Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09337


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Full Text
lili HITI1 IDMEtO 160
Por tres mezes adietados 5$0o0
Por tres mezes vencidos 6$000
SEGUNDA FEIRi 15 flE J0LH0 DE lili
Por annoadiantado 198000
Porte fraico para o subscriptor.
6NCARRBGADOS DI 8DBSC8IPC10 DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Oliveira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Mar-
t'AKlll>A> UOS UUHK&lUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goianna Parahiba as segunda* e
settas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciruar, Altinho e
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
tios Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J SiK!JLm"" 2u"'"firas-
H.mA,. .. I* 'I CaD. Serlnhem.RioFormoso, Una.Barreiros.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa. Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas reiras
, (Todos os correios partera a* 10 horas da man ha a
EPHEMERIDES DO HEZ DE JULHO.
7 Lua nova as 11 horas 56 minutos da tarde'
15 Quarto erescenta aoi 28 minutos da manba-
21 Lua ebeia as 9 horas e 46 minutos da tarde.
29 Quarto minguanta m 5 horas e 32 minutos da
tsrde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 54 minutos da manha.
Segundo as 11 horas 18 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
15 Segunda. S. Camillo de Lellis fundador.
16 Terga. Nossa Senhora do Carmo.
17 Qtiarla. s. Aleixo ; Ss. Victoriano e Latancio
18 Quinta. S. Marinha y. m.; S. Rufino b.
<9 Sexta. S. Vicente de Paul f. das irm. de car
20 Sabbado. S. Jeronymo Emiliano; S. Elias.
1 Domingo. O Aojo Custodio do imperio.
AUUiUNUlAS l>OS TRBUNaK DA CAPITAL.'
Tribunal do commereio; segundas quintas.
Relaco: tercas, quintas sabbados as 10 horas.
Pazenda : torgas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commereio : quartas ao meio dia:
Dito da orphlos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do eivel: tercas sextasio meio
da.
Segunda Tara do eivel
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO SUI
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Bahia,
Sr. Jos Mirtios Airas ; Rio da Janeiro, o Sr
Joo Paraira Martina.
EM PERNAMBCO.
O proprietario do diario Manoel Figaeiroa d
PARTE 0FFIC1AL.
quartas sabbados llFaria.na aua livraria praga da Independencia di
lO #8.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 11 de jnlho.
Officio ao coronel commandaote das armas.
Expela V. S com toda a urgencia as suas or-
deos para que se apresentem ao Dr. chee de po-
lica 10 pragas de lioha e um inferior afim de,
reunidas a outras tantas do corpo de polica,
irem al o termo de Iguarass. escollando 12
reos que tem de all responder ao jury.Offi-
ciou-se ao commandaote de polica para prestar
o contingente d'aquelle corpo e communicou-se
ao chefe de polica.
Dito ao chefe de polica.Srva-se V. S. de
mandar por em liberdade, por ter apresentado
isenglo legal o recrula Benedicto Gomes de Oli-
veira, que acha-se recolhiJo ao xadrez do quar-
tel do corpo de polica,segundo informou o coro-
nel commandaote das armas em officio de tO do
correle.
Dito ao capillo do porto.Fago apresentar a
V. S., para ser inspeccionado o recruta de
marinha Berlholino Francisco Jos.Communi-
cou-se ao chee de polica o destino deste re-
cruta.
Dito ao proredor da Santa Casa da Misericor-
dia. Approvo a deliberado
Dito ao juiz de paz mais votado de Garuar.
Inteirado pelo officio de 13 de maio ultimo, da
causa que deu lugar a nao ser installada naquel-
le dia, como foi determinado por officio esta
presidencia de 23 de margo deste aooo, a junta
de qualificacao dessa freguezia, techo a diter-lbe
que estando reconhecidas pela cmara dos depu-
tados os eleitores da presente legislatura, perten-
ceotes a essa freguezia, curopre que Vmc. os con-
voque, afim de que no dia 25 de agosto vindouro,
quo para isso designo, tenha lugar a reuniao da
referida junta de conformidade com o disposto no
arl. 4o e seguintes da lei de 19 de agosto de 1846,
e ma3 legislagao em vigor.
Dito ao director geral de iostruegao publica.
Fica Vmc. auloriaado a mandar admittir no col-
legio das orphas, logo que hajam vagas, as me-
nores orphas Maris e Mara Elisia, sobre que
versa a sua informago datada de 10 do correte.
Dito ao director das obras publicas.Tomando
em considerarlo o que me expozeram o juiz mu-
nicipal de Sehnbem e o chefe de polica em offi-
cios de 26 de junho ultimo e primeiro do correo-
te, recommendo V me que mande fazer com ur-
gencia na cadeia daquelle termo os reparos indis-
pensaveis a evitar que contine ella arruinada e
venha a cahir.
Portara.O presidente da provincia, confor-
mndole com a proposta do chee de polica de
10 do correte, sob n. 644, resolve nomearo ma-
...-------------------,_. que tomou a junta ..........------------------
de administradlo da Santa Gasa da Misericordia Jor Al"ar|dre de Barros Albuquerque para o car-
como V. S. me participou em officio de 9 do cor- &9 de dele6ado de policia do termo de Goianna.
rente, de nao effecluar o contrato com Manoel Communicou-se ao chefe de polica.
Borges de Mendooga para tratar dous elephantia- i DllaO presidente da provincia, atlendendo
eos dos existentes no hospital dos Lazaros, visto a0 Que PW o inspector da thesouraria provin-
cao querer elle sugeitar-se s coodiges razoa- c,al em ofBcio de 9 do correte, sob n. 307, re-
veis propostas pela mesma junta. i olve, or termos do art. 33 da lei n. 488, de 16
Dito ao commandaote do corpo de polica. de maio do anno prximo findo, abrir um crdito
Pode V. S. fazer engajar no corpo sob seu com- supplementarna importancia de 768*822 ris pa-
maodo o paisano Manool Nunes de Medeiros, a ra Pa8*mento das despezas feitis no mez de ju-
que se refere o seu officio n. 316 desta data. i Dn0 ullimo. com o expediente e serventes da ca-
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda. sa de deteogo, visto j se achar esgotada a quo-
Mande V. S. pagar sob mioha responsabilidade la ""Nda Pa laes despezas no art. 15 2o da
a importancia das fallas dos veocimentos das cilada le.Reruetteu-se copia desta portara
guarnieres empregalas oas barcas de escavago, 'besouraria provincial,
relativas ao mez de junho ultimo, e dos salarios Despachos do dia 11 de julho.
dos operarios e serventes das obras do melhora- Rcguerimtntot.
ment do porto conceroentes a segunda quinzena Antonio Joaquim Mari* da Conceigao.Infor-
do raesmo mez, visto que est esgotado como V. me Sr. director do arsenal de guerra.
S. declarou em sua informago de 10 do correte Gabriel Filippe Jaciotho.Dirija -se ao Sr. di-
o crdito da rubricaobrasdo ministerio da rector da iostrueco publica.
marinha, por onde correm essas despezas.
Communicou-se ao inspector do arsenal de ma-
rinha.
Dito ao mesmo.Para os fias convenientes
o Sr.
D. Isabel da Silveira Miranda.Informe
inspector da thesouraria de fazenda.
Joao Romarico de Azevedo Campos.Pode o
_ supplicante effectuar a venda depois de passado
passo s mos de V. S. a inclusa copia da acta lilu'o de afforaraento do terreno que possue, e
da sesso do conselho administrativo para foroe- satisfeitos os direitos devidos.
Jos Justino do Nascimenlo.Avista da infor-
mado oio tem lugar o que requer.
Manoel Figeeira de Paria.Dirija-se ao Sr.
director geral da inslrucglo publica.
Teoente coronel Manoel Joaquim do Reg eAI-
buquerque.Informe o Sr. capito do porto.
Manoel do Nascimento Ferreira dos Aojos.
para ..
cimento do arsenal de guerra datado de 8 do cor-
rente.
Dito ao me3mo.Avista do que V. S. infor-
mou em data de 10 do correte com referencia
aos inclusos papis o autoriso a mandar iodem-
nisar o 2. batalho de infantaria da quantia de
409000 que dispeodeu com a ionumaco do ca-
daver do alferes Florencio Rodrigues da Costa Do- lni.rme o Sr. Dr. chefe de polica.
na, perteocente ao mesmo batalho.
Dito ao mesmo.Annuindo ao que solicitou o
inspector do arsenal de marinha em officio de 9
do crrante sob n. 196 recommendo a V. S. que
mande indemnisar o ministerio da msnnha da
quantia de 15#i6t, despendida no mez de maio
ultimo, como se v da inclusa conta em duplica-
ta com o tratamento na enfermara de marinha
do mesmo arsenal dos segundos marinheiros
Francisco das Chagts e Joao dos Santos Ferrei-
ra, bem como do grumete Alexandre da Silva
Luna, todos pertencentes a guarnigao da escuna
< Lindoya ao servico da Alfandega desta capital.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes os
inclusos documentos que me foram remettidos
pelo cornaandante superior da comarca do Rio
Formoso com officio de 3 do correte, recom-
mendo a V. S. que de conformidade com os ci-
tados officios, mande pagar ao tenente Luiz Je-
ronymo Ignacio dos Santos nao s os veocimen-
tos relativos ao mez de junho prximo lindo do
destacamento de guardas nacionaes daquella ci-
dade, bem como de mais 20 guardas, que em
virtude de ordeas da presidencia, tambem des-
tacaran! naquella cidade, a contar de 6 at o ulti-
mo do citado mez de junho.Communicou-se ao
sopradito commandaote superior.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Em vista do pedido, que devolvo, e a que se re-
fere a sua iuformaco de boje sob n. 309, man-
de V. S. entregar ao thesoureiro pagador da re-
partido das obras publicas, conforme requisitou
o respectivo director em officio de 5 po corrente,
o. 170, a quantia de 7:152(920 para contiauagao
das obras por adminislracao cargo daquella
reparligo neste mez.
Dito ao mesmo.Respondendo o officio que
V S. me dirigi em 9 do corrente sob n.
308, tenho a dizer que visto nao se haver vo-
tado na lei do ornamento vigente quota para a
Vicente Licinio da Costa Campelio.Deferilo
de conformidade com a ioformago da contadoria
escripta no presente requertmento.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBCO.
Hamhurgro 0 de junho de 184SI.
O grande acontecimento da ultima quinzena
a morte do conde de Cavour, que teve lugar no
dia 6 do correle. Foi ella precedida por soffri-
mentos de alguns dias, sem todava ter causado
receios serios ao principio. S no dia 5, as me-
didas que tratavam do grande homem de estado,
pareciam ter perdido toda a esperauca. Na ma-
nha do dia 6 succedeu a morte. Nao precisamos
fallar da tristezt da Italia. O conde de Cavour nao
smente era o primeiro homem de estado que a
Italia jamis teve, elle era sobreluoo a alma do
movimenlo nacional do povo italiano e o seu vic-
torioso conductor ao alvo da unio nacional. Mais
tambem fra do paiz, e mesmo sobre os mais de-
cididos adversarios do grande conde italiano, a
noticia da sua morte teve um cffeito'aterrador a
imprensa allema, franceza e ingleza quasisem
exempcao lheconsagrou votos do mais intimo io-
teresse, dando expresso admiragao que a sua
vidainspirou aosseus csmtemporaneos. Tambem
os adversarios reconhecem as altas capacidades
que distinguirn! o primeiro dos patriotas Italia-
no. No parlamento inglez os torys e os whigs se
uniram mostrando o seu novo sentimento, e lord
John Russell expedio immediatamente depois de
recebida a noticia, um expresso para Turm com
urna carta exprimindo a el-rei Vctor Emmanuel
toda a sympathia dogovernobritannico porocca-
despeza com o expediente das agencias e collec- sio da perda que elle e a Italia soffreram. Em
torias deve ella correr por conta dos respectivos Pars o gerente da legsQo sarda ordenou um so-
agentes e collectores. I lemne officio fnebre em memoria do conde de
Dito ao juiz de direito da segunda vara.En- Cavour, ao qual, entre muitas outras pessoas dis-
viando a Vmc. os officios inclusos por copia do tinctes, tambem assistiram o ministro dosestran-
promotor publico dos termos de Olinda e Igua-'geiros oSr. deThouvenel eo marechal Vaillant.
rassu e do juizo municipal deste ultimo com a' Durante algom lempo a morte surprendora de
cerlidao annexa do respectivo escrivo, da qual Cavour tioha dado em toda a parte o motivo para
coosta que o processo do reo preso Luiz de Sou-! serios receios acerca do futuro da Italia e da paz
2a, tendo sido remettido para offerecimento do europea.
libello aecusatorio em 21 de aetembro de 1859,' Quem havia de levar adiante a obra de Cavour.
foi recebido no cartorio no 1." de junho deste an- j e qual o successor que poderia refrear Garibaldi e
no. recommendo-lhe que, proceendo s neces-; embarazar o desejo nacional de conquista dirigido
sarias averiguarles, faga effectiva a responsabili- sobre Venesia e sobre Roma ? Esses receios, porm
dade legal em que ti ver incorrido por essa falta mui promptamentecederam a urna tranquilla com-
a exaego no cumprimento de aeus deveres preoslo das cousas. A obra de Cavour, se di-
qualquer dos referidos funecionarios, ou quem zia, j chegou ao ponto para esta segurada, e jus-
quer que for achado em culpa. lamente a morte de Cavour nao deixar de exer-
Dito ao juiz de direito do Brejo.Remetiendo cer urna lofluencia conciliadora sobre um patrio-
Vmc. as inclusas ioformaedes por copia minis-
tradas em 6 do corrente, pelo solicitador da jus-
tiga do tribunal da relagao acerca do estado das"
appellacdes dos reos menciooados as relagoes
que vieram juntas ao seu officio de 29 de maio
ta como Garibaldi.
Presentemente se acha realisada a formaglo do
gabinete italiano, que se tomou urna necessida-
de depois da morte de Cavour. Passou sem a m-
nima difficuldade e com pleno accordo dos mais
ultimo, recommendo-lhe que informe se j ahi' influentes homeos de estado e chefes de partidos,
chegaram as que foram julgadas, e averiguando
d'oode parte o extravio, se houver, da de Anto-
nio Francisco da Costa, que nao foi anda apre-
aentada na relagao, proceda como fr de direito
contra quem se achar em culpa, mandando in-
continente extrabir novo traslado para ser pre-
sente ao tribunal superior.
Dito ao conselho administrativo.Recommen-
do ao conselho admioiatratiro que compre para
fornecimento do arsenal de guerra o objecto men-
cionado no incluso pedido.Commuolcou-ie ao
inspector da thesouraria de fazenda.
Dito ao director das obras militares.Da inclu-
sa copia da informaco do inspector da thesoura-
ria de fazenda, sob o. 566 e data de non tem, ve-
r Vmc. o motivo porque deixou de ser satisfei-
ta a folha dos empregados dessa repartido, a que
allude o seu officio n. 63 de 5 do crrante, que
fica assim respondido.
Dito ao juiz de paz mais votado do primeiro
districto da parochia da Boa-Vista desta cidade.
Sciente do contedo em sua informadlo de hon-
tem datada com referencia ao requerimento de
Jos Antonio Rodrigues Canato, e que nio bas-
tante explcita quanto aos termos regulares que
devia ter seguido o recurso interposto pelo sup-
ilicante da deciso da junta qualificadora dessa
reguezia, recommendo-lhe que informe nova
mete se esse recurso foi Interposto dentro do
prazo legal, e acha-se tomado por termo.
o que J deve ser considerado com bom signal.
O barao de Betuno Ricasoli, da Toscana, tomou
a presidencia do ministerio, e o seu oome urna
garantia da paz europea. Ricasoli passa geral-
mente por um homem de estado de taleoto e dis-
tincto, de carcter firme, e com ideas decidida-
mente moderadas. Na falla qee dirigi s cama-
ras de Turm, annunciando a nova formaglo do
ministerio, elle declarou ser o seu programma a
conttnuscao da obra de Cavour, a consolidaco e
complelameoto da unio italiana sobre as vas at
agora seguidas. Sobretudo hade elle sustentar a
aliianga franceza, como tambem do seu lado a
Franga se mostra mui zelosa para prevenir todas
as possiveis influencias nocivas, que a morte de
Cavour podesse etercer sobre a allianga franco-
italiana.
Como positivo podemos asseverar que o reco-
nhecimenlo do reino, da Italia pela Franca,
presentemente um negocio decidido, e que j nos
primeiros dias ser participado ocialmente ao
gabiaete de Turim.
A solucio da questlo Romana por ora nao se
acha em relaco com isso. O reconhecimento do
reino da Italia lera lugar emquanto que as tropas
fraocezas ficam em Roma. Parece entretanto que
essa questao se conservar anda per algum lem-
po no sea statu quo, isto emquanto que viver
o presente papa, Pi IX.
O papa, so resto, ss cha de noro adoe-
cido, e j ha mezes a sua morte parece eminente.
Ento, assim calculam, nao ser difficil influen-
cia franceza e italiana de fazer a eleiglode um
papa, que muito facilitara a final solugo. Por
ora, sem semelhantesolugo da questo romana,
oreconhecimento do reino da Italia pela Franja
nio deixa de contribuir essencialmente para a sua
consolidaco, e se o que se dizem Pars exacto,
depois do recoohecimento francez, o da Russia
nao deixar esperar por si muito tempo
Como cousa mais curiosa do que de importan-
cia poltica, temos de fallar aqu de um conflicto
que teve lugar anda em tempo da vida de Cavour
entre o reino da Italia e os reinos da Baviera e
Wurtemberg e o grao-ducado do Mecklemburgo.
O enviado do governo de Turim, junto confe-
derarlo germnica em differentes participaedes
officiaes tioha feitouso do sello do reioo da Ita-
lia, e todos os outros governos allemes, que nao
reconhsceram ainda o reino da Italia, aceitam
esses documentos para nao ioterromper os iote-
resses das ralagdes geraes. Os mencionados re-
presentantes da Baviera, de Wurtemberg e Mek-
lemburgo, porm, jalgaram dever proceder da
outra maneira, e recusaram a aceitagao dos res-
pectivos documentos. A consecuencia foi que o
conde de Cavour retirou o exequtur aos cnsules
desses estados, residentes na Italia.
Depois de longas discussoes se acha finalmente
regulada a questo da reorganisaco da Syria, e
a saber do modo seguinte : o Lbano ter um go-
vernador christao,directamente debaixo daa ordena
da Porta sob o mesmo p como os Paschas de Bey-
rulh e Damasco, com adigoidade de umMuschir
(general de um corpo exercito). O mesmo governa-
dor ser nomeado por tres annos, e nao poder ser
demiltido seno por senteoga motvala, haveodo
precedido a devida inquirico. Ao seu lado exis-
tiro dous conselhos, compostos de nacionaes do
Libano, dos quaes um dirigir a administragao da
justisa, e o outro o governo administrativo.
As tropas turcas s podero entrar no territorio
do Libano por autorisagao e requisicao do go-
veroador. A nomeagao do goveroador pela Por-
ta j teve lugar. E o Armenio catholico, Daond
Efleodi, o qual tem Sido encarregtdo de difieren-
tes misses diplomticas junto a cortes europeas,
e residiu muito tempo em Vienoa. O candidato
francez era um nacional do Libano, Abram Efleo-
di, porm, a exigencia da Franga que o goveroador
devia ser nacional do Libano nao foi admitlida.
Entretanto comecou desde o principio do mez
a evacuacio da Syria pelas tropas francezas, e
at o dia 5 a parte principal das mesmas j se
acha va embarcada. O general Hautpoul, o seu
commandante, foi em primeiro lugar para Coos-
tantinopla.
Na dieta allema nao tem fim as declaragoes
acerca da questo da reforma da constituidlo mi-
litar da coofederagao, sem que se tenha promo-
vido praticamente o negocio.
Por contra reina ainda toda a tranquillidade so-
bre o negocio do Holstein. Como se diz, esto
pendentes negociages esse respeito entre os
differentes governos allemes, assim como com
os gabinetes estrangeiros, cuja conclusao se deve
esperar antes de poder a coofederagao dar outros
passos. Entretanto a falla do throno, com a qual
el-rei da Prussia encerrou as duas cmaras no
dia 5 do corrente, e cujo resumo demos em post-
scriptum da nossa ultima correspondencia, mos-
trou que ainda se sustenta a idea de urna execu-
cio federal no Hniin
m---------.it;a tambem dissemos aigurnasp*.
lavras acerca da preposta do deputado Usrkort, e
voltamos hoje a esse negocio para desenvolve-lo
mais profundamente.
Ainda no ultimo dia antes do encerramento da
dieta, a cmara dos deputados julgou dever dar
soluco, por meio de urna aceitagao precipitada,
a ama proposta apreseotada pelo deputadoHar-
kort, de se impedir a emigragio para o Brasil em
quanto que o mesmo naosatisfizesse estas condi-
coes. A proposta era do seguinte theor :
Que a cmara dos deputados deliberasse : de
convidar o governo real para sustentar enrgica-
mente as determinages legaes em vigor contra a
emigragio pira o Brasil nao smente na Prussia,
mas tambem de requerer o consenlimento dos
outros estados da Allemanha, at que o governo
do Brasil se decida de per em execugo, por meio
de um tratado, as seguintes medidas em favor dos
emigrantes allemes :
1 Fazendo urna lei dando validado legal aos ca-
smenlos protestantes e mixtos, e nao os consi-
derando mais, como ategora, como concubina-
tos.
2o Dissolvendo a associsgao central de colonisa-
go, e declarando nultos e prohibindo para sem-
pre os contractos de parceria.
3* Regulando o direito desuccesso para os mi-
grantes e seus filhos e prenles, tomando em
coosideracao as reclamages dos cnsules em ca-
sos de colliso.
4 Urna lei garanlindo aos protestantes o mesmo
soccorro para construego de igrejas, parochias e
escolas como aos catbolicos.
Na discussSo nenhum dos importantes oradores
falln em favor da proposta, ao mesmo tempo
que os Srs. deBerg, Relchenspergar, esobre lu-
do o ministro dos estrangeiros, o baro de Schlei-
nitz, se declsraram decididamente cootra a pro-
posta. Apezar de ludo isso o seu partido julgou
nao dever abandonar o Sr. Harkort na votagao,
preatando-lhe um aervigo de amizade pela accei-
tago da sua proposta. Como se sabe agora, o
Sr. Harkort do seu lado fez a sua proposta por
amizade pelo Sr. de Meosebach, que lh'a tinha
enviado, e dessa maneira a ultima deciso da c-
mara dos representantes da Prussia teve a sua
origem na cabega d'um demente, que se acha ho-
je no Rio de Janeiro, accommettido do delirio
Iremens. Est claro que os deputados que vota-
rais pela proposta nio ficarm muito contentes
com essa descoberla, e de esperar que o gover-
no Prussiano, debaixo dessas circumstaocias,
nao far mais caso da mesma proposla.
Em Pesth. a segunda cmara da Hungra con-
cluio defioilWamente a discusso do enderego ;
no dia 18 a cmara superior comegou a sua dis-
cusso ; e achando-se inscriptos uns 60 oradores,
ainda ha de durar algum tempo at que o ende-
rego se ache prompto para ser apreaentado ao im-
perador. Entretanto nao se tomou anda nenhu-
ma deciso em Vienna cerca da Hungra. Sem
a entrada da mesma no conselho do imperio, es-
te nao tem nenhuma competencia para os nego-
cios do imperio, e mesmo se se teotasse de attri-
buir ao conselho do imperio, presentemente rea-
nido em Vienoa, a respectiva competencia, nao
ha duvida que urna parte dos representantes da
Bohemia e da Galicia se rotirariam immediata-
mente, porque esses mesmos representantes ac-
bam de apresentar urna proposta pediodo o adia-
mento da presente asscmbla al que as circums-
taocias da Hungra se achem reguladas, e obser-
vando que em quanto que faliasse^ssse regula-
mento, o conselho do imperio s enreompetente
para queitdes de importancia secundaria, e nao
capaz a dar solugo a qualquer das urgentes ne-
cessidades do imperio. Nao de suppr que es-
sa proposta seja aceita, receiando a maioria que
ama vez adiado o conselho do imperio elle nun-
ca se reunir mais; porem isso mostra as difli
cuidados que apreaenta qualquer mudanga das
cousas, emquanto que a Hungra persiste na sua
determioago de nao entrar na conselho do im-
perio. Segundo o resultado da discusso do en
derego na segunda cmara da Hungra nao ha mais
esperauga alguma & esse respeito.
Nao passaremos em silencio um acontecimento
que muito honra o actual ministro dos negocios
estrangeiros o Sr. conselheiro Antonio Coelho de
S e Albuquerque. Pessoa digna de confianga,
que se achavj em Pars quando ali chegou a no-
ticia da entrada do Sr. S e Albuquerque para o
ministerio, nos afflrma que todos os Brasileiros
ali residentes se mostraram muito satiafeitos com
essa noticia, e que todos lhe tributavam a mais
distineta consideradlo, e estavam convencidos de
que S. Ex. oceuparia brilbaotemente o ministe-
rio de que o incumbi S. M. o Imperador, e que*
muito til sera elle ao brasil, porque alem de
nao vulgares conhecimentos, homem serio,
circumspecto e de urna capacidade j reconheci-
da. E'-nos igualmente affirmado pela mesma
pessoa por haver presenceado que o minis- I
tro dos negocios estrangeiros em Franca, o Sr.
Tiiouvenel, dissera no seu sallo, onde se ocha-
vara reunidas pssoas de alta distinego, que
tinha recebido a noticia de que o Sr. S e Albu-
querque, que S. Ex. coohecera em Constantino-
pla, fazia parte do novo ministerio Brasileiro, e
que eucarregar o minisiro do Brasil em Pars de
feiicila-lo, porque elle Thouvenel eslava persua-
dido que o Sr. S e Albuquerque lioha muita ca-
pacidade e havia ser muito til ao seu paiz. Ora
o Sr. Thouvenel muito bom juiz, e a sua opi-
nio deve lisonjear tanto ao mesmo Sr. S e Al-
buquerque como provincia de Pernambuco
d'onde nos coosta ser natural esse cavalleiro, que
sobe ao poder pela primeira vez precedido d'u-
ma to honrosa nomeada.
22-
O correio de Hamburgo s aceitava cartas para
os vapores de Bordeaux at o dia 20 de cada mez.
Lisonjeamo-nos de haverogos conseguido dous
dias mais, teodo provado ao correio, que a mal-
la de Pars s expedida na noite do dia 21, e
que por consequencia as cartas expedidas de
Hamburgo uo da 22 se achariam em Pars no
dia 24 de manha, quando d'ali s deveriam se-
guir para Brdeos noite.
Por causa dessa feliz mudanga podemos ainda
vir dar urna noticia importante, e pedir alvigaras
em favor do Diario aos seus leitores.
Neste momento mesmo se est assignando no
Hanover o tratado abolindo a percepglo dos di-
reitos que o governo Hanoveriano exiga por va
da sua alfandega em Stade, dos navios, gneros
e mercaduras que atravessavam o Elba. Esse
tratado deve ser assignado pelo plenipotenciario
Brasileiro que por parte do governo imperial io-
terveio na conferencia diplomtica que tratou do
negocio.
Estamos pois livres de pagar taes direitos, e a
naregago do Elba se torna absolutamente livre.
Desde o 1 de julho prximo o governo Hanove-
riano aboli os direitos de Stade, mediante urna
indemnisago de 3 milhes de thalers ou francos
II milhoes 230 mil. A Inglaterra pagar um rai-
lho de thalers, Hamburgo outro milho, e o ter-
ceiro milho pago ao pro rata por todas as po-
tencias, que por seus navios ou seus gneros e
mercadorias passam o Elba. Segundo esta re-
partigo feita, tendo-se tomado por base o pavi-
Iho, o Brasil s tem de pagar a limitadissima e
quasi inperceptivel somma de 1013 thalers Prus-
sianos, ou francos 379875.Se a reparligo ti-
vesse sido feita sob a base de gneros ou merca-
dorias, o governo Brasileiro deveris pagar mais
de 300 mil thalers, porque depois da Inglaterra,
o maior rendimento da alfandega de Stade era o
i"^*: "li. niy.ebia pelos direitos dos gneros e
mercadorias do Brasil.
Sao dous grandes acontecimentos commerciaes
que era pouco lempo tem tido lugar, e de que os
Brasileiros se deven: felicitar, a aboligao dos di-
reitos do Sunda e do Betta pelo governo Dina-
marqus, e a aboligao dos direitos de Stade so-
bre o Elba pelo governo Hanoveriano, porque se
oa productores Brasileiros nao pagavam directa-
mente os direitos, os compradores e exportado-
res que eabiam dever paga-Ios, na occasio da
compra calculavam isso, pagavam os pregos em
consequencia.
O governo Inglez que em negocios de interes-
se muito positivo, antes de assignar o tratado,
exigi do governo dinamarquez e do governo de
Hamburgo, que ambos tem portos no Elba, que
estes em tempo algum nao exigiriam direitos pa-
ra s, sob pretexto de iodemnisar-se das despe-
zas que teriam de" fazer para conservar sempre
livre a navegago do grande Elba. Os governos
Dinamarquez e Hamburguezdeclararam da ma-
neira a mais terminante que nunca exigiriam taes
direitos, e que como d'antes empregariam todos
os seus esiorgos para conservar sempre livre a
navegago.
LondreS.
22 de junho de 1861.
A presente carta lera desta vez data anterior
de um da, porque sendo amanha domingo o
correio inglez nao faz mala para porto algum;
de maneira que foi-me forgoso escrever hoje,para
que a minha carta possa seguir a seu destino pela
mala desta noite.
Recebemos aqu no dia 20 do correte a mala
do Brasil vioda pelo paquete ds Brdeos. Nada
de novo publicaram as folhas ioglezas acerca do
Brasil, abstendo-se mesmo de fallir do estado
sanitario dos portos do imperio.
O estado do mercado inglez em relagao aos
fundos e mais arligos brasileiros venda aqu fi-
ca pelo modo seguinte :
Fundos Brasileiros de 5 % a 98 1/4 ; ditos 4
1/2 0/0 a 87 As aeges das nossas estradas de fer-
ro conlinuam a descont, achando-se as da Ba-
bia com o de S 2 1/4 a 5f 2, as de S. Paulo com
o de 2 2 a s* 11/2, e as de Pernambuco com o
de & 5 a S 4 1/2.
O algodao de Pernambuco tem sido colado a 9
1/4 d, por libra ; e o do Maranhao a 9 d e a 9
1/2. sendo a procura de ambas as qualidades
boa.
O cacao do Brasil fica de 51 s60 s per cwt.
O caf de Ia qualtdade de 59 s70 s ; o de 2*
dita de 53 s 6 d 59 s; e o ordinario de 47 s
53 s per cwt, pagando 3 d de direito por libra.
O pao Brasil continua venda por 80 s, cada
tonelada livre de direitos
O assucar braoco de Pernambuco e da Parahy-
ba tem sido vendido de 25 8 6 d30 s per cwt;
o mascavado de 17 8 6 d a 24 s.
E finalmente os couros salvados do Rio Gran-
de ficam de 5 3/4 a 7 1/2 ; os seceos de 8 d 1/2
a 9 d ; e os seceos salgados de 6 da 8 d 1/2.
Os consolidados ioglezes tem sido negociados a
90 1/9 e 90 1/8. dinheiro vista.
Os portugoezes 3 / a 46 1/2 e 47.
Os hespauhoes 3 % a 51 1/4,
Oa sardos 5 /, a 78 3/8.
os 4 '/o Turcos garantidos a 100 1/2
As procedencias dos portos de Inglaterra para
varios do Norte do Brasil foram as seguintes du-
rante a ultima quinzena.
De Liverpool E Boustead [10 do correte)
para o Maranhao ; de dito Ariel (18) para o
Cear ; de dito Morning Star (20) para a Bahia
e de dito cFlor do Limas {21) para Pernam-
buco.
Do norte do Brasil chegaram a Tirios portos
de Inglaterra no mesmo periodo os seguintes na
vios.
Do Rio Grande Elisabeth Ricardi (11) Fal-
mouth ; do Rio Grande Alegre 112/ a Liver-
pool ; de Pernambuco Malvina (12) a Liver-
pool ; da Pernambuco Villa-franca (11) a FaU
a corte
psames
mouth ; da Parahyba Favourite (14) a Queens-
town ; edo Rio Grande A3trevido (19) a Que-
enstown. l v
Sua magestade a rainha conserva-sa em Lon-
dres, e se acha consideravelmente melhor do
aDatimeoto moral em que eslava. No da 19 do
corrente recebeu no palacio de S. James
e o corpo diplomtico por motivo de
pela morte da duqueza de Kent.
O parlamento britnico continua no exercicio
de suas funeges discutindo ainda os orgamentos
de cada ministerio ; e na cmara dos pare foi
ja encelada a discusso sobre a aboligao do direi-
to do papel, parecendo que desta vez essa cma-
ra acceitar essa medida proposta por Mr. Glads-
tone. O plano fioanceiro deste ministro sahir
completamente triumphaote apesar dos manejos
que contra essa serie de medidas Doanceiras e
econmicas tem empregado a-apposiglo, deseiosa
de supplantar o ministerio Palmerston.
A questo da Syria a nica importante de
poltica exterior, de que se tem oceupado as
cmaras. Lord John Russell declarou-se satis-
feto com o resultado das conferencias de Cons-
tanlinopla, onde se assentou que a Syria ser no
futuro governada por um chefe indgena com urna
forga de milicia sua disposiglo : esse chefe
ser Marouita. As tropas francezas evacuaram
j aquella provincia.
Na minha ultima carta anounciei aos leitores
a triste nova da morte do conde de Cavour, mi-
nistro e secretario de estado dos negocios estran-
geiros do rei Victor-Emmanuel, e presidente do
conselho de ministros. Esse infausto e inespe-
rado successo causara, como era natural, um ef-
feito desanimador nao s na Italia, onde a causa
nacional reconhecia naquelle enimente homem
de estado o seu maior apoio, como tambem por
toda a Europa onde os partidos moderados ba-
viam depositado a maior confianga na poltica de
conclago do conde de Cavour. Nos primeiros
momentos que succederam morte do illustre
Estadista, cuja perda a Italia hoje chora, se acre-
ditava j que o imperador Napoleo tivesse moda-
do de poltica em relagao Italia, receioso de que
por virtude daquelle desastroso successo o par-
tido exaltado italiano viesse a erguer cabega,
viodo a comprometter a paz europea ; e por ou-
tro lado chegou igualmente a crer-se que os par-
tidarios da reaego na Italia, isto o rei Fran-
cisco II, a corte de Roma, e os duques destrona-
dos, se aproveilariam do terror que naturalmen-
te devia causar to infausto acontecimento para
comprometieren) a causa nacional Italiana.
A poltica, porm, de firme moderago seguida
pelo rei Vctor Emmanuel, e o apoio que em to
tristes circumstaocias tem o gabinete de Pars
prestado ao de Turin, vieram salvar a causa pa-
tritica italiana dos embaragos que j se figura-
va m para lhe tolherem o passo. Os proprios par-
tidarios de Uaribaldi, e o que mais o partido de
Mazzini, tem conservado na actualidade das cou-
sas a maior prudencia, abstendo-se de levantar
urna bandeira que podesse prejudicar a uoidade
que s pode salvar a causa da Italia, como asoim
muito bem comprehendia o distincto estadista
Cavour, havendo ainda no seo leito de morte re-
cotnmendado esse grande principio ao seu sobe-
rano quando este pela ultima vez abragou esse
to leal quo til servidor do estado. Garibaldi
conserva-se tranquillo na sua ilha de Caprera,
onde aguarda os successos, parecendo todava
dispoato11 aubmelter completamente a sua negao
a direcgao que de Turiu fhc aeja udtuada, afim
de que possa obrar do accordi com a Bago ecom
o.eo-'arno no grande fim da completa emancipa-
cao da patrio, o que seu sonho ; e pois de es-
perar que, continuando a reinara mesma harmo-
na entre os partidos ; possa a Italia atravessar
sem graves consequencias a terrivel crise por que
tem passado na actualidade.
El-rei Vctor' Emmanuel, comprehendendo a
gravidade da occasio, recorreu aos conselhos dos
homens mais conspicuos da Italia, eocarregando
finalmente o baro de Ricasoli da formaglo de
um ministerio, que segundo affirma a Gazeta de
Turin se acha organisado pela seguinte maneira :
baro de Ricasoli, presidente do conselho de mi-
nistros e ministro dos negocios estrangeiros;
Minghetti, ministro do interior ; Bastoggi, mi-
nistro da fazenda; Scialoja, ministro do commer-
eio ; Delta Rovera, ministro da guerra ; Mena-
brea, ministro da marinha ; Miglietti, ministro da
justiga ; e De Sanctis, ministro da iostruego pu-
blica. O simples nome do baro de Ricasoli a
mais completa prova de que a poltica da actual
admioistrago italiana ser inteiramente berdeira
daa ideas do defunto conde de Cavour, pois bem
aabido que o actual primeiro ministro piemontez
psrtilhava completamente a poltica do seu ante-
cessor. Assim esperemos que a Italia possa con-
solidar a sua causa sob as vistas de homens que,
por ha ver ra herddo do conde de Cavour urna
poltica sabia e a nica capaz de salvar a patria
dos embaragos do interior e do estraogeiro, esto
no caso de presUrem Italia e Europa os mais
relevaotes servigos.
Atlribue-se moderago com que as actuaes
circumstancias se tem conduzido o governo de
Turin a disposiglo firme em que est o gabinete
de Pars de recoohecer immediatamente o reino
da Italia ; e at os joroaes de hoje affirmsm que
o gabinete do rei Victor Emmanuel est j de
posse da nota pela qual o governo francez acaba
de fazer aquello reconhecimento. Entretanto
pretende a impreesa Europea que o imperador
Napoleo dera esse passo, fazendo reservas quan-
to questo romana ; de modo que este emba-
rago, que at ao presente tem prejudicado a uoi-
dade italiana, continuar a subsistir, embora o
rei de Sardenha acabe de ser reconhecido pela
Franga na sua qualidade titular de rei de Italia.
E' assim que este acto do governo francez nao
tem proiuzido na opinio publica, e especial-
mente na Italia, um efieilo favoravel e que era
de esperar ; porquanto a questo era se pelo fac-
i do recoohecimento a Franga se obrgara a
contribuir com o seu contingente para que o ti-
tulo de Reino Italiano nao fosse urna pala-
vra va, como o ser em quanto Boma e Veneza
nao estiverem sob o sceptro d'el-rei Victor Em-
manuel.
A retirada das tropas francezes de Roma, e o
progresso das negociages para o resgate de Ve-
neza, pareca esperar-se de parte do gabinete de
Pars logo que este estivesse resolvido a reconhe-
cer o novo reioo ; mas hoje que sabido nao
estar o imperador Napoleo disposto a deixar a
causa de papa merc do governo de Turio, e
que nao menos notorio a deciso do gabinete
de Vienna em repellir quaesquer negociages
tendentes ao abandono por sua parte da provin-
cia de Veneza, ninguem er que o recente acto
official da Franga em relagao & Italia venha con-
tribuir positivamente para a final solugo dos em-
baragos que ainda cercam a completa organisigo
da familia italiana. Era bem coooecida a sympa-
thia que a Franga tioha pela nova ordem de cou-
sas creadas desd a elevago da Italia a reino sob
o sceptro de Victor Emmanuel, embora as rela-
goes diplomticas entre essas duas potencias se
achassem interrompidas; e o simples acto do re-
ferido reconhecimento nao veio accresceotar mu-
la a bem da causa italiana.
As mesmas folhas que acabam de dar aquella
noticia asseveram que o marqnez de Lavalete ser
o diplmala nomeado pela Franga para a corte de
Tona ; e qao a Sardenha enviar a Pars como
seu representante o comojtendador Nigra, que. l-
timamente se achari em aple/ como, primeiro
ministro do principe de Carignan, quando es
alli esleve Da qualidade de lugar teoente do rei.
Mr. de Lavaletle actualmente embaixador de-
Franga em Constantinopla, onde tem prestado re-
levantes servigos ao seu paiz na questo da
Syria.
No dia 4 do corrente tiveram lugar em Turiro
as exequias e o enterro do conde de Cavour, 83-
sisliodo a esse acto fnebre o corpo diplom-
tico, a cdrle, os tribunaes, e um grande numero
de corporaces. O prestito fnebre foi acompa-
nhado porquasi toda a populago de Turim,
que tributaram em vida o maior respeit) esym-
pathia ao Ilustre fallecido- Sua magestade ita-
liana fizera coostir familia Cavour que era sen
real desejo que os restos moilaes daquelle illus-
tre servidor do estado fosseni transportados para
serem depositados no mausuleu real da Saperga ;
mas a familia do conde de Cavour, cedeodo aos"
modestos desejos do fallecido, teve de declinar
lamanha honra: O senado e a cmara dos depu-
tados de Turim encerraran) por espago de tres-
das as suas sesses em signal de sentimento pe-
la morte do conde de Cavour, e decrelaram pelo-
raesmo motivo um luto de viole dias. lima su-
bscripgo nacional foi j aberla com o fim de le-
vantar um monumento memoria daquelle fal-
lecido mioistro.
Depois do triste successo a que me tenho refe-
rido, entrou j em discusso na cmara dos de-
putados de Turim o projecto de lei para a uni-
ficagao da divida italiana, sendo essa medida ap-
provada por 299 contra 9 ; de sorte que as divi-
das das difTerentes provincias da Italia se acham
hoje consolidadas. Acha-se igualmente em dis-
cusso naquella cmara o projecto de Garibaldi
para o armamento geral do Reioo, merecendo
essa medida do gabinete actual como j havia
merecido no tempo do conde de dvour toda o
apoio ministerial.' Garibaldi nao vira cmara
sustentar o seu projecto, parecendo disposto a
conservar-se em Caprera em beneficio de sua
saude bastante deteriorada: alguns jornaes ha-
viam publicado que elle se achava alli grave-
mente enfermo, mas esta triste noticia est ho-
je completamente desmentida.
De Roma nada ha de importante. Suasanti-
dade dever em breve seguir dessa capital para
a sua casa de campo em Caistelgondalfo, onde
habitualmenle passa o verlo. A saude do pon-
tfice tem ltimamente soffrido em consequencia
de um ataque de erysipela, sem com tudo apre-
sentar esse encommodo ciracter algum de gra-
vidade.
O rei Francisco II esus familia permaneco
ainda na cidade Eterna ; e esperangoso sempro
de urna mudanga favoravel mostra-se disposto a
fixar alli a sua residencia, apezar dos protestos
do governo de Turim que se queixa das conspi-
rages que esse principe est alli constantemen-
te tramando contra as suas possesses 'outr'ora:
O governo pontificio porm tem-se recusado
mesmo a receber esses protestos ; e est deter-
minado a nao affastar de Roma aquelle principe e
sua familia.
As noticias dos Estados-Uuidos sao sempre
graves, bem que nao tenham nesta ultima quin-
zena apresentado interesse novo. As tropas fe-
deraes se acham oceupando o territorio da Virgi-
nia que se avisinha de Washington, tendo j ha-
vido eatre ellas e as confederadas varias escara-
mugas de que todava nao toni lesuado grandes
casualidades, cuiitsudo-se apenas dez morios e
quluze ferldos em todos esses pequeos encon-
tros. As torgas confederadas marchavam em
ultima data sobre Alosandria, onde 6 de crer que
veoham ellas a offerecer batalba ao exercito fe-
deral. Os jornaes de New-York publicara una-
nimimente que em Nova-Orleans e em Baltimo-
re est reinando a anarchia, e que er esperada
brevemente nesses pontos urna insurreigo dos
escravos.
O presidente Lincoln ordenara um novo recru-
tamentode mais cem mil homenes com os quaes
conta fazer face as eventualidades da guerra, j
na minha anterior anounciei que elle tornara ef-
fectivo o bloqueio dos portos do sul.
Fallecou em Washington o senador Douglas,
que fora competidor de Mr. Lincoln para a presi-
dencia.
Escrevem de Vienna quo o imperador regeit-
ra a resposta falla do throno que lhe dirigir a
a Dieta Hngara ; e que dissolver sem demora
a munieipalidade de Pesth.
Lisboa, 88 de junho.
Na mioha ultima, do 13 do corrente, lhe dava
conta da alluvio de pasquins e papis subver-
sivos com que alguns agitadores tinham innun-
dado os quarleis dos soldados e as pracas publi-
cas. Conlei-lhe que estando um meeting pro-
jectado pela sociedade patritica, o governo o
tinha prohibido terminantemente. Como na-
quellas proclamages se invocava o nome do
duque de Saldanha, alguns orgos da impreosa,
e mais terminantemente a Opinio, folha que
passa por orgo semi-official do governo, convi-
daran o duque a explicar-se, lamentando que
se mantivesse indifferente, quando sua rev-
lia se procura envolver o seu nome em tentati-
vas revolucionaras. O duque remelteu a se-
guinte carta ao presidente do conselho de mi-
nistros, enviando urna copia para a Opinio.
a Meu charo marquez. Quinla-feirS, 20 de
junho de 1861.Um meu amigo acaba de cha-
mar a minha attengo sobre ora artigo publicado
oa Opinio. jornal que segando me affirmam
superintendido por um dos teus collegas. Ll-
se em um dos periodos d'aquelle artigo que c*
povo observa com magoa a mioba iudifTerenre.
deixaodo sem correctivo acerbos commentarios,
com os que alguns orgos da imprensa teenj
feito ltimamente a proposito de demonstrages,
a que no mesmo artigo se faz referencia.
Declaro nao ter lido, nem ouvido fallar em
um s daquelles commentarios. Quando. dei-
xei o ministerio em 1856, fez leogo de que o
actos da mioha administrago que dureu mais
de cioeo annos, fossem o meu testamento poli-
tico ; e o meu procedimento desde ento tem
sido em tudo conforme com aquelle procedi-
mento. Nem mesmo como sabes aceitei a pre-
sidencia da cmara dos pares; e o nica acto
poltico que desde aquella poca tenho platica-
do, foi o ir votar na ultima cetelo, do circulo-
115.
Durante o memoravel sitio do Porto, e desdo
ento a mioha idea fixa tem sido a unio da fa-
milia portugueza, e a consotidago do system
liberal entre nos, e de todas as glorias que a
Providencia me tem permittido gozar, nenhuma
para mim to apreciavel como a de ter coa-
seguido pelo estabelecimeoto de um goverao
nacional que acabtsse aquella sanha envenena"
da com que os partidos se aborrecan), propor-
cionando ao paiz o gozo de 11 annos de paz, em
lugar de 14 revoluges e revoltas, que em 15>
annos tinham delacerado a nossa patria, tan-
digna de niejhor sorte. Podes pois avallar qual
ser a minha profunda magoa vendo o que hoje
se est passando, vendo de novo atoado entre
nos o lacho da discordia.
A' conlemplago do quadro, melanclico eta
que se me afiguram desenliados a nosso presea-
te e futuro, nao poda en fjcar indiferente, e
meditando profundamente qual a linha de con-
duela que me incumbe seguir em circumstancias.
to melindrosas, % minha ooosciencia me im-
poz o penoso q rigoroso de?er de, sem ir ao en>


w
UE10 DI rBUMMXaO. SEGUNDA FKIRA 15 DI HJLHO B 1M1.
?
III
contro do poder que me repugne, nao me exi-
mir pertinaz do aervigo ds causa publica, quaa-
jdo ella de aiin exija e maior dos sacrificios.
quaolo iustado por aoilos liorains serios,
e de todas as opinies para voltar s lides poli-
ticas, lenho-lhes declarado que se el-rei, o nos-
so bom amo, alguma vez resolvesse encarregsr-
me -la formego do ministerio por julgar que os
meus servidos anda poesam concorrer para o
expleudor de seu Ihreao, para a coaservegao da
inlepeudeacia oacioaal, e para a consolidado
das publicas liberdades, en me nao recusarla,
por OilTiceis que fossem aa circuoaetaocias, sem
por modo algum aprestar, por qaalquer acto
eu, urna mudenga ministerial, que julgo da
atior conveniencia, teja so o resultado das cou-
dicces propries dos governos representativos.
Creio que me taras a justiga de acreditar que
me nao fascina a ambicio do mundo que tantas
vezes tenho recusado, que tantas vezes tenho
coercido, e de que sempre me tenho separado
logo que me permillido : nem ambiciono to
pouco novas honras, saliseito com as que me
iem sido conferidos pelos nossos augustos sobe-
ranos, e s o serilimeoio do que devo ao re e
patria me levar a abandonar a vida privada
em que tenho passado estes ltimos seis annos.
Se nao li como te dase os commentarios a
que se refere a Opinio, tenho visto com gran-
de petar alguna papis que lem sido espalhados
nosquarteis. A ees* leilura nao fui eu indiffe-
rente. Por alguos generaes e officiaes meus par-
ticulares amigos, teubo feito constar que perde-
ra o bom conceito que eu j'elle podesse ter,
qualquer dos meus camaradas que preatasse ou
vidoss suggestes com que prelendem aluca-
los. C parece rae poder alTirmar-te sem a me-
nor hesitago que nada ha a receiar por esta
parte.
Deoutros escriptos menos convenientes,e por-
ventura altrnatenos contra o decoro e reepeito
peles leis, queme dizem ter circualo no publico,
nao os li, e se os lera, nao os considerara,
uignando-rae dar importancia as publicjces a-
nonimas, produca* de algum cerebro exaltado,
ou lalvez obra calculada de mexeriquero pol-
tico, que julga poder desvirtuar o raeu nome com
miseraveis ardi.
Tenho excripto com franqueza que rae care-
teme, e para satis-fazer so lluslre redactor da
Opinio, e nao por que julgue que os meus
cornpjtriotis me nao fagam Justina, vou maular-
Ihe copia desta carta, pedindo a sua publicarlo.
Tea collega e amigo.Saldanha.
Esta carta lem servido de thema a variadissi-
mos commentarios ; entretanto opinio geral-
uiente recebida em todos os partidos que seria
urna calamidade oas actuaes circumslancias en-
tregar o governo do peiz ao marechal e aos ho-
mens que o rodetam.
Um effeito salutar tem este documento, que
desmentir solemnemente as ousadas insinuaces
dos perturbadores da ordem publica que endeni
especulando sombra Jo anligo prestigio do du-
que de Saldanha. O duque director de nimias
companhias comroerciaes, e affastado ha bastantes
annos da vida publica, a sua"presenge no gover-
no era incempat'nel com os principios de consti-
tiicionalidade por elle invocados.
Acaba finalmente de ser resolvida a queslo
das irnias de caridade, que to debatida tem (ido
e coulinua a ser oeste paiz. Acho que ser apre-
ciada a leitura do relalorio que precede o seguiu-
te decreto:
Senhor. 0 governo de vossa magestade
lem feito quanlo est em seu poder para regula-
risar, de accordo com as leis do reino, a posico
das irmans da carilede em Portugal.
Desgreg-tdamenle os seus esforgos Qcararn inu-
les. c todas as tentativas do coociliago sahiram
baldadas.
Ogoverqo adquiri a dolorosa certeza de que
urna temporisagao nais prolongada seria perfei-
laroente inefficaz e indubilavelniente nociva.
Graves e ponderosas razdes determinara este
convencmento e dictara as resoluces que sao a
sui inevilavel cousequencia.
O decreto de 9 de agosto de 1833 aboli, como
opposla ao espirito do evaogelho, a instituico
dos prelados roaores das ordens militares mo-
oachees e de outras corporales que vivera
congregadas em couimundede; o de 30 de maio
de 1834 extingui as ditas ordens, congregarles
e maiscorporocoes aailogas, fosse qual fosse a
sua denominado instituico ou regra ; o de 22
de julho do mosrao annu epplicou estas dispo-
MCea congregego do oratorio, visto como
profesara o instituto que nSo era o do clero se-
cular era geral tinha urna regra particular por
onde se goveroava como qualquer ordem reli-
giosa em communidade, debuixo da obediencia,
dos prelados, e viva dos beus e rendas admi-
nistrados sm comrr.um; o de 26 de rfovembro
de 1851, estabelee-ado os principios administra-
tivos que devem regular a beneficencia publica,
somanta b referi e s poda referir-se s cor-
porales legalmante existen!*.- naquella data.
Desta legislaco exprese*, formal n lcrmin>nii>,
resulta que ioadmissivel a existencia de urna
corporago regular o permanente com obedi-
encia o prelado maior da ordem respectiva,
seja qual fr o instituto, regra ou denoniloago
della.
Que esta e nao outra foi sempre a interpreta-
do daquelles decretos com forga de lei, adia-
se authonticamente reconhecido em diversos do-
cumentos officiaes. entre outros, na informado
do cardeal pairiarcha Guilherme de 8 de ju-
nho de 18*5, e uo decreto de 9 do mesrno mez
e anno, que admiltio o instituto das servas dos
pobres na cidade do Porto.
Esta era, pois, a lei, esta to ha sido sempre
a sua intelligencia e applicago, quando a so-
eiedade protectora dos orphos desvalidos, a as-
sociaco consoladora dos alUictos e a ordem ter-
ceira de S. Francisco da cidade do Porto soli.-i-
tarara eulorisagao para mindarem vir slgumas
irmss da caridale francezas com o determinado
lim da se empregarern no servido especial das
sociedales impetrantes.
Os alvari de 9 de fevereiro e 11 de abril de
1857 toncederam a pedida permissao, mas com
a condigo declarada de que as irnias da cari-
dale admittidas nunca formariam communida-
de regular e permanente.
Esta clausula restrictiva era essencial peraote
a legi>lsgao referida, e domioava todos os con-
tratos que derivassem da concesso em que foi
exarada.
A necessidade de proteger, ampliar e ulisar
em beneficio dos desvalidos a corporago das ir-
mas da caridade ou outras anlogas nunca foi
impugnada, porque sao apreciados os seus mri-
tos e servicos; mas nunca tambera se reconhe-
ceu o direilo ; porque nao se poda reconhecer,
para Ihe restaurar a perigosa isengo claramen-
te definida e positivamente defeza as j mencio-
nadas leis.
A commisaonomeada por decreto de 3 de se-
tembro de 1*J58, ni consulta de 10 de novembro
do mesmo anno, subordinou o seu voto e pro-
postas a este precetocspital, quando opioou que
seria conveniente oslabelecer pelot meios tenues
a congregado da missao, ficando ao superior
della e sem dependencia de prelado eslrangeiro
sujeilo o instituto de S. Vicente de Paulo.
G parecer dado em 13 de abril de 1659 pelo
ministerio dos negocios ecclosiaslicos e de jus
tiga, aconselhando prudentemente que se exami-
nasse a laMitude que tinha a sujeicao ao u-
perior dos lazaristas em Fraoga, coucluio pela
conveniencia de acabar com essa sujeicao das
irmas da caridade portuguezas a superior e-
trangeiro.
Posto ser tao positiva .a clausula da conces-
so, to claro o texto dos decretos, e to accor-
des os pareceres officiaes, es irmas da caridade
coustiluirm-se todava em communidade regu-
lar e permauente com obediencia a superior es-
4rogeiro.
Caegaram aseousas a este estado porque em
187, achaalo-se em Lisboa o prelado maior dos
lazaristas, a superiora da cata portogueza, em
nome dat raais irmas, dirigi ao cardeal patri-
archa O: Guilherme urna representarlo em que
pedia seren as irmas portuguezas unidas s
rancezas, e restituidas i obediencia do prelado
maior da ordem.
A petico tem a data de 12 de junuo do anoo
referido. A liceoca foi dada na mesmadata, por
mero despacho da tutoridede ecclesiastiea, sem
oohecimento, annueocia nem participaco de
govejTno, deveado por isao reoular-se irriu e
aulla.
Desde este momento as irmas francezas fi-
earam formando coogregagao regular e perma-
nente com as portuguezas, na tuieico so prels-
do eslrangeuo, contraria mente i clausula da ad-
JBinip d.girmaas franceza, e s dispoeicw dos
mencionados decretos de 9 da agosto de 1883. 30
Sendo 3$ ? dB Ulh ^"^
,Jt. 1"dBlb,l"el 1 oongrtgaco tem urna
regra particular por nuda aagpve/na, como qual-
^uer oulri orda, e professa uia InslUuto, que
nao o doctoro socalar em geral, indubitavel
tambem, que, aos olhot da lei portuguesa pelo
menoj, ue pdedeixar de ter considerada com-
munidade religiosa.
A renovaco dos votos nao Ihe altera em nada
0 carcter, nem a rariabilidade dos individuos
Ihe muda a nalureza, porquanto a eatidade mo-
ral subsiste sempre a mesoia.
No que leca aajeico ao superior geral nao
menos evidente que esta te torna iucompati-
vel cora a jurisdigo do ordinario.
A distiago de rgimen inferno e domestico
detapparace ante a letra das regrat ou constilui-
cet communs da coogregagao, as quaes, no ca-
pitulo 5% que te iutereve de obeditnlia, no Io
mandam na verdade obedecer ao Pontfice a aos
bispot; mas segundo o institutoe no 2o deter-
mioam que te obedega ao superior geral com
cega obediencia, submetteodo o proprio juizo e
s propria vontade, nio's a vonlade. seno an-
da intengio daquelle superior, julgando sem-
pre melhor o que elle determinar, e fleando
dispesic&o delle como a lima as raaos do ope-
rario.
0 rgimen interno, segundo a prepria declara-
gao do superior geral feita em Lisboa ao cardeal
palriarcha em 13 de junho de 1857, comprehen -
de a observancia da regra, e a regra esta.
Seado de tal genero a obediencia impoata pa-
ra com este superior geral, seria preciso renuo-
ciar razo para nao reconhecer que si) essa
effectiva, resl e inleira, emquanto a outra nao
passa de apparente o nominal, d'onde se segu
qae a auloridade episcopal, contra todos os bous
principios de direilo cannico, se anoulla de
facto ante a auloridade episcopal, contra lodos
os boas principios do direilo cannico, se anaul-
la de faci aule a auloridade do superior da
congregago, com gravissima offensa da jnrar-
chia, da ordem e da uoidade da igreja calholica
e apostlica.
Nesti situaco, e em consecuencia do regio
avisa de 3 de oulubro de 18t>0, o emineulissimo
cardeal patriarcha D. Menoel retirou a liceoga
concedida pelo sou antecessor, e em offlcio de
23 do mesmo mez intimou superiora das irmas
portuguezas que houvesse de voltar com estas
sua sujeigo, na qualidade da prelado diocesano,
e conterrae as leis do reino.
A superiora e as outras irmas, actualmente
sob a direcgo dos padres lazaristas, recusaram
formal e peremploriamente obedecer, como se
v das suas respostas datadas de 23 e 29 de ou-
tubro de 1860.
O decreto de 3 de setembro de 1858, junta-
mente com outras providencias, e n'um intuito
conciliador, circumscrevera a admisso das ir-
mas francezas no paiz, e lixra o seu numero
aulorisado, lmitando-o ao numero das que na-
quella data se achavam no reino.
Sem embargo, no lempo que d'ento decor-
reu at hoje, esse numero pelo menos du-
plicou.
As ioliraidages administrativas, a que se pro-
celeu em virtudeda portara de 5 de margo ulti-
mo, teem todas ficado sem xito por parto dae ir-
ma, negando-se estas constantemente a obede-
cer auloridade.
E' deste modo maoifesta e evidente a obstina-
go e resistencia da referida corporago, assim na
ordem ecclesiastiea, como na ordem civil, e nao
menos mauifesli, e nao menos evidente, a im-
possibilidade de tolerar por mais lempo urna si-
tuago anormal, to altenlatoria das faculdades
do governo, como do principio da auloridade,
como das leis do paiz. O governo lem pelo ios-
liluto de S. Vicente de Paulo, e pelas irmas
francezas em particular, urna justa venerago ;
mas, ueste caso, nc pode confundir com o exer-
cicio das virtudes chrules o desconhecimenlo
daquellas faculdades, a violago daquelle prin-
; cipio, a iufracgo daquellas leis. Por mais pres-
! tanto e piedosa que seja a regra do instituto,
, nenhura governo podo cousidera-la superior
; legslago e aos direitos do estado, nem prostrar-
1 Ihe aos ps laet direitos. Em toda a parle sao
I reconhecidos estes principios ; e o Ilustrado go-
i verno de Fraoga, pouco ha ainda; applicou-os
sabiamente, e na sua plenitude, a mais de urna
communidade estrangeira estabelecida naquelle
paiz.
| O governo, senhor, julg nuiil entrar agora
n'algumas graves quesies de ensino em que as
opinies se leem trausviado, e que por vezes lem
andado ligadas com esta, complicando-a. Abs-
tera-3e pois, e abstem-se expressamente, de fallar
deste assumpto e do que relativo proprieda-
do dos bens possuidos pela mencionada corpora-
cki, porqu sao essas considera^uas accessorias,
niue uo devem prejudicar a verdadeira, a prin-
cipal, a suprema, que a que Oca expostt.
Em preseog-i de todas as razes deduzidas, e
julgando indispensavel acabar esta siiuaco inde
Unida, tenho a honra de presentar approva-
go de Vossa Magestade o seguinte projeeto de
decreto.
Secretaria de estido do* negocios do reino, em
92 c juuhu Je 1601.Mrquez de Loul.
Tomando em considerago o relatorio J pre-
sidente do conseibo de ministros, ministro e se-
cretario de estado dos negocios do reino, hei por
bem decretar o seguinte :
Artigo Io E' dissolvida a corporago das irmas
dos pobres, denomnalas tambem irmas ou -
lhas da caridade, fundada em Portugal pelo de-
creto de 14 de abril de 1819 ; nao podendo por-
tante ser jamis considerada com entidade jur-
dica
Art. 2o As questes suscitadas sobre j proprie-
dade dos bens, de que tem estado de poase a
Corporago mencionada no artigo antecedente,
sero resolvidas na conformidade das lei pelos
meios competentes.
O presidente do conselho de ministros e secre-
tario de estado dos negocios do reino, assim o
teuha entendido e faga execular. Pego da Ne-
cessidades, em 22 de junhode 1861, MuMar-
ques de Loul.
A publicago deste decreto levantou grande
motira, na cmara dos pares. Tres sesses lem
all havido ltimamente, quasi tempestuosas. Ca-
bera as honras da sesso de hoje ao erudito mi-
nistro dos negocios ecelesiaslicos e de jusliga, o
Dr. Alberto Antonio de Moraes Carvalho. Co-
mo profundo jurisconsulto, tratou a queslo mi-
gistralmenle. Os impugnadoras do decreto fun-
dam-se em que, segundo elles, o governo inva-
di as attribuiges do podor legislttivo, pois par-
tindo do principio que era duvidosa a ioterpreta-
go das leis anteriores, e citadas no mosmo de-
creto de 22 do correnle s ao parlamento, dizem
que pertencia, interpretar-lho o sentido. E' um
mero estratagema, pois a legislago era clara, e
o ministro, como agente do poder executivo, e
o rei, como chele deste poder estavam uo seu
direito, obrando como obraram.
Foi antes de bontem reconhecido oflicialmente
o reino da Italia pelo gabinete porluguez. Este
acto seguio-se immedialameole ao reconheci-
meulo official daquelle reino pelo governo fran-
cez.
Volou-se na cmara dos depulados o contrato
matrimonial de S. A. a sereoistima infanta D.
Antonia, irma de El-Rei, com o principe de
Sigmaringem, irma da fallecida raiuha D. Ester
fania de saudosa memoria.
No domingo 23, vespea do S. Joo, concorre-
ram para cima de 5,000 pessoas ao passeio pu-
blico, onda bavia urna fesla de caridade, em be-
neficio de um aylo de pobres. A ameoidade da
noite, e o espirito de philtnlropia lionam cha-
mado ali o melhor da populego de Lisboa. Al-
guna perturbadores e meetingwiros cinco ou seis
deram vivas ao duque de Saldanha logo que o vi-
rara entrar, eintimaram urna das bandas de mu-
sica a que tocasse o hymno do mesmo marechal.
A msica recusou-se louvavelmeote a o bedecer
aquella iolimego desordeira. Os vivas nao fo-
ram correspondidos seno por gargalhadas dos
circumstaoles, ou apostrophes um tanto enr-
gicas, do que reaultou que o marechal, envergo-
nhado e aborrecido com semelhsote fiasco, pro-
movido pelos emprezariet de manifesiages bur-
lescas, sahiu logo, conduzindo muito afilelo as
seohoras de sui familia.
Os meelingueiros sumiram-se. Um delles at
se adirma que se esconder o resto da noile na
barraca onde se mostra um diorama.
A polica anda na pista destes radiantes. Pa-
ra esta noite [vespera de S. Pedro, esperavtm-se
novas tentativas da revolta e tumulto. A tropa
ficou em quarteis ; as guardas foram reforjadas e
a polica poz-ae ea campo. O ca m pode opera-
cees devM ser' prega da Figueira, onde nesla
noile, como na da S. Joo a Santo Antonio cos-
tumam reunir-te milharet de pestou. Sao 4
horas da madrugada, e nao ote consta que bou-
vetie a menor aiterago do tocego pablico. O
certo porfa, que urna cidade nao pode eatar
merce.de alejaos trafleantesque por todos os mo-
tivos forcejeo por promover a desorden para pes-
care as agaa* lurvai.
Voion-ie a lti* aaiot em embaa aa cameral
de parlamento, e j e Diario de hoje publicava a
respectiva carta de lei, autorisanda o governo a
cobrar os impostos e applioa-los aa despazas do
estado, at ao lira de Julho, poca eaa qae date
estar approvado pelas corles o organjeoio.
reforcada com quetro|fregetas de hlice, o que se
verificar em beevitsimo prtzo. No cato de qual-
quer complieagao com Harrocoa, eataa forgas se-
riam absoluta mente necessarias para alguma ope-
^agia-jraaeaPoabre Lereche, Rabut, ou Hogador, e
tlOs ministros das di versas re partige* lameajt- o fO,vecoe ha dous mezes que te prepara atte'n-
todaa as eventualidades da queslo da
sentado algumas propostas de lei importantes.
Falleceu o autor da frophecia ou Qu*da da
Jerusakm ; o e*lima.vl eteriptor legitimisia D.
Jos de Alejada eAlencattre. Bra fllho do vis-
conde de Villa Nova de Soulo de el-rei.
At ultimes noliciat dea nossat possestes de
frica sao talisfadoriit.
L.
He s paterna.
O governo hespanhol liaba j em Pars e Lon-
dres os fundos destinados ao pagamento do se-
mestre da divida pnhlir-a.
Nao era certo ter havido deeintelligencia e rom-
pimeolo entre o ministerio da fazenda e a junta
directora do haaco de Hespeohe, ao contrario
reinava completa harmona. O banco prosegua
pagando as suas notas, nao obstante a afluencia
dos portadores, que no principio se caracterisou
de crise e gerou diffkuidedes ; e easim mesmo
cootiouava a subministrar fundos- aos que tem
pendentes grandes obras e s eraprezas construc-
toras de camitilios de ferro.
Diz-se que a quetio respectiva aos algodet
foi resolvida pelo ministro da fazenda mediente
grandissima reduego dos direitos de importago
desta materia prima, procedente de qualquer por-
to da America ou da Europa.
O ministro di fazenda j comegou a adoptar al-
gumas medidas eocaminhadas a procuraren: al-
gum eluvio eo commercio da praga de Madrid, e
s companhias de caminos de ferro, que tantos
prejuizos-esto soffrendo por efteilo da crise mo-
netaria.
Segundo informaces, fizerem-se, pela direc-
go do Ibetouro publico, saques sobre as provin-
cias, a prazo de 8 dias, no valor total de 42 rai-
Ihes de reales, dos quaes foram cedidos 12 s
ditas companhias, eo restante a differenles casas.
A meior parle dos seques foram sobre at provin-
cias do interior, sendo pare lamentar que nao
podessem ser a cargo das do litoral, que sao por
certo aquellas sobre que ha maior procura.
Diz o jornal hespanhol que d esta noticia :
Exiguo o soccorro de 42 milbet para o apetto
em que se acha a praga ; porra, appleudimoa a
medida, em demonstregio de imparcialidade, por
que nos parece boa, sobie lude te se repetir em
maior escala e com a celeridad que reclamamos
necessida es do commercio cada vez mais pon-
derosas e urgentes.
A queslo metlica continua no mesmo esta-
do : ter papel do banco nao ter prata, se nao se
pagar agio.
O ministro da fazenda era llespanha, tem lldo
conferencia com o nancio de S. Saotidade para
que se realise a desamortisacao da propriedade
eclesistica, conform est determinado na lei.
Este assumpto um dos que difflculta a marcha
do actual gabinete Odonoell.
O ministro da marioha teocieoava visitar a es-
quadra que viga as costas da frica, a qual sig-
nifica, naqnellas psragens, um meio de levar os
marroquinos a curapfirem o que prometieran ao
lindar a guerra.
Appareeer, segundo enleodem os miaitteriaes,
nos primeiroe dias de julho o decreto dando por
terminada a_ legislura actual; eccresceatando
que ainda nao se sabe se ao mesmo lempo eero
convocadas as cortes para a de 1861. Tamben se
nao sabe, seguodo ioformagoes autorisadas se se
deliberar a dissolugo descorts.
Ci se que nao est longe a poca da rnorte do
ministerio hespanhol ; segundo una perecer era
setembro, e segundo outros na ocessio de se reu-
nirem as curtes.
Apparece ama exposigo dirigida pelos dem-
cratas de Valencia s cortes pedindo o suffragio
universal e outras reformas polticas.
As ultimas noticies desmentiam o que se disse
ha poucos dias de que um dos primeiros decre-
tos que assignaria S. M. depoit de reslabeleeida
sua saude, feria a da concluso da presente legis-
latura. O governo nada lem decidido a este res-
peito e cr-se que o decreto em questio tardar
era apparecer, e quetalvez nao apparega emquan-
to rro se julgar conveniente marcar o dia em que
deva comeesr a legislatura de 1861.
No dia 19, tahiria para a Fraoga o ministro
francez Barrol, e parece que voltaria a Madrid no
prximo sfiembro.
Proseguem as balelas de modificagao miniete-
rial. Apezer das negativas das folhas do gover-
no, nao (alta quem alarme que no conselho de
ministros celebrado no dia 11 se tratou do as-
sumpto e que foi a causa primordial da reunio.
O caso licou aioda para resolver como tem acon-
tecido ha muito lempo. No dia 12 congregou-se
outra vez o conselho e esteve reunido por mul-
tas horae. E' provavei que os orgos goveraa-
mentaes nn venham "'., -=------ o
oot.a questo que nao fosse a das reformas re-
lativas s provincias ultramarinos.
Publicou-se um decreto em llespanha conteo-
do e importante declaraco de que o governo re-
solveu manter a neutralidade mais estricta na
lula que se travou entre os estados federaes da
Uniio e os estados confederados do sui na Ame-
rica do norte : e dictando algumas disposiges
encamihadas a evitar os dainos que podeiiam
resultar aos subditos hespanhes, e navegago
e commercio, da falla de disposiges clares por
onde possara regular-se.
E' prohibido em lodos os portos da monerchia
armar, abastecer equipar navios de corso, qual-
quer que seja a baodeira que arvorem. Nao po-
dem vender-se nos portos de llespanha objeclos
procedentes de presas. Igualmente se descreaos
outras providencias usuaes em tees casos.
A Correspondencia de Espaa, diz estar auto-
risada para declarar nao ser exacto o que teem
noticiado outros peridicos acerca da Hespaoha,
unida a Russia, Prussia e Austria ter diligenciado
lomar favoravel causa de Francisco II o gover-
no do imperador Nepoleo.
Escrevem de Granada ; gota aquello paiz de
tranquillidade, smente se nota algum movimen-
lo de tropas que sahem desta cidade, segundo
dizem uns para Aolequore e Malaga, e segundo
oulros para Tetuo. Observou-se o movimento,
mes ignora-te a causa : donde vem que cada
um faz oa seus commentarios. Os mmisleriaet
acreditara que estas idees e viadas de tropas tem
porobjeclo a costumar os soldados s marchas.
Sui megestade a rainna calholica resolveu de-
finitivamente que a sua viagem n'esle vero se li-
mite a Santander, onde tomar banhos com tua
augusta familia.
A rainha lendo mostrado o vivo interesse pela
saude do bondoso Pi IX, sua santidade flzera ex-
pedir de recommendego propria um despacho
deodo a
frica.
A Pairee, de Paris, do dia 12, referindo-ae a
um despacho deAlgecires escreve :
O vice-almiraote Pinzn recebeu do governo
despecaos qualbe ennunciara o reoigo de cinco
fragaea* a vapor para a sua esqiudra. Se o impe-
rador da Marrocos nao consentir em entregar Mo-
gador em lagar de Tetuo, a esqusdra hespanhola
se apoderar viva forga da primeira preg, e
desembarcar ah um corpo de exercito que ac-
tualmente se acha acampado nat costas da Anda-
luza. O Sr. Pinzn ja fez os seus reconhecimen-
tos para realiaar esie prjecto.
A esquadra que estava em Algecires, e que na-
vego u para a baha de Palmnos, forma dues di-
visos, a primeira composta dos navios Vulcano.
Jlerta, Edilena e Consuelo, a segunda dos vapo-
res Isabel II, Colar, Mrquez da Victoria, Vasco
Nunei e Ulloa ; estes dous ltimos receberam as
crvelas Villa de Bilbao e Ferrolana.
Aa ultimat noticias de Marrocos to : O impe-
rador, em urna carta dirigida aot altos dignata-
rios do imperio, e que tem feito circular pelas
suasdifereatespovoacea, maoifesta que, ceden-
do aos desejos da Fraoce, resolver pacificamente
a disaidencia em que eal com a llespanha. Os
jornaea de Madrid julgem que esta referencia
Frange feita pelo imperador para diafargar, pe-
ranie o phaoalismo guerreiro dos seus vassallos,
a mudanga de opinio de que resa o documento.
Acrescenum alguns jornaea que a influencia da
Frange, foi offlciosa, porque a llespanha nao ca-
reca d'essa interferencia para obter a jusliga que
Iba astistia neeteae reclamagoes.
Consta que em varios pontos da Hespaaha se
estavam estigoaade felicilages ao infante O. Joo
para Ihe serem mandadas no dia do sea ani-
versario. Diz-te que as poucat assignaturas que
se apresentaoi sao dos partidos extremos,
Diz-se que o valor dos gneros remeltidos de
Barcelona exposigo portugueza no Porto
montar para mais de um milbo de reales.
Com o titulo de Espaa y Portugal, aeaba de
ser publicado em Madrid, um opsculo pelo Sr.
Adom de Paz, aconselhando a unio da Portugal
Hespaoha, parttodo do principio que sendo ne-
cessaria a uoidade ilalina, tambem necessaria
a unidade ibrica. Como um principio nao tem
paridade com o ouiro, a obra do Sr. Paz nao ta-
ra guerra.
No processo formado! em Granada a alguns
individuos, aecuaados de seguirem o protestan-
tismo, o agente do ministerio publico requer
contra elles a pena de priseo de quatro a dez
annos.
Propoz-se que te abra urna subscripto demo-
crtica para transferir de Olivenza para um dos
cemilcrios de Madrid os restos mortaes de .fisto
Cmara.
Constara em Madrid que houve em Venezuela
um movimento poltico, e que Paes se decla-
ren dictador. Sao onuncios de novas compli-
cegofs.
Diz-se que, lend a imperalriz dot fraocezea
mandado reparar o palacio que possue em Hes-
paoha, em Arago, os operarios, que erara fran-
cezes, quando acabaram a obra, em signal de re-
gosijo, hastearam no palacio o estandarte do im-
perio. Armou-se o povo, que veio sitiar os ope-
rarios, como se vsse oeste a<-to o signal de urna
annexagao Fraoga.
Urna carta de Madrid dirigida a um jornal belga,
diz que alm do professor Pouz, cuja prisao j se
annunciou,tambem foram presos os lypographos,
que imprimirara os impressos quahticados pele
auloridade como revolucionarios.
A mesma caria diz que em Malaga as prses
ltimamente feitas levaram ao carcere chefes de
familia e doozellas de quinze annos.
O correspondente acrescenla, na presenga des-
las tactos, que aceroa da liberdade individual, os
ministerios em llespanha sao sempre o mesmo,
emboraoa membros do gabinete sejam substi-
tuidos.
Nao certo que se negocie um tratado de com-
mercio entre os governos de Frange e de llespa-
nha ; o tratado de que se oecupam ha annos e
que em breve ser celebrado um convenio
respectivo a direitos civis a attribuiges consu-
lares.
As noticias de S. Domingos, recebidas por vio
de llavana, alcaogavam a 18 do passado, e refe-
ra m que reinava all a maior trinquillidade e era
cada vez rnaior o enlhusiasmo pela reincorpora-
gao Hespaoha. O general Sant'Auna tinha per-
coi rldo as provincias, sendo acolhido em toda a
parle com demonslrago de alegra.
Dizem que a febre amarella devastava as tro
pat hespanholas em S Domingos.
O nl """, o- -auui il ("nh.
meou tres commisses de fazenda, de fomento, e
de adminislrago para invesligages do territorio
dominicano, e emprehenderem activamente os
grandes melhoramentos de que susceptivel.
A crise commercial de Cuba continua no mes-
mo estado.
O governador da Jamaica dirigi ums exposi-
go rainha Victoria, na qual pedia encarecida-
mente, em nome da colonia ingleze, qui o go-
verno do sui nao consinta que a Hespanhe tome
posse da ilha de S. Domingos.
L.
lido de encarnado, e tendo sobre o hombro urna
larga machadinha bullante.
Este individuo prestou-te para modelo Paulo
Delarocne no eeu quadro do supplicio de Jane
Grey, passaodo dous mezes em Paris disposi-
go e cuta do celebre pintor para o referido
Um.
-^ Sabbado leve lugar, em os aaldea do Arte-
nal de guerra, a reunio mensal da sociedade
Caittno militar.
Esteve brilhante e bastantemente coacorrida,
a pezar do mo tempe que fazia. Para aaia d
150 aenhoret de todas as citase denotan socieda-
Appellante, Eslevo Jote Paes Barrete ; ap-
pellado, Gabriel Germano Aguiar Montarroyos.
Becebetam-se oa embargos.
Appellante, Miguel Francisco Fontes ; appel-
lado, Antonio Fernandes de Mello.
AonuIIou-se o processo.
DILIGENCIAS CHIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, as appellages crimes:
Appellaole, o juizo ; appellado, Jos de Bar-
ros Lima.
Appellante, o promotor; appellado, Jotquira
w .u.,v... ue .uuaa as ciasae oenossA socieaa- Tavarp* HarinKo
de, bellas em geral, e trajando simples mas lin- I^fiu'i i* mi
dente, oroavem essa testa das dnesleZ.! ^S!11*0??? lot de Sao1 Ano,k >"; P-
suttenlaculos da aago.
dente, oroavem essa fesla das duas claises, oellado o iuizrT
sustentculos da oaro. peiiaao, o juizo.
ea tudo,
PERNAMBUCG
REVISTA DIARIA.
O prazo marcado para a substituigo das no-
tas de 20 da emissao da CaixrFilial do Banco do
Brasil nesta provincia, que devra expirar sab-
bado da presente semana, foi prorogido por mais
sessenli das, em virlude do aviso de 8 do passa-
do mez.
Continua pois a substituigo ao par al o dia
19 de setembro prximo viodouro, em que deve
terminar o limite da prorogago.
7" **0J8 do comeCO os laocadores do consu-
lado provincial a collecta da decima urbana e
mais impostos arrecadados por aquella estago.
O fiscal deltafreguecU lembra eos prprie-
tanes o cumprimeato das postulas relativas aot
passeos laleraes ou calcadas das respectivas
casas. r
Tendo esse funecionario de proceder a exame
no estado dellos, impor s deterioradas a multa
do^art. 18 des posturas de 3Q de juobo de 1849,
pela falta da observancia destas.
Nao haveodo a lei do orgamento do eorren-
te anno financeiro
- consignado quota para o ex-
lelegrephico a este soberana parlicipando-lheque podiente das agencias ecollectorias provinciaes
experimentara nota ve 1 allivio em sua doenga. I resolveu o Eim. Sr. presidente que essa despez
Um jornal hespanhol lembra a necessidade de
dar applicago aos donativos que se obtiveram.
quando houve a guerra de frica, ao noticiar que
em Valbadolide pede esmolla para viver um gra-
nadero que ficou ioutilisado para o servigo d'essa
guerra, e que perteoceu ao regiment de Na-
varra. O jornal at cita o nome do soldado.
Sabio de Madrid alguma ariilharia que se dis-
lina para a praga de Algeciras. Coincide coa
este faci o movimento operada, ai esquadra hes-
panhola, conforme participam de Cadix. O ge-
neral Pinzn sabio para Tnger, com os vapores
Isabel 11 e Alerta ; e o general Zebala era espe-
rado o 20 em Algeciras.
Consla que \ Hespaoha rescindi! o contrato
para a compra dos navios que se deviam cons-
truir em Inglaterra.
De Marrocos nao contta noticia que dissipe as
duviJes que d'este lado se levantam acerca da
paz com a Hespaoha.
O imperador de Marrocos continua a permate-
cer a ueagado por um dos irmos que te rebellou,
para que nao pague llespanha o que ainda deve
da contribuigo de guerra. Entretanto o impera-
dor parece disposlo a manler as suas Bromeases.
Espere-se qge a prudencia da Hespsoha obler
um desenlace honroso para esta queslo.
A respeito da divida de Marrocos a Hetpanba
el Reino escreve nestet termes:
Estamos a 19 de junho. 0 prazo mercado
para a entrega dot 90 ailbes que te estipularen
na modificagao do tratado de paz da Vad-Kas ex-
pirou no fim de maio; e nao existe um alomo de
esperangas de que os marroquinos intntelo cumprir
se quer em parte, o seu ultimo eompromiseo.
Alea d'isso, parece que recuaan tambem dar-
nos um porto pedido pela Heeptnha em troca de
Iha abandonarnos TeUio. De maneirt que ao
tdmenle se negem ao pagamento, ou por nao
quererem ou por nao poderem, mas tambem re-
cusem cotjpenear-not por algum moda pela falta
dette pegemento.
Iasutem akuns contra ai affirmalivat do Coui-
tmnio de Caz que a eiquadra de A/tic yai ser
dos.respectivos collectores e
d-se com os collectores
fosse feita cusa
agentes.
Parece-nos que isto
geraes.
Foi nomeado delegado de polica do termo
de Goianna o major do corpo policial Alextndre
de Barros Albuquerqae.
-- Por portara e 11 do correte foi aberlo um
crdito supplemenlar na importancia de 7680822
para pagamento das desaezas relativas ao mez
prximo paseado, feitas com o expediente e sr-
venles da cata de detengo.
Domingo prximo reunir-se-ht o conselho
de revista da guarda nacional do commando su-
perior deste municipio, sob a presidencia do Sr.
coronel Domingos Affonso Nery Ferreira.
Funecionar o conselho na tala das sesses da
cmara municipal, lendo comego os trabslhos s
10 horas da manha.
0 conselho tem de tonar conheciraento dos re-
cursos sobre naterias coudas no art. 33 das
instrueges de 25 de outubro de 1850 o. 723, de-
vendo os rnesmos ser i n ter pos los segundo o de-
terminado no art. 38 das nesmaa instrueges.
Acaba de morrer ea Londres John Lund,
em suas funeges, nao direi honorficas, mes ao
meoot inparlibus, de carrasco da orre de Lon-
dres, dia o Mundo Ilustrado.
Etsat funeget cootisliriam em decapitar cri-
minosos de eeledo, se elle os eocontretse, e se
etsa pena fjjtjjca podesae ser ainda eppliceda : a
ultima execjao de um criminosa de estado na
ctpittl da Inglaterra remonta msnrreicao esc-
cete.
Com lado, com o seu retpeito i certas, tradi-
c.es do feudalismo, o governo coniervava a func-
go intil al esta dia, e que provavelneole ees-
tara com o deeepperecimeoto do seo derradeiro
tituler, esta Jobo Load, enligo graaadeiro da
guarde, que oecupava 4 casta da estado ame bel-
la casa na vizinheoea da famosa torre, onde nao
apaarecia senie de seis em seis mezes, por ocet-
aiia da grande reunio offletal, oceupando a di-
reita do lord guarda do raeoanento terrive), tm-
A ordem, o aceio e profuzo jeina
devido ao interesse quesdem tomadi membros
da direcgo.
Dausou-te al s 2 e meia da raanba, em que
cada um de per si e lodos geralmente se retira-
ram talisfeitos da uibaoidade e cevalleirisno por
que foram tratados pelos dignos socios.
Mais que nunca, agora que j tres mezes de
existencia bao decorrido, coovm que os nostos
militares procurem tuslentsr essa tociedade, que
Uo bons elementos contera de protperidade e
vida, o que prova o apreso que do ao nosso bel-
lo sexo, baldo de enlretenimentos desta ordem.
Coosla-oos que urna repretentag&o foi leva-
da ao Exm. Sr. presidente da provincia, da par-
te de grande numero de propietarios uibanos
desta capital, pedindo providencias contra o abu-
so de vender-se continuadamente plvora, ha-
vendo grandes depsitos em casas particulares.
Anhelamos um despacho favoravel que nos ve-
nda liviar dosmale8 que se achara de continuo
imlnentes sobre nos.
Escrevem-nos de Garanhuns, em 6 do cor-
renle, o seguinte, que confirma o desmentido que
demos em urna de nossas Revislas passadas,
acerca da t ornada dos presos que iam para Aguas-
Bellas :
No dia 3 chegaram esta villa c achara-se
recelhidos respectiva cadeia os comprometidos
nos acoolecimentos de Aguas-Bellas, que esta-
vam presos na cata de detengo dessa capital ;
seguem para a villa de Buique escoltados pela
forga de lioha que os acompanba, responderem
ao jury.
Um perfumista solicitando autorisago
Mad. George Saod aiim de dar o seu nome a urna
agua preparada para os toucadores e para os len-
gos, o lluslre autor, lendo cheirado a amostra,
respondeu Ihe por escripto :
c... O seu resultado mui fino, asss disliocto
a lalutarissimo para as pessoas que, como eu, te-
rnera dos perfumes mui concentrados.
Voseo patricia
George Sand.
Nohant, 18 de dezembro.
Orgulhoeo de sua invengo, de sua ousadia e
dessa adheso, o perfumista faz pomposos an-
nuncios, em que o extracto das plantas e aquello
de costas sao reproducidos.
0 seu eonuncio cercado de urna bandeirola
preta, com leltras brancas dos oomes das princi-
paes obras da penna celebre que dignou-se dees-
crever ao inventor, que espera fazer fortuna com
sus
AGUA DE GEORGE SAND.
Foram recolhidos casa de detengo no dia
II do correle 11 homens e 5 mu Ihe res, sendo
5 livres e 11 escravos, a saber: a ordem do Dr.
chefe de polica 1 ; a ordem do Dr. delegado da
capital 1, que o pardo Manoel, escravo de
Eduardo Burle ; a ordem do subdelegado do Re-
cite 1; a ordem do de Santo Antonio 2, inclusive
o africano Congelo, escravo de Thom Madeira ;
a ordem do de S. Jos 2, que sao os prelos Hyla-
rio, escravo do Dr. Vieira, e Antonio, escravo de
Luiz Francisco Barbalho ; a ordem do daCapun-
ga 7, que sao os escravos Joaquim, Francisco,
Beoto, Rosaline, Thereza, Catharina e Joanna,
todos pertencentes a Igoacia Maria das Dores; a
ordem do dos Afogados 2.
Foram recolhidos mesma no dia 11 deste mes-
mo mez 4 homens, lodos escravos; a ordem do
Dr. chefe de polica 2. que sao : o pardo Eslevo
e o crioulo Vicente, perlencentes ao Dr. Gerva-
sio ; a ordem do subdelegado do Kecife 1, que
o crioulo Alexandre, pertencenle a Menoel Gon-
galves Ferreira Casco, e o crioulo Antonio, per-
tencenle a D. Maria de tal.
Passageirot do vapor francez Navarre. sa-
ludo para o Rio de Janeiro :L. Salomn Gora-
pertz e sua senbora, as irmas de caridade Marie
e Vincent de S. Vicente de Paulo, Henriquo Au-
gusto Milet.
MORTALIDADE DO DIA 13.
Mara, frica, 50 anuos, solieira, Boa-Vista ;
hypetrophia no corago.
Manoel, Pernambuco, 9 annos1; solteiro, escra-
vo, S. Jos; hedronomia.
Benedicto, frica, 60 annos, solteiro, Santo An-
tonio ; coogesto cerebral.
......,nu juse ae eienoonga, Pernambuco, 67
annos, casado, Afogados; diabetes.
Fallecern durante a semana 36 pessoas,
sendo : 10 borneas,.8 mulheres e 8 prvulos, li-
vres ; 5 homens, 3 mulheres e 2 prvulos, es-
era vos.
appellado, Francisco Al-
CHR0N1CAJUICIARIA.
TRIBUNAL DA RELACaO.
SESSO EM 13DEJULH(JDE1861.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. C0NSELI1E11X0 ERXELINO
DELEO.
As 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caelano Santiago,
Silveira.Gitirana, Lourengo Santiago, Silva Go-
mes. Motta. e Perelt, e o Dr. juiz dosfeitos da
fazenda Ucha Cavalcanti, faltando o Sr. desem-
bargador Guerra, procurador da cora, foi aber-
ta a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribui-
do., procedeu-se aos seguintes
JLGAMENTOS.
RECURSOS CHIMES.
Recrrante, o juizo ; recorrido, Manoel Pon-
ciano do Rosario e outros.
Relator o Sr. desembargador Peretti.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
Costa Motta e Gitiraua.
Improcedente.
APPKL1.ACES CRIMES.
Appellante, o promotor; appellado, Jos Mo-
reira de Leos Piodoba.
A' novo jury.
Appellaole, o juizo ; appellado, Joaquim Mo-
reira dos Santos.
Improcedente.
Appellante, o juizo : appellado, Luiz Tei-
xeita.
A novo jury.
Appellante, o juizo; appellado, Antonio Fran-
cisco Xavier Azevedo.
Nao tornaran, conhecimento
Appellante, o juizo : appellado, Joo Lopes
da Freitas.
A novo jury.
Appellante, o juizo; appellado, Thomaz An-
tonio Gouveia.
A novojury.
Appellante, o juizo ; appellado. Benedicto Go-
mes Sera.
Improcedente.
Appellante, o juizo; appellado, Wenceslao
Telles de Oliveira. %
A' novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Victorino Jos
de Moura.
A' novojury.
Appelleote, o juizo ; appellado, Severino de
Carvalho Coelho.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Igna-
cio Victorino.
A' novo jury.
Appellaole, o juizo ; appellado, Mdnoel Cos-
me.
A' nove jury.
Appellante, Joaquim Cordeiro Ribeiro Cam-
pea ; appellado, Guilherme Vieira Ramos.
Improcedente.
APPELLAgES C1VEIS.
Appellante, Joaquim Gongalves Batios ; ap-
pellado, Joo Valenta Villela.
Desprezaram-se oa embargos.
Appellaole, Francisco Jos Regalo Braga ; ap-
pellado, Manoel Pereira Caldas.
Reoeberam-se os embargos.
Appelltnle, Antonio Alvos Maciel ; appella-
do, Pedro Pas de Souze.
Reformada a sentenca.
Appellente, Ignacio Bandeira de Loyolla ; ap-
pellado, Joo Carlos de Albuquerque.
Despiezara u-se os embargos.
Appellante, Malhias Lopes de Audrade ; ap-
pellado, Jote Thomaz de Aquino.
Confirmada a sentenga.
Jos Buriti:
appellado,
Appellaole, o juizo; appellado, Domingos Ro-
drigues Barbosa.
Appellaole, o juizo
ves Feilosa.
Appellante, Vicente Ramos de Soura ; appel-
lado, o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Jos
Lopes. .
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Ma-
noel da Trindade.
Appellante, Manoel Romo dos Santos ; appel-
pellado, e juizo.
Appellante. o juizo; appellado, Miguel Joa-
quim do Paria Brega.
Appellaole, o promotor; appellado, Jos Pe-
dro da Costa.
Appellante, Jos Vieira Restnde ; appellado,
a jusliga;
Appellanle, Manoel Joaquim Borges ; appella-
do, o juizo.
Appellante, o juizo; appellado, Jacintbo de
Araujo Lima.
Appellante, o juizo ; appellado,
Appellaole, Joo Paulo de Araujo
Jos Brilhante de Aleocar.
DESIGNACAO DE DIA.
Assignou-se diapara julgamento das seguintes
appellages civeis :
Appellante, o cnsul porluguez ; appellado,
Manoel Jos Leite.
Appellaule, Domingos de Oliveira Das ; ap-
pellado, Pedro Marques da Cotia.
Aopellante, a irmandade do Livramento de Ja-
boato ; appellados, Menoel Pires Ferreira e ou-
tros.
Appellante, pedre Emygdio do Reg Tosceno ;
appellada, a adminislrago do patrimonio do Li-
vramento.
Appellante, Cunegundes Galdino de Queiroz 'r
pellada, a fezenda.
Appellante, Heorique Gibsoo ; appellado, Hen-
rique Forsler.
Appellaole, Antonio Jos de Carvelho Santia-
go ; appellado, Dr. Joo Jos Pinto Jnior.
Appellante, a vuva de Joo Vieiro da Cunha ;
appellada, a fazenda.
Appellante, Antonio de Siqueira Cavalcanti ;
appellado, Antonio Carlos Pereira de Burgos.
Appellante, Anglica Joaquina do Espirito
Santo ; appellado, Jos Rodrigues Lima.
As appellages crimes :
Appellante, o "juizo ; appellado, Manoel Fran-
cisco da Silva.
DISTRIBUICES.
Ao Sr. desembargador Caetano Santiago, as
appellages crimes:
Appeflante, ojuizo; appellado, Domingos Mar-
tos de Oliveira.
Appellaole, Manoel Vieira dos Santos ; appel-
lado, o juizo.
Appellante, o juizo; appellado, Manoel, es-
cravo.
AoSr. desembargador Silveira, as appellages-
crimes:
Appellante, o juizo ; appellado, Joo Severo
do Nsscimeoto'.
Appellante, Manoel, escravo ; appellado, o
juizo.
Appellente, o juizo ; appellado, Manoel Ig-
nacio
Ao Sr. desembargador Gitirana, as appellages
crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Ramos
Pinheiro.
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquim Can-
dido de Figueiredo.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
lages crimes :
Appellante, Francisco Rodrigues dos Prazeres ;
appellado, o juizo.
Appellante, Francisco Antonio dos Santos ;
appellado, ojuizo
Ao Sr desembargador Costa Motta, as appella-
ges crimes
Appellante, Antonio Manoel de Sampsio ; ap-
pellado, o juizo.
Appellante, Jos Marques da Paixo ; appella-
do, o juizo.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, as
appellaces crimes:
s pppfuf.io. TnjiMi ins6 de Moli ; appellado,'
o juizo.
Appellante, Francisco Ferreira Lustosa ; ap-
pelledo, o juizo.
Ao Sr. desembargador Peretti, as appellages
crimes:
Appellante, o juizo ; appellado, Benedicto
Gongalves da Silva.
Appellante, o juizo ; appellado, Candida Maria
des Virgens.
As 2 horas encerrou-se a sesso.
JURY DO RECIFE.
3a SESSO.
Dia 13 de julho.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DR. JLIZ DE DIREITO DA,
SEGUNDA VARA CRIMINAL FRANCISCO D0M1NGUE3
DA SILVA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dio de Gusmo Lobo.
Eserivo privativo, o Sr. Joaquim Francisco-
de Paula Esleves Clemente.
A's 10 horas da manha, verifica-se esta-
rem presentes 37 juizes de facto, e declarada
aborta a sesso.
Continuam a ser multados os seguintes se-
nhores :
Manoel Luiz Moreira de Mondonga.
Lino Pereira da Fooseca.
Antonio Luiz Caldas.
Joaquim Jos de Sant'Aune.
Antonio Gongalves da Silva.
Joo Luiz de Aodrade Lima.
Jos Antonio Carneiro.
Ernesto Corolano da Costa.
Francisco Antooio Borges.
Silvino da Cunha Camello.
Manoel de Souza Leo Jnior.
Domingos Jos Alves da Silva.
Menoel Bellarrniuo Ildefonso Cabrel.
Luiz Bernardino da Costa.
Menoel Igoacio de Albuquerque Maranho.
Jos Joaquim de Miranda.
Menoel Joaquim da Fonseca Rosa.
Manoel Gongalves da Luz.
Joaquim Jos Silveira.
Alexandrino Correa Marques.
Manoel Joaquim Ribeiro.
Antonio Jos de Vascencellos.
Severiano Jos de Souza.
Ignacio Lopes Cordeiro.
.Jos Merit Machado de Figueiredo.
Antonio Norberto dos Santos.
Pedro Jos Carlos da Silva.
Antonio Teixeira Peixoto.
Torquato da Silva Campos. **
MeooefrJos da Silva Leite.
Manoel Igoacio da Silva Teixeira.
Francisco de Azevedo Caldas Lima.
Joaquim Francisco de Mello Santos.
Dr. Manoel Adriano de Souza Pontos.
Joo Carlos da Lima.
Dr Jos Honorio Bezerra de Menezes.
Luiz Aotonio Annes Jacome.
Flix Jos de Sunza Jnior.
Jote Antonio de Oliveira e Silva.
Jos Francisco Pinto.
Antonio Fernendee de Araujo.
Franciteo Antonio de Miranda.
Jos Pereira de Goes.
Antonio Francisco Collares.
Menoel Francisco de Salles.
Manoel Ferreira Pinto de Araujo.
Flix, da Cunha de Melle RostL
Jos Gongalves dos Santos.
Joo Manoel doa Santos Vital.
Joaquim Pedro do Reg Btrreto.
Flix Antonio Alves Maicarenhas,
Jos Rufino Coelho.
Jos Maria Seve.
Manoel Ribeiro da Fonseca Braga.
Dr. Jos Leandro de Godoy e Vasconcelos.
Entrando-te ne torteiimento do conaelho d
sentenga que tem de julaar ao reo Manoel da
PorciuBcule, soldado de 4." batalho da ariilha-
ria a pe, pronaatitdo no art. 01 do cod. cria*


UaiO M MBJUHIDOO. m> SfiGUMU FEJRA lfr M JULHO DI 1861;
m
Sor crirac de ofensas phvskas leves, commetli-
as na pessoa de Mauoel do Espirito Santo.
Embora o reo nao foaie preso em flagrante
delicio, todava o Dr. promotor publico proseguio
na acausago, visto ser o offendido pessoa mis-
me!, segundo a hypothese provista no art. 73
do cod. do processo criminal.
CoQcluindo a accusico, o Dr. promotor publi-
co requeren que, estando o proprio offendido na
Ma do tribunal, convina qae fosse chamado
fazer as necessarias revelarles ao conseibo de
sentenea.
Deferido o roquerimento pelojulz, compareceu
o offendido e oarrou o (acto, como acontecer, re-
ferindo-se algutnas lestemunhas.
O advogado, Dr. Americo Neito de Mendonca
fez a defeza do reo com o zelo que lhe fami-
liar.
A* meio da defeza, foi aquerida urna lestemu-
nha qual se havia referido o offendido Manoel
do Espirito Santo.
Findos os debates, o Dr. presideote do tribunal
offereceu ao ury de seoteoQa os seguales que-
sito* :
1.0 reo Mauoel da Porciuncula, em outubro
de 1860, fez oa pessoa de Manoel do Espirito-
Santo o Uriraeoto descripto no corpo de de-
licio?
2.* Existam circemstancias atteauantes fa-
vor do reo t
O jury responde aos qaesiios pela seguiote
forma :
1.a quesito ; Sim ; por 6 votos. Nao ; por
6 votos.
2." quesito :Respondeu pela mesma forma
afllrmativa e negativamente.
Em vista das resposlas do jury, o r. juiz de
direito lavra a sentenea, absolvendo ao reo e
condemoando a raunicipalidade apagaras cusas
do procasso.
Sendo- a hora pouco adianlada, entra em julga-
mento e reo- Ctiristiano Pereira, accusado por
crime de ffensas physicas leves commetli las con-
tra um meodigo, que esmolava na ponte nova,
que divide os bairros de Santo Antonio e da 6.
Fre Pedro Goncalves.
E' adrogado do reo o Dr. A. Netto de Men-
donca.
Accordsndo*se as partes, julgado o reo pelo
mesmo conselho quessrvira em o primeiro jul-
gamento.
Versam os debates, e depois das formalidades
lgaos, o reo absolvido e coodemoadoa muoi-
cipalidade as cusas.
E' adiada a sesso para o dia 16 do correte,
em que dever entrar em julgamento o processo
em que sao reos Antonio Vctor de Si Birreto,
Joaquim Felicio da S Brrreto, Jos Esteres, eo
preto Miguel.
Leranlou-se a sesso s 5 horas da tarde.
Publica^oes a pedido.
Direito commercial.
Roga-se ao autor da proposta da queslo de
direito commercial publicada no Diario de hon-
tem, se digne addicionar ao seu quisito, mais
o seguate ; porm sem soGsma.
Se, leudo o sacado assignado naletlra de trra
sem escrever a palavraacceito; mais sendo
demandado por esta leltra pelo sacador, e em
juizo reconhece sua assignatura, e firma oella
posta, por termo de onissao nos autos, ainda
assim estar exento de a pagar ?
Pela affirmativa ah do commercio em gerai ;
porque todos tern letiras de ierra assigaadas por
saus devedores sem o respectivoacceito.
COMMilICIO,
Caixa Filial do Banco do
Brasil em Pernambuco
A directora em virlude do aviso de 8 de ju-
cho prximo passado, declara queca prorogado
por mais 60 das o prazo mancado pelo art. 4 do
decreto n. 1685 de 10 de novembro do anno An-
do, para a substiluico das notas de 208 da emis-
so da mesma caixa, o qual linda em 19 de se-
tembro vindouro.
Caixa Filial do Banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.O secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferreira.
Manoel Ignacio de Olivo!ra A Filhos, 1,200
saceos com 6.000 arrobas de assuear.
Bastos lrmaos, 103 couros salgados com 2,765
libras.
Bastos lrmaos, 32 saceos com 160 arrobas de
assuear.
Domingos Rodrigues de Aadrade, 14 bacricas
gomma com 86 arrobaa e 19 libras.
Joaquim Alves Barbosa, 3 barricas com 8 al-
queires de farinha de mandioca.
Francisco Rodrigues da Silva, 139 couros sal-
gados com 3,970 libras. -
Brigue brasileiro Mara & Alfredo, pira Mar-
aville, carregsram :
Carvalho Nogueira & C, 600 saceos com 3,000
arrobas de assuear.
Brigue aApcez Btlty, para Matseille, carre-
garam : ^
Aranaga Hijo & C, 270 saceos com 1,350 ar-
robas de assuear.
Barca ingiera Ganges, para Falmoulh, carre-
gsram :
Krabbe Whately & C, 1,235 saceos com 6,175
arrobas de assuear.
Racebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 12. '. 17:338*029
dem do dia 13.......2:607*598
19:945*627
Consalado provincial.
Rendimento do dial a 12 59.417*968
dem do dia 13.......3:110*672
62:608*640
Agurdente -
Couros -
Alfandega,
Rendimento do dia 1 a 12. ,
dem do dia 13.....
234:2750134
13 014J23I
2*7:289$365
Movlmento da alfanae-a$a,
Volumes entrados com fazendas.. 128
> com gneros.. 598
Volumes
>
sahidos

com fazendas..
com gneros..
-----726
15
314
329
char-
Descarregam hoje 15'de julho
Pdlaca hespanholaEsmeraldacarne de
que.
Polaca hespanhola Indiaidem,
Brigue ioglezMary Annatrilhos de ferro.
Brigue inglezReliancemercadorias.
Barca inglezaSarah farinha e ferro.
Brigue portuguezConstautemercaduras.
Brigue brasileiro-r-Almirantegneros do paiz.
Barcaf inglezaColinaferro e carvo.
Escuna hollandezaAutilopemercadorias.
Importacao.
Vapor francez Navarre, procedente de Bor-
deaux, manifestou o seguinte :
30 caixas queijos ; a Brender a Brandis.
15 ditas dito ; a Tasso Irmo.
7 ditas dito ; a E. A. Burle & C.
6 meios barris vinho ; a Silva Faria.
10 caixas sardlnhas, 1 dita relogios, 2 volumes
amostras diversas ; a F. Sauvage 4 C.
100 barris e 100 meios manleiga, 25 caixas e 6
barris vinhos ; a Tisset freres.
30 barris manleiga, 2 caixas bichas, 1 volume
amostras ; a Joo Keller & C.
2 caixas bichas; a N. O. Bieber & C.
1 caixa chocolate ; a Duarle & Souza.
2 ditas conservas, 3 caixdes objectos de uso ; a
J. R. Duarte.
1 diU sedas ; a Lindem Wild & C.
1 dita pertences para piano, 1 volume msicas ;
a Lamonier.
1 volume coral; a Isaac Enaty.
1 dito meias de seda : a Almeida Gomes Alves
&C.
1 caixa sedas e bicos ; a Piato de Lemos.
1 dita perfumara ; a E. Leconte.
1 dita chpeos de fe I tro, 1 dita ditos de palha,
1 dita fil ; a Christiani freres.
2 ditas vestidos de seda ; a Ferreira & Araujo.
1 caixa modas ; a Coucanas Dubourcq,
1 dita fazeuda dela, t dita apparelhos para
capsulas, 1 dita fazenda de seda ; a Kilkmaun &
Irmo.
5 caixas louga de porcellana; a F. Dubarry
&C
' 2 ditos livros e msicas ; a Bandeira.
4 caixas caixiohss para joias ; a Lemannett
C. *-
1 caixa luvas ; a Seve Filhos & C.
1 dita sedas ; a Southall Mellos.
1 barril vinho ; a Baudechou.
1 caixa lencos ; a F. Baylac.
1 volume amostras debatas; a Soaresde Aze-
vedo.
1 dito amostras ; a Schafheitlin 4 C.
1 dito obras de madeira ; a J. Falque.
1 dito objectos para relogios ; a Bertraod.
1 drto amasaras ; a Dammayer.
1 dita amostras, e 1 dita dita; a D. P. Wild
&C.
1 dito esfeites ; a Monleiro Lopes.
Brigue nacional Almirante, viodo do Rio de
Janeiro consignado a Azarado & Vendes mani-
festou o segeaale:
25 duzias de pranxoes de pioho, 2 caixas li-
vros, 8 torrs vinhos, 59 pipas valias, 1 eaixo
charutos, MO saceos faral. 4 caixas pregas, 1
cairio 1 espelho, 13 volumes cara, 4 carias pa-
pel, 1 dita rap, 830 siseas caf, 180 barricas
vazias, 1 caixao cigarros. 202 rollas e 30 tatas
lamo. 82 saceos barro, a ordem de diversos.
Patacho nacional Apa, nodo da Portojalegre
consignado a Amorim & lrmaos manitsslou o
seguiote:
7:009 arrobas da carne seeea de charajsre, 597
ditas de sebo em pies, 196 ditas de graxa em
bexigas, 35 couros seceos vaaaasa; aos mesmos.
de Lisboa,
PRAA DO RECIPE
13 DE JULHO DE 18GI.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios Saccou-ee sobre Londres a 25
5/8. 25 1/2. e 25 1/4. d.
por 19000 rs., sobre Pars de
372 a 375 rs. por f., e so-
bre Lisboa a 110 por ceoto de
premio, sublndo a S 85,000
os saques da semana.
Algodao O desta provincia escolhido
vendeu-se a 9*100 e o regular
de 8&800 a 8?9t0 rs. por arroba.
O de Macei posto a bordo
a 8JT50 rs. por arroba, e o
da Parahiba a 9j350 rs. tambem
posto a bordo.
Assuear-----------O branco vendeu-se de 3*000
a 3*600 rs. por arroba, o so-
menos de 2g600 a 2*800 rs.,
mascavado purgado de 2*150 a
2*400 rs., e bruto de 1*900 a
1*950 rs. por arroba.
Vendeu-se a 700000 reis a
pipa.
Os seceos salgados venderam-
se a 190 rs. por libra.
Arroz- O pilado da India regulou por
2600, por arroba, e o de Mar -
nho de 2*800 a 3*000 ris
por arroba.
Azeito doce-------O do Lisboa venlen-sa de 3*100
a 3*200 rs. por galo, nao teo-
do havido vendas do Estreito.
Bacalho-----------ReUlhou-se de AiOOd a 10JO00
rs. a barrica, nao tendo havi-
do vendas em atacado Ficaram
em deposito 7,500 barricas.
Barricas vazias Venderam-se de 1*200 a 1*600
rs. cada urna.
Carne secca- A do Rio Grande, relalhou-se
de 2$000 a 3*000 rs. por ar-
roba, e do Rio da Prata de 2* a
2*.600
arrobas da primeira, e 22,000
da segunda.
Caf------------------Vendeu-se de 5*100 a 6*000 rs.
por arroba.
Cha-------------------A ultima venda efectuou-se a
2*500 rs. por libra.
Can-So de pedra-Idem de 14* a 17*000 rs. a to-
nelada.
Cerveja dem a 3*500 rs. a duzia de
garrafas,
farinha de trigo. Durante a semana somonte en-
traram 920 barricas, proce-
dentes de Liverpool, que fo-
ram atacadas a 22*000 rs. a
barrica com pequeo prazo.
Retalhou-se de 31$ a 32* rs.
por barrica da de liichmitnd,
de 27* a 29$ rs. de Phiradel-
phia, a 27* rs. de New-Kork,
eNew-Orleaos. a 31* rs. a de
Trieste, e 12*000 rs. pelo sac-
co do Chili. ficando em ser
4,000 barricas da prlmeini,
800 da segunda, 1300 da ter-
ceira, 500 da quarta, 1,400 da
quinta, e 400 saceos da sexta.
Far. demandioca-Vendeu-se de 3*000 a 3*500
rs. por sacca.
Genebra Venieu-se do 300 a 320 rs.
a botija.
Louc,a--------------A ingleza .veudeu-se com 306
por cento de premio sobre a
factura.
Manleiga A franceza vendeu-se de 570 a
600 rs. e a ingleza de 900 a
1*000 rs. a libra, flcando em de-
posito 600 barris.
de linhaga-Vendeu-se a 1*100 rs. por ga-
lo.
Passas------------Mera a 8S000 rs a caixa.
Queijos--------------Variaram de prejo conforme
a qualidade, vendendo-se de
2*200 a 2g600 rs. os flamen -
gos.
Sabio----------------O amarello vendeu-se de 100
a 120 rs. a libra.
Toucinho--------O de Lisboa vendeu-se a 9*
rs. por arroba, e nao ha do de
santos.
O de Portugal vndeu-se de
90* a 110JS0O0 rs. a pipa.
Vinhos----------O de Lisboa variarlo de 200*
a 250* rs. a pipa, conforme a
qualidade, e o de Mediterrneo
a 195$ rs. a pipa.
Velas------------As de compnsico venderam-se
a 660 rs. a libra.
Descont--------- O rebate de leltras regulou de
10 a 18 por cento ao anno, dis-
contando a caixa cerca de 300
contos a 10 por cento anno.
Fretes------------ Para Liverpool a 15 pelo las-
tro, e a 9/16 a 5/8 pelo al-
godao.
Oleo
Vinagre -------
dem de onca...... 115000
Doces seceos......libra 1*000
dem em geleia oa masas 500
dem en ealda. '
Espanadores grandes. am 4
dem pequeos ..... >
Esteiras para forro ou estira de
navio........cento 20*000
Estoupa nacional .... arroba 1600
Farinha de mandioca. alqueire
dem de araruta.....arroba
Feijao de qoabjuer qualidade. -f
Frechaes........um 5$0OO
Fumo em folha bom. ... 18g060
dem ordinario ou restolho. 8$D00
dem em rolo bom 12J000
dem ordinaro restolho... > 6*000
Gomma........arroba 3*000
Ipecacuanha (raz) .... > 25JJ000
Lenha em achas.....cento 2$400
Toros........ 11*600
Lenhas e esteias.....um 50JOOO
Mol ou melaco......caada 220
Milho........arroba. 1*600
Pao brasil...... uintal 10*000
Pedras de amolar .... urna 800
dem de filtrar ..... > 4$000
dem rebolo...... > lg2C0
Piassava........molhos 200
Puntas ou chifres do vaccas e
novilhos ...... cento 5*000
Pranchdes de amarello de
dous castados......urna 16*000
dem loura....... 8gO00
Sabo. .... libra 100
Salsa parrilha......arroba 26JOO0
Sebo em rama...... 5(000
Sola ou vaqneta urna 2J600
Taboas de amarello .... duzias 101*500
dem diversas...... 70*000
Tapioca /.....arroba 3*200
Travs.........urna 10*000
Cnhas de boi cento (320
Vinagro........caada *280
Alfandega de Pernambuco 13 de julho de 1861-
0 primeiro cooferente. Manoel Ephigenio da
Silva. O segundo cooferente, Joaquim Ig-
nacio de CarvalhoMandonca. Approvo. Alfan-
dega dePernambuco 13 de Julho de 2861 Barros.
Conforme o 3. escripturario Joo Jea Pereira
de Faria.
HAMIIIBGO,
'10 de jirnho del61.
BOLETIMCOUalERClAL.
Durante os ltimos quinze das, o negocio nao
teye importancia particular ; as traosaeces li-
mitando-se ao supprimento do consumo cor-
rente.
Caf.Os precos se conservam em declinacao,.
e as quahdades de bom gosto que al agora li-
aban sustentado o seu valor, as de Santos e de
S. Domingos, devem ser coladas mais baixo
1 1[8 al 3;16 schillings. As colacoes do caf
do Rio devem ser consideradss nomioaes, e
sobretudo as qualidades inferiores nao se vender
promptamenle.
O assuearsoffreo ora diminuidlo de 8 schil-
lings por cem libras ; o mercado est opprimido
e nao houveram traosacQoes dignas de se men-
cionar.
Tabaco.Todas as qualidades sao bom acolbi-
das, o tabaco de S. Domingos tem sido sobretudo
muito procurado ltimamente. Do Brasil apenas
existem 600 pocotes.
Cacao. Sua importancia e os precos apenaste
suslentam.
Algodao.A resorro dos compradores, de um
lado e as pretences dospoasuidoreano permil-
liram nohv-eis transacedos.
Couros.Ao noticias-do Rio da Prata fallam de
altos procos,-e parece qae-comparativa mente ao
anno passado harer um desfalque consideravel
de eouros salgados. Nos ltimos qoinze dias
venderam-se cercado 16,000 couros de difieren-
tes procedencias.
Em ser em 1.a mo 6,000 couros do Rio Grande
e 2,000 de Pernambuco.
Jacaranda. Par o dia 3 de julho est annun-
ciado um leilao de 1,200 pecas ou cerc de libras
de Jacaranda do Rio tfe Janeiro, vinda no navio
Luba.
brigue portsguez Constante, entrado em 9 do
correte, sea-do a arreasatarSo livre de direito
ao arrematante.
Alfandega de Pemarabueo, 13 de julho de
1881. O 1 asariplarario, Firmino Jote de
mUveirn.
Olllm. Sr. inspector da thesourarla pro-
vincial manda fazer publico para couhecimeolo
dos intereasados o a*U 4* da lei provincial o.
510 de 18 do junho do eorrente anno.
ArL 48. E permitido pagar-se a meia sisa
dos eacra vos com prado em rxualquer lempo an-
terior a data da presente lei independen!'-, de
revalidaco e mulla, urna vez que os devedores
acluaes (leste imrJOsto. o fagan dentro do exerci-
co de 1861 a 186, os que oo o flierem Ocaro
sujeltos a revalidasioe m-ilta em dobro, sendo
um terco para o denunciante. A thesouraria
tara anoanciar por edital nos prlmeiros 10 dias
de cada mez a prsenle disposir;ao.
E para constar se mando afiliar o presente e
publicar palo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
narbuco8de julho de 1861.O secrebrio,
A. F. d'ADDunciaco.
Joo Baptisla de Castro e Silva, comineodador da
ordem da Rosa, e inspector da thesouraria de
fazenda de Peraambaco, por S. M. I., que Deus
guarde.
Fa$o saber a todos os habitantes desta provin-
cia, que em virlude de ordem circular do the-
souro-o. 39 de 4 do corrate mez se substituiro
nesta thesouraria, s horas de seu expediente, as
notas de 100* e 200* da i estampa, papel bran-
co. Esta substiluico so realisar desta data ao
um de dezembro deste anno valor por valor; do
r de Janeiro de 1862 porm em dianle se far
ella com o descont legal de 10 por cento em ca-
ds mez, de modo que do Io de outubro do dilo
anno de 1862 uo tero mais valor algum as re-
feridas notas.
Thesouraria de fazenda de Pernambuco 15 de | #j?2T!i
junho de 1861.
Joo Baptista de Cistro e Silva.
nhs, acompaahadas das amostras dos objectos.
Para oa navios.
30 caivetes de aparar peonas, 6 livros, mappas-
de 50 foihas. 8 ditos de ditos de 35 ditos, 2 res-
mas de papel Uallanda, 12 pavilhoes para esca-
leres e 8pecas de sondareza.
Paraos Dariese arsenal.
36 latas de Unta prata.
Para o arsenal.
6 grozas de parafusos de ferro, sonidos, com
roscas para madeiras, de 1[2 a 1 pollogada, 400
duzias de rpas> 60 folhas de ferro Lower-mor, de
5p3 de comprimenlo. 21|2 de largo, e 1|2 pol-
legada de grossura, 27 ditas de lato, de 7 ps
de comprimento. 3 de largo, e 3|32 pollegadas de
grossura, 4.500 rehires de 1 1(2 pollogada de
comprimento, e 3|4 de dimetro, e 44 barras de
ferro angular, de 2 lj/2 a 3 pollegadas de altura,
.6 1(2 de grosso ; etes quatro ltimos objectos
com applicacao especial s caldeiras do vapor
D. Pedro.
50 ditas de dito chato de 3 1]2 pollegadas de
Ia 4go e ll2 de *ssura, 41 raroes de metal de
1 li2 pollegada, 322 ditas de cobre, sorlidos, de
[i a 5j4 de pollegada, 8,000 arroelas de metal
para cavilhas de 3 a 6ii, 6 Irados grandes me-
e 20 pios de madeira de qualidade ptra
. ), de 60 a 80 ps de comprimento e
14 a 20 pollegodas em quadro ; estes objectos
com applicacao especial crvela em cons-
trurcao.
S1 do conselho de compras navaes, em 13 de
cial, em cumprimento da ordem do Exm.Sr. pre- Julno e '861 O secretario,
sidente da provincia, de 28 de junbo prximo i Alexandre Rodrigues dos Aojos,
findo, manda fazer pablico que no da Io de agos-'. ~~ Ossbaixo assignados, lancadores do consu-
to prximo futuro, perante a junta da fazenda da |*a Provincial, lando de dar comeco no dia 15
mesma thesouraria, se ha de arrematar, quem "Jo correte mez aos trabalhos do lanQamento d*
por menos flzer, a obra a fazer-se com o corte da i "ecima urbana e mais impostos quo por aquella
barreira do silo da Maela, avallada em ris rePar,1!a sao arrecadados, como acha-se dispos-
4:290J000. | lo n lei do ornamento provincial vigente, avisam
A arremalago ser feita na forma da lei pro- a \0.os os conlrib-iioles para que, no acto da
viocial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob is ""cta.sr-jam manifestadas as informacos exi-
clausulas especiaes abaiio declaradas. i 6m>s recommendando mui particularmenle
As pessoas que se propozerem a essa arrema- ,09'"quelinos que aprsente os competentes
cao comparecam na sala das sessoes da referida recjbos.sfim de evitar duvidas e recia mandes.
mesmos; com es quaes lem de serem matricnla-
dos narepartrcao da polica, devendo-so fiodar
o prazo no dia ultimo do mez correte.
Primeira secesoda mesa do consulado provin-
cial 13 de julho de 1861 .Os laocadores,
Joo Pedro de Jess da Malta.
k>omelrio de G. Coelho.
Conselho de compras navaes.
Tendo de proraover-so a compra do material
da armada, abaixo declarado, manda o conselho
fazer publico, queisso ter lugar em sesso de 18
do correte mez, mediante propostas em cartas
fechadas entregue nessodia, s 11 horas da roa-1 segu com brevidade o brigue nacional Felicida-
scima ;. a fallar com Bartholomeu'Lourenco, na
ra da Madre de Dos n 2, ou no trapiche do
algodao eom o meslre.
faja
Rio de Janeiro
de por ter amaior parte do seu carregamenlo-
prompto; ainda recebe alguma carga e escravoa
a frele, para o que trata-se com os consignata-
rios Jos Velloso Soares & Filho, no largo do
Gorpo Santo.
REAL r-OMPANHIA
,-~ O Illm. Sr. inspector da thesouraria provio-
0 presente e
junta, no dia cima mencionado, pelo meio dia
competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 4 de julho de 1861.O secretario.A.
F. da Annunciago.
Clausulas especiaes para arrematado.
1'. A obra ser principiada 15 dias depois da
arremalaco e concluida no prazo de 4 mezes.
2*. O arrematante quaodo teoha de entregar a
obra, apreseotar o leito da estrada, em estado
perfeito, tendo cuidado em* que uo desappareca
Recife 11 de julho de 1861.
Joo Pedro de Jess da Malla.
Demetrio de Gusmo Coelho.
, O fiscal da freguezia de Santo Antonio des-
la cidade scieotiQca a todos os propietarios das
casas, cojos passeios (vulgo calcada] so acham
i deteoradas, que devero quanto soles mandar
repara-bs, visto como tem de proceder a minu-
cioso came, e as que forem eacootradas em mo
estado, fkam sujeitas multa estabelecida pelo
art 18 do lit. 7 das posturas municipaes de 30 de
junho de 1819.
Fiscalisago da freguezia de Santo Antonio do
a carnada de Ierra arenosa, com que feita a su- Recie H de iu,n0 d 1861.O fiscal,
perficie superior do mesmo leito ; e bem assim Manoel Joaquim da Silva Ribeiro.
que os Tallados fiquera completamente desobs- Santa CdSa (Ja misericordia do
truidos, e com a profuodidade e largura que Ihe n wx*.vv
Moyimento do porto.
Navio entrado no dia 13.
New Zealand 66 dias, barca americana Julia.
SvfHt de 454 toneladas, capito William Esrl,
equipagem 28, carga azeite de petX9; ordem
veio refrescar e segu para New Bedford.
Navios sahidos no mesmo dia.
Penedo, hiale nacional Beberibe, capito Bernar-
dino Jos Bandeira, em lastro.
Rio da Prata. polaca hespanhola Merceleta, ca-
pito ThomazFabregas, carga assuear e agur-
dente.
Porlos dosul, vapor francez Navarre, comraau-
danle Flix Vedel.
Observacio.
Bordejam no honaro um brigue hamburguez
e outro brasileiro, mas uo tiveram communica-
co com a trra.
o ce s* a 5r
Horas.
3
o-
c
Lthmosphera

en
O
I Direecao.
&
ALFANDEGA DE PERNAMBUCO.
Pauta dos preges dos gneros sujeitos direitos
de exportaco.Semana de 15 a 20 do mez de
julho de 1861.
Mercadorias. Unidades. Valores.
Do dia llata jtfBa
Barca porlugueza Fo
carregaram :
Abanos.....: cento
Agua rdente de cana. caada
dem restilada e do reino d
dem caxaca ...... >
dem genebra.......
dem alcool ou espirito de
agurdente......
Algodao em caroco .... arroba
dem em rama ou em 15.
Arroz com casca.....
dem descascado ou pilado.
Assuear mascavado ....
Idom branco...... >
dem refinado...... d
Azeite de amendoim ou mon-
debiffl........ caada
dem de coco......
dem lo mamona..... >
Batatas alimenticias ... arroba
Bolacha ordinaria propria para.
embarque.......
Ilem una. .......
Caf bom...... ;
dem escolba oa restolho .. >
dem terrado...... libra
Caibros........ um
Cal.......... arroba
dem branca'......
Carne secca charque. ... a
Carvo vegetal...... a
Cera de carnauba em bruto. libra
dem idem em reas. ...
Charutos. ...... cento
Cocos seceos....... -
Cauros de boi salgados libra
dem seceos espichados. >
Idem verdes...... ?
dem de cabrajcorlidos usa
50
a
=? I
I Intensidad*.
a
53
2
o?
y
Fa/rnn.et.
t*
10
8
lo
Centgrado.
-4
00
g I ffyjromero.
1
Cisterna hyre-
me trica.
O
es
j-.
p:
PB

indicar o engenheiro encarregado da obra.'
3". A superficie do talude flear com estado
perfeito, formando um s plano, e se aconlecer
que quando a escavacao cheguo ao ponto deter-
minado pela inclina^So marcada na planta pela
linha encarnada, houverem esbroamentos, que
para regular a superficie dos taludes, teoha o ar-
rematante de fazer maior escavacao do que a de-
terminada, ser ello ohrigado a fazer.
\*. O pagamento ser feito em quatro presla-
coes iguaes, pagos mensalmente, e urna vez que
se verifique achar-se feita urna parle correspon-
dente da obra.
5*. A trra lancada fora ser levada para as
partes baixas que houverem fra da estrada, nao
podendo ser amontoada de forma que possa vir
para cima da estrada.
6a. O arrematante atlender a todas ss recla-
maces do engenheiro, tendentes boa execugo
da obra, e bem assim no imposto a tal respeito
na lei n. 286. -%
7*. Nao ser Mtendida reclamsco alguma por
parle do arrematante, flcando elle responsavel
por quaesquer circumstanciaa accidentes quo
possam provir durante a execugao da obra, seja
qual for o motivo, que a isso der lugar.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que o thesoureiro
da mesma thesouraria est autorisado a pagar do
dia 8 do correle por diante, os juros das apoli-
ces da divida publica provincial, vendas at o
ultimo de junho prximo Ando.
E para constar se mandou affixir o preseute e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 6 de julho de 1861.O secreiario,
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
Dedaracoe
s.
Recife.
A Illma. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recito manda fazer publico aos
senhores irmos instaladoras que ainda nao pa-
garan as respectivas joias, e que nao o fizerem
da data deste a 30 dias. que sero eliminados de
cooformidade com o officio da presidencia.
Secretaria da santa casa da misericordia do Re-
cife 5 de julho de 1861.O escrivo,
F. A. Civalcanti Cousseiro.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico
do officio de corretor geral desta praca,
por fallecimento de Prudencio Marques de A-
morim.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 5 de julho de 1861.
Julio GuimaresOfBcial-maior.
Santa Casa de Misericordia do
Recife.
A Illma. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife, manda fazer publico que
nao se tendo effectuado hoje a arrematarlo das
rendas da ilha doNogueira, ir novamentet pra-
ca no dia 4 do prximo futuro mez de julho. Os
pretendemos devem organisar suas propostas e
remette-las a esta secretara em carta fechada,
no dia cima mencionado, as 4 horas da larde.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia de
Recife, 27 de junho de 1861.
F. A. Cavalcanti Cousseiro,
Escrivo.
A Illma. junta administrativa da santa casa
de misericordia do Recife manda fazer publico,
que no dia 15 do prximo futuro mez de julho,
pelas 10 horas da manha, na casa do3 expostos,
fai-se-ha pemenl M roSDecti?a3 amas ; de-
vendo estas uem acompanhadas aas criou.^*.
Santa casa de miseriordia do Recife 28 de ju-
nho de 1861.O escrivo,
F. A. Cavlcanli Cousseiro.
DE
Paquetes inglezes a vapor.
At o dia 15 deste mez espera-se do sul o va-
por Tyne. commandante W'ool ot, o qual de-
pois da demora do costume seguir pan Sou-
thampton, locando nos porlos de S. Vicente e
Lisboa : para passagens etc., trta-se com os
agentes Adamson, Howe& C, ra do Trapiche
Novo n. 42.
N. B. Os embrulhos s se recebem al duas
horas antea de se fecharen) as malas, ou pagan-
do um pataco alm do respectivo frele, urna
hora antes de se fecharen as malas.
Bahia.
A escuna nacional Carlota, capito Luciano Al-
ves da Couceicao, sebo para a Bahia em poucoi
dias ; para alguma carga que ainda pode receber.
trala-se com Francisco L. O. Azevedo, na ra da
Madre de Deus n. 12.
'ara
Rio de Janeiro,
o patacho nacional Lima I, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janeiro,
recebe carga a frele para dilo porto : trta-so
com Basto & Lemos, ra do Trapiche n. 15, ou
com o capito a bordo.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PApEt'U i> fPttL
Al o dia 17 do correte esperado dos portos
do norte o vapor Cruzeiro do Sul, commandan-
te o capito de mar e guerra Gervazio Mancebo,
o qual depois da demora do costume seguir pa-
ra os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embascada no dia de sua chegada at as 3
a vaga boras da tarde, encommendas, passageiros edi-
havida oheiro a freteat odiada sahida as 4 horas:
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorie de Azeve-
do & Mendes.
CORREIO.
Pela administrico do correio desta cidade se
faz publico que era virlude da convenco postal,
celebrada pelos governos brasileiro e francez. se- '
rao expedidas malas para a Europa no dia 15 do 1 n .-,
correntemez.de conformidade com o annuncio ADdOriIIl, T TffOSO SailtOS
deste correio, publicado no Diario de 9 de eve-
reiro ultimo. As cartas sero recebidas at 2
horas antes da que for marcada para a sahida do
SOCEDME LUMRI4.
Companhia
.de.Jaoeiro, Maranhio e Para.
I
THEATRO
DE

Cu
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S
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I
Francez.
Ingltz.
I9OOO
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|580
360
$380
J720
2$250
95OOO-
1J000
3S000
2100
ssioo
8
2000
19920
1S140
I9OOO
4000
8f000
7b000
58000
300
360
200
400
28500
18600
230
400
29500
41000
195
220
110
280
A noite clara at as 3 h. que lornou-se d'agua-
ceiros, vento fresco do SE at as 9 h. e depois
terral.
OSCILACA Da MARB.
Preamar as 8 h. 6' da manha, altara 6,4 p.
Baiximar as 2 h 18' da tarde, llura 1,6 p.
Observatorio do arsenal de manaba, ti de ju-
lho de 1861.
.Romano Stepple,
* 1* tenante.
Editaes.
vapor, e os joruaes al 4 horas" autes. Correio A Saeam e lomam saques sobre as pracas do Ric
de Pernambuco 12 de julho de 1861.
Domingos dos Psssos Miranda,
Administrador.
Por esta subdelegada se faz publico que
se acha depositado um cavallo castanho cora ou-
tros signaes, que em a noite de hoje em deli- ,
gencia de serem capturados uns ladros de ca- <
?alio foi este encontrado amarrado dentro dos
mallos airas de um mucambo em que assiste
Francisco Xavier de Albuquerque, irmo de An- I
tonioCezar Marinho Falcao, que se acha com;
praca, cujo cavsllo aqui desconhecido, como ;
susaeito foi aprehendido ; quem se julgar com
direlro e o provando, lhe ser entregue.
Subdelegada do Io estricto da freguezia dos
Affogados, 12 da julho de 1861. j
O subdelegado
Jos Francisco Carneiro Monleiro. Ouai't-i foii-i \ 7
Por esta subdt legaca se faz publico que jUdl W Ie,rd' *'
se acha recolhido o preto Antonia-, que diz ser'
escravo de D. Mara, o qual foi preso pela ronda
ao amanhecer de hoje por suspeito de estar f-
gido; quem aejulgar com direito cornpareca,
que provando, lhe ser entregue.
Subdelegada do 1* districlo da freguezia dos
Affogados, 12 de julho de 1861.
O subdelegado
Caixa filial do banco do Brasil
Domingos Affonso Nery Ferreira, commen-
dador das ordeos da Rosa e Christo, coronel e
commandante do 1o batilhao de Iufalaria da
guarda nacional do Recife, commandante supe-
rior interino e presidente do conselho de revista
da mesma guarda, por S.M. o Imperador ele.
etc.
Fajo saber, que na lerceira dominga do pre-
sente mez (21 do crrante) se reunir o conselho
de revista, da gasrda nacional, come determina a
segunda parte do art. 25 do decreto n. 1130 de
18 de margo de 1853. na sala das sessoes da sa-
mara municipal desta cidade, t 10 horas de
manha, na eonformidado do art. 44 das inslruc-
coes n. 712 de 25 de outubro de 1850, afim do
tornar conhceimeala dos recursos que versare
sobre os casos do art. 33, e que forem inlerpos-
lo, peh nrsneira determinada no srt. 38 das
ditas instrueces.
E para constar a quem conrier, mandei publi-
car pela impreosa.
Quariel do commando supaWr da guarda
"'*'' <* isisiu, de jarbo de
1961.Domingos Affonso Nery Ferreira.
Por ordem do Illm. 8r. inspector da alfan-
dega se faz publico que so dia 16 do correte se
he de arrematar em hasla publica, depois da
meio da porta deata repartico, de cooformi-
dade com o dsposto na seguoda parta do art.
362 do regulamento da 19 desstembro de 1880,
66 caita* com batatas (Meando liquido 25 qui o-
tales, valor de um quintal, 29000 rs. total 509000
rs. abandonadas ass direU*>ptr Fvauaiaeo Luis ..
dt Olrrirr Vtnadj^ i'trfm daJabdas.jalB-Lcai
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no an. 4 do de
creto n. 2685 de 10 de nov?mbro do
anno findo, vai-$e proceder dentro do
prazo de 4 meses a contar desta data, a
substituicao das notas de 20$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Rer.ie aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
Francisco Joao de Barro*.
Arsenal de guerra.
Por ordem do Illm. Sr. coronel director do ar-
senal de guerra, ee faz publico, qae nos tararos
do aviso do ministerio da guerra de 7 de marco
de 1860, se too de mandar manufacturar o se-
guinte :
363 capoles de panno azul.
Quem Ibe conrier arrematar o fabrico de ditos
capotes, no prazo de trinla dias, cornpareca na
eere-d drreetorta do mesmo arsenal, petas ti ho-
ras do dia 17 do correte mez, com sua proposta
em que declare o menor preco e quaes seus la-
deras.
Arsenal de guerra da Pernambuco 31 de julho
da 1861.O amanuense,
Joo Ricardo de Silva.
Os abaxaissitninaa fataan aooarto saidorea da cartas de elwgaet da 4 t rodas,
mnibus, carrocas e vehculos de eeodveo afli-
| sem a ansa do consulado provincial, iQm de re-
f nifaim gaa^tal
Santa Isabel.
EMPREZAGERMANO.
21l RECITA DA ASSIGJATURA,
uarta-feira, 17 de Jollio de 1861.
Subir scena pela segunda vez nesle theatro
o interessante e muito applaudido drama em 5
actos, original franee?,
PECCAD0R4.
Terminar
em um acto,
o espectculo com a nova comedia
55 sidos de carniagem.
Comejar s 7,!4 horas.
Avisos martimos
Para Lisboa,
o brigue portoguez tConstanti, capito Augusto
Garios do Reis, segu viagem com maita brevida-
de por j ter a maior parte da carga prorapU :
quem no mesmo quizer canegar ou ir de passa-
gem, para o que toa ac-iados commodos, trata-
se com o consignatario Thomaz da Aquioo Fon-
aeea, oa ra do Vigario n. 19, primeiro andar,
ou cem o capito na praca

Rio Grande o ute.
Assue Mossor,
Vai sanir por estes nto dias.a barcaca Nora
sus, EsperanQa, recebe carga frea para Os portos
0 patacho nacional Barros 1, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a rete : trata-se
Amorim & Ribo, ra da Cruz n. 45
capilo a bordo.
com viuva
ou com o
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
0 vapor nacional Paran, commandante o ca-
iiuaw looooto i. Leopoldo de Noronha Tor-
rezao, esperado dos portos do sul at o dia
15 do eorrente, o qual depois da demora do cos-
tume seguir para os portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga qu6 o vapor poder conduzir a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada at as 3
horas da tarde, dinheiro a frete, encommendas a
passageiros al o dia da sahida as 4 horas : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo <&
Mendes.
""1
Rio de Janeiro
segu corniola a brevidade a barca Mathilde
por ter metade do seu carregamento engajado :
para o restante, trata-se com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14, ou com o capito
Jos Ferreira Pinto.
B.hia.
Segu a sumaca Hortencia, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que Irte
falta e passageiros, trata-se com Azevedo & Men-
des, ra da Cruz n. 1.
COMPANHIA PERY4MBICASA
Navegado cosleira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte,'Ma-
cao do Assu', Aracaty, Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante Moreir,
sahir para os portos do norte at o Cear no
dia 22 do correte s 4 horas ds larde. Recebe
carga at o dia 20 ao meio dia. Encommendas,
passageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida
a 1 hora : escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
COMPANHIA PERNAMBCANA
DE
NavegBQo costeira a vapor.
O vapor Persinunga, commandante Moura,
segu viagem para os portos do sal de sea es-
cara eo dts^aO^fle' jetlre ae*4 aerea^detarde. Re-
eebe carga at o di 19 ao maio dia. Eacommen-
das, passageiros e dinheiro a frete at o dia da
sabida 1 ora : escriptorio no Forte do Hattos
n. 1.
Fura Lisboa e Porto
sahir com brevidade a barca portuguea k'or-
mosa, da primeira marcha : para o restante da
carga a passageiros, para os quaes tem excelran-
tos commodos, trata-se com Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo, .escrip-
torio, oa con o capito a bordo.


tl
DIARIO DI PKAiUBlCtiO, SEGUKDA FEIRA 15 D JULHO DE 1801*
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente ohiate na-
cional Sania Anua;: para o restante da carga e
passageiros trata-te com Gurgel & Irmos, na
rus da Cadeia do Recife, primeiro andar, n. 28.
Leudes.
LEILAO
O agente Hyppolito por caita de ordena que
tecebeu, vender em leilao um predio terreo na
travessa doTanbi da prac,a da Boa-Vista, o
jun! tem 2 sales, 4 quatros, quiblaltnurado e ca-
cimba, sendo o terreno foreiro, os pretende otes
pon, para htformaces procuren) e agente cima
que lhe as mostrar, deveodo proceder-se a ven-
ca abbadc-20 do correte, em -seu eacriptero
Tua da Cadeia do Recite n. 48, primeiro andar,
sil horts em ponto.
LEILAO
O ocente Hyppolito autorisado pelos "Srs. Ro-
the A-Uidoulac, far leilao por conta -e risco de
t;uem pertencer, de urna porgao de "-(secas para
charqueada ; na mesma occasio se houver con-
currencia se vender tambem uma pcrro de
ftrrageos, cutilerias o ettuinatias, por tanto o
agente cima convida a todos os seohores que
negociara com taes mercadorias para que com-
perecam na ra do Trapiche armawm a'aquelles
-renhores, no dia C do correte mez, que ahi se
Tectuar o referido leilao, as 11 horas em ponto.
LEILAO
_ O agente Hyppolito com autorisagao far lei-
lao de um predio terreo sito na ra do Hospi-
cio, no qual presentemente mora o Sr. Dr. Bae-
ta Neves junto a casa ondefoi o collegio do Boro
Conselhu, teodo bots salas, quartos, quintal mu-
rado, cacimba etc.: regunda-feira 15do corrente
as 11 horas era ponto, no seu escritorio ra da
Cadeia n. 48. primeiro andar.
Os Srs. prelendentes podero entender-se com
o mesmo agei>te para os esclarecimentos pre-
cisos.
LEILAO
BE
Um carro inglez, movis
e escravos.
Antunes far leilao de um rico carro inglez de
4 rodas .piutado e forrado de novo, com arrelos
para dous cavallos, excelentes molas muito forte.
Bem como
differeates movis qne serlo entregues poc todo
prego obtido para acabar, e bons escravos que
se veudeao na mesma occasio, cujo leilao ter
lugar terga-feira 16 do corrente s 11 horas em
ponto na ra do Imperador n. 73.
Conliiiuaeao do leilao
DE
LOUQA.
Terga-feira 16 do corrate ao
correr do martelo.
Costa Carvalho nao tendo podido acabar com
o ieilo da loja de louga da ra das Cruzes n.
41, o fr no da cima na mesma loja as 11 ho-
ras em [ponto espera a concurrencia dos seus
reguezes. -,
Ter$a-feira 16 do corrente.
DE
lima taberna.
Jos Francisco Ferreira autorisado pelos Srs.
Francisco Alves Monteiro Jnior e Barros 4 Sil-
va seus nicos credores por intervenc.o do agen-
te Evaristo Mendes da Cuaba Azevedo far leilao
de sua taberna sita na ra Augusta n. 23, dos
gneros, armacao e mais utencilios existentes
na mesms, em um s lote ou a retslho conforme
convier aos pretendentes no dia cima na mesma
taberna, as 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Urna taberna.
Segunda feira 15 do corrate.
Costa Carvalho far leilao no dia cima as 11
horas em ponto, dos gneros, armaco a dividas
da taberna da ra Velha n 27, em um s lote
cu a retslho a rootade dos compradores.
LEILAO
Grande queima
fiE
MOVIS.
O ager.te Hyppolito da Silva declara ao res-
peitavel publico que autorisado pelos Srs. admi-
nistradores da massa do fallecido llanoel Anto-
nio dos Passos Oliveira vai vender por todo e
qualquer preco os movis existentes no arma-
zea sito na ra Nova n 22, consislindo em rao-
biHas completas de mogno, eeregeiras, Jacaran-
da, guarda leuca, apparadores, camas francezas
e muitos outros movis que se tornara enfado-
cho mencionar, por tanto julga o agente cima,
que ser prudente que qualquer pessoa deva se
prevenir nesta occasio, pois todo ser vendido
ao correr do martelo. Na mesma occasio se
venderlo tambem as dividas activas do mesmo
stabelecimento devendo ter lugar o leilao nos
diasi.7, f8.19 do corrente mez, as 11 horas em
ponto Jos mencionados das no referido ar-
faaiem.
Avisos dYersos.
Curso de rhetoriea
Manonel da Costa Honorato tem aberto seu cur-
o particular de oratoria e potica nacional : oa
ra Direita o. 88, primeiro andar.
-- James Planta, subdito suisso, retin-ie pa-
ra tora da proylncia. "
Atteno.
O abai\o assignado tendo de retirar-
se para a Europa, pede e qualquer pes-
soa que se julgar credora, queira a pre-
sentar-Ure suas con tas no prazo de oito
das a contar da data deste, para serena
conferidas em sua presenca ; bem como
pede a seus devedores que no mesmo
praro venbam atisfazer seus dbitos,
do contrario sero cobrizos por seus
procuradores $ tambem faz sciente a's
pessoas que tena penboresem seu poder,
es venham rescatar no mesmo prazo,
pois que todos se acbam com o prazo
do trato feito com seus donos, fin do
ba muito tempo, e se os nao vierem
resgatar com a minha retirada, ficarSo
sem direito algum a exigi-los. Joao
Antonio Carpinteiro da Silva.
Pemambuco 11 de julho de 1861.
Attenco.
O Or. Joo Pedro Maduro da Fonseca %
# -cindou a sua residencia para a mesma ra %
% 4a Cadeia do Recife n. 18, aonle se pres- %
% -ta aos misterios de sua profisso medica. 2
MM O $
Arrenda-se o eogenho
Sao Gaetaoo, sito na comarca
do Cabo, com trras para sa-
frefar dous mil pes animal-
mente, bem cercado e o ma-
chioismo em bom estado, e
movido por agua: a tratar
com Antonio de Moraes Go-
mt s Ferreira, no M ondego, ca-
sa do fallecido commendador
Luiz Gomes Ferreira.
Precisa-sede um excel-
lente cosinheiro e de exem-
plar conducta: a tratar na
ra do Vigario n. %
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Tendo chegado ao conhecimento dos
emprezarios do gaz, que alguns consu-
midores tem sido logrados por pessoes
que oiierecendose de melborar ou con-
certar os bicos de ga* de suas casas e
levando-os sob este pretexto nunca mais
voltaram, os emprezarios tornara a an-
nunciar, para bem de seus freguezes,
que nao ha machinista ou pessoa algu-
ma autorisada de, a pedido do dono,
concertar, nem mesmo examinar bicos,
ou outro qualquer &ppai elho de gaz, e
que o nico meio de obter concertos,
alteracao ou exame e' por via Jo caixei-
ro que esta' sem pre no escriptorio da
empreza na ra do Imperador n. 31
durante as horas ae negocio, e quando
fora deltas na casa de sua residencia
ra do Alecnm sobrado n. 2.
Declaram mais, que como elles sao
responsaveis peta boa accao das suas
obras recusam de fornecer gaz por
qualquer bico ou intermedio que n5o
se ja de sua fabrica.
Tomara esta occasio de repetir par-
te do art. 6 das instruccoes iscaes a sa-
ber Havendo cheiro de gaz em casa
manda rao dar parte immediatamente
nos depsitos ou no escriptorio da em-
Treza pprl*<*o a Je vida observaco
desta instruccao declaram que o consu-
midor faltando a ella cahira' sobre el
bre elle a responsabilidade das conse-
quencias.
Attenco
Na ra Nova de Santa Rita n. 53 compra-se
presentemente as fructasseguinles : romes, sa-
potis encbados, abacaxis e outras que sirvam pa-
ra doce.
Urna pessoa com bastante pralica d6 escrip-
turago mercantil offerece-se para tomar conta
de qualquer esciipta por partidas dobradas : quem
de seu presumo se quizer utilisar, dirija-se a ra
do Cabug, loja n. 8.
Precisa-se de um caixeiroj>ara taberna, na
cidade da Victoria, ainda mesmo com pouca pra-
lica, dando fiador a sua conduela : a tratar na
padaria da ra Direita n. 84.
j- No hotel de Apipucos precisa-se de um
bom criado e um bom cozinheiro : a tratar no
mesmo hotel.
Na ra da Roda n. 6, continua-se mandar
comida para fora, e tambem aluga-se um mo-
le que.
Francez.
Lima pessoa habilitada para ensinar a lingua
franceza, offerece os seus prestimos quelles se-
nhores que quizere'm utilisar-se delles. princi-
palmente aos senhores caiieiros; podendo tra-
tar-se na ra de Aguas-Veres n. 50, segundo
andar.
Aluga-se uma ama de leite com muito e
bom leite, tem um lho de idade de 7 mezesque
j pode passar sem mamar, a qual hbil tam-
Dfm_Dara 'um servico da mesma casa, pois es-
t affeiti a todo servido que se offerca.
Rodrigo Pinto Moreira, subdito portuguez,
vai a provincia do norte a tratar de seus nego-
cios. 6
Tem de ser arrematado por venda em praca
publica, na audiencia do Dr. jude orphos, no
da 16 do corrente, as 11 horas, o sitio denomi-
nado Bongi, sito na freguezia dos Afosados, com
terreno proprio, com casa de vivenda, e arvores
de fruclo, no valor de 700, a requerimento do
inventariante e o herdeiro dos bens do finado
ManoeldasVirgens Ramos, como tudo consta do
escripto de edito que se acha em mo do portei-
ro dos orphaos.
-Aviso.
Quem deixou louga, vidros, etc., para concer-
tar, na rai Direita n. 57, procuren quanto antes
na ra do Livramento n. 17, loja de sapatos.
Precisa-se de umi ama que saiba cozinhar
e tazer todo o servico de casa : na rus do Caldei-
reiro, taberna o. 60.
Aluga-se uma ama para coztnhar e engom-
mar para casa de homem solteiro, e d Dador a
aua conducta : na ra da Penha n. 17, segundo
andar.
Aluga-se urna prela captiva ,que aria boa
quitandelra : a tratar no sobredinho contiguo
igrea de N. 8. ala Filar, m Fora de Portas.
Eogoaima-M coa toda a perfeicao e por
preco muito eommodo ; no sobrado unto a ina.
j tfo Wir, *m fora da Porta. *
Grandelaboratorio a vapor tll!B
n( I coana a dar Ii{6es particulares, pelo syste
mMMBM
DE
ROUPA,
'DE
11M9-IE4)
Roupa de familia indistinctamente pe^as grandes e pequeas. .
Roupa de navios, vapores, hospilaes.......... .
Pecas grandes isoladamente, como lenqes, toalhas de mess, etc.
Roupa de doente de familia que nao seja fregueza. .
Roupa misturada que alguem sem ser freguez exigir que se lave.
LAVADA.
40 ris
70
100
120
80
LAVADAEEN-
GOMMADA.
160 ris
160
240
240
240
inligo mestre da lingoa ingleza ainda
contina a dar liedes particulares, pelo systema
de Ohndorff, actualmente adoptado em oa pri-
meaos collegios dos principaes capitaea da Eu-
ro :| a grande vantagem para o discpulo incoo-
teslavel, pois que, principia logo a fallar, escre-
verl e traduzir dita lingos.0 aonunciaute pode
serlprocurado at as 9 heraa da maoha na ra
da Gloria n. 83
- O laboratorio de lavagem de roupa a vapor
tem o de dar brevemeple comeco a seus traba-
lhos, precisa contratar mulheres paiaempregar
no servido da roupa, e algumas quanibam en-
gon mar com toda a perfeicio. Igualmente pre-
cisa de alguna homens e de um feitor para o ai-
lio. A occupaQ&o das engommadeiras ser na ci-
dad, podendo irem dormir em suas casas, das
lavadeiras no sitio. As antigs obreiras deem
presa em se apresentarem para nao perder seus
lugares : quem se quizfr contratar, apreseote-se
na casa de banhos, no pateo do Carmo, as 9 ho-
ras da manha, e as 4 da tarde;
Calcado
grande sortimento.
45 Ra Direita 45
Qual ser a joven e linda pernambucana, que
nao procure animar este estabelecimento man-
dando comprar uma botina de gosto? Qual a
, mai de familia, prudente e econmica que lha
; nao d preferencia pela qualidade e preco ? Qual
o cavalheiro ou rapaz do positivo, que nao quei-
e comprar por 8. 9 e 10, o calcado que em outra,
parle nao vendido se nao por 10, 12 oa 141
sltendam ;
No preco doseogommados de roupa de familia, exceptuam-se os vestidos, gollnhas, man-
guitos e mais objectosque forem guarnecidos de reodas, babados, pafos, rifas etc., etc., bem como
os cortinados de berco, cama, varaoda, que se pagaro segundo o ajuste.
Qualquer que exigir roupa somente lavada ou tambem eogommada com mais brevidade que
a designada pagar mais 25 por cento sobre o prego.
O prazo da entrega da roupa lavada ser por em quanto oito das depois do recebimento, e
da lavada e eogommada 15.
A roupa de familia ser lavada em machina separada da dos hospitaess e as pessoas encarre-
das do servico da roupa sero mulheres.
Os proprietarios pagarlo qualquer pega que se extraviar.
Qualquer que mandar roupa receber um vale do numero de pegas com a declaraco do im-
porte da lavagem, o qual ser restituido com o competente importe na occasio de se entregar a
roupa prompta, sem o que esta Mear depositada.
O estabelecimento encarrega-se de tirar nodoas de qualquer natureza, precedendo um
A entrega e o recebimento da roupa na casa de banhos no pateo do Carmo.
yaWWBMBBMtttBB 59KSs sg^i^es 33?SS3 288&8ieS3 8i8s aBBMMBMBaWl
AO PAVAO
A'
Ra da lmperatriz n, 60-
DE
MI& *!*?&9
Senhoras.
Botinas com lago (Jolv] e brilhanlina.
com lago, de lustre (superfina)
com lago um pouco menor. .
> sem lago superiores. .
sem lago nmeros baixos. .
sem lago de cor......
Sapatos de lustre. ; .
Meninas.
Botinas..........
para changas de 18 a 20. .*,
5500
5500
5000
5OO0
45500
400O
IpOOO
4$40O
3*500
Homem.
(Nantes) lustre.
lOjJOOO
>'""""{ *"""" ...... iuyiuu
(ranlen)courodeporco inteirissas 10SOOO
(Panien) be/erro muito frescaes. 9^500
9800O
9*000
diversos fabricantes (lustre). .
inglezas inteirissas.
gaspeadas.
prova d'agua.
8*500
8*500
Neste estabelecimento existe um completo sortimento de fazendas proprias para senho-
ras e homens :
Ricos enfeites com franjas e bolotas a
GrosJenaple muito encorpaJo e de
bellisslmas cores, covado............
Dito lavrados de apurados gostos a....
Organdiz, bellissimo padres, covado
Mimos do co, fazenda muito moder-
na, covado............................
Manteleletes de fusto branco com bo-
nitos la vores.........................
Dito de iil preto e capas.............
Tarlataoas de todas as cores, vara..
Camizetas com manguitos e golloras
Ditas muito tinas......................
Golliohas de fusto proprias para se-
nhoras e menina....................
Ditas bordadas muito finas............
Ditas ditas..............................
Chitas francezas.......................
Ditas muito superiores................
Ditas idem..............................
Ditas idem..............................
88000
2J0OO
2*240
*600
1*200
8*000
7*000
S800
39000
5*000
*660
*800
I9OOO
*40
20
*-260
*80
Gollinhas muito superiores ..........
Ditas idem............................
PARA HOMENS.-
Palitols de casimira de corea claras
e escuras............................
Ditos de pao preto muito unos.....
Ditos ditos..........................
Ditos ditos............................
Dita de casimira muito fina de cor
escura ..............................
Caigas de casimira decores..........
>! ................................
Ditas pretas..........................
Coleles de veludo, setim e gorgoreo
Chapeos do sol de seda...............
Cilfias de ganga feanceza............
Ditas de brim eocorpado.............
Damasco de la com seis palmos pro-
prios para cobertas para mozas o
pianos.
$300?
93203J
16*000
16*000!
18*000%
20*0UO^
20*000m
8*000
9JO00&
8*000
6000a>
3*000
2*000^
Muitas outras fazendas deixam-se de mencionar o prego, mas que se vendem muito em ^
conta, assira como um grande sortimento de tiras bordadas, saias bailo para senhoras e *g
meninas, cassas e cambraias de todas as qualidades tanto brancas como de cores, superior
grosdenaple preto, do-se amostras com penhor ou mandam-se as fazendas por caixeiroda SL
5jg loja do Pavo.
J. FERREIRA VILLELA,
aajiaaaasri* MfVdnsn gasa amipaiaaik
Ra do Cabug n. 18, primeiro andar, entrada
pelo pateo da matriz.
POR
Arabrotypo e par Aielainotypo, sobre panno encerado, proprios
para remetterem-se dentro de cartas.
Sobre naalacacheta on talco, especiaes para alfinetes
on cassoletas.
Retratos transparentes, oflerecendo o mesmo retrato duns vistas- nma
em cores outra em preto e branco.
THODO NOVO
DO DR.CHARLE
MEDICO E PROFESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
AS ENFERM1DADES
PLUS DE
COPAHU
FAR 0 TRATAMENTO E PRMPTO CURATIVO
SEXDAES, DM TODAS AS AFFECgOES CUTNEAS, VIRUS
Ci ti i lo 4c ferro hablo
Xarope mu preferivel ao
Copahiba, e as Cube-
. e as .-
ba$, cura immediatamen-
te qualquier purgagao ,
relaxacio e debilidade, e igualmente fluxos e
flores brancas das mulheres. lajeeea* e
mo tempo do xarope de citrato de ferro, uma vez
de manb, e uma vez de Urde durante tres das-
elta segura a cura.
DEPURATIF
dn SA1YG
E ALTERACOES DO SAMGIE.
Dppumliio de uitur.
Xarope vegetal sem mer-
curio, o nico coubecido
e approvado para curar
-------------------------- con promptida e radi-
calmente impigens, pstulas, btrpes, sarna, co-
mixdes, acrimonia e alteraces viciosas do sin-
gue ; virus, e qualquer affeco venrea. Ba-
sta* mineraes. Tomo-ie dous por semana, se-
guindo olratamento depurativo.raataaa an-
tiaerpetiea. De um efleito maravilboso as af-
feces cutneas e comixes.
... HeaiorrahWaa.Pomada que as cuaa em 3 dias.
U deposito e na ra larga do Rosario, botica de Bartholomea^rancisco de Scuza, n. 36.
mportante
Aviso
Na loja de4 portas da ra do Queimado n. 39,
clia-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, para cujo flm tem mon-
tado uma otficina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre rindo de Lisboa, pa-
ra desempennar toda e qualquer obra que se lhe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Paz-se fardas, farddes com superiores preparoa
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
l vieram ; alm disso faz-se mais casaquiahas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha deouro ou prata, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hoje, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiangando
que por tudo se Qca responsarel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se promelter, segundo o systema d'onde
Teio o mestre, pois espara a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Viiiho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmos & C, ra da
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
dos Srs, Oldekop Mareilac & C, em Bordeaux.
Tem as seguinles qualidades:
De Braadeburg frres
Su Estph.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
Gbteau Loville
Cha tea u Margaux.
De Oldekop A Mareilhac.
Si, Julien.
St. Julien Hdoc.
Chateau Loville.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em caitas qualidade inferior.
Na mesma casa ha
vender :
Sherry em harria.
Madeira em barris.
para
Sapates.
Nantes, sola dupla.....; ; 5g500
"masla........| 5^00
para menino 4$ e.....350O
Sapates lustre..........59OOO
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos.....ajOOO
Frsncezes muito bem feitos.....l50O
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo e do verdadeiro cordavio para botinas de ho-
mem ; multo couro de lustre, bezerro francez,
marroquim, vaquetas, couros preparados e em
bruto, sola flo, taixas etc., tudo em grande,
quantidade e por precos inferiores aos de outrem.
lival sem segundo.
Ns rus do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos precos as seguintes fazendas
! todas em bom estado :
Caixas de agulhaa francezas a 120 e 240 rs;
Ditas de alfinetes sortidos francezes a 80 rs.
Caixas de clcheles francezes a 40 rs.
Cartoes de eolchetes francezes a 20 40 60
e 80 rs.
Duzia de meias cruas muito finas a 250O.
Dita de ditas a 24n.
Lionas de carretel brancas e de cores a 300 rs.
Masso de grampas muito boas a 40 rs.
Thesouras finas para unhas a 400 rs.
Ditas para costura a 160 e 320 rs.
Varas de renda lisa sortida a 60 e 80 rs.
Paresde sapatos de tranca de laa a 1S4I0.
Ditos de ditos de dita de algodo a 1$.
Pares de feapatinhos de la para meninos a 200 r.
Cartas de alfinetes finos o grossos a 100 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 e 500 rs.
Frasco de oleo de macass a 100 rs.
l Dito de macass perola a 200 rs.
Frascos de banha muito fina a 320 e 400 rs.
Ditos de extracto muito fino a 500 e 1#.
Dit08 2fi muil DOa de Colonia a 2$000 e
Ditos de Lavande ambriada a 600 rs.
Saabonetes muito finos a 160 rs.
Frascos de oleo Philocome a If.
Caixa de folha com phosphoros a 100 rs.
Em casa de N. O. Bieber
C. successores, ra
la Cruz n. 4, vende-se
Vinho Bordeaux em quartolas.
Dito Xerez.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, brinzos a brins da Rusta.
Cerveja escosseza (Edinburgh Ale.)
Pedrasdemarmore branco para consolos e mesas.
Plvora em barris.
Eoxofre em canudo.
Bri lha ntes
de todos os tamanbos: vendem-se em casa de
If. O. Bieberi C. successores, ra da Cruz n. 4.
PMBMACIABARTHOLOMEO
Ra larga do Rosario n. 36
Rob l'Affecteur.
Pilulas de Allexoo.
Pilulas americanas.
Vermfugo inglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloway.
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Sirop du
JARABE DO FORGET.
UmiL InPL^ c^P u approv,do Pelos mais eminentes mdicos de Paris,
l&rnW AJ hr!n? ,T..?S,L "e'boi'.Para curar conatipa<;oes, tosse convulsa e ouirss,
n^T^ntahi Z d niu S ..S.f1'.0' "ttcfte- nervosas e insomnolencUs: uma colberad
SjienV. medo. suffldenles **. excelente xarope satsfaz ,
0 dsposito i M ra larga do Rosario, botica de Dartholomo Francisco de Souu,
ao mesmo
n. 36.
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DIARIO Di PERNA1BCO. SEGUNDA FEIRA 15 M JULHO DI 1861.
(*)
Na travessa da rua das Cruzes n.
2, primeiro andar, continuase a tingir
com toda a perfeicao para qualquer
Cor e o mais barato possivel.
t'fi}M3NS'9tt9fC9M9lydMMttdl&>
Dentista de Pars.
15Rua Nova15
Frederic Gautier, cirurgiodentista, faz
todas as operaces da sua arte e col loca
dentes artificiaos, ludo com a superiori-
dade e parfeigo que as pessoas entendi-
das lhe reconbecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
Realejos.
Na rua da travessa da matriz de Santo Anto-
nio, sobrado de dous andares n. 14, concertara-
se realejos de todas as qualidades, tanto de tu-
bos como de palhetas.
&& i t t-frf, t f f t f. 11 t-t f 1.111 w
ASS9ESSSX SXSKSBSXSA ff^gg^
Na rua do Imperadora. 47 tem um comple-
to sortimento de ricas molduras fiugindo Jacaran-
da para vender por preco muito barato.
&aftNS3Bste Me ***>;
[ROUPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.]
SORTIMENTO COMPLETO
DI
[Fazeodas e obras TeitasJ
LOJA E ARMAZEM
DI
IGes k Basto!
NA
s no progresso
rs. cada urna, s
Rua do Queimado
n. 46, frente amarella.
Constantemente temosumgrandee va-
nado sortimento desohrecasacaspretas
panno e de cores multo fino a 288,
80$ e 359, paletots dos mesmos pannos
a 20g, t>$ e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14, 16 e 18$. casa-
cas prttasmuitobem feitas edesuperior
panno a 28, 308 e 35$, sobrecasacas de
casemira de core multo finos a 15, 16J
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 12 e 14$, calcas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, lOf
e 12, ditas de casemira de cores a 7$, 8,
9 e 10, ditas de brimbrancoi muito
fina a 5J 6, ditas de ditos de cores a
3, 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
tetes pretos de casemira a 5 e 6, .ditos
le ditos decores a 4|500 e 5, ditos
branco tle seda para casamento a 5,
titos de 6, eolletes debrim branco e de
f usto a 3, 3500 e 4, ditos de cores a
2)500 e 3, paletotspretosde merino de
eordo sacco e sobrecasaco a 7f, 8 e9,
eolletes pretos paraluto a 4500 e 5,
gas pretas de merino a 4500 e 5, pa-
letots dealpaca preta a 3500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 6,7e 8$, muito fino eol-
letes de gorguro desedadecoresmuito
ooatazndaa3800 e 43. eolletes de re*
lado de crese pretos a 7 e 8, roupa
para, menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
. casemira sacco para os mesmos a6500e
S 73, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
9 1)500, litossobrecasacos a 5$ e 5500,
calcasde casemira pretas e decores a 6,
6$500 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregaslargas
muito superiora|32 aduziapar acabar.'
Assim como temos urna officina deal-n
lisateoademandamos eiecutartodas as X
obras cem brevidade.
Na rua da Saudade n. 15, ala-
ga-se ou vende-se urna preta de ptima
conducta, qne engomla e cosinha com
toda perfeicao.
SO NO PROGRESSO
DE
Largo da Penha
[Veste muito acreditado armazem de mol hados
continua a vender-se osmelhores gneros que ha no mercado, tanto em porcao como a retalho, e
por muito menos prego de que em outra qualquer parte, porserem Tindos a maior parte dellesem
direitura, porcontado proprieta rio, por isso em vista dos presos dos gneros abaixo .mencionados
podero julgar todos os mais, afianc,ando-lhe a boa qualidade.
MLanteiga ingleza perfeitamernte flor 800 rl. a libra>, em btr_
ril a700rs.
M.aUlelga f r aUCea ^or que ha no mercado a 710 rs. a libra.
Ca os me i or es qne nn no mercado nde-se. p qaaiidade a 3ooo,
2a ditta a 2$500, 3* ditta a 2000, e preto a 1$600 a libra.
QnejOS nameifgOS chegados oeste ultimo rapor da Europa 2800rs. ditos che-
gados no vapor passado a 1$800 e 1600 rs.
"neijO praiO og melhores que tem rindo a este mercado por serem muito frescaes a
640 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Bollo franeeZ a 500 rS. 0 cirt0 elegantemente enfeitados, muito proprios
para menino, s no Progresso.
Doce da easea de goiaba a 19 0 c,uao, tta porcao a m.
Hoce de \lperene em utlM de 2 libras muito eofeitadas a 1200
no progresso.
n&arMelada imperial d0 aftDltdo Abre, de outros mullos fabricantes ds
Lisboa a 800 rs. a libra.
VmeV&aS irancezas em fraIC0S com 4 ui,raa por 3000cada um, s o irasco ral l
dittasportuguezts a 480 rs. a libra.
LataS COm bolaehinhaS de SSda contando differentes qualidades. a
15OO, assim como tem lattas de 8 libras por 3$000, diitts com 4libras por 2J0O0 ry s no
Progresso.
iliaca (de tomate em \t[t$t l bra, por 9OO rs. e em Utas de 2librspor 1600 rs.
Conservas trancen s e inglezas recentemente chegadas. soo rs. o iras-
co em porcose faz abatimento.
Passas ein caixinhas de $ libras as melhore, qu. tem vindoaesu
mercado por serem muito grandes a 2$800 rs. cada urna.
biSOermacete SliperiOr Mm aTarla a 70o rs. a libre, em caixa se far algum
abatimemto.
Wetria, macarrao e talnarim 400r,.. m. em caixa. de um. .r-
roba por 8.
LataS COm neiXe de P08ta da9melhorei qualldadesquehs em Portugal, como
sejam sarel, coogro, sarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a 15400 rs. cada urna.
\zt itonas mnito novas a nm 0 brril> em garrafa a S40 .
PalitOS de dente llXadOS emmolhoscom 20 macinhos por 200 rs.
Srvela das maa aCreditadas marees 5^000 a duzia t retalho a 500 u. a garrafa.
\ inllOS engarrafados dag seguintes qualidades. Porto. Feituria, dilto Bordeaux,
dilto Muscatel, a la garrafa ; tambem tem vinho f.heres para 2000 rs. a garrafa.
\ inllOS m pipaaem tomposic.ao Porto, Fgueira.Llsboa, a 640 rs. em caada a 4500.
Presnnto de fiambre in glez muit0 n0T08 a 800 .. un.
"reznntO Oe LamCgO 0 que ha de bom neste genero a 480 rs: m porcia a 400 rs.
cbonrieas e paios a 560 ri. aiibra# #m Drii com 6 duua, de pal08 por io$ooo.
T oneinbo de Lisboa 0 maia n0T0 que ba no mercado a 320 rs. a un.
Banba de poreo refinada a mal,aiTtqte Pod u* a4so rs. a libra em
barril a 440 ts.
\mcndoas de csea mole a 480 rg. a libra. em pors5o se far aigUm aban-
ment, s no Progresso do pateo da Penha n. 8.
Alm dos gneros annunciados encontrar o respettarel publico um grande sortimento de
udo quanto bom e barato.
TTERUT
A cha m-se a venda os bilhetes e meios
bilhetes da lerceira parte da nona lote-
ra a beneficio da matriz da Boa-Vista
desta cidade, na thesouraria das lote-
ras rua do Queimado n. 12 primeiro
andar, e as casas commissionadas na
praca da Independencia n. 22 loja do
Sr. Santos Vieita, rua Direita n. 3 bo-
tica do Sr. Cha gas, rua da Cadeia do
Recite n. 45 dos Srs. Poito & Irmao e
rua da Imperatriz n. 44 loja de ferra-
gens do Sr. Jos' Victor da Silva Pimen-
tal.
A extraccSo sera' impreterivelmente
no da sabbdo 20 do corren te mez, no
lugar e as horas do costume. As sortes
sero pagas a entrega das listas, na
mesma thesouraria das loteras. Abai-
xo va publicado o novo plano appro-
vado pelo Exm. Sr. presidente da pro-
vincia para extraeco da mesma o qual
e muito mais agradavel por con ter pro-
porcionalmente maior quantidade de
premios.
PLANO.
3000 bilhetes a 5.............. 15:000*000
Beneficio e sello de 20 por cont. 3:000000
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, rua das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIOA & SILVA
^. F, Duarte Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz scienle aosseus freguezes que tendo separado a sociedade que tin&a com
seu mano, acha-se de novo estabelecido com dous aceiados armazens de molhad_os, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, eo Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o piimeiro na razo do Duarie & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva: estes estabelecimentos oflerecem grandes
vantagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se acham montados como em commodidade de pree,o, pois que para isso resolvern) os
propietarios mandarem vir parte de seus gneros em direitura, afimde terem semprecompleto sortimento, cpmo tambem poderem offereter ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 porcento do preco que possam comprar em outra qualquer parle, por isso desejando os propietarios acreditaren!
seus estabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco praticas, em qualquer um desles eslabelecimemos, quesero tao bem servidos coma
se viessem pessoalmenle, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oflerecemos, pedimos a
todos os senhores da pra^a, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeiravez, afim de experiraanlar, cerlos
de continuaren), pois que para isso nao pouparo os proprietarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequenlarem nossos estabelecimentos ;
abaixo transcrevemos algumas adigoes de nossos presos, por onde ver o publico que vendemos baratissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
MANTEIGA INGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e em barril a 750 rs.
MA.NTEIGA FRAINCEZA a melhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. em barril e meios.
CHA HYSSON E PRETO o melhor do mercada de 1$700 a 3000 e em porcao lera abatimento.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porcao a 800 rs.
PREZL'NTOS PORTUGUEZES vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por liba e inteiro a 460 rs.
CHOURICOS em barril de 8 libras a 49500 e em libra a 700 rs.
SAG' E SEVADINHA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 8JS000 rs. a arroba. i
AMEIXAS FRANCEZAS em latas de 6 e 5 1[2 a 1 a libra e a 12C0 a retalho.
PASSAS em caixinhas de oito libras, as raelho es do mercado a 2800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMACETE SUPERIOR sem avaria a 700 rs. e-em caixa a 680 rs.
CONSERVAS FRANCEZAS ISGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERV1LHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACHINHA lie SODA dodirorooequalidade, a mais novado mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoria de 1&200 a 19300 a garrafa e a
13 a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 480O a caada.
FRASCOS COM FBUCTAS de todas as qualidades de Portugal de i 00 a 200O.
BATaTAS NOVAS em caixas de duas arrobas a 39 e velhas a 600 rs. a arroba e 40 rs. a libra.
CURANTS ou passas para pudira a 1 a libra e em porejio lera abatimento.
LATAS COM PEIXE SAYEL eoutras muilas qualidades, o mais bem arranjado que tem vindo a 19400.
CAFE' DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANHO o melhor que se pode desejar a 3100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa ede 8500 a 10000 a duzia.
CHARUTOS VERDADE1ROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BAMIA DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar ne.te genero a 480 rs. a libra e 460 em barril*
SERVEJAS Da S MELHORES MARCAS a 500 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
CA1XOES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em porc.o a 900 rs.
AZEITE DOCE PURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJOS PRATO os mais novos que ha no mercado a 650 rs. a libra e inteiro a 600 rs*
Genebra DE 110LLANDA a 640 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PALITOS LIXADOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feitos que ha no mercado a 280 rs. o mago.
PALITOS DO GAZ a 3O0O a groza e 280 a duzia de caixas. ""
AZEITONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 1200 o barril.
ALPISTA o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
Osenhor
Caetauo Aureliano de Carva-
lho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a negocio que lhe
diz respeito.
Expsito de
candieiros.
i
I
0
0
0
O bacharel Witrvvio po-
de ser procurado na rua
Nova n. 23, sobrado da es-
quina que volla para a
camboa do C*rmo.
i

ARMAZEM
DE
ROUPA F
DE
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econooiicos
Candieiros econmicos.
Nesta exposico de candieiros se encontrar
todo o sortimento de diversos tamanhos proprios
para ricas salss, ditos para salas interiores, ditos
para sala de jantar para quartos, para cosinha,
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e outras muitas qualidades
que com a vista devero agradar ; assim como
tudo equalquer preparo para os ditos candieiros!
se encontrar sempre a venda nesta exposico de
candieiros na rua Nova n. 30, loja do Vanos.
CONSULTORIO ESPECIAL $
H0HE0PATHIC0
DO
DB. CVSAXOVA,
| 30--Rua das Crnzes-30
8 Nesteconsultoriotem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Pars (astinturas) porCa-
fc tellan e Weber,por presos razoaveis.
B Os elementos dehomeopalhit > bra.re- M
Scommendadaintelligencia de qualquer S
jfpessoa. 3|
fffc^^W^^^S^^^m bK rT&fc i^O*t Wb wWi <^W% Wf 9n
Aloga-se para homem solteiro melade do
primeiro andar do sobrado n. 14, na rua do Quei-
mado : a fallar uo mesmo sobrado, das 11 horas
da manhia &3 3 da tarde.
Msicas e pianos.
J. LAUUONNIER, na rua da Imperatriz n. 23.
acaba de receber pelo ultimo vapor da Europa
urna bella colleccao de msicas para piano e can-
to, dos melhores autores e muito escolhidas ;
igualmente se encontra em seu eslabelecimento
ptimos pianos ; assim como faz lodos os con-
cerlos e afina os mesmos instrumentos em pouco
9
Claudio Dubeux proprietario das lionas de
mnibus fazsciente que relira por ora as mni-
bus seguales o de Jaboato. e no dia 15 do cor- .
rente o de Olinda Meando tao someate um cujoyeniP0 e Por PreS0S commodos.
partir do Reeife de manha as 6 1)2 horas e
volta as 8, de tarde as 4 e valla as 6, do Reeife
de (arito para os Apipucos 3 1)2, 5 e \[-2 de
Apipucoepara o Reeife de manha as 7, 7 1|2,
8, 8 1[2, mais prolimo a festa se augmentar as
liadas.
Precisa-se de um ofiicial de lanoeiro para
trabalhar em barricas : na rua do Vigario n. 26>
1* aodar,
Na rus da Cruz o. 33, armazem, vendem-
se vellag decomposigo e cera de carnauba por
ja odico fteqo.
Aviso
A pessoa que comprou na rua Nova n. 22 urna
flauta ha mais da oito mezes, e que deixou um
relogio de ouro para concertar, prego ajustado da
flauta e do concert 41, fapi o favor de vir bus-
car o relogio no prazo de oito dias, e nao o, la-
zendo ser vendido para pagamento.
Na rua do Queimado n. 31 quer fallar-se so
Sr. Manoel do* Nascimento Silva Bastos a nego-
cio seu.
O infra assignado tem justo e contratado
com os Srs. Domingos /os Avilla e Jos Igna-
cio A villa a compra da taberna que os mesmos
teem da rua da Concerdia n. 84 ; e pelo presen-
te convida a quem possa ser prejodicado aeste
negocio de vir participar-lbe na rus da Pelma,
taberna n. 7, isto no prazo de 3 das. Reeife 13
da julho da 1861.Jobo Jos da Silveirt,
Precisa-se alugar urna escrava ou escravo
que saiba cozinbar, para urna casa de pouca fa-
milia : quem tiver para alugar, dirija-se a rua
larga do Rosario o. 38, loja de miudezas, que se
dir quem precisa.
Quem anounciou um homem para ensinar
primeiras letras em um Dgenho prximo es-
trada de ferro queira dizer n'esta typographia o
numere de sua morada.
Jos Joa 4uim Lima Bai-
ro, socio gerente da firma
commercial de Pinto de Souza
ABairo, val aoRio deJaneiro
e durante sua ausencia deixa
en car regad o dos negocios da
mesma aos Srs. Bernardino
Gomes de Carvalho, Jos Joa-
quim da Silva e Paulo Jos
Gomes & Mayer.
Sacca-se sobre o Rio de
Janeiro e Para: em casa de
Aranaga Hijo A C.
Vietorino Candido Pereira de Miglboes vai
Portugal tratar de su ande.
Escripturac,o mercantil,
por partidas simples edobradas; na rua do Im-
perador n. 81, segundo andar, se dir quem a
pessoa que se acha habilitada, ou na rua Nova,
loja de ferragens n. 33.
Aluga-se um bom armazem na rua da Cruz
o. 29, tendo sahidapara a rua dosTanoeiros, em
boa localidade para qualquer eslabelecimento : a
tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Carvalho, Noguei-
ra & cM
saccam sobre Portugal e lina
de S. Mignel: na rua do Viga-
rio n 9, primeiro andar, es-
criptorio.
O Dr. Joaquim da Silva Gusmo
pode ser procurado para o exercicio de
suaprofissao medica a qualquer hora do
dia ou da noite, no largo do Carmo n.
5, primeiro andar.
Liquido.
1 Premio de............ 5:000
1 Dito de............ 8O0S
1 Ditode................ 400
1 Dito de ,*........... 200
8 Ditos de 1008........ 200
5 Ditos de 40........ 200
10 Ditos de 20........ 200
21 Ditos de 10......... 210
958 Ditos de 5...i.. 4:790J
12:0005000
Joaquim Francisco dos Santos.
40 MA DO QUEIMADO 40|
Defronte do becco da Congregar letreiro verde.
Neste eslabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feila de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
ue tem um dos melhores professores.
12;000000
1000 Premiados.
2000 Brancos.
^_~
3000 Bilhetes.
N. B. As sortes maiores de 400$ es-
tro sugeitas aos descontos das leis.
O tbesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
OSr. Manoel Joaquim de Olivei-
ra Figueiredo morador na Capunga,
queira dirigir-se a esta typographia.
Lava-se e engomma-se : na rua do Rangel
n. 46 P andar.
Aluga-se urna escrava para ama de urna
casa da pouca familia : quem precisar dirija-se
a travessa das cruzes o. 4, loja de calcado.
No dia 11 de julho fugio ds casi o. 68, na
rua da Espersnea, a preta Antonia, escrava que
foi de Francisco Goncalves do Cabo, a boje de
Pedro d'Alcantara dos Guimaraes Peixoto : ro-
ga-se, pois, a todas as autoridades peliciaes e es-
pilles de campo de a capturar, e leva-la casa
supra mencionada ou i roa do Queimado n.18.
Quem precisar de ama ama para cozinhar e
lavar, dirija-se rua larga do Rosario n. 9, que
achara com quem tratar. S>
Joo Jos de Carvalho Moraes fas scienle
que mutfon a sua residencia da rus da Cadeia do
Recite n. 55 para a rua da Aurora, casa o. 1, ter-
ceiro andar, e para melhor commodidade das
pessoas, que com elles tenham negocio* a tratar,
podero se dirigir rua do Qutimado loja o. 13-
Precisa-se de ama ama para cozinhar e en-
gomnar: na rua Nora o, 16.
Collegio de Bemfica.
Neste eslabelecimento precisa-se de duas cos-
turaras.
Atten^o.
Precisa-se de um homem para ensinar era um
engenho prximo da estrada de ferro, algutis me-
ninos, as primeira letras, grammalica nacional, e
principio de arilhmetica : a etender-se na rua
eslreita do Rosario n. 23 at das 10 boraa da ma-
nha, as 3 s 6 da Urde.
Offerece-se um cocheiro porluguez para ca-
sa particular, de boaa informages ; quem pre-
tender, dirija-se a roa do Imperador n. 23, que
se dir quem .
Aluga-se um preto para o trabalho de urna
refinado ; quem pretender, dirija-se a rua Bella
n.5, que achara com quem tratar.
Atten Na rua Direita n. 35. loja de pintor e vidracei-
ro. troca-se um rico santuario de Jacaranda, vio-
do do Porto, contendo o decimeoto da cruz, por
uraprejo coramodo,assim como outras imagens
de difierenles envoca;5es.
A pessoa que perdeu urna carta com a subs-
cripta ao D Pedro de Albuqaerque Autran, juiz
municipal ae orphos de S. Jos do Norto, no
Rio Crande do Sul, pode vir procura-la na livra-
ria da praca da Independencia n. 6 e 8.
Aluge-se urna preta escrava, sabeado cozi-
nhar, fazer compras e eogommar : na rua de
Santa Isabel o.9.
MTBHiCA.
Aluha-se um sobrado de um andar com o ar-
mazero, na rua dos Burgos o. 29, confronte a rua
da Moeda ; a tratar na rua da Cruz n. 61.
Mudanca.
Joo Antonio Coelho, sangrador e dentista,
avisa ao publico, e a todos os seus freguezes que
mudou a sua loja da rua estreila do Rosario para
a rua do Imperador n. 69, onde o acharo promp
to todos os dias uteis desde as 6 horss da manha
al as 9 da noite, para chumbar e tirar dentes,
sangrar, p ra qualquer outro servico de sua arle a fra dos)
2L_
asacas de panno preto, 40, 35 e 30000
Sobrecasaca de dito, 35 3000
Palitotsde dito ede cores, 35, 30,
25$000 e 20JOOO
Dito de casimira de cores, 22J000,
15, 12 e 9000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, 11*000
Ditos de merin-sitim pretos e da
cores, 9JO0O 8000
Ditos de alpaka da cores, 5 e 39500
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 a 3*500
Ditos de brim de cores, 5, 4500,
4JI000 e 3500
Ditos de bramante da linho branco,
6S000,5000 e 4S000
Ditos de merino de eordo preto,
15000 e 8000
Calais de casimira preta e de cores,
12, 10, 9 e 6S000
Ditas de princeza e merino de eor-
do pretos, 5 e 4500
Ditas de brim branco a de cores,
58000, 4*500 e 25500
Ditas de ganga de cores 3S00Q^J
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12, 9g SjjOOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos bordados, 6, 5500, 5 e 3500
Ditos da setim preto 59000
Ditos de seda setim branco, 6 e 5000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7$000,6000 e 5000
Ditos de brim e fusto branco,
3500 e 3000
Seroulas de brim de linho 2*200
Ditas de algodo, 18600 e lg280
Camisas de peito de fustao branco
e de cores, 2*500 e 2*300
Ditas de peito de linho 68 e 3*000
Ditas de madapolo branco de
cores, 3, 2*500, 2 e 1*800
Camisas de meiea 1*000
Chapeos pretos de massa, francezes,
/ formas da ultima moda 108,8*500 e 7*000
Ditos de eltro, 6, 58, 4 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 14, 128, H8 e 7*000
Collarinbos de linbo muito Anos,
novos feitios, da ultima moda 9800
Ditos de algodo $500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 100, 90, 80 e 700CO
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 408 30*000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderemos, pulseiras, rozetas
anneis $
Toalhas de linho, duzia 12)000 10*000
ELIXIR DE SALDE
4
Citrolactato de ferro
Vnico deposito na lio tica de Soaquim MavUuuo
da Ctux. Corrcia & C, rna do Cabug \\. II.
em Pcmamnnco.
H. Thermes (de Chalis) anligo pharmaceulico aprsenla hoje urna nova prepsraco de ferro
com o nome de elixir de citro-lactato de ferro. *
Parecer ao publico um luxo eropregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas tSa
vanadas, mas o homem da sciencia comprshende a necessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
A formula um objecto de rauita importancia em therapeutica ; um progresso immeno
quando elle, maniendo a essencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas'as
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
Das numerosas preparaces de ferro al hoje coohecidaa nenhuma rene tao bellas qualida-
des como o elixir de citro lactato de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomaf-se em ums pe-
quenaidose, o ser de urna prompta e fcil dissoluc.So no estomago, de modo que completamente
assimilado ; e o nao produzir por causa da lactina, que contem em sua composico, a consjipaco de
venlre to frequentemente provocada pelas outras prepara?5es ferroginosas.
Estas novas laalidades em nadaalleram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo un
substancia da qual o medico se nao pode dispensar em sua clinica, de incomparavel ulilidade
qualquer formula aue lhe de propiedades taes que o pratico o possa prescrerer sem receio. E' a
que conseguio o pharmaceutico Thermes com a preparado do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparaces ferroginosas, como o
attesta a pratica de muitos mdicos distinclos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como im-
menso proveilo as molestias de languidez (chlorose paludas cores; na debilidade subsequente as
hemorrhagias, oas hydropesiasqueapparecem depoia das intermitentes na incontinencia : de urinas
por debilidade, as peroles brancas, na escrophula.no rachilismo, na purpura hemorrhaaica, na
convalescencia das molestias graves, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos os casos
em que o sangeso acha empobrecido ou viciado pelas fadigas affecces chronicas, cachexia tuber-
culosas, caocrosa.syphililica, excessoa venreos, onanismo e uso prolongido das preparscea aer-
CUT1A6S.
Estas enfermidades sendo mui frequeates e sendo o ferro a principal substancia de que o
medico tem de laucar saao para as debelar, o author do citro-lactato de ferro merece louvores e o
das e horas mencionados pode ser procurado Bo reconhecimento da humamdade por ter descoberto urna formula pela qual se pode sem receio usar
ateo do carmo n, 22. 1 do ferro.
TV



IARIO DI rERHiMBCO. SEGDTfD TURA 15 ftK JULHO DI 1M1*
Ama.
Offerece-se para cozinhare eogommar, prefe-
riado rasa 4e familia: a tratar Da ra da Roda
numero 15.
Consultas medicas.
Serlo dadas todos os das pelo Dr. Cos-
me de Si Pereita no seu escciptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at s tO horas
da roanhaa menos aos domingo sobre:
i.' Molestias de olhos.
2.* Molestias de cora^ao e de peito.
3. Molestias dos orgaos da gera^ao e
do BQUS.
O exame dos doeutes ser (eito na or-
dcm de suss entradas, comec,ando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
lostrumentos chimicos,acsticos e p-
ticos sero empreados em suas consl-
lajes e proceder coro todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, on ao menos
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi deduiir o plano
de tratamento que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos sero tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
I promptido em seus effeitos, e a necessi-
5 dade do seu emprego urgenta que se usar
** del I es.
V Pralicar ahi mesmo, ou em casa dos
Je doootes toda e qualquer operagao que
|| julgar conveniente para o raatabeleci-
Sy ment dos mesmos, para cujo fim se acha
Ir urovidu de urna completa collecso de
5: instrumentos iodispensavel ao medico
JR operador.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para cozinhar e comprar : na ra do Imperador
ii. 37, segundo andar, entrada direita.
Auspicio Antonio de Abreu Guimares, sub-
dito portuguez, vai ao Rio de Janeiro.
- Gurgd&Perdigao, |
fj Fazendas modernas. %
Recebem e veniem constantemente su- A
periores vestidos de blonde con: todos os prepsros, ditos modernos de seda de cor 3
e pretos, ditos de phantasia, ditos de V
Sn c-mbraia bordados, lindas lazinbas, |e
*P cambraiade molernos padrees, seda de S
gquadrinhos, grssdeoaples de cores e pre- |
t.is, moreanlique, sintns, chapeos, en,- *P
Seites para cab.sa, superiores botoes, ffl
manguitos, pulceiras, lequas e extracto 5>
8 de sndalo, modernos manteletes, tal- S
uias compridas de novo feilio, visitas de S
V pnrgur.'io. luvas de Jouvio a 2JjOO. jtt
Precisa-se e um caixeiro qae saiba bem
ler e escrever para lomar coala de urna padaria ,
na ra Imperial n. 51.
Licoes de inglez, francez e
piano.
Duas senhoras baslanlemente habilitadas se
offerecem para eosinar a fallar, traduiir e escre-
ver da maneira mais fcil inglez e francez, e a
locar piaoo, por precos muito moderado* : na
ra do Queimado>. 30.
aixeiro.
OfTereee-se para caixeiro de qualquer eslabe-
lecimento um mogo con pralica de bskoe roa,
o qual d bons fiadores a aua conducta : qoem
precisar, dirija-se a ra da Cadeia do Recita n
8, armazem.
Aluga-se um sitio na travessa da Baia-Ver-
de, na Capunga : trata-ao do mesmo sitio, casa
n. 11, defronte do sitio do Arantes.
Aluga-se a casa terrea da ra do Varadouro
deOlio'la, a ultima do lado esqueTdQ na sobida
d. 62, com bastantes commodos, alugnel emeon-
ta : na ra estreila do Rosario o. 41.
i;
Muito barato.
Ssias bailo de lodos os lmannos a 4J,
chitas francezas finas claras e escuras a
280 rs. o covado, colxas de laa e seda pa-
ra cama a 6> camisas para menino.
Roupa ftita.
Paletot de casemira de todas as cores
a ?, ditos finos de alpaca a 6$, ditos
de brim a 49, chapeos pretos a8j c min-
ias outras fazendas tinto para senhoras
como para homem por preco inicuamente
Larato, dio-so as amostras : na ra da
Cadeia toja n. 23, confronte aq^Becco
Largo.
*-a*?^s3$a*a asas mamwit&iiM
CONSULTORIO ESPECIAL H0HE0PATH1C0
DO DOUTOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) u. 6.
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el q- meUrtiaa das mu/teres, molestias das crian-
ras, tnnlestias da ptlle, molestias dos olhos, mo-
ertics synhiliticas, todas as e'pecies de febres,
ftbres intermitiente? e sitas consequencias,
PHARflACti ESPECIAL HOMEOPaTHICA .
Verdadeirns medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis era seus effeitos, tanto em tintura, como
>'m glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
siveis
N. B. 03 medicamentos do Dr Sitino sao
nicamente veudos em sua pharmacia; todos
q-ie o forem (ota della sao falsas.
Todas as carteras sao acompaohadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redoc as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinhc, medico braseiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicameutos que se pe-
de, As careiras que nao levarem esse impresso
a*siK marcado, embora tenham na lampa o no-
e do Dr. Sabino sao falsos.
illcncao.
Alugam-se o segundo eterceiro andares do so-
brado n. 52 da roa da Cadeia do Recito, com bas-
tantes commodos para familia : a tostar no ar-
mazem do mesmo.
O confeiteiro Zacaras tem estabelecido sua
residencia na ra Direita n. 8, confronte ao oito
da igreja do Livramento, onde pode ser procura-
do para exercer os trabalhos de sua profisso.
Scientiflca ao respeitavel publico, e cora especia-
lidade aos seus freguezes, que elle contina a
apromptar bandejas com bolinhoa de diversos
goslos e qualidades, bem como bolos avulsos pa-
r qualquer festividade, e que trabalha em dife-
rentes massas que delle se exija, e todo iste com
a maior promptido, e desejos das pessoas jque o
exigirem, e que tambem faz doces da todas as
qualidades e arranja com o melhor gesto possi-
vel, caixos de laranjas, etc.
AlteiKjao.
Lava-se e engomma-se com toda perfeicao e
asseio, e por commodo prego, e precisa dn ">
preta por alnguoi, poga-ss bem : na Ma do Fogo
numero 22.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
rui da Lapa n. 13 : a tratar na loja do mesmo.
Precisa-se de um cozinheiro livre ou es-
cravo : na ra dos Pescadores ns. 1 e 3.
Lompras.
Compram-se
osera vos de ambos os sexos para se exportar para
fora da provincia : na ra Direita n. 66.
Comprase urna casa terrea no pateo do
Hospital ou ra das Cruzes; a tratar na ra lar-
ga do Rasario n. 20.
Compram-se moedas de auro de 208: na
ra Nova n. 3, loja.
Yeldas.
Rolo francez.
No Bazar Peruamhucano
deposito de tabaco, charutos
e cigarros vende-se o supe-
rior rap fraucez chegado l-
timamente : na ra larga do
Tosario n. 30, de Joaquim
Bernardo das ieis.
Ao publico.
Feslibelecido da grave molestia que portanlo
t.eRpo me ha consumido, volto ao exercicio de
advogado e espero do publico o favor que sempre
Hkc bi-i merecido. Em coiumum com o Sr. Dr.
Joao Baptis'.a do Amaral e Mello, os que se dig-
narera procurar-nos acharo sempre no escrip-
torie das 9 as 3 da tarde um de nos. Tudo em-
(ler.harerao ptjra b^a; strurmos aos que nos qui-
w.cem honrar. O nosso escriptorio na ra do
Oi'.e.mado n.4t. "tirnosobrado que faz esquina
psri obeecuCa -ongregago.
Dr. Antonio Borges da Ft*nseca.
' ;.
A variados.
|*i-A 2SO0I
e 3,000!!
B regas de algodao com 20 jardas teodo
um pepueDO t ique de avaria a 2&5Q0 e
j 3J> : na rm doCresoo n. 17, loja de Gui-
S maraes & Villar.
i
s
Para casamento.
m
0

9
Riquissimos cortes de blonde para ves-
m tidos de casamento : na ra do Crespo n.
17, loja de Guiroaraes & Villar.
Riscadinhos de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na ruado Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
itoja de fazendas foasi
DE
Martinho de Olivei-
ra Borges.
n.
pequeo
ftlfi/fcffXS
altnetes de ouro ^brilhantes.
S offteina photographica da ra do Cabug n.
18, entrada pelo paleo da matriz, exiatem lindos
alfioetes fom brilhantese ao gosto de Luiz XV,
paca a collocajao de retratos; ha tambem urna
cariada collecglo de alfineles de ouro com, e
*em pedras. O prego dos alnetes com os re-
iralos variam de 16# a-200$. Ni mesma casa
::iern-se bellos espelbos cora molduras doura-
las do seda para cortinados de janellas e para
Tuadros, assim como*cord5es para o mesmo fim.
Veade-se tu loa precos raioaveis e moderados.
Precisa-se de tima criada portugueza para.
casa de pc-uca familia : na ra Nova n. 33.
Muita attencao.
O abaixo assignado roga a todas as pessoas que
teem penhores em seu poder,que os venha resga-
tar em quanto ames, a contar da data deste a 8
dias, assim orno seja o Sr. Antonio. Duarte Pe-
reira o seu relogio: e passanJo esle prazo os pas-
sar a vender para seu pegamento, ficando os
mesmos responsaveis pelo resto de seus dbitos.
Recite 12 de julhoe 1861.
B-iito Antonio Carpioteiro da Silva.
Aluga-se a cocheira do largo do Paraizo n.
SI, muito propria para qualquer estabalecimento,
boa cacimba, pequeo quintal e commodo para
pequea familia morar no solo : no caes do Ra-
saos n. 10
Ausentou-se da casa do abaixo assignado,
morador na camboa do firmo o. 16, iatooo dia
10 do correte, um menino forro, de nomo Lou-
rea$o, idade 10 a 11 aonos, pardo escuro, cabel-
la carapinho, fui vestido com caiga de algodao
*rt, camisa de chita encarnada escura, chapeo
de massabrinir^. tem silo vislo pela ra Direita
mntalo env orrOjprro : quem delle aouber pode
Oga-lo e reoduu o abaixo ajigoadu, que sa-
ti6r.qu;.lii>er daspeza e rouifo agradecer.
StVvRfio Joaquim Martin Santos.
Alugi-se uthaaoia de leile.na rus do Rao-
el o. 17, rom rooit abundancia, e tambem ha-
ll para qualquer servico que seja preciso, muito
(impa e geitesa para tudo.
A,luga-s) a caaa n. 2 B da ra de,Apollo : s
Cralar na ra do Aurora n. 36.
Roa da Cadeia do Recifc
Vende-s* o seguate :
Cortes de seda de cores com
loque de mofo a 20$, 305, 40 e 50g.
Casavequea de cambraia bordados com
fitas de 8j a 12;.
Cassas de casemira e merino de cores
para senhora de 10$ a 153.
Camisinhascom manguitos e golla bor-
dada de 4 a 6$.
Casaveques de fusto branco e de cores
de 65. 8$ e 10$.
Capas de fil de seda preta com reodas
e vidrilhosde 12 a 20.
Golliohas de traspasso arrendadas e bor-
dadas de 3f a 5$.
Manguitos de seda de cores de 10 a 15.
Manteletes de cambraia bordados com
Atas de 8 a 10.
Manguitos de pafoscom fitas de 3 a 4$.
Manguitos bordados de ponto inglez de
2g. 3 e 4.
Vestidos de barege de la e seda a 10
el5.
Ditos de cambraia brancos bordados de
153, 20 e 259-
Sedinhaa de quadros com pequeo to-
que de mofo a 640 rs. o covado.
Grosdenaples decores com igual toque
algo covado.
Na mesma loja enconlrar muilos
objectos de oslo a em perfeito estado.
Rival
sem segundo.
Ra do Queimado n. 55, loja de miudezas de
Jos de Azevedo Haia e Silva, defrouto do so-
brado novo, est vendendo por baratissimo prego
para acabar, algumas qualidades de faxeDdas, as-
sim como-seja : franjado lis para vestido a 109
rs. a vara, tranga de laa com 10 varas a 200 rs. a
pees, pares de meias cruas para meninos de 3 a*
6 annos a 160 rs., e de 6 a 10 annos a 240, linbas
de Pedro V com 209 jardas, verdadeiras, a 80 rs.,
novellos de linha do gaz a melhor qualidade que
ha neeta pisca a 60 rs., tem tambem pira 20 e
10 rs. cada no vello, e de cores a melhor que ha,
novellos grandes, a 40 rs., carreteis de linha do
gaz e pretas com muita linha 200rs., bsratis-
lino, caixas com tiges para accender charutos a
40 rs., caixas com phosphoros de seguranga a 160
rs., groza de phosphoros do gaz a 28800, e duzia
a 210, fitas para enfiar vestidos e roupinhos a 80
rs., pecas de bieo, largura de3 dedo, a 2}, e va-
ra a 120, linhas de novello de cores por todo o
prego, frasco d'agua de colonia muito superior a
400 rs., duzia de meias muito finas para senhora
a 3$, e par a 280, linhas de marcar muito finas,
novello a 20 rs., grvalas de linho muito bonitas
a 200 rs., pegas de tranga de lia de todas as co-
res a 50 rs., tem um resto de ssbonetes psra
603 rs. a duzia, groza de botes de osso para cal-
ca, pequeos a 120, e grandes a 240, sao multo
finos, marcas para cobrir a 20 rs. a groza, e tem
tambem maiores para 60 e80 rs., duzia de meias
cruas para homem a 2400. muito boas para du-
rar, meias de cores para meninos pelos precos
cima, tramoia do Porto muito boa, vara, a 80,
100. 120e 160 rs., fitas de linho brancas e de co-
res a 40 rs. a pega para acabar, grozss de peros
de a(o a 500 rs., tem um resto e sao superiores,
frascos de opiata para limpar denles a 400 rs.,
copos com banha muito fina s 640, frascos de
han ha de uno a 640 e 500 rs., varas de laby-
riuthos de todas as largaras e por todu o prego
para ar*br, caemos de columnas brancas a
1500, pechincha, carteiras para gnarJar dinhei-
ro muito boas 500 rs., frascos com cheiro muito
finos a 500 rs., realejos para meninos a 20 rs.
cada um, baralhos portuguez.es a 160, e duzia a
1J440, baratissimo, duzia de botes madrepero-
la para paletot a 480, cartas dn alfinetes para ar-
madora 120, varas de franjas pare cortinado a
200e 240, muito barato, botoes de vidro com
ppara casaveques de senhora, duzia a 240 rs.'
todas estas fazendas estao perfeilas, e vende-se
barato porque precisa-se apurar dinheiro para as
uecessidades, e por sso toce fogo.
Grande pechincha.
A 220, 240 e260rs.
Chitas francezas de muito bonitos padres e
muito bons pannos, pelo baratissimo prego de
220, 240 e 260 rs. o covado ; na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Gangas francezas muito (loas com padrdea
escaros a 480 rs. o covado : na roa do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de urr aroma ex-
celentemente agradarel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
tidade das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer esse balito desagradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidade de acalmar o ardor que deixa a navalha
quando ae faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto tenha della composigo. Cus-
a o frasco 1, e quem aprecia o bom naodeixar
cortamente de comprar dessa estimavel agua em-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parte onde se achar.
8
ressivo
Progressisla.
Vende-se nos armazens do largo do Carmo n.
9, e ra das Cruzes n. 36, manteiga ingleza flor
da safra velha a 800 e a 1, da nova chegada l-
timamente em barris ter abatimeolo, affianea-se
sor manteiga que oulro qualquer nao poe ven-
der por menos de 1i40, (nao serviodo isto de [
offensa aos nossos collegas.)
Na ra do Queimado, sobrado|
amarello n. 31, loja de A. L*
Santos & Rolim,
vendem-se chales de merino finos eom 14 quar-
tas bordados de seda a ouro a 4g, ditos melhores
a 59, ditos superiores a 6 e 78000.
Ruada Senzaia Nova n.42
Venda-se am essa de S. P Jonhston sellinsa silhSes nglezes, candeeiros castigas*
bromeados,onas nglezes, fio devela, chicote
paraearros, emontara,arraios para carro ds
um a doui eavalos ralogioi de ouro patente
nglez.
Recommendaco aos Srs.|
de engenho
Panno azul de superior qua- -
l 1 i da de para roupa de escravos a ]
900e10.
Luvas deJouvin.
Na loj. da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre se encontrarlo as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para homem como para se-
nhora, por serem recebidas por todos os vapores
vindos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
prego de 25500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem coohecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qnalidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outri qualquer parte.
Armazenada
de Pars
DE
Magalhaes k lleudes.
Ra da Imperatriz.loja armazenada de 4 portas
n. 56, recebeu um bello sortimento de fazendas
novas, a ser laa e seda de quadros para vesti-
dos a 640 o covado, novoa vestidos brancos bor-
dados com babados a 5 e 6 o corte, pegas de
bretanha de rolo a 2> e 2JJ.500. pegas de cambraia
finas para vestidos a 2$500, 3g e 3500 a pega,
chitas largas francezas a 240, 260, 280 rs. o cova-
do, ditas inglesas a 160,180 e 200 rs. o covado,
golliohas e manguitos com botozinho a 3,de di-
versas qualidades, saias de balao para senhoras e
meninas com 30 arcos a 3, 3-500 e 4& dao-ae as
amostres de todas as fazendas para veras quali-
dades. A armazenada est aborta das 6 horas da
manhaa s 9 da noite.
DA
VICTORIA,
NA
Ra do Queimado n. 75,
Junto a loja de cera.
Nesla loja ven Jem-se as seguinies miudezas e
outras muitas por pregos baratos, s para quem
comprar victoria sempre contar :
Carloes de clcheles francezes muito bons a 40
rs. o carto, e duzia a 400 rs.
Agulhas francezas muito boas e verdadeiras a 120
rs. a caixa com 4 papis, e avulso a 40 rs. o
papel.
Agulheitas para enfiar vestido a 40 rs urna.
Linhas victoria em carretel com 200 jardas a 60
rs. um, e duzia a 610.
Ditas de 200 jardas de Alexauder a 900 rs. a
duzia.
Ditas de Pedro Vem carto, branca e de cores a
60 rs. um carto.
Ditas de melada de peso verdadeiras a 240 rs. a
meiada.
Papis com cenlo e tantos alfinetes francezes a
40 rs. e papel.
AlQnetes de cabega chata grossos e finos a 120
rs. a carta.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Caivetes finos de duas folhas para pennas a 200
rs. um, e duzia a 2
La de todas as cores para bordar a 6500 a libra.
Pentes muito bons de baleia para alisar a 220,
240, 280 e 320.
Ditos transparentes tambem bons a 360 e 400 rs.
Enadores de algodao a 60 rs. cada um.
Meias cruas brancas e de cores para homem a
160, 200, 240, 280 o par.
Ditis brancas muito fioas para senhora a 240, 280,
320 o par.
Espelhos dourados para parede redondos e qua-
drados a 3#500 cada um.
Talheres para crianzas
Vendem-se talheres pequeos
criangas a 320 cada um : na ra
' loja d'aguia branca n. 16.
proprios para
do Queimado,
AU mNRLE
NATURAIXEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza rus da Cruz n.22
> <&\e^<> Aloja dabandeira
lova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos di Fonseca participa a
lodos os seus freguezes tanto da praca
como do mate, e juntamente o respeita-
vel publico, que tomou a deliberacao de
baixar o prego de tolas as suas obras, por
cujo molro tem para vender um grande
sortimento de bahs e biciasfBudo da
difieren tes lamanhos o de diversas cores
em pinturas, e juntameute um grande
sortimento de diversas obras, contendo
banheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas para caf e camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 4 e peque-
nos a 600 rs., baciat grandes a 5 e pe-
quenas a 800 rs,, cocos a 1 a duzia. Re-
cebe se um official da mesma officia*
para trabalhar.
ft\ S1W wrrw 5f^w OnW 9tW J^fm efl^ v9w t^ffw S^Wr r*%
Relpgios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios da ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
una variedade de bonitos trancelins para os
mesmos. j
Arados amen cano se machina
para lavar roupa: emeasa deS.P Jos
hnston & C. ra da Se rzala n.4-2.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Gabuga u. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeites de conlinha, como dourados, e de lindas
filas e ti velas, o mais fino que se pode encontrar;
isto na Idia Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 6.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de supe-
rior qualidade : a tratar com Jos' Sa'
Leitao Jnior, ra do Trapiche n. 15.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Dr. Radway & C de New-York Acham-sa i
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instruccoes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, ot
quaes se vendem a lO00.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvio, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente reeebido de sua
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quera quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirigir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado o. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabp de inarim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia br3rtca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fira e madreperola a 2 e 2$500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se tua
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Hay mundo
Carlos Leite &
Irma o recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de eozer
dos mais afa-
mados autores
m elh ora dos
com novos
.aperfeicoa-
mentos, fazendo paspooto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as corea tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Enfeites a ga-
SYSTE HA MEDICO DE HOL LOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este i nes ti raa vel especifico, composto inteira,
mente de hervas medicinaes, nSo contm mercu-
rio era algnm a outr a substancia delecten a. Be-
nigno mais tenrainfancia, e a compleiejio mais
delicada 4 igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleigao mais robusta;
enteiramente innocente em suas operagese ef-
feitos ; pois busca e remove as doen?as de qual
quer especie grao por mais antigs o tenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com asta
remedio, muitas que j estavamas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirs!
recobrar a saude e forjas, depois dehaver tenta-
do inultimente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devera entregar-se a des-
esperado ; fajara um competente ensaiodosa
efficazes effeitos desta as som Irosa medicina,
prestes recupsraro o beneficio da saude.
Nao se perca ternpo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes eafermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Anilas.
Areias (mal de).
Asthma..
Clicas.
Convulsoes.
Debildadeou extena-
gao.
Dbil idade
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rios.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqneca
Herysipela,
Pebre biliosa.
Pobreto dae apete.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
InflammaQes.
Irregularidades
menstruacao.
ou falta de Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucjao de ventre.
Phtysica ou consnmp-
* pulmonar.
Retengan deourina.
Rheumatismo.
Symptoraas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Vene-se um bom cavallo anaaaor baixu a
meio, o qual serve paja padaria por trabalhar
muito bem am machina! vende-se muito em
conia; na na dos Pescadores ns. 1 e 3.
Muita grvala ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de grvalas de dirigentes gos-
tose qualidades, e por pregos Caes que em ne-
nhuma oulra pariese a cha. como, seja, gravati-
nhas estreilaa bordadas a 800 e 1J, ditas pretaa a
de cores agradaveis a 19, 1 #200 e 19500, ditas
com ponas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom svtim tnaco a 1J500. Pela variedaSta do sor-
timento o comprador ter muitas de qua ae agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
Humero 16.
Aos tabaquistas.
Lencos fines de cores asearas fixas a i mita-
gao dos de linho a S| a dazia ,- ns ra do Quei-
mado n. 22, ns loja da bea f.
Cami-
sas inglezas.
Acaba de cliegar ao armazem de
[Bastos & Regona ra Nova junto a Cod-
ceicao dos Militares urna grande quan-
tidade de camisas inglezas com peitos
de linho muito finas pregas largas, e
por ser grande quantidade tomamos a
deliberacao de vender pelo diminuto
preco de 35,5 e a 4-O^f a duzia, sao as ca-
misas mais recommendaveis que tem
apparecido no mercado.
Largo do Tenjo
n. 23.
Vendem-se batatas muito nova* a 80 rs. a li-
bra, assim con outros gneros mais baratos que
em outra qualquer parta, nao ae diz o preco para
nio espantar! II [a dinheiro & viata).
ATTENC.
Vende-se urna eeowva moga perleramente en-
gomroadeira, costureira, faz labyrintho, e cozi-
nha tambem com perfeiQo, eom amar cria de
anaioemeio; quem pretenda-la, dirija-se ao pri-
meiro andar da casa na ra do Livramento nu-
mero 38.
Vende-se a armaclo o atencilios. e- alguna
gneros que sla ns casa de largo dn Tere n.
t4, e aluga-se a mesmNjasa : os pretfndentes
dirijs-se a ra das Crutes n. 31.
JAYME
Cabelleireiro trancador, e desenhador
em cabellos,
Com seu estabelecimenlo na ra do Queimado
n. 6,1* andar, continuaba receber encommeu-
dis de objectos tendentes a sua arte, garantindo
perfeiQo e mdico prego.
Agoa Imperial
para lavar a cabega, limpar as caspas e evitar a
queda dos cabellos.
Vende-se na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Flores finas a' 1#>00 rs. o ramo !!
Vende-se na ra do Queimado, casa de ca-
belleirerc:
Agoa de tingir cabellos.
Vende-se na ra do Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Pechincha sena
igual.
E ebegade a superior caras do serto legti-
mamente de Serido. pele diminuto preco de
8*0 rs., 6 ae encontra na boa f, por ser o es-
tabelecimento que sempre recebe a flor da car-
ne "aquella.logar, e bem assim como queijos e
lingaieas do mesmo lagar; os freguezes acha-
ran barato pela boa qualidade de qualquer um
dos gneros. Vendem-se por esle prejo por ha-
nt reeebido grande porcio-
Batatas.
Febreto intermitente,
Vende-se estas ululas no estabelecimenlo ge-
ral de Londres n. 224, Strand, ena loja da
todos os boticarios droguistaeoutras pessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
bul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dallas, conten ama instruccSo em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas p-
lalas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
Vestuarios para meninos.
Na ra da Imperatriz n. 12 acaba de chegar
um liodo sortimento de vestuarios para meninos
e meninas, de diversos goslos e ioleiramente mo-
deros.
^kmkk mmsmo mmmx
ftli i
4 fama Iriiimpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimardes A Villar.
[Ra do Crespo numero 17.j
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, las, chapelinas de pa-
Iha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, sahidas de baile.saias a balao de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e pregos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para caheca de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletols, caigas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calgado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver.
Levem dinheiro
Levem diuheiro
Levem dinheiro.
ribaldi
Vendem-ao batatas novas ltimamente chega-
as arrobas:
travessa da
das do Lisboa a 3j> a caira que tem-duas arrobas:
na ra'da- Madro de Dos n. 20, e
Hadrade De n. 10:
Muitos lindos enfeites a Garibaldi para senho-
ras a 85. ditos Oogiodo palba porm de aedas a
8$500 cada um, ditos de vidrilhos a tg800cada
um ; na loja da victoria, ra do Queimado nu-
mero 75.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de difieren-
tes cores e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a 2$, 3, 4 e 5 a pesa, presos
estes que em nenbuma oulra parte se acbam, e
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
Attencao.
Vende-se confronte o porto da fortaleza das
Cinco Ponas o seguinte : carrosas para boia e
cavallos, carrinhos de trabalhar na afandega, di-
loa de mao, torrador de caf com fogo, dobradi-
gas de chumbar de todos os lamanhos, bocea de
fornaihas para tornos, grandes echaduras de
ferrolho e tambem rodas de carrosa e carrinhos
rodas para carrinhos de mi, ei'xos para carro-
cas e carrinhos, e outras quaesquer obras de
ierres.
Luvas de inacamursa
para militares e cavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mu finas luvas de camursa, o que
de mekhor ae pode dar uesse genero, e aa esta,
vendendo a 2>500 o par ; os senhores officiaes e
eaivaJleiroa que as compraren! conhecero qua fio
baratas a vista de sua finura e duracao, e para as
obter dirigirem-se toa de Qeioudo, laja da
aguia branca n. 16. Adverte-se que a quantidade
pequea por hora, e por isso nao dsmorem.
Vende-se por grande neceisidade um pti-
mo moleque de 18 annes de idade : a arelar o*
cidade de Olioda, ra da Biquinha, segunda casa
& esquerda.

A A$% A$500 e 5.
Cambraia lisa muito fina a 40 a pega com 8 lii
varas, dita muito superior a 5$, dita tambem
muito fina com salpicos a 4$500; na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porgue de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de aeda bordadas ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as 'esl
vendendo a 18500 cada urna ; a ellas, antes que
se acabem, pois s as ha na loja d'aguia branca
ra do Queimado n. 16.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba, a melhor que tem
viodo a este mercado, a 8J500 a arroba, a prazo
ou dinheiro : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cife n. 7, ou na ra da Imperatriz n. 60, loja.
Eafeites de flores para ca-
samentos e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vio a calamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os presos sao M,
10 e 12. porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
eobertos e descobertosr pequeas e grandes, de
ouro patente inglez, pera hornera a saabera de
um dea melhores fabricantes de Li.erpoel, vin-
dos pelo u'rimo p anuo la ingle* ; am casa a*
Sonthall Mellor & C.
%- Vende-se o sobrado de dous andares da rus
da Senzala Verba n. 54; o armasen est arren-
dado a um negociante para deposito de faaendas.
e o sobrado sempre tem encontrad aligador por
ollerecec baatautea con modos, lavajo e taaa fua-
ubs denla a ra, exialindo no lado de detrac una
telheiro que esl arrendado para acougne, e per*
tenes mesma caaa ; es fundas team itA exten-
aso que dio eanago a aiGear-se na nutra ra
outro sobrado, fJcaodo meio anda teriaca para
quintal da asabas as casas ; vendase par puso
commodo, pois sea done tem ae romir niguas
corapromisso* : a tratar o a ru* fio Imperador,
n. 51, primeiro audax.
1


BU 31 mttAMBGCO. -~ iSHUKD*. FURA *5 01 JULIO 011161.
Canes lapidados
aSOOrs. omasso.
Tfendem-se massinhos de corsea lapidados a
wo rs. cada um: na ra do Queimado, loia d'a-
guia branca o. 16.
240 rs.
Laas escuras de padr5es modernos o melhor
que tem apparecido, de lindas cores, a 240 rs, :
na ra do Queimado o. 39, loja de 4 portas.
Nova pechincha.
Chitas largas francezas, covado a 200 e 240
rs.,nacados francezes, covado 180rs., corteado
mesmo a 2,000 r.: na ra do Queimado n. 44.
Libras sterlinas.
Vende-se no escriptorio de Manoel Ignacio de
Ohfeira & Filho, largo do Corpo Santo.
Traversa do Pires n. 1.
Joseph Grosjean em aua officioa vende 1 ca-
briolet novo, 1 carro americana para 1 cavallo,
1 cabriole! em bom estado, que vende muito em
conla, assim como encerado preto a 28300 o co-
vado, e comprando em pee* ha de ser mais ba-
rato.
Attenco.
la ruado Trapicha n. 46, em easa de Rottron
Rooker i G.,.existe um bom sortimento de li-
onas ;de crese brancas em carteteis do melhor
fabricante de Inglaterra, aa quaes ae vendem poi
precos mui razoaveis.
DESTINO
DE
Jos Das Brandao.
5Ra da Linguela 5
O novo dealioo torra generes por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza a 1 a libra,
dita fraoceza a 700 ra.. cha preto a 1400, nas-
sss a 560, conservas inglezas e portuguezas a
700 rs., aletria, Ulham e macarro a 400 rs. a
libra, teucinbo de Lisboa a 320 rs. a libra, baoha
de porco reQnada a 480 ra latas com peize de
postas a 1(400, eerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5$ a duzia. dita preta a 600 rs. a garrafa e
658OO a duzia, tanto em garrafas como em meias
ervilhas francezas e portuguezas a 720 rs. a lataj
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, vinho do Porto engarrafado fino
fvelho) a 1*500 rs., vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branca a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornava enfa-
donho aoa traguetea (Dinheiro vista.)
Esfriadeiras
para agua.
Vendem-se esfriadeiras muito alva para agua a
4* o par ; na ra do Queimado n. 75.
E muito barato.
Manteletes de fil preto muito superiores a 80;
aa ra do Crespo n. 10.
Damasco de seda.
superior a 3*500 ; na ra do Crespo n. iO.
Massinhos de coral
a 500 rs. .
S na loja da aguiade ouro,
majo Catu
H
n 1-B.
Vendem-se massinho da coral muito fino a 500
rea o masso.
Tachas e moendas
Braga Filho & G., tem serapre no sea depo-
sito da rus da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mento da tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
CINTOS
para senhora.
Sintos muito bonitos para senhora a 3$ cada
um, fivelas muito lindas para sinto a l$20o cada
urna; na loja da victoria, ra da Qoeimado nu-
mero 75.
A 8^000.
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa,
os quaesse vendem pelo diminuto preco de 85
cada um : na ra do Queimado n. 39, loia de 4
portas.
Cal \ ice.
A ulilidade da pomada
indiana nao s de fazer
NASCER os cabellos, mas
tambem de dar-lhes forc.3
para evitar a calvice e nao
deixa-los embranquecer tao
cedo como quando ella nao
fr applicada, alm disto
sendo sua composicao for-
mada de substancias ali-
mentares, a absorpeo pe-
los poros da cabega nao pode ser nociva. De-
posito em Pernambuco. ra do Imperador n. 59,
e ra do Crespo n. 3, e em Paris, Boulevard
Bonne Nouvelle. Prego cada frasco 3*.
Lila preta,
boa uzeada, 280 ra. o aovado.
Cortes de casemira de cor fina a 4S.
Ditos da collele de gorguro, bonitos padrdes, a
0u0.
Panno fino superior, cor de azeitoua, a 4f000 o
corado.
Casemira preta fina a 58 o covado : na ra do
Crespo n. 10.
Nozes
a 30 a arroba, e a retalho a ISO rs. a libra: ven-
de-eeno armazem progresso, largo da Penha nu-
mero 8.
Attenco.
Bic prejo de 300 por ler um toquezinho de mofo :
no armazem de fazendas da ra do Queimado nu-
mero 19.
Liquidacad
I Ra do Queimado loja de
j 4 portas n. 10. <
4j$ Vende-se panno de supeiiorqua- J
^ lidade pro va de limao cor de i
caf a 3^.
m Dito rerde a 3$. ,
^ Dito preto a 3$. v i
% Dito azul a 3$. <
an Seroulas escossezas brancas a i
gg 1$200 e1#300.
Ditas de lmho a 20600 e o#.
@ Superiores manteletes de fil i
ag preto a G#.
^ Camisas de linfao inglezas duzia j
.300.
a* Ditas dita dita duzia a 35$.
^p Ditas dita dita duzia a 40$,
gsb Ditas dita dita duzia 45$
s Ditas dita dita duzia bOff.
Baloes econmicos.
Chegaram loja n. 45 da ra da Cadeia do Re-
cae saias balo degosto inteiramente moderno,
os quaes sao preferiveis aos de ac por serem
fetos de cordo; vendem-se pelo mdico preco
de 3 cada um.
m
SABAO
ni
FUNDICiO LOW-MOW,
Ra da Senzalla Nova n.42.
Nesta estabelecimento contina ahaverum
completo sortimento da moendasemeias moen-
das para engenho, machinas da vapor etaixas
tfl ferro batido a coado, da todos ostamanhos
para dito,
A l^OOO
a duzia de toalbas felpudas superiores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andares e
solao na ra de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzes n. 18.
Atiendo
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1$280:
quem pretender dirjase a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
i Liquidaco
f Ra do Queimado n.f
10. loja de 4 portas. I
Vende-se as seguintes fazendas por
V menos preco do que em outra qualquer $
jjb parte, comosejam: X
Chitas francezas cores fixas a 220 e 240 1
W Cortes de cassa rauceza a 2000 W
^ Chalys de apurado gosto covado a 500 |&
Cambraia de seda dito o covado a 440 a
Mimos do co dito o covado a 400 W
9 Chales com palmas de seda a &&
m ^600 e 2000 Z
r Camisinhas de cambraia bordada
W para baplisado a JHMK) W
ft Ditas de dita para senhora e com S
gollinha a 3g50O ?|
Cbitas inglezas cores lizas a 160
P Eguiode puro linho a vara a 800
A Cambraia lisa muito fina a pega a 5000 ^a
K Chales de merino bordado & 5?>000 ^
*m Ditos de dito liso a 3500 e 4J0OO V
^ Mantas de setim lavrado para se- S
* [hora a 1$600 ^
f Meias para senhora a 3J, 3*500 e 4000 w
P Dit4s para meninas a 2g800 e 3gOOO
sm Chapeos de sold seda para se- S
[ nhoraa3500e 4S000
w uardanapos adamascados a du- *3
^ zia a 29500 e 3000 m
* Toalhas de linho a duzia 5*000
[ Rscadinhos de linho o covado a 160 3P
9 Cortes de brim de linho de cores SKi
m 2500 e '2S800 ^
Ditos de meia casemira a 1*280 e 1*600
W Panno azul Sao corado a 1*280 e 11600
$ Dito preto dito dito a 3*500, 4* e 5g00 A
g| Cortea de casemira preta a 5* e 6*000
gf Cortas de dita de cores a 4* e 5*000 3f
9 Cortes de velludo para eollete A
m 1*600 e 89000 m
Ditos de gorguro a lg6O0
Brim branco de linho trancado a 1/000 W
Paletotsde brim de cor pardo a 3p0 g$
4m Ditos de dito lona a 4|500 a
de miudezas do leo de ouro,
ra do Cabug n. 2 C.
Vendem-se cintos dourados para senhoras,
muito neos, pelo baralissimo preco de 4* cada
um, ditos de gorguro a 2* ; a olles, antes que
se acabem. *
Eiilre-nieios
os melhores que se tem visto.
Alojad'aguia branca recebeu um explendido
sortimento de enlremeios de delicados bordados,
e gostos inteiramente novo*, com diflerenles lar-
guras, do mais estreito at mais de Ii2 palmo
suas diversas applicages escusa dizer-se porque
todas as senhoras sabem : os precos sao de 2 a
5* a peca conforme a largura, e tal a bondade
de les que quem os vir e apreciar o bom.iofalli-
velmente os comprar : na leja d'aguia branca.
na ra do Queimado n. 16.
ousa muito substancial.
Vamos a boa gela de mocot, para as pessoas
que se acharem com fraqueza ou falta de subs-
tancia no corpo. Vejam que cousa muito bem
fela e pelo barato prego de 500 rs. a libra : na
camboa do Carmo n. 12, casa de marcineiro.
[Fazendas e rou-i
pas feitas baratas
NA LOJA-DE
Gravatiohas estreitas.
Veudem-se superiores gravalinhas estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de 1* ; na ra do Queimado n. 22.
loja da boa f.
E'de graca.
Ricas chapelinaa de seda para senhora, pelo
barassimo preeo de 16* cads urna .- na ra do
Queimado n. 22, loja da boa f: (a ellaa.que sao
poucas). "
Cortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos branoo*
bordados com 2 a 8 bakados a 5* : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Grandes colchas
de fustn adamascadas, pelo preco de 6* cada
ma ; na ra do Queimado a. 19.
PORTO
|48- Ra da Imperatriz48j
Junto a padaria fraoceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
meoto um completo e variado sortimento
deroupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 3* e 3*500,
ditos forrados a 4* e4*500, ditos france-
zes fazenda de 10* a 6800. ditos de me-
rino preto a 6*, ditos de brim pardo a
3g80O e4*. ditos de brim de cor a 3*500,
ditos de ganga de cor a 3g500, ditos de
alpaca de la amarella a imitacao de pa-
lha de seda a 3*500 e 4*. ditos de meia
casemira a 4*500, 5$ e 5*500, ditos de
casemira saceos a 13f, ditos sobrecasacos
a 15*, ditos de panno preto fino a 20*,
22g, 28*. ditos brancos de bramante a
3*500 e 4#, calcas de brim de cor a 1J800,
2g500, 3*. ditas brancas a 8* e 4*500, di-
tas de meia casemira a 3*500, ditas de
casemira a 6*500, 7g500 e 9*, ditas pre-
tas a 4J500, 7*500.9* e 10*. colletes de
ganga fraoceza a 1:8600, ditos de fustao
2J80, ditos brancos a 2g800 e 3, ditos
de setim preto a 3*500 e 4*500, ditos de
gorguro de seda a 4*500 e 5*, ditos de
casemira preta e de cores a 4*500 e 5*.
ditos de velludo a 7*. 8g e 9*.
Completo sortimento de roapa para
meninos como sejam caigas, colletes, pa-
letots, camisas a 1*800 e 2*, ditas de fusto
a2*5O0, chapeos francezes para cabeca
fazenda superior a 6*500, 8$500 e 10*.
ditos de sol a 6g e 6*500, ditos para se-
nhora a 4g500 e 5*. Recebem-se algu-
mas eocommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-meatre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a sus arte.
Fazendas.
Ricos cortes de vestidos de seda es- ,
coceza superior a 14*, novidade em corte 1
de chita achamalolida de ricos padtes
com 14 corados a 5*. chales de merino
estampados de bonitos gostos a 6*500,
cambraia lisa de Escocia eom 10 varas e
de vara de largura a 4*. 4*500 e 6*. su-
perior bramante o melhor que ha a 2g e
i 2*200 a vara de 4 larguras, sortimento da>!
meias para meninoa e meninas a 2*800 e
3g a duzia, cambraia de salpico muito fi-
na a 700 e800 rs. a vara, chitas sorlidas
francezas a 240. 260 e 280 rs. o covado
outras muitas fazendas por precos commo-
dor.
Joaquim Francisco de Helio Santoa avisa aos
seus freguezes deata praca e os de fra, que tem
exposto i venda sabo de sua fabrica denominada
Recifeno armazem doaSrs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidadea por menor
prego que de outres fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como aa da
composigo.
Attenco
A
armazem da ra do Quei-
mado h. 19.
A 25$, que j se venderaiu por
100$
Quem deixar de comprar um rico corte de se-
da com pequeo toque de mofo pelo diminuto
prego de 25*.
Lences de panno
de Tinao pelos baratissimos precos de 1*900,3*.
e 3g300 cada um.
Ricos cortes de seda pelo bai-
xo preco de 40#000.
Ricos cortes de seda proprios para casamento,
tneatro e baile, tendo de todas as cores, e j pe-
lo prego que causa admiragao.
Toalhas de fusto a 500 rs.,
ditas felpudas a 10*. e 11* a duzia.
Cortes de casemira.
Cortes de caiga de casemira a 4*500.
Cobeits
chioezas a 1*800.
Alodo
monstro a 480 a vara.
Colchas de fustao
com lindos desenbos e muito grandes a 6*.
Vende-se urna escrava de 20 anoos, com
urna cria de 9 mezes : na ra do Fogo n. 43.
Vende-se urna eacrava crioula, moga, de
bonita figura ; na ra dos Guararapes n. 46.
A 28 o corte.
Corles de riscado francez com 14 covado pelo
barato prego de 2* : no armazem de fazendas da
ra do Queimado d. 19.
Aviso aos fumantes.
Vende-se na loja de Nabuco & C na
ra Nora n. 2, as seguintes qualidades
de cachimbo, fumo e cigarros a saber ;
Cachimbos de espuma do mar.
Dito de gesso estrada de ferro.
Fumo caporal para cachinbo.
Dito de harlebeke.
Dito de Vervicq,
Dito americano.
Cigarros bota fogo.
Ditos de havans.
Papel de linho para cigarros.
Bolgas de retroz para fumo
Carteira para fumo.
Veude.-ae a casa terrea Ja ra da Impsra-
i* n* a ,,,l8,8eacha desembaragada no todo,
al mesmo o foro que paga aos herdeiros do fal-
lecido Joao Heorique da Silva, e do ultimo se-
mestre de dcima que agora se venceu : quem a
pretender dirija-se a loja da mesma ra n. 36,
que achara com quem tratar.
| fcitos para senhora.
Vende-se na loja de Nabuco t C. ca
ra Nova n. 2 sintos prateados dourados
e de cores para senhora e meninos por i&j
prego commodo, MS
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
Alojad'aguia branca est recen (emente pro-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torgalcom franjas e borlas
outros tambem de torgal de seda enfeitados com
a Ij o tarea de cores e borlote ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um apurado gosto e nerfeiso
os pregos de 8* e 10* sao baratos vista das
obras; alm destas qualidadea ba outraa para
3* e 4* : isso na ra do Queimado, loja d'aeuia
branca n. 16. B
Vendem-se muito em conta quartolas de
muito boa qualidide, proprias para depoaito d'a-
gua em casas particularea e sitios, e.tambem por-
gio de toneis grandes de boa madeira, que sao
ptimos para depsitos de mel, e pira as distila-
goes dos engeohos, os quaes se vendem a dinhei-
ro ou a prazo, conforme ae conveqcionar: para
ver tratar, na travesea do Carioca, armazem nu-
mero 3.
#* m *
l tarta para votarete. J
Vende-se carta douradaa proprias para ?
V votarete na loja de Nabuco A C. na ra #
^P Nova n. 2. a
mmmmmm mmmmm ##
Brim branco de linho muito fluo a 1*280 a
rara ; na na do Queimado n. 22, loja de boa l.
Cestos.
Vendem-se cestos grandes proprios para con-
dcele de pao e bolacha, muito melborea que os
panacus pela sua fortido e aturar muito; na ra
Direita padaria de Antonio Alves de Miranda
Guimaraes n. 69.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
a ?* JJ* d'a**ia branca se acha mui novos e
delicados chapeozinhoa para baptizados obra
mu perfeita e bem enfeitada, sendo cada um em
sua bonita caixinha, e pelo baratissimo prego de
o, ninguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, roa do Queimado n. 16.
Vende-se porgo de quiotaes de ferro em
vergalboea quad.ados de varias grossuras e
chumbo em barra ; nt> armazem da travessa do
Carioca n. 2.
Batatas
?5Jl!gO de rrob. chegadas ltimamente, a
18000 rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
se nicamente nos armazena Progresso e Pro-
gresista no largo do Carmo n. 9, e ra des Cru-
zes n. 36, tambem tem grande porgo de quei-
jos pralo que vendem a 560 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiatalngleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda a bem conhecida e provei-
losa opiata ingleza- para dentes, cuja bondade
apreciada por todos quantos delta tem usado, e
ser mais por quem quizer conservar asgengivas
em perfeito estado, assim como a alvura dos
dentes; custa cada caiza 1*500, e por tal prego
s deixaro de comprar quando a nao acharem
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Escovas grandes
para carres, tapetes, etc.
Na loja d'aguia. branca se encontra mui boas
escovas grandes com cabo, proprias prese lim-
par carros, tapetes, etr., e por 2*: ninguem dei-
xar de comprar urna escova de que necessila :
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Feijo de corda
No armszem de Tasso lrmos, ra do Amorim
numero 35.
J S6 vende barato. 2
Acaba de chegar ao armazem j
: da ra da Cadeia do Recite n.
. 8, um lindo sortimento de va-
ras douradas imitando jacaran-
@ da' proprias para moldui as de
@ espelhos, retratse estampas pa-
ra ornamentos de sala etc., as
& ques se vendem por diminuto
preco.
Attenco.
Fazendas baratas para acreditar a loja na ra
do Queimado n. 69 : ehalea de la estampados e
Onos a 6,000 rs., ditos de froco a 3,200 rs.. tenho
um dito de toauim preto que vendo por todo o
prego, chitas francezas escuras a 200 rs. o co-
vado, ditaa a 840, 280 e 320 rs. o covado, cas-
sas Coas a 480 rs: a vara, organdy a 560 a vara,
chapeos de sol de panno grandes baleias a 3.000
" ditosdosol ioglez a 11,000 is., grvala de
sedas a 320 rs.; quem livor vontade de comprar
fazendas baratas v a ra do Queimado n. 69 ,na
loja de J. Antonio da Suva Marques, que nao
sabe sem fazendas, pois est disposto a vender
por todo prego para apurar dinheiro.
gRua do Crespo n. 8, loja de|
4 portas, admira a pe-
chiocha
Laa para vestidos (azenda que
outr'ora custava 800 rs. o cova-
do vende-se a 240 rs., d5o-se
amostras com penhor.
Gneros baratos.
Caf a 200 e 260 rs. a libra, arroz a 100 rs.,
gomma a 80 rs.. passas a 500 rs., vellas de car-
nauba 400 e 440 rs., espermacete a 680, banha de
porto a 440, serveja a 400 e 500 rs., garrafa de
azeite de carra pe lo a 440 rs. : na travessa do pa-
teo do Paraizo n. 16, casa de pintada de ama-
relio.
Farello a 2,600
a sacca : na travesea do pateo do Paraizo n. 16,
casa piolada de amarello.
[Pechinciia chapeos a!
Garibaldi.
Ricos chapeos de palhs enfeitados da
ultima moda pelo baratissimo prego de
, 10* : na ra da Cadeia do Recife n. 24. m
mmm etsctoe m mmsMmm
Vende-se o engenho Tiriri. sito na comarca
do Cabo, com as proporgdes seguintes: dista da
estrada de ferro urna legoa, e porto para embar-
que em distancia de 200 bragas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muitos terrenos para se
abnrem com facilidade, ha grande cercado e
muitas matas Este engenho novo e bem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segundo an-
dar, ou no engenho Cafund, sitio em distancia
de meia legoa da estago de OUada com o abaixo
aasignade.Joo Pee* Brrelo.
Trapiche
BHlO.. LIVRAMENTO
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender neste nove es-
tabelecimento o seguinte:
Cera de eaxnab* em porgoee ou a retalho, qua-
lidade regalar e superior.
Sebo do Porta em caixieka* e 1 4 errnea.
Barricas com sebe de Rio Grande, en porcoee
oa a retalho.
Vela de carnauba pura, em caisinhas da 1 a 4
arrobas.
Maios de sella, difleraotee quadadss. em poi-
goes ou -retalho.
Gouriohos curtidos.
Farinha de mandioca per 19500 sacc*.
Fawll, em saceos pandes, por 3*800 o lasco.
Trinta arcos
a 2$000
Saias balo com 30 arcos a 2$ cada urna. 8i-
patos de burracha para homem aSaopar : na
loja das 6 portas em frente do Lirramento.
Ara naga Hijo & C ,
vendem oncas de ouro : na ra do Tra-
piche n, 6.
Cambraias de co-
res a 320 rs.
Cambraias estampadas a matyz, fazenda muito
fina, padrdes nao vulgares e inteiramente novos,
pelo baratissimo prego de 320 rs. o covado : na
ra do Crespo n. 7, esquina que volta para a ra
do Imperador, loja de Gaimares Sl Lima.
Jabonetes
de amendoa, em caixinbas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-se sabonetes de amendoa para barba,
cada um em sua caixinhe de louga a 500 rs. ; na
ra do Queimado, loja d'aguia branca d. 16.
Na loja de marmore
Vende-se muito barato*



:
r-
Para senhoras.
Ricos vestidos de seda moirantic.
Ditos dito de dita grod-fric.
Ditos dito de dita babidinhos.
Ditos dito de dita dous folhos.
Ditos dito de dita phantasia.
Ditos dito de dita bareja-babadinbos.
Ditos dito de dita cambraia braneos bor-
dadas.
Ditos dito de dita pretos tecidos avellu-
dsdos.
Ditos dito de dous folhos bibadinhos.
Riquissimos vestidos de tarlatana brincos.
Ditos ditos de blonde para casamentos.
Ditos leques de madr Ditos ditos de sndalo.
Ricas pelerinas de renda e seda.
Manteletes do fil pretos.
Ditos multo ricos de velludo.
Ricos bournus bsduinas para sabidas de
bailes e theatros.
Ricos chapeos depalha de Italia.
Ditoa ditos de seda.
Gollinhas, manguitos e camisinhas de to-
das as qualidades.
Saias bordadas de algodo.
Ditas ditas de linho.
Ricas sombrinhas de seda muito modernas,
Enfeites de flores.
Ditos de froco.
Ditos de fita.
Para senhoras.
Casaveques de la.
Feotes de tartaruga.
Ditos de bfalo com enfeite.
Ditos de dito sem enMte.
Chales da merino muilo modernos.
Ditos de cachemira bordados.
Ditos de tauqnim.
Ditos de frO'o.
Ricas mantas de blonde para casamento.
Camilas bordadas muito finas.
Meias de seda muito finas.
Ditas de dita pretas finas.
Enfeite de vidrilho prelo.
Ditos de ditos de cores.
Lengos de iabiiintho.
Proohas de labirintho.
Toalhas de labirintho*
Lengos de linho bordados.
Gravalinhas muito modernas.
Plumas brancas e de cor.
Filas de seda de apurado gosto.
Franjis, cascar ni lias, tranca e rifa e fitas
estreitas de seda.
Para horneas.
Paletots de panno fino.
Ditos de casemira.
Ditos de brim lona (brancos.)
Ditos de brim de cor.
Caigas de casemira de cor e de padrdes de
muilo gosto.
Cspas de guta-percha.
Pemeiras de dita.
Caigas de dita.
Capuches de dita: S
Meias de cor. t
Colletes de casemira. a)
Ditos de la e seda. oB
Ditos brancos. m
Ditos de velludo preto. f
Ditos de dito de cor. a
Calgado Meli. Z
Dito de vaqueta; a
Dito de duas solas. .
Sapatos entrada baixa. a
Chao eos de lontra. S
Ditos de castor branco.
Grvalas de renda a Garibaldi.
Ditas de setim.
Ditas de gorguro e seda.
Colarinhos dos mais modernos.
Camisas de linho inglezas.
Ditas ditas francezas.
Para meninos.
r Ricos vestuarios de seda.
Ditos ditos de la.
* Ditos ditos de fusto.
2 Ricas camisinhas bordadas para baptisado. 9
f Ricos sapatinhos enfsitados para bapti- 5
8sado.
Bonetes de todas as qualidades.
Chapeosinhos de palha de Italia.
Casaveques de la.
* Extracto de sndalo muito fino.
9 Essencia de sndalo muito fino.
Caixinhas de tartaruga. 8
i Carteirinhas de apurado gosto. *
9 Rico jarros com banha.
* Um grande sortimento de riquissimos ^
quadros a oleo. #
0 Ricos transparentes para janella.
fj Caixinhas muito ricas proprias para guar-
dar joias. 0
0 Banha muito fina a Garibaldi. #
E outras muitas fazendas e perfumaras 0
que deiximoi de mencionar, por haver 0
um grande sortimento. m
#*
Loja das seis portas en
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22$, fazenda fina,
salgas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditaa de brim branco, paletots
da bramante a 4, ditos de fusto de cores a 4|,
ditos de estamenha a 45, ditos de brim pardo a
3*. ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
uolletea de velludo pretos e de cores, ditos de
torgowio de seds, grvalas de linho as mais mo-
bernas a 200 rs. eada urna, collarinhos de linho
ga uliima moda, todaa estaa fazendas se vende
prete par acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ra da manba at ae 9 da ooite.
Certea.de meia casemira de orna soer, fazen-
da superior, pelo baratissimo prece de 2* cada
um: na a do Queimado o. 22, na loja da boa f.
Chale de merino estampados a 21500 : na
rea do Queimado n. 22, loja da boa f.
Vende-se.
*vae todo negocie com ama quarta parte do
rttie-e ees' ds vrvenda ne logar do Perea fregu-
ai dos Affasjados, sendo a casa edificada a 4 pera
5 annos, de pedra e cal muitas arvores fructferas
?"*. *"** priecrplada de agoa doce estri-
barla & & tendo a casa 4 quartos duas salas co-
Mavora, e porteo: a tratar na ra do Quei-
-aado n. 47.
!
Lindos cabazes
de palha fina, ou cestinhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se achara mui lindos e
delicados cabazes de palba fina, ou cestinhas en-
ieiiaas, proprias para as meninas de escola, oa
mesmo para coslura de senhoras, e custam 4 e 5
o que baratissimo vista da perfeico e bom
gosto de taes obras, as quaes se vendem em dita
oja a aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Acaba de
chegar _
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
cei^o dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas fei tas, calgados e fazendas e todos
estes se vendem por pregos muito modi-
ncadoa como de seu costume.assiro como
sejam sobrtcasacos de superiores pannos
ecasacos feitos pelos ltimos figurinos a
26, 28, 30j> e a 35, paletots dos mtsm os
pannos prt-to a 16g, 18J. 20 e a 24,
ditos de casemira de cor mesclaoo e de
novos padrdes a 14. 16, 18. 20 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9, 10, 12 e a 14, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 8, 10, el2g,dilos
de sarja Ce seda a sobrecasacados a 12
ditos de merino de cordo a 12, dos
de merino chinez de apurado gosto a 15
ditos de alpeca preta a 7, 8, 9 e a 10'
ditos saceos pretos a 4, ditos de palba c
seda fazenda muilo superior a 48500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 3500, 4
e a 4500, ditos de fusto branco a 4
grande quantidade de caigas de casemira
preta e de cores a 7, 8, 9 e a 10, ditas
pardas a 3 e a 4, ditas de brim decores
finas a 2g50O, 3, 3500 e a 4fl. ditas de
brim brancos finas a 450O, 5J. 5500 e a
6, ditas de brim lona a 5 e a 65, colletes
de gorguro preto ede corra a 5Je a 65,
ditos de casemira de cor e prelos a 4g5U
e a 5, ditos de fusto branco e de brim
a 3 e a 3500, ditos de brim lona a 45,
ditos de merino para luto a 4 e a 450'
caigas de merino para luto a 45500 e a 5ft'
capas de borracha a 9. Paia meninos
de todos os tamanbos : caigas de casemira
prefa e de cor a 55, 6 e a 7, ditas ditas
de brim a 2$, 3 e a 3S500. paletots sac-
eos ae casemira preta a 65 e a 7, ditos
de cor a 6 e a 75, ditos de alpaca a 3
sobrecasacos de panno preto a 12 e a
14, ditos de alpaca preta a 5, bonets
para menino de tedas as qualidades, ca-
S misas para meninos de todos os tamanbos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e a 12J, ditos de gortu-
rao de cor e de la a 5 e a 6, ditos de
brim a 3, ditos de cambraia ricamente
bordados pera baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar maufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
da.s de f?sto e urna grande officina de al-
faiale dirigida por ubi hbil mestre que
pela sua promptido e perfeico nada dei-
xa a desejar.
pechincha.
Sedinhas de quadros muilo incorpadas, cova-
do a 800 rs.
Golinhas de fusto bordadas com boto para
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com botao a 500 rs.
Manguitos a balo com punhos e gola borda-
dos com botozinhos a 3.
Maoguitos a balo com pur.hc e gola a 2500.
Baldes elsticos a 3 e 3500
E outras mais fazendas muito baratas : ns ra
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Ter-
reiros.
Coral de raiz
Vende-se muito bom coral de raiz, o fio a 1 :
na ra do Queimado, loja d'aguia branca d. 10.
re._
para vestidos de senhora e
roupinbas de criangas
Na loia d'aguia branca se encontra um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e de cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como urna diversidade de galo de seda e
linho, brancos e de cores, abertos e ff chados, lar-
gos e eslteitos al o mais que possivel, trangas
tambem de seda, la e linho, de differentes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas : por isso quera precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16. que ser bem
servido.
MU
pechineli;
A* imperatriz Eugene.
Finos cortes de cassa franceza de duas saias e
de 7 babados, com 10,15 e 16 jardas a 3S50O, 4?
e 55 : na ra do Queimido n. 44.
Escrayos fugios.
Desappareceu no di a 13 do corren te, do si-
tio da S. Jos do Maoguioho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, da nome Joaquim, com os
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e asa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jus Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e enlrega-lo.no
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche d. 15
a Jos Teixeira Basto.
Pede-se as autoridades policiaes e capites
de campo a apprehenso do escravo Pedro, criou-
lo, de idade 25 amos, baixo, cheio do corpo,
pouea barba no queixo, ps pequeos e mos, e
foi vestido de camisa de chita, calca de riscado
de a]godo, e chapeo de bala preta, levando um
aurto de couro de carneiro com urna rede e rou-
pa, suppe-se que foi para oserlo: quem o pe-
gar, leve-o Capunga, na casa em que morou o
cnsul francs, a seu senhor, que ser generosa-
mente recompensado.
Fugio de abaixo assignado no dia 13 de ju-
lho aea escravo por nome Luiz, com offlcio de
alfaiate, de idade 20 anos, comegando a ba-
gar, de estatura ordinaria, magro, cor clara, p-
lido, resto descamado, olbos grandes, nariz afi-
lada, ombros detidos e espadando, e am pouco
corcundo, moa e ps grandes, conduzindo com-
sigo urna trouxa de roupa, calcas e camisas : ro-
go a todas as autoridades policiaes que o capture
e conduza a seu senhor Joaquim Jos de Carra-
lho Siqueira Varejio, na era n. 44, sobrado.


(8)
WAIIO DI PB1RAMBC0. SEGUNDA FEIRA 15 DI JULHO DE 1811
v i
Variedades.
Dimos em seguida ludo quinto publicara
Jornal do Commereio, de Lisboa, acerca da
doenga, morle e funeral do conde de Cavour.
A redac(o.
Escrerem do Turin a 6:
<' Eis alguns detalhes relativos aos ullimos
momentos do conde de Carour:
o Ilavia dous dias que o delirio era continuo ;
febre succodia um abatimiento profundo; o en-
fermo reconheeia os seus amigos,--fallavalhes,
mas a'guns listantes depois perda toda a idj
dos fi'Ctis mais recentes. A sua cebega esleve
dous das quasi constantemente envolvida em
gelo.
llunie.u pets dez horas da manli, tere um
momento de tranquilTdade; reconbecendo sua
sobrtoha, a marqueza AlQeri, sentada junto do
seu leiio, conridou-a a retirar-se, conbecendo
tem que tinha chegado o seu termo. A sua fa-
milia perguntou que se nao seria conveniente cha-
mar um padre; os mdicos decidiram reunir-se
em conferencia previa. A's 5 horas continuara
a febre, mas o semblante ji apresenlara essa se-
veridade de linhas que precede a morte. A con-
ferencia reunida concordo no estado desespera-
do de enfermo, e annunciou familia que era
tempo de lhe administrar os ltimos sacra-
mentos.
Mandou-se chamar o cura de Senhora dos
aojos, parocho do defuoto. Este ecclesiastico
tinha coohecido muilo o conde do Cavour quan-
do este diriga o Besorgimento. Appareceu ba-
nhado em lagrimas. O doente, que nessa occa-
sio tinha pouca febre, reconheceu-o e pegando-
lhe na mao disse : Est chegada a hora do
passamento. Estas palavras foram-nos refe-
rida* por Mr. Farini; sao de toda a authentici-
dade. Tendo o padre apertado a mi ao mori-
bundo, e tendo por assim dizer entrado em com-
municagio com elle, escreveu para a parochia, e
alguns instantes depois chegava o viatico com o
ceremonial usado na Italia.
Esta noticia espalhou-se como um raio ; at
entao t.nha-se dissimulado a gravidade do mal.
O cortejo sabido da parochia revellou o estado
desesperado do enfermo ; urna immensa mulli-
dlo esticiono durante toda a noite as imme-
diagoes da residencia do ministro, anciosa por
saber policas d'elle. A communho e a extre-
ma unego foram adminislradas ao doente, a
Quem recomegou a febre alguns instantes de-
pois.
El-Rei, sendo avisado, veio a toda a pressa
de Moutecalier, em companbia do principe de
Carigoau, para visitar o enfermo. O delirio era
continuo palavras sem nexo sahiam da sua bo-
ca. Fallava de guerra, marinha, e pronunciava
frequeotes vezes a palavra aples. El-Rei sa-
liiu passados alguns instantes com as lagrimas
nos olhos.
A's onze horas retiraram-se os mdicos co-
Bhecendo que ludo estava perdido. Mr. Farini e
alguns amigos conserraram-se na cmara do
enfermo, sempro agitado pela febre, e cuja res-
piragao se tornava cada vez mais penosa.
a A' urna hora de uoilo, achava-me eu no sa-
li anterior a cmara do doente, quando eos
Tieram annunciar que a vida o abandonara pou
eo a pouco, o que a parelysit ganhsva o co-
ragao.
a A's cinco horas da manh cessou a febre,
comecando a agonia. O doente nao tinha reco-
brado inteiramente o uso da raso ; mas nos l-
timos momentos succedeu ao direito a tranquili-
dade. A's sete horas menos alguns minutos, o
grande homem de estado, o grande cidadio que
a Italia chora hoje, dava o ultimo suspiro.
Aquella vida to cheia de actividade, inteira-
mente consagrada gran lesa e liberdade do
seu paiz, lerminou tranquilla, cumprindo a
consciencia do dever, Mr. Farini, que se coo-
servou junto do eofermo al ao ultimo momen-
to, Qcou maravilhado d'essa tranquilidade em
preseuga da morle, e ainda mais da confianza do
muribundo na duragao da sua obra. est formada, e bem formada, disse elle, te-
nho a consciencia de ter cumprido o meu
dever. >
Escrevem de Turin a 7 :
O conde de Cavour oceupa um lugar to con-
sideravel na historia dos nossos dias, que acre-
dito vos satisfar ter conhecimento dos detalhes
dos seus ltimos momentos. Oblive- estes deta-
lhes de origem certa, e podis contar com a sua
completa exactido.
O conde de Cavour fot na quarta feira, 29,
accommeltido de dores inlestinaes a que era su-
jeito. Estara no habito de se tratar d'estas in-
disposigoes por meio de sangras, e dieta abso-
luta, l'assados dous dias, estava ordinariamen-
te de p. Como quera iratar-se a seu modo,
tina feilo escolha de um joven medico, que era,
verdaderamente dizendo o execulor das suas
proprias prescripgoes.
a Nao quera doutor notavel que lhe impozes-
se as suas determinaces. Efectivamente, no
da de maio, Mr. de Cavour, depois de tres
sangras, pule receber os seus collegas e confe-
renciar com elles. Julgava-se curado, como de
ordinario, mas no sabbado 1. de jucho, come-
jaram a manifestarse symptomas de febre per-
niciosa.
a Eolio, chaman, para conferencia, um se-
gundo medic, e fui ministrado sulfato de quii-
no : mas j era tarde. Os accessos de febre re-
dobraram de dia para da, e aaal appareceu-
lhe a paralysia cerebral, de que lhe resultou a
morle. E' certo que a enfermidade e a morle
do conde de Cavour foram principalmente deter-
minadas pelo excesso de trsbalho a que elle se
dava ha onze annos, sem ter um nico momento
de reponso.
O Ilustre enfermo nao leve um nico ins-
tante de delirio; rnente durante os ltimos
instantes da sua doenga manifestou o elevado
dos seus pensamentos que se ligavam todos aos
negocios do seu paiz.
FOLHET1M
OBATEDORDE ESTRADA
OE
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
f ContinuacSo. ]
XII
Quando o conde e o marquez sabiram do ran-
cho, um momento antes que o Canadiano ali pe-
netrare, extraordinaria agilaco reinava entre os
aventureiros. A'apparigo dos dous mancebos
todos os olhares se cravaram sobre elles com
5vida curiosidade : as conversares cessaram ; o
silencio restabeleceu-se.
O conde d'Ambrcn absorvido por dous senti-
meotos oppostosamor e odionao tinha obser-
vado a curiosidade^eral de que era objecto.
Quanto ao marquez de Hallar imperceptivel
sorriso assomara-lhe aos labios fios e paludos.
A agitago e a commogao dos aventureiros lhe
faziam pensar que o plano proposto na vespera
por miss Mary comegava a ser execulado. Ora,
esse plano de maravilhosa simplieidade concilia-
va o melhor possivel os interesses da Americana
com os do marquez : a sua conCepgo denotava
um tino pouco vulgar.
Tinha-ae combinado entre a filha do excellente
master Sharp e o Sr. d'Hillay, que este ultimo
esperara a chegada de Grandjean ao rancho para
provocar entao o seu rival. O Canadiano cha-
va-se encarreg'ado de advertir os aventureiros do
projectado duello entre os dous mancebos, o que
tornava esse duello impossivel; porquanto nao
era de suppor que os homens da expedigio d?i-
xassem o chefe, sem o qual elles nao podiam pas-
ear, arriscar a sua vida por urna discussao toda
pessosl. Grandjean devia alm disto aproveitar-se
da ausencia do Sr. d'Ambron para raptar Anto-
nia.
Esse plano, como vimos, surtiu bom effeito at
certo ponto : miss Mary porm nao se lembroo
do que poderla acontecer no terreno do combate.
Apenas os dous adversarios tioham andado uns
cem passos viram a pos si mais de emeoenta aven-
tureiros qve os seguiram. O conde nenhuma ob-
servado fez sobre a inoportunidade desemejan-
te escolta, por que tenctonava affastar-se o mais
possivel do rancho, aOm de que Antonia nao po-
deise ouvir o eitrondo dos tiros.
Fol portanto depois de um quarto de hora pou-
co mais ou menos de urna marcha rpida e nao
{} Vide Diario n, 159.~
As suas priocipaes preoecupsgoes referram-
se ao emprestimo que se vae concluir ; empre-
gava argumentos que contava fizer valer para
com os banquearos com queni se propunha a tra-
tar este importante negocio. Tambem fallava da
organisajao do exercilo, e perguntava muitas ve-
zes o estado em que estava a organisacio desle
ou daqueUe regiment.
O nome de Napo'.es sahia-lhe repetidas ve-
zes pelos labios A Italia do norte est formada
dizia elle ; ja nao ha Piemoulezos, nem Toscanoi,
nem Emilianos. Os meridionaes teem grandes
luai lades. Sao bous, mas eslao prevenidos por
um govenio mo. Le*afen.os o negocio ao cabo,
mas ne.cessrie tcorilisar acuelle paiz ,- dizei
nos empregstos que" podem contar commigo.
Eo o rdompensarei roas por ora nao; ainda
nao tempo. Quero principalmente que elles se-
jam severos para lodo quanto contrario a de-
licadesa. O empregado deve ser puro de todas
as suspeitas Tambem fallou de Carbal di.
Meu Deus I esclamava elle, estamos com Car-
bal li. E' um homem valente no meio das suas
exceptricidade Iremos a Veoeza, ninguem o de-
soja mais do que eu ; preciso ir at Veneza.
Quanto Italia, iss fcar para outra geragao ;
eu fiz bastante para minba.
Sao estes os pensamentos que sem cessir
revellara nos seus discursos, sem incohereoc a,
mas muitas vezes e voluntariamente repetidos
Dizia tambem que era oecessario governar com
liberdade.
O seu confessor foi chamado na manh de
quarta-feira, vespera da sua morte. Recebeu-o
com pleno couhecimento de causa, e a noite re-
cebeu os sacramentos, tendo egualmeote a cons-
ciencia do que fazia O re visitou-o duas vezes,
e pode demorar-salguns intantes com elle.
a No momento em que vos escrevo, todos os
habitantes de Turin se dirigem para a passagem
do seu cortejo fnebre. O sahimento tem lugar
esta tarde as7horas.A guarda nacional jest em
armas.Todas asauloridades.e as corporages ope-
raras assistiram ao enterro do presidente do con-
selho Os proprios garibaldinos serio convida-
dos por um edital, e os que e&io em Turin ho
de figurar em corporagao no cortejo. As duas
cmaras tambem fazem parto em corporagao.
a As lojas teem estado hoje em grande parte
fechadas, e a bolsa nio se abri. E' incontesta-
vel que o sentimeoto geral e sincero. O jornal
clerical Armona, que sempre combateu mr. de
Cavour, e muitas vezes com violencia, publica
um artigo cheio de conveniencias e presta ho-
meoagem as suas qualidades particulares, assim
como ao sfu genio poltico. Cita muitos rasgos
de mr. de Cavour, que provara que elle pratica-
va a liberdade de boa f, o que teem feito todos
os liberaes. Foi elle quem autorisou a percep-
gio do dinheiro de S. Pedro .
Da Italia do dia 8 exlrahimos os seguintes de-
talhes acerca dos funeraes do conde de Cavour :
As seis horas e um quarto, sahiu o cortejo
da casa mortuaria. Seria impossivel descrever
a commogao profunda que se observara na mul-
l lo vendo ocaixo que conlinha o corpo inani-
mado do grande ministro sahir da casa em que
poucos dias antes, anda existia mr. de Cavour,
cheio de vida e d'esperangas, e d'onde se diriga
ao parlamento ou aos seus trabalhos diarios, que
nunca tiveram outro lira seoao a independencia,
a unida le e a greodeza da Italia.
O carro funerario era tirado a seis cavallos
fortes, os corddes eram sustentados pelo minis-
tro da guerra, ministro da jusliga, conde Sclopis,
vice-presidente do senado, mr. Ralazzi, presiden-
te da cmara dos deputados, pelo general San-
naz, e general Crotli. O carro funerario ia cer-
cado de creados com a lir real : sobre o carro
iam collocadas as insignias do fallecido, entre as
quaes notara o seu chapu de capito de enge-
oheiros ; alraz do carro ia sobre urna almofada le
rada por nm arauto, o colar da ordem suprema
da Aonunciada.
Viuham depois os cavalleiros da ordem da
Aonunciada, os ajudantesde campo do rei e dos
principes, os ministros em uniforme, o grandes
officiaes do Estado, o senado e a cmara dos de-
putados em grande uniforme. Notava-se mr.
Ricasoli, apesar do seu risivel estado de soffri-
mento ; os principaes membros da opposigao,
entre outros, IM. Brofferio. Mauro Macchi, Re-
ciardi, etc ; o coeselho d'EsUdo e o tribunal de
cuntas em hbitos postos, o tribunal de appella-
co de capas vermelhas, o corpo municipal, le-
vando a sua frente o synJico, e seguindo pelos
emblemas da cidade, o corpo universitario de Ca-
pa, seguido de todos os enlodantes com a sua ban-
deira, as diversas corporag'?s, adrogados, nego-
ciantes, agentes de cambio, os emigrados romanos
e venezianos, levando as baudeiras com as cores
de Roma e de Veneza,um numeroso destacamen-
to de garibaldinos, dos quaes, muitos com o seu
uniforme vermelho, as diversas corporages ope-
raras, cada urna com a sua bandeira.
Viam-se corporages viudas de varias cida-
des, entre outras urna de Genova, urna de Casel-
la, etc., os rendeiros de Leri e oulras proprieda-
des da familia Ovour. e das diversas familias
prenles ou alliados, levando as respectivas ar-
mas. Fechara o cortejo urna esquadra de hus-
sards de Placeocia a cavallo. as uleiras do cor-
tejo via-se envolvido um grande numero de per-
sonagens nolaveis, que nao pertenciam a corpo-
ragao alguma, edos quaes muitos tioham vindo
das provincias.
Pode dizer-se sem exaggeragio, que toda a
populago formava o cortejo fnebre do conde de
Cavour. As oito horas menos um quarto, o ca-
nhao annunciava a entrada do corpo na egreja de
Nossa Senhora dos Anjos .
O Jornal dot Debales traoscreve urna carta de
Mr. Benjamn Delessert, que loma a iniciativa
de urna proposta tendente a levantar um monu-
mento memoria do conde de Cavour.
A Opinin Nalionale abri no sea escriptorio
urna subscripcio para o mesmo fim.
Eis a carta que cima nos referimos :
c Pars, 8 de junho.
inlerrompida, que elle decidiu-se a parar, dizen-
do ao seu adversario :
Senhor, se vos apraz esse lugar para o nos-
so duello, nao iremos mais adianto.
Porque nao, senhor I -me indifferente.
Queris vos mesmo marcar as posicoes em que
devemos Qcar?
Nao prteiso. Estaes vendo ali aquella ar-
voreisolada?
A uns vinte passos daqui, nao ?
Justamente: pois. quando eu tocar aquella
arvore com a mo, querer isto dizer que estou
prompto, e podereis atirar immediatamente.
Est dito.
Senhores, tende a bondade de me deixar
passar, disse o conde para os aventureiros que
haviam formado um circulo ao redor delle e do
marquez.
Ninguem se moveu.
Affaslae-v.os, senhores, disse tambem o
marquez por sua vez. Bem sei que uso na Ame-
rica assistirem os curiosos a um duello : mas es-
te aso nao permitte que se tolha a liberdade dos
combatentes. Repito-vos, senhores, aTastae-ros.
Os aventureiros trocaram rpidamente entre si
algumas palavras em voz baixa ; e um delles sa-
hindo da multido dirigiu-se para o marquez, a
quem disse :
Senhor d'Ambron, tenhoa honra de deca -
rar-vos, nio s em meu nome como no de todos
es meus companheiros, que o rosao duello im-
possivel. -
Impossivel 1 exclamou o Sr. d'Hallay com
tom do sarcasmo. E quem o hade impedir ?
Nos lodos. Que queris, Sr. d'Hallay : de-
res submetter-ros, pois que nio sois mais forte
do que toda esta gente 1 Entretanto conrm ob-
servar que a nossa exigencia nada tem de injusta:
pelo contrario. Quando nao vos cegar a colera,
seris o primeiro a reconhecer a nossa razio.
Nao (esquecaes Ique d'enlre nos todos s vos co-
nheceis o lugar em que repousam os thesooros
que vamos conquistar. Depois de nos haver li-
gado a vossa fortuna, e condnzido a longioquos
paizes, nio tendea o direito de arriscar por um
motivo qae vos inteiramente pessoal, urna exis-
tencia que nos perlence Desle momento, e que
nos 18o preciosa Se suecumbirdes o que po-
deremos nos fazer ? Nio flearao perdidos por
urna vez tanto trabalho, tapias despezaa e fadi-
gas t Torno a dizer-vos, sonhores, esse duello
impossivel!
Um murmurio espontaneo e approvador er-
gueu-ae as flleiraa dos aventureiros, que aeo-
lheram e sanecionaram a declaradlo do seo im-
provisado orador. O Sr. d'Hallay pareca domi-
nado por extrema agitago.
Sr. d'Ambron, dase elle com a voi surda,
urna falalrdade implacavel nos peraegua I E' es-
ta a segunda vez que um sueceaao imprevisto
surge entre nos, e nos separa do momento em
Senhor. Se o morte do conde de Cavour
i urna desgraca para a Italia, deve ser de luto uni-
versal para todos os amigos da liberdade e da io-
i dependencia da Europa. Na Italia, a tribuna es-
tar coberla de crep por espago de vinte dias ;
em Inglaterra, os primeiros homens de estado
^restaram publicamente homooageoa ao conde
de Cavour em pleno parlamento. Em Franca,
pelo menos, que a imprensa serve de orgao
d&r de todo o coragao amigo da liberdade e da
independencia dos poros, demos Italia, lio do-
lorosamenle ferida pela morte do seu mais Ilus-
tre hornera de estado, urna demonstragio desym-
paliiii fialernal, honrando a memoria de Cavour,
cojo nome urna gloria, nio s para a Italia,
mas para a humanidade inteira. A Italia levan-
tar urna estatua a esie grande homem : associa-
mo-nos a essa homenagem. Julgo que o Jornal
dos Debates, esse velho e corajoso amigo da cau-
sa italiana, acceitar este pensamento, e consen-
tir em abrir as suas columnas aos subscrip-
tores.
c Benjanmin Delesseft.
A seguiole proclamarlo foi dirigida pela aulo-
ridade municipal ao povo de Turin e afiliada nos
muros da cidade s ouze horas :
Concidadaos. A junta municipal deve an-
nunciar-vos um acontecimenlo que vos ha de
causar immensa dor, por isso que urna desgra-
na nacional.
O conde Camillo Beoso de Cavour, presiden-
te do cooselho de ministros, j nio vive*
E' um dia de consternado e de luto para
todo aquelle que ama a liberdade e a gloria da
patria commum. Mas nio vos deixeis vencer pe-
la falla de confiaoca, e pelo abatlmeolo.
A constancia e a firmeza nos grandes infor-
tunios sao as virtudes dos povos fortes e genero-
sos, e vos lendes j dado disso proves notorias.
A divina Providencia, que por lio maravi-
llosos acontecimentos lem mostrado que liaha
reservado a nagio para um glorioso futuro, do
nio ha de permittirque a grande obra comegada
pelo nosso illustre concidado, cuja perda lamen-
tamos, fique por concluir.
Concidadaos, teohamos f nos destinos da
Italia.
Turin, salla
junho de 1861.
Pela junta.
O syndco, A. di Costilla.
O secretario, C. Fava.
das municipalidades, em 6 de
L-se no Jornal de Roma :
Ante-hontem, dia do oitavario da festa do
Corpo de Deus, devia percorrer a praca de S.
Pedro urna procissao, na qual o santo padre to-
rnava parte, seguindo a p o Saolissimo Sacra-
mento.
a O clero j estava reunido na baslica : os
cardeaes, revestidos con. as suas capas de purpu-
ra, s esperavam pelo papa para comecar a des-
filar ; mas, no momento de descer do Vatica-
no, S. Santidade queixou-se de um violento ata-
que de cabeca acompanhsdo de calafrios, e re-
celando augmentar a sua indispo3igao com urna
fadig* inevitavel, renunctou apparecer na cere-
monia, e ret -ou -se aos seus aposentos.
Para nio agitar os espiritos, fez-se correr o
boato de que o santo padre, retido por audien-
cias urgentes, nio poda acompanhar a procissao.
Po IX recolhia-se ao seu leito, quando chegava
ao Vaticano o telograma que annunciava a morle
do conde de Cavour. O cardeal Antonelli, que
nao tinha ido procissao, recebeu o telegramma
antes que esta terminasse, e nao pode, por con-
seguidle, communica-lo aos seus collegas, senio
depois da ceremonia.
Receiando, comtudo, causar ao santo padre
urna eroogo que lhe poda ser prejudicial, elle
nao julgou dever communicar-lhe immediata-
mente este despacho. Foi s hontem pela ma-
nliaa que o papa, quasi alliriado da sua iodispo-
sicao, leve conhecimento di morte do seu adver-
sario poltico, e exclamou quando o aoube :
Meu Deus, tende misericordia dessa alma des-
garrada.
a Comquanto o boato da morte do celebre ho-
mem de estado se nio espalbasse na cidade na
propria noite, a commissio, ignorando a existen-
cia do telegramma do Vaticano, nao dava f se-
uao s communicages directas. Foi s na noite
de 6 para 7, que se conrmou o que jase sabia,
mas que se nao acreditava.
A desanimarlo apoderou-se desde rogo do
partido moderado ; mas o partido de aegio leve
difficuldade em dissimular a alegra que setia.
Os romanos que lameotam a morte do conde de
Cavour tomaram lucio, e usam gravatas prelas
orladas de branco. No Vaticano existe a opinio
de que se nio acha actualmente na Italia um
homem capaz de succeder ao fallecido.
A Harmona, jornal ultra-clerical de Turin,
o mais encaroigado adversario do conde de Ca-
vour, coosagrou -lhe um artigo necronologico que
merece ser citado. Eis os termos em que se ex-
presas :
Na maoha de 6 de junho, s7 horas, deu o
ultimo suspiro em Turin o conde Camillo Benzo
de Cavour. depois de urna breve e violenta enfer-
midade. Tinha nascido em 10 de agosto de 1810;
seu pae foi o marquez Miguel Jos, e sua mae a
geoebrina Adelaide Susana Selloo. Entrou no
ministerio em outubro de 1850, e desde aquella
data nio cessou, se nio com pequeuos intervallos
de ser o primeiro ministro e depois o chefe do
gabinete.
a Tinha feilo muitas cousas, e muitas mais se
propunha fazer.A nossa estrella, senhores (di-
zia elle na cmara dos deputados a 11 de outubro
de 1860) declaro vos aberlsmente, fazer com
que a cidade eterna, na qual se accumularam por
25 seculos toda a especie de glorias, seja a a ex-
pen lida capital do reino italiano. A morte veio
sbitamente destruir-lhe estes projeelos.
Adversarios polticos do illustre fallecido, te-
mos combaltido com forca e liberdade as suas
ideas e os seus erros, emquanto o vimos pode-
que vamos satisfazer o nosso odio reciproco I En-
tretanto cont com o vosso orgulho para que no
futuro, quando vos eu reclamar esta divida de
sangue, nio vos qaeiraes prevalecer do obstculo
que hoje nos condemna inaccio I
O conde d'Ambron tinha ouvido o seu adver-
sario sem intrromp-lo, mas nos seus labios se
va um sorriso de soberano desprezo.
Sr. marquez d'Hallay, respondeu elle, nun-
ca fiz na mioha vida, e nunca farei concesses
equelles a quem nio estimo. Lembrae-vos que
ji da priroeira vez nao foium successo imprevisto
que vos arraocou as armas da mao: se entao nio
nos balemos foi por que contra todas as leis do
pundonor mandastes urna mulher- miss Mary
mendigara vossa vida junto a mim I___ Hoje,
senhor marquez, roconhecu que com effeito um
obstculo nos condemna i inaccao: mas tenho
intima cooviccio de qne fostes vos quem susci-
tou esse obstculo. Assim pois, se a phantasia
vos levar a provocar-me de novo, nio farei caso
da vossa provocago. Posso, na esperanga de
puoi-lo, bater-me com umladrio e um assas-
sjno, porm nunca acceitarei as provocagoes de
um miseravel poltriol....
A' esta atroz e mortal injuria o marquez lancou
um grito que mais se pareca com o rugido de
um tigre ferido.
Ohl desgranado 1.... Vou matar-ros I....
E laneando-se com prodigiosa impeluosidade
sobre osaveotureiros que o rodeavam afastou-os
violentamente, mostrando com o dedo ao seu
adversario a especie de caminho que acabara de
abrir entre elles.
Tomae lugar, senhor, nao mais a cem nem
a vinte porm a dez passos I....
O conde aproveitou-se immedialameote da
liberdade momentnea' que lhe era concedida
para sabir do circulo: mas logo tambem os aven-
tureiros se lancaram de novo entre elle e o
marquez.
Se urna comedia que represeolaes, Sr. d
Hallay, felicito-vos pelo vosso talento scenico....
nao ha quem imite o furor melhor do que
vos I Se pelo contrario estaes de boa f, lasti-
mo-ros, porque sois victima da vossa propria
perfidia.
O conde poz a sua carabina a tiracolo, e afas-
tou se vagarosamente.
O marquez, jusliga lhe seja feita, era presa de
um deploravelestado deraira o desespero: teria
naquelle momento sacrificado a sua vida de boa
voodade, s para haver a do seu adversario.
Por tres vezes procurou arredar os aventurei-
ros que lhe tomavam a passagem : por tres vezes
recuou impellido por elles; e, apestr da sua
forca prodigiosa, teve afioal de ceder ao nume-
ro : j nio eran cincuenta homensera toda a
sua tropa que o rodeava.
Senhores, exclamou ella com a voz trmula
de colera, juro que om quinto nio me deiiardea
roso. Sobre o sen cadver nao pensaremos se-
nao as boas qualidados da sua alma. A historia
perlence julga-lo, e nos cumpre-nos s compa-
decermo-nos delle e lamentara sua perda.
, Fpi um homem de vasta intelligencia, de
acgaoimmediata, emprehendedor, corajoso ein-
fatigavel. Mr. de Montalembert, na sua ultima
carta, presta homenagem as grandes qualidades
do seu talento; quem o poderla desconhecer?
Quando enlrou no poder nio pensava decerto che-
gar at onde chegou ; mas a forga do seu destino
levou-o alm do ponto a que julgava chegar.
Lincou-se na revoluco, com o proposito de a
dominar, e ainda no seu proprio leito de dr se
promeltia domina-la.
Nos tivemos algumas vezes occasio de ex-
perimentar o seu bom coracao. Depois da sup-
pressao dos conventos, exista um mosteiro na
Liguria Occi Jemal que soffria fome. Sem carc-
ter official appellamos para a sua caridade, e elle
fez logo expedir, 2,000 francos para os pobres re-
ligiosos ; depois escreveu-nos com o seu proprio
punbo urna carta que moslrava a bondade da sua
alma.
Sabemos que em Turin espalhava elle gran-
de numero de soccorros s pessoas que d'elles ca-
recan).
a Muitas vezes podemos reconhecer a sua leal-
dade. Encarregados por um arcebispo de fazer
chegar urna reclamacio a um augusto persona-
gem, con llamo-lo, em urna carta, lealdade do
conde de Cavour, e conde nio s a apreseolou,
mas alm d'isso mandou-a publicar, comquan-
to o seu fim principal fosse criticar, a sua con-
duela.
Ainda urna vez ousamos offerecer-lhe o pri-
meiro exemplar de umlivro que combattia a sua
poltica ; elle acceitou-o, e dirigio-nos urna carta
muito graciosa.
< Ao conde de Cavour devemos a liberdade
que os foi concedida de colher o dinheiro de S.
Pedro.
Quando emprehendemos esta obra hara al-
guns liberaes de singular especie que queriam
impedir que os filhos eoccorressem seu pae, e
esses, por meio nio sabemos de que circulo de
Milo, mandaran) urna commissio ao ministerio
para o excitar a formar-nos o processo. O conde
de Cavour despresou esse absurdo arrojo, e nin-
guem nos molestou.
Em summa, o illustre fallecido nnlria bous
senlimentos, e em urna poca normal teria sido
um excellente homem.
Em 1818 e 1849 fez grandes servicos aos con-
servadores, e susteotou opioioes que depois com-
balteu a despeito da sua vontade.
Ligado por vnculos de parentesco a S. Fran-
cisco de Salles, guardara no fundo do seu cora-
gao aquella f que, ao terminar da vida, reoas-
ceu vigorosa. Querendo dar d'isso um testemu-
nho publico, chamou o seu confessor antes
dos mdicos lhe declararem o perigo em que es-
tava.
Junto do seu leito teve o conde de Cavour
um ecclesiastico, com quem tratou os negocios
da sua alma. Esse frade, foi a nica pessoa, cu-
jas palavras foram de consolagio para o presi-
dente do conselho de ministros; esse frade con-
fortando o paciente, animou-o para a grande
viagem ; esse frade disse muito aos polticos e
aos economistas, aos livres pensadores, e res-
ponde eloquenlemente pergunta que tantas
vezes temos ouvido : a de que servem os fra-
de* ?
O conde de Cavour dobrou a sua cabeca ante
a ignominia do Calvario ede Jess Christo.
Sala deserta coltrice
a Accanto lui pos.
Recebeu com devocao o Sagrado Viatico, e
morreu na maobia de 6 de junho, dia da festa do
milagre do Saolissimo Sacramento.
. Muitos pediram a Deus pela saude-do finado
durante a sua enfermidade; muitos continuam a
pedir pelo seu eterno descanco. Grande, im-
mensa a divina piedade, e precaria con-
tra ella quem sollasse urna palavra de injuria
sobre as suas cinzas. Urna boa morte honra urna
vida inteira, e o conde de Cavour morreu como
catbolico. Arrojado no seu proceder poltico al
ao audacioso, nao desmente o seu valor, tendo
urna coragem tan rara nos lempos que vio cor-
rendo ; a de se coofessar e protessar a sua reli-
gue. Descance em paz a sua alma.
{Jornal do Commercio, de Lisboa.)
O DEGELO DO NEVA.
No decurso dos 50 ltimos annos a stima
vez que o rio Neva quebra no dia 25 de maio a
sua cobertura de gelo.
A festa que por tal motivo houve foi, segundo
dizem osjoroaes de S. Petersburgo, mais bri-
Ihante e animada do que nos outros annos, pela
parte que nella tomou a esquadrilha do a Yacht-
Club.
As duas horas a bandeira da torre do arsenal,
posta em meio mastro, fazia aaber ao commau-
daote da fortaleza Patropolowski, situada do ou-
tro lado do rio, que o almirantado ia proceder ao
ceremonial da abertura da navegado.
Quando a fortaleza, por seu turno, igou a ban-
deira a meio mastro, sahiram tres escalares de
arsenal.
Um com o imperador, outro com o director do
arsenal, e o terceiro com o commaodaute Pas-
punir aquelle orgulhoio insolente, em quanto
aquelle homem vi ver, nao me arreda rei daqui es-
perando a hora da vinginca 1 Ohl vos queris o
ouro em prejuizo da minnahonra? Pois bem!..
Veremos se podis encontrar esse ouro sem o
meu auxilio I....
Mal tinha o Sr. d'Hallay concluido estas pala-
vras ouvio-se o estampido seguido de dous ti-
ros; o primeiro parti da carabina de um
Kenluckiano, o segundo de umFrancez, e ambos
infelizmente dirigidos sobre um mesmo alvo,
isto sobre o conde d'Ambron, que depois de ter
cambaleado um instante cahio por trra tozo e
inanimado.
Ainda que a mor parte dos homens que com-
punbam a tropa do marquez fossem verdadeiros
bandidos, todava seguio-se entre elles um fro
silencio ao presenciaren: a queda do conde.
Em quanto esse fatal accontecimenlo dava um
desfecho to trgico pendencia dos dous rivaes,
outra scena nao menos odiosa, e egualmente
abominarel se passava a urna meia legua distan-
te daquelle lugar.
Essa scena tinha lugar entre Grandjean e An-
tonia.
Absorvida na iotensidade da sua dor e do seu
susto, sem desconflanca do Canadiano, a condessa
d'Ambron se deixou conduzir na garupa do seu
carallo, e s depois de alguns minutos de urna
rpida carreira foi que lembrou-se de interro-
gar o gigante.
Grandjean, nao vejo ninguem I.... Chega-
remos muito tarde.... Esporea o teu carallo....
temos andado muito pouco 1 Meu Deus I prote-
ge! o..... tende piedade delleI.... Grandjean,
parece que erraste o caminho...... onde os dei-
xastes? Em que lugar deviam bater-se?
O Canadiano cravou vigorosamente as esporas
no seu carallo, e oada respondeu: grossas golas
de suor cornam-lhe pela rugosa testa.'
Falla. Grandjean, replicn a infeliz con-
dessa. Onde est o conde? Para onde vamos?
Grandjean quit responder: a commogao porm
embargou-lhe a voz na garganta.
E' muito bom ser adjunto do Maire de Vil-
lequier, pensou elle: mas custa bem caro I
Por mais profundo que fosse o desesporo da
moca, todava o silencio obstinado do seu con-
ductor devia finalmente attrahir-lhe a allengio :
um vago preseolimeoto do perigo que corria
atravessou-lhe o pensamento, e sem dstrahi-la
das suas crueis preoecupaedes, fe-la contudo
reflectir em sua posicio.
Nio ha duvida, tornou ella com a voz agi-
tada,- enaste o caminho, Grandjean; para o
cavado, eu quero descer.... irei a p.
O gigante em lugar de obedecer eatimalou o
cavallo ainda mais.
Entao, nio ou ves ?.... Pira....
O Canadiano parecen hesitar, mas nio dimt-
nuio a carreira. do animal,
manski, aegudo dos escalares do c Yacht-Club, >
magnficamente emperezados, e n'.uma s li-
nba.
Em seguida iam as embarcacoes deModos aquel-
los para quem a ceremonia era mais que urna
festa, pois o trabalho, e o pi quotidaoo, ca-
traeiros, carrejos, etc, que vlvem da navegagao
do rio.
Ao mesmo lempo os escaleres do commandan
le em chefe da alfandega sahiam da outra mar-
gen) do rio, e no meio dos viras da esquadra e
das fortalezas, reuniram-se flotilha official. que
demandou o palacio do inrerno, onde o impera-
dor flcou.
O Yacht-Club dir'gio-se para a residencia
do seu presidenle, o principo Cufjjanlino, que
foi saudado com enthusiasticos hurrahs.
O inspector da navegagio, M. Tavany, foi de-
pois escoltado al sua casa, onde estava prepara-
do um lauto almoco para os membros do ct Yacht-
Club.
Assim se abri a navegagio do era, que nio
se estabelece completamente emquanto o Ladoga
nio degela, por seu turno.
REPRESENTACA.0 IMPROVISADA.
A chroaica theatral de urna colonia iogleza
(Australia) d noticia do seguinte episodio.
A scena passa-se na cidade de Victoria.
Eram 7 horas e meia ; o Ihealro colonial esta -
va quasi cheio e ia lerantar-se o panno para a
primeira pega, quando dous negros se apresen-
taram porta da platea para entrar.
Como lhes impediam a entrada, empurraram a
porta e foram sentar-se.
Houre barulho, e de todas partes se gritara :
Fra I
Pediram sos negros que se retrassem, e at
lhes offereccram um dol ir a cada um delles,
prego supposto da sua entrada.
Porm, quando so dirulgou que elles tinham
forcado a porta, a irriUgo deseocadeuti se e um
branco agarrou um dos negros pela gola para o
por fra.
O oegro resiste, houve luta.
Os actores, em costume, saltam para a platea e
ludo se rolla contra os negros, que iam a ceder,
quando um bando de negros armados com paos,
abriram passagem, baten lo para a direita e para
a esquerJa.
Muitas damas que estaram na platea eonduzi-
ram-nas para o palco, onde muitos brancos as
seguiram.
A lula tornou-se quasi geral.
Um dos negros agarrou n'uma cadeira da or-
chestra e fez della urna arma terrirel contra os
que o cercavam.
Outro agarrou um candieiro e o atirou acczo
aos seus adversarios.
Outros candieiros foram egualmente arremes-
sados.
Ou vira ni-se vozes de Fogo 1 tocou a fa-
go e a polica acudiu.
Pouco depois os brancos desappareceram e os
negros ficaram senhores do terreno; porm fu-
giram logo que o superintendente da polica che-
gou com numerlos policemen.
Houve prises, restabeleceu-se a traoquillida-
de, depois do que comegou a representado.
TROCESSO CURIOSO.
Deve julgar-se prximamente em Hambugo
um processo curioso de indemoisagio exigida por
dous anneis de cabello cortados.
A filha de um negociante abastado daquellaci-
dado ajudava sua familia, como costureira de ves-
tidos.
Esta circunstancia a obrgava muitas vezes
fazer compras n'um armazem da Cidade Velha.
Um caixeiro do armazem filho de paes ricos, pe-
diu muitas vezes joven um dos anneis do seu
cabello. A joven recusou.
Um bello dia, em caixeiro levou o galaoteio
brincir com suas tesouras, por modo .que dous
anneis do cabello da joven cahiram no chao.
O pae da joven reclama urna indemnisagio de
1,500 marcos de prata. O caixeiro ji offerece
OO, que o demandante recusou, tendo, por isso
os tribunaes de decidr sobre o valor dos dous au-
nis de cabello.
urna amostra da sua originalidade ; sendo rece-
idos com urna salva de 17 tiros, nio ficaram
satisfeitos e disserasa que queriam 19 ; repetiu-
se a salva, e elles baleram as mos de contentes,
quando ouviram a decima nona.
QUEORIGINAES?
Actualmente eslao chamanJo a attenjio em
Paris os embaixidores do re de Siam.
Sio rates de bom gosto, comegando pelos no-
mes que nao ha bocea europea que seja capaz de
pronunciar.
O lengo para elles traste intil, sssoam-se aos
dedos que nio sujam, porque fazem a operacio
com admiravel graga ; quem est ao p delles
que tem de livrarda descarga.
Preferem as almofadas dos assentos das car-
ruagens, dizendo que os lugares mais altos sio os
de maior honra.
Logo que entraram no porto de Toulon deram
' Ae suspeitas da condessa toroaram-se em pun-
gente certeza ; quiz saltar ao chao ; o gigante
que j esperara por essa tentativa conteve-a com
o seu braco robusto.
Jlame 1 exclamou ella com sublime ex-
pressao de desprezo e indignagio ; mas logo
contiouou com a voz branda : Grandjeau, foi o
ouro que te fez commetter esta vileza, e que te
tornou culpado de tao odiosa iogratido.... Eu
bem o sei, porque a cobiga o sentimeoto que
em ti domina, o morel de todas as tuas ac-
ces I Diz-me quanto te pagaram ou quanto te
prometieran), que eu me obrigo a dar-te o dobro
dessa aomma. Onde me conduzes deste modo ?
Porque me arrebataste ? Foi sem duvida para
que eu nio podease correr em soccorro do con-
de?.... Sim, sim... foi por isso mesmo I... Sua
morte est resolvida... querem-o assassioar, e
temem o meu desespero I
Depois que a sua victima descobrira as suas
ioteoges o Canadiano achava-se mais a vonta-
de : pois o que muilo o tinha preoecupado era
nio saber de que maneira confessaria a Antenia
que ella devia considerar-se prisioneira delle.
Foi por conseguinte para elle um grande alli-
vio o ter de responder a urna pergunta em vez
de entrar em longas explicagdes.
_ Tranquilisae-vos, senhorita, vosso marido
nio corre perigo algum. *
Quedizes? perguntou Antonia a quem essa
declaragio fuera por um instante esquecer a sua
posicao.
Juro-vos. que digo a verdade.
Ai de mim 1 nio posso nem devo crer 1 O
homem capaz de urna aegao como a que prati-
caste oio merece f. Os infames e traidores sao
todos mentirosos...
Esla aecusagao foi mnilo seosivel ao gigante :
no seu rosto refleetio-se a expressioda digoida-
de o Hendida.
Senhorita, bem mo isso que dizeis 1 Nio
se falla assim de um homem de bem 1 Sabis
perfeitamenle que nunca minio.... Repito-vos
que o Sr. conde d'Ambron nio corre perigo al-
gum.... e o motivo justamente porque vos
raptet I... r
O tom com que o Canadiano pronunciou estas
palavras denotava til sinceridade que a moga
seotio-se perturbada e commovida no mais inti-
mo da coragao.
Obrigada, meu Deus I marmurou ella vol-
vendo para o co um olhar cheie de reconheci-
mento.
Paseado o primeiro momento de alegra, me-
lanclico sorriso appareceu-lhe do semblante
triste abatido.
Oh I o progooslico do gaviio se realisa 1
Sim, o mea aderado Luiz nada lem que recetar...
Por ventura nio foi elle mesmo que abateu a ave
sioistra de agouro ?
Livre du espantis apprehenscjes que lor-
morrer cantando.
No Ihealro de Wagner, represenlara-se ha
pouco a < Estrella do Norte > de Meyerber ; no
segundo acto o tenor cahiu ferido de urna apo-
pleja fulminante, e outro cantor precipitou-so de
urna ponte que hara na scena e tambem mor-
reu.
CUSTOU-LIIECaRO.
O Sr. de San-Marlino, novo lugar lente do
reino de aples, foi aconselhado a que passeias-
se por entre o povo para se tornar popular; as-
sim o fez, mas no primeiro passeio, furlaram-lhe
a bolsa, que ia muilo bem recheada.
TONEIS DE VIDRO.
Na Blgica, Franca, Inglaterra, Hollanda e Al-
lemanha, acaba de obter privilegios de iovencio
o Sr. Hubart pelo que respeita ao emprego de to-
neis de vidro e de crystal, de urna construegio
to simples como elegante, e que pela sua trans-
parencia e pela hermtica uniao de seus batoques
de vidro, nao podem deixar de tec o exilo mere-
cido. A capacidade destes toneis de 5, 10,15,
20, 25, 50 e 100 litros, tendo de fazer-se-lbes
grandes encomios porque conservam completa-
mente os vinhos, aguas-ardeotes, cerveja, pro-
ductos chimicos, e outro grande numero de pro-
ductos anlogos. Comparando estes toneis com
os de madeira, teem vaotagens incontestaveis.
Na verdade a sua inspeegio por causa da sua
transparencia muito mais fcil, e nio da lugar
sabida, nem perda de classe alguma. Por ou-
tra parle fechados hermticamente os toneis de
vidro, o liquido, que conteem, encontra-se cons-
tantemente as mesmascoodigdes, que se fossem
encontrados cheios, posto que o arnlo pode pe-
netrar nos mismos. E dito isto acrescentaremos
que, qualquerque seja o tempo, em que tarde a
desoecupar-se o tonel, a ultima golta de vioho
ou de qualquer outro liquido, conservar sem-
pre o sabor proprio, sua forga e todas as suis
propriedades, porque de modo algum poderlo
apparecer fermeotages, que prejudicam as qua-
lidades naturaes dos vinhos que se engarrafan:.
Finalmente devemos manifestar que os toneis
de vidro do Sr. Hubart, com serem de vidro, sio
menos frageis do que os de madeira. Teem-se
effectuado numerosas experiencias, e teem resis-
tido admiravelmeote a urna forga de pressao con-
sideravel, e que te rompido os loneis ordina-
rios.
Por outro lado os toneis de 50 e 100 litros des-
tinados para transporte empalham-se de um mo-
do conveniente e com toda a solidez.
A MO DE DEUS.
A 16 do mez passado celebrava-se na cidade
de Gubbio a festa de S. Ubaldo, patrono da cida-
de, e cujo corpo se conserva intacto e fresco em
urna egreja, situada em urna monlanba que do-
mina a cidade. No dia da festa do santo, apre-
sentaram-se em Gubbio alguns miseraveis revo-
lucionarios, commaodados por um clrigo apos-
tata, e que foram Peruza, de proposito, diziam
elles, para descobrirem a impostura da conser-
vagao do corpo.
Apresentaram-se obispo, o qual lhes disse que
se duridaram da veracidade do fado, subissem
montanha e vissem, explisando, se podessem
o prodigio.
Os revolucionarios nio esperaram por segundo
convite, e entrando na egreja dando gratsdes gri-
tos, foram direilos reliquia, mas logo que o
clrigo apostata levantou as mios para lhe locar
cahiu, fulminado por urna apoplexia, nos degrus
do altar.
A' vista de tio lerrivel e manifest castigo, os
outros incrdulos retrocederam aterrados e fu-
giram pela montanha.
O povo ficou atlonito diante da vinganga do
cu, consummado no dia em que fazia sete se-
culos que morrra Santo Ubaldo.
TELEGRAPHIA ELCTRICA.
Lemos no Crrelo de Lyon :
Acaba de ensaiar-se as officinas da aIminis-
tragio telegraphica um novo systema da trans-
missio, cujo aulor o americano Hags.
Em virtude deste novo apparelho, nm despa-
cho transmittido de Paris Lyon e vice-versa
imprime-se por si mesmo sobre duas tiras de pa-
pel, reproduzindo-se diante do operador o tele-
gramma, o qual desl'arte pode conhecer perfei-
tamenle se ao ponto, a que se transmittiu o des-
pacho, este chegou perfeitamenle, ou se existe
algum equivoco ou inadvertencia, que corrija-
mos. Para conseguir este duplo resultado actua-
mos sobre um teclado semelhante ao dos pianos.
Assegura-se que por causa do emprego deste
systema, poda duplicar-se o numero de despa-
chos, que hoje se transmittem n'um tempo dado,
o qual nos permiltiria diminuir as tarifas tele-
graphicas e popularisar o emprego do maravilho-
so ioslrumento, a que nos referimos, facilitando
o seu uso s mais modestas fortunas.
Acrescenta-se, emflm, que os resultados al
hoje obtidos nio podem ser mais satisfactorios.
Muito nos alegramos em que se confirmem as no-
ticias que acabamos de extractar.
[Nacao.)
^_____________
tura vara tio cruelmente desde a partida de seu
marido com o marquez d'Hallay, Antonia co-
centrou todo o seu pensamento no que lhe esta-
va acootecendo pessoalmente.
Qual seria o fim do seu rapto ? Quem o teria
ordenado ? A sua inlecisao durou pouco: o no-
me da Americana se apresentou logo ao seu es-
pirito ; pois smente d'ella poderia parlir seme-
lhante golpe. Quanto ao fim estava claro ; que-
ra separa-la do seu marido... Sim... mas elle
havia de liberta-la. ,
Antonia, um pouco mais tranquilisada, dirigi
de novo a palavra ao seu raptor.
Grandjeau, deixa-me apear ; juro que nio
procurareisalvar-me I
Ou porque o gigante tivesse chegsdo ao lugar
que lhe fra designado, ou porque confiasse in-
teiramente na promessa e juramento da condessa,
o caso que parou o carallo immedialameote.
Foi com verdadeira alegra que Antonia poz o
p em Ierra firme. *
Nao quizeste ainda responder-me sobre o
offerecimento que te fiz ainda ha pouco.
Que offerecimento, senhorita ?
De urna somma dupla da que recebesie para
commetter esta aegio vil, no caso de que me des
a liberdade...
Sera peor para vos, respondeu e Canadia-
no com um sorriso expressivo. Demais, anda,
que me offerecesseis todos os thesouros occultos.
as areias do deserto, recusara aceitar do mes-
mo modo. Son um homem de bem, senhorita,
e um homem de bem nio tem mais do que urna
palavra I Devo ser fiel ao contrato queja Gi..
Convencionaste tambem com a pessoa, que
te ordeoou semelhante vileza, que nao respon-
deras s minhas perguntas r
Nada, senhora : s me obriguei a trazer-
vos aqu e guardar-vos at que vos venham bus-
car, o que nao levar mnilo lempo.
Neste caso j que nao te recoma en danta
discnpgao, diz-me quem a pessoa que l& im-
peino a este crirae___ .
Vos a conheceis muito...
~ J?0^6 Mf I mas ignoro quem seja...
o Canadiano poz-se a sorrir com ar triutn-
phante : pareeta estar muita saUsfeito de si
mesmo.
Eolao, Grandjeau ? Qaeres ou nio dlzer-
me quem 6 essa pessoa ?
Pois bem, senhorita, vot dizer-vos ; por-
que sei que a vossa tristeza se tornar logo
a urna perfeita alegra 1 E" o Sr. Joaquim Dick 1
(Con(tnuT-ie-fca).
PUM.T TO. DI M. I, DI liBIaV-lMU


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