Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09341


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Full Text
'
------------
lili XXITJI IDIHO 164
Por tres mezes adiaotados 5$000
Por tres mezes vencidas 6JJ00O
ii tn**j t-i i '
SEXTA FE1RA 19 M jOLHO DI Itll *
Poranna abantado 49$000 *
Pt lie franco para o subscriptor.
NCARRBGADOB DI SBSCRIPCAO DO IfOKTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araea-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Haranho, o Sr. Slanoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKIiUAa UUS UUKKK1U&.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciraar, Altinho e
Garanhuns as tercas-teiras.
Pao d'Alho, Nazarath, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouncury e Px as quartasfeiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras. '
EPHEMERIDES DO MIZ DE JDLHO.
7 La ora ss 11 horas 56 minutos da tarde I
15 Quarto creseenta sos 28 niatos da manhal
21 La cheia as 9 horas e 46 minutos da tarde.|
29 Quarto minguante as 5 horas e 32 minutos di
tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 2 horas e 30 minutos da minhia.]
Agua treta, rimenteiras e Natal quintas feiras. Primeiro as 2 horas e 30 mnalos da mu
(Todos os crrelos partem aa 10 horas da manbaa)ISegundo as 2 horas 6 minutos da tarda.
DAS DA SENARA.
Segunda. S. Camlo de Lellis fundador.
Terca. Nossa Senhora do Carmo.
Ousrta. S. Aleixo ; Ss. Victoriano e Latancio
Quinta. S. llarinha v. m.; S. Rufino b.
Sexta. S. Vicente de Paula f. cas irm. de car
Sabbado. 8. Jeronymo Emiliano; S. Elias.
Domingo. O Aojo Custodio do imperio.
AUUlKNClA UUS TRIBNaES DA CAPITAL."
Tribunal do commercio; segunda a quintas.
Relaco: tercaa, quintas aabbadoa as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintas e *abbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: tercas e sexta* as 10 horas.
Primeira Tara do airel : tercas sextasao meio
da.
Segunda Tara do cIt! : quartas a sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCAO DO SUI,
Alagoaa, o Sr. Glaudino Faleo Das; Bibi
Sr. Josa Mirtina Airas; Rio da Janeiro, rSrj
Joao Pereira Martina.
EM PERNA1IBUCO.
O proprietario do dumo Manoel Flgueiroa t
Faria,na aua livnrU praca da Independen eii n.
Se 8. -
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do 41a ltt de julho.
Officio ao coronol commaodante das armas.
De conformidade com o aviso da repartgo da
guerra de 3 do corrente remello V. S., para
ter o conveniente deslino, a certidao de assenta-
mento do lente do 2o balalho de infaotaria
Jos Caetano da Silva, que tem de reunir-se ao
:eu corpo.
Remetteram-se tambem, para, terem o destino
do costume, os processBs verbaes do conselho
de guerra do 2o sargento Jos Ribeiro da Costa
Monteiro, dos furrieis Coarado Jos de Ges e
Manoel MartiDS dos Santos, e soldados Damio
Jos da Silva, David Geraldo Pereira, Jos Mi-
guel da Silva, David Rodrigues da Silva, Amn-
elo Jos da Silva, Lulz Jos Mara e Pedro Jos
Goncalves.
Dito ao mexmo.Remello V. S. para S6rem
entregues ao commaodante do 2o balalho de
infamara oito livros que me foram enviados pe-
lo Exro. Sr. ministro da guerra para o registro
geral das piscas do raesmo balalho.
Dito ao mesmo.Remeti por copia V. S.,
para ler execugo, o aviso de 22 de junho ulti-
mo, em que o Exm. Sr. ministro da guerra de-
clara o modo por que deve ser escriplurad o l-
vro-mestre do 9* balalho de infantina; fleao-
do assim salisfeito o que V. S. solicitou em offi-
cio de 23 de abril ultimo.
Dito ao mesrao. Queira V. S. ministrar os es-
clarecimentos que exige o Exm*. Sr. ministro da
guerra em aviso de 2 do correte, constante da
copia junta acerca do soldado Salusliano de Bar-
ros e Albuquerque, que foi remeltido para a
corte.
Pediram-se tambem para o mesmo effeito, es-
clarec ni en tos acerca dos soldados Henrique Nu-
nes e Manoel Jos da Silva.
Dito ao proveder da santa casa da Misericor-
dia.-Devolvendo a V. S as coalas da despeza
feita com o sustento e~ curativo dos mendigos
remettidos pela noticia para o grande hospital
de caridade do t de julho a 7 de noveoibro do
anno prximo passado na importancia de ris
6:4419182, tenho a dizer que nao pode ser salis-
feito o pagamento, como V. S. solicita em olfi-
cio de 14 de junho ultimo, a que aco-opanha-
ram as preditas coatas, porquanlo, consignando
a assembla provincial annualmente urna, quo t a
aos esiabelecimentos de caridade para a presta-
cao de soccorros de benecentia, claro que es-
sa verba destinada ao curativo de pessoas
que, privadas absolutamente de meios para o
seu tratamento, recorrem beneficencia publi-
ca, procurando os esiabelecimentos de caridade,
o neste caso esto certameote os mendigos, de
que trata V. S., e que tem sido remetlidos pe-
las autoridades policiaes para o hospital Pe-
dro II.
Alm dislo, esse pagamento nao podeodo ter
lugar em relagao aos alimentos prestados aos
mendigos, nao s porque nao ha le que auto-
tise semelbante despeza, que tem crescido lti-
mamente, como se v di contadura da thesou-
raria provincial junia por copia, seno tambem
por que se acha ella implcitamente compre-
hendia no curativo de taesdoentes. que apenas
, se acbam restabelecldos, sao despedidos do
hospital.
Nao podendo, pois, os cofres provinciaes fazer
cora os esiabelecimentos de caridade outras des-
pezas, alm daquellas que se achara autorisadts
na le do ornamento, e tendo j a santa casa de
Misericordia recebido a consignago de trila
contos de ris prestada pela lei n. 473 Io do
artigo 19 no exercicio prximo findo, em que li-
vera lugar as despezas, de que se pede paga-
mento, devem ellas correr por conta desse sub-
sidio, sem duvida votado para esse flm.
Dito ao capitao do porto.Pago apresentar
V. S., para sarem inspeccionados, os recrutas
de marinha Jos Leandro Botelho, Claudino Vi-
cente de Vasconcellos e Jos Gomes do Carmo.
Com mu ni cou-se ao chefe de policia.
Dito ao raesmo.Ao officio que V. S. me di-
rigi em 15 do corrente, soo o. 14, respondo
declarando que sendo expresso em lei que no
conselho de que trata o artigo 4 da le n. 358
de 14 de agosto de 1845 seja o lugar de auditor
de marinha supprido por um juiz de direito e
estando o desto comarca ora .occupao em tra-
balhos do jury, convm em todo o caso addiar
novameute a reunio flo conselho para julga-
mento das multas da capitana se nao esti'er
prompto o juiz da primeira vara designado por
oflicio de hontem.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Transmilto por copla V. S. para ter execugo
na parte que lhe loca o aviso circular do minis-
terio da marinha de 27 de junho ultimo aecla-
rando o caso em que pode abonar-se por equi-
dade gratificacoes de exercicio a emoregados das
repartieres sujeiras ao mesmo ministerio.
Iguaes ao capitao do porto e a thesouraria de
fazenda.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Mande V. S. pagar ao negociante Manoel Ri-
beiro de Carvalho, conforme requisita o com-
mandante superior da comarca de Garanhuns
em officio de 2 do correte, sob n. 53, a impor-
tancia dos vencimentos relativos ao mez de ju-
nho ultimo, do lente Jos Leonardo Francez,
commaodante do destacameoto de guardas na-
ciooaes daquella villa ama vez que esteja em
termos legaes a inclusa folha em duplcala, que
acompanhou o citado ofJfMo.
Mandou igualmente pagar ao sargento Antonio
Muniz Pereira, os vencimentos do destacameoto
de guardas nacionaes da Escada, e a importan-
cia da despeza com luzes para o respectivo quar-
te), ludo no mez ltimamente (lodo.
Dito ao mesmo.Restituo V.S. os papis
que acompanharam a sua ioformaco do hontem,
seb n. 593, afim deque mande pagar ao soldado
do 4. balalho de arlilharia a p Manoel Pereira
da Silva, a gratificado de 88. a que tem direito
porhaver apprehendido o desertor do mesmo ba-
lalho Joaquim Miguel Teixaira.Communicou-
se ao commandante das armas.
Dito ao mesmo.Transmiti V. S., para ler
a devida execugo, o aviso circular da reparticao
da guerra de 27 de junho ulimo, determinando
que sejam regulados pelo que se acha disposto
as instruecos de 27 de seiembro de 1857, os
auxilios que se devem prestar aos empregados
das colonias militares quando seguem a seus
deslios ou leem de viajar em servigo.
Dito ao conselho de compras navaes.Pode o
conselho de compras navaes electuar a compra
dos objectos de que trata o termo annexo ao seu
officio de 8 do correte, visto que sao necessa-
rios ao almoxarifado do arsenal de marinha, de-
Tendo o mesmo conselho remelter a thesouraria
de fazenda copia dos'termos que assigoarem os
-vencedores de taes objectos.Communicou-se
thesouraria de fazenda.
Dito ao director do arsenal de guerra.Trnns-
mitlo por copia Vmc, para ter execugo na
parte que lhe toca, o aviso circular da reparligo
da guerra de 5 do corrente, determinando que
dos objectos fornecidos pelo arsenal de guerra a
diferentes ministerios se enviem immediatamen-
te directora geral da eoatabilidade da guerra,
por intermedio da presidencia, relagao com de-
clarado dos pregos, data da ordem que autori-
sou o fornecimenio e 2 via do recibo da eutorl-
dade que os recebeu.
Dito ao juiz de direito da 2 vara.A'vista do
que Vmc. ponderou em seu officio de 15 do cor-
rente transfer para o dia 5 de agosto prximo
viodouro a reunio da juuta que tem de julgar o
processo do soldado do corpo de polica Joaquim
Cyriaco Varejo, o que declaro Vmc, afim de
que comparega neste palacio no indicado dia
hora j marcada.Officiou-so ao commandante
das armas scientificando-o desta oceurreocia afim
de que sejam desavisados os officiaes designados
para servir em semelhante julgamento.
Dito aojuiz de direito do Brejo.A' vista do
que declarou Vmc. em officio, n. 40, de 4 do
correte com referencia ao caixo de medicamen-
tos ahi existente, faga-o remelter para esta capi-
tal na primeira opportunidade que se offerecer.
bro de 1849 : cumpriodo aosupplicanie recorrer
aos meios, que lhe faculta o primeiro do citado
aviso.
E. Diddulac procurador.O supplicante deve
receber a prestigio que requer na corte, como foi
declarado por aviso do ministerio
da agricultura, icommercio e obras publicas de
27 de abril ultimo.
Antonio Torquato de Almeida.Informe o Sr.
Dr. juiz municipal do termo da Escada. *
Fi ausco Jos de Santa Anna.Informe o Sr.
capitao do porto.
Francisco Antonio'de Jess Prei.Informe o
Sr. director das obras publicas.
Padre Jos Antonio dos Santos Lessa.Informe
o Sr. inspector da thesouraria provincial.
Joao da Cruz Sizudo.Informe o Se director
das obras publicas.
Jos Alfonso de Azevedo Campos.Informe o
Dito ao presidente da junta de qualificagao de Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
o que ludo levei ao cooheci- Pr. ? dl" e. comeando
Antonio Lava
Alagoas de Hiixo.Inteirado do conteudo do seu
officio de 5 do mez psssado, leoho a dizer-lhe
que a relagao orgaoisada por quarteires e em
ordem alphabetica dos cidados incluidos e ex-
cluidos da lista dos votantes recommeodado pela
circular de 10 de maio ultimo deve ser anoual-
mente remettida ao respectivo conselho de qua-
hficeco da guarda naciont.1 por Vmc. e por todos
os juiees de paz presidentes das juntas de quali-
ficagao de votantes independente de ordem su-
perior, em cumprimento do disposto no art. IOS
2 do decreto n. 1130 de 12 de margo de 1853.
Dilo aos agentes da companbia de seguros ma-
rtimos.Devolvo o balaocete das operages ef-
fectuadas por Vmc*. no mez da abril ultimo
como agentes da companhia do seguros marti-
mos da Rio de Janeiro afim de ser orgaoisado de
conformidade com o modelo annexo ao decreto n.
2679, de 3 de novembro do anno passado, como
determinou o Exm. Sr. ministro ds agricultura,
commercio e obras publicas em aviso do Io do
corrente.
Dito ao engenheiro fiscal da estrada de ferro.
Em vista do que pondera Vmc. em sen officio de
6 do corrente relativamente as vantagens quo ha
em ser franqueada ao publico o servido da lioha
telegraphica da estrada de ferro desta provincia,
concedo provisoriamente a autorsigo que para
esse fim solicita Vmc. no citado officio, e bem
assim approfo os modelos ea tarifa que vieram
annexos, e sao necessarios para o servigo do
mesmo telegrapho, o que t '
ment do goveroo imperial.
Dito ao engenheiro William Marlinean.De-
clarando-me o engenheiro fiscal da estrada de
ferro Dr. Manoel Buarque de Maeedo, qne Vmc.
se preslava a substituir gratuitamente durante a
aua ausencia na corte, para onde segu no pr-
ximo vapor do norte, tenho nesta data designa-
do Vmc. para exercer interinamente as func-
ges de engenheiro fiscal da referida estrada no
impedimento daquelle empregado. Communi-
cou-se a quem competa.
Dito ao commandante do destacamento do A-
guas Bellas.Pordefficiencia de forga nos carpos
de lioha em guarnigo nesta capital, nao pode
ser augmentada a que existe sob seu commando
.nessa povosco.
Com a procidencia, que ltimamente tomei.de
mandar estacionar na villa de Papacara um des-
tacamento consideravel que deve auxiliar de ac-
cordo com o subdelegado novamente nnmeado
para esse destlelo o capitao Jos Pedro Pereira
Nolasco da Cunha, asdeligencias policiaes, e ou-
iras oecessidades do servigo publico, a que Vmc.
tiver de prestar-se fica satisfeita, como possi-
vel, a exigencia feita em seu officio de 31 de de-
zembro do anno passado, recebido em 14 deste, e
que respoodo.
Portara.O presidente da provincia, attenden-
do ao que lhe requereu Bento Jos Ferreira Ra-
bello, resolve coaceder-lhe liceoga para mandar
transportar para esta cidade para serem expostos
a venda rail e duzenlas taboas, e 50 pranchdes
de amarello, que fez corlar as mattas do seu
engenho Merer no termo de Goianna, devendo
ser esta portara apresentadana capitana do por-
to, afim de ser registrada.
Dita.Os senhores agentes da companhia bra-
ileira de paquetes avapormandem dar trans-
porte para a corte por conta do ministerio da
guerra no vapor Cruzeiro do Sul, as 14 pragas
de pret mencionadas na relagao junta por copia.
Communicou-se ao commandante das ar-
mas.
Dita.Os seuhores agentes da companhia bra-
sileira de paquetes a vapor, mandem dar urna
passagem de estado para o Rio de Janeiro, no
primeiro vapor que passar para o sul, a Vou
Bally, ajudante do engenheiro encarregado da
medlgo das trras dos indios.
Julio dos Santos Ferreira
Sr. Dr. chefe de policia.
Miguel Arcanjo Pimenlel.Informe o
municipal da Escada.
Manoel Antonio de Jess.Informe o
pector da thesouraria de fazenda.
Thomaz Rodrigues Pereira.Informe o Sr. Dr.
juiz municipal do termo da Escada.
EXTERIOR.
Na Banda Oriental os aconlecimentos da quio-,
zena carecem de intereises. Por fim nomea-
ram-se dous ministros, um para aa paitas do
Soverno e negocios eslrangeiros, e outro para a
enda, tacando interiamente com a da guerra
dos pegojto* official-maior respectivo.
A insignificancia dos individuos honrados com
a digaidade de ministros vera por em evidencia
o que se suppoz por occasio da destituigo do
ministerio anterior, isto que o presidente quor
governar por si, e para isso precisa de auto-
matos.
Semelhante.pretengSo assentaria muito bem
em homens do reconhecida superioridade, mas
D. Bernardo Berro apenas urna mediana em
todo o sentido.
O ex-ministro Lamas, elevado patente de
general, parti para o norte do Rio-Nf gro com
o esquadro da sua escolta, autorisado para re-
monla-lo at ao numero de 400 pravas, afim de
ter as forgis necessarias com que tornar effectiva
a neutralidade armada.
A legislatura gastou metade da sua proroga-
cao em discutir a nova lei de alfandega, que por
Um foi promulgada no dia 20 depois de caloro-
sas discussses, em que de ludo se fallou menos
de economa poltica.
Segunda o espirito dos debates foram os arts.
14 e 15 calculados em odio ao imperio. Sao
elles o complemento da reaego <\\x- se est es-
perando ha tres annos a esta parte, oem faltn
Marios.Informe o
Sr. juiz
Sr. ins-
nicir
Expediente do secretario.
Do dia 16 de j ulho de 1861.
Officio ao inspector da thesouraria de fazenda.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
viocia, transmilto a V. S. as cinco inclusas or-
dens do thesouro nacional nmeros 102 a 106, e
bem assim os officios da directora geral das re-
das publicas de 21 do mez passado, e oulra de 5
do corrente.
Dito ao Dr. Francisco de Caldas Los, juiz de
direito interino do Rio Formoso.Sua Exc. o Sr.
presidente da provincia manda aecusar recebida
a parlicipagSo que em 6 do corrente lhe fez V. S.
de haver n'aquella dala reassumido as funegoes
do cargo de juiz de direito interino deesa co-
marca. Fueram-se as precisas communicagoes.
Respooderam-se tambem s participsgoes de
exercicio feilos pelos seguintes senhores :
Bacharel Manoel Ionocencio Pires de Figueire-
doCamargo, do cargo de promotor publico do
termo de Santo Aoto.
Bachurel Marco Tulio dos Res Lima, no da
vara de direito da comarca do Limoeiro.
Florentino Cypriano da Cunha, no de juiz mu-
cipal de Garanhuos, na quilidade de primeiro
supplente.
JoseFranciscoLopesLima.no de juiz muni-
cipal de Nazareth, na qualidade de presidente da
respectiva cmara municipal, e na falta dos sup-
plentes.
Loureago Soares Cardoto de Mello, no de juiz
municipal do Limoeiro, na qualidade de primeiro
supplente.
Bacharel Jos Maris Ribeiro Paraguass, no de
promotor puolico de Pao d'Alho.
Despachos do dia 16 de julho.
Requ*rimtnlo$.
Antonio Gongalves Cirnejro Barros.Nao tem
lugar.
Tenente Antoaio Cardozo Pereira de Mello.
Sellado volte.
Alexandre Rodrgaos de Souzs.Sellado volte.
Alexandre Joaquim Coelho da Silva.Estando
o supplicante ja em liberdade nada ha que de-
ferir.
.Capitao Americo Brasileiro da Costa Ouricury.
Sellado este e o requerimento e documentos
que junto volte.
Bacharel Christovo Xavier Lopes.Havendo o
juiz de paz jurado suspeigao por motivo legar,'
nenhuma providencia resta a tomar por parte
desta presidencia vista da dispostgo do artigo
61 do cdigo do processo criminal combinado com
o aviso.de 2 de setembro de 1833 e 16 de novem-
Montevido, 30 de juoho de 1861.
Pelo Saintonge, noticiei ter-se o governador
de Cordova, D. Flix de la Pena, submettido
autordade do presidente Derqui, e sendo este
um successo de grande importancia pelas suas
consequeneWs pro va veis, creio que nao sera o
lidos sem interesse os pormenores que s no dia
27 chegaram ao nosao conhecimenfo.
No da 13 do corrente apresentou-se o presi-
dente com urna massa de 2,000 homens. pela
maior parte desarmados, s portas da cidade, e
contra toda a espectativa sahio-lhe o governador
Pena ao encontr para protestar-lhe obedi-
encia.
Em virtude disto assumio o presidente o gover-
no da provincia, declarando-a em estado de sitio
chefe de policia D. M.
ia.
Nao parecer muito cohereote com os princi-
pios que devem reger o systema federal este
procedimento do presidente Derqui, mas reflic-
lam os leitores que ha qnarenta e cinco annos
que as nossas repblicas esto dando ao mundo
provas de incuravel loucura.
Isto de um presidente assumir o goveroo de
urna provincia confederada, nomear autoridades
subalternas vista e na presenga do governador
eleito pela legislatura provincial, e nos termos
da constituigo federal, eslava reservado s ao
Dr. Derqui, pois que nem Rosas tena em tal con-
juoctura deixado de salvar as formas.
Em seguida fez circular urna proclamarlo em
que declarava aopovoque o quera por acoberto
de perigos que de fra o ameagavsm.
Entretanto vai-se azedando cada vez mais a
discusso official entre o goveroo geral o da
provincia de Buenos-Ayres, e por todas as
partes nao se peosa seno em preparativos de
guerra.
Entre os muitos documentos que os peridicos
teem publicado lornam-se notaveis as notas que
com dalas de 16 e 17 dirigi o governo de Bue-
nos-Ayres ao mioislro]do ioterior e ao da guerra
e marinha da Repblica, a primeira para decla-
rar que Buenos-Ayres usando do seu direito e
doscoohecendo o que urna cmara reunida em
condices que lhe toroavam nullasasresolugoes,
iBe arrogara para repellir do seio do coogresso os
seus depulados, nao pode preslar-se a fazer
novaa eleicoes em virtude das resolugdes que lhe
foram commuoicadas, nao obstante, como parte
contratante e como provincia federada, ler esta-
do e estar anda disposta a fazer qoanlo lhe fdr
possivel para remover esta difficuldade sem que-
bra da sua digoidade e direito.
A segunda nota limita-se a negar ao goveroo
geral o direito de exigir que Buenos-Ayres nao
mobilise as suas forgas, documento que perfeila-
mente arrozoado urna verdadeira declaraco
de guerra.
O Sr. Mitre termina o seu despacho dzendo
ao ministro da guerra: E sirva-se V. Exc. ae
mesmo lempo fazer saber ao goveroo que obran-
do assim q povo e governo de Buenos Ayres
procede nao s em virtude do seu direito, mas
tambem da necessidade da sua propria conser
vacao sendo tanto mais justificado este proceder,
quanto eslo a vista os barbaros atleotados da
intervengo nacional em San Juan e os escanda-
Ios de que thesouro a provincia de Cordova.
Em consequencia pois desta atlilude reciproca
prepsram-se ambos os lados activamente para
resolvers duvidas no campo da tabalha.
O general Urquiza jase pozem movimento au-
torisado por um decreto do vice-presidente, para
mobilisar as forgas de Entre-Rios, assim como
para organisar o exercito debaixo das suas or-
dens, pela forma que julgar mais adquada, ero
virtude do que dirigio-se a assembla provincial
pedindo que se cooferisse o goveroo da provincia
ae presidente da mesma assembla, D. Manoel
A. Urdinarrain.
Se a submisso ao governador Pena nao en-
contrar resistencia no pove de Cordova, mu
embarazosa se tornar a posigo de Buenos-Ay-
res. Por desgraga existem nesta provincia mui-
tos dos enlenlos de Rosas que pam a marcha do
general Mitre, o qual nao encontra em todos os
homens do seu partido a cooperago enrgica e
efficaz que fra para desejar-se em momentos to
supremos.
Por outra parte forgoso confessar que a pro-
paganda do partido da liberdade nao tem sido
apoiada desde principio como o devra ser com
elementos materiaes de guerra.
Buenos-Ayres nao devia ter hesitado ante
conaiderago alguma para soccorrer S. Juan,
assim como devena ter posto os seus soldados
disposicao do governador Pena logo que soube
que o presidente Derqui se punha em movimen-
to contra Cordova.
Mas se em lugar destes auxilios os homens
de Buenos-Ayres se conteotam com proclama-
res e arligos de gazeta, come estranhar que a
forga bruta esmague com as patas dos cavallos o
direito dos pbvos ?
A nossa raga Hespano-Americana padece de
urna enfermidade radical, qoe a que contribue
para prende-la no circulo vicioso em que incei-
santeroente se mo?e, e esta enfermidade -
mania das theorias.
Se haviim de oppr ao caudilho de chirip
um caudilbo de uniforme quero dizer o general
illustrado e amante da civihsago, proclamo a
necessidade de malar sem distincgu os caudi-
lho, como se a guerra se flzesse com as borlas
dos duu lores.
D'aqui veem nue a provincia de Buenos-Ayrea
se v hoje em condigo de nao poder valer-se
dos seus im mensos elementos por falta de um
caudilho que erraste as massas bitalha decisi-
va que se prepara, e nio ser muito para estra-
nhar que apezar desees elementos presenciemos
oulro resultado oomo o de Cepeda, aeuao succe-
der em Buenos-Ayres ea>;rnaior escala o que
acconteceu em S. Juan.
leador que dissesse que era necessario repor as
nossas relages com o Brasil no estado em que se
achavam antes de 1851, isto rescindir at o
tratado de limites.
Pelo decreto regulamentar desta le foram ha-
bilitadas para a imporiago e exportago as al-
fadegas de Montevideo, Salto. Paisand, Colo-
nia, Moldonado, Mercedes, Nova Palmyra, Arti-
gas, Zacuaremb. Santa Rosa e Cuaremi.
Osarla. 14 e 15 a que nos referimoslimiltam-
se a estabetecer um direito de 4 por ceoto sobre
aimportagio dos productos animaes e sobre o
gado em p que se exportar pelas fronleiras do
Brasil, com o que vem a ficar revogado o tratado
de commercio de 2 de oulubro de 1851.
Assevera-ae que o Sr. encarregado dos nego-
cios do imperto apreientou a esle governo um
ultimtum, exigiodo que se cumpra a promesas
de submetler ao exame do urna commisso mixta
os crditos de subditos brazileiros por prejuizos
originados durante a guerra. E' provavel que
a este ultimtum se responda com inercia, que
a arma com que esto costuraados os nossos
governantes a vencer a mais provada nerseve-
ranga.
De todos os modos nao ha de o Sr. Arrsesela
gostar muito de ter de estrear por assumpto to
serio.
A respeito de um artigo escripto na Repblica
pelo deputado Vasquez Sagaslume, aOlhado de
Urquizs, e de mais a maisEnlre-riano, reclaman-
do a cooperago do governo orintala favor de
seu padrinho, deu o Poeblo signaes de vida es-
crevendo com um pouco mais de desenvoltura do
que tem feilo nestei ltimos lempos. E' verda-
de que depois da perseguigo soffrda pelo seu
principal redactor creou-se urna situago mu
difficil para o partido colorado, que espera sua
restauragao do resultado da questo argentina, e
portento necessario camtnhsr com muilo tino.
A opinio manifestada pelo Dr. Vasquez S-
gaitumeade todo o partido blanco. Noque
difTerem alguns nos meios ae prestar o auxilio
ao general Urquiza. Querem uns que isto se fa-
ga com sigillo, e outros.cpm o Dr. Vasquez, en-
tendem que mais digno assumir francamente
a posigo de alliaio. Como quer que seja, io-
clino-me a pensar que nao evitaremos as com-
plicagdes para a banda oriental.
A' ultima hora. Assegura-me um passageiro
chegado de Buenos-Ayres, que o general Mitre
enrouD. Ambrosio Lezica em commuso junto
do general Urquiza, para combinar os meios de
evitara guerra civil. Nao garanto a noticia;
comtudodo que nao duvido que a influencia
dos earrtaudo procure dar aos negocios esuou
outro caminbo parecido, com io que teremos se-
gunda edigo na comedia que obrigaram a re-
presentar o Dr. Alsina.
[Jornal do Commercio do Rio).
L-se no Moniteur:
melteu ao imperador a seguinte declarago,
que S. M. se diguou approvar:
Declarago.
S. M. o imperador dos fraocezes, tomando
em considerado o estado de paz que existe en-
tre a Franga e os Estados-Unidos ds America,
resolveu urna atricla neutralidade na lucia em-
pentada entre o governo da Uoio e os Estados
que prelendem formar urna
culir.
Em
Na cmara dos coromuns foi apreseotado ulli-
D081men.le o seguinte despacho de lord Jonh Rua-
sen, dirigido aos lords do almirantado brtan-
nico :
Ministerio dos negocios eslrangeiros I." de iu-
nbo de 1861.
Mylord. O governo de S. M. como sa-
bis, deseja observr a mais estricta neutralida-
de na questao que consta estar imminente entre
os Estados-Unidos, c os chamados estados con-
federados do norte da America ; e tendo em vis-
ta levar mais electivamente a effeito esse pritPi
cipio, propoz que s prohibisse aos navios arma-
dos e tambem particulares de ambas as partes,
le vare m presas feitas por elles para os portos,
bahas ou aguas do Reino-Uoido, e de.qualquer
colonia ou possesso de Sua Mageslade.
Devo por conseguate fazer-vos saber, que a
rainha se dignou determinar, que na conformi-
dade dos principios assim manifestados, se expe-
dissem ordens a todas as authoridades do Reino-
Unido, e s authoridades navaes de S. M., e ou-
tras estabelecidas no Reino-Unido, para seu go-
verno as circumstancias actuaes. Tendo etc.
v Assignado, J. Ruisell.
ota. Despachos idnticos foram dirigidos
aos secretarios d'eslado da India, guerra e colo-
nias,
Aos lords commissarios de Almirantado.
(Jornal do Commercio, de Lisboa.')
INTERIOR.
coa federa cao parti-
Em consequencia d'iaso, S. M. visto o arti-
go 14 da ordenaoga de marinha do mez de agos-
ide 1861, arll, 3-* ds lei de 1 de bril de
1825, os aitigos 84 e 85 do cdigo penal, 65 e
seauintes do decreto de 24 de margo de 1852,
313 e seguintes do cdigo penal martimo, e ar-
tigo 21 do cdigo Napoleo.
Declara :
1. Nao ser permittido a navio algum de
guerra ou corsario de qualquer dos belligerantes
entrar e permanecer com presas nos nossos por-
tos ou bahas mais de viole e quatro horas, sal-
vo o caso de arribada toreada;
a 2.o Nos ditos portos ou bahas nao poder
ter lugar venda alguma de objectos provenientes
de presas;
o 3. E' prohibido a qualquer .francez acceitar
commisso de urna das duas partes para armar
navios em guerra, ou acceitar cartas de marca,
afim de fazer uro curso martimo, ou para con-
correr de urna maneira qualquer para o equipa-
mento ou armamento de um navio de guerra ou
corsario de urna das duas partes ;
4. E" igualmente prohibido a qualquer
francez, residente em Franga ou no eslraogeiro,
alistar-se ou entrar no servigo, quer seja a bor-
do de navios de guerra ou de corsarios de um
ou outro dos belligerantes ;
5. Os francezes residentes em Franga ou no
estrangeiro deverio abster-se igualmente de
qualquer fado que, sendo commettido em viola-
g8o das leis do imperio e do direito das gentes,
posia ser considerado como um acto hostil a
urna das duas parles, e contrario neutralidade
que temos reaolvido observar.
Os contraventores daa prohibieres e recom-
mendacoes que se contm na presente declara-
cao s*ro perseguidos, se hoaver motivo, con-
forme as disposigoes da lei de 10 de abril de
1825 e artigos 84 e 85 do cdigo penal, sem pre-
juiso da applicago que possa lazer-se aos ditos
contravenctores das disposigoes do artigo 21 do
cdigo Napoleo e dos artigos 15 e seguiote do
decreto de 24 de margo de 1852 sobre a marinha
mercante, 313 e seguintes do cdigo penal para
o exercito de mar.
< S. M. declara tambem que todo o francez
que se nao cooformar as presentes prescripces,
nao poder pretender proteegio alguna do seu
governo contra os actos ou medidas, quaeiquer
que sejam, que os belligerantes poseam exercer
ou decretar.
IVapoeoo.
O ministro dos negocios estraogeiros
i c El Thouvenel,
RIO DE JWE1RO
SENADO.
SESSAO DE 27 DE MAIO.
Presidencia do Sr. visconde de Abael.
e ancioso
mais apro-
Deroais, o qne significara essas difficulda-desen-
contradas em orgaoisar ministerios conservadores
puros? Convidou-se nm dos chefes deste patrido-
para orgaoisar o ministerio ; declinou e recsen-
se. Convidou-se outro ; fez o mesmo, e, para
suavisar a negativa, disse que achava-se en-
fermo I
E ae lhe for permittido deserever a physiono-
mia do nosso paiz, ver-se-ba quanto sao ajusta-
das as observacoes a respeito da liga. Julgou
porm, to melindroso esle objecto que nao quiz'
confiar sostente na sua memoria, e trouxe por
escnplo essa descripgo Feico do paiz. Si-
multneamente liberal acautelado e conservador
com criterio, er que suas instituigoes polticas
sao boas no seu Todo, e por Isso oppe-se a qual-
quer mudanga ou reforma de prima importancia
ou varredoura magnilude ; mas nenhuma adheso
pronunciada tem s disposigoes por menor de
suas leis. Esi prompto a alterar tudo o que se
proyar que necessita de alterago,
aceitar o substituto que se julgar
priado, o
Assim, se a physionomia do paiz liberal acau-
telada e conservadora com aiscripgo, o partido-
da liga o partido nacional. E devemos lisou-
gear-nos, porque esta tambem a feigo polti-
ca de um dos paizes typo do systema representa-
tivo e dos mais adiaotados na carreira da civili-
sago.
As palavras que o orador acaba de proferir leu-
as em urna das folhas hebdomadarias mais serias
e graves da Inglaterra. E' essa folha que diz o-
que o orador expoz ao senado ; declara ser essa
a pnysiooomia poltica do povo inglez, e aceres-
cenia que hoje nem os Derbys nem os Disraelli
podero mais goveroar a Inglaterra.
Se nao fosse a grande repugnancia que o ora-
dor tem sempre tido, que congenita com elle,
filha completamente de seu carcter, de alistar-se
em partidos, de certo se alistava no partido da
liga. E' a coociliago dos principios : uns ca-
mioham para os ouiros, e onde' se encontraram
ahi ficaram.
Faz pois votos para que esse partido prospere,
e, o que vai admirar o senado, faz egualmente
votos para que o partido conservador puro conti-
nu com vjgor e energa, porque o nico meio
da purificar e reforgar aquelle. Os protestantes
sao os melhores censores do catholicismo. To-
dos os viajantes que tem visitado a Inglaterra di-
zem que all onde a ortbodoxia ebriata melbor
existe.
E por ventura nao sabido que um dos mem-
. As 10 horas e 55 minutos da manha o Sr.
presidente abre s sesso estando presentes 33
senhores senadores.
Lida a acta da anterior, approvada.
O Sr. 1. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
E' lida a carta imperial que noma senador pe-
la provincia de Sergipe o Sr. bario de Maroim.
A commisso de constituigo.
Um aviso.do ministerio da marinha, satisfazen-
do a requisigao feita pelo senado em 15 do cor-
rente acerca do cirurglo Joaquim Jos Alves de
Albuquerque, encarregado da enfermara da pro-
vincia de Pernambuco. A' quem fez a requisi-- Dr09 do directorio da liga foi convidado para a-
58- "r parte deste ministerio ? nao isto publico ?
O Sr. 2* Secretario l o seguinte parecer: De certo que Duas cousas podiam s dar lu-
A mesa, ten lo lomado em coosiderago as'8ar a esle convite : ou porque o Sr. presidente do
Bformages do official maior da secretaria do se-' conselho entenda poder arrancar daquelle chefe
nado em que refere que dos seis officiaes meno-! da li8a medidas contrarias ao seu partido e aos
res marcados no regiment existem actualmente 8eus P'inc'Pios para o tornar conservador puro,,
cinco, e alguns delles por sua idade e molestias ou. VOjqae o ministerio actual nao tem outros
em estado de nao poderem comparecer ao traba- Procioios seno os principios da liga, isto con-
lbo com a necessaria assiduidade, resultando dia-' sidera-ae liberal acautelado e conservador com,
to algum atrazo no servigo da secretaria, reco- criterio. Qual das duas proposigdes exacta? A
ndo em consequencia ser preciso :1", que Pr'ni.e'ra o admisiivel.
seja restaurado o lugar que por fallecimento do
official da secretaria Caetano Jos Barboza do
Canto Brum deixou de ser prvido por delibera- I
gao do senado ; e 2% que o official Aodr Auto. !
nio de Araujo Lima, atacado ha annos de ceguei-1
ra, e por isso imposibilitado de serrir, seja subs-
tituido; oe parecer que se suppra a falta dos '
O Sr. Souza Ramos:E" possivel saber-se quem
esse chefe ?
O Sr. Visconde de Jequitinhonba :Possi-
vel .
O Sr. Souza Ramos:E V. Exc. nao pode di-
zer quem .
O Sr. Visconde de Jequitinhonha : Urna ves
Isto claro.
dous mencionados officiaes nomeando-se oulros que Da0 di8 porque o posso.
dous. E visto que nao ha anda disposigo legis- (R'adas)-
lativa que determine e regule a aposentago dos Aotes de. P"sar outra parte do seu discurso
empregados do senado, tambem a mesa de pa- deve"a o orador fazer a sua profisso de f.
recer que ao official Andr Antonio de Araujo Recorda-se que, subindoao poder um certo mi-
Lima, imposibilitado de servir, se abone nao n8lerio, foi interrogado sobre qual seria o seu
obstante o seu ordenado, a aotiga gralificago que comporlamento no senado em relagao nova ad-
Ihe estava estabelecida antes da resolugo do se- >''8trago. Respondeu com promptidao: Nu-
nado de 23 de junho de 1853, convindo ter-se lro os melhores sentimentos a respeito dos mem-
em coosiderago, ao menos por equidade, seus Dros do gabinete, respeilo-os como estadistas,
longos e uteis servigos, e Picando assim deferidos 8mo a a,6uos como amigos e amo como costumo
os dous requerimeotos desse empregado, um ?mar Moceramente. Enlo ? ia dzendo o que
apreseotado na sesso passada, sobre que a mesa interroga va Nao, ioterrompeu o orador, teohr>
j deu parecer, e o outro na presente. emitlido opinies a respeito de slgumas leis que
a Pelo que pertence ao modo de proceder a "* promulgadas : tenho feito exigoncias sobre
estas nomeagoes, posto que o art. 102 do regula- a necessidade de reforma de algumas ouiras de
meato determine que a votago sobre eleigoes de nossas leis, tenho-me opposto at certo ponto s
pessoas seja secreta e por escrutinio, e posto que medidas econmicas ltimamente adoptadas. Nao
o actual official maior da secretaria fosse nomea- P09S0 Pis retratar-me de miohas opinies; mas.
do por esta forma, sendo comtudo certo q
ultimas nomeiges de empregados da casa foram
feitas sobre proposta da mesa, approvadas por vo-
lagao symbolica, na forma do art. 101 do msroo
regiment ; a mesa, cooformaodo-se coro esle
methodo ltimamente seguido, no qual julga res-
peitar a verdadeira intelligencis dada pelo senado
s disposigoes do seu regiment ; tem a honra de
propOr para os dous lugares de officiaes da secre-
taria os Drs. Pedro Amonio de Oliveira e Fran-
cuco de Aasis Negreiros Castro.
Pago do senado, 25 de maio de 1861.Vis-
conde de Abaet, presidente.Manoel dos Santos
Martins Vallssques, Io secretario.Jos Martins
da Cruz Jobim, 2o secretario. Frederico de Al-
meida e Albuquerque, 4o secretario.
Fica sobre a mesa.
Submettida volago, por ter flcado encerrada
na ultima sesso em I discusso, a proposigo
da cmara dos deputados autonsando o governo
?_ara-_?*n,,ar aDr'r Pfaga de aspirante a guarda-
postas de parte estas reservas, apoio tanto quanto
possivel o gabinete.
Pensando assim, j v que o orador nao to-
feliz com o Sr. es-presidente do cooselbo. que
declarou apoiar o actual ministro sem reserva al-
guma, e anda mesmo no caso de se oppor s
medidas emanadas do gabinete a que presidio.
Nao pode pela sua parte afisngar um apoio tal &
administrago actual ; e quanto ao Sr. ex-presi-
dente do conselho, pede a Dos que lhe d tor-
gas para cumprir a promessa que fez, e nos termos
em que a fez.
Passaodo a examinar o modo porque o Sr. mi-
nistro do commercio, agricultura e obras publicas
encarou a situago do paiz, diz que S. Exc. con-
siderou-a no estado o mais desagradavel que
possivel. Com effeito, conforme o nobre ministro
o disse. e vio-se dos relatorios ltimamente apo-
sentados, eis o estado em que o paiz se v Te-
mos um dficit grande, urna divida flucluante de>
12,000:0005, emprestimo a remir no anno que
marinha a Jos Ignacio Borges Machado appro- Teni decrescimento de produgo por falta,de bra-
vada ; e entrando logo em 2, passa 3a. 50t intemperie das estages e enfermidade que
Enlra em 2* discussSo o projecto de resposta 'avra D0S nossos caf ; nao teremos at dentro
, de pouco tempo nem agua para beber, ou preci-
falla do throno.
9 Sr- visconde de Jequitinhonba declara que
vai fallar sem espoolaneidade, e que o faz para
que o ministerio actual nao possa dirgir-lhe a j
mesma ceosura que o anno passado lhe dirigi o !
Sr. ex-presideote do conselho exprobando-o por
sareraos gastar, para te-la, de 8,000 000X300 a
9,000:000$, o que parece impossivel na actuali-
dade.
Merece seria reflexao o espado do paiz, a ser
exacta esta parte do discurso do Sr. ministro ; e-
no ter fallado seno no fim da sesso. A sua si- cumpria que fosse acompaohado das medidas que
tuago a esto respeito presentemente tanto peior B0'6 JulB inispensaveis para occorrer a
quanto o anno passado foja accommellido de do- semelhante calaclysma.
lorosa e longa enfermidade que o privou de te-
mar parte nos trabalhos do senado at ao mez de
agosto. Ora, se o ministerio actual flzesse ao ora-
dor a mesma censura que lhe fez o Sr. ex-pre-
sideote do conselho, o que respondera, que
coarctada dara em sua defeza? Nenhuma.
Vai portanto filiar, e seguir no seu discurso s
Talla do throno Comega esta dizeodo : a A tran-
quillidade publica nao tem sido alterada. Gragas
Divina Providencia, a coofianga inspirada pela
boa iottole dos nossos concidados e por sua ad-
heso s ioslituiges nacionaes oo se desmen-
tir", prevaleceodo, mesmo durante a luta das opi-
nies eropenhadss no pleito eleitoral, osinteres-
ses da ordem publica.
E' verdide o quo diz a talla do throno. Co-
nhece-se em geral e avalia-se a tranquillidade de
um piiz pelos seus partidos. Actualmente s
existem dous partidos,o conservador poro e o
da liga.
O conservador puro tem as maiores tendencias
para a orden, sacrificar lalvez a liberdade ma-
nutengo da ordem. Deste partido portanto nada
se pode recelar para a tranquillidade publica.
O partido da liga composto de conservadores
moderados e deliberaos; unsrefreiam os oulros,
e servem portanto de correctivo a quaeaquer ex-
cusaos ou exageragdes. Tendo por chefe como
tem um estadista ,nolivel pela aua ldade e que
muitis vezes se tem sentado nos conselhos da
cora por ser seaador, conselheiro de estado, e
sobre tudo tendo j dirigido as redeas supremas
da alta administrago como regente do imperio,
o maior fiador que pode ter esse partido peran-
* te a nacao. T
Entretanto, nos relatorios, alm de indicar se r>
augmento de ordenados dos officiaes da nova se-
cretaria do ministerio do commercio, agricultura
e obras publicas ; e do augmento dos vencimen-
tos dos magistrados, sem se especificar-se da alta
magistratura ou ae da secundaria, nao vio a poe-
tada nenhuma medida pele ministerio.
Pode ser que a sua acanhada intelligencia nao
descobrisse dos relatorios as medidas iniciadas
para combater-se to grave situago, porm o-
discurso do nobre ministro tambem nao adiantou
mais nada.
Tratando-se da maneira de vencer o dficit,
disse S. Exc. que nada de empreslimos, nem da
novos imposlos, acrescentandoque ha poucacou
si em que fazer economas. %
Ora, o Sr. ex-presidenle do conselho, refe-
rindo-se ao nobre senador pelo Para e ao que S.
Exc. disse a respeito de corlea que possivel fa-
zer as despezas publicas, exigi que essa nobre
senador declasse quaeseram as dospezas que po-
diam ser reduzidas, quaes is economas que de-
via.m ser feitas, censurando o por nao ter proce-
dido assim.
Mas veja o senado como aa cousas crrete. O
mesmo nobre ex-presideote do conselho, impug-
nando a roanifestaco que o Sr. ministro fez con-
tri os novos imposlos, e aecusaado-o de recuar
diante da propaganda, esqueceu-se todava de in-
culcar quaes erara esaea novos imposlos que
considera o nico meio de sanar o estado do the-
souro.
Se anda ha tres mezes o nobre sanador pela
Baha era ministro da fazenda, nao pode allegar
falta de dados, era de sea rigoroso de ver deca-
^ .


.*Um.
tU.
2
_
MARIO DB VBBI1HBUQ0. i- SEXTA FEIRA l DI JLHO 1 lMl.
?** !!f
Tar quaes sao esses novos imposto <^ueevem t i nistros nada iniciam para que aa ponha lermo a
lanzados, para evJLar-se pecba jne fugir disnte esto estado de desmantelamonto da adminis-
trgio.
Os Srs. ministros nao Indlcam tambero quaes
oa propaganda. Fugir dianta da'proaaojaoda e
uta paiz sobrecarregado de impostas, onde s fai
U aepovo ter de pagar o ar que reapra I...
os'metas de salvar o paiz da critica situago eco-
Niognem melhor do que ojgoverno dte saber nomica em que o descrere.
em que se pode economisar"; e desgranado do
paiz onde seta necessaiio a o parlamento estar a
diaer aoa ministros deveis econooiisar tolo e
aovillo para que se-posta fazer tguma eco-
noma.
Nao diz porm o governo de que meios se ba
4e lanzar alo para salvar o paiz do cataclysma
qme os Srs. ministros eoxergam e descrevem. E
a cobres ex- ministros, que deixarao. a siluaco
m tal p, que mereceram de seussuccessoreslai
panegyrico. calados 1 Dio tratam de mostrar que
a situago figurada nao verdadeira, ou de ex por
as causas que os obrigaram a deixar aa causas
neste estado, se certa a pintura que se faz da
situago 1
O mibre ex-presideote do consellio dectora que
di apoio sem reserva, O nobre ex-ministro dos
fegocios estrangeiros s trotea de explicar a sa-
bida do gabinete, e deixou sem contestado a pin-
tura lgubre feita pelo Sr. ministro do commer-
cio. agricultura e obras publicas. Ha de ser -
orador quem defenda a administrado passada a
-jupoi ha de mostrar que a situaco nao aquel-
la ? ou que se c, nao tem culpa disso a passada
adnnoistraco ? Limitar-se-ha e senado discus-
oes eleitoraes ? E? esta a *ua tarefa 1 E os Srs.
-ministros calam-se 1 Cootentam-se com a in-
dicaco perluncioria das causas da siluaco, feita
pelo Sr. ministro do commercio quando diz que
o a oimiuuigao da receila da producc.au e o
ugmeolo da despeza ? verdade que tem ha vi-
Jo grande diminuicao de receita ? e se a tem ha-
vido, poderia ella dar origem so cataclysma an-
nuociado ? Nada disto se discuta.
Que despeza augmenlou e a receita diminuio
oacto sabido. Mas porquj razio ? Quem tem
culpa disso ? o corpo legislativo ? Diga-o o
dobro ministro ; diga tambero se o poder ejecu-
tivo ato tem coocorrido para esse estado de
couss.
Quaes as medidas propostas para conjurar os
males da situado "?' este o cardo-rei da queslao,
isto o que cumpre examinar no parlamento,
o vardadeiro objeito da discusso da resposta
falla do ihrouo. Entretanto os nobres ex-minis-
troscalam-se, os actuaes nada dizem, e deve se
Reconheco o orador que o estado (loanceiro
grave, mas para isto descobre um remedio pri-
meiro que neobuea outro E' que o ministerio
actual procure antes de ludo facer desapparecer
o terror pnico de que est possuido o coanmer-
cio o a industria, sobreludo agrcola, com rela-
gio rigorosa execugio das medidas votadas o
anno paasado. E' esse terror pnico que tem
asustado os capitaes, que tem ambaracarto ludo,
oue tem posto tudo em lorpor. E' pois iods-
pensavel que partarn dos nobres ministros acto
que proven que o seu desojo proteger a lber
dado do capital. Se o commercio, a industria,,
a praga se convencerem de que o espirito dojja-
binelo -actual 4 este, o paiz se ver dentro em
pouco desassombrado. O crdito melindroso,
e nos vivemos de crdito.
Sim, vivemes de crdito, e por isto que oa
capitaes que pudermos ir formando cumpre que
sejam religiosamente conservados, nao devem
ser destruidos. Auxilie-se pois o crdito, d-
se-lhe librdade, mas bem entendida, no meio
termo, entre os dous excessos oppostos do urna
restricgao completa ou de um lberdade sem li-
mites, pois est convencido que a escola que
nao quer a restricco condemnna ambos os ex-
cessos.
No intuito de melhorar-so a nosss situago fi-
oinceira fallou-se em crear noves impostos.
Mas por ventura deve-se intentar isto sem que
se reforme o systema de nossos impostos? Pen-
as que nao.
O anno passado j o orador disse ao senado
que os nossos ministros da fazenda tenn sido
ministros do thesouro e nao mnislros das Guan-
eas. Coramelle.u tal temeridade porque, exami-
nando o estado de nossas instiluicoes, achou
que, em consequencia da falta de systema, a
maior parte de nossas imposigoes sao desiguaes,
nao so hnrmonisam, offendem a produego, en-
torpecem a industria c o commercio, e embara-
gam a formagao de capitaes.
Ento julgou que era de seu dever declarar
isto no senado, a ver se esUmulava os nossos es-
tadistas.* Este anno nao dir o mesmo ao actual
ministerio, esperar o que elle entender dever
nosss reforma judiciaria ? Pois este um des ob- augmentados-os ordenados dos officiaes e empre-
jectos mais discutidos no espirito publico. A gados da nova secretaria de estado, sendo equi-
modiicagao fcil e ha de ser bem receida. Re- parados aoa des oulras secretarias,
fero-se creagao do ministerio publico : qoctoa- O Sr. bario de Cotigipe :Porque nao se
o paiz da impunidade dos criminosos,, queixa-#e qurpataun eueixando ? Quer-se s equiparar ele-
o governo do augmento dos crimes ; > unteo -wad I >
meio de dar remedio a isto organisar o nrlail- 0"Sr.visc*odo de Jequitinbooba nao acba de
terio publico. rigorosa lgica a concluso do Sr. ministro : os
E noto-so que esta reforma ba de aeavir de eroprtgados da aua secretista podem nao estar
basa, hade habilitar o governo e as cmaras para
se oceuparem com vanlagem de qualquer outra
!|ue d futuro e com maduro esame convenba
zer-ae.
J ee v que nao quer reformas precipitadas,
quer ir pouco e pouco : mas tamben nao quer
que se abandone totalmente a legislarlo, como
est abandonada, sem retoca-la. Pod'er o go-
verno marchar com tal torpor ? Pensa que nao.
Isto nao opposicao, desejo de ver o paiz
prosperar, desejo de conseguir melhoramenlos
na nosifl admiaiilracao, principalmente em um" ai o deve ter lugar o .equipa-amento -dos venci-
esperar urna sesso estril que accumule os ma- fazer sobre este gravissimo assumplo, posto que
les sentidos pelo paiz e que traga todas as funes- [ pelos relatorios deve concluir que o ministerio
us consequenciss que soem acompanhar situaco i quer limilar-se execucao fiel das leis que pas-
xo critica. I sarao na sessao de 1860.
O orador poderia lembrar aos nobres ministros O Sr. ministro da fazenda nem ao menos pro-
algumas economas. Mas ser isto sufcieiite? melle mandar proceder a estados que sejam pre-
dever-se-ha parar nisto ? Assim mesmo lerobra-
r algumas mais adianto.
Ditera os nobres ministros que necessario
descentralizar os governos provinciaes? estuda-
ram SS. EEx. bem esta materia ? ou seguem a tal
resperto a propaganda de que fallou, com relacao
aos novos impostos, o Sr. ex-presidenle do con-
selho? E' com a relaxando da autoridade provin-
cial que se poder dar commercio e industria ao
paiz, procurar-lhe a formago dos capitaes de
que precisa para realisar a sua prospeiilade?
Sabem os Srs. ministros quaes sao os queixumes
das provincias sobre este ascumpto?
A proposito, recorda-se de um projecto offe-
recido ba lempos na outra cmara pelo actual Sr.
ministro dos negucios do imperio. S. Ex. acre-
ditou que esse projetlo era urna panacea, mas o
orador uo descobre oelle vantagem alguma, an-
tes desconheccu o Sr. Saraiva. Ora, ser com
esse projecto que se ha de augmentar a prodc-
elo e promover a prosperidade do paiz ? Ninguem
o dir.
Nao comprehende o que est presenciando
Parece que os nossos ministros nao estudam as
necessidades publicas ; parece que o governo nao
se importa com os negocios do paiz, que os tem
Abandonado ao seu destino, qualquer que elle
seja 1 O orador nao tem ao seu dispor a copia de
factos, de dados, de que esto de posse os senho-
res que tem sido e sao ministros, para que possa
avallar ellescrever bem a situaco ; comludo v
mais do que os Srs. ministros. Qual a conclu-
sas? Parece ser que nao estudam, e que avan-
cam proposices que fazem mais mal do que bem
ao paiz. Sent ter de exprimir-se assim, mas
nev dizer a verdade : para isso que senador,
pira isso que vitalicio.
A nossa siluaco provincial depende mais do
modo como funecionam as assemblas provinciaes
do que dos presidentes ; o remedio est na ver-
dadeira iuteihgencia que se deve dar a mullos
artigo: do acto addiiional relativos ao direilo de
legislar e de crear renda.
' immensa a confuso que reina sobre esses
objoctos. Os presidentes nao podem ter a forca
moral de que necessitam pata bem fuuccionar;
as assemblas provinciaes os desvirtuara por ac-
tos legislativos, nao movidas de m f, mas por-
que o aclo addicional nao claro. E' portanto
jndispensavel que elle seja interpretado, que se
d e seu verdadeiro sentido.
Mas isto nao se faz. O governo imperial mos-
lra-se sem forca para resolver a suspensao das
leis inconslitucionses feitas pelas assemblas pro-
vinciaes, conaerra-se atado, contenta-se em su-
jeilt-las assembla geral; esta nao d nenhu-
mi soluco s dundas existentes e que trazem
em confuso a administraco provincial, compli
cando omitas vezes e tracendo graves embarazos
adroinislrago geral. Eis o nosso estado.
A consequencia qual ? E' o triste estado fi-
naoceiro das provincias. Nao ha urna s que
rao esleja empenhada. Para ver se sahem des-
ses embaracos, as assemblas provinciaes nao
procuram saber, as imposicoes que lancam, se
affectam a produego dos capitaes, se malaro a
sua fonte. Lembra-se que na Bahia fizeram-se
o anno passado as maiores extravagancias, cora-
metterain-se erros crassissimos. Assim tm pra-
licado quasi todas as oulras assemblas provin-
ciaes.
O Sr. baro de Cotigipe :A culpa limbem
dos presidentes. (Apoiados.)
O Sr. viscoode de Albuquerqoe :E dos minis-
tros, nao ?
O Sr. visconde de Jequilinhonha emende que
o aparte do nobre senador pela Bahia nao pode
pasaar sera reparo. Pcrgunta-lbe se enteode S.
Ex. que os presidentes, achando-se sem accao
alguma, devem comtudo eatabelecer um conflic-
to constante com as assemblas provinciaes. Pen-
aa que nao : de taes conflictos haviam nascer
maiores ,desordens e seguir-se maiores difficul-
dades. Eolo de dous males o menor ; e at
certa ponto impossivel deixar de desculpar os
presidentes por nao quererem estabelecer conflic-
tos, por appellarem para o governo geral. Se o
ministerio nao se anima a suspender a execucao
de leis contrarias coostituico, excedentes dos
direilos que tm as assemblas provinciaes; se
se contenta de chamar para ellas a altencjto da
assembla geral, como ho de os presidentes das
provincias ser mais enrgicos?
At actos diplomticos, Iratados, tm sido vio-
lados por algumas assemblas provinciaes, sem
que o governo imperial mandasse ainda suspen-
der taes leis, iem#que os presidentes de provin-
cia separassem das leis de orcamenlo, por occa-
sio de sancciona-las, quaesquer dlsposices of-
iensivas do acto addicional. E quando as Cou-
sas esto nesie p que o governo se lembra de
clamar.t Vamos deseen t ral isa r a administra-
cao das provincias I >
J ponderou que o governo remette rssem-
bla geral todo qoanio as assemblas provin-
ciaes fazem de menos legal ; mas o que prope
elle para por-se cobro a este estado de cousas?'
Nada. Ora, este, sem devida alguma, um dos
casos em que a iniciativa do governo mais
conveniente ou quasi indispensavel, porque
quem possue todos os factos. Que inaeco pois
esta ? Nao bastar isto par dar lugar a que
ce repila a que j se tem dita (nao que o orador
pense assim), que o ministerio meio de vida,
que os ministros nao querem crear confliclos
com aa cmaras legislativas, e por isso receiam
offerecer propostas, ainda mesmo sobre os objec-
tos mais urgentes?.
O orador tem-se demorado talvez de mais so-
bre esta tpico, mas nio sabe que nada devessa
merecer mais a aitouco do governo e des cama -
ras do qne semelbanle materia.
liuitos teem acreditado que o acto addicional
fai urna no vid de para o paiz, quando alias o sen
artigo 1.a declara que o Oro daquella lei nao era
enao dilatar mais o direito que o art. 71 da
cooatituico d a todo o eidado de iutorvir nos
negocios da sua provincia. E apezar de oue o
art. lt do mesmo acto addicional declare ox-
preuameoto qne as assemblas provinciaes nao
podem ato modo alguna legislar sobre oniectos
o eotaprehendiaos os arto. 10 e ti, o gover-
no aa cantaras eonseotan- qne a togislaeie pro-
vincial v-se avolumsnuo com leis excedentes
4u atfriboisoof dii assemblas; e os Srs. Bi-
no caso de ter equiparados nos das oulras, podem
ter menos t rabal bo do que esses ; de pois sao
aprendizes (porque a secretaria tai oteada ba dias)
e nao teem direito a venctmeolos iguaes aos que
percebem os patriarchas do servico.
A verdade que a situadlo nao admitto tal
augmenta de vencimentoa, sobreludo olvidando o
Sr. ministro urna couss, que os regulamentos
das secretarias de estado ainda nao lorio appro-
vados. Espere S. Ex. que se trate da approvacio
de taes regulamentos, a enlo ver se deve e co-
sentes ao corpo legislativo. Ser por considerar
s materia de lana caprina ? ou por pensar que
ella comporto medidas escripias sobre a peroa,
sem grande meditaco e exame? Nao sabe o
Sr. ministro da fazendi que urna das-imposicoes
creadas ao anno passado anda nao pode ser co-
brada por falta de estados, por falta de dados
para dar-se o regulamento exigido para execu-
cao da lei ?
Se isto acontece com um dos impostos creados
0 anno passado, poder o Sr. ministro da fazen-
da desconhecer que para tocar-se no systema de
impostos, para estabelecer novos tributos, sao
necessarios grandes estudos ? Entretanto nao ae
faz a este respeito nem ao menos urna promes-
sa, nao se d nenhuma esperanza I
Dir com franqueza que tambem Ihc parece
que sobre esta materia nada se poder fazer de
bom se nao se obliver o eoncurso da liga. Est
pois to longo de desconhecer a ulilidade da li-
ga que at se lerabra della como nico meio de
coosegui:-se cousa aproveitavel a respeito de fi-
nancas.
Se todos os pralicos em materia to espinbosa
se ligassem, pondo de parte um pouco de sa'S
prevenges, da tenacidade de suas opinies,
quasi se pode asseverar que se obteri o mximo
a aue se poderia aitingir, allendendo aos poucos
recursos de que anda dispomos quanto a dados
estatisticos; o que nao admira porque paizes
muilo mais aiiantados do que nos ainda se quei-
xam de insufuciencia desees dados para a reso-
luco das quesles que devem assentar nelles.
Ora, se temos grande carencia de dados esta-
tisticos,uo se poderiaalcaugar tudo; maiso nica
meio de obter cousa importante sobre este objec-
to era a fuso que expz. Liguem-se todos os
homens financeiros do nosso paiz.e crr o orador
que se conseguir urna reforma rasoavel do nos-
so systema de flnangas.
Mas v que o ministerio nose prepara para urna
reforma tal, que nao pode ser feita do da para a
noite. Pretentero os Srs. ministros aguardar
em segredo as suas lucubragdes, como uso enlre
1 nos ? tenciooaro encerra-las no gabinete, oo
expo-las so publico? Se assim como pode-
vam alcangar o apoio do paiz ? como podero es-
perar que elle soffra com resignago a posigo
critica em que se v, sem nem ao menos dsr-lhe
um raio deesperanga, nem ao menos dizer-lhe o
governo esperai, estamos estudaodo os meios
de fazer frente a siluagao ? Guardar semelhan-
le silencio at urna iniquidade, porque importa
o mesmo que negar ao afflicto a nica esperan-
ce que o pode confortar.
Mas se o ministerio nao tem em mente tal tra-
m j bslho, ento nao poder durar. Os acontecimen-
tos ho de precipitar-se e cahir de roldo sobre
o ministerio, e quem sabo se tambem sobre o
paiz !
Nao a poltica que nos incommoda. J nao
se trata de principios abstractos de poltica : que
engendra a opposigo que exista sao as nossas
difliculdades econmicas. Melhora-las dever
da adaiinistrago. Dar esperangasdesse melho-
ramenlo, mostrar que se estudam os meios de
obete-Io, urna consolaso que o povo espera do
ministerio.
Dir que a nomeago do Sr. cooselheiro Pra-
nnos para a pasta da fazenda foi recebida com
agrado. Porque ? Porque nao era Grego nem
Troyano ; isto em materia de flnangas nao es-
lava eucadeado a ideas exclusivas quo tivesse
sustentado Illustrado, traDalhador, amigo de glo-
ria, dava esperamos "de corrigir os erros das ad-
miDistracoes passadas, e de preparar o porvir li-
songeiro do paiz. Se tal conceilo se vier a des-
vanecer, o que quer o Sr. ministro que llie diga
o orador ? que ha de dorar ? Isto nao depende do
orador ? nem das cmaras, depende do paiz.. e
melhor seria que dependesse s das cmaras. A
prophecia severa, mas declara ao senado que
muilo deseja que o propheta minta.
Depois de ter tocado no estado flnancial do
paiz nao pode^ deixar de tomar em considerago
urna proposigo do nobre ministro do commer-
cio, agricultura e obras publicas, quando avan-
gouquenoera conveniente ques* revogasseeste
anuo a legislago promulgada na sesso passada.
Nao sabe porque. Desde que urna legislago pre-
cisa reconheeidamente de alterages, de modifi-
cages, nao v porque deva ser maotida em toda
a sus plenitude s porque foi decretada no anuo
antecedente.
Nao quer dizer com isto que ella seja no todo
revogada, nio ; esta a sua opioio, posto que
nao vIou por ella, nem a iniciaria se estivesse
no ministerio : mas por que nao ha de ser mo-
dificada naquillo queja se reconheco que m?
para que esperar mais?
Na opioio do orador a lei onica de que o nos-
so commercio precisa nao urna lei bancaria,
urna lei de bancarotas. Poi o que se fez em In-
glaterra quando se quiz proteger o commercio e
s industria.
Mas l, quando se quer coohecer quaes sao as
necessidades reaes do paiz em um objecto desta
ordem, prepara-se tudo, esluda-se a materia,
coosulta-se opioio, e depois de tudo isso
feita que o governo offerece suas propostas. Mas
aqui tudo se faz de emboscada. O ministerio
eala-se, combina no gabinete, debalxo de segre-
do inviolavel, e se ouve alguem naturalmente
os que seguem as suas crengas.
Depois espreita-se o meio mais fcil de fazer
passar urna lei destas com pauca diacusso. por
exemplo propondo-so como emenda a um projec
to antiqurio, e eolo coasegue-ie que seja ap-
provada com ama discussos. Porm ainda as*
sim pode ser moit de batida..ob I neste caso ro-
Iha. Encadeada a liogua dos que esto habilita
dos para fazer algumas objeccaes, adoptado o
projecto no senado com urna s discusso. Vai
para a outra cmara onde tambem se discuto como
ramo da importancia do nesso direito criminal.
Fallou-se tambem na panacea da lei hypoteca-
ria. Tem-se dito que, sem se regular o crdito
hypolhecaro, neo poder a agricultura prospe-
rar. Declara francamente que nao espera taes
beneficios da lei hypothecaria ; espera outros,
mas estes nao. Sustenta que esta lei nao podet
promover a prosperidade da agricultura ; pelo
contrario ha de fazer com que a propriedade ter-
ritorial passe velozmente para a casa dos ban-
queros.
A agricultura faz despezas de duas naturezas :
as primeiras para o custeio das fazendas. as ou-
lras para melhorameolo dos processos agrcolas.
Se os fasendeiros podem fazer o custeio, e pou-
par alguma cousa para melhorar os processos
agrcolas, oblendo o resto dos capitaes que para
isso lhe fallam, mediante um juro mdico, bem
vio elles. Mas qual o fazendeiro que pode fa-
zer aquellas duas especies de despezas, e ter o
dinlieiro que lhe falla, pagando um juro barato?
Nenhum. E a lei hypothecaria poder por ven-
tura trazer o juro buato ? poder fazer com que
as nossas fazendas de lavoura dem para o seu
custeio e para o seu augmento ? Ninguem o es-
pere.
Note-se que, nosso paiz, os bragos sao tambem
capital, e capital que corre grande risco ; e en-
to o juro nao poder ficlmente deixar de ser
alta.
A verdade que os nossos fazenleiros rece-
ben) com ulecipago o valor de seus productos ;
isto vendidos os gneros de produego de suas
lavouras, diminuidos j dos juros exorbitantes
que elles pagara, j do estado pouco floresceote
de nossos melhodos agrcolas, feliz aquelle que
nao fica deveudo aos seus correspondentes. As-
sim, o que vira fazer a lei hypothecaria em fa-
vor da agricultura?....
A verdade que nao temos capitaes. Antes
do chamado convenio ainda havia aqui capitaes
estrangeiros, alguna dos quaes naturalisavam-se.
Mas, feito o convenio, estabelecidos os prazos
de pagamentos, assignadas as letras, sao estas
levadas aos bancos e o seu produelo remeltido
para a Europa. Assim os capitaes estrangeiros
desappareceram, foram todos retirados, e senti-
mos penara de capitaes, porque nao os temos
com suffiuiencit. E' esta a razio porque o nosso
meio circulante est depreciado.
A este proposito lembra-se de um aparte dado
ao nobre senador pelo Para. Exclamou-se :
Quer mais dous banquiohos? Ha um horror
aos bancos que faz lastima. E nao pode deixar
de admirar a tenacidade com que se sustentara
certas opinies. Muilo desgranados deven ser os
Estados-Uofdos da America do Norte com os seus
1,562 baocos 1 Grande Deus 1 como pode aquelle
povo viver? De certa, semelbanle gente mgi-
ca ; senao veja-se : Os toes 1,562 bancos esto
na seguinte siluaco :
mentas dos empregados das diversas secretarias
de estado.
Ci tambem o orador que alguma economa se
pode toser na despeza com as atfaodegss, o cha-
ma para isso a alinelo do Sr. ministro da fa-
zenda.
Estas coosideragdcs sao para acudir necessi-
dade em que est o senado de offorecer objectos
de diminuigo de despeza, segunde opinou o Sr.
ex-ministro da fazenda.
Concorda com S. Exc. que simples economas
nao podero salvar o paiz, mas acredita que da-
vom lempo para estudar-se a reforma de que ca-
rece o nosso systema nauceiro. E se as econo-
mas nao derem ao menos este resultado, ento nao
sabe onde iremos ter, por que nao comprehende
como langar novos impostas sem proceder-so
inteira reforma de todo aquelle systema.
Nao dos que querem abandonar os impostos
de imporiagao, subsliluindo-os por outros inter-
nos ; por ora isto nao possivel: mas o que pre-
ciso que as assemblas provinciaes nao venham
causar ainda mais transtornos perturbando o sys-
tema existente com suas iuvasoes em materia de
impostas de impertago e exportagio.
Nao acabar sem lembrar ao Sr. ministro do
commercio, agricultura e obras publicas um rae-
llioramento que importa ao mesmo tempo eco-
coma. S. Exc. disse que acta es encanamenlos
de agua estao estragados, que teem de ser subs-
tituidos por outros. Ler&bra o orador que em In-
glaterra e na Blgica se esli empregando com
graode vantagem tubos de barro de botija, vidra-
dos por dentro e por fra, para o encanamenlos
de agua, de preferencia aos tubos de ferro. O
nosso governo mandou ltimamente examinar o
emprego de taes tubos, e o inspector das obras
publicas declaroj que oo ersra proprios para os
encanamenlos de alta pressao e verticaes. Mas
esta observago oo destroe o valor e ulilidade
dos tubos de barro de botija para os lugares onde
' k Por deliberacio da coogregaco dos lentes
da faculdade de direito desta cidade, tomada so-
bre proposta doSr. Dr. Braz em sesso de 17 do
correte, foi vedado,aos esludantes eatrarem ao
edificio com chapeos de sol e com bengalas.sen-
do-lhes tambem prohibido cooservarem
peos na cabega deutro do edificio, nos lugares
.por onde transitaren, os respectivos toles.
Esta medida dacoagtegagao asseota sean du-
vida no desejo de provenir scenas desagradaveis,
iguaes s que ainda ha pouco all se deram.
- Devolveu o Exm. Si. presidente da provin-
cia cmara municipal desta cidade o projecto
de posturas que a mesm confeccionara pera a
execucao do contrato Cambroone, e no qaal con-
agrava-se a obriga^ao de aceitaren) os proprie-
tarios o systema de apparelhos da limpaM, pro-
posto pelo contratante.
S. Exc. entende que da letra e mesmo do es-
pirilo Jo coulrato nio decorre esaa ubrigaco, e
que por eonseguitrte nao devem as posturas im-
po-la ; e assim mandou reconsidera-las modili-
cando-se as de conformidade com o art. 41 do re-
ferido contrato.
Alera disto, lembra S. Exc. que os posturas
sobre tal objecto se consigoem oulras medidas
importantes para a saude publica, que linham
escapado ou silo omiltidas, afim de que com for-
ca de lei, facilitem mais a execugao do contrato
em toda a sua pontualidade liiteral.
Foi designado para substituir interinamente
ao engenheiro fiscal da nossa estrada de ferro
que vai a corte, o engenheiro Martineau, que a
essa substituigo se presta gratuitamente.
Tomando o digno Sr. admioislador do cor-
reio da capital da Parahiba em considerago o
que havemos dito sobre oservigo dos correiosdo
imperio, e ligando toda a importancia ao negocio
da distribuigao dos jornaes as villas, onde os
mesmos devem ser entregues, acaba de determi-
nar s agencias que lhe sao subordinadas, que
facilitem a toda e qualquer pessoa que queira
ver e examinar as listas nominaos, que acompa-
nham a correspondencia da capital para o centro,
providenciando para complemento desta medida
que essas listas, que smente menciooavam as
carias e jornaes indistinctameole, sejam organisa-
das com ttulos especiaes para jornaes remettidos
e enviadas em duplcala com o lira de flear urna
em poder do agente, depois de conferida!, e vol-
(ar a outra cora a nota de recebimeoto e assig-
nada pelo mesmo agente, para ser recolbida
estago central.
Com esta medida obviar-se-bo muitos incon-
venientes, eo assigoanle do centro saber em
vista da propria lista qual o peridico que lhe
veio dirigido, quanlos sio os exemplares ele. etc.,
nao sendo por conseguinle confundido no laoga-
mento este com aquelle jornal.
Com esta medida, repelimos, saber-se-ha d'oo-
de provm o abuso, de que lado exite a subir-
gao ; a qual por certa deve cessar com ella por
Outro do jais de paz mais votado do 1* dis-
triclo desta freguezia de S. Fr. Pedro Gongalves,
padre fos Leito Pitto Ortigueira, commuoican-
do tar contarlo o seu impedimento, e por isso as-
sumido oesta data (4 de julho) o exercio do
*Z "' "*"iotairada.
Outro do fiscal de Santo Antonio, dizendo no-
haver Inconveniente em permittir-ae que Heori-
que Jorge lapa o telheiro que raqoer no oenlro
de seu terreno na projectada ra do Caes.Cen-
cedeu-se.
Um requeriraeoto do secretario desta esmera,
dizendo ter sido aconselbado peto medico que o
irata, de viajar para o interior di provincia, pois
que assim aria mais fcil o reatobatecinaonto de
sua aaue, pelo que recorra a camra pedindo
urna lioeaea de neis meses com todos seos ven-
cimentoa, ttoaodo sem effeito a de um mez que
lhe foi concedida em 26 de juoho ultimo.Man-
don-se yassar portara concedendoa treenea pe-
dida, e cornmunt:ar-se ao procurador e con-
tador, a
O Sr. Barato requereu, e foi approvado, que
se consultasse ao advogado se pela disposico do
art. 3. do lit. 14 das posturas de 30 de juoho de
1849, foram revogadas todas estas posturas ante-
riores.
Prestou juramento Francisco Xavier Carneiro
Lins, primeiro supplente de juiz de paz do Io
districto da freguezia da Varsea.
espacharam-se as petices do bacharel Er-
nesto de Aquino Fonceca, bacharel Francisco de
Araujo Baros, Godofredo Henrique de Miranda,
JoeoMatheus, Dr. Joto Nepomoceno Das Fer-
nandos, Joaquina Lucia di Cunha, Jos Hygino
de Miranda, Joio Cypriano de Miranda, bacha-
rel Hermogenes Scrates Tavares de Vasconcel-
os e Manoel Ferreira Aecio, e levautou-se a
sessio.
Eu Francisco Canuto da Boa-Viagem, oflicial
maior a escrev no impedimento do secretario.
Barros Reg, presidente.Cesario de Mello.
Reg Maia.Reg e Albuquerque.Heoriques da
Silva.Reg.Barata de Almeida.Leal Seve.
Mello.
o terreno de pequeo declive : e o governo de-1 haver esta mesma facilidade de conhecer-se-lhe a
Capital pago............
Empresmos e desconlos
Fazenda publica e aeces
Propriedades territonaes
Outros empregos.........
Debito de outros bancos..
'Notas de outros bancos..
Em caixa................. 25.081,641
Moeda metlica.......... 58,349,838
370,334,686 pesos.
68i.456.887
59.272,329
26.124,522
5.920,336
65,849,205
28,1z.0O8
0 pensamenta da nossa lei do anno passado
foi o resultado de um terror pnico ella ha de
dar os seus fructos, ha de ser execulsda manca-
mente, e par tim ha de vir a ser alterada. E'isto
o que se deve razoaveimeute suppor, quando se
considera no que sobre este assumplo se est pas-
sando em outros paizes que nos podem servir de
exemplo.
Mas, vollaodo S lei hypothecaria, enteode o
orador que a nica medida que pode melhorar o
estado de nossa agricultura nao essa le, nem o
regulamento do crdito territorial ; ver se se
pede promover a iostituigo de bancos de crdito
mutuo. Foi com estes estabelecimentos que o
Wurtemberg. a Blgica, e grande parte da Alle-
manha tem feito prodigios.
Se os nossos fazendeiro?, portento, pudrem
entre si estabelecer bancos de crdito mutuo,
mediante prolecgo do governo que lhes conceda
urna emisso limitada, ho de asura conseguir
dinbero barata para occorrer aos melhoramenlos
di suas propriedades agrcolas, e entetaram por
esta forma urna poca inteiramente nova. Nao
dar mais desenvoUimeoto a esta idea ; apenas
a consigna para quo a lodo o lempo possa ter o
prazer de dizer em tal poca j eu eounciei
este peosamenlo. Espera, porm, que o Sr.
ministro do commercio e agricultura nio deixar
de tomar em considerago as palavras que acaba
de proferir.
Pensa o governo que as escolas de agricultura
hao de fazer prodigios. Ho de fazer o mesmo
que a da corte, que, apesar de possuir j um ca-
pital de 131:0000, nao tem dado um s passo.
E diz o Sr. ministro que nao vai por ora diante,
porque o dinbero ainda pouco. Pois, bem,
quando hoover um milho, se far alguma cousa.
Pela sua parte, o orador declara francamente que
nio tem f, oo espera grandes cousas de taes
medidas, nem que com ellas a nossa agricultura
possa sihir da decadencia em que se v.
Tambem quera dizer alguma cousa sobre eco-
nomas. O Sr. ministro do commercio e agricul-
tura observou que o goveroo j tem feito alguma
cousa ; que na reparligao da guerra deu-se um
corte de alguna 500:0009, na roarinha tambem,
no ministerio das obras publicas houve diminui-
go de 200:0000. etc. O orador lembra urna eco-
noma na illuuiioago publica da corle.
Pode ser que haja muito boas razes para o
que a este respeito se tem feita enlre nos, mas
que ura bom ebefe de familia nao faz tudo quan-
to pode ser agraiavel e til a sua familia, mas
to smente aquillo que est dentro das suas tor-
gas. Apparecem s vezes bellos melhoramenlos
que mullo lbe conviria abragar se tivesse posses
para isso, mas como nao tem nao os aceita, pas-
sa por elles.
Entre nos nao se tem feito desperdicios s com
a illuminagio publica. Uecretou-se grande copia
de loteras para a opera nacional, fazendo-se um
bello theatro que lhe fosse destinado, le. Tam-
bem foram votadas loteras em massa para cons-
truegio de um theatro lyrico-ilaliano ; fizeram-
se desapropriages importantes para esse um, etc.
Pois bem.correram as loteras, odinneiro desap-
pareceu, e nada disso foi avante.
J nao se falto em obras que se esli ainda fa-
zeodo, porm. que nio hao de trazer nenhuma
vantagem, como o canal do Mangue : basta que
se saiba que nessas desneeessidaaes grandes sotu-
rnas se teem despendido e se vio deapeodendo.
Mas a illuminagio publica da corte est costan-
do seis centos contos de res por anno. Pense que
s neste ramo de servico possivel urna reduegao
de 200:0000, se se resolver que nio sejam accesos
os lampedes as noitos de luar.
E ainda so poda levar essa economa a mais
acab^ndo-se por exemplo com os tres inspectores
da illuminagio, que vencem coda um os seus
2 4005. Sio desuecessarios, e nio faltare inspec-
tores de illuminago. Ahi eolio os inspectores de
quirleiro, as palrulhas que rondam a cidade, os
subdelegados, os fiscaes da cmara municipal; o
ponto est em qne o governo de algum regula-
mento sobre este objecto, aproveitando taes ele-
mentos de fiscalisagao, que nada cuitar.
E' urna maoia que existe entre nos esto de crear
inspectores para qualquer cousa. Por isso lem-
bra-se que leu ha pouco em urna corresponden-
emenda, e portanto com urna s discusso; a por ca da Europa que so Brasil o systoma seguido 4
mor cautela, vairedigida em dous ou tres artigos, ter inspectores de inspectores, outros inspectores
cada um deltas com trila mil peragraphos 1 Fies- daquelles inspectores, ele Nao sabe como j nao
vera altender sua introdcelo quando se tra-
taste da reforma dos actuaes encamnenlos.
Est calculado que deve disto resultar grande
economa por que um tubo de ferro de tres ps
de comprido e seis pollegadas de dimetro, pos-
to no alto da Boa-Vista, na Tijucs, custa 390160,
entretanto que cada tubo de barro de botija do
mesmo compriraeoto e dimetro nio excede-
r do preco de 6f500 e 78. A differenga eoor-
missima, e nisto pode haver graode economa.
Alera disto, introduzido pelo governo este me-
Ihoramento, o paiz ganharia muito. Sabe-se que
a agricultura depende muito de um systema ra-
soavel de canalisaeao e esgotos, e que precisamos
muito de desenvolver esse systema entre nos.
Sendo isto sssim, o exemplo do governo anima-
ra os particulares a empiegar os tubos de barro
de botija, e acabar-se-hia com a rutina que
diCQcil de ser abandonada pelos lavraiores, ce-
danle experiencias feitas sua cuss.
O Sr. Manoel Felizardo :As experiencias nos
encanamenlos d'agua poderio animar o empre-
go da drainage.
O Sr. visconde de Jequilinhonha entende que
sim, e pede purista toda a altengBo do Sr. mi-
nistro da agricultura ; tanto mais que S. Exc. nao
poder deixar de tentar alguns meios de esgoto
e canalisagao em terrenos que esto as proxi-
midales da corte e que oflerecerao grandes re-
sultados tratados por este systema.
Desojara fazer algumas observagdes acerca so-
bre o estado das nossas relages exteriores, qui-
zera perguotar aos Srs. ministros alguma cousa
a respeito de nossas relages com as repblicas
do Rio da Prata ; mas os Srs. ministros nada
poderio responder boje porque a hora est auian-
tada : e demato os Srs. ministros s poderiam
dizer do fulero : o nobre ex-mioislro dos nego-
cios estrangeiros que po Jeria fallar do passado,
declarar quaes as causas de nao estarroos nem
em paz nem em guerra. O caso que dissol-
veu-se a nossa legagao-na Confederagao Argenti-
na, e nosso ministro acaba de ser removido para
o Per, e nada se diz.
O Sr. Canssnsio:O anno passado ludo se ex-
plicou na tribuna e no relatorio.
O Sr. visconde de Jequilinhonha pensa que o
que se disse o anno passado, tanto na tribuna
como nos relatorios, nao passa de citacao dos
factos. Isto nao satisfaz : o orador quer mais,
quer saber a fundo qual o peaaatnento do gover-
no em assumplo de lauta magoitude.
A respeito dos excessos da imprensa, lastima-
do pelo nobre senador da Babia, recorda-se de
ter ouvido na outra cmara ao che fe do partido
saquarema, hoje fallecido, e creador do systoma
de regresso, que ninguem devia encommudar-se
nem escandalisar-se com taes excessos porque a
primeira imprensa a melhor triaga contra os
abusos do poder, contra as paixoes ms daqiiel-
les de quem s se spera o bem e de quem de-
pende a publica felicidade. As vezes de mo
paladar, oulras vezes cura os erros e purifica os
abusos. V bem que os nobres senadores s
gostam della quando obra assim. Tm razio,
nao os censura ; mas pede que notem que ha
paladares estragados, e estmagos cuja membra-
na aveludada est j to eslosa que s pode ser
excitada com pimeotas. Resigne-mo-nos pois,
e desculpe nos a imprensa. A ella devem a po-
sigo que oceupam a maior parte dos nossos ho-
mens polticos; sofTram-a pois, embora lamen-
temos seus excessos.
Quanto aos homens do parlamento, por que
razo oo ha de a imprenaa discutir as suas opi-
nies? como ha de o paiz intervir senao com os
censores da imprensa ? Se s vezes vem a ca-
lumnia, nio se lhe d attengo ; siga-se o pre-
ceito de Sneca, e reunam-se os adversarios pra-
tieando o contrario do que elles praticam. Se-
jam os representantes da nagio commedidos, e
assim eonvencerio o publico da injustiga dos que
os censurarem sem razio.
Nao sabe se tem enfadado o senado ; se o (em
feito pede desculpa. Nio pretende esto anno fal-
lar muito. sente-se sem torgas. O que disse
filho da sinceridade de suas convieges, e espera
que os Srs. senadores desculpem se lhes tomou
tempo.
Vozes :Muito bem I
O Sr. D. Manoel. nao querendo concorrer para
o escndalo que se to dar encerrando-se a dis-
cusso sem se responder a um discurso como o
que o senado acaba de ouvir, pedio a palavra.
O Sr. presidente pede ao Sr. senador que nao
diga que se ia dar um escndalo. Nao est ve-
rificado que ninguem fallara se o Sr. senador
nao pedisse a palavra.
OSr. D. Manoel observa que, tendo o Sr. pre-
sidente declarado que nao havia essa nem nin-
guem com a palavra, a consequencia era encer-
rarle a discusso.
O Sr. presidente diz que, ainda quando assim
fosse, o Sr. senador nio estova auterisado para
qualiQcar de escndalo o procedimento de seus
coliegas, e convida a S. Exc. para que passe a
tratar da materia.
O Sr. D. Manoel declara que nao est disposlo
a travsr hoje questao neste terreno, e que por
isso entrar em materia, sendo o seu flm prin-
cipal responder a um discurso quo foi pronun-
ciado em sua ausencia.
Com effeito, o nobre senador dienvolve esta
resposto, mas nao aos fai posoirel acoropanha-
lo, por comecar 6. Exc. a fallar pouco antes dos
tras horas, quaudo j eatavaoaos lammameote
fatigados.
Dala a hora, o Sr. presidente declara a dis-
cusso adiada, marca a ordem do da e levanto
a sesso
ae em xtasi, pasma-se quando se contempla a
sabedoria do uta procedimento desta ordem I
/ Risadas ).
Tem necessidade de pedir aos Srs. ministros
que digam alguma cousa a respeito de reforma
de algumas de nossas lea civis. Nao querem fa-
zer nada sobre a lei de 3 do dezembro ? nio tem
S, S. Exx. nenhuma iospirago rotativamente a
se toom creado nnialroa para inspectores dea
ministros, inspectores para o corpo legislativo,
moto insano toses para todos 00400 iooneotot es, o
assim. por atonto at a sopada do edificto social I
Mas algum dia cumpre que islo tenha toroso. Mas
o Sr. minisiro do oommercio, agricultura e obras
publicas, nao s nio d cabo dea toes inspectores
da Uluminacso, cono anda propdz que sejam
ongem.
0 digno Sr. administrador da capital da Para-
hiba sobrecaVrega-se assim com urna duplicago
de trabalbo tanto maissensivel quanto o seu pes-
soa! dizem-nos ser pequeo ; roas sobrar-lbe-ha
tambem a consciencia do bom desempcoho dos
seus deveres, enviando para islo lodos os possi-
veis esforc.09. e poudo-se asi e a sua adminis-
tragio por tal forma ao abrigo de qualquer im-
putago, cuja improcedencia poder assim provar
fcilmente.
Consignando estas providencias, raconhecemos
os bons desejos do Sr. administrador Francisco
de Assis Carneiro, que nellas se revelam ; e pela
parte que nos toca, agradecemos-lhes essa so-
licitude pelo servigo publico.
A priso do portuguez Antonio Gomes de
Sena, indiciado no crime de roubo feito no ar-
mazem do Sr. Jos Duarte das Neves, foi com-
metlida ao teoento Borges Leal : que a realisou
com a devida cautela, afim de nao ser malo-
grada.
Effectuada a referida priso na rus do Amparo
daquella cidade, em casa de urna crioula, ieco-
Iheu o mesmo Sena em seguida ao quartel de po-
lica a disposigo do Sr. Dr. chefe de polica co-
mo j o noticiamos d'oulra vez.
A manha se deve extrahir no logar do cos-
tume a terceira parte da nona lotera a beneficio
da matriz da Boa-Vista desta cidade.
S. Exc. Rvm." o Sr. bispo do Para isse
no ccmilerio publico, na manha do dia de sua
partida, urna missa pelo repouso do Exm. Sr.
baro da Victoria.
Chamamos a attengo de nossos leitores
para o artigo, que vae transcripta na 8a pagina,
sb o titulo de litteratnraOs males do passado
e as esperancas do futuro. E' mais um adepto
causa que abragamos da eleigo directa,
de quem deremos esperar novas collabora-
ges.
Foram recolhidos a casa de detengo nos
dias 16 e 17 do correle 5 homens e 2 mulheres,
sendo 3 livres n 4 escravos. a saber : a ordem do
Dr. chefe de polica S, inclusive a parda Francel-
lina, escrara de Manoel Comes de Oliveira ; a or-
dem do subdelegado de Santo Antonio 2, que sio
o crioulo Joaquim Jos de Santa Anna, recoohe-
cido como escravo, mas nao consta quem per-
tenga, e Joanna, escrava de Jos Antonio Gongal-
ves da Rocha ; a ordem do de S, Jos 1 quo o
Africano Antonio, escravo de Sebaslio Autonio
a ordem do da Boa-Vista 2.
Passageiros sabidos no vapor brasileiro Cru
zeiro do Sul, para os portos do sul, juiz de di-
reito Beroardino Machado da C. Doria e dous es-
cravos, capito Joaquim Bernardo de Magalhes
Garcez, sua senhora e uma lilha, engenheiro Ma-
noel Buarque de Macedo, D. Mara LuizaStepple
Lima e dous lilhos e um criado, James Plauta,
Juo Ventura Rodrigues, Jos Joaquim de Lima
Bairo, Thora Nicolao Olme, Manoel dos Aojos
Pires, sua mulher e uma mana menor, Mara da
Conceigo e uma tilha menor, Epiphaoo Benedic-
to do Espirito Santo, Manoel fc'irmino do Mello e
um escravo, Joaquim da Silva Queiroz, Joaquim
ilomes Bezerra, Benedicto Jos da Rosa, Janm-
rio de Lima, Jos Joaquim Dourado, Herculano
B. de Menezes Caldas, Auspicio A. de Abren
Guimares, Francisco da Rocha Passos Lins, Ro-
charel Morrez e sua mulher, Manoel Piolo de A-
raujo Filho, altares Joaquim Jos Luiz de
Souza. segundo cadete sargento Alvaro Con-
rado Ferreira de Aguiar e oilo pragas, um solda-
do, um recruta e 12 desertores, Adolpho Trets,
Miguel Rodrigues de Albuquerque, padre Domin-
gos L. da Costa Espinosa, 60 escravos a entre-
gar.
MORTALIDAOE 00 OU 18.
Luza Candida do Nascimento, Pernambuco,
55 annos, viuva, Santo Antonio; metrelero-
nica.
Anglica Maria da Annunciaco, Pernambu-
co, 32 annos, casada, Recite ; febre puerpe-
ral.
Mara, Pernamboco, 4 annos. Santo Amo-
nio, escrava ; uma mennegite.
Um preto velho, cujo nome, naturalidade,
idade, condigio, e estado se ignora, Boa-vista ;
igoora-se tambem a molestia.
Damio Gomes dos Santos, Pernambuco, 78
annos, casado, S. Jos; ascile
Francisco Venancio Xavier Pimeniel, Per-
nambuco, 27 annos, casado, Santa Antonio ; by-'
dropesia.
CHR0N1CA JUDICIARIA.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 18 DE JULHO
DE 1861.
FRES10ENCI DO EXM. SR. DESEMBARCADOR
F. A. DE SOUZA.
s 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Reg, Basto, Lemos e Silveira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sessio.
Foi lida e approvada a acia da antecedente.
EXPEDIENTE.
Foram presentes as colages odiases dos pre-
gos correles da priga, das ultimas semanas.
Archivem-se.
Igualmente o conhecimeuto de estar recolhido
thesouraria a somma de 8260770, saldo dos
emolumentos arrecadados na secretaria do tribu-
nal at juoho de 1861.Archive-se.
Foram presentes os mappas semestraes do ar-
mazem de deposito de Brilo & Jos Luiz, e do
trapiche Barbosa.Archivem-se.
DESPACHOS.
Um requerimeuto de Frederico Robiliard, cor-
retor, pediodo o registro do conhecimento de-
mostrativo do pagamento do imposto do seu o-
flcio.Como requer.
Outro do corretor Francisco Jos Silveira, pe-
dindo o registro de igual conhecimento.O mes-
mo despacho.
Outro de Antonio Bolelbo Pinto de Mosquita,
corretor, pedindo tambem o registro do seu co-
nhecimento.O mesmo despacho.
Outro do agente de leilio Arphelim Jos di
Costa Caivalho, pedindo tambem o registro do
seu conhecimento.O mesmo despacho.
Outro do sgente de leilo Jos Maria Pestaa,
pe din Jo o registro de ignal conhecimento.O
mesmo.
Outro do sgente Hyppolito da Silva, pedindo
o registro do seu conhecimento.O mesmo des-
pacho.
Outro de Southall Mellors & Corapanhia, pe-
dindo o registro do um contrato de sociedade que
presentara. Haja visto ao Sr. desembargado:
fiscal.
Outro de Ricardo Austin, pedindo o registro
de uma procuragio do superintendente da ote-
frrea Registre-se.
Outro do corretor geral Henrique Guilherme
Stepplc, pedindo o registro do seu conhecimento.
Como requer.
Outro de Manoel Rodrigues da Costa Magalhes
e Joaquim de Souza Mala, pedindo o registro do
distrato socitl de Hagalhies & Maia. Regs-
tre-se.
Outro do agente de leilio Evaristo Mendes da '
Cunha Azeredo, pediodo o registro do seu co-
nhecimento.Como requer.
Outro de Francisco de Miranda Leal Seve, cor-
retor, pedindo o registro do seu conhecimento.
Como requer.
Oulro de Francisco Ferreira Balthar, pediodo
carta de registro do seu brigue Carolina. Na
forma do parecer fiscal.
Outro de Joaquim Rodrigues Tavares de Mello,
visto pelo Sr. desembargador fiscal, pedindo ser
admiltldo matricula na qualidade de commcr-
ciante.Milricule-se.
Outro de Joaquim de Oliveira Maia e Joaquim
de Souza Maia, pediodo o registro do seu contrato
social.Satisfagan) o parecer fiscal.
Outro de Manoel Joaquim da Silva Brasileiro e
Amonio Cosario da Silva Brasileiro, pedindo o
registro do seu distrato social.Registre-se.
Oulro de Jos Maria da Cruz Moreira &Com-
panhia, visto peta Sr. desembargador fiscal, pe-
diodo o registro do seu contrato de sociedade.
Registre-se.
Outro de Manoel Alves Guerra, pedindo o re-
gistro da nomeago de seu caixeiro Manoel Alves
Guerra Jnior.Como requer.
Qulro do agente de leudes Antones, pedindo o
registro do seu conhecimento. O mesmo des-
pacho.
Outro de Francisco Gomes de Oliveira, pedio-
do entrega da procuragio que lbe outorgaram
Robert Sioglehurst & Companhia.Ficando co-
pia, como requer.
Outro de Francisco da Rocha Passos Lins, pe-
diodo o registro do titulo do compra da taja de
fazendas e dividas de Candido Nunes de Mello &
Companhia.Como requer.
Outro *de Joaquim Francisco dos Santos Maia.
pediodo o registro do contrato social de Beirio &
Fernandos.Registre-se.
Outro de Jos Ferreira da Silva, pedindo o re-
gistro de sua nomeago de caixeiro de Jos Mo-
reira Lopes.Rsgistre-se.
PERNAMBUCO
REVISTA DIARIA-
Paga a Cauro FiliaJ do Banco o Brasil mote
provincia o seu dcimo quinto dividendo, relati-
vo ao semestre ultimo, na proporco de S|500por
cada accao.
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSAO EXTRAORDINARIA EM O Io DE JULHO
DE 1861.
Presidencia do Sr. Barros Reg.
Presentes os Srs Barata, Reg, Maia e Mello,
faltando sem causa participada os mais senbores,
abre-se a sessio e lida e approvada a acta da
antecedente.
L-se o seguinte
EXPEDIENTE.
Um efficio do Exm. presidente da provincia,
communicando que de conformidade com o Io
do art. 24 lei de 12 de agosto de 1834, convoca-
ra a nova assembla provincial para a prxima
legislatura que tem de funecioner nos snnos de
1862 e 1863 o havia designado o dia 24 de no-
vembro vodouro para a eteigio dos membros da
mesma assembla, e recommendaodo a cmara
3ue tivesse em attengo o disposto no art. 2. do
aerlo o. 2,633 do t* de setembro do 1860.
Resolveu-se quo se ommunicasse aos juizes de
paz do municipio, e se pablicasse por edital no
jornal.
Outro do engenheiro cordeador, nio se oppon-
do o licenca requerida por Joio Matheus para
fazer fronlo e aguas tortadas na casa torrea qne
vai edificar na ru do Concordia, uma vez que o
pe licin a rio faca as ditos aguas tortadas do con-
formidade com as postaras em vigor.Deferio-se
no sentido da informacio.
SESSAO JUDICIARIA EM 18 DE JULHO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOCZA.
Secretario, Julio Guimares.
Ameia-hora, o Exm. Sr. presidente abri a
sessio, achando-se presentes os Srs desembar-
gadores Villares, Silva Guimares e Caetano San-
tiago e os Srs. deputados Reg, Raslos, Lemos e
Silveira.
Lida, foi approvada a acta da sessao antece-
dente.
Foi lido um ofcio do Exm. cooselheiro presi-
denta da relagao, nomeando o Sr. desembargador
Caetano Jos da Silva Santiago, para offlciar co-
mo juiz no feita em quo se averbaram de sus-
peigio os Srs. desembargadores Silva Guimares
e Peretti.
E, sendo o referido feito apresentado ao Sr.
desembargador Caetano Santiago,jurou o mesmo
senhor suspeigio, e o Exm. Sr. presidente offi-
ciou de novo ao Exm. cooselheiro presidente da
relago, requisitando oulro juiz para o dito feito,
entre partos : '
Appellanto, o bacharel Antonio de Yasconcel-
los Menezes de Drummond ; appellados, os her-
deiros de Joo Heoriques da Silva.
OSr. desembargador Villares apreseotou o ac-
cordio proferido na sesso anterior, entre
partes :
Appellanto, Francisco Jos Germano ; appel-
lado, Eustaquio Gomo.
O Sr. desembargador Villares pedio dia, e foi
assignado o de hoje, para julgamento da appel-
lagio seguinte :
Appellantos, Jamos Rjdsr k Companhia ; ap-
pellados, Braga & Antones.
Sorteados os Srs. deputados Lemos, o Silveira,
o relatado o feito polo Sr. desembargador Silva
Guimares,


-,...,-.
-^^p.
...... u*':j..'.'.sjuy. u
^rr-cwr
WWtJt)iHIIWWk/m^^EttA itHJWMMr*.
i
DIL1GB.HCUS.
fopellaeto, Aueaio lluoftliaehado ; ape-
lado. Andr de Abreu Porto.
Vista u partes.
Appejlacite. Claudloo Benicie Machado; ap-
pellados, Mililo Borges Ucha e outros.
Visto as parles.
Hada tasto tnrore.
-
JURY DO RECITE.
3SSSA0.
Da IHdejulho.
UKSIDESCI. BO EU. SR. DR. JUZ DE DIMITO DA
SECUNDA VARA CRIMINAL FRANCISCO DOMIMGUES
DA SILVA.
Promotor publico, v Sr. Dr. Francisco Leopol-
dio de Gumo Lobo.
Escrivao privativo, o Sr. Joaquim Francisco
de Paula Estcves Clemente.
A's 10 1|2 harta Os maoha, presentes 42 jui-
jes de (acto, declarada aberla a sesso.
Entrando no conhecimento das escusas e fal-
ls, o Dr. junde oireilo declarou que oova men-
te multara na quantia de 20 para os cofres da
cmara municipal os seguales senhores ju-
rados :
Antonio Luir Caldas.
Antonio Gongalves da Silva.
Autonio Jos de Vaaconcellos.
Antonio [Sorberlo dos Santos.
Autooio Teixeira Peixoto.
Antonio Fernando- de Araujo.
Antonio Francisco Collares.
Alejandrino Correa Marques.
Dr. Jos Honorio fiozerra de Meaezes.
Domingos Jos Alves da Silva.
Ernesto Goriolano da Costa.
Francisco Antonio Bordes.
Francisco Autooio de Mirada.
Francisco de Azevedo Caldas Lima.
Flix Antonio Alves Maicarenhas.
Flix da Cunba de Mella Rosal.
Flix Jos de Souza Jnior.
Ignacio Lopes Cordeiro.
Joo Luiz ae Aodrade Lima.
Joao Mauoel dos Santos Vital.
Joo Carlos da Lima.
Joaquim Jos de Sant'Auna.
Joaquim Jos Silveira.
Joaquim Francisco de Mello Soares.
Joaquim Pedro do Reg Birrete
Jos Antonio Caroeiro.
Jos Joaquim de Miranda.
Jos Anlouio de Oliveira e Silva.
Jos Francisco Pinto.
Jos Pereira de Goes.
Jos Gongalves dos Santos.
Jos Rufino COelho.
Jos Matia Seve.
Lino Pereira da Fooseca.
Luiz Beroardioo da Costa.
Manoel Luiz Moreira de Mondonga.
Manoel de Souza Leso Jnior.
Manoel Joaquim da Fooseca Rosa.
Manoel Gongalves da Luz.
Manoel Joaquim Rioeiro.
Maooel Jos da Silva Leite.
Manoel Ignacio da Silva Teixoira.
Maooel Ignacio de Albuquerque Maranho.
Manoel Francisco de Sillos.
ManoeljFerreira Pinto de Araujo.
Manoel Ribeiro di Fooseca Braga.
Maooel Bellarmiuo Ildefonso* Caural.
Pedro Jos Carlos da Silva.
Severiano Jos de Souza.
Silviuo da Cunta Camello.
Torquato da Silva Campos.
Em seguida, sao relevadas as multas impostas
aquelles Srs. jurados que, sendo assiduos no
comparec meato, deixaram de comparecer hon-
tem por motivos justificados.
Foi dispensado de servir na presente sesso
visto provar impedimento legal o Sr. Manoel Bel-
larmioo Ildefonso Caural.
Entra em julgatnento o processo em que sao
reos Manoel Francisco do Nascimento, Francisco
de Paula Junior (presos) e Cypriano de tal (au-
sente).
Forana pedidos pelo ministerio publico contra
o reo Manoel Francisco do Nascimento as penas
do grao medio do arl- 205 do cod. erial., e con-
tra o reo Francisco de Paula Junior as penis do
grao medio do art. 201 do mesmo cdigo.
E' advogado do reo Francisco de Paula Junior
o Sr. Dr. Augusto Blysio de Castro Fooseca.
Antes de proceder-se ao sorteiamento, pedio a
palavra o advogado do reo Franartsco de Paula
Jnior, a em vista da diaposigrfdo decreto nu-
men 1,090 do 1 de setembro prximo passado
pooderou que nao devia ser sujeito o reo ao jul-
gamento do jury.
Depois desigualas breves considerares do
Dr. promotor publico, o Dr. juiz de direito em
conformidade do art. 289 do cdigo do processo
criminal juigou improcedente a excepgo offare-
cida.
Combinndose os advogados dos reos em as
suas recusacoes, compoz-se o conselho do se-
guinte modo :
Joao Pereira Reg
leculaoo Julio de Albuquerque Mello.
Maooel Jos Dantas Junior.
Leopoldo do Reg Barros.
Jos dos Santos Noves Junior.
Augusto Coelho Leite.
Dr. Manoel Alves da Costa Brancante.
Cantillo de Lellij Peixoto.
Jos Mendes Salgado Goimares.
Joaquim de Paula Lyra Flores.
Dr. Joo Nepomuceno Das Fernandos.
Francisco Antonio de Menezes.
E' deferido ao conselho o juramento dos San-
tos Evsogelhos.
Os reos sao interrogados separadamente, pro-
videnciando o juiz de modo que lhe nao podesie
uuvir as rdsposias do outro.
Depois de haver o Dr. promotor publico pro-
duzido a aecusaco, o Sr. estudante do 4. aono
da faculdade de direito Mauoel Caldas Birreto,
tomando a palavra para fazer adefeza do reo Ma-
uoel Francisco do Nascimento, procurou demons-
trar que o crime era justiftoavel, visto haver sido
commeltido em legitima defeza.
Finda a defeza de Manoel Francisco do Nasci-
mento, tomou a palavra o Sr. Dr. Augusto Elysio
de Castro Fonseca, que fez adefeza doaecusado
Franciaeo de Paula Jnior.
Encerrados os debates, o Dr. presidente do ju-
ry propoz ao jury de sentenga os seguiotes que-
aitos :
Quesitos relativos ao rio Manoel Francisco do
Nascimenlo.
1.O reo Manoel Francisco do Nascimento,
ao dia 5 de abril do correle anuo na freguezia
do Poco da Panella, fez o ferimento vistoriado
pelo auto do corpo de delicio na pessoa de Fran-
cisco de Paula Junior ?
2."Este ferimento produzio no paciente gra-
ve incommodo de siude ?
3.Este feridiento produzio no paciente ioha
bilitago do servigo por mais de um mez?
4.O reo commelteu este crime em legitima
defeza ?
5. llouve da parte do reo certeza do mal que
so propoz evitar?
6."Houve da *rte do reo falta absoluta de
outro meio menos prejudicial ?
7."Qouve da parte do reo provocarlo ou de-
licio que occasionasse o conflicto 1
8.* Exislem circunstancias attenuantes favor
do reo ?
Quesitos relativos ao rio Francisco de Paula
Junior
l.-0 reo Francisca Vpaula, Jnior, no dia
5 de abril do corrente aono e na freguezia do
Poco ds Paneila, fez na pessoa de Maooel Fran-
cisco do Nascimento o ferimento descripta no
auto do corpo de delicio.
!.O reo tentou matar a Manoel Francisco do
Nascimento, manifestando por actos exteriores a
principio de execuco a sua otenco que nao te-
ve afeito por circumslancia iodependeale de sua
vontaae ? r
3"!i~Efi'Lein c" cu instancias attenuantes a fa-
vor do reo
*rHry,rd.e.P08a,le e,eit0 08u Prendante e se-
cretario, responde aos
Qu-ios relativos ao rto Manoel Francisco do
. c;m____*c*wiUo.
I. !>im por unanimida*
2.9--No ; por 10 votos.
3.*Nao; por 10 votos.
4.Sim ; por nnanimidade.
5.*Sim ; por uoaoimidade.
A-Bies; por unamidade.
T.,-*-fee r por unanimidade.
8.*-P1rejedleado.
QatsMrm t-efertoe* ao reo Francisco de Paula
Jnior.
!.Sim; por munimidade de rolos.
a.v-Nio por 11 votos.
3.Nao : por uoaoimidade.
Em vista das reapoatas do jury, o Dr. juiz de
direito publicou a seotenga, condemnaodo o r
Fraaciseo de Paula Jnior 6 Ir2 mazas da rlalo
simples e mulla correspondente metade do
arpa, e ebselvendo ao feo Maoel Btenlseo
do Nascimenlo. ,.
Foi adiada a sesso para o dia 19 em tjtoa era
I submettido a julgemeoto a reo Mtroolino Fran-
cisco Mindello, tendo por seu advogado ao Itfm.
Sr. Dr. Antonio Visete do Nascimento Feitoaa.
H
DIARIO Q PERUMBUIQ.
K forma eleitoral,- Eleicao
directa.
VJI
(Continuago don. 163.)
TITULO XVI.
Partepenal.
Art. 132. Todos aquelles que faMOqarem ou
concorrerem para que seja falsificado o escruti-
nio, aceitando listas declaradas il lega es por este
decreto, ou contando os votos que ellas contive-
rem, pondo, ou coosentiodo que ae ponha nota
de descarga em eleitores que nao votaran ; ia-
troduzindo illegalmente lisias na urna, tirando ou
substituiodo as que nella liverem sido legalmen-
te lineadas ; trocando na leitura das listas o no-
me dos votados, ou dimiouiodo votos de una e
ccrescentando-os a outros no acto de os assen-
tar ; ou falsificando por qualqaer modo a verda-
de da eleicao ; sero punidos, am qualquer destes
casos, com a pena de prisao de dous a cinco an-
uos, e multa de 100;} a 1:000$.
Art. 133. Todos aquelles que por qualquer ma-
neira falsificaren) o recenseamento, nos cedernos
que foreni enviados poUs respectivas commissoes
aos presidentes das assemblas eleitoraes prima-
rias, ou quaesquer outros documentos que por
ellas Ihea forem remettidos ; todoa aquelles que
falsificaren! os cadernos, actas a roais papis res-
pectivos eleicao que, pelas diversts vas estabe-
lecidas por este decreto, devem s?r mettidos s
assemblw de apurameoto ; e em geral todos
aquellos que falsificaren!, concorrerem para que
se falsifique, ou cooseotirem que se falsifique
qualquer documento respectivo ao recenseamento
ou s eleigoes; e aiada aquelles que deixarem
extraviar estes documentos, aveodo-lbes sido
confiados, sero punidos com a mulla de SOfOO
a 1:0005000, e pena de dous a cinco annos de
prisao.
Art. 134. Todos os portadores das actas que na
assembla do apurameoto, contra a disposigo do
art. 86 deste decreto, as annullarem, por quaes*-
quer motivos que oo sejam o de falta de geoui-
nidade e authenticidade expressamente marcados
oeste decreto ; que deixarem com qualquer fun-
damento da contar os votos dos cidados votados,
ou de se conformar com as disposicoes do mesmo
artigo em que lhe sao taxativa, restrictiva e ex-
pressamente marcadas as suas funecoes ; ou que
por qualquer modo adulteraren! a verdade da elei-
cao, pagarao urna mulla de 100$ a 1:000$, e sof-
Irero as penas de dous a cinco annos de prisao,
e inhabilidade para todas as funecoes publicas por
espaco de quatro annos.
Art. 115. Aquelles qua por via de noticias fal-
sas, boatos calumniosos, ou quaesquer outros ar-
tiGoios fraudulentos, sorprender^ ou desviaren)
votos, determinarem ou teotarem determinar um
ou mais eleitores e abster-se de votar, um ou
muitos portadores de actas a deixar de cumplir
as obrigacoes que Ibes sao impostas por este de-
creto, sero punidos eom a pena de prisao deom
mez a um anno, e multa de 20J a 200$.
Art. 136. Aquelles que por vias de tacto, vio-
lencias ou ameacas contra um eleitor. fazendo-
Ihe recaar lgum damno para a ana pessoa, fa-
milia ou fortuna, o determinarem ou tenlarem
determinar a votar ou abster-se de votar, influi-
remou tenlarem influir aobre o seu voto, serio
punidos com a pena de prisao detresmezes a tres
annoa, e malta de 50$ a l;00O$.
1. Se as vias de ficto e violencias forem taes
que merecam peoa maior que o mximo aqai es-
tabelecido, ser-lhes-ha essa pena applicada.
2.* Se o delnqueme for funecionario publico
a pena ser duplicada.
Arl. 137. Todo aqualle que entrar armado em
urna assembla eleitaral primaria, ou de apura-
meoto, ser punido com a peoa de prisao de um
a tres mezes, e multa de 10$ a 100$.
Art. 138. A autoridade militar, por cuja ordem
alguraa torga armada se apresentar no local onde
estiverem reunidas as assemblas eleitoraes ou
na sua proximidade, sem requisico do respectivo
presidente, contra o disposto do art. 59 deste de-
creto, ser punida com a pena de prisao de tres
mezes a um anno, e perder, pelo mesmo lempo,
o sold da. sua patente, e antiguidade que alias
lhe pertencera.
1. Se a dita autoridade for okial inferior,
ter a mesma pena de prisao, e perder o posto.
2. Neohuma ordem vocal autorisar a io-
fraccao do referido artigo.
3. Neohuma ordem por escripto relevar o
infractor, excepto a original requisigo do presi-
dente da mesa.
Art. 139. Todos aquelles que, por via de tu-
multos, vozerias, ou quaesquer outras demonstra-
res ameacadoras, perturbaren ou teotarem per-
turbar as operaces da assemblas eleitoral ou
de apurameoto, ou attentarem contra o exercicio
do direito eleitoral, ou contra i liberdade de vo-
tar ; e bem assim todos aquelles que em tumulto
enlrarem ou lentarem entrar com violencia na
assembla eleitoral, com o um de impedir a elei-
cao de qualquer cidado, ou de impor a de um
outro, sero ponidos com a pena de prisao de tres
a cinco annos, e multa de 100$ a 1:000$.
1. Se osdelinquentes ferera armados, ou se
0 escrutinio for violado, a peoa ser de degredo
pelo mesmo lempo para frica.
2.<-Ese este crime for resultado de urna
conspirado, que abranja mais de um circulo, a
pena seta duplicada.
Art.'HO. Todos aquelles que, durante a reu-
nio das assemblas eleitoraes primaras, ou de
apurameoto, insultarem ou violentaren! a mesa
ou lhe faltarem devida obediencia, insultarem
ou violentirem alguna dos membros da assembla,
sero punidos com a pena de prisao de seis metes
a tres annos, e multa de 50$ a 500$.
1. Se o escrutinio for violado, a prisao ser
de tres a cinco annos, e a multa de 100$000 a
1 :QO0$.
I 2. Se as violencias forem taes que merecara
pela nossa legialacao peoa maior, ser-lhes-ha
esaa applicada.
Art. 141. Aquello que roubar a urna com as
listas recebidas, mas ainda nao apuradas, ou
roubar algumas listas da urna, ser punido com
! p!Sl.de i^8.80 e lres a cico annos, e multa
de 100$ a :00D$.
M Se o nabo for effectuado-em tumulto, e
coa violencia, a pena ser de degredo para a
frica pelo mesmo lempo, ou maior, se maior
pena pela nossa legislacao couber s violencias
perpetradas.
Art. 142. Todas as autoridades administrativas
que por negligencia deixarem de empregar todos
os meios i sua disposicao para obstar a que ae
pratiquem as conlravencoes edelictos prevenidos
por este decreto, dentro da rea da sua jurisdic-
cao, sero puoidas com a pena de demisao ou
suspenso do emprego, conforme o grao da
1.* Se e flzerem por malicia reputar-se-ho
cumphees nessas contraveocoes ou delietos, e
como taes sero punidas com as peoas qae esti-
verem conminadas aos proprios delincuentes.
Art. 143. Todas as eootravencea e delietos,
qae offeoderem as disposicoas deste decreto, ou o
direito eleitoral, e a exercicio delle. coasprehan-
dulos nos diversos artigos desto titulo, serio sem-
pra perseguidos peraata os tribunaes competen-
te, pelos respectivos agentes do ministerio pu-
blico ; tambera a podem ser por qualquer elei-
tor inscripto no recenseamento.
8 1
Communicados.
a que
1*
de
perseguidos correccionalmente parante o
direito da respectiva comarca.
2* Todoa os outros delietos, ou coulraven-
cSee, sao casos do querela, qua ser timbe ai da-
da pecante o juiz de direito da respectiva co-
marca.
3o Os militaraa e os juizes serio processadea
conforme a legisllo em vigor.
Art. 144. As autoridades administrativas, que,
pelas disposicoes deste decreto devem assistir a
apurameoto dos quarenta maforea contribaintes
eleicio, e s sessdes da conrmissio de recaa-
eamenlo, e a todos os actos etoitoraes parte -
Todss as-contravencoes e deudos
aloVcT'^
ae retnsvsse a divisfto da freguezia, ao que se op-
punha tous v%ribus como contrario e pernicioso
nao s sos seus iotareaaaa particulares, como
principalmente aos seos aairaslos de predominio
eleitoral. ,
Assevera-ss que, receiaado a* teatratiado
em suas vistas de ambic.au, e Iludido em suas
asplrscoes, sem base slguma de decencia, e por
outro lado quereneo oousoltdar o paludo triuaa-
pho do egosmo, sao heattoa me o escndalo
inaudito de ordenar a demolicio da nica igreja
etlaiente oesta povoacio do Murici, sob olalse
tetes* de qua arBea^s va ruinas 11
um procediaaoto por sua uedioadet ia^uiU.
miuisterio
ou cao Ira-
edeste decre-
que chogar aoseu coBhecimentc.
(J. ^' *,u P"ipaao^ feta por oualquer particular.
Art. 145. Oagaoledotnlnisleri publioo res-
lcJo, dealro em oilo das, a cantar da parte-
cipacao a que sa refere o arligo antecedente, ou
ao coouacimeolo da contravencao ou delicio,
owioo por outro qualquer meio, perseguir oa
contraveotores ou delinquentes, pecaate oa tri-
s com peleo te.
.2 As autoridades administralivas e os agen-
tes do ministerio publico, eocarregados por este
decreto de participar ou perseguir estas contra-
vencoes ou delicio, ficam respoosaveis para com
a lazenda publica, e para com o estado por qual-
quer omisso oa negligencia em que incorram
Art. 146. O miflisleiio publico dave assistir
for maga o do corpo de delicio, par* o qae ser
sempre intimado; mais aa deixar da aasislir nao
sera, por.laso,nullo, aquello aeto.
Art. 147. O juiz competente, logo que reque-
rido aeja, proceder aam demora tormaeo do
corpo de delicio, e obligado a proseguir nos
mais termos do procesa, dentro dos piazos mar-
cados na novissima refarasa judicial, para oa
mais casos crimes. O juiz que assim nao fizer,
commelle um aboso de poder, pelo qual pode
lambem querellar dalle qualiuer cidado recen-
seado na forma deete decreto.
Art. 148. O direito de querellar por causa dea-
les delietos, cu de es aecusar no juizo de polica
correccional, prescreve deotre em seis mezes.
Art. 149. Para se proseguir por estes crimes
umempregado publico, de qualquer ordom ou
cathegoria que seja, nao necessem liceoca do
goveroo.
nico. Se o funecionario aecusado nao fdr
pronunciado, ou fdr absolvido o aceusadov, sen-
do particular, podara, conforme as circumstan-
cias, ser coodemnado a urna multa de 5O$O0O a
500$000, e as perdas e damoos.
ArL 150. O despacho de indiciaco em querella,
obrigar aempre os indiciados a prisao e livra-
menlo, e nestes-orimes nao tem lugar flanea.
Art. 151. Os processos por estes crimes nao
suapendem as operaces eleitoraes.
Art. 152. A coodemnacao, quando fr pronun-
ciada, nao podar em caso algum ter por effeito
o snoullar a eleigo declarada valida pelos pode-
res competentes.
TITULO XVII.
Da reviso do recenseamento e da repetico das
eleices.
Arl. 153. O recenseamento ser revisto todos
os annos pela forma prescripla neste decreto,
tomando-se, em cada um aono por base, o re-
censeamonto do aano anlerior.
8 nico. Oprimeiro recenseamento feito em
coorormidade cora este decreto contina, sem
ser revisto at ao anno de 1854, no qual se faro
a primeira reviso.
Art. 154. As operaces de reviso comecario
8empre no primeiro domingo do mez de Janeiro
de cada um anno pela formacio da assembla dos
quarenta uiaiores conlribuinles, na forma do ar-
tigo 21 e seguiotes deste decreto; e estarlo ne-
cessanamente ultimadas no dia 31 de maio desse
mesmo anno, pela rectifleaco definitiva do re-
censeamento, eaVconformidade com o art. 30
deste decreto.
nico. AscomnissSesde recenseamento elei-
tas na forma dos arligos 24 e seguiotes deste de-
creto durarao at serem legalmente substituidas
em Janeiro do aono de 1854. As outras com-
misses que de futuro se elegerem ns forma do
artigo 154. duraro at serem substituidas no
anno seguinte ao da sua eleigo.
Art. 155. Todss as eleigoes pan quaesquer
cargos pblicos, que tenhsm de fazer-se desde o
da 31 de maio de cada anno, at 31 de maio do
anno seguinte, faz-se-ho sempre pelo recen-
seamento assim revisto na forma do artigo 8o do
acto addicional.
Io Quando houver de proceder-se eleigo
da cmara dos deputados, o governo, por um
decreto especial, marcar um dia para a reuoio
das commissoes de recenseamento, com atteo-
cao aos prazos estabelecidos no titula 10 deste
decreto, am de qne ellas procedam com lempo
determinago das assemblas de que rezam os
artiges 41 e seaaute*. remessi dos esdernos
de que rezam os artigos 44 e 45, e comprara as
suas obrigagoes que lhes sao impostas por #>ste
decreto.
2o Todas as operagoes eleitoraes (ar-se-ho
nos prazos e pela forma eslsbelecida oeste de-
creto.
3o As contraveogoes e delietos, que se com-
melterem na revise*) do recenseamento ou repe-
ligao da eleigo, sero punidas e processadas
pela forms estabelecida oeste decreto.
Arl. 156. Ficam revogadas todas as leis e mais
disposigoes era contrario.
Art. 157. O ministro dar conta s corles das
providencias comidas neste decreto.
.J*!11" Necessidades, em 30 de setembro de
18o2. RainhaDuque de SallaohaRodrigo da
Fonceca MagalhesAutonio Mara de Fontes
Peteira de Mello Antonio Aluzio Jervis de
Atouguia. v
Depois das pungentes dores e tormentos de
urna eofermidade de mais de um mez, apezar de
todos os esforgos da medicina, morreu o Sr.
Anacleio Jos de Mondonga em a uoite de 12 pa-
ra 13 do crrante julho, na idade de 66 annos
completos, da de S. Anacalo e dia de seu nasci-
mento. Muito menino, quando perdeu seu pai.
oi elle orphao e pobre, mas trabalhsodo desde
que a natureza lhe deu para isso alguma forca
Lasou-ae cedo e leve varios fllhos, dos quaes ape-
nas tres Ibe restara, ficando duas casadas e pro-
tegidas. Sua vida foi muito laboriosa e activa o
no ramo de industria a que depois por necessida-
de se deu, soffreu alguns terriveis direilos, que o
reduzram a summa pobreza; mas nao se deixou
succumbir.
Dotdoa de urna alma enrgica, de urna vontade
firme e ndomavel, e de um juizo claro oo ator-
mentou o governo com impertinentes soliciU-
goes. nao poz cootribuigo os seus amigos, mas
arrojando-se a brego sollo no mar tempestuoso
desse genero de vida, affrontou corajoso os con-
Iratempos e a desgraga.
A* forga poim, de trabalho intelligente e per-
severante, 6 torca de economia sem prejudicar a
sua genial fraquea e generosidade, forca do
exatidao no cumprimente de sua palavra ede seus
traios, pOde restabelecer o seu crdito o fepta-
cao. e conseguiu apresentar o exemplo talvez
anico nos annaesda marchantaria, morWu sem
cootas cora os seus socios algum pequeo alcan-
ce pparecer, promptameote ser saldado. Em
consequeacia do qae sus familia nao ficou oa roi-
aeria, nem exposta a persegnigoea de eredores
ames muitos aclivos fem arrecadar: pode r
vivendo. *^
Este resultado que muita honra far a sua me-
moria, o tomou digno das honras e obaeeuios
que no seu funeral lhe prestaram numerosoTami-
gos aos au*es, toda sua desoUda familia tributa
es msis rendidas gragas e eterno reconheeimento.
O vlgano Venando Henrique de Htzendc
A Mva freguezia do Murici.
roAoTembi8 d?8ta Proflncla das Alagoas, pa-
iZZl? mM* **** reclamada pela mais
imperiosa necessidade publica.
neaiIeeVde.Ilu T a,en09 Bobr6 inrfar
r^.C0irres,8l,fel ^idade reacio daVef-
de um seu correligionario poltico.
O Rvd. Macario Jos de Omena, na quafidade
de vigano encemmeodedo da freguezirda Impa-
flcavel nio podia deixar de provocar a mais insta
\ 3S!&0JP M P"Msoos desta po'osgio
do atta, n afie enchrBiraa visivelmeale o
proposito deliberado, e por demais reprovado, de
detBcultar e tornar mesmo impossivel a cooces-
so de uro beneficio que cow tanto ardor suppli-
eavam do corpa legislativo i>wivicial.
Esse atteDlade ero tea'da teizer-lhes o desani-
me, exciiou-auas ostrisB, e atoHa maito lempo
coadjuvadae pelo sea noaoperdrtioa H>d. Getu-
lio, construirm de novo urna elegante igreja de
pedrea ai, dando raaie realce eate bella e fio-
resecitve pavaapo, que eesentada ao regace de
emeosae e verdejantes campias le uto aspec-
to msgestosoe contemplativo, formando um pai-
nel arrebatador e sublime I
A serie de abusos e as arbitrariedades pratica-
das pelo Rvd. Macario na regencia da freguezia
talvez chegando ao conhecimento do nosso bon-
doso prelado, tivera grande influencia na esone-
raeo que recebera da alta misso de distribuir o
pao espiritual atteodendo assim o Exm Sr.aispo
diocesano aos favorosos votos de usa populago
inteira, que se via injustamente contrariada en
suas mais nobres e legitimas aspirages.
J nio existindo por conseguiote os motivo*
que punham eetotvos divisio da freguezia, em-
penhou se agora o Rvd. Macario com os seus al-
nados polticos, e fcilmente cooseguio a creagao
da freguezia, ao que leo intenso se mostrara ou-
tr ora, quando obcecado pelo iuteresse.
Consta-nos que procura com afinco ser prvido
oa nova freguezia, laucando por esse modo o car-
tel de desalio a urna populagio inteira que o
amaldicoa e eborreee I
Seria excitar urna conflagrado de consequen-
cas talvez funestas ordem e a tranquilidade pu-
blicas, tal a ogerisa que smente urna serie de
desmandse capaz de provocar.
O Rvd. Macario que sempre decidi arbitraria
e caprichosamente dos deslinos desta freguezia
da Imperstnz onde nunca soffreu a menor oppo-
sigo, hoje repellido com lndignago e horror
pela quasi totalldade de seus habitantes I I
A prova esl uas duas ultimas eleigoes que li-
verem lugar nesta localidade.
Sub'erventemente adslriclo a urna olfgarchia
phrenelica, intolerante e desptica, que tudoquer
avassalar, e que aqu quer estender as suss raizes
j carcomidas pelos vermes da corrupgio e do
vicio, o Rvd. Macario fingindo ignorar a anl thia que lhe volam os seus considados, empe-
nhou-se na lula eleitoral de setembro, e oo obs-
tante ler de seu lado a unanimidade de urna mesa
parcial e desvairada pelas paixoes partidarias,
soffreu a amarga decepclo de ver triumphaole o
lado adverso, que a populago em geral, nao
conseguindo sequer eleger um juiz de paz nos
cinco districtos de que se compoe esta freguezia,
inclusive o do Caruruzinho, donde capello e
morador ha muitos annos I
Pertinaz na illuso e instigado pela furiosa oli-
garchia, empenhou-se de novo na pugna eleito-
ral de dezembro e contando ainda com as vaola-
geas de unanimidade da mesa, obteve apenas,
K
O velho accionista.
OMMRIOa
Caixa Filial do Banco do
Brasil einPernambuco
A directora em virtude do sviso de 8 de ju-
nho prximo passado, declara que flea prorogado
por mais 60 das o prazo marcado pelo art. 4o do
decreto n. 1685 de 10 de novembro do anno fin-
do, para a substituigo das ootas de 20$ da emis-
so da mesma caixa, o qual floda em 19 de se-
tembro vindouro.
Caixa Filial do Banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.O secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferreira.
A directora da caixa filial do banco do Bra-
sil tem autorisado ao Sr thesoureiro da mesma
sem embargo do ouro eslraogeiro, introduzir ns \ caixa a pagar o 15. dividendo do semestre pas-
urna seisc-ntas listas ; cabend ainda o trium- j sado na razo de 8$500 por aegio, de conforml-
pho ao lado adverso que depositou nella mil no- dadecom as ordeos recbidas do banco do Bra-
vecentas e tantas, despeito das mais parciaes e '. Recito 15 de julhe de II
despeno das mais parciaes
acintosas recusas I
Tve, polanto, o anligo collosso feudal defta
frpguezia da imperatriz de rotar por Ierra, e so-
bre os seus gemidos agooisaotes o estandarte das
novss crengas persorrer todos os ngulos, propa-
lando novas doutrioas.
O polen das ideas, que o sopro da civilisago
espalha as azas do progresso, tem germinado
frucios abengoados.
Esta populago livre da cadeia de ferro que ar-
rocheava lhe os pulsos respira hoje livremeote,
subtrahida da perniciosa influencia de um poten-
tado ridiculo que, tomando por exemplo Mucius,
ludo fazia para a desgrnca do povo.
Sao fados estes que se acham no dominio do
publico, e desafiamos que se nos coateste.
A' vista de um pronunciamenlo to manifesta-
menle hostil, de urna condemnago de tal forma
positiva, ser conveniente paz publica a no-
meago do Rvd. Macario para vigario da nova
freguezia?
Confhmos bastante na prudencia, moderago e
sabedoria do nosso digno prelado, pira nao acre-
ditarnios que elle expooha com tanto desamor s
iras e viogaogas de semeljiante pastor um reba-
nho, que tem em tudas as pocas dado as mais
irrefngraveis provas do submisso e obedieocia
aos seus pastores espiritases, como actualmente
o prora o acatamento e amor que dedicam ao
Rvd. vigariq Gelulio, que tem sabido conquistar
o respeito tesitons da seus parochianos.
De certJPque nao acreditamos'; porque nesta
provinciaKlizmeote ainda exystem sacerdotes,
extrmeswe odios e paixes polticas, geralmeo-
te acatados, bem como alm de outros os Rvds.
coadjutores da cidade do Penedo padre Viceote
Ferreira de Meira Lima, que o typo da mais
acrisolada virtude, e o dadr Alexaodre Jos
Grangeiro, que se compenetrando ambos da sao-
tidade de sua misso que toda de paz e mansi-
do, nada lera poupado afira de imitar o exem-
plo de seu virtuoso e sabio diocesano.
Deus queira Iluminar o nosso sabio diocesano,
am de que ainda esta vez cerrando, como eos-
toma, os ouvidos s exigencias dissimuladas do
vertiginoso espirito de partido, nao so deixe illa-
quear era sua boa f, tonao smenle em vista
a feliciJade e o bem estn de urna porc.ao lie con-
sidera vel de grande rebudio, confiado a sua guar-
da aoqual dirige com tinta mestria e iacansavel
solicitude. x
Eogenho Minas-Novas no Murici, 11 de julho
de 1861. '
Feliciano.
julh de 1861. O secretario
interino, Luiz de Moraes Gomes Ferreira.
Publici(oes% pedido.
Praca do Recite 17 de
julho de 1861.
iYs (\ualro \vovas da larde.
Cota^des da janta de corretores
Frates.
Assucar de Macei para Liverpool20/ por to-
nellada e 5 0,0
Algodo do Macei para Liverpool20| por to-
nellada e 5 0(0
Algodo de Macei para Liverpool9^16 d. e
5 OjO por libra.
Couros deste porto Liverpool 50[ e 5 0(0 por
tooellsda.
Algodao do Rio Grande do Norte Liverpool
5[8 d. e 5 0[0 por libra.
Cambios.
Sobre Londres 25 1|* d. por 1$O0O 90 dj
vista a dinheiro.
Sobre o Rio de Janeiro 1 0i0 de descont a
15 d[ de vista.
Praga do Recife.
Dia 18.
._. J As 4 boras lo tarde.
Cotaqes da junta de corretores.
Oescdnlos10, 12 e 15 0(0 ao anno.
Leal SevePresidente.
Frederico Guimaressecretario.
Alfandega,
Reodimento do dia 1 a 17. .
dem do dia 18. ... .
29l:925040
16:169j469
308:0949509
Hovlmento da alfandeiga.
Voluntes entrados eom fazendas.. 137
> com gneros.. 444
Volamos
a
sahidos

eom
com
fazendas..
gneros..
------581
93
125
------218
III
n
Nao vejas \.. se a vlre3...Eu V porque o digo :
Tu morres de amor.
Uacedoj
Nao vassalla, prioceza
Aquella flor de bellesa, |
Que sempre infunde respeito,
Qu'a todos causa emogo ;
Qu' arranca ao imo pello]
De poesa lindas flores
Os mais sinceros tonveres
Nascidos do corago.
O sed porte magostse,
Altivo, lindo e formoso,
De graca seu eolio erguido
Inspira venerago ;
Tanto encasto reunido
S em feitura dos cos I
S pode usa anjo de Dos
Conquistar adoragao.


Vestem-lhe o corpo gentil
Mil encantos, gragas mil ;
Os fulgores das estrellas
Smento seusoihos do ;
E' a bella d'ealre a bellas,
E' a rainha da ierra
Aquella qua eos si ncerrs
Tanta graca e perfeigo.
A sns alma ingenua e bella,
Candida, pura e singulto,
De s virtudes ornada,
E' divina] perfeigo,
Urna alma to bem dotada
m corpo to bem vestido,'
Do corago commovido
Requer sincera aCTeigo.
Nko vassalla, prihceza
Aquella flor de bellesa.
Que aempre infunde respeito,
Q'a todos causa emogio ;
Qu' arrancalao imo pello
De poesa lindas flores,
Os mais sinceros louvores
Nascidos de corago.
Aristides d$ P. Mar lint.
ATTENCAO.
Srs redactores.Lendo b-Otem em isu ccQCei-
tuado jemal um -nauaaebuade aranzel, aasignado
pelo-0 consaao-.emo qual querendonas irsls^de
jusliQcsr a mudanga do titulo de Gabinete Eortu-
guez de Leitura se irrogara injuries. ob injurias
e do minirs tal, que mais ferem s,peaaoas com
auem o celebre autor da tal araaxel esl ligada,
do que aquellas a quera m dlri*e; per quaato
estos tem em sau abono o tesUmunho de varios
***** Wj^MMiwiM a. adrate* a tino cota
que ae dingtram am tai aseaaplo, team Oaai-
Descarregam hoje 19 de julho
Patacho inglezHarrietbacalho.
BrigueinglezMary Aona trilhos de ferro.
Barca mglezaColinacarvio e ferro.
Brigue inglezRelia ncemercad or ss.
Barca inglezaSarahidem.
Polaca hespanholaEsmeraldacarne de char-
que.
Polaca hespanholaIndiaidem.
Importaf'o.
Escuna hollandeza Antelope, vinda de Aras-
terdam. consignada a Brender a Brandis, mani-
festou e seguinte.
100 barricas e 200 frasqueiras genebra, 200
caixas velas stearinas, 120 saceos arroz pilado,100
caixas queijos redondos, 150 ditas ditos chatos,
119 barris pregos de ferro, 30 ditos salitre refina-
do, 25 mullios rotim, 2 caixas dito em palha. 10
caixas marmore polido, 67 fardos papel de em-
brullio, 13 ditos e 42 caixas dito de imprimir. 4
ditas dito dito coloriado, 2 ditas dito para letras,
45 ditas dito de escrever, 4 volumes amostras de
diversos artigos : aos mesmos.
Brigue nacional mirante, vindo do" Rio de
Janeiro, consignado a Azevedo & Mendes, roani-
festou o seguinte:
25 duzias de pranxoes de pinho, 50 pipas va-
ziase 100 meios barris abatidos, 600 saceos fa-
rello, 880 ditos caf, Si ditos barro, 102 rolos e
30 latas fumo, 1 caixo charutos, 1 dito cigarros,
8 barris vinbo, 2 caixas livros, 1 dita rap, 4 di-
tas papel de sscrever, 1 dita um espelho, 4 ditas
pregos, 13 volumea cera ; a ordem de diversos.
. Vapor nacional Cruzeiro do Sul, procedente
do Par.maoifestoa o seguinte :
28 rollos salsa, 1 barrica gomma elstica em
obra fina ; a Jos Mara do Araaral.
7 caixas com 168libras de cha hvson ; a Pal-
4eira & Beltro.
2 caixas com 500 libras de tabaco picado ; a D.
A. Malheus.
500 barricas com farioha de trigo; a qrdem.
Brigue hamburgus Heinrich, vindo de Bue-
nos-Ayres, consignado a Amorim Irmos, mani-
festou o segatota:
2,433 qulntaes da carne secca de charque, 60
couros seceos de cavallos; aos mesmos.
Exportaba
DO dia 17 de julho.
Barca hespanhola Maria da Natividade, para
Valparaizo, carregaram :
Viova Amorim & Filhos, 800 saceos com 4 800
Batea fsaneaaa Asusta, para o Havre, carre-
garam :
Tiesel frerea 4 C, 1 saceos com 9ii errabas
e 14 libras de alfodao, a 100 couros con 1*,0
libras.
or^S1* Umio* A C, 900 coaras seceos eom
25,238 libras.
Barca portuguesa FormossH pora Lisboa a Par-
ts oarregaraoi:
Joaquim Jee Rodrigues di Cunba, 201 cowus
aaigades coas 4.96S Mbraa.
Brigue poHuguei Constmntt. pasa Lisboa, car-
refaraa :
Jos Feroandes Farra ira, 29 praaehea de vi-
ohaiico de deus aoalMlM de largura (com 2 pal-
mo) do 26 a 30 patosos da cumprimeato.
Eiato Barbosa k C, 5 eaccos ao* 2,660 4
as da assucar.
^*tanKo dea Santos Meaado, 98 lacees cesa
490 dilaa de dito.
BiitwraaileiroOffaBa, pera o Parto e
boa, ajrregaram :
Bailar & C, 8 couros salgados com 208 libree.
?-!2ST r ? f "i1,0.D0 "oe diz re9Peil0 aos '
*K. ? i.,M m Porlau' ** maneira
nLi ^" m aaia> Mci0 1U( "'os '
conteste ; a pauto senhores ludaetorea, de terem
os mesmos ardo a gracia dos-com o titulo de bene- f
menlos, por adraiaistragoes desafectas aos mes- '
mosi ser osee odo mais que poucas ou neahumas
adiDinlstrsges teai havide que nao tenbam lan-'
fado mo delles para misses, que a nao serem !
elles de cerio difJVcil ters sido consegui-los.
Porta nio j se vf qat a com misso encarrega- [
da da reforma dos estatutos, nada perde com o
latir de um cao datando r mas eutro tanto po-
rera, oo acontece aos membros do conselho em
no rae de quera se falla / por quaoto tendo estes
sido pegado desprevenidos, adoptaram a propos-
la da reforma do Cibineta Portuguez de Leitura
pela de Instituto Litterario Portuguez. Tendo
sido discutida a materia neste terreno, entrararo
alguna membros do conselho no conhecimento de
que linham sido victimas de sua boa f, e portan-
to duvida alguma punham em cencorrer para que
nao prevatocesae a perfidia. Cevto disto, o autor
de tal reforma, enlendeu que em oome do mes-
mo conselho, mas sem autorfsage,. deveria en-
verter a queslo chamando a par* o simples ac-
to de mudanga de oomedeclarando a reforma
tao somente no sentido de Instituto Portuguez de
Leitura-efc Nao.se tombrando que attestem o con-
trario as publicages cootidas em seus Diarios
ns. 129 e 132.
Nao se lembrando Analmente que de suas es-
pertezas nao se conclue seno, que uta pedan-
te e que quer/azer de cada um dos membros do
conselho um seu aulomato.
Ficamos na expectativa at ver aoode chega o
bro e honrs de cada uo dos membros ds actual
conselho do Gabinete Portuguez de Leitura, cer-
tos deque, os membros de que se compoe a'com-
misso de que cima traamos oo descero de
sua dignidaie, assim peosa.
1 iSi/^311? L0 JtaOr' m tcco t>
d.OOO arrotas de sssoear.
Brigue braeUeiro Maria & Alfredo, para Mar-
selha, carregaram :
Manoel Ignacio de Oliveira & Filhos, 50 saceos
eom 250 arrobas de caf.
Brigue inglez Elisa Jenhins, para Liverpool,
carregaram :
h*a0n N5h c- MO ecos com 5,500 arro-
oaa de assucar.
aeebedori.de ranadas interna
- ** df Pemambneo.
Henoimeoto do da 1 a 17 o7-iainn
dem do di. i8. "; ; ; ; -gg
051a02
Consulado proTlnelaT~
Reodimento do dia la 17. rja^ajw*
.....2:&16|$3*
dem do dia 18
7fr8&m
Mo^imtjto do porto.
Vdeio entrados no dia 18t
Assu12das, hiate brasitoiro eCamaragibe, da-
toneladas, capilo VirRioo i. dos Sanio.
equipagem 5, carga sal; a Luiz B. de Si-
queira.
Rio de Jeiro-9 di., brigue br.aileiro Euaa-
nw, de 22 toneladas, eapito Mauoel E Me-
Rueis, equipagem 11, com lastro; a Azevedo A
Mendes. wm
Navios sahidos no mesmo dia.
Portos do ulvapor braaileiro Cruzeiro d
Sul, commandanie o capitn de mar e guerra
G. Mancebo.
Macei-barca ingleza Plmate, capit Geont
Gray, em lastro.
Suspenden no lamaro.
Porto Cabellopolaca hespanhola Vctor, ce-
pito Estevo Kozes, carga varios gneros.
3>
C
a.
o.
Horas.
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Direccao.
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mttrica.
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Francs.
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I
-- S -- S 5 "p-
en

Edita es.
Deciara$oes.
SOGIEDABBIAHCAH4-
Amorim, Fragoso [Santos
Companhia
Satam e tomara saques sobro as praqas do Ra
de Janeiro, Maranho e Par.
Ispecgo do arsenal de ma-
rinha.
De ordem do Sr. inspector fago public, qua
nos das SO, 26 e 31 do corrente mez, estera
venda em hasta publica na- porta do almoxarifa-
do desto inspecgo, coraegando as pragas s 11
horas H maohia, e cseo do brigue escuna Xin-
C, forrado de cobre, de 94 pes de comprimento,
de bocea, e 12 de ponlal, avaliado com todo
os seus perlences em 1:378j> bem como os obiec-
toe desee navio, seguiotes
Msalfta?o.
neto e sobre, retranca, ejfaDfqatja grtade, dito
C



5^
ce
o BB
O
P*
O
e-
o
a
>
o*
A noite nublada a principio e depois clara ven-
to SE fresco e assim amanheceu.
OSClLAgA Da KAR.
Preamar as 0 h. 42" da manha, altura 6 4 p
Baixsmar as 6 h 30' da larde, altura 1,6
Observatorio do arsenal de marinha, 18 de ie-
lho de 1861.
Romano Stepp-le,
1* lente.
o presente a
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimeiito da resolugo da junta da
fazenda, manda f%zer publico, que a arrematagao
dos predios pertencenles ao patrimonio dos or-
phos, annonciada para hoje, fleou transferida
para o dia 25 do correte, com excluso da casa
n. 6 da ra das Lsrangeiras, que se acha arre-
matada.
E para constarse mandou affixar
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 18 de julho de 1861.O oflicial da se-
cretaria.
Miguel Alfonso Ferreira
Por ordem do Illm. Sr. inspector da alfan-
dega se contrata por um anno o fornecimento d*
rages para a guarnigao da escuna Lindova. a
saber: 3
Pao.
Bolacha.
Assucar tranco.
Caf em grao.
Arroz do Maranho.
Bacalho.
Carne verde.
Dita secca.
Toucinho.
Farioha de mandioca.
Feijo.
Agurdente.
Azeile doce para comida.
Dito para luz.
Vinagre.
Velas de espermacete.
Ditas stearinas.
Sal,.
Leha em achas.
As pessoas que quizerem contratar dito forne-
cimento apresentem as suas propostas em carta
fechada at o ultimo do corrente mez.
Alfandega de Pernambuco 18 de julho de 1861.
O 1 escriplurario,
Firmino Jos de Oliveira.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia, em cumprimentoda ordem
do thesouro, de 6 de maio ultimo, manda tazer
publico, que Qca aberto, para o dia 29 de julho
prximo seguinte, novo concurso para preeachi-
mento dos lugares de pratieante de alfandega
desla mesma provincia, comecando os exames s
10 horas da mwiha sobre as seguiotes materias :
1.a grammatieo da lingo* verncula, leitura e
escripia correets e corrate ; 2 theoria da es-
cripturago mercantil por partidas simples e do-
bradas, e suas applicagoes ao commercio, o aad-
ministrago de fazenda ; 3.a arilhmetio e sua
applicagoes ao commercio, com especialidado a
reduego dos pesos e medidas nacionaes e es-
trangeiros, calculo de descont e juros simples e
composlos, theorias de cambios e suas applica-
goes; 4a noges de algebra ; 5.a tradueco cor-
recta das ltogaas ingleza a franceza, ou peto me-
nos da ultima ; 6.a principios geraes, de geo-
graphia, de historia do Brasil e de eslatistica com-
mercial.
Aquelles qne pretenderem ser admittidos o
coocurso, devero previamente provar, que teem
18 annos completos de idade, que eslo livre de-
culpa e pena, e que teem bom comportameoto.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 4 dejunho de 1861.Servindo de offl-
cial-Bjeior, Luiz Francisco de S. Paio e Silva.


{*>
OIAMO M tlMUMTOOft fe SfcXf 1 FU iV'WtlA 51 iNf|
i .-
do latino,' pao do (uso deste, vorga' do traquete,
dita do velaxo, ditas de joanete de proa e do id-1
bre, dita secca*dita de gavea, dita dejoaoele
grande, dona paos de surriolas, dona ditos do
cutello do relaxo, dous ditos dos do oabele, um
dito de baneira, um sezto de gatea e dous vaos
de joanete grande e de pro tudo avaliado eui
1:219*000,
Amarrscio.
Duaa ancoras e duas amarras de pollegada com
1W beabas, avallado em 3369960.
Apparelho.
Tedo denominado ixo com o competente po-
liaaae, avallado om G6O5OOO.
Panno.
Urna aodaina, avaliada em 5359000.
A venda tendo de eTeclusr-se na ultima praca
sendo que o dito brigue escuna est em (rente
deste arsenal (canco ser examinado pelos pre-
tndenos.
Inapecco do arsenal de marioha de Pernam-
bacoem 16 de julbo de 1861.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
lospeccao do arsenal de ma-
rmita
Faz-se publico que a comraissSo de peritos
deste arsenal examinando, na (orma determinada
noregnlamento bailando com o decreto n. 1324
de 5 de fevereiro de 1854, o casco, machina, cal-
deiras, apparelho, maslreaco, veame, amarras
e ancoras do vapor Iguarass da Companhia
Pernambccana de navegado costeira, achou tudo
em estado regular.
IrrspecQo do arsenal de mancha de Peroam-
fcncofm 18 de julbo do 1861.
liziario Antonio dos Santos,
Inspector.
Tribunal do eemmerete
'Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se (az constar o registro
na data desta, do contrato de sociedade sob a
razio Pereira, Vinhas & Seixas, feito em 1 de
'abril prximo passado, a durar tres anuos, por
Bernardo Jos Pereira, Jos Joaquina de Souza
Vibhas, subditos poHuguezes. e Luiz de Sen
W
Rio Grande do Norte,
AsseMossor,
Vai sahir por estes olto das barcaca Nova
Esperance, recebe carga a (rete para os portos
cima ; a fallar com Bartholomea Lourenco, na
ra da Madre de Dos n 2, ou no trapiche do
algodio com o mestre.
Conlinoacao da eilo
DI
Baha.
A escuna nacional Carlota, capltfio Luciano Al-
Tes da Coocpigao, sihe para a Babia em poucos
dias ; para alguma carga que ainda pode receber,
trata-so com Francisco L. O. Azevedo, na ra da
Madre de Deus n. 12.
LOUQA.
PARA ACABAR.
Terca-feira 23 do corrente.
POR TODO PREQO.
O dono do estabelecimento da loca de louga
da ra das Cruzes n. 41, far leilo no dia cima
as 11 horas em ponto, por intervencio do agente
Costa Garvalho, do resto da lou'ga que exiatir em
seu armazem pois o preco porque tem sido entre-
gue ja tem sido de todos sabido e por isso o
mesmo agente espera a concurrencia de seas
(reguezes
Para
Rio de Janeiro,
o petac'/to nacional Lima I, de superior mar-
cha, aegue com brevidade para o Rio de Janeiro,
recebe carga a (rete para dito porto : lrta-se
com Basto & Lemos, ra do Trapiche n. 15, ou
com o capito a bordo.
afck.
LEILAO
*1r
O patacho nacional Barro I, de superior mar-
Correia', Brasileiro, todos domiciliados na capital: cjjti SPgUe com brevidade para o Rio de Janei-
,sendo ofimdessa socie-! r0i recebe carga a frete iMu-se
da provincia do Ceari
dade a compra e venda de gneros, com o capi-
tal do 60:000 oroecidos pelos sobreditos socios,
aos quaes compete o uso da firma social.
Secretaria do t-ibunal do commercio de Per-
aa-mbuco 17 de julho de 1861.
Julio Guimares Ollicial-maior.
Amonio & Filho, ruada Cruz n.
, capito a bordo.
45
com viuva
ou com o
O agente Hyppolito por carta de ordena que
recebeu, vender em leilo um predio terreo na
traveasa do Tambi da praca da Boa-Vista, o
qual tem 2 salas, 4 quatros. quintal murado e ca-
cimba, sendo o terreno (oreiro, os pretendentes
pots, para iuformacoes procurem o agente cima
que Ihe as mostrar, devendo proceder-se a ven-
da sabbado 20 do correte, em seu eacriptorio
ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro andar,
as 11 horaa em ponto.
Avisos diversos.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
21 RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbado 20 dejulho.
Subir scena pela segunda vez oeste theatro
o interessante e muito applaudido drama em 5 <
actos, original (rancez,
Rio de Janeiro
segu com toda a brevidade a barca cMathilde
por ter metade do seu carregameoto engajado
; para o reatante,
r i
trata-se com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. i4, ou com o capito
(Jos Ferreira Pinto.
Baha.
Segu a aumaca Hortencia, capito Belchior
Haciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
(alta e passageiros, trata-se com Azevedo & alen-
des, ra da Cruz n. 1.
COMPANHIA PERNAHBIIGAIU
DI
PEf!Pi4ll01iA Navegacao costeira a vapor
DENOMINAgO DOS ACTOS.
Acto l.A esta em S. Cloud.
Acto 2.A casa do artista.
Acto 3.O baile Muzard.
Acto 4.O filho em Vincennes.
Acto 5.Oduello.
PERSONAGENS.
Andr Estoves, gravador....... Germano.
Polydoro Ardou................ Nunes.
Francisco Tevenot, tenente de
cacadores da frica.......... Valle.
Osear Turlubey................ Vicente.
Badichoo, propnelario........ Campos.
Thomaz Brouze, rico austra-
liano......................... Ray mundo.
Pedro, joven camponez........ Teixeira.
Um creado do hotel............ Santa Rosa.
Um commissario de polica.... Leite.
Maa, a Peccadora............. I). Manoela.
Bianca......................... D. Carmela.
Marieta........................ D. Jesuina.
Nathalia........................ D. Anna Chaves
Eaperanca .................... D. Isabel.
Genoveva...................... D. Leopoldina.
Homens e senhoras, mascarados, etc.
poca actualidade.
O primeiro acto passa-se em um jardim em
S. Cloud. O segundo em casa de Andr. O tercei-
ro nos saloes do hotel Armood, baile mascarado.
-O quarto e quinto .em Vincennes.
Terminar o espectculo com a nova comedia
em um acto,
5a francos decarruagem.
Comecar s lyi horas.
Os bilhetes vendidos para a recita de quarta-
leira, que (oi transferido, tem entrada neate es-
pectculo.
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu'. Aracaty, Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante Moreira,
sahir para os portos do norte at o Gear no
dia 32 do corrente s 4 horas da tarde. Recebe
carga at o dia 20 ao meio dia. Eocommeodas,
passageiros e dinheiro a frete at o dia da sabida
a 1 hora : escriptorio no Forte do Mattos o. 1.
COMPANHIA PERNAMBCANA
lloje, depois da audiencia do Sr. Dr. jaiz
dos orphos, teri lugar a ultima praca, pelo pre-
go da adjudicado, de urna parte do excellenie
sitio em que mora o Sr. Barroca na Paasagem da
Magdalena. Execuco de J. Ferreira Villela, con-
tra o casal de M. C. Leal.
Vende-se urna caiinha na ra da Ramelia :
quem quizer pode dirigir-se a ra do Alecrim
numero 4.
Sibendo que o coronel liento Jos Lime-
nha Lina quer vender a propriedade denominada
Agua-comprida, deade j declaro nulla a venda
da dita propriadade, porque (azendo-se urna ac-
commodacao na acgo que exista comigo e os
meus manos contra a Exma. marqueza do Recife
e mais herdeiros, os quaes herdeiros nos cederam
o engeoho Tiriri e a dita propriedade como cons-
ta por urna escriptnra publica; pois quem com-
prar a dita propriedade ica sugeito i nullidade.
Recife 17 de julho de 1861.
Joo Paos Brrelo.
Roga-se ao Sr. Jos Antonio Rodrigues e
Silva queira ir ra do Padro Floriano n. 71, a
negocio de sea interesse.
Correio particular para a Pa-
rahiba.
A agencia se ha mudado para ra da Cadeia do
Recife n. 12.
Na ra da Imperalriz n. 29, loja de movis,
deseja-se (aliar aos Srs. abaixo mencionados,
afim de se dirigirem a dita loja a negocio:
Jos de Souza Leo, morador em Gurja de
Cima.
Manoel Peres Campello Jacome da Gama, mo-
rador em Seriohem.
Frederico Caroeiro Leao Filho, empregado no
consulado provincial.
Theodorico Jos Tavares, empregado em pa-
lacio do governo.
Antonio Annes Jacome Pires.
Horacio Alves da Silva.
Manoel Alves Vianna, filho de Goianns.
Cincinato Mavjgoier.
Dr. Antonio Ferreira Velloso, no engenho Ipo-
joca, na provincia da Baha.
Jos Joaquim de Figueiredo Pernambuco, que
(oi empregado na polica da provincia da Parahi-
ba do Norte. {-
t
Villa do Cabo.
Armazem e padaria
Pedro Alexaulrino da Costa Machado, tendo
reaolvido mudar-se para a cidade do Recife, pre-
tenda vender o aeu bem conhecido e acreditado
armazem de molhado, contando atraz do mesmo
urna padaria bem montada, e em estado de tra-
balhar, sendo a casa do armazem de aluguel, e a
da padaria de sua propriedade, e urna estribarla
nova; asaim como alaga tambem acisa de mo-
rada que tica annexa ao armazem. Este estabe-
lecimento se acha muito acreditado e afregueza-
do, j pela antiguidade e j pela sua localidade
que fica mallo perto da estacao da via-frrea ;
do que para informecoes podem dirigir se ao Sr.
commendador Joaquim Lucio Monteiro da Fran-
ca. Outro aira (az aoiente que sua casa se acha lt-
vre e desembarazada ao comprador: quem pre-
tender, dirija-se a mesma villa a tratar em dito
armazem com seu proprietario.
l'recisa-se da quatro a cinco contos de ris
a premio com garanta em um predio de tripli-
cado valor, em ra principal desta cidade : a
quem convier, annunce.
Vende-se urna escrava cottumada a andar
aoganho, a qual d 800 rs diario, e tambem se
permuta por um escravo que entenda de servico
de campo : na ra da Imperatriz n. 47, terceiro
andar. Na mesma casa vende-so urna porcao de
caibros de qualidade, de 30 a 40 palmos de com-
primento.
Aviso aos galistas.
Na ra Imperial n. 37, taberna, vende ni-se
lindos galos, proprios para briga, da antiga raga
de mulalioho.
Aluga-se urna ama de leite; na ra da Au-
rora, na quarta casa pastando a (undico.
Aos senhores de engenho.
Um homem casado, habilitado para os magis-
terios de instrueco primaria, latim e (rancez, se
offerece nao a para instruir a'alguna meninos e
rapazesem algum engenho nesta provincia, co-
mo para a adminiatraco do mesmo engenho ;
assim como sua aeohera achando-se igualmente
habilitada para o ensino das primeiras letras, cos-
tura, labyrinlhos, etc., poder tambem lecciooar
a algumas meninas : quem de seus prestimos se
quizer utilisar, dirija-se a ra eatreita do Rosa-
rio, loja de ourives 7, deixando ahi Sarta fe-
chada com as imciaea M. D.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Tendo chegad'o ao conhecimento do?
emprezarios do gaz, que algun consu <
midore tem sido logrado* por petsoes
que oti'erecendo-se de melhorar ou con-
Joo Antonio Carpintei-1
ro da Silva, tendo de ir Eu-
ropa tratar de seus negocios,
deixa encarregado dos seus
eslabelecimentos a seu sobrr-
nho e interessado Manoel Car-
pinteiro da Silva, que tambem
fica Constituido Seu procura-'certar os bicos de gav de sua* casas e
dor m primeiro lugar, em Se- levando-os sob este pretexto nunca mais
gundo ao Sr. Jos Joaquim
Dias Fernandos e em terceiro
aos Srs Matheus Austin & G.;
declaro mais que levo em mi-
nha companhia um criado de
cor preta de nome Jos, que
foi meu escravo, a quem con-
ced sua liberdade.
Julio Sampaio retira-
se para a Europa, ejulga nada
dever nesta praca, e se alguem
julgar o contrario annunce
por esta folha no prazo de tres
dias. Recife, 18 de julho de
1861.
Attemjo.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
e externo de urna casa de pouca familia : a tratar
na loja do sobrado da ra do Queimado o. 8.
Precisa-se de um official do pharmacia : na
botica da ra do Cabugi o. 11, de Joaquim Mar-
tioho da Cruz Correia.
O abaixo assigoado tem tratado vender sua
taberna sita na ra de S. Miguel, (reguezia dos
Afogados; se algutm ae julgar com algum direi-
to a ella, queira apparecer na ra Direita desta
cidade n. 95. Recife 18 de julho de 1861.
Urbano da Cruz Mello.
MUL
DB
GRANDE
E
Extraordinario baile
NOS
Saldes do caes de Apollo
Sabbado, 20 de julho.
Ser cumprido a risca o regulamento do Sr.
Dr. chefe de polieia.
Entradas para senhoras, gratis; para homens,
- .Navegaco costeira a vapor
O vapor Peninunga, commandante Moara,
' segu viagem para os portos do sul de sua es-
; cala no dia 20 de julho as 4 horas da tarde. Re-
cebe carga al o dia 19 ao meio dia.Eocommen-
das, passageiros e dinheiro a (rete at o dia da
sahida 1 hora : escriptorio no Forte do Mattos
n. 1.
Para Lisboa e Porto,
sahir com brevidade a barca porlugueza For-
mosa, de primeira marcha : para o restante da
carga e passageiros, para os quaes tem excellen-
tes commodos, trata-se com Maooel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo, .eacrip-
torio, ou com o capitao a bordo.
Para o Cera, Aracaty, Ass e
Rio Grande do Norte.
A lancha Flor do Rio Grande .do Norte tem
de seguir para estes portos at o fim do corrente:
para carga e passageiros, trata se como mestre
Antonio Jos da Costa, na ra da Cadeia, loja do
Sr. Joao da Cunha Magalhes.
Lisboa e Porto.
Segu at o lim da presente semana o veleiro
brigue nacional Olioda, capito Jos Gaspar
Pestaa, recebe nicamente passageiros, para os
quaes tem commodos regulares : trata-se com
Bailar & Oliveira, ra da Cadeia do Recife n. 12,
Almirante.
Segu para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Almirante, capito Henrque Correia Freitas, o
qual tem parte da carga prompta : para o resto
que lhe (alta e escravos a (rete, trata-se com
Azevedo & Mendes, ra da Cruz n. 1.
Attenqao.
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
(amilia : na roa do Hospicio n. 62.
Gregorio Paes do Ama ral, subdito portu-
guez, vai s provincias do norte.
Ollerece-so urna ama para cozinhar e ea-
gommar; quem precisar, dirija-se a ra larga do
Rosario n. 9, que achar com quem tratar.
Roga-se encarecidamente a pessoa que che-
gou do Para no vapor Cruzeiro do Sulo para
esta provincia, que trouxe cartas ou embrulho di-
rigido a Manoel Antonio Gon^alves, que se digne
apparecer na roa do Cabug, loja de ourives o.
3e3 A.
Ainda est paaa alugar o terceiro andar da
ra do Amorim n. 19: a tratar na loja da mes-
ma, ou na ra do Vigarlo o. 19, primeiro andar.
No da 24 sahir oPolticoperidico 9
9 progressista conservador, sahir urna vez 9
V por semana, a vulso 160 rs., por mez 500 #
9 rs. A redaccio promette es(orcar-se em #
justificar os principios que dominara na 0
0 phase porque vai passando o paiz. OPo- $
liticos pode ser procurado na ra de 9
Hortas lypographia n. 14, onde se rece- 9
aj bem as assignaluras. m
#
Brilhantes
de todos os lamaohos: vendem-se em casa de
. O. Bieber&C. successores, ra da Cruz d. 4.
Em casa de Na O. Bieber
(tC. successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Bordeaux em quartolas.
Dito Xerez.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, brinzos e brins da Russia.
Cerveja escosseza (Edinburgh Ale.)
Podras de marmore branco para consolos e mesas.
Plvora em barris.
Eniofre em canudo.
voltaram, os, emprezarios tornam a ant-
nunciar, pata bem de seus freguezes,
que nao ha machimsta ou pessoa algu-
ma autorisada de, apedido do dono,
concertar, nem mesmo examinar bicos,
ou outro qualquer appaielho de gaz, e
que o nico meio de obter concert?,
alteracao ou exame por via do caixei-
ro que esta' sempre no escriptorio da
empreza na ra do Imperador n. 31
durante s horas ae negocio, e quando
fora deltas na casa de sua residencia
ra do Alectim sobrado n. 2.
Declaram mais, que como elles sao
responsaveis pela boa accao das suas
obras recusam de fornecer gaz por
qualquer bico ou intermedio que nao
seja de.sua fabrica.
Tomara esta occasiao de repetir par-
te do art. 6 das instruccoes fiscaes a sa-
ber Havendo cheiro de gaz em casa
mandarao dar parte immediatamente
nos depsitos ou no escriptorio da em-
preza pedindo a devida observaco
desta instrueco declaram que o consu-
midor faltando a ella cahira' sobre el-
bre elle a responsabilidade das conse-
quencias...
S

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i

1

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I
Atsos martimos.
Para o Aracaty
ahita al o dia 80 sem (alta o hiate Nicolao I,
TDestre Pedro Jos Francisco : para carea e pas-
sageiros, trata-se com Prente Vianna & C.
Para Lisboa,
Leiles.
LEILO
O abaixo assigosdo pede encarec. amento ao
Sr. Antonio Celestino Alves da Cunhi, que baja
de ajustar contaa antes de sua partida/com o an-
nunciante, proveniente da escripluraco que o
abaixo assignado lhe fez, cuja se acha em aeco
do lllm. Sr. Luiz das/Mercs. Recite 17 de julho
de 1861.Jernimo Jos da Coala.
Aluga-se o sitio com a grande casa, do fi-
nado Miguel Archanjo Ferreira Vianna, em San-
to Amaro, delronte do hospital inglez : quem
pretender dirija-se ao mesmo sitio, a tratar com
a viuva do mesmo. )
Aluga-se urna preta captiva que seja boa
quitandeira : a tratar no sobradinho contiguo
igreja de N. S. do Pilar em Fra de Portas.
Irmandade do Divino Espirito
Santo, erecta no convento
dos religiosos franciscanos
O secretario, abaixo assigoado, convida os
seus cbanssimos irmaos para comparecerem no
consistorio da irmandade, domingo 21 do corren-
te. slO horas da manbaa, afim de eleger-se um
novo definidor para substituir o nossoirmo Joa-
quim da Costa Dourado, fallecido em dias do mez
prximo passado.
M. C. Honorato.
Quem precisar de urna ama para cozinhar o
diario de urna casa de pouca (amilia, ou mesmo
para homem solteiro, dirija-se a ra da Cruz do
Ilecie n. 27, segundo andar.
. O bacharel Antonio Annes Jaco-
me Pires mudou a sua residencia para
a ra do Imperador n. 81, onde pode
ser procurado para os mysteres de sua
prossao de adtogado.
Ao Sr. Manoel Jos de Castro Vianna, ro-
ga-se ainda urna vez,, o (avor de ir a ra Nova
"'Blies a 12$000!!
na loja do vapor, ra Nova, n. 7, vende-se
botinas de melles para homem a 129000.
*> brigue portuguez tConstanti, capito A agosto
garlos do Res, segu viagem com muita brevida-
^uem no mesmo quizer carregar ou ir de passa-
^em, para o que tem ac-iados commodos, trata-
se com o consignatario Thomaz de Aquino Fon-
eca, na ra do Vigario n. 19, primeiro andar
ou com o capito na praga. '
Valparaizo.
Segu com muita brevidade a barca hespanho-
la Mana Natividades, de superior marcha, tem
excellentes commodos para passageiros: trata-se
com a viuva Amorim & Filho, ou com o capito
sa rna da Cruz o. 45.
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente o hiate na-
cional Santa Anna]: para o restante da carga e
-passageiros trata-se com Gurgel & Irmaos, na
?na da Cadeia do Recite, primeiro andar, n. 28.
Acaracu'.
fiegae no dia 8 do mez prximo vindouro o pa-
lbabote Santa Cruz, recebe carga a (rete e pas-
sageiros : trata-se com Caetano Cyriaco da C. M.
ao lado do Corpo Santo o. 25.
Espera .ae 4o Porto por estas dias o brigue
portuguez Amalia 1, capito J. S. Amellas, que
se demora muito pooco lempo : mesa nello qui-
it carregar ou ir de p^aaagem, dirija-se ao -
crtotociodeM.Joaquim JUmM Silva, ra i
Cadeia do Recife a. 86.
Segunda-feira 22 do corrente.
Manoel Domingues da Silva Jnior (ara leilo
para pagamento de seus credores e por interven-
cao do agente Costa Carvalho. de sua trberna si-
la na praca da Boa-Vista n. 16 A, em um s lote
ou a retalho a vontade dos compradores : se-
gunda- (eir 22 do corrente as 10 horas da ma-
nha na mencionada taberna constando da* ar-
maco, gneros, dividas e mais peitences.
LEILAO
Grande queima
DE
AUenco.
Jos Nicolao Vieira da Paz rendo um annun-
cio no Diario de 17 do correte, no qual an-
nuncio se diz que elle Jos Nicolao nao pode
vender os escravos Luiz, Josepha e Renedicta,
isto porque o seu verdadeiro senhor os entregou
em confianca, do que existe documento em mo
do verdadeiro senhor, declara, que no cartorio
do escrivo Araujo existe urna escriptura publica
na qual prova evidentemente serem os escravos
da propriedade delle Jos Nicolao. Declara mais
que no cartorio do escrivo Matbias na villa da
Escada existe o verdadeiro titulo da compra ;
sendo que nenhum documento passou a eite in-
titulado senhor, mas s apenas deu a um seu
amigo a conta de urna demanda que correu so-
bre taes escravos, que era para receber a impor-
tancia desta conta e o importe da compra e res-
cindir o contrato, e que iato o (azia somonte para
servir a este mesmo amigo que com elle se em-
penhara. Declara mais que o crime de estel-
liooato s se d com aquelles que vendem escra-
vos alheios sem assignatura de aeu senhor e nao
os de que se trata, que oa possue legalmeote e
quando tal estellionato se desse o quo se nega
nao (icaria delle isenlo o annunciante.
A senhora que tem urna pulseira empenha-
da por 229 na ra do Imperador n. 16, aca o
(avor de vir tirar no prazo de 3 dias, ou vir pa-
ra em sua presenta ser vendida,4o contrario cor-
rer o juro de um viotem por pataca como cor-
0 bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
Attenco.
s
Vendem-se alguns terrenos proprios _
para edilicaco em Santo Amaro: quem a .
os pretender dirija-se ao largo do Corpo ^ I araVT W\ \ afl "l Wh \
Santo ?.-21, loja de cabo que diro quem 9 lili I M I f*
1111II Ir 1 lllllC/
Atso
Na loja de*4 portas da ra do Queimado n. 39,
aclia-se um grande armazem com todo o aorti-
mentode roupas (eitas, paracujo fim tem mon-
tado urna officina de aKaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que ae lhe
encommende; por isso que (az um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se (ardas, (ardes com superiores preparos
e muito bem (eitas, tambem trata-se (azer o (ar-
damento todo completo conforme se usa do Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
l vieram ; alm disso faz-se mais casaquiuhas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudanles de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha deouro ou prata, tudo ao
goato da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylde Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hojo, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
(ardamemo de pagens ou criados de libr que se
(ari pelo gosto iranceza. Na mesma casa eu-
carrega-se de (azer. para meninos jaquetas a
(ranceza bordadas ao mesmo gosto. Afiiancando
. que por tudo se fica responsavel como seja boas
na at o Io de junho, pois ja se avlsou pessoal- (azendas, bem eito e bom corte, nlo se (alta no
COMPANHIA DA \1\ FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
De conformidade com as instruccoes recebidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
data em diante socoovidados os accionistas des-
ta companhia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem do mesmo abaixo ficam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia, 16de julho de 1861,
Por procuraco de E. H. Braman, thesoureiro.
R. Austin.
Aviso.
mente bastante vezea Recife. 18 de julho de 1861.
Vende-se urna taberna na povoac.o de
Apipucos, propria para um principiante, por ter
poucos (uodos : quem pretender dirija-se a mes-
ma oa a ra larga do Rosario n. 30 loja de cha-
rutos, e garante-se a casa ao comprador.
Aluga-se o sobrado de um andar e soto
da ra Direita n. 8i, com acommodacoea para
grande (amilia: a tratar no mesmo.
MOV
O agente Hyppolito da Silva declara ao res-
peitavel publico que aatorisado pelos Srs. admi-
nistradores da masaa do fallecido Manoel Anto-
nio dos Passos Oliveira vai vender por todo e
qualquer prego os movis existentes no arma-
zem sito na ra Nova n 22, consistindo em roo-
bilias coro platas de mogno, ceregeiras, Jacaran-
da, guarda louca, apparadores, camas trancezas
e maitos outros movis que se tornarla enfado-
nho mencionar, por tanto julga o agente cima,
que ser prudente que qualquer pessoa deva se
prevenir aesta occasiao, pois tudo ser Tendido
ao correr do martello. Na mesma occasiao ae
vendero tamben aa dividas activas do mesmo
estabelecimento devendo ter lugar o leilo nos
las 17, 18,19 do crrante mez, as 11 horas em
ponto dos mencionados dias no referido ir-
mtttU

A aguia d'ouro
No botequim d'aguia d'ouro,
na ra esUeita doRo
sario n. 23, defronte da ra
das Larangeiras,
(ornece-se almoco e jantarpara (ora, manda-ae
levar, mensalmente, pelo prego mais commodo
possivel, assim como todos os dias das 7 horas
da maoba em dianletem a papa de (arioha do
Maranbo e araruta, e todos os domingos e dias
santos tem a bem mohecida mo de vacca das
4 horas da madrugada em diante, e no mesmo
estabelecimento achar-se-ha sempre comida
prompta a qualquer hora que ae procure, e pre-
para-se qualquer encommeoda que se lhe fuer
com todo o aceio e promplido.
No escriptorio da Companhia Pernambuca-
na, no Forte do Mallos n. 1, acha-se uros carta
vinda de Macei, para p Sr Antonio Pereira de
Carvalho Guimares.
Vende-se (arelo chegado ltimamente de
Lisboa, em saceos grandes ; na rua.do Vigario
n. 19, primeiro andar.
Bales econmicos de cordo,
a3#OO.
Na ra da Cadeia do Recife n. 45, esquina da
ra da Madre de Dos.
Vende-se sal do Ass a bordo do hiate
Santo Amaro, no caes do Ramos.
Vende-se um sitio perto desta cidade, com
boa casa de vivenda, nova, de pedrs e cal. cozi-
nha (ora, coebeira, qaartos para preto e feitor,
bem plantado de (rucios de todas as qualidadsa,
j botando, vivoiro de peixe, terreno para plan-
uqSo, bastante lenha de mangue, propria para
olaria : quero o pretender, dirija-se a roa Not,
ioj d. 43, queso dir qaem reade.
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dia que se prometter, segundo o systema d'oode
veio o meslre, pois espara a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
COMPANHIA DA VIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resolugao
da directora desta companhia, tomada nesta da-
ta, tem-se eito urna outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada acQao a qual chamada ou
prestarlo dever ser paga atao da 16 de agos-
to prximo (uturo, no Rio de Janeiro em casa
dos Srs. Mau Mic-Gregnr & C, na Rahia aos
Srs. S. S. Daveoport C. e em Pernambuco no
escriolorio da theusoraria da mesma via frrea.
Pelo presente fica tambe* entendido que, no
caso de nao sera dita chamada ou prestacio sa-
tisfeita no dia marcado para o seu pagamento ou
antes, o accionista que incorrer nesta falla, paga-
r juros a raso de 5 /0 ao anno sobre tal cha-
mada ou prestacio a contar desse dia at que
seja realisado o pagamento.
No caso de nao effectuar o pagamento desta
chamtda ou prestaco dentro de tres mezes a
contar do dito dia fizado para o embolso da mes-
ma, ficarao as acedes queiocorrerem em tal (alta
sujeitas a serem confiscadas, segundo as dispo-
nes dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
Assigoado.W. II. Bellamy, secretario.
119 Gresham Houze 01 i Broad Street.
E.C.
8 de maio de 1861.
Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
quer parte: na ra larga do Rosario, n. 34.
>BBMWBBMeaMWBa t&&SKBSe SEMM335 sattMB" sSSig3s s>g2S= sBBSgMSSaEBSi;
AO PAVAO
A'
Ra da Imperatriz n, 60.
DE
&MHlk miMk,
Neste estabelecimento
ras e homens :
existe um completo sorlimento de (azendas proprias para senho!
8$000
Athesouraria das lote-
ras se acha transferida para
a ra do Crespo n. 15, pavi-
mento terreo. O thesourei-
ro. Antonio Jos Rodrigues de
Souza.
Cassio Militar Pernam-
bucano.
A directora convida todos os Srs.
socios a comparecerem em assembla
geral no domingo 21 do corrente pelas
10 112 horas da manhaa, afim de trata
rem com toda urgencia de interesses da
sociedade. Recife 19 de julbo de 1861.
Antonio Vilella, primeiro secretario^
Ricos eufeites com (ranjas e bolotas a
Grosdenaple muito eocorpado o de
bellissimas cores, covado............ 2J0O0
Dito lavrados de apurados gostos a....
Organdiz, bellissimo padroes, covado
Mimos do co, (azenda muito moder-
na, covado............................
Haoleleletes de (uslo branco com bo-
nitos la vores.........................
Dito do fil preto e capas.............
, Tarlalaoaa de todas aa corea, vara..
Camizetaa com manguitos e golinhas
Ditas muito finas......................
Golliohas do fusto propriaa para se-
nhoras e menina....................
Ditas bordadas muito finas............
Ditas ditas...........................
Chitas (rancezas.......................
DiUt muito superiores...............
! Ditas idem.............................
I Ditas idem................
600
1-SOO
8000
7J>000
S8U0
3ooo
59000
660
9600
19000
9-240
9240
9260
9280
Gollinhas muito superiores .......... 5300,
Ditasidem............................ 930
PARA HOHBNS.
Paiitots de casimira de cores claras
e escuras............................ 169000;
Ditos de pao preto muito finos..... 1
Ditos ditos...................;...... 1
Ditos diloa............................ 209000
Dita de casimira muito fina de cor
escura ..:...........................
Caigas do casimira de cores..........
Ditas pretas..........................
Coletos de veludo, selim e gorgoro
Chapeos de sol de-seda...............
Calcas de ganga (eanceza............
Ditas de brim encornado.............
Damasco de la com seis palmos pro-
prios para cobertas para mozas e
planos.
980O0V
89000
9
6SOO0;
3900O
29000'
Multasoutras (azendas deiiam-se de mencionar o prego, mas que se vendem muito ero
conta, assim como um grande sorlimeoto de tiras bordadas, saias balo para senhoras e
meninas, cseas e eambraias de todas as qoslidades tanto brancas como de cores, superior
grosdenaple preto, dao-se amostras com penhor ou wandam-sa as fazendas por caiieuo da
A loja do Pavao.
w33gwsse m%w& ^mms ss&sKe a^trec^xa jja^iaceapwcioi
j^
-


DIAJUO 91 fPHOWWv- **> *1^ *i M/sW$ ** *"
iMtencO
0 abao isslgnado, venda no Dtario de Per-
nemoMoVnTfe resnata do 8r. Joso Autoa
iaraioteiro da Silva, ao meu annuocio do mesmo
Diario n. 161. declarando agora teus procurado-
res quando se tiresse nomesdo no primeiro ao-
nuncio que (ez, nao teria dide lagar a esta nova
polemice com os procuradores nomeados, fleo
salisfeito, com tanto que Gquem constituidos
conforme ao pedido em meu dito aoBuncio do
Diario n. 161. Quaoto a quanlia nunca vista de
2768, eu mesmo confessei a minha pobreza no
Diario de 28 de dezembro de 1860, em que pedia
para acabar amigavelmeole semelhaate differen-
5a queapparecia contra mim ; o Sr. Joao Anto-
nio CarpiQleiro em logar de entrar no conheci-
mento do negocio, maodou que aeu mano exami-
nasse os recibos, quando de semelhanie iodole
nao poda apparecer a paz. O Sr. Joao Antonio
Carpinteiro nao deviaouvir a aeu mano em nego-
cios da padaria, pois sabia da as dmioistrecao,
que por causa della que tem dado lugar as
questoes que tem apparecido e bao de apparecer,
em quanto prestar ouvidos ao immoral seu mano.
Finalmente, sendo eu pago, desejarei faca de mim
tanta consideracao quanto eu do Sr. Joao Carpin-
teiro possa (azer. E' o que por ora se me offerece
a dizer-lhe. Recite 17 de julho de 1861.
Joaquim Amaro da Silva Pasaos.
Realejos.
Na ra da travessa da matriz de Santo Anto-
nio, sobrado de dous andarea n. 14, concertam-
se realejos de todas as qualidades, tanto de tu-
bos como de palhetas.
No dia 25 de maio prximo passado desap-
pareceu do sitio de Uenry Gibsoo, na Ponte de
Ucha, urna canoa aberta, grande, tendo a proa
urnas tabn de caixo de pinbo pregadas em for-
ma de paoeiro, e na poupa arrebentado o espigo
da correle : quem della der noticia no dito si-
tio ou na ra da Cadeia do Recite n. 62, ser bem
recompensado.
Aluga-se ama grande casa sita na Soledade
n. 6, defronte da igreja, com commodos para
grande familia, tendo 4 quartos, corredor no
meio, sala de jamar separada da casa, cozinha
lora, quarto para escravoa, quarto para visitas,
auintal murado, cacimba com bomba, e um gran-
e tanquo para banhos, terraco com latada de
maracuj, e urna parreira, quintal plantado, pin-
tada e mui fresca ; igualmente se vende urna
znobilia branca de ceregeira com pedra branca :
quem a pretender, dirija-se a ra Nova, sobrado
n. 37 ; a mobilia tembem se vende independente
do aluguel da casa.
Na ra do Imperador n. 47 tem um comple-
to sortimento de ricas molduras fiugindo Jacaran-
da para vender por preco muito barato.
SO NO PROGRESSO
DE
as largo daPenha
Neste muito acreditado armazemde mol hado*
continua a vendei-ae os melhores gneros quo ha no mercado, tanto em porcao como a retalho,
por muito menos preco de que em outra qualquer parle, porserem vindoa a maior parte doliesen
direitura, porconta do proprieta rio, por aao em vista dos procos dos gneros abaixo .mencionado;
podero julgar todos os mais, aftancando-lhe a boa qualidade.
MLanteVga IngYexa pevteUameate flor, goo
ril a700rs.
rua das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIDA & SILVA
A. F, Duarle Almeida, socio que foi do rmatelo progresso, faz scienle aos seus freguezes que tendo separado a sociedade que tinia com
seu mano, acha-se de novo estabelecido com dous acetados armazens de molhados, associsdo com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razio de Duarle & Souza, e seguado na de Ouarte Almeida & Silva: estes eslabelecimentos oSerecem grandes
J vanlagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se achara montados como em commodidade de preco, pois que para isso resolveram o
em "1 proprielarios mandarem vir parle de seus gneros em direitura, afim de terem sempre completo sortimento, como tambera poderem oiTereeer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por oento do preco que possam comprar em outra qualquer parte, por isso desejando os proprielarios acreditarem
seus eslabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j podar ver o publico
CYik OS Il\eV\\orca dUC lia BO Ulereado d. Ifl iaualidadea3a000 qu* pde mandar uas enc<>mmendas, mesmo por pessoas pouco praticas, em qualquer um destes eslabelecimen tos, quesero to bem servidos como
}*uw se viassem pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oflerecemos, pedimos*
rs. a libra,
IMLaUieiga traUCeXO a milhor que ha no mercado a 710 rs. a libra.
2" ditta a 28500, 3a ditta a 2*000, e preto al$600 a libra.
QueijOS HameilgOS cbegados oeste ultimo vapor da Europa a 2*800 rs. ditos bo-
gados no vapor paseado a 18800 e 1#600 rs.
VOeiJO pTalO os meihoresque tem vindo a este mercado por seram muito frescaes a
640 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
ftoYlo railCeZ a oOO TS. 0 ctrto elegantemente enfeitados, muito
para menino, s no Progresso.
odos os senhores da prsca, senbores de engenho e lavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeiravez, afim de experimentar, eertos
le continuaren], pois que para isso nao pouparao os proprielarios torcas para bem servirem aquellas pessoas que frequenlarem nossos estabelecimenlos ,
ibaixo iranscravemosalgumasadiges de nossos primos, por onde ver o publico que vendemos baralissirao, attendendo as boas qualidades ds nossos
eneros.
MANTEIGA IINGLEZ A especialmente escollhida a 800 rs. a libra e em barril a "50 rs.
MANTEIGA FRANCEZA a melhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. em barril e meios.
proprios tHA HYSSON E PRETO o melhor do mercada de 155700 a 39000 e em porcao ter abaiimento.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e um porcao a 800 rs.
I^OCe da CaSCa de SOiaba fl 15 0 caixao em porcao a 800 rs. s no progresso PREZl'NTOS PORTUGUEZES vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por liba e inteiro a 460 rs.
*~ A* A uA.i,A CHORI^OS em barril de 8 libras a 500 e em libra a 700 rs.
MOCC ao A-l^erCIie em utUi de a libras muito enfeitadas a 19200 rs. cada urna, t6$kQ\]> e SEVADTNHA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 85000 rs. a arroba.
no progresso. AMEIXAS FRANCEZAS em latas de 6 5 1[2 a 1 a libra e a 192C0 a retalho.
aTlfcelada imperial do afamado Abren, de outros mnitos fabricantes daPASSAS em caixinhas de oilo libras, as melhores do mercado a 2*800 e a 500 rs. a libra.
Lisboa a 800 rs. a libra. ESPERMCETE SUPERIOR sera avaria a 700 rs. e em caixa a 680 rs.
imaivaq VrftRC^/US ^u. a #., i ^CONSERVAS FRAJNCEZAS INGLEZAS E PORTUGEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
?u..*l7? S.Thr"CS Cm hbr" Pr 3*000cada UB> ft"C0Tal 18ERV1LHAS PORTUGEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
I *,- tlll JTv;l\L- A*___"*^ LATAS COM ROLACHINHA DE SODA de diversas qualidades, a mais nova do mercado a 1450.
Isaas COUl DOiaCIllKUaS Oe oaa eontando difrerente qnalidades, VINHO EM GARRAFAS; Duque do Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeiioria de 19200 a 1 9300 a garrafa e a
13400, assim como tem latas de 8 libras por 38000, diUas com 4libras por 2S000 rs. s nc ,3} a duzia_
Progresso. VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa e de 3#800 a 49800 a caada.
JlaCa de tomate em lBlasd# i ubra. por 900 rs. e em lataa de Sflibrss por 19600 rs FRASCOS COM FRUCTAS de todas as qualidades de Portugal de i J-iOO a 200O.
"* AaaaSiaa fvannAi*a nnlAiaa BATaTAS NOVAS em caixas de duas arrobas a 39. e telhas a 600 rs. a arroba e 40 rs. a libra.
ViOUSerV&S rancei. O lUglCailAGi recantemente chegadas a 800 rs. o IrascuRANTS ou passas para pudim a U a libra e em porcao ter abatimento.
co em porcaose faz ibailmento. ^ LATAS COM PEIXE SAVEL e outras muilas qualidades, o mais bem arranjado quo tem vindo a 19400.
PasaaS em eaixmlias dO ll Ufas as meihores que tem vindo aesUCAFEJ DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
tROUPA FEITA A1ISDAI41S BARATAS.?
SORTIMENTO COMPLETO
SI
[Fazendas e obras feitasj
*
LOJA E ARMAZEM
DI
loes & Basto!
NA
Rua do Queimado
n. 4tt, trente amarella.
Constantemente tempsam.grandeeTa-
riado 3ortiment^d^'obrecasacapretas
de paano da cores multo fino a 289,'
30f 35, paletots dos meamos pannos
a iOJ, z-2J e 54$, ditos saceos pretoa dos
mesmos pannos a 149,169 18$, casa-
cas pretasmuitobem feitas edesuperior
panno a 289, 30$ 359, sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 155, Tt>S
e 18$, ditos saceos das meamas casemi-
ras a 10$, 129 e 14$, calcas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99, 10/
e 12, ditas decasemiradecoreaa 7$,89,
99 e 169. ditas de brim brancos muito
Qaa a 5| 69, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
letespretos da casemira a 59 e 6, ditos
de ditos de coras a 4$500 59, ditos
branco sde seda para casamento a 59,
Utos da 69, colletes da brim branco e de
Custo a 39, 39500 e 49. ditos de corea a
J9500 o 39, paletotspretosde merino de
ordao sacco a sobrecasaco a 7$, 89 e 99,
colletes pretosparlalo a 49500 e 59,
cas pretas de merino a 49500 e 59, pa-
etots de alpaca preta a 39500 e 4$, dito*
sobrecasaco a 69,79e 8$, muito Cnocol-
latas de gorgurao desedade cores muito
boafazandaa39800e4$, colleteeda rel-
iado de crese pretos a 7} e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de corea a 149,159 169, ***
asemira sacco paraos mesmos a69500 e
79, litos de alpaca pretos aacces a 39 e
14500. ditos sobrecaaacos a 5$ e 59500,
.ntcasde casemira pretas e decores a 69,
6*500 a 79, camisas para menino a 209
duria, camisas tnglazas preaaalarga*
muito auperiora|329 aduziapari acabar.
Assim orno temos urna offlcina detl-
! 'ilate onde mandamos executartodaa as
obras com brevidada. ,
\mmmmm mwk*mm\
mercado por serem muito grandes a 2$800 rs. cada urna
F^Spermcete SUpetlOT Mm arla a 70o rs. a libra, em aixa se ar algoi
abatimemto.
WetrVa, macarrao talnarim 400 rs. a ubra a em caixas de um. p
roba por 89.
LatAS COm peiXO do pOSta das meihores qualidades que ha em Portugal, eoo
aejam savel, congro, sarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a 19400 rs. cada ama.
\zeitonas muito novas, um 0 b8rrili em garraf, a 240 rs.
PalltOS dO deilte llXadOS em moih0s com 20 macinhos por 200 rs.
aeTYe ja al mas tcrediiadaJ marcas 59OOO a duzia a retalho a 500 rs. a garrafa.
\ lO 110S engaTraiadOS dg seg0intes qualidades, Porto. Feiteria, ditto BordAx,
ditto Musca tel, a 19 a garrafa ; tara bem tem vinho Cheres para 29000 rs. a garrafa.
V tUUOS em Plpaiem tomposiQo Porto, Fgueira,Lisboa, 640 rs. em caada a4f)0.
Presunto de namnre iugVez muit0 nOT08 a m a iibra.
Prezuuto de Liamego 0 que ha de bom neste genero a 480 rS em porsaa, 4 r
CUOUri^aS O paiOS a 560 rB> jan, em barril com 6 dazias de paios por 10$0(|
T oueiuuo do Lisboa 0 mti, n0T0 que ha no mercaa0. 3l0 rs. a um.
Bauua do poreo retinada a mais.iv.q.e pode h.ver 4so r. um
barril a 440 ra.
A.meudoas de easea mole
ARROZ DA INDIA E MARANHO o melhor que se pode desejar a 39100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa ede 89500 a 109000 a duzia.
CHARUTOS VERDADE1ROS SUSPIROS e outras muilas marcas de 2$ a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BAM1A DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar nene genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
SERVEJ AS DAS MELHORES MARGAS a 500 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
a 19 e em porc,o a 900 rs.
99000 a caixa com 12 garrafas.
19000 a garrafa e 109000 a duzia.
a 480 rs.
ment, s no Progresso do pateo da Pecha n. 8.
Alm dos gneros annuociados encontrar o respeitavel
udo quanto bom e barato.
a libra e em porcao se far algom 1
publico um grande sortimento I
de
Expsito
candieiros.
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos.
Nesta exposico de candieiros se encontrar
todo o sortimento de diversos tamanbosproprios
para ricas salas, ditos para salas interiores, ditos
para sala de jantar para* quartos, para cosinha,
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e outras muitas qualidades
que com a vista devero agradar ; assim como
todo e qualquer preparo para os ditos candieiros
se encontrar sempre a venda nesta exposico de
candieiros na rua Novan. 90, loja do Vianna.
CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATHICO
DO '
DB. CASANOVA,
30-Raa das Crnzes-30
Nesteconsultoriotem sempre os mais
novse acreditado s medicamentos pre-
parados em Paris (astinturas) porCa-
0 tellan e Weber.porprecosrazoaveia.
Ib Os elementos de homeopa thio bra.re-
" commendada intelligencia de qualquer
pessoa
Tratamento
Aviso.
.tpessoa que comprou na rua Novan. 22 urna
'flauta ha mate de oilo metes, e que deixou um
relouio de oure para concertar, preco ajustado da
flauta e do conoerto 419. faca o favor de vir bus-
car o relogio no prsio de oito das, e nao o fa-
zendo ser vendido para pagamento.
Na rua do Queimado n. 31 quer fallar-se ae
Sr. aooel de Naacimento Silva Bastos a nego-
cio-seo.________.
V
l
Atteneao.
O Dr. Joao Pedro Maduro da Fonseca
mudnu a sua residencia para a mesma rua
# da Cadeia do Rerie n. 18, aonde se pres-
as ta aaa misterios de sua proQsso medica.
Aluga-se um,grande arraazem para depo-
6to na -ruada Seozalt Velha : a tratar com Vc-
tor Crsndin, relojoeiro, rua da Cadeia Velha nu-
mero 10.
Preciaa-se de urna ama para casa de pouca
familia i na travessa do Livramento n. 18, segun-
do andar.
A(uga-ee um sitio na estrada de Joo de
Barros, defronte da cascata, com boa casa de vi-
venda e commodos psra grande familia, maitos e
excelleotes a*vorados, estribara e eochtre, ex-
cellente poco e casa de baoho : qoeas o preten-
de* dirija-se ao mesmo sitio.
O abaixo aasignado declara ao publico a
cea especialidide ao cor po commercial que tem
contratado rnoao Sr. Antonio Fernandes de Cas-
tro, a compra de sua loja de miudeas aita na
roa da Cre spo a. 3. Recite 16 da julho de 161.
Maaoel Cerdoso de Sonsa.
Ao publico
O bacbarel Jernimo Salgado de Castro Accio-
lv declara que pode aer procurado para o exer-
eicio de aua prafisao de advogado, na rua do
Queimado a. 3, primeiro andar, daa 9 horas da
manba as 3 da Urde, e depois dessas horas o
acnaro no primeiro andar do sobrado n, 60, no
dateo de 8, redro.
SEM RESGUARDO NEM INCOMMODO.
Infl ammacao do (igado, muito cansad
e falta de respiracao.
Sr. redactor.Vou por meio de sua acredita
folha agradecer ao Sr. Ricardo Kirk, escriptoi
na rua do Parto n 119. o cuidado e desvello col
que se dignou tratar a albada de minha mvlbe
de 16 annos de idade, de urna inflammacio i
figado que Ihe causava muito cansaco e falla d
respiracao, sem que possivel fosse obter mdbo
alguma ; e com a applicaco de suas chapis mi
dicinaes Uve a satisfaco de a ver perfeibmen
te boa.
Nao obstante o dito Sr. Ricardo Kirk receber
diminuto estipendio de seu tmbalbo, eu_faltar
ao dever que a gratido me impde, se nao ce
nhecesse o grande beneficio que lhedevo.
Jos Luiz dos Santos Teixein.
Rua da Candelaria n. 18 A, Kio de Jaoeir).
Reconhecida verdadeira a assignatura sup3
lo tabellio Pedro Jos de Castro.
OSr. Maaoel Joaquim de Olv
ra Figueiredo morador na Gapulgs]
que ira dirigir-se a esta typographia, 1
Joo Jos de Carvalbo Horaes faz sfenV
que mudou a sua residencia da rua da Cades d\
Recife n. 55 para a rua da Aurora, casa o. lker-
ceiro andar, e para melhor commodidadjdaj
pessoas, que com el'es teuham negocios a tatrr,
podero se dirigir rua do Queimado loja j 13-
Curso de rhetorHi
Manonel da Costa Booorato tem aberto setiv-
so particular de oratoria e pcetica nacional: 1a
rua Direila n. 88, primeiro andar.
CAIXOES COM DOCE DA CASCA DA GOIADA
AZITE DOCE PURIFICADO a 800 rs. agarrafa
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado
QUEIJOS PRATO os mais novos que ha no mercado a 650 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Genebra DE HOLLA1SDA a 640 rs. o frasco e GJJ800 a frasqueira com 12 irascos.
PALITOS L1XADOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com SO macinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feilos que ha no mercado a 280 rs. o maco.
PALITOS DO GAZ a 39000 a groza e 280 a dnzia de caixas.
AZEITONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 19200 e barril.
ALPISTA o mais limpo que tem viudo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
"" MTUBCKD.
Aluha-se um sobrado de um andar com o ar-
mazem, na rua dos Burgos o. 29, confronte a rua
da Moeda ; a tratar na rua da Cruz n. 61.
Mudanza.
Joo Antonio Colho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todos os seas freguezes que
mudou a sua loja da rua estreita do Rosario para
a rua do Imperador n. 69, onde o acharo promp-
to todos os das uteis desde as 6 horas aa manlii*
9 da noite, para chumbar e tirar dentes,
r, pdr ventosas ou bichas ; assim como pa-
lquer outro servico de sua erte e fdra dos
horas mencionados pode ser procurado no
do Carino n. 22.
Aluge-se urna prata escrava, sabeado cozi-
sr. fazer compras e eogommar : na rua de
anta Isabel n. 9.

ARMAZEM
DE
ROUPA FSITA
Hotel Trovador.
44/ua Larga do Rosa-
rio n. 44.
Francisco Garrido previne ao publico que de-
ve dissipar-se a medo de caresta que inspirava
o anligo proprietario Jos Pires de Carvslho, evi-
tando as coosequ.'ncias da carestia, e como muitos
freguezes de l se tenhama fugeotado, elle previne
que ha ja um anno e meio se acha frente deste
[estabelecimento. Hoje se acbsm sempre promptos
das oito s onze horas, almoco solido a 600 rs.,
jantar a 1$000, hospedes, cama e mesa ao dia 29,
epsradivertimento encontraro os freguezes um
primoroso bilhar chegado ha pouco de Paris.
Aluga-se um preto bom cozinheiro : a tra-
er na rua da Cadeia Nova n.3.
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
P RUIDO QUEIMADO 401
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda ezecutar por medida, & vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Algodo da Baha.
' fabrica Santo Antonio do Queimado tem fei-
C seu deposito em casa de Marques, Barros &
C, largo do Corpo Santo n. 6, aonde se encon-
trar sempre, assim como fo da mesma fabrica.
D-se diuheiro aiuros
dous at tres coritos de ris sobre hypotheca de
predios nesta cidade, ltvre e desembarazado de
qualquer transaeco ou hypotheca :. quero preci-
sar dirija-se esta typoKrapfaia deixando urna
carta com as iniciaos G. H. C31, declarando a
morada e o numero da casa para ser procurado.
Urna pessoa com bastante pratica de escrip-
tancao mercantil, offerece-ae para lomar conta
de qualquer escripia por partidas dobrada : quem
de seo prestido ae quizer atilisar dirija-se a rua
do Cabug, taja n. 8.
Precisa-se um escrave qae saiba comprar,
coziohar e (azer todo o servico de urna casa :
quem o tiver nestas condir.es e quizer alugar,
dirija-se A na da Cadeia da Raeife n. 56, escrip-
torie de Leal & Iravo que achara com quem
tratar.
Saeca-se sobre o Rio de
Janeiro e Pa-: em casa de
Aranaga Hijo & C.
Na rua da Boda a. 6, tontious-se maadar
comida para fora, e tambem aluga-se um cao-
leqae.
Arrenda-se o engenho
Sao Caetano, sito na comarca
do Cabo, com ierras para sa-
frefar dous mil pes annual-
mente, bem cercado e o ma-
chinismo em bom estado, e
movido por agua: a tratar
com Antonio de Morae?, Go-
mes Ferreira, no Mondego, ca-
sa do fallecido commendador
Luiz Gomes Ferreira.
fiogueira Oe Souza & C. rugam as
soas prenles e amigos do seu finado
xeiro Joaquim da Custa Dourado, o cal
doso obsequio de sssistirem missa
pelo descauce eterno d'alsna do mesmo
nado se ha do celebrar no convento
religiosos franciscanos as 6 horas da
nha do dia 19 do correte trigessimo
do seu passameoto.
V erg unta que nao ofend.
Pergunta-se ao Sr. fiscal da fregueiias S.
Jos a que pretexto consente dentro do accgu
da ribeira conservar duas bataneas monstrisas,
dessa maneira probibindo o transito publico por rectifica um
isso rogamos ao mesmo fiscal Qued as suior-
*ens para que desappareca semelhanie aaso,
qae das 6 horas da manha at as 8, nicuem
pode transitar par aquello lagar.
Preciaa-se de 5009 ao juros que se coten-
cionar, dando a garanta em um escravo quaaga
2S# por mea : quem quizer eate negocio, fija-
se a rua da Imperalriz, loja eecbaruteiro.iese
Oka quem quer, ou avise fiara ser procura.
Offerece-se um moco portuguez do 10>nos,
pouco mais ou meaos, para caixeiro de terna,
do que tem bastante pratica, eacreve mui bem,
e da conhecimeoio de sua conducta : na ia dos
ifartyrios n. 36.
Annuncia-se ao publico, que setouvir
quera tetina direito a,esta do sobrado darua Cruz n. 31 por qualquer odus que aeja, aiuocie
no prazo de 8 das, depois desla dala inhuma
reclamacao ser recebida.
O actual escrivao da irmandade da iVriosa
Seohora Saot'Anna, administradora dt i(ija da
Madre de Dos, convida a todoa os seus iros
comparecerem no consistorio da referida roin-
dade, domingo 21 do correte, pelas 10 f horas
da manha, afim de reunidos em mesa glele-
gerem a nova mesa regadora qae tem < fuoc-
cidnar no anno de 1861 s 1869.
Jos Vicente de Lio?
Precisa-se fallar com o Sr. Joao jares de
Saot'Anna. mearte da alfaiale : no escr*orio de
lianoal Ignacio da Olivaira A Fho^argo do
Corpo Santo.
Precisa-se de urna ama forra c captiva,
&f?rM?tt$
alflnetes de ouro e brilhantes.
Na ofllcina photographica da rua do Cabug n.
18, entrada pelo pateo da matriz, existem lindos
alfinetes com brilhantes e ao gosto de Luiz XV,
para a collocacio de retratos; ha tambem urna
variada colleccao de alnetes de ouro com, e
sem pedras. O preco dos alfinetes com os re-
tratos variara de 169 a -200g. Ni mesma casa
vendem-se bellos espelhos com molduras doura-
das para ornar salas de luxo e tratamento ; bor-
las de seda para cortinados de janellas e para
quadros, assim como cordes para o mesmo fim.
Vende-sa tulo a procos razoaveis e moderados.
O abaixo aseignado, nao teodo at o presen-
ta sorocas alguma da letra que em vida do Sr.
Manoel Buarque lhe dera para cobrar, a qual com
a sua morte fora desencaminhada, como j fez
publico por este jornal em data de 5 da correte,
sua mae a Sra. D. Ignacia Maris das Doros;
achando-se Besta praca, de novo previne ao acei-
tante O Sr. Manoel Xavier Carneiro de Albuquer-
que, para nenhuma transaeco fazer com dita let-
ira, a nao ser coto o abaixo aseignado, assim como
engao que se dera na primeira pu-
Casacas de panno preto, 409, 359 e 309000
Sobrecasaca de dito, 359 e 30900
Palitots de dito ede cores, 359, 30#,
15S0O0 e 20S000
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 129 e 900
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, H8000
Ditos de merin-silim pretos e de
cores. 9g000 8S000
Ditos de alpaka da cores. 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e 3j50O
Ditos de brim de cores, 59, 49500,
4J00O e 39500
Ditos de bramante delinho branco,
6J000, 59OOO e 4S0OO
Ditos de merino de cordao preto,
159000 e 89OOO
Calsas de casimira preta e de cores,
129,109, 99 o 6$000
Ditas de princeza e merino de cor-
dao pretos, 59 e 49500
Ditas de brim branco a da cores,
58000, 49500 e 29500
Ditas de ganga de corea 3S000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9$ a 89OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69, 59500,59 e 39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda a setim branco, 69 e 5&000
Ditos da gdrguro de seda pretos e
de cores, 78000,69000 e 59000
Ditos de brim e fusto branco,
39500 e 39000
Seroulas de brim de linho ^"JC
Ditas de algodo, 18600 e 18*280
Camisas de peilo de fusto branco
a de cores, 29500 e 2*300
Ditas de peilo de linho 68 e 33000
Ditas de madapolao branco a de
cores, 39, 29500, 29 e 19800
Camisa8 de meias IcO
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 108,89500 e 7O0O
Ditos de feltro, 69, 5|, 49 e 2$0C0
Ditos de sol da seda, inglezea a
francezes, 149,128,118 e 79000
Collarinbos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda 9800
Ditos de algodo 9500
Relogios de ouro, patentas hori-
sontaes, 1009. 909, 80 e 709000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 408 309000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, palseiras, rosetas e
anneis f
Toalhas de linho, duzia 129000 e 109000
ue saiba engommar a cozinhar; oarvda Moe-
Jue s
5, seguado andar.
blicaco, na quaotia e data do vencimeBto ; sen-
t a importancia real de 2:790g000, e o venci-
nento em setembro de 1859. Francisca de Pau-
la Cavalcante de Albuquerque.
Altenco.
Joio Antonio Carpinteiro da Silva vem, em sa-
liefagio ao publico, e nao em resposla ao Sr. Joa-
quim Amaro da Silva Pasaos, declarar que du-
rante saa curta ausencia Meara nesta cidade en-
carregados dos seus negocios os Srs. Jos Joa-
quim Dita Fernandea e Joo Matbeus, alem doa
seusestbelecimootos e predios, o que lhe pare-
ce offerecer sufficiente quanlia, para no caso da
aer julgadoa favor do Sr. Pasaos essa questo,
poder aer elle enbolsado da exorbitante e nunca
isla quantia de2769. qaa dis pagara de mais a
alinda firma Carpinteiro & Prado. E' portanto
eiae annuucio do Sr. Pasaos um meio de ferir-
m> em minha reputacio, felizmente somos bem
coihecidos oeita cidade e nao sero os seus an-
nancios e oa de seu compares Prado, que pode-
rlo impedir a minha viagam. nem offender mi-
naa leputacao; outro tanto talvez lhes nao acn*
lecesae se Ibes fosse preciso relirarem-se ainda
que por um momento. Descanse pola o Sr. Pis-
aos, qu se veneer a aua questo, nao ser a fal-
ta da quintil demandada que o ha de lser parar
as suas iransacces. Recite 16 de julho de 1861,
Desaypareceu urna colherzinha de ouro,
suppoa-sa ler sido furtada ; a pessoa a quem or
ella offerecida, poda dirlgir-se s ala typographia
oodj aara raaompsnsada.
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro
0
Vjuieo deposito na botica de .oai\vi*ini MaTtinbo
da Craz Crrela & C, rua do Cabug n. il,
em Pernambiico.
H. Thermes (de Chalis) anlRO pharmaceulico apreaenta hoja urna nova preparaco de Ierro,
com o nome de elixir de citro-lactMo de ferro.
Parecer ao publico um luxo empregar-ae um mesmo medicamento debaixo de formulas tao
vanadas, mas o homem da actencia comprahende a necesaidade e importancia de urna -tal vari-
f

}
dada.
A formula um objecto de muita importanda em Iherapentiea ; um progresso immeuso
quando ella, mantendo a essencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as'
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos
Das numerosas preparaces de ferro at hoje conhecidaa nenhuma raune lo bellaa qualida-
des como o elixir de citro lactato da farro. A seu sabor agradavel, rene a tomar-se em urna oe-
quena doso, o sarde urna prompta e fcil dissoluco 00 estomago, de modo que completamente
sssimilado ; e o nao prodozir par causa da lactina, que con tem em sua composico, a conslipaco de
vontre tao treqaenlemenla provocada pelas outras prepances ferruginosas.
Estas novas qaalidadea em nada alteran1 a aciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico ae nao pode dispensar em sua clnica, de incomparavel utilidade
qualquer formula une lhe d propriedadea taes que o ortico o possa prescrever sem receio. II' o
qua eonsaguio o pharmaceulico Thermes con a preparaco do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa boje o primeiro lugar entre as numerosas preparajes ferruginosas, jomo o
atiesta a pratica de maitos mdicos distioctos qae o tem ensaisdo. Tem sido enipregado como io.
menso proveito as molestias de languidez chlorose paludas cores; na debilidade subsequente aa
hemorrhagias, as hidropesas que apparecem depois das intermitentes na incontinencia : de orinas-
por debilidade, naaperolaa brancas, na aacrophula.no rachitismo, na purpura hemorrhaaica ra
convalesceocia das molestias graves, na chloro-anenria daa asnlheres grvidas, em todos oa caioa
em qua o aangue ae acha empobrecido ou viciado pelas fadiges affeccSes ebronicas. cachexia tuber-
uloaas, cancrosa.syphtltlica, excessos veueraoa, onanismo e uso proloogido das ut nracea raer-
At 1VU,eBfrloi,,ad*domuifreqaaataao atado o ferro a prlnpat u'bstaocia de qv*
!5lSfca?SS' 0i,^r, d.*be!.'r' r,ih0'*-ltato do lana *.ece ouvore8q e
SJrw bvmanidade P^tr daacobarto urna formula pela qual se p* sen recelo usar
____



(*/
DE
commisso de escravos,
roa do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita ra foi transferido o eserip torio de
commisso de escravos que se achira estableci-
do du largo do Paraizo n. 16, e ah da mesma
80ite ae contina a receber escravos para serem
vendidos por comroiso e por conta de seas se-
nhores, nio se poupando csforcos para que os
mesmos sejam vendidos cora promptidio, aQsa
do seus seohores nao soffrerem empale com a
venda de*tes; assim como se aanca o bom tra-
tamenlo e seguraoca. Nesta mesma cisa ha sem-
pre para vender escravos de ambos os sxos, mo-
cos e velhos, com habilidades e sera ellas.
Aluga-se o primeiro andar da casa da ra
da Cadeia do Recife o. 18: a tratar fia laja da
mesma casa.
Na roa estreita do Rosario o. 21, primeiro
andar, prmu-se de urna ama para comprar e
cnsiniar para urna senhora.
Aluga-se mensalmente um mulatinho de
boa conducta, e que est acostumado a ser cria-
de ; quero pretender, dirija-ae a ra Formosa, a
fallar com o tenente-coronel Vilella.
Aluga-se um preto para padaria ou outro
qualqtier servico ; quera pro. isar annuncie.
J.iaquim Jos Cocino, Brasileiro, retira-se
psra o Rio de Janeiro.
m
Roa e^treita do Rosario3
Francisco Pinto Uzorio continua a col-
'ocar deotes arliciaes tanto por meio de
molas como pela pressao do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao
fiquem a vontade de seus donos, tem pos
e oulras preparacoes as raais acreditadas
para conservado da bocea.

i
i
i
i

Precisa-se de urna ama torra ou captiva
para cozinhar e comprar : na ra do Imperador
o. 37, segundo indar, entrada direita.
Gupgel & Perdigao.
I Fazendas modernas. |
Rectbem e venlem constantemente su- -B
pe riores vestidos de blonde com todos os *5
preparos, ditos modernos de seda de cor &
e pr< p.tmhraia bordados, lindas liazinhas, &
cambraiade modernos padrees, seda de |g
quadrinhos, grssdeoaples de cores e pre- al
tus, moreanque, sinlos, chapeos, en- W
feites para cabega, superiores boloes, St
manguitos, pulceiras, lequas e extracto 2
de sndalo, modernos manteletes, tal- U
mas rompridas de novo feitio, visitas de 9
gorgnr.io. luvasde Jouvin a 250O. ffi
Muito barato. gg
Saiaa balao de todos os tamaohos a 4J, |g
chitas francesas finas claras e escuras a m
580 rs. o covado, colxas de la e seda pa- *r
' ra cama a 63 camisas para menino. SK
Koupa fita.
Paleto! de caaemira de todas ss cores g
a OJJ, 'litos finos de alpaca a 6$, ditos S
de brim s ig, chapeos pretos a 8g e mui- 9
tas outras fazendas tinto para senhoras m
como para homem por preco inleiramente 2*
barato, do-se as amostras : na ra da jt
Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco A
l.arso. H
CWSILTORIO ESPECIAL nOMEOPATHICO
DO DOCTOR
. SABINO 0. L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguales molestias :
molestias das mulheres, molestias das erian-
its, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
Mitos syphililicas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL I10HE0PATH1CA .
Verdadeiros medicamentos homeopathico pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
alliveis em seus^-ffeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos preco mais commodos pos-
airis
N. B. Os medicimentos do Dr SiLido sao
nniesment" vendidos em sua pharmacia ; todos
qi;* o forem fora della sao falsas.
Todas as carteirai sao acompanhadas de um
lmpresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiris que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora teoham na tampa o no-
m? do Or. Sabino sao falsos.
A pessoa que annunciou querer comprar
snpolis enchados, dirija-se a ra do Hondego n.
99, que achara. Na mesma casa cima tem um
moleque para alugar, proprio para criado, ou
para compras de urna casa de pouca familia.
1
MAMO 01 f HMMBUCO. SE1TA HU J**fct*> 01 ltdj4
AHANHAA' "do corrente pe-
Ia$ 10 horas da maonfia andarao impre
terivelmente as rodas da teroera parte
da nona lotera da matriz da Boa Vista
desta cidade. O abaixo assignado es-
pera do respeitavel publico a concurren,-
ca na compra dos poucos bilhetes que'
restam n5o so pelo fin tao benfico a
mesma matriz como em vista do vanta-
jose plano pelo quat se vai ella extrahir
o qual contm urna grande parte de
premiados; acham-se a venda na trie-
souraria das loteras que se tem mudado]
para a ra do Crespo n. 15 loja, e as
casas commissionadas praca da Inde-
pendencia n. 22, loja do Sr. Santos
Vieira, ra Direita n. 3 botica do Sr.
Cha gas, ra da Cadeia do Recife n. '45
loja dos Srs. Porto & Irmao e ra da
Imperatrit n. 4i oja de ferragera do
Sr. Pimentel.
As sortes serao pagas a entrega das
listas
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
ramma
D4
Festividade de S. Vicente
Ferrer, no convento
do c armo.
Domingo 21 do corrente ujezter lugar no con-
vento do Carmo do Recife a festividade deS. Vi-;
cente Ferrer, padroeiro dol. batalbao deiofaa-
taria da guarda nacional deste muoicipio.
Teri principio a mesma festividade com o ao-
nunciamenlo de diversas garandlas de fogo do
ar ao romper da aurora ; depoisdo que celebrar-
se-ho missaspelo repouso eterno dos Cficieae
guardis o raesmo batalbao, que tenbam falleci-
do, sendo este Ora convidadas as familias dos
mesmos comparecerem a um acto de piedade e
de tanta transcendencia.
Logo depois seguir a festa, e della ser orador
e fiel interprete da vida do padroeiro o R*m. pa-
dre mestre pregador da capella mperial, Lino do
Montp Carmello Luna, e doTe-Deum o religioso
Carmelita Fr. Joo da Eocarnaco Mello, ea mu-
sica da orchestra ioteirameote'oova, e esecrtada
pelos melhores professores desU cidade, sendo
todos estes actos assisti Jos pela briosa ofJcialida-
de da guarda nacional da capilil, tocando as mu-
sicas de lodosos corpos da mesma guarda nacio-
nal, tanto antes corno depois, e mesao a tarde
era frente da igrej as melhores pejas de seus re-
pertorios, aehando-se tolo o largo embanderado
e a noile ricamente illumioado. Conrida-se nol-.
mente as ditas familias para no dia 22 do corren-
te, pelas 7 horas da manha, assistirem a un
memento que naquelle convento se tem de cele-
brar pelo mencionado repouso daquelles offlciaes
e guardas fallecidos, aflm de que serapre nos re-
cordemos de nossos irmaos.
Aluga-se urna esersva por 20#, sendo para
se empregar exclusivamente no serrino de costu-
ra, o que faz cora perfeicao e ligeireza ; a tratar
na estrada de Joo de Barros, sitio que foi de
Manoel Bernardino.
O proprietario do estabelecimento intitulado
caf dos arcos, faz sciente a seus credores que
queira apresentar suas coutas pera serem pagas.
Rival
ai wmn f i f i r-'.
sem segundo.
Ra do Queimado n. 55, loja de miudezas de
Joa^e Aievedo Maia e Silva, defroate do ao-
brado n, asta vendeodo por baratitiimo preco
para acabar, algumss qoalidades de fazendas as-
sim como sefa : trama de \H para vestido a 100
re. a vara, tranca de la com 10 varas a 200 rs. a
pega, pares de meias cruas para meninos de 3 a
6 annos a 160 re., e de 6 a 10 anoos a 240, linhas
de Pedro V com 200 jarda, verdadeiras,.a 80 rs.,
novellos de llnha do gat a melhor quatidade que
ha nesta pr*ea a 60 rs., tem tambero para 10 e
10 w. eada novello, e de cores a melhor que ba,
novellos grandes, a 40 rs., carruteia de linba do
gaz e pretas com muita linha'a 200 rs., baratis-
simo, caltas com tlees para accenfler chanrloB a
40 ra., ornes com phosphoros de WrawKifiIS!fS Cne"a
rs.,groza de phosphoros do gaz a W V duzia l^! ienhw"s '
a 210. utas para euar vestidos e roTpinhos a 80JS* 1b"ho-,luf'
rs pecas de bico, largura de 3 dedos a 2 e va- sulland0 alenJ <\f rerescar o tirar ou nzer desap-
a O. llBfhns 'de novelh) de cores por todo o parec*' es9e >" dessgradavel que quasi sem-
Grunlc pechincha.
A2St), ^40 6*560 rs.
bllas fraocezas de muito bonitos padres e
miito boos panno, pelo baratisaimo preco de
I, 840 e 260 rs. o covado ; oa ra- do Queima-
don. a, na loja da boa f.
Ganga fraocezas muito finas com padroea
estaros a 480 rs. o covarto : na ra do Queima-
df n.lf, nalojada boa R. -
Agua arnbreada
faralanho do rosto edo
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
a e apreeiarel agua embreada, de um aroma ex-
ellentemente agradavel. Ella serve acerlada-
neote para se deitar algamas gotas n'agua pura
:om que se banha o rosto, resultando disso que
jfresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
assim como para se deitar
que o toraa mtii deleitavel. re-
pneco, fraseo d'agaa de colonia mal, superior a pre ?f Lem, pel ,trai>*pir. Tambera tem a pre-
400 rs., duzia de meias muito finas oara aanhari CIS1(ia,le de calmar o ardor que deixa a naralha
a 3S, e par a J80, linhas de marcar muito finas] ,aBdo,M faz a *>ar*a ama vez que a agua com
novello a 20 rs., gravat de lioho muito bonitaj ?ue f laTe,, ro8l lenha del.la conposicSo. Cus-
-.1 ta o frasco 1J, e quem aprecia o bom nao deitari
oara cerlamente de comprar dessa estimavel agua am-
6<)Or^a ---------------"" Oueiraado n. 16, nica parte onde se achara.
a 200 rs., peca de tranca de la de todas a
res a 50 r., tem um resto le saznete
nuiU
lenl
aeial
10 aos Srs.J
de engenho
Pan do azul de superior qua-
lidade para roupa de escravos a \
900e i$.
C. peqnenos a 120, e grandes a 40, sao i
finos, marcas para cobrir a 20 rs. a groza, e
tamoem maiores para 0 e80 rs., duzia de meia
cruea para homem a S}400, muito boas para du-
rar, meias de cores para meninos pelos precos
cima, tramoia do Porto muito boa, vara, a 80,
100, 120 e 160 rs fitas de linho brancas e de co-
res a 40 rs. a pee para acabar, grozss de penas
de ac a 500 rs., tem am resto e sao superiores,
frascos de onjata para limpar deates a 400 rs.,
capo com banha muito fina a 640, frascos de
banha de nrso a 640 e 500 rs., raras de laby-
riethos de todas as larguras e por todo w pteco
P"a catar, eapelhos de columnas brancas a
10500, pechincha, carteiras para gu-ar Jar dinhei-
ro muito boas a 500 rs., frascos com cheiro muito
Anos a 500 rs.. realejo para menino a 20 r.
lln'VlHll?8P0riU8UTla.J60, *,ra"u'anegrinharecolhida muito bonita e geitosa,
Er7.t.uI ?S12?' da b?i6" ******* 14 a 15 annos de idade. e inleiramente inno-
mPrn?.PM '^ r dB nla9iet P" r-cente ; vende se para aqu e nao para embarcar:
B*-,*^h.aT'.*,I3 cXUnad^ueni a Prender, dirija-se a ra da Imperatriz
ajun 240, mntto barato, botoes de vidro comn 9 secundo andar
P para asavequeStie Senhora. duzia a 240 rs.' "*
todas estas fazendas esto perfeitas, e vende-se
barato porque precia-se apurar dinheiro para a
necessidades, e por isso toco fogo.
Nova loja de funileiro da]
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos di Fonseca participa a
todo os seas freguazes tanto da praca
como de mato, e justamente a respeita-
vel puolico, que lomou a deliberaco de
baiiar o preco de todas as suas obras, por
cojo motivo tem para vender um grande
ortimenlo de bahs o bacas, tudo da
diuerentes tamanhos a de diversas cores
tm pinturas, e junUmeute um grande
sortimento de diversas obra, contendo
banhetros e gamelas grandes e pequeos
machinas para caf e camas de vento o'
que permite vender mais barato possiv'el
como seja bahs grandes a 49 e peque-
nos a 600 r., baca grandes a 5 e pe-
quena a 800 rs,, cocos il.ja duzia. Re-
cebe se um official da mesma offlein
paratrabalhar.
8
rWl VWWWWmWGm&fwJ Relogios.
Vaode-sa em casa de Johnston Paier d C,
ra doTigark) n. 3 am bello sortimento de
relogios de ouro, patente iogloi, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
urna variedada de bonitos irancelias para os
mesmos.
Arados amencanosemachina-
par a lavar roupa: em casa de S.P. Jos
hnston & C. ra da>eazala n.42.
Loja de fazendas fiaasl
ittencao.


Aos Srs. caixeiros.
Um rapaz habilitado offerece para lec-
cionar, das 6 as 9 horas da noite, aos
que se dedcam ao commercio, a lr es-
crever e traduzir as linguas franceza
e ingleza grammatiea e analyse,da llngua
porlugueza, arithmetica, juros descont,
redcelo de pezos e medidas, a cambio ;
quem de seo presumo e quizer utiliear
dirija se a ra do Cabug n. 3 segundo
andar, do meio dia as 5 horas 4a tarde.
Alugam-se o segundo e terceiro andares do so-
brado n. 52 la ra da Cadeia do Recife, com bas-
tantes commodos para familia : a tratar no ar-
tnazem do mesmo.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Lapa n. 13 : a trotar na loja do mesmo.
Precisa-se de um cozinheiro livre ou es-
cravo : Da ra dos Pescadores ns. 1 e 3.
Aluga-se um moleque muito ladino, fiel e
obediente para criado ou copeiro de alguma ca-
sa : na ra nova de Santa Rita n. 7.
Aftenco.
PerJeu-se urna pulseira de ouro com podras
encarnadas, no dia 11 a noite, da ra da Impe-
ratriz at a ra do Sebo : roga-se a quem a
achou, de rr a entregar ao seu verdadeiro dono
que ser generosamente gratilicado : na ra do
Queimado n. 34; assim como nesta casa compra-
se um gamo em bom uso.
Precisa se de urna criada branca para casa
de familia, que saiba coser, eogommar, e ndar
com meninos, lambem precisa-se de outra, sen-
do escrava, que saida cozinhar e Iavr ; oa ra
do Seve [Una dos Ratos) n. 3.
Cachorrinho.
Fugio na madrugada de sabbado 13 do corren-
te um cachorrinho do reino todo branco com
tima pequea malha amarella na costa ao lado
esquerdo. ps pezunho, nariz e olhos pretos, por
nome Melindro : a pessoa qne o achou. querendo
reslitui-lo, poder levar ao aterro da Boa-Vista
hoje ra da Imperatriz, ca3* terrea n. 27, qu
perceber por sen trabalho 10$ de gratificaco.
Eogomma-se com toda a perfeicao e por
preco muito commodo ; no sobrado junto a igre-
a do Pilar, em Fort de Portas.
No dia sexta-feira 19 do correte, depois
da audiencia do Dr. juiz de orphaos, tem de ir
praca por venda as casas n. 20 na ra dos Pra-
zeres, e as 13 e 15 na ra do Jasmim no bairro da
Boa-Vista, para pagamento dos credores que jus-
tificaran) stas dividas no inventario feito por
follecimento de Francisco Jos Gomes da Sania
Rosa.
O solicitador,
F. C. P. de Brito.
Taspassa-se a possede um sitio de lavrador
e vendem-se as lavroras que contm, como seja,
canoa para 200 caes, e 3,000 covas de mandioca
e v-amentos de farioha e casa porto da estadio
deTimboau: os pret'ndentos que quizerem
dlrijam se a mesma estacao, que acharo com
quem tratar, e fas-se todo negocio.
ompras.
Compram-se
escravos de ambos os sexos para se exportar para
fora da provincia : oa ra Direita n. 66.
rogressivo
Progresista.
Vende-se nos armazens do largo do Carmo n.
y, e ra das Ouzes n. 36, manteiga ingleza flor
da safra velha a 800 e a 1J, da nova chegada l-
timamente em barris ter abatimeato, afllanca-se '
sor maoteiga que outro qualquer nao pode ven*!
dar por menos de 1JJ440, (nao serviodo isto de
oftensa aos nossos collegas.)
-- Vne-e um bom cavallo andador baixo a |
meio, o qual serve paja padaria por trabalhar
muito bem am machina: vende-se muito em
conja ; na ra dos Pescadore ns 1 e 3.
Muita grvala ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de gravata de differentes gos-
tose qualidades, e por precos taes que em ne-
nhumaoutra pariese acha. como seja, gravatl-
nhas estreilas bordadas a 800 e l, ditas pMta e
de cores agradaveis a 19, lj)200 e 1J500,Saritas
cora pontas bordadas e matizadas, e lisas dfmul
bom setim msco a1$500. Pela variedaJedc sor-
timento o comprador ter multas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia bra'
numero 1G.
Aos tabaquistas.
Lencos finos de core escura e flxas a imita- Vende-se ou arrenda-se o ailio denomina-
cao dos de linho a S| a duzia ; na ra do Quei- o Caianna, sito oa freguezia da Varzes, bastan-
mado n.22, nsloja da boa f. te grande, muilo boas ierra que se pode tirar de
Riscadinhos de linho proprios para obraj-5CQ a 2'000 Pes 0e ssucar todos oannos, e
de meninos a 200 rs. o covado ; oa ruado QueiiC0IB ,asl,nles r'oredo de f rucios, como sejam ;
mado n. 22. loja da boa f. coqutiros, laran^eiras, cafezeiros, e ootros mui-
Vende-se ama porcao de travs de lourai'os 8r*ore^os- uraa pequea casa quasi prompta,
pranches de louro e araarello : para ver, no i4Jumaoita de fazer farioha ; no mesmo existen)
go do Forte do Mallos ao p do trapiche do Sel du's M.et,s muito boa que dio bastante leite, e
Jos da Cunha, aonde est depositada, e pai3(0'n CHS9> e um burro manso : a tratar na ra
tratar, em casa de Manoel Alves Ferreira, na ruff0 Sebc --
da Moeda n. 5, segundo andar. /
Grande
irnazem de violas na ra
Direita n. 87.
Nele armazem ee encootrai as mais bem
lita* violas e guitarras, as quaes vendem-se
intoBm grosso como a retaiho, mais em conta
lo qe em outra qualquer parle, por serem do
icsm fabricante.
DE
Martinho de Olivei-
ra Borges.
Roa da Cadeia do Recife n. 40.
Vende-se o seguiote:
Cortes de seda de cores com pequeo
toque de mofo a 20$, 30$, 40$ 50ij.
Gasaveques de cambraia bordados com
fitas de 8 a 12$.
Gassas decasemira e merino de cores
para senhora de IOS a 15j*.
Camisiohascom manguitos e golla bor-
dada de 49 a 6$.
Cassveques de fusto branco e de cores
de 6, 8S e 10$.
[Capas de fil de aeda prela com reodas
e vidrilhos de 12$ a 209.
SGollinhas de traspasso arrendadas e bor-
dadas de 35 a 59.
^Manguitos de seda de cores de 10? a 15.
Mantelete; de cambraia bordado com
fita de 89 a 109.
tanguitos de pafoscom fitas de 38 a 49.
tanguitos bordados de ponto inglez de
2J. 3$ e 49.
*esti 1os de barege da la e seda a IOS
e 15#.
Ditos de cambraia brancos bordados de
15y, 209 e 259
Sedinhas de quadros com pequeo to-
que de mofo a 610 rs. o covado.
Grosdeuaples de cores com igual toque
algocovado.
Na mesma loja encontrarlo muitos
ohjCtOS d*> ROSto rm prf"ito estado.
Algodao
azul americano.
azul america-
da Cadeia Ve-
Vende-se o verdadeiro
no.em caixas e a relalbo
ha n. 35.
algodao
na ra
AliiERALE
NATURALLE 9E VICHY.
boticafrancaca ra da (rmz,. 22
Joaquim Pereira Ramos previne aossenho-
res trapicheiros que nao se respoosafciWsa por
dbitos contrahido por seu iho Justino Pereira
Ramos, sem apresentar escripia delle pal.
O laboratorio de lavagem de roupa a vapor
tendo de dsr brevemente comego a seas traba-
trios, precisa contratar mulleres para empregar
no servico da roupa, e algumas que saibam en-
gommar rom toda a perfeicao. Igualmente pre-
cisa de alguna horneas e de um feitor para o si-
tio. A occupac&o dasengommadeira vari na ci-
dade, pudendo irem dormir em suas casas, das
lavadeiras no sitio. As Migas obreiras deem
prea em se apreseotarera para nao perder seu
lugares : qoem se quizer contratar, apresente-se
na casa de banbos, no pateo 4o Carmo, as 9 ho-
ra da manhis, e as 4 da tarde:
Attcnco
Compram-se moedss
ra Nora o. 23, loja.
de auro de 209: na
Vendas.
Precist-ie de um eaizeiro para taberna,- na
ra Imperial n. 191 Na mesma casa precisa-se
de urna ama, preferindo-se escrava.
Na roa do Queimado o. 9, deseja-se fallar
ao Sr. Jos Fi'l de Jess Leite.
Offerece-m orna ama para servico de urna
casa ; na ra do Caldeireiro n. 14.
Precisa-ssMlugar urna escrava de meia ida-
de que entenda alguna oousa de cozioha para o
servico olerno de urna casa de pequea familia ;
tu ra Direita c 72.
Vende-ae urna escrava da Casta de meia
idade, era todo o servico de casa, sem vicios
aera achiques : oa ra da Palma a. 74.
Vende-se a casa n. 3 da ra dos Frezares,
na Boa-Vista: a fallar na ra da Cooaeicao nu-
mero 22.
Vende-se um escrsTo da Costa proprio pa-
ra padaria, que tem sido serapre o servico delle,
bom mestre de mace ira e principio do forneiro :
quem pretender procure na ru de Senhor Bom
Jess da Crtoulas a S, s horas da manis,
que achar cora quem tratar.
Veade-se uro avallo rus**, bom aadador:
4em o pretender dirija-se 4 praca da Boa-Vista,
obrado o. 5, que echar com quem tratar.
Veode-se o taberna do boceo 4o Peas Fri-
to, boje trtvessa da Queimado a. 7 : a tratar aa
jaaamm
- Veode-s a arauco da loja da ras Direita
o. 48, e tem commodos para familia: a tratar na
rui Velha u. 4.
Vende-se a taberna da praca da
Boa-Vista n. 16 k, com todis o per-
tences : a tratar com Motta & IroaSoa
atwressa da Madre de Deo attHazem
numero 14.
K^- Cami-
sas ioglezas.
Acaba de cliegar ao armazem de
Bastos Si Reg na ra Nova junto a Con -
ceicao dos Militares urna grande quan-
tidade de camisas inglesas com peitcs
de linho muito finas pregas largas,e
por ser grande quantidade tomanao.' a
deliberaco de vender pelo diminato
preco de 55# e a 40 a duzia, sao as ca-
misas mais r-ecommendaveis que tem
a aparecido no mercado.
Largo do Terco
d. 23.
Vendem-se batatas moito navas a 80 rs. a li-
bra, assim eomo ootros gneros mais barato qu'
em outra qualquer parto, nao se diz o proco pa
nao espantar I! 1 (a dinheiro vista).
ATTENCaO.
Vende-se ama escrava moca perfeitameataea-
goraroadeira, coituraira, faz labyrintho, o rozi-
ntaa tambem com perfeicao, com ama cri da
anuo e meio; quem pretenda-la, dirija-se m pri-
meiro andar da casa oa raa do Livrameao fla-
mero 38.
Talheres para erian^as
Vandam-sa talheraa pequeos proprios para
criaacasa 380ada um : na raa do Queimado,
laja d'afau branca a. i*.
JAYME
j C|elleireiro trancador, edesenhador
em cabellos,
Qn au oaUboleaiaiento oa ra do Queimado
i. f* andar, continua a receber encommen-
lise objectos tendentes a sua arte, garanlindo
perlcio e mdico preco.
Agoa Imperial
pariavar a cabaca, limpar as caspas a evitar a
queda dos cabellos.
Vid-se aa ra do Queimado, casa de ca-
bellrairo.
lores finas a' 1#500 rs. o ramo !!
V.de-se aa ra do Queimado, casa de ca-
bellteiro:
Agoa de tingir cabellos. r
Ve|-sena ruado Queimado, casa de oa-
aortmir.
Polssa da Russia e cal de
Cintos pretos e de
I cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
chegado os lindos cinto, tanto preto com
enreitesde continha, como dourados, e da linda
titas e fivelas, o mais fino que se pode encontrar
islo na loia Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 b!
fiera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de supe-
rior qualidade :a tratar com Jos Sa'
Leitao Jnior, ra do Trapiche n. 15.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamento dos celebre
Dr Radway & C-, de New-York. Acham-ss
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instruccoes completas para ae nsarem
estes remedios, contendo um indico onde se po-
de procurar a molestia que se dsela curar os
quaes se venem a 1W00.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvd, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de a receber pelo
vapor francez e continuar a reeebe-las por to-
dos os outros ; por isso quam quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, drrlgir-se a loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
era bem servido.
Cabo de marfim e madrepero-
la, escovas para dentes.
No loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de C3bo de mar-
fim e madreperola a 2* e 2J500 cada urna. Com
urna escuva assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-so roa
do Qoeimado, loja d'aguia branca n. 16.
Raym un do
Garlos Leite &
Irmao receba-
ran! pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de Nev-
Tork.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mal afa-
mados autores
me Inorados
com novos
a perfei coa-
mentos, fasendo pespeoto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na rsa da Imperatriz n.
14, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas re-
troies em carriteis, linha de tedas as cores tudo
fabricado expressamente para as mosmas
chtBas.
ma-
sa-
na
Ne bal conhecido a acreditado deposito da raa
Cdiado Recife n. 11, ha para vendar a ver-
!?paasM d" Ru". ora a da superior
quaiwde, uia como tambem al virgem em
todo por precos mais baratos do qne em
r* talquer parte.
RuiaSenzala Nova n.42
ynd.M ,m tasada 8. P. Jonhston *C.
MllioseilbSss nglezes, candssiros eutieaa
brojami,(aaas ajjlotas, fio davala,oaieoia
'ift**5* aaniafia,aTmios para carro da
um adot aavalos ralogiosda ouro pataiMi
lagltft
Trinta arcos
a 2^000
Saiaa balao com 30 arcos a 2$ cada urna,
patos de borracha para homem a 2;> o par':
loja das 6 portas em frente do Livramento.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu proximamea'e
um novo e lindo sortimento de cascarrilh de
seda para enfeites de vestido, sendo de diffi .u-
tes cores e larguras, e como sem pre as est ven-
dend baratamente a Sj. 3,e 55 a pega, preco
* 1! mnenhuma outra parle se acham, e
sim 'aa ra de Queimado, loja d'aguia branca
onamer 16.
A4M500e5#.
Cambraia lisa moito 0na a 43 a pega com 8 lil
varas, dita muito superior a 5JJ, dita tambem
muito flna com salpicos a 49SO0; na ra do
Queimado n. t2, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loia d'aguia branca ataa de receber palo
vapor francez ama pequea portao de mui boni-
tas e delicada gravatinhas de seda bordada, ul-
timo gosto, para meninas o senhoras, e as est
vendendoa 19500 cada urna ; a ella, antes que
se acabara, pota so as ha na loja d'aguia brama,
ra do Qoeimado n. 16.
Luyas de fina eamursa
para militares e cavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mal fina lava da camua, o que
de melhor se poda dar nesse genero, a as est
veadjendo a 2*500 o par ; os seohores oAciaes a
avalleiros que iscomprarem conhecerao que ao
barata l vista de sua finura a duracio, e para as
obter difigirem-se 4 ra do Queimado. loia da
aguia branca n. 1. Ad verte-se que a quantidade
paquea a por hora, por laso ao demorara.
Coral de raiz
Vende-sc muita bom coral da raz, o fia a 1 :
na rus do Qaeimaflo, loja d'aguia brutea a. 16.


}
SYSTEII MEDICO DE I0LLQWAY.
HttAlOLLWiW.
Esta inestimfel especifico, composto inteira
awnm dahm-vM medicina*, aJoauMdm marea-
rle aem alguma outra sabsianciadaleateria. Be-
nigno a mais tenrainfanna, a a compleicomais
delicada igualmente prompto a segoro para
desarraigar o mal na compleifo mais robusta ;
e eoteiramanla innocente em suas operacoaaeaf-
fetos; pots busca a remte as doeness dqal
qaer especie e grao por mais antigs s tenazas
que sejam. wu*
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, multas que j astsvamaa porus da
morte, preservando em seu uso : eonseguiram
recobrara saude e Torcas, depois dehaver tenta-
do inult i mente todos os outro; remedios.
As mais aHlictas naodavem entregar-sea des-
espera;ao; facam um competente ensaiodosa
efflcazes efTeilos desta sssombrosa medieina,
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao sa perca tempo am tomar este remedio
para qualquer das seguintes enrermidedes:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Arapolas.
Areias (mal da).
Astbma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extenua-
cio.
Debilidade ou Taita de
Torcas para qualquer
cousa.
Desi atera.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas ao figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Pobreto daespecie.
Golla.
Heraorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Infla mmacoes.
Irregularidades
menstrua rao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrueeao de ventre.
Phtygiea on consump-
pulmonar.
Retenco deourina.
Bheumatismo.
Symptomassenindarios.
Tumores.
Ticodoloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto intermitente.
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja da
lodosos boticarios droguistaeoutraspessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanha.
Veadem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna della, contero urna nslrucjlo em poriu-
goez para explicar o modo de se usar destas p-
talas.
O deposito geral em casa doSr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
geteeiseie mtmmm mmmm
tila
A fama Iriurapha,
Os harateiros da laja
JEneyclopedica
DE
Guimares & Villar.
[Ra do Crespo numero 17.
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, lias, chapelinas depa-
lha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente borSaSM, ditos de co-
res, sahidas de baile.saias a balao de di-
versas qualidades, saiaa bordadas de to-
das as qualidades e preto, chitas fran-
cezas muito bonita e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabega de e-
nhoras, espartilhos de molas e muito*
outros objertos que nao mencionamos,
todos proprios para senhora.
Para homens
paletots, calcas, colleles, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratisaimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar va ver
Quem duvidar vi ver
Quem duvidar vvr.
Levem dinheiro
Levem diuheiro
Levem dinheiro.
Enfeites de flores para ea-
samentos e bailes.
Ghegoo para a loja d'aguia branca lindos e de-
licado enfeites de flores fise, feitos com muito
gosto e a ultima moda, ao mui proprios para as
senhora que vio a caaameotos e bailes, e er-
vem igualmente para passeios. Os precos sao 8,
e P,t,D 1uem apreciar o bom eonhece-
ra que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia- branca n. te\
S Julio & Conrado.

Receberam os melhores chapeos
de alpaca para chuva eol e vendem
muito barato, assim como de seda
que vendem por 69.
"""SR"
Pechincha
Armazenada
de Pars
DE
Magalhes k Meades.
Ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-Vsv
ta, toja armazenada de 4 portas n. M, recebeu
aovo sortimento de faaendas de gosto, entre el
las, moa chales da grei com ponto 'redonda e
borlla a 8f, ditos de merino tambem de poata
redonda para todoa os precos, os ricos aortas de
vestido branco de 5 e la estao se acabando,
ricaa cobertis para cama de grox a lOf, ricas
chitas para coberia de Crepon a MO covado, ri-
cos gosto de cassaa mt tizadas a 0 e MO r*. o
eovwlo. Ha sem pre atesta ees aa* eoasetato sor-
Umeoto de chitas de 110 ate 180 o aovado, aaiaa
baleo de aovo gasto e de arce miados, cam fita
larga do laflec, que ate melhores do que aa de
nstio a SI e 3*500.
't al a-
,
\ a
[
idUm.


I
OIAWaMHNUlBOao. ** IDT
1.
Craes ldate
a500rs. omasso*
Vendem-se massinhos de cortes lapidados a
Hn..NiiMBtM aoQseiaaiio, loja d'a-
ga BfaSM* *. 1*
240 rs.
. Lia*, coras de padres modernos o melhor
que ua epsarecido, de liadas cores, a 240 rs..
aa rsa ds Queimado n. 39, loja da 4 portas.
Libras sterlinas.
Vende-se no escrptorto de Manoel Ignacio de
Olivera A Filho, largo do Corpo Santo.
Travessa do Pires n. 1.
Joseph Grosjean em sus. oficina vende 1 ca-
briolet novo, 1 carro americano pata l cavallo,
1 cabriolet em bom estado, que ronde muito em
conta, assim como encerado preto a 29300 o co-
vado, e comprando em pec.a ha de ser mais ba-
rato.
Attenclo.
BU ra de Trapiche a. 46, em casa de Roatron
Rooker A C, existe um bom sortimento de 11-
nhw.de corea breosa em carteteis do melhor
fabricante de Inglaterra, aa qtiaes a* vendem por
presos mui razoaveis.
DESTINO
DE
Jos Das Bramido.
5Ra da Lingueta S
O novo deslino torra gneros por meaos de seu
valor: superior maoteiga ingleza i lj 1 libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a 194Q0. nas-
M9 a 560, conservas iuglezas e portugus** a
700 rs., aletria, Ulharitn e macarro a 400 ra. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480rs latas com peixe de
postas a 18400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 59 a auzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
68800 a duzia, taoto em garrafas come em meias,
ervilhas fraocezas e portuguesa a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em coota, vioho do Porto engarrafado fino
(seibo) a I500 rs., vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. s gar-
rafa, e outros muitos gneros que eseusado
menciona-Ios, que do contrario se tornava enfa-
dnos aos freguezea (Dtaheiro vista.)
Lindos cabazes
de palba fina, ou cesti nhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se acham mui lindos e
delicados cabazes de palba fina, ou cestinbasen-
feiladas, proprias para as meninas de escola, ou
mesmo para costura de senhoras, e custam 4 e Bfu
o que baratissimo vista da perfeico e bom
gosto de taes obras, as quaes se vendem emdita
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
FUNDICiO LOW-MOW,
Roa da Seuzalla Nova n.42.
Naste astabelecimento contina ahaverum
completo sortimento de moendas emeias moen-
das para engenho, aaachinas de vapor etaixas
ta ferro batido e coado, de todos ostamanhos
pra dito,
A12#000
a duzia de toalbas felpuda* superiores ; na ra
do Queimado n. 22, na lo' r
Vende-se um sob,
soto na ra de Santa Rita :
Cruzas n. 18.
f muito barato.
'!
boa f.
de dous andares e
tratar na rna das
.llleiifo
Vendem-se caixdes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1$280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphla, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
i
Julio Conrado.
Vendem bellos vestidos de Tiloma- _l_
Usados tanto de 2 saias como de
iolhas a 10$, para acabar.
Aranaga- Hijo & C.
veodem oncas deouro: na ra
do Trapiche n. 6.
Relogios patente inglez a 170$, em
casa de Julio & Conrado, assim como
ricos adereces de diversas qulidades
que vendem barato porquererem acabar
com o negocio de ouro.
Escravos a venda.
Jos Nicolao Vieira da Paz, residente na villa
do Cabo, pretende vender os escravos: Benedic-
ta crioula e seu irmo Luiz, e Josepha parda,
os quaes nao sao seus e somenle os tem
em sen poder em confianza. Avisa-se portento
ao publico que quem comprar taes escravos tem
dos perder.porqoe extstem documentos em mo
do verdadeiro aenhor dos ditos, que pro-
vam que os ttulos que tem de taes escravos o
dito Jos Nicolao sao simulados, e elle mesmo
pretender assim abusar da contienes nelle nao
de todo posta, nao s lero os compradores de
perder sen dlnheiro como o dito Nieolo ter de
responder por crime de estelionato, que nao
admitte fianza. Fiquem lodos portento bem
avisados.
saftttHiseieeM ms smieeM
Paraossenhores
padres.
Meias de laia muito elsticas por 18 o
par: em casa de Jalio 4 Conrado.
Gravatiohas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinbas eatreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo prego de 1$ ; na ra do Queimado n. 22.
loja da boa f.
E'de graca.
Ricas chapelinaa de seda para enbora, peto
nifi-JP pr12 de 16* cad> UB,a na ru" *
bommIi """ ,O"d* b0* M: (i Ma>^t9 t0
Cortes de vestidos brancos
bordados.
*&**** r^"oC?res. de wmido atancos
bordados com 2 a 3 basados a 5a na ra* do
Queimado n. na loja da boa f?
Grandes colchas
de fusto adamascadas, pelo preco de 61 cada
- na ra do Queimado a. 1K
Mantelete de fil preto muito igB.eiio.res a 8|;
na ra do Crespo o. 10.
Damasco de seda.
apeiior a 39500 ; na ra do Crespo n. 10.
Massinhosde coral
a 500 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do CaLug n. 1.R.
Vendem-se massinho de coral muito fino a 500
reta o masso.
Tachas e moendas
Braga FUho & C., temserapre no seu depo-
sito da roa da Moeda n. 3 A, um grandssor-
mento de tackas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabrieante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
Vende-se o engenbo Tiriri, sito aa comarca
do Cabo, cosa as pcoporces aeguinles : dista da
estrada de ierro urna legua, e porto para embar-
que em distancia de 200 braca, com terreno pa-
ra grandes safras, e teas muitos terreos para se
abrirem com facilidade, ha grande cercado e
muitas malas. Este engeabo novo e bem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segando an-
dar, ou no engenho Cafuud, sitio em distancia
de meialegoa daestsgao deOlinda com oabaixo
assigaado.Joao Paes Brrelo.
A 8#000.
Chapos de castor branco, fazenda muito boa,
os quaes se vendem pelo diminuto preco da8f
cd um : na ra do Queimado o. 39, loja do 4
portas.
Lila preta,
be fazenda, *80ry. o estad.
Codee de casemira de cor Os a 4*.
Ditodescollete de gorgurao, bonitos padrees, a
29000.
Panno tino superior, cor de azeitoos, a 4|000o
oo vado.
Case o ira preta fina a 29 o corado : na rna do
Crespo n. 10.
Liquidando
S
Efllre-meios
os melhores que se tem visto
A loja d'sguia branca recebeu um'explendiflo
sortimento de ntremelos de delicados bordados,
e gostos inleiremente novos, com differentes lsr-
gures, do mais estreito at mais de 1|2 palmo,
suas diversas applicaces escusa dizer-se porque
todas as senhoras sabem : os precos sao de 2 a
59 a peca conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o bom, infalli-
velmente os comprar : na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado o. 16.
imanamos emmm mtxsimu
,Rua do Queimado loja de2
I 4 portas n. 10.
{ Vndese panno de supeiiorqua- fg,
I lidade prora de limao cor de fa
| cafe' a 3#.
I Dito verde a 3.
| Dito preto a 5$.
I Dito azul a 3j.
[ Scroulas escossezas brancas a
i 1^200 e r|500.
i Ditas de Iinho a 2g600 e 3^f.
| Superiores manteletes de fil
i preto a 6$.
i Camisas de linho inglezas duzia I
| .300.
, Ditas dita dita duzia a 55$.
, Ditas dita dita dzia a 40$,
, Ditas dita dita duzia 450
i Ditas dita dita duzia 5u#.
Sabonetes
Attenc
o
Fazendas e rou-
pas feitas baratas
NA LOJA DE
PORTO
48- Ra da Imperatriz48]
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
deroupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 3$e 3500,
ditos torrados a 4 e 450O, ditos fraoce-
zes fazenda de 109 a 6S-500, ditos de me-
rino preto a 6J>, ditos de brim pardo a
3$800 e 49, ditos de brim de cor a 3J50O,
ditos de ganga de cdr a 3-500, ditos de
alpaca de 19a amarella a imitacao de pa-
lha de seds a 3500 e 49. ditos de meia
caiemira a 49500, 5$ e 59500, ditos de
casemira saceos a 135, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto fino a 209,
22$. 289, 'los brancos de bramante a
SJ500 e 49, calcas de brim de cora 18800,
2$o00, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditas de
casemira a 69500. 78500 e 99, ditas pre-
tas a 4|500, 79500, 99 e 109, colleles de
ganga franeeta a I96OO, ditos de fusto
2&800, ditos brancos a 2J800 e 39, ditos
de setim preto a 39500 e 49500. ditos de
gorgurao de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e 59,
* ditos de velludo a 7, 8J e 99.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam calcas, cohetes, pa-
letots, camisas a I98OO e29,ditas de ustSo
a29500, chapeos franrezes para cabeca
fazenda superior a 69500, 8S500 e IO9,
ditos de sol a 6$ e 65500, ditos para se-
nhora a 4$500 e 59. Recebem-se algu-
mas encommendas de roupa por medida
8- e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualquerobra tendente a sua arte.
Fazendas.
%t Ricos cortes de vestidos de seda es-
I coceza superior a 149, novidade em corte
X de chita achamalotsda de rios padres
g com 14 covados a 59, chales de merino
H estampados de bonitos gostos a 69500,
cambraia lisa de Escocia eora 10 varas e
de vara de largura a 49, 49500 e 69, su-
perior bramante o melhor que ha a 2J e
29200 a vara de 4 larguras, sortimento de
meias para meninos e meninas a 298OO e
3$ a duzia, cambraia de salpico muito fi-
na a 700 e8t3 rs. a vara, chitas sortldas
francezas a 440. 260 e 280 rs o covado a
outras muitas fazendas por precos commo-
dos.
ftewMKiKie a fisfisfiMHani
Luvas deJouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre se encontrarlo as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para homem como para se-
nhora, por serem recebidas por todos os vapores
vindos da Europa, e ae vendem pelo baratissimo
prego de 2J500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.

SRaa do Queimado]
numero 48.
Julio & Conrado receberam pelo
ultimo paquete ricos enfeites a Ga-
ribaldi, pretoa e de cores tanto para
senhora como para meninos, conti-
nua m a vender sapa tos de tranca
tanto para homem como pan se-
nhora a 19 o par.
Altenfo.
Ricos enfeites de vallado, tem na ra do Quei-
mado a. 69, pelo diminuto preco de 5, chales de
cambraia abertoa a 600 rs. cada um, ditos de
froco a 39200, ditos de lia estampados muito- 6-
noe a 69, aaiaa balo de 30 areoa aem ser avaria-
daa a 49, ditas de renda a 30200, chitas franeeiat
escuras a 200 ra. o covado, Olo liso loo a 710 a
vara, gravetas de seda a 240, e muitjs mais fa-
zendas que vista do comprador se mostrarlo.
de amendoa, em caixinbas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-se sabonetes de amendoa para barba,
cada um em sua caizioha de louca a 500 rs. ; na
ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
SABAO.
Joaquim Francisco de Helio Santos avisa aos
seus freguezea desta pra$a e oade fra, que tem
exposto venda sabo de sua fabrica denominada
Recifenearmazem dosSrs. Travassos Jonior
& C, na rna do Amorim n. 58; massa amarella,
castanna, preta e outras qualidades por jnenor
preco que de outras fabricas. Ne mesmo arma-
zem tem feito o sea deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composicao.
Attenco
A
armazem da ra do Quei-
mado n. 19.
A 25$, que j se venderain por
100$
Quem deixai de comprar um rico corte de se-
da com pequeo toque de mofo pelo diminuto
preco de 259
Lences d e pa nno
telfaJM pelo bsratissimos precos de 19900.39.
e .IgdO cada um.
Ricos cortes de seda pelo bai-
xo preco de 40#000.
Ricos cortes de seda proprios para casamento,
heatro e baile, teodo de todas as cores, e i ne-
lo preeo que causa admirace.
Toalhas de fusto a 500 rs.,
ditas felpudas a 109, e 119 a duzia.
Cortes de casemira.
Corles de calca de casemira a 49500.
Cobei tas
chinezas a I98OO.
Algodao
monstro a 480 a vara.
Colchas de fusto
com lindos desenhos e muito grandes a 69.
Vende-se urna escrava de 20 anuos, com
urna cria de'9 mezes : na ra doFogo n. 43.
A 2s o corte.
Cortes de risesdo francez com 14 covado pelo
barato preco de 29 : no armazem de fazendas da
ra do Queimado o. 19.
Aviso aos fumantes.
Vende-se na loja de Nabuco & C. na
ra Nova n. 2, as seguiotes qualidades
de cachimbo, fumo e cigarros a saber ;
Cachimbos de espuma do mar.
Dito de geaso estrada de ferro.
Fumo caporal para cachinbo.
Dito de harlebeke.
Dito de Vervicq.
Dito americano.
Cigarros bola fogo.
Ditos de havana.
Papel de linho para cigarros.
Bolgas de retroz para fumo.
Carleira para fumo.
Attenco.
Ainda est por vender-se urna escrava de ida-
de de.28 a 30aooos, com urna ciia de 11 mezes,
ptima para o servico de urna casa de familia
por saber engommar, lavar e cozinbar ; quem a
pretender, dirija-se a ra de Hortas n. 90, que
ahi achara com quem trtrar.
cintos para senhora.
Vende-se na loja de Nabuco di C. ca
ra Nova n. 2 sintos prateadosdourados *.
e de cores para senhora e meninos por S5
preco commodo.
^2?P^--I^rSg^^g
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recentemente pr-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para senhoraa, sendo os afamados e
delicados enfeites de torcalcom franjas e borlas
outros tambem de lrcal de seda eneitados com
aljofares de cores e borlota ao lado, outros de
troco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
las, todos ellas de um apurado gosto e perfeicio.
i precode 8* e 109 o baratos avista das
o*Val- de8las qualidadesr ha outras para
bran a = 'lfi0 IU* d Qaenuao Io* <*'
Vendem-se muito em conta quartolas de
muito boa quahdade, proprias para deposito d'a-
gua em casas particulares e sitios, e tambem por-
?ao de toneis grandes de boa madeira, que ao
ptimos para depsitos de mel, e pira aa diatila-
coes dos eogenhos, os quaes se vendem a dlnhei-
ro ou a prazo, conforme se convencionar ; para
ver tratar, na travessa do Carioca, armazem nu-
mero 3. w
Carta para voltarete.
Vende-se cartas douradas proprias para
oltarete aa roja de Nrtuco & C
tNova n. 2.
flriaa branco de linho muito fiao a l916u~i
a : na rea do Queimado o, 22rloja da boa 16.
jrlaepara J
C. aa ra 4p
Nozes
a 3| a arroba, e a retatho -120 rs. a libra : ven-fc
de-se no armazem progresso, largo da Peohs nu- *
mero 8.
Attenco.
Ricos cerles de seda de IOO9, pe diminuto
preco de 309 por ter um loquezinhe de mofo:
no armazem de fazendas da ra do Queimado nu-
mero 19.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui novos e
delicados chapeozinhos para baptisados obra
mui permita e bem enfeitade, sendo cada um em
sua bonita eaixinba, e pelo baratissimo preco de
69, niugaem deiiar de os comprar: na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
.Tine"8e Por?5o de quintaos de ferro em
vergaIhoes quadrados de varias grossuras e
chumbo em barra : no armazem da travessa do
Carioca n. 2.
Batatas
em zigos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
1SO00 rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
se nicamente nos armazens Progresso e Pro*
greasista no largo do Carmo n. 9, e ra das Ciu-
zes n. 36, tambem tem grande por;ao de quei-
jos prato que vendem a 560 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommetida a bem coohecida eprovei-
tosa opiata ingleza para dentes, cuja bondade
apreciada por todos quantos della tem usado, a
ser mais per quem quizer conservar asgengivas
em pereito estado, assim como a alvura dos
dentes; cusa cada caixa 19500, e por tal prego
s deizaro de comprar quando a nao acbarem
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Escovas grandes
para carros, tapetes, etc.
Na loja d'aguia branca se encentra mui boaa
escovas grandes com cabo, proprias para ae lim-
par carros, tapetes, etc., e por 29: nioguem dei-
iar de comprar urna escova de que necessita :
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Feijao de corda
No armazem de Tasso lrmos, ra do Amorim
oumero 35.
gRua do Crespo n. 8, loja de
4 portas, admira a pe-
chincha
Laa para vestidos fazenda que
outr'ora custava 8c0rs. o cova-
do vende-se a 240 rs,, d3o-se
amostras com penhor.
Gneros baratos.
Caf a 200 e 260 rs. a libra, arroz a 100 rs.,
gomma a 80 rs., passas a 500 rs., vellas de car-
nauba 400 e 440 rs., espermacete a 680. banha de
porto, a 440, servaja a 400 e 500 rs., garrafa de
azeite decarrapato a 440 rs. : na travessa do pa-
leo do Paraso n. 16, casa de pintada de ama-
relio.
Farello a 2,600
a sacca : na travessa do paleo do Paraizo n. 16,
casa pintada de amarello.
'Julio & Conrado.
Continan) a mandar fazer obras por
medidas pois tem em sua cass um per-
feito meelre alfaiate j bem conhecido
em sua thesours, recebem toda e qual-
quer obra que nao Oque a gosto do fre-
gupz; assim como tem grande sortimen-
to de obras fritas lano para meninos
como para homem que vende muito
barato como seus freguezes nao igno-
rara, calcas de casemira de cor ,e preta
a 6. 79. H$, 99 e 108, e para meninos
a 39, 49 e 5S. palelots de panno de di-
versas cores a l|, 12$, 15fl, 209 e 259,
casacas 6 sobreasaras de panno muito
fino a 30$. 409 e 50$. palelots de brim
diversos 3 e49, ditos do fusto o me-
lhor que ha Desta genero a 7g, palelots
de alpaca preta e de cores a 39, 49 e 59 3
tanto saceos como sobrecasacos, calcas
de brim e colletes de 29, 39, 49 e 5$ e
outros artigos que se tornam enfastiveis
em mencionar s com a vista se pode
apreciar seus precos e qualidades.
Gomma lacea.
Vende-se muito nova e boa ; no armazem de
Prente Vianns & g.
ival sem segundo.
Na ros do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos precos as seguintes fazendas
todas em bom estado :
Calas de agulhas francezas a 120 e 240 rs:
Ditas de alflnetes aortidos franceses a 80 rs.
Gaizas de clcheles francezes a 40 rs.
Cartoes de clcheles francezes a 20 40 60
e80rs.
Dazia de meias ornas muito finas a 29500.
Dita de ditas a 24o.
Lionas de carretel brancas e de cores a 300 rs.
Masso de grampaa muito boaa a 40 rs.
Thesouras finas para unbas a 400 rs.
Ditas para costura a 160 e 320 rs.
Varas de renda lisa sorlida a 60 e 80 rs.
Pares de sapa tos de tranca de Ua a 1&440.
Ditos de ditos de dita de algodo a 19.
Pares de sapatinhos de la para meninos a 200 rs.
Cartas de alflnetes finos o grossos a 100 rs
Frasco de oleo de babosa 400 e 500 rs.
Frasco de oleo de macese a 100 rs.
Dilo de tnacass perola a 200 rs.
Frascos de banba muito fina a 320 e 400 rs.
Ditos de extracto muito fino a 500 e <9.
Ditos com muito boa agua de Colonia a 29000 e
29500.
Ditos de Lavando ambriada a 600 rs.
Saabonetes muito finos a 160 rs.
Frascos de oleo Philocome a 19.
Caixa de folha com phosphoros a 100 rs.
Trapiche
B4R0 o LIVRAMENTO
Largo da As$embla n. 15.
Ha continuamente pera vender neste novoes-
tabelecimeoto o seguinte:
Cera de carnauba em porces on a reialhe, qua-
hdade regular e superior.
Sebo dt Porto em eaisinhas dsli 4 arrobas.
Barricas com iebo do Rio Grande, em porgse
o a retalno.
Veles ds carnauba para, em caixinhas de 1 a 4
arrobas.
Meios de sola, differentes qualidades, em por-
ces ou relalho.
Courioaoe curtidos.
Farinha de mandioca por 19500 a sacas.
Farello, em saceos grandes, por 39809 o
(

m

a
Sedinhas de quadros muito iocorpadas, cova-
do a 800 rs.
Golinhas de fusto bordadas com boto para
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com botao a 500 rs.
Manguitos a balo com punhos e gols borda-
dos com botozinhos a 39.
Manguitos a balo com panno e gola a 29500.
Baldes elsticos a 39 e 39500
E outras mais fazendaa muito baratas : na ra
da Imperatriz n. 40, esquina do neceo dos Per-
reiros.
mu
peeliineha
A* imperatriz Eugene.
Pinos cortes de cassa franceza de doas saias e
de 7 babados, com 10,15 e 16 Urdas a 8S50O, 49
e 55 : na ra do Queimido o. 44.
I Na loja de marmore
Vende-se muito barato
Para senhoras.
) Ricos vestidos de seda moiranlic.
Ditos dito de dita grod-fne.
i Ditos dito de dita babadinhos.
> Ditos dito de dita dous folhos.
9 Ditos dito de dita phantasia.
I Ditos dito de dita bareja-babadinbos.
9 Ditos dito de dita cambraia brancos bor-
W dados.
Ditos dito de dita pretos tecidos avellu-
9 dados.
9 Ditos dilo de dous folhos babadinhos.
Riquissimos vestidos de tarlatana brancos.
9 Ditos ditos de donde para casamentos.
9 Ditos leques de marfrtpeole.
9 Ditos ditos de sndalo.
9 Ricas pelerinas de renda e seda.
9 Manteletes do fil pretos.
9 Ditos muito ricos de velludo.
9 Ricos bournus beduinaa para sabidas de
9 bailes e theatros.
8 Ricos chapeos depalha de Italia.
Ditos ditos de seda.
Golliahas, manguitos e camlainhas de lo-
das as qualidades.
fijp Saias bordadas de algodo.
9 Ditas ditas de linho.
as> Ricas sombrinhas de seda muito modernaa.
m Enfeites de flores.
9 Ditos de froco.
9 Ditos de fita.
Para senhoras.
I Casaveques de la.
2 Pentes de tartaruga.
' Ditos de bfalo com enfeite.
Ditos de dito sea enf*ite.
Chales da merino muilo modernos.
Ditos de cachemira bordados.
Ditos de touquim.
Ditos de froto.
Ricas mantas deblonde para casamento.
Camilas bordadas muito finas.
* Meias de seda muito finas.
' Ditas de dita pretas finas.
* Enfeite de vidrilho preto.
P Ditos de ditos de cores.
i Lencos de labiriolbo.
' Proohas de labiriolbo.
Toalhas de labirintho-
P Lengos de linho bordados.
* Gravatiohas muito modernas.
' Plomas brancas e de cor.
' Fitas de seda de apurado gosto.
9 Franjas, cascarrilhas, tranca e rifa e fitas
estreitas de seda.
Para homens.
9 Paletots de panno fino. f
9 Ditos de casemira. 4
9 Ditos de brim lona (brancos.) 4
9 Ditos de brim de cdr. m
9 Calcas de casemira de cor e de padres de ej
muito gosto. m
9 Capas de guta-percha. aj
Perneiras de dita. as
Caigas de dita. (
9 Capuchdes de dita: m
8 Meias de cor. m
Colleles de casemira. m
9 Ditos de la e seda.' S
j Ditos brancos. S
9 Ditos de velludo rrelo. <
9 Ditos de dito de cdr.
9 Calcado Meli. S
9 Dito de vaqueta,
a) Dilo de uas solas.
9 Sapatos entrada baixa. 8
g Chao eos de Ion ira.
Sj Ditos de castor branco.
Gravatasde renaa a Garibaldi.
a^ Ditas de setim.
k Ditas de gorgurao e seda.
Colarinhos dos mais modernos.
Camisas de linho inglezas.
Ditas ditas francezas.
Para meninos.
Ricos vestuarios de seda.
Ditos ditos de la. 9
Ditos ditos de fusto.
lucascamisiohas bordadas para baptisado. \
Ricos sapatinhos enfeitados para bapti- 9
sado.
Bonetes de todas as qualidades. 9
Chapeosiohos de palha de Italia.
Casaveques de la. 9
Extracto de sndalo muito fino.
Essencia de sndalo muito fino. 9
v Caixinhas de tartaruga. 9
I Carteiriohas de apurado gosto. 9
Ricos jarros com banba. 9
9 Um grande sortimento de riquissimos 5
quadros a oleo. 9
9 Ricos trsnspareoles para janella. 9
9 Caixinhas muito ricas proprias para guar- 9
9 dar joias. 9
69 Banha muito fina a Garibaldi. 9
9 E outras muitas fazendas e perfumaras 9
9 .e deiximos de mencionar, por haver 9
9 n> grande sortimento. as
999Z
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
alcas de casemira pretas e fie cores, ditas de
brim deganga, ditas de brim branco, paletots
ds bramante a 49, ditos de fusto de cores*) 49
ditos de estamenha a 4f, ditos de brim pardo a'
39, dito de alpaca preta saceos e sobrecasacos
dolletee de velludo pretos e de cores, ditos d
corguro de seda, gravatas de linho as mais mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinhos ds linho
ga uliima moda, todas estas fazendas se vende
psratopara acabar; a loia est aberta das 6 ho-
ras da manha at as 9 da nolte.
9
9
9
cabadej
chegar
ao qovo armazem
DE
BASTOSk REG
Na ra Nova junio a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento d*
roupae feitas, calcados e fazendas e todos
estes se vendem por precos muito modi-
ficados como de seu cosume.assira como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
269,289, 309 e a 359, paletots dos mesmos
pannos prrto a 16J, 185, 209" e a 249,
ditos de casemira de cdr mesclsdo e de
novos padres a 149.169, I89.209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99, 109,129 e a 149, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 89, 109, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasseados a 129,
ditos de merino de cordo a 12}, ditos
de merino cbioez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretoa a 49, ditos de pdha de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 3&500, 49
e a 49500, ditos de fusto branco a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de corea a 79, 89, 99e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49, ditas de brim de ct,res
finas a 2J500, 39. 39500 e a 4$, ditas de
brim brancos finas a 49500, 5J, 5&500 e 1
69, ditas de bnm lons a 59 e a 68, colletes
de gorgurao preto e de cors a 5g e a 6$,
ditos de casemira de cor e pretos a 41500
e a 59, ditos de fusilo branco e de brim
a 39 e a 395OO, ditos de brim lona a 4$,
ditos de merino para luto a 49 e a 4&0U
calcas de merino pata luto a 4g500 e a 5',
capas de borracha a 99. Pai a meninos
de todos os tamanbos : calcas de casemira
prefa eda cor a 5$, 69 e a 79, ditas oiiss
de brim a 2j. 39 e a 39500. paletots sac-
eos ae casemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 69 e a 75, ditos de alpaca a 39,
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanbos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 anuos com cdco
babados lisos a 89 e a 12$. ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 5 e a 69, ditos de
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baplisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos nm completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil meslre que
pela sua proroptido e perfeico nada dei-
xa a desejar.
para vestidos de senhora e
roupinbas de criancas
Na loia d'aguia branca se encontra um bello
sortimento de frsnjas de seds, la e linho. bran-
cas e de cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como urna diversidade de galo de sede e
linho, brancos e de cores, abertos e fechados, lar-
gos e estrenos at o mais que possitel, trancas
tambem de seds, la e linho, de dilferenles qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes couses : por isso quero precisar
ae tees objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, que seta bem
servido.
Aranaga Hijo 6 C ,
vendem oncas de ouro : na ra do Ti a-
piche n, 6.
Vendem-se
quatro bois mansos para carro ou carroca, cho-
gadS do sertao : a tratar na ra do Queimado
u. 65, loja de diligencia, de Guimares Irmo.
Aos ruinantes.
Na ra estreita do Rosario n. 16, vendem-se
as seguintes qualidades de charutos, e por precos
commodos, como sejam :
ExposiQo de Jos Furtado de Simas verda-
deros.
Suspiros.
Guanabras.
JNapolies. s
Lanceiros.
Quem fumar saber.
Havana verdadeiros.
Messisipc, forma de Havana, Laporte.
E outras muitas qualidades ao contento dos
compradores.
Urna boa escrava.
Vende-se urna mulata de muito boa conducta,
engomme, coiinha, lava muito bem, e faz todo
mais servico ae urna casa : a tratar na ra da
Aurora n- 66.
Venda de propriedades
Vendem-se as casas terreas sitas na ra atraz
da matriz da Boa-Vista n. 30 e 32, Rangel n. 79,
e ra do Forte un. 26, todas com solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza,
ra do Queimado a. 12, primeiro andar.
Cortes de meia casemira de ama 6 cdr, fazen-
da superior, pelo baratissimo preco de 29 cada
m: na ra do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Chales de merino estampados a 29500 : na
ra do Queimado o. 22, loja da boa f.
3 Julio & Conrado. S
Vaadem .
bom cosioheiro
Pt<> ae mia idade
e urna preta da Costa
porbarato preco : na ra do Queimado ~
cobertos edescobartosr pequenes e grandes, ds
ouro patente inglez, para homem e senhora ds
um dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo u'timo paquete inglez : em cass ds
Sontball Meilor & C.
Vende-se
urna porco de rtulos novos ecaiiilhos para vi-
draca, por barato preco e tudo em bom estado
na ra do Brum a. 55, confronte ao chaariz
Escravos fugioos.
Desappareceu no dia 18 do corrente, do si-
tio de S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, da nome Joaqun), cornos
signaea seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedadedo Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty. d'onde veio para aqai fgido: roga-se
a todas ae autoridades policiaca e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio acma citado, ou na ra do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Fogio na sexla-feira 5 do corrente o escravo
crioulo Benedicto, com es sigoaes aeguintes: boa
estatura, oo muito preto, hombros meios le-
vantados, coxeia por dores rheumaticaa. mos
grandes, canellas bem finas, oa dedos grandes
dos ps bem aberto3, e p dlreilo meio torto,
natural do serlo do ""ara, fugio levando um ca-
vallo ceetanho bem escuro, calcado dos ps, in-
teiros, e bebe eaa branco. Roga-se as autorida-
des sua captura-, entregando-o nesta praga ao co-
ronel Lea), *? reeeeapsnsara.
No dia 11 de juina fugio da casi n. 68, na
ra da 'Espersnca, a preta Antonia, escrava aue
foi de Francisco Goncalves do Cabo, e hola da
Pedro d'Alcantara dos Guimares Peixoto : ro-
*"?*'* Jeu t0*J8 a autoridades poiiciaea. e es-
putes a campo de a capturar, e leva-U casa
J supra merjuenadj, 0u 4 raa dt QMiatadv a. It.
^r asa as ama sbbbbbb. ^Baaak ^^
{_ MUTILADO J



_



(8)

'
LittenrtttWf.

,--------------
BIO BE JANEIRO.
0 males do presente c as es
% faturo.
=- stxi nut ia MmuM *t ui

at
rils nal
la reposet
ne sodi pas le
iprme.
C. de Uontalemerl.
Foi urna bella wauha a de hoilem na cmara
dos deputados/' *
Ai]Quncj governo, >> esperava-se ourir um depulado no-
tavl.
Oku o espirito abatido pelas decepgdes dos ul-
tos annos, lomamos, comtudo, lugar do am-
phitheatro das galeras, nos povo, entre os filaos
To povo.
Nao, embalde assistimos a mais um combate
da patarra. De um lado, o governo, por sea or-
gac, deixou ver bem claro que nao pretende gal-
vanisar o passado, ressuscitar os seus cenamos
e os seus odio?. De outro, Jos Bonifacio, o her-
deiro do mais bello nome da nossa historia, le-
vuntou, como um globo de luz, a sua cabega so-
bre a assembla.
E* um espectculo grato esse das lulas da tri-
buna. Agrada sentir que anda possuimos as for-
mulas, siquer, do governo representativo ; e que
ha quem as comprehenda e exerga em toda a sua
transcendente importancia.
Tal foi o effeito d'aquella maohaa sobre um co-
racao comprimido pelas rias preoecupacoes oa
actualidade. Ah 1 por um momento, hontem, nos
sentimos viver a vida enrgica, activa, indepeu-
dente e forte dos povos livtes I
Ao dispertar boje, suffocado de novo o enlhusi-
a&mo latete, a consriencia impelle-nos a inda-
gar porque motivo, mesmo quaodo assistimos a
cenas lo brilhanles, nao dura-ioura a i m pres-
ta o que produzem.
ercebemos eulo a oecessidade de analysar os
os do presente, como o camiobo mais directo
para descobrir os horisonles do futuro.
Superior ao nome desconhecido, que por isso
escondemos, a tarefa muilo difficil. Relevae-o,
porm, Icitor benvolo, e acompanbae-me na
descripeo da actualidade :
no exame das causas que, segundo se pro-
pala, tem-lbe rasgado as feridas e gerado os
cancros;
e estudemos, em resultado, o remedio ver-
dadeiro para males qu so affiguram lo graves.
A forma, com quesahem a lume estas paginas,
nao exele a imparcialidade da narrativa, a ver-
dade da censura, nem a probabilidade das pre-
dicgdes. O geuio inflexivel da historia illumi-
n;tr;\ o pamphleto.
Comecemos.
Realidade,
Mala aulem arbor ma-
los fructus facit.
.Nioguem ha n'esle paizque desconheca a pro-
funda afuicgao de romos, o desospero de alguns,
o o incommodo geral-de lodos os horneas de bem,
desde o humilde lavradur al o estadista, desde
o eleitor ateo deputa lo, desde o menos tunec-
oario ateo ministro da corda. Estudando-se com
imparcialidade o meio social em que vivemos,
incoQtram-se tanta vez a corrupto e o crime sem
pudor, a rolina e o fanatismo, a imbecilidade e a
ignorancia, o scepticismo no corago e a desor-
dem as ideas, que involuntariamente cada qual
scinterroga acercadoresultadodeuma siluago to
ameagadora e lio sombra, e sobre as causas que
accumlram essas nuvens negras no horisonle que
pouco eslava as rosadas cores de urna aurora
de venturas.
Illuso do patriotismo I A origem dos nossos
males nao est s nos rcenles erros de hontem,
como de ordinario se diz. Nio I para descubr-
a preciso remontar-nos ao curso de mais de
um seculo, a muitos dias passados, preciso pro-
cura-la uesse looginquo tempo coi que incer-
rou-se a epopa da edade-mlia, e comecou o
drama lerrivel da historia moderna.
U seculo XVI foi o Iheairo4o absolutismo mais
depravado. Para os povos da raga latina, sobre-
ludo, elle a expresso da guerra e da (orne, da
tyrannia e do fanatismo, da tortura e da foguei-
ra, symbolos da maior miseria social.
O absolutismo, crescendo por toda a parle, in-
conlrava Portugal, naquelle seculo, em as me-
llares condicgdes para o seu reinado.
Decadencia moral ; apsorcao peto poder das
forgas vivas da sociedade ; detinhamenlo das mu-
nicipalidades e das cortes; annullagio da nobreza
cavalleirusa, substituida pela nobreza rapace e
indolente ; simona, ignorancia e brutalidade do
clero ; re beato e corrupto ; a classe industriosa,
ou a raga hebrea, perseguida em vez de prote-
gida ; ainquisigo firmada ; lado al a depen-
dencia, em que eslava, do maior foco da peste
moral nesle tempo, a corte de Roma, ludo, emm
coospirava para a ruina desse desgranado pait.
Um historiador consciencioso, Alexandre Her-
cuiano, no livro do estabelecimento da inquisicao
resume assim a pbysionomia da poca referida :
c Seculo corrupto e feroz, de que ainda hoje
o absolutismo, iguorantedo seu proprio passado,
o usa gloriar-so, e que teodo por inscripeo no
seu auit i o nome obsceno do papa Alexandre VI,
e por epitaphio em seu lermo o nome horrivel
de castelhano ghilippe 11, o re filicida, p le, em
Portugal, tomar lambem para padro, que lhe
assigoale melade do curso, o nome de um fanti-
co, ruim de condicao e inepto, chamado D. Joo
III .(1)
Ja nao exislia eolio o vigor da sociedade nas-
cente, dos seculos XII e XIII. Sem o espirito
lorie ea vootade inoomavet dos povos da raga I
germnica, Portugal brilhou um da, no seculo naram
XV, e morreu para sempre. Tragando seus ver-
sos immorlaes, cujas harmonas inspirava mais
o patritico louvor dos feitos dos maiures, a musa
do passado, lemporis actx, do que as esperanzas
do futuro, Carodes, o agoureiro Cames. dizia :
......A patria, nao, que est meltida
No gusto da cobiga e na rudeza
D'huma auslra, apagada e vil tristeza .(2)
La-se o importante vnlume (3j receotemenl
estampado pelo continuador de Alexandre ller-
culano, e veja-se como o estado moral, econ-
mico e politizo do reino compromelteu-se mais
e mais no correr dos annos, justificando a queixa
do pesaroso poeta.
A providencia, que tantas vantagens doou aos
povos do sul da Europa, quiz, por sua grande
equidade, negar-Ibes a poderosa energa indivi-
dual, que a causa, o apoio e a explicago da
forga de movimentodas nacionalidades do norle.
Assim, quaado, em Portugal, chegou seu da, o
absolutismo venceu sem combates, dominou e
oppriit-iu sem embaragos.
Aquello que oesejar medir todas as suas coo-
sequeacias, moraes ou materiaes, sobreareli-
gao ou sobre a industria, sobre o Estado ou a fa-
milia, o cidado ou o hornera, contemple a lon-
ga sene de actos valorosos, mas lambem desp-
ticos, por cojo meio, muitos annos mais tarde, o
celebre ministro de D. Jos teolou, n'um esforgo
sublime, restaurar o governo e erguer o paiz do
abysmo em que maise mais se affundia.
Anda o mal era to grave e to diHicil a cura,
que a reaeco foi nao s violenta, como efficaz,
nc reinado seguate.
Al hoje os ajuvimentos polticos de Portugal
r..-velara peridicamente a existencia de urna vo-
ragem, que lo cedo se fecha, como logo pro-
rompe em novas devastacoes.
A historia interna da metropole acclara a phy-
aiooomia da colonia.
Quaodo seriamente comecou de sproveilir o
Brasil, que oulras potencias ambicionavam, Por-
tugal nao contava j facanhas quaes as de Affou-
so de Albuquerque e Joo de Castro. A edade
heroica recuava diante da omnipotencia do abso-
lutismo.
D'ahi resalla qual devera ser o espirito dos
emigrantes. O espectculo que na motropole vi-
ra m era o de um desfallecimento silencioso. O
mundo que se Ihes abra saciava-lhes a sede de
ouro, que a Ierra prodiga offerecia. Ora, urna
sociedade formada por individuos, nao s da n-
fima classe e em grande parte condemnados, co-
mo de ambiciosos de diuheiro ganho sem o sanc-
tieado suor do trabalho, urna sociedade tal coa-
ida, a rapacidade in-
ignorancia virtude, o
ilismo respeito, liber-
ad* de espirito m pebado- que s expu oa fo-
EsqMW.nior um titloF (feMlr,u d"
(erra da patria, e deixae fallar a historial O ou-
vidor, o cauito-mor, o govaroador, o vice-rei,
nao f-rem os ouvidos hoj- eom o som dos gri-
Ibes? Nao recordaos a ttrica expressio do car-
cereiro e do algoz? nao projeclam a sombra l-
gubre da cada edo eadafalso?
Illas eu uo recordei ainda o elemento mais
triste que eotrou na envenenada enmposigao des-
.ia sociedad, a esclavatura, nao s a escravatura
dos i o digeras, como depois a dos Africaoos im-
portados. Altrago completa di ordem natural
do trabalho, e maior corrupgao dos costumes, eis
03 prximos resaltados do novo elemento.
Quem correr os olhos pelas memorias que des-
se t-rapo legou-nos o grande orador, padre Viei-
ra, ou assislir exhumagio laboriosamente ioce-
tada no Jornal de Timn, esse ver multas ve-
zes o sangue innocente nodoar as sombras da
looga e silenciosa noile do nosso paasado.
Como a ida poltica, em sociedade tal nio po-
da deixar de ser oulla a actividade industriosa.
Lavo uro miogoada ; artes uleis nenhumss ou
palriarchaes ; commercio, apenas o exclusivo pa-
ra a metropole e com a metropole. Fechados os
porlos aos navegantes do mundo, isolados como
o Japo, recebiamos o ar vivificante da Europa
atravs de Portugal impeslado.
Se alguma cousa explica o embrutecimenlo do
Brasil al o comego do seculo prsseote, a gersl
depra*ago e barbara aspereza de seus costumes,
e, portanto, a ausencia do que se chama espirito
publico e setividade emprehendedora, de certo
o syslema colonial. Nio recahe sobre Portugal
someole esse crime de ignorancia e egoismo ;
mas ionegavel que. em p'arte alguma, foi o r-
gimen observado com mais severidade e mais
solicita avareza da metrosole.
A, ausencia de peas, quaes aquellas com que
fomos jungidos i immobilidade chineza de Por-
tugal, deverara 01 povos da Nova-Inglaterra a
sua nova independencia e rpida prosperidade.
Com effeilo, o presidente desse paiz, que, segun-
do Gervinus (4j, representa o maior progresso da
sociedade pela maior expaoso da liberdade indi-
vidual, dizia ao congresso na mensagem de 1852:
Nossas livresinstituigoes nao sao fructo da re-
volugo : ellas exisliam d'antes ; tinham suas
raizes as livres cartas, sob cujo rgimen ha-
< viam se engrandecido as colonias inglezas.
O exemplo dos Estados- Unidos caracterisa bem
c nosso pensaoento. Sim, nao conheciamos o
espirito publico, nem a liberdade do individuo,
ao comegar deste seculo.
A oossa independencia, arrancada fcilmente
das mos ,de um paizanniquillado e revolto, pe-
lo principe generoso que lirruuu-a, segundo os
conselhos de alguns homens superiores, a nossa
independencia nao contraria quanto allegamos.
A sociedade nao era inteira e fielmente represen-
tada peles patriotas que alludimos. Eiles fo-
rana homens superiores ao seu tempo e ao sea
paiz. A independencia elles se devo em gran-
de parle ; mas suas torcas eram pequeas para a
tarefa gigantesca de fazer de cada Brasileiro um
homem verdaderamente livre, independente e
soberano. Myhousc is mykingdom, diz cada In-
glez : no Brasil de eolo, como de hoje, s a au-
toridade gosava o mais Ilimitado arbitrio. De-
pois, os chefes do movimento de 1822, educados
nss trevas de Coimbra, eram eivados de aspira-
ges, sentimentos e prejuizos republicanos
guisa da Grecia e Roma, cajos hroes e cujos fei-
tos citavam proposito de ludo. Quando se con-
sidera u'essa viciosa educago classica e juvenil
admirago dos hroes amigos, j assignaladas
pelo Sr. J. J. da Rocha (5) ; quando se pensa
as suas consequeooias anachronicas e delete-
nas, como demoostrou-o F. Baslia (6), ad-
mira sem duvida ler nascido dessas cabegas, pe-
jadas das recordages de Cesar e Pompea, nios
a nossa sensata, nacional e gloriosa constituigao
de 1821, como, sobretodo, o Projecte elaborado
na assembla conslituinte.
Firmadas independencia, extinejas as ultimas
flammas do graade incendio, as lullas intestinas
rasgaram o seio da patria, As paixdes exclusi-
vas arredaram os homens eminentes, ou abate-
ram a sua influencia, que os mediocres de espi-
rito e de corago parlilharam entre si.
Para logo, na ausencia de urna opinio escla-
recida e convenientemente moralisada, os maus
coslumes da colonia tornaran) a seguir o seu cur-
so, devastando o foro, o commercio, a poltica,
e at o le-ripio. Houve tal, cuja cynica audacia
grangeou-lhe mais subila celebridade, do que
poderiam faze-Io os recursos de elevado titanio.
as provincias, o sicario o dominador e o
chefe de partido. As luttas ahi Iravam-so com
barbaridaoe somenle inferior sua infamia. A
onde o poder venceu, nem sempre esmagou o
crime : muita vez pactuou com ello : e nao raro
deveu-se o triumpho corrupgao.
Eis-ahi a physiooomia moral de um largo trac-
to de annos, que atravessamos depressa para
chegar ao importada periodo de 1850 a 53..
A impotencia e o anachrooismo da revolla
praieira em 49 nao foi o maior motivo para a
completa dominago do partido vencedor. Es-
magados os rebeldes, o poder triumphante en-
conlrava o espirito publico lo corrupto e descri-
do que fcil fra arrancar do parlamento actos
que mais foriificassem o executivo e melbor os-
tentassem o seu universal^domioio.
Mas, os incessanles protestos do partido esma-
gado ; a superabundancia de forga dos vencedo-
res, que s ia s-rviudo bem iofluencia exclu-
siva de certos chefes ; os sentimentos de paz
que aos poucos foram calando no animo de to-
dos ; a necessidade lentamente experimentada
de liberdades pralicas ; e, por fim. as exigencias
liberaes do commercio, reagiram contra a polti-
ca vencedora, intolerante e exclusiva, e delermi-
o que se chamou a nova era, ou a- polti-
ca de conciliago.
Comprehendia-se e desejava-se a conciliago
mais no trreno do3 principios do que no interes-
se dos iodividuos. O gabinete de 6 de setembro,
porera, fosse fraqueza, fosse descrenga, fosse a
morle prematura ao seu presideole, infeliz na
tentativa de salisfazer o paiz pelo triumpho das
ideas, com excepgo da reforma eleitoral, nada
mais consegua do que congragar muitos adver-
sarios, e saciar a cobiga de diversos
Parando na confralernisagao dos inimigos da
vespera, arrancando o apoio de alguns pelo meio
da empregocracia e pelo da profuso das gragas,
a nova-pra desprestigila se. Nao de outro mo-
do, explica-se a guerra que moveu-lhe o vulto
mais respeitavel dentro os contemporneos, o
ex-regente do imperioso Sr. marquez de Olioda.
Mis, certamente, dous resultados notaveia as-
ceram daquella siluago. De um lado, emquan-
to muitos dos vencidos accediam ao appello do
governo, alguns dos chefes do partido vencedor
abandonavam-se ao esquecimento, e no silencio
fruiam os beos adquiridos outr'ora e as recentes
gragas do poder, que os solicitara. Fosse con-
viegio n'uns, fosse hypocrisia n'outros, a nova
altitude d'esscs homens revelava que elles se nao
podiarn oppr ao corso das ideas ; que o traba-
lho dos espiritos eslava feito ; que a coaolia-
go, como quer que a executassem, era urna idea
popular, e urna necessidade publica.
Por outro lado, essa ordem de cousas veio a ser
confirmada pela execugo da reforma eleitoral,
remedio violento que, excitando as pretenges jo-
divjguaes das influencias de campanario, foi dis-
solver, as provincias, o velho estado-maior do
partido saquarema, os crculos de ferro das capi-
taes, em que se baliam e d'onde se expediam as
chapas massigas.
Assim, na abertura do palamento, em 1857,
ada exislia dos anlgos partidos, a nao ser as
recrminagoes de pessoasque s aprenderm nun-
ca esquecer.
De 1857 em diante as cousas tem caminhado
no mesmo rumo. Com effeilo, om 1859, por com-
baler o ministerio Abaet, qualifleado de reactor
ou saquarema puro, inventaram-se as locages
coniervador-moderado, e al liberal-conserva-
dor exprimiodo o mesmo que a palavra conci-
liador rppellida por desmoralisada. O conierva-
dor com criterio, o liberal acautelado e o li-
gueiro, vocabulos receotemenl inlroduzidos na
circulago, veem substituir aquellos, que, por
gastos, *ja se eitao d'ella retirando.
Desprezada a quegtio de palavra, o que podem
significar essas expreses ? esse epithetos ou cog-4
(11 Livto X, in One.
(2) Canto X, estrophe 145.
Historia de Portugal noi
. scalos XVII e
XVilI pelo Sr. Bebelto da Silva, lalroducco /
parte Ia passm, e eap. 2o \a fias.
(4) Introdocgio historia %> aculo XIX, 3a
edigo, in fine.
(5) Acgio, reaego e transaegio, pag. 6.
(6) Baccalaurat et socialismo; e outfss obras,
pattim.
nomes, que lao cedo se esecevem, qulo depres-
sa apagam-se ? Nirgoem senle-se viver 00
meio de partidos o^gaaidos, nocabeodo ao que
vemos a ouvimos outr nome mais que o de fac-
ges ou cdfertes.
E na Tardada, interrado o partido liberal com
as bandeiras da 1841 a 1848, o vencedor, o
partido saquarema, qaeofferece o espectculo da
mais completa disaolugao. Pra careclensal-a,
eu transcreverei as notareis pharsesdo conde de
Huntalembert sobre os coosrvadores que na In-
glaterra commanda lord Derby : < ns admettent
ou ils proposenl eux-mmes des reformes libe-
ralas, qu'ils oot ou qu'ils auraient cerlaine-
o ment comballues, sils taient reales daos l'op-
posilotr ou les avait jetes leur rupture avecl'il-
lustre ehafdout ils so detachreot, quand il
reconnut la ueceisil de briser le vieux pro-
gramme tory el d'ouvrir la porte de l'avenir
a (7). N'outro lugar,assignalando mesmo o fac-
to, o elequenle- escriplor diz: ........ Cet
c anclen part conservateur qui no s'est jamis
relev du coup qu'il s'est port lui-meme en
refusaot de suivre sir Robert-Peel daos la vol
du progrs legitime, et qui n'a reconquis la
majoril ni dans le pay$ ni dae le parle-
a ment (8) .
Os conservadores, com effeilo, nao sao j um
partido : com esse nome eocoatram-se pessoas
de pensar muitodiverso. Supplico liceogaao lei-
tor para citar-lhe um recont discurso de lord
Derby, a proposito de egual siluago do partido
whig : Vejo, dizia o nobre lord, vejo com
grande pezar e inleresse horneas de carcter
distiocto, de talento e de alta posigo. talvez
por urna honrosa, mas mal entendida lealdade
< a nomes, esquecida inteiramenle a differenga
c de principios que os seus nomes escondem e
a cobrem, alliarem-se com homens de cujas ideas
e poltica discordara inteiramenle, e deixarem-
se arrastar a apoiar medidas de oulros que
em particular desprezam...... >
Sim, ji assistimos morle dos partidos o
que hoje resta sao pequeos grupos ligados pelas
recordages da] antiga obediencia e pelas mu-
tua lealdade.
Essa confuso poltico-social explica a iodig-
aagSo dos poucos fies le do propheti, gra o
desanimo dos espirilos serios, e protege a versa-
tilidade dos fracos. Todos os homens de bem
sentem-se mal; sos corrompidos explorara os
meios deapproveitar a quadra.
O estado politico-social revela-se em ludo e
eslende-se a ludo.
Vede como dissolvem-se gabinetes, combinam-
se e orgaoisam-senovosgabiaeles.
Vede, na veriticag&o de poderes, alguns depu-
tados, esquecendo a altura de seu mandato, fa-
zer-se cumplices do poder ctiminoso e arrastar a
opinio publica justamente irritada. Para elles
a justiga valeu menos que o favor. Combinai,
ponde em parallelo esses palrooatos, esses pro-
tectores, esses protegidos, essas corrupgdes___
E ali, no seio-do parlamente5! Ah desbragado
paiz I
Vede como a intolerancia de certas pessoas
transforma as grandes luttas da tribua n'um
desagradavel e interminavel pugilato. O aparte,
langado rosto a rosto, tornou-se um meio de
combiter, seoo de aggredir com mais promp-
tido. mais fereza e mais efEcacia. O adversa-
rio nio merece o respeito do adversario, e a
primeira saudago, que se lhe eovia, pelo
menos, a do corrompido. Nao era assim, nao,
nos lempos gloriosos de lulas mais travadas so-
bre objectos muito mais serios. Se o espirito
excedeu s vezes os limites do decoro, oem
sempre a crua violencia da pharsesuppriu a au-
sencia de raciocinios.
E porque viciosa a composigo da cmara
electiva ? Porque o rgimen eleitoral pessimo,
oda guarda nacional insupportavel. oda polica
defeituoso, e o do poder judiciario inconstilu -
cioaal.
Onde sinceramente pralicada, nos grandes
povoados, as capitaes, a le eleitoral vigente
um vordadeiro systhema de revolvimento peri-
dico das massas, contra o qual s ha a garanta
da providencia ou a suprema raso da forga.
Onda o nio as localidades ceotraes, as pro-
vincias pequeas, a eleigio nao passa de urna
fiego miseravel e grosseira, como a dos bourgs-
pourris de Inglaterra. O presidente cria os in-
fluentes locaes : estes designara as centenas do
eleitores. Quatro ou cinco influentes, e s ve-
zes menos, sao grandes eleitores e os nicos da
mr-parte dos circuios. D'ahi resulta que, sem
ser governo, isto sem poder crear afluentes,
nio ha partido que possa apparecer com. maio-
ria compacta as cmaras ; por oulra, i|uoca a
minora vira a ser regularmente maioria o que
importa o mesmo que a negacao do systea.a re-
presentativo. I
Em sipropria, aguarda nacional a militan-
sacio do paiz. Idea terrvell o cidado ser um
soldado; a independencia obediencia; o voto livre
um favor do com mandante. Para a eleigao indirecta
nao ha instrumento melhor que oda guarda na-
cional, a cao ser a policia judiciaria em mios
de agentes administrativos, a nio ser, finalmen-
te, a temporaneidade e a movibilidade dos juizes
de primeira instancia.
Se o parlamento, annullado pela sua origem,
fraco pela sai composigo, o poder executivo
assume a omnipotencia.
Logo, este poder nega a respoasabilidade, que
lhe incumbe, pelos actos do moderador, como
ouvimos claramente o anno passado ; isto ,
coofessa implcitamente a existencia de urna
cousa impossivel, o governo pessoal.
Logo, a sua audacia o invaso at abasar de
delegacoes imprudentes decretando imposto?.
Logo, a iotervengo eleitoral, de que fornece
um to triste exemplo a ultima presidencia de
S Paulo.
Logo, a nenhuma accao das cmaras sobre a
poltica externa, que ora vaecaminho de Buenos-
Ayres e da Assumpgio, ora recua at Montevi-
deo e at Santa-Catharioa. sem que saibamos
claramente porque nem para que.
Logo, finalmote, o desuso do antigo coslume
segando o qual era cada deputado o denunciante
e aecusador publico da menor aggresso com-
meltida contra as liberdades individuaos, em toda
a exteosSo do imperio.
Aos vicios polticos accrescem os administra-
tivos.
Repartieres ceotraes erradamente organisadas,
cujo servigo interno do mais difficil jogo e mais
rotineiro, nao contam pessoal idneo e exigem
todo o da augmento de pessoal. Contra a eco-
noma de tempo e de dioheiro, as mos dos
ministros que vio parar os menores negocios,
e d'elles que, depois de lenta e volamosa cor-
respondencia, recebem a mais simples sola-
gio.
as provincias o mal gravisslmo. Tinham,
no tempo da colonia, governadores por tres an-
nos, de ordinario : leem hoje dous presidentes
cada anno. Tinham outr'ora secretarios do go-
verno e cooselheiros, homens bons e praticos :
leem, boje, por auxiliares dos presidentes, mo-
jos sem experiencia ou os apaixonados chefes
de partido. D'ahi procede a ausencia de tra-
diges e de um plano seguido na administrarlo
das provincias. Sem Ase plano, os melhora-
mentos materiaes, sobretodo, ficam adiados para
sempre, nao sem ter-se feito cada anno o dis-
pendio de innmeras pequeas quotas com ou-
lras tantas pequeas obras. Asassemblas pio-
vinciae, e as cmaras raunicipaes, nobres ins-
tituigoes, jazem desanimadas, sem direcgo e
sem vida. A cmara um recurso de mais para
o influente local, e a assembla urna aprendi-
zagem poltica para o pretencioso bacharel. A-
juntem-se as diCDcaldaJes fioanceiras, nascidas
de causas diversas, em que nao cabe a menor
parte ao esbanjamento e a funestsima criaeo
de novos empregos. Ajonte-se a necessidade de
recursos mais abundantes, come ainda agora re-
couhece-o. em seu relatorio, o Sr. minislro do
imperio, e faga-se, como geralmenla se faz, o
parallelo, que levanta tantas queixas, entre a
receita e a despeza geraes as provincias, por
um lado, e, por oulro.entreas dus rendas geral
t provincial. Certo, lodo aecusa um grande vi-
cio administrativo, e tudo ergue a voz contra o
rgimen centralisador.
Nio esquegamos a edtfcagio publica, mae do
progresso. Poia bem I temos observado n'isso o
syslema peior. A nulhdade da instruccao ele-
mentar ; o ensino do pernicioso latim como de
um instrumento de civitisaeio ; a falta de dif-
fusio das sciencias naturaes e conhacimentos
uteis ; a existencia de professores, ou totalmen-
te inhabeis, ou principiantes ainda; a ausencia
de rigor nos exames dos cursos superiores ; a
consequenle abundancia de mdicos e hachareis,
outroa Un
Untos br<
para a a
cada de ca
metter sari
(7) Un dbat
pag, isa. _
(8) Pa* 57,
sur l'Inde au parlemeot anglais,
ras de emprego, outroa
para o trabalho livre a
oal, eis, sea dbvida, urna
bastante fortes para compro-
o futuro da usa paiz qualquer.
Reata, por fim, ver-se ondular sobre esse qua-
dro a sombra do lazzarista a da irmi de canda-
da, eonverlidoa em directores do ensiaoera col-
legios ou seminarios, alguns dos quaes se pre-
tende sentar do nico remedio contra o mal da
sua existencia, a iospecgo administrativa
A agricultura impegada pela rolina e pela dis-
seminagio dos centros povoados, ainda mais do
que pela falta de bragos ;
A emigragio suspendendo o seu curso por
causas em que tem grande parte a indesculpa-
vel tolerancia e criminosa indifferenga do go-
verno para com certos abusos dos contratos de
parceria ; .
O trafico horrivel da escravatura, dissimulado
por tanto lempo, a sUpprimrdo de urna vez,
torga, sem que os la viadores podessera prevenir
os meios de substituir um recurso com que con*
Isvam.
O commercio, compromeltido pelo decresci-
caento da produego e assustado pelo espirito
regulador e preventivo, que tem dominado as
tais o nos actos do governo ;
As reodas, decrescendo oa razio da louca ele-
vaco das despezas, e despezas com vencimentos
de secretarias, com urna marinha nominal e um
exercito transformado em forga de policia.
As dividas internas e externa, elevadas enor-
me cifra de duzentos mil coritos.
As leis de orgamento, o mais importante exer-
Ccio do poder legislativo, annulladas por crdi-
tos supplementares, em que ai se decreta o aug-
mento de verbas como a gratificages diversas e
despezas extraordinaria}.
E, por ultimo, a perspectiva sombra de um d-
ficit, cujas exactas proporces o governo tem at
receio de definir precisamente^masque talvez,
egual a urna quarta parte da recutla futura, d-
ficit accumulado, desde 1858, pela maior impre-
videncia...
Emtim, tudo, no mundo poltico e no mundo
industrial, no fundo dos espiritos e no intimo das
familias inquietas pela escassez e caresta dos ob-
jectos de primeira necessidade, tudo parece aecu-
mular-se espera do derradeiro de noseos infor-
tunios, o paludo phantasma da banca-rota I
Sim, percorrendo a longa serie dos males do
presente, os olhos fecham-se de involuntario ter-
ror, e espontaneo aperta-so o corago. Quando,
sobretodo, observa-se a decadencia moral, de
que tudo o mais prximo resultado, quasi rom-
pe dos labios urna apostrophe vehemente, que se
o patriotismo reprime, como essa de Rousseau :
Peuplefraocais, tu n'es peut-ire de tous les
puls esclave, mais tu es bien pas le plus valet
de tous les peuples 1 Sente-se en to o pungir
dos espionas da recriminago allegorica que re-
ceotemenl F. Octaviano poz na boceada sombra
do primeiro reinado contra as aposlasias dos pa-
trilas de 31.
Ha:, devemos, por isto, perder a fno futuro e
abandonar a esparanga de remedio ?
Devemos ver este gigantesmo imperio desap-
parecer por um terremoto poltico, como se o en-
golisse urna invaso do Atlntico irritado?
Devemos murmurar cabeceira do Brasil mo-
ribundo o derradeiro psalmo ? e, como Jos Bo-
nifacio a Rodrigues dos Santos, exclamar com
piedade :
Cubra-lhe a campa a liberal baodeira ?
II
Illuso.
Quem Deus vult perder
prius dementat.
Discordam os descontentes da actoalidade j
quaodo a extensio dos vicios dola, j acerca das
causas que os tem gerado, fomeotadoe reprodu-
zido. Poucos, talvez, observara o presente das
alturas do looginquo passado, e vo procurar ahi
o fio dessa cadeia de elementos que, a meu ver,
explica de ama maoeira completa, o quadro
medonho offerecido comlemplago dos nossos
das.
Geralmente, iodicam-se causas soladas, que s
referem-se aos acontecimenlos polticos. Ha tal
grupo de pessoas que v a maiorchaga do paiz no
governo pessoal e consecuente annulago dos
ministros; ha outras, muitas mais, que rremes
sam as suas sellas contra o eastello feudal da o/y-
garchia e consequenleannullsgio do governo re-
presentativo ; algumas ha, finalmente, que ex-
probram a grande numero de cidados ideas sub-
versivas e tendencias para a anarchia.
Para patentear o vasio dessas doutrinas exclu-
sivas basta o processo histrico de que nos [lave-
mos servido as paginas precedentes, e que de-
monstra toda a luz quo grave soja o mal, e
como profunda, antiga e vasta a causa que o tem
alimentado. Has, mitter descer ao exame de
cada um dos motivos allegados, e provarque, di
rigindo seus tiros contra alvos circumscriptos e
por ventura phantaaticos, nao ho de nunca os
enfermeiros do paiz moribundo conseguir a cura*
que lamo prometiera.
Elles, com effeito, assemelham-se ao habitan-
te das maltas, que vendo as rodas de um vapor
agitar-se repute-as o motor do navio.
Fallar de governo pessoal o'uma monarchia re-
presentativa antes de tudo, urna inveroseme-
lhanga, porque nella isto impossivel. Com effei-
lo, o syslema que rege-nos o da soberana na-
cional, islo o do paiz pelo paiz. Periolica-
mente^a nago escolhe novos deputados, e estes
determinara a composigo dos ministerios. O mi-
nisterio portanto, urna expressio nacional : so-
bre elle deve cahir o peso do governo, em toda
a exlengo da palavra.
Pret"ii lem, porm, trazer para a patria urna
distinegio metaphysiea, que Clemont de Tonner-
re e mais tarde Benjamn Gonstanl introduziram
no vocabulario poltico, e d'onde nasceu a idea
de um quarto peder, cousagrada na lettra de nos-
sa conslituigo.
Quem nao v, porm, que um ministro digno
de s-lo, nao vae-se abrigar atnz dessa distinegio
de es uia para' submetler-se influencia da co-
rda Nao I o chefe das maiorias, o ministro, Pitt,
governa de facto.
Ceno, a corda tem, como (al, ama missode
maior alcance que a do grande eleitor de Sieys.
Ella pensa, delibera, preside; mas nao pode obrar
contra a coosciencia da respoasabilidade no mi-
nistro, contra o vol, que a faz effecliva, da so-
berana no parlamento.
E' de tal modo extensa a respoosabilidade do
executivo e a prerogativa da cmara, que, para
viogar a inconveniente demisso do ministerio de-
cahido, pode ella aecusar o ministerio substituto
de ter aceitado o governo.
Alm de impossivel, isso de governo pessoal
urna visao.
Apootae-me os casos em que o principe, que
actualmente conduz os nossos destinos, tenha ex-
cedido dos limites de um imperador constitu-
cional.
Se designaes este ou aquella despacho, esta ou
aquella escolha de senador, eu vos record ajie
taes aclos hio sido lavrados por membros de ga-
binetes fortes, e, se algum existe decretado ape-
zar sea, vos pego que indigoeis-vos contra aaub-
serviencia dos ministros eunuebos.
Deraais, considero fraqueza ou traicao atiesar-
se o obstaeulo de um governo possoal. Fraqueza,
de parle das faegoes. maioria ou minora, porque
o adversario, contra o qual combetem, um prin-
cipio neutro e inoffensivo, e que reagindo s po-
deria perder.
Traigio, porque nao respeita seriamente a or-
dem constitucional acuelle que pde mios vio-
lentas sobre o velo d'ouro da corda irresponsavel,
Ah I foi assim que comegou em Franga a obra
sarda dessa mina, cuja exploso rebentou justa-
mente debaixo do throno do re popular I
Ponharaos o nosso dever cima do nosso suc-
ces*o, e encaremos a queslio otygarchia.
Vencedores em 38, em 4z> e em 49, os ehefes
do partido saquarema procuraran! fortificar-senas
altas regioes do senado e do conselho de estado.
A importancia pessoal de cada um, o prestigio de
seus triumphos as lulas passadas, a annullagio
dos adversarios eodesfallecimeoto do espirito pu-
blico acabaram da aasenlar a chave da abobada
no edificio da sua grande influencia.
Pormario estes chefes hojea olygarchia mys-
terosa, cujo poder oceulto penetra por toda a
parte, segundo se diz, e domina como governo
real no paiz asseohoreado ? -
Com quanto ha ja nisso grande exageragio,
carta com tudo, -que aos chefes saquaremas do
senado devemos imputar a eslerililade do movi-
manlo conciliador. A ortbodoxia fervorosa, qaa
alguns de entre elles pretendem revivar, um
anachrooismo Impraticavel. A immobilidade, que
outroa professam, os odios anligos que aiada ati-
imr-i-i i i-t .i ji
Resultar d'ahi q'e aoja mister escalar o ou
para esmagar eaaa novi raga da deas* ? Dever-
se-ha saapriaair, alada orna vez, o aonselho de
estado ? ou abolir, coma pretendeu-se j, a vita-
liciedade dos senadores f Um procedimento de
tanta violencia redundanrla em prejuizo s daa
baaaa conservadoras de noen magna carta, e em
triumpho do elemento demagogo. Fra cortar a
arvore para colher um fruto, como de preticar o
gento. #
Nao, s o desenvolvrtnento gradual do espirito
publico, a energa dos homens polticos, a inde-
pendencia de cada un, a pratica do sel-govtrn-
ment, liberdade das cmarasa forga propriados
ministerios pdem evitar que pese de mais urna
influencia qualquer, abalando o equilibrio cons-
titucional.
Depdis, peraote um governo siccero e forte, os
homens que prestaram os servigos de 36 a 40, de
41 a 42, de 48 a 50, Armando a ordem, nio aa
hao de rebellar ; ao contrario, comprehetiderio
os seus deveres de grandes cidados deste paiz,
e sentirn em seus coracoes patriotismo bastante
para acompanha -lo com desinteresse e dignidade,
sem receber nem solicitar cousa lguma.
Mas, se, entretanto, pretenderem renovar as
tcticas miseraveis empregadas contra os gabine-
tes de 6 de setembro e 4 de maio, ahi est o ar-
tigo de lei que permute a dispooibilidade dos
cooselheiros de estado, ahi est o remedio de re-
novar no senado augmentado o numero dos re-
presentantes.
Portanto, nio assusta a sombra qne diz-se fa-
zer a tudo a olygarchia.
Certos agoureros siuistros estigmatisam a anar-
chia como o perigo real da actualidade.
Nada mais pueril do que os receios adrede
incutidoa contra um partido da anarchia. V-lo
em reuoies eleitoraes, oa celebragao de meetngs
mais ou menos numerosos, desconhecer a ndo-
le e as pralicas ordinarias a utilissimas do go-
verno representativo. Muito meos que os mee-
lings, esses grandes ceiros de direcgdes do es-
pirito papular, sao os pamphletos, fogos fatuos
da latera tura, um perigo para a sociedade. As
l'Coes de 42 e 49 ainda eslo bem vivas na me-
moria do paiz. Se os grupos, que formara-se
cada da, protestara contra o presente, nenhum
preteade comprometler o futuro. Monarchia e
democracia, ordem e liberdade, constituirlo e
paz, sao as primeiras inscripgdes de todas as ban-
deiras.
Assim, nao urna sonhada anarchiapartido
que abalar as insliluigoes. Nao ; a anarchia
das ideas e dos tactos, a anarchia moral, que
ameaga o Brasil.
Negando sem reluctancia a existencia de urna
faego revolucionaria, examinemos se raciocinam
bem alguns pessimislas quando affirmam que s
urna re volugo pode regenerar o Brasil.
A nossa revolugio social e poltica j est fei-
ta ; e outra, que por fatalidade sobrevenha, ha
de ser, nao o desenvolvimento pacifico de um
espirito directamente demcrata, mas o effeito
dessa democracia que, na phrase de Monta-
lembert, faz das vidas das nagdes urna tempes-
tado perpetua.
Por mais difiicil que julguemo-la nesle paiz,
supponhamos, comtudo, que, agora oa logo,
ajunlam-se loucura e forga bastantes para pro-
.duzire azer vingar urna revolugio. Aonde pa-
rara ella? o'uma monarchia extremamente livre,
eomo depois de 7 de abril de 31 ? ou n'uma re-
publica formal?
A historia da primeira j est escripia. 1831
tanto ama ligio como um triumpho. Com elTei-
to, todos os germens da maior liberdade pratica,
administrativa e poltica, confiados entao ao seio
do paiz ainda palpitante de eothusiasmo, con-
verteram-se em elementos de revoltas parciaese
de urna desordem geral. O espectculo da fabu-
losa prosperidade dos Estados-Unidos enchia a
imaginaejo dos reformadores. Nao viram as dif-
ferengas profundas que distinguem os dous pa-
ses. Np atlenderam para a physiooomia dessa
sociedade especial, em que o mais elevado-espi-
rito de lloerdade allia-se perfeitamento com o
respeito aos costumes, stradieges e al s ios-
tituigQes hereditarias, segundo o testemunho de
Tocqueville. D'ahi resulto* a ineficacia do gran-
de movimento de 1831, a sua degenerado, e,
em coosequencia, a reaego incetada logo oito an-
nos i'epois e anda hoje dominante.
O que seria a repblica? Vejamos.
As paixdes accesas pela revolugio ; os interes-
res privados ; as companhias e as emprezas infe-
lices, ambicionando indemnisar-se cusas do
erario, co no em Franga, em 48; e a socialista
demanda le empregos, desmoralisariam a rep-
blica. As ultas de predominio entre os chefes
dividi-la-feiam. A reaegao dos partidos venci-
dos oppor-llhe-hiam urna dilficuldade perenne e
todo odia crescenle. Debilitada no interior, a
repblica seria o ludibrio de estrangeiro. A Fran-
ga adiantar-se-hia das Guyannas al o Amap,
at o Araguary, e aonexado o Eqjuador, como pro-
jecta. descena at o Amazonas. Abatido o com-
mercio, e perdida a repulagio alcaogada de urna
certa sensatez politica, embalde invocaramos o
auxilio das armadas de Inglaterra, que poderia
estender-nos o protectorado das ilhas Jonias.
Proclamada a repblica nao encootraria chefe
capaz, nem servidores dignos do governo. A de-
magogia poderia apenas invocar, em vez de Was-
hington ou Lafayette, o frenes dos demolidores,
dos carbonarios, de Mani, de Mazzini.... Deus!
a rod ligio de 48 e 40 seria to cedo esquecida?
O segundo dia da repubica que havia de ser o
primeiro da anarchia e a vespera da exaltagio de
um despota. Os caudilhos succeder-se-niam aos
caudilhos, como no Mxico, sobre cuja caria Luiz
Bonaparto traga os limites de urna nova pojses-
sio, como no Rio da Pnta, cujas ondas cryslali-
nas reflecten] agora, anda urna vez I a langa e a
bola, os instrumentos barbaros da guerra civil.
No primeiro abalo que a revolugio soffresse, ella
mesma, como em Franga, abandooar-se-hia aos
bragos de ferro de um chefe, um despota, que,
embora anniquille-a, d-lhe o prazer de esma-
gar os seus adversarios, os parlamentares, os
amigos das instiluigoes livres, mas ordeiros.
A revolugio leva anarchia, a anarchia ao
despotismo, e o despotismo revolugio... Eter-
no circulo vicioso, a que parecem condemnados,
no seculo XIX, os povos da raga latina, sobre cu-
ja cabega ainda se nao ergueu o verdadeiro sol
da liberdade I
Has, felizmente, ainda menos do que a cha-
mada olygarchia, ou o pretendido governo pes-
ylcios, n'um a dia, n'uma hora, por encanto ?
?'* d,MJ2SJl,p0'ta?^kf *f *8*aK> ok-
dada, actividad* a rateifigencla podero asseotar
certas badea aobre ai quaea deacio.ee fortifiqe-
se o edificio social.
Com effeito, essa aovan proaaovoria, e dei-
xaria praticar-se Iealmente, a eleigio directa.
Nesla s palavra contem-se om mundo novo:
Dada a eleigo directa, com on censo elevado e
proporcional s localidades, restitair-se-hia ao
systema representativo a sua verdada. Aa cama-
ras, fortes psla independencia da ana origem,
composns de homens superiores, na dessa in-
finita serie de ridiculas mediocridades levanta-
das peto favor, as cmaras nao permittiriaa o
triste espectculo de ministerios de cteries e re-
posleiros.
Desembargada a administrago central, esse
governo dotara as provincias de presidentes dig-
nos e duradou-ros. Estes estimulariam o exacto
cumprimeoto da lei, e applicar-se-biam aos es-
tados e trabalhosserosv
Reformada radicalmente a instruccao publica
superior, constituida a secundaria sobre um pro-
gramla de conhecimentos otis, desenvolvida e
diffundida a elementar, elle extinguira essa pes-
te de mdicos sem clnica e de hachareis sem
emprego, verdadairos apostelo do scepticismo e
germens da corrupgao.
Esse governo conseguira a organiagio da ma-
gistratura pelo modelo constitucional, a indepen-
dencia da policia judiciaria, a um remedio efficaz
contra a prisio arbitraria.
Esse governo equilibrara a despcrztfcoa a re-
ceita ; desarmara a parte superflua 4a marinha
e do exercito; e reservara oa excesso de renda
para aubveocionar o servigo de policia policial e
municipal, reduzida, ou at extincta, guarda
nacional.
Esse governo levantara o pea* de impostas so-
bre a exportacio opprimrda; desenvolverr, cora
systema, os trabalhos pblicos; fomentarla o es-
pirito livre da empreza particular; mas nio fsr-
se-hia fiador e banqueiro d*e emprezas imprati-
caveis, cujo nico e perigos fim Immobilisu
capitaes e desvia-los da agricultura necessitada
Esj governo, guardada urna economa severa,
solvera a enorme divida dos emprestiaaee levan-
tados em Londres, e a do papet-moeda, consoli-
dando assim o meio circulante.
Esse governo obteria a lei da livre cabata-gem,
para que os bragos nacionaes nelta dsttahidos
cultiven) a trra, tornando a concurrencia da es-
trangeiro muito mais barato o servfco da Bave-
gacio.
Esse governo, sem descanco, do marche-mar-
che da campanha da liberdade, prevenidas certas
condigoes de seguranga ( algumas fortalezas;
acampamentos, tratados internacionaes), faria
promulgar-se a abertura do Amazonas ao com-
mercio do mundo, emigragio superabundante
dos Estados-Unidos, aos Irlandezes, aos- Atle-
mes, aos Suissos... E, argumentando com eisa
facto, arrancara de Buenos-Ayres, dos argenti-
nos, do Paraguay, a franqueas dos portos de Ma-
to-Grosso a todas as nagdes do globo.
Esse governo, proseguindo as ideas do tempo
da independencia, reatando o fio dos projectos do
veoeravel Jos Bonifacio, e de todos oa coragdes
generosos, estudaria os meios praticos de eman-
cipar-se lentamente a escravatura, reconslituio-
do-se sobre bases naturaes a orgaolsago do tra-
balho.
Esse governo, finalmente, firmado o nosso cr-
dito em Londres, creada a nossa repulagio entre
as grandes nagdes, extinctosos motivos para mo-
tejos de que somos victima aa Europa, radicar-
se-hia oa opinio publica do mundo etvilisado e
na opinio publica do Brasil, dispertando, s-lfim,
aos hymnos da prosperidade, entoade* do Ama-
zonas ao Prata, do Atlntico aos Andes I
Mas... Aonde, a que longinqaos mares n ar-
rebata va a phaotasia? Mas, tudo isse- i, sen du-
vida, mais bello de ouvr-se do que fcil de ver-
se. Quando Jos Booifacio triumphante descia
hontem da tribuna, alguem, cujo bom senso uo
conheoe rival, interrogado sobre a bandejra qu
o o orador acabava de hastear com tanta- pompa,.
respondeu : Elle tem razio, mas para realisar
as suas ideas preciso um seculo.
Sim, Jos Bonifar' aquella certamente a
aspiragao dos corag -oerosos. Elles volvem-
se para essa cada ae verdades, como para 89-.
suas derradoiras esperangas. Tudo, porm,.de-
monstra que ainda est longe o dia em que deva
uro governo sabio assentar-se as alturas do po-
der para dar corpo e forma s ideas de futuro e
progresso do nosso programla, Jos Bonifacio, o
progrmeos da mooidade i
Com effeito, no systema- representativo, ama
politica nova,, tenaz e forte nio pdde descender
de um capricho do re, como de D. Jos, no go-
verno absoluto. Ha de ella ser, porm, o effeitq
pacifico da opioiio, da odioiio esclarecen do-se
lentamente e lentamente imprimindo a energa de
suas convieces nos seus dous grandes mandata-
rios,o parlamento e a imprensa. Ora,essa opinio
existe j, como fra mister, constituindo urna
maioria compacta e solidaria ?
Em qual individuo, ou nobre ou popular, no
parlamento ou fra delle, essa opinio acha-se
concentrada e individaalisada ? E' este o lugar de
responder tristemente, como Branger :
all manque-un homme en qui le monde ait foi!
Por outro lado, um ministerio que se propo-
zesse j realisago de taes ideas, lutaria com
duas grandes difBculdades: a de sua mesma com-
posigo e a da maioria na cmaras. A primei-
ra, proveniente da divorsidade de epinides entre
os homens polticos; a segunda do grupo, ainda
forte de conservadores guand-mms, que offere-
ceriam balalha a qualquer tentativa de reformas
profundas.
Mas, cada idea tem seu da, e a resigo agio
lenta e pertinaz o mais seguro oamioho para a
victoria.
soal, a revolugio ameaga submergir-nos oa pode
regenerar-n is.
O que hade, porm, salvar o paiz?
' III
Soluqo.
Nascitur ordo.
Como quer que ajuizemos dos males do presen-
te, certo que todos lhes sentimos as dores.
E, pois, abaixaremos a cabega ao fatalismo niu-
sllmaoo?
^Abandonar- nos -hemos ao scepticismo estril a
materialista?
Nio I o direito do livre-exame o melhor re-
saltado do self-government.
Indaguemos, pois, qual aej a solacio dos em-
baragos da actualidade.
Na poca de renovagoe transigi, porque es-
li passando os povos civihsados, a melhor ga-
ranta e o bem mais appetecido o de um gpver-
ne forte, porm demcrata, como o de Inglater-
ra, que, firme nos seus gloriosos rochedos do
norte, domjoa impassivel as tempestades docoa-
tinenle ;ou, ainda, como esse governo joven,
egualmonta forte, e nio menos demcrata, que
poude resolver, na Italia moribunda, o problema,
supplkio de todos os coragdes generosos, do
Dante, de Rossi, de Uanzoni, o problema da urna
grande naciooalidade constituida sobre as eternas
bases da aulondade sem tyrannia, da liberdade
sem demagogia.
Nao desejamoB dissimular q erro d'aquelles
que tudo esperam dos governos. Mas, certamen-
te, mesmo n'um paiz normal como a Inglaterra,
esa que ludo procede da independencia do aida-
dio, do movimeuio da liberdade, do self-govern-
ment, a eaergia e prodigiosa actividade sao con-
dignas de vida para o poder.
Quanto mais activo nao deve elle ser no Bra-
sil 1 Um jornalista de elevada intuigio histrica e
bom senso poltico, querendo caraclerisar o es-
lado do espirito publico na>reaego saquarema de
50 a 52, dase :
Ao go*erno se dirigem todos os votos, todas
as aspiragdes a melhorameotos; o governo por
todos invocado, at quaodo ae quer, para dlvcr-
timeoto da capital, contratar cantoras e bailari-
nas 1 a i
Em circumstancias taes, a maior necessidade
deste paiz, o sea remedio iofallivel, as anas es-
Ipersogas mais ardeates resumem-se com razio
a'i'.m governo sabio e forte, qual idsasos.
Pode elle, porm, fazer ludo, curar tolas ob
Esperanga, pois, e oonfianga..
Nao nos abandonemos ao sceptismo dos cor-
ruptos, nem exageragio fantica dos pessi-
mistas.
Deixemos os aovemos de transigi, que suece-
dem se desde 1851, obrar na medida de nossos
desejos, ora comprmindo as pretenges reaccio-
narias de algn, ora oppondo-se as tendencias
librrimas de oulros.
Sejamos justo para com os ltimos ministerios.
Nao reagindo, oem podendoreagir no sentido das
ideas condemnadas, mesmo maniendo o stat-
qu poltico, elles nao irucidarara o presente por
amor do passado.
E' sob eaie ponto do vista que devemos, kam-.
bem, considerar o governo actual. Esquecidos
ressenlimentos pessoaes e questes de nemes,
coofessemos que pode o ministerio concorrsr para
apressar os das felizes que dormem aiuda no seio
do futuro. Seja elle solidario, compacto, franco;
despreze as cteries ; nio pretenda arrostar a tor-
rente do porvir, e ter feito muito eos prol do
paiz.
Quanto a nos, oa mogos, o* erantes, nosso dever
6 diverso.
Nio invoquemos o reinado sombro, da- olygar-
chia, nem os tumultos do Quxo e rafinxoda anar-
chia.
Nio 1 Trabalhemos noite e dia por esclarecer a
opinio, de cuja cabega deve sabir, armado e fai-
te para o combate, o ideal do nosso governo.
Como outr'ora os ante-passados, no turar das
batalhas, hoje, nos desesperos do presente, levan-
temos de espago em espago o grito animador de
c Christo e avante I
Confiemos no poder da idea, porque alia o
Christo, o Messias da paz, a regeneradora do
mundo.
Teebamos f na victoria dos principios, porque
della depende a felicidad, e a felicidade a
promesas do creador, a esperanga e o direito da
crealura 1
29 dejunho,1861.
PWJ,- TTf. M H. I. Mt fK1U.-1BW,
*
t
t


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