Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09340


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Full Text
lili IIITII IOIEIO 163
FrtreiMxestiui(ades $
Por tres nezes vencidw
aaott~ ..-w.:,.
QIHTA FEUA U DE JOLHO DI Itll.
Praanoad,Mtad#9$000
Porte fraice para o sabscriptor.
NCARRtGADQS DA. SlSCRIPCAO DO ROITR
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrioo do Lima;
Haial, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, do Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
do Oliveira; Maranhio, o Srr Manoel Jos Mar-
tin* Ribeiro Guimaries; Para, o Sr. Justino J.
fiamos; Amatnas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARllUAS UUS UUHHfcUUa.
OUnda todos os das as 9 1/S horas do dio.
Iguarass, Goianna o Parahiba as segundas o
sextas-eiras.
S. Antio, Bezerros, Bonito, Cantar, Altinho o
Garaohans as tergas-firas.
Pao d'Albo, Nazarsth, Limooiro, Brojo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px as quartas foiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Una, Barroiros,
Agua Preta, Pimenteiras a Natal quintas feiras.
EPHEMERIDES DO MIZ DB JULHO.
7 La ora as 11 horas 56 minutos da tarda'
15 Quarto crescente aoa 28 niatos da manbia-
21 La eheia aa 9 horas e 46 minutos da tarde.
29 Quarto minguanto as 5 horas o 32 minutos da
tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro a 1 hora o 42 mina tos da manhaa.
A? V r,menie,r ai qaintaa feiras. Primeiro a 1 hora o 4* mina tos da manla.
(Todos o crrelos partem as 10 horas da nanhia)ISegindo a 1 hora a 18 minntos da tarda. '
15
16
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19
20
21
BLAS DA SIMARA*
Segunda. S. Camillo de Lellis fundador.
Terga. Nossa Senfaora do Carmo.
Quarta. S. Aleixo ; Ss. Victoriano e Latanclo.
Quinta. S. Marinha t. m.; S. Rufino b.
Sexta. S. Vicente de Paula f. daa irm. de car.
Satbado. S. Jeronymo Emiliano; S. Elias.
Domingo. 0 Anjo Custodio do imperio.
AUlMKNClAS DOS TRIBNaES DA CAPITAL.
Tribunal do eommereio: agandasaquintaa.
Relacao: tercas, qnintas a sabbados ss 10 horas.
Pazenda: tercas, qaintaa e aabbadoa aa 10 horas.
Juizo do commarcio : quartas ao malo da:
Dito de orphios: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: terco e scxtaaao meio
di
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPQAO DO SUl
Alagoas, o Sr. Clandino Paleo Dias; Babia,
Sr. Jos Martina Airas ; Rio da Janeiro, o Sri
Joio Pareira Martina.
EM PERNAMBUCO.
10 proprietario do diario lfanoel Figieirov a)
Faria.na i limita praga da Indapendancia r.
6 a 8.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da IB de jolho.
Offlcio ao Exm. presidente da caixa filial do
Banco do Brasil oesta provincia.Pin cumpli-
mento do disposlo no arieo do ministerio da fa-
zendade4do correte, fsz-se preciso que V.
Exc. expega suas ordena, aflm de que sejam re-
metiidas ao thesouro nacional os bala neos men-
saes das operares effectuadas por essa caixa fi-
lial, a contar de Janeiro deate anno em diante,
os quaes deverio ser orgaoisados de conformi-
dade com o modelo, de que trata o decreto n.
2679, de 3 de novembro ultimo.
Dito ao sonselheiro presidente da relacao.
Sirva-se V. S. da informar se foram presenta-
dos nesse tribunal, e em que data, as appella-
ces dos reos constantes da relacao inclusa, que
me devolver, e em estado ae achira, providen-
ciando logo para que tenham o devido andamen-
to as que abi existem por julgar e sejam expe-
didas as queja estiverem julgadas.
Dito ao Dr. ebefe de polica.Sirva-se V. S.
de ouvjr o delegado de polica do termo do Li-
moeiro sobre as isencoes que oo requerimento
junto allega Luiza Mana Ferreira para seu filho
Francisco Borges Nepomuceno, remettido para e
exercito por aquella autondade, segundo informa
V. S. em seu offlcio de 14 dejunbo prximo Ando
Ditoao inspector do arsenal de marinh.Sir-
va-se V. S. de ioformar-me se j dea cumpr-
mento minha ordem de 31 de maio ultimo,
mandando contratar a coostruccao de urna ram-
pa no ponto indicado ira planta, que nessa oc-
casiao Ihe remetti, e no caso negativo, recom-
mendo-lbe que com toda a urgencia, e de prefe-
rencia a qualquer oatra obra, trate de realisar o
referido contrato, submetteodo-o minha appro-
Vigio.
Dito ao inspector da thesonraria de fazenda.
Sob minha responsabildade, Tislo nao ha ver cr-
dito na verbacorpo de aaude e hoapitaesdo
exercicio de 1860 a 1861 como consta de sua in-
formadlo de 12 do correte, mande V. S. pro-
cessar e pagar as folhas de vencimentos dos em-
preados do hospital militar, relativas ao mes de
junho prximo lindo.
Dito ao mesmo.Recommendo V. S. que
mande pagar os vencimentos relativos ao mez
de junho ultimo, dos ofciaes, cornetas, clarins
e tambores empregados nos corpos da guarda
nacional deste municipio, urna vez que estejam
nos termos legaes os inclusos documentos que
me foram remettidos para esse fim com offlcio
do respectivo commandante superior de 13 do
corrente sob o. I8.Commumcou-se ao com-
mandante superior interino do Recife.
Dito ao mesmo.A'viata de sua informaco
datada de 12 do corrente, approvei os contratos
que effectuou o cooselho de compras navaes pa-
ra differentes fornecimentos, como consta dos
quatro termos por copia incluso?, datados de 19
e22 de junho ultimo.Respondeuse ao coose-
lho approvaude os contratos de que se trata.
Dito ao inspector da tbesouraria provincial
Informe V. S. que despezas sao as que se acham
lanzadas no incluso balancete, que me ser de-
volvido, sob as rubricasestudos graphicos__e
estabelecimentos de caridadeimportando a
primeira em 280*000 ris, e a segunda em
2009000.
Dito ao juiz de direito da primeira vara.De-
sigoo a Vmc. para fazer parte do conselho do
que trata o artigo 4 da le n. 358 de ti de julho
de 1845, o qual tem de reunir-se hoje ao melo-
da para julgar as mullas impostas pela capita-
na ; cumpnndo que Vmc. se anteada a seme-
lhante respeito com o capito do porto.Com-
municou-se a este.
Dito ao juiz de direito de Goianna.Remello
Vmc. a inclusa relacao por copia dos presos
existentes na cadeia desla cidade, que me foi mi-
nistrada pelo juiz municipal desea termo em
eala de22de maio ultimo, aflm de que informe
se asappellaces nella mencionadas foram expe-
didas em lempo, e, averiguando as causea, pro-
ceda contra quem se achar em culpa pela de-
mora dos respectivos processos nao instaurados,
eu que nao tiverem tido o devido andamento,
cu nao tiverem sido julgadoa no prazo legal.
Dito ao juiz de direito de Nazareth.Com a
providencia ltimamente tomada de completar a
lista dos supplentes do juiz drunicipal desse
termo, conforme communiquei Vmc. em data
de 10 do correte, fica atlendida a recia macao
comida em seu offlcio de 6 deste mez.
Dito so juiz munipal da primeira vara.Haja
Vmc de mandar preparar as guias dos senten-
ciados constantes da inclusa relacao, que ae
acham cumprindo sentenca, o remetlendo-m'os,
enni de seguirem para o presidio de Fernando
na primeira opportunidade.Communicou-se ao
chefe de polica.
Relacao que se refere o oficio tuppra.
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Dito cmara municipal do Recife.O projec-
lo de posturas confeccionado pela cmara muni-
cipal do Reciar para execuco do contrato cele-
brado com Carlos Luiz Cambronne, e que me foi
enviado com o seu offlcio de 23 de junho Qndo,
nao satisfaz, e convm que seja alterado, teodo-
se altenco s aaguintes considerages :
Nao est na letra e espirito desse contrato que
os propietarios desta cidade sejam constrangidos
a aceitar o syslemade apparelhos de limpezs, que
o empresario se propoe a executar, como pres-
crerem os ajis. 1 e 2 do citado projecto de postu-
ras, urna vez que conservem suas casas as pre-
cisas condices hygienicas.
O art. 41 do contrato, prohibindo apenas o em-
prego de outro sygtema de latrinas, que nao se-
jam as do empresario, salvo aquellas que j exis-
tiam anteriormente, e preencham as regras hy-
gienicas, nao obtiga comtudo a acceitar directa-
mente o mesmo systema, e nem poderia obrigar
a aquellos que por meios proprios podesiem fa-
zer o servico de limpeza de suas casas sem iocon-
veniente algum em relacao salubridade publica
e asseio da cidade, e aioda menos aquelles que
por sua indigencia nao podessem comprar esses
apparelhos.
Neste sentido, pois, devem ser modificadas as
disposices dos citados artigos 1 e 2 das posturas,
para o que os devolvo, convindo que acamara
municipal do Recife designe ao mesmo lempo lu-
gares em que possam ser lancadas as materias
fcaes, lixo etc., decrete medida e penas coerci-
tivas da incuria e falta de asseio as ras e casas
que possa prejudicar a saude de seus habitantes,
e em pregue a mais rigorosa Qscallsacao, para que
oo seja Iludido o fiel cumprimento de suas pos-
turas a semelbanle respeito.
Chamo tambero, a attencao da cmara munici-
pal do Recife para algumas outras condiccoes des-
se contrajo que convm sejam articuladas ms
posturas municipaes, daudo-se-lhes torga obriga-
toria de lei para sua melhor execugao e commo-
didade dos proprietarios, sobre os quaes vai re-
eahir o onus que nelle se impSe.
1 que o emprezario dever estabelecer sua
costa latrioas e ourinatorios pblicos nos lugares
determinados pela cmara municipal, a qual Ihe
pagar urna mensalidade, segundo o prego que
por ambas as partes fr convencionado, (art. 10
do contrato.)
2a que o empresario ser obrigado a apreseo-
tar dentro de um aono da data do contrato dese-
nhos e modelos dos melhores e mais perfeitos
sytemas de latrinas e ourinatorios pblicos, para
que o governo possa escolhor o que mais conve-
niente Ihe parecer.
3. Que o servico de limpeza ser executado
por quarteiroes, em que deve a cidade ser devi-
dida pela cmara municipal, ouvindo o empre-
sario, e com approvacao do presidente da pro-
vincia (art. 18 do contrato), o que aioda se oo
fez, e que preceder a qualquer trabalho do
empresario.
4.a Que os procos indicados no art. 27 080 sao
taxativos, e devem ser considerados como o m-
ximo do que pode o empresario exigir pelos seus
apparelhos.
5. Que os trabalhoa serio comecados da
maneira e pelas localidades, que forem determi-
nadas pela cmara municipal, de accordo com o
empresario, ecom approvacao do governo.
Acamara municipal altender anda ao mais
que entender conveoiente para a melbor regula-
ridade do servico de limpeza desta cidade.
Dito ao director do arsenal de guerra.Res-
pondo ao seu offlcio, n. 182 de 5 do correte
declarando-lhe que esta provincia tem de con-
correr, conforme se determioou em circular de
25 de fevereiro deste anno, com 949 recrutas
para o exercito no presente anno fioanceiro, os
quaes devem ser enviados para a corte na forma
do disposto no aviso de 20 de margo ultimo.
Dito ao director das obras publicas.tCxami-
nando Vmc. o macbioismo que fornece agua
potavel s cellulas do raio do norte da casa de
detengo iodique a desposa provavel que se tem
de fazer com os concertos de que necessitam as
respectivas toroeiras e com a substituido da
grande torneira do banheiro do lado do leste,
aflm de ser satisfeita a requisico do chefe de
polica comida em offlcio de 13 do corrente, sob
n. 668.
Dito ao engenheiro fiscal da estrada de ferro.
Em cumprimento do aviso de 8 do corrente, cons-
tante da copia junta, recommendo Vmc. que
siga para a corte no vapor Cruzeiro do Sul, que
se espera do norte, ficaodo corto de que nesta
data expeco ordem para se Ihe dar passagem por
conta do ministerio de agricultura, eommereio e
obras publicas.Offlciou-se aoa agentes para dar
passagem, e zeram-se as precisss communica-
qes.
Dito ao commissario vaccinador provincial.
Remello Vmc, para o servico de sua reparti-
co, um involucro conteodo laminas e tubos com
pus vaccnico.
Dito ao juiz municipal supplente em exercicio
do termo do Bonito. Respondendo ao seu offl-
cio de 7 de juuho ultimo, tenho a dizer-Ihe que
havendo a cmara dos deputados, como conala de
aviso do ministerio do imperio de 13 daquelle
mez, anoullado a eleicio primaria que em dupl-
cala ae fez nessa fregoezia, e tendo caducado os
poderes dos eleilores da legislatura paisa da, de-
ve ser chamado para servir 00 conselho munici-
pal de recurso o eleitor maia votado da parochia
mais vizinha, como recommenda o aviso de 11 de
setembro de 1848, cumprindo que assim se pro-
ceda na convocaco do predito cooaelho, que de-
ve reunir-se logo depois de decorrido o prazo fi-
zado na le para a sua reuoio.
Portara.O presidente da provincia, confor-
mando-so com a proposta apresentada pelo te-
nante-coronel commandante do 3.a batalhio de
infantaria da guarda nacional do municipio do
Recife sobre que informou o respectivo comman-
dante superior em offlcio n. 106, de 12 do corren-
te, reaolve, na contormidade do art. 48 da lei n.
602 de 19 de setembro de 1850, nomear ofciaes
do mesmo batalhio os cidados seguintes :
2.a Coropanhia.
AlteresJos dos Santos Bamos de Oliveira.
8.a Companhia.
AlteresJoio Pinto da Costa.
5.a Companhia.
AlteresAntio do Sacramento Rosa.
6.a Companhia.
AlteresLibanio Lopes Moreira.
Communicou-se ao mesmo commandante su-
perior.
Dita.O preaidanle da provincia, de conformi-
dade com o disposto no art. 65 da lei o. 602 de
19 da setembro de 1850, e em vista da informa-
gao do commandante superior da guarda nacio-
nal da comarca do Rio Formoso, datada de 10 de
junho prximo fiodo, resolve privar dos postos,
por nlo terera solicitado suas patentes no prazo
ds lei, a Ruina Rodrigues da Silva, Christovio
de Hollando Cavalcanti e Alfonso Cavalaanti de
Albaquerque Maraobao, qae por portara de 14
de maio de 1856 foram comeados, o Ia alferes-
secretario, o 8 alferea da 1* companhia, o o ul-
timo teneote da 8a do batalhio 44 da infantaria
da mearas gaatda nacional.Communicou-se ao
respectivo eommandante superior.
Dita. O presidente da provincia, altendendo
ao que expoz o inspector da tbesouraria provin-
cial em offlcio de 11 do corrente, sob n. 312, re-
solve, nos termos do art. 33 da lei n. 488 da 16
de maio do anno prximo findo, abrir um crdito
supplemeotar na importancia de 5869440 para pa-
gamento das despezas faltas no mez de junho
ultimo por conta da verba-votada 00 art. 20 3a
da citada lei.Enviou-se copia desta thesou'ra-
ria provincial.
Dita. O preaidente da provincia, atteodendo
ao que requereu o juiz municipal e de orphos
do termo do Rio Formoao e interino de direito da
comarca do mesmo oome, bacharel Francisco
Caldas Lins, resolve cooceder-lhe seis dias de li-
cenca com vencimentos.
Coocederam-se tambem tres mezes de llcenca
de favor para Iratar-seira da capital ao soldado
da companhia fiza de cavallarla Manoel Francis-
co de Paula:
Expediente do secretario.
Do dia 15 de julho de 1861.
Offlcio ao inspector da tbesouraria de fazenda.
Remetto V. S., de ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, as seis inclusaa ordens do
thesouro nacional n. 96 a 101.
Ermaram-se tambem as ordens em duplcala,
sob ns. 266 e 267, expedida8 pela reparlicao do
aiudante general.
Dito ao mesm j. O Exm. Sr. presidente da
provincia manda communicar V. S. que, se-
gundo constou de offlcio do coronel commandan-
te das armas de 13 do corrente toram nessa dala
admitlidos nos lugares de ajudantes daa enfer-
maras do hospital militar os paiaanos Franciaco
Antonio Teixeira de Albuquerque, Manoel Vi-
cente do Nascimento e Herculano Jos Ignacio,
em subslituicao daa pragaa de pret que foram des-
pedidas dos ditos lugares.
Dito ao engenheiro fiscal da estrada de ferro.
O Kxm. Sr. presidente da provincia 'manda
communicar V. S., que por portara de 22 de
junho ultimo, como constou de aviso do ministe-
rio da agricultura, eommereio e obras publicas de
3 deste mez foi nomeado seu ajudanle na estrada
de ferro desta provincia o engenheiro civil Luiz
Ribeiro deSouza Resende. Communicou-se a
quem compela.
Despachos do dia 1S de julho,
Requerimento.
Antonia Joaquina Mara da Conceicio.Nio ha
vaga.
Antonio Borges de Araujo.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
C. Starr & CInforme oSr. inspector da the-
souraria de fazenda.
Bacharel Francisco Caldas Lins.Passe porta-
ra coocedendo a licenga.
Bacharel Jos Mara Freir Gameiro Jnior.
Nao tem lugar.
Joio Bezerra de Mello.Informe o Sr. inspec-
tor da thesouraria provincial.
Jos de Barros Correa Selle.Prove o suppli-
esnte seu estado de molestia.
Luiz de Azevedo Souza. Prove o sopplicante
o seu estado de molestia.
Dr. Luciano Xavier de Moraes Sarment.
Inorme o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
Rosa Mara do Espirito Santo. Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
O conselho director da Associago Typogra-
phica Pernambucana.Satisfagam primeiramente
os supplicantes as condices exigidas nos arts.
31 e 32 e nos mais o que se referem, do decreto
n. 2,711 de 19 de dezembro de 1860.
INTERIOR.
parem liverara de abandonar
desses malvados.
ludo as maos
O quinto caso finalmente de barbsridade pra-
licada por esses selvagens, e que a todoa tem
completamente atterrado, foi a exterminio que
fizeram da urna familia de aete peasoas estabe-
belecWa em um lugar chamado Jaeupemba, per-
to de Santa Clara, a 22 tambem de corrente, dia
em que elle* all se apresenlaram como amigos,
eoao s exteiminaram toda easa familia, como
mataram mais urna moga que 14 eslava de ps-
seio, a qual tendo sido abandonada por mora,
pode anda voltar para sua casa, que era perto, e
depois de ter relatado o successo expirou, sendo
assi que se pode evitar que os cadveresepo-
drecessem superficie da Ierra.
Tem pois esses selvagens asssassinade den-
tro de um mez dez pessoaa.
Vou em coosequencia rogar ao Exm. Sr.
ministro e secretario de estrado dos negocios da
agricultura, eommereio o obras publicas se digne
espedir suas ordens para que com a brevidade
possivel seja reforgado o destacamento desta co-
lonia com maia 20 pragas bem armadas, e se me
fornega mais algum armamento e munigaode re-
serva, aflm de que eu possa defeoder a colonia e
prestar os auxilios que me forem requisitados
pelos pootos immedialos ; cumprindo-me decla-
rar, como j o fiz anteriormente, que nesta col*
oa nio pode deixar de haver constantemente
urna forga de 60 bayonetas emquanto as maltas do
Mucury nio estiverem em melhores circuns-
tancias.
Devs guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr.
conaetbeiro Bernardo Augusto Nascente de Azam-
buja, chefe da 3a directora da secretaria de es-
tado dos negocios da agricultura, eommereio a
obras publicas.Jos Feliciano B. Mamor Ju'
nior, alteres director.
Apenas o Sr. ministro da agricultura, eom-
mereio e obras pblicos leve conhecimento destes
tritea acont cimenlos deu as proridenciaa que es-
tavam a aeu alcance.
Rpquisitou do ministerio da guerra urna forra
de 50 pragas de linbs, as quas consta que vio
ser remetiidaa quanto antes desta corte para
aquellas paragens.
Requisita igualmente do miuislro do imperio
um missionaro que se espera aiga brevemente
para all, aflm de procurar pela o tchese a bran-
dar os instintos ferozes dos selvagens.
A presidencia de Minas pela sua parte mandn
j um destacamento para reforgar o que existe
em Philadelphia. .
Ao presidente do Espirito Santo tambem offi-
ciou o mesmo Sr. ministro aommunicando aquel-
las providencias, com recommendagio de em-
pregar os relos de que podesse disuor para au-
xiliar os sforgos dos habitantes do valle do Mu-
cury, que se tem reunido em torga suficiente
para cooter qualquer ulterior tentativa da parle
dos indios.
Consta outrosim que alguos destes, levados ao !
principio pelas suggesles das mais indmitas, '
j os tem abandonado, e uaindo-ae s autorida- i
dea competentes e habitantes dos referidos luga- i
rea esto dispostos a auxiliar a estes e mesmo
a irem convencer muitos dos seus a deixarem as
mattss, adoptando hbitos pacficos.
Estamos certos de que o governo imperial se-
r solicito em dar quaesquer outras providencias
que aa circuinstancias posteriores forem exi-
gindo.
Do mais que a este respeito chegar ao nosso
conhecimento daremoa opportunamente noticia.
(/orna! do Commetcio do Rio )
RIO DE JANEIRO.
29 de junho.
Deram-se ltimamente no valle do Mucury la-
mentaveis oceurrenciaa que constara do offloio
que em seguida publicamos :
Directora di colonia militar do ruc na
provincia de Minas Geraes, 29 de Maio de 1861.
Illm. e Exc. Sr..Apresso-me em levar ao
conhecimento de V. Ere, que tanto os habitan-
tes desta colonia como os de Philadelphia esli
esperando a todo momento serem atacados pe-
los selvagns, que ullimamente tem exercido sua
barbaridade sobre passageiros o moradores pacfi-
cos, de sorte que faz acreditar que ellas estejao
dispostos a hosiilisar-nos por todos os meios, e
sao muitas as aldeas de que estamos cercados, o
que tem causado um corto terror que prevalece
desde Philadelphia al a Santa Clara, porque a
torga militar nsufflcienle.
Ha 15 dias que estou em completo alarma,
porque sendo poucos os soldadas que tenho para
a guarda e reforgo com que auxilio os moradores
dos pontos mais expostos o retiradoa, tanho met-
tido os colonos portugueses de guarda durante
ootte ; oa colonos hollandezes, porm, como es-
to estabelecidos ao da estrada geral que dista do
centro da povoagao cerca de mil bragas, fazem
guarda entre si o passam a noite em vigilia, e
aasim todos tem relaxado seus trabalhos. Cons-
ta-me que em Philadelphia estao em idnticas
citcumstanclai.
Com effeito, nenham habitante do Mucury
pode estar tranquillo em presenca daa victimas
que tem feito eases selvagens, que se nos tem
apreaeotado como amigos.
Ha cousa de quatro mezas deu-se o primei-
ro caso de barbaridade em um logar perto de
Philadelphia chamado Quarta-feiraasaassi-
nando os bugres o roubaodo um portugus que
tranquilamente por abi patsava, mas desvane-
ceu-se o terror que havia produzido esaa morte,
porque a aldea enlregou j justica os autores
do crime.
O sagundo caso de barbaridade deu-se com
um preto escravo que, lando sido pelos bugres
encontrado na eatrada, foi por ees assissioado,
tendo sido muito maltratada.
O tereeiro deu-se no correr do mes paseado,
acbanda-se os bugres manso dentro da povoagao
de Philadelphia ; ah mataram am soldado e o
aasaram.
c O quarto tova lagar a 13 do crrante n'um
ponto chamado quartel, distanta tras leguas des-
la colonia. Rasidiodo ah ana Chins, vieram os
bugres pelo meio dia pouco mais ou menos,
e mataram um' que acharara ara caca saquean-
ldo-a completamente, e os outros para asea-
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Recebemos joroaea do norte do imperio, pelo
vapor Cruzeiro do Sul, com as seguintes datas:
Amazonas 24 do passado, Para 9, Maranhio 11,
Cear 13, Rio-Grande-do-Norte e Parabyba 16
do corrente.
AmazonasChegra ali e tomara posse do
oommando daa armas o Sr. coronel D. Jos
Carlos da Cmara.
A assembla provincial continuava func-
cionar.
Para.A carta, que publicamos abaixo, do
nosso correspondente, trata extensamente de
ludo quanto occorrou digno de mengio :
a Desta vez apanhou-nos o vapor tora da ci-
dade, no dia da aua chegada ; antes porm de
dar fondo no aocoradouro o vimos ir seguiodo
seu destioo com toda a serenidade, pois o dia
eslava bello, o tempo limpo o o rio manso..
Assim que navegar; tivemos n'esse mo-
mento muitas saudades do urna viagem, ao ver
passar pordaolo do sitio onde estavamoso ma-
gesloso e rpido Cruzeiro do Sul.
Eotretauto 00 dia saguinte, (ssgunda-feira] re-
gressamos i cidade, e no trafecto fluvial s nos
lembrava a passagem do Cruzeiro, cojo todo
tambem devisavamos tundeado no Cuajar, no
momento que nos encaminbavamoa para o lugar
de desembarque na ponte da pedra.
Abi est, pois, o vapor que nao espera por
oiogem, e por tinto (angamoa mi da pena
para Ihe transmitlir as novidades deata pro-
vincia. ......
c Dasla vez nio ha esterlidade de noticias ;
era parte sao porm oppostas ao que lne refe-
rimos na nossa carta patuda.
< Annunciamos a chegada do novo preaiden-
te, e o momelo da sua posse s 11 horas do
dia 24 da junho ; por em quanto nada tem havi-
do de notavel quanto marcha dos negocios
pblicos ; todos esli ni espectitiva em refe-
rencia aos projectos e intengdes polticas e admi-
nistrativas do novo presidente.
c Aa coolendas jornalislicas em relagio a per-
sonalidades tem igualmente moderado um pouco,
mas nio tanto quanto era para desojar.
< Comtudo 00 partido conservador appareceu
ltimamente defteccio, e a pesar de lha havermos
assagurado a astabifidade desta poltica no Para,
um dos directores do partido acaba do ae desli-
gar de seu centro.
< Alguem nos dissa que esta deffecgio nio so
llmitava i um s individuo, a sim a outros que
acompanham este em nova empreza.
c Entretanto a carta escripia pelo Dr. Antcnio
Gongalres Nunes d bem a entender que novas
ideas apparecera em face do ayatema e da poltica
exclusiva dos dous partidos extremos, que dividem
a provincia, a he quem pense haver coadjuvagio
de algum as autoridades para chamar novoa.
destinos as descontentes dos dous partidos.
< Seja o que fr; o fado di publicaclo a dis-
tribuido da circular do Dr. Nunes, apresentando
um jornal e novas ideas, tem dado aue fallar
mela cidade, especialmente como esta, em que a
menor cousa assumpto para materia disculivel
em tres Ou quatro dias, alm dos calcnloa e con-
clusoes que fazem e tiram a tal respeito.
Abi vai a circular de que Ihe fallamos, asaim
como as ideas do novo jornal denominado
inautna, cujo primeiro numero apparece
hoje.
Illm. Sr.Collocador por urna ocenrrencia,
na necessidade de aparlar-rae dos meus amigos
representantes, na capital, do partido conserva-
dor, mas desejando continwar a ter a disposigao
dos mous concidadios e da provincia o pequeo
contingente da minha fraca intelligeucia, lenho
para esse fim resolvdo redigir um jornal, cujo
nome e programma consiam do iropresso que
lunto tenho a honra de ofTerecer V. S., e para o
qual ouso pedir a coadjavagio de urna assigoa-
tura de V. S., a quem dirijo meus votos de con-
sideracao e siocera estima.
Belem 1 de julho de 1861.De V. S. affee-
tuosisBimo venerador e criado.Antonio Gon-
caloei Nunet.
O estampido dos ltimos tiros da lula eleito-
rat foram abafados pela relombante contenda
pessoal, cujos echos ainda aoam aos nossos ou-
vidos.
Tambem o arsenal poltico j eslava de todo
esgotado, fl se ainda algum projectil restava para
ser alirado, a adminislragio que, precedida d'iim
bom_ nome, assumio as redeas da presidencia
impoem um armisticio guerra dos partidos.
buna popular da provincia, e se bem que termi-
nada a lula eleitoral deva ser ella vasia das pai-
xoes polticas, e chea da expressio dos ioteres-
ses roses e moraes, com ludo os espirites ainda
impregnados, se nao dos odios, ao menos daa
emocoes dridas, e motivos de qoeixa tem ca-
rengia de serem atlrahidos para o campo d'esses
interesses.
A poltica bem entendida nio cortamente
um mal para o paiz, como pretender alguos,
porm tambem nao ella s elemento da vitali-
dade social; e o jogo das torgas elementares
que determina o movimento ascendente da so-
ciedade depende tambem e talvez mais princi-
palmente dos referidos inleresses reaes e mo-
raes.
Ora a poltica tem larga represen taca o nos
orgaos dos dous partidos que se debatem na pro-
vincia, .mas por isso mesmo que a poltica o
objecto e fim especial d'essa representarlo so-
trata dos outros ioleresses secundaria e acciden-
talmente, entretanto lio importantes no seu ge-
nero como a poltica merecem ler as honras
d'uoa represeatago assidua, constante, e espe-
cial.
A industria o complexo de todas as ques-
tes dos inleresses reaes da sociedade, e pois a
industria a que carece d'essa representagao en-
tre nos; e o uome u'ella com que baplisamos o
nosso jornal xprime completamente o objecto
ioteiro de sua nobre e elevada missio : que
pois haslear a bandeira da industria a altura e
entre as bandeira da poltica.
A industria e a poltica tem entre si lio es-
trellas relaces qua urna nao iudifereote nem
pode prescindir da oulra ; smente a industria
nao tem a respeito dos hemens a acrimonia da
poltica : eala demanda as suaa conquistas ale-
ando os fogos do espirito ; aquella s as faz no
meio da calma das paixes. Quando a poltica
empunha o seu estandarte a industria abate o
seu ; mas ergue-o tambem quando a poltica re-
colhe o seu quarteis.
a A industria pois segu a poltica com a qual
convive e se alterna a seu modo, e no seu ge-
nero.
Bem t Mas a industria o que que tem por
objecto, qual o fim que leva em mira hasteando
a sua bandeira.
A pobresa, triste partilha do maior numero
dos cidados d'um paiz, e por tanto dos da
nossa provincia, segundo a frase de Villencu-
ve Bargemont, urna aituagio dolorosa da qual
nos condoemos pela natural sympathia que une
o homem aos seus semelhaoles; elle tambem
aos olhos da religiao um soffrimento que o cu
1 mesmo manda combater por onde quer que exis-
ta; ainda tambem urna causa de degradagao
Oslca e moral que a sociedade tem o maior inte-
resse de prevenir e acantelar; e alm de ludo
considerada pela phylosofia como urna grave in-
justiga moral.
0 que defioha as sociedades, ou ao menos o
que nio aa deixa altiogir o aeu fim, a pobresa
do maior numero dos cidados; o essa pobrera
vem principalmente de causas que affeciam os
principios da destribuigo d'ella por meio do tra-
balho.
< Certo que contra a pobresa ha o remedio
da eamola, mas esta ae dada na sua aos indivi-
duos acarogoa a ociosidade, e*H tem applicagio
s familias mais neceositadas o remedio nio
passa de ser momentsneo e parcial.
O que se faz preciso pois generalisar
quanto for possivel pelo povo a ebastanga e a
riquess, a esse o remedio conhecido pelo mais
heroico para combater a pobresa da sociedade.
c Quem porm tem a forga o a capacidade de
generalisar a abaslanga s a nicamente a in-
dustria ; a ella que Deus a a naturesa tem
confiado a balsnga da distribuigao e generalisa-
gio da riquasa.
c Industria pois, e mais industria o que
queremos, e por ella o nosso fim tornar a vida
commoda, o oa cidados felizes.
A lavoura, s artes, a o eommereio tontas da
riqueza da provincia tem nio poucas causas de
embaragos, as quaes devem ser estndadas e com-
balidaa a bem da abaslanga geral da nciedade
paraenae. E' esta ao estudo e um combale
superiores a forga d'um s homem; maa por
isso as columnas da industria lerio sempre lu-
gar aborto para a repreaentagio das necessida-
des d'ella, e indicagio dos remedios sentidos ou
reconhecidos.
t A lavoura lera na industria o principal amis
distincto lugar, porque, so nio ella a nica
fonte das riquezas pelo extracto do producto na-
to da trra, como pretende a escola Queanay,
serlo ser a origem primitiva de todas ss rique-
zas, como quer Bocana.
a Eis pois em sinthese qual o objecto a fim da
industria. Prasa a Deus que posas lia levar a
vaole a aua miasio, pela qual tazamos rdanles
votos. Sa a smenle flesr estril na larra por
falla da irrigagio, o bom desojo ficar aobre ella
sempre adejaote para a fecundar, quando aprou-
rer a Deus fazer convergir para a industria todas
as vistas a eaforgos dos cidados, coja sollicitu-
de pala prosperidade da trra que nos vio nascer
inegavalmente superior i nossa.
As novidades accidentaes sao algumas, e en-
tre estas figura ama forte tempeslade que cahio
sobre esta cidade s 4 horas da tarde do dia 27
de junho Codo, durante quasi duas horas, e os
seus effeitos nao ae limitaran) smente & arvores
arrancadas, e casaa deslelhadas.em consecuen-
cia da chuva, ventana furiosa e do ribombo dos
trovOe, foram mais tristes porque no mar hou-
veram naufragios de pequeos barcos e onda
desappa*eceram varios individuos que se julgam
morios, pois al o presente nao ha delles no-
IICIA.
Igualmente desde a noite de 20 de junho foi
vislo nesta cidade um cometa com formidavel
cida. bstanla larga e lumioosa, e da mesma
forma a estrella donde aqirella parte dotada de
um lamanho fora- do coromum e com brilho mai
do que se lem visto. A sua marcha que v3-
velmente foi observada na noite de 4 do corrente
em co puro e limpo-, era operada com grande
rapidez do oriente para o occidente.
Anda hoolen o vimos j em outra posica
para desapparecer da nossa vista em poucos dias
b,provavel que no observatorio do arsenal de ma-
rinha1 dessa provinci* o tenham examinado por-
que devem haver pessoas habilitadas e instru-
mentos proprios para esse fim ; comludo est
v?sToeemni842en> Dria compara,L'?0 ao Com a entrada de- vero a salubridade desta
eidade lem sido sensivelmente allerada.com par-
ticulandade tem apparecido varios casos de fe-
bres.de differentescaracteres.e tambem a amarelia
vai1 recrudescendo no estrangeiros recera-che-
gados.
Alm disso algumas- desgragas Hemos a la-
mentar e entre as quaes se nota um facto ex-
traordinario que acaba de dar-se nota.
a Na sexta-feira, 28. mn soldado de polica
apresenlou ao subdelegado do 2o dislricto um
pardo, de oome Candido Vianna, que perlenci
a tripula-So de urna canoa, queia partir para r>
Cabo do norte, o qual j eslava embarcado e le-
vava em sua companhia a mulata Innocencia
escrava da viuva Campelh).
Verificado o facto o subdelegado fez recolher
a mulata a cada, e Candido ao quartel de poli-
ca ; depois, como este nao provasse isencao al-
guraa, recrutou-o para a armada.
a Remettido ao chefe de polica, este o poz
disposigo da presidencia, que no sabbado r>
mandou reter no quartel da polica.
Na manhia de bontero. Candido resolveu
loucamente suicidar-se, e o fez com tres facadas
Que juizo formara aquello infeliz do servic
da armada 011 exercito, com que horror apeara
0 recrutamento, que preferio antes Jafltom
existencia do que sentar praga t
a Actos semelhantes contristara a lodos, e fa-
zem lembrar a necessidade tantas vezerecordad*'
nao s de reformar-se a legislarlo e o modo 4
recrutamento, como o dever do goveroo cumplir
com a sua palavra preenchido o tempo de I-
vigo.
a E' muito provavel que se Candido nio te-
messe perder o resto da sua existencia no servi-
go da armada, e estivesse convencido de que u-
do o prazo legal seria dispensado, que se furlasse>
a esse onus. urlando urna vida humanidade.
Permita o co, que taes tactos se nio repro-
duzam. e que os governos altendam seriamente
para suas verdadeiras causas. -
a A'_27 de junho tambem no quartel do 11*
batalhio, em Nazereth, o soldado Jos Correia
da Conceigio, que preso cumpria sentenga por
ter puchado pela bayoneta para um sargento,ma-
tn com urna tacada ao soldado omiogues Es-
toves que com elle eslava preso por correigio.
O infeliz Domingues eslava dormindo quan-
do foi assassinado.
Consta-nos que Jos Correia nio est em seu
perfeito juizo.
< No mesmo dia deram-se ainda os seguintes
tactos : A's 8 horas da manhia o caixeiro do Sr.
Antonio Jos da Costa Naves recolheu-se da co-
branza trazendo dous contos de ris em notas,
coja quanlia depois* de dar parte a seu patria
depositou sobre a carteira no escriptorio. Um
preto escravo do Sr. Rodrigo da Veiga Cabral,
que parece ter presenciado ludo, enlrou pela
porta travessa e apossou-se do dioheiro occul-
tando-o debaixo da camisa ; felizmente o Sr.
N'eves deu logo pela falta e pode capturar o la-
drio e lirar-lhe o dinneiro.
O subdelegado do 2.a districto, informado do-
tacto, mandou recolher a cadeia o ratooeiro.
A mesma hora ao commerciante Antonio
Jos Googalves Gil, na occasilo de fechar a bur-
ra, cahio a tampa aobre a mi ficando com per-
da de um dos dodos.
c Todos estes acn tecimen tos ti vera m lugar
nesta cidade pelo apparecimento do cometa, e
nio faltam espiritoa supersticiosos e sumisamen-
te crdulos que attribuara tudo isto ao appareci-
mento desse aatro, e acreditando em maiore*
dtsgragas futuras 1
Deixando as novidades Iocaes e accidentaes
que nio sio das mais agradaveis, passemos s
noticias mercantes, por ser este um pooto que
seriamente interessa ao paiz, pois que o Brasil
essencialmente aercola e commerciante.
c Sempre que podamos nio nos descuidamos
de por ao par os seos leilores, nio s do movi-
mento de eommereio desta praga, como em rela-
go 4 concurrencia martinfa.
c 0 mercado em geral, est abundante de ga-
naros da estiva a de fazendas.
< Comtudo a guerra dos Estados-Uoidos tendo
a elevar de prego as fazendas, sobre'tudo os ar-
tefactos de algodao.
Isto ser talvez em beneficio de alguna ne-
gociantes que poderam melhor reputar as suas
fazendas ; mas por certo um mal para aa clas-
ses consumidoras que soffrem com a caresta da
alguos artigos de necessidade, entre os quaes
para esta provincia, figura a farinba do trigo,
que exclusivamente importada da America do-
Norte.
Por outro lado na axportagio aioda os Es-
tados-Unidos um grande consumidor dos gene-
roa especiaos do Para, taes com% a borracha a
castanha, e por cooseguinte esta provincia em
circuaaataneiaa dificultosas pelas tranaaegea a
crescido eommereio reciproco que entrelm com
essa potencia.
c A'vista do exposto a praga do Para nio tem.
melhorado de faicao ; ha muita preplexidada
para aaeffectuar qualquer negeciagao para aquella
paiz atienta aua excepcioaalidade presenta.
a Alm disto algumas fallencias ainda tem
apparecido, urnas ex-offlcio, outras a requeri-
mento da adores, e nutras amfim pela apresen-
tacao expontanea dos proprios commercinta,
1 em dificeis circumitancias.


fS
.
Si
mt

IRIO M tiailMlUCO, QUISTA FEIR4 18 DI JULHO II lili.
mu
Nao obstante a alfandega o me* Ando deu
d Irada e tbida aos segualas natas ;
c Entrados, Sabidos
a Brasileiros
Americanos
< Inglezes .
Preaceses
Portugueses
Hollaodezes
liara barguezee
Hespauhoet
Lubecbnie
T.U1
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1
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I
a
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i
i
i
18
Assia como mu rsadineote ful no aieamo
nez de ri 151:930551.
Para ae avadar a importancia commercial
desta provincia ero relagio aosseus recursos na-
lutaes. aqu publicamos ubi quadro dos prinei-
paes artigos exportados do aooo da 1860, a acom-
patinados dos valores correspondentes remedi-
dos para differen.es nages cora quem o Par
coaimercis.
.=2.-2 25 S.
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a E iguatmeDle aqui transerevemos o quadro
dos prlaeipaes productos importados dos vapo-
res da companhia de navegago e commercio de
Amazonas, as tres liaras navegadas durante o
uiesoio aaoo de 1860.
E por tanto ea referencia ao qaadro de'ex-
portasio para os patees astrangeiros, comparan-
do-so o valor oficial dos gneros, v so bem
que os Estados Unidos guram como o freguez,
seguindo-se-ihes a Iaglaterra, Frao?a, Portugal,
llamburgo, Sul do Imperio, Blgica e Triste.
Desecado ama analyst mais minuciosa re-
coaltflce^e:
! Qae relativamente borracha, castanha,
oleo da copahiba, tapioca e couroa de vejada o
principal freguez foram os Estados Unidos.
i.* Quanto a o cuair, grtala a piastak* (ai a
Idglatarra.
3.a Quanto ao Cania Coi a Franca.
4.* Qitaatfa aos catiros saceos a salgada*, arras
ero caaca, salaaparrilba, ouruc, algodo, asauear,
e mei (i Portugal.
t*.* QuaBto ao arroz pilado e chapaos da bom-
bonsssa ou do Per foi o sul do imperio.
Su ruflactirn-us anda que o principal artigo da dente desla provinri f)r.
exportago a borracha,"e que a Inglaterra pe-
nas imporiou 537 arrobas menos quo os Estados
Unidos, cocrclue-se que esses paizes sao os dous
melhores freguezes, notando-so mes rao nos ulti-
mes dousannos tendencia para ser aquello o pri-
meiro. Nao obstante a industria de to impor^
tante ramo de commercio aiada feita por modo
atrazado, e to prejudicial aos ioteresses pblicos
e particulares, e i salubridade, que seria para
deaejar que nella se dspendesse mais cuidado
para nielhora-la, euo conserva-la para o fu-
turo.
Considerando agora o cacao, sesundo artigo
de exporlaco em iropoitaocia, obserra-se. que
sendo a exporlaco lotil da 315,000 arrobas, a
Franga lisura com a granja importacao de arro-
bas 208,462.
E' para lamentar, que nao se cure seriamen-
te de augmentar a plaotaco de cacoeiros, procu-
rando-se mesmo remover os que esto situados
as margeos do Amaaonas para terrenos menos
sujeitos s contrariedades da irregular enchente
e vasante desse grande lio.
a 0 valor dos couros superior 210 conloa
(sera fallar nos de veado ) vindo a raaior parle do
alto Tocantins. aqui resalta a attenco que de-
ve merecer do go-erco a maneira trabaihosa e
arriscada da naregacio actual daquelle rio, em
canoas remados, e que em muitos lugares sao
transportadas por trra para salvar as cachoeiras
Prescindindo de outras rauilas considerares
que nos sugere a leitura desse documento, pas-
taremos ao segundo raappa, que o quidro dos
procipaes productos importados nos vapores da
companhia do Amazonas as tres liohas navega-
das durante o auno de 1860.
(( Comparando o valor dos productos importa-
dos as tres liohas reconhece-se a importancia
de cada una, sendo o valor :
Na primeira lioha de............ 1,517.6053000
Na segunds....................... 3l5:75900
Na W r te ira....................... 295:3463000
Comparando a exporlaco da borracha, que
segundo o primeiro raappa elevou-se a 159,461
arrobas, com a importacao nos vapores da com-
panhia, que foi de 46,105 arroba?, v-se, que a
elevada cifra de 113,356 arrobas nao gozara das
facilidades e barateza do transporte a vapor.
Tomando ainla para exemplo o cacao, cuja
exportarlo total foi de 315.000 arrobas, sendo
nos vapores da companhia de 58,562 arrobas, no-
ta-se anda a maior differenca de 256,438 arrobas,
que nao foram transportadas em vapor.
Ora, estando pticamente demonstrada a su-
perioridade da navegago a vapor, que com maior
presteza, segurang, accondiciooamento, barate-
za, e certeza desloca todos os productos, claro
que essa differenga no transporte da borracha,
cacao e outros productos explica-se pela falta de
seraejhante navegaco para o Mautira Jary,
Xiug, Hacap, e outras localidades, ijue recla-
mam at boje o beneficio dos vapores,
.< Alem disto : se a companhia do AmozoDas,
anda limitando a nivegaco aos pontos compre-
hendidos pelas tres linha's, floresce, parece evi-
dente, que contratando o govorno novas linhas,
estas tem bastantes productos a transportar, por-
lanlo meios reaes de roceita.
0 espirito publico volld-se para estes e ou-
tros melhoramentos ; e provado, como est, que
anninaco a fil companhia apenas a applica-
Co de algumas sobras da receita do Para, que
produziram para o proprio tbesouro um juro ele-
vadissimo, parece que o goveruo nao deve deixar
de concorrer para o deseuvolvimento da navega-
gio vapor no Para.
Finalisamos esta dando a nota costumada
dos navios fundeados nesto porto. ltimamente
tem havido alguna fretamentos, com eapecialida-
de da navios portugueses para Liverpool, tendo
sabido a 26 de juulio lindo para esse destino o
bugue Ligeiro II com escalla por Lisboa, e a 11
do crranle, deve partir para aquello porto a bar-
ca c Flor de Vez.
Navios descarga.
Emily, barca franceza,
Oregon, bgrea americana.
Uuio, barca portugueza [para o Porto por
Lisboa.
Par, liiate americano.
Progresso, hiale brasileiro, para Maranhao.
Florist, patacho ioglez para Liverpool.
Isabella, patacho americano.
Navios carga.
Guajira; barea franceza, pira o Havre.
Fleur du Para, barca franceza, para ames.
Vavor Camassim > entrado hootem do Ma-
ranhao e portes intermedios, e regressa amanhaa
pelos mesmos pontos d'escalla.
Basta e desculpe, meu charo redactor, se
por hoje somos mais extensos ; em compensa-
cao s cartas passadas que foram breves e lac-
nicas.
Maranhao.No dia 25 do passado, tomara
posse do cargo de chefe de polica o Dr. Julio
Cezar Berenguer Bittencoutt.
No oia 3 do torrente leve lugar a abeitura
da sembles provincial, Qcando a mesa assim
com posta .*
Presidente, Dr. Antonio Marques Rodrigues.
Vice-presidente, Dr. Solero.
Primeiro-secretario, Dr. Gentil-Hornea, de A.
Braga.
Segundo secretario, Rocha.
Pela presidencia da provincia ora marcado
o ultimo domingo de agosto para a elecao de um
depulado assembla geral, pelo primeiro dis-
ricto em subsiiloigao ao Exm. Sr. Dr. Joao Pe-
dro Das Vieira, escelhido senador.
Procedera-se no dia 7 do correte, com cal-
ma e regularidad*, i eleiclo de tMfaiaa da fra-
guezia da Victoria, na capital, MtMgsa4o
trabalhos eleitoraes com ordem atoa sjMSJtstaio do
principiar-so a apuracao.
Cera.A assembla provincial t^aat^sMtataatL
e foram abortes os sens trabalhos pelofarm. w
sidente da provincia, no primeiro do correte.
A tata acfca-ee coaposta da fotfM i
guinta:
Presidente, Jos Dom.ft.as da Silva.
Vico-praaideoU), Dr. Joa Liberata Barroso.
PritMiro secretario, Joa Nunee 4 Mello.
Sesjswds) dito, Dr. Joafsaa tteaafes da ro tuda zMiaaU qoati peios proas* vasMe.'
Rio Ormnd$ do trfe.-lia auseada de joma**,
limittsao-aos caru safsate do evosso corrts-
pondente :
< Parti para a illa de Macau *sb a msokia da
9 do corrente no vapor Jaguaribt o Exm. presi-
wenalfsla por mris dt mekoado, como se osa
daate.
Lo* Isjs* de moeda tem se tornado ama
nde lucro para a esperteza, a
es (orem as circustancias da vida
m o hio de render, humilde ho-
menagam o pesado tributo a innocencia, e boa f
O mea,
*.
cas
as
com o designio do seguir tftrrH parntrceutio da
provincia que foi percorrer e examinar, para io-
formar-se com leas olbos do estado da mesma.
Se esta viagem fosse empre^eodida, como*
do Sr. Dr. Jos Bento o anno passado, segura-
mente, infallirelmeola mesn-o, havta dizer-se,
quu o era por causa da eleigoes ; agora porm
que dsse flagello felizmente ee nao trata, nem
oa proprips scepticos duvidam da sinreridade, e
boa f de'sta resolugio do Sr. Dr. Velloso.
a A provincia est em criticas circumstaneias
no que diz respailo fioangas; se preaideocia
nao cuidar era si, vendo, examinando, prescru-
tando, e analisando tudo, para do ludo dar costa
assembla provincial, a oriental* em seut pas-
sos, podemos desde j dizer; que a banoa rfita
inevitavel. Para evita-la o Exm. Sr. Dr. LeSo
Velloso est fazendo tudo quanto humanamen-
te passivel um presidente fazer dentro do circo*
lo, qua Ibe tracatn aa leis.
Ja tem cahido aos golpea do martello da eco-
noma todos os estabelecimentot, cojas vaoUgens
nao equilibra va m as despezas enormes (sitas com
el les ; j l se foi o apparaloso, rnaanto prove-
toso collegio de educandos arttOcef, e a dispen-
diosa caaa de caridade, onde de ora am diante a-
penas serao admilUdosoa soldados pobres de po-
lica, eos presos, qua estiverem no mesmo'caso:
O nico rochedo, que ressisle ao sceptro de Elo,
e ao tridente do Nepluno reunidos, o Alhee j,
que, segondo affirmaru pessoas imparciaes, ainda
corresponde menos, quo a supra apentadas ins-
tituicoes, aot sacrificios, que com elle se fazem ;
sera dunda porque os professores das aulas su-
periores, coitados, esto um auno, ou perlo dis-
to, sera receberem os seus vencimentos, e nem
assira incommodam o guverao com pedidos im-
portunos; antes pelo contrario, informam-me,
que esto resolvidos a tguenlar a crise, firmes
em seus postus al que appareca a rnanha de se-
rena elaridade, que sempre se segu nocturna
sombra e sibilante vento.
_ Saja, como fdr, o que certo, que a sita-
gao da provincia est por tal forma melindrosa,
que a adminislragao, para salva-la, nao devo re-
cua r diaule do emprego de nenbum remedio-por
mais heroico, que elle seja, urna vez que oasaia
d peripheria da legalidade.
No meio destes desgostos, que por forga ho de
magoar o corceo do Sr. Dr. Velloso, urna con-
sulado deve animar o seu espirito, e vera ser,
que todos reconhecem, qve s a jusliga, a a ne-
cessidade de salvar a provincia, que, pode-aedi-
zer, j tem um p no precipicio, e nao interesas
algum particular, ou de poltica, o inspirara ua
adopgo deslas medidas rigorosas; o caso do
medico, que com o corceo partido pelos gemi-
dos do paciente, d ordem para que o cirurgio
ampute a perno gaogreoada, aiim de salvar o
corpo.
Recoohego, que a tarefa do Sr. Dr. LeSo Vel-
loso espiohosa e delicada, mas tenho f, que no
lira das contas, se elle nao torcer ao martyrie, ha
de receber a sua corda de gloria, muilaa vezes
tanto louvor merecem os que arrasara umcaslvl-
lo, como aquelles que o construirn).
Alm de que, culpa nao tem S. Exc. que a
assembla desla provincia, tomando a ouvem por
Juno decretasse da noile para o da a creagao de
estabelecimentoa fixos, para subsistirem de urna
receita fahivel; o pensamento do progresso e a
voutade de o realisar, sao cousas recouhecida-
mente mui louvaveis ; mas em lodo caso lou-
cura tentar de chegar aos fins sera primeiro es-
tabelecer, e Uxar os meios; em economa polti-
ca, como em economa domestica, a pobreza sem-
pre se arruina, o pordo, desde que se deixa ar-
restar pela' vaidade'de querer.iruiar a riqueza.
Permita Deus, que esta ligio sirva para guia se-
gura, e bussola iofallivel das futuras assemblas,
assira como dos futuros presidentes, para que nao
sanecionem as extravagancias dolas, s para o
lira de formarem maiorias, e lerem a vanglria de
receber feliciiagoes pomposas, que por demasia-
damente barateadas j tem perdido muito de seu
valor intrnseco.
Sabio d'aqui 6 do correte o vapor de guer-
ra Ipiranga com a tropa, e presos s ordena do
coronel Burlamaque para a liba de Fernando.
A barca Atrevida, que arribara com essa gen-
te, tambera saino para ir largar oa mesma ilha
passageiros particulares, que trazia ; mais depoia
de lutar dous ou tres das com os ventos e cor-
rentezas para o norte; arribou outra vez, indo dar
emJenipab d'aqui tres legoas ao noile, onde
esto desembarcando com suas cargas os referi-
dos passageiros, que preteodem vir para esta cl-
dade, visto que a Atrevida s a reboque poder
sabir daquella enseada, ou pelo menos quando
voltar a moogo, o ella se acbar melbor appare-
lhada.
Seno se visse com os olhos. nao se creria,
que de urna prega como essa de l'eraambuco, tao
abastecida de todos os mystercs da navegago,
sahisse um vaso, fretado pelo goveroo para con-
dutgo de tropa, e presos, lo mal preparado pa-
ra navegar, como sabio a atrevida.
Sem duvida o que deu isso lugar foram as
ms ioformagoes fondadas em exames aprestados
o superciaes, como succedeu o anno passado
como o Caliope oo Maranhao.
Ora bem ; a Atrevida j escapou por duas
vezes de dar costa ; seu dono, ou o seu com-
manJante, devem lembrar-se, que ha um rifio
que dizpara as tret o diabo a fez.
a Temos Udo leudes das mercaduras trazidas
pelo brigue americano Carolina,, que nufragos
nos parrachos da Peletioga ; eapezar da exagera-
da falta da moeda, nem por isso as mobiliss e
outras miudezat, que vieran no brigue, ho se
PRODUCTOS.
a
Azeito de and i roba........
Borracha
dem....
vcacao. >............
dem.......................
Caf..................?.....
JtO-BlD -,.
V_a(rD6 *
Caslanhs..................
dem.................'......
Chapeos de bombanassa..
Couros.....
i- r a vo.....................
Cumar......
Estopa.......
dem........
j/anoha....................
Feijao........
Guaran...................
Manterga de tarlerega
Baqueiras ..*.
dem.......................
ai e xi ra.....................
dem.......................
Oleo de copahyba..........
Piassavaem obra..........
dem em rama............
Piraruc...................
dem........<..............
Puxui.....................
Kipaa de cedro...........-j
Sabode cacao............
Salsa parrilhs.............
dem.......................
*-MDO.................
1 aoaco. ............
*?...................
Taboasde cedro...........
TPiea....................
IN1DADE.
pote
arroba


alqueire
arroba
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arroba
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>
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alqueire

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polegada
arroba


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arroba




urna
alqueire
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18*000
16*060
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436091
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6*000
18500
53000
5900U
203000
108000
3000
23200
3S600
63008
24SO0O
123000
3J000
29509
13S0O0
123000
173000
13500
23800
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43000
323OOO
39OOO
6|000
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VALOR.
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1.569
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1,365
55,458
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1.688
8,288
615:C96S00
'285'983b
"2:5413000
"'4045000
23:1665010
195:1855000
15:1808000
2405000
5808000
7983000
1:8243000
1:2963000
7328000
4;707gOO
"82300
:b'30
7413000
3:8228000
277:290J000
48B30O9
1.156300
"53:3943000
20:2563000
"5:5363000
2* LINHA.
3* LINHA.
QCAKTl-
DADE.
VALOR.
QUANTI-
-DADE.
1.547:8051000
149
191
438
39,961
25
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259
1,995
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19,891
1,138
21
2:3843000
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612
11,784
0,888
.............1 132
1:0958000.........
199.8055000 .........
.............! 940
553000
758400
3:108|0QO
'4:9873500
226|080
va-lo*.
6.7323000
212:1123000
65:0285000
TOTAL.
QUANTI-
DADE.
-.....
5943OOO
'4.:7|000
30J000
3050OO i
................!
612
46,105
58,562
370
4,234
5.718
78,998
3,976
12
61
291
VALOR.
6:7323000
829:5028000
350 9003000
2.5S38000
25:4045000
24:8563000
294 9903000
I9:880j000
2403000
6IO3OOO
8533000
7575400
1:8243000
1:2963000
3.8403000
9:6943500
41050OO
10:2543060
7441000
3:8223000
356:8543000
48O8tJO0
que p.
* da moeda,
l*sjo que Ira
tn, aja* so ha rasoavel
pr haver graode
um*
por ella as
la, taarta
barata a
ia asila,
_ Jta qtus pems praesa veaos.
Olee l (pecsaitia-nie esta phrese em grande
voga aqui). faca o qua quizer o gotera, 'tjalani
como legislaras* *e cmaras, on ajaenlo o Brasil
[r Brasil a lavoera sempre ha *e gaster, e ale-
lar o ultimo saspiro debaixa do jugo mortifero
do commercio, e nos que nao somos nem lavra-
de nos e de outros, como as pombas as unhat
dos gavios: iafo que verdad*.
< Sabe Heos, que fojos j nao esli armados
pelos agietorros do Rio de Janeiro para substi-
tuir os lagos dos bapios, que o Sr. Perras leve a
eoragem de quebrar, ou pelo meaos de enfra-
quece-los I Etperero-lhe pela pancada, como
diz o marquez do Labrado aos inimigos de S. S.
Po IX que a reviravolta nao hdese fazer
esperar por muito tempo ; at agora eram s-
mente 17 banco*, breve serio os duzentos e
marela e tantos dos EstadosUnides, de que fal-
lou o Sr. de Jequitinhonha no seoado.
Faz pasmar, cerno .que o Sr. viscoode, tio
ainestrsdo as cousas do Brasil, ainda argumenta
com o resultado, que se obtera na Frang, oa In-
gl*terra, e nos Estados-Unidos de certas iosli-
toigoes, para esperar, que o mesmo se verifique
com a transplantago dessas institu as ierra 1
< Ser possivel quando S. Exc. queria susten-
tar o crdito illimitado no Brasil argumentando
com a multiplicidade de bancos dos Estados-Uni-
dos, se esquecesse da justigt de paz, dos jura-
dos, da eleigao por circuios, e de tudo mais, que
temos pasdado das das leis, costumes d'aquelles
paites para o oosso ?
Pois muito bem ; dt. raesraa forma que na
Inglaterra os jurados sao'a salva-guarda da in-
nocencia, e o terror dos criminosos, e no Brrsil
sao, exceptis excepienlis, justamente o contra-
rio ; aasint tambera oa bancos, que nos Estados
Unidos fazem a fortuna da Uuiao, entre nos nao
tem sernJo, seoio para enrir poucos at estou-
rar, e desgracar o pove al estallar.
E perdos Vmc. este desvio, que Qz meu
camiuho; porque coofesao-lhe, que quan lo me
Iembra do papel moUmbo, e ouco filiar na sua
resurreigio, fleo fra de mim, dou por paos, e
por pedras, nao sei, o que digo, nem o que fa-
go. Se podesse vencer a minha naturesa, tio
aberta e declaradamente inimiga das revolugdes,
s o faria, para entrar em urna, que tives3e por
nico Ilm arrasar o rhrono do papel garalujado,
e estabelecer o imperio da moda de prata, e d
ouro.
l'arahiba. Acerca desla provlncis, igual-
mente nos limitamos i carta do nosso corres-
pondente :
a No dia tre ou quatro do aodante, correu
hesta cidade.voz em fama, que na de Mamangui-
pe so tinham passado fados sobversivos da ordem
e tranquillidade publica, que a seguranga indi
vidual estiva gravemente sqaeagada a at se di-
zia quehavia receiosdeque essa noticia tomasse
um csracter mais serio.
< A presidencia deu promptas e enrgicas
providencias, fazendo seguir immediatamente
forga sufciente, para chamar a ordern aos que
vessem tomado parte directa nesses fados, que
seriam assustadores se exactas houvesse n sido as
ioformagoes que foram transmittidas ao publico
pelo Despertador.
Nao eram exactas as noticias que correram ;
mas aiguma cous houvo.
a Sem ir mais longe dlr-lhe-hei me parece que
o subdelegado da cidade de Mamanguape teve
alguma parte no espaocaraento de dous indivi-
duos, dos qua** resultara*} erimeotos levas,
sendo estes motivados per cacetadas e bofetadas;
mas essa parte foi negativa, porque deixou o
mesmo de providenciar como lhe cumpria.
O Sr. Araujo Lima, digno presidente desta .
provincia e o Sr. Dr. Neiva, chefe de polica nao 1
fueram esperar a exoneragio dessa auloridadej
que foi demiltida, a bem do servigo publico.
Qumpre-me observar que o proprio Desper-
tadorque anda elogia a admioistrigo do Sr.
Araujo Lima, e de esperar continu, foi o pri-
meiro a declararque os desordeiros uodeviara
contar com S. Exc que, activo, quer a execugo
da Ihi.
' E' um defeito da nossa impreDsa opposicio-
nisla, que nao sei quando em bem do paiz, dei-
xar de continuar, a fazer de um argueiro um
cavalheiro.
Nao possivel que, qualquer que seja o
governo, se d crdito a joroaes quo todos os
das e a cada instante se descarream da ver-
ddde.
E esse proceder no meu fraco pensar um
mal para quem governa, e s aproveita aos
amigos dos abusos, que sabem iiludir a autori
dade superior que se v forgada a acceitar io-
formagoes de seus subalternos, que quasi sempre
sao acobertadas cora vislumbres de verdade.
A teguranga individual de quando em quan-
do Boffre ataques graves e deslruiJoies das
individualidades.
naes que meregam mais affeicio uns do que
outros.
e J qua fallei em correio, paraaa-sM sen
mais econmico e proveitoso ao servigo publi-
co, fossem as ageocias confiadas aos collecto-
res ; pois alm de com diffituldade consegulr-se
00 interiora escolha de homens habilitados que
baos Possam preesaWr Miveriovassacs. raaai-
d#a at vautagenss* deuscargosasatafadlsjaea-
te se conseguira cea melbor eseaNs*. A saaior
patea dos agenta*, ante* da teres* pegos, qae
risa taes cafgoafaca ss livraressaguarda *t-
efasaal ; ainda casstsaaa semelhanle motivo a 00-
tro muito mais valioso existe-oa oanto tinte
mil res.
Pens que poder-ae-hia extinguir lioha
de estafetas que existe entre esta a essa provin -
eia ; pois tendo nos vapores todaa as semanas,
e correios particulares do commercio, quasi que
'inuul a corrtiouago de crrelo terrestre pago
pelos cofre*. Esse pessoal augmentarla, com
mais vantagera, dos estafetas do interior, faci-
litando a communicago entre esta capital a ss
illas e cidades do interior.
Envo Ibe os seguiotes aponlamenlos sobre
o jury. Este anno tem o tribunal do jury func-
ciouado dea vezes, as quaea foram julgados 76
reos, destesSio tro* mulfaeres e quatro eacraos,
pelos Crimea de homicidio 23, dem de tentativa
de dito 2, idem de ferimentos 24. idem de fuga
e lirada de presos 6, ditos de perjurio 4. dito de
ameagas4, ideas de trmss defezas 6, idem de
roubo 2, idem de furto 4, idem ameagas 4, idem
de estupro t, idem dsmno 3, dem rapto 1, sen-
do condemnados 28 e 48 absolvidos.
1
Cor
Nestes ltimos dias foi asssssinade um pobre
hornera na freguezia da Taqura ; sendo que o
assassino j aoteriormente, segundo corre, tinha
relagoes illicitas cosa a mulher da victima de sua
perversidade.
O homicida nao (oi preso.
O desfalque havido no pessoal do corpo
policial, pelas beixas concedidas a diversas pra-
gas, o estado incompleto ao eorpo de guaroigo,
vislo nao terem praga no mesmo os recrutas
apurados nesta provincia, forgaram ao Sr. Araujo
Lima augmentar cora algunas Bragas o destaca-
mento de guardas aariooaes existente ua ca-
pital.
Pereebe-se a pooca vontade que mostram os
gtmrdas ao destacamento, mas isto devido a
desigual e vetatoria dastrlbuigio do servigo, o
que nao era necessavio houvetse, visto como o
numero de pregas permita descaogo de mais de
auno.
* E* de suppor que, ejecutadas as ultimas or-
dena do Sr. Araujo Lima, nao se observo essa
deeigualdade, que por certo muito vexatoria-
Quando os guardas queixsvsm-se, nao era
porque se nao quizessetn prestar ao servigo, mas
sim era esse qoeixame motivado pela desigual-
dade-que se nata va na escala do serrico ; para
uns destacamento constante e para outros favo-
res todoa os dita.
o O capi to de fragata CaeUso Al vea de Souza
Filgueiras. no da 8 eutrou em exercicio a capi-
tao do porto. Nest* dia coaapleUva quatro ma-
zes que eram decerridos do fallec ment do dis-
uado capito da mar e guerra Francisco Vwira
Le u o.
Foi removido da comarca do Bxejo, do Ma-
ranhao, para a desta capital o Dr. jua de uireito
Vlaooel Correa Lima, que all exereeu o mes-
mo cargo na comarca do Bonito.
_ Apreciadores do mrito do Dr. Correa Lima,
nao podemos furlar a maoifealago do nosso re-
eo*beijento pela acertada escolha do goveroo
imperial.
o Sobram a* Dr. Correa Lima, illustrsgo a
probidade bastante para digna mente preenther
o cargo que bem merece.
Fot hora seeeita a noticie Ir azi da pelo ultimo
vaporde haver passado em segunda discussio
do senado o augmento dos vencimentos aos ma-
gistrados. Era urna neuessidade que por mais
tempo nio devia flear adiada.
Tendo lldo em seu Diario reelamagoes cons-
tantes acerca de neglrgeocia* e prevaricages de
diversas admioislragoes dos correios as provin-
cias, cumpie-me em abono verdade deciarar-
lhe que o digno administrador do desta provin-
cia, alm de* iotellgeote e activo toma interesse
pe* servigo publico ; pois so* coaaia reelamra
ella da administragao central proideociaa no in-
tuito de tornar mais frequentea e constantes as
sahidas dos estafetas, qua sao em latitado nu-
mero, para o interior da provincia.
Batre outras providencias menciona a se-
> gointa que manifest aprego rea d elle s
justas reclamagftes dessa redaego. A mataa
sao acompanhadas por duas viss de guia, ums
que deva ser re.01 ata eem o rec.b* do agente
46*u00
7:154*ot
2.5o90Wr
M4SX800O
6.58t3sj0t
2,1587055900
a a outra quo tem de flear oa agencia, paca a to-
do o tempo varificar-se qualquer falta que se
poses dsr. Em atabas escrevem-se
rtOseoie, qtaaus joraaetx 9 atetas *ee m,
proc*d*oou e (oda qttaaio peda eaoiarasar a s*o-
rar que oo cerreio desta protincia-rtaa ha ar-
ma ele! toral,-Ele va o
directa.
Vil
ntinuago do n. 162.1
TITULO XI.
Da eleigao.
Art. 75. Terminado o apurainento, urna rela-
gao de todos os votados ser publicada por edi-
tal; afiixado as portas da casa da*Jlssembla :
em presenga da mesma serio queimadas as listas
que nao estiverem 00 caso marcado no art. 71, e
destas circum8lauciasse far expresad meoco oa
acta. "
Art. 76. Da eleigo se lavrar acta era um do
quatro cadernos de que trata o art. 45 deste de-
creto, assigoada e rubricada pela mesa, na qual
acta se meociooario, alm das mais circumstan-
eias relativas i eleigo :
I Todas asduvidas que occorreram.e reelama-
goes que se flzeram pela ordem com que foram
aprssentadas, e deciso motivada que sobre ellas
se toninu.
II Quaotos dias a eleigao durou, e quaes as
operagoes eleitoraes que tiverara lugar em cada
um delles.
III O oome de todos os votidos, o o numero
de votos que cada um teve, escripto por ex-
tenso.
IV Os votos aonullados, e o motivo porque o
foram. n
V A declararlo em que os cidadaos que for-
mara a assembla, outorgam aos deputados, que,
em resultado dos votos de todo o circulo eleito-
ral, se mostraren] eleitos, a lodos in solidum, o
a cada um em particular, os poderes necassanos
para que, reunidos com os dos outros crculos
eleitoraes da monarchia portuguesa, fagtm, den-
tro dos limites da carta constitucional, e do sata
addicional mesma tudo quanto for conducente
ao bem geral da oago.
Art. 77. Desla acta tirar-se-bio tres copias au-
thenticas, escripias nos outros tres cadernos de
que trata o art. 45, deste decreto, igualmente as-
signadas o rubricadas pela mesa.
1." Uraadeslaa copias ser logo remedida o
presdeme da commisso de recenseamento da
cabega do circulo.eleiloral, com um dos cadernos
de que trata o art. 44 e mais papis relativos a
eleigo, acompanhados de urna relagio escripia
por um dos secretarios da mesa, d'oode conste
especificadamente qu.es eltes sio. A reniessa
far-se-ha pelo seguro do correio, havendo-o, ou
por proprio, que cobrar recibo da entrega.
2. A oalra copia ser tambera logo entre-
ue, com outro dos cadernos de que trata o arl.
4, ao admioistrador do cooselho ou bairro que
a assembla pertencer. para por elle ser tudo re-
medido por am proprio ao admioistrador do coo-
selho ou bairro da cabega do circulo eleitoral, do
qual cobrar recibo.
3.# A tercerra copla ser remettid ao presi-
dente da cmara do eonselbo, a que a assembla
pertencer, para ah ser archivada cem os ruis
papis relativos eleigo, que por este decreto
sao confiados sua guarda.
Arl. 78. Tanto asadas originaes, como as co-
pias a que se refere o -artigo aotecedenle, sero
assigoadas por todos os vogaes da mesa, proprie-
larios e supplentes, devendo comtudo julgar-se
validas, quando forem assigoadas, pelo menos,
por tres d'eotre eiles. Se algum deixar de assig-
oar. o secretario mencionar esta circumstancia.
Art. 79. A qualquer cidsdo permiltido pe-
dir, e os presidentes das cmaras sao obrigados
a mandar-lhe pasrar certides aulheoticas das
actas, reeenseamento e mais documentos respec-
tivos s eleigoes que estiverem guardados nos
archivos das respectivas cmaras. ToJos estes
documentos sero, para os effeitos deste decreto,
considerados originaes e authenticos, e dar-se-
ha inteiro crdito a qualquer certidio legal que
delles se extraa.
Art. 80. Os dous escrutiadores sio os porta-
dores das actas originaes das respectivas assem-
blas, e aprsenla-las-bo no da designado, na
canega do circulo eleitoral.
1.* Quando algara dos escrutiadores tiver
moiifosque o estorvem de ir cabega do circu-
lo ser substituido pelos secrelarios ou pelos re-
vesa do rea
2." Tanto as actas originaes, que sao entre-
gues aos portadores, como as copias authenticas
e mais papis que, na tonformidade do art 77.
sio remettidoa para a cabega do circulo eleitoial,
por via do presidente da assembla e do admi-
nistrador douoHselho, serio feehadas e lacradas,
e alm disso levarao do verso do subscripto os
appellidos dos membros da respectiva mesa, pos-
tos por lellra de cada um.
TITULO XII.
Das assemblas dt apuramento.
Art. 81. No domingo immedlato ao da eleigo,
pelas 9 hoces da raaoha, reunir-se-be as ca -
sas da cmara da cabega do circulo eleitoral, os
portadores das actas de todo o airelo, com o
presidente da commisso do recenseamento;
proceder-se-ha logo formagso da mesa, con-
forme o disposto nos artigos 46 o seguimos des-
te decreto, e observar-ae->hao todas as mais dis-
posiges applicaveis com respeito focmacao das
mesas das assemblas eleitoraes primarias, e ao
modo de manter ah a lioerdade, e fazer a poli-
ca, competindo para esto lira ae presdeme e
mesa das assemblas eleitoraes, qae. pelos citados
artigos. competera aos presidentes e mesas
d'aquellas assemblas.
i. Se o presidente nao comparecer 4 hora
marcarla acate artigo, prevet-ae-ha sus falla
pelo nieihodo indicado 00 art. 49.
2. O administrador do cooselho ou bairro
da cabega do circulo, assiar s lodos oS actos da
assembla.
% 3." as cidades do Lisboa e Porto a assem-
bla dea portadores das adat, reunir-se-ha noa
edificios, que para esse fira forem apromptados
pelos respectivas goveroadores civis.
Art. 82. Constituida a mesa, o presidente da
coraraisio do recenseamento, que fice sendo o
presidente da assembla, loo aaresentar fecha-
das e lacradas ts copias das actas que, na con-
formidade do art. 77, g 1 deste decreto, lhe de-
vem ter remedido as assemblas eleitoraes do
circulo; os portadores da* acias apresenlario
tambera os originaes que ihos Uverera sido en-
tregues ; o administrador do eoeaelao oa bair-
ro da cabega do circulo apreaeotar tambera as
outras copias legaea qua, na forma do ta do
mesmo artigo, lha devem tac remedido os ad-
ministradores dea outros consolos ou bairro de
circule.
Art. 83. Feita esta apreseatago noiaear-se-
hio, pelo melando indicado do arL 46, para a
lar macan das mesas das assembla etadotatw.es
coauaiaaaes qua s jujgaram *eo*asati*s pata a
mais proapt* expadtgso do* trabathoa, a par sa-
tas commiasoes s* distribuir* proporctoaaimen-
te a* tata* dos diverso coaaslho* do cirato, de
maoeixa, porm, que> o exaava do* acias de um
conselho a*o sej* neaca eacarregado a urna
comaitsaa da qu* aajaa membros cidadae* m
conselho.
Arl. 84. Esta* commisaoes procederao kasse-
diaUmeote a examinar as acias, quo Ihes forem
distribuidas, a spasar oa respectivos vota*. 0*
resudado dari* cents a aasaaaUa.
AiL 95. Oapareasres das di Hitas -isaimJMiaa
serio lidos e approvados o.u reformados pela as-
sembla geral doa portadoras dassetss.
ArL 86. Approvados ou reformados os pare-
ceres, a mesa proceder immediatamente ao apu-
ramento geral, na cooformidade delles, aura de
averiguar o numero total de votos, que cada usa
dos cidadaos votados leva aa todo o circu'?, o
sobre isto lavrar ara paras** qua asa tambe ra
lido e appravaaaeu reformado pela sssembla.
Art. 87. Astauccoes dssasseablas de spura-
sseato red*a 'se: a examinar, pela compara-
gao das ana origiaaes 1 retidas pelas portaderas,
cea as copias aathenticaa subaitttstradea palo
pretidenta da cotamisse do reoaaseamento da
oaaegt oa esreulo. e re^peettro **anistratar do
coaavlhe** bairr*. e tarabea coa ea cade-reos do
recensesaeoto, a* quellaa acta* trifjrasas sao
realmente as mesmas que foram confladas aos
portadores pelss mesas, e se et votos qua delias
consta haver lido cada cidsdo, a respectiva as-
sembla, sio realmente os que elles ah liveraro;
e bem assira a apurar estes votos. Da meaeira
nenhums, porm, deixario de os cantar a qual-
quer cidado, ou poderio annullar as actas das
quaes elles constara, com o fundamento de quo
houve alguma nullidade no recenseamento, na
formagio das mesas, 00 process > eleitoral, cora
o fundamento de qua houve algum dos cidadaos
votados absoluta ou respectivamente ioeligivel
ou com qualquer ou'.ro que, nao aeja a falta da
auihemicidade ou genuioidade expresamente es-
pecificadas nesle artigo.
Art. 88. Quando por qualquer caso imprevisto,
deixar de ser presentada assembla da apura-
mento alguma acta original, ou alguma das co-
pias, a que se referem os artigos antecedentes,
far-se-ha o apuramento pelas que apparecerera.
Art. 89. Concluido o tporameoto.escraver-se-
ha em dous cadernos, assigoados e rubricados
pela mesa, o numero de rotos que teve cada ci-
dado.
ArL 90. Sero considerados como eleitos de-
putados aquellos cidadaos que obii-erem matara
relativa, cora tanto que reuoam, pelo menos, um
quartd dos votos do numero resl dos rotaoies de
todo o circulo eleitoral.
1. Quaodo dous cidadaos liverem o mesmo
numero de votos preferir o mais velho em
idade.
2. 0 oome daquelles que sahirem eleitos,
publicar-se-ba por edilaes affixados na porla da
assembla ; e o presidente proclama-los-ha tam-
bera em voz alta diante de toda ella.
Art 91. Do apuramento se lavrar acta, na
qual se declarar o nome dos deputados eleitos.
o numero de votos que cada um teve, ecorxo pelas
actas das assemblas de todo o circulo eleitoral
consta que os eleitorea delle oulorgaram aos ci-
dadaos, que se mostrassem baverem sido eleitos
deputados, os poderes deque resa o arl. 76.
Art. 92. Da ada do apuramento se entregaro
copias, assigoadas por toda a mesa, a cada um dos
deputados que presentes estiverem ; sos ausentes
enviar-se-ho, cem participagao official do res-
pectivo presidente.
Art. 93. A acta de apuramenlo na cabega do
circulo eleitoral, conjuntamente com as actas ori-
ginaes, cadernos e mais papis, que tiverem vin-
do das assemblas eleitoraes, sero imraediala-
mente remedidos ao ministro e secretario de es-
tado dos negocios do reino, psra serom presen-
tes a junta preparatoria da cmara dos depu-
tados.
nico. As copias authenticas que houverem
sido apresentadas pelo presidente da commisso
de recenseamento da cabega do circulo, licario,
em regra, guardadas no archivo da respectiva c-
mara ; e aquellas que tiverem sido apresentadas
pelo administrador do cooselho ou bairro da ca-
bega do circulo, sero tamben em regra remedi-
das ao respectivo goveroador civil para por elle
seren archivadas : excepto no caso em que ornas
ou outras lenham servido de fundamento para
sobre ellas assootar alguna deciso da assembla
deapurameulo, porque oeste caso sero tambera
remedidas s secretaria do reino, com os outros
papis da eleigao, paraseren tamben presentes
a junta preparatoria da caara dos deputados.
Art. 94. Concluido tolos os trabalhos da as-
sembla de apuramento, o presidente da mesa as-
sim o participar ao prelado deocesano ou a maior
eutoridade ecolesiastica, atim de mandar cantar
um Te-Deum, a que assistirao os portadores das
actas, e os deputados eleitos, que estiverem pre-
sentes ; e no fim deste acto religioso se haver
logo por dissolvida a assembla.
TITULO XIII.
Do segundo escrutinio.
Art. 95. Se nao obtiverem a maioria estabele-
cida no artigo 90, cidadaos bastantes para preen-
cher o numero dos deputados que o circulo deve
dar, far-se-ha urna relagio que contenha em tres
dobros o numero dos que faltaren, composta do
oome daquelles que tiverem mais votos, com de-
clarago de quanlos cada um teve. Esta relago
ser lida publicamente, affixada na porta da as-
sembla, e langada as actas.
Art. 96. O presideote mandar logo tirar pelo*
secretarios, tantas copias daquella relagio, quao-
tos forem oscooslhos do circulo eleitoral; fa-
las-ha depois de verificada a sua exactldao, assig-
oar pela mesa e immediatamente eDviar a todas
as commisses de recenseamento do circulo elei-
toral.
Art. 97. As commisses farao ira mediata menta
extrahir desta relago, tantas copias quaotas fo-
rera as assemblas do seu respectivo conselho ou
bairro, assiguaro essas copias, e remelte-las-ha*
logo eom os cadernos de que resa os artigos 44 o
45 deste decreto, que faro apromptar oa forma
delle, aos presidentes das assemblas eleitoraes.
Art. 96. Ao mesmo tempo convocarlo os elei-
tores para se reunirem ns suas respectivas as-
semblas primarias, aanuociaodo por editaes, e
fazendo publicar pelo parochos na mise conven-
tual do domingo seguiote ao de apuramento aa
cabega do circulo, que. no domingo inmediato
ao desta publicagao, as ditas assemblas sa ho
de reunir do mesmo local e a mesma hora era
que se reunirn a primeira vez ; declaraade o
numero doa deputados de que os eleilores devem
formar as suas listas; e que devem ser tirados
d'entre os incluidos na relago remedida pela as-
sembla do apuramento. Esta relago ser lite-
ralmente transcripta nos edilaes.
Arl. 99. Reunidas as assemblas primarias,
proceder-se-ha em ludo conforme o que fica dis-
posto nos artigos 49 a seguales, sendo msanos
os qua servtram os* orimeiraa assemblas; e de-
vendo os portadores das actas desla segaoda elei-
go apresentar-se na cabega do circulo eleiloral
no domingo immediata aquello em que a dita
eleigo tiver lugar.
ArL 100. No segundo apuramento seguir-se-
ha oque se dispoz quanto ae primeiro : bastar,
porm, qualquer pluralida Je relativa para a elei-
go dos deputados.
TITULO XIV.
Da junta preparatoria, da consliluico da c-
mara dos deputados, t moda de p'reencher as
vacaturas.
Art. 101. Todos os deputados eleitos devero
concorrer no dia e lugar aprasade para a reuoio
das cortes gerae?.
Art. 102. Logo que se tenha reunido a metade
e mais um dos deputados eleitos peloa circuios
do continente do reino, constuir-se-ha em
junta preparatoria.
Art. 103. A' caara dos depelados, tanto na*
sessoes preparatorias, como depois de constitui-
da, perteoce exclusivamente a deciso definitiva
de todas as du vidas e reelamagoes que so susci-
taren as assemblas eleitoraes primarias oa do
apuramento de otos.
Art. t04. Tambara lhe compete exclusivamen-
te resolver, cooforne as disaosiges desta decre-
to, sobre a capacutede legal, inelegibilidade ab-
soluta ou relativa, e sobre aa iacompatikilidades
de cada un dos deputados eleitos, o perdiraento
do luga* de depatado.
uraco. As qoestes de recenseamento serio
sempr* resolvidaa conforme ts decisoes das res-
pectivae commisses, e. tentencas dos tiibunaes
que as confirmaren, ou modiflearem.
n.^a*^ .^^^^^^l^-li^e^ta^merecer de
capacidade legal doa deputados leitos quando
os seas nomes sesio te harem escrJptoa no re-
c enaean enio dos elegiveis :
Se esta falla preceder de simples omisssa. o
nao dataxclusao reaolvida pelas commisses de
recenseamento a Jribunaes de recura*.
Se no caso de exclasio, resoMda pelas com-
misses e tribunae* de recurso, os eleitos adqui-
nssem aa quelidada legaaa. ja depois da con-
cluidas ss operagacs do recenseamento ou re-
visa o.
unieo. Em qualquer des tea dous caaos aca-
mara poder adraidir oa emito* a tomar asseato,
ae elleaprovarem peraate a mesma caara, por
documentos aulhealicos a da mesma forma qua
deverio faze-lo oa occaaiio do receaseameuto, que



uno mnnmmm quinta eir u mm^i^.
erTectivameote lea as qualidades lej-tes pan de- I asseoiWeas, no (Ka, hora a local competente,
P Va ; pagarlo urna multa de 50 a 100*000.
r i .' Putaio eleilo por maU da un' t. se, deliaado de comparecer por im-
C,m.0 'Ia,t0Ml. repreaenlar o da naturalidade;; possibilidade absoluta, nao maadarem sntregar
na rnu esta o da residencia ; e ni falta desta a- I oo mesa* local, o presidente que a aseenbla
queile etn que tirar obtido malar numero de yo- houver escolhido, para os substituir, todos os
tos, e em igoardade de rotos, o que aorta desig-1 papis coocernentes elegi, que Ibes houve-
at!t m rem sido entt*J,'e virtuds deste decreto,
Art. 107. O deputado eleilo poda Ilvremeule una hora depois daqaella a que se reface o prin-
o seu lugar de deputado, antes de lo- ciao deele artigo, pagarlo bou multade 100} a
mar assento na cmara, fazendo-o assim constar
poreserfpto a nesma cmara.
Art- 108. O deputado depoisvde tostar assento
na cmara, alo poda reauociar o seu logar de
deputado sem approvagSo da mesma cmara.
Art..109. O deputado que, depois de eleito,
nao renunciar formalmente o seu lugar, nos ter-
mos do art. 107 dette decreto, oio pode eaeuser-
ede desempenhar s Concedes do mesmo tugar,
aenao por cansa legitima e justificada perante a
amara.
1. Se contra o disposto neste artigo, deixar
de comparecer as sessdes por 15 dias consecuti-
vas, ser primera a segunda vez convidado per
offlcie do presidente da cmara, procedendo para
ease flm de deliberadlo da mesma cmara.
i.*_6s ainda apegar disso se nao apressotar,
ou nio justificar peraote a cmara, motivo que o
impossibilite de comparecer, resolver-se-ha, por
faltar o seu dever perder o lugar de deputado. o
qual aera declarado vago.
S. Esta vsgatura nao podar ser declarada
pela cmara, sea que primeramente palo exi-
me de uma commisso qoal o negocio aeja com-
mettido, se verifique lerem-se pontualmeate ob-
servado todas as solemnidades deste artigo e
seos g.
Art. 110. Quando por algn dos motivos es-
pecificados nos artigos antecedentes, ou por ou-
tro qualquer, vagar algara lugar de deputa lo, o
governo mandar proceder a eleigio pelo respec-
tivo eirculo ; e no 'decreto em que o fixer, deve-
la designar um da para a reunio daicoramis-
sds de recenseamento
1." Estas commissoes nomearo logo presi-
dentes na forma dos artigos 43 e seguintes desle
decreto ; convocarlo os editores para se reuirem
as suas respectivas asaemblas, annunciando por
edilaes e fazendo publicar pelo parocho na missa
conventual do domingo seguinte ao dia, para que
as ditas commissoes que tiverem sido convocadas
que no domingo immediato ao desta publicaco
as ditas assemblas se h,io de reunir no mesmo
local, e a mesma hora em que se reuniram para
a eleico geral, afim de eleger o numero de de-
putados marcados no decreto da convoescio.
Ao mesmo tempo prepararlo as commis-
soes de recenseamento os quadernos deque trata
o art. 44, fazendo-os trasladar do livro do recea-
seamento, que pelo art. 37 2 desle decreto deve
star archivado na cmara principal; remette-
los-hio aos presidentes das assemblas eleitoraes
nos presos ali designados, juntamente com os
outros quadernos de que trata o ar. 45.
S 3. Reunida as assemblas eleitoraes, pro--|
ceder-se-ha em ludo conforme o que fica dis-
posto nos arts. 49 e seguintes, devendo do mas-
no modo os portadores das actas desta eleico
apresentar-se na abeja do circulo eleilorsl, no
domingo immediato a aquello em a dita eleigio
ti ver logar.
*. No apuramento seguir-se*-ha o^jue se dis-
poz quanto as eleicoes geraes do art. 80 e se-
guintes.
TITULO XV.
Difposirves especian para as ilhas adjacentes e
provincias ultramarinas.
Art. 111. Os governadores civis as ilhas ad-
jacentes, e governadores geraes as provincias
ultramarinas, darlo cumprimento a este decreto
na parte qoe lhes perteoeer, designando para os
actos do recenseamento e eleitoraes, logo que re-
ceban o decreto do governo que mande proceder
el<-icfto, os lugares a os dias que forem compa-
tiveis, cooforme as distanciase os meios de com-
municaco, com os iodispensaveis iotervallos.
Art. 112. as ilhas adjacentes, e as provin-
cias ultramarinas, escolher-se-hlo os quarenta
maiores contribuales em cada cooselho, e pro-
ceder-se-ha ao recenseamento dos eleitores e ele-
giris, nao s com respetto aolaocamento da de-
cima e impostos annexos, mas tambem com res-
peito ao dizimo, e a outn qnalquer contribuigo
especial directa, qoe em todas ou alg.imas des-
eas ilhas, e possesses, possa servir para indicar
reoda de cada um dos eleitores e elegiveis ou
amda com respeito renda onde nao haja con-
tribuido que a demonstre.
1." Tanto ao apuramento dos quarenta maio-
res conlribuintes, como depois de formadas as
r..!,^ recenseamento. ir.b.ihodel-
tas serao obngados a assistir, alm das pessoas
indicadas no art. 26 deste decreto, os exactores
do dizimo, e de quaesquer outrascootribuicoes
espectaes directas, e bem assim todas ss autori-
dades, que lenham por obrtgajo entender no
lancamenio, repartigo e arrecadaglo destas con-
tribuigoes, ou possam informar acerca da renda
para darem us esclarecimenlds necessarios.
2. Estas mesmas autoridades serao obriga-
das a passar ou mandar passar, qualquer cerlidlo
que para o mesmo tim lhes for pedida.
3. As comuissoes de recenseamento nao
apurarao para aleitor ou elegivel, nenhnm cida-
dao, que nao emenden ter todas ss condigoes que
para uns e outros exigem os arts. 5 e 10 oeste de-
creto.
Art. 113. Os deputados que tomarem assenlo
na cmara pelas provincias ultramarinas em uma
legislatura, ou tiverem sido eleitos para ella
continuarlo na aeguiote, ou seguiutes, al qu
sejam substituidos pelosseussuccessorea.
Ari. 114. As despezas devioda e volta dos de-
puuoos das provincias ultramarinas, ser-lhes-
ao satisfeilas pelos cofres das respectivas pro-
vincias.
Art. 115. Igualmente concorrero as provin-
cias ultramarinas com as quotas corresponden-
tes ao subsidio que o tbesouro pagar aos seus de-
putados.
Art. 116. Os deputados que vierem do allra-
rnar, vencerlo o mesmo subsidio oo intervallo
das sessoea legislativas, que durante estas; o
que se nao eniender quando essas provincias
nomaarem deputados cidados naluraes ou esta-
blecidos oo reino de Portugal, a respeito dos
qcaes se observar a regra estabelecida para os
oo continente.
Art. 117. as provincias das novas conquistas
do estado da India, continuarlo a ser contempla-
das na eleicao dos deputados, como as mais pro-
vincias daquelle estado.
Art. 118 O governo, ouvidas e consoltadas as
estacoes competentes, podar decretar um con-
seibo, com respeito as provincias ultramarinas,
as alteracOes neste decreto que as circunstancias
e8Ee5"es dessas provincias demaodarem.
1. Ficam do mesmo modo aulorisados os
governadores geraes. para.ouvido o seo cooselho
de governo, tomarem as providencias necessarias
para a execucSo Oeste decreto.
i*'aE(B lmD0B 8 CM o governo dar con-
ta as cortes das alteragoes qoe se houverem fei-
to, e providencias que se houverem tomado e dos
motivos que as delermioaram.
TITULO XVI.
Par te pen al.
Art. 119. Os camaristas, os escrivles de 'a-
zenda e os administradores de coruetho, qoe nlo
cumparecerem no dia desigoado pelo artigo 21
desle decreto, para o apuramento dos quarenta
maiores conlribuintes do seo respectivo conse-
ibo, pagarlo cada um uma multa de 408000 a
lOOjOOO. ^^
Art. 126. Os qosreota maiores conlribuintes,
que nao apparecerem nos dias designados no art.
23 desle decreto, pare a eleicio das commissoes
de recenseamento, pagarlo cada am por cada vez
que faltar, uma multa de40| a 100.
Art. 111. Os maiores das commissoes de re-
censeamento e mais pastosa obrigadas a concor-
rer s suas sessoes psra darem esclareciraentos,
que detxarem de comparecer; o qoe compare-
endo se recusarem a satisfazer s obrigacoes
que ate decreto lhes impe, pagarlo uma multa
de 409 a WOJ por cada vez que o zerero.
Art. 122. Oa portadores das actas que deixa-
rem de comparecer na asiembla de aporamento,
M local, di, har, arcado por esta decreto
os que comparecerido ehi dsixarem de curoprir
t o*rigacftesqao este decreto lhes impoe. oa-
garo ama multa da 40 a 10d|000.
Art 123. As utsridades administrativas ou
eclesisticas, que deiurem de comparecer as
asambleas teterasa primarias oo de spuramen*
te para oa fint indicados por este decreto; os ci-
tadlos eleitcs psra vogaes da meza ou revesa-
dores que se recusarem servir os cumprir al-
guna ebrigeeio qoe Ibas 6r tncumbida, paaa-
rie ama murta da 40f a 100000. .
Art. 1H. Os presidentes da quasquer assam-
Wa eroitutaaa primarias ou do apuramento qe
la eompaiacsrsm pata presidir is respecllTM
2009000
8 i.* Serio punidas com a mesma pona aquel-
les qoa cumeeerem on invenomperam os actos
eleitoraes sotas daa horas marcadas oeste de-
creto.
Art. 125. As autoridades que se negaren
a passar dentro em yinle e que tro horas as certi-
des que lhes forem pedidas, psra demonstradlo
de algum direito guarnido por este decreto, ou
que por qualquer modo embaracarem, ou com
qualquer pretexto demoraren s passagem des-
sas certidOes, ou entrega de quaesquer docu-
mento! que lhes bajan sido cndilos, pagarlo a
mulla de 50 a 200$. e soffrerao a pena de sus-
penslo do emprego pelo espaco de sais mezes a
un aooo.
Uoico. Se deste procedimenlo da autorida-
de resultar para algum cidadSo a perda do exer-
cicio do direito eleitoral su de elegibilidade, a
multa seja duplicada, e a peua ser de priso.
Art. 126. Osjuizes de qualquer orden ou je-
rarchia, que deixarem de cumprir, dentro dos
prasos marcados per este decreto, as obrigacoes
que elle lhes inpde, pagarlo a multa de 50 a
100, e soffrerao a pena de dous a seis mezes de
suspensao.
Art. 127. E em geral todas e quaesquer pes-
soas partculas ou autoridades, s quaes, in-
dividual ou conectivamente, seja Imposta por
este decreto alguna obrigac.1, se deixarem de
acunprir, pagsro a mnlta de 40 a 100$. quan-
do uma pena maiorlhes au seja commuUdapor
alguma disposiclo especial delle.
Art. 128. Todos aquelles que se Qzerem ins-
crever a si, ou a outros, ou concorreren para
que elles proprios ou esses outros sejan ins
criptos no iMCeoseameoto, com falso nome, ou
falsa qualidlne, ou encabriado eu concorrendo
para que se encubra uma incapacidade prevista
na lei; ou tiverem reclamado, feito ou concor-
rido para que se faca a intcripc.a"o de un mes-
mo eleitor em duas ou mais listas de recensea-
mento, serlo punidos con pena de pritlo de
un rtiez al um anno, e mulla de 20S000 a
100.
1." Todos aquelles que sendo encarregados
por este decreto de fazer o recenseamento dos
eleitores e elegiveis, ou de cooperar para elle,
de qualquer maceira, dando informaQes, sub-
ministrando documentos, inscreverem ou dei-
xarem de inscrever, concorrerem para que se
inscreva ou deixe de inscrever iodevidamente
e_ con dolo no recenseanento, qualquer cida-
dlo, serlo punidos con a pena duplicada.
2." A disposiclo desle artigo e seu 1
applicavel fornaclo da lista dos quarenta
maiores conlribuintes.
Art. 129. Todos aquelles que, tendo perdido o
direito de votar por algum dos motivos indica-
dos neste decreto, votar, nlo obstante isso, ser
punido com a pena de priso de 15 dias a tres
mezes, e multa de IOS 500C0.
Art. 130. Todo queile que votar em qualquer
assembla eleitoral, quer seja em vutu.de de
una inscripeo obtida illegitinanenle pelo nodo
previsto no art. 128, quer saja lonaodo falsa-
mente os nones e as qualidades de um outro
eleitor inscripto, ser puoilo com a pena de
prislo de um mez a un anno, e multa de 205 a
100. *
Art. 131. Ser punido com a mesna pena to-
do o cidadlo quo se aproveitar de uma inscrip-
Qo multiplicada para votar mais de una vez.
( Continuar -se -ha. )
PERNAMBUCO.
embarcos no caes 22 deXovembroo Exm. eRvm.
Sr. D. Antonio ss Macado Gostj, tspo do Pari.
S. Eic. Herma. |HtoU, durante aa horas que
estere entre nos, os conventos dos Capucbinbns
o do Carmo o a igreja-do Collegis, sads fes a asa
oraclo ds despedida.
Ss. Exeias. os Srs. bispo diocesana sprasK
le da provincia, e grande numero ds passssa
gradas aeomajavhatesi-o ate a bordo do vapor.
S. Exc. Rvm., penis deaesness algamaa ho-
ras no palacio da nssso dioesasns, oi visitar o
nosso cemiterio, orando jonts no tu meto do
Exm. Sr. bario da Victoria, sobra o qual nittio
este pensanrentoo bao da Ticlori era um
homem tal que todos devtm ajoelhar-se com
veneragio pirante seu cadver.
E'-ua sabio e venoravet prelado que emitte a
su oplnlio. e, apa isso nada mais ousamos
dizsr!
O general qne sempre as snobs distinguir
como cidadlo e como pae de familia, sobre
quem o Exm. prelado dias isso. A' sus familia
mais essa honra e essa gloria resta, que exprime
muito..
Meooelde Sosia Lelo Jnior.
Manoel Joaqun d PoMect Rojs.
Maooe Goncaltes da Lux.
Manoel Joaquina Kibelro.
SManoel Jos? di Silva Lelfe.
anoal Ignacio da Silva Teixeira.
noel Ignacio de Albuquerque Maraohlo.
Manoel Francisco de SiHas.
Manoel Ferreira Pinto de Araojo.
Manoel Rrbeiro da.Ponseca Braga.
Manoel Bellarmiuo Ildefonso Cabral.
Pedro Jos Carlos da Silva.
Severiaoo los de Sonzo.
SHvioo da Cuoha Camello.
Torquslo da Silva Campo*.
O Br. juiz de direito relevos das multas que
que bontem foram impostas aquelles do* Srs.
jurados, que tem comparecido aos trabalhos da
presente sessao rom assidnidsde.
Foram alen disto relevadas as multas impostas
sos seguintes Srs. jurados :
Dr. J.s Leandro deGodoy e Vaseoncellos.
Francisco Joaquim Clemente dos Santos.
Dr. Msuoel Adriano de Souza Pootes.
Passageiros que vieram dos portos do aul Joaquim Gon;alves do Cabo.
REVISTA DIARIA-
Em nosso paiz onde o espirito de empreza an-
da mal despoota, alguma que appareco uao sen-
do acercada de poderosos recursos, difficilmente
se desenvolve, e chega a attingeocia do seu m.
Nesta situagao, quando anda do ludo carece-
mos, a proteceso reciproca uma lei imposta a
todos cono elenento de desenvolvimeolo, como
uma necessidade da vida at.
Ora, se isto uma verdade em tfaese, nlo o
menos applicado iodustrias, de que resulta evi-
deula raaUgem paia a suiiedao or>do Bao ollas
ensatadas; e neste caso acha-se o estaoeleci-
nento ou grande laboratorio vapor de lava-
gem e engommado de roupa dos Srs. Aguiar,
Ramos 4 C, cuja utilidade aendo patpavel, col-
loca-o as condices de credor da acquiesceocia
do publico, qoe com a sua existencia ha conquis-
tado sen esforcos proprios mais uma porfo de
beas estar para si, a que se associa igualmente
una certa economa.
E pois, nlo pdenos deixar de lanzar estas li-
nhas en favor desse estabelecimento, que se po-
de produzir lucros aos respectivos propietarios,
s elles andan annexos tambem beneficios eco-n-
nodidades para os consumidores na differenca
do custo e na promptidlo da entrega da roupa
dada lavar.
Actualmente o termo ordinario disto um
mez, quando nao excedido; nesse estabeleci-
mento porra a lavsgen apenas levar oito dias,
que subirlo quinxe quando a ella seguir-seo
engommado. E assim tem-se, por metade do
lempo empregado na lavagen, a roupa lavada e
engammada.acrescendo a isto ainda a modicida-
de do preco desse servido, e o compromettlmen-
lo de ser salisfeita qualquer pega que possa desap-
parecer.
Alen disto, releva que se note que a superio-
ridade desse estabelecimento tanto mais salien-
te, quanto todos sabemos o que a lavagen de
presente entre nos. Este servico feito mal, a
demora longa, os extravos se succedem, e a
roupa estraga-se notavelmente, tendo acontecido
at que lences de linho uovos oom urnas tres
lavagens ficam perfeitimente inutilisades pela
applicago que lha do na brrela.
Estes inconvenientes porm sao obviados pela
machina, cuja eccao, por sua uoiformidade me-
cnica, por sua regularidade de movimeoto,
completamente inofleosiva para a roupa que a
ella submeltida.
Recoramendamos, por taoto, ao favor do pu-
blico um to til estabelecimento, cuja inaugu-
rarn dentro em pouco ter lugar: o grande la-
boratorio vapor de lavagem e engommado de
roupa dos Srs. Aguiar, imos & C, delle
credor, e compeosa-o peas vaotagens offerecidas
de brevidade e modicidade do prego.
A ra do Alecrim. na freguezia de S. Jos,
acha-se convertida n'uma perfeita eslerqueira.
A innnndicia que nella reina traz os respec-
tivos moradores no maior estado de incomraodo,
pois qoe o mo chairo que exhila d'alli, vai in-
sinuar-se em todo por maneira insupportabilis-
aima.
Convm por taoto que o Sr. fiscal providencie
no sentido de desapparecer esse foco de iolecclo
por amor saude publica, que com a respectiva
permanencia nlo pode deixar' de soffrer sensi-
velmente.
No vapor^procedente do norte vieran todos
os memores da* commisso identifica, com ex-
cepfao do Dr. Goncalve Dias ; os quaes segue-m
para a corte com grande parte do resultado de
ana excsrso importante, o da quaj de suppor
aecolbam fructosde vaotagens para a provincia
do Cear.
Pelo menos laxemos votos para que assim con-
toca.
A thesouraria provincial traz em annuncio
s art. 48 de lei do ercamento vigente n. 510, pa-
sa ciencia do publico como o ordena o mesmo
artigo.
Por forca d'ell licito pagar-se dentro dVsts
exercioto de 1881 a 1862 o imposto da meia siza
dos escravos comprados em qeaJeodr tempo an-
terior, sem dependencia de revalidadlo e multa,
em qse incorria-se por essa omisso.
As pessoas que deixarem de aproveitar-se des-
te favor da lei actual, incorrem na revalidadlo e
molla em dobro.
Na mita de 17 do crranle roobarara se-
gunda vez ao negociante Jos Duarte das Naves
i quantia de 1409 em cobre, forjaran a burra,
estragaram todas as /echaduras da mesma.
Presume-se que os ladroes ficaram deojeo da
casa, e sahiram pela, janella Ao mesmo armawa.
a qaa nlo tersm senlo trabtihadores do mesmo
ar sxea.
Nio ae eacnntraram vestgioi de arrombaman-
to as portas, jaoellas e tlhado do mesmo ar-
mazem.
Hontem s cinco horas e meia da larde,
do paquete Cares: 1 tente Golatino Mar
quea de Souta, sus seohora, 2 ilhos. 2 creados e
2 escravos. Baitac Pierre e t criado, Viceote La
Porcada, Fraacisco Sirueio da Silva, Lucio Flos-
culo da Silva, Hanrique Demersaer e 2 fllhos.
Africano liberto Beoto, Jos Antonio Perelra de
Andrsde, Martioiano Jess Teixeira, teaente A.
R. Bezerra Cavalcantl, Jos Cassiano da Silva,
sua senhora e 2 fllhos, Henrique A. F. Leal, Luiz
Ribeiro de Souza Rezeoda, Petar Schlichlmaon,
Ignacio, escravo de Guilherme A. Ricardo, Ma-
noel Gregorio do Espirito Santo, Julio Figueira,
Africano Liberto, Joaquim Jos de Saota Aooa,
F. J. de Souza Bastos, J. A. M. Bastos. Jos Duar-
te Lima, Jos Cancie dos Santos, Marcelino de
Souza Rezeode, Manoel Piolo de Araujo Ftlho,
Victorino Jos Oas Cadete, Jos Nunes Guia-
rles, Jos Adelino Mooteiro e 1 escravo, padre
Doningos Leopoldioo da Cuita, Adolpho Beker.
Seguem para o norte : Biapo do Para. Dr.
Jlo Leite Ferreira e 1 escravo. Manoel da Silva
Nunes, Miguel Jos Fernn les, Francisco Antonio
Sobral. Antonio Ferreira Rodrigues, Raymundo
Jos Ferreira Costa, Aona Maria, Francisco Bello
V. Cordeiro, Jos Bernarlo Serra, Lourenco Ser-
ra, Jos Joio de Abreu, Manoel Joaquim Carva-
Iho, padre Manoel do Reg Medeiros, Francisco
Macedo Costa, 1 criado e 3 escravos, Jos Joa-
quim Macedo Costa e 1 filho, Antonio Salles
Terra, 1 desertor com 2 poticiaes, Luiz Antonio
Vianna. capillo Manoel Jos Menezes, sua seoho-
ra e 3 Albos.
Passageiros do vapor Cruzeiro do Sul, en-
trado do Para e porlos intermedios : Jos Bap-
tista da Fouseca Jnior, sua senhora e 2 escra-
vos, Constantino Jos da Silva Manta e 5 Qlhos,
Henrique Albino de Faria, Joo Aotonio Fernn-
des, Joaquim Connives de Siqueira, alteres An-
tonio Joaquim Guedes de Miranda, Domingos de
Bessa Guiarles, Francisco Rodrigues dos San-
tos, Manoel Francisco dos Sanios, Jaime Gulpy,
Aotonio Fernandos Borges, Joio Antonio da Sil-
va, Aotonio Machado dos Santos, Jos Joaquim
de Abreu, Casemiro Reg Goncs da Silva. Anto-
nio Joio da Silva Guiarles, Jos Fortunato de
Souz Jorge, Aotooio Correa da Silva, Dr. Joa-
quim Moreirs Lima, Joaquim Jos de Faria Ma-
chado, Belarmina Bezerra Cavatcanti e criados,
Josepha Maria da Conceicio, Torquato Joe Mon-
teiro, Francisco Alexsadre da Costa Lima, Cus-
todio Jos Alvos Guiarles, 3 escravos a eotre-
gar e 2 policiaes.
Seguen para o sul: Exm. cooselhiro Fran -
cisco Freir Allemio, commendador Manoel da
Rosa Miranda, Augusto Ramos Proenea, Luiz
Pereira de Oliveira, Jos Maria da Cunhi Coim-
bra, Jos Maria, alferes Joio Francisco das Cha-
gas, sna senhora e 1 filho, alteres Jlo Nunes
Sarment, alferes Joaquim Theoloro da Silva
Freir, Francisco de Oliveira Lesea, piloto da ar-
mada Manoel Florencio Correa da Silveira, D.
Anna Hita Vieira da SUra, Dr. Jos da Molla
Araujo Correa, sua senhora, 2 lhos e 6 escravos,
Sabino Jos de Faria, Izidora Maria da Coocei-
?ao. Dr. Manoel Ferreira Lagos, 1 criado e 1 es-
cravo, Dr. Guilherme da Silva Capanema, Dr.
Jiacomo Raja Cabaglia. sua seuhora e6 escravos,
Dr. Basilio Cerqueira Barbedo o 2 escravos, Dr.
Joio Soares Pinto e 1 escravo, Df. Lue*s Antonio
Villa Real el escravo. Dr. Jos do Reg Carva-
Iho e 1 criado, Dr. Manoel Freir Allemio, Dr.
Francisco Carlos Lauansa, Dr. Antonio Alvares
dos Saotos Souza, Antonio Joaquim de Oliveira.
Jos do O', Manoel Francisco Brdalo, Francisco
Moreira de Assis, Joaqun Dias da Silva, Jarde-
lino Jos Peroira, Ignacio Jos dos Santos, 2 po-
liciaes, 1 pr5 do marinha, 1 ex-praja do exer-
,ctto, 2 prajas de pret, 24 recrutas para o exer-
cilo e 34 escravos a entregar.
Passageiros djrf vapor brasileiro Ceres, sahido
para o norte : Francisco Jos da Costa Bar-
ros, Rodrigo Pinto Moreira. Guilherme Brenoe,
capttao Domingos de Sosas Barros, Jos Aurolio
Belm, Victorino Jos Das Cadete Jnior, Joa-
quim Ezeqtiiel Barbosa, Francisco Ferreira de
Novaes.Francklin de Alieluia Malveira, Joio Al-
ves Luzia, cooego Joio fiaptista Pereira de Mello
e 1 criado, desertor Manoel Aotonio Alves,
Johannes Moser, J. Honrique Moser, Jcob
Sche/ass e Joio Henrique Suer, Candido Gre-
gorianos Santos Siqueira, Felippe Neeudliam.
MORTALIDAOE 00 DIA 17.
Anna Maria do Espirito Santo Goianna, 96 annos,
vluva, Santo Antonio, diarreha.
Isabel, frica, 60 annos, solleira, escrava, Santo
Antonio, um plemopMmonite
Antonia Maria da Concei;o, Pernamoaco, 50
annos. viuva, Santo Antonio, Ttano.
Emilia Mara da Conceicio, Peroambueo, 17 an-
nos, solteira, Sanio Aataoio, thysics.
Maria das Marees, Peroambueo, 40 annos. sol-
teira, S. Jos frialdade.
Bernardina Maa, Peroambueo, 50 amo;, viuva,
Ba-vistar aneurisma.
Luiz Antonio Annes Jaeome.
Candido Carvalho Guedea Alcoforado.
Foram immediatamente dispensados de servir
na presente sesio os seguintes Srs. jurados :
Joaquim Goncslves do Cabo.
Luiz Antonio Annes Jaeome.
Candido Carvalho Quedes Alcoforado.
Entra em julgamento o proceaso em que reo
Flix Jos de Sena, pronunciado porcrime de
peculsto, como iocurso no art. 172 do cdigo
criminal por aentenc,* do ex-juiz municipal da
1.* vara, Manoel Clementino Corneiro da Cuoha.
de 21 de abril de 1852.
O reo, vivando publicamente nesta cidade, fra
recothido i prislo por peticio do Dr. promotor
publico.
Eutrando-se para o sorteiameoto do conse-
Iho de senteuQa sao designados os seguintes Srs.
jurados :
Joio Pereira Reg
Vnicnio Seraphjm dos Santos Lima.
los Patricio de siqueira Varejlo..
Joaquim Faustino da Piedade.
Jos Antaode Souza Magalhies.
Miguel Ribeiro Pavao.
Joio Cavalcanti de Albuquerque Lins.
Franeisco de Souza Reg Hunleiro.
Jos dos Santos Neves Jnior.
Luiz Alves da Porciuncula,
Alejandre Jos de Barros
Lou-eoco Nunes Campello.
O reo interrogado, e orga o facto que Ibe
fdraimputado.
Siguen-se os debates, allegan 1o o Dr. A. Net-
to crin eslava legalnenle prescripto ;2.a que o
reo ira menor de 14 annos ao tempo em que foi
comnettido o delicio ;3.* que dos autos niore-
sulbva contra o summariado nem leves iudicios
de iriminalidade.
O advosado confessou-se sorprehendido d
que, existindo o proceeso em questio ha quasi
10 jnnos, smente agora se venfiessse a prislo
do reo, que entretanto foi devida ao Dr. pro-
motor publico.
insumidos os debates, o Dr. presidente do ju-
ryorTereceu ao jury osquesitos da lei, vista dos
quaes, aendo elles respondidos devidamente, foi
o .o absolvido e a nunicipalidade condennada
nis custas.
Sendo a hora pouco adiantada, entra em jul-
gimento o processo em que ro Carlos da Sil -
vi, pronunciado en margo de 1860 (1 anno e al-
gins mezes I) cono incurso no art. 201 do cod.
ein, pelo subdelegado da freguezia di Bo a
Vista.
Accordando-se as partes en que o reo fosse
jugado pelo mesmo cooselho, deferiu-se-lhe no-
v.) juramento e seguiram-se jts denais termos do
processo do julgameoto.
O reo interrogado, e versam os debates.
Em vista das respostes aos quesiioa, o reo
absolvido e a muoicipalidade condemnada as
cuslas-
Levantou-se a sessio s 3 1[2 horas da tarde.
Communicados.
Reforma
CHRONICI_JUDICI|IIA.
JRYB0REC1E.
3* SESSAO.
Dia l de julho.
PRESI0ESC1A DO EXM. Sa. DR. IL1Z D DHE1TO DA
SEGUSDA VARA CRIM1SAL FRASCISCO DCS15GCES
DA SILVA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco eopol-
dio de Gusmio Lobo.
Escrivao privativo, o Sr. Joaquim Frtncisco
de Pauo Esteves Clemente.
A's 10 horas da manhia, presentes o J>. juiz
de direito da 2.* vara criminal, o Dr. pronotor
publico e o escrivao privativo do jnry e eecu-
coes criminaos, pro-.edeu este chmala iomi-
nal dos Srs. Juizes de facto, e verifican Jo-seesta-
ren presentes 38 juizes, foi aborta a sessiu
Entrando no cooliecimeoto das escusa e fal-
tas, o Dr. juiz de direito declsrou que novan ente
multava na quaolia de tOD para os cofreada c-
mara municipal os seguintes Srs. jarados r
Antonio Luiz Caldas.
Antonio Goncalves da Silva.
Antonio Jos de Veseencelles.
Antonio [Sorberlo dos Santos.
Aotooio Teixeira Peixoto.
Aotooio Fernandos da Araujo.
Anloso Francisco Collares.
Alextndrioo Correa Marques. y ,
Dr. Jos Leandro deGodoy e VascoocaUag.
Dr. Manoel Adriano de Souza Pontea.
Or. Jos Honorio Bezerra de Menezes.
Domingos Jos Alves da Silva.
Ernesto Coriolano da Costa.
Francisco Antonio Bornes.
Fraaeisco Antonio de Mraos*.
Francisco de Azevedo Calis* Lima.
Flix Aotonio Alvag Mascronlas
Flix da Cuoha dd Mallo Rosal.
Felit Jos de Souza Jnior.
Ignacio Lopes Cordeiro.
Joio Luiz de Andrade Lima.
Joio Manoel dos Santos Vital.
Joio Carlosdo Lima.
Joaquim Jos Silveira.
Joaquim Francisco de Mello Soaraa.
Joaquim redro do Reg Birreto.
Jos Antonio Carneiro.
Jos Joaqun de Miranda.
Jos Antsoi ds Oliveira Suva.
Jos Francisco Pinto.
Jos Pereira de Goes.
Jos Gsocetvsa dosSantnsv
Jos: Isriu Cooihn.
JoMarUSevo
Lao 4*dfsisa ds Fooasma.
Lsjfr Barnasdioo d*)Casdau
Luiz Antonio Aases Jaoom. .
MaootlLuu Morsira doMmn>ia|i.
elpitoral. FleU-uu
directa.
XI
Anda por uma vez somos obrigados a ioler-
romper a oossa viasacra da eleicio directa ; po-
rm desta vez somos ioterrompidos por causa
ruis seria..
iolerrupcjio agora grave; porque nada me-
are do que una aecusacio formal e bem'posi-
ti'a e clara contra os propsgandislss da eleicio
directa.
Eor. uma correspondencia, remeltida daqui para
* cOrte, e publicada no Diario do Rio de Janeiro
*e 22 de junho n. 170, o correspondente, depois
de hver declinado o nome, (verdadelro ou fal-
so?) o autor dos escriptos edictoriaes, publica-
dos no Diario de Pcrnambuco, acerca da eleico
directa, assim concluio :
t Entretanto o Diario do Recife, rgio oflicial
dos oligarchas, sahio-se a combater a pjopa-
ganda de an dos respectivos chefes, cono ve-
res em seu n 65 de 8 do correle, e segundo
pens, con muilos bons fundanentos, visto
como demonstra, que os apostlos da nova sei-
ta eleitoral nada mais e nada menos pretender
do que collocar uma terceira classe entre o
povo e o throno, para mais vootade pro-
movern a lula, que, desde muito, buscam in-
troduzir entre o elemento monarchico e o ele-
; ment democrtico, afim de que, enfraquecido
fvum pelo outro, possam commolameole desmo-
rona-los, e livrar-se desses poderosos bices
consolilaco do edificio oligarchico, cuja cons-
. trcelo Untas fadigas tsntas insidias lhe ten
< rustido.
Se um semelhanle imputagao fosse applicavel
ao* proptgandiitas da eleigio directa, nos seria-
mos os primeiras a abrir mlb da propaganda
^Aporque nada mais e nada menos queremos, con
o nosso apostolado, do que fortificar o elemento
monarchico pelo elemento democrtico, e vice
versa, este por aquelle.
Assim, pois, em vez de aecusacio, merecemos
nos, os apostlos da eleigao directa, os elogios do
llustralo correspondente do Diario do Rio de Ja-
neir. visto como estamos concordes em todos os
pontos capitaes da sua aecusacio.
Ha quem pretenda collocar, oo paiz, uma ler-
ceira classe entre o povo e o throno ?
Ha quem pretenda promover Uta, desde muito
procurada, entre o elemento monarchico e o ele-
mento democrtico?
Ha quem promova essa lula ara enfraquecer
os dous elementes um pelo outro aun de remo-
ver esses poderosos bices a consolidarlo do edi-
ficio oligarchico?
O correspondente responde : sin ; e nos, co-
mo elle, dizemos tambem: sim.
Quem sao ? os apoatoLus da eleicio directa : os
cooperadores da oligarchu, responde o corres-
pondente do Diario do Rio de Janeiro.
Neste ponto, porm. divergimos ; porque se ha
potentado, se ha oligarchia, a causa e a condi-
cio da existencia dellee e del la a eleico in li-
raete. 6e ha quem desde muito, promova o en -
fraquectmenlo do elemento moo*rchiee e do ele-
mento democrtico, alo sem duvids, os patronos
a amigos desea farca eleitoral, eme tantas vezes
leu do scen para vexgoabs atraso c descrdi-
to do paiz. Felizmente, a pega jA est lio des-
acreditado, que, pensamos, nioguem ha ah, de
boas esso, qae deseje a sua repelilo.
Portarte, j v. o illustrado correspondente,
Eia os postlos da nova seita eleitoral, bem
nge de quererem Wla, dude muito procurada
entre o elemento munarchico e o cierne*to demo-
ermtico; pelo contrario, deaejam ardentomeote o
tntsn.consorcio da monarchi* eom a nagio ; bem
Jasngfl do quererem a istsrassico do uma tercei-
ra classe entre apeos-a t/wso,desojam anote-
samoMe, qae naos ae inteopenha entra s neolo e
o ihrono, asnio as cmaras, que repreee-oUre
Terdadeirsmente o paiz; e por isso aAacam es
Micmss, e as eletcoas iaarsclas, es
qasantereoem uma Xesaelni otoeae
entre o throno e a nagio ; bem longo de quere-
rem s eaftaquecianento do elemento monarchico
oska stesMorsrWcs, doaejam qae ambos teahom
4eda fores poai*el,, pra que o edificia da o#-
oorclio, j construida, nao as consohde.
Jttn pense o ittaMrsidn correapandaole que nos
coofessamos concordes com fileno penas monto
e nodnalja sj rtl-oiivaina samase ligada ealrei-
jarchu, e de tudo quanto
he do coradlo, e as fazemos ex telo petfore et
animo. Somos brasileiros, somos psroambuca-
po, e sobre todo semas Calholicos, e quanto
basta para merecernos crdito.
Sim ; queremos o throno, sempre o throno, o
o throno bam forte, bem alto, bem segura; que-
remos tambem o elemento democrtico bem for-
te, bem seguro, bem desenvolvido; porque se a
base fr iraca a piramyde arrisca-se a ser des-
moronada por qnalquer ambicioso, por qualquer
ohgarehia.
Mas o elemento democrtico o cidadlo, a
familia, o municipio, a provincia___E ha entre
nos alguma eousa que possa merecer essas deno-
mioages? Oode est a familia ? onde ha vida
municipal eolre nos? o que da provincia?
Pode haver liberdade civil a poltica, familia,
nuoicipio e provincia onde oio ha, aen magis-
tratura, nem eleicio, e nem systeraa eleitoral ?
Temos o que verdaderamente se pode okamar
magistratura, segundo a consiitoicio, nessa ins-
tituicio bastarda de juizes municipaes, que os
mlairtros espalham pelo paiz para fazerem elei-
coes?
Anda ha pouco nao vimos o actual mioistro
da justica cssar o decreto de cmeselo de um
desses juizes, nomeado para uma das provincias
do norte, s pelo facto de que, inteligente e hon-
rado, como nio servirla de instrumento aos
actuaes depaladoa do circulo, que desde j pro-
curara assegurar-se do futuro? E nio foi no-
meado outro, apezar de ser parete das mesmos
depuladts?
Aioda urna vez, queremos o throno, isto o
elemento monarchico. unido, estreitamente uni-
do com o elemento democrtico : porque o thro-
noa alma, e o elemento democrtico o cor-
poje se o throno faltar o corpo ser cadver; e
se o corpo faltar a alna nio se far sentir, e na-
da podar oDrar na deficiencia de orgios. Uens
tana incorpore sano : isso una verdade, e
necessidade no individuo e na sociedade I
Os apostlos da eleigio directa querendo o en-
fraqiiecimeuto de um elemento pelo outro 1 Para
que isso se desse, era misler que elles nao tives-
sem senso comnun. Era mister que elles se
perstiadissem que o vasto imperio do cruzeiro
podesse permanecer, e ser feliz sem os dous ele-
mentos consiituitivos de toda e qualquer socieda-
dea unidadee a mullidlo.
Os apostlos da eleigio directa, nlo terao il-
lustragio, mas leen o boro senso para saberem
que en toda a sociedade ha dous elenentos es-
senciaeso ser a aegioa unidade e o nuln-
ploa cooservagio e o progresso.
Elles sabem queo sera unidadea coo-
servagio, o elemento monarchico ; bem cono
a aegio, o mltiplo e o progresso o povo, o paiz
OU nagqo.
Elles saben que cada un destes elemeotos,
isolados, um do outro, nada podem, ou s po-
den fazer o mal.E' preciso que o corpo seja
aniado para ser perfeilo. Se parado o elemen-
to monarchicododenocratico ter-se-hia a oppres-
sio. Separado o elemento democrtico do mo
narchico t-r-se-hia a auarchia.
EWes sabem ainda que necessaria a uniao
desses dous elementos, e que quanto maior a
uoiio dclles entre si, tanto maior a perfeigao
social.
Elles sabem que essa uniio, e boa combinagao
dos dous elenentos s pode dar-se quando o ele-
mento monarchico torna-se progresstvo, e o de-
mento democrtico torna-se conservador.
Em una palsvra os apostlos da eleigio direc-
ta sabem, e porque sabem, desejam que os dous
elementos se fagam mut la e reciproca juslicj e
benevolenciaporque s por justiga e benevo-
lencia pode o elemento monarchico sacrificar os
seus iuteresses de cooservagio para se tornar
progressivo, e s pelas mesnos sentimenlos po-
der o elemento democrtico sacrificar os seus
iuteresses de progresso para tornar-se conser-
vador
Maravilhosa combinagao 1 feliz uniao o rao-
narcha es^uese os seus interesas de orden pelo
progresso social, e o pov es]uece os seus iute-
resses de progresso para ser conservador, uuin-
do-se ao monrcha 1
Entretanto isso o que deve ser : ambos esses
elemeotos marchara um para o outro e cam
oude devem licar.
Assim nenhum perigo com a sociedade : um
progresso accelerado nio se pode precipitar ;
porque ahi e o povo conservador, unido ao
; a iooagio nao pode enervar as
porque ahi est o mooarcha, que
preposto,serve ha tres annos esse lugar vaga de
corredor, tem sabido captar a sympathia etm-
ang do eorpo do eommercio. Honesto o pro-
bo, divo ediligeute, o Sr. Athayde tem um
verdadeira aptidio para as funeces inherentes 4
ese lugar.
Nos o recoramendamos, portento, ao meritissi-
mo tribunal, e temos plena confiaoca que o nosso
appello nao ser tentado en vao.
Os Srs. Athayde, pai e filho, nos devem tole-
rar este tributo ingenuo de um velho amigo cujo
nome lhes ficar sempre no mais ioviolavel se-
gredo.
Ha dividas que nio se pagan senlo com en-
conosa gratidio. *
Correspondencias.
Srs, redactores.Para
samoa ini migas da
concertar ps*a
---------------^jhmm-m emotmntia.-nhommm-
fnayroieMajyysjam as eniaUi srtamvaodos
llis,BdMeoaapsnns, ais ttes
seu monrcha
forgassociaes,
olvida a orden pelo progresso, unido ao seu
povol
Ah Pascal, s o leu genio asombroso seria
capaz de/fzer un tratado de direito publico uni-
versal, nestas Ipoucss palavrasa unidade que
nio 6 mullidlo tyrannia, a mullidlo que oio
unidade anarenia 1
A correspondencia do Diario do Rio forcou-nos
a essa pro(is-a<> de f, e porque a temes e a
professamos que trabalbamos com afiuco pela
eleicio directa.!
O paizj estl por demais ensanguentado com
a eleigio indirecta Deseja-se mais sangue I
pouco o que se tem derramado 1 Os Regs as-
sassinados, en pleno dia, e os assassiuos absol-
vidos, con igual publicidade, nio pesam cousa
alguna 1 ?
Entretanto o correspondente do Diario do Rio,
concorda connosco en tudo, menos na elaicio
directa I Elle at julga que o Diario do Recife
combateu-nos com muilos bons fundamentos!
O correspo tente e todos os patronos da elei-
cio indirecta achara mos os effeitos; mas que-
rem que perdure a causa delles; isto quaren
conservar o alambique e a calda, e apenas deso-
jan que sej-m mudados Mas elles nao veem que sejam quaes forem os
destiladores una vez que se conserve o mesmo
alambique e a mesma calda por forra o producto
sercax ixi.
Os dossos patricios senhores de engenho pro-
ceden! mais racionalmente : quando querem bom
asaucar, claro e de forte gran expurgam o caldo,
separara a cachaba.
Ai daquelle que nio obra assim, porque s far
mel de futuro ou rtame I
Pois tacamos nos o mesmo : apuremos o caldo
e quebremos o alambiquese quizermos eleicoes
livres e representadlo real do paiz: o nosso
actual alambique s produz maiorias arficiaes.
que o publico aprecie
quanto cusa fazer bem, venbo expor sucinta e
rpidamente o que se ha dado entre min e o Sr.
francisco do Prado, e o resultado qoe lirei desee
beneficio e o procedimenlo desse senhor paraco-
migo em 5 de novembro de 1857, achando-se o
h S2o\n",<0 COm 8eus credore na quanlia
de6.11i940 res, tendo apenas para pagar o
casco da padana avahado em 2:000*000 e alau-
mas dividas, via-se na contingencia de vender a
sua casa e escravos para pagar, mas fleava re-
duzdo miseria, eolio resohi-me a pagar aos
credores, o a formar uma sociedade em dita poda-
ra na razio de Carptnteiro & Prado, de modo que
desse da at hoje tem o Sr. Prado e sua familia
vivido dos lucros que tem dado o estabelecimen-
to, sem para isso o Sr. Prado ter dado um s
passo.
Em dezeoibro prximo passado de 1860, fui ci-
tado requerimenlo do mesmo Sr. Prado, parar
oissolucao da sociedade de capital e industrie,
sendo elle o socio capitalista, e eu o de industria,
exigmdo que lhe fossom entregues o seu capital"
e os lucros ; oio desejando eu continuar em dita
sociedade esperoi queeslivesse institu lo o juizo
arbitral, e logo que o esteve, requer para fazer
entrega ao Sr. Prado do casco da padaria, que era
justamenle o capital;com que esle senhor havis
entrado, seodo n jlificado o proprietario, dito Pra-
do, para examinar todos os objectos e verificar ae
estavam perfeitos, nao s por ter elle exigido a
entrega do seu capital, como porque era difficil.
se nao impossivel continuar o estabelecimento
irabaJJu pir conta da sociedade, qundo se tra-
'"daaua liquilagao, mormente sendo a entra-
da da casa de morada do Sr. Prado polo estabe-
lecimento.
ual oio foi a rainha sorpreza. quando sube
que o Sr. Prado se recusava a tomar conta da
padana, mas tendo requerido, que no caso de au
comparecer o Sr. Prado, ser ludo ioventariado e
reci'lhidoao deposito geral, por coota e risco do
mesmo senhor, assim se praticou por despacha
do Exm. Sr. Dr. juiz do eommercio e apezar da
gritara e opposico que fez, foi esta providencia
cflcluada,
Proseguindo o processo par* a liquidado da
sociedade juntou o Sr. Prado a sua aegio a coota
correte que analto vai transcripta e da qual se
evideucia que, f.zendo-a elle a seu modo, e ao
que se chama coota de ehegar,m lugar de ser-
lheeu devedor elle quen me deve, porque
dando essa conta o saldo de 1:9719740 reis. o es-
tando na columna do debito o casco da padaria
no valor de 2.0000000. casco que se cha en de-
posito por conta e risco do Sr. Prado, segue-se
que abatido desse saldo o valor da padaria vera
o Sr Prado dever-me 289251 reis, uo enlanto o
Sr. Prado nao se pejando de seu proprio fado,
anda tem o desplante de vir em publico pedir ao'
Illn. Sr. Dr. chefe de polica, de oio consentir
na viagen que ne preciso lazer a Europa, por
causa de negocios de familia.
Muito tiuha ainda a expor, como porm o meu
fin nlo responder ao Sr. Prado, nen com elle
eolreter polenicas pelos jornaes, e snente pa-
teolear ao publico parte do acontecido, aun do
oio suppor que eu seja por qualquer forma deve-
dor do Sr. Prado,, fiualiso deixando so publico
seosato a apreciarlo do procedimeoto do mesmo
senhor.
Recife 17 de julho de 1861.
Joo Antonio Carpinteiro.
Deve Joio Antonio Carpinteiro da Silva em
conta correule con Francisco do Prado :
1857
Kovemdro 5 Importancia da pada-
ria com aeus parten-
ees...................
Gneros que ficaram
Tributo ao mrito.
A imprensa jornalista, que representa todos os
interesses e opioioes, nio um nieto pouco digno
para os nobres inpulsos da amisade. Vimos,
pois, imprensa pagar um velho amigo un
tributo que desde muito lhe devenios, ao menos
para que isto lhe possa servir de unitivo s tan-
tas magoas e affligdes que sobre o seu espirito
tem derramado o odio implacavel de inimigos
desleaes.
Queremos referir-nos ao Sr. Francisco Ignacio'
de Athayde, eacrivio que do juizo municipal
da segunda vara, funecionario zeloso e intelli-
gente, amigo dedicado e alliado poltico muito
sincero. Suspenso de seu officio por espago de
16 mezes, durante os quaes formou-se-lhe culpa
pelo supposto crime de ommissio de deveres, o
nosso bom amigo atravessou esse doloroso pe-
riodo com uma resignagio de admirar, ot que
os tribuoaes do paiz Ibe Bzeram ioteirn e plena
justiga com a absolvilo da supposto crime
e inmediata reintegracio em sen cargo.
Carregado rnm o > Se nuia numerosa fami-
lia, que por nascimento e edueagio eccapou sem-
pre nesta cidade um distincto papel, o Sr. Atahy-
de lena suecumbido I ausencia de meios, teria
sido levado a uma extrema penuria, se a Pro-
videncia em suas admirareis tracas de sabedoria
nlo Ihehouvesse destinado em um filho muito
digno de seu pai um auxiliar ebeio de amor e de
bondade, de desvello e amor filial.
J que a fortuna nio 4 um titulo de honra,nem
a eaeassez de meios pode de nenhum modo pre-
jndieai a reputacao moral de um cidadlo, seja-
nos permiliido devassar a vida intima do nosso
amigo para fazer subtrahir o merecimento de um
filho, que taoto sabe prezar e estimar os deveres
que lhe imnoz a na tu reza para com seu pai.
O Sr. Juveucio Augusto de Athayde, carcter
prestimoso e de reconhecida probidade, tem sa-
bido desempenhar nesta difficil coojunclura de
seu pai os devores de um bom filho. Anxilisgi-
do-o com amor o bondade, elle nlo se tem pou-
pado etforco e diligencia per limar a sorte
esuelle qne lhe den o ser.
Eis ahi um seta cortamente loores*!, e que
-rottito tecommenda aoSr. Jtrteneio Athayde.
Agora que vai pender do meritissimo tribunal
-do eommercio a nomeagio do cargo que servir
o finado Prodeocio Marques de Amorim, justo
1858
Maio



1859
Fovereiro
Margo


Dezembro

1860
Dezembro
2.00O09<*
3I9S2S
7 Lucros no Io balango
Aluguel da casa.....
Servigos do preto Cus-
todio .................
dem do prelo Manoel
2 Dioheiro da venda do
escravo Custodio.....
16 Lucros no 2o balanc
Aluguel da rasa
Servigos do prelo Ma-
noel..................
5 Lucros no 3o balango
a Aluguel do preto Ma-
noel..................
5 Lucros no 4o e ultimo
balango..............
Aluguel da casa......
Servigos do prelo Ma-
nuel .................
Graiificagio dos servi-
cos do Prado.........
Juros de 10 porceolo
ao auno na quanlia
de 1:700*000, da ven-
da do escravo Custo-
dio en 21 mezes e 11
dias.........;........
1:197247
126*66
130500
158*33'
1:700*000
1.891*293
999500
2499167
947S908
476*33)
1:3313207
360*000
3005000
200*000
302*686
11:992*57:)
1858 ,
Maio 17 Importancia da des-peza particular ns 1
619*350
1959
Margo 16 dem no 2o balango.. 392*28
Olvidas que o socio Carpinteiro pagou em viriude da hypothe-ca as seguintes :
Tasso Irmio.......... 1:361*500
- Cuoha Neves 1:140$ ) Ao mesmo.. 1:354*) 2:494*000
r Antonio Luiz d'Olt-
veira Azevedo ...... 2803000
Novaes AC........... 57*ii
Henry Forster....... 615*000
. Matheus Austin & C. 783*000
Dezembro 5 Despezas do 3* ba-
1860 lngo................ 1:226*900
Dezembro 5 Despezas no 4o e ul-
timo balines. ....... 1:100*660
1 10:020*830
Saldo a favor........ 1:971*749
Pubiic4$*s a pe ido.
r ou enfraqnacer os dous' 'fue eeapestle psra o tribunal em nome da iusrl-
- -*-----------------.- _--------r ------ **.* -a ;*_!__ _.._ ------ -"______________
ease
oa, exhiModo os tralos qae rscommeadam
oten pretandente.
0 Br. lerendo Athsyde, qae na qualidade de'
l'MA LAGRIMA
t satlade e dp. por occasio de re-
cetor a triste uAiflia da infausto
iSMmenU de ninha qaerida e are-
lada maaa Anna Prxedes Beue-
>ides, afferecida ao mea charo ami-
ga e ciihadt, Joo da Silva Lisboa.
Julgsrsm-na muthar, essa era om nje.-**
ulgaram-na da tarro, era do co ;
irs uma ota do cantar do atehanjo.
tu uma estrella i ssinlillaf sem veo.
(Guido Spano.)
Prsnto error, d6r e leotimento, lagrimas a


w
DIARIO M. MJUMtCO ; QtURTl FHRl 18 D JLHO DE 1811.
-*
lato, o que hoje sinto e experimento, e o que
hoje tarnbem s me convm ; porque, na paz ttis-
touha de um eterno silencio, ni escurido de um
tumluo est hoje minha querida e presad* mana,
Anua Praxedea Beoevides.
Morte 1 mysteriosa palavra, que repeiem todo,
masque ninguesi a compreheode, lyranoa exter-
minado de bellos rizos, que vieste* faier. senao
arrancar dos bragos do ineonsolavel esposo tua
fiel e desvelada compaoheira de 14 naos de per-
eita uniao e hirmonia, deixaado para memoria
onze iilhiohos, que sero para ella o mais subido
penhor de seu legado ? !.-.
Que vieste Tater, senao estar en anda ouvindo
o ultimo eche do solucar do sino funreo, que
annunciou seu passamenlo no dia 20demaio,
quando se cavou um desses tmulos, e quando
sobre a lousa cahiram rdanles tantas lagrimas
do coraco orando pela finada que deixava a
trra ? ...
Que vieste fazer seno ceifar urna existencia
mais preciosa, urna existencia mais apreciada e
mais necessaris, que nunca lhe faltou nos labios
um riso para o infortunio, urna palavra de paz
para u incoosolavel 11
Que vieste fazer senao deixar o extremoso es-
poso, cariohoso pai de familia o verdadeiro arai-
5o na mais aperlada dor e luto, se nao deixar os
1 tenros filhinhos na mais amargurada saudade
e orphandade ? 1..
Ah I triste e escassa a nossa sorte : porque
ja nao existe aquella, quo era a esposa fiel, a
mi carinhos e desvellda, dotada de um genio
dcil e de um coragao sensivel.
J acabou se aquella, que era puramente vir-
tuosa, e que era esmoler som ostentaco; j
riscou-se do livro do Creador aquella que firme-
mente crra nos cuse nastuas promessts, e que
vii o seu futuro to bello, to alvo e risooho ;
j finalmente solucou o ultimo suspiro e morreu
aquella que nao via da existencia eno os brilhos
que nao ouvia da natureza seno os cantos
da felicidade da trra minha prezada e sempre
chorada mana Anna Prxedes.
Nao posso, nao est em mim o contemplar essa
irreparavel perda, sem que dos olhos nao se des-
usen) pelas faces lagrimas de senlimento e dr, e
sem que dos labios nao se desprendan fervorosas
oraces, pois que sao as lagrimas e as oraces
um balsamo para a ddr que experimentamos, e
um tributo que devenios s almas puramente vir-
tuosas.
Cabe-nos porlanto um record que se alimenta
uas tristezas de urna saudade, e dos prantos da
saudade vem urna nica palavra : resignarlo.
Finalmente resta-nos s mente reunir-mos to-
das nossas lagrimas e oragdes, e upplicar-mos
pela nossa finada ; e confiados no Deus Cierno e
Omnipotente digajnos : Ella est no co*
:: Que eras do co, nao da trra
a Bem me disse o corceo.
Kecife de julho de 1861.
M. Prxedes B. Pimenta.
Buenoe-Ayrea 47 dia, barca ingleza Plmala,
de 338 toneladas, capitio George Gray, equi-
pagem 11, em lastro; Sauoders Brotliers
&C.
Micei, 22 horas barca braslleira Bebedouro, de
439 toneladas, capito Joo Victorino de
Avellar, equipagem 14, em lastro ; & Amorim
Irmos.
A capulco, 94 diaa, barca americana Emtrald.
de 360 toneladas, capito Pouse, equipagem
27, carga azeile de peixe ; ordem, veio re-
frescar e segu para New Bedford.
Tiavios sahidos no mesmo dia.
Babia, brigue ioglez Runnymede, capito S.
Pouse, carga a roesma que trouxe de Terra
Nova, suspendeu do lamaro.
Rio da P.rals, polaca hespaohola Despejada,
capito Pedro Estrsder, carga assucar e agur-
denla
Parahiba, sumaca heipanhola rdella, capillo
Jayme Ferrer, em lastro.
Portos do norte, vapor brasileiro, Ceres, camroan-
dante J. P. G. Alcoforado.
a I* 5" < w o es Horat. O ce
V : z B er c a, E kthmosphtra
B S e o C/3 ai Pi Direceao. H a H p SB
WWW w s Intimidad. 1 > ti5*
cu -J -I | Fahrtnhtit. 1 - H S m o m M H e 3 "
m ts> ta _W Ul CJI *oo en 2 a. Ctntigrado. = p> ? c r c c
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O O o o \ Cimerna hydrt-me trica.
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-4
3
00

K>
i Francs.
I
8 ... S
Bfl
O
-2 5 S Inglti.
amarello a 12J) cada uma, 36; 3 lavatorios dt
mesma madelra a 69 cada um, 189 ; 1 Pf de
coosolos da mesma madelra, af aliado em 17|;
1 cama frenceza eavernisada de preto, avaliada
em 309 rs. .
Os quaes objeclos sao perteocentes a Jos Es-
nislo dos Paiso, e vio prac,a por execugSo que
contra o mesmo encamioha Jos Francisco de S
Leilao ; e oa falta de licitantes sero arremata-
dos pelo prego da adjudicado com o respectivo
abatmeoto da lei.
E para que todos techara noticia, mandai pal-
iar editaes que serio affixadoa nos lugares do
coslume e publicados pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recite de Per-
nambuco, sos 15 dias do mez de julho de 1861,
40 da independencia edo imperio do Brasil.
Eu Manoel de Carvalho Paes de Andrade, es-
crivo o subscrevi.
Francisco de Assis Pereira Rocha.
Pela aecretaria do governo se faz faz pu-
blico, para conhecimenlo das parles interessa-
dav, que, segundo conslou de commuoicscao da
secretaria de estado dos negocios do imperio de
8 do correte, foram iodeferidos os requerimeu-
tos ero que D. Uaria do Carmo de Barros Ca-
valcaote de Lacerda, e D. Uaria "da Conceic,o
de Mello Pereira Pinto, pediam pensdes.
Secretaria do governo de Peroambuco 17 de
julho de 1861,
Joo Rodrigues Chaves.
Faculdade de Direito.
Por ordem do Exro. Sr. conselheiro director
interino, de conformidade com a decisio da
coogregaco de hoj, e tomada sob proposta do
Illm. Sr. Dr. Braz Florentino Henriques de Sou-
za, prohibido a todo estndante entrar no edi-
ficio com chapeos de sol e bengalas,devendo en-
tregar uns e outroa ao continuo Miguel Jo-
Teixeira e ao servente Elias Francisco de Souza
Barros para isso designados : outro sTm tam-
bera prohibido aos estudantes andarem de cha-
peo na cabera deotro do edificio, nos fugares
por onde tranzitam os Illms. Srs. Drs. lentes.
Para Lisboa,
o brigue portuguez Conitacti, capitio Augusto
Carlos do Res, segu viagem com muita brevida-
da por j ler a maior parto da carga prompta:
quem no mesmo quirer carregar ou ir de passa-
gem, para o que tena acMados com modos, trata
se com o consignatario Thomaz de Aquino Fon-
seca, na ra do Vigario n. 19, piimeiro andar,
ou com o capito prsca.
Valparaizo.
Segu com muita brovidade a barca bespanho-
la Mara NativiJade, de superior marcha, lem
excellentes commodos para passageiros : trata-se
com a viuva Amorim & Filbo, ou com o capito
na ra da Cruz n. 45.
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente o hiate na-
cional Santa Anoa|: psra o restante da carga e
passageiros trata-se com Gurgel & Irmos, na
rna da Cadeia do Recite, primeiro andar, n. 28.
Acaracu'.
Segu no dia 8 do mez prximo vindouro o pa-
lhabote tSaota Cruz, recebe carga a frete e pas-
sageiros : trata-se com Caetano Cyriaco da C. M.
ao lado do Corpo Santo n. 25.
Gai\a Filial do Banco do
Brasil emPernambuco
A directora em virtude do aviso de 8 de ju-
nho prximo passado, declara que flea prorogado
por mais 60 dias o prazo marcado pelo art. 4o do
decreto n. 1685 de 10 de novembro do anno fin-
do, para a substituirlo das notas de 209 da emis-
so da mesma caixa, o qual linda em 19 de se-
tembro vindouro.
Caixa Filial do Banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.O secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferrelra.
A directoria da caixa filial do banco do Bra-
sil lem autorisado ao Sr. thesoureiro da mesma
caixa a pagar o 15. dividendo do semestre pas-
sado na razio de 8S-300 por accio, de conformi-
dade com as ordens recebidas do banco do Bra-
sil. Recite 15 de julho de 1861. O secretario
interino, I.uiz de Moraes Gomes Ferreira.
A noite clara com alguns nevoeiros, vento SSE
regular e assim amanheceu.
OSCIUQA Da MAR.
Preamar as 11 n. 54' da manha, altura 6,8 p.
Baixamar as 6 h 6' da tarde, altura 1,2
Observatorio do arsenal de marinha, 17 de ju-
lho de 1861.
ROMAMO STEPPLE,
1* lente.
nhia na mencionada taberna constando da ar-
mago, gneros, dividas e mais pertences.
Contiiwacao do leilao
DE
LOUQA.
PARA VC A11 Alt.
Tera-feira 23 do corrente.
POR TODO PJREQO.
O dono do estabeleciment da loca de louga
da ra das Gruzes n. 41, tari leilao no dia cima
as 11 horas em ponto, por intervenco do agente
Costa Carvalho, do resto da louca que existir em
seu armazem pois o preco porque tem sido entre-
gue ja tero sido de todoa sabido e por isso o
mesmo agente espera a concurrencia de seus
freguezes.
LEILAO
Grande queima
Vende-se
Rio Grande do Norte.
AsseMossor,
Vai aahir por estes nlto dias a barcaca Nova
Esperanca, recebe carga a frete para os portos
Secretaria da faculdade de Direito do Rectfe' 3Cjma a (Uarcom Bartholomeu Lourenco, na
17 de julho de 1861. ra da Madre de Dos n 2, ou no trapiche do
O secretario 'algodo com o mestre.
Jos Honorio Beserra de Menetes. '
Declarares.
Baha.
! A escuna nacional Carlota, capitio Luciano Al-
ves da ConceiQio, sahe para a Bahia em poucos
dias ; para alguroa carga que ainda pode receber,
i en jo ae promover-so a compra ao mannai trata-se com Francisco L. O. Azevedo, na ra da
da armada, abaixo declarado, manda o consilho Madre de Deus n. 12.
fazer publico, que isso ter lugar cm sesso de 18 j
Editaes.
Alfandega*
Rendimeuto do dia 1 a 16. .
dem do dia 17.....
273:7888112
18:136*928
291:9253040
Movimento da alfandega,
Volumes entrados com fazendas.. 26
> com gneros.. 208
Volumes
l
sahidos

com fazendas..
com gneros..
- 23
47
142
------189
Para
Descarregam hoje 18 de julho.
Brigue inglezHeliancemercaduras.
Barca inglezaSarahidem.
Brigue portuguezCon si ante pedra?.
Polaca hespanholaEsmeraldacarne de char-
que.
Polaca hespanholaIndiaidera.
Brigue inglezMary Annatrilhos de ferro.
Barca inglezaColinacarvo e ferro.
Patacho inglezHarrietbacalho.
Importaban.
Sumaca hespanhola Guadalupe,vinda de Bue-
nps-Ayres, consignada a Amorim Irmios, ma-
Bifestou o seguiote :
2,800 quintaos de carne secca de chsrque, 48
couros seceos de boi ; aos mesroos.
Brigue inglez a.Mary Aon, vindo de Mid-
dlesbid e Jersey, consignado a Rothe & fii-
doulce, manifestou o seguinte :
35,436 cadeiras do ferro, 54 toneladas de
carvo coke ; a Th : Harrison.
8 caixas com 24 duzias de garrafas com cog-
nac ; aos consignatarios.
Exporta vao.
Do dia 15 de julho.
Brigue brasileiro Mara & Alfredo, para
Uarseile, carregarara :
Carvalho Nogueira & C. 400 saceos com
2,000 arrobas de assucar. .
Birca potugueza Formoza, para Lisboa, car-
regaram :
Francisco Rodrigues da Silva, 60 couros sal-
gados com 1,4(0 libras.
Jos de Faria Machado, 600 varas de corda de
embiriba, e 4 eixos de carro.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho?, 1,000
couros com 25.000 libras.
Brigue brasileiro Olinda, para o Porto por
Lisboa, carrejaram :
Jos da Silva Loyo Jnior, 800 saceos com
4,000 arrobas de assucar :
Brigue inglez Eliza Jenkins, para Liverpool,
cirregaram :
Patn Nash & C., 1,000 saceos com 5,000 ar-
robas de assucar.
Dia 16.
Barca portugueza Formosa, pira Lisboa,
carregaram : -
Palmeira & Beltrio, 33 couros salgados com
904 libras.
Joaquim Jos Rodrigues da Cunha, 10 saceos
com 49 arrobas e 15 libras de assucar.
David Ferreira Rallar, 32 couros seceos com
768 libras.
Barca franceza Adelle, para o Harre carre-
garam :
..n^n"'../""** & r Rnn 'ouros seceos com
13,743 libras.
Denker & Barroso, 250 saceos com 1,250 ar-
robas de assucar.
Barca dioamarqueza Fingal, para o Canal
carregaram :
Mills Latham & C. 550 sarcos com 2750 arrobas
de assucar.
Barca ingleza Colima, para Valparaizo, car-
xegiram :
James Ryder & C, 800 saceos com 4,000 ar-
robas de assucar.
Kacebedoria de rendas internas
ijeraes de Pernambuco
Reudimentodo dia 1 a 16.N 25.9979420
dem do dia 17......; 1:1879720
27:1859140
Consulado provincial.
Rencimento do dia 1 a 16.
dem do dia 17. .
66:131o47
2:212#199
68:9439840
MoTimento do porto.
Va po i entrados no dia 17.
Do Para portos intermedios, 7 dias o II horas,
vapor brasileiro Cruzeiro do Sul, commao-
danle o capito de mar e guerra Mancebo,
49 1,100 toneladas, equipagem 63.
Por ordem do lllm. Sr. inspector da alfan-
dega se faz publico que, no dia 18 do corrente
se ba de arrematar em hasta publica, depois de
mel dia, porta desta repartido, de cooformi-
dade com o disposlo na segunda parte do art.
302 do regula ment de 19 de setembro de 1860 ;
dezesete libras de broxas grandes para pintor, a-
valiadas em 89500 rs. ludo, vindss de Lisboa no
brigue portuguez Relmpago, entrado em 27 de
marco do correle anno. e abandonados aos di-
rtitos por Joaquim de Almeida Pinto, sendo a ar
rematacio livre de direito ao arrematante.
Alfandega de PernambucoH5 de julho de 1861.
O Io escriplurario,
Firmino Jos de Oliveira.
O Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, juiz de
direito especial do commercio desta cidade do
. Recite, capital da provincia de Pernambuco e
seu termo, por S. M. Imperial e Constitucional
o Sr. D. Pedro II, que Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edilal virem, e
delle'noticia tiverem, que no dia 18 de julho se
ba de arrematar por venda quem mais der, em
prara publica deste juizo, na sala dos auditorios,
os objeclos seguioles :
28 duzias de garrafas com cerveja de mi qua-
lidade, avalladas por 29 a duzia, 560 ; 670 boti-
jas vasias, avaliadas a 20 rs. cada uma, 13$400;
265 garrafas vasias, avaliadas a 20 rs. cada uma,
59300; um terno de medidas de folbas, avaliado
por 29; 1 dito de pao, avaliado por 25; 2 cai-
xes de sabo amarello, avaliados por 59; mais
de meia barrica de breu virgen, avaliada por
19 ; meia barrica de toucioho, avaliada por 49 ;
13 barris vasios, avaliados a 19,189; 1 pipa va-
cia, avaliada por 49 ; um pouco de pommada,
avaliada por 19 ; 8 livros de pi de ouro falso,
avaliados por 480 rs.; 7 copos de viJro ordina-
rios, todos avaliados por 480 rs. ; 3 garrafas bran-
cas, vasias, avaliadas por 400 rs. ; 1 balanza, pe-
sos, conchas de pao e correles de latao, avalia-
da por 3; 1 candieiro de gaz com 2 bicos, ava-
liado por 32$ ; 122 pecas de corda branca, ava-
liadas por 30 rs., 3$160 ; 1 barrica com bolachi-
nha ingleza, por 1$280 ; 8 frascos de bocea larga
avaliados a 320 rs.. 2$560 ; 5 frascos de conser-
vas por 29; 1 garrafa de eren de annis, avalla-
da por 800 rs.; 8 garrafas de vioho moscatel,
avaliadas a 400 rs 38200 ; 9 garrafas de cha-
panha, avaliadas a 19, 99 ; 56 garrafas de vioho
de caj, avaliadas por 8&900 ; 8 libras de velas
de carnauba, avaliadas por 320 rs. a libra. 29560;
17 massos de albos, avaliados por lg; 15 libras
de caooella, avaliadas a 640 rs. a libra, 9$6(>0 ;
20 duzias de pires, avaliados por 49800 ; 4 du-
zias de chicaras por 960 rs.; 23 bacas, avalladas
por 380 rs 8740; 8 bules piolados, avaliados
por 480 rs., 39840; 15 chales ordinarios, brancos
e pintados, avaliados a 240 rs., 139600; 24 arro-
bas de fumo, pouco mais ou menos, em 12 rolos
avaliado a 83 a arroba, 1929; 1 armaco, avaliada
por 509.
Os quaes foram penhorsdos por execucio de
Monteiro, Lopes & C contra Francisco Marques
de Lemos Ribeiro, e oio havendo lancador que
cubra o preco da avaliaco, a arrematarlo ser
feila pelo valor da adjudicado com o abati-
mento da lei.
E para que chegue ao conhecimenlo de todos
mandei passar editaes, que sero publicados pela
imprensa e sfBxados nos lugares do coslume.
Recife 3 de junho de 1861, 40 da independen-
cia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimeoto, es-
crivo o subscrevi.
Francisco de Assis Pereira Rocha.
O Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, ofBcial
da imperial ordem da Rosa e juiz de direito
especial do commercio desta cidade do Recite,
capital da provincia de Pernambuco e seu ter-
mo por Sua Mageslade Imperial e Constitucio-
nal o Sr. D.Pedro II a quem Deosguarde etc.
Faco saber aos que o presente edilal virem e
delle noticia tiverem, que no dia 8 de agoslo do
correte anno se ha de arrematar por venda a
quem mais der, em praca publica deste juizo na
sala dos auditorios os objeclos seguintes :
Uma olaria, sita nos Remedios, com um torno
e russ sobre pilares de pedra e cal, coberta de
telha, e uma caja em caixo, smente coberta
metade, com tres empeadla por cubrir, com
uma poila larga no oilo, com quarenta e dous
palmos de largura, e cento e quinze de compr-
manlo, avaliados por quatro cootos de ris. os
4-j to.mmt poohnrados a Francisco Avila de
Mendonca, por execucio de Monielro Lopes
ot C.
E nao havendo lancador que cubr o preco da
avaliacio, a arrematado ser feita pelo valor da
adjudicado com o abatimento da lei.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar o presente que ser publicado pe-
la imprensa e affixado nos lugares do costume.
Dado nesta cidade do Recife, aos dezessete
das do mez de julho do anno do Nascimeato de
Nosso Senhor Jess Christo de 1861, 40. da in-
dependencia e do imperio do Brasil.
Eu Nanoel Maria Rodrigues do Nascimeoto,
escrivo, o subscrevi.
Francisco de Assis Pereira Rocha.
O Dr. Francisco de Asis Pereira Rocha, juiz de
direito especial do commercio desta cidade do
Recife e aeu termo capital da proviocia de Per-
nambuco por S. M. I. e C o Sr. D. Podro II,
que Deus guarde, ele.
Fago saber pelo presente, quo so dia 1. de
agosto do corrente anno ae hio de arrematar por
venda a quem mais der, em praca publica deste
juizo, depois da audiencia respectiva, os obiectos
seguintes :
Um sof, 1 mesa redonda de meio de aala com
lampo de marmore, 2 coosolos coa lampos da
mesma pedra, 2 cadeiras de braco e 12 ditas sem
bracos, ludo avaliado em 2509, da madeira bran-
ca ; 6 meias commodas de madeira preta a 12$
cada urna, 729; 3 mesas redondas de madeira de
do corrente mez, mediante propostas em ctrtas
fechadas entregues nessedia, s 11 horas da ma-
nha, acompanbadas das amostras dos objettos.
Para os navios.
30 caivetes de aparar pennas, 6 livros, mafpas
de 50 folhas. 8 ditos de ditos de 35 ditos, 2 -es-
mas de papel Hollanda, 12 pavilhdes para eca-
leres e 8 pecas de sondareza.
Para os navios e arsenal.
36 latas de tinta preta.
Para o arsenal. !o patacho nacional Lmala, de superior mar-
6 grozas de parafusos de ferro, sortidos, ion]chSi segue com brevidade para o Rio de Janeiro,
" recebe carga a frete para dito porto : tr*ta-se
Rio de Janeiro,
com Basto & Lemos, ra do Trapiche n. 15,
com o capitio a bordo.
ou
O patacho nacional Barros 1, de superior mar-
! cha, segue com brevidade para o Rio de Janei-
' ro, recebe carga a frete : trata-se
Amorim & Filho, ra da Cruz n. 45
capito a bordo.
com viuva
ou com o
roscas para madeiras, de 1[2 a 1 pollogada,
duzias de ripas, 60 folhas de ferro Lower-raor.de
5 ps de comprimento, 21|2 de largo, e 1(2 p>l-
legada de grossura, 27 ditas de lati, de 7 |s
de comprimento, 3 de largo, e 3|32 pollegadasle
grossura, 4,500 rebites de 1 1|2 pollegada le
comprimento, e 3j4 de dimetro, e 44 barras te
ferro aogular, de 2 1 [2 a 3 pollegadas de altun,
e 1|2 de grosso; osles quatro ltimos objectis
com applicaco especial s caldeiras do vaper
D. Pedro.
50 ditas de dito chato de 3 1\2 pollegadas de
largo e 1 1[2 de grossura, 41 va roes de metal ce
1 1|2 pollegada, 322 ditas de cobre, sortidos, ce
3[4 a 5)4 de pollegada, 8,000 arroelas de met
para cavilhas de 3 a 6(4, 6 Irados grandes m-
chameos e 20 paos de madeira de qualidade pait
construeco, de 60 a 80 ps de comprimento e
14 a 20 pollegodas em quadro ; estes objeclos
com applicaco especial corveta em cons-
trueco.
Sala do conselho de compras navaes, em 13 de
julho de 1861.-0 secretario 8egue con, toda a DreTdade a barca cMathde
Alexandre Rodrigues dos Aojos. por ^ metade do seu carregamento engajado :
1 i'ibunal do commercio. para 0 reatante, trata-se com Manoel AlvesGuer-
Pela secretaria do tribunal do commercio de ra, na ra do Trapiche n. 14, ou com o capito
Peroambuco se faz publico que na data iofra foi Jos Ferreira Pinto,
registrado o papel de sociedade que em 24 de. _-, i
maio ultimo Qrmaram Manoel Ferreira dos San-> K I IO
tos Caminha, Vicente Ferreira dos Santos Cami- --*" ***
nha e Alexandre Ferreira dos Santos Camioha, es- Segue a sumaca Hortencia, capito Belchior
tabeleci los com casas de commercio nesta pr- Maciel Araujo ; para o resto da carca que lhe
MOVEIS.
O agente HyppoUto da Silva declara ao res-
peitavel publico que autorisado pelos Srs. admi-
nistradores da massa do fallecido Manoel Anto-
nio dos Passos Oliveira vai vender por todo e
qualquer preco os movis existentes no arma-
zem sito na ra Nova n 22, coosistindo em rao-
biliascompletas de mogno, ceregeiras, Jacaran-
da, guarda louca, apparadores, camft francezas
e muitos outros movis que se tornaria enfado-
nho mencionar, por tanto julga o agente cima,
que aera prudente que qualquer pessoa deva se
prevenir nesta occasio, pois ludo ser vendido
ao correr do martello. a mesma occasio se
venderio tambem as dividas activas do mesmo
estabelecimento devendo ter lugar o leilao nos
dias 17, 18,19 do corrente mez, as'll horas em
ponto dos mencionados dias no referido ar-
mazem.
LEILAO
Quinta-feira 18 do corrente.
Cosa Carvalho far leilao no dia cima as 11
horas em ponto do deposito da ra do Arago n.
27, a retalho ou em um s lote a vontade dos
compradores.
LEILAO
Rio de Janeiro
ca e as cidades do Aracaty e Ico, aob a firma te
Santos, Caminha & Irmios. O seu fim principal
a lifjuiJagao do activo e passivo da massa fall-
ida de Camioha & Filho, pela forma e coudicdts
da concordata que Ibes foi outhorgada pelos ere-
dores della, e o capital social considerado ai
importancia de 220:8049967 em bees de raiz, ne-
vis e semoventes, etc., durando dita socieiade
o prazo de 3 a unos cornados de 15 de abril pr-
ximo passado, salvo accordo em contrario.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 12 de julho de 1861.
Julio GuimaresOfficial-maior.
falta e passageiros, traia-e coi
des, ra da Cruz n. 1.
Azov
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
21a RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbado 20 dejulho.
Subir scena pela segunda vez neste Ihealro
o interssante e muito applaudido drama en 5
actos, original francez,
COMPAMIA PERNAIBIJCAIU
Navegac&ocosteiraavapoi
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
eso do Assu'. Aracaty, Ceara'.
O vapor Iguarass, com mandan te Moreira,
sahiri. para os portos do norte at o Cear nc
dia 22 4o corrente s 4 horas da tarde. Recebe
carga ateo dia 20 ao meio dia. Eocommendas,
passageins e dinheiro a (rete at o dia da sahidt
a 1 hora i escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
uma porclo de rotulo* novse caixilhot para vi-
draca, por barato prego e ludo em bom estado :
na ra do Brum n. 55, confronte ao chafariz.
Vende-se um escravo da Costa proprio pa-
ra padaria, que tem sido sempre o servido delle,
bom mestre de maceira e principio de forneiro :
3uem pretender procure na roa do Senhor Bom
esus das Crioulas n 3, is 6 horas da manhis,
que acbar com quem tratar.
Largo do Terco n, 23.
Vende-se maoleiga ingleza perfeitameote flor
a 19 a libra, franeeza a 680 rs. a libra e del libras
para cima a 640 rs. a libra, afiancando-se a boa
qualidade de qualqner genero que for comprado
oeste estabelecimento, a dinheiro vista.,
Vende-se um cavallo russo, bom andador:
quem o pretender dirija-se i praca da Boa-Vista,
sobrado n. 5, que achara com quem tratar.
Vende-se o taberna do becen do Peixe Fri-
to, hoje travessa do Queimado n. 7 : a tratar na
mesma.
Vende-se a armaco da loja da ra Direita
n. 48, e tem commodos para familia : a tratar na
rus Velha n. 46.
Vende-ae a taberna da praca da
Boa-Vista n. 16 A, com todos os per-
tences : a tratar com Motta & Irmaoa
na travessa da Madre de Dos armazem
numero 14.
Vende-se uma caainba na ra da Ramella :
quem quizer pode dirigir-se a ra do Alecrim
numero 4.
Vendem-se
quatro bois mansos para carro ou csrroca, che-
gados do sertao : i tratar na ra do Queimado
n. 65, loja de diligencia, de Guimares Irmo.
Aos fumantes.
Na ra estreita do Rosario n. 16, vendem-se
as seguintes qualidades de charutos, e por precos
commodos, como sejam:
Exposico de Jos Furtado de Limas verds-
deiros.
Suspiros.
Guanabras.
Napolioes.
Lanceiro8.
Quem fumar saber*.
Havaoa verdadeiros.
Messisipe, forma de Ilavana, Laporte:
E outras muitas qualidades ao contento dos
compradores.
Vende-se uma escrava da Costa de meia
idade, p' ra todo o servico de casa, sem vicios
nem achiques : oa ra da Palma n. 74.
Vende-se a casa n. 3 da ra dos Prazeres,
oa Boa-Vista : a fallar na ra da Concedi nu-
mero 22. \
Quem precisar de uma ama para cozinhar o
diario de uma casa de pouca familia, ou mesmo
para homem soUeiro, dirija-ae a ra da Cruz do
Rfcdfe n. 27, segundo andar.
Aluga-se um sitio na estrada de Joo de
Barros, defronte da cscala, com boa casa de vi-
venda e commodos para grande familia, muitos e
excellentes arvoredos, estribara e coche ira, ex-
cellente poco e casa de baoho : quem o preten-
der dirija-se ao mesmo sitio.
O agente Hyppolito por carta de ordens que
recebeu, vender em leilao um predio terreo na
travessa do Tambi da praca da Boa-Vista, o
qual tem 2 salas, 4 quatros. quintal murado e ca-
cimba, sendo o terreno foreiro, os pretendentes
pois, para iuformacoes procurem o agente cima
que lhe as mostrar, devendo proceder-se a ven-
da sabbado 20 do corrente, em seu escriptorio
ra d Cadeia do Recife n. 48, primeiro andar,
as 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
PECGADORA.
DENOMINAQO DOS ACTOS.
Acto t.A testa em S. Cloud.
Acto 2.A casa do artista.
Acto 3.O baile Muzard.
Acto 4.O filho em Vincennes.
Acto 5.0 duello.
PERSONAGENS.
Andr Esteves, gravador....... Germano.
Polydoro Ardou................ Nunes.
Francisco Tevenot, teneote de
cacadores da frica..........
Osear Turlubey................
Badichon, proprietario........
Thomaz Brouze, rico austra-
liano.........................
Pedro, joven camponez........
Um creado do hotel............
Um commissarto de polica....
Maria, a Peccadora.............
Bianca......'...................
Marieta........................
Nalhalia........................ r>. Ana
Esperance .................... n. Isabel.
Genaveie...... ............... d. Leopoldina.
liomens e senhoras, mascarados, etc.
poca actualidade.
O primeiro acto passa-se em um jardim em
S. Cloud. O segundo em casa de Andr. O tercet-
ro nos saldes do hotel Armond, baile mascarada,
O quarto e quinto em Vincennes.
Terminara o espectculo coa a ora lomedta
em um acto,
55 francos decarruagem.
Com.oc.ara s 7} horas.
Os bilhetes vendidos para recita de quai
feira, que foi transferido, tem Mirada oeste
pectaculo.________________^
Avisos martimos.
Valle.
Vicente.
Campos.
Raymundo.
Teixera.
Santa Rosa".
LeiW. / f
D. Maeoela.
D. Carmela.
D. Jasfina.
ertMvea
Para o Aracaty
aabir at o dia 20 sem falla o Male Nicolao b.
mestre Pedro Jos Francisco : para cama
aageires, trata-se com Prente Vitas 4 C
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DI '
Naveg^co costeira a vapor.
O vaaoi Persinunga, commandante Moura,
segu viajera para os portos do sul de sua es-
cala no dia 20 de julho as 4 hars da tarde. Re-
cebe ca-gaat o dia 19 ao meio dia. Eocommen-
das, passagflros e dioheiro a frete at o dia da
sabida i 1 hora : escriptorio no Forte do Mallos
n. 1.
Para Lisboa e'Tbrto,
sahircoro brevidade a barca portugueza For-
mosa, de primein marcha: para o restante da
cargas passageiros, para os quaes lem excellen-
tes conmodos, trata-se com Manoel Ignacio de
Olivera & Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio,ou com o capito a bordo.
Para o Cera, Aracaty, Ass e
Rio Grande do Norte.
A lacha Flor do Rio Grande do Nortes tem
de segiir para estos portos al o flra do corrente :
para caga e passageiros, trata-se com o mestre
Anloni Jos da Costa, na ra da Cadeia, loja do
Sr. JoaD di Cunha Magalhaes.
Lisboa e Porto.
Segu ateo fim da presente semana o vtlero
brigue nacional Olinda, capilio Jos 6aspar
Pestaa, recebe nicamente passageiros, para os
quaea- lem commodos regularas : trata-se com
Ballar& Oliveira, ru da Cadeia do Recife n. 12-
Espera-se do Peal* por estes dias o brigue
porltguez Amalia 1, capitio J. S. Amellas, que
se demora muito pouco tempo : quem nelle qui-
zer arregar ou ir de passagem, dirija-se ao es-
criporio de M. Joaquim Ramos e Silva, ra da
Cadeia do Recife n. 4M.
Almirante.
Segu para o Re de Janeiro o brigue nacional
almirante,) espito Hentique Crrete Freitas, o
qual tem parle da carga prompta : para o reato
qae lhe falta e eeefavos a frete, trata-se com
Ate vedo & Mondes, ra da Cruz n. 1. ,
aejjociacao Egpog vapluca
Jkvnamhucaua
Hoje quinta-feira, 18 do corrente, as 7 horas
e 1|2 da noile, ha ver sesso extraordinaria do
conselho director.
Secretaria da Aseociof&o Vypographiea Ter-
Heo-^ nambucana 17 de julho de 18.
J. Cesar,
1 secretario.
Ssbendo que o coronel liento Jos Lirae-
nha Litis quer vender a propredade denominada
Aguja-comprida, desde j declaro nulla a venda
da dita propriadade, porque fazendo-se uma ac-
commodago na aeco que existia comigo e os
meus manos contra a Exma. marqueza do Recife
e mais herdeiros, os quaes herdeiros nos cederam
o engenho Tiriri e a dita propredade como cons-
ta por uma escriptnra publica ; pois quem com-
prar a dita propredade Oca sugeito nullidadei
Recife 17 de julho de 1861.
Joo Paes Brrelo.
-t- Roga-se ao Sr. Jos Antouio Rodrigues e
Silva queira ir ra do Padre Floriano n. 71, a
negocio de seu interesse.
Correio particular para a Pa-
rahiba.
A agencia se ha mudado para ra da Cadeia do
Recife n. 12.
4- Na ra da Imperatriz n. 29, loja de movis,
deseja-se fallar aos Srs. abaixo mencionados,
afim dse dirigirem a dita loja a negocio :
os de Souza Leo, morador em Guria de
Cima.
ianoel Peres Campello Jacome
rador em Seriohem.
Frederico Carneiro Leo
consulado provincial.
Theodorico Jos Tavares, empregado em
lacio do governo.
Antonio Annes Jacome Pires.
Horacio Alves da Silva.
Manoel Alves Vianna, filho de Goianna.
da Gama, mo-
Filho, empregado no
pa-
Cincinato Mavigoier.
br. A
Antonio Ferreira Velloso, no engenho Ipo-
juca, na provincia da Baha.
Jos Joaquim de Figueiredo Pernambuco, que
foi empregado na polica da provincia da Parahi-
ba do Norte.
AtteiKjo.
O abaixo assignado pede encarecidamente ao
Sr. Antonio Celestino Alves da Cunha, que haja
de ajustar con las antes de sua partida com o ao-
ouUciante, proveniente da escnpturaco que o
abaixo assignado lhe fez, cuja se scha em aeco
do Illm. Sr. Luiz das Mercs. Recife 17 de julho
de 1861.Jernimo Jos da Costa.
A luga se o sitio com a grande casa, do fi-
nado Miguel Archanjo Ferreira Vianna, em San-
to Amaro, defronte do hospital ingles-: quem
pretender dirija-se ao mesmo sitio, a tratar com
a viuva do mesmo.
Aluga-se uma prela captiva que aej^ boa
quilandeira : a tratar no sobradinho contiguo
igreja de N. S. do Pilar em Fra de Portas.
Irmandade do Divino Esprito
Santo, erecta no convento
dos religiosos franciscanos
O secretario, abaixo assigoado, convida os
S6U8 charisimos irmos para comparecerem no
consistorio da irmandade, domingo 21 do corren-
te, s 10 horas da manha, afim de eleger-se um
novo definidor para substituir o nosso irmo Joa-
quim da Costa Dourado, fallecido em dias do mez
prximo passado.
II. C Honorato*
Algodo da Bahia.
A fabrica Santo Antonio do Queimado tem fei-
to o seu deposito em casa de Marques, Barros &
6., largo do Corpo Santo n. 6, aonde se encon-
trar sempre, assim como fio da mesma fabrica.
Da-se dioheiro a juros
dous at tres contos de ris sobre hypolheca de
Seguoda-feira$2do corrente.
Manoel Dominaues 4a Silva Juaior far leilao
parapajMMoto ae ihs oradores e por inerven-
cao d e*Ha Coste CalMr, de sua trberna si-
ta na praca da Boa- Viole a. 1 A, em um s lote
ou a retalho a vontade dos ceapradoras : se-
gunda-feira 22 4o ceeMate as 10 horas da
Hotel Trovador.
44/ua Larga do Rosa-
rio n. 44.
Francisco Garrido previne ao publico que de-
ve dissipar-se a medo de caresta que iospirava
o antigo proprietario Jos Pires de Carvalho, evi-
tando as coosequencias da caresta, e como muitos
freguezes de li se lenhama fugeotado, elle previne
que ha ja um anno e meio se acha frente deste
estabelecimento. Hoje se acham sempre promplos
das oilo s onze huras, almoco solido a 600 rs.,
jantar a IgOOO, hospedes, cama e mesa ao dia 2f>,
e psra divertimento encootraro os freguezes um
primoroso buhar chegado ha pouco de Paris
Aluga-se um preto bom cozinheiro : a tra-
tar na ra da Cadeia Nova n. 34.
LOTERA
Depois da manha 20 do corrente pe-
las 10 horas da manha andaro impre-
terivelmente as rodas da terceira parte
da nona lotera.da matriz da Boa-Vista
desta cidade. O abaixo assignado es-
pera do respeitavel publico a concur-
rencia na compra dos poucos bilhetes
que restam s pelo fim to benfico a
mesma matriz como em vista do venta-
joso plano pelo qual se vai ella extrahir
o qual conten uma grande parte de
premiados; acham se a venda na the-
souraria das loteras que se tem mudado
para a ruado Crespo n. 15 loja, e as
casas commissionadas praca da Inde-
pendencia n. 22, loja do Sr. Santos
Yieira, ra Direita n. 3 botica do Sr.
Cha gas, ra da Cadeia do Recife n. 45
loja dos Srs. Porto & Irmo e ra da
Imperatriz n. 4S- loja de ferragem do
Sr. Pimentel.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
O bacliare Antonio Annes Jaco
me Pires mudou a sua residencia para
a ra do Imperador n. 81, onde pode
ser procurado para os mysteres de sua
proGssao de ad rogado.
O Sr. Jos dos Santos Moreira que
morou na ra do Rosario da Boa-Vista,
queira annunciar sua morada que se
lhe precisa fallar.
Programma
DA
Festividade de S. Vicente
Ferrer, no convento
do f armo.
Domingo SI do corrente uez ter lugar no con-
vento do Carmo do Recife a festividade deS. Vi-
cente Ferrer. padroeiro dol. battlbo deiofao-
taria da guarda nacional deste municipio.
Ter principio a mesma festividade com o an-
nunciameoto de diversas gyrandolas de fogo do
ar ao romper da aurora ; depois do que celebrar-
se-ho missas pelo repouso elerno dos ofilciaes e
guardas do mesmo balalho, que teobam falleci-
do, sendo este fim convidadas as familias doa
mesmos comparecerem a um acto de piedade e
de tanta transcendencia.
Logo depois seguir a fesla, e della ser orador
e fiel interprete da vida do padroeiro o Rvm. pa-
dre mestre pregadorda capella 'mperial, Lino do
Monte Carmello Luna, e doTe-Deum o religioso
Carmelita Fr. Joo^da Encarnarn Helio, e a m-
sica da orchestra otelramente nova, e executada
peloa melhores professores desta cidade, sendo
todos estes actos asistidos pela briosa officialida-
de da guarda nacional da capital, tocando as m-
sicas de todos os corpos da meama guarda nacio-
predios nesta cidade, ilvre e desembarazado de i nal. tanto antes como depois, e mesmo a Urde
qualquer transaeco ou hypolheca : quem preei- em frente da igreja aa melhores pecas de eus re-
pertorips, aehando-se todo o largo embandeirado
ea noite ricamente illuminado. Coovida-ae final-
mente as ditas familias para no dia 22 do corren-
te, pelas 7 horas da manha, assistirem a na)
memento que ffaquelle convento se tea) de cele-
brar pelo mencionado repouso daquelle orkiaes
e guardas fallecidos, afim de que sempre nos re-
cordemos de nossos irmos.
asr dirija-se esta typoxraphia deiando uma
carta com as iniciaes G. H. C31, declarando a
morada e o numero datasa para aer procurado.
Uma pessoa com bastante pralica de escrip-
iuracio mercantil, oflerece-se para tomar coota
de qualquer escripia por partidas dobrada : quem
de sen prestimo se quizer ulilisar dirija-se a roa
do Cabug, loja n.8.
*


I -
DIARIO 01 tERMIBDCO. QUISTA FEIRA 18 11 JLHO DI 1861.
(*)
0 abaixo assigoado, *ehdo fi aDiario de Per-
nambuco n 102 a resposta do Sr. Joo Antonio
Carpinteiro da Silva, ao meu annuncio no mesmo
Diario n. 161, declarando agora aeus procurado-
res, quaodo ae tivesse nomeado no primeiro an-
nuncio que fez, nao leria dsdo lugar a ata nova
polmica com os procuradores comeados, fleo
satiafeito, con tanto que flquem constituidos
conforme ao pedido em meu dito anouocio do
Diario n. 161. Quanto a quantia nunca vista de
276$, eu meamo confeasei a minhi pobreza no
Diario de 88 de dezembro de 1880, em que pedia
para acabar amigavelmente semelhanle differen-
ga queapparecia contra mira ; o Sr. Joo Anto-
nio Carpinteiro em logar de entrar no cooheci-
menlo do negocio, mandou que seu mano exami-
nasse os recibos, quando de semelhante ndole
nao poda apparecer a paz. O Sr. Joo Antonio
Carpintero nao devia ouvir a sea mano em nego-
cios da padaria, pois sabia da m admioistraco,
que por causa delta que tem dado lugar as
quealoes que tem apparecido e bao de apparecer,
em quanto prestar cutidos ao immoral seu mano.
Finalmente, sendo eu pago, desejarei fa$a de mim
tanta considerado quanto eu do Sr. Joao Carpio-
teiro possa fazer. E' o que por ora se me offerece
a dizer-lhe. Recite 17 de julho de 1861.
Joaquim Amaro da Silva Pasaos.
Realejos.
rs. a libra, em bar-
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIOA & SILVA
Na ra da travessa da matriz de Santo Anto-
nio, sobrado de dous andares n. 14, concertam-
se realejos de todas as qualidades, tanto de tu-
bos como de palbetas.
No dia 25 de maio prximo passado desap-
pareceu do sitio de Henry Gibsoo, na Ponte de
Ucha, urna canoa aborta, grande, tendo a pida
urnas taboasde caixo de*pinbo pregadas em for-
ma de paoeiro, e na poupa arrebeotado o espigo
da correle: quem della der noticia no dito si-
tio ou na ra da Cadeia do Recite o. 62, ser bem
recompensado.
Aluga-se ama grande casa aita na Soledade
n. 6, defroote da igreja, com commodos para
grande familia, tendo 4 quattos, corredor no
mel, sala de jantar aeparada da casa, cozioha
fora, quarto para escravos, quarto para visitas,
quintal murado, cacimba com bomba, e um gran-
de tanque para baohos, terraco com latada de
maracuj, e urna parreira, quintal plantado, pin-
tada e mui fresca ; igualmente se vende urna
mobilia branca de ceregeira com pedra branca :
quem a pretender, dirija-se a ra Nova, sobrado
n. 37 ; a mobilia tembem se vende independate
do aluguel da casa.
Na ra do Imperador n. ti tem um comple-
to sortimento de ricas molduras fingindo Jacaran-
da para vender por prego muito barato.
sflHUHHiH ais aBseea3Kfl
i
S NO PROGRESSO
DE
Largo da Penna
Neste muito acreditado armazem de mol hados
continua a vender-ae os molbores gneros que ha no mercado, tanto em porco como a retalho, e
por muito menos prego de que em outra qualqaer parte, por ser m vlndos amaior parte dellesem
direitura, porcontado proprietario, por isso em vista dos precos dos gneros abaixo .mencionados
podero julgar todos os mais, afiancando-lhe a boa qualidade.
MaiWeiga ingleza perfectamente flor m
ril a700rs.
^laUlCga f f tlUteXa milhor que ha no mercado a 710 rs. a libra.
Cna os me inores que \\a no mercado TeQde.se a r quaiidade a 3#ooo,
2a ditta a 25500, 3a dilta a 28000, e preto a 1$600 a libra.
Qliei JOS tVameilgOS chegadoe neste ultimo vapor da Europa f 2*800rs. ditos he-
gados no vapor passado a 1S800 el #600 rs.
QueiJO pratO 08 melhoresque tam rindo a este mercado por serem muito frescaes a
840 rs. a libra e ioteir a 600 rs.
0OV1O irailCeX a OUD M 0 csrto elegantemente enteitados, muito proprioa
para menino, s5 no Progresso.
Doce da eaSCa de gOiaba a 19 0 calxlo, em porco a 800r8. s no progresso
llOCe de Wpercne em iaUaI de 2Ubras muito eofeitadas a I9SOO rs. cada urna, s
no progresso.
^HaTWSVada mpetal d0 a{amado Abre, a de outros muitos fabricantes da
Lisboa a 800 rs. a libra.
tY.meVX.aS VraiieezaS em fragcos com 4 libras por 3#000cada um, s o frasco val 1
dittas portuguezas a 480 rs. a libra.
Lata COm b0VaeMmb.aS de SOda eontendo Ini qaalidades, a
19400, assim como tem lattas de 8 libras por 3S0OO, dittas com 4 libras por 2$000 rs. s no
Progresso.
fllla$a de tomate eB, iauade l libra, por 9OO rs. e em latas de libras por 1#600 rs.
fnncanvaa fmnAMka a inirlaina BATaTAS NOVAS em caixas de duas arrobas a 3$ e velhas a 600 rs. a arroba e 40 rs.
l>OHSe rvas VraUCeMS O ingieras recsntemente chegadas a 800 n. o Iras- CRaNTS ou pa88{B para pudim a lf a libra e em porso tera batimento.
A. F, Duarle Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aosseus freguezes que tendo separado a sociedaJe qne tina eom
seu mano, acba-se de novo estabelecido com dous aceiados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o ptimeiro na razio de Duarle & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva: estes estabelecimentos olerecera grandes
vantagons ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se acham montados como em commodidade de preco, pois que para isso resolveram os
proprielarios mandarem vir parte de seus gneros em direitura, afim de terem semprecompleto sortimento, como tambem poderem offereeer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por cento do preco que possam comprar em outra qualquer parle, por isso desejando os proprielarios acreditarem
seus estabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco praticas, em qualquer um dcsles estabelecimentos, quesero to bem servidos come
a* viassem pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuocios, e assim fundados as vantagens que oBerecemos, pedimos a
todos os senbores da pra$a, senbores de engenbo elavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeiravez, afim de experimentar, eertos
de continuaren), pois que para isso nao pouparo os proprielarios forcas para bem serv rem aquellas pessoas que frequentarem nossos estabelecimentos ;
abaixo transcrevemos algumas adicoes de nossos pricos, por onde ver o publico que vendemos baralissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
MANTEIGA INGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e em barril a ?50 rs.
MAJNTEIGA FRAfNCEZA a melhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. embarrile meios.
CHA HISSON E PRETO o melhor do mercada de 19700 a 3O00 e em porco lera abalimento.
PRESUNTO .FIAMBRE inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porco a 800 rs.
PREZUNTOS PORTUGUtZES vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por lib-a e inleiro a 460 rs.
CHOTJRICOS em barril de 8 libras a 49500 e ero libra a 700 rs.
SaGU' E EVADINHA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 89000 rs. a arroba.
AMERAS FRANGEZAS ero latas de6e51|2al9a libra e a 192C0 a realho.
PASSAS em caixinhas de oito libras, asmelhoiesdo mercado a 2*800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMACETE SUPERIOR sem avaria a 700 rs. e em caixa a 680 rs.
CONSERVAS FRANCEZAS IINGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACHINHA DE SODA de diversas qualidades, a mais novado mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoria de 19200 a 1*300 a garrafa e a
13 a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa e de 39800 a 4*800 a caada.
FRASCOS COM FRUCTAS de todas as qualidades de Portugal de 1*200 a 2*000.
40 rs. a libra.
[ROUFA FEITA ANDA LUIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DI
IFazendasc obras fcitas.1
A
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes k Basto!
NA
Ra Ao Qaeima&o
a. 46, trente amarella.
Constantemente temos umgrande e va-
riado sortimento desnbrcar*pret
de panno e de cores muito fino a 28*,
30g e 359, paletots dos meemos pannos
20$, i2j e 24f, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14*. 16* 18|, casa-
cts pretasmuitobem leitas e&esuperior
panno a 28*. 30$ e 35*. sobrecasacas de
ctsemira da core muito finos a 15*, 16$
e ISg, ditos saceos das mesmas casemi-
ras t lOJ, 12* e 14{, caigas pretas de
casemira aa para homem a 8*, 9*, 10|
e 12, ditas deeasemira decores a 7g,8,
9$ e 109, ditas de brim brancos muito
daa a 5| 6*. ditas de ditos de cores a
39, 3*580, 4* e 4*500, ditaa de meia ca-
semira de ricas cores a 4 e 4$500, col-
letes pretos de casemira a 5* e 6*, ditoa
de ditos decores a 4J500 e 5*, ditos
braaco ale seda para casamento a 5*,
titos de 6*, eolletes de brim branco e de
(usto a 3*. 3*500 e 4*. ditos de cores a
($500 e 3*. paletotspretosde merino de
eordo sacco e sobrecasaxoa7f ,8# e9*,
eolletes pretos paraluto a 4#500 5*,
cas pretas de merino a 4*500 e 5*. pa-
etots de alpaca preta a 3*500 e 48, ditoa
sobrecasaco a6*,7*e88, muito fino col-
latas de gorgurao de sedado cores muito
boafazendaa3*800e48. colletesde vel-
lado de crese pretos a7* e 8*, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14*. 15* e 16*. ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6*500 e
7*. filos de alpaca pretos saceos a 3* e
IJOO. ditos sobrecasacos a 58 e 5*500,
.ticas da casemira pretas e decores a 6*,
5J500 7*, camisas para menino a 20
t dniia, camisas inglezas prega alargas
m'iito aperioral32 aduiiapara acabar.
Assim eemo temos urna officina deal-
'late onde mandamos executar todas as
obras com brevidade.
co em porco se faz abalimento.
Paseas em e&ixAnYias de 8 Ubtas as mBlhores qut lem vindoaeste
mercado por serem muito grandes a 2g800 rs. cada urna.
lStSpeTUiaeete SU\erOT 8f m ara a 70o rs. a libra, em caixa se far algum
abatimemto.
WetTia. macarraO e lalUarm 400 ri. libra em caixas de ama ar-
roba por 8.
\ualaS eom pe\X.e lie pOSta das meihores qualidades que lia em Portugal, como
sejam savel, coogro, sarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a 1*400 rs. cada urna.
iVztAlOnaS mUtO HO\aS 1#20o tt. 0 barril, em garrafa a 240 rs.
Palitos de dente lutados em molhos com 20 mCinhos por 200 rs.
Serveja jai mt, acreditadas marcas5*000 a duzia i retalho a 500 rs. a garrafa.
\ OAVOS engarrafados dlg seguintesqualidades,Porto. Feiteria, ditto Bordeaux,
dilto Moscatel, al|i garrafa ; tambem tem vinho dieres para 2*000 rs. a garrafa.
V UIIOS em pipagem tompo8iso Porto, Fguelra,Lisboa, a 640 rs. em caada a 4*500.
Presunto de Hambre inglez muit0 n0T08 a soo rs.iiar..
PreZUntO de IjamegO 0 que fta e Dom ne8te genero a 480 rs; em porra a 400 rs.
CllOUriCaS e paiOS a 560 r|# |^in| em barril com 6 duzias de palos por lOgOOO.
T oneinno de ^Lisboa 0 mal8 novo que ha no mercado a 320 re. a Htm.
Banba de poreO Tenada maisalvaqe pode haver a480 rs. a libra t em
barril a 440 rs.
\mendoas de easea mole t m r8. a libra, em porsao 8e ,ra ,igoin bat-
ment, s no Progresso do pateo da Penba n. 8.
Alm dos gneros annunciados encontrar o respeitavel publico am grande sortimento de
udo quanto bom barato.
Expsito de
candieiros.
Tratamento
LATAS COM PEIXE SAVEL ecutras muitas qualidades, o mais bem arranjado que lem vindo a 1*400.
GAFE' DO RIO o melhor que ba a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANHO o melhor que se pode desejar a 3*100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEAUX de boa qualidade a 800 e l!> a garrafa e de 8*500 a 10*000 a duzia.
CHARUTOS VERDADE1ROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 2 38800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BAM1A DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar nene genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
SERVEJAS DAS MELHORES MARGAS a 500 rs. agarrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
CAIXES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em porco a 900 rs.
AZEITE DOCE PURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJOS PRATO os mais novos queba no mercado a 650 rs. a libra e inleiro a 600 rs.
Genebra DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PALITOS LIXADOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feilos que ha no mercado a 280 rs. o mago.
PALITOS DO GAZ a 3*000 a greza e 280 a duzia de caixas.
AZEITONAS as mais novas e melbores que tem vindo ao mercado a 1*200 e barril.
ALPISTA o mais limpo que tem vindo ab mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
Escriptura^o mercantil,
por partidas simples edobradas; na ra do Im-
perador n. 81, segundo andar, se dir quem a
pessoa que se acha habilitada, ou na roa Nova,
loja de ferragens n. 33.
Aencao.
Na ra Direita n. 35. loja de pintor e vidracei-
ro, troca-se um rico santuario de Jacaranda, vin-
do do Porto, eontendo o decimeoto da cruz, por
um preco commodo, assim como outras imagens
de difierenles envocacoes.
Aluge-se urna preta escrava, sabead.0 cozi-
nhsr, fazer compras e eogommar : na ra de
Santa Isabel n. 9.
SOCIEDADE
Unio Beneficente
DOS
Aviso
A pessoa que cemprou na ra Nova n. 22 urna
flauta ha mais de oito oezea, e que deixou um
relosio de ouro para concertar, preco ajustado da
flauta e do concert 41#, faca o favor de vir bus-
car o retegio ao prato de oito das, e nao o fa-
zendo ser vendido para pagamento.
Na ra do Queimado n. 31 quer failar-se ao
Sr. Ma-noel do Nascimento Silva Bastos a nego-
cio seo.
5 Atten 0 O Dr. Joo Pedro Maduro da Foqseca ft
O mudan a sua residencia para a mesa ra #J)
9 da Cadeia do Jt-ecife n. 18, non le se pres- %
M ta aos misterios do sua proflssao mdica. %
$
Aluga-se um grande armazem para depo-
sito na ruada Senzali Velha : a tratar eom Vc-
tor Grandin, relojoeko, ruada Cadeia Velha nu-
mero 10.
Precita-se de urna ama para casa de pouca
ftaulia : na travessa do Livramento n. 18, segun-
do andar.
O abaixo auigoado declara ao publico e
eom eapecialidsde ao corno commereial que tem
contratado com o Sr. Antonio Fernandos de Cas-
tro, a compra de sua loja de miudezas sita na
jua do Crespo o. 3, Recife 16 de julho de 1861.
Uanoel Cardozo de Souza.
> O abaixo uaignado tendo de ir a corle a
cbamado do goverao imperial deixa por seus freftir dOUS mil D&eS aQBUal-
rocuradores nesta cidade os Srs. Dr. Joaquim
ot da Fooaeca Antonio Jos de Castro.
Dr. M. Buarque de Maoedo.
Ao publico
O bacharel Jernimo Salgada de Castro Accio-
)y declara que pode ser procurado para o extr-
acto de sua proflssao de adrogado, na ra do
Queimado n. 3,*rimeiro andar, das 9 horas da
haa i 3 da Urd*. a dapaie Acsaas horas o
rT> no pritnelre dar do sobrado n. 60, no
paleo da S, Pedro.
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos.
Nesta exposiclo de candieiros se encontrar
todo o sortimento de diversos lmannos proprios
para ricas salas, ditos para salas interiores, ditos
para sala de jantar para quartos, para cosinha,
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e outras muitas qualidades
que com a vista devero agradar ; assim como
tudo e qualquer preparo para os ditos candieiros
se encontrar sempre a venda nesta exposiclo de
candieiros na ra Novan. SO, loja do Yianna.
CONSULTORIO ESPECIAL
IIOMEOPATHICO i
DO J^
DB. CASAKOVA,
30-Rua das Crozes-30
SNesteconsultoriotemsempre os mais
novos e acreditados medicamenlospre-
paradosem Paris (astinturas) por Ca-
^ tellan e Weber.porprecosrazoaveis.
a| Os elementos dehomeopalhiao bra.re-
S commendadaintelligencia de qualquer
J| pessoa
ix^issffrsifi-eiedieaisfie-aisfiMQsii
. wj). si. ^wrw nnnnvsvn Mw.iBfiw
Precisa-se alugar urna escrava ou escravo
que saiba cozinhar, para ti.ua cu uo pouca fa-
milia : quem tiver para alugar, o. v se a ra
larga do Rosario n. 38, loja de m utezas, que se
dir quem precisa.
Jos Marques da Fonceca Borges, Arsenio
Gustavo Borges, D. Luduvina Marques Cardnso
de Jess, con-senbores do sitio denominado Oi-
teiro da estrada do Arraia], partido pelo eocana-
mento das aguas de Beberibe, previne ao publi-
co que seu cunhado Joo Jaciotho Soares da
Franca s tem em dito sitio urna parte da
quantia de 62ft500, que lhe coube em partilhas
dos beos do finado Sr, Goncalo Victorino Sor-
go, e qu dessa meama elle flzera venda de urna
parte dos fundos do dito que fice alem do enca-
namento.
Precisa-se um escravo que saiba comprar,
cozinhar e fazer lodo o servida de urna casa :
quem o tiver cestas condicee e qoizer alugar,
dirija-se ra da Cadeia da Recite n. 56, escrip-
torio de Leal l Irmo que achara com quem
tratar.
Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Pd~: em casa de
Aranaga Hijo A G.
Na roa da Roda a. 6, contiaua-se mandar
comida para fora, e tambem aluga-se um aao-
leqea.
Arreada-se o eogenho
Sao Caetano, sito na comarca
do Cabo, com trras para sa-
SEM RESGUARDO NEM INCOMMODO.
Infl amina cao do figado, muito cunsaco
e falta de resptrac.ao.
Sr. redactor.Vou por meio de sua acreditada
folha agradecer ao Sr. Ricardo Kirk, escriptorio
na ra do Parto n 119. o cuidado e desvello com
que se dignou tratar a albada de miaa mulher,
de 16 annos de idade, de urna inflammaco de
figado que lhe causava muito cansaco e falla de
respiraco, sem que possivel fosse obter melbora
alguma ; ecom a applicacao de suas chapas me-
dicinaes Uve a sitisfago de a ver perfectamen-
te boa.
Nao obstante o ditoSr. Ricardo Kirk receber o
diminuto estipendio de seu trabalbo, eu fallara
ao dever que a gratidlo meimpde, se nao reco-
ohecesse o grande beneficio que lhe devo.
Jos Luiz dos Santos Teiieira.
Ra da Candelaria n. 18 A, Rio de Janeiro.
Reconhecida verdad eir a assignalura supra pe-
lo tabelliao Pedro Jos de Castro.
OSr. Manoel Joaquim de Olivei-
ra Figueiredo morador na Capunga,
queira dirigiese a esta typographia.
Joo Jos de Carvalho Moraes faz sciente
que mudoii a sua residencia da ra da Cadeia do
Recite n. 55 para a ra da Aurora, casa n. 1, ter-
ceiro andar, e para melhor commodidade das
pessoas, que com e'.'es taiikam negocios a tratar,
podero se dirigir ru& do Queimado loja n. 13'
Curso derhetorica

Manonel da Costa Honorato lem aberto seu cur-
so particular de oratoria e potica nacional : na
ra Direita o. 88, primeiro anda'.
I
SXTWM.
Aluha-se um sobrado de um andar com o ar-
mazem, na ra dos Burgos n. 29, confronte a ra
da Moeda ; a tratar na ra da Cruz n. 61.
Muda nra.
Joao Antonio Coelho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todos os seus freguezes que
mudou a sua loja da ra eslreita do Rosario pra
a ra do Imperador n. 69, onde o acharo promp
to lodos os dias uleis desde as 6 horas da manhi
at as 9 da noite, para chumbar e tirar dentes,
sangrar, por ventosas ou birhas ; assim como pa-
ra qualquer outro servico de sua arte e ra dos
dias e horas mencionados pode ser procurado no
paleo do Carmo* n. 22.
Atteocao
Atteno.
i
>ogueira Oe Souza & C. rogam as pes-
soas prenles e amigos do seu finado cai-
xeiro Joaquim da Costa Dourado, o cari-
doso obsequio de assistirem missa que
pelo descauco eterno d'alma do mesmo fi-
nado se bt do celebrar no convento dos
religiosos franciscanos as 6 horas da ma-
ntisa do dia 19 do correte trigessimo dia
do seu passamenlo.
mente, bem cercado e o ma-
chio ismo em bom estado, e
movido por agua: a tratar
com Antonio de Moraes Go-
me s Ferreira, no II ondego, ca-
sa do fallecido commndador
Luiz Gomes Ferreira.
Pergunta que nao offende.
Perguota-se ao Sr. liscaT da freguezia de S.
Jos a que pretexto consente dentro do acougue
da ribeira conservar duas bataneas monstruosas,
dessa maoeira probibiodo o transito publico : por
isso rogamos ao mesmo fiscal aued as suas or-
dena para que deeappare;a semelbante aboso,
que das 6 horas da manha at as 8, ninguem
pode transitar por aquello lugar.
Precisa-se de 500$ ao juros que se cooven-
cionsr, dando a garaotiaem um escravo que paga
259 por mes : quem quizer este negocio, dirja-
se a ra da Imperatriz, loja de cbaruteiro, que se
dir qaem quer, ou avise para ser procurado.
Offerece-se um moco portuguez de 20 annos,
pouco mais ou menos, para caixeiro de taberna,
do que teto "bastante pratioa, escreve muito bem,
e d coabecimento de sua conducta : na ra dos
Martyrios n. 36. *
Aoouncia-se ao publico, que se houver
quem tenha direilo a casa de sobrado da ra da
Cruz o. 31 por qualquer onus que aeja, aouuocie
no prazo de 8 dias, depois desta dala oenbuma
reclamacia ser receida.
O actual escrivo da irmandade da gloriosa
Senhora Saot'Anna, administradora ds igreja da
Madre de Dos, convida a todos os seus irmaos
comparecer no consistorio da referida irman-
dade, domingo 21 do correte, palas 10 112 horas
da manhaa, afim de reunidos em mesa geral ele-
gerem a nova mesa regadora que tem de fuoc-
cionsr no anuo de 1861 s 1862.
Jos Vicente de Lima.
Precisa-se fallar com o Sr. Joo Soares de
Sant'Aooa. meslra de alfaiato : no escriptorio da
Manoel Ignacio de Oliveira A Filho, largo do
Carpo Santo.
Precisa-s de urna ama forra ou captiva,
que saiba engommar a cozinhar: na ra da Moe-
da o. 5, segundo andar.
O abaixo assigoado, trazendo pelo juizo ordina-
rio do commercio desta cidade, urna accao contra
a firma Carpiteiro & Prado, da qual faz parte, e
socio gerente o Sr. Joo Antonio Carpinteiro da
Silva, e vendo no Diario de Pemambuco n. 160
de 15 do correnle mez, um annuncio do mesmo
Sr. Joo Antonio Carpinteiro da Silv*. no qual
declara estarde partida para a Europa, e por is-
to convida seus credores com o prazo de 8 dias,
vem pelo presente declarar ao mesmo Sr., que
nao pode relirar-se sem que o satisfaca da impor-
tancia pedida na aeco, ou deixe nesta cidade
procurador bastante constituido (que acha-se
prestes ojulgment)para recebera inlimaQo da
senlenca em sua ausencia, satufazer o principal
e cusas, ou receber a dita citacao para o caso de
execuco : e respeilo chama o abaixo assigoa-
do a atteocao do Sr. Dr. chefe de policia, visto ser
o dito Carpinteiro estrangeiro, o ter neste foro
accao por dividas.
Recife 15 de julho de 1861 Joaquim Amaro
da Silva Ptssos.
AUencao.
Joao Antonio Carpinteiro da Silva vem, em sa-
tisfagan ao publico, e nao em regosta ao Sr. Joa-
quim Amaro da Silva Passos, declarar que du-
rante sua curta ausencia ficam nesta cidade en-
carregados dos seus negocios os Srs. Jos Joa-
quim 0i*s Fernaudes e Joo Malheus, alem dos
seus estabelecimentos e predios, o que lhe pare-
ce offereeer sufliciente quantia, para no caso de
ser julgadoa favor do Sr. Passos essa questo,
poder ser elle enbolsado da exorbitante e nunca
vista quantia deS76#, que dit pagara de mais a
exliocta firma Carpinteiro & Prado. E' portanto
esse annuncio do Sr. Passos um meio de ferir-
me em mnha 'repulacao, felizmente somos bem
conheedos nesta cidade e uo sero os seus an-
nuncios e os de seu comparca Piado, que pode-
ro empedir a minha viagem, nem offeoder mi-
aba repulacao; outro lano talvez Ibes nao acon-
tecesse se Ibes fosse preciso re tira rem-se ainda
que por um momento. Descanse pois o Sr. ras-
sos, que se vencer aaua questo, nao ser a fal-
ta da quantia demandada que o ba da fazer parar
as suas transaccoee. RacKa 16 de julho de 1861.
Dasappareceu urna colherzinha de ouro,
suppe-se ter sido feriada ; a pessoa a quero for
ella offerecida, pode dirigir-se a esta typographia
onde ser recompensada.
A peasoa que annunciou querer comprar
sapotia enchados, dirija-se a ra do Mondego n.
99, que achara. Na mesma casa cima tem umi
moleque para alugar, proprio para criado, ou
para compras de urna casa de pouca familia.
SOCIEDADE
MARTIMOS.
De ordem do Sr. presidente convido aos se-
nhores socios e(lectivos para comparecerem quin-
la-feira 18 do correte na matriz do Corpo San-
to, pelas 6 horas da manha, afim de ouvir urna
missa pelo repouso d'alma do nosso socio falle-
cido Joao Martina dos Santos Cardoso, conforme
marea o capitulo 10, arltgo 59 dos nossos esta-
tutos.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos
Martimos 15 de julho de 1861.
Balthasar Jos dos Reis.
t. secretario.
Sociedade
\3m&oHeueileeiYte Aos Co-
cheiros em Pernambuco.
A mesma sociedade faz ver que em sesso de
8 de juoho do correte anno fo>am aporovados
socios honorarios os Illms. Sr. Manoel Leopoldo
Raposo da Cmara, Miguel Ribeiro Dantas Jnior,
e protectoras as Ulnas. Sras. D. Antonia Carrilho
do Reg Barros e D. Mana Rosa Leopoldina Car-
rilho da Cmara, a primeira, esposa do Sr. Leo-
poldo, e a segunda, ilha, moradores no Rio Grao-
de do Norte ; e em sesso de 19 de jonho o Sr.
Dr. Joaquim Borges Caroeiro. Outro sim o mes-
mo Sr. presidente faz ver aos senhores socios,
que tendo mandado avisa-los por differentes ve-
zes para se proceder a eleic,ao do conselho, e
nunca se tendo reunido numero sufliciente que
forme assembla geral, faz saber aos mesmos
que marca o dia sexla-feira 19 do correle, s 8
horas da noile, e que se proceder a dita eleigo
com o numero de socios que comparecer.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos
Cocheiros em Pernambuco 16 de julho de 1861.
Antonio Jos Ferreira Refinador,
Presidente.
' Thomaz Lios de Souza,
1. secretario.
O abaixo assignado tendo de retirar-
se para a Europa, pede a qualquer pes-
soa que se julgar credora, queira apre-
sentar lhe suas coutas no prazo de oito
dias a contar da data deste, para serem
conferidas em sua presenta ; bem como
pede a seus devedores que do mesmo
prazo venham satisfazer seus dbitos,
do contrario sero cobndos por seas
procuradores ; tambem faz sciente a's
pessoas que tem penboresem seu poder,
os venham resgatar no mesmo prazo,
pois que todos se acham com o prazo
do trato feito com seus donos, finao
ha muito tempo. e se os nao vieren-,
resgatar com a mnha retirada, licai\o
sem direito algum a exigi-los. Joo
Antonio Carpinteiro da Silva.
Pernambuco 11 de julho de 1861.
V;
Em Santo Amaro ao p da fundico tem
urna casa terrea para alugar, sendo casa -v.
de esquina com solo corrido com du?s v
janellas na frente e urna no uito, qbin- *-"/
tal murado e cacimba : a fallar com Jos <&S
Goncalves Ferreira Costa, na.mesmo.
Anua
4o publico.
INSTITUTO PI E LITTERARIO
Hoja as 4 horas da tarde haver sesso do con-
selho directorio, depois da qual abrir o Sr. pre-
sidente seaao da aaeaaabla'geral para tratar-se
de negocios -impartan** a bem da mesma so-
ciedade.
Secretaria 4a Instituto Pi e Litterario em 18 de
julho de 1861.
Oyosplo de Freitas,
1.* secretario.
Sr. L.; a distancia que nos separa, o nosso
nascimento,o pudor,e o procedimento que me as- i
siste, faz com que nao de s a da mioba dignidade
responder a um roiseravel, um vil jumento,
que a nao encontrar urna alma caridosa que lhe
dsse liberdade na pa, eslaria hoje sujeito a
qualquer vergalbo. A nica resposta que mere-
ca as suas ameanas era um braco vigoroso que
soubesse bem manejar um chicote ou o desprezo,
e justiQa daquelles que nos conhece. Finali-
sarei o prosele com esta mxima do grande
marquez do Marica : o ladro nao contente que
hajam fiis, para estarem lodot em urna s es-
leir, e que os mos por si .e distroem.
O paciente da Tamarineira.
Na ra do Queimado o. 9, deseja-se fallar
ao Sr. Jos Fiel de Jess Leite.
OlTerece-se urna ama para servico de urna
casa ; na roa do Caldeireiro n. 14.
Precisa-se alugar urna escrava de meia ida-
de que entenda alguma cousa de cozioha para o
servico interno de urna casa de pequea familia :
na ra Direita n 72.
No dia sexla-feira 19 do correnle, depois
da audiencia do Dr. juiz de orphos, tem de ir
praca por venda as casas n. 30 na .ra dos Pra-
zeres, e as 13 e 15 na ra do Jasmim no bairro da
Boa-Vista, para pagamento dos oradores que jus-
tificaran) Mas dividas no inventario feito por
fallecimento da Francisco Jos Gomes da Santa
Roas.
Juizo dos feitos da fazenda.
Na quinta feira 18 do correnle pelas 10 horas
da manhaa aa sala das audiencias perante o Iilm.
Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda se vender em
praca urna casi terrea, sita no largo da matriz
de S. Pedro em Olinda, pertencente aos herdei-
roa de Iguicia Haria da Conceicao, avaliada por:
1 500SOO,.por execuco que move a fazenda na-
cional contra os mesmos herdeiros
Recife, 11 de julho de 1861.
0 solicitador,
P. C. P. de Brito.
Taspassa-se a posse de um sitio de lavrador
e veodem-ae as lavroras que conten, como seja,
canna para 200 pies, e 3,000 covas de mandioca
e aviaraentos de farinha e nasa parto da eaiaco
deTimboasa: os pretendentes que quizerem,
dirijam se a mesma estaco, que acharo con
qaem tratar, e ai-se todo negocio.
0 snligo mestre da lingoa ingleza aioda
contina a dar licoes particulares, pelo systema
de Olendorff, actualmente adoptado em os pri-
meiros collegios dos principaes capitaes da Eu-
ro : a grande vantagem para o discpulo incon-
lestavel, pois que,- principia logo a fallar, escre-
ver, e traduzir dita lingoa.0 annunciante pe
ser procurado al as 9 horas da manha na ma
da Gloria o. 83
## mmmm $&&&
Aos Srs. caixeiros.
Um rapaz habilitado offerece para lee- '$'
$p cionar, das 6 as 9 horas da noite, aos fgy
4K que se dedicare ao commercio, a lr es- fc
1 crever e traduzir as linguas francezi ^
W e ingleza grammatica e analyse.da lingua gp
^ porlugueza, arilhmeiiea, juros descont, (|&
5 reducc&o de pezos* medidas, e cambio ; ,.-..,
' quem de seu preatimo se quizer ulilisar *J*
$P dirija-se a ra do Cabug o. 3 segundo
ife andar, do meio dia s 5 horas da tarde, nj
Joaquim Pereira Ramos previne aos senbo-
res trapicheiros que nao se responssbilisa por
dbitos contrabidos por sen filho Justino Pereira
Ramos, sem apresenlar escripia delle pai.
O laboratorio de lavagem de roupa a vapor
tendo de dsr brevemente cemeco a seus traba-
dlos, precisa contratar mulheres para empregar
no servido da roupa, e algumas que saibam en-
gommar com toda a perfeico. Igualmente pre-
cisa de alguns homeos e de um feilor para o si-
to. A occupa;o das engommadeiras ser na ci-
dade, podendo irem dormir em suas casas, das
lavadeiras no sitio. As antigs obreiras deem
pressa em se apreseotarem para nao perder seus
logares : quem se quizer contratar, apresente-ea-
na casa de banhos, no pateo do Carmo, as 9 ho-
rJ da manha, e as C fdei
Precisa-se de um homem de maior idade,
de conducta exemplar, e que tenha ss babilit-
goes necesaarias para ensinar primeiras latras
n'um engenho distante 10 legoas desta praca :
quem se achar nestas circumstancias, dirija-se a
ra da Cruz n. 62, terceiro andar, para tratar.
Sabbado 13 do corrate desappareceu do
Isrgo da ribeira de S. Jos orna beata com sella
em cabresto, do poder de um portador que foi
comprar carne, consta que am individuo, de cujo
nome se nao sabe o nome todo, andar com a
mesma pelas ras prximas, procurando o dono,
roga-se ao meamo ou a quem souber, de dirigir-
se a Santo Amaro, ao p da fuadijo, taberna de
Jos Jaciatho de Carvalho, que gratificar.
Attenco
Precisa-ae da um caixeiro para taberna; na
ra Imperial n. 191. Na mesma casa precisa-se
de una ama, preferiado-ta eacrava.


I*
MARIO DI FIAIfilrjCO. OfJtrAniEA 18-n OLHO DI li.l.
commissao de escravos,
ra do Imperador 45,
terceiro andar.
Pirn dita ra foi transferido o escriptorio de
commissao de escravos que ie cruva estabeleei-
do no largo doParaizo a. 10, e ah da mesma
80i le se ccntioa a receber escravos para seretn
rendidos por commiio e por coala de seus se-
nheres, nao se poopaodo eslorcos para que os
mesmos 9ejam vendidos com promptidao, aflm
de seus senhores nao soffrerem empane com a
venda desle; asslm como se afianga o bom tra-
tiOient e spguraocn. Nesta mesma casa ha sem -
pre para vender escravos de ambos os sexos, mo-
cos e velhos, com habilidades e sem ellas.
Aluga-se o primeiro andar da casa da ra
da Cadeia doRecife n. 18: a Iraiar na loia da
mesma casa.
Na ra estreila do Rosario n. Z, primeiro
andar, precia-se de urna"ama pira comprar e
conhar para urna senhora.
Aluga-se mensalmente uro mulatioho de
boa conduela, e que est acoslumado a ser cria-
do : quem pretender, dirija-se a ra Formosa, a
fallar com o lenente-coronel Vilel'la.
Aluga-se um prelo para padaria ou outro
qualquer servico ; quem precisar annuncie.
Joaquim Jos Coelho, Brasileiro, retira-se
pora o Rio de Janeiro.
Mtenco.
Preeisa-s* deven homem para entinar en usa
ojei*o prximo U Mirada o ferror alguna *-*
nios, as prtmeira letras, grammatica nacional, O
prlncrpio de artlhmetica : a entender-se na ra
estrella do Rotario n. ti al das 10 horas a ma-
ntisa, as 8 s 6 da tarde.
Aluga-se urna esersva por 20$, sendo para
se empregar exclusivamente no serrico do coala-
ra, o que fax com perfelcio e ligetreza ; a tratar
na estrada de Joao de Barros, sitio que foi de
Maftoel Beroardino.
Precisa-se de um excellente copei
ro a ra do Vigario n. 2,
Jote de Souza dos Santos retira-se paro o
Rio de Janeiro, na barca Slalhilde.
O proprietario do estabelecimento intitulado
cate dos arcos, faz scienle a seus credftfs que
queira opresentar suas coritas ptra serom pagas.
Rival
sem segundo.
Ra do Qoeimado
fot de Aievedo
, J>. lojadk miudezas de
Mofa mwt, dvfroftte o so-
trido no#o, *sf vendeodo por
4ltencao.
g 3-Ria estreita do Rosario3
Og> Francisco Pinto Uzorio continua a col- ag
ot locar dentes artificiaes tanto por meio de *
fj molas como pela preaso do ar, nao re- fe
g ceb* paga alguma sem que as obras nao ja
t$ fiquem a vontade de seus donos, tem pos @
g e cu tras preparacoes as mais acreditadas m
a para eonservacao da bocea.
1 9 S t M OOM @ 9
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para coziobar e comprar : na ra do Imperador
n. 37, segundo andar, entrada direita.
GurgeliPerdiglo.
i Fazendas modernas, i
*? Recebera e vendem constantemente su-
f> penores vestidos de blonde com lodosos i
| prepares, ditos modernos de seda de cor
* e pretos, ditos de phantasia, ditos de '
JE cimbris bordados, lindas laazinhas,
cambraia da molernos padroes, seda de '
qmlrinhos, grssdenaples de cores e pre-
los, moreantique, sintos, chapeos, en- '
S faites para cabida, superiores botoes, !
mantillos, pulceiras, lequas e extracto
i de sndalo, modernos manteletes, tal- j
> mas compridas de novo feilio, visitas de <
g porgiir.'io, luvasde Jouvin a 2$500 J
Muito barato.
i Saias balo de todos 03 tamanhos a 4g, J
E chitas francezas finas claras e escuras a \
280 rs. o covado, colxas de lia e seda pa-
ra/aroa a 6; camisas para menino. ?
O

ftoupa feita.
Paletot de c?semira de todas as cores
a tOO, '''os finos do alpaca a 6J, ditos
de brim s IJS, chapeos preos a 8g e mui-
tas oulras fazendis tinto para senhons
como para homem por proco iotciramenle
barato, dao-se as amostras : na ra da
Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco
Largo.
CONSULTORIO ESPECIAL H0ME0PATBIC0
DO DOCTOR
n SABINO 0. L. PINHO.
nuade iuto Amaro (Muudo
Novo) n. 6.
Consultas tolos os dias uteis desd as 10 horas
at meio dia, acerca das seguintes molestias :
molestias das mu-'heres, molestias das crian-
zas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syyliiliticas, todas as especies de febres
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPaTHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
faUreis em seus^fTeos, tanto em tintura, como
em giobulos. pelus presos mais commodos pos-
siveis
N. B. Os mediesmentos do Dr. Stbiijo sao
amcamont-t vendidos em sua pharmaeia; todos
que r, forera fra della sao falsas.
Trias as car'.eirjs sao acompanhadas de um
impresso com rro emblema em relevo, tendo ao
r dor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pioho, medico brasileiro. Este emblema posto
i^aatmeoto m lista dos medicamentos qut se pe-
d-, As earleina que nao levaren) esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Alugam-se o segundo terceiro andares do so-
brado n. 52 da ra-da Cadeia do Recite, com bas-
tantes commodos para familia : a tratar Ao ar-
mazem do mesmo.
Aluga-se o primeiro andsr do sobrado' da"
ra da Lapa n. 13 : a tratar na loja do mesmo.
Preeiea-se de um cozinheiro livte ou es-
cravo : na ra dos Pescadores ns. 1 e 3.
Aluga-se a casa n. 2 B da ra de Apollo : a
tratar na roa do Autora n. 3rj:.
Hotel Aurara.
86Aterro da Boa-Virta8fi.
proprietario desle estabelecimento j do
agora offerece seus prestimos ao respeHiTel pu-
blico, corno seja fornecer comidas para fora pof
menos pre^o do que em outra qualquor parto-.
Aluga-se um moleque muito ladino, fiel e
obediente para criado ou copeiro de alguma ca-
sa : na ra nova de Santa Rita n.7.
Attenco.
Perdeu-se urna pulseira de ouro coa podras
encarnadas, no dia 11 a noile, da ra da Impe-
ralrlz at a ra do Sebo : roga-se a quem a
achou, de vir a entregar ao seu verdadeiro dono
que ser generosamente gratificado : na ra do
Queimado n. 34; assim como nesta casa compra-
se um gamao em bom uso.
Quem precisar de um mogo para caiieiro
fora da provincia, sndo para taberna, padaria,
on deposito, e tambem quenado qualqucr pes-
soa botar urna fabrica de velas, sendo de carnau-
ba, e composico forte da superior, e sabe puri-
ficar a carnauba de toda qualidade : quem pre-
cisar annuncie por e?te Diario.
Offerece-se para administrador de engeoho
um moco bastante habilitado ; a tratar noenge-
nho Penamduba, ou no pateo do Terrn. 44.
Precisa se de urna criada branca para casa
de familia, que saiba coser, engommar, e andar
com meninos, lambem precisa-se de outra, sen-
do escrava, que saida cozinhar e lavar; na ra
do Seve (liba dos Ratos) n. 3.
Gachorrofao.
Fugio na madrugada de sabbado 13 do corren-
te um cachorrinho do reino todo branco com
urna pequea malha amarella na costa ao lado
esquerdo, ps pezunho, nariz e olhos pretos, por
nome Melindro : a pessoa qne o achou, querendo
restitui-lo, poder levar ao aterro da Boa-Vista,
hoje ra da Imperatriz, casa terrea n. 27, que
perceber por seu trabalho tOj de gratfftcarao.
Aluga-se 1101a casa na ra das Flores : quem
a quizer v fallar na alfandega com Joao D jarte
Carueiro Honleiro.
O abiixo assigoado faz publico para-obstar
qualquer duvida que de presente ou futuro possa
apparecer que anuunciou por este Diario no auno
de 1857 ou 1858, qae mudava o seu nomo que
era enlao Francisco Antonio de Mello, como ae
assignra, por haver outra pessoa com igual no-
me nesta cidado para o de Francisco Antonio do
Reg Mello.Francisco Antonio do Reg Mello.
Thom Nicolao Holm, brasileiro, retira-se
para Maeei.
Engomma-se com toda a perfeicao e por
prece muilo commodo; no sobrado ionio a igre-
a do Pilar, em Fora de Portas.
sim como seja : franja e laa piara Testido t fO0
rt. Tara, tranca de laa com 10 Taras a 200 rs. a
*<, pares de meias croas para meninos de 3 a
6 nota 160 ., e O 0 de Pedro V com 200 jardas, verdaderas, a 80 ..
novellos da linha do gai a melhor qualidade que
ha nesta prtca 00 rs., tem tmbetn para e
10 r*. cada norello, o de coras a melhor qw ha,
noellos grandes, a 40 rs., earretels de liona do
gaz epretas com rouita linha a 200 rs., baratis-
simo, calas com ticSes para accender charutos a
40 rs., eaixas com phospfcotos de sesuranea a frJO
"iW t>hp*io'os do gaz a tfsoo, e doza
a 240, filas para eufiar vestidos e roupinhos a 80
""* p/i?s de Wco' ,arur? d3 dedos, a 2, e va-
ra a 120, Orinas de noVello de cotes por lodo o
proco, frasco d'agua de rotooia muito superior a
wm1 rs., duna de meias muito finas para seniora
a 85, e par a 180, linhas de marear muito fioas.
norello a 20 rs., grvalas de linho muito bonitas
a 200 rs., pegas de tranga de laa de todas as co-
ros a 50 rs., tem on reto do sabonelcs para
000 rs. a duna. *rozadO botoes do sto par* cal-
ca, pequeos a 120. e grandes a 240. aio multo
loos. marcas para cobr4f aj ra. a groza, e tem
wmoem raaiores paraBO e^rrs.OuVta de meias
craas para hornero 1JK00. muito botr perdu-
rar, meias de cores para aaoainoe petos procos
!2?' !2? e 6 "- fil8S de linho kocM e de ca-
T3 *.A pe5a Para br, g-ozss de penas
de ac a 500 rs.. tem um resto e sao superiores,
irascos de opiata para limpar denles a 400 rs
copos com banhs muito Boa o 610, frascos d
S&L&. ?r20.a 6f e ^ T*r" *> la*y-
rlorhos de todas as larguras e por todo o proco
iLa* r. esJ,e,h0r columna brancas a
touu, e pecnincha, carteiraspara guarJar dlnhei-
ro muito boas a 500 rs., frascos com cheiro muito
taita "-, k "iL rea,eJs P*a meninos a 20-rs.
mSL""?-bSra'ho portogueres a 106, eduziaa
tJ440, baratsimo, dnzia de botoes mad repero-
la para palelot a 480, cartas dn alfloetes para ar-
tt?Ml^LUF 0a cortinado a
zwe 240, multo barato, totoes de vldro com
pe para casaveques de senhora, duzfa a 240 rs/
todas estas fazendas eStao prfeita%. e vende-se
barato porque precisa-se apurar dinhelro para as
neccssidade8, e por isso toco fogo.
Progressisla.
Granee pechincha.
A 220, 240 e 260 rs.
.c,'j"a8 francezas de multo bonitos padrSes o
multo bons pannos, pelo baratissimo prego de
u, J1Q e 260 rs. o covado ; na ra do Queima-
do n. 1, na leja da boa f.
"Z 'V.'Jf r,an** "Millo i* tm padroea
pe8CTir0t 1480 rs. O corado : na ra do Quefina-
40 n. 22, na loja da boa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciarel agua embreada, deurr aroma ex-
celentemente agradarel. Ella serr acertada-
mente para se deitar algumas golas n'agua pura
com que se banha o rosto, 'resultando dlsso que
!Kfei econser,ra o vigor da cutis, com especia-
Udadedassenhoras ; asslm como para se deitar
n agua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
sultando alem de refrescar o tiraV ou fazer desap-
parecer esse hlito dessgradarel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
cosrdadede acalmar o ardor que deixa a naralha
quando ae faz a barba, urna vez que a agua com
que se lare o rosto tenha della composico. Cus-
a o frasco lJJ, e quem aprecia o bom niodeitar
cerlamente de comprar dessa eslimavel agua am-
breada. isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parte ande se achara.
^m Mean x*mm*zn
\ loja da baedeira
Nova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife

Recommendaco aos Srs.^
de engenho
S Panno azul de superior qua-
lidade para rupa de escravos a W
900 el|.
Na ra do Queimado, sobrado
amarello n. 31, loja de A. L*
Saotos & Rolim,
vendem-se chales de merino finos com 14 quar-
tas bordados de seda e ouro a 4|, ditos melhores
a 5#, ditos superiores a 6 e75000.

.(
ompras.
Ao publico.
Re.stibelecido da grave molestia que portanto
'.jTpo me ha consumido, rollo ao exercicio de
advogado e espero do publico o favor que sempre
Ihe hui merecido. Em comraum com o Sr. Dr.
Joo Baptista do Amaral e Mello, os que se dig-
narem procurar-nos acharo sempre no escrip-
torio das 9 as 3 da '.arde mn de nos. Tudo em-
penharemos para bem servirmosaos que nos qui-
zerem honrar. 0 nosso escriptorio na ra do
Queimado n. 41, ultimo sobrado que faz esquina
para o becco da Congregarlo.
Dr. Antonio Borges da Fonseca.
Si?fM?0)
aldnetes de ouro e brilhantes.
Na offirina pholographica da ra do Cabug o.
18. ntrala pelo pateo da matriz, existem lindos
alfinetes com brilhantes e ao gosto de Luiz XV,
para a collocacao de retratos; ha tsmbem urna
variada collecgo de al noeles de ouro com, e
sem pedras. O prego dos alfloetes com os re-
tratos variara de l&j a 2068. Ni mesma casa
vendem-se bellos espelhos com molduras doura-
das para ornar salas de luxo e tratameoto ; bor-
las de seda para cortinados de janellas e para
qusdros, assim como cerdosa para o mesmo flm.
Vende-se lulo a pregos razoaveis o moderados.
O abaixo assignado, nao toado a o presen-
ta solugao alguma da letra que era vida do Sr.
Manuel Buarque Ihe dora para cobrar, qual com
a sua mote fra deseseaminhada. como j tac
aublico por esie jornal em data de 5 do correal*,
sua man a Sr. D. Ignacia Mara das Boros;
achando-se nesta praga, de nove, pravtoe ao acei-
tante o Sr. Manoel Xavier Caroeiro de Albuquer-
que, para nenhuma iransaegio fsur con dita lat-
ir, a nao ser com o abaixo assigoado, asaim como
rectifica um engao que se dera na priraeira pu-
blicagao, na quanlia e data do veoeimeoto ; sen-
do a importancia real de 2 790|660, o o venci-
mento em aetembro de 1S59. Francisco de Pau-
la Garateante de Albuquerque.
Compram-se
escravos de ambos os sexos para se exportar para
fora da provincia : na roa Direita n. 66.
Compram-se moedss de auro de 206: na
ra Novan. 23, loja.
Compra-se urna escrava de meia idadeque
saiba cozinhar e engommar; na ra da Pt
Nova de Sinta Rita n. 15.
ata
Vendas.
urna negrinha recolhida muito bonita a geitosa,
de 14 a 15 annos de idade, einteiramente inno-
cente ; vende se para aqui e nao para embarcar:
quem a pretender, drija-se a ra da Imperatriz
u. 9, segundo andar.
Urna boa escrava.
Vende-se urna mulata de muito boa conducta,
engomma, cozinha, lava muito bem, e faz todo
mais servigo de ama casa : a tratar na ra da
Aurora n- 66.
A360rs.
Vendem-se velas de somposigao a 360 rs a li-
bra ou o masso : na ra do Livramenlo n. 27.
Venda de propriedades
Vendem-se as casas terreas sitas na ra atraz
da malriz da Boa-Vista n. 30 e 32, Rangel n. 79.
e ra do Forte n. 26, todas com solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza,
ra do Queimado a. 12, primeiro andar.
eehincha
Vende-se nos armazens do largo do Carmo n.
9, e ra das Ouzes n. 36, manteiga iogleza flor
da safra velha a 800 e a 1. da nova chegada ul- '
finiamente em barris lera abatimento, affWa-se
ser manteiga que outro qualquer nao podo ven-
der por menos de 1J440,. (nao serviodo isto de
onensa aos nossos collegas.)
Vene-se um bom cavallo andador baixo a
moio. o qual serve paaa padaria por trabalhar
muito bem am machina S rende-se muito em
conta ; na ra- dos Pescadores ns. 1 e 3.
Muita grvala ba-
rata.
m
Armazeitada
de Pars
DE
Magalhaes k Neodes.
Ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armazenada de 4 portas n. 56, recebeu
novo sortiment de fazendas de gosto, entre el-
las, ricos chales de grox com pona redonda e
borlla a 8j, ditos de merino tambem de pona
redonda para todos os pregos, os ricos cortes de
vestidos branoos do 5 e 6$ eitao se acabando,
riaas cobertas pan cama de groi a lOf, ricas
chitas para eobena deCrepoo a 240 0 corado ri-
cos gostos de cassas sai tizadas a 680 o OSO rs. o
covado. Ha sempre nesta casa um comptelo aor-
timeoio de chitas de 160 at 280 o covado, saiss
balo de novo gosto a de arcos miudos. com Ota
larga dos lados, que sio melhores do nuo aa de
fuslao a 3* o 80500. *-
Moleque peca.
Vende-se ou aluga-se um crioulo do W annos
na roa da Imperatriz, loja a. 6.
Na ra da Imperatriz n. 23, veudem-te dpus
carros novas de conduzir generas da alfandega
do olla ioteira o muito bem construidos, por
mdico prego.
Na loja d'aguia branca se eaconlra um grande
e bello sortimenlo de grvalas de differeules gos-
tos e qualidades, e por pregos taes que em ne-
nbumaootra prtese acha. como seia. arevati-
nhas estrellas bordadas a 800 e 15, ditaa pretaa
de cores agradareis a 1#. 1*200 e 1500, ditas
com pontas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim macio a 1J500: Pa variedale do sor-
timento o comprador terrmuitas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numerlo.
Aos tabaquistas.
Longos finos de cores escuras e flxas a imila-
gao dos de linho aija duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Riscadinhos de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na ra do Quei-
mado n. 22. loja da boa f.
Vode-se urna porgan de travs de louro,
pranchoes de louro e amarello : para ver, no lar-
go do Forte do Mallo* ao p do trapiche do Sr.
Jos da Cunha, aonde ot depositada, e para
tratar, em casa de Manoel Alves Ferreira, na ra
da Moeda n. 5, segundo andar.
lgoda
azal americano.
Uja de fazendas Gaasl
DE
Martinho de Olivei-
ra Borges.
Una da Cadeia do Recife n. 40.
\ende-se o seguale :
Cortes de seda de cores com pequeo
toque de mofo a 20g, 30$, 40 e 50.
Casaveques de cambraia bordados com
fitas de 85 a 12$
Cassas de casemira e merino de cores
para senhora de IOS a 15S-
Camisinha8Com manguitos e golla bor-
dada de 40 a 6$.
Casaveques de fusio branco e de cores
de 60. 83 e 10$.
Capas de fil de seda preta com rendas
e vidrilhosde 12$ a 20$.
Golliohas da traspasso arrendadas e bor-
dadas de 3g a 5$.
Manguitos de seda de cores de 10$ a 15.
Manteletes de cambraia bordados com
fitas de 8$ a 10$.
Manguitos de pafos com fitas de 33 a 4$.
Manguitos bordados de ponto inglez de
2$. 3 e 4$.
Vest los de barege de II e seda a 106
o 15.
Ditos de cambraia brancos bordados de
15. 20 e 25$.
Sedinhas de quadros com pequeo lo-
que de mofo a 640 ra. 0 covado.
Grosleuaples de cores com igual toque
a 1$ ocovado.
Na mesma loja encontrarlo muitos
ohjnclos de gosto o em pwfnjto etado.
numero 37.
Manoel Jjs da Foseca participa a
todos 00 seus freguezes tanto da praga
como do mato, e Juntamente orepeita-
rel publico, que lomou a deliberagao de
baixar o prego de tolas as suas obras, por
eujo molivo tem para vender um grande
sortimento de bahs e bacas, tudo da
diferentes tamanhos o de diversas cores
m pinturas, e jantameute um grande
sortimento de diversas obras, contendo
baoneiros e gamelas grandes e pequeas
machinas para caf e camas de vento o'
que permite vender mais barato possivel
como seja bahs grandes a 4$ e peque-
nos a 600 rs., bacas grandes a 5$ o pe-
quenas a 800 rs., cocos a 1$ a duzia. Re-
cebe se um offlcial da mesma officina
para Irabalhar.
$9ttaesiMedi3 k smmmmm
Relogos.
Temde-so em casa de Tohnston Palor 4 C.
ra do Vigario n. 3 um bollo sor ti ment d
relogiosdeouro, patete inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
ama variodade de bonitos trancelins para os
mesaos.
Arados americano se machina-
para lavarrouparemcasa deS.P Jo
bastn & C. raa daSenzala n.42.
Vende-se o verdadeiro
no.emcaixase a relalbo :
Iha o. 35.
algodo azul america-
na ra da Cadeia Ve-
Vende-se ou arrenda-se o sitio denomina-
do Caiaona, silo na freguezia da Varzes, bstan-
le grande, muito boas ierras que se pode tirar de
1,500 a 2,000 pies de sssucar todos os annos, e
com bastantes arvoredos defructos, como sejam ;
coqueiros, larangeiras, cafezeiros, e outros mu-
tos arvoredos, urna pequea casa quasi prompta,
urna dita de fazer farinha ; no mesmo existem
duas vaccas muilo boas que dao bastante leite, e
com crias, e um burro manso : a tratar na ra
do Sebo n. 20.
Grande
armazem de violas na ra
Direita n. 87.
Nesle armazem ee encontrar as mais bem
Ifoitas violase guitarras, as quas vendem-se
tanto em grosso orno a retalho, mais em conta
[do que em outra qualquer parte, por sercm do
mesmo fabricante.
Cintos pretos g de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
chegado' os lindos cinlos, tanto pretoa com
enfeitesde continha.como dourados, e do lindas
utas e Dvelas, o mais fino que se pode enconlrar
slo na Iota Aguia de Ouro, ra do Cabug n. i b!
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de supe-
rior qualidade :a tratar com Jos Sa'
Leitao Jnior, ruado Trapichen. 15.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
i Drs Radway A C-, de New-York. Acham-so
| venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
| garam as inslrucgoes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar os
quaea ae vendem a lOOO.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvd, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encoromenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quam qoizer comprar
boas lavas escusa cansar-se, dirlgir-se aloja
d aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
aera bem servido.
Cabo de marfim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadorea
lo bom, mui delicadas esenvas de cabo de mar-
nrn e jnadreperola slj 15500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as /comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Carissa vin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas da cozer
dos mais afa-
mados autores
me lh ora dos
com novos
a pe rfe i coa-
mentos, fizendo ptsponto igual petos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os prepares para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as corea tudo
fabricado expressamente para as mes mas
chinas.
STSTEII MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAHOLLW#rA.
Este i nestimaf el especifico, composto inlaira
monto do harvas medicinaos, nao con t mercu-
rio aero alguma outra substancia delecteria. Bo-
nigdo mars tenra infarr, o a compleiciomais
delicada igualmente prompto e segoro para
desarreigar o mal na compleigao mais robusta ;
enteiramentt innocente ena suas operagoeseof-
foitos ; poisbusca remore as doeneas do qual
qnor especie e grao por mais antigs o tenazes
quo sejam.
Entre miihares de pesaoss curadas eom este
remedio, muitas qae j eetavsmas portas da
morte, preservando ero seu uso : conseguiram
recobrara saude e forjas, depois dehaver tenta-
do i n ultimen te todos os outros remedios.
As mais afflictas nao davera erflregar-so a des-
esperarlo; fagam um com-petenta entelo doso
efficazes effeitos desta1 assombrosa medicina,
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em lomar este remedio
para qualquer das seguintes enferrnidades:
Accidentes epilpticos. [Pobreto daespecie.
Alporcas.
Ampola8.
Areias^raal de).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidadeoa TXtenua-
eJo.
Debilidade on falta de
forcas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enferrnidades no ventre.
Ditas no figedo.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Gol la.
Hemorroidas.
Hydroposia.
Ictericia.
Iudigestes.
Infla mmscdet.
Irregularidades
menstruac^o.
Lombrigas de toda es-
pecie,
pial da podra.
Manchas na cntis.
Abstrueco de ventre.
Phtysica ou consnmp-
pulmonar.
Retencao deourina.
Rbeumatismo.
Symptomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto intermitente,
Yende-se estas pilulas no estabelocimento go-
ral de Londres n. 224, Strand, a m loja da
lodos os boticarios droguistaeoutraspessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Ha vana e Hspanha.
Vendem-so as bocetinhas a 800 rs. cade
urna dolas, contero ama nstrucsto ero portu-
guez para explicar o modo de se usar dess pi-
lulas. *
O deposito geral ero casa do Sr. Soum
pharraaceutieo, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
Vestuarios para meninos.
Na ra da Imperatriz n. 12 acaba de chegar
um lindo sorlimenlo de vestuarios para meninos
e meninas, de diversos gostos eioteiramente mo-
dernos.
EAU MINERALE
NATRAIXEDE VICHY.
Deposito na boticafraneeza ra da Cruz n.22
K^ Cami-
sas inglezas.
Acaba de chegar ao aroaazeai de
Bastos & Reg na ra Nora junto a Con -
ce>cao dos Militares urna graude quan-
tidade de camisas inglezas com peitos
de linho muito finas pregas largas, e
por ser grande quantidade tomamos a
deliberac9o de vender pelo diminuto
preco de 35^} e a 40$ a duzia, sao as ca-
misas mais recommendaveis que tem
aDparecido no mercado.
Largo do Terco
n. 23.
Vendem-se batatas muito novas 80 rs, a li-
bra, assim como outros gneros mais baratea que
em outra qualquer parle, nao so diz o prego para
nao espantar!! I (a dinheiro i vista).
ATIENDO.
VendoaaV urna escrava moga perleiUmente eo-
gomaoadeira, coaluraira, faz iabyriulho, o cozi-
nha tamba a com perfeigo. eom urna cria de
auno e meio; quem pretenda-la, dirija-so ao pri-
meiro andar da. casa na ra do Livramento nu-
mero 38.
Talheres para crianzas
Veedaawe 4ikerea pequeaM proprios para
enancas a 310 cada um: na raa do Qaemado,
loja d'aguia branca a. tf.
JAYME
%
ma-
sa-
os
i #500 rs. o ramo !!
do Queimado, casa de ca-
Cabelleireiro tranijador, e desenhador
em cabellos,
Com seu estabelecimento na ra do Queimado
n. 6,1* andar, continua a receber encommen-
dss de objectos tendentes a aua arte, garantindo
perfeigo e mdico prego.
Agoa Imperial
esa lavar a cabeca, limpar as caspas e evitar a
queda dos cabellos.
Vende-so na ra do Queimado, casa de ca-
balleireiro.
Flores finas a
Vende-se na ra
bslleireirc:
Agoa de tingir cabellos.
Vendo-so na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecldo e acreditado deposito da ra
da Cadeia 4o Recife n. ha pera vendar a ver-
dedeira potasas da Russia, nova e de superior
qualidade, aasim como tambem cal virgen em
podra ; tudo por pregos mais baratee do que em
oetr qualeaer parte.
Ruada Senzala Noya n .42
Vende-se em easa de 8. P. Jonhiton & C.
lellinsa silhesnglezes, eandeeiros e eatlieees
brouxaadoi.ionu nekees, fio dsveU,kinoii
parcarros, emoBiaria.arreiospara carao e>
um e doui eavalos ralogios de ouro patente
mus*
Trinta arcos
a 2^000
Saias balo com 30 arcos a 2$ cada urna,
patos de bnrracha para homem a 2$ o par :
loja das 6 portas em frente do Livramento.
Vende-se urna taberna na povoagio de A-
pipucos, propria para um principame por ter
poucos fundos: quem preleoder, dirija-ao a mes-
ma ou a ra larga do Rosario n. 30, loja de cha-
rutos, garantindo-se a casa ao comprador.
Novo sortimento
de cascarrhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de casearrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de difieren-
les cores e larguras, e como sempre as est ven-
,D0. ral8,nenle a 3,4 e 5S a pega, precos
estes que em nenhuma outra parte aeacham. e
s sim na ra do Queimado, loja- d'aguia branca
onumer lo.
Attenco.
Vende-se confronte o porto da fortaleza daa
Cinco Pontas o seguinte : carrogas para boia o
eavallos, carnnhos de Irabalhar na alfandega, di-
tos de meo, torrador de caf com fogo, dobradi-
cas de chumbar de todos os tamanhos, bocea de
fornalhas parai tornos, grandes fechaduras de
lerretbo o tambem rodas de carroa e carrinhos.
rodas para carnnhos do mo, eixos para carro-
gas e eemnbos, e outras quaesquer obras do,
Luvasde finacamursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encomtnenda mu nas loras de cameras, o que
de melhpr se pode dar nesse genero, e aa csti
Tendeado a 2500 o par ; os aenhores offlclaeTe
u!,I !!? de sulnur duragao. e para as
ter dirigiris -se roa do Queimado. loia da
yr*Jbr*nca Adverte-se que a quaulidade
0 pequea por hora, por isso nio lemorem.
Coral de raz
Vende-se muito bom coral de rali, e fio a t :
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
. !?. .'t i 'H.n >. f
lii
4 fama triunpia.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimares A Villar.
ua do Crespo oumero 17.'
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, las, chapelinaa de pe-
ina e de seda para senhoras, manteletes
prelos ricamente bordados, ditos de co-
res, aahidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e pregos, chitas fran-
cezas muito bonitas e Anas, enfeitea de
diversas qualidades para cabera de ae-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos
todos proprios para senhoras.
Para horneas
paletots, caigas, colletes, chapeos, c ni-
sas, seroulas, meias, grvalas, lengos, so-
brecasacos, calgado Melie e muiloa ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem. baratissimo.
Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver.
Levem dinheiro
Levem diuneiro
Levem dinheiro.
A 4|, 4500 e 5f.
Cambraia lisa muito fina a 4$ a pega com 81tl
varas, dita muito superior a 5g, dita tambem
muilo fioa com salpicse 4&500; na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas esenhras.
A loia d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porcao de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e aa est
vendendo a 1500 cada urna ; a ellas, antea ue
se acabem, pois s as ha na loja d'aguia branca
ra do Queimado n. 16.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba, a melhor que tem
nodo a este mercado, a 8950* a erraba, a prazo
ou dinheiro : a tratar Ra ra da Cadeia do Re-
cife n. 7,^ou na ra da Imperatr n. 60, loja.
Enfeites de flores para ca-
samentos e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos o de-
licados enfeites de flores Boas, feitoa eom muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senboras que v8o a caaamentos e bailes, e ser-
vea igualmente para pasaeioe. Os pregos sao 8
10 e 1 porm quem apreciar e bom couheee-
r que sio baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 1.
abortos e daaoobertosr peqsenes e grandes, da
oro patente iaglez, para bornea o senhora da
am dos melhores fabricantes de Liverpool, rin-
?.0JS" pa(,a0,# in,tt : "*
Soothall Mellor & C.
^s


DlaVMQ 3E rtWAMNC*. QOWTA FURA 18
11H1.
u
Cwaes lapidados
*590rs. o masso.
Vendem-ee asassinkos de eeraea lapidados a
500 rs. cada um : na ra do Queimade, loja d'a-
guia branca a. 1. ^
240 rs.
Lias escuras de padres moderno* o melhor
que ten appareeido, do liodaa corea, a 240 ri. :
na ra do Queimade o. 39, loj a de 4 porta*.
Libras strlinas.
Vende-senoi eecriptore de Manoel Ignacio de
Olireira & Filho, largo do Corpo Santo?
Travessa do Pires n 1.
Joseph Grosjean em sua officioa rende- < ca-
briole! doto, 1 carro americano para 1 carallo,
1 cabnolet en bom estado, que vende muito em
cont, assim como encerado preto a 29300 o co-
rado, e comprando em peca ha de ser maia ba-
rato.
Attencao.
Ka roa do Trapiche n. 46, em caaa de Rottron
Rooker & G., existe um bom aortimento de 11-
nhas de corea e branca em carretela do melhor
fabricante de Inglaterra, a a quaes te rendem po
presos mu razoa veis.
DESTINO
DE
Jos Dias Brandao.
5Ra da Lingueta5
O novo destino torra gneros por menoa de seu
valor: superior manteiga ingleza a 19 a libra,
dita fraoceza a 700 rs.. cha prato a I94OO, oaa-
aas a 560, conservas inglezas e portoguezaa a
700 rs., aletria, Ulharim e macarrio a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, baoha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 19400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5$ a dazia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
698OO a duzia, tanto em garrafaa como em meias
errilhas francezas e portuguens a 7:20 rs. a lata)
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mul-
to em conta, rioho do Porto engarrafado fino
frelho) a 1*500 rs., rinho de Lisboa eFigueira a
5S0 rs. a garrafa, vinagre branco a 820 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornara enfa-
donho aos freguezes (Dtnheiro rista.)
Lindos cabazes
de palha tina, ou cesti nhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se acham mui lindos e
delicados es bazos de palha fina, ou cestinbasen-
feitadas, proprias para aa meninas de escola, ou
mesmo para costura de aenhoras, e custam 4 e 59,
o que baratissimo rista da perfeicao e bom
gosto de taes obras, as quaes se rendem em dita
loja d'aguia branca, roa do Queimado n. 16.
FUNDIDO LOW-MOW,
Roa daSenzalla Nova n.42,
Neste estabelecimento contina ahavarua
completo sortiatento de moendas eaaeias moen-
das para enganho, machinas da vapor a taixaa
te ferro batido e coado, de todos ostamanhos
para dito,
A12#000
a duzia de toalbas felpudas superiores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andares e
soto na ra de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzas n. 18.
Vendem-se caixoes vasios proprios
para banuleiros.funileiros etc. a 10280:
quera pretender dirija-se a esta tipo*
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
i
Julio (fe Conrado.
Vendem bellos rostidos de filma-
tisados tante de 2 saias como de
folhas a 109, para acabar.
Aranaga* Hijo & C.
vendem oncas de ouro: na ra
do Trapiche n. 6.
Relogios patente inglez a 1709, em
casa de Julio 4 Conrado, assim como
ricos aderecoa de diversas qualidades
que rendem barato por quererem acabar
com o negocio de ouro.
Escravos a venda.
Jos Nicolao Vieira da Paz, residente na rilla
do Cabo, pretende Tender oa escraroa: Benedic-
ta crioula e seu irmio Luis, e Josepba parda,
os quaes nao sao seus e somente os tem
em seu poder em confiante. Arisa-se portanto
ao publico que quem comprar taes escraroa tea
dos perder.porque existem documentos em mo
do rerdadeiro aenhor dos ditos, que pro-
ram que os ttulos que tem de taes escraroa o
dito Jos Nicolao sao simulados, e elle mesmo
pretender assim abusar da confianza nelle nao
de todo posta, nao a terio oa compradores de
perder sea dlnheiro como o dito Nicolao tei de
responder por crime de estelionato, que nao
admilte fiangi. Fiquam todos portanto bem
avisados.
Paraos senhores|
padres. "
Meias de laia muito elsticas per 1$ i
par: sm casa de Julio & Conrado.
Gravatinhas estreitas.
Veidem-ee superiores graratinhas estreitas de
seda, nao a pretaa como de cores, pelo baratis-
simo prego de 1} ; aa ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
E'de graca.
Ricas chapoliaaa da seda para senhora, pelo
fearatifisimo prego da 149 cada ama : na ra do
Queimado n. a, leja da boa fe: (a etlaa,qe sao
poiacaa).
fortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 a 3 bastados a 5j : na ra do
Queimado n. 1?, na loja da boa f.
Grandes colchas
de fusto adamascadas, palo preco da 6| cada
na : aa roa do Queimado o. 19.
B Huito barato.
Manteletes de fil preto milito superiores a 89;
n rna do Crespo n. 10.
Damasco de seda.
superior a 3*600 ; na ra do Crespo n. 10.
Massinhosde coral
a 500 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do Gatug n. 1B,
Vendem-se massinho da coral muito fino a 500
rea o masso.
Tachas e moendas
Braga Filho & C., tem sarapre no sen depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mento da tachas a moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mav a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
Veude-se o engenho Tiriri, sito.na comarca
do Cabo, com as proporcoes segointes: dlata da
estrada de ferro urna legoa, e porto para embar-
que em distancia de 200 bracas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muitos terrenos para ae
abrirem com facilidade, ba grande cercado e
muitss matas Bale engenho noro ebem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segundo an-
dar, ou no engenho Cafund, sitio em distancia
de meia legoa da estibio de Olinda com o abaixo
assignado.Joo Paea Barrete
A 8#000
Chapeos de castor branco. fazenda muito boa,
os quaes se vendem pelo diminuto prego de 8fi
cada um : na ra do Queimado o. 39, loja de 4
portas.
Lila preta,
boa fazenda, a 580 rs. o corado.
Corlea de casemira de cor fina a 44.
Ditos de collete de gorgurao, bonitos
21)000.
Panno fino superior, cor de asaltos,
corado.
Casemira preta fina a 2$ o corado : na ra do
Crespo n. 10.
EDlTMiieios
os melhores que se tem visto
A loja d'aguia branca receben um explendido
sorlimento de ntremelos de delicados bordados,
e gostos inteiramente noros, com difierentes lar-
guras, do mais estreito at mais de 1|2 palmo,
suas diversas applicagoes escusa dizer-se porque
todas as sen horas sabem : os pregos sao de 2 a
59 a pega conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os rir e apreciar o bom.iofalli-
relmente os comprar: na leja d'aguia branca,
na ra do Queimado o. 16.
gsi3;>*ss*ie ma&m agestes
AUenco
Fazendas e rou-j
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
8
[48- Ra da Imperatriz--48)
Jauto a padaria fraoceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sorlimento
de raspas de diversas qualidades como
sejam : grande sorlimento de paletols
de alpaca preta e de cores a 39 e 3o5C0,
ditos forrados a 4$ e 4500, ditos france-
zes fazenda de 105 a 69500. ditos de me-
rino preto a 68, ditos de brim pardo a
3J800 e49, ditos de brim de cor a 30500,
ditos de ganga de cor a 3?500, ditos de
alpaca de laa amarella a imitagio de pa-
lha de seda a 33500 e 4$. ditos de meia
casemira a 4)500, 5# e 5)500, ditos de
casemira saceos a 13J, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto fino a 20$,
22$, 280. ditos brancos de bramante a
39500 e 4), caigas de brim de cor a 1J800,
28500, 3), ditas brancas a 3 e 4j500, di-
tas de meia casemira a 3)500, ditas de
casemira a 6)500, 7&500 e 9), ditas pre-
tas a 48500, 7)500.9) e 10), colletes de
ganga fraoceza a 1)600, ditos de fusto
238U0. ditos brancos a 28800 e 3), ditos
de setim preto a 3)500 e 4)500, ditos de
gorgurao de seda a 4)500 e 5), ditos de
casemira preta e de cores a 4)500 e 5),
ditos de velludo a 7), 88 e 9).
Completo sorlimento de roupa para
meninos como sejam calcas, colletes, pa-
letols. camisas a 1)800 e 2), ditas de fusto
a2J500, chapeos francezes para cobeca
fazenda superior a 6)500, 88500 e 10),
ditos de sol a 68 e 6(500, ditos para se-
nhora a 48500 e 5). Recebem-se algu-
mas encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-meslre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Ricos corles de rostidos de seda es-
coceza superior a 14), noridade em corte
de chita achamalutada de ricos padres
com 14 coradas a 5), chales de merino
eslampados de bonitos gostos a 6J500,
cambraia lisa de Escocia com 10 raras e
de ra'a de largura a 4), 4)500 e 6), su-
perior bramante o melhor que ha a 28 e
2)200 a rara de 4 larguras, sorlimento de
meias para manios e meninas a 2)800 e
38 a duzia, cambraia de salpico muito Q-
na a 700 e80O rs. a rara, chitas surtidas
francezas a 240, 260e 280 rs o corado a
outras muilas fazendas por pregos commo-
dos.
Luyas de Jouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre se encontrarlo as superiores lu vas de pel-
lica de Jouvin, tanto para homem como para se-
r/hora, por seren recebidas por todos os vaporea
viudos da Europa, e ae rendem pelo baratissimo
prego de 28500 o par: na mencionada loja da Boa
F, ua ra do Queimado n. 22.
[Ra do Queimado]
numero 48.
Julio & Conrado receberam pelo
ultimo paquete coa eofeitea a Ga-
ribaldi, pretos e de cores tanto para
seo hora como para meninos, coali-
ouam a vender sapatos de tranca
tanto para homem como para se-
_ o hora a i) o par.
lilil III IMBU
Atiendo.
Ricos enfeites de Talludo, ten na raa do Quei-
mado a., pflo dimiouto preco da 5), chales de
cambraia abertos a 600 rs. cada na, ditos de
frece a 3)000, ditos da lia estampadas muito 1-
Boe a 6), aaiaahalao da 30 arca* seca et araa-
dla 4). dita* da renda a 3J200. chitaa francezas
oaeuraa a 200 ra. o aved*, fil Mae fie* a 720 a
vara, grvalas da seda a, 240, a mui tu aaaia fa-
zendas que Tillado cemprader se mostrario.
padres, a
a 4|000o
3 LiquidacaO
^tluado Queimado lojade^
O 4 portas n. 10. @
tjjl Vende-se panno desupeiior qua- am
^ lidade prora de limao cor de k
$$ caf a d(S. &a
^ Dito verde a 5$. S
Dito preto a 3#. S
*$ Dito azul a 3^. S
A Seroulas escossezas brancas a gk
H 1^200 e 1.^300.
q Dita* de linho a 28600 e 3/.
^ Superiores manteletes de fil i
^ preto a G#.
d*a Camisas de linho inglezas duzia .
30^f.
A Ditas dita dita duzia a 35#.
m Ditas dita dita duzia a 40$,
gg Ditas dita dita duzia 45$.
g| Ditas dita dita duzia 50$.
Sabonetfs
louca
de amendoa, em caixinbas de
500 rs. cada um.
Vendem-se sabonetes de amendoa para barba,
cada um em sua caizinha de lou^a a 500 rs. ; na
ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
SABAO
Joaqulm Francisco de Helio Santos risa aoa
seus freguezes desta praca e oa de fra, que tem
ezposto renda sabao de sua fabrica denominada
Reciteno armazem dosSrs. Trarassos Jnior
& C., na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
eomposicao.
Attencao
AO
armazem da ra do Quei-
mado n. 19.
A 25$, que j se venderain por
100$
Quem deixar de comprar um rico corte de se-
da cem pequeo toque de mofo pelo diminuto
prego de 2o
Lences de panno
d0oSnn V6}03 b(,rali>nis pregos de 1#900,3,
e 3^300 cada um.
Ricos cortes de seda pelo bai-
xo preco de 40#000.
Ricos cortes de seda proprios para caaamento,
healro e baile, lendo de todas as cores, e i pe-
lo preco que causa admiragio.
Toalhas de fusto a 500 rs.,
ditas felpudas a 10& e 11 a duzia.
Cortes de casemira.
Cortes de caiga de casemira a 4&500.
Cobeitas
chinezas a 1800.
Algodo
monstro a 480 a rara.
Colchas de fusto
com lindos desenos e muito grandes a 6y.
Vende-se urna escrara de 00 annos, com
urna cria de 9 mezes : na ra do Fogo n. 43.
A 2S o corle.
Cortes de riscado francez com 14 corado pelo
barato prego de 2j; no armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Aviso aos fumantes.
Vende-se na loja de Nabuco & C na
ra Noa n. 2, as seguidles qualidades
de cachimbo, fumo e cigarros a saber :
Cachimbos de espuma do mar.
Dito de gesso estrada de ferro.
Fumo caporal para cachinbo.
Dito de harlebeke.
Dito de Vervicq.
Dito americano.
Cigarros bota fogo.
Ditos de harana.
Papel de linho para cigarros.
Boleas de retroz para fumo.
Carteira para fumo.
Atten$o.
Anda est por roder-se urna escrara de ida
de de 28 a 30 annos, com mea cria de 11 mezes,
ptima para o ser vico de ama casa de familia
por saber engommar, larar e eozinhar ; quem a
pretender, dirija-se a ra de Ilortas n. 90, que
ahi schur com quem trtrar.
diutos para senhora.
Vende-se na loja de Nabuco & C ca
ra Nova o. 2 sin tos praleados dourados
e de cores para senhora e meninos por
prego commodo.
Eneites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca eat recentemente pr-
vida de um completo aortimento de enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torgalcom franjas e borlas
outros tambem de lorgal de seda eofeiladoa com
aljofares de cores e borlote ao lado, outros de
froco igualmente enfeitadoa com aljfar, a borlo-
las, todos elles de um apurado goato e perfeicao,
oa pregos de 8j) e 10$ si baratos i vista das
obras ; alm deataa qualidades ba outras para
39 e 49 : isso Da ra do Queimado. loja d'aguia
branca n. 16.
Vendem-se muito em conta quartolas de
muito boa qualidsde, propriaa para deposito d'a-
gsia em casas particularee e sitios, e tambem por-
gao de toneis grandes de boa anadotra, que sao
ptimos para deaoaitoa de mel, a ptra aa distila-
goes dos eogenhos, oa quaea ae vendem a dlnhei-
ro ou a prazo, conforme ae coareajetener; para
rer e tratar, na travessa do Carioca, armazem nu-
mero a.
Carta para voltarete.
Vende-se cartas douradaa propriaa para
Nozes
a Sf a arroba, e a relalho a 120 rs. a libra: ven-
de-se no armazem progresso, largo da Penha nu-
mero 8.
Attencao.
Ricos certes de aada de 100, palo diminuto
prego de 30| por ter um toquezinho de mofo:
no armazem de fazendas da ra do Queimado nu-
mero 19.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui noros e
delicados chapeonhos para baptisadoa, obra
mui perfeita e bem eofeitada, sendo cada um em
sua bonita caizinha, e pelo baratissimo prego de
6f, niuguem deUara de os comprar: aa loja d'a-
guia branca, ra de Queimado n. 16.
Vende-se porcao de quintaes de ferro em
vergalhoes quadrados de varias grossuras e
chumbo em barra ; no armazem da travessa do
Carioca n. 2.
Batatas
em gigos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
1J00O rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
se nicamente nos armazens Progresso e Pro-
gressista no largo do Carmo o. 9, a ra das Cru-
zea n. 36, tambem tem grande porgao de quei-
joa prato que vendem a 560 a libra e a 480 ne-
teiroe
Opiata ingleza para
tientes.
A loja d'aguia tranca acaba de recebar da sua
propria encommeoda a bem coohecida e prorei-
tosa opiata ingleaa para denles, cuja bondade
apreciada por lodos quanlos delta tem usado, e
aeri mais por quem quizer conservar as gengivaa
em perfeito estado, aasim como a alrura dos
denles; cusa cada caixa 19500, e por tal prego
s deixaro de comprar quando a nao acharem
mais na loja d'aguia branca, da ra do Queima-
do n. 16.
Escovas grandes
para carros, tapetes, etc.
Na loja d'aguia branca se encontra mui boaa
escoras grandes com cabo, proprias para se lim-
par carros, tpeles, ete, e por 29: ninguem dei-
xar de comprar urna escora de qua neeesaila :
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Feijo de corda
No armizem de Tasso Irruios, ra do Amorim
numero 35.
jRua do Crespo n. 8, loja de
4 portas admira a pe-
chincha
Laa para vestidos fazenda que
outr'ora custava 8" 0 rs. o cova-
do vende-se a 240 rs dao-se
amostras com penhor.
Wammrm wBemmtmm mm
Gneros baratos.
Gaf a 200 e 260 rs. a libra, arroz a 100 rs.,
gomma a 80 rs., passas a 500 rs., relias de car-
nauba 400 e 440 rs., eapermacete a 680, banhade
porto a 440, serveja a 400 e 500 ra., garrafa de
azeile de carra pato a 440 rs. : na travessa do pa-
teo do Paraizo n. 16, casa de pintada de ama-
relio.
Farello a 2,600
a sacca : na travessa do pateo do Paraizo n. 16,
caaa piolada de amarello.
Julio &
Conrado.
Continuam a mandar fazer obraa por
medidas pois tem em sua casa um per-
feito meatre alfaiate j bem coohecido
em aua theaoura, recebem toda e qual-
quer obra que Dio Oque a gosto do fre-
gus; assim como tem grande sorlimen-
to de obras feitas tanto para meninos
como par-a homem que vende muito
barato como seus freguezes nao igoo-
ram, calcas de casemira de cor .e preta
a 6g. 79. 8f, 99 e log, e para meninos
a 39, 49 e &$, paletots de paooo de di-
versas corea a10#, 129, >5$. 209 e 259,
casacas e sobreasaras de panno muito
fino a 305, 409 e 50g. paletots de brim
diversos 3g e 49. ditos do fusto o me-
lhor que ha oette genero a 7$, paletots
de alpaca preta e de cores a 39, 49 e 59
tanto saceos como sobrecasacos, calcas
de brim e colletes de 29, 39, 49 e 5$ e
outros srtigos que se lornam enfaslireis
em mencionar s oom a rista se pode
apreciar seas pregos e qualidades.
Gomma lacea.
Vende-se muito ora e boa ;
Prente Viann \ Q,
oo armazem de
_j propriaa para
roltarele na* loja de Nabuco ^ C. aa ra
flora o. t.
Irimbranco de linho multo fino a 19280 a
Tara ; aa raa do Queimado o. 21, loja la boa.
lival sem segundo.
Ns rus do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos as seguiutes fazendas
todas em bom estado :
Caixas de agulbaa francezas a 120 e 240 rs.
Ditas de alQneles sortidos francezes a 80 ra.
Gaisas de colchelea francezes a 40 rs.
Cartea de colchetes francezes a 20 40, 60
e80 rs.
Dazia de meias cruas muito finas a 2$500.
Dita de ditas a 24n.
Linhaa de carretel brancas e de cores a 300 rs.
Masso de grampas muito boas a 40 rs.
Thesouras finas para unhas a 400 rs.
Ditas para costura a 160 e 320 rs.
Varas de renda liaa sor lid a a 60 a 80 rs.
Pares de sapalos de tranca de laa a lgiO.
Ditos de ditos de dita de algodo a 19.
Pares do sapalinbos de laa para meninos a 200 rs.
Cartas de alfinetes finos o grossos a 100 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 e 500 rs.
Frasco de oleo de macass a 100 rs.
Dito de macass perola e 200 rs.
Frascos de baoha muito una a 320 a 400 rs.
Ditos de extracto muito 600 a 600 e 19.
Ditos cosa muito boa agua de Colonia a 29OOO e
29500.
Ditos de Lavjnde ambriada a 600 rs.
Saabonatea muito fiaos a 160 ra.
Frascos de oleo Philocome a 19.
Caixa da olha coa pbosphoros a 100 rs.
Trapiche
BM10~UVMMENT0
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender otate novo es-
tabelecimento o eeguinte:
Cera da carnauba em por$ea oa a relalho, qua-
lidade regular e auperior.
Sebo do Porto em caixiohaa da 1 a 4 axrobee.
Barricas com sebo do Rio Grande, em porcoea
00 a retalbo.
Velas de carnauba pura,asa caisinaaa da 1 ai
, arrobas.
am Meios de sola, differaAtea qualidadea, eos par-
' coas ou 1 retalho.
:
1MHI5
peehincha.
lito incorpadas, cor-
eos botao para
Sadinhas de qaadroa
do a 800 ra.
Golinhaa de fustio bordadas
senhora a 640 ra.
Ditas de dita lisas com botao a 500rs.
Manguitos a balao com punhos e gola borda-
dos com botaozinhosa 39.
Manguitos a balao com pooho e gola a 29500.
Balees elsticos a 39 e 39500.
E outras mais fazendaa muito baratas : oa ra
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Fer-
reiros.
MA
lieeliiiielia
A' imperatriz Eugene.
Finos cortea de cassa franceza de duas saias e
de 7 babados, com 10,15 e 16 jardas a 350O, 49
e 55 : na ra do Queimido ni 44.
**
I Na loja de marmore jo
Vende-se muito barato* g
(dea ou S retalho.
Courioboe curtidos.
Farinha de mandioca por 19500 a sacos.
Farello, aa saceos grandes, or 39800 o sacca,
Para senhoras.
I Ricos rostidos de seda moirantic.
' Ditos dito de dita grod-fric.
' Ditos dito de dita babadinhos.
P Ditos dito de dita dous folhos.
9 Ditos dito de dita phantasia.
Ditos dito de dita bareja-babadinbos.
9 Ditos dito de dita cambraia brancos bor-
didos.
Ditos dito de dita pretoa tecidoa avellu-
9 dados.
Ditos dito de dous folhos babadinhos.
0 Riquisstmos vestidos de tarlatana brancos.
49 Ditos ditos de tlonde para casamentos.
Ditos leques de madrpeiola.
S Ditos ditos de sndalo.
Ricas pelerinas de renda e seda.
Manteletea do fil pretoa.
9 Ditos muito ricos de velludo.
Reos bournus beduinaa para sahidas de
9 bailes e theatros.
Ricos chapeos de palha de Italia.
SJ Ditoa ditos de seda.
Gollinbas, manguitos e camisinbas de to-
das aa qualidadea.
ja) Saias bordadas de algodo.
S) Ditas ditas de linho.
4ja> Ricas aombnnhaa de seda muito modernas.
w Enfeites de flores.
} Ditos de froco.
^ Ditos de fita.
Para senhoras.
1 Casaveques de 15a.
I Penles de la ra raga.
I Dilos de bfalo com enfeite.
I Ditos de dito sea enfte.
7 Chales do merino muito modernos.
Ditos de cachemira bordados.
I Ditos de touquim.
f Ditos de fro.o.
. Ricas mantas deblonde para casamento.
9 Camisas bordadas muito finas.
Meiaa de seda muito Unas.
* Ditas de dita pretaa finas.
f Enfeite de ridrilho preto.
Ditos de ditos de cores.
? Lencos de labiiinlho.
Proohas de labirintho.
Toalhas de labirintho-
Lencos de linbo bordados.
Gravatinhas muito modernas.
Plumas brincas e de cor.
Pitas de seda de apurado gosto.
Franjas, caacarrilhas, tranca e rifa e fitas
estreitaa de seda.
Para homens*
Paletots de panno fino.
Ditos de casemira.
Ditos de brim lona (brancos.)
Ditos de brim do cdr.
Oleas de casemira de cdr e de padres de
muito gosto.
Capas de guta-percha.
Perneiras de dita.
Calcas de dita.
Capucbes de dita:
Helas de cor.
Colletes de casemira.
Ditos de laa e seda.
Ditos brancos.
Ditos de velludo preto.
Ditos de dito de cor.
a* Cl;ado Meli.
Dito de raqueta.
Dito de duas solas.
Sapatos entrada baixa.
Chao eos de lontra.
Ditoa de castor branco.
Gnvataade reno a a Garibaldi.
Ditas de setim.
Ditas de! gorgurao e seda.
gji) Colarinhos dos mais modernos.
g Camisas de lioho inglezas.
Ditas ditas francezas.
Para meninos.
= Rices restuarios de seda.
" Ditos ditos de laa.
9
9

9
9
9
9
9
9
9
9
9
l
9
m
Acaba de| |
chegar
ao novo armazem
DE
84ST0S& REG
Na ra Nova, junto a Con-
eeigo dos Milita-
res a. 47.
Um grande e variado sorlimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes aa rendem por presos muito modi-
ficados como de seu coslume.assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacas feitos pelos ltimos figulinos a
269,289, 309 e a 359, paletots dos niesmos
pannoa preto a 16|, 18|, 209 e a 249,
ditoa de casemira de cdr mesclado e de
noros padres a 149.169, I89,209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99, 109,129 a a 149. ditos pretos pe-
lo diminuto preco de89, IO9, el2, ditos
de sarja de seda a sobrecaeacados a IS9,
ditos de merino de cordo a 129, diios
de merino cbinez de apurado gosto a 15,
ditoa de alpaca preta a 79, 89, 99 e a IO9,
ditos saceos pretos a 49, ditoa de palba de
seda fazenda muito superior a 4&500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 3*500, 49
e a 49500, ditoa de fusto branco a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49. ditas de brim de ccres
finas a 2J500, 39, 39500 e a 48, ditas de
brim brancos finas a 4950O, 5fi, 595 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 68. colletes
de gorgurao preto e de cor*a a 58 e a 68,
ditos de casemira de cor e pretos a 4S500
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 395OO, ditos de brim Iods a 48,
ditoa de merib para luto a 49 e a 4$C0
caigas de merino para luto a 48500 e a 51,
capas de borracha a 99. Paia meninos
de lodos os lmannos : caigas de casemira
prefaedecor a58, 69 e a 79, ditas oilas
de brim a 28, 39 e a 39500. paletots sac-
eos de casemira preta a 68 e a 7, ditos
dejror a 69 e a 78, ditos de alpaca a a
sobrecasacos de panno preto a!29e a'
14, ditoa de alpaca .preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanho*
meios ricos vestidos de cambraia feitos*
para meninas de 5 a 8 annos com cinco ?
babados lisos a 89 e a 12$, dilos de gorsu- *f
rao de cor e de laa a 59 e a 69, ditos de S
brim a 39, dilos de cambraia ricamente |
bordados para baptisados,e muitas outras t"
fazendas e roupas feitas que deizam de A
ser mencionadas pela sua grande quanti- f
dado; assim como recebe-se toda e qual- X
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim <*
temos um completo sorlimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al- *
w faiate dirigida por um hbil mestre qoe >$
X pela sua promptido e perfeicao nada dei- 22
xa a desejar.
mft ;.;_
para vestidos de senhora e
roupinbas de criancas.
Na loia d'aguia branca se encontra um bello
sorlimento de franjas de seda, las e linho. bran-
cas e de cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como urna diversidade de galo de seda e
linho, brancos e de cores, aberlos e fchados, ar-
gos e eslreitos ate o mais que possivel, trancas
tambem de seda, 13a e linho, de diirerenlps qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas : por isso quem precisar
de taes objectos, diriglr-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, que ser beui
servio.
Aranaga Hijo vendem oncas de ouro : na ra do Tra-
piche n, 6.
9
S
1
Ditos ditos de fusilo.
Ricas ca misionas bordadas para ba plisado.
Ricos sapatinhos enfaitados para bapli-
sado.
Bonetes de todas as qualidades.
Chapeosinhos de palha de Italia.
Casaveques de la.
Extracto de sndalo muito fino.
Essencia de sndalo muito fino.
Caixinhas da tartaruga.
Carleirinhaa de apurado gosto.
1 Ricos jarros com banba.
Usa grande aortimento de riquissimos
quadroa a oteo.
Ricos transparentea para janella.
Caixinhas muito ricas proprias paraguar- 9
dar joii?. q
Banba muito fina a Garibaldi. 0
I E outras muitas fazendas e perfumaras #
que deiximos de mencionar, por harer 9
um grande sorlimento. a
s
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
saleas de casemira pretas e de cores, ditas de
brisa a da ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de fusto de corea a 49,
ditoa de estamenha a 4f, dilos de brim pardo a
39, ditos d alpaca preta aaccoa a sobrecasacos,
dolletes da velludo pretos e de cores, ditca da
eorguro de seda, grvalas de linho as mais mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinhoa da linho
ga uliima moda, todaa eataa fazendas ae rende
paralelara acabar; a loja est aberta daa 6 ho-
ras da maoha at aa 9 da noite.
PSMI(gIM
Cortea de maia casemira do orna a cor, fazen-
da auperior, pelo baraliaaimo preco de 29 cada
um: oa rea do Queimado n. 22, aa loja da boa f.
Chaina da merino estampados a 29609 : ua
raa do Queimado n. 22, loja da boa f.
S Julio & Conrado. 5
# Vender um preto de meia idada A
8 bom cosinheiro a urna preta da Costa 2
por barato prego : na roa do Queimado *
Escravos fogidos.
Attencao.
Fugio no da 22 de junho noite um escravo
de nome Faustino, tem os seguioles signaes : cor
muito fula, quasi que cabra, olhos vivos, ca-
bellos um pouco sollos, nariz um pouco chalo,
deoles limados, isto a parte de cima, bigodes
torcidos, estatura regular. groso do corpo, um
pouco barrigudo, fllho do Rio de S. Franc'sco
ou Cabrob, assim que sabio com um comboi para
o dito lugar; foi escravo de Bernardo Maciel de
Souza, residente no mencionado lugar ; foi quem
o vendeu para ca : portanto, recommenda-se a
todo o capitao de campo ou outra qualquer auto-
ridade que o pegar, leve-o ra Nova n. 18. que
era bem recompensado.
s Fugio do abaixo assignado no dia 13 de jue
lho. seu escravo por nome Luiz, com- cffhio U-
alfaiate, de 20 annos de idade, comecaudo a tu-
gar, de estatura ordineria, magro, cdr clara, p-
lido, rosto descarnado, olhos grandes, beicos c
queixos fioo?, nariz afilado, hombros decidos e
espadtdo, o um pouco corcundo, mos e pea
grandes, onduzindo comsigo urna irouxa de rou-
pa, caigas e camisas e um bahuzinho de folha de
Flandres verde: rogo a todas as autoridades po-
liciaes que o capture e conduza-o a seu senhor
Joaquim Jos de Carvalho Siqueira Varejo, na
Capuoga, em casa que foi do finado padre Joo
Capislrano.
Desapareceu na manhaa, do dia
114 docorrente o escravo Joao, crioulo,
filho de Gravata', cor fula, estatura bai-
xa, olhos grandes, idade pouco mais ou
menos 22 annos, com principio de bar-
ba, sabe lr, e levou consigo urna trou-
xa de roupa de seu uso ; quem o pegar
leve-o a casa n. 15 na praca do Corpo
Santo, que sera' generosamente recom-
pensado.
Desappareceu no dia 13 do correte, do si-
tio de S. Jes do Maoguinho, o escravo crioulo
maior de 50 annos, de nom^ Joaquim, cornos
signaes segointes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
pnedade do Sr. Manoel Joa Pereira Pacheco, da
Aracaty, d*tnde velo para aqui fgido : roga-se
a todaa as autoridades policiaes a a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
silio cima citado, ou na ra do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Pede-se as autoridades policiaes-e ca pitaes
de campoaapprehensodo esaravo Pedro, criou-
lo, de idade 25 annos, baiio, cheio do corpo,
pouca barba no queixo. ps pequeos e maos, e
foi resudo de camisa de chita, caiga de riscado
de algodo, e chapeo de bata prela, levando um
surrio de couro de carneiro com urna rede e rou-
pa, suppde-se que foi para o serlao : quem o pe-
gar, leve-o i Capuoga, na case em que morou o
cnsul francez, a seu senhor, que ser generosa-
mente recompensado.
Fugio na sexta-feira 5 do correte o escrave
crioulo Benedicto, com es signaes segointes: boa
estafara, nao muito preto, hombros meios le-
vantados, coxeia por dores rheumilicas. maos
grandes, canellas bem finas, os dedoa grandaa
dos ps bom abertos, o p direilo meio torio,
natural do sertao do Cear, fugio levando um ca-
vallo castanho bem escuro, calcado dos 4 ps, in-
teiros, e bebe em branco. Roga-se as autorida-
des sua captura, entregando-o nesla praga ao co-
ronel Leal, qoe recompensar.
No dia 11 de julbo fugio di casi n. 68, na
roa de Esperance, e preta Antonia, escrara quo
foi de Franciaco Guo$alves do Cabo, e hole de
Pedro d Alcntara dos Guiatar&ea Peixot : ro-
ga-se, pois, a todas as autoridades policiaes e ca-
pttaes de campo de a capturar, o lera-la casa
snpra mencionada ou a raa da Qaetaaede n. 19.


4 (8)
DIARIO DI fttHAMBUCO. QUWTA FURA 18 M JULHO BE 1801.
:,W .* IjttpJtt
a,
Litteratura.
Bio de Janeiro
Academia Imperial de medieina.
Elogio histrico do fallecido Dr. Antonio da
, Ei lo pois separado dos homen do prazer e dos de malhas com as fibras dos fructo, o hornera de indo-lhe nascer oulros pensaraentos Esses tf-
jhoroensda sciencia, nio lamentando estes nem genio cadas e instrumentos soooros com o 1 nidos, esse rotos da tambores to apenas o som
aquellas ; esquecendo sem mutta amargura essa olastico dos seus suspensorio, o revolucionaaiol I loogiquo do lino de urna egrej'a que elle ouve
esperanga de regenerarlo poltica que um instan-
te paraceu reanimar sea gasto coragio ; dizendo
um adeus (oreado, mas cheio de resignarlo i sua
fortuna, cuja alta pompa nao pode deilumbra-lo;
Costa lido pelo Sr. eonselkeiro Dr. A. Flix seu9ml08 enjoavam ; s suas emenit's
Martms no sessao publica no qu9 Q eog,Bam Un,So por morfl(ia, em iUfUr
assentar-se a
do
rente.
( Concluido. )
S faltara urna ceremonia para
lagea do sepulcro.
lira a despedida dos acadmicos aos reatol
8eu compaoheiro.
Toeava a misso de orar nesse adeu3 inelTavol
ao nosso venerando secretario, cuja voz queixo-
sa. erudita e cloquate* podena render com to-
das as conveniencias as nossas hooteasgens ao
Ilustre morto. Impossibililado porem por esta-
do de moleslia, foi desgrajadamente encarregado
delta o uuico membro da academia incapaz de
desempenha-ls.
Tambera lhe pagaram o seu tributo de consi-
derado e amizade os Srs. bacharel Fernando
Francisco da Costa Ferraz. Dr. Joaquim Nicolao
Moreira, e Dr. David de Vasconcelos Canavarro,
recitando ezcellentes discursos, nos quaes real-
r.arara com belleza admiravel trechos sublimes
de penas que sabem escrever gemidos e prantoa.
Ha das fui visitar o jazigo do Dr. Antonio da
Costa.
Contemplei a apparencia de alfagante cuidado
com que urna roseira, plantada junto a um de
seus ngulos esparge sobre elle as ptalas de suas
flores; e respirei a fragrancia de um loureiro-
rosa, que o refrigera com sua sombra e brando
balancear de seus ramos
Depois voltei para a casa, e tracei estas paginas
tito abaixo do seu objecto, que temo sacriQcar
com ellas toda a importancia do moa persoai-
gem.
Oh e quanto me dolorosa a desconfianza,
se nao j cooricgio completa, de que assim trahi
a sua expectativa ; porque elle em um dos das
de sua agona expressou desejo de que fosse eu
o encarregado a seu respilo deste genero de
trabalho acadmico? I
Est bero, Dr. Antonio da Costa.
Nao faltar quemcom otempo e menores emo-
r.es, chfgue exactamente a aquillalar-le e a
mandar teu nome posteridade, como elle me-
rece.
Se nao posso agora satisfazer-te, quero ao me-
nos dar-te urna prova do quanto te prezo. rogan-
do academia, na presenta do mooarcha que
tanto soube distinguir-te, que ella appressea ex-
psito do teu retrato na sala de suas sessdes, e
que em todos os das aooirersariosdo teu passa-
mento pendurea os fiordes de sua moldura coras
de saudades.
U. B. Saintine.
A' M.me Virginie Ancelot.
(Conlinuaco.)
II
Lembro-meque atravessando osAlfJes Gregos
para transportar-me Italia, eu, (ourista, via-
jando p, com a saccla nos hombros e o bas-
to ferrado na mi, parei peosslivo contemplar
perto da garganta do Rodoretlo, urna grossa cor-
rente entumecida pela fonte dosgelos superiores.
O barulho que ella fazia, rolando, as espumo-
sas cscalas que aqui eali appareciam, as vari-
galas cores alternativamente amarellas, brancas,
negras, quo lhe lingiam as aguas lest-rnunhi-
vam que ella cavara seu leito travs das carnadas
de mame, de calcario e de ardosia ; os pedacos
enormes de marmore ede silex que ella podera
solapar, mas nao desprender do solo, formavam
o:tras tantas cscalas, ajuntando um barulho no-
vo todos esscs murmurios, novas cscalas to-
das as outras cscalas ; arvores inteiras, arreba-
tadas por ella, meio fra das aguas, tinham de um
lado as folhagens agitadas pelo vento que sopra-
va rijo o do outro acoutadas pelas ondas salivan-
tes : os pedamos de ribaoceiras anda cobertos de
verdura, ilhetas desprendidas das margena da
mesma maneira e qne fluctuavam tona d'agua
am quebrarse contra as arvores como ai arvores
se fracturavam passando contra ns pedacos de
marmore e de silex : todo esse rebutico das on-
das, todos esses murmurios, lodo esse fracasso,
todos esses especalos encerrados entre duas al-
tas montanhas esca padas, por Igum tempo me
tiveram commovido e meditabundo.
Essa torrente era o Clusooe.
Eu costeei suas margeos e cheguei um dos
quatro vales chamados protestantes em lembran-
ca dos antigos Vandois ali refugiados ontr'ora.
Minha torrente nio tinha mais seu curso rpi-
do e desordenado e,suas rom om uoadoras e
gouidinus. tila se tinha abrandado e lanzado suas
arvores e suas ilhetas sobre alguma praia areno-
sa ou no fundo de alguma baha ; tuas cores se
haviam confundido em urna nica, e a lama de
de seu leito nao vinha mais obscurecer-lrie a su-
perficie. Correodo anda com forga, porm com
decencia, aceada, quasi coquelte, imitava o pe-
queo ribeiro para com suas ondas acariciar as
muralbasde Fenestrelle.
Vi ento Fenestrelle, grande aldea celebre pelo
licor dehortela que se ahi fabrica e mais anda
pelos fortes que coroam as duas montanhas entre
as quaes a aldea cotlocada. Esses fortes que
se communicam por caminaos subterrneos, ti-
nham sido desmantelados, em parte, durante as
guerras da repblica : um delles entretanto, re-
parado e reedificado, lornra-se prisao de estado
logo que o Piemonte perleoceu Franca.
Pois bem 1 nesse forte de Fenestrelle, que foi
encerrado Carlos Vramont, conde de Charney,
aecusado de ter querido destruir o governo regu-
lar e legal de seu paiz para subsliiui-lo por um
rgimen de desordem e de terror.
de teu vasto e brilhanle palacio, um quarlo tris-
te e n e por nico creado o seu carcerelro.
Que lhe imposta ella a tristeza e a nudez de
seu aposento ? Ha nelle o indispensavel, e Char-
ney est cengadodo superftud. O carcereiro mes-
mo parece-lhe supporlavel.
."rnenle seu pensaraenlo o acabruoha.
Entretanto que outra distraerlo lhe resta?
E'-lhe interdicta toda a correspondencia con
o exterior. Nao possue, nem pode possuir Uvros,
nem peonas, nem papel. Assim o exige a disci-
plina da prisao.
Outr'ora nao lhe seria islo urna privago, quan-
do s cuidava furtar-se ao mal identifico de que
eslava aborrecido ; boje um livro lhe daria um
amigo i consultar e sobre tudo um adversario
combater. Segregado do mundo, era preciso con-
ciliar-se cornsigo moamo, viver com seu inimigo,
com seu pcnsamenlo.
Porm como cruel e acabrunhador esse pen-
samento, que sem cessar o eolretm de sua po-
siglo desesperada I como fri e pesado para el-
le, que a nalureza principio eocheu de seus
dons e que a soctedade cercou desde onascimen-
to de seus favores e previlegios; para elle hoje
captivo e miseravel; para elle que temanla ne-
cessidade de proteceo e de soccorro e que nao
ct nem no poder de Deus, nem na piedade dos
homeni.
Ensaia ainda desembaragar-se dse demonio
raciocinador, que o gela e que o queima quando
o deixa debater-se fechado em suas scismas. De
novo quer viver com o mundo exterior, no mun-
do material : porm como As suas vistas esse
mundo se tem restringido I Julgae-o.
O aposento oceupado pelo conde de Charney
na parte posterior da cidadella em um pequeo
edificio levantado sobre a3 ruinas de urna anliga
e solida construeco que outr'ora fazia parte das
obras de defeza da praga, mas qe o desenvolv-
mento dos novos trabalhos tomaram intil.
Quatro paredes novamente caiadas e que nao
lhe permilliam mais achar os tragos daquelles
qu antes delle habitaram esle lugar de desola-
(3o ; urna mesa em que mal poda comer; urna
cadeira.cuja pungente unidade parece adverti-lo
que nuuca um ser humano vira ahi sentar-se per-
lo delle ; um hab para a roupa, um pequeo apa-
rador de madeira branca pintada meio picado pe-
los bichos, com-o qual contrasta singularmente
urna rica caixinha de viagem do acaj posta em
cima e incrustada de prata em lodas as faces (
o nico objecto queso lhe deixou de seu esplendor
passado); um leito estreito porm bem aceado ;
um par de cortinados de panno azul, que peodem
de sua janella como um objecto de luxo irrisorio,
como umazombaha amarga, porque altela a es-
pessura dos vares de ferro e o alto muro que se
eleva dez ps em frente, nao deve elle temer
nem os olhares curiosos, nem a importnidadedos
raios mui ardenles do sol : tal a mobilia do seu
quarto.
Por cima deste quarlo existe um outro em ludo
semelhanle ao seu, porm vazio e desocupado;
porque elle nao tem companheiros neala parte
destacada da fortaleza.
O resto do seu universo limita-se urna escada
de pedra curta e massiga, voltando bruscamente
em espiral para terminar em um pequeo pateo
lageado, enterrado em um dos amigos fnssos da
cidadella.
E' ali o lugar do passeio onde, duas horas por
da, elle vae fazer tanto exeicicio e gozar de tan-
ta hberdadequanta lhe permilte o rgimen pres-
criplo pelo commaodante.
De l o prisioneiro pode ver os cumes das mon-
tanhas e os vapores que se elevam da planicie,
porque as coostrueges da fortaleza, abaixando-
se de repente ao oriente do paleo, deixam que o
ar e o sol ahi penetrem : porm urna vez no seu
![uario, um horisoote de obras de pedra e cal lhe
ere nicamente a vista no meio dessa naturesa
piltoresca e sublime que o cerca.
A' sua direita reverdecen) as collinas encanta-
doras de saluces ; sua esquerda te deaenrolam
as derradeiras ondulagoes dos valles de Aoata e
as margeos do Chiara ; em frente esto as plani-
cies, maravilhosas de Turim opposlas aos Alpes
que vio se succedendo como por degraos para-
mentado} de rochedos, de florestas e abysmos
desde o monte Genebra ao Cenis ; e elle s v um
cu brumoso, suspenso sobre sua cabega em um
quadro de pedras, os lagedos do sou pateo, a
grade de sua prisao e essa all muralha que lhe
faz faca e cuj (aligante uniformidaJe s inter-
rompida na extremidade por urna pequea janel-
la quadrada, onde, de lempos lempos, appare-
ce-lhe atravs dos vares de ferro um semblante
triste e carrancudo.
Eis o mundo circumscripto, onde d'ora avante
elle deve procurar disiracges e adiar prazeres I
Bem tratos deu elle ao espirito para conse-
guido 1
Escreveu com lapis e carvo as paredes do
quarto algarismos e dalas que lhe lembravam os
acontecimentos felizes de sua mocidade ; porm
como eram poucos I Elle sabia dessas lembran-
gas com ocorago mais despedagado.
Depois seu demonio fatalo pensamentovol-
tava com suas convieges desoladoras e elle as
formulava em seotengas, que nao temeu ioscre-
ver tam bem na parede perto dos nomes de sua
mi e de sua irma !
Querendo triumphar emfim de sua abstraegio
doentia e de sua ociosidade eofadonha, buscou
affazer-ae s cousas frivolas o pueris ; correu
a pos dessa bruteza que d a looga moradia das
prises : ah mergulhou e enchafurdou-se com
transporte.
DesQou o linho e a seda, o sabio I
Fez gaitas de palha e construiu navios ornados
com cascas de nozes, o philosopho I
Fabricou apilo?, bahusinhas ciselados e cestos
FOLHETIM
O BATEDOR DE ESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
Depois adrairou-se em suas obras, porm quasi
au mesmo tempo o desgosto lhe veiu e calcou tu-
do aos ps I
Para variar suas occupegtea esculpi sobre a
mesa mil desenhos extravagante.
Nunca menino de escola cortou sua banca, nem
o encheu de arabescos em relevo o em talha com
mais paciencia e destreza. O mbito da egreja de
Candebec, o pulpito e as palmeiras de Sainl-Gu-
dule, em Broxellas, nao sao decorados com to
grande profuso de figuras labre madeira.
Eram casas sobre casas, peixes obre arvores,
horoeos mais silos que as torres, balis sobre os
telhados, carros as aguas, pyramides anaas e
moscas gigantescas. Tudo islo horisonlal, verti-
cal, obliquo, de pernas para cima, de mistura,
verdadeiro cahos hieroglyphico no qual por vezas
elle se esforgava em procurar um sentido tym-
bolico, um encadeamento, uro aegio, por que
aquelle que acreditara tanto no poder do acaso
poda bem esperar achar um poema completo so-
bre os cortes de sua mesa como um deseuho de
Raphael sobre as veas diversificadas de urna raiz
de buxo.
Elle engenhou tambem o meio de multiplicar
difflctildades vencer, problemas resolver, enig-
mas decifrar: e o tedio, o formidavel tedio veiu
sorpreode-lo ainda no meio de todas estas gravea
oceupaedes l
Esse hornea), cujo semblante tinha apparecido
na extremidade da grande muralha poder-lhe-hia
fornecer distraegea mais reaes talvez, porm pa-
reca evitar seu olhar, retiraodo-se da grade ape-
nas o conde mostrava querer examina-lo com al-
guma allengao. Charney logo odiou-o.
Tinha to boa opinio da especie, que nao lbe
foi preciso mais do que aquelle movimento de re-
tirada para lhe dar pensar qne o dtwconhecido
era um espio incumbido de o espreilar al nos
prazeres de sua prisao, ou nm antigo ioimigo
comprazendo-se de sua miseria e de sua deca-
dencia.
Quando sobre islo intarrogou o carcereiro, este
tentou desengana-lo.
E' um Italiano, lhe diz esta, bom filho, bom
chrisio, porque o encontr muilas vezes re-
snelo
Charney levaotou os hombros. .
E porque est elle aqui?
Por ter querido assassinsr o imperador I
E* pois um patriota ?
Patriota ? oh 1 nao; mas o pobre homem
tinha um filho e urna filha, nica que lhe resta
agora ; seu filho morreu na Allemanha... urna
bala quebrou-lhe um denle. Pavero fiqliuolo 1
Ento era um transporte de egosmo I mur-
murou Charney.
Irra 1 vs nao sois pae, signor cont l ac-
crescentou o carcereiro. Se meu pequeo Anto-
nio que mama ainda, fosse desmamado em pro-
veito do imperio que tem neste momento a mes-
ma edade que elle, pouco mata ou menos...
Christo tanto l Mas, silencio I... s quero habi-
tar Fenestrelle com as chaves na cintura e debai
xo da minha cabeceira.
E quaes sao hoje as occupteOes deste alro-
vido conspirador?
Apanha moscas, diz o carcereiro com um
olhar meio zombeteiro.
Charney nao detestou mais o seu vzinho ; des-
prezou-o.
E' pois um louco? exclamou elle.
Perch pazzo, tignor cont f Mais novo do
que elle aqui, vos vos tendea ji (ornado um
maestro na arte da esculptura sobre madeira.
Pasteriza 1
Aperar da irona que expriman) estas ultimas
palavras, Charney continuou seus trabalhos ma-
nuaes, a explicago de seus hieroglyphos ; re-
medios sempre impotentes contra o mal que o
atormentava.
Nessaa puerilidades, oesses ennojos passou um
invern inteiro.
Felizmente para elle um novo objecto de dis-
traego vria em breve em seu soccorro.
"I
Um dia, hora prescripta. Charney passeava
em seu pateo com a cabega baixa, os bragos cru-
zados por detraz das costas, caminhando passo
passo, lenta e docemente, como para augmentar o
pequeo caminho que lhe era permillido per-
correr.
A primavera se annunciava ; um ar mais suave
dilatava-lha os pulmes ; e viver em liberdade,
senhor do terreno e do espago lhe pareca bem
desejavel ento.
Elle contara um por um os lagedos de seu pe-
aueno piteo, sem duvida para veri/icar a exatl-
io dos seus antigos clculos, porque nao era esta
a primeira vez que o fazia, quando viu alm,
adiante de si, um fraco montculo de trra lige-
ramente levantado entre dous lagedos e dividido
por urna racha no vrtice. Para, e o corago lhe
bate sem que possi comprehender a causa. E'
que tudo esperaoga ou temor para um captivo i
Nos objecloa mais iodifferentes, no acoolecimeoto
o mais pequeo elle procura urna causa maravi-
Ihosa. que lhe falle de liberdade.
Talvez esse fraco desarraojo na superficie fosse
produzido por um grande trabalho no ioterior da
ierra 1 Uaminhua praclicaveis existem sob o solo
que se vae abrir para dar-Ihe urna passagem atra-
vs das montanhas l Talvez seus amigos, ou seus
cmplices de outr'ora empreguem a sipa e a mi-
na para chegsrem at elle e o restituirem vida
e liberdade I
Elle escuta ltenlo e er ouvir um ruido surdo
e prolongado sahir das enlraohas da fortaleza ;
ergue a cabega e o ar abalado lhe traz os Unidos
rpidos do sino. O rufar dos tambores se repete
ao longo das muralhascomo um signal de guerra.
Elle treme e passa pela fronte molhada de suor a
mo convulsiva.
Ir elle ser posto em liberdade ? A Fraoga mu-
dara de senhor ?
Esse sonho nao foi mais do que um relmpago.
A reflexo malou a illuso. Elle nao Um mais
cmplices e nunca leve amigos I Escuta anda ;
os mesmos ruidos ferem-lhe os ouvidos, mas fa-
Senhor conde, a .oatareza vos guarda maia de
( ContinuacUo. 1
XIV
Joaquim Dick com os bragos cruzados sobre o
peito, e um sorriso mofador nos labios, estava
lmmovel e apoiado porta do prmeiro quarto.
O Mexicano, justiga se lhe faga, voltou logo a
si do seu paamo e terror.
Ah sois vos, Sr. Joaquim ? pergunlou elle.
Sede bem vindo I Apre I que me causastes um
grande susto I
E porque, ojeu charo Sr. Panocha?
Porque suppui que fosse algum dos pedes
da herdade que me vtesse sorprehender no meu
trabalho, e exigir ama parte dos meus lucros.
Dos lucros do teu trabalho, nao iato que
queres dizer ?
Justamente, senhoria. Mal podis imagi-
nar o quanto me custou a abrir esta porta 1 Sei
que sois muito rico, e sobre ludo um perfeito ca-
valleiro : eslou pois convencido de que nao que-
rereis despojar um pobre fidalgo, com eu, da for-
tuna que lhe enva a Providencia para poder elle
sustentar dignamente a ana posicao na sociedade.
Para que toda esta balburdia, Sr. Panocha ?
Para provar-me que nio es um ladro, e para
que te eu deixe roabar a tua vontad* ? Sou mui-
to tolerante para com as paiies humanas ; nao
prohibo a ninguem que obedega aos instinctos
com que a oatureza o dotou : entretanto nao es-
peres que eu coosiota no roubo que querea fazer
a tua ama. Vamoa ; sae daqui, bregeiro.. Agra-
dece Providencia o estar eu hoje de bom hu-
mor, e aproveita-te da minha bondade para re-
tirar-ledo rancho o maia depressa possivel. Ex-
plicarei a toa partida de modo que nio te cause
deadouro ; mas que te impossibilite de voltar ou-
tra vez. Ento.. nio ou viste ?.. vae-te..
Ab I Sr. Joaquim I exclamou o Mexicano
com um tom de terna e dolorosa reprehensao.
Como possivel que fgaos tio triste idea da mi-
aba probidad ? Suppor a mim D. Audra Mo-
risco y Malioche y Nabos tio nal educado,
to pouco civil, que seja capaz de apoderar-
me do dinheiro de urna mulher que nunca con-
fessou que me amara I Oh I ae o meu amigo, o
meu excellente amigo conde d'Ambronno fosa*
morto,dir-vos-hta cerUmenle....
Como isto ? Se o conde d'Ambroo nao fosse
morto ? perguotou Joaquim com excessiva viva-
cidade.
Nio affirmo que esteja completamente mor-
to, mas como se o estivesse I Nao passasles na
sala, senhoria ? Havieis de ter visto....
Nio, nio passei; receei encontrar ali alguna
bandidos da tropa do marqupz d'Hallay, e eu que-
ro que lodos ignorem a minha preseuga na So-
nora : foi por isso que sub aqui em direitura es-
perando encontrar Antonia. Mas quem ferio, ou
quem matou o conde d'Ambron ? D. Uenrique
sem duvida..
Ignoro : pela pressi que eu tinha de vir a
este lugar, onde meencootrastes.nem mesma Uve
tempo de interrogar os pedes que troxeram o cor-
po ou o cadver do infeliz Sr. conde. Apenas
ouvi dizer que estava todo crivado de balas 1...
Apezar do imperio que o Batedor de Estrada
costumava exercer sobre si mesmo, apezar do
muilo cuidado que punha em nio deixar trans-
parecer aa suas commogoes, Dio pode todava
naquelle momento dominar um estremecimeoto
involuntario.
todos os das mesma hora e a chamada acoslu-
mada que a pode por em emoco alguna solda-
dos vigorosos da cidadella.
Charney aorri amargamente e ae lastima quan-
do pensa que nm animal obscuro, urna toupeira
desencaminhada, um arganaz que cavou a ierra
aob seus pa, lbe fez crer um instante na affei-
gio dos homeos e na destruigio do grande im-
perio 1
Elle quiz comtudo saber o que era. e, acoco-
rando-so perto do pequeo montculo, empurrou
com o dedo urna das partes de seu cume dividido
e depois a outra.
Viu com espanto que essa loucae rpida emo
$io, de que um instante se apoderara, nem mes-
mo era causada por um ser obrando, remorando,
arranhando, armado de denles e garras, mas por
urna fraca vegetago, germinando apenas, paluda
e lnguida.
Erguendo-ae profundamente humilhado, ia es-
maga-la com os ps, quando ama brisa fresca,
depois de ter passado sobre moitas de madreail-
vas e de pilrileiros, chegou at elle como para
pedir perdi para a pobre planta, qje talvez tam-
bem tivesse um dia perfumes & lhe dar.
Urna outra idea lhe occorreu e o demorn ain-
da em seu movimento de despeito.
Como essa herva, tenra, flexiv'el e tio frgil,
que ae teria quebrado, locando-a, tinha podido
levantar, dividir elangarpara fora essa trra sec-
ca e endurecida pelo sol, calcada por elle mesmo
e quasi cimentada entre dous fragmentos de can-
tara entre oa quaea estava aperlada?
Elle curvou-se de novo e examinou-a com mais
allengao.
Viu em sua extremidade superior umi especie
de dupla vlvula especie que se dobrando sobre
as primeiras folhas, preservava-aa do contado de
um corpo hostil e asajadava furara crosta ter-
rea para ir procurar o ar e o sol.
j Ah 1 diz elle comsigo, eis todo o segredo !
E' proprio de sua oatureza este principio de tor-
ga, bem como os pintos, antes Be uascerem. tem
os bicos bastante duros para quebrar a casca es-
pessa dos ovos que oa cootm. Pobre prisionei-
ra, tu possuias ao menos em teu captiveiro os
instrumentos que te podiam por em liberdade I
Olhou-a anda alguna instantes e nio pen-
sou mais em esmaga-la.
No dia saguinte, em seu passeio ordinario, ca-
minhando i pasaos largos, distrahido, escapou de
pisa-la e parou de sbito. Sorprendido do inte-
resse que lhe inspira o seu novo conhecimenlo,
informa-se dos aeus progressos. A planta havia
crescido e os raios do sol tinham quasi extinguido
aquelle nal lo r doentio que ella trouxera ao as-
cer. Reflectiu sobre o poder, que possue esta
fraca tige de absorver a essencia luminosa e com
ella nalrir-se e forlificar-se e de roubar ao pris-
ma aa cores de que se reveste, cores de antemio
destinadas cada urna de suas parles.
Sim, suas folhas, sem duvida, pensou elle,
serio tintas de urna.cor diversa da de sua tige;
e suas flores I que cores lerio ellas? amarella,
azul, vermelha?
Cumo, nutridas com a mesma seiva que a tige
e as folhas, nao se revestirio do mesmo colorido ?
Como turna rao o azul e o escarate d'oode as ou-
tras s recebem um verde sombro ou claro? En-
tretanto acontecer assim; porque apezar da
confuso das cousas neste mundo, a materia se-
gu urna mancha regular posto que cega. Bem
cega 1 repeliu elle, basta va-mo por provas estes
dous lbulos espessos que facilitaran) planta a
sabida da trra, masque agora inuteia sua con-
servarlo, nutrem-se ainda de sua substancia e
pendem destruidos, faiigando-a com seu peso!
Pira que lhe servem elles?
Assim fallando e estando a ooite prxima.
noite de primavera, s vezes glacial, os dous l-
bulos se levantaran) lentamente sua vista, e
parecendo querer jutificar-se da censura, se sp-
proxiroaram e fecharam em seu seio pira prote-
ger contra o fri e dentadas dos insectos, essa ten-
ra o frgil folhagem, i quem o sol ia fallir, e que
ento abrigada e aquecida, dormira sob as duas
azas que a planta acabava de dobrar mollemente
sobre ai.
O sabio comprebendeu tanto raelhor essa res-
posti muda, mas decisiva, quaoto s paredes ex-
teriores da bivalve vegetal tinham sido arranha-
das, mordidas noite, precedente por pequeas
lesmas, cujos tragos argentinos conserravam-se
anda.
Esse eslranho colloquio de pensaraentos do um
lado e de aegio de outro eutre o homem e a plan-
ta nao devia parar abi Charney nio se oceupra
muito tempo de discussesmelsphysicas para ce-
der tio fcilmente i urna boa razio.
Muuo bem I replicou elle ; aqui como em
qualquer outra parte um feliz concurso de cir-
cumstaocias fortuitas favorecen esta crealura d-
bil. Nascer armada de urna alavanca para le-
vantar a Ierra, e de um escudo para proteger-lhe
a cabega urna dupla condico de sua existencia ;
se ella nao tivesse sido preeochida, esta herva
morrena suflocada em seu germen, como myria-
des de outros aeres de sua especie, que a natju-
reza sem duvida creou imperfeitos. incompletos,
incapazes de se conservarem, e se reproduzirem
o que a tiveram urna hora de vida. Ple-se cal-
cular quantas combinages falsas e impotentes
ella tentou antes de chegar crear um s ser jor-
ganisado para o tempo ? Um ceg pode tocar o
alvo ; porm quantas fletas ter perdido prin-
cipio s.em chegar esse resultado I Ha milharea
deseeulos um duplo movimento de attrago ede
repulsao tritura a materia : pois para admirar,
que o acaso lenha taotas vezes acertado ? Este
envoltorio pode proteger as primeiras folhas, con-
sinto ; mas crescer elle e se alargar para abri-
gar e garaolir tambem 83 outras contra a frialda-
de e os ataques dos seus inimigos ? Nao I Na pri-
mavera prxima, quando ama outra folhagem re-
nascer, to tenra e frgil como oata existir o en-
voltorio para protege-la ainda ? Nao I Nada pois
foi calculado aqui, e o que existe nao foi o fruc-
to de um pensamento inteligente, porm sim o
de um acaso feliz I
elle mesmo o avUa. Esto Ludovco o Unba ji re-
uma resposta capaz de dealruir voseos argumen-
tos. Tende paciencia, e observae-a nesta pro-
$an0A'.C,l6 lid8'Mhid-' de sa"s,m0S 1,n fornecer aos prisioneros 1 creacVa qne Chaney
?!5f .,.l!?.d.6,*98apr,8ao'no.4Beiode *?"*?' tinha at ento raramente dirigido a palavra l
xado bastante, exlorquindo-o sobretodos os objec-
toa que a prisao reservava para si o direito da
tedios, menos talvez
r urna circumstancia do esle ho'm'em," Mjas'"^
cato, do que por ama felx previsto da Prenden- 9or,do lhe repugnavam. Sem duvida o anconi
cia. Estas eacrescencias, que tendea julgado urna -
ala ranea
quando, simples germen, nao tinha anda raizes
para ir procurafos'succos da tena e folhas pan
aspirar o ar e o sol. Tivestes razio, senhor con-
de, estas azas protectoras, que al agora cobriam
lio materialmente a lenra planta, nio se desen-
volverlo com ella ; cahiro, porm depois de
terem preenchido ana tarefa, e quando sua pupil-
la, podendo dispensar o seu soccorro, lirer to-
mado algum soccorro, tiver tomado alguma forga
para resistir. Nio vos d cuidado o seu futuro ;
a nalureza vela sobra esta herva como aobre aa
outras suas irmias, e qusndo os ventos do norte
fizeram descer dos Alpes os nevoeiros hmidos e
os Hocos de nev, aa noyaa folhas, ainda no bo-
to, envootraro ahi um asylo seguro, um lugar
disposto para ellas, fechado simpresses do ar,
calafetado com gomma e resina que se distender
segundo suas neceasidades, abrindo-se smente
algumas vezes e sob um cu favoravel. Ellas a
sahiro cobertas de quentes pelissaa, de felpudo
coto que as defendero dosderrarJeiros ge los ou
dos caprichos almosphericos. Que mo velou com
mais amor na eonservaco doaseus filbos ? Eis o
que sabis muito tempo, Sr. conde, se, deseen-
do das regies abstractas da sciencia humana, ti-
vesse i s outr'ora vos dignado abaixar osolhos so-
bre as simples esiogelaa obras de Deus. Quanto
maiscamiohasseis para o norte, tanto maia estas
communs marvilhas seriara patentes vossa vis-
ta. Alm, oode o perigo cresce, redobra os cui-
dados da Providencia 1
O philosopho seguir attentarneote todos os
progressos e transformagoes da planta. De novo
lutra contra ella pelo raciocinio e de novo ella
lhe responder lodas aa cousas I
Que utilidade tem ste pelo espinhoso que
guarnece tua tige ? lhe dizia elle.
E, no dia seguinte, ella os mostrava carregados
da urna geada ligeira, que, conservada distan-
cia, nio tioha podido gelar sua tenra casca.
Para que te servir nos bellos das tua quen-
le felpa, pelluda veludosa ?
Os bellos das vieram e ella se despojou sua
porque o interior a quem
posicao d momentneamente o direito de aomit-
lir ou recusar, usa quasi sempre do seu peder
com rudeza : elle ignora que a indulgencia cm
acto de forga.
Urna recusa teria profundamente ferido o no-
bre prisioneiro em suas esperangas e no sen or-
gulho. Foi pois com ama multidio de precau-
ces oratorias e aervindo-se do conhecimenlo
philosophico que adquirir das fraquezas huma-
nas que Charney comegou seo* discurso, lgica-
mente disposto em sua cabega para chegar a aeus
flns sem compromelter seu amor-proprio ou an-
tes sua vaidade.
Comegou principio por dirigir a palavra ao
carcereiro em italiano: era aviventar suas lem-
branc.33 da infancia e denacionalidade. Fallou-
Ihe de seu filho, de aeu jovem Antonio: sabia
fazer vibrar aua fibra aensivel e forga-lo pres-
lar-lhe alteogo ; depois tirando de sua rica cal-
xa de viagem um pequeo copo de vermelho el-
le encarregou-o de o dar seu filho de sua par-
te.
Ludovico sorrio erecusou.
Charney, posto que um pouco desapontado,
nio se deu por vencido- Insisti e por urna jus-
ta transigi.
Sel, lhe disse elle, que brinquedos, um cho-
calho oa flores lhe convirism melbor; porm po-
dereis vender este copo, honrado homem e ap-
plicar o seu producto nessas compras.
Elle langou ento um : Has proposito de flo-
res 1 que o f-z eolio entrar em quesio.
Assim, o amor do paiz, o amor paternal, as
lembrangas da infancia, o interesse pessoal,
estes grandes movis da humanidad, tudo elle
posen em jogo para chegar seus fies. Que po-
derla elle fazer de maia ae ae tratasse de sua pro-
pria sorle? Julgae se elle amava j a sua planta I
Signor cont, dftse-lhe Ludovico quando
elle acabou de fallar, guardae vossa nacchera
indorata; sua ausencia fazia chorar as outras
jolas de vossa linda caixioha.
Tendes esquecido que mi caro bambino lera
sem
_;,,, j_ avuue^ i>ouutiuiuv uui >r*v kui v wi'ii/ki;
IIM ES. '*10 de.,nverno Paornar-secom tres roeie9 d nMcido% pode beber ainda
m,l? Primavera, e seus novos ra- ,ac,# Qusnlo ao T0SS0 0Teir0...
raos oaacurn hvres desses cuidadosos envoltorios, !_ Como um goiveu01 E' um goiveiro
a tempeslade, o vento te
partir tuas folhas muilo
(?) Yide Diario u. 162.
O que acabas de dizer-me, Panocha, nio jua-
tifica o teu procedimento, replicou elle depois
de corto silencio. Oode est Antonia ? Junto do
D. Luiz ? Est ella triste ? Ama-lo-ha j muito ?
O Mexicano antes de respondet com a mi di-
reita bateu duas pancadas no peilo, ao passo que
com a esquerda finga querer arrancar os ca-
bellos.
A Sra. coodessa adorava a aeu marido I ex-
clamou elle. Pobreseohora 1 Foi talvez urna fe-
licidade haverem-na raptado antea que ae desse
esse terrivel acontecimento, porque enlouquece-
ria de dor....
Joaquim Dick que at entio ae conservara na
mesma posigio encostado ao amoral da porta,
por um movimento rpido dirigio-se para o hi-
dalgo.
Um casamento I.. Um rapto !.. Explica-te..
Vossa senhoria de ordioario tio bem infor-
mado de tudo nio sabe o que aqui ae tem passa-
do ? Perguntou Panocha com ama orgulhosa aa-
tisfagio que seccou lhe as lagrimas nos olhos.
Poia bem, vou fazer a narragio do que ha..
O Mexicano depois de ter tomado urna posigio
cheia de oigoidade abaixou oa olhos modesta-
mente, e relectia no aeu exordio, quando o Ba-
tedor de Estrada agarrando-o pela gola da vesta,
e aacudDdo-o violentamente, lhe diste :
Depreaaa, Panocha I Nada de rodeioe e
phrases! O conde desposou Antonia? Sim oa
nao?
Sim, senhoria.
Oode ae celebrou esse casamento ?
Aqui mesmo, senhoria.
Ah 1... Mas na Ventana nio ha padree...
Isso que chamas um casamento, seria talvez....
O hidalgo nao esperou pelo fim da phrase para
responder.
Eu fui Guaymas buscar um padre.
Nao meeogaoei no juizo que sempre Qz doSr.
d'Ambron : um louco sublime I murmurou Joa-
quim. Agora, Panocha, vamoa ao rapto : creio
que fallastes de um rapto.a O que impedo Anto-
nia de achar-ae ao lado d seu marido ?
O rapto, senhoria, devia preeocher a parte
mais interdssante e mais n.ysteriosa da narrago,
que eu me dispuoha fazer-vos, quando julgis-
tos conveniente impedir-me I
Panocha, j te disse, nada de palavras iou-
teis. Antonia foi raptada ?
Sim. senhor.
Por astucia ou por violencia ?
Por astucia.
E quem foi o sutor desse crime?
O Caoadiano Grandjean.
Bem.... Grandjean ha de morrerl Quanio
ae consummou to funesto alternado ?
Ha cerca de duas horas.
Desee im mediata mente, e vae sellar o me-
lbor cavallo qne houver na ealribaria do rancho.
Esta ordem, dada em voz breve e imperiosa,
preeu contrariar vivamente o Mexicano.
Senhoria, disse elle hesitando, o melbor
cavallo que ha no rancho Tordo : mas este va-
lente animal esl cahindo de fadiga. Se quizes-
sbis tomar o meu conselho, deixa -lo-hieis des -
cancar um pouco, e entretanto, procurarieis al-
gum meio de chamar o coode i vida. J lenho
ouvido dizer, Sr. Jotquim, que nio ha medico
em todo o mando que conhega melhor do que
vos o tratamento das feridas. Faz d deixar o
Sr. conde flear sem soccorro I
O Batedor de Estrada poz-se reflectir.
Tens razo. Panocha, disse elle aflnal. Se-
ria crueldade imperdoavel abandonar esse nobre
mancebo I Alguns minutos de mais ou de menos
nio me impedirio de encontrar Grandjean. Oh I
que miseravel 1 Nem se quer fez caso da carta
que ou escrevi pelo Sr, d'Ambron I
Panocha espera va com anciosa imsaciencia que
Joaquim Dick lhe Ozesse conhecer as suas i oteo-
gdes : nio eslava naa suas torcas afaatar-ae do
diaote dessa porta aborta que j nenhum obsta-
culo offerecia entre elle e a fortuna : por outro
lado era mui grande o temor que lhe inspirava o
Batedor de Estrada para que se atrevease re-
sistir ia suas ordeos.
Foi, pois, com excessiva alegra que ouviu Joa-
quim declarar que ia para junto do Sr. d'Am-
agera inuteis.
Porm, cahindo
quebrar e a saraiva
lenras para lhe resistir
O vento soprara, e a tenra planta bem fraca
ainda para ousar luUr, currada at ochio liba-
se defendido, cedendo. Cahira a saraiva, e, por
urna nova manobra, as folhas eodireitando-se ao
longo da tige para garanti-1, unidas urnas s ou-
tras para se protegerem mutuamente, apresen-
tando-se de rerez aos golpes do ioimigo, tinham
opposto suas solidas nervuras graridade dos pro-
jectls almosphericos; a uniio flzera a forga ; des-
ta vez como de outra, a planta sahlra do combate,
nao sem algumas ligeiras mutilages, porm vi-
va e forte ainda e disposla expandir-se ao sol,
que ia cicatrizar suas feridas.
O acaso pois intelligente? exclamou Char-
ney ; ser preciso espirtualisar a materia ou ma-
terialisar o espirito ? E elle nio cessava de inter-
rogar sua moda interlocutora ; sosia va de ve-la
crescer e acompinhava-a em suas graduaes me-
tamorphoses.
Um dia que contemplou-a muilo tempo, sor-
prendeu-se scismar perto delta, e suas scirmas
tinham urna dogma desacostumada, e elle senta-
se feliz de proionga-las, caminhando passos
largos no paleo, depois, erguendo a cabega,
viu na janella engradada do grande muro o
apanhador de moscas, que pareca observa-lo.
Elle corou principio, como ae o outro tivesse
adevinhado seu pensamento. e sorriu-lhe depois,
porque nao o desprezara mais.
E tioha elle esse direito ? Por ventura nio aca-
bava tambem de absorver seu espirito na contem-
plado de urna das creagdes nfimas da nalu-
reza ?
Quem sabe, dizia elle com sigo, se este Ita-
liano nao descobriu em urna mosca tantaa cousas
dignas de serem estudadis como eu em minha
planta ?
Entrando em aeu quarto, o que prmeiro viu
foi esta sentenga fatalista, escripia por elle na
parede dous mezes passados ;
* O acaso ceg, e s elle o pae da creago.
Tomou um carvo e escreveu por baixo :
Talvez 1
IV
Charney nio escreveu mais com lapis no muro,
e smente esculpa emsua mesa tiges nascentes,
protegidas por seus colyledoes, folhas com seus
recortados e nervuras salientes. Elle passava a
maior parte das horas do passeio dianle da plan-
ta examina-la e estuda-la em seus desenvolv-
mentos, e, reeolhido no seu quarto muitas vezes,
atravez dos vares de ferro a contemplava ainda.
Ser esta agora a oceupago favorita, o brinco,
o capricho do prisioneiro ? Fatigar-se-ha delta
tio fcilmente como das outras ?
Urna manhia, de sua janella elle viu o carce-
reiro atravessando o pateo com um passo rpido
passar lio perto da- planta, que pareceu-lhe a ter
quebrado com os ps. Teve arrepios.
Quando Ludovico lhe veio trazer sua pitanga
para o almogo, elle se dispoz dirigir-lhe urna
supplica, afim de que elle poopasse o nico or-
namento d aquel le passeio ; porm viu-se emba-
razado principio para formular um pedido tao
simples.
Talvez o rgimen de asseio da prisao, 'exija
que se desembarace o pateo de toda a vegetago
parsita : pois um favor que elle vae implorar,
e o conde possue bem pouco para paga-lo como
es-
clamou Charney loucamente desapontado por ter
cercado de tantos cuidados urna planta lio vul-
gar.
Sac papiont 1 eu nada sel, signor cont.
A' meus olhos, todas as plantas sio mais oa me-
nos goiveiros; nio as cooheco. Mas, visto co-
mo fallamos niiso, lardales muito em recom-
menda-la minha misericordia. Desde muito
que teria podido pisa-la, sem intengio alguma
de prejudicar nem vos, nem bella, se nio ti-
vesse percebido o terno interesse que lhe mos-
traos.
Oh I esse interesse, diz Charney um pouco
confuso, nada tem que nio seja muito simples...'
Ta, ta, ta, eu sei o que elle importa, re-
plicou Ludovico procurando piscar os olhos de
um ar entendido; preciso urna oceupago aos
homens ; elles tem necessidade de prender-se
alguma cousa e os pobres prisioneros nio tem
escolher. Sabei, signor cont, nos temos pen-
sionistas que sem duvida eram outr'ora grandes
persooagens de finas cabegss (porque nao sao os
refugos que se cooduzem aqui), pois bem 1 hoja
elles diverlem-se e oceupam-se com pouea cousa,
eu vos jaro. Um apanha moscas, nao ha mal
algum nisso ; outro,acresceotou elle com um
piscar de olhoa que tentou tornar mais significa-
tivo que o ptimeiro,o outro traga grandes
golpes de caivete e de faca, figuras sobro sua
mesa de pinho, sem cuidar quo eu sou responsa-
vel pela mobilia da caaa.
O conde quiz tomar a palavra ; elle nio lhe
deu lempo.
Estes criam canarios e pintaslgos ; aquel-
es, pequeos ratos brancos. Eu, eu respilo
seus gostos e tal ponto benedelto Dio I que ti-
nha um gato suberbo, enorme, de grandes pel-
los brancos, angora, que sa lta va, cabriola va com
a maior graga do mundo, e quando fazia urna
cagada dorma que era um regalo; minha mu-
lher era louca por elle, eu tambem ; entretanto
dei-o, porque esta pequea caga poda lenta-lo ,
e todos os gatos do mundo nao valem o rato de
um captivo I
Fazeis bem, senhor Ludovico,lhe respon-
deu Charney, sentindo-se eocommodadoporaup-
por-se-lhe o gosto de semelhanles puerilidades;
mas esta planta para mim mais que urna
distraco.
Que importa I se ella vos lembra smente
a verdura da arvore sob a qual vossa mae vos
embalou na infancia, per Bacco 1 ella pode dac
sombra metade do paleo I De mais a ordem
nio trata disso e deste lado tenho os.olhos fecha-
dos. Quando ella toroar-se arvore poder ser-
vir-voa para escalar o muro ser outra cousa 1
mas temos lempo para cuidar nisso, nao assim ?
acresceotou elle rindo-se com estrondoNio
porque nio Vos deseje de coraeso pleno ar e a
liberdade de vossas pernas ; porm isso ter seu
tempo, segundo a regra, com permisso dos che-
fes. Oh I se lentasseis evadir-vos da cidadella.,;
Que farieis ?
O que eu faria ? Tonnerre I embargar-vos-
hia a passagem, embora me matasseis 1 ou fazia
atirar sobre vos pela sentiaella, aem mais pieda-
de do que se fra sobre um coelho, a ordem.
Mas tocar em urna folha de vosso goiveiro 1 oh I
nio, nao! pisa-lo I nunca. Sempre olhei como
um profundo acelerado aquelle homem, indigno
de ser carcereiro, que malvadamente eamagou a
aranha do pobre prisioneiro. Foi urna aegio vi],
foi um crime I [Conlinuar-se-ha.)
Sou muito sensirel, e a viata de semelhanle sce-
na me despedazara o coragio I
Isto quer dizer, em outros termos, que de-
sojas aqu car para terminar a operagao que tio
felizmente comegavas, quaado vim eu interrom-
per-te. Miseravel e mesquloha cousa que o
coragio humano! ... Como possivel que aman-
do secretamente Antonia, como amavas, e co-
mo me parece que ainda amas, ao passo que las-
timas a sua perda, procures enriquecer-te com
os seus despojos?
Eu teria de boa voolade sacrificado a mi-
nha vida para salvar a da minha honrada patra,
disse o hidalgo : mas agora que ella nio existe,
por que hei de abandonar a sua fortuna para pea-
sas que a nio amavam como eu !
Mas Antonia anda nio morrea, miseravel.
Bem sei, senhoria : porm cousa com que
ae deve contar. Coohego muito a Sra. condesaa,
e estou corto de que ella nio pora maia os ps oa
Ventana, ainda que hoje mesmo lhe dessem a li-
berdade... Olhae, Sr. Joaquim, ae nio fosseis um
cavalleiro toda a prova, propor-voa-bia um ne-
gocio : mas tenho a convieco de que o rejeita-
reis... sois to altivo I...
Que negocio. Panocha ?
O Mexicano afastou-se um pouco de diante da
porta, onde ae tioha conservado desde a appari-
gio do Batedor de Estrada, e apontando para o
interior do recinto disse :
Aqui deotro ha milhoes 1
Joaquim Dick levaotou os hombros com ar de
incredulidade edesprezo
B o quem tem isso ?
# Perguntaea ainda o que tem I Apre, senho-
ria I Eu aupponho que possuir milhoes nio
urna deshonra....
Pereebo : propdes-me a cumplicidade n'um
roubo, nio Panocha ?
Apossar-se de milhas nio roubar, senho-
ria, apenas eoriquecer-se.
Joaquim Dick sorrio-se: toda a accio que
tenda a rebaixar a humanidade causava um
prazer extremo a aquelle coragio ulcerado, tio
cheio de odioa e amargura.
Meu e/ro Panocha, ne me agaato com a
tua proposta: ella prova que nio tens animo de
assassinar-rae. Retira-te porm de diaote desta
porta, e deixa-me paaaar: quero ver com oa
meus proprioa olhos o que encerra eata cma-
ra. Desgragado daquelle que durante a minha
auaencia procurar subtrahir o miis pequeo
objecto portencente a Antonia. I
Mexicano, cumpre confessar, teve um mo-
bron ; mas easa alegra coverteu-ie logo em meato de coragem: quiz puchar o puohal e
pesar, quando elle tambem ordenou que o se- defender a entrada do retiro; mas um simples
guisse l olhar d Joaquim fe-lo logo renunciara esse va-
Pego-vos, senhorii, poupae-me o triste es-llente projecto : ease olhar grave e tranquillo
peclaculo q\i agona cela morte do Sr. conde 1 quera dizer amorte !
Foi sem o mais pequeo presentimento e cu-
rioaidade que o Batedor de Estrada passou o
limiar daquella porta: mas apenas olhou para
os objectos que ornavam o retiro de Antonia
tornou-se de urna pallidez cadavrica; as percas
tremiam-lhe como se estivesse embriagado; urna
expressio de desvario, quaai loucara, accen-
dia-lhe os olhos com eslranho briiho ; e convul-
so estremecimentb agitava-lhe o corpo.
Sua commoco era lio violenta que para nio
cahir arrimou-se com as mios parede; fro suor
cobria-lhe a fronte: fechou os olhos, e pareceu
perder o senlimenlo da realidade.
Panocha admirado nio ousava interrogar o
terrivel Batedor de Estrada: todava a cobiga
nelle venceu o temor.
O que que estaes vendo, senhoria, que
tanto vos impressiona? Serio realmente mon-
tos de ouro ?
A voz do hidalgo arrancou Joaquim Dick a
essa especie de letbarga momentnea. Voltou-se
para elle arrebatadamente, e com um gesto de
feroz e impetaos a enerrjia indicou-lhe a sa-
luda.
_ Havia neasa ordem muda o quer que foase*de
lio ameagador e absoluto, que Panocha nio
pensou mais um momento em resistir, e nem
mesmo dirigir urna pergunta ou fazer urna obser-
vado : retirou-ae precipitadamente murmuran-
do entre deotea :
Jess 1 eu nio me tioha engaado I Ali ha
milhoes I......
Ficando s Joaquim passou lentamente e por
diversas vezes a mi aobre a fronte hmida ;
ease gesto denotava as penosas irresoluces da
demencia: causava medo !
Nio.... nio.... murmurou elle finalmen-
te : urna illuso I Bou o ludibrio de urna es-
tranha allucinagao 1...... Essa Virgem de Mo-
rillo..... esse genuflexorio..... esses vasos da
China, que me parece estar vendo, nio exis-
tem..... nio podem existir I.... Entretanto eu
os vejo I Obi que terrivel sonho I
Joaquim Dick deu um passo para diante, e
parou logo ; depois levando as mios i cabega
comprimi as fontes com forga.
- Acaso eatarei para enlouquecer I exclamou
elle com eapanto. O* meu Deusl Vos que me ten-
des dado at o presente a forga neceaaaria para
supportar tamaohaa dores, nio rae infljaos essa
horrivel degradagao moral I Deixae-me a razio,
o'meu Deas I Os insensatos de nadi se recor-
dara, mas eu nio qoero a traoquillidade por este
prego I...... Nio quero esqaecer Carmen......
Carmen I e porque nio me pparece ella no meio
de todoa estes objectos que despertara a miaba
ternura ? Eata virgem da Murillo dei-lh'a eu no
da em que trocamos nosso annel de esponsaes :
este genuflexorio, estes vasos msream tambera
urna data e urna recordacio na minha existen-
cia I.... Ohl tu recusas acudir minha evocagio
Carmen 1 Nio ousas apparecer diante daquelle a
quem trahhte tao indignamente I___ Escuta___
estamos sos...... ninguem ha que zoabe de
mim I...... posso coofesiar-te...... aqui......
baixinho.... que ninguem ouca : ha muito tem-
po que eu te perdoei!..... Nunca deirei de ta
amar sim.... amei-te sempre 1.... Vem....
vem.... eu ainda te amo I....
Joaquim ergueu a cabega, laagou ao redor de
ai um olhar dasvairado.
Ninguem I Ella nao vem.... e nent poder5
vir!....
Um longo silencio seguio-se a estas pala-
vraa. O Batedor de Estrada com essa forga de
vontade, que elle poasuia em subido grao, d'eba-
tia-se contra a especie de dilirio, que um mo-
mento antes o opprimia.
Ohl replicn elle affectando urna indiffe-
renga que estava longe de possuir; para que hei
de attribuir a urna causa sobrenatural um acon-
tecimento que nio mais do que um simples
rfffeilo do aceao? Estes movis talvez fossem
comprados oa Heapanha por algum viajanto Me-
xicano, que oa tranaportoa depois ao seu paiz.
Com tudo um acaso bem singular 1 A vista
destes objectos, que em outro tempo ornavam a
cmara de Carmen, causaram me extraordinaria
impresso I Vir encontra-los de novo, e em essa
do Antonia 1.... Como que at hoje me nio
fallou ella de semelhanles objecto ?
O Batedor de Estrada fez nova pausa, e depois
de involuntaria hesltagio dirigi se para o genu-
flexorio, e ajoelhou-ae. A sua intengio nio era
elevar o penaamento ao coa ; mea alm tocar no
movel, em que outr'ora tocara tambem o carpo
de Carmen, no movel que outr'ora regaram as
lagrimea della I
O cofre de bano embutido de marfim que,
como j dissemos, recordara a poca de Fran-
cisco I ou do Renascimento, attrahio a attengio
de Joaquim. Durante alguna minutos levou a
considera-lo com um olhar que exprima ao
meamo tempo desejo a raceio: e de repente,
como se cedesse a urna irresistirel teotaci.
apoderou-se delle com o gesto do avaro aaltando
sobre um ihesouro.
O cofre estava fechado: este obstculo, em vez
de esmorecer a Joaquim, pelo contrario mais
irritou a sua Impaciencia. Tirou o seu puohal.
e iotroduzindo-o na techadora, fez saltar violen-
tamente a tampa.
*(Con/ntiar-te-fto].
PIW,- TTP. DI M. F. DI f JJUA.-1861 "


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