Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09338


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Full Text
r-
All HITII IDMEIO 161
Pop (res mezes abantados 5)000
Por tres mezes vencidos 6J000
TERCA FEttA 16 IIJOLHO DE lili
PorannoadiantadoOSOOO
Ptrle fraiet para t subscriptor.
NCARRBGAD03 DA. SCBSCRIPCAO DO NOKTB
o
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araca-
iy, o Sr. A, de Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Olireira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
lias Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAR 1 IDAS UOi liUhttfclus.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Cinara, Altinho
Garaohjjns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px as quartaa feiras.
Cabo, Serinhiem, Rioformoso, Dna.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
EPHEMBRIDES DO MIZ DE JULHO.
7 Lua ora ss 11 horas 56 minutos da tarde'
15 Quarto crescente sos 28 minutos da manba-
21 Lua cheia as 9 horas e 46 minutos da tarde.
29 Qnarto minguante as 5 horas e 32 minutos da
tsrde.
PREAMAR DE HJE.
Primeiro as 11 horas e 42 minutos da manha.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manha)ISegundo as 12 horas e 6 minutos da tarde.
DIASDASEMAHA.
15 Segunda. S. Camlllo de Lellis fundador.
16 Ter^a. Nossa Sen hora do Carmo.
17 Ousrta. S. Aleixo ; Ss. Victoriano e Latancio
18 Quinta. S. Marinha v. m.; S. Rufino b.
29 Sexta. S. Vicente de Paula f. das irm. de car
20 Satbado. 8. Jeronymo Emiliano; S. Elias.
21 Domingo. O Aojo Custodio do imperio.
I AUDIENCIAS OOS TRIBUNAK DA CAPITAL.i
Tribunal do eommercio ; segundas e quintas.
Relaca o: tercas, quintas sabbados aa 10 horas.!
Pazenda: tercas, quintase sabbados as 10 horas.
Juizo do eommercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: torgas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do eivel: tercas sextas a o meio
dia.
Seguida rara do cirel: quartas sabbados a 1
hora da tarde:
PARTE 0FF1C1AL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 1* de julho.
Officio ao coronel commandante das armas.
Sirva-se V. S. de expedir suas ordens aosofii-
ciaes encarregados ao recrutimenlo nesta cidade,
recommendando-lhes que quaodo oesse servico
lhes forera exhibidas como prora de iseoco legal,
matriculas da capitana do porto, atteodam so-
mente s que forera assignadas pelo capilo do
porto, e datadas do primeiro do correte em diao-
te, e anda assira depois de verificada a idenlida-
d de pessoa, para o que derero ourir o referido
capitao do porto.
Dito ao chefe de policia.Ao oQicio de V. S.
d. 637, de 9 do correte, acompanhado de outro
por copia do administrador da casa de detcocao,
respondo dizendo-lhe que, vista da terminante
disposicao do art. 13 da lei provincial n. 511 de
12 de juoho ultimo, que supprimio os lugares de
serventes da mesma casa de delenco, nem urna
providencia resta a tomar a semelhaote respeito ;
ecumpre que o administrador della, para occor-
s necessidades do servico, distribua pelos
rer
guardas inlern >s o que era desempeohado pelo3
serventes, e requisito ao commandante da guar-
da militar as pracas necessarias para escoltarem
os presos empregados no servico da fachina
Dito ao commandante superior de Garsnhuns.
DjferiDJo o requerimento do tenente do se-
gundo batalhio deinfantaria da guarda nacional
sob seu enramando superior, Jos de Souza Nu-
nes Jnior, acerca do qual V. S. informou em
data de 26 de abril ultimo, o autoriso a mandar
passar-lhe a guia de que trata o artigo 45 do de-
creto n. 1130 de 12 de marco ultimo, rislo ter
esse official mudado a sua residencia para o
municipio da Assembla, .na provincia das Ala*
gdas.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Aos officiaes do corpo de saude em servico na
guarnicao desta provincia, mande V. S. pagar sob
minha respoosabilidade, visto que se acha esgo-
tado o respectivo crdito no exercicio prximo
findo, como V. S. declarou em officio de 11 do
corrente, os roncimenlos do mez de junho prxi-
mo passado.
Dito ao mesmo.Certo do conte lo de sua in-
formado de hontem, sob n. 578, recommendo
V. S. quemanJe pagar sob minha responiabili-
dade a quaotia que faltar para completar a im-
portancia dos vencimenlos dos empragados da
alfandega desta cidade, relativamente ao mez de
juono ultimo, visto serem esses rencimentos des-
tinados a_ subsistencia de taes era pregados, que
nao dispem de outros recursos.
Dito ao mesmo.Declaro V. S. em resposta
ae officio de3sa reparticao de 28 de maio ultimo,
sob 431, e am de que o faca constar ao da al-
fandega, que fkam approradas as demissdea dadas
pelo mesmo inspector aos guardas Francisco Jos
Alves de Carvalbo e Antonio Ignacio Borges, por
se acharem iocursos no paragrapho 5 artigo 51
do regulameoto de 19 de selembro do anno pr-
ximo passado.
Dito ao mesmo.Visto que os fundos de que
dispoe a coliectoria de rendas geraes do munici-
pio do Ouricury, nao sao sufllcientes para effec-
luar os pagamentos dos rencimentos das praess
do corpo de guarnicao desta provincia all desta-
cadas relativamente ao exercicio prximo findo,
e acha-se j esgotado o crdito da rubricaejer-
citoem dito exercicio, como V S. declarou em
seu officio o. 571 de 10 do correle, o autoriso a
remetter seb minha respoosabilidade ao collector
respectivo, pela pessoa que indicar o coronel
commandante das armas os quatro contos de ris,
que V. S. julga necessario para occorrer aos re-
feridos pagamentos.Gommunicou-se ao coronel
commandante das armas.
Dito ao mesmo.Pode V. S. como indicou em
seu officio n. 576 de 11 do correte, remetter ao
commandante do corpo de guarnicao desta pro-
rincia pelo alferes Joaquim Jos Luiz de Souza,
os 4:000&000 ris, que julga V. S. necessario pa-
ra occorrer aos pagamentos das pracas do mesmo
corpo no presente exercicio de 1861 a 1862.
Communicou-se ao oommandante das armas.
Dito ao mesmo.Como V. S. Ter do incluso
documento, que me remeMeu o chefe de policia
com officio de 10 do corrente, sob n. 643, adia-
se recolhido ao cofre daquella reparticao a quan-!
ta de 140$000 ris, por que foram rendidas em
rirtude de autorisaco da presidencia, dous ca-
relios, que haviam sido comprados para o serri-
5o da polica.Respoodeu-se ao chefe de po-
icia.
Dito ao mesmo.Ao alferes Antonio Borges de
Araujo, mande V. S. pagar, em vista das inclu-
sas contas, que me remetteu o chefe de policia
com officio de hontem, sob n. 647, a quantia de
2624000 ris, dispendida nos mezes de marco a
junho deste aono, com o sustento dos presos po-
bres da cadeia de villa Bella.Comminicou-se ao
befe de polica.
Dito.Pode o conselho de compras naraes, nos
termos dos artigo 9 a 11 do sea regula ment,
promover a compra dos objeclcs mencionados na
relacao, que reio aonexa ao seu officio de 8 do
corrente, rislo serem necessarios ao almoxarifado
do arsenal de marinha.
Dito ao presidonte do conselho administrativo.
Respondo ao officio que V. S. me dirigi em 10
do corrente, declarando-lhe que dere ser enria-
do enfermara dos educandos do arsenal de
guerra, como indicou o coronel commandante das
armas em officio de 11 deste mez, o estojo por-
ttil que se comproa para a enfermara de villa
Bella.Communicou-se ao director'do arsenal de
guerra.
Dito ao coronel commandante do presidio de
Fernando.Respondo ao seu officio de 13 de ju-
nto ultimo, declarando-lhe que nao deve V. S.
mandar pagar quantia alguma ao capitao da bar-
ca nacional Atrevida pelo sustento dos passa-
geiro? do governo durante os dias em que estere
arribada no porto da cidade do Natal.
Dito ao director do arsenal de guerra.Defe-
rndo o requerimento do soldado mancebo ds
companhia de artfices Aristides Francisco da
Rocha, sobre que Vmc. informou em officio de
27 de junho ultimo o autoriso s addicionir aos
descontos feitos nos joroaes do supplicaote para
indemnisaco do cofre da thesouraria de fazen-
da a somma que fr precisa para saldar a impor-
tancia despendida com o supplicaote quando
menor.Communicou-se thesouraria de fa-
zenda.
Dito ao director das obras militares.Mande
Vmc. collocar com urgencia urna grade no oculo
da parede da letrina do hospital militar, am de
evitar a fuga dos doenles.Communicou-se ao
commandante das armas.
Dito ao director geral da instrueco publica.
Rao sendo arultada quota consignada no 9 3
do art. 8 da lei do ornamento rigeote para alu-
gueres de casas, moris, etc.. das escolas de
instrueco elementar, informe Vmc. se nao p-
dem ser diminuidos os moris que para a cadei-
ra de. Itapissuma pede o respectivo delegado Ili-
terario, e sao mencionados na relacao que acom-
pahou o officio dessa directora de 11 de
junho ultimo, sob n. 201, que incluso de-
Tolvo.
Dito ao director das obras publicas.Autoriso
4 Vmc. a contratar amigarelmeale a compra: da
casa, de que trata a sua iaformagao de 15 de ju-
nho ultimo, sob o. 149, sita na ra dos Ferrei-
ros, na villa de Iguarass, e coja demolico so-
licita o empreiteiro das obras da estrada do nor-
te, urna rez que essa compra nao exceda de
250>O00 por Vmc. indicada na citada ioformaco,
passaodo logo o competente certificado afim de
que o proprietario da referida casa possa harer
da thesouraria provincial, para o que fkam expe-
didas as convenientes ordens, a quantia porque
for ella vendida.OHi;iou-se neste sentido
referida thesouraria, e communicou-se ao em-
preiteiro das obras da estrada do norte.
Portara O presidente da provincia, alton-
dendo a que o escrivo Francisco Ignacio de
Athayde provou ter sido absolvido do crime de
respoosabilidade pelo qual fura suspenso por
portara de 8 de margo de 1860, e ao que infor-
mou o juiz de direito da primeira rara em offi-
cio de 6 do corrente, resolve determinar que en-
tre elle no exercicio das funegoes do seu cargo.
Expediram-se commuaicacoes a quem com-
peta.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que requereu o professor publico de instrue-
co elementar da Tillado Cabo Claudno dos San-
tos Lopes Caslello-Branco, resolve conceder-lhe
um mez de licenca com rencimentos para tratar
de sua sale.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasilei-
ra de paquetes rapor mandem dar transporte
p>ra a Parahiba, por conla do ministerio da
guerra, no primeiro rapor que passar para o
norte, ao desertor do cotpo de guarnicao da-
quella provincia Manoel Antonio Alves.
Communicou-se ao coronel commandante das
armas.
Handou-se igualmente dar passagem para a
corte, por conta do mesmo ministerio, ao capitao
Joaquim Bernardino de Magalhes Garcez e fa-
milia respectiva, composta de mulher e urna fl-
lha menor, e officiou-se thesouraria de fa-
zenda para o ajuste de cootas o expedicao da
competente guia
Expediente do secretario.
Do dia 12 de julho de 1861.
Officio ao Eira, director geral da secretaria de
estado da guerra.De cooformidade com as or-
dens do Exm. Sr. presidente da provincia, passo
s mos de V. Exc. a relacao inclusa ds quil
coqstam as oceurreocias que se deram acerca
dos empregados do arsenal de guerra desta pro-
vincia durante o semestre prximo findo.
Dito ao Dr. Bernardo Hachado da Costa Doria.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda
aecusar recebido o officio de 10 do corrente que
Ihe dirigi V. S. participando ter entrado naquel-
la dala no goso da licenca de 3 mezes que Ihe
foi concedida por portara de 5.Fizeram-se as
communicaces conrenientes.
Dito ao Dr. Hermogenes Scrates Tarares de
Vascoocellos.De ordem de S. Exc' o Sr. pre-
sidente da provincia, aecuso recebido o officio de
11 do corrente, em que V. S. participa ter nessa
data assumido as fuocces do cargo de juiz de
direito interino da primeira rara desta cidade
por ter o respectivo proprietario entrado no goso
da licenca que obtere.Fizeram-se as partici-
pacoes do estylo. r
Dito ao Dr. Manoel Horeira Guerra.^-S Exc.
o Sr. presidente da proriocia manda aecusar re-
cebido o officio que nesta data Iho dirigi V. S.
participando ter, na qualidade de sexto supplcn
te assumido as funecoes do cargo de juiz muni-
cipal da primeira vara desta cidade, no impedi-
mento do respectivo proprietario.Fez-se a res-
peito o de mais expediente decostume.
Dito ao commandante do corpo de polica.S.
Exc. o Sr. presidente da proriocia manda de-
volver V. S. o processo a que foi submettido
o segundo sargento Miguel Gomes Correa, afim
de ter execucao a sentenca nelle proferida pelo
conselho de julgamento.
Dito ao rigario de Jaboalo.0 Exm. Sr. pre-
sidente da provincia manda declarar V. S. que
foi recolhido secretaria do governo o lirro de
registro das Ierras publicas dessa freguezia.
Accusou-se tambem a entrega de iguaes livros
remettidos pelos vigarios de Goianna e Rio-For-
moso.
Despachos do dia 18 de Julho,
Requerimento.
Manoel Pereira Lemos.Volte ao Sr. inspector
da thesouraria de fazenda.
Alferes Antonio Francisco Cesar.Informe
Sr. inspector da thesouraria de fazeoda.
Antonio Alves de Miranda Guimares.Infor-
me o Sr. proredor da santa casa de Miseri-
cordia desta cidade.
Bonifacio do Nascimento Cesar.Ioformo ao
Sr. proredor da santa casa de Misericordia desta
cidade.
BentoJos Ferreira Rabello.Passe portaria
concedendo a licenca requerida com condicao
de ser a mesma portaria registrada na capitana
de porto.
Domingos Ferreira de Souza Vasconcellos.
Informe o Sr. inspector da thesouraria provin-
cial.
Joo Baptisla Soares, rigario.Informe o Sr.
capitao do porto.
Joaquim Pereira Xavier de Olireira. Re-
queira ao governo imperial.
Joaquim Jos de Sanl'Anna Barros.Passe do
que constar.
Manoel Jos da Silra.Passe portaria.
Samuel Power Johnslon & C Informe O Sr.
inspector do arsenal de marinha.
Thom Joaquim da Veiga.Informe o Srr ins-
pector da thesouraria provincial.
sua reparticao, ao qal dar o agente as netas e
esclarecimentos que exigir para a necessaria fi-
calisaco.
Art. 6a O mesmo administrador tambem po-
der requerer em juizo competente a exhibicao
dos livros que os agentes sao obrigados a ter na
conformidade do art. 71 do cdigo do comercio e
do art. 28 do regulameoto de 10 de norembro de
1851, mandado observar nesta praca pelo de-
creto n. 939, de 20 de margo de 1852, para que
na presenca do agente, cujo leilo for necessario
fiscalisar, e de ura empregado do consulado.se
procedam s areriguacoes que julgar conrenien-
tes. obserrando-se no caso de recusa por parte
do agente a disposicao do art. 337 do regulameo-
to n. 737, de 25 de novembro de 1850.
1 Se por estas areriguacoes verificar-se,
entre as notas remetlidas ao consulado c os ltn-
cament'os dos referidos livros, diflerencas que
possam prejudicar a fazenda, serao reduzidas a
termo, e este assignado pelo juiz que presidir o
acto, e pelas partes e eslemunhas.
Este termo ser por intermedio da thesoura-
ria remettido por copia ao procurador fiscal para
proceder judicialmente contra o agente, e pro-
mover pelos meios execuliros a cobranza da ren-
da derida, cuja conta Ihe ser tambem remet-
tida.
2a Igual procedimentose ter contra o agen-
te, que por omissao ou reluctancia deixar de re-
metter as notas ao consulado dentro dos cinco
dias que Ihe sao marcados.
Art. 7a Os arrematantes do referido imposto
iieam subrogados nos direitos e a croes da fazenda
provincial, e aos agentes corre a obrigacao de
cumprir para com elles as qae Ihe sao impostas
por este regulamento.
Art. 8* O inspector da thesouraria provincial
prorideociar sobre a escripturacao que dere ser
observada, bem como sobre a cobrauca da renda
do mesmo imposto devida pelos leudes j realisa-
dos no corrente exercicio.
Palacio do gorerno de Peroambuco aos 15 dias
do mez de julho de 1861, quadragesimo da inde-
pendencia e do imperio.
Antonio Marcellino Nunes Gongalves.
A asserabla geral legislativa resolre :
A qualitlcacao para o exercicio do direito
eleitoral se far pela forma seguiote :
Art. i.
1." Nenhum cidad&o poder rolar ou ser
rotado sem que tenha um obtido um titulo de
qualificaco.
< 2.* Haver em cada comarca um lirro de
registro eleitoral. Nelle ser inscripto o cidado
que o requerir, acbaodo-se no gozo de seus di-
reitos polticos. ( Coost. arl. 91. )
3." Serao excluidos do registro os que nao
tiverem d renda 1009 em prata, ou 200g000 da
moeda actual ; e os que se acharem compre-
headidos oas eicepcoes do art. 92 da constitu-
cao.
4.* O registro dere ser datado, declarar o
oome, Qliaco, naturalidade, idade, estado, con-
dicao. proQssio, domicilio, e a renda legal para
rotante ou elegivel. ( 33 e 39).
5. Na durida sobre a condicao ser o c-t
dado inscripto como nascido de /entre livre. O
domicilio voluntario, e deve comprehender a
designarlo do tormo, parochis, dislricto e quar-
teirao.
Art. 2.
6. O juiz municipal e o presidente da c-
mara da cabeca da comarca, um eleilor e um sup-
plente da freguezia da villa ou cidade, e os dous
d
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPQAO DOSUI.
Alagoaa, o Sr. Claudrno Falaao Dias; Baha,
Sr. Jos Mirtins Aires; Rio da Jaieiro, Srf
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do biimo Manoel Figelroa da
Paria,na sua lirraria praca da Independencia n
U 8.
dolde bito, basta a publicado feita por um edi-
tal do oresidente com o prazo de 30 dias.
30. O processo para eliminacao e notada
quahflcaQao o mesmo estabelecido anterior-
mente para o registro ; cabendo o mesmo recurso
da decisao do tribunal.
t Art. 5.
i 31. As inscripces do registro seguirao a
ordem nu marica: no caso de eliminacao de urna,
a primeira que se effectuar tomar o numero
desa; de modo que a ultima indique a totalida-
de dos cidadios qualificados.
[ 32. Do registro se dar ao cidado urna
copia que Ihe servir de titulo de qualificaco.
No paso de perda poder tirar segunda e mais,
fazendo-se a declaraco tanto no lirro, como no
titulo.
33. O direito que o titulo de .qualificaco
canfere ao cidado nao Ihe pode ser contestado
por autoridade alguma, nem mesmo pelas cama-
ras na vcrificacSo dos poderes.
* 34. Elimioada porm a qualificaco, ou
alterada, perde o cidado a propriedade do titulo
que Ihe fdra concedido; dereodo restitu lo e
requisitar novo que Ihe competir.
35. Ao individuo que apparecer simult-
neamente qualiQcado em duas comarcas, ao in-
dividuo que apreseotar em acto publico como seu
um titulo de qualificaco falso, alheio, ou annul-
do mnimo do
jaitas d^ paz em exercicio do primeiro e segn-! lado l 34), sor imposta a pena
do distncto della, formaro, sob a presiden- art. 167 do cdigo criminal
cia do juiz de direito, o tribunal de qualifica5o. j 36. O summario desse crime correr pelo
7. Na corte e capitaes onJe hourer mais juizo municipal com recurso para o de direito ; o
de ura juiz de direito crime, poder o gorerno julgamento ser da competencia do tribunal de
por decreto crear dous tribunaes, marcando-lhes qualificaco com recurso para a relacao, guarda-
districto. Nesse caso serTir no segundo o re- das as formas do processo criminal que Ihe fo-
reador immediato ao presidente, e a freguezia de rem applicareis.
INTERIOR.
Rio de Janeiro
26 de junho.
Hontem n3o houre sesso no senado por falta
de numero legal.
A cmara dos deputados approrou hontem o
parecer da commisso de poderes sobre a eleicao
do segundo dislricto da proriocia da Parahiba.
sendo reconhecidos deputados os Srs. Antonio
Manoel de Arago e Mello e Antonio Jos Hen-
riques.
Approrou tambem em primeira discusso o
projecto que dispensa as leis de amorlisaco em
favor da ordem terceira de Nossa Seohora das
Dores da capital da Rio Grande do Sul.
Nao se rotaram os requerimentos de adiamen-
to, offerecidos ao projecto que autorisa o gover-
no para mandar matricular no primeiro aono da
faculdade de direito de Sao Paulo. Gabriel Jo-
s Rodrigues dos Santos, por falta de numero
legal.
87
O senado oceupou-se hontem com a primeira
discusso da proposico da cmara dos deputados
aulorisando os presidentes de prorincias para pro-
ver os lugares "de officiaes de justica da primeira
instancia e dos secretarios de policia.
A discusso ficou encerrada por nao harer ca-
sa para se rotar, depois de orarem os Srs. Vas-
concellos, baro de Muritiba, baro de Cotiglbe,
D. Manoel, Dias Vieira e Dantas.
Na hora propria foi mesa urna indicaco do
Sr. risconde de Albuquerque, para que se sub-
metla ao parecer de urna commisso a questo
se o presilente do senado pode mandar suppri-
mir do jornal que publica os debites qualquer in-
cidente que occorrer na discusso.
Hontem nao houre sesso na cmara dos
putsdos por falta de numero legal.
de-
0 presidente da proriocia resolre que na arre-
cadaco no imposto de y^ por cenlo sobre o pro-
ducto de cada leillo, com excepeo dos judiciaes,
decretado pelo 30 do art. 40 da lei provincial
n. 510, de 12 de junho ultimo, s observe o se-
guate
REGULAMENTO.
Art. Io O imposto de 1/2 por cento sobre o
producto de cada leilo, com excepcao dos judi-
ciaes, ser pago metade pelo comprador, e outra
metade pelo vendedor.
Art. 2* Os agentes de leudes fkam responsa-
veis pela renda do dito imposto, epor isso auto-
rizados a exig-la dos contribuintes, fiados que
sejam os leudes, anda quando forem feitos a
crdito, nao po leudo antes do seu pagamento en-
tregar os objectos arrematados.
Art. 3 Para previo lancamento da renda de-
rida, remeltero ao consulado provincial, cinco
das depois de concluido cada leilo, urna nota
da data em que foi realisado, qualidade dos res-
pectivos obj actos e importancia produzida.
Art* 4a Nos dez dias subsequentes & entrega
desta nota, r eco Ihe rao a referida estago a ren-
da que derem ter cobrado, cuja importancia ser
verificada pelos respectivos lancamenlos.
9 1 Na falta desta entrega no referido prazo,
extrahiro consulado urna nota da quantia devi-
da, e a remetiera thesouraria para ser cobrada
executiramente.
9 2 Nao aproreitari em juizo ao agente
a allegarlo de nao ter recebido dos contribu-
intes o producto do imposto, nem outra qual-
quer, que nio seja consistente no conhecimento
do repectiro pagamento remettido pelo consula-
do ao procurador fiscal.
Art. 5. O administrador do consolada poder
mandar assiitir aos leudes por un empregado de
Consta-nos, que o Sr. conselheiro Zacaras de
Ges e Vasconcellos foi nomeado presidente da
provincia da Baha.
No dia 14 do prximo mez de julho ter lugar,
no paco da Illma. cmara municipal, a eleicao
de um deputado pelo primeiro distncto eleitoral
do Rio de Janeiro, por ter o Sr. Theopbilo Be-
nedicto Oltooi ptalo pelo segundo districlo de
Minas-Geraes.
28
_ O senado rejeitou hontem em primeira discus-
so a proposico aulorisando os presidentes de
proriocia a prorer os officios de justics de.' pri-
meira instancia e os lugares das secretarias de
policia ; em terceira o projecto da outra cmara
sobre a reriso da antigoidade dos iuizes de di-
reito, e concedendo tres aonos e meio de licenga
ao rigario Francisco Jorge da Silra ; e approvou
duas emendas do Sr. Mandes dos Santos ao pro-
jecto que declara admissireis no crime os ins-
trumentos ou cartas testemunhareis dos recursos,
o qual se acha em terceira discusso. Occapou-
se depois com a primeira discusso do projecto
determinando que ao reo preso absolvido em
primeira instancia seja admittida a Hinca at
deciso do recurso em segunda instancia quando
a pena fr menor de 14 anuos de priso, ficaodo
essa discusso encerrada por nao harer casa para
se rotar.
que trata o paragrapho anterior ser a de maior
populaco qualificada.
a 8.a Para iostallacSo do tribunal, os eleito-
res e supplentes conrocados e dirididos em duas
turmas, nomearo em sesso preparatoria os
dous membros a que se refere o | 6. A conro-
cijao dere ser feita com dez dias de anteceden-
cia. |
9. No impedimento dos membros do tri-
bunal serviro os seus substitutos legitimos na
ordem judicraria, ou na ordem da rotaco. O
eleitore supplente sero substituidos pelos im-
mediatos na eleicao a que se proceder em virlude
do 8.
10. O tribunal far as suas sesses no 1
de cada mez, e a sesso.deve durar cinco dias, se
antes nao fr esgotada a materia. Para julgar
necessario que eslejam presentes pelo menos
quatro membros; pode porm despaehar com
qualquer numero.
11. Nao se reuntndo numero sufficieole, e
harendo materia para julgamento, deve o presi-
dente chamar os substitutos dos membros que
faltaren), embora nao conste o seu impedimento
c 12. llavera um escriro encarregado de
tudo quanto fr relativo qualificaco. Serrir
de secretario do tribunal; ser iocompativelcom
qualquer cargo de eleicao popular, ou de no-
mearo dos presidentes; e especial, onde appa-
reca quem o queira servir.
Art. 3.
a 13. A petico para qualificaco dore con-
tar as declaracoes exigidas no 4*. e ser ins-
truida com os documentos respectivos. Nao se
admilliro documentos qae nao tenhan forca de
escripto publico : e justiQcacOes que nao forem
dadas com citaco da parte, do promotor ou do
delegado.
t 14. O cidado que requerer a qualificaco
pode fez-la seguir por si ou por pessoa de sua
coofianca, independente de procuraco. E' es-
sencial porm que a petico inicial seja por elle
assignada ou por procurador bastante.
< 8 15. Tomando conhecimento das petices
presentadas, o tribunal publicar por edital o
nome de todos os requerentes, e nao harendo
reciamaQo julgar na sesso seguiote. Harendo
reclamaco ficar o julgamento adiado para a ou-
tra sesso immediata.
c 8 16. Pode reclamar do primeiro anno da
pnblicaco desta lei qualquer do povo, o promo-
tor, o delegado e subdelegado; depois s estes
ou um cidado j qualicado. A reclamaco dere
ser feita por escripto em forma de petico dirigi-
da ao presidente do tribunal.
le Art. 6."
[ 37. Do 1* de marco at o dia 3 de maio do
quarto anno de cada legislatura, suspender-se-ha
0 registro e quaesquer processos em andamento,
salvo os processos crimes : e o tribunal mandar
extrahir urna lista geral dos rotantes e elegi-
ris.
a 8 38. Essa lista ser formada por parochias,
districtos e quarleirdes: e comprehender os ci-
dados qualificados, e que do registro nao conste
estarcm incluidos as excepces do art. 92, com
a desiguacao do numero da sua inscripeo, e a
declaraco de elegiveis quando o forera.
c 39. Sao eligiris os cidados que tirerem
as condiedes exigidas no art. 94 da constiluico :
e esses sero habis para o cargo de eleitor, juiz
de paz e rereador.
ja 40. O alistamento ser publico no carto-
rio; e todos os aonos na mesma poca se fa-
ro nelle as alteracdes constantes do registro,
rendo tanto essis alteracoos como o alista-
mento geral ser rubricado pelo presidente do tri-
bunal.
3 41 Dous mezes antes de qualquer eleicao
le mettero as listas parochiaes.extrahidas da ge-
ral ao juizo de paz do Io dislricto : e urna lista
dos elegiris aos presidentes das cmaras mu-
Inicipaes.
< 42. Copias das listas parciaes aero pelo
respectivo juiz de paz aunadas porta da ma-
triz, trila dias antes da eleicao, para que os ci-
dados possam reclamar contar qualquer erro
ou omissao.
43. A reclamaco nesse caso dere ser di-
rigida ao presidente do tribunal ; e deferida ella
em sesso extraordinaria, ser corngtdo o erro
ou omlsso por ums portaria ao juiz de paz res-
pectivo.
8 44. Publicada esta lei, e nrganisado o tri-
bunal de qualificaco em cada comarca, dar-se-
ha o prazo de cincoeota dias para que os cida-
dos requeiram a qualificaco ; findo esse prazo
1 se proceder na forma dos 15,16, e 17,deven-
do porm o tribunal coostituir-se em sesso per-
mamente, at que tenha julgar todas as peti-
coes apresentadas.
45. As qualificaces que atualmente rigo-
ram ficam annulladas com a publicaco desta lei,
' salro se antea de 1864 se tirer de proceder a urna
eleicao primaria ou parochial, emcujo caso po-
dero servir, sendo preriamente reristas pelo tri-
bunal da comarca, com recurso para a relacao.
I 45 Sao revogados: o til. l"da lei de 19 de
egosto de 1846, os regulamentos e decises do
! gorerno dadas para sua inlelligencia, e quaes-
c 17. No interrallo que decorrer entre o quer disposices em contrario,
adiamanto e o julgamento poder o reclamante e < pa?o da cmara dos deputa
A cmara dos deputados approrou hontem em
primeiro lugar o requerimonto de adtamenlo o flo-
recido em urna das ultimas sesses ao projecto
que autorisa o gorerno a maudar matricular no
primeiro anno da faculdade de direito de S. Pau-
lo Gabriel Jos Rodrigues dos Santos.
Approrou depois em urna s discusso o de-
creto pelo qual foi concedida a cada um dos guar-
das nacionaes da provincia da Parahiba, Franco-
lino Antonio Marques e Antonio Flix da Concei-
Co, a penso de 500 rs. diarios.
Tratou em seguida do parecer da commisso
de constiluico e poderes sobre o convite feito
pelo senado esta mesma cmara para que se
nomee urna commisso com posta de cinco mem-
bros, para, reunida que foi nomeada pelo sena-
do, propor um projecto de interpretaco do art.
10 8 1. 5 e 6, art. 11 9 9 e arta. 15, 16 e 19 do
acto addicional. Oroa o Sr. Ottoni, ficando a dis-
cusso adiada.
Entrou em ultimo lugar em discusso o pro-
jecto de resposta falla do throno. Orou o Sr.
Ottoni, ficando a discusso adiada.
Esto inscriptos com a patarra os Srs. Silveira
Lobo, Furtado Jos Bonifacio, Carro, Mello
Franco, Silveira da Molla, Lessa,Flix da Cunha,
Amaro da Silveira e Fernandos da Cunha, con-
tra ; e a favor os Srs. Pinto Lima, Zacaras, Fer-
reira da Veiga, Paes Brrelo, Angelo do Amaral,
Taques, Tavares Bastos, Salathiel, Luiz Carlos,
Leilo da Cunha, Henriques, Santa-Cruz, Almsi-
da Pereira, Paranagu, Dantas, Sil'u Nunes, Pe-
reira da Silva, Barbosa da Cunha, Sergio de Ma-
cedo, Esperidio e Villela Tarares.
O Sr. Alencar effereceu e pedio qae fosse en-
riado a urna commisso especial o seguiote pro-
jecto :
a parte juntar aos autos os documentos que jul-
gar convenientes (' 13), depoodo-os no cartorio
do escriro ou requereodo ao presideote do tri-
bunal.
c 8 18. Da sentenca do tribunal hareri recur-
so para a relacao do districto. Podem recorrer,
alm das partes, qualquer membro do tribunal e
todos os que podem reclamar. O recurso dere
ser interposto no prazo de 30 dias da data da
sentenca.
19. Para seguimento do recurso se entre-
gar ao recorrente o processo original fechado,
lacrado d'rigido ao secretario da relacao, fi-
cando copia da sentenca e da petico no proto-
collo do escriro. Nao rollando o recurso deci-
dido no prazo legal, a sentenca passar em julga-
do, salvo impedimento do juizo ou forca maior.
c 20. O prazo do paragrapho antecedente
sete mezes para Goya/, Amazonas e Piauhy;
cinco mezes para Maio-Grosso e Paran ; dous
mezes para as' prorincias sede de relaces ; e
quatro mezes para tolas aa outras.
21. A relacao decidir o recurso na Ia
sesso de preferencia qualquer materia que nao
seja habeas-corpus. Nao lomar conhecimento
nem de processos qae Ihe nao forem apreseota-
doa techados e lacrados, nem de documentos es-
tranhos aos mesmos.
a 22 Decidido o recurso, ser immediata-
mente entregue parte, do mesmo modo fecha-
do e lacrado, com endereco ao secretario do res-
pectivo tribunal de qualificaco. Esses recursos
sao isentos de costas judiciarias.
Aru 4.
23.j0 cidado a quem fr negada s quali-
ficaco nao fica inhibido de requere-la de noro,
decorrido um aono da data da ultima deciso ; e
bem assim o cidado j qaalificado que fr eli-
minado do registro. ( 24.)
< 8 21. A qualificaco feita em virlude de seo-
tenca passada em julgada permanente, e s
pode ser eliminada no caso de morte, perda dos.
direitos polticos ( Coost. art. 7 } e mudenca de
comarca.
c 25. A mudanca de comarca pode effectuar-
se em qualquer lempo. Ao cidado que a re-
querer se passar guia, com a qual se far ins-
crever n'outro registro independente de ora
justificaco.
26". A mudenca do domicilio eleitoral den-
tro da comarca por termo, parochia, dislricto e
quarteiro s pode effectuar-se no quarto anno
de cada legislatura at o dia 1* de marco.
c 8 27. No caso de suspenso dos direitos po-
lticos (Const. arl. 8), de diminuido de reoda,
ou de realissgao de alguma das excepces de art.
92 da constituico, se far no registro a nota res-
pectiva.
28. A eliminacao e a nota do registro (
24 e 27) pode aer feita ex-officio pelo tribunal, ou
'requerimento daquelles % quem permiltido
recia m mar. E' necessario citaco da parte pelo
juizo de paz do districto onde- fr domiciliada.
9 29. Quando porm fr presente ao tribu-
nal sentenca crime passada em julgado ou cerli-
co da cmara dos deputados, 25 de junho
de 1861 J. de Alencar.A. da Costa Pinto Sil-
ra.Rodrigo A. da Silra.
-29
O senado approrou hontem as emendas offere-
cidas em terceira discusso ao projecto sobre car-
tas testemunhareis, e em primeira o projecto de-
l terminando que ao reo preso absolvido em pr-
i meira instancia seja admitiida a llanca at de-
I ciso do recurso em segunda instancia, quando
a pena fr menor de 14 annos de priso.
ltimamente regeitou em segunda discusso,
depois de orarem os Srs. Vascoocellos e Jobim, o
projecto da cmara dos deputados aulorisando as
congregares das faculdades de direito e de me-
decina do imperio para admittir matricula
os estudantes que se apresentarem at oito dias
depois de fechada, e justificaren! as faltas que ti-
rerem.
Continuou hontem na cmara dos deputados a
discusso do parecer da commisso de constilui-
co sobre o convite feito pelo senado para que se
nomeie urna commisso composta de cinco mem-
bros para, reuoida que for nomeada pelo mes-
mo senado, propr um projecto de interpretaco
do artigo 10 r, 5o e S, artigo 11 9*. e arti-
gos 15, 16, e 19 do acto addicional. Oraram os
Zacaras e Viriato.
Proseguio d*pois a discusso do projecto de
resposta falla do throno. Oraram os Srs. minis-
tro da fazenda e Jos Bonifacio.
Ambas as dlscussoes ficaram adiadas pela hora.
-30-
Pelo patacho brasileiro Improvito, entrado
hontem do Rio*Grande, recebemos folhas al 14
do correte.
No Commercial de 8, l-se :
< Verificou-se infelizmente a perda do brigue
brasileiro Guayba, capitao Francisco Paulino da
Silra, aalrando-se este e onze pessoas da tripo-
laco, morrendo o cozinheiro e o passageiro Joa-
quim Jos dos Reis, Porluguez.
Recorrendo s parles martimas rindas da
barra, dirigidas pelo seu commandante o Sr. Jo-
s Pereira Pinto para a praca do eommercio, e
confrontando com o officio que abaixo publica-
mos, dirigido ao Sr. Bernardino Jos Borges, ins-
pector da alfandega desta cidade. julgamos ter-se
perdido este navio naootte de 1 para 2 do cor-
rente, pois que na dita parle martima dessa* data
encontramos o soguinte tpico :
Da meia noite passada por diante soprou
multo vento de SE para S.
Este uario tioha sabido do Rio de Janeiro
no dia 19 de maio.
< Segundo as iaslrucces dadas anteriormente
pelo mesmo aenhor inspector ao administrador da
mesa de rendaa de Sao Jos do Norte, Joo Al-
fonso de Freilaa Amrim, cumprio este senhor as
ditas iaslrucces, fazendo seguir o commandan-
te do destacamento dos guardas Antonio Bernar-
dino de Araujo com doua guardas para a lugar do
sioistro.
< E' muito prorarel que pouco ou nada ae pos-
sa arrecadar, e mesmo porque i vista da quali-
dade da carga, o pouco que se reoolher nao dar
para as despezas do transporte, attendendo dis-
tancia em que o navio deu costa.
a Illm. Sr. Participo a V. S. que o brigue na-
cional Cuahyba, procedente do Rio de Janeiro,
com carga de assucar, arroz, farinha de trigo,
massas, azeitonas, etc., naufragou na costa ds
Mostardas, 5 leguas ao sul, junto barra ds
Laga do Peixe, em consequencia do tem-
poral e fortes tufes do rento S. E. S. S. E sal-
vaodo-se o capitao Francisco Paulino da Silra e
11 pessoas da tripolaco, sendo victimas do nau-
fragio o cozinheiro e um passageiro.
Segundo a participaco datada de 4 do cor-
rente, os ladres tem levado algumas coasas por
trra dentro, sem que o capitao e tripolaco pos-
sam obstar a ess saque : nao s porque elles so
apresctitam armados, como tambem porque o ca-
pitao se acha gravemente enfermo, e bem assim
parte da sua tripolaco.
A' vista, pois, do que reoho de expr a V.
S., determinoi ao commandante do destacamento
dos guardas, o Sr. Antonio Bernardino de Araujo.
para que, acompanhado de dous guardas, hoje
mesmo parlisse para o lugar do naufragio, afim
de proceder arrecadaco e seguranca dos sal-
rados.
Espero que V. S. approrar esta minha re-
soluco, e se dignar dsr-me instruccoes a res-
peito.
Deus guardo a V. S. Mesa de rendas gerae
de S. Jos do Norte, 7 de juoho de 1861.Illm.
Sr. Bernardino Jos Borg dega do Rio Grande.O administrador, Joo Al-
fonso de Freitas Amorim.
No dia 14 acrescenta o Commercial sobre o
naufragio do Cuahyba:
c Este navio est todo em pedacos ; o capitao-
e sua tripolaco tem-se portado dignamente ; el-
les empilham tudo o que tem dado praia e com
grandes esforcos conseguiram salvar o msssame
do navio.
O Sr. Antonio Bernardino de Araujo, que
por ordem do Sr. admiuistrador da mesa de ren-
das geraes seguio para o lugar do sinistro, afim
de arrecadar os salvados, tem desenvolvido todo
o zelo e aclivdade, tendo j arrecadado o se-
guiote : 222 barricas de farinha de trigo, 2 an-
coretas de azeitonas, 1 peca de cabo do Cairo, 2
mastros reaes, 2 ditos de joanetes, 6 vergas, 1
caraogueijo, 1 tuso, 1 gurupez e 1 pao de bujar-
rona.
Os empregados que foram a esta commisso
acham-se hospedados em casa do Sr. Francisco
Antonio de Paira, o mesmo homem que to he-
roicamente salvou o capilo e toda sua tripolaco.
eque em sua humilde choupana benvolamente
os obsequia com o pouco de que dispoe, pelo que
torna-se digno de elogios.
c Os salvados rao para Christovo Pereira, pa-
ra dahi virem para esta cidade, afim de se proce-
der na forma da lei.
L-se ainda no mesmo Commercial do dia
11, a respeito dos temporaes :
'.< Teem sido fortissimos os que se tecm dado
por nossa costa, cujos effeitos bem tem sentido a
barra, que desde o dia 23 tem estado brara ou
impraticarel, e nunca permitlindo sondar-se
como se dere fazer.
a O Sr. Jos Joaquim Soares, capitao que foi
do Barros I, e que reio de passagem no Prazeres,
diz que apanharam to grande oestada, que es-
tireram quasi perdidos ; e deitando o navio on-
ze militas corridas, o mar rinda com tanta im-
petuosidade, que chegara a aluanca-lo e lavara-
Ihe o conrs, perdendo-se tudo que estara den-
tro, at mesmo o escaler. O mar arrebenlara
longe tres comprimentos do navio, e assim mes-
mo alcancava a embarcaco e entrara com furia
dentro.
Somos informados pelos passageiros recem-
ebegados nesta cidade, rindos no brigue Praze-
re e patacho Alexandrina, e que desembarca-
ran! fra da barra para o vapor de reboques, que
ha 24 dias reinara fortes temporaes na costa de
N. O. e S. E, e nao dando um s jazlgo aos ca-
pites para repararem as araras causadas por
to fortes e repetidos lempos.
Os brigues Prazeres, Mara Isabel e Afean-
drina estireram prximos a encalharem na costa
pela altura do Bujur.; felizmente rondando o>
rento para o sul tireram tempo ainda de se
afaslarem d'ella ; entretanto acham-se estes na-
vios sem parle do panno, com algumas vergas
partidas e sem paos da bujarrona, e, segundo
nos consta, ao Alexandrina j Ihe falta manli-
mentos e aguas.
c O estado lastimoso em que chegaram alguna
passageiros, todos pisados, bem demonstra os
trabalhos por que passaram.
No Commercial do da 8 se l tambem :
Com quanto odia quinla-feira fosse um tan-
to bonancoso, anda que com chuva bastante, de
noite pelas 10 horas em diante refrescou muito
o rento pelo quadrante do sul, e fez-nos receiar
bem pelos navios que ficaram vista da barra
Ao amanhecer esperamos os signaes telegraphi-
cos, e tiremos o dissabor de rermos ennunciad
estar um patacho oncalhado na costa de S. O.,
mas em seguida foi minorado este desgosto, por
communicar-se que continuaran vista 9 na-
vios, que com toda a intrepidez de seus comman-
dantes (que nao se pode negar) arroalaram o mo
tempo. Mais tarde chegou o estafeta, e apenas
pode adiantar que o 8r. commandante Pinto ti-
oha passado a este lado (Sul) e seguio a csrallo
para o lugar do naufragio, para onde tambem fo-
ram os empregados da alfandega.
c Em referencia ao que cima noticiamos so-
bre este sioistro, colhemos do capitao desse na-
vio, que aqu chegou s 2 1|2 horas da tarde o*
seguiote :Que o patacho iogles era o Hound,
procedente de Lisboa, com um carregamento de-
sal, consignado aos Srs. J. C, Wigg & C, que
tendo permanecido tundeado'toda a noite, lh
faltara os ferros, j sobre a madrugada, compel-
lndo ao capilo a encalhar o nario sobre a
praia ; deu origem a isso a forta correnteza e
muito marque hara fra da barra, apaonando o
nario fondeado perlo da costa, e sendo o rento
travesis que oimpossibiliteu de se fazer vela
Este nario acha-se totalmente perdido ; o honra-
do Sr. cnsul inglez seguta hontem mesmo s S
horas da tarde para o lugar do sinistro, levando
comsigo o capitao do nario naufragado.
1 de julho.
A fragata fraoceza La Pandore, entrada hon-
tem de Montevideo, trouxe datas daquella cidade
at 19, de Buenos Ay res at 15 e do Rosarlo ala
13 de junho.
As noticias, que pouco adiantam s ultimas
recebidas, sao destituidas de interesse:
No Rosario ia construir-se urna batera pan
competir com os vapores porleohos. Referem
d'alli que o presideote Derqui entrando em Cor-
dora hsvia reaUbelecido a ordem e mandado re-
tirar todas aa forjas.
Em Montevideo deu-se um roubo grandioso.
D. Pedro Courtin, chegandoda Europa, foi hos-
pedar-se em casa de seu irmo D. Antonio. Pou-
cos dias depois raptou-lhe o filho deste, Ernesto
Courtin, urna filha de 15 annos e mais 25,00 na-
tacea guisa de dote.
A polica pode ainda infelizmente descobrir os
dous primos fgidos bordo do brigue sardo
Propketa Elias, preces a dar rea. Cabe aqui
referir, em louror daquella policia, que a quena
4S d.8,*PPareclnlo, inteiraraente desacompa-
ohada de quaesquer indicios do caminho que ha-
rlam lerntjo os deliuqueotea, foi dada s 8 hora
da noite,

J
MARIO M FERIAMIUOO. TER^A TORA 16 DI JLHO 1 1M1,
anaohia de 18. O dioheire eaeontroa-m parte
escondido d'uiq bahu' que partencia bagagem
dos dous passageires, que a vespere bavara
preeenta Jo passaporl* e pego a pasaagem,
parteen poder de outro individuo.
O primeiro impeto de Ernesto, ae ver entrar-
Ihe pelo camarote o pai e o lio acompanhidos de
a oeeamiasario de polica, foi atirer-se a hu re-
vateer qae lio ha i mi : cooseajuio-se porm
auepOga-lo a entrega-la i autoridad* coaape-
MR
A reeoiaa, ltenla a uaidade, oi mandada
para a casa paterna.
2
O eeoado occupou-*e hontem ce* as materias
que constara da acta que publicamos no lugar
competente.
Conlinuou honlem na samara dos deputados a
discussao do parecer da commisso de constitu-
Sao sobre o convite ftrito pelo seoado para que
M nomeie urna commisso composta d cinco
aerofaros para, reunida que fdr no mea da pelo
asesino seoado, propor um projecto de inlerpre-
tacio ao art. 10 l, 5 e 6, art. II 9, e arts.
15, 16 p 19 do acto audicional. Orou o Sr. Vil-
lela lavares. .
Conlinuou em seguida a discusaao do projecto
le reaposta falta do throno. Oraram os Srs.
ministro da Justina, Hurtado e Almeida Pereira.
Ambas as discusses ficaram adiadas pela
ora.
Foi graciado com o Ululo debaro do Sahy o
Sr. Luiz Fernandes llontoiro.
Foram nomeados :
C smrueudador da ordem de S. Benlo de Aviz o
marechat de campo Francisco Sergio de Oli-
?eira.
Cavalleiros da raesma ordem o 1.* lente da
armada Salu9tiano Caetano dos Santos, e os ca-
piles Joaquim da Silva Haia, Jos Fraocisco
da Silva e Jos Maria do Nascimento.
Foi jubilado o Dr. Jonathas Abboth na cadeira
de anatoma descriptiva da faculdade de medici-
na da Babia, cura o respectivo ordenado e meta-
de da graBcaclo, por ler mais de 30 annos de
servigo.
Foi concedida aos tilhus de D. Josepha Maria
Aragonez de Faria, viuva do Dr. Jos Candido
de Faria, a pensio de 600$ annuaes, de que li-
vera mercc sua fallecida mi, e da qual ella nao
chegou a gozar.
Foram apresentados o padre Bernardo Hygoo
Das Coelho, na igreja parochial de Nossa Seoho-
ra das Dores da Boa-Esperan?, da provincia de
Minas-Geraes e bispado de Marianna ; eo padre
Manoel Felippe Nery, na igreja parochial de Sao-
la Rita do Turvo, da mesma provincia e bis -
pado.
- 3
Honlem nao houve sesso no senado, por falta
ele numero legal.
Continuou honlem na cmara dos deputados a
discussao Jo parecer da commisso de constitui-
co e poderes sobre o convite feito pelo senado
para que se non.ee urna commisso composta de
cinco membros, para, reunida que fOr nomea-
da pelo sesmo senado, propor urn pr jeito de
interpretaco do art. 10, 1, 5, e 6, art. 11, 9,
arts. 15. 16 e 19, do acto addicional. Orou o Sr.
Uartim Franco.
Continuou eru seguida a discussao do projecto
de resposta a falla do throno. Oraram os senho-
res ministro do imperio, Silveira da Molla, e
Taques.
Ambas as dscusses ficaram adiadas pela
i) ora.
Por decreto de 21 de junho prximo pss3ado
foi reformado no posto de capitn de mar e guer-
ra, com o respectivo sold, o capilo de fragata
Jos Manoel da Costa, conforme pedir.
- 4
O senado oceupou-se hontem com a 3a dis-
cussao do projecto da cmara dos deputados so-
bre promoges da armada, com as emendas da
commisso de marinha e guerra. Oraram os
Srs. vjsconde de J-quitinhonha, que offereceu
novas emendas, ministro da marinha, e baro de
Muritlba, ficando s discussao adiada pela hora.
A cmara dos deputados elegeu hontem a me-
sa que deveservir no presento mez. A nica
alteracao foi quanlo ao 3 e 4* secretarios, que
tassaram a ser os Srs. Vieira da Silva e Ca-
lazans.
Continuou depoU a discussao do projecto do
resposta falla do throno. Oraram os Sr*. Les-
sa e Paranagu.
- 5
Continuou hontem no senado a 3* discussao
do projecto regulando es promoges dos officaes
a armada. Oraram os Srs. D. Manoel e Miran-
da, ficando o debate addiado pela hora.
Conlinuou honlem na cmara dos deputados a
discussao do parecer da commisso de constftui-
co e poderes sobre o convite feito pelo aenado
para que se nomie urna commisso composta de
cinco membrospara, reunida que for nomeada
pelo mesmo senado, propor um projecto de in-
terpretaco ao art. 10 1., e 6. art. 11 9 e
arts. 15, 16 e 19 do acto addicional. Oraram os
Srs. Figueira de Mello e Carvalho Res.
Continuou em seguida a discussao do projecto
de aesposla falla do throno. Oraram os Srs
Flix da Cunha, Paes Brrelo e F. Octaviano.
Foram nomeados:
y Por decreto de 21 do mez passado, o conse
Iheiro Antonio Nicolao Toleotino para o cargo de
zuembro do cooselho inspector e fiscal da caiza
econmica e monte do soccorro da corte.
Por decretos de 1 do correle: osterceiros es-
criplurarios da thesouraria de fazenda da pro-
vincia do Rio Grande do Sul, Francisco de Paula
Bdrruo Leite para o lugar de seguodo escriptu-
rario da mesma thesoureraria, e Zeferioo Vieira
Rodrigues Filbo para o de segundo escripturario
da alfandega da cidade do Bio Grande.
Por portara de 2 deste mez; os pralicanles
dasobredita thesouraria, Bernardo de Castilho
Maia para o lugar de lerceiro escriplurario da
mesma repartigio, e Estevio Pioheiro Guimares
Dourado para o de amanuense da respeclira se-
cretaria.
7 -
TeimiDou hontem no senado a 3a discusaao do
projecto que regula as promoges da armada.
depois de oraren os Srs. D. Manoel, visconde de
Albuquerque, Ferreira Peona, e ministro da ma-
rinha.
Foram approvadas as emendas da commisso
de marinha e guerra, sendo regeitadas as dos
Srs. visconde de Jequitinhooha e Ferreira Peona.
A cmara dos deputados approvou honlem em
primeiro lugar, depois de um dbale entre oa
Srs. Silveira Lobo, ministro da justiga C. Oltoni,
Gomes de Souza, um requerimento, ofierecido
por este ultimo senhor. pedindo ao governo a
integra da representarlo dos corretores e mais
documentos em *)ue se fundn o ministro da
jnstca para a expadico do decreto n. 2,600 de
5 de junho deste auno.
Em seguida o Sr. Martin Fraocisco fundamen-
tou e spresentou um requerimento, que flcou
adiado por pedir a palavra o Sr. Heoriques, re-
qnisitando do governo todas as ioformages con-
cernenles a prses e recrutamenlo feito na pro-
vincia de S. Paulo naa veaperaa dea eleiges e
dentro do te ropo prohibido por le.
Entrou depois em discussao um requerimento
do Sr. Ferreira Lage sobre a correspondencia ha-
vida entre ,o presidente de Mioas e o governo
geral, acerca do conflicto establecido entre a
referida provincia e a do Bio de Janeiro por cau-
sa da cesssgo do contrato que as duas provincias
linfaam feito para a cobraoca dos direilos pro-
vinciaes sobre o caf, por oecasio de restable-
cerse o antigo systema de cobranca por meio de
guias para o caf da provincia de Minas. Depois
de algumas observares dos Srs, Ribeiro da Luz
C. Ottoni, cooeluio este offereceodo urna emen-
da substitutiva pedindo ao governo que, exami-
nando e systema seguido pela provincia de Minas
na arrecadacao dos i m postos de exportacio a as
medidas fiscaes que para evitar abusos adopta a
do Bio de Janeiro, a ipeca as ordena conve-
nientes para que cessa a actual conflicto entre
-as administragea dss duas provincias, e sejam
sraotidot os direilos de asabas. A emenda foi
approvada, julgaado-ie prejudicado o requeri-
mento.
Entrn por Cimasa discussao um requeriesen-
A^#e,-a Ml s'-BPrtdiaa, padiado in-
S? "i0 o eepaocameoto prati-
Uio napetsoa do esemiode orpao*, judicial e
notas da villa de Porto de Podras, provincia das
Alagos, Jaso Francisco de Almeida. Depois de
um 4*ete entre es Srs. Paas de Mondonga, Es-
pertarte, lavares Bastos, e Casiello Breac, fl-
cou a discussao adiada pela hora.
O vapor Iniperalriz entrado honlem do Bio da
Prata, trouxe-nos datis de Montevideo at 30,
Beenos-A? res 29, Rosario 23 e Paraguay 15 do
paeoedo.
Do pouce 4a4eresse sao os acontecmentos oc-
cerridoa durante eau ultima quinaena na Rep-
blica Oriental, onda a aprensa -oootinuava a
sustentar a conveniencia de guardar a nentrali-
dadano conflicto iminente entre Enanos-Ayres e
a Repblica Argentina.
Orgaoiseu-se o novo gabinete, -sendo Hornea-
do para a pasta do governo e de estrangeiros o
Dr. O. Henrique Arrsesela, e para a da fazenda
D. Antonio- Maria Persa, e continuando interina-
mente com a da guerra o coronel D. PanUleon
Prez.
Promulgada a 22, comegou no da 25 a ter exe-
cugao a nova lei da alfandega, a respeito da
qual faz o nosso correspondente algumas refle-
xdes que nada temos que acrescenlar.
Sao oslas duas as occurrencias de maior vulto;
deu-se porm umfacto, um crime honivel, que
pela sna gravidade nao podemos deixar de men-
cionar.
Na ooite de 22 eslava o soldado Jos Simplicio
de sentinella no quartel do sen regiment, que
era o 1 de cagadores, quaodo o cabo daguuda
o veio render com o soldado Domingos Gonzlez.
Sern proferir urna nica palavra nlira-se Sim-
plicio a Gonzlez, fere-o mortalmenle com um
punhal. e investindo depois ao cabo lenta fazer-
Ihe o mesmo, mas este|coosegue aparar o golpe,
que apenas o ferio levemente.
Avisado acudi o commandanle da guarda, al-
ferga O. Juan Manuel Esquive!, que tentando de-
sarmar o soldado furioso, ple efieclivameute
arrancar-lhe a bayoneta, mas cabio logo tras-
passado por dous golpes de punhal. Perpetrada
esle ultimo atteotado procurou Simplicio va-
dir-se; subjugado depois porem sargento Cerde-
oo, foi preae e aguarda agora a pena de seu
eriaza.
Morreram das suas feridas, tanto o alferes
como o soldado Gonzlez.
Conlinuavam as cmaras legislativas com os
seus trabalhos.
A dos deputados linha approvado um projecto
de lei autorisando o governo a contratar com em-
prezas particulares a construcgo de vias frreas,
mediante a garanta de 8 por cenlo. a outro
cranlo um banco em Paisaod. Alm disto
approvara um projecto de cdigo ao commercio
formulado pelos Drs. Acevedo e SarfieU, e mais
alfjumas disposigoos que lhe-estavam aflectas.
Elre giros projectos que iam brevemente en-
trar em discussao, figuravam um para acorogoar
a cultura doalgodo, e outro para a adopgo do
systema mtrico decimal.
A lei da amnista nao linha sido anda sanecio-
nada anda, por nao se achaiem de accordel as
duas cmaras, o que tornava necessarta urna
fuso dos dous ramos.
O senado ecquiesceu a que se conferisse ao
coronel D. Diego Lama, como efleclivamente se
confer j a patente de general.
Eslava prompla a torga que, s ordeos deste
militar, devia ir reunir-se ao destacamento do
Uruguay para fazer respeilar uaquella fronteira
a neutralidade da Repblica no caso provavel de
guerra entre os povos visnhos.
A commisso nacional nomeada para dirigir os
trabalhos necessaros, afim de que a industria do
paiz seja devidsraeote representada na prxima
exposigao de Londres, deu principio sua hon-
rosa incumbencia dirigindo aos chefes polticos
dos departamentos urna circular acompanhada
das instrueges que julgou convenientes.
Cida da se tornava mais hostil e ameagadora
a atlitude entre Buenos-Ayies e a Repblica
Argentina.
Autorisado, como dissemos, a mobilisar as'
milicias da todas as provincias, reunia o governo
do Paran na Santa F torgas consideraves vin-
das de lodas as partes, e nomeou commandante
em chefe o general rquiza, que principia j a
por em movimento as iropas de Entre-Ros.
CoGfirma-se a noticia de ler o presidente
Derqui entrado na cidade de Cordova.
Apreseuluu-se elle s portas daquella capital
com alguma gente desordenada e pela maior
parte desarmada, mas o goveroador da provincia
deixou-so intimidar a ponto de sahir tora a pres-
tar-lhe obediencia.
O presidente depd-loe mudou por sua propria
auloridade olguus dos priocipaes funcionarios
pblicos, declarando a provincia em estado de
sitio.
Pela sua parte procura Buenos-Ayres mostrar
| arreganho militar, e as notas que em datas de 16
i e 17 de junho dirigi o governador Mitre ao mi-
nistro do interior da Repblica Argentina, decia-
i rando que nio mandara proceder a novas elei-
Qes, e que zombava da prohibigo de mobilisar
! as milicias da provincia, soam quasi como urna
; declarago de guerra.
Trata va-se de mobilisar efectivamente a guar-
| da nacional para guarnecer a fronteira na pers-
pectiva de um ataque, e a cam/>anAa eslava toda
em movimento.
Autorisadij pela assembla legislativa a com-
mandar em pessoa o exercito, dispuoha-se Mi-
tro a sahir da cidade dentro em poucos dias.
Mas em quaulo assim se apercebe para a guerra
dentro do proprio territorio, deixou Bueuos Ayres
perder a oecasio de assegurar-se um alnado
tora delle, e em vez de correr em soccorro do
governador de Cordova com urna prompu reao-
lugao, que lhe dara imotensa vantagem, aban-
donou-o sua sorle.
O resultado ser lalvez ler Buenos-Ayres de
luler a sos com as forgas reunidas de lodas as
provincias que consliluem a Repblica Argen-
tina.
E ao passo que assim se v assoberbado por
um poder superior, nem se quer pode Buenos-
Ayres contar com a concordia no seu seio.
Nem todos os elomeotos correm ali para um
fim nico, e al j foi preciso desmontar alguns
esquadres, para que seno passassem ao outro
lado.
Na guerra todos os meios de prejudicar o ini-
migo sao bons. O decreto que permillia pagar
em Buenos-Ayres os direilos dos gneros impor-
tados na repblica, revogou-o o coogresso do
Paran pelo seguinle, datado de 13 do passado:
Art. l. Fica revogado o decreto de 3 de no-
vembro ultimo, relativo s alfandegas da provin-
cia de Buenos-Ayres, e sern effeilo nem valor as
daposiges em virtude delle tomadas.
Art. 2." Ficam restabelecidos em lodo o seu
vigor os regulamenlos e disposiges aduaneiras
vigentes ao proroulgar-se o citado decreto e os
artigos dos pactos de 11 de novembro e 6 de
junho, por elle alterados.
Art. 3. Principiar esta lei desde o dia da sua
promulgago a vigorar nos respectivos portos,
at que incorporada administrativamente a pro-
vincia de Buenos-Ayres, se legisle de modo
definitivo sobre o assumpto, conforma o estabe-
lecido nos pactos.
Art. 4. Comraunique-se, etc.
A' vista disto ordenou o governo de Buenos-
Ayres sua collectoria geral, que procedesse no
despacho e transito de merca dorias e productos
do paiz, procedentes das demaia provincias da
repblica, on com desuno para ellas, pela forma
antes eatebelecida, suspendendo-ge a remessa da
conta diaria e mensal ao governo nacional
A cidade do Paran foi declarada capital
permanente da repblica.
Quaoto ao resto, referimo-nos i carta do nosso
correspondente.
Infelizmente porm, temos anda de registrar
urna inste nova por cenia do nosso proprio
A. canhoneira P*raguau, que linha sabido
fie Montevideo para este porto no dia 18 do mez
passado, perdeo-se a 22, iodo sobre oe recifes
Ue Castillos Grandes, perto do canal do Rio da
Esta noticia espalhou-ie em Montevideo urna
hora antes da sabida do imptralrix, tendo sido
levada aquella cidade por nm proprio enriado
pelos nufragos legacao brasileirs.
Corra que se tinham salvada algumas pragas
da tnpulago e oeommandaato que se deixaram
lcar a bordo na oecasio do naufrasjio.perecendo
quantes hrvism confiado dos escaleras assues
vidas.
Quando largoa o imptrattix, a canhoeira iro-
ynory, que pertence stacao, j eslava acen-
dendo as fornalhas aflm de seguir para o lugar
do naufragio.
Picamos aguardando ioformaces mais minu-
ciosas e auiheoteas.
Do Paraguay sao destituidas de intetwe aa
noticias'.
_
?'
T
liU
Continnavam no meio de immenso canearse as
experiencias da va terrea.
Traba Un va-se na eenstrucglo da usa theatre
novo, que preaeMia vir a ser um edificio sata-
vel, e haviam principiado as obras rio leate
que se ia levantar na primeira villa oeddetaCn
curia distancia do perto.
Temos datas de Coya i at 24 da ataio prstate
passado.
Nada eeeorrers de importancia depois da
ultimas noticias.
J se acbava 4 testa da adsaiaiotrago da pro-
vincia o ora presiden Petis de Atan-
castre.
A asemelas proviocial devia installar-se es
principios de junho.
L-se na ordem do dia n. 267, expedida pela
repartirn da ajudaule-general, e a 6 do cot-
renttT
Manda S. Exc. o Sr. tenenle-general marquez
de Caxias, presidente do contelho de ministros,
ministro e secretario de estado dos negocios da
guerra/ recommendar as autoridades a quem
competir a fiel eserucio das disposiges das or-
dena do dia n. 14 de 9 de maio de 1857, a n. 75
d 30 de julho de 1858, relativas- nio s re-
messa dos mappas dos recrutas apurados as
provincias, relegdes nominaes dos meemos re-
crujas, seus respectivos ssseotameatos. a dee'a-
rago de seus destinos (papis esees que' leen
deixado de ser enviados de algumas provincias, e
de outras nao veem com a regularidad deter-
minade), cerno tamben dos mais ppela exigidos
oa primeira daquellas ordeos do pia, em pocas
determinadas, ou as parlas eapeciaes de que
trata a segunda das referidas otdens quande nao
se deiem as oceurreecias sobre que devtm versar
laes documentos.
As relages de alterages relativas aos Srs.
capeJlaos da reparligo eecleaiastica do exercito
devem ser incluidas nos papis caja pontual
remeses a esta secretaria de estado- tica recora-
meodada.
Publico, de ordem do mesmo Exm. Sr. mi-
nistro, para que tenham execugo e cheguem ao
conhecimento do extrlo. as disposiges e
oceurrencias que se seguea :
Porimmediata e imperial resolugo de 3 de
julho correte, lomada sobre consultado conse-
Iho suprTamo militar, houve por bem S. M. o
Imperador determinar que os Srs. lenles-ge-
ne raes e brigaderos e os Srs. capiles, que obii-
verem laes postos por effeilo de reforma, e os
que forem graduados oesses mesmos postos es-
tando na Ia ciaste Ao exercito, nao teem direito
aos graos da ordem de S. Benlo de Aviz conce-
didos pelo decreto de 20 de abril deste anno em
relago aos referidos postos eflectivos.
Nomeafet.Do Sr. lenla do corpo de
estado-maior del" classe Jos Pompeo de Albu-
querque Cavalcante, para ir servir na provincia
do Piauhy, em subslitugo do Sr. lente do
metmo corpo Francisco Cesar da Silva Ama ral,
nomeado para servir naquella provincia, e pos-
teriormente mandado flcar disposigo da pre-
sidencia do Maranho. (Ordem do dia numero
26 i}.
< Do Sr. Ireno de Souza Brito, para pharma*
ceulico do corpo de saude do exercito. (Ordem
de 19 de junho (indo).
Do Sr. Jos Marcellino Alves da Fonseca,
para escrivo do hospital militar da provincia
de Pernambuce. (Decreto de 19 de junho
lindo.)
Licen$as concedidas. Ao Sr. lente do
batalho de cagadores de Malto-Grosso, Marlinho
Jos Ribeiro, que se acha na provincia de S.
Paulo, dous mezes para tratar de sua sande,
devendo recolher-se ao seu batalho logo que
termine a dita licer.g.
Ao Sr. alferes reformado Pedro Marlini, para
residir nesta corle.
Reforma.Foi concedida na forma da lei.
ao Sr. rnajor do corpo de estado-maior de Ia
classe Joo Pedro de Lima e Fonseca Cutieres,
yiato soffrer molestias iocuraveis que o tornam
incapaz de todo o servigo. (Decreto de 19 de
junho lindo)
Demisso do tervico militar.Foi concedida
ao Sr. alferes do 8. batalho de infamara Au-
gusto Pinto Paca. (Decreto de 19 de iuoho
findo).
Por decretos de 2 do correle foram reforma-
dos, como pediram, no posto de capilo de mar
e guerra os capiles de fragata Joaquim Jos de
Oliveira e Henrique Manoel de Moraes e Valle,
o Bsquelle ero que se acha, o capitio-tenenle
Jos Antonio de Souza Netto, todos com os
respectivos sidos.
6
O senado cootiouou hontem a oceupar-se com
a 3a discussao do projecto relativo s promogdes
dos officiaes da armada. Oraram os Srs. Miranda
e visconde de Jequitinhooha.
Continuou hontem na cmara dos deputados a
discussao do parecer da commisso de constitui-
go e poderes sobre o convite feito pelo seoado
para que se oone urna commisso composta de
cinco merobros para, reunida a que for nomeada
pelo mesmo senado, propor um projecto de in-
terpretaco ao art 10 1, 5, e 6, art. 11 9, e
arts. 15, 16 e 19 do acto a Jdicional. Orou oSr. J.
de Alencar.
Continuou depois a di.'cusso do projecto de
resposta falla do Ihrono. Oraram os senhores
Zacaiiaas, ministro da jusliga e Flix da Cunha.
Ambas as discussoes ficaram adiadas pela
hora.
O requeriateal spresentado na sesslo de 6
pasa flf. fleawtsde Gomes de Souza, para que se
paw"***** |Bejto, pela reparligo da justiga,
la ajnlasaja en rapresenlago dos corretores e ou-
.b>ad!aajeeitos em que se fundou o decreto n.
2,800 de 5 de junho ultimo, nio foi approvado,
como se diese ao Jornal de 7 da cerrante, e sim
rejeitad.
Segu hoje no vapor de guerra Jaguaro a tor-
ga de linha que linha de ser enviada para o Mu-
cury, com deslino a Philadelphia, afim de au-
xiliar as deligencias all empregadas contra os as-
saltos e alternados dos indios, de que j demos
noticia na Gazetilha de 29 do mez findo.
Esta forga vai reunir-so ao destacamento de
trila pragas existente no districto de Philadel-
phia, e a outras tantas que devem hoje ter all
chegado, segundo as ordeos dadas peta presiden-
cia de Minas-Geraes.
Com esle contingente de tropa de linha e rom
o da guarda nacional que se tem prestado a auxi-
lie-la, alm do concursa dos moradores e colo-
nos daquellas paragens, e igualmente de muitos
indgenas dos mais pacficos, de esperar que
dentro em pouco lempo se restabelega a tranquil-
lidade publica, e vollem as cousas ao seu estado
normal.
Consta de informagdes recentes que em conse-
quencia das providencias j dadas, vai reappare-
cendo a confianga dos habitantes, com a certeza
de que se lhes garante a seguranga individual e
da propriedade. Alguns c>megam a regressar
suas casas e aos trabalhos de suas lavouras que
haviam abandonado quaodo se virara ameagados
de serem atacados pelos selvagens, e cahirem vic-
timas das suas barbaridades.
A Companhia Brasileira de Paquetes a Vapor,
annuocia hoje que em consequencia de estarem
em concert os vapores Paran e Tocanfin*,
fica sem effeilo a sahida de paquete no dia 7 do
correte.
8
Por bulla de 17 de maio do correte anno foi
agraciado com o titulo de cavalleiro da ordem de
S. Joo de Jeiusalm, e cepellio de obediencia
magistral de S. M. O. Gerosolomitana o Sr. reitor
do seminario episcopal de S. Jos, padre-meetre
Pedro Celestino de Alcntara Pacheco.
- 9
Honlem nao houve sessio no senado por falta
de numero legal.
A cmara dos deputados approvou hontem em
primeiro lugar o parecer da commisso de pode-
res sobre a eleigio do 4 districto da provincia da
Baha, sendo reconhecido deputado o Sr.conse-
lheiro Jos Antonio Saraiva.
Approvou em seguida o parecer sobre o convi-
te feito pelo senado para que se no mee urna com-
missan composta de cinco membros para, reuni-
da i que for nomeada pelo mesmo senado, propor
um projecto de interpretago ao art. 10 58 1 5 e
6, art. 11 9 e erte 15, 16 e 19 do acio addi-
cional.
Approvoa tambem, depois de nm breve debate
entre os Srs. Viriato e Pereira Piolo, o parecer
relativo i designago das commisses que devam
ser incumbidas do exame do orgaroeoto e contas
do novo ministerio da agricultura, commercio
obras publicas.
Approvoa anda o projecto da resposta i talla
do throno.
Irrtrou por fim em 3* discussao o projecto que
concede s igreja matriz de Paquat a posse de
urna data de terrae a duas peqaenas casas. Vori-
flcendo-ieno harer case, flcou encerrada a refe-
rida dretussio.
Ti resaca datas de Rio Grande do Sul at t do
carreas*. Itazidae pelo vapor inglez lq*iqu$, fre-
y? P*e coatoaartio daquella prega para coo-
Kir acomspodaacia que deve seguir para a
Europa.
A carta do nota correspondente resume todas
aa oceurrencias da alguma importancia.
Segundo ella a aa jornaes que recebemos, o va
por de guerra Paraguass, cujo naufragio noli-
ciamos, perdeu-se ao lugar 01ho.d'Ague, na ces-
ta-da-Casttrrros, no dta 2* de juaho. Tendo aber-
to agua, a que aa bomban nio puderam dar va-
sao, e ao lhe sendo possivel arribar a Montevi-
deo ou ao Rio Grande, procurou a praia para aal-
var a tiipolaro, o que infelizmente nao conse-
guio de todo, poie lhe morreram quatro mari-
nbeiros e o filho do immediato.
Pela capitana do porto foi fretado o vapor io
Grndense, da companhia Uniao, para ir ao pon-
tal de S. Miguel buscar a tripolagio salva, que
coma de 90 pessoas.
O vapor Mrquez de Caxias sabir a a 24 do Rio
Grande para Mootivido, roas arribara a 25, acos-
sado por uso fertiseimo temporal, *m que sofireu
algumas avarias. Ficava porm proaapto a partir
para o seu destino apenas a barra permittisse a
sahida.
O Piratininta anda nao havia chegado.
No dia 1 do correle comegava a ter vigor a
nova lei provincial que augmenta 2 % sobie xar-
que e couros vaceaos salgados, pagando por con-
sequencia desde aquella data 3% de direites as
gneros provineiaei.
De Porl'Alegre havia dalas at 22 do passado.
Nada occorrera de intereaee.
Do Jaguaro ooliciavam que o commercio se
achsva muito paralysado, sendo amiudads as
quebras.
Foi nomeado oommendador da ordem deCbris-
lo o major da guarda nacional da provincia do
Maranho Luiz Jos Joaquim Rodrigues Lopes.
Foi concedido o titulo de conselbeiro ao Dr.
Francisco de Paula Baplista, lente da Ia cadeira
do 5 anno da faculdade de direito do Recite, em
virtude do art. 158 1 dos estatutos da mesma
faculdade.
Foi nomeado secretario do governo da provin-
cia do Rio de Janeiro obacharel Caetano Jos de
Aodrade Pinto, sendo exonerado do mesmo lugar
a seu pedido, o Dr. Joao Baplista Pereira.
Foi nomeado lente da 2a cadeira do 5 anuo da
faculdade de medicina do Rio de Janeiro por ter
sido aposentado o conselheiro Candido Borges
Monteiro, o Dr. Jos Maria Chaves, substituto da
mesma faculdade.
Foram nomeados oppositores da secgo de scl-
encias medicas da faculdade de medicina da Ba-
ha e Dr. Joo Pedro da Cunha Valle, e da de
ciencias accessorias da do Rio de Janeiro, o Dr.
Joaqun Monteiro Caminho.
Foi nomeado; por decreto de 4 do correte,
procurador-fiscal da thesouraria de fazenda desta
provincia o baeharel Anlooio Candido Ferreira de
Abreu.
Por decreto de 4 do correte foi nomeado 2o
escripturario o 3o dito do mesmo thesouro Anto-
nio Godinho Ramos.
Foram apresentados: o padre Jos Paulino da
Silva, na igreja parochial da Varginha de Tres
Pontes, do bspado de Marianna e proviucia de
Minas-Geraes ; a padre Candido Fernandes Braga
na igreja parochial de Jequiry, do mesmo bispado
e provincia.
Por decreto de 4 do correte foi concedida ao
Dr. Carlos Augusto Fernandes de Castro demisso
do lugar de primeiro cirurgio do corpo de saude
da armada, como pedir
Os estudaates da escola de medicina da corte
fireram entre si urna subscripgio, cujo producto
remetteram ao instituto Histrico para ser ap-
plicado cooslrucgio de um monumento ao Dr.
Jos Bonifacio.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
BahU de julho de 1861.
O viajante que aportasse Baha nesta quin-
zena que acaba de decorre, o ae reiira** logo,
levaria as mais agradaveis recordagoee desta
grande capital, que teem estado mergulbada em
continuadas festas.
Occupam primeiro lugar, oa ordem chronolo-
gica as que se fizeram com o desembarque e re-
cepgao de nosso Metropolita, o Exm. Sr. Arce-
bispo D, Manoel Joaquim da Silveira, que chegou
no dia 27 do mez findo, no vapor Paran, e
desembarcou as 11 horas da manha no arsenal
de marinha com as honras devidas sua alia
gerarchia.
A guarda de honra postada no mesmo arsenal
se compunha das duas companhias de menores,
aprendizes mariuheiros e aprendizes artfices
Era a infancia, a innocencia, quem alli recebia e
escoltava com seus bragos juvenis a religio, a
f, a esperanga da igreja brasileira, a caridade
personificada em uro dos oossos mais virtuosos
sacerdotes.
Um numeroso concurso de povo, alm das ir-
mandades, clero regular e secular; e officialida-
de de marinha se achava tambem naquella re-
parligo, e toda esta gente formou um brilhaote
acompaohamento S. Bxc. at a Calhedral.
Quando S. Exc. desembarcou, o Forte do Mar
deu urna salva de desanove tiros, e os navios de
guerra poseram gente s vergas.
Ao chegar ao largo do Terreiro, urna guarda
de honra do exercito fez as continencias do es-
tyllo. e no mageslosp Templo do Collegio. em que
S. Exc. spoz enlrou, enloou 0 cabido o Te-Deum,
no qual pregn um eloquente sermio o reveren-
do padre mestre frei Raimundo. O Exm. Sr.
vice-presidente, commandante das armas, e ou-
tras autoridades da provincia alli esperavam S.
Exc. reverendissima, que depois da cerimonia.
sentado no seu eolio, deu beija roo.
Concluido este acto S. Exc. recolheu-se ao
palacio archiepiscopal, tendo sempre seu lado,
desde o desembarque, o Exm. reverendo Sr. his-
po do Para, e sendo acompanhado por um-ex-
traordinario numero de pessoas.
No dia 29, s 11 horas da maohia, houve no
dito palacio a locante cerimonia da tradiego do
Palio, e nesta oecasio foram transmittidos S.
Exc. reverendissima os poderes metropolilicos,
offlclando aquello Sr. bispo, revestido de hbitos
pontificaes A insignia com que enlo se reves-
tem os novos arcebispos mandada directamente
pelo Santo Padre e consiste em urna fita larga de
la com cruzes pretas.
Era todo o povo bahiano se divisava grande
alegra pela chegada de seu novo pastor ; porque
os ltimos actos do governo do arcebispado re-
vellavam aos verdaderos christos causas do se-
rias apprehensdes; motivos bem poderosos para
entibiar mais o senlirnento religioso, que j hoje
tio frouxo.
O reverendissimo vigario capitular pareca que-
rer governar com o regulamento do Conde de
Lippe, e isto nio poda agradar de forma alguma.
Anda me record de um offlcio de 18 de maio,
dirigido ao reitor do pequeo Seminario, que
nm padre Laza rita, o qual parece inleira mente
urna ordem do dia do exercito, pelo seu eslyllo
completamente militar.
Pens que por sperceber*se disso que o Exm.
Sr. arce bispo so resol veu tomar logo conta do
governo do arcebispado; porque sua primeira
intengao era ir antes corte no vapor Cruttiro
do Sul para beijar a mi S. M. o Imperador,
viagera que se recusar sempre, substituiodo-o
eolio o conego Deo, que dismo tambem des-
ta eminente honra.
S. Exc. reverendissima tem sido visitado por
todas as autoridades, a eorporagoes, e j ba
conquistado grande estima pal modo silencioso
e delicado eom que recabe qualquer, e conver-
sa affavelmente, pataoteando, entretanto, a sua
vasta erudiccio.
S. Exc a, ncmcipalmentn, dedicado aee offi-
ciaes de marinha, aos quaes muito estima, tai-
vez porque j vreo entre elle am nma poca
bem agradavel da sua vida, quando foi buscar
o aples a nosan virtuosa Imperalriz, ns qnsli-
dade de capelIIo da caa imperial.
Depois das festas religiosas, livemos as festas
polticas, as grandes festas de julho, das quaes
o bahiano se records sempre em qualqter parte
do mundo em que esteja.
No dia 29, como de coslume todos os annos,
percorreu as prineipaes ras da capital um luzi-
do bando, composto de muitos mascaras p,
cavallo, e em carros, annunciando oa festejos
qae a commisso directora havia organlsado, e
convidando o poro i demonstrar todo o seu re-
gpsijo. Alguns estavsm bem csreetisados, prin-
cipalmente um sujeito que se methamorphoeeou
completamente em gafanhoto, e esteva admia-
vel. Oulros Iraziam alluses mui positivas ao
regniemenlo orgnico de ioslruccio publica, e
ao director aeral doa esludos; o que me desa-
gradou muito; porque nio era essa a maneira
mais propria de mostrar desapprovagio elle.
Surgi o memoravel -lia 2 de julho com todas
as gallas de urna tormos manha, e o sol mos-
trou-se brilhaote em todo elle. A guarda nacio-
nal e tropa de linha formou em grande parada
na La pin ha, e reunida com e batalho dos cai-
xeiros nacionaes, mui bem uniformisa lo de bran-
co. Irazeodo cado soldado urna facha verde, em
que se lia aquello distico em lettras de ouro, si-
mulou a entrada do exercito pacificador oa capi-
tal, trazando na frente os dous carros trium-
phantcs, emblemas de nossa independencia.
Toda a torga lomou posigo no largo do Ter-
reiro, que ealava apiohado de povo, e linha do
lado da igreja de S. Domingos um elegante e
espagoso palacete, apresentando em seu centro o
magnifico chafariz que ahi existe, que jorrava
agua por todos os seus bicos.
J eoto se acbava na Calhedral S. Exc. o Sr.
vice-prosidenle, o Sr. arcebispo, a cmara mu-
nicipal, officialidade de mar e trra, e outras
autoridades, que a pouco tinham assislido bri-
lhaote festa de S. Izabel na igreja da Misericor-
dia, no fim da qual o Sr. arcebispo enlregou a
carta da menor Maria da F, que abengoou, lou-
vando o acto da mesa da Santa Casa, que a ti-
nha libertado.
No mesmo dia Bcou livre oulra pardioha mui
clara com a applicago dos rendimentos das aegoes
de urna ciixa de economas doadas para este fim
Santa Casa pelo commeodador Fraocisco Jos
Godinho, ex-provedor da mesma Saota Casa.
Sao fados estes que nao coom deixar passar
desapercebiJos, e a que ligo mui grande impor-
tancia.
Concordo que fiztmos muito, que demos uro
immenso passo nocaminho da civilisago abolin-
do o trafico de escravos, e promulgando leis, al-
guma cousa fra do direito rommura, para aca-
bar com a vergonhosa tolerancia com que o ani-
roavamos. Mas devemos por ventura descangar
sombra dos resultados benficos das leis votadas
em 1850 ?
A humanidade. a civilisago, a nossa philantro-
pia, e especialmente a religio em que femos
educado nao exigem de nos mais alguma cousa ?
De certo que sim. O mundo christo tem os
olhos filos sobre o Brasil.
Nago essencialmente livre, onde ludo falla e
proclama a nobreza do homem ; porque o homem
superior todos os esplendores da nalureza,
que brilha nesta afortunada regio, a escravido
urna planta extica, transplanlada-do velho
mundo para o nosso slo pela cubiga, que nao se
deve perpetuar entre nos.
Legado oneroso da metropole, convira lalvez
ao Brasil colonia ; mas um labio infamante para
o Brasil independonte.
Cumpre acabar com ella por nossa honra, por
nossa glora, pelos nossos mus vitaes interesses.
Scca fonte principal que a alimentava,
que a fszia prosperar, que era o trafi-
co, devemos esterilisar outra nao menos abun-
dante, que existe no paiz, e cuja acgo, por ser
natural, permanente e continua, e pode embi-
racar nosso progresso; porque ioutilisa todos os
esforgos empregados para a colonisaco.
Tudo nos acouselha, e nos induz, pois, pro-
clamar perante o mundo a aboligo da escravido
nao de chdfre ; porque seria urna crise para o
imperio, de que difficilmeote se salvara ; mas
refleclidamente, com criterio, detalhadameule.
Marque-se urna poca para lotal aboligo; por
exemplo, o anuo de 1900, e legisle-se que. de 7
de setembro de 1865 por diante ninguem mais
nascer escravo no Brasil, patria da liberdade ;
toraem-se medidas proficuas e efficazes para a
educago das criangas, assim libertadas, e para
formar-se com ella urna gerago laboriosa e mo-
ralissda, apta para rotear a trra, que prodiga-
mente a recompensar ; o que nao ser difficil.
E com ella fszemos muito mais servigo ao paiz
do que com esta multido de vadios que pullula
em nossas ras, e que composta em mxima
parte de crias predilectas, trtalas com todo o
carinho em nossas casas, d'onde pouco pouco
sao empellidas; porque se tornaram iotoleraveis
com suas malcreagdes.
Quando observo esta tal ou qual emaocipago
d oria smenle com prejuizos para a socieda-
de, e noto a approvaco com que foram recebidas
no seaado e pelo publico as ideas generosas do
Exm. Sr. senador Silveira da Molla, convengo-me
de que chegada aapoca de oceupar-se a m-
prensa com este importante assumpto, e nao di-
vido arrogar-me a honra da iniciativa desta dis-
cussao ; porque julgo encadeado solugio deste
mmenso proolemma o futuro do Brasil, e desejo
muito e muito servir mioha patria por todos os
meios possiveie.
E', porlanlo, chegada a opportuoidade depen-
sar-se seriamente nislo : o publico receber com
applauso esta obra philantropica e civilisaddra ;
que nenhura abalo pode produrir ao paiz ; por
que nao alTecta de modo algum os interesses pre-
sentes, nem paralysa a nossa agricultura. Con-
vellindo a imprensa alguns preconceilos existen-
tes, tudo marchar naturalmente, sem obstculo
algum.
Mas vou outra vez para a calhedral, onde deixei
reundoquanto domis grado contm a provincia,
para ouviro Te Deum em acgo de gragss pela
nossa assignalada victoria, entrando na capital no
dia 2 ce julho de 1823.
Foi pregador desta ceremonia um frade carme-
lita, que manifestou talento e eloquencia.
O sermo desse dia todo polilico ; para agra-
dar deve exaltar os nimos, e fallar os coragoes
enthusiasmados.
Elle salisfez estas condigoes de xito.
Concluido o acto solemne, todas as autoridades
seguirn SS. Excs. os Srs. vice-presidente e ar-
cebispo at o palacete ; descerrados pelo primei-
ro os retratos de S3. MM. II., as tropas deram as
descargas e marcharam em continencia ; findo o
que reliraram-se estando j o sol pr-se.
A' noite quasi toda a cidade illumioou-se, e
nao houve familia que nao se dirigisse ao largo
do Terreiro para ver a brilhaote illuminago do
palacete, que fazia o mais lindo effeilo.
Para festejar tambem o dia houve espectculo
no tbeatro publico ; mas a concurrencia foi mu
limitada, e os camarotes estavsm quasi vasios.
E* costume varios annos represenlar-se um
drama novo, composto por algum nacional, e ba-
scado sempre em algum fado da nossa historia.
Desde que temos consistorio dramtico que se
manifestou aqu em nossos melhores escriptores
grande gosto por esle genero de litleratura apre-
ciai vel, e gragas essa influencia benfica, j pos-
suimos algumas produeges dramticas excellen-
tes, que bastante nos acreditam.
Mas neste anno foi adoptado pela companhia
urna comedia de eostumes escolares, composigo
do Sr. Dr. Luiz Miguel Quadro Jnior, do Mara-
nho, intitulada os Estudantes da Bahia, impro
pria completamente para ser representada
to grande dia, que requera um drama serio,
effeito inponente e nobre.
A.comediadessgradou muito; nao s porque
nio tem nexo, est fra de todos os preceitos da
arte ; como porque mui immoral, e contera al-
luses offeosivas varias familias desta pro-
vincia.
Deu-se respeito della um incidente bastante
para lamentar-se.
A companhia, sem esperar pela decislo do con-
servatorio, cuja critica sao sujeitos todos os dra-
mas novos, anounciou a sua representagio; no
da 1* esta deciso foi conhecida, e era prohibi-
tiva. Bnvidou a companhia todos os esforgos ;
mas a vice presidencia e a policia sustentara o
veredict do conservatorio. Dous membros deste,
perm, que foram censores, nio se importando
com o lerceiro companheiro de trabalhos, con-
desetnieram ees emptnhos, a permiltiram a re-
presentagio oom alguns cortes, e completa sup-
pressio do quinto sCo, que era o mais immoral
de todos; o que nio fazia mal algum i comedia,
que pode ser toda destacada; porque Dio ha uni-
dad de acebo nella.
(atoare oque quera a companhia : terminado
o coarto acto, algo sujeitos da platea, que se
suppe taran sido postos de proposito, exigiram
a representagio do quinto acto supprlmido, e el-
la effectuoo-se com grande escndalo, sem a em-
barace* polica, como deria ; porque quando
em
de
i
as exigencias do publico sao caprichosss'e desar-
razoedas, a auloridade nio deve pacluar com
ellaa.
O mais engragado foi que no da seguinle sa-
hiu urn annuncio da companhia dizendo que. na
repetigo anndnciada para o dja 5, o dito quinto
acto teria melbor execugio, visto que ella nio o
linha estudado anda para aquella primeira ooite;
parque havia sido prohibido pelo conservatorio.
Isto tornou conhecido de todos um facto ape-
nas sabido de paucoe ; e assim deamarelisou urna
aasociagao respeilavel, que j lera prestado mui-
tos servigoe s nossas letras a i nossa scens.
Isto deu laejar ao dia 7 urna seeeo calorosa,
em que definitivamente foi prohibida a repre-
sentado da tal comadla, qaw ama verdadeira
affronta aos brios dos bahianos, e que me admi-
ra extraordinariamente ler sido concebida pelo
Sr. Dr. Quadros, que um joven medico de ta-
lento nio vulgar, j mui reputado na repblica
das lettras.
O Sr. Muniz recitou nessa noite urna magnifi-
ca poesa, que foi vivamente applaudida. O
poeta, profligou sem d, nem piedade, os votos
de condescendencia e nio de consciencia que da-
vam assento na representagio nacional a quem
l nao devia ir; ceosurava amargamente a epo-
cha actual, em que o patriotismo eslava sup-
planlado pelo egosmo, e tornou irresponsavel o
monarcha, que nao govema s, dos males quo
nos opprimem.
Fallou verdades puras, crueis de se ouvir ;
mas dignas de refiexio, e de serem respei-
ladar.
E realmente; o que temos feito nenies trila
e oito annos de liberdade que gosamos, grasas ao
herosmo de nossos a>0s ? O que fizemos dessa
provincia rica, laboriosa, illustrada qoe amelles
recebemos; reputada a primeira entre as suas
irms, nao s pelo direito de primogenilura ;
como por suas qualidades dislincias ?
Cuila coofessa-lo ; porm bom sempre a-
z-lo. Adormecemos as delicias do Iriumpho-
que nao porfiamos ; esbaojamus os Ihesouros
que nio economisamos; esgolamos lodas as tor-
gas di patria, e verdadeiros pygmeus, ineapazes-
de_ superar qualquer difliculdade, o usamos locar
raaos impuras na obra dos gigantes.
A riqueza Iraosformou-se em pobreza, o amor
ao irabalbo methamorphoseou-se em preguiga ;
a illuslrago solida tem sido substituida por urna
fofa instruego, que se ostenta na superficie com
vaogloria ; eralira, tolas as forgas vivas desta
natureza privilegiada, todos os grandes recursos
da amena e feliz Paraguass. esio morios, iner-
tes, exhalando pestferos miasmas, que corrom-
pen) a alma, e envenenara o corpo.
Agora desanimados olhamos para todos os la-
dos, procurando obreiros que recouslruam o edi-
ficio, e s encontramos profanadores que mais o
arruinara.
Corremos atraz de urna palavra, de urna chi-
mera, de urna miragem ; preterimos os princi-
pios, condescendemos sempre, e por tira nos
echamos bragos com a desgraga.
Oh I o Brazil deve bem meditar em seus des-
lios I Se cuidar s de poltica, se quizer ape-
nas discursos brilhaoles, mal, mui mal na-
vega.
Vejam l at onde nos conduziu o Sr. Muniz
com a sua poesa 1
Eu volto ao theatro ; mas nao ao de S. Joo.
No da 4 Uve o prazer de assutir no de S. Pe-
dro de Alcntara representigo dada pela so-
ciedade panicuUr Instituto Dramtico, de um
magnifico drama escriplo de proposito para o
dia 2 de julho peto Sr. Constantino do Amaral
Tacaros, ex official de marinha e Stereometra
da Alfandega d'esla provincia, o qual se intitu-
la. Os lempos da independencia,
Esta grande obra, que veio juntar mais urna
corda de gloria s que j ornara fronte de seu
autor, mui conhecido por oulros dramas de sua
composigo, e encllenles poesas, foi principia-
da e acabada no curto espago de um mez, para
ser ofierecido assosciago dos caxeiros nacio-
naes ; ms non por isso deixa de estar escripia
oa mais bella e eloquente linguagera, que elec-
teriso j completamente os espectadores ; nem da
comer os mais nobres e elevados peosamenlos.
Como indica seu titulo, o assumpto todo na-
cional, e da epocha do nossa independencia. A
acgo comega por um prologo, em que se repre-
senta a revolugo de 1817, precursora de nos3a
emaucipaco, e ahi entram em scena o padre
Roma, e o conde dos Arcos. E' sublime e de
grande effeilo todo elle : os dous caracteres es-
io perfectamente desenliados, e se o patriotismo
do primeiro se manifesla sempre rom dignidade,
com violencia, como a erupgo de um vulco ; o
seolimenlo de dever nio se exalta menos no se-
gundo, que, cumprindo as ordena da Metropole,
nao deixa todava de lamentar a sorle dos brasi-
lheros, e de se moslrar amigo delles. E' o fiel
tracto do governador, quem a Bahia deve tan-
tos melhoramentos maleriaes.
O drama compe-se de tres actos, e representa
a emaocipago da Uahia : nelle entram em scena
os generaea Madeira e Labatut, e acha-se bem
approveitado um episodio interessante dessa
pocha memoravel, qual o de urna mulher
que fez parte das lileiras do exercito pacificador;
por quem o autor faz loucamente apaixonado o
general Madeira, do que desenvotve scenas bem
interessantes. Apoz o drama segue-se um epi-
logo, que nos transporta trila annos depois
do abandono da Bahia pelo exercito lusitano :
mu naturalmente ahi se reproduzem os festejos
de julho, a entrada dos carros triumphaes etc.
e coocluio-se ludo com o bymno de 2 de julho*
e cora vivas do povo ; o que faz prodigioso ef-
feilo. A platea apoderou-se de um longo deli-
rio ; estrepitosas palmas, bravos, e vivas en-
cheram toda a sala, em que se via urna bullan-
te sociedade, e um numeroso coocurso de se-
nhoras, que dos camarotes, de p, agitavam seus
lengos, e se associavara ao prazer geral.
O autor foi chamado scena, o os caixeiros
nacionaes lhe olTertarsm duas ricas coras de
flores.
Este era o drama que convinha ao theatro pu-
blico, ou outro collaborado no mesmo pensa-
miento, e nao urna comedia, que nao passa de
cioco bons enlremezes.
Alm destas feslas, boureram diversas reu-
oies particulares, euroa mui agradavel na noi-
te de 3, no collegio do Sr. Dr, Abilo, deno-
minado o Gymoasio Bahiaoo ; um dos estabe-
lecimeotos de instruego primaria e secundaria,
lalvez sem igual no Brasil, e por ventura su-
perior muitos da Europa, principalmente aos
de Portugal; para onde bastantes paes incautos,uu
ignorantes mandara d'aqui seus filhos, que vo-
tara com urna educago moral e intellectual
aummamente deploravol. Nessa festa, toda Ili-
teraria, recitaran varios discpulos lindas poe-
sas de sua composigo, que tem sido publica-
das no Diario da Bahia, e revellam nao s ta-
lento, como grande gosto, e um espirito mui
bem cultivado.
E' que o incaosavel Sr. Dr. Abilo nio se des-
cuida da misso sublime de que se enearregou,
e pretende preparar urna nova geragao, quo
nos substitua na scena poltica com mais vanta-
gem para o paiz, com virtudes, hoje raras, que
sos podera cooeorrer para a nossa felicidade.
No dia 6 foram os carros triumphaotes recon-
duzldos para a Lapinha meia noite, pelos ba-
lalhoes patriolicoa, uniformisa Jos e marchando
era ordem, i luz de um sem numero de aren-
les. Na frente ia o batalho dos acadmicos,
o, e i cavallo ; seguia-se o dos alumoos do
collegio Dous de Julho ; depois o doa Caixeiros
nacionaes, tambem pee a cavallo, e depois
a grande legioUnio Brasileira, comman-
dada pelo Sr. Fraoga Gomes, que e proprielario
de urna typographia.
Asjanellas e as ras estavam apinhadas de
povo, que correspondan! com entusiasmo aos
vivas dos batalhes patriticos I
E' bello coniemplar-se o povo nestas occa-
siesl As nolis narraoniosas das msicas que
precediam os batalhes, as Dores efolhas de que
os soldados iam ornados, as corea nacionaes que
fluctuavam garbosas, s luzes de milhar de ar-
diles, o enthusiasmo geral, a belleza do fir-
mamento que cobria esta scena indtscriplivelr
tudo concoma para electrizar, para arre Balar a-
quelles mesmos que olbam coa iodfferenga
para esta conras
O Exm. Sr. vice-presidente, que tem sabido
captar a estima geral pelos seus actos justos e re-
citaos, foi sempre mui victorlado, principal-
mente por ter convocado a reuniio da assembla
provincial para o dia V de setembro prximo
ecto aummamente polilico, e qoe mostra a .gran-
de habilidade do administrador que ora temos,
que procura destruir todos os motivos qoe tem
separado ltimamente a grey bahianna em cam-
pos distinctos.
Acabaram-se as festas populares sem haver S
lamentar-se um ferimento, nem um motivo da
cima gravidade ; 3 que muito altala 4 favor
' <


--------------,
------:_____:___:_________________
s
au&io di rmi
m TEZQA FElfU Ja OS J0IQ ***&*.
dos Bihianos. que, geralmenle lo dotados de
eicellente iodole.
lldejulho.
B mio da, e anda cao chegoa o Paran ;
perianto fou accrescentar tan* algunas noticias
desta trra, a que j ficam escriptas.
Urna queslo de* alta importosla, e que en
todes 01 pases se presta grande atieng, est
sendo sgora debatida entre nos. E' a questo de
Os padaites entendern) que de-iam elovar o
prego 210 libra, em coosequencia da alga da
fariaha, nao obstante urna postura da cmara mu-
nicipal, que taxou o prego 160 rs.
Xem surgido por Uso grande discussao ua im-
preusa ; mas por ora aioda nao se fez sentir na
materia a intervengo da autoridade.
Entretanto, sempre appareoeu um padeiro mais
coasciencioso do que os oolros, o Sr. Jdartios
Torres, que conserva o prego anterior; pelo que
credor de elogios.
A industria do pao, por mais que digam os eco
Domistas, nao pode ser exercida sem taxa, sob
pena de erguer-soa sombra da liberdade o mais
cruel monopolio.
Aioda me lembro do celebre faci da {orne em
Franga. Ah!... se tivessemos tambora um Rin-
arille muita cousa saberamos
Segundo refere o lnteresse Publico, nova ten-
tativa de roubo se deu na liana frrea, com as
mesmas circumstaocias aggravantes da antece-
dente, e com igual malogro.
A polica procura o /o de Ariadne, que lhe fa-
ca encontrar a quadrilha audaz, que assim pro-
cede.
O commercio desta praga continua com a mes-
ma feigo que lhe tenho descrilo.
Falli o negociante Mximo Lourengo Gomes
com um activo de 366:000$, e propoz aos credores
pagar-lhes 10 0[o desta importancia, ao prazo de
dous annos.
A alfandega renden at honlem 199:179*165 ;
a recebedoria de rendas internas 14:7494, e a
mesa de rendas provinciaes 42:665$
O cambio sobre Londres tica 25 l|2 ; sobro
Faris de 365 370 francos, sobre Lisboa de 110
lis.
Conforme as cotagoes offlciaes das juntas dos
correctores, o assucar mascavado realisa de 2JI00
2300; o branco 2*700. e o cacao 5*000 ar-
roba.
Para essa provincia c mega o patacho nacional
Dous Amigos
Temos hoja em deposito 7,912 caixas, 104 fei-
xp3, 5,926 barricas, e 3,632 saceos de assucar, e
622 ssccas de algodao.
A mesa da Santa Casa de Misericordia requereu
ao governo provincial o privilegio que lhe com-
pete, e que tem em pralica a corte, de fazer os
enterramentos; com o que poder realisar al-
gn* lucros que arapliem a sua acgo de carida-
de. E' de crer que islo lhe seja concedido, como
de justiga.
Ser bora que a irmandade da dessa provincia,
instituida pouco, siga o exemplo, e se encarre-
gue tambera ahi de semelhante servigo, com o
que nao s ella tirar vantagens certas, como o
publico.
DIARIO DE PERNAMBUCO-
O vapor inglez Tyne, vindo hootem dos portos
do sul, trouxe-nos lornaes do Rio de Janeiro at
9 do correte, dos quaes extrahimos as noticias
que se leeoo sob-a rubrica interior. Alm dellas
eis o que mais encontramos :
Rio de Janeiro Biixaram pelos diversos mi-
nisterios os seguintes decretos:
Pelo do imperio, n. 1120 autorisando o gover-
no a pagar Frederico Saver Broon, o ordenado
eorreapondente congrua que actualmente per-
cebem os parocbos do imperio e os vencimentos
que tem deixado de receber. e n. 1128 spprovao-
do o de 26 de agosto de 1859 ;
Pelo da justiga, o. 1129 approvando a aposen-
tadora de desembarga 1or concedida ao Exm. Sr.
bario de Cotigipe ; ns. 2794 e 2799 marcando os
ordenados dos carcereiros das cadas do Acara -
c. no Cear, e Itajahy, era Santa Cathsrna ; e
n. 2802 elevando cathegoria de secgo de bata-
lha, a companbia avulsa de infantana da guarda
nacional da Parahyba, em S Paulo ;
Pelo de commercio, n. 2803 approvando o re-
gulameolo de polica para a estradaUnido e
Industria', e
Pelo da marinha, n. 1130 autorisando o gover-
no mandar abrir asseotmenlo de praga de as-
pirante guarda marinha Jos Ignacio Borges
Machado.
Dahia.Deixamos em outra parte a carta du
nosso correspondente, que extremamente mi-
nuciosa em as noticias ; para ella chamamos a
altengo do leitor.
NOTICIAS COMMERCIAES E MARTIMAS.
Buenos-Ayres, 28 de junho de 1861.
Cambio.Era razio do elevado prego das on-
gas, que impossibilita as casas importadoras de
fazer remessas para a Europa, as operagdes de
cambio foram muito diminutas.
Calcula-se em 60,000 a totalidade dos saques
fechados para este paquete.
Houve tendencia para a alta, regulando o
cambio
Sobre Inglaterra a 65 sh. a principio e fechan-
do a 65 sh. e 6 d. e com pequeas transaeces a
66 sh.
Sobre Franga de 82 a 82 ) frs.
Sobre o Rio de Janeiro oegociaram-se sommas
pouco importantes em ongas ao par.
Fretes.Inglaterra,. 30 sh. couros salgados,
60 sb. ditos seceos, e 20 a 25 sh. com 5 % de
capa.
Havre, 25 frs. couros salgados, 80 frs. ditos
seceos, e 45 frs. com 10 % de capa.
M*rselha,25 frs. couros salgados, 70 frs. ditos
seceos, e 45 fardos com 10 0/ de capa.
Estados-Unidos, couros salgados 7/8, ditos sec-
eos 6 ps. com 5 % de capa.
O estado melindroso em que nos deixou o pa-
quete anterior contina aggravando-se diariamen-
te em nossos mercados em consequencia das dis-
aensoes polticas por que passamos, e cojo re-
sultado absorre seriamente a attengo dos espe-
culadores.
O alto prego a que tem subido as ongas tolhe
tambern seosivelmente a marcha das transac-
c, oes.
Assucar. ETectu arara-se as ultimas vendas do
de Pernambuco branco, de Ia sorte, a 17 rls. f.,
e mascavo a 12 rls.
Carne secca.Venderam-se apenas 4,000 quin-
taes para H vana a 20 rls. f.
Em ser 105.000 quiotaes.
Couros salgados. Effectuou-se a ultima ven-
da a 50 rls.
Em ser 3,000.
Couros seceos.Venderam-se ss ultimas par-
tidas : para os Estados-Unidos de 39 a 41 3/4
rls., e para Franga, Hespaoha e Italia de 48 i
52 rls.
Em ser, conforme as classlflcagbes : 10,000 para
os Estados-Uaidos, 8,000 para a Allemanha, e
meschdos 20.000 de Cordova, 16,000 de Paraguay
7,000 de Corrientes e 25, de Entre-Ros.
Montevideo 30 de junho de 1861.
CambioSobre Inglaterra, 40 3[4 a 40 5(8 d.
por peso correte
Sobre Franja, 81 Ijl a 82 francos por onca.
Sobre Genova, nominal.
Sobre o Rio da Janeiro, 29j800 a 29*900 por
onca.
Sobre Buenos-Ayres, 1i2 0|0 de premio.
Fretea.lo6lterra~40 sb. couros salgados.70
sh., ditos seceos, e a 30 sh. os fardos com 5 Oln
de capa.
Havre, 50 frs. cooros salgados, 80frs. ditos sec-
eos, e 40 frs. os fardos com 10 Olrj de capa.
Estados-Unidos, 1[2 por libra de couros .seceos,
1{4 etc., ditos salgados, e fardos 5 pata, com 5 OO
de capa.
Brasil, carne secca, 4 rls. para o Rio de Janei-
ro, 5 rls. para a Babia, 6 rs. para Pernambuco, e
3 1i2 pata, as pipas cora 5 0[0 de capa.
A situaco do oosso mercado nao soffreu alte-
rago notavel desde as nossas ultimas noticias.
Estamos bem suppridosde vnoos tintos fran-
ceies, principalmente de Brdeos ; abundando as
cualidades inferiores qee s obten sabida a pre-
sos baixos ; o Catalio tinto, de marcas acredita-
das, tem mais extraegio, e alcanga precos mais
favoraveis, apezar de estar sortido o marcado so-
bretodo de qnslldades regulares e inferiores.
Ha procura de agurdente o de assucar de Per-
os mbirco, e falta de fumo negro e de caf bom.
Agurdenle. Venderam-ae 178 pipas do C.
S. Jordn, do Rio de Janeiro a 105 pe. desp., do*
/c'r da alosma precedencia 60 pipas, edoftfa-
rinho III 40 Pernambuco 155 pipas e 29 meias
ditas a ifual prego.
Aaaoear.De Para sabuco vendOcam-se, des-
pachados do Either 800 feche* braoco a M rls. ;
150 ditos ordinario a 43 1t2 rls. e tOO ditos a 16
I[2 rls. ; do Dothdt 910 fechos a 26 rls., 250 di-
tos a 13 i |* rls. e 70 barricas de mascavo a 16
1l2rU,4 do JfarinAo 171273 barrlcss tonco, Ia
sorte, 26 rls., 63 ditas 2a dila, a 22 rls., e 231
mascavo a 16 rs. ; e do Rio de Janeiro 430 bar-
ricas branco pelo C. H. Jordn a 25 e 26 rls. por
arroba.
Carne secca Venderam-se 7,000 quintaos de
boa fualidade para o Brasil, a 25 rls. f. e 5,000
ditos de Paysand, a 25 rls., sendo o Vendedor io-
teressado no earregamento.
Couros salgados. Venderam-se algumas pe-
nenas partida de Mercedes, obtendo os de vacca
6 rls. e os de novilho 72 e 73 rls.
Ditos seceos. Veuderam-so pars o Havre de
60 a 68 rls., para a Hespanha de 63 a 69 rls., %
para os Estados-nicos de 56 a 60 rls.
Rio de Janeiro, 8 dejulho de 1861.
Cambios.Sobre Londres 21 3i4, 25 d. a 90 dias.
Boletim ultima hora.
CambioEffectuaram-ae boje operegesde
cambio sobre Londres na importancia de SS 110
mil a 24 3(4 e 25 d.
Essa alta no cambio foi devida noticia que da
manhia correu de estar o banco do Brasil saccan-
do a 24 3|4 d., nao ae conheceodo a importancia
de ceus sanaos.
Produzida a primeira irapresso e maifestan-
do-se a alta, soube-se onto que o banco apenas
saecra sobre Londres SS 20,000 a 24 3i4 d., a 90
dias, por conta e ordem do banco do Porto.
Incluidas pois as ultimas traosacgde, sommam
os saques pelo paquete inglez Tyne :
Sobre Londres : 430,OOOat honteea ao cam-
bio descendente de 25 1(4,25,2i 3(4 e 24 1(2 d.. e
hoje ao de 24 3il e 2j d., Qcando Arme a esses
dous extremos.
Sobre Pars : 550,000 francos na maior parte,
aote-hontem, aos extremos de 390 a 385 rs., e
hoje a!378 e 380 rs.
Sobre Hamburgo : 300,000 m. b. a 715, 720 e
725 rs.
Sobre Lisboa e o Porto regulou a tabella se-
guinle:
124 016.... a vista.
123 010.... a 30 dias.
122 010.... a 60
121 010.... a 90 <
Chegaram, procedentes de Pernambuco, ao
Rio de Janeiro : 26 do passado, o brigue Maria
Thereza, com 9 dias de viagem ; e i 3 do corren-
te, o vapor de guerra Pedro II ;
Sahiram, para Pernambuco, do Rio de Ja-
neiro : 26 do passado o brigue Almirante ; e i
7 do corrente, o brigue Eugenia.
Nenhura navio se achava a carga, no Rio de
Janeiro, para Pernajnbuco.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Da cidade Nova, ou Santo Amaro, temos so-
lictaces mui instantes acerca da falta d'agua
potavel, que sent aquelle importante povoado,
acresceotando-se a ellas, que a conduzida para
alliem canda, muitas vezes quasi que era gosto
coofunde-se com as aguas la mar, sem duvida
ou pelo embate destas n'aquella, de maneira a
originar tal mistura, ou pelo calafeto mo da
mesma eana.
No entretanto occorre-nos lembranga, que
do governo j partirn ordens no sentido de ere-
gir-se n'aquella localldade ora chafariz. sflm de
sanar essa falta com o provimento d'agua. E
oeste presupposto, salisfazendo ao que se nos
pede, instamos por providencias que fagam effec-
tivas as ordens anteriores sobre a materia, visto
que subsistem as mesmas razos que a ellas de-
rara occasiao.
Nosabbado ultimo concluio-se o acto da de-
feza das theses, que a faculdade de diroito desta
cidade offereceu o bacharel Joaqum Jos de
Campos, para o tira de doutorar-s<>.
Na votacao obteve o Sr. Dr. Campos quatro vo-
tos favoraveis, e tres contrarios ; e porisso acha-
se approvado.
No dia 31 do corrente mez termioa-se a pro-
rogagao de prazo, concedida pela circular de 13
de agoslo do anno (indo, para a substituido ao
par das sedulas de 20-3000. pertenceotes a 4.*
estampa, papel branco. D'ahi por diante tem
lugar em todo o imperio o descont mensal pro-
gresivo de 10 por cento, at final demonelisa-
go das mesmas notas ou sedulas.
Tendo no dia 10 do corrente entrado no go-
zo de liceoga o Dr. jdiz de direito da 1* vara,
assumio o respectivo exercicio o Dr. juiz rdunl-
cipal da Ia vara, que tambem acha-se substitui-
do pelo 6o supplenle Dr. Manoel Moretra Guerra.
Por portara de 12 do corrente foi mandado
entrsr em exercicio o escrivo Francisco Ignacio
d'Atahyde, por haver sido absolvido do crime
de responsabilidade pelo que fora suspenso ad-
ministrativamente em 8 de margo do anno pr-
ximo passado.
Ao professor do Cabo, Claudico dos Santos
Lopes Castello Branco foi concedido um mez de
licenca para tratar desua sa'le, sendo ella con-
cedida com vencimentos.
O Sr. Dr. Francisco de Paula Baptista foi
honrado pelo governo imperial com a carta do
conselho, por haver completado no magisterio
superior os vinte e cinco annos da lei.
Subiram relago do districto os autos em
que sao parles como appellante, Jos Vieira R-
zende, e como appellado, o Dr. promotor pu-
blico.
Jos Vieira Rezende, o autor de varios feri-
mentos que tiveram lagar em um dos metes pas-
sados as ras desta cidade, aecusado por de-
nuncia do Dr. Gusmo Lobo, fdra coodemnado
pelo jury quatro vezes no grao mximo do art.
201 e duas vezes no mximo do art. 205 do c-
digo criminal.
O advogado do appellante, fundado em um
arresto do supremo tribunal de justiga, preten-
deu demonstrar que nao havia na especie seoo
um nico delicio
E' esta urna questo de direito grave e momeo-
tosa, sobre a qual espera-se com impaciencia o
julgado do tribunal da relagio.
Hontem pelas duas horas da tarde na esta-
cao do caminho de ferro na Cabanga, Jos Ray-
mundo da Silva, pardo, casado, idade de 28
annos, official de marcineiro, teolou assassinar
a Manoel Baptista do Espirito Santo Leite Caval-
canti, pardo, casado, idade de 26; serralheiro,
dando-lhe urna punhalada na espadua esquerda,
que lhe produzio um ferimento grave.
Foi prezo em flagrante.
Foi prezo em Olioda, e acha-se recolhido a
casa de detengo, o portuguez Antonio Gomes
Senza, conheeido por Antonio cambado, soltei-
ro, idade de 22 annos, pouca barba, estatura re-
gular, cheio do corpo, proflssio caixeiro, cm-
plice no roubo feito ao negociante Jos Duarte
des Noves na noite do dia 26 do passado.
Este individuo, spenas foram descobertos os
autores priocipaes d'aquelle roubo, fagio, sendo
encontrado oceulto no dia 14 d > corrente em urna
casa da ra do Amparo.
Sabbado 20 do corrente, no consistorio da
igreja de N. S. do Rosario da freguezia de Santo
Antonio, se extrahir a 3a parte da 9a lotera, a
beneficio da matriz da Boa Vista, desta cidade,
pelo novo plano approvado pela presidencia.
t. Jalgamos que o respeitavel publico d'agora
por diante afluir mais a compra dos bilhetes,
visto oderecer dito plano maior garanta ao jo -
gador, por ter maior quantidade de premiados.
O Sr. Jos Marcelino Al ves da Fonseca
acha-se nomeado para o lugar de escrivo do
hospital militar desta cidade.
Pelo paquete inglez que hontem chegou
este porto, procedeole do sul, houve scieocia de
que no dia 7 nao partir d'ali o vapor brasileiro
da carreira ; o que di occasiao a urna retardago
de quinze das as communicaces e noticias com
s provincias do norte.
Esta oceurrencia devida desarranjos do* vasos,
de ve por certo occasionar notareis erabaragos
esaas provincias, moreaente no que diz respeito
as noticias da Europa ; e por isso, comprehen-
dendo os males resultantes dessa demora, expe-
li honlem o Sr. administrador do correio desta
cidade tres estafetas para a Parahiaa com teda a
correspondencia desta provincia.
A providencia indicado de fazer seguir tres, e
nao um estafeta, como ocostume, mereee urna
consiga gao, e por ella ae faz o seohor adminis-
trador credor de elogios; visto que taea medidas
promptasderem ser tomadas sempre que o caso
urgir, alea de quo nao dormn as corresponden
oos nos eorreios, parque os s estafeta ote pode
ceodtnir os malas respeclivaa.
Por ordem da presidencia da 13 do correr-
te foram dispensados os aervicos de Jermiaoo
Justiaiano Figaaira de Helio. Manrique Orlos
da Costa, Jos Odiioo Aunas Jacorn Pino e Jos
Joaqoim Raaos Fecreita, ee quaes n seisavan
como collaboradores, os tres prioseiros no secre-
taria do governo, e o Uimo na directora das
obras publicas.
Por sortaria de nenien foran oonoadoo ofQ-
cia*s do 3* batalho da goarda nacios* testa ca-
pital os seguiutes cidadaos :
Alferes dalacomrftmhiaJos dos Seoto Ra-
mos de Oii reir.
Dito da Ia companhiaJoao Pialo da Costa.
Dito da 4a companhiaAntonio de Sacramento
Roso.
- Dito da 6a companhiaLibanio Lopes Morefra.
Por decreto de S. M. C. a raioha de Hes-
panha foi agraciado com o habito de caralleiro da
real orden de Isabel a catholica, o Sr. D. Juan
Anglada Hyjo, vico-consol da mesma nago ues-
te provincia.
Consta-nos que a bsreaga S. Barlholomeu,
propriedade do Sr. Bartholomeu Lourengo, que
sahira desle porto para o de Maceij, Acerca de 15
dias, com carga de carne, aoha-se arribada as
Candeias.
?- Ao desastre que ha poneos dias noticiamos
acontecer i barcaga Linda dt Una, teos a ac-
crescentar que i Flor de Una, que partir a re-
tranca e perder os ferros, prestou soccorro o va-
por Catr.aragibe, afim de salva-la de ir pique.
Passageiro do hiato nacional Flor do Rio
Grande entrado do lio Grande do Norte :Mi-
guel Joaquim do Reg Monteiro Vasconcellos.
Passageiros do vapor inglez Tyne entrado
dos portos do sul:Edgardo Dinson e Jos An-
tonio Lopes.
Passageiros do vapor inglez Tynt aahido
para Southampton :John Narthall, Victorino
Candido Pereira de MagalhSes, Antonio Moreira
da Silva, Joaquim da Oliveira Idaia. Bomingos da
Silva Balthazar, Jos Barbosa de Mello, Jos Joa-
qnim de Oliveira Gongalves, Roberto Lightorrne,
George Brett, Thomas Potts.
MORTALIDADE 00 DU 15.
Guilhermioa Maria do Espirito Santo, 25 an-
nos, solteira; tysica.
Candido Jos do Reg, 40 annos, viuve ; apo-
plexia.
dio 24.
Florinda Maria da Con:eigo, 34 annos, soltei-
ra, hydropesia.
Antonio Leal Tavaies, 6 annos, ttano traum-
tico.
Mara, 2 mezes, tosse convulsa.
Joio Thomaz de Lira, IB annos, solteiro tsica
pulmonar.
Rosa Maria deFreitas. 45 annos, viuva, hernia
umbellicar estrangulada.
Matadocro publico.
Mataram-se no da 13 do corrente, para o
consamo desta cidade, 118 rezes.
No dia 14 do mesmo 104.
No dia 15 de mesmo 102.
CHR0N1CA_JUICURIA.
JURYDORECIFE.
3a SESSAO.
Da 16 de j uiho.
FRESIDEHCU DO SR. DO. JCIZ MUNICIPAL DO TERMO
DE OLINDA E 2.SLBSTITUT0
DA 2.a VARA DE DIREITO CRIMINAL, AC0STINH0
ERMELINOO DE LEA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dina de Gusmo Lobo.
Etcrivao privativo, o Sr. Joaquim Francisco
de Paula Esteves Clemente.
A's 101|l horas da manhia, presentes o Dr.
juiz municipal do termo de Olinda, o Dr. pro-
motor publico e o escrivo privativo do jury,
procede este chamada nominal dos Srs. juizes
de fado, e veriQcando-se a preseoce de numero
legal, aberla a sesso.
Conhecendo das escusas e faltas dos Srs. jura-
dos, o presidente do jury tmpa a multa da 209
aos Srs. juizes que, havendo recebldo a notifica-
gao legal, tem aeixado de comparecer aos traba-
Ihos, como Ibes cumpria.
Publicando uovamente a relago iofra, convr
declarar a alguos dos Srs. jurados n'ellas com-
prehendidos, que nao houver comparecido com
legitima escusa, que dever exhibi-la ao juiz de
direito antes de ser Gnda a presente sesso, de-
pois da qual, remellida cmara municipal a
commuoicago das mullas impostas, oio cabera
mais ao juiz de direito conhecer dos impedimen-
tos e relevar as penas comminadas.
Sao estes os jurados multados em 20$ por esda
dia em que nao comparecerem :
Manoel Luiz Moreira de Mondones.
Lino Pereira da Fonseca.
Antonio Luiz Caldas.
Joaquim Jos de Sanl'Auna.
Antonio Gongalves da Silva.
Joo Luiz de Andrade Lima.
Jos Antonio Carneiro.
Ernesto Coriolanoda Costa.
Francisco Antonio typrgcs.
Silvioo da Cunha Camello.
Manoel de Souza Leo Jnior.
Domingos Jos Alves da Silva.
Manoel Bellarmiuo Ildefonso Cabral.
Luiz Beroardino da Costa.
Manoel Ignacio de Albuquerque Maranhao.
Jos Joaquim de Miranda.
Manoel Joaquim da Fonseca Rosa.
Manoel Gongalves da Luz.
Joaquim Jos Silveira.
Alexandrino Corroa Marques.
Manoel Joaquim Rbeiro.
Antonio Jos de Vascencellos.
Severiano Jos de Souza.
Ignacio Lopes Cordeiro.
Jos Maria Machado de Figueiredo.
Antonio Norberto dos Sintos.
Pedro Jos Carlos da Silva.
Antonio Teixeira Peixoto.
Torquato da Silva Campos.
Manoel Jos da Silva Leite.
Manoel Ignacio da Silva Teixeira.
Francisco de Azevedo Caldas Lima.
Joaquim Francisco de Mello Santos.
Dr. Manoel Adriano de Souza Pontes.
Joo Carlos de Lima.
Dr Jos Honorio Bezerra de Meoezes.
Luiz Antonio Aones Jocome.
Flix Jos de Souza Juoior.
Jos Antonio de Oliveira e Silva.
Jos Francisco Pinto.
Antonio Fernandos de Araujo.
Francisco Antonio de Miranda.
Jos Pereira de Goes.
Antonio Francisco Collares.
Manoel Francisco de Salles.
Manoel Ferreira Pinto de Araujo.
Flix'da Cunha de Mello Rosal.
Jos Gongalves dos Santos.
Joio Manoel dos Santos Vital.
Joaquim Pedro do Reg Barrete.
Flix Aotonio Alvns Hascarenhas
Jos Rufino Coelho.
Jos Maria Ser.
Manoel Rbeiro da Fonseca Braga.
Dr. Jos Leandro deGodoy e Vasconcellos.
Entra em julgamento o summario criminal
instaurado pelo Etm. Sr. Dr. chefe de polica
contra Antonio Victor de S Brrelo, Joaquim
Felicio de S Brrelo. Jos Estreo e o preto
Miguel, escravo do coronel Antonio Pedro de S
Brrelo, aos quaes attribuido em diversos graos
de participacao o assassinato de Caodida Maria
da Conceigio, cojo cadver fdra encontrado no
agude do eogenho Conti'Agude em dias do mez
de margo do aooo prximo passado.
Alm dos reos cima mencionados, fdra pro-
nunciado como autor do crime o desertor de ca-
vallaria, Manoel Justino Alves, amaaio qua foi da
infeliz Candida, a respeito do qual consta por
confissao do ex-tenente Antonio Victor que fra o
encarregado de disparar otiro que, en a noite de
8 de fevereiro de 1859, matara por ama fatalida-
de a Joio Manuho de Souza Lea,o Jnior, e feria
ra gravemente a Joo Francisco Xavier Paei
Brrelo.
Nao obstante as mais diligeatea pesquizsi da
polica, Manoel Justino nao foi aioda recolhido k
priado publica.
E' sote o segando julgamento do jury. Absol-
vaos os reos por sentonga da I de marco do
correte anno, appsou o Dr. jarz do direito
Sai o tribunal da relace.qoe deu proriorento
appellagio polo venerando iccordU de M de
juoho prosino paseado.
Nao podsnde ser presidido o secundo jolga-
neoto pelo nesno jnt, Reata loconpoteaeta
legal, e estando o 1." sabslitoto da 2.a vara le
direito no exercicio do cargo do jnh o drretto
da t.a vara crinmal, ae impedlntooto do sespee-
vp proprietsrio A qoea fdra eoacedlda uno ll-
cooeii do 3 neceo, raanle a prosideocU ds tri-
promotor publico, pedindo- a palavra, offareceu
ao presidente do jory araa.petgo escripia; na
qual requera que fossem separados os juramen-
tos dos reos, sendo subnjettidos priueirameote
os reos Jos Estoves e o preto Miguel, e em se-
gundo lugar o-reo Antonio Vctor de S Barreloi
Pedindo a poljvra o Dr. Paula Baptista, oppoz-
se i separagio do julgamento, fuodanda-se em
que a lei do processo criminal, concedendo es>
iressamente este direito 4 defeza, guardou abso-
uto silencio com relago ao aocusador.
O Dr. promotor publico, replicando, fundou-se
em um arresto do 1*. juiz do direito Castro Ra-
bello, proferido no processo-sabmettido julga-
mento no jury da capital da Bahia em que erara
envolvidos como-1 reos. Joo Chaves e outros auto-
res de um mesmo delicio.
O Dr. Paula Baptisat, occapando novamente a
tribuna, fes algumas COosideraees em ordem
demonstrar que. segundo a doutrina do arresto
citado, este direito nao- poda caber ao aecusa-
dor, seno quando os reos consentiam na sepa-
rago.
Subindo a materia eoocluso de juiz, foi in-
deferido o requerimento, e requereu o promotor
publico que se juntasse sos autos a poticao com
o despacho, sendo ordenado pelo juiz que esta
eircumstancia se Qzesse coastar da acta respecti-
vi dos trabalhos do dis.
Eotraodo-se para o sorteianenio do conselho
de sentenga, foram recusados pelo advogado do
roo, oSr. Dr. Silva Guimares, os Srs. jurados :
Jos Antao de Souza Magalhes.
Jos Mana Machado de Figueiredo.
Canillo de Lellij Peixoto.
Jos dos Ssotos Nares Jnior.
Manoel Jos Dantas Jnior.
Dr. Maooel Alves da Costa Brancante.
Pelo Dr. Gusmo Lobo (promotor pablico) fo-
ram recusados os seguioies Srs. juizes de acto :
Jos Feliciano Machado.
Antonio Seraphjm dos Santos Lima.
Joo Pereira Reg
Dr. Antonio Borges da Fonseca.
Francisco Jos da Fonseca.
Joaquim Faustino da Piedade.
Miguel Rbeiro Pavio.
Manoel Joaquim Feroandes de Azevedo.
Jos Patricio de Siquei'a Yarejo.
Depois das recusages cima mencionadas,
corapoz-se o conselho do sentenga do seguate
modo .-
Luiz Alves da Potciuncula (presidente interino).
Lourengo Nunes Campello.
Manoel Joaquim Rodrigues de Souza.
Joo Francisco Bastos de Oliveira.
Alexandre Jos de Barros
Jos Mendos Salgado Guimares.
Joo Cavalcaoti de Albutiuerque Lins.
Dr. Joo Nepomuceno Das Fernandes.
Manoel Francisco Marques.
Dr. Jacintho Pereira do Reg.
Inoocencio Xavier Viann.
Joo Hermenegildo Borges Deniz.
Deferido ao conselho de sentenga o juramento
dos Santos Evangelhos, o Dr. presidente do jury
proceden ao interrogatorio de cada ura dos reos,
providenciando de modo que nao fossem ouvidas
ss respostas de um por ouiro dos aecusados.
Aotonio Vctor e Joaquim Felicio, trajados de
luto e com ar de dignidade, responderam com
firmeza e sam vacillago aos interrogatorios, pro-
testando formalmente que noohuma parte ha-
rtara tomado nesse lamentavel facto de Con-
tr Acode.
Jos Esteves e o preto Miguel nao Bzeram re-
velaces que fossem diguas de interesse para a
causa.
O auditorio, que enchia a sala do tribunal, era
numeroso. Em raros das, tem sido o jury to
(requemado.
Seguio-se aos interrogatorios a leitura inte-
gral do traslado, que foi feita pelo respectivo es-
crivo,
Feito o resumo dos debates, o Dr. juiz de di-
reito propoz aojury os seguioies quesitos, com os
quaes se recolheu o conselho s 7 \\t horas da
noite sala das conferencias secretas.
Qucsilos :
1." O reo Antonio Victor deS Brrelo matou
Candida Maria da Conceigao, cojo cadver foi
encontrado do agude do engenho Contr'Agude ao
amanhecer do da 21 de margo do anno fiado ?
2." O reo mandou matar Candida Maria da
Conceigao, cujo cadver foi encontrado no agude
do engenho Contr'Agade ao amanhecer do dia 21
de marco de 1859?
3." O reo conoorreu directamente para se cra-
me tler este crime ?
4.a O reo commeiteu o crime de noite e em
lugar e'rmo ?
5. O rocommelteu o crime com superioiida-
ded torgas, snxo ou armas, de maneira que a
offendida nopodesse defender-se com probabili-
dade de repellir a offeosa ?
_6. O reo commelteu o crime com promedia-
cao decorrendo entre o designio e aegao mais de
24 horas ?
7." O reo commelteu o crime com abuso de
coufianga n'elle posta ?
8. Oreo commelteu o crime com sorpreza ?
9. Precedeu ajuste entre dousou mais indivi-
duos para o Ora de commetter-se o crime 1
10. Existem circumstancias attenuantes fa-
vor do reo f
Iguaes quesitos foram propostoa quaoto aos
accusMos Joaquim Felicio de S Brrelo, Jos
Esleves, e Miguel, eacravo de A, P. de S Bar-
reto.
O jury responde aos quesitos pela forma se-
guale
1. quesito : Nao ; por unanimidade de votos.
2.* quesilo : Nao; por unanimidade de votos.
3." ques'to ; Nio : por unanimidade de votos
4., 5., 6., 7., %., 9." e 10. quesUos Pre-
judicados.
As respostas do jury foram idnticas com re-
lagio a todos os aecusados.
Lidas as respostas do jury pelo presidente do
conselho (o Dr. Jacioto Pereira do Reg), o Dr.
juiz de direito lavrou a sua sontenga absolvendo
aos reos e condemnando municipalidade as
custas.
Levanlou-se a sesso s 8 1|.2 horas da noite.
relias andera seus nones cas de tanhos
pateo do- Carmo, para qu possanos avaliar
o numero de- trabalhadeiras,. que devemoo con-
tratar.
R'ecife, 15 dejutho de 1861.
Aguiar tamos & C
Correspondencias.
DUAS PALAVRA AO SENHOR GERMANO.
0 ecutado, todos os papeissja exeeuco do Sr.
Germano, e Vicente que aoaaram soffrive, fo-
rammal desempenhados, al' mesmo o Sr. No-
nes que anda sempre com seu recado estudado,
desta vez, espichou-se.
A reentrada nao mais dama que merega pa-
pis de primeira ordem ; foi alguma oousa- no-
passado ; de eternas luminarias___hoje ou na
poca preaenle semelha-se a um cadver -T e se
o nosso amigo Germano bemfasejo e lhe quiz
dar em prego, eolio dsse-lhe o antigo lugar do
nossocasacapois tendo ella bastantes pare-
cencias ora este veterano devia fkar ptima-
mente enllocada comj) substitua.
Pedmos desculpa ao Ilustre empresario pela
franqueza com que lhe fallamos, porem como a
nossa nica dittrago de hoje, o iheatro, nao
desejamus- ser erepansinados. Gastamos de boa
vootade o cobre de nossa assigoatura, e reco-
onecemos tambem que as forgas da casa, quan-
to a pessoat e monetario, nao podem dar-nos
divertimentos completos*e podendo, por a con-
correncia nao tem sido pequea fazem sabir o
pobre expectador do theatro arrepen lido de ter
gasto, tempo-e dioheiro, islo duro, e cusa a
revelar-se.
O Cometa.
municipal do toroso do OUnda.
Aasoo do sern praolanadoo poto portoiro d.
jury os aomei dos reos 4 porta do ttiboaol, o-Br,
Communicados.
Lavagem de roupa.
Anda urna vez voiiamos a imprensa a tratar
d'este objecto : mas estando prximo o dia da
inaugurago de nosso importante eslabelecimen-
to, julgamos dever empregar os meios do levar
conviego de todos os espiritos as vantagens,
que d'elle resultara.
Nos paites aonde ha um sem numero de pes-
soas oceupadas no servigo da lavagem da roupa,
e onde este trabalho feito com mais perfeigo
e prestesa do que entre nos,innmeras familias, e
todos os hospitaes e eslabeleci meo tos como q u ar-
lis, asylos, collegios de educandos, do prefe-
rencia a mandar lavarsuas roopas as machinas,
por que est exuberantemente provado que o'es-
tas a lavagem mais perfeila, e mais econmi-
ca. Entre nos que as cousas ae passo, como
todes sabem, julgamos que deve merecer urna
geral aeeitago um eatabeleclmeoto d'esta na-
turesa.
Haver entro nos, quem ee nio queixe de sua
lavadeira, ou pelo mal lavado da roupa, ou
pela demora, ou pelo extravio de pegas ?
Que quautidade de roupa nao 4 preciso qual-
quer familia ter para ae manter no devido as-
seio ?
A demora da roupa seja em casa pdr um mez
ou mais a espera da lavadeira, o damooso pro-
cesso por que esta lavada, o uso que algumas
la va deiras (aten da roupa dos freguezes, o con-
tinuo extravio de pegas, o a enorme aonna de
dinheiro, que so ten en roupa, faro sen du-
vida con que a fuodago de nossa empresa de
lavagem, e engomnado a vapor seja geralneote
I vilCHKM e
E de que importancia nao nosso estabeleci-
mento para os cottegios, hotis, e principalmen-
te para de hospitaes ?
Ella tal que aos parece irapossivel que um
s deiie de ara procurar, a ato aarot grande
arierro s ileae rotieerras.
Podemos entongar, en reteio do sermos des-
nootidss, que em aettaon dos hospitaes d'esta
oidade ha roupa suflleteote para manter-se o
deeate oa devida lmpesa, o que groado porclo
de roupo existe estragada da nodots de mofo, o
ds medica mam tos.
Desle modo esperamos merecer a araeatagio
deotos oMabofeetnoatoa.
por que os soraigos
"5". 'JS-SS.****?'* WlJili Je W- aue Ibes prestronos 'de incoatestovel nxhi-
buaat o %. MbstUuto da vara, ae o Dr. \*t isde.
TeTra-Nora -^5T dias, patacho inglez Harritt.
de 186 toneladas, capilo Wilhara Seaikh, equi-
pagem 9, carga 2,700 barricas com bacalho ;
a JohnstoR Pator & C.
Piavios sahidos no meimo dia.
Marseille Brigue raocez Btlty, capito Bla-
teaul, carea assucar.
Navio entrados no dia 15.
Buenos-Ayres 38 dias, sumara bespeohela
aGuadalupe, de 1-18 toneladas, capito Joo
Fontanille, equipegem 10, earga 2800 quinta**
de carne seeea ; a Amorim Irnaos.
Rio Grande do Norte17 dias. hiato brastteira
Flor do Rio Grande, de 32 toneladas, capito
Antonio Jos da Costa, equipagem 5, carga as
sucar e algodio; a Jobo da Cunha Megalhe*.
Portos do Sul5 dias, vapor inglez Tyne-,
coramandante Philipp M. Woocoii.
Navio tahido ae mesmo dia.
Southampton e portos intermedios vapor inglez
Tyne, commandanle Phtlipp M. Woocott.
e m' t o, "-----
te
COMM&HtClO.
Caixa Filial do Banco do
Brasil em Pernambuco
A directora era virtude do aviso de 8 de ju-
nho prximo passado, declara quefica prorogado
por roals 60 dias o prazo marcado pelo art. 4o do
decreto n. 1685 de 10 de novembro do anno fin-
do, para a substituigo das notas de 20$ da erais-
sao da mesma caixa, o qual linda em 19 de se-
tembro viodouro.
Caixa Filial do Banco do Brasil, aos 5 dejulho
de 1861.O secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferreira.
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 13 .
dem do dia 15 ....
247:2893365
15 637S786
262 9279151
Movimento da alfandega,
Volumes eotrados com fazendas..
a > cora gneros.
Volumes
a
sahidos

com
com
fazendas..
gneros..
14
198
-----212
62
339
------401
Descarregam hoje 16 dejulho
Barca inglezaSarah ferro.
Escuna hollandezaAulilopemercaduras.
Brigue portuguezConstantemercadorias.
Barca inglezaColinaferro e carvo.
Brigue inglozReliaocemercadorias.
Brigue inglezMary Annatrilhos de ferro.
Polaca hespanholaEsmeraldacarne de char-
que.
Polaca hespanholaIndiaidem.
Brigue hamburgueyHenrique Aonesidem.
Patacho inglezHarrietbacalho.
lmportacao.
Barca ingleza Sarah, vinda de Liverpool, con-
signado a S. P. Johnston c C manifestou o se-
guinle:
29 barricas ferrageos, 3 ditas broxas de ferro ;
a Brender Brandis.
150 feixes ps de ferro, 1 caixa ferrageos e chi-
cotes, 9 ditas tecido de linho, 3 fardos lonas ; a
Izidoro Halliday & C.
25 barns manteiga ; a J. A. Oliveira.
de algodao; a G. Kalkraann
de botica ; a Joo Soun
13 caixas tecido
& C.
1 barrica utensilios
&C
2 caixas tecdos de la e algodao, 2 ditas e 1
fardo dito de algo to ; a Augusto C de Abreu.
9 fardos e 6 caixas tecido de algodao, 2 caixas
rain leas a Adamson Howie & C.
46 fardos tecido de algodao ; a Rabe Schmet-
tau & C.
1 barrica ferragens; a Prenle Vianna & C.
37 fardos e 7 caixas tecido de algo lo ; a llen-
ry Gibson.
9 caixas tecido de algodao, 4 ditas dito de li-
nho; a J. Crabtree & C.
100 caixas folha de Flandres, 13 ditas e 10 far-
dos tecidos de algodao, 2 barricas ferragens, 2
ditas canos de chumbo ; a Patn Nash & C.
50 barricas o 50 caixas cerveja, 5 ditas tecido
de linho, 101 toneladas carvoo de podra; a Sauo-
ders Brothers & C.
59 barricas ferragens, 50 barris manteiga ; a or-
dem.
1 barrica estanho em barra ; a N. O. Bieber
&C.
12 fardos c 9 caixas tecido de algodao, 1 dila
dito de linho, 2 fardos dito de la ; a Arkwright
& C.
5 caixas tecido de algodao ; a Mills Latham
& C.
1 caixa biscoitos, 1 dita mostarda, 8 ditas con-
serva, 35 queixos, 47 .presuntos, 6 fardos touci-
nho, 10 barricas cerveja, 6 caixas genebra, 35 to-
neladas e 3 quintaes coke, 927 barricas farioha
de trigo, 50 Barris manteiga, 2 caixas tecilo de
lioho, 7 ditas e 7 fardos dito de algodao ; a Johns-
ton Pater & C.
10 tambores de ferro, oleo de Belmootioe, 1
caixa dito de Photogen, 1 dita larapees, 1 dila
ferragem. 100 chapas de fogo, 4 caixas lioha, 88
caitas, 77 feixes, 707 pegas o 16 taboas pertences
para coberta de navios por conta do governo ; a
S. P. Johnston & C.
5 caixas tecidos de algodao ; a Mills Latham
&]C.
Patacho inglez Hanriet, vindo de Terra-Nova,
consigoado a Johnston Pater & C manifestou o
seguinte:
2,700 barricas bacalho ; aos raesmos.
Brigue nacional Firma, vindo do Rio Grande
do Sul, consignado a ordem, manifestou o se-
guinte :
8,436 arrobas de caroe secca de charque, 289
ditas de sebo era graxa em bexigas, e 40 couros
seceos ; a ordem.
Exporta vo
Do dia 13 de julho.
Polaca hespanhola Despejada, pira o Rio da
Prata, carregaram:
Amorim Irmos, 75 barricas com 580 arrobas e
2 libras de assucar.
Barca francesa Adelle, para o Havre, carrega-
ram :
Tisset freces 515 coaros salgados 8,336 li-
bras.
F. Dubarry, 1 caixa com 8 arrobas de lalo ve-
Iho, 1 dita e 1 barrica com 16 ditas de cobre ve-
lho.
Barca portugueza Formosa, para o Porto, car-
regaram :
Vianna & Guimares, 1 barrica com 4 arrobas
e 29 libras de assucar.
Raeebedoria de rendas Internas
, geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 13. 19.945*627
dem do dia 15....... 5:514*439
25:460*066
Consalado provincial.
Rendimento do dia 1 a 13.
dem do dia 15. .
i
62:608*640
1:333*346
da
63.911*989
Horas.
n vx
I* s
H
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00
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Oirtego.
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" 5 c 2 | /ntanttadv.
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g !S 8 B
Centgrado.
> S l I Hygrometro.
x | Cisterna hydro-
mtrica.
& s
p o
JJO lo
I
Praneex.
j .8
00 M
o
03

Ingles.
A noile clara a principio e depois nublada;
vento fresco do SE e asssim amanheceu.
OSC1LAQA DA HARB.
Preamar as 10 h. 18' da manha, altura 5 8 p.
Baixamar as 2 h 18' da tarde, altura 2,2 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 15 de uw
lho de 1861.
Rosuho STErrtE,
1* tenente.
Editaes.
Em tempe eoiat/etoate anauocratettoo o dis em
di que es pesseasJ qae se euiseran afrefoetar oo-
r.1 darlo mandar roupo, 0l Jft otpofos
MoTimento do porto.
iVoctoj entrados no dia 14.
Rio Grande do tal25 dia, brigue nacional Fer*
vita, de 175 tonelada*, capito Jobo Augusto do
Prono Victoria, eqoipagen II, carga 8,000 ar-
robas de carne sedea ; orden.
BtfOMs'dyrw 25 dtas. Irrigue haabuTfuez
Jfcnrirus Avens, de 156 toaeladn, espito A.
L. H. Vende, edaipagon 9, earga dame tee-
ca ; a Amoros lrmloo.
Por ordem do lllm. Sr. ioopeclor da alfan-
dega se faz publico que, no dia 18 do corrente
se ha de arrematar em hasta publica, depois da
raeio dia, porta desta reparlicao, de c.ooformi-
dade com o disposlo na segunda parte do art.
302 do regulamento de 19 de selerabro de 1860 ;
dezesete libras de broxas grandes para pintor, a-
valiadas em 8*500 rs. ludo, vindasde Lisboa no
brigue portuguez Relmpago, entrado em 27 da
marco do corrente anno. e abandonados aosdi-
r-itos por Joaquim de Almeida Pinto, sendo a ar-
rematadlo livre de direito ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco 15 de julho de 1861
O Io escripturario,
Firmino Jos de Oliveira.
Por ordem do Itlra. Sr. inspector da alfan-
dega se faz publico que no dia 16 do corrente se
ha de arrematar em hasta publica, depoi de
meio dia porta desta repartido, de conformi-
dade cora o disposlo na segunda parte do art.
302 to regulamento de 19 de setembro de 1860.
60 caixas cora btalas pesando liquido 25qua-
tars, valor de um quintal, 2*000 rs. total 50*000
rs. abandonadas aos direitos por Francisco Luiz
de Oliveira Azevedo, e vodas de Lisboa pelo
brigue porluguez Constante, entrado em 9 do
correte, sendo a arremataco livre de direito
ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco, 13 de julho de
1861. O Io escripturario, Firmino Jos de
Oliveira.
Olllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico para couhecinento
dos ioleressados o arl. 48 da lei provincial a.
510 de 18 de junho do crrante anno.
Art. 48. E permillido pagar-se a mea sisa
dos escravos comprados em qualquer lempo an-
terior a dala da presente lei independentc de
revalidado e mulla, ucna vez que os deredorea
actuaes ueste imposto, o fagam dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, os que oo o fizerera (carao
sujeilos a revalidago e multa em dot-ro, sendo
um terco para o denuociante. A thesouraria
far anounciar por edital nos primeiros 10 dias
de cada mez a prsenle disposico.
C para constar se mandou amxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 8 de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciago.
Joo Baptista de Castro e Silva, commeodadorda
ordem da Rosa, e inspector da thesouraria de
fazenda de Pernambuco, por S. M. I., que Deus
guarde.
Fago saber a todos os habitantes desta provin-
cia, que em virtude de ordem circular do the-
souro o. 39 de 4 do corrente mez se substituir
oesta thesouraria, s horas de seu expediente, as
notas de 100* e 200* da Ia estampa, papel bran-
co. Esta substituigo se realisar desta data ao
um de dezembro deste anno valor por valor ; do
1 de Janeiro de 1862 porm em diante se (as
ella com o descont legal de 10 por cento em ra-
da mez, de modo que no 1" deoutubro do dito
anno de 1862 nao tero mais valor algum as re-
feridas ootas.
Thesouraria de fazenda de Pernambuco 15 de
junho de 1861.
Joo Baptista de Castro e Silva.
MBHMiB*nas*sMstsaaMO>w>
_____eciaraqoes._____
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do Tribunal do commercio de
Pernambuco se faz publico que nesta data fei
inscripto no registro publico do commercio o coa-
trato de sociedade feito' em 15 de junho do cor-
rente anno, por Leandro Lopes Das e Augusto
Hygino de Miranda, brasileiros, domiciliados e
estabelecidos nesta cidade com loja de fazendas.
sob a Arma de Leandro & Miranda ; devendo a
sua sociedade durar por espago de 3 annos coa-
tados da datado mesmo contrato, com o capital
de 16.000*000 fornecidus por ambos em partea
.iguaes.
Secretaria, 15 de julho de 1861.
Julio Guimares,
Official-maior.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
Pernambuco se resalva o erro de impresso do
annunclo relativo ao registro da contrato social
de Santos Camioha & Irno, addiciooando no
numero dos socios daquella firma, o Sr. Vicente
Ferreira dos Santoa Caminba.
Secretaria 15 dejulho de 1861.
Julio Guimares,
Official-maior.
Correio geral.
Relago das cartas securas viudas do sul palo
vspor inglez Tyne, paro os senhores abat
declarados :
Aotonio Joaquim de Souza Paraizo.
Antonio Luis Teixeira Campo*.
Antonio Jos da Costa Reg.
Filippe da Coala Dourade.
Francisco Aolooio Fernandes Juoior. ,
Frederico Miguel da Soasa.
Gracilisno Adalides Prado Pimeotel.
Ignacio dos Santos Sazea Cadet.
Joaquin Hada Maseareohas do Souza.
Joo W.
Jos Joaquin Reg Barros.
Jos Carneiro da Rocha.
Thomaz Antonio Ramos Zsry.
CeRselho admiiistrativo.
O Conselho administrativo, pata fornecimenlo
do arsenal de guerra, em cumplimento ao art:
do regulamento de 14 de dezembro de 1852, fas
pobllco que Toram aceitas as propostas dos senho-
res abati declarados.
Para o arsenal do guerra.
Joio Ignacio Ribeiro Roa:
4 libras de potista i i$ a Ubr.
ansa


DIARIO DI PaUUUMDGfe te TUCA FE1RA i* Dfi JULHO DE 1811.
5 arrota de verde crome de l'qualidade a 560
rs. a libra.
1 brril de veroz pretocora 25 caadas de me-
dida velha a 2$ a caada.
Para ornecionento doa depsitos do arligos b-
licos das provincias de Alagoai, Parahiba e Rio
* Grande do Norte.
Santos Coelho :
1715 varas de algodoziaho largo superior com
ai marca T a 275 rs. a vara.
Joio do Couto Alves da Silva :
3490 varas de brim braaco fino conforme a
amostra a 420 rs.a vara.
800 covados de chita para coberlas a-180 rs. o
corado.
Para a provincia das Alagoas.
Joo de Soura Mariano :
100 bonets pera soldados a 39900.
Antonio Ferreira da Costa Braga :
100 grvalas de sola de lustre a 950 r..
Para a provincia da Parahiba do Norte.
Joo de Soma Mariano ;
208 boaets para soldados a 3^900.
Antonio Per reir da Costa Braga :
208 grvalas de sola de lustre a 950 rs.
Para o Rio Grande do Norte.
Joo de Souza Mariano :
189 bonets para soldados a 3*900.
Para o forte de Pao Amarello.
Jos Goncahes Ferreira :
1 livro com 200 folhas de papel almaco pauta-
do sendo o formato de meia folha por 49.
O cooselho avisa aos mesmos vendedores que
devem recolher os objectos comprados no dia 17
do corren te, na secretarla do mesmo cooselho, s
10 hofts da manha.
Sala das sesses do cooselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 15 de
julho de 1861.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
CORRE10.
Pela admimstrago do correio desla cidade se
faz publico que em virtude da convengo postal,
celebrada pelos governos brasileiro e francez.se-
ro expedidas malas para a Europa no dia 15 do
correte mez, de conformidade com o annuncio
deste correio, publicado no Diario de 9 de eve-
reiro ultimo. As cartas serio recebidas at 2
horas antes da que for marcada para a sabida do
vapor, e os jornaes at 4 horas antes. Correio
de Pernainbuco 12 de julho de 1861.
Domingos dos Passos Miranda,
Administrador.
Tor esta subdelegada se faz publico que
se acha depositado umcavallo castanbo com ou-
tros sigues, que em a noile de boje em deli-
gencia de serem capturados uns ladros de ca-
vallo foi este eocoutrado amarrado dentro dos
mallos atrs de um mucambo em que assiste
Francisco Xavier de Albuquerque, irmo de An-
tonio Cezar Marinho Falco, que se acha com
praga, cujo cavado aqui desconhecido, como
suspeito foi aprehendido ; quem se julgar com
diretro e o provaodo, lhe ser entregue.
Subdelegacia do 1 destricto da freguezia dos
Affogados, 12 de julho de 1861.
O subdelegado
Jos Francisco Carneiro Monleiro.
Por esfa subdelegada se faz publico que
se acha recolhido o preto Antonio, qae diz ser
escravo de D. Mara, o quat foi preso pela ronda
ao amanbecer de hoje por suspeito de estar f-
gido; quem se julgar com direilo comparece,
que provaodo, lhe ser entregue.
Subdelegacia do Io districlo da freguezia dos
AfTogados, 12 de julho de 1861.
O subdelegado
Jos Francisco Carneiro Monleiro.
Arsenal de guerra.
Por ordem do Illm. Sr. coronel director do ar-
senal de guerra, se faz publico, que nos termos
do aviso do ministerio da guerra de 7 de margo
de 1860, se tem de mandar manufacturar o se-
guinte :
363 capotes de panno azul.
Quem lhe convier arrematar o fabiico de ditos
capotes, no prszo de trinta dias, comprela na
sala da directora do mesmo arsenal, pelas 11 ho-
ras do dia 17 do correte mez, com sua proposta
em que declare o menor prego e quaes seus fia-
dores.
Arsenal de guerra de Pernambuco 31 de julho
de 1861.O amanuense,
Joao Ricardo da Silva.
Os abaixo assignados fazem sciente aos pos-
suidores de carros de aluguel de 4 e 2 rodas,
mnibus, cirrogas e vehculos de condueo avi-
sem a mesa do consulado provincial, aQm de re-
oeberem o numero que tem de mandar pdr nos
mesmos, com os quaes tem de serem matricula-
dos na reparticao da polica, devendo-se Andar
o prszo no dia ultimo do mez correte.
Primeira secgao da mesa do consulado provin-
cial 13 de julho de 1861.Os laogadores,
Joio Pedro de Jess da Malla.
Demetrio de G. Coelho.
Os abaixo assignados, laocadores do consu-
lado provincial, tendo de dar comego no dia 15
do correte mez aos trabalhos do langamento da
decima urbana e mais impostos que por aquella
repartir sao arrecadados, como acba-se dispos-
to na lei do ornamento provincial vigente, avisam
a todos os contribuales para que, no icio da
collccts, sejam manifestadas as informaces exi-
giris ; recommendando mui particularmente
aos inquelioos que aprsente os competentes
recibos,am de evitar duvidas e reelamaedes.
Recife 11 de julho de 1861.
Joao Pedro de Jess da Malta.
Demetrio de Gusmo Coelho.
O fiscal da freguezia de Santo Antonio des-
ta cidade identifica a todos os proprietarios das
casas, cujos passeios (vulgo calcada) se acham
deteoradas, que devero quanto antes mandar
repara -lis, visto como tem de proceder a minu-
cioso exame, e.as que forem eacontradag em mo
estado, ficam sujeitas malta estabelecida pelo
art 18 do lit. 7 das posturas muoicipaes de 30 de
juohode 1819.
Fifcalisago da freguezia de Santo Antonio do
Recife 11 de julho de 1861.O fiscsl.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro.
COMPANHfA BRASILEIRA
DE
HPKY1KS EVJUNME.
Deve ebegar hojeaos porlos do sul o vapor
Ctret, em lugar dVParani, que flcou em con-
cert, o qual depois da demora do costume se-
guir para os portos do norte.
Para passageiroa, encommendat e dinheiro a
fre.te, trata-se na agenci ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Azevedo & Mendes.
Lisboa e Porto.
Segu al o fim da presente semana o vtleiro
brigue nacional Oliuda, capito Jos Gaspar
Pestaa, recebe nicamente passagelros, para os
quaes tem commodos regulares : trata-se com
Bailar & Oliveirs. ra da Cadeia do Recife n. 12
Espera-se do Potto por estes dias o brigue
portuguez Amalia I, capito J. S. Amelles, que
se demora muito pouco tempo : quem nelle qui-
zercarregar ouirde passagem, dirija-se ao es-
criptorio de M. Joaquim Ramos e Silva, ra da
Cadeia do Recife o. 36.
Acarada'.
Segu no dia 8 do mez prximo vindouro o pa-
lhabole Santa Cruza, recebe carga a frele e pas-
sageiros : trata-se com Caetano Cyriaco da C. M.
no lado do Corpo Santo n. 25.
Rio Grande do Norte.
AsseMossor,
Vai sahir por estes oito dias a barcaga cNova
Esperanza, recebe carga a frele para os portos
scima ; a fallar cora Bartholomeu Loureoco, na
ra da Madre de Dos n 2, ou no trapiche do
algodo com o mestre.
mm
Rio de Janeiro
segu com brevidade o brigue oaciooal Felicida-
des por ter a maior parte do seu carregameolo
prompto ; ainda recebe alguma carga e escravos
a frele, para o que trata-se com os consignata-
rios Jos Velloso Soares & Filho, no largo do
Corpo Sanio.
Baha.
A escuna nacional Carlota, capito Luciano Al'
ves da Conceigo, sabe para a Babia em poucos
dias ; para alguma carga que ainda pode receber,
trata-se com Francisco L. O. Azevedo, na ra da
Madre de Deus n. 12.
Para
Ro de Janeiro,
o patacho nacional Lima I, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janeiro,
recebe carga a frete para dito porto: trata-se
com Basto & Lomos, ra do Trapiche o. 15, ou
com o capilo a bordo.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PPUTEI A VCffi)6.
At u dia 17 do correrte esperado doa portos
do norte o vapor Cruzeiro do Sul, commandan-
te o capito de mar e guerra Gervazio Mancebo,
o qual depois da demora do costume seguir pa-
ra os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder cooduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada at as 3
horas da tarde, encommendas, passageiros e di-
nheiro a frete at o dia da sabida as 4 horas:
agencia ra da Cruz n. 1, es criptorio de Azeve-
do & Mendes.
O patacho nacional Barrot J, de superior mar-
cha, segu eom brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-se com viuva
Amorim & Filho, ra da Cruz n. 45 ou com o
capilo a bordo.
SOCIEDADE BAXC Ull\.
Amorim, Fragoso Sanios
Companbia
Satam e tomam saques sobre as pracas do Rio
de.Janeiro, Maranho e Para.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
21a RECIT/t DA ASSIGNATRA.
^uarta-feipa, 17 de Julho de 186!.
Subir scena pela segunda vez neste theatro
o inieressante e muito applaudido drama em 5
acto?, original francez
PECCADORA.
Terminar o espectculo com a nova comedia
em um acto,
35 sidos de carruagem.
Comeger s 7)4 horas.
Rio de Janeiro
segu com toda a brevidade a barca Malhilde
por ter metade do seu carregameolo engajado ;
para o restante, trata-se com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14, ou com o capito
Jos Ferreira Pinto.
Baha.
Segu a sumaca Hortencia, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
falta e passageiros, trata-se com Azevedo & Men-
dos, ra da Cruz n. 1.
COIPANHU rEHMBUCANA
DE
Navegado costeira a vapoi
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu'. Aracaty, Ceara'.
O vapor Igifarass, commandante Moreira,
sahir para os portos do norte al o Cear no
dia 22 do correte s 4 horas da tarde. Recebe
carga at o dia 20 ao meio dia. Encommendas,
passageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida
a 1 hora : escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
Aysos martimos.
Para Lisboa.
o brigue portuguez Constan ti, espitas Augusto
Carlos do Res, segu viagem com muila brevida-
de por j ter a maior parle da carga prompta :
quem no mesmo qeizer csrregar ou ir de passa-
gem, para o que tem aciados commodos, trata-
se com o consignatario Thoroaz de Aquino Fon-
ees, na ra do Vfgario a. 19, primeiro andar,
ou eom o capito na praga.
COMPANHIA PERNAMHUCANA
DB
NavegaC/o costeira a vapor.
O rspor Persinunga, commandante Moara,
sene viagem para os porlos do sul de sua es-
cala no da 20 de julho as 4 horas da tarde. Re.
cebe carga at o da 19 ao meio dia. Encommen-
das, passageiros e dinheiro (rete at o dia da
sahida 1 hora: escriptorio no Forte do Mattos
n. f.
Para Lisboa e Porto,
sahir com brevidade a barca portugueza For-
mse, de primeira marcha: para b restante da
carga e passsgeiros, para os quaes tem excelen-
tes commodos, trata-se com Maaoel Ignacio de
Ouveira & Filho, largo do Corpo Santo, .escrip-
torio, o com o capito a bordo.
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente o hiate na-
cional Santa Aona(: para o restante da carga e
passageiros trata-se com Gurgel & Irmos, na
rna da Cadeia dd Recife, primeiro andar, n. 28.
Leiloes.
LEILO
O agente Hyppolito autorisado pelos Srs. Ro-
the & Bidoulac, far leilo por conta e risco de
quem pertencer, de orna porco de faccaa para
charqueada ; na meama occasio se houver con-
currencia se vender tsmbem uma pergo de
ferragens, cutilerias e perfumarlas, por tanto o
agente cima convida a todos os senhors que
oegociam com taea mercadorias para que com-
parecam na ra do Trapiche armazem o'aquelles
senhors, no dia 16 do correte mez, que abi ae
effectuar o referido leilo, as 11 horas em ponto.
LEILO
O agente Hyppolito com autorisseo ar lei-
lo de um predio terreo sito na ra do Hospi-
cio, no qual presentemente mora o Sr. Or. Bse-
ta Neves junto a casa onde foi ocollegio do Boro
Conselho, tendo boas salas, quartos, quintal mu-
rado, cacimba etc.: regunda-feira 15do corrente
as 11 horas em ponto, no seu escriptorio ra da
Cadeia n. 48, primeiro andar.
Os Srs. pretendentes poderlo entender-se com
o mesmo agente para oa esclarecimentos pre-
cisos.
LEILO
DE
Um carro inglez, movis
e escravos.
Anlunes far leilo de um rico carro inglez de
4 rodas pintado e forrado de novo, com arreios
para dous cavallos, excellentes molas muito forte.
Bem como
diferentes movis qne serio entregues por todo
prego obtido para acabar, e bous escravos que
se vendero na mesma occasio, cujo leilo ter
logar lerca-feira 16 do corrente s 11 horas em
ponto na ra do Imperador n. 73.
Gontinaacao do leilo
DE
LOUQA.
Terca-feira 16 do corrente ao
correr do martello.
Costa Carvalho nao tendo podido acabar com
o leilo da loja de louca da ra das Ouzes n.
41, otar no dia cima na mesma loja as 11 ho-
ras em [ponto espera a coocurrencia dOs seus
freguezes. p_
Sa&llaAS
Terca-feira 16 do corrente.
DE
Urna taberna.
Jos Francisco Ferreira autorisado peta** Srs.
Francisco Alves Monleiro Jnior e Barros 4 Sil-
va seus nicos credores por iutervenco do agen-
te Evaristo Mendes da Cunha Azevedo far leilo
de sua taberna sita na re Augusta n. 23* dos
gneros, armago e mais uteacilios existentes
oa mesan, em um s lote ou a relalho conforme
convier aos pretendentes no dia cima na niesffia
taberna, as 11 horas em ponto.
LEILO
Grande queima
DE
MOV
O agente Hyppolito da Silva declara ao res-
peitavel publico que autorisado pelos Srs. admi-
nistradores da massa do fallecido Manoel Anto-
nio doa Passos Oliveira vai vender por todo e
qualquer prego os movis existentes no arma-
zem sito oa roa Nova n 22, consistindo em rao-
tilias completas de mogno, eeregeiras, Jacaran-
da, guarda louga, apparadores, camas francezas
e amitos outros movis que se ternaria enfado-
nho mencionar, por laoto jolga o agente cima,
que ser prudente que qualquer pessoa deva se
prevenir nesla occasio, pois todo ser vendido
ao correr do mattello. Na mesma occasio se
vendern tambem aa dividas activas do mesmo
estabelecimento devendo ter lugar o leilo nos
diaa 17, 18,19 do corrente mez, as 11 horas em
pooto dos mencionados diaa no referido ar-
mazem.
Avisos diversos.
O abaixo assignsdo, nao tendo at o presen-
ta soluco alguma da letra que em vida do Sr.
Manoel Buarque lhe dera para cobrar, a qual com
a sua morte fdra desencaminhada, como j fez
publico por este jornal em data de 5 do correle,
sua me a Sra. 0/ Ignaeia Mara das Dotes;
achando-se nesta praga, de novo previne ao acei-
tante o Sr. Manoel Xavier Carneiro de Albuquer-
que, para nenhuma transaeco fazer com dita let-
tra, a nao ser com o abaixo assigoado, assimeomo
rectifica um engao que se dera na primeira pu-
blicago, na quantia e dala do veocimeoto ; sen-
do a importancia real de 2790g000, e o veoci-
mnto em setembro de 1859. Francisco de Pau-
la Ca?aleante de Albuquerque.
Atteneo.
O abaixo assignsdo, trazando pelo juizo ordina-
rio do commercio desta cidade, uma aeco costra
a Arma Carpiteiro & Prado, da qual faz parte, e 4
socio gerente o Sr. Joo Antonio Carpinteiro da
Silva, e vendo no Diario de Pernambuco a. 160
de 15 do correle mez, um annuncio do mesmo
Sr. Joo Antonio Carpinteiro da Silvs, do qual
declara estar de partida para a Europa, e por ic-
io convida seus credores com o prazo de 8 diat,
vera pelo presente declarar ao mesmo Sr., que
nao pode retirar-ae sem que o satisfaga da impor-
tancia pedida na acgo, ou deixe nesla cidade
procurador bastante coostitudo (que acha-se
prestea o julgament) para receber a iotinaco da
sentenga em sua ausencia, satisfazer o principal
e custas, ou receber s dita citago para o caso de
execugo : e respeito chama o abaixo assigns-
do a attengo do Sr. Dr. cheie de polica, visto ser
o dito Carpioteiro eslrangeiro, e ter oeste Oro
aeco por dividas.
Recife 15 de julho de 1861. Joaquim Amaro
de Silva Pasaos.
Preeisa-sejde um caixeiro para taberna, na
cidade da Victoria, anda mesmo com pouca pra-
tlca, dando fiador a sna conducta : a tratar na
pedera da ra Direila n. 84.
Grande laboratorio a vapor
DE
ROUPA,
DE
M!HM9 MU
LAVADA.
LAVADAEEN-
GOMMADA.
Roupa de familia indistinclamente pegas grandes e pequeas. 40 ris 160~r7is~"
Kouna de navios, vapores, hospitaes......1 .- .V' 70 160
Pegas grandes isoladamente, como lenges, toalhas de mesj, ec. 100 240
Roupa de doente de familia que nao seja fregueza...... 120 240 -
Roupa misturada que alguem sem ser freguez exigir que se lave. 80 240
No prego dos engommados de roupa de familia, exceptuam-se os vestidos, gollinhas, man-
guitos e mais objectos que forem guarnecidos de reodas, babados, patos, rifas etc., etc., bem como
os cortinados de bergo, cama, veranda, que se pagaro segundo o ajuste.
Qualquer que exigir roupa somonte lavada ou tmbem engommada com mais brevidade que
a designada pagar maia 25 por cont sobre o prego.
O prazo da entrega da roupa lavada ser por em quanto oito dias depois do recebimeoto, e
da lavada e engommada 15.
A roupa de familia ser lavada em machina separada da dos hospitaess e as pessoas encarre-
das do servigo da roupa serao mulheres.
Os proprietarios psgaro qualquer pega que se extraviar.
Qualquer que mandar roupa receber um vale do numero de pegas com a declaragio do im-
porte da lavagem. o qual ser restituido com o competente importe na occasio de se entreear a
roupa prompta. sem o que esta ficar depositada. *
O estabelecimento encarrega-se de tirar nodoas de qualquer naturza, precedendo um
A entrega e o recebimento da roupa na casa dd bsnhos no pateo do Carmo.
5>3>SXgC:Sggc gSS?Se J83!es o)?;;<:c- ^^ ^l^ sBBMMBc3BMa;
AO PAVAO
A'
Ra da lmperairiz n, 60.
DE
MI& I11B,
Neste estabelecimento
raa e homens :
Ricos enfeites com franjas e bolotas a 8{fO0O
Grosdeoaple muito encorpaJo e de
bel 1 issimas cores, covado............ 2000
Dito lavrados de apurados gostos a.... 28240
Organdiz, bellissimo padrdes, covado #600
Mimoa do co, fazenda muito moder-
na, covado............................ 1Q200
Manteleletes de fuslo branco com bo-
nitos lavores......................... 80000
Dito de tilo preto e capas............. 79000
Tarlataoas de todas as cores, vara.. $800
Camizetas com maoguitos e golinhas 39000
Ditas muito fioaa...................... 59000
Golliohas de fuato proprias para se-
nt oras e menina.................... $660
Ditas bordad as muito finas............ $800
Ditas ditas.............................. IJOOO
Chitas francezas....................... $240
Ditas muito superiores................ #2*0
Ditas idem...........................;.. y260
DiiMidem.............................. yaBO
existe um completo sorlimento de fszendas proprias para senho-?
Gollinhas muito superiores .......... $300$
Ditasidem............................ 320
PARA HOMBNS. i
Palilots de casimira de corea claras \
escuras............................ 16*000.
Ditos de pao preto muito Anos..... 16$000
Ditos ditos.......................... 18000
Dilos ditos............................ 200t)O|
Dita de casimira muito fina de cor
efura .............................. 2OJ000
Caigas de casimira decores.......... 89000^
BJm................................ stoooV
Ditas pretas.......................... 89000|
Loletes de vellido, setim e gorgoro 9
Chapeos deso de seda............... 6$O00i
Cilgas de ganga feanceza............ 39OO0
Ditas de brim eocorpado............. 29000^
Damasco de la com seis palmos pro-
prios para cobertas para mozas o \
pianos. i
! Multasoutras fazendas deixam-se de mencionar o prego, mas que se vendem muito em 1
Jf conta, asslm como um grande sortlmeoto de tiras bordadas, saias balo para seohoras e
meninas, cassas e cambraias de todas as qualidades tanto brancas como de cores, superior
grosdenapie preto, dao-se amostras com penhor ou mandam-se as fazendas por caixeiro da '
loja do Pavao. r
eg3JCgc333:^55 sSWigs SEMMto s3B&gf8Ss bmS&O&m s93SS8Ss 38&3!
ASSOCIACIO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Quarta-feira 17 do corrente haver sesso
trsordinaria da assembla geral para se trata
negocios de suma importancia ; os senhors so-
cios efTectivos dignem-se de comparecer oa sala
das sesses pelas 7 horas da noite do referido
dia sem falta alguma.
Secretaria da Associago Popular de Soccorros
Mutuos 14 de julho de 1861.
Joo Francisco Marques.
1.* secretario.
Pracisa-se de uma ama de leite : na ra
Nova n. 40, loja de alfaiate.
A pessoa que annunciou um mogo para eo-
sinar pnmeiras letras em um engenho porto da
praga, se ainda pretende, dirija-se ao Remedio,
em casa do Sr. capilo Reg Barros, que dir
quem quer.
SOCIEDADE
Unio Beneficente
DOS
MARTIMOS.
De ordenado Sr. presidente convido aos se-
nhors socios efTectivos para compareceris quin-
ta- feira 18 do corrente na matriz do Corpo San-
to, pelas 6 horas da manha, aflm de ouvir uma
missa pelo repouso d'alma do nosso socio falle-
cido Joo Martina dos Santos Cardoao, conforme
marca o capitulo 10, artigo 59 dos nossoa esta-
tutos.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos
Martimos 15 de julho de 1861.
Balthasar Jos dos Reis.
\* secretario.
Aluga-se um primeiro andar na roa da Sen-
zala Nova, com 2 salas, 3 quartos, cozinha frs,
em peifeito estado.de concert : na praga da In-
dependencia, lirraria ns. 6 e 8.
Aos .Srs. caixeiros.
Um rapaz habilitado offerece para lee- f
$t? cionar. das 6 as 9 horas da noite, aos W
f| que se dedican ao commercio, a lr es- am
crever e traduzir as linguas franceza
e ingleza grammaticae analyse.da lngua V
9 portugueza, arilhmeiica, juros descont, A
aat redueco de pezos e medidas, e cambio ;
* quem de seu presumo se quizer utilisar w
9 dirija-se a ra do Cabug n. 3 segundo $p
} andar, do meio dia s 5 horas da tarde. A
Attengo.
Fugio no dia 22 de junho noite um escravo
de eome Faustino, tem os seguales signses: cor
muito fula, quasi que cabra, olhoa vivos, ca-
bellos um pouco sollos, nariz um pouco chato,
denles limados, isto a parte de cima, bigodes
torcidos, estatura regular, grosso do corpo, um
pouco barrigudo, filho do Rio de S. Francisca
ou Cabrob, assim que sabio eom um combo! para
o dito lugar; foi escravo de Bernardo Maciel de
Souza, residente no mencionado lugar; foi quem
o venden para el: porlanto, recommenda-se a
todo o capito de campo ou outra qualquer auto-
nade que o pegar, lave-o ra Nova d. 18, que
ser bem recompensado.
. ~ Pede-se ao Illm. Sr. thesoureiro da lotera
da provincia que nao pague o meio bilhete o.
2271 em beneficio da matriz da Boa-Vista da 3.*
parte da 9. loteria, pois foi perdido pelo ebaixo
assignsdo.Clariodo Lopes de Lima.
Thom Nicolao Holm, brasileiro, retira-se
para Macer.
Juizo dos feitos da fazenda.
Na quinta feira 18 do correle pelas 10 horas
da manha na sala das audiencias perante o Illm.
Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda se vender em
praga uma casa terrea, sila no largo da matriz
a ex. i de SJ P.edro .em 01inda. pertencente aos herdei-
tratar de MD&& M"ia -da ConCei?s. """ W
orM o V500*000. Pf execugo que move a fazenda na-
cional contra os mesmos herdeiros-
Recife, 11 de julho de 1861.
O solicitador,
F. C. P. de Brito.
Manoel Frulos da Silva e Antonio Marcoli-
no de Souza concertara e envernisam mobilias :
quem precisar dirija-se ra Nova n. 40.
Jos Marques da Fonceca Borges, Arsenio
Gustavo Borges, D. Luduvina Marques Cerdoso
de Jess, con-seohores do sitio denominado Oi-
teiro da estrada do Arraial, partido pelo encana-
menlo das aguas de Beberibe. previne ao publi-
co que seu cuchado Joo Jacintho Soares da
Franca s tem em dito sitio uma parte da
quantia de 62500, que lhe coube em parlilhas
dos bens do finado Sr, Gongalo Victorino Bor-
ges, e que dessa mesma elle flzera venda de uma
parte dos fundos do dito que Dea alem do enca-
namento.
_ Fugia do abaixo assigoado no dia 13 de jue
Iho, seu escravo por nome Luiz, com cilicio d-
alfaiate, de20 annos de idade, comegando a bu-
car, de estatura ordinaria, magro, edr clara, p-
lido, rosto descarnado, olhos grandes, beigos e
queixos fios, nariz afilado, hombros decidos e
espadado, 0 um pouro corcundo, mos e ps
grandes, conduzindo comsigo uma trouxa de rou-
pa, caigas e camisas e um bahuzinho de folha de
Flandres verde: rogo a todas as autoridades po-
liciaes que o capture e conduza-o a seu seohor
Joaquim Jos de Carvalho Siqueira Varejo, na
Capunga, em casa que foi do finado padre Joao
Capistraoo.
Preciss-se um escravo que saiba comprar,
coziohar e fazer todo o servjga de uma casa :
quem o liver nestas eondigoes e quizer alugar,
dirija-se ra da Cadeia do Recife n. 56, escrip-
torio de Leal & Irmo que achara com quem
tratar.
Em Santo Amaro ao p da fundigo tem w
^ uma casa terrea para alugar, sendo casa A
g de ejquina com soto corrido com duas -
P janellas na frente e uma 00 oilo, quio-
$P tal murado e cacimba : a fallar com Jos
Jjfc Goncalves Ferreira Costa, na mesmo
!
Desapareceu na raanhaa, do dia
14 do corrente o escravo Joao, crioulo
filho de Gravata', cor fula, estatura ba-
xa, olbos grandes, idade pouco mais ou
menos 22 annos, com principio de bar-
ba, sabe lr, e levou consigo uma trou-
xa de roupa de seu uso; quem o pegar
leve-o a casa n. 15 na praca do Corpo
Santo, que sera' generosamente recom-
pensado.
Preci sa-se de um excellente copei
ro na ra do Vi gario n. 2.
Jos de Souzs dos Santos retira-se para o
Rio de Janeiro, na birca Malhilde.
o?
s
A directora da caixa filial do baoeodo Bra-
sil tem autorisado ao Sr. thesoureiro da mesma
caixa a pagar o 15.* dividendo do semestre pas-
sado na razo de 8J500 por acgo, de conformi-
dade com as ordeos recebidas do banco do Bra-
sil. Recife 15 de iolhe de 1861. O secretario
interino, Luiz de Moraes Gomts Ferreira.
Precisa-se de um horren) de maior idade,
de conducta exearplar, e que tenba as habilita
edes necessarias para ensinar primeiras letras
n'um engenho distante 10 legoas desta praga :
quem se acbar nestas circo instancias, dirija-se a
ra da Cruz o. 63, terceiro andar, para tratar.
Sabbado 13 do corrente desappareceu do
lugo da ribeira de S. Jos orna beata com sella
em cabresto, do poder de um portador que foi
comprar carne, consta que um individuo, de cujo
nome se nao sabe o nome todo, andar eom a
mesma pelas ras prximas, procurando o dono.
roga-se ao mesmo ou a quem souber, de dirigir-
se a Santo Amaro, ao p da fundigo, taberna da
Jos Jacintho de Carvalho, que gratificar.
Aviso.
COHPAMIA DA VIA FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
De conformidade com as instrucg5es recebidas
da respectiva directora, faz-se publico que desta
dala em diante socoovidados os accionistas des-
ta compaohia a cumprirem com os termos du
aviso que por ordem do mesmo abaixo ficam pu-
blicados.
Escriptorio da compaohia, 16 de julho de 1861.
For procurago de E. K. Braman, thesoureiro. -
R. Auslen.
A\iso.
COMPANHIA DA YIA BERREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
(limitado.)
Pelo presente faz-se publico que, de resolugo
da directora desta companhis, tomada nesta da-
ta, tem-se feito uma outra chamada de duas li-
bras esterlinas por cada acgo a qual chamada ou
prestago dever ser paga alao dia 16 de agos-
to prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa
dos Srs. Mau Mc Gregor & C, oa Baha aos
Srs. S. S. Daveoport & C. eem Pernambuco no
escriptorio da theusoraria da mesma via frrea.
Pelo presente dea tambea entendido que. no
caso de nao sera dita chamada ou prestago sa-
tisfeita no da marcado para o seu pagamento ou
antes, o acciooista que iocorrer nesla falta, paga-
r juros a raso de 5 / ao anno sobre tal cha-
mada ou prestago a contar dtsse dia al que
seja realisado o pagamento.
No caso de nao effectuar o pagamento desta
chamada ou prestago dentro de tres mezes a
contar do dito dia Ciado para o embolso da mes-
ma, ficaro as aeges que iacorrerem em tal falta
sujeitas a serem confiscadas, segundo as dispo-
gdes dos estatutos a este respeito.
Por ordem dos directores.
Assigoado. W. A. Bellamy, secretario.
Attenco.
O abaixo assignsdo lendo no Diario de Per-
nambuco a. 160 de 15 do corrente um annuncio
do Sr. Joo Antonio Carpinteiro da Silva', socio
e inclusivamente gerente da firma commertial
Carpinteiro & Prado,no qual declara achir-se
de partida para a Europa, e por isto convida aos
seus credores para comparecerem no prazo de 8
das; vem pelo presente fazer publico e declarar
ao mesmo senhor, que nao pode fazer a preten-
dida viagem emquanto nao prestar as contas de
sua gesto na mencionada sociedade, que asiim
tem com o abaixo assigoado. e nao proeeder-se
a liquidago e partilbada mesma sociedade, para
cujo Um traz o abaixo assigoado contra o 5r.
Carpinteiro acgo arbitral em juizo; a isso acr.es-
ce que no poder do Sr. Carpinteiro existe lodos
os livros e papis tendentes questo e perteo-
ceotes sociedade, e sobre os quaes protesrou-se
um exame, que vai ter lugar, e que deve ser as-
sistido pelo mesmo seohor par as explicagoes ne-
cessarias acerca de certas verbas nao acreditadas
no balango a que procedeu-se. Demais, o abai-
xo assigoado reclama do Sr. Carpinteiro, na ac-
go referida, qoantias que lhe pettence particu- "
larmente, e quantias que lhe pertence por parte
da sociedade ; reclama mais a entrega de seu
estabelecimento, segundo o estado que delle fez
entrega, e foi estipulado na escriplura publica do
tracto social: por tudo isto o Sr. Carpinteiro
obrigadu a permanecer nesla cidade al effectiva.
liquidago dos negocios sociaes, e deciso do
pleito. Para todo o exposto chama o abaixo as-
signado a attengo do Sr. Dr. chefe de polica,
pare qae ao Sr. Joo Anlohio Carpinteiro da Sil-
va nao sejs dado p'assaporte, emqusnt nao se
mostrar desembaragado, visto ser eslrangeiro e
contra o qual move-se neste foro, esta, e outra
accao por obrigagSes que tem de satisfazer. Re-
cife lo de iulho de 1861. Francisco do Prado.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Tendo chegado ao conhecimento do*
empresarios do gaz, que alguns consu- *
midores tem sido logrados por pessoes
que oll'erecendose de melhorar ou con-
certar os bicos de ga* de suas casas e
levando-os sob este pretexto nunca mais
voltaram, os emprzarios toraam a an-
nunciar, para bem de seus freguezes,
que nao ha macbinista ou pessoa algu-
ma autorisada de, apedido do dono,
concertar, nem mesmo examinar bicos,
ou outro qualquer appaielbo de gaz, e
que o nico meio de obter concertos,
alteracao ou exame por via do caixei-
ro que esta' sempre no escriptorio da
empieza na rna do Imperador n. 31
durante as horas ae negocio, e quando
fora deltas na casa de sua residencia
ra do Aleen m sobrado n. 2.
Declaram mais, que como elles sao
responsaveis pela boa accao das suas *
obras recusam de fbrnecer gaz por
qualquer bico ou intermedio que n5o
seja de sua fabrica.
Tomam esta occasio de repetir par-
te do art. 6 das nstruccoes liscaes a sa-
ber Havendo cheiro de gaz em casa
mandarSo dar parte immediatamente
no depsitos ou no escriptorio da em-
preza pedindo a devida observacSo
desta instrueco declaram que o consu-
midor faltando a ella cahiTa' sobre el-
bre elle a responsabilidade das conge-
quencias...
Curso de rhetorica
Manonel da Coate Honorato tem aberto seu cur-
so particular de oratoria e potica nacional : n
rae Direita n. 88. primeiro andar.
CColaottl. angenheiro-mechanco se offerece ..fe,:4,,"*!"!?!?' ,oMWo *** r,,'r*"M **
ira ensinar aa mathmUraB elaaaantarM riih. ra I0M da P"*"Cia-
para ensinar as mathemsticas elementares, arilh-
metica, algebra, geometra e trigonometra rec-
tilnea : dirigir-se ra da Seozala Velha n. 100,
primeiro andar.
O proprietario do esUbelecimenlo intitulado
caf dos aros, fas sciente a seus credores que
queira apresentar suas eontas ptra serem pagas.
Aluga-se umatjprela captiva que seja boa
qeitsndelra : a tratar "no sobradinho contiguo
igreja de N. S. do Pilar, em Pora de Portas.
Engomma-ee com toda a perfeico e por
prego muito commodo; no sobrado junto a igre-
adlUer,#BForadePorUs. ^
:


DIARIO 0K ERJiJlMBUCO. TRC> FE1U 16 M JULHO DI 1861.
(*)

Na travetsa da ra das Cruzei n.
2, primeiro andar, continua se a tingir
com toda a perfelco para qualquer
cor e o mais barato possivel.
Dentista de Pars.
15 Ra Nova15
Frederic Gautier, cirargodentista, faz
todas as operaces da >ua arto e colloca
dentes atlifieiaes, todo com a suporiori-
dado o porfolio que as pessoas en tendi-
das lhe reconhecem.
Toa agua e pos dentifricios etc.
iHNSN^WMIMfMNINWdKi
Realejos.
Na tua da travessa da matriz de Santo Anto-
nio, sobrado de dous andares n. 14, coocertam-
se realejos de todas as qualidades, tanto de tu-
bos como de palhetas.
O 3
=. o O
?
3
O
Q
o 3
a
! l_ L. O
1-S.C
5S fffffHffff?f?fH?fff?S
Na roa do Imperador n. 47 tem um comple-
to sorlimento de ricas moldaras Qugiodo Jacaran-
da para vender por prego muito barato.
RfitftltHHStft M9 CHHJgSWaiSftWK
ROMA FEITA AIMA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DI
iFazendas e obras feilas.1
*.
LOJA
E ARMAZEM
DI
jGes k Bastoi
NA.
Una do Queimado
a. 4$, frente amareUa.
Constantemente temosum grande e va-
riado sortimento desobrecasacaspretas
de panno o do cores muito fino a 28,
30g e 359, paletots dos mesmos pannos
200, 22$ e 24$, ditos saceos pelos dos
mesmo pannos a 149,169 18$- casa-
ca pratasmuitobem feitaa edesuperior
panno a 289, 30$ o 359. sobrecasacas de
ctsemira do core mallo finos a 15$, 16$
18$, ditos saceos das mesmas casemi-
rasat0$, 12 o 14$, calcas pretas de
case mira ina para hornera a 89, 90, 10/
e 12, ditas decasemira decores a 7$,89,
9 o 109, ditas do brimbrancoa muito
daa jjji 69, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira dricas cores a 4$ e 4$500, col-
lotes pretos do casemira a 59 o 69, ditos
lo ditos de coros a 40500 o 59, ditos
branco fie seda para casamenta a 59,
utos da 69, eolletes debrim branco o de
fusto a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
9500 e 39, paletotspretos de merino de
ordo sacco o sobrocasaco a 7$, 89 e 99,
eolletespretosparlalo a 49500 e 5p,
cas pretas do merino a 49500 e 59, pa-
I etots de alpaca prota a 39500 e 4$, dito
sobrocasaco a 69,79 e 8$, muito fino col-
latos do gorguro dosodadoeorosmuito
Doatazendaa38OOe40. eolletes da vel
ludo de crese pretos a 79 e 89, roupi
para menino sobro casaca de panno pre-
tos o do eores a 149.15 t6. d*los*e
ctsemira sacco para os mesmos a 6500 e
79, Utos de alpaca pretos saceos ai
1J500. litossobreeasacos a 5$ o ssauu,
;ilcasdocasemirapretasodecoresa69,
$500 o 79, camisas para menino a 209
a duzia, camisas ioglezaa pregaalarga
- muito superior a|S29 a duziapart acabar.
f Assim como tomos urna officina de al m
S r late onde mandamos executar todas as |
I obras om brevidade. S
Na rus da Cruz n. 33, armazem, vendem-
se vellas de composijo e cera de carnauba por
.mdico prego.
SO NO PROGRESSO
DE
Largo da Peana
Neste muito acreditado armazem de molhados
continua a vender-se os meihores gneros que ha no mercado, tanto em porfi como a retalho, e
por multo menos prego de que em ouira qualqaer parte, porserem vindos a maior parte dellesem
direitura, porconta do proprielario, por Uso em vista do pre$os dos gneros abaixo .mencionados
poderlo julgar todos os mais, aOanc.ando-lhe a boa qualidade.
\lanteiga inglexa nerteltameiite flor 800 r.. ubra, o om bar-
ril a700rs.
MaUlega ftaneexa a mihor que ha no mercado a 720 rs. a libra.
Ca os meinores que na no mercado Tende-se a fquaiidaae a 39000,
2a ditta a 2$500, 3* dilta a 29000, o prolo a 1$600 a libra.
QneljOS HameilgOS chegados neste ultimo vapor da Europa I 29800rs. ditos che-
gados no vapor paasado a 1$800 o I96OO rs.
QUCIJO pTatO 08 meihores quo tom rindo a esto mercado por serom muito frescaes a
640 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
ftOVIO ITaneeX a oOO rS. 0 carto elegantemente enfeitados, muito proprios
para menino, s no Frogresso.
Doce da CaSCa de gOaba a $ 0 calxao, em porfi a 800rs. s no progresso
DOCC de WpeTCne em iattai de 2Iibras muito eoleitadas a 1200 rs. cada urna, s
no progresso.
MLaTMClada imnCTVaV d0 afamado Abrea, o deoutroa muitos (abricantoa da
Lisboa a 800 rs. a libra.
tVmeiXaS IXanCCZaS em frascos com 4 libras por 39OOO cada um, s o frasco ral 19
dittasportuguezas a 480 rs. a libra.
Latas com belaeniuuas de seda eont Ddo difireme audade, a
19400, assim como tom lattas do 8 libros por3$000, ditUs com 4 libras por 20000 rs. s no
Progresso.
M&a$a de tOMSte em utas do l libra, por 900 rs. e em latas de 2|libras por 19600 rs.
Conservas franceZIS e nglezaS recntemente chegadas a 800 rs. o fras-
co em porcaose faz ab*tmenlo.
Pasaas em caixinnas de & libras AS meihores qHt tem ,iDd"aest#
mercado por serem muito grandes a 2$800 rs. cada urna.
F^Spermacete SnneTOT stm aTaria 700 rs. a libre, emtaixa safar algum
abalimemio.
Wetria, macarrao e talnarim 400 rj.. nbra. em catna de um ar-
roba por 89.
LataS COm neiXe de n08taaas meihores qualidadesqueba em Portugal, como
sejam savel, congro, sarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a 19400 rs. cada urna.
\zeUom\S mntO no\aS a i#200 rs. o barril, em garrafa a 240 rs.
Palitos de dente iixades em molh08 com 2o macinhos por 200 r.
^eYVeja (jaj mas acreditadas marcas59000 a duzia i retalho a 500 rs. a garrafa.
nnOS eO garraladOS d8g geguintes qualidades, Porto. Feiteria, dilto Bordeaux,
ditto Muscatel, a 19 a garrafa ; tambem tem rinho dieres para 29000 rs. a garrafa.
Y HUIOS tm pipa,em tomposi?o Porto, Fguoir,Lisboa, a 640 rs. em caada a 49500.
Presunto de uamure inglez. muit0 nOT0S a soo rs. a libra.
PreznntO de LamegO 0 que na je bom neste genero a 480 rs; em porga a 400 ts.
CnonTlCaS e palOS a 550 rs. a.Ubra, om barril com 6 duzias de paios por 10$000.
T OncinlkO de LiSDOa 0 mtit n0T0 que ha no mercado a 32 ra. a Ubra.
Banna de OOrCO TCnnada a maiaiTaqte podo hayor a480 r. a libra o em
barril a 440 rs.
AmCndoaS de CaSCa mole a m rs. a Ubra e em porgSo se far algum abati-
mento, s no Progresso do paleo da Penha n. 8.
Alm dos gneros aonunciados encontrar o respeitavel publico um grande sortimento de
udo quanto bom barato. ____________________
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALIYIEIDA SILVA
A. F, Duarie Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aosseus freguezes que tendo separado a socieJade que linna com ,
seu mano, acha-se de novo estabeleciJo com dous acetados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, eo Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o piimeiro na razo de Duarte & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva: estes estabelecimentos offerecem grandes
vanlagens ao publico, nao s na limpeza o asseio com que se acham montados como em eommodidade de prego, pois que para isso resolveram os
proprielarios mandarem vir parle de seus gneros em direitura, afim de terem semprecompleto sortimento, como tambem poderem oTereter ao pu-
blico urna vantagem do menos 10 por cont do proco que possam comprar om outra qualquer parle, por isso desejando os proprielarios acreditarem
seus estabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco pra ticas, em qualquer um destes estabelecimentos, quesero tao bem servidos como
se viessem pessoalmenle, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oQerecemos, pedimos a
todos os senbores da praca, senhores de engenho o lavradores quo mandona ao menos suas encommendas a' primeira vez, afim de experimentar, cer tos
de continuaren), pois que para isso nao pouparo os proprielarios forgas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos estabelecimentos ;
abaixo transcraveraos alguruas adigoes de nossos prgos, por onde ver o publico que vendemos baralissimo, altendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
MANTEIGA INGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e om barril a ?50 rs. *
MAJNTEIGA FRA1NGEZA a melhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. embarrile meios.
CHA HYSSON E PRETO o melhor do mercada de 19700 a 39000 o era porcao lera abatimenio.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e bamburguez a 900 rs. a libra e em porcio a 800 rs.
PREZUNTOS PORTGEZES vindos do Porto do casa particular a 560 rs. por lib-a e inteiro a 460 rs.
CHOURICOS em barril de 8 libras a 49500 e em libra a 700 rs.
SAG' E SEVAD1NHA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 8#000 rs. a arroba.
AMERAS FRANGE ZAS em latas de 6 5 li2 a 19 a libra e a 192C0 a retalho.
PASSAS em caixinhas deoito libras, asmelho.es do mercado a 29800 o a 500 rs. a libra.
ESPERM ACETE SUPERIOR sem a vari a a 700 rs. e em caixa a 680 rs.
CONSERVAS FRAJNCEZAS IISGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERY1LHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACHINHA DE SODA de diversas qualidades, a mais novado mercado a 1450.
V1NHO EM GARRAFAS; Duque do Pono, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Msdeira secca eFeitoiia de 19200 a 19300 a garrafa e a
139 a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 49800 a caada.
FRASCOS COM FHUCTAS de todas as qualidades de Portugal de 19200 a 29000.
BAT a TAS NOVAS em caixas de duas arrobas a 39 e velhas a 600 rs. a arroba e 40 rs. a libra. .
CURANTS ou passas para pudim a 19 a libra o em porreo ter abatimento.
LATAS COM PEIXE SAVEL ecutras muias qualidades, o mais bem arranjado que tem vindo a 19400.
CAFE' DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANHO o melhor que se podo desejar a 39100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VIM10 BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa e de 89500 a 109000 a duzia.
CHARUTOS VERDADE1ROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BANHA DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar nene genero a 480 rs. a libra e 460 em barril.
SERVEJAS D*S MELHORES MARCAS a 500 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa o 19850 a caada.
CA1XES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em por$o a 900 rs.
AZEITE DOCE PURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEDOS PRATO os mais novos que ha no mercado a 650 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Genebra DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PALITOS LIXADOS para dentes a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos.
PALITOS FLOR para dentes, os mais bem feilos que ha no mercado a 280 rs. o mago.
PALITOS DO GAZ a 39000 a groza e 280 a duzia de caixas.
AZEITONAS as mais novas e meihores que tem vindo ao mercado a 19200 o barril.
ALPISTA o mais limpo que tem viudo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dosganeros annunciados encoatrar o publico um completo sorlimento de ludo tendente a molhados.
Exposieao del LOTERA.
candieiros.
Osenhor
GaetaDO Aureliano de Carva-
iho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a negocio que lhe
diz respeito.
ARMAZEM
DE
RO"JP FUTA
Aviso.
A pessoa que comprou na ra Nova n. 22 urna
flauta ha mais de oito meze, e que deixou um
relogio de ouro para concertar, prego ajustado da
flsuta e do concert 419. fac o favor de vir bua-
car o relogio no prazo de oito das, e nao o fa-
zendo ser vendido para pagamento.
Na ra do Queimado n. 31 qner fallar-se so
Sr. Manuel do Nascimento Silva Bailes a nego-
cio seu.
O infra assignado tem justo e contratado
com os Srs. Oomingos Jos Aila e Jos Igna-
cio Avilla a compra da taberna que os mesmos
teemda ra da Concerdia n.-34 ; e pelo presen-
e convida a quem possa ser prejudicado nesle
negocio de vir participar-lhe na ra da Pelma,
taberna n. 7, iato no prazo de 3 das. Recite 13
de iulho de 1861.Joio Jos da Silveira,
{ -
Atten^o.
O Dr. Jlo Pedro Maduro da Fonseca @
a*) muiflu a sua reaidencia para a mesma ra #
ifj da Cadeia do Recite o. 18, aonle se pres- #
m ta aoa misterios de sua proBsso medica, a)
Carvalho, Noguei-
ra < ,
saccam sobre Portugal e Ilha
de S. Mignel: na ra do Viga-
rio n. 9, primeiro andar, es-
criptorio.
No hotel da Apipucos precia-*e de
bom criado a um bom coiinbtiro
menso hotel.
um
tratar no
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos.
Nesta exposiQo de candieiros se encontrar
todo o sortimento de diversos tamanhos proprios
para ricas salas, ditos para salas interiores, ditos
para sala de jantar para qoartos, para cosinha,
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e outras muitas qualidades
que com a vista deverao agradar ; asiim como
todo e qualquer preparo para os ditos candieiros
se encontrar sempre a venda nesta expsito de
candieiros na ra Novan. 20, loja do Vanos.
HNMKM ciefi*iMiQKeie*
CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATHICO
DO
Dll. CASAXOVA,
30-Rna das Cruzes--30
Nesteconsultoriolem sempre os mala
novse icreditados medicamentospre-
parados em Paria (astinturas) porCa-
fi tallan e Weber.porpreQosrazosveis.
B Os elemento dehomeopathit) bra.re-
2 eommendada intelligenciade qualquer
H pessoa.
Wfflf rWiW Vfflvn W^ wB^f<^w wVmwn
Precisa-se alagar urna escrava ou escraro
que saiba cozinhar, para uoia citn. uo pouca fa-
milia : quem tiver para alugar, o> ia se a roa
larga do Rosario n. 38, loja de m uLtias, que ae
dir quem precisa.
Jos Joaquim Lima Bai-
ro, socio gerente da firma
commercial de Pinto de Souza
ABairo, vai aoRio deJaneiro
e durante sua ausencia deixa
encarregado dos negocios da
mesma aos Srs. Bernardino
Gomes de Carvalho, Jos Joa-
quim da Silva e Paulo Jos
Gomes &Mayer.
Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Para : em casa de
Arana ga Hijo A C.
Na ra da Roda n. 6, conlioua-se mandar
comida para fora, e tambem aluga-se um mo-
leque.
Arrenda-se o engenho
Sao Caetano, sito na comarca
do Cabo, com trras para sa-
frefar dous mil pes annual-
mente, bem cercado e o ma-
chinismo em bom estado, e
movido por agua: a tratar
com Antonio de Moraes Go-
me s Ferreira, no 01 ondego, ca-
ga do fallecido commendador
Luiz Gomes Ferreira,
Acharase a venda os bilhctes e meios
bilhetes dalerceira parte da nona lote-
ra a beneficio da matriz da Boa-Vista
desta cidade, na thesouraria das lote-
ras ra do Queimado n. 12 primeiro
andar, e as casas -commissionadas na
prac_a da Independencia n. 22 loja do
Sr. Santos Vieita, ra Direita n. 3 bo-
tica do Sr. Cha gas, ra da Cadeia do
| Recife n. 45 dos Srs. Poito & Irmao e
ra da Imperatriz n. 44 loja de ferra-
gens do Sr. Jos Vctor da Silva Pimen
tal.
A extracqao sera' impreterivelmente
no dia sabbado 20 do corren te mez, no
lugar e as horas do costume. As sortes
serao pagas a entrega das listas, na
mesma thesouraria das loteras. Abai-
xo vai publicado o novo plano appro-
vado pelo Exm. Sr. presidente da pro-
vincia para extraccao da mesma o qual
muito mais agradavel por conter pro-
porcional mente maior quantidade de
premios.
PLANO.
3000 bilhetes a 59..............
Beneficio e sello de 20 por eco lo.
O bacharel Witrivio pe-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volla para a
camboa do Carmo.

*
DE
Escripturaco mercantil,
por partidas simples edobradas; na ra do Im-
perador n. 81, segundo andar, se dir quem a
pessoa que se acha habilitada, ou na ra Nova,
loja de ferrageos o. 33.
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RIJA DO QUEIMADO 40
Defronte do becco da Congregar letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, & vonlade dos freguezes, para o
que tem um dos meihores professores.
150009000
3:0090000
Liquido.
1 Premio de............ 5:0009
1 Dito de............ 800$
1 Ditodc................ 4009
1 Dito de............ 200
2 Ditos de 100$........ 2009
5 Ditos de 409........ 2009
10 Ditos-de 209........ 2009
21 Ditos de 109......... 210
958 Ditos de 59........4:790$
12:0009000
1000 Premiados.
2000 Brancos.
---------12:000|000
3000 Bilhetes.
N. B. As sortes maiores de 400$ es-
tufo sugeitas aos descontos das leis.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
OSr. Manoel Joaquim de Ohvei-
ra Figueiredo morador na Capunga,
queira dirigiese a esta tjpographia.
Quem precisar de urna aoa para cozinhar e
lavar, dirija-se roa larga do Rosario o. 9, que
achara com qusm tratar:
Joo Jos de Carvalho Moraes faz sciente
que raudou a sua reaidencia da ra da Cadeia do
Recife n. 55 para a roa da Aurora, casa n. 1, ter-
ceiro andar, e para melhor eommodidade das
pessoas, que com eltes tenhim negocios a tratar,
podero se dirigir ra do Queimado loja n. 13-
Precisi-ae de urna mi para cozinhar e en-
gommar : na ra Nova n. 16
Attcnco
Na ra Nova de Santa Rils n. 53 compra-ie
presentemente as fructas seguintss : romes, sa-
potis enchados, abacaxis e outras que airvam pa-
ra doce.
Urna pessoa com baitaute pratica de eacrlp-
luracjio mercantil ofTerece-se para tomar conta
de qualqaer escupa por partidas dobrada: quem
do seu preatimo se quizer u ti lisa r, djrija-ie a roa
do Cabug, loja o. 8.
O Dr. Joaquim da Silva Gusmlo
pode ser procurado para o exercicio de
sua proQsso medica a qualquer hora do
dia ou da noile, no largo do Carmo n
5, primeiro andar.
Attenco.
s
Precisa-se deum homem para ensinar em um
engenho prximo da estrada de ferro, alguos me-
ninos, as primeira letras, grammatica nacional, e
principio de arilhmelica : a entender-se na ra
estreita do Rosario n. 23 al das 10 horas da ma-
nha, as 3 s 6 da tirde.
Attenco,
Na ra Direita n. 35. loja de pintor e vidracei-
ro, troca-se um rico santuario de Jacaranda, in-
do do Porto, contendo o decimeolo da cruz, por
umpre^o commodo, assim como outras imagens
de difieientes envocaqdes.
A pessoa que perdeu urna carta com a subs-
cripta ao Dr. Pedro de Albuquerque Autran, juiz
municipal ce orphaos de S. Jos do Nort, no
Bio Grande do Sul, pode vir procura-la na livra-
ria da prs$a da Independencia n. 6 e 8.
Aluge-se urna prela escrava, sabeado cozi-
nhar, fazer compras e eogommar : na ra de
Santa Isabel o. 9.
OTIltt.
Aluha-se um sobrado de um andar com o ar-
mazem, na ra dos Burgos n. 29, confronte a ra
da Moeda ; a tratar na ma da Cruz n. 61.
Mudanca.
Joio Antonio Colho, sangrador e dentista,
aviaa ao publico, e a todos os seus freguezes que
mudou a sua loja da ra estreita do Rosario para
a ra do Imperador n. 69, onde o acharo promp-
to todos osdias uteis desde as 6 horas da manhi
al aa 9 da noile, para chumbar e tirar dentes,
sangrar, por ventosas eu bichas ; assim como pa-
ra qualquer outro servido de sua arte e fra dos
dias e horas mencionados pode ser procurado no
pateo do Cirmo n. 22.
Francez.
Urna pessoa habilitada para ensinar a lingua
franceza, otterece oa seus prestimos aquellos se-
nhores que quizerem utilisar-se delles. princi-
palmente aos senhores caixeiros ; podendo tra-
tar-ae na ra de Aguas-Veres d. 50, segundo
andar.
Tem de ser arrematado por venda em praga
publica, na audiencia do Dr. juiz de orphaos, no
dia 16 do correnle. s H horas, o aitio denomi-
nado Boogi, silo na freguezia dosAfogados, com
terreno proprio, com casa de viveoda, e arvoros
de fructo, no valor de 8009, a requerimento do
inventariiote o o hardeiro dos baos do finado
Manoel das Virgen Bamos, como ludo consta do
escriplo de edito que se acha em mo do porlei-
ro dos orpho.
Aluga-se urna ama de leite com muito e
bom leite, tem um filho de idade de 7 meze que
j pode pasear sem mamar, a qual habU iaua-
bem para algum lervigo da mesma caa, pote es-
l. aUeititodo smijo que ae florece.
Casacas de panno preto, 40, 35 e 305000
Sobrecasaca de dito, 359 3000
PalitoU de dito ede cores, 35, 30.
25g000 e 209000
Dito de casimira de cores, 22J-000,
159, 1*9 o 99000
Ditos de alpaka prela golla de vel-
ludo, HS00O
Ditos de menn-sitim pretos e de
cores, 9$O0O 8000
Ditos de alpaka do cores, 5 e 35O0
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e 3500
Ditos de trim de cores, 5, 4500,
4fl000,e 3500
Ditos de bramante da linho branco,
6S0OO, 5000 e 4S0OO
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e 85000
Calsas de casimira preta e de cores,
12. 109, 99 e 60000
Ditas de princeza a merino de cor-
do pretos, 5 e 4500
Ditas de brim branco e de cores,
50000, 4500 e 2500
Ditas de ganga de cores 30000
Golletes de velludo preto e de co-
rea, lisoa e bordados, 12, 90 85OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisoa a bordados, 6, 5500, 5 e 3500
Ditos de setim preto 5000
Ditos de seda e setim branco, 6 e 500O
Ditos do gurguro de seda pretos e
de cores, 7J000,6000 e 5000
Ditos de brim a fuslo branco,
3500 o 3&O0O
Seroulas de brim de linho 2200
Ditas de algodo, 10600 e 10280
Camisas de peilo de fuslo branco
e de cores, 2500 e 2?300
Ditas de peito de linho 60 e 3000
Ditas de madapolo branco a da
cores, 3, 25500, 29 1800
Camisas de meios ljOOO
Chapeos pretos de massa.franeezes,
formas da ultima moda 1O0,85OO e 70C0
Ditos de feltro, 69, 50, 4 e 2{000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 14, 120,111 e 79000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda 800
Ditos de algodo 500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 100, 90, 80 e 7000
Ditos de prala galvanisados, pa-
tente hosontaes, 400 30000
Obras de ouro, aderecos e meioa
aderemos, pulseiras, rozetaa e
anneia 5
Toalhas de linho, duzia 12000 o lOcOOO
ELIXIR DE SAUDE
Citrolactato de ferro,
Vnico de dos vio na botica do Soa^nim Maru\io
da Cruz Corroa & C, rua do Cabug n. 11,
om VernamVjnco.
H. Thermes (de Chalis) anligo pharmaceutico aprsenla hoje urna nova preparaco de ferro,
com o nome de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico um luxo empregar-ae um mesmo medicamento debaixo de formulas to
variadas, mas o homem da sciencia comprahende a necessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
A formula um obiecto de muita importancia em therapeutica; um progresso immenso,
quaado ella, maniendo a essencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos oa paladares o para todos os temperamentos.
Das numerosas preparares de ferro at hoje conhecidas nenhuma rene to bellas qualida-
des como o elixir de cilro iactato de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quena dose, o ser de urna promptae fcil dissoluco no estomago, de modo que completamente
assimuado ; e o nao produzir por causa da lactina, que contem em sua composiso, a constipacao de
vantre lio frequenlemente provocada pelas outras preparares ferroginosas.
Estaa novas qualidades em nada altaram sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispensar em aua clnica, de iocomparaval ulilidade
qualquer formula aue lhe d propredade taes que o ortico o possa preacrever sem receio. E' o
que conseguio o pharmaceutico Thermes com a preparacio do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa boje o primeiro lugar entre as numerosas preparares ferroglnosas, como o
altala a pralica de muitos mdicos distinctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado cono im-
menso proveito as molestias da languidez (chlorose paludas coresj oa debilidade subsequenle as
hemorrbagias, naa hydropesiasquaapparecem depois das intermitentes na incontinencia : de urinas
pordebilidade, as perolas branca* oaescrophula.no rachitismo, na purpura hemorrhagica, na
convaleaccocia das molestias grarv&aa chloro-anenria das mulheres grvida, em todos oa casoe
em que o*anguese acha empobrecido ou viciado pelas adigas aHecijoes chronicas, cachexia tuber-
culosas, caucroaa.syphiliUca, exceesoa venreos, onanismo e uso prolongado das pt n.-scea mea-
cornc. -a,w*j
Ellas euermi ladea eodo mui freqoeates e sendo o ferro a principal uoilancia de oaix
medico tem de laogar mao para as debelar, o author do citro-lactato o forre .ai.ece touvorea e
reconhecimento da humanidade por ter dascoberto urna formula pela qual ae p*e sera recelo u
usas


(*,
IiRIO DI MRHAM10CO. lOQH FSUU U JULHO 01 1W1.
M
Consultas medicas,
Serao dadas todos osdias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 al as tO borat
da manhia meaos sos domingos sobre:
1. Molestias de olhos.
2.* Molestias de coracao e de peito.
3." Molestias dos orgaos da geracio e
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or-
dem de suss entradas, comeean'o-se po-
rm por aquelles que aorTrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos sero empreados em suas consul-
tares e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, naturea e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destrui-la ou
curar. .
Varios medicamentos sero tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tern de sua verdadeira qualidade,
promptifl&o em seus effeitos, ea oecessi-
M dada do seu emprego urgente que se usar
S** delles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
v dopntes toda c qualquer operoso que
|g J"lgar conveniente para o restabeteci-
SS ment dos mesmos, para ciijo fim se acha
jjjj prvido de urna completa collecgo de
* instrumentos indispensarel ao medico
jR operador.
x$> l*Va Bt^A S*. AlafA ^^aaYH VaBtaal hjlJA Mi/t^t ca m **m
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para cozinhar e comprar : na ra do Imperador
n. 37, segundo andar, entrada direita.
|p-3&?i&5l89i3 $6919 SI39IS9I5SI6
I GurgellPerdigo.
| Fazendas modernas.
R'c.'bem e vendem constantemente su-
3f periores vestidos de blonde com lodosos
? preparos, ditos modernos de seda de cor
I* e pretos, ditos de pbanlasia, ditos de
j cambraia bordados, lindas liazinhas,
cambraia de molernos padres, seda de
SquaJrinhos, grssdeoaples de cores e pre-
tos, moreantique, sintos, chapeos, en-
Sfeiles para cabera, superiores botoes,
manguitos, pulceiras, lequas e extracto.
de sndalo, modernos manteletes, tai-
mas corapridas de novo feitio, visitas de
gorguro, luvasde Jouvin a 2500.
Muito barato.
Saias balo de lodos os lmannos a 4,
jj> chitas francezas finas claras e escuras a
^ 280 rs. o covado, colxas de la e seda pa-
r'i ''ama a 6} camisas para menino.
&; Roupa feita.
fl Pjlelot de casemira de lodas as cores
II a luc, ilitos finos de alpaca a 6#, ditos
f de brim a 4$, chapeos pretos a 8$ e mui-
? tas outras fazendas tinto para senhoras
A como para homem por prego ioteiramenle
3j llralo, do-se as amostras : na ra da
*j~ Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco
jgi Largo.
^mmm^is, mam mmmmu
CONSULTORIO ESPECIAL HOMCOPATHICO
DO H0LT0R
7^ SABINO O.L. PINHO.
imade Santo Amaro (Mudo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguiutes molestias :
molestias das mujeres, molestias das crian-
zas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphililicas, todas as especies de febres
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACU ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiras medicamentos homeopatbicos pre-
parados sora todas as cautelas necessarias, in-
lalliveis em seus^ffeilos. tanto em tintura, como
em glqbulos. peUs presos mais commodos pos-
siveis
N. B. Os medicamentos do Dr. StLino sao
uaicam*uU vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fta ella sao. falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
rbdor as seguintes palavraa : Dr. Sabino 0. L.
P.aho, medico braseiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos qua se pe-
lo, As carteiras que nao levareru esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
nio do Dr. Sabino sao falsos.
8
Lines de ioglez, francez e
piano.
Duaa senhoras bastantemente habilitadas
oflereeem pan eosinar a fallar, traduiir
ver da maoeira mais fcil ingles Iraocez, e a
tocar piano, por presos muita moderado : na
ra do Queimado n. 30.
Aluga se um sitio na travessa da Baia-Ver-
de, na Ca punga : trata-ae no mesmo sitio, cata
n. II, defronle do sitio do Arantes.
~ Aluga-se a casa terrea da roa 4o Varadouro
de Olioda, a ultima do lado esquerdo na aobida
n. 62, com bastantes comnudos, aluguel em coa-
la : na ra eatreita do Rosario o. 41.
Atlenc&o.
Ao publico.
Rostibelecido da grave molestia que portanto
Tropo me ha consumido, vollo ao eiercicio de
a Ihfi liei merecido. Em coromum com o Sr. Dr.
Joao Baplista doAmaral e Mello, os que se dig-
nare procurar-nos acharo sempre no escrip-
torio das 9 as 3 da tarde um de nos. Tudo em-
penharemos para bem servirmos aos que nos qui-
zerem honrar. 0 nosso escriptorio na ra do
Oueimado n. 41, ullimosobrado que faz esquina
para o becco da Congregado.
Dr. Antonio Borges da Fonseca .
Alugam-ae o segundo e terceiro andares do so-
brado n. 52 da ra da Cadeia do Recite, cota bas-
tante commodos para familia : a tratar no ar-
mazem do mesmo.
Atteneao.
Lsva-se e engomma-sa com toda perfeiclo e
asseio, e por commolo prego, e precisa de urna
preta por aluguel, paga-se bem : na ra do Fogo
numero 22.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Lapa n. 13 : a tratar na loja do mesmo.
Precisa-se de um cozinheiro livre ou es-
cravo : na roa dos Pescadores ns. 1 e 8.
Aluga-se a casa n. 2 B da roa de Apollo :
tratar na ra do Aurora n. 36.
Hotel Aurora.
86Aterro da Boa-Vuta86.
0 propietario deste estabelecimento j de
agora offerece seus prestimos ao respeitavel pu-
blico, como seja fornecer cornil para (ora por
menos preco do que em outra qualquer parte.
Domingos de Oliveira Pinto retira-so para
a Europa a tratar de sua saude.
Aluga-se um moleque muito ladino, fiel e
obediente para criado ou eopeiro de alguma ca*
sa : na ra nova de Sania Rita n. 7.
Atteneao.
Perdeu-se urna pulse-ira de ouro com pedrag
encarnadas, no dia II a noile, da ra da Impe-
ratriz at a ra do Sebo : roga-se a qnem a
acfaou, de tic a entregar ao seu rerdadeiro dono
que ser generosamente gratificado : na roa do
Queimado n. 34; assim como nesta eaea compra-
se um gamo em bom uso.
Quem precisar de um mogo para caixeiro
fora da provincia, sendo para taberna, padaria,
ou deposito, e tambem qu-rendo qualquer pes-
soa botar urna fabrica de velas, sendo de carnau-
ba, e composigo forte da superior, e sabe puri-
ficar a carnauba de toda qualidade : quem pre-
cisar annuucie por este Diario.
Offerece-se para administrador de engenho
um mogo bastante habilitado ; a tratar no enge-
nho Penamduba, ou no pateo do Terco n. 44.

Anda se precisa de um menino de 16 a 13 an-
uos para caixeiro de taberna, cora praiica ou sera
ella : no becco Largo u. 2
Precisa se de urna criada branca para casa
de familia, que saiba coser, engommar, e andar
com meninos, tambem precisa-se de outra, sen-
do escrava, que saida cozinhar e lavar ; na ra
do Seve (llha dos Ratos) n. 3.
Cachorrinho.
Fugio na madrugada de sabbado 13 doorren-
te um cachorrinho do reino todo branco com
urna pequea malha amarella na costa ao lado
esquerdo, ps pezunho, nariz e olhos pretos, por
nome Melindro : a pessoa qne o achou, querendo
reslitui-lo, poder levar ao aterro da Boa-Vista
hoje ra da Iroperatriz, casa terrea n. 27, que
perceber por seu trabalho IOS de gralificaco.
Aluga-se urna casa na ra das Flores : quem
a quizer v fallar na alfandega com Joao Duarte
Carueiio Uonteiro.
O abaixo assigoado faz publico para obstar
qualquer duvida que de presente on futuro possa
aptmrecer que anuuaciou por este Diario no auno
de 1857 ou 1858, que mudava o seu nome que
era eiilao Francisco Antonio de Mello, como se
assignra, por haver outra pessoa com igual no-
me nesta cidado para o de Francisco Anlonio do
Reg Mello.Francisco Anlonio do Reg Mello.
liOmp
*as.
mtmfm
al'inetes de ouro e brilhantes.
Na>fuVina ph itographica da ra do Cabug n.
18, ntrala p^lo pateo da matriz, existera lindos
alunles i-om brilhantes e ao gosto de Luiz XV,
para a collocaco de retratos; ha tambem urna
variada collecco de alGnetes de ouro com, e
sem pedras. O prego dos alfioetes com os re-
tratos variam de 16 a 200g. Nj mesma casa
vendem-se bellos espelhos com molduras doura-
daa para ornar salas de luxo e tratamento ; bor-
las de seda pira cortinados de janellas e para
quadros, assim cerno corJoes para o mesmo fim.
Vende-se tu toa prego? razoaveis e moderados.
Aluga-se a cocheira do lnrgo i*o Paraizo n.
21, muito propria para qualquer estabelecimento,
boa cacimba, pequeo quintal e commodo para
pequea familia morar no solio : no caes do Ra-
mos n. 10
Ausentou-se da casa do abaixo assignado,
morador na camboa do Carmo n. 16, isto no dia
10 do correte, um menino forro, de nome Lou-
rengo, idade 10 a 11 annos, pardo escoro, cabel-
lo carapinho, foi vestido com caiga de algodo
azul, camisa de chita encafhada escura, chapeo
de massa branco, tero sido visto pela roa Direita
montado em ira carro : quem delle aouber pode
pega-lo e conduzir ao abaixo signado, que sa-
tisfir qualquer despeza e muifu agradecer.
Silverio Joaquim Martins Santos.
Alugi-se urna ama de leite, na ra do Ran-
gf>l n. 17, com muita abundancia, e tambem h-
bil para qualquer servigo que seja preciso, muito
limpa e geitosa para ludo.
Rodrigo Piolo Moreira, subdito portuguez,
vai a provincia do norte a tratar de seus nego-
cios.
Precisa-sede um excel-
leute cosinheiro e de exem-
plar conducta: a tratar na
ra do Vigario n. 2.
O coneileiro Zacaras lem estabelecido sus
residencia na ra Direita o. 8, confronte ao oilo
da igreja do Livramenlo, onde pode ser procura-
do para exercer os trabalho de sua proissae.
Scieotilca ao respeiiavel publico, ecom especia-
hlade aos seus reicuezea. que lie continua a
prompt3i tunosas com holiohoa de diversos
gostos e qualidades, bem como bolos aulos pa-
ra qualquer feiiidad, e que trbala* em diffe-
reutes matsae qua delle se Mije, e tudo isto con
amatar prometida3. e deaejos das pessoas que e
exigirem, e que tambem faz doces de todas s
quaiidjJese arranja com o njelhor aosio
re, calaos de laranjas, ele.
Compram-se
escravosde ambos os sexos parase exportar para
fora da provincia : na ra Direita n. 66.
Compra-se urna casa terrea no pateo do
Hospital ou ra das Cruzes; a tratar na ra lar-
ga do Rasario n. 20.
Compram-se moedas de auro de 20*: na
ra Novan. 2?, loja.
Compra -se urna escrava de meia idade que
saiba cozinhar e engommar; na ra da Praia
Nova de Santa Rita o. 15.
Vendas.
Vende-sejuma taberna na povoago de A-
pipucos, propria para um principiante por ter
poucos fundos: quem pretender, dirija-se a mes-
ma ou a ra larga do Rosario n. 30, loja de cha-
rutos, garantindo-se a casa ao comprador.
Urna boa escrava.
Vende-se urna mulata de muito boa conducta,
engomma, cozioha, lava muito bem, e faz lodo
mais servigo de ama casa: a tratar na ra da
Aurora n- 66.
A360rs.
Vendem-se velas de omposigao a 360 rs. a li-
bra ou o misso : na ra do Livramenlo n. 27.
Venda de propriedades
Vendem-se escasas terreas sitas na ra atraz
da matriz da Boa-Vista n. 30 e 32, Rangel n. 79,
e ra do Forte n. 26, todas com solos proprios :
a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza,
ra do Queimado 3.12, primeiro andar.
Rival
sem segundo.
Ra do Queimado n. 55, loja de miudezas de
Jet de Azevedo Mala e Silva, defronte do so-
brado novo, est vendando por baratsimo preco
para acabar, algumas qualldades de fazendas as-
sim como seja : franjado lia para vestido a 100
rs. a vara, tranca de la com 10 varas a 200 rs. a
pega, pares de meias cruas para meninos de 3 a
6 annos a 160 rs., e de 6 a 10 annos a 240, linhas
de Pedro V com 200 jardas, verdadeiras, a 80 rs.,
novenos de Imha do gaz a melhor qualidade que
ha nesta pra$a a 60 rs., tem tambem para e
10 rs. cada novello, e de cores a melhor que ha,
novellos grandes, a 40 rs., carreteis de linha do
gaz e pretas com muita linha a 200 rs., baratis-
simo, caitas com tiedes para accender charutos a
40 rs., eaixas com phosphoros de seguranga a 160
r*oinr*r? d6 PhoPor,> *> fe"" S800, e duzia
a W, fitas para eoflar vestidos e roupiobos a 80
rs., pegas de bico, largura de3 dedos, a 2$, e va-
ra a 120, linhas de novello de eores por todo o
prego, frasco (Tegua de rolonia muito superior a
?00 rs.,duzla de meias muito finas para senhors
a 05, e par a 280, linhas de marcar muito finas
novello a 20 rs., grvalas de lioho muito bonitas
a 200 rs., pegas de tranga de lia de lodas as eo-
res a 50 rs., tem um resto de sabooetes para
000 rs. a duzia, groza de botoes de osso para cai-
ga, pequeos a 120,0 grandes a 240, sao muito
tinos, marcas para cobrir a 20 rs. a groia. e tem
tambem maiores para 60 eBO rs., duzia de meias
cruas para homem a *>400, muito boas para du-
rar, meias de cores para meninos pelos precos
cima, tramoia do Porto muito boa, rara, a 80
100,120 e 160 rs., fitas de linho brancas e deco-
res a 40 rs. a pega para acabar, gfozas de penas
ae ago a 500 rs., tem um resto e sao superiores
frascos de opiata para limpar denles a 490 rs.'
copos com banha muito Boa a 640, frascos d
banha de urso a 640 e 500 rs., varas de laby-
rlothos de todas as larguras e por todo o preco
foEL^f eP*lnos de columnas brancas a
&ow, pechmcha, carteiras para guarlar dinhei-
ro muito boas a 500 rs.. frascos com cheiro multo
unos a 500 rs., realejos para meninos a 20 rs
Sfl,s,num' t'ara,h09 portugoezes a 160, eduiiaa
iM4U, baratissiroo, dona debotfies madreper-
la para palelol a 480, cartas da alfioetes para ar-
mador a 120, varas de franjas para cortinado a
TOO e240. multo barato, bot5es de vidro com
p para casaveques de senhora, duzia a 240 rs.'
todas estas fazeodas estao perfeitas, e-vende-sje
barato porque precisa-se apurar dinheiro para as
necessidades, e por isso toco fogo.
rogressivo
Progressisla.
Vende-se nos armazens do largo do Carmo n
9, e ra das Gnes n. 36, manteiga ingleza flor
da safra velha a 800 e a 1, da nova chegada l-
timamente em barrister abatimento, afflanca-se
ser manteiga que outro qualquer nao pode ven-
der por menos de 1*40, (nao serviodo isto de
oftensa aos nossos collegas.)
Vene-se um bom cavallo andador baixo a
mato, o qual serve paja padara por trabalhar
muito bem am machina! vende-se muito em
conja ; na rui dos Pescadores ns. 1 e 3.
Muita grvala ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de gravatas de differentes gos-
tose qualidades, e por pregos taes que em ne-
nhuma outra prtese acha. como seja, sravati-
nhas estreitas bordadas a 800 e 1 %, ditas pretas e
de corea 51 oda.cis 10, l,BOO e 1*000, diUe
com postas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setlm maco a 1$500. Pela variedede do sor-
limento o comprador ter mui las de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'agaia branca
Damero 16.
Aos tabaquistas.
Lengos finos de cores escuras e fitas a imita-
cao dos de linho a 5Jf a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, ns loja da boa f.
Riscadinhos de lioho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na ra do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Rolao francez.
No Bazar Peruambucano
deposito de tabaco, charutos
e cigarros vende-se o supe-
rior rap francez chegado l-
timamente : na ra .larga do
Rosario n. 30, de Joaquim
Bernardo das iteis.
Grande pediincha.
A 220, 240 e260rs.
Chitas francesas de muito bonitos padrdes e
SUrV'n/n P!,nno. Pel barassimo prego de
220, 240 e 260 rs. o covado ; oa ra do Queima-
do n. 22. na loja da boa f. .
Gangas franeezas muito finas com psdrdes
escuras a 480 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 22, na loja da bpa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de um aroma el-
ocuentemente agridavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mui deleitar el. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer esse balito desagradavel que quasi sem-
pre se lem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto tenha della composigo. Cus-
a o frasco 19, e quem aprecia o bom niodeizar
cortamente de comprar dessa eslimavel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nnica parte onde se achara.
gRecommendaco aos Srs.9$
de engenho
' Panno azul de superior qua-
\ lidade para roupa de escravos a \
2 900el,.
Na ra do Queimado, sobrado
amarello n. 31, loja de A. L*
Saotos & Rolim,
vendem-se chales de merino finos com 14 quar-
tas bordados de seda e ouro a 41, ditos melhores
a ty^ditos superiores a 6 e 7J000.
11
! Loja de fazendas fiaasl
DE
Martinho de Olivei-
ra Borges.
! Ra da Cadeia do Recite o. 40.
Vende-se o segrate :
Cortes de seda de cores com pequeoo
toque d mofo a 20J, 303,40 e 50JJ.
Casaveques de cambraia bordados coro
fitas de 8$ a 12$.
Gassas de casemira e merino de cores
para senhora de IOS a 150.
Camisinhas com manguitos e golla bor-
dada de 4# a 6$.
Casaveques de fusiao branco e de cores
de 6$, 8$ e lOfl.
Capas de fil de seda preta com rendas
e vidrilhos de 12# a 20#.
Gollinhas de traspasso arrendadas e bor-
dadas de 3g a 5$.
Manguitos de seda de cores de 10 a 15.
Manteletes de cambraia bordados com
fitas de 8 a 10.
Manguitos de patos com fitas de 3 a 4.
Manguitos bordados de ponto iosslez de
2g. 3 e 4.
Vestidos de barego de l e seda a 10
e 15fl.
Ditos de cambraia brancos bordados de
-159, 20 e 25.
Sedinhas de quadros com pequeo to-
que de mofo a 640 rs. o covado.
tirosoeuaples de cores com igual tnn.ua
a Ij o covado.
Na mesraa loja encontraran muitos
ohjeetos de gosto e em permito salado.
Avariados.
jKi-A 2,500
I e 3,000!! !
sjp Pegas de algodo com 20 jardas teodo 2
0 um pepueno toque de avaria a 2500 e 2
X 3 : na ra do Cresao n. 17, loja de Gui- 5
2 maies& Villar.
I Para casamento. S
0 Riqusimos cortes de blonde para ves- 9
dj lidos de casamento : na ra do Crespo n. j
9 17, loja de Gui maraes & Villar. 9
@*@S <99 Q99&99
Pechincha
Armazeiada
de Paris
DE
Magalhaes & Hiendes.
Ra da Imperalriz, outr'ora aterro da Boa-Vis-
la, loja armazenada de 4 portas n. 56, recebeu
novo sortimento de fazendas de goslo, entre al-
ias, ricos chales de groz coa poota redonda e
borlla a 83, ditos de merino tambem de ponte
redonda para todos os precos, os rico* cortes de
vestidos brancos de 5 e 6 eatao se acabando,
ricas cobertas para cama de grot a lOf, ricas
chitas para coberia de Crepon a 240 o covado, ri-
cos gostos de cassaa mi tizadas a 280 e 320 rs. o
covado. lia sempre nesta casa um completo sor-
timento de chitas de 160 at 280 o corado, saiss
balo de aovo gosto e de arcos miudos. cora fita
larga dos lados, que sao melhores do que as de
rusti a 3# e 35O0. ^
Moleque peea.
Vende-se ou aluga-se um crioulo de 18 tonos:
o ra da Imperatrii, loja n. 6.
N ra da imperalriz n. 23, vendem-se dees
cirros nevos de conduxir gneros da alUodega,
de volte rateira e muito bem oonstraMNe, por
medico preco.
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n. 22
09" Cami-
sas inglezas.
Acaba de cliegar ao armazem de
Bastos Si Reg na ra Nova junto a Con-
ceicao dos Militares urna grande quan-
tldade de camisas inglezas com peitos
de linho muito finas pregas largas, e
por ser grande quantidade tomamos a
deliberacao de vender pelo diminuto
preco de 55$ e a 40jj( a duzia, 5o as ca-
misas mais recommendaveis que tem
apparecido no mercado.
Largo do Terco
n. 23.
Vendem-se htelas muito noves a 80 rs. e li-
bra, assim cerno outro gneros mais baratos que
em outra qualquer pacte, nao se dis o pieco para
nao espantar 111 (a dinheiro a vala).
ATTENCaO.
Vende-se urna escrava mac perfeitameota en-
gommadeire, coslureira, faz labyriBtho, e sozi-
nha tambem com perfeico, com urna cria de
auno e meio; quem pretende-la. dirija-so ao pri-
meire aeder a eaea na rae de Livrasaento mi-
me re 38.
Talheres para crianzas
Vaedem-ae talheres pequeos propTlo* pare
ea*caja3Ocada em: na na do Queimado,
leja dSguia branca n. 16.
JAYME
Gabelleireiro trancador, edesenhador
em cabellos,
Com seu estabelecimento na ra do Queimado
n. 6,1* andar, continua a receber encommeu-
das de objectoa tendentes a sua arte, garantindo
perfeico e mdico preco.
Agoa Imperial
para lavar a cabega," limpar as caspas e evitar a
queda dos cabellos.
Vende-se na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Flores finas a' 1#500 rs. o ramo !!
Vende-se na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro:
Agoa de ttngir cabellos.
Vende-se na ra do Queimado, casa de ca-
belieireiro.
Pota da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido a acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recite n. 12, he pera vendar a Ter-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal rirgem em
pedra ; tudo por prego mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Ruada Senzaia Noya n.42
Vende-se em cesa de S. P. Jonhsten &Cy
sellinss silhSes nglezes, candeeiros ecasticae
bronzeados,lonas ngiezes, fio devala,chcela
paxaaarre, eymentra.arreies para darte de
edooi etralos relogios da ooro patale
Bglei.
A loja da bandeira
JNova loja de funileiro da|
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonseea participa a
todoa os seus fregaezes tanto da prac,a
como do mato, e juntamente o respeita-
vel publico, que tomeu a deliberado de
bailar o preco de tolas as suas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
sortimento de bahs e bacas, tudo da
dilerentes tamanhos o de diversas cores
em pinturas, e juotameute em grande
sortimento de diversas obras, contendo
baoheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas para caf e camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel
como seja bahs grandes a 49 e peque-
nos s 600 rs., bacias grandes a 5J e pe-
queas a 800 rs,, cocos a 1$ a duzia. Re-
cebe se um offlcial da mesma officin
para trabalhar.
Relogios.
Vende-se emeasa de Johnston Paler C,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
ua variedade de bonitos Irancelias para os
mesaios.
Arados americano se machina-
para lavar roupa: emeasa deS.P. Jos
hnston di C. ra deSenzala n.42.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
eofeites de continha, como dourados, e de lindas
Blas e Gvelas, o mais fino que se pode encontrar;
isto na loia Aguia de Ouro, ra do Cabugi n. 1 B.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de supe-
rior qualidade : a tratar com Jos Sa'
Leitao Jnior, ra do Trapiche n. 15.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Dr. Radway 4C, de New-York Acham-sa
venda na ra da Imperalriz n. 12. Tambem che-
garam as instruccoes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se desoja curar, os
quaes se vendem a lOOO.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvio, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommeoda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por lo-
dos os outros ; por isso quem quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado o. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabo de mar im e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
Gm e madreperola a 29 e SflSOO cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Haymundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melborados
com novos
v -aperfeicoa-
medlos, fszendo pesponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na rea da Imperalriz n.
12, qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteia, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Eofeites a ga-
ribaldi.
Muitos lindos enfeites a Garibald para senho-
ras a 86, dilos fiogindo palha porm de aedss e
8500cada um, ditos de vidrilhos a tJBWcada
um ; oa loja da victoria, ra do Queimado nu-
mero 75. ,
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites .de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
am novo e lindo sortimento de eescarrilbaa de
seda para enfeites de vestido, sendo de differen-
tes cores e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente >t,3,4i5{a peca, precos
estes que em nenhuma outra parte se acham, e
so sim na ru do Queimado, loja d'aeuia branca
onumer 16.
Atteneao.
Vende-se confronte o porteo da fortaleza ds
Cincoi Ponas o seguinte : carrocaa para bois e
cavallos, carrinhos de trabalhar na alfandega, di-
tos de mo, torrador de caf com fogo, dobradi-
cas de chumbar de todoa os tamanhos, bocea de
tomainas para fornos, grandes fechaduras de
ferrolho e tambem rodas de caneca e carrinhos,
rodas para carrinhos de mi, eixos para carro-
cas e carrinhos, e outras quaesquer obras de
ferros.
Luvasde flnacamursa
para militares e cavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de ana
encommenda mui finas luvas de cemursa, o que
de saelher se pode dar aesee genero, e as est
vendeodo a 2&500 o par ; os seohores offlciaes e,
eetvaMeiroa que as comprarem oonbecerao que sao
baratas vista de sua finura e duracao, e para as
oblar dlrigirem-ee i roa de Queimaoo. Teje de
aguia brenca n. 16. Adverte-se que a quaatidade
e pequea por hora, e por isso neo demorem.
Coral de raiz
Vende-se muito bom eral de raiz, o de a 1|
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
SYSTEIA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavelespecifico, composto inleira,
mente de hervas medicnaos,noconim merca-
rio era alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais toara infancia, e a compleifaomais
delicada igualmente prometo e segoro para
desarraigar o mal na compleico mais robusta ;
enteiramen te innocente em suas operacese ef-
feitos ; pois busca e remo ve as doenees de qual
quer especia e grao por mais antigs e tenazas
que sejara.
Entre milhares de pessoas curadas eom este
remedio, muitas que j es lava mas portas da
mor te, preservando em seu uso : conseguirn
recobrar a saude e forcas, depois dehaver tenta-
do i n ultmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entrlgar-se a des-
esperado ; facam um competente ensaio doce
efficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes reeuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermedades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Gonvulses.
DebilidadeoH extena
cao.
Debilidada ou falta de
forces para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta,
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermedades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Pebreto dae specie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Infla mma(5es.
Irregularidades
menstruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal do podra*
Manchas na cutis.
Abstrueeao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Relenjo deourina.
Rheumatism.
Symptomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto nter miten la,
Vende-se estas pilulas do ostabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, o na loja de
todos os boticarios droguista eoutras pessoas edo
carregadas do sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dolas, contem orna instruccSo em portu-
guez para explicar o modo de se usar desias pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico na ra da Cruz n. 22 em Per-
Dambuco.
Vestuarios para meninos.
Na ra da Imperalriz n. 12 acaba de chegar
um lindo sortimento de vestuarios para meninos
e meninas, de diversos gostos eioteiramente mo-
dernos.
KeteMttw MeaKiee wu mx
feli
A fama Iriumpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimares A Villar.
[Ra do Crespo Humero 17.
Recebem continuadamente da Europa
sedas, Cambraias, las, ehapelinas de pa-
lha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, sahidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, satas bordadaa de to-
das as qnalidades e precos, chitas fran-
eezas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabera de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhorss.
Para homens
paletots, caigas, colletes, chapeos, eami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calgado Mele o muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissime
Vendem bararissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver.
Levem dinheiro
Levem dinheiro
Levem dinheiro.
A 4J, l$3O0V5f:
Cambraia lisa muito fina a 4 a peca eom 8 i t
varas, dita muito superior a 50,.dita tamben
muito fina com salpicos a 43500; Da ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhnras.
A loia d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea por$ao de mui boni-
tas o delicadas gravatinhas de seda bordadas ul-
timo gosto, para meninas o senhoras, e as est
vendendo a i500 cada urna ; a elhw, antes que
se acabem, pois s as ha na loja d'aguia branca
ra do Queimado n. 16. *
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba, a melhor que tem
vindo a este mercado, a 8&5O0 a arroba, a prazo
ou i dinheiro : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cife n. 7, ou na ra da ImperatrU n. 60, loja.
Enfeites de flores para ca-
. samentos e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados eofeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vio a casameotos o bailes, o ser-
vem igualmente para passeios. OspreQos sao 8,
10 o 12. porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e pera isso dirigir-ae a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
oobertos edeecobeMotr peqienes e grandes, do
uro patente ingle*, para, homem e aeifaera de
m dos melhofeefabrieaatee de Liverpool, tb-
*ZI*wS?92m'iD,w: MS,d#
dado a um negoclaeio pare deposito de fazendas.
e o sobrado sempre tem oeaenaitralo alugador po
ofierecer bastantes commodos, larRo e tem fun-
dos de ra a rae, axislindo oo lade de detiaarea*
elheiro que est arrendado para acougoe. e per-
.Vt^ .?"* **" ** teem talritee>
2..*UeSMa diaeer-ae na outra ru*
eotro sobrado, fkaede meio alada terreno para
quintal de ambas as caeee ; veade-ee per preco
commodo. pou seu dono Um que reotlr elguos
comacomiseos : a tratar ea rea de Imperador
54 prunoiro andar. ,-r"

.


DiaVaUO DI HUaUMICO. Tll^i FKIRA lo M 3ULHO DI 1861.
Cines lapidados
a500rs. omasso.
Vendem-ae fcaaaiohoa de eoraee lapidados a
500 re. cada ua : na roa do Qaeimado, lo ja d'e-
ruU branca, a. 16.
240 re.
Las escura* da padrdea modernos o melhor
que tem apparecido, de lindaa corea, a 240 r*. :
na roa du Qaeimado o. 39, loja da 4 portas.
Nova pechiocha.
Chitas largas francesas, corado a 200 e 240
rs..riscados franceses, covado 180 rt., corteado
meamo a 2,000 rs.: na roa do Queimado n..44.
Libras sterlinas.
Vende-s* no eacriplorio de Menoel Ignacio de
Oliveira & Filha, largo do Corpo Santo.
Travassa do Pires n 1.
Joseph Grosjean em aua ofBcioa vende 1 ca-
briolet novo, 1 carro americano para 1 cavallo,
1 cabriolet em bom estado, que vende muito em
conta, assim codo encerado preto a 2)300 o co-
vado, e comprando em peca ha de ser maia ba-
rato.
Attenco.
Na raa do Trapicha n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, exiate am bom aortimento de 11-
nhas de cores brancas am carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes ae vandem por
presos mui razoaveia.
iOTi
DESTINO
DE
Jos Das Brafldao.
5Ra da Lingueta 5
O novo deslina torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza a 1} a libra,
dita franeeza a 700 rs.. cha preto a 1)400, pas-
eas a 560, conaervaa inglesas e portuguesas a
700 rs., aletria, talhatim e macarrao a 400 rs. a
libra, toucioho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 1)460, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5) a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
6)800 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhaa francesas e portuguesas a 720 rs. a lala,
apermaeete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, vinbo do Porto engarrafado fino
fvelho) a 1)500 rs vinho de Lisboa e Figueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outroa muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornava enfa-
donhoaos fregueses (Dinheiro vista.)
Esfriadeiras
para agua.
Vendem-se esfriadeiras muito al va para agua a
4) o par ; na ra do Queimado n. 75.
E' muito barate.
Manteletes da fil preto muito superiores a 8);
na raa do Crespo a. 10.
Damasco de seda.
superior a 3)500 ; na ra do Crespo n. 10.
Massinhos de coral
a 500 rs.
So na loja da aguiade ouro,
ra do Catug n 1B.
Vendem-se massinho de coral muito fino a 500
reis o masso.
Tachas e moendas
Braga Filha &C, tem serapre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, am grandesor-
manto da taehai a moendas para engenho, da
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na raa do Trapiche
n. 4.
CINTOS
para senhora.
Sintos muito bonitos para senhora a 3$ cada
um, Qvela8 muito lindas para sioto a 18200 cada
urna; na loja da victoria, ra da Qoeimado nu-
mero 75.
A 8#000.
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa,
os quaesse vendem pelo diminuto preco de 8J
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
de miudezas do leo de ouro,
ra do Cabug n. 2 G.
Vendem-se cintos do orados para senhoras,
muito ricos, pelo baratissimo prego de 4) cada
um, ditos de gorgurao a 2) ; a elles, antes que
se acaben).
Enlre-ineios
os melhores que se tem visto
A loja d'aguia branca recebeu um explendido
soriimento de ntremelos de delicados bordados,
e gostos inteiramente novos, com difierentes lar-
guras, do mais estreito at mais de 1|2 palmo,
suas diversas spplicacoes escusa dizer-se porque
todas as senhoras sabem : os precos sao de 2 a
5) a peca conforme a largura, e 6 tal a bondade
delles que quem os vrr e apreciar o bom, infalli-
velmente os comprar: na loja d'aguia branca,
na ra do Queimado o. 16.
Di
FUNDIDO LOW-NOW.
Raa da Senzalla Nava d.42,
Naste astabelecimento contina ahavaiua
completo sortimanto da moendaseaaeias moen-
das para engenho, machinas da vapor a taixas
te farro batido a coado, da todos os taannos
para dito,
A12000
a dazia de toalhas felpudas superiores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andares e
soto na rw de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzes n. 18.
Aliento
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleuos.fuuileiros etc. a U'280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ah se dir' quem os tem
para vender.
Liquidaco
@Rua do Queimado n.|
H 10. loja de 4 portas, g
Vende-se as seguioU fazaadaa por 9J
@ menos preco do que em aatra qualquer
ga> parte, como sejam: ggg
? Chitas francesas cores fizas a 220 e 240
W Cortes de cassa francesa a 2)000 V
(Sfe Chalys de apurado (tost covado a 500 ffij
Cambraia de aeda dito o covado a 440
Mimos do co dito o covado a 400
9) Chales com palmas de aeda a SB
am lgGOOe. 2)000 2
P Camtsiohas de cambraia bordada
w para baplisado a 5)000 9
& Ditas de dita para senhora e com fi
a gollinba a 3fi500
Chitas inglesas cores fizas a 160 J
Eoguiode puro linho a vara a 800 @
Cambraia lisa muito fina a pega a fOOO *f
Chales de merino bordado a 5)000
Ditos de dito liso a 3)500 e 4S0OO $8
Mantas de setim lavrado para se- CjS
ahora a 1J600 2
Meias para senhora a 3g, 3)500 e 4C00 *
Dil.s para meninas a 2^800 a 3JC00 9
Chapeos de sol de seda para se- er
nhoraa3)500e 4J000 '
Guardanapos adamascados a da- $
zia a 2)500 a 3)000 $
Toalhas de linho a duzia 5)000 |
Riscadinhos de linho o covado a 160 *
Cortes de brim de linho de cores C
a 2#5O0 e 2J800 m
Ditos de meia casemira a 1)280 a 1)600 %
Panno szul fino covado a 1)280 e 15600 $
Dito preto dito dito a 3)500, 4) e 5f000 afi
Cortea de casemira preta a 5) e 6)000 2
Cortes de dita de cores a 4) e 5)000 9}
Cortes de reliado para eollele t
a 1)600 e 2)000 2
Ditos de gorgoreo a 1J600 J
Brim branco de linho trancado a 1/000 1
Paletolsda brim da cor pardo a 38-500
Ditos de dito lona a 4 $500
AttencAo
[Fazendas e rou-i
pas feitas baratas.
NA LOJA DE
s
Gravatiohas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinbas estreitas de
seda, ao a preUa como de cores, pelo baratis-
simo prego de 1) ; a raa do Queimado n. 22,
loja da boa f.
E'do graca.
Ricas chapelinas da seda para senhora, pelo
baratissimo preco de 16) cada ama ; na roa do
Qaeimado n. 22, loja da boa f: (a ellas,que sao
poucas)
Cortos de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de veatidoa brancos
bordados com 2 a 3 babados a 5) : na roa do
Qaeimado n. 22, na loja da boa f.
Grandes colchas
de fusto adamascadas, palo preco -da 6) cada
ma : na rna do Qaeimado n. 19.
[48- Ra da Imperatriz48
Junto a padaria franeeza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mento um completo e variado sortimento
de roupas de diversas qualidadss como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 3) e 3)500,
ditos forrados a 4) e 4)500, ditos france-
ses fazenda de 10) a 60500, ditos de me-
rino preto a 6), ditos de brim pardo a
3$800 e 4), ditos de brim de cor a 3)500,
ditos de ganga de edr a 39500, ditos de
alpaca de la amarella a iraitaco de pa-
lba de seds a 3)500 e 4). ditos de meia"!
eaeemira a 4)500, 5f e 5)500, ditos de J
casemira saceos a 13|, ditos sobrecasacos J
a 15), ditos de panno preto fino a 20),
228.28), ditos brancos de bramante a
39500 e 4), calcas de brim de cor a 18800,
28500, 3), ditas brancas a 3) e 4)500, di-
tas de meia casemira a 3)500, ditas de
casemira a 6)500, 78500 e 9), ditas pro-
tas a 42500, 7)500, 9) e 10), colleies da
ganga franeeza a 1)600, ditos de faslao
2)800, ditos brancos a 28800 e 3), ditos
de setim preto a 3)500 e 4)500, ditos de
gorgurao de seda a 4)500 e 5), ditos de
casemira preta e de cores a 4)500 e 5),
ditos de velludo a 7). 88 e 9).
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam calcas, colletes, pa-
letots, camisas a 1)800 e 2), ditas de fusto
a2)500, chapeos francezea para cabeca
fazenda superior a 6)500, 88500 e 10),
ditos de sol a 68 e 6)500, ditos para se-
nhora a 48500 e 5). Recebem-se a Igu-
alas eocommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um coa-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a aua arte.
Fazendas.
Ricos cortea de vestidas de sedi es-
coceza superior a 14), novidade em corte
de chita achanialuttda de ricos padres
com 14 cavados a 5), chales de merino
estampados de bonitos gostos a 6)500,
cambraia lisa de Escocia tora 10 varas e
de vara de largura a 4), 4)500 e 6), su-
perior bramante o melhor que ha a 28 e
2)200 a vara de 4 larguras, sortimento de
meias para meninos e meninas a 2)800 e
38 a duzia, cambraia de salpico muito fi-
na a 700 e 800 rs. a vara, chitas sortidas
francezas a 240, 260e280 rs o covado e
oufras muilas fazendas por precos com mo-
dos.
Lila preta,
boa fazenda, 580rs. o covado.
Cortes de casemira de cor fina a 48*
Ditos de collete de gorgurao, booitoa padrees, a
2)000,
Panno fino superior, cor de azeitona, a 4)000 o
covado.
Casemira preta fina a 2) o cavado : na roa de
Crespo n. 10.
Liquidado
pluado Queimado loja de^
s 4 portas u. 10. ^
& Vende-se panno de supeiiorqua- g$
M) lidade pro va de limo coi* de
$ caf a 3*,'. $
Dito verde a 38.
@ Dito preto a 3$/.
Jjft Dito azul a 5$.
A Seroulas escossezas brancas a &
au 18200 e10300. ka
^ Ditas de linho a 2ff600 e 30.
^ Superiores manteletes de fil 0
2 preto a 60. g
ar Camisas de linho inglezas duzia a
2 Z0$' %
A Ditas dita dita duzia a 350.
at| Ditas dita dita duzia a 400,
&. Ditas dita dita duzia 450- ga.
qv Ditas dita dita duzia 500.
* Nozes
a 3) a arroba, e a retalho a 120 rt. a libra : ven-
de-se no armazem progresio, largo da Penha nn~
maroS.
Attenco.
Ricos corles de aeda de 100, palo
preco de 30) por ter um toquezinho
no armazem de fazendss di ra do Queimado nu-
mero 18.
diminuto
de mofo:
Gestos.
PHARMACIABARTHOLOMEO
Ra larga do Resari n. 36
Rob l'Affecteur.
Pilulas de Allezou.
Piiulas americanas.
Vermfugo iuglez.
Pilulas llolloway.
Ungento Ilollov/ay.
S4BA0.
Joaquim Franeisco de Helio Santoa avisa aoa
seus fregueses desta praga e os de fra, que tem
ezposto venda sabo de sus fabrica denominada
Reciteno armazem doaSrs, Travasaoa Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como aa da
composico.
Attenco
A
armazem da na do Quei-
mado n. 19.
A 25$, que j se venderain por
100$
Quem deixara de comprar um rico corte de se-
da com pequeo toque de mofo pelo diminuto
prego de 25$.
Lences de panno
de linho pelos baratissimo* precos de 1*900.3*.
e 3J300 cada um.
Ricos cortes de seda pelo bai-
xo preco de 40#000.
Ricos cortes de seda proprios para casamento,
theatro e baile, leodo de todas aa cores, e i pe-
lo pre$o que causa adniiracao.
Toalhas de fuslo a 500 rs.,
ditas felpudas a 10*. e 11 a duzia.
Cortes de casemira.
Cortes de caiga de casemira a 4500.
Cobei tas
chinezas a 1*800.
. Algodao
monstro a 480 a vara.
Colchas de fusto
com lindos desenhos e muito grandes a 6*.
Vende-se urna escrava de 20 annos, com
urna cria de 9 mezes r na ra do Fogo n. 43.
Venle-se urna escrava crioula, moca, de
bonita figura ; na ra dos Guararapes n. 46.
4 21 o corle.
Cortas de tiscado francez com 14 covado pelo
barato prego de 2* : no armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Vendem-se cestos grandes proprios para con-
ducta u de pao e bolacha, muito melhores que os
panacs pela aua forlidio e aturar muito; na raa
Direita, padaria de Antonio Alvea de Miranda
Guimaraea a. 69.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui novos e
delicados chapeoziohos para baptisados obra
mui perfeila e bem enfeitada, sendo cada um em
sua bonita caitinha, e pelo baratissimo prego de
0, ninguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Vende-se porgo de quintaos de ferro em
vergalhes quadrados de varias grossuraa e
chumbo em barra ; rro armazem da travessa do
Carioca n. 2.
Batatas
emgigos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
18000 rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
se nicamente nos armazena Progresso e Pro-
gressista no largo do Carmo o. 9, e ra daa Cru-
zes n. 36, tambera tem grande porco de quei-
jos prato que vendem a 560 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de ana
propria eneemmeoda a bem conhecida eprovei-
tosa opiata ingleza para dentea, cuja bondade
apreciada por lodos quantos delta tem usado, e
ser mais por quem quizer conservar asgengivaa
em pereito estado, assim como a alvura dos
dentes; custa cada caixa 1*500, e por tal preco
s deixaro de comprar quando a nao acharem
mais na loja d'aguia branca, na raa do Queima-
do n. 16.
Escovas grandes
para carros, tapetes, etc.
Na loja d'aguia branca se encentra mui bosa
escovas grandes com cabo, proprias para ae lim-
par carros, tapetes, etc., a por 2: ninguem dei-
xar de comprar urna eacova de que necessita :
na ra do Queimado, loja d'aguia brsnca n. 16.
Trinta arcos
a 2$000
as-
na
Satas batte com 30 areoa a 2* cada urna,
palos de borracha para hornera a 2 o par :
loja das 6 portas em frente do Lirramento.
Aranaga Hijo vendem oncas de ouro : na ra do Tra-
piche n, 6.
Cambraias de co-
res a 320 rs.
Cambraias eslampadas a matyz, fazenda muito
fina, padrees nao vulgares e inteiramente novos,
pelo baratissimo prego de 320 rs. o covado :
ra do Crespo n. 7, esquina que volta para a
do Imperador, loja de Guimares & Lima.
na
ra
Sabonetes
l
m

a




Feijao de corda
szem de Tasso Irmaos, ra do
Vinho de Bordeanx.
No armszem de Tasso Irmaos, ra do Amorim
numero 35.
Em casa de N O. Bieber
(feC. saccessores, ra
da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Bordeaux em quarlolaa.
Dito Xerei.
Cognac em cama de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, brinzos e brins da ftuiaia.
Cer'ejs escosseza [Edinburgh Ale.)
Pedrasde marmore branco para consolos amasas.
Plvora em barra.
Entofre em canudo.
Luvas deJouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
aempre se encontrarlo as superiores luvas de pel-
uca de Joavin, tanto para hornea como para se-
nhora, por aereo recebidu per todos oa vaporea
vindoa da Europa, e ae Tendea pelo baratissimo
preco de 2J500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na rna do Qaeimado n. 22.
Aviso aos fumantes.
Vende-se na loja de Nabuco & C. na
roa Nov o. 2, as seguidles qualidades
de cachimbo, fumoe cigarros a saber ;
Cachimbos de espuma do mar.
Dito de gesso estrada de ferro.
Fumo caporal para cachinbo.
Dito de harlebeke.'
Dito de Vervicq.
Dito americano.
Cigarros bota fogo.
Ditos de havsne.
Papel de linho para cigarros.
Bolgas de retroz para fumo.
Carteira para fumo.
Cm casa de Kalkmann Irmaos & C, ra da
Cruz n. 10 en contra-se o deposito das bem co-
nbecidas marca dos Srs. Brandenbktrg Freres a
dos Srs. Oldekop Mareilac C, am Bordeaux.
Tea as segualas qualidades:
DeBraadeaburg frres.
Su Esiph.
St. Julien.
Margsux.
Larose.
Chelean Loville
Cha tea u Marga ux.
De Oldekop A Marehac.
St. Julien.
St. Julien Mdec.
Cha lean Loville.
Cognac em barris qualidade fina.
Cogaae em caitas qualidade inferior.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeia em barris.
Brihantes
da todos oa tamanhos : vendem-se em casa de
N. O. Bieber & C. successores, roa da Cruz a. 4.
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-se abneles de amendoa para barba,
cada am em ana caixinha de louca a 500 rs. ; na
ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Na loja de marmore
8 Vende-se muito barat
Para senhoras.
Ricos vestidos de seda moiranlic.
Ditoa dito de dita grod-fric.
Ditos dito de dita babadinhos.
Ditos dito de dita dous folhos.
Ditos dito de dita phanlasia.
Ditos dito de dita bareja-babadinhos.
Ditoa dito de dita cambraia brancos bor- J
dados. W
Ditos dito de dita pretoa tecidos avellu- %
dados. O
Ditos dito de dous folhos babadinhos.
Riquissimos vestidos de tarlatana brancos. 9
Ditos ditos de alonde para casamentos. 9
Ditos leques de ma Ditos ditoa de sndalo. (ja
Ricas pelerinas de renda e seda. #
Manteletes do fil pretos.
Ditos muito ricos de velludo. O
Ricos bournus beduinos para sabidas de tt
bailea e theatros. O
Ricos chapeos depalha de Italia. ($
Ditoa ditos de zeda. a)
Gollinhas, manguitos e camisinbas de to- en.
daa as qualidades. aj
Saias bordadas de algodo. )
Ditas ditaa de linho. Q)
Ricas sombrinhasde seda muito modernas.
Enfeitea de flores. a)
Ditos de froco. cjp
Ditos de fita.
Para senhoras.
Casaveques.de la.
Pentes de tartaruga.
Ditoa de bfalo com enfeite.
Ditos de dito sea enfite.
Chales da merino muito modernos.
Ditos de cachemira bordado*.
Ditos de louquim.
Ditos de fro.o.
Ricas mantas deblonde para casamento.
Cemitas bordadas muito finas.
' Meias de seda muito finas.
' Ditas de dita prelaa finas.
' Enfeite de vidrilho preto.
f Ditoa de ditos de cores.
f Lengos de labitinlho.
Froohas de labirintho.
Toalhas de labirintho*
9 Lengos de linho bordados.
Gravalinhas muito modernas.
| Plumas brincas e de cor.
Fitas de seda de apurado goslo.
p Franjas, cascarrilbas, tranca e ri
estreitas de seds.
Para homens. X
0 Paletots de panno fino.
Ditos de casemira. 4*
Ditoa de brim lona (brancoa.)
8 Ditoa de brim de cor.
Calcas de casemira de edr e de padrees de
tB muito gosto.
Capas de guta-percha.

s
rifa e fitas
Lindos cabazes
de palba fina, ou cestinhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se acham mui lindos e
delicados cabazes de pelha fina, ou cestinhas en-
feitadas, proprias para aa meninas de escola, ou
mesmo para costura de senhoras, e custam 4 e 5$,
o que baratissimo vista da perfeicio e bvm
gosto de tes obras, as quaes se vendem em dita
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Aeaba de
chegar
ao novo armazem
DE
B4ST0S& RE60
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res a. 47.
Dm grande e variado sortimento de
rcupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes se vendem por precos' muito modi-
flcado8 como de seu costume.assira como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casseos feitos pelos ltimos figurinos a
269,289, 309 e a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 168,18J. 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado p de
novos padres a 149,169, 189,209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99. 109,129 a 149, ditos prelos pe-
lo diminuto prego de 89, 109, el2J, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12j>,
ditos de merino de cordao a 129, ditos
de merino cbioez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
ditoa saceos pretos a 49, ditos de palba de
sgda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 3J5C0, 45
e a 49500, diloa de fuslo branco a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a,79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49. ditas de brim de ce res
finas a 28500, 39, 39500 e a 48. ditas de
brim brancos finas a 49500, 58, 59500 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 68. colletes
de gorgurao preto e de coras a 58 e a 68,
ditos de casemira de cor e prelos a 4S500
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 48.
ditos de merino para luto a 49 e a 4c500,
caigas de merino para luto a 48500 e a 58,
capas de borracha a 99. Paia meninos
de todos os tamanhos : caigas de casemira
prefa e da cor a 58, 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 28. 39 e a 39500, paletots sac-
eos ae casemira preta a 68 e a 7, di ios
de cor a 69 e a 78, ditos de alpaca a 39,
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
14, ditos de alpaca preta a 59, bonels
para menino de-todas aa qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninaa de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 89 e a 128. ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 59 e a 69, ditos de
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muilas outras
fazendas e roupas feilas que deizam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este Cm
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande oficina de al-
faiate dirigida por um hbil meslre que
pela sua promptido e perfeico nada dei-
xa a deaejar.
m
a

I
Veude-se a casa terrea da ra da Imp-ara-
triz n. 72, a qualseacha desembarazada no todo,
at mesmo o foro que paga aos herdeiros do fal-
lecido Joo Heorique da Silva, e do ultimo se-
mestre de dcima que agora ae venceu : quem a
g Ra do Crespo n. 8, loja de
gg 4 portas, admira a pe-
chincha
Lia paira vestidos fazenda que
outr'ora custa va 8ti0 rs. o cova-
do vende-se a 2*0 rs., dao-se
amostras com penhor.
Gneros baratos.
Gaf a 200 e 260 rs. a libra, arroz a 100 rs.,
gomma a 80 rs., paseas a 500 rs., vellas de car-
nauba 400 e 440 rs., espermacele a 680, banha de
porto a 440, serveja a 400 e 500 rs., garrafa de
azeile decarrapato a 440va. : aa travessa do pa-
teo do Paraizo n. 16, casa de pialada de ama-
relio.
Fareilo a 2,600
a sacce : aa travessa de patee do Paraizo n. 16,
casa pintada de amarello.
t
1
pretender dirija-se a loja da
qde achara com quem tratar.
mesma ra n. 36,
cintos para senhora.
Vende-se na loja de Nabuco & C. na
ra Nova n. 2 sintos prateadoa dourados
e de cotes para senhora e meninos por
prego commodo.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recen lmente pro-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torzal com franjas e borlas
ouiros tambem de torcal de seda enfeitadoa com
aljofares de cores e borlla ao lado, ou tros da
froco igualmente enfeitados com. aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um aparado gosto e perfeico,
os preces de 89 e 109 sao baratos vista das
obras ; alm destas qualidades ha oulraa para
39 e 49 : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Vendem-se muito em conta quarlolaa de
muito boa qualidsde, proprias para deposita d'a-
gua em casas particulares e sitios, a tambem por-
co de loneis grandes de boa madeira, que aao
ptimos para depsitos de mel, a pira aa dUtila-
goes dos eagenhos, os quaes se vendem a dinhei-
ro ou a prazo, conforma ae conveocioaar: para
ver tratar, na traveaaa do Carioca, armazem nu-
mero 2.
JPechincha chapeos a!
Garibaldi.
Ricos chapeos de palhs enteiladoa da
ultima moda pelo baratissimo preco da
109 : na ra da Cadeia do Recite a. 24.
1 m ***$ m
I tarta para voltarete.
Venale cartas douradaa proprias para s
V voltarete na loja de Nabuco & C. aa ra O
A Nova n. 2. a
idffdd de*
Brim branco de linho muito fino a 1*280 a
rara ; na rea do Queiaado a. M, loja da &oafe.i
Veude-se o engenho Tiriri, silo na comarca
do Cabo, com as proporc.des seguintes: dista da
estrada de ferro urna legoa, aporto para embar-
que em distancia de 200 bracaa, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muilas terrenos para se
abrirem coa faeilidade, ba grande cercado e
moitaa matas Este engenho nevo a bem obra-
do ; a tratar na raa da Praia n. 47, seguodo an-
dar, ou 00 engenho Cafund, sitio em distancia
de meia legoa da estaeo de Olinda com o abaiio
aesignado.Joo Paea Brralo.
Trapiche
B48A0 LIVRAMENTO
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente pasa vendar neato nave sa-
ta belecime oto o seguin te:
Cera da carnauba en porgos oa a rtala, qna-
lidade regular superior.
Sebo da Porto aa caixinbae da 1 a 4 arrobas.
Bmuascom sebo do Rie Grande, ena paredes
ou a retalho.
Velaa de carnauba para, san caiiinhaa de 1 a 4
arrobas.
Meioa da sola, diferentes qualidades, em por-
coes ou i retalho.
Courinbos curtidos.
Feriaba da mandioca por 1#500 a Moca.
Fareilo aaacos grandes, por 31600 o meo.
Perneiras de dita.
Calcas de dita.
Capuchdes de dita:
Meias de cor.
Colletes de casemira.
Ditos da la e seda.
Ditos brancos.
Ditos de velludo preto.
Ditoa de dito de cor.
Calcado Meli.
Dito de vaqueta.
Dito de duag solas.
Sapatos entrada baixa.
Chao eos de lontra.
Ditoa de castor branco. ai
Gravaras de renda a Garibaldi. Z
Ditas de setim.
Ditas de gorgurao e seda. a
Cularinhos dos mais modernos.
Camisaa de linho inglezas. Z
Ditaa ditaa francezas. Z
Para meninos.
Rko vestuarios de seds.
Ditos ditoa de la.
Ditos ditos de fusilo.
Ricascamisinhas bordadas para baptisado. 1
Ricos aapatinhoa enfaitades para bapti- f
sado.
Bonetes de todas as qualidades.
Chapeesinhos de palha de Italia.
Cataveques de la. V
Extracto de sndalo multo fino.
Essencia de sndalo muito fino.
Caixinhas de tartaruga.
Carteirihas de apurado goslo.
Ricos jarros com banha. 9
Um grande sortimento de riquissimos *
quadroa a oleo. 9
Rices transparentes para janella. 9
Caixinhas muito ricas proprias paraguar- 9
dar jotas. #
Banha muito una a Garibaldi. 9
E outras muilas fazendas e perfumadas 9
qae deiamos de mencionar, por haver 9
usa grande sortimento. ea

mmm
pechiocha-
muilo iocorpadas, cora-
com boto para
Sedinhas de quadros
do a 800 rs.
Goiiohas de fusto bordadas
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com bptao a 500 rs.
Manguitos a balo com punbos e gola borda-
dos com botozinhos a 39.
Maoguitos a balo com punho e gola a 29500.
Baldes elsticos a 39 e 39500
E outras mais fazendas muito baratas : ns ra
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Fer-
reiros.
para vestidos de senhora e
roupinbas de criancas.
Na loia d'aguia branca se encontr um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e de cores, proprias para enftitea de vestidos,
assim como urna diversidade de galo de seda e
linho, brancose de cores, abortos e frenados, lar-
gos e estreitos al o mais que possivel, trancas
tambem de seda, la e linho, de difierentes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas: por isso quero precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado o. 16, que ser bem
servido.
peelilneha
A' imperatriz Eugene.
Finos cortes da cassa franeeza de duas saias e
de 7 babados, com 10,15 e 16 jardas a 3fl50O, 49
e 5J : na ra do Queimtdo n. 44.
Escravos fgidos.
i
h
a
Lja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
alcas de casemira pretas e de corea, ditas de
brim a de ganga, ditas de brim branco, paletots
da bramante a 49, ditoa de fuato de corea a 4|,
ditoa de estamenha a 41, ditos de brim pardo a
3#, ditoa de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
dolales de velludo pretos e de cores, ditos de
corgnrio de aeda, gravataa de linho aa maia mo-
bernaa a 200 rs. cada urna, collarinhoa da linho
ga uliima moda, todas estas fazendas se venda
parato para acabar; a loja eati aberta daa 9 ho-
ras da manha at aa 9 da noite.
Cartea dmela casemira de ama scr, fazen-
da aaperior, pelo baratissimo preco de 29 cada
usa: na raa do Queimado n. 22. aa loja da boaf.
Chales de merino estampado* a 29500 : na
roa do Queimado o. 22, leja da boa f.
V\?QC1"S0. goa coaasasantoriaaaes pouciaes que o .
_ e conduza a seu aenhor Joaquim Jos de Carva-
eaz-ae todo negocio coas aaaa quera parte do lho Siqueira Varejio, ra Nova n. 44, sobrado.
siltoe eaea ne vivaoda no lugar da Parea fregu- No da 11 de julho fuglo di casa n. 68, na
ala das Afagadoa, canda a casa edificada a 4 para ra da Esperance, a preU Antouis, escrava aua
5aafoa, de padree cal rauiu* arvotea fructferas foi de francisco ftoncalves do Cabo, e hole da
"Maav ajolaaba principiada da afea daca aatri- Pedro "Alcntara dos Guimarea Peuolo ro-
bara & & teada a eaaa 4 qnartoa duas salaa eo- ga-se, pois, a todas as autoridades policiaca e ca-
*!& ""i.* FO,Uo : tr*Ur D" *** d0 Quei* P'1*" de C,B,P de a capturar, a Lera-la 4 ca
41* rpra mancanad ou i^rtta do Qaeimado n. 18.
Desappareceu no dia 13 d*J correnle, do si-
tio da S. Josdu Maoguioho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com os
signaos seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Uanoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo do
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche d. 15
a Jos Teixeira Baato.
Pede-se aa autoridades policiaes e capites
de campo a apprehenso do escravo Pedro, criou-
lo, de idade 25 annos, baixo, cheio do corpo,
pouca barba no queixo, ps pequeos e ruaos, e
foi vestido de camisa de chita, caiga de riscado
de algodo, e chapeo de bata preta, levando um
surro de couro de caroeiro com urna rede e rou-
pa, suppoe-se que foi para o serlo; quem o pe-
gar, leve-o i Ca punga, na casa em que morou o
cnsul francez, a seu senhor, que ser generosa-
mente recompensado.
Fugio do abaixo assignado no dia 13 de ju-
lho seu escravo por nome Luir, com offlcio da
alfaiale, de idade 20 annos, comegando a bu-
far.de estatura ordinaria, magro, cor clara, pa-
ido, rosto descarnado, olbos grandes, nariz afi-
lado, ombroa deudos e espadado, e um pouco
carcundo, mos e ps grandes, conduzindo com-
sigo urna rronxa de roupa, caigas e camisas : ro-
go a todas as autoridades policiaes que o capture


(8)
MARIO DI HMUMBUCO. *- Ttt*> PURA 16 DI JULHO PE lili.
Litteratura.
U. B. Saintine.
A' M.me Virginie Acclot.
Acabo de 1er minha obra e tremo vo-la offa-
recendo. Entretanto, quero melhor do que tos
pode aprecia-la?
Nao daes preferencia grossos romances, era
4 longos dramas.
Mi'u livro nao uai drama, nem um romaoce.
A historia que vos vou contar, senhora, sim-
ples e to simples, que, talvez, peona alguma le-
sna tratado da um objecto por demais restricto.
Minha herona bem pouca cousa 1 Nao que
eu queira d'ante-mao, no caio de ser melsucce-
c:Jo, accusa-la gara desculpar-me ; Deua me de-
fend Se a acgo desla obra pouc apparente,
o pensamento nao despido de grandeza, o fim
elevado ; e ae o nao toco, que aonas forras
roe tero faltado. Todava ligo preco i sou suc-
cesso, porque sao aqu depostas couvicges pro-
fundas ; e, por um sentimento de benevolencia,
antes que de vaidade, sou levado erar que, se a
mullidlo dos loitores vulgares a rejeita e despre-
si, para uos ao menos nao ser sem marease,
para outros sem utilidade.
A verdade dos factos tem para vos algum va-
l'or? Aqu eu a certifico e vo-la oiereco, em
eompensaclb do que lamentareis, talvez, nao en-
contrar precisamente n'este volume.
Nao vos tereis esquecido daquella boa e gra-
ciosa mulhor, morta ha alguna mezes, a condessa
de charoey, cujo olhar, posto que amortecido por
um pensamento de luto, vos impressionou ; lo
dupla e celestedogura elle linha 1
Esse olhar to candido, to torno, que vos aca-
riciava percorreodo vos, que vos dilatava o co-
rago fixando-ros, e que s se evitava para pro-
cura-lo com avidez ; esse olhar, i principio t-
mido como o de urna doozella, vos o vistes de-
pois brilhar, animar-se, langar chammas e trabir
do repente os sentiroentos de torga, de energa e
ale dedicago.
Pois bem, esse olhar era todo a mulher 1 Essa
mulher era a mistura incrivel da dogura e da au-
dacia, da fraqueza dos sentidos e da resolugo
da alma ; era urna leda terrivel, que urna criaoga
apasiguava com urna palavra ; urna pomba tmi-
da cipaz de encarar o raio sem tremer, se se Ira-
tasse de seus amores, de seus amores de ma/,
entenda-se I
Tal a conheci, tal outros a conheceram muito
antes de mim ; ento sua alma s se exallava no
seu culto de flha edepois no de esposa.
E' com um prazer bem vrro que vos entrelenho
aqui desta nobre creatura: as occasies sero
beni raras em que podereitallar-vos anda. Ella
nao mais a herona principal desta historia.
Na nica visita que Ihe Gzestes em Belleville,
?de ella se tinha tizado para sempre, porque o
tmulo de seu marido era l (e agora o seu tam-
bera ). muitas cousas vos parecern) eslranhas.
A' principio foi presenga de um relho criado
de cabellos braceos, sentado mesa perlo della.
Psrecestcs sobreludo vos espantar ouvindo este
criado, de gestos bruscos, de costumes communs,
tratar por ter a Glha da condessa e a donzella
elegante e enfeitada, linda como sua me o tinha
sido, responder ao velho com deferencias e res-
peilo, interpellando-o com o titulo de padrinho:
com effeito ella era sua aGlhada.
Depois talvez vos lembreis de urna flrsecca,
desmaiada das cores, fechada em um rico me-
dalho, e, quando a interrogases sobre aquella
reliquia, tereis esquecido a expresso do'orosa
que exprimiu o semblante da pobre viuva Ella
deixou mesmo, creio eu, a vossa perguota sem
resposta : isso exiga lempo, e nao ae poda dizer
um indifferente.
Essa resposta vou hoje satisfazer-vos.
Honrado com a affeigo dessa mulher rara,
mais de urna vez, em face desse medalho, seu -
ta Jo entre ella 9 seu velho criado, eu ouvi de am-
bos, sobre essa flor faada, carraco es tongas e
detalhidas que mecommoveram vivamente. Por
muito lempo comigo guardei os manuscriptos do
conde, sua correspondencia, e o duplo jornal de
sua prisa o escripto sobre panno e papel : pe-
sas justificativas e documentos historeos nao me
faltaran).
Essas narragdes tenho-as conservado preciosa-
mente na memoria ; esses manuscriptos teoho-os
compulsado altentamente ; des is corresponden-
cia extrahi fragmentos preciosos ; desse jornal
tirei michas inspiragdes; e se conseguir fazer
passar vossa alma o sentimento, de que eu
mesmo fui possuido em presenca de todas essas
lembraocas do captivo, sem razio que tremerei
pelo destino desle lino.
Anda urna palavra. Tenho conservado meu
beroe o seu titulo de conde n'um lempo em que
denominages nobiliarias se haviam acabado ;
que sempre m'o chamavam assim, fosse em tran-
cez ou em italiano. Em minha memoria seu no-
me era invariavelmenle ligado seu titulo ; ti-
tulo e nome deixou tudo ir ao correr da penna.
Eis-vos advertida, senhora. Nao esperis des-
le livro acontecimentos de alta importancie, nem
urna oarrago seductora sobre alguma aventura
amorosa. Fallei-vos de utilidade e pergunto-vos
em que pode ser til urna narragao de amor ?
n esto doce saber sobretudo, pralica vale mais
do que theoria e cada um tem necessidade de sua
propria experiencia : no encalgo desta experien-
cia corre-se alegremente para adquirl-la e nin-
guem pensa encontra-la preparada nos livros.
Por mais que os velhos tomados moralistas bra-
dem : Evitae este rochedo sobre o qual ou-
tr'ora nos despedagmos I os mancebos res-
I Ol III TEM
ORIGINAL DO DlRiO DE PERMMBUCO
MUMk MMfMi
pondero : Este mar qe afrontaste*, quere-
mos afroota-Io por nossa vez e reclamamos nos-
so direito de naufragio.
Com tudo, ainda ha amor no que vos vou con-
tar ; mas trata-se aqui, antes de tudo, do amor
de um homem para .... Dir-vos-hei? .... Nao ;
lde e sabereis.
Livro primeiro
I
O conde Carlos Veramont de.Charney, cujo no-
me, sem duvida, nao esl ainda esquecido peles
eruditos do nos3o lempo, e poder-se-hia, em ca-
so de necessidade, encontrar nos registros da po-
lica imperial, nasceu com urna prodigiosa acili-
dade de aprender; m^s sua alta intelligeocia,
scostumada as escolis, tinha adquirHo o habito
da argumeotago. Ello discuta muito maia do
que observava. Em pouco lampo devia toruar-se
aotes um sabio do que um philosopho ; foi o que
succedeu.
Desde a edade de vinle cinco annos, possuia o
conhecimenio completo de sete linhas. Bem dif-
ferente de tantos estimaveis polyglottas que s
parecen dar-se ao trabalho de estudar diver-
sas lioguas, para comprovar sua ignorancia e
nullidade peranle os estrangeiros e seus mea-
mos compatriotas ( porque pdeser-se um parvo
em muitas linguas) o conde de Charney usava
desses estudos preparatorios para adiantar-se em
outros muilos mais importantes.
Se elle tinha numerosos criados ao servigo de
sua intelligencia, cada um delles ao menos tinha
seu encargo, suas oceupages e difflculdades
elucidar. Com os Allemes, oceupava-se da me-
(aphysica com os Inglezes e os Italianos da po-
ltica o da legislago ; com lodos da historia,
que poda interrogar, remontando al s origens
primitivas, gragas aos Hebreus, aos Gregos e Ro-
manos.
Entregou-se inleiramente estas graves espe-
culares, nao dosprezaodo as sciencias accesso-
rias que com ellas tinham referencia. Porm,
logo, espaotado do horisonte que se alargava
aua vista, senliodo-se tropegar cada pasto n'es-
se labyriotho onde se tioha empenhado, fatigado
de procurar urna rerdado problemtica, elle en-
ea rou a historia como urna grande mentira tra-
dicional, e tentou recooslrui-la sobre novas
bases. Fez um outro romaoce de que os sabios
mofaram por inveja e o mundo por ignorancia.
As siencias polticas e legislativas Ihes apresen-
lavam alguma cousa de mais positivo ; porm
precisayam de muitas reformas na Europa. E
quando ensaiou apontar algumaa, os abusos lhe
pareciam to arraigados no edificio social, tantas
existencias estavam assentadas e fiss sobre fal-
sos principios, que elle deseocorajou, nao sen-
tindo -se era bastante forte, nem bastante insen-
sivol para destruir no estrangeiro o que a tem-
pestado revolucionaria nao podera destruir em seu
paiz.
E depois, quantos homen3 resolutos, com tan-
tas luzes e boss menges como elle talvez, ti-
nham theorias inleiramente oppostas s suas !
Se elle ia langar fogo nos quatro cantos do mun-
do por urna duvida I Esta refiexo humilhou-o
mais ainda do que as aberrages da historia, e
deixou-o em urna perplexiiade penivel.
Reslava-lhe a metaphysica.
E' o mundo das ideas. L as revoluges pare-
cem meos medonhai, porque as ideas chocam-
se sem ruido nos espagos imaginarios, como dis-
se um poeta allemo ; sentenga mais brilhaote do
que justa: o pensamento mudo tem um echo
sonoro.
Com a metaphisica, Charney cria nao compro-
meter o repouso alheio e perdis o seu.
Aqui principalmente, quanto mais elle se ioter
nou as profundezas da sciencia, analysando dis-
cuti d o, argumentando, tanto mais entrevia obs-
curidade e confuso.
A iosaciavel verdade, fugindo sempre sua
chegada, desapparecia sob seus passos, e, zom-
badora, pareca voltear seos olhoscomo um fo-
go fatuo, que nos atlrahe para desviar-nos. Via-a
luminosa ante si e elli se extingua seu olhar
para reoascer onde a nao suppunha. Infatigavel
e tenaz, revislindo-se de pacieocia seguia-a com
prudente lentido para forgi-la emseu sanctua-
rio, e rpida ella seafastava ; elle quera apres-
sarseus passos para toca-la, e desde seu primei-
ro movimento a tinha passado.
Cria emfim possui-la I estava em seu poder,
em suas toaos 1 o escapava-se entre seus dedos,
dividindose, mulliplicando-se sobre pontos op-
poslos.
Vinle verdades brilhavam ao mesmo lempo em
torno do horisonte de sua intelligeocia ; fanaes
engaadores que desafiavam a aua razo I
Indeciso entre Bossuet e S^inosa, entre o des-
mo e o atheismo, abalado pelos espiritualistas,
sensualistas, animistas, ontologistas, eclcticos e
materialistas, apoderou-se delle urna duvida im-
mensa, que resolveu desesperaoamente por urna
oegacao completa.
Deixando de parte as ideas innatas e a revela-
gao dos Iheologos, a razo precisa e a harmonio
preestabelecida de Leibnitz, a percepeo e a re-
fiexo de Locke, o objecto e subjectivo do Kant,
os scepticos, os dogmticos, e os empricos, os
os realistas e os nominaos, a observago e a ex-
periencia, o sentimento e o testemunho, a scien-
cia das cousas particulares e o poder das univer-
saes, elle se entregan n um pantheismo grossei-
ro ; recusou acreditar em urna intelligencia su-
prema.
A desordena inherente creago, as perpetuas
contradigdes entre as ideas e as cousas, a desigual
destribuigo dos bens e das forgas, fixaram em
seu espirito a conviegao de que a materia cga
tinha por si s tudo produzido,eso organisava e
diriga todas as cousas.
O acaso lornou-se seu deus ; o nada foi sua
esperanga I
Elle ligou-se este systema com transporte,
0
LXXI
Slmhario.A commissao destinada crvela a
hlice Beberibe.Outras commisses impor-
tantes.
Na poca do vapor, da eletricidade, do mag-
netismo, do despertar de tantas forgas vivas
da uatureza, que dormiam desde a creagSo do
mundo, e que hoje ou eslo j subjugadas pela
intelligencia_do homem, ou em %via de se-lo,
deploravel nao se ter ainda inventado urna ma-
china para escrever, com a rapidez com que a
eabaga elabora as ideas e as aprsenla.
A descoberta da imprensa foi por sem duvida
de urna Importancia transcendente, e ella se
deve incontestavelmeole a civilisagio do univer-
so, a Iiberdade dos povos. a propagaco da ver-
dadera philosophia, que toda reside nos dogmas
venerando do ch&jsanismo, fra do qual uo ha
Terdade.
Mas nao ella bastante ainda.
O escriptor tem cortamente esse grande auxiliar
para espalhar seus pensamentos ; porm se ve ma-
terialmente embaracado para seguir os vooa de sua
maginagao. Urna penna sempreuma machina
simples, que quasi nenhum aperfeigoamento ha
xecebido do perpassar dos seclos, e que tem
agora a mesma relocidade que nos primeiroa ditas
da creaco, quando ludo em torno de nos tem
adquirido um movimento infinitamente maior.
Parece at que actualmente os das correm
mais depressa ; que a vida vai-se abreviando de
urna maneira assustadora, de modo a nao hare-
reni macrobios, e nao poderem mais os joroaes
nos entreterem com ellos.
Ao menos o que nos experimentamos em
nossa entidade, com bstanla desagrado, arruma-
mos aos nossos leitores.
Assim como ha machinas para cozer, para la-
var, para engommar, para tecer, para quasi to-
dos os trabalhos manuaes ; porque tambera nao
se descubrir urna outra para escrever ? Porque
nao inventaremos o meio de estabelecer um te-
legrapho elctrico entre a cabega a folha de
papel ? Oh I quante isto seria commodo I A
cabega pensa va, o brago servia de fio elctrico, a
a mo de teclado do mostrador, e fiat lux, o ar-
tigo estava escripto I E nao eslari semelhaote
maravilha reservada aos domos dias?
A caricatura de Aiexandre Dumas com cem
peonas escreveado vapor, nao pastar de ca-
cicatara, nlo teri mais do que um tnylbo?
Se ao meos podessemog ter cem bracos, cono
Bryaro, nao lamentaramos tanto a falla- dassa
machina, por cuja causa estamos em anachronis-
mo completo com o nosso seculo.
Cremos que todos os nossos collegas escripto-
res de jornaes, de romances, de dramas, de obras
quasi com orgulho, como se o titesse ossado,
senliodo-se feliz, em plena credulidade, Je ser
desembargado de todas as duvidas, que o tinhim
atormentado.
A morte de um prenle acabava de deia-lo
senhor de urna grande fortuna. Elle abandonou
a sciencia e resolveu viver para a felicidade.
Djpois que e consulado tomou as redeas do go-
verno.a sociedade era Franga se reorganisra
com luxo e brilho.
No meio das fanfarrices da victoria que se fa-
tiam ouvir de todos os lados, tudo em Paris era
um delirio.
Charney frequenlou a sociedade, a sociedade
opulenta, a sociedade amavel e brilhaote, aso-
ciedide das luzes, das gragas e do espirito ; de-
pois, no seio desse tuibilho da vida ociosa e oc-
cupada, desse grande movimento de prazer ficou
inleiramente sorprendido denlo sentir-se feliz.
Certas msicas de con Ir a d angas, o toilette das
sen horas, e os perfumes que se exilavam em tor-
no dellas, eis tmente o que lhe pareceu mere-
cer alguma attengo.
Ensalra urna ligagao de intimidado com ho-
mens reputados pelo seu saber e bom senso ;
porm como osachou traeos, ignorantes e satura-
dos de erros I Lastimou-os.
E' este um dos peiores inconvenientes do ex-
cesso as sciencias humanas: nao se encontra
pessoa alguma em seu nivel; os qu sabem tan-
to quaoto nos, uo sabem como nos. Da altura
que se tem subido, ve-se os outros baixo de
nos, miseraveis e pequeos ; porque na jerar-
chia da intelligencia, como na do poder, o sola-
mente nasce da grandeza.
Viver isolado o castigo de'todos, que querem
se elevar muito alto.
Nosso philosopho, chamou cada vez mais em
seu soccorro os gozos materiaes e positivos. Nes-
sa sociedade reoascente, por tanto tempo priva-
do do prazer e das testas, maculada ainda dis
lutas sanguinolentas da revolugo, e que arras-
lando aps si seus andrajos de virtudes romanas,
exceda do primeiro salto as faustosas orgias da
regencia, elle se dislinguiu pelo exagerado de
suas despezas, de suas profusdes e loucuras Ex
torcos esteris 1
Teve cavados, carros, mesa franca ; deu con-
cerlos, bailes e cagadas, em parte alguma se lhe
manifestou o prazer I
Teve amigos para adula-lo em seus triumphos.
amantes para ama-lo em seus instantes de ocio,
e. posto que dsse algum aprego tudo isso, nao
conheceu nem a amizade, nem o amor.
Todas essas ostenlagoes, todas essas parodias
de vida alegre nao poderam alegrar seu corago
e forga-lo sorriruma s vez. Embalde tentava
deixar-se engaar pelas lisonjas da sociedade. A
sera, meia fra desaguas, fazia brilhar diante
do homem sua belleza de nymfa e sua voz seduc-
tora, mas o olhar prescrutador do philosopho,
seu pezar, mergulhava logo na onda para procu-
rar o corpo escamoso ea caula bifurcada do
moostro I
Charney nao poda ser mais feliz quer pela ver-
dade, quer pelo erro.
A virtude lhe era estranha, o vicio indiffe-
rente.
Sondara a vaidade da sciencia, e a doce igno-
rancia lhe era interdicta. As portas desse Edem
se achavam fechadas para sempre sobre seus
passos.
A razo lhe pareca falsa, o prazor engaador.
O ruido das testas faligava-o ; o retiro e o si-
lencio eram-lhe dolorosos.
Em sociedade aborrecia-se dos outros; s abor-
recia-se de si mesmo.
Urna profunda tristeza se apoderou delle.
A analyse philosophica domioav sempre seu
pasamento, apezar de seus esforgos para affasfa-
la e desencantando seu olhar, eofraquecia, dimi-
nua, apagava os prszeres e o luxo no meio dos
quaes quera viver.
Os elogios de seus amigos, os beijos de suas
amantes, Chsrney encarava-os como a moeda
correte, com que elles pagavam a parte que to-
mavam de sua fortuna, e s lestemunhavam o
desejo que elles tinham de aentarem-se sua cus-
la no banquete dos felizes deste mundo.
Tudo decompondo, reduzlndo tudo seus pri-
meiros elementos por esse mesmo espirito de
analyse, elle foi accommettido de urna doeoga
singular ; doenga medonha, mais commum do
que se peosa, e que ataca os suberbos para hu-
milha-los.
No tecido do panno fino de seus vestidos, cria
sentir o cheiro infecto do animal que lhes torne-
cera a la : sobre a seda de seus ricos estofos via
passear o verme nojeolo que a tioha fiado ; seus
movis elegantes, seus tapetes, sua bibliolheca,
seus ornatos de ncar e de marfim s lhe apre-
sentavam restse despojos ; a morlo, a morte
adornada, fecundada sob o suorde um immundo
obreiro 1
A illuso estava destruida e a imagina;o para-
usada: .
Faltavam-lhe emogea com tudo.
Esse amor incapaz de demorar-so sob um ni-
co objecto, Charoey pretendeu estende-lo sobre
um povo inleiro.
Tornou-se philaotropo 1
Para ser til esses homens que desprezava,
de novo eutrif ou-se poltica, nao 6 poltica es-
peculativa, mas poltica de aego. Fez-se ini-
ciar em sociedades secretas ; sect-.rio, esforgoo-
se por sentir esse generado fanatismo que pode
convir ainda aos espiritos desencantados. Conspi-
ran emfim r- E contra quem ? Contra o poder de
Booaparte.
Talvez que esso amor patritico, esse amor
aniversal, que pareca anima-lo apenas encer-
rasse em si o odio um nico homem, um ho-
mem, cuja gloria e felicidade o importuoavam.
O aristcrata Charney remontava aos principios
de egusldade ; o altivo gentilhomem, quem ti-
scientificas etc., ho de ter sontido como nos,
mais de urna vez, a difficuldade de satisfazer as
exigencias publicas s com a penna actual, prin-
cipalmente os primeiros, em cujo numero nos
grupamos, quo estSo condemnados um novo
supplicio de Sysipho, vendo desfeito toda a ma-
uhaa todo o Portanto os convidamos, a que formem urna
subscripgo, e promettam um premio quem fi-
zer a feliz descoberta que devemos unnimemen-
te almejar. Desde j subscrevemos com cincuen-
ta Resentas,
Mas que isso ? Nos pareceu ouvir dizer que
estavamos fra da ordem, como no parlamento
faz o Exm. presidente ao3 oradores qut ladeam
da questo ?
Entretanto tudo quanto acabamos de expender
prndese inleiramente ao assumpto que nos oc-
cupa.
Quando nao haviam vapores, quando as com-
muoicages se operavam por meio dos poticos
navios de vela, oh 1 que commodidade para quem
escrevia 1 Nao conhecia presss. Hoje I... como
os lempos esto mudados I.... No melhor da
festa chega o vapor, diz peremptoriamenta est
dada a hora, no que tanto importa fechase a
mala daqui pjuco, e nao ha appellagao nem
aggravo ; o que esta feito est feito ; o mais flea
para ao depois. Qusntss vezes nos temos visto
obrgado interromper um artigo, que ficaria
magnifico, se podessemos aproveitar todas as
tdas que nos fluctuavam no cerebro, s por esta
causa I
O vapor foi urna bella descoberta, com effeito ;
mas hoje a maior consumigo do genero huma-
no; o senhor apressadb, arbitrario, que ludo
quer, quem nioguem pode contrariar, e nos
que julgamos domina-lo, somos por elle comple-
tamente i mpellidos, estamos inteiramente ao seu
servigo, somos seus perfeitos escravos I
E nos venham depois disso fallar em Iiberda-
de, nos que apenas de lempos em lempos mu-
damos de senhor e nada mais I
Na ultima Resenta pregamos um logro aos
leitores, e quaes foram os culpados? Desde j
declaramos, foi, em primeiro lugar a falta de til
machina, e depois o vapor.
Promeltemos no sumraario fallar em urna com-
missao destinada a crvela Beberibe, e em outras
commisses importantes ; linhames inlengo de
realisar nossa promesas ; mas a penna andou de
vagar, o vapor andou depressa, e nos ficamos en-
telados. Nem ao menos podemos passar a lim-
po oque tinhamosescripto Pozamos um ponto
final, e mandamos o artigo para o correio am
de seguir o seu destino. Por isso foi no suntua-
rio o que nao devia ir.
Aioda agora tremamos ao pensar nos resulta-
dos desta historia. Quem sabe se, alm de tudo,
os nossos predilectos apreciadores nlo tiveram
que dccrfrartaia pastel daquelles que os Srs. com-
positores sabem fazer, ou corar com alguma lei-
tura aemelhante a da un agregado annuncio da
roa Nora, que deu no goto a muita genle boa ?
I Porm lempo de remediar essa falta involun-
taria, e assim hoje principiaremos por onde ento
deveriamos acabar.
Nao sabemos se ha quem aioda se record de
algumaa linhas que em setembro de 1858 publi-
camos no quarto numero do terceiro volume do
Brasil Martimo, que ento redigiamos, relativa-
mente noticia da installacodotelegrapho elc-
trico sub-marioho, que unir momentneamente
a verde Irlanda ardente America do Norte.
Eothusiasmado pela realisago deste immeoso
tacto, pensando na revolugo estupenda que elle
ia operar uo mundo, manifestamos com ardor os
sentimentos de prazer que nos abalavsm a alma,
e perlhamos a idea concebida do oulro lado do
Atlntico, de se unir o Brazil tambem Europa,
por meio de urna outra linha telegraphica subma-
rinha.que nos pareca, e ainda hoje consideramos
mais fcil do que aquella, que, infuliamente teve
mo resultado, e destruiu, pouco depois de inau-
gurada, as grandes promessas que por um mo-
mento fuera, e as infinitas esperances que ger-
minava em todos os coragdes em ambos os he-
mispherios ; nao desanimando com tudo, os ho-
mens intelligentes, e audazes que a emprehea-
deram, que ueste mesmo desastre readqniriram
mais vigor.
Nodeviamos ter nascido nesle seculo ; oossas
aspirages pertencem lempos ainda por vir pa-
ra o Brasil, e nos conjecturamos sempre viver
nelles. Mas prefirimos anteeipar-nos um pouco;
do que retardar-nos, oo esperar.
E' por isso que no nosso constante cogitar nos
meios de engrandecer esle joven imperio nos oc-
correm taes pensamentos, que mais tarde temos
o iocommensuravel prazer de ver abracados por
homens de estado, por altas capacidades polticas
e scienlificas, que os enciminham a urna solugo
E' verdade que quando isto succede nioguem se
lembra do pequeo official de marinha que, pri-
meiro, ou um dos primeiros, pdz o assumpto em
ordem do da ; mas que importa, se o que elle
desejava se cumpre, se a sua patria registra um
noro progresso, e a Jquire novo vigor 1
Com esta gloria $ /ico contente
Quem sua trra orna a sua gente.
Foi um da, pois, proposemos aquella extrava-
gancia. Os pygmeus da intelligencia lamenta-
vam a nossa falta de aenso commum..com elles;
disseram que sonhavamos ou que estaramos dis-
paratando.
Decorreram dous annos e mezes; um sabio Eu-
ropeu, um grande astrnomo, que as agitages
polticas de sua patria trouxeram aa oossas pla-
gas, descuida-se, e aprsenla a mesma idea ;
aioda maia; um ministro intelligente e Ilustra-
do, um official de marinha mui destineto apoia o
sabio, acaricia o projeclo. comees a p-lo em via
de exacugo, primeiro encarregando a Corveta
Berenice de varias soodagens no ocano,segundo
destinando o vapor Btbsribe para um estudo mi-
nucioso do fundo na linha projectada at Cabo
Verde.
Mas aquellos mesmos que honlem assim pen-
saran) nosso respeito ; porque nao avutlamos
na sociedade, pelo talento, pelo saber, pela po-
sigo, pelo dinheiro, em fim, que o autcrata
raram o titulo de conde, queherdra de senspaas
nao quera que impunemente se tomasse o de im-
perador dado pela espada.
Que conspirarlo foi essa ? pouco importa I
Nessa poca nao filtavam canspiragdes. Sei
apenas que essa fermentava de 1803 1804, po-
rm que nao tere occaaio de representar: a po-
lica, providencia oceulta, qne levara j nos des-
tinas do futuro imperio, a descobrio em tempo.
Nao julgou-se proposito para suffosa-la fazer
barufho algum ainda mesmo o de urna fusillada
na planicie de Grenelle.
Os principaes chefes da conjursgo, sorpren-
didos, prezos em suas casas e condemnados qoa -
si sem julgamento, foram separadamente des-
Iribuidos pelas prisoes, cidadellas e fortalezas dos
noventa e seis departamentos da Fraoga con-
sular.
(Con(inuar-se-na.)
O estado excepcional da America faz com que,
de um jornal que recebemos, extractemos as se-
guiotes apreciages acerca dos resoltados da crise
porque esto pausando os estados do norte:
A crise qae afflige os Estados-Unidos, diz a
folha a que nos referimos, se provocar urna guer-
ra larga_ e se resolver, como quasi certo, urna
separago definitiva, e na constituigo de duas ou
tres repblicas Ddependentes, pode ser origem na
Europa de desastrosas complicaron, que j esto
causando profundos alarmes. A guerra civil ha
de paralysar completamente, e separaco dimi-
nuir considerarelmente a produego do algodo
em rama, a fcil comprehender o cataclysmo
que semellunte successo produzira, consideran-
do que ali vivem cinco milhes de entes huma-
nos das industrias a que esse producto d ori-
gem.
< Os effeilos deste golpe, ainda que em menor
escalla, seriam tambem terriveis para a Franga,
Inglaterra, Blgica, e outras nages fabris. A se-
parago pacifica dos dous grandes grupos do es-
tado que constituem a unio americana, essa mes-
ma contendera com a industria europea, e cau-
sara perdas irreparaveis. E' sabido que os es-
tados do sul abandonaram completamente as se-
menteras e os productos do cultivo do grao, para
exclusivamente se entregaren) ao algodo. rec-
benlo lodos os seus alimentos dos estados do
norte. Independentes, nao podem sugeitar-se a
viver nesta situago, e tem de dedicar grande nu-
mero de bragos e grande parte do seu territorio
alimentago dos seus povos. Alm disso, lodo o
capital com que trsbalha o sul, capital adan-
tado pelo norte, o q-ial, no da em' que conside-
rar os seus actuaos confederados como estrangei-
ros, lhes retirar naturalmente um auxilio, cuja
seguranga nao est garantida pelas lea e tribu-
naes communs.
D'aqui aeguem-se os esforgos collossaes e
quasi desesperados que a Inglaterra est fazendo
para obter algodo n'outros pontos ; d'aqui resul-
ta comprarem-se terrenos no Egyplo, e pensar-se
at que se conseguir que o re de Dahomey re-
nuncie s suas praticas deshumanas, e dedique
cultura as hecatombes de escravos que sacrifica
aos manes dos seus progenitores.
c A Inglaterra tem um maoancial inexgotavel
de algodo na India, paiz que desde remota po-
ca at se pode dizer ha muito poucos annos, leve
o monopolio dos tecidos de algodo, nem o per-
deu seno quando o machinismo movido a vapor
augmeotou de urna maneira to prodigiosa as
forgas da industria europea. Mas a India nao
pode occorrer de prompto ao vacuo qae deixi a
produegao americana. E' coniigo essencial da
industria do algodo que o transporte da miteria
prima seja econmico, e a Iadia nao tem cami-
nhos. Primeiro que a rededecaminhos de ferro
que boje se eslo construindo, pooha os princi-
paes districtos algodoeiros em contacto com o
mar, ho de passar alguns annos, e os theares que
do de comer a tantos milhes de homens nao
podem estar em ociosidade durante todo esse
tempo.
E' pois preciso procurar n'oulra parte, seno
um completo remedio, ao menos um paliativo
para o mal ; seno urna produego quo substi-
tua a que offerecem osEstados-Uaidos, ao menos
alguma cousa que suppra o defhil e permita ir
alimentando os theares, emquanto que de ama ou
outra maneira se nao assegure urna produego
abundante e permanente.
< Seria esta urna excellente occasio para que
dssem um vigoroso impulso ao deseorolvimento
da sua riqueza todas aa nages, em cujo territo-
rio possivel a cultura do algodo. A IIespa -
nha tem vastissimos territorios em Porto Rico,
Cuba, S. Domingos, e no incomparavel archipe-
lago philpioo, onde junto das costas fcil a cul-
tura do algodo em grande escalla, e onde pro-
duzira um grande e rpido augmento de popu-
lago. Nao fallaremos no Mxico, territorio pri-
vilegiado em todo o sentido, mas onde, segundo
paree, a nica planta que fructifica, a discor-
dia ; mas as repblicas do centro da America
onde a agricultura tem feito to gigantescos pro-
gressos oestes ltimos annos a cultura do algodo
poderia fazer-se com summa facilidade, contando
com pro lucios Ilimitados. A Nova Granada tem
territorios de urna extenso iocalculavel, em que
essa cultura egualmeute fcil, e ros caudalosos
por onde podem dirigir-se ao mar os pacoles de
algodo com a mesma facilidade com que descem
pelo Mississipi.
No Per, o algodo de infinitas qualidades, e
de classes algumas d'ellas desconhecidas na Eu-
ropa, e de que a industria tirara grande partido
nasce expontaneamente e em qu'ntidade suffid-
ente para satisfazer a todas as necessidades ; e
ainda que em muitos pontos nao pode ser levado
as costas por falta de camiohos, nem leva-lo pe-
lo Amozanas, porque se nao quer, tambem cer-
to que o temos visto crescer em Tacua, ponto que
hoje est ligado* com Arica por meio de um ca
absoluto de todas as Russias, de todos os mun-
dos, de todos os povos, hoje applaudem o que
ento censuraran), no que ao menos urna rez na
vida obram com juizo.
Esta sempre a historia da humanidade, e nao
estraohamos o caso.
Naquella poca, pois, dissemos o seguinte :
Est dado o passo priocipal, e resolvido o
problema, cuja solugo era encarada como urna
topia.
c Falta agora ligar tambem a America do sul
com a Europa, empresa que a primeira vista pa-
rece mais dificultosa ; mas que realmente o
nao .
De fado, existiodo j urna linha telegraphica
al Lisboa, o que falta traze-la ao porto mais
saliente do Brasil.
Ora entre estes dous portos, quasi em linha
recta, collocou a Providencia urnas poucas de
ilhas, que facilitan) completamente a immerso
do fio elctrico; porque podem servir de esta,ges
telegraphicas
Com effeito, do Lisboa Teoeriffe ha 700
railhas. de Teneriffe ao porto da Praia, em Cabo
Verde 945 milhas, de Cabo Verde ilha de Fer-
nando 1330 milhas, de Fernando Parnambuco
285 milhas.
Quem sabe da extenso do Cabo collocado
entre Valencia, na Irlanda, e a Terra-Nora, que
de mais de 4.000 milhas, (1 ) nao pode admirar-
se da maior dista acia quo ha vencer na nossa
linha, que nao excede de 1,400, a terga parte,
pouco mais ou menos d'aquella.
Todas aa ideas grandiosas nosenthusiasmam,
e muito principalmente quando ellas sao de uti-
lidade para o Brasil ; por conseguiote muito de
corago applaudimos esta, e desojamos que ogo-
verno imperial, de acord com o gorerno inglez,
promora tio importante empreza, ja mandando
sondar por nossos navios de guerra o ocano as
direcebes convenientes, para ae reconhecer a me-
lhor, ja offerecendo todas as rantagens possireis.
< Os nossos officiaes de marinha, podemos as-
segurar, tero a maior salisfago em concorrer
com seusserrigos para a realisago desta gigan-
tesca empreza, e julgamos que nenbuma appli-
caco mais honrosa e proficua, se pode dar as
canhoneiras que mandamos construir na preriso
de urna guerra estrangeira que estava eminente,
e de que nos livraram as habis negociarles do
Exm. Sr. Conselheiro Prannos.
O que queramos effectuou-se : marinha im-
perial cabe a gloria da iniciativa deste immeoso
passo que projectamos dar na clrilisagao; porque
nao s um ministro exlrahido de seu seio que
ordena as primeiras explorages, como sao saus
navios, seus officiaes, seus marinheiros, seus sol-
dados, quo sos, as rao executar.
Estas explorages mostraro a facilidade de se
orgaoisar a empreza, as mil probabilidades do
minho de ferro ; e assim como erases em Taena,
pode crescer om toda a extenso daquella im-
mensa costa.
< Se as nages hespaso-americanas, pozessem
termo as suas insensatas lutas, se attendessem
por urna rez lilamente ao que na verdade lhes^
convm, apressar-ae-hiam a aproveitar esta ad-
mirare! occasio de se apoderaren) de um ramo
de riquesa, que nao s augmentara inmensa-
mente o seu bern-eslar, mas havia de po-las ao
abrigo da insolencia com qsja hoje sao tratadas,
e conquistar-lhes-hia um respeito que nao pode
alcangar-se por outro meio. A Inglaterra nao
leria augmentado com to assombrosa longami-
nidade, tantas instantes axigencias, tantos insul-
tos, tantos ridiculos caprichos dos Estados-Uul-
dos, a nao ser pela icopossibilidade em que se
acha de lhes fazer a guerra com receio de ver in-
terromper o sorlimento do algodo.
c As repblicas hespano-amercanas, podiam
herdar esta posigo dos Estados-Unidos, seno
no lodo, em grande parte, conseguindo no culti-
vo de algodo urna parte de energa e dos capi-
taes que desperdigara u'essas lutas ininlelligi-
veis, mas desastrosas, em que rao desfallecendo
e sendo o algodo urna planta que exige pouco
tempo para o seu completo dosenvolvimeolo,
nao tardariam muito em conquistar a posigo em
que desojamos v-las collocadas.
Nem deve receiar-se que as facilidades que a
lodia pode offerecer dentro de alguns annos, po-
nham termo necessidade do algodo que hou-
vesse de cultivar-se desde j no territorio das
repblicas hespano-americanas.
A industria algodoeira cresce de urna manei-
ra to prodigiosa, que tolo o producto de mate-
ria prima pouco para satisfazer as suas necessi-
dades. Ainda antes de occorrer a crisi dos Estados-
Unidos.j se queixavam os fabricantes de que a-
quelle paiz noproduzia tanto quanto necessita-
vam ; e d'aqui provm os esforgos que, ainda que
frouxa mente, faziam para alargar n'outros pontosa
cultura.
Mas quando a Ioiia possa mandar o seu al-
godo, fabricas inglezas nao s carecem d'ello
todo, mas de outro tanto que se cultive no res-
to do mundo Por conseguiote, os productores
dos paizes quo acabamos de indicar, podem de-
dicar-se a este ramo sera o menor receio, certo*
de que nao s leem n'elle um elemento de ri-
queza immediata, mas que ser urna foote cons-
tante e crescentede prosperidade, que ao mesmo
lempo augmentar o bem estar interno, e far
com que esses paizes sejam reputados, e consi-
derados pelas principaes potencias da Europa o.
Rotatorio de lord Dufferin, dirig-
do a lord Jonh Russel, acerca dos
negocios da Syria.
Beyroulh, 23 de margo.
a Mylord.
a Tenho a honra de dirigir a V. Ex., a copia
de urna communicago que foi dirigida aos com-
missarios europeos pelo bispo de Tobia, e mais
tres prelados maronitas, para negarem lodo o
conhecimento da sua parte a respeito das listas
de denuncia fornecidas a S. Ex. Fuad-Pacha, e
para declarar que os 4,000 no mes que estaram
inscriptos, foram lirados de um exercito mixto
de 30,000 mussulmanos, mutualis e druzzos do
Haoran, assim como do Lbano.
Cono estas asserges dil'erem da relago que
eu julguei do meu dever enviar a V. Ex., ne-
cessario recapitular 03 factos.
Recorrendo ao protocolo da segunJa sesso
da commissao, rer-se-ha que tioha sido decidi-
do julgar, de urna maneira summaria em um tri-
bunal marcial, os da nag3o druzza que erara
suspeitos dse harerem envolvido as desordens
da monlanha ; que a morte era o nico castigo
que esse tribunal poda pronunciar, e que so-
mente podiam julgar-se as pessoas suspeitas de
ter favorecido ou dirigido os massacres, ou que
eram denunciadas pela voz publica como teodo-
se toroado mais particularmente notaveis pela
atrocidade dos seus crimes.
Esta deciso foi seguida de urna discusso
para saber como devia Fuad-Pach certificar-se
dos nomes dos queestavam comprehendidos as
cathegorias cima indicadas, attendendo a que
S. Ex. tinha .feito observar, com justa raso, que
seria necessario a recorrer quasi exclusivamente
ao depoimenlo dos christos, eque ento aug-
menta va o numero; que se lhe pedia m 1,000
a ou 1,500 cabegas, e se consenta que elle as
i decepasse. recciava expr-se accussgo de
ser mais druzzo do que os proprios druzzos, e
de responder a um massacre com urna caroi-
ficioa.
Para evitar esle perigo, decidiu-se que se
recorresse ao bispo christfto por iotervengo do
qual se esperava que a denuncia podesse conter-
se nos limites rasoaveis, ficando-se convencido,
sob proposts de Fuad-Pach, que as pessoas
c notaveis de cada localidade seriam convidadas
< para fazer peranle os seus chefes espintuaes, e
c debaixo da f do juramento, os depoimentos
que, sem na maior parle ter oceulares, ser-
ai vissem comtudo de base para se formular a
aecusago.
< Da carta dos prelados pareca resultar que,
conforme a este accordo, teria lugar urna confe-
rencia a este respeito entre elles e ocommissario
turco, conferencia cujo resultado est consignado
no protocolo da decima-sexta reunio.
Abro-Efleodi, christo e delegado de Fuad-
Pacha junto da commissao < moslrou pela sua
parte que a conducta dos prelados christos
nao pareca ter sido iospirada por um senlimen-
to de justiga christ que devia caracterisa-la,
a primeiramente denunciaram 4,600 pessoas. O
plenipotenciario ottomano julgou dever obser-
var-lhe que se tratava nicamente de condem-
nago de morte, e que a cifra das suas denun-
c ciaa nao estara em relago com a graridade
desla pena. Por convite de S. Ex. dividiram
ento a sua lista em trez cathegorias, compre-
hendendo somente na primeira os nomes da-
< quelles que derem ser condemnados ao ulti-
rao supplicio. Esta primeira cathegoria con-
tem aioda, com grande admiragio do alto eom-
c mssario do Sulto, os nomes del,t00indi-
> viduos, entre os quies 9. Ex., depois de ter
communicado os projectos de setenga, se jul-
gara as circumstancias de faier executar so-
mete os mais culpados.
< O proprio Fuad-Pach conflrmou esta decla-
rado do seu delegado, na seguinte reunio da
comraissj. (Ver o protocolo 17.) A commis-
sao sabe como oslas listas foram dirigidas, e
qual o numera de denuncias que cooteem.
Fuad-Pach enlrou era novos detalhes a este
respeito, e conflrmou os que j tinham sido
<' dados por Abro-Effendi na sessao precedente.
c A primeira lista geral contendo 4,600 nomes
tinha sido expedida. Fuad-Pach, attendeu
a ao systema de penalidade que resolveu adop-
lar, conforme os desejos da commissao, e jal
a gou dever pedir aos bispos urna lista dos prin-
cipaes culpados. Os bispos mandaram ento
- tres listas de aecusago, graduadas segundo o
< grao apparente da culpabilidade. A primeira
destas listas ainda contem 1,200 nomes de in-
te dividuos secusados como orgaoisadores, chefes
de bando ou assassinos.
a Era presenga de urna semelhante successo
de factos, e considerando a influencia notoria
exerclda pelos chefes espirituaes dos Maronitas
sobre os seus correligionarios, parece impossivel
admittir a assergo do bispo Tobia e dos seus
collegas, a saber, que nao tinham conhecimento
das listas de que se trata. E' possivel, talrez
que Fuad-Pach nao tenha sido efectivamente
exacto, quando declarou que lhe foram manda-
das pelos bispos. Esta operago devia natural-
mente ser verificada pelos christos notaveis,
mas diQlcilmentese pode por em duvida que te-
nha tido lugar, com conhecimento e approvago
dos prelados de quem se trata. Se existia algu-
ma duvida a esle respeito, esta duvida desapare-
ca pela circumslancia seguinte, cuja exactidao
suestada por tres pessoas que estavam presen-
tes, e das quaes duas eram chrisls.
< Quando Fuad-Pach pediu o numero das de-
nuncias, dirigiu-se tanto aos bispos como s pes-
soas notaveis. As listas foram discutidas ca sua
presenga ; elles tomaram parte as deliberages,
e foi s depois de um debate de tres horas que
S. Exc. pode obter nao urna reduego da cifra ori-
ginal de 4,600 denuncias, mas urna diviso deste
numero em trez classes, e eram ento aioda in-
dicadas 1,200 pessoas para pena de morte. Urna'
pessoa que eslava presente e que linha tomado
parte na discusso assegurou positivamente que
quando se arriscou a fazer urna observago con-
tra aquelle enorme total, o bispo Tobia se voltou
para elle, e lhe disse : Tende cautella, que
ides destruir tudo ou cousa que se assemelbe.
Pretndese agora que os nomes apresenta-
dosa Fnad-Pacha nao eram mais do que infor-
mages proprias para esclarecer a justica. Mas
a torga dos factos que tenho enumerado contra-
ria a urna semelhaote supposigo. Se assim ti-
resse sido o caso, como se explicara a recusa
posterior dos christos em dar provas suplemeo-
tares? Se as listas tinham sido .conscieociosa-
mente urna nica indicago preliminar, urna sim-
ples cinformago tornava-se inexplicavel a obs-
tinago com que se recusou ao tribunal marcial
de Mokhara qualquer etelarecimeoto posterior, e
sabe-se que nestas circunstancias as pessoas no-
taveis maronitas obravam de accordo com asins-
irucges dos seus chefes espirituaes. Urna seme-
lhante interpretago, efectivamente obra de
urna refiexo tarda, que faz pouca honra aquellos
que s inventaran).
Neste paiz, o sangue pelo saogue, urna fr-
mula consagrada por um uso immemorial. As
listas de qne se trata, foram dirigidas na confor-
midade desta formula, eos bispos maronitas, pa-
ra interpretar a sua conducta no sentido mais fa-
voravol, parecem em todos os casos ter sancio-
nado se nao animado a applicago dessa horrirel
doutrioa.
a Quera comtudo fazer comprehender bem
que nenhuma destas observages se devem ap-
plicar ao clero da egreja grega. A sua conduc-
ta, nesta occasio, foi das mais moderadas e das
mais humanas, e aioda que os casos de morte
violenta os membros da sua congregago tenham
provavolmente sido mais numerosos dn que entre
os maronitas, nao denunciaram comparativamen-
te seoo muito poucas pessoas. Tambem se deve
fazer observar que nao assignaram o documento
de que nos oceupamos.
Antes de concluir, quero demorar-mo a exa-
minar outra assergo notavel que se contera na
communicago do3 prelados maronitas, porque a
sua extrema ioexaclido mostrar com que reser-
va devem ser recebidos as suas posteriores decla-
ragoes.
a Fallando da proporgo que polo encontrar-
se contra a cifra de 4,600, e o numero total da-
quelle que devem ter sido envolvidos as recen-
tes desordens, os prelados maronitas affirmam,
que os nomos de que se trata sao tirados indes-
tinctamente de um bando de musulmaoos, mu-
sulmanos e druzzos, nao s dos dous Lbanos,
mas tambera do Haoran, e que por conseqaencia
inexscto que easa parcella represente trinta por
cento de urna populago de 8,000 almas. Muito
bem, esta assergo simplesmente inexacta, e a
sua falsidade est provada da maneira mais evi-
dente. As listas fornecidas a Fuad-Pach des-
tinguem nao s a nacionalidade de esda individuo
mencionado, mas o nome da cidade que habita.
(1) A distmeia real entre os dous pontos nao
chega 2.500 milhas, quasi o dobro da, distancia
Cabo Verde, e a (Iba de Fersando^
triumpho que ella encerra ; as rantagens da linha
projectada, sua superioridade de execuco sobre
a que se estula as fras costas da Escossia, e
Groenlandia, e nos gelados mares do Norte para
chegar parte septentrional da Americi.
E ha pocas as vidas dos poros que sao pre-
destinadas por Dos para sua elevago e pro-
gresso- Parece-nos que estamos em urna mui
favoravel ao Brasil, e que a nao deremos esper-
digar, perdendo o tempo :
Quam duvida do futuro, descre de tudo, con-
demna-se immohilidade, que a pelor enfer-
midade de urna nago.
Convera marcharmos ; olhemos para dianle
sempre com coDflaoga, destruamos com perseve-
ranga os obstculos postos para redobrar nossa
energa, para retemperar nossas forgas, e o fu-
turo ser nosso.
Basta para isso accrescentar apenas urna idea
ao programma excellente adoptado pelo gabinete
actual. Economia, justiga, e progresso.
*
*
E o ca minho do progresso trilha o ministerio
da marinha agora, nao perdendo de vista, entre-
tanto, os principios que em commum com os ou-
tros ministerios adoptou.
No lempo de paz, a misso da marinha de
guerra toda scieotifica, tida creadora, toda
protectora.
As conquistas que ella faz ento do rida i
humanidade, do riquezas, do somonte prazer.
Sua misso na guerra mais nobre, mais glo-
riosa, mais electrisadora ; porm nao to admi-
rare!, nem to proficua.
.Os nossos navios, pois, principiara hoje ser-
vir s sciencias, comegam tomar parte no fes-
tina da civilisago, e em breve os M,aury, os Rous-
sin, os Montravel, e outros surgiro d'entre a
nossa officialidade, que contem ainda em embryo
os germens das maiorea illustrages.
A corveta Unio nao fax agua, communica
para a corte, o cemmandante da eslago do Ma-
raoho. Responde-lhe logo o ministro.Que ssia
um cruzeiro de experiencia, e reconhega e de-
termine o baixo de Manoel Luiz.
O nosso collega, redactor dos annaes marti-
mos, noticiando est fado, diz c o Sr. ministro
da marinha, dando d'estascommisses aos nossos
officiaes, tem em mira habilitadlos em trabalhos
de hydrographia, com o que faz um servigo real
ao paiz.
Nos accreiceotames aioda o seguale; e
exerclta navegar com affoatesa, a acercar ao
perigo, e nao fugi.r da trra com um receio ex-
tranhavel. Por este modo os formar na escola
que produo um Nery, sempre lembrado como
naregador excellente, e outro; officiaes, que aina
1 sao tvqs e admiramos,
{Continuarse-ka).
A timidez no mar occasiona mais catastrophes
do que a temeridade.
__ Neste elemento urna verdade completa o verso
to conhecido do poeta latino. Audaces fortuna
juvat, timidos que repellil.
A carta ioglezi e fraoceza de nossa costa tem
urna multido de erros, e por causa delles muitos
oavios se tem perdido.
Quando encarregado do quartel general de ma-
rinha o digoo ministro pensou na conveniencia
de rectifica-la, e conversn respeito com o
commandante da esquadra francesa, o Viscoode
de Chabannes, que eslava no porto do Bio de
Janeiro. Este disliocto official manifestou ento
desejos de que um navio de sua nago fosse as-
sociado aos trabalhos, que por ventura se encar-
regassem aos navios de guerra brasileiros.
Decorrido algum tempo, o Sr. chefe de esqua-
dra Joaquim Jos Igoacio acha-so collocado em
mais alta posigo, que lhe faculta dar pleno de-
seovolvimento ao seu grande projeclo. Metteu
logo raaos obra ; acquiesceu aos desejos do il-
luslre almirante francez, que sem perda de tempo
obteve do imperador Napoleo, e do seu governo
a rinda de um dos mais intelligentes e mais ha-
bilitados officiaes da marinha imperial neste ge-
nero de trabalho todo espinhoso e delicado, que
requer habilitages especiaes, que s se pode ob-
ter com urna longa pratica, reunida esclarecida
(heoria.
Ja est no Brasil o Sr. capito de fragata Moa-
chez, para com mandar a canhoneira hlice do
Eotrecasteaux, destinada para este servigo, em
que nos cansa sero empregados os Srs. primei-
ros tenentes Manoel Antonio Vital de Oliveira a
Ignacio Joaquim da Fonceca.
O primeiro destes nossos officiaes ja mui co-
nhecido por teus excedentes trabalhos bydrogra-
phicos de grande parle da nossa costa ; o segun-
do se recommeoda tambem por alguns ensaios
neste genero, e por sua notarel actividade e de-
sejos de servir bem a seu paiz..
Quanto ao official francez escolhido basta' dizee
que elle leyanlou planta importante no Rio da
"rata, servindo no vapor Bisson ; que o aper->
feigoador da nova Jnela meridiana porttil do
Brunner, instrumento precioso, que d os resul-
tados os mais precisos, nao so naa observages.do
latitudes, como de longitudes ; e que reio muni-
do dos melhores instrumentos para proseguir no
trabalho de rectificago de nossa co3ta. que, como
elle se expnme, fallando genricamente, em um
artigo que temos risla, ser tanto maia longo e
penivel, quanto menos apreciada sua utilidade
pratica.
A' quantos annos nao caba marinha iaperial
com missoes desta ordem ?
E.A.
Baha 5 de julho.
PtK,- TYP. DI H. I. Bl IABU.1861. J


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