Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09335


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Full Text
lili IIXTII IDIEIO 158
ltff
.
Por tres ezes adiaotados Sf 000
Por tres ezes vencidos 6J000
SEXT1 FEttl 12 II JBLHO DI ISII
Per ame adiantade 19)000
Ptrte fraice par e subscriptor.
f A il HIJAS UOS OUKHblUS. ---------------------- ii
rlCAltEGADOa'DA gUBSCBIPCAO DO HORTe' ?Undt W ?* dU* "5 9- V,lhor" do d,a* EPHEMERIDES DO MIZ DE JULHO.
w uu bwib Iguarasi, Goianna Parahiba naa segunda* e
sextas-feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Cantar, Altinho e
Garanhons as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazartth, Limoeiro, Brejo, Poi-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Viste,
Ouricury e Fi as quartas (eiras.
Cabo, Serlnhem, Bio Formoso, una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiraa.
((Todos os correios partem as 10 horas da manha
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
4y, o Sr. A, de. Lemos Braga; Cear o Sr. i. Jos
da Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tos RJbeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
7 L*a nova as 11 horas 56 ruin ato s da larde'
15 Quarto crescenta aos 28 minutos da mVnhia*
21 La cheia as 9 horas e 46 minutos da tarde.
29 Quarto minguanta aa 5 horas e 32 minutos da
tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 8 horas e 30 minutos da manha.
Segando as 8 horas 54 minutoa da tarda.
DAS DA SEMANA.
8 Segunda. S. Procopio m. ; S. Priscilla m.
9 Terga. S. Cyrillo b. m. ; S. Bricio b.
10 Quarta. S. Silvano m. ; S. Januario m.
1 Quinta. S. Sabino m. ; S. Sidronio m.
12 Sexta. S. Jlo Gualberto ab. ; S. Nabor m.
13 Sabbado. S. Anacleto p. m.: Ss. Joel e Esdras.
14 Domingo. S. Boaventura doutorseraphicof.
AuuilifiOlAS UUS IHIBUNAEa UA CAPIIaT
Tribunal do commereio ; segundas a quintas.
Relac o: tercas, quintas aabbados aa 10 horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas!
Juizo do commereio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tergas e aextas as 10 horas.'
Primeira vara do civel: tercas | aextasao meio
Segunda rara do eival: q artas sabbados 1
ora da tarde:
PIBTE OFHCIaL
Ministerio do Imperio.
3.* secgo. Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 8 de abril de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Foi ouvida a secgo dos nego-
cios do imperio do conselho de eslado sobre a
representarlo que acompanhou o offlcio dessa
presidencia n. 263 de 31 de dezembro do anno
passado, na qual os cidados Jos Gomes da Sil-
veira, Vicente do Reg Toacano e Miguel da Silva
Tarares pedem ser limados da multa que lhes
oi imposta pelo antecessor de V. Exc, de con-
formidade com a ordem que llie foi expedida em
aT"ao de 8 de agoslo do dito aono, por terem obs-
tado, como membros da junta de qualificaco de
volantes da parochia de Mamaoguape, que se la-
vrassem os termos de recurso ioterpostos das de-
cises da mesma junta.
E S. M. o Imperador, cooformando-se por sua
immediata resolugao de 27 de abril ultimo com o
parecer da referida secgo, exarado em consulta
de 9 de margo antecedente, bou ve por bem iude-
ferir a preteocao dos supplicaotes, por isso que,
tendo elles, que formavam a maioria da junta,
dispensado de servir perante esta o escrivao do
juiz de paz, oomeando um deseus membros para
o substituir na qualidade de secretario, nao s
violaran um preceito da lei reglamentar das
eleiges como collocaram o dito escrivao na im-
possibilidade de tomar por termo os recursos,
visto que o livro se achava em poder do secreta-
rio, usando assim a junta de um artificio para que
de 9uas decisdes nao se recorresse para o conse-
lho municipal.
O escrivao do juiz de paz nao podo portento ser
culpado da falta dos termos de recorso, para que
fique sujeito multa, como pretenden) os sup-
plicsntes, nem pode a responsabilidade dessa fal-
ta ser compartilhada pelos outros membros da
junta era minora, como igualmente querem os
supplicaotes, visto como elles nao concorrram
com os seus votos para o procedimenlo irregular
que teve a junta ; e o governo tem por vezes de-
clarado que nao sosujeitos multa os membros
dissidentes da maioria, contra a qual lm elles a
faculdade de protestar declarando na acta os seus
votos.
O antecessor de V. Exc, na informago que deu
sobre o requerimento dos supplicaotes, pondera
que, era vista do que termiointemente dispoe o
aviso n. 147 de 2 de outul.ro de 1850, nem mes-
zno o governo imperial, segundo parece, pode
isentar ossupplicantes da mults contra que elles
reclamam.
A secgo do conselho de eslado examiaou tam-
bera esta questo, discorreado sobre as decisdes
comidas assim no citado aviso de 2 de outubro
de 1850, como no dia 29 de maio de 1855 sob n.
140 ; e, de accordo com as cooclusdes do seu pa- '
recer, de ordem de S. M. o Imperador declaro '
V. Exc que compete s Cmaras legislativas co- i
nbecer das multas que constarem do precesso!
eleitoral que Ibes presente quando verificam os
poderes dos seus membros, porque somenle
destas multas que ellas tem noticia, e somente
sobre ellas que podem resolver; e ao governo
imperial perlence julgar das multas impostas no
processo das eleices de vereadores e juizes de
paz por isso que elle o uoico competente para
conhecer definitivamente de taes eleiges em
virlude do poder que lhe conferido pelo art. 118
da lei regulamentar das eleices de 18 de agosto
de 1846.
Cora esta decisao ficam declarados aquelles
avisos e firmada a regra que se deve seguir nos
recursos ioterpostos contra a impoMco das mul-
tas decretadas na citada lei.
Dos garde V. ExcJos Antonio Saraiva. ''
Sr. presdeme da provincia da Parahyba.
3.a secgo.-Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do Imperio, em 20 de abril de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Tenho presente o officio dessa
presidencia n. 8 de 5 de fevereiro ultimo, sub-
metteodo decisao do governo imperial a duvi-
da proposta ao juiz de direlto da comarca do
rombal por dous membros da mesa parochial que
dirigi os trabalhos da eleigo de eleitores da
Villa de falos. Allegara os referidos msanos
que nao tendo elles as necessarias habilitares
para fiscalisar os trabalhos da eleigo. delegaram
os seus poderes a um advogado da dita villa, afim
de que este protestasse e reclamasse em nome
delies, ao que se oppoz o juiz de paz presidente
da assembla parochial, contestando-lhes a fa-
culdade de fazer semelhanie delegarlo. Em res-
posta declaro V. Exc. para o fazer conslar ao
referido juiz de direito, que muito regularmente
procedeu c juiz de paz presidente da assembla
parochial, oppondo-se delegacao de poderes
eleitonxis, que pretendiera eslabelecer os dous
msanos ; nao s porque semelhaote procedi-
mento nao se acba autorisado por disposigo al-
guma da legislago eleitoral, como tambem por-
que de varias decises do governo imperial se
deduz que taes poderes devem ser exercidos pela
propna pessoa a quem a eleigo os conferio. Se
o cidado que eleito membroda mesa parochial
ou da junta de qualificaco entende que nao tem
as habilitacoes necessarias para exercer as attri-
buicoes desse cargo, pode ser substituido, na for-
ma da lei, procedendo-se eleigo de oulro me-
sario; e perianto nenhuma necessidade ha de
tal delegago. ,
Dos guarde a V. Exc-Francisco de Paula de
Negreiros Sayo Lobato Sr. vice presidente da i
provincia da Parahyba.
3. secgia.Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 20 de abril de 1861. I
Illm. e Exm. Sr. Em resposta ao offlcio dessa !
presideocia n. 11 de II do fevereiro ultimo, de-
claro V.Exc. que o governo imperial approva,
por ser conforme ao aviso n. 146 de 31 de maio
de 1849, a decisao pela qual a mesma presiden-
cia declarou que era valido o juramento deferido
nova cmara municipal da ctdade de Sauza por
um s dos vereadores da cmara do quatrlennio
findo, em consequencia do nao ter esta podido
reuoir-se para aquello acto.
Dos guarde V. ExcFrancisco de Paula de
aegretros Sayao Lobato.Sr. vice-presidente da
provincia da Parahyba.
3.a secgo.Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 27 de abril de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Em resposta ao offlcio de V.
fcxc. n.8 de 5 do crreme mez, em quecommu-
mca o adiamanto da assembla legislativa dessa
provincia para o dia 3 de julho, se me offerece
drzer-lhe, de ordem de S. M. o Imperador, oque
j se tem declarado a outros presidentes de pro-
Tincia, isto que nao devem ter lugar taes adia-
mentos sem motivos muito imperiosos
O motivo declarado por V. Exc. nao pode ser
considerado procedeute para o adiameoto em
queslao, porque o seu antecessor deveria ter
cumplido o disposto na circular de 11 de marco
de 1848, e dado V. Exc ioformages acerca de
todos os servigo. Com taes esclarecimantos, V.
Exc. poderla abrir a referida assembla sem in-
conveniente, fornecendo-lhe, no curso de seus
trabalhos, as ioformages que fosse colhendo.
O governo imperial nao pretende, com o que
pondera V. Exc, e ji declarou aos presidentes
deootras provincias, censurar o seu acto; por-
quanto reconhece que os exemplos de adiaman-
ten por motivos iguaes, ou equivalentes aos alle-
gados por V. Exc, abundara. O que deseja sim-
plesmente que se compenetren) as presidencias
das vistas do governo, e coosiderem os adiamen-
tos das assemblas provinciaes como medidas ex*
tremas, e que s podem ser legitimadas por cir-
cunstancias extraordinarias. #
Dos guarde V. ExcJosa Antonio Saraiva.
Sr. presidente da provincia do Maralo.
5." sercao.Rio de Janeiro. Miaisterio dos
negocios do imperio, em 27 de abril de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Tenho presente o offlcio de V.
Exc. de It de margo ultimo, sob n. 26, com o
qual submette decisao do governo imperial o
requerimento em que Jos Mara Martina de Car-
valho pede licenga para estabelecer na villa de
Itapicururairim urna loja para vender drogas e
remedios preparados por boticas legaes.
Era solucao ao mesmo officio, declaro V.
Exc que, naoestabelecendoo regulamento n. 828
de 29 de setembro de 1851 as condiges que de-
vam satisfazer os individuos que pretendan) ter
ljas de drogas, e apenas determinando no arl.
51 que os droguistas devero participar s auto-
ridades sanitarias que vendem substancias vene-
nosas, afim de serera matriculados em livro es-
pecial, nao carece Jos Maa Martina de Carva-
lho de licenga para abrir a loja de drogas que
pretende estabelecer na referida villa, e apenas
obrigado a cumprira disposigo do citado art.
51 ; cumprindo s autoridades sanitarias e poli-
ches exercer a vigilancia necessaria para que nao
s esse como quaesquer outros individuos nao
abusera dessa faculdade preparando e applicando
remedios.
Dos guarde V. ExcJos Antonio Saraiva.
Sr. presidente da proviocia do Maranho.
3.a secgSo. Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 8 de maio de 1361.
Illm. e Exm. Sr.Foi presente ao governo im-
perial o officio dessa presidencia n. 165 de 30 de
novembro do anoo passado, dando conta das se-
guidles decises proferidas sobre duvidas pro-
postas pelo juiz de paz mais votado da parochia
de Macio :
1". que, segundo o aviso de 28 de agosto de
1848, pode ser membro da mesa parochial um
eleilor que nao est qualificado votsote, porque,
determinando a lei que faga parte dellaquem fr
eleilor ou tiver as qualidades de eleilor, nao ha
razao para excluir-se o cidado naquella circums-
tancia.
2a, que, na forma do art. 5o do decreto o. 500
de 16 de fevereiro do 1847, a possenao inter-
rompida dos direitos de cidado brasilelro, nao
havendo prova em contrario, sufficiente, dados
os outros requisitos legaes, para se poder ser vo-
tado as assemblas parochiaes, e qualificado vo-'
tante.
Em resposla declaro V. Exc, de ordem de S.
M. o Imperador:
Io, que, de conformidade com resolugao im-
perial de 16 de margo ultimo, tomada sobre pa-
recer da secguo dos negocios do imperio do con-
selho de estado, exarado em consulta de 9 de
favere'iro antecedente, se decidi, por occasio
de julgar-se da validada da eleigo de vereado-
res e juizes de piz fla parochia do Maranguape
da proviocia do Cear, que, exigiodo o art. Io 8
Io do decreto n. 842 de 19 de setembro de 1855, e
art. 5o do-decreto n. 1,812 de 23 de agosto de
1856, que tenham as qualidades de eleitor os ci-
dados chamados para formar as juntas de quali-
ficago a as mesas parochiaes, nao podia fazer
parte da mesa parochial de Maco o cidado que,
comquanto fosse eleitor da parochia, uo fra to-
dava qualificado votante na ultima qualificago,
visto que por este fado perder elle a primeira
qualidade exigida pela lei para poder ser eleito
para aquelle cargo.
2o, que foi acertada a solugao quo o antecessor
de V. Exc. deu segunda duvida, por isso que
ella est de aecrdo cora o decreto que se cita,
cuja doulrina tem sido confirmada por varias de-
cises posteriores.
Deus guarde a V. Exc Jos Antonio Saraiva.
Sr. presidente da provincia do Rio-Grande do
Norte.
6a secgao.Ministerio dos negocios do impe-
rio.Rio de Janeiro, em 4 de junho de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Foi presente a S. M. o Impe-
rador o requerimento em que o padre Flix Vi-
cente de Leo, vigario collado da freguezia de
Santa Theresa de Curuca, reclama contra a lei
provincial o. 349 de 6 de dezembro de 1859, que
extingui a mencionada freguezia, e pede provi-
dencias afim de que nao perca a sua congrua,
adquirida pelo mais perfeito direito, originado de
concurso, proposta, apresentago, collago e pos-
se naquelle beneficio ; e o mesmo augusto se-
nbor, conformando-se por sua immediata reso-
lugao de 28 de maio ultimo com o parecer da
secgo dos negocios da justiga do conselho de es-
lado, exarada em consulta de 22 de Janeiro an-
tecedente, bouve por bem declarar que aos pa-
rochos sao devidas as suas congruas no caso em
qaeforemsupprimidasas parocbiasem que elles
eram collados, at que obteoham outra parochia
ou beneficio ecclesiastico, da mesma forma por
que se cootinuam a pagar os ordenados dosem-
pregados de repartiges exlinctas, accrescendo a
respeito dos parochos, que elles nao tm a mes-
ma facilidade que est ao alcance dos emprega-
dos civis, para obterem os meios necessarios
sua subsistencia.
Ao supplicaote, por consequencia, deve conti-
nuar a ser abonada a respectiva congrua at que
se verifique aquella condigo; e nesta conformi-
dade se ofiicia ao ministerio da fazenda.
O que commuDico V. Exc. para seu conheci-
mento, e pira que fg constar ao supplicanle.
Deus guarde a V. ExcJos Antonio Saraiva.
Sr". presidente da provincia do Para.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 9 de julho.
Officio ao Exm. presidente do Rio Grande do
Norte.Pela leitura do ofBcio do director do ar-
senal de guerra constante da copia junta flear
V. S. ioteirado de que por falta de conduego
que nao tem sido enviadas para essa provincia 40
arrobas de plvora vindas da corte com esse des-
tino.
Dito ao coronel commandanle das armas.Sir-
va-se V. S. de mandar por em liberdade o recru-
ta Benedicto Gomes de Oliveira, a que se refere o
seu officio n. 1038 de 8 do correte.
Dito ao mesmo. A' vista do offlcio de V. 8.
datado de 25 de junho ultimo, a que vieram an-
nexoa os papis, que inclusos devolvo, autorisei
o inspector da thesouraria de faieoda a remelter
com urgencia ao major commandanle do corpo
de guarnigo pela pessoa que V. S indicar a
quantia que fr necessaria para completar todos
os pagamentos dos vencimentos do mesmo corpo
inherentes ao exercicio de 1860 a 1861, visto que
nao pode chegar para essa despeza a quantia de
4:679$615, dlie ficou existindo no poder do mes-
mo major no principio de maio passado, como
informou a contadoria da mesma thesouraria.
Dito ao conselheiro presidente da relago.
Traosmillo por copia V. S., para seu cooheci-
meoto, o aviso do ministerio dajuslig de 6 de
junho prximo findo, pelo qual S. M. o Impera-
dor, a quem foi presente a representarlo do cn-
sul deFraoga contra ojulgamento proferido por
esse tribunal na questo de iolerdicco do subdito
francez Floriaoo Desir Porthier, maodou decla-
rar que bem decidirrn os juizes que deram pro-
vimento ao aggravo interposto por Alaria Celes-
tina Paes Barreto, brasileira e moradora nesta
cidade, do despacho pelo qual o juiz de orphos
desta capital julgou-se incompetente para dar
curador a pessoa e bens do desasisado seu mari-
do, o referido Desir Potthier, por nao terem o
decreto de 10 de setembro de 1860, e a novissi-
ma convenrao com a Franga innovado cousa al-
guna relativamente especie sugeita de nomea-
go de curador a um demente, que diversa da
de fallecimeoto e arrecadaco de bens, e conti-
nua a ser regalada pelas leis e pratica em vigor
antes da publicago dos citados decreto e con-
venci, pelas quaes nao foram alteradas.Deu-se
igualmente sciencia do referido aviso ao cnsul
de Franga.
Dito ao Dr. chefe de polica.Devolvo V. S.
os inclusos requerimentos do recruta Manoel
Francisco do Espirito Santo, e documentos a que
elles se referem, afim de que, ouvindo de novo o
respectivo delegado acerca da isengo allegada
quanto idade, verifique se a certido junta pelo
supplicanle com effeito relativa sua pessoa.
Dito aocapito do porto.Com este offlcio ser
presentado V. S., afim de ser inspeccionado, o
recruta Manoel Sabino de Paiva.
Dito ao commandanle da estacSo naval.Res-
pondo ao officio que V. S. roe dirigi em 3 do
corrente, sob n. 5, remettendo-lhe por copia as
ioformages ministradas pela thesouraria da fa-
zenda acerca da falta de pagamentos aos navios
da estago naval sobseu commando.
Dito ao commandanle superior do Recife.__
Aonuindo ao que solicitou em seu officio de 2 do
corrente mandei por em liberdade o guarda do
2 batalho de infantera deste municipio Bene-
dicto Gomes de Oliveira.
Por esta occasio julgo conveniente reraelter-
lbe por copia a informarlo que mioisirou o com-
mandanle das armas em 8 do corrente, afim de
que tomndola V. S. na devida considerarlo pro-
videncie do melhor modo possivel para que ees-
sem os abusos que vo praticaodo os guardas na-
cionaes actualmente destacados.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Certo doconteudo de sua ioformagao de 22 de
junho ultimo, sob n. 271, dada acerca do reque-
rimento de Manoel Peres Csmpello de Almeida,
arrematante da conseryago da estrada de Po-
d'Alho, tenho a dizer qu, quando fr possivel,
mande V. S. pagar ao supplicaote a quantia de
1:8009, que 8e 'he est a dever proveniente de
prestages daquella conservago relativas aos me-
zes de outubro e novembro prximos passado.
Dito ao mesmo. Estando nos termos legaes
os inclusos documentos, mande V. S. pagar a
Simplicio Jos de Mello, conforme requisitou o
commandanle superior da comarca do Brejo em
officio de 5 de junho ultimo, os vencimentos re-
lativos ao mez de maio deste anno dos sete guar-
das nacionaes destacados naquella villa,
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transmuto V. S., para os convenientes exames
a inclusa copia da acta do conselho administra-
tivo para foroecimeoto do arsenal da guerra, da-
tada de 28 de junho ultimo.
Dito ao mesmo. Mande V. S. pagar a Jos
Pereira Alcntara do O', conforma requisita o di-
rector das obras militares em officio de hontem,
sob n. 66, a quantia de 180$, a que tem elle di-
reito por haver feito de conformidade com o seu
contrato a caiadura do quartel da companhia de
arlifkes. Communicou-se ao supradito di-
rector.
Dito ao mesmo.A John Fiok mande V. S. pa-
gar a quantia de 180$, prego porque ajustou fa-
zer o encanamento de agua potavel para o quar-
tel do Campo das Princezas. visto que j est
ce ocluido o mesmo encanamento, como declarou
o director das obras militares em offlcio de 0 do
corrente.
Dito ao mesmo.Mande V. S. psgar, confor-
me indica em sua informago de hoje, sob nume-
ro 561, a quantia de 37:635&000, que tem di-
reito Francisco Botelho deAodrade, por haver
feito 39 bragas de caes e aterra no segundo lango
do*caes do Forte do Msttos, como se v da infor-
mago que devolvo, ministrada pelo inspector do
arsenal da marinha, em 2 deste mez, sob nume-
ro 190.
Dito ao mesmo. A' vista do requerimento
constante da copia junta, expega V. S. as suas or-
dens para que so abone, a contar do Io do cor-
rente al 30 de setembro prximo vindouro, a
preslago de 403000 meosaes, que pretende o ca-
pito do quarto batalho de infamara Joaqaim
Bernardinode HagalhesGarcez consignar de seu
sold nesta provincia fazendo-se as convenientes
declarages na guia que esss thesouraria tem de
passar-lhe. Communicou-se ao commaodante
das armas.
Dito cmara municipal do Buique.Respon-
dendo ao offlcio que a cmara municipal do Bui-
que dirigi esta presidencia consultando : pri-
meiro, se no impedimento de um vereador podia
ser chamado como suppleole o irmo ou cuoha-
do, que lhe immediato em votos ; segundo, se
o sogro pode funectonar com o genro, tenho
dizer:
Primeiro, que em vista do que dispoe o artigo
23 da lei do 1 de outubro de 1828, os irruios e
cunhados s nao podem servir coojunctamente,
islo ambos ao mesmo tempo, o que se nao d
na hypothese vertente, por isso que trata-se de
substituir um vereador no caso de impedimento
temporario por um supplente, que ter de nq
funecionar logo que comparega o eectivo, avis
de 6 de novembro de 1853.
Segundo, que, embora nao se acbe expressa-
mente prevenida a iocompaiibilidade entre sogro
e georo para servirem ambos ao mesmo tempo
como vereadores, indubitavelmente ella o est
no espirito da lei, que prohibe o exercicio simul-
taneo do referido cargo por pessoas ligadas entre
si por prximo parentesco, como se v da dispo-
sigo do precitado artigo 23, que comprehende
certa mente o caso em questo, por isso que trata
de pai e fllho que em direito sao consideradas
na mesma relago as pessoas da que se trata,
acrescendo que j pela Ord. L. Io til. 67 nao po-
diam servir coojunctamente como vereadores os
prenles dentro do quarto grao, segundo o direi-
to civil, abraogendo coDseguintemente esta pro-
hibigo o sogro e o genro.
Dito mesma.Para satisfazer o que exige o
Exm. Sr. ministro da agricultura, commereio, e
obras publicas, em aviso de 7 de junho prximo
findo, recommendo cmara muoicipal do Bui-
que que d noticia circumstanciada e exacta da
estatiatica da populagao, a da qualidade e valor
dos productos industriaos as informages que
aonualmeote date prestar i esta presidencia so-
bre o estado das industrias do respectivo munici-
pio.Officiou-se neates termos todas asdemais
cmaras municipaea da provincia.
Dito ao presidente da cmara municipal da vil-
la do Bom Conselho. Respondcndo aoque me
consulta Vmc. em seu offlcio do l8 de junho pr-
ximo findo, tenho diaer-lhe que, havendo a sa-
mara dos deputados, segundo consta do aviso ex-
pedido palo ministerio do imperio em 18 daquel-
le mez anoullado a eleigo primaria dessa villa,
presidida por Joaquim Pinto Teixeira e appro-
vada a que foi feila sob a presideocia do juiz de
paz Antonio Guedes Alcanforado Cavalcanti, des-
apparece a duvida em que se acua Vmc. de saber
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO DOSU1.
Alagoas, o Sr. Clandino Paleio Diaa; Baha
Sr. Jos Martina AlTe;- Rio de Janairo. ol',
Jeao Pereira Martina.
EM PERNAHBDCO.
O proprietario do diario aTanoel fgaeiro* i,
Faria,na sua litraria praga da Independencia a,
16 a 8.
que eleitores devem ser ehamados para fuuccio-
nar no conselho municipal de recurso, em vista
da depllcata que se deu na eleico primaria dessa
freguezia.
Cumpre pois, qoe Vmc, de conformidade com
o artigo 34 da lei regulamentar das eleiges con-
voque quanto antes o referido conselho para quo
se rena depois de lindo o prazo marcado na mes-
ma lei.
Dito ao juiz de paz mais votado do primeiro
dislncto da parochia da Boa-Vista desta cidade
Pelo seu officio de 6 do corrente fiquei inteira-
dodos motivos porque nao tioham sido tomados
por termo os recursos ioterpostos por varios ci-
dados dessa freguezia, e de j haver Vmc. pro-
videnciado para que aquella disposigo de lei ti-
vesse a devida execugo
Dito ao director do arsenal de guerra.Cumpre
que- Vmc. continu a promover a remessa da
plvora vinda da corte com destino ao Rio Gran-
de do Norte, e que aioda existe nesta provincia,
como constado seu officio de 8 do crente, po-
dendo Vmc. offerecer. se for preciso, maior van-
lagera pela coodocgo della.
Dito ao director das obras militares.Approvo
o ajuste que Vmc. fez com Theodoro Rampk, co-
mo me communicou em seu offiicio de 6 do cor-
rente, para execugo do dao e concertos de que
necessiU o tanque e cuzmha do quartel do 9o
batalho de infamara, o qoe deve ter principio
quanto antes
Dito ao director geral da instruego publica.__
Pelo seu offlcio de 5 do corrente sob n. 220, fi-
quei inteirado de haver Vmc. despedido no dia 3
deste mez o collaborador que se acbava coadju-
vando a escriplurago dessa repartigo.Commu-
nicou-se thesouraria provincial.
Dito ao juiz municipal da segunda vara.De con-
formidade com o que dispoe o 5 do arl. 43 do-
decreto n. 722, de 25 de outubro de 1850, desigoo
a Vmc. para fazer parte do consllio de revista da
guarda nacional deste municipio,que deve princi-
piar a funecionar no dia 21 do corrente; o que lhe
commuoico para sua iotelligencia.Deu-se scien-
cia ao commandanle superior interino do Re-
cife.
Lito aos agentes da companhia brasileira de
paquetes a vapor.Queirara os Srs. agentes da
companhia brasileira de paquetosa vapor man-
dar receber do inspector da thesouraria provincial,
afim de ser enviada provincia do Para no pri-
w apor que passar para o norte,a quantia de
46$368, que o mesmo inspector tem de enviar ao
da thesouraria daquella provincia.Officiou se a o
inspector da thesouraria provincial para effectuar
a entrega do dinheiro de que se trata.
Dito ao thesoureiro das loteras.Respondo o
officio que Vmc me dirigi em 28 de junho ul-
timo, declarando que muito regularmente proce-
deu o Dr. chefe de polica prohiNndo o abuso
de se venderem ao publico bilhetes das loteras
por pregos maiores que os estipulados nos res-
pectivos planos, e que portaolo nenhuma provi-
dencia ha a tomar no sentido de sua recla-
msco.
Dito a Melchisadeck Gomes Pereira de Vascon-
celos, ajudante do procurador fiscal na comarca
de Flores.Ao seu officio o. 2 de 10 de juoho
prximo findo respondo dizendo-lhe que nao
pode ter lugar o que Vmc. solicita, por nao haver
lei que autorise os procuradores flseaes ou seus
sjudaotes a andarem acompanhados de ordenan-
gas no desempeoho de suas funrges.
Dito a Joaquim Francisco de Souza Navarro.__
Declaro ao Sr. Joaquim Francisco de Souza Na-
varro que a portara que lhe loi dada por esta
presideocia em 2 de setembro de 1859 deve ser
entendida restrictamente nos termos, em que se
acha concekida, isto como faculdade para re-
coohecer aimplesmeote a existencia de minas de
carvo, e de nenhum modo para trabalhos de
minerago propriamenle dita, nao lhe seodo en-
tretanto pormiuido as investigacoes, a que
houverde proceder, aproveitar-se dos trabalhos
que no mesmo tira houver feito, ou fizer Aolo-
nio de Paulo Fernandos Eiras, nos termos do
decreto n. 2435, de 6 de julho de 1859.
Portara.O presidente da provincia, atlen-
dendo ao que lhe requereu o escrivao de orphos
do termo de Saolo Aoto, Antonio Ludgero da
Silva Costa, resolve conceder-lhe dous mezes de
licenga para tratar de sua saude onde lhe
conver.
Dita.O presidente da provincia, usando da
faculdade que lhe confere o art. 24 do regula-
mento docollegio dos orphos do Santa Thereza
de Olinda de 28 de Janeiro desle aono, resolve
arbitrar em 300JOOO rs. annuaes o ordenado que
deve perceber o barbeiro do referido collego
Communicou-se thesouraria provincial e ao
director geral da instruego publica.
Expediente do secretario do governo.
Offlcio ao contador da thesouraria de fazenda,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.O Exm. Sr.
presidente da provincia ficando inteirado. pelo
seu officio de 6 do corrente, sob n. 552, de haver
V.'S.^ssumido as fuocges de inspector dessa
thesofraria, duranto o impedimento do respecti-
vo servenluario; assim Ih'o mando communicar
em resposta ao citado offlcio.
Despachos do da 9 de julho*
Requerimentos.
Antonio Seraphim da Silva.Indeferdo a vis-
ta da discordancia de parecer da junta medica.
Dts. Antonio de Vasconcelos Menezes de Dru-
mood e outros.Tendo ji sido tomado por ter-
mo os recursos a que alludem nada ha que de-
ferir.
Antonio Aodr Cavalcanti de Alboquerque.
Passe portara nomeando o supplicaote interi-
namente.
Antonio de Paula Fernandos Eiras.A auto-
rlsago concedida pelo decreto n. 2,435 de 6 de
julho de 1859 para a explorago de minas de
carvo de pedra, ou de qualquer outros mineraes
nao pode tero alcance que pretende o suppli-
caote, visto como nos termos em que se acha
coocebida a primeira das condieges, que a com-
panharam o referido decreto, nao se deprehende
que seja ella exclusiva comegando somonte este
previlegio como declara a quinta das preditas
condieges, depois que forem medidas e demar-
cadas as dalas de trras, que lhe serao concedi-
das nos terrenos que forem escollados e desig-
nados pelo supplicanle, para os seus trabalhos
de minerago, nos termos da segunda das mes-
mas condieges Isto nio obstante tica feita ad-
vertencia ao supplicado para que eotenda a por-
tara que lhe foi dada em 2 de setembro de 1859,
como faculdade simplesmento para recoohecer os
terrenos, em que exislem minas de carvo, bem
como para que, as investigages que houver de
proceder oo se aproveite dos trabalhos feitos
pelo suplicante.
BentoJoa Ferreir Rabello.Informe o Sr.
capito do porto. '
Francisco Baplisla de Almeida.Passe porta-
ra coacedendo a prorogago da licenga por 6
mezes.
Francisco Botelho de Andrade.Dirija-se a
thesouraria de fazenda.
Germano Francisco de Oliveira.Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial,
Jos da Silva Pessoa.Ioforme com urgencia
o Sr. Dr. juiz de direito da comarca do Limoeiro.
Joaquim Francisco de Albuquerque Santiago.
A' vista da discordancia do parecer da junta
medica nio tem lugar o que requer.
Jos Severo Granja e oulros,Expedio-se or-
dem para ser instaurado novo processo pelo tac-
to porque sao aecusados os supplicaotes, em
quanto ao mais opportuoamente sero alten-
didos.
Joaquim Rodrigues Maia de Oliveira__Infor-
me o Sr. Dr. chefe de policia.
Manoel[Jos da Silva.Informe o Sr. Dr. che-
te de polica.
Manoel Thomaz da Villa Nova.-Sellado, volte.
Manoel Peres Campello de Almeida.O ins-
pector da thesouraria provincial est autorisado
a mandar pagar aosupplicante logo que for pos-
Miguel Pereira do Valle__Pode segor
Miguel Carlos de Faria.Deferido por portara
desta data. m r
Villiam Ranlinsom.Sello e volte.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBCO.
Paris 9 de junho de ISttI,
Um grande movimento eleitoral se tem produ-
zido por toda a Franga : vo ter lugar as eleiges
para reorganisago dos conselhos geraes, e de dis-
tridos ; tomar parte nellas todo o paiz, a excep-
go das cidades de Pars e de Lyon, do departa-
mento do Sena, e dos outros departamentos l-
timamente annexadoB : Pars e Lyon, assim como
as commuoas do departamento do Sena, porque
nao lhes compete a nomeago dos seus conselhos
municipaes, a nem possuem conselhos por elei-
go ; os departamentos aunexados porque nao ha
muito organisaram os conselhos geraes a dislric-
toriaes que lhes perteocem.
Em todos os mais departamentos, ou pelo me-
nos na maior parte delies, os prefeilds convoca-
rara os collegios eleitoraes para os das 15 e 16 de
junho corrente. Muitos elitaesdas prefeituras ap-
pareceram viole dias antes da poca Qxada para
as eleiges ; e neste ponto os prefeilos associa-
ram-se as ideas inspiradas do acto de 24 d no-
vembro relativamente ao progresso do suffragio
universal inlroduzido nos costumes.
Ointeresse que mostra o mesmo governo d
motivo a que as populages comprehendam os
seus direitos e deveres : ludo faz crer que em
mais de um ponto a luta ser eropenhada esus-
tentadsda com firmeza. A abstengo perde todos
os dias alguns dos seus adherenles, e a indiffe-
reuga vae puco a pouco desapparecendo. Nestas
circunstancias o corpo da advogacia de Paris pu-
blicou um manual em forma de guia, contendo
tudo o que se deve saber para as eleiges do cor-
po legislativo, dos conselhos geraes e municipaes :
o cdigo eleitoral posto conscieociosamente ao
alcance de todas as intelligencias e de todas as
bolsas.
O curto prefacio que preceded transcrpgo das
disposigesde lei urna apologa calorosa a bem
fundada do sutTragio universal :
Pelo sutTragio universal a Franga torna-se
senhora dos seus destinos : que o povo elegs os
seus mandatarios com firmeza e disceroimento, e
assim far sahir da urna eleitoral, com lodos os
melhoramentos de que susceptivel osen estado
social, a liberdade, garanta de todos os direitos
origem fecunda de lodos os progressos.
Os redactores do opsculo atacam o differentis-
mo. Quem se abstem, dizem elles, se aniquila.
Combater sempre com as armas legaes para o
triumho da idea a que se dedicado tal ver-
t jdeira digoidade do cidado. A lei actual, ac-
crescentam mais, apezar de notaveis restrieges
proclama a liberdade do voto, e cerca-o de garan-
tas. Sendo executada lealmente garante a since-
ridade da eleigo ; porra nada na lei eleiloral
pode supprir a independencia e a firmeza de ca-
rcter do eleitor. Tanto vale o cidado, quanto
vale a lei. .
Depois dessas bellas reflexes passam em se-
guida a tratar do eleitor, do elegivel, dasopera-
ges preparatorias, do juramento prestado pelo
candidato, da distribuigo das chapas, da publi-
cidade dos jornaes, etc., etc., fazendo acorapa-
nhar tudo da citago dos textos respectivos.
Esses differentes captulos sao seguidos da le-
gislagao relativamente s eleiges dos conselhos
geraes, dos districtos e dos conselhos municipaes,
os eleit.res sao feitos da mesma forma que aquel-
les que votara as eleiges do corpo legislativo,
mas para ser elegivel ao cooselho geral preciso
residirno departamento, ou pagar ahi urna con-
tribuigo directa, do mesmo modo que para ser
elegivel ao conselho de dislricto preciso residir
no dislricto ou ser ahi cootribuinle.
O manual em questo nao esquece um s tre-
cho da legis'.ago eleitoral ; e presta um verda-
deiro servigo s populages, a quem esclarece so-
bre os seus iuteresses, direitos e deveres.
Resta agora tambem que o governo se compe-
netre do doseje da opiuio publica, livrando-se do
embarago dos candidatos officlaes, que provoque
por meio das mais ampias facilidades o coocurso
de todos os suffragios, n'uma palavra, que inter-
rogue o peosamento publico corajosamente e sem
reserva.
A' 4 desle mez devera ser encerrada a sesso
do corpo legislativo : um decreto, porm, a pro-
rogou para o dia 19. 0 presidente deu leitura o
famoso projecto de lei relativamente a imprensa,
cujo texto e o seguinte :
Art. nico. O paragrapho primeiro do art.
32 da lei de 17 de fevereiro de 1852 fica deroga-
do na parte concrnente suppresso de pleno
direito de um jornal condemnado duas vezes por
delicio pu contraveneno. O paragrapho segundo
do mesmo artigo Dea igualmente derogado. To-
da a adodoestago dada em virlude do paragrapho
terceiro prescreye depois de dous aonos da sua
data.o
Este projecto adoptado provavelmeule pelo
conselho de estado modificar a situago da im-
prensa. O decreto de 17 de fevereiro de 1852 da-
va ao ministro do interior um poder dictatorial
contra a mesma ; a era evidentemente contradi-
torio ao espirito liberal que inspirou as duas cir-
culares do Sr. de Persignjr. O novo projecto oo
satisfaz anda todos os votos do jornalismo, mas
faz esperar que o governo esclarecido pela expe-
riencia e -por um exacto coohecimento da dispo-
sigo da opinio publica marchar na.vereda en-
celada era 24 de novembro: se assim for merece-
r a approvagio de todos.
A arma lerrivel de que dispunha o governo po
dia ferir a qualquer jornal i pretexto da maia f-
til contravengo ; e se al aqui os jornaes ho
escapado esse perigo araeagador deve-o a urna
extrema tolerancia tolerancia que a condem-
nago mais favoravel do decreto de 1852. Nao ha
benevolencia por maior, sincera e persistente que
seja que possa valer para a imprensa urna lei por
muito severa que se imagine. Neste ponto de
vista os differentes orgos da mesma imprensa
teem calorosamente recommeodado ao corpo le-
gislativo o projecfb adoptado pelo conselho de
astado.
Apresentando so corpo legislativo o projecto
de lei que flxa a receita e a despeza do exercicio
de 1862 o governo reproduzio a parte do relato-
rio a respeito das finaogas, onde se l estas pa-
lavra deouro : Os poderes pblicos considerara
com razio a boa ordem as fioangss do estado
como urna das condiges fundamentaos da gran-
deza e da prosperidade do paiz. Fiel a ess rheo-
ru na pratica, nao se deve pedir maia do que
aquiiio que rigorosa mete necessario para aro-
ver os servigos e preeises do estado. A liber-
dade de discusso, inaugurada pelo decreto de 24
de novembro oo ple produzir melhorea fruefoa
senao toado por objecto o exame do orcanemo
que se forma dessa porgo de bens dos psrlicala-
res, de que se serve o governo para satisfazer as>
necessidade, e os desejos do corpo social
Reduzr o orgamenlo augmentar o bem estar
de cada um : economisar a verdadeira palwr
da sabedona : contrabir emprestimos sobrecar-
regar as geragoes futuras : anlecipar fechar uro,
abysmo que se tornava cada vez mais oerl-
goso. Y
A commisso encarregada do relalorio comecout
o seu trabalbo. e muito breve comecarao tambem
as discussoes respeito.
No da 5 desle mez finalison o praso concedido
para a oceupagao franceza na Syria. Os Drussos
na sua impaciencia nem ao menos se resigoaram
a esperar o ultima hora como provam os assassi-
natos quasi quolidianos que elles commet-
tem. Para illudir, quando nada nos primeiro*
lempos, a atlengo aociosa da Europa a Turqua
vai esforgar-so por manter um aspecto de ordem
e seguranga, e o conseguir de certo em quanto-
a estagao permiltir o accesso s esquadras es-
trangeiras. Ser isto urna especie de tregua orne-
nao se estender todava at a montanha em que-
fuad Pacha nao lem por outros auxiliares seDo
os seus Turcos dominados pelo medo. A moral
dos Drussos se resume toda na lei do talio: elle
hao contratado urna divida immensa de sangue
e naquelles que escapara aos seus morticinios
veem nimigos implacaveis espreitaudo silencio-
samente a occasio de vingarem sobre cada um
delies as suas ruinas e a mora dos seus. Fiza-
rara correr o boato de um projecto de reorgani-
sago da Syria : o caso porm que se oceupa-
sam da de Lbano, esss grande parte da qdeslo-
ryriense. A commisso internacional terminou
suas delibe.-agoes pela adopgo da segunda das-
tres combinages propostas a seu exame : as po-
pulages do Libano sero submettidas a um s>
chefe e christo que em lugar de depender do-
t acha de iJeyrouth depender directamente da
Porta ; a tujo isto apesar das opposiges de lor
John Russell oo parlamento ioglez.
Urna vez garantido o Libano quem garantir
Damasco, e as oulras grandes cidades do interi-
or? O desastroso exemplo de impunidade de-
que gosa a cidade santa convida mais que nunca
crusada dos morticinios 1
A Inglaterra celebrou como de coslume as suas
tradiccionaes correras de Epsom; porm esss*
festas nacionaes apenas occasionaram urna tregua
pequea as lulas que os torys inauguraram
contra o gabinete, ou antes eontra M. Gladstone;
pois que inlelligeiicia desle, ao recurso d
suas ideas ; e ao seu liberalismo pratico que lord
Derby e Mr. Disraeli declararan) guerra. Lord
John Russell e lord Palmerston sao batidos ape-
nas indirectamente. Depois da dupla derreta
proposito da aboligo do direito sobre o cha, e da
reduego do income lax, Mr. Disraeli quiz apro-
veitar-se das ferias do Espirito Santo, e para
causar embaragos ao seu adversario procurou
altrahir a si a brigada irlandeza.
Durante a sua estada no gabinete Derley fizera
permiltira urna linha de vapores que zesse r>
servigo postal entre Galloay e a Austria. Expi-
rando o contrato nao foi elle renovado pelo ga-
binete Palmerston: Mr. Disraeli se obrigou pelo-
restibelecimeolo dessa linha postal para com os
deputados da Irlanda com a condigo quo estes o-
ajudassem a deitar abaixoMr. Gladstone.
Nao obstante porm a defeceo da fraego ir-
landeza o ministerio liberal pode ainda contar
com a maioria. No prtido tory ha ainda muita
gente de bem senso e coosciencia sa : elles re-
flictiro no momento decisivo antes de langar a
Inglaterra na agitago das eleiges geraes.
Qualquer que seja o resultado destes ltimos
incidentes, certo que elles parecem ronovar
este dito pronunciado ha algum tempo publica-
mente pelo principe Alberto : A coostituigo da
Inglaterra est no seu tempo de provanga : The
British Consliluon is on its trial. Estas sahidas
dos labios offlciaes do principe consorte produzi-
ram no seu tempo um verdadeiro escndalo, e*
entretanto se pretenda que esta constituigo to
abada nao eslava ao abrigo de urna prxima
ameaga. O direito de votar os impostos, de
conceder cora os subsidios necessarios, de
regular em summa a situsco financeira do paiz;
perteece exclusivamente a amara doscommuns
ou esse um direito quo ella tem do partilhar
tambem com a cmara dos lords? Eiso proble-
ma resultantes dos ltimos debatas parlamen-
tares.
At aqui era coslume enviar-se o orgamenlo
cmara dos lords e submetler-se sua reviso
artigo por artigo: mas tambem era co3lume
abstor-se a cmara dos lords de toda e qualquer
vericago aggressiva. Para que seoo repro-
duzisse o incidente do aono passado a respeito
do imposto sobre o papel Mr. Gladstone enviou o
orgamenlo no todo a cmara dos lords, fazende-
que esta votasse em todos os seus ertigos englo-
bados para subtrahir a urna discnsso perigosa
algum artigo que os lords oo quizessem admit-
tir directamente sob pena de sacrificar a sua
dignidade, nem rejeitar tambem urna segunda
vez sem expor o Estado a um movimento. Um
expediente porm noquer dizer umasolugo.
Os conservadores bradam contra essa violago
audaciosa das prerogatlvas de um dos tres maio-
res corpos de Estado. Mr. Gladstone, Mr. Bright
e os eus sustentan) com firmeza que foi sempro
prerogativa da cmara doscommuns o voto so-
bre os impostos, por isso que ella eleita pelo
povo que paga os mesmos impostos, e que sa-
be r como deve sustentar os seus representan-
tes. Quem sabe se a grande questo que hoje
oceupa os espiritoa que pensara nao cahiri
amanha no dominio da opinio publica para,
apsixona-la? E' cousa que bem pode aconte-
cer ; pois que na falla de um lecto preciso exis -
tem smente precedentes pro e contra.
O movimento liberal na Allemaoha se propaga
e se estende: teve em Francfort lugar urna nova
reunio. O que se quer obler a liberdade da
imprensa e a reorganisago democrtica da
constituigo.
A liga de Wurybourg apresentou o seu plano,
sobre o com man lo do exercito federal da Dia
la. O governo de Badn apresentou a sua po-
posta especial, elle quer que o commando do
exercito federal aeja conferindo potencia, que*
delle fizer, parte com todas as suas tropas^ E*
esta urna proposta verdadeirameote aUema,
especialmente porque incompreheosivel!
A' final de cootas essa queslao ter. a mesma
sorle que todas as quesles que discutem na
Allemanha : quanto mais conferenciara mais sa
arredam do Qm principal I Os servicos da Dieta
de Francfort, que preside confuso geral, co-
megam j a ser devidamente apreciados pelo
povo allemo : para prova disto basta smente,
citar o seguinte trecho do JVQticiodor de Nam~
oourg ;
A dieta germnica capaz, de tudo excepto
de urna acgo que possa corresponder necessi-
dadei nacional da patt|a : destruir inslituigoes pa-
rroticas, opprimU a impvensa allema, estabe-
lecer commissoes de inqiierlto a respeito de tudo.
nostis. cousas ( mostr o areopago diplomtico do


^tt
\m a\n tnt ><
UR10 DI KRla\MIUCO. SEXTA FEIRA II DI JULHO DI 1161.
=
S
ICT BfHl lili
Francfort; mu garanta a honra Airerjieane,
firmar a forga defensiva da patria contra os seus
inirogos, fazer dus 40 roiihes de Alemeos urna
potencia que possa gaTaoiir pelo nieuos inie-
gridade do seu territorio contra qualquer aggres-
so ealrangekasao cousas esssas que nao occu-
pam a attengo da dieta 1
Esta lioguagem digna de applauso, cobo
da maior censura urna deoUracao feila pero mi-
nistro da justiga do gabinete de Berln no seio do
parlamento prussiano e qw equivale a abmejego
da amnista decretada peto ral na oocasio da sua
acceocao ao throno. Os cidedos expellidoa do
seu paz pelas velhas preecrpges, e que oram
obrigados a residir no estraogeiro durante dez
annos ou ah>, perdecu para serupre m virlude
das notas declaragbea a su a qu alidada de cida-
dos prusssianos.
A sesso legislativa que se encerr em 8deste
mez nao ter sida intil causa da hberdade.
Os representantes da naco prassiana votando
pela proposla de Wincke manifestaran) suassym-
palhias pela cecsa italiana ; e com o pouco en-
thusiasmo que mostraram na volaco do orga-
ment da guerra deram a entender ae governo
que a naco consideris iuopportuiias as inten-
sos marciaes manifestadas pelo re. Finalmen-
te a sanego dada pela cmara ao tratado con-
cluido eotre a Franca e a Prussia para a creacao
o urna viadecommunicago navegavel do canal
de llsrne ao Rheoo e Sarra fot urna desapprova-
co manifest de todas as tendencias dos princi-
pes reunidos era Wurzboorg.
Tornemos poim a essa colligacao de Wurz-
bourg, e fagamo-Dos o cbo do mais louco e do
mais iocnnsequente dus boatos espalhidos na
Allemaoha.
A' crr-se u'uma carta escripia ltimamente de
Francfort ao Daily Sews tinbd ali de tratir-sc da
idea de um reslabelecimento da coutederacu do
Ubeoo tal qual foi pouco mais ou menos consti-
tuida pelo imperador Napoleo I. A Confedera-
r u germnica, que a substituir depois da que-
da do primeiro imperio, acha-se sem torga, e sem
um ponto de apoio entre o dualismo da Prussia
da Austria; os polticos e Dresde, Munich,
Stultgard, Francfort, Hanover e Oarmatadt, ima-
ginaran! dividir Gerraauia em sete estados, que
*e formariam a dtapuito da Austria e da Prussia,
da primeira por que se deixou baier em Magenta
e Solferino, da segunda por que tmida, vacil-
laute e incapaz de urna prolecco etficaz. Os se-
te meinbros dessa conspirago urdida contra a
liberdade alleraa, offereceriam o protectorado da
lieptaicliia com as margeos do Uheuo como des-
pezas da guerra ao vencedor de Solferino ; e co-
mo seria diQicil justificar esse passo dado no in-
teresse iiDicameole dos principes e nao dos povos,
dariam a entender as populages aliemaes que
essacombiuago era um meio babil e dissimula-
do de crear o vinculo de urna colligacao poderosa
contra a Franca. ^
Se ludo isto pode entrar no cerebro dos dipl-
malas de alm do Rheno, precise que saibam
tambera que a Franca nao aceitada iguaes mer-
cados ; nao judera aos soberanos coutra os seus
povos ; pois a ella nao faltariam oocasioes de en-
grandecerse por outios meios. A dissoluco do
imperto ottomaoo, mudando as dimeoses de cor-
tos estados da Europa autorisar a Frauga a re-
clamar tambem um accrescimo legitimo e neces-
sario ao equilibrio da sua iulueocia e dos seus
inleresses.
m A queslo hngara est menos perto da sua so-
luc.au de que parecia ha uusl das. Eis aqui o
plano que a esse rospeito acaba de adoptar o mi-
nisterio austraco': Besponder-se-ha recta-
tnago da dieta de Pesth, mas para prorsr aos
Hngaros que nao sao admissiveis as suas pre-
leujes, pois a constiluigo de 1848 quo reda-
mam por cdigo poltico foi regularmente aboli-
da por ellos mesmos em Debreizin.
A' vista dessa recusa de concesso dever a
dieta enviar representantes ao Reichrat : no caso
de o nao fazer ser pronunciada a dissoluco, e
feito s populacoes um appcllo directo. V-se
que Mr. de Schmerling ooest disposto a ceder,
e no terreno por elle escolhido mui difficil urna
acommodeco qualquer com o partido magyare
moderado, cujo programma mui pouco dilTere do
programma dos exaltados.
Demais o ministerio lera lempo para dcscobrir
alum onto expediente mais pralico : a discus-
elose prolongar aiuda muiUs semanas no seio
da dieta.
Por oulro lado o govertio austraco prosegue na
Hungra a medida ante-poltica dos embargos
militares para obrigar a entrada do imposto. Ca-
sas ha que j6 tem iccebido e alojado al viule
guardas : cerlos conselhos municipaes indemni-
sam porm os habitantes das despezas da oceu-
paco.
Tudoislo urna iocoosequencia, se a Austria
espera da dieta urna accomodagio com a Hungra:
e se o governo austraco se er autorisado a co-
brar o imposto porque deixa a dieta de Pesth
questionarsobro oque as ultimas patentes deci-
diram to soberanamente, como se pretende ? A
nica resposta que podem dar o desfalque -
nanceiro do imperio.
Falla so de negociages eocetadas para um em-
pjestimo de oito milhes de florins : diz-se tam-
bem que o baro Vay trata de um novo projecto
de conciliago que surtir bom efleilo, tanto em
Pesth como em Vienna. Porque razo nao es-
per*m pela deliberago da Dieta ?
Continua a haver urna cetta agitacao as pro-
vincias napolitaoas. A reaego muilo cega e
egosta para se importar com os mercases do
paz ; e o partido liberal nimio impaciente para
nao dar que fazer algumas vezes s autoridades
locaes. Mr. Ponza de S. Martino, novo repre-
sentante de Vctor Emmanuel em aples deve
j ter entrado oas suas funegoes de decretar pri-
ses e oulras medidas repressivas. Todava, ape-
sar dessas commoges, effervescencia e descon-
tentamcnlo, inconlestavel que o sul da penn-
sula se acha gaoho uoiQcago da patria, nao
obstante a altitude de Francisco II em Roma.
A attilude tambem italiana nesla ultima cidade
comega a produzr os seus frtelos. A igreja se
Jivide ao vento austraco que sobra da cidade
eterna : de todas as parles o clero protesta con-
tra as prohibieres dos seus bispos. O pjbre cle-
ro se levanta contra os altos digoilarios da igreja,
e essse movimeoto se propaga por toda a Italia.
Os joroaes ultramontanos coraegam a inquietar-
se com taes manifestages, pois cao compreheo-
dem como se possa servir a Deus sem servir
poltica do papa.
O governo dos cardeaes, longe de aproveitar-
se dos iostanies que Ihe garante a presenga das
tropas fraocezas para proceder a reformas, muilo
pelo contrario oceupa-se em publicar protocolos
e fulminar excommunhdes : e com isto procura
modificar a tyropalhia de que goza a Franca na
Italia.
A solugo da queslo romana parece prxima:
o que faz que tenha percorrido o boato de urna
vigem do conde de Cavour i Pars. O conde po-
rm se acha gravemente eufermo: e todo o mun-
do est inquieto, concentrando lodos a sita at-
tencao nos bulletins que chegam da Italia sobre
* molestia daquelle ministro.
Corre tambem que a Fraoga evacuar a cidade
eteroa somenle so* as seguales condieges : o
papa Ocar com o territorio deS. Pedro, e a Ita-
lia lhe garantir a posse delle : esse territorio ser
guardado e defendido pelos soldados do mesmo
napa estacionando as tropas italianas a cinco ki-
lmetros pelo menos da sede de papado ; que os
Romanos serocidados italianos, exerceudo po-
rm os seus direitos polticos lora de Roma ;
finalmente que as tropas franeezas flearam oc-
cupindo Civita-Yechia por algum tempe anda.
Accrescentam mais que o gabinete de Turin
recusando sujeitar-se a etsas condieges, cooti-
nuariarn as cousas no slalu quo saca que todava
fique retardado o reconhecimento do novo reino.
Depois destes boatos espalhou-se um utro de
que a Fraoga est disposta a reconhecer o reino
itlico, que para esse lira tem de ser enviado a
Turin M. d Valetle, e esse reconhecimento ser
seguido das retirada das tropa* francezas de
Roma.
Entretanto a 2 de jucho houve urna grande
esta nacional que forneceu a pennsula maia urna
occasio de firmar-se na sua nova situacio -. a
solemoidade foi toda militar. Vctor Emmanuel
distrrbuio os estandartes aos soldados, dizendo-
Ihes : as vossas maos entrego estas baodeira,
m nome da Italia livre : nellas se acbam ins-
criptos os nomes das batalhas vencidas. Confio
as sessoes da primeira reunio do parlamento
itlico.
O gabinete de f rin espera o reconhecimento
do reino para a emisso de empreslime, pois so
com essa condiccao que lie poder ser admittido
ao lado das Bolsas Fraocezas.
Na Hespanha cuida-ae em reclamar com as ar-
mas na mao a rsgale dos Marroquinos. O mi-
nisterio qu se julga perdido quer tentar um e-
forgo para tevantar-se na opioio do paiz. O
pretexto nocoofassado a quselao deMarrocoa,
por occasiio da qual a opposigo tem de realisar
o seu programma de hostiltdade.
A iituagio verdadeira de Marrocos a aeguin-
le: fez-se um tratado de impossivel execugio ;
oa impostes nao sao pagos, e o imperador coota
com a generosidade da Hespanha, suppoodo que
urna queslo de offeosa ao pavilhao nacional po-
de roudar-se n'uma questo de dinheiro. Sup-
penha-se que se v_ contra Tnger : sari urna glo-
ria fcil de couquistar-se, san um'acto sem re-
sultado proveitoso. E depois o que dir a In-
glaterra f O que dir mesmo a Franca ?
Ser bem escolhido o momento para execular
esse pequeo plano martimo e militar, quando
Untas questes importantes agilao e oceupam os
polticos da Europa ? Nao que a Hespanha
deixe de inclinar-se para o lado de sua regenera-
cao : porm ella tem anda lanto que fazer no
interior, que por muitos annos nao deve cuidar
em ingerir-se em quesias no exterior.
Como quer que seja, o certo que se forma
urna esqoadra hespanhola de 22 canhooeiras as
ordens do brigadeiro Tison as agua de Algesi-
ra
Corsino Pisto Cbicnorro da Gama, eam o ordena-
do de dasembargaJor.
Entra era ierceira discnssao a propos^ao da ra- que a priicagta aeja bem dirigida, e que segu-
tamente nao hai de prestjr-se a pugnar contra
MaMe propciosinteresses.
A salvagio das vidas nao est tambem em tanto
abandono, como pareceu ao nobre senador; por
que alm das calalas e do boa salva-vidas, ha
barcos a vasorrebjque, que sarvem na barra,
um dos qtaaaa acudi o Princu* it JoinvilU e
reces**) a bordo todos os passageiroa.
Naodia qu 4 impossivel o malaoramento da
barra do lo-Graode ; o que sabe que por ora
nao se pod tanraasa despeza.
Quanto ao projecto de preparar-ss um porto
oas Torres, na est prepara .'o nata mittir juizo
a tal respeito, por nao ter anda considerado esta
questo.
Encerrada a discusso, approvado o requer-
l menta
ferida caraira recoohecendo cidadt brastlairo
Jos Googalves da Silva.
Vem mesa e apoiado o segulnia fMStapV
ment : '' *~
Requeiro que a rasolugao \k ^oiamissao de
tituigio para interpor as puacer. Sala das
es. 4 de maio de 1861 Huanda.
Verificando ae oto haver casa o Sr. presidenta-
declara prejudicado o reqaerimeoki a encerrada
a discusso, e levanta a sesso.
SESSAO VI 24 DE MAIO.
Pretidtacia o Sr. vitconde it baet.
A's 11 horas da manha o Sr. presidente ates
a sesso, estando presentes 31 seaborea sena-
dores.
Lida aacUdAtutcrJor. 4 -S)fpj.pvflda>______
O Sr. 1." soereUrie da-eaata a> segninte
EXPEDIENTE.
Dous avisos do ministerio- do imperio, remet-
iendo as actas e papis relativos s eleigdes de
dous.aenadores pelas provincia do Cear e Ser-
gipe.A' oommias de cousUtui^ae.
E' lida e approvada a. redaegao da emenda de
senado feita proposigo da cmara
tados autorisado o governo a passar carta de a-
taralrsago Joo Carlos da Oliveira Soares o
ouiroa.
ORDEM no DA.
Submettirra t votagio, por ter Qcado encerrada
na ultima sesso, a terceira discusso da propo-
aigo da cmara dos.Reputados reconhecendo ci-
dado brasilerro a Jos Gongalvea da Silva, ap-
provada para subir.4 sanego imperial.
E' approvada em ultima discusso, para subir a
sanego imperial, a proposigo da mesma cmara
dos depii- approvaodo a aposentago concedida ao desem-
bargador Francisco Gongalvea Martina, com as
honras de ministro do supremo tribunal de jus-
liga-
Entra em primeira discusso, e fica
. encerrsda
Entra em discusso o requertmento do Sr. Jo- por nao haex casa.aaxa-sa votar, a proposkoda
bim pedindo ao governo copia do regulamento
ali va sefeom mandado pelo general Trio um d" ullimas iostrueges dadas pralicagem de
exercilo de 30,000 homens. Nada se poupa para
dar-se manifestago prujeclada o carcter mais
impooeote possivcl. Se a essa medida se.juntar
a dssolugo inesperada das cortes, ver-se-ha em
ludo isso urna coincidencia das mais significa-
tivas. A Inglaterra eaviou j para Gibraltar 15
vasos de alto bordo. Diz-se que tambem espe-
rada urna esquadra fraoceza.
A Gaztta de Madrid publicou o relatado do
O' Donnel sobre a incorpoiago Hespanha da
repblica deS. Domingos, e o decreto da Rainha
autorisandu essa incorporaco. No relaterio O'
Donnel falla do vol nacional dos habitantes de
S. Domingos.
Desta sorte o governo hespanhol que condem-
nava na Italia o principio o voto nacional, o
testemunho mais authentico", popular, e inataca-
Aio-Grande, apreseutado e adiado na
13 do correte mez, por se ter pedido.
barra do
sesso de
a palavra.
0 Sr. baro de Quaraim est disposto a votar
pelo requerimento ; nao concorda porm com as
observares feilas pelo seu Ilustre autor, e que
importara immerecida censura aos encarregadoa
do servign da barra do Rio-Grande. Bosta com
olfeito refleclir em que esses empregados nao tem
menor ioleresse em demorar a sabida das em-
barcagoei, para conhecer-se que a agglomera-
go de grande numero de navios que nao podem
seguir viagem nao deuda a negligencia da pra-
licagem, e sim existencia de embaraces pliysi-
cos, cmo falta d'agua aa barra, e outros que nao
est em poder driles remover.
E Unto mais isto se pro ve. quando sabido
vel, se apressj a adopla-lo e applicar osseus be- que o commercio do Rio-Grande est selisfeito
oelicios para cora a repblica de S. Domingos,
onde a pequenez do Estado, as divisdes intesti-
nas, a presso evidente do governo local, a con-
nivencia das autoridades, a desinlelligencia po-
ltica das populages pouco civilisadas, ludo isto
pode mui bem desmentir a efficacidade do prio-
eipio, e a sinceridade do voto. E'isso o que se
chama urna poltica commoda I
Receiosa da acgo quaudj se trate de defen-
der o poder temporal do papa, e aos liourbons
de aples, a que volou perseverante sympalhia,
procura a lodo o prego mostrar era outra parte
urna altitude muito mais resoluta: e ei-la que ao
passo que aaieaga os Morroquinos de um bem-
bardiamenlo e de um desembarque, se elles nao
eliectuarem o pagamento no praso fixado dos 90
milhes de reales que anda devem, manda urna
esquadra cruzar diante do Hiili.
Ultimas noticias.
Morreu o conde de Cavour honlem 6 de junho
pelas 7 horas da mauha. Esta fnebre noticia
ha-de dolorosamenle repercutir em lodo mundo.
Se os adversarios da indepeudeucia italiana se
regosijarem com esse successo Italia cabe ani-
quilar as esperangas desses seus inimigos. Os
seus mais caros ioteresses, a sua honra, e mes-
mo a gloria do estadista que tanto a illuslrou,
exigem que ella leve a lira a obra comegada e
dirigida quasiato seu acabameulo com urna ha-
bilidade bastante rara, e perseverancia assaz pa-
tritica. A homeuagem maior que devem tribu-
tar os Italianos a memoria desso verdadeiro fun-
dador da sua unidade mostrar que podem pas-
sar sem ello imitando-o.
Praza a Deus que esse doloroso accootecimen-
lo em vez de retardar apresse anda mais a con-
cluso da unidade italiana, para intima unio de
todas as forgas moraes e de todas as energas do
paiz I
O conde morreu tendo preenchido nobremente
a sua carreira. Nasceu em 1809, eatrou na vida
poltica em 1847 com a (undago do joroal o lli-
sorgimenlo, passou a vida parlamentar em 189,
e em 1852 sendo presidente do conselho de mi-
nistros apresenlou a Europa para ser resolvido o
problema dos deslinos do seu paz, e nessa mis-
sao proseguio at o seu derradeiro dia
Sus patria o chora hoje como um dos seus mais
nobres lilaos I
G. M.
ao se podenco*etbar que asaim nao aeja, vista
da repraaentagio da gente mais interessada em
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
SENADO.
SESSAO DE 24 DE MAIO.
Presidencia do Sr. vitconde de Abaet.
A's 11 horas da manha o Sr. presidente abre
a sesso estando preseules trinla senhores sena-
dores.
Lida a acta da anterior approvda.
O Sr. 1. secretario faz a leitura da carta im-
perial que nomea senador do imperio pela pro-
vincia do Cear ao Sr. Antouio Jos alachado.
E' remedida a cornmisso de cooslituigo.
Um requeriuiento de Andr Antonio de Araujo
Lima, offl.ial da secretaria do senado, pedindo
seis mezes de licenga com seus vencimentoi,
visto achar-se doeote e por isso impossibilitado
de comparecer secretaria.A' cornmisso da
mesa.
Um ofQcio do primeiro secretario da cmara
dos deputaios, em resposta requisigo feita pe-
lo senado do requerimento e documentos perten-
cenles ao cirurgio Joaquim Jos Alves de Albu-
querque.A quem fez a requisigo.
ORDEM DO DIA.
Submeltldo votago, por ter ficado encerrada
na sesso antecedente a primeira discusso o pro-
jecto de esposta falla do throno, passa o dito
projecto para a segunda discusso.
Entra em primeira discusso a proposigo da
cmara dos deputados dispensando as leis de
amorlisago afim de que possam adquirir bens de
raiz o seminario episcopal da cidade de S. Paulo,
a igreja de Nossa Senhora da Soledade do Recite,
e nutras.
Vem mesa o seguinle requerimento :
Requeiro o adiamento do projecto al que
se marquem as condignos geraes quo devem re-
gular taes concesses. Pago do senado, 24 de
maio de 1861.Candido Rorges.
E' apoiado e depois de discutido approvado.
Entra em primeira discusso e passa para a
segunda e desta psra a terceira, sem dbale, a
proposigo da mesma cmara approvaodo a apo-
sentaco concedida ao juiz de direilo Joo Mau-
ricio Wanderley, baro de Coligipe, no lugar de
dezembargador, com o ordenado correspondente
ao tempo qne tiver de servjgo.
Entra em primeira discusso e rejeitada a
proposigo da dita cmara dispensando o czpito
graduado do estado-maior Francisco do Reg
Barros FalcSo da restituigo que por descont do
seu sold est fazendo ao ihesooro nacional da
qnanlia de 7719000
Entra em primeira discusso e passa para a se-
gunda e desta para a terceira a proposigo da
cmara dos deputados approvaodo o decreto de
26 de agosto de 1859 que declara ser a penso
de 1:2008000, concedida a D. Joaquina de Mello
e Albuquerque viuva do coronel Francisco
Vctor de Mello o Albuquerque, reparadamente
com suas duas filhas, sem prejuizo do meio
sold.
Sao apprvadas em terceira discusso para su-
bir sanego imperial a seguintes proposicoes
da sobredita cmara: primeira, autorisando o go-
verno para mandar pagar a Frederico Saoerbronn
o o ordenado correapondenle & congrua queper-
cebem os parocbos do imperio ; segunda, appro-
vaudo a aposeotago concedida no lugar de de-
sambargador, e com o ordenado de 1:2389000, ao
juiz de direito o conselhei.ro Angelo Monis da Sil-
va Ferraz ; terceira, autorisando o governo a con-
ceder carta de naturalisago ao subdito portu-
independe
desperlo sem pro pala reas
M
Aa nobres causas
eloquentea I
O parlamento na"b tarda ser encerrado. O paiz
parece nao prestar attengao as discussoes dos seus
representantes : elle edheoe que nao 6 ali que
se pode hoje agitar e .resolver as questes mais
rilaos 1 Votada poii a le do orcameato (ario fia
com o ordenado que lhe competir segundo o tem-
po de servico que Iba (de contado, ao baebsrel
Luis Alves Leits da Oliveira Bello ; quinta au-
torisando o governo para conceder carta de ni tu-
ralisacao los subditos portugueses Maooel da
Costi Abreu e Antonio Jos da Cruz ; a sexta,
approvaodo a aposentago concedida ao juiz sa .
eito 0* fazeada da provincia da Babia Andr todo
com o Sr. Pereira Pinto, e anda ha bem pouco
lempo deu disto exuberante prova em urna repre-
sentago que dirigi ao governo imperial pediu-
do o augmento do pessoal empregado no sexvigo
da barra, prova que da certo nao dara, visto ser
o mais inleressado n queslo, se ella nao fosse
um tributo verdade.
As inforraagops em contrario, dadas ao nobre
senador pelo Espirito-Santo, autor do requeri-
mento, sao suspeitas.de parciahdade, e nao esto
de accordo com os factos.
0 oflicial que ministreu este encarregado do
servico da barra duranle tres annos, e nesse es-
pago de tempo perdaram-se all seis navios, duas
catraias, etc., entretanto que nos dous annos se-
guintes sua sahida daquella cornmisso nao se
deu a perda de neohuma embarcago. Logo,
nao por esse offkial nao ter sido conservado
em tal servico que os sioislros se leem dado,
Quanto ao successo -que ia quasi causando a
perda do Princesa de Joinvillt, preciso reco-
nhecer que este vapor esi em muito mo eslado,
assira como todo o material da companhia lira-
sleira de Paquetes ; se oulro fosse o estado da-
quelle vapor, ler-se-hia safado sem correr o ris-
co que correu, e para o qual nao foi s a falla
d'agua na barra que actuou.
Ha muilo quem desanime a respeito da possi-
bilidade de melhorar a barra do Rio-Grande. O
orador nao entra nesse numero. A' vista dos
trabalhos hydrauiicos que leem dado portos Hul-
la nda e outros paizes da Europa, e se observa-
ran! na abertura do porto de Cherburgo, nao po-
de crer que seja impossivel melhorar aquella
barra quando esta empreza fr tratada por pea-
soas verdaderamente habilitadas.
E' por isso que nao cessar de pedir ao gover-
no que faga continuar os estudos iniciados a res-
peito de to importante assumpto.
O Sr. Jobim declara que nao offereceu este
requenmen'o considerago do senado seno
depois de lerouvido muitas queixas contra o ser-
vico da barra do Rio-Grande. A principio nao
sabia bem a que allribuissse o que aili se passa-
va ; se falta de meios para o bom desempenho
da misso, se a desmazelo e relaxago da irec-
| cao de tal servigo Hoje esl convencido que do-
se ambas as cousas. Os meios materias, assira
como o pessoal, sao insufficeules ; e o Sr. Pe
reir Pinto, que alias seria muito capaz de com-
mandar dignamente urna fragata ou urna oo,
nao serve para dirigir a pralicagem, porque nao
tem as qualidades pars isso indispensaveis, nun-
ca vai barra, oo assisie sua sondagerr., ele.
E' certo que houve essa represeolaco a favor
do Sr. Pereira Piolo ; mas o que quer isso di-
zer ? Nao significa seno que, correado que o
governo mandara retirar do Rio-Grande lodos
os Qiciaes de marinha que l estavam e que vi-
essem para a c6rte, o Sr. Pereira Pinto, que Um
all prenles e amigos, que esl rodeado de urna
familia de alguma influencia, leve muito quera
promovesse entre amigos o ns-abaixo asigna-
dos abonando o servigo da baira o padindo a sua
cooservago no emprego em que est. Mas se se
ouvir os armadores do Rio Grande, outra ser a
a lingujgem que elles empregam.
Deve se dizer a verda Je, O material do servi-
go da pralicagem insulficiente ; coosla de duas
catraias e um bole salva-vidas. A' vista de tal
material, se naufragase o Princesa de JoinvilU,
como se poder a ir em socorro de mais de 200
pessoas que estavam a bordo I A maior parle
dessas vidas ter-se-hiam perdido.
O pessoal tambem nao bom. Os marinhei-
so pucos, nexperieotes do servigo a que se des-
tinam. mal pagos, e demais a mais quasi todos
estrangeiros, desertores dos navios de commer-
cio, qne nem enlendem bem a lingua portugueza.
Como nao sSo bem retribuidos, assira que acho
melhores vantagens pecuniarias, ou servigo me-
nos pesado, abandonam o da pralicagem, qu
anda assim serupre com gente impropria.
Isto pelo que respeita o estado actual. Quan-
to ao melhoramenio da barra, entende que a
nica cousa que se pode fazer, com certeza de
que d um fruclo real, a promptificago de um
porto artificial as Torres. Anda quesemelhan-
te obra cuete quatro ou seis mil contos, parece
que dever ser emprebendida, porque a diannui-
go do grande contrabando, a que se presta o
estado actual das cousas, pode fazer augmentar
a renda publica e compensar aquelle sacrificio.
O Sr. Maooel Feluardo (ministro dos obras
publicas] oo pedio a palavra para oppdr-se ao
requerimento, ao qual, pelo contrario, nao du-
nda prestar o seu voto ; mas julgou nao dever
deixar de aprestar algumas consideragoes a res-
peito do que se tem dito sobra o assumpto de
que se trata.
Este requerimento parece ter sido oTerecido
em coneequeocia do siuistro acontecido ao vapor
Princesa de Joinville ; mas ser este acooteci-
mento um indicio claro de que o servigo da pra-
licagem da barra do Rio-Grande feito com me-
nos zelo e intellegencia ? Pensa que nao.
O Princesa de Joinvillt um paquete q*e;de-
mauda muilo mais agua do que convem que exi-
jan as embarcsQee que navegara para o Rio-
Grande ; bateu no banco, como tiaha batido
muitas oulras veaet, e safou-sa ; mas tova de re-
troceder, porque desta vez senda peior o estado
de cooservago do navio, acbando-se com o fun-
do podre, sollreu eslraogos que nao lhe permitti-
ram seguir viagem. Ora, isto nada prova contra
a pralicagem da barra.
O orador foi informado pelo seu collega minis-
tro da marinha que ha no Rio-Grande toda o ma-
terial de qu carece a pralicagem da barra ; mas
que o pessoal nem sempre safficieot. porque
grande difficuidade achar ali marinheiros que se
prestem aquello servigo O Irabalho ali pesa-
dissimo, a muitas vezes arriscado ; da maoeioa
que, assim que o marubeir acha servigo mais
suave, anda que menos pago, abandona logo
aquelle.
O numero de pralicos o que esl marcado no
regulamento, S ao iasuflicfents, porque nao
precisa estar a sondar o canal durante toda odia;
a altura do banco bao se altera sentvalmeate de
urna hora para outra; e paca conheear-se a agua
que ha na barra nao precisa ealar l, basta estar
ao p da praia : quer dizer que a llura da agua
quemada a cada instante, a que a altura do banco
oo varia de um momento para oulro. Sendo
assim nao necessario, cama, aa seasa, grano
numero de pratices qms sJejam oonsUaiemoQle
a sondar a barra.
Est informad que o oflicial de marinha qne
acha-se testado, servigo daquella barra em prega
o zelo no desempacho ds seus deierea ; s
dem do de 8. Jos 4, inclusives os escravos Luiz
e Anastacio, perlencentes Jos Ruarqae Lis-
Boa- Vista 2; a ordem
aobredrta cmara autorisando o governo para
mandar abrir praga de aspirante a guarda-mari-
nbaa Jote Ignacio Borges Machado.
O Sr. presidente d ordem do dia 27 e levanta
a sesso.
PERNIMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Nao usou a thesouraria provincial da auto-
risago dada pelo Exm. presidente da provincia
para contratar o emprestimo de 12:000000 com
a caixa do patrimonio dos orphos, por quanto
da arracadago do consulado provincial houve
recurso sufficiente para satisfazer igual quantia a
Santa casa da Misericordia,
Na quarta-feira foi visitado o Curso Cora-
mercial pelo Exm. Sr. director geral da instruc-
go publica, que oesse estabelecimento perms-
neceu por tempo bastante assistir as lices da
primeira e segunda cadeira, que se seguem urna
apoz oulra, deixando de ouvir a prelecgo da
terceira, por j ter esta funeciouado.
Nora como essa iostituicao, nao cessa S,
Exc. de anima-la ; a pois que ella liga urna
esperanga, que por certo deve realisar-se por
meio do sua fructicaco vantajosa pira o oosso
commercio.
No mez prximo paseado funecionou o jury
do termo do Bonito, sob a presidencia do Sr. Dr.
juiz municipal Lourengo Jos de Figueiredo, que
concillando o dever com as prescripges da edu-
carlo social, captan o respeito dus respectivos
juizes de facto ; os quaesao mesmo se coufessa n
recoohecioos por ess a deferencia.
Os reos que foram submetlidos julgameolos,
nao deixaro de ser devidamente coodemnados.
Em Garanhuns, de onde temos igualmente
noticias, que chegam ao Io do corrente, corre
de plano que mais um assassinalo, alm dos sa-
bidos, houvera lugar no tooflicto de Aguas Bellas.
A victima assigoalada um sobrinho de Fran-
cisco Aires Machado, ex-director dos indios da-
quella misso, e principal motor desse desgrana-
do acontecimento.
A' cadeia dessa villa no mez ultimo foram re-
colhidos, por ordem do delegado de policia do
termo Baplista Peixoto, os seguintes individuos:
Joo Felippe da Silva, e Antonio Bernardo da
Silva, por terem-se reciprocamente ferido de
maneira grave, Mauoel Ferreira dos Sanios, por
crime de roubo, sendo preso pessoalmeote pelo
delegado acompaohado de urna escolta; Maooel
Dmtas Torres Cabrsl, por antonomasia Manoel
Mulato, pelo crime de lirada de presos do poder
da jualiga, o qual foi posto a disposigo do Sr.
Dr. juiz de direito da comarca, afim de entrar
em jnlgamento, visto j estar pronunciado.
A'tripotago da barcaga Linda, cujo nau-
fragio noliciamos honlem, composta de cinco pes-
soas, pode salvar-se toda, sustenlando-se sobre
o casco da mesma barcaga ; de onde foi retirada
por lanchas expedidas da capitana do porto por
soccorro.
Os navios ancorados prximos foram igualmen-
te prnmptos em acudir ao lugar da catastrophe
com igual fim. i
Sao destituidos de fundamento os boatos,
que tem corrido nestes ltimos tres dias, do des-
armamento da torga e tomada dos presos que sa-
hiram no dia 27 do passado para responderem ao
jury do Aguas-Bellas. Neohuma noticia ha dessa
forja at o momento que escrevemos.
Hontem fuodeou m nosso porto, viodo dos
de sua escala, o vapor Pergsinunga, trazendonos
jornaes.de Sergipe al 28 do passado, e de Ata-
gas at 10 do corrente. Da leitura delles colhe-
mos as noticias abiixo que extrahimos do Diario
do Commercio No primeiro nada occorreu dig-
no de meogo.
No lugar Acari deste termo houve no dia 26
de junho pelas 11 horas da manha um conflicto
que podia ter bem seras consequencias a naose-
rem dadas providencias enrgicas que pozeram
termo a toda a queslo..
a O facto passou-se, segundo nos foi referido,
do modo seguinle :
O subdelegado do districto de Pioca encarre-
gou a Manoel Ignacio de Araujo a policia do lu-
gar denominado Acari, (sem t-lo nomeado ins-
pector de quartairo.) Dizem-nos que este su-
jeito, que foi arvorado era inspector, era inimigo
de urna familia de unsFeilosss, que moram no
mesmo lugar.
a No dia e hora cima designado passsndo pe-
la porta de Manoel Ignacio de Araujo, Jos Fran-
cisco Feitosa, que vioha da rossa com tres filhos
e sua mulher, o agente do subdelegado aob o
pretexto de que estavam elles armados, quiz
preod-los, ajudado por pessoas de sua familia.
Resullou disto um conflicto, no que houve-
ra m nove ferimentos.
Chegando a noticia deste facto ao conheci-
roento do Sr. Dr. chefe de policia, fez este para
ali seguir o Dr. delegado de policia com uma-
forca afim de syndicar do facto e dar aa provi-
dencias que o caso pedia.
No 30 de juuho s 2 horas da tarde ebegou
dessa cornmisso o delegado, que perfeilamente
cumprio a sua mi-so, e fez sete prises. Cons-
ta-nos que ludo ftcou pacificado com essas provi-
dencias.
Hontem (2 de julho) na assembla provin-
cial, deu-se o seguinle facto que o narramos
sem commentario algum.
Tendo a cammisso de policia da casa man-
dado fechar urna porta que d para a escada da
casa da assembla, um Sr. depulado pedio que a
mandasse abrir que quera sabir por ella.
c O Sr. presidente atleodendo ao seu pedido
maodou abr-la.
Depois de ter o Sr. depulado sahido por el-
la e mais alguns outros, fot a mesa interpellada
pelo Sr. dapulado Arislides Lobo para dar a ra-
zo porque assim proceder tomando esta pro-
videncia ; o Sr. presidenta respoodeu-lhe, que
lendo-se eapalhado a boato de que atguos indi-
viduos se preparavam para na discusso do pro-
jecto financeiro d sacatarem a alguns membros,
o sendo a cornmisso do policia encarregsda de
garantir a todos oa membros da dita assembla,
tiaha julgado conveoienie tomar esta providen-
cia. 0 Sr. deputado interpelante nao podendo
mais fallar em vista do regiment da casa, pre-
tendeu fazer algumas reflexes em apartes que
provocando outros, deu lugar a um sussurro as
galeras, tendot-se proferido apoiadoa e n
a potados.
Deu este facto logar a muitas manifestages
antro alguna Srs. deputados, que foram imme-
diatameute aquietados por alguns outros.
a O Sr. presidente suspendeu a sesso, e par-
ticipou o occorrido a presidencia, daado logo as
providencias a seu alcance.
No dia 5 do crvente, no lugar Parees do
primeiro districto da Tracunhem, lermo de Na-
zareih, Jos Moreno da Souza assassioou com
ama pudhaleda ao pardo Jos de Souza.
Foi preso a eet aendo processado.
Poi capturado pela delegada de Nazarelh,
o crimiooso do tersa de Gaianna Laureatino Pe-
reira da Silva.
Foram recolbMos i Casa detengo no
dia 9 do crreme 4 homens e 4 mulneres I sendo
5 liaras e 3 esoravos, a saber: a ordem do sub-
delegado de Santo Aoteaio 1, que a crVoula
Mara, ssertva d Segismundo da Costa; a w-
boa ; a ordem do da
dos Allegados 1.
Foram recolbidos mesma 4 homens a 1
mulher,j8endo 3 livres e 2 escravos, a
a ordem do Dr. delegado da capital 1, a ordem
do subdelegado do Bacila 1, que o crioulo An-
tonio, escravo de orsardo Fernandos Vianea,
a ordem do de 8. Jos 3, inclusive o Afri-
cano Jos, eicravo do teaente-coronel Code-
ceira.
Passageiros do vapor Persinunga, viada da
Macelo e portos intermedios: Domingos da Sou-
za Barros e 1 escrav. Victorino Candido Pereira
Magtlhes, Jos de Mello C. Oliveira, Augusto
C de Oliveira, Joaquim Gomes Pesaos, Manoel
Correa, Joo Pinto, Prei Joo da Virgem Mara,
Francisco de Paula Cavalcaoti de Albuquerque,'
Jos Goncatre da Sirve, Gabriel Antonia a
criado, Flix Bastos Pimenlel e t criado, Pilippe
Paes. Brrelo, Manoel da Silra Santos, mejor An-
tonio Jos de Oliveira Fragata, soldado Manoel
Feroandes de B. C.
Passageiro do hiate brasileiro Sergipano
sahido para a ilhr de Fernando : Francolino dos
Prazeres e sua familia, Miguel Pereira do Valle
esua familia.
MOKTALIDADE DO DIA 11.
Joo Carneiro de Moraes, Pernambuco, 62 annos,
solteiro, Boa-Vista ; catharro chronico.
Isabel Mara da Conceigo, Pernambuco, 2annos,
Santo Antonio; calor ds ligado.
Jos, Pernambuco, 23 annos, escravo, solleir,
Saoto Antonio; dyarrha.
Um prvulo encontrado morto no convento do
Carmo.
Luiza Mara da Conceigo, preta, 70 annos, S.
Jos ; amolecimento do cerebro.
Matadouho publico.
Ma^aram-se no dia 10 do corrente
sumo desta cidade108 rezos.
No dia 1173 idem.
para o con-
CHROmCAJUILUHIA.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
EM 8 DE JULHO
SESSAO ADMINISTRATIVA
DE 1861.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOS.
F. A. DE SOUZA.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Reg, Basto, Lemos eSilveira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sesso.
Foi lida e approvada a acta da antecedente.
EXPEDIENTE.
Foi presente o mappa semestral do trapiche A1-
fandega Velha, e do armazem de deposito de Ma-
noel Ignacio de Oliveira Lobo.Archivem-ae.
Foram aais proseles os raappas semeslraes
do trapiche da Companhia e do trapiche Cunhs.
O mesmo.
DESPACHOS.
Um requf rmenlo de Luiz Amavel Dubourcq
Jnior, corrector, pedindo o registro do cooheci-
melo do pagamento do imposto do seu officio.
Registre-se.
Oulro do corrector Joo Calis, pedindo tam-
bera o registro do sea coobecimento.O mesmo
despacho.
Oulro do corrector Joo da Cruz Macedo, pedin-
do igualmente registro do coobecimento do seu
imposto.O mesmo.
Oulro de Joaquim Rodrigues Tarares de Mello,
salisfazendo o despacho de 8 do correte, para
ser matriculado. Vista ao Sr. desembargidor
fiscal. .
Outro de Joaquim de Oliveira Maia e Joaquim
de Souza Maia, pedindo o registro do seu contrato
social.O mesmo despacho.
Outro de Barroca & Medeiros, apresenlando as
escusas dos dous credores nomeados para verifi-
caren] o balaogo que apresentaram, e pedindo
nomeago de outros. Nomeara os credores o
Novo Banco de Pernambuco, e Amorim, Frago-
so, Santos & Companhia, psra substituirem os
que se escusaram.
Oulro dos mesmos, pedindo providencias para
o caso de nao haverem prsenles credores seus,
era numero e quantia, determinados no artigo
900 do cdigo do commercio para dizerem a res-
peito de sua anterior petigo.Remeltido ao jui-
zo especial do commercio para proceder segundo
entender de justiga ede direito.
Oulro de Frederico Lopes Guimares, pedindo
o registro do conheeiaento de pagamento do im-
posto de seu officio.Registre-se.
Outro de Jos Muniz da Cruz Moreira, pediodo
registro do seu contrato social.Vista ao Sr. des-
embargador fiscal.
Foram tambem com vista ao Sr. desembarga-
dor Gscal os seguiutes :
De Domingos Francisco Tavares, Jos Antonio
Pinto, Beroardioo de Vas-oocellos e Juvenci
Augusto de Athayde, pedindo o lugar de corrector
geral, vago pelo fallecimento de Prudencio Mar-
ques de Amorim.
Com informago.
Um de Lourengo de Freitas Guimares e Jos
Antonio de Freilas, pedindo o registro do seu
contrato social.Regislre-se.
Outro de Lourengo de F. Guimares e Jos
Laureotino de Azevedo, pedindo o registro do
sen contrato social.Registre-se.
Outro de Francisco Antonio de Oliveira, pe-
dindo matricula de Singleurst, Abreu & C-Ajun-
te procuracao.
Oulro de Francisco Ferreira Bailar, pedindo
carta de registro para o brigue Carolina, que
comprara sobadeoominago de Machado.Vista
ao Sr. desembargador fiscal.
SESSAO JDICIARIA EM 11 DE JULHO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
Secretario, Julio Guimares.
A meia-hora, o Exm. Sr. presidente abri a
sesso,, achaDdo-se presentes os Srs desembar-
gadores Villares, Silva Guimares ePerelti e os
Srs. deputados Reg, Bastos, Lemos e Silveira.
Lida, foi approvada a acta da sesso antece-
dente.
O Sr. desembargador Peretti
no feito em que :
Appellante, o bacharel Antonio de Vasconcellos
Menezesde Drummond; appellados, os herdelros
de Joa Henriques da Silva.
E o Exm. Sr. presidente officiou de novo ao
Exm. Qonaelheiro presidente da relacao requisi-
tando outro juiz.
I JtLUAMENTOS.
Appellante, Francisco Jos Germano ; appel-
lado, Eustaquio Gorno.
Sorteados os Srs deputados Reg e Bastos, e
relatado o feilo pelo Sr. desembargador Villa-
fot reformada
Manoel Joarjuim da Fooseca Rosa.
Joaquim Jes Silveira.
do Maooel Gongalves da Luz.
Manoel Ribeiro d Fosseca Braga.
Dr. Jos Leandro deGodoy e Vasconcellos.
SSvVIT '9999^ttmt7'8fc v.
Jos Rufino Coelho. ^^ _^^_^__
Flix Antonio Airea Maacatenhas
Joaquim Pedr do lego Bmoto.
Joo Manoel doa Santos Vital.
Jos Gongalves doa Santos.
Flix da Caoba de Mello losal.
Manoel Ferreira Pinto de Araujo.
Manoel Francisco de Salles,
Jos Meados Salgado Guimares.
Antonio Francisca Collares.
Jos Pereira de Goes.
Augusto Casar Pereira Moca.
Francisco Antonio de Miranda.
Antonio Feroandes de Araujo.
Jos Francisco Pinto.
Jos Antonio de Oliveira e Sil.
Flix Jos de Souza Jnior.
Luiz Antonio Aunes Jacome. -
Dr Jos Honorio Bezorra de Meoezes.
Joo Carlos do Lima.
Francisco de Azevedo Caldas Lima..
Jaaqum Francisco de Melle Santos.
Dr. Manoel Adriano de Souza Puntes.
Maooel Ignacio da Silva Teixcira.
Manoel Jos da Silva Leite.
Torquato da Sitva Campos.
smliaVOlO KVlIClrB JTtrtXOlOe
Pedro Jos Carlos da Silva.
Antonio Norberto doa Santos.
Ignacio Lopes Cordeiro.
Jos Mara Machado de Figueiredo.
Severiaoo Jos de Souza.
Antonio Jos de Vasconcellos.
Manoel Marinho de Souza Pimentel.
Maooel Joaquim Ribeiro.
Alexaodnno Correa Marques.
Publicadas que foram ea multas cima impos-
tas, entrn era julgamnato o processo em que
reo Francisco Jos Martina da Costa Juoior, que
prevou com cerlido ter de idade 19 annos, o
qual fora pronunciado pelo, Dr. delegado do 1
districto (Penoa Juoior) como incurso no art. 26
Io do cod. crim-
O reo fdra acensado de haver vendido Euge-
nio Ayres por 30$ um cavallo que se dizia per-
tencer um serlanejo que o confiara em deposito
Joo Baptisla do Souza.
Foi advogado do reo o Sr. Dr. Joaquim Jos de
Miranda, um dos habis advogados do noss
foro.
Procedendo-se so sorteio do conselho de sen-
tenga, foram escolhidosos Srs. ;
Dr. Jaciniho Pereira do Reg.
Dr. Maooel Alves da Costa Brancante.
Francisco Antonio de Menezes.
Joo Frsncisco Bastos de Oliveira.
Innoceucio Xavier Viaons.
Antonio Seraphim dos Santos Lima.
Leandro Lopes Das;
Dr. Joo Nepomuceno Dias Feroandes.
Joo Cavalcaoti de Albuquerque Lins.
Manoel Jos Rodrigues de Souza.
Miguel Ribeiro Pavo.
Lourengo Nones Campello.
Deferido ao conselho de senlenga o juramento
dos Santos Evangelhos, procedea-se ao interro-
gatorio,' e depois delle leitura integral do pro-
cesso.
Seguiram-se os debates, que duraram por 80
minutos.
Resumida a discusso, foram propostos ao
jury de sentenga os seguintes quesitos :
1." O reo Francisco Jos Martins da Costa
Jnior, havendo recebido de Joo Baplista do
Souza um cavallo em dias de maio de 1860, o
vendeu por 30)000 rs. Jos Joaquim Eugenio
Ayres oo dia 10 do mesmo mez e aono, dando-
Ihe como titulo o papel de venda fl. 4 ?
2.a Existem circumstancias atenuantes fa-
vor do reo ?
Recolhendo-se o conselho sala das confe-
rencias secretas, volta s 2 horas da tarde, res-
ponderlo ao
Io quisito : Nao por 11 votos.
jurn suspeigao
: Prejudicado.
Lidas as resposlas do jury pelo presidente do
conselho (o Dr. Jaciotho Pereira do Reg), o Dr.
juiz de direito lavrou a sentenga, condemnando
a municipalidade as cusas, e absolvendo ao
reo da aecusago intentada.
Sendo a hora pouco adiantada, entra emjul-
gamento o processo em que reo Joo Ferreira
de Souza, conhecido por Bilo, autor do es-
pancamento de Modesto Francisco das Chagas
Cannabarro, e pronunciado por este facto como
incurso oo art. 201 do cdigo criminal pelo Exm.
Sr. Dr. chefe de policia.
O reo tem por seu advogado ao Dr. Antonio
Luiz Cavalcanle de Albuquerque;
Eutrando-se para o sorteio do conselho de
sentenga, o Dr. promotor publico nao faz recu-
seges.
O advogado do reo, o Sr. Dr. Antonio Luiz
Cavalcante de Albuquerque, recusa os reguintes
senhores juizes de facto :
Alexandre Jos de Barros.
Luiz Alves da Porciuncula.
Jos Anlo de Souza Magalhes.
Heculaoo Julio de Albuquerque Mello.
Francisco de Souza Reg Monteiro.
Compoe-se o jury de sentenga dos seguintes
senhoresjuftes de facto :
Joaquim de Paula Lira Flores.
Jos dos Santos Neves Juoior.
Lourengo Nuoes Campello.
Dr. Jorge Dornellas Ribeiro Pessoa.
Joaquim Jos Rjymundo de Mendonga.
Manoel Romo Correa de Araujo.
Urbano Mamede de Almelda.
Joaquim Jos de Lima.
Francisco Jos da Fooseca.
Leandro Lopes Dias.
Manoel Francisco Marques.
Jos Pereira da Cunha Jnior.
Emquaoto se proceda ao sorteiamenlo do con-
selho de sentenga, pedio a palavra o Dr. Borges
da Fooseca (jurado), ponderando que o advoga-
do do reo nao podia fazer a recusago de um ju-
rado, desde que este houvesse tomado assento.
Pedindo a palavra, o Dr. promotor publico ob-
servou ligeiramenle que, emquanto nao era lido-
o nome da cdula immediata, podia ser recusado
o jurado sorteiado, nao devendo influir as re-
cusares o fado material de assentar-seum juiz &
mesa do conselho.
Passado este ligeiro incidente, em meio do
qual o Dr. presidente do jury chamou ordem
os espectadores, proseguio-se ao sorteio, desis-
tindo o Sr. Dr. Borges da Fonteca da intengo de
oppr-se este acto sem razes de direito.
Deferido o juramento dos Santos Evangelhos ao
conselho de sentenga, pedio a palavra o adroga-
do do reo, e offereceu urna excepgo perempto-
res, lol retormada a sentenga appellada.
Appellantes, Antonio Primo Soares & C: e Joo .
Chrysostomo Pacheco Soares ; appellados, Carlos *h'l}?*SX? L i& a^?. ULfS!
J. Astley&Compsnhia. de 1 de setembro de 1860, nao poda interne
'ley & Companhia
Pendente por embargos, foram estes despre-
zados.
PASSAGEltS.
Appellantes, James Ryder & Companhia ; ap-
pellados, Braga A Antunes.
Do Sr. desembargador Silra Guimares ao Sr.
desembargador Villares.
JURY DO RECITE.
3a SESSAO.
Dialt de jullao,
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA
SEGUNDA VAHA CRIMINAL FRANCISCO DOMINLES
DA SILVA.
Promotor puhHco, o Sr. Dr, Francisco Leopol-
dio ie Guan o Lobo.
Escrivo privativo, o Sr. Joaquim Francisco
de Paula Esteve Clemente.
A's 10 114 horas da manha, verifica-se este-
rera presentes os Srs. jurados, e declarada
aberta a sesso.
Continuara a ser multados em 20$ os Srs. jui-
zes de facto, cojos nomes se seguem :
Manoel de Souza Leo Juoior.
Ernesto Corolano da Costa.
Maooel Bellarmiuo Ildefonso Cabral.
Domingos Jos Alves da Silva.
Antonio Nunca de Oliveira.
Jos Antonio Carneiro.
Luiz Beroardioo da Costa.
Francisco Antonio Borges.
Silviuo da Cunha Camello.
Antonio Loiz Caldas.
Joo Luiz da Aodrade Lima.
Antonio Gongalves da Silva.
Manoel Ignacio de Albuquerque Maranho.
Jos Joaquim de Miranda.
Lino Pereira da Fooseca.
Joaquim Jos de Sanl'Auna.
Manoel Luw Moreira d Mendonga.
neste processo a justiga publica representada por
seu orgo, visto como nao se realisara a hypo-
these do flagrante delicio.
Depois de algumas consideragoes produzidas
pelo Sr. Dr. Gusmo Lobo, em ordem demons-
trar que a excepgo nao devia ser recebida se-
gundo principios correles om direilo, o Dr. pre-
sidente do jury resolveu quo cootinuasse o jnl-
gamento, dando os fundamentos de sua deciso,
oa cooformidade do art. 281 do cdigo do pro-
cesso eriminal.
Pediodo a palavra o advogado do reo, recorre
desta deciso para o superior tribunal da relago.
Proseguem os termos regulares do processo.
O escrivo faz a leitura do processo, depois da
qual o Dr. promotor publico produz urna enrgi-
ca aecusago.
O Dr. Antonio Luiz Cavalcanti de Albuquerque
faz a deeza em um discurso bem elaborado.
Seguem-se a replica a trepiica.
Resumida a discusso, o Dr. juiz de direito
prope ao jury de sentenga os seguintes quesi-
tos :
1. O reo Joo Ferreira de Souza, vulgarmente
conhecido por Bilau, no dia 1 de dezembro do
aono prximo passadu fez na pesaoa de Modesto
Francisco das Chagas Cannabarro, no pateo do
Carmo desta cidade, os ferimentos descriplos no
auto do corpo de delicio ?
2.a Estes ferimentos produziram no paciente
grave incommodo de aaude?
3. Estes ferimentos produziram no pacienta
inhabilitago do servigo por mais de um
mex?
4." O reo procedeu com premeditago ?
5. Existem circumatancisi atlenuautes favor
do reo ?
O jury de sentenja, recolheu-se sala da
conferencias secretas s 6 1/2 horas da tarde,
rolla depois de 7 horas, respondoad so
1.* quisito:Sim ; por unanimidad de Tolos,
i. Nao; por 8 rotos.
3. NI; por 8 Titos.


~ SEIT1 fEIHA 11 DI JULHO 01 i|6l:
z
E
4. Sim ; por 7 rotos.
5 o s Nao ; por 7 rotos.
Em villa des decftes, o Dr. jtriz de direito
publico* se* tenga, ceudemnaad o reo i soffrer
a peoa *e 1 taj de priso e multa correspon-
dente 4 metadcdo tempo, como incurso no art.
201 do cdigo criminal, grao mximo.
-LeraoU-s sesso s 7 1/2 horas da (arda.
PUMO DE PERHAMBUCQ-
A noticia que bootem consignamos aciencia
do publico, relativa ao appirecimento de corsa-
rioi oort'americaoos, urna prora de que esse
povo heterogneo, em coja massa ae confundere
elementos to encontrados, procara afinal todos
os meios de reciproca deatruigo.
Coui efTeito, para a lucia em que ora ae debate
essa naco, nao ha nada que Dio seis licito ; to-
dos os recursos, aiode meaaao esse do corso, ca-
jo emprego reprorado pelas naedes cultas da
Europa, sao adcyolams ; e por cooseguinte ei-los
ah j ootreodo os mares no sentido de levarem
a boalidade reciproca aos ltimos limites da
dianidade propria.
Isto todava nos nao admira hoje que os (actos
corresponde m as oossas previsoea ; hoje que. el-
los nos coarncem, que aio era urna pura idea-
lidade o que nos occoiria ao espirito em momen-
tos de reflexo sobre esse aggregado politicamen-
te coohecido debaixo da denomiueco de Estados
Unidos.
8im, quando oult'ora lanzramos s vistas so-
bre esse ponto luminoso do hemispherio ameri-
cano, muitas retes demorando-as no seo pre-
sente, d'ahi eramos ao depois levados ioseosi-
relroenle a vislumbrar-lne n'um canto do hori-
sonte do seu futuro urna nurem negra, que ca-
hiria a seo tempo, accorretando-lhe o obscureci-
uiento.
Essa opinio, esse juizo porem nao era arbi-
trario ; lioba (andamento ja na imprudente me-
dida de harer considerado aquelle poro pelo de-
curso muilos annoa comocidado a todo o indi-
viduo qoe pisasee o seu territorio, qulquer que
fosie o motivo de expatriago ; ja na impossibili-
dade effectira e resultante da mnsma natureza das
cousas, de permanecer ou subsistir unida por mui-
to tempo urna populacao mixta, oriunda de poros
ititeiramente diversos, e formada at de raras tra-
dicionilmente inimigas.
Com tudo, acezar d'esses germens destructi-
vos, a ambico de grandeza que attrahia essas ra-
C3s, pode at hoje tambem sustentar-se a forrado
cohoso entre ollas ; \e d'ahi a produeco do pbe-
oomeno de engrandecimento rpido que co-
ohecido. Has urna vez attingido esse alvo, urna
vez que cessou o estimulante pela consecujao da
desejada eleracSo. esta mesmo facto produz agora
a causa originaria da desuoiao d'e3ae povo mobil,
que parece nao poder permanecer quieto oem
mesmo na fruigo dos gozos socues, que a gran-
deza nacional lhe permute.
Esse exemplo, pois, muito dere servir ao Bri-
sil, cuja populacao est hoje muito melhorada
com a extincQ&o formal do traQco, e que apenas
conta meia duzia de colonias estrangeiras em seu
aeio.
E' umalico pratica que nos dere indicar o ca-
minho futuro, para chegarmos a grandeza mais
solida, bem que o espago seja mais longo ; visto
que mais nos conreo) dez milhoes de habitantes
morigerados do que o duplo delles |com princi-
pios e caracteres diversos, decorrendo por tanto
d'ahi a necessidade ou obrigacao moral e poltica
de irmos escolher a emigrarlo para nos entre po-
ras europeos, cujos costumes, religio e carcter
mais se adjectivem ou aproximen) dos nossos.
Dessa uniformidade ou assimilago nascer a
concordia, e d'esta a prosperidade publica.
Communicados.
A PECCAORA.
O distioclo emprezario do Santa Isabel deu ao
publico um melodrama da escola moderna, que
j conquistou as sympathias do publiao. Afora
os escrpulos de urna demasiada susceptibilidade,
o melodrama a Pecadora sem nota que o des-
doure. Elle retrata em traeos delicados a rida
estragad das nymphas de Hurard, e lypiGca ao
mesmo tompo a passibilidade de urna perfeita re-
generacSo d'alma pelos castos impulsos do amor.
Dir-se-hia que o autor muito se deixara impres-
sionar no tocante qualro da Dama da! Camelias,
cuja feliz creaco iuspirou Virdi as mel lias da
Traviata.
Marin, essa dama applaudid pela turba in-
sensata dos elegantes, e que, tomando depois o
?orne de Mara, fez-se a espoza casta e virtuosa
do honrado artista, o graraior Aodr Esteres,
deslaca-seno fundo doquadro como um feliz ar-
remedo da Margarita Gaulier.
O enlace da acQo 6 desennado em to inextr-
carel iabyrinlho de enredos, quedir-se-hia im-
possirel o triumphoda irtude. Entretanto o au-
tor recorre um grande appello, e salra a sita-
cao quaodo menos para esperar.
Sem nos fazermos cargo de o demonstrar, po-
demos assegurar ao publico que se deleita com o
thealro : Eis-ahi um verdadeiro melodrama aca-
bado por mo de raestre. Variedad, natureza e
sen ti meato : ludo ah se encontra de maos
dadas.
Cabe aqui lourar a empreza pelo zelo acurado
com que preparou e eosaiou o mise en scene. O
apparatoso da aeco nao foi poupado, por mais
-ctistoso que parecesse.
A scena da baile de Murard, frequeniado por
um grande numero de mascaras, trajaodo com ri-
queza, gosto e rariedade, nao podia sentir melhor
effeito. Realmente encantou a rista, e deleitou
o espirito dos amadores. O que mais se pode
exigir?
S. A.
acreicentou outra*palarts,l de que se nao re-
corta o nosso informante, mas que demonstra-
ra o proposito de ridiculariaar a autoridade.
Nao obedecende o|Sr. Lopes as admoeelacoes do
Sr. delegado, continnando aa mesma posico a
provoca-lo, recebeu ordem de priso daquella
autoridade, e em um estado pouco agradavel foi
rechinido ao quartel de polica. Alguas amigas
do Sr. Lopes, sem ieseoahecerem a boa razio
qoe assutiaa* delegado ara decretar a priae,
empanharam4eom todas aa toreas para que o
uelea^o o raairtasse per m liberdade logo ao
amanhecerdo da, aflm de poupar-lhe a vergo-
nha da divulgado do motivo de sua priso, alle-
gando algum dsses amigos, qne o Sr. Lopes nao
tere na occasio cousciencia do acto que prati-
cara.
O delegado cedeu, e maodou pdr o Sr. Lopes
m liberdade.
A nosso rr, o Sr. delegado nao procedeu bem
cedendo aes pedidos dos amigos do Sr. Lopes.
Dere-lo-hia ter conservado em priso para ser
processado pelos criase previstos nos arts. 128 e
i& 5# combinado com os arU. 238 2o e 238
do cod. crim.
Nao descobrimos no procedimento do Sr. dele-
gado outra censura.
O que quera o amigo do Sr. Lopes que fizesse
o Sr. delettado 1
Que applaudisse a gaiaticc do Sr. Lopes, dsse
e braco a dama, que com elle daosara, e juntos
bailassem, pouco se importando com a digoidade
do cargo que oceupa.
Tslrez asaim desojaste.
Continua o Sr. delegado a portar-se como ae
tem portado, que ter sempre por si a opinio
publica, e bem merecer a conanQa das autori-
dades superiores.
Recite 11 de julho de 1861.
Juttus.
Sabraetto-me a melhor juizo.
Eacriptorio na ra estrella do Rosario o. 24,1.*
andar, 1 de julho de 1861.
Dr. Aprigio Guimares.
Proporta.
A sim-ples asiignatura do saccado exarada no
corpo de urna lettra de trra conatitue o saccado
na obrigacao de paga-la como se expressamente a
acceitisse ?
Segundo o art 425, aa lettras da trra alo em
tudo igoaes s lettras de cambio, com a nica
difieren? de serem paseadas, e acceitas na mes-
ma provincia.
Ora, ae o art. 394 exige, qoe o acceite seja pu-
ro, e concebido nos seguiotes termesacceilo
ou acceilamuse ae pelo art. 427 applicarel a
lettras da trra tudo quanlo se eatabeleceu 6 res-
peito das lettras de cambio, visto, que a sim-
ples assignatura do saccado, sem a declaradlo do
acceite, nao constitue o mesmo saccado na obri-
gacao de pbga-la, como se expressamente a ac-
ceilasse.
E' o meu parecer.
Recife, 3 de julho de 1861.
/. J. 4a Fonteca.
Jersey 55 das, brigue ioglez Mary Ann, de 390
toneladas, capito Flix Asplet, equipagem il
carga trilho de ferro; a ordem.
aos taidos no mamo di.
Para, hiate nacional Rota, capitn Antonio Fran-
cisco de Oliveira, carga estucar e mais g-
neros.
Par', brigue escuna nacional Graciosa, capito
Joao Jos de Souza, carga assucar e ootros
gneros.
L sbda, patacho portugus Noria, capitio Manoel
Rodrigues Aires, carga assucar e mais g-
neros.
Una de Fernando, hiate braaieiro Sergipano,
emita j Hearique Jos Vielra da Silva, carga
differentes gneros.
J------------
co

floras.
Publicaijoes a pedido.
e
B
COMMEMORAQO.
Ao Infausto passamento do meu
bom amigo Joao Martins dos
Santos Cardoso,
DEDICADA A' SUA F.XMA. VIUVA.
Desejaramos guardar silencio sobre a oceur-
rencia harida na ooite de 7 do corrente, entre o
Sr. Jos Joaquim de Almeida Lopes e o Sr. de-
legado de polica do 1 districto o Dr. Amaro
Joaquim da Fooseca Albuquerque. A posico
social do Sr. Lopes, o seu estado de casado", o
lugar aonde o fado se deu, a qualidade da mu-
lher que na occasilo do conflicto linha o Sr. Lo-
pes pelo braco, o quasi desarranjo mental em
queomesmoSr.se achara, pedia que osseus
amigos procurassem cobrir com espesso reo esse
acto de fraqueza humana.
Nao o quizeram assim, julgando que com a
{mblicaco do facto succedido conseguiran! des-
moralizar a autoridade que procurou manter a
diguidade de seu cargo, em occasio que excrcia
as fuocc5es delle.Eoganaram-se completamen-
te, e muito mal, em rez de bem, Qzeram aoseu
amigo.
Bem informados do que se passou, ramos nar-
rar o facto, para que arista das circumstancias
que o acompanharam, possa o publico firmar o
seu juizo, e fazer Justina a autoridade policial,
acensara de estonteada, verdadeira faluidade de
casaca bordada.
Sabe toda esta eidade qual o genero de direr-
timento e qual a qualidade de pessoas que fre-
quentam os afamados bailes do Neres no salo
do CeS de Apollo.
Sabe igualmente que de scenas de escndalos,
que de rerdadeiras orgias all se tem pralicado.
Al fados de tentativa de morte se deram, que
brigaram a autoridade policial a dirigir para all
toda a sua atteaco.
O delegado da capital foi o encarregado da
polica daquelles bailes publicos,=:e com tanta
circumpec;o, prudencia e energa se tem hari-
do. que conseguioat oerto ponto plantar a or-
dem, o moralidade posiirel em diverlimentos de
eemelhante genero.
O porte serio e grara que taca.lugares eos-
turna apresentar o actual delegado, tem encom-
uiodado certos individuos, que nao gostam del-
le, ou que The inrejam a posigio.
Na noite do dra 7 do correte estando o dele-
gado no salo do referido baile do Noves, danca-
va o Sr. Jos Joaqaim de Almeida Lopes eom
ama mereUizde- nome /anoco,moradora em oaea
lo director de baile ; e fiada a quadrlha oonti-
nuou com ella a paesetar, o passano junto ao
delegado paran rom er de Bombara, e bateado-
Ote no hombro disse :4deu meu doulor, tomo
vai ? e foi, como qoe atuendo a muiber, que
-a>eio braco conduzia, para cima do delegado:
-ate, eom toda a delicadeza, lhe responden O
muhor*m Um famUtridade migo, fwira
GMUer.tt. m
O Sr. Lepra era voz deretirar-M, coounuou oa
mesma posico, e wpetio a saudaco.
O delegado irritando-ee docLaroujm se elle
se nao oaanresee, o mwdtrii retirar de- raiao.
?' eata obeervecao reUmsuio o ak. Lepestato
dt retirar i tomvtrta-^par estar coro o, cosaca
Mordwa moa dama de ser loo bom tomo cta
A mo da morte descarnada e fra
Viraz corpo tocou,
E um soffrer doloroso, arduo, pungente,
Sobre o leito o prostrou.
No cometo do mal, era a esperance
De lodos o alimento ;
Mais tarde, oh quo acerbo nos punga
Seu grave soffrimento!
Eram em toroo do christo enfermo
A esposa, os filhos seus,
Seus prenles e amigos, que, em silencio,
Supplicavam Dees l
Elle era um ente caro a todos esses
Que afilelos divisara,
Urna alma anglica, em nrtudes forte,
Que com a dr lutara.
Iouleis sao os meios que a sciencia
Solicita empregra:
Campea a morte com sioistro aspecto,
A campa se escaocra.
Inspira horror o estado lastimoso
Do pobre que sofTria :
Noro esforco a sciencia quer se tente,
Extremo em demasa.
Da terna esposa, dos filhinhos tenros,
Dos pareles e amigos,
Lacrimoso se aparta, e sobre os mares
Vai correr mil perigos.
Defeito, aps crueis raarlyrios, tantos
Qoe rasgara-lhe as entranhas,
Bem distante dos mimos da amizade,
Morre em plagas estranhas.
Ao sopro de tufo enrairecido
Chega a ora fatal.
Sinistro abalo mais de um peito opprime :
A dr sem igual I
Chora-o a metade cara de sua alma,
Que tudo ento perda.
Lagrimas tristes derramando frvidas
Em mortal agona I
Lamentam-no os pareles, os amigos,
Em pungente quebranto 1
Tudo magoa o tristeza acerba e dura,
A dr, o luto, o prantol II....
Oh I quo funesta e lgubre esta scena,
To triste e amargurada I
Como Dea nossa alma, contemplando-a,
De dr aniquilada I
Has forc, derer nos resignemos
Aos designios do co :
S se pode existir eternamente
Da rida r6to o reo.
Quando aquelle que passa, como a sombra
Que mitiga o calor,
Foi na rida terrena um justo, um santo,
A morte um favor.
Propostm.
A simples assignatura do saccado exarada no
carpo de urna lettra de Ierra constitue o siceado
oa obrigacao de paga-la como ae expressamente a
acceitasae?
Embora o cdigo do commereio no art. 423.
dispooba que s&o garantes solidarios, e co-ros
debendios que aaccsm, autorisam o saque, en-
dosso, ou acceito de latirs aercaolis, todava
obvio, que essa garanta e abrigago esto su-
bordinadas as especiaos regraa Ciada* no mesmo
cdigo, e nao sao arbitrariamente.
Tal por exemplo, ao caso veriente a obriga-
c.110 resultada ao aaccado, que langa somente a
sua assignatura, em urna lettra, sem accresceo-
lar a palanaacceito ou acceitamos na coofor-
midade do art. 394 do mesmo cdigo, e e data,
arl. 395.
De feito, ae o dito cdigo impoe no art. 371 ao
aaccado a obrigacao de acceitar a lettra ; no art.
373, fixa as coadices do acceite condiccional,
puro, ou restricto no arl. 394 in fine estatu o
efietto do endosso falso; no art. 398 fixa a deao-
brigaco do pagamento de urna lettra que se nao
appresenta com o previo acceite, emlim no art.
400 figura a nica bypelhese do saccado pagar
urna lettra. que nao aoceitra, eonsequeule, e
lgico, que a garaalta, e obrigacao do aaccado a
resulta da solemoidade substancial do seu acceile
e porisso sema preexistencia delta se echa iseu-
to do respectivo pagamento.
Assim pens, e quero, salvo melhor juizo.
Recife, 6 de julho de 1861.
Dr. Antonio dt Vasconcellos A7.de Drumond.
Ra do Imperador n. 43, Io andar.
N. B.Sobre a questo de que trata a presen-
te proposta pode-se consultar Pardessus, Direito
Commercial n. 366; Noguier Lettras de cambio,
pag. 149, onde rem citado o Aresto do tribunal
de Gayenna de 13 de marco de 1827 ; Riere,
repelieres sobre o cdigo oo commereio fraocez,
pag. 246; Ryon, commenlario ao cdigo do com-
mereio [ranea onde rem citado o Arest. de 6 ae
abril de 1823 ; risconde Cayrs, principio de di-
reito mercantil, trat. 4 cap. 27 e Souza Pinto di-
reito cambial Brasileiro 214,
en
a
M
S
o
Lthmosphera
Oirsceao.
Intensidad!.
I
2 CO ' I Fahnnhiit. H M e
14 * 1* lo M > 00 Ctntigrado. ai 3 p
3 4 -4 en 53 Hygrometro.
o e O O | Citttrna hydro-o mtrica.
E para constar se mandn affixar o presente e
publicar pelo Diario,
Secretaria da thesouraria prorincial de Pernam-
buco6 dejnlho de 1861.O secrelario.
atonio Ferreira d'AoauncilQo.
)eclaracoVT
a
s
00
8 2
o
co
p
13
)S p i
en
eo
i Fronte*.
Ingles.
vento fresco do SE
e assim
A noite fresco,
amaoheceu.
0SC1LACAO Da MAR.
Preamar as 6 h. 30' da manha, altura 6,6 p.
Baixsmar as O h 42' da tarde, altura 1,2 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 11 de ju-
lho de 1861.
Romano Stepple,
1* lente.
Sditaes.
O IIIm. Sr. iospeclor da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico para coubecimenlo ]
dos interessidos o art, 48 da lei provincial n.
51(1 de 18 de junho do.corrente anno.
Art. 48. E' permittido pagar-se a meia siza conselho, s
Cprreio geral.
Existe na admioistraco do correio desta eida-
de ana revista civel da relaqao de Rio de Ja-
neiro, em em que recorrentes D. Francisca Br-
relo de Jess e outros e recorridos D. Anoa Rosa
Martins e o drogado Eduardo Jos de Moura co-
mo curador da preta Romana a seus filhos, que
ra remeiiida pelo escrivio Campeilo de Almeida
para ser entregue ao secretario da mesma rela-
5ao, a qual deixou de seguir por falta de sello.
Gaixa filial do banco do Brasil
em Pernauabuco.
Por ordem da directora e em cum-
plimento do disposto no ari. 4- do de-
creto n. 2685 de 10 de novjmbro de
anno indo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das notas de 20.$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861-O secretario da directora
francisco Joao de Barros.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para foraecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para fornecimento dos depsitos do artigos b-
licos das provincias de Alagoas, Parahiba e Rio
Grande do Norte.
800 corados de chita para coberta.
3430 raras de brim branco.
1715 varas dealgodozinho.
Alagoas.
100 bonets.
100 grvalas.
100 mantas de la.
Parahiba.
208 bonets.
208 grvalas.
208 mantas de la.
Rio Grande do Norte.
189 bonets.
159 mantas de la.
Para o forte de Pao Amarello.
1 livro com 200 folhas de papel atmac.0 pauta-
po cujo formato seja de meia folha.
2 castigaos de lalo.
1 p de ferro.
Quem quizer rendentaes objeclos, aprsente as
uas propostas em carta fechada, na secretaria do
10 horas da mauba do dia 12 do
Afogdos, 7 de jolho e 1861. O subdelegad*.
Jos Francisco Carnniro- Mooteiro.
Pela delegacia da riUa de Garantaos- foram
apprehendidos do poder do diversos ladroes, os
animaes seguales : um careHo alesio tostado,
com um caaco defeituftso, e ama pelladura sobr
o quadril direito ; um dito ruco-, com principio
de pedrez pela eabeca ; 1 dito ruco cardo, prin-
cipiando a alvejar, o qual Irazia um chocalho
com corrente de ferro ao pesclo; um dito ruc,o
pedrez, pequeo e relho ; 1 dito castanho rcr-
raelho, pequeo e bom an-iador de baixo a meio ;
lfdito alasSo castrado, relho o achacado ; as pes-
soas qne ae julgarem com direito aos referido
animaes, alguna dos quae suppde-se terem sido
furtados na provincia de Alagoas, apresentem-se
pirante esta delegacia competentemente docu-
mentados para lhes serem entregues.
Delegacia da rilla de Garanhuns 29 de junho
de 1861.Antonio Baptisla de Mello Pfixoto.
dos eacraros comprados em qulquer tempo an- j corrente mez.
tericr a data da presente lei iodependentc de | Sala das sessoes do conselho administratiro,
revalidacao e mulla, urna rez que os deredores para fornecimento do arsenal de guerra, 5 de
actuaes este imposto, o fagan) dentro do exerci- 'julho de 1861. Bento Jos Lamenha Lins,
COMMMfcClO,
Caixa Filial do Banco do
Brasil em Pernambuco
A directora em rirtude do aviso de 8 de ju-
nho prximo passado, declara que ica prorogado
por mais 60 das o prazo marcado pelo art. 4 do
decreto n. 1686 de 10 de norembro do anno lin-
do, para a substituicao das notas de 20$ da emis-
sao da mesma caixa, o qual linda em 19 de se-
tembro rindouro.
Caixa Filial do Banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.O secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferreira.
aVIfandega.
Rendimento do dia 1 a 10. 204:49i970
dem do dia 11.......19.051JH5
ci de 1861 a 1862, os que nao o tizerem ficaro
sujeitos a revalidacao e mulla em dobro, sendo
um terco para o denunciante. A thesouraria
M annunciar por edital nos primeiros 10 dias
de cada mez a preseuieiisposiQo.
E para constar se maodou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria prorincial de Per-
uambuco 8 de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'Aonunciago.
A cmara municipal desta eidade faz publico
para conhecimento dos seus muoicipes, e espe-
cialmente do corpo eleiloral, que o Exra. presi-
lente da provincia lhe communicou, que, em
rirtude do 1 do art. 24 da lei de 12 de agosto
de 1834, convocar a ora assembla legislativa
provincial pra reunir-ae na prxima sesso or-
dinaria de 1861, e que designara o rembro rindouro para nelle se proceder a eleico
dos seus membros ; devendo o primeiro districto
dar nove nipmuros da assembla legislativa pro-
rincial, conforme dispe o art. 2 do decreto n.
2633 de Io de setembro de 1860. Pago da cma-
ra municipal do Recife em sesso de 1 de julho
de 1861. Luiz Francisco de Barros Reg, presi-
dente.Francisco Canuto da Boa-viagem, official
maior servindo de secretario.
223:5165085
Movlmeuto da alfaiidega.
Volumes entrados com fazeadas..
> > com gneros.
Volumes
a
aahidos
>
com
com
fazendas..
gneros.
64
303
------367
166
50
------216
Sim, a cora de glora, que rirtude
Por Deus destinada,
Lhe adorna a fronte rutilante e bella,
Na celeste morada.
Suslai o pranto amargo, almas sensireis,
Nao mais um ai de dor ;
Por vos elle, prostrado, agora pede
Do universo ao Seuhor.
Recife.il de julho, 1861.
F. de P. e Silva Las.
Urna questo de direito commercial.
Propotta.
A simples assignatura do saccado exarada no
corpo de urna lettra de trra constitue o saccado
na obrigacao de paga-la como se expressamente a
acceilaise ?
Respondo pela negativa.
art. 394 do nosso cdigo commercial conten
idntica disposico a do art. 122 do cdigo com-
mercial fraocez: quer acceito escrpto e assigna-
do no corpo da letira. E assim como o acceito
depois de assignado oo p le ser retractado,isto ,
assim como o simples eecripto]do acceiete, sem a
assignatura, nao importa acceite, a simples as-
signatura, sem a palarca, que o nosso cdigo
manda, que aa escreva, nao acceite.
Por outra: ''assim como o simples escrpto do
acceite, aem assignatura, nada ral, embora ae
pro ve ser a lettra do puubo do saccado, a simples
assignatura, sem a palarra sacramental do cdigo
nao importa acceite.
as legislares regidas por principios mais
ampios, que admitem o acceite em separado,-ou
a simples proraesea verbal, como a inglesa, um
acceite ftascoodigoes da eroposta estara perfeito.
O nosso cdigo, porosa, (art. 392, segunda porte)
exclqe que a promesas de acceite ralba acceite ;
e pois, o naso da proposta oo pode ser regido
pelos piHicipies ampios de cultas legislaofies que,
como a ingiera, coatam ate o acceite rerbal e
indirecto mesmo.
O nosso cdigo, que. no caso de lettra passada
a dias ou mezes de rista com acceite oo datado,
manda protestar, e nao faz como outras legisla-
res, que teem por ralido o acceile, e mandar
contar do tempo do saque o praso do renciroenlo
est risirelmeote regido pela formula sacramen-
tal do seu art. 394, e a assignatura em questo
nao constitue acceite, como nao i-ta-hia o ac-
ceite eteripto e osiiirnaio, que viu no corpo da
lettra. ; I
Em concluio :
A simplesaeaigoatora, de que falla a proposta,
ao constitue o eacead aa obrigecae de pagar
comoaccetWate. Eoteado, que oacceile falso,
e portador tem o recurso da spgnnda parte do
art. 394.
Descarragam boje 12 de julho.
Barca inglezaColinamercaduras.
Brigue ioglezSpycarro.
Barca inglezaSarahfarinha.
Rrigue portuguezConstante mercadorias. -
Brigue inglozReliancearroz e louga.
Polaca hespanholaEsmeraldacarne de char-
bue.
Polaca hespanholaIndiadem.
Importar*).
Vapor nacional Persin unoo, vindo de Macei,
manifestou o seguinte :
3 csixas fazendas e miu dezas ; a Joaquim Soa-
res Brando.
1 dita drogas ; a Jos da Cruz Santos.
50 latas oleo de ricino, 59 caixas charutos;
a ordem.
E.viortaeao.
Dia 10 de julho.
Polaca hespanhola Despejada, para o Rio da
l'rata, carregaram :
Amorim Irmos, 234 barricas com 1,890 arrobas
e 24 libara de assucar.
Brigue brasileiro Alaria & Alfredo para Mar-
seiba, carregaram :
Carvalho Nogueira & C., 600 sacos com 3,000
arrobas de assucar.
Brigue francez Belty, para Marseille, carre-
garam:
Aranaga Hyjo & C, 800 saceos com 4,000 ar-
robas de assucar.
Brigue brasileiro Olinda, para o Porto, carre-
garam :
Balihar& Oliveira, 34 barra com 1,364 medi-
das de mel.
Barca hespanhola Maa, para Valparaizo, car-
regaram :
Viu va Amorim & Filhos, 400 saceos com 2,400
arrobas de assucar.
Batea portuguesa Formosa, para Lisboa, carre-
garam :
Francisco de Assis Brito, 400 saceos cem 2,000
arrobas de essucar.
Feliciano Jos Gomes, 200 saceos com 1,000 ar-
robas do dito.
Domingos Rodrigues de Aodrade, 74 couros
salgados com 2,072 libras.
Galera france/a AddU, para o Havre, carrega-
ram :
Tisset Freres, 1,932 couros salgados com......
75,192 libras.
F. Ssuvsge, 1 pacote com 1,100 charutos.
Cals Irmos, 104 saceos com 520 arrobes de
assucar.
Augusto Pialo de Lemos & C, 200 saceos com
1,000 arrobas de dito.
Barca ingleza Ganges, para Falmoulb, carrega-
ram :
Krabbe Whately & C,,. 315 saceos com 1,575
arrobas de assucar.
Ueee hedor ia efe rfisndsan nter uas
gTaaejsi de Pernambueo
Rendimento do dia 1 a 10. 13:361*406
dem do dia 11. 1:40811
Joo Biiptisia de Castro e Silva, commeodador da
ordem da Rosa, e inspector da thesouraria de
fazenda de Pernambuco, por S. M. I., que Deus
guarde.
Fago saber a todos os habitantes desta provin-
cia, que era rirtude de ordem circular do the-
souro n. 39 de 4 do corrente mez se substituiro
nesla thesouraria, s horas de seu expediente, as
notas de 100* e 200* da Ia estampa, papel bran-
co. Esta substituido se realisar desta data ao
Qm de dezembro ueste anno ralor por valor ; do
Io de Janeiro de 1862 porm em diante se far
ella com o descont legal de 10 por cento em ca- j
di mez, de modo qne no 1 de outubro do dito
anno de 1862 nao tero mais ralor algum as re-
feridas notas.
Thesouraria de fazenda
junho de 1861.
Joo Baptista de Gsstro e Silva.
O Hita. Sr. inspector da thesouraria prorio-
clat, em cumprimenio da ordem do Exm.Sr. pre- '
sidente da provincia, de 28 de junho prximo '
Ando, manda fazer publico que no da Io de agos- I
to prximo futuro, peraote a junta da fazenda da
mesma thesouraria, se ha de arrematar, quem;
por menos fizer, a obra a fazer-se com o corte da
barreira do alto da Uarcola, avahada em ris
4:290g000.
A arrematago ser feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob ss
clausulas especiaes abaixo declaradas.
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel rogal secretario interino
Directora geral da iastruc-
co rublica.
Fac,o saber a quem convier, de ordem dolllm.
Sr. Dr. director geral, que se acham ragas as ca-
, deiras deinstrueco elementar do l.gro do se-
' xo masculino de Una, S. Vicente, Buique, Santa
Mara da Boa-Vista e Ourcury ; pelo que sao as
mesoias cadeiras postas concurso, marcando-se
o prazo de 30 dias, a contar da data deste, para a
inscripeo e processo de habilitado dos opposi-
tores. na forma das insUuccoes de 11 de junho
de 1859.
< Secretara de iostruccao publica de Pernambu-
co 6 de julho de 1861 O secretario interiuo,
Salvador Ilenrique de Albuquerque.
Directora geral da instruccao
publica.
Fafo saber a quem convier, de ordem do Illm.
Sr. Dr. director geral, que se acham vagas as ca-
deiras de instrucqo elementar do 1." grao do se-
I xo femenino de S. Fr. Pedro Gongalves do Reci-
fe, de Santo Antonio do Recife. Iguarais, Seri-
uhem, rilla de Garanhuns e Caruar; pelo qne
s&o as mesmas cadeiras, postas concurso, mar-
cando-se o prazo de 30 dias, a contar da data
deste, para a inscripeo e processo de habilitado
das opposileras, na forma das instrueces de 11
de junho de 1859.
Secretaria da instruccao publica de Pernambu-
co 6 de julho de 1861.O secretario interino,
Salvador Ilenrique de Albuquerque.
Santa casa de misericordia do
Recife.
A Illma. junta administrativa da santa casa
de misericordi do Recife manda fazer publico
que no dia 11 do corrente, pelas 4 horas da tar-
de Pernambuco l de' de> na sals de 8Uas sessoes, ir praca o forne-
cimento de pao e bolacha, que houverem de con-
sumir os estabelecimentos de caridade do dia da
arremalaco a 31 de dezembro do correte anno.
Os pretenderles dirijam suas propostas em carta
fechada no dia e horas aprazados.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recife 5 de julho de 1861.O escrivo.
F. A. Caralcanti Cousseiro.
Santa casa da misericordia do
Recife.
A Illma. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife manda fazer publico aos
seohores irmos instaladores que ainda nao pa-
garam as respectivas joias, e que nao o fizerem
S0C1EDADE B.UCAMA.
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Sacam e tomam saques sobre as pravas d Ria>
de Janeiro, Marenho e Par.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
Reentrada da actriz a Sra D. Isabel Maa A'u-
nes, que se acha contratada por esta
empreza.
. 20a RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbado 13 de julho..
Subir scena o interessaote e muito applaudido
drama em 5 actos e um prologo, escrpto pelo Sr.
L. A. Bourgaio, autor, do Hosteiro de Sanl'Iago,
Luiz de Cames, Casa Maldita e outros,
PEDROCEIH
QUE JA TEVEE ACORA N\0 TEM
PERSONAGENS.
Pedro................. Germano.
Lou renco............. Vicente.
Padre Mena.......... Valle.
Joo Gonealves...... Nunes.
Manoel Ribeiro....... Leite.
Traocozo.............. Baymundo.
Serapio.............. Santa Rosa.
Aodr................. Teixeira.
Malinas.............. Campos.
alaria ................. D. Isabel.
Josepha.............. V. Anna Chaves
Maranna.............. D. Jesuina.
Thereza.............. D. Carmela.
Malvina............... D. Leopoldina.
Convidados, soldados, etc., etc.
Porto.Reinado de D. Jos I
Terminar o espectculo com a nova comeiii
em um acto,
sidos de cirruagem.
PERSONAGENS.
Chabourl, medico.... Raymundo.
Osear Duresnel........ Vicente.
Morel, cocheiro...... Teixeira.
Molot, amigo de Cha-
bourl.............. Campos.
Hortencia, mulher de
Chabourl.......... D.Carmela.
Palmira, sobrinha..... O. Anna Chaves
Carlota, creada........ D. Jeseioa.
ComoQr s 7 ', horas.
GRANDE
E
Extraordinario
baile
\
NOS
As pessoas que se p opozerero a essa arrema- dala deIle"t 30 di ue ,^ro eliminados de
cao compareQam na sala das sessoes da refena conformidade com 0 officl0 da presidencia,
junta, no da cima mencionado, pelo meio da j Secretaria da santa casa da misericordia do Re-
e competentemente habilitadas.
E para constar se maodou aullar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 4 de julho de 1861.O secretario.A.
/'. da Annunciacio.
Clausulas especiaes para arrematago.
Ia. A obra ser principiada 15 dias depois da i
arrematago e concluida no prazo de 4 mezes. |
2*. O arrematante quando teoha de entregar a
obra, apreseotar o leito da estrada, em estado
Kfeito, tendo cuidado em que nao desappareca
amada de trra renos*, com que feita a su-
14:77ljei7
Consolado proviaeal.
Rendimento do da la 10.
dem do dia 11.
55.3oS16
3:384*862
58:7079878
MeTtmenfodaporto-
Navios atUrado no dio 11.
.De Macelo e portes intermedios, em 40 horas 9
vapor nacional Persinunga, commandante
Manoel Rodrigues dos Sarrios Moara, de 423
toneladas e tp\ de equipagem.
Araesterdan 44 diHa, escuna'holandeta rctHo fe,
de 97 toneladas, oplro 'G; G. Bo#*>nldt,
equipagem 7, carga papel e outrn-generas ; i
Brandar a Brasdis.
que
prfida superior do mesmo leito; e bem assim
que os rallados fiquem completamente desobs-
truidos, e com a profuodidade e largura que lhe
indicar o engeoheiro.encarregado da obaa.
3. A superficie do talude Picar com estado
perfeito, formando um s plano, e se acontecer
que quando a escaraco chegue ao ponto deter-
minado pela inclinado marcada na planta pela
linha encarnada, houverem esbroamentos, que
para regular a superficie dos taludes, tenha o ar-
rematante de fazer maipr escaraco do que a de-
terminada, ser elle obrigado a fazer.
4*. O pagamento ser feito em qustro presta-
c,des iguaes, pagos meosalmente, e urna rez que
ae Teriqoe schar-se feita urna parle correspon-
dente da obra.
5*. A trra lanzada fora ser lerada para aa
partes baixas que houverem tora da estrada, nao
podendo ser amontoada de forma que possa rir
para cima da estrada;
6a. O arrematante allender a todas as recla-
macoes do epgenheiro, tendentes boa execugo
da obra, e bem assim no Imposto a tal respeito
na lei n. 286.
7a. Nao ser attendida reclamsco alguma por
parte do arrematante, Qcando elle respoosavel
por qoaesqaer circumitancaa accidentaes que
possam prorir durante a execuefto da obra, seja
qual for o motivo, que a i*so der lugar.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que o tbesoureiro
da mesma thesouraria.est aulorisado a pagar do
dia 8 do.correte, por diente as apolices da din-
da publica provincial, e omltlidas em rirtude da
lei prorincial n.354de 23 de selembro de 1854.
E para constar se maodou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretarla -da thesouraria provincial de Per-
nambuco 6 de julho de 1861.O secretario,
cite 5 de julho da 1861.O escribi,
F. a.. Civalcanti Cousseiro.
Tribunal do eommercio
Pela secretaria do tribunal do commereio da
provincia de Pernambuco se faz publico a vaga
do oieio de corretor geral desta pra^a, havida
por fallecimenlo de Prudencio Marques de A-
morim.
Secretaria do tribunal do commereio de Per-
nambuco 5 de julho de 1861.
Julio GuimaresOfficial-maior.
Santa Casa de Misericordia do
Recife.
A Illma. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife, manda fazer publico que
nao se tendo effecluado hoje a arremalaco das
rendas da ilha do Nogueira, ir ooramente a pra-
c.a no dia 4 do prximo futuro mez de julho. Os
pretendemos devem organisar suas propostas e
remette-las a esta secretaria em carta fechada,
oo dia cima mencionado, as 4 horas da tarde.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 27 de junho de 1861.
F. A. Caralcanti Cousseiro,
Escrivo.
Sal Aes do caes de Apollo
Sabbatlo, 13 de julho.
Em favor de Antonio Teixeira dos
Santos.
A horas do costume ter comeco este diverti-
mento, locando a apreciavel banda do4 batalhau
de artilharia a p difiranles bellas msicas para
as dancas.
O salao estar primorosomente adornado e Ilu-
minado como de costume.
Um crescido numero de senhoras abrilhantar
este baile, bem como se espera o comparecimen-
to de mui dislinctos caralleiros.
Ser cumprido risca o regulamento poli-
cial.
Entradas para as senhoras, gratis ; e para ho-
mens 29000.
theItro
A Illma. junta administrativa da santa casa
de misericordia do Recife manda fazer publico,
que no dia 15 do prximo futuro mez de julho,
pelas 10 horas da manha, na casa dos expostos,
far-se-ha pagamento as respectivas amas ; de-
rendo estas irem acompmhadas das criandas.
Santa casa de miseriotdia do Recife 28 de ju-
nho de 1861.O escrivo,
F. A. Caralcanti Cousseiro.
Por esta subdelegada se faz publico que se
acham depositados um cavallo castanho, que no
dia 3 do correle foi remettido pelo inspector do
Peres, por o ter appreheodido, regando sem
conductor e ser eslranho no lugar; outrosim foi
entregue a esta subdelegada um bode e orna ca-
bra (bicho) que foram remetlidos por Ignacio Joa-
quim Gongalves da Luz, por os ter pegado em
suas larooras : quem se julgar com direito ao ca-
rallo comprela, que proraolo lhe ser entre-
gue, e ao bode e cabra, pagando a multa conreo-
ciooada as posturas mdnicipaes lhes serio en-
tregues.
Subdelegacia do i* districto dos togados, O de
julho de 1861- O subdelegado, Jos Francisco
Carneiro Monteiro. -
Por esta subdelegada se faz publico, que se
Antonio Ferreira 'Auauo.tiac.o. acha depositado am cavallo aliado, com outra*
O Illm. Sr. inspector da thesouraria po- ajgnaeque foi remettido a este juizo pelo ios-
rincial manda fazer publico, que o iheaouteiro pector de quarteirao do Giqui, por suspeilo de
-da-mesma thesouraria eal autorisado a pg" do ser furUdo, e ser desconhecido no lugar : quem
dia 8 docorrenle por diante, os juros das apoli- se julgar com direito comprela, que provando
ees da divida publica provincial, veuciias al n lhe ser entregue.
ultimo de juana prximo lindo. Subdelegacia do Io districto da
Ultimo espectculo, concedido pelo exi-
mio cliiinico o Sr. Pedro Pister, cog-
nomisadoO Reido Fogoem favor
da caixa de soccorros da Sociedade
Uniao Beneficente Martima de Per-
nambuco.
DOMINGO 14 DE JULHO.
Havendo o philaotropice caralheiro polaco ci-
ma nomeado se dignado favorecer com um bene-
ficio os necessitados da Sociedade Martima, es-
pera-se que as pessoas bemfazejas concorram
para tornar o mais efilcaz possirel ese beneficie.
no qual o eximio artista se esforcar, como cos-
tuma, para correspondet'ao grande conceilo da
que goza por seus admirareis trabalhos.
O espectculo cometer as 7 1/2 horas da noi-
te, executaodo os professores da orchestra urna
brilhanle ourertura, e ee compor de tres partes,
distribuidas como abaixo se vG.
Primeira parte.
O Sr. Pedro Pister executar o seguinte :
A ponte de Arcle.
Urna grande pyramide.
Um passeio de Herclea.
Levantar um cavallo ao ar.
Far quebrar sobre seu peito urna pedra de cin-
co a aers arrobas, por dous horneas coft graa-
. des malhosde ferro.
Secunda parte.
Mgicas inleressantes.
- Terceira parte.
Representar alguna* partes de seus trabalhos
de fogo, taes como :
As barres de Ierro em braza.
A reunio de rite o qualro luaes de reas, pas-
sando-as pelos bracos, maos e pes.
Partir* com es dtntea uaa.peqiMM bnrrt defer-
ro em braza.
Comer urna porcao de alcatro acceso.
Eotaaw n'uaa fotno mais quente que ne especia-
calo patudo, com um grande padago d carne.
aguenUr todo lempo n*easaro para que
I aVque aseada j com o qua o Bei do Fogo dar am.
.Mu aseada i com o qua o stet ao ro
freguezia dos i ao seu ultimo easeMaculo olee nos.


m
DliflO DI HWUlllDCO. SEXTA FEIU 12 DC JLHO DE lMl.
O ralo dos bilhetes echa-se desde j rende
no iheelro.
des, passageiros e dinheiro a fr'. .. .
Sahida h 1 knr MP.rinlnriP -e Mfi fl-* de
Atsos martimos.
sahida 1 hora :
n. f.
MCtiptorio no-porls
o Mallos
, Para Lisboa e Porto,
i Sahir cote brevidade barca portugueza For-
mse, de primeira mar*, : para restante da
carga e passageiros. pj.;ra os quaes tem excelle-
tes commodos. trata-se com Maooel Ignacio de
Oliveira 4 Filho, i.arg0 ao Corp0 Santo escrip.
lorio, ou com o tauito a bordo.
re\l mnsm\
DE
Paquetes inglezes a vapor.
At o da 15 deste tnez espera-se do sul o va-
por Tyne, com mananle Wooli-ol, o qual de-
pois da demora do coslume seguir para Sou-
ihampton, locando nos portos de S. Vicente e
Lisboa : para paesagens etc., trata-se com os
agentes Adamson, Howie& C, ra do Trapiche
Wovo d. 42.
N. B. Os embrulhos s se recebem at duas
horas antes de se techarem as matas, ou pagan-
do um pataco alm do respectivo frete, urna
hora antes de se fecharem as malas.
Baha.
A escuna nacional Carlota, capillo Luciano Al-
ves da Codc -iijo, sshe para a Baha em poucos
das ; para alguna carga que ainda pode receber,
trata-se com Francisco L. O. Azevedo, na ra da
Madre de Deus o. 12,
Para
Rio de Janeiro,
o patacho nacional Lima I, de superior mar-
cha, segu com brevidade. para o Rio de Janeiro,
recebe carga a frete para dilo porto : trla-se
com Basto & Lemos, ra do Trapiche n. 15, ou
cena o capitao a bordo.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
Al o da 17 do corrente esperado dos portos
do norte o vapor Cruzeiro do Sul, commandan-
te o capitao de mar e guerra Gervazio Mancebo,
o qual depois da demora do costume seguir pa-
ra os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir. a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada at as 3
horas da tarde, eocommendas, passageiros e di-
nheiro a frete at o dia da sahida as 4 horas:
gencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mendes.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
Hturas a
O vapor nacional Paran, com mandante o ca-
pitao tenente Jos Leopoldo de N'uronha Tor-
rezno, esperado dos portos do sul at o dia
15 do corrente, o qual df pois da demora do cos-
tume seguir para os portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir a qual dever
ser embarcada no da de sua chegada at as 3
horas da tarde, dinheiro a frete, encomraendas e
passageiros at o dia da sahida as 4 horas : agen-
cia ra di Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo A
Mendes.
Ldles.
LEILAO
O patacho nacional Barros 1, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-se com
Amorim & Filho, ra da Cruz n. 45
capitao a bordo.
ou
viuva
com o
Rio de Janeiro
segu com toda a brevidade a barca Mathilde
por ter metade do seu carregamento eDgajado :
para o restante, trata-se com Manoel AlvesGuer-
ra, na ra do Trapiche n. 14, ou com o capitao
Jos Ferreira Pinto.
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente o hiate na-
cional Santa Anna: para o restante da carga e
passageiros trata-se com Gurgel & Irmos. na
na da Cadeia do Recite, primeiro andar, n. 28.
_ O agente Hyppolito com autorisago far lei-
lo de um predio terreo sito na ra do Hospi-
cio, no qual presentemente mora o Sr. Dr. Ose-
ta Neves junto a caso ondefoi ocollegio do Bom
Conselho, teodo boas salas, quartos, qaintsl mu-
rado, cacimba etc.: regunda-feira 15do corrate
as 11 horas em ponto, no seu escriptorio ra da
Cadeia n. 48. primeiro andar.
Os Srs. pretendentes poderSo entender-se com
o mesmo ageoto para os esclarecimenlos pre-
cisos.
LEILAO
DE
Um carro inglez, movis
e escravos.
Anlunes far leilo de um rico carro inglez de
4 rodas piutado e forrado de novo, com arreios
para douscavallos, eicellent.es molas muilo forte.
Bem como
differeates movis qne serlo entregues por todo
prego obtido para acabar, e bons escravos que
se vendero na mesma occasio, cujo leilo ter
lugar quinta-feira 15 do corrente s 11 horas em
ponto na ra do Imperador n. 73.
Gontinuaco do leilo
DE
LOtlgA.
Terca-feira 16 do corrente ao
correr do martelo.
Costa Carvalho nao teodo podido acabar com
o leilo da loja de louca da ra das Cruzes n.
41, o far no dia cima na mesma loja as 11 ho-
ras em (ponto espera a coocurrencia dos seus
freguezes. __
LEiLQ
Terca-feira 16 do corrente.
DE
Urna taberna.
Jos Francisco Ferreira autorisado pelos Srs.
Francisco Alves Monteiro Jnior e Barros 4 Sil-
va seus nicos credores por inlervenco do agen-
te Evaristo Mendes da Cunha Azevedo far leilo
de sua taberna sita na ra Augusta n. 23, dos
gneros, armario e mais utencios existentes
na mesma, em um s lote ou a retalho conforme
convier aos pretendentes no dia cima na mesma
taberna, as 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Urna taberna.
Segunda feiral5 do corrente.
Costa Carvalho far leilo no dia cima as II
horas em ponto, dos gneros, armaco a dividas
da taberna da ra Velha n 27, em um s lote
ou a retalho a vootade dos compradores.
LEILAO
Grande queima
DE
.!
A abaito essignada faz publico que sea mane-
jse da Cruz Santos por circumsUncias deita de
ser seu procurador, e por isso nenhuma gerencia
mais tem em seus negocios, ficando sem vigor
qualquer procuraco que tenha em seu poder,
passada pela abaixo assignada; e para que nin-
guem se chame a ignorancia, faz o presente an-
ouncio. Recite 11 de julho de 1861.
Hara Joaquina dos Santos Abreu.
Aviso
MOV
Baha.
Segu a sumaca Hortencia, capitao Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
flta e passageiros, trata-se con Azevedo & Men-
des, ra da Cruz n. 1.
COMPANHIA PERNAMBUGAIU
1>B
gaco costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu'. Aracaty, Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante Moreira,
sahir para os portos do norte at o Cear no
dia 22 do corrente s 4 horas da Urde. Recebe
carga at o dia 20 ao meio dia. Eocommendas,
passageiros e dinheiro a frete at o dia da sahidt
a 1 hora : escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
iffi&jfo
DAS

Messageries imperiales.
Agencia ra do Trapiche n. 9.
At o dia 14 do corrente espera-se da Europa
o vapor francez Navarrt, commandante Vedel,
o qual depois da demora do costume seguir
para o Ro de Janeiro locando na Babia, para
i>assagens etc., a tratar na agencia.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DB
Navegaco costeira a vapor.
O vapor Perrinunga, commandante Moura,
segu viagenrnara os portos do sul de sea es-
cala no dia OT de julho as 4 hora* da Urde. Re-
cebe carga at o da 19 ao meio dia. Eocommen-
0 agente Hyppolito da Silva declara ao res
peitavel publico que autorisado pelos Srs. admi-
nistradores da massa do fallecido Manoel Anto-
nio dos Passos Oliveira vai vender por todo e
qualquer prego os movis existentes no arma-
zem sito na ra Nova n 22, consistindo em roo-
biliascompletas de mogno, ceregeiras, Jacaran-
da, guarda louca, apparadores, camas francezas
e muitos outros movis que se tornara enfado-
nho mencionar, por tanto julga o agente cima,
que ser prudente que qualquer pessoa deva se
prevenir nesla occasio, pois tudo ser vendido
ao correr do martelo. Na mesma occasio se
vendero lambem as dividas activas do mesmo
estabelecimento devendo ter lugar o leilo nos
dias 17, 18.19 do corrente mez, as 11 horas em
ponto dos mencionados dias no referido ar-
mazem.
Avisos diversos.
Veode-se um lindo e grande sitie na estra-
da do Monteiro, no qual est residindo o Ezm.
Sr. Dr. Doria, com urna excellenle casa de vi-
venda, senzalla, cocheira e estribara, muito boa
agua, im mensas e variadas arvores fructferas, e
duas baixas de capim : quem pretender dirija-se
ao pateo da Santa Cruz n. 24, segundo andar,
para traUr Afungs-se que o preco razoavel,
pois com o duplo nao se fari urna casa seme-
lbante.
Um mogo habilitado se offerece para ensi-
nar em algam engenho.primeiras letras, latim e
partidas dobradas ; a pessoa que se quizer utili-
sar de sen prestimo, dirija-se a casa do capitao
Reg Barros, no Remedio, que dir quem .
A viso.
Quem deixou louga, vidros, etc., para concer-
tar, na ra DireiU n. 57, procarem quanto antes
na ruado Livramento n. 17, loja de sapatos.
Precisa-se de urna ama que saiba coziohar
e fazer todo o servico de casa : na ra do Caldei-
reuo, taberna n. 60.
Aluga-se urna ama para cozlnhar e engom-
mar para casa de homem solteiro, e d fiador a
sua conducU : na ra da Penha n. 17, segundo
Victorino Candido Perelra de Magalhes vai
a Portugal tratar de sua saude.
Muita attenco.
O abaixo assignado roga a todas as pessoas que
leen penhores em seu poder.qae os venha resge-
lar em quanto antes, a contar da dala deste a 8
das, assim como seja o Sr. Antonio Duarte Pe-
relra o seu relogio: e passando este prazo os pas-
sar a vender para seu pagamento, ficando oa
mesmos responaaveis pelo resto de seos dbitos.
Recife 1J de julho de 1861.
Boto Antonio Carpinteiro da Silva.
A pessoa que comprou na ra Nova n. 22 urna
flauta ha mais de oito mezes, e que deixou um
relogio de ouro para concertar, prego ajustado da
flauta e do concert 419. (ag o favor de vir bus-
car o relogio no prazo de oito dias, e nfo o fa-
zendo ser vendido para pagamento.
Aluga-se um terceiro andar na travessa da
rna do Vigario n. 3, proprio para rapaz solteiro.
Pedro Soares de Amorim, menor, natural
do Ass, retirarse para Europa.
Na ra do Queimado n. 31 quer fallar-se so
Sr. Manoel do Nascimento Silva Bastos a nego-
cio seu.
O abaixo assignado avisa a quem interessar
possa, que tem contraUdo a vende de sua taber-
na n. 114 siU na ra AugusU : quem com direi-
to se julgar a ella, apresente-se no prazo de tres
dias. Recife 10 de julho de 1861.
Joao Nepomuceno Pereira dos Santos.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Tendo chegado ao conhecimento dos
empresarios do gaz, que alguna consu-
midores tem sido logrados por pessoes
que oli'erecendose de melhorar ou con-
certar os bicos de ga' de su as casas
levando-os sob este pretexto nunca mais
voltaram, os empizanos tornam a an-
nunciar, para bem de seus freguezes,
que nao ha machinista ou pessoa .algu-
ma autorisada de, apedido do dono,
concertar, nem mesmo examinar bicos,
ou outro qualquer sppatelho de gaz, e
que o nico meio de obter concertos,
alteracao ou exame por via do caixei-
ro que esta' sempre no escriptorio da
empreza na ra do Imperador n. 31
durante s horas ae negocio, e quando
fora dellas na casa de sua residencia
ra do Aleenm sobrado n. 2.
Declaram mais, que como elles sao
responsaveis pela boa accao das suas
obras recusara de fornecer gaz por
qualquer bico ou intermedio que nSo
seja de sua fabrica.
Tomam esta occasio de repetir par-
te do art. 6 das nstruccoes iscaes a sa-
ber c Havendo cheiro de gaz em casa
mandarao dar parte immediatamente
nos depsitos ou no escriptorio da em-
preza )> pedindo a devida observacao
desta instruccao declaram que o consu-
midor faltando a ella cahira' sobre el -
bre elle a responsabilidade das conse-
cuencias...
Auspicio Antonio de Abren Guimares, sub-
dito portuguez, vai ao Rio de Janeiro.
Precisase alugar urna eacrava ou escravo
que saiba cozinhar, para urna easa de pouca fa-
milia : quem tiver para alugar, dirija-se a roa
larga do Rosario n. 38, loja de miudezas, que se
dir quem precisa.
Collegio de Bemfica.
Neste eslabelecimeoto precisa-se de duas cos-
tureras.
Attenco.
Precisa-se de um homem para ensinar em um
engenho prximo da estrada de ferro, alguns me-
ninos, as primeira letras, grammtica nacional e
principio de arithmetica : a entender-se na ra
estrena do Rosario al as 10 hora da manhaa e
das 3 s 6 da trde. e
O tutor dos menores Luiz e Amalia, vendo
a respota do senhor procurador Balbfno, dada ao
seu annuncio cerca da demora da deciso da
ju9tiucaQo da apolice que fra deixada pelo fal-
lecido alferes Alexandrino aos ditos menores
spressa-se em rotorquir-lhe que nao pode ser
alusiva ao communicante a declaraco que faz o
mesmo senhor de ter deixado a asaignmnra do
Diario pela falta de pagamentos devidOs pelos
seus conslituintes ; pois que o annunciante nao
tem encorrido nesaa falta, e se o annunciante fez
aquello seOannuncio nao foi com o fim de o mo-
lestar, e s sim fazer chegar ao coohecimenlo do
Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos, que nao tem sido
adifferente aos interesaos de seus tutelados
visto que tem de prestar contas em juizo.
Offerece-se um cocheiro portuguez para ca-
sa particular, de boas informacoea ; quem pre-
tender, dirija-ae a ra do Imperador n. 23, que
se dir quem .
Precisa-se de urna ama para cozinhar e en-
gommar para casa de pequea familia: no pateo
do Carmo, sobrado o. 7, primeiro andar.
Ajuga-se um preto para o trabalho de urna
renaco ; quem pretender, dirija-se a rna Bella
n. 5, que achara com quem tratar.
Atten^ao.1
Na ra Direita n. 35. loja de pintor e vidracei-
ro. troca-se um rico santuario de Jacaranda, vin-
do do Porto, contendo o decimeoto da cruz, por
um preco commodo, assim cerno ulras imagens
de diQerentes envocacoes.
Importante
Aviso
Na loja de*4 portas da na do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupss feitas. para cujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre viudo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
ncommende; por isso que faz um convite espe-
cial todas as pessoas com eapecialidade aos
Iilms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, farddes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os flgurinos que de
l vieram ; alm disso az-se mais casaquinhas
para montana, fardetas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maiore de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hojo, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto francesa. Na mesma casa en-
carrega-8e de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Afflancando
que por tudo se ca responsavel como seja boas
fazendas, bem eito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'onde
yeio o mestre. pois espara a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT:
Milhares de individuos de todas as nac,oes
podem testemnnhar as virtudes deste remedio
inoomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizerara tem seu carpo e
membros inteiramente saos depois de hator em-
preado intilmente outros irata memos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas mi-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que Ih'as
relatam todos os dias ha rnuitos annos ; e a
maior parte dellas sao tao sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran} com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes, o tee
deviam soffrer a amputado I Dellas ha mui-
cas que ha vendo deixado esses, asylos de pade-
timenios, para se nao submeterem a essa ope-
raeao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gunas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nbecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticarem sua a firma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algam tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado sera provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
lente nos segulntes casos.
Inflammago da bexiga
firandelaboraiorio a vapor
ROUPA,
DE
Mili. 1MDID
rE! a! k^11* indisti'"tameDle peCas grandes e pequeas.
Roupa de navios, vapores, hospitaes. ...
Pegas grandes isoladamente, como lences, toalhas'de* mess. *t
Houpa de doente de familia que nao seja fregueza. .
Koupa misturada que alguem sem ser freguez exigir que s lvfe'
S^5^SSSl5ta5aB
lavadaeen-
gommada.
160 res
.160
240
240
240
brevidade que
quanto oito dias depois do recebimealo,
k ^'\t^kL':& machi0seP"dadtt dos -PiUMi e as pessoas enc.rre-
das do servico da roupa aero mulheres.
Os proprietarios pagarao qualquer pega que se extraviar,
noria ilhSSSl*? mand" rouP receber um vale do numero de pecas com a dedarac
Capp^^^^ aporte l occasio' ue^
sjuste estabeleciment0 ncarrega-se de tirar nodoaa de qualquer natureza, precedendo
A entrega e o recebimenlo da roupa na casa de banhos no paleo do Carmo.
o do im-
entregar a
um
Na ra das Cruzes, casa terrea n. 12 fre-
euezia de Santo Antonio, empalha-se as obras
mais baratas do que em parte nenhuma, e ven-
de-se junco e palha apparelhada por preco mais
commodo que em outra qualquer parte.
Altero.
Para Lisboa,
o bngue portuguez tConstanti, capitao Augusto
Carlos lo Reis, segu viegem com muita brevida-
de por j ter a maior parte da carga prompta :
quem no mesmo quizer carregar ou ir de passa-
gem, para o que tem aceiados commodos, trata-
se com o consignatario Thomaz de Aquino Fon-
seca, na ra do Vigario n. 19, primeiro andar
ou com o capitao na praga.
Tribunal do commereio
Pela secretaria do tribunal do commereio da
provincia de Pernambuco se faz publico que Luiz
Jos da Silva Guimarea e Joo Pereira Reg,
estabelecidos nesla cidade sob a firma de Guima-
res & Reg, dissolveram a sua sociedade, fican-
do a cargo do socio Guimares a liquidaco da
mesma, conforme o distrato que foi registrad,,
em data de 10 do corrale.
Secretaria do tbunal do commereio de Per-
nambuco 11 de julho de 1861.
Julio Guimares Offlcial-maior.
Os abaixo assignados, lanzadores do consu-
lado provincial, tando de dar comego no dia 15
do corrente mez aos trabalhos do langamento da
decima urbana e mais impostos que por aquella
repartico sao arrecadados, como acha-se dispos-
to na lei do orgamento provincial vidente, avisam
a todos os contribuinies para que, so seto da
conecta, sejam manifestadas as informales exi-
giris ; recommendando mu particularmente
aos inquelinos que apresentem os competentes
recibo,afim de evitar duvidss e reclamaces
Recife II de iulho de 1861. v
Joo Pedro de Jess da Malta.
Demetrio de Gusmio Coelho.
O fiscal da reguezia de Santo Antonio des-
ta cidade cientfica a todos os proprietarioa das
eaaaa, cujos passeios (vulgo calgada] se acham
deteoradas, que deverto quanto antes mandar
repara-las, visto como tem de proceder a minu-
cioso exame, e as que forem eacontradas em mo
!!,U'^Cf,m ")'"< nulta eatabefecida pelo
johodlW P,tur, manicipaea de 30 dt
/c,!rl? r?ueri Santo Antonio do
Reeife 11 de julho de 1861.-0 flscsl,
Maooel Joaqun da Silte Ribeiro.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabera.
-das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Ditas de anus.
Erupgdes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaeoes.
Inflammacao do figado.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas,
Sarna.
Supurajoes ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulaces.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
Vende-se este ungento [no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana a Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinha contm
urna instruccao em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
O laboratorio de lavagem de roupa a vapor
tendo de dar brevemente comeco a seus traba-
lhos, precisa contratar mulheres para empregar
no servico da roupa, e algumas que saibam en-
gommar com toda a perfeigo. Igualmente pre-
cisa de alguna horneas e de um feitor para o si-
tio. A oceupaco das engommadeiras ser na ci-
dade, podendo irem dormir em suas casas, das
lavadeiras no sitio. As antigs obreiras deem
presss em se spresentarem para nao perder seus
lugares : quem se quizer contratar, apresente-se
na casa de banhos, no pateo do Carmo, as 9 ho-
ras da manha, e as 4 da tarde:
Aluga-se urna casa nova no melhor lugar
da Capunga, com varios commodos : a tratar na
ra das Cruzes n. 22.
ASSOCIAQAO
DE
Sopcorros Muaos
E
Lenta Emaneipac des Captivos.
Domioflo, 14 do corrente, haver seaso geral
da mesma sociedade, para que' de ordem do Sr.
presidente sao convidados os senhores socios pa-
ra comparecerem as 10 horas do dia, na ra das
Tnncheiras, em casa da morada do Sr. thesou-
reiro.
Secretara da Associagao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipado dos Captivos 10 de julho
de 1861.
Galdino Jos Peres Campello,
1." secretario.
S. Jos da Agona.
O secretario da irmaodade convida a todos os
seus irmos a comparecerem domingo 14 do cor-
rente, pelas 9 horas da manha, no consistorio
da mesma irmandade, afim deem mesa geral
eleger osnovos unedonarios que tem de reger a
irmandade no futuro anno de 1861 a 1862, assim
como tambem pede aoa mesmos irmos a compa-
recerem terga-feira 16 do corrente para aaaistir
a testa Ta-Deum de N. S do Carmo. e no do-
mingo 28 do mesmo para assistir a fesia e Te-
Deum do nosso pairiarcha S. Jos. Consistorio
da irmandade 10 de julho de 1861.
Manoel Francisco dos Surtos Silva.
3-Raa estreita do Rosario-3
m Francisco Pinto Uzorio continua a col-
fj locar denles artificiaos tanto por meio de
*$ molas como pela presso do ar, nao re-
^ cebe paga alguma sem que as obras nao %
tiquem a vontade de seus donos, tem pos S
^ e outras preparages as mais acreditadas I
^ para conservago da bocea.
m&mmm* ese ti je ^.*
GeorgeBrette Ricardo Cook, subdito inglez,
seguem para a Europa.
Precisa-se e um caixeiro qae saiba hem
ler e escrever para tomar conta de urna nadara .
na ra Imperial n. 51.
Lines de inglez, francez e
piano.
Duas senhoras baslantemente habilitadas se
offerecem para ensinar a fallar, traduzir e escre-
ver da maneira mais fcil inglez e francez, e a
tocar piano, por precos muito moderados : na
ra do Queimado n. 30.
Aluga-se urna escrava para ama de urna
casa da pouca familia quem precisar dirija-se
a travessa das cruzes n. 4, loja de calcado.
Precisa-se de um official de tanoeiro para
trabalhar em barrieas : na ra do Vigario n 26
1 andar, *
Na ra da Cruz n. 33, armazem, vendem-
se vellas de composico e cera de carnauba por
mdico prego.
PEDIDO
Pedimos ao mui digno emprezario o Sr. Ger-
mano o obsequio de levar a sceoa o drama Pedro
Cero, no domingo 14 do corrente, que pelo qual
lhe Acaremos muito obrigados.Os seus apolo-
gistas.
Pede-se ao Illm. Sr. Germano Francisco de
Oliveira, emprazario do theatro de Santa Isabel,
o especial favor de levar a scena os Dous Rene-
gados: por cujo favor lhe ficar summamente
grato.O seu assignante.
O agente de leles Jos Mara Pestaa faz
publico, prevenindo especialmente ao corpo de
commereio desta praga, que desde o dia 10 de
junho prximo passado, despedio de seu cai-
xeiro a Maooel Domiagues da Silva Jnior por
falla de lidelidade, e al grave abuso de confl-
anga, j por haver subtrahldo avultadas quan-
tias recebidas dos seus devedores, j por haver
eito veodas de objectos do seu armazem de lei-
15es sera dar conta dos respectivos valores : pelo
que desde j protesto contra o mesmo, em
quanto vou proceder judicial e "criminalmente
pela responsabilidade dos tactos conhecidos e
plenamente justificados por propria confisso do
dito seu ex-caixeiro e documentos que subeija-
roente os comprovo. Recife 10 de julho de
1861.
Predios na ra do Apollo.
Em consequencia da grave msleslia ds catara-
la de que solre Antonio Botelho Pinto de Mes-
quita, ha longos annos estabelecido e residente
nesta praga,_ v-se elle forgado a snjeitar-se a
urna operago, na esperanga de readquerir a vis-
ta quasi perdida ; mas antes disso deseja saldar o
seu passivo j directo, j indirecto por eodossos
a Prancisco Antonio Correa Cardozo, porque uo
obstante sle ter obtido moratoria de seus credo-
res, todava se exige do mesmo Mesquita o promp-
to pagamento d'aquelles ttulos de divida do
mesmo Cardozo (em que figura a firmado annun-
ciante) cujo activo alias mais que sufflcienle
para fazer face a seu respectivo passivo. Para
desquitar-se por tanto de seruelhante desejo, pro-
poe-se Mesquita a vender os predios que possue
na ra do Apollo ns. 24 e 26, que fazem frente
para a mesma ra e fundos para o caes; estes
predios foram construidos pelo proprio dono, com
escolhidas madeiras, e mais raateriaes acabados
com a maior perfeigo e seguranga, e constara
de dous grandes armazens com 350 palmos de
comprimeoto, e Bcam Sobre o caes; tendo os al-
tos do predio n. 26 no 1 andar 4 salas, 8 quar-
tos, grande cozlnha e esgoto para as aguas e des-
pejo ; no 2 andar 2 salas, 3 quartos e Urrago ;
no soto sala de jaotar, dispensa, 4 quartos, gran-
de cozinha, bacia e canos de cobre paia esgoto
das aguas e despejo : os altos do predio n. 24,
tem no Io. andar 2 salas, 3 quartos, e outro ao-
dir em parallelo no fundo, com sala de jaotar, 5
quartos, grande cozinha com bacia e canos de co-
bre para esgotos das aguas ; no 2 andar os mes-
mos commodos que no Io, tendo mais um gran-
de soto no sobrado da frente com sala, quartose
cozinha, e um pequeo solio no sobrado do fun-
do : estes predios foram acabados em 1858.
Gasa na Parahjba.
Na mesma conformidade cima vende tambem
sua casa sita na ra das Convertidas n. 13 na ci-
dade da Parahyba, sendo construida de lijlos,
com fundos para outra ra, com quintal. Exia-
lindo dentro da mesma casa urna loja de fazen-
das : quem pretender qualquer dos predios ci-
ma mencionados dirjanse ra da Cadeia do Re-
cife n. 64 2o andar, a fallar com aeo proprietario
Antonio Botelbo Picio de Mesquita.
* aixeiro.
OTerece-ae para caixeiro de qualquer eatabe-
lecimeoto um mogo com pratica de balcio e roa,
o qual d bons fiadores a sua conducta : quem
reclsar, dirija-se a ra da Cadeia do Recife n.
, armazem.
Mrs Vasa retira-ie para a Babia.
Chegando ao coohecimenlo do abaixo assigna-
oo que o capitao Maooel Francisco de Soma Leo
pretende vender, ou arrendar seu engenho Ja-
guanbe, declara para que ninguera se chame
ignorancia, que dito engenho Jaguaribe nao tem
agua para moer, sendo que animando-se o seu
proprietario o dilo Sr. Souza Le3o a fazer urna ta-
pagem no no Timbo para assim ter agua para
moer, innundou de tal sorte as plantages do en-
genho do abaixo assignado, que iocontiuente r>
mesmo abaixo assignado fez proceder urna ves-
: tona judicial, opponto-se a esta hostilidade con-
tra sua propriedade. E' o que por hora tonho a
dizer.
Timb 7 de julho de 1861.
Francisco de Paula Paes.Barrelo.
Caixeiro.
OiTorece-seum mogo portuguez para caixeiro
de taberna com alguma pratica ; a tratar na roa
do Cruzes n. 21.
SOCIEDADE
IM\0 FCENTE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Km Pernambuco.
Por ordem do Sr. presidente convido a todos os
socios effectivos para comparecerem no domingo
14 do corrente na sala das sessoes, s II horas
da manha, para a sesso ordinaria daassembla
geral.
Secretaria da sociedade Unio Beneficenle dos
Arljstas Selleiros em Pernambuco 10 de julho
de lool.
Joo Jos Leite Guimares.
1. secretario.
Msicas e pianos.
J. LAUMONNIER, na ra da Imperatriz n. 23,
acabada receber pelo ultimo vapor da Europa
urna bella collecgo de msicas para piano e can-
to, dos melhores autores e muio escolhidas ;
igualmente se encontra em seu estabelecimento
ptimos pianos ; assim como faz todos os con-
certose afia os mesmos instrumentos em pouco
tempo e por precos commodos.
i CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATHICO
so
DB. C.YSAIVOYA,
30Ra das Crozes-30
Nesteconsultoriotem sempre os mais
no vos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (astinturas) porCs-
tellan e Weber.por pregosrazoaveis.
Os elementos dehomeopalbiaobra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
Offerece-se um peqaeno de idade de 12 an-
nos para caixeiro de loja de miudezas, fazendas
ou calcado : na ra de S. Francisco n. 4.
Na ra da Saudade n. 15, ala-
ga-se ou vende-se urna preta de ptima
conducta, qne engomma ecosinha com
toda perfeicao.
Msnoel de Souza Brasil, subdito portuguez,
vai ao Rio de Janeiro.
O abtixo assignado lendo feito abstengo
da heranga de seu tinado pae em favor dos cre-
dores deale, e havendo igualmente realisado a
entrega de todos os seus constantes dos balan-
eos de sua casa commercial a administraco no-
meada para a liquidago da mesma casa, declara
que nao responsavel por debito elgum contra-
tado por aquelle.
Dr. M- Buarque de Macedo.
Claudio Dubeux proprietario das liabas do
mnibus fizscinte que retira por ora os mni-
bus seguintes o de Jaboatao, e no dia 15 do cor-
rente o de Olinda ficando tio somente um cujo
partir do Recife de manha as 6 112 horas e
volta as 8, de tarde as 4 e volla as 6. do Recife
de tarde para osApipucos 3 i\2, 4, 5 e5 Ii2 de
Apipucos para o Recife de manbia as 7, 7 1|5,
8, e8 Irt, mais prximo a festa se augmentar as
linhas.
Precisa-se alugar atoa preU que tenha ha-
bilidadea, seja fiel e intelligente e agradando nao
se duvida em compra-la : na ra da Cruz do Re-
cife o. 33, segundo andar.
Resposta.
O tutor dos orphos Luiz e Amelia entende l
para ai que morando distante de mim urnas du-
zeaUas bragas deve conversar comigo por este
Diario, a respeito de estado da appellago de
seus tutelados. Ora com efleito, em abono da
verdade nao ha nada mais econmico e menos
contingente do que um visinho conversar com
outro pelo Diario. Mais eu, com quanto re-
conhega de muito misler esta via de conrversaco
aesconhecida na culta Europa, Dio eatou reeot-
ido aceita -la, porque desde que os meus consti-
tuales denaram de pasar o meu honorario, que
deixei de assigoar o Diario, e por isso nao ao
ceito a coovenago. Sem embargos dirija-se o
tutor doaorpho, Luis. Amelia. aoaExms. Sra.
desembargadorea, viato que appellago dos aeus
tutelados est correado a revisao e saibam dig-
nif simos senhores a tarto porque ae tem demo-
rad *m julgar a appeUorte de seus tutelados a
qual seoeba no superior tribunal a nove para des
mezes.


DIA1I0 M tBlNAUUGO. SEXTA FEIRA 12 M JULHO DI 1861
()
Avise-.
0 Srs. Ignacio Nery Ferreira da Silva Lopes, que teve
lo]a de miudezai em {rente do largo do Lirra-
menlo, sao rogados a virem salistazer seos d-
bitos desta data at so fim do correte mez na
ra da Imperatriz o. 82, e aquellas que aesim o
sao Qzerem passado este prazo, sero chamados
por este jornal sem excepgo de pessoa e para
que nao naja queixas se faz o presente aviso.
Recite 4 de julho de 1861.
Dentista de Paris.
15-*Rua Nova15
Fredexie Gautier, cirurgio dentista, fas
todas as operacdes da sua arte e col I oca
dentes artificiaos, tudo com a superiori-
dad e perfeico que as pessoas entendi-
das lhereconheeem.
Tena agua e pos dentifrieios etc.
Chegaodo ao conhecimento do abaixo'as-
signado que o capitao Manoel Francisco de Souza
Leo pretende vender uu arrendar seu engenho
Jaguaribe, declara para que depois ofhguem se
chime a ignorancia, que o dito engenho Jagua-
ribe nao tem agua para moer ; sendo que ani-
mendo-ae o seu proprietario o dito Sr. Souza
Leao a fazer urna tapagem no rio Timb para as-
sim ter agua para moer, innundou de tal sorle as
planlaces do engenho do abaixo assigoado, que
em cominele o mesmo abaiioassiguado fez pro-
ceder a urna vistoria judicial, oppondo-se a esta
hostilidade contra sua propriedade E' o que por
hora tenho a dizer. Timb 7 de julho de 1861.
Francisco de Paula Faes Brrelo.
CAVALLO
fgido.
Fugio ou furtaram um cavallo de cor rodado
sujo, bastante barrigudo e novo, com o foc'oho
cortado da picadeirs, ferrado no qarto esquer-
ro : quem o pegar e o trouxera ra da Impera-
triz n. 46, loja de sapalos, ser gratificado.
mnmb 3 tmm mmsmmm
Attenco.
Francisco Xavier Pereira de Brito, so-
licitador da fazenda geral. tendo exercido
por espago de 8 annos o oflicio de solicita-
dor de causas na cidade de Porto-Alegre,
adquirindo por sso urna grande pratica,
pretende aqui encarregar-se do andamen-
to de qualquer causa nos differenles jui-
zos, despachar eacrsvos e tirar passapor-
les na policia, e promover cobrancas. E
como tem na corte sua disposigo um
habilitado procurador tambem se encar-
rega de maudar agitar l o andamento de
qualquer preteogao parante as secreta-
rias de estado e thesouro, e de qualquer
causa que tenha de seguir por meio de
recurso para o supremo conselho.
Qualquer pessoa que se queira utilisar
do seu presumo pode o procurar das 9
horas da manha at as 2 da tarde na ra |
das Triocheiras u. 13, e fora destas horas jj
na ra de S. Francisco, sobrado n. 72 am
mtmm mumhr dKMHieS
Realejos.
Na ra da travessa da matriz de Santo Anto-
nio, sobrado de dous andares n. 14, concertam-
se realejos de todas as qualidades, Unto de tu-
bos como de palhetas.
Na ra do Imperador n. 47 tem um comple-
to sortimenlo de ricas molduras fugindo Jacaran-
da para vender por prego muilo barato.
|R0UrA FEITA AINDAMIS BARATAS.!
SORTIMENTU COMPLETO
DI
IFazeniias e obras feilasj
HA
LOJA EARMAZEM
DE
jGes & Basto!
NA
NO PROGRESSO
DE
f;;WIB)
Largo daPenba
Neste muito acreditado armazem de molbados
continua a vendei-ae os melhores gneros que ha no mercado, tanto em porco como a retalho, e
por muito menos preco de que em outra qualquer parte, porcerem viudos a maior parte dellesem
direilura, porcontado proprietario, por isso em vista dos presos dos gneros abaixo .mencionados
podero julgar todos os mais, afiancando-lhe a boa qualidade.
Nianteiga tagiexa peteitamente tVor mo ... ub, ,' bar-
ril a 700 rs.
ftlailteiga irailCeza t miihor que ha no mercado a 720 rs. a libra.
Cba os mcUior es que ba no merca Ao vende.ge, ,. qaaidade 4 33000,
2a ditta a 2J50O, 3a ditta a 29000, e preto a 1$600 a libra.
QueijOS AamengaS Chegadoi oeste ultimo vapor da Europa 2*800 r. ditoa abe-
gados no vapor passado a 18800 e I600#r.
"01J0 pra.10 os melhores que tem rindo a este mercado por seram muito frescaea a
640 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Bollo franeez a 500 rs.
para menino, s no Progresso.
Doce da casca de goiaba a 0^Ixi0, em porco. soors. s
UOCe de Vlpercne em latlal de 2 libras muito enfeudas a 1200 ra. cada urna, s
no progresso.
fllaraLelada imperial d0 afamad0 breu, de outroa multos fabricantes de
Lisboa a 800 rs. a libra.
IVmeixas' franeezas
o carto elegantemente enfeitadoi, muito proprios
no progresso
ARMAZEM PROGRESISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIOA A SILVA
Ra do Queimado
a. 4ft, frente amareUa.
Constantemente temosamgrandee va-
riado sortimenlo desobrecasacaspretas
artP*nDOe d* COre8 mult0 flno 28,
HOJ e 359, paletots dos meamos pannos
a 208,228 e 845, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149,169 a 18f. casa-
cas pratasmuitobem feitas edesuperior
panno a 289, 30g e 359. sobrecasacas de
casemira da core multo finos a 15, 16J
e 18Jj, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a IU$, 12 e 14$, caigas pretas de
casemirafina para homem a 89, 99, 10#
el*, ditas de casemira decores a 78,8,
99 e 109, ditas da brim brancos muito
flaa a 5f 69, ditas de ditos de corea a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira dricas cores a 4f e 48500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos do coros a 4f500 e 59, ditos
branco rio seda paracasanento a 59,
ditos da 69, coetes de brim branco e de
rusti a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paletotspretos de merino de
ordo saeco e sobrecasaco a 71,89 e99,
colletes pretos para luto a 49500 e 59,
cas pretaa da merino a 49500 e 59, pa-
1 etots dealpaca preta a 39500 e 41, ditos
sobrecasaco a 69,79e 8|, muito flno col-
latas de gorguro desedadecoresmuito
bo a a nada a 8980O e 48. colletes do vel-
ludo de cores e pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149,159 e I69, ditos de
casemira sacco para 98 mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
1 39500. 'Jilos sobreeasacos i5| e 59500,
calcas do casemira pretaa e decores a 69,
61500 79, camiaas para menino a 209
a duzia, camisas ingiezaa prega* largaa
muito superior a|329 aduzia para acabar
Assim como temos urna officina de al'
1'tate onde mandamos executar toda aa
obras com brevidade.
m mmmimm mmmmmm
O Sr. Jos dos Santos Moreira que
xnorou na ra do Rosario da Boa-Vista,
queira annunciar sua morada que se
lhe precM fallar.
Desappareeeu no da 13 do crrante, do si-
tio da S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, da nome Joaquina, com os
sigoaes seguintoa : cabellos brancos, alto, secco
de corpO, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqai fgido: roga-se
a todas 1% autoridades poHctaea o a quem quer
que o encontr, de o capturar o entrega-lo no
sitio cima citado, oav na rus do- Trapiche o. 15
a Jos Teixeira Basto,
em frascos com 4 libras por 39000 cada um, a o frasco val 19
dittasportuguezas a 480 rs. a libra.
Latas eom bolaeblnbas de soda eontndo dirTerente, uud.de.. a
19400, assim como tem lattas de 8 libras por 3g000, dilles com 4 libras por 28000 rs. s no
Progresso.
iliaca de tomate em iatde l libra, por 900 rs. e em latas de 2Ilibraspor 19600 rs.
Conservas francezas e inglezas rec,ntemente cheg.da. soo rs. o fm-
co em porco se faz abitimento.
Passas em caixinbas de S \ibtas melhore8 qu, tem Tindoae8te
mercado por seram muilo grandes a 28800 rs. cada urna.
^spermaeete superior Mm avarla. 700 rs. a 1bra> em caixa se ar algum
abatimemlo.
Metria, maearrao e tainarim a 400 .. iibra. e ix.. de.. .r-
roba por 89.
LataS COm neiXO de pOSta d melhore9 qualidade, que ha em Portugal, como
sejam savel, coogro, sarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a I9400 rs. cada urna.
\ztitoiias muito no\as, moo rg 0 brr1> em garrafa, 240 r8
Patitos de dente lUados em moln08 COffi 20 macinh08 por 100 r8
SerVeja da8 ttai8 acredit8da8 marcas 59OOO a duzia i retalho a 500 rs. a garrafa,
W 1111108 eOgarraiadOS da8 seguinle8 qualidades, Porto, Feituria, dilto Bordeaux,
dilto Muscatel, a 1> a garrafa ; tambem tem vinho Cheres para 29000 rs. a garrafa.
W HUIOS em pipa8em LOmp0sico Porto, Fgueira,Lisboa, a 640 rs. em caada a 49500.
Presunto de fiambre inglez muit0 noyo8 a 800 rs a libra.
Prezunto de Lamego 0 que ha d0 bom nesle genero a 480 rs; em porsla a 400 n
1 nouri^as e paios a 560 r8# alibr8f em barril com 6dU2i de paos por 10g000
X oueinho de Lisboa 0 mai8 n0T0 que ha no mercad0,320 rl<, libra>
Banba de poreo refinada amai8alvaqiie pode w.a480r8. allbra em
barril a 440 rs.
\mcndo*s de easca mole. 480 rs. a libra e em porsao se tar algum abatl.
ment, 10 no Progresso do pateo da Penha n. 8.
Alm dos gneros annunciados encontrar o respeitavel publico um grande sortimenlo de
udo quanto bom e barato.
Industria americana. ,
N. O. Bieber A C, successores,
ra da Cruz n. 4.
parlicipam ao publico que novaraenle receberam
urna grande collecco de artigos da industria
norte-americana, como sejam :
MACHINAS
para cortar cepim, para descarocar milho, para
moer milho e caf, para fazer farinha de milho
em finura iguala do trigo, para fazer bolachinha
de todas as qualidades em grandes porcoes, para
lavar roupa em 10 minutos, e para regar hortas,
jardim e baixos de capim, e de cozer soceos, cou-
ro, etc., etc.
INSTRUMENTOS PARA AGRICULTURA.
Arados, cultivadores para limpar a Ierra, fac-
ces proprias e expressameole feitos para cortar
canna, machados, machetes, enchadas, p3, as-
sim como urna immensidade de ferragens finas,
bombas, carros de mo.
CARROS
elegantes e leves para douas e quatro pessoas,
com arreios para um e douscadallos ; neste ge-
nero possuem igualmente desechos de todos as
modelos e gastos, com osprecos marcados e acei-
tan) encommendas delles.
PARA USO DOMESTICO.
Obras de metaes principe prateado, em vista
igual prata, e que nao perdem a cor, sendo :
apparelhos para cha ecaf, gnlheteiros, porta-li-
cores, bandejas, cestas para fructas, apparelhos
para fazer cha, ditos para cozinhar ovos, etc.,
etc., etc.
Colheres do mesmo metal, faccas finas cabo de
msrfim, garlos, machinas pan torrar caf.
Urna immensidade ie obras defolha de Flan-
dres envernisadas para loilete, ditas de madeira
necessarias para cozinha, taboas para lavar rou-
pa sem estraga-la, ferros econmicos para en-
gommar roupa. Costureiras, conessas e balaios
para guardar roupa, urna infinidade de objectos
de phautasia proprios para gabinete desenhoras.
Caixas com ferrameota Coa. Brinquedos, car-
rinhos para meninos. Chfala para dar appa-
rencia nova a mobilias.
Expsito de
candieiros,
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos.
Nesta exposico de candieiros se encontrar
todo o sortimenlo de diversos tamanhos proprios
para ricas salas, ditos para salas interiores, ditos
para sala de jaolar para qoartos, psra cosinha,
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e oulras muitas qualidades
que com a vista devero agradar ; assim como
todo e qualquer preparo para os ditos candieiros
se encontrar sempre a venda nesta exposico de
candieiros na ra Novan. 30, loja do Viaona.
S >##
O medico tirurgico Antonio Jos Fer- #
Lreir Alves, mudou a sua residencia para #
a ruado Queimadon. 10,primeiro andar. A
Aluga-se para homem solleiro melado do
primeiro andar do sobrado n. 14, na ra doQuei-
mado : a fallar uo mesmo sobrado, das 11 horas
da manha 3 3 da larde.
Aluga-se a casa n. 2 B da ra de Apollo : a
tratar na ra do Aurora d. 36.
Attenco.
Algum senhor trangeiro -ou mesmo
nacional que precisar de um bom cos-
nhei-ro para cata particular dirija-se ao
Recife ra do Cordoniz n. k.
A. F, Duarie Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aosseus freguezes que tendo separado a sociedade que tinAa com
seu mano, aeha-se de novo eslabelecido com dous acetados armazons de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o^trimeiro na razo de Duarie & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva : estes estabelecimenlos oflerecem grandes
vantagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se achara montados como em commodidade de preco, pois que para isso resolvern) os
propietarios mandarem vir parle de seus gneros em direilura, a6m de lerera sempre completo sortimenlo, como tambem poderem offerecer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 porcento do prego quepossam comprar em outra qualquer parte, por isso desejando os proprietarios acrediiarem
seas eslablecimeotos tem deliberado garanlirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armszens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas* pouco pra ticas, em qualquer um deslesesiabelecimentos, que sero lao bem servidos como
se viassem pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oflerecemos, pedimos a
todos os senhoresr da praija, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeira vez, afim de experimantar, eerlos
de continuaren), pois que para isso nao pouparo os proprietarios torgas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos estabelecimentos ;
abaixo transcrevemos alguraas adiges de nossos prigos, por onde ver o publico que vendemos baratissimo, sttendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
MANTEIGA INGLEZ& especialmente escollhida a 800 rs. a libra e ora barril a ?&0 rs.
M AjNTEIGA FRANCEZA a melhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. em barril e meios.
CHA HYSSON E PRETO o melhor do mercada de 19700 a 3*000 e era porco lera aba limen lo.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porco a 800 rs.
PREZUNTOS PORTGEZES vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e inteiro a 460 rs.
CHOURICOS era barril de 8 libras a 49500 e era libra a 700 rs.
SAGL" E SEVADIMIA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 8$000 rs. a arroba.
AMEIXAS FRANCEZAS era latas de 6 5 1)2 a 1 a libra e a 192C0 a retalho.
PASSAS em caixinbas de oito libras, as melhores do mercado a 2*800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMACETE SUPERIOR sem avaria a 700 rs. e em caixa a 660 rs.
CONSERVAS FRAJNCEZAS IINGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACHINHA DE SODA de diversas qualidades, a mais nova do mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque do Porto, Porlo fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoria de 1&20O a 1*300 a garrafa e a
13* a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ed 39800 a 4&80O a caada.
FRASCOS COM FRUCTAS de todas as qualidades de Portugal de 1*200 a 2*000.
M RMELA DA DOS MELHORES AUTORES DE LISBOA a 800 rs. a lata de libra e a 1*500 de duas libras.
LATAS COM GELEIA DE MARMELLO a 19300 com duas libras.
LATAS COM PEIXE SAVEL ecutras rauias qualidades, o mais bem amajado que tem vindo a 19400.
CAFE' DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANIIAO o melhor que sople desejar a 3*100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa e de 8*500 a 10*000 a duzia.
CHARUTOS VERDADE1ROS SUSPIROS e oulras muitas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BANHA DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
SER VEJAS D'. S MELHORES MARCAS a 500 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
CA1XOES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em porgo a 900 rs.
AZE1TE DOCE PURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJOS PRATO os mais novos que ha no mercado a 650 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Genebra DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco a 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PALITOS L1XADOS para denles a 200 e 160 rs. o mago com 20 roacinhos.
PALITOS FLOR para dentes, os mais bem feitos que ha no mercado a 280 rs. o mago.
PALITOS DO GAZ a 3*000 a groza e 280 a duzia de caixas.
AZEITONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 1*200 o barril.
ALPISTA o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimenlo de tudo tendente a molbados-.
LOTERA.
Acliam se a venda os bilhetes e meios
btlhetes da 1 erceira parte da nona lote-
ra a beneficio da matriz da Boa-Vista
desta cidade, na thesouraria das lote-
ras ra do Queimado n. 12 primeiro
andar, e as casas commissionadas na
praca da Independencia n. 22 loja do
Sr. Santos Vieita, ra Direita n. 3 bo-
tica do Sr. Chagas, ra da Cadeia do
Recife n. 45 dos Srs. Potto & Irmao e
ra da Imperatriz n. *4 loja de ferra-
gens do Sr. Jos Vctor da Silva Pimen-
tal.
A extracqao sera' impreterivelmente
no dia sabbado 20 do corrente mez, no
lugar e as horas do costume. As sortes
serao pagas a entrega das listas, na
mesma thesouraria das loteras. Abai-
xo vai publicado o novo plano appro-
vado pelo E.vm. Sr. presidente da pro-
vincia para extraccao da mesma o qual
e' muito mais agradavel por con ter pro-
porcionalmente maior quantidade de
premios.
PLANO.
3000 bilhetes a 5*.............. 15:000*000
Beneficio e sello de 20 por ccnlo. 3:00*0000
Liquido.
1 Premio de............ 5:000
1 Dito de............ 800$
1 Ditodo................ 400*
1 Dito de............ 200
2 Ditos de lOOg........ 200*
5 Ditos de 40........ 200
10 Ditos de 20*........ 200
21 Ditos de 10......... 210
958 Ditos de 5........4:790$
l:000000
O senhor
quem se julgar nestas ctrcumstancias
deixe carta fechada nesta typographia
declarando a sua morada e o seu nome
comas iniciaes no subscripto da mesma
G. B., para ser procurado.
rm
ARMAZEM
Caetauo Aureliaoo de Carva-
lho Couto, queira ir a fabrica \
Sebastopool, a negocio que lbe
dizrespeito.
Mestre alfaiate.
Precsa-se de um mestre de allaiate ^S&TSSn^^ i Joaquim Francisco dos Santos,
julgar
RO'JPA T

0 bachsrel Witrutio po-
de aer procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que Tolta para a
cambo do Carmo.

MIADO QUEMADO!
Defronte do becco da Congregar letreiro verde.
Neste estabeleciment ha sempre um sortimenlo completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
le tem um dos melhores professores.
1000 Premiadas.
2000 Brancos.
---------12:0O0SOO0
3000 Bilhetes.
N. B. As sortes maiores de 400$ es-
tao sugeitas aos descontos das leis.
O tbesourero.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
OSr. Manoel Joaquim de Oltvei-
ra Figueiredo morador na Gapunga,
queira dirigiese a esta typographia.
Lava-se e eogoBmi-ie : ni ra do Rangel
n. 46 Io andar.
Attenco
Aluga-se um sitio nos Afogjdoi, ra de S. Mi-
guel, juoto a fabrica de sabio, com bea casa de
vivenda, estribara, genial para escravoa, mui-
toa arvoredos fructferos, e planlaco de capim :
para tratar nos Afogadoa com Alejandre Jos
Gomes, e nesta cidade com Joio Jos de Goureia,
ra do Quaimado n. 29.
Robert Lighlbowne, inglez. Tai a Furopa.
Aluga-se urna casa com aillo, aendo a casa
not junto a ponte pequea da Baixa -Verde da
Capuoga : quem quizer dirija-ie a ra do Raogel
n. 10.
Offerece-se urna ama portugaeza para coxi-
nbare engommar: oa ra do Sebo n. 35.
Ricardo Harrii e sua mulber rio a Bahia.
O Sr. Hanoel Aires Vianna tenha a bonda-
de de se dirigir a ra da Imperatriz o. 29, a ne-
gocio, ou declare por esta tolha 8 iu morada.
Aluga-se o sobrado n. 16, sito no'largo do
Faraizo, oqual tem commodos para grande fami-
ia a tratar na ra da Florpotina n. 2.
Precisa-se de 6 a 8.000 a premio com hy-
potheca em um engenho perlo desta praca : a
quem lbe convier, aoDUDcie para ser procurado.
Eduard Jones retira-se para Inglaterra.
Tranquilo Jos Dias Feroandes reode a sua
taberna situada na ra da Passagem, entre as
duas ponles, e com pocos fundos, bem afregue-
zada : os preleodentes dirijam-se a, travessa da
Madre de Dos o-, 12, a tratar com Jos Joaquim
Dias Fernandos.
Escripturacao mercantil,
por partidas simples e dobradas; na ra do Im-
perador n. 81, segundo andar, se dir quem a
paaoa que se acha habilitada, ou na ra Nova,
ldfTde ferragens n. 33.
J. Wile e J. Robert, subditos britnicos,
retiraui-se para fora da provincia.
As pessoas que tem penhores em poder do
abixo assignndo, veubam resgaia-los no decurso
destes oito dias, do contrario sero vendidos con-
forme as avaliagoes para seu pagamento. Recife,
10 de julho de 1861
Alexaodrede Barros Albuquerque.
Aluga-se urna casa numero 6 da ra dos
Coelhos, junto ao sobrado do Sr. Aoaeleto Jos
de Mendonca, na Boa-Vista : a tratar na ra do
Morrdego, olaria n. 13, com Marcelino Jos Lo-
pes
Aluga-se um bom armazem na ra da Cruz
n. 29, tendo sabida para a ra dosTanoeiros, em
boa locabdade para qualquer estabelecimento : a
tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Carvalho, Noguei-
ra < C,
saccam sobre Portugal e lina
de S. Miguel: na ra do Viga-
rio n 9, primeiro andar, es-
criptorio.
Joo Alves Luzia retira-se para a provincia
do Para.
Offerece-ae um moco catado, aabendo bem
ler, escrever e cootar, para ensinar primeiras le-
tras em algum eugenho parto da praca; quem
precisar, aununcie para ser procurado.
S *#*$ **
O Dr. Joaquim da Silva Gusmao k
Pfate aer procurado para o exercicio de a
aui proQiio medica a qualquer hora do ]
dia ou da noile, no largo do Carao n W
5, primeiro andar. ajh

Precisa-t de omfornelro qoe emenda bem
de toa proflsio : na padiria da ra Direita nu-
mero 09.
q
Casacas de panno preto, 40, 35 e 30^000
Sobrecasaca de dito, 35 3000
Palitots de dito e de cores, 35, 30,
25S000 e 20000
Dito de casimira de cores, 22&000,
15, 12 e 9000
Ditos de alpaka preta golla da vel-
ludo, 11S00O
Ditos de merin-sitim pretos oda
cores, 9$000 8000
Ditos de alpaka da cores, 5 e 3500
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e 3500
Ditos de brim de cores, 5, 4500,
4J000 e 35500
Ditos de bramante delinho branco,
68000. 5000 e 48000
Ditos de merino de cordo preto,
15O00 e 8000
Calsas de casimira preta e de cores,
12, 10, 9 e 68000
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 5 e 4500
Ditas de brim branco e de cores,
58000, 4?500 e 2500
Ditas de ganga de cores 3S000
Collttes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 98 e
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 6, 5500, 5 e
Ditos de seiim preto 5000
Ditos de seda e setim branco, 6 e 5000
Ditos da gurgurao de seda pretos e
de cores, 78000,6000 e 5000
Ditos de brim* e fusto branco,
3500 e 3000
Seroulas de brim de linho 25200
Ditas de algodo, 18600 e 1J280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 2500 e 2j300
Ditas de peito de linho 68 e 300
Ditas de madapolo branco a de
cores, 3, 250, 2 e 1800
Camisas de meias 1{000
Chapeos pretos de massa, franceses,
formas da ultima moda 108,8500e 7$000 *
Ditos de feltro, 6. 58, 4 e 2000
Ditos de sol de seda, inglezes a
franceses. 14, 128, Hf e 7000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda 800
Ditos de algodo |&00
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 100. 90, 80 e 70000
Ditoa de prata galvanisadoa, pa- Sfe*K
tente hoaontaes, 408 30000
Obras de ouro, aderemos e meioa
aderecos, pulaeiraa, rozetaa o
anneis <
5v
8000
35500' loalhas de linho. duzia 12000
10000
ELIXIR DE SALDE
Citrolaclato de ferro,
\3uico deposito na boUea de ^oat\u*\m MavUnuc
da Craz. GoTteia em Pernambueo.
H. Thermes (de Chalis) amigo pharmaceutico aprsenla boje urna nova preparaco de ferro
com o nome de elixir de citro-laclato de ferro.
Parecer ao publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas tao
variadas, mas o homem da sciencia compraheode a necessidade e importancia de urna tal vari-
QfluVf
A f1rmu,a t um ">>>ieeto de muita importancia em therapeulica ; um progresso immenso,
quaado ella, maniendo a essencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
dades, para todos os paladares e para todos os temperamentos
P" "m:.r2!a?:?_?Par*6e; d.e erro al hJe conhecidaa nenhuma reuoe tio bellas qualida-
A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
MsImiladT'-"^ no estomago, de modo qoe compltamele
vantre I
substancia
qualquer
que conaeguioc pharmaceutico fhermea com a preparaco do citro-aolato de ferro. Assi 1 este
medicamento oceupa hoja o primeiro lugar entre as numerosas preparares ferruginosas, como o
atiesta a pratica de muitoi mdicos diatinctos que o tem ensaiado. TemVido empregado como im-
menso proveito nae molestias de languidez (chlorose palhdas coreai na debilidade subsecuente as
?laILi!?.!; l,y*[0Pell" I apparecem depois dis intermitentes na Incontinencia : de urinas
r^al^i^ n P>rB" hemorrhaaica, ca
coirvaletcencia das molestias graves, na chloro-aoenria da uulherea grvida*, em todos oa casos
rM! ?..5X\%SrH?(!p0breCldo 0 ?ici,d0 Pd' flcea chronicas, cachexi. ,uber-
criaeJ.' caocros8lSyf'hH,hca' cessos venreos, onanismo e uso prolongado das preparacoea mer-
ma^iaA^m Su'^V1^1 "^ ur6 t^m*t\SlS*? M 4?b^f' waulhor a0il"-lto de ferro merece louvores o
?o^e5o hB""jnM

&
I1RI0 DI MMiMIOCO. -gatlTi fEIRl 11 M JLHO DI 19M:
Ama.
OQVrece-se pira coriohare engomaatr, prefe-
riodo casa d,e familia: a tratar na ra da Roda
numero 15.
Araojga Hijo & C. aacam sobre o Rio de Ja-
neiro.
Consultas medicas.
Sera o dadas todos os das pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manhaa menos aos domingos sobre:
1. Molestias de olhos.
i.* Molestias de corceo e de peo.
3.a Molestias dos orglos da geragao e
do anus.
O exame dos doeutes ser (eilo na or-
dom de 8U9S entradas, comecando-se po-
rra por aquellos que sofTrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos,acsticos e p-
ticos serio empreados em suas consul-
tages e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao meaos
probebilidade sobre a sede, naturesa e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que dere destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos sero (ambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que lera Je sua verdadeiraqualidade,
protnptidao em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar
delles. .
Pralicar ahi mesmo, ou em casa dos
(lenlos toda e qualquer operaco que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo tira se acha
prvido de umi completa collecgao de
instrumentos indispensavel ao medico
operador.
' 3***e;a*i aiosia-i6i*5fii6iii6?aflS
l'recisa-se de urna ama forra ou captiva
para cozinhar e comprar : na ra do Imperador
n. 37, segundo sndar, entrada direita.
Gratificacao.
No domingo 6 do correle, do theairo de S*nta
Isabel at a rus da Florentina, perdeu-se ubi leo-
Cb de lafeyrlnttio ; a pessoa que o nchou, rendo restituir, podo leva-lo na ra Direita n. 76\
que se Ihe dar os signaes e juotamente a gratifi-
ago.
Precisa-se de urna cosinheira ou
utu cosiuheiro branco e de boa conduc-
ta : a tratar na ra do Viga rio n. 20.
Precisa-se de urna creada : na ra da Cruz
n. 12.
Precisa-se de dous amassadores que enten-
dam perfeilamenle do trafico de padarta a tratar
na roa do Roza rio Larga n. 16.
O cha. j desemoarcou, e acha-se a venda
no armszem de Barros & Silva.
Compras.
Compram-se escravos, sende mocos e m-
dios : na ra da Imperatriz n. 12.
Compra-so um moleque de 10 a 18 aooos,
bem como urna escravinha de 14 anoos, pouco
mais ou menos, sendo boas pegas paga-sc bem :
na ra da Imperatriz n- 9, primeiro andar.
Compram-se
escravos de ambos os sexos para se expoliar para
fora da provincia : na ra Direita n. 66.
Compra-te urna casa terrea no pateo do
Hospital ou ra das Cruzes; a tratar na ra lar-
ga do Rasario n. 20.
Compra-se urna rotula cora venezianas e
raiosem cima : quem tjver, falle na ra Direita,
padaria n. 80, da viuva Machado.
Compram-se moedae de auro de 208: na
ra Nova n. 3, loja. _______
1
semse
Ra do Queimado n. 55, loja de miudezas de
Jos de Azevedo Maia e Silva, defronte do so-
brado novo, est vendeodo por baratissimo prego
para acabar, algumas anualidades de fateodas, as-
si m como seja : franjad laa para vestido a 100
rs. a vara, tranga de lia com 10 varas a 200 rs. a
pega, pares de meias cruas para meninos de 3 a
6 annos a 160 rs., e de 6 a 10 annos a 240, linhas
de Pedro V com 200 jardas, verdadeiras, a 80 rs.,
novellos de liaba do gaz a melhor qualidade que
ha nesta praga a 60 rs., tcm lambem para 20 e
10 rs. cada no vello, e de porea a melhor que ha,
novellos grandes, a 40>rs., carreteis de linha do
gaz e pretas com muita linha a 200 rs., barats-
imo, caitas com tiges para occender charutos a
40 rs., caixaa com phosphoros de seguranga a 160
rs., groza de phosphoros do gaz a 2$800, e duzia
a 240, filas para enfiar vestidos e roupinhos a 80
rs., pegas de bico, largura de 3 dedos, a 2#, e ra-
ra 120, linhas de novello de cores por ledo o
prego, frasco d'aguade colonia muilo .superior a.
400 rs., duzia de meias muilo Onas para senhors
a d$, e par a 280, linhas de marcar muilo finas,
novello a 20 rs., grvalas de linho muito bonitas
a 200 rs., pegas de traoga de la de todas as co-
res a 50 rs., tem um resto de sabonetas para
600 rs. a duzia, groza de botdes de osso para cal-
Vendas.
e
prazo de
hypotheca
: a pessoa
para ser
Joao Correia de Carvalho, al- g
faiate, participa aos seus nurae- f|
rosos freguezes e amigos que mu- jg
dou a sua residencia da ra da (
Madre de Dos n. 36 para a ra g
da Cadeia do Recife n. 38, pri- |
uieiio andar, aonde o encontra- ;''
rao prompto para desempenbar ^
qualquer obra tendente a sua ^
arte. i
ltenla o.
Precisa-se de 4 a 6:000$ a premio
doie mezes. dando-se por seguranga
em um engenho com safra e fabrica
que quizer fazer este negocio, annuncie
procurado
umm^nm watt a&msism
| Gurgel & Perdigao.
I Fazendas modernas.
3) Recebem e vendem constantemente su-
S> perior6s vestidos de blonde com lodosos
|fe preparos, ditos modernos de seda de cor
i e pretos, ditos de phantasia, ditos de
*2 cimbraia bordados, lindas lazinbas.
& cambraiade modernos padres, seda de
gg quadrinhos, grssdeoaules de cores e pre-
8'tos, moreantique, sintos, chapeos, en-
Sfeiles para cabega, superiores botdes,
maoguilos, pulceiras, lequos e extracto
| de sndalo, modernos manteletes, tal -
mas compridas de novo feilio, visitas de
jj gorgur.'io, luvas de Jouvin a 2#50Q.
Muito barato.
A Siias balao de lodos o.; tamaitos a 45,
J chitas francezas finas claras e escuras a
& 2S0 rs. o covado, eolias de la e seda pa-
*f ra cama a 63 camisas para menino.
Houpa feita.
Palotot de casemira de todas as cores
al a 103, ditos finos de alpaca a 6$, ditos
S de brim a \$, chapeos pretos a 8g e mui-
3| as outras fazendas tinto para seohoras
mm como para homem por prego inteiramenle
J| barato, do-se as amostras : na ra da
Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco
Largo.
Vi **63$fii63fi Ss3*SS Cm2^S3*i6$tf
*? /mW f9/fiW VoW omM vJBmj cTalW "mW *>fflV7SViMI
COISSULTORIO ESPECIAL HOaEOPATHICO
DO DOCTOR
SABINO 0. L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os das uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiutes molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
gas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas at especies de febres,
ftbret intermitientes esuas consequencias,
PIIVRMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
faiveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
areis.
N. B. Os medicamentos do Dr Sttino sao
U3icimnte nudos em sua pharmacia ; todos
que o forem fta della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
npresao com um emblema em relevo, leudo ao
r^-ior as seguales palavras : Dr. Sabino O. L.
Pi'iho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos qut se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
t;e do Dr. Sabino sao falsos.
Precisa-se de urna ama que saiba coziohar
e engommar, para casa de pouca familia, e que
tenha boa conducta : na ra do Hospicio a. 4.
Veade-se por 1:600 um mulato escuro,
com 19 aonos, muito aadio. Bel a toda prova e
official de slfaiate: na ra Direita n. 74, se di-
r quem o vende.
Mo francez.
No Bazar Pernambucano
deposito de tabaco, charutos
e cigarros vende-se o supe-
rior rap francez chegado l-
timamente : na ra larga do
Rosario n. 30, de Joaquim
Bernardo das .fiis.
| A variados.
ki-A 2,500!
I e 3,000!! I
Grade pichincha, i
A 220, 240 e2G0rs.
Chitas francezas de muito bonitos padres e
muito boas pannos, pelo baratissimo prego de
20, 48 e 260 rst o codo ; na ra do Queima-
do a. 12, na loja da boa f.
r- Gangas fraccezu muito unas cora padrea
eteuraa a 480 rs. o covaOo : na raa do Quatima-
do o. 2!, na loja da boa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber esta o-
ra e apreciavel agua ambreada, de um aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar fllgnmas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidad* das senhoras ; assi n'agua de banho, que o torna mui deleitavel, re-
saltando alem de refrescar e tirar ou fazer desap-
parecer esse hlito desagradavel que quasi aem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deisa a na vaina
quaodo se faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto tenha della composicao. Cos-
ta o frasco 18, o quem aprecia o bom olodeixar
cortamente de comprar dessa estimavel agua am-
da baadeira
I
t
uuu is. a uuia, ijtuia uc uiues Uti ussu para cal- ccrtaucuvo ue cuiupiai ucosa oauun'ci o^ul. ....-
ga. pequeos a 120, e grandes a 240, Sito muilo breada, itto na loja d'aguia branca, na ra do
fiaos, marcas para cobrir a 20 rs. a groza, e tem Queimado n. 16, nica parle onde se achara.
Pegas de algod&o com 20 jardas leodo
um pepueoo t ique de avarii a 29500 e
3$ : na ra do Crespo n. 17, loja de Gui-
mares & Villar.
*
S Para casamento.
m 9
0 Riquissimos corles de blinde para ves- 9
tilos de casamento : na ra do Crespo n.
" 17, loja de Guimaraes & Villar. @
Attenco,
*
Vende-se ou aluga-se urna canoa nova de ama-
relio muito bem construida, pega 1,500 lijlos :
na ra Direita dos Afogados n. 13.
Vende-se a taberna da praca da
Boa-Vista n. 16 A, com todos os' per
tences: a tratar com Motta & Irinao,
na travessa da Madre de Dos armazem
numero.
Batatas.
Vendem-se batatas novas ltimamente chega-
da s de Lisboa a 8f a caixa que tem duas arrobas :
na ra da Madre de Dos o. 20, e travessa da
Madre de Dpo3 n. 10:
ft
lambem maioree para 60 80 rs., duzia de meias
cruas para homem a 2$400, muito boas para du-
rar, meias de cores para meninos pelos pregos
cima, tramoia do Porto muito boa, rara, a 80,
100,120 e 160 rs., fitas de linho brancas e de ce-
res a 40 rs. a pega para acabar, grozas de penas
de ago a 500 rs., tem nm resto e sao superiores,
frascos de opiata para liropar deDtes a 400 rs.,
copos com banha muito fina a640, frascos de
banha de urso a 640 e 500 rs., varas de laby-
riuthos de todas as larguras e por todo o prego
para acabar, espelhos de columnas brancas a
10500, pechincha, carleiras para guarlar dinhei-
ro muito boas a 500 rs., frascos com cheiro rmiito
finos a 500 rs., realejos para meninos a SO rs.
cada um, baralhos portuguezes a 160, o duzia a
1(440, baratissimo, duzia de botdes madrepero-
la para paletot a 480, cartas da alfineles para ar-
mador a 120, varas de franjas para cortinado a
200 e 240, muito barato, botes de ridro enm
p para casaveques de senhora, duzia a 240 ra.'
todas eslas fazendas eslao perfeilas, e vende-se
barato porque precisa-se apurar dinheiro para as
aecessidades, e por isso toco fogo.
rogressivo
Progressisla.
Vende-se nos armazens do largo do Carmo n.
9, e ra das Cruzes n. 36, maoteiga iogleza flor
da safra velha a 800 e a 1$, da nova chegada l-
timamente em barrister abatimento, affianga-so
ser manteiga que outro qualquer nao pode ven-
der por menos de 1&440, (nao serviodo isto de
offensa aos aossos collegas.}
Na ra do Queimado, sobrado
amarello n. 31, loja de A. L-
Santos & Rolim,
vendem-se chales de merino finos com 14 quar-
tas bordadas de seda i ouro a 4], ditos melhores
a 5J, ditos superiores a 6 e7$000.
tiaada Vnzala iNoYa n.42
Venda-se em casada S. P. Jonhston &C.
sellinse silhoes nglezes, candeeiros e castiga*:
bronzeados.lonas agieses, fio de rala, chicle
para carros, e monuria, arreios para carro da
ua dous cvalos relogios da ouro patenta
nglez.
#Recomaiendaco aos Srs.g
de^Dgeiiho
Panno azul de superior qua- S
r lidade para roupa de escravos a :
5 900 e S.
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre se encontrarlo as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para homem como para se-
nhora, por serem recebidas por todos os vapores
vindos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
prego de 2g500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
Polassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qnalidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
[Nova loja de funileiro daj
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Joa da Fonaeca participa a
todos os seus freguezes tanto da praga
cmodo mato, e jontamente o respeita-
vel publico, que tomou a deviberago de
baixar o prego de tolas as suas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
tortiment de bahs e baciat, tudo da
differentes tamanhos o de diversas cores
em pinturas, e juntameute um grande
sortimento de diversas obras, contendo
banheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas para caf e camas de vento, o
que permite vender maia barato possivel,
como seja bahs grandes a 4$ e peque-
nos a 600 rs., bacias grandes a 5 e pe-
queas a 800 rs., cocos a 1$ a duzia. Re-
cebe se um official da mesrua offleint
para trabalbar.
'Www PWwWBWPo7w WrW V^tV "W^^P0V^rW^rW?*t
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & G.,
ra. do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patale ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesaos.
Arados americanose machina-
para lavar roupa: emeasa deS.P Jos
hnston & C. ra daSenzala n.42.
Cintos pretos e de
.cores.
Na loja ua aguia de ouro, ra
do Gabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, taoto pretos com
eofeites de cpntioha, como dourados, e de liadas
fitas e C velas, o maia fino que se pode eocontrar ;
isto na loia Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de supe-
rior qualidade : a tratar com Jos Sa'
Leitao Jnior, ra do Trapiche n. 15.
Ctias com mjsta proptia ara casas a 2} : no
armazem do Sr. naea difracte da porta da al-
fa ndega.
0 pavao da ra da Impe-
Iriz o. 60.
Loja de Gama Neete estabelecimento existe um completo sor-
timento de fazeodas propriaa para senhora e ho-
mem, etc., etc.
Para senhora.
Ricos eofeites com franja e borllas a 5 e 8*000.
Grosdenaples de corea muito encornado, cova-
do 29000.
Dito lavrado de muito bom goato, covado, 2(840.
Organdya, bellisaimoa padrea, vya a 960 ra.
Mimos do co, fazeoda muito moderna, covado
a 1*200.
Manteletes de fustao branco muito finos e bom
gosto a 8S000.
Ditos de filo preto e capas a 7>.
Tarlatanas de todas as cores, vara a 800 ra.
Camisetas com gollinhas e manguitos a 30.
Ditas com gollinhas muito finas a 5>.
Gollinhas para senhoras e meninas, de fuslo,
a 640 rs.
Ditas proprias para senhoras e meninas, bordadas
a800rs.
Ditas propriaa para seohoras, muito Unas, a 19.
Para homem.
Paletols de casemira de cores a 16$.
Ditos pretos de paoao muito tino a 16?.
Ditos ditos de dito a 18.
Ditos de casemira e panno m jito fino a 20$.
Caigas de casemira muito superior a 8j.
Ditas pretas muito finas a 8$.
Golletes de velludo, setim, gorgurlo 9
Chapeos de sol de seda a 6$.
Caigas de ganga franceza a |.
Ditas muilo eucorpada de brlm a 2#.
Damasco de la com 6 palmos de largura proprio
para coberta, ou para mesas e pianos, etc., etc.
Mullas oulras fazeodas deizamos de mencionar
os pregos para nao enfadar, bem como um gran-
de sortimento tie tiras bordadas muito finas, chi-
tas francezas de todas as coree e qualidactas, e
tambem inglezas, saias balo para senhora e me-
ninas, cassas e cambraiasde todas as qualidades,
grosdenaples pretos de superior qualidade ; do-
se as amostras com penhor ou se mandam levar
em casa das familias que quizerem fazeodas ba-
ratas. O pavao est na porta.
Milita gravata ba-
rata.
HJM
4o publico.
Reslibclecido da grave molestia que portanlo
lempo me ha consumido, volto ao exercicio de
advogado e espero do publico o favor que sempre
Ihe hei merecido. Em commum com o Sr. Dr.
Joao Baptista do Amaral e Mello, os que se dig-
narera procurar-nos acha rao sempre no escrip-
torio das 9 as 3 da tarue um de os. Tudo era-
pentiareraos para bem servirmos aos que nos qui-
zerem honrar. O nosto escriptorio na ra do
Queimado o.4l, ultimo sobrado que faz esquina
para o becco da Cougregagao.
Dr. Aotonio Borges da Fooseca.
OfTVrece-se um rapaz de 18 annos para cai-
xeiro de taberna, armazem ou outro qualquer es-
tabelecimenlp ; na roa Direita, loja n. 35.
Precisa-se de um bom copeiro, sendo forro
ou captivo, com boa conducta ; a tratar na ra do
V-.gsrio d. 2.
cobertos edescobertosr pequeas e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora da
um dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo u'timo paquete inglez : em casa de
Sonthall Hellor G.
iuija de fazendas \m}
DE
Martinho de Oiivei-
ra Borges.
Ra da Cadeia do Recife u. 40.
Vende-se o seguinte :
Cortes de seda de cores com pequeo
toque de mofo a -20g, 30|, 409 e 50g.
Casaveques de cambroia bordados com
fitas de 8$ a 12-j.
Cassas de csspmira e merino de cores
para senhora de 10$ a 15^.
Camisiohascom manguitos e golla bor-
dada de 4* a 6g.
Casaveques de fustao branco e de cores
d- 63.8S e IOS.
Capas da tilo de teda preta com reodas
e vidrilhotde 129 a 209.
Gollinhas de traspasso arrendadas e bor-
dadas de 3g a 59-
Maoguitos de seda de cores de 109 a 15.
Manteletes de cambraia bordados cora.,
fitas de 89 a 10.
Manguitos de pafoscom fitas de 33 a 43.
Manguitos bordaJos de ponto inglez de
2g. 39 e 49.
Vest ios de barego de l e seda a 10J
e!59-
Ditos de cambraia brancos bordados de
159,209 e 259
Sediohas de quadros com pequeo to-
que de mofo a 640 rs. o covado.
Grosdenaples decores com igual toque
a 1$ o covado.
Na mesma loja encontrarlo muitos
ohJArtos dp gosto p em perfeito .atado.
Armazenada
de Pars
DE
Magalliacs & Hiendes.
Ra da Imperatriz, loja armazenada de 4 portas
n. 56, recebeu um bello sortimento de fazendaa
novas, a ser la e seda de quadros para vesti-
dos a (ilO o covado, novos vestidos brancos bor-
dados com babados a 59 e 69 o corte, pegas de
brptanha do roto a 29 e 29500, pegas de cambraia
finas para vestidos a 2g500, 3S e 39500 a pega,
chitas largas francezas a 240, 260, 280 rs. o cova-
do, ditas inglesas a 160,180 e 200 rs. o covado,
gollinhas e manguitos com botozioho a 33,de di-
versas qualidades, saias de balo para senhoras e
meninas com 30 arcos a 39. 3*500 e4S; dao-se as
amostras de todas as fazeodas para ver as quali-
dades. A armazenada est aberta das 6 horas da
manhaa s 9 da noite.
DA
VICTORIA,
NA
/ua do Queimado n. 75,
Junto a loja de cera.
Nesta loja ven Jem-se as seguinies miudezas e
oulras muitas por pregos baratos, s para quem
comprar victoria sempre cootar :
Carldes de clcheles fraocezes muito bons a 40
rs. o carlo, e duzia a 400 rs.
Agulhas francezas muito boase verdadeiras a 120
rs. a caixa com 4 papis, e avulso a 40 rs. o
papel.
Agulheilas para enfiar vestido a 40 rs. urna.
Linhas victoria em carretel com 200 jardas a 60
rs. um, e duzia a 640.
Ditas de 200 jardas de Alezauder a 900 rs. a
duzia.
Ditas de Pedro V em carteo, branca e de cores a
60 rs. um carto.
Ditas de meiada de peso verdadeiras a 240 rs. a
meiada.
Pappis com cento e tantos alfineles francezes a
40 rs. o papel.
AIGnetes de cabega chata grossos e finos a 120
rs. a carta.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Caivetes linos de duas folhas para peonas a 200
rs. um, e duzia a 29
Laa de todas as cores para bordar a 69500 a libra.
Peotes muito boas de baleia para alisar a 220,
240, 280 e 320.
Ditos transparentes tambem boos a 360 e 400 rs.
Enfladotta do luodo a 60 rs. cada um.
Meias cruas brancas e de cores para homem a
160. 200, 240. 280 o par.
Ditas brancas muito finas para seohora a 240, 280,
320 o par.
Espelhos dourados para parede redondos e qua-
drados a 39500 cada um.
Talheres para crianzas
Vendem-se talheres pequeos
criaogas a 320 cada um : na ra
loja d'aguia branca n. 16.
proprios para
do Queimado,
EAMINERAL
NATURAIXEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ruaaala Cruz n.22
Gami-
mfmfm
alQnetes de ouro e brilhantes.
Na officiod photographica da ra do Cabug o.
18, *ntra 1a pelo pato da matriz, existen lindos
aloetes <*om brilhantes e ao goato de Luiz XV,
para a coltoragao de retratos; ha tambem urna
variada collocgao de alfloetea de ouro ce*, e
tem pedras. O prego dos alneles com os re-
tratos varia m de 169 200g. Nt mesma casa
veodem-s .bellos espetos com moldura* doura-
tt para ornar salat de luso e tratamento ; or-
-raseeMd* B*ra cortinadot de jaaellas e para
quadros, assim como coraes para o mesmo flm.
Vende-te talo a pregos razoat-eis ttedertdos.
Precisa-se de ama criada portastM para
ata de pouca familia : aa ra Nova e. 93.
sas inglezas.
- Acaba de cliegar ao armazem de
Bastos & Reg na ra Nova junto a Cod-
ceicao dos Militares urna grande quan-
tidade de camisas inglezas com peitos
de linho muito finas pregas largas, e
por ser grande quaatidade tomamos a
deliberacao de vender pelo diminuto
preco de 35$ e a 40$ a duzia, sao as ca-
misas mais recornmendaveis que tem
apparecido no mercado.
Vetiue-se osuDra jo de dous andares ua ra
da Senzala Velha n. 54; o armazem est arrea-
dado a um negociante para depotito de fazendas,
e oaobraio sempre tem encontrado alugadur por
offerecer bastantes commodos, largo e teta fun-
dos de ra a ra, exisiindo no. lado de detraz um
telherro que eili arrendado para agougue, e per-
tence mesma casi ; oa fundas teem (al ezlea-
o que do espago a edificar-se na outra ra
outro aobrado, fleando meio aioda, terreno para
quintal de ambas at catas ; veodo-te por prego
enromodo, pois seu dono tem fue remir alguns
compromitsot : tratar oa ru* do Imperador
u. 54. primeiro andar.
Vendem-e travs de boa qualidade, de 40
e 50 palmos de comprido, e 12 pollaftijej ale
grotsura ; na estago das Cinco Ponas, a tratar
com o mesmo dono na meatos estagio.
Nova pechiocha.
Chitas largas francezas, covado a W e 240
rs., aseados francezes, covado 180 rs., cortea do
mismo a 2,000 rs.: na roa do Queimado n. 44.
JAYME

Largo do Terco
n. 23.
Vendem-se balataa muito novas 80 rs. a li-
bra, assim comooutrot gooeros mais baratos que
em eutra qualquer parte, nao ae diz o prego para
nie espantar! 11 [a dinheiro 4 vista).
ATTENgO.
Vende-se urna eacrava moga perfeitaoaente ea-
gomraadeira, coatureira, fat larrintho, -e ceal-
nka tambem com perfeigio, com ama ria de
tuaoe meie qnem pretende-la, dirija-ee ae pt-
meiro andar da cata aa ra do Livraaseito Ba-
stero 38.
Veodo-te a ermaeio uteoerHoe, signas
5eneros que estao na casa do largo do Terqo n.
4, e aluga-se a mesma caaa : os pretndanles
dlrijam-M a ra das Cruzes a. 32.
Gabelleireiro tranqador, edesenhador
em cabellos,
Com seu estabelecimento oa ra do Queimado
n. 6,1* andar, continua a receber encommeu-
das de objectos teodeotes a sua arte, garaotindo
perfeigo e mdico prego.
Agoa Imperial
para lavar a cabega, limpar as caspas e evitar a
queda dos cabellos.
Vende-se na ra do-Queimado, casa de ca-
belleireiro.
Flores finas a' 1$500 rs. o ramo 1!
Vende-te na ra do Queimado, cata de ca-
belleireirc:
Agoa de tingir cabellos.
Vende-se na ra do Queimado, caaa de c-
belleirelro.
Pechincha sem
igual.
E' chegado a superior carne do aerlao legiti-
ma mate de Serid. pelo diminuto prego de
3x0 ra., eo se encontra na boa f, por ser o es-
tabelecimento que temer recebe a flor da car-
ne d'aquelle lugar, e bem aatim como queijos e
lingutgas do mesmo lugar; os fregueses sena-
rio barate peta boa qualidade do qualquer am
dos gneros. Vendem-se por este prego por ha-
ver raoebido grande paegio-
PHIUMUM-lUBTHOLftKe
Roa larga 4o Rosario n. 36
Rob 1'Affecteur.
Pilulat de Allexou.
Ptalas awterioaoai.
VertailuRe iagjez.
Pilulaa Holloway.
Uagaento Hollowtj.
J chegou o prompto
alivio,
bem como oa outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway A C de New-York Acham-aa
venda na roa da Imperatriz n. 12.
garam as instruccoes completas para se nsarem
estes remedios, contendo nm ndice onde se po-
de procurar a molestia que se desoja curar, os
quaes se veodem a 18000.
1?ara se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria eocommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
jos os outros ; por isso quam quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado o. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabo de niarim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
flm e madreperola a 2J e 2g300 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os deoles, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa via-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorli-
meoto das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
aperfeigoa-
mentos, fszendo pasponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na rea da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expresamente para as mesmas ma-
chinas.
Enfeites a ga-
ribaldi.
Muitos lindos eofeites a Gsribaldi para senho-
ras a 8?, ditos fiogindo palha porm de aedas a
89500 cada um, ditos de vidrilhos a 1 $800 cada
um ; na loja da victoria, ra do Queimado nu-
mero 75.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
am novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de differen-
tes cores e larguras, a como sempre as est ven-
dendo baratamente a 1>, 3, 4 e 5 a pega, pregos
estes que em nenhuma outra parle se acham, e
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
Attenco.
Vende-se confronte o porteo da fortaleza d Cinco Ponas o seguinte : carrogas para boie e
cavalloa, cardnos de trabalbar oa alfandega, di-
tos de mo, torrador de caf com fogo, dobradi-
as de chumbar de todos os tamanhos, bocea de
irnalhas para fornos, grandes fechaduraa de
ferrolho e tambem rodas de carroga e carnnhos,
rodas para carrnhos de mi, eixos pera carro-
cas e carrinhot, e outras quaesquer obras de
ferros.
Luyas de finacamursa
para militares ecavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvaa de camursa, o que
de melhor se pode dar nease genero, e aa est
vendeodo a 29500 o par ; os seohores officiaes e
cavalleiros que ts comprarem conhecero que sao
baratas vista de sua finura eduraco, e para as
obter dirigirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16. Adverte-ae que a quaatidade
pequea por hora, e por isto nao demorem.
Campea & Lima na rea do Cieepo a. 16,
tem para rendar um rico sortimento de laazUhae
de cores a 640 rs. o corado, bem como lindas
fofas de cambraieSpara gairnigao de vestidos por
diminuto prego.
Na loja d'aguia branca se encontra um graoe
e bello sortimento de grvalas de differentes gos-
tos e qualidades, e por pregos taes que em ne-
nhuma outra prtese acha. como seja, gravati-
nhas estreitas bordadas a 800 e 1J, ditas pretas e
de cores agradaveis a 19, 10200 e 1$500, ditas
com ponfas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim maco algOO. Pela variedade do sor-
Ta*mbe"m"che- I t'nBenl0 o comprador lera muitas de que ae agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Aos tabaquistas.
Lengos finos de cores escuras e fixas a imita-
gao dos de linho a 59 a duzia ; na rna do Quei-
mado n. 22, ns loja da boa f.
Brim braceo de linho muilo fino a 1$280 a
vara ; oa ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Riscadiohos de linho proprios para obras
de mecios a 200 rs. o covado ; na ruado Quei-
mado o. 22, loja da boa f.
3St&i6ai&M& jMMiaMfl fifeatt&fex
Eli!
4 fama trinmpha. f
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimaraes & Villar.
Ra do Crespo numero 17.]
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, las, chapelioas de pa-
lha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, tahidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e pregos, chitas frao-
cezas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabega de se-
nhoras, espartilhos de molas'e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para homeiis
paletols, caigas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grava tas, lencos, so-
brecasacos, calgado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Quem duvidar r ver
Quem duvidar v ver.
Levem dinheiro
Levem diubeiro
Levem dinheiro.
A A$, 4#500 e 5J.
Cambraia lisa muito fina a 40.a pega com 81|t
raras, dita muito superior a 5g, dita tambem
muito fina com aalpicos a 49500; na ra do
Queimado o 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
rapor francez urna pequea porgao de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de aeda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as est
vendendo a 11500 cada urna ; a ellas, antes qua
se acabem, pois s as ha na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
. Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba, a melhor que tem
vindo a este mercado, a 8&500 a arroba, a prazo
ou dinheiro : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cife n. 7, ou na ra da Imperatriz n. 60, loja.
Vende-se em casa de N. O. Bleber 4 C.
Successores, ru da Cruz n. 4 :
Carrogas para boiaupara oavallos.
Carretas.
Carrinhos de mo.
Relogios americanos de ouro. prala doura-
dos, igual em qualidade aos melhorea retogies
inglezes,
Enfeites de flores para ca-
samentas e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindoa e de-
hcadoe enfeites de florea tinas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, ti o mu proprios para as
senhoraa que vio a casamentas e bailes, e ser-
re igaalmeBie para paseeiea. Oe preces- ao 8f,
10 e lx. porm quem apreciar o bato conhece-
r que sao baratos. para iaso dirigir-te a ra
do Queimado,, loia d'aguia branca o. t6.
Farinha de mandioca, a me-
lhor que ha neste geuero,
igual a de Muribeca.
E' muito barate riela da ana mmmmt matdU
dada ; ao armazem si Fraga & Cabro!, raa da
atadle 4* Decs^. 18. deronte da guatea da Mi-
1 ft ndega. ts


N^-' UTA FOft i DI JtJLHO DliMi.
(*
(tocas, hespa
nholas.
Vendem-se no armazem de Antuoes Guima-
raes & C, Urgp da Asserabla n. 15.
w Venda-fe a taberna da rus de Santa There-
za n. 39, propria pata principiante por ter poucoi
fundoa: quera quizer dirija-se mesma, que
achara com quero tratar.
Em caaa d Joao d* Silva Faria, na roa da
Craso. 30, venderse o seguinte :
Relngios de ouro e de prata dourada.
Vicho tinto Bordeaux.ets.bacria.
Vinho tinto Bordeaux. engarrafado.
Viofao branca Bordeaux engarrafado..
Kircbi de Bordeaux engarrafado.
Abainthio de Bcrdeaux engarrafado.
Cognac de Bordeaux engarrafado.
Licor de Bordeaux engarrafado.
Ameixas de Bordeaux era latas
Coacervas de Bordeaux em frascos.
Doces de Bordeaux em frascos.
Velas de sspermacete para carro.
Atiendo.
Na ra do Trapicha n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimentd de.lt-
nhas de cores e branca* em carreteis do melhor
fabrcame de Inglaterra, as quaes se vendem por
precos mui razoaveii
Jts Dias Brando.
SBa da Lingueta 5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza i l}i libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a 1540O, pas-
saa a 560, conservas inglezas e portuguezas a
700 rs., atetria, talharim e nacarrao a 400 rs. a
libra, touciobo de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de poreo refinada a 480 rs lata com pelxe de
postas a 1J400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 53 a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
69800 a duzia, tanto em garrafal como em meias,
ervilhaa franoeza e portuguezis a 720 ra. & lata,
spermacele de 4,5 e 6 em libra por prego mui-
to en coota, vinho do Porto engarrafado fino
(velho) a 15J<500 ra., vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e ouiros muiros gneros que escusado
mencioca-los, que do cootrario se tornava enfa-
donho aos freguezes (Dinheiro vista.)
1 t
para agua.
Vendem-se esfriadeiras muito alva para agua a
49 o par; na ra do Queimado n. 75.
DA
FUNDIDO LOW-M0W,
Ra da Seo zalla Nova n.42.
Nestg astabelacimento contina ahaverum
completo sortimento da moendas eateias moen-
das para engenho, machinas da vapor ataixaa
ta farro batido a coado, da todos ostamanhos
para dito,
A12#000
a duzia de toalhas felpudas superiores ; na ra
do Queimado n. 22. na loja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andares e
soto na ra de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzes n. 18.
Vendem-se caixOes vasios proprios
para bahuleiros.funireiros etc. a 1$280:
q uem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
I Liquidaco
Rua do Queimado n.f
| i 0. loja de 4 portas. g
Vende-se as seguintes fazendas por
menos preco do que em outra qualquer ^
gfe parte, como sejam : 2
f Chitas francezjs cores fixas a 220 e 240 J
W Cortes de cassa frauceza a 29000 Qs
^ Chalys de apurado Rosto covadoa 500 42j-
Cambraia de seda dilo o corado a 440
Mimos do co dilo o covado a 400
fp Chales com palmas de seda a *
Qk l$600e 29000 m
? Camlsinhas de cambraia bordada
SSP para baptisado a jOOO W
| Ditas de dita para senhora e com fi
am gollinba a 3g500 n
P Chitos inglezas cores fixas a 160
9 Eguio de puro linho a vara a 800 %
fOk Cambraia lisa muito fina a peca a 58000
2i Chales de merino bordado a 5*060 J
*?? Ditos de dito liso a 38500 e 4gOOO m
^ Mantas de setim lavrado para se- A!
nhora a 1J600 ,2
Meias para senhora a 3S, 39500 e 4OOO W
Dit.s para meninas a 2$800 e 3$000 g
A Chapeos de sol de seda para se- g
nhoraa39500e 4$000 *
w Guardanapog adamascados a du- faj
fe zia a 28500 e 3*000 g
_ Toalhas de linho a duzia 5*000 2
' Riscadinhos de linho o covado a 160 *3
9 Corles de brim de linho de cores ffi
a 2*500 e 2g800 x?
[ Ditos de meia caaemira a 1*280 a 1*600 2
19 Panno azul fino covado a 1*280 e 1S600 fg
A Dito preto dito dito a 3*500, 4* a 5JJ000 Ot
A Cortes de casemira preta a 5* e 6)000
* Cortes de dita de corea a 4* e 5*000 1
19 Cortes de velludo para collete 3
fib a 1*600 e 28000 m
Ditos de gorguro a 1J6O0 *
P Brim branco de linho trancado a 1/000 1
A Paletots de brim de cor pardo a 38500 3
a Ditos de dito lona a 4J50O 2
Manteletes de fil preto muKo superiores a 8* ;
na ra do Crespo n. 10.
Damasco de seda.
anterior a 3*500 ; na ra do Crespo n. 10.
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do Catuga n. 1B.
Vendem-se massinho da coral muito fino a 500
reii o masso.
Tachas e moendas
Braga Filho & C., tem saropre no sen depo-
sito da roa da Moeda n. 3 A, um grande sor-
manto da tachas e moendas para engenho, da
muito acreditado fabricante Edwin Mar? a tra-
tar no mesmo deposito ou na rna do Trapiche
n. 4,
para senhora.
Sintoa muito bonitos para senhora a 3$ eada
um, flvelas muito lindas para sinto a l&"zOO cada
urna ; na loja da victoria, ra da Qoeimado nu-
mero 75.
A 8^000.
Chapeos de castor braoco. fazenda muito boa,
osquaesae vendern pelo diminuto preco de 88
cada um : na ra do Queimado n.- 39, loja de 4
portas.
Calvice.
A utilidade da pomada
indiana nao s de fazer
NASCER os cabellos, mas
lambem de dar-lhes for?a
para evitar a oalvice e nao
deixa-los embranquecer tao
cedo como quando ella- nao
fr applicada, alm disto
sendo sua composico for-
mada de substancia ali-
mentares, a abtorpcao pe-
los poros da cahega nao pode ser nociva. De-
posito en Pernambuco, ru do Imperador n. 59,
e ra do Crespo n. 3, e em Pari, Boulevard
Bonne Nouvelle. Preco cada frasco 3*.
Fazendas
no armazem da ra do
Queimado n. 19.
Toalbas para rosto de preco 500 rs. cada urna-
Chita.
Chita franceza a 220 rs. o covado.
Cortes de casemira.
Finos corles de casemira a 4*500.
Cobeitas.
Cobertas de chita a 1*800.
Capellas brancas.
Capellas de flores de lannja a 5*.
Lences de panno
de linho pelo barato prego de 1*900.
Algodao
de duas larguras a 480 a vara.
Grandes lences de bramante a 3J300.
Jaqus bordados
para meninos, fazenda muito fina, a 5$.
Sera costura.
Lences de panno de linho fino a 3*.
Baloes
de todas as qualidades e de duas saiss.
Cambraias de salpicos.
Modernas csmbraias de salpicos e muito finas
a 5* a peca.
Kmz&omtm tmmm desete*
Attenco
Fazendas e rou-i
pas feitas baratas
NA LOJA DE
Gravatiohas estrella,
Vendem-se superiores gravalinhas estreilss de
seda, nao s preta como de cores, pelo baratis-
simo prego da 1* ; na raa do Queimado n. 12,
loja da boa f.
E' de graca.
Ricas chapelioai de seda para senhora, pelo
haratissimo preco de 16* cada unta ; na ra do
Queimado n. ~
poucas
F .7 ^ "* ***m-m lia tu* wv
i, loja da boa f: (a ellae.que sia
Cortes* de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 a 3 baados a 5* : na ra do
Qoeimado n. 22, na loja da boa f.
Grandes colchas
de fuslao adamascadas, pelo prego de 6| cada
orna : na rna do Queimado a. 19.
*JL8- Ra da Imperatriz48j
Jauto a padaria franceza.
H Acaba de chegar a este estabeleci-
ment um completo e variado soriimeoto
de roupas de diversas qualidades como
*m sejam : grande soriimeoto de paletots
K de alpaca preta e de cores a 3* e 3*500,
ditos forrados a 4* e 4*500, ditos france-
% zes fa>enda de 10* a 690OO, ditos de me-
8 ri prelo a 6*. ditos de brim pardo a
3g800 e 4*, ditos de brim de cor a 3*500,
diios de ganga de cor a 3:500, ditos de
alpaca de laa amarella a imitago de pa-
lha de seda a 3*500 e 4*. ditos de meia
casemira a 4*500, 5| e 5*500, ditos de
casemira saceos a 135, ditos sobrecasaros
a 159, ditos de panno preto fino a 20*,
22$, 28*. ditos braocos de bramante a
3*500 e 4*. caigas de brim da cor a 11800,
2g500, 3*, ditas brancas a 3* e 4*500, di-
tas de meia casemira a 3*500, ditas de
casemira a 6*500, 78500 e 9*, ditas pre-
laa a 4g5Q0r 7>500. 9 e 10*. colletes de
ganga franceza a 1*600, ditos de fuslo
28800, ditos brancos a 2g800 e 3, ditos
de setim preto a 3*500 e 4*500, ditos de
gorguro de seda a 4*500 e 5*. ditos de
casemira preta e de cores a 4*500 e 5*.
ditos de velludo a 7*. 8$ e 9*.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam calcas, colletes, pa-
letots, camisas a 1*800 e 2*. ditas defusto
a2*500, chapeos francezes para cabeca
Uzenda superior a 6*500, 8$90O e 10*;
ditos de sol a 6f e 6*500, dito para se-
nhora a 4f500 e 5*. Kecebem-se algu-
mas encommeodas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no eslabelecimeoto para exe>
^ cutas qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Ricos corlea de vestidos de seda ea-
coceza superior a 14*. novidade em corte
de chita achaaialotida de ricos padres
com 14 corados a 5*. chales de merino
estampados de bonitos gostos a 6*500,
cambraia risa de Escocia eom 10 varas e
de vara de largura a 4*. 4*500 e 6>, su-
perior bramante o mefhor que ha a 25 e
2*200a vara de 4 larguras, sortimento de
meia para meninos e meeinas a 2*800 e
9$ a duzia, cambraia de salpico muito,fi-
na-a 700 e 806 rs. a vara, cuitas aortldas
fraocezas a 240, 260 e 280 rs o corado e
outras mui tas fazendas por prego s cmmo-
dea.
Vearfem-se. raecaa reeeaajmtet pariifcs,
e boas leiteiras, e 2 beis maosoedeearroca e de
canas e alfandoRa, lud' gordo r no nitro Tttrre
da estrada de Betem, pweirrtfo eigreginha deite
noma, esaaerda.
li3;il
* r
5.1-
a 38 a
Nozes
f Aranaga Hijo 4C, 1 |.Jm|no paha-ype
e a reuiho a 120 rs, a libra: ven-} Teneleni onca de ouro : na ra do Tra-1- MM lXMiJ ^A/aatiCS
de-se no armazem pragresm, largo da Penhi nu- niebe n. 6.
mero 8.
Attenco.
u
Ricos feries de seda dt 100*. pelo diminuto
prego de 30* por ter um toqueiinho de mofo :
ne armazem de fazendas da ra do Queimado nu-
mero It.
Gestos.
Yendem-se cestos grandes proprios para con-
ducho de pao e bolacha, muito melhorea que os
panacs pela sua fortido eaturar muito; na ra
Direila, padaria de Antonio Alves de Miranda
Guimaraes n. 69.
Yende-se urna porgo de barris vasios : a
tratar no pateo de S. Pedjm n. 6.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui oovos e
delicados chapeozinhos para baplisadoa ,. obra
mui perfeita e bem enfeitada, sendo cada um ea
sua bonita caixinha, e pelo baratissimo prego de
6*, nioguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Vende-se porgo de quiotaes de ferro em
vergalhdes quadrados de varias grossuras e
chumbo embarra ; rro armazem da travessa do
Carioca n. 2.
Coraes lapidados
* 500 rs. o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
500 rs. cada um : na roa. do Queimado, loja d'a-
guia branca o. 16.
240 rs,
Las escuras de padroes moderos o melhor
que tem apparecido, de liodaa cores, a 240 rs. :
na ra do Queimado n. 39, loja- de 4 portas.
Lila preta,
boa fazenda, a 280 rs. o covado.
Corles de casemira de cor fioa a 4$.
Ditos de collete de gorguro, bonitos padrffes, a
2*000. *
Panno fino superior, cor de azeitona, a 4*000 o
covado.
Casemira preta fina a 2* o covado : na ra do
Crespo n. 10.
Saldo Assa
Vende-se superior sal do Asan, a bordo do hia-
to cSaoto Amaro, fundeade defronte do caes do
Ramos : a tratar com o mestre a bordo, ou com
e dono no trapiche do algodao.
Liquidi
acao I
gRua do Queimado loja de!
& 4 portas n. 10. j
$& Vende-se panno de supeiiorqua- |
k lidade prora de limao cor de f
Q cafe a 3jj. ,
i Dito verdea 3#. ,
fi Dito preto a 3$.
^ Dito azul a 3#. ,
Seroulas escossezas brancas a
9 H'200 e 1.S300.
^ Ditas de linho a 2600 e os.
^ Superiores manteletes de fil ,
m preto a ty.
^ Camisas de linho inglezas duzia ,
^ Ditas dita dita duzia a 35$.
Mt, Ditas dita dita duzia a
Ditas dita dita duzia 45$
Ditas dita dita duzia 50$.
Baldes
econmicos.
Chegaram loja n. 45 da ra da Cadeia do Re-
cae saias balao de gosto inteiramente moderno,
os quaes sao preferiveis aos de sqo por serem
fetos de cordo ; vendem-se pelo mdico preco
de 3* cada um.
Joaquim Francisco de Helio Santos avisa aos
seus freguezes desta pra$a e os de f6ra. qu
exposto venda sabaode sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; raassa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composico.
Thoni Lopes de Sena
Ra Novan. 32.
Recebeu em direitura de Franca bons
objectos de moda como sejam enfeites
de flores brancos e de cures para senho-
ra, capellas para noivas com ramo de
pejto e hombros.
Chapeos brancos e de todas as cores,
ditos para luto de seda e de crep, di-
tos de palha da Italia, ditos de ditos
para montara e passeio, ditos de palha
de cores para senhora e meninas, ch-
peosziobo de seda a Garibaldi para
mepinos e meninas.
Toacas de seda ede merino bordado,
sapatinho e meias para meninos se
baplisarem.
Fitas de seda de todas as cores e
larguras e de differeates quaiidadea, di-
tas cascarrilbas, fil de seda branco li-
so, dito de linho com salpico, aintos
com flvelas de a50 bonitos e de bom
goato.
Riquissimos vestidos de blonde com
2 saias e 3 babadinbos na primeira saia,
ditos de seda preto de 7 babados, veos
para chapeo de senhora e tocados para
os mesmos.
Batatas
em gigos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
18000 rs. o gigo, e a 60-ra. em libras : vendem-
se nicamente nos armazena Progxesso e Pro-
gressista 00 largo do Carmo n. 9, e ra das Cru-
zes n. 36, tambem lem grande porgao de quei-
jps prato que vendern a 560 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommeoda a bem coohecida eptovei-
tostt opiata ingleza para dentes, cuja bondade
apreciada por todos quantos della tem usado, e
sera mais por quem quizer conservar asgeogivas
em perfeito estado, assim como a alvura doa
dentes; costa cada caixa 1(500, e por tal pre$a
s deixaro de comprar quando a nao- acharem
mais na loja d'aguia branca, na rna do Queima-
do n. 16.
Escovas grandes
para carros, tapetes, etc.
Na loja d'aguia branca se enconlra mui boas
escovas grandes com cabo, proprias para se lim-
par carros, tapetes, ele., e por 2{>: nioguem dei-
xar de comprar urna escova de que necestita :
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Feijao de corda
No armazem de Tasso lrmos, ra do Amorim
numero 35.
S vende barato.
g| Acaba de chegar ao armazem
Z da ra.da Cadeia do Recite n.
8, um lindo sortimento de va-
ras douradas imitando Jacaran-
da' proprias para molduias de
espelhos, retratos e estampas pa
ra ornamentos de sala etc., as
ques se vendem por diminuto
preco
AleBca ao barato.
com
chaly
Vendem-se pecas de algodaozinho bom
pones araria a 5, 25SOO e 3, chales de
matizados para senhoras e meninas a 20500 e 3|,
aesim eomo outras mu i tas fazendaa a preqos ra-
zoaveis : na ra do Crespo n- 20 A.
Cambraias de co-
res a320rs.
Cambraias estampadas a malyz, fazenda muito
fina, padres nao vulgares e inteiramente novos,
pelo baratissimo prego de 320 rs. o covado : na
ra do Crespo o. 7, esquina que volta para a ra
do Imperador, loja de Guimaraes & Lima.
Sabonetes
1
a
Attenco.
Fazendas baratas para acreditar a loja na ra
do Queimado n. 69 : chales de lia eslampados e
fieos a 6,000 re., ditos de froco a 3,200 rs.. tenho
um dito de toquim preto que vendo por todo o
preco, chitas francezas escuras a 200 rs. o co-
vado, diUs a 240, 280 e 320 rs. o covado, cas-
sas finas a 480 rs: a vara, organdy a 560 a vara,
chapeos de sol de panno grandes baleiaa a 3.000
rs., ditos do sol ioglez a 11,000 rs., grvala de!
sedas a 320 rs.; quem tiver voatade de comprar'
fazendas baratas v a ra da Queimado n. 9, na
loja de J. Antonia da Suva Marques, que nao!
sabe sem fazendas, pois est disposto a vender
por lodo pre(o para apurar dinheiro.
[AIS{MSdlS&!A-l6aB2QBttttaiSaifitt
- ^w WPSJ Wrm I^S ^VVBrawBrWVnVVmvVRvVM
gnua do Crespo n. 8, loja de
|| 4 portas, admira a pe-
; chincha
Laa para vestidos fazenda que
outr'ora custava 8t.O rs. o cova-
t do vende-se a 240 rs., dao-se
j amostras com penhor.
Gneros baratos.
Caf a 200 e 260 rs. a libra, arroz a 100 rs.,
gomma a 80 rs., passas a 500 rs., vellas de car-
nauba 400 e 4*0 rs., espermacele a 680, banha de
porto a 440, serveja a 400 e 500 rs., garrafa de
azeite decarrapato a 440 rs. : na travessa do pa-
teo do Paraizo o. 16, casa de pintada de ama-
relio.
Tarelto a 2,600
alecs : na travessa do paleo do Paraizo n 16,
caaa piolada de amarello.
jPechicha chapeos ai
Garibaldi.
I
Ricos chapeos da palha enfeitadoa da
| ultima moda pelo baratissimo preco de
S 10$ : na ra da Cadeia do Recife n. 24.
sieaiwiQaiWiei

Recebe-se figurinos todos os mezes e
faz-se vestidos com muita perfeigao,
manteletes, capas e vestuario para me-
ninos se baplisarem e tudo mais quan-
lo perlence ao toilete de urna senhora.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recentemente pro-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para senhoua, sendo os afamados e
delicados enfeites de torcal com franjes e. borlas,
oolros tambem de torcal de seda eofeitados com
aljofares de corea e boriota ao lado, outroa- de
froco igualmente eofeitados com aljfar, e borlo-
tas, lodos elles de um aparado gosto e pereico,
oa preces de 8J e 10* sao baratoa & vista das
obras; alm destas qualidades ha outras para
3J e 4# : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16. .
Veodemt-se muita em cent quartolaede
muito boa qualidade, proprias par.deposito (Ta-
gua em caas particulares a sitios, e tambe por-
co da toneia grandes da boa madeira, qua alo
ptimos para depsitos de mel, e para as dtstila-
coea dos eagenhos, es quaes aa veadeaa a dinhei-
ro ou a prese, conforme se convencioaar: para
?er e tratar, a travessa do Carioca, arsauem- nu-
mero 2. '
Veude-se o engenho Tiriri, rito na comarca
do Gabo, eom aa proporcoes seguintes : dista da
estrida de ferro urna legoa, e porto para embar-
que m distancia de 200 bracas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muitos terrenos para se
abrirem com faoilidade, ha grande cercado e
muitii malas Este engenho novo e bem obra-
do ; a tratar aa ra da Praia n. 47, seguodo an-
dar, tu ne engenho Gafund, sitio em distancia
de meia legoa da eslscao deOIlnda com o abaixo
assigoado.Joo Paes Barrete.
BiRAOoLIVRAMEi^TO
Largo da Assembla n. 15.
Ha ronlinuameota para vender nesle novots-
tabeleoimejito seguiste:
Ceea>de.aaraaiiba em por^aa ou a retalho, qua-
lidade regular e superior. -
Sebo do Corlo em estriabas de 1 a 4 arrobas.
Barricas com sebo do Rio Grande, ea perenes
o relalaa.
Vela* da carnauba) pora, em cahlaaa de 1 a 4
arrobas.
Meioa da solt, diffcreales qualidades, em por-
Ses ou retalho.
Courinbaa oarUdae.
Fariaha de mandioca par 1*500 a sacca.
Farello, em sacaos grandes, por 3)690 o aacao.
de amendoa, em caixinfaas de loura a
500 rs. cada um.
Vendem-se abneles de amendoa para barba,
cada um em sua caizinba de louca a 500 rs. ; na
ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
| Na loja de marmore |
Vende-se muito barato*
m Para senhoras.
0 Ricos vestidos de seda moirantic.
9 Ditos dito de dila grod-fric.
Ditos dito de dita babadinhos.
Ditos dilo de dita dous fulhos.
Ditos dito de dita phaolasia.
Ditos dito de dila bareja-babadinbos.
Ditos dito de dita cambraia brancos bor- 9
dados. #9
Ditos dito de dita pretos tecidos avellu- 9
dados. #
Ditos dilo de dous folbos babadinhos. 9
Riquissimos vestidos de larlatioa brancos. 9
Dilos ditos de blonde para casamentos. ti
Ditos leques de madnpeola. 9
Ditos ditos de sndalo. flj)
Ricas pelerinas de renda e seda. 9
Manteletes do fil pretos. 9
Dilos muito ricos de velludo. %
Ricos bournus badoinas para sabidas de #
bailes e thealros. 9
Reos chapeos de palba de Italia. $9
Ditos ditos de seda. 9
Gollinha?, manguitos e camisinhas de lo- 0
das as qualidades. O
Saiai bordadas de algodao. 0
Ditas ditas de linho. %
Ricas sombrinhas de seda muito modernas, 9
Enfeites de flores. 0
Ditos de froco. 9
Ditos de Da. @
Para senhoras.
Casaveques de lia.
Penles de tartaruga.
Ditos debtalo com enfeile.
Ditos de dito seu. enf-ite.
Cbalea de merino muito modernos.
Ditos de cachemira bordados.
Ditos de touquim. '
Ditos de froio.
Ricas mantas de blonde para casamento.
Camilas bordadas muito finas.
Meias de seda muito Unas.
Ditas de dita prelas finas.
Enfeile de vidrilho preto.
Dilos de ditos de cores.
Lencos de labiiiotho.
Pronhas de labuinlho.
Toalbas de labirinlbo*
Lencos de linho bordados.
Gravalinhas muito modernas.
Plumas brancas e de cor.
Fitas de seda de apurado gosto.
Franjis, cascarrilbas, tranca e rifa e fita J
estrellas de seda.
Para hpmeos. %
Paletots de panno fino. 9
Dilos de casemira. 9
Ditos de brim lona (brancos.) SJ
Ditos de brim de cor.
Caigas de casemira de cor e de padres de Sj)
muito goito. 6J
Capas de guta-percha. tj>
Perneiras de dita. <
Calcas de dita. 0
Capucbdes de dita: g
Meias de cor. SJ
Golleles de casemira.
Ditos de la e seda.
Ditos brancos.
Ditos de velludo preto. f
Ditos de dito de cor.
Calcado Meli. 9
Dito de vaqueta. 0
Dilo de duas solas. a
Sapatos entrada baixa. g
Chao eos de lootra. a
Ditos de castor branco. a
Grivatesde renaa a Garibaldi. mt
Ditas de setim. g
Ditas de gorguro e seda. a
Colarinhos dos mais modernos. m
Camisas de linho inglezas.
Ditas ditas francezas. Z
Para meninos.
Ricos vestuarios de seda.
* Dilos ditos de la.
' Ditos ditos de fuslo.
* Ricas camisinhas bordadas para baptisado. J
r Ricos sapatinbos enfsitados para bapti- f
sado;
Reles de todas as qualidades.
J Chapeosinhos de palha de Italia.
Casaveques de la.
* Extracto de sndalo muito fino.
i Essencia de sndalo muito fino.
Caiiinhas de tartaruga.
Carteirinbas de apurado gosto.
9 Ricos jarros com banha.
P Um grande sortimento de riquissimos J
quadros a oteo.
Ricos transparentes para janella.
Caixtnhas muito ricas proprias para guar- 9
9 dar joias. 9
9 Banha muito fina a Garibaldi. 9
E outras muitas fazendas e perfumaras 9
9 Qe deiximos de mencionar, por haver 0
um grande sortimento.

Loja das seis portas em
frente do Livramenlo,
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
calcas da caaemira pretaa e de cores, ditas de
brim a de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 43, ditos de fustao de corea a 4J|,
ditos de estamenha a 4$, ditos de brim pardo a
39, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
dolletea de velludo pretos e de cores, ditos de
corguro de seda, grvalas de linho as maia mo-
bornaa a 200 rs. cada urna, collarinhoa da linho
ga uliima moda, todas estas fazendas se venda
paralo para acabar; a loja esl aberta das 6 ho-
ras da manha at as 9 da noite.
Cortes de meia casemira de urna s cOr, fazen-
da superior, pelo baratissimo preco de 29 cada
um: na ra do Queimado h. 22, na loja da boa f.
Chales de merino estampados a 29500 : na
roa do Qoeimado o. 2, leja da boa f.
Vende-se*
Fax-a todo negocio com urna quarta parte do
sitio e caaa de vlveada no logar do Peres fregu-
zia dos Affogados, sendo a casa edificada a 4 para
frsDWoa, da pedta eca! raaitaearvoresfructferas
siwai, cacimba pnacipiada de agoa doce estri-
bara & & tendo a casa 4 quartos duas salas co-
zfota'for*, eportio: a tratar na ra do Quei-
mada u. 47.
de palba fina, ou cestinhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se achara mui lindos e
Meneados cabazes de palha fina, ou cestinhas en-
fetadas, proprias para n meninas de escola, ou
mesmo para costura de senhoras, e custam 4 e 59
0 que baratissimo vista da perfeico e bom
gosto de laes obras, as quaes se vendem em dita
foja d aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Libras siernas.
Vende-se no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira di Filho, largo do Corpo Santo.
Travessa do Pires n 1.
Joseph Grosjean em sua officina vende 1 ca-
briolet novo, 1 carro americano para 1 cavallo,
1 cabriole! em bom estado, que vende muilo em
conta, assim como encerado preto a 29300 o ce-
vado, e comprando em peca ha de ser mais ba-
rato.
Acaba de
chegar
novo armazem
DE '
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados a fazendaa e todos
estes sa vendem por precos muito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
I 269,289. 309 a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16$, 18f, 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padres a 149.169, I89.209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99, 109,129 e a 149. ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 89, 109, el2$, ditos
de sarja de seda a sobrecaeacados a 129,
ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merino cbinez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palba de
seda fazenda muito auperior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fuslo a 39500, 49
e a 49500, ditos de fuslo branco a 49,
grande quanlidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49, ditas de brim de cores
finasa285U0, 39, 39500 e a 4$, ditas oe
brim brancos finas a 49500, 5$. 59500 e a
69, ditas de brim lona a 59e a 6$, colletes
de gorguro preto e de cors a 5$ e a 6$,
ditos de casemira de cor e prelos a 4g50
e a 59, ditos defusto branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4$.
ditos de merino parsluto a 49 e a 49500,
caigas de merino para luto a 4500 e a 5$,
capas de borracha a 99. Paia meninos
de todos os tamanhos : calcas de casemira
prefa e de cor a 5$, 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 2$, 39 e a 39500, paletots sac-
eos oe casemira preta a 6| e a 79, ditos
de cor a 69 ea7f, dilos de alpaca a 39,
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
14, ditos de alpaca preta a 59, bonels
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos H
para meninaa de 5 a 8 annos com cinco A
babados lisos a 89 e a 12$. ditos de gorgu 1
rao de cor e de la a 59 e a 69, ditos de o
brim a 39, ditos de cambraia ricamente $
bordados para baptisados,e muitas outras |
fazendas e roupas feitas que deixam de Si
ser mencionadas pela sua grandequanti- $|
dade; assim como recebe-se toda equal- i
quer encommenda de roupas para se S
mandar manufacturar e que para este fim 9
I temos um completo sortimento de fazen- l
SJ das de gosto e urna grande officina de al- S
M faiate dirigida por um hbil mestre que *
X pela sua promplido e perfeigo nada dei- X
JP xa a desojar. ai
$M3diHKeK-et6aioeieeiettssK*E
pechincha.
muito iocorpadas, cova-
com bolo para
Sediohas de quadros
do a 800 rs.
Golinhas de fuslo bordadas
senhora a 640 rs.
Dilas de dilo lisas com botao a 500 rs.
Manguitos a balo com punbos e gola borda-
i dos com bolozinhos a 39.
Manguitos a balo com punho e gola a 29500.
j Baloes elsticos a 39 e 39500
E outras mais fazendas muito baratas : na ra
! da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Fer-
( reros.
I Coral de raz
Vende-se muito bom coral de raiz, o fio a 19 :
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
para vestidos de senhora e
roupiubas de enancas.
Na loja d'aguia branca se enconlra um bello
I sortimento de franjas de seda, la e liuho, bran-
| cas e do cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como urna diversidade de galo de seda e
linho, brancos e de cores, abertos e fachados, lar-
gos e eslreitos at o maia que pnssitel, trancas
tambem de seda, la e Bho, de differenles qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taer cousas : por isso quem precisar
de laes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, que ser bem
servido.
Entre-meios
os melhor es que se tem visto.
A loja d'aguia branca recebeu um esplendido
soriimeoto de ntremelos de delicados bordados,
e gostos inteiramente novos, com diferentes lar-
guras, do mais estreito at mais de 1|2 palmo,
suas diversas applicaces escusa dizer-se porque
todas as senhoras sabem : os precos sao de 2 a
59 a pega conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o bom, itrfalli-
velmente os comprar : na loja d'aguia branca,
na roa do Queimado o. 16.
Vende-se urna canoa nova sahida do esta-
leiro, e tambem se troca por lijlos,muito propria
para condueco de capim, ou para carregar bar-
ro para olerias : quem pretender, dirija-se a ra
do Brum n. 55.
Vende-se o deposito da ra do Arago a.
26, o qual tem poueo fundos : a tratar do mesmo.
Eserayos fgidos.
Fugio na raanha do diaSdo correte o es-
eravo Cosme, criouto. estatura regular, testa bas-
tante grande, com falta de dentes, representa ter
35 annos, muito ladino, fui escravo do Sr. Joo
Valentim Vilella, e bastante conhecido nesla
praca, tem o offlcio de pedreiio e tambam emen-
de de cars-pina, gosta de andar pelaa tabernas por
ser muito dado a bebidas espirituosas, levou ves-
tido urna camisa de algodao, urna caiga velha, e
um chapeo de feltro escuro lambem velho ; quem
'o pegar, leve-o ao sitio de Antonio Leal de Bar-
ras, estrada de Jeee Fernandes Vieira, junto ao
Manguinho, que sera recompensado.


(8)
DIARIO M rilIfAMBUCO; *, 8B1TA FURA 11 DI JULHO E 1811.
Litteratura.
DISSERTAGlO.
Offerecidaao mea respeitavel mcstre
o Illm. Sr. Dr. Francisco Pialo
Pessoa, murto digno lente da terceira
cadeira do Corso Commerciai

Pcrnambncano.
. Colina io o homem na sociedade, poderla aca-
so su&lrohfr-ae a lei das trocas ou permutas de
uu ebjectos para coro outros? O bomem tem
[oreas physicas, o homem tem forgas moraes, o
hornera, c-iniiin. tem forjas intellectaes; e po-
deria este homem sem o soccorro dos outros, e
sem a troca existir em a sociedade ?
A sciencia econmica, portado, que lhe for-
oece os meios maw facis.para que elle possui-
dor de lo vantajosas circumstaocias, podesse,
fazealo urna justa e methodica applicaco. tirar
coso consequeocia desse principio, resultados
seguros de um to grande capital.
O homem tem forgas physicas, como j disse,
elle por um acto de sua natureza, as applica oo
apereigoameolo dos objectos que lhe offerece a
pro liga nalurezi ; os agentes uaturaes, soccor-
ros rnaravilhosos da Providencia, o ajudam, e
el.e guiado por um preseatimeolo de seu cora-
gao de que tirar resultados felizes de seus es-
frgos, modifica a substancia creada, d-lhe
urna forma maisaccommodada s suas necessi-
dades, tira-a do meio daquellas, que apenas tem
o cuoho da creago, e conslilue, por conseguid-
lo, seu producto, sua riqueza e sua possesso
A riqueza, j ento, existe para elle, j pos-
se, sem ruado de errar, um capital, esta me-
tamorphose, para assim dizer, desse objecto que
ha pouco nenhuma forma caracterstica entao
possuia. Essa riqueza tornar-se-ha para elle
um capital, esse capital adquirir outros capi-
laes ; esses outros mais outros. que o constituir
seohor de urna porcao do mundo material, a qual
se poder denominarriqueza.
li harer, porrentura, homem algura, quo lhe
nao seja preciso estudar a economa poltica,
csse thesouro de ricas destribuires, esse cofre
e rantajosos resultados?
O commercio para o homem essencial sua
natureza, si impossivel para o mesmo ho-
mem, o viver em dissociabilidade, tambem im-
possivel lhe ser viver absolutamente sem com-
mercio.
O commercio, troca regular de todas as mer-
cidoriss, quer reaes, quer representativas, nao
se podar operar integralmente sem que o ho-
mem nao tenha urna lei, um norte, urna balysa
em que se arrime, em urna palavraA economa
poltica.
Espalhados os primeiros homens sobre a Ierra,
precisando, por conseguinle, satisfazerem suas
continuas precises por meio de rigoroso tra-
balho, virara e conheceram que esse trabalho
lhe soria improficuo, a nao se associarem, e fa-
zc-rem do trabalho um niaio com modo e suave de
melhor.arera as suas necessidades.
D'ahi nasceram entao esses poderosos resulta-
dos de seu engeoho ; e o homem sendo o ver-
da ieiro re da natureza, na parase da escriptu-
ra, e concillando os agentes naturaes com sua
intellectualidade, fez apparecer as grandes ma-
chinas de lecer, os ricos vasos vapor, os ligei-
ros wagons e o telegrafo elctrico I
Ento a subdiviso do trabalho se lhe apr-
senla como o primeiro motor na acquisicao de
novos capitaes, e elle o que nao poderia fazer
em 2 ou 3 annos, em 4 ou 6 dias o apresen-
la r.
capital com facilidade adquirir outros ca-
pitaes, e as raercadorias sero trocadas de ma-
neira a satisfazerem completamente as nossas
nocssilades ; e os agentes naturaes uuidos ao
ungenhoso methodo do espirito humano procura-
r libertar o homem do rigoroso peso de um
constante trabalho.
C doixar, acaso, o homem de recoBhecer a
necessidade que tem de espalhar o seu capital,
e fazer com que as mercaduras sejam fcilmen-
te trocadas ?
Conheceudo-se que mercadoria se deva cha-
mar a ludo aquilo que susceptivel de troca,
convrn que o homem procure estudar o enge-
nh.iso mel de troca-las a ponto de operar por
e3e meio um resultado vootajoso para si, assim
como para lod'a sociedade.
E nao 3er, perventura, a moeda, considera-
da u'essa ou d'aquella forma, urna mercadoria
como dizera todos os economistas? Sim, por-
tante, ella dever estar no mesmo equilibrio de
todas as outras mercaduras, ella nao dever
augmeotar nem diminuir com deterioragao das
outras, e a proporgo que ella abundar em urna,
ou em oulra parle, tarabem pela mesma razo,
algumas das mercaduras diminuir em sua quan-
lidade.
Sabida e conhecida a necessidade da troca,
tarabem esl conhecida sua utilidade e vanta-
g~ns ; o hornera ente fracoe contingente, poderia
trsbalhar de modo que podesse satisfazer todas
as suas necessidades? Nao.E que deveria el-
le fazer para satisfazer essas necessidades que
de continuo lhe exige essa salisago de sua na-
tureza ?
Dotado o homem pelo seu mesmo Creador de
forgas moraes e intellectaes, possuiodo no cen-
tro de sua alma, o sublime dom da liberd&da;
couheceu que o seu trabalho n'essa ou naquella
cousa, que os seus esorcos empregados por
esse ou aquello modo, poderiam somonte satis
fazer em parte as suas necessidades, circunstan-
cia iolispensevel a toda a razo Ilustrada; e
ento procurando associat-se com seus seme-
lhantes, por conhecer tambem nelles a mesma
apiiJo, o mesmo destino, e as mesmas precises,
fraternisaram-se, e de maos dadas trabalham de
cjmmum accordo, para juntos tirarem um re-
1 OI.II11 t>l
OBATEDORDEESTRADA
FOR
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
X
{Conlinuacao.)
O marquez d'Hallay deu de redea ao cavallo, e
ia retirar-se ; a Americana porro cootere-o com
um gesto.
Mrquez, duas palavras mais.
Fallae depressa, miss Mary ; sou esperado
em ouira parte.
Tencionaes pernoitar hoje no rancho da
Ventana ?
Sim, miss ; tarda-me j ver se a Sra. d'Am-
broo to bella como, o era a senhonta An-
tonia.
Miss Mary refleetiu por alguns momentos.
Sn marquez, replicou ella, nao pensastes
anda n'uma cousa; e que se o acaso vus
der vantagem sobre o Sr. d'Ambron, a vossa vic-
toria oeste caso tornar-vos-ha mais odioso aos
olhos de Antonia I
E' impossivel descrever a expressao de odio,
paixo e viogaoca que semelbante declarago da
Americana fez apparecer no semblante do mar-
quez.
Nao me importa, senhora, que Antonia me
nao ame, disse elle lentamente.
Miss Mary estremecen : dir-se-hia que pela
primeira vez leve ella cooscieocia do papel abo-
mnavel que representava : as tornando logo
ao seu sangue fri replicou :
Pois bem, marquez, provocae o conde, j
que tal o vosso desejo ; pejo-vos porm que
me deis um prazo de vinte e quatro horas antes
de chegar a essa extremidade.
E o que intentis fazer ?
Aproveitar-me desse lempo para impedir o
vosso duello 1 Oh 1 nao me interrompaes: dei-
xae-me acabar o que teoho a dizer-vos. Dous
sentimentos vos guiam neste momento : a vio-
ganga e a paixo; e neste caso o vosso odio nao
seria mais bem salisfeilo. nao allingirieis melhor
ao vosso m, se o Sr. d'Ambron, em vez de suc-
cnmbir com o pensameulo consolador de aue a
sua adorada Antonia flearia eternamente presa
sua recordacao. assislisse tvo ainda e cheio de
amor deshonra dessa esposa muito amada?
Sim, mil vezes sim I Nunca conseguiris persua-
dir-me de que o indomavel sentimento que vos
(*j vide Diario a. 156.
saltado suQicieote de completamente satisfaze-
rem as suas necessidades.
E collocado o homem no centro de urna to
vasta circumferencia, elle laogou mo dos meios
que a natureza lhe facilitara ; aqui oceupa elle
um pedago de trra, que a mesma natureza lhe
prodigalisava ; sl se torna o guarda de arvores
que pretende com seu trabalho dar-lhe o derido
| valor; acola, finalmente, ello dispoe das ares
; que asjulga necessrias para seu, alimento.
L' depois disso que o homem empregando os
i meios naturaes qu tem ao son alcance, que
I unido aos seus aemelhanles, que soccorrido pe-
| loa agentes naturaes, d e caracterisa nos oo-
, jectos urna ora forma, tornando-os susceptiveis
{ de seus usos e custumes ; capases de ter'em um
valor, e de se lornaram para elle um capital ou
um eaforco.
Eis, portanto, a razo por que todos os eco-
nomistas dizera e demonstrara com a raaior cla-
reza possirel a indtspeosabilidade do capital
como o mais poderoso elemento de produgo;
e que nao se.podar jmala obler pro tucto al-
guna sem que haj mais ou menos on capital ;
e que o homem por mais iotelligencia que tenha,
por maiores forgas physicas de que seja dolado
nao poder gosar de industia alguma sem que
nao lhe seja dado de autemo algum capital.
O homem, por conseguinle, rodeado de tantas
preciosidades e maravilhas naturaes, cercado de
innmeros objectos de diversas qualidades, ora
oo meio das florestas, precisando talvez lutar
com feras, outras vezes atlrado sobro os mares
a merc das ondas e do lempo, exposto, multas
vezes, a sossobrar; o que seria d'eile se lhe nao
fosse dado urna enxada para Lavar a trra, um
armazem para guardar os seus productos, e urna
bussola para o levar ao porto de salvago.
O capital, portanloriqueza criada para pro-
duzir outra, inherente a natureza humana,
indispensa/el a sua conserrago ; e ainda mes-
mo nos ngulos mais obscuros da Ierra, no cen-
tro das hordas mais selvagens, os homens dis-
peni sempre de um capital, e com elle procu-
rara de dia em da um producto sufficiente sa-
tisfazerem suas primeiras necessidades.
Tirando o homem das machinas, rpidos e sa-
tisfactorios producto, elle gubdivide o trabalho,
e aperfeigoando o seu espirito na continuada
repetico das mesmas operagoes, obler como
em resultado a economa do tempo, tornndo-
se, por conseguinte, adquiridor de maior sotu-
rna de productos, do que oo seria no caso con-
trario.
E esse material, primeiro capital indispensa-
vel na acquisigo de outro3 capitaes, empregado
smente em um e oo em muitos trabalhos,
toroar-se-ha para elle de mais durago, o que
nff succeder no emprego de muitos instru-
mentos ; por que estes se destruiro a propor-
co que somonte aquellas sejam postos em exer-
cicio; eem vez de aproveitar ao homem o ser-
vigo de lodo o seu capital, e ter um lucro mais
avantajado, elle perder o tempo, e a ruina cau-
sada nesses mesmos instrumentos.
Concentre, finalmente, o homem toda a atlten-
codesou espirito na perfeigao de um s traba-
lho e constantemente o repita, que elle, forga
maior de produego, senhor de outros pro'ductos
inherentes a sua natureza, e restrictamente
poupando o rigor do seu trabalho, caminhar
imperceptivelmeote para o vasto e rico campo das
descobertas : e quab um outro Newton, pen-
sando sempre na atlracgo, principio descoberto
por Coperoico e Kepler ; far tambem rpidos
progressos.
E oo derer, acaso, a sociedade 3er mantida
por um goveroo ju3io e honesto, que impondo a
mesma sociedade leis vigorosas e enrgicas
faga trabalhar, depositar em seus membros con-
fiangas. e que cumpram as suas estabelecidas
convengoes ?
A industria nao poder jamis progredir em
urna sociedade, na qual um gorerno desrespeila-
dor da propriedade, e arbiirario em suas con-
cepgoes, ouse arrancar dos mesmos individuos,
que compem esta sociedade, a necessaria li-
berdade, principio primordial de toda a industria
humana.
Portanto, de um gorerno sorte e nao violn-
tenlo; do,urna magistratura sabia e recta em
suas decisdes; de urna administragao activa
que a industria tornr-se-ha um poder produc-
tivo, e que esta sociedado fruir dias de abun-
dancia e de paz ; que esta sociedade respeitir
ao gorerno que tantos bens lhe prodigalisou.e que
oceupar um distinelo lugar no rasto mappa do
UDirerso.
Duridar-se-ha, por ventura, ser necessario a
todos os homens a liberdaie do trabalho ? E que
s ao homem lirre c-lhe permitido a rerdadei-
ra importancia do mesmo trabalho ? Vergoaho-
so seria para o homem que conhecendo a sua
importancia, e o nobre papel que faz entre to-
dos os seres criados, nao affirmasse ser indispen-
sarel ao seu semelbante, a escolha e a liberdade
em todo e qualquer trabalho, e que sahido das
maos do Creador, livre era seguir o bem ou o
mal, obrigado pela sua mesma onsciencia a
trabalhar e a colher da trra, que se tinha con-
tra elle rebelado, o tustento necessario a custa
de seu mesmo suor, nao tivesse plena liberdade
na escolha do trabalho, que dereria por em
aegao.
E entao o homem. preeochendo o rerdadeiro
flrn para para o qual a sociedade o chamou. uni-
do se e cooperando mutuamente no desenvol-
rimento do trabalho, constituir, fiualmenle, as
solidas bases da mesma sociedade; efarqua
sua nago possuiodo maior quantidade de pro-
ductos, possa, operando continuas e nao inter-
rompidas trocas, chegar ao um que lhe est tra-
gado nos Eternos couselhos.
/. /. Raymundo de Mendonca.
Fidelidade at a morte.
li -mA* i
arrasta para Antonia ropilla a ternura, e deseje
antes encontrar arerso I Asmulheres descalpam
muitas rezes, e at mesmo admiram os actos de
grande audacia e coragem que ellas inspiram
mas a vista do sangue as faz sempre fiis ao cul-
to da riclima 1 Riral temerario e feliz do conde,
tereis a sorte de ser amado ; assassioo, porm
seris com toda a certeza odiado I
E acreditaos, miss Mary, que o Sr. d'Am-
bron, em quanlo lhe girar as reas urna gota de
sangue, deixar alguem tocar em Antonia? Des-
enganae-ros I Nao ha quem possa chegar a mu-
Iher sem que primeiro passe pelo cadarer do ma-
ndo I
A' estas palarras pronunciadas com ama calma
siuistra a Americana estremeceu.
Sim, bem o sei I exclamou ella : e isso
mesmo o que eu quero impedir, e hei de conse-
gui-lo, anda que...
Acabae, miss Mary, disse o conde: ainda
que para suspender-me o brago deresseis man-
dar assassinar-me nao era este o vosso pensa-
mento i t .
Sim, senhor, responden a Americana enca-
raodo-o fixamente, era este mesmo o meu pen-
sa ment...
O marquez sorriu-se.
Agrada-me a vossa franqueza, miss : lasti-
mo, porm, que nao corresaondam aos roasos
desejos os meios de qu por/eia nar.
Talvez estejaes engaado, Sr. marquez !
Oh 1 e quem seria esse vosso temirel cam-
peao.?
Master Grandjean. Se duvidaes posan pro-
var-vos a certeza do que digo,
E como ?
Interrogando o Caoadiaoo aqui mesmo na
vossa preseoga.
Por ratona f I desejaria ver isto, miss Ma-
ry. Semelhaote dialogo oo seria destituido de
interesse I Seria a comedia oo drama I Chamae
es-e excedente Grandjean...
Miss Mary volton-se para o Canadiaoo, que
apoiado sobra a sua carabina se conserva va a al-
guns passos retirado, para nao ouvir a conversa-
do entre os dous interlocutores. A um signal da
moga o gigante obedecen e adiantou-se com a
pachorra e indiflerenga que lhe eram habi-
tuaos.
Has Ur Grandjean, fallei-vos ha lempos de
um homem aue eudovia opreentar-ro... estaes
tembrado disao ?
Sim, misa.
Se euros dlsser que esse homem 4 o Sr.
d iiallay. vosso amigo amo aqui presante, este
meu annuncio causar alguma madanca as vos-
sas inteoges ?
O Canadiaoo inclinou a cabega com modo po-
lido diante do Sr. o'Haay, e dirigindo-se a misa
Mary respondeu-lhe:
J.,TQue Ble iiata aim que seja o Sr.
d iiallay, ou outro qualquer? Bem sabis que
(Ksbo$o do genero doli do.)
lontinuagao.)
APITULO II.
Sede bem vindo ooisa cidade, primo A-
dao I gritara-me alguns sanos depois, urna voz
de mulherbem coohecida, no momento em que,
mediando gravemente noa projectos jndiciarios,
eu airavessava o Storlykodirwkem Stockolmo.
Vollei-me, e vi, a alguns pasaos distante de
mira em todo o*esplendor de 'sua belleza, tra-
jando elegantemente, a prima Clotilde. Senti-
me um tanto embarazado 4 sua vista, o encon-
tr era to imprevisto, lio repentino, alm de
que Clotilde oo estar s; um joven de bella fi-
gura, um ofilcial, (segundo- me pareceu pela for-
ma da barba, ainda que estiresse vestido de pre-
to) a acompanhara.
Este disse Clotilde com um sorriso um
pouco irnico, apreseoiando-me ao seu bello ca-
valleiro, este meu primo o tabelliio Adi.
E vottaodo-se paraajmim :
Disse bem, meu bom Adi, creio que sois
tabelliio.?
Tabellio registrador, acrescentei, para me
dar um pouco de importancia.
Registra...como dizeis?
Registrador.
Registrador I repetiu ella rindo-se....
E estes ttulos civis sio tio extravagantes!....
Ora, por exemplo, o senhor registrador, ou re-
ferendario, ou se achaes melhor o curator a J li-
tera, ou ainda o senhor secretario I E' preciso
convir que tod3 estes ttulos sio ioteiramente
romnticos, eu desejaria muito, meu caro com-
mandanle queMlle Bremer, ou madame Tugare
Cariem ou a baroneza Hnorrlog tiressem a pha-
tasia do tomar por hroe de um de seus roman-
ces, um curator ad litem, para amante de urna
tabellia I lsto seria muito divertido; sobre-
ludo se o seohor curator adlitem e a tabellia
acabassem poticamente por um suicidio I....
Sem ceremonia, caro primo, disse ella ain-
da. Moro na ra do Goveroo n. 10, nao o es-
quegaes.
Depois de um gracioso movimento de cabega,
desappareceu.
Contiouei meu pssseio e urna multidio de pen-
samentos atravessoo-me o espirito. Acreditai-
me, caro leilor. se prezaes o vosso descaogo, tu-
gi da ostupida manta de reflectir. A simples a
araavel overa nlo era mais a mesma, a prima
ClotrNe transforma va-se em senhora elegante,
cheia do trato do mundo e do bom tom ; seus
gracejos e chistes, loroaram-se as joias de seu
espirito, porem as parolas dacommisersgio e di
terna sympathia que sao o verdadeiro eofeite
d'alma, estas nao existiam mais no cofre do seu
coracio ; ella as substituir pelo diamante arti-
ficial da salyra, e da irona, encastoado n'um
falso metal sem valor I...
Nio obstante resolv ir ve-la, e no mesmo dia
s quatro horas estava na antecamera de minha
prima.
Annunciai-me a baroneza, disse eu no-
meando-me ao criado.
Alguns instantes depois, fui lotroduzido.
Minba prima estara indolentemente deitada
em urna grande cadeira, lendo um livro, que
largou quando me rio entrar. Pareca inquieta,
e disso-me bruscamente :
Eu ros esperara, primo Ado, sois meu
amigo, ides ser tambem meu conselheiro. As-
sentai-ros, primo, continuou ella, levantndo-
se um pouco, assentai-vos e ouvi com attengo
o que vos vou dizer.
Assentei-me com effeito um tanto embara-
gado por este prembulo.
Ora dizei-me, primo Ado, tendea visto o
seohor meu marido?
Nao, respond eu, pensava encontra-lo
aqu, est elle auseote ?
Ignoro-o cortamente, respoodeu Clotilde,
nos viremos separados. Ah 1 caro Ado, tenbo
sido bem infeliz depois que me cazei I Como mu-
dam os homens depois do cazamento I Etienne
tornou-se um tyranno, um marido desconfiado e
insupportarel; quanlas vezes tm-me elle pro-
hibido tomar parte nos dirertimentos e bailes,
cuja rainha devis ser eu e que eram dedicados
tmente a miml...
Como I disse eu admirado, que dizeis ?
Etienne parece-me todava um homem honrado,
e de excedente carcter...
Dizei um misntropo e nada tois I- di ten
ella cora impaciencia. Nio, urna resolugo
que tenho tomado : preciso que nos separemos,
por meios judiciaes, entendis, primo Ado? J
ha um aono que vivemos separados ; verdade
que este meu senhor digoa-se ainda vir algumas
vezes assegurar-me a fidelidade e sioceridade de
seu amor ; o eu que fago muito caso disto 1 Pa-
ra que nao se conduzio sempre como devia 1
Ouvi, meu primo, eu era urna menina, ti-
nha apenas desenove annos quando cazamos, e
meu marido tritou-me bem depressa de um mo-
do bem singular, elle que devia ser o conselhei-
ro e o appoio de minha inexperiencia. Nos pri-
meiros lempos, eu o confesso, achei-o amavel e
desvelado; porem o camaleo mudou logo de
cor. Chegou a ponto de querer que eu mesmo
amamentasse meu lho, nao obstante ter dito a
medico que isto tornar-me-hia doenle ; e foi
preciso ceder I...A esta tirannia que devo a
perda da minha belleza, e a ruina da minha
saude!...
Vossa formosura, e sade, cara prima...
nao poude deixar de dizer, nunca vos vi tao bel-
la e to robusta.
E' um engao, primo, disse ella rindo-se
com satisfago, meu espelho, e meus amigos di-
zem-me o cootrario. Nao quero fatigar-vos com
a nirragao de nossas scenas intimas; pouco a
pouco meu marido leve a fantizia de allligtr-se e
lastimar-se, quando eu recuzara conformar-me
a seus caprichos. Por Qm tomou isto por pre-
texto para levar noites ioteiras passeiando em
seu quarto, que era por cima do meu, e fazia-
excepgio do Sr. Joaquim Dick nao tenho indi-
oagao a mais oinguem. O que pode acontecer
que sendo o senhor marquez um homem corajo-
so, eu exija de vos um prego bem avultado.
O que quer elle dizer ? perguntou o mar-
quez affectando ignorancia. De que apresenta-
gao fallaos, miss Mary.
Perguntae a masler Grandjean, que elle
vos responder.
Eu I Nao pensis em tal cousa. miss I....
Ora afmal de cootas o mesmo....flearei quite
e, concluido o negocio, terei o direilo de pflr
mais, porque um homem prevenido vale por
dous....O servigo que a miss solicita da minha
habilidade, proseguio o gigante com os olhos
pregados nos do marquez, sem mais nem
menos fazer entrar urna baila em vossa ca-
bega, ou em vosso peito, conforme for do meu
gosto, cootanto que fiqueis eslendido morto no
chao.
S isto, master Grandjean ?
-S.
E tendea certeza de ser bem succedido no
caso de que vos encarregueis desta missio 1
Isto c comigo, senhor... .Bom I O ros-
so semblante est se tornando pallido de raiva I
Nao tendea razo. Affirmo-vos que a minha
confianca nao oasce de que eu duvide da rossa
coragem, nio : apenas proveniente da exeessi-
va experiencia que tenho desta sorte de coasas.
Repet-vos em outro lempo mala de cem veaes
que sou o homem das emboscadas: sou capaz
de caminhar duraute um mez inteiro a alguns
cem passos distante de tos, seta que deii urna
s vez pela mlnh preseoga I Bem vedea-que
esta urna grande vantagem que tenho sobre a
vossa pessoa. E depois, Sr. Heorique, os liomens,
que se entregam seariamente, e com toda a
consciencia, a urna profisso qualquer sao muito
superiores aquellos que exercem essa mesma
profisso por casualidad, um acaso ou conve-
niencia pesaoal.
Havia tal bonhomia no cynismo do gigante
que o Sr. d'Hallay nio pode deixar de arrir-ae
novameote.
Nio me enfado comvosco, Grsndjaen: pego-
vos porm que vos alasteis um pouco.
Afastar-me I Nesta nio caio eu I....Oh 1
nao receieis que acule a vossa conversarlo....
ella nao me causa interesse algum. O oso
que depois da declarago que acabo de fazer de -
ro desconfiar de ros. Quem me diz que olio vos
aproveitareis da occasio para maudar-me urna
bala pelas costas ?
Ficae, masler Grandjean, acudi vivamente
a Americana, a vosas preseoga aqui necessaria
para o que vou dizer.
A conversado entre os tres prolongou-se qua-
si por um quarto de hora;
Est dito I exlamou o Canadiaoo com ar
de enfadado: nunca faltei miuha patarra, e
nao con esta eda.de que hei de muda: da ca-
V ?** *m *r. dpnls no kia seguinte
5,f#T"?e o espectculo de seus olhos verme-
Ibta luchado* pelo pranto da respera l...Con-
eaaae que interesaaate o ver saja marido cho-
rar como urna tnolher velhal Depois deste lem-
po eu por elle s sen ti desprezo, e o sentimen-
to que lhe conservare! toda a mioba vida. Pri-
mo, vos sois um homem de lei. preciso que
vos encarregueis dste negocio, e fazer Eiienne
coofessar publicamente, que todos os aggravos
vieram delle, aflm de que eu possa reclamar o
divorcio, pois urna cousa decidida, preciso
que nos separemos -tegalmeote !...
A proposigo para mim era inteiramente desa-
gradavel; porem que fazer? alera de que eu era
o nico conveniente para semelbante negocio.
E mesmo por que isto devia pertencer ao papel
de primo.
Fui procurar Etienue : os sjos de um piano
que vinham do interior fizerarn-me parar na an-
tecamera. O que eu ouvia nio era urna compo-
algo regular, era um vago Improviso, de notas,
que vinham de urna alma que se debata dotoro-
samente no meio do mar agitado da rida. Nun-
ca ouvira nada que me commoresse mais: eu
ouria Immorel, perturbado e ltenlo. Tudo me
dizia que estaa harmonas melanclicas, estes
sons cheios de revelages cruis, pertenciam a
este mundo iovisivel onde a alma humana refu-
gla-se quando os lagos terrestres quebrara se e
cessam de opprimila ; logos sons tornaram-se
menos ethereos, as harmonas mudaram-se em
quenas mais pungentes, era enlio urna meloda
mais terrestre, na qual revelava-se a fu3o do
espirito com a materia ; por que o espirito s,
sabe e sent, porem nio poderia queixar-se : a
alma isolada nio tem palavras, nem pensamen-
tos, a materia s peosa, quando sua unio com
o espirito lhe d a vida.
Cessou a msica e eu entrei: vi, assentado ao
pianno um homem que cobria o rosto com as
mios ; levantou-se bruscamente, enchugou com
presteza as lagrimas que lhe assomaram aos
olhos. e dirigindo-se para mlm:
E's tu. Adi, me disse elle, sabes tudo,
ludo, nao verdade? E apertou-me vivamente a
mo.
Sua phisionomia causou-me urna dolorosa sor-
preza, nio era mais o bello joven que eu conhe-
cera, sua fronte eitava desguarnecida, raros ca-
bellos ahi se viam ; seus olhos eslavam profun-
damente encovados, sua mi emmagrecida tre-
ma, e eu a senta queote.
Vens de casa de Clotilde, de casa de minha
mulher?
Sim.
Que disse ella?... Notaste se ainda em seu
corago existe a meu respeito algum sentimento
amoroso ?
Fiz um goslo negativo.
Que quer ella ? que quer ella ? exclamou
elle, tudo tenho-lhe sacrificado, minha honra, e
fortuna 1.... E nao obstante digo-te. Adi, que
a amo sempre, apezar de seus erros. Amo-a
com paixo, nao pelo que ella porem por sua
innocencia e bondade passadas, e por que ella
a mi de meu filho.... Oh Ado, eu t'o rogo,
v se dos podes reconciliar, vai procura-la, diz-
Ihe que a amo que choro, que derramo lagrimas
de sangue no excesso dos meus desgostos.... Diz-
Ihe tudo isto, ella teri piedade de mim, como ou-
tr'ora___
Nao verdade?
Eu era obrigado a roubar-lhe a ultima, porem
v esperanga ; o todo de Clotilde, seus gestos,
sua voz, e seu olhar diziam-me mais que suas
palarras, que sua volitada era irrerogavel.
Eu expliquei o objecto de minha msio com
todas as precauges oratorias, e com toda a pru-
dencia possirel
Em quanlo fallei, Etienne conserrou-se immo-
vel como ferido do raio ; quando acabei, elle jun-
tou macbioalmenle as raaos, e laogando para o
co uro longo e indiscriptivel olhar :
Nao ha mais sobre a Ierra nem f, nem
amor I disse elle. A fidelidade s existe no co,
onde habitis, meu Dos I
Neste momento, Philax, salando de um canto
onde estava agachado, dirigi-se para seu senhor
lambendo carinhosameote o suor d'agonia que
lhe aljofrava a fronte. O infeliz voltando-se para
elle:
Sim, sim, eu era injusto, era injusto, disse
elle sorriodo-se tristemente ; lu, meu Philax, s-
me dedicado e fiel ; esquecia-me de li, pobre
creatura I....
- Depois roltanda-se para mim disse-me:
Clotilde, dizes tu, quer obstinadamente o
divorcio, ella quera pretende pedi-lo, e para
iito preciso, que, publicamente eu me confesse
eelpado de todos os aggravos I... Porem isto
oo pode ser I impossivel, Ado I seria blasfe-
mar contra Dos reclamar este divorcio, seria
um sacrilegio pedir em nome de urna mentira a
annullago de um contrato que o proprio Dos
consagrou I
Urna mentira lo cruel I nao, isto impossi-
vel 1...
Tu bem o veis, continuou elle maissocegado, a
separagao nao se far esperar ; eu bem osinto, o
tmulo bem depressa larrar a senteoga do di-
vorcio, e Dos pronunciar tambem a sua ; elle
pesar a conducta de Clotilde, e a minha, e jul-
gar-nos-ha ; at ento, abstenho-me de discutir
b que ella me prope.
Porm pensa, Etienne, disse eu, que tam-
bem recobraras a liberdade, que talvez para o
futuro um escolha mais feliz poderia....
Elle deu urna rizada estridente :
Ah ah I ainda a imagem Ilusoria do
amor feliz que me apresen fas 1 Alegra-lo, ami-
go, nos bracos do amor eterno que eu me que-
ro langar......
A desesperagao cega-to, e faz que deites tu-
do para o peior.
Oh I na, nao I continuou elle com amargo
sorrizo, nao sem razo, ouves, Ado, que se en-
terrara os mortos com a face rollada para o ori-
ente ; toda a vida andamos nesta direcgo ;
racter; podis contar comigo. Adjunto do Maire
de Viltiquier 1 ....que bonita perspectiva I As-
seguro-ros que se nao fosse esta considerago,
que preralece sobre qualquer outra, eu teja re-
cusado.... porque emfim urna misso que nao
me agrada muito l....0lhae, Sr. Henrique, a
f*llar com toda a franqueza prefereria antes ma-
tar-ros. Maso que eu disse, est dito. At ama-
nba I
O marquez cnmprmentou miss Mary, e par-
lindo galope foi reunir-st ao seu estado maior.
A Araericaua e o Caoadiano voltaram para a
Bueoavista, de que so haviam alistado quaai
tres quartos de legua.
Urna hora depois o Sr. d'Hallay parava o seu
cavallo, e apea va-so defronte do rancho. A pri-
meira pessoa que enconlrou foi o conde d'Am-
bron.
Vos por aqui, conde I disse-lhe elle com
modo reservado, e Qogindo-se admirado.
O conde encarou o seu anligo adversario, e
com a voz que denotava urna calma que estava
longo de possuir, perguntou:
Pois ignoraos a minha residencia no ran-
cho?
E como queris que eu soubesse?
Um sorriso de despreso fugitivo e pouco per-
ceptivel passou pelos labios do Sr. d'Ambron.
O que desejaes daqui, Sr. d'Hallay ?
Desta vez foi o marquez que encarou o seu ri-
val, e com um tom que aecusara o quer que fos-
ee de irona, posto que contido nos restrictos li-
mites da conveniencia, respoodeu :
Permitti que ros observe, senhor, que esta
pergunta eslaria mais bem collocada na bocea da
senhorita Antonia do que na vossa. Parece-me
que ao dono da casa que devemos dirigir-nos
quando solicitamos hospitalidade. Ora, An-
tonia....
A senhorita Antonia j nio existe, atalhou
logo o conde demorando-se de proposito na pa-
tarra eenhorla,
Que me dizeis?....Mas ei-la que ahi che-
ga 1 Este gracejo, conde.t..
O Sr. a'Ambron tomou Antonia pela mo, e
trazendo-a para junto do marquez, disse:
Senhora condessa d'Ambrou, apresento-voa
o Sr. marquez Henrique 'Haliay ; Sr. mar-
quez d'Hallay, a senhora eondessa d'Ambron.
O marquez incllnou-se profur/da e gravemen-
te. O conde seguia com olhar ardeote e pers-
crutador os menores morimeotos do seu ini-
migo-
Durante alguns segundos, que foram precisos
a Antonia para dominar a sua commoglo, dislin-
guia-ae as respirages oppressas dos dous man-
cebos : ambos ellos haviam conseguido i forga
de vontade por sobre os rostos urna mascara ;
mas o que nio puderam fazer foi comprimir as
violentas palpitages dos seus coragdes.
Sr. marquez d'Hallay, disse Antonia rom-
pendo o silencio, nio ignoraos que as portas da
ra
av
ell
Juando criancaa oiramos sempre pera o ladoon-
e nasce o sol. a las da manhia, o disco radian-
te do astro do dia dealumbram-nos, & por ento,
nio vemos em parte alguma nada de sombro.
Adi, pois toda a sombra esti por detraz de
nos.
Na mocidade o sol brilha directamente sobre
nossas cabegas, a sombra adanta-se um tanto,
porm tao pouco distincta. lo diminuta e tudo
ao redor de nos to brilhante, lio bello no
meio dia da vida. Porm vem a idade o sol n-
clina-se para seu leito; oh I entao, a sombra
estende-seem nossa frente, comegamos a v-la
agora, oo obstante ella estar sempre ahi; po-
rm muito imperceptivel. Ora, ei-la agora, que
cresceeadiaota-se, ao looge vemos horisonfes
engaadores, sao montes e nurens que se dou-
_m com o crepsculo da tarde, queremos
angar e preceder a sombra importuna, porm
la corre mais depressa, e l onde ella desap-
parece, ah, Ado, o tmulo que nos esconde
sombra e corpo, em suas negras profundidades.
Eis o destino, somente o accaso fz mais longo
ou curto o camioho que temos a percorrer ; eu,
caro Ado, rejo dislinctamente a grande som-
bra que se adiaota e o abysmo para o qual me
arrastras onde, sombra e corpo desceremos jun-
tos bem depressa! Que se cumpra a minha
sorte I Amigo, d os parabens da minha parte, a
Clotilde, lembra-lhe que no nosso annel de ca-
samento foram escripias estas palarras: S a
morte poder separar-nos! Diz-lhe, que eu
quiz permanecer fiel i esta promesaa !
CAPITULO IH.
Como se chama aquella senhora? pergunta-
ra um rapaz, a um seu rizinho, que se oceupa-
va em segurar a luneta entre o olho e o nariz.
Estes dous interlocutores, oslaram a meu la-
do, no ampbiteatro, durante um entre-acto.
Qual? disse o elegante da luneta, aquella
que traz agulhetas de ouro em seu bello pon-
teado? *
Nao ; aquella bella que traz um aderego de
brilhante.
Ah.... a baroneza de Roaenstain.
Sim I e este senhor que est por detraz de
sua cadeira, seu amante?
Aderiohaste perfeitamente disse ainda o
dandy da luneta.
Olhei involuntariamente para o lugar de-
signado, e vi Clotilde em lodo o brilho de seus
adornos e de sua irresistirel belleza, e recostado
em sua cadeira, ojoreo em cuja companhia en-
contrara-a na eidade. Os olnes de Clotilde ra-
diavara de encanto e vivacidade caustica.
Olba, queres ver seu marido? continuou
meu vizinho ; observa l na platea aquello es-
pectro alto, calvo, pallido e vestido de preto.
Nao se deve admirar, na verdade, que ella nao
se accommodasse a viver por muito tempo com
um ente to excessivamentc aborrecido.
Nao obstante dizem, replicou o outro, que
um excellente homem, honrado e sabio, de
maneiras delicadas, muito seosivel e amante da
poesa; tem publicado algumas obras que sao
muito apreciadas.
E' possivel, porm as senhoras azem mui-
to pouco caso dos amantes valetudinarios. Es-
te, por exemplo, parece-me mui pouco romn-
tico,
Eu ra tambem o infeliz Etienne; seu olhar
fixara-se n'um unieo canto da salla, era o lugar
onde estara sua mulher, porm s olhava para
ella a furto, e depois voltava-se para outra
parte.
Pobre, pobre Etienne I pensava eu ; t ha
pouco o embellecimeolo e alegra de todos os
circuios, eis-te esquecido, repellido sem pieda-
de ; o mundo ri de teus soffrimeotos, e estes
sollmenlos, t os padeces por teres amado mui-
to tua mulher I.... Tudo sio contrariedades :
quantos maridos sao aborrecidos, por nao araa-
rem muito I...,
Porm rede como o pobre diabo anda por
entre os outros Estar doenle? disse ainda o
jorem da luneta.
Talrez ache pouco divertido, estar ahi di-
ante de sua mulher ; observou o outro rin-
do-se.
Etienne, com effeito, arrojara-se por entre os
espectadores, e o desvario de seus olhos assus-
tou-me. Que ir elle fazer, que meditar?
pensei eu. Parecia-me estar sobre brazas. Le-
vaolou-seo panno, porm eu oo ri, nem ouri
nada da pega, s peosara em Etienne. Minha
inquietago toroou-se intoleravel; levantei-me
antes de acabar-se o acto, e sahi com grande
desprazer daquelles que me rodeiavam.
Eis tamem um que sa sent incommoda-
do; diziam: depois outros accrescentaram : O
calor aqui insupportarel, e por toda a parte
eu era acolhido por murmurios.
Quando cheguei praga Gustavo-Adolfo sent
o fri da noite sobre minha fronte ardente. Pa-
rei e perguntei a mim mesmo o que ia fazer e
porque me achava neste lugar.
Ha na vida do homem momentos em que
levado por um iostiocto inexplicavei; eu me
achava em um delles. Em lugar de atraressar
a ponte do Norte, para entrar em minha casa,
dirigi-me para o porto, sem saber a razo
disto.
A noite estara fria e nublada, as rms escuras,
como o sao sempre nesta cidade. Principia-
ra apenas a atraressar a ora ponte de Ni-
bro, quando ouri os ladridos de um cao em ago-
na, pareca que o animal, com sua dolorosa
voz, implorava algum soccorro humano.
Sem reflectir, e sempre guiado por urna iovi-
sivel mo, corr para o lugar d'onde vinh&m os
ladridos; so claro vacillante de um lampeo,
nao lardei em descobrir um cao, que ora de ci-
ma de um barco amarrado, ora mergulhado no
rio, procurava suster, ao nivel d'agua, um corpo
pesado que se esforgara para trazer a margem.
O cao uivara impaciente e desesperado, e de
lempos a tempos dar um grande e forte la-
drido.
Eu corr para a barca, e agarrei no meio das
T
Ventana eslo sempre abertss a lodos os vian-
dantes sede bemviodo a nossa casa I Des-
culpae-me se ros deixo lo depressa ; mas des-
de hootem que atormeota-me urna riolenta e
horrirel dor de cabega que me faz necessitar de
repouzo. Os nossos criados ahi cam promptos
s rossas ordeos.
E sem esperar a resposta do marquez Antonia
tomou o brago de seu marido, e retirarais-se
ambos.
Oh I como est ella cero rezes mais bella
do que era em outro tempo I murmurou o mar-
quez, cujos olhos resplandeciam com selragem
brilho: e elle... elle cada rez mais soberbo,
mais arrogante I Houre um instante em que
estire quasi deixando trasbordar a colera que fer-
menta dentro em meu peito I ... Mas urna noite
depressa se passa 1 Amaoha soar para mim a
hora do triumpho e da vinganca I Miss Mary
urna creatura abominavel, porem cumpre coo-
fessar dotada de um espirito imminentemente
inventivo, e tem muitas vezes felizes inspira-
coas I
XI
No dia seguinte as oilo horas da manhia Ao-
nia ajoelhada sobre o genuflexorio, que lhe dei-
xra sua me, estara mergulhada em profundo
recolhimento. O conde d'Ambron com os bragos
cruzados sobre o peito contemplara em mudo
xtasi a sua joven esposa. Nunca a belleza de
Antonia irradiara e resplandecer tanto : attingia
os ltimos limiios do ideal humano I
Depois de urna terrorosa orago ella se levan-
tou, e apoiando-se sobre o braga do conle com
um gesto gracioso de abandono, sanio do re-
tiro.
Luiz, disse depois de ter fechado sobre si a
porta do seu sanctuario, meu amado Luiz, nio
te afastes d'aqui; fica commigo at a partida do
marquez....
Sempre os mesmos receios, Antonia I res-
poodeu o conde sorrindo. -
Oh I sempre I e agora mais que nunca I
Entretanto a entrevista de bontem. tarde
deria tranquillisar-le. Se o marquez aqui ries-
se com inlenges hostia contra mim, ie-laa-hia
manifestado logo... e para dar comego era urna
boa occasiio a tua apresentaco; porque elle
bem sabia que bastava um gesto, urna palavra,
menos que isto, um sorriso suspeito para fazer
rebentar-me a colera I Devemos porem reco-
Bhecer que portou-se de urna maneira irrepro-
hensirel, pondo de parte essa affectsgio em cha-
mar-te Antonia familiarmente, e isso mesmo
emquanto Qogio ignorar o nosso casamento.
E crs na bondade do marquez, Luiz ?
Nio, Antonia, mas creio na sua cobiga.
- Como assim?
Elle oi| escolheri para contender commigo
o momento em que frente de urna formidavel
expedicao marcha em conquista do ouro ; pota
nlo ignora que eu sou o adversario mais temivel
'ys, o corpo quetstia aos esforgos do ani-
mal. Minha mi encontrn um vestido, e reuoi
todas as minhas forgas par lirar d'agua e des-
gragado que ae affogava.*
Apeoastoasegui traze-lo para a barca, logo o
cao poz-se a lamber-lhe ligeiramente as mios e
o rosto Conflei o pobre naufrago a guarda do
fiel animal, e corr a buscar soccorro para levar
um homem morto ou desmatado urna casa
prxima.
Logo que ahi chegou e que a luz das velas
alumiou seu pallido rosto, reconheci meu infe-
liz amigo 1 Urna ligeira escuma sahia de seus
labios; porm elle movia-se e bem depressa
abriu os olhos.
Nao poda fallar; porm olhou para mim, e
apertou-me a mo, o que me fez ver que me co-
nhecera.
Eu dispuz tudo para trnsporta-lo sua casa ;
deitaram-oo sobre almofadas, e leramo-lo para
casa, o bom Philax, quasi tranquillo, rarra ale-
gremente a estrada com a sua cauda, e corra em
nossa frente.
Depois de alguns dias Etienne recobrou a falla ;
e foi entao que contou me que lora ao theatro
para ver Clotilde urna ultima vez.
Eu quera, disse elle, certiicar-me se em
seu coragao existia ainda algum sentimento de
amor por mim. Ah I vi bem que tudo estava aca-
bado ; ella olhava-me com tanto desprezo, zom-
baria e aflouteza I Depois fallava baixo com o
commaodanle, que deiltva-me o binculo, e am-
bos pareciam criticar malignamente do meu ex-
terior doentio.
Sent-me levado ao ultimo griu do sofTrimen-
to ; louco de dr, parecia-me abrazado pelos fo-
gos do inferno, a serpente do mal agarrou-ae a
meu corago, eu suffocara, precisara de ar, sahi
precipitadamente e quiz morrer I Porm meu fiel
Philax relava, e nio quiz que eu apparecesse
diante do tribunal do Altissimo manchado om o
crime de suicidio 1... Obrigado, obrigado, bom
Philax 1 disse elle ao cao, e duas grossas lagrimas
cahiram de suas palpebras.
O fiel animal olhava anciosameute para seu se-
nhor, e procurava 1er em sua pbysionomia, como
se fosse elle o medico do doenle, ou seu melhor
amigo. Era a Intelligencia, era o fidelidade sem
ostentago, sem pompa e sem phrases.
Etienne estar salvo, porm sua morte fra i
mente retardada, tudo annunciara seu prximo
lim ; elle pz em ordem os seus negocios, deoois
mostrou-se socegado, e pareca esperar, sem te-
mor, o momento de morrer.
Durante este tempo tornei a ver Clotilde con-
tei-lhe tudo e acrescentei que em pouco 'tempo
Etienne a delxaria lirre. v
Ella empallideceu um pouco ouviodo-me oo-
rm socegou e logo pergontou-me, depois d'e al-
guns instantes:
Acreditis, primo, que morra em breve ?
Eu com toda seguraoga respond afllrmali-
ramenle.
Ento preciso que eu v 1 disse ella cha-
mando para pedir a carruagem. E' preciso que
eu v v-lo. Nao; nao I disse ella vendo que eu
quena oppr-me a sua resolugo ; nao, isto nao
se podo passar assim : deve-se o mafs que fr
possivel salvar as apparencias ; o mundo censu-
rar-me-hia se eu nao assislisse aos ltimos ins-
tantes de meu mando, ou acreditariam que eu
sou a causa da desharmonia que reina entre
DOS
Fiz-lhe ver quanto sua -presenca impressiona-
rla dolorosamente o moribundo... Ella oo me
ouviu, e partiu.
Eu a segu a toda pressa, e cheguei quasi ao
mesmo tempo casa de Etienoe ; ella esperava
anda Da ante-eamara. Um criado sahiu final-
mente do quarto do doente e entregou a Clotilde
um papel, sobre o qual urna trmula mo tragara
estas palavras : W muito tarde I A baroneza
mostrou-se impacientada, rogou-me com instan-
cia fosse ver o doente e lhe pedisse quizesse re-
ccb-is,
Eu devo, quero absolutamente r-lo I disse
ella com roz mal contida. Que diriam por toda
parte, Adi, se eu nao assislisse a sua morte ?
Vollei para o lado do moribundo. Sua phv-
siooomia estar esclarecida, o socego mostrara-
se em seu rosto ; comprehendi que elle nao pen-
sara mais nesto mundo ; todos os seus soffrimen-
tos tinham-se acalmado, todas as paixes humanas
eslavam exmelas ; sua alma eslava desembara-
zada, ella achara seu equilibrio, e preparava para
despir-se do envolucro mortal.
Nao querendo lembrar-lhe pezares exlinclos,
reanimar seninnentos vencidos, nio dei urna pa-
lavra a respeito de Clotilde ; perm elle mesmo
rompeu o silencio :
Chotilde reiu, disse-me elle ; talvez tlvesse
remorsos... Dlz-lhe que lhe perda ludo com-
anlo que ella crie e trate como mo terna nossa
infeliz Bibiana. Alm de que nio houre culpa
em Clotilde, nem em miro, que um denos dous
amasse muito, e o outro pouco, que um de nossos
coragoes transbordasse de amor, quando o outro
permaneca inleiramenje insenslrel I
S comprehendi isto. neste momelo.
Tenho poucos amigos, continuou elle ; um
dos meihores aquello que all est deitado, o
meu Del Philax, tem cuidado nelle, Ado. po-
melle-me que cuidars delle.
A'noite adormecen ; Philax, acocorado junio
cabeceira, nao o perda de vista ; eu lia junto
luz. Na penumbra que um paravenlo espargia ao
redor do leito, eu via Philax levanlar-se de lem-
pos a tempos e lamber as mios e a fronte de seu
senhor, por bastantes vezes eu o vira acariciar
da mesma maneira a Etienne, por isto agora lhe
nao prestara attengo, no entaoto de repente, o
cao moslrou-se mais inquieto, puchara terna-
mente a coberta e deitava sua cabega. sobre o
travesseiro, ao lado do moribundo ; elle deu de
repente um grito abalado, reiu precipitadamente
a mim e deu o uiro de dr que eu ourira aquella
noite, sobre o ro.
( Coninuar-e-Ao.)
que tem encontrado em toda a sua vida, e que
se nos achassemos face a face com a espada ou
a pistola em punho, a vantagem desta vez nao
estara do seu lado. Ora, nao ha quem arrisque
intilmente a sua rida. quando se julga em res-
pera de conquistar montes e montes de ouro.
Sim, Luiz, teos razo : assim dere ser I
Mas que importa a puerilidade dos meus receios!
Urna rez que me fazem infeliz parece-me que
sao bem fundados. Assim pois est conrencio-
nado. Luiz, nao sahirs deste quarto emquanto o
Sr. d'Hallay nio se retirar da Ventana.
Nao possivel esta especie de recluso, se
bem que mnito agradavel por ser passada em
tua companhia. Nao s ella me cobriria de
ridiculo aos olhos do marquez d'Hallay, como
tambem terla por effeito o despertar as suas es-
perances. Julgaria que a felicidade tem aooi-
quillado a miuha coragem, e infelizmente nao ha
nada que anime tanto os homens, mesmo os mais
bravos, na execugo dos seus mos designios,
como a certeza da impunidade I
O Sr. d'Ambron, fallando assim, tinha-se apro-
ximado iosensivelmente da sabida : Antonia por
urna manobra nao menos babil collocou-se entre
ene e a porta.
Luiz, disse ella, sabes que as las vontades
sao tambem minbas, e nunca pensarei em op-
por-me seriamente s tuas reaoluges. S ge-
neroso ; eseula-me, urna palavra mais I
Falla, Antonia.
Juras que me responders ao que te vou
perguotar depois de reflectir bem ?
Promello.
A encantadora joven abaixou os olhos, e de-
oois de curta heaitacio replicou com a voz que
denotava urna extrema coniusio:
_ Quando ests na presenga do Sr. d'Hallay
oo le vem ao peosamento a scena de que me
livrou Panocha em outro tempo ?
O conde fez um estbreo para sorrlr, porem os
seus labios paludos e agitados se recusaran
sua intengio.
Peoso, sim, disse elle.
E hontem durante a curta conversacio que
com elle tiveste oo recorreste ao imperio da
tua vontade para nao aoabruoha-lo com o leu
despreso, e nao foi preciso tambem lembrar-ie da
promessa que me tueste de esquecer o pastado ?
E' verdade, Antonia.
Ji vea pois, Luiz, que obraras mal em re-
cusar-te a minha supplica ; porque tu s esperas
um pretexto para desabafar 1
(Continuar-se-ha}.
PSM,- TYP. DI.M, f. 01 FAWA.-lMt,


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