Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09339


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Full Text
lili HITH IDMEIO 162
Per tris nezes idiaitados SflOOO
Per tres mezes vencidos 6J000
OARTA mU 17 PE JDLHO II Ufl
Per anno adiantado 19)000
Pertc franco para e subscriptor.
NCARRBGADOS DI 8UMGUPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
17, Sr. A, de Lentos Braga; CearS o Sr. J. Jos
de Oliveira; ti araohio, o Sr. Manoel Jos Mar-
tos Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
VAiU'iDAS DOS UUHKKiUS.
Olinda todos os dias as 9 1/5 horas do da.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundea e
extas-feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Ciraar, Altinho o
Garaohuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
qneira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouncury e Px as quartaafeiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Dna, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manha]
EPHEMERIDES DO MIZ DE JULHO.
7 La ora as ti horas a 56 minatos da tarde'
15 Quarto crescente ios 28 minutos da manha-
21 La cheia aa 9 horas e 46 minutos da tarde.
29 Quarto minguante aa 5 horas e 32 minutos da
tarde.
PRBAMAR DE HOJE.
Primeiro aoa 54 minutos da manhat.
Segundo aos 30 minatos da tarde.
BIAS DA SEMANA
15 Segunda. S. Camillo de Lellia fundador.
16 Terfa. Nossa Senhora do Carmo.
17 Quarta. s. Aleixo ; Ss. Victoriano e Latancio
18 Quinta. S. Marinha t. m.; S. Rufino b.
19 Seita. S. Vicente de Paula f. das irm. de car
20 Sabbado. S. Jeronymo Emiliano; S. Elias.
21 Domingo. O Aojo Custodio do imperio.
AUU1NU1AS O TKBUNaKS D CAPITAL.
'Tribunal do commercio; segundas e quintas.
Relaco: torgas, quintas sabbados as 10 horas.
Pazenda: torgas, quintas e sabbados as lOhoraa.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: torgas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do eivel: tercas e sextasao meio
dia.
Segunda vars do eivel: quitas o sabbados a 1
hora da tarde:
> PARTE OFFICIaL.
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO SOL
Alagoaa, o Sr. Glaudino Falco Dias; Baha,
Sr. Josa Mirtins Aires ; Rio de Janeiro, o Srf
Joo Pereira Martin.
EM PERNAMBUCO.
O proprietarlo do burio Manoel Figieiroa i*
Faria.na sai livraria prag da Independencia a
Cal.
Ministerio da marinha.
Expediente de 4 de mato de 1861.
A iospecgo do arsenal de mariohs do Per-
nambuco, aecusando a recepgao do ofllcio de 18
do mez prximo paseado, em que pede mais um
ajudante para a roesma inspecgo; edizendoque
o decreto n. 2.583 de 30 de abril do anno passa-
do, que reorganisou os arsenaes de marinha do
imperio, d ao referido arsenal um ajudante s-
mente, e portanto nao ha que provideociar se-
mentante respeito. como j foi declarado em avi-
so de 5 de oovembro do sobredito anno.
5
Ao quartel-general, mandando que a escuna
Tibagy, da estagio do Maranho, seja desarmada
e entregue ao arsenal do Para, onde se acha, para
servir de navio-escola da compendia de aprendi-
zes marinheiros, em substituido ao brigue-escu-
ua Guararapes, que tem de ser vendido em hasta
publica, quando nao seja aproveitavel em algum
servigo, com declarago de que os gneros exis-
tentes a bordo da eacuna, que nao forem neces-
sarios comoanhia, devero ser conveniente-
mente armszenados naquelle arsenal, a excepgo
dos sajeitos deterioragao.Nesta conformidade
expedio-se aviso ao presidente do Para, e com-
muoicou-se contadoria e intendencia.
8
3a secgo.A' presidencia da Parahyba. aecu-
sando o recebimeoto do officio com que enviou
um exemplar da collecgao das leis da mesma pro-
vincia, promulgadas no anno prximo passado.
y ^
Ao inspector do arsenal do Para, dizendo, em
resposta ao seu officio de 18 de fevereiro ultimo,
sobre a necessidade de completar-se o numero de
imperiies marinheiros dacompanhia de aprend-
zes, e de serem substituidos dous all existentes
por sua mi conducta, que o corpo nao pode con-
tinuamente fornecer pragas de escolha ; as que
filtam sero enviadas em tempo opportuno, e as
que se pretende substituir cunvem antes corrigi-
las e educa-las para que se lornem uteis.
2a secgo.A' presidencia do Piauhy, decla-
rando, em resposta ao seu officio n. 17 do Io de
fevereiro nltimo, que por ora nao se pode autori-
zar a despeza com a requisigio da lancha que
fra requisilada pela respectiva capitana do por-
to para o servigo da praticagem das barras.
A' de Pernambuco, aecusando a recepgao do
officio a que veio annexo, por copia, o do inspec-
tor do arsenal de marinha da mesma provincia,
fazendo ver a necessidade de conservar-se algu-
mas officinas, que nao foram designadas para
aquelle estabelecimento do decreto n. 2,583, de
30 de abril do aono prximo passado, que reor-
ganisou os arsenaes de marinha do imperio, e di-
zendo que deve expedir ordem ao referido ins-
pector para cumprir o que determina o citado
decreto.
18 -
A' inspecgo do arsenal de marinha de Pernam-
buco, mandando informar sobre o requerimento
em que Antonio Joaquim de Almeida e Cruz
pede que seja entregue o meoor Justioo Lopes da
Silva, seu tutelado, que pertence corapanllia de
aprendizes artices do mesmo arsenal.
Ao quartel general de marinha, mandando
recommendar aos commandantes das estagoes na-
vaes que se abstenham de fazer peiidos de gne-
ros nao marcados nas tabellas, ou em qusclidade
maior do que a estabelecida, e igualmente de en-
tregar como inuteis objectos que nao o sao.Ex-
pedio-se neste sentido circular s presidencias
das provincias de Pernambuco, Bahi, Matto-
Grosso e Par.
20
A' presidencia do Rio Grande do Norte, res-
pondendo ao officio n. 82 de 13 do mez prximo
fiodo, que deve solicitar ao ministerio da fazen-
da as ordens necessarias para os concertos da es-
cuna Lindoya, que nao est a cargo desta repar-
lgao, e pertence ao servigo da alfaodega de Per-
nambuco ; e por isso cumpre que a mesma pre-
sidencia mande escripturar a quantia de 300#,
que autorisra para os meocionados concertse
na despeza do supradito ministerio, fazendo-
annullar na da marinha.Communicou-seao mi-
nisterio da fazenda e contadoria da marinha
22
A' capitana do porto da provincia das Ala-
goas, autorisando-a, em vista do que informou
por officio o. 2 de 3 do correte, a remetter para
esta corte em navio mercante 148 curvas de si-
copira perteocenles ao Estado, que existem arre-
cadadas no deposito da mesma capitana, esfor-
ando-se, porm, afim de que o frete da dita
madeira nao exceda da quantia de 2:5169, e a
despeza de cooducgo para bordo de 8j, se-
gundo o calculo que apresenlira, fazeodo-se ne-
cessario que neste intuito se proceda concur-
rencia e lavre-se contrato com fianga idnea.
Quanto aos pranchoes destinados ao recolhimento
de Santa Tbereza, se declara que nao pdeni ser
remettidos por conta da repartigo da marinha.
Communicou-se i contadoria da marinha,
iaspecgao do arsenal da corte e intendencia,
recoromeudando-se a esta ultima estago que se-
ja recetada a supradita madeira logo que chegue.
23
A' presidencia de Pernambuco, para infor-
mar se Pedro Jos* re Freilas, proposto pelo ins-
pector do arsenal de marinha da mesma provin-
cia para mestre da officina de carapinas, ope-
rario da dita officina, declaraodo a razo porque
nao se propoz o operario de Ia classe Manoel An-
tonio da PuriQcago para o mencionado lugar,
urna vez que se acha, como declarou o referido'
inspector, em circumaiancias idnticas s do pri-
meiro, e alm disso est ha muito encarregado
da officina.
27
A's presidencias da Babia, Pernambuco, Pa-
ra e Matto-Grosso, para informarem, como pe-
dir a contadoria, era que data comecou em ca-
da urna das mencionadas provincias a ter execu-
co o novo reglamento do imposto do sello.
Communicou-se contadoria.
30
A' presidencia da provincia de Pernambu-
co, remetiendo copia da participagio do com-
mandante da respectiva estago naval da qual
consta haver a mesma presidencia mandado por
em liberdade dous recrutas, um dos qoaes j
havia assentado praga na marinhagem, afim de
que informe a tal respeito.
2 de maio
A' presidencia de Pernambuco, mandando de-
clarar ao inspector do arsenal de marinha que
nas circunstancias actuaes oo se pode conceder
gratiQcagao alguma : e que Oca deste modo res-
pondido o officio em que elle propoz, na forma
do art. 101 do decreto o. 2,588 de 30 de abril
do anno paisado, o abono de urna gratifleago
de 400 ris nos dias de trabalho a seis operarios
da officina de carpioteiro do mesmo arsenal.
Circular s capitanas de porlos.Sendo
conveniente que baja a maior economa e flica-
iisago no emprego dos dinheiros pblicos, re-
commendo a V... que empregue toda a diligen-
cia afim de que a despeza que corre por essa re-
partigo seja cuidadosamente fiscalizada, nao se
fazendo seoo a quefr essencialmeote indispon -
savel, e excedendo em caso algum os crditos
votados.
Por esta occasiao observo a V... que o goreroo
imperial, ns apreciago dos servigos dos chefes
das repartieres e seos subordinados, ter muito
em conta aquelles que se distinguirem na execu-
co desta ordem, da qual depende, em grande
parte, o melhoramento das (nangas do paiz.
Idnticas recommendsgoes a todos os inspectores
de arsenaes de marinha do imperio.
Circular.A's presidencias de Santa Catha-
nna Rio Grande do Sul, Babia, Pernambuco, Ma-
ranho e Para, recommendando que mandem
proceder, ni conformidade da respectiva tabella,
lotago das carvoeiras dos vapores da armada
que se acharom nas mesmas provincias, e decla-
rando que ple este trabalho ser feito pelos ma-
chioisias; dando-se do resultado parte a esta
secretaria de estado.
13
Circular s presidencias das provincias ma-
rtimas, menos s quatro onde ha arsenaesrpara
que, em vista do que representou a contadoria
de marioha, com o lira de poder dar andamento
aos proceasos de dividas de exercicios findos que
all existem remettidos das provincias, informem
em que data comegou a ser nellas executado o
regulamento do imposto do sello a que se refere
o decreto n. 2,713 de 26 de dezembro do anno
prximo passado.Communicou-se contadoria.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 13 de julho.
Officio ao coronel commandante.Respondo
ao seu officio n. 1068, de 12 do correte decla-
rando-lhe que nesta data recommendo ao Dr.
chefede polica a expedigo das convenientes
ordeos afim de ser recebido e conservado na ca-
sa de deteogo, para onde V. S. quer remov-lo,
o sentenciado militar Vicente da Anauociago.
Officiou-se ao chefe de polica para o fim indi-
cado.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de designar a
tres officiaes superiores do exercito afim de aer-
virem de vogaes da junta que no dia 20 do cor-
rente pelas 11 horas da manha e neste palacio
tem dejulgar em ultima instancia o processo do
soldado do corpo de polica Joaquim Cyriaco Va-
rejao.Dasignou-se o juiz de direilo da segun-
da vara para servir de relator no mesmo julga-
mento.
Dito ao provedor da santa casa da Misericor-
dia.Sirva-se V. S. de, ouvindo a junta admi-
nistrativa, dar o seu parecer, nao so acerca das
lacuoas, que porvenlura se tem encontrado no
compromisso, porque actualmente se rege a
sania casa da Misericordia desta cidade, mas
tambem sobre o projecto de compromisso, que
foi offerecido na ultima seaso da assembla le-
gislativa provincial, e se acha impresso no Dia-
rio de Pernambuco n. t27, de 4 de junho nl-
timo.
Dito ao Dr. chefe de polica.A'vista do que
ponderou o engenheiro fiscal da estrada de ferro
em officio de 3 do corrente, recommendo V.
S. que haja de expedir suas ordeos afim de que,
s a bem do servigo publico, e com desigoago
da classe do wagn, se d passes para a estrada
de ferro, e as de primeira classe s a peasoas i
de disliocgSo se conceda, bem como para que!
em nenhura caso se comprehenda nos meamos
passes as familias, criados, escravos on animaes
dos pissageiros, salvo os cavados dos soldados, i
que forem em servigo.Igual ao administra-
dor do correio, e respondeu-se ao engenheiro
fiscal.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Pode V. S. fazer eogajar no corpo sob seu com-
mando o paisano Domingos das Neves, a que se
refere o seu officio o. 320, desta data.
Dito ao commandante superior do Rio-Formo-
so.Devolvo V. S. os requerimentos em que
o alteres nomeado para a 7a companhia do ba-
talho o. 46 da guYda nacional deasa comarca
Jos Alves Maciel Jnior solicita a sua patente
com a ioformacao do commandante d aquel le ba-
talho, que acompaoharam o sen officio de 3 do
correte, afim de que, ouvindo novamente o
mesmo commandante, emitta precisamente a sua
opinio acerca de semelhaote prelencio.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Recommendo V. S. que mande sobr'estar na
arremataco dos utensilios e mais objectos per-
teocenles exlincta repartigo das ierras publi-
cas fazendo-os conservar em boa guarda at que
o governo imperial resolva sobre elles o que
melhor entender.
Dito ao mesmo.Restituo V. S. os docu-
mentos que acompanharam a sua informago
de hontem, sob n. 580, afim de que mande pa-
gar a Henrique Jos Vleira da Silva a quantia de
I33&000 rs. por haver conduzido do presidio de
Fernando para esta capital a bordo do hiate
Sergipano de que mestre, sele presos que j
tioham coocluido o tempo de suas sentencas
coodemnatorias.
Dilo ao meamo.Sirva-se V. S. de remelter-
me com urgencia urna lotago dos veocimenlos
de cada um dos juizes muoicipaes dos termos
desta provincia com declarago especificada do
ordenado e emolumentos que percebe.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Tendo nesta data mandado despedir a Jerony-
mo Juslioiano Figueira de Mello, Henrique Car-
los da Costa, Jos Odilon Annes Jacome Pires e
Jos Joaquim Ramos Ferreira, que estavam ser-
viodo como colaboradores, este na repartigo
das obras publicas e aquelles na secretaria do
governo; assim commuoico V. S. para seu co-
ohecimento Officiou-se ao director das obras
publicas quanto a despensa do collaborador da-
quella repartigo.
Dito ao mesmo.Recommendo V. S. que,
em vista das iaclusas contas que me foram re-
medidas palo chefe de polica com officios de
hentem sob os. 657 e 659 mande pagar a Este-
vo dos Anjos da Porciuocula a quantia de
55^400 rs. despendida no mez de junho prximo
passado com o sustento dos presos pobres da ca-
deia do Cabo e a Manoel Joaquim de Figueiredo
Seabra a de 449400 ris, tambem despendida
com os da cadeia de Olinda no trimestre findo
no ultimo do citado mez de junho.
Dito ao mesmo.Restituindo V. S. ss pro-
postas que vieram annexas ao seu officio de
hontem, sob n. 318, relativamente a impressu
dos balangos e orgamento dessa thesouraria, bem
como do relatorio dessa inspectora com todos
os documentos a elle coocernentes tenbo a di-
zer que effectue o contrato para essa impresso
com o propietario do Diarto do ttecife por se
ter offerecido a fazer esse servigo com o abate
de dous por ceoto menos do que qualquer outro,
e nao haver igual oflerecimenlo por parte do pro-
pietario do Diario de Pernambuco, em cuja hy-
polhese nicamente se daro o inconvenientes
constantes do citado officio.
Dito ao mesmo.Mande V. S. entregar ao the-
soureiro pagador da repartigo das obras publi-
cas, conforme requisitou o respectivo director
em officio de 20 de junho ultimo, sob n. 158, a
quantia de 10.659*000 ris constante do incluso
pedido, para oonlinuago das obras de reparo e
conaervag&o por administrago naquelle mes,
visto se achar aborto o crdito supplementar
de 9:115a904 ris. de que tratam as suas infor-
raagoes do Io e 10 do corrente, sob n.
286 e 311. como se v da portara junta por
copia.
Dito ao mesmo. Pode V. S., nos termos de
sua informago de 22 de junho ultimo, sob n.
273, raandir pagar a Antonio Andr Gavalcantt
de Albuquerque, conforme requisitou o director
geral da iostruccio publica em officio de 4 deste
mez n. 186, a quantia de 325)1720 em qii9, se-
gundo as contas, que devolvo, importara os mo-
vis fornecidos escola publica do sexo feminino
da cidade de Goianna, visto j se achar aborto o
crdito supplementar de que trata o final da ci-
tada informago. Communicou-se ao director
geral da iostruego publica.
Dito ao juiz da direito da comarca do Cabo.
Remeti a Vmc. a inclusa relago nominal dos
presos existentes na cadeia dessa villa, remettida
pelo juiz municipal desse termo em officio de 28
do mez passado, afim de que informe se as ap-
pellages della constante foram expedidas em
tempo, e averiguando a causa de demora na for-
mago da culpa dos domis reos nella indicados
responsabilise a quem quer que fdr achado em
culpa.
Dilo ao mesmo.Para satisfazer o que exige o
Exm. Sr. ministro da justiga em aviso de 12 de
junho findo, cumpre que Vmc. informe com a
possivel brevidade e exacelo quaes as condigoes
hygienicas, facilidade de transporte e recursos
dos termos da comarca sob sua jurisdiccao em que
juizes muoicipaes letrados, mencionando tudo
mais que poder esclarecer o juizo do governo no
inleresse de augmentar os veneimentos dos mes-
mos juizes. Officiou-se em iguaes termos aos
demais juizes de direito da provincia.
Dito a Flix Fe mandes Portella, pro-presiden-
te da cmara municipal do Bonito.Tendo a c-
mara dos deputados, como consta do aviso expe-
dido pelo ministerio do imperio em 18 dejuoho
prximo findo annullado a eleico primaria, que
em duplcala se fez na freguezia* dessa villa e ha-
vendo caducado os poderes dos eleitores da le-
gislatura passada, deve ser chamado para servir
oo cooselho municipal de recursos o eleitor mais
votado da parochia mais vizioha, como recom-
menda o aviso de 11 desetembro de 1848; cum-
prindo pois que assim proceda na convocagio do
predito cooselho que deve reunir-se logo de de-
corrido o prazo fizado na lei para a sua reuoio.
Fica assim respondido o officio que Vmc. me
dirigi em 21 de junho prximo findo.
Dito ao 2" juiz de paz de Aguas-Bellas. Nao
se havendo installado no dia designado por lei a
junta de qualificago dessa freguezia pelas razos
expostas em seu officio de 4 de junho ullimo,
tenho a declarar-lhe que, havendo sido annulla-
do, segundo constou de aviso do ministerio do
imperio de 13 daquello mez as eleiedes de elei-
tores, a que se procedeu nessa freguezia, e tendo
caducado os poderes dos da legislatura passada,
cumpre que Vmc, caso se ache impedido o Io
juiz de paz, convoque de conformidade com o arl.
20 do decreto n. 1812 de 23 de agosto de 1856,
os oito cidados quo lhe Acareen inmediatos em
votos, e rena a junta no dia 15 desetembro vin-
douro que para isso designo, e, iostallada ella,
prosiga nos demais termos do processo da quali-
ficago, tudo de conformidade com a legisligo
m vigor. Remetteram-se copias deste officio
para conhecimenlo do seu conteudo ao Ia juiz de
paz daquella freguezia e cmara municipal da
villa do Bom Cooselho.
Dito ao director geral da instruego publiea.
Recommendo Vmc. a expedigo de suas ordens
para que com o expediente e utensilios para as
aulas de instruego primaria nesta provincia nao
se dispenda quantia maior da designada para essa
fim na lei do orgamento vigente.
Portara. i O presidente da provincia, attea-
dendo ao que expz o inspector da thesouraria
provincial em suas informagdes do 1 e 10 do cor-
rele, sob ns. 286 e 311, resolve, nos termos do
arl. 33 da lei n. 488 de 16 de maio do anno pr-
ximo passado, abrir um novo crdito supplemen-
tar na importancia de 9:1159901 para contioua-
go por conta do exercicio findo, das despezas
decretadas nos artigos 12 2 e 13 3 da cita-
da lei.
Dita. O presidente da provincia, tendo em
vista o officio da thesouraria provincial datado de
hontem, sob n. 320, resolve, nos termos do art.
33 da lei a. 488 de 16 de maio do anno prximo
passado, abrir um crdito supplementar na im-
portancia de 1:283^570 pan conlinuago das des-
pezas decretadas pelo 3 art. 8 da citada lei.
Remelteu-se copia desta portara i thesouraria
provincial. m
Abrio-se tambem crdito supplementar da
3uantia de 2:833$085 para as despezas eventuaea
o exercicio findo.
Dita.O Sr. gerente da companhis pernambu-
cana de navegaco costeira mande dar transpor-
te para a provincia do Cear, em lugares desti-
nados para passageiros de estado no vapor Ja-
guaribe ao vigario Antonio Thomaz Teixeira
Galvo e duas meninas que vo em sua compa-
nhia e em um dos lugares de proa a um criado
do mesmo vigario.
Dita.O Sr. agente da companhia brasileira de
paquetes a vapor mandem dar urna passagem de
proa para a provincia do Para, em lugar desti-
nado para passageiro de estado a Estolano Ma-
noel Pereira, que consta ser desvalido.
Dita. O Sr. agente da companhia brasileira
de paquetes a vapor mandem dar transporte para
o Rio Grande do Norte, por conta do ministerio
da guerra, no vapor que se espera do sul, ao ma-
jor reformado do exercito Aotooio Jos de Ol-
veira Fragata, que vai commandar a fortaleza
dos Santos Res Magos daqueila provincia.
Communicou-se ao coronel commandante das
armas.
Despachos do dia 13 de julho.
Rtquerimtntot.
Affonso Alves do Reg Vilella.Como requer.
Antonia Clemencia de Sobral.Informe o Sr.
commandante de policia.
Alexandra Americo de Caldas Brando.Pro-
ve o supplicante o seu estado de molestia.
Antonio Jos de Oliveira Fragata. Sellado
volte.
Epifanio Benedicto do Espirito Santo.Nio tem
lugar o que requer.
Joo Cavalcanti Sim6es. Ioforme o Sr. Dr.
juiz municipal do termo do Rio Formoso.
Manoel Joaquim de Parias Brasil. Informe o
Sr. Dr. juiz municipal do termo de Limoeiro.
Virgilio Coelho. Volve ao Sr. inspector da
thesouraria de fazenda.
William Raubinsen. Informe o Sr. inspector
do arsenal de marioha.
novas footes. libertara de peas a industria, fo-
ram dados execugo com o vosso assentimen-
to. A rede dos caminhos de ferro fio paiz foi
consideravelmente augmentada em vitude dos
meios que tendea votado, e a communicago
com as nossas provincias occidentaes ha de ser
dentro em pouco, nao s abreviada, mis mais
certa com urna nova linha.
a Tendes dado o vosso assentimento ao trata-
do que liga mais directamente as commnoica-
goes por mar entre a Prussia e a Franga.
Os direitos do Rheno foram consideravel-
mente diminuidos, sendo abolidos os direitos de
transito. Os que podiam retardar o desenvolvi-
mento de ura ramo cada vez mais importante da
nossa industria, o da explorago das minas, fo-
ram reduzidos e a administrago simplificada.
Foram coosideradas as peas sobre a industria
estrangeira, e a maneira porque se completou a
lei sobre o imposto industrial, garantiu a trans-
formago d'esse imposto em bases mais justas e
mais convenientes. As desegualdades da impo-
sigao do slo, que por tanto tempo separou as
provincias da moosrchia, e as differentes claises
da propriedade, foram afinal postas de parte pe-
los projectos de lei do meu governo, aos quaes
tendes dado a vossa approvago.
a Por essas leis prestou-se ao paiz um grande
servigo, do qual sou tanto mais recoohecido
quanto aprecio os sacrificios que se fizeram.
Cousidero-me feliz do assentimento unni-
me que haveis concedido ao cdigo do commer-
cio allemo. Por esse fado uina obra excelen-
te de espirito allemo, se toroou propriedade da
nossa patria prussiana ; por esse ficto se rteu
um novo teslemunho dos nossos zelosos esforgos
para ligar mais estreitameote os estados alle-
mes por um lago de leis communs.
a A lei sobre a extenso da acgo da justiga
applica a deciso judicial no campo a que eslava
at aqui clrcumscripta. Ha de contribuir para
Ni Frange encetou elle a sua carreira de jor-
nalisla, publicando na Revista moderna tra-
balhos sobre o caminho de ferro piemootez.
De volla so seu paiz viveu no sileocio. entre-
gue a pacientes estudos, at 1847 poca em
que fundou com o seu amigo, conde de Cesare
Balbo, o jornal intitulado < O Risorgimento ou
Ressurreigo .
Era urna verdadeira phalange os d'Azeglio,
o Buoncompagni, os Alsieri que com elles re-
conheceram que novas eras sorriara a 9ua patria I
O Risorgimento re prese na va a grande espe-
ranga itaiiana precisada em formulas de econo-
ma poltica, e questes administralivas. Tolo
o paiz, pode lr naquelle jornal, que chamou a
attengio publica para o Sr. de Cavour, o pro-
gramma poltico que mais tarde elle realisou ;
assim como reconhecer a convinego firme que
presidio depois aos actos da sua administrago
O Risorgimento leotou a unifi^ago da Italia
com as suas propris forgas : dirigi um nobre
appello ao rei de aples para juotar-ie ao papa,
e ao P eraonte, afim de salvar e engrandecer a
patria commum. O papa comegava j a hesitar
depois do generoso comego do eu pontificado :o
re de aples lcou surdo : o Risorgimento con-
lou pois para as suas vistas com o Pemonte se-
ment.'
Depojs do doloroso desastre de Novara, que
pareceu esgotar o calix de infortuoio, por onde
ha muilo bebio os labios italianos, dopois do
grande naufragio que soffreu o exercito, restava
ao rei e a Nago um futuro que ia tudo restau-
rar. .
O filhb de Carlos Alberto, o heroico e cavallei-
roso Violor Emmanuel, leve afelicidade deen-
contrar um homem de profunda conviego, de
( calculada paixo e reflectida, um homem pacien-
te, audaz, e brioso, a quem nada era capaz de ar-
redar do seu intuito, eque devia coaduzir firme
e sem tropegar o Piemonte, o rei, e a Italia ao seu
SBHSTSm tribune's6 """"^ fl0"" I ^ *M ^Ve^STS
Senhores. tendes concedido ao meu governo Entrando no recinto da cmara bem depressa
os meios sufficientes para minter a orgaoisago dominou 03 espiritos : linha ella eoto 40 a o dos
2L55S1! P^^o^'lae.nd.spensavel deid.de. Poz-se testa de todas as ideas pra-
grandesa e ae poder da Prussia. Eu vos agr- ticas de liberdade, e de todas as reformas econo-
. n -,.. ..... s v a ?,ca8 :1 *P^l%$J2?*ft h" .de Perderde ficou vaga a pasta da agricultura e commercio
vista nem a introduegao de bases legaes conve- elle a preencheu para depois tomar conta (1851
2S T b?le? *> orgamen- da pasta da fazenda. Nessa poca o Piemonte a
n..Sr.dh,dn,lfAl'tr"?0 m,IUar- P108SIoird8 cust liquidava as suas finangas em muito mo
passagem sobre a forma de voto, a qual nao toca estado pelos desastres porque Naci acabava de
o principio vital das grandes medidas. passar. va aunara ue
A organisago actual lo firme e to forte do nTnnn,^^A^ r..
meu excellente exercito. sahido do nosso novo P,h2ft c"our" enrregava de qual-
' quer trabalho ou empreza, tornava-se indispon-
sempre capaz de possuir as armas, a dedicago
que tendes mostrado para fazer sacrificios para
esse Um por meio da elevago dos imposios, do
Prussia a torga de estar sempre armada para o
sua defeza e para a da patria commum allema.
A orgaoisago das forgas militares prussianas
tanto mais iodispensavel para garantir as fron-
teiras allemes, quanto os meus serios e cons-
tantes esfrocos nao tem agora conseguido urna
reviso conforme com as necessidades presentes
da constituido militar da confederago getmaoi-
ca, e o apressar a adopg&o de medidas polticas
para proteceo da Allemanhi custou os perigos
do futuro. Sent muita salisfago era ver o vivo
inleresse que tendes tomado 00 desenvolvimento
da nossa joven marioha militar, cujo progresso
exigido tanto pelo inleresse da Prussia como o da
Allemanha.
O governo do rei de Dinamarca nao cedes com-
pletamente s reclamages apresentadas pela
dieta germnica. Os oflerecimentos feitos depois
pelo mesmo governo anda nao do a perspecli- Z**^!2.! bens d\mo-morla. tirou as
va de urna solugo conveniente tobro osnSo- S2!1!*?! .!? ***. doensino.
va de urna solugo convenieote sobre os nego-
cios, pendentes na dieta, a respeito dos ducados
allemes reunidos sob o sceptro do rei de Dina-
marca. Mas o carcter das nossas relagoes com
as grandes potencias da Europa dao-nos a sufi-
ciente garanta de que nao sero alteradas em
conaequencia de serias medidas que se tornaram
.------- ~r~ w 1 1 -.**# *uu
savel, e a confianga nelle ia augmentando. As-
sim pois restabeleceu, quanto era compativel
com as exigeneias da situago, o equilibrio entre
a receita e a despeza do Estado, facilitou ao Pie-
monte as vantagens da permuta livre depois de
calorosas discusses no seio da cmara.
No anno que se seguio a aquelle a posigo de
Cavour tornou-ae maior pelos combates que elle
victoriosamente deu aos seus adversarios, ser-
vmdo-se dalles mesmos, una contra os outros,
moderando as impaciencias, domando pacifica-
mente as resistencias, e marchando sempre para
o seu fim Se bem que tivesse sahido do minis-
terio por algum lempo, voltou a elle logo como
presidente do conselho rodeado de urna maioria
e prestigio coosideraveis.
Foi eoto que elle apresontou, e fez que fos-
sem successivamente adoptadas leis em favor da
imprensa, da industria, e do commercio ; foi en-
to que elle combateu os previlegios do clero,
tratou da_ venda dos bens dalmo-morla, tirou as
Deste modo plantava as baaes solidas da futura
independencia italiana,e quando rebeotou a guer-
ra da Crimea, porum rasgo proprio de um gran-
de genio decidi o re Vctor Emmanuel e as c-
maras a tomar parle na guerra pela Franga o In-
glaterra, cuja allianga elle almejava vivamente.
A' essa allianga devo com effeito o ser adrait-
necessarias nos limite, do territorio federal alie- SZgSS^.Vl^^
* Se a representado do paiz lttttoar M tn- ^a?SnllLteP2AS,?,2kll111*?- ,
balhar comigo no bem-est. da patria, cm zeo uaX voC di Par^^T .^ "V""* de 1856
Itjil O corroo, nnanimo, no conservaremos as Js depilados ? C*m"'
O caminho por nos seguido oestes ltimos
anuos nos permitlio dar um grande passo. Pela
primeira vez na nossa historia a questo italia-
na foi aoreseotada e discutida peranle um coo-
gresso europeu, nao como em outras poess com
a intenco de aggravar os males da Italia, mis
,.#__ ---------p _WH VVHHHB.mmwmmmm H9
barreiras que se nao podem atravessar sem favo-
recer o partido de agitago activa na Europa, e
ento posso esperar, com o auxilio de Deus, a
marcha prospera do meu governo.
Lembrai-vos, senhores, da minha divisa.
Realeza pela graga de Deus, fidelidade lei e & ,
constituido, delidade do povo e do exercito T? af, aggT" S ?' 6S.da ilalia- m"
forte dos se triumphos. justiga. verdade.con-15 W fl.(n_al.U,DeDle o?feo de dar o balsa-
fianga e temor de Deus I Segu sempre comigo
forte dos seus triumphos. justiga, wN*de7ew-Zf*I!S^Wi"S52? fle fl" >al?-
flaogae temor de Deus I Segu sempre comigo /AS"a.C,8.ga?J e ^c'arar-se a sympathia
esta divisa, e poderemos esperar unTfuturo fehz Hfi?' "lMe,adDu pnocipses nages.
e rico de esoerancas nara a nossa chara nin. Concluido o cpngresso de Pars, a causa italiana
e rico de eaperangas para a nossa chara patria,
c Deus olhe por ella.
[Jornal do Commercio, de Lisboa.
EXTERIOR.
Discurso proferido pelo rei Guilherme da
Prussia, no acto do encerramento da sesso le-
gislativa da dieta.
< Illustres, nobres, e caros senhores das duas
cmaras da dieta. A confianga com qne vos
saudei no principio das vossss delberacoes, an-
da nao dinaiouiu.
< A sesso que acaba de terminar teve resul-
tados muito importantes. Sao proprios pira ap-
poiar e fortalecer o meu goveroo na direcgo
que elle at agora tem seguido. Ho de ter
consequencias salutares para a paz interna, para
o sao desenvolvimento da nossa existencia polti-
ca, e augmentario a importancia da Prussia na
Allemanha e na Europa.
: c Tratados e leis que abrem ao commercio
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Pars 2 1 de junho de 1861.
Concluimos a nossa ultima correspondencia
com a noticia da morte do conde de Cavour :
comegaremos hoje por tributar urna merecida no-
menagem a e9 eminente estadista, que suc-
cumbio em meio da sua obra, e por assim dizer
00 campo da batalha no momento mais decisivo
do sea triumpho.
Qualquer que venha a ser o resultado dos ac-
conlechnentos, em que laj grande parle repre-
sentou o illustre e digno ministro, o seu nome
ficar eterno na memoria de todos. Se a Italia
sabir triumphante da luta, que gloria para elle na
posteridade Se por fatalidade porm a obra da
unificago for suspensa aioda urna vez, se tantas
esperangas se nio realisarem, se os partidos es-
tremados comprometterem essa de todas as cau-
sas a mais nobre, sempre se ha de dizer que in-
do Uto succede por que morreu o conde de Ca-
vour I E que melhor elogio para um estadista I
Releva todava ponderar, que julgamos absolu-
tamente gratuita a segunda desias duas supposi-
cobs : por quanto, aiada que a Italia teoha sof-
frido urna perda cruel, todavia deve notar-se que
sobrevive a causa italiana : o principio nao mor-
reu.
A Franga, que tudo fez por essa causa sagra-
da, que com o seu poder auxiliou esse povo he-
roico na sua emancipacao, vai continuar a obra
que encetou reconhecendo face da Europa in-
teira o reino Italiano ; e esse acto garantir o
successoda espinhosa missio empreheodida pelo
excelso patriota.
Camillo Beoso, conde de Cavour, nasceu em
Turin em 1809, descendeudo de urna familia, cu-
11 nobreza remontava ao secuto dcimo terceiro.
'elasua orgaoisscao chamado a estudos profun-
dos, comegou a vida entregando-se as fadigas e
trabalhos Iliterarios, habito que o acompanhou
at a sepultura.
Affiicto e mudo espectador das miserias do seu
paiz dedicarn-se as sciencias polticas, s ideas
administrativas e econmicas, aos principios pra-
ticos do governo. Viajou ; passou muitos anaos
oa Inglaterra, e depois na Franga: aqui estudou
a revolugio de 1789, combinou todos os seus re-
sultados : tomou gosto pelo rgimen parlamentar
Ioglez, observou attenlamenlea marcha das re-
formas econmicas nos dous paizes. Foi assim
ages.
se acba hoje levada ao tribunal da opinio pu-
blica, que, segundo a memoravel phrase do im-
perador dos Francezes, quem decide em ulti-
ma instancia, quem pronuncia a senlenga fi-
nal. O processo ser longo talvez, as peripe-
cias numerosas, mas leohamos plena convie-
go do nosso direilo, e aguardemos confiadamen-
te o resultado.
A Italia estremecen, o Piemonte applaudto o
seu ministro, e de todos os pontos da Pennsu-
la offereciam dadivas e soccorros enthusiasticos
paraos armamentos. Todos esperavam endo-
sos a occasiao, em que o monarcha constitucio-
nal do Piemonte se apresentasse como o cam-
peo da indepencia nacional I
Nao houve quem nao exultasse idea de que
a Franga seria alliada do Piemonte ; e, com ef-
feilo, quando foi perdida toda a esperanga de
conciliago com a Austria, e recoohecidos vaos
todos os exforgos da diplomacia, quando a 3 de
maio a guerra foi declarada, o Piemonte achou-
s prompto a marchar, e a Franga com elle,
Hontebello. Palestra, Magenta, e logo depois
Vctor Emmanuel entrava em Milao saudade por
enthusiasticas acclamagoes I
Entretanto por urna dolorosa fatalidade Na-
poleo III riscou do seu programma de liber-
tamento todo o territorio que vai do Htocio ao
Adritico : ao menos porem ella firmou na Ita-
lia um reino poderoso, indicado pela propria
configurado do solo, pela uaidade de raga, ltn-
gua, e coslumes, e isto sobre as ruinas da su-
premaca auslriaca.
Esses acontecimentos justificaram o que dizia
o Sr. de Cavour, qne era mais Italiano que Pie-
moutez, pois o que flzera no Piemonte tinha
sido em favor da Italia.
Depois da paz de Villafranca cootinoou elle
na sua missio, e triumpbou de obstculos que
pareciam mais insuperaveis anda do que os
primeiros. Foi com c auxilio de sua habilitado
que conseguiu sem perturbar a Europa, somon-
te pelo impulso qne deu ao movimeoto nacional,
mesmo alm dos conselhos da diplomacia fran-
ceza, fazer a sua obra atravessar o periodo de
lulas, que depois da Lombardia veio reunir ao
pequeoo estado, bergo da regeoengo da patria,
os estados dos soberanos vencidos em Solferino
oa vanguarda de Francisco Jos ; e osis para
diente as Duas-Sicilias, cao enfraquacendo na
phase critica e perigosa criada pela temeraria e
feliz empreza de Garibaldi.
Depois .vieram as aunexagesdaslegacoes, das
Marcas, ola Ombra ; e foi eoto que elle col-
locou as bases do aeu grandioso systeana de Ro-
ma livre na Italia, syatema qua seguir ao seu
termo por mais que faco. Um dia Veoeza vira
-------- ~._.. uu3 uuua i/=i3. 'iiioi leriuu por wais que wgao. um da Veoeza vira
que comprehenden tudo o que a Italia ignorava, I tambem ioevitavelmenle completar o todo do
fi queconluceu tudo de que ella tinha ne-1 edificio Italiano.
cessidade I l p0(ie.se il9t ua 0 con(ia ,je c,TOur| entran.
do a dirigir os negocios n'um pequeo paiz do
4 milhftes de habitantes, legou posteridade e
historia urna grande nago de 25 milhes de
cidados livres e independentes.
Anda o repetimos :se a Italia deve cobrir-se
de luto, e chorar amargamente o cidado e pa-
triota, que ha dez annos sustentara o estandarte
italiano com a mo firme e feliz ; tambem deve
guardar a fda sua nobre caus, do seu futuro
e dos seus destinos. A idea da independencia
da unidade nacional nio pode perecer : ella
tnumphar por sua propria forja e poder.
A 6 de junho a sesso da cmara dos depu-
tados de Turim abriu-se no meio dossignaesda
mais viva dr da parte de todos os seus mem-
oras. O presidente com a voz commovda se
fez a interpreto da afflicgo de todos, e da con-
fianga ioabalavel que se devia nos destinos do
paiz. Finalmente ordeoou que a tribuna fosse
coberta de um veo negro durante vinte dias. No
senado so deterrainou o mesmo.
O funeral teve lugar no dia 8 no meio de uni-
versal commogo : o ceremonial o mais solem-
ne presidio nessa occasiao. O cortejo fnebre
comprehendiao que ha de mais consideravel em
toda a Italia : e depois quando preslaram a der-
radoira homenagem ao illustre estadista, ca'da
qual foi lmar parte na misso que elle a lodos
legou.
Tralou-se logo de reconstruir o mioisterio ;
apsmuitas modificagdes successivss assentou-
se finalmente na seguinte reorganisago : Riea-
soli, presidente do conselho, e pasta dos estran-
geiros, Mioghetti no interior, Bastogi na fazen-
da, Scialoja no commercio, Jella Rovere na guer-
ra, Menabrea na Marinha, Miglietti na justiga,
de Sanctis na instru:go publica.
O ba rao Ricasoli foi pois herdeiro poltico de
Cavour. Lancemos um rpido olhar sabr esta
personagem que vai de hoje avante merecer a
attengo de todos.
E' elle descendente de urna famiiia, cuja 0-
ngem se perde na poca mais remota da Idado
media. Seus antepasaados figuraram em todos
os acontecimentos da repblica Florentina, q
seu castello de Brolio. que a elles pertencia.
conserva anda o aspecto gothico dos seculos
passados : elle mesmo no seculo desenove pa-
rece um retrato vivo de Giorgione deacido do
seu quadro. Estatura alta, phisionomia reser-
vada o digna, ha nelle o quer que seja d e im-
penetravel que altrahe e ao mesmo tempo re-
pelle. Tendo casado anda moco ficou viuvo
com urna filha nica.
At 1847, poca da ressurreigo nacional, o
austero gentilhomem viajou, eothronou-se no
seu castello, entregue completamente scien-
cia, e aos progressos da agricultura. Nessa
poca porm laogou elle mo da penna para
pedir ao gro-duque Leopoldo II que desse ins-
tituiges monarchicas aos seus povos, conforme
a conveniencia do tempo. Quando rebentou a
revolugio, fundou maisSalvagoolie Lambruschni
o jornal intitulado La Patria cujo programma
era Faori i barbari l
Entretanto pouco tempo depois pedio demissio
do lugar, que oceupava, de mageatrado de Fio-
renga, recusou-se a participar do governo demo-
crtico, e fez parte da commissio do governo
organisado ao depois para convidar o gro-duque
a voltar. Ricasoli chamoo com effeito o principe,
e este voltou com os Austracos.
Desde ento tudo acabou-se para elle : sepul-
tou-se no seu retiro de Broglio at 1859, quan-
do Leopoldo II parti com a esperanga de urna
volla que se oo effectuou. O baro Ricasoli foi
ento ministro do interior de Buoncompagni,
commissario em Floreoga do rei Vctor Emma-
nuel. Em seguida paz de Villa-Franca foi
goveroador dictador, e durante os dous annos
que se succederam virara-no todos dedicado ao
triumpho da causa nacional, sacrificando-lhe
essa nobre Toseaoa, cujo explendor tradiccional
elle melhor que ningnem apreciava.
O baro Ricasoli nao urna forga activa, por
que falta-lhe a iniciativa: antes urna forga de
brooze, isto a teoacidade, a resistencia. E"
geueroso, mas lemivel: nioguem ha que seja
mais integro. Tarde se converteu causa da
Italia, mas essa convers&o tornou-se consciosa
com toda a severidade de um principio.
Pralico e perseverante oa adminiatrago, abso-
luto, consciencioso, incapaz de transigir, tendo
em pouco caso o favor popular, um admiravel
instrumento de goveroo em lempos difficeis:
apto para salvar um paiz do perigo.
Apresentou-se a Europa com este programma
official: Continurei a poltica do Sr. de Ca-
vour.* Nao era preciso isto: elle por si mesmo
j um programma, isto a uegagio vira de
toda a especie de compromisso que tenda a mi-
norar a grandeza, a honra, e a integridade da,
patria. Tudo sem condteedes eis a sua divi-
sa. Elle nao homem que deixe perder-se um
s palmo de terreno, um s direito adquirido :
conservar-se-ha firme sem jamis reccuar. in-
guem mais do que elle sabe que a violencia, o
as emprezas temerarias podem algumas vezes
salvar as causas mais perdidas, mais nunca ser-
vem seno de comprometter aquellas que se
acham j ganhas.
O reconhecimento official do reino da Italia
pela Franga tem aido esperado com impaciencia
oestes ltimos dias. As conjecturas a este res-
peito se fndamelas seguintes linhas do Mo-
nitor :
c Affirma-se que nio vio ser enceladas nego-
ciaedes no sentido de restabelecer-se as relagoes
diplomticas entre a Franga e a corte de Tu-
rim. Essas negociages, se chegarem a um
accordo, tero por coosequencia o reconheci-
mento de facto do reino Italiano, composto das
provincias e estados que passaram ao sceptro do
rei Vctor Emmanuel em virtude dos acconleci-
mentos sobre que a Fringa nio se tem querido
proouoctar al hoje, mas que foram consumados
pelo principio de nao intervengio adoptado na
Europa. 0 facto do restsbelecimeoto das rela-
goes diplomticas com Turim nio implicara da
parte da Franga a respeito da poltica do reino
italiano oenhum juizo sobre o passado, e nem
solidariedade no futuro: elle querer dizer s-
mente que o governo de facto desse novo estado
se acha suffieientemente estabelecido para que so
possa eotieter com elle relagoes internacionaes
reclamadas imperiosamente* pelos interesses dos
dous paizes.
Alguna dias depois da publieacio destas linhas
chegou-nos noticia por Intermedio dosjornaes
ita.ianos, que esse reconhecimento official, cuja
con licgoes sao anda desconhecidas, tinha chega-
do a Turim, e que o Sr. Vimercati eslava en-
carregado de trazer i Pars a resposta do gover-
no italiano. O Monitor adiou para a semana
prxima a consagragio definitiva desse facto tio
importante seguranga do novo reino.
Correu o boato de qu Ricasoli estava para vir
a Franca, Vichy, a ter com Nopoleo III afim.
de rece be r suas instrncgdes.
As Duas-Sicilias se vi* pacificando cada vez;
mais ; as ultimas tentativas de Francisco II o dos
seus abortaram completamente.
Ao contrario em Roma a efervescencia se van
tornando cada vez maior: com especialidad
depois da morte do conde de Cavour tudo pre-
texto para maoifestagoes. Dez mil Romanos
assigoaram urna supplica a Napoleo l\\, com o>
que muilo se abalou o goveroo pontifical: che-
gou assim a surprehender algumas das assigna-
turas, entre ellas a do principe de Prombino, a


*!'
; '
=
M1U0 DI f EEUUM1UCO. u- QCiRTA HURA 17 DI JLHO il 1161,
W^n*,
X
=
-quem dea a escolher entre urna reiraeleco 4*
supplica que elle assignara com os seos compa-
triotae e o exilio; o principe eicerhee e. exi-
lio. Qualro membros ruis da alia ncrbreta qui-
seratu passar-se para a Frasca; os crdete
opposera-rrt-se a su partida no caso de que elles
lo retiraasem sus adheso a sapplrca. E' o
principe de Prombiao o eocarregade de traier a
Pars a peligo romane. I
Parece que a Hespanhe e a Asnaria Qiernm
Frauda proposlaa do sentido de easgar-se a um
accordo quanto a questo romas*, e que essas
propoat oio foram acceitas.
Pi IX esta enfermo, o eu estado inspira
serios cuidados.
Na Franca, a discusss ss ercastsato no corpo
legislativo des lugar sosa lula inconsiderada
dos deputados uItrmmestamos. Os taques que
ee haviara produzido por occasiao d.a discusso
da resposta a falla do throno se reproduziram
agora Os liberaos voltaram lmbeos ao se
proposito. Quando depoia da dieeusso geral
omecou a rolacio sobre cada um dos ornamen-
tos dos diversos ministerios, occupoa-so a tri-
buna da questo polici externa, das modifica-
(oes desejadas a respeito do rgimen actual da
imprensa, de tudo o que se refere iostrucco
publica e aos cultos, finalmente de tudo o que
se refere prxima execuco dos tratados de
commercio.
Em summa houvenm boss e proveilosas dis-
cusses. O exame de um orjameoto', tacto capi-
tal no ejercicio do poder parlamentar, ao* paseo
so forneee occasiao para- analyeaise ss recnr-
sos annuaes do paiz, d tambem lugar a se pro-
porem problemas tinanceiros bastante alis.
Terminada a volaco nesse sontiJo a 18 de ju-
oho depois de viva e calorosa discusso entre o
Sr. Julio Parre, chefe dos deputados liberaes, e
o Sr. Billault, ministro sem pasta, o corpo legis-
lativo adoptou o projeclo de lei modificadora do
decreto de 17 de fevereiro de 852.
Eti face desse prlmeiro movimento da inicia-
lira imperial, o Sr. Julio Farra slcou em favor
da imprensa a aua patarra: pedio para ella nao
a liberdade absoluta, isto a impunidade ; po-
rm a liberdade garantida pela lei, islo o di-
reito commum. Se nao giohou a sua causa pe-
saste o corpo legislativo, um pouco com placeo t
para com o governn quaesquer que sejam os seus
sctes, pelo menos o Ilustre advogado muilo ga-
nhou perante a opinio publica, e o effeito do seu
cloquate arrazoado flcari impresso no animo
ale todos. Nao em vo que eahem da tribuna
patarras como estas :
E' em nomo do direit, a respeiOPdo qual
disse Bossuet nao ha ver precripcao possvel, que
es venho reclamar o patrimonio de meu paiz,
suas immunidadea, grandezas e liberdsdes. Vos
reerguestes a tribuna ; reerguei tambem a Uber-
dade da imprensa : em quanto assim nao o tizer-
des encontrareis em mim um adversario resoluto,
que clamar as paizquerer para si reservar o
arbitrario reconhecer em si urna fraqueza ul-
cerare!.o
Se os deputados votsraro por urna lei que nao
corresponde aos votos e as esperanzas legitimas,
tem essa volaco pelo menos a vantagem de ter
sido feita ao sentido do decreto de 24 de no-
vembro.
O resultado das eleicoes dos conselhos geraes
pode consiJerar-se como urna manifestado da
vootade nacional a proposito da questo italia-
na : quasi em todos os pontos os ultramontanos
foram derrotados. Se em algumss localidades
ss populares pouco ou nenhum indicio deram
de yida poltica, em compensaco o raovimento
eleiloral invadi os departamentos mais esclare-
cidos, industriosos, e mais ricos. E' para lasti-
mar porm, que quando o paiz comeca a crer na
liberdade o governo insista no seu systema de
candidaturas oflciaes. Urna vez que a liberdade
invocada, reclamada e defendida de lodos os
pontos, seria opportuoo que se comegasse a en-
trar oo espirito do decreto de 24 de oovcmbro,
dsixando aos eleitores a iniciativa dos seus rotos.
O ministerio ioglez est h ojo com o terreno
completamente desembarazado diante de si. A
cmara dos lords oo se atreveu a apanhar a lu-
va lancada pela maioria da cmara dos commaos,
em a suscitar um conflicto de prerogativa cons-
tituciooel.
E' essa luta do paitido de ideas antigs com o
partido de ideas modernas que lem dado motiro
s actos to coniradiiorios como estes : a permu-
ta do tratado commercial com a Franca, eos ar-
mamentos martimos contra a Franca.
A Inglaterra em vez de oceupar-se em estar
mandando fundir pe;as de artilbaria, seria me-
ihor que se uoisse Franca para completar ain-
deoenJeacia italiana, para preparar a soluco
dos negocios da Oriente de urna maneira justa no
ponto de vista dos ioteresses geraes, aspiragoes
e necessidsdes das naeienalidades, no poni de
vista de um equilibrio bem entendido das anti-
gs e novas potencias : seria raelhor que no seu
rgimen intimo cumprisse as promessas e obri-
gacoes de ha muito coalrahidas ; seria melbor
finalmente que eooferisse o direito de represen-
tado 4 classes msi numerosas e esclarecidas, e
que lodos os dias adquirem provas ioconlesla-
?eis ao exercicio dos direitos politices.
Em Berlin appareceu urna crise ministerial,
Jue lomou immedialameate grandes proporc,es.
i au se tratara da retirada so do Sr. Schleinilz,
oio podendo desta serte ser subordinado ao Pa-
cha de Bejrrovth, cu ao de Damasco, dos quaes
ser antes igual. As tropas turcas nao poderlo
all penetrar se nao a requisicio do governador.
O gbveroador do Lbano ser nomeado por tree
anuos, e durante esse periodo oio ser apeado
de suaa fuaccoes senio depois de um processo,
e decisio as se o tenga motivada. Nos tres mezas
que precederm rexpiracao do terco preflxado,
os representantes e o ministro ds eslrangeiro de
sultio reunir-ss-hao de nova em conferencia
para a preciare m os resultados deesa medida, e
tomare ostra rssoluofo, no cato de quso en-
jam as rircumslanciaw.
Sero atis instituidos do Libano dous oonse-
Ihos, um judiclario, outro administrativo, no
quaes tedas as populacOes que habita ni rresmoo-
tanrUBserio igualmente representadas sem dis-
tihccfb: de religiio.
Apezsr. de tudo islo porm a reorgaaisag&o do
Libano nao" parece cousa muito sena pela escob-
ina dos Romeos que delta se ho de etrearregar :
poisaeabam deannunciar a nomeic do" Arme-
nio Daond Bffeodi como chefe para a montanha,
e de Fuad Pacha para gorernador da Syria. O
prlmeiro. inteiramente dedicado ao segundo,
que vira assim a reinar tambem em todos os dis-
tados do Lbano, e os Maronilas terio de suspi-
rar anda muito lempo pela sua autonoma.
Oeve se esperar melhores resultados da ini-
ciativa generosa da Franca : tanto mais quanto
a crer-se as ultimas noticias, depois de regula-
da a questo da Syria,; anda assim parecem re-
naecer ss odiosidades. A agita;3o entre oj Dru-
sos geral, e as aggresses recomecam. Tem-se
j demolido diversas casas de chrislos. Fuad
Tacha para manler a ordem percorreu os dislric-
tos habitados pelos l) rusos pregando a traoquil-
Udade : mas pregar nao bastante 1
O sullo est gravemente enfermo, e a sua
marte poder aero signal para graves sconleei-
nieutos.
G.M.
APPELtAgSES CR1MES,
Appellanle, o juito; ippellado, Jos Luiz Guil-
loth.
Improcedente.
Appellanle, o promotor ; appellado, Jos Per-
rao.
Improcedente.
Appellanle, ojuizo; appellado, Antonio Fi-
lippe.
Improcedente.
Appellanls, o juiso ; appsilado, o preto Joio exi
A novo jury. Ion
DILIGENCIAS 0BMSSBS.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, asappeHa^es errmes:
Appeltcste, Francisco Rodrigues dos Prazers;
appellado, o juizo.
Appellanle, Francisco Antonio dos Santos ;
appellado, ojuizo
Appellanle^ o promotor ; appellado, Manoel
tv fi t al as. i fi dna ta^ak^^k^s^Sk
ipnin \m\io pun
Appellante, o juizo ; appellada, Jesuino Ho-
norato dos Ssofcos.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Pe-
reira dos Santo.
Appellante, Jos Marques ds Paixo ; appella-
do, o juiso.
Appellante, Antonio Manoel deSampaio; ap-
pellado, O juizo.
Appellante, Manoel Vieira dos Santos ; appel-
lado, o juizo.
Appellante, ojuizo; appellado, Domingos Mar-
tios de Oliveira.
Appeltan'.e, o juizo; appellado, Manoel, ss-
cravo.
o juizo ; appellado, Manoel Ig-
Ostro do ssMelegado dos Afogadoa.remetteo-
do a quastia ds WfOOO, recebida de Antonio Lu-
cas Aires landeira por ter infringido as diapo-
coss do as U ft* do tit. 6* das posturas de 30 de
junbo de. I#49.Mandou-se aecusar a recep-
ciw, > resieMer ao procarador s mencionada
quantla.
Outro do fiscal de S. Jos pedindo-lhe man-
da sse sasssra fornecer nssdMss para a raes
ritrk de ana freguezis, por serem poucas n
lesna ssssma praca.Que O proosrador
PERNIMBUCO.
Manoel, escravo
appellado, o
appellado, Joao Severo
appellado, Jos Ramos
mas de todo o gabioele. A opinio publica all
se acha bem impressionada. Acredita-se n'uma
victoria da rearco : ora urna victoria dests or-
dem equivale a derrota da influencia pruasiana
na Allemanba.
O ettranho discurso com que o rei Guilher-
me I encerrou as sesses do seu parlamento lem
retumbado em toda a parte.
Nesse discurso depois de ter elle dito que o
parlamento cou-iuzio a Prussia a resultados im-
portantes, proprios a dar-lhe maior criterio na
Allemanba e na Europa, apoiou-se na reorga-
oisaco do exercito, que a Prussia derera con-
serrar sempreem armas para sua propria deteza,
e da Allemanba ; esobre tu Jo agarrou-se as pa-
lavras realeza dos seus aniepassalossoberana
pela graca de Deus ele Ora no seculo XIX es-
ses principios da idade media o ho de desacredi-
tar aos olhos daquelles que o encaravam como
garante dos deslinos da patria commuai. Os no-
inens de boa ( ver-se-bao na dura necessidade
de procurar um oulro a quem confien) a graode
misso destinada pela voolade nacional.
Infelizmente a divisa que pdeGuilherme I so-
bre tua bandeira coota anda muitos adherentes;
cois que ltimamente bom numero de Allemes
festejara em Colonia o anoiversario da bataina de
Waterloo, e a Gazela d'Ausbourg divirtise em
demonstrar em npme das nacionalidades s da
geographU os direitos ds na;o germnica rein-
?iodicacao da Alsacia e Lamine.
Em Vienoa ao Rsischeath Hr. Rieger que com
Mr. Calm sao chafes do partido aote-unitaro
apreseotou urna proposico em quo procura de-
monstrar que o conselho actual do imperio nao
pode constituir ea direito urna rsrdadeira repre-
sentarlo dos estados quem compem o asesino
imperio: que as circumalaociae aetuaes nao
coorioha oceuparem-se seno de objactos que
nao estivessem em lo immediala proporgo com
as questes importantes da peoa, e necessids-
des urgentes; pedilo por coosequencia o adia-
mento do Reischeath e a prompta canrocsQio
das dietas provinciaes. Esta proposico ante-
unitaria Coi vigorosamente combatida pela ira-
prensa allema ; e para oppor-se as machinagoes
.desses sectarios da separaco, grande numero de
deputados indignados formaran urna aesociaco
unitaria.
Os debates do Reischeath se vio tornando ce-
da ves mais animados ; usa coaflicto rebestoa
ltimamente entre as duas esmeras sobre a in -
-violabilidade dos seus memoro. A cmara alta
regeitou o projeclo rotado pela cmara dos de-
putados.
Na Hungra a cmara dos magnates, que inspi-
rase serios receios ao partido nacional, deu ago-
ra urna prora de que tambem ella desoja a inda-
pendencia do reino de Santo Esteae: pois
adoptou por unanimidad a proposta de Mr. Deak
com as emendas ds esmera das deputados, cojos
debates apaixonados tanto haviam irritado o go-
verno austraco. Este ultimo estar resolvido a
linear mi dos meios extremos, a responder a
proposta com a prorogacao immediata a dieta,
declaraco de estado de cerco, ceovocacao do
Reischeath completo, ordenando se mesmo lem-
po as eleicoes directas se Huogcia. Estas medi-
das sao enrgicas ; mas serio ellas ssseeptiveis
de bom xito 1
Finalmente jiieoohecio-o resultada desos
erenciaa havidas par regula meato dos negocios
da byna. O Libaao ficasob aautoridade de um
overnador soteque aera aeoolnido entre se sub-
ditos enrulaos da Porta, e deveri nmnnasiasaw
le pert?ncar ao rite ds maioria : a digoidade
de muchir eu marechal ser conferida sesee go-
Teraador, jas depender directamente n Porte,
REVISTA DIARIA.
Hontem leve logar a festividade religiosa de
Nossa Senhora do Carmo em seu convento desta
cidade.
Ao acto presidio a pompa costamsda, e a con-
currencia dos liis respectiva assistencis foi no-
tavel e crescida, como tempre.
Niose poupsm os religiosos carmelitas s func-
?oes, que a regra da ordem Ihes iospoe ; por isso
sao credores de elogios.
Resolveu S. Exc. que para servir no conse-
lho municipal de recurso, do Bonito fosse cha-
mado o eleitor mais votado da parochla msis pr-
xima, segundo o rerommendado no aviso de 11
de setembro de 1848 ; visto que foi annullada
pelo poder cofflp*etente a sieico primaria, que
em duplcala "Ve proceden naparochia da referida
villa do Bonito-Vede presente acharm-se cadu-
cos os poderes do* eleitores da legislatura pre-
trita.
Foi desigualo o da 15 de setembro vin-
douro para a reunio da junta de qualificaco da
freguezia de Aguas-Bellas, cuja elelco de eleito-
res fora annullada.
E como o poderes da passada legislatura le-
nham caducado, providenciou a presidencia re-
commendando, que fossem convocados nos ter-
mos do artigo 20 do decreto de 23 de agosto de
1856, numero 1812. os oitocidados que ficarem
immediatos em votos ao juiz de paz para os tins
convenientes.
Por portara de 13 do correte foram con-
cedidos varios crditos sopplementare?, para oc-
correrem despezas relativas ao anuo lioanceiro
(Indo no exercicio addicionat.
Domingo passdo um preto, que se suppe
escravo, abrindo um fardo que existia na aseada
da loja de Joaquim Vieira Coelho, ra do Crespo,
pode por mais de urna vez tirar dMle alguma fa-
zenda ; mas na ultima foi agarrado por pessoas
que o dono havia disposto para observado, por
que ja havia dado pelo furto, deque era victima.
Seguro que foi o larapio, levaram-n'o para o
quartel do corpo de polica como preso.
Da vez em que foi sorprendido, achava-se a
puxar do fardo a fazenda n'elle contida.
O capito do brgue ioglez flunnymede,
entrado bontem de Terra-Nova, refere que, pe-
las 10 horas da manha, fallir, 20 milhasao
N. E. da poota de Olinda, a um patacho inglez que
se destinava nosso porto, consignado aos Sra
Saunders Brothers & C, trazendo bandeira
meio pao, era coosequencia de haver-se degola-
do o seu capito.
A agencia da Companhia Peroambucana,
de vapores eosteiros, previne aos carregadorea,
para os portos do oorte, pelo vapor Igvarass,
que s se receber carga at 19 do correte, por
ter de conferir e sabir na segunda-feira 22 do
corrento.
O vapor Jaguaribe, qne se espera do norte,
voltar para os mesmos oo dia 7 do vindouro.
O vapor Ctres, entrado hontem dos portos
do sul, conduz seu bordo o Exm. e Rvm. Sr.
bispo do Para, D. Antonio de Macedo Costa que
vai tomar coota do seu bispado. Apenas desent-
barcou no caos 22 de novembro, S. Exc. Rvma.
foi fazer a oracona egreja do Collegio, seguin-
do depois para o palacio do nosso diocesano, na
Soledade.
Foram recolhidos casa de detengo nos
diss 13 e 14 do correte, 10 lio-neos, sendo 5
livres e 5 escravos, a saber: a ordem do Dr.
chefe de polica 1, a ordem do subdelegado do
Re i fe 2, que sao os pretos Jos e Luiz, escravos
de Andr de Abreu Porto, a ordem do de Santo
Amonio 1, que o pardo menor Rodrigo, escra-
vo de Miguel Bernardo Quioteiro, a ordem do de
S. Jos 5, inclusive o crioulo Severo, escravo de
D Mara de tal, a ordem do da Boa-Vista 1, que
o pardo Antonio, escravo de D. Maaoella Ni-
quelina.
Foram recolhidos a mesma no dia segua-
te (15), 13 horneas e 2 mulheres, sendo 7 li-
vres e 8 escravos, a saber: a ordem do Dr. che-
fe de polica 11, inclusivo o preto Valentim,
que suspeita-se ser escravo, Maitioho, escravo
de um tal Ferro, Amaro escravo de Candida de
tal, Joo escravo de Antonio Jacintho, e Agos-
tinho escravo de Manoel Goocalves da Silva, a
ordem do subdelegado do Recife I, que o
Africano Francisco escravo de Manoel Francisco
Dusrle, a ordem do de S. Jos 1, que o Afri-
cano Joo, escravo de Marcelino Jos boocal-
ves, a ordem do da Boa-Visla 2, inclusive a
Africana Mara, escrava, que nao declarou a
quem pertencia.
MORTALIDADE DO DA 16.
Csrlota, Pernambuco, 36 aesos, solleira, es-
erara. Boa-Vista, phtysica pulmonar."
Antonio, Pernambuco, 50 auoos, solteiro, Boa-
Visla, Asthma.
Demetrio, Pernambuco, 1 anno, Santo Anto-
nio, Convulcoes.
Appellanle,
naci
Appellante,
juizo.
Appellante, o juizo ;
do Nascimento.
Appellante, o juito
Pin he i ro.
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquim Can-
dido de Figueiredo.
-Appellinte, o juizo ; appellado, Benedicto
Gncalves da Silva.
Appellante, o juizo ; appellado, Candida Mara
das Virgens.
Appellante, Francisco Ferreira Lustosa ; ap-
pellado, o jaizo.
Appellante, Trajano Jos de Mello ; appellado,
o juizo,
DES1QNACA0 DE DIA.
Assignou-se diapara julgamento dasseguintes
appellaces crimes:
AppoUante, o promotor ; appellado, Venancio
de Ara ujo Costa.
As sope Uaces eiveis :
Appellanle, o juizo ; appellado, Jos Vicente
Coimbra.
Appellanle, o juio ; appellado, Jos Alves
Tenorio de Albuquerque.
UISTIYiaUgKS.
Ao Sr. desembargador Caetano Santiago, as
appellaces cireis :
Appellante, Antonio da Cuaba Soarea Guima-
riea ; appellado, Ignacio Luiz de Brito Taborda.
As appellaces crimes :
Appellanle, o juizo; appellado, Joo Lopes
Barbalho.
Ao Sr. desembargador Silveira, as appellaces
crimes:
Appellanle, Jos Leandro Cavaleanti e outros];
appellado. o juizo.
Ao Sr. desembargador Gitirana, as appellaces
crimes :
Appellanle, Serafim Ignacio Paes Dar reto ; ap-
pellado, Manoel Francisco Pereira.
Appellanle, o juizo ; appellado, Guilherme
Jos da Costa.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, as
appellaces crimes:
Appellanle, o juizo ; appellado, Benedicto, es-
cravo.
Appellante, o promotor; appellado, Joaquim
Francisco Cavaleanti.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
laces crimes :
Appellante, Manoel Antonio dos Santos; ap-
pellado, o juizo.
Ao Sr desembargador Costa Motta, as appella-
ces civeis :
AppoUante, Joo Evangelista do Espirito San-
to ; appellado. Manoel Felippe da Silva.
As appellaces crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Fer-
reira da Costa Res.
Ao Sr. desembargador Perelti, as appellaces
civeis:
Appellanle, Joaquim Jos de Mello ; appella-
do ; Antonio de Carvalbo Raposo.
As appellaces crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Beroardioo
Lopes de Sena.
Ao Sr. desembargador Caetano Santiago, o re-
curso :
Recorreote, o juizo ; recorrido, Manoel Fran-
cisco de Mello;
As 2 horas encerrou-se a sesso.
Urna Isfocasseo do advogado sobre a peticio
de Dorninges Antones Villaga. que pede indem-
nisaco de um seu terreno, comprehenido oo
edeflcio do mstadouro, duendo que a ordem de
14 de novembro de 1833 coates o principio de
que os terreno de matinha.psm ser reclama
para logradooroa pblicos, e a obra do matadou-
ro pode com dos tal ser rlassiflr.ada.viato destinar
se-e um fim o> que todos gozam, ainda que Inda-
rectamente.Poste em discusso resolveu a c-
mara que fossem os papis remetlidos ao procura-
para tratar com o peticionario da endemnizaco
do terreno, votando contra e Sr. Reg.
Foi approvado um parecer da commisso de
ediQcacoes oe sentido ds se indiferir a petiQo
do tenente-coronel Joaquim Lacio Monteiro da
Franca, que requereu para ser casssda a licenga
concedida a Jos Eliss Machado Freir para fa-
zer urna pilhoca na ra aova de Santa Rita, de
baixo do qual podease trabalbar de carpinteiro,
declarando a commisso que a pal noca feita
apenas de alguns caibros, palhas solas, e que
est separada da fabrica do peticionario cinco
palmos, e no caso dealgum incendio nada po-
der este influir sobre o referido eslabelecimen-
to.IndeferiO'Se a policio.
Despacharam-se as petices, de Domingos An-
tones Villaca, Dawim Wiliad Buwman, tenente-
coronel Joaquim Lucio Monteiro da Franca, Jor-
ga Vctor Perra Lopes, Joo Pereira d'Oltveira, e
levanteu-aea sesso,
Eu Francisco Canuto da Bi-Viagem, official
maior o escrivi no impedimento do secretario
Barros Reg, presidente.Reg.Barata.Al -
melda.MelloReg Maia.
JURY DO RECIPE.
3 SESSO.
Dia 16 de jolito,
FRES1DESCIA DO EXM. SR. DR. CIZ DE DIREITO DA
SECUNDA VARA CR1S1VW. FRANCISCO DOMINLES
DA SILVA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol
dio de Gusmo Lobo.
Escrivo privativo, o Sr. Joaquim Francisco
de Paula Esteves Clemente.
A's 11 horas da manha, procedeu-se cha-
mada, e vericou-se estarem presentes 25 ju-
rados.
Nao haveodo numero legal, par que livesse
lugar o julgameoto dos reos que eslavam bar-
ra do tribunal, o Dr. juiz de direito proceden ao
sorteio de 23 juizes supplementares, e adiou a
sesso para o dia 17 s 10 horas da manha.
CHR0N1CAJUUIUARIA.
TRIBUNAL DI RELC0.
SESSO EM 16 DE JU LHO DE 1861.
PRESIDENCIA SO BXS. SR. CO3SELHE1R0 ERMEL1S0
DE LEAO.
s 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caetane Santiago,
Silveira, Gitirana, Lourenco Santiago, Silva Go-
mes, Motta, e Perelli, e o Dr. juiz dos feitos da
fazenda Uchda Cavaleanti, faltando o Sr. desem-
bargador Guerra, procurador da coroa, foi aber-
ta a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguintes
JULGAMENTOS.
REVISTA CIVEL.
Recorreote, Raymuado dos Santos Garca ; re-
corrido, Maooel oreira Tarares.
Jalgou-as s favor de recorrido.
AFFSXLACIS C1VBIS.
Appellante, Manoel Albino da Costa Gadelha ;
appellado, Manoel Victorino de GoMo.
Confirmada a sentenca.
Appellanle, Praocisco Manoel de Siqueira ;
appellado, Jos Praocisco do Reg Berros.
Desprezaram-se es embargos.
Appellante, Manoel Francisco Bezerra ; appel-
lados, os herdeiros de Francisco Pereira dos
ata
Confirmada a sentenca.
Anpetlante, a irmandade do Livrarnento do Ja-
boatio ; appellados, Manoel Pires Ferreira e ou-
tro;
Rsceberam-se es embargos.
Appellante, Anlonio de Siqueira Cavalcanli
appellado, Antonio Garlos Pereira de Burgos.
Reformada em parte a sentenca.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
6a SESSO ORDINARIA EM 27 DE JNHO
DE 1861.
Presidencia do Sr. Barros Reg.
Presentes os Srs. Reg s Albuquerque, Seve,
Henrique da Silva, Reg e Mello, abre-so a
sesso.
E' lida e approvada a acta da antecedente.
Leu-se o seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do Exm. presidente da provincia,
dizendo que por aviso de 4 do correte, expedido
pelo ministerio da fazenda, se ordenara naquella
dala que a thesourarla desta provincia procedes-
se a substituirlo das notas de cem e duzentos
mil ris, Ia estampa, papel braoco, no tempo
que decorrer de agora at o fim de dezembro
deste anno, comegando do Io de Janeiro {uluro o
prszo de dez mezes para o descont measal de
10 por cento no valor das meimas notas, o qne
communicava a cmara a fim de que o fizesse
publicar por edltees, afilados nos lugares mais
pblicos deste municipio.Mandou-se publicar
aos joroaes, e remetter editaes aos fiseaes do
municipio para os afixarem as portas daslgrejas
matrizes de suas freguezias.
Outro do proredor da Santa Casa da Miseri-
cordia ao governo da provincia, e por este man-
dando a cmara a informar sobre achar-se in-
transitavel pelas copiosas chuvas, e eocbeutes
das mares, o caminho dos Coelhos desde o enli-
go hospital de caridade ateo de Pedro Il.pediodo
a mesma presidencia a expedico de suas ordeos
para que alli fossefeito um atterro pela repartiera
das obras publicas, ou pela muoicipalidade, vis-
to como pela dificencia de meios nao podis a san-
ta casa fazer semethante atterro.Resolveu-se
que o engenhero cordeador informasse se etae
atterro devia ser feito pela cmara, ou pelos par-
ticulares proprietarios des terrenos daquelle
logar.
Oulro do engenheiro cordeador, informando o
requerimeoto de Luiz Jos da Costa Amorim,
que se prope a ceder gratuitamente parte do
terreno de seu sitio no logar do Manguinho com
tanto que seja elle atraressado por urna ra de
nascents a poente, ficando a praca marcada no
mesmo tugar com seis centos e tantos palmos,
em ves de mil e duzentos que d a piante.
Mandon-se determinar ao engenheiro que fizesse
aplanta coasignando a aitercio que se deve
fazer.
Outro do aubdelegado, de Santo Antonio, com-
muoicando haver por motivo de molestia pass-
do o exercio da subdelegada da mesma freguezia
aos 4* supleote.Inteirado.
Ontro do 4* aupente de subdelegado de mes-
ma freguezia de Santo Antonio, communicando
ter entrado em exercio de subdelegacia por im-
pedimento da proprietario.Inteirado.
DIARIO DE PERNIMBUCO.
Pelo vapor Ceres, que velo susbstituir o Para-
n, e que sahio do Rio de Janeiro no mesmo
dia que o Tyne, que esteve ante-hontem entre
nos, recebemos jurnaes da Baha at 13, e de
Alachas at 15 do corrente. Da leitura delles
colhemos as seguintes noticias :
Bahia. Fora collado 5 do corrente o Rvm.
Sr. Dr. Antonio da Rocha Vianna, vigario ultima-
mente nomeado para a freguezia da Ra do Pas-
so, pelo Exm. e Rvm. Sr. Arcebispo.
Haviam sido eleilos para a direceo dos feste-
jos do dia 2 de julho em o anno prximo vin-
douro:
Presidente, cooselheiro Messias de Leo.
Dr. Pedro Rodrigues Bastos.
Commendador Manoel JosTeixeira Barbosa.
Aureliano Pereira Coelho da Cunba.
Domingos Pereira de Castro Aguier.
Lourenco Eloy Pessoa do Barros.
Commendador Francisco A. de Sampaio Vianna.
Joo Gualberto Dantas.
Coocgo J. Cajueiro de Campos.
Dr. Amerieo de Souza Comer.
Joo do Teive Argollo Queiroz.
Luiz Jos Pereira Rocha.
Dr. Fraoeisco Goocalves Martins.
Baro de Traripe.
Hygioo Pires Gomes.
Joaquim Vital de Oliveira.
Dr. Joo de A. rago Bulco.
Dezembargador Jos E. dos Sanios Tourinho.
Jos Mana Cardoso.
Dr. Francisco Rodrigues da Silva.
O cambio achava-se aos pregos seguintes:
Sobre Londres 25;. d. por 19 a 60 e 90 d. v.
Sobre Pars 363 a 370 rs. purfr.
Sobre Lisboa 110 a 112$.
L-se no Interesse Publico :
Ante-hontem (3) pelas 10 horas da manha
parti n'um salva-vidas pertenceole capitana
do porto oSr. patro-mor do arsenal de mari-
nha Joo Fernandes de Caivalho, levando eom-
ign alm de boa maruja os necessarios aprestoa
para salvar o patacho hollaodez onali, o qual
sahira deste porto ha dias para Gulhemburgo
(Sueciaj. Este navio achava-se tundeado em
frente Barra Falsa em 15 bragas a'agua, mas
esteva desarvorado dos maslaros, do velacho
grande, e por isso receiando o seu capito cada
vez mais sotaventear-se, e porque faltou-lhe o
panno, quando desarvorou, e havis muito tempo
e mr r grosso, o demais as aguas ensacavara mui-
to, entendeu muito bem o dito capito fuodear
em distancia provavel de 12 milhas da costa.
Nessas circumslaocias pois, sabendo a capi-
tana do porto do occorrido por una lancha vin-
da de Camama, fez sahir immedialamente o re-
ferido Sr. patro-mor aura de prestar alli ossoc-
corros de que carecesse o dito patacho, maso ca-
filo desle, que recelara entrar nesle porto pe-
as muitas despezas e embarazos que tioha de
soffrer com a arribada, agradeceu os generosos
soccorros, e disse que prefera antes ir no mar e
procurar oulro porto que nao esle.
Quando o Sr patro vollava para aqui, vio
em distancia de duas leguas, que o patacho se, ti-
oha feito de vela e ia no bordo do mar.
c Qual ser a sua sorte ?....
a Em lugares lo perigosos como esse doode o
Sr. Carvalho acaba de vollar em circumslaocias
do mo tempo, embora cm um salva-vidas, por
demais temeraria urna commisso de tal oature-
za, onde arrisca-se perder mulla gente a sua
vida, morrendo miseravelmente por falta de re-
cursos.
Ainda o caso de se reconhecer qual a uti-
lidade que prestara ao commercio e-a navegaco
o servido de um pequeo vapor destinado a esse
fim.
.< Mas nos temos dinheiro para tudo, menos
para cousas desta natureza.
Entretanto, i, testa dos negocios da marioha
est actualmente um profissional Ilustrado em
quem muilo confiamos, e-que cerlameole atlen-
der a essa urgente e palpitante necessidade por
que passamos, mandando-nos talvez o pequeo
e forte vapor de guerra Chwy. que bem pode
dessempenhar commissdes desta. natureza, para
o que parece ter sido construido. .
a Informara-nos que em um destes dias pas-
sados se dera as iramediaces do Quartel [da
Palma um facto, que, reunido a ou tros que se
tem dado, depdem summamente da disciplina do
8o batalho de infantaria.
a J nao sao os soldados daquelle corpo, que
desta vez dislisando-se dos deveres, que Ihe im-
pde o Conde de Lippe, chamara sobre si alteo-
Cao publica e carecer de um correctivo que pon-
do termo essas scenas, evite reprolucco de
um procedimento escandaloso; sao dousoflkiaes
o lenle Claudio Marques de Souza e o alteres
Aristides Balthazar da Silveira,que uniformisados
e de eapada em punho ae aacommeltem e publi-
camente se batem, resultando desle duelo o fe-
rmenlo no braco do alteres e na orelba do tenan-
te : o encarnicamento com que se batiam esses
dous bravos, por cerlo seria funesto a um dos
dous ou a ambos si nao fdra o prompto compa-
recimento ao lugar do Sr. major Belfort e teneu-
ie Gurrite, que a ambos preoderam porm que
oo poderam com sua presenca evitar os impro-
perios, com quena falta da espadaae feriara
os contendores t O facto grave, e de esperar
que as justicas competentes procurara viogar essa
offensa feita ao publico e facam ver esses of-
ciaea o fim para que o governo lhes confia ama
espada.
Alagas.Nada importante oecorceu apa a
sabida do Perlinunga, que aqui Chegou ha qua-
lro dias.
Kef,
a9se9ffot*o.i,M*Effa)ioo
directa.
vn
[Continuaco do n. 155.)
TITULO XL
Da lei cao. ... *. :
Artigo 46. No domingo designado por decreto
especial do governo para se proceder a etaieao,
petas nove horas da manha, reunidos es elei-
tores oo local marcado lhes propor o presidente
dous dentro elles para escrutadores ; leus para
secretarios, e qualro para es reservaren), convi-
dando os eletteies que approvarem a proposta a
passar pase o lade direito delle, apara o eequerdo
os que a regeitarem.
1.* Para aapprovacla da pro posta sao ae-
cesaarias tres quartas paites do eleilores pre-
sentes.
2." Se a proposta nao tiver lido a approrsco
desle numero, ser a mesa qpmposta a aprazimen-
to, assim dos eleitores que a approvarem, como
dos que a regeitaram.
3. Por parte dos que approvarem, entender-
s-bao escoltados dentro os propostos pelo pre-
sidente para escrutiadores, secretario e dous
reservsdores, os primeiros indicados para estes
lugares na ordem dapropesta,
4.* Per parle dos que s rejertersm ser os
restantes msanos approvados por acclamaco
sob proposta ds qualquer eleitor dentro elles.
Neo sendo estaprsposta approvada por tree quar-
tas partes desta seceso, serio immedialamente
eleilos por maioria relativa e escrutinio secreto,
ere que ella s vallera I Serviro de vogsea da
mese desta eleico os mencionado no peragra-
pbo antecedente.
Art. 47. Da formaco da mesa se lavrar a
acta, e o secretario que a lavrar a lera immedia-
limanlq A |uAnkli.
.--. ^ ^^^^HWT^Pi
S nico. Urna relacio conteni o nome dos
approvados ou eleilos para comporem a mesa,
assiguada pelo presidente, e por um dos secre-
tarios, aera logo aluzada as portas do edificio
em que a assembla esliver reunida.
Art. 48. A mesa que for eleita antea da hora
marcada no artigo 44 nulla.
Art. 49. Se urna hora depois da fizada para a
reunio das assemblas, o presidente ainda nao
tiver apparecido, ou se apparecer e se ausentar,
tomar a presidencia o cidadoque para isso for
escolhido pelo maior numero de eleitores pre-
sentes.
Art. 50. Se mesma hora se nao tiverem reci-
bido na casa da assembla nem os cadaroos do
reseo cea ment dos eleitores. nem os cedernos
para se lavrarem asadas, que a commisso re-
ceoseadora do conselho ou nairro, devia ter re-
mettido ao reapeclivo presidente, a eleico po-
der fazer-se por quaesquer copias authenlicas
do respectivo recenaeamenlo que houverem sido
exhahidas do livro competente, e que qualquer
cidado aprsente ; e as actas podero lavree-se
em cadernos com termos de abertura e rubrica
da mesa quo a assembla escolher.
Art. 51. A mesa da eleico ser cullocada no
corpo do e Jificio, de maoeira que todos os elei-
tores possam por todos os lados ler livre acceiso
a ella, e observar todos os actos eleitoraes.
Art. 52. Constituida a meaa sao validos todos
os actos eleitoraes que legalmente forera prati-
cados, estaodo presentes pelo meaos tres vogaes.
Art. 53. Os parochose os regedores das frege-
ziaa^que constituera a assembla eleiloral, assis-
liro a eleico para informar sobre a identidade
dos volantes.
1." Fallando o parochoou regador, a mesa
no mear pessoas idneas que facam as suas
ve zea.
2." As mesas eleitoraes nao comecara o
acto da eleico sem que os parochos e os regedo-
res, ou quem os aubalituir estejam presentes.
3.a O parocbo, ou quem suas vezes fizer, ter
lugar na mesa ao lado direito do presidente era-
qaanto se estiver procedendo a chamada da res-
pectiva freguezia.
4. Se hourer urna s assembla no conse-
lho ou bairro, aasistir ahi a eleico o adminis-
trador respectivo ; se houver duas assistir urna
o administrador e outra o seu substituto j se
houver mais de duas ou algum delles esliver im-
pedido, escolher o administrador em exercicio
pessoa, ou pessoas que o represeulem, e em quem
delegue as attribuices conferidas por este de-
creto.
Art. 54. As mesas decidem provisoriamente as
du vi las que sesus citaren! acerca das operares das
assembla.
I.9 Todas as decisoes da mesa sobre quaes-
quer duvidas, ou reclamaces sero motivadas.
2." Todos os documentos que disserem res-
peito s reclamaces sero ellas appeosos, e
rubricados pelos vogaes da mesa e pelo recla-
mante.
3. As decisoes sero tomadas pluralidade
de votos. No cato de empate o presidente tem
voto de qualidade.
Art. 55. as assemblas eleitoraes nao se pode
discutir ou deliberar sobre objecto algum estra-
nho is eleicoes. Todo que alm disso se tratar
aullo e de nenhum effeito.
Art. 56. Aos presidentes das masas incumbe
manter a liberdade dos eleitores, conservar a or-
dem e regalar a polica da assembla.
1." Todas as autoridades daro ioteiro eum-
primonto s requisic,oes que as mesas para este
fim lhe dirigirem ; e sao sob sua respoasabilida-
de, obrigadas a evitar que por qualquer molo se
attente contra a seguranca dos eleitores.
Art. 57. Nenhum individuo pode apresentar-se
armado as assemblas eleitoraes, eo que o fizer
ordenar o presidente que se retire.
Art. 58. Se o presidente da assembla eleitoa
ral o julgar coovenienle para ordem da raesm-
assembla, poder mandar sahir do local onde
ella se achar reunida, todos ou alguns dos indi-
viduos presentes, nao recenseados.
Art. 59. A nenhuma torca armada permillldo
apresentar-se no local onde estiverem reunidas
as assemblas eleitoraes, ou na sua proximidade.
excepto a ren.uisic.ao feita em nome do presi-
dente.
1. O presidente consultar mesa antes de
fazer a requisicio.
2. A terca s poder ser requerida quando
seja necessario dissipar algum tumulto ou obstar
alguma aggresso dentro do edificio da assembla
ou oa proximidade delle, no caso de ter bavido
resistencia s ordeos do presidente, duas vezes
repetidas.
3. Apparececendo a forca armada no edificio
da assembla, ou na sua proximidade, suspen-
dem-se o actos eleitoraes, e s poder proseguir-
se neiles meia hora depois da sua retirada.
t4. as trras em que se reuoirem as assem-
is eleitoraes a forca armada cooservar-se-ha
nos quarteis ou alojamentos durante os actos das
ditas assemblas.
5." As disposices deste artigo e seus para-
graphos no comprehendem a forca iadispensavel
para o servico regular, nem individualmente as
militares que estiverem recenseadas.
Art. 60. A nenhum cidado permitlido votar
em mais de urna assembla.
Art. 61. A votarao por escrutinio secreto, de
modo tal que de nenhum eleitor se conheca, ou
possa vir a saber o voto.
uoico. Nao sao admillidas listas em papel de
cores ou transparentes, ou que lenham qualquer
mares, sigoal, ou numerado externa.
Art. 62. Os vogaes das mesas votara primeiro
que todos os eleitores ; e tendo elles votado,
mandar o presidente fazer a chamada dos oa .ros,
principiando pelas freguezias mais distantes.
Art. 63. Ninguem poder ser admitiido a vo-
tar, se o seo nome nao estiver inscripto no recen-
seamenlo dos eleitores ; exceptuam-se :
1." Os presidentes dafl mesas, que podem votar
as assemblas a que presidirem, ainda qne ahi
se nao achem recenseados.
2.a Os cidados que se apresentarem munidos
de accordos das relagoes, mandando-os ioscre-
ver como eleitores, e que ainda nao estiverem
inscriptos.
Art 64. Nenhum cidado, qualquer qoeseja 6
seu emprego ou coodico, pode ser impedido de
votar, quando se achar inscripto no respectivo
recenseamento, excepto so contra elle se apre-
sentar seuenga judicial passada em julgado, que
o exclua. *
Art. 65. Ao passo que cada um dos eleitores
chamados se aproximar mesa, os dous escruti-
adores, ou os seas revesadores, o descarregaro
nos dous cadernos de que faz menco no artigo
44, escrevendo o sen proprlo a p pe lido delles es-
crutiadores, ao Vado de nome dos votantes. O
eleitor s eoto entregar so presidente a lista da
votaco dobrada e sem assignatura, e o presiden-
te a laucar na orna.
nico. As listas devero conter um numero
de nemes igual ao numero de deputados, que
compete ao respectivo circulo eleitoral: o pre-
sidente das mesas assim o annrrnclsr assem-
bla, antes de aceitar as listas.
Art. 66. Nao se apresentando mais eleitores, o
presidente ordenar urna chamada geral dos que
nao tiverem votado.
Art. 97. Duas horas depois desta chamada, o
preaidente tari contar as listas que se acharem
na uros, e confrontar o sen numero com a notas
de descarga postas nos cadernos do recenaea-
menlo.
8 nico. O resoltado esta conragem e con-
frootacao-ser mencionado d* acta, e mmediata-
meote publicado per edital affltsdo na porta da
ese da assembla.
Art 68. Concluida a sontagem das listas ne-
nhuma ostra pode ser recebida.
nome dos volados a,er escriplo por ambos os se-
cretario ao mesmo tempo, com os votos que fo-
rero tendo, numerados por algarismos, e sempre
repetidos em voz alt.|
Art 70. Sao validas as listas dos votantes,
ainda quando contenham nomea de menos ou de
mais. Neste ultimo caso nao sero contados os
derradeiros nomea excedentes.
Art. 71. Aa mesas eleitoraes apurar os votos
que recahirem ea qualquer pessoa, sem f3 met-
terem a iodagar ae essa pessoa absoluta ou re-
lativamente inetogivol, excepto ae oe votos forem
eonlidos-eaa listas nao conforme ao disposto no
paragrapno nico de artigo 65. Neste caso sero
tees lisias declaradas nuiles.
nico. Aa lidia annulladas por este ou por
outro fundamento legitimo, nao ae coniam pa-
ra o calculo da maioria, os por outre algum ef-
feito.
Art. 72. As listas que as mesas declararen) vi-
ciadas ou nullas, serSo rubricadas pelo presi-
dente, e juolar-se-bao ao processo eleiloral, que
hi de ser presente junta preparatoria da cma-
ra dos depuladoa. A mesma disposicao as ob-
servar quanto s listas declaradas validas contra
a reclaniocao de algum dos cidados que forma-
ren a assembla.
nico. Os votos que se conliverem as listas
annulladas, sero em todo o caso apurados ; mas
em separado, e separadamente escriptos as
actas.
Art. 73. Se houver duvida sobre a numeraco
dos votos, ou se o numero total delles nao for
exactamente igual somma dos que as listas con-
liverem, e urna quarta parte dos eleitores pre-
sentes reclamar a veriikagao delles, proceder-
se-ba a novo exame, ou.leitura das listas-
Art. 74. As operares eleitoraes nao podem
conlinuar alm do sol posto.
1. Se a volaco se oo concluir no primeiro
da, o presidente da mesa eleitoral mandar pe-
los dous secretarios rubricar as costas as listas
recebidas, e fa-lae-ba depois fechar com os c ais
papis concernentes eleico n'um cofre de tres
chaves, das quaes ficar urna na sua mo, e as
outras na de cada um doa dous escrutiadores.
Este cofre poder ser sellado pelo presideote e
por qualquer dos eleileres preseotes que assim o
requeira : sendo depois guardado com toda a se-
guranza, e (iberio no dia seguinte, pelas 9 horas
da manha, em presenca da assembla, para se
proseguir na volaco.
2. A' volaco succeder o apuramento dos
votos, guardadas as formalidades dos attigos 69
e seguintes; e publicando-se por edital, affixsdo
oa porta principal do edificio, o resultado do apu-
ramento de cada da al se concluir a eleico.
[Continuarse ha).
Communicados.
Art. 69. Seguir-es-ha o apuraaeote des sota
tomando presidente sucoessivaaenle cada urna
das talas, desdobrando e estrangulando-a alter-
nadamente a cada um dos escrutiadores, o qual
a larem vos alia e a restituir ao presidente : o
lua,usta represalia.
Se deve ser doloroso a qualquer individuo
comparecer toreado barra de um tribunal para
defender-ae de qualquer impulagao, muito mais
aquelles que, aecussdos muitas vezes, calumnia-
dos torpemente, injuriados pela imprensa e nos
corrilhos, veem perante a opinio publica, nao
defender-se porque nao tem de que, mas rever-
ter aos nossos calumniadores ludo quanto nos
Uncaram em rosto, salvo as injurias.
Nao oa imitaremos nos improperios, e muito
menos sesssa lingoagem desabrida, impropria
de geote que se presa, ou de mediana educaco ;
mas seremos nimiamente severos at imprimir na
face dos calumniadores o stigma da reprovaco
publica.
Este comedimeoto da nossa parle, esta atten-
Co, nao a merecem de cerlo os que nos prova-
caram por lodos os joroaes desta cidade ; mas de-
vemo-la as pessoas, que neste escriplo represen-
tamos, devemo-la a grande maioria do conselho
deliberativo do Gabinete Portuguez de Leitura,
de quem somos orgos; e fallaramos ao que nos
proprios nos devemos, se nesta discusso, que
agora encelamos, nao correspondessemos a con-
fianza, que em nos depositaran).
Urna causa imprevista, urna circumstancia fra
de toda a nossa previso, isto urna nova lei
fiscal do imperio, collocou a directora do gabi-
nete na necessidade de promover urna altenco
nos seus estatuios, alim de evitar para o futuro a
contingencia da di-solucao da sociedade, ou de
sacrificios penosos para os seus interesses, pon-
do se assim de accordo com a legislago do paiz,
nao s por dever como por necessidade.
0 fim pois nao poda ser mais justo; era mis-
tar que os nossos estatutos estivessem de accordo
com a legislaco da paiz ; e nesse sentido oomcou
a directora urna commisso, a qual incumbi o
Irabalbo da referida reforma ou alteraco.
Esta commisso foi composta dos Srs. Gaspar
Amonio Vieira Guirtares, Joo Que rio de A-
guilar e Ignacio Pereira do Valle. Escusamos
dizer, que os dous primeiros senhores, na quali-
dade de socios benemritos, tomaram a si todo o
trabalho, e que a reforma foi feita oo sentido de
umt verdadeira autocracia.
A reforma foi radical at nos principios incon-
cussos, que regem todas as associac.6es modernas
isto o principio de eleico ; pota que, servio-
do-se de seus ttulos de benemritos, crearam
para si lugares permanentes no conselho e na di-
rectora. Foram ainda mais adiante, porque fe-
charan) a porta, que dava entrada a outros, so-
cios benemritos, afim de conslituirem urna
permanencia inabalavel lo someote para ambos.
Houve anda alguma cousa mais torpe (perdoe-
se-nos a expresso), e foi o cynismo, com qne
pretendiam que a reforma ou trabalho feito como
preparatorio, passassse desapercebido, sem a me-
nor discusso, visto que oo admittiam nem mes-
mo simples alteraco de um paragrapho ; e es-
ta pretenco afonda va m os dignos socios be neme -
rito, em um supposlo aggravo 'eilo a directora,
de quem ao julgavam representantes.
Semelhante procedimento que oo qualificare-
raos por ora, devia excitar na maioria do conse-
. lho e da mesma directoria urna certa apprehenso
lano mais que de urna ede outro havia partido
a idea da reforma em um sentido expresso, e do
qual nao deviam separar-se os membrosda com-
misso sem grande abuso de eoofianca.
D'onde lhes vinha o direito de imporem ao con-
selho e directoria, nao s suas peculiares opi-
nies, como seua ioteresses iadividuaes? O con-
selho tomou pois em consideracao o parecer
apreseolado pela commisso ; diseutiodo-o com
criterio, com ealma, e com moderaco, e depois
de maduro exame approvou o que julgou accei-
lavel, e repeli o que nao era decoroso nem jus-
to, principalmente a dictadura permanente dos
dous socios 6enemeritot.
O conselho deve grande associaco em cujo
neme delibera, a conanga com que o distingui
por espontanea eleico todos oscarges easeociaes
vida, a ordem, existencia e i marcha da mes-
ma asjociaQo lem sido, e deven ser de eleico
immediata em assembla geral; como consenti-
ra elle que os cargos daase mesmo conselho e da
direccao que parte delle, se torosssem ioamovi-
veis, atacando assim o principio radical da pro-
pria instituic.o ?
Esta deoegaro absoluta exasperou os senho-
res benemritos, que se tornaram furiosos, atlri-
buindo talvez a inveja (o que dizem ?) o que nac-
er mais do que compaixo pelas fragilidades hu-
manas.
Os dignos socios benemritos, queram um ni-
oho no conselho o oa directora, embora fossem
de encontr aos estatutos, e soppuceram que nin-
guem ousara lembrar-se de contrara-los em
suas pretences; mas, urna vez contrariados, pe-
rece antes o Gabinete Portuguez de Leitura 11
Nao exageramos; e vero os leitores que ape-
nes damos, ou referimos o tacto, pera aaalisa-lo
depois.
No exame ou revisa o da citada reforma a que
proceden o eonselbo, lembrou-se alguem de
substituir o titulo de Go&inate-pelo de Instituto,
idea que foi approvada pela maioria; e que nao -
offereeia essa transic&o rpida e sublime como se
lem dito, de um Mtulu obscuro e mediocre para
outro greediloquo e altisonante I
Sabem todos quaolos tem algumas noges d
liogua patria, que JnefitaWo palavra de bom cu-
neo portuguez, porque de origem latina ; cra-
quelo que eaeineta, 6 de origem francesa, pos-
to que boje adoptad ; asas nao no sentido em
que a empregamos; isto sala de esludo, por-
que nem no sentido figwradojlem semelhante ac-
Em um commuaicado do Diario fe Pernam-
seaoniree fes grande celeuma, porque se pretenda
trocar e Niele modesto de Gabiinlt, pelo aliiso-
nante de hMituto ; quando justamente 4 o con-
trario. Nund a modesta palavra Instituto leve a
signiucaco altisonante de Gabinete; e senao re-
jamos.
Instituto em geral qualquer associaco que


UUO M MM4MMH. o* QUAKIA HURA )7 M iJUM I i Mi.
(k
?*Jif*e Por OB,a ou instituidor ou instituidores, a lauto poda k una
iastiUiicio luterana, como ota, au de quitcaer
aira nalureza: Iliteraria cavo oa Institutos de
Fnnc, de Boloohi, do Rio de Janeiro t*; pta-l
come oa de S. Vicente de Paula, deS. Joao de
Dos, de surdoa e mudoa, etc. etc. Be ae ve,
que nao ha nadamaii modesto que semelhtntos
eslabelecimeotos.
Vamos a palavra Gabinete 1 Pois bem,chami-se
Gabinete ao Poder Ejecutivo da todas as mooir-
caias ; isto o Re e oa saos ministros ; de. sorte
que Gabinete de S. Jayraes, das Tulherias, de
Vienaa, de Stokolmo, de Berlina, de S. Christo-
vie, quer dizer os gocemos de Inglaterra, da
Frang, da Austria, da Suecia, da Prussia e do
Brasil. Eolio qual ser mais imponente maia
bombstico, como dizeis, a modesta palavra Ins-
tituto, oa o altisonante de Gabinelel
Portanto, se o vosso argumento provase sga-
me coasa, atorara contra vos. Par que esse
jogo de palavras? Se instituto ae confunde com
os estabelscimentos litierarios que enumeramos,
nao poderia alguem tachar de ridiculo o de
Gabinete Porlugnez, que temos e que lambem
sigoiQca o gorerno do Senhor D. Pedro V, rei de
Portugal? Bem T les, que nao s ridiculo
como nauseabundo entrar nesse jogo de palavras
as quaes se devem tomar no sentido qae Ibes
damos, sem attribuir-lhea urna segunda iotencio.
Ora, anda mesrao que a palavra Gabinete sig-
niflcasse s'aia de eatudo, apenas exprima o Qm
que teve era vistas a sociedade, mas nao a mes-
ma sociedade; ao passo que a palavra Instituto,
seguida das outrasPortugnez de Leituranao
s exprime perfectamente o fim como a natureza
da propria sociedade.
O que certo que a palavra Instituto
muito mais moJesta que a de Gabinete, tomada
no sentido figurado, visto que no natural e eihy-
mologico nao teai a menor applicacao. B por-
que tanta ccleuma, tanta algaravia, tanta desor-
dem no campo de Agramante? Explicaremos to-
do, porque convm que se saiba, que nao Caria-
mos urna scizao entre os nossos socios por urna
simples palavra, que apenas eotra nesta desgra-
nada pendencia como Plalos no credo.
Pois que I S ;riamos tio loucos, que persistis-
simos oa troca de urna palavra, se fosse ella o
pomo da discordia entre os socios do Gabinete ; e
ainda mais entre portuguezes, distantes da pa-
tria, hospedes apenas etn um paiz estranho, cu-
jas leis e cosiumes devemos acatar com respeito
em trocado geoeroso agasalho,que recebemos?
Seriamos tao desatusados, que por urna palavra
provocsemos essa luta desabrida, que os nos-
sos inimigos tem encelado com tao descomunal
animosidade?
Nao de certo, e ninguem pensar o contrario.
Em urna discusso livre teamos cedido o campo
opioio da maioria, se aastm peosasse o coose-
lho, ou a directora ou a assembla geral dos so-
cios. Por laoto todo esse alarma, toda essa acio-
tosa e miseravel provo:aco, parte lio somente
do amor proprio offendido, dos ioteresses malo-
grados dos dous socios benemritos, como prova-
remes exu&erantemeole na aualyse das reformas
que elles presentaran!.
Infelizmente tres membros do cooselho entre
17 se destacaram de seas companbeiros em apoio
das pretenedea dos dous socios benemritos ; e o
sentimos tanto mate quaoto triste o motivo, a
que se attribue semelhaote procedimeato. Fosse
ou oio a promesa de ama reeleicao, toase qual-
quer outro motivo, o cerlo que os tres membros
dissidenles foram os nicos que se separaram des
seus c jllegas, negando os seus rotos a tolas as
emendas do conselbo.
obriga ao pagamento da letra como se expressa-
mente a houvesse aceitado.
Portante nao hara rzio para O autor daqoel-
la publijacfco fater e pedido que nos faz
Agora quinto so interesse que mtrstra pelo com-
mercio entre o qual diz existir o costume de oio
sereno os acceitea expresos como exige o cdigo,
responder-lhe'Iremos que nao ha tal; appelli-
mos meamo pira os negociantes dista traca ; o
costume e sempre fot esCrever o acceitaote a
palorra*-aecettoou atcrttamos, segando um
ou mais de um o accil'ante; alm da que nao
poderia prevalecer um costume contra lei posi-
tiva.
Ah meu improvisado capitalista, nao se as-
suste, esteja tranquillo... O meritisiimo tribunal
do commercio o primeiro ioteressado em punir
a fraude como sempre tem falto.... Elle decidir
se um velho Honrado, que negocia nesta prega
de muitos aonos e com o melhor crdito pode
ser condemoade a pagar urna obrigacao fraudu-
lentamente oblida a um trsmpolineiro que nao
tem onde cahir eaorto e que a urna ledra de cem
OSCItAQAS mar.
Preenar as 11 h. 6' da matohe, altara #, a.
Baizantor as 6 h. 18' da tirte, altura a,
Observatorio do arsenal di marinea, 16 do ju-
lho de 186!.
Romano Stbfflk,
1* lente.
i i ii-
Editae
ae e
s.
.
Ispeccjio do arsenal de ma-
rnha.
De ordena do Sr. inspector faco publico, que
nos das 20, 26 e SI do correle mez, estar
venda em hasta publica na porta do almoxarifa-
do desta inspecco, comecando as pregas s 11
horas da manhaa, o casco do brigua escuna Xin-
g, forrado de cobre, de 64 ps de com primelo,
24 de bocea, o 12 de pontal, avallado com todos
,os seus pertencesem 1:8781 beta como os ebjec-
mil ris que diz M-se extramado transformou-a ,os d(jsse nav geJ.ulDtes.
na de um cont de ris, dizeodo ser dtnbeiro que
emprestou a dout por cento quando esse negocian-
te na data do supposto empreslimo pagava lettras
na importancia de mais de noce eontot antes de
seus vencimenlos.
Nao se affl'ja com a nossa publicacio, tranquil,
lise-se... espere.
O abaixo assignado, para evitar jui-
zot temerarios, declara que nenhuma
parte, nem directa nem indirecta teve
na publicacao que appareceu no Cons-
titucional n. 91 de 15 do corrente ob
o pseudonymo Lima. O abaivo assig-
nado nao luta com pessoa alguma senao
depois de provocado : e fura incapaz de
chamar terceiros para urna polmica em
quenSo haviam intervido de nodo al-
gum. Ainda mais: esta'habituado a nao
vir a imprensa se nao com o proprio no-
me; e se nao prevalecera do anonymo
para occupar-se das miserias de que,
de modo que lhe parece inconveniente,
trata aquella publicacao.
Florencio Jo3e C. Monteiro.
Conselbo de compras wavaes.
Tenia oV-promover-se a compra do material
da armad, abeico declarado, manda conselho
fazer publico, que isto lera lugar em seasio de IB
do correle mez, mediante propostas em cartas
fechadas entregues sesee da, s 11 horas da ma-
nhaa, acotnpnbadas das amostras dos objectos.
Para os navios.
30 caivetes de aparar peonas, 6 livros, mappas
de 50 folbas, 8 ditos de ditos de 35 ditos, i res-
mas de papel Hollanda, IB pavilhes para esca-
lares e 8 pecas de sondareza:
Para os navios e arsenal.
36 latas de tinta preta.
Para o arsenal.
6 grozas de parafusos de ferro, Sortidos, com
roscas para madeiras, de 1|2 a i pollogada, 400
Para o Araeaty
sahir al o da SO sem falta o hiate Nrcolo I,
mestre Pedro Jos Francisco : para cara pas-
sageiros, trata-so com Parete Vianoa & 6.
Valparaizo.
Segu com multa brevidade a barca hesp"*nho-
la cMaria Natmdade, de superior marcha, tem
excellentes com modos para passageiroe s trata-se
com a viojva Amorim & Filho, ou com capitao
na 'ra da Cruz o. 45.
Araeaty.
Para este poro seguir brevemente o hiate na-
donal Santa Anna]: para o restante da carga- e
duziasde ripas, 60 folhas de ferro Lower-mr, de Pas,a6^rosta.ta'9e .com purgel & Irmos. aa
COMMBllCIO>
Caixa Filial do Banco do
Brasil em Pernambuco
A directora em virlude do aviso de 8 de ja-
nho prximo passado, declara que ca prorogado
por mais 60 das o prazo marcado pelo art. 4o do
decreto n. 1685 de 10 de novembro do aono un -
do, para a substituirlo das notas de 20$ da emis-
sio da mesma caixa, o qual Boda em 19 de se-
tembro vindouro.
Caixa Filial do Banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.O secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferreira.
CAIXA FILIAL
Mastreacao.
Mastro de traquete, dita grande, gurup, pao
bojarrooa, dito de giba, de pioa-peixe, masa reo
de joanete intoiro, dito do velaxo, ditos de joa-
nete e sobre, retranca, arangueija grande, dita
do latino, pao do fuso deste, verga do traquete,
dita do velaco, ditas de joanete de proa e do so-
bre, dito secca, dito de gavea, dito de joanete
grande, dous pos de surriolas, dous ditos do
cutello do velaxo, doos ditos dos do joanete, um
dito de baadeira, um sedo de gavea e doos vaos
de joanete grande e de pro* tado avaliado em
1:2199000.
Amarraco.
Duas ancoras e duas amarras de potlegada com
160 bracas, avaliado em 336960.
Apparelho.
Todo denominado fizo com o competente po-
liame, avaliado em 66O9OBO.
Panno.
Urna audaina, avallada em 5359000.
A venda tendo de effectaar-se na ultima prac.a
seudo que o dito brigue escuna est em frente
deste arsenal franco ser examinado pelos pre-
tendentes.
Inspecco do arsenal de manaba de Pernam-
buco em 16 de juibo de 1864.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Domingos AToaso Nery Ferreira, comrnen-
dador das ordens da Rosa e Christo, coronel e
commandanto do 1* batilho de Iufataria da
guarda nacional do Recite, commandante supe-
rior interino e presidente do conselho de revista
da mesma guarda, por S. M. o Imperador etc.
etc.
Fajo saber, que na terceira dominga do pre-
sente mez [21 do correnle) se reunir o conseibo
de revista da guarda nacional, como determina a
segunda parte do art. 25 do decreto n. 1130 de
12 de margo de 1853. na sais das sessoes da c-
mara municipal desta cidade, s 10 horas d
manhaa, na eonformidade do art. 44 das instruc-
edes n. 722 de 25 de outubro de 1850, afim de
lomar conhecimento dos recursos que versarem
sobre os caeos do art. 33, e que forem interpos-
tos, pela maoeira determinada no art. 38 das
ditos instruccoes.
E para constar a quem convier, aaodei publi-
car pela imprensa.
Quartel do commsndo superior da guarda
nacional desto municipio, 13 de julho de
1861.Domingos Afonso Nery Ferreira.
5 p3 de com primen lo, 21|2 de largo, e 1[2 pol-
legada de grossura, 27 ditas de lati, de 7 ps
de comprhneoto, 3 de largo, e 3(32 pollegadasde
grossura, 4.500 rebites de 1 1|2 pollegada de
comprimento, e 3i4 de dimetro, e 44 barras de
ferro aogalar.de 2 t[2 a 3 pollegadas de altura,
el 2 de grosso; estes quatro ltimos objectos
oom applicac.io especial s caldeiras do vapor
D. Pedro.
50 dula de dito chato de 3 li2 pollegadas de
largo e 1 1[2 de grossura, 41 vares de metal de
1 1|2 pollegada, 322 ditas de cobre, sortidos,, de
3|4 a 5)1 de pollegada, 8,000 rmelas de metal
para cavilhas de 3 a 6(1, 6 Irados grandes me-
Chanicos e 20 paos de madera de qualidade para
coostruccio, de 60 a 80 ps de comprimento e
14 a 20 pollegodas em quadro ; estes objectos
applicacao especial
rna da Gadeia do Recife, primeiro andar, n. 28.
Acaracu'.
Segu no dia 8 do mez prximo vindouro o pa-
lhabole Santa Cruz, recebe carga a frete e pas-
sageiros : trata-se com Caetano Cyriaco da C. M.
no lado do Corpo Santo n. 25.
Rio Grande do Norte.
Ass e Mossor,
Vai sabir por estes nilo dias a barcada Nova
1 frete para os portos
)lomeu l.ourenco, na
2, ou no trapiche do
; algodio com o mestre.
Baha.
Para
Tio ftil era o motivo da lula, que Iravaram
os membros da commisso de reforma, que por
urna palivra chegaram as ultimas vas de aggres
sao. Elles bem viam, que nao poderiam revelar
o justo motivo de suas dores, ou de suas appre-
hensoes, vendo malogrados lodos os seus extor-
cas ; eolio appellarsm para a palavra Instituto,
que tornaram sibyllina; appellavam para o sacri-
lego ataque feto sanlidade da sua propria obra
(a refjrma); e esmagarara a maioria do conselho
e da directora com lodos os raios da sua colora,
do seu poder satnico.
Os dous socios benemrito?, a quem emprasa-
mos para um novo ajuste de cootas, depois da
aoalyse, que prometiemos fater a sua celebrri-
ma reform, doveriam ser os primeiro? a evitar
urna discusso no campo das personalidades, ou
de invectivas asquerosas ; porque devem ter em
memoria todos os Tactos passados no gabinete, e
boje compro vados com documentos, provaodo que
em materia de ponluaor a de probidade, nao po-
dem atirar a luva a nioguem.
E se por esse lado nao esli escoimados de ma-
culas, tio pouco podem aspirar pooularidade,
que desejam, em urna associac&o de homens li-
vres na qual tem sido constantemente o pomo da
discordia. E o qae mais admira, que hoje es-
tejam funecionando de pareara os mesmos que,
Inimigos e discordes, deram perante o Gabinete
escndalos de toda a sorte. liomaos desta ordem,
longe de irera aos os de seas desejos, cavam a
ruina debaixo de seus ps.
Lastimamos que alguns de nossos socios Ilu-
didos polas alluses fementidas, cujo sentido ex-
plican! os malvolos em segredo, ou por apparea-
cias engaosas, tacara coro com os ambiciosos
que s trabalham para si em detrimento da asso-
sociacao, que os alimentou e honrou ; talvez mais
por benevolencia, que por servicos prestados, cu-
jo prego preteodem elevar as nuveas. E por nos-
vez promettemo8 desmascarar os impostores, para
que custa da nossa crelulidade. nao cheguem
a cavar a ruina do estabelecimeoto.
Talvez possamos cahir em algum excesso la-
mentavel; talrez feri los como temos sido, em
tudo quanto ha de sagrado para o hornero, vamos
alm do que desejamos, e do que deseja o conse-
lho; entretanto v a culpa por contado provoca-
dor, sem que o conselho, a quem servimos de
orgio n'esta discusso, possa ser increpado,
quando apenas ae defende e se justifica de aecu-
saces infuodaias de calumnias acintosas, e al
de injurias; mas estas vio de retorno a seus
donos, porque nio acbam em quem se empro-
guem.
Temos sido insultados e injuriados por anony-
mos, que descooheceuos, e que despresamos;
mas a ferida de mi certeira ; sobre essa
mao, que descarregaremos golpe profundo, para
que nao Qra mais. Agora sabemos a quem nos
dirigimos, e nio nos escaparao. Perdoamos aos
illudidos, aos que creem de boa f urna calumoia,
at que coohecam a verdade ; a esses fallamos
nos, e desojramos que se persuadisaem, que nem
sempre tem razio os que mais se qaeixam, e ain-
da menos os que mais apregoam os seus servi-
cos.
Feriis em intrigas, nao menos frtil a de que
mandara o conseibo comprar urna typographia,
para publicar um diario seu, apregoando o alto
cusi da typographia e a subida despeza do cos-
teio. Na verdade seria loucurs rematada seme-
Ihante procedimeato ; nem talcousa passou nun-
ca pela imaginario do conselho; e apenas da
mesma quota destinada para a publicacao do ex-
pediente do gabinete nos servimos para publicar-
naos o resumo dos seus trabalbos de 3 em 3 me-
zes, sem augmento de despeza, e multo menos
com alteracio do fim da publicacio.
Eis ahi o grande cavallo de batalha, em que
monlio de pareara os dous socios benemritos: eis
ahi reduzidasa expresso mais simples, as aecu-
saces feitas ao conseibo; eis ahi todas as ma-
zellas, todos os vicios e defeitos dos que nio per-
tencem escola dos pretensos dictadores.
_ Pomos accu8idos defendemo-nos. Estamos
lio resolvidos a acceltar a lata, aioda mesmo no
-campo em que a estabeleceram os dous socios
benemritos, que os acompanharemos (apesar da
nossa repugnancia) at applicar-lbes a pena de
Taliio. Voltaremos.
0 Contelho.
PubiicdCOc-s a peaido.
Ao aitop da poblicacao a pedido do
t Wario de sepnda-feira 15 do
corrente.
A consulto sobre nma qxustao de direito com-
mereiai que fizemoa publicar em o Diario n. 158
V do sexta-feira, 12 do corrente, suppe necessaria-
mente a hypothese de nio haver devida sobre a
veraeidade ds assignatura do saccado. A nio ser
essa assignatura verdadeiri entre a questio serla
entra a de falsidade* o nio aquella que a citada
consulta encerra e qae respondida negativa-
mente nao s por distinclos advogados do loro
desta cidade, como pelos escrrptorea franceses, de
cejo direito foi tirado o art. 394 do nosso cdigo
comnaercial. Todos susteotam qae a limpien as-
ignatura do oaecado, embora esrdodetrai, nao o
no
BANCO DO BRASIL.
EM 1-5 DE JULHO DE 1861.
A caixa desconta letras a 10 /. sendo as de
seu aceite a 9 / toma saques sobre a praga do
Rio de Janeiro, e recebe dinheiro ao premio
de 8 7.
NOVO BANCO
DE
PERWMBICO.
EM 2 DE JULHO DE 1861.
O banco desconta na presente semana a 10 "/,
ao anno al o prazo de 4 mezes e a 12 % a' o
de 6 mezes, etoma dinheiro em contas correles
simples ou com juros pelo premio e prazo que se
convencionar.
Allnetela,
Rendimento do dia 1 a 15. 262:927*151
dem do dia 16.......10860J96I
273:7889112
Hovimeuto da alfaudeun,
Volumes entrados com fazendas..
> com gneros.
Volumes

sahidos

com
com
fazendas..
gneros.
33
292
-----32c
83
78
------161
Descarregam boje 17 de julho.
Escuna hollandezaAntlopemerca dorias.
Brigue ioglezMary Annatrilhos de ferro.
Polaca hespanhotaEsmeraldacarne de char-
que.
Polaca hespanhotaIndiaidem.
Brigue hamburgueyHeorique Annesidem.
Barca amerioanaLagrangecascos vasios.
Barca inglezaColinacarvio.
Patacho inglezHarrietbacalho.
Brigue portuguezConstautemercadorias.
Barca inglezaSarahferro.
Brigue inglozReliaocemercadorias.
Racebe doria de rendas internas
raes de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 15. 25:4604066
dem do dia 16......: 5375354
25.9975420
Consalado provincial.
Rendimento do dial a 15. 63941*986
dem do dia 16......2:1895661
66:1319647
MoYiraento do porto.
Navios entrados no dia 16.
Terra-Nora36 dias, brigue ioglez Runnymedcs, |
de 181 toneladas, capitio Samuel Prowse **
quipagem 11 pessoas cagea 2.250 barricas com
bacalho; ajumes Crabtree &C.
Rio Grande do Su!3 da, patacho nacional
Julio, de 116 toneladas, capilo Josquim Aa-
tonio do Soccorro, equipagem 9 pessoas, carga
7,300arrobas de carna secca: a Azevedo &
Meodes.
Poortos dosul7 dias, vapor nacional Ceres,
commandanto|Joaquim de Paula Guedes Alcan-
forad.
OBSERVACAO.
Fundearam no lamarioduas barcas, urna bra-
silera e euIra americana ; mas niotiveram com-
municacao com a trra.
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a. as
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Horas.
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O Illm. Sr. inspector da thesoararia provin-
cial, em cumprimenlo da ordem de Eim. Sr. pre-
sidente da provincia, de 28 de jooho prximo
lindo, manda fazer publico qae no da Io de agos-
to prximo foturo, perante a junta da fazenda da
mesma thesouraria, se ha de arrematar, quem
por menos izer, a obra a fazer-se com o corte da
barreira do alto da Maela, avaliada em ris
4:290g000.
A arrematacio ser (eita na forma da lei pre-
vincial ii. 343 de 15 de maio de 1854, e sob ss
clausulas especiaes abaixo declaradas.
* As pessoas que se propozerem a essa arrema-
cao comparecam na sala das sessoes da referida
junta, no dia cima mencionado, pelo meio dia
e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o prosete e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 4 de julho de 1861.O secretario.A.
F. da Annunciacao.
Clausulas especiaes para arrematacio.
Ia. A obra ser principiada 15 dias depois da
arrematacio e concluida no pra<.o de 4 mezes.
2a. O arrematante quando tenha de entregar a
obra, apresentar o leito da estrada, em estado
perfeilo, tendo cuidado em que nao deaappareca
a carnada de trra arenosa, com que feita a su-
perficie superior do mesmo leito ; e bem assim
que os vallados flqoem completamente desobs-
truidos, e com a profuodiiade e largura que lhe
indicar o engenheiro encarregado da obra.
3a. A superficie do talude ficar com estado
perfeilo, formando um s plano, e se acontecer
que quando a escavano chegue ao ponto deter-
minado pela inclinacio marcada oa planta pela
linha encarnada, hooverem esbroamenlos, que
para regular a superficie dos taludes, tenha o ar-
rematante de fazer maior escavacto do que a de-
terminada, ser elle obrigado a fazer.
4a. O pagamento ser feito em quatro presta-
coes iguaes, pagos mensalmente, e urna vez que
se verifique achar-se feita nma parle correspon-
dente da obra.
5a. A trra laucada fora ser levada para as
partes bailas que houverem fra da estrada, nio
podeodo ser amooloada de forma que possa vir
para cima da estrada.
6a. O arrematante attender a todas as recla-
mares do eogenheiro, tendentes boa execucao
da obra, e bem assim no imposto a tal respeito
na lei n. 286. *
7a. Nio ser atlendida reclamscio alguma por
parte do arrematante, Bcando elle responsavel
por quaesquer circumstancias accidentaes que
possam provir durante a execucao da obra, seja
qual for o motivo, que a isso der lugar.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que o thesonreiro
da mesma thesouraria est autorisado a pagar do
dia 8 do correte por diante, os juros das apoli-
ces da divida publica provincial, vencidas at n
ultimo dejanho prximo fiado.
E para constar se mandou afxvr o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 6 de julho de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira d'Aonunciacio.
Por ordem do Illm. Sr. inspector da alfan-
dega se faz publico que, no dia 18 do corrente
se ha de arrematar em hasta publica, depois de
meio dia, porto desta reparticio, de conform i-
dade com o disposto na segunda parte do art.
302 do regolameoto de 19 de setembro de 1860 ;
dezesete libras de broxas grandes para pintor, a-
valiadas em 85500 rs. tudo, viudas de Lisboa no
brigue portuguez Relmpago, entrado em 27 de
margo do corrente anno, o abandonados aos di-
nitos por Joaquim de Almeida Pinto, sendo a ar-
rematarlo livre de direito ao arrematante.
Aldndega de Pernambuco 15 de julho de 1861.
O 1* escripturario,
Firmino Jos de Oliveirs.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico para conhecimento
dos intereasados o art. 48 da lei provincial n.
510 de 18 de iunho do corrente anno.
Art. 48. E permittido pagar-se a meia siza
dos eacravos comprados em qualquer tempo an-
terior a dala da presente lei indepeodentc de
revalidado e multo, nma vez ano os devedores
actuaes deste imposto, o facam dentro do exerci-
cio de 1861 a 186%, os que nao o flzerem fleario
sujeitos a revalidacio e multo em dobro, sendo
um terco para o denunciante. A thesouraria
far anounciar por edital nos prlmeiros 10 dias
de cada mez a presenta disposieio.
E para constar se mandn affixar o presente o
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesoararia provincial de Per-
nambuco 8 de julho de 1801 .O secretario,
A. F. d*Annunciacao.
com applicacao especial corveta em cons-
lrucrio. ------ r "
Sala do conselho de compras navaes, em 13 de E*peranc.a, recebe carga a frete
julho de 1861.O secretario, cima ; a fallar com Bar
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Arsenal de guerra.
Por ordem do Illm. Sr. coronel director do ar-
senal de guerra, se faz publico, qae nos termos
do aviso do ministerio da guerra de 7 de marco A escuna nacional Carlota, capitio Luciano Al
de 1860, se tem de mandar manufacturar o se- ves da Conceicao, sane para a Baha em poucos
guite : [ dias ; para alguma carga que ainda pode receber,
363 capotes de panno azul. i trata-se com Francisco L. O. Azevedo, na roa da
Quem lhe convier arrematar o fabrico de ditos Madre de Deus n. 12.
espetes, no prazo de trinta dias, comprela oa !
sla da directora do mesmo arsenal, pelas 11 he-
rs do dia 17 do correte mez, com sua proposta
en que declare o menor prego e qoaes seus fia- j
deres.
arsenal de guerra de Pernambuco 31 de julho
de 1861.O amanuense,
Joo Ricardo da Silva.
Os abaixo assigoados fazem scienle aos pos- '
sudores de carros de aluguel de 4 e 2 rodas,'
omaibus, carracas e vehculos de conducio avi-
sen a mesa do consulado provincial, aflm de re-
oeberem o numero que tem de mandar pdr nos
meimos, com os quaes tem de serem matricula-
dos na reparticio da polica, devendo-se fiodar
o pazo no dia ultimo do mez corrente. i
Primeira seccio da mesa do consulado provin-
cialI3 de julho de 1861.Os lanzadores,
Joao Pedro de Jess da Malta.
Demetrio de G. Coelho.
Os abaixo assignados, lancadores do consu-
lado pnvincial, tendo de dar comeco no dia 15
do oarrante mez aos trabalhos do (andamento da
decima urbana e mais impostos quo por aquella
reparticio sao arrecadados, como acha-se dispos- DE
to oa ledo orcampnto provincial vigente, a visa m
a todos os contribuidos pira que, no seto da
colleeta sejam manifestadas as informacoes exi-
giveis ; recommendando mui particularmente
aos inqtelinos que apresentem os competentes
recibos.ifim de evitar duvidas e roclamacoes.
Reciftll de julho de 1861.
Joao Pedro de Jess da Malta.
Bemetrio de Gusmio Coelho.
prevenir nesta occasiio, pois tudo ser vendido
ao correr de martello- Na mesma occasiio se
venderio lambem as dividas activas do mesmo
estabelecimento devendo lar logar o Ieilio nos
dias 17, 18,19 do corrente mez, as 11 horas em
ponto dos mencionados dias no referido ar-
mazem.
LEILO
Quinta-feira 18 do corrente,
Costa Carvalho far Ieilio no dia cima as 11
horas em ponto do deposito da rus do Aragio n.
27, a retalho ou em um s lote a vontade dos-
compradores.
LEILO
DE
Um carro inglez, movis
e escravos.
Antunes far Ieilio de um rico carro inglez de
4 redas pintado e forrado de novo, com arreio
para douscavallos, excellentes molas maito forte..
Bem como
differeates movis qne serio entregues por toda
prego obtido para acabar, e boos escravos que
se veoder&o na mesma occasiio, cujo leilao ter-
lugar torca-ierra 18 do corrente s 11 hora eos
ponto na rea do Imperador n. 73.
LEILAO
Riode Janeiro,
0 patacho nacional Lima I, de superior mar-
Cha, segu com brevidade para o Rio de Janeiro,
recebe carga a frete para dito porto : trta-se
com Basto & Lemos, ra do Trapiche n. 15, ou
com o capitio a bordo.
CuMPANHIa BRrSILEIRa
SOCIEDADE WCVKI \
Amoiim, Fragoso Santos
Companhia
Satam e omam saques sobre as pragas do Rio
de .Janeiro, 4aranhie e Para.
papetss & m m
At o da 17 do corrente esperado dos portos
do norte o vapor Cruzeiro do Sul, commandan-
te o capitio de mar e guerra Gervazio Mancebo,
o qual depois da demora do costume seguir pa-
ra os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se s
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada at as 3
horas da tarde, encommendas, passageiros e di-
nheiro a frete at o dia da sabida as 4 horas:
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Hendes.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZa-GERMANO.
21a recita. da assignatura.
O patacho nacional Barros I, de superior mar-
cha, segu cora brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-se
Amorim & Filho, ra da Cruz n. 45
capitao a bordo.
O agente trrppolito por caita de ordens que
recebeu, vender em Ieilio um predio terreo na
travessa doTarabi da [iraca da Boa-Vista, o
qual tem 2 salas, 4 qualros. quintal murado eca-
cimba, sendo o terreno foreiro, os pretendentes
pois, para informacoes procurem o agento cima
que lhe as mostrar, devendo proceder-se a ven-
da sabbado 20 do correte, em seu escriptorio
ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro sedar.,
as 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
Aiuga-se urna padaria na Soledade, ra de
Esperanza : quem a pretender, dirija-se a mes-
ma, que achara com quem tratar.
Desappareceu urna colherzinha de ouro,
suppe-se ter sido furtada ; a pessoa a quem for
ella offerecida, pode dirigir-se a esta typographia
onde ser recompensada.
A pessoa que anouociou querer comprar
sapotis en( hados, dirija-se a roa do Mondego o.
99, queaelisr. Na mesma casa cima lem um
moleqae para alugar, proprio para criado, ou
para compras de urna casa de ponca familia.
Ao publico
O bacharel Jernimo Salgado de Castro Accio-
ly declara que pode ser procurado para o ejer-
cicio de sua profissio de advogado, na ra do-
Queimado n. 3, primeiro andar, das 9 horas da
manhaa s 3 da tarde, e depois dessas horas o
acharao du primeir andar do sobrado n. 60, no
pateo de S. Pedro.
I^ojueira o buuza & C. rogam as pes-
soas pareotes e amigos do seu finado cai-
xeiro Joaquim da Costa Do orado, o cari-
doso obsequio de assistirem missa que
pelo descauco eteroo 'alma do mesmo fi-
nado se ha do celebrar no coovcnlo dos
religiosos franciscanos as 6 horas da ma-
nhia do dia 19 do corrente trigessimo dia
do seu passamento.
com viuva
ou com o
Qua-la-feira, 17 de Julho de 1861.
Suiir scena pela segunda vez oeste theatro
o intiressanto e muito applaudldo drama em 5
actos, original francez,
Rio de Janeiro
com toda a brevidade a barca Malhilde
por ter metade do seu carregameoto engajado :
para o restante, trata-se com Maooel Al ves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14, ou com o capilo
Jos Ferreira Pinto.
segu
A neito de aguaoeiroa, vento SE fresco o
man hecon.
PECCAD0R4.
DENOMINAgAO DOS ACTOS.
Acto 1."A feeta em S. Cloud.
Acto 2.A caso do artista.
Acto 3.O baile Muzard.
Acto 4.O filho em Vincennes.
Acto 5.O duello.
PERSONAGENS.
Andr Eleves, gravador....... Germano.
Polydon Ardou................ Nunes.
Franciso Tevenot, tenente de
cacad res da frica.......... \ alie.
Osear lirlubey................ Vicente.
Badichm, proprietario........ Campos.
Thoma; Brouze, rico austra-
liana ........................ Raymundo.
Pedro, joven camponez........ Teixeira.
Um treado do hotel............ Santa Rosa.
Umctmmissario de polica.... Leito.
Hara, a Peccadora............. D. Manoela.
Bian;a......................... I). Carmela.
Marieta........................ D. Jeauina.
Natalia........................ D. Anna Chaves
Esperance .................... D. Isabel.
Genoveva...................... D. Leopoldina.
Homens e senhoras, masearados, etc.
poca actualidade.
0 primeiro acto passa-se em um jardim em
S. Cloud. O segundo em casa de Andr. O tercei-
ro ios saldes do hotel Arraond, baile malcarado.
O Terminar o espectculo coa a nova comedia
em um acto,
55 sidos de carruagem.
Comecara s 7 / horas.
Bhi.
Segu a sumaca Ilortencia, capitao Belchior
Haciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
falta e passageiros, trata-se com Azevedo & Men
des, ra da Cruz n. 1.
Aluga-se o primoiro andar da casa da ra
da Cadeia do Recife n. 18: a tratar na loja da
mesma casa.
Na ra estrella do Rosario o. 21, primeiro
andar, precisa-se de urna ama para comprar o
cosiohar para urna senhora.
Aluga-se um grande armazem para depo-
sito na ruada Seozah Velha : s tratar eom Vc-
tor Grandio, relojoeiro, ruada Cadeia Velha nu-
mero 10.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia : na travessa do Livramenlo o. 18, segun-
do andar.
O abaixo assigoado declara ao publico e
com especialidade ao corpo commercial que tem
contratado com o Sr.- Antonio Feroandes de Cas-
tro, a compra de sua loja de miudezas sita na
roa do Crespo o. 3. Recife IB de julho de 1861.
Manoel Cardozo de Souza.
O abaixo assignado tendo de ir a corte a
chamado do gorerno imperial, deixa por seus
procuradores nesta cidade os Srs. Dr. Joaquim
Jos da Fonseca e Antonie Jos de Castro.
Dr. H. Buarqua de Hacedo.
COMPANHIA rERNAMBUCANA
DB
Navegado costeira a vapor
Paralaba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Asiu'. Araeaty, Cea^a'.
O vapor ilguarass, commandante Moreira,
sahir para os portos do norte at o Cear no
, dia 22 do corrente s 4 horas da tarde. Recebe
[ carga at o dia 20 ao meio dia. Encommendas,
; passageiros e dinheiro a frete at o dia da sahid
i a 1 hora: escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
Perda,
at a
i na-
Declarares.
COMCIOl
Pele adminisincae de cerraie ae faz publico
que boje (17) s 3 horas da Urde fechar se-hio
as malas m dave cesrtuzw e Tapar omileiro
destine s prevtnsxas iefterta. Re-
eaemrtae pan segwo ato al hars da
tordo.
Avisos martimos.
Para Lisboa,
obrigue portuguez cConstanti, capitio Augusto
Carlos do Reis, segu visgem com muita orevida-
d* por j ter a maior parto da carga prompta :
quem no mesmo qairer car regar oa ir de passa-
gen, para o que tem aceiados commodos, trata-
se cem o consignatario Tbemaz de Aquino Fon-
soca, na rna do Vigsrio n. 19, primeiro andar,
en eom o capitio na prsca.
Para o Cera, Araeaty, Ass e
Rio Grande de Norte.
A lancha Flor do Rio Grande de Norteo tem
de seguir para estea partos t o laa da torrente :
Ca carga epassageiros, trata-se com o mestre
ionio Jos da Costa, na rna da Cadeia, loja do
Sr. Joao da Cunha Migalhaes.
Lisboa e Porto.
fagaa at e m da presento semana o retaste
Mfw Motan! eOliede, oepMt Jos Gaspar
Pestaa, recobo nicamente passageiros, para os
Juaes tem eomsnodes regulares t trata-se com
altar & Oiiveira. rna da Cadeia do Recife n. 12,
Espera -sa de Porto por estes das o brigua
portaguez Amafia le, capitio J- 8. ArneTlis, quo
se demora nrotto ponto tempo : quem nelle qui-
zercafreger ou ir de passagem, dirija-se ao es-
criptorio de M. Joaquim Ramos Silva, roa '
Cadaii do Recife n. 86.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
Navegaco costeira a vapor
O vapor Persinunga, commandante Monra,
segu viagem para os portos do sul de sua es-
cala no dia 20 de julho as 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 19 ao meio dia. Encommen-
das, passageiros e dinheiro a frete at o dia da
sabida l ora : escriptorio no Forte do Mattoi
n. 1.
Para Lisboa e Porto,
sahir cora brevidade a barca portugueza For-
mse, de primeira marcha : para o restante da
carga e passageiros, para os quaes lem excellen-
tes commodos, trata-se com Maooel Ignacio de
Oiiveira & Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio, oo com o capitio a bordo.
Leudes.
LEILAO
Grande queima
MOVIS
O agente Hyppolito da Silva declara ao res-
poitavel publico quo aotorisado polos Srs. admi-
atstradores da masea do fallecido Manoel Anto-
nio dos Pastea Oiiveira vai vender por todo o
qualquer posea-oa a veis mnetonaoa no arma-
zea sito na ra Novan 32, consiatindo tu mo-
biliascompletas do mogno, eeregeiras, Jacaran-
da, suarda lenca, apparadores, carnea francezaa
o millos outros movis que se tornara enfado-
nno mencionar, por tanto julga o agento cima,
que ser prudente que qualquar pessoa doro so
Hontcm desdeo .caes de Fora de Portas
alfandega perdeu-se um officio contendo c
nifesto do patacho brasileo Julio, vindo do
Rio Grande do Sul: quem o tirer achado queira
fazer o favor de entregar em casa dos Srs. Aze-
vedo & Meodes consistorio do dito patacho, pois
alm de ficar agradecido se gratificar.
No dia sexta-feira 19 do corrente, depois
da audiencia do Dr. juiz de orphios, tem de ir
prac.a por venda as casas n. 20 na ra dos Pra-
zeres, e as 13 e 15 na ra do Jasmim no bairro da
Boa-Vista, para pagamento dos credores que jus-
tificaran] se.as dividas no inventario feito por
fallecimento de Francisco Jos Gomes da Silva
Rosa.
Rodrigo Finto Moreira, subdito portuguez
vai provincia do Norte a tratar de seus ne-
gocios.
O dono do hotel de Apipucos se ainda nao
tem cozinheiro, e quizer um bom cozioheiro, po-
de dirigir-se a ra larga do Rosario n. 5, que
aehar com quem tratar, ou outra qnalquercasa
qae precisar.
Altemjo.
Joio Antonio Carpinteiro da Silva vem, em sa-
tisfacio ao publico, e nio em resposta ao Sr. Joa-
quim Amaro da Silva Pasaos, declarar que du-
rante sua curta ausencia ficam nesta cidade en-
carregadoa dos seus negocios os Srs. Jos Joa-
quim Oas Fernandos e Joio Halheus, alem doe
seus estabelecimentos e predios, o qut lhe pare-
ce offerecer su luciente quantia, para no caso de
ser julgadoa favor do Sr. Passos essa questio,
poder ser elle eobolsado da exorbitante e nunca
vista quanlia de 2765. quo diz pagara de mais a
eilincla Orma Carpinteiro & Prado. E' portanto
esse annuncio do Sr. Passos um meio de ferir-
me em minha reputacio, felizmente somos bom
coohecidos nesta cidade e nao serio os seus an-
nuncio s e os de seu comparca Prado, que pnde-
rao empedir a minha viagem, nem offeoder mi
nba reputado; outro tanto talvez Ihes nio acon-
tecesse se Ibes toase preciso retiraren!-se ainda
que por um momento. Descanse pois o Sr. Pas-
sos, que se vencer a sua questo, nio aera a fal-
ta da quanlia demandada qae o ha de fazer parar
as suas trausaccoes. Recite 16 de julho de 1861.
fj Fugio na sexto-feira 5 do correnta o escraro
crioulo Benedicto, com es sigeaeaseguintee: bo*
estatura, nio muito preto, hombros meioale-
vantados, coxeia por dores rbeumiticas, mane
grandes, canellas bem fiaus, os dedos grande
dos ps bem abortos, o p direito meio torio, A
natural do serlio do Cear, fugio levando um ce-
vallo castaoho bem escure, calcado dos 4 pa.in-
teiros, e bebe em nrenoe. Roga-se as autorida-
des sua captura, entregando-o nesta praca ao co-
ronel Leal, que recompensar.
Quarta-ieira 17 do correte mez, depois da
audiencia do Sr. Dr. juiz municipal da segutida
vera, tom de serosa arrematados, por ser a ultima
pasee, urna parda de 9R anees, com as habilida-
des arhayiTf eonstontas do escripto que se
ocbaetn me de poctoiro, e urna cria filho da men-
ina parda, de 3 sanes de idade, por execuceo da
Joaquim Antonio da SUreita contra Antonio Gon-
ceUei da Silva,


w.
w
DilfllO M PtlUUlllOCO. fe. QAITA FlIA 17 D JULIO DI 114U
'.' v
J. FERREIRA VILLELA,
/iw& do Cabug n. 18, primeiro andar, entrada
pelo pateo da matriz.
lival sem seguido.
Na ras do Queimado n. 55. loja de miudezia
de Joide Azevedo llaia e Silva, tea para Ten-
der pelos diminutos pregos as seguintes fazendaa
todas em bom estado :
Caitas de agulhas francesas a 120 e 240 rs.
Ditas de alflnetes sonidos fraocezes a 80 rs.
Caixas de eolcbetes fraocezes 40 rs.
Cartoes de colchetes. franceses a 20 40. 80
e 80 rs.
Duzia de meias croas multo finas a 2$50O.
Dita de ditas a 24n.
Linhas de carretel brancas e de cores a 300 rs.
Hasso de grampas muito boas a 40 rs.
Tbesouras finas para onhas a 400 rs.
Ditas para costara a 160 e 320 rs.
Vsras de renda lisa sorlida a 60 e 80 rs.
Pareado sapatos de tranca de laa a 1$440.
Ditos de ditos de dita de algodo a 1$.
Pares de aapatinbos de la para meninos a 200 rs.
Cartas de alfioetes finos o grossos a 100 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 e 500 rs.
Frasco de oteo de macass a 100 rs.
Dito de macass perola a 200 rs.
Frascos de banha muito fina a 320 e 400 rs.
Ditos de extracto muito fino a 509 e 1$.
Ditos com muito boa agua de Colonia a 24000 e
2500. **vwo
Ditos de Lavande ambriada a 600 rs.
Saabonetea muito finos a 160 rs.
Frascos de oleo Philocome a 1.
Caixa de folha com phosphoros a 100 rs.
POR
Ambrotj po e par inelainotypo, sobre panno encerado, proprios
para remetterem-se dentro de cartas.
Sobre malacacheta ou talco, especiaes para alfinetes
ou cassoletas.
Retratos transparentes, offerecendo o mesmo retrato duas vistas, unta
em cores outra em preto e braaco.
Consultorio medico cirurgico
3-\ft\ GLOEl\ CAlSA. DO F\3NUJLO--4I
Consulta por ambos os systemas,
Em consecuencia da mudanca para a sua nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
mento acaba de fazer urna reforma completa em todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se coofundam com os de
nenhum outro, fisto o grande crdito de que sempre gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
a precaucao de ioscrevero seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todo aquelles que forem apresentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanbar urna conta assignada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o sea nome.
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porgo de tinctors de acnito e belladona, re-
medios estes de summa importancia e cujas propriedades sao to conhecidas que os meamos Srs.
mdicos ailopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsosqur em lubosqur em tincturas custarao a 19 o vidro.
O proprietario deste estabelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
suficientes para receber alguna escravos de um e outro sexo doentes ou que precisem de alguma
operagao, afflaogando que serao tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquellos que i tem tldo escravos na casa do annunciante.
A siluaco magnifica d% casa, a commodidade dos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabeleciment dos doentes.
Ai P*880" 1ue quierem fallar com o annunciante de vem procura-lo de manhaa al 11 horas
e de Urde das 5 em diante, e tora destas horas acharo em casa pessoa com quem se podero en-
ra da Gloria n. 3 casa do Fuodo.
Dr. Lobo Moseozo.
Offerece-se um rapaz brssileiro que sabe le'
eescroversuffrivelmente para caixeiro de algu-
ma taberna nesta prga, ou outro qualquer em-
prego, tanto aqui como no mato ; quem delle
precisar, delxe carta fechada nesla typographia
com as iniciaes D. G que a pessoa faz todo ne-
gocio.
Aluce -se urna escrava por 209, sendo para
se empregar exclusivamente no servigo de costu-
ra, o que faz com perfeigo e ligeireza ; a tratar
na estrada de Joo de Barros, sitio que foi de
Manot-1 Bernardino.
.. T. 0s s/8- baixo declarados sao rogados a
dirigir-se ra Nova n. 18, a negocio de seus
especiaes oteresses.
Antonio Carlos Froderico Sera.
Antonio de Medeiros.
Americo Xavier Pereira de Brito.
Antonio Jeronymo Pinheiro.
Antonio Albuquerquede Hollanda Cavalcanti.
Antonio Ciaudino Alves Gomes.
Americo Vespueio de Hollanda Chacn.
Antonio Francisco da Cunha.
Antonio Machado Bittencourt.
Antonio de S Serro.
Alferes Antonio Ferreira Pinto.
Antonio Joaquim Fernandes de Azevedo.
Antonio Luiz Vieira.
Agoslioho de Silva Guimares.
Amonio Gioga.
A viuva de Manoel Carneiro Leal.
Bernardo de Alemo Coelho.
Berilo Antonio Domingues.
Belarmioa Mara da Conceigo.
Caetano de Barros Wanderley.
Chrisliano Rodolpho.
Constancio Gamillo Cesar.
Cesa rio Aureliano Ventura.
Cat Soares.
Dr. Antonio Joaquim de Figueiredo Seabra.
Dr. Jos Francisco de Arruda Cmara.
Dr. Francisco Affonso Ferreira.
Dr. Polycarpo Cesar de Barros:
Dr. Antonio Borges Leal.
Domingos Augusto da Silra Guimares.
Eustaquio Jos da.Fonseca.
Fraocisco de Paula Oliveira Maciel.
Flix Cavalcanti de Albuauerque Mello.
Filippe Diniz Cavalcauli.
Francisco de Salles Alves Corts.
Francisco Jos Virioo.
Francisco da Rocha Maia.
Francisco Camino.
Francisco de Salles Cordeiro Lins.
Francisco de Paula Albuquerque Marauhe.
Francisco Jos Alves de Carvalho.
Galdino Lopes de Oliveira.
Jorge Donnely.
Joo Paulo Ferreira.
Joo Ferreira da Fonscca.
Joaquim Correa de Arauje.
Jos dos Santos de Oliveira Meodonga.
Jos Joaquim de Figueiredo.
Jos Ignacio Rodrigues.
Joo Jos Capistrano.
Joo Leile do Bodoval.
Joaquim Tavares de Mello.
Joaquim dos Santos Barraca.
Jeronymo Jos da Cotia.
Jos Lourenco de Carvalho.
Jos Cicilio Carneiro Monteiro Jnior.
Jos Romualdo Gomes.
Joo Thenorio de Albfquerque.
Joo Ozorio de Gastro Maciel Monteiro.
Jos do Reg.
Jos Leite de Albuquerque.
Joo Francisco Jos do Sacramento.
Joo da Cuoha Henriques.
Jos^Caeano Tbailer.
JosPGoocalves de Miranda.
Isabel Rebolca de Assumpco Oliveira.
Lino Pereira da Fonseca.
Luiz Candido Carneiro da Cunha.
Luiz Antonio Alves de And'rade Gueiro.
Lourer>co Justiniano Pereira dos Saatos.
Luiz Francisco de Belem.
Manoel Joaquim Correa da Sirve.
Manoel Joaquim de Paula Silra.
Manoel Joaquim de Melle.
Manoel Jos Fiuza.
Manoel Carneiro.
Manoel da Ressurreigio;
Manoel Joaquim do Reg Barros.
Olympia Senhorinha da Silva.
Padre Pedro Barbosa Freir.
Sebastio Antonio Paes Barreto.
Theodoro Wander.
Attenco.
Precisa-se de um homem para entinar em um
engenho prximo da estrada de ferro, alguna me-
^iJ!!na>!i le,rM' "Uca nacional,
principio de arithmetica : a entender-se na ra
(s&m
DE
commisso de escravos,
ra do Imperador n. 45,
terceiro andar.
Para dita ra foi transferido o cscriptorio de
commisso de escravos que se ach va estabeleci-
do no largo do Paraizo n. 16, e ahi da mesma
sorte se contina a receber escravos para serem
vendidos por commisso e por conta de seus se-
nhores, nao se poupando esforcos para que os
mesmos sejam vendidos com promptido, afim
de seus seohores nao soffrerem empate com a
venda destes; assim como se afianca o bom tra-
tameoto e seguranza. Nesta mesma casa ha sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos, mo-
gos e velbos, com habilidades e sem ellas.
8^

O Q


&t w
O o
:
LfJ?
2 3-Rna estreita do Rosario-3 f
9 Francisco Pinto Ozorio continua a col- 2
w locar denles artificises tanto por meio de m
q molas como pela presso do ar, nao re- Z
^ cebe paga alguma sem que as obras nao 2
^ fiquem a vontade de seus donos, tem pos 2
e outras prepararles as maia acreditadas Z
para conservado da bocea.
999
Aluga-se mensalmente um mulatlnho de
boa conducta, e que est acostumado a ser cria-
do : quem pretender, dirija-se a rus Formosa, a
fallar com o teoente-coronel Vilella.
Aluga-se um preto para padaria ou outro
qualquer servico ; quem precisar annuncie.
Joaquim Jos Coelho, Brasileiro, retira-se
para o Rio de Janeiro.
. Julio & Conrado. I
f$ Vendem um preto de meia idade
bom cosioheiro e urna preta da Costa
0W por barato preco : na rua*do Oueimado
n. 48.
Vende se urna porco de travs de louro,
pranchoes de louro e emarello : para ver, do lar-
go do Forte do Mallos ao p do trapiche do Sr.
Jos da Cunha. aonde est depositada, e pira
."1"/'em ca" de M,noel AlT Ferreira, na ra
da Moeda n. 5, segundo andar.
Gomma lacea.
Vende-se muito nota e boa ; no armazem de
Prenle Viannt & c.
Vende-ae ou arrenda-se o sitio denomina-
do Caiaona, sito oa freguezia da Vanes, bastan-
auu\ D 1,500 a 2,000 pies deassucar todos os anooi e
com bastantes arvoredos defructos, como sejam ;
coqueiros, laraoReiras, cafezeiroa, e outros mul-
los arvoredos, urna pequea casa quasi prompta,
urna dita de fazer farinba ; no mesmo existem
duss vaccas muito boas que do bastante leite, e
com cria, e um burro manso : tratar na ra
do Sebo n. 20.
Grande
armazem de violas na ra
Direita n. 87.
Nesle armazem ee encontrar as mais bem
foitaa violas e guitarras, aa quaes vendem-$a
tanto em grosso eomo a retalho, mais emaonla
do que em outra qualquer parte, por serom do
~~- tWeante.
Julio & Conrado.
Continuam a mandar fazer obras por
medidas pois tem em sua casa um per-
feito mestre alfaiate j bem conhecido
em sua thesoura, recebem toda e qual-
quer obra que nao fique a gosto do fre-
guez; assim como tem grande sortimen-
to de obras reitas tanto para meoinoa
como para homem que vende muito
barato como seus freguezes nao igno-
rara, calcas de casemira de cor le preta
a 6S. 7. 8S. 9 e IOS, e para meninos
a 39, 49 e 5$, palelots de panno de di-
versas cores a 109. 129, 15fl. 209 e 259,
casacas e sobrecasacas de panno muito
fino a 303, 409 e 50$. paletols de brim
diversos 3g e 49. ditos de fusto o me-
lhor que ha neile genero a 7J, paletots
de alpaca preta e de cores a 39, 49 e 59
tanto saceos como sobrecasacos, calcas
de brim e col le tes de tj, 39, 49 e 5g e
outros arligos que se tornara enfastiveis
em mencionar s com a vista se
apreciar seus precos e qualidades.
Atiendo.
Ricos enhiles de reliado, tem na ra do Qiei-
mado d. 69, pelo diminuto preco de 59, cales de
cambra abertos a 600 rs. cada um, ditos de
troco a 3920O, ditos de la estampados nuil fi-
nos a 69, aaias balo de 30 arcos sem ser avina-
das a 49, ditas d renda a 3fi200, chitas f ancezas
escuras a 200 rs. o covado, fil liso lio o a 710 a
vara, grvalas de seda a 240, e muitis naja a-
zendas que vista do comprador se moslaro.
Ra do Queimaloj
numero 48.
Julio & Conrado receberam pelo
ultimo paquete ricos enfeites a Ga-
ribaldi, pretos e de cores tanto para
seDhora como para meninos, onli-
nuam a vender sapatos de ranga
tinto para homem como pas se-
nhora a 19 o par.
Escravos a veida.
Jos Nicolao Vieira da Paz, residenU na villa
oo t,abo, pretende vender os escravos: Benedic-
ta cnoula e seu irmo Luiz, e Josepha vrda
os quaes nao sao seus e somonte os t era
em seu poder em confianca. Avisa-se poianto
o publico que quem comprar taes escravo tem
oe os perder.porque existem documentos emmo
ao verdadeiro senhor dos ditos, que pro-
?i?iqu5-li,,,llo'.,l,e.le" de lse8 eraros o
dito Jos Nicolao sao simulados, e elle mismo
pre ender assim abusar da confianca nelle nao
ae todo posta, nao s tero os compradora de
perder seu dlnheirocomo o dito Nicolao tea de
responder por crime de estelionalo, qi6 nao
admita langa. Fiquem todos portan! bem
H Julio (fe Conrado.
Vendem bellos vestidos de filoa-^
tisados tanto de 2 saias como de Mi
lolbas a 109. para acabar.
HuvE-M-aa
Aranaga* Hijo & C,
vendem ongas de ouro: m ra
do Trapiche n. 6.
Relogios patente inglez a 1709, k
casadeJiio & Conrado, assim como
ricos aderecos de diversas qualidadts
que vendem barato por-quererem acabar
com o negocio de ouro.
Algoda
azul americano.
Vende-se o verdadeiro algodo azul america-
ffia S"" 6 reUlb0 : rU" d* CadeU Te'
Paraos senhores]
padres.
Meias de laia muito elsticas porl (
par: em casa de Julio & Conrado.
urna negnnha recolhida muito bonita e geitosa.
de 14 a 15 annos de idade. e inleiramente inno-
cente ; vende se para aqui e nao para embarcar:
qrtm a pretender, dirija-ae a ra da Imperalri
n- 9. segundo andar.
Julio & Conrado.
L
IIIH I
Receberam os melhores chapeos
de alpaca para chura esol o vendem
muito barato, assim como de seda
que vendem por 69.
Attenco.
Ainda est por vender-se urna escrava de ida-
de de S8 a 30 asnos, com urna cria de 11 meses,
ptima para o servico de ama casa de familia
por saber eogommar, lavar e cozinhsr; quem a
pretender, dirija-se a ra de Hortas n. 90. me
ahi achara com quem trerar:
Grandelaboraiorio a vapor
DE
ROUPA,
DE
MIMa iBno
Roupa de familia indistinctamente pegas grandes e pequeas.
Roupa de navios, vapores, hospitaes..........
Pecas grandes isoladamente, como leoces, toalhas de mesa, etc
Roupa de doente de familia que nao aeja fregueza......
Roupa misturada que alguem sem ser freguez exigir que se lave.
LAVADA.
40 ris
70
100
120
80 a
LAVADA EEN-
GOUMADA.
160 ris
160
240 >
240
240
A directora da eaixa filial do banco do Bra-
sil tem autorisado ao Sr. thesoureiro da mesma
caiza a pagsr o 15.* divideodo do semestre pas
sade na razo de 8$500 por ac^o, de 'eonforml-
dade com as ordeos recebidas do banco do Bra-
sil. Recita 15 de iulhe de 1861. O secretaria
interino, Luiz de Moraes Gomes Ferreira.
Precisa-se de um homem de maior idade,
de conducta exemplar, e que tenba as habilita-
coes necessarias para ensinar primeiras letras
o om engenho distante 10 legoas desta praca :
quem se acnar neaUs circumsUncias, dirija-se a
ra da Cruz n. 62. terceiro andar, para tratar.
Sabbado 13 do correle desapparecen do
lirgo da ribeira de S. Jos orna besta com sella
em cabralo, do poder de um portador que foi
comprar carne, consta que um individuo, de cujo
oome se nao sabe o nome todo, andar com a
mesma pelas roas prximas, procurando o dono,
roga-ae ao mesmo ou a quem souber, de dirigir-
se a Santo Amaro, ao p da fuodjgo, laberna de:
Jos Jacintho de Carvalho, que gratificar.
No preco dosengommados de roupa de familia, exceptuam-se os vestidos, gollinhas, man-
guitos e mais objectos que forem guarnecidos de rendas, babados, patos, rifas etc., etc., bem como
os cortinados de bergo.cama, varaoda, que se pagarlo segundo o juste.
Qualquer que exigir roupa somonte lavada ou tambem engommada com mais brevidade que
a designada pagara mais 25 por cento sobre o prego.
O prazo da entrega da roupa lavada ser por em quanlo oito dias depois do recebimento. e
da lavada e engommada 15.
A roupa de familia ser lavada em machina separada da dos hosoitaess e as pessoas encarre-
das do servio da roupa serao mulheres.
Os proprietarios pagaro qualquer ps;a que se extraviar.
Qualquer que mandar roupa receber um vale do numero de peses com a declaraco do im-
porte da lavagem, o qual ser restituido com o competente importe na occasio de se entrenar a
roupa prompta. sem o que esta ficar depositada. 8
auste e,Ube,6cinieDfo "uarrega-se de tirar nodoas de qualquer natureza, precedendo um
A entrega e o recebimento da roupa na casa de banhos no pateo do Carmo.
5)&!are AO PAVAO
A'
Ra da lmperatriz n, 60.
DE
Ma& &8nmM.
Neste estabelecimento
ras e homens :
Ricos enfeites com franjas e botlas a 89000
Grosdenaple muito eocorpado e de
bellisslmas cores, covado............ 2J000
Dito lavrados de apurados gostos a___ 29240
Organdiz, bellissimo padrees, covado 9600
Uimos do co, fazenda muito moder-
na, covado............................ 19200
Maoteleletea de fusto branco com bo-
nitos lavores......................... 89OOO
Dito de fil preto e capas............. 79000
Tarlatanas de todas as cores, vara.. S800
Camizetas com manguitos e golinhas 39000
Ditas muito finas...................... 59000
Gollinhas de fusto proprias para ae-
nhoras e menina.................... 966O
Ditas bordadas muito finas............ 98OO
Ditas ditas.............................. I9OOO
Chitas francezas........................ 9240
Ditas muito superiores................ 9240
Ditas idem.............................. 926O
Ditas idem.............................. 926O
existe um completo sortimento de fazendas proprias para senho-2
Gollinhas muito superiores .......... $300^1
Ditasidem....................... .... 3J0*
PARA HOM8NS. |
Palitots de casimira de cores claras $
e escuras............................ 169000,'
Ditos de pao preto muito finos..... I69OO0L
Ditos ditos.......................... 18000SE
Ditos ditos............................ 20901)03
Dita de casimira muito fina de cor
cur .............................. 209000;
Caigas de casimira decores.......... 89OOOS
D'J" .............................. 9000
Ditas pretas.......................... 890002
Coletes de veludo, setim e gorgoro 9
Chapeos deso de seda............... 6J000
Cilgas de ganga feanceza............ 39000>
Ditas de brim eocorpado............. 2*000'
Damasco de la com seis palmos pro-
prios para cobertas para mozas o
pianos.
Hullas outras fazendas deixam-se de mencionar o prego, mas que se vendem muito em j
conta, assim como um grande sortimento de tiraa bordadas, saias balo para senhoras e
meninas, cassas e cambraias de lodas as qualidades tanto brancas como de cores, superior I
grosdenaple preto, do-se amostras com penhor ou mandam-se as fazendas por caixeiro da '
{*} loja do Pavao.
wmutBuemm ss&sms &mm smzm 3>358cgcaf)>siG3:c ^^sss^
SOCIEDADE
Unio Beneficente
DOS
MARTIMOS.
De ordemjdo^r. presidente convido aos se-
nhores socios effectivos para comparecerem quin-
ta-feira 18 do correte na matriz do Corpo San-
to, pelas 6 horas da manhaa, afim de ouvir urna
missa pelo repouso d'alma do nosso socio falle-
cido Joao Martina dos Santos Cardoso, conforme
marca o capitulo 10, artigo 59 dos nossos esta- '
tutos.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos
Martimos 15 de julho de 1861.
Balthasar Jos dos Reis.
. 1. secretario.
Calcado
grande sortimento.
45 Ra Direita 43
Qual ser a joven e linda pernambucana, que
nao procure animar este estabelecimento man-
dando comprar urna botina de goato? Qual a
mi de familia, prudente e econmica que Ihe
nao d preferencia pela qualidade e prego ? Qual
o cavalheiro ou rapas do positivo, que nao quei-
-e comprar por 8, 9 e 10, o calcado que em outra
parte nao vendido se nao por 10, 12 ou 14 ?
atlendam ;
Senhoras.
Botinas com lago (Joly] e brillantina. 59500
> com lago, de lustre (superfina). 59500
com lago um pouco menor. 59000
sem lago superiores..... 59000
a sem lago nmeros baixos. 49500
sem lago de cor....... 49OOO
Sapatos de lustre. : I9OOO
Meninas.
Botinas...........45400
> para criaogas de 18 a 20. 39500
Homem.
a INanteal lustre. .:.... 101060
> (Fanteni couro de porco inteirissas 10000
(Panlen) bezerro muito frescaes. 9$500
diversos fabricantes (lustre). 9JJ08O
a inglezas inteirissas.....99OOO
gaspeadas.....89500
prora d'agua. 89500
Sapates.
Nantes, sola dupla.....
urna sola.
Juizo dos feitos da fazenda.
Na quinta feira 18 do correnle pelas 10 horas
da manhaa na sala das audiencias peranle o Ulm.
Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda se vender em
praca urna casa terrea, sita no largo da matriz
de S. Pedro em Olinda, pertencente aos herdei-
Jf 1:500JJ000, por execugo que move a fazenda na-
cional cootra os mesmos herdeiros-
Recife, 11 de julho de 1861.
O solicitador,
. F. C. P. de Brito.
Em Santo Amaro ao p da fundigo tem
urna casa terrea para alugar, sendo casa
de esquina com soto corrido com duas
janellas na frente e urna no oito, quin-
tal murado e cacimba: a fallar com Jos
Gongalves Ferreira Costa, oa mesmo.
para menino 4$ e .
Sapates lustre.
Sapatos de tranca.
59500
59000
3500
59OOO
Portuguezes de Lisboa finos .... 29OOO
Fraocezes muito bem faitos. .. j, I96OO
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo e do verdadeiro cordao para bolinas de ho-
mem ; multo couro de lustre, bezerro trance,
marroqoim, vaquetas, couros preparados e em
bruto, sola fio, taixas etc., tudo em grande,
quantidade e por procos inferiores aos de outrem.
Offerece-se urna ama para servico de urna
casa na ra do Caldeireiro o. 14.
Precisa-se alugar urna escrava de maia ida-
da que entenda alguma cousa de cotioha para o
servigo interno de ueaa casa do pequea familia :
na ra Direita n. 72. H
Atteno.
O abaixo assignado tendo de retirar-
se para a Europa, pede a qualquer pes-
soa que se julgar credora, queira apre-
sen tar lhe suas coritas no prazo de oito
das a contar da data deste, para serem
conferidas em sua presenta ; bem como
pede a seus devedores que no mesmo
prazo venliam satisfacer seus dbitos,
do contrario serao cobrados por seus
procuradores ; tambem faz sciente a's
pessoas que tem penhoresem seu poder,
os yenham resgatar no mesmo prazo,
pois que todos se acham com o prazo
do trato feito com seus donos, findo
ha muito tempo. e se os nao vierem
resgatar com a minha retirada, ficarSo
sem direito algum a exig-lo. Joo
Antonio Carpinteiro da Silva.
Pernambuco 11 de julho de 1861.
O antigo mestre da liogoa inglesa ainda
contina a dar liges particulares, pelo systema
de Oltndorf, actualmente adoptado em os pr-
meiros collegios dos principaes capitaes da Eu-
ro : a grande vanlagem para o discpulo incon-
testa vel, pois que, principia logo a fallar, escre-
ver, e traduzir dita lingoa.0 annunciante pode
ser procurado at as 9 horas da manhaa na ra
da Gloria n. 83
#
Aos Srs. caixeiros.
Um rapaz habilitado offerece para lee-
9 cionar. das 6 as 9 horas da noite, aos Jp
Q que se dedicara ao commercio, a lr es- dfc
crever e traduzir as linguaa francesa :
e iogleza grammstica e analyse.da llngua 9
^m portugueza, arithmetica, juros descont, 4
mt reduegio de pezoa e medidas, e eambio; a
J quem de sea presumo se qutzer utilissr 5
dirija-se a ra do Cabug n. 3 segando (p
andar, do meio da s 5 boraa da tarde, m
M
Joaauim Pereira Ramos previne aos senho-
raiitrapichemaj que nao se respoassbilisa por
dbitos contrbidos por sea fllho Justino Pereira
Ramos, sem apresenlar escripia delle pal.
COMPAMUA DA VIA FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
De conformidade com aa iostrucgdes recebidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
data em diante socooviaados os accionistas des-
ta companhia a comprirem com os termos do
aviso que por ordem do mesmo abaixo ficsm pu-
blicados.
Escriptorio da companhia, 16de julho de 1861.
Por procurago de E. H. Bramad, thesoureiro.
R. Austin.
Aviso.
s
COMPANHIA DA VIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resolugo
da directora desta companhia, tomada nesta da-
ta, lem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada acgo a qual chamada ou
prestagao dever ser paga atao dia 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dos Srs. Mau Mc Gregor & C, na Baha aos
Srs. S. S. Daveoport & C. e em Pernambuco no
escriptorio da thousoraris da mesma va frrea.
Pelo presente tica tamben entendido que, no
caso de nao sera dita chamada ou prestag sa-
tisfeita no dia marcado para o seu pagamento oa
antes, o accionista que iocorrer nesta falta, paga-
r juros a raso de 5 % ao aono sobre tal cha-
mada ou prestagao acontar desse dia at que
seja realisado o pagamento.
No caso de nao effectuar o pagamento desta
chamada ou prestagao dentro de tres mezes a
cootar do dito dia fixado para o embolso da mes-
ma, ficaro as aeges quaiocorrerem em tal falta
sujeilas a serem confiscadas, segundo as dispo-
ges dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
n^ss'g,nad0;rTF* Em BtUamy, secretario.
119 Gresham Houze Od Broad Street.
E. C.
8 de maio de 1861.
Attenco.
O abaixo assignado lendo no Diario de Per-
nambuco a. 160 de 15 do correte um annuncio
do Sr. Joao Antonio Carpioteiro da Silva, socio
e inclusivamente gerente da firma commerciel
Carpioteiro & Prado,no qual declara achar-se
de partida para a Europa, e por isto convida aos
seus credores para comparecerem no prazo de 8
das ; vem pelo presente fazer publico e declarar
ao mesmo senhor, que nao pode fazer a preten-
dida viagem emquanto nao prestar as cootas de
sua gesiao na mencionada sociedade, que assim
tem com o abaixo assignado, e nao proceder-se
a Iiquidagao e partbada mesma sociedade, para
cujofim traz o abaixo assignado contra o Sr.
Carpioteiro acgo arbitral em juizo ; a isso acres-
ce que no poder do Sr. Carpinteiro existe todos
os livros e papis tendentes questo e perten-
centes sociedade, e sobre os quaes proteatou-se
um exame, que vai ter lugar, e que deve ser as-
sistido pelo mesmo senhor pars as explicares ne-
cessanas acerca de certas verbas nao acreditadas
nobalangoa que procedeu-se. Dem.is, o abai-
xo assignado reclama do Sr. Carpioteiro, na ac-
"(ao referida, quantias que lhe pertence particu-
rmente, e quantias que lhe pertence por parte
da sociedade ; reclama mais a entrega de seu
eelabelecimeoto, segundo o estado que delle fez
entrega, e foi estipulado na escriptura publica do
tracto social: por tudo isto o Sr. Carpinteiro
qbngado a permanecer nesta cidade at effectiva
liquidagao dos negocios sociaes, e decieo do
pleito. Para todo o exposlo chama o abaixo as-
signado a altengo do Sr. Dr. chefe de polica,
para qae ao Sr. Joo Antonio Carpinteiro da Sil-
va nao seja dado passsporle, emquanto nao se
moslrar desembargado, visto ser eslrangoiro e
contra o qual move-se neste foro, esta, e outra
aegao por obrigacoes que tem de salisfazer. Re-
cite 15 de julho de 1861. Francisco do Prado,
Aos Srs consumi-
dores de gaz.
Tendo chegado ao conhecimento dos
emprezarios do gaz, que alguns consu-
midores tem sido logrados por pessoes
que offerecendo se de melhorar ou con-
certar os bicos de gav de suas casas e
levando-os sob este pretexto nunca mais
voitaram, os emprezarios tornam a an-
nunciar, paia bem de seus freguezes,
que nao ha macbinista ou pessoa algu-
ma autorisada de, apedido do dono,
concertar, nem mesmo examinar bicos,
ou outro qualquer cppaielho de gaz, e
que o nico meio de obter concert?,
alteracSo ou exame por via do caixei-
ro que esta' sempre no escriptorio da
empreza na ra do Imperador n. 3t
durante as horas ae negocio, e quando
fora deas na casa de. sua residencia
ra do Aleenm sobrado n. 2.
Declaram mais, que como elles sao
r'esponsaveis pela boa acco das suas
obrts recusam de fornecer gaz por
qualquer bico ou intermedio que n5o
seja de sua fabrica.
Tomam esta occasio de repetir par-
te do art. 6 das instrucedes iscaes a sa-
ber Ha vendo cheiro de gaz em casa
mandarao dar parte immediatamente
nos depsitos ou no escriptorio da em-
presa pedindo a devida observacao
desta nstruccSo declaram que o consu-
midor faltando a ella cahira' sobre el-
bre elle a responsabilidade das cont
quencias...
i-I ,1,or*rio < lavagem de roupa a vapor
tendo de dar brevemente comeco a seus traba-
Ihos, precisa contratar malheres para empregar
no servigo da roupa, e algamas que saibam en-
gommar com teda a perfeigo. Igualmente pre-
cisa de alguns homens e deoum feitor para o ai-
no. A oceupagio daa engommadeiras ser na d-
ae, codeado irem dormir em suas casas, das
lavadeiras ao sitio. As antigs obreiras deem
pressa em se spresentarem para nao perder seua
logares : quem se quier contraUr, apreaeote-se
na casa de banhos,no pateo do Carmo, as 9 ho-
ras da manaia, e as 4 da larde:


DIAMO DI fB1NAM10CO. ~ QUARTA FEIRA 17 M JLHO DI lftfl.
2E
()
<
y
Na trareua da ra das Cruze n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda a perfeicao para qualquer
cor e o mais barato possivel
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, eiriirgiSo dentista, faz
todas as operaces da sua arto o colloca
dantas artificiaos, tudo com a superiori-
dad* a porfaiQo que as pessoai entendi-
das lho roeonhaeom.
Tea agua e pos dentifricios te.
Realejos.
Na ra da trarosaa da matriz do Santo Anto-
nio, sobrado de doma andarea n. 14, concertam-
se realejos de todaa as qualidades, tanto de tu-
bos como de palhetas.

o
C3J.2
I til
ce
O
Q
a
S
u
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a
a
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o
_
a
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. .2 = e
1118
HwawcL,
?
IHVwWWfffff ff II *lf ff ff 2s
Na ra do Imperador n. 47 tem um comple-
to sortimeoto de ricas molduras Qtigindo Jacaran-
da para vender por preco muito barato.
SO NO PROGRESSO
DE
largo daPenha
Neste muito acreditado armazem de molhados
continua a Tonder-ae oamolhores gneros que ha no mercado, tanto em porco como a retalbo, o
por muito menos preco do que em outra qualquer parte, porterem viudos a maior parte dellesem
direitura, porcontado proprieta rio, por laso em filiados precoa doa gneros abaiio .mencionados
podero julgar todos os mais, afiaocando-lhe a boa qualidade.
Nianteiga ingYtza perfeitamernte flor, m M., ubrt|, m D_
ril a 700 rs.
M.ante\ga ranteza t nlhor que ha no mercado a 710 rs. a libra.
Cba os meibor es que ba uo mercado Tende.se ..quaUdade a 39000,
V ditta a2J500, 3 ditta a 29000, e preto nlgOOO a libra.
{fUeijOS Uatnt>ng8 enegado nesta ultimo Tapor da Europa 2*800 ra. ditoa ehe-
gados no Tapor paasado a 18800 e 19600 ra. *
"UCljO WraiO og meihorea quo tam vindo a eate mercado por aeram muito (rescaes a
640 ra. a libra e inteiro a 600 ra.
BoUO fraueei a 500 TS. 0 ctrti0 elegantemente eneitados, muito proprioa
para menino, s no Progresso.
Doce da csea de goiaba t w 0 c,il80| ein porco a soors.
llOCe de AVperCUe etn iitla, de 2 libras muito enfeitadas a 1*200 ra.
no progresso.
wlatiaeada imperial d0 afamado Abreu, e de outroa multos fabricantes da
Lisboa a 800 ra. a libra.
A.1UO&XA.S IraUCezaS em fraicos Cdin 4 ijprM por 3*000 cada um, s o fraaco val 1*
ditlas portuguezaa a 480 ra. a libra.
LataS eOUl bolaeUiUUaS de SOda eonttndo differentea qualidades, i
1*400, assim como tem lattas de 8 libras por 3J000, dittts com 4 libras por 2J0OO rs. s no
Progresso.
fldaca |de tOUiate em Ulaade l libra, por 900 rs. e em litas de 2|libras por 1*600 rs.
C0USe\aS fraUCeaS C UgleXaS rec.ntemente chegadaa a 800 ra. o Ir
co em porco se faz abitimento.
Paseas em eaixinbasde8librasm9lhore, q. tem ,ind0.est.
mercado por serem muito grandes a 2(800 rs. cada urna.
I&spermacete supetlot 8tm arla a 700 ubra.em caixa se fu aigum
abatimemto.
WetTia, macaTxao e taluatim a 400 a m*.. em ix. d. am. .r-
roba por 8*.
Latas com peixe de posta
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, roa das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUAR'E ALMEIOA & SILVA
a no progresso
cada urna, s
{ReUPA FBITA ANDA MAIS BARAT AS.,
SORTMENTO COMPLETO
DI
litadas e obras feitasj
a
LOJA E ARMAZEM
DE
iGes & Basto!
NA
Ra do Queimado
n. 4$, frente amarella.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento deaobrecaaacaapretaa
de panno e de cores multo fino a 28*.
30$ a 35*, paletota doa meamos pannos
20g, 22J e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14*, 16* a 18$, casa-
cta prttaamuito bem feitaa e de superior
panno a 28*. 30$ e 35*. sobrecasacas do
casemira da core muito finos a 155,16$
e 18$, ditoa saceos das mesmas casemi-
rasalOg, 12* e 14|, calcas pretaa de
case mira na para bomem a 8*,, 9*. 10/
e 44, dilaa decaaemira de corea a 75.8*,
99 e 10*. ditas da brimbrancoa muito
ila a 5| 6*, ditas de ditoa de corea a
3*. 3*500, 4* e 4*500, ditaa de meia ca-
semira de ricas corea a 4f e 4g500, col-
letea pretos de casemira a 5* e 6*, ditoa
de ditoa decores a 4J500 5*, ditoa
oranco fia seda para casamento a 5*,
utos de 6*. coltetes debrim branco e de
(usto a 3*. 3*500 o 4*. ditos de corea a
t*500 e 3*, paletotapretoa de merino de
aordoaacco esobrecaaacoa7f,8* e9*,
coltetes pretos paralelo a 4*500 e 5*,
;as pretaa de merino a 4*500 e 5*. pa-
1 etota de alpaca preta a 3*500 e 45, ditoa
aobreeasaco a 6*. 7* e 85, muito uno col-
lates de gorguro de seflade cores muito
boa(acendaa3*800e48. collatesda re-
lado de cores e pretos a 7* e 8*. roupa
para menino aobre caaaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15* a 16, ditosde
semita sacco parao meamos a 6*500 e
7*. ditoa de alpaca pretoa saccoa a 3
1*500.ditossobreeaaaeoa a 55 e 5*500,
salces de ce sentir pretase decores a 69,
65500 e 7*. camiaaa para menino a 20*
a duzia, camlaas inglezaa prega alargas
muito sperioral32* aduxiapara acabar.
Assim fremotemoe urna offiema de al-
/late ende mandamos executar todaa aa
! obras com braridade.
xiaisiwaKan **********
Na rus da Cruz a. 33, armazem, vender-
se vellis de eomposiQu e cera de carnauba por
mdico preco.
Aviso.
A pessoa que comprou na ra Nova n. 22 urna
flauta ha mais de oito mezes, e que deixou um
relogio de ouro para concertar, prego ajustado da
flauta e do concert 41, faca o favor do vir bus-
car o relogio no prazo de oito das, e sao o fa
zendo sera vendido para pagamento.
Na ra do Queimado n. 31 qoer faHar-se so
Sr. Manoel do Naseimeato Silva Bastos a nego-
cio seu.
O infra assignado tem justo o contratado,
com os Srs. Domingos los Aulla e Jos Igoa-
cio Avilla a compra da taberna que oa meamoa
teem de ra da Concerdia n. 34 ; e pelo presen-
e convida a quem posas ser prejadicado neste
nejocio de vir pariicipar-lhe na ra da Pelma,
taberna n. 7, isto no oxszo de 3 das. Recife 13
de julho de 1861.Joo Jos da Silveira,
Attenco.
# O Or. Joo Pedro Maduro da Fooseca tj)
aO mudu a sua residencia para a tnesma ra #
m da Cadeia do Uecife o. 18, aonle se pres- #
U aos misterios de sua profisaio medica. 9
##
Carvalho, Noguei-
ra & CM
daccam sobre,Portugal ellha
re S. Miguel: na ra do Viga-
co n. 9, primeiro andar, es-
sriptorio.
Praciaa-se de urna aaia de leile : na ru
Notan, 40,loja de;aiaiit,
dasmelhores qualidades que na em Portugal, como
sejam savel, congro, aarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a 1*400 rs. cada urna.
\zeitouas muito uo\as, nm r8.0 b,rri,t em garraft a j40 .
PalltOS dC deUte llXUdOS em molhos com 20 macinhos por 200 rs.
aCTVeja da| mal, acreditadas marcas 5*000 a duzia retalho a 500 rs. a garrafa.
W lUUOS en garraiaUOS d>8 segaintes qualidades, Porto. Feitarla, dilto Bordeaux,
dilto Muscatel, a l*a garrafa ; tambem tem vinho dieres para 2*000 ra. a garrafa.
\ 1UU0S em pipaaem tomposito Porto, Fgueira.Liaboa, a 640 rs. em caada a 4*500.
Presunto de Hambre luglez. muit0 noT08, goo .. libra.
PreZUUtO de LamegO 0 que ha d0 bom neste genero a 480 ra: am porsaa a 400 rs.
CnouTieas e palos a 560 ri# alibra# tm barril com 6 dU2lag de paios por iQimt
T ouelnho de lAsboa 0 mai, n0T0 que ha no mercad0 a 320.. iib.
Bauua de poreo teunada a mal8alTaqte ^ haTer a480 m em
barril a 440 rs.
\meudoas de easea mole. 480 libra, em por5ao se far algum abal.
ment, s no Progresso do pateo da Penha n. 8.
Alm dos gneros aonunciados encontrar o respeitavel publico um grande sortimento de
udo quanto bom e barato.
A. F, Duarie Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aosseus freguezes que tendo separado a socieJade que tinfta com
seu mano, acba-se de novo estabelecido com dous acetados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaqum Jos Gomes de Souza, e o Sr,
Paulo Ferreira da Silva; o piimeiro na razo de Duarie & Souza, e segundo na de Duarie Almeida & Silva: estes estabelecimentos oflerecem grandes
vantagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se achara montados como em commodidade de prego, pois que para isso resolveram os
propietarios mandarem vir parte de seus gneros em direitura, afim de terem semprecompleto sortimento, como tambam poderem offerecer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por cento do prec/> que possam comprar em outra qualquer parte, por isso desejando oa propietarios acreditarem
seus estabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encomraendas, mesmo por pessoas pouco prsticas, em qualquer um dcsies estabelecimentos, queserao to bem servidos como
se viessem pessoalmenle, na certeza de nunca achatem o contrario de nossos annunuos, e assim fundados as vantagens que oflerecemos, pedimos a
lodos os senhores da praca, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeira vez, afim de experiraantar, eertos
decontinuarera, pois que para isso nao pouparo os proprietarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequenlarem nossos estabelecimentos,
abaixo transcrevemos algumas adiQoes de nossos prados, por onde ver o publico que vendemos baratissimo, atlendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
MANTEIGA INGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e em barril a 750 rs.
MAJNTEIGA FRAINCEZA a melhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. em barril e meios.
CHA HTSSON E PBETO o melhor do mercada de 19700 a 3*000 e em porco ter abatiraento.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porcao a 800 rs.
PREZUNTOS POIU'UGUEZES vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e inteiro a 460 rs.
CHOURICOS em barril de 8 libras a 49500 e ero libra a 700 rs.
SaGU' E >EVADINHA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 89000 rs. a arroba.
AMERAS FBANCEZAS em latas de 6 5 1|2 a 1 a libra e a 13C0 a retalho.
PASSAS em caixinhasdeoito libras, asmelhotes do mercado a 2*800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMACETE SUPERIOR sem avaria a 700 rs. e em caixa a 680 rs.
CONSERVAS FRANCEZAS INGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACHINHA DE SODA de diversas qualidades, a mais nova do mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque de Porto, Porto fino.-genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitona de 19200 a 1*300 a garrafa e a
13* a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa e de 39800 a 4*800 a caada.
FRASCOS COM FBUCTAS de todas as qualidades de Portugal de 1*200 a 2*000.
BAT a TAS NOVAS em caixas de duas arrobas a 39 e velhas a 600 rs. a arroba e 40 rs. a libra.
CURANTS ou passas para pudim a i a libra e em porco ter aba ti manto.
LATAS COM PEIXE SAVEL ecutras muitas qualidades, o mais bem arranjado que temvindo a 19400.
CAFE' DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MABANHO o melhor que se pode desejar a 3*100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa ede 8500 a 10000 a duzia.
CHARUTOS VERDADE1ROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BANHA DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar nete genero a 480 rs. a libra e 460 em barril.
SERVEJAS DAS MELHORES MARCAS a 500 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
CA1XOES COM DOCE DA CASCA DA GIABA a 19 eem porco a 900 rs.
AZEITE DOCE PURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJOS PBATO os mais novos que ha no mercado a 650 rs. a libra e inteiro a 600 rs*
Genebra DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PALITOS L1XADOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feitos que ha no mercado a 280 rs, o mago.
PALITOS DO GAZ a 3*000 a groza e 280 a duzia de caixas.
AZE1TONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 1*200 e barril. *
ALPISTA o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sor tmenlo de tudo tendente a molhados.
Gseiikor
Cae tao Aureliano de Carva-
lho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopoo 1, a negocio que lhe
dizrespeito
ARMAZEM
de
Exposico
candieiros.
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos.
Nesta exposico de candieiros se encontrar
todo o sortimento de diversos tamanhos proprios
para ricas salas, ditos para salas interiores, ditos
para sala de jantar para quartos, para cosinha,
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e outras muitas qualidades
que com a vista devero agradar; assim como
tudo e qualquer preparo para os ditos candieiros
s encontrar sempre a venda nesta exposiejio de
candieiros na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
CONSULTORIO ESPECIAL
HOHEOPATUICO
DO
DR. CASAKOVA,
30-Roa das Cruzes--30
Nesteconsaltoriotem sempre os mala
noros e acreditados medicamentos pre-
parados em Pars (astinturaa) por Ga-
12 tellan e Weber.por presos razoaveis.
w Os elementos dehomeopalbiso bra.re-
:ommendada intelligencia de qualquer
pessoa.
Precisa-se alugar urna eicrava ou escravo
quei saiba coziohar, para iiia os-u uo pouca fa-
milia : quem tiver para alugar, o. ia se a roa
larga do Rosario n. 38, loja de m ucezas, que se
dir quem precisa.
Jos Marques da Fonceca Borges, Arsenio
Gustavo Borges, D. Loduvina Marques Cardnso
de Jess, con-seohores do sitio denominado Oi-
teiro da estrada do Arraial, partido pelo encana-
mento das aguas de Beberibe, previne ao publi-
co que seu cunhado Joo Jscintbo Soares da
Franca s tem em dito sitio urna parte da
quantia de 62ft500, que lhe coube em partilhas
dos bena do finado Sr, Goncalo Victorino Bor-
ges, e que dessa mesma elle fizera venda de urna
parte dos fundos do dito que tica alem do enea-
menlo.
Preciss-se um escravo que saiba comprar,
coziohar e fazer todo o servico de urna casa :
quem o tiver cestas coodices e quizer alugar,
dirija-te ra da Cadeia do Recife n. 56, escrip-
torio de Leal & Irmao que achara com quem
tratar.
Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Pa*: em casa de
Aranaga Hijo A C.
Na ra da Roda o. 6, conlinua-se mandar
comida para fora, e tambem aluga-se um mo-
leque.
Arrenda-se o engenho
Sao Ctietauo, sito na comarca
do Cabo, com trras para sa-
frefardous milpes annual-
mente, bem cercado e o ma-
chioismo em bom estado, e
movido por agna: a tratar
com Antonio de Moraes Go-
me s Ferreira, no M ondego, ca-
sa do fallecido commendador
Luiz Gomes Ferreira.
lotera.
Acham-se a venda os b i lhe tes e relos
bilhetes dalerceira parte da nona lote-
ra a beneficio da matriz da Boa-Vista
desta cidade, na thesouraria das lote-
ras ra do Queimado n. 12 primeiro
andar, e as casas commissionadas na
praca da Independencia n. 22 loja do
Sr. Santos Vieia, ra Direita n. 3 bo-
tica do Sr. Chagas, ra da Cadeia do
Recife n. 45 dos Srs. Poito & Irmao e
ra da Impera trie n. 44 loja de ferra-
gens do Sr. Jos Vctor da Silva Pimen
tal.
A extraccao aera' impreteriyelmente
no dia sabbado 20 do corren te mez, no
lugar e as horas do costume. As sorbes
serao pagas a entrega das listas, na
mesma thesouraria das loteras. Abai-
xo vai publicado o novo plano appro
vado pelo Exm. Sr. presidente da pro-
vincia para extraccao da mesma o qual
e' muito mais agradavel por conter pro-
porcional mente maior quantidade de
premios.
PLANO.
3000bilhetes a 5..............
Beneficio e sello de 20 por eco lo-
Liquido.
1 Premio de............ 5:0009
1 Dito de............ 8008
1 Ditodo................ 4009
1 Dito de............ 200
2 Ditos de 100J........ 2009
5 Ditos de 409........ 2009
10 Ditos de 209........ 2009
21 Ditos de 109......... 2109
958 Ditos de 5|........ 4:790$
15:0009000
3:0090000
12:0009000
1000 Premiados.
2000 Brancos.
----------12:0005000
3000 Bilhetes.
N. B. As sortes maiores de 400$ ei-
tao sugeitas aos descontos das leis.
O thesoureiro.
Antonio Jos1 Rodrigues de Souza.
OSr. Manoel Joaquim de Ohvei-
ra Figueiredo morador na Capunga,
queira dirigir-se a esta typographia.

9)

i
i
9
Obacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova d. 23, sobrado da es-
quina que volla para a
camboa do Carmo.
1

9
9
9
eae&&9S$$$$$)ss
Escripturacao mercantil,
por partidas simples edobradas; na ra do Im-
perador n.8t, segundo andar, se dir quem a
iessoa que se acha habilitada, ou na ra Nova,
oja de ferragens n. 33.
Attenco.
Na ra Direrla n. 85. loja de pintor e vidracei-
ro, troca-se um rico santuario de Jacaranda, vin-
do do Porto, contendo o decimeoto da cruz, per
um pre^o commodo, assim como outras imageos
de difierentes envocaces.
A pessoa que perdeu urna carta com a subs-
cripta ao Dr. Pedro de Albuquerque Autran, juiz
municipal de orphos de S. Jos do Norte, ao
Rio Craode do Sul, pode vir procura-la oa livra-
ria da pra^a^a Independencia n. 6e 8.
Aluge-se urna preta escrava, sabeado cozi-
nhsr. fazer compras e eogommar : na ra de
Sania Isabel n. 9.
Aluha-se um sobrado de am andar com o ar-
mazem, na roa doa Burgos n. 29, confronte a ra
da Moeda ; a tratar na ra da Cruz o. 61.
Mudanca.
Joo Antonio Colho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todos os seus freguezes que
mudou a sua loja da ra estreita do Rosario para
a ra do Imperador n. 69, onde o acharo promp-
to todos os dias uteis desde as 6 horas da manhs
at as 9 da oite, para chumbar e tirar denles,
sangrar, pAr ventosas ou bichas ; assim como pa-
ra qualquer outro servico de sua arte e fra dos
dias e horas mencionados pode ser procurado no
pateo do Carmo o. 22.
Francez.
Urna pessoa habilitada para ensinar a lingua
fraoceza, offerece os seus prestimos quelles se-
nhores que quizerem utilisar-se delles. princi-
palmente aos senhores csixeiros ; 'podendo tra-
tar-se na ra de Aguas-Veres n. 50, segundo
andar.
Attenco.
DE
ROUPA F
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
P0RIADOQIJEIMDO40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas ss
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
ue tem um dos melhores professores.
S
asacas de panno preto, 409, 359 e 309000
Sobrecasaca de dito, 359 e 30900
Palitots de dito ede cores, 359, 30#,
25SO0O e 200000
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 129 e 9$000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, 11J00O
Ditos de merio-sltim pretos e de
cores, 98000
Ditos de alpaka da cores, 5| e
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e
Ditos de brim de cores, 5g, 49500,
4SO0O e
Ditos de bramante de linho branco,
68000, 59OOO e
Ditos de merino de cordo preto,
159000e
Calsss de casimira preta e de cores,
129,109, 99 e
Ditas de princeza e merino da cor-
do pretos, 59 e
Ditas de brim branco e de cores,
5S000. 4500 e
Ditas de ganga de cores
Golletes de velludo preto e de co-
les, lisos e bordados, 129, 98 a
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69, 59500, 59 e
89OOO
39500
395OO
39500
48000
89000
68000
49500
29500
38000
89000
39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 5&000
Ditos da gurguro de seda pretos e
de cores, 78000,69OOO e 09OOO
Ditos de brim e fusto branco,
39500 e 39000
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodao, 18600 e i$'2b0
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 68 e 39OOO
Ditas de madapolo branco a de
cores, 39, 29500, 29 a 198OO
Camisas de meias ljOOO
Chapeos pretos de massa.francezes,
formas da ultima moda 108,89500 e 79000
Ditos de feltro, 69, 58, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149, 128, US 79000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feilios, da ultima moda 9800
Ditos de algodo $500
Relogios de ouro, patentes horl-
sontaes, IOO9. 909, 8O9 e 709000
Ditoa de prata galvanisados, pa-
tente hoaonUes, 408 309000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderemos, pulseiraa, rozetaa
anneis t
Toalhas de linho. duzia 129000 e IO9OOO
Quem precisar de urna ama para coziohar e
lavar, dirija-se ra larga do Rosario n. 9, que
achara com quam tratar.
Joo Jos de Carvalho Moraes faz sciente
que mudou a sua residencia da ra da Cadeia do
Recife n. 55 para a ra da Aurora, casa o. 1, ter-
ceiro andar, e para melhor commodidade das
pessoas, que com elles ttnhsm negocios a tratar,
podero se dirigir ra do Queimado loja n. 19*
Attenco
Na ra Nova de Santa Rita n. 53
presentemente as fructasseguintes : romea, sa-
potis anchados, abacaxis e outras que airvam pa-
ra doce.
Curso de rhetorica
Mannnl da Coata Honorato tem aborto seu cur-
so particular de oratoria a potica nacional : oa IPrl da 9.a lotera
xua Direita a, 88, primeiro andar.
0 abaixo assigoado, Irazendo pelo juizo ordina-
rio do commercio desta cidade, urna aeco contra
a firma.Carpiteiro & Prado, da qual faz parte, e
socio gerente o Sr. Joo Antonio Carpioteiro da
le' eTDdo no Diario de Pernambuco n. 160
de 15 do corrente mez, um annuoclo do mesmo
Sr. Joo Antonio Carpioteiro da Silva, no qual
declara estar de partida para a Europa, e por is-
to convida seus credorea com o prazo de 8 dias,
vem pelo presente declarar ao mesmo Sr., que
nao pode retirar-se sem que o satisfaga da impor-
tancia pedida na aeco, ou deite nesta cidade
procurador bastante constituido (que acba-se
prestes o jalgtment)para recebera intima^o da
sentenca em aua auaencia, salisfazer o principal
e cusas, ou recebar a dita citaco para o caso de
I execuco : e respeito cbama o abaixo assigna-
eomfra-aejdo a attengo do Sr. Dr. chafe de polica, visto ser
o d|to Carpioteiro estrangeiro, o ter neste foro
accao por dividas.
Recife 15 de julho de 1861. Joaquim Amaro
da Silva Pasaos.
Pede-se ao Ilim. Sr. thesoureiro da lotera
2ir?roT,oc'" i0* nl 9W o meio bilhete n.
ll em bfttMAglo da matriz da Doa-Vista da S.
ELIXIR DE SAME
Cstrolactato de ferro
Unta deposito na botica d eloaquim Marlntoo
da Crux Crrela & Cornado Cabug n. U,
ea Pernambuco.
^meTrfix^ apresenuhojeum. nov, prep.r.co de rro,
i
com o
v.ri.daP/erm^lrn?lUXOempreg"-9e,,ni "mmo nedicamento debaixo de formulas to
dade. f ohomem da scien comprehende a necessidade e importancia de urna tal varie-
.nA{iImU taA 0bi"t0 d:e muila importancia em therapeotica ; um progresso-immenso
isas; ;l sr;?;.-xr.* rszszgsxr*-""' > >SA *~ < "-
ventretaofrequentementa provocada pelaa outras prepaMcesferrogioosas. "pecao oe
.k., El"n0TM11"l,a"des em nadaalttram a aciencia medicamentosas do ferro, aue sendo urna
5eufo^ SUt cliniC8' di Inimp^rKel SSlid."*
au ranla^ 1^k1 aLPr0r.1redade'Ue" qoe Dralico P08M P"crever sem receio. E* t
wJ!!!5fi0 Ph"=ia.cettl,co. Thermes com a prepsraco do citro-lactato de ferro. Assim te
teata ^Mtr.Md?i,t0I"ei7-^g, entreM numaro" preparaedes ferroginosas. romo o
. 2. de ,*oi.lc distioctos que o tem ensatado. Tem sido empregado como im-
KSo^OT.to.!?K^0lMl,',de,,Dgald9,fchloroM core^ deWidade subseqSenleTs
r^MiA^/jpe?a,tt6w^reMm 1ePO" das intermitentes na incontinencia : de orinS
por debiliade, naa perolas brancas, oa escrophula, no rachitismo, na purpura hemorrhaiica m
""S1 d" moleetiaa gravea, na chloro-enria das mulhe'res grividas. emTodof w a-S
lai^l .,*Bue8e cha empobrecido ou viciado pelas fadigas affeccoes ehroniess, cachexm lub
tS& ,,7P eiMM0,TeBeWM. "* I uao pro9long,do das *tSS$\fl
KsUa euermidades sendo mui frequeates e sendo o ferro
UX "*- ****** fftff jST11 ic
ssag^^jnjpi^"^


(V
*
Consultas medicas.
Seo dadas todos os dios polo Dr. Coa*
rae de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz d. 53, desde s 6 at 4a tO horas
da manhaa menos aoa domingos sobra:
1. Molestias de olhos.
2."Molestias de coraco e de paito.
3." Molestias dos orgaos 4a geraco e
do anua.
O janane dos doeutes ser feito oa or-
dena de suss entradas, comec.ando-se po-
rm por aquelles que aoffrareea dos
olhos.
Instrumentos chimicos,acsticos e p-
ticos sero empreados em suaa consul-
ta jps e proceder com lodo rigor e pru-
dencia para obter certeza, oa ao menos
probabilidade sobre a sede, naturea e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de trata ment que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos serio tambem
empregado8 gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
proroptldo em aeus effeitos, e a necesai-
dada do seu emprega urgente que se usar
delles.
Pralicar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer opersco que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo fim se acha
prvido de urna complota collecco de
instrumentos indispensarel ao medico
g operador.
t 5**85i5 MSaS3-5i65i6ai*S6filS'tf
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para cozinhar e comprar : na ra do Imperador
n 37, segundo andar, entrada direila.
M$&Si&QS C6S1S &a223lft*A
Gurgel & Perdiga. *
Fazendas modernas.
Recebem e vendem constantemente su-
periores vestidos de blonde com todos os
preparos, ditos modernos de seda de cor
e pretos, ditos de phantasia, ditos de
cmbrala bordados, lindas lazinhas,
cambraiade modernos padres, seda de
quadrinhos, grssdenaples de cores e pre-
t feites para cabc,a, superiores botoes, O.
manguitos, pulceiras, lequos e extracto X
de sndalo, modernos manteletes, tal- U
mas compridas de novo feito, visitas de *J>
gorgur.'io. luvasde Jouvin a 2}>500. tt
Muito barato.
Saias balo de todos 03 tamaohos a 43, _3
chitas francezas Coas claras e escuras a mm
880 rs. o covado, colzas de la e seda pa- ,
ra cama a 6j camisas para menino.
Koupa feita. %t
Palelot de casemira de todas as cores Je
a 100, ditos tinos de alpaca a 6$, ditos f
de brim a 4#, chapeos prelos a 88 e nim-
ias outras fazendas tinto para senhoras
como para hornero por prefo inteiramente
barato, do-se as amostras : na ra da
Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco
Largo.
CONSULTORIO ESPECIAL H0HE0PATH1C0
DO DOCTOR
r SABINO 0. L. PINHO.
Iiuade Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desda aa 10 horas
at meio dia, acerca.das seguintes molestias :
molestias das mit'heres, molestias das crian-
ras, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliicas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOHEOPATHICA .
Verladeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falveis err. seu.yltclos, tanto em tintura, como
era glbulos, pelus presos mais commodos pos-
8iveis
N. B. Os medic:meutos do Dr. Stlino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
qie o forera f5ra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
iaipresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos qua se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse irapresso
assim marcado, embora lenham na tampa o no-
mo do Dr. Sabino sao falsos.
Ao publico.
Reslibelacido da grave molestia que porlanto
tirapo me ha consumido, volto ao exercicio de
adrogado e espero do puMico o favor que sempre
lhe hi'i merecido. Em commura com o Sr. Dr.
Ju5o Kantista do Amaral e Mello, os que se dig-
naren! procurar-nos acharo sempre no escrip-
torio das 9 as 3 da larde um de nos. Tudo em-
pacharemos para bem servirmos aos que nos qui-
zerem honrar. O nosso escriptorio e oa ra do
Queimado d. 41, ultimosobrado que faz esquina
para o becco da Cougregacao.
Dr. Antonio Borges da Fonseca.
Precisa-se de um excellente cope
ro na ra do Vigario n. i.
Jos de Souza dos Saltos reura-se para o
Rio de Janeiro, oa barca Maikilde.
O proprietario 4o estabelecimeolo intitulado
cafe dos arcos, faz atiente a seas erado*e* que
queira a presentar su as contaa pira aere pacas.
Alugi-aeumsiiiona travesea da Baba-Ver-
de^, na Capunga : trata-se no mesmo sitio, caaa
o. 11, dfronte do sitio do Arantes.
Aluga-se a casa terrea da roa do Varadouro
de Olioda, a ultima do lado esquerdo oa aobida
n. 62, com bastantes commodos, aiuguel em coo-
' oa ra estrella do Rosario n. 41.
MARIO Di MftJMlCO. QUiITA IRA i7 *\ rtJLHO 0% Hile
1 -------------------------------------------__________-*
la
Attenco.
Alugam-se o segundo eterceiro andares do so
brado n. 52da ra da Cadeia do Recite, com bas-
tantes commodos para familia : a tratar oo ar-
mazem do mesmo.
Attenco.
La va-se e engomma-sa com toda perfeico e
asseio, e por commodo preco, e precisa de urna
preta por aiuguel, paga-ae bem : na ra do Fogo
numero 22.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Lapa o. 13 : a tratar na loja do mesmo.
Precisa-se de um cozinheiro livre ou es-
cravo : na roa dos Pescadores ns. t e 3.
Aluga-se a casa n. 2 B dama de Apello : a
tratar na ra do Aurora n. 36.
Hotel Aurora.
86Aterro da Boa-Vista86.
O proprietario desle estabelecimento j de
agora offerece seus prestimos ao respeitrvel pu-
blico, como seja forneeer com las para fora por
menos prego do que em outra qualquer parle.
Domingos de Oliveira Pinto retira-se para
a Europa a tratar de sua saude.
Aluga-se um moleque muito ladino, fiel e
obediente para criado ou copeiro de alguma ca-
sa : na ra nova de Santa Rita n. 7.
Attenco.
Perdeu-se urna pulseira de ouro com pedras
encarnadas, no dia 11 a noile, da ra da Impe-
ralrz at a ra do Sebo : roga-se a quem a
achou, de ir a entrega/ao seu verdadeiro dono
que ser gen rosa meo t gratificado : na ra do
Queimado n. 34; assim como nesta casa compra-
se um gamao em bom uso.
Quem precisar de um mogo para caixeiro
fora da provincia, sndo para taberna, padaria,
ou deposito, e tambem querendo qualquer pes-
soa botar urna fabrica de velas, sendo de carnau-
ba, e composicao forte da superior, e sabe puri-
ficar a carnauba de toda qualidade : quem pre-
cisar annuncie por este Diario.
OfTerece-se para administrador de engenho
um moco bastante habilitado ; a tratar no enge-
nho Penamduba, ou no pateo do Terrn. 44.
|KHJ
Anda se precisa de um menino de 10 a 13 an-
uos para caiieiro de taberna, com pratica ou sem
ella : no becco Largo n. 2
Precisa se de ama criada branca para casa
de familia, que saiba coser, engommsr, e andar
com meninos, tambem precisa-se de outra, sen-
do escrava, que saida cozinhar e lavar ; oa ra
do Seve (llha dos Ratos) o. 3.
Cachorrinho.
Fugio na madrugada de sabbado 13 do corre-
le um cachorrinho do reino todo branco com
urna pequea malha amarella na costa ao lado
esquerdo, ps pezunho, nariz e olhos prelos, por
nome Melindro : a pessoa qoe o achou, quereodo
reslitui-lo, poder levar ao aterro da Boa-Vista,
boje ra da Imperatriz, caaa terrea n. 27, que
perceber por seu ira bal lio 10 de gratificado.
Aluga-se urna casa na ra das Flores : quem
a quizer v fallar na alfandega conoo Duarte
Carueiro Honleiro.
O abaizo assigoado faz publico para obstar
qualquer duvida que de presente ou futuro possa
apoarecer que anuunciou por este Diario no anno
de 1857 ou 1858, que mudava o seu nome que
era eolio Francisco Antonio de Mello, como se
assignra, por haver outra pessoa com igual no-
me nesta ridade para o de Francisco Antonio do
Reg Mello.Francisco Antonio do Reg Mello.
Thom Nicolao Ilolm, brasileiro, retira-se
para Macei.
Q Lugomma-se com toda a perfeico e por
preco muito commodo ; no sobrado junto a igre-
a do Pilar, em Fora de Portas.
C oiupras.
RETRATOS
alnnetes de ouro e brilhantes.
Na ofTicina.phitographica da ra do Cabug o.
18, ntrala pelo pateo da matriz, existera lindos
alfinetes eom brilhantes e ao gosto de Luiz XV,
para a nollocaqSo de retratos ; ha tambem urna
variada collecco de alQneles de ouro com, e
sem pedras. O prego dos alfinetes com 08 re-
tratos variam de 163 a 200$. Ni mesma casa
tendera-se bellos espelhos com molduras doura-
das para ornar salas de luio e tratrnoslo ; bor-
las de seda para cortinados de janellas e para
quadros, assim como cordes para o mesmo fim.
\ende-se lulo a pregas razoaveis e moderados.
Aluga-se a cocheira do largo rfo Paraizo n.
21, muito propria para qualquer estabelecimento,
boa cacimba, pequeo quintal e commodo para
pequea familia morar oo sotao : no caes do Ra-
mos n. 10
O abaixo assignado. nao teodo at o presen-
ta soluco alguma da letra que em vida do Sr.
Manuel Buarque lhe dera para cobrar, a qual cora
a sua mote fora desencaminhada, como j fez
publico por este jornalera data de 5 do correte',
sua me a Sra. D. Ignacia Mara das Doros;
acliando-se nesta praga, de novo previne ao acei-
tante o Sr. Manoel Xavier Carneiro de Albuquer-
que, para nenhuma transaccao fazer com dita let-
tra, a nao ser com o abaixo assignado, aasim como
rectifica um engao que se dera na primeira pu-
blicecao, na quanlia e dala do 'encmenlo ; sen-
do a importancia real de 27905000, e o venci-
mentoem selerobro de 1859. Francisco de Pau-
la Cavalcantede Albuquerque.
Rodrigo Pinto Moreira, subdito portugoez,
vai a provincia do norte a tratar de seus nego-
cios.
Precisa-sede um excel-
lente cosinheiro e de exem-
plar conducta: a tratar na
ra do Vigario n. %
O confeiteiro Zacaras tem estabelecido aua
residencia na ra Direila n. 8. confronte ao oilo
da igreja do Livrameoto, onde pode ser procara-
do para exercer os irabalhos de sua profissao.
Scieolifica ao respeilavel publico, ecora ennecia-
lidade aos s^us freguezes, que elle contina a
apromplar bandejas com boliohes de diversos
gostos e qualdades, bem como bolos avalaos pa-
ra qualquer fcslividade, e que trbalos en diffe-
rentes massus que delle se exija, a tudo isto coro
a maior promptido, e desejos das pessoas que o
exigirem, e que tambem faz doces de todas as
quahdades e arranja com o oeelhcr gosto possi-
vel, caixo de laranjag, etc.
Compram-se
escravosde ambos os sexos parase exportar para
fora da Drovincia : na ra Direila n. 66.
Compra-se urna casa terrea no pateo do
Hospitil ou ra das Cruzes; a tratar na ra lar-
ga do Rasario n. 20.
Compram-se moedas de auro de 20: na
ra Novan. 2?, loja.
Compra-se urna escrava de meia idadeque
saiba cozinhar e engommar; na ra da Praia
Nova de Santa Rita n. 15.
______Vendas.______
Urna boa escrava.
Veode-se urna mulata de muito boa conducta,
engomma, cozinha, lava moito bem, e faz todo
mais servigo de urna casa : a tratar na ra da
Aurora n- 66.
A360rs.
Vendem-se velas de aomposigao a 360 rs. a li-
bra ou o masso : na ra do Livramento n. 27.
Venda de propriedades
Vendem-se as casas terreas silas na ra atraz
da matriz da Boa-Vista n. 30 e 32, Rangel n. 79,
e ra do Forte o. 26, todas com solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza,
ra do Queimado a. 12, primeiro andar.
Pechincha
Armazenada
de Pars
DE
MagalhJkes & Rendes.
Ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armazenada de 4 portas o. 56, recebeu
oovo sortimento de fazendas de gosto, entre -el-
las, ricos chales de grox. com pona redonda e
borlla a 8S, ditos de merino tambem de pona
redonda para todoa os precos, os ricos cortes de
vestidos brancos de 5 e 6a esli se acabando
ricas cocerlas pan cama de grox a lOf,- ricas
chitas para coberta de Crepoo a 240 o covado, ri-
cos gostos de cassas mt tizadas a SO 320 rs. o
covado. Ha sempre nesta casa um completo sor-
tmenlo de chitas de 160 al 230 o corado, saias
balo de oovo gosto e de arcos miudos, com fita
larga doa lados, que ao melhores do que as d
fuito a 39 e 350O.
Moleque peca.
Veode-se ou aluga-se um erinulo de 18 anuos:
oa roa da Imperatriz, loja n. 6.
Na ra da Imperatriz n. 23, randem-se dous
carros novos de conduzir gneros do alfaodega,
de volts nteira e muito bem construidos, por
mdico preco.
Rival
sem segundo.
Ra do Queimado n. 56, loja de miodezas de
Jos de Arevedo Maia e Silva, defronte do so-
brado oovo, est vendeodo por baratissimo proeo
pato acabar, otgouas qoalidadesde (szeodas, ss-
sim como seja : franja de lia para vestido a 100
rs. a vara, tranga de laa com 10 varas a 200 rs. a
peca, pares de meias cruas para meninos de 3 a
6annosal60rs., e de i s 10 annos a 240, linhas
de Pedro V com 200 jardas, verdadeiras, a 80 rs.,
novellos de finha do gaz a melhor qualidade que
ha nesta praga a 60 rs., tem tambero para 20 e
10 rs. coda novello, e de cores a melhor que ha,
novellos grandes, a 40 n., carreteis de linha do
gaz e pretas com muita linha a 200 rs., baratis-
simo, caixas com tices para acceoder charutos a
40 ra., caixas com phosphoros de seguranca a 160
rs.,groza de phosphoros do gaz a 20800, e duzia
a 240, filas para eufiar vestidos e roupinhos a 80
rs., pegas de bico, largura de 3 dedos, a 2>, e va-
ca a 120, lmh8 de novello de cores por todo o
prego, frasco d'agua de colonia muito superior a
4(Krs., duzia de meias muito unas para san hora
a 3$, e par a 280, linhas de marcar muito finas,
<22jlo a 20 rs., grvalas de linho muito bonitas
a 200 rs., pegaa de tranga de la de todas as co-
rea a 50 ra., tem um reate de aabonetea para
600 rs. a duzia, groza de botoes de osso para cai-
ga, pequeos a 120, e grandes a 240, sao muite
finos, marcas para cobrir a 20 rs. a groza, e tem
tambem malores para 60 e0 rs., duzia de meias
cruas para homem a 2#400, muito boas para du-
rar, meias de cores para meninos pelos precos
cima, tramoia do Porto muito boa, vara, a 80
100, 120 e 160 rs., filas de linho brancas e de co-
res a 40 rs. a pega para acabar, grozss de penas
de ago a 500 rs., tem um resto e sao superiores
frascos de opiata para limpar denles a 400 rs.'
copos com banha muito fina a 610, frascos de
banha de urso a 640 e 500 rs., varas de laby-
riothos de todas as larguras e por todo o prego
P" acabar, espelhos de columnas brancas a
19500, pechincha-, carteiras para guarlar dinhei-
ro muito boas a 500 rs., frascos com cheiro muito
uoos a 500 rs., realejos para meninos a 20 ra
5tnUI5' bara,h09 Pcrtuguezes a 160, e duzia a
l44, baratissimo, duzia de boles madrepero-
la para palelot a 480, cartas dn alQneles psra ar-
SlPLl!9?* var" de fraj" Pa cortinado a
200e 240, muito barato, botoes de vidro com
p-para casaveques de senhora, duzia a 240 rs.'
lodas estas fazendas eslo perfeitas, e vende-se
barato porque precisa-se apurar dinheiro para ss
necessidades, e por isso toco fogo.
Grande pechincha.
A 220, 240 e 260 rs.
Chitas francezas de muito bonitos padres e
muito boos pannos, pelo baratissimo prego de
220, 240 e 260 ra. o covado ; na ra do Queima-
do u. 22, na loja de boa f.
Gangas francezas muito fise com padres
escaros s 480 rs. o covado : na ru do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de urr aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando dlsso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mu deleitavel, re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer esse balito desagradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor qoe deixa a navalha
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto tenha della composigo. Cus-
a o frasco 19, e quem aprecia o bom baodeltara
cortamente de comprar deesa estimavel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parte onde se achara.
ORecommendaco aos Srs.
de engenho
Panno azul de superior qua-
j lidade para roupa de escravos a
| 900 e 1$.
'rogressivo
Progresista.
Vende-se nos armazens do largo do Carmo n.
9, e ra das Cruzes n. 36, manteiga ingleza flor
da safra velha a 800 e a 1. da nova chegada ul-.
tunamente em barris lera abatimenlo, afBanga-se i
sor manteiga que outro qualquer nao pode ven-"
der por menos de 18*40, (nao servindo isto de
offensa aos nossos collegas.)
-- Vene-se um bom cavallo andador baixo a
meio, o qual serve paja padaria por trabalhar
muito bem am machina: vende-se muito em
conja ; na ruj dos Pescadores ns. 1 e 3.
Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimeoto de grvalas de difterentes gos-
tos e qualidades, e por pregos taes que em ne-
nhuma outra pariese acha, como seja, grava li-
nhas eslreitas bordadas a 800 e 15, ditas pretas a
de cores agradaveis a 1$, 1*200 e 1500, ditas
com pontas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom selim maco a l$5O0. Pela variedade do sor-
timento o comprador ter muitas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Aos tabaquistas.
Lencos finos de cores escuras e fixas a imita-
gao dos de linho a 59 a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Riscadinhos de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na ra do Quei-
mado o. 22, loja da boa f.
Rola francez.
No Bazar Peruambucano
deposito de tabaco, charutos
e cigarros vende-se o supe-
rior rap francez chegado l-
timamente : na ra larga do
Ttosario n. 30, de Joaquim
Bernardo das iJeis.
Na ra do Queimado, sobrado
amarello n. 31, loja de A, L*
Saotos & Rolim,
vendem-se chales de merino finos com 14 quar-
tas bordados de seda a ouro a 4|, ditos melhores
a 50. ditos superiores a 6 e 7J000.
luja de fazendas linas;
DE
Martinho de Olivei-
ra Borges.
! Roa da Cadeia do Rccifc
Vende-se o seguiote
Cortes de seda de cores cora pequeo
toque de mofo a 20$, 30g, 40$ e 50$.
Casaveques de cambraia bordados coro
fitas de 8f a 123
Cassas de casemira e merino de cores
para senhora de 10| a 15#.
Camisiohas com manguitos e golla bor-
dada de 4 a 6jg.
Casaveques de fusiao branco e de cores
de 6$. 8J e 10$.
Capas de fil de seda preta com rendas
e vidrilhosde 12$ a 20#.
Gollinhas de traspasso arrendadas e bor-
dadas de 3j a 50.
Manguitos de seda de cores de 10$ a 15.
Manteletes de cambraia bordados com
Otas de 8$ a 10J!.
Manguitos de pafoscom fitas de 3-5 a 45.
Manguitos bordados de ponto inslez de
2. 3$ e 4.
Vestidos de barego de la e seda a 10$
e 15.
Ditos de cambraia brancos bordados de
15$, 20$ e 25$.
Sedinhas de quadros com pequeo to-
que de mofo a 640 rs. o covado.
Grosdeuaples de cores com igual toque
a 1 J o covado.
Na mesma loja enconlraro mui tos
objnctos df gosto e em porfito pstado.
Avariados.
s-A 2,50(1
e 3,000!!
Pegas de slROdto com 20 jardas leudo
% um pepueno t >que de avaria a 2(500 e
Z 3$ : na ra do Crespo n. 17, loja de Gui-
Z maraes & Villar.
Para casamento.

8
0 Riquissimqs cortes de blonde para ves- fj
ay lidos de casamento : na ra do Crespo n. $
#9 17, loja de Gui maraes & Villar. @
8888888888 88888 888888
MINERAL
NATRAIXEDE VICHY
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n. 22
^-
nCH? Cami-
sas inglezas.
Acaba de cliegar ao ar mazem de
Bastos & Reg na ra Nova junto a Con -
ceicao dos Militares urna grande quan-
tidade de camisas inglezas com peitos
de linho muito finas pregas largas, e
por ser grande quantidade tomamos a
deliberarlo de Tender pelo diminuto
preco'de 35$ e a 40# a duzia, sao as ca-
misas mais recommendaveis que tem
apparecido no mercado.
Largo do Ter$o
n. 23.
Vendem-se batatas muito novas 80 re. a li-
bia,'assim como ou tros gneros mais baratee que
em outra qualquer parle, nao so diz o prece para
pao espantar 111 (a dinheiro vista).
ATTENQiO. i
Vende-se as escrava moca perfeilamente en-
gommadeira, coslureira, faz labyrinlho, e cozi-
nha tambem eom perfeico, com orna cria de
auno e meio; quera pretende-la. dirija-se ao pri-
meiro sudar da casa na na do Livratneato Da-
mero 38.
Talheres para crianzas
Vendem-se talheres pequeos proprios para
aucas a 320 cada um : oa roa do Queimado,
loja drgala branca n. 16.
JAYME
A loja da bairfeird
Nova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a
todos os seus freguezes Unte da praca
como do mato, e juntamente o respeita-
vel publico, que lomou a deliberando de
baixar o preco de tolas assuas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
sortimento de bahus e bacas, tudo da
diferentes tamanhos e de diversas cores
eos pintura, e juntameute um grande
sortimenlo de diversas obras, contendo
banheires e gamelas grandes e pequeas,
machinas psra esf e camas de rento, o
que permite veoder mais barato possivel,
eomo seja bahs grandes a 49 e peque-
nos a 660 rs., bacas grandes a 5$ e pe-
quenas a 800 rs.. cocos ilja duzia. Re-
cebe-se um ofcial da mesma officna
_ para trabalhar.
&mx6mxewe as ewansKMsS
Relogios.
Vsnds-ss em easa de Johnston Pator 4 C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente ingles, da um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
- Arados americanose machina-
para lavar roupa: emeasa deS.P. Jos
hnston & C. ra daSenzala n.*2.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
eofeitesde continha.como dourados, e de lindas
fitas e fivelas, o mais fino que se pode encontrar;
isto na loia Agaia de Ouro, ra do Cabugi n. 1 B.
Gera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de supe-
rior qualidade : a tratar com Jos Sa'
Leitao Jnior, ra do Trapiche n. 15.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway i C-, de New-York. Acham-sa i
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as inslruccdes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se vendem a 1*000.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certoJ
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria eocommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a reeebe-las por to-
dos os outros ; por isso quem quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se a loja
i'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabo demarfm e ruad repero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
flm e madreperola a 29 e 2J500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto lirapar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, luja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Glarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorli-
menlo das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novoa
aperfeicoa-
menlos, fszendo pspenlo igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam lodos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carrtteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Trinta arcos
Gabelleireiro trancador, e desenhador
em cabellos,
Com seu estabelecimento na ra do Queimado
n. 6,1* andar, continua a receber encommeu-
dss de objectoa tendentes a sua arte, garantindo
perfeicio e mdico prego.
Agoa Imperial
para lavar a cabeca, limpar as caspas e evitar a
queda dos cabellos.
Vende-se oa ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Flores finas a' ls&OO rs. o ramo !!
Vende-se na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro:
Agoa de tingir cabellos.
Veode-se na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bom conhecido e acreditado deposito da na
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia, nova de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por procos mais baratos do que em
outra qualquer parto.
Ruada Senzala Nova n.42
Van da-1 a em casada S. P. Jonhstoa 4C.
Mitins o silhes nglazes, candeairos e easticaes
bronzeados,lonas aginaos, fio de rala, chicla
paraearrot, emoajaria,arrotos para car da
am dous cvalos relogios de ouro patenta
aflea.
SYSTE li IEDIC0 DE HOLLOWAY.
PILLAS HOLLWOYA.
Est inestimavel especifico, composto inteira,
mente de hervas medicinaos, nao conteos mercu-
rio Bem alguma ouirs substancia deleeteris. Be-
nigno mais tenra infancia, e a eompleicomais
delieada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na compiei(ao mais robusta;
entecamente innocente em suss operaceseef-
feitos ; pois busca remove as doencas de qual
quer especie a grao por mais amigas e tenazes
qua sejara.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavamas portas da
morte, preservando em seu uso : eonseguiram
recobrar a saude e forcas, depois dehaver lenta*
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao davem entregar-se a des-
esper8c,o ; facam um competente ensaiodoso
efficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes eBfermidades:
Accidentes epilpticos
Alporcas.
Ampolas.
Arelas (mal da).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeoa extenua-
do
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Oesinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ven tro.
En fermidades no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Pobreto dae specie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammac5es.
Irregularidades
mensiruacao.
Lombrigas do toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstracto de ventre.
Phtysica on eoosump-
pulmonar.
Retengo deourina.
Rheumatismo.
Symptomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, a na loja do
todos os boticarios droguista eouiras pessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dallas, contem ama inslruecao em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
ambuco.
Vestuarios para meninos.
Na ra da Imperatriz n. 12 acaba de cliegar
um lindo sortimeoto de vestuarios para meninos
e meninas, de diversos gostos e inteiramente mo-
dernos.
gewMMW mmtm&e MNwew3X
4 fama trumpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimarde8 A Villar.
Rua do Crespo numero 17.U
Recebem continuadamente da Europa ]
sedas, cambraias, las, cbapelinas depa-
lha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, saludas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, salas bordadas de to-
das as qualidades e pregos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeitea de
diversas qualidades para cabeca de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objertos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, calcas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
tros objeclos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Quemduvidar v ver
Quem duvidar v ver.
Levem dinheiro
Levem diuheiro
Levem dinheiro.
a 2$000.
sa-
na
Saias balo com 30 arcos a 2# cada urna,
palos de borracha para hbmem a 2$ o par :
loja das 6 portas em frente do Livramento.
Vende-se urna taberna na povoa;ao de A-
pipucos, propria para um principiante por ler
poucos fundos: quem pretender, dirija -se a mes-
ma' ou a ra larga do Rosario n. 30, loja de cha-
rutos, garantindo-se a casa ao comprador.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de difieren-
tes cores e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente ati,3,4eS(a peca, precos
estes que em nenhuma outra parte se achara, e
so sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
Attenco.
Vende-se confronte o portio da fortaleza das
Ciaco Pontas o seguiote : carrocaa para bola o
cavalloa, carrinhos de trabalhar na alfandega, di-
tos de mo, lorrador de caf com fogo, dobradi-
cas de chumbar de todos os tamanhos, bocea de
foroalhaa para fornos, grandes fechaduras de
ferrolho e tambem rodas de carroca e carrinhos,
rodas para carrinhos de mi, eizos para carro-
cas e carrinhos, e outras quaesquer obras de
ferros.
Luvasde fnacamursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba do receber de sua
encommenda mui Anas luvaa de camursa, o que
de melhor se pode dsr nesso genero, o as est
vendendo a 2J5O0 o par ; os seohores offlcus e
Mvalletros que aa comprarem conhecerao qua sao
baratas viala de sua finura e duraco, paraas
obter dtrigirem -e ra do Ooehnodo, leja da
aguia branca a. 18. Adverte-so que a qua*lidade
pequea por hora, e por isso nao demoren).
i Coral de raiz
Vende-se aroKo boa coral do tais, o fio a 11 :
. na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. t.
A $, 4#500 e 5J.
Cambraia lisa muito fina a 49 a peca com 81i2
varas, dita muito superior a 5$. dita tambem
muilo fina com salpicos a 45O0; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loia d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porco de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as est
vendendo a 1500 cada ama ; a ellas, antes que
se acabem, pois so as ha na loja d'aguia branca
ra do Queimado o. 16.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba, a melhor que tem
rindaa estemereado, a 8J500 a arroba, a prazo
ou a dinheiro : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cife n. 7, ou na ra da Imperatriz n. 60, loja.
Enfeites de flores para ca-
samentse bailes.
enegoojpara a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com moito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras qu vo a cassmentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os precos sao 8.
10 e 12. porem quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
coberios e descobertosr pequeas e grandes, do
ouro patento ingloi, para homem e ssahera da
am dos melhores fabricantes da Liverpool,Pi-
dos poloaftimo paquete ingles : em casada
Sonthall Mellor &C.
H."s0!,enida^^0 *ob"?* *m adere a ra
da Senzala Velha n. 54; o armasen eal arren-
dado aura negociante paso deposito defaiendas,
e o sobrado sempre tem encontrado alugador por
offerecer bstanles commodos, largo e tem on-
doMWrua a roo. exisUodo no lado de detras ota
teihelro que est arrendado para acoogue, e per-
tonca a mesma cata ; o fondos leen tol exleu-
aao que dio eapaco a edifloar-se na oulra rao
oatro sobrado, Qcando saeie aiada terreno para
quintal de ambas as cssas ; vende-so por ataca
oommodo, pois seu dono tem que roBStr alguno
compromusos : a tratar na raa do Imperador
5*. primoixo ando*.


f
MA1I9 D rWUMftOCO. QJHULTA F1UU 17 01 JULBO DI 1861.
(*
Cwaes lapidados
a 500 rs. 6 masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
500 ra. cada um : na ra do Qaamado, loja d'a-
guia branea a. 16.
Laa escusa de padres modernos o melhor
que tem apparecido. de lindas coras, a 240 r*..
no ra do Queimado d. 39, loja de 4 portas.
libras slerlinas.
Vende-se no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveirs & Filho, largo do Corpo Santo.
Travessa do Pires n. 1.
Joseph Grosjean em sua officina vende 1 ca-
briole! novo, 1 carro americano para 1 cavallo,
1 cabriolet em bom estado, que vende auito em
conta, aaaim orno encerado preto a 2)360 o co-
vado, e comprando em peca ha de ser maia ba-
rato.
Atteneo.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa da Roa trun
Rooker & C, existe um bom soriimento deli-
nhas.de cosjm a brancas em carretela do melhor
fabricante de Inglaterra, aa qaei aa vendem por
precos mu razoaveia.
DESTINO
Jes Das Brando.
5Ra da Lingueta 5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingiera a 1 a libra,
dita francesa a 700 rs.. cha preto a 18400, pss-
saa a 560, conaervas inglezas e portoguezss a
700 rs., aletria, talharim e macarro a 400 rs. a
libra, touciaho de Lisboa a 320 rs. a libra, baoha
de porco refinada a 480 rs lataa com pelxe de
postas a 19400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa o 5> a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
69800 a duzia, tanto em garrafal como em meias,
ervilhas francezas e portuguezas a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 a 6 am libra por prego mul-
to em conta, vicho do Porto engarrafado- fino
fvelho) a 19500 rs vinho de Lisboa e Figueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 820 rs. a gar-
rafa, e outros amitos gneros que escurado
meociona-los, que do contrario se tornava eofa-
donho aoa fregueses. (Dinheiro vista.)
Lindos cabazes
de palha fina, ou cesnhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se acham mui lindos e
delicados cabazes de palha fina, ou ceslinhaaea-
feiladas, proprias para as meninas de escola, ou
mesmo para costura de aenhoras, e custam 4 e 59,
o que baratissimo vista da perfeicio e bom
gosto de laes obras, as quaes se vender em dita
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
FIJNDIClOLOW-NOW,
Raa da Sen zalla Nova n.42,
Resta estabelecimento contina ahavarua
completo sor ti man to da moendas emeias moen-
das para erigenho, machinas do vapor taixas
te ferro batido a coado, de todos ostamanhos
para dito
A12#000
a duzia de toalbas felpudas superiores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andares e
sollo na rus de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzes n. 18.
E' milito Barato.
Manteletes de fil preto muito superiores a 89;
n ra do Crespo n. 10.
Damasco de seda.
superior a 39500 ; na ra do Crespo n. 10.
Massinhos de coral
aSOOrs.
S na loja da aguia de ouro,
raa do Gatug n. 1B.
Vendem-se maasinho de coral muito fino a 500
reia o masso.
Tachas e moendas
Braga Filho & G., tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 k, um grandesor-
manto da tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Bdwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
Veude-se o engenho Tiriri, sito na comarca
do Cabo, com as proporcdes seguintes: dista da
estrada de ferro urna legoa, e porto para embar-
que em distancia de 200 bracas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muitos terrenos para, se
abrirem ce facilidade, ha. grande cercado e
muitas malas Este engenho novo ebem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segundo an-
dar, ou no engenho Cafund, siiio em distancia
de meia legoa da estsco de Olinda com o abaixo
assignado.Joo Paes Barrajo.
A 8#000.
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa,
os quaesse vendem pelo diminuto preco de 8$
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
de miudezas do leo de ouro,
ra do Gabug n. 2 G.
Vendem-se cintos dourados para senhora?,
muito ricos, pelo baratissimo preco de 49 cada
um, ditoa de gorgurao a 29 ; a elles, antes que
se acabem.
Entre-meios
os melhores que se tem visto
A loja d'aguia branca recebeu um ezplendido
sortimento de enlremeios de delicados bordados,
e gostos inteiramente novos, com differenles lar-
guras, do mais estreito al mais de 1|2 palmo,
suas diversas applicaces escusa dizer-se porque
todas as seohoras sabem : os prer.os sao de 2 a
59 a pe$a conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o bom, iofalli-
velmenle os comprar : na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado o. 16.
&9ma&mm mmvm etes&eie;*
Vendem-se caixoes vastos proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1#280:
quem pretender diri jase a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
Atteneo
IFazendas e rou-i
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
i Liquidaco |
2Ra do Queimado n.J
g 10. loja de 4 portas. J
Veode-se as leguintea fazendas por "
9 menos preco do que em outra qualquer 9
A parte, como sejam: a
r Chitas francezss cores fixas a 220 o 240 "
W Cortes de cassa franeeza a 29000 9
d Chalys de apurado gosto covadoa 500 S2ft
Camoraia de seda dito apeo vado a 440
Mimos do co dito o covado a 400 V
9 Chales com palmas de seda a
fe lS600e 29000 A
Gamlsinhas de cambraia bordada
ffli para baptisado a 59000 9
Sk Ditas de dita para senhora e com |2
7 goltinha a 3*500 22
* Chitas inglezas cores Qzas a 160
9 E'Suio de puro linho a vara a 800 9
2 Chales de merino bordado a 59000 ;
W Ditos de dito liso a 39500 e 4000 W
t Mantas de setim lavrado para se- A
nhors a 1JJ600 2
Meias para aenhora a 3f, 39500 e 49000
$@ Diws psra meninas a 2J800 o 3J0OO
Bb Chapeos de sol de seda para aa- A
nhoraa39500e 4JJ000 }
V Guardanapoa adamascados a du
9 zia a 29500 e 39000 fc
Toalhas de linho a duzia 59000 Z
Riscadinhos de linho o covado a 160
9 Cortes de brim de linho de cores &
(t. a 29500 e 2J800 &>
Ditos de meia casemira a 19280 a I96OO ;g
9 Panno azul floo corado a 1280 e 1J6O0 9
Dito preto dito dito a 39500. 49 e 5J000 fe
Cortea de casemira preta a 59 e 69OOO ]!
Cortes de dita de corea a 49 e 59OOO 9
9 Cortes de velludo para eollete tt
O a I96OO e 29000 S
= Ditos de gorgurao a 15600 J
W Brim branco de linho trancado a 1/000 9
Paletots de brim de cor pardo a 3g500 A
p Ditos da dito lona a 4E500 2
ni* mmmm ^#
Gravatiohas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de 19 ; aa ra do Queimado o. 23.
loja da boa f.
E'de graga.
Ricas chapelinas de seda pera senhora, pelo
baratissimo preco de 169 cada ama : na ra do
Queimado n. 22, loja da boa f: [a ellaa.que sao
pavea)
Cortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-ae ricoa sortea de vestidos brancos
bordados com 2aSbabados a 59 : na roa do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Grandes colchas
de fastio adamssasdsa, pelo preco de 6f cada
mi: na ra do Queimado n. 19.
Lila preta,
boa foseada, a 280 rs. o covado.
Cortea da casemira de cor loa 4g.
Ditos de eollete de gorgurao, bonitos padrees, a
29000.
Panno fia superior, cor de azekoaa, a 49000 o
aovado.
Casemira preta fina a 29 o covado : na roa do
Crespo n. 10.
>
Liquidacad 3
|Ruado Queimado lojadeS
9 4 portas o. 10. 4)
9 Vende-se panno deaupeiiorqua- 9
lidade prora de limito cor de 9
cafe a3|. A
Dito verde aj. m
Dito preto a 3$. A
^p Dito azul a Z$. a
m Seroulas eseossezas brancas a A
m 1J200 e1^300. g
g Ditas de linho a 2^600 e 3^. g
^ Superiores manteletes de fil a
t& preto a 6$. 4*
gat Camisas de linho inglezas duzia
{f&k Ditas dita dita duzia a 35$.
S Ditas dita dita duzia a 40$,
Ditas dita dita duzia 45$
I Ditas dita dita duzia 50$.
[48- Ra da Imperatriz48|
Junto a padana franeeza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
deroupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 89 e 39500,
ditos forrados a 49 e 49500, ditos france-
ses fazenda do 109 a 650O, ditos de me-
rino preto a 69, ditos de brim pardo a
88800 e 49, ditos de brim de cor a 39500,
ditoa de ganga de edr a 39500, ditos de
alpaca de la amarella a imitacao de pa-
lha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 5g e 59500, ditos de
casemira saceos a 13g, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto fino a 209,
22g. 289. ditos brancos de bramante a
35O0 e 49, calcas de brim de cor a 1$800,
28300, 3, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditas de
casemira a 69500, 7J500 e 99, ditas pre-
tas a 48500, 79500. 99 e 109, colletea de
ganga franeeza a I56OO, ditos de fusto
23800, ditos brancos a 28800 e 39, ditos
de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorgurao de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e 59,
ditos de velludo a 79.88 e 99.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam calcas, colle tes, pa-
letots, camisas a I98OO e29, ditas de fusto
a29500, chapeos francezes para cabrea
fazenda superior a 69500, 88500 e 109,
ditos de sol a 68 e 69500, ditos para se-
nhora a 48500 e 59. Recebem-se algu-
mas encommeodas de roupa por medida
e para ieto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no ealabelecimento para eje-
cutar qualquer obra tendente a aua arte.
Fazendas.
Ricoa cortes de vestidos de seda es-
coceza superior a 149, novidade em corte
do chita aehamalotada de ricos padrees
com 14 corados a 59, chales de merino
estampados de bonitos gostos a 6*9500,
cambraia lisa de Escocia com 10 varas o
do vara de largura a 49, 49500 e 6, su-
perior bramante o melhor que ha a 28 e
29200a vara de 4 larguras, sortimento de
meias para meninos e meninas a 298OO e
38 a duzia, eambraia de salpico muito fi-
as a700 e8O0 rs. a vara, chitas sortidas
francezas a 240, 260e 280 rs. o covado a
outras muitas fatendas por precos com mo-
dos.
Em casa de N. O. Bieber
(feC. successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Bordea em quartolas.
Dito Xerox.
Cognac osa caitas de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, brinzSos a brina da Russia.
Cerneja escoseeza (Edinburgh Ale.)
Padrea de marmore branco para consoles e matas.
Plvora em barris.
Icnofra-tm canudo.
Luyas de Jouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre se encontrarlo as superiores lavas de pel-
lica ae Jobvin. Unto para hsaaem corno para ae-
nhora, por serem receidos por todos os vaporar
viadas da Europa, o ae venaosa palo aaratisetaro
praca da 2|500 o par : na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
Sabonetes
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-se jabonetes de amendoa para barba,
cada um em sua caixinha de louca a 500 rs. ; na
ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
SABAO.
Joaquim Francisco da Helio Santos avisa aoa
aeue freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sabio de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
& C, na rna do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, prata e outras qualidadea por menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu depoaito de velaa de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como aa de
composico.
Atteneo
AU
armazem da ra do Quei-
mado n. 19.
A 25$, que ja se venderain por
lOOf
Quem deizar de comprar um rico corte de se-
da com pequeo toque de mofo pelo diminuto
preco de 259.
Lene oes de panno
de lioho pelos baralissimos precos de 19900.39
e 3S300 cada um.
Ricos cortes de seda pelo bai-
xo preco de 40#000.
Ricos cortes de seda proprioa para casamento,
thealro e baile, tendo de todas as cores, e j pe-
lo prego que causa admiradlo.
Toalhas de fusto a 500 rs.,
ditas felpudas a 109, e II9 a duzia.
Cortes de casemira.
Corles de caiga de casemira a 49500.
Cobettas
chinezaa a I98OO.
Algodao
monstro a 480 a vara.
Colchas de fusto
com lindos desenhos e muito grandes a 69.
Vende-se urna escrava de 20 annos, com
urna cria de 9 mezes : na ra do Fogo n. 43.
Vende-se urna escrava crioula, moca, de
bonita figura ; na ra dos Guararapes n. 46.
A 28 o corte.
Cortes de riscado francez com 14 covado pelo
barato preco de 29 : no armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Nozes
S| a snobs, o a retalho a 120 rs. a libra: vea*
de-se no armazem progresio, largo da. Penni nu-
mero 5.
Atteneo.
Ricos series de aeda de 1009, pelo diminuto
prego de 309 por ter am toquezinho de mofo:
00 armazem de fazendas da ra do Queimado nu-
mero 19,
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui novoa e
delicados chapeoziohos para baptisadoa obra
mui perfeita e bem eofeitada, sendo cada um em
sua bonita caixinha, e pelo baratissimo preco da
69, ningoem deixari de os comprar : na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Vende-se porco de quintaes de ferro em
vsrgalhes quadrados de variaa grossuraa e
chumbo em barra ; no armazem da traveasa do
Carioca n. 2.
Batatas
era gigos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
1$000 rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
se nicamente nos armazens Progresso o Pro-
gressista 00 largo do Garmo n. 9, e ra das Cru-
ces n. 36, tambem tem grande porcao de quei-
jos prato que vendem a 560 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiata ingleza para
denles.
A loja d'aguia branca acaba de reeeber da sua
propria encommeoda a bem conhecida e provei-
tosa opiata ingleza para denles, euja hondada
apreciada por todos quanlos delta tem usado, e
ser mais por quem quizer conserrar asgeogivaa
em per feito estado, aaaim como a alvura dos
denles; custa cada caixa 19500, e por tai preco
s deixaro de comprar quando a nao acharem
msis na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Escovas grandes
para carros, tapetes, etc.
Na loja d'aguia branca se encootra mui boaa
eacovas grandes com cabo, proprias para se lim-
psr csrros, peles, etc., e por 29: ninguem dei-
xar de comprar urna escova de qus necesaita :
na ra de Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Feijo de corda
No armazem de Tasso lrmaos, ra do Amorim
numero 35.
Bri I liantes
de todos os tamanhoa: vendem-se em caaa de
N. O. Bieber 1C. successores, ra da Cruz n. 4.
IBMHM
$Rua do Crespo u. 8, loja de
4 portas, admira a pe-
chiucha
La para vestidos fazenda que
outr'ora custava 8<>0rs. o cova-
i do vndese a 240 rs., dao-se
[ amostras com penhor.
Gneros baratos.
Caf a 200 e 260 rs. a libra, arroz a 100 rs.,
gomma a 80 rs., passas a 500 rs., vellas de car-
nauba 400 e 440 rs., espermacete a 680, banha de
porto a 440, serveja a 400 e 500 rs., garrafa de
azeite decarrapato a 440 rs. : na traveasa do pa-
teo do Paraizo n. 16, casa de pintada de ama-
relio.
Farello a 2,600
a sacca : na travessa do pateo do Paraizo o 16,
casa pintada de amarello.
8
8
Aviso aos fumantes.
Vende-se na loja de Nabuco & C. na
raa Noa n. 2, as seguintes qualidades
de cachimbo, fumo e cigarros a saber ;
Cachimbos de espuma do mar.
Dito de gesso estrada de ferro.
Fumo caporal para cachinbo.
Dito de harlebeke.
Dito de Vervicq.
Dito americano.
Cigarros bota fogo.
Ditos de havans.
Papel de linho para cigarros.
Bolcss de retroz para fumo.
Carteira para fumo.
Veude-se a casa terrea da ra da Impara-
triz n. 72, a qualseacha desembarazada no todo,
at mesmo o foro que paga aos herdeiros do fal-
lecido Joo Henrique da Silva, o do ultimo se-
mestre de decima que agora se venceu : quem a
pretender dirija-se a loja da mesma ra n. 36,
que achara com quem tratar.
sintos para senhora.
Vende-se na loja de Nabaco & C. na
Aja ra Nova n. 2 sinios prateados dourados
Ka e de cores para senhora o meninos por
C01 preco commodo,
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recentemente pro-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para aenhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites do torcal com franjas e borlas
outros tambem de torcal de seda enfeitados com
aljofares de cores o borlote ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
las, todos elles de um aparado gosto e perfeisio,
oa preces de 8| e 109 sao baratos vista das
obras ; alm deataa qualidades ha ootraa para
39 e 49 : laso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Vendem-se muito em conta quartolas de
muito boa qualidade, proprias para deposito d'a-
gua em casas particulares e sitios, a tambara por-
cao de toneis grandes de boa madeira, que si o
ptimos para depsitos de mel, a para as dlstila-
?desdos engaos, os quaes se vendem a dinhei-
ro ou a prazo, conforme se convencionar: para
ver tratar, na travessado Carioca, armazem na-
mero2.
pechincha.
multo iocorpadas, cors-
eos bollo para
Sedinbas da quadroi
do a 800 rs.
Golinhas de fusto bordadas
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com botflo a 500 rs.
Manguitos a balao com punhos o gola borda-
dos com botozinboaa 39.
Manguitos a balao com punho e gola a 29500.
Baldea elsticos a 99 e 39500
B outras mais fazendas muito baratas : na ra
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Per-
reiros.
peclncha
A' imperatriz Eugene.
Pinos cortes de cassa franeeza de duas saias e
de 7 baba dos, com 10,15 e 16 lardas a 3&500, 49
e bj : na ra do Queimt do n. 44.
Na loja de marmore
S Vende-se muito barato*
m Para seohoras.
Ricos vestidos de seda moirantic.
9 Ditos dito de dita grod-fric.
9 Ditoa dito de dita babadinhos.
Ditos dito de dita dons folbos.
0 Ditos dito de dita phantasia. V
9 Ditos dito de dita bareja-babadinhos.
0 Ditos dito de dita cambraia brancos bor-
dados. 0
0 Ditos dito de dita pretoa tecidos avellu- 0
0 dados. 0
0 Ditos dito de dous folbos bsbadinhos. 0
0 Riquissimoa vestidos de tarlatana brancos. 0
0 Ditos ditos de donde para casamentos. 0
0 Ditoa lequea de madrpeiola. 9
0 Ditos ditos de sndalo. 0
0 Ricas pelerinas de rende e seda. 0
9 Manteletes do fil pretos. 0
0 Ditos muito ricos de velludo. 9
9 Ricos bournus baduinas para sabidas de 9
9 bailes e theatros. (i
0 Ricos chapeoa de palha de Italia. 9
9 Ditoa ditos de seda. fij
9 Golliahas, manguitos e camisinhas de to- %
9 das aa qualidades. sj
9 Saias bordada de algodo. 9
% Ditas ditas de linho. O
^ Ricas sombriohaa de seda muito modernas. Sjp
m Enfeites de flores. 0
a Ditos de froco. fs)
2 Ditos de fita. aj
Para senhoras.
I Casaveques de la.
i Pentes de tartaruga.
: Ditos de bfalo com enfeite.
r Ditos de dito seu enf*ite.
f Chales de merino muito modernos,
f Ditos de cachemira bordados.
? Ditos de louquim.
! Ditos de froio.
? Ricas mantas deblonde para casamento.
9 Camilas bordadas muito finas,
f Meias de seda muito finas.
' Ditas de dita pretas finas.
r Enfeite de vidrilho preto.
r Ditos de ditos de cores.
j Lencos de labiriolho.
9 Proohaa de labuintho.
Toalhas de labuintho:
j Leosle linho bordados.
J Gravatinhas muito modernas.
9 Plumas brancas e de eor.
Filas de seda de apurado gosto.
a Franjas, cascarrilbas, tranca e rifa e fitas
estreitas de seda.
Para homens.
0 Paletots de panno fino.
9 Ditos de casemira.
S Ditos de brim lona (brancos.)
Ditos de brim de cor.
9 Caigas de casemira de cor e de padres de
9 muito gosto.
0 Capas de guta-percha.
S
0
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova "junto a Con-
eeicao dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados a fazendas e todos
estes sa vendem por precos muito modi-
ficados como de seu roslume.assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feilos pelos ltimos figurinos a
269.289, 309 e a 355, paletots dos mesmos
pannos preto a 165,18- 29 e a 249,
ditos de cast mira de cor mesclado e de
novoa padres a 149.169, 189,209 e 249,
ditos saceos das mesmas case-miras de co-
res a 99, 109,129 e a 149, ditos pretos pe-
lo dimiuuio preco de 89, t09, e 12$, ditos
de sarja ae seda a sobrecasacadus a 129,
ditos de merino de cordo a 129, diios
de merino cbinez de apurado gosto a 159,
ditoa de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palba de
aeda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
e a 4950O, ditos de fusto brsnco a 49,
grande quaotidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49, ditas de brim de ccres
finas a 25500, 39, 39500 e a 45, ditas de
brim brancos finas a 49500, 55, 59500 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 6$, colletea
de gorgurao preto e de corrs a 5$ e a 6$,
ditos de casemira de cor e pretos a 4g>0U
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 45,
ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
calcas de merino para luto a 4g500 e a 55,
capas de borracha a 99. Paia meninos
de todos os tamanbos : calcas de casemira
prefa eda cor a 55, 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 2$, 39 e a 39500, paletots sar-
cos ae casemira preta a 65 e a 79, ditos
de cor a 69 ea 75, ditos de alpaca a 39,
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
14, ditoa de alpaca preta a 59. bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanbos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
Eara meninas de 5 a 8 annos com cinco
abados lisos a 89 e a 125. ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 59 e a 69, ditos da
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordadoa para baptisados,e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam
ser mencionadas pela sua grande quaoti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommeoda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina d> al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promplido e perfeico nada dei-
xa a desejar.
9
i CjMrtapera voHarete.
Vende-ie cartas doursdas proprias para
9 voiurete na loja do Nabuco & C. na roa
9 Novan. 2.
Brim branco de linho multlo a 19280 a
Yara ; na raa do Queimado n, 2, loja da poaf.
Importante
Aviso
Na loja da4 portea da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do dola um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempennar toda e qualquer obra que sa lhe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardos com superiorespreparoa
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
daraento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
l vieram ; alm disso faz-se mais cassquiohas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletea a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallara, quer aeja singlos ou
bordados a espequitha de ouro ou prata, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadorea e da qualquer jniz segundo o
estylode Coimbra aonde se fatem as melhores
conhecidas at hoje, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamemo de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto franeeza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
francesa bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
?[ue por tudo se flea responsavel como seja boas
azendas, bem ferto e bom corte, nlo se falta no
dia qne se prometter, segundo o systema d'onde
veio o mostr, pois espora s honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
peri mentar.
Trapiche
B4M0 o LIVRAMENTO
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender nette novo es-
tabelecimento o eguinte :
Cera de caraabs em por$6ea ou a retalbo, qua-
lidade regular e auperlor.
Sebo do Porto em caixinhaa de 1 a 4 arrobas.
Barricas com sebo do Rio Grande, em porces
ou rrultiho.
Velas de carnauba pura, em caixinhas de 1 a4
arrobas.
Meios de sola, diftereutes qualidades, em por-
tos ou retalio.
Coorinhos curtido*.
Farinha de mandioca par 19500 a saces.
Farello, em saceos grandes, por 39800 o sacco.
Perneiras de dita.
Calcas de dita.
Capuches de dita:
Meias de cor.
Colletea de casemira.
Ditoa de la e aeda.
Ditos brancos.
Ditoa de velludo preto.
Ditos de dito de cor. |
Calcado Meli. ,
Dito de vaqueta. ^
Dito de dnas solas. <
Sapatos entrada baixa.
Chapeos de lootra. (
Ditos de castor branco. ,
Gnvatas de reno a a Garibaldi. ,
Ditas de setim. (
Ditas de gorgurao e seda.
Colarinhos dos mais modernos.
Camisas de linho inglezas.
Ditss ditaa francezas. ,
Para meninos.- i
Ricos vestuarios de seda.
Ditos ditos de la.
Ditos ditos de fusto.
Ricas camisinhas bordadas para baptisado.
Ricos sapatinhos enfeitados para bapti-
sado: i
Bonetes de todas as qualidades.
Chapeosinhos do palha de Italia.
Casaveques de la.
Extracto de saodalo muito fino. -
Essencia de sndalo muito fino.
Caixinhas de tartaruga.
Carteirinhas de apurado gosto.
Ricos jarros com banha.
Um grande aorlimento de riqnissimos
quadros a oleo.
Ricos transparentes para janella.
Caixinhaa muito ricas proprias para guar-
dar joias.
Banha muito fina a Garibaldi.
E outraa muitas fazendas e perfumaras
que deixamoa de mencionar, por haver
um grande sortimento.
0
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
calcas da casemira pretas e de cores, ditas de
brim oda ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de fusto da coras a 4|,
ditos de estamenha a 45, ditos de brim pardo a
39, di tos de alpaca preta saceos o sobrecasacos,
donatos da velludo pretos o do corea, ditos da
corgurio da seda, gravataa da linho as mais mo-
boroaa a 200 rs. cada urna, collarinhoa da linho
ga ultima moda, todas estaa fazendas aa vende
paralo para acabar; a loja est aborta das 6 ho-
ra da man ha* at as 9 da noita. '
Cortes de mala casemira da ama s cor, fazen-
da superior, palo baratissimo proco de 19 cada
um: na roa do Queimado n. 22, na loja da boa (.
Chales do merino estampados a 29500 : na
ruado Qaeimado n. 22, loja da boa f.
Vende-se.
I Fax-se todo negocio com urna quarta parle do
sitio o casa de vitanda no lugar do Parea fregu-
zia dos Afiogados, sendo a casa edificada a 4 para
o moa, da podra a cal muitaa arvoraa rruclifarsa
novaa cacimba principiada de agaa doce aatri-
baria & & tendo a casa 4 quarloa duas aalas aa
znhafera e porto: a tratar na ra do Quei-
mado D 47.
rarara
para vestidos de senhora e
roupinbas de crianzas.
Na loia d'aguia branca se enconlra um bello
sortimento de franjas de seda, la e liuho, bran-
cas e de cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como urna dirersidade de galo de seda e
iinbo, brancos e de cores, abortos e fachados, lar-
gos e estreitos al o mais que possiel, trancas
tambem de seda, la e linho, de differenles qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas: por isso quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, que ser bem
servido.
Aranaga Hijo fe C ,
vendem oncas de ouro : na ra do Tra-
piche n, 6.
Escravos fugioos~
Atteneo.
Fugio no dia 22 de unho noile um escraro
de nome Faustino, tem os seguintes signaes: ciJr
muito fula, quasi que cabra, olhos viros, ca-
bellos um pouco sollos, nariz um pouco chato,
denles limados, isto a parte de cima, bigodes
torcidos, estatura regular. gro;so do corpo, irm
pouco barrigudo, filho do Rio de S. Francisco
ou Cabrob, assim que sabio com um coroboi para
o dito lugar; foi escravo de Bernardo Maciel de
Souza, residente no mencionado lugar; foi quem
o vendeu para ea : portanto, recommenda-se a
todo o capito de campo ou outra qualquer auto -
ridade que o pegar, leve-o ra Nova n. 18, que
er bem recompensado.
Fugio do abaixo assignado no dia 13 de joe
lho, seu escravo por nome Luiz, com cffitio d-
alfaiale, de 20 annos de idade, comecaodo a bu-
far, de estatura oidinaria, magro, cor clara, p-
lido, rosto descarnado, olhos grandes, beicos e
queixos fios, nariz afilado, hombros decidos e
espadado, e um pouco corcundo, mos e pes
grandes, conduzindo comsigo urna trouxa de rou-
pa, caigas e camisas e um bahuzinho de folha de
Flandres verde : rogo a todas as autoriaades po-
liciaes que o capture e conduza-o a seu seohor
Joaquim Jos de Carvalho Siqueira Varejo, na
Capunga, em casa que foi do finado padre Joo
Capistrano.
Desapareceu na manhaa, do dia
14 docorrente o ecravo Joao, crioulo,
filho de Gravata', cor fula, estatura bai-
xa, olhos grandea, idade pouco mais ou
menos 22 annos, com principio de bar-
ba, sabe lr, e levou consigo urna trou-
xa de roupa de seu uso; quem o pegar
leve-o a casa n. 15 na praca do Corpo
Santo, que sera' generosamente recom-
pensado.
Desappareeeu no dia 13 do corrente, do si-
tio de S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, da nome Joa signaes seguintes ? cab los brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido: roga-se
a todaa as autoridades policiaes a a quem quer
que o encontr, da o capturar e entrcga-lo no
sitio cima citado, oo na ra do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Pede-se as autoridades policiaes e capites
de campo aapprehenso do escravo Pedro, criou-
lo, de idade 25 annos, baiio, cheio do corpo,
pones barba no aueixo, pos pequeos e mos, e
foi vestido de camisa de chita, calca de riscado
de algodie, e chapeo de bata preta, levando um
aurro de couro de carneiro com urna rede e rou-
pa, sappde-ie que foi psra o serto; quem o pe-
gar, leve-o i Capunga, na casa em que morn o
consol francez, a seu senhor, que ser generosa-
mente recompensado.
Fugio do abaixo assignado no dia 13 de ju-
lhoaeu escravo por nome Luiz, com officio de
alfaiate, de idade 20 annos, comecando a bu-
car, de estatura ordinaria, magro, cor clara, p-
lido, rosto descarnado, olhos grandes, nariz afi-
lado, ombros de* i dos e espadado, e um pouco
coreando, arias o ps grandes, conduzindo com-
sigo orna trouxa de roupa, cal jas o camisas : ro-
go a todas as autoridades policiaes que o capture
a conduza a seu senhor Joaquim Jos da Carva-
lho Siqueira Varejo, ra Nova n. 44, aobrado.
J* *a 11 de julho fugio da cas o. 68, na
ra da Esperance, a preta Antonia, escrava que
fot da Frandoco Goncalves do Cabo, o hola de
Pedro Alcntara dos Guimaries Peixoto : ro-
ga-ae, pora, a todas as autoridades policiaes e ca-
piliee da earapo de a captorer. o leva-la casa
soprs mencisnada ou i ra do Qaeueade 18,


(8)
MAMO M FMAMBUCO. QUUTA FDHA 17 M IfflJid M lili.
Litteratura.
Hela torio de lord BufTeriu dirigi-
do a lord .lonh Rnssel, Acerca dos
negocios da Syria
(Conchudo.)
S. Exe. Fuad Pacha, perroiitiu-me lomar co-
nhecimonio desias listas, e foram cuidado^ameo-
le examinadas por quatro pessoas. 0 resaltado
desta analyse, que se fez duas rezes, mostra que
o total ds noraes mandados nio era 4.600, roas
sini 4,946. Destas 4,946 pessoas que os bispos
t*ro.pniara como urna reunlSo de moslens, de
mulgajis e druzzosdos Libsnos e do Haoran, pa-
rece'que 632 sao dos raoleos ou dos mulualis, e
que .'rneme quatro slo habitantes do Haoran.
0*4.310 que restara sio druzzos do Lbano.
Na caufurmidade das estatisticas que foram
fornecidas 5 corarcisso pelos consulados francez
e austraco, mas que, segundo me isse o cnsul
austraco, nao slo mulo exactas, pareca que oa
raoniacha do Lbano propriamente dita, oo ha
mais do cinco mir druzzos collectareis, isto ,
druzzos do sexo masculino que tenhaoi mais de
quinzo anuos. Recorr-ndo aos documentos a que
se referem os proprks bispos, pareca que os no-
mos de 3,479 druzzos. sobre cinco mil ou uds dous
tercos da populaco adulta, tioha sido inscripta
nossa lista dos christos.
Taes, sao segundo pud6 certiGcar-me, os
(actos exactos em relajo a este negocio.
c Como a carta dos prelados maronitas allude
especialmente a raim, e como provavel que se-
jam mandadas copias desto documento aos go-
vernos da Europa, considerarei como urna prora
de grande obsequio da vossa parte se vos digoar-
des perraitlir que a relago que faz objecto deste
despacho, seja communicada sos embatxadores
de S. M. junto das cortes das cinco grandes po-
tencias.
a Tenho etc.
DlFFEIUN CLASEBOYE.
[Jornal do Commercio de Lisboa.]
RIO DE JANEIRO.
Academia imperial de medicina.
Elogio histrico do fallecido Dr. Antonio da
Costa lido pelo Sr. conselheiro Dr. A. Flix
Marlins na sesso publica no dia 5 do cor-
rente.
Supportae, meus charos collegas, que eu per-
turbe a vossa alegra, resultado natural da expo-
sicao dos primorosos fructos acabados de colher
por vosss rao laboriosa no vasto campo que com
tanto cuidado cultivaes.
Supportae anda que eu desarrange o efeito
que vos produziu a excellente ieiturs do nosso
consocio, cujo talento e dedicago crescentemen-
te arramos.
Em que lugar deste recinto, tomando parle na
grande festa e lauto banquete da intelligencia,
que lodos os anoos celebraes, existe aquello nos-
so autigo companheiro, to assiduo s nossas ses-
soes, tac- vido do sabor, to* eothusiasta das
grandes ideas, e o maior promovedor do deson
volnmento e prosperidade da Academia Imperial
de Medicina?....
O anno passado, o vulto impotente do Dr. An-
tonio da Costa se destacava d'enlre nos. radiante
de jubilo ao escutar do aoiso sabio e infatigavel
secretario a leilura succulenla de vossos traba
lhes; e, a cada faci importante que is sendo
exhibido, urna emogo de cootentaraento Ihe ag
tara os membros, e o escarate di felicidade Ihe
avivava as faces.
Porque nao veio elle hoje ouvir mais urna vez
repetir gloriosamente o seu nome, aome de ha
muito inscripto nos fastos da ciencia, e nos im-
morredouros annaes da humanidade ?....
llesponie-me, sonhores, que outras conquis-
tas da difflcil arte de curar o afastaram por em-
quanto de nos; que de novo elle alravessou os
mares, para :r ao emporio dos descobrimeotos
scienlificos, arrasar os segredos da cirurgia, ob-
jecto indeclinarel de su rocago e seus instioc-
tos ; e que bem' depressa voltara ao nosso seio
para repartir comoosco seus thesouros recente-
mente adquiridos
Mas, ah.... Que illusao poderia desimpres-
siomr-nos da realidade tremenda, que abalando
o edificio de nossa corporago, fracturara em cem
pedacos urna de suas dricas e mais estaris co-
lumuas ? I___
Sem nos havermos abandonado moleza e aos
desregramentos, sem termos profanado em nos-
Su5 fesU"9 os vasos sagrados do templo do Se-
njior afigurou-se-nos, em a nossa ultima solera-
uidade, a mao desconhecida que aonunciara a
ruina o a morte do ultimo rei da Bsbylooia, tra-
bando para a academia aquellas terrives pala-
Tras -.Man, Tcel e Phare.
E nao tivemos necessidade de um Daniel, que
nos iolerpretasse essa viso ; porque, Jogo aps
eila, o Dr. Antonio da Costa, que pareca a per-
sonicagao da vida, da robustez, o da sade e
era o representante colossal da ac'.ividade hu-
mana, baqueando como ura cadver de gigante,
nos deixava atordoados com o estrondar de sua'
queda.
Comtudo, senhores, tendo de lamentar a perda
deste tao nolavel acadmico, a quem me liguei
por aperlados lajos de amizade, nao pensis que
eu venha vociferar contra a morte.
. Seja essa a raissao de oradores que sabem pre-
gar preconceitos e enraizar estulticias.
Como medico, vejo na morte o esvaecimento,
ou lento e regular, ou precipitado e anmalo de
torcas, cuja presenga entretem as funecoes dos
seres orgaoisados: e como chrisio, ouco oos sons
dessa palavra aquelle formidavel aoathema
Porque tocaste no frucio prohibido comers teu
pao com suor do teu rosto, al que volles a esta
trra, da qual foste expellido; tu s p e em p
te as de tornar.
Le. porlanto, inevitavel, qner philosophica,
quer religiosamente considerada, nos deve resig-
nar morte, e prepararmo-nos, para quando el-
la se cumprtr comoosco, doixarmos na estrada da
vida um rasto luminoso, que sirva de guia aos
que por ahi anda transitarem.
F. esse rasto luminoso, intenso e indelerel, foi
fOLOETIM
OBATEDOROEESTRADA
ron
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
[ Continuado. I
XIII
Persuadido pelas falsas confidencias da Ameri-
cana, de que Antonia amava a Joaquim Dick em
segredo, Graodjean pensou que. o denunciando
como aulor do acto que elle acabara de praticar
ona termo s exprobrages da condessa.
Mas qual nao foi o sea pasmo quando riu que
semelhanle revelago Ihe causara dolorosa sor-
proza I
Joaquim Dick I exclamou ella com abati-
mento. O' meu Deus acorn pude eogaosr-me
a este ponto, eu que o chamara meu amigo, meu
nico amigo ; eu que tioha na sua dedicacao urna
confianza illimitada I Essa perversidade, essa fe-
reza e inseosibilidade, de que elle tanto fazis
alardo, oh I era tudo rerdade I E' possiret que
eu me tivesse assim illuddo sea respeito por
tanto lempo e to estpidamente I Graodjean,
proseguiu a pobre moga erguendo os olhos para
o gigante, j te nao exprobro a infamia da tua
conducta, porque, como j disse, sei que a cobi-
ja o morel de tuas acedes, e Joaquim Dick de-
rera dar-te muitoouro : mas tambera sel que nao
tens um corago mu, e recusaras assassinar por
dinheiro urna pobre raulher...
Eu assassinar urna mulher... branca... por
dinheiro I exclamou o Caoadiano com rerdadeira
indigna gao. Ali I senhorita 1 preferira perder o
meu olho direito a ler semelhanle encargo na mi-
aba consciencis.
Pois, Grsndjean, essa aegao, que tanto te
repugna, mal sabes que ests em risco de com -
metter I
E como ?
Antonia eocarou o Caoadiano por alguna ins-
tantes, e replicou com urna voz que denotara Ar-
me resoluco, e perfeita tranquilidad^ :
Se eu tirer o mais pequeo motiro decorar
na presenga do conde a'Amoron, nao heiilarei um
momelo matar-me-hei.
^ MaUr-ros, senhorita 1 E porque razio? Eu
nao roscomprehendo I
-Ti.0ra' !al& claro I" responsabilidade da
miaba morte pesarla toda sobre ti somonte.
a* /,? Jl'Q- coa <> : os groases traeos
de sua phtsionomia exprimiam algama coma de
{*) Vide Iharw n. 160.
deixado era dirersos estadios percorridos pelo
Dr. Antonio da Costa; e o ultimo marco de sua
viagem (o sea tmulo) plantado sobre urna das
Piltorescas montanhas do imperio da Santa Cruz,
eovolto de continuo por urna atmosphera res-
| plandeceote, serrir de pbarol aos nosso talen -
; (osos compatriotas, que ousaodo erguer-se sobre
: a preguica e ocio, almejem legar posteridade
um nome prestigioso.
E' muilo cedo para tlrarem-se a limpo todas as
paginas d* historia do Dr. Antonio da Costa Ri-
raes pujantes, e nulos hercleos, que anda exia-
lem no meio de nos, com elle arcaram por rezes :
e a critica se emearaga quanlo em taes conjec-
turas busca pronuuciar-se franca, outemdecon-
ferir os louros dos cmbales.
1 E oem eu me proporia a apreseotar agora urna
biographia completa do Dr. Antonio da Costa.
,Sua leUura tomar-nos-hia um lempo ramensu-
j rarelmente fra das proport6es destas sessoes
i acadmicas. Limitar-me-hei, pois, a alguna fac-
toa da rida desse nosso cirurgfio, nao prescin-
(dtndo, porm. de restabelecer a rerdade de urna
sua falta, odiosa e prfidamente explicada por
I seus gratuitos aotigos desaffaicoados.
Senhor I Eu nao commelto a auperfluidade de
j implorar de Vossa Hagestadelmperial attenco ao
que rou dizer.
A oago toda reconhece quanlo Vossa liages-
tade aprecia os seus subditos, que, como aquelle
de quena tenho de tratar, contribuem para o en-
grindecimento do nosso paiz; e que se a sua
sorte atropella e acabronha a Brasileiros de mui-
to mrito, mxime quando oo querem sacrificar
I a dignidado e o pudor sobre as empastadas aras
I do servilismo e do desfacamento, nao depende
I tamanha desgrana das intences e roolade do pa-
| teroal coraco de V. M., sempre solicito no des-
empenbo da justiga.
A doutrioa da egualdade civil e poltica, e da
ausencia de todo o privilegio, offerecendo apenas
urna s eicepgo na applicajo de seus bellos e
esclarecidos principios, nunca poder comtudo
tornar o hornera indifferente s posigoes sociaes
com que os seus antepassados Se distinguiram ;
e por sso nao omitto que nos ascendentes do Dr.
Antonio da Costa houve illustres varoes notareis
poressas posigfies alcangadas a custo de mu ele-
vadas qualidads e feitos meritorios.
Nascido na cidade do Rio de Janeiro aos 15 de
margo de 1816, era fiiho legitimo de D. Gertru-
des Malhildes de S e Silva, senhora de oiem-
plarissimas virtudes, e do crurgiao Antonio da
Costa, cavalleiro professo oa ordem de Chrislo,
bem cooheci lo nesta corte por sua pericia na
cirurgia, proverbial probidade, grande amor sua
familia, adheso a seus amigos, caridade para to-
dos, e perfeita harmona da circumspecgo coma
dogura e amenidade do trato.
O Dr. Antonio da Coala aprendeu as priraeiras
lettras com sua tia D. Anna Euphrasia de S e
Silra, de quem recebeu tambera os rudimentos
da religio e da moral christa.
Esluduu humanidades no famoso collegio do
Rerd. padre-mestre Santiago, tendo por compa-
nhetros muitas de nossas actuaes habilidades
em dirersos tamos.
Matriculou-se em 1832 na nossa antiga acade-
mia-raedico-cirurgica, esludando anatoma com
o insigne e renorando professor Joaquim Jos
Marques.
A 4 de maio do anno seguinte embarcon para
a Franga. cora o projecto de concluir seus estu-
dos. e formar-se em medicina na faculdade de
Pars.
Durante os primeiros lempos de sua estada
nessa cidade, foi seu uoico pensamento, e o flm
exclusivo de seus esforgos, aprofundar-se em to-
dos os coohecimentos mdicos que Ihe faltaram
para preencher o designio que all o lerra e
corresponder confianga que nelle depositara seu
pae, deixando-o partir s em to teora idade, e
remettendo-lhe no principio de cada anno toda a
quanlia que devia servir para as mesadas do an-
no inteiro.
Os consclhos de seus paes. e de sua tia, que
se Ihe coosagtava como urna seguoda me, e os
principios da severa educago que recebera, con
servarara-se-lhe firmes at o anno de 1836 ; es-
tudaodo com ardor, evitando com extremoso cui-
dado as ms companhias e araizados suspeitas,
requemando com asslduidade exeatplar as au-
las, os hospitaes e os cursos particulares, e so-
bresahindo nos exames a-que se apresentou em
pocas regulares.
De repente, porem, as torgas que o tinham
sostido contra a impetuosa carreira dos prazeres
e delicias de Paria o abandonara, turva-se-lhe a
razao, e ebrio e delirante da atmosphera que rea-
pirava inclina-se sobre urna voragem que o ar-
rebata. *
Refrangenlo a lembranga das sabias reeom-
mendagoes de prudencia e economa, e ce Jen Jo
s frenticas exigencias da vida tumultuosa em
que se engolphra, esbanja em das todo o di-
nheiro, que nao devera escoar-se em menos de
doze mezes.
Achaodo-se ento sem recursos em ura paiz es-
trangeiro, e reconheceodo quo traigoeira era a
amizade, e falsos e engaadores os conselhos dos
que cootributram para elle esquecer-se dos seus
deveres, escreve a seu pae, a quem patenteia to-
do o occorrido, confessando os desvos que a ir-
reflexo e inconsistencia da mocidade o Jeixaram
commetier, e pede-lhe que o salve, que o.nao
desampare e abandone sem meiosde rida, e pos-
to que culpado em demasa, j profundamente
arrependido, e capaz de sacrificio expiatorio.
Seu pae, como castigo nico, manda-lhe o di-
nheiro de que elle carece, acompsnhado de urna
carta, cheia, nao de speras e acerbas repreben-
soes, mas de Doros e bem calculados conselbos,
em que Ihe falla geitosamente dos principios de
honra e iodependencia, que sempre foram a di-
risa de sua familia ; da dor, que atormentara
todos os seus, se elle nao coocluisse os estudos,
que, com to boos auspicios, encelara ; da af-
flcgo de quem Ihe diriga aquella carta, se con-
tinuase a ver mal retribuida a confianga, que
em seu filho depositara contra o parecer e opi-
nio geral dos prenles, que, com algum funda-
mento, se arreceiaram da inexperiencia de um
joven ; e finalmente dos excessos de meios pa-
cuoianos, que elle, pae reho e cansado, seria
obrigado a praticar, por um fllhot que, em re
de habililar-se para dentro em pouco succede-lo
com glora na carreira medica, conliriuasse a es-
Juecer se de que nao deria defraudar seas irmaos
a educago e instruego a que tinham eguaei
direitos.
To generoso e acertado procedimenlo surte o
mais desejaio eHeilo sobre o noro filho prodigo
a fa-lo entusisticamente reentrar na senda d
que elle baria aberrado.
Calculando as difficuldades de reaistir aos en-
cantos e seduccoes de Paris, ou querendo fugir
de tudo quanlo Ihe exasperasse o remorso do mal
que flzers, e do bem que deixra de fazer, toma
urna resoluco suprema e heroica, transportao-
do-se a Montpellier, para concluiros seus traba-
lhos, o disposlo insbalarelmenle a romper com
o passado que o torturara.
Em Montpellier, cora effeito, se tornou o ms-
alo discreto e applicado joven dos primeiros tem-
pos de Pars ; s o estudo e mais dererea esco-
lares o oceuparam ; e, em poucos mezes, fez
com grande successo os exames que Ihe falla-
rara, e preparou-se para tomar o grao, escre-
rendo a sua these intitulada Apercu sur les gan-
trines externes, que defeadeu perante a mesma
aculdade de Montpellier a 14 de agosto de 1837.
Depotsde doutorado, rio-so toreado a roltar a
Paris, para munir-se de lirros e arsenal cirurgi-
co; e pa.rlindo logo para o Havre, embarcou-se
pira o Rio de Janeiro, onde aportou a 6 de fe-
rereiro do 1838.
Poucos mezes depois era esposo da Sra D. Lui-
za Fauslo de Olireira e Souza, cujas prendas
d alma e corago de prompto o impreasiooaram.
Dessa poca se dere datar o com eco de sua
carreira dioica.
Era principio do anno de 1839, para cumprir
as disposigoes da leique rege oexercicio da me-
dicina no Brasil, susteotou, perante a faculdade
do Rio de^Ianeiro, umi these sobre os Bslreita-
mentos da canal da urelhra, apreseataodo j
fictos e obserraces do seu tirocinio, e rants-
gens que obtirera da sonda elctrica, por elle
modificada.
Cabendo-me a agradavel tarefa daexamina-Io,
tanto na prova da enfermaria, como oa da these,
recordo-me com multo prazer da defesa bridan-
te que elle f-z das proposiges exaradas oeste
trabalho, em consequencia do que tirara o me-
lhor grao de approvago.
Ao correr de 1816. travou em pseudnimo pe-
la ImpreBsa urna lula porfiosa contra a homec-
palhia, e Qrmou simultneamente, pelo xito fe-
liz de diversos casos de sua destresa cirurgica, a
sua reputago de operador.
Na sesso de 7 de maio do mesmo anno a Aca-
demia imperial de medicina o nomeou seu mem-
oro txtulat, depois de ouvido e approvado o re-
lalorio do Sr. senador Dr. Candido Borges, acer-
ca da suas duas memorias : urna sobre a opera-
gao da casa (boutonnire), e oulra sobre a da
phymosis. pelo novo processo de Ricord.
De 1816 a 1851 eotregou-se quasi exclusiva-
mente cirurgia, exercendo a dioica medica s
por excepgao, e sempre cora relutancia, repe-
tiodo a seus collegas, amigos e clientes, que s
quena ser cirurgio.
,0?~ r!nle esse Peodo e e anterior (do 1839 a
18*6] fez um coasiderarel numero de operagoes,
algumas dasquaes anda nao tinham sido prati-
cadag no Brasil, e apresentou academia muitas
obserrages colindas na sua clnica, e memorias
de grande alcance e alto interesse.
No fim de um certo lempo, quando alm da sua
reputago cirurgica achar-se estabelecida, a sua
pratica poda constituir auloridade, passou a pu-
blicar aonualmente a ettatistica de sua clnica ci-
ril, organisada cora todo o escrupolo pelas notas
e apontamentosque todos os das elle laacava em
seus lirros.
Desejando ampliar a esphera de seus conheci-
menlos, encelar relagfles com os corpos scieotifl -
eos, e celebridades cirurgicas da Europa, rollou
Franga em 17 de margo de 1855, e oftoreceu
academia de medicioa de Paris urna memoria
com o titulo Seise annies de clinique chirur-
g\cale au Brsil que como o resumo de sua
rida e pratica cirurgica desde a sua chegada ao
Rio de Janeiro at aquella poca.
Antes de saltar em Franga, demorou-se alguns
das em Lisboa, lerendo academia das sciencias
medicas da mesma cidade urna non memoria so-
bre os eretameno da uretra, trabalho que a
academia recompensou, nomeando o autor seu
ocio correspondente.
Cooserrou-se em Paris at o fim de 1855, onde,
como se fra simples estudante, frequeotou cur-
sos particulares, aulas da faculdade, e a dioica
dos hospitaes. enriquecendo-se mais das minucias
da arte, exerctando sua habilidade e pericia nos
ais modernos e aperfeigoados processos, e aug-
mentando seu j importante arsenal cirurgico
com os ltimos inslrumentos e apparelbos.
A academia imperial de medicina de Paria hoo-
rouo nosso patricio, ioscrerendo seu oome enlre
os dos candidatos, de cujo numero deriam sahir
os seus socios correspondentes que para adiante
se fossem elegendo ; e elle rollou para o Brasil
com essa nobre ambigo, que hoje estara satis-
fela.
A riagem Ihe tinha imprimido urna ora acli-
ridade o o contacto dos sabios urna emulaco in-
disivel. .
O que elle produziu depois de sua rolla da Eu-
ropa, causa realmente admirago.
Todos os paquetes leraram para Franga volu-
mosa correspondencia, pegas pathologicas, memo
ras e observares, para serem apresentadas
academia.
Alm dos seus dezesei anno de clnica cirur-
gica no Brasil, da these sobre as grangrenas ex-
ternas sustentada na faculdade de Hontepellier e
das escriptas sobre os estreitaraeotos da uretra
para a legislago de seu diploma pela faculdade
do Rio de Jaoeiro e admisso a socio da acade-
mia de Lisboa, o Dr. Antonio da Costa legou
scieocia, entre outros muitos trabalhos. os de que
rou fazer rneogo, com as denominages que o
autor lhes dera ; sendo que quasi lodos foram
semelhanle ao enternec ment ; mas logo um
sorriso de iocredulidade rogou-lhe os espessos
labios, e sacodiodo a cabeca em ar de dunda,
reapondeu :
O que me parece rauito claro, senhorita,
que queris dirertir-ros mioha custa... As mu-
Iheres nao se matara : cousa que nunca ri I
Alm disto, por mais que o contrario me digaes,
nao conseguiris persuadir-me de que nao amaes
o Sr. Joauura Dick. Bem sei que estaea hoje ca-
sada, mas isso nada quer dizer. Sempre ouri
contar que as raulneres so resignara com muita
facilidad* a despozarem os homens que ellas nun-
ca amarara I Matar-vos I e porque, meu Deus I
O Sr. Joaquim Dick muito rico I... Mu I pare
ce que estou duendo alguma asneira, pois que
ros rejo to eocolerisada... que queris? sou to
pouco rersado nestaa cousas de sentimeoto, que
quando fallo nao para admirar que erre algumas
rezes.
Antonia julgoa intil proseguir a conversarlo :
sentou-se o'uma pedra, apoiou os colrelos sobre
seus joelhos, oceultou a cabeca entre as raaos, e
ficou silenciosa.
Graodjean, assim como urna sentinella que es-
tivesse guardando um priaioneiro, poz-se a andar
de um lado para outro com passo regalar ; de rez
em quando lngara sobre a moga um olhar fur-
tivo.
O Canadiano pareca pouco satisfeilo ; as es-
pessas sobrancelhas encrespadas a cada passo a
urna compresso dos msculos da testa, a rao
que aportara enrgicamente o couce da arma,
certos morimentos da cabega cheios de impa-
ciencia, mostraran) que eram bem penosas as suas
refiexdes. Parara multas rezes diante da con-
dessa com a inteogo evidente de dirigir-lhe a
palavra ; mas, ou porque a timidez o cootiresse,
ou porque se.enrergonhasse da sua conducta, de-
pois de curta hesitago coutinuara outra rez a
sua marcha lenta e montona.
De urna dessas rezes estremecen ; espessa ver-
melhidio tiogiu as suas faces : ria lagrimas cor-
rerem airares dos dedos de Antonia.
Senhorita l exclamou com ro quasi com-
morida ; nao choris assim I Jaro-ros que se eu
soubesse que hara de afDigir-ros tanto nao me
loria encarregado de semelhanle negocio I O ros-
so rapto permute que eu torne mioha patria,
em Villequier, onde me espera urna poaicao das
mais magaficas : pois assim mesmo, -torno a di-
zer-ros, se eu tiresse preristo o roseo enfado
oo tena hesitado um momento em recusar a
somma enorme que rae dorara. Vamos, senho-
rita : tos que sois lio boa, nao ros tranquillisa-
reis um pouco & idea de que ros dererei a feli-
cidade do reato da mioha vida ? Pensae bem que
sem o rosao rapto rer-me-hia ainda toreado
rirer una des aooos de prirages, trabalhos e fa-
digas antes de sjuntar urna pequea fortuna, que
por rossa causa ganhei em poucos das Este
pensamento dere consolar-ros. Vamos,senhori-
ta..., olhae para mira..., nao me queiraes mal oor
isso..: *
O gigante agarrou brandameote as raaos de
Antonia para retira-las de sobre o rosto ; sbito
porm recuou, murmurando com espanto :
Nao me enganei ha um mez I Foi o contac-
to desta rao frgil e pequeoina que me causou
urna commogo to rira e repentina I E' singular
que eu tenha chegado a esta edade sem saber que
as mulheres sao dotadas de urna propriedade
semelhanle das tremelgts Agora resta co-
nhecer se todas sao assim... bei de informar-
me I... Mas. ougoo trote decarallos; parece urna
escolta que se aproxima : ao taires os homeos
do marquez d'Hallay. Chegam muito lempo,
pois que e ia j pesando este encargo I. .
Neste iHomenfo Aotooia lerantou a cabega:
tambem tinha ouvido o rumor.
Ah I obrigala, meu Deusl vera gente.... es-
toa salva !...-
O semblante da moga apresentara a expressao
de to pungente desespero quo o Caoadiano ne
pode contar urna surda exclamago de ddr.
Oh 1 sou um misera vel 1 murmurou elle cer-
rando oa puohos com raira. Que nao tiresse eu
compreheodido ha mais tempo toda a exteoso
da mioha infamia Agora muito tarde I....
Graodjean raootou logo a carallo, e correu ao
encontr dos aventureiros. O marquez de Hal-
lay rinha sempre cercado do seu estado maior de
Francezes, e marchara a alguns passos oa frente
delles.
O Caoadiano ebegou-se a elle, e fszendo urna
desasada cortezia, disse :
Ei-ia ali I
Depois de pequea pausa accreacentou :
Possam todas desgranas da trra cahir so-
bre rossa cabega, al que chegue a rez ao diabo
de torcer-ros o pescogo I
B, apezar da aua sympathia pelos animaes,
crarando rigorosamente as esporas no seu caral-
lo, affastou-se a toda a brida como um insensato.
Um minuto depois o marquez parara em frente
da moca, e saudando-a com exagerada polidez,
disse-lhe em roz alta de modo que podesse ser
ouvido por seus companheiroa :
Senhora, filtam-me expressdes para agra-
decer-ros a pootualidade com que riesles a esta
entrerista, que designastes. Vossa lileira est
prompta ; queris permitlir-me a honra de con-
duzir-ros ?
Antonia duridara da realidade do que Ihe acon-
teca : julgara-se rictima de algum accesso de
loucura ; oo poda comprehender a linguagem
do marquez. \
A* rista de urna lileira conduzida por duas
muas, o guiada por um Mexicano, que um sig-
imprewos e amentados fa sabias corporages
Memorias liebre a reseceo completa do mi-
xillar saperiet4ireito, e parte do esquerdo, as-
sim como do rorner, e um dos ossos proprios do
rx. Operecio pola primeira rez praticada no
Brasil. tRbJbw
* b*erTa5** sobre o bydrocele.
- ObserracOes sobre um tumor eocephaloide,
desenvolvido na cabega, e aconlpanhadas da au-
topsia.
Observagessobreaamputaco do maxilla in-
ferior.
Obserrages sobre a operaco da boutonnire
lasa) praticada aera gula em consequencia de es-
Ireitaraento, fistula urinaria, e urna cloaca situa-
da logo abaixo da raiz do penis.
c Novo processo para a operag&o da phymosis,
pela primeira rez praticada nesta corte.
Operago da casa ; punego com o trocarle de
toda a porgo recta do caoal" da uretra e Inciso
bilateral da prostats.
* Desarticalagao e resecgo do homerns di-
reito.
.02er$* de um tumor lipomslo-schirroso
bilobado de forma pyramidal, sub-apooerro-
lico.
< Talha uretral, para a extirpago de um cal-
culo engastado na uretra. Cura de eslreitamen-
tos e Usiulas urinarias.
Gaogrena do perineo e escroto direitoSo-
lugao de continuidade da uretra na exteoso de
pollegada e meia. Extracgo de seis clculos
resicaes.
Talha bi-lateral.Extracgo de um calculo
resical rolumoso.
a Formulario para o hospital da Santa Casa de
Misericordia, por urna commisso de que fazia
parle o Dr. Antonio da Costa.
Memoria sobre a desarticulago coxo-femu-
ral esquerda.
Observages sobre as fstulas vesico-raginaes,
pelo processo de Jobert de Lamballe.
Parallelo entre a talha, e a lithotricia.
Questo dada pela academia imperial de medi-
cina.
Memoria sobre as molestias das rias uri-
narias.
Retengo completa das orinas e engorgila-
mento prostatico considerarei.
Elephantiasis do scrotum : ablation d'une tu-
meur pesant22 lirres, aprs l'operation [abstrac-
lion faite de liquides) el ayaot 32 pouces dtns
son plus grand diamtre.
t Castration partielle reclame par un carcino-
me du testculo granche.
Ligature de l'iliaque externe droite par l'aneu-
rysme de la femorale.
Retrecissement organique de toute la porcin
apoogieuse de l'urihre Fistule au nombre de
9 dessemines au serolum, perin et pubis.
Aneurisme artero-reoeuse de le temporalle
gauche. Ligature de la cartido primitire du me-
mo cote.
Obserrages sobre o. esmagador linear de
Chassaignac.
Memoria dirigida ao professor Chassaignac so-
bre resultados obtidos em 35 operaces praflea-
das com o esmagador do mesmo professor.
Note aur un lithotribe trola eflVts.
O esmagador linear de Chassaignac.
Observation sur diferentes maladies chirur-
gicales.
c Estatisticas de sua clnica cirurgica.
Notas, aponlamentos e obserrages em gran-
de copia, psra urna obra que elle principiara a
escrever, e que teocionara publicar com o titulo
de Clnica cirurgica.
Depreheode-se do que fica exposto, senhores,
a difliculdade que tena o Dr. Costa de descansar
um instante, e quanto possuia elle o segredo de
distrieuir o tempo sfio de chegar-lhe para
tanto.
De manha, a risita dos hospitaes, depois aa
consultas do gabinete, que para oa pobres eram
gratis, depois a laboriosa dioica da cidade e dos
suburbios, e depois, j de notte, j muilo tarde,
a leilura, a escripia, aa vigilias, os cuidados so-
bre os trabalhos do dia que expirara e do que ia
comegar a nascer.
Comtudo. se por excepgao tinha elle alguns mo-
mentos de folga, causara felicidade contemplar
no meio de sua familia e seus amigos o seu ca-
rcter jorial, que ebegara a esbater-ae na pueri-
lidade.
Eis a lista dos ttulos e coodecoraces do cirur-
gio Dr. Antonio da Costa :
Doutor em medicina pela faculdade de Mont-
pellier. e autoriaado a exerce-la no Brasil, pela
faculdade do Rio de Jaoeiro ;
a Cirurgio-honorario da cmara imperial ;
Cirurgio da Santa Casa da Misericordia, do
hospital da ordem terceira do Carmo, e do da
Providencia.
Medico da legago Franceza. e da Sociedade
Franceza de Beneficencia.
Membro titular e ex-presidente da academia
imperial de medicina do Rio de Janeiro.
e Membro correspondente do instituto histri-
co e izeographico brazileiro.
Membro da sociedade anatmica de Pariz,
da academia das sciencias medicas de Lisboa, e
da sociedade auxiliadora da industria nacional.
o Commendador da ordem de Chrislo e caval-
leiro da Imperial da Rosa, do Brazil.
Cavalleiro das ordeos de Chrislo e Conceico
da Villa-Vigosa, de Portugal.
Cralleiro da Legio-de-Honra de Franga.
Deixou tres filhos, dous do sexo masculino e
urna senhora. Esta elle tere a forluoa de rer
esposa do Sr. Dr. Manoel de Olireira Fauslo,
ex-secretsrio da inspecgo geral da iostruego
publica e do banco do Brazil, e actual director
d este estabeleciosento. Dos dous segu o mais
idoso oa cursos da escola central, em que ral
obleado approra$5es plenas; e segundo prose-
gue distinctamente no bacharelado em letras do
collegio de Pedro II.
A que ponto, seohores, nao sobirism as aspi-
rares e hibilitagas do Dr. Antonio da Costa, se
a morte oo riesse to cedo sustar a sua car-
reira ? I
Como o celebre Estero Geoffr y Saint Hillai e,
nal do marquez parou diante della, o seu pasmo
foi extraordinario.
Subi, Aotooia, replicou o marquez affectan-
dofamiliaridade e proteego. A riagem de boje
aera longa.... nao deremos perder tempo.
Porm, senhor. o que significa lado isto ?
Acaso ros tereis arrepeodido de rossa deler-
minago? Cederais ainda ama rez a easas in-
fluenciasinleresseiras, a que a muito custo ros
sublrahi?Tomaeseotido,senhora, osesclarecimen-
los que o acaso collocou em rosso poder, aioda
que nao nos sejam absolutamente indiapensareis
para o bom xito da nossa empreza, todava po-
dem muito servir para poupar-nos passos inuteis,
longos e fatigantes. Assim, pois, nio renuncia-
re! ao rosso concurso lo precioso, e se preciso
fr ussrei da torga I
Meotisl Nao tenho nenhum escrarecimen-
to, ignoro o que de raim queris, e oo subirei a
esta liteira I exclamou a condessa como fra de
ai. Oh I podis encarar-rae com estes olhos on-
de se l o crise estampado.... nao me assasto I
E' impossirelque eatre lodosos caralleiros aqui
presentes nao naja ura corago nobre que prote-
ja a urna infeliz mulher I Tomae sentido tam-
bem, senhor: meu marido hidedefender-me....
hade ringar-me I....
A quem chamaea rosso marido, encantado-
ra menica ? pergantou o Sr. d'Hallay com mole-
jadora irqnia. Sem darila a esse conde a'Am-
oron que comrosco estere alguns mezes no ran-
cho? Ah I pobre moga 1 De rolla da nossa ex-
pedicto dereis cuidar em outros amores I E' tris-
te a noticia que ros roa dar! aquelle infeliz con-
de acaba de ser ha pouco assassinado I
Pela cruel alegra que exprima o semblante
do Sr. d'Hallay Antonia riu que elle nao mentia.
Assassinado I exclamou ella machioalmeote;
e eslendendo oa bracoa para diante como ae bua-
casseura amparo cahiu desmatada.
Infeliz senhora I quera muito a seu aman-
te I dase o marquez roitando-se para os Fran-
cezes que lestemunhas deesa scena estaram todos
commovidos. Na rerdade ae nao fosse a neces-
sidade que temos do auxilio desta desventurada
tena escrpulo era conduzi-la neste estado : mas
nao ha outro geito: lerem-na assim meamo para
a liteira.
Ao passo que a tropa dos arentureiros se re-
tirara tarando Aotooia comsigo, urna scena oo
menos triste se paseara na Ventana.
O conde d'Ambron depois de saa queda fra
conduzido para o rancho por dous criados que o
hariam seguido a pequea distancia. Ensan-
guentado e inanimado nao dar o menor signal
de rida. Os criados julgaodo intil lera-lo para
o seu qusrto contentaram-se em deita-lo no chao
sobre a esteirnha que torrara o assoalho da sala.
Justiga lhes seja mita, oa criados do rancho
1 estaram bstanle penalisadoi com esse aconte-
elle reuni a simplicdade e a alegra da infan-
cia ; a confinga, a geoerosidade, e dedicado da
jurentude; a persereranga, o amor do trabalho
e do prximo da edade madura ; a benerlencia,
que anima e atlrahe; a serenidade religiosa,
que condlia o respeito ; deixando ao mundo,
junio com aquillo que publicou, um dos menos
incorrectos typos do bomem d'este secnlo.
Se oo podem ser confrontados na relhice,
porque Antonio da Costa a nao alliogio, ha an-
da outro ponto de analoga entre a rida d'estes
dous homens a quem o Brazil dere guardar re-
coohecida memoria : foi urna das ara do sabio
medico-naturalista fraucez que Ihe acendeu o
desejo da celebrisar-se. failaodo-lhe muitas re-
1681,08 lres Geoffroya, seus prenles, que no sec-
lo XVII hariam sido socios da academia das scien-
cias ; foi urna das tas do cirurgio brazileiro
quem excitar no espirito do tenro sobrinho o
ardor de imilar oa seus maiores. S nao preci-
aou esta de assemelhar-ae aquella fazendo ler ao
seu educando as vidas dos homens illustres de
Plaularcho, porque o menino Cosa tioha sem-
pre em casa o exomplo riro e eloquente de seu
Conta-se que, recebendo um dia o relho Costa
um recldo do Dr. Francisco Jos de S, pedia-
uo-lhe para ir soccorrer o pai que fracturara-
urna peroa, o menino foi correndo para o meio
de sua familia, dizeodo as gargalhadas que nada
era melhor do que aer cirurgio, risto que um
medico chamara um cirurgio para tratar de seu
propno pai; bem como se refere ainda que,
quando simples estudante de phlosophia, ajud-
ra com o maior desembarago e sangue fro a ex-
trahir urna bala introduzida profundamente em
um quadril de um soldado.
Tantos disposigoes para a especialidade em que
se immortilisaro oa Dupuyireu e Astley-Cow-
per nao poaiam falhar no adepto da cirurgia, e,
como sabis, ellas deram era resultado um cirur-
gio diguo de ser chamado por um dos mais
bellos ornamentos da nossa classe (o Sr. Dr. Jos
Mara Chares): rei da manobra cirurgica, Lis-
franc brazileiro.
Longe de ser egosta, e pretender mooopolisar
a coVbeita de seus trabalhos, elle a communica-
ra a todos, comegaudo por instruir urna pleiade
estudiosa de alumnos da escola de medicina,
que o procuraram para se exercitarem ; e desde
que algum d'estes rerelars talento superior,
consegua d'elle sincera amizade, e poda dispor
de seus hvros, e tudo o que compunha o seu
rico e luxuhoso gabinete cirurgico, gabinete que
alias elle zelava em extremo, amando-o com o
amor iudedaivel do manoheiro ao sea navio;
O professor Thenard, alcangando ordem de
soltura para mullos de seus alumnos, que ao
mesmo lempo haviam aido reclusos pela polica,
disse-ihes oa porta da priso ao mostrarem-se-
Ine elles muilos reconhecidos : Sortons tous
messieurs, d une condilion cepandant, c'ett que
vous apprendrez la chimie. Approximadamente
o Dr. Costa, se algum pratkaute Ihe agradeca
um servigo. Nao ha de que Ihe dava em
raspete. Podeu contar comigo, pois que estu-
daes cirurgia.
Taes qualidades, reforgadas pelos numerosos
lacios onlnaaiissimos de sua perspicacia audacia
atiiada e recursos de occasio, Ihe daram direito
fortuna.
E elle a gozou.
O seu nome elerou-se as azas da conaidera-
Sio publica, grangeando lbe bens materiaes e
onras, sem jamis haver rastejado para alcan-
ga-ios; e coberto de palmas e bengos pelos
servigos prestados a huuanidade, baixou o Dr.
Costa sepultura sem cingir a cora do marty-
ro: cujos espinos teem sangrado a roule de
mil homens illustres.
Bofe, s essa cora toltou sua celebridade
porque aquellas mesmas extravagancias de Pariz
com que oceupei a rossa atteogo, como fossem
seguidas de rerdadeiro arrependimento, nenhum
estigma Ihe deixaro; antes Ine imprimiram
physionomia uns certos toques do trefego lord
Byroo.
Na ante-manh do dia 2 de julho do anno pas-
sado, ergueu-se do leilo, sentindo alterada a sua
sade. Mas esse dia consagrado nesta cidade
visitago publica do hospital da Santa Casa da
Misericordia. A lembranga de que suas magos-
tados rao consolar os doentes, perlustrando as
enfermaras, e de que elle, como cirurgio de
urna dolas devia ahi achar-se esperando os au-
gustos visitantes, o faz resislir fraqueza e s
dores que o acommeltiam, Do sen posto de hon-
ra, porem, a inteasidade dos soffrimentos, que
j Ihe estortegavam as visceras abdorainaes, o
obrigam a roltar para casa, oode o mal contina
em progresso rapidissimo manifestando logo o
prximo fim da existencia de sua rictima.
Ainda ao approximar-se da morte oftoreceu
exemplos que derem ser imitados, solicitando os
auxilios da nossa egreja, a cujos preceitos elle
obedecer sempre.
N|uma poca marcada com o ferrete da irreli-
giosidade em que os mogos querem inculcar ta-
lento sustentando o materialismo, e os reinos
com elles fazemero para nao parecerem atrsa-
los ; no estado de desmaotelamenlo e dissolugo
de costumes em que geralmente nos acharaos,
todo, quando muilo, aos templos para apreciar-
nos msicas profanas e licenciosas que acompa-
nham a celebrago de missas comegadas depoia
da hora da sesta ; e quando se coosenteem urna
capital christ a publicago de jornaes que, ex-
plicando os milagrea do filho de Deus por passes
magnticos, perpetrara o desacato de se intitular
Jess e Mesmernao sao dignos d6 todo o lou-
vor os espiritos que assoberbando to infernaos
exemplos s conserram compenetrados da ortho-
doxa do christanismo ? I
Sim.
E este homem, amas rezes de aspecto carrega-
do e maneiras bruscas, e entras brincalho e tra-
quinas como ama crianja, parecendo distrahido
da rida futura, se oecupara s Harnete della, e
protestara de longo lempo contra a moral de gran-
de tom.
Confessado, elle recebe em sua alma o Pao dos
Anjos, e seo corpo ungido com o oleo sagrado,
emblema da incorruplibilidade celeste.
Oh 1 que arrebatador, seohores, rer como os
mdicos, a quera a opinio geral reputa impos,
dao a esse preconeeito o mais solemne desmenti-
do repeliodo actos tao edificantes t
Poucos das padecen, porem nelles padecen
muito.
Na tarde do dia 7 do mesmo mez honre um mo-
mento de serenidade, em que os amigos guarda-
rara silencio em torno do leito, pensando que o
doeote dorma..:
Mas a esposa, mas os filhos, com3 se lhes to-
cassera o coraco com farro em braza, eshalaram
ao mesmo tempo um desses gritos immensos e
terrireis, que nem Vctor Hugo saberia descre-
rer, que elle meamo reconhece oo acharem or-
thographo em algum lingua humana....
A' ternura da familia, langada no maior eatado
de desolago, e embebida da amarga e ainda pal-
pitante saudade desea chefe, soam com elocuen-
cia aquellas patarras de Mauget, talvfez s verda-
deras para as imagioages nimiamente melin-
drosas, s quaes inspire horror o aspecto do adi-
poeir por sobre os ossos humanos, e seja sem
poesa a iocinerago dos cadveres.Qui mortem
evitare non possunt, corporis taltem gaudeant
duratione. (
Louco simulacro ds eterna durago ; engenho-
sa, porm ftil protestago contra o nosso nada,
o embalsmenlo dos cadveres.
Mas quando o golpe de perdermos um ente que
nos caro nos obumbra a razo e langa em di-
lirio, oo ha phlosophia que nos ampare, e a
humildade religiosa chega a gelar em nosso in-
timo.
Nem a humanidade dere ser rigorosamente
condemnsda de todas as suas fraquezaa ; e essa
de sopbismare caricaturar a immorUlidade, con-
rertendo defuntos era afrebicados espantalhos
derrubadoa pelos rentos, tradiedonal e conserra-
da desde os lempos mais remotos, est hoje au-
torisada pela raidade e o dinheiro ou pelos desa-
tinos da dor.
Alexaodre-o-grande fez embalsamar o corpo
de Dao, e elle mesmo foi embalsamado pelos
Egypcios e Cbaldeas : um discpulo do Christo
embalsamou o corpo do Dirino Mestre com myr-
rha, aloes e outras substancias que, segundo os
coohecimeotos de enio, gozaram de proprieda-
des anti-sceplicas ; e actualmente os processos
de preservar os corpos da putrefaego esto mui-
lo aperfeigoados, risto que por toda prtese em-
balsamam os de homens Ilustres, ou que teem
oceupado as mais eleradas posigoes.
O medico que prestara tal serrigo familia do
Dr. Antonio da Costa foi o incanssrel e muito
instruido professor de medicina legal da nossa es-
cola o Sr. Dr. Francisco Ferreira de Abreu, o
qual, em companhia do Sr. Dr. Eiras, examino*
ainda hontem o cadarer ; recooheceudo ambos
essas peritos que elle se acha no mais perfeito
estado de conserrago.
Trajaodo a farda de medico de imperador or-
nado das condecoragdes que em seu peilosubiam
de brilho, dir-se-hia que urna testa real esperara
o Dr. Costa.... Oh I .... e porque nao haria o
tmulo merecer-lhe easas galas?! Prtico da
Eternidade na expresso sublime do immortal can-
tor dos martyres, o tmulo nos admitte habita-
gao do Re dos res e do Senhor Supremo dos
senhores.
Se a noticia do sea traapasao cauaou conster-
nago em todos oa queoconbeceram e abalo ge-
ral nos habitantes desta cidade, o seu fnebre
sahiraento tomn o caraoter de urna solemniJade
publica. Funcciooaros ciris, militares, e reli-
giosos da mais alta gerarchta ; homens os mais
proeminenles as lettras, as arles, naa scien-
cias e no commercio compunham em seus carros
um prestito immenso que transitara entre alas
de povo que ao longe de todas as ras se esten-
dia. E lodos estaram compenelradoa da lgu-
bre importaocia do acto, por seus ares de reco-
Ihimenio e melancola ; e lagrimas se desusa-
ran) pelas faces de muitos.
Ao entrar os muros do cemiterio de S Francis-
co de Paula, alguos amigos e collegas, que Ihe
cercaram o fretro, erguendo por accaso a ca-
bega para o lado occidental riram um desses ha-
bitantes celestes, cuja apparigo tem infuodido na
humanidade terrores e receios ; um cometa e
ounca a superstigo foi lo desculparel. Se Ho-
mero, Virgilio e o proprio Nspoleo I nutriam
preoecupaces acerca da influencia desses mons-
tros do espago, nao faltn nos circumstaotes quem
estremecesse de medo, e abtixando a cabeca
murmurasse : decadencia da cirurgia brasilei-
ra I....
Mas, felizmente, a presenga desses corpos ao
tempo em que se passo, ou rao paasar-se gran-
des acontecimentoa na trra, continuar sempre
a ser urna pura coincidencia ; e a cirurgia brasi-
lera, que incootestarelmente soffre com a perda
do Dr. Antooio da Costa, oo decahir, porque
esto ahi outros brasileiros proficientes nella, que
enridaro todas aa forgas para ergue-la ao ponto
mais culminante da sua gloria.
J o corpo em seu triplico ceixlo langado na
sua morada da Necrpolis.
Essa morada era conhecida pelo caroeiro per-
petuo n. 4,679, onde, repousando os restos do
pai, da mi, e de um sobrinho do Dr. Cosa, es-
peraram o recem-chegado habitante.
E' um subterrneo em que depois do- desci-
mento do ultimo cadarer, podemos Imaginar um.
riro cahido de cansado na guarda das reliquias
de sua familia, e que dorme ao prolongo das os-
sadas della.
(Continnar-se-na.)
cimento, e se oo cuidaram em examinar se as
feridas recebidas por seu amo eram morlaes, oc-
cuparam-se todava com muito cuidado na sal-
rago da sua alma. Estaram entrelidos com um
zelo e atteogo iocrireis em fazerem urna cruz de
madeira para ser collocada sobre o peito do con-
de : essa cruz, peosaram elles, que se nao Ihe
podia dar a salrago na trra, baria infallrel-
mente de abrir-lhe as portas do cu I
Nesse interim chegou o Ilustre Panocha. O
prudente fidalgo oceulto nos arredores da herda-
deappressou se a voltar logo depois da partida
dos arentureiros : tinha tambem pressa de saber
o que se haria dado aps a entrerista do conde e
do marquez.
O Sr. d'Ambron, estendido no assoalho e co-
berto de sangue, foi o primeiro objecto que se
Ihe oftoreceu rista.
E a senhora? perguntou elle vivamente.
Ninguem sabe o que toito della. Sup-
poe-ae que foi traigoeiramente roubada por Grao-
djean I Ihe respondeu um criado.
Esta noticia produziu em Panocha tal im pres-
sa o que f-lo esquecer-se das pantomimas costu-
madas : a sua ddr foi simples e natural.
Infeliz D. Antonia I exclamou elle com ar
abatido, deixando a cabega pender sobre o peito ;
e lagrimas, rerdadeiraa lagrimas, correram-lhe
pelas facea cor de agafro. Nao admira que Ihe
acootecesse esta desgrsga, pois que eu aqui nao
catara para defeod-Ta.
Depois de ter dado lirre curso sua ddr. Pa-
nocha lembrou-se finalmente do Sr. d'Ambron.
Esperae; o Sr. conde talvez nao esteja
morto I Quem sabe se nao podemos ainda sal-
ra-lo ?
O hidalgo ajoelhou-se junto ao conde, e en-
costando o ourido sobre o seu peito, escutou
com extrema atteogo.
Deus seja loorado I exclamou de repente.
O Sr. conde respira aioda I
Esta noticia foi recebida com rira alegra por
todos os criados, que redobraram de ardor os
aua obra.
Panocha comegou despir o infeliz mancebo,
quando sbita idea ihe reiu ao pensamento.
O' l I disse elle para oa criados. Desem-
barace aua senhoria destes rostidos, em quanlo
rou buscar urna tierra que conheco, e que e mui-
lo boa para as feridas.
E sem esperar resposta, sahiu precipitada-
mente da sala ; porem, em rea de dirigir-se pa-
ra o jardn oa pera o campo, aubiu o primairo
andar da casa, e foi ter direito ao quarto, ainda
pela manha oceupado pelos joveos e fehzes es-
posos. O hidalgo atraressou esse quarto de ubi
pulo, e precipitando-se para a perla do retiro,
poz-ae examinar a fechadura com todo o cui-
dado.
Mo sei como esees Apaches idiotas Dio po-
deram abrir esta porta I Nada mais fcil : que,
talrez, os Apaches, poros nmades, e que habi-
tara longe das poroages, nao conhegam bem os
segredos das fechaduras : nao sao como eu que
tenho residido dentro das cidades. e recebi edu-
cago.
Panocha puchou da sua faca, e tirando da al-
gibeira da sua calzonera urna espede de gasua
mal feita, de que prorarelmeote teria zombado
qualquer gatuno da Europa, metteu logo mos i
obra. '
Nada mais certo do que o proverbio que diz :
Nao rendas a pelle de um urso sem primeiro 16-
lo morto. Hara j urna hora que o Mexicano
trabalhara e se fatigara, e ainda nao tioha con-
seguido mais do que entortar a faca e a gazna
improvisada.
De rez em quando parara para enxugar as la-
grimas, porque, por muito eotretido que estires-
as na sua obra, nao podia esquecer-se de An-
tonia.
Minha pobre ama I O que ser della ? Mor-
rer cerlamenta I.... Mo I a faca rae-se entor-
tando.... Eu nao posso ser feliz fra do sua
companhia; a rida rae tornar se-me enfado-,
nh/ 1 ...> Obrei mal em ridieularissr os Apa-
ches ; esta fechadura realmente de urna soli-
dez toda a prora.... Se nao fossem esses mal-
ditos estrangeiros que rieram Ventana, Anto-
nia ria afinal desposar-me. Ella nunca disse
que me amara, mas bem se estar ven lo !
Que diabo encontrare! eu n'este retiro f Receio
ter-me engaado.... Peor I li se quebrou a fa-
ca!.... Oh! se eu podesse aqui encontrar mi-
Ihoes, sena urna felicidade I .... Mas assim mes-
mo ounca me consolarei da perda de Antonia .1..
Panocha den tregoas aos soluens para soltar
am grito de alegra ; ffraa espessa cresta de ole
proveoieote da pintura n'aqaelle lugar acabara
de quebrar-se, e descobrir a cabeca chata e Do-
lida de am grosso parafuso que prenda a fecha-
Em poucos instantes esta cahiu, e o Mexicano,
pallido de commogo. e trmulo ao mesmo lem-
po de esperanga e receio, enoostou vigorosamente
o hombro porta, que cedeu esse abale e es-
caocarou-ae diaole delle.
O hidalgo, antes de transpor o seu lmiar. re-
concentrou-se em si mesmo por um momento, e
murmurou ;
-- Querida e sempre chorada Antonia, Deas
qaeira que me teohaea deixade muitas milbea !
Panocha ia penetrar no raUro, quando ama
ros lorie e eicanecedora te-io aerar trmulo,
assombrado e estupefacto.
Essa ros era do Batedor de Estrada que disia ;
Ladreo I
(CemfiMiar-seAa.}
ri*,- TYF. DI i. DI tMk.JlM7


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