Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09342


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Full Text
lili IIITII IDIEIO 165


Pr tres Mies adiaotados
Por tres mezes vencidw 6^000
m -**
SABBADO 20 11 JUjJO DI IM1
Por anno adiantada i 9!|00 0
Pwte fraiet pan a subscriptor.
BNCARRBGADvS DA SOBSCRIPCAO DO IfORTB
Parahiba, o Sr. Xntouio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques $a Silva; Araca-
ty, o'Sr. A, da Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Olireira; Haranho, o Sr. Maneel Jos Mar-
tios Ribeiro Guimaraes; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAHilAS UOS CUKHKlUa.
Olinda todos os diaa as 9 1/4 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
textas-eiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Ciraar, Altinho
Garanhuns as tercas-eiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartaa (airas.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras. '
(Todososcorreiospartera as lOhorasda manha]
EPHEHERIDES DO MIZ DE JULHO.
7 La nova ss 11 horas 56 minutos 4a tarde'
15 Quarto crescente sos 28 minutos da manhaa.
21 La cheia as 9 horas e 46 minutos da tarde.
29 Quarto mioguante as 5 horas e 32 minutos da
tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 3 horas e 18 minuto da manhaa.
Segundo as 2 horas e 54 minutos da tarda.
15
16
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19
20
21
DAS da semama.
Segunda. S. Canillo de Lellis fundador.
Terga. Nossa Senhora do Carmo.
Ouarta. S. Aleixo ; Ss. Victoriano e Latancio,
Quinta. S. Ifarinha t. m.; S. Rufina b.
Sexta. S. Vicente de Paula f. das irm. de car,
Satbado. S. Jerooymo Emiliano; S. Elias.
Domingo. O Anjo Custodio do imperio.
AUI^OIAS DOS IKlBUUto DA CAPITAL. ENCaBREGADOS DA SUBSCRIPTO W SUL
Tribunal-do ommereio; segundase quintas. v WlL
Alagoas, o Sr. Clandino Faleo Das; Bhis,
Sr. Jos Martlns Aires; Rio de Janeiro, 9Sr,
Joo Pereira Martina.
Relaco: tercas, quintas sabbados ss 10 horas.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horss.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tercas e sextas aa 10 horas. I!ro
Primeira vara do ivel: terca. a.xt.s.o meio PERNAMBUCO.
da. I O proprietaro do diario Manoel Figveiros tf
Segunda rara do eiTel: quartas sabbados a l|Faria,na sus lWrarta prega da Independencia t-
hora da tarde: te a 8.
PARTE 0FFIC1AL.
i Urna cadeira de bracos................ 25$000
Dous cubos a 59...................... 1UJO00
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediento do da l de julho
Offieio.Ao Exm. Sr. Jos Fernandes da Cos-
ta Freir Jnior, presidente da provinciajdo Es-
pirito Santo.Accuso a recepgo do offieio de V.
Exc. de 31 de maio ullirao com dous exemplares
do relatorio com que o Exm. Dr. Antonio Alves
de Souza Carvalho psssou a administrago dessa
provincia ao Io rice-presidente.
No mesmo sentido o Exm. presidente de Goyaz
que enriara 2 exemplares do relatorio apresen-
lado por seu antecessor ao passar-lhe a adminis-
traco daquella provincia.
Dito ao Exm. presideote do Rio Grande do
Norte.Submetto ao conhecimenlo de V. JSxc,
para resolver o que eotender conveniente o offi-
eio do agente Jos Joaquina de Lima, datado de
12 do correnta expondo a duvida que occorre
acerca da grossura da amarra de ferro, que, em
vista do offieio de V. Exc. de 26 de junho ultimo,
o autorise a comprar para o servigo da capitana
do porto dessa provincia.
Dito ao mesmo.Passo s raaos de V. Exc,
para ter o conveniente destino, a guia de soccor-
rmenlo de Manoel Antonio Altes, que segu
no vapor Ceres a reunir-se compaohia de caga-
dores dessa provincia, a que perteoce.
Dito ao Exm. presidente das Alagoas.De con-
formidade com a requisigo de V. Exc. comida
em offieio de 15 do correte, a que respondo,
oxpedi nesta data as convenientes ordena para
que pelos vapores da companhia pernambucana
sejam enviadas para essa capital no principio de
cada mez as quaotias que existirem depositadas
na thesouraria de fazends provenientes das ren-
das dessa provincia arrecadadas nesta.Expedi-
ram-se a respeito as convenientes ordeos.
Dito ao coronel commandante das armasSir-
va-se V. S. de expedir as suas ordeos, alim de
que seja postada hoje as cinco htras da tarde no
caes de 22 de novembro urna guarda de honra
com bandeira e msica para fizer as honras do
cstyllo ao Exm. bispo do Para D. Antonio Hace-
do Cosa, que segu no vapor Ceres para a pro-
vincia do Para, e bem assim para que a fortaleza
do'Brum d a salva do costume hora em que o
mesmo vapor demandar a barra
Dito ao mesmo.Para cumprimento do dispos-
to no aviso circular do ministerio da guerra de
SI de junho ultimo cooslante da copia junta, sob
n. 1, faz-se necessario que V. S. exiga das re-
partieres militares sugeitis a esse commando, e
me envi de conformidade com o modelo, copia
n. 2, os necessarios esclarecimentos acerca dos
escravos pertencenles a naci que estiverem ao
servico das mesmas repartieres. Officiou-se
lambem oestes termos ao director das obra3 mi-
litares e ao director do arsenal de guerra.
Dito ao mesmo.Transmiti V. S., para to-
rera o conveniente destino, as relagoes de alte-
rares occorridas acerca de differenles officiaes
perteneentes aos corpos de guarnicao menciona-
dos em a nota junta por copia, e que se acham
fora desta provincia.
Dito ao cooselhciro presidente da relacao.
Tendo o cnsul d* Franga por occasiio de rece-
ber a commuoicaco do aviso expedido pelo mi-
nisterio da justic.a em 6 de junho prximo lindo,
de que V. S. remet! copia em 9 do correte,
me dirigido o offieio que incluso lhe remeti em
original, e que me devolver, sirva-se V. S. de
informar o que a tal respeito houver occorrido
declarando se perante esse tribunal se discuti
alguma outra queslo relativa curadora do de-
sasisado subdito francez Floriano Dezir Portbier,
e qual a decisao proferida sobre este assumpto.
Dito ao capito do porto.Respondo ao offieio
de V. S. datado de 12 de junho ultimo remetien-
do-lhe a informago do Dr. chefe de polica de
16 do correle, da qual consta que foi posto em
liberdade o paisano Antonio Flix Feroandes,
que se acha matriculado nessa capitana.
Dito ao commandante Isuperior de Santo Anto.
Declaro V. S. em rosposta consulta feita
em sea offieio n. 45 de 9 do corrente que a es-
cripturago e guarda do archivo dos commandos
superiores devem estar a cargo dos respectivos
secretarios geraes na forma do arl. 10 do decreto,
n. 1354, de 6 de abril de 1854, portanto em
poder daquelle funcionario, de onde nao pdem
sahir, que os commaodantes superiores, quer
effectivos, quer intirinos, devem encontrar todos
03 officios ordeos e pipis concernentes ao ser-
vido do seu commando.
E se o contrario se houver feilo compre que
de ora em dianle se observe o disposto no artigo
cima citado, recolhendo-se ao respectivo atchivo
quaes quer papis que por ventura estejsm indi-
vidamente fora delle.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Mande V. S. dar baixa ao soldado do corpo sob
seu commando, Miguel Gomes Correia, visto
soffrer molestia incuravel, conforme declarou V.
S. em offieio de 15 do correte, sob n. 323.
Determinou-se tambera a baixa do soldado Jos
Joaquim de Santa Aona, que fioalisou o seu en-
gajamento.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Para poder ser apreciada a sua informago de
hoje, sob o. 596, dada cerca do requerimenlo,
?ne devolvo, do alferes Joaquim Jos Luiz de
ouza, faz-se preciso que V. S. dft (razes espe-
ci(cadas pelas quaes nao p Je o supolicaute ser
pago de seus vencimentos, como pede, visto a
informago em sentido diverso dada pela conta-
dora.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes os
inclusos documentos, que me foram remettidos
pelo commandante superior da comarca do Bo-
nito com offieio do Io do corrente mande V. S.
pagar aos negociantes Ferro & Maia a importan-
cia nao s dos vencimentos do destacamento de
guardas aacionaes daquella villa, mas lambem
das despezas feitas com o fornecimeoto de luz e
agua para o quartel do mesmo destacamento lu-
do no mez de junho ultimo Communicou-seao
commandante superior respectivo.
Dito ao director geral da instruego publica.
Pode Vmc. autor3ar o professor publico de tns-
truego elemeutar da povoaco de Itapissuraa a
comprar para uso d sua escola os objeclos cons-
tantes da relago inclusa assignada pelo secreta-
rio do goveroo.
Ficam assim respondidos os officios dessa di-
rectora de II de junho e 15 do corrente, sob*os.
201 e 225.
Relami a que se refere o offieio cima.
Quatro mesoes de louro de 10 palmos
de comprimento, 2 de largura (com-
prehendendo o lugar dos tinteiros) e
3 de altura a 20................... 80*000
Quatro bancos de asseuto de 10 pal-
mos de comprimento, 2 de altura e
urna polegada de largara a 12*.... 48*900
Quatro cabides de 10 palmos cada um,
tendo dez tornos a 3a............... 12jo00
Urna mesa de 6 palmos de comprimen-
to, 4 de largura e tres e duas pole-
gadas de altura de amarello, enver-
nisada, ps tornoados com duas ga-
vetas, e um estrado de louro para a
mesme.............................. 30*000
205*000
Dito ao director das obras militares. Ilecora-
mendo Vmc. que trate de orgar com a posswvel
Drevidade as obras que reclama o de1gaitn dn
cirurgiao mor do exercito no relatorio do mez de
junho ultimo, de que Iba remello copia.
Portara. O presidente da provincia, alten-
deodo ao que lhe requeren o juiz de direito da
comarca de I'o-o'Aiho, bacharel Manoel Teixei-
ra Peixoto, resolve couceder-tbe 30 das de li-
cenca com os respectivos vencimentos para tra-
tar de sua anude.
Dita. O presidente da provincia, atlendendo
ao que lhe requereu Antonio Joaquim de Almei-
da Guedes Akoforadn, e informou o respectivo
juiz municipal em offieio de 3 do crreme, de
conformi lade com o art. Io da lei provincial o.
504 de 29 de maio prximo Godo e nos termos do
art 6* da carta de lei de 3 de outubro de 1834,
explicada por aviso do mioisterio da juslica de 14
de maio de 1860, resolve nomear o referido An-
tonio Joaquim de Almeida Guedes Alcoforado
para exercer provisoriamente os officios de parti-
dor e distribuidor do termo de Olinda emquanto
nao forem definitivamente prvidos na forma do
decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851.
Lavrou-se lambem portara de nomeacao de
Joo Jos Pereira de Lyra para exercer iguaes
officios, e na mesma conformidade, no termo de
Nazareth.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasileira
de paquetes a vapor mandem transportar para as
Alagoas por conta do ministerio da guerra no
vapor Cruzeiro do Sul nao s o alferes Joaquim
Jos Luiz do Souza e as pravas mencionadas na
relago por copia inclusa, que vao reunir-se ao
corpo de guarnicao desta provincia, mas lambem
13 caiies com fardamento, perteneentes ao mes-
mo corpo.
Dita. O presidente da provincia, atlendendo
ao que lhe requereu o lente do 9 batalhao de
infamara Henrique Eduardo da Costa Gama, e
ten-io em vista o parecer da junta militar de sau-
de, resolve conceder-lhe tres mezes de licenca
na forma do art. 106 do regula ment de 27 de
outubro do anuo prximo passado para tratar de
sua saude fra da capital.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasileira
de paquetea a vapor manjJem dar passagem de
proa para o Rio de Janeiro, no 1* vapor que pas-
sar do norte, em lugares destinados para passa-
geiros de estado a Miguel dos Anjos Pires, sua
mulher e urna mana menor, os quaes consta se-
ren desvalidos.
Expediente do secretario.
Do dia 17 de julho de 1861.
Offieio ao coronel commandante das armas.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda trans-
mitiir V. S., atina de que seja entregue a Jos
Marcelino Altes da Fonseca a inclusa copia da
nota dos direitos e emolumentos que lem elle de
pagar por ter sido nomeado escrivo do hospital
militar.
Dito ao major Joaquim Leonel de Alencar.O
Exm. Sr. presidente da provincia manda devol-
ver Vmc. o requerimenlo em que pedio refor-
ma no seu posto de major da amiga guarda na-
cional do municipio ao Ouricury, afim de que
ajunte folha corrida, como se exigi em aviso da-
tado de 10 de abril desle anno.
Despachos do dia de ti julho.
Rtqvtrimentos.
Antonia Clemencia de Sobral.Expedio-se or-
dem para o marido da supplicanle ter baixa logo
que conclua o seu engajamento.
Jos Beuto da Costa.Informe o Sr. inspector
da thesouraria provincial.
Jos Vicente Los. Informe o Sr. Dr. jniz de
direito da comarca do Bonito.
Paulino Antonio da Trindade. Informe o Sr.
director das obras publica.
Tenente-coronel Manuel Joaquim do Reg e
Albuquerque. Passe portara coocedendo a li-
cenja requerida para cen taboas e outros tantos
rolos com a coodicSo de ser registrado na capita-
na do porto.
Joao Baptista Soares, vgario da freguezia de
Barrenos. Passe portara coocedendo a licenca
pedida com a condigo de ser registrada na capi-
tana do porto, onde dever declarar o numero
de paos de que precisa.
C01MAND0 DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
de Pernambuco, na cidade do
Becite, em 1S de julho de lstil.
ORDEM DO DIA N. 121.
O coronel commandante das armas faz publico
para aciencia da guarnicao, que hontem se apre-
aentaram neste commando indos dos portos do
sul e norte os Srs. 2.a temente da compaohia de
artfices |desla provincia, Antonio da Rocha Be-
zerra Cavalcaote. tenenle Jos Castao da Silva,
e alteres Antonio Joaquim Guedes de Miranda,
ambos do 2.* batalhao d'iofantaria, bem assim
que na mesmo dacta se apresenioa viudo da Ba-
bia o Sr. alferes pharmacentico Lucio Flosculo
daSilve, que na conformidad" do diaposto na or-
dena do dia do exercito n. 255 de 4 de maio ulti-
1 mo, foi mandado servir nesta provincia.
Outro sim, faz publico o mesmo commandante
das armas, que a presidencia por portara de 17
do corrente, concedeu ao Sr. teoente do 9o ba-
talhao de infamarla Henrique Eduardo da Costa
Gama, trez mezes de licenca, para tratar de sua
saudo fora desta capital.
Assignado.Jos Antonio da Fonteea Galvo.
Conforme.Antonio Enea Gustavo Galvo,
alferes ajudante de ordens interino do com-
mando.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
Relatorio da repartico dos negocios
estrangeiros apresenlado asseoi-
bla geral legislativa na primeira
sesso da 11.a legislatura, pelo res-
pectivo ministro e secretario de es-
tado, conselbeiro Antonio Coelho de
S e Albnqnerque.
Auguttot e dignissimos enflores representan-
tes da naeo:Por decreto de 21 do mez prxi-
mo Qudo nouve S. M. o Imperador por bem no-
mear-me ministre e secretario de estado dos ne-
gocios estrangeiros,
Cabe-me, pois, em cumprimento da lei, a hon-
ra de vir apresentar-vos o relatorio da repartico
hoje a meu cargo.
O curto periodo decorrido desde a data de mi-
nha nomeacao sobeja para demonstrar que posso
apenas expor-vos perfunctoriamente os actos de
meus illustrados antecessores, e priocipaes oc-
currencias que tiveram lugar depois do ultimo re-
latorio.
Apreciadlo do.idmonte olla COnQSnca da
cora, e conscio da responsabilidade de que ella
me impoe, empregarei todos os meus eiforcos
para corresponder honrosa dislincco do Mo
narcha, envidando igualmente a minha solicitu-
de para merecer a vossa confianza.
SECRETARIA DE ESTADO.
A lei n. 1,067 de 28 de julho do anno passado
autorisou o goveroo a crear urna nova secretaria'
de estado com a deoominaco de secretaria de
estado dos negocios da agricultura, commercio e
obras publicas, revendo as reformas receotemen-
le realisadas as demais secretarias, em ordem a
fazer urna melbor distribuico do pessoal e das
materias a cargo de cada urna, comanlo que o
numero total dos empregados o a respectiva des-
peza nao excedessem ao que se achava decretado
para as secretarias j existentes.
Reorganizando as repartieres do imperio e da
justiga, e creando a da agricultura, commercio e
obras publicas, julgou o goveroo imperial satis-
reit^ a disposgao da lei, e considerou desde en-
tao como definitivamente sanecionadas as refor-
mas que se tinbam eTeclusdo em 1859.
Nenhuma relagio tendo a creagao do novo mi-
nisterio com os 8ervicos que eslo confiados ao
dos negocios estrangeiros; nao sendo demasiado
o pessoal deste para o desempenho das incum-
bencias que lhe sao inherentes; e acrescendo que
os vencimentos de seus funcionarios foram ap-
provados na respectiva lei do ornamento, ne-
nhuma alteracao julgou o meu Ilustrado ante-
cessor poder fazer na organisacao dada a esta se-
cretaria pelo-decreto n. 2,358de 19 de fevereiro
de 1859.
Se bem nao exista desigualdade real entre os
vencimentos lotaes de alguos empregados desla
reparligo, comparados com os que percebem os
funecionarios de igual cathegoria de outros mi-
nisterios, ha todava urna differonga no ordenado
Qxo que tero de regular as suas aposentadoras.
Pareco de justica que a remunerarlo pecunia-
ria garaotida ao empregado, quando dispensado
do servico effectivo, seja a mesma para todos em
idnticas circumstancias, embora pertencam a
ministerios differenles.
Eniendendo o goveruo imperial que no espiri-
to da lei nao eslava comprehendida a autorisa-
ao para harmonisar, no ponto a que acabo de al-
udir, os regulameotos das diversas secretarias de
estado, cabe-vos resolver a semelhante respeito
como julgardes conveniente-
Reconheceodo a necessidade da conslrucco de
um edificio apropriado para os servicos do mi-
nisterio dos negocios estrangeiros, nao desconhe-
co por outro lado que actualmente incompati-
vel com as circumstancias do thesouro a despeza
que semetbanle construeco demandara ; e por
is8o, tendo Andado o contrato de arrendamento
da casa em que ora fuocciona a secretaria, e nao
satisfazeodo ella s condicoes que exige o servico
publico, est o governo imperial resolrido, em-
quanto nao pode dar comeco ao indicado melho-
ramento, a effectuar a remoco da mesma secre-
taria para outra casa que offereca as precisas ac-
commodaedes.
CORPO DIPLOMTICO BRASILEIRO.
O servigo diplomtico do imperio feito por
22 legages, sendo auxiliados os respectivos che-
fes por 29 empregados subalternos.
Nenhuma alteragao houve, quanto ao numero,
as cathegorias e na classe dos secretarios e ad-
didos, durante o anno decorrido depois da ultima
reuniio ds assembla geral legislativa.
Da coraparacao do quadrosob o. 2 com o que
vos foi presente no relatorio do anfrb prximo
passado, resultara, as observagdes seguimos, pelo
que respeita ao movimento que teve o pessoal da
corporagao de que trato.
Contina a legagao imperial em Montevideo a
cargo do respectivo secretario, o Sr. Ignacio de
Avellar Barboza da Silva, que lem satisfatoria-
mente cumprido os seus deveres.
Com autorisacao do governo imperial perma-
nece anda no Estado Oriental o Sr. conselheiro
Jos Maria do Amaral.
O Sr. Francisco Adolpho de Varohagen, mi-
nistro residente na repblica do Paraguay, foi re-
movido no mesmo carcter para Venezuela, No-
va-Granada e Equador.
O Sr. Felippe Jos Perelrs Leal baria termi-
nado, com a celebrago de um tratado de limites
e navegago fluvial, a missao de que fra incum-
bido na primeira daquellas repblicas.
Convindo porm ao servico publico que all
perroaoecesse alea definitiva approvagaodo men-
cionado ajuste pelo congresso venezolano, nesse
sentido lhe foram expedidas as necessarias re-
commendages, nao obstante j haver sido remo-
vido no mesmo carcter de encarregado de nego-
cios para a legagao em Madrid.
Seccionado o tratado pelo congresso, e verifi-
cada a troca das respectivas ratificagSes em 31 de
julho do anno passado, seguio o Sr. Leal para o
seu novo destino.
As estipulares deste acto internacional, con-
cernentes fronteira entre os dous paizes, po-
dem dar lugar a novas negociares, quando hou-
ver de tratar-se da respectiva demarcagao; e
aquellas que se referem navegago fluvial dos
ros Negro e Amazonas, aconselham a convenien-
cia de accotdarem os dous governos sobre as me-
didas de polica e fiscalisagao que tenham de
adoptar em seus regularaentos.
A nova missao do Sr. Varnhagen destina-se,
pois, a completar e desenvolver os importantes
ajustes que felizmente concluio o seu antecessor:
devendo alm disso entender-se tambera com o
governo da Confederado Granadina sobre idea-
ticos assu raptos.
O Sr. Antonio Pedro de Carvalho Borges fra
designado para esta missao, viodo ltimamente
corte, para aqui receber as precisas instrueges,
entendeu o governo imperial maU conveniente
aproveitar o seus servigos, nomeando-o encar-
regado de negocios na repblica do Paraguay.
Obstando os aconlecimeotos polticos por que
tem receolemente passado a repblica de Boli-
via, a que o Sr. Joo da Costa Bego Monteiro
possa ir all desempenhar a missao, que lhe foi
confiada por S. M. o Imperador, aguarda aioda
este agente brasileiro oo Chile, as ordens do go-
verno imperial.
O Sr. Joo Duarte da Ponte Ribeiro, que hari
sido nomeado secretario para a legagao imperial
na bolwia, deixou, pelos motivos que acabo de
expor, de seguir para aquello destino, e flcou
exercendo as respectivas fuocges no Per.
ltimamente foi confirmado naquelle posto, em
consequencia da remogo do Sr Jos Marques de
Souza Lisboa para a legagao em Bruxellas.
Urna perda seosivel soffreu o corpo diplomti-
co brasileiro com o fallecimento do Sr. Pedro
Carvalho de Moraes, nosso encarregado de nego-
cios na Blgica.
Anllgo servidor do estado, o Sr. Carvalho de
Moraes desempeohou sempre satisfatoriamente as
diversas missoes de que foi incumbido.
As demonstracoea dos seotimentos de outros
governos, e especialmente do governo de S. M. o
ri dos Belgas, por este triste acontecimento
suavisaram de algum modo o pezar que sempre
aeompaoha a noticia do passamento de um digno
funecionario.
Achando-se nesta corte, cora autorisacao do
governo imperial, o Sr. commendador Joaquim
Thomaz do Amaral, (ministro residente de S. M.
impeiauor na repblica do Uruguay, houve o
mesmo Augusto Seahor por hem confiar-lhe, no
referido carcter, a legagao imperial em Bruxel-
las.
Escolhendo para esta missao um de seus mais
habis empregados, procurou o governo imperial
nao s corresponder deferencia que tem tido p
de S. M. o re dos Belgas na sua representac
diplomtica nesta corte, como dar testeraunho do
aprego que lhe merecem as relagoes de amizade
e boa intelligencia que felizmente subsistem en-
tre os dous paizes, e do sincero desejo que nutre
de estreitar cada vez essas relagdes.
O Sr. viscoade de Santo Amaro, nosso naar-
regado de negocios em aples, aguardou em
Roma, como fez a maior parte dos oulros agentes
diplomticos acreditados junto do governo de S.
M. o rei das Dus-Sicilias, o desfecho dos extraor
dinanos successos da Italia.
Realisada urna das hypolheses em que por
forga das circumstanciss cessam as funeges das
missoes diplomticas, resolveu o governo impe-
rial remover o Sr. viaconde de Santo Amaro, na
mesma cathegoria, para o reino da Hollaoda,
exonerado desse cargo o Sr. Joaquim Caetano da
Silva, que foi posto em disponibilidade.
O Sr. conselheiro Jos Francisco de Paula Ca-
valcanti de Albuquerque, enviado extraordinario
e ministro plenipotenciario que se achava em
disponibilidade, foi aposentado por decreto de 19
de Janeiro do corrente anno, com o vencimento
annual de 2:652$347, correspondente ao lempo
effectivo que conlava na carreira diplomtica.
Por diversas vezes tem o goveroo imperial
emittido a sua opinio sobre a deficiencia das
vantagens que a lei n. 614 de 22 de agosto de
1851 concede, aos empregados diplomticos, quer
para os casos de disponibilidade, quer para os
de aposentadoria.
Tondo-se, em attengo s condigdes do paiz,
augmentado geralmeote os ordenados para cal-
cular-se a aposentadoria dos empregados pbli-
cos do imperio, nenhuma razo ha para que Ji-
quera excluidos deste favor os membros do corpo
diplomtico, aos quaes seguramente assiste o
mesmo direito que quelles.
Sollicito, pois, a vossa attengo para este as-
sumpto, e confio que lhe daris o devido aprego.
Anda com relago ao corpo diplomtico, julgo
a proposito ponderar-vos a conveniencia de re-
vezarem-se os addidos das nossas legages na
Europa como os das que temos na America ; e a
de virem lambem taes empregados servir na se-
cretaria de estado dos negocios estrangeiros, sen-
do, n'este caso, substituidos por oulros da mes-
ma secretaria, que o desejem e reunam os requi-
sitos necessarios.
Conseguir-se-ha assim geoeralsar a pratica do
servido, e,.portanto, habilitar n'elle todos os em-
pregados deste ministerio.
CORPO CONSULAR BRASILEIRO.
Pelo quadro annexo sob n. 4 veris como se
acha ectualmente distribuido o servico consular
brasileiro.
Comprehende ella 201 agentes, de diversas ca-
thegorias, sendo 20 eonsules geraes, 4 cnsules
privativos, 11 cnsules honorarios exercendo as
funeges de vice-cousul, 169 vice-consules.
De conformidade com o regula ment consular
de 11 de junho de 1847, o districlo de alguns
cnsules geraes abraoge mais de urna potencia
| martima, achando-ae, n'eate caso, os consulados
geraes em Bamburgo. Munich, Copenhague e
Genova.
Desde a data do ultimo relatorio tem harido
no corpo consular as seguimos alterages :
O Sr. Dr. Cesar Persianoi, cidadao brasileiro,
que reuna todas a9 habilitares e qualidades ne-
cessarias, foi nomeado consulgeral na Sardenha.
Em coosequeocis desta nomeacao, foi removi-
do o Sr. Ernesto Antonio de Souza Leconte, que
oceupava aquello lugar, para Dinamarca, Suecia
e Noruega.
O governo de S. M. o Imperador dos francezes
consentio em que continuassem, no desempeoho
de suas funeges, os agentes consulares reconhe-
cidos em Nisa, depois que este condado e o du-
cado da Saboya foram annexados Franca pelo
tratado de 24 de margo de 1860.
O Sr. Antonio Alves Machado de Andrade Car-
valho, que eslava nomeado consulgeral do Bra-
sil oa Turqua, foi removido n'esse mesmo posto
para o reino da Hollaoda, em razo de nao poder
ser recebido em Coostantinopla, a despeito do
tratado de amizade e commercio, celebrado em 5
de fevereiro de 1858 entre o imperio e a Porta-
Ottomana, cujo governo aegue o principio de nao
cooceder exequtur sem que seja solicitado por
agente diplomtico.
Havendo o Sr. Jos Pedro de Azevedo Pega-
nha, que exercia o cargo de cnsul geral do im-
perio na repblica do Uruguay, entrado no exer-
; cicio effectivo do emprego de director de aecgo
da secretaria de estado dos negocios estrangeiros,
foi substituido n'aquelle cargo pelo Sr. Melchior
Carneiro de Mendnga Franco, nomeado por de-
Icreto do 23 de junho do anuo passado.
Ser, talaez, conveniente estabelecer as re-
publicas do Chile, Venezuela e Coofederago-
Granadtha, consulados do imperio, como os que
temos oo Per.
Aa nossas relagoes commerciaes com aquellas
repblicas, ni menos do que os ioteresses da
navegago fluvial, e a protecgo devida aos sub-
ditos brasileiros, residentes ou transentes n'el-
las, aconselham estas providencias.
E' justo que sollicile tambera a vossa attengo
para a sorte dos empregados do corpo consular
brasileiro.
D'entre os cnsules geraes 16, e d'entre os pri-
vativos 2, sao retribuidos com ordenados. Os
demais percebem nicamente os emplmenlos
correspondentes aos respectivos cargos.
Os ordenados tm sido Ciados a arbitrio do go-
verno, conaiderando-se nao s a careslia do lu-
gar, como as circumstancias peculiares dos co-
meados, e a lotaco dos competentes emolumen-
tos, calculada sobre o termo medio de tres annos.
A experiencia tem demonstrado que esses ven-
cimentos sao insufiicienles, e mesmo nao com-
pensara os trabalhos confiados a alguos destes
funecionarios. Retiro-me principalmente quel-
les que residem em paizes limitrophes do impe-
rio, onde, como fcil de ver, os individuos cha-
mados a preeocher funeges consulares, mesmo
com o carcter de vice-consul, devem reunir
inteligencia e circumspecgo a necessaria ener-
ga e independencia.
A base de 1:200*000, Diada pela lei de 22 de-
agosto de 1851, para a disponibilidade ou apo-
sentadoria dos empregados consulares, carece
lambem de ser alterada pelos mesmoa motivos
que em outro lugar exponho acerca do corpo di-
plomtico.
Consignando aqui stas breves observagSes, te-
nho por agora nicamente em vista dar-vos co-
nhecimenlo da vntenco em que est o governo
imperial, de orgaoisar mais convenientemente o
corpo diplomtico e o consulsr, quer no que res-
peita aos vepcimentos e habilitiges dos respec-
tivos empregados, quer quaoto o systema e pra-
tica do ssrvigo.
r
O governo imperial opportnnameole sollieta-
do corpo legislativo as medidas que forero
necessarias para a realisago deste intento.
CORPO DIPLOMTICO ESTRANGIRO.
_ Consta do quadro sob b. 3, quaes nages que
ao representadas nesta corle por agentes diplo-
mticos, a cathegoria das respectivas missoes, e o
pessoal de que estas se compoem.
Na America dous nicos estados figurara oeste
quadro a Uoio Norte-Americana ea repblica do
Per
Por meio de um enviado extraordinario e mi-
nistro plenipotenciario contina o primeiro a
manter com o governo imperial as mais eordiaes
relagoes, baseadas em recprocos ioteresses pol-
ticos e commerciaes.
Os seatimentos da mutua sympalhia e conside-
ragao que sempre exislram entre o imperio e a
repblica do Per foram de novo confirmados
pela celebrago da convengo lluvial assignada
em Lima em 22 de outubro de 1858.
O Sr. Dr. Boaventura Seoane, que oceupava a
viee-presidenca do senado da repblica, queodo
o acto internacional, a que alludo, teve de ser
submettido a approvjgao do congresso peruano,
foi ai pessoa escolhida para no|caracterde ministro
residente representar nesta corte o governo da-
quella repblica. Encarregado porm de urna
missao mais urgente na confederago Granadina,
so em 4 de novembro do anno prximo passado
pode aqu entregar acars que o acreditava junto
de S. M. o imperador.
Receotemonte imcumbido pelo seu governo de
urna missao na conrederago Argentina, declarou
o Sr. Seoane que se ausentava por algum lempo
desta corte, a'oode com effeilo parti no dia 8 do
mez prximo Qndo.
Durante a ausencia do Sr. Seoane flcou encar-
regado da legagao o secretario da mesma o Sr. D.
Jos Romaguera.
Por nota de 28 de setembro ultimo, o Sr. D.
Andrs Lamas, enviado extraordinario e ministro
plenipotenciario da repblica oriental nesta corte
annuncou ao governo imperial ter-lhe dado o
seu governo outro deslino.
Apresenlando em seguida a carta revocatoria
do actual presideote da mesma repblica, datada
de 11 de abril do anuo passado, assegurou o Sr.
Lamss ao governa imperial que a retirada da le-
gagao que lhe eslava confiada, de modo algum
linha em vista affectar s boas relagoes existentes
entre o imperio e a repblica, nem embaragar a
adopgo de qualquer meio legitimo para aplai-
nar difJiculdades existentes ou que pudessem so-
brevir.
Diplmala Ilustrado o Sr. Lamas, tomou parte
nos importantes ajustes que estabeleceram as ba-
ses das relagoes do imperio, com o estado oriental
e a confederago Argentina.
Esta ultima repblica nao tem legagao perma-
nente nesta corte, qual s enva ageQle diplo-
mtico para o desempenho de alguma missao es-
pecial ou confidencial.
No intuito de relacionar-se com os demais es-
tados americanos, tem o governo imperial esta-
belecido legages em quasi todos, apezar de nao
se acharem esses estados representados nesta
corte.
Pelo que respeita a Europa acham-se as rela-
goes diplomticas com o imperio collocadas, o'um
p mais regular, observando-se geralmeote o
principio de reciprocidade.
A confederago Suissa eoriou ao imperio, pela
primeira vez, um agente diplomtico no carcter
de enviado extraordinario. O objeclo principal
desta missao era conhecer da ituago dos colo-
nos, que teern viodo estabelecer-se no Brasil,
afim de ter o director federal informago se-
gura da sorte que caberla a quelles de seus
concidados que prelendessem seguir o mesmo
deslioo.
O Sr. J. Jacques Tschudi foi a pessoa nomeada
para o desempeoho desta delicada missao.
O Sr. Tschudi foi recebido em audiencia pu-
blica por S. M. o imperador no dia 23 de maio do
anno passado, e noexercicio do seu cargo tem sa-
bido graogear a estima geral e o particular apre-
go do governo imperial.
Ioteresses idnticos ioduziram o governo de S.
M. o re da Pruasia a confiar urna igual missao ao
Sr. barao de Meusebach, que na quslidaae de
ministro residente, velo substituir nesta corte ao
Sr. Heydebrand von der Lasa.
No dia 4 de setembro prximo passado apre-
sentou o Sr. de Meusebach a S. M. o imperador a
sua carta de crenga.
Falleceodo S. M. el-rei Fredorico Guilherme
IV careca este ministro de entregar a S. M. o
imperador novas credenciaes.
O Sr. de Meusebach lem de regressar ao seu
paiz por ordem do seu governo.
Havendo S. M. catholica dado novo destino ao
Sr. D. Manoel Ranees y Villanueva, enriou a esta
cOrte para subslitui-lo no mesmo carcter de mi-
nistro residente o Sr. D. Juan Blanco del Valle,
que no dia 7 de setembro ultimo, apresentou a
S. M. o imperador a carta de crenga de sua so-
berana.
Dos estados da Italia, alm da missao que
exerce_ nesta corte monsenhor Mariano Filcinelli
Antoniacci, no carcter de internuncio de Sua
Santidade, ha apenas a legagao da Sardenha, di-
rigida, desde o da 12 de julho do anno passado,
pelo Sr. cavalheiro Gabriel Galateri de Geoola e
Suniglia.
O Sr. conde de Thomar que, no carcter de en-
viado extraordinario e ministro plenipotenciario,
regia a legagao de S. M. fiJelissima nesta corle,
ausentou-se do imperio com licenga do seu go-
verno, fleando a mesma legagao a cargo do res-
pectivo secretario o r. Joaquim Antonio Con-
nives Macieira. ^
O Sr. Loureogo Gustavo Morsiog, que por lon-
gos annos residi entre nos, como encarregado
de negocios de Suaa Magestade o rei da Suecia
e Noruega, fallecen nesta corle no dia 20 de maio
do anno fiodo, tendo-lhe sido prestadas as hon-
ras fnebres correspondentes ao seu carcter di-
plomtico.
O goveroo daquelle reino, para prehencher a
vaga que deixou o Sr. Morsiog, nomeon o Sr.
Hylten Cavallius que j est no exercicio de suas
fqocges.
CORPO CONSULAR ESTRANGIRO.
O pessoal do corpo consular estrangeiro exis-
tente uo imperio muilo mais nnmeroso do que
aquello que o governo imperial mantm nos ou-
tros paizes.
Este facto devido nao s maiores ioteresses
commerciaes que alguos estados teem no Brasil,
como extenso do nosso territorio, e ao grande
numero de estrangeiros que nelle residem.
Nao sendo bem comprebendidos praticamente
os limites da jurisdiego dos agentes consulares,
expedio governo imperial, oo interesse de evi-
ta rem-se conflictos internacinaes, o decreto de
8 de novembro de 1851, regulando as attribui-
ces e isenges dos referidos agentes do im-
perio.
As disposiges desse decreto tinham de sup-
prir a falta de estipulages que por tratado bem
defioissem aquellas altribuigoes e isenges,
Consultou o governo imperial, ao decreta-las,
os principios geralmeote admitidos entre as na-
ges mais adiantadas nesse ramo do servigo pu-
blico.
Sao porm conhecidas as difficaldades, que im-
possibilitaram a celebrago por notas reversaes,
de accordos especiaos com alguos governes sob a
base de reciprocidade recomraendada no art. 24
do mencionado decreto, resultando dahi nao se
haver conseguido o fim que elle tioha em vista.
Aguardava o governo imperial o ajuste de urna
convengo com a Franga pera definitivamente re-
gular este assumpto, o que com efJeifo realisou
por meio do acto internacional celebrado entre
os dous paizes em 10 de dezembro de anno pas-
sado, eom que oceuparei a vossa atlen;o em ou-
tra parte deste relatorio.
A deoominago dos agentes consulares vare
segundo o systema seguido nos regularaentos dos
respectivos paizes.
A Franga, alm de consoles geraes, cnsu-
lesie vicecnsules, tem lambem outras classes
Constituioso hoje lei internacional o ajuste
celebrado com aquella potencia, expor-vos-hei o
modo porque se acha organisado all este servi-
go, afim de serem deridameole apreciadas as
immunidades e is nges de que tem de gozar no
imperio estes agentes.
O eatabelecimenioconsartar da Franga em qual-
quer paiz subdividido em districtos ; de sorte
que nenhuma parle do territorio desse paiz fique
privada da prolecgo de que possam carecer o
sbbditos de S. M. o Imperador dos francezes.
Sao admitidos como fazeodo parte do corpo
consular francez os seguales agentes :cnsu-
les geraes, cnsules e alumnos consulares.
Os cnsules geraes superinleiidem nos lmites
de suas instrueges, geraes ou especiaes, os cn-
sules estabelecidos na circumscripcgo territorial
do districlo consular que Ibes designado.
Esta subordinado, porm, necessaria no inte-
resse do servigo, nao se estende alm de cer-
tos limites indicados pela natureza das funeces
consulares.
Cada um toma a si a responsabilidade dos ac-
tos comprehendidos as suas altribuigoes admi-
nistrativas, judciarias ou de polica.
A legislago franceza tem procurado revestir
os seus agentes consulares de todo o prestigio
estabelecendo com o malor rigor condiges para
a sua admissao na carreira, e a promogo das
cathegorias inferiores, segundo o merecimento e
servigos prestados na carreira, ou em outras com-
roisses pelos respectivos fuoccionarios
Os cnsules geraes sao, assim, escollados d'en-
tre os cnsules de primeira classe, os subdirec-
tores do ministerio dos negocios estrangeiros e
os secretarios de legagao de primeira classe.
Os coagules sao de duas classes.
Os da primeira sao escollados d'entre es da se-
gunda, os chefes de secgo e redactores no mi-
nisterio dos negocios estrangeiros, e os secreta-
rios de legagao de segunda classe.
Os de segunda classe d'entre os alumnos con-
sulares, os ptimeiros officiaes no miniterio dos
negocios estrangeiros, os secretarios de legagao
de terceira classe, os agentes consulares, ou vi-
ce-consules nomeados pelo imperador, os chan-
celleres de legagao e dos consulados geraes.
ou consulados.
Em regra geral, porm, ninguem pode entrar
nesta carreira seno como alumno consular.
Atlendendo importancia dos interesses con-
fiados aos cnsules e s suas variadas e nume-
rosas funeces, tornou-se a admissao nessa car- -
reir dependente de habililagesespeciaesthoori-
cas e praticas, e de nma reconhecida morali-
dade.
A idade exigida para a nomeago a de 20 a
25 annos, devendo os candidatos ser formados
era direito e sciencias physices, e julgados habi-
litados por ama commisso especial.
Alm de peritos em algumat lioguas vivas, es-
pecialmente a logleza, devem ter as precisas rio-
goes sobre a administrago consular, o direito
das gentes positivo, geral e convencional, a eco-
noma poltica e a estatistica commercial.
O umero desses aspirantes carreira consu-
lar, nio excede de doze, com os quaes nreen-
chem-se, a arbitrio do governo, as vagas que
nella se vo daodo.
Quando sao chamados a exercer interinamente
um crgo consular, gozam de todas as preroga-
tivas dos agentes Consulares.
Os chancelleres sao adjunctos a urna missao
consular para a coadjuvar em suas funeces na
quahdade de secretarios pelo que respeita a as-
sumptos polticos e administrativos, e de escri-
vaes ou notarios em assumptos judiciarios, tendo
nesta quahdade a mesma autortdade que tem
em Franga os notarios pblicos.
Estes chancelleres sao de primeira ou segunda
classe, se nao nomeados por decreto inperial, ou
pelos cnsules com approvago do governo.
Os de primeira classe ficam adjunetos s mis-
soes diplomticas; os da segunda sao os que se
empregamno servigo consular, e por cujos actos/
respondem os cnsules.
A protecgo, que os cnsules devem a seus na- -
conaes, fra dos grandes centros de commercio
em que ellos residem, trouxe a nacessidade da
creago dos agentes consulares.
Estes delegados dos cnsules podem ser Fran-
cezes ou subditos do paiz, e tem o titule de a-
gentes consulares, recebendo algumas vezes o de-
vice-consules, quando a importancia do servigo,
na sua posigo social, os usos do paiz, ou qual-
quer outro motivo de interesse assim o exigem..
Ha mais ama classe de agentes vice-consules
nomeados por decreto imperial ou pelo governo."
Os primeiros recebem sua commisso directa-
mente do suberano, ou do chefe do districlo da
que dependem ; e os segundos dos chefes de le-
gagao ou dos cnsules sob cujas ordens sao col-
locados.
E' regra geral nao admittir cnsules e vice-
cnsules seno em lugares onde haja porto ha-
bilitado para o commercio estrangeiro.
Mas, por excepgo tem-se concedido exequ-
tur imperial s nomeages desses agentes para
outros lugares, onde s ha mezas de rendas e
collectorias, e mesmo em alguos pontos cen-
traes.
E' incontestavel o direito que tem o imperio
de determinar as localidades, onde julgue neces-
sario um esiabelecimeoto consular estrangeiro.
Este direito j foi recoohecido no arl. 3 do-
tratado celebrado com a Franga em 8 de Janeiro
de 1826, que assim dispe :
< Cada urna das altas partes contratantes ter.
o direito de nomear cnsules geraes, coagules, e
vice-consules em todos os portos oa cidades dos
dominios da outra, onde elles sao oa forem pre-
cisos para o adianlamento do commercio e inte-
resses commerciaes dos seus respectivos subditos,.
excepgo dsquelles portos, ou cidades, em que
as altas partes contratantes entenderis que taes
empregos nio sao necessarios.
Convem estabelecer a pratica geralmeote se-
guida adraitiindo-se to aomente delegados dos
consulados com a denominago que Ihes deu o
decreto do governo imperial n. 2127 de 13 de mar-
co de 1858, nos lagares do interior onde nao
possa chegar a aeco dos cnsules. .
Nao haver inconveniente em se manter a
doutrina que aconselhfvj a expedicSo d'aquelle>
decreto, ampliando-ae as condiges do exercicio
das funeges consulares d'esses agentes esoe-
ciaee. *
Sao, porm, obvias as raioes que determina-
rao o reconhedmenio de vice-consules em pon-
tos do territorio do imperio contiguos s rep-
blicas limitrophes. admiitida a reciprocidade por.
parte das mesmasrepublioa.
Em regra geral tambis nenham cnsul, ou
?ice-consul pode airar oo exercicio de uas*
pjfj


ur
ti
>
lAftiO DI fERMlCO. SaBBADO 20 DI JULHO 11 1M1.
funccoes sem a previa conceato -do equatur
imperial mas alteada a txlenso do imperio e
-a falta de commu.oicac.oea promptas pode-ee
prescindir d'aqueila furmilidade, permiliindo-se
aquelles asentes, ou eocarregados interinamente
dos consulados e vico-consulados, o exercicio de
cuas funccoes, urna vez que o-bleutiam o assenti-
xnento do presidenta das, provincias, e solici-
ten immediatamente, dentro de n praio razoa-
vel. o exequtur do governa imperial.
Parte poltica.
Nenhuroa alteraco sobreveio em Deesas reja-
cos internacionaes com a confederado argeuti-
na ; e se algumas &Ja quesioes pendentes com a
repblica oriental o Uruguay, como fo rara alu-
da terminadas do/mn modo satisfactorio, cabe-
me por oulro la/do o prazer de dsr-vus conla da
eolucao de varios assuoplos grates, discutidos
de looga data com es gocemos de outros
paites.
A convenci de 12 de fevereiro de 1858. cele-
brada com a repblica do Paraguay, vai produ-
ziad.0 os benficos resultados qua se aguarda-
ra n de suas eslipuiac.es, bastadas no peiisa-
meolo de esireiUr cada vez ruis as relacoes en-
tre os dous paizes.
O modo por que lem sido cumprido aquelle
ajuste, ao mesmo lempo que manifesta as boas
dsposices que hoje subsistem entre os dous go-
vernos, teode a remover as preocupares que
at aqu lem retardado a ixaco da mutua fron-
teira.
Em abril do anno prximo futuro expira o
prazo dentro do qual devera ser nomeados os
respectivos plenipotenciarios, para reatar esta
uegociacao que flcou suspensa em 1856.
Com o srranjo definitivo a'ests questo secu-
lar, e de outros assum^los de menor importan-
cia, mas tamben) convenientes, podero cooside-
rar-se consolidadas as relacoes entre o imperio o
aquella repblica.
As nossas relacoes com o Per rmam-se
sempre ua mais perfeila iutelligencii e em
setos recprocos de decidida benevolencia.
Esta repblica estando ligada ao imperio, por
actos solemnes, que pea aceberto os dous
paizes, de yuaesquer susceptibilidades, quanlo a
questes territoriaes, j est no gozo de todas as
facilidades, que I lie teem sido concedidas para
commercur livremente peo rio Amazonas, de
que ribeiiinha na parte superior.
Ao esmero com que sao respeitados e executa-
dos estes coroprimissos devida a remoeo das
principies causas de antagonismo dos habitantes
das possessoes limilrophes, eslreitando-se d*esta
arte os vincules de amizade dos governos que o
representan).
Em virtude do art. 7.* da eonvencao do 22 de
outubro de 1858, que rixou o prazo dentro do
qual deviam ss duas altas parles contactantes
nomear a commiaso mixta para recoohecer e
demarcar a fronteira entre os dous estados, ram
os respectivos commissarios dar comee, com a
possivel brevidade, a esses trabalhos.
as mesmas condicoes 'lo Per est a republis
ra de Venezuela, pelo tratado assignado oelo-
respe.livos plenipotenciarios, em Caracas, em 5
fle maio de 1859, sobre limites e navegaco flu-
vial.
Este ajuste obteve plena approvacio do con-
gresso venezolano em 9 de julho do anno prxi-
mo passado, e a troca das respectivas ratifica-
res leve lugar em 31 do mesmo mez e anno,
fazeado-se a seguinte declaracao por recio de re-
-Tersaes.
Findo o prazo de dez annos Gxado para que
os venezolanos possara navegar o Amazonas e os
Drasiteiros o Orinoco, com as cooJices estipula-
das, nao caro prejudicados os direitos que ti-
nham as luis altas partos contracUnles iudepen-
dentemente da referida convencao, pelo que res-
pcila a navegado
Nenhuui prazo foi estipulado para a demarca-
do da frouteira, mas o governo so entender
com o da repblica sobre a poca em que ser
opporluno nomear os seus commissa^s, para
proced-rcm, no mais breve termo, aquella de-
marcado nos pontos em que fdr necessario ; e,
para complemento das estipulacoes fluviaes, pro-
mover o accordo que ellas recommendam com
o lim de regular, em commum, a polica e flsea-
lisacao nos nos que pertencem a cada um dos
estados.
O governo imperial j nomeou um agento para
justar lodos estes assumptos
Emquanlo se nao organisam os respectivos re-
glamelos polictaes e lscaes, para que os habi-
tantes de um e outro paiz fruissem logo as facili-
dades de commiinicagao de que trata o art. 7.'
consentiram os dous governos que oo fe puzes-
se o menor embarace so transito de pessoas e
de pequeas embarcacoes pela respectiva fron-
teira, antecipando assim, do espirito o mais libe-
ral, a plena execuco que, com o lempo, deve
ler o mencionado ajuste.
O tratado, a que acabo da referir-me nada es-
lipulou cerca de direitos de importaeao sobre
os productos mtroduzidos em um e oulro paiz
para consumo; o'esses direitos porm estu
tsentos, pela tarifa do imperio, os que nos vie-
rem por qualquer ponto dos territorios eslraogei-
ros que limilam com as provincias do Para. A-
mazonas. e Matto-Grosso, e que forera de pro-
dcelo dos ditos territorios limilrophes.
Em beneficio dos estados que tem celebrado
convencoes fluviaes com o imperio, decretou o
governo imperial a creacao de entrepostos, p-
blicos, ou particulares, em que devam ser depo-
sitadas ss mercadorias que tiverem de transitar
pelo territorio fluvial das provincias do Para e
Alto Amazonas.
J est assentada com o Per a linha de Taba-
tinga boca do Apaporis, e com Venezuela a
das cabeceiras do Memacbi, pelo mais alto do
terreno e pelas verteotea dos ros al ao Rio-
Negro.
As pre'ences que o Brasil tem com a repbli-
ca de Nova-Gran.ija baseam-se no utipossidetis
e nao rao alera das questes que linha a Hespa-
uha com Portugal por esse lado da fronteira de
seus dominios.
Nutre, portante, o governo imperial a esperan-
za de que os mesmos principios j adoptados pe-
las duas repblicas vizinhas, o Per e Venezula,
mert'Qam o assemtimenlo do congresso e gover-
no granadino, e que este estado venha a parti-
ticipar, em commum com os outras, das vanta-
gens que lhe podem resultar do livre transito das
suas embarcagoes pelas arteria fluvial que corre
pelo territorio do imperio.
A mutua consideracao, que se prestara o go-
verno imperial-e o dos Estados-Unidos da Ame-
rica, flrma-se as bases solidas dos inleresses
commerciaes que ligam as duas naces, e que
anda mais realcio a sua poltica internacional.
Infelizmente, nao produzio a convencao de 2
de junho de 1858, celebrad com sua Imagestade
britnica, os efleilos que se promelteram os dous
governos nos preliminares da negociaco para o
ajuste final das reclamaces pendentes entre os
dous paizes, ou que cada um dos governos con-
sideraste como anda nao decididas.
A le de 10 de setembro do anuo prximo pas-
sado habilttou o goveroo a terminar os conflictos,
que de continuo a baja vara as bases que conli-
tuem natural e esseacialmenle as boas relacoes
entre o Brasil e a Franca.
Ficaram resolvidas as gravea difneuldades que
apreseutava, em suas coosequencias, antilhese
das duas legislarles, quanto condico dos me-
nores iilhoe de subditos francezes tallecidos no
imperio, e, em sua generaHdade a discordancia
ntre os dous governos sobre a applicacao que
devia ler nesle.e em outros mullos casos,o princi-
pio de reciprocidada admittido cono bate de suas
-relacoes internacionaes.
A jconvenco consular de 10 de dezembro do
cono prximo paseado, cujas ratiicacoes forana
j trocadas em 9 de marco do corrate anno, re-
olveu todas essas emergencias.
E' conhecido o estado em que flcou em 1856
negociacao havida em Paria, entre os plenipoten-
ciarios do Brasil e da Franca, para a Qxacao dos
limites que devem separar o Para da Guyana
Franceza.
Os trabalhos de xploracao, a que cada um
dos governos maoduu proceder por commissa-
rios seus, dos ros e aguas prximas ao Amazo-
nas, para proseguir-se aaquella negociacao, po-
dero muito coocorrer para que eja esta ques-
to resolvida aatiafatoriameote.
Os pretooceilo, que existiam na Europa, de
ue nao eacoatravam o colonos ealabelecidos
no imperio as precisas vanUgeo e giraotias pro-
metlidas pelo goveroo imperial, induzlram al-
uds estados allemlea a adoptar medidas com o
lim de embaxsQar e desviar delle a amigraejo de
seua respectivos subditos.
Coovencidos oa governos da Prussia. e da Coa-
federaclo bausa, da conveniencia de verificar
eem os Tactos que produziram taes preconceto,
otes de dar aquella medidas um carcter per-
manente, -eovtaram a esta corte ministros com
essa niisso- especial.
O ministro residente de S. M. o rei da Prussia
r>o deseaurcnhou, como alias fra para deaejar,
esta delicada e importante commisso.
O enviado da SuUsa, porem, or. J. Jacques
Tschudi, percorrendo os diversos estabelecimeo-
na ,coluu do imperio oaa provincias de S.
Paulo. Espirito-Santo, Santa-Cathanaa e Rio-
Grande do Sul, tem exhibido nos seus relatnos,
sobre asouas primeiras provincia Unto estude,
criterio e circmspeccao, que bem certo est o
governo imperial de que. mererendo justamen-
te o oeoceito de observador imparcltl, e sendo
geralmenle apreciado pelo seu Ilustrado zelo e
elevado carcter pessoal em'toda a Allemanha,
os seue esclarecimentos sobre a sorte dos colo-
noi empregados oesses estabeleeimentos demove-
ro acuelles governos de continuar a pflr peas e
estoryos emigracao de AUamles para o BrasiL
Hoje as nossas relacoes com Portugal esto
collocadas em bom estado.
A criminosa industria da fabricacSo da' raoeda
falsa est oas condicoes em que se ella acha dos
demais paizes policiados.
As questes sobre eroigrago, que sustentamos
cora o goveroo de S. M. Fidelissiraa, acham-se
por tal forma esclarecidas, que de crer cessem
lambem nessa parle as justas reclamaces do
govorao imperial.
As nossas relacoes com os demais Estados
da Europa sao modeladas pelo espirito de justica
e benevolencia que coostituem a base da polti-
ca internacional do imperio.
Nos lugares competentes encontrareis o que
ha de especial sobre alguna dos a-sumptos a que
acabo de referir me.
PERNiMBUCO.
rUVISTA DIARIA.
Por portara de 17 do correte foram concedi-
dos trinta dias de licenca com os respectivos ven-
imentos para tratar de sua saude ao D'. julz de
direito de Pao d'Alho, Manoel Teixeira Peixoto
Foi noraeado para exercer provisoriamente
os officios de partidor e distribuidor do termo de
Olinda o Sr. Atitonio Joaquim de Almeida Gue-
des Alcoforado.
O Sr. Joo Jos Pereir de Lyra foi noraea-
do igualmente para o exereicio interino desses
ofllcies no termo de Nazareth,
Foram concedidos tres rr.ezes de licenca ao
lente do exercito Henrique Eduardo da Costa
Gama para tratar de sua saude fra desta capital.
Hoje se deve extrahir no consistorio da gre-
ja deNossa Senhora doRnsario da freguezia de
Santo Antonio, a terceira parte da nona lotera
da matriz da Boa-Vista desta cidade.
De Garanhun temos noticia at 11 do cor-
rete, as qnaes do-oos o seguinte :
No da 8 do correte chegou a esta villa o
Dr. juiz de direito desta comarca Theodoro Ma-
chado, e sera procurare neces-ario repouso.aps
j urna toreada jornada, dessa capital, seguio hoje
pela manha para a villa do Buique, onde devo-
ra presidir o julgamento dos reos comprometidos
nos desastrosos acootecimenlos de Aguas Bellas.
Ao digno magistrado e priraeira autoridade
desta comarca, dova-se o oo termos de lamentar
consecuencias anda mais graves das complica-
ces havidas em Aguas Bellas, sendo como foi e
curopria ser autoridade local, o primeiro a res-
tabelecer all o imperio da le pelo desappareci-
menio do terror, pela confianca na autoridade,
pela prevenco das vindictas particulares, em
urna palavra pela justa aepresso de criminosos
adherentes a urna e outra das parcialidades que
all se hostilisam, pautando o scu procedimento
por aquella independencia propria do seu eleva-
vado carcter de magistrado integro.
. Nao ha comarco de Garanhuns que em boa
f negue-se a attestar a imparcialidade e a Jus-
tina com quesehouve o Dr. Theoaoro Machado
por orcasio dos lamentaveis acontecimentos de
Aguas Bellas : nem o tenente coronel Jos Afro
de Albuquerque Maranhlo, cujos parciaes e ami-
gos elle fez prender, nem potentado ou influen-
cia de qualquer especie ou cathegoria teem poder
para fuzer d-scer de sua diginidade ao magistra-
do que se estima, como reconhecidamenle o Dr.
juiz de direito de Garanhuns.
Seguiram tambem para a villa de Buique o
Dr. promotor publico da comarca Jos da Costa
Dourado e vinte e tantos presos, escolalos pelas
pragas da linha ao mando do capilo Jos Pedro
Nolasro Pereira da Cunha. n
Passageiro do hlate brasileiro Invencivel
vindo do Aracaty para esta provincia Jos
Francisco de Oliveira.
Passageiros da barca nacional tlathilde,
sabidos para o Rio de Janeiro. Heradio Fer-
reira Baduem, Francisco Caroeiro Montelro, e
2 escravos a entregar.
Matadouro publico.
Mataram-se para o consumo desta cidade no
dia 18 do correte 67 rezes.
MORTALIDADE DO DA 19.
Josepha das Virgens, Pernambuco,
solleira, Santo Antonio ; velhice.
Leopoldina Joaquina do Nascimeuto,
annos, soiteira, Recife ; phthisica.
Innocencia Maria do Nascimento, Pernambuco,
6 annos, viuva, S Jos ; gBstro-interit.
Mari, Pernambuco, 3 dias. Boa-Vista ; espasmo.
Sabioa, Pernambuco, 2 annos, escrava, Recife ;
coqueluche.
1*20 annos,
Baha, 13
CHR0N1CA JUUIIARIA.
JUY DO RECIFE.
3a SESSAO.
Dia 19 de julho.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DR. JL1Z DE DIREITO DA
8EGCNDA VARA CRIMINAL FRANCISCO D0MINGCE8
DA SILVA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
oino de Gusmao Lobo.
Etcrivo privativo, o Sr. Joaquim Francisco
de Paula Eeteves Clemente.
A's 10 1(2 horas da manha, presentes 48 jui-
zes de facto, declarada abena a sesso.
Entrando no conhecimento das escusas e fal-
tas, o Dr. juiz de direito declarou quenovamen-
te multa va na quantia de 20 para os cofres da
cmara municipal es seguintes senhores ti-
rados : '
Antonio Luiz Caldas.
Antonio Gongalves da Silva.
Antouio Jos de Vasconcellos.
Antonio Norberto dos Santos.
Antonio Teixeira Peixoto.
Antonio Fernandes de Araujo.
Antonio Francisco Collares.
Alexandrino Correa Marques.
Dr. Jos Honorio Bezerra de Menezes.
Domingos Jos Alves da Sitoa.
Ernesto Coriolano da Costa.
Francisco Antonio Borges.
Francisco Antonio de Miranda.
Francisco de Azevedo Caldas Lima.
Flix Antonio Alves Hascarenhas
Flix da Cunha de Mello Rosal.
Flix Jos de Souza Jnior.
Ignacio Lopes Cordeiro.
Joo Luiz oe Andrade Lima.
Joo Manoel doa Sanios Vital.
Joo Carlos da Lima.
Joaquim Jos de Sanl'Aooa.
Joaquim Jos Sveira.
Joaquim Francisco de Mello Soares.
Joaquim Pedro do Hegu Brrelo.
Jos Antonio Carneiro.
Jos Joaquioa de Miranda.
Jos Antonio de Oliveira e Silva.
Jos Francisco Pite.
Jos Pereira de Goea.
Jos Goncalves doa Santos.
Jos Rufino Coelho.
Jos Mara Seve.
Lino Pereira da Fooseca.
Luiz Beroardino da Costa.
Manoel Luiz Moreira de Mondones.
Manoel de Souza Lean Janior.
Manoel Joaquim da Fonseca Rosa.
Manoel Gongalves da Luz.
Maooel Joaquim Ribeiro.
Manoel Jos da Silva Leite.
Manoel Ignacio da Silva Teixeira.
Maaoe Ignacio de Albuquerque Maranho.
Maeoel Francisco de Salles.
Manoel Feneira Pinto de Araujo.
Maooel Ribeiro da Fonseca Braga
Pedro Jos Carlos da Silva.
Severiano Jos de Souza.
Silviao da Cunha Camello,
Torquato da Silva Campos.
Em seguida, oo relevadas as maltas impastas
aquelles Srs. jurados que, sendo eesidaoe ao
___i,
comparecimento, deixarara de comparecer boa- a acasaaria.
Para tratar da cura, primeiro diagnostica-se o
estado da molestia ; para extirpar os abusos a-
xera-se as censuras, em que tio elle indicados.
Mas nem o diagnostico importa a cura, e nem a
censura traz acessaco do abuso, quando procede
elle do kio orgnico ; e como para aquella se-
guem -se remedios que devem reatabelecer as unc-
coes normaes daecoDomia, para esta cumpre que
aejam indicados os meios da reforma, com que se
procura regular-Mar o que argido de abu-
sivo.
Assim stiingir-ee-ha um fim, mas nunca vi-
tuperando-se, mesmo porque o recurso ao vitu-
perio indica a aiisonci da raza o. Oode eta nao
existe, desapparece a justica, e sem justica nao
ha causa que possa permanecer.
Guie-se antes do que censure-se sem motivo
proprio do censurado.
o remedio, nao por certo o meio de fazer o go-
veroo entrar no caroinlia supposlo ; porque tam-
bem elle, tmpressionado pela vantagem da sua
medida, nao apreciando outra pela respectiva fal-
ta, Mtsisie em considerar a existente como a til
tem por motivos justificados.
Ertra esa julgamento o processo em que
reo Msrcolino da Silva Miodello, pronanciado
pelo Sr. Dr. nnocencio Seraphico [juiz munici-
pal da 1.a vara) en 16 de outubro de 1859 co-
mo incurso no art. 193 combinado com o att. 34
do cod. crim.
Atim de roelhor nslruir ao leitor sobre o fac-
i criminoso e as circumstaocias que o acompa-
oharam, traaserevemos aqu em resumo a pro-
roocao do Dr. Costa Ribeiro que a esse tempo
offieira como promotor publico interino.
Eis aqui a promovi a que Iludimos :
< Pelo juko da suhdeiegacia da ireguezla da
Boa-Vista so est procedendo summarto ex-
offlcio contra Manoel Jos de Azevedo Amorim,
Eduardo de Azevedo Amorim, Lino Jos Martios
e Demetrio de Azevedo Amorim, (autor da quei-
xi Inicial) pelo crime de tentativa de morte pra-
licado contra as pessoas que sao reos neste pro-
cesso, e por occasie da mesma oceurrencia de
que se trata ao presente summario.
< All como aqu, as testemunhag fazem mais
ou menos carga aquelles contra quaes foram
instaurados os respectivos procesaos ; mas refe-
ren) o facto de modo excluir a criminalidade
reapeito daquelles que figurara como offen-
dldos.
a Haveodo examinado allentamenle um e ou-
tro processo, o que me parece certo que, p'or
occasio da oceurrencia de que se trata, tanto o
reo Marcolino da Silva Mindello, come o quei-
xosu Demetrio de Azevedo Amorim, atiraram-se
reciprocamente, o que cousiue alten lado con-
tra a existencia, um do ostro, am que nenhum
delles toase Impellido pela suprema uew>ij.H
da defeza, circumstancia esta que, segundo a ju-
risprudencia esUbelecida pelos tribunaes supe-
riores do paiz, nao ao juijo fermador da culpa,
mas smeate ao jury, ou ao que julga, caberia
definitivamente apreciar.
Assim, poia, e vista dos depoimentos de
*As. a. fls. 4 da justica a pronuncia do summaria-
do Marcolino da Silva Miodello, como incurso
no art. 193 combinado eom o art. 3do cod.crim.
A' esta succinla exposico das circumstancias
do facto, devemos accrescentar quo o queixoso
Demetrio de Azevedo Amorim fra lanzado da
aecusaco, defertodo-se o direito de proseguir
nos termos ulteriores ao orgo da justica pu-
blica.
Eotrando-se para o sorteiamento do conse-
Iho de sentenca. compe-se aflnal dos seguintes
Srs. juizes de facto :
Joo Pereira Reg
Gamillo de Lellia Peixoto.
Jos dos Santos Noves Janior.
Jos Maria Seve.
Joaquim da Silva Lopes.
J 11. Borges Dioiz.
Jeo Francisco Bastos de Oliveira.
Manoel Joaquim Rodrigues de Souza.
Urbano Mamede de Almeida.
Miguel Ribeiro Pavo.
Dr. Joo Neporauceoo Dias Fernandes.
Alexamire Jos de Barros
E' deferido ao conselho o juramento dos San-
tos Evaogelhos.
O reo interrogado, e neg o facto com
que se lhe faz carga, altribuiado a ioslauracao
do presente summario ao odia iraplacavel quea
elle e sua fami'ia volava o queixoso Demetrio de
Azevedo Amorim.
Deferida a palavra ao Dr. promotor publico
(Gusmao Lobo) este produz a aceugicSo, que des-
envolveu cora methodo e clareza, concluindo
por pedir a comiemuaco do reo no grao medio
do srt. 193 combinado com o art. 34 do cdigo
criminal.
O advogadodo reo, o distinelo Sr. Dr. Antonio
Vicente do Nascimento Feilesa, um dos orna-
mentos da tribuna judiciaria, deseovolveu a de-
feza do reo com um eloquente discurso, con-
cluindo por pedir a sua absolvicao.
Piodos os debates e resumida a discusso pelo
Dr. juiz de direito, foram propostos ao jury de
sentenca os seguales quoeitos :
1. re Marcolino da Silva Mindello, do dia
19 de julho de 1869, disparou um tiro na estrada
de Belm, no conflicto que se deu entre elle e os
Amonns
2.Oio, disparando esse tiro, tentou matar
Demetrio de Amorim, manifestando a sua in-
teocao por aclos exteriores e principio de execu-
co, que nao teve etleito por circumstancia in-
depender da vontade do aecusado ?
3."O reo commetteu o crime com a circums-
tancia agsravante de superioridade em armas,
de maneira que o offendido nao podesse defen-
der-so com probabilidade de repellir a ofLtnsa ?
4. O reo commetteu o crime com sorpreza ?
5.*Existem circumstancias attenuanles a fa-
vor do reo?
O jury respondeu ao
1. quesito.Sim ; por 6 votos. Nao ; per 6
votos.
2. quesito.Nao : por unanimidade de votos.
3.o, 4 e 5. prejudicados.
Em vista das respostas do jury, o Dr. juiz de
direito lavrou a sentenca, absolvendo o reo da
aecusaco que lhe fra intentada por parte do
"exonel.^ -. tisfazer.quel... um onender. este. Ob-
servaos prestados olquepossam^reS?. poli! ?""" 8/ ?** V* P- arre-
tica : e ao ooucas tms ai".nS.^SAp"". t"'m e qut a dnwaao da cmara era
devida a sua influencia, e tirar lodo o pretexto
aoa que podessem assim pensar, schava convar
Communicados.
Besposta s ai-gui^es feitas, pelo
Sr. Dr. Fraiu-tsco Carlos Krandao
e algaras de seas amibos ao juiz
ete direito da comaren de Pajeas'
d Flores.
O que oceulta a verdade, e o que
diz a mentira, sao ambos crimioo-
nosos ; um porque se oega a fazer
o bem ; e o oulro porque quer fa-
zer o mal.
S. Agost. L II Q. 3 c. quisqus.
O Sr. Dr. Francisco Carlos Brando, em odio
VP*"*Va ^ _minh* (meen*, finr mo havar tnh.
trahdo a exigir, que a cmara municipal desta
villa procedesse a apurado no sentido que lhe
convinha e lhe expedisse um diploma de depu-
tado pelo 5. districlo desta provincia, como se
me havia pedido, tem entornado sobre mira lodo
o fel de sua bilis, em virulentos escriplos publi-
cados- pelo Jornal do Commercio da corte, em
quejme envolve nessa apuraco, e torna-me res-
ponsavel do seu resultado, em pena desse raeu
grande peccado.
Sabendo por experiencia, que essas falsas ar-
guices sao meios sedicos que ctstumsm ater-
se todos os que esto baldos de defeza, o meu
primeiro pensamento foi despresa-las, como fi-
Ihas do desespero de sua situaco, e inspiradas
pelodesejo de obter um lugar Da cmara doa de-
puta los, embora a cusa de mordazes impulaces
aquelles que se nao deixaram illaquear por seus
pedidos, e dos seus amigos.
Mudei porm de opioiao desde que li no Jornal
do Commercio de 20 de abril um aeervo de ca-
lumnias, cora o nome de denuncia, contra mim
e o delegado de polica dfste termo, o mui digno
Sr. commendador Manoel Pereira da Silva, por
nossa intervencao indebita na apuraco, figurando
abi muito de proposito como leslemunhas inimi-
gos flgadaes nossos, e alguns de urna torpeza lo
descommunal, que a ammsdverso publica ha
muito os alistou no numero dos reptnos, ex-
cluiodo-os da verdadeira sociedade, e deixaodo-
os entregues ao ralador remorso, e ao trato de
urna ou outra alma corrompida.
Para esta reoluco coocorreu anda um altes-
tado do vigario desta freguezia o Rvd. Sr. Ma-
noel Lopes Rodrigues de Barros, meu vizinho,
amigo amigo e compaoheiro de escola, corrobo-
rando cum fide Parochi as falsidades contra mim
enuociadas. Entend que o meu silencio poda
ser mal interpretado, nao ni mioha comarca e
e em parte de minha provincia, onde .ou to co-
nhecido comoosmeuiinimigos, mas fra da pro-
vincia, e principalmente na corte, oode o resseo-
timento do Sr. Brando, e a sede de vinganca
de seus amigos, suggenrem-lhes o maligno in-
tento de fazer estourar a bomba, forgieada em
certos antros desta villa, onde a maledicencia
o afsumpto dos seres diarios.
Tomo pos, oem contra meu genio e vontade,
a resoluco de esclarecer o publico, cujo juizo'
muito aprecio, a respeilo das oceurrencias que
aqui se deram por occasio da apuraco ; e o ta-
re!, nao com as falsidades e calumnias de que se
serviram meus destetes inimigos, mas com a ve-
racidade que caracterisa o homem de honra, o
verdadeiro chrislo; e para tornar mais saliente
a iiijustica dos.que me imputam interferencia
iiessa[apuracao, e em outrasemergencias polticas,
occorridas na comarca, aproveilo o ensejo para
definir previamente a minha posico, e expor o
meucomporlamento, tanto em relaco aos parti-
dos, como aos rueus proprios inimigos.
Nao me estranha a difliculdade, ,e os incon-
venientes com que lula quera se oceupa de si ; e
muito receio fallar nesta exposico ao decoro e
modestia, que o dever me impem ; mas espero
que o publico ser iodulgeote com as minhas
(alias, atienta a atlitude forcada que a raiva hy-
drophobica de inimigos obstinados obrigoa-mo a
lomar nesta resnosta.
A minha natural tendencia para a vida pacifica,
estraoha as lutas e intrigas inseparaveis da poli-
tica, obslou-me sempre de acceder s solicitaces
cora que os polticos de ambos os partidos procu-
tente deixar correr a apuraco per conta da c-
mara smenle, afirn de deixar aos amigos do Sr.
Brando ampio circulo paraadvogarera com mais
conflaoca a sua causa. Aoouindo, o Sr. commen-
dador asseveroo aoSr. vigario, que peds a favor
do seu amigo empregar todos os esforeo persnle
tica ; e nao poucas vezes sao substituido por
pessoas sem politice, ou da poltica liberal, por
me parecerem mais aptas para os respectivos
cargos. Oa nomes proprios em que tem recala-
do taes nomeaces sao bastantes para desmasca-
rar as perfidias dos meas delatores. Todoa sa-
bem que algumas destas ioformacoes me tem
distado serios desgostos, pela celeuma produzida 0
eatre os preprios conservadores que, por sua vez os respecTivo. Sreadore.
acusam-me de guardar com ellea menns ronve. J pe, .. T.ereaarM-
mencias. do quf com oiHberaa e a cm os 'lfll' ,,nd* D" "l9f" '* Sr Tg8r0"
meas inimigos. MwiS^lkL^S^iMU ,M' aPe"rde ^anhecer-me, to escandalisado
de informales. miZnai^,\^?it ? ZT S MU ,mi* Te,ho' 1 "8 ^
secretarias do governo e de pdSa ondaTSe ,,redou-" de "a C,8S. Bid. "mo fez echo
rio requerer or rooi .. mih !? com os mau ""raleados inimige, forne-
quertoa sL^bS po" ZtVsZ?sl *""*' docuoieotar deJSnci.s, ug-
2~. _u-----_^_" er" geridas nicamente pelo odio e vingaws I Bem
quo a moralidade deate aelo, exeedentfo a minha
espectativs, e auxiliando urna acci'saco formal
contra mim, tornasse iodiapeBsa^ urna resposta
especial, com tudo em aitenco a essa amizade,
que j tivemos, a essas relacow que sempre man-
tive na melhor boa f, nada direi a respeito de
S. S. se nao, qu*? muito pod o tspirito de part-
n nt.nn.4. Au- a------* M_______
ellas serao bastantes para confundi-los,
por quanto a linguagem imparcial, com que fallo
das pessoaa, e das cousas de minha comarca, nao
cartamente a linguagem do poltico, que mais
allende s conveniencias e inleresses do seu par-
tido, do que aos reclamos da justica e da so-
ciedade.
Ureccao. Ora os nossos escriplos estao ao al- lamenl0 DUnca msereceram to desabrida corres-
perante o jury.
Levantou-so
a sesso s 5 horas da tarde.
DIARIO OE PERNAMBUCO
Pelo nosso pacto fundamental no 1 do art.
36 assembla geral foi commeltido o decretar
impostos ; e se estes consignados na le annua,
sao por Torca della exigidos dos contribuioles,
porque os decretara o poder competente.
Ora, sendo isto constitucional, se nao houve na
confecQo da le quo os decreta opposicoo da par-
te dos membros da referida assembla, o que p-
dem exprimir declamares ulteriores, quando sao
elles ejecutados, levantadas as cmaras por
aquelles mesmos que em tempo se deveram op-
por sua decretacio, e que sem duvida voltram
por ella ?
Quando aadaram estes avisados 1
No momento da acquiesceocia, ou naquelle da
reprovaco ?
E' problema de que outros deixaremos a so-
luco.
Todava, compro que observemos, cumpre qua
aa apreciacfto ira parcial dessa anormalidade parla-
mentir consignemos aqui, que aquelle membro
do corpo legislativo, que osaittiodo suas obri-
gacoes, e sendo iofiel ao seu mandato, deixou de
oppor-se ama le quando ae ella discuta, dei-
xou de indicaros seus inconvenientes quando se
ella cuufeccionava, e declama por occasio de ser
s mesma lei posta em execuco, nao merece coo-
ianca da popolaco, e nao deveria continuar no
honroso mandato de promover o bem estar geral
em harmona com o particular.
Por occasio da discusso do orcamenlo lem os
membros das cmaras legislativas sobrados ense-
jos de desenvolveren) os inleresses do paiz ; e
quando ao seio da representaco nacional lhes
faltassem elles, a imprensa entre nos bastante
livre, para que por meio della houvesse o recur-
so de serexposta ao publico a opinio Ilustrada e
patritica, que fra abafada as cmaras em de-
trimento geral. Porm seospessimislas de hoje
no seu eothunasmo opmisia de hontem, nada
disseram ; sa mesmo coucordaram ou deram fa-
culdade ampia ao poder executivo
comojulgassa conveniente
impntem abusas e delles
mente.
laconseqoentes que sao. <
A' preguica, propria fraqueza e ebstenco
do exercicio dos direitos que lhes foram conferidos
devem imputar os abusos argidos, meriendo
conaequente e devidemeute soore si proprios as
censuras que tem laecado da tribuna nacional ao
meio ds populacao, cojo bom senso e raciocionio
vae achar a origem dellas na decida desses seus
mandatarios, e nao no governo, cerno se procura
inculcar.
Governsr um paiz um onus sobremodo pesado,
e quanto nds, aquello que disso se encarrega,
faz nao pequeo sacrificio ; do que resulta deve-
rea todos os governsdos ejuda-lo para que me-
lhormenle desenvelva ss (acuidades sociaes e
proveja as aeceasidades publicas as convenien-
tes proporcoes.
A censura cortamente nm correetivo, alm de
um direito nos governos livre; mas merecer os
foros de censura, essas pautadas por sentimentos
que deixaremos de aquilatar, essas cuja proce-
dencia daixmos indicada ?
Censurar todo o triase, censurar sem poetar
| raram, por muito lempo, arraocar-me urna reve-
queixoso Demetrio de Amorim e condemnando a lacao, um pronunciara ento neste sentido. Pro -
muuicipalidade a pagar as custas do processado clamadas, porm, no anno de 1846 as candida-
turas dos Sj. Chichorro o Ernesto por esta pro-
vincia, por nao ter Pernambuco, como eoto se
dizia, dous lillios de igual mrito, lodos os Per-
nambucanos, que coreprehenderam a injustica e
o absurdo dessa imposico, foram obrigados a lo-
mar urna posico hostil a essa pretengo : eu en-
trei neste numero.
Declarando-me^em opposico aquellas candida-
turas, nao tive oulro intento se nao o de arredar
de sobre mkiha provincia o opprubrio que lhe
esta'a imrainente, sem com tudo dispor-me a
mais ampia manifeslaco poltica ; e teria por
certo voltado a minha anterior reserva, ae os es-
forcos empregados perante alguns amigos, para
desvanece-ls de taes candidaturas, nao houves-
aem sido completamet.te desprezados, e esse
desprezo me nao livesse obrgado a urna vigorosa
opposico, que ligou-me de todo ao partido con-
servador. Como membro deste partido prectei
enlo, e durante nove annos seguintes, os meus
servicos com toda a lealdade e moderaco de que
sou capaz, at o anno de 1855, em que fui despa-
chado juiz de direito.
Como magistrado entend que nao devera con-
tinuar a prestar servicos a poltica, pelo receio de
compromelter os deveres do meu cargo, e sacrili-
car alguma vez justica ioteresses menos le-
gtimos. Deste modo conduzi-me durante um
anno, em que servi na cmara do Bonito, onde
Uve eatreitas relacoes com oa homeos mais nota-
veis d'ambos os partidoa ; e por espseo de cinco
annos que sirvo nesta, onde os mens aotigos alija-
dos nunca mais enconlraram em mim a coopera-
(o, com que outr'ora cootaram ; resultando
deste meu novo comportamento desconflancas e
desgostos, que nunca foram ignorados dos meus
desarTectos.
Nao obstante a minha indifferenca e imparcia-
lidade, alguns individuos exaltados do partido li-
beral nunca deixaram de ostentar, meu respei-
to, a mesma ogerlsa que sempre me tireram, oo
perdendo occasio de molestar-me, e morder-me
furto quando podiam, mais por espirito de vio-
ganga, que por poltica. Todos os horneas ho-
nestos da comarca saDem, que esse procedimento
em nada allerou o meu comportamento, poia nao
a nunca procurei tirar a menor desforra, como
muito pelo contrario lenho procurado sempre
mostrar-lhes, por actos de justica e consideracao,
quanto sao injustos para comigo. Os seus e os
meus acloa provam exuberantemente esta ver-
dade.
Iniciada no paiz a poltica de concliacSo e con-
cordia, para logo traiei de propagar na comarca
essa idea, que tanto se uniformisava com oa meus
pensamentos. Sobradas provss tenho disso : re-
ferre algumas. as informagoes de cidados
aptos para os cargos pblicos, dadas ao governo
da provincia, e ao chefe de polica, aune deixei
de indicar, para sopplentes do juiz municipal,
delegados e subdelegados, igual numero de pes-
soas 0 ambos os Isdos polticos: ssoomeaces ah
estao, laliam mais sitos que a voi dos meus ini-
gos. Nao tenho culpa deque alguna membros
reluctantes e obstinados do partido liberal tinham
recusado a honra de servirem com a actualidade.
O certo que os diplomas esto em seu peder,
sem ppsse, desde 1858, sem que eu bou veas pe-
dido sinda a sus exoneraco. O publico que avs-
Iie de que lado est a intolerancia. Muito ae
apraz entretanto declarar que outros liberaes, de
nconlestavel mereeimeoto, aceilaram os cargos
para que foram nomeados, e os tem exercido com
muita digmdade.
No empenho de malborar a polica em direr-
cance de todos, at dos nossos inimigos. Accu-
sem-rae pos seriamente ; publiquem a minha
correspondencia poltica, facam-me esta vergo-
nha, ou enlo coofessem a sua aleivosia. Em se-
guida, digam-me ; oo certo que oo toa cid
tor, nem votante, e se cstou qualifleado, anda
uu tule, ucm aaasisli a irabalbo olgum eleito-
ral, ou de qualificago? E quera aconselha e di-
rige partido porta-se desle modo ? Nao lem os
meus inimigos os jornaes do imperio, e nao vem
o que no nosso Brasil fazem os magistrados pol-
ticos ? Eu, se quizesse, nao poda proceder do
mesmo modo ? Anda mais.
Aproximando-se a eleigo de setembro, lem-
brei ao chefe do paitido cooservador na comarca
a necessidade de manter o pensamento de con-
cordia, contemplando o partido liberal com tres
yerea lores para a nova cmara. Foi adroilllda a
idea, e a eleico piincipiou neste sentido, bem
que o dito chefe, ja depois da destribuico das ce-
dulas, procedesse ero sentido opposto, dando como
razo a vigorosa opposico que lhe fazia o parti-
do, a quem pretenda considerar.
Na eleigo primaria de dezembro, lembrei an-
da ao chefe dos conservadores, que era prudente
o rasoavel levar-se a effeito o pedido do nosso
i prestimoso amigo, o Exm. Sr. Conego Pinto de
pampos, a respeito da partilha da eleico, entre
~s conservadores e liberaos, como meio de cha-
I mar coaeordia as familias divididas por espirito
de partido. O chefe declarou, que s adhiria
esta proposta mediante certas condicoes. que nao
agradaram aos seus adversarios, e porisso a con-
cilago deixou anda de operar-se por motivos
extranhos a minha vontsde. O que certo que
o meu pensamento fui manifestamente conhecido,
tanto em urna como em outra eleijo, e devia
por-me coberto de toda a suspeita, anda para
com os mais emperrados, se as palavras justica,
reconhecimento e gratido livessem alguma aig-
niicaco para aquelles a quem respondo.
Os factos cima expostosso de noloriedade pu-
blica, alguns assentam-em documentos autheti-
cos, todos esto ao alcance dos partidos, e os li-
beraes honestos nao ousam contraria-los. Delles
ve-so claramente, os esforcosempregados de mi-
nha parte para barmonisar'todos os polticos da
comarca, e sem duvida o teria conseguido, se al-
guna bomuns exaltados, exagerando talvez na
cqnciliaco um obstculo as vingancas que al-
mejam, nao traiassem de arredar a outros, sobre
quem exercem ioflueucTa. Nao sei o que seria
desta comarca se urna completa inverso na pol-
tica do paiz, quod Deus avertat, collocasse as po-
sQes oQiciaesinteiramente naa mos de certos
iuJividuos I Sao estas boas almas, a quem nao
leuho podido contentar, que mo aecusam de suas
proprias fallas.
A respeilo dos meusj especiaes e gratuitos ini-
migos, s me cumpre acrescentar, que nunca me
prevalec de minha posico para os opprimir, ou
consentir que outros o fizessem aoles em o meu
juizo lem elles encontrado a mais segura garants
contra qualquer oppresso ; nunca recorrern! a
DBim, queeu deixasse de fazer-lhes jusiiga imme-
diatamente, como publico. Entretanto que
elles por sua parte sao incansaveis em actos de
revoltante ingralido para cora a minha pessoa ;
como provam, alero de muitos factos especiaes
perprelados desde longa data, as recentes argui-
ges que acabo de responder, as calumnias
constantes de denuncias, depoimentos, alguns at-
testados, e finalmente as publicacoes do Sr.
Brando, com as quaes passo a occur>ar-me, co-
mecando pela narrajo dos factos que se deram
na apuraco.
Pelas 6 horas da larde de um dos dias anterio-
res ao da apurago, entrararo nesta villa o Sr.
Brando e seus alliados desta e de outras fre-
gueiias, em numero de 19 cavalleiros, que se
aboletaram em diversas casas de seus amigos.
Sendo vistos entrar desarmados, e contando que
yinham assislir aoa trabalhos da apuraco, nao
inspiraram enlo desconfianza alguma.
No da seguinte apresentaram se em minha
para impor
oo curial que lhe
se queixem presente-
e um oulro, edepois de haverem discorrido sobre
a duplcate de Cimbres, e justificado a eleijo da
parcialidade liberal, pedio me o primeiro minha
interferencia, para que a cmara municipal lhe
fuesse a justica que a sua causa mereca.
A minha respotta lhe nao agradou, por que S.
S. ou admitte reservas, quando se trata de sua
eleico, eso considera honrado e honesto a quem
quebra alguma lanca em sua defeza : respondi-
lhe que desde que enlrra na carreira da ma^is
tratura. tinha-me abatido inleiramente de tomar
parte em questes polticas, e nao eslava disposio
a quebrar este proposito, anda quando a amizade
intima exigase o sacrificio de minha cooperaco
que a vista disso nao dara passo algum por su
eleico, nem pela de seus Competidores, e que
apezar de ser amigo intimo do Sr. conego Ca
pondencia de sua parte.
Nao obstante o implacavel odio contra mim
ostentado pelo Sr. Brando e alguns de seus ami-
gos, o meu conselho foi immedialameote abracs-
uu, e tudoa m cotorro, por seu turno, emprega-
dos perante os respectivos vereadores para obter-
se o desojado oiploma.
Era quanto alguns amigos do Sr. Brando re-
corriam diplomacia, ouiros de peiores insliuc-
los ruroinjvam, segundo se dizia, projectos hos-
tis com o fim de atemorisarem a cmara, e obte-
rem o diploma. Neste sentido recebeu a polica
diversos avisos, e alguns de pessoas, queaflirma-
ram a entrada para a villa de gente e armas, na
ooile do primeiro a segundo dia. Estes avisos
eram reforjados pela certeza que leve o delegado
de que a casa do Dr. Monte-negro nesta villa era
o deposito de grande numero de armas, algumas
des quaes o mesmo doutor, na semana anterior,
mandara lmpar e preparar por soldados do pro-
prio destacamento. Tambem nao era de despre-
zar a coincidencia, com que, de diversos pontos
da cmara, opreseotavam-se, sem serem espera-
dos, alliados dos amigos do Sr. Brando, e al-
guns do to horrivel chronica que s a sua pre-
senta em terr pos crticos, inspira desconanca.
Finalmente alguns vereadores da cmara, recelo-
sos por sua seguraoca, pediram providencias a
polica, a quem corra o dever de desassom-
bra-los.
A autoridade policial, que desprezando estes
indicios, deixasse a populacao pacifica da villa
exposta s desconfio^as e receios que enlo la-
vraram, sera indigna de oceupar esse lugar Fe-
lizmente o delegado pensou diversamente do Sr.
Brando e seus amigos: lomou providencias, e
evitou a alteraco do socego publico. Estas pro-
videncias consisiiram. nao era 80 ou 100 homens
armados, como diz o Sr. Brando e seus amigo?,
os denunciantes, para quem as pslavrasverdade
e mentirasao synooimas, mas no deposito de
35 armas em dous po-.tos desta villa, fronleiroa
aos dous lugares suspetos; e na proroplido de
igual numero Je pessoas prenlas, vaqueiros a
aggregados do delegado, que sabendo do mo es-
tdo das cousas apresentaram-se exponlaneamen-
te na villa, onde conservaram-se posto que des-
armados, disposlos a armarem-le e auxiliarem a
polica ua manutenco da ordem publica, se ne-
cessario fosse.
At aqui os factos occorridos na poca da apu-
rago, fora da cmara municipal. Quanto as re-
clamaces. discusses, protestos e decises ha-
vidas no recinto da mesma cmara, alm de cons-
taren! da respectiva acta, que j foi publicada,
nao entram no plano desta resposta; limitndo-
me apenas a declarar nao s que nao li as actas
viudas dos diversos collegios eleitoraes, nao s-
sisti aos trabalhos da cmara, e oo lomei por
esse negocio o menor interesse, mas que cons-
tou-me ter havido plena liberdade nessas recla-
maces, discusses, protestos e insergo na acta.
Nada direi sobre a moralidade da deciso da cj-
mara : ella) que responda por seu acto ; pego se-
ment ao Sr. Brando que oo deixe de denun-
ciar dos 33 deputados que na cmara voVaram
contra a sua eleico, para que se nao repitan! ah
factos desta ordem. Os seus amigos da Boa-Vista
e Ouricury Uguraram de denunciantes, e os da-
qui serviram de testemuohas. Bem v que o cri-
me idntico, apezar mesmo do art. 26 da cons-
tituieo do imperio. Agora algumas palavras a
respeito da oatureza, e moralidade das iraputages
feitas pelo Sr. Brando e seus amigos.
Accusam-se de haver protegido a candidatura
do Sr. Augusto, e ter intervinoo na apuraco pa-
ra expedir-se-lhe diploma em preiuizo do Sr.
Brando.
Antes de responder a esta arguicao mister
observar o egosmo dos meus aecusadores : nao
coocedem aos outros e que querem para si, nem
consideram o resto da humaoidade com os mes-
mos direitos que elles ; do contrario nao fariam
dessa supposta intervencao, que crearam para al-
tribuir-me, objecto de aecusaco seria. Primei-
c n h"">cui casa o 5>r. Drandao, o Sr. vigario Francisco Pedro ramente porque no pleno uso da liberdade de de-
e um OUlrO. e deoOS de havprpm <1iarnrri.1/i mhro [i'niflrom n can riirniln >n.n.nn..___________._ ._
pos, e deae>ar muito a sua reeleicio, elle deixa-
ria de ter urna cadeira na cmara dos deputados nao 1uerer comprometiera minha autoridade,
se para consegai-lo fosse mister alguma nter- |ouccu8a(lo de haver procedido contra o dito
venco de min*>a parte. A consentir que se a ca- Brando : eis a aecusaco que soffreu o in-
mara municipal, duvidosa sobre algum ponto de noc.elnte Jos. por nao ter cedido as solicitaces da
direito, pedisse-me esclarecimentos, oo me es- '
cusada a da-los. como por vezes o tenho feilo
mas nao aconaelharia, por principio algum. sobre'
a escolha, e preferencia de actas eleitoraes.
Nada mais foi preciso para offender a saseepti*.
bihdade, e provocar aa iras do homem, que em
outras comarcas Uvera trato familiar com oatros
magistrados, que lhe fizeram maiores favores.
Barros, e pedindo-me, bem como ao S? com! f r|"5*n<,"L0' C0?fesse a Pudenda de suas
mendador Pereira da Silva que ah eslava L 17' Mf ""'i e presenlarem o depoi-
audiencia particular, Dalla exigi ul' D0l C \h*VL IZS rereador.da cam"fl- >Oru
amis.de erapreg.ssemos todos MK. 1"! f1..^6 "?.?id.,do P"ra aPe,l?r ou r^e^ ta de
fenderem o seu direito, empregarara, perante os
vereadores, singularmente e reunidos em cma-
ra, todos os meios lcitos e illiciios, honestos o
deshonestos, desde o simples pedido al a peila,
offerecida ao vereador Joaquim de Mello Mallos,
sendo que contestara aos outros o direito de usa-
rem dos meios mais regulares. Em segundo lu-
gar, porque haveodo solicitado, tanto nesta como
em outras comarcas, a interveaco das aulorida-
dades a favor de sua causa, fazem della um cri-
me, quando empregada a favor de outrem, como
allegara ; de maneira que se eu houvesse cedido
s instancias dos que me pediara o diploma do
Sr. Brando, e para o conseguir violentasse a c-
mara, erevolvesse os fundamentos da comarca, o
meu acto ficaria legitimado pelo pedido daquel-
les, que tem o poder de absolver dessas graves
culpas; como porm commetti o grande crime
de nao querer compromettera minha autoridade.
sou aecusado de haver procedido contra o dito
eis a aecusaco que soffreu o ia-
. _>or nao ter cedido as solicitaces da
mulher de Pestifar. E' mister muita resignaco
para sermos honestos no meio de homeos que
pensara, e obram como aquella torpe mulher
Passemos a resposta.
Quem protege urna causa, boa ou m, tem ne-
cessidade de empregar os meios conducentes a
realisacao do fim a que se propem. Estes meios
em questes eleitoraes, sao pedidos. Pos bem '
os meus inimigos apresentarem, d'entre 33 elei-
t0res io* d e,U re8"ia. 45 que d a de Fio-
-------------l------------ Q-v IJUV f\tl
amisade empregassemos todos os esforfos para
com a cmara, afirn de que esta expedisse diploma
ao Sr. Brando. Sorprendeu-me extraordina-
riamente o desabrimento desta proposta I Mal
sabia eu que ella importava um rompimento
para o qual a minha resposta devia servir de pre-
texto II
Bespondendo-lhe por mioha parte no mesmo
sentido da resposta dada ao Sr. Brando. mani-
festei-lhe o pezar que me ficava de nao poder aa-
lisfaze-lo ; mas esperava que como meu aoligo
amigo e cnlleg, tendo perfeito conhecimento de
mioha conducta e ntencoea, o nio ignorando a
reserva quo me havta imposto em negocios po-
lticos, seria levado pela propria convieco ades-
culpar-me, par ter-me feilo um pedido pouco
rasoavel, e, com releso aos meus escrpulos, im-
possivel. r '
O Sr. commendador desculpou-se com a ex-
temporaneidade e .ocaoveaieneia do pedido, at-
ientas oscompromissos eoatrshidol, visto como
repugnava com os seus sentimentos de honra
deoois de ter protegido a candidatura da Sr. Au-
gusto de Oliveira, apreseatar-se ao dia da apura-
ca, guerreando o seu candidato, e advocando a
causa do seu rival.
------,--------...... igvii a auto UO
algum collegio, ou que de algum modo, directo ou
indirecto, influ em suas decises, confesso-mo
reo dessa arguigo. Mas se pelo contrario nao po-
derem provar a mioha intervencao, com o depoi-
mento de pessoas competentes, quaes as mencio-
nadas, entao confessem-se calumniadores, por
que nem mesmo podem recusar essa pecha.
No proposito de fsltarem em tudo a verdade
com tanto que consigara seus fios, imputam me.
de occordo com o delegado, a reuniao do urna
torca de 80 a 100 homens.
J cima expuz o numero, e iodquei as pessoas
que compunham essa forja, declarando ao mes-
mo tempo a autoridade policial, que sob sua
responaabtlida.de a reuna. Pela miaba parte
achei loBvavel e prudente a medida.porque goslo
da prevenco dos delictos, mas nao concorri para
essa reuniao; sendo igualmente falso que os
meus prenles commandasaem forca, eu fizessem
parte della. Em todo o caao o testemuoho do
a,e/,d ,* ""oso nesta materia, porque,
tendo sido elle quem reuni a forca, o mais
competente para declarar quem, alm delle, teve
parte nessa reuotio invoquen o seu testemunho,
e nao calumnies.
Em minha casa estavam hospedados no dia da
A resposta desanontarU a analn. k*n. a* miona casa estavam hospedados no dia da
rmese odnarmuTo Sr Vi*T?JZA !!r.a?ao um ". qwiro sobrinhos meus, que
do-ae dos recursos da sua preeeoea de espirito
sustenloo a possibilidade do pedido, t invocou
de novo o meu auxilio.
Nio podando deixar de dar signel de vida aa
transe to aperlado, em que eaaisade lutava
aberlamenle com a dever, arosarei da algum
nbos vereador da cmara, o os outros espectado-
res dos trabalhos, como mullos amigos do Sr.
Brando. Achara -sa tambem o eidadao Francis-
co Nunea de Souza, que ba dias proceda in-
ventario no juizo dos orphos. Este cidadio
lito pala dupla razio 4t honradez s de


MMLIO MI
SAMAD M D8 JU M 1861.
alludo poltico dos amigos do Sr. Brando. In-
voquen) o seu testemuoha sobre parte que me
vio tomar, ou os raeus pareles en armamentos,
e torga. E' muita imprudencia dos meus inimigos
em caluroaiar-m al naquillo que eu, mesmo
como particular, mais abomino !
Allegara com aila sem ceremonia que a forca
(ora em pregada para exigir a cmara a dar o di-
ploma a Sr. Augusto, e oega-lo o Sr. Bran-
dan. O simples boro senso encerrega-se de
repellir esta fraudulenta allegaclo.
Alm de que oSr. commeodador Pereira da
Silra, aeiual delegado de poltcia deste termo,
conbecido como ama garanta de ardem no cen-
tro da provincia, onde desde moco presta impor-
(r
E' que eu nao estou disposto a levar cruz ao
calvario. Tenhp de ajustar conlas com alguem
ao terreno judiciario, onde pretendo desmascarar
as perfidias da meus detractoraa.
Finalmente dii o Sr. Brando em resposta ao
meu amigo, o Eim. Sr. cooego Campos, que eu
com a astucia da raposa cont a meu geito as
occurrenciae que aqu liversm lugar para a/re-
dar de mim a resoonaabilidade. A sso respon-
do : primeira, que quena tam conaciencia de bem
cumprir os seus deveres nao teme responsabili-
dade, por maior que seja a iniquidale dos seus
accusadores; segundo, que a astucia da raposa
asseota melhor naquelle que, para (azer-se ele-
ger depuiado, teve a iocomoaravel habilidade de
tantea servigos ao paiz, e onde tem sido em todas Iludir a ambos os partidos da provincia,occultan-
as crises o terror dos desordeiros e anarchistas,' do o seu verdadeiro systema poltico, e fiugindo-
sem nunca ter sido amea(ado de haver provoca- se, ora conservador, ora liberal, conforme o ele-
do ou commetlido desordem, quer como part- melo predominante em cada localidade onde se
cular, quer como funcciooario publico, accresce ; apresentava pedindo votos.
que sendo elle a maior e.maislegitima influen-
cia da cmara, como o proprio Sr. Brando o
confessa, denomioando-o:Rei, Imperador, Bis
poe Papa do P^je; e sendo a cmara com-
posta de vereadores seus amigos, eleilos sob sua
influencia, ser crival que precisasse reuotr for-
ra para eoagir esta cmara? E porque nao coa-
gio presidente e um vereador que discordaran)
do resto da cmara oas questdea de Cimbres e
Salgueiro? E' bem maoifesta a inlencao, oc-
culia nesta arguic/io, de sublrahir responsabi-
lidade aquelles que foram ioconteslavelmente a
causa occasional da reunan da torga.
Demais, as armas eslavam recolhidas em dous
pontos desigoadoa pelo delegado, os voluntarios
andavam pelas ras desarmados, nao foram ac-
cusados do menor excesso, oo commelteram
insulto ou provocaco alguma; o mesmo dele-
gado esquivou-se nesea occasiao de fazer deligen-
cias, nao effectuuu prises, nao varejou casas,
nem mesmo aquella!, onde teve certeza que
exista) grande numero de armas disposico dos
amigos do Sr Brando, s para evitar pretextos
de perseguirlo e violencia. E tudo isso nao
prova que o Um desta forrea era conservar ioalte-
ravel a ordera publica, ameacada por esses se-
nhores?
Quanto aos documentos com que se pretende
fundamentar esta arguigo, nao provam de um
corpo de delicio do crime de calumnia; por
quanto quem baver to miope que acredite que
o Sr.Branao.sem familia.sem recursos no lugar,
teve liberdade para justificar absurdos imagina-
rios, a vista e face das prepotencias que denun-
cia, e da orga que esligmalisa, e pelo contrario
a municipalidae compoala de fazendeiros iude-
yendenles, cercados de prestigio,, e auxiliados
pelo elemento de familia, nao pole ter indepen-
dencia e liberdade em suaa deliberares? Oh a
arguigo falsa, e por conseguiole falsas as affir-
niacoes cuntidas nos documentos que a susten-
tan!, ou a eotidade do Sr. Brando atemorisou as
prepotencias, que nao poderam obslar-lbe a livre
acquisiceo dos meamos documentos. Se o seu
grande poder produzio eise effeito, porque seno
prevaleceu d< lie para li'rar a cmara do estado
de coacc&o em que S. S. a discreve? Anda
mais.
Se as prepotencias de Paje atterraram aca-
mara, que foi obrigada a obrar de cooformidade
com as suas iraposices, porque nao atterraram
as testemunhas que juraram na justiflcago con-
tra seus inimigos capitaes? porque nao atterra-
ram o digno juiz municipal que julgou a justiQ-
carau, e netihuma queixou-se de coaccau ? por-
que nao atterraram as testemunhas que assigoa-
ram a denuncia contra seus figadaes inimigos?
porque nao atterraram a todos os que Ihe minis-
traran) atiestados, e outros documentus, cuja
acquisico e exlraco foi livre e publica? A
credulidade mais estpida acha difUculdade em
conwr na exaccjio de semelhanle arguicao, a
vista dos proprios documentos, em que ba-
scada.
Outro pretexto, Sr. Dr. Brando : o de coacgo
muito baoal. S. S. jurisconsulto, sabe aqui-
latar o mrito e valor de allegares desta or-
dem. Confesse que a cmara tem tanta liberda-
de,em suas decises quaola teve S. S. na acqui-
ai;ao de urna carga de documentus, que a'aqui
conduzio, inclusive meus, e do delegado; pois
a livre extracco e acquisico desses documen-
tos, oblidos na propria villa, sob a presso das
prepotencias e da forca (como S. S. diz) sellados
e reconhecidos pelos escrives do juizo, pruva
exuberantemente que S. S. nao faz de ba f taes
arguices.
A proposito de bi f permita que lhe per-
guote: que razio leve para publicar pelo Jornal
do Commercio a parle do meu altoslado que
poda aproveilar-lhe, e occullar a que tratava
das suspeitas concebidas, e avisos recebidos pela
autorruade policial contra alguns de seus ami-
gos? Acha ser decoroso a um representante da
?ac.ao proceder com essa deslialdade ?
Em quanto a qualiQcaQao de sicarios e crimi-
nosos com que sao mimoseados pelo Sr. Brando
os cidadaos que compuoham a torga, com que
o delegado manteve a tranquillidade publica, se
algum effeito pode produzir no espirito publico,
cortamente o de tornar iocrivel sua assergao ;
pois sabendo-se que o termo da Villa-Bella 6
um dos mais moralisados da provincia, conde-
cen io-se a ndole pacifica de seos habitantes e
apreciando se o comportamenlo de seus funcio-
narios pblicos, acha-se tanta difculdide em
poder reunir-se ahi; s ordens da autoridade :
Esta ferlilidade de engenho, versatibilidade de
carcter e sagacidade em iaoulcar-se, sao, no meu
humilde entender, os rerdadeiros caractersticos
que coustuem a astucia da raposa.
E' forcoso concluir este trabalno.j por demais
longo. Em tempo pporluoo occupar-me-hei
particularmente dos denunciantes, teatemunhase
outras particularidades, que encerra o mons par-
luriens denominado denuncia. Entretanto obser-
varei desde ji ao Sr. Brando, que as armas da
iolriga e da calumnia sao traeos recursos para
abalar urna repulacio Armada por procedimeoto
regular, durante 19 annos de vida publica como
advogado e magistrado.
Debaixo de qualquer destes pontos de vista,
gozo de cooceilo e eslima dos meus concidsdaos.
tanto de miaba comarca e provincia, como de
outras onde sou conhecido. A excepeo de um
pequeo grupo de inimigos pessoaes, composto
de elementos heterogneos, e que cooslitue, mes-
mo em relago ao partido liberal, urna minora
exaltada e ingrata, a quem S. S. leve a habilida-
de de embar com promessas de minha reraoco,
todos os mais cidadaos moderados e honestos de
todos os partidos, honram-me com a sua amiza-
de, conflam nos meus estorbos e, com a sua sin-
cera adheso minha pessoa, desmentem esses
clamores que S. S. assevera, pelo Jornal do Com-
mercio haver na comarca de Paje, contra o ac-
tual juiz de direito.
Termino aqui, e em retribuco da delicadeza
com que, em seus escriplos, me qualifica de pre-
varicador, offereco-lhe outra qualiucago, do
mesmo autor, nao menos honrosa para cingir a
fronte do primeiro deputado pelo quinto dislricto
de Pernambuco : a de calumniador.'
Villa Bella, 2 de julho de 1861.
Joaquim Gonqalves Lima.
que recebemos ; tambera concorreraos- con as
nossas fracas oracoes, para o culto das acirtelas.
De toda essa mocidade estudiosa, que frequen-
ta o nosso eetabelecimeoto, temos prova repe-
tidas do quanto aprecia ella os grandes estorbos
empregados al hoje para aperfeigoarmos a obra
cumecada to pobre e toscamente. Porque pois
reataramos depois de tanto lidar ? Porque antes
nao diremos a esses jovens talentosos, a eesas
inteligencias precoces avante ? Porque bao
os acempaoharemos nessa lula de espirito contra
a materia, da intelligencia contra o instinto, do
estado centra a ignorancia ?
Porque, aiada perguntamos, elimioou a com- ,Joaquim Pedro.
meu contendor. Nao ambiciona os tropheoe- da
victoria no campa das injuries.
Ao publico pego justiga nesta polmica.
Fui eu o provocado.
A injuria atirada, mas nao soffrida, indigv
uou-me.
O offeasor encamotado,uo sacudi (ora o ci-
pote : per um instante ao "menos, oo compreheo-
dea seus deveres.
Injuriando sempre, as mais indignas allusoes
me teem constantemente sido atiradas, to in- i
dignas, que, spezar de tudo, a einguem julgo no
caso de serem ellas cabidas, nem mesmo ao Sr.
mazem como da corita correte do- corrector Al-
meid* &500&235 xs.
Importe recebido deJoo Baptist** Silva J-
nior, por eonta do que dore, 398}G9f>, liis......
*.41 o5*Ju.
Deve pela minha connsisso como se vi no
despacho do juiz, de 2 poreenio, 1889314. Sat-
do a seu favor. Salvo erro-e ommisso. ris....
9:224^971.
100 sicarios, 100 criminosos, quanto ha na reu-
nio de 100 mdicos, 100 frades, etc. Esta aecu-
saco ao numero das queaproveitam mais ao
aecusado que a propria defeza. E' que o Sr.
Brando vio sem duvida grande numero de sica-
rios pelos lugares que percorreu, como o reve-
lo u a aiguos ; trazia-os retratados na memoria,
e descarregou-es todos sobre a Villa-Bella, por
ser a mais obstinada em acceitar as suas impo-
siges.
Quanto ao escravo Antonio, pertencente ao de-
legado, que o Sr. Brando e seus amigos asseve-
ram fazia parle da forca aquarlellada, deixo a de-
feza ao proprio delegado, limitando-me a decla-
rar o que a tal respeito conslou-me, para mos-
trar que nao fui indiffereole a essa noticia.
Sabendo que na juslificago que o Sr. Brando
dava perante o Dr. juiz municipal, impulava-se
este fado ao delegado, procurei informar-me
deste, que re Possuindo por heranga materna, e conser-
vando sempre na fazenda, um escravo pronuncia-
do em crtme prescrplo ha mais d um auno,
sconteceu ter vindo a esta villa, por mandado de
um meu neto, sem scieocia minha, entregar amas
armas no aquartelaroeoto, e supposto regressas-
se logo fazenda, foi comtudo visto na occasiao
da entrega das armas, e dabi parti a calumnia
de estar elle aquartelado : a prescricc,o comple-
tou-se antes da minha delegada.
O que certo que pouco depois o mesmo de-
legado reculheu o preto a priso, tratou da pres-
cnpgo, que foi julgada procedente no juizo mu-
nicipal pelo qual fdra sollo.
No proseguimento de seus planos de vinganga,
o Sr. Brando imputa-me em um de seus ariigos
a convivencia com os criminosos. E' mats urna
das muitas calumnias que encarregou-se de pro-
pagar na capital do imperio, para o Cm que S. S.
proraetteu aos seus amigos.
Dero, porm, observar-lbe por honra do lugar
que oceupo, qae os seus proprios alijados sabem,
os hmeos honestos de todos os partidos reco-
ohecem, e os meus inimigos se eovergooharude
contrariar, salvo aquelles em qae a corrupgoj
extingui de lodos os aenlimeolos de honra e dig-
nidade, que sou intmigo acrrimo de criminosos,
e se na punicao dos delictos nao consigo tudo,
Dorque tudo nao poseivel conseguir-se em urna
comarca do campo, onde a administrago da jus-
tiga lula muitas vezes com tropeos e embaragos
iasuperaveis, nao deixo comtudo de empregar
todos os esforcos que de mim depeodem, e de
conseguir taires o que outros naoca poderam
conseguir.
Quer saber onde est o desmentido de sea ca-
lumnia ? Est na minha correspondencia oficial
com as primeiras autoridades da provincia ; est
nos meus trabalhos de simples juiz e de corre-
gedor, archivados nos diversos cartorios da co-
marca, e as respectivas secretarias ; esta nos es-
orgos empregados para-melnorar o servico pu-
blico a cargo dos diversos juizos sugei-tos a mi-
nha jurisdiego ; est nos bons resultados obtidoi
com esses estreos ; est Analmente no juizo il-
lustrado e imparcial dos funecionarios pblicos,
e homens honestos de todos os partidos* E' com
estes dados que convm argumentar, e nao eom
mexerico de inimigos, contados ao ouvido, que
dio pessima idea de quera os propaga.
Os homens da mies inslinctos de minha comar-
ca estudaram o Sr. Brando, conbeceram s suas
tendencias e consliluiram-no orgo defalsidades
e calumnias, em cuja propagago, quando oulro
flm oio consigam, eocontram um certo desabafo,
cerno por aqu se diz.
Gabioee Portaguez de Leitnra.
Urna justa represalia.
II
Proraettemos no nosso anterior artigo analyssr
o projecto de reforma dos estatutos do Gabinete
Portuguez de Leitura, apreseotado pela romrois-
so nomesda pela directora com esse objecto.
J dissemos de quantos membros se compunha
a tal commisso, e quem elles erara ; redundo
a dous o numero de tres, visto que foram dous os
mais emperchados nessa celebre pega de archi-
lecturs, obra prima do engenho e da arte.
Aotes de ludo convm eslabelecer o principio,
que regula a reforma ou allerago dos estatutos,
visto que tratava-se da reforma, nao de urna
substiluigo completa, ou de outro novo estatu-
to. Para esta substiluigo nao eslava autorisado
o conselho, que nao nem pode serum poler
constituiote.
Como poler consliliuido, cumpria-lhe to so-
mente alterar ou modiQcar alguns artigos regula-
mentares do estatuto ; isto aquelles que nao
compreheodessem de maneira alguma a existen-
cia e o flm da sociedade, para o que nao eslava
autorisado o conselho, na conformidade do art.
60 do mesmo estatuto.
Assim, porm. nao o entenderam os dous so-
cios benemritos, membros ds commisso de re-
forma, que no seu furor de demolir, para reedi-
ficar em seu proprio proveito, e edificio do Ga-
binete, comegaram por despoja-lo do seu mais
precioso flm.isto .'das attrioui.es, que lhe con-
erem os 4, 5o e 6o do art. Io do citado esta-
tuto.
Nao spelo estatuto provisorio de 1851, como
pelo permanente de 1855, que anda hoje nos re-
ge, os instituidores, dividiram a materia do 1*
capitulo em dous membros distinctos : 1 a de-
nominago da sociedade, de que fizeram apenas
materia regulamentar : 2" o fim da in3lituigo,
que declararan] artigo constitucional ( permilta-
se-nos a expresso ) ; isto permanente e inal-
teravel como a existencia da mesma sociedade
Para provarmos esta nossa assergao basta-nos
o art. 60 do mesmo estatuto de 1855, que do
theor seguiote :
A alterago do fim do Gabinete, determinado
no art. 1 a sua dissoluco, e a reforma do pre-
sente artigo, s podero ser feitas como assenti-
mento de tres quartos, pelo menos, dos socios
accionistas residentes nesta cidade, por delibera-
gao tomada em sesso ordinaria da assembla
geral .
Ora, pela letra expressa desse artigo, qae flea
Iraoscriplo, v-se que os instituidores, ligaram o
flm existencia da sociedade ; e que a um e a
outra deram urna permanencia de lal surte ina-
balavel que para a ditsolugo da mesma socie-
dade ou alterago do seu flm, exigiram o voto
unnime de tres quartos de iodos os socios accio-
nistas residentes nesta cidade, o que moralmen-
te impossivel : uo s porque seria impraticavel
urna reuoio to numeroso, como anda mais
pela unanimidade exigida de seus votos.
Perguntamos agora por nossa vez : podia a
commisso de reforma eliminar do estatuto tres
do arl Io que compreheodem altribuicdea e
destino da socidade, isto o seu fim*? Poda o>
conselho approvar semelhante alterago ? Esla-
va autorisado para isto ? Nioguem oasar af-
Grma-lo, em vista do art. 60, que Belmente co-
piamos.
O que porm espanta (seno irrita) que os
eliminados sao justamente aquelles que mais im-
portancia do ao nosso estabelecimento: que nao
.como (icaria reduzido, um simples armazem de
livros, masuma instituigo litteraria, concorrendo
todos os modos para o progresso das Ultras, epor
aperfeicoamenlo litterario dos associados.
Como os inimigos do Gabinete se lem servido
da arma occulti da intriga, solapando a ordera e
a harmona entre os associados, por meio d'essas
allutes groaseiras de loja em loja.de taberna
em taberna : cumpra fallar aos nossos socios com
urna liogoagem franca, sisuda, e ao mesmo lem-
po elara, para desmascarar a impostara ; por
tanto seremos um pouco prolixos.
O nosso estabelt cimento foi obra de urna pa-
tritica inspirago ; devemu-la a um hornera, que
j nao existe, mas cuja memoria deve ser para
nos immorreJoura. No comego conjlou o esta-
belecimenlo de alguns livros emprestados, sobre
urna taboade pinbo, como acabam os nosaos pro-
prios iuimigos de confessar em um commuoicado
do Diario de Pernambuco.
_ Entretanto a idea era to grande, to generosa,
to civilisadora, que no estatuto provisorio de
1851, tratando-se do fim do estabelecimeolo, j
se aveotou o pensament de concorrer com ou-
tras associages iitterariai da liogoa portugueza,
a fim de reimprimir os livros raros, e de im-
primir os mausbriplos interessantes da mesma
lingoa. ,
Pois bem, avista do pobre e modesto comego
do Gabinete, poderla caber'lhe urna to nobre as-
pirago, se fosse intenge do instituidor crear a-
penas um armazem de livros ? Nao seria antes
f robusta na Providencia Divina, e nos deslinos
felizes da familia portugueza o'esta provincia,
dando-lhe aoimago e eathusiasmo para assenlar
a primeira pedra de um grande edificio Ilitera-
rio ?
O genio mais alguma cousa do que a simples
intelligencia ; o genio a graga divina, o sopro
de Deus oas organwages privilegiadas. E' pois
o genio de Joo Vicente Martina o anjo da guar-
da do nosso estabelecimento. Do nada o extra-
hio elle para da-lo em embrio a familia portu-
gueza n'esta cidade. Do mais pobre e modesto
comego elevou-se ao mais bello e rico dos esta-
belecimentos desta ordem na proincia ; o nosso
pobre Gabinete hoje urna vasta biblioineca com
porto de oito mil voluntes de sua propriedade.
Em dz anoos temos percorrido um longo es-
tadio ; em outros dez, o que ser o nosso briihaa-
le eslabelecimeolo ? Grasas a Deuev gragas ao
nosso bom cejo, nao nao tem faltado vontade,
nem intelligencia, nem amor da patria para a
obr* raeritotM da pragresso-hnmae*. Ji-pode-
mos pagar urna parte da grande divide conlra-
hida para com o paiz pelo
misso de reforma os 9-4, 5" e 6% do artigo
Io do estatuto de 1855 Y Para que rebalxar-nos
na estima do paiz, para que amesquinbar o nos-
so trabalhu, para que deminuir a seu mrito ?
Vejam os leitores o que contm os citados
como fim da iostituigo, e digam com toda a
franqueza, se os taes reformadores tem o menor
senttmento de patriotismo, ou meomo algum
laivo de poaduoor I I Eis-ahi os elimina-
dos :
4.a Promover a concorreucia das outras
iostiiuioes Iliterarias portuguezae para a reim-
presso dos livros raros, e impressio dos manus-
criplos interessantes da mesma lingua.
5:* Eitabelecer reunioes Iliterarias, as
quaes oradores habis, por meio de discursos
coordenados e saccessivos, espliquem as iheo-
rias das seiencias mais indispensaveis.o
| 6. Concorrer por todos os modos para
o progresso das letlras e aperfeicoamenlo lit-
terario dos associados, aceitando, discutiodo e
votando qualquer projecto n'este sentido ; e
mesmo (sendo possivelj estabelecendo cursos re-
gulares, de lingua nacional e estrangeiraa e de
contabilidade commercial.
Es ahi os artigos eliminados, cujas disposf-
coes pertencem ao m da sociedade, e como
taes nao podem ser eliminados, alterados nem
reformados sem o consenso de tres quartos dos
socios accionistas residentes n'eata cidade.
Que motivos teriam os membros da commis-
so de reforma para lio sacrilega come pueril
elimina;o, a nao ser o espirito ferrenho de a-
mesquinbar a grandeza, que elles nao compie-
hendem. ou de apagar as luzes que lhes ferem
a vista ?
Dos transcriptos se deduz, que os institui-
dores ;j em 1855, tinham comprehendido per-
feitameute a marcha sucessiva do estabeleci-
mento, e quiseram abri-lhe espago mais vasto
para o futuro. Do que at ali era apenas urna
sala de estado, quizeram fazer o gremio das le-
tras, por meio da instruego variada em verda-
deros cursos de seiencias e artes.
Quizeram anda mais.tendo em mente a criago
de ama revista litteraria, em que se imprimissem
e publicassem manuscriptos interessantes I
Na marcha do Gabinete, as suas directoras e
conselhos nunca esquecersm este pensameoto
dos instituidores primitivos, por que alm de
socios effectivos, que concorressem para a sus-
tentago do estabelecimento, chamaran) a si
muitos dos primeiros litteratos do paiz, e mes-
mo da Europa, aos quaes conferirn! diplomas de
socios honorarios.
Tudo isto como que irrilou os reformadores,
que entenderam reduzir a vida do Gabinete ao
expediente de urna loja que aluga livros, e nada
mais. E' verdade que s assim teriam a audacia
de pretender a dictadura permanente do estabe-
lecimento ; s rebaixando-o ao nivel de suas
erudilissimas pessoas, podiam aspirar a domi-
na-lo ; mas Deus nao permilliria, que a familia
portugueza, residente em Pernambuco, desse a
esta provincia o escndalo de urna semelhanle
baixeza.
Temos um bello estabelecimento quo nos lem
custado muitos, e enormes sacrificios. Demos
gragas a Deus, que no-lo permillio : e orgu-
Ihemo-oos por have-lo ennobrecido, ajuntando-
lhe oorr.es muito respeitaveis de litteratos bra-
sileros e europeos. Voltar atris seria incohe-
rencia, ou anda peior estupida covardia. Nunca
o estabelecimento esteve em melhor pe do que
est ; nunca o seu futuro esteve mais seguro do
que actualmente ; portento nem um passo para
tras, e Deus nos ajudar como at aqui I
Aquelles que hoje guerreiam o Gabinete, a-
quelles que lhe negam at um titulo, que lhe
promelte o estatuto ; aquelles mesmos que re-
baixam o estabelecimento at o ponto de o re-
duzirem a um simples armazem de livros, cons
pirando abertamenta contra a sua existencia
pretendem entretanto um nome immorredouro,
assegurando a perpetuidade da sua fatal influ-
encia, do que Deus nos Ha de livrar.
Ambiciosos, mas mesquinhos, pollucm como
as harpas tudo quanlo tocam. Sao outros tan-
tos erostratos pequeos e rediculos, que quei-
mariam de boa gaDa o Gabinete para que lhes
ficasse a fama de have-lo queimado. Invejosos,
desejariam apagar o brilho que os offusca ; mas,
nao o cooseguiro, Deus louvadol
Resumamos este artio, que j vai mais longo
do que pretendamos. Do que temos dito se de-
duz1, que os instituidores dividiram a mate-
ria do primeiro capitulo do estatuto em duas
partes; em urna tralaram da deoomioagao do
estabelecimento em outra do flm para quo fra
criado.
A primeira parte pJe o conselho alterar ou
reformarse por si como puramente regulamen-
tar ; mas a segunda, isto o fim, someote
pelo assentimenlo de tres quartos dos socios
accionistas residentes n'esta cidade, segundo a
letra expressa do artigo 60 do citado esta-
tuto.
Nesta confirmidade nao podia a commisso al-
terar ou reformar os do arligo 1", e muilo
menos eliminar, fazendo desapparecer grande
parte do destino, que os instituidores o tinham
dado a sua creago. E se a commisso o nao
podia fazer, muito menos o couseiho approva-lo,
porque nao est em suas attribuiges, salvo ma-
nifesia violagao do seu mandato.
No p brilhanle, em que presentemente se a-
cha o estabelecimento, sea rematada loucura
amesquioha-lo, reduziudo-o a dimeoses aioda
menores, que as que Uvera desde seu comego ;
pois que pelo estatuto provisorio de 1851 j os
instituidores lhe haviam dado proporgdee mais
elevadas, procurando associa-lu a outras asso-
ciages Iliterarias da lingua portugueza, para o
flm de reimprimir os livros raros, e de impri-
mir os manuscriptos ioteressintcs.
Sustentando esta |luta pela imprensa, nao. te-
mos por fim urna vioganga, nem mesmo urna
represalia, apesar do titulo, que damos aos nos-
sos communicados; mas conjurar a tempestado
de intrigas, de odios e de m vontade, que se
tem levantado contra o estabelecimento.
Digaoa de nos o que quizerem; attribuam-nos
todas as futilidades, todas as loucuras que pode-
rem inventar; mas, pelo amor de Deus, teoham
ao menos bastante patriotismo, bastante pun-
dunor e brio para pouparem a obra de dez an-
nos de custosos sacrificios.
Deixamos o campo fraoco s diatribas, aos
sarcarmos, s calumnias pessoaes; mas nao per-
mitliremos que toda essa metralhada v ferir o
Gabinete ou Instituto ; isso oo. Antes que
suecumba o estabelecimeoto.ou que perca a me-
nor parcella do seu brilbo, sucumbiramos o con-
selho, com a directora, e al com a grande
maioria dos nossos socios.
Farlem-se comnosco, porm poupem ao Ga-
binete I Anda vollaremos.
Recolho-me ao silencio : compro assim mea
dever para comigo, para eom meas amigos, para
cora o publico.
Ao fazer esta declarago, duas palavras diri-
grrei ao meu couteudor. Escolha elle eotre to
das as allusoes, que atiroa-roe, ama; formule
em termos precisos a aecusago, tome a respon-
sabilidade della : s ento me encontrar nos tri-
bunaes do paiz, para aonle o arraslarei, exigin-
do o prego da injuria
Se o Sr. Joaquim Pedro fosse um homem de
honra, um dia, talvez fra das raias do paiz,
urna desafronta de cavalleiro viesse lavar a of-
fensa.
Mas o Sr. Joaquim Pedro Brrelo de Mello
Reg looge do perigo contempla os canos de seu
revolver....
Recite 18 de julho de 1861.
Florencio Jos Carneiro Monteiro
Vimos o effeito, que produziu em nossa pro-
vincia Ido smente o aviso do ministro da justiga
de 27 de maio do correte anneo, que determina:
a que os officiaes da guarda nacional, quando
suspensos dos direitos polticos, nao gozem das
honras inherentes a seus postos ; e que sejam
recolhidosas cadeias, logo que por qualquer cri-
me se achem pronunciados eu sentenciados. Vi-
mos tambero as censuras dirigidas ao Exm. vis-
conde da Boa-Vista, commandante superior, por
oo ter querido assignar urna represenlagao feita
per alguns officiaes da guarda nacional ao gover-
no geral, na qual pedia-se a revogagio do citado
aviso.
Os que assim ceosuram mostrara ser de urna
ignorancia crassa e indigna de pertencer a urna
corporago como a guarda nacional.
De una ignorancia crassa, porque, se os direi-
tos polticos comprehendem ss prerogativas, os
previlegios, claro que asuspenso de taes di-
reitos traga comsigo a suspenso das prerogativas
e dos previlegios, e por consequencia flquem con-
siderados como simples cidado.
Indignos de pertencer a urna corporago, por-
que, quem pede a revogago de urna lei, por-
que teme os seus effeilos, e portanto pedir-so a
revogago de aviso de 27 de maio, j citado,
mostrar receia lo ; e se a guarda nacional assim
o{fizes3e, desacreditara a si propria, e mostrara
ser indigna das gragas que cooferiu-lhes S. M
por decrelo de 14 de margo de 1860.
Mas, o Exm. Sr. visconde da Boa-Vista reco-
nhecendo os bons sentimeotos da classe de que
chefe, e sabendo que a idea de urna representa-
gao s podia partir de alguns espritus timoratos
e irreflectidos, nao hesiiou em negar a sua as-
signatura ; porm este facto em lugar de ser elo-
giado e elevado a altura que merece, tem sido
censurado, dando, os que assim o fazem, provas
de desconheqer o que seja oobreza de senti-
meotos.
Aimirou-nos em extremo o vermos: que o
Constitucional orgo do partido liberal fosse o
primeiro a censurar o procedimeoto do Exm. vis-
conde da Boa-Vista, pugnando por essa forma
pela nao Interrupgo dos previlegios 11
Subiu de ponto a nossa admirago quando no-
tamos que a censura era feita em o lugar deno-
minado Fados diversos que quasi sempre
compete aos redactores da folha II Nao sabemos
explicar.
O Baliza.
Public iQes a pedido.
Para, 5-de margo de 1861.
Miguel Jos Raio.
E nada mais se conlinha em a referid cunta
correte e verba do pagamento do sello,que bem e
fielmente aqui fiz transcrever do proprio original,
ao qual me reporto sem cojs que duvida faga,
e com o escrivo abaixo aislgoado esta certido
em publica forma, confer, concert), subscrevi e
assignei; nesta cidade de Belm do Gram Para,
aos 28 das do mez de juoho do anuo do nasci-
mento de Nosso Senhor Jess Christo de 1861,
quadragessimo da independencia e do imperio.
E eu Manoel Raymundo Gomes, tsbeltio que
0 subscrevi e em publico me assignei.
DOCUMENTO N. 3.
Manoel Raymando Gomes, escrivo do-civil ecri-
me, e interino dos feitos da fazenda provincial
e dos residuos e capellas, srveotuario vitali-
ci de um dos oficios de tabellio publico no
1 judicial e notas desta cidade de Santa ttaria de
Belm do Gram Para, por S. M. o Imperador,
! que Deus guarde, etc.
Certifico em f de verdade aos que a presente
certido em publica forma virem, que por Jos
Caetano Ribeiro da Silva, me foi apreseotado o
ocnmeoto que ao dtante se segu competeote-
lenle sellado, pedindo-me que em razo do meu
Oficio lh'o dsse em publica forma, o qual do
tiheor maneira e fo.'ma seguate:
Documento.
I lilm. Sr. juiz do commercio Miguel Jos Raio,
curador fiscal da massa fallida de Jos da Silva
Santos & Irmo, requer a V. S. que se digne
marcar a porceotagem que oaquella qualidade
cpmpete ao supplicante, pelo que.E. R. M.
| Para, 11 desetembro de 1860.
Miguel Jos Raio.
Despacho.
Marco a porcentagero do 2 por cenlo.
Belm, 11 de setembro de 1860.Maltes.
E nada mais se continha em o dito documento,
ujpacho e verba do pagamento do sello que bem
e fielmente aqui o flz transcrever do proprio ori-
ginal, ao qual me reporto, sem cousa que duvida
faia, e com o escrivo compauheiro abaixo as-
signado pela certido em publica forma confer,
concertei, subscrevi e assignei, nesta cidade de
Santa Mara de Belm do Gram Para, aos 28 das
da mez de junho do anno do oascimenlo de Nosso
Senhor Jess Chrislo de 1861, quadragessimo da
independa e do imperio.
E eu Manoel Raymundo Gomes, tabellio que a
subscrevi, e em publico assijzoei.
I DOCUMENTO N. +.
Circular.Autorisado pelo 1 do artigo 8i2
do cdigo commercial, e art. 133 do reglamen-
to o. 738 de 25 de noverabro de 1850, convoco,
com a cominago de serem havido por adherente
nal forma da lei. aos Srs. Miguel Jos Raio & C,
credores & massa fallida dos commerciantes nao
matriculados Jos da Silva Santos & Irmos para
comparecer no dia 5 pelas 10 1(2 horas da ma-
nha, na sala das audiencias commerciaes e casa
da cmara municipal, para em presenga do juiz
municipal e do commercio, verificar os crditos, e
prloceder-se nomeago dos administradores dos
baos da casa fallida ; advirtindo-se, qu nenhum
credor ser admitlido por procurador, s? este nao
liver poderes especiaes para o acto, na forma do
artigo 145do citado cdigo; e que a procurago
nao pode ser dada pessoa que seja devedora ao
fallido ; nem um mesmo procurador representar
pT dous diversos credores ; e proceder-se as di-
ligencias proscriptas no art. 845 do mesmo c-
digo.
Para, 4 de julho de 1861.
O escrivo, Barlholomeu Jos Vieira.
Estaram sellados e reconhecidos.
ta D- Mara Joaquina de Carvalho e Alencar, i
raao da Providencia chamou-a i habitar na roan-
sio dos justos.)
Hoje c> nos tiesta a dor, o luto e as saudades
que para nos seta eterna.
Seu esposo, ses filhos e sus cara familia, su-
cumbidos ao peso-, da dor. lamentam hoje sen
consolaron perdadessa vida, qae lhes era to
cara e to precios*/.
Seu espose lamenta a (alta de urna esposa fiet.
lerna e cariohosa, e qWe fazia na trra a sua maior
gloria e a sua maior falicidade.
Seus filhos choram aWda rreparavel de un a
mil extremosa, (oote pehenne de amor e de ter-
nura. X
in^m,iiUma n>i, um la,isfc precioso, um ao-
jo tuielhr. um thesuaro incernparavel. um dolo.
emfim. objecto charo.e sagrado da venerago pu-
blica, e das mais-doces emoges.
Sim, nada se pode comparar ae c-irsco de
urna mai. \
O ago oo mais duro, a vime n\ mais He-
xivel, o ocano nao mais vasto, o fbwo n
mais subtil, o roelnio mais doce que\0 cora-
gao de urna mi (Batios).
Oh. I o corago de urna mi o chefe d'ihbre
da nalureza.
Sua excellentissima familia, emfim, s resta a
apreciago eterna dessa alma benigna e pora.que
Uzia a gloria, e era a brilho e o explendor da fa-
milia.
Sim, j nao existe quem na Ierra soube con-
quistar os primeiros-dtes da virtode, ss sympa-
thias geral da familiai e o bello nome de ama
vorda Jeira christia.
Motreu !... O! quem nao se sentir abalado,
trmulo e convulso ao ouvir to lerrivel seoten-
ca, e ao ver inscripto sobre a lousa da sepultura
to infausto e melanclico distico ? I
Silencio 1 .. Oh I que milhes de pensamentos
oao encerra esta simples palavra I
Quem poder prescrutar o segredos da Provi-
dencia, a atiigir aos myslerios que a campa ea-
cerra ? 1
Isto nao foi dado humanidade ; e tal a nos-
sa fraquezs.
A vida!... Oh I o que a vida ? A vida nao
mais do que um alomo de luz que o Creador eon-
cedeu ao homem, sua propria imagero, para r-
pidamente ver, contemplar, o abysmar a oature-
za.expeliculo magestoso e sublime, eque revel-
la o excelso poder e a celeste grandeza da ma-
gestosa mo que o fez.
A humanidale, pois, nao veio ao mundo para-
viver, nem para gozar, veio cumprir urna misso
digna de si e digna de seu Creador.
Sao pois, estes os destinos da pobre, e frgil
humaoidade ; cumpre pois aecudir de prompto a
voz do Senhor.
Receba, pois, meu lio e sua excelleDlissima fa-
milia, os meus sinceros e profundos sentimentos.
Jovino S. de A. Granja.
Detengo do Recife 17 de julho de 1861.
COMMimciO,
Juslica commercial do Para.
O Conselho.
Venho aioda as columnas do Diario de Per-
nambuco, nao para responder ultima corres-
pondencia do Sr. Joaquim Pedro Barrete de Mel-
lo Reg, sim para pedir ao publica am minuto
de altencia.
Urna injuria, e Injuria demasiadamente gran-
de, me foi feita pelo correspondente desta pro-
vincia para o Jornal da Commercio da corte.
Esse correspondente o Sr. Joaquim Pedro.
Profundamente ferido, atirei-me i imprensa,
e exig que se desmascarasse o calumniador, que
tomasse a responsabiridade da injuria.
E' posstvel, que teoham sido extremamente
severas miabas phrases de injuriado ; mas ellas
foram justas. Esperei, quo aquello seohor, co-
mo cavalleiro, viesse dizer, se nao a mim, ao pu-
blico, perante o qual deve coutas de sua vida
social: Fui eu : sustento sob meu nome o que
disse acobertado. Looge disto, o Sr. Joaquim
Pedro, fugando sempre da questo, tem buscado,
fior meio de torpes allusoes, sustentar ama pol-
mica impropria de mim, de meus sentimentos,
do respeito que devo ao publico.
Nao posso, nao devo acompanha-lo neise ca-
minho tortuoso e immundo do que injuria por
habito do que ladea por modo. O respeito que
tributo a meus aacoe, impe-me o dever de ar-
redar-medas margeos desea estrada, pela qual
benvolo agasalho, cerr a rodea solt, com imprudencia infantil, o
O Diario de Pernambuco n. 113 de 17 de maio
do correle anno, publicou um pequeo artigo,
em que seu autor se queixa da justiga commer-
cial do Para, e faz insinuages, contra pessoas
encarregadas da curadora fiscal da massa fallida
de Jos da Silva Santos & Irmo, allegando cou -
sas, que pelo menos podem ser qualificadas me-
nos exaelas.
As pessoas encarregadas da curadora, reque-
reram em 14 de outubrode 1858 nomeago de
administradores, o que lornaram a repetir em 23
de abril de 1861, (como mostra o documento o.
1.) apresenlando a conta (documento n. 2) do li-
quido activo da massa rs. 9:2z4$971 deduzida j
a commisso arbitrada (documento o. 3). Cum-
plirn a sua obrigaco. Se anda at hoje nao
houve reunio de credores, para nomearem a ad-
ministrago massa, nao culpa sua.
A pessoa pois, que escreveu o artigo oeste Ota-
rio, est mal informada, sobre a importancia da
massa, assim como sobre as diligencias dos cura-
dores fiscaes, e quando tenha algum direilo a fa-
zer valer, nem as leis, nem os tribunaes, nem
pessoa alguma, pode obstar a que faga uso delle.
Estamos convencidos, que se requerer o seu
direito na forma da lei, os tribunaas do Para o
allendero, mas no caso negado de que lh'o nao
fagam, pode usar dos recursos que a lei lhe der.
No dia 5 do correte deveria ter lugar a reu-
nio dos credores, mas oo se vecrificou por nao
apparecer o numero suficiente.
Para, 8 do julho de 1861.
DOCUMENTO N. 1.
Manoel Raymundo Gomes, escrivo do civil e
crime, e interino dos leitoa da fazenda e dos
residuos ecapellas.servenluario vitalicio de um
dos oficios de tabellio publico do judicial e
notas desta cidade de Sania alaria de Belm do
gram Para, por S. M. o Imperador que Deus
guarde, etc.
.Certifico em f de verdade aos que a presente
certido em publica forma virem que pelo com-
merciante Jos Caetano Ribeiro da Silva me foi
apreseotado o documento que a diante se segu
competentemente sellado, pedndo-me que em
razo do meu oficio lh'o dsse em publica forma,
o qual do theor, maneira e forma seguinte:
Documento.
Illm. Sr. jniz do commercio Miguel Jos Raio
& C curadores fiscaes da massa fallida de Jos
da Silva Santos & Irmo, requerem a V. S. se
digne mandar proceder a nomeago de adminis-
tradores da mencionada massa, que em data de
14 de outubro de 1858, foi requerida pelo ex-cu-
rador fiscal Miguel Jos Raio, e no caso de oo
ser possivel tal nomeago por qualquer motivo,
requerem mais os supplicantes que V. S. se di-
gne nomear outro curador fiscal.Deferindo-lhes.
e a. m.
Para, 23 de abril de 1861.
Miguel Jos Raio & C.
Despacho.
Como requerem, marco o dia 30 do eorrente
mez, para a reuoio de credores, afina de serem
eleitos administradores a dita massa.
Belm, 23 de abril de 1861.Mallos.
E oada mais se cootinha em o dito documento,
despacho e verba do pagamento do sello, que
bem e fielmente a que fiz transcrever do proprio
original, ao qual me reporto sem cousa que duvi-
da faga, e com o escrivo companheiro abaixo
assignado esta certido em publica forma, confer,
coocertei, subscrevi e assignei nesta cidsde de
Santa Mara de Belm do Gram Para, aos 28 das
do mez de junho do anno do nascimeolo de Nosso
Senhor Jess Christo de 1861, quadragessimo da
independencia e do imperio.
Eu Manoel Raymundo Gomes, tabellio qae o
subscrevi, e em publico me assignei.
DOCUMENTO N. 2.
Msooel Raymundo Gomes, escrivo do civil e cri-
me, e interino dos leitos da fazenda provincial e
dos residuos e capellas, srveotuario vitalicio
de um dos oficios de tabellio publico do judi-
cial e notas desta cidade de Santa Mara de Be-
lm do Gram Par, por S. M. o Imperador, que
Deus-guarde, etc.
Certifico em f la verdade aos que a presente
certido em publica baste serem, que pan eom-
merciante Jos Caetano Ribeiro da Silva, me foi
apresentada a canta crrante competentemente
sellaos, pedindo-me qae em razio do meu ofi-
cio Ih'a desee- em puWien forma, a qual de theor
maneira e (oran seguinte :
Coofa.
A maesa fallida da Jos da Silva Santos & Ir-
mo, em- coala eorrente com o curador fiscal Mi-
guel Jos Raio, haver:
Liquido producto do que se achou ora M ar-
para S. Exc. Rvm. o Sr. bispo lir.
Ha certas pretenges que desaliando o riso s
servem para revelar a audacia e o cynismo da-
quelle-. que teem a louca vaidade de alenta-las,
esquecendo-se de que somente as virtudes e a i
pratica constante das boas aeges teem jus s al- I
las aspirages.
Alguem revelando essasslutir verdade. procura'
ser prvido na freguezia do Murici, recenleuienie '
creada nesta provincia, apaiado apenas.em cartas!
de recommendago ofTerecidas por intolerantes!
politicos, que querem encontrar em um parocho
um d-stemido cabo de eleiges.
E' de bem rcenle data um facto vergonhoso
que sedeu em um collegio elcitoral desla pro-
vincia por occasiao de proceder-se a eleigo para
deputado assembla geral legislativa.
Vencendo nesse collegio as influencias liberaos,
se vio com verdadeira sorpreza substituido o no-
me do candidato liberal pelo de um adversario ;
trama que foi ignorado at o momento di apu-
rago dos vol03.
Os jornaes denunciaram que o collegio havia
sido venido por oito contos de reis, e indigita-
ram como autores desse facto, que oo qualiflca-
remos, dou; iodividuesdos quaes um deveria ter
por nica misso instruir com o seu exemplo, e
nunea praticar aeges que o Evaogelho nao sane -
ciona.
Diversas testemunhis depozeram em juizo con-
firmando as allegages dos jornaes, e o silencio
tem sido at boje a uoica juslilicagao da parle dos
autores de tanta immoralidade l
Esperamos que S. Exc. Rvma. escolha para
vigario da nova freguezia do Murici um sacerdo-
te quecompreheoda a sublimidade de sua mis-
so, nao se deixe desvairar pelo vertiginoso es-
pirito de partido, que s mais das vezes sacrifi-
can! -se a honra e o pundonor.
As virtudes sempre receboram das mos do
nosso virtuoso bispo o premio merecido, nao se-
r portanto agora que o crime conseguir ser
galardoado com prelerigo do mrito.
A freguezia do Murici, mais que qualquer ou-
tra, reclama um parocho, que isento das paixdes
polticas, s trate de conquistar a conflanga de
seus pacficos parochianos.
Se nos fosse licito lembrarmos os oomes do
virtuoso coadjutor da cidade do Pnelo Rvd. Vi-
cente Ferreira deMuura Lima, padres Jos Felip-
pe do Reg e Joaquim Mauricio Maciel, alm de
outros muilos, que reunem em si o complexo das
mais eminentes qualidades.
Macei 15 de julho de 1861.
0 preUndente passageiro.
Caixa Filial do Banco do
Brasil em Pernambuco
A directora em virlude do aviso de 8 de ju-
nho prximo passado, declara que iica prorogado
por mais 60 dias o prazo marcado pelo art. 4o do
decreto n. 1685 de 10 de noverabro do anno fin-
do, para a substiluigo das notas de 20$ da erais-
sao da mesma caixa, o qual linda em 19 de se-
tembro vindouro.
Caixa Filial do Banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.O secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferreira.
A directora da caixa filial do banco do Bra-
sil tem autorisado ao Sr. ihesoureiro da mesma
caixa a pagar o 15. dividendo do semestre pas-
sado na razo de 8J500 por acgo, de conformi-
dade com as ordeos recebidas do banco do Bra-
sil. Recife. 15 de julhe de 1861. O secretario
interino, Luiz de Moraes Gomes Ferreira.
Praca do Recife 19 de
julho de 1861.
\s tiuatro Vio vas da tarde.
Cotaf oes da junta de corretores
Descontos.
10 e 12 0i0ao anno.
Cambios.
Sobre Londres- 23 d. por IJO0O9O d. vista.
Leal SevePresidente.
Frederico Guimaressecretario.
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 18. 308:0912509
dem do dia 19......16:199948
324:294457
Hovimento da alfandega,
Volumes entrados com fazendas..
> com gneros.. 263
263
Volumes

sahidos

com
com
fazendas..
gneros..
88
423
------ 511
Os abaixo assignados rogara aos Illms. Srs. Do-
mingos Jos Ferreira Guimares, Manoel Soares
Pioheiro, Miguel Jos Barboza Guimares, Da-
niel Jos Pereira Lima, Pedro Jos da Costa Os-
lello Branco, Manoel Alves.Ferreira, Jos Jerony-
m da Silva, Jos Joaquim'da Silra, Jos Duarte
das Neves, Jos Joaquim de Lima Bairo, Joa-
quim Ferreira de Araujo Guimares, Francisco da
Silva Csrdoso, Manoel Jos de Paria, Antonio de
Albuquerque e Mello, Joo Luiz Ferreira Ribeiro,
Jos Luiz de Souza Ferreira, membros do con-
selho deliberativo do Gabioete Portaguez de Lei-
tura, que tenham a boodade de declarar, se so-
lidaria ou individualmente adoptam como seu um
artigo anoyoimo, que sob a epigrauheUrna jus-
ta represaliafoi publicado no Diario de Per-
nambuco a. 162.
Se a declarago fr afnrmaliva, promettem os
abaixo assignados responder-lhes conveniente-
mente, e, restabelecendo a verdade dos factos,
desfazer fio por Do esse nojento tecido de embus-
tes e calumnias com que gratuitamente os mi-
mosearan).
Se, porm, nada declararen:, os abaixo assig-
nados adquiriodo a coaviego de que o tal artigo
pertence exclusivamente ao seu autor, nada res-
ponderlo, por qae julgam do seu dever, da sua
dignidade, langar ao desprezo as arguices de um
ente que oo digno de considerago.
Becife 18 de julho de 1861.
Gaspar Antonio Vieira Guimares.
Joao Quiriuo de Aguilar.
Ignacio Pereira do Valle.
Descarregam hoje 20 de julho.
Barca ioglezaColinacarvo e ferro.
Polaca hespanholaEsmeraldacarne de char-
que.
Polaca hespanholaIndiadem.
BrigueinglezMary Anntrilhos de ferro.
Brigue inglezReliaocetrilhos.
Barca inglezaSarah mercaduras.
Exportac&o.
Do dia 18 de julho.
Brigue brasileiro Oiinda, para o Porto e Lis-
boa, carregaram :
Divid Ferreira Bailar, 400 saceos com 2,000
arrobas de assucar.
Jos da Silva Loio Jnior. 300 saceos com
1,500 arrobas de assucar. e 172 couros salgados
seceos com 4,105 libras.
Baltar & C, 137 couros salgados com 3,565
libras.
Barca iogleza Colima, para Val-paraizo, car-
regaram :
James Ryder & C, 800 saceos com 4,000 ar-
robas de assucar.
Barca franceza Adelle, para o Havre, carre-
garam :
Tissel freres 449 couros salgados com 12 634
libras.
Consulado pro viudal.
Rendimento do dial a 18. 70:8600471
dem do dia 19.......1:807*924
72.668*39
Moyintento do porto.
Duas palavras ele M< mea
tio o Sr tenente coronel Cornelia
Carlos Peixotode Alencar, e sna
excellanUashna familia, pelo fal-
lec me uto de sua adorada esposa
e minha tia a Exm. Sra, D. Mara
Joaquina de Carvalbo e Alencar,
A uniea precaucaecoe-
Ira os ataques da orle
c a innocencia da vida.
Botsuet.
J oo existe entre nos minha excellentissima
u o. a 5" <* o Horas.
V V V es i O" B m ktkmosphera
B w P3 9 8 Dirtcco. H 91 e
V w V V 5 1 1 Intmsidade.
o
O
3 3 * rakrenheit. 4 n 9
JO te te !2 Ctntigrado. -O
s 00 5! -4 Hygrometro.
g B to .i Cittema. *ydre-mttrica.
00
"to
s
s
tt>
8 8 S S
"8 3 2 8-
Praneas.
Infles.
o
re
o
tn
n
-3
pg
o
A ooile de sguaceiros, vento SE variavel da
intensidade e assimmanheceu.
OSCtC^AO NAB..
Preamar as 1 h. 30' da manhaa, altura 6,6 p.
Baixamar as 7 h. 1? da tarde, altera 1,4
Observatorio do arsenal de marines, 19 de iu-
iho da 1861.
Rotuno STirrLi,
! teen ta.


W-
Sitos.
k=
m/fm
DUHK) M fUmOMOOO. i- SABBADO 20 DC HUBO DE 1M1.
'
rot ordem oilim. Sr. aipector daalfan-
dega se contrata por um anno o fojrnecitnento de
races para a guarnicio da escoba Lindoya, a
saber: >'
Po. /
Bolacha.
Assucarbranco. /
Caf em grao. /
Arroz do Maranho. t
Bacalhio. >
Carne verde. <
Dita secca. i
Toucinho. {
Farinha de mandioca.
Feijao. ('
Agurdente.
Azeite doce para comida.
Dito para luz/
Vinagre. /
Velas de epermacele.
Ditas starinas.
Sal. '
Le/riba em achas.
ais pessoas que quizerem contratar dito torne -
cimento a presentera as suas propostas em carta
fechada ate o ultimo do correte mez.
Alfandega de Pernambuco 18 de julho de 1861.
O 1* escriturario,
Firmino Jos de Oliveira.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia, em cumprimento da ordem
do thesouro, de 6 de maio ultimo, manda azer
publico, que Oca aberto, para o dia 29 de julho
prximo seguinte, novo coocurso para preenchi-
mento dos lugares de praticante de alfandega
desta mesma provincia, comecando os exames s
10 horas da manha sobre as seguinles materias:
1.* grammatica da lingua verncula, leitura e
escripia correcta e corrente ; 2 a theoria da es-
cripturaco mercantil por partidas simples e do-
bradas, e suas applicacoes ao conimercio, e a ad-
minisira?o de fazenda ; 3.a arilhmetic* e suai
applicac.oes ao commercio, tom especialidade a
redcelo dos pesos e medidas nacionaes e es-
trangeiros, calculo de descont e juros simples e
composlos, theorias de cambios e suas applica-
ces; 4 a nocoes de algebra ; 5.a tradueco cor-
recta das linguas iogleza e franceza, ou pelo me-
aos da ultima ; 6.a principios geraes, de geo-
graphia, de historia do Brasil e de eslatislica com-
mercial
Aquellos que pretenderen) ser admillidos ao
concurso, devero previamente provar, que teem
18 annos completos de idade, que esto livres de
culpa e pena, e que teem bom comportamento.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 4 de junho de 1861.Serviodo de offi-
cial-maior. Luiz Francisco de S. Paio e Silva.
Por ordem do Illm. Sr. inspector da alfan-
dega se faz publico, que no dia 22 do corrente se
ha de arrematar em hasta publica, depois de
rueio da porta desta reparlicao de conormida-
de com o despacho na segunda parte do regula-
xnento de 19 de setembro ultimo, 38 caixas.com
sebolas, calculando todas ellas 19 arrobas : valor
de urna caixa 500 rs., total 198000 abandonadas
ao direito, oo acto do despacho, por Vicente Fcr-
reira da Costa, e viudas de Lisboa, pelo brigue
portuguez Constante, entrado em 9 do corrente,
sendo a arremalacao livre de direitos ao arrema-
tante.
Alfandega de Pernambuco, 19 de julho de 1861.
O Io escriptuiario, Firmino Jos daOliveira.
O Dr. Pedro Autran da Malla e Albuquf rque do
conselho de S. M. o Imperador, commendador
de imperial ordem da Rosa, lente cathedralico
desta Faculdade e director interino da mesma.
Ordno ao porteiro, aos bedeis e continuos des-
ta Faculdade, que na mioha ausencia deem parte
de qualquer oceurrencia que se der na Faculda-
de, ao lente, que nella estiver presente, gaardada
a ordem da aotiguidade ; e na falla de algum se-
nhor lente ao secretario da mesma Faculdade,
segundo o disposto nos artigos 238 e 256 do re-
glamento complementar.
Secretaria da Faculdade de Direito do Recife
19 de julho de 1861.Dr. Pedro Autran da Malta
Albuquerque.
Declara?oes.
SOCIEDADE BASCARA-
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Saeam e tomara saques sobre as pracas do Ric
de Janeiro, Maranho e Para.
Tribunal do comniercio
Pela secretarla do tribunal do commercio de
Pernambuco se faz publico que Manoel Joaquim
da Silva, Brasileiro, e Antonio Cezario da Silva,
Brasileiro, establecidos na villa de Garanhuns
desta provincia, sob a firma individual do primei-
ro, dissolvoram a mesma sociedade em 30 de
agosto do anno prximo passado, pelo papel de
distrato feito em 17 do corrente, e registrado ho-
je nesta secretaria, ficando a cargo de Antonio
C. da Silva. Brasileiro, o activo e passivo, e a 11-
"juidago da supradita soeiedade.
Pela mesma secretaria se faz publico, que tam-
bera foi registrado na sobredita data o papel de
sociedade em umestabelecimento pharmscutico
na villa de N. S. do O' de Ipojuca desta provin-
cia, que fizeram o Dr.. Julio Hannover, natural
de Allemanha, e Jos Mara da Cruz Mo-eira,
Portuguez, ambos domiciliados naquella villa,
gyraodo dita sociedade sob a firma de Jos Ma-
ra da Cruz Moreira & C, com o capital de 2:000jg
lomeados por ambos, competindo ao socio Mo-
reira o uso da firma social, sendo a sua duraco
o prazo de tres annos, contados de 18 de junho
ultimo.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 19 de julho de 1861.
Julio Guimaraes.Official-maior.
CORREIO.
Pela adrainistrago do correio se faz publico,
que as malas quedevem conduziros vapreseos-
teiros Persinunga e Iguarasso, quelle com
destino Macw e portos intermedios, e este at
o Cear e portos intermedios: fecham-se as da-
quelle hoje (20) as 2 horas da larde em ponto, e
as deste no dia 22, tambem as mesmas horas, e
arabas nesle correte mez.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
21a RECITA DAASSIGNATRA.
Sabbado '/O de julho.
Subir scena pela segunda vez oeste theatro
o interessante e muito applaudido drama em 5
actos, original francaz,
PECCADOM.
DENOMINACO DOS ACTOS.
Acto 1.A feata em S. Cloud.
Acto 2.A casa do artista.
Acto 3.O baile Muzard.
Acto 4.O filho em Vinceones.
Acto 5.Oduelio.
PERSONAGENS.
Andr Eateves, gravador....... Germano.
Polydero Ardou................ Nunes.
Francisco Te veno t, lenle de
escalares da frica.......... Valle.
Osear Turlubey................ Vicenta.
Badichoo, proprietario........ Campos.
Thomaz Brouze, rico auUra-
li*o.....................+. Raymuodo.
Pedro, joven eamponez........ Teixeira.
Um creado do hotel............ Santa Rosa.
Um commisurio de polica___ Leite.
aria, a Pescadora............. d. Manoela.
J"!0*......................... D.Carmela.
"'e*f....................... D. Jeauina.
nainaiU...................,,,,, j), Anna Chavea
Esperaoca.................... D. Isabel.
Genoveva ..,,.................. D. Leopoldina.
Homens e lenhoras, mascarados, ele.
poca actualidade.
O primeiro acto passa-se em um jardim em
S. Cloud, O segundo em casa de Andr. O tercei-
ro nos saldes do hotel Arroood, baile mascarado.
O quarto e quinto em Viocennea.
Terminar o espectculo com a ora comedia
em um acto,
55 francos decarruagem.
Comccar s 7)4 horas.
Os bilhetes vendidos para a recita de quarta-
feira, que foi transferido, tem entrada nette es-
pectculo.
GRANDE
E
Extraordinario baile
NOS
. Saldes do caes de Apollo
Sabbado, 20 de julho.
Ser cumprido a risca o regulamenlo do Sr.
Dr. chefe oe polieia.
Entradas para senhoras, gratis ; para homens,
a 25000.
Atsqs martimos.
Para o Aracaty
sahir at o dia 20 sem falta o hiato Nicolao I,
meslre Pedro Jos Francisco : para carea e pas-
ea ge iros, trata-se com Prente Vianna & c.
Para o Cera, Aracaty, Ass e
Rio Grande do Norte.
A lancha Flor do Rio Grande do Norte tem
de seguir para estes partos at o fim do corrente:
psra carga e passageiros, trata-se como mealre
Antonio Jos da Costa, na ra da Cadeia, loja do
Sr. Joo da Cunha Magalhaes.
Para Lisboa,
o brigue portuguez Gonstanti, capito Augusto
Carlos do Res, segu visgem com muila brevida-
de por j ler a maior parte da carga prompt*:
quem no mesmo quizer carregar ou ir de passa-
gem, para o que tem aoiados commodos, trata-
se como consignatario Thomaz de Aquino Fon-
seca, na ra do Vigario n. 19, primeiro andar,
ou com o capito na praca.
Valparaizo.
Segu com muita brevidade a barca nespsnho-
la Mara Natividade, de superior marcha, tem
excellentes commodos para passageiros : trata-se
com a viuva Amorim & Filbo, ou com o capito
na ra da Cruz n. 45.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegaco costeira a vapor.
0 vapor Persinunga, com mandan te Moura,
segu viagem para os .portos do sul de sua es-
cala no dia 20 de julho ai 4 horas da Urde. Re-
cebe carga at o dia 19 ao meio dia. Encommen-
das, passageiros e dloheiro a frete at o dia da
sabida 1 hora : escriptorio no Forte do ttattos
n. 1.
Para Lisboa e Porto,
sahir com brevidade a barca porlugueza For-
mse, de primeiri marcha : para o restante da
carga e passageiros, para os quaes tem excellen-
tes commodos, trata-se com Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio, ou com o capito a bordo.
Lisboa e Porto.
Segu at o fim da presente semana o veleiro
brigue nacional Olioda>, capito Jos Gaspar
Pestaa, recebe uoicamenle passageiros, para os
quaes tem commodos regulares : trata-se com
Baltar & Oliveira, ra da Cadeia do Recife n. 12.
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante, capilo Henrique Correia Freitas, o
qual tem parte da carga prompta : para o resto
que lhe falta e escravos a frete, trata-se com
Azevedo & Mendes, ra da Cruz n. 1.
Maranho e Para
O hiate Novaess segu com brevidade : para
carga e passageiros, trata-se com os consignata-
rios Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo
numero 6.
Leudes.
Leilo
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente o hiate na-
cional Santa Aooa: para o restante da carga e
passageiros trata-se com Gurgel & Irmos, na
rna da Cadeia do Recife, primeiro andar, n. 28. | mero 52.
Ataracu'.
Segu no dia 8 do mez prximo viodouro o pa-
Ihabole Santa Cruz, recebe carga a frete e pas-
sageiros : trata-se com Caetano Cyriaco da C. M.
no lado do Corpo Santo o. 25.
Espera-se do Poitopor estes dias o brigue
portuguez Amalia I, capito J. S. Amellas, que
se demora muito pouco tempo : quem nelle qui-
zer carregar ou ir de passagem, dirija-se ao es-
criptorio de M. Joaquim Ramos e Silva, ra a
Cadeia do Recife n. 36.
Milla Latham & C, farao leilo por |ioterven-
cao do agente Pinto, de duas caixas com um
completo e variado sortimento de manguitos,
gollinhas, punhos e lencos de cambraia, de cassa
e de linho, nao so lisos como bordados, tudo em
cartes: terca-feira 23 do corrente s 10 horas
, em ponto em sou armazem na ra da Cadeia nu-
LEILAO
DE
Para Lisboa e
Porto.
Segu com brevidade o brigue nacional Eu-
genia, de primeira classe, capito Manoel Exe-
quiel Migeos, o qual tem dous tercos da carga
engajada, psra o resto que lhe falla e passageiros
trata-se no escriptorio de Azevedo & Mendes
ra da Cruz n. 1, ou com o capilo na praca.
Para Lisboa.
O brigue Constante, sahe impretertvelmente
no dia 6 do prximo mez de agosto : aioda rece-
be alguma carga e passageiros, para o que se
trata com o consignatario Tbomaz de Aquino Fon-
seca, ra do Vigario n. 19, ou com o capilo Au-
gusto Carlos dos Reis.
Para Lisboa e Porto.
A barca Santaclara, que nesta semana se
espera do Rio de Janeiro, seguir em poucosdias
para ossobreditos portos : para o resto da carga
trata-se na ra da Cadeia do Recife n. 4. r
Baha.
A escuna nacional Carlota, capilo Luciano Al-
ves da Conceigio, sahe para a Bahia em poucos
dias ; para alguma carga que anda pode recebar,
trata-se com Francisco L. O. Azevedo, na ra da
Madre de Deus n. 12.
Para
Rio de Janeiro,
o patacho nacional Lima I, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janeiro,
recebe carga a frete para dito porto : trata-se
com Basto & Lemos. ra do Trapiche n. 15, ou
com o capito a bordo.
KLw
O patacho nacional Barra de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-se com viuva
Amorim & Filho, ra da Cruz n. 45 ou com o
capilo a bordo.
Louca perfumaras e cal-
cado francez.
I Quaria-feira 24 do corrente.
Por todo prego.
j O dono da loja de louga da ra das Cruzes ten-
do-se mudado para a ra larga do Rosario n.
32, far leilo no dia cima as 11 horaa em pon-
to, no lugar cima dito do restante da louca que
tioha consistindo em apparelbos para jantar. pa-
' ra cha, vidros, crystaes, perfumaras, calcado
, francez, chapeos de diversas qualidades, afian-
zando entregar tudo pelo maior prego encontra-
do cotuo j de todos sabido.
i Consulado de Franca.
LEILAO
Hotel inglez.
O agente Hyppolito da Silva autorisado pelo
Sr. cnsul de Franca, far leilo do hotel inglez
sito na ra do Trapiche ns. 3 e 5 o qual ven-
dido por ter fallecida Mademaselle Maunier co-
nhecida vulgarmente pelo nome de Dubois, sen-
do que um dos primeiros pagamentos que se far
depois de effectuada a venda ser urna letra per-
tencente ao Sr. Dr. Nabor, e a outros credores.
E' desnecesaario dizer-se que o mesmo hotel es-
t bem montado.' os pretendemos pois para in-
formacoes dlrijam -se desde i a chancellara do
consulado de Franca daa 10 horas da manha as
3 da tarde dos dias' uteis que ah encontraro
as clausulas especiaos para arremalacao. O lei-
lo ter lugar na chancellara do consulado de
Franca no dia quarta-feira 7 de agosto prximo
futuro as 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
msmn
O agente Hyppolito da Silva far leilo por
conta e risco de quem pertencer de 900 caixas
com charutos, sem limite de precio algum : ter-
ca-feira23do correte as 11 horas em ponto, no
armazem do Sr. Aunes em frente da alfandega.
LEILAO
Rio de Jalleiro
segu com toda a brevidade a barca Malhilde
por ter metade do seu carregamento engajado :
para o reatante, trata-se com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. t4, ou com o capito
Jos Ferreira Pinto.
Baha.
Segu a sumaca Hortencia, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
falta e passageiros, trata-se com Azevedo & Men-
des, ra da Crux n. 1.
COMPANHIA PERNAMBICAIU
01
Navegaco costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Ana'. Aracaty, Cera'.
O vapor clgnarast, commandsnte Moreira,
ahir para os portos do norte al o Cear no
dia a do corrente s 4 boraa da tarde. Recebe
carga al o dia SO ao meio dia. Encommendas,
paecuciros e dinheiro a frete at o dia da aahida
c 1 hora: escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
DE
MOV
Quinta-feira 25 do corrente.
O agente Pinto autorisado por urna pessoa que
muda sua residencia para fra da cidade, far
leilao sem reserva de prego, de todas os objec-
tos existentes no segundo andar do sobrado da
ra Nova n. 46, a saber: urna mobilia de jaca-
randa completa e em bom estado, urna outra de
faia, guarda roupa, guarda louca, mesas, mar-
quezas, commodas, toucador, lavatorios, candiei-
ros, louca, vidros e outros objectos que estaro
vista dos compradores, as 10 horas em ponto
do dia cima mencionado.
Na mesma occasio
expor a venda umcabriolet de 2 rodase um ca-
rado sem defeitos.
LEILAO
DE
MMIBI8
O agente Hyppolito por carta de ordena que
receben, vender em leilip um predio terreo na
travesea do Tambi da praca da Boa-Vista, o
qual tem 2 salas, 4 quatroa. quintal murado e ca-
cimba, sendo o terreno foreiro, a pretendentes
pols, para infornacoea procarem o agente cima
3ue lhe aa moatrar, devendo proceder-ae a ven-
a sabbado 20 do corrente, em seu escriptorio
reaida Cadeia do Recife d. 48, primeiro andar,
as 11 horas em ponto.
LEILO
Seguada-feira22do corrente.
Manoel Domingues da Silva Jnior far leilo
para pagamento de seus credores e por interven-
cao do agente Costa Carvalho.de sua trberna si-
ta na praca da Boa-Vista n. 16 A, em um s lote
ou a retalho a vontade doa compradores : se-
gunda-feira 22 do corrente as 10 horaa da ma-
nha na mencionada taberna constando da ar-
macao, gneros, dividas e mais perteoces.
LSILlO
O agente Peitana fara' leilao de 50
canattras em lotes a vontade dos com-
pradores : segunda-feira 22 do corrente
ao meio dia em ponto no Forte do
Mattos, trapiche barao do Livramento.
Avisos diversos.
Ssbendo que o coronel Bento Jos Lsme-
nha Lins quer vender a propriedade denominada
Agua-comprida, deade j declaro nulla a venda
da dita propriadade, porque fazendo-se urna ac-
commodaco na aeco que exista comigo e os
meus manos contra a Exma. marqueza do Racife
e mais herdeiros, os quaes herdoiroa oscederam
o engenho Tiriri e a dita propriedade como cons-
ta por urna escriptura publica ; pois quem com-
prar a dita propriedade fica sugeito nullidade.
Recife 17 de julho de 1861.
Joo Paes Barreto.
Attenco.
Pede-se aos'devedores da loja do fi-
nado Antonio Francisco Pereira quei
ram vir a mesma loja saldarem suas
contas no prazo de 15 dias, do contra-
rio procurar-se-ha receber como lhe
faculta a lei. Recife 19 de julho de
1861.
< ompram-se
duas rotulas usadas que nao passem de
5 palmos: nesta typographia.
Precisase fallar ao Sr. cadete Tu-
de netta typographia.
Aluga-se a casa abarracada, unida ao so-
brado do Honteiro, e veode-se um boi gordo e
muito manso para carroca, por preco coenmodo :
a tratar no sitio da capella dos Afilelos, ou na
rea estreita do Rosario n. 28, uas 10 horas da
manha s 3 da tarde.
Koga-se ao Sr. Jos Antonio Rodrigues e
Silva queira ir ra do Padre Floriano n. 71, a
negocio de seu ioleresse.
Correio particular para a Pa-
rahiba.
A agencia se ha mudado para ra da Cadeia do
Recife n. 12.
Na ra da Imperatriz n. 29, loja de movis,
deseja-se fallar aos Srs. abaixo mencionados,
afim de se dirigirem a dita loja a negocio :
Jos de Souza Leo, morador em Guria de
Cima.
Manoel Peres Campello Jacome da Gama, mo-
rador em Serinhem.
Frederico Carneiro Leo Filho, empregado no
consulado provincial.
Antonio Annes Jacome Pires.
Horacio Alves da Silva.
Manoel AUes Vianna, filho de Goianna.
Cincinato Uavignier.
Dr. Antonio Ferreira Velloso, no engenho Ipo-
juca, na provincia da Baha.
Jos Joaquim de Figueiredo Pernambuco, que
foi empregado na polica da provincia da Parahi-
ba do Norte.
Aluga-se o sitio com a grande casa, do fi-
nado Miguel Archanjo Ferreira Vianna, em San-
to Amaro, defronte do hospital inglez : quem
pretender dirija-se ao mesmo sitio, a tratar com
a viuva do mesmo.
Ao Sr. llaooel Jos de Castro Vianna, ro-
ga-se aioda urna vez, o favor de ir a ra Nova
n. 7.
32 Aluga-se o sobrado de um andar e soto
da ra Direita n. 8, com acommodaQea para
grande familia : a tratar no mesmo.
illa do Cabo.
Armazem e padaria
Pedro Alexauirino da Costa Machado, tendo
resolvido mudar-se para a cidade do Recife, pre-
tende vender o seu bem conhecido e acreditado
armazem de molhados.cootendo atraz do mesmo
urna padaria bem montada, e em estado de tra-
balhar, sendo a casa do armazem de aluguel, e a
da padaria de sua propriedade, e urna estribara
nova; assim como aluga tambem a casa de mo-
rada que fica annexa ao armazem. Este estabe-
lecimento se acha muito acreditado e afregueza-
do, j pela antiguidade e j pela sua localidade
que fica muito perto da eslaco da via-ferrea ;
do que para ioformages podem dirigir se ao Sr.
commendador Joaquim Lucio Mooteiro da Fran-
ca. Outro 8im faz sciente que sua casa se acha li-
vre e desembarazada ao comprador: quem pre-
tender, dirija-se a mesma villa a tratar em dito
armazem com seu proprietario.
Precisa-se de quatro a cinco conloa de ris
a premio com garanta em um predio de tripli-
cado valor, em ra principal desta cidade : a
quem convier, anouncie.
Vende-se urna escrava costumada a andar
aoganho, a qual d 800 rs diario, e tambem se
permuta por um escravo que entenda de servico
de campo : na roa da Imperatriz n. 47, terceiro
andar. Na mesma casa vende-se urna porco de
caibros de qualidade, de 30 a 40 palmos de com-
primento.
Aviso aos galistas.
Na ra Imperial n. 37, taberna, venJem-se
lindos galos, propriospara^briga, da antiga raca
de mulatioho.
Aluga-se urna ana de leite ; na ra da Au-
rora, na quarta casa passando a fundico.
Attenco.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
e externo de urna casa de pouca familia : a tratar
oa loja do sobrado da ra do Queimado n. 8.
Preciaa-se de um official de pharmacia: na
botica da ra do Cabug o. 11, de Joaquim Mar-
lioho da Cruz Correia.
O abaixo assigoado tem tratado vender sua
taberna sita na ra de S. Miguel, fregueiia dos
Afogados ; se algurm sejulgar com algum direi-
to a ella, queira apparecer na ra Direita desta
cidade n. 95. Recife 18 de julho de 1861.
Urbano da Cruz Mello.
Attenco.
Acaba de desapparecer da casa do seu ae*nhor,
um molequoho de 10 annos pouco mais ou me-
nos, por nome Virissimo, que foi do Sr. Fran-
cisco Xavier Mendes da Silva, proprietario do en-
genho Jardim, ds freguezia do Cabo. O aeu ac-
tual possuidor protesta perseguir com todo o ri-
gor da lei, a quem o tiver acoutado, e gratificar
a quem aouber delle, eo levar ra de Santa
Isabel n. 9.
O abaixo asalgnado, soldado do quarlo ha-
io de arlilhana a p, previne ao Sr. Iheaou-
das loteras que nao pague os meios bilhetes
eros727 e 2062 da lotera que tem de ser ex-
lda hoje, pertencente ao meamo abaixo asslg-
), que se desencaminhsram da fortaleza do
Buraco, aonde acha-se o mesmo destacado.Jos
Thomaz de Aquino.
Boa-Vista, travessa do Pires.
Aluga-se urna padaria com todos os perlences,
ou para qualquer officina, com as seguinles di-
mencoes : loja, 90 palmos de fundo, 35 de largo,
um telheiro com 70 de largo e 60 de fundo, ga-
rante-se o aluguel: trata-se na roa da Seozala
Nova n. 30.
Ca.xeiro*
Precisa-se de um caixeiro de 16 a 20 annos,
com urlica de taberna, e que d fiador asna
conducta: para tratar, na travessa do pateo do
Parizo o. 16.
Frontispicio do carmo.
Em consequencia das testas de S. Vicente Fer-
rei e S. Jos, nao pode ter lugar a do frontispi-
cio do Carmo no dia 21 do corrente, marcado pa-
ra esta festa, que fica transferida para o dia 4 de
agosto prximo futuro. Os encarregalos da fes-
ta [pedem a todos os devotos da mesma senhora
que quanto anles concorra m com as suas esmo-
las para que se faca a dita festa com pompa.
+- Achim-se fgidos os escravos Francisco,
mulato claro, natural da villa do Ipu, provincia
do Cear, fgido em aelerobro do anno prximo
passado, com os signaes seguinles : idade de 35
annos, altura regular, barbado e cabellos pretos
annellados; e Luiz, cabra, natural do Ico, fgi-
do em margo deste anno, e com os seguales sig-
naes : idade 30 annos, altura regular, muito pou-
ca barba, cheio do corpo, ps grandes, com al-
guns signaes de bexigas no rosto, e muito re-
grista ; suppoe-se este escravo estar occullo pur
pessoa que o protejo, pelo que protesta-se contra
quem o tiver feito : qualquer pessoa que os ap-
prebenderou delles der noticia a seu seohor Joo
Jos de Carvalho Moraes Filho, na roa do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, ser bem recom-
pensada.
Attenco.
re rdera m-se os dous meios bilhetes ns. 645 e
401 da lotera que tem de correr amanhaa 20 do
corriente, e pelo preaente se previne ao Sr. the-
soureiro das loteras que nao pague o premio
que houver de sahir em ditos nmeros, a nao se-
ren apreaeniados pelo proprietario dos mesmos
Agostinhoda Rocha.
i Na roa da Esperaoca do bairro da Boa-Vis-
ta, casa n. 66, ha urna excellente ama com leite
paralalugar-s.e
Capellao.
Prdcisa-se contra te r um capellao para a irman-
dade de N. S. da Conceico de Beberibe : na ra
do Arsgo, casa ter'ea n. 15.
Urna preta moca, muito fiel, se offerece pa-
ra ama de casa de 'hornera solteiro ou de pouca
familia, para cozinhar ou para cuidar de meni-
nos ; na roa da Penha n. 17, segundo andar.
MA.
ra
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
familia : na ra do Hospicio n. 62.
Gregorio Paes do Amaral, subdito portu-
guez, vai s provinciaa do norte.
Offerece-se urna ama para cozinhar e en-
gommar; quem precisar, dirija-se a ra larga do
Rosario n. 9, que achara com quem tratar.
Roga-ae encarecidamente a pessoa que che
gou do Para no vapor iCruzeiro do Sola par
esta provincia, que trouie c*rlas ou embrulho di-
rigido a Manoel Antonio Goncalvea, que se digni
apparecer na rae do Cabog, loja de ouriro n
o e 6 A.
Ainda est paaa alegar o terceiro andar di
roa do Amorim n. 19: a tratar na loja da mes-
ma, ou-oa rna do Vigario a. 19, primeiro andar
No escriptorio da Companhia Pernambuca
nf,jne/0.Ve T, MSUM B- 1. <*- UBI e
jinda de Macelo, para p Sr- Antonio Pereira
Camino Guimaraes.
carta
de
Penhores.
Todas as pessoas que tiverero penhores em
mode Jos Antonio Anselmo Moreira, use de os
tirar no prazo de oito dias, contados com s data
de hoje. e no caso de que nao tire, sero vendi-
dos para o seu embolso : ra de S. Jos n. 2.
Por nao haver quarta-feira audiencia, ficou
para sabbado 20 do corrente mez, depois da au-
diencia doSr. Dr. juiz municipal da segunda va-
ra, a arremalacao dos escravos penhorados por
execuQo de Joaquim Antonio da Silveira contra
Antonio Goncalves da Silva, sendo ums parda ce
28 annes com as habilidades e achaques cons-
tantes do escripto em mo do porteiro, e um fi-
lho desta, de 3 annos. E' a ultima praca.
Joaquim Antonio da Silveira.
Na ra da Cruz do Recife, casa n 12, segun-
do andar, precisa-se de urna criada para coziohar,
para casa de pouca familia.
Compram-so moedas de o uro de 20$; na
ra da Cadeia do Recife n. 34, lojs.
Vende-se a taberna da ra de Santa There-
za n. 39, propria para principiante por ter poucos
fundos: a tratar na mesma. Vende-se porque
seu dono quer tratar de sua saude.
RECONHECIMENTO E ELOGIO.
Iaflammaco do estomago
Declaro que padecendo minha senhora de urna
inflaramaco do estomago, e continuadas dores
de cabeca causadas da mesma inflammaco, su-
plicando as chapas medicinaes do Sr. Ricardo
Kirk, escriptorio na ra do Parto n. 119, ficou
perfeilamente boa. E em signal de meu recoohe-
cimento fsco o presente elogio. Ra de Mataca-
vallos o. 18, Rio de Janeiro.
Antonio Jos da Silva.
Magalhaes da Silva Irmos parlicipim aos
seus amigos freguozes, que acabara de estabele-
cer um novo armazem com fazeodas para veade-
rem por atacado, na ra das Cruzes n. 41. onde
encontraro sempre um completo e variado sor-
lmenlo : porlanlo leem a bem fundada esperan-
ce de queje digoaro de novamente honra-Ios
com sua frpguezia, para o que promettem ter to-
do escrpulo em bem sem los.
O abaixo assignado havendo tirado do cr-
relo desta cidade umi carta contendo todo o seu
nome, e conseguinlemente abrindo-a, deparou
pelo seu conteudo que a elle nao pertencia : a
pesso* pois de igual nome que lhe fallar a dita
carta, queira dirigir-se Soledade, casa n. 7, ao
correr da igreja, para lhe ser entregue.
Francisco Jos de Souza.
Liadas caixinhas
com necessarios para costura
Acaba dechegar para a loja d'aguia branca mui
lindas caixinhas matizadas, com espelho, tesoura,
caivete, agulheta, agulheiro, dedal e ponteiro.
tudo pralido e de apurado gosto, emQm urna
caixiohs excellente para um preaente, e mesmo
para qualquer senhora a possuir, e vendem-se a
108 e 129 : na \o/> d'aguia branca, roa do Quei-
mado n. 16.
Largo do Terco n. 23.
Vende-ae maoteiga iogleza perfeilamente flor
alga libra, franceza a 680 a libra, e de 4 libras
para cima a 640 a libra, afiancando-se a boa qua-
lidade de qualquer genero que for comprado nes-
te estabelecimento, a dinheiro vista.
Vendem-se os engenhos Raieha dos Aojos e
S. Roque, ambos na freguezia da Bf cada, sendo o
Rainha dos Anjos margem da liona de ferro,
obra d'agua, muito boa, toda por calculo de en-
genharia com mr china centrifugue simplesflcada
por Frederico de Mornay, o cercado o melhor
que se pode imaginar, boa casa de vivends, a
obra do engenho toda sobre pilares. O eogenho
S. Roque de animaos e tem excellentes trras :
quem os quzer comprar, depois de os correr,
dirija-se a proprietaria, no engenho Bom Despa-
cho, com quem ultimar negocio.
Eufeites de cibega.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegado um completo sotlmenlo de eofeitea
para senhora, sendo ultima moda, que se vende
mais barato do que em outra qualquer parle.
Molas para balo.
Na loja d'aguia de ouo, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu de sua encommenda as verdadeiras mo-
las para baldes, que se veode a 200 rs. a vara.
Gollinhas.
Na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n. 1 B.
recebeu um completo sortimento de gollinhas do
missanga, sando de todas as cores
Vende se urna crioulinha de 16 annos, en -
gommadeira e cozinheira, elegante figura ; na
ra da Imperatriz n. 5, segundo andar, indicar
quem vende.
A pessoa que tem urna casa terrea em 0-
linda, na ra do Amparo n. 54, querendo alugar
por 89 meosaes, dirija-se a agencia do correio de
Olinda, ou annoncie por este Diario para ser pro-
curado.
Vende-se urna rotula de amarello : quem
pretender dirija-se roa estreita do Rosario n.
27. primeiro andar.
Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
quer parte : na ra larga do Rosario, n. 34.
Vendem-se duas propriedades terreas em
urna das melbores ras de commercio da cidade
de Goianna, com irmaces enveroisadas para lo-
ja, e urna dellas ladrilhada a frente do balco de
pedra marmore, as quaes rendem mais de um por
cento ao mez de aluguel : a tratar na ra do
Crespo, loja n. 14.
Vende-se urna cocheira em urna das melbo-
res russ deita cidade, bem afreguezada e bem
montada, com 6 carros, 2 cabriolis quasi novos.
e 20 cavados gordos, quasi todos de parelha, a
dinheiro ou a prazo, tambem se troca por escra-
vos ou casas : a tratar na ra do Crespo, loja nu-
mero 14.
Vende-se urna parte no engenho Tabatin-
ga, na provincia da Parahiba, ao p da povoa(o
de Taquera : a tratar na ra do Crespo, loja nu-
mero 14.
Vendem-ae canoas de amarello de 25 a 39
palmos de cumprimento, as quaes se acham no
armazem dos Srs. Aolunes Gui^ires & C no
largo da Assembla : a tratar no mesmo arma-
zem, ou na ra do Crespo, loja n. 14.
Vende-se um completo sor limen to de via-
mentos para carro de passeio, em porco e a ae-
talho, por menos prego do que em outra qual-
quer parte ; na loja da roa do Crespo n. 14.
Vendem-se dous bois mansos e novos, mui-
to boos de cambio e do couce, e ambos trsba-
Iham em carrosa ; estes bois sip fortes, maoteu-
dos e criados perto da praca, nao estranhao o
pasto : quem os quizer dirija-se ao Giqui, sitio
ao p das reas, confronte a entrada da Estancia:

0J No da 24 sahir oPolticoperidico #
# progressisla conservador, sahir urna vez 0
W por semana, avulso 160 rs., por mez 500 9
9 rs. A redaccao promelte esforgar-se em %
justificar os principios que dominam na A
9 phase porque vai passando o paiz. OPo- O
m liin-os pode ser procurado na roa de A
Hortas typographia o. 14, onde se rece- %
H bem as assignaturas.
8&98S8
Hotel Trovador.
44/fu Larga do Rosa-
rio n. 44.
Francisco Garrido previne ao publico que de-
ve dissipar-se a modo de caresta que inspirava
o aotigo proprietario Jos Pires de Carvalho, evi-
tando as consequencias da caresta, e como muitos
freguezes de l se tenhama fugentado, elle previne
que ha ja um anno e meio se acha frente deste
estabelecimento. Hoje se acham sempre proraptos
das oilo s onze horas, almoco solido a 600 rs.,
jantar al$000, hospedes, cama e mesa ao dia 29,
e psra divenimeoto encontraro os freguezes um
primoroso bilhar chegado ha pouco de Paris.
Aluga-se um pretobom cozinheiro : a tra-
er na ra da Cadeia Nova n.34.
PB\RMACIABARTHOLOMEO
Ra larga do Rosario o. 36
Rob rAfTecleur.
Pilulas de Allezoo.
Pilulas americanas.
Vermifugo inglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloway.
MMBMBMM 388iSs 338See 3S313S3 SSWI& 398S8Ss *m&&3mm
AO PAVAO
A'
Ra da Imperatriz n, 60.
DE
Neste estabelecimento existe um completo sortimento de fazendas proprias para senhos
6 iJOMGDS 1 *
ras
Ricos enfeites com franjas e bolotas a 85000
Grosdeoaple muilo eocorpado e de
bellisslmas cores, covado............ 2J000
Dito lavrados de apurados gostos .... 2)240
Organdiz, bellissimo padrdes, covado 9600
Mimos do co, fazenda multo moder-
na, covado............................ 10200
Ha nileteles de fusto branco com bo-
nitos lavores......................... 8&O0O
Dito de tilo preto e capa.............. 7*000
Tarlataoas de todas as cores, vara.. 800
Camizetas com manguitos e goliohas 3*000
Ditas muito finas...................... 5;J000
Gollinhas de fusto proprias para se-
nhoras e menina.................... 660
Ditas bordadas muilo finas............ $800
Ditas ditas.............................. lyKK)
Chitas francezas....................... J240
Ditas muito superiores................ 9240
Wtasidem.............................. 260
Ditas idem.....................,........ 9280
Gollinhas muilo superiores ..........
Ditas idem..........................
PABA.HOaIRNS.
Palilots de casimira de cores claras
eescuras............................
Ditos de pao preto muilo Qoos.....
Ditos ditos..........................
Ditos ditos............................
Dita de casimira muito fina de cor
eacu" ..............................
Calcas de casimira decores..........
5?}**................................
Ditas pretas.........................
Coletea de veludo, setim e gorgoreo
Chapeos, deso de seda...............
Calcas de ganga eaoceza............
itaade brim encornado.............
Damasco de la com seis palmos pro-
pnos para cobertas para mozas e
pianoa.
20*000^
8900023
93000 Vi?
8*000&
39000$
29000f
Multas outras fazendas deixam-se de mencionar o preco, mas que se vendem muito em
conta. assim como um grande sortimento de tiras bordadas, saiaa bailo para senhoras e
meninas, casias e tambraias de todas ai qualidades tanto brancas como de cores, superior
\ foj?d!npvloPre dio"*a,no,lrM com 'tnhor ou ndam-ie as fazeodas por caixeiro da
\ms ssNMeee *mim smms mm* mm&smm! J8Ktv&


DIARIO 01 ffBINAMIDCO. SABBADO 20 JULHO DI 1M1.
1
(>
f
Attenco.
6 absixo assigoado lendo no Diario de Per-
nambuco o. 160 da 15 do correte um annuncio
do Sr. Joo Aotoolo Caapiotefroda Silva, tocio
e inclusivamente gerente da Arma commercial-
Garpioteiro & Prado,no qual declara achar-se
de partida para a Europa, e por isto convida aos
seus credores para comparecerem do praio de 8
dial; vem pelo presente fazer publico e declarar
ao mesmo senhor, que nao pode fazer a preten-
dida viagem emquanto nao prestar as tontas de
aua geslo na mencionada sociedade, que assim
tem com o abaizo assigoado, e nao proceder-se
a liquidaco e partilba da mesma sociedade, para
cujo tira iraz o abaixo assigoado contra o Sr.
Carpioleiro acgo arbitral em juizo ; a isso acres-
ce que no poder do Sr. Carpioteiro existe todos
os livros e papis tendentes questao e perteu-
centes sociedade, e sobre os quaes protestou-se
um exame, que vai ter lugar, e que deve ser as-
sislido pelo mesmo senhor pars as explica joes ne-
cessarias acerca de certas verbas nao acreditadas
DO balando a que procedeu-se. Dermis, o abai-
xo assigoado reclama do Sr. Carpinteiro, na ac-
Qo referida, quantias que lhe peitence particu-
larmente, e quantias que lhe perteoce por parte
da sociedade ; reclama mais a entrega de seu
eslabelecimento, segundo o estado que delle fez
entrega, e foi estipulado na escriptura publica do
tracto social: por tudo isto o Sr. Carpioleiro
obrigado a permanecer nesta cidade at effectiva
liquidado dos negocios sociaes, e deciso do
pleito. Para todo o exposto chama o abaixo as-
signado a attengo do Sr. Dr. chefe de polica,
para que ao Sr. Joo Antonio Carpinteiro da Sil-
va nao sejs dado passsporte, emquanto nao se
mostrar desembarazado, visto, ser estraogeiro e
contra o qual move-se neste foro, esta, e outra
accao por obrigac5es que tem de satisfazer. Re-
cite 15 de iulho de 1861. Francisco do Prado.
No dia 25 do maio prximo passado-desap-
pareceu do sitio de Henry Gibson, na Ponte de
Uchda, urna canoa aberta, grande, tendo a prda
urnas taboas de caixo de plnho pregadas em for-
ma de paoeiro, e na poupa arrebentado o espigo
da correte : quem delta der noticia no dito si-
tio ou na ra da Cadeia do Recite n. 62, ser bem
recompensado.
Aluga-se ama grande casa sita na Soledade
o. 6, defroote da igreja, com commodos para
grande familia, tendo 4 quartos, corredor no
meio, sala de jaotar separada da casa, cozinha
fora, quarto para escravos, quarlo para visitas,
Suintal murado, cacimba com bomba, e um gran-
e tanque para baohos, terraco com latada de
maracuj, e urna parreira, quintal plantado, pin-
tada e mui fresca ; igualmente se vende urna
mobilia branca de ceregeira com pedra branca :
quem a pretender, dirija-se a ra Nova, sobrado
n. 37 ; a mobilia tembem se vende independente
do aluguel da casa.
Na rua do Imperador n. 47 tem um comple-
to sortimento de ricas molduras fiugindo Jacaran-
da para Tender por prego muito barato.
S NO PROGRESSO
DE
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, rua das Cruzes de Santo Antonio, 36,
seu
o carto elegantemente enteitados, muito proprios
so no progresso
rs. cada urna, s
|R0LPA FEITA AINDAMIS BARATAS.;
SORTIMENTO COMPLETO
DI
IFazendas e obras eitasj
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes & Basto!
NA
51a a do Queimado
a, 46, tMtfl amar ella.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacaspretas
de panno e de cores muito fino a 28$,
30S e 359, paletots dos meamos pannos
a 20$, z2$ e 24$, ditos saceos pretos dos
mes moa pannos a 14$. 169 18$, casa-
cas pretas muita bem feitas ede superior
panno a 28$, SOS a 35$. sobreeasacas de
ciseama da core mullo finos a 15$, 16$
e 18 J, ditos saceos das mesmascasemi-
ras a 10$, 12$ a 14$, calcas pretas de
asentir fiaa para homem a 8$, 9$, 10/
e 12, lilas decasemira decores a 7f,8$,
9$ e 16$. ditas da brim brancos muito
flaa a 5| 6$, ditas de ditos de cores a
3$. 39560, 4$ e 4$500, ditas de meia ca-
semira 4e ricas cores a 4$ e 4g500, col-
tetes pratos da casemira a 5$ e 6$, ditos
dediles decoras a 4(560 e 5$, ditos
braoco ale seda para casamento a 5$,
litas da 6$, cottetes debrim braoco a de
fuato a 3$, 3$560 e 4$, ditos de cores a
i3500 e 3$, paletotsoreles de merino de
cordo sacco e sobreeasaco a 7|, 8$ e 9$,
eolletespretosparallo a 4$500 a 5$,
cas oretas da merino a ($500 e 5$, pa-
' atots de alpaca preta a 3$500 e 4$, ditos
sobreeasaco a 6$,7$ e 8$, muito fino col-
latas da gorgurao de sedade cores muito
boafaxandaa3$800e4S. colletesdavelv
lado de eorese pretos a7$e 8$, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14$. 15$ e 16$, dito; de
casemira saceo paraos meamos a6$500 a
7$, ditos de alpaca pretos saceos a 3$ a
15500, ditos sobreaasaaos a 5$ e 59500,
.*lcas*e casemira pretas e decores a 6,
6500 a 7$, camisas para menino a 20$
t dazia, camisas ioglezas prega alargas
muito apanoral32$aduziapariacabar.,
Assim como temos ama officiaa de al-
late ondemandamos executi
obras com bravidade.
Largo da Penlia
Neste muito acreditado armazem de molhados
continua a vender-se os molhores gneros que ha no mercado, tanto em porcao como a retalho, c
Dor muito menos preco de que em outra qualqaer parte, porserem viudos a maior parte dellesem
direitura, porconta do proprietario, por laso em vista dos presos dos geoeros abaixo [mencionados
poderlo julgar todos os mais, afiancando-lhe a boa qualidade.
Manteiga iugleza perf eltameute flor 800 ri a librif, ,m bu.
ril aTOOrs.
M.anteVga tranecia a mhor que ha no mercado a 710 rs. a libra.
Cha os meUiores que ha no mercado Tende.86 a i- qualidade a 3$ooo,
2a ditta a 28500, 3a ditta a 2$000, e prsto a 1$600 a libra.
QUeiJOS IVamengOS cheKad0s oesU ultimo vapor da Europa i 2$800 rs. ditos che-
gados no vapor passado a 18800 e 1$600 rs.
V^eijO pralO og meihores que tem Tindo a este mercado por sersm muito frescaes a
640 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Bollo araucei. a 500 rs.
para menino, s no Progresso.
Doce da easea de guiaba a 1$ 0 cauao, em porcao a soors.
llOCe de AApeYChe em UUti de a libras muito enfeitades a 1$200
do progresso.
MlaTMOlada imperial 00 afamad0 Abreu, a de outros mullos fabricantes da
Lisboa a 800 rs. a libra.
\me\XaS IraueeXaS em fra8C0S com 4 libras por 3000 cada um, s o frasco ral 1$
dittas portuguezas a 480 ra. a libra.
LataS Com buYaCUiwha de Soda tonltndo diferentei qaalidades, a
15400, assim como tem lattas de 8 libras por 38000, dittas com 4 libras por 28000 rs. s no
Progresso.
Nfl&$a .de tomate em iata,da l libra, por 900 rs. e em latas de 2|libraspor 1$600 rs.
C0HSeT\aS franeeXaS O inglesas reCeotemeDte chegadas a SOO rs. o fras-
co em porcose faz abalimento.
Passas em caixinhas de S \\btas as melhorcs qua lem vindoaeste
mercado por serem muito grandes a 28800 rs. cada urna.
"Espermacete SnpetlOT atm a?arla a 700 rs. libra, em caixa se fari algum
abatimemto.
WetTia, maemao e taluatim m r, iibra. 6m caixas de ar-
roba por 8$.
LiataS eOm peiXO de POSta dasmeihorei qualidades queba em Portugal, como
sejam savel, congro, sarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a 19400 rs. cada urna.
xVxeitonas muito novas a moo 0 birtili em garrafa a 840 .
PalltOS de dente lV&adOS em B,0ih08 com 20 maciohoa por 200 rs.
^" *eja 4ai ma8 acreditadas marcas 53000 a duzia retalho a 500 rs. a garrafa.
\ nnOS engaYraladOS d8S 8egUintes qualidades, Porto. Feitaria, ditto Bordeaux,
dillo Muscalel, alia garrafa ; tambem tem Tinho dieres para 2$000 rs. a garrafa.
\ innOS eni plpasem composio Porto, Fgueira,Lisboa, a 640 rs. em caada 4$500.
Presunto de Hambre inglez muit0 n0T08, goo .. ubr..
Prexnnto de Lamego 0 que ha de o,,,,, nesle genero a 480 rs; amp0r5ia a 400 rs.
Cnonricas e palos 1560 rit alibr8( em barril com 6auzi e pVioa por 108000.
T oneinho de Lisboa 0 mtit novo que ha no mtrctao a 320 n.libra.
Banhadeporeorennadaamai8alTaqiie pffde havera480rs. aiibra c em
barril a 440 rs.
\mendoas de csea mole a 480 r8. libra, em por5ao 86 far algum abat-
ment, r do Progresso do pateo da Peoba n. 8.
Alm dos geoeros anounciados encontrar o respeitavel publico um grande sortimento de
udo quanto bom e barato.
Tratamento
SEM RESGUARDO NEM INC0MM0D0.
Inflammar^ao do igado, muito cansaco
e falta de respiracao.
Sr. redactor.Vou por meio de sus acreditada
folha agradecer ao Sr. Ricardo Kirk, escriptorio
na rua do Parto n 119, o cuidado e desvello com
que se dignou tratara afilhada de mioha mulher,
de 16 amos de idade, de urna inflammagao de
ligado que lhe causava muilo esosaco e falta de>
respirarlo, sem que possivel fosse obter melbora
alguma ; ecom a applica^o e suas chapas me-
dicioaes Uve a ssiisfagao de a ver pereitamen-
te boa.
Nao obstante o ditoSr. Ricardo Kirk receber o
DUARTE ALIYIEIDA & SILVA
A. F, Duarle Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus freguezes que tendo separado a sociedade que tin/ia com
mano, acba-se de novo estabelecido com dous aceiados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razio de Duarle & Souza, e segundo na de Duarte Almeida Si Silva: estes estabelecimentos offerecem grandes
vanlagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se achara montados como em commodidade de prego, pois que para isso resolveram os
proprieta ros maodarem vir parle de seus gneros em direitura, ofim de terem sempre completo sortimento, como tambem poderem offerecer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por canto do preco que possam comprar em outra qualquer parle, por isso desejando os propietarios acreditaren
seus estabelecimentos tem deliberado garanlirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e.assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco pra ticas, em qualquer um destes eslabelecimemos, quesero tao bem servidos come
se viessem pessoalmenle, na certeza de Duoca acharem o contrario de nossos annuocios, e assim fundados as vanlagens que oDerecemos, pedimos a
todos os senbores da praca, senhores de engenho elavradores que mandem ao meos suas encommendas a' primeiravez, afim de experimanlar, eertos
de continuaren!, pois que para isso nao pouparo os propietarios forcas para bem ser vi rem aquellas pessoas que frequentarem nossos estabelecimentos ;
abaixo transcrevemos algumas adi^oes de nossos pucos, por onde ver o publico que vendemos baratissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
generas.
MaNTEIGA LNGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e em barril a 750 rs.
MANTBIGA FRA1NCEZA a melhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. em barril e'meios.
CHA HYSSON E PRETO o melhor do mercada de 19700 a 3*000 e em porcao lera abalimento.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porgo a 800 rs.
PREZUNTOS PORTUGUEZES viudos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e inteiro a 460 rs.
CHOTJRICOS em barril de 8 libras a 49500 e em libra a 700 rs.
SaGL" E SEVADINHA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 89000 rs. a arroba.
AMEIXAS FRANCEZAS em latas de 6 5 1[2 a 19 a libra e a 1J2C0 a retalho.
PASSAS em caixinhaa dooita libras, asmelhores do mercado a 29800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMACETE SUPERIOR sem avaria a 700 rs. e em caixa a 680 rs.
CONSERVAS FRAJNCEZAS I>GLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERYILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACTNHA DE SODA de diversas qualidades, a mais novado mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque da Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoria de 19200 a 19300 a garrafa e a
139 a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa e de 39800 a 49800 a caada.
FRASCOS COM FBUCTAS de todas as qualidades de Portugal de i 9*00 a 29000.
BATATAS NOVAS em caixas de duas arrobas a 39 e velhas a 600 rs. a arroba e 40 rs. a libra.
CURANTS ou passas para pudim a 19 a libra e em porcao ter abatimento.
LATAS COM PEIXE SAVEL ecutras muas qualidades, o mais bem arranjado que tem vindo a 19400.
CAFE' DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANHO o melhor que se pode desejar a 39100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa ede 89500 a 109000 a duzia.
CHARUTOS VERDADE1ROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BAMIA DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar ne>te genero a 480 rs. a libra e 460 era barril.
SERVEJAS D*S MELHORES MARCAS a 600 rs. agarrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
CA1XES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em porcao a 900 rs.
AZE1TE DOCE PURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas,
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUE1JOS PRATO os mais novos queba no mercado a 650 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Genebra DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 Irascos.
PALITOS L1XADOS para denles a 200 e 160 rs. o mago com 20 roacinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feitos que ha do mercado a 280 rs. o maco.
PALITOS DO GAZ a 39000 a greza e 280 a duzia de caixas.
AZEITONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 19200 e barril.
ALPK5TA o mais limpo que tem viudo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico uro completo sortimento de tudo tendente a molhados.
rasa.
Aluha-ae um sobrado de um andar com o ar-
mazem, Da rua dos Burgos o. 29, confronte a rua
da Hoeda ; a tratar na rua da Cruz o. 61.
Mudanca.
de
Exposico
candieiroSa
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros ecooomicos
Caodieiro: econmicos
Candieiros ecooomicos.
Nesta exposigo de candieiros se encontrar
todo o sortimento de diversos tamaobos proprios
para ricas salas, ditos para salas interiores, ditoa
para sala de jaotar para quartos, para cosinha,
para escadas, para corredores, para engenho, pa- i diminuto estipendio de seu trsbalho, eu_faltara
Joio Antonio Colho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todos os seus iresuezes que
mudou a sua luja da rua estreita do Rosario para
a rua do Imperador n. 69, oode o acharo promp-
to todos os diaa uleis desde as 6 horas da marina a
at as 9 da noite, para chumbar e tirar denles,
sangrar, por ventosas ou bichas; assim como pa-
ra qualquer oulro servico de sua arte efra dos
dias e horas mencionados pode ser procurado do
pateo do Carmo o. 22.
ARMAZEM
DE
ROUPA FUTA
DE
ra -casas de campo e outras muitas qualidades
que com a vista deverao agradar ; assim como
todo e qualquer preparo para os ditoa candieiros
se encontrar sempre a venda nesta exposico de
candieirosoa rua Novan. 20, loja do Vianoa.
Na rua do Queimado u. 31 quer fallar-se so
Sr. Manoel do Nascimento Silva Bastos a nego-
cio seu.
Aluga-se um grande armazem para depo-
sito na ruada Seozali V'elha : a tratar com Vc-
tor Grandio, relojoeiro, ruada Cadeia Vethaem-
merolO.
Aluga-se um sitio oa estrada de Joae de
Barros, defromte da cscala, com boa casa de vi-
venda e commodos para graade familia, muitas e
excellenles arvoredos, estribara e cocheira, x-
cellente poco e asa de baoko : quem o preten-
der-rija-se ao mesmo sitie.
Ao publico
O baefaarel Jernimo Salgado de Castro A-ccio-
ly declara que nada ser procurado para o ter-
celo de sua profisaao de advogado, na rua do
Queimado o. 3, primeiro andar, daa 9 horaa da
manhas 3 da tarde, e depois deseas horas o
achara no primeiro andar do sobrado n. 60, do
daleo da S. Pedro.
Irmandade do Divino Esprito
Santo, erecta no convento
dos religiosos franciscanos
O secretario, abaixo assigoado, convida os
seas chanssiraoa irmos para comparecerem no
eoasistonu da irmandade, domiugo 21 do corren-
ta, slO horas da eoaoha, afim de eleger-se um
noto definidor para lubstitoir o nosso irmo Joa-
qun da Costa Dourado, tallecido em dias do mez
prximo passado.
M. C. Honorato.
Quem precisar da urna ama para cozinhar o
diario de urna casa da pouca familia, ou mesmo
para homem-solteiro, dirija-te a rua da Cruz do
Radie n. 27, segundo andar.
O bacLt&rel Antonio Annes Jaco
me Prea mudou a sua residencia para
a rua do Imperador n. 81, onde pode
ser procurado para os mytteres de sua
profissfo de adrogado.
CONSULTORIO ESPECIAL
H0ME0PATH1C0
no
PK. CASASOVA,
30--Roa das Cruzes-30
Nesteconsultoriotem sempre os maia !
novos a acreditados madicamentos pre-
parad os em Pars (aatioturaa) parCa-
8 tellan e Weber,por presosrazosveis. '
Os elementos dehomeopathito bra.re-
gtommeadada intelligencia de qualquer
m pessoa
Aigodo da Babia.
k fabrica Santo Antonio do Queimado tem fei-
to o seu deposito em casa de Marques, Barros &
C, largo do Corpo Santo n. 6, aonde se encon-
trar sempre, assim cerno fio da mesma fabrica.
D-se dinneiro a juros
dous al tr*a cootos de ria sobre hypotheea de
predios nesta cidade, ltvre e desembarazado de
qualquer traosaeco *u hypotheea : quem preci-
sar dirija-se esta tjrpographia deixando urna
carta com as iniciaes G. 11. C31, declarando a
morada a o numero da casa paraaer procurado.
Precisa-se um escravo que saiba comprar,
cozinhar e fazer todo o servico de urna casa :
quem o tiver nestas eoodicoes e quer alugar,
dirija-se a rua da Cadeia doVecife u. 56, escrip-
torio de Leal & Irmo que achara com quem
tratar.
3 Wr
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CL

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s
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Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Pa: em casa de
Aranaga Hijo A C.
Na rua da Roda n. 6^ continua-se mandar
comida para lora, e tambem aluga-se
leqaa.
ao dever que a gratidao meimpoe, se nao reco-
nhecesse o grande beneficio que lhe devo.
Joa Luiz dos Santos Teixeira.
Aua da Candelaria n. 18 A, Rio de Janeiro.
Reconhecida verdadeira a assignatura supra pe-
lo tabelliao Pedro Jos de Castro.
. OSr. Manoel Joaquim de Olivei-
ra Figueiredo morador na Capunga,
queira dirigiese a esta typographia.
Joio Jos de Carvalho Horaes faz sciente
que mudou a sua residencia da rua da Cadeia do
Recite n. 55 para a rua da Aurora, casa d. 1, ter-
ceiro andar, e pera melhor commodidade das
pessoas, que com e'.'es '.euham negocios a tratar,
poderao se dirigir ru& do Qqeimado loja o. 13-
Cursoderhetorica
Manonel da Costa Honorato tem abetto seu cur-
so particular de oratoria e potica nacional : na
rua Direita n. 88, primeiro andar.
Pergunta que nao offende.
rergunta-se ao Sr. fiscal da freguezia de S.
Joa a que pretexto conseote dentro do ecougue
da ribeira conservar duas balancas monstruosas,
dessa raaneira probibindo o traasito publico : por
isso rogamos ao mesmo fiscal o,ued as suas or-
dena para que desappare^a semelhante abuso,
que daa 6 horas da manhaa at as 8, ningem
poda transitar por aquelle lugar.
Precisa-se de500$ ao juros que se conven-
cional dando a garanta em um escravo que paga
25$ por mes : quem quizer este negocio, dirija-
se a rua da Imperatriz, loja de charuteiro, que se
dir quem quer, ou avise para ser procurado.
Offerece-seum moco portugus de 20 annos,
pouco mais ou menos, para caixeiro de taberna,
do que tem bastante pratica, escreve muito bem,
e d coobecimento de sua conducta : na rua dos
Martyrios n. 36.
Aunuucia-se ao publico, que se houver
quem tenha direito a casa de sobrado da rua da
Cruz n. 31 por qualquer oous que seja, anuuncie
no prazo de 8 dias, depois desta data oeohuma
reclaoacoser recebida.
O actual escrivao da irmandade da gloriosa
Senhora Saot'Anns, administradora ds igreja da
Madre de Dos, convida a todos os seus irmaos
comparecerem no consistorio da referida irman-
dade, domingo SI do correte, palas 10 Ii2 horas
da manha, afim de reunidos em mesa geral ele-
Rerem a nova mesa regedora que tem de func-
cioosr do aono de 1861 a 1662.
Joa Vicente de Lima.
Precisa-se fallar com o Sr. Joo So a res de
Sant'Anna. mestra da slfaiale : no escriptorio de
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, largo do
Corpo Santo.
Precisa-ae.de urna ama forra ou captiva,
3ue saiba eogommar a cozinhar: na rua da Moe-
a n. 5, segundo andar. >
Eogomma-sa com toda, a perfeicao a por
reco muito commodo; do sobrado junto a igre-
do Pilar, em Fora de Portas
Taspaasa-se a poase de um sitio da lavrador
e vendem-se as lavroras que contm, como seja,
canna para 200 pes, e 3,000 covas de mandioca
a aviimentos de farioha e casa porto da astacio
deTimboasi : os pretndanles que quizerem,
una rao- Idirijam se a tnesma estajao, que acharo com
' qaam tratar, e fax-se todo negocio.
ftlf MI M
alnetes de ouro e brilhantes.
Naofficina photographica da rua do Cabug o.
18, entrada pelo pateo da matriz, existem lindos
alfinetes roo brilhantes e ao gosto de Luiz XV,
para a collecacao de retratos; ha tambem urna
variada coltecgo de alfinetes de ouro com, e
sem pedras. O preco dos alfinetes com os re-
tratos variam de 169 200$. Ni mesma casa
vendem-se bellos espelhos com molduras doma-
das para ornar salas de luxo e tratamento ; bor-
las deseda para cortinados de janellas a para
quadros, assim como corJoes para o mesmo flm.
VeBde-se lulo a precos razoaveis e moderados.
O abaixo assignado, nao tendo al o presen-
to soluco alguma da letra que em vida do Sr.
Maaoel Buarque lhe dera para cobrar, a qual com
a sua morte fora desencaminhada, como j fez
publico por este jornal em data de 5 docorrenle,
sua me a Sra. D. Igaacia Mara das Dores;
achando-se nesta praca.de novo previne ao acei-
tante o Sr. Manoel Xavier Caroeiro de Albuquer-
qae, para nenhuma transaccao fazer com dita let-
tra, a nao ser com o abaixo assigoado, assim como
rectifica um engao que ae dera na primeira pu-
blicaco, naquaolia e data do vencimenlo ; sen-
do a importancia real de 2 79d$000, e o venci-
menlo em 8elembrodel859. Francisco de Pau-
la Cavalcantade Albaquerque.
Precisa se de ama criada branca para casa
de familia, que saiba coser, eogommar, e andar
com meninos, tambem precisa-se de outra, seo-
do escrava, que saida cozinhar e lavar ; na rua
do Seva (liba dos Ratos) n. 3.
Cachorrinho.
Fugio na madrugada de sabbado 13 docorren-
le um cachorrinho do reino todo branco cora
urna pequea malha amarella na costa ao lado
esquerdo, ps pezunho, nariz e olhos pretos, por
nome Melindro : a pessoa qne o aehou, querendo
restitui-lo, poder levar ao aterro da Boa-Vista,
boje rua da Imperatriz, casa terrea n. 27, que
perceber por aeu trabalho 10$ de gratificacao.
A aguia d'ouro
No botequimd'aguia d'ouro,
na rua estteita do Ro
sario n. 23, defronte da rua
das Larangeiras,
forneee-se alm3(0 e jaotar para fora, manda-se
levar, mensalmenta, pelo prego mais commodo
possivel, assim como todos oa dias das 7 horas
da manba em diante tem a papa de farinha do
Maranbio e araruts, a todos os domingos e dias
santos tem a bem conhecida mo de vacci daa
4 horas da madrugada em dlante, e no mesmo
eslabelecimento achar-ae-ha sompre comida
prompta a qualquer hora que ae procure, e pre-
pararse qaalquer encommenda que se Iba fiter
com todo o aceio e promptidio.
A senhora que tem urna pulseira empenta-
da por 228 na rua do Imperador n. 16, faga o
favor de vir tirar do prazo de 3 dias, ou vir pa-
ra em sua preseoca ser rendida, do contrario cor-
rer o juro de um violera por pataca como cor-
Joaquim Francisco dos Santos.
140 RUA DO QUEIMADO 401
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste eslabelecimento ha sempre um sortimento completp de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda eiecular por medida, vonlade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 409, 35$ e 30^000
Sobrecasaca de dito, 35> o 3000
Palitotsde dito ede cores, 359, 30$,
25$000 e 20000
Dito de casimira de cores, 12*000,
15*. 12 e 9*000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, H $000
Ditos de raerio-sitim pretos e da
cores, 9$000 8000
Ditos de alpaka da cores, 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99, 7. 59 e 39500
Ditos de brim de cores, 59, 49500,
4$000 e 39500
Ditos de bramante dalioho braoco,
63000, 59000 e 4$000
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e 89000
Calsss de casimira preta e decores,
129,109, 99 e 6$000
Ditas de princeza e merino da cor-
do pretos, 59 e 49500
Ditas de brim branco a de cores,
5$000, 4^600 e 9500
Ditas de ganga de cores 3$000
Collates de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9$ 89OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados. 69.59500, 59 e 39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda setim branco, 69 e 5&000
Ditos da gorgurao de seda pretos e
de cores, 7$000,69OOO e 5&000
Ditos de brim e fusto branco,
39500 e 39000
Seroulas de brim de linho 29^00
Ditas de aigodo, l$6O0 a 1$280
Camisas de peito de fusto branco
adacores. 29500 e 29300
Ditas de peilo de linho 6$ e 3z>000
Ditas de madapolo branco a da
cores, 39,2950O, 29 e 19800
Camisas de meiaa 1&000
Chapeos pretos de massa.francezes,
formas da ultima moda 10$,8o500 e 7S000
Ditos de feltrp, 69, 5f, 49 e 2e000
Ditos de sol d seda, inglezes
francezes, 149, 12$, 11$ e 79000
Collarinhos de linho muilo finos,
novos feilios, da ultima moda 98OO
Ditos de aigodo 9500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1005, 909, 809 e 709000
Ditoa de prala galvanisados, pa-
tente hosoolaes, 40$ 309000
Obras de ouro, aderemos e meioa
adereces, pulseiras, rozetas
anneis i $
Toalhas de linho, duzia 129000 a IO9OOO
V1
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato d ferro
trineo deposito na botica de oa^uim MarUuVio
da Craz Cor rea & C, raa do Cabug a. VI.
en Peraambuco.
II. Thermes (de Chalis) antigo pharmaceutico aprsenla hoje urna nova preparaco de ferro,
com o nome de elixir de citrolactato de ferro.
Parecer ao publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debalxo de formulas to
vanadas, mas o homem da sciencia comprabende a necessldada a importancia de urna tal varie-
dade.
A formula um objeeto de muita importancia em therapeutica ; um progresso immenso,
quando ella, maniendo a essencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos os paladarea e para todos os temperamentos
Daa numerosas preparares de ferro at hoje coohecidaa nenhuma rene to bellas qualida-
des como o elixir de citro lclalo de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quena dose, o ser de urna prompta e fcil dissolucio no estomago, de modo que completamente
assi milado ; e o nao praduzir por causa da lactina, que conlem em sua compoaico, % constipacao de
ventre to (requen temen te provocada pelas outras preparares ferruginosas.
Estas novas qualidades em aadaaltram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispensar em sua clnica, de incomparavel utilidade
qualquer formula que lhe de prooriedadaataes que o ortico o possa prescrerer sem receio. E' o
.que conseguio o pharmaceutico Thermes com a preparaco do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparaedes ferrogtnoses, tomo o
atiesta a pratica de muitoa mdicos distinctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado corto im-
raenso proveito as molestias de languidez (ohoroae paludas coras/ na dabilidade subsequenle as
hemorrhagias, oas hydropesiasque apparecem depois das intermitentes na incontinencia : de urinas
por debilidade, as perolas brancas, na escrophula, no rachitismo, na pvrpora hemorrhaaica, Da
convalesceocia das molestias gravas, na chloro-anearia das mulheres grvidas, em todos ea caso*
em que o sangesa acha empobrecido oa viciado pelas fadigas affeccoee coronices cacbexia tuber-
culosas, caacrosa.syphililica, excessos veuereoa, onanismo a uso prolongado das urc iirscea ruet
cariaos. n
Estas eufermidades sendo mu traqueales e sendo o ferro a principal utialancia de qu
medico tem ae laucar mi para as debelar, o author do citro-lactato du feria ^ii.-ece louvores e
usar
n pe.
ra at'o 1 de junho, pois ja se avlsou pessoal- roconbecimenlo da hamanidade por ter descoberto urna formula pela qual se ?e sem receio
mete bastate rezes, -Recife lce juico de 1861, i d lrro


' c*
1
IAJU O fMJUMluco 5ABBAD0 -1' M JULHO Dt 1H1.
OlM
DE
commisso de/escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiraandar.
Tara dita ra foi transferido o cscriptorio de
commisso de escrayos que se achira estableci-
do no largo do Paraizo n. 16, e ahi. da mesma
soile se continala receber escravos para serem
vendidos por cortiraissaj e por conta de seos se-
nhores, nao se poupsodo estorbos para que os
mesmos sejam vendidos com promptidio, aflm
de seas seuliores nao soffrerem empate com a
venda desi.es; assim como se afianza o bom tra-
tamento/e seguranza. Nesta mesma cssa ha sem-
pre pafa vender escravos de ambos os sexos, mo-
cos e velhos, com habilidades e sem ellas.
' Aluga-se o primeiro andar da casa da ra
di Cadeia doRecife n. 18: a tratar na loja'da
mesma casa.
Na ra estrella do Rosario o. 21, primeiro
andar, prccisa-se de urna ama para comprar e
cosinhar para urna senhora.
Joaqun) Jos Coelho, Braiileiro, retira-se
para o Rio de Janeiro.
fot

3Roa estreita do Rosario3
Francisco Pinto zorio continua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
cebo paga alguma sem que as obras nao
fiqucra a vontade de seus donos, tem pos
e outras preparacoes as mais acreditadas
para conservaco da bocea.
&i)3 @8# $@S@
LOTMIIi
BOJE 20 do corren te pela 10
horas d manhSa andarao impreteri-
velmente ai rodas da terceira parte
do, nona lotera 4a matriz da Boa Vista
desta cidade. O abaixo assignado es-
pera dorespeitavel publico a concurren-
cia na compra dospoucos bilhetes que
restara nao s pelo nm tao benfico a
mesma matriz como em vista do vanta-
joso plano pelo qual se vai ella extrahir
o qual contm urna grande parte de
premiados; acham se a venda na the-
souraria das loteras que se tem modado
para a ra do Crespo n. 15 loja, e as
casas commissiouadas praca da Inde-
pendencia n. 22, loja do Sr. Santos
Vieira, ra Direita n. 3 botica do Sr.
Chagas, ra da Cadeia do Recife n. 45
loja dos Srs. Porto & Irmao e ra da
Imperatriz n. 44 loja de ferragem do
Sr. Pimentel.
As sortes serao pagas a entrega das
listas
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
O sntigo mestre da lingos ingleza anda
conlina a dar licoes particulares, pelo systeraa
de Olendorff, actualmente adoptado em os pri-
meaos collegios dos principaes capitaes da Eu-
ro : a grande vantagem para o discpulo incoo-
testavei, pois que, principia logo a fallar, escre-
ver, e Iraduzir dita lingos.O annunciaote pode
ser procurado al as 9 horas da manha na ra
da Gloria n. 83
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda a perfeico para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Realejos.
Na ra da travessa da matriz de Santo Anto-
nio, soorado de dous andares n. 14, concertara-
se realejos de todas as qualidades, tanto de tu-
bos como de palhetas.
Attenco
Prf csa-se de um caixeiro para taberna; na
iui iiperial n. 191. Na mesma casi precisa-se
de uma ama, preferindo-se escrava.
Na ra do Queimado n. 9, deseja-se fallar
ao Sr. Jos Fiel de Jess Leite.
Precisa-se alugar uma escrava de meia ida-
de que emenda alguma cousa de coziuha para o
servico interno de uma casa de pequea familia :
na ra Direita n 72.
Precisa-se de uma ama forra ou captiva
para cozintur e comprar : na ra do Imperador
o. 37, segundo andar, entrada 6 direita.
stwWV 0WPWMV wvwiBW VRlWonf vSivrav ou
i Gurgel & Perdigao.
% Fazendas modernas. %
S Recebem e vendem constantemente su- ||
m periores vestidos de blonde com todos os &| preparos, ditos modernos de seda de cor 2
e pretos, dilos de phanlasia, ditos de 9
cimbris bordados, lindas laazinhas, |!
carabraiade molernos padres, seda de 3?
quidrinhos, grssdeoaples de cores e pre- |g
S tos, moreantique, sintos, chapeos, en-
Sfeiles para cabca, superiores botdes, &
manguitos, pulceiras, lequds e extracto 8
Sde sndalo, modernos manteletes, tal- tt
mas eompridas de novo feitio, visitas de *
gorgurio. luvasdeJuuvin a 2500. L
Milito barato.
9 Saias balo de lodos 03 lmannos a 4$, 5
S chitas francezas Unas claras e escuras a 4
280 rs. o covado, colxas de la e seda pa- 1
36 ra cama a 635 camisas para menino. Jj
Houpa ita. |g
V Paletot de casemira de todas as cores 5
Jg a 103, ditos Unos de alpaca a 6$, dilos
de brim 3 4%, chapeos pretos a 8? e mui- ff
tas outras fazendas tinto para senhoras g
como para hnmem por prego inteiramente or>
barato, do-se as amostras : na ra da ll
Cadeia loja n. 23, confronle ao Becco X
Largo. J
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATHICO
DO DOCTOR
SABINO O.L PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os das uteis desda as 10 horas
at. meio da, acerca das seguintes molestias :
molestias das mxUheres, molestias das crian-
zas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consecuencias,
PIIVRMACU ESPECIAL IIOMEOPATHICA .
Verdadeirns medicamentos homeopatbicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus^effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelu's precos mais commodoi pos-
siveis
N. B. Os medicamentos do Dr. Stbino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompaohadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasiieiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos qu* se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
roe do Or. Sabino sao falsos.
!&^-&&^-a&&^
-??HW??H?ffl
0 proprietario do estabelecimenlo intitulado
j caf dos arcos, faz scienle a seus credores que
[queira apresenlar suas contas pera serem pagas.
liento
Aos Srs. caixeiros.
Um rapaz habilitado oTerece para lec-
cionar, das 6 as 9 horas da noite, aos
que se dedicara ao commercio, a ler es-
crever e traduzir as Iinguas francez*
e ingleza grammatica e analyse.da lingua
portugueza, arithiteiiea, juros descont,'
reduccio de pezoa e medidas, e cambio ;
quem de sea presumo se quizer ulilissr
dirija-se a ra do Cabugi n. 3 segundo
andar, do meio dia s 5 horas da tarde.
Alugam-se o segundo eterceiro andares do so-
brado n. 52dama da Cadeia do Recife, com bas-
tantes coromodos para familia : a tratar no ar-
mazem do mesmo.
Aluga-se o primeiro anlar do sobrado da
ra da Lapa d. 13 : a tratar na loja do mesmo.
Precisa-se de um cozinheiro livre ou es-
Cravo : na ra dos Pescadores ns. 1 e 3.
Aluga-se um moleque muito ladino, (el e
obediente para criado ou copeiro de alguma ca-
sa : na ra nova de Santa Rita n. 7.
Attenco.
Per leu-se uma pulseira de ouro com pedras
encarnadas, no dia 11 a noite, da ra da Impe-
ratriz at a ra do Sebo : roga-se a quem a
acbou, de vir a entregar ao seu verdadeiro dono
que ser generosamente gratificado : na ra do
Queimado n. 34 ; assim como nesta casa compra-
se um gamo em bom uso.
ij o*apras
Compram-se
escravos de ambos os sexos parase exportar para
fura da orovincia : na ra Direita n. 66.
Compram-se moedss de auro de 20#: na
ra Nova n. 23, loja.
Viudas.
A thesouraria das lote-
ras se acba transferida para
a ra do Crespo n. 15, pavi-
mento terreo. O thesourei-
ro. Antonio Jos Rodrigues de
Souza.
Cassino Militar Peraam-
biicano.
A directora convida a todos os Srs.
socios a comparecer) em assembla
geral oo domingo 21 do correte pelas
10 IJ2 horas da manhSa, afn de trate
rem com toda urgencia de ioteresses da
sociedade. Recife 19 de julhotle 1861.
Antonio Yileua, primeiro secretario
Vende-se uma escrava da Costa de meia
idade, pra todo o servico de casa, sem vicios
nem achaques : na ra da Palma n. 74.
Vndese a casa n. 3 da ra dos Prazeres,
na Boa-Vista : a fallar na ra da Conceicao nu-
mero 22.
Vende-se um esersvo da Costa proprio pa-
ra padaria, que tem sido sempre o servido delle,
bom mestre de raaceira e principio de forneiro :
quem pretender procure na ra do Senhor Bom
Jess das Cnoulas n 3. s 6 horas da manha,
que achara com quem tratar.
Vende-se um cavallo russo, bom andador:
quem o pretende^ dirija-se praca da Boa-Vista,
sobrado n. 5, que achara com quem tratar.
Vende-se o taberna do becco do Peixe Fri-
to, hoje travessa do Queimado n. 7 : a tratar na
mesma.
Vende-ge a armaco da loja da ra Direita
n. 48, e tem commodos para familia : a tratar na
ru> Velha o. 46.
Vende-se a taberna da praca da
Boa-Vista n. 16 A, com todos os per-
tences : a tratar com Motta & Irmaoa
na travessa da Madre de Dos armazem
numero 14.
Ven ie-sa farelo chegado ltimamente de
Lisboa, em saceos grandes ; na ra do Vigario
n. 19. primeiro andar.
Bales econmicos de cordo,
a 3#000.
Na ra da Cadeia do Recife n. 45, esquina da
ra da Madre de Dos.
Vende-so sal do Ass : a bordo do hiate
Santo Amaro, oo caes Vende-se um sitio perto desta cidade, com
boa casa de vivenda, nova, de pedra e cal, cozi-
nha fora, cocheira, quartos para preto e feitor,
bem plantado de fructos de todas as qualidades,
j botando, viveiro de peixe, terreno para plan-
tario, bastante lenha de mangue, propria para
otaria : quem o pretender, dtrtja-se a rus Nova,
toja o. 43, queae dir quem vende.
Mliesal2|000!!
na loja do vapor, ra Nova, n. 7, vaade-ao
boiia* da mliespara hoaea a 12&000.
Venda-ae uma taberna na povoarao de
Apipucos, propria para um principiante, por ter
poucoa fundos : quem pretender dirija-se a mes-
ma oo a ru larga do Rosario n. SO loja de cha-
xuioa, a gaiante-se a casa ao comprador.
Riyal
sem segundo.
Ra do Queimado n. 55, loja de miudezas de
Jos de Aievedo Maia e Silva, defronle do so-
brado oe-vo, est vendendo por baratissimo preco
para acabar, algumas qualidades de fazendas, as-
sim como seje : franja de lia para vestido a 100
rs. a vara, tranca de la com 10 varas a 200 rs. a
pe?, pares de meias cruas para meninos de 3 a
8 annos a 160 rs., e de 6 a 10 aonos a 240, lionas
de Pedro V com 200 jardas, verdadeiras, a 80 rs.,
novellos de Hnh do gas a melhor qualidede que
ha nesta praca a 0 rs., tem tamben para 20 e
10 rs. cada norello, e de corea a melhor qoe ha,
novellos grandes, a 40 rs., carreteis de liaba do
gaz e pretas com muita linha a 200rs., baratis-
simo, caitas com tiees para aceender charutos a
40 ra., eaixas com phosphoro de seguranza a 160
rs., grosa de phosphoros do gaz a 2J800, e duzia
a 240, Atas para enflar vestidos e roupinhos a 80
rs., pecw de bico, largura de3 dedos, a2, e ra-
ra a 120, linhas de novello de cores por todo o
preco, frasco d'aguade colonia muito superior a
400 rs., duzia de meias muito finas para senhora
a 3J, e par a 280, linhas de marcar muito finas,
'Jn a ^ r8#' Bravatas de linho muito bonitas
a 200 rs., pecas de tranca de la de todas as co-
* W) rs., tem um resto de saboneles pare
600 rs. a duzia, roza de boles de osso pata cal-
ta, pequeos a 120, e grandes a 240, sao muito
finos, marcas para cobrir a 20 rs. a groza. e tem
tambera maiore para 60 e80 rs., duzia de meias
cruas para homem a 2$4C0, muito boas para du-
rar, meias de cores para meninos pelos preco*
cima, tramoia do Porto muito boa, vara, a 80,
100, 120e 160 rs., fitas de linho brancas e de co-
res a 40 rs. a pega para acabar, grozas de penas
de ac a 500 rs., tem um resto sao superiores,
frascos do opiata para limpar denles a 400 rs.,
copos com banha muito fina a 640, frasco de
banha de urso a 640 e 500 rs., varas de lafey-
rtothos de todas as larguras e nos todo o preco
Ds" a"bar, espelhos de columnas brancas a
1^500, pechincha, carteiras para guarlar dinhei-
ro muito boas a 500 rs., frascos com cheiro muito
finos a 500 rs., realejos para meninos a 20 rs.
cada um, baralhos porluguezes a 160, e duzia a
15440, baratissimo, duzia de botes madrepero-
la para paletot a 480, cartas dn alQoeles para ar-
mador a 120, varas de franjas para cortinado a
aOOe 240, muito barato, botdes de vidro com
p para casaveques de senhora, duzia a 240 rs.'
todas estas fazendas estao perfeitas, e vende-se
barato porque precisa-se apurar dinheiro para as
necessidades, e por isso toco fogo.
Grande pechincha.
A 2S0, S40 e 560 rs.
Chitas francezas de muito bonitos padres e
muito bons pannos, pelo baratissimo prero de
220, 240 e 260 r*. o covado ; na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Gangas francezas muito loa* com padroea
escaros a 480 rs. o corado : na roa do Queima-
do n. 2, na loja da boa f.
Aguaambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de ue aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade dassenhoras ; assim' como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer esse hlito desigradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha
quando se fax a barba, uma vez que a agua com
que se lave o rosto lenha della composicao. Cus-
a o frasco 19. e quem aprecia o bom naodeizar
certamente de comprar dessa estimavel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado o. 16, nica parle onde se achara.
mmmmm mmmmm #$##f
Recomaiendao aos Srs.#
de engenho 1
t Panno azul de superior qua- 2*
ldade para roupa de escravos a
900 ei|.
Togressivo
Progresaste.
Vende-se nos armazens do largo do Carmo n.
9, e ra das Cruzes n. 36, manteiga iogleza flor
da safra velha a 800 e a 18, da nova chegada l-
timamente em barrister abatimento, aCanca-se
sor manteiga que oulro qualquer nao pode ven-
der por menos de 1440, (oo servindo isto de
offeosa aos nossos collegas.)
Vene-se um bom cavallo andador baixo a
meio, o qual serve paja padaria por trabalhar
muito bem am machina: vende-se muito em
conia ; na ra dos Pescadores ns. 1 e 3.
Muita grvala ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sorlimeoto de grvalas de differentes gos-
los e qualidades, e por precos taes que em ne-
nhumaoutra prtese acha. como seja, grava ti-
rinas estreitas bordadas a 800 e 1$, ditas pretas e
de cores agradareis a 1#, 1*200 e 15)500, ditas
com pontas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim msco a155G0. Pela variedade do sor-
limeoto o comprador ter mui tas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Aos tabaquistas.
Lencos finos de cores escuras e fixas a imita-
cao dos de linho a 5# a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Riscadtnhqs de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na ruado Quei-
mado n. 22. loja da boa f.
Veade-se uma porejio de travs de louro,
pranchdes de louro eararello : para ver, no lar-
go do Forte do Maito* ao p do trapiche do Sr.
Jos da Cunha, aonde rst depositada, e para
tratar, em casa de Manoel Alves Ferreira, na ra
da Moeda n. 5, segundo andar.
lgodao
azul americano,
Vende-se o verdadeiro algodo azul america-
no.em eaixas e a retalho : na ra da Cadeia Ve-
lha n. 35.
uma negrinha recolhida muito bonita e geilosa,
de 14 a 15 annos de idade, e inteiramente inno-
cente ; vende se para aqui e nao para embarcar:
quem a pretender, dirija-se a ra da Imperatriz
n. 9, segundo andar.
i )CW^t*v rr*W%t^*V K J!< w7tf!J^V^ y if, V^7,C'^J w-*V
i Loja de fazendas linas:
DE
Mart.nho de Olivei-
ra Borges.
Ra da Cadeia do Recife n. 40.
Vende-se o seguate :
Corles de seda de cores com pequeo
toque de mofo a 20g, 30$, 40* 50g.
Casaveques de cambraia bordados com
fitas de 8j a 12j.
Cassas de casemira e merino de cores
para senhora de \Q$ a 15;.
Camisiohascom manguitos e golla bor-
dada de 4tf a 6$.
Casaveques de fusto branco e de cores
de 63. 83 e lOg.
Capas de fil de seda preta com rendas
e vidrilhos de 12$ a 20#.
Gollinhas de traspasso arrendadas e bor-
dadas de 3$ a 59-
Manguitos de seda de cores de 109 a 15.
Manteletes de cambraia bordados com
fitas de 8 a 10*.
Manguitos de pafoscom fitas de 39 a4a.
Manguitos bordados de ponto inglez de
2$. 39 e 49.
Vestidos do barege de II e seda a 109
e 15.
Ditos de cambraia brancos bordados de
159,209 e 259
Sediohas de quadros com pequeo to-
que de mofo a 640 rs. o covado.
Grosdeuaples de cores com igual toque
a\$ ocovado.
Na mesma loja encontrarlo muilos
ohjectos d gosto b em pprf-ito estado.
Grande
armazem de violas na ra
Direita n. 87.
Nesle armazem ee encontrar as mais bem
feitas violas e guitarras, as quaes vendem-se
tanto em grosso como a retalho, mais em conta
do que em outra qualquer parte, por serem do
mesmo fabricante.
Carta para voltarete. j
~g Vende-se carias douradas proprias para |j
W voltarete na loja deNabuco& C na ra v&
gft Nova n. 2. f?4
Brim branco de linho muito fino a 19280 a
vara ; na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
Oh Cami-
sas inglezas.
Acaba de chegar ao armazem de
Bastos & Reg na ra Nora junto a Con -
ceic3o dos Militares urna grande quan-
tidade de camisas inglezas com peitos
de linho muito finas pregas largas, e
por ser grande quantidade tomamos a
delibera cao de vender pelo diminuto
preco de 35$ e a 40$ a duzia, sao as ca-
misas mais recommendaveis que tem
apparecido no mercado.
Largo do Terco
n. 23.
Vendem-se batatas muito novas a 80 rs. a li-
bra, assim comooutros gneros maia baratos que
em outra qualquer parte, nao ae diz o preco para
nao espantar 111 (a dinheiro & vista).
ATTENCO.
Vende-se uma escrava moca perfeitamente en-
gor madeira, costoreira, fat labyrintho, e cori-
nba tambem com perfeico, com urna cria de
aunoemel; quem pretenda-la,dit!]a-aeaotr-
metro andar da casa na rna do Livraoanto Da-
mero 38.
Talheres para crianzas
Vendem-se talheres pequeos proprios para
criancaa a 320 cada um : na ra do Queimado,
loja tfffi* branca n. 10.
JAYME
Cabelleireiro tranqador, edesenhador
em cabellos,
Com seu estabeleciment na ra do Queimado
n. 6,1* andar, continua a receber encommeu-
dis de objectos tendentes a sua arte, garantindo
perfeico e mdico preco.
Agoa Imperial
para lavar a cabeca, limpar as caspas e evitar a
queda dos cabellos.
Vende-se na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Flores finas a' 1#500 rs. o ramo I!
Vende-se na ra do Queimado, casa de ca-
belleireirc:
Agoa de tingir cabellos.
Vende-se na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Polassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecldo a acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vendar a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim Como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por pregos mais baratos 4o que em
outra qualquer parte.
Rua Veode-ae em eaaade S. P. Jenhiton 4C.
sellins lilhSas ngteiee, candeeiros o etsticaes
bromeados,lonas ngle*es, fio devala,chicote
paraearros, emoataria,arreos para earro da
asi dOBi Mdos relofiosde oure pataais
\mmmmmmma
A loja da bandeira
[Nova loja de fynileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a
todoa os aeus freguezea tanto da praca
como do mato, e juntamente o respeita-
vel publico, que tomou a deliberarlo de
j baiiar o prego de todas as suas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
aortimento de batas e bacas, tudo da
diferentes tamanhos o de diversas cores S
em pinturas, e juntameute un grande 5
sortimento de diversas obras, contendo
banheiros e gamelas grandea e pequeas,
machinas para caf e camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandea a 4J) e peque-
nos a 600 rs., bacas grandes a 5$ e De-
quenas a 800 rs,. cocos a 1* a duzia. Re-
cebe-se um official da mesma officina
para trabalhar.
Relogios.
Vende-se em easa de Johnston Pater & C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
uma variedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
Arados americano se machina-
para lavar roupa: emeasa deS.P. Jos
hnston & C. ra daSenzala n.42.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeites de continha, como dourados, e de lindas
fitas e fivelas, o mais fino que se pode encontrar;
isto na loia Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de supe-
rior qualidade : a tratar com Jos Sa'
Leitao Jnior, ra do Trapiche n. 15.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Dra. Radway & C, de New-York. Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
\ garam as instrueces completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaea ae vendem a lsOOO.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvio, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria eocommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quem quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirigir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado o. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabo de inarim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loj% d'aguia branca acharao os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fim e madreperola a 2$ e 2J500 cada uma. Com
uma escova assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com noros
aperfeiQoa-
mentos, fazeudo pasponto igual pelos dous lados
da costura, moslram-se na r ja da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas aa cores tudo
fabricado expressamente para aa mesmas ma-
chinas.
Trinta arcos
a 2^000
Saias balo com 30 arcos a 2$ cada urna, s-
palos de borracha para homem a 2$ o par : na
loja das 6 portas em frente do Livramento.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de differen-
tes cores e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a 2?j, 3, 4 e 5J a pega, precoa
estes que em nenhuma outra parte se acham, e
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
ODumer 16.
A A$t 4,0500 e 5*.
Cambraia lisa muito fina a 4$ a pega com 81 5
varas, dita muito superior a 5g, dita tambem
muito fina com salpicos a 4500; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loia d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez uma pequea porcio de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de aeda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as est
vendendo a 1)500 cada uma ; a ellas, antes que
se ac bem, potradas ha na loj d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Luyas de finacamursa
para militares ecavallei-
ros
A loja d'aguia branca asaba de receber de sua
eocommenda mui finas luvas de camua, o que
de meAer ae poda dar nesse genero, e aa est
veadeado a 2J500 o pai; os aenhores officiaes e
alteare* que as compraren) conbecero qae sao
baraeaa vista de sua nhura a duracio, e para as
obter dirigirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16. A verte-se que a quanUaade
pequen* por hora* a por isso nao demorem.
Coral de raz
Vende-se muito bou coral (Arfis, t fio a ftf :
na roa do Queimado, loja d'aguia braaca n. 16.
SYSTE Mi UBICO DE HOLLOW AY.
fILOLASHOltWOYA.
Esta nestimavel espeeiieo, corapoato inteira,
mate de hervas medicinaes, nao conten mercu-
rio stem alguma outra substancia delectara. Be-
nigno mais tenra infancia, a a eompleicaomais
delicada igualmente ptompto e seguro para
desarraigar o mal na compleico mais robusta;
enteiramente innocente em suas operajoese ef-
feitos; pois busca e remove as doen^as de qual
quer especie e grio por mais antigs e tenazas
que sejam.
Entre milbaresj de pessoas curadas cem este
remedio, mui tas que j es lava a as portas da
morte, preservando em seu uso : eonseguiram
recobrar a saude e toreas, depois dehaver tenta-
do inullimente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devementregar-se a des-
esperado ; facaao um competente ensatados*
effieazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de)
Asthma.
Clicas.
Convulsdes.
Debilidadeou extenua-
co.
Debilidade ou falla de
torcas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febra biliosa.
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja da
todos os boticarios droguistaeoutras pessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanba.
Veadem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dellas, contem ama instruccio em portu-
guez para explicar o modo de se usar dess pi-
lulas.
O deposito geral em easa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruzn. 22 em Per-
nambuco.
gsiesKew mmmirn mmmx
Pebreto dae specie.
Gotta.
Hamorrboidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammar6es.
Irregularidades
menstruar^ao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucco de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenco deourina.
Bheumatismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
i i
4 fama Iriumpha,
Os barateros da loja
Encyclopedica
DE
Guimares A Villar.
Ra do Crespo numero 17.j
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, lias, chapelinas de pa-
lha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, ahidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e precos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabeca de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, caigas.colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, gravatas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Ouemduvidar v ver
Quem duvidar vvr.
Levem dinheiro
Levem dinheiro
Levem dinheiro.
Enfeites de flores para ca-
samentos e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de florea finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vao a casamentos e bailes, e ser-
ven igualmente para passeios. Os precos sao 8$,
10 e 12*. porm quem apreciar o bom eonhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Julio & Conrado.
Receberam os melhores chapeos
de alpaca para ebuva eaol e vendem
muito barato, assim como de seda
que vendem por 69.

Pechincha
Armazenada
de Pars
DE
Magalhaes & lleodes.
Ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Roa-Vis-
ta, loja armatenada de 4 portas n. 5*. recebeu
novo aortimento de fazendaa d> gosto, entre el-
las, neos chalea de gros com pona redonda e
borlota a 89, ditos de merino tambem de ponte
redonda para todos oa precos, os ricos cortes de
vestidos bramos de 5 e 69 stto ae acabando,
ricas coberta pan cama de grot a iOf. ricaa
chitas para eoberta deGrapon a 240 o aovado, ri-
cos gosto de cassas aattasadas a 280 e 320 re.
covadb. Ha sempre neata cata um completo aor-
timento de chitas de 160 at 280 o covado, aaiss
bailo de voto goato a de arcos iodos, eom fila
larga dos lados, que sao memores do que as da
fuatao a 3fl e 39500.


DUAK> 31 nMAMWlO.- ABsUDO M0B La
(*
Coraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vcndem-ie aassinbos de corsea lapidado*
500 rs. cada um : na ra do Queimado, loja d'a-
guia brinca d. 16.
240 rs.
Lias escuras de padrdes modernos o melhor
que tem appareeido, de lindas cores, a 240 rs. :
na ra do Queimado n. 39, toja de 4 portas.
Libras sterlinas.
Veode-se no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Gorpo Santo.
Traversa do Pires n. 1.
Joseph Grosjean em sua officina rende 1 ca-
briole! novo, 1 carro americano para 1 cavatlo,
1 cabriolet em bom estado, que rende multo em
conta, assim come encerado preto a 2#300 o co-
rado, e comprando em pega ha de ser mais ba-
rato.
Attenco.
Na rus do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, etiate um bom sortimento de li-
abas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem poi
pregos mui razoaveia.
DESTINO
DE
Jcs Das Brandao.
5Ra da Lingueta 5
O doto destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga iogleza a lj a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a 1S40O, pas-
eas a 560, conservas inglezas e portuguezas a
700 rs., aletria, talharim e macarro a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480rs latas com peixe de
postas a 19400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5$a duzia, dita prela a 600 rs. a garrafa e
6$800 a duzia, tanto em garrafas como em metas,
ervilhas francezas e portuguezas a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mul-
to em conta, vinho do Porto engarrafado fino
fvelho) a 1500 rs., Tinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornara eofa-
donho aos freguezes. (Dinheiro vista.)
Lindos cabazes
de palha fina, ou cesti nhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se achara mui lindos e
delicados cabazes de palha fina, ou ceslinhasen-
eitadas, proprias para as meninas de escola, ou
mesmo para costura de senhoras, e cuslam 4 e 58,
o que baratissimo vista da perfeico e bom
gusto de laes obras, as quaes se vendem em dita
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
f INDICIO LOWMOW,
Roa da Seiualla Nova n.42,
Neste estabelecimento contina a havar um
cjmpleto sortimento de moendasemeias moen-
das para engenho, machinas da vapor a taixas
la farro batido a coado, de todos ostamanhos
para dito,
A12#000
a duzia de toalbas felpudas superiores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andares e
solio na ra de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzes n. 18.
E' multo barato.
89;
Manteletes de fil preto muito superiores
na ra do Crespo n. 10.
Damasco de seda.
superior a 3#500 ; na ra do Crespo n. 10.
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da a guia de ouro,
ra do Cabug n. 1 B.
Vendem-se massinho de Coral muito fino a 500
reii o masso.
Tachas e moendas
Braga Filho & C., tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mento da tachas 6 moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
Veude-se o engenho Tiriri, silo na comarca
do Cabo, com as proporgoes seguintes: dista da
estrada de ferro urna legoa, e porto para embar-
que em distancia de 200 bracas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muitos terrenos para se
abrirem com facilidade, ha grande cercado e
muitaa matas. Este engenho novo e bem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segundo an-
dar, ou no engenho Cafund, sitio em distancia
de meia legoa da estsgo deOlinda com oabaixo
assignado.Joo Paes Brrelo.
A 8#000.
Chapeos de castor branco. fazenda muito boa.
os quaes se vendem pelo diminuto prego de 8$
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
Entre-meios
os melhores que se tem \isto
A loja d'aguia branca recebeu um exolendido
sortimento de ntremelos de delicados bordados,
e gostos inteiramente novos, com differenles lar-
guras, do mais estreito at mais de 1(2 palmo,
suas diversas applicages escusa dizer-se porque
todas as senhoras sabem : os pregos sao de 2 a
59 a peca conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o boro, infalli-
velmente os comprar: na leja d'aguia branca,
na ra do Queimado o. 16.
&eittiS633 eiea6tie aesiesteii*
Atiendo
Vendem-se caixoes vastos proprios
para bahuleiroi.funileiros etc. a 1#280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem os tem
para vender.
Attenco
[Fazendas e rou-!
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
X
Julio Conrado.
Vendem bellos vestidos de filma-
tisados tanto de 2 saias como da
iolhas a 10$, para acabar.
Aranaga* Hijo & C.
vendem oncas de ouro: na ra
do Trapiche n. 6.
Relogios patente inglez a 1705, em
casa de Julio & Conrado, assim como
ricos aderecos de diversas quilidades
que vendem barato porquererem acabar
com o negocio de ouro.
CT
Escravos a venda.
JES
Jos Nicolao Vieira da Paz, residente na villa
do Cabo, pretende vender os escravos: Benedic-
ta crioula e seu irmo Lulz, e Josepha parda,
os quaes nao sao seos e somente os tem
em sen poder em coofianga. Aviaa-se portanto
ao publico que quem comprar taes escravos tem
dos perder,porgue existem documentos em mi
do verdadeiro senhor dos ditos, que pro-
vam que os ttulos que tem de laes escravos o
dito Jos Nicolao sao .simulados, e elle mesmo
pretender assim abusar da coofiasca nelle nao
de todo posta, nao s terio os compradores de
perder seu dinheiro como o dito NicolSo lera de
responder por crime de estelionato, que nao
admitte nanea. Fiquem todos perianto bem
avisados.
Paraos senhores!
padres.
Meias de laia muito elsticas por 1$
par: em casa de Julio & Conrado.

48- Ra da Imperatriz48]
Jauto a pallara franceza.
* Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
de rou pas de di.ersas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 3$ e 3*500,
ditos forrados a 4 e 45O0, ditos france-
zes fazenda de 105 a 6*500, ditos de me-
rino preto a 6#, ditos de brim pardo a
3J80O e 4, ditos de brim de cor a 35500,
ditos de ganga de cor a 39500, ditos de
alpaca de la amarella a imltago de pa-
lha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 5$ e 59500, ditos de
casemira saceos a 13|, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto fino a 209,
22#, 289. ditos brancos de bramante a
39500 e 49, calcas de brim de cor a 1 $800,
2J500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditas de
casemira a 69500. 7J500 e 09, ditas pre-
Us a 4500, 79500.99 e 109, colletes de
ganga franceza a I96OO, ditos de fustao
j|800, ditos brancos a 2800 e 39. ditos
de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorguro de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e 59,
ditos de velludo a 79. 8$ e 99.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam calcas, colletes, pa-
letots, camisas a 19800 e 29, ditas de fustao
a25500, chapeos francezes para cabeca
fazenda superior a 69500, 8)500 e 109,
ditos de sol a 65 e 6(500, ditos para se-
nhor a a 4S50O e 59- Rece bem-se algu-
mas encommendas de roupa por medida
e para isio tem deliberado a ter um enn-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Ricos corles de vestidos de seda es-
coceza superior a 149, novidade em corte
e chita achanialotada de ricos padres
com 14 eovadus a 59, chales de merino
estampados de bonitos gostos a 69500,
cambraia lisa de Escocia com 10 varas e
de vara de largura a 49, 49500 e 69, su-
perior bramante o melhor que ha a 2$ e
29200 a rara de 4 larguras, sortimento de
meias para meninos e meninas a 9800 e
3$ a duzia, cambraia de sal pie muito fi-
na a 700 e800 rs. a vara, chitas sortidas
francezas a 240, 260 e 280 rs o covado a
outras muitas fazendas por presos commo-
dos.
Lila preta,
boa fazenda, a 289is. o covado.
Cortes de casemira deeor fina a 4J.
Ditos de collete de gorguro, bonitos padrdes, a
29000
Panno fino superior, eor da azettons, a 49000 o
covado.
Casemira preta fina a 29 o covado : aa rna do
Crespo n. 10:
Liquidacao
||Rua do Queimado loja del
4 portas n. 10. q
0 Vende-se panno de supeiior qua- {g
| lidade prora de limao cor de g
$$ caf a 3$. \
Dito verde a 3. f
s Dito preto a o$. g
4| Dito azul a Zjf. a
A Seroulas escossezas brancas a
m 10200 ei#300.
fg Ditas de Unbo a 2600 e 3f.
g Superiores manteletes de fil m
S preto a 6#.
g| Camisas de linho inglezas duzia <
.^W\ 2
^ Ditas dita dita duzia a 35$.
g Ditas dita dita duzia a 40$,
a Ditas dita dita duzia 45$.
g. Ditas dita dita duzia 50$.
Nozes
a 38 a arroba, a a retalho a 120 rs. a libra : ven-
de-se no armazem progresso, largo da Penh nu-
mero 8.
Attenco.
diminuto
de mofo:
Ricos certes de seda de 1009, pelo
preco de 309 por ter um toquezinho
no armazem de fazendaa da ra do Queimado nu-
mero 19.
Delicados chapeo-
ziahos pa'ra baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui novos e
delicados chapeoziohos para baptisados obra
mui perfeita e bem enfeitada, sendo cada um em
sua bonita caixinha, e pelo baratissimo prego de
69, ninguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Vende-se porgao de quiotses de ferro em
vergalhoes quadrados de varias grossuras e
chumbo embarra ; no armazem da travessa do
Carioca n. 2.
Batatas
ffiMHM
pechincha.
multo incorpadas, cova-
com bolo para
Sabonetes
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-se sabonetes de amendoa para barba,
cada um em sua caixinha de louca a 500 rs. ; na
ra do Queimado, loja d'aguia branca o. 16.
SABA.
Joaquim Francisco da Mallo Santos avisa aoa
seos freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sabode sua favrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
& C., na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidadea por menor
prego que de outras fabrica. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as da
composicao.
Attenco
AO
armazem da ra do Quei-
mado n. 19.
A 25#, que j se venderaui por
100$
Quem deixar de comprar um rico corle de se-
da com pequeo toque de mofo pelo diminuto
prero de 259
Lencesde panno
de linho pelos baratissimos precos de 19900,39,
e 3$300 cada um.
Ricos cortes de seda pelo bai-
xo preco de 40#000.
Ricos cortes de seda proprios para casamento,
theatro e baile, leudo de todas as cores, e ja pe-
lo prego que causa admirado.
Toalhas de fustao a 500 rs.,
ditas felpudas a 109. e 9 a duzia.
Cortes de casemira.
Corles de caiga de casemira a 49500.
Cobeitas
chinezas a 19800.
Algodo
menstro a 480 a vara.
Colchas de fustao
com lindos desenos a muito grandes a 69.
em gigos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
1S0OO rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
se nicamente nos armazens Progresso e Pro-
gressista no largo do Carmo n. 9, e rus das Cru-
zes n. 36, tambem tem grande porejio de quei-
jos prato que vendem a 560 a libra e a 480 ne-
leiros.
Opiata ingleza para
denles.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
nropria encommenda a bem conhecida eprovei-
tosa opiata ingleza para denles, cujs bondade
apreciada por todos quantos della tem usado, e
ser mais por quom quizer conservar asgeogivas
em perfeito estado, assim como a alvura dos
denles; cusa cada caixa 19500, e por tal preco
s deixaro de comprar quando a nao acharem
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Escovas grandes
para carros, tapetes, etc..
Na loja d'aguia branca se encontra mui boas
escovas grandes com cabo, proprias para se lim-
par carros, tapetes, etc., e por 29: ninguem dei-
xar de comprar urna escova de qua necessita :
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Feijao de corda
No armazem de Tasso lrmaoi, ra do Amorim
numero 35.
&MHI5MHM-eMdttN9M6M8fiie$
KKua do Crespo n. 8, loja de
gg 4 portas, admira a pe-
chincha
Laa para vestidos fazenda que
outr'ora custava 8ti0 rs. o cova-
H do vende-se a 210 rs., dao-se
E amostras com penhor.
Vendem-se
qualro bois mansos para carro ou carrosa, cho-
gados do sertSo : a tratar na ra do Queimado
u. 65, loja de diligencia, de Guimares Irmao.
Vende-se urna casinha na ra da Ramella :
quem quizer pode dirigir-se a ra do Alecrim
numero 4.
8edinhas de quadros
do a 800 rs.
Goliobas da fustao bordadas
aeohora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com bollo a 500 rs.
Manguitos a balo com punhos e gola borda-
des com bolaoziohoa a 39-
Manguitos a balo com punho e gola a 25500.
Baldea elsticos a 39 e 39500
E outras mais fazendas muito baratas : na ra
da Imperatriz a. 40, esquina do becco doa Fer-
reiros.
HOTA
peeliineha
A' imperatriz Eugene.
Fines cortes de cassa franceza de duas saias e
de 7 babados, com 10,15 e 16 jardas a 8S500, 49
e 58 : na ra do Queimido n. 44.
@#
| Na loja de marmore |
| Vende-se muito barato*
Para senhoras.
Ricos vestidos de seda moirantic.
# Ditos dito de dita grod-fhc.
w Ditos dito de dita babadinnos.
V Ditos dito de dita dous folhos.
0 Ditos dito de dita phantasia.
# Ditos dito de dila bareja-babadinhos.
0 Ditos dito de dita cambraia brancos bor-
# dados.
# Ditos dito de dita pretos lecidos avellu-
0 dados.
% Ditos dito de dous folhos babadiohos.
# Riiiuissimos vestidos de tarlatana brancos.
# Ditos ditos de olonde para casamentos.
# Ditos leques de ma O Ditos ditos de sndalo.
# Ricas pelerinas de renda e seda.
9 Manteletes do tilo pretos.
9 Ditos muito ricos de velludo.
# Ricos bournus beduinas para sahidas de ojs
9 bailes e theatros. 0
9 Ricos chapeos de palha de Italia. 9
9 Ditos ditos de seda. 9
# Golliohas, manguitos e camisinhas de lo- 9
9 das as qualidades. aje
9 Saias bordadas de algodo. 9
9 Ditas ditas de linho. t
49 Ricas sombriohaa de seda muito modernas, fs>
m Eneites de flores. 9
0 Ditos de froco. n
m DUos de Ota. f
Para senhoras.
Casaveques de lia.
Pentes de tartaruga.
Ditos de bfalo com enfeite.
Ditos de dito seu enfile.
Shales da merino muito modernos,
itos de cachemira bordados.
Acaba dei
chegar


9
9
9
Ditos de touquim.
Dit
ao noTdtiarmazem
B4ST0S & REG i
Na ra Nova junt>p a Con- <
ceico dos Milita-
res n. 47. \
Um grande e variado sortimeno de
roupas feitas, calcados e fazendas e toOos
estea s vendem por precos muito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figulinos a
269,289,309 e a 359, paletots dos niesmos
pannos pr*-to a 16$, 18J, 209 e a 249,
a ditos de casemira de cor mesclado e de
E novos padroes a 149.169, 189.209 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99, 109,129 9 a 149, ditos pretos pe-
lo diminuto pre$o de 89, IO9, e 12J, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 15?,
ditos "de merino de cordao a 12}, ditos
O de merino cbinez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79. 89, 99 e a IO9,
* ditos saceos pretos a 49, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 48500, di-
tos de brim pardo e de fustao a 3]>5, 49
e a 49500, ditos de fustao branco a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99e a 10, oitas
pardas a 39 e a 49, ditas de brim dolores
finas a 2J500, 3, 39500 e a 4$, ditas de
brim brancos finas a 49500, 5J, 59500 e a
69, ditas de bnm lona a 59 e a 6$. colletes
de gorguro preto e de cor*s a 5J e a 6$,
ditos de casemira de cor e pretos a 4J500
e a 59, ditos defesto branco e de brim
a 39 e a 395OO, ditos de brim lona a 4g,
ditos de merino para lulo a 49 e a 4950',
caigas de merino pata luto a 4J500 e a 5fi,
capas de borracha a 99. Paia meninos
de todos os lmannos: caigas de casemira
prefa eda cor a5J, 69 e a 79, ditas oitas
de brim a 2j. 39 e a 39500. paletots sac-
eos oe casemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 69 e a 7J, ditos de alpaca a 39,
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
14, ditos de alpaca preta a 59. bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanbos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos'
Eara meninas de 5 a 8 annos com cinto
abados lisos a 89 e a 12g. ditos de gorau-
rao de cor e de la a 59 e a 69, ditos de
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados,e muitas nutras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina d* al-
faiate dirigida por um hbil meslre que
pela sua promplido e perfeico nada dei-
xa a desejar.
Aviso aos fumantes.
Vende-se na loja de Nabuco & C- na
ra Nova o. 2, as seguintes qualidades
de cachimbo, fumo e cigarros a saber :
Cachimbos de espuma do mar.
Dito de gesso estrada de ferro. .
Fumo caporal para cachinbo.
Dito de harlebeke. -
Dito de Vervicq.
Dito americano.
Cigarros bola fogo.
Ditos de havana.
Papel de linho para cigarros.
Boleas de retroz para fumo.
Carteira'para fumo.
Trapiche
BiR 10.0 LIVRMNTO
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre seenconlraro as superiores luvas de pel-
lica de Jouvio, tanto para hornera como para ae-
nhora, por serem recebidas por todos os vapores
vindos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
preco de 2S500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na roa do Queimado n. 22.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitas de
seda, nao s pretaa como de cores, pelo baratis-
simo pre^o de 19 ; na ra do Queimado o. 22,
loja da boa f.
E' de graca.
Ricas chapelinas da seda para sen hora, pelo
baratissimo preco de 169 cads urna ,* na ra do
Queimado n. 22\ loja da boa f: (a el las,que sao
poucas).
fortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordadoa com 2 a S babados a 59 : na roa do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Grandes colchas
ma : na rna do Queimado a. 19.
s
Ra do Queimadol
numero 48.
Julio & Conrado recebaran! pelo
ultimo paquete ricos enfeites a Ga-
ribaldi, pretos e de corea lauto para
aeohora como para meninos, conti-
nuara a vender sapatoa do tranca
tanto para horneas como para se-.
nhora a 19 o par.
ltenlo.
Ricos enfeites de velludo, tem na ra do Quei-
mado 69, pelo diminuto preco de 59, chales do
cambraia abertoe a 600 rs. cada um, ditos de
froco a 899OO, ditos de la estampados muito I-
nos a 69, satas balo de 30 arcos aem aar avaria-
dasa 49, ditas de renda a 35200, chitas francezas
escuras a 200 rs. o corado, fil Uso fino a 720 a
vara, grvalas de seda a 240, e muitis mais fa-
zendas qua f vista do comprador ae mostrarlo.
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender neate novo es-
tabelecimento o seguinte:
Cera de carnauba em porgos ou a retalho, qua
lidade regular e superior. .
Sebo do Porto em caixinhas de 1 a 4 arrobas.
Barricas com sebo do Rio Grande, em porgos
ou a retalho.
Velas de carnauba pura, em caixinhas de 1 a 4
arrobes.
Meios de sola, differenles qualidades, em por-
gos ou retalho.
Courinhos curtidos.
Farinba de mandioca por 19500 a saces.
Farello, em saceos grandes, por 39800 o sacco.
finios paraseohora.
Vende-se na loja de Nabuco & C. ca
gt ra Nova n. 2 aintoa prateados dourados 149
t<& e de corea para senhora o meninos por &J
bA preco commodo. XS
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recenlemente pro-
vida de um completo sortimento de enfeites da
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torcal com franjas a borlas,
outros tambem de torcal de seda enfeitados com
aljofares de corea e borlota ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um apurado gosto o perfeico,
oe procos de 89 e 109 sao baratos i vista das
obras ; alm deatas qualidades ba outras para
89 e 49 : iseo na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Tendem-sa muito em coala quartolas da
muito boa quulidide, proprias para deposito d*a-
gua em casas particulares e sitios, a tambem por-
(o de toneis grandes da boa madeira, .que ala
ptimos para depsitos de mel, e pira aa diatila-
ces dos eogenhos, os quaes se vendem a dinhei-
ro ou a praso, conforme aa conrencionar: para
ver e tratar, na travessa do Carioca, armazem nu-
mero 2.
Julio Conrado.
Conlinuam a mandar fazer obras por
medidas pois tem em sua casa um per-
feito mestre alfaiale j bem conhecido
em sua thesoura, recehem toda e qual-
quer obra que nao Oque agosto do fre-
guez; assim como tem grande sortimen-
to de obras feitas tanto para meninos
como para homem que vende muito
barato como seus freguezes nao igno-
rara, calcas de casemira de cor o preta
a 6g. 79. 85, 99 e 108, e para meninos
a 39, 49 e 5J, paletots de panno de di-
versas cores a 109, 129, 15$. 209 e 259.
casacas e sobrecasacas de panno muito
fino a 308. 409 e 50g. paletots de brim
diversos 3$ e 49, ditos de fustao o me-
lhor que ba neste genero a ~$, paletots
de alpaca preta e de cores a 89, 49 e 59
tanlo saeeos como sobrecasacos, caigas
de brim e colletes de 29, 39, 49 e 58 e
outros arligos que se tornam enfastiveis
em mencionar s com a vista se pode
apreciar seus pregos e qualidades.
Gomma lacea.
Vende-se muito nova e boa ; no armazem de
Prenle Vianna & C.
Calcado
grande sortimento.
45 Ra Direita 45
Qual ser a joven e linda pernambucana, que
nao procure animar este estabelecimento man-
dando comprar urna botina do goato? Qual a
mi de familia, prudente o econmica que lbe
nao d preferencia pela qualidade e prego ? Qual
o cavalheiro ou rapaz do positivo, que nao quei-
e comprar por 8, 9 o 10, o calgado que em outra
parte nao vendido se nao por 10, 12 ou 14?
altendam ;
Senhoras.
Botinas com lago (Joly] e brilhantina. 59500
com lago, de lustre (superfina). 59500
com lago um pouco menor. 59000
sem lago superiores..... 59000
sem lago nmeros baixos. : 49500
> sem lago de cOr....... 49000
Sapatos do lustre. : 19000
Meninas.
Botinas........... 48400
20.
39500
D
>
>
>

para criangas de 18
Homem.
(Nantesl lastre. .:.... tOfOOO
(Fanien)couro de porco inteirissas OJOOO
98500
98CKK)
99000
(Fanienj bezerro muito frescaes.
diversos fabricantes (lustre).
inglezas inteirissas. .
gaspeadas.....89500
provad'agua. 89500
Sapates.
Nantes, sola dupla.....: 59500
> urna aola. ...*..... 59COO
para menino 1$ o..... 39500
Sapates lustre.......... 59OOO
Sapatos de tranca.
Portuguezas de Lisboa finos.....29000
Franceses muito bem feitos.....19500
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo o do verdadeiro cordao para botinas de ho-
mem ; multo couro de lustre, beaerro francs,
marroquim, vaquetas, couros preparados o em
bruto, aola fio, taixas ote, ludo em grande,
qoanttdade por procos inferiores aoa do outrem.
A 21 corte.
Cortea de riacado franesz com 14 aovado palo
barato prego de 29 : no armazem do fazendas da
ra do Queimado o. 19.
9

9
tos de freo.
Ricas mantas deblonde para casamento.
Camilas bordadas muito libas.
Meias de seda muito finas.
Ditas de dita prctas finas.
Enfeite de vidrilho preto.
Ditos de ditos de cores.
Longos de labitiolho.
Pronhas de labirintho.
Toalhas de labirinlho*
Lengos de linho bordados.
Gravatinhas muito modernas.
Plumas brancas e de cor.
Fitas de seda de apurado gosto.
Franjas, cascarrilhas, tranca e rifa e fitas
estreitas de seda.
Para homens.
Paletots de panno fino.
Ditos de case.'r ira.
Ditos de brim lona (brancos.)
Ditos de bnm de cor.
Caigas de casemira de cor o de padres de
muito gosto.
Cspas de guta-percha.
Perneiras de dita.
Caigas de dita.
Capucbes de dita:
Meias de cor.
Colletes de casemira.
Ditos de la e seda.
Ditos brancos.
Ditos de velludo preto.
Ditos de dito de cor.
Calgado Meli.
Dito de vaqueta.
Dito de duas solas.
Sapatos entrada baixa.
Chao eos de lontra.
Ditos de csstor branco.
Grvalas de rana a a Garibaldi.
Ditas de setim.
Ditas de gorguro e seda.
Colarinhos doa mais modernos.
Camisas de linho inglezas.
Ditas ditas francezas.
Para meninos.
Ricos vestuarios de seda.
Ditos ditos de las.
Ditos ditos de fuslo.
Ricas camisinhas bordadas para baptisado.
Ricos sapatinhos enfaitadoa para bapti-
sado:
Bonetes de todas as qualidades.
Chapeosinhos de palha de Italia.
Casaveques de la.
Extracto de sndalo muito fino.
Essencia de sndalo muito fino.
S Caixinhas de tartaruga.
Carteirinhas de apurado gosto.
2 Ricos jarros com banha.
9 Um grande sortimento de riquissimos a
9 quadros a oteo.
9 Ricos transparentes para janella.
9 Caixinhas muito ricas proprias para guar- 9
9 dar joias. #
9 Banha muito fina a Garibaldi. 9
9 E outras muitas fazendas e perfumaras 9
9 que deixtmos de mencionar, por haver 9
9 m grande sortimeno. su
## *
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
caigas de casemira pretas o de cores, ditas de
brim a de ganga, ditas de brim branco, paletots
da bramante a 49, ditos de fustao do cores a 49,
ditos de estameuha a 48 ditos da brim pardo a
39, ditos de alpaca preta saceos a sobrecasacos,
dolletes da velludo pretos e de cores, ditos da
eorguro de seda, gravatas de linho as mais mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinhoi da linho
ga uliima moda, todaa eataa fazendas so venda
paratopara acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manha at ss 9 da uoite.
iPifflaiMx
Cortas de meia casemira de urna s cor, fazen-
da superior, pelo baratissimo prego de 29 cada
um: na roa do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Chales da merina alampados a 29500 : na
roa do Queimado b. 22, loja do boa f.
*
S Julio & Coorado. I
9) Tendeo um preto de meia idade A
asa, bom cosinheiro e uma preta da Costa
por barato prego : sa rna do Queimado
n. 48.
i
lira
para vestidos de senhora e
roupinbas de enancas
Na loia d'aguia branca se encontra um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e de core, proprias para enfeites de vestidos,
assim como uma diversidade de galo de seda e
linho, brancos e de cores, iberios e fachados, lar-
gos e estreitos at o mais que possiel. trancas
tambem de seda, la e linho, de differenles qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes coosas : por isso quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, que ser bem
servido.
Briihantes
de lodosos tamaohos: vendem-se em casa de
N. O. Bieber&C. successores, ra da Cruz n. 4.
Em casa de N0 O. Bieber
da Cruz n. 4, yende-se
Vinho Bordeaux em quartolas.
Dito Xerez.
Cognac em caixss de 1 dnzia.
Vinagre.
Lonas, brinzaos e brins da Russia.
Cerveja escosseza (Edioburgh Ale.)
Pudras de marmore branco para consolos e mesas.
Plvora em barris.
Enxofre em canudo.
Aos fumantes.
Na ra estreita do Rosario n. 16, vendem-se
as seguintes qualidades de charutos, e por pregos
commodos, como sejam:
Ezposlgo de Jos Furtado de Simas verd3-
deiros.
Suspiros.
Guanabras.
Napolioes.
Lanceiros.
Quem fumar saber.
Havana verdadeiros.
Mesisipe, forma de Havana, Laporte:
E oulras muitas qualidades ao contento des
compradores.
Urna boa escrava.
Vende-se uma mulata de muito boa conducta,
engomma, cozinha, lava muito bem, e faz todo
mais servigo de uma casa : a tratar na ra da
Aurora n- 66.
Venda de propriedades
Vendem-se as casas terreas sitas na ra atraz
da matriz da Boa-Vista o. 80 e 38, Rangel n. 79,
e ra do Forte n. 26, todas com solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza,
ra do Queimado a. 12, primeiro andar.
:
* $<
IM:
cobortos edescobertosr pequeos agrandas, da
ouro patente inglez, pera homem e senhora da
um dos melhores fabricantes de Liverpool, Tin-
dos pelo a'timo paquete inglez : em casa de
Sonihall Mellor & C.
Vende-se
ma porco de rtulos novos e caixilhos para vi-
draga, per batato prego e todo em bom estado :
na ra do Broas n. 55, confronte ao chafaiiz.
Escrayos fngioos.
Desappareceu no dia 13 do correte, do si-
tio de S. Josdo-Manguinho, o esrravo crioulo,
maior de 50 aunes, de nomo Joaquim, cornos
signaos seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas; ate escravo foi pro-
priedade do Sr. Hanoel Jus Per eir Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roa-se
a todas as autoridades policiaca a a quem quer
que o encontr, da o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche o. 15
a Jos Teixeira Basto.
No dis ti da julbo fugio ds casa a. 68, na
ra da Espetanca, a preta Antonia, escrava que
tol de Francisco Gongalvs do Cabo, e hoje de
Pedro d'Alcantara doa Guimares Peixoto : ro-
ga-se, pois, a todas as autoridades policiaea e ca-
pules de campo de a capturar, e leva-la i casa
supra mencionada ou ra do Queimado a. 18.


(8)
t
X
DI*tIO M riRIUMBCO. SABBIDO 40 DI JLHO IB 1M1.
Litteratura.
U. B. Saintine.
:i
A' tur Virginie Ancelot.
(Ont'niwfo.)
/ IV
Charney seqtfo-se ao-mesmo lempo abalado e
surprehendido de achar taola sensibilidade em seu
guarda; porm, por esta raso mesma que elle
co niega va estima-lo um pouco mais, su vai-
dade obstioava-se motivar por meio de raides
de algum valor o iateresse que elle consagrara
sua planta.
Meu caro senhor Ludovico, lhe disse elle,
agradego os vossos bons procedimentos. Sim,
confesso, esta planta para mim a origem de
urna multiiao de observages...philosophicas,
cheias de interesse. Costo de estuda-la em seus
phenomeoos physiologicos ..
E como visse o carcereiro lestemunhar por
um signal Je cabega que buvia sem comprehen-
der acrescentou:
Do mais a especie que ella pertence pos-
sue virtudes medicioaes mui favoraveia em cer-
tas inlisposiges asss graves que sou sujeito.
Elle menta ; porm muito lhe teria custado
msstrar-se descido s ridiculas puerilidades das
prises parante este homem que acabavaem par-
to de revelar-se seas olhos, o nico ser que
delle se acercava e em quem, para elle, se re-
suma hoje o genero humano.
Pois bem I se vossa planta, signor cont,
vos tem prestado tantos servigos, replicou Ludo-
vico dispondo-se sahir do quarlo, deverieis
mostrar-vos mais reconhecedor, regando-a por
vezes; porque se cu nao tivesse tido o cuidado,
traseado vossa provieo de agua, de humedece-
la de tempos lempos a povera picciola teria
morrido sede. Addio, signor come.
Um instante, meu honrado Ludovico 1 ex-
clamou Charoey, cada vez mais surprehendido
, ? achar um tal instincto de aelicadesa encerra-
do cm urna materia grosseira, e quasi arrepen-
dendu-se de te-lo desconhecido at entao.Co-
mo I vos vos occupaveis assim dos meus praze-
res e guardaveis o silencio peyote mim 1 Ah!
por favor, aceitae este pequeoo presente como
um testemunho da mioha gratido. Se, mais
tarde, eu puder por-me quites cora, vosco, cou-
tae comigo.
E apresentou-lhe de novo o copo de vermelho.
Desta vez Ludovico tomou-o e examinando-o com
urna especie de curiosidade.
Por-vos quites de que, signor conlel As
plantas s pedem agua e cao se poderia pagar
para rega-ls sem arruinar-se a bolsa. Se isto
vos distrahe un poco de vossos cuidados, se ella
produz bons fructos para vos, tudo est feito.
E elle foi inmediatamente collocar o copo em
seu lugar oa caixinha.
O conde fez um passo para Ludovico e lhe es-
tendeu a mo.
Oh I nao, nao, disse este recuando com um
ar constrangido e respeitoso ; s se d a mo
seu igual, ou seu amigo 1
Pois bem 1 Ludovico, sede meu amigo 1
Nao, nao, repeli o carcereiro, nao pode
ser, eccellenza. E' preciso tudo prever para cum-
prir sempre amaoh como hoje seus deveres com
consciencia. Se fosseis meu amigo e procuras-
seis abandonar-nos, tena eu ainda a coragem
par bradar sentinella: Atirae! Nao, eu soh
vosso guarda, vosso carcereiro e devolissimo
servo.
V
Depois da partida de Ludovico, Charney re-
flectio e cuidou quanto, com todas suas vanta-
gens pessoaes, elle tinha ficado inferior esse
homem grosseiro as relages estabelecidas en-
tre elles. Para surprehender o corago desse
ser tan simples e bondoso de quantos miseraveis
subterfugios se tinha elle servido 1 Nao corara de
descer al a mentira I
Orno lhe ficava elle agradecido pelos secretos
cuidados prodigalisados sua plaa Como !
este carcereiro, supposto capaz de urna recusa
quandn s se tratava de obstar urna acgo m, o
excedeu em seus votos I Elle o teto espiado,
nao para zombar de sua fraqaeza, mas para o
favorecer em seus prazeros e seu desinteresse
forgou o nobre conde a reconhecer-se seu obri-
gadol
A hora do passeio teodo chegado, elle nao es-
queceu-se de dividir com sua planta a porco
d'agua que lhe foi dada. Nao contente de rega-
lo, pensa em desembaraca-la da poeira que des-
luslra-lhe as folhas e dos vermes que as attacam.
E, todo oceupado com este trabalho, pensa
era Ludovico e seole-se desejoso de melhor co-
nheclo, de poder achar urna explicago aos
siogulares contrastes que apresenia o carcter
desse homem ao mesmo lempo rude e bom, im-
pUcavel e sensivel, avaro e desinteressado.
FOLHETII
Aquelle, quem a queda dos velhos imperios,
as emigracoes das ragas, os feilos, as conquistas
deCyro, de Aleaaodre e de Gengis-Knan tanto
oceuparam ontr'or, nao pergunla grande his-
toria do mundo mais que a historia do seu car-
cereiro.
A' torca de questoes, de supposigoes e dedica-
goes lgicas, eis o que elle soubo, contado mes-
mo por Ludovico.
Ludovico Riiii, piemontez, nascra em Nice,
compatriota e cooteinporaneo.de Massens. Am-
bos meninos do mesmo quarteiro, camaradasde
escola e mesmo camarades ra da escola, mora-
vam um junto do outro.
Somante desde sua lenra ida.de, soffrendo as
coDsequenrias de suas mturesss uifTerentes, se
elles brincavamde carrinho, Ludovico figurava o
ttavalio e Massena o cocheiro; se se trativa de
furlar fructos no cercado visinho, Ludovico ser-
via de escada, Massens escalava o muro e sabia
ja reservar para si a parte do leao ; se iam furti-
vamente cagar nos bosques. Ludovico batia os
mallos e Massena era o cagador.
Assim os dous companheiros tinham crescido
juntos, tinham vsgabundido juntos, depois jun-
tos se engajado soldados ao servigo da repblica
e, juntos ainda, tomado suas cartas de uaturali-
sago, nao segundo a marcha ordioaria, fazendo-
se declarar Fraocezes, mas ajudando pela con-
quista fazer declarar a Franca seu proprio paiz.
Nesta poca, verdade, Massena irazia j as
insignias de general dedivisao, em quanto Ludo-
vico_ conservava sempre suas primeiras dragonas
de 15. E' que um fra creado para dominar e
corbmandar e o outro para obedecer.
Sim, para a obediencia passiva, completa, c-
ga. Ella se moslrava em Ludovico como urna
segunda naturesa, como um typo original, urna
necessidade instinctiva. Era um Russo, urna sim-
ples maquina de guerra, gravitando sob a mao
que a fazia mover. A ordera do chefe lhe pare-
ca a ordera de Deus; suas aeges se regravam
15o bem pelo mando que, no mais forte da bata-
lha, mesmo seotiodo a pistola de um inimigo
sobre o peilo, elle flcaria com o sabr erguido,
sem ferrlr, se um signal evidente lhe annunciasse
o lira das hostilidades.
Posto que bravo e muito bravo, nunca Ludovi-
co se deixaria levar pelo seu ardor e nao teria
rompido as flleiras contrarias. Durante suas cam-
panhas, se_ nao se tinha assignalado por urna
grande acgo de valor, porque ninguem lh'a ti-
nha ordenado.
Em lugar de sua rago de agurdenle se seu
sargento lhe apresentssse um copo de tinta para
beber, dizendo-lhe:E' ordera elle o teria es-
golado sem pnsianejar.
No terrnel anno 93 ; do meio das neves dos
Alpes, quandoelle e seus companheiros marcha-
vam com os ps descalgos e 9 barrigas vasias se
alguns murmurios se elevavam as flleiras :E'
a ordera, dizia tranquilamente Ludovico.
Gravemente farido em Marengo e ligeiramenle
coxo pelo effito de urna bala, que se alojara as
carnes de sua coxa. Ludovico devia fogosamente
relirar-se do servigo.
Grande ento foi seu embarago. Elle nao ti-
nha obtido de suas campanhas e de sua estada na
AUemanha, Italia e as diversas parles da Fran-
ga seno urna maravilhosa facilidade de jurar nos
quatro ou cinco idiomas differentes.
De rolla a Nice, sua cidade natal, condemna-
do 5 vida sedentaria, entregue si mesmo, nao
recebeodo mais o impulso ostranho, nao sabia
como coordenar seus movimentos e que regra
impr sua conducta.
Elle nao tinha outra distraglo, outro prazer,
outra elicidade nao ser assistir a parada da
guaruigo e marchar ainda em cadencia, seguin-
do a guarda, que ia reuder e a guarda rendida.
Entrava exactamente todas as traites para dei-
tar-se, quando ouvia tocar o recolher porm pa-
ra o despertare para a refeicoo tambor nao ru-
fava mais para elle, a.-sira como nos actos ordi-
narios da vida ninguem havia para bradar-lhe:
A direita I esquerda !avante E que fazer
de urna existencia, que lhe era preciso dirigir
por si mesmo, de que era preciso dar-se todo o
trabalho? A obediencia lo doce aos espiritos
preguigosos I Depois o habito converte-a em urna
necessidade.
Aflm de sahir dessa siluaglo perplexa, Ludovi.
co tomou urna grande resolugo.
Casou-se.
Em sua casa conservou aquella obediencia pas-
siva, que o tinha sobre tudo destinguido no exer-
cito. Como se todas as felicidades lhe devessem
cnegar ao mesmo lempo, gracas prolecgao de
seui antigocamarada Massena, a prisao de Fenes-'
trelle, achando-se vaga, lhe foi concedida. Elle
leve dous chefes em lugar de um, sua mulher e
seu eommandante.
Sua mulher mais moga que elle, passava, ape-
zar de urna papeira enorme, por urna linda mo-
ga quando elle esposou-a ; mas de um carcter
colrico e manchad de urna avaresa srdida, el-
la uuna forgado Ludovico. naturalmente desen-
teressado, destribuir rages aos prisioneiros so-
bre todos os objectos jue a prisao reservava para
si o direilo de lhes fornecer. Quanto ao mais,
pesar de tolos os poderes de sus mulher, nao
acceitava delles, fra de suas funeges de foroe-
cedor, o mais pequeo presente, porque esta
0BATED0RDEESTRADA
ron
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
{Continuarilo.J
XV
Ocofre'de bano, como bem tinha dito Anto-
nia ao seu marido, continha urna volumosa cor-
respondencia, e numerosas notas escripias pelo
proprio punho de sua mae.
Joaquim Dick parou anhelante : a grande vi-
vacidade de suas commoges paralysava a sua
impaciencia. Desejaria ler de urna s vez lodos
esses papis, e entretanto nao ousava Qxar os
olhos sobre elles 1 Aquellos caracteres amarelle-
cidos, e meio apagados pelo tempo, pareciam des-
pedir de si ardentes raios que lhe abrasavam as
palpebras 1
Pouco a pouco foi conseguiodo dominar a sua
vertiginosa impresso, at que finalmente atre-
veu-se a pegar em urna carta ao acaso, desdo-
broua lentamente com as m5os trmulas, e pas-
sou os olhos sobre o seu conteudo.
Apenas leu as primeiras linhas interrompeu ar-
rebatadamente a leitura, dominado por indjsivel
agitago. No seu semblante transtornado por urna
comraogo indiscriptivel notava-se a expressao
de sobre-humana dr. Ao v-lo assim, dir-se-
hia que era um dos^condemnados de Dante I
De repente, e por um movimento insensato,
vollou o cofre com a boca para baixo, e inundou
o assoalho de carias : em seguida atirou-se tam-
bera ao chao, com ambos os bragos attrahiu a si
todos esses papis dispersos, e apertou-os aopei
tocom o impeto de urna bratalidade apaixonada,
e que tinha alguma cousa de semelhante aosmo-
vimentos do tigre. Parecia-se com o indmito
animal que, senlinde approximar-se o cagador,
rene em torno de si os seus Glhinhos, e sublime
de ferocidade e dedicago condemna-se a urna
inaego momentnea, para abrigar sob as fortes
garras os caros objectos da sua ternura.
Joaquim Dick olhou para o lado da porta, e es-
cutou : toroou a olbar urna segunda vez, e escu-
tou ainda I E, a ninguem vendo, nenhum rumor
percebendo, certo de que aquellas preciosas car-
tas nao corriam o perigo de ser vistas, abru-as
com nervosa actividade, com os olhos vibrantes
pelo delirio, o semblante mais pallido qne de um
iuorto, e comegoa a lir urna por urna.
Aquelle que tivesse sido testemunha invisivel
dessa scena nao hesitara um momento sobre o
estado de Joaquim : toma-lo-hia por um louco.
Bem depressa ossolugos, entremeiados de gri-
tos roucos. e abafados, fizeram inchar-se-lhe as
yeias do pescogo, e arfar o peito opprimido por
intervallot irregulares.
Oh I como esse homem abatido, vencido, e es-
magado sob o peso de urna dr irresislivelera
tao difrrente do sce.ptico e altivo Batedor de Es-
trada que, algumas horas astea escudado pela
sua despresadoraindillerengafsrt com o genere
--------------------------------i______
D Vide Diari n. 163.
humano, se julgava orgulhosamente ao abrigo
de lodos os soffrimentos do coragSo I
Emfira as angustias daquella alma serenaram :
elle'pde emflm desabafar. As lagrimas substitui-
ram aos solugos ; os sobresaltos e abalos que agi-
lavamlhe o corpo desappareceram. A creatura
cedeu o lugar ao homem I
Joaquim voltou a si do seu delirio : pareceu
admirar-se da estraoha e ridicula posigo em que
se achava : reuni todas as cartas, e levantou-se.
Depois de curta hesitagSo dirigiu-se de novo
para o geuuflexorio, e cahru de joelhos. Todava
o seu olhar vago e indeciso, seus labios entrea-
bertos mas immoveis, a fadiga e abandono da
sua poslura, os bragos que pendiam inertes ao
longo do corpo, ludo provava que esse seu acto
era antes dirigido por urna aspirago instinctiva
do corago, do que por urna Urme delerminago
do espirito.
Smente passados alguns minutos pode elle sa-
hir de semelhante estado de proitrg5o pbisica
e moral.
O' meu Dous 1 exclamou com a voz alta co-
mo se tivesse necessidade do auxilio da palma
para melhor coordenar oaseus pensamentos con-
fusos. Meu Deus I Tende piedade da minha fra-
queza : muita alegra e muita dr ao mesmo
lempo 1 Carmen I minha casta noiva, esposa
dedicada e fiel, perda o meu longo desvario, as
minhas suspeitas injuriosas.... foi o excesso do
amor que me toroou injusto eculpado 1.... An-
tonia.... minha fllha I.... Oh 1 muita felicida-
de I... E como pude at aqu deixar de reconhe-
cer o meu proprio saogue I como essa apparencia
singular com sua mae nao me abriu nunca os
olhos verdade I Eis porque urna svmpathia ir-
resislivel me arrastava para ella I A seo lado
senta miligar-se o odio no meu coracao : a seu
lado renasciam em mim os generosos sentimen-
tosda minha mocidade 1.... B, miserfvei que
eu era 1ebegav al a rovoltar-me contra essa
influencia salutar e benfica I A voz do orgulho
abafava em mim a voz da te>nura !
Terrivel fatalidade I___Nao___nao era fatali-
dade I.... A fatalidade nao existe___Tudo o que
nos snece le neste mundo consequencia lgi-
ca das nossas aeces. Deus nao poda esquecer
a jusliga na harmona moral da creagaol Se eu
nao reconheci Antoniafoi porque eu nao era
digno del la !----
Oh 1 mas que horrivel pensamento I___ D'a-
qui a alguns das, d'aqui a algumas horas talvez
livrarei a minha filha do poder dos seus raptores,
a filha .da minha Carmen.... e nao terei o direilo
de dizer-lhe que ella me pertence, que meu
saDgue. que eu sou seu pae I Nao___nao terei
esse direilo I O sangrento passado do Batedor
de Estrada, bem como essas arvores venenosas
cuja visinhanga nociva faz defiuhar a flor sub-
mettida a sua influencia, langaria entre ella e
sen marido urna sombra fatal no seu mutuo
amor.... e envenenara a felicidade de arnbosl...
O conde tem o corago mu bem formado para
que se lembre nunca de tornar Antonia respon-
savel dos a-tos, digamos antes, dos crimes de seu
pae : mas possue o fanatismo da honra, e a seu
pezar o pensamento do celebre Joaquim Dick o
desgastara insensivelmente de sua esposa 1....
Sim... devo calar-medevo, e calar-me-heil..
Assim preciso, assim se cumpra I.... E terei eu
coragem para tanto? Onde irei buscar torgas
para esse immenso sacrificio ?Renunciar vo-
luntariamente ternura, coofianga, e s cari-
cias de minha filha, daquella que o retrado vi-
vo do sua mae, oh I horrivel, muito horri-
vel I.... Succumbirei a essa tortura de todos os
instantes, a essa tortura tanto mais atroz, quanto
est no men poder dar-lbe fim a todo o rnomen-
clrcuostancia s podendo dar-ae no interior da
prisao e longe das vistas de sua mulher, s lhe
dizia respeito ; de mais era ordem.
H pois em Ludovico tres differengas bem mar-
cadas que lhe imprimen) alternativamente seu
eommandante, sua mulher e seu proprio iostinc
to. Implacavel quando se trata do regisaem dis-
ciplinar da cidadelle, eis o impulso de seu com-
mandante ; vido com os prisioneiros, eis o de
sua mulher; porm bom homem, sensivel, ge-
neroso, compassivo quando o eommandante ou a
dona da casa nao sopram-lhe no corago para o
fazer vollar duresa ou a avaresa, eis o seu im-
pulso proprio.
Se se quer de Ludovico Ritli um retrato mais
completo, elle tinha quaj-enta annos, a tez tri-
guelra, a barba pessa, as espaduas largas, o
talhe medio e forte. Fiurae-vos ve-lo atraves-
sando com um passo um pouco arriscado os pa-
teos-da cidadella, fumando um cachimbo curto e
negro, soltando lrequentemento urna praga fran-
ceza, provengal, italiana ou allem, aTeciando
um ligeiro piscado de olhos quando quer tomar
um ar malicioso, alegrando-se fcilmente ao no-
mo de seu fllho Antonio, ou ideia de urna acgo
boa e sabereis seu respeito tudo o que pode
saber o proprio Charney, mais talvez do que era
necessario.
v!
N um dos dias seguintes, a hora prescripta,
Charney est em seu poslo perto de sua planta,
quando > uma grossa nuvem negra obscurecer o
cu e parar suspensa como um zimborio parda-
cento e fluctuante sobre as alias torres da forta-
leza. Logo grossas gottas de chava comegaram
a cahir: elle cuidou era por-se ao abrigo, en-
traodo, quando saraivas misturadas com ebuva
saltara de repente sobre as lages do pateo. A
povira volteando ao impulso da tempestado, com
os ramos sacudidos parece prxima ser arran-
cada do solo : suas folhas molhadas. fricciona-
das urnas contrs as outras, sibilantes s lutadas
do venlo fazem ouvir como murmurios plangen-
tes e gritos de tristes.
Charney para. Lembra-se das censuras de Lu-
dovico e procura vidamente em torno de si um
objecto capaz de garantir sua planta ; nao acha:
as saraivas entretanto cahem mais fortes, mais
numerosas e ameagam quebra-la. Treme por
ella, por ella qua elle oulr'ora vio tambem re-
sistir violencia dos ventos e da nev; porm
ama j bastante a sua planta para arriscar fazer-
Ihe correr um perigo, tentando ter raso contra
ella.
Tomando ento uma resolugo digna d um
amante e de um pae, elle se approxima e bilo-
ca-se dian tu de sua educanda como um muro
interposto entre ella e o vento; curva-se diante
de sua pupilla servindo-lhe assim de escudo con-
tra o choque da saraiva ; e limmovel, arfando,
balido pela tempestada de que a garante, abri-
gando-a com as mos. com o corpo e com seu
amor, espera que a nuvem passe.
Ella passou. Has um semelhante perigo nao
poderia ameaga-la ainda, quaodo elle, seu pro-
tector, estitesse retido pelos vares ? Ainda mais;
a mulher de Ludovico scompanhada de um gran-
de cao de guarda vem visitar algumas vezes 6"
paleo.
Esle cao brincando, nao pode com uma denta-
da ou cora uma patada quebrar a alegra do phi-
losopho?
Tornado mais providente pela experiencia,
Charney consagra o resto do da meditar um
plano e no da seguinle lhe prepara a execugo.
Sua pequea quanlidade de leuha lhe basta
apenas neste clima de transigo onde por vezes,
mesmo em pleno esli as noiles e mauhaes sao
fras. Que importa I O que uma privago de
alguns dias? Nao lera elle o calor da cama?
deilar-se-h mais cedo e levantar-se-ha mais
tarde. Avaro de sua lenha, elle enthesoura-a e
faz proviso: e quando Ludovico interroga-o
esserespeito:
E' para elQcar um palacio minha aman-
te.diz elle.
O carcereiro piscou os olhos como se tivesse
comprehendido: nada comprebendeu.
Durante este tempo Charney racha, indireita,
aguca seus feixinhos, aparta os ramos mais bran-
dos, guarda cuidadosamente o vime flexivel que
serve para amarrar seu feiie quotidiano. Depois
na sua caixa de roupa delinho descobre um pan-
no grosseiro de tecido espesso e frouxo que lhe
guarnece o fundo: elle o aparta e extrahe os
los os mais forles e mais grossos. Com os ma-
teriaes assim preparados pos peito a obra logo
que as leis da prisao e a escrupulosa exactido
do carcereiro lhe permiltem.
Em torno de sua planta, entre as lages de seu
pateo, enterrando olidos ramos C* desigual gran-
des, elle segura-os ainda em sua Dase por meio
de um cimento composto de trra apanhada pe-
nivelmenle aqu e ali nos intervallos do lagedo,
de gesso e de salitre de que elle faz roubus furti-
vos s paredes hmidas dos amigos fosaos da ci-
dadella. Assim dispostas as principies pegas de
carpiotaria, elle entrelaga em certas partes ligei-
ros ramos, formando uma especie de grade ca-
paz, em caso de necessidade, de garantir a pove-
ra do choque de um corpo estranho ou da appro-
ximaco do cao.
Oque o encoraja inteiramente durante seus tra-
to I nem mesmo terei para me fortalecer essa co-
ragem ficticia, que o paciente encoolra sempre
sua hora derradeira na exaltago de um amor
proprio em delirio I....
Insensato que eu sou 1 Eis que no men egos-
mo discuto a felicidade de mioha filha, quando
ella se acha entregue a um perigo immioenle, a
uma espantosa desgraga 1 Nao devo ir antes ao
encalco do seu raptor? Nao ; convm esperar
mais tempo : nao estou agora capax para empre-
hender semelhante misso ; faltar-me-hia o sao-
gue fri, a prudencia ; e com inopportunos mo-
vimenios de raiva poderia ainda mais aggravar o
horror da sua posigo I
Joaquim Dick depois de pequea pausa ergueu
para o cu um olhar supplicante.
Meu Deus 1 conlinuou elle : alvae a mi-
nha filha, e eu juro renunciar para sempre sua
ternura, e soffrer com inabalavel resignago a ex-
piago que me impoe o meu passado I
E depois de ler pronunciado este voto solemne,
pegn as cartas de Carmen, e poz-se a percor-
relas de novo, a companhando a sua leitura com
phrases iuterpolladas.
E' Carmen que no seu leitode rnorte orde-
nou sua ama fiel que, se eu nao voltasse mais
Hespanhs, partisse para o Mxico com Antonia,
apenas esta completasse a edade de seis annos 1
Carmen bem sabia que depois dehave-la perdido
eu nao supportaria a residencia na Earopa, e
pois havia de expatriar-me para o Novo-Mundo,
no Mxico, onde a minha familia possuio em ou-
tro tempo bensconsideraveis I Com effeito mui-
tas vezes lhe fiz ver o desejo que tinha de visitar
a trra conquistada por Fernando Cortez .. E esse
casamento com Carlos, meu amigo... esse casa-
mento que ella participou-me quando eu fui de-
portado para Havaoa era uma astucia com o fim
de Iludir a vigilancia da sua familia, e poder des-
te modo vir a mim reunir-so 1... Carlos nao me
Iranio; e nem tambem Eslevam,que passou por
ter jogado e perdido a mioha fortuna, e que aos
olhos do mundo assumio o odioso deesa acgo to
vil, smeote para salvar o resto do meu patrimo-
nio j bastante diminuido com as despezas do
processo que eu sustontava ento, e ameagado
depois pelos odios polticos. Foi com o resto desse
patrimonio que a ama de Carmeo pode conduzir
Antonia at o Mxico, e que maodou edificar o
rancho da Ventana 1... Mas que pagina essa que
ainda nao li 1... A letra do proprio punho de
Carmen, sim... mas est quasi incomprehensivet...
es caracteres esto to mal tragados I O que dir
esta carta ?
Joaquim comegou a ler ; bem de pressa porm
as lagrimasimpediram-no de proseguir: levou a
folha de papel aos labios, e cobrio-a de apaixo-
nados beijos.
Puras e castas confisses de uma psixo di-
vina, murmurou elle, vos me abrs as portas do
co I Carmen 1 Carmen I Nunca nos dias dos nos
sos mais ardentes amores, o meu corago batea
por ti mais forte que ueste momento 1 Eu le ve-
jo... sim...- ests aqui meu lado... tu nao mor-
reste... nao I Achamma lmpida do teu olhar pu-
rifica as miohas fogosas paixes 1... Amo-te como
uma mulher, adoro-te como uma santa I... Mas
para que vollas assim os olhos dos meus? Em
que te offendi ? Por ventura nao les no fundo do
meu corago, nao vs ahi que o meu amor dig-
no de ti ? Para que pois esle ar severo ? Ah 1 Eu
j comprehendo... nao podes perdoar-me o ha-
rer-te to indignamente desconhecido... censu-
ras os erros do meu passado 1 Carmen I perdoa-
me... eu tenho j soffrido tanto I Perdoa-me
juro que tornar-me-hei d'ora avante digno da tua
estima !...'
Joaquim passou a mo pe* fronte ; a leitura
balhos que Ludovico, que, vendo comeca-Ios
pareceu principio incerlo se permittiria a con-
tinuagao, balangava a cabeca e fazia ouvir um
pequeo gruido sardo de mu agouro, hoje est
resignado ; e s vezes mesmo, fumando tranquil-
lamente seu cachimbo na extremidade do pateo,
com a espadua apoiada contra a porta da entrada
? h8n?enas cruM,1. contempla, sorrio-lo, o
iraoalnador ainda inexperiente ; depois ioterrom-
pe seu prazer de fumar para dar-lhe algum bom
conselho, que aquelle nem sempre sabe aprovei-
Com ludo a obra avangs. Arn> completa-la,
Charney estraga em favor de aua planta as finas
tanoas de sua cama de priaioneiro.E' um novosa-
Cri ui0' que irnp8 8I por amof d'ella.Elle lira do
co chao de seu leito com que fabricar pequeas
esleirs, que dlspoe conforme as circunstancias
era torno de seu emmadeiramento, quedas lufa-
das dos Alpes ameacem cahir desse lado^ quer o
3ol em seu zenitb lance mui directamente sobre
o fraco vegetal seus raios refractados"ainda pelos
fragmentos da cantara e pelas muralhas. 1
Uma tarde, o venlo soprou com forga.l Char-
nev- j encerrado, vio desuajanella o paieo jun-
tado de pedago.. de palha e de pequenoslramos.
As esleirs eos intervallos de grades nao tinham
sido amarrados por elle com forga sufiicierile pa-
ra resistir. Promelteu remediar o mal no dia se-
guinle; porm nesse dia, quando desceu, tudo
eslava j preparado. Uma mo mais hbil que a
sua, liona slidamente reorgaoisado a tapagem
de ramos e de esleirs e elle nao leve mais que
agradecer em seu corago.
Assim gragas elle e elles a planta so defeo-
de contra os perigos das muralhas e dos telbados;
e elle, elle Charney, ligando-se-lhe cada vez
mais pelos cuidados que lhe tem, a v com exla-
se crescer, desenvolver-se e prodigar.-lhe sem
cessar novas maravilhas admirar.
O tempo pareca consolida-la ; a herva torna-
va-se arbusto; a casca linhosa que envolva sua
lige, principio to frgil, dava-lhe de dia em
da uma garanta de durago a seu feliz possiidor
que sentia-se tomado de um desejo curioso de
ve-li ilorescer.
J desejava emfim alguma consa, este homem
de fibra gasta, de crneo de gelo ; esle homem
tao altivo de sua intelligonca e que acaba de ca-
hir do alto de sua scieocia orgulhosa para abys-
mar seu vasto pensamento na contemplaeo'de
um pedago de herva 1
Nao vos apresseis em accusa-lo de fraquesa
pueril e de demencia. 0 celebre qu.ker Jclo
Borlrao, depois de ter passado loogas horas,
examinar a estructura de uma violeta, s qiiz
depois applifiar a faculdades de seu espirito ho
estudo das maravilhas vegetaes da natureza e to-
mou logo lugar entre os mestres da sciencia. $e
um philosopho de Malabar enlouqueceu procu-
rando explicar si os phenomenos da sensitiva,
por um effeito contrario, o conde de CharneW
achara talvez fh sua planta a verdadeira sabe-
doria. J nao descobrio elle o arcano que tem
o poder de dissipar o seu tedio e de alargar sua
prisao? 1
0n I a flor I a flor 1dizia elle cora sigo ;
esta flor cuja bellesa s eu verei, cujos perfumes
sero para mim s, que formas lomar ella jj
que cores coloriro suas ptalas? Sem duvida
ella me deve offerecer novos problemas resol-
ver e langar um ultimo desafio a minha raso 1
Muito bem I que venha I venha a minha fraca
adversaria amada com todas as pegas, eu nao re-
nuncio ainda lula. Talvez ento lmente po-
derei saber_ em seu composto esse segredo que
sua formaco incompleta me permiltio apenas en-
trever ate o prsenle. Porm floresteras tu ?
mostrar-te-has um da meus olhos em todo o
teu brilho de bellesa e galas, Picciola ?
Picciola I foi o oome, que elle Ihedeu quan-
do na necessidade de ouvir urna voz humana re-
tiir em seus ouvidos no meio de seus trabalhos,
ella con versa va alto com sua companheira de
captiveiro, cercando-a de seus cuidados. Povera
Picciola I tal fra a exclamago de Ludovico se
enternecendo pela pobre pequea que escapara
de morrer por falta d'agua. Charney se lem-
brava.
-*- Picciola I Picciola I deves florescer cedo?
repela apartando cora precaugo as folhas que
guarneciam as extremidades dos ramos de sua
planta, afim de verse a flor se annaociava e es-
te nome de Picciola lhe era lo doce pronun-
ciar porque lhe lembrava ao mesmo lempo os
dous seres que populavam seu universo : sua
planta e seu carcereiro.
Urna manb que, hora do passeio habitual
elle interroga Picciola, folha por folha, seus
olhos de repente param fixos sobre uma das par-
les do vegetal e seu corago bate com forga. El-
le leva a mo ao peito e cra.,.ha muito nao ex-
perimenta uma sensago to viva 1 E' que acaba
de ver no vrtice da ligo principal uma excres-
cencia desacostumada, esverdeada, sedosa, de
forma esphorica, imbricada de ligeiras escamas,
collocadas urnas sobre as outras como ardosias no
zimborio afredondatfo de um elegante kiosque.
Elle nao pode.duyidar, era o boto 1 A flor nao
devia estar longe/
" VII
O apanhador de moscas apparecia rauilas ve-
zes em sua grade,e comprasia-se em seguir com
daquella pagina intima o fizera voltar ao seu de-
lirio. Acaba va d levantar-se como querendo ir
ao encontr de Carmen ; sbito parou, e de seus
labio soltou-se um grito de excesaiva alegra ; e
juntando as mos com indisivel expressao de fe-
licidade ficou por alguns momentos mergulhado
n um extase ineffavel. No fundo do cofre de ba-
no irradiara metlido n'um rico caiiilho dourado
sobre um fuodo de veludo o retrato de Carmen.
Perdoasle-me, Carmen, e me amas ainda 1
exclamou elle com uma voz de penetrante docu-
ra. Oh I sede abengoada I Cumprirei a minha
promessa... tornar-me-hei digno de li!...
Joaquim Dick contemplava com avidez os tra-
gos encantadores da sua muito amada noiva,
quando um rumor de passos o arrancou a essa
embriagadora oceupacao. e attrahio a sua alten-
gao. Alguns segundos depois Panocha mostroa-
se no limiar da porta.
O hidalgo antes de dirigir-se ao Batedor de
Estrada, langou um olhar curioso no interior do
recinto : foi grande o seu pasmo vendo que todos
os objectos se achavam no mesmo lugar, e sobre-
tudo nio vendo um s movel que podesse servir
para conter milbdes, como elle suppunha. Depois
desse rpido exame decidio-se ento a fallar, e
disse com tal vivacidade que bem mostrava a in-
qoietago que senta sobre a maoeira porque se-
ria recebido.

Sr. Joaquim, pego-vos mil perdaos por ter
tomado a liberdade do vir incommodar-vos : mas
Irata-se do Sr. conde...
O Batedor de Estrada estremeceu.
Oh tranquill8ae-vos, senhor, continuou lo-
go o fidalgo a quem esse moviojento nao tinha
escapado ; sou portador de boas noticia. O Sr.
conde recobrou os sentidos j me conheceu, e
falln : as suas feridas, que euexaminei, nao sao
perigosas. A carabina que irazia a tiracolo, quan-
do os bandidos atiraram sobre ella, preservou-o
de uma morte certa : a bala deu em heio noca-
no da arma, e depois de resvalar que toi feri-lo
na cabega. Quanto ao outro tiro, foi na perno
direita que o recebeu : a bala ficou entranhada
Seno sobrevier a graogrena, nao haver que re-
celar. Mas o caso nio este, Sr.' Joaquim ; o
meu embarago extraordinario, porque o Sr.
conde quer por forga vera senhorita Antonia.
Confessar-lhe a verdade expo-lo a um abalo
pengoso : occullar-lh'a excitar a sua imi>a
cia, e inflammar-lhe o sangue. S vj. Sr/Joa-
quim, seris capaz de faze-lo.atteodf Voz da ra-
zo : supplico-vos pois que me acompanheis.
O Batedor de Estrada apressou-se.em sajisfi-
zer o pedido de Panocha. Desejava tornar a ver
o marido de sua filha, esse nobr ranebox para
quem elle sentir sempre orna sympathia inven-
a fulio conde todo oceupado junto de sua plan-
ta. Elle vio-o preparar e conbinar sua argamas-
as, trangar e ligar suas esteiras, edificar em fim
suas pallissadas; e, presiooeiro como elle, e
mais tempo que elle, fcilmente onio-se pelo
pensamento s grandes oceupages do philoso-
Nessa mesma janella engredada, um outro sem-
blante, fresco e risonho, vem tambem mostrar-
se hoje. E' uma mulher; uma moga de porte
ao mesmo tempo altivae limido. No meneio de
sua cabega, no brilho de seus olhos a modestia
s parece temperar a vivacidade. Seu olhr cheio
de vida e de expressao amorteca um pouco pas-
cando atravs de suas tongas palpebras abaja-
das. Quem a visse ao priraeiio relance com a
fronte ioclinada ni sombra, guardando uma at-
titude scismadora por detras dos vares nos quaes
suas mos dobradas seguravam, toma-la-hia por
um casto emblema do captiveiro
Mas quaodo sua fronte se ergue e um raio do
di vem aclara-la, a harmona e a ser nidada de
seus tragos, suas faces de firme colorido, dizem
asss que no movimento e no ar livre e nao
sob os ferrolhos que ella tem vivido.
Dever-se-hia ento admira-la como um desses
aojos de caridade que viailatn as prises? Nao ;
o amor filial at aqu tem somente enchido seu
corago : neste amor que ella encontra a forga
e quasi a bellesa.
Filha do italiano Girhardi, o apanhador de
moscas, ella deixou Turim, suas testas, seus bel-
los passeios e as praias da DoriaRiparia par
vir fixsr-se na pequea aldea de Feneatrelle,
principio nao para ver seu pae, porque essa per-
misso nao lhe era concedida, mas para viver do
mesmo ar que elle, para pensar nelle perto del-
le. Hoje, forga de ins'ancias e soiicilages,
obteve licenga para vsta-lo de tempos tem-
pos. e eis porque ella alegre, freaca e bella I
Um movimento de curiosidade impellio-a para
a janella engradada que d para o pequeo pa-
teo, um sentimento de interesse retem-a a seu
pesar, porque teme ser percebida pelo prisionei-
ro. Tranquilise-se: Charney nao a ver : neste
momento Picciola e seu boto nascenle oceupam
apenas toda a sua attenco.
Finda a semana, quando a donzella veio visi-
tar seu pae, ella dirigio-se furtivamente ainda
para a pequea grade fim de langar um olhar
ao outro captivo ; Girhardi a deteve.
. .Ha tres tres diasque elle nao tem appare-
cido junto de sua planta, diz elle. preciso que
o pobre homem esteja bem doente.
Doente I diz ella com um ar espantado.
Vi os mdicos atravessarem o pateo e pelo
que me disse Ludovico, elles s esto de ac-
cordosobre um nico ponto, que elle pode
morrer 1
Morrer 1 repiti a moga.
E seas olhos se dilalavam, e o medo, mais
que a piedade talvez, se pintava em seu sem-
blante.
Oh 1 como o lastimo 1 infeliz 1
Depois langando sobre seu pae um olhar
de ioquietago e agona :
pde-se pois morrer aqu? ou antes pde-
se aqu viver? E* sem duvida a morada desta
prso e a pestilencia que queso exhala dos anll-
gos fossos causa rara sua doengal exclamou ella
apertaodo o velho entre seus bragos, porque, fal-
lando de Charney, s pensava em seu pae.
GirharJi tentou consola-la e estendendo lhe a
mo, que ella cobiio de lagrimas.
Nesse momento Ludovico entrou. Elle trazia
ao apanhador de moscas uma nova captura que
acabara de fazer para elle Era um cetoine, um
lindo coleptero todo dourado, que lhe apresen-
tou com um ar triumphante.
Girnaroi sorrio-.se, agradeceu-lhe, e, sem que
elle visse, deu a liberdade ao insecto, porque era
o vigsimo individuo da mesma especie que Lu-
dovico lhe offerecia assim depois de alguns dias.
Aproveitou-sa depois de boa vinda do carce-
reiro para perguntar-lhe novas de Charney.
Per mi santo pairone 1 diz Ludovico, nao
o esquego, como nao esquego os outros, emquan-
lo elle nao Jor pensionista de eus, ser meu,
signare. Ainda ha pouco cabei de regar sua
planta.
Para que, se elle njo a deve ver florescer?
interrompeu tristemente a moga.
Perch, damigellal diz Ludovico.
Depois acrescentou de uma maneira eslendida.
com seu piscar de olhos ordinario e agitando li-
geirament a mo com o ndex leventando :
Os senhores mdicos peosam que o pobre
homem deitou-se sobre o dorso para a eternida-
de ; porm eu, o senhor carcereiro, non lo cre-
do 1 Trnndedious Tenho o meu segredo.
Elle fez uma volta sobre os calcanhares e sa-
bio depois de ter tentado tomar sua voz rude e
semblante severo para significar moga com o
relogio na mo, que lhe restavam vinte e dous
minutos passar junto de sea pae. No fim del-
les estara de volta e fara executar asorden.
Era bem real a doeoga de Charney. Qual-
quer que- tivesse sido a causa, uma tarde, depois
de ter feito Picciola sua visita e prodigado
seus cuidados diarios, um forte engorgitameci
se apoderou delle. Com a cabega pesada e os
membros agitados por tremores nervosos, elle se
deitra, nao querendo chamar alguern em sea
A' presenga do Batedor de Estrada enrubeceu-
se um pouco o seu bello e pallido semblante :
levanto* o brago a muito cusi, e estendeu-lhe a
mao. Joaquim dirigio-se para o leito improvisa-
do pelos criados do rancho, e tomando a mo do
Sr. d'Ambron entre as suas, apertou-a com en-
ternecimento.
Senhor, disse o conde em francez, a vossa
chegada me enche de espanto e alegra 1 Pensava
justamente em vos neste momento...
Nao fallis assim, Sr. conde, atalhou o Ba-
tedor de Estrada tambem em francez : um re-
pouso absoluto a primeira condigo, e a mais
essencial para o vosso prximo restabelecimento.
Deixae-me examinar vossas feridas : tenho muita
experiencia destas cousa, e confio que a minha
pralica supprir-vos-ha neste momento a sciencia
de um medico.
O mancebo repellio brandameote o Batedor de
Estrada, e replicn com tal animagio que nao se
devia esperar da sua traqueza :
Os soffrimentos e as feridas do meu corpo,
nada alo em comparago com aa chagas do meu
corago I... Nao me imerrompae, senhor... S
tenho uma promessa que exigir de vos, e uma
pergunta a fazer-vos.
O Sr. d'Ambron ajudado por um esforco dolo-
roso, que augmentou a pallidez do seu rosto, sem
todava alterar-lhe a serenidade, ergueu meio
corpo sobre o leito, e encarando o seu interlocu-
tor, proseguio lentamente :
Senhor, nao ao sceptico e imprudente mi-
llonario D. Ramn Romero, nao ao vagabundo
Joaquim Dick, era ao mysteroso Batedor de Es-
trada, a quem me dirijo oeste momento ; mas
sim ao grande de Hespsnha, meu auperior. ao fi-
dalgo e cavalleiro como eu, ao nobre corago que
oulr'ora amon Carmen, como eu hoje amo Anto-
nia. Promettei-me, pois, responder a pura ver-
dade pergunta que vos vou fazer... i
- Sim, promelto, eonde.
O ferido fez ama pequea pausa, depois conti-
nuando a encarar sempre o seu interlocutor, lhe
perguotou :
O que feito de minha mulher, senhor?
soccorro e confiaudo ao somno o cuidado de cu-
ra-lo.
Nao viera o somno, mas sim a dor e no dia se-
gmte quando o onde quiz levantar-se, uma for-
ga mais poderosa que a sua vontade o releve
preso em sua cama. Elle fechou os olhos e re-
si gnou-se. j*. -
Diante do perigo sua calma philosophica e seu
o/gulho de conspirador appareceram. Ellejul-
gava-se deshonrado em exhalar um suspiro, uma
i queixa ou em implorar o soccorro daquelies que,
violentamente, o lenham sequestrado do mundo.
Beu somente algumas instruegoes Ludovico
tendentes sua planta no caso de ser elloinde-
i Unidamente retido captivo em seu leito, nesse
, carcere duro que vinha ainda aggravar o outro
] seu captiveiro. Os mdicos chegarsm e elle re-
. cusou responder s suas perguntas. Parecia-lhe
que nao lhe pertencendo mais sua vida elle nao
eslava encarregado de sua conservago, como o
nao era da regencia de seus bens confiscados, e
que aquelles, que de tudo se apropriavam cum-
pria velar sobre todas as cousfs.
Os mdicos nao souberam principio desta re-
volta e insistiram. Vencidos emflm pelo silencio
obstinado do doente, elles decidirn) somente in-
terrogar a propria doeoga.
Os sigoaes pathogoomonicos responderam ca-
da um em um sentido contrario, porque cada um
dos sabios doutores peitencia um systema dif-
fereote. Na dilatago da pupilla e na tinta arrou-
xada dos labios um vio os symptomas certos de
urna febre ptrida; o outro os de uma iofiamma
gao de viceras no meteorismo do ventre ; o der-
radeiro (porque elles eram tres) concluiu que era
uma Spoplexia ou paralysia, pela colorago do
pescogo e das footes, frieza das extremidades, a
regidez das faces ; e declarou que o silencio do
doente s era attribuido i um comego de con-
geslo cerebral.
Duas vezes o coronel eommandante da cida-
della veio visitar o prisioneiro em seu quarlo. A
primeira, se informou delle se nao linha alguma
cousa pedir; promelteu mesmo muda-lo de
alojamento se pensasse que o lugar por elle ha-
bitado contribua em parte para sua doenga. O
conde s respondeu por um signal negativo.
A segunda vez, o eommandante apresentou-se
acorapanhado por um sacerdote.
Desengaado Charney pelos mdicos, era do
seu dever preparar o prisioneiro para receber os
soccorros da religio.
Se ha no sacerdocio uma funego augusta e sa-
grada, a do padre das prises, deste padre, ni-
co espectador, cuja presenga santifica o cadafal-
so. E entretanto o scepticismo do uosso seculo
nao teme ridicularisa-lo com amargura. Calleja-
dos pelo habito, diz-se, elles nao sabem mais
commover-se, nao sabem mais chorar com o cul-
pado e as suasexhorlagoes e consolarles, repe-
liodo sem cessar os mesmos pensamentos, nelles
o officio vem gelar'a inspirarlo.
Ah 1 que importa que as phrases sejam as mes-
mas ? Um officio, dizeis vos? Mas este officio el-
les o escolherara e o soffrem. Elles, corages vir-
tuosos e puros, vivero no meio de corages en-
durecidos que respondero talvez s suas pala-
bras de paz, de esperanga e fralernidade, com
palavras de insulto e de desprezo I Bem pode-
ria m cmodos conhecer as alegras e o luxo do
mundo, mas rogaro contra os andrajos e respi-
raro o ar hmido e infecto dos carceres; nas-
cidos sensiveis tambem e com este horror do
sangue n da morte inherente especie humana,
elles voluntariamente coodemnaram-se ver
cem vezes em sua vida subir e cahir o cutello
sanguento da guilhotina. Ha nisto voluptuosida-
des bem grandes? E o espirito deve embotar-se
to fcilmente ?
Era lugar desse homem da jjor, devotado d'an-
te-mo e para sempre i lo rudes funeges, em
lugar desse hornera, que pela virtude se terajfeito
o companheiro do carrasco, mandae vir um novo
sacerdote para cada novo condemnado.
Sim, sera duvida, elle se commover e se en-
ternecer, chorar mais, porm consolar menos.
Suas palavras, se as achar, serao entrecortadas de
suspiros. Ser elle senhor de si mesmo o de
su as ideas? A eraogo sentida mui vivamente por
elle nao o tornar incapaz de cumprir o seu de-
ver, e o espectculo de sua fraqeeza far o pa-
ciente dar corajosamente sua vida sociedade em
expiago de seu crime, e resgatar-se com seu pro-
prio sangue?
Se a constancia e a> firmeza do novo consola-
dor forera taes que do primeiro golpe elle nao
experimente nem essa emogo, nem essa fraque-
za, crede-o, elle mil vezes mais insensivel por
natureza do que o outro por habito.
Ento, queris abolir este officio do sacerdote
das prises? Ah nao tiris o derradeiro amigo
a aquelles que vo morrer 1 Possa o culpado ar-
rependido subindo ao cadafalso ter uma cruz
diantedos olhos para nao ver o machado, ou, ao
menos, em seu derradeiro olhar veja perto do
representante da justica dos homens o da cle-
mencia- de Deus I
(Continuar-se-ha].
conde d'Ambron, respondeu
Dick, pego-vos que me escuteis...
'4-.!dt faltar
dlr-me I...
Joaquim
a verdade..... queris illu-
,. j-r Nao invocastes por ventura a memoria de
Carmen, e nao vos prometti eu dizer a verdade ?
perguotou o Batedor de Estrada cora o tom de
civel, que agora tomara por um v'iao da Prvi- terna-repreheoso.
dencia. "'
cartas
co
com um olhar furtivo de que o cofre' s coolinha
papis velhos, readquir'ra mais alguma esperanga :
acompanhou o Baiodor de Estrada at a porta do
quarlo contiguo, e d'ahi voltou precipitadamente
para esquadrinhar o retiro.
Quando Joaquim Dick penetrou na sal, o con-
de linha voltado ao nso dos sentidos; a sua fra-
ques, porm, era extrema, em consequencia do
muito sangue que perder, e apenas poda fallar
em voz bata, e com bastante esforco.
posti
rigo esse que a impede
lado?
a um grande perigo,
com ama vivacidade
se Rao fosse assim j
ioquietago I Que pe-
de estar aqui a meu
Antonia... perdo... vossa esposa nao est
exposta a um perigo, mas sim a uma vergo-
nha 1...
Uma nuvem de sangue colorio as faces paludas
do ferido, ao passo que um olhar soberauo e al-
tivo dilatava-lhe as papillas, e faiia reverberar o
azul dos seus olhos.
. A. vergonha, disse elle com uma voz enr-
gicamente acentuada que nenbumsymptoma de-
notava de fraqueza physica, a vergonha nao pode
chegar at a Sra. condessa d'Ambron ; porque
entre a condessa e a vergonha existira a morte !
J vedes, poi, que ella est exposta a um grande
perigo... Depresaa, senhor, depressa... dizei-me
o que feito de minha mulher?
A condessa foi victima de um rapto in-
fame.
Ah
Seria impossivel descrever a expressao das
sensagoes mltiplas que encerrara esta curta ex-
clamago do infeliz mancebo.
Todava passados poucos instantes elle repli-
cou perfeilamente tranquillo, com grande admi-
rago de Joaquim Dick :
Eoganasles'vos ha pouco, Sr. Joaquim, quan
do empregasles a palavra vergonha ; devieis
antes ter dito humiliago I
E' verdade, conde I A dr, porm, desvai-
rou-me...
A dor I
Sim, eonde, a dor t Ah I permitti que vos
confesse : amo Antonia como se ella fosse minha
filha I
A voz trmula do Batedor de Estrada, o duas
grossas lagrimas que lhe cahiram pela face abai-
xo, pareeerara causar ao ferido uma impresso
mais profunda, do que o tinha causado a noticia
do rapto de Antonia.
Estendeu-lhe de novo a sua mo, e atlrahindo-
o a si, murmurou-lhe ao ouvido :
Obrigado por ella... obrigado por mim,
porque agora posso chorar diante de vos 1
Durante alguns minutos esses dous homens to
fortes, to valentos, e to cima do nivel da hu-
manidade, confundirn) n'um amplexo a sua fra-
queza mutua, o seu desespero e as suas la-
grimas I
Amigo, replicou finalmente o Sr. d'Ambron
!|ue sentindo escapar-lhe as torgas apressou-se a
aliar; amigo, nos salvaremos, nos viogaremos
vos, a vossa filha, eur minha esposa.
Oh 1 Sim... eu o juro I
Uma derradeira palavra: como se eflectuou
esse rapio ?
Nada sei desse triste acontecimento.
Ser talvez o mirquez d'Hallay o culpado,
nao ?
O marquez l replicou Joaquim com a voz
colrica e feroz. Nem disto me lembrava I E'
verdade, conde, lendes razo...
E a quem mais attribuis a infamia dessa
acgo ?
A miss Mary... que...
Joaquim parou no comego da sua phrase, o
soltando uma surda exclamago de raiva, de um,
salto arremessou-se para a porta, e sabio da sala.
Acabava de ver atravs dos vidros da janella o
Canadiano Grandjean, que se apeava tranquilla-
mente do cavallo frente do rancho.
(Continuar-se-ha).
PIRN.- TYf. DI M. F. DI FAMA.-lMt.


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