi repartido o dinhei-
ro, toeando a elle respndeme rnente a quan-
tia de 209, e depois de dividido o dinheiro, Jor-
ge Pereira Fernandes e Jos Joo eolerraram no
quintal a parte do dinheiro com que ficaram, e
elle declarante guardou os seus 20| embrulhado
em urna trouxa, que foi apprehendida pelo dele-
gado de polica, quando o prenden.
Foram recolhidos i casa de detenglo boa
dias 18 e 19 do correte 12 homens e 1 mulher,
sendo 7 livres e 6 escravos, a saber : a ordena do
Dr. chefe de polica 2, que sao os pardos Faus-.
tino, eecravo de Antonio Pinto Accioli, e Floren-
tino, escravo de Heorique de Andrade Bredero-
des; a orden do subdelegado do Recita 4, in-
clusive o africano Doniel, escura i* um ut


_
-
1AR10 M rBKilBIUU). SEGBNP* fg!A> %% -M JULHO M lti.
de um Ul Santos a P?i8cimento, pedindo unao-orden de habeas-cor-
^^cooco*le%snandando-se soltar o
-r

Sarbosa, Antonio, eacraro
Antonia, escrava da Pedri>
rdean do do Santo Autopio 6, iacluai._
Chrtapim. escravo de anual Jtaoeiet Pao Bar- Tn.fese' Severo Granja e outroi, pedindo
reto; aj>rdem do da Boa-Vista 1. igual ordem, foi negadi ordem de habes-cor-
m us tu otB n --------, |
oel Jraoeie Pao Bar-1. Idea de fe
Pssgeiros do rapor _
para o ul: Vctor Dryfus, Francisco Ferro
Castalio Breaco. Miaja*! daa Santo, Antonio Joa-
qwisn doa Saotos, Miguel Feliz da Camino, Jos
Candido daa Neraa. Manoel Morcira de Souza,
Jemqoim Jorge da'Motta, Paulo de Amorim Sal-
asado e 1 criado. Jos Joaquina Tves da Costa,
Joe Victorino de Paira, m eeohora, 5 fllhos e
5 aacravo, 1 escrava de Jos Filippe de Barros
CaMHtkan. Jo Azevedo de Andrade. Ju venci
Antonio Gaia, Bernardino Antonio daa Nves. D.
Mara Carolina da Silva, Baria Rosana da Pie-
dad*.
Matadoiiio publico.
Mataram-se para consumo desta cidade no da
19 do correte 8 rezes.
MORTALIDADB no OA 20.
Constancia. Pernambuco, 11 mezes, Boa-Vista ;
oqueluebe.
Jos Joaquim do Espirito Snto, Peruambuco,
60 annos, riuro, Becifo ; apoplexia.
Romana, l'eroarabuco, 4 aonos, escrava, San-
to Antonio ; ttano.
Rosa, Pernambuco, 25 anoos, solteira, escrava,
Boa-Vista; phtyaica pulmonar.
Sebaslian, Fernambuco, 17 mezes, S. Jos ;
tnica.
Felicia y aria 4a Cooteico, Pernambuco, 68
aanos. casada, S. Jos ; cancro no tero.
Fallecern] durante a semana 84 pessoas,
sendo : 6 homens, 14 mulheres e 7 prvulos, li-
vres; 1 homem, 3 mulheres e 3 prvulos, es-
critos.
thldrj\ P*e soltura' pedida.
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSAO EXTRAORDINARIA EM 8 DE
JULHO DE 1861.
Presidencia do Sr. Barros fego.
Presentes os Sr*. Reg e Albuquerque, Cesado
UJC3 .
appellado, Guilherme
dem pedida por Antcro Pereira Real, conce-
dea-ee orden pan eet aprUeirtado o patete
ea seseio do 23 do crrante, le 11 horas do di*.
DIUOBHOfcaS CHIME.
Con vieta ao Sr. deeeanbargador promotor da
jugtica, aeappellages orimes
AppelhMMe, o juizo
Jos da Coala.
Appellante, o juizo ; appellado. Joio Lopea
Barbalbe.
Appellante, Jos Leandro Caralcanti e outro!;
appellado,o jaizo.
Appellaate. o juizo ; appellado, Beroardioo
Lope de-Sena.
Appellante, Manoel Aotenio dos Santos; ap-
pellado, o juizo.
Appellante, o juizo; appellado, Antonio Lias
Das.
DBSlGUAgv DE DA.
Assigoou-se dia para ligamento dasseguintea
appellace Crimea:
Appellante, o juizo ; appellado, Lucio Jos
Rodrigues e outros.
*- A appelbco civel :
Appellante, Cunegood-s Galdioo de Queiroz ;
appellado, o juizo da fazeada.
As 1 horas encerrou-se a sesso.
JURY DO RECIPE.
3* SESSAO.
Dia O de jullao.
PRKS10ENCIA DO EX*. SR. BU. JUIZ DE
SEGUNDA VARA CRIMINAL FRANCISCO
DA SILVA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol
dio de Gusmo Lobo.
Escrivo privativo, o Sr. Joaquim Francitco
de Paula Etleve Clemente.
As 10 horas da manha,eslaudo presentes o Dr
DIRE1TO DA
DOMINLES
de Mello, Henriques da Silva, Barata, Reg, juiz de direito da 2.* vara criminal.o Dr. promotor
laia, Seve e Mello, abre-se a sesso, e lida e! publico e o' escrivo privativo do jury e execu-
approvada a acta da antecedente*
dos auto nao bastam
pena,-ftososaole
L-se o seguiote
EXPEDIENTE.
Urna peligo, que veio da presidencia da pro-
vincia para a cmara informar, de diversos fabri-
cantes e conductores de lijlos, queixando-se
das posturas ltimamente confeccionadas pela
mesan cmara, eatabelecendo urna nova biioU
para o fabrico doa tijollos ; e depois de allega-
ran os peticionarios diversas raides em favor de
eua pretenco, coocluiram pedindo ao go/erno
que nao approvasse as ditas posturas.
Posta era discussao ctla peligo, o Sr. Reg
requereu, e foi approvado, que lhe fosae remel-
lida, que elle se encarregaria de formular a res-
posta que, depois de discutida, se devia dar a
presidencia.
Um officio do inspector da saude publica, pe-
dindo que a cmara ordeoasse eos fscaea das
reguezias da cidade. que o acompaohassem na
corrida sanitaria que tem de proceder as boti-
cas.Mandou-se ofliciar aes scaes que se pres-
tassem.
Outro do mesmo. pedindo lhe declarasse a
amara se ha slguma postura que determine ser
a ra da Praia a nica destinada para ealabele-
ner-se armazens de carne secca, e se nessa pos-
tura se acha comprohendilo o paleo da Peoha.
Adiado al vir a nformagao do advogado exi-
gida na sesso ultima.
Outro do procurador, remetiendo o balaocele
ds receita e despeza municipal, relativa ao mez
Je junho passado.A' commisso de polica.
Outro do Dr. juiz municipal da segunda rara,
pedindo-lhe mandasse a cmara pagar a impor-
tancia de 6758*10 rg. de custas em que foi a mes
iua cmara coodemuada, como consta da cerli-
dao que juntara.Mandou-se informar ao ad-
vogado.
Outro do fiscal de Santo Antonio, remetiendo
Outro do fiscal de B. Jos, declarando o,
exacto o que allega Adriano Ribeiro Rodrigues
emsua peticSo, na qual pede para ser dispenso
de pagar o iroposlo municipal que se acha a de-
ver a casa n. 91 da ra das Cinco-Ponas, onde
nos anuos de 1858 1859 e 1859 1860 existi
um efUbelectmento de fuoileiro.Deferio-se.
Outro do fiscal de S. Loarenco, communican-
do que no mez de junbo ultimo foram norias
para o consumo da uiesma freguezia 23 rezes.
Ao archivo.
Foi remeltido a commisso de edificacoes um
requerimento de Francisco Antonio Pereira da
Bnio, tutor dos menores filhos de Jeo Alhana-
zio Dias, pedindo licenca para concertar a casa
o. 129 da ra do Pilar, pertencente aos menores
seus tulellados.
O Sr. Bar*ta fez o seguiote requerimento que'
foi approvado: a Sendo os enlulbos de -calica,
resultantes de obras que se edificara e reedifi-
cara ues'a cidade ordinariamente laucados a *s-
mo as ras, sem que se guarde o seu nivela-
menlo ; desse abuso resulta lambem que ae con-
eerrem ellas no lempo invernoso baixas, que se
tornam perfeitcs atolelros, e convtado, pois,
evitar to pernicioso abuso; requeiro que esta
cmara confeccione urna postura, marcando os
lugares onde se deposltem os meamos eotulhos,
senda condemoados a pena de 209000 de mulla
aiuelles que os lancareni em lugares que nao
eejam os marcados.
Cmara municipal do Recife 8 de julho de
1861.O vereador. Barata de Almeida
O Sr. Seve requereu que se ordeoasae ao en-
genluiro cordeador que examioasse um cano
que existe no m da ra do Amorim a sabir em
urna praca aue all est fazendo a repartioao daa
obras publicas junio ao rio, e declarasse a cma-
ra se com a dita praca nao (cariara as aguas
que passava no mesmo cano, estagnadas na
mencionada ra.Assim se resolveu.
O procurador expoz verbalmenle i cmara ba-
ver tido ella seotenca contra, no tribunal da re-
laco, da questio que move aoa herdeiros de
Manoel Manoel Luiz da Veiga, e pedio quo a
mesraa cmara lhe declarasse ae devia appel-
lar.ResolTeu-ss quo, se entendesse com o ad-
cgado, e seguisse o que por elle lhe fosae de-
terminado.
Prestaram juramento por procuraco o juiz de
paz do segundo auno da freguezia de S. Jos
Eduardo Fred6rico Banks, eo primeiro supplen-
tedo segundo distrielo da freguezia de 6. Lou-
renco Bernajdino Zoerino do Miranda e Albu-
querque.
Despacharam-se as pelices de Adriano Ribei-
ro Rodrigues, Francisco de Albuquerque e Mel-
lo, Hensique Jorge, Dr Ignacio Firmo Xavier.
Joaquim Dias Fernandes, D. Josepbina Bernar-
dina da Cunha Souto-Maior, Joaquim Francisco
i x g*8' ,08 Joa Jos Aolonio doa Santos Lesas, Manoel Luiz
Ooncalves. Manoel Goncaives da Silva Qoeiroz,
2mDPe'elli & C, e levantou-se a sesso.
Eu, Francisco Canuto da Boa-Viagem, official-
maior a escrevi, no impedimento do aecretario.
Reg e Albuquerque, pro-preaidente.Cesa rio
de Mello.Barata de Almeida.Reg___Mello
Reg Maia. Leal Seve. Henriques d
orna.
CHR0lllCA_JU0tCURU.
TRIBUNAL BA RELAJO.
SESSAO EM DE 20 JULHO DE 1861.
PRESIDENCIA DO BXB. SR. C0NSELHE1R0 ERMEL1N0
1 n DELBO.
As 10 horas da manhaa, achando-se presen-
-tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago,
Silveira.Gitirana, Silva Gomes, Peretti e Guer-
ra, procurador da coro, faltando os Srs. desem-
bargadores Lourenso Santiago, e Motta, foi aber-
ta a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribui-
do, procedeu-se aos seguintes
JULGAMBNTOS.
-RECURSO CRIBES.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Manoel Fran-
ueo de Mello:
4i*6>Ulor o Sr. desembargador Caetanr/ San-
fT'J-'S!" 09S"*eembarg8doreB Silva Go-
mt*. Giltran e Peretti.
improcedente.
foi proposla a pelieao da Joio Valri#A)
i;6es criminaes, pro:edeu este chamada nomi-
nal dos Srs. juizes veriflcou-se haverem compa-
recido 47 juizes de facto.
E' declarada aberta a sesso.
Entrando na apreciaco das faltas e escusas, o
presidente do tribunal multa em 20$ para os co-
fres da cmara municipal cada um dos Srs.
juizes de fcto, constantes da relaco iofra.
Antooio Luiz Caldas.
Aotonio Goncaives da Silva.
Antonio Jos de Vasconcellos.
Antonio Norberto dos Sinlos.
Antooio Teixeira Peixoto.
Antonio Fernandes de Araujo.
Antonio Francisco Collares.
Alexandrine Correa Marques.
Dr. Jos Honorio Bezerra de Menezes.
Domingos Jos Alves da Silva.
Ernesto Coriolano da Costa.
Francisco Antonio Borges.
Francisco Antonio de Miranda.
Francisco de Azevedo Caldas Lima.
Flix Antonio Alves Mascarenhas.
Flix da Cunha de Mello Rosal.
Flix Jos de Souza Jnior.
Ignacio Lopes Cordeiro.
Joan Luiz de Andrade Lima.
JoSo Manoel dos Santos Vital. __
Joo Carlos de Lima.
Joaquim Jos de Sant'Anna.
Joaquim Jos SiUeira.
Joaquim Francisco de Mello Soares.
Joaquim'Pedro do Reg Birrete
Jos Antonio Carneiro.
Jos Joaquim de Miranda.
Jos Antonio de Oliveira e Silva.
Jos Francisco Pinto.
Jos Pereira de Goes.
Jos Gongalves dos Santos.
Jos Rufioo Coelho.
Jos Mara Seve.
Lino Pereira da Fonseca.
Luiz Bernardino da Costa.
Manoel Luiz Mortira de Mendonca.
Manoel de Souza Lco Jnior.
Manoel Joaquim da Fonseca Rosa.
jiauuc ouuiaives aa Luz.
Manoel Joaquim Ribeiro.
Maooel Jos da Silva Leite.
Manoel Ignacio da Silva Teixeira.
Manoel Ignacio de Albuquerque Maranho.
Manoel Francisco de Sillcs.
Manoel Ferreira Pinto de Araujo.
Manoel Ribeiro da Fonseca Braga.
Pedro Jos Carlos da Silva.
Severiano Jos de Souza.
Silviuo da Cunha Camello.
Torquato da Silva Campos.
E' submetlido 4 julgamento o summario,
que procedeu em abril do correte anno o Exra.
Sr. Dr. chefe de polica, contra o menor Joaquim
Luiz dos Santos, pronunciado por crime de rou-
bo como incurso no art. t69 do cod. crim.
O reo aecusado de haver subtrabido de urna
padaria da passagem da Magdalena pertencente
Joaquim Carneiro Martins um pequeo bahu',
contendo 110 pataces, 18 meedas velhas, 1 libra'
esterlina, 1 moeda de 500 ris, 1 vale de 300,
S relogtos, 1 trancelim de ouro, roupa e um
ehapo.
Por urna cerlidao junta aos aulos pelo Dr.
promotor publico, consta que o menor Joaquim
dos Santos responder julgamento no jury em
marco de 1660 por crime de offeosas pbysicas,
havendo sido absolvido d'essa primeira impu-
tarlo.
E' nomeado advogado do reo o Sr, Dr. Ameri-
co Netto de Mendonca.
Compoe-se o conselho de senlenga dos seguin
tes Srs. jurados, depois de poucas recusaces por
parte da aecusaco e da defeza.
Jos Patricio de Siqueira VarejSo.
Leandro Lopes Das.
Joo Cavalcaoti de Albuquerque Los.
Jos Mendes Salgado Guimares.
Manoel Romao Correia de Araujo.
Camillo de Lellij Peixoto.
Francisco de Souza Reg Monleiro.
Lourenco Nones Campello.
Joaquim de Paula Lyra Flores.
Miguel Ribeiro Pavio.
Joo FranciscoBastos de Oliveira.
Deferido ao conselho o juramento dos San-
tos Evaogelhos, o reo Interrogado na forma do
estylo.
Seguem-se a leitura, os debates oraea e a syn-
these da discussao pelo presidente do tribunal.
Sao afinal propostos os seguintes quesltos, com
os quaes recolheu se o conselho de sentenca
sala das conferencias secretas por rolta de 1 li2
hora da tarde :
l.-O reo Joo Luiz dos Santoj, no dia 11 de
abril do correte anno, tirou da casa de Domin-
gos Buris um bahu', contendo dinheiro e os ou-
tres objectos que estao aspecificados na relaco
de fls. 7 ? *^
2.O reo conduzio o mesmo bahu' para a
casa de Jos Ribeiro de Vasconcellos, e ahi ar-
rombou-o. como consta do corpo de delicio ?
3.aO to commetteu o crime noite ?
4.aO reo commetteu o crime, entrando em
casa do offendido com intento de commetter o
crime?
5.Existem circunstancias silenaaotes a fa-
vor do reo?
De volta da sala da conferencias, responde o
conselho aos varios queailos pela forma se-
guiote
; porlO votos,
por 10 votos,
por 8 votos.
por 7 vele.
; por 8 votos. O reo
me-
e pu-
1. quesito.Sim
2.a quesito.Sim
3." queaitoSim ;
4. queaito --Hao
5. quesito.Sim
or de 21 annos;
Kan eguida. o Dr. juiz de direito lavra
blica immediatamente a sentenca, que condemna
o reo soffrera peca de 5 til annos de gales e
mulla de 12 Ir* por cento do valor renbado, enas
cuatas.
Entra mmediata mente em julgamento o sum-
mario em que reo Severino Correia de Araujo
aecusado por crime de complicidade na morte d
portugnez Antonio Pereira Costa, assassioato que
verificou-se em casa do proprio offendido a 18
deselembrodel856. /
. .'.o fora absolvido palo jury a 21 de outubro
de 1859, appellano o Dr.juiz de direito para o
upremo tribunal da relaco por nao se cenlor-
mar com o parecer do jury.
Instruindo eom rasdea a appailaco, oDr.
Hermogeneato Vasconcello, (jaii de direito in-
termoj escrevla n estes leemos M OMiior -
bunal; ^
Se aa circunstancias d
para a imposicio de urna pe_
bistaciles para autoriaar urna i'i ijajgailii ana
larga sobre a causa.
Estas notareis palavras, que eol
peosamenlo profundo, sao as mais propfUs,pv'
dar a entender que os autos carOcem de urna
prova jurdica, eooducente a por em clare eleve
a criminalldade do arcuaado.
Inaumbindo-noa por bem da verdade de feaer
eata saccinla reaenha doprocesso, nao pdeme
deixar de deplorar que.eendo interposta aep-
pellacao aoa SI de ouMfete de 1859, sBaaate
fossem presentados os autos ao tribunal da re-
taceo aoa 9 de outubro Be 1860. D'est'arte ea-
oou-ae em aneo no preparo d'eesea aute,
sonrendo o reo urna pristo arbltraranteale 11-
gal I
Completando a nossa revista, cabe ponderar
Hjue o eter-e-em^atro-eompHoe do meen* (ac-
to criminoso, foram julgados e absoMdos em
annos anteriores pelo jury, sendo que o presi-
dente do iribunal (que em ambos os julgamentos
fora o Dr. B. Doria) nao jelgou dever ioterpor a
appellacao.
E' realmente para notar qne, resultando dos
autos os meamos indicio respeito de tres acen-
sados, fomente recahisse a appellacao sobre
aquelle a quem se atlribue i participacao am
simples grao de complicidade I Sao as antino-
mias congenitas jusligabumana !
Entretanto a retaceo do disiriclo julgou prdae-
dente a appellacao peloa votos doa Exma. dsem-
barfadore Santiago, Ihrelra. Gittrana e"Motta,
sendo vencido o veto do Exm. 8r. Silva Gome.
Procedendo-se ao eorteiamento do cooselhe da
senienca, por nao se accortfarem as parles em
que oreo Sevetino Correia de Araujo fosee jui-
gado pelo conselho anterior, foram designados oa
Sr. juizes de faci :
Hecurano Julio de Albuquerque Mello.
Joaquim Paulo Lyra Fio re.
Francisco de Souza Reg Monteiro.
Joio Frencisco Bastos de Oliveira.
Leopoldo do Reg Barros.
Luiz Alves da Poiciuncula,
Joaquim Faustino da Pledade.
Jos Patricio de Siqueira Varejo.
Francisco Aotonio de Menezes.
Manoel Jos Danta Jnior.
Antonio Seraphjm do Santos Lima.
Jos Pereira da Cunha Jnior.
E' deferido ao couseltio o juramento prescripto
por lei.
Versam os debates, sendo advogado da defeza
o Sr. Dr. Joaquim Jos de Miranda-
Propostos as quesito?, que sao conveniente-
mente respondidos, o reo absolvido, sendo a
municipalidade condemnada a pagar as custas.
Levanlou-ee a sesso s 5 horas, sendo adiada
para o dia 22 s 10 horas da manhs, em que ser
submettido 5 julgamento o reo Liberto ou Eloy,
eacravo de Augusto Muniz Machado.

*
* K
dem 11,Viuva e herdeiros de
Joo Heeriqa da Silva e outro, um
obrado coa ana loja e don anda-
Mrerrendado por......
Ra da Concejcio.
*v %Filbos de Rufino Jos Cor-
rea de Almeida, casa terrea arreo-
aleda por.........
dem *.O aseores Joao Ma-
ra, asa terrea arrendada por .
Idee 6.Maooel da Silva Santo,
um sobrado com ama loja e um an-
dar e quinte casia has no quintal ar-
rendado por........
dem 8. Tbereaa Goncaives de
Jess Azevedo, um sobradaom
urna loja e um andar arrendado por
dem 22. Manoel Frudaeeoda
Silva, casa terrea arreodada por .
-Idea 84.Fraaotseo Jos Gonjei.
ves da Silva, casa terrea cm 18
'quartoa ne fundo arrendado por. .
dem 30.Joo Batholomeu Gon-
caives da Silva., casa terrea arren-
dada por........
dem 46.Herdeiros de Alexan-
dre Norberto dos Santos, casa terrea
arrendada por........
dem 60.Viuva e herdeiros de
Jos Diogo da Bih-a......
Ra da Conceigo.
N.I.A menor Maria, fllha de Be-
larmioe do Reau> Barro, casa
terrea arrea arrendada por. .
dem 3.Maria Isabel de Jess Mo-
ra, casa terrea-arrendada por .
dem SI.Joanna Fagendes, casa
terrea arrendada por. ...
dem 25.Manoel Alvee Ferreira,
cese terrea arreodada por .
dem 37.Maria Carolina Ferreira
de Cirvalho, casa terrea arrenda-
, dapoT..........
dem 39. Maria Isabel de Jess
Moraes, casa terrea arrendada
por...........
Ra do a raga o.
N. 1.Filhos do Dr. Joo Antonio
de Souza Belro de Araujo Perei-
ra, um sobrado rom urna loja e 2
andares arrendado por : .
dem 11. Vigario Fraocisco Luiz
de Carvalho, casa terrea arreada-
da por. ... : .
dem 23. Joanna Maria Theodora,
casa lenca arrendada por .
dem 31Manoel Ferreira Ramos,
casa terrea arrendada por. .
dem 41. Francelino Bernardo
Quintoiro, casa terrea arrendada
por...........
1:1009000
360J000
3MBO0O
Relaco das casas abaixo mencionadas,
qoc soVerain alteraces no presen-
te laocamento, feit pelo lancador
Coelho, a saber:
Ra da Imperatr.
1^04*000
1:1609000
6()09()00
l.OOOfOOO
l:30O;OOO
N. 10.Joaquim de Oliveira Souzs,
um sobrado de um andar soto e
urna loja, arrendado por. 8009000
dem 14.Maria Emilia Goncaives
Ferreira, um sobrado com urna
loja e tres andares, arrendado por 2:2009000
dem 16.Fraocisco Antonio Perei-
ra da Silva, u-m sobrado flora urna
loja e dous andares, arrendado
T Pr-..........1:1605000
dem 26.Rosa Francisca de Miran-
da e Jos Barbosa de Miranda
Santiago, ura sobrado com urna
loja e dous andares, arrendado
,..po^D '. ....... 9209000
dem 28Mana do Carmo Ribeiro
Guerra, um sobrado com urna loja
e dous andares, arrendado por. 1:4804000
dem 30.Dr. Bento Jos da Costs,
um sobrado com urna loia e tres
andares arrendado por." 1:4005000
dem 34.Herdeiros do padre Joio
Antooio Cain. oa sobrado com
uiuo io, R tres sudares, arreada-
IdfmK-iledeiroidMariioa- "O0*
quina Martins eMiaoel Jos Gue-
des Magalhea, um sobrado com
urna loja e dous andares, arrenda-
do por..........
dem 42.Dr. Luiz Salasar Moscoso
da Veiga Pessoa e Joo Marlios
Ribeiro, um sobrado1 com urna loja
e dous andares, arrendado por. .
dem 54.Maooel Jos da Costa,
urna casa terrea com um quarto
contiguo, arrendada por. .
dem 78.Joo Pacheco deQueiro-
ga, um sobrado com urna loja e
2 andares, arrendado por. .
dem 86.Herdeiros do visconde de
Loures, um sobrado com urna loja
e um andar, arrendado por. .
dem 3.Dr. Jos dos Santos Nunes
de Oliveira, um sobrado com urna
loja e dous andares, arrendado
. Pr% ..........1:300(000
dem 7.Manoel Goncaives da Sil-
va, um sobrado com urna loja e
dous andares, arrendado por. .
dem 13.Alexandre Rodrigues dos
Aojos e Manoel Rodrigues dos
Aojos, um sobrado com urna loja
e um andar, arrendado por. .
dem 17.Benlo Jos Ramos de Oli-
veira, um sobrado com urna luja
e dous andares, arrendado por. .
dem 19Antonio Joaquim de Sou-
za Ribeiro, um sobrado com urna
loja e um andar, arrendado por
dem 27.Benlo Jos Ramos de
Oliveira e Dr. Bento Jos da Ces-
ta, casa terrea, arrendada por. .
dem 35.Paulo de Amorim Salga-
do Jnior, um sobrado com urna
loja e tres andares e soto, arren-
dado por.........
dem 39.Filhos de Jos Rodrigues
dos Passos, um sobrado com urna
loja e tres andares, arrendado por
dem 43.Herdeiros de Maria Car-
doso Xavier de Brito, um sobrado
com urna loja e 3 andares, arren-
dado por.........
dem 47 Jeaquim Goncaives de
Albuquerque e Silva eoutros, um
sobrado com urna loja e tres an-
dares,-arrendado......
dem 55. Belarmino do Reg
Barros, urna casa terrea arreodada
Pr...........
dem 59.-Manoel Goncalres da
Silva, urna casa terrea dividida em
duas arrendada por.....
dem 61.Maria Libaoia Mon-
teiro, uma casa terrea arrendada
por ..... .....
dem 63.Braz Fraocisco Maciel
i inheire, um sobrado cum urna lo-
ja e dous andares arrendado por
dem 69 e71.-Thereia Goneal-
ve de Jess Azevedo, casa terrea
arrendada por. .......
I dem 75. Clara Ciernen tina Car-
lota, casa terrea arrendada por ,
Praca.
N.^6.H. de Praxede da Fonseca
Coulinho, casa terrea arrendada
por...........
dem 20.Joo Ferreira Ramos,
casa terrea arrendada por. .
dem 21.Frederico Auguatd
Lemos, casa terrea arreodada por
dem 26.Maria Libania Montei-
ro, um sobrado com uma loja e dous
andares arrendado por. ....
dem 28.Francisco Jos Pache-
co de Medeiros, casa terrea arrenda-
da por .... .....
dem 30.Maria de Pioho Bor-
ges, um sobrado coro duas lojas e
dous andares arrendado por ...
dem 1.Herdeiros de Jos da
Silva Saraiva, duas casas terreas ar-
rendadas por ........
dem 3.Francisco Gomes de Mi-
randa Leal, e Manoel Gomes de Mi-
randa Leal, cana terrea arrendada
*........... 30Q9000
4009000
08|000
1809000
1:2969000
1449000
264000
2409000
2409000
3609060
1929000
42O90O0
2169000
1928000
1:2409000
3005000
2409OOO
360^000
3009000
magoavam i cada elcico o corceo dos cidada'os, hanmj rcensement n.rr.r. "~~~
que nao estavam allaeluadoa pelo eapirito de par Ifi^estaM !n*Maia ? I.A' por ,er trl>'f>o
.ie ses pessoae. w mto ^ -V,.**,- JK1q pouco 4 Puco
Na discussao de cto adicional apootou-ae cbfgoe aue a va tsem dVh.Bec*M,rio *lue
um dea.es -factor q enTTertM. ex'cede fi- SXmiX^S oVconvVnI? '^V
desmoralisacao todo quanto terao viste no Bra- lasJira o Sr. PaMoTlManoe! ] o Tue .?*, "~
sil. Houve um colleglo elntoral que elegeu He tete deputa*. todo da mesma faccao, e O Sr. Paseos Manoel declaro M rearr...
era anuaria parle da cama/a dos deputado. Para sua proposta porque o convencern Su!
esta larca eleitoral ortir pleno efTeito bastoe Bn- apresentada pelo Sr. relator elmbem o"
eieitorae. na | nhecia a eonveoieocia de haver em so recensaal
DIARIO DE PERNAMBUCO-
Questo eleitoral, Eleyo
directa.
VIII
1:5008000
loosooo
1:6009000
9009000
4009000
1:9509000
2 020*000
9209000
1:7509000
360900O
6009000
6008600
1:7365000
5008000
4209000
6809000
3609000
269600
9409000
4209000
1:1649000
liefBOO
A lei eleitoral de Portugal, que publicamos no
artigo precedente, era coosequencia das altera-
Qoes fetlas na carta pelo acto addicional, e por-
que as nossas ctuaes circumitancias no que loca
eleiQes em ludo nos parecem idnticas aquel-
las, emque se achara Portugal antes da'conver-
so da eleico indirecta e universal em directa o
censuara, entendemos ser conveniente que os
nossos leilores tenham oonhecimento da parle
dense acto addicional relativa eleicoes, e bem
assim das distinctas personagens, que mais coo-
tribuiram para a sua adopeo, e de algumas oc-
currencias da discussao.
O acto addicional foi a presentado ao corpo le-
gislativo, como proposta do governo pelos Srs.
duque de Saldanha, Rodrigo da Fonseca Maga-
Ihes, Antonio Aluio Gervis de Atoaxuia, e An-
tonio Maria de Fonles Pereira de Mello. Nem um
destes cavalleiros precisava do facto accidental
de s*r ministro, para ser conhecido no reino, e
fra delle, como cidado conspicuo peta illustra-
Qo, pelos seivicos e pelas virtudes cvicas. To-
dos elles tinhim padecido e muito pela Iiberdade,
e bem perto est'veram de pagar com a vida no
patbulo, ou as batalhas, o amor que tributa-
vam ao paiz. Eram conservadores, mas conser-
vadores progressistaa, que nao queram a conser-
vado do mal, a diraco eterna da desordem, e
progresaba desmorarisaco inevrtavel-na eleiclo
indirecta, pela nica razo de ser esse funesto
syslema eleitoral prescripto por uma constituicao
inexecularel, e por isso mesmo imperfeila e vi-
ciosa.
Eram verdaderamente liberaes porque queriam
a verdade do systema representativo, ea expe-
riencia Ibes liaba mostrado, como homens de es-
lado e como simples particulares, que a eleico
indirecta s tinha produzido representantes de
faeces. que supposto fossem pela maior parte
homens muito capazes, nao represeutavam real-
mente a naco, a qual continuar semelhante
syslema eleitoral pareca ameacada de anarehia
peridica cada vez mais perniciosa e afinal de
completa dilacerado.
Do acto adJicioual elaborado por estes genuinos
liberaes conservadores, copiaremos leo smente o
que diz respeito A nossa ibese, que se reduz ao
seguiote:
Das eleicoes.
Art. 4. A nomeaco dos deputados feta por
eleico directa.
Art. 5. Todo o cidado portugus que estiver
no gozo de seus direitos civis e polticos elei-
tor, uma vez que ptove:
i. Ter de renda annual cem mil ris, (2009000
fraco) provenientes de bens de raz, capitaes,
commercio, industria, ou emprego innamovivel!
2. Ter entrado na maioria legal.
1. Se rao considerados maiores o que, ten do
vinle e um annos de idade, estejam em uma das
seguintes qualiQcaces :
1. Clrigos de ordens sacras;
2. Casados;
3. OflBciaes do exercito ou da armada ;
4 Habilitados por ttulos Iliterarios na confor-
midade da lei.
2. Os habilitados pelos referidos ttulos lu-
teranos sao igualmente dispensado de toda a
prova de censo
Art. 6. Sao excluidos de votar:
1. Os criados de servir, nos quaes se nao com-
prehendem os guarda-livros e caixeiros das ca-
Sa-S *> C0fnm<)rcoi os criados da casa-real que
nao forero de galo branco, e os administradores
de fazendas ruraes e fabricas;
2. Os que estiverem interdictos da administra-
cao de seus bens, e os aecusados por effeilo de
proouocis;
3. Os libertos.
Art. 7. Todos os que tem direito de votar sao
habis para ser eleilos deputados sem coudigo de
domicilio ou naturalidade.
g nico. Exceptuam-se :
1. Os eslrangeiros naluralisados;
2. Os que nao liverem de renda liquida an-
nual quatrocentos mil ris, provenientes das mes-
mas fonles declaradas no artigo quinto do pre-
sente acto addicional, ou nao forera habilitados
com os graos e ttulos Iliterarios de que traa o
paragrapho segundo do mesmo artigo.
Art. 8. Aquelles que nao lm direito de votar
na eleico de deputados, nao podem votar as
eleicoes para qualquer outro cargo pblico.
Art. 9. A lei eleitoral determinarl :
1. O modo pratico das eleicoes, e o numero
dus deputados relativamente 6 populacao do
reino ;
2. Os empregos que sao iocompativeis com o
lugar de deputado ;
3. Os casos em que, por motivo do exercicio
de funecoes publicas, alguos cidados devam aer
respectivamente ineligiveis;
4. O modo e forma por que ae deva fazer a
prora do censo ns diversas provincias do conti-
nente do reino, das ilbas adjacentes e do ultra-
mar ;
5. Os ttulos Iliterarios que sao supplemento
de idade, e que dispensara a prova do canso.
nico. Fcam deste modo revogados e alte-
rados os artigo 63, 6, 65, 66,67, 68,69 e 70 da
carta constitucional.
Quem tiver lido com a necessaria atteocao a
le,que publicamos no precdanle artigo,* eom-
parar as sua preicripces com en artigo que
fleam transcripto do acto addicional, racoohe-
cer que nio poda esaa lei tu mais Bel letra
e ao espirito do acto addicional, nem ne meios
exeeulivos mais bem adoptados para extirpar ea
principaes malea da eleico indirecta, que pro-
poaU do governo tinha em vista aeoar, e nanea
ffectivamente pela maior parta,
Ji por vete temoa tocado em alguna deaaea
mate, que eram na geral anlogos ana que na
soffremo pela meoma cania actualmtate, e que
cidade do Porto.
O celebre Leonel Tarares apoiando a adopcao
da eleico directa, citoaeate facto, como o cu-
mulo do arbitrio, e detnrqonha deeleicAo indi-
recta.
A tanta impudencia alada nao chegmos fe-
lizmente, mas estamos no caminho inevitavel
pta rreicao -rndtrecta de tjnrae, ouTnalores des-
granas.
J vio appareccodo dous e tres supposlos de-
Futadoa para um s lagar na cmara. As du-
plcalas saa cada vez mais oumerosas, e o rpi-
do progresso, em que coslama ir em todos os
actos humanos a immoralidade seropre impune
e muile vezea victoriosa, sutorisa-nos a prophe-
Dsar qae fazendo-se as eleicoes do prximo qua-
Irienmo pelas elevos de dous graos, poucos se-
reo os collegios, ende nao baja duplicatas, tri-
plcalas e toda a easta d'impudencia, desvergo-
nna e infamia. *
Grande era j essa calamidade, o exemplo de
profunda desmoraliaecio dado ao povo pelos so-
regos aspirante representaco nacional, mas
nao ha de parecer pouco ao fado das horriveis
carnificinas de que havemoa de ser leslemanhas.
tssea desesseis asaassioados oa Telha, esses dez
eadaverea de Aguas Bellas, estendides em am-
os aquel es holocaustos eleitoraes entre inn-
meros ferdos mais ou meos mortelmeote : es-
toia. a- eJ,0,-ror. ^.C^'^eira, e de oulros
iS.1 a-h"0 .de,r ""elmenie na prxima
S2S i1".,"1,*' qu,n,a' e U,VM A Po-
tencia. Ha de haver com abundancia para maior
gloria da eleigao indirecta aceas como a da me-
Mm Bil, que na idade de trese mezes. brin-
ca od o coa as bonecas morreu atravessada pela
bala do guerrilheiro eleitoral, que traspassra e
araeo do Kmaozmho inuliliiaodo-o para toda a
v la. *
Disso s poder duvidar quem nao souber que
o crime impune excita ao crime, e que impune
cam sempre os verdadeiros autores desaescri-
mes, os que lucram, ou esperam lucrar com el-
los, e que de lunge os exclam, pagando-os occul-
tamenle.
Quem reconhecer estas verdades poder desde
j aflirraar comnosco, sem risco de pasear por
vinonario, nem pessimista, que na prxima elei-
co iudirecta, oode as forjas do governo forem
inferiores s dos partidos, como succedeu ltima-
mente nos referidos lugares, hode correr jorros
de saogue, e oude a forga publica, se anda se
conservar raoraliaada, contiver os homicidas, ho
de correr jorros de diohairo, aubetituindo o su-
boruo, a trapaga, e a astucia ao punhal, e ao ba-
camarle.
Fechar os olhos to facis e claras previ-
soes, ser optimista em tal posico, duvidar da
iotencao honesta de quem desinleressadamente
procura remedio i to funesly eventualidades,
quasi certas, e talvez superiores estas previsoes
por certo mostrar falla total de experiencia das
cousas deste muodo, ou inteligencia demasiada-
mente acanhada, ou eolo querer aotepor
toteressea individuaes, uu collectivoa de algom
grupo, lodo e qualquer Beatamente humanitario,
toda e qualquer virtude cvica.
Fallo nao era o illustre marechal Saldanha
dessas virtudes, e porque profundos conheci-
mentos na arte bellico reuna variada e solida
iostiuccao, breve reconheceu na eleijo indirec-
ta a causa principal dos males que presenciava.
O mais illustre dos seus collegas 110 ministerio, o
celebre Iliterato e insigne poeta visconde de Al-
meida Garre!, uma das maiores glorias de Por-
tugal neste seculo, e que honrara qualquer na-
cao das mais civilisadas, fui do parecer do glo-
rioso marechal tanto acerca dos males causados
pela eleigo indirecta, quanto ao nico remedio,
que havia para esses males, a eleigo directa.
Garret tambera conheceu no exilio, e nos pe-
rigos de vida, o que vale a Iiberdade, e to nes-
cio nao era que igoorasse que da progressiva
desmoralisaco causada pela eleigo indirecta ha-
via de surgir de novo o despotismo, castigo, que
Dos nunca perJoou s nagoes, que se deixam
desmoralisar. Bem claro vis Garret que os maio-
res inimigos da eleigo directa eram os migoelis-
US, e 03 UciuoEugoo ; poique wna c oulroa po
ravam achar mais cedo, ou mais larde na eleico
indirecta raeio fcil de excluir pela violencia
pelo dinheiro, ou pela astucia os verdadeiros li-
beraes de toda e qualquer participacao na eleico
dos debutados, chegsndo por esse unesto cami-
nho ao despotismo do rei, ou da plebe.
Aceitou pois sem rapugnancia a Dobre tarefa,
de que o glorioso marechal o incumbi, de defen-
der perante a cmara a converso da eleigo in-
directa! em eleigo directa.
Facfl se tornou para o famigerado Iliterato a-
jjuellerempenho ministerial, pois nem um s de-
putado se mostrou absolutamente adverso dou-
trina da reforma. Miguelistas e demagogos poucos
havia oa cmara, e esses mesmos conbecendo a
presso, que a vonlade da parte Ilustrada e ho-
nesta da nago exercia sobre a maioria da cmara,
nao ousaram defender directamente nem o vot
universal, nem a eleigo indirecta apanhaodo.e re-
volyeodo as fezesdasociedade, os venaes, ignaros e
sediciosos, como farlam indubitavelmente, ae nao
eatvessem presenciando, e sentindo a presso da
vonttde inlelligente da nago, vontade, que ero
qualquer paiz, que gosa de alguma Iiberdade,
nuoca deixou de triumphar mais cedo ou mais
tarde, pelos meios pacficos da discussao, ou pela
excluso mais ou menos forgada dos todos obs-
tculos, que se oppunham sua realisago.
Os-miguelislas e os demagogos, apezar de abo-
min^rem igualmente a constiuigo, e de conhe-
cerem que a eleigo directa ia dar finalmente
realdade representago nacional, islo re-
presfntago da inlelligencia e d03 interesses do
estac o, nao ousaram atacar pela frente a eleigo
direda, eso deram escaramugas pelos flancos, e
pela retaguarda, dizendo ora que aquella reforma
era insignificante, e que era preciso cousa mais
radical, ora que nao havia necessldde, nem ur-
gencia para tamanha reforma, para a qual defe-
ra O'poeo contribuir mais directamente.
A' estes, e quasi todos os ataques feitos ao
prnjecto de reforma respondeu cabalmente o digno
relator da commisso da cmara, que examinou
a proposta ministerial, e concluio que fosse adop-
tada, Era elle o profundo jurisconsulto Ferrer, e
esle leote to sabio, quanto benesto, teve por
esta occasio uma daa -maiores satisfaces, que
podo ter um homem da soieneia n'esle muodo, e
que talvez nem um eutro tenha tido al hoje.
Tinha elle ensinado mocidale na sua cadeira
magistral a doutrina da eleigo directa, e a maior
parlo o'aquillo qne era saneciooado pelo acto ad-
dicional.
Deeodendo a eleigo directa, defenda as con-
viegoes que havia adquirido pela meditago no
eu gabinete, e que da sua cadeira magistral ha-
via transmitlido a mocidade, embora nao fossem
ellas conformes doutrina da constituido, e ao
que o reino se praticava.
Imagine o leitor qual nao devia ser a forga da
palavra d'aquelle profundo juriscoosullo, quaodo
se diriga cmara na qualidade de relator de
uma commisso, que prepinha a reaisago do
que elle ensinava em Coimbra, como a verdade
do governo representativo.
Era forgoso reconhecer a real conviego, ex-
trema boa f do sabio relator. Ums s objecgo
se nao fez. que alie oo tivesse desde muito an-
ae previsto, e resolvido ; uma idea, como
mudaoga, ou addigo ae sea projacto, ae oo io-
dicou que nao tivesse por elle sido previamente
esiudada, discutida, ereaolvida no sentido do seu
pro}evto, e todava tamanha era a ventad de
acertar, tamanha a tolerancia da divergencia de
perecer de qualquer deputado, qae oo houve
ana O-opiniSo. uma s idea apresenlada por um
deputado, que nao fosse por elle mesmo reda-
mado para ser oovsmente dfseatido oa commis-
so, embora desde logo elle apontaeae ee rezde
q*!i."m Bao c<>Ir, ae projecto a-
queira idea, u parecer. Quasi lodos os deputa-
doa.oavMa as razoea, que o leraram nao ad-
mimr oa ptojecto idea, ou parecer, que] propu-
nham, desisliam immadiatamenle de dnVcoseeo
n*\? Oi qu6 IOTd# P,M fw>)
proposto que heaveeee doae censo, um baizo
para as eleigoes maniopees, e de juizee de pea, e
ouiro mais alto para oadepaiados, o bi. ren-
loronnervou acamara que elle meemo tioha aus-
entado 11 a commiaao esaa lenanrenna, qne lies
nio era nova, mas que uvera de ceder a maces
que teram apresenlada ; que i serem dBeteate
oa recenaeamentna par* u di verana eJejeee, nao
ment.
Nunca lemos discusse legiaHrttvn, en aue
podessemos descubrir maior boa fe, maia varda-
deiro deaejo de acertar, e maior prnaianBe para
adoptar o que mais conviesae a o peta, <
cas dos partidos, as (ricas facciosasOlawaerer
fra da cmara ; nao ousaram mostrar-se li
sabendo que seriam infaUivelmente sulTocadoa
pela votago cerrada dos deputados honestos.
Excilavam porm de fra aos liberaes exaltado
da cmara, e todos contavam que o vnneravel
Sr. Pasaos (Manoel), que rico por heranga gastou
grande parte da sua Nzenda no exilio,combaten-
do com a penna e com a espada, um dos maia
ferozes despotismos do nosso seculo, e qae mos-
trndole ultra-liberal no ministerio, democrati-
zara a nago o mais que pode, levantarla agora n
voz respeitavel em favor da eleico indirecta
pela nica razo de ser ella universa!.
Pouco duraram estas illusots democrticas.
Corra adiseuseo, e linhara anda -a palavra
os celebres Leonel Tavares, Casal Bibeiro, e o
conspicuo relator Ferrer. Assim. que os tres
Ilustres deputados souberam que o Sr. Passos
(Minoel) desejava fallar.cederara immediatameo-
te da palavra. Tamaubo o respeito que a de-
dioago real ao paiz inspira I E esta defferencia
da parte de homens taes, seno foi Iriumpho
oratorio, foi mais do que isso, foi iriumpho do
verdadeiro patriotismo.
Principiou o Sr. Passos (Maooel) agradeceodo
aos seus collegas que cederam da palavra, e pe-
dindo cmara permisso para considerar n
questo de mais alto, nao se reslringindo exces-
sivamente ao a.tigoem discussao, porque dese-
java que em pontos iaiportantes, a sua opioio
flcaaae regisUda para se lhe poder exigir a res-
poniabilidade do seu voto.
Disse que o governo salisflzera ao voto do paiz
convocando urnas cites muoidas de plenos po-
deres para reformar a consliluigo, e que res-
peito dessa reforma, ouvio dizer, que oo era
bastante, nem efficaz, e que o lado esquerdo, se
acontecimentos eslranhos nao tivessem lugar,
havia de exigir uma reforma mais ampia.Neste
ponto era obrigado a fazer uma declarago fran-
ca e sincera. Se o paiz lhe tivesse dado poderes
para fazer uma nova consliluigo, havia de em-
penhar todas as suas torgas intellectuaes, e todo
o seu patriotismo para dar ao seu paiz a melhor
conslituigo, que Iho podesse dar; mas sendo
chamado a reformar a carta, entenda que a c-
mara devia tomar um vo menos ampio, e res-
tringir se aos tpicos indicados pelo governo
(oozes, muito bem. apoiados.) Que estas refor-
mas tem sido declaradas pequeas e insignifican-
tes ; mas elle entende que sao inmensas, que
sao grandes, que sao gloriosas, e quo ho de ser
fecundas (apoiados). Ha e syslema de reformar
ludo inteiramenle, islo destruir uma conslitui-
go, fazendo oulra oova, e ha tambem o syslema
de seguir a prudencia e a presteza do governo e
do povo inglezreformar lenta, pausada e cir-
cumspectamente [apoiados); prugredir, marchar
aempre no caminho do Boelhorameolo dasinsli-
luiges Este o caminho, que adoptou o go-
verno, caminho que lhe parece que a cmara
quer seguir, caminho, que elle approva e ap-
plaude, porque esle o resultado das suas con-
vieges fructo de uma longa e amarga experi-
encia; porque as reformas profundas nem sem-
pre sao as mais duradouras [apoiados). Nos te-
mos um grande exemplo na nago, modelo dos
poros livres, na nago iogleza. A sua conslilui-
go nao consta de um s acto ; nao a carta de
Joo sem trra, um sem nmeros de actos, 6
ltimamente a emaocipago dos catholicos oa
Irisada, o acto que immortalisou para sempre o
nome do conde Grey; e estas reformas que pa-
recalo immensas, oo eram um non plus ultra,
porque anda ha pouco uro miniatro illustre, um
lord J. Russel tinha proposto novos melhora-
menlos. O governo seguio a marcha do governo
inglez, honra lhe seja feita.
Que fazendo prle do parlamento em 1844 ahi
disse que contra o seu voto a carta constitucional
tinha voltado a ser lei fundamental do estado,
porque julgava uma oulra consliluigo melhor,
meos itnperfcita, mas que como membro deeta
sociedade nao tioha o direito de impr a sua
opioio maioria dos seus compatriotas, (oozes
muito bem) e accrescenlou, que se por ventura
se tivesse reunido uma cmara munida de pode-
res extraordinarios, e fizesse parte dessa cmara
nao txerceria esses poderes, deixaria ainda fa-
zer-ee ama nova experiencia da mesma lei fun-
damental do Estado, e porque? Porque as re-
formas devem serenlas e pausadas; porque as
reformas para serem fecundas mister que nao
sejam s approvadas por um partido, mas por
lodos os partidos, porque a coostituigo oo
bandeira de neohum partido [apoiados), porque a
coostluigo est cima de lodosos partidos. Quiz
enlo que o pjiz fizesse uma longa experiencia
da carta constitucional, porque se esta experien-
cia fosse feliz, julgado at ahi que a carta nao
era bastante para a felicidade do povo, havia de
curvar a cabega, e com sinceridade dizer, que se
tinha engaado; e pelo contrario, se a'experi-
eocia fosse diversa, aquelles que suppunham a
carta o melhor dos cdigos, tambem haviam de
pedir a sua reforma; e foi isto exactamente o
que succedeu.
Qae pelo discurso que nessa poca proferio
conveocer-se-hia a camua e o paiz, que ent
peda meaos reformas, meooa melhorameotos
que aquelles que o goveroo propuoha ooactoad-
dicional, acto to calumniado, e que com todo
um grande monumento de gloria para a cera, e
para o ministerio ; um monumento de felicida-
de para a nago, porque um progresso, um
grande progresso (eores-grandissimo). Pode acr
que nos podessemos reformar e melhorar ootros
pontos da conslituigo ; roas eo emendo que nao
devemos ounca avangar de mais, e que quando o
acto addicional oes d as reformas ma temente reclamadas, mais instantemente pedidas
aqui devemos limitar as nossas existencias
ponto que, se se propozerem algumas reformas
quo parecam mais liberaes, mais ampias, eu hei
oa retaiu-tas com o meu voto, com a mesma Ii-
berdade com que muitoe deputados ibglezes, mal-
los juizes Ilustrados rejeitaram emendas radicaea
propostas ao acto do conde Grey.
Disse que o acto addiciooal, laxado de insig-
nificante, ridiculo e miseravei, um monumento
de patriotismo e de sabedoria. No artigo 4o esta-
belece eleigo directa, e esta respeito since-
ramente dira, que com quanto seja. e taona sido
partidista da eleico directa, com ludo ainda oo
achou um instrumento para daguerreotypar no
parlamento a opinio do paiz este respeito.
Tem encontrado inconveniente oo systema indi-
recto e 00 syslema directo, e ae a sua opioio
fosse admillida, teria proposto parlamentos treo-
naes, leudo lugar a eleigo n'ura triennio pelo
systema directo com o sent alto, eo'oulre trien-
nio pelo systema indirecto com o senso baixo
porque 00 fim de uns poucos de anoos de exoe*
neocia, o parhraento podia eolo decidir defini-
tivamente qual dos systema era prefetfvel. Com
ludo o paiz reciamow. ste reformm da eleico
indirecta, e entenda dever ttr concedida.
Gragas ao apoio dado eleico directa pelo
mais respeitavel chefe do partido hberal, desee
verdadeiro amigo do pova, que ao saftir do mi-
osteno ou da cmara, vai logo para os seas oli-
vaes de Santarem trabalner, e adquirir com qae
possa aliviar toda pobreza que e circunda, o
gragas immensa influencia do glorioso mare-
chal Saldanha, ao alto eooceilo, de que gozara o
insigne lilterato visconde de Almeida Garret, e
ao talento, e profunda cooviecao do sabio Ferrer,
am quatro ou cioco aessoes foi disentido e veta-
do o cto addiciooal, que aleo de eleigo direc-
ta, fazia outras reformas oa carta.
Nao houve um t orador, que nao eoofessasse
qae perte Ilustrada, inlelligente e moraliaada
da nago quera que se acabaan eom a eleigo
indirecta, e bem poucos foram ea deputado, qne
inanaajtram o seu voto.
Conimunicados.
Apena pedinao peto Diari de qoatta-atita na
autor da proposta da diraito ommarcial, amala
cada no Diario n. 158 ae W Be correne, ea*
addeeioiaase ao sea qaeeito, asis a etreumetaa-
ciade haver o sacada Tecoaoatiooaa juiaa ua
ara, e liana por taimo am eeoftsaae ana)



.

TURA
jUBmufnm.
mx havia
Barca francs* delle.
garam : J^.-
Titsel freren 70 coures
autosa assim pedimos; porque
relho negociante com toda aua h
omitida oa sua propasta esta poderoea cireuma-
Uncia, alm de lar calculadamente occultado,
deixando de publicar as respostes de oulroa j
consulto que aa o*W da*fc>Beviam-lhe
" "If rain cooararias nw desojo. B
i porm que nosso simple*
a aueceplibilidade de alguem,
o antes o nosso fim era, quo reformado o queaito
com Adeudada dsse lugtra discusso sobre esse
ponte de d: alto, se por ventura ouviase quera
susterri rae o sacado nos termos da reforma
40 queaito est isemptu de ser condemnado ao
pagamento da letra, e por acco decendial.
Ho eaperava-mes por urna resposta ju-
ridica pira discutirmus o esse terreno. semallusoes,
nem personalidades, poisignorava-mot quehou-
vesea alma que nutra odio aquem defeode seu di-
reito; ets que sppirece no Diario de quarta-fe-
ra 17 da correte um commuoicado, que fugiodo
da questio inverlo nossas expresses, e nos im-
presta pensamento diverso do nosso, e at diz-
que Miste uraa questo, a qual se referia sua pro-
poste, e cujea partes contendoras, urna [com vi-
-tuperio) lloarada e virtuosa, a outra, desgracada,
trampolineira ; que esta est afilela (m toda-
va deecontpor), e aauellla tranquilla (mata in-
ventando insinuaces, descompondo e aggredindo)
e acaba com eipresses insulluosaa que bem Gei-
xa ver o elevado gro de odio que nos vota o com-
raunicanlel
Ora, se o coniui'inicante tem alguma questio
pendente bascada em lao boa razao como diz, pa-
ra que inventla esta nova especie de defender
causas pela imprensa, antes de seu Gnal julga-
mento? Para que faz drele espalhar boatos des-
faroraveis contra a parte contraria ? Ese a sua
proposta fui fiel, sem subterfugios, ou.subtileza,
para que se offieodeu com o nosso pedido, para
addiciooar urna simples circunstancia? Nao vio
ommunicante que a verdade tem (orea incom-
prehensivel, e nao pode ser ofTuscada, embora se
lhe opponha milhde* de tramas urdidos com sub-
tileza? E que sendo a verdade emanada da Di-'
viodade protegida pola lei ?
Se o communicante tem pendente o pleito que j
Ilude, cooQei como nos confiamos de corceo,' Raralho-
do conspicuo, e meritissimo tribunal, aguardando Dacai
-cun respeitoso silencio sua sabia deciso : o con-;
trario disso nao confiar na Justina que diz ter, e
rebaixac-se a immundecer de descomposturas j
igualmente improprias de quera as diz, e de quem .
as houve, e isto sem precisao, salvo se tem iu- i
triga e odio mortal, e quer desabafar, ou
para o. Havre orre-
espichados com 645-
ebedtoria Je ndm Interna*
mmrm^m de Peraanahaeo
Rendimeato do dia i a19. 39 034*455-
Idem do da 20. ..... I089333
30:123*788
Consolado provincial.
Reudimeoto do dial a 19. .. 72.666*395
dem do dia 20...... 1:896*431
74:502*826
PRAA DO RECIFE
O DE JULHO M 1861.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios Saceou-se sobre Londres a 25
1/4, e 85 d. por 1*000 rs.. e
. sobre Paria de 372 a 375 rs.
por f.,.regulaodo por 15,000
oa saques da semana.
Algodo O de Pernambuc venden-se a
8*800 o eomlhido, e 8*600 o
regular : nao houve venda do
da Paralaba, e Macei.
Assucar -'--------O brauco vendeu-se de 3*000
a 3*060 rs. por arroba, o so-
menos a 2*500 rs., masca va -
do purgado de 2*150 a 2*200,
e bruto de 1*900 a 1*960.
Vendeu-ae a 7g000 reis a
pipa.
Os seceos salgados venderam-
se a 190 rs. por libra.
Arroz- O da India pilado vendeu-se a
23100, e o de Maranhao a 2*800
ris: consta que urna partida
de 150 saceos dejara obleve
3*200 por arroba.
Azeitc ddee------O de Lisboa vendeu-ae de 3*100;
nao havendo vendas do Esireilo.
- Consta fura vendido em ataca-
do a 8(800 rs. a barrica ; rela-
lbaado-se de 48000 a 93000
rs., e ficaodo em ser 8*000
barricas.
Venderam-se a 1*200 rs. por
Agurdenle -
Couros------- -
arroba.
entaov; c [_-----------Vendeu-se de 5*000 a 6*200 rs.
se na sua causa lhe falla a razao, que por isso
procura a todo transe desacreditar, e desmorali-1 p, ,__________
sar o contendor para por este meio supprir a tal- \
ta de sua justica 1 enera de oulra maneira se po-
de ciassificar tal procedimeolo. \ Carne secca- -
Nos pois, qu6 nao nos inculcamos de honrados
e nem fazemos eslampar esta noticia nos jornaes.
por arroba.
Ha vendss de algumas parti-
das a chegar de 2*200 a 2*400
por libra.
Retalhou-se d e 2| a 2*600 por
arroba do Rio Grande do Sul,
e de 2fl a 2*440 a do Rio da
Prata, Qcando em ser 103.900
arrobas da primeira, e 36,70
da segunda.
m
a 17*000 rs. a to-
duzia
nao temos todava injurias e deshonras para era-
prestar-mos a ninguem, e por isso reli.*amo-nos
da discosso, deixando o campo franco ao com-
municante para defender sua questo pela nova !rin(1p nedra-Idem daY
forma que descobrio I e dirigir insultos e aggres- Carvao fle pea" "eUda
ses a vida privada para fazer j a urna cadeira /._: iAam n qs^ai r.fuwi
de moral; mais antes de findar-raos lernbramos **"*------------\\ JJf00 6p,
ao communicante o versioho de Carnees conced- .^K. a*. ,;
do nos termos seguintes: Fannha de ,r,8
O mais bem urdido trama
Daar podeao inventor,
E a perfidia, mil vezes
Recae sobre seu autor.
*
Proposla.
c A simples assignalura do sa-
< cado exsrada era urna letra de
trra constilue o sacado na o- i
brigacao de paga-la, como se
E' certo que o artigo 394 do cdigo commercial
diz, que o acceile dever ser puro e nao condicio-
nal nos seguintes termos:Acceito ou accei-
tamos Mas d'ahi se nao pode cencluir que
palarraacceitoseja sacramental, de modo
que, faltando ella, embora o sacado tivesse assig-
nado a letra, nao seja acceitante. j
Em primeiro lugar, porque a palavraacceito
exigida pelo legislador para caracterisar o ac-
ceito puro, e disiingui-lo do condicional; e tan-
to que este mesmo artigo, depois de sua disposi-
co textual se refere ao 375, que trata do acceile
-condicional; pelo que logo que ha a simples as-
signatura do sacado sera a palavraacceitolu-
do quanlo sepoder concluir, d'uhi que houve
um acceite puro, e nao condicional.
Em segundo logar, porque -a assiguatuTB^^oTcacttihu
sacado que nasce originaria mente a obrigacao &
Tiremos um carregamento de
1800 barricas de Santandee,
que deve decidir segunda-fei-
ra sa fies, e 500 barricas de
-Trieste, vindas das provincias
do norte pelo vapor brasileiro.
Retalhou-se a 34*000 a de Ri-
chmond, 29*000 a deNewYotk
e 36*000. de Trieste, cando
em ser 3,000 barricas da pti-
meira, 1,000 da segunda, e
1,900 daterceira.
Far. demandioca-Vendau-se de 3*000 a 3*500
rs. por sacca.
Genebra-----------Vendeu-se de 5*200 a 6*000
a frasqueira, e 320 rs. a bo-
tija. Pela de Hollaoda pedem
400 rs. a botija.
Louca--------------Aingloza vendeu-se com 300
por cento de premio sobre a
factura.
A franceza vendeu-se a 580
rs. e a ingleza a 1*000. ti-
ca rulo era ser 450 barricas.
Hassas--------------Venderam-se de 5J>00 a 6*000
por arroba.
Passas------------dem a 8g000 rs a caixa.
Queijos--------------Os flaroengoa venderam-se de
1*970 a 2$700 rs. esda um.
o -, l;.w- wtpm a 90>oo
rs. por arroba.
Manteiga -
pagar; della que deriva a aecao decendial, tan- Vinagre-----------Vendeu-se de 120* a 125*000
to mais, quanto se nao pode imaginar que o sa-
cado tivesse posto sua subscripto na letra lem Vinhos--------
deliberaco efQcaz de obrigar-se. t
Em terceiro lugar finalmente, porque eslyllo
das pravas do Brasil receber-se taes assignaturas Velas -
como verdadeiros acceiles puros.
Salvo melhorjuizo.
Dr. P. Baptista.
ttecie, 16 de julhode 1861.
Descont----------
COMMgaC10>
Caixa Filial do Banco do
Brasil em Pernambuco
Fretes
a pipa
- Os de Lisboa regularam de 230*
a 250* rs. a pipa, e os de ou-
tros paizes de 195g a 2003.
- As de composico venderam-se
a 660 rs. a libra.
O rebate de lettras variou de
10 a 18 por cento ao aono, dis-
contando a caixa Qlial cerca
de 300 contos.
Para o Canal a 35, e para Li-
verpool o lastro a 20, e o al-
godo a 9/16.
Moviianto do porto
Navios entrados no dia 20.
A directora em virtude do aviso de 8 de ju-
aho prximo passado, declara que tica prorogado Qhi da Fernando48 horas, vapor de guerra I
por mais 60 dias o prazo marcado pelo art. 4o do piranga, commandanle primeiro tenente Al-
decreton. 1685 de 10 de novembro do anno fio- yin.
-do, para a substituido das notas de 20* da emis- Santander41 dias, brigue hespauhol Wlfredo.
sao da raesma caixa, o qual linda em 19 de se- de 207 toneladas, capilo Marcelino Assuo, e-
tembro vindouro. quipagem 12, carga 1920 barricas com farioha
Caixa Filial do Banco do Brasil, aos5dejulho de trigo, 36 meias ditas e 102 saceos '. a or-
de 1861.O secretario interino, Luiz de Moraes dem.
Gomes Ferreira. Navios sahidos v.o mesmo dia.
A directora da caixa filial do banco do Bra- Assbarca nacional Bedoura, capilo Joo
sil tem autorisado ao Sr. thesoureiro da raesma Victorino de Avellar ; em lastro. Suspendeu
caixa a pagar o 15. dividendo do semestre pas- j D0 ismaro.
sado na razao de 8J500 por aeco, de conforml- Canalbarca ingleza Gonges, capilo John We-
dade com as ordens recebidas do banco do Bra- hans ; carga assucar.
sil. Recite 15 de julhe de 1861. O secretario Maceibrigue inglez Eliza Jankins capillo
interino, Luiz de Moraes Gomes Ferreira. t j0hn Rohoo. carga assucar.
| Macei e portos intermedios vapor nacional
Persiouoga, commandante Manoel Roiz dos
Sanios Moura.
aifandegra,
Rendimeato do dia 1 a 19. .
dem do dia 20.....
324:294*457
9.895g647
334:190*104
Movintenio daalfandega,
Volumes entrados com fazendas..
> com gneros..
Volumes
sahidos
>
com
com
fazendas..
gneros..
75
323
------ 398
Descarregam hoje 22 dejulho.
Brigae inglezReliancetrilhos.
Brigue inglezMary Aontrilhos de ferro.
Polaca hespanholaEsmeraldacarne de char-
que.
Polaca hespanholaIndiaidem.
Barca ingleza Sarahmercadorias.
Barca inglezaColinacarvao e ferro.
Importado.
Patacho nacional Julio, vindo do Rio Grande
do Sul, consignado a Azevedo & Mendes, m-ani-
festou o seguinte :
7 281 arrobas de carne de charque, 100 ditaa
de sebo em rama, 20 barricas com dte coado,
00 seseos farioha de mandioca, 60 couroa ave-
riados ; a ordero.
Brigae nacioual Invensivtl, vende do Aracaty,
consignado ao Diestro Jos Joaquina Alvet da
Silva.
44 raolhos com 88 pellos de cabra, 1 barrica
95 pareado aapatos ; a Prente Viaoaa.
278 couros salgados, 373 meios de sola, 182
b
Horas.

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kthmosphera
Dirteeio.
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| Inttntidadt.
I____
s
es

w
-I
I-
e sola,
i, 10 pi
molhos com 4,252 couriohos de cabra, lo pares
de coturnos de eouro branco, 1 sacco com 39 li-
bras de peonas de emina, 8 ditos coas 4 alqtrei-
res de gomroa de mandioca, 100 ditos com 377
arrobas e 17 libras de cera de carnauba, 194 cai-
nas com 230 aerabas de carnauba : aordem de di-
versos.
Hiate uacional Camaragibe, vlodo do Aas,
oonaigoado a Luu Cerqeeira, manlfettoo o
eguinte :
150 alqueires de sal, 31 molhos da paiha de
caroaaba ; a oraeaa.
Fifturtafao
Dia 17. .
Brigue na iooal Ottaja*, par* o Porto e Lisboa,
carregaram: 1 *^fH
sida Silva Loyo Jtrtior, 300 sacos com ,500
arrobas da assucar.
Fahrenhti.



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ti.
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Centgrado.

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.8 8 .8
CU' u S
Cisterna fcydre-
metriea.
Francas.
Inglez.
A ooite chuvosa, vento variavel de intensida-
de e direc;o e assim amaobecea.
OSCU.4CA5 O HAR.
Preamar as 2 h. 18' da manha, altura 6,8 p.
Bainmar as 8 h. 6* da Urde, altara 1,2
Observatorio do arsenal de marinba, 20 de iu-
lho de 1861.
Roauvo Srama,
1* tenente.
Editaes.
Por ordem do Illra. Sr. inspector da alfao-
dega se ostral* por um susto foaaajeimento de
races-psra a guarnitjio da escotnr nrfoyo, a
saber:
. Pi.
, Bolacha.
Assocar brinco.
CafemgrSo. A:.(
Arroz do Maranhao.
Bacalho.
Carne verde.
Dita secca.
Toucinho.
Fariuha de mandioca.
Feijo.
Agurdente.
Azeite doce para comida.
Dito para luz.
Vioegre;
Velas de espermacete.
Bitas stearlnas.
Sal.
Leoha em achas.
As pessoas que quizerem contratar dito forne-
cimenio apresenlem aa suas propostas em carta
fechada ateo ultimo do correte moz.
Alfandega de Pernambuco 18 de julho de 1861.
O 1 escripturario,
Firmino Jos de Oliveira.
Olllm. Sr. inspector da-thesouraria de a-
zenda desta provincia, em cumprimento da ordem
do thesouro, de 6 de maio ultimo, manda fazer
publico, que Oca aterro,, para o dia 29 dejulho
prximo seguinte, novo concurso para preenehi-
mento dos logares de1 praticante de alfandega
desta mesma provincia, comecando os exames i$
10 horas da manha sobre as seguintes materias:
1.a grammatica da lingu* verncula, leilura e
escripia correcta e correte ; 2 tneoria da es-
cripturario mercantil por partidas simple e do-
bradas, esuas applicacoes ao commercio. e a ad-
miislraco de fazenda ; 3.* arhmetica e soas
applicacoes ao commercio, com cspecialidade a
reducqao dos pesos e medidas nacionaes e es-
trangeiros, calculo de descont e juros simples e
composlos, theorias de cambios e suas applica-
coes ; 4 a noQoes de algebra ; 5.a tradcelo cor-
recta das lioguas ingleza e franceza, ou pelo rae-
nos da ultima ; 6.a principios geraes, de geo-
graphia, de historia do Brasil e de estatislica com-
mercial
Aquelles que pretenderen ser admittidos ao
concurso, devero previamente provar, que teem
18 annos completos de idade, que esto livres de
culpa e pena, e que teem bom coraportamento.
Secretaria da thesouraria de hienda de Per-
nambuco, 4 de junho de 1861.Serviodo de offi'
cial-maior. Luiz Francisco deS. Paio e Silva.
Por orden) do Illm. Sr. inspector da alfan-
dega se faz publico, qoe no dia 22 do corrale se
ha de arrematar em hasta publica, depois de
meio dia porta desta reparticio de conformida-
de com o despacho na segunda parte do regla-
mento de 19 de setembro ultimo, 38 caixas com
sebolas, calculando todas ellas 19 arrobas : valor
de urna caixa 500 re., total 19(000 abandonadas
ao direilo, no acto do dcjpacho, por Vicente Fer-
reira da Costa, e vindas de Lisboa, pelo brigue
portuguez Constante, entrado em 9 do crrante,
sendo a arrematarlo livre de direitos ao arrema-
tante.
Alfandega de Pernambuco, 19 de julho de 1861.
O Io escripturario, Firmino Jos da Oliveira.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial em observancia da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia datada de 19 do corre-
te, manda fazer publico, que no dia Io do mez
de agosto prximo vindouro, peraote a junta da
fazenda da mesma thesouraria vai oovameote a
praee para ser arrematado a f m mais der o pe-
dagio da barreira da ponte de iscaruna, avallado
em 300S000 rs. annuaes.
A arrematarlo ser feita pelo tempo dedout
aonos e ooze mezes, a contar do dia Io de agos-
to do correte anno a 30 de junho de 1864.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tado coroparecam na salla das sessdes da mesma
junta no dia cima indicado, ao meio dia, e com-
petentemente habilitados ; para o que se acha
designado o dia 25 do correte.
E para constar mandei aduar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 20 dejulho de 1861.
O official da secretaria,
Miguel Alfonso Ferreira.
Domingos Alfonso Nery Ferreira, co minen-
dador das ordens da Rosa e Christo, coronel e
commandante do 1 batilho de Infataria da
guarda nacional do Recite, commandante supe-
rior interino e presidente do cooselho de revista
da mesma guarda, por S. M. o Imperador etc.
etc.
Fjo saber, que na terceira dominga do pre-
sente mez (21 do corrate) se reunir o conseibo
de revista da guarda nacional, como determina a
om.it-0. f..u d- ... as o ....i. m. 1130 de
12 de margo de 1853. na sala das sessdes da ca- |
mar municipal desta cidade, s 10 horas da
manha, na conformidade do art. 44 das instruc-
coes o. 722 de 25 deoutubro de 1850, am do
tomar conhecimenlo dos recursos que versarem
sobre os casos do art. 33, e que forem interpos-
tos, p*li maneira determinada no art. 38 das
ditas instrucedes.
E para constar a quem convier, mandei publi-
car pela impreosa.
Quarlel do commando superior da guarda
nacional desto municipio, 13 de julbo de
1861.Domingos Alfonso Nery Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em eumprimerto da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, de 28 de junho prximo
Ando, manda fazer publico qae ao da Io de agos-
to prximo futuro, perante a junta da fazenda da
mesma thesouraria, se ha de arrematar, quem
por menos fizer, a obra a fazer-se com o corte da
barreira do alto da Maela, avallada em ris
4:290S000.
A arrematarlo ser feita Da forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob as
clausulas especiaes abaixo declaradas.
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
co comparecam na sala das sessoes da referida
junta, no dia cima mencionado, pelo meio dia
e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 4 de julho de 1861.O secretario.A.
F. da Annunciaco.
Clausulas especiaes para arreraalaco.
Ia. A obra ser principiada 15 dias depois da
arrematarlo e concluida no prazo de 4 mezes.
2a. O arrematante quando tenha de entregar a
obra, apresentar o leilo da estrada, era estado
perfeito, tendo cuidado em que nao desappareca
a carnada de trra arenosa, com que feita a su-
perficie superior do mesmo leilo ; e bem assim
que os vallados fiquem completamente desobs-
truidos, e com a profundidade e largura que lhe
indicar o engenheiro encarregado da obra.
3a. A superficie do talude fleari com estado
perfeito, formando um so plano, e se acontecer
que quando a escavano chegue ao ponto deter-
minado pela inclinaro marcada na planta pela
Dha encarnada, houverem esbroamenlos, que
para regular a superficie dos taludes, tenha o ar-
rematante de fazer meior escavacao do que a de-
terminada, ser elle obrigada a fazer.;
4a. O pagamento ser feito em quatro presta-
C&es iguaes, pagos mensalmente, e urna vez que
se verifique achar-se feita urna parte correspon-
dente da obra.
5a. A trra laceada fora ser levada para as
partes Daixas que houverem fora da estrada, nao
podendo ser amontoada de forma que posea vir
para cima da estrada.
6". O arrematante attender a todas as recla-
macoes do engenheiro, tendente* boa execo?o
da obra, e bem assim no imposto a tal respeito
na lei n. 286.
7a. Nao ser altendida reclamsco alguma por
parte do arrematante, Qcando elle respoosavel
por quaesquer circumstanciaa accideutaes qae
possam provir durante a execucBo da obra, seja
qual for o motivo, que a isso der lugar.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Aununciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico, qae- o thesoureiro
da mesma thesouraria est autorisado a pagar do
dia 8 do correte por diante, os jures des apoli-
ces da divida publica provincial, venciJas ateo
ultimo de junho prximo fiado.
E para constar se mandou affixar e presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 6 de julho de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira1 d'AnnuneiaeSo.
. O Illm. Sr. iospector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico para conheciaento
das iotereasidos o art. 48 da lei provincial n.
510 de 18 de junho do corren te ao no.
Art. 48. E permittido pagar-se a mesa sita
das estraves comprados em qualquer tempo an-
terior a data da presente lei independen te de
revalidacao e mulla, urna ves que os davedores
tuaes deste imposto, o fac.am dentro do exerci-
sujeltos s revalidat,o e multa- ao dobro, sendo
um terco para a denuodante. A thesouraria
far annunefar ser edital nos primeiroa 10 dias
de casa mea a presente disposrebo.
B ara constar se mandou amar o presente e
patoifear palo Diarlo.
Secretaria da thesouraria preriacial de Per-
nambuco 8 de julho da 1861 .O secretario,
A. F. d'Aanurreiacio.
Os abaixo asiignados fazem seiente aospos-
soidorea de carros de eluguel d 4 e rodas,
mnibus, eerroQas e vehieulos de conduelo avi-.0 patacho nacional Limalr de superior mar-
" cha. aegue com brevidade par o Rio de Janeiro,
sera a mes do consulado provincial, ansa de re
oeberem o numero que lera de mandar por nos
meamos, cora os quaes tem de aerem matricula-
dos aa repartico da polica, deven lo-se nadar
o prazo no dia ultimo do mes correte.
Primeira seceo da mesa de consulado provin-
cial 13 de julbo de 1861.Os lanzadores,
Joo Pedro de Jess da Mella.
Demetrio de G. Coelho.
Os abaixo assignados, lanzadores do consu-
lado provincial, laudo de dar comeco no dia 15
do correle mez aos trabalhoa do lancaniento- da
decima urbana e mais impostos qao por aquella
repartico sao arrecadados, como acha-se dispos-
to na lei do ornamento provincial vigente, avisara
a todos os contribuinlcs para que, no acto da
collecta, sejam manifestadas as informac5es exi-
giris ; recorameodando mu particularmente
aos inquelinos que apresenlem os competentes
recibos,aflm de evitar duvidas e reciarnages-
Hecife 11 de julho de 1861.
Joo Pedro de Jess da Malta.
Demetrio de Gosmio Coelho.
recebe carga a frete para dito porto: tr*ta-se
com Basto & Lemos, ra do Trapieae o. 15, ou
com o capilo a bordo.
fbrmac,ea dlrijam-ee desde ja a chancellarla do
ceesaledto de Franca das 10 hora da manha 89
3 dtarde dos dias ule que ah encontraran
as clausulas especiaes para afrematac.ao. O lei-
lo teta'lugar n* chincellarid do Consulado de
Franc*no dia quarlii fwira 7 de agosto prximo
futuro as 11 horas em ponto.
%%,
mif
O patacho nacional farros l, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio- de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-se com viuva
Amorim I& Filho, ra du Cruz o. 45- ou eom o
capilo a bordo.
Deeiarav6e.
T-'
SOGIEDADE B.4SC1RL4-
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Sacan e tomara saquea sobre as pragas do Rio
de Janeiro, Maranhao e Para.
Iaspeco do arsenal de ma-
riaha.
De ordem do Sr. inspector faco publico, que
nos dias 20, 26 e 31 oo correle mez, estar
venda em hasta publica na porta do almoxarlfa-
do desta inspeccao, comecando as pracas s 11
horas da manha, o casco do brigua escuna Xin-
g, forrado de cobre, de-94 ps de compriraeoto,
24 de bocea, e 12 de puntal, avalisdo com todos
os stus perteoaesetn 1:378 bem como os objec-
los desse navio, seguintes:
Maatreaco.
Mastro de traquete, dito grande, gurupa, pao
bojarrona, dito de giba, de pica-peixa, mastaro
de joenete inteiro, dito do velaxo, ditos de jua-
nete e sobre, retranca, carangueija grande, dita
do lalioD, pi do fuso deste, vorg* do traquete,
dita do velaxo, ditas de josnete de proa e do so-
bre, dita secca, dita de gavea, dita de juanete
graode, doos paos de sumlas, dous ditos do
culello do velaxo, doos ditos dos do juanete, um
dito de bandeira, um sexto de gavea e dous vaos
de joanele grande e de proa tudo avaliado em
1:2l9O0O.
Amarraco.
Duaa ancoras e duas- amarras de pollegada com
160 bracas, avaliado em 336&960.
Apparelho.
Todo denominado flxo com o competente po-
liame, avaliado em 6609000.
Panno.
Urna audaina, avallarla em 535#000.
A venda tendo de effectuar-se na ultima pra$a
sendo que o dito brigue escuna est em frente
deste arsenal franco ser examinado pelos pre-
tendentes.
Inspeccao do arsenal de marinha de Pernam-
buco em 6 de julho de 1861.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Rio de Janeiro
segu eom toda a brevidade a barca tthildea
por ter melade do seu carregamento engajado :
para o restante, trata-se com Manoel Al ves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14, ou coa o capMo
Jos Ferreira Pinto.
j&&v
f^
Para Lisboa e
Porto.
Segu eom brevidade o brigue nacional En-
genta, de primeira classe, capillo SaUooel Ese-
quiel Miguens, o qual tem dous terco da carga
engajada, para o resto que lhe falta e passageiros
trata-se no eseriotoo de Azevedo & Mendes
ra da Cruz n. 1, ou com o capillo na praca.
Para Lisboa.
O brigue Constante, sahe iraprelerivelmeole;
no dia 6 do prximo mez de agosto : anda rece-
be alguma carga e passageiros, para o que se
trata com o consignatario Thomaz de Aquioo Fon-
seca, ra do Vigario n. 19, ou com ocapito Au-
gusto Carlos dos Reis.
Para Lisboa e^orto.
A barca Santaclara, que nesti semana se
espera do Rio de Janeiro, seguir em poucosdias
para ossobreditos portos : para o resto da carga
trata-se na ra da Cadeia do Recite n. 4.
Baha.
A escuna nacional Carlota, capilo Luciano Al-
ves da Conceigo, sihe para a Bahia em poucos
dias ; para alguma carga que ainda pode receber,
trata-se com Francisco L. O. Azevedo, na ra da
Madre de Deus n. 12.
B'dhia
O agente Hvppolito declara qne flcou transfe-
rido para quarta-feira 24 do crrente o leillodu
predio da travesea do Tambi da Boa-Vista, j
annuncado, e qual lera lugar 00 seu ascriptrio
ra da Cadeia n. 48, primeiro andar, aa 11 horas
em poeto. ^
BE #
Urna grande casa.
Antuns far leilie em seu armazem na ra
do Imperador n. 73, de urna grande casa de po-
dra e cal, sita na estrada do Monteiro com com-
| modo para grande familia,rom grande sitioe va-
| riadas arvores fructferas, boa agua, seozala, co-
cheira, estribara, cuja easa mora actualmente o
Exm. Sr. Dr. Doria, 09 pretendentes poderlo exa-
mina-ia por langarem 00 leilio que lera lugar
qninta-feira 25 do correte, s- 11 horas era
ponto.
LILAO
DE
Queijos stiissos.
Terca-fcira 23 do corrente.
Anlunes far lei'ao na porta do armazem do
Sr. Annes no oa cima designado, de urna per-
cal de queijos suissos milito novo e perfeito*.
em lotes a vontade do comprador, as 11 hor:s-
em ponto.
LEILAO
DE
O agente Hyppoliio da Silva far leilo por
eoota e risco de quem pertencer de 900 caixaa
com charutos, sem limite de pceQo algum : ter-
ca-feira 23 do rorrete as 11 horas em ponto, no
armazem do Sr. Annes em frente da alfandega.
LILAO
DE
Segu a sumaca Hortencia, capillo Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
falta e passageiros, trata-se cora Azevedo & Men-
des, ra da Cruz n. 1.

THEATRO
DE
Santa Isabel
Wreza-germano.
22a RECITA DA ASSIGNATRA.
AMAiNHAA
Terca-feira 23 de Julho.
Subir scena pela primeira vez oeste thealro
o muito exrelleute drama em cinco actos e um
prologo, original frsncez,
SUZANA.
- DENOMINACO DOS ACTOS.
Prologo, no Havre.O regresso e a deshonra.
Primeiro acto, em Perre-Gte. Dez annos de-
pois.
Segundo acto, em Pars. E' repellida por sua
vez.
Terceiro acto, em Pars. A honra salvando a
honra.
Quarto acto, em Ris.A punirn.
Quinto seto, em Paris. A mi perdoada pelas
ilhas.
PERSONAGENS.
Imbert, negociante.....Germano.
Mootal, seu socio.....Nunes.
Fonienaille, velho martimo Raymundo.
Gootran, seu sobrioho Vicente.
Thuillot, camponez .... Teiteira.
Hervier, negociante .... \alle.
Florent, guarda-livios Leite.
Um caixeiro de cobranzas Campos.
SutaDa Imbert :.....D. Maooela.
Elisabeth. sua fllha .... D. Anna Chaves
guzana, dita dita.....D. Leopoldina.
Batios, creada......D. Carmela.
poca actualidade.
A empresa tem a satisfago de prevenir ao pu-
blico que este um Sos melhores dramas do seu
nova repertorio, isto segundo sua fraca intelli-
gencis ; entretanto o publico nico julgador im-
parcial, o avaliar.
MOV
COMPAA PERYAMBICAU
n
Navegacao cosleira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Asm'. Aracty, Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante Moreira,
sahir para os portos do norte at o Cear nc
dia 22 do corrente s 4 horas-ds tarde. Recebe
carga at o dia 20 ao meio dia. Eocommendas,
passageiros e dinheiro a frete al o dia da sabida
a 1 hora : escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
Lisboa e Porto.
Segu at o fim da presente semana o vtleiro
brigue nacional Olinda, capillo Jos Gaspar
Pestaa, recebe nicamente passageiros, para os_
quaes tem commodos regulares : trata-se com'
Baltar & Oliveira, ra da Cadeia do Recite n. 12
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante, capillo Ilenrique Correia Freitas, o
qual tem parte da carga prompta : para o resto
que lhe falla e escravos a frete, trata-se com
Azevedo & Mendes, ra da Cruz n. 1.
Maranhao e Para
O hiate Novaesa segu com brevidade : para
carga e^passageiros, trata-se com os consignata-
rios Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo
numero 6.
Leudes.
Quinta-feira 25 do corrente.
O agente Pinto autorisado por urna pessoa qu
muda sua residencia para fra da cidade, far
leilo sem reserva de prego, de todas os objec-
tos existentes no segundo an lar do sobrado da
ra Nova n. 46, a saber : urna mobilia de Jaca-
randa cmplela e em bom estado, urna outra de
faia, guarda roupa, guarda louea, mesas, mar-
quezas, commodas, toucador, lavatorios, candiel-
ros, louca, vidros e outros objectos que estao
vista dos compradores, as 10 horas em pont
do dia cima mencionado.
Na mesma occasio
expor a venda um cabriole! de 2 rodase um ca-
vallo sem deleitas.
LEILO
SeguQda-fei/a22do corrente.
Manoel Domingnes da Silva Jeaior far leilo
para pagamento de seus credores e por interven-
go do agente Costa Carvalbo.de sua trberna si-
ta oa praca da Boa-Vista o. 16 A, em um s loto-
ou a retalho a vontade dos compradores : se-
gunda-feira 22 do corrente as 10 horas da ma-
nhla na mencionada taberna constando da ar-
mario, gneros, dividas e mais pertences.
Terminar
em um acto.
o espectculo com a nova comedia
lima licu de clarim.
Leilo
Mills Latham & C, farao leilio por 'interven-
cao do agente Pinto, de duas caixas com um
completo e variado sortimento de manguitos,
gollinhas, punhos e lencos de cambraia, de cassa
e de lioho, nao s lisos como bordados, ludo em
cartoes : terca-feira 23 do corrente s 10 horas
em ponto em seu armazem oa ra da Cadeia nu-
mero 52.
LEILAO
DE
L
Comec.ar s 7 u' horas.
cao aaloal a 1862, oa quo nao a ttaareaa icario
Atsos martimos.
Para Lisboa,
a brigue portuguez tConstanti, capillo Augusto
Cartas do Reis, segu visgess com muita brevida-
de por j ter a maior parta da carga prompta:
quem no mesmo quirer carregar ou ir dopassa-
gem, para o qne teas acaiadoa commodos, frata-
sa com o consignatario Thomaz de Aquino Fon-
seca, na ra do Vigario n. 19, primeiro andar,
ou com o capillo na praga.
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente o kiste na-
cional Santa Anua]: para o restaote da carga e
passageiros trata-se com Gurgel & Irmlos, aa
roa da Cadeia do Recife, primeiro andar, n. 28.
1 Acarad*'.
Segu no dia 8 do mez prximo vindouro o pa-
ilebote Santa Cruz, recebe carga a frete e pas
iageiros : trata-se com Caetano Cyriaco da C. M.
aa lado de Carpa Santo b. 25.
Espera-aa do Porto aor estes dias o brigue
pertuejues Amalia 1, capUio J. 8. Amellas, qaa
sedemora maito aaaae tempo : anata natle qui-
zar carregar ouir de passagem, dirija-sa a ea>
captorio de M. Joaquim Ramos Silva, ra da
(Maia do Reciten. M
O agente Pestaa fara' leilo de 50
cana'.tras em lotes a vontade dos com-
pradores : segunda-feira 22 do corrente
ao meio dia em ponto no Forte do
Mattos, trapiche barao do Ltvramento.
Avisos diversos.
do fi-
quei-
ouca perfumaras e cal-
cado francez.
Quarta-feira 24 do corrente.
Por todo prego.
O dono da loja de louca da ra das Cruies ten-
do-se mudado para a ra larga do Rosario a.
32, far leilo oo dia cima as 11 horas em pon-
to, no lugar cima dito do restante da lou$a que
tioha conaistindo em apparelhoa para jantar. pa-
ra cha, vidros, crystaes, perfumaras, calcado
francez, chapeos de diversas qualidadea, afian-
Qaodoeotregar tudo pelo maior prego encontra-
do como j de todos aabido.
Consulado de Franca.
LEILAO
Hotel inglez.
0 agente Hyppolito da Silva autorisado pelo
Sr. cnsul de Franca, far leilio do hotel inglez
sito na roa de Trapicha ns. 3 e 5 o qast ven-
dido per ter fallecida Slademaselle Maonier co-
nbecida vulgarmente pelo nome de Dubois, san-
do qu* una dos piimeiros pagamentos que se far
daaolsdaoflacraada a venda ser um letra per-
Meaeante aa Sr. Dr. Naaor, e a oatroa credores.
' 4aemisario dizer-seqne o veamro hotel em-
ti bes montado.' os pretendoatea- peis para in-
Atteoco.
Pede-se aos devedores da loja
nado Antonio Francisco r*ereira
rain vir a mesma loja saldarem suas
contas no prazo de 15 dias, do contra-
rio procurar-se-ha receber como lhe
faculta a lei. Recife 19 de julbo de
1861.
- Escravos a venda. -

Jos Nicolao Vieira da Paz declara no Diario
de sezta-feira que sao seus os escravos qae pre-
tende vender com perda de seu legitimo ou ver-
dadeiro dono, que o marido da abaixo asigna-
da, e para garaotir a quem os queira comprar
diz qua lera titulo de escriptura aos car torios do
Cabo e da Escada. Mas a abaixo assignada de-
clara ao publico que essas escripturas sao simu-
ladas, que os contratos simulados tambera se
provam taes. nao obstante toda escriptura, que
nao ha quem ignore que o marido da sbaixo as-
signada fez arranjo simulado com o dito Jos Ni-
colao seu cuohado, e que em mo della existe
documento do punho do proprio seu irmo Jos
Nicolao com que isto ae prova. Assim fique elle
certo que nao se livra das penas do crime de es-
tellionato ameacando o seu marido com as mes-
maa penas (com o que prova o contraro do que
aiz em sen mesmo annuncio) porque o seu ma-
rido como desassitado.pelo que se est tratando
de lhe dar curadora, e portaolo nao merece im-
putaco, mas somente o dito Jos Nicolao, que
se abusar da confiases aulle posta, vira a sar
estelionatario duas vezes.
Aona AgJilina da Paz Fragaan.
Ama.
Preciss-se de urna ama livre para cozinha : a
rae da Concetcio da Boa-Vista) sobrado a. 6.
Vai praca de renda por dous sanos a casa
sita na Caaaaga n. 37 por 200*000 por aneo por
execuco de Domingos Bernardina da Cunha
contra Supra Frederico, pelo juo da paz do 2.*
diatricto da tragosla da Santo Antonio, depoiav
d audiencia do mesmo, aa 2 hora da Urdo, ae-
gunda-feira 22 dQ crtenle.
-


3*
DiABIO M PlftAJHOCO. w. SIGDNDA fKUU 2* fe* JObflO DE 1S4M.
LOTERA.
A thesouraria das loteras se acha e-
tabelecida na ra do Crespo n. 15, pa-
vimento terreo, ah se acham a venda
os bilhetes e meios bilhetes da quinta
parte da quarta lotera do Gymnasio
Pernambucano, assim como ncs casas
commissionadas do costume. A xtrac-
cao tera* lugar impretervelmente no
da sabbado 3 de agosto prximo pelas
i 0 horas da manhaa no consistorio da
igreja de Nossa Senhora do Rosario da
freguezia de Santo Antonio desta cida
de. Os premios serao pagos a entrega
das listas. O abaixo assignado -espera
do respeitavel publico a concurrencia
na compra dos bilhetes, por ser esta
lotera era beneficio de urna grande e
magestosa obra da provincia destinada
para instruc^ao da nossa mocidade e a
vista do excedente plano pelo qual se
vi extrahir.
O thesoureii'O.
Antonio Jos Rodrigues de Souza
O agente do correio de Olinda
faz publico que acaba de prestar contas
do rend ment da raesma agencia do
excrcicio de ulho 1860 a junho de 1861
apenas fcando em seu poder -cartas es-
trangeirat no valor de 6740, por nao
haverem ainda p parecido seus donos.
Nada deven do a azenda at 30 de ju-
nho pastado, para evitar duvidas no
futuro, faz a presente declara cao. Re-
cife, 20 de julho de 1861.
Rernardoda Silva Gui maraes.
Attenco.
*
Previne-se a quera possa intercssar que todo
e qualquer negocio qur de venda qur de hy-
polheca que lenha-se de fazer cora a casa terrea
d. 1 sita no pateo de N. S. dos Remedio,
nullo, por ser bem perlencente a orphos, e
para que ao depois nao se chamis a ignorancia
se faz o presente aj nuncio.
Desa pareceu na manhaa, do da
14 docorrente o escravo Joao, crioulo,
filho de Gravata', cor fula, estatura bai-
xa, olhos grandes, idade pouco mais ou
menos 22 annos, com principio de bar-
ba, sabe lr, e levou consigo urna trou-
xa de roupa de seu uso ; quem o pegar
leve-o a casa n. t5 na praca do Corpo
Santo, que sera' generosamente recom-
pensado.
O Sr. Jos dos Santos Moreira que
morou na ra do Rosario da Roa-Vista,
Sueira annunciar sua morada que se
e precisa fallar.
dHMBdW-aKeie9Ktt3-9KMMgtt
Dentista de Pars.
15Ra Nova15 X
Frederic Gaiitier.cirurgiaodentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
den tes artificiaos, tudo cora a superiori-
dade e perfeigo que as pessoas entendi-
das Ihe reconhecem.
Tena agua e psdentifriciosetc.
Cousa muito substancial.
Vamos a boa golea de moclo para as pessoai
que se acharem com fraqueza e falta de substan-
cia no corpo, vejara que cousa bem feita, pelo
barato prego de 500 rs. a libra ; na mesma casa
se fas todas as qualidades de comidas para fora,
por prego mais commodo do que em oulra qual-
quer parte : as pessoas que quizerem, dirijam-
se a camboa do Carmo n. 12, casa de marcineiro.
Precisa-se de um hornem que saiba traba-
Iharem velas de carnauba : a tratar na ra da
lmperatriz o. 43.
As Srs. sotattipUrp4ios de Ierre-
nos a edificar, donos de olarias, tor-
nos de cal. fornecedores de madeira,
estrs carapi^ pedreiros e mais
pessoas que quizerem fzer parte da
sociedade de edilicacoes, etc.
Senhores.Sendo -me preciso coohocer o mais
breve possivel o numero, a extenslo e a situa-
rlo, assim como o valor aproximativo dos terre-
nos olTerecidos por vario? e numerosos proprie-
tarfoa que com o valor dos mesraos terrenos que-
rem concorrer para a formago do capital social,
venho por esta convidar a todos a remetler-me
em carta fechada o termo de subscripgo que
acompanha o prospecto que lhcs lenho en-
tregue sob o meu sobreescripto ma do Crespo
n. 4 loja do Sr. J. Falque ou do Recife ra do
Trapiche n 14 2o andar, das 10 horas da manhaa
as 3 da tarde al o da 27 de julho corrente in-
clusivamente.
Aproveito essa mesma occasio para convidar
a todos a comparecerem domingo 28 de julho
corrente ra do Imperador, casa n. 81 pnmei-
ro andar as II horas da manhaa em ponto para
tratar de negocios relativos a dita sociedade.
Em tanto, tenho a honra de assigoar-me,
De Vmcs. mu attento venerador e criado,
F. M. Duprat.
Pernambuco, 20 de julho de 1861.
Attenco.
Acaba d e desapparecer da cata do seu seohor.
nm molequmho de 10 aooos pouco mais ou me-
os, por nome Vmssimo. que foi do Sr. Fran-
cisco Xavier Mondes da Silva, proprietario do en-
geoho Jardiro, ds freguezia do Cabo. O seu ac-
tual possuidor protesta perseguir com todo o ri-
gor da le, a quem o ver acoutado, e gratificar
a quem souber delle, eo lavar ra de Santa
Isabel n. 9.
Jos Lopes Das Peixoto, Portuguez, vi a
Portugal tratar de sua saude.
O abaixo assignado, soldado do quarto ba-
talhao de artilharia a p, previne ao Sr. thesou-
reiro das loteras que nao pague os meios bilhetes
nmeros 727 e 2062 da lotera que tem de ser ex-
trahida hoje, pertencenle ao mesmo abaixo assig-
nado, que se desencaminhsram da fortaleza do
Buraco, aonde acha-se o mesmo destacado.Jos
Tbomaz de Aquino.
Boa-Vista, travessa do Pires.
Aluga-se urna padaria com todos os pertences,
ou para qualquer offlcina, com asseguintesdi-
mencoes : loja, 90 palmos de fundo, 35 de largo,
um lelheiro com 70 de largo e 60 de fundo, ga-
ranle-se o aluguel: tratase na ra da Senzala
Nova n. 30.
Julio & Conrado.
Continuara a mandar fazer obras por
medidas pois tem em sua casa um per-
mestre alfaiate j bem conhecido
feitc
era sua thesoura, recebem (oda e qual-
querobra que nao fique a goslo do fre-
guez ; assim como (em grande sortimen-
to de obras feitaa tanto para meninos
como para hornera que vende muito
barato como seus freguezes nao igno-
rara, calcas de casemira de cor e prela
a 68. W. 8J. 99 e 10\ e para meninos
a 39, 49 e 5J, palelots de panno de di-
versas cores a 10$, 129, I5f. 209 e 259,
casacas e sobrecasacas de panno muito
fino a 30S, 409 e 50fl, paletols de brim
diversos 3fl e49. ditos de fuslo o me-
Ihor que ha neite genero a 7$, paleots
de alpaca prea e de cores a 39, 49 e 59
tanto saceos como sobrecasacos, calcas
de brim e colletes de 29, 39, 4 e 5 e
outros srtigos que se tornara enfastiveis
em mencionar s com a vista se pode
apreciar seus pregos e qualidades.
Attenco
Joo Antonio Carpintei-
ro da Silva, tendo de ir Eu-
ropa tratar de seus negocios,
deixa encarregado dos seus
esiabelecimentos seu sobri-
nho e interessado Manoei Car-
pioteiro da Silva, que tambem
tica constituido seu procura-
dor em primeiro lugar, em se-
gundo ao Sr. Jos Joaquim
Dias Fernandes e em terceiro
aos Srs Matheus Austin declaro mais que levo em mi-
nhacompanhia um criado de
or preta de nome Jos, que
foi meu escravo, a quem con-
cedi sua liberdade.
Julio Sampaio retira-
se para a Europa, e julga nada
3. dnateo";! *e ver nesta Pra9a> e se alguem
0 julgar o contrario annuncie
por esta folha no prazo de tres
dias. Recife, 18 de julho de
1861.
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro de 16 a 20 annos,
i
i travessa do pateo do
fi
Aluga-se
o terceiro andar e soto da casa da ra do Quei-
mado n. 2, becco do Peixe Frito : quera o preten-
der, dirija-se a loia do Preguiga.
Attenco,
Na bem conhecida fabrica de viuva Brilo, na
ra Direid, casa n. 59, vendem-se velas de car-
nauba de lodos os lmannos e qualidades, mais
barato do que era oulra qualquer parle, por ter
grande porcao empatada.
gtrabinete medico cirurgico.*
m Ra das Flores n. 37. 2
(fe Serao dadas consiltas medlcas-cirurgi- 2
9 cas pelo Dr. Eflevao Cavalean de Albu- 2
fl querque das 6 as 10 horas da manhSa.'ac- S
% cudindo aos chamados com a maior bre- A
% vidade possivel.
% Partos.
:2. Molestias de pelle.
3.* dem dos olhos.
S4. dem dos orgaos genitaes.
Praticar toda e qualquer operaco em at
0 seu gabinete ou em casa dos do>ctes con- S
fl forme lhes fr mais conveniente.
Padaria.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bel-
auJI*k .8 l"V 42' TDde-8e a muito acre-
g?*f olaclnnha quadrada, d'agoa, propria para
dcenles. bol.chinba de ararula e dita de moldes'

Attenco.
Na ra Nova de Sania Rita n. 53, refinaco,
continua a comprar as fructas seguinles : sap0li
ochados, abacaxis, tangerinas, quanlo mais pe-
quenas melhor, limao, pequeos. Tambem com-
pra garrafas branca, servidas de licor, ou viohos
francezes finos.
- J7 Saem Pr?CMr <> urna coslureira e urna
5-.p,ra ,co.zlnhar e engommar, dirija-se a ra
Nova, na taberna n. 48, quediii quera quer.
Vinculo
le N. S. da ^oncei^o dos co-
quearos.
<) procuradores do casal do finado Joao Um.
nques da Silva vem por meio deste pedir as pea-
TO* 1*1 **. orer" te vinculo, que tenham
TPnM ** m,0,,f P o nnos que ealo
naa rt^,rL**!ptirio de G,briel Antonio, no
aue o nao S^r ,"J?,M C0B,M ****
JS?a?n iL? -', >roc"' recebir por
Loja de folha de Flandres
em liquidaco,
A dinheiro nao se olha a preco
Querendo-se liquidar a loja de folha de Flan-
dres do caes de ApolU, junto do arco da Concei-
?ao, vende-se por lodo o prego um grande sor-
timento de obras na raesma existente, como seja
batios de todos os lmannos, bacas para banho!
anas para pea, ditas para rosto, banheiros de to-
das as qualidades, lampees, candieiros, latas de
todos os tamanhos, regadores e diversas obras
anudas, bem como fogdes econmicos americanos
aS5000OfeS qUfl ,em Vnd0 80 mercado' de 30
Fazendasba-
ratas.
. NO
armazem da ra do Quei-
madon. 19.
14 covados por 2^000.
Cortes de riscado francez com 14 covados.
A i$900,3jgfe3300.
de linho e bramante
conducta: para tratar,
Paraizo n. 16.
Frontispicio do carmo.
Em consecuencia das festasde S. Vicente Fer-
rer e S. Jos, nao pode ter lugar a do frontispi-
cio do Carmo no diaSl do corrente, marcado pa-
ra esta festa, que tica transferida para o da 4 de
agosto prximo futuro. Os eocarregalos da fes-
ta peden a. todos os devotos da mesma senhora
que quanto antes concorran com as suss esmo-
las para que se faca a dita festa com pompa.
Na ra da Esperanza do bairro da Boa-Vis-
ta, casa n, 66, ha uma excellenle ama com leite
para alugar-s.e
Capello.
Precisa-se contratar un capello para a irman-
dade de N. S. da Conceic,o de Beberibe : na ra
do Arsgao, casa terrea o. 15.
Ums preta moga, muito fiel, se offerece pa-
ra ama de casa de hornera solteiro ou de pouca
familia, para cozinhar ou para cuidar de meni-
nos ; na ra da Penha n. 17, segundo andar.
Penhores.
pelos
Lencos de panno
presos cima.
A 1$800.
Cobertasde chita pelo prego de 1J800.
Atoalhado de linho a i.sGOO,
proprio para toalhas e colchas, pelo baralissimo
preso de 15600 cada vara.
Cambala de linho a 5$.
Fina cambrsia de linho a || a vara.
Capellas a 5000.
Ricas capellas de flores de laranja e enfeites
imperatriz a 5#.
A 250 e 40#.
Ricos cortes de seda, fazenda superior com al-
gum moo, e pelo baralissimo preco de 25 a 40
Algodo monstro a 480 a vara.
Tarlatana de todas as cores para vestido.
A 60000.
a 6000eS C1ChaS d" faSlS de li0d08 lavror8
Toalhas de fuslao a 500 rs. cada uma
Vende-so uma escrava crioula moca, de bo-
nita figura, ptima quilandeira. e que serve tam-
bem para o sori\ Todas as pessoas que tiverem penhores em
jnao de Jos Antonio Anselmo Moreira, use de os
tirar no prazo de oito dias, contados com a data
de hoje, e no caso de que nao tire, sero vendi-
dos para o seu embolso : ra de S. Jote n 2.
Villa do Cabo.
Armazem e padaria
Pedro Alexauirino da Costa Machada, tendo
resolvido mudar-se para a cidade do Recife, pre-
tende vender o seu bem conhecido e acreditado
armazem de molhados.cootendo atraz do mesmo
uma padaria bem montada, e em estado de tra-
balhar, sendo a casa do armazem de aluguel, e a
da psdaria de sua propriedade, e uma estribara
nova; assim cono aluga tanben a casa de mo-
rada que fica annexa ao armazem. Este estabe-
lecimento se acha muito acreditado e afregueza-
do, j pela antiguidade e j pela sua localidade
que fica muito perto da estadio da via-ferrea ;
do que para informagoes podem dirigir-se ao Sr.
commendador Joaquim Lucio Monleiro da Fran-
ca. Outro sim faz scieule que sua casa se acha ll-
vre e desembarazada ao comprador: quem pre-
tender, dirija-se a mesma villa a tratar em dito
armazem com seu proprietario.
Precisa-se de quatro a cinco contos de ris
a premio com garanta em um predio de tripli-
cado valor, era ra priocipal desta cidade : a
quem convier, annuncie.
Attenco.
Prop.... ha urna ama para o servieo interno
e externo de uma casa ae pouca famitu tratar
na loja do sobrado da ra do Queimado n. 8.
Precisa-se de um official do pbarrr'acia : na
botica da ra do Cabug n. 11, de Joaqu -u Mar-
(inho da Cruz Gorreia. .
MH&>
Aviso.
As pessoas que desejam comprar o sobrado da
ladeira da S, podem-se entender com o abaixo
assignado, na ra do Pilar n. 119, que est au-
torisado, tanto pelo proprietario como por sua
senhora, a fazer effectiva a dita venda.
Jos Martina Pinheiro.
Precisa-se de criado ; na ra do Principe,
no Campo-Verde, casa o. 10.
Joo Jos de Carvalho Moracs Filho, con
procuradlo bastante do seu pti para poder cobrar
de todos os seus devedores desta pra;a ; roga
pelo presente a todos elles, que hajam de vir
amigavelmente saldarem todos os seus dbitos,
usando dos meios judiciaes na falla de cumpri-
mento. r
Aluga-se uma ama para o servieo interno de
casa de pouca famia : quem pretender, dirija-so
anda? d* Boa-V8, D- 35 segundo
Exposicao
DE f
tamaneos de todas as qua-
lidades
O proprietario da fabrica de (amneos da ra
uireita, esquina da travessa de S. Pedro a. 16.
S.r..r.,0J,da a *end nt? .. B<> Ww g"nde porces,
huAlJl^ 0?cucia o illuatiidopu:
moda do Porto com a meso* segura*:. prti-
So, preco comnodo, i, Pwi j
Precisa-se de uma ama para casa de pequea
familia : na ra do Hospicio n. 62.
Gregorio Paes do Amaral, subdito porlu-
guez, vai s provincias do norte.
RECONHECIMENTO E ELOGIO.
1 ii II anima cao do estomago
Declaro que padecendo minha senhora de uma
inflammac.o do estomago, e continuadas dores
de cabeca causadas da mesma inflammago, ip-
plicando as chapas medicioaes do Sr. Ricardo
Kirk, escriptorio oa ra do Parto n. 119, Ucou
perfeitanenle boa. B en signal de neu recoohe-
cimento fago o presente elogio. Rus de Mataca-
vallosn. 18, Rio de Janeiro.
Antonio Jos da Silva.
Magalhes da Silva Irmos participara aos
seusantigcs freguezes, que acabara de estabele-
cer um novo armazem com fazendas para ver.de-
rem por atacado, na ra das Cruzes n. 41, onde
encontraro sempre um completo e variado sor-
timenlo : portanto teem a bem fundada esperan-
za de que se dignarlo de novamente honra-Ios
com sua freguezia, para o que promettem ter lo-
do escrpulo em bem serv-los.
O abaixo assignado havendo lirado do cr-
relo desta cidade umn carta contendo todo o seu
nome, e conseguinlemente abrindo-a, dparou
pelo seu conteudo que a elle nao perleocia: a
pessow pois de igual nome que Ihe fallar a dita
carta, queira dirigir-se Soledade, casa n. 7, ao
correr da igreja, para Ihe ser entregue.
Francisco Jos de Souza.
Importante
Aviso
Na loja de4 portas da ra do Queimado n. 39
acha-se um granr/lirmazem com todo o aorti-
mantode roupas ffftas, paracujo fim ten non-
tado una offlcina de alfaiate. estando encadena-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhartoda e qualquer obra que se Ihe
eocommende; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. offlciaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardoes com superiores preparo
e muito bem fetas, tambem traU-se fazer o far-
damenlo todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
l vieram ; alera disso faz-se mais casaquiohas
para nontaria, fardetas ou jaquetas, ben cono
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
"sjor e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha deouro ou prala, tudo ao
goslo da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadorea e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as nelhores
connecidas at hoje, assin cono ten muito ricos
desenos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
rara pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
rrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesno gosto. Affiancaodo
que MT toda n. MtiMwtl swo oj^ br...
fazendas, ben feto e bon corte, nao se falta no
da que se pronetter, segundo o systena d'onde
veio o mestre. pois espara a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perden en es-
penmentar.
Na loja d'aguia de ouro. ra do Cabug n. 1 B.
recebeu um completo aortimento de gollinhas de
missaoga, sendo de lo das as cores
Cateado
grande soriitnento.
45 Ra Direite 45
.Qual ser a joven e linda pernambucana, que
nao procure animar este estabelecimento man-
oando comprar uma botina de gosto? Qual a
II de familia, prudente e econmica que Ihe
nao de preferencia pela qualidade e preso ? Qual
o cavalneiro ou rapaz do positivo, que nao quei-
e comprar por 8. 9 e 10, o calcado que em outra
tindase vendido 8e n" Pr 10 12 ou 14 ?
Senhoras.
Botinaa com laSo (Joly) e brilhantina. 5*500
com lagf de lustre (superfina). 5*500
> com lago um pouco menor. 5a<)00
sem lago superiores..... 5000
aem lago nmeros baixos. \ 450O
. *. enlaCodecdr....... 4joOO
bapatos de lustre. : 1000
Meninas.
Botinas......... 48400
para crianSas de 18 a 20. '. '. '. 3500
Home ni.
(Nantes) lustre. .;.... OJOOO
(ranjen)courodeporco inteirissas OJJOOO
(Faoienj bezerro nuito frescaes. 98500
diversos fabricantes (lustre). 9S0OO
o inglezas inteirissas.....9*000
gaspeadas.....85500
prova d'agua. 8500
Sapates.
Nantes, sola dupla.....: ; 5S50O
uma sola......... 5sC00
paranenino 4$ e..... 3*500
aapatoes lustre.......... 5*000
Sapatos de tranga.
Portoguezes de Lisboa finos.....W00O
Frsncezea muito bem feitoa. 1*500
Alem disso um completo sortimeoto do legiti-
mo e do verdadeiro cordado para botinas de ho-
rnem ; mullo couro. de lustre, bezerro francez
marroquim, vaquetas, couros preparados e em
bruto sola fio, taixas etc.. tudo em graDde.
quantidade e por precos inferiores aos de outrem.
| Na loja de marmore
Vende-se muito barato
Para^enhoras.
Ricos vestidos de seda moiranlic.
Ditos dito de dita grod-fric.
> Ditos dito de dita babadinhos.
Ditos dito de dita dous fulhos.
Ditos dito de dita phanlasia.
Ditos dito de dita bareja-babadinbos. ,
* Ditos dito de dita cambraia brancos bor-
w d.dos.
Ditos dito de dita pretos tecidos avellu-
V dados.
Ditos dito de dous folhos babadinhos.
9 Rtquissimos vestidos de tarlatana brancos.
I Ditos ditos de blonde para casamentos.
Ditos leques de madrvpeola.
9 Ditos ditos de sndalo.
g Ricas pelerinas de renda e seda.
I Manteletes do fil pretos.
1
I
i

9
No dia 24 sahir oPolticoperidico
progressista conservador, sahir uma vez
por semana, avulso 160 rs., por mez 500
." A redacco promette esfor?ar-se em
justificaros principios que dominam na
pnase porque vai passando o paiz. OPo-
lticos pode ser procurado na ra de
Hortas lypographia n. 1, onde se rece-
bem as assignaturas.

Hotel Trovador.
44/?ua Larga do Rosa-
rio n. 44.
Francisco Garrido previne ao publico que de-
ve dissipar-se a nodo de caresta que inspirava
o anligo proprietario Jos Pires de Carvalho. evi-
tando as coosequencias da caresta, e como muitos
freguezes de l se tenhama fugentado, olle previne
que ha ja um anno e meio se acha frente deste
estabelecimento. Hoje se acham sempre proraplos
das oito s onz horas, almo;o solido a 600 rs.,
jantar 18000, hoapedes, cama e mesa ao dia 29.
e paradivertiraento encontraro os freguezes um
primoroso buhar chegado ha pouco de Pars.
Ditos muito ricos de velludo.
Ricos bournusbeduinas para sabidas de
bailes e thealros. @
I Ricos chapeos de palha de Italia.
Ditos ditos de seda.
t Gollinhas, manguitos e camlsinhas de lo-
das as qualidades.
9 Saias bordadas de algodo.
Ditas ditas do linho.
9 Ricas sombriohas de seda muito modernas,
av Enfeites de flores.
0 Ditos de froco.
m Ditos de fita.
$ Para senhoras.
aj Lasaveques fle taa.
A Pentes de tartaruga.
Ditos de bfalo com enfeite.
Ditos de dito sem enhile.
Chales de merino muito modernos.
Ditos de cachemira bordados.
Ditos de touquim.
Ditos de froo.
Ricas mantas de blonde para casamento.
Camuas bordadas muito finas.
Meias de seda muito finas.
Ditas de dita prctas Qnas.
Enfeite de vidrilho preto.
Ditos de ditos de cores.
Lencos de labirintho.'
Fronhas de labirintho.
Toalhas de labirintho-
Lencos de linho bordados.
Gravatinhas muito modernas.
Plumas brincas e de cor.
pilas de seda de apurado gosto.
Franjas, ca6carrilhas, tranca e rifa e fitas
estreitas de seda.
cobertos e descobartosr pequenes grandes, de
ouro patente inglez, para homem a seihra de
um dos melhores fabricantes de Liverpool, viu-
dos pelo u'timo paquete ingles : em esa de
Sonthall Mellor'dC.
Bwsuswcmq\mm
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceigo dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sorlimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes ss vendem por precos muito modi-
ficados como de seu costume.assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
Ifi*"SPiS* Stl0 uUimo9 fi8u""0*
2b, >, OJt e a 35, palelots dos mesmos
pannos preto a 16$, 18$. 20 e a 24,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novoB padres a 14. 16. 18, 20 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de eo-
res a 9, 10, 12 e a 14, dilos prelos pe-
lo dimiuto preco de 8, 10, e 12J, ditos
M sarja de seda a sobrecasacados a 12.
ditos de merino de cordo a 12, ditos
de merm chinez de apurado gosto a 15,
if ditos de alpaca preta a 7. 8, 9 e a 10,
ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 4500, di-
*R tos de brim pardo e de fustao a 3$500 4
le" 4500. ditos de fustao branco a 4
grande quantidade de calcas de casemira
g preta e de cores a 7, 8, 9e a 10, ditas
pardas a 3 e a 4, ditos de brim de cores
finas a2$500, 3, 3500 e a AS, ditas de
brim brancos finas a 4500, 5$, 5500 e a
6, ditas de brim lona a 5 e a 68, colletes
8 de gorgurao preto e de corts a 5fi e a 6
ditos de casemira de cor e prelos a 4fi500
Sea 5, ditos de fustao branco e de brim
a 3 e a 3500, ditos de brim lona a 4*
K ditos de merino para lulo a 4 e a 4500
g caigas de merino para luto a 4J500 e a 5'
K capas de borracha a 9. Pa,a meninos'
g de todos os lmannos : calcas de catemira
P de brim a 2$, 3 ea 3500. paletols sac-
eos oe casemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 6 e a 7$, ditos de alpaca a 3
sobrecasacos de panno preto a 12 ea
14, ditos de alpaca preta a 5, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios ricos vestidos de cambraia feitoi
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
baoadoa lisos a 8 e a 12$. dilos de gorsu-
brim a 3. ditos de cambraia ricamente
rD^ P"a baPljslos,e muitas oulraa
fazendas e roupas feitas que deiiam de i!
ser mencionadas pela sua grande quanti- S
dade; assim como recebe-se toda e qual- S
quer encommenda de roupas para ae I
mandar manufacturar e que para este fim *?
temos um completo sorlimento de fazen-
das de gosto e uma grande offlcina de al- *
fai.le dirigida por um hbil meslre que g
g s1: se? piidie perfei^ -da J- i
aos
S I *"Vuim Francisco e Mello Santos avisa
itBaUMe,ade"l-pr,a e 08de f0. qe ten
Rppp nend" 80ba0 *? sua fabric denominad
f nT (f,T" d08Srs- T"os Junio'
C., na ra do Aroonm n.58; msssa amaron,
castanha. preta e outras au.lid.?""",1"^;

s
e
^e SS^I^^ BMMBi ^^@3s ^K^S9^
AO PAVAO
A'
Ra da lmperatriz n, 60.
DE
&imik 4-HDkft,
Neste estabelecimento
raa e booteoa :
existe um completo sorlimento de fazendas proprias para secho;
Ricos enfeites com franjas e bolotas a
Grosdenaple muito encorp.do e de
bellisslmas cores, covado............
Dito lavrados de apurados gosloa a'.".'.'.
Organdiz, bellissimo padres, covado
Mimos do co, fazenda muito moder-
na, covado............................
Manteleleles de fustao braoco com bo-
nitos la vores.........................
Dito de fil preto e capas..........'..'.
Ta ra tanas de todas as cores, vara!!
Camizelaa com manguitos e goliohas
Ditas muito tinas......................
Gollinhas de fuslao proprias para se-
nhoras e menina....................
Ditas bordadas muito finas......
Pt.a8dI'........................".'.'.'.'..
Chitas francezas......................
Dita muito superiores........!!!!!.!!
R!J".idem..............................
Dll">dP"..............................
Mufla, outras fazendas
8000
2JOO0
224u
9600
}200
89O0O
7000
S800
39000
59OOO
9660
9800
19000
9240
9340
92*0
280
Gollinhas muito superiores .........
Ditas idem...........................
PARAHOMENS.
Palilots de casimira de cores claras
e eacuras............................
Ditos de pao preto muito fiaos.....
Ditos ditos..........................
Ditos ditos............................
Dita de casimira muito fina de cor
escura ..............................
Caigas de casimira de corea..........
"****** ***
Ditas pretas..........................
toletes de veludo, setiaa e gorgoreo
Chapeos desold seda...............
Calcaede ganga feaoceza............
DiUa de brim eocorpado............. 39000
Damasco de lia com aeis palmos pro-
prios para cobertaa para mozas e
pianos.
89OOO

6$000;
39000
deixam-se de meaeiooar o preco, mas que ae vendem muito em
tonta, aisim come um grande sortimeoto de tiras bordadas, saias balio para senhoras e
meninas, cass.se ambraias de todas as qialidades tanto brancascomo de cores, superior
'i fojl'o Paro.r dao"M*B,0,l" co P"<" o ndam-sa as'fazendas por caixeiro da
fm3BM?E6 ssw^fe mima $m*& mmmmmm mmmtmmm
S
s

m
Para horaeos.
Paletols de panno fino.
Ditos de casemira.
Ditos de brim lona (brancos.]
Ditos de brim de cor.
Caigas de casemira de cor e de padres de
muito goslo.
Cipas de guta-percha.
Perneiras de dita.
Caigas de dita.
Capuchoes de dita:
Metas de cor.
Colletes de casemira.
Ditos de la e teda.
Ditos brancos.
Ditos de velludo prelo.
Ditos de dito de cor.
Calcado Meli.
Dito de vaqueta.
Dito de du.s solas.
Sapatos entrada baixa.
Chao eos de lontra.
Ditos de castor braceo.
Gravataade renda a Garibaldi.
Ditas de setim.
Ditas de gorgurao e teda.
Colariahos dos mais modernos.
Camisas de linho inglezas.
Ditas ditas francezas.
Para meninos.
Ricos vestuarios de seda.
Ditos ditos de laa.
Ditos ditos de fustao.
Ricascamisinhas bordadas para baptisado.
Ricos sapatinhos enfadados' para bapti-
sado.
Bonetes de todas as qualidades.
Chapeoainhoa de palha de Italia.
Casaveques de la.
Extracto de sndalo multo fino.
Essencia de sndalo muito fino.
Caiiinhas de tartaruga.
Carteiriobas de apurado gosto.
Ricos jarros com banha.
Um grande sorlimento de riquissimos
quadros a oleo.
Ricos transparentes parajanella.
Caixinhas muito ricas proprias para guar-
dar joias.
Banha muito fina a Garibaldi.
E outras mullas fazendas e perfumaras
que deinmoi de mencionar, por haver
um grande sorlimento.
6
SAMO.
qualidades por
prego que de outras fabricas. No mesn arma
ffriin'h/6"0 8ea- depSl de *" canal"
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
l recenlemenle pro-
r timen (o e enfeites de
A loja d'aguia branca
vida de um completo sommento
bom gosto para senhoras, .sendo os hmldjl
delicados enfeites de torcalcom frani. 1, 22
outros tambem de torcal de seda enfof, G bo,,M-
aljofares de cores
rgal
e borlla
para
loja d'aguia
para
armazem ou-
9
6
porque
Venda de propriedades
Veodem-ae as casas terreas sitas na roa atrax
da m.ihz da Boa-Vista n. 30 e 32, Rangel b. 79.
e ra do Forte n. 26, todas com aolos proprios :
a tratar com Antelo Jos Rodrigues de Souza,
rea do Queimado a. 12, primeiro andan
Urna boa escrava.
Vende-se uma mulata de muito boa conducta,
engomma, cozinha, lava muilo bem, e fas todo
mais servieo de urna casa : a tratas na rae da
Aurora n- M.
seda enfeitados com
-------------------- ao lado, oulroa roco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo
tas, todos elles de um apurado gosto e perfei-So"
os pregos de 89 e 109 sao baratos vista ^a,'
obras ; alera destas qualidades ha outras
39 e 49 : isso na ra do Queimado
branca n. 16.
Vendem-se muilo em conla quartolas d
muito boa qualidade, proprias para deposito d'a-
gua em casas particulares e sitio?, e tambem or
gao de toneis grandes de boa madeira, que sao
ptimos para depsitos de mel, e pira as distila
goesdos engenhos, os quaes se vendem a dinheil
ro ou a prazo, conforme se conveocionar-
ver e tratar, na Iravessa do Carioca
mero 2.
Vende-se uma escrava costumada a andar
ao ganho, a qual d 800 rs diario, e tambem se
pero.uta por um escravo que entenda de servieo
de campo : na ra da lmperatriz n. 47, terceiro
andar. Na mesma casa vende-se uma porcao da
caibros de qualidade, de 30 a 40 palmos de con-
pnmento.
Veode-se a taberna da ra de Santa There-
za d. 39, propria para principiante por ter poucos
fundos: a tratar na mesma. Vende-se
seu dono quer tratar de sua saude.
C1
com necessarios para costura
Acaba de chegar para a loja d'aguia branca mui
lindas caixinhas maiizadas.com espelho, tesoura
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponteire'
ludo pratiado e de apurado gosto, emfim urna*
caixioha excellenle para um presente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e veodem-se a
10 e 1? : oa Io,a d'aguia branca, ra do Quei-
mado n. li.
Molas para balo.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B
recebeu de sua encommenda as verdadeiras mo-
las para baloes, que se vende a 200 rs. a vara
Largo do Terco n. 23.
a 1J a libra, franceza a 680 a libra, e de 4 libras
Pa can a 640 a libra, afiangando-se a boa qua-
idade de qualquer genero que for comprado nes-
te eslabelecimenjo.'a dinheiro vista.
Gomma lacea.
Vende-se muito nova e boa ; no armazem de
Prenle Vianna & C.
A 2 J o corte.
Cortes de riscado fraocez com 14 covado pelo
barato prego de 29 : oo armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Vende-se uma escrava moga sem vieres oeaa
achaques, crioula, com as habilidades seguinles :
perita eDgommadeira, cozinbeiri, lavadeira, e
coae chao : oa ra do Seve (liba dos Ratos) o. 3.
Leite puro.
Vende-se ao p da Taect: na roa do Sebo a.
35, porto de ferro.

1


m-m
...........',..
TT-
WJAI0.M tMNAJUUCO, m BGUBDA ffliBA,^M^MWAI !?*
()
Ao pufolie
0 bacharel lerooiao Salgado de Castro Accio-
ly declara que pode ser procurado para o extr-
acto de tua proflsslo de adrogado, na roa do
Qutfmado n. 3, primeiro andar, das 9 horas da
maaaaa s 3 da tarde, e depoit dessas horas o
acharo oo primeiro andar do sohcado a. 60, no
datto de $, Pedro.
mm
ARMAZEM PROGRESSISTA
ClirANHIA DA \ U FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
De coaformidade com as instrucces recebidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os accionistas des-
ta compaokia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem do mesmo abaizo ficam pu-
blicados.
Escrptorio da companhia, 16de julho de 1861.
Por procurac&o de E. H. Braman, thesoureiro.
fi, Austin.
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA.
DO
serem muito frescaes a
o carlo elegantemente eneilados, muito proprios
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resolugo
da directora desta companhia, lomada nesta da-
ta, tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada acQo a qual chamada ou
prestsco dever ser paga atao da 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dos Srs. Hau Mtc-Gregor & C, na Baha aos
Srs. S. S. Daveoporl &C. e em Pernambuco no
escriplorio da theusoraria da mesma va frrea.
Pelo -presente Oca tamben entendido que, no
caso de nao sera dita chamada ou prestaro sa-
tisfeila no da marcado para o aeu pagamento ou
antes, o accionista que {acorrer nesta falla, paga-
r juros a raso de 5 % ao armo sobre tal cha-
meda ou prestado a contar dtsse dia al que
seja realisado o pagamento.
No caso de nao effectuar o pagamento desta
Cbamada ou prostaco dentro de tres mezes a
contar do dito dia tirado para o embolso da mes-
ma, (Icario as acedes queiocorrerem em tal falta
sujeitas a serem confiscadas, segundo as dispo-
Qoes dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
Assignado.W. H. Bellamy, secretario.
119 Gresham Uouze Od Broad Street.
E.C.
8 de maio de 1861.
No dia 25 do maio prximo passado desap-
pareceu do sitio de Henry Gibsoo, na Ponte de
Ucha, urna canoa aberta, grande, tendo a pida
urnas taboas de caixo de pinho pregadas em for-
ma de psoeiro, ena poupa arrebentado o espigio
da correte : quem della der noticia no dito si-
lio ou na ra da Cadeia do Recife o. 62, ser bem
recompensado.
Aluga-se urna grande casa sita naSoledade
n. 6, defroote da igreja, com commodos para
grande familia, tendo 4 quarlos, corredor no
meio, sala de jantar separada da casa, cozinha
lora, quarto para escravos, quarto para visitas,
quintal murado, cacimba com bomba, e um gran-
de tanque para banhos, terrado coro talada de
maracuj, e urna parreira, quintal plantado, pin-
tada e mui fresca ; igualmente se vende urna
mooilia branca de ceregeira com pedra branca i
quem a pretender, dirija-se a ra Nova, sobrado
n.J7; a mobilia tembem se vende iudependenle
do aluguel da casa. v
Na ra do Imperador n. 47 tem um comple-
to sovi'uutiito de ricas molduras Qugindo Jacaran-
da para vender por prego muito barato.
&3rtdttv*;:*3 m tm&*9*tmm&
Largo daPenha
Neste muito acreditado armazemde mol hados
continua a vender-ie os'melhores gneros que ha no mercado, tanto em porc&o como a retalho, e
por muito meos prego de que em outra qualquer parte, por serem vindot a maior parte dellea em
direitura, porconta do proprietario, por uso em vista dos procos dos gneros abaixo .mencionados
podero julgar todos os mais, afiancando-lhe a boa qualidade.
Mantelga inglexa uerfeitaifcente t\or B0 ri. llbrai, em bu.
ril a 700 rs.
H.fe.IlAeig& iraUCeza a milhor que ha no mercado a 710 rs. a libra.
Cba os me llores que lis no mercado vende-se a i qualidade a 39000,
2a ditu a 2J50O, 3* ditta a 2*000, e preto a 1$600 a libra
V|aeiJ08 WameQgOH cne(tados oeste ultimo vapor da Europa 2*800rs. ditos che-
gados oo vapor passado a lgSOO e 1*600 rs.
"UeiJO prSwO 09 melhores que Um viudo a este mercado por
640 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Bollo traucez a 500 rs.
para menino, s no Progresso.
O0Ce OS CSSea de gOaba 19 o calxao, em porso a 800r8. s no progresso
Hoee Ae Alperclie em iattai de 2 libras muito enfeitadas a 19200 ri. cada orna, s
no progresso.
Nlarmelada imperial
Lisboa a 800 rs. a libra.
YmeiXaS TraneeXaS em frcos com 4 libr por 38000cada um, s o frasco val 1
diltasportuguezas a 480 rs. a libra.
Latas com bolaebimbas de soda eonUndo differente8 ,MUdidM,.
1*400, assim como tem lattas de 8 libras por 3g000, dittas com 4libras por 2JJ000 rs. s no
Progresso.
UlaQa de tOBUate em iatsd l libra, por 900 rs. e em latas de 2|.Ubras por 1*600 rs.
Conservas franeexas e inglezas demente chegad... soo n. o m*
co em porcao se faz aba tmenlo.
Pascas em caixiubas de S libias meUlore8 qu# lem ?iDd0iMto
mercado por serem muito grandes a 2$800 rs. cada urna.
E.apermaeete superior MB avarla, 700 r8.a ,ibr, em c.ix. sef.r. aigum
abalimemto.
\letria, macarra e talnarim ,
roba por 80.
Latas eom peixe de posta da8 melbore8 qualidade8 que ba em port0|tli como
sejam savel, congro, sarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a 1*400 rs. cada urna.
\zeitonas muito uo\as. imo r 0 birril em garraf,, 240 r8
Palitos de dente lixados em BOlh08 com 20 macnb08 por 00 ri.
"i** das mais acreditadas marcas 5*000 a duzia i retalho a 500 rs. a garrafa.
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIDA & SILVA
do afamado Abren, e de outros muitos fabricantes de
400 rs. a libra a em caixas de ums ar-
W lUnOS engarraladOS das geguintes qualidades. Porto. Feiterla, dilto ^ordeaux,
ditto Muscatel, a l*a garrafa ; tambem tem vinho fiheres para 2*000 r.s. a garrafa.
1/ 1UUOS em pipa,ena t0mpos9o Porto, Fgueira,Lisboa, a 640 rs. em caada a 4*500.
Presunto de namlire inglez muit0 noy08 a 800 a libra.
Prezunto de Lamego 0 que ha de bom neste genero a 480 r8; tm Dorsaa a 400 Xit
-Uouri^as e paios a 560 ri# alibrai em barril com 6duzia8 depaiog por 10$000.
X oueiulio de Lisboa 0 mai8 novo que ha no mercad0 B 320 libra>
Banna de poreo rennada a
barril a 440 rs.
A.mendoas de easea mole
A. F, Duarie Almeida, socio que foi do armazen progresso, faz scienle aos seus freguezes que tendo separado a sociedade que tinha com
seu mano, acha-se de novo estabelecido com dous aceiados armszens de molhados, associado eom o Sr. Joaquim Jos Gomes de Sooza, eo Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razio da Duarie & Souza, e segundo na de Duarie Almeida & Silva: estes esiabelecimentos offerecem grandes
vaniagets o publico, nao s na limpeza e asseio com que se acham montados como em commodidade de pre$o, pois que para isso resolveram os
proprie&rios mandarem vir parle de seus gneros em direitura, afirn de terem semprecompleto sortimenlo, como tambero poderem offereeer ao pu-
blico una vanlagem de meos 10 porceolo do proco que possam comprar em outra qualquer parte, por isso desejaudo os propietarios acreditarem
seus esiabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade do gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
quepda mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco pratieas, em qualquer um deslesestabelecimemos, queserao to bem servidos como
se viessen pessoalmeote, na certeza de nunca acfaarem o contrario de nossos annuncios, o assim fundados as vantageos que oflerecemos, pedimos a
todos ossenhores da pra?a, senhores da engenho e lavridores que roandem ao menos suas encommendas a' primeiravez, afim de experimaniar, cerlos
de contiiuarem, pois que para isso nao pouparo os propietarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos esiabelecimentos ;
abaixo tianscrevemos algumas adios de nossos prsjos, por onde ver o publico que vendemos baralissimo, atlendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
MANTEIGA INGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e em barril a 750 rs.
MA.NTflGA FRAMGEZA a melhor do mercado a 720 rs.a libra e a 700 rs. embarrile meios.
CHA HYSSON E PRETO o melhor do mercada de 19700 a 3*000 e em porcao ter abatimento.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e hamburguez a 000 rs. a libra e em poro a 800 rs. k
PREZUNTOS PORTUGUEZES vindos do 9orto de casa particular a 560 rs. por liba e ioleiro a 460 rs.
CHOURICOS em barril de 8 libras a 49500 e em libra a 700 rs.
SaGU E SEVADINHA a mais nova que lemo no mercado a 280 rs. a libra e 8$000 rs. a arroba.
AMEIIAS FRANGEZAS em latas de 6 5 1(2 a 1* a libra e a 192C0 a retalho.
PASSAS em caixinhas de oilo libras, as melhotes do mercado a 2*800 e a 500 rs. a libra.
ESPEIMACETE SUPERIOR sem avaria a 700 rs. e em caixa a 680 rs.
CONSERVAS FRANCEZAS IINGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frajeo:
LATAS COM BOLACHINHA DE SODA de diversas qualidades, a mais novado mercado a 1450.
V1NHD EM GARRAFAS; Duque do Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeiloria de 19200 a 1 *300 a garrafa e a
13* a duzia.
VINflOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa e de 39800 a 4*800 a caada.
FRASCOS COM FRUCTAS de todas as qualidades de Portugal de l*'20O a 2*000.
BATaTAS NOVAS em caixas de duas arrobas a 39 e velhas a 600 rs. a arroba e 40 rs. a libra.
CURAMS ou passas para pudima i* a libra e em porcao ter abatimento.
LATAS COM PEIXE SAVEL eoutras muitas qualidades, o mais bem arranjado que tem vindo a 19400.
CAFE* DO RIO o melbor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARI'-OZ DA INDIA E MARANIiO o melhor que so pode desejar a 3*100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEAL'X de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa ede 8*500 a 10*000 a duzia.
CHARUTOS VERDADE1ROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BAMIA DE PORCQ REFINADA a melhor que se pode encontrar nene genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
SERVEJAS DAS Mi ORES MARCAS a 500 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE iSBO A a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
CA1IOES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em poro a 900 rs.
AZETE DOCE PURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUE1JOS PRATO os mais novos que ha no mercado a 650 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Genebra DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco a 69800 a frasqueira com 12 irascos.
PALITOS LIXADOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feitos que ha no mercado a 280 rs. o mago.
PALITOS DO GAZ a 3*000 a greza e 280 a duzia de caixas.
AZEITONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 1*200 o barril.
ALP1STA o mais lirapo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimenlo de ludo tendente a molhados.
mais alva que pode havera480rs. a libra em
ItdUft xu.n!
a 480 rs. a
ment, s no Progresso do pateo da Penha n. 8.
Alm dos gneros annunciados encontrar o resoeitavel
libra e em porcao se far algum abati-
publico um grande sortimento de
llOUPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.]
SORTIMENTO COMPLETO
[Fazendas e 4bras feitasJ
A
LOJA E ARMAZEM
ifes & Basto!
NA
Una do Quelma&o
n. 4(1, freata amar ella.
Constantemente temesumgrande e v-
ri*do sortimento de sobrecasacaspretas
de paono e de corea multo fino a -28*.
30g 35*, paletots dos meamos pannos
203 11% e 245, ditos caceos pretos dos
mesmes pannos a 14*. 16* 18|, casa-
cu pretasmuito bem ferias ede superior
panno a 28*. 30$ e 35*. aobrecasacaa d
ca-semkade core muito finos a 15*. 16f
18&, utos saceos daa mesmas casemi-
ras a lg, 12$ e 14$, caicas pretas de
easemir una pan bomem 8*. 9*. lOf
e t, ditas decasemira decores a 7|,8*,
# e 10*, ditas de brim brancoa muito
&t a 5f 6*, ditas de ditos de cores a
3J, 5O0, 4* e 4*500, ditas demeia ca-
seaaira dricas cores a 4f e 4|500, col-
letea pratsa d casemira a 5* e 0*, ditos
de diWs da coras a 4J500 e 5*, ditos
branca ala seda para casamento a 5*,
ditos da 6*. eolletes de brim atanco e da
! f ostia a 3*, 3*500 e 4*. ditos de cores a
t*500e3*. paletotspretosde merino de
cordao sacco a sotoecaeaco a "S, 8* e9*,
collates arates para I uto a 4*500 a 5*,
(as pretaa da*aBrin a 4*500 5*, pa-
l atots de alpaca preta a 3*500 e 48, ditos
sobrecasaeo a*,7*e8g, muito fino col-
latas de gorgurio de seda de cores muito
9oafazsndaa2*8eOe4S. colletesda veU
lado da corea a pretos a 7* e 8*. roupa
para menino tabre casaca de panno ora-
toa e da cores a 14*. 15 a 16*. ditos de
eaaemtra aacco paraos meamos a 68500 a
7*. ditos de alpaca pretoa saceos a 3* a
1*580. ditos aobrecasacos a 5| e 5*500,
ealcaa da casemira pretaa a decores a 6*.
Cf599 a 7*. camisas para menino a 20*
dula, camisas inglezas prega alargas
muito superior a|32* a duziapan acabar.
Assim amo temos urna offleiae deal-
CtiateendemandafflOB exacutartodas as
obraacom bravidade.
Industria americana.
N. O. Bieber & C, successores,
ra da Cruz n. 4.
participam ao publico queoovamenle receberam
urna grande colleccao de artigos da industria
norte-ameiicana, comosejam :
MACHINAS
para cortar capim, para descarocar milho, para
moer milho e caf, para fazer farioha de milho
em iicura igual a do trigo, para fazer bolachinha
de todas as qualidades em grandes porcoe, para
lavar roupa em 10 minutos, e para regar hortas,
jardim e baixos de capim, e decozer soceos, cou-
ro, etc., etc.
INSTRUMENTOS PARA AGRICULTURA;
Arados, cultivadores para limpar a trra, fac-
Ses proprias e expressamenle feitos para cortar
canoa, machados, machetes, enchadas, ps, as-
sim como una immensidade de ferragens finas,
bombas, carros de me.
CARROS
elegantes eleves para donas o quatropessoas,
com arreioa para um e douscadallos : neste ge-
nero possuem igualmente desenhos de todos as
modelos e gastos, com os precos marcados o acei-
tare encommendas delles.
PARA USO DOMESTICO.
Obras de melaes principe prsteado, em vista
igual prata, e que nao perdem a cor, sendo :
apparelhoa .pare cha eesf, galheteiroa, porta-li-
cores, bandejas, .cestas para fructas, apparelhos
para fazer cha, ditos para cozinhar ovos., etc..
etc., etc.
Colheres do mesmo metal, faccas finas cabo de
msrfim. garios, achinas para torrar caf.
Urna immensidade de obras de folha de lan-
dres enveroisada* para toilele., ditas de madeira
oecessarias para cozioha, taboas para lavar rou-
pa sem estraga-la, ferros econmicos paraen-
gommar roupa. ostureiras. condessas e balaios
para guardar roupa, urna indnidade de obiectos
de phautasia proprios para gabinete desenhoxas.
Caixas com ferrarneDla fioa. Briaquedos, car-
jinhos para meninos. Chfala pata dar appa-
rencia nova a mobikas.
Curso de rhetorica
Maoonel da Costa Honorato lem abeito seo cur-
so particular de oratoria e pcetica nacional : na
ra Direita n. 88. primeiro andar.
OSr. Manoel Joaquina de Ohvei-
ra Figueiredo morador na Capunga,
queira dirgir-se a esta typographia.
I
i
Mudanra.
Joao Antonio Colho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todos os seus freguezes que
mudou a sua loja da ra estreita do Rosario para
a ra do Imperador n. 69, onde o acharo promp-
to lodos os dias uteis desde as 6 horas da manhai
at as 9 da noite, para chumbar e tirar denles,
sangrar, por ventosas ou bichas; assim como pa-
ra qualquer outro se meo de sua arte e fra dos
das e horas mencionados pode ser procurado no
pateo do Cermo n. 28.
f
Na rna da Cruz do Recife, casa o 12, segun-
do andar, preeiaa-se de urna criada para eoziahar,
para casa de pouca familia.
Aluga-se usa grande armazem para depo-
sito na ruada Seosalt Velha : a tratar eom Vc-
tor Grandio, relojoeiro, ruada Cadeia Velha nu-
mero 10.
O bacharel Antonio Annes co-
me Pire* mudou a sua residencia para
a ra do Imperador n. 81, onde pode
ser procurado para os rn y iteres de sua
proiisSo de adrogado.
i

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0 bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do C*rmo.
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Annuncia-se ao publico, que se houver
quem tenha direito a casa de sobrado da ra da
Crnz n. 31 por qualquer onus que aeja, anuuucie
no prazo de 8 dias, depois desta dala nenhuma
reclamadlo ser recebida.
l'recisa-se fallar com o Sr. Joo Sosres de
Saot'Anna, mestre de alfaiate : no escriplorio de
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, largo do
Corpo Santo.
Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Pa : em casa de
Aranaga Hijo & C.
I Atteoco. |
m Francisco Xavier Pereira de Brilo, so- H
H licitador da fazenda geral. tendo exercido |
B por espseo de 8 aonos o officio de solicita-
dor de causas na cidade de Porto-Alegre, ft
adquirindo por isso urna grande pratica, |
pretende aqui encarregar-se do andamen-
to de qualquer causa nos diderentes jui- *
tos, despachar escravos e tirar passapor- 2
tes na polica, e promover cobranzas. E
como tem na corte sua disposigao um
habilitado procurador tambem se eocar-
rega de mandar agitar l o andamento de
qualquer pretencao perante as secreta-
rias de estado e thesouro, e de qualquer
causa que tenha de seguir por meio de
recurso para o supremo conselho.
Qualquer pessoa que se queira utilisar
de seu presumo pode o procurar das 9
horas da manha at as 2 da tarde na ra
das Trincheiras o. 13, e foja destas horas
na ra de S. Francisco, sobrado n. 72.
Engomla-se com toda a perfeico epor
preco muito eommodo ; no sobrado junto a igre-
a do Pilar, m Fora de Portas.
Algodo da Baha.
A fabrica Santo Antonio do Queimado tem fei-
to o seu deposito em casa de Marques, Barros 4
C, largo do Corpo Santo n. 6, aonde se encon-
trar sempre, assim como fio da mesma fabrica.
Precisa-se um eieravo que saiba comprar,
coziohar e fazer todo o servigo da urna casa :
3 neto t ti ver n estas rondices e quizer alugar,
rija-ie ra da Cadeia do Recife n. 50, escri-
torio de Ual ii Iraia que cbar com quera
tratar.
Expsito
candieiros.
Caodieiros ecoomicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Cindieiros econmicos.
Neats espoeicio da candieiros se encontrar
(odo o sortimenlo de diversos tamanhos proprios
para ricas salas, ditos para salas interiores, ditos
para sald de jantar para quartos, para cosinha,
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e outras muitas qualidades
que com a vista deverSo agradar; assim como
lodo e qualquer preparo para Os ditas oaodieires
se encontrar sempre a venda nesta eipoaicaode *"" **"c *
candieiros ni na Non n. 10, loja do Vitous. 1 queridas...
RffrUM -
alQnetes de oufo e brilhantes.
Na officina photographica da ra do Cabug o.
18, entrada pelo pateo da matriz, existen) lindos
alQnetes com bullanles e ao gosto de Luiz XV,
para a collocacao de retratos; ha tambem urna
variada collecgo de alfineles de ouro com, e
sem podras. O preco dos alQnetes com os re-
tratos variam de 169 a 200g. Nt mesma casi
vendem-se bellos espelhos com moldurasdoura-
das para ornar salas de luxo e tratameoto ; bor-
las de seda para cortinados de janellas e para
quadros, assim como corddes para o mesmo fim.
Vende-se lulo a pregos razoaveis e moderados.
O abaixo assignado. nao tendo at o presen-
ta solugo alguma da letra que em vida do Sr.
Manoel Buarque lhe dera para cobrar, a qual com
a sua morte fra desencaminhada, como j fez
publico por este jornal em data de 5 do correte,
sua me a Sra. D. Ignacit Maris das Dores;
achando-se nesta praga, de novo previne ao acei-
tante o Sr". Manoel Xavier Carneiro deAlbuquer-
que, para nenhuma iransacco fazer com dita let-
tra, a nao ser com o abaixo assignado, assim como
rectifica um engao que se dera na primeira pu-
blicaco, na qnantia e data do vencimenlo ; sen-
do a importancia real de 2 79OJ000, e o venci-
menlo em selembro de 1859. Francisco de Pau-
la Cavalcantede Albuqtierque.
Precisa se de urna criada branca para casa
de familia, que saiba coser, eogommar, e andar
com meninos, tambem precisa-se de outra, sen-
do escrava, que saida coziohar e lavar; na rus
do Seve (Una dos Ratos) n. 3.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Tendo chegado ao conhecimento dos
enaprezarios dogaz, que alguns consu-
midores tem sido logrados por pessoes
que oiierecendo -se de melhorar ou con-
certar os dcqs de gav de suas casas r
levando-os sob este pretexto nunca mais
voltarara, os emprezarios tornam a an-
nunciar, para bem de seus freguezes,
que nao ha machinista ou pessoa algu-
ma autorisada de, apedido do dono,
concertar, nem mesmo examinar bicos,
ou outro qualquer apparelho de gaz, e
que o nico meio de obter concertos,
alteracao ou exame e por via do caixei-
ro que esta' sempre no escrptorio da
empieza na ra do Imperador n. 31
durante as horas ae negocio, e quando
fora dellas na casa de *ua residencia
ra do Alecnm sobrado n. 2.
Declarara mais, que como elles sao
responsaveis pela boa accao das suas
obras recusara, de fomecer gaz por
qualquer bico ou intermedio que n3o
seja de sua fabrica.
Tornam esta occasiSo de repetir par-
te do art. 6 das instrucces iscaes a sa-
ber Havendo cheiro de gaz em casa
man da rao dar parte im mediatamente
nos deposito* ou no escrptorio da em-
rreza pedindo a devida observstcSo
desta instrUccSo declaram que o consu-
midor faltando a ella cahira' sobre el-
bre elle a responsabilidade das conse-

ARMAZEM
DE
ROUPA TmTPA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RU
Defronte do becco da Congregao letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda eiecutar por medida, vrnlade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 409, 359 e 302000
Sobrecasaca de dito, 359 30#00
Palitots de dito ede cores, 359, 309,
258000 e 203000
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 129 e 99000
Ditos de alpaka preta golla da vel-
ludo, 11$000
Ditos de merin-sltim pretos e da
cores, 9fl000 89OOO
Ditos de alpaka da cores, 59 a 3500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e 39500
Ditos de brim de cores, 53, 49500,
4g000 e 39500
Ditos de bramante ds linho brinco,
6$000, 59OOO e 4S0OO
Ditos de merino de cordao preto,
I59OOO e 89000
Calsss de casimira preta e de cores,
129,109.99 e 6J000
Ditas de princeza e merino de cor-
dao pretos, 59 e 49500
Ditas de orim branco a de cores,
53000, 49500 e 29500
Ditas de ganga de cores 3$000
Collates de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9| a 89OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos a bordados, 69,59500, 59 e 39500
Ditos de Sfctim preto 58000
Ditos de seda a selim branco, 69 e 5$000
Ditos da gurgurao de seda pretos e
de cores, 78000, 69OOO e 59OOO
Ditos de brim a fustao branco,
395OO e 39OCO
Seroulas ere brim de linho 29200
Ditas de algodao, 18600 e 1280
Camisas de peito de fustao branco
e de ccres. 29500 e 29300
Ditas de peno de linho 68 e 3{U00
Ditas de re a da polio brancp a dt
cores, 39, 25500, 29 e 19800
Camisas de meias 1{000
Chapeos pretos de massa.francezes,
formasda ultima moda 108,89500 e 79000
Ditos de feltro, 69, 58, 49 e 23000
Ditos de sol de seda, inglezes e
fraRcezes, 149,128. HJ 8 79000
Collarinhos ce linho muito finos,
novos eitios, da ultima moda 9800
Ditos de algodo 950O
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009, 909, 809 e 709000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosotaes, 408 309000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderemos, pulseiras, rozetas a
anneis 5
Toalhaa de linho. duzia 19000 a 109000
ELIXIR DE SALDE
JatSaMEa
Citrolactato de ferro
v-a
nico deposito na botica de Joaquini MavUnUo
da Crax Correia & C, Tiia do Cabug a. II,
en Pernambuco.
com !.6d?3iiirW 'Preent -I "va preparado de ferr^,
Parecer ao publico uro luxo emDreear.ua nm ^nmn__j v .
variadas, mas o bomem da .ciencia coKS^
de formulas to
urna tal vari'-
lhd... para' todo, os pa.Xea" tiZliKZZr&^JiE""* Ucil p0M1TeI P"a tod *
a
n. .^_.-I.:: r---------T *m~ """" os lemperamenios.
como o enTir d oifrn f ,r,^eH dre Cerro ,l ho6 conhecd" nenhuma rene to bellas qualida-
de citro lclalo de ferro. A seu sabor agradavel. rene o tomar-se em Umape-
completamente
a constipado de
siulUd?' a "JL? Prmpta e f,cil"olu5o no estomago/de modo que c
KTa rJL Prod,02,r Por cansa da lactina, que contem em sua compoaico, a
ventre tao frequentemente provocada pelas outras prepararles ferroginosas.
substancia dr?.S.> iencia medicamentosas do ferro, que sendo os
uala^erfurm^.L0^!^86"^^ sua clnica, de iocomparavel uliUdaK
ue con,ftlui 1J: eJhe d? ProTpfcred4de tae 1e o Ptico o possa prescrever sem receio. E* o
aediaam! ph"ma.c8uUco. Th.er com a prepsracJo do citro-acUto de ferro. Assim e,
rittrjfsa; iszr&0tz i^sszres SKr
flftr f aK latarl A naa aa.naivl*kM !>_. _
medica
rocon
de Ierro
^Mtn?rm'!adta ,w,d0 m,,i treqoe"* o ndo o ferro a orinna .
htrZZVV"? iosP1 ". o 'hor do citro-lactato P frr a?
hecaentod. bi^e por ter descobtrto un. fgrBBl. pela qu se p
uiisiancia do q-*
sce lou vara e
a sem recelo usar



*umm m nmmeo: tecto* tm4'^lmb*w#*.
DE
coimissao de escravos
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita ra foi transferido o cscriptorio da
commissio de escravos que se achara est.beleci-
do no largo do Par.izo o. tO, e ahi da nwima
sorte se contina a receber escravos para aerea
vendidos por commissao e por coala de seas se-
nhores, nao se poupando esorgos ajara que os
mesmos sejam vendidos coro promptido, aflm
de seus senhores nao soffrerem empate cora a
venda destes; assim como se afisnca o bom tra-
taraenlo eseguraoga. Nesta meama casa nasem-
pre para vender escravos de ambos os sexos, mo-
gos e velhos, com habilidades e sem ellas.
Aluga-so o primeiro aodar da casa da ra
da Cadeia do Recife n 18: a tratar na loja da
mesma Casa.
Na ra estreita do Rosario n.2i, primeiro
andar, precisa-se de urna ama pira comprar e
cosinhar para umasenhora.
-i**
Precisa-se fallar ao Sr. cadetIu>f
de nta typographia.
h,n AJf;M casa abarracada, anida M
brado do Monlairo, e v.od-se usa boi gotdo o
^t*ia*r*^Mw^5r prega corae5*sl
a tratar do sitio da capella dos Affliclas, ou na.
ra estreita do Rosario u. 26, oas 16 koras da
toanhaaasSdaiarde.
Correio particular para, a Pa-
rahiba.
A agencia so ha mudad* para i ra daCadoiado
Recife d. 13.
Ao Sr. Maooel Jos de Castro Vianna, ro-
ga-se aioda urna ver, o favor do ir a roo Nova
n. 7
Roga-ee encarecidamente a pessoa q.ecite-
gou do Pari no vapor Cruieiro do Sula para
esta provincia, que trouie cartas ou embrurho di-
rigido a Maooel Antonio Goncdves, que so digne
apparecer na ra do Gabuga, loja de ouiives n.
o e a A.
Na travesa da ra da Cruzes n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda a perfeicao para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Realejos.
Na ra da travessa da matriz de Santo Anto-
oo, sobrado de dous andares n. 14, concertam-
f realejos de todas as qualidades, tanto de tu-
bos como de palhetas.
Rival
,"-Rua estreita do Rosario3
Francisco Pinto Uzorio continua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
ceba paga alguma sem que as obras nao
fiquem a vootade de seus donos, tem pos
e outras preparares as mais acreditadas
para conservado da bocea.
ama forra ou captiva
na ra do Imperador

i
i
i

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Cachorrinho-
Fugio na madrugada de sabbado 13 do corren-
te um cachorrinho do reino todo branco com
urna pequea malha amarella na costa ao lado
esi':erdo, ps pezunho, nariz e olhos pretos, por
nome Melindro : a pessoa qne o achou, quereodo
restitui-lo, poder levar ao aterro da Boa-Vista,
hoje ra da Imperatriz, ca3a terrea n. 27, que
perceber por sen trabalho IOS de gratificacao.
A senhora quo tem urna pulseira empenha-
da por 22# na ra do Imperador n. 16, faga o
aror de vir tirar no prazo de 3 das, ou vir pa-
ra em sua presenta ser vendida, do contrario cor-
rer o juro de um vintem por pataca como cor-
ra at o Io de junho,"pois ja se avisou pessoal-
mente bastante vezes Recife 18 de julho de 1861.
Offercce-se urna ama para cozinhar e en-
gommar ; quera precisar, dirija-se a ra larga do
Rosario n. 9, que adiar com qum tratar.
Ainda esl paaa alugar o terceiro andar da
ra do Amorim n. 19: a tratar na loja da mes-
ma. ou na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
No escriptorio da Companbia Pernam bu ca-
na, no Forte do Mallos n. 1, acha-se urna carta
viada de Macei, para pSr Antonio Pereira de
Carvallio Guimares.
Precisa-sealugar um escrava de meia ida-
de que entenda a'guma cousa de cozioba para o
servico interno de urna casa de pequea familia :
na ra Direila n 72.
Precisa-se de urna
para cozinhar e comprar :
n. 37, segundo andar, entrada direita.
Gurgel & Perdigao. I
jjg Fazendas modernas. |
& Recebem e vendem constantemente su- tf
9 periores vestidos de blonde com todos os 5
S preparos, ditos modernos de seda de cor 8
S cambraia bordados, lindas lazinhas, |n
cambraiade modernos padrees, seda de Sff
Squadrinhos, grssdeoaples de cores e pre- l
tos, moreanlique, sintos, chapeos, en- .
Sfeites para cabera, superiores botoes, tt
manguitos, pulceiras, lequas e extracto P
Sde sndalo, modernos manteletes, tal- St
mas corapridas de novo feilio, visitas de Wi
gorgui-,10. luvasde Jouvin a 2500. Jtt
Muito barato.
Saias balo de todos 03 tamanhos a 4g,- g
chitas francezas finas claras e escuras a JE
580 rs. o covado, eolias de la e seda pa- "r
ra cama a 69 camisas para menino.
Koupa feita.
Paletol de caseniira de todas as cores 55
a 10;), ditos finos de alpaca a 6$, ditos 1k
de brira a i$, chapeos pretos a 8g e mui- x
tas outras fazendas tanto para senhoras *
como para homem por prego inteirament S
barato, dao-se as amostras : na ra da |
Cadeia loja n. 23, confronte ao Boceo X
Largo. j|
x&atm&sm mam wzmmwn
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATHICO
00 D0UT0R
n SABINO O.L PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os das uteis desda as 10 horas
al meio dia, acerca das seguintes molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febret,
febres intermitientes senas consequmeias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMF.OPaTMICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas oecessarias, in-
falliveis em seus%efteitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
ttroXs.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sibino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem Jora della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico braseiro. Este emblema posto
igualmente nt lista dos medicamentos qua se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora teoham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Ti I | i I
*mfro-^?m&-?m!fg
O propnetario do estabelecimenlo intitulado
care dos arcos, faz sciente a seus crederes que
queira .presentar suas coatas para serem pagas.
-- Aluga-se um moleque omito ladino, fiel e
obediente para criado ou copeiro de alguma ca-
sa : na ra nova de Santa Rita n. 7.
C ompras.
Compram-se
escravos de ambos os sexos parase exportar para
lora da provincia : na ra Direila n. 66.
Compram-se moedas de auro de 20}: na
ra Novan. 23, loja.
Cooipram-so moedas de ouro de 26* na
ra da Cadeia do Recife n. 34. lojs.
omprana-se
duag rotulas usadas que nao passem de
5 palmos: nesta typographia.
Vendas.
Aos Srs. caixeiros.
Um rapaz habilitado offerece para lee- r<
(f& -cionar, das 6 as 9 horas da noite, aos
Oto que se dedicara ao commercio, a lr es- Afc
fc crerer e traduzir as linguas franceza j
w e ingleza grammaticaeaoalyse,daliogua W
portuguea, arithmeiica, juros descont,
ereduego de pezos e medidas, e cambio ; gt,
quem de sea presumo se quizer ulilisir ^
& dirija-se a ra do Cabog n. 3 segundo fp
A andar, do meio dia s 5 horas 4a Urde. '
m&-m*m ****+*
A thesouraria das lote-
fias se atha transferida par*
a ra do Crespo n. 15, pavi-
mento terreo. O thesourei -
ro. Antonio Jos Rodrigues de
Souza.
Vende-se um cavallo russo, bom andador :
quem o pretender dirija-se praga da Bo-Vista,
sobrado n. 5, que achara com quem tratar.
Gollinhas.
Vende se urna crioulinha de 16 annos, en -
goramadeira o cozinheira, elegante figura ; na
rua da Imperalriz n. 5, segundo andar, indicar
quem vende.
Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
quer parte : na rua larga do Rosario, n. 34.
Vendem-se duas propriedades terreas em
urna das melhores ras de commercio da cidade
deGoianna, com irmages enveniisadas para lo-
ja, o urna deltas ladrilhada a frente do balco de
pedra marmoto, as quaes rendem mais de um por
cento ao mez de aluguel : a tratar na rua do
Crespo, loja n. 14.
Vende-se urna cocheira em urna das melho-
res ras deita cidade, bem afreguezada e bem
montada, com 6 carros, 2 cabriolis quasi novos,
e 20 cavados gordos, quasi todos de parelha, a
dinheiro ou a prazo, tambera se troca por escra-
vos ou casas : a tratar na rua do Crespo, loja nu-
mero 14.
Vende-se urna parle no engenho Tabatin-
ga, na provincia daParahiba, ao p da povoago
de Taquara : a tratar na rua do Crespo, loja nu-
mero 14.
Vendem se canoas de amarello de 25 a 39
palmos de cumprimento, as quaes se achara no
armazem dos Srs. Anlunes Guijares & C no
largo da Assembla : a tratar no mesmo arma-
zem, ou na rua do Crespo, loja n. 14.
Vendem-se dous bois mansos e dovos, mui-
to bons de carabao e do couce, e ambos trsba-
Iham em carroga ; e^tes bois sao fortes, mantea-
dos e criados perlo da praga, nao eslranhao o
pasto quem os quizer dirija-se ao Giqui, silio
ao p das reas, confronte a entrada da Estancia.
Vende-se farelo chegado ltimamente de
Lisboa, era saceos grandes ; na rua do Vigario
n. 19, primeiro andar.
Baldes econmicos de cordo,
a 3$000.
Na rua da Cadeia do Bocife n. 45, esquina da
rua da Madre de Dos.
Vende-so sal do Ass : a bordo do hiate
Saoto Amaro, no caes do Ramos.
Vende-se um sitio perto desta cidade, com
boa casado vivenda, nova, de pedra e cal, cozi-
nha fora, cocheira, quarlos para preto e feitor,
bem plantado de fructos de todas as qualidades,
j botando, viveiro de peixe, terreno para plao-
taco, bastante Ienha de mangue propria para
otaria : quem o pretender, dirija-se a rua Nova,
loja n. 43, que se dir quem vende.
Mlies a 12$000 !!!!
na loja do vapor, rua Nova, n. 7, vonde-se
botinas de mlies para hortera a 12jOOO.
Vende-se urna taberna na povoago de
Apipucos, propria para um principiante, por ter
poucos fundos : quem pretender dirija-so a mes-
ma ou a ru larga do Rosario o. 30 loja de cha-
rutos, e garaote-se a casa ao comprador.
4 aguia d'our o
No botequimd'aguia d'ouro,
na rua estteita do Ro
sari o n. 23, defronte da rua
das LaraDgeiras,
fornece-so alrojgo e jantar para fora, manda-se
lavar, mensalraente, polo prego mais commodo
possivol, asaim como todos os das.das 7 horas
da manha em diantetem a papa de farioha do
Maranhao e araruta, o todos os domiaget dias
santos tem bem coohecida mo de vacca d
4 horas da madrugada em diaat*, e no raaaaio
estabelecimenlo achar-se-ha sempre ce- i da
prompta a qualquar hora que se procuro, o pre-
para-se qualquer enconmeoda qu g lh fizer
coa.todo o ateto e promplidae.
sen segundo.
Rua do Queimado n. 55. loja de miudezas do
Joa de Aievedo M.ia Silva, d^S -
para acabar, algamas fnsllitaeie t,ttmt4^.
sito como sejrranjde Isa para vestido 100
rs. a vara, tranga de la com 10 varas a 200 rs a
P*0a, pares de meias cruas para meninos de ^la
6 .nao.. 160 r... e do-o 10 annos % linhas
de Pedro V com 200 jardas, verdadeiraTaSO^ra
novellos de linha do g.z a melhor qualldade que
ha nesta praca a 60 rs., tem tambera para 20 o
10 ra. onda oovello, e de core. malhJ!i.o b.
novellos grandes, a 40 rs.. carreteis de rioa do'
gaz e pretas com muita Unba a 200 rs., baratis-
bUdo, canas com tigSespara acceoder charutos a
40 ra., eaixas com phosphoros de soxuranoa a 160
r.''i?f0! e Phl>Phoros do gaz a IJ800, a duaia
a to, utas para euuar veatidos e roupiotns a 80
rs., pegas de bico,.largura de 3 dedos a 21 o va-
ra alTO, lnhss de novllo de cont portodo o
proco, frasco d'ago. de colonia muito soierior a
400 rs., duz. de meias muito Anas para jenhora
*'e p,L? S80' huh" de marcar muid finas.
novello a 20 rs.. grvalas de linho muito bonitas
a 200 rs., pegas de tranga de la de todas as co-
res a 50 ra., tem un reato de saboueW. par'
600 rs. a duna. groa, de botoes de oseo para cai-
ga, pequeos. 120.e grande. .240, sao muito
finos, marcas para cobnr a 20 re. a groza, a tem
oroa. para homem a t$400, muito boa. para du-
rar, meiaa de cores para meninos pelos procos
U?,-,2e.lfl0"-fil"de linh0 bxaDCs eco:
ir.*5? h500 "; tea nm re4l e 9S<> wpwierea,
frascoe de opiata para limpar denles a 400 rs
banha T ,baDha .?UU ^' WS2 de
banha de urso a 6i0 e 500 rs., varas de laby-
rtothos de odas as larguras e por todo o pfego
fSai frt,r- e?elh0 decolumnaa brascas a
vS-SllCr^fe carte'rMPa" urir .Inhei-
ftn?. i eb" *S00"- fra8C<>3 com cheiromulto
**? k ".Y realel Pa" menino, a 90 rs.
truta"" baraln?8 portuguezes a 160, e duzia a
J440, barallsimt), duzia deboteomadretero-
P.ara palelot a 480, cartas da alQoetea pan ar-
5ro!na5,TaraI1.de franjas Pata corlinidoa
7e 2*. multo barato, botoes de vidro com.
Papara casaveqoes de senhora, duzia a 24 rs.*
todas estas fazendas esto perfeilas, e venle-so
narato porque precisa-se apurar dinheiro para as
necessidades, e por isso toco fogo.
'rogr 3SSV0
Progressisa.
Vende-se nos armazena do largo do Carao n.
9, e rua das; Cruzes n. 36, manteiga ioglea flor
da safra velha a 800 e a 1. da nova chegaa ul-
tunamente em barrister abatimento, afflaiea-se i
sor manteiga que outro qualquer nao pode ven-!
der por menos de 19440, (nao serviodo iito de
onensa aos nossos collegas.)
Vende-se um completo sortimento de via-
menlos para carro de passeio, em porglo e a re-
talho. por menos prego do que em outra qual-
quer parte ; na loja da rua do Crespo d. 14.
Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se eacontra um grande
e bello sortimento de grvalas de ditTerentes cos-
ise qualidades. e por precos taes que em ne-
nhuma outra prtese acha. como seja, gravati-
rt"rn?lrara.S.b0rdadaS 80 G 1S- d>l P^laS e
de cores agrauoxoi. i, i9200% |500, itas
com ponas bordada, e matizadas-
boiu selim macao a lgoou. rea varied.de do ir-
timent o comprador lera omitas de que se al
de : na rua do Queimado, loja d'aguia brS
numero 16.
Grarie pechadla.
A 2S0, S4Cr e 60 rs.
Chitas francezaa da muito bonitos padrea o
"0, nona paiiDot, pelo baratissimo prego da
0, 240 e 260 ra. o covado ; na rua do Queima-
do o. Tt, na loja da boa t.
Gaoga. francezaa muito loa. com padrdee
asearos .480 re. o covado : na na do Queima-
4o*n. 1T, na loja da boa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia braoea acaba de retener eaea no-
va e apreciavol-agu. ambreada, de une aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algamas gotas n'agua pura
cosa que se banha o relo, resultando dtsso que
J?fre,8Ca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidadedassenhoras ; assim como para se deitar
D aFUa..de .Danno' 1ue to">a mui deleiUvel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou f.zer desap-
parecer esse hlito deesgradavel que-quaei sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambera tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa navalha
quando ee faz barba, um* vez que a agua com
que se lave o rosto tenha della composigo. Cus-
a o frasco 19, e quem aprecia o bom nao deixar
cortamente de comprar deasa eslimavel agua am-
breada, iato na loja d'aguia branca, na rua do
Queimado n. 16, nica parte onde se achara.
Aloja da bandera
ova loja de funileiro da
rua da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Joa da Foaseca participa a
todoa oa seus freguezea tanto da praga
feomo do malo, e juntamente oreepeita-
vel publico, que tomou a deliberago de
__ baixaro preCO de todas a**u* nhraa nnr
prego de todas as suas obras, por
cajo motivo tem pera vender um grande
sortimento de bahs e bacas, ludo de
differenles tamanhos o de diversss cores
m pioturoe, e juatameute um grande
sortimento de diversa, obrae, contendo
banheiroa e gamelas grandes pequenasJ
maehinae para cat e camas de veoto, o
que permite vender mais barato poesivel
como seja bahs grandes a4| a peque-
o* a 600 re., b.cia. grande. 5# e pe-
quea, a 800 rs., cocos a lj a duzia. Re-
cebe se um official da mesma officina
para trabalhar.
8

Recommendaco- aos Srs.
g de engenho
. Panno azul de superior qua- ]
W lidade para roupa de escravos a ;
900 el$.
urna negrinha recolhida muito bonita e geitoss,
de 14 a 15 annos de idade, e integramente inno-
cente ; vende se para aqui e nao para embarcar:
quem a pretender, dirija-se a rua da Imperatriz
o. 9, segundo andar.
(Ta-
racea
Aos tabaquistas.
Lengos Anos de cores escuras e fixas a imita-
c3o dos de linho a 5 a duzia ; na rua do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Riscadinhos de linho proprios para ebras
da meninos a 200 rs. o corado ; na rua do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Vende-se urna porgan de travs de louro,
pranches de louro e amarello : para ver, no lar-
go do Forte do Matto* ao p do trapiche do Sr.
Jos da Cunha. aonde est depositada, e psra
tratar, em casa de Manoel Alves Ferreira, na rua
da lioeda n. 5, segundo andar.
Algoda
azul americano*
iloja de fazendas finas*
DE
Martinho de Olivei-
ra Borges.
Rua da Cadeia do Recife n. 40.
Vende-se o seguate:
Cortes de seda de cores coro pequeo
toque de mofo a 20^, 30J, 40 e 50J.
Casaveques de cambraia bordados com
Otas de 8$ a 12-
Cassas decasemira e merino de cores
para senhora de 105 a ,53-
Caroiainhas com manguitos e golla bor-
dada de 49 a 6|.
Casaveques de fusilo branco e de cores
de 63,83 e 10J.
Capas de fil de seda preta com reodas
e vidrilhosde 12$ a 20.
Gollinhas de traspasso arrendadas e bor-
dadas de 3j a 5.
Manguitos de seda de cores de 10 a 15.
Manteletes de cambraia bordados com
fitas de 8 a 10.
Manguitos de pafoscom utas de 3 a 4.
Manguitos bordados de ponto inglez de
2. 3 o 4.
Vesli los de barege de l e seda a 10a
el5j.
Ditos de esmbraia brancos bordados de
15, 20 e 25.
Sediohas de quadros com pequeo to-
*..-"*" IV. fi40 r. n rovad"
Grosdeuaples de cores com igual
alg o covado.
Na mesma loja eocontraro muitos
objectos de gosto e em perfeito estado.
Relogios.
Vende-se overdadeiro
no.em caitas e a retalbo :
Iha o. 35.
algodo azul america-
na rua da Cadeia Ve-
Grande
armazem de violas na rua
Direita n. 87.
Neste armazem ee encontrar as mais bem
feilas violas e guitarras, as quaes vendem-se
tanto em grosso como a retalho, mais em conla
do que em outra qualquer parte, por aercm do
mesmo fabricante.
PH\KM,\C1ABARTH0L0HE0
Rva larga do Rosario o. 36
Rob l'Affecieur.
Pilulas de Allexou.
Pilulaa americanas.
Vermfugo inglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloway.
Brim branco de linho muito fino a 1280 a
vara ; oa rua do Queimado n. 22, loja da boa f.
A MNERL
NATURAIXEDE VICHY.
Depoaito n. boticafranceza roa da Craz n. 22
Cami-
sas inglezas.
Acaba de chegar ao armazem de
Bastos & Regona rua Nova junto a Cod-
cei tidade de camisas inglezas com peitos
de linho muito finas pregas largas, e
por ser grande quantidade tomamos a
deliberacao de vender pelo diminuto
preco de 35$ e a 40$ a duzia, sao as ca-
misas mais recommendaveis que tem
apparecido no mercado.
Largo do Terco
a. 23.
Vendem-se batatas muito aova. .80 rs. a li-
bre, assim comooutros gneros mais barato que
em outra qualquer par*, neto.se diz preco para
Dio espantar!! I [a dinheiro vista).
Talheres para crianzas
JAYME
proprloa para
d*. Qaeimaa'o,
Vendem-se talheres pequeos
criaacaea 320 cada un: na rua
loja d'aguia brenca a. 16.
A pessoa que tem ama case terrea em 0-
lina, na ruado Amparo n. 51, qoer.ndo .logar
por 8 aeeosaes, dirija-ae a agwcia do correio do
Olinda, ou annunctepor esta Diario pera ser pro-
curado.
Ven.-se usa. rotula do a amello : quem
pretender dirija-eo rua eetreita do Rosario a.
27, primeiro andar.
Cabelleireiro trancador, edesenhador
em cabellos,
Com seu estabelecimenlo na rua do Queimado
n. 6,1* andar, continua a receber encommen-
des de objectos tendentes a sua arte, garantindo
perfeicao e mdico prego.
Ago Imperial
para lavar caneca, limpar aa caspas a evitara
queda dos cabellos.
Vende-se na rua do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Flores finas a' l#b00 rs. o ramo !!
Vende-se na rua do Queimado, casa de ca-
belleireiro:
Agoa de tingir cabellos.
Vendo-so oa roa do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Potassa da Bissia e cal de
Vendo-so era cas. de Johnston Paier A C.
rua do Vigario n. 3 nm bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
urna variedade de bo'nitos trancelins para o
mes saos.
Arados americanosemachina
paralavarrouparemcasa deS.P. Jos
nnston 4 C. rua daSenzala n.42.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, rua
do Cabuga n. 1B
chegado os liados cintos, tanto pretos cora
enfeitesde continha, como dourados, e de lindas
lilas e fivelas, o mais fino que se pode encontrar
isto na loia Aguia de Ouro, rua do Cabug n. 1 R.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de supe-
rior qualidade : a tratar com Jos Sa'
Leitao Jnior, rua do Trapiche n. 15.
J cliegou o prompto
alivio,
bem como oa outros medicamentos dos celebres
Drs. Badway & C- de New-York. Acham-se
venda na roa da Imperatriz n. li. Tambera che-
garam as instruc?5es completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseia curar os
quaes se vendem a 18000.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria eocommenda as verdadeiras luvas de
Joavin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e contiouar a recebe-las por to-
jos os outros ; por isso quam quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se a loja
d'aguia branca, rua do Queimado n. 16, que ahi
aer bem servido.
Cabo de marfim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
nCL*""2. ?"' ''"Mcadaa. pc.ava, <<. fim e madreperola"a$ e 2J5O0 cada urna. Cora
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar' dirigir-se rua
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa via-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mata afa-
mados autores
melhorados
com novos
a pe rfe i cl-
menlos, fszendo pesponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na rea da Imperatriz n.
14, a qualquer hora. Tambera receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozea em carrileis, linha de todas as coree tudo
fabricado exprossamente para as mesmas ma-
chinas.
Trinta arcos
a 2$000
Saias baile com 30 arcos a 2 cada urna, s-
palos de burracha para homem a 2 o par : na
loja das 6 portas em frente do Livramenlo.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia bracea recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda par. enfeites de vestido, sendo de diferen-
tes cores e larguras, e como aempre as est ven-
dendo baratamente a 2, 3,4 e Sf a peca, presos
estes qne em nenhuma outra parte se achara, o
ssim na rua do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
A A$, 4#500 e 5f.
Cambraia lisa muito fina a 4 pee. com 81|2
varas, dita muito superior a 5g, dita tambem
muito fina com salpicos a 4M0; na rua do
Queimado n 22, na loja da boa t.
No bem conhecldo e arredilado daposilo da rua
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Rusaia, nova e de superior
qualidade, assim como tamben cal virgem em
podra ; tudo por precoa mala barato, do qua em
outra qualquer parte.
Ruada Senzala Nova n.42
Vaoda-a. eos casada S. P. Jonhiton 4C.
sallinaa silhas ngieaaa, candMiros a castices,
brontaadoa.lonas agiotes, fio devala,chicote
para carros, aaonuria,arraios para carro da
ue> odoua tagalos ralogioa do ouro patente
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba do receber pelo
vapor francez urna pequea porcao de mui boni-
ta, e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as est
vendando a 1500 cada urna ; a ellas, anlesque
se .cabera, poi. s as ha na loja d'aguia branca,
ruado Queimado n. 16.
Luvas de fina camursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja d'aguia branca ataba de receber de eua
encommenda mal finai luvaa da camurea, o qua
de melhor se pode dar neeee genero,, as eati
vendendo a 2500 o par ; os senhores officiaes e
cavalleiros qoe as cvmprarem conhecero que sao
baratas vicia do sua finura e duracio, e para as
oblar ditigirem-se rua do Qaeimado, foja da
aguia braoea n. 16. Adverle-ae que a quantidade
paqueo a por hora, e por isso nio demoren.
Coral de raz
Vende-ee muito bom eoral de rara, o fio a t :
na raa do Qaeimado, loja d'afui. braatn n. 16.
SYSTEIA MWm Dfi HBLLOWAY.
PILULAS HOLLWOTA.
Este inestimavel especifico, composto inteira
malte da berras medieinaes, alo eontm mercu-
rio nem alguma outra subsUnciadelectoria. B^
nigno mais tenrainfancia, a a complei^aonwi
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na eomplei;io mais robusta ;
enteiramente innocente em suas operacese ef-
feitos ; pois busca a remore as doencas de qual
quer especie e grao por mais antigs e tenazas
qne sejam.
Entre milhares de peasoasiradas com este
remedio, muitas que j esievaj&as. portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrara saode e freas^ depois dehaver tenta-
do inullimente todos es oulrosremedios.
As mis afflictas nao devem entregar-se a dea-
esperaco; faeam um complante ensaio dofa
fficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes eBfermidades:
Accidentes epilpticos. [Febreto dae specie.
Alporcas. n-..-
Ampolas.
Areias (mal da).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extena-
(io.
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Dius venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammar5es.
Irregularidades
menslrua^ao.
Lombrigaa de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstruc?o de ventre.
Phtysica ou consnmp-
pulmonar.
Reten$o- deourina.
Rheumatismo.
Symptomassecundarioa.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja da
iodos os boticarios droguistaeoutraspessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanba.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dallas, contem orna inslrucjio em portu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
llas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na rua da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
Mili
4 fama triumpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimares A Villar.
"Rua do Crespo numero 17.]
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraia^, laa, rhapelinas de pa-
ma e ue seda para senhoras. manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, saludas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e precos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabera de ee-
ohoras, spartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletote, calcas, collbtes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calgadoMelie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v vf
Ouemduvidar v ver
Quem duvidar v ver.
Levem dinheiro
Leven dinheiro
Levem dinheiro.
Enfeites de flores para ca-
samentse bailes.
Ghegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui preprios para as
senhoras que v&o a casamentos e bailes, e ser-
ven igualmente para passeios. Os precos sao 8f,
10 e 18. porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao barates, e para isso dirigir-se a rua
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Julio vV Conrado.
Receberam os melhores chapeos ]
de alpaca para chava e sol e vendem
muito barato, assim cono de seda I
que vendem por 6#.
1IWHHHHI1
Pe chin cha
Armazenada
de Pars
DE
Magalhaes & Mentes.
Ba da Imperatriz, oiitr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armazenada de 4 porta, m 56, reacia i.
novo sortimento da fazendaa de goao, entre el-
las, rico chales d. grox com po*t. reoada*
borlla a 81, di loe de merino Uaeoosn do wat
redood. p.ra todos os procos, o. ricoecortes de
vestidos brancoe de 5 e 6#eaa ee ae.ba.de
rica, cokerl. p.m cama de- grox lOf ridaa>
chitas para coberta de Crepoa a S40 o coverfo.-ei-.
co. gosto. do cassas buUnah t80 e 880 rs. o
covado. Ha sempre nesta ce. um completo or-
timentode chitas de 160 .1*1-efs4o, aaisnu
bal, de aovo goeU .Se.ieoa ejeeee4eiei,iaoBe JM.
Urge dae ladoa, qua aao malhore do ota as d*.
fuetio a 3# e 89000.


1.
(*
Comes lapidaos
a 500 rs. o m asso.
Vendem-se maesiohoa de cortes lapidados i
5trs. cadaum: Da rea de Queimaoo, loja d'a-
guia brenca 16.
246 rs.
Lias-escaras de padroes modernos o Baelhor
*ue tem apparectdo. de lindas cores, a 240 rs. .-
ta ra do Queimado d. 39, loja de 4 portas.
Libras sterlinas.
Vende-seno escriptorio de Mano el Ignacio de
Ohteira di Filho, largo do Corpo Santo.
Travessa do Pires n. 1.
Joaeph Grosjean eso sus offleina vende 1 ca-
briole! boto, 1 carro americano pera 1 cavallo,
1 cabrielet eao bom estado, que rende lito em
conta, assim como encerado preto a 29300 o co-
rado, e comprando em pega ha de ser mais ba-
rato.
Atten^o.
Ma ra de Trapicha n. 46, tm casa de Roitron
Reoltar & C, asiste um bom sortineoto da li-
ona* da carao e brancas em carreteas do aelbor
abrieaote de Inglaterra, as quaes rende per
preces muiracoavoia.
Jos Das Bmfldo.
5Roa da LingueteS
O boto destino torra gneros per menos de seu
o atar: superior uanteiga iagleea a 19 a libra,
dita franceza a 740 rs.. cha prate a 19400, pas-
cas a 560, conservas regletas o portuguezas a
700 rs., aletria,.tilhatim e macarra o a 408 rs. a
libra, lottcinho de Lisboa a 320 re. a libra, benha
de porco Mateaste, a 480rs latas cora pelee de
postas a 19400, cerveja branca a 400 Mi a gar-
rota e 5$ a duzia. dita prta a 88 ra. a garrafa e
6#800 a dozia, tar.to etn garrafas cono em meias,
ervilhas froocezae e portuguezis a 720 rs. a tala,
epermcete de 4. e 6 om libra por proco mili-
to em conta, vioho do Porto engarrafado tino
fvelho) a I95OO rs vioho de Lisboa e-Figueira a
560 ra. a garrafa, riaagre branco a 320 rs. agar-
rafa, e outros rauioos gneros que eecusado
menciona-los, que de contrario se tornara ooa-
dooha aos fregueses. (Oinheiro ficta.)
Lindos cabazes
de palha fina, ou cestinhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia brinca se acham mui liados o
decadoscateazes de palha fina, ou cestinhas eo-
eitadas, prprias para as meninas de escola, ou
mesmo para costura de seahoras, e custam 4 e 59,
o que baraiissimo vista da perfeicao e bom
gostode taos obras, as quaee se vendem em4ita
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
FUNDIDO LOW-MOW,
Roa da Sen zalla Nova n.42.
Hasta estabelecimento contina ahaverum
completo so ruasen to de moendas meias moen-
da ara engenho, machinas d vapor e taixas
te ferro batido coado, de todos ostamanhos
para dito,
A 12,0000
a duzia de toalhas felpudassuperiores ; na ra
do Queimado n.)22, na luja Va tioa le.
Vende-se {um sobrado de dous andares e
sotao na ra de, Santa Rita : a tratar na rna das
Crazes n. 18.
ff neite barate.
Mantelete* de tito relo imsito Mpottotea a 89;
na ra oVCrttpe n. *8.
Damasco de seda.
superior a 38600 ; oa roa dv Crespo n. 10.
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na toja da a guia de ouro,
ra do Cal ug n. 1B.
Vendem-se massinho de coral muito fino a 508
reis a masso.
Tachas e moendas
Braga Filho & C., tem serapre no aeu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 um grandesor-
menlo ote taches e moendas para engenho, da
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapicha
o. 1.
Vende-se o engenho Tiriri, sito na comarca
do Cbo, com as proporgees "seguintes: dista da
estrada de ferro urna legoa, e porto para embar-
que em distancia do S09 bracas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muttos terrenos para se
abrirem rom facilidad*, ha grande cercado e
muitas matas Este engenho novo ebem obra-
do ; a tratar na rna da Praia n. 47, seguodo an-
dar, ou o engenho Cafando, sitio em distancia
de metategea da estadio deOlinda com aabaixo
assigoade.Joao Paos Brrelo.
8000.
Chapes de castor branco, fazenda muito boa,
oe quoosse vowdeaa pelo diminuto proco de 8$
cada usa : ni mi do Queimado n. 89, loja de 4
portao.
Eitre-meios
os nielhores que se tem visto
A loja d'aguia branca recete u um esplendido
sortimeoto de ntremelos de delicados bordados,
e gostos i n tetramente novo, com differentes lar-
guras, do mais eatreito ate ais de i\i palmo,
suas diversas applicages escasa dizer-so porque
todas as eohoras sabem : os precos sao de 2 a
59 a pega conforme a'largura, o tal a bondad*
delles que quem os vir o apreciar o beca, infalli-
velmeDte os comprar : na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado n. 16.
ltenlo
Vendem-se caixoes vastos proprios
para bahuleiros.funilelros etc. a 1,9280:
quem pretender dirjanse a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
Julio Conrado.
_i!_ Venden bellos vestidos de filma-
I usados tanto de 2 saias como de
iTolhas a 109, P*ra acabar.
Aranaga* Hijo & C.
vendem oncas de ouro: na ra
do Trapiche n. 6.
Attenco
azendas e rou-!
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
Relogios patente inglez a 1709, em
casa de Julio A Conrado, assim como
ricos aderegos de diversas qualidades
que vendem barato porquererem acabar
com o negocio de ouro.
Vendem-se os eogenhos Rainba dos Aojos e
S. Roque, ambos na freguezia da Escada, sendo o
Rainha dos Aojos margem da liona de ferro,
obra d'agu *, muito boa; loda por calculo de ea -
genharia com mi china cAtrifugua slmplesficada
por Frederico de Mornay, o cercado o melhor
que se pode imaginar, boa caaa de vivenda, a
obra do engenho toda sobre pilares. O engenho
S. Roque de animaes e tem excelentes trras :
quem os quiaer comprar, depois de os correr,
dirija-se a proprietaria, no engenho Bom Despa-
cho, com quem ultimar negocio.
Enfeites de caneca.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug d. 1 B,
chegado um completo sorlimento de enfeites
para senhora, sendo ultima moda, que se vende
mais barato do que em outra qualquer parte.
Paraossenhores
padres.
i
a
%
48- Ra da Imperatriz48;
Jun a padria fra aceza.
Acaba oe chpgar o este estabeleci-
mento um corneto deroupas de versas qualidades como
v jim l graortV ormoolo de polrtols
do alpaca preta e de eores a 38 e 39500,
ditos forrados a 4 e 45500, ditos france-
zes fazenda de 108 a 69500, ditos de me-
rino preto a 09, ditos de brim pardo a
85600 e 49, ditos de brim de cor a 89500,
ditos de ganga de cor a 39500, ditos de
alpaca de la amarella a imitacao de pa-
lha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 5$ e 59500, ditos de
casemira saceos a 13f, ditos sobrecasacos !
a 159, ditos de panno preto fino a 209,
228. 289, ditos brancos de bramante a
39500 e 49, calcas de brim de cor a 1$800,
28500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditas de
casemira a 69500, 78500 e 99, ditas pre-
tas a 4S500, 79500.99 e 109, colletes de
ganga franceza a 18600, ditos de fusto
29800, ditos brancos a 25800 e 39, ditos
de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorguro de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e 59,
ditos de velludo a 79,8$ e 99.
Completo sorlimento de roupa para
meninos como sejam calcas, colletes, pa-
letots, camisas a 18800 e 28, ditas de fusto
a295OO, chapeos francezes para caneca
fazenda superior a 69500, 88500 e 108,
ditos de sol a 65 e 69500, ditos para se-
nhora a 48500 e 59. Recebem-se algu- l
mas encommendas de roupa por medida
e para isio tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Ricos corles de vestidos' de seda es-
coceza superior a 149, novidade em corte
de chita achanialwtada de ricos padroes
com 14 covados a 59, chales de merino
estampados de bonitos gostos a 69500,
cambraia lisa de Escocia om 10 varas e
de vara de largura a 49, 49500 e 69, su-
perior bramante o melhor que ha a 2$ e
29200 a vara de 4 larguras, sorlimento de
meias para meninos e meninas a 29800 e
3fi a duzia, cambraia de salpico muito fi-
na a700 eOO rs. a vara, chitas sortidas
francezes a 240. 260 e 280 ra. o covado e
outra* muitas fazendas por precos commo-
dos.
Luyas deJouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre soencontrarao as superiores lavas de pel-
lica de Jouvin, tanto para homem como para se-
nhora, por serem recebidas par todos oa vapores
viodos da Europa, e se vendem pelo baraiissimo
preco de 2J500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado d. 22.
Uta prela.
boa tascada, a 180rs. o cavado.
Cortes de casemira de cor fina a 1$.
Ditos de rollete 00 gergnreo, bonitos padroes,
29000.
Panno fino superior, cor o azeitona, a 49000 o
covado.
Casemira preta fina a 29 o covado : na roa do
Crespo n. 10.
^* arroba, e a retalio a 1M tb.'a libra : ycd-'
do-so no armazem progresao, largo da Penha nu-
mero 8.
s
Meias de laia muito elsticas
par : em casa de Jallo & Conra
orlS
o.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baraiis-
simo proco do 19 ; aa na do Quemada a. 22,
loja da boa f.
E'de graca.
Ricas cbapelinaa de seda para senhora, pelo
baratlsaimo preco de I69 cada urna: na ruado
Queimado n. 32, loja da boa f: (a ellas.que sao
pouces).
borles de vestidos brancos
, bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 a 8 bobados a 59 : oa ra do
Queimado n. 22, na loja da boa fe.
Grandes colchas
alajato
na : M ra da Queimado o. 19.
LiquidacaO
|Rua do Queimado loja del
8 4 portas n. 10.
Vende-se panno de supe ior qua- ffr
lidade prora de limo cor de A
Nozes
s
8
m
caf a 3^.
Dito verde a 5<.
Dito preto a 3|.
Dito azul a 3$.
Seroulas escossezas brancas a A
1$200 el^OO.
Ditas de hnbo a 2g600 e 3$.
Superiores manteletes de fil S
preto a 6jj(.
(Camisas de linho inglezas duzia a
Ditas dita dita duzia a 35$
Ditas dita dita duzia a 40$,
Ditas dita dita duzia 45$.
Ditas dita dita duzia 50$.
Sabooeles
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. eada um.
Vendem-se sahonetes de amendoa para barba,
cada un etn sua caixinha do lenca a 500 rs. ; na
ra do Qweimadc, loja d'aguia branca a. 16.
Trapiche
B4RA0 LIVRANENTO
Attenco.
Ricos artes de soda de 108, pero diminuto
preco de 309 por ter um toquezinho de mofo:
no armazem de fazendas ds ra do Queimado nu-
mero 19.
Delicados chapeo-
zinbos para baptisados.
Na loja d'aguia branca so acha mui novoa e
delicados chapeozinhos para baptisados obra
mui perfeita e bem enfeitada, sendo cada um em
sua bonita caixinha, e pelo baraiissimo prego de
69, ninguem deiisr de os comprar : na loja d'a-
guia branca, roa do Queimado n. 16. T
Vende-se porcSo de qaintaea de ferro em
vergalhdes quadrados de Tariaa grossuraa c
chumbo em barra ; no armazem da traveaaa do
Carioca n. 2.
Batatas
em gigos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
IfOOO rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
se nicamente nos armazens Progresso e Pro-
gressisle oo largo do Carmo n. 9, e rus das Gu-
ies n. 96, tambera tem grande porcio de quei-
jos prato que vendem a 960 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda a bem conhecida eprovei-
tosa opiata ingleza para denles, caja bendade
apreciada por lodos qaantos delta tem sodo, a
ser mais por quem quizar conservar aagengi vas
em perfeito estado, asiim como a abura doa
dentes; custa eada caixa 19500, e por tal proco
s deixaro de comprar quando a nao acharen)
mais na loja d'aguia braaea, na ra do Queima-
do a. 16.
Feyo de corda
No armazem de Tasso lrmos, ra do Amorim
numero 35.
, Largo da Assembla n. 15.
a continuamente para vender neato aovoee-
taetecimento o seguate:
Cera de carnauba em porcee ou a retalho, qua*
lidade regular e superior.
Sebo do Porto em oaixinhae de 1 a 4 arrobas.
Barricas eo sebo do Rio Grao de, om paredes
ou a retalho.
Velas do carnauba pura, em cai-Jahaa do 1 a 4
arrobas.
lieios de sola, differentes quaridadea, em por-
oes ou retalho.
Courioboa curtidos.
Pariotia de-mandioca por 19500 a aacca.
FareHo, em saceos grandes, por 3*600 o sacco.
MHD8
peehioeha.
8c4inbas de quadroa muito iocorpadas, cova-
do aSOOrs.
Golinhas de fusto bordadas com botao para
senhora a 640 rs.
Ditas do dito lisas cem bollo a 500 ra.
Manguitos a balo com punhos e gola borda-
dos com botaozinhos a 39-
Meogaitos a balao cem punho e gola a 29500.
Balos elsticos a 3 e 39500.
B cairas mais fazendas muito baratas : na ra
da Imperatriz n. 40, eaquina do becco doa Per-
retros.
Conrado. S
para vestidos de senhora e
roupinbas de criancas.
Na loja d'aguia braaea so encontr nm bello
aortimento de franjas de seda, la e linho. bran-
cas e de cores, propriaspara enfeites de vestidos,
assim como urna diveraidade de galio de seda e
Itnbo, brancos e de corea, abertos e IVchados, lar-
ffL??ma*llwttl m*is *>ne P0M1. trancas
uflZ? te "d, '!a e "nh. Jifferentes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar etn lees cousas : por isro quem precisar
de taes objectos dirigtr-se di?, loja d'aguia
branca, na rna do Queimado n. 16, que ser bem
servido.

Julio k
S
Brilhantes
Ra do Crespo n. 8, loja de
4 portas, admira a pe-
ehioeha
La para vestidos fazenda que
outr'ora cuita va 800 rs. o cova-
do vende-se a 2M) rs., dSo-se
amostras com penhor.
Escovas grandes
para carros, tapetes, etc.
Na loja d'agwia branca se enconlra mui boas
escovas grandes com cabo, proprias para ae lim-
par carros, tapetes,-etc., e por 29: ninguem dei-
xar de comprar urna escova de qua uecessita :
na ra do Queimado, leja d'aguia branca n. 16.
Vendem um preto de meia idade jj
bom cosinheiro e urna preta da Costa
por barato prego : na ra do Queimado j
> mmmm
peeliiueha
A' imperatriz Eugene.
Finos cortes de csssa franceza de duas saias e
de 7 babados, com 10,15 e 16 jardas a 3S50O, 49
e 5f : na rna do Queimt do n. 44.
Loja das seis portas em
Trente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de fusto de cores a 4|,
ditos de estamenha a 45. ditos de brim pardo a
39. ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
doletes de velludo pretoa e de cores, ditos de
corgoro de seda, gravataa de linho as mais mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinhoa da linho
ga uliima moda, rodas estas fazendas se vende
paratopara acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manha at aa 9 da noile.
Cortes de meia casemira de nma s cor, fazen-
da superior, pelo baraiissimo prego de 29 eada
um : na ra do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Chelea de merino estampados a 29500 : 11a
rna do Queimado o. 22, loja da boa f.
Vende-se
urna porco de rtulos novos e caixilhos para vi-
draga, por barato prego e ludo em bom estado :
aa ra do Brum n. 55, confronte ao chafariz.
de lodosos tamanhoa: vendem-se em casa de
N. O. Bieber&C. successores. ra da Cruz n. 4.
Em casa de N0 O. Bieber
C. successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Bordeaui em quartolaa.
Dito Xerez.
Cognac em caizss de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, briezos e brins da Rums.
Cerveja eacosseza (Edinburgh Ale.)
Pedrasde marmore branco para consolos emtsas.
Plvora em barra.
Enxofre em canudo.
Escravos fgidos.
Desappareceu no dia 13 do correte, do si-
tio de S. Jos do Maoguinho, o esrravo crioulo,
maior de 50 anoos, de nome Joaqoim, cornos
sigoaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escrevo foi pro-
pnedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo do
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche d. 15
a Jos Teixeira Basto.
No dia 11 de julbo fugio da casa n. 68, na
ra da Esperanga, a preta Antonia, escrava que
foi de Francisco Gongalves do Cabo, e boje de
Pedro d'Aleantara dos Guimares Peixoto : ro-
ga-se, pois, a todas as autoridades policiaes e ca-
paes de campo de a capturar, e leva-la casa
supra mencionada ou ra do Queimado n. 18.
Acham-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ip, provincia
do Cear, fgido em selembro do anno proxim-
passado, com os signaes seguintes : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos prelos
annellados; e Luiz, cabra, natural do It, fugio
do em margo deste anno, e com os seguintes sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muilo pou-
ca barba, chelo do corpo, ps grandes, com al-
guns signaes de bexigas no rosto, e muilo* re-
grista ; suppoe-se este escravo estar occullo por
pessoa que o proteje, pelo que protesla-se contra
quem o tlver feilo : qualquer pessoa que os ap-
prehender ou delles der noticia a seu senhor Joo
Jos de Carvalho Moraes Filho, na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Dos premios da 3/ parte da 9.a lotera, concedida a beneficio da igreja
matriz da Boa Vista desta cidade, extrahida em 20 de julho de 1861.
NS. PHEMS.
I
al

do Queimad
numero 48.
Julio & Conrado receberam pelo
ultimo paquete ricos enfeites a Ga- 1
ribaldi, pretoa e decores lauto para 1
aeohora como para meninos, cooti- fl
nuam a vender espatos de traagj I
tanto para homem como pan se- I
_ chora a 19 o par. M
mmmm WHumm
JUteBCaO.
Ricos enfeites da velludo, tem na ra do Quei-
mado 1.69, pelo diminuto preco de 59, chales de
cambraia abertos a 600 M. cada um, ditos de'
froco a 39200, ditos de lia estampados muito fi-
no* a 69, Mia balao de 30 arcos sem ser averia-
das a 49. ditas de renda a 3J200, chitas francezas
escuras a 200 rs. e covado, filo liso fino a 710 a
vara, grvala* de aeda a 240, a muitas mais fa-
zendas que vista do comprador se mostrarlo.
2 59 195
5 96
6 202
8 209 4
11 59 5
14 8
15 11
16 22
26 25
33 29
37 10 30
38 59 33
40 34
41 __ 35
42 M 41
-45 ^ 42
50 __ 47
51 _ 50
60 _ 51
62 M 57
66 M 59
7* _ 65
75 66
78 __ 69
80 - 72
87 __ 75
88 _ 77
90 __ 82
91 _ 83
96 __ 85
100 MpS 89
4 _ 90
6 _ 91
7 ^^ 92
8 ,^ 94
10 m^ 95
11 300
13 !_ 11
14 .^ 13
16 ^_ 15
19 m^m 19
20 __ 26
22 ^ 27
23 __ 29
24 mHm 30
27 ^^ 39
28 ___ 41
31 ^mm 44
32 _ 49
35 52
38 mm 53
89 __ 54
43 96
44 _ 58
45 i 67
46 71
47 73
48 n 81
49 82
51 83
138 84
55 86
63 89
69 90
73 ~ 94
77 96
78 97
80 < 403
84 4
87 -i 7
92 8
93 1 9
NS. PREMS. r NS. PREHS.
5g
409
59
109
59

410
18
23
24
27
31
34
35
36
S
41
48
49
51
58
63
65
67
70
72
73
77
78
84
87
98
99
501
3
4
7
8
9
15
18
19
26
30
32
33
35
39
42
47
49
55
65
66
74
79
80
86
87
89
82
96
600
4
11
18
17
21
23
24
27
98
87
40
41
48
48
45
5|
109
5
209
59
102
5S
NS. PHEMS.
647
48
49
50
52
57
59
62
63
66
71
74
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5
O'WerMo, Sevtrimo Jo de Monra.
fir*. ryp. de Jf. F. d* Fono.1861.


(8)
MiftiO ftl fWMMMMWm. -^ SEGUNDA FHtU.M 1fHJW MMMl.
Litteratura.

lienriqae Murger.
RECORDACOtS INTIMAS.
Ao ver-sc a obsoago com que a norte ceifa
as fileiras dos.puaUs, perguota-se qoal o cri-
ma que expiara o se sao ellss quem sao castig-
003, e se a IVot cuela naoquer ates punir una
gcragao por domis afleicoada materia, rouban-
dolF.e atternaln-uicnlo os que passavam de mo
era ruao o logo sagrado.
Se langarmos urna vista retroaileciiva aoa lti-
mos annos somente, que espectculo Em urna
ra sinislra, sombro carneiro (fe pedras hmidas,
oufle o horror o a sombra habitara as escadas
desunidas, est pendente um cadver, acoutado
pela chova ; o cadver do ameno Gerard, de-
suello poeta infante que comprehendia o canto
"dos passaros e que vivera na intimidado dos ge-
uioi o fadas. O grande Ileine, que irnos gentil
como Apollo vencedor da serpele, coroado de
cabellos de luz, fenece torturado, desfigurado,
cruelmente magoaio, como todos os artistas que
demasiadamente amaran a belleza iramortil.
Mas urna roalher formosa e ainda adornada com
as grabas virginaes enamorra-ae na ultima hora
do penaamento que os seculos ho de admirar ;
u cantar do Intermezzo, desse novo Cntico dos
Canlicos, tambera digno das uvas d. Chypre edas
rozas de Jerusalm, escrevia para ella opaixooa-
dos estancias, e, j tocado pela mao da morte,
anda ouvia rseos labios murmurarem a palavra
Amor I A estremecida musa da Noile de Junho
e da Aoie de Dezembro, a paluda musa de Alfre-
do de Musset, cuja harpa vibra ainda. olha para o
joven amante seus ps, cheio de vida e inspi-
rarlo. Brizieux dorme sombra dos rochedos
gigantes, no meto do murmurio do mar agitado.
Aps elle, deixou-nos porsua vez iienrique Mur-
ger, joven como aquelles que o precederam, ten-
do como elles pronunciado o doce nome do amor
por entre o ruido dos ioteresses materiaes ; mor-
reu. deixando entrever dous vultos, dous nomes,
Mimi e Musetle, que hao de atravessar as eiades
no alado edro das nobres creaturas nascidas do
pensamento humano.
A priroeira vez que vi Murger, ha uns vinte
annos, fui n'uma cima de hospital onde j expa -
va b crime de rimar sem possuir inclinagao in-
triga, uem patrimonio, nem paixoes polticas seu
viziuho de sala, o qual ia eu visitar, era um ar-
tista dislincto, hoje celebre. Murger e elle tra-
varam bem depressa eslreita amizade Das longas
horas de soffrimenlo, e passavam os das a con-
versar a respeilo da arte e da poesa, como se
eslivessem sentados debaixo de um forteio de
marmore sombra de respiraderas. Ah mesmo,
em seu humilde leito, Murger leu-nos um poe-
ma.enthusiaslico, o qual os directores de revistas
udubitavelmente'despuliran! hoje entre si. On-
de est csse caderoo molhado de lagrimas, d'onde
evhalavam-se todos os peifumes da juventude
enlernecida ? Estou bem certo de que devia lazer
parle daquelle maco de manuscriptos queimado
durante a noite de gelo em que Rodolpho traba-
iliflva com os dedos enregelados afim de obter o
raraalhete de violetas brancas destinado prima
que o nao podia tolerar maia. Rodolpho poz
de parte o manuscripto mais rcente e levou os
oulros para a chamin. Eu eslava bem certo de
ihes achar um destino, exclamou elle re
nado 1
Algum lempo depo3, encontrei Murger curado
da molestia, mas nao da poesa. Em horas lo
felizmente gastas, lo fructferamente entregese
merc da indolencia, vi escrever, vi crescer todos
os dias as scenas da vida de Bohemia, e por mi-
rilla vez pude tarubem dizer, com coohecimenlo
de causa, como se euganam os leilores que lo-
mam ao p da leltra as ironas .deste ivro sola-
do. Nao, direi mais esta vez, Rodolpho nao es-
crevia o Manual do perfeito fumante para um
to de comedia, e Marcello nao piotava a Pasta-
gem do Mar Vermelho para vir a ser a taboleta
de algum vendelho de comestiveis. Rodolpho,
porm, antea quiz, somente no ponto de vista do
trabalho delles, calumniar a si e a seus amigos do
que Uslimar-se. Por urna atrevida irona, em
seu livro onde ludo ironia, suppoz em seus ar-
tistas obras de accordo com a miseria esfarrapada
e folgaza que substituan voluntariamente saa
miseria resignada, sria, oceupada em graves es-
tudos. A este respeito, digam o que disseremos
ciilicos, Murger teu provee de um tacto delicado
e de um perfeito bom senso Iliterario. A tomar-
se cooio real, a historia dos seus bohemios seria
urna extensa paraphrase do Charlteton, e quem
filo o sabe ? Apezar desse illustre exemplo, nao
interessam ao publico os soffrimentos do poeta.
Esse martyr dos tempos modernos to iofalli-
velmente mandado para o hospital que todo o
protesto de sua parle contra semelhaote destino
pareca pelo menos excntrico; justamente
como se a eugoia se queixasse de ser tratada e a
lagosta de ser queimada em vida. Iojusticas, se
quizerem, poror, taes iojustigas teem forra de
lei, teem a seu favor o prestigio do fado con-
eummado, e o hospital para o poeta o que o
chumbo do cacador para a perdiz. S ao cysoe
moribundo assusta exhalar iouleis queixas ; como
os mestres, Moliere, Heine. Mussat, Muryer trans-
formou a sua tragedia em bufonera, pois era iu-
telligente de mais para nao compreheoder que se
.Pet quer comraisera$o, para as suas infeli-
cidades deve sorprende-la e, por assim dizer, rou-
ba-la. Teriam pateado o seu Rodolpho sob a
triste libr negra de Hegesippo. applaudiram-no
em traje de ScaQn, deixando fluctuar a morc do
venlo o bigode retorcido e o manto cor de roza.
FOLHETim
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
sha m mtmL
LXXII
Suhkaiuo.O relatorio do Sr. ministro da mari-
nha. A commisso dada ao Sr. Io lente
Iienrique Antonio Baptista.
O prefacio dat cenos do vida de Bohemia, como
os das comedias de Moliere, de principio a fin
urna antiphrase. e da principio a flm pede que o
tradozam.
Querenlo conservar a profunda dissonancia que
deve luzir entre as alnas de seus riialfs e as da
mullidlo, Murger suppo palo completamente ra-
soavel e aquellos ioteira*te loucos. : Ease re-
quiote de sublil.'zailludio at alguos critircesem
rualicia, os quaes pensaram ler encontrado phaa-
lasmas em carne e oso, neuhuma das quaes po-
derla viver cinco minutos no centro de urna vida
civilisada. Pelo contrario, em suascreaces ma-
carrnicas, lulo mytho e symbolo, assim como
o'uma serie de estampas que Gavarni havia co-
mecado. Via-se ah um joven romntico barbu-
do e cabelludo, de sobrecasaca de velludo, cal-
eces de couro branco, botas a escudeira com es-
poras, apresentado a um velho cachelico, coroado
de cabellos de nev, envolvido n'um chambre de
ramagens, e curvado como o hornera que tem be-
bido o veneno dos Borgias. A legenda era assim
concebida : George Sand apresentado ao biblio-
philo Jacob I d O que quer dizer, depoia de se
ter decifrado o enigma : a Hypothese na qual a
Sra. George Sand, como flgura.n-na certos bur-
guezes, loria sido apresentada ao velho ficticio
que esses mesmos burguezes imaginan sobo no-
me de bibliophilo Jacob I s> Assustado pela com-
plicarlo dessas ironas de terceira potencia, Ga-
varni renunciou a ellas, sem razao talvez; nada
mais fazia do que seguir o processo dos mestres
cmicos. Assim, Heine, namorado illudido. piu-
ta-se ridiculo ; assim Moliere, creando Amolpho,
mostra-se tal qual devia parecer mulhor que
o desprza.
Taes sao as supremas vinganQas do a.rtista ;
castiga tanto mais cruelmente a seus eigozes
quanto parece dar-lhes inteira razao; parse
acoutar-se at aos oulros a quem fustiga. Ah I
se jamis fosse licita a hypocrisia, por certo que
seria nesse caso, pois misterque o artista agra-
de aos que castiga, e a impossibilidade desse te-
mivel programma ulo justificar as astucias do
selvagem ? Porm eu nao quero revelar mais o
segredo da comedia, o qual o segredo que me-
Ihor se guarda e o menos vulgar, pois os que
adeviiiharam-no, guardam-no para si, e ha es-
criplor que, nao o suspeilt de modo algum, de-
pois de haver conservado o publico em suspen-
sa o e feito representar duzenlas comedias I Fe-
lizmente ; pois o que seria do poeta se viessem
a suspeitar a sua verdadeira forga?
Cousa inaudita I nesse extraoho livro, as sce-
nas da vida de Bohemia, ludo falso e ludo
verdadeiro; ludo copiado pela natureza e tudo
inventado ; nao se vG cousa algurna que nao te-
cha o seu modelo na realidade, e todava esse
mundo phanlastico sahio perfeito do cerebro que
o inventou ; sao verdadeiros a decorarlo, os ac-
cessorios, os nomes um tanto desfigurados das
Personageos, urna mullidlo de circumstanciaa
fuleis que o autor quiz por oca seu livro como re-
cordado e para si mesmo ; porem os seuiimen-
tos e os caracteres sao transpostoa na escola co-
mica. A locanda mobiliada onde leve lugar a
sceua intitulada O Cabo das Tormentas, e na
qual vagueia sob o nome de Sr. Benedicto, que
Geronte com um sacco vasio, a objecto d'arte,
por elle intilmente destinado a receber o dinhei-
rod seus locatarios, anda existe na la das Tor-
neias, ao p do celebre gabinete de leitura da
Sra. Cardeal. Denominava-se eutao holel Mer-
ciol ; nao sei se mudou de proprietario, porem
os annos em nada modificaran) o aspecto de sua
fachada suja. Nessa immuuda casinhola, mora-
vam, unidos a Rodolfo por urna grande iniimida-
de, Augusto Vitu e Antonio Fanchery. Augusto
Vitu fazia tambem mimosos versos, apesar de to-
mar parte as lutas do jorsalismo poltico ; j
grave, homem pratco, hbil como Thiers em
advinhar as questoes ou estuda-las a fundo em
vinte e quatro horas. Alem disso, radiando com
o engenho parisiense, realisava elle em seu as-
pecto mais brilhante aquellos typos de Balzac, os
Rastignae, os Blondet. pois de Marssy branda-
va nelle a Palferina cujo desaso nunca leve. Pen-
s que contina a escrever sonetos sem erros, e
que os ha de mostrar no dia em que houver com-
pletado um milho.
Antonio Fanchery, gentil, esencialmente egra-
dsvel, cabelludo como um deus grego, pareca-
se com aquelles capilies de aventuras creados por
Uuma.. Risonho, ousado, cobicoso de cus in-
cgnitos e de estrellas novas, parti em 48 com
Nadar para restaurar a Polonia ; ao depois, le-
vando comsigo os instrumentos do pholographo
e a penna do poeta, ia conquistar a Australia es
China, como seu ayo Baccho aa Indias. Suas
carias de um mineiro na Australia, suas cartas
da China sao paginas cheias de alegra e nr-
menle de juventude, pois n'aquelle hotel Mer-
ciol lo velho, onde os quarlos eram frito se-
gundo o ponto de vista da arte, parece que assig-
nava-se um poeta com a juventude.
Ah tamben vi passaro vestido cor de roza da
Sra. Musett; porem lembro-me principalmente
de outra localaria do hotel Merciol, aquella pal-
uda Mimi, alva, delicada, transparente como um
quadro de Holbein. To idealnente, tao suave-
mente paluda cmi os seus cabellos muilo ruivos,
seus olbos azues eram qual espelho de un cdw
immenso, e suas mos dtlicadas, compridas, lu-
zidias semelhavam-se s das figuras primitivas.
S Tassuert pintou cabegas como aquellas, de la-
bios mimosos e descorados, sorrindo com toda a
sedcelo da dor e da morte ; sua voz melliflua,
vibrante, tremolava como ossons de una harpa,
cujas curdas vo parlir-se. Cono refere o livro,
Mini tioha um gato cor de fogo chamado Mimi,
como ella. Sobre a chamin, tinha una enfeites
de gesso pintado de verde aotigo ; eram o buato
de Homero entre dous lebrachoa I Por um siogu-
lar capricho, Mimi, qual suas amisades tinham
ensinado o amor das cousas d'arte e das pinturas
lindas, amava aquellas figuras ridiculas esomen-
Crise, crise no ministerio ; sao as vozes que
correm de um extremo ao outro da cidade, e que
bos veem dar um choque elctrico, que nos Taz
dar um salto I Por onde veio esta noticia Nao
entrou nenhum vapor, como isso? Sim, porque
boje niogum mais conta com navio de vela para
dar noticia : pois foi um navio de vela, quem se
aproveitou da demora do vapor, e chegou, atiran-
do-nos esta bomba de calibre 80.
E porque a crise ? Porque o ministerio, en que
se diz preponderar p elemento nilitar, lenbrbu-
se de querer augmentaros v encimen tos da magis-
tratura do paiz ; empunhou lodos os seus esfer-
50s para fazer passar o projecto que dorms no
po dos archivos do senado, e este digoissimo cor-
po deliberativo regeitou-o !
E que tal ? Bom que nao se esquecam desta
licao, que deve ser profundamente meditada.
Nlo de balde que se diz teuinimigo o ofi-
cial do teu oficio ; mas sao hachareis, e elles l
se enlendem ; nao nos intromeltanoa nos seus
negocios. Mais vale esperar alguna annos ainda,
e receber depois um bom augmento ; do que suc-
cedercono aos ofQciaes de narioha no anno pr-
ximo fiado, con o tal remend mesquinbo do aug-
mento das maiorias, que nenhum efleito pro-
duzio.
O que os Srs. ministros militares devem azer
approveiiar preciosamente o lempo ; antes que
saiam, antes que o rebate falao nao seja urna rea-
lidade : nada de adiar para amannla o que se
pode fszer hoje ; o que nao depende de creaglo
de novas despezas ; nen de discusses na assen-
fela.
E de multas medidas precisamos nos queesto
ueste caso.
Continuando a ler o relatorio do Exea. Sr. mi-
nistro da marinha deparamos logo com algumas:
diz S. Exc. acerca do Monte Po :
a O processo das hebililacea para obter Monte
Po, como est hoje estabelecido, contradiz as hu-
manitarias vistas des creadores deesa instituidlo
pela muiliplicidade de formulas protelatorias,
que sem a menor uliiiJde, procrastinam a con-
cesso desse auxilio, creado pelo ufficial de man-
aba, em proveito dos seus herdeiros.
Qualquer inoovacao tendente simplificar
esse processo, tornando-o breve, e summario,
seria aceito com verdadiro recouhcimeoto por
aquelles que, dedicando-se exclusivamente ao
servido do estado, s delle esperam arrimo, e ga-
ranta para o futuro de suas familias.
J nao s a imprensa, nem um talentoso de-
putado da opposicao quem proclama aquella ver-
dade: ella sae dos labios de um ministro que
sabe perfeitamente as torturas que as viuvas e
orphaaos dos instituidores desta penso tem sof-
frido, e que reconhece que ellas devem ter um
termo.
Precisa, por ventura, o Sr. ministro da mari-
nha de autorisa^o para reformar o que existe,
que est condemnado pela pratio ? Persuadi-
mo-nos que nao ; porque o Exro. Sr. Torres nao
a julgou necessaria, quando expedo o decreto n.
1,059 de 3 de novembro de 1852, que marca a
maneira de se proceder s habilitac.oes pera a
percepcao do Monte Po da marinha, e que ins-
tituio um sem numero de jusliflca^oes, cuja ne-
cessidade nada justifica.
E nao necessitamos inventar aystema algum ;
porque j ha um que tem dado resultados excel-
lenles, em urna instituirlo semelhante, de aeco
muito mais extensa.
Referimo-nos ao Monte PioGeral de economa
dos servidores do estado.
Porque nao adopteremos o seu nodo de habi-
litarlo t o plano do Monte Pi da marinha se
oppe elle ? Vanos exanioar.
Recommenda este plano en seu artigo 2 que
por morte de qualquer dos conlrlbuintes, Ccando
viuva, apresentando esta na contadoria dos ar-
nazens, certido de bito de seu marido, se lhe
continuar pagar, etc.
Islo exige nicamente um documento fcil de
obter-se, e que se coaduna con o espirito da ins-
tituidlo, que soccorrer innediatanente vio-
vas, que se deve presumir nlo terem no dia se-
guate ao da morte de seus maridos com que
subsistirem, e sustentaren suas familias, pre-
sunpcao justificada plenamente pela experiencia
dada pelos (actos.
Porm o que fez o Ihesouro ? pretendeu ver
nisso pouca cautelle para eviter abusos, e creou
un sen numero de habilitages, queseo outros
tantos trabalhos de Hercules impostos estas in-
felizes creaturas.
Da mesma sorte procedeu o Monte Pi geral de
economa dos servidores do estado, que apenas
requer essa certido para principiar pagar as
pensoes s viuvas, e al hoje nao teve lamen-
tar esta facilidade.
V-se, pois, que os dous planos sao idnticos
neste ponto, e que somente o Monte Pi da ma-
rinha eat collocado as pessimas condigoes co-
nhecidas, por cansa das desconfianzas do ihesou-
ro nacional, que nenhuma razo de ser teem nes-
la materia.
Concordemos porm por momentos, en que
ha ja vaotegem na exigencia de tantas habilita-
Coes ; nao se poder ainda assim simplificar aso-
lucio do problema ?
Que obstculo ou inconveniente ha ver em que
o marido, o pae, ou irmo, justifique em sua vi-
te separo*-se delles quando morreu : pois a ace-
a do hospital tao pungente, inteiramente ver-
dadeira. a pobre Mimi vivera demMiadaasifptt
entre festas, e morreu n'un hospital como
poele ; epezer dassupplicas de Rodolpho. o ii
oravel Sr. Benedicto nlo quiz tolerer une agona
em seu imnjovel, e Mimi acebou na fria sala aca-
riciando febncitantemente o regalo e suas viole-
tas. O que lez Rodolpho no mez en que foi vi-
Unbo da Sra. Mimi nao teve cousa anloga tal-
vez desde que he (literatura. P*saava os diese
iier poenas, planos de conedia, a cobrir de
beijos as naos da pallide Mimi, o pao era, po-
rem, o follietirado Corsaria, e como Rodeljho
na 11 tinha dinheiro neto livres para Inventar cou-
sa diversa de sua vida, todas as noites escrevia
en folhetin para o Corsario a sua vida n'aquel
le dia ; cade da produzia o folhetim do dia se-
gnmte. Foi assim que no dia immedialo a nlo
sei que desavenga maneira dos amantes de Ho-
racio, Mm, apoiando-se no bra?o desse amigo,
foi aaudada no Luxemburgo pelo poeta das Fo-
has do Outono; voltou ella mu eltive pera a
ra das Torneiras, e nolte escrevia Rodolpho
sobre esse thema um dos mais bellos captulos
das scenas da vida de Bohemia.
Havia tambem eolio urna beldade miguelange-
lesea de compridos cabellos de ouro, a qual Adol-
pho Yvon iramorlalisou em urna serie de dese-
nlise Miguel Angelo, que representavam Por-
Cas. Noites, Ledas, todos os assumptos medo-
nhos e picos. Aquella musa varonil que apenas
dava a amisade, emprebendra advinhar todo
os genios ainda em germen, todos os genios que
para desabrochar careciam do celor vivificante de
amisade enthusiastica.
Contemporneo de Mini e Musett, mostra ella
anda hoje com orgulho os maros de sonetos que
lhe escreveram os poetas celebres antes de se-
ren celebres, e alguna quadros preciosos onde
isne e Venus, pintadas pelos artistas diente
dosquaes abrem-se agora as portas do instituto,
haviam-lhe copiado o rosto joven, os bracos per-
fetos e os cabellos chamejantes.
A Retsurreigo de Laxara fot escripte para obe-
decer a um capricho dessa nympha romentice
cujo phanlasma, ainda presente minha vistas
domina com a fronte um mar de lindas caberas,
pois nos lempos fabulosos que estou narrando,
novos recrulss continuevam a guerre de 1830;
anda esteva em voga a rima sonora e a adora-
rlo das mulheres. Os retratos de todos esses ao-
jos desapparecidos (pde-se encontrar elguns nos
melhores romances modernos), formaran! urna
galera de heronas to ampie como a de Ilamp-
lon-Court, onde tantas Dianas coroadas com o
crescente de prala deitam por sobre os seus cus-
tosos setins urna pelle de panihera que o vento
agita. Mas entre tantos rostos dignos da vida,
nenhum foi mais potico do que o de Mimi de
mos transparentes, to prematuramente falleci-
da. Nascra herona de bailada, espectro falli-
do coroado com rosas brancas ; depoia de morta,
neo deixou o seu sorriso de voltear pelos poemas
cujas azas entrecobrian- se, e sempre os poetas
pensavam nella quando escreviam o nome do cu.
Assim, quando Theodoro Barriere ajudou Mur-
f;er a achar na scenaeda vida de Bohemia o bel-
o drame que apeixonou Peris ; quando eu sou-
be que Mimi,.deilada no tmulo, ie despertar so-
bre um tnealro, causou-me isso oeffeito de urna
profanarlo Como I deixar ella a mortalha e o
alvo sudario para cobrir-se com os fios veos da
comedia, e, pondo a mo sobre o coraco dori-
do, oceultar sob o rebique do theetro as pelu-
dos roses de morte I Na vespera da representa-
rlo senli-me atacado por urna terrivel indispo-
figao ; pareca-me ir assislir a urna festa n'um
sepulcro, o ver originar-se urna d'aquellas orgies
dos sonhos onde o fnebre povo des sombras,
adoroedo com purpuras e estofos de ouro, finge
a comeJia da vide com urna alegra que faz cor-
rer calafrios at aos cabellos. Oh I disse eu a
Murger, que actriz de vaudtville, condemnade
aos flonfloni e aos calembours, onsar represen-
lar aquella dcil victima que ainda ume parle
de sue alma ? Seu andar era inquieto, sofrea-
do. Vem, disse elle, vem vela.
Quando cheganos ao thatro, ensaiava-ae o
ultimo acto da Vida de Bohemia, e fiquei mui
irritado ao ver que o actor escolhido para o pa-
pel de Rodolpho eslava vestido de official da
guarda nacional.Oh 1 morrereis, eis a sorte das
nossas creacoea I Eis ama peraousgem de poeta
que a phanlesia e o amor encarnados. Quan-
do Rodolpho adormece debaixo de urna mouta
de perlitero, nascera os sonetos exponteneamen-
le ao redor delle e vo pregar-senes ramos pera
que Rosaliode os possa coiher qusndo .passar.
Elle havia de ir como Cesar, des.tiar pWa um
duello a don Espavento, capillo do iofe o ;
no proprio que arranca e engasta os hom^os de
estrellas e astros pera as orelhisde suaa atn'n-
tea ; porm si folga com tantos trangas de ouro
e bano, a nica mulber que ama una finada
de mos transparentes, de cabellos ruivos onde
tremla um claro adoravel. Pois bem I elle
ha de ser representado, por quem ? Por aquel-
lo honrado burguez com a Tarde de guarda na-
cional bem juste, direito com a grvate de eouro
a as adragonas to estrictamente rollado para o
espadego. Reflexo bem iojusta, pois o c-
mico que m'e inspira va, inteiramente sem razio,
representou no dasegninle esse papel com urna
rara perfeiclo, porm eu estava irritado, invadi-
do por nao sei quesentimealo de terror; aquel-
lo espada, aquella grvate, aquellas adragonas
que eu vio brilhor implacavelmenlo sobre a sce-
ua mui sombro, tornavem-me furioso, como se
eu tiresse visto Lucrecia Borgia sob um chale
de cachemira Bietry e Heruani em traje de guar-
da maltas.
De repente effluio-me o sangue para o corarlo,
eoti as pernas tremerem, aiode neda tinha vis-
to, porm seutia a emoglo do que ia ver, e com
efleito, quando voltei a cabera, oh 1 tao paluda,
da a identidade de sua mulher, filba ou irma,
peronte o auditorio geral da marinha ?
E' esta a primeira prova imposta, que deste
modo pode ser satisfeita.
No mesmo caso estao quast todas as outres.
A ordem geral o. 32 de 22 do agosto de 1856 do
quartel generel monde que nos assentementos
dos ofTicioes se averbem, somente vista decer-
tides legaes. e aulbenticas de casamento, de
baplismo, e de bito, o dia do casamento do offi-
cial ou praca, o nome da familia da mulher, e o
que ella segundo o costume, tomar depois de ca-
sada, e o dia do nsseimento, e o nome de cade
Glho legitimo ou legalmente legitimado, e o do
fallecimento de quelquer desees peaos*, que mor-
rer durante a vida do official ou prora.
Que, pois, meis preciso de que urna certido
deste assentamento, outra de bito, e a f de of-
ficio, se aquella nao estiver incluida nesta, pero
estar habilitada a viuva ou Albos 1
Araplie-se esta disposicSo, determinando-so
que, quando o official for solteiro, declaro quae
seus ascendentes que teem, direito penso. ou
quantes irmas possue no coso de goza-las, e es-
tar tudo completo.
Tudo mais sao formaa protelatorias, que s ser-
vem para atormentar infelizes creaturas, dignas
de commlseraglo do eatado ; e para esfriarem o
ardor, o zelo, e a dedicaglo dos officiaes que pre-
sencian! 9 soffrimentos das vinvas e orphas de
aeuscimaradas, calculara que igual sorte est re-
servada as suas.
E' um assumpto mui importante este, e por isso
nos tem merecido toda a coiideragao.
Se o Sr. ministro da marinha actual resolve-
lo, como tem em vista, s com elle far um emi-
nente servico corporaceo.
Nao atinamos com utilldade algurna em nao se
admittir seno documentos originaes ; assim co-
mo impdr-se a obrigagao de provar concluden-
temente que nao ha outras pessoss quem possa
competir a penso.
Em muitos casos esta prova difficilima se su-
perar ; ella requer demasiado lempo para obter-
se, e durante, todo elle a miseria pode baler a
porta, e nesta circumstancia, segundo diz o dic-
tado, a virtude salta pela janella I
E' quem ser o culpado verdaderamente de
que assim acontega 1 Sem duvida nenhuma o
governo.
Admillindo-se, como j indicamos, que o offi-
cial em vida mostre ptuve, qual 6 a pessoa
quem este direito perlence, ter-se-ha dado um
grande passo.
O melhor, finalmente, adoptar-se em todas
as suas parles a pratica seguida pelo Monte Po
Geral de Economa, que urna experiencia de mui-
tos annos tem provado ser excellente.
Sabe-se que as viuvas dos officiaes do exercito,
assim como aos orpbos menores de 18 annos, e
ae Albas que existirem solteiras ao lempo de mor-
te de seus paes, est o governo autorisado abo-
nar melade do sold, que ceberia seus ma-
ridos e paes, se fossem reformados.
Para islo basta que elles cheguem completar
to alva com samaos de moribunda, alva como
m lirio Mi Irivai da scena, era a propria Mimi,
arrancada por nio sei que maleficio da amor aos
ealreitos locos do psssament I Cono podis exis-
tir una tal sesnelhanco, como a Sra. Thuilher
foi ento a verdadeira Mimi con o seu olbar hu-
mildemente extasiado, o que eu nao podia com-
preheoder. Nem seus olhos, nem seus cabellos
eram seraelhantos pela cor aos de Mimi, porm a
atitude, a posicao, as feiroes, a mesma alvope I
foi complete a illusao.
A Sra. Thuilller, que chegava a-Paris, era-me
inteiramente desconhecida : depois de ouvi-la
recitara sua parte do quinto acto, quiz fallar-lhe
para dar-lhe os meus parabeus ; a voz ficou-me
presa garganta,'permaneei immovel, mudo, es-
tupefacto. Era para mim, ainda que nao o fosse
na realidade, urna daquellas transmigraroes d'al-
mas que Edgar Poe refere com a firmeza de urna
f profunda I E quem nao cre-lo-bia ao pensar
que a vida theatrl da Sra. hoillier apenes teve
urna noite, essa noite do dia seguinte, cujo bri-
Iho radiar por lodo o theatro moderno ? Ah ?
cono foi que aquelle divino pha'otasma, quo tran-
fia violetas brancas, pode conaenlir em deixar o
tmulo pera recitar prosa de burguez com um
vestido de merino parlo? Pois ellas nao sao
duas ; o sol em suas grutas de crystal habitadas
pela noite, foi qaem lhe fez castanhos o olhos e
o cabello ; porm quando ella proferio estas pa-
lavras que eu nao ouvie pele primeira vez : m-
beale ce n'es pas de la blonde. c'est de la den-
telle I era elle I oh I pela inAexo da voz reco-
nheci ser ella I
A aceitaglo da vida de Bohemia dan a Murger
algum dinheiro ; teve elle ento urna mobllia
composta com aquelle gosto que pdem os crea-
dores em harmonisar e transformar as cousas, e
soube organisar era sua casareuoioes deum de-
licado imprevisto, ao mesmo lempo familiares e
ceremoniosas, onde o genio, sendo derramado
em ondas, permaneca comludo n'uma escola oc-
culta que a sua suprema graga. As mais das
vezes conversava-se, outras vezes cantavam-se
cancoes, porm candes de poetas : o Rheno al-
ie tnao, a Andaluza, ou A' minha querida, vem
ouvir-meaqui : os executores eram, ou os pri-
meiros cantores da opera, ou algumas formosas
damas de voz argentina que nosabiam contar e
que lioham no ouvido o sentimeuto innato do
rhythmo lyrio. Ceiava-se meia noite, por en-
tre risos de bom quilate e conversares que Bal-
rae notorio, sobre passo de Saxooia o que admi-
rara sem duvida Schaunand, Barbemuche e
todas as fabulosas marionelias das scenas da vi-
da de Bohemia.
Reyer, ou o verdadeiro Schaunand improvisa-
va no pianno simphonias onde eram contadas sem
palavras as transcedentes tempestades da vida
parisiense, de maneira a dar desmaio a qualquer
mancebo que nao houvesse passado o stimo in-
ferno I
Nos copos de cjystai de Bohemia reflectia e
luz neo ondas do bouzy e do cliquot sem duvida
pagos como preco do epigromma to applaudido
contra a champanhe, esse coco epilptico.
Murger zombavs do emor e amava como est^-
dante, como poeta : zombava do champanhe, e
offerecio-o como glo-senhor em copos dignos de
conterem o sangue de um deus pequeo. Nao
era aquelle cruel escravo da satyra que ri-se de
tudo pare nao chorar, porm ria-se e chorava ao
mesmo lempo, triste de seu riso, contente de
suas lagrimas, havendo conservado urna alma
candido como o ramolhete de violetas do polo cu-
ja mouta renovada e eterna ha de resussitar ao
p de seu tmulo. Ao p de seu tmulo tam-
bem ho de cantar o rouxinol e a cotovia, pois o
canto delle foi um canto de passaro que debulba-
ve esperlas de crystal e ouro pela relva da
manhla humedecida pelo orvalho, e os suaves
perfumes de sua poesa ainda espargem-se con-
fundidos com a nalureza as verdes solidoes de
Morlatte, onde as casas dos camponezes esto oc -
cuites debsixo de grupos de roseiras.
Morlotte, linda aldeie para onde fugira da agi-
tarlo parisiense, to apropriadapara a concepcao
dasgrandes oDras, mas to fatal para a sua exe-
cugo ; Morlotte, onde elle quiera viver junto
agranda floresta de um verde viroso,cheia de
paz, transbordando de vida em toda ella I Nesse
paiz por elle celebrado em dous romances, tudo
ainda falla em Murger, na taberna de me An-
tony como nos deslumbrantes bastidores da goe-
la dos Lobos, e como naquelle gentil Montigny
que banha n'egue verde suas casas cor de rosa
e os ramos compridos de seus altos salgueiros I
Morlotte 1 eu l estava hootem, pensava quo
doce e amargo cumprir esse ultimo dever de
consagrar algumas linhas aos nossos amigos li-
vres da lula ; eu lornava a ver na imaginagao
Murger junto casa de Lessore na qual morava,
verdadeira casa de poeta, no meio de roseiras
e sob a videira virgem ; triste, detaava eu cahir
urna Isgrima as veredas verdes por onde seu cao
acompanhava-orespeilando-lhe o scismar 1
Eu quera esbogar um artigo, e confusamente
assaltavam-me em multido lagrimas e recorda-
res : porm como fazie eu um joizo litterario a
proposito desse companheiro dos primeiros an-
nos, a qual estimo tanto quanto admiro? La-
grimas, recordages, nao ser todo o que pode-
mos echar para aquelles que foram ume porte de
oe mesmos ? Sentimos o seu genio cono o ar
que respiramos, porn anolysa-lo seria superior
a nossas forras. E todos, ainda os eslrangeiros,
eran anigos para o conmovido historiador da
vida da mocidade e das Ferias de Camillo.
Una noite, a Sra. Wiardot, admiradora epei-
xonada dos escriptosdo nosso poeta, aprsenla
se nos bastidores da opera a Hearique Murger
que lhe acabava de ser designado.
Quando eu era menina, lhe disse ella, folga-
va no peto de nossa- case com um bello menino
de cabellos louros e anneledos o qual tioha o
mesmo nome que o senhor.
X
vinte annos de servigo, e ento, sem terem con-
tribuido com cousa algurna, ficam com um direito
igual ao meio sold, como os seus collegas do
mar.
Masd'shi se deve deduzir ou que, completan-
do os vinle annos de servico o official de mari-
nha nao deve contribuir mais pera o monte pi,
visto que o meio sold lhe est garantido impl-
citamente, ou por um corollario natural da lei de
6 de novembro de 182"<, ou ento que, continuan-
do contribuir, deve ler o sold por inteiro, me-
tade em virtude da dita le, metade em conse-
quencia do monte pi que estabeleceu.
Convm muito estudar-se esta questao, que
preoecupa bstente a officialidade de marinha,
neste, e em oulros casos collocada em condigoes
inferiores do exercito ; e nunca existiu maior
opportunidade para chegar-se um accordo do
que agor, que dirigen as duas repartiges dons
generaea experientes, e ao facto inteiramente de
todas estes cousas.
Diz meis o Exm. Sr. ministro da marinha em
seu relatorio :
< E ae esta providencia additasseis a de po-
der o governo adianter pelos cofres pblicos, aos
3ue pretendessem inscrever-se como pensionistas
o Monte Pi dos servidores do estado, as quan-
lios cecasenos, com o obrigagao de as ioderooi-
serem, mediante descontos, menselmente efluc-
tuados nos respectivos vencimentos, o oficial da
armada, desaggravado das pungentes cogitares
doporvir, arcaria resignado com os embaracos
do presente.
Quanta verdade nao se encerra nestas poucas
linhas 1
Quantas vezes, tambem, compenetrado da
grande vanlagem dse tomsr esta utilissima pro-
videncia, nao temos nos clanado por ella I
O fallecido chefe de diviso Jaciolho Roque de
Sena Perera sendo ministro da narinbo, conce-
deu varios officiaes, seus collegos, um empres-
limo para este flm, sem julgar necessaria auto-
risaglo legislativa.
Estes precedentes perderam-se, infelizmente, e
poucos se approveitaram do exemplo.
Mas, inconlestavelmeate a pratica ventajosa
e deve ser novameote posta em vigor, quer com
eutorisoco das cmaras, se fr indispensavel,
quer sem ella, se se considerar legitimo tal pro-
cedimento.
Com efleito ; quando se considerar que, a viuva
e Olhos de um 1 tenente da armada, depois de
muitos annos de servigo, fica pelo Monte Pi da
marinha, com 29$ mensaes ; a familia de um ca-
pito-tenente com 41$; a de um capillo de fra-
gata com 47$ ; a de um almirante, finalmente,
com I2O9OOO, nao se pode deixar de reconhecer
que, convm ampliar to mingoados recursos,
principalmente quando o meio proposto facilis-
simo, e de nenhum dispendio para o estado, con-
correndo ao contrario, para corlar despezas futu-
ros compensos, que forgosamente elle teria de
conceder, commiseraudo-so da orte mesquip.ha
de taes familias,
Ab I minha senhora, respondeu Murger mos-
trando-lhe a cebera calva, esse menino de cabel-
los anneledos son eu mesmo I
Pelo rosto da Sra. Paulino Wiardot passo*- um
relmpago de alegria, e alie exclamou :
Era o senhor I ab que telicidade 1
Semelhante expressio nio valir vinte folhe-
lios de elogios ? pois nio pode referir-se seno
a um poela cujos escriptos vo ao corarlo e veem
do corelo. Era Murger perteocente a essa ge-
rarlo a fortunado ; teria sido poeta, commoven-
do e fazendo chorar, ainda quando o acaso hou-
vesse feito delle um pobre camponez sem saber
ler, e sua alma vibrarla sosinha na tempestado
e no silencio como os ramos da floresta sonora.
Theodoro de Banville.
( La Presse. = //. Duperron ).
Lr'HUOJj'.LA.
U. B. Saintine.
A' M. Virginie Aocclot.
(Conlinuacao.)
VII
Grsresaocu, o secerdote, verdaderamente
digno deste nome, chamado ao leito de Charney
nao iinna tao peniveis deverts cumprir. Ho-
mem de nJulgencia e de perdi elle compre-
nendeu nao somente o silencio e a immobilidade
00 doente, porm melhor inda, pelas inscrip-
goes desoUdoras que leu me perede, quo pouco
devia esperar d'aquolle olma orgulhose.
ton.entou-se em passar a noite em orecoes
sus cobeceire, nao duvidando interromper seu
piedoso cilicio para partilhar com Ludovico os
cuidados, que este prodigalisava ao enfermo, es-
perando com resignado um momento fevorevel
em que podesse esclarecer com um raio de es-
pera nra essas profundaa trevos de incredulidede.
Nessa mesma noite, noite decisivo, o sangue
refluindo com forra para a cabeca, determinou
um delirio que, durante mais de ume hora, obri-
gou o coofessor e o corcereiro i unirem seus es-
rorcos para impedir que o doente se lancasse fre
do leito. E emquaoto Charney ae debetis entre
seus breros, no meio de ume multido de pala-
vrss incoherentes, de discursos sem ordem, de
epestrophes bizorras. as pslevras Picciola, pave-
ra Pxcciolal sahirom-lhe muitss vezes do bocea.
Andiamo! andiamot sao horas, murmurou
Ludovico; sim. sao horas... repetiu elle com im-
paciencia ; porm como deixar o capello lutar
sozinho com esse furioso I E no eetaoto d'aqui
urna hora, talvez ser bem tarde 1
An 1 Santa Virgem I creio que elle se socega...
fecha os olhos, estende os tragos como pero dor-
mir! Se ele minhe volto elle nao estiver morto,
hourra huzza I hourra 1
Com efleito o delirio do doente tinha acalma-
do ; Ludovico encarregou o sacerdote de velar
sobre elle e desappareceu logo do quarto.
Nesse quarto, apenas aclarado pelo fraco luar
de urna lampado vocillante, s se ouvit a fraca
respirago irreguler do moribundo, a prece mo-
ntona do sacerdote e o vento dos Alpes que
murmurara entre os vares da janella. Duas ve-
zes somente o som de urna voz parecen ahi mis-
tura r-se. Era o quem vem l? de urna sen-
linella, quando Ludovico passou e tornou pas-
ear perto do postigo entrando em seu alojameoto
e depois vollando cmara do doente.
Urna meia hora apenes se tinhs passado, quan-
do seu companheiro de vigilia o viu apparecer,
lendo na mo um vaso cheio de um liquido fu-
megante.
Santo Christo I quasi mato o meu cao, dis-
se elle entrando. Comegava uiver; mu sig-
nal! Porm como vae elle? Tem gesticulado
ainda ?... Em todo o caso eis com que torna-lo
tranquillo. Acabo de provar. E' bem amargo co-
mo os quiohentos mil diebos f... Perdi, mi pa-
dre /x provae antes vos mesmo.
O sacerdote repelliu doeemente o vaso.
Cerlamente islo nao para nos; urna meia
caada de mescadello eom grossas. talhadas de
limo, sena melhor para sustentar-nos durante
urna noile fria ; nao verdade, atanor cavellano ?
Porm para elle, para elle s... E'"preciso que
elle bebe... que bebo tudo I ordem.
E essim fallando derremava urna porgao do li-
quido em urna ligel!*. K*lonj" a e soprevo para
moderar o calor; e, quandoj gou a bebida sup-
portavel, tai lomar fiUBSi re* i Charney, em
quanto o sacerdote lhe sustaha a cabero. Depois
envolvendo bem o doente nos lenges e colchas:
Vamos ver o efleito, diz elle; nio deve tar-
dar. Finalmente eu nao me movo d'aqui sem que
o negocio se tenha decidido. Todos os meus pas-
earos esto nes geiolos, elles nao fugiro ; e mi-
nha mulher posssr bem sem mim urna noile.
Nao coocordaes, signor capellano T Perdo, mi
padre, repetiu, percebendo um gesto quasi im-
perceptivel de censure do parte de seu discreto
interlocutor.
E Ludovico foi collocar-se em p, immovel
perto do leito, com o olhar fixo sobre o semblan-
te do moribundo, retendo seu hlito, guardando
silencio como na espectativa de um acooteci-
menio prximo.
Vendo que nade se annunciava ainda, repetiu
a dse, comegou de novo seu mudo manejo e in-
quietava-se por nao ver mulanga algurna no es-
tado do doente.
Elle temeu ter aprrssado sua morte por impru-
dente. Passeiou largos passos pelo quarto ba-
tendo com os ps, fazendo estalar os dedos, omea-
5ando com gestos o vaso que continua o resto do
iquido.
No meio de todo este movimento parou umios-
O Ilustrado Sr. ministre do imperio procura
agor estobelecer regros invariaveis sobre o di-
serto i concessdes de pensoes. Concedido o em-
prestimo sos officiaes de marinha para a inscrip-
to do Monte Po geral de ecooomia dos servido-
res de estado, poder-se-hia positivamente decla-
rar que, s se dara pensoes s suas familias por
accoes mui brilhaotes, de grande proveito para o
paiz, pralicadas por elles.
Deste modo se annullariam multassocitages,
boje justificadas pelo abandono em que ellas fi-
cam, e que ento nao teriam fundamento.
E' um acto de summo alean ce poltico e moral,
semolhante concesslo, e o ministerio actual o
deve effectuar; porque satisfaz o preceito de jus-
tiga de seu programma, sem se affastar do de
economa, que tambem abraeou.
O Sr. Io tenente Henrique Antonio Baptista
director da arlilharia no arsenal de marinha da
corte, acha-se incumbido de urna importantissi-
mi commissao na Europa, de eujo deseanpenho
muitas vantagens havemos de deduzir.
Para ella, sem offender aos demais officiaes dis-
linctos que hoje encerra a armada, nao se pode-
ria escolher un official mais habilitado ; por que
elle se tem dedicado com grande ardor e alivida-
de ao esludo da arlilharia, e da pyrotecnhica.
O Sr. Beptista deve seguir no paquete Tyne,
que sahia do Rio de Janeiro no dia 9 do corre-
te, e tem de oceupar-se as seguintes observa-
rSes:
1 Sobre o systema de arlilharia adoptado pela
Inglaterra para as suas ultimas construegies na-
vaes, tanto de vela, como mixtas, e, especial-
mente pare o grande Warrior.
2 Qual a vantegem, ou desvantagem deste
systema sobre os que antes delle eskavam em
uso, desde as caronadas Congrew, o canhOes
Paixhans, ele es peras de Armstrong, Withwosth,
Napoleo, Cavarte, e outras, com todas as modi-
ficacoes e aperfeigoamento porque tem os duas
penltimas passado.
3." Com que arlilharia convm que seja arma-
da a nossa corveta Ncitheroy, de maneira que pos-
sa este navio competir com os de guerra inglezes
de egual lote, melhor armados.
4." Qual o meio por que se aproveile, com
vantegem do servigo, urna porglo de arlilharia
de 24, e as peras de 30, do muito boa qualidade,
que exislem em nossos depsitos, e, segundo se
er, podem ser brocadas para maior calibre aquel-
las, e raiades urnas e outras. >
5. Acerca dos projectis usados na arlilharia
cimo dito, e das competentos carretas de bate-
ra, rodisio e desembarque, |sua palamenta e ves-
tidura.
Concluido em Inglaterra este estudo, tea de
passar Frange para :
1. Instruir-se no conheciment, e uso ios pro-
cesaos e instrumente adoptados para o exame e
prova que submeltida a arlilharia, tanto no
acto de sua recepclo, cotnQ durente ll ***<>
servico,
tnte para contemplar o semblante lallido e im-
movel do Charney.
Metei-ol euclomou profcriodo nma terrivel
"na?0 mUtur*da de fr,nc- HaMno e pro-
Ouvindo-o exconjurar tio alto o capello la-
vantoo a cabes. Ludovico nao reparn e eonti-
nuou i caminhar. bater eom os ps, i amaldi-
roar e a fazer estalar os dedos da melhor manei-
ra possivel; depois emfim fatigado de gestos e
emocoes. foi-se ajoelhar perto do sacerdote mur-
murando mea culpa e dormlu no meio de urna
oragao.
Ao nascer d'olvo elle dorma aiada ; o capel-
lo resovo sempre. Urna mSo ardente dcscancou
entao sobre a cabera de Ludovico, que acordou
em sobresalto. H swmu
" Agua I diz o doente.
Ao som desta voz, que elle cria nlo mais oa-
vlr, Ludovico abre uns grandes olhos e v
com espanto Charney, cujo rosto lhe enperece
coberto de suor. Seus membros brilhem urna
nuvem de vapor sabe de seus lenges e coberto-
res hmidos. Ou por que urna crise salutar ti-
vesse lugar de repente e com o soccorro da na-
tureza o temperamento vigoroso do prisioneiro
triumphasse do mal, ou por que a dupla dosedo
liquido, que Ibe fra administrada por Ludovico,
fosse dotada de ura gran je poder sudorfico, esta
forte transpirarlo pareceu ter ao mesmo tempo
restituido o doente vide e razio.
Elle mesmo ordena oque lhe parece conve-
niente fazer para seu allivio. Depois vedndo-
se paro o sacerdote, humilde na cabeceira de seu
leito:
Ainda nao estou morto, senhor, lhe disse ;
vos o vedes. Se escapo desta e espero escapar,
pego-vo que digaesde minha. porte i meu trio
de doutoree. que nao elles que agrader o
que me tenham quites de anas visitas e adeuda
louca e mentiroaa como todas as outras.
Bem comprehendi seus discursos para estar
convencido de que um acoso feliz somente veio
em meu soccorro.
~ O acaso I murmurou o capello com os
olhos fixos sobre esla inscripeo de perede :
O acaso cigo e somente elle o pae da crea-
cao.
Depoia articulando solemnemente a derradeira
palavra, que Charney mesmo houvera acrescen-
tando :
Talvez 1 disse e sahio.
VIH
Inteiramente enihusiasmado do euccesso, Lu-
dovico pereci mergulhodo em um estupor est-
tico ouvindo o conde fallar assim ; nao que elle
prestasse a menor atteng*o ao sentido de sues
palovree : nao cuidova diaso, porm seu mori-
bundo fallava, coordeoava ideas, olhava, vivia,
suava 1 eis o que lhe causou tanta emoglo e en-
chie-o de satistacao e de orgulho. Depois de al-
guos instantes de silencio admirativo:
Viva! exclamou emfim, vivo I che maravi-
glia I Est salvo I grocos quem ?
E agitava no ar o vaso de faienga, vazio de ti-
sana e dirigia-lhe, teijando palavres as mais do-
ces do seu vocabulario.
Gragas quem ? repetiu o prisioneiro ; gra-
rss vossos bons cuidados telvez, meu honrado
Ludovico. Mas se fico curado com efleito i osse-
nhores mdicos nao deixaro de attribuir o hon-
ra suas receilas e o capello s suas oraces.
Nem elles, nem eu tero a gloria I respon-
deu Ludovico agitendo-se da mais bella manei-
ra... Quanto ao signor capellano... nao se sabe...
elle s podia fazer bem... Mes o outro 1... o ou-
tro I
Quem esse salvador, esse protector desconhe-
cido? diz Charney com urna especie de indiffe-
renga, porque peosava|que Ludovico ettriboio sua
cura a inlervencao de algum santo.
Nao um protector, diz este, mas urna pro-
tectora 1
Como? que queris dizer? urna medooa,
nlo assim ?
Nao urna madoaa, atanor cont. Quem
vos salvou da morte e das garras do diabo, sem
duvida, porque raorrerieis sem coofisso, foi
principio e entes de tudo s tignora Picciola I a
signorina Pieciolinal piecioletla I minba aluna-
da... sim, minha afilhada, porque foi eu quem
primeiro deu seu nome... seu nome de Picciola I
Nao m'o dissestes ? Ello pdis minha afilhada...
sou seu podrinho... orgulho-me eom ilso, per
Bacco! f
Picciota I exclama o conde levaotando-se de
repente, acotovellaodo-se sobre o traresseiro e
dando eeaa tragos reanimados a exprsalo do
ioteresse o meis vip. Ezplicae-vos, meu hon-
rado T.udnvino. eipKaacvoal
Voa admirees I replicou este com seu pis-
cado d'olhos obrigsdo. E' a primeira vez que ella
vos presta o mesmo servico? Quamdo vos sents
attacado deste mal ao qual estses isugeito, nao
sempre com esta hervaque ves cunan ? Tendes-
m'o dito ao menos, e eu me lembrfei. gragas
Deus ; porque perece que Picciola sabe mais em
urna de suas folhas, que todos os booels quadre-
dos de Montpellier e de Pars reunidos. Sim,
minha pequea afilhada neste negocio teria desa-
fiado um regiment completo de mdicos, fosse
elle de quatro balalhes, 400 homens por ba-
lalho I E para- prova disso vossos tres calouros
pozeran-se as pernas tocando a retirado o lan-
ga ndo-vos a coberta sobre o nariz; no entonto que
Picciola... oh I e nobre plantazinha I Deus lhe
conserve a sement I... Quanto i mim nlo es-
quecerei a ceceita e se algum dia o meu pequeo
Antonio cahir doente, lhe farei tomar em caldo e
comer en salada, posto que seja mais amarga do
que que a chicrea. Foi bstente que a lomea-
seis e victoria completa I pois que eis-vos eurav
do, sim, verdadeiramente curado; porque agora
abrs grandes olhos e rides I... Ah I vira a illus-
trissima signora Picciola l
[Continuar-se-ha).
2." Na pratica do tiro, comprehendendo a- de-
terminarlo de forja balstica da plvora ; os dif-
ferentes methodos de postara, os procesaos em
pregados em todas essae operages e os novos
dados ou experiencias sobre o movimento dos
projectis no meio resistente, e sua velocidftde.
Estes esludos nao dispensara outros eguaes Bos-
que ficam determinados nos arts. 2o e 3 em In-
glaterra, recommendandu-se-lhe a fragata Glo-
rie, que esti as circunstancias da Warior. Nos
dous peizes deve demorar-se quatre mezes. Pa-
ra aperfeicoar-se em tudo tem que fazer um
viegem Prussie o i Russia, onde existen per-
feitos estabelecimentos, nos quaes devem coiher
grande somma de experiencia.
Depois, ir residir eroJ-iege, onde se appHcar
ao conhecimento da metalurgia, e pratica da fuo-
digao das pecas, tanto de ferro, cono de bronco;
ao do fabrico das diversas armas de fogo o de
nao, e ben assin ao dos artefactos pyrotheoieos
usados na maainhe ; podendo, se lhe fdr hI in-
dispensavel, tonar un nestre en qualquer das
officioas, quo naia propria Me parece, ao qual,
com approvagao do ministro do Brasil, eetebele-
cer un mdico salario por semelhante trabalho.
Veste estudo, deve tratar de conhecer & fundo as
machinas e sua montage, applicades i sea traba-
lho, muito principalmente quanlo s armas de
fogo, e munir-se dos planos precisos, para que
possamos construir tses machinas, e pO-las em
exercicio em nossas offioinas.
E como urgente saber-se com que arlilharia>
deve ser armada a corveta Nictheroy, o indicar,,
logo que para isto so ache habilitado, mandando
o orgament de sua importancia, e dando os.es-
clarecimentos precisos para fazer-se a eocom-
menda, e a passagem, consecuente dos fundos.
Estas inslrucges sao excedientes, e demons-
tran! ser dedos por um homem profissional i um
official de reconhecido mrito, capaz de execula-
las. Mas pouco o, tempo marcado, como o mes-
mo Sr. ministro provavelmenle reconhece,
N'essa occasio, laltez, actuasse na espirito de
S. Exc. a Idea de economa.
Se ha despeza til para o paiz. e que produzi-
r pot fin una verdadeira economa, a que se
fizer n'este servico. As hebilitaces con que o
Sr. tenente Baptista ha de voltar ; o funda de
conhecinentos lio especiaes que elle ha de cera-
sigo transportar, para applica-los c, ni loi
prego com que se paguem. Oala que o Sr, mi-
nistro da marinha, anda no poder, possa ver os
fruclos de seus grandes esforgos prol de pro-
gresso da marinha 1 Ser um grande dia de glo-
ria na sua vida, ao qnal nos associaremos com
toda a satisfago.
Baha, 9 de ju/iho de 1861.
E. U
PW*,~ TYP. DI M. P. DI f AJtlA.-lBM.
i
Q


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