Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09334


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Full Text
sr
mi ixini rano 157
Por tres mezes aUitades 5)000
Por tres mezes reocidos
OIBTA FE1RA II BE JDLEO
Per anno adiantado i 9$000
Ptrle fraict par o subscriptor.
aNCARRBGADOS DA SDBSCIIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr Antonio Alejandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. i. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
^AltltAS UV UUKHKlUa.
Olinda todos os dias as 9 1/1 horas do|dia.|
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundea 'e
sextas-feiraa.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Garaar, Altinho e
Garaohuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pea-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px as quartasfeiras.
Cabo, SerinhSem, RioFormoso, Una,Barreiroa.
Agua Preta, Pimehteiras e Natal quintas feiras.
(Todosoacorreioapartem as 10 horajda manba
EPHEMERIDES DO MIZ DE JLHO.
7 La nova as 11 horas a 56 minutos da tarde'
15 Quarto crescente aos 98 minutos da manha-
21 La cheia as 9 horas e 46 minutos da tarde.
29 Quarto minguante aa 5 boraa e 32 minutos da
tarde.
PRBAMAR DE BOJE.
Primeiro aa 7 horas e 42 minutos da manhaa.
Segando as 8 horas a 6 minutos da tarda.
DAS DA SEMAMA
8 Segunda. S. Procopio m. ; S. Priscilla m.
9 Terca. S. Cyrillo b. m. ; S. Brlcio b.
10 Quarta. S. Silvano ra. ; S. Januario m.
11 Quinta. S. Sabino m. ; S. Sidronio m.
12 Sexta. S. Jlo Gualberto ab. ; S. Nabor m.
13 Sabbado. S. Anacleto p. m.: Ss. Joel e Esdras.
14 Domingo. S. Boavetoradoutorseraphicof.
(' AUDlltClAS DUS TRIMJNaK UA UAWIalTi I
Tribunal do commereio; segundas a quinUa. |
Relajo: tercas, quintaa sabbadoa aalO horas.
Pazenda: tercas, quintas e sabbados aa 10 horas*
Juizo do commereio : quartas ao meio dia:
Dito da orphaos: tercas e sextas aa 10 horas.
Primeira rara do iral: tercas a sextasl0 meio
da.
Segunda vara do ciTal:
hora da tarde:
quartas e sabbadoa a 1
PARTE OFFICIaL
encarregados da subscripto dosui.
Alagoaa, o Sr. Claudino Faleio Dia; Bahi.
Sr. Jo* Martin, AW.a ; Rio da J.n#t' g/,
Joao Peraira Martina. '
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do sumo Manoel Flgnelroa- f
Faria,na sua livraria prega da Independen.1,
O o.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 8 de julho.
Officio ao coronel commanJante das armas.
Sirva-sb V. S. de mandar inspeccionar e abrir
assentamento de praga, se for julgado apto para
isso, ao soldado do corpo de polica, Quirioo Jo-
s Teixeira, que se offereceu voluntariamente
para servias no exercito. Commuoicou-se ao
commandaMe daquelle corpo.
Dita ao mesrao.-De cooformidade com o avi-
so da repirtigo da guerra de 7 de juoho ultimo,
constante da copia, sot> n. 1, sirva-se V. S. de
darao delegado do cirurgio-mr do exercito co-
iihecimenio do aviso expedido em 21 de dezem-
bro do anno passado,copia n.2, Gxando a fisca-
lisago que os delegados do mesmo cirurgiio de-
vem exercer em referencia ao disposto no 8 4o
art. 56 do regulameoto de 7 de maio de 1857.
Dito ao capitao do porto.Fago apresentar
V. S., para ser inspeccionado, o recruta Joaquim
Jos de Santa Anna.
Dito ao mesmo. Pelo seu officio de 6 deste
mez, sob n. 117, flquei inteirado do zelo e inle-
resse com que V. S. fez o seu dever, providen-
cian lo convenientemente para que (ossem remo-
vidos os cascos de navios abandonados na corda
dos Passarinhos, no porto desta cidade.
Dito ao provedor da Santa Casa de Misericor-
dia.Devendo a Santa Casa da Misericordia coo-
tar hoje com os recursos precisos para o trata -
ment e alimeutacao dos doentes pobres, para o
que se mandou pagar-lhe a quantia de 12:000$,
por conta da subvengo decretada por lei, man-
de V. S. admittir no hospital Pedro II, o indigen-
te Francisco Jos Damasc6no.
Dito ao commaodaote superior do municipio
do Recite.Para que eu possa resolver acerca
da soltura do guarda nacional Miguel Francisco
da Hora, sobre que versam os inclusos papis,
faz-se necessario que V. S. informe se elle est
fardado.
Dito ao mesmo. De cooformidade com o que
solicitou o chefe de policia em officio n. 468, de
28 de maio ultimo, mande V S. dispensar do ser-
vido do 2o batalhao de infamara da guarda na-
cional deste municipio, aMauoel Romo de Car-
valho, emquanto exercer o cargo de inspector de
qoarteiro. Commuoicou se ao chefe de po-
licia.
Dito ao commandante superior de Nazareth.
Para que eu possa resolver cerca da proposta
do batalhao n. 18, de infamara da guarda na-
cional desse municipio, a que se refere o seu of-
ficio de 28 de fevereiro ultimo, convra que V.
S. informe desde quando mudou-se para o mu-
nicipio do Limoeiro o alferes desse batalhao, Ma-
noel da Molla Silveira Cavalcanti, e seseobser-
vou a respeito desse official as disposiges cou-
das no art. 43 do decreto n. 1,130 de 12 de mar-
co de 1853.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Scionte pelo seu officio de 6 deste mez de que
torna-se dispensavel o empreslimo de 12:000$,
caixa do patrimonio dos orphaos para pagamen-
to de igual quantia irmandade da Santa Casa
de Misericordia desta cidade, visto existir j em
cofre fundo sufficiente para essa despeza, teoho
a responder-lhe que deve V. S. considerar de
neqhum effeito o meu officio daquella data, au-
torizando o referido empreslimo.
Dito ao mesmo. Altendeodo ao que me re-
quereu o secretario do Gymnasio provincial, ba-
chsrel Antonio da Assumpgo Cabral, recommen-
do V. S. que o admita a prestar a flanea exi-
gida pelo art. 3o da lei o. 511, de 18 de junho
ultimo, am de poder exercer as funecoes inhe-
rentes ao extincto lugar de ecnomo do mesmo
Gymnasio.
Dito ao inspector interino da thesouraria de
fazenda.Miode V. S. pagar as vantagens a que
tem direilo o amanuense da reparligo especial
das trras publicas, Fraucisco Pacifico do Ama-
ral por tor substituido o respectivo official, con-
forme allega no requerimento, que incluso Jo -
volvo. e a que se refere a sua informago de 19
de junho findo, visto subsislirem para o casos
fundamentos que acooselharam a deciso desta
presidencia dada em 13 de setembro do anno
passado, mandando effectuar idntico pagamento,
e sobre que nada foiresolvido em contrario pelo
goveruo imperial.
Dito ao commandante o presidio de Fernan-
do.Remelteodo Vmc. a inclusa copia do offi-
cio, que me dirigi o corooel director do arsenal
de guerra em 5 do correle, lenho a recommeo-
ar-lhe que d as providencias necessarias, nao
s a fim de que o calcado destinado para forne-
cimento dos corpos do exercilo seja fabricado
pelas duas bitolas maiores existentes na respecti-
va officina, e pregado de taxas aos saltos, mas
tambem para que se remelta ao'mesmo arsenal o
maior numero que se poder apromptar.
Dito ao juiz municipal do Bonito.Haja Vmc.
de remetter-me com o requerimento dos herdei-
ros do bario de Cacapiva, que foi transmitido a
este juizo com officio de 16 de agosto do anno
passado, e o mais brevemente que for possivel, o
resultado do arbitramento a que se maodou pro-
ceder do valor da legoa de ierras tomada para
fundacao da colonia militar de Pimenleiras, com
audiencia do coronel Jos da Victoria Soares de
Andrea e D. Luiza Adelaide da Victoria Soares de
Andrea, ou seu bastante procurador, como foi
determinado em aviso do imperioexpedido pela
repartico geral das (erras publicas em 5 de junho
daquelle anno, junto por copia.Officiou-se ao
juiz de direilo do Bonito, enviando este officio, e
iocumbindo-o de dar-lhe o conveniente dealino.
Dito cmara municipal do Bonito.TenJo a
cmara dos deputados, segundo me foi declarado
por aviso expedido em 13 de junho prximo lin-
do, approvado a eleigo primaria da freguezia de
Grvala, convocada no dia 30 de dezembro e ter-
minada no dia 11 de Janeiro, e annullido nao s
a que presidio o juiz de paz dodistricto vizinho,
Joo Francisco Vieira de Mello, mas tambem o
collegio eleitoral do Bonito, maodaodo cootar
apenas os votos dos eleitores da freguezia de
Gravat, que se tomaram em separado, e foram
approvados; assim o communico cmara mu-
nicipal do Bonito para aeu eonhecimento.
Outro sim, tendo sido timbera, annullados os
eleitores excedentes ao numero fizado por esta
presidencia para cada urna das freguezias desse
districto eleitoral, cumpre que essa cmara con-
sidere como suppleotes os eleitores das diversas
freguezias desse municipio, que estiverem neatas
circunstancias, tendo em vistas a distribuido j
eita, e da qual novamente lhe remello a inclusa
copia.Communicou-se ao presidente do colle-
gio eleitoral do Bonito aanoullacao desta, aojuiz
de paz mais votado de Gravat a approvacao da
respectiva eleigo, e s cmaras de Caruar e Ga-
ranhuns indicou-se o procedimeoto que deviam
ter para com os eleitores excedentes ao numero
fixado para cada urna daa freguezias daquelles
municipios.
Deu-se tambem sciencia ao juiz de paz mala
votado de Papacaca e acamara municipal do Bom
Cooselho de ter sido annnllada a eleico prima-
ria feila naquella freguezia sob a presidencia de
Joaquim Pinta Teixeira, e o collegio que seus
eleilorea formarais, e approvada a que foi presi-
dida por Antonio Guedea Alcoforado Cavalcanti e
o coegip que formaram seus eleitores, e bem
assim indicou-se o procedimeoto que devia ter
posta como a expresso de um moribundo desa-
lo que deve ser a falla do throno? urna exposi-
cao fiel daa oecessidades mais palpitantes do
aquella municipalidade relativamente aos eleito- .
res excedentes ao numero fixado para cada urna" nimado.
das freguezias daquelle municipio.
Dito ao juiz de paz mais votado da freguezia
de Aguas-Bellas.Confiando de aviso expedido Pz. O que deve ser a resposta 'umi demons-
pelo ministerio do imperio em 13 de junho ulti- 'raco da coofianga quo merecem os ministros i
mo, que a cmara dos deputados aonullra as Par de um commenlario de suas vistas adminis-
eleicoes primarias havidas nessa freguezia ; assim tralivas. Nada disto, porm, encontr nem em
o communico Vmc. para seu eonhecimento e m documento nem no outro.
afirn de que, nos termos da lei de 19 de agosto I Estar por ventura o paiz feliz? Nio est o po-
de 1846, decreto de 23 de agosto de 1856, e mais pro descontente? a fome nao assola as provin-
disposicoes em vigor, proceda no dia 2 de outu-; cias ? as vias de communicaco nio sao pessimas
bro prximo vindouro a nova eleico de 30 elei- '
lores, que deve dar essa freguezia.
Nesta data officio cmara municipal do Bui-
que para que de sua parte expeca as ordeUs que
lhe cumpre na forma da lei.Officiou-se neste
sentido i eamara do Buiqoe.
Dito ao juiz de paz mais votado do Ia districto
do Bonito.Tendo a cmara dos deputados, se-
gundo consta de aviso expedido pelo ministerio
do imperio em 13 de junho prximo findo annul-
lado a eleico primaria que em duplcala se fez
nessa parochia ; assim o com mu ico Vmc. para
seu eonhecimento, e am de que nos termos da
lei de 19 de agosto de 1846, decreto de 23 de
agosto de 1856 e mais disposiges em vigor, pro-
ceda nova eleico de 51 eleitores, que deve dar
essa parochia, e para a qual designo o dia 24 de
outubro prximo vindouro, certo de que oesla
data officio cmara municipal dessa villa para
que de sua parte expeca sem perda de tempo as
ordens que lhe cumpre na formada lei.Offi-
ciou-se cmara do Bonito para o fim indicado
no officio supra.
Portada.O presidente da provincia, attenden-
do ao que lhe requereu Antonio Aodr Cavar*
canti de Albuquerque, e informou o respectivo
juiz municipal em officio de 2 do correte, re-
solve, de cooformidade com o art. 1 da lei pro-
vincial n. 504 de maio prximo findo e nos ter-
mos do art. 6 da carta de lei de 3 de outubro de
lod4, explicado por aviso do ministerio da justi-
ga de 14 de mato de 1860, nomear ao referido
Antonio Andr Cavalcanti de Albuquerque para
exercer provisoriamente o cargo de partidor e
contador do termo de Goianna.
Dita.O presidente da provincia, altendendo
ao que ponderou o inspector da thesouraria pro-
vincial em officio de 5 do correle, sob n 300
"solve, nos termos do artigo 33 da lei u. 488, d
16 de maio do anuo prximo passado abrir um
credilo supplemenlar na importancia de4?7400,
por conta do exercicio ltimamente findo para a
continuago das despezas decretadas pelo art. 21
10 da cilada lei, isto com o expediente eser-
3
ventes do consulado provincial.
Remoileu-se copia desta portara mesma the-
souraria.
Abrio-se tambem crditos supplementares, de
3233640, para a continuado das despezas com o
expediente da secretaria da iostruego publica, e
de 2548321 para completar a despeza com a aju-
da de custa dos deputados provinciaes, tudo no
exercicio ltimamente findo.
Despachos do dia 8 de julho.
Requerimintos.
Padre Antonio Thomaz Teixeira Galvo.D-
se-lbo.
Bacharel Antonio da Assumpe,o Cabral.Fica
expedida a conveniente ordem no sentido em que
requer.
Alexandre Joaquim Coelho.Informe o Sr. Dr.
chefe de policia.
Antonio Beroardo Ferreira.Informe o Sr. Dr.
juiz municipal do termo de Olinda.
Directora do Monte Pi Gera.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Domingos Ferreira de Souza Vasconcellos.
Sellado volte.
Estolano Manoel Pereira.1)5-se-lhe de prda.
Frederic Clox.Informe o Sr. eogenheiro di-
rector da repartico das obras publicas ouvindo
o fiscal da illumiuago agaz.
Francisco Jos Damasceno.Dlrija-se ao Dr.
provedor da Santa Casa da Misericordia.
Francisco Ignacio de Athayde.Prove o sup-
plicaole que a sentenca passou em julgado.
Jos Justino do Nascimento e Claudioo Anto-
nio.Informe o Sr. commandante do corpo de
policia.
Bacharel Maooel Teixeira Peixoto.Passe por-
tara cancedendo a licenca pedida com venci-
mentos.
Capitao Manoel Joaquim Madureira.au tem
lugar o que requer.
Vicente Manoel Freir Pereira.Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
COMANDO DAS ARMAS.
Qaartel do commando das armas
de I'eniambuco, na cidade do
Becife, em de lO julho de 1861
ORDEM DO DIA N. 120.
O coronel commandante das armas faz publico
para eonhecimento da guarniQo e fins conve-
nientes, que nesta dala cootrahiram novo eoga-
jameoto para servir mais seis annos na forma do
regulameoto do Ia ae Maio de 1858, com a clau-
sula de servirem no corpo de guarnico desta
provincia os soldados da 5* companhia do 10
batalhao de iofantaria, Joo Evangelista e Jos
Francisco de Oliveira, osquaes deve-ram ficar
addido ao mencionado batalhao, at seguirem
seu destino.
Assignado. Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alferes sjudaote de ordens interino do com-
mando.
e insufficientes ? nao faltam os bracos lavoura ?
Pois, por que nao se ha de dizer toda verdade
ao monarcha ? por que nao se hio de apontar-lhe
as dissipagdes que os ministros lm commettido ?
Nada mais fcil do que aliar a verdade com o
respeito devido corda. Foi assim que se pro-
cedeu no primeiro reinado.
Ento foram respoosabilisados dous ministros.
Eoto se fez a lei de respoosabilidade dos minis-
tros de estado, impondo em certos casos a pena
de gales. Quem seria hoje o ousado que se ani-
mara a propor urna lei contendo tal pena contra
ministros de estado? Era logo tazado de republi-
cano, de desordeiro, e havla de recuar, ou, pelo
menos, noobtinha nada.
N'outros tempos, mesmo no nosso parlamento,
nao se receava dizer a verdade corda. Hoje re-
duz-se o voto de gracas a urna parodia da Talla
do throno. -
Em governos despticos, como o de Luiz XIV,
verdadeiros servidoras do estado, nao duvidaram
duer a verdade ao throno, como fez Fenelon em
urna carta que dirigi ao rei, depois das guerras
que haviam assolado a Franca, e quando a (orne
e outros males devastavam.o paiz. Escrevia a
um despota, mas o virtuoso prelado nao hesitou
um momento em dizer toda a verdade. Entre
nos, os representantes di naco, rodeados de to-
das as Immuoidades, nio ousam expor corda as
crcumslancias do paia e os erros dos ministros I
Entretanto, ninguem pode desconhecer que
urna maioria conscienciosa tem meios de apoiar o
raioislero com toda a digoidade, do que nos eslo
dando exemplos todos os dias os parlamentos das
oulras nages. Cita, em abono desta opinio,
urna mensagem dirigida pelos membros do parti-
do liberal na cmara dos communs a lord Pal-
merstoo, e chama a altenco para a dignidade
com que a maioria falla ao ministro que apoia,
recommendando-lhe, todava, que reduza a des-
peza publica. Os nossos ministros nao querem
meos apoios ; exigem tudo ou nada ; nao tole-
ran maioria que reflicia.
O resultado que os ministros, os cortezos ou
conservadores, seja a que fdr, vo ealabalecendo
um perigoso divorcio entre a cora e o povo. O
orador at j se considera, por ter incorrido no
Qoaes as razoes por que a receita nao chega
para a despeza ? O dficit supprivel, e por que
meto ? Elevando a renda, ou cortando na des-
peza? Se elevando a renda, de que raaneira?
cJtaa<, despezas, quaes sao as que podem
ser adiadas ? Nao pretende que o ministerio sa-
tisface j a estes quesitos, pois que tem curta
dnelo; mas pede-lhe que se prepare para ex-
pender, em ocessio opportuna, lodo o seu pen-
samento sobre este assumpto.
Ha tambem outra questao importante. A par
da deficiencia da renda, mo o estado do paiz
em relaco s subsistencias. Vive-se mal, e os
meios de slimeolaco custam multo a todos.
O gobern nao tem culpa da irregularidade das
estacos, nem pode fazer milagrea ; mas convem
que opportunamente mostr que esti sciente do
estado do paiz a respeito desta materia, e exa-
minasse a fundo todas as quesldes que se pren-
dera com esta, como a de falta de bracos e meios
de communicago, etc., sem esqueter as provi-
dencias a respeito do transporte de galo para o
abastecimento da corte.
Reconhece que o governo nao pode fazer tudo ;
mas slguma cousa est na sua aleada. E lembra
a conveniencia de continuar-ae a publicar dia-
riamente nos joroaes o prego da carne no mata-
douro, que is vezes metade do que ella custa
nos acougues.
No.estado do paiz as duas questdes mais im-
portantes sao a da subsistencia e o estado do
thesouro. Da falla de meios de alimentacio re-
sents-se tudo o mais ; o commereio o primeiro I
a soflrer porque un povo com fome pouco com- i
pra ; desde que o commereio sent-se em crise, j
diminue a renda publica ; de maneira que nada
ae deve desprezar do que puder concorrer para
melhorar este estado de cousas.
Quanto s circumstancias do thesouro, pre-
ciso, cumpre indagar com esmero as causas do
dficit, que parece ser calculado para o prximo
exercicio em cerca de 5,000:0009. e os meios de
o fazer desapparecer. Toda a despeza que puder
ser adiada deve s-lo, e o governo quem me-
lnor pode reconhecer e indicar qmes as que po-
dem, sem maior inconveniente, ser dispensadas !
por emquanto. Ora, nao tendo podido o minis-
tono, por sua recente existencia, deseuvolver lu-1
do isto nos seus relatnos, preciso que sa pre-
pare para dar a este respeito as mais ampias in-
formaces ao senado.
Dir com franqueza que funda suas esperangas
na diminuigo de despezas, porque nao presume
quo o paiz pos3a to cedo supportar novos im-
posto* ou augmento dos existentes ; para o que
basta considerar que o povo nao paga s os im-
postos geraea, mas tambem os provinciaes e os
municipaes ; e a proposito, lamenta que se di-
xasse de informar a assembli geral da receita e
aesagrado de tal gente, como um onte desprezi- despeza das provincias,,e das cmaras munici-
et, excommuogado, mas nao se importa cora is- paes, como j se havia comegado a fazer, para
avallar a extenso do peso dos
, como
so, porque confia tanto na sabedoria da corda, bem poder-sa
que tem certeza de que ella nao d ouvido in-' tributos.
n"A,ann.,eSKa9 d!P'e"- ... Tambem lembrar um objeclo grave : a ques-
K.r.i *? P09.terinimigos ; o povo Uo do meio circulante, que nao pode deixar de
bras.Ietro ama-o de corago. O que preciso prender toda a attengao e estado do goerno!
ErSE-f" n dlss,Pa:ore. que nao respailara : Seja qual fdr a causa, o estado dos bancos,
rm.5 i m01l'lluChi Um P"t; !. b"50 **!" t*** UUn" D 3t9fCt0r0
armado contra um filho desarmi-se ficilmenle ; e folgaria de ouvir ao Sr. ministro da fazenda
as intrigas e as calumnias nao podem calar no em tempo todo o seu pensamento acerca deste
animo de quem est tao alto collocado. assumpto.
.mF differeDCa e.nlre asiojunas aliradas pelo Sao estes, na opinio do orador, os pontos
cidado e pelo estrangeiro. As do cidadao nao mais importantes, e a respeito dos quaes convem
podem chegar a lugar tao elevado ; as do estran- que o governo se habilite com os dados indis-
geiro sso outra cousa porque offendem a na- pensaveis para prestar todos os esclarecimentos
gao inJgca, e o monarcha nao podo perdoar. do que o corpo legislativo carece para tomar as
For^n quanto, emendo dever limitar-se a medidas indispensaveis e tendentes a aliviar os
meras observagoes sobre o estado geral do paiz, [ males que actualmente pesam sobre o paiz
e essas intrigas que de repente surgirio nao sa- O Sr. Souza Franco insiste em que os Srs.
be como, nem para o que. Das cousas da adm- ~
uistracao tratar mais de espago, quando se dis-
cutir o orgamento.
Est convencido que a maioria pdia fazer tu-
do, mostrando-se indepeodente ; escrava e ser-
vil, s conseguir aaiquillar o passado, e com-
prometter o futuro ; e nao ha maior veame para
o paiz do que carregar com urna maioria que nao
tem independencia,
poder.
Nao v a maioria que o governo nada mais faz
do que crear batalhes de empcegados para ga-
nharproselytos? Pois olhe para isto, e coohece-
r que o paiz est desmoralisado, porque arvo-
rou-se o .ystema de governar dinheiro. Nao
ha nada entre nos que nao se arraoge com di-
nheiro ; at o faccioora, ae tem dinheiro, accom-
moda-se. O ministerio lem-se tornado um meio
de vida ; nada ha que esperar delle, 6 o Sr. D.
Pedro II pode salvar o Brasil.
O Sr. Ferraz: Repillo que um mioisterio se-
ja um meio de vida.
O Sr. Dantas estimou muito que o nobre sena-
dar dsse este aparte, para proporcionar ao ora-
dor ocessio do dizer-lhe alguma cousa que nao
quera esquecer. Esperou muito da administra-
gao de S. Exc, tal era a idea que fazia de suas
grandes habilitagoes ; e porque acreditava que o
nobre aeoador nio precisava metter-se debaixo
dos ps de ninguem para goveraar bem ; mas
emfim S. Exc. tajve medo, recuou, e o seu minis-
terio nao deu os fructos que devia dar. Nao
creou despeza nova, verdade ; mas foi fraquis-
simo, faltou-lhe a coragem de acabar com as si-
necuras que absorvem urna boa parte das rendas
publicas; nao prestou este grande aervigo ao
paiz. Nao descoohece a honradez, talento e il-
.. mi-
nistros devem dar explicages mais satisfacto-
rias ; vista das que at agora tem prestado
ninguem dir que estamos em um paiz que se-
gu o systema representativo, e que temos um
governo que vive de publicidade e da opinio.
Nao pensa que o nobre senador por S. Paulo
quizesse tazer um epigrarama ao actual gabinete,
pedindo-lhe que ae preparasse na discusso dos
INTERIOR.
RIO DE .! Y\I IHO
SENADO.
SESSAO EM 21 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Abaeti.
A's 11 horas da manhaa, o Sr. presidente abre
a sesso, estando presentes trinta Sra. amadores.
Lida a acta da anterior, approvada.
ORDEM DO DA.
Entra em ultima discusso, e approvado sem
debate o parecer da commisso de coostituigo
relativo licenga pedida pelo Sr. senador Candi-
do Bapliala de Oliveira.
Contina a Ia discusso, adiada pela hora na
sesso antecedente, do projecto de resposta falla
do throno.
O Sr. Dantas diz que o discurso da cordi mos-
tra, em sua opinio, o pouco caso doa ministros
para com o systema representativo. O projecto
de resposta a este discurso prova o desanimo e a
apathia em que est o senado. E antea de pro-
seguir, pedir ao Sr. presidente que, se alguma
cousa disser que possa de leve tocar n'aquelle
que est no cume da pyramide social, haja S.
Exc. de chamar o orador i ordem, porque isso
nao est em suas iotengas. Professa o maior
respeito pela pessoa irreapoosavel, mas nao pode
tolerar que os dissipadores se cubram com o
manto Imperial, para ver se escapam s justas
censura! que merecem.
Considera este papel (mostrando a falla do
throno) cono um receituario de botica, e a ros-
que s presta contas ao ajsumptos que indicou. Todos esses pontos sao
proprios da presente discusso, pelo menos
considerados em geral, e sem descer a detalhes,
que devem ficar para oulras discussdes espe-
cies ; e o nobre senador nao poda dispensar os
Srs. ministros de responder j As suas iuterpel-
lages.
Quem ousari dizer que nao sabem entrar em
tal discusso ? Eoto por que razo nao ho-de
des Je ji expdr quaes sao, no seu modo de en-
tender, os meios de que se deve langar mo
para minorar o soflrimeoto do paiz. e leva-lo
prosperidade ?
! Se nao querem, nio pode o orador pensar que
assim faltem aos usos parlamentares. S distin-
gue duas formas de governo; os que governam
com a opinio, e os que governam sem se im-
portar com a opinio, e apezar della. Ora, se
o governo que lemos o da opinio, o da publi-
cidade, como poderio os Srs. ministros negar-se
a dar as informages aa mais completas? Repe-
te que ninguem quer que entre em detalhes,
, mas que exponha em geral aa suas vistas.
; Se esta regra nao pode deixar de ser sempre
, observada, na quadra actual acootece que a fran-
3ueza e a publicMaile torna-se mais necessaria
o que nunca, nWs pelas grandes difflculda-
( des que existem, como porque a forma de orga-
oisago do ministerft, na qual preponderou o
iustrago do Sr. ex-presidente do conselho ; mas elemento militar, pode deixar crer que se quer
innegavel que acobardou-se, foi fraco, e por j governar sem a opinio.
isso perdeu-se. Nunca demasiada a pressa com que qualqer
Nao proseguir sobre este assumpto; e reser- ministerio, logo depois da sua organisacio d
va o mais que tem que dizer para quando entrar todas as explicages sobre a marcha que preten-
aa discusso do orgamento. Por ora limita-se a de sogoir. Poupa-se assim ama especie de in-
declarar que nao desconhece que em um paiz terregno que ha em quanlo esse programma nao
desmoralisado aquello, que diz a verdade prepa- conbecido ; e tudo marcha desde logo, nao se
ra-se para subir ao Golgotha : o orador pois j se
considera, como disse, cuspido, lujuriado, ultra-
jado, excomuogado, ottonisado por eases interes-
as dos e pelos joroaes por el I es estipendiados ;
mas nao se importa, ha de dizer a verdade, nao
recuar diante de lodos os desprezos, de todos os
insultos; e concluir com um pensamento de
Bernadin de Sainl-Pierre: Aquellos que vi-
vem das desgragas do seu paiz consideram sem-
pre inimigos delle os que ousam combater as cau-
sas polticas e moraes da corrupgo. Quando
Horacio e Juvenal, escriptorea romanos, presa-
giavam a reina de Roma, mesmo no meio de
sua graudeza, eram mais amigos do seu paiz do
que aquellos senadores que dizUm ao ouvido de
Cesar: Imperador, tudo vai bem. O senado
cahio e Roma perdeu o aceplro do mundo.
O Sr. Caroeiro de Campos nao entrar em
consideragdes polticas do genero daa que o se-
nado tem ouvido ; nao gosta de^recriminsgoes, e
pretende Jimilar-se a expdr alguna pontos de ad-
ministraco, sobre os quaes quizera que o miois-
terio expuzease francamente as suas ideas.
O atado daa nossas nangas nio satisfacto-
rio, pois que do rea torio do Sr. ministro da fa-
zenda v-se que contina o decrescimeoto da
receita, nao obstante o augmento de impoaiges.
Nio ter isto remedio ? e haveodo-o, quaes sao
os meios de que se deve langar mi ? Desfijara
ouvir a opinio do ministerio sobre este assump-
to. Nio pensa que ae deva entregar a iniciativa
ao governo; mas eoleode que nio se pode dis-
pensar as suas informages porque elle tem to-
dos os meios de averiguar os factos que devem
servir de base a qualqer medida que cumpra
adoptar.
perde tempo precioao as cmaras.
As palavras do Sr. presidente do conselho nao
sao bastantes, mormente quando as priocipaes
quesldes da actualidade sio administrativas, e
deplora que, apezar das instancias de seus ami-
gos que o precederam na tribuna, ainda os Srs.
ministros se conservera silenciosos.
De duas ordens foram as perguntas feitas, so-
bre a dissolugio do gabinete passado, e quanto
orgaoissgo e vistas do ministerio actual.
Sobre o passado, disse-se baataate para que o
orador por si possa dar-ae por saliseito, laoto
mais que as explicages dadas foram commeota-
daa na casa, e aabe-se grande parte doa aegre-
doa da retirada dos Srs. ministros de 10 de
agosto.
Sibe-se, por exemplo, que um nico ministro
leve a torga mgica de deixar por trra o miois-
terio ; e na preaenga desse novo Antheu nao se
atlreve a prescrutar donde lhe veio tanto poder.
Venceu portanto o Sr. et-ministro do imperio,
mas at que ponto ? foi s quaoto disiolugo,
ou chegou a aua forga at influir na nova orgaoi-
sago e iosuflar-lhe a poltica enrgica que que-
ra impdr aoa seus collegaa ? O paiz est sus-
penso a este respeito e tem o direilo de aer es-
clarecido.
Disse e Sr. presidente do cooselho que se at-
tendesse ao aeu passado: mas isto nao explica
se o Sr. Joo de Almeida leve at o perder de
vencer, como os Parthos, ainda mesmo na reti-
rada. Nio se invoque o paree sepullis, porque
este principio nao pode ter o alcance de fazer
com que a estala* de um ministro decebida es-
mague os senadores do imperio.
Mo a ocoasiio de instituir comparagio aire
1 o senado de outr'ora e o de hoje ; de mostrar que
i o respeito e a coosideragio que em outros lem-
pos mspirava estio longo do desconcoito era que
noje lem cnido; mas permitla-se-lhe que diga
que o gabinete actual, nao dando as explicages
tao rasoavelmenta pedidas, nio fai mais do que
mostrar o desprezo que senls pelo senado.
O Sr. presidente du conselho expoz em poucas
palavras o seu programma : execugo fiel da cons-
Jiluigaoedaslels; severa e discreta economa.
j u que quer dizer esla discreta economa ? que
I conservar tudo quanto exiale ? Convem qu6 isto
| se saiba. *
A respeito de violages da conslituigo nio se
venna dizer que sio tactos coosummados. Urna
das pnmeiras brigaces dos executores das leis
e lazer punir os que as violaran). Dos nos livre
dessa theoria dos fados consummados, quando
| tiveraro origem na fraude ; Dos nos livre que
isso chegue a ponto de fazer com que os crimi-
; oosos e condemnados pela opioio possam julgar-
( se habilitados para ainda voltar ao poder.
Sem explanar-se sobre estes assumptos, per-
gualar : tem a constiloigo sido executada, dao-
| do-se pleua liberdade de voto, de modo que se-
jam representantes genuinos da nagio todos os
que como taes so apresentam? Eis aqui um pon-
to gravissimo e que d lugar a que se lamente
profundamente que urna das conslituiges mais
sabias do muudo nfio seja executada.
J o nobre senador por Minas apontou o que o
ministerio pdde fazer para ter o apoio dos amigos
ao orador. Cumpre porm que ponha bem pa-
tente um ponto em que discorda de S. Exc. O
nobre senador suppoe, quanto as leis flnanceiras,
que bastar modificar o que ha de excessivo nos
regulamentos. Eolende o orador que essas leis
devem ser modificadas, revogadas em sentido
mais conveniente ao paiz. Ha ires annos que as
medidas restrictivas vigoram, e cada vez vamos
a peior, posto |que todas as circumstancias de-
viam concorrer para que estivessemos muito me-
Ihor, ao menos o Rio de Janeiro.
Mas o que se v que, tendo o Rio de Janeiro
a maior safra que tem ha/ido, o cambio ainda se
nao elevou a 27, o que de certo s podo ser at-
tribuido a causas humanas. Apoota esta discus-
so; porm nao entra agora em largos desenvol-
vimeolos a esle respeito.
Indica tambem como devida desconfianga no
estado do paiz a retirada de importantes fundos
estrangeiros que existiam empregados em fundos
pblicos nossos. Isto nao p le ser devido seno
descooQaoga inspirada pela falta de execugo
das iosliluiges do paiz.
era poda deixar de ser assim, quando as
nages estraugeiras se observa que no Brasil o
ministerio impe mediante simples decretos, ele-
va excessivamente a despeza publica com crdi-
tos supplementares que elle mesmo abre aos mi-
lhares de contos de res? Que coofianga se pdde
ter ernum paiz onde isto acootece? Nao ataca
intenges; mas nao deseja que se desconhega
que os principios, as ideas errneas nos tem re-
duzido a ponto da adminlstrago marchar de
principio em principio.
O nobre senador por S. Paulo sustentou urna
graqde verdade quando disse que o paiz nao po-
de eom mais imposiges ; assim como expendeu
outra verdade iocootestavel quando observou que
a renda publica nao chega para as despezas do
Estado.
No que nao concorda com o nobre senador
em que os Srs ministros precisem de tempo pa-
ra entrar nostas diseusses. Sao ministros ha
pouco tempo, verdade, mas homens da impor-
tancia dos nobres ministros devem saber qusndo
entrara para um gabinete qual deve ser a sua li-
ona de conducta.
O Sr. presidente do cooselho promelteu eco-
nomas discretas. Em que? no pessoal, ou no
material? O nobre senador por S. Paulo indi-
cou-as oas obras publicas ; neste ponto tambem
nao concordo com S. Exc. As despezas com obras
publicas, quando bem entendidas, sao semeotes
que ae langa trra e que dio booa fructos.
As despezas que devem aer cortadas sao as do
excessivo pessoal; aa que ae empregam no ma-
terial devem ser Qacalisadas para que s as re-
partieses da guerra e d marinha nio gastem co-
mo no ultimo exercicio, mais 40 ou 60 /0 do que
nos annos anteriores se despenden); mas nao
pdem ser reduzidos seno com muila circums-
poego.
Por ventura tem o mioisterio praticado algum
acto que se calque diminuigo de despeza? Nao
tem ncticia de nenhum.
O Sr. Mrquez de Caxias:Pois ignora que
propoz a reduegio de quatro mil pragas do exer-
cito ?
O Sr. Souza Franco observa que isso para o
exercicio de 1862 a 1863, e nao para o actual, nem
para o de 1861 a 1862. Nestes dous pode o mi-
nisterio fazer muita economa. Nio faga como o
transacto, que al faltou a promessas solemnes
sobre o nio preeochimento de empregos, que
preencheu na ultima hora.
Deelara fraocamente que o relalorio do actual
Sr. ministro da fazenda tem um grande mrito :
nio encobre as chagas da situago econmica,
apresenta-as em toda aua nudez. Assim nao
fosse S. Exc. induzido em erro, assignando ou
apreseotando tabellas inexactas quaoto a certas
apreciages, como se comprometa a demonstar
opportunamente.
Est habituado, a respeito de ecooomias, a
ver que tudo fica em simples promessas. Tam-
bem ellas foram feitas em relaco ao exercicio
de 1859 a 1860, e v-se que nesse exercicio
aastou-se 51,000:0009000 rs. ; apenas menos
700:0003 do que no exercicio do preparativos de
guerra. E ainda assim contesta que no exerci-
cio de 1859 a 1860 se despeodesse s 51,000:000;
o que se pode ter como certo que esse exerci-
cio custou perto de 54,00040000000.
No exercicio actual v-se, comparando as
quaolias decretadas com os crditos abertos, que
o ministerio lem sua disposigo 5,100:0005.
O Sr. Ferraz : Assim pode ir muito looge.
O Sr. Souza Franco acredita que nio, porque
esl cooveocido que nio se abriram crditos des-
necessarios.
O Sr. Ferraz : Nessa argumentacio nao ha
boa f.
O Sr. Souza Franco entende que esta incre-
pago de m f nao deve ser feila.
O Sr. Ferras : O nobre senador sabe deataa
materias, por isse que digo que nio ha boa
f em tal argumentagio.
O Sr. Souza Franco, nio dir que ae despen-
daos todos os 5i,000:000| para que ha crdito,
maa pode-se asseverar sem susto de errar que
nio ae gastara menos de 50,000:000. Ora, por-
que nao comecio as economas desde j, a ver
se ae reduz um alganamo to excessivo ? O pro-
prio Sr. ministro da fazenda quem diz que os
descoberto ou quantias exigiris andam por doze
mil cootos de ris fra a despeza ordinaria. Ora,
se a receita nio chega para a deapeza e ha des-
coberto no valor de idez mil eontos de ris, de
que servem ao paiz simples peomessas de eco-
oomias em que os (actos apparegio nesse senti-
do t Convida pois os Sra. ministros a serem
mais explcitos se aspirara a coofianga publica.
Sent ter-se achado na dura neceasidade de
juntar aa suas vozes.dos seus dignos amigos, para
iosfar por esclarecimentos que o ministerio nio
pode deixar de dar. E deseja que se* conven-
io todos que nio sio os ministerios de reaccio,
te oompressio, de medida extraordinarias e.
enrgicas, aquellos que podem melhorar as fi-
na ocas e o estado econmico do paiz : pelo con-
tarlo, taes ministerios, longe de fazer econo-
S'- pre-cl8ao 8l comprar as adheses que a
opinio nao fornece de boa vontade.
m." 222 C?m i8, d'"r (>ue esl Persuadid
que o gabinete seja reaccionario, nao mas de-
seja que os Srs. ministros nao hesitera em de-
clarar que s contara empregar os meios pacfi-
cos, nao querem as medidas fortes do Sr. ex-
saber cora exaclidao se os Srs. ministros o jul-
dn rnm0SSralrSad0 'oe P*e ser gorerna-
do com medidas fortes e de excepgo
O Sr. Manoel .Felizardo (ministro das obras
publicas) principia observando que ainda hoje se
esl no segundo dia da discusso do voto de
gragus ; e que tendo-se humera dirigido algu-
mas perguntas ao mioisterio, assentou que con-
vena tomar nota do que fossem dizeodo alguns
oradores, para responier de urna vez ao que
osse de mister contestar ou salisfazer. Pareceu-
ihe isto melhor, e nao sabe se entre nos lera ha-
vido muitos exemplos de irem os ministros res-
ponderlo em um debate destes, a um por um
dos oradores que se forem succedendo. Seria
esse costume por domara fatigante, sobretodo
quando poucos sao os ministros que teem as-
sento no senado, e rasado o orador sent dif-
ficuldade em expnmir-se.
a respeito de questes levantadas com refe-
rencia ao ministerio passado, nada dir, porque
existiodo na casa dous dos Srs. ex-minstros.
elles sao mais competentes do que ninguem oara
debaterem semelhante assumpto.
Tambem nio far reflezes sobre algumas a-
preciagoes inexactas coocernentes s cmara
legislativas, porque o senado tem em s*u sei
pessoas mais habilitadas para isso do que o o-
rador. '
Da mesma maneira guardar silencio sobre um
ser de razan que se tem querido substituir ca-
bega de Medusa ; sobre essa enlidade que s
tem querido chamar olygarchia, mas que nao
existe. E nada diz sobre este ponto por estar
convencido que a reflexo e o lempo ho da
mostrar que os que acreditao na existencia de.
taii entidade estao debaixo da influencia de urna
miragem.
Entrar, pois, to smente na analyse das pro-
posicdaa que foram avangadas cora relaco aa
ministerio actual.
Qniz-sa achar grande discrepancia entre a
falla do throno e o relalorio ao Sr. ministro da
jusiig. O certo porm e incontestavel que
nesse relalorio se faz plena justiga aos sent-
menos do povo brastleiro. nao obstante ler-se*
inculcado que das palavras em que est conco-
mio *sse docu nenio se deduz receios pela ma-
nutengo da ordem publica.
Para recoohecer-se que a falla do throno ee
relalorio do Sr, ministro da justiga esto com-
pletamente unidos, basta lr o seguinle perio-
do desto relalorio :
s
o Com a provada excellencia das nossas ins-
tiiuigoes constitucionaes, a experiencia cada vez
confirma mais os seotimentos da adheso e afer-
r que lhes vota a populago brasiieira : e tal
a forga da opioio. qua anda os mais exage-
rados em suas paixas polticas ostentam-se es-
forgados campees da causa cooslitucional.
Ora depois desta manifestago to clara, lao
explcita, pode-se dizer que o governo descon-
fa da manutengo da ordem e que o gabinete
s foi organisado para comprimir a anarchia
que se tema ? De certo que nao.
O elemento militar existente no, ministerio e
que se considerou exagerado, tambem nao pode
servir de pretexto para dosconangas. Hi duas
pastas militares ; e quando urna dellas nao era
preenchida por militar, muitas vezes isso senio
de motivo de censura. Agora tomou-se em at-
leogio esses clamores e as queixas nao desap-
parecerara.
Diz-se tambem que ha mais um official de
extreito no ministerio. Por voltura poier esse
official dar ao mioisterio a expresso militar
que se quer enxergar nelte ? Nao se explicar &
sua existencia no gabinete pela natureza da pas-
ta que oceupa ? Nao se sabe que grande parte
dos objectos que correm por esse ministerio de-
mandara coohecimentos especiaes que om geral
s possuem entre nos os mlilares pertencentes
s armas scientiQcas ? Pede qua se alteada para
estas coosiderages.
Fica ao juizo de qualqer sustenlar-se um ou
outro ministro, est bem ou mal collocado nesta
ou Daquella pasta, porm sem mamfeita injustica
ninguem poder dizer que o Sr. conselheiro P-
raohos nao possa ser um bom ministro da fazen-
da. Todo o paiz est ao facto da capacidade da
S. Exc, de sua aturada applicago, seu talento e
llustrago, e est oceupando mui dignamente a
pasta que lhe foi confiada.
Perguntou-se pelaa vistas polticas do ministe-
rio. Perguota extremamente vaga, que j leve
resposta dada pelo Sr. presidento do conselho.
sendo certo que S. Exc. nio foi mais conciso de
que foram quasi todos os seus predecessores, que
formularan) os programmas com que o senado sa
tem dado por salisfeito.
Alguns Srs. senadores, porm, precisaram at
certo ponto o que desejavam saber a respeito da
vistas polticas do gabinete. Tendo o Sr. presi-
dente do conselho declarado j que o seu pro-
gramma a fiel execugo da coostituigo e das
leis, aeguem como colranos deste programma as
respostas que cabera s perguntas feitas.
Quanlo a parte judiciaria, a falla do throno e
o relalorio doSr. ministro da justiga sao explci-
tos. O governo entende que os veocimenlos dos
magistrados devem ser elevados porque est
abaixo do indispensavel para que possam subsis-
tir. Entende tambem que indispensavel que a
admioistrigo da justiga seja feita com regulari-
dade, procedeodo-se effectiva respoosabilidade
dos que oaocumprirem esse dever sagrado.
Quanlo parte econmica ha a considerar ai
produego do paiz e a receita e despeza do the-
souro.
Pelo que (oca produgio do paiz, lodos sabem
que ella tem decrescido. acarretaudo consequen-
temente a diminuigo forgada da receita do the-
souro. Desde 1857 a 1858 tem se sempre mani-
festado este phenomeno, ao passo que a despeas
foi augmentando porque as cmaras e o goveruo
penaavam que a renda continuara a ter o pro-
gresso que livera anteriormente, e nesla presump-
gao tomaram grandes encargos, como por exem-
plo a subvengo ao servigo da navegago a va-
por, que orga por 2.500:0005 annuaes, e isto em
virtude de cootratos que devem durar por annos.
e que nio podem deixar de ser cumpridos sena,
quebra de boa f.
Pesam tambem sobre o estado emprestimos om
garantas a emprezas de viagio, importando ora
avullada somma ; alm de oulras despezas consi-
deraveis, algumas das quaes hio de continuar ae
menos al que fiodem os respectivos contratos.
Temos, pois, actuando sobre o estado econ-
mico do paiz a diminuigo da produegio o de-
crescimeoto da receita do ihesouro, e a existen-
cia de despezas crescidas que nao podem ser re-
t uzidis.
Falloa-se na despeza com o pessoal. Esta des-
peza proveniente de servigos que nio sio espe-
cificadas em lei expressimeato, ou de ordenados
i marcados or lei. '
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IARIO DI fERIiMlCO. QUINTA FEItU 11 DI HJLHO 11 U61.
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Quinto priraeke parte o governo jS comegou
e coutiuar acercear quaolo r possivel.
Quanto segunda parte, iato os ordenados
creados era \ei, nao est oa aleada do miaialeriu
reduil-li, e isto petteoce s cmaras.
Ve jam, poU, as cmaras quaes sao os ordena-,
dos que podem ser arceados ; quando a lodo o
instante se diz, e anda boje te ouvio, quo hoje
casta multo a viver.
Ha atada a parle do material; mas j (i raui-
o redolida do ornamento Na repartido de ma-
riiiha. s a verba \rsenaesapresadla uma di-
minuico de 400:000$. No minislefio de agriciil-
tora. eommercio e obras publicas o corle foi de
300:0005 a 40(h0O3|. Na guerra, a dirdnuicio foi
nuito conaideravel.
tfallou-se em mandar parar otras publicas.
lias ser possivel suspender ludas ellas f Nin-
guem o dir, e ha assumplos nesie ramo de ser-
vico que demandad! ludo o cuidado e previsao.
Esludos importantes a que se proceden demons-
trara que dentro de 10 a 15 annos a capital do
imperio nao tora bstanle agua, o orca-se em 9 a
10 mil contos a despeza precisa para dotir-se a
cidade do Rio de Janeiro, daqui a 10 ou 15 an-
uos, com agua sufflcieole. Ha tambem despezas
com outras obras, que, cuino disse o nobre sena-
dor pelo Para, etao no caso da sement 1-ncada
trra, e que d boas colheitas como sejam os
meios de transporte e aeus sselhoramentoe..
Quanto a medidas para que as eleicoea sejam a
expresso flel da vontade nacional, o governo por
ora nao est deliberado a presentar molificago
alguma da le eleiloral. O que tem eilo, e conti-
nuar a mandar azer, processar os que abusa-
reiu della e a-infringir), esperando que a pu-
nigo dos clpalos inspirar receio aos que pu-
derem ler tentages de imita-tos.
O nobre senador por Mioas perguntou quaes
eram as diflicutdades do presente. Os oradores
que \\ia. su:cederam j as in caram : sao princi-
palmente as diiTiculdades econmicas, a diminui-
cao de produrcao geral do paiz, o decrecimeoto
da reoda publica, e a existencia de despeas pou-
co reduzh eis.
Para a diminuicao da produego lera-se dado a
inconstancia disestacoes, o existe actualmente a
ameaca terrivel de uma praga, que se se volgari-
ssr de produiir a diminuicao do dosso caf. Tem-
se dado tambem se nao decrescimenio, ao menos
o estado estacionarlo do supprimeolo de bracos
lavoura, que sao iosulficientes. Estas causas
nao se prestare a serem fcilmente combat las,
.'. para vencer as diflicullades que ellas tra-
zem 6 iudispensavel o concurso de lodos os Bra-
sileros.
Uma das difficuldades do presente tambem a
roa polica, proveniente da falta de gente habili-
tada no interior de paiz para exercer cargos po-
liciaes, e da deficiencia de meios para pagar a
quero possa servir boro. Nao se pode vencer ludo
isto de uma vez, e procura-se ir pouco a pouco
melhorando.
Censurou-se o governo pela nomeaco de com-
misses externas para trabalhos que coropetem
s cmaras. O ministerio actual nao creou nem
urna s destas commisse, e tem j acabado com
algumas queexistiam. O gabinete transado creoy
urna pelo ministerio da guerra, para rever lraha-
11)0 importante, sobre processo militar, mas foi
gratuita, nao leve, nem Uro estipendio algum.
Diese-se que tendo o nobre marquez de Caxias
iolervindo oas eleicoes....
O Sr. Marquez de Caxias: Muito legitima-
mente. (Apoiados 1
O Sr. Mauoel Felizardo.. e tendo protegido can-
di datura, devia declarar-se esperara apoio de seos
candidatos. Se o nobre marquez, como simples
particular, e nao sendo ministro tenlou dirigir a
eleico no sentido dos principios polticos que
prof'essa, e recommendou alguns amigos que so-
guera os mismos principios, nao se pode por
sso dizer que. leve protegidos, nem tem o
lireito de exigir dellcs ura voto ceg depois da
eleico. Pensa poim o Sr. presidente do con-
selho que sendo o seu prngramma to justo como
, nao s esses amigos como a maioria do corpo
legislativo ha de dar apoio ao ministerio.
Alludio-se a divergencias entre os ministros :
nao ha nenhuma. Nem por quesles passadas,
que pertencem historia ; haviam os acluaes
rnembros do gabinete guardar um rancor que os
mpossibilitasse de concorrerem unsonos no in-
tuito de dar remedio aos males que sflligem o
paiz : seria um procedimeolo pouco sensato.
O anno passado'ceosurou-se a falla do throoo
como sendo extensa de roais ; qualicarara-a
uma lista de necessidades pblicos. Eslc anoo
apresenli-se uma falla mais resumida, e diz-se
que nao vale nada Seria conveniente que se
averiguarse o que mais agrada maioria das c-
maras, por que do contrario as censuras ho de
continuar sempre no raesmo genero.
Ao ministerio pareceu que o discurso da cora
devia limitar-se a exprimir ni geoeralidade as
necessidades que reclamam mais promptas pro-
videncias.
Ao nobre senador pelas Alagdas pediram ape-
nas menos prevenco, que nao desse crdito a
iolrigas e calumnias. O nobre senador deve ter
bastante confaoca em si, e julgando-se por si
deve tambem fazer jusliga aos outros.
Deixa passar como lendo escapado no calor da
discusso a proposigo de que o ministerio tem-
se lomado um meio de vida. Os que lem sido
ministros sabem que sahe-se peior do que se
entra.
O nobre senador por S Paulo pergunlou quaes
os meios de fazer desapparecer o decit. S. Exc.
sabe melhor que niuguem que s tres podem ser
empregados: ou augmento de receita, ou dimi-
nuirlo de despeza, ou emprestimos.
O augmento do receila nao pode ser tentado
pelo ministerio seno mediante a exacta cobran-
ca dos impostos, e nao por novas rmposiges.
Quanto diminuicao de despeza, j disse o que
a este respeilo se pode dizer em geral, em uma
discusso da ordem desta do voto de gragas.
Supprir o dficit por meio de empreslimos se-
ria a medida a mais vexaloria de que se poda
tancar mao.
Quer o nobre senador que o governo aponte as
causas que tem contribuido pan a escassez dos
gneros alimenticios. Sao diversas. O augmen-
to do preco ficticio causado pela depreciago da
moeda ; a falta de produego, devida s ms es-
tac' s ; a retirada de bracos dessa cultura para
outra mais lucrativa ; a existencia de grandes
trabalhos pblicos que distrahem grande massa
de bracos da agricultura ; a deteriorarlo das Ier-
ras prximas dos povoados : o atraso dos nossos
melhodos de cultura ; o alto preco das conduc-
ces. que embaraga que gneros produzidos no
interior cheguem ao mercado, estas sao as prio-
cipaes causas da crise alimenticia que nao par-
ticular ao Brasil, mas seote-so em quast todas
as nages cultas, o que se explica em geral pelo
augmento da populago, sem que a produego
dus gneros alimenticios cresca na mesma razo.
O meio de comDatcr estes males sao o melho-
rament dos processos agrcolas e das vias de
communicacao, e a introduego de bracos. De
nada distose esquece o governo.
Concorda com o nobre senador por S. Paulo
na conveniencia de mandar-se publicar nos jor-
naes o preco diario da carne no maladouro:
uma medida que pode ter alcance quanto ao pre-
co da venda de um^genero do pnmeira necessi-
dade.
Acha tambem conveniente que se d conheci-
mento s cmaras de receita e despeza das pro-
vincias e das municipalidades, 6 tomar em con-
sideraco a lembraoca de S. Exc*.
Quanto as medidas sobre bancos, observa que
as votadas o anno passado comegam apenas a
ter execugo ; nao se pode por ora coohecer que
resultado dao....
O Sr. Souza Franco;O doente nao pode es-
perar.
O Sr. Manoel Felizardo diz que o doente nao
ctaegou a esse estado por causa das medidas to-
madas; j eslava muito mal e de cama quando
elles appareceram. Seo remedio ou nao pro-
picio, o que ae nao pode dizer de repente ; es-
pere-se o seu effeito.
Se antes de saber-se qual o resultado, quaes
sao as consequencias de lae* medidas, (r a le
revogads, au tirar esta precipilacao a f na
-nossa legisiacio ? O melhor, pois, ir observan-
do os pheoemeoos que se manifestaren), para oc-
correr como melhor fr : e isto o que o gover-
no est deliberado a fazer.
O nobre senador pelo Para attribaindo sempre
o effeito causa mais prxima, disse que as me-
didas adoptadas foram prejudiciaes por que nun-
ca houve safra maior do que a do Rio de Janeiro
este anno, e que apezar disso o cambio nao subi
o par. Mas a exportarlo do Brasil limita-se
Surventura i do ro de Janeiro ? As safras da
abia e de Peroambuco nao correspondern s
dos annos anteriores. Essa diminuigao nao po-
da cansar decreacimento na ezporlacio total do
psw, pezar do augmento da safra do Rio de Ja-
neiro 7 Sae queitoes que cumpra examinar, e
que se prendem urnas s dutras. Anda mais :
a baixa do cambio nlo poda ser devida a uma
subida de capilaes do paiz? Quando a moeda
p&pel, nao pode o cambio estar abaixo do par do
metitlico, e comludo haver um excesso de expor-
acao ? A abundancia de emisses de papel nao
influira, para excitar desconfiangas dos capitalis-
tas eatfsasjairo, e leva-Ios s retirar do pata os
svtrsitfMe, lemesde *-los aniquilados pela
depreetteo da moeda ? E acaso s medidas to-
madas o amo passad> podan j ter prodotMeo
effeito de remover tedas, ou mismo algumas dec-
as caudas? De certo que nao. A' prudencia,
pois, acoBselha que se ar.
Nao entrar no ame das despesas (efeas no
xercicio asesado : nao asaempto que ss reste
ao debato < qu se Irata ; j de ais a rasis,
urna queatio que interesar msis o ministerio
transado do que o actual, e o orador nao se pre-
paro u com oa dados preoieoe para ocaupat-se
agora deste objecto.
Conclue declarando que o ministerio nao
reactor ; tem uma poltica que lhe propria, ha
do dirigir-so por suas inspirages, posto que
sempre respailara as opinides dos seus succes-
sores.
O Sr. D. Manoel pronuncia um discurso, iosis-
lindo era suas ideas a respeito da retirada do ga-
binete de 10 de agosto e da forraaco do actual,
assim como respondendo ao Sr. ministro doeom-
mercio e das obras publicas ; mas nao podemos
acompanhar a S. Exc.
A discussau fi:a adiada pela hora.
O Sr. presidente d para ordem do da :
C'intiouagao da pnmeira discusso da resposla
falla do ibrono, e, alm das materias j desig-
nadas ; 3a discusso das seguales resuluces da
cmara dos deputados; Ia, autoriaaado o gover-
no a mandar pagar a Frederico Sauer Brown o
ordenado correspondente a congroa que percebem
os parochos do imperio ; 2a, approvaodo a apo-
sentadora concedida por decreto de 27 de agosto
de 1857, no lugar de desembargado^ e com o or-
denado de t.2J0# ao juiz da direito conselbeiro
Angelo Moniz da Silva Ferraz ; 3a, aulorisaado o
governo a couce ler carta de naluralisago ao ci-
dado porlugtez Antonio Jos de Azevedo ; 4*,
aulorisando o governo a conceder caria de atu-
ralisago aos porluguezes Manoel da Costa Abreu
que prive os senadores de exercerem fuocgs
da casa imperial. O orador perfcrace i cbsse
dos que teera cargos oa casa impacial, em um
dos lugares mnimos, e bonra-se do occopo-lo
por livroescolh, sem a menor sslictoeio: *n,
quande veio para o senado, os seus criarst***-
ta qve pac cauaa dasle cargo nem umj s vea
uacio de Aicigir-se pora
Todos os [ex-nrioistros foram solidarios, nunca
divergiram en principios ; e o nobre ex-minis-
tro dos negocios estraogeiros, exprimindo-se
como se exprimi, nada absolutamente fez senao
ION isISkulo verdade.
ronaidera as expresses benignas diri-
tes bem sabiim qual era a sua posico : e affir- gidas pelo nobre senador a esse digno ex-minis-
recebee a motar tosi
este oa aquella lado.
Peda parsaissoe para offerecer breves consid-
racoes a respeito da alguns faetoe historeos lea*
sidos a restos para a discusaao pata falta da co-
ahecimelo cabal 4aa couaas.
Os exemplos da Adriano o de Constantino, pela
lado dacteneucia, nao toas* o moner cabimen-
to eoUo n4s, onde a elemoacia oceupa o lugar o
mais sablisse ; nem a generosidade dos lempos
anligos poda ser mais brilhante, mais comple-
ta do que oa-nanosso paiz. Quem ha aJii no.
Brasil que techa stdo impossivet ? orrde esto
os proscriptos por causa da liberdade de suas
opinioes ? Ninguem oa conheca.
E' mana de azora fallar da religio e da mo-
narchii i mas no mel destas cousas todss. e
quando se val busca o exemplo de Adriano e de
Constancio, gria-ae ae mesmo lempo : Va-
Iha-oos o Sr. D. Pedro 111 E' quera nos pode
salvar.Com que necessidade eolio foram pro-
feridas semelhanl-s palavras ?....
Passando a tratar da retirada do gabinete a
que pertenceu, diz que as declarages do nobre
senador pelas Alagdas, que foi seu collega no
mioislerio, polerum dispeoaar cabalmente o
orador de qualquer ouvra explicaca, lano mais
que at o nobre senador pelo Para dau-ae por
satisfeito com aquellas palavras. E' porm o-
brigado a tratar aiuda deste assumplo porque
um aparte do raesroo nobre senador pelo Para,
attribulnde s ao cavalheirismo do Sr. ex-mi-
nistro dos negocios eslrangeiros as explicagss
que dra, deixou suspeitar que nio eram a ex-
pressao da verdade.
Observa que, quando acoolecia a mu Jang do
outros minisieiios, e diziam os es-ministros que
a causa da dissolugao havia sido a molestia de
um ou outro, todus se calavam, apezar de serem
testemunhas da parfeita saude e magna robustez
dos que abaodenaram o posto, e de corrsrem mu-
tos boatos de malquerencM, etc. E enio eram
respeitadas as explicages dos ministros que sa-
inara, ninguem os desmenta.
ItecarJa-se anda que o presidente do gabine-
te de 4 de maio, por occasio de organisar-so o
novo ministerio, deu explicages que correram
sera encontrar muito quem nellaa acreditasse ;
entretanto o orador ainla est hoje convencido
que as causas da sahida daquelle gabinete foram,
como disseram os que o compuzeram, as moles-
tias de alguns de seus membros, e nao outros que
se propalaram, porque nunca quiz indagar o que
se passa no interior das casas, o que nao pode ser
assoalhado seno por fmulos ou indiscretos qje
as devassam ; lamentando ouvir contar tactos que
se nao deram, e que se existissem s podiam ser
publicados pela indiscrigao ou pela traigo, cou-
sas impossiveis de dar-se com os seus dignos ex-
coilegas. Mas emfira ha queu se julge privile-
giado escolhido por Deus, por exemplo, possuin-
do somnmbulos, e por sso nao admira queso
pretenda inculcar como verdadeiros fados ioteira-
mente inventados.
E de todo falso que se dsse qualquer diQeren-
ga entro o orador e o seu collega ex-ministro dos
negocios eslrangeiros, que os obrigasse a usar se
quer de uma palavra menos civil, quanto mais
que os levasse ao extremo a que se alludio.
O Sr. Cansaosao :Apoialo.
O Sr. Ferraz assevera que nunca divergiram
em principios, porque ninguem os possue em
maior grao de pureza do que o nobre ex-minis-
tro dos negocios eslrangeiros. Em principios pois
nao houvo a menor divergencia, repele-o ; riou-
ve-os sim, mas quanto a pessoas.
A retirada do gabinete foi o resultado de dissi-
dencia sobre o seguinle ponto : alguns dos minis
tros entendan) que as dreumstancias haviam-so
tornado melindrosas, e isto nao pode ser estra-
nhsdo pelos nobres senadores que esto do lado
opposio, porque um dellcs foi o proprio que re-
conheceu e onfessou que com effeito a aituaco
grave.
A agilago do periodo eleitoral havia impres-
siooado sobremaoeira a maitos espirttos ; e para
conhecer-se o que foi essa agilago bisla consi-
derar que o Sr. senador pelo Rio Graodedo Nor-
te susteolou que um dos senhores eletlos deputa-
dos pelo districto da corte havia prestado grandes
servigos ciusa da ordem publica.
Acabou essa crise, mas, como disse, os espiri-
tas Qcaram muito'impressiooados, e ainda o etto
com bstanle razo, porque o mesmo Sr. senador
pelo Rio Graodedo Norle ainda hontem declarou
que linham em vistas derribar t olygarchia, nao
duvidando, para coosegni-lo, empregsr lodos os
meios. Ora, nao ae polo deixar decrer as rev-
lages do nobre senador, que a figura mais il
luminada da lig.
Affrma pois quesubsistem taes apprehenses ;
nao que o orador as parlilhe, porque est con-
vencido que os proprios chefes do partido da li-
ga sao dadores da maoulengSo da ordem publi-
e i8j'J, mais pejadas de autorisaces do que ca elles nao bao de por certo ter esquecido que
oenhumas outras se linham visto nom depois os carpinteiros que fizerim a arca de No nao es-
I n a r< a r m Ar* HCi i n
e Antonio Jos da Cruz; 5a, approvaodo a apo-
seniadoria concedida por decreto de 21 de agos-
to de 1858, no lugar de juiz de direito, com as
honras de desembargador, e com o ordtmdo que
lhe competir, ao bacharel Luiz Alves Leite de
Oliveira Bello; 6a, approvando a aposentadora
concedida por decreto de 4 de margo de 189
ao juiz dos feitos da fazenda da provincia da Ba-
ha, Andr Corsino Pinto Chicborro da Gama,
com o ordenado de desembargador ; 7a, appio-
vando a aposentadora concedida ao desembarga-
dor Francisco Gongalves Marlins, por decreto de
6 de selembro de 1858, com as honras de minis-
tro.do supremo tribunal de jusliga ; 8a, recoohe-
cendo cidado brasileiro a Jos Gongalves da Su-
va ; Ia discusso da resolugo da mesma cmara,
approvando o privilegio concedido por decreto n.
2,156 do 1 de margo de 1858 a Guilhermo Bree-
lich e seus Ires Qlhos.
Levanta-se a sesso.
SESSO EM 23 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. vitconde de baet.
As 10 horas e 55 minutos da nianha o Sr.
presidente abre a sesso estando presentes trinla
senhores senadores.
Lid as actas de 21 e 22 do correte mez sao
approvadas.
O Sr. 1 secretario d conla do seguinle
EXPEDIENTE.
Um officio do presidente da provincia de San-
ta-Cilliarina, remetiendo o relalorio com que
lhe foi entregue a adminislracao da mesma pro-
vincia petoS" vice-presidente.A' archivar.
Outro do presidente di provincia de Goyaz,
acompauhando dous exemplires das lea da dita
provincia promulgadas no anno passado. A'
commlsso de assemblas proviociaes.
ORDM DO DA.
Contina a Ia discusso, adiada pela hora oa
sesso de 21 do correte, do projedo de res-
posta falla do throno.
O Sr. Ferraz principia declarando que presta
deciduo apoio ao ministerio, sen condigo nem
reserva alguma, al mesmo oo se oppendo a
qualquer retoques que por ventura elle julgue
necessaiios nos regulamentos publicados pelo
gabinete de que o orador fez parte.
Une as suas vozes .do nobre senador por Mi-
nas quanto conveniencia de promover-se a
realidade do syslema representativo entre nos,
sera cocotudo desconhecer que em gersl falla-se
muito no perigo de deixar todo a iniciativa aos
ministros, e nu descrdito que dahi resulta s
cmaras legislativas, entretanto que, chegando
ao poder, esta doulrina quasi sempre esqueci-
da, como o foi pelo proprio nobre senador e por
seus amigos que Qzeram parte do ministerio de
4 de maio.
Nao foram elles de certo os que deram melhor
exemplo neste assumplo, pois que o priocipio
das delegaces nunca foi usado era to larga es-
cala como as ltis de orcamentode 1857, 1858
1859.
se viran).
Recorda-se de que alguns honrados senado-
res pertencentes ao partido conservador inicia-
ram a idea do acabar-se com as autorisaces :
chegou-se mesmo a formular emenda em tal
sentido, e esta medida, adiada enio a pedido
do orador, foi depois consignada em le, em vir-
tude da qual todas as autorisaces caducaran),
de forma que, se hoje o governo precisar d al-
guma, ha de ped-la.
Oulrosslo-oa- vicios que minam a existencia
do syslema representativo no Brasil, e forgaria
de ver que o nobre senador por Minas e seus
amigos consentissem em unir-se ao orador para
esforgarm-se em promover os melhoramenlos
reclamados pela situago.
Disse-se que o syslema representativo est
desacreditado, que ninguem mais tem couQangs
ua cmaras. E' verdade; mas a que causas
deve isto ser attribuido ? Por ventura a origem
do mandato dos rnembros do corpo legislativo
nao est falseado pela corrupeo, pelo diobei-
ro? e esse icio nao capaz de ludo abalar, de
tudo destruir ? o estado da liberdade de impren-
sa nao tambem tal que faz esmorecer, faz com
que todo o cidado honesto lenha vontade de
fugr de servir o paiz ? (Apoiados,) Qual dos
nossos homeos polticos lem deixado de ser vic-
tima do ddsenfreamento da imprensa ? nao foi
o orador to miseravelmenle tratado por esses
orgos da pubiicidade que se quizeram trazer
discusso ? e pode continuar a imprensa a ser
um instrumento de descrdito que nao respeita
nem o lar domestico, um lagello da todas s
reputages ?
O Sr. Dantas: Tambem querem dar cabo
da imprensa ?
O Sr. Souza Franco : E' a minha liberdade
que resta, e querem acabar com ella ?
O Sr. riscoode de Itaborahy: Liberdade do
insulto e da calumnia.
O Sr. Dantas : Liberdade contra a dissipa-
ci, o furto, o roubo: para atacar estes males
preciso a imprenta livre.
O Sr. Ferraz falla desse descomedimento de
que teem sido victimas os horneas de todos os
lados, e que ho poupa a ninguem, como ainda
ha bem poucoa das se preseociou. E' a seme-
lhanle desenfreamento, que eovergonha o paiz,
e comprometi o systema, que deve por cobro.
E dabi, quem falla em dar garrote na liberdade
de imprensa ? nao foi um membro do gabinete
de que fez parte o nobre senador pelo Para quem
apresentou s cmaras uma proposta reformando
as nossas leis de impreosa ?....
Outro ponto que coovm exsminar em toda a
sua pureza a liberdade da tribnna. O que se
nao pode dizer de ninguem em particular ou em
publico, as eonversages, diz-se face a face na
tribuna, a da manetra que desdoura o paiz I
Provari acaso descrdito do systema parlamen-
tar a dreumotaacia de deixar de haver sesso
no senado uma ou outra ves ? nao coacorrer
antes para esse descrdito oceupar-se as vezes s
tribuna durante sesses inteiras, s para distra-
tar os adversarios ? gastar-se todo o tempo em
recriminages a fiadar sesso sem dotar-se o
paiz de leis do que precisa, de forma tal que, se
os gabinetes oso lemessem a dianteira no anda-
mento dos projeclos lndispensareis, nem esaas
aseamos ba verla apersoga de ver pasear ?
Reconnecendo pois o faca trazido diecuasio
palo nobre senador, une-se a S. Exc sflm da
pedir que se promeva a dettruicao destes abu-
sos que comprometiera o parlamento e a sys-
lema representativo.
Dea-so como ousa do falsame* do syste-
ma que aos raga a pouea independencia dos
rnembros das cmaras legislativas, ejulgou-se
aaosasirio, estando j ptopaala, uma medida
capararo do diluvio.
Mas eoiQra esses receios, bem ou fundados, pre-
valecern] em alguns dos ex-ministros. Estabe-
lecida a discusso a lal respeito, o nobre ex-mi-
nistro dos negocios eslrangeiros declarou que nao
poda de modo algum acreditar que a situago
fosse lal qual a figuravtm aquellea collegas, ac-
crescentaudo tdavta que, se por ventura o fosse,
todos os ministros unidos haviam de restabelece-
la nos devidos termos.
A divergencia porm se bavia dado sobre a
maneira de encarar a situarjo. O orador empre-
gou os maiores esforcos, por sie por alguns ami-
gos, para demorar at o fim das cmaras a retira-
da do gabinete.
O Sr. Cansanso :Apoiado.
O Sr. Souza Franco :Acreditamos.
O Sr. Ferraz, nao pode comtudo conseguir es-
pagar a crise. 0 nobre ex-ministro que conside-
rava perigosa a siluago, dada a dissidencia so-
bre ponto to importante, insisti na sua derais-
so com urna tenscidade invencivel. O nobre ex-
ministro da guerra eslava bstanle doeole, tendo
assim motivo muito real para desejar de prompto
a sua exoneracio. Um outro declarou que o acoro-
pandara irremediarelmeote se elle sehisse. Um
terceiro, que bavia tambem pedido demissao por
causa da apreciaglo da siluago, e que a retirara
em obsequio ao orador, declarava todava que
sahna infallivelmente se houvesse a menor mo-
diGcaco no gabinete. Havia de mais a mais uma
pasta aova a preeoeber.
Era peis preciso procurar omos companheiros
para reorganisar o miosterio, epodos sabem qaan-
lo difOcil reunir pessoas que em taes dreums-
tancias estejam acordes naibaiarcba que cumpre
seguir.
Toroou-se portanto iodeclioarel a retirada de
todo o ministerio.
Susientuu-st no dbalo que a poltica iniciada
era de compresso. O orador ignora qual era a
poltica que se pretenda adoptar, mas das pala-
vras do Sr. ex-ministro de imperio o quecolheu
foi o seguinle : que o ministerio, lomando as
redeas do governo na poca da conciliag, as-
seniura a sua poltica sobre a base da harmona
dos partidos ; que a eleico separou de novo os
partidos, e na phrase consagrada, induzio-os a
cerrar lileiras ; que portanto a poltica adoptada
oo poda subsistir. Mas nunca foi queslo de
uma poltica de compresso e do rigor ; e que o
nobre ex-mioistro do imperio desejava era que se
seguisse uma poltica moderada, sim, porm que
iospirasse conianga oa autoridade.
Quando se deram essas oceurrencias tioha de
prximo o ministerio pralicado actos que prova-
vara exhuberanlemeote estar no gozo da confian-
ga da cora. E por eerto, ateo ultimo momento
essa conanga que se maoifesta pelos actos nun-
ca absiidonou o gabinete.
Quem pretende o "contrario desla verdade lor-
na-se echo de revelages que nao lem base algu-
ma, o que de lamentar que ae pretendan) fazer
passar por verdades inconcussas.
Os que esto ao fado das qualidades de que
dotado aquelle que dirige os deslinos do paiz sa-
bem perfeitameote que a cora nao d demons-
trages de saa con tunca seno* por seus actos ;
oso faz confidencias, nio faz revelarles ; quaes-
quer boatos que eslo em contradigio cora esta
verdade reconbecida, sao ioteiramente falsos, e
espantados por impostores que s procuran em-
bar o povo com mentiras que o orador repelle
com tolas as suas torgas.
Supplica pois aa nobre senador pela Para que
naja da retirar o aparte em qua altribeio s ao
ea valatristno do Sr. ei-mioiatro dos negocios es-
lrangeiros aa expliescoes que dea S. Etc. nio era
capaz de fallar a ratdade, nem mesmo por caval-
leinsmo.
tro como urna amende honoraH* lhe deviem
em cooeofuctMste do procedimiento que com elle
tiverem ; e echa mesmo bom que quaesquer if-
fereneas desapparegam entre aoltgt* amigos ;
comanlo porm que nao seja i casta de quebra
do carader de terceiro.
O nobre ex-mioistro dos esteaogeiros declarou
que em uma carta dra o ministro dudente as
razea da sua retirada. Alguns entendem que tal
carta nio ditia o jae se tem raerido. E' pois iu-
dispensavel que seja publicada, para que se aqui-
late devidamente tudo quanto sobre este objecto
se pasaou:
Htm. e Erra. Sr. Teddo V. Exc. de ir
hoje a Petropolis, rogo-lhe o espedal obsequio
de participar a S. M. o Imperador que contino
a julgar impossivel a minha conservado no mi-
nisterio, e a solicitar-lhe a graga da minha exo-
neracio ; do que j Uve a hoora de prevenir ao
mesmo augusto senhor.
a Em conversa com V. Exc. tenho exposto
Com toda a franqueza o neu pensa ment acerca
da siluago, e a creoga que tenho de que sem
modificacao nenhum bem pode mais prodazir a
poltica que tragamos e temos at boje seguido
com proveito do estado, embora muitos ainda
islo nio reconhegam.
As circumslaocias do paiz sao difceis; ele-
mentos subversivos actuam fortemente sobre
elle. A cootrariedade que teem soffrido muitos
iuteresses que estavam enraizados, e o mo esta-
do de algumas provincial, devido a causas a-
Ibeias governaclo do paiz tem produzido des-
contentamente que lavra em larga escala por
muitas classes da sociedade. A siluago exige
pois uma poltica prudente, mas enrgica, que
nao excite os nimos, mas inspire s crenca de
que a autoridade lem a firme resolucio de com-
primir a aoarchia, e conanga nos elementos
precisos para conseguir este Bm.
E poder o actual ministerio julgar-se com
forca bastante para iniciar esta poltica, couli-
oua-la e leva-la ao Gm aob os eminentes agua-
cemos que pairam na atmosphera ? E' convic-
go minha que nao, porque faltam-lhe alguns
dos elementos que conslituem a forca de um ga-
binete ; falta-lhe sobretudo homogeneidade de
vistas e a mesma creoga em todos os ministros
acerca dos perigos da siluago e do emprego de
medidas que possam conjura-Ios; falta-lhe a
unidade de pensamento, que possa faz lo pe-
raute o publico com uma s vontade em um s
designio. Em laes circunstancias pens que fa-
go um deservigo ao paiz e cora continuando
nu ministerio. Renov, etc. Joo de Almeida
Pereira.
A' 'vista deste documeolo poder o nobre ex-
ministro dos negocios do imperio ser-laxado de
demasiado preoecupado pela siluago, mas o
orador nao considera que ninguem tenha o direi-
to de clamar que o Sr. conselbeiro Almeida Pe-
reira est carregado de crimes. (Apoiados.)
Repelle com toda a energa de que capaz se-
melhantes expresses, e desafia quem as pro-
nunciou a que aprsenle tactos. (Apoiados.)
Por dever de honra nao pode conseutir que seja
assim atassalhado um de seus collegas sem que
erga a vez para defeod-lo. Coberio de crimes I
onde esto elles ? Apresente-os. Nao com
declamages que nenhuma base tem que se pode
tirar a reputaco a um homem publico da quali-
dade do Sr. conselbeiro Almeida Pereira. (.1-
potados.J
Mas os nobres senadores que se sentam do
outro lado sao to injustos que, ao mesmo lem-
po que aecusavam o governo de ter intervindo
nis eleijes, tecina a apotheose de um seu de-
legado que nio fez mais do que execatar exacta-
mente as recommendtfes que receben. Os no-
bres senadores nao consideraro que ou esse de-
legado cumprio as ordeos que o governo lhe
deu, e enio claro que este oo interveio, ou
nao as cumprio, e neste casa nao merece elogio
da gente sensata.
Disse-se que o ministerio deu demissao as
vesperas das eleiges. Ora, quem propoz essas
demisses? nao foi esse mesmo delegado elogia-
do? E quanlos foram os demiltidos? Dou*,
o subdelegado da Laga e o do Engenho-Ve-
Iho ; cumprindo notsr que um perleocia ao
partido liberal, e outro ao conservador. Assim,
uo sabe por que lgica os nobres senadores fa-
zem a apotheose do delegado, ao mesmo lempo
que atacam o ministerio que lhe prescreveu a
marcha que seguio I
Ser talvez pela mesma lgica com que pre-
lendem ter sabido, a nao se poler duvidar, que
o ministerio oo linha a liberdade de deixar de
proceder como procedeu. Sao novos myslerios
que o orador nao penetra ; nem sabe para que
possam servir semelhantes imposturas l A pol-
tica adoptada foi s ministerial, como nao po-
da deixar de ser. Mas assim que se aJfJfep lu-
do, que se propalara as noticias armis
falsas.
Foi de certo assim que um membro do corpo
legislativo nao hesitou em dizer oa reunio da
assembla geral dos accionistas do banco do Bra-
sil que havia quem pretendesse deitar aquelle
banco abaixo, mas que nao cahiria porque uma
alta vontade nao consenta nisso. Era porm
melhor que nao se cuidases de il.udir assim o
povo com mentiras indignas de um homem par-
lamentar.
Passa a oceupar-se de duas proposiges, uma
relativa le bancaria, outra ao estado do Ihe-
souro, isto receita e despeza do estado.
Disse o nobre senador pelo Para (o oo islo
de estranhar na sua bocea) que aquella lei j li-
nha produzido em mal da sociedade todos os seus
effeilos. Esta proposigo nao pode ser pro va la
porque a lei, para ser executa Ja, precisa de tem-
po. Na parte relativa aa meio circulante j leve
uma pequea execugo, uma outra paite s d'ahi
a mais um anno, e assim progresivamente. Gomo
pois anima-se o nobre senador a asseverar que
essa lei j produzio todos os seus effeilos?
O nobre senador por Minas (oaoacompanhando
nesla parte o nobre sanador pelo Para) contenta-
se que oo se toque na lei, que s sejam altera-
dos os regulamentos. A este respeito s obser-
var que os regulamentos sao Qlhos da mesma
lei, contera os msenos principios que ella con-
tera.
O nobre senador pelo Para mostrou-se admira-
do de que o cambio uo estivesse.au par. Mas o
nobre senador oo attendeu s cateas quepdem
determinar a alia e baixa do cambio. Nellas en-
tra a (raqueza da moeda, e esta fraqueza depende
da maior ou menor emisso de papel, em alten-
cao ao estado do mercado e s suas exigencias.
Em uma poca pode haver maior emissao sem
quebra do valor do papel, e em outra poca dar-
se menor emisso aem depreciamento do papel.
E de que meio havia o nobre senador langar
mo para melhorar a situago ? da multiplicida-
de de bancos de emisso ? O que o orador fez
aconselhado pela experiencia e por alias capaci-
dades na materia. Nao declina a respoosabili-
de do que pralicou, nem agora nem no futuro ;
mas ainda nao tempo de julgar-se o que fez.
Quanto receita e despeza do estado, antes de
proseguir, pedir ao nobre ministro do commer-
do, agricultura e obras publicas que atienda
estas coostderages : parece evidente que oo se
pode diminuir em grande escala a despeza com o
pessosl, que tambem nao possivel diminuir
despezas de material que sao effeilos de empe-
nhos muito anteriores : que ha um dficit que
ha de aer augmentado para cumprimeoto de de-
veres contrahidos, como os dous mil cootos que
se teem de dar ao banco do Brasil para a reti-
rada das notas do governo, o pagamento de em-
prestimos que esto a vencer-se em Londres, as
despezas inoispensaveis a beneficio da subsisten-
cia publica, etc. Dadas eslss dreumstancias,
pergunta o orador se o dficit nio ser maior do
que est annunciado no rotatorio do Sr. ministro
da fazenda. Parece que sim.
Seodo assim, de que msios pretende servir-se
o governo para faser desapparecer esse dficit ?
Nio se querem emprestimos, concorda. Nio so
quer augmento da divida fluctuante, que j anda
por 12,000:0008 i umbem concorda. Nio se
quer por um augmento de impostes, o Sr, minis-
tro recua diante da propaganda. Como bao de
ento ser venadas as difflculdades ? E' preciso
ser muito explcito esoeo esto ponto, nio emba-
lar o povo com illuees.
Os impostos addicionaes de importago e ex
portecoo nio podaos ser permanentes, aio de ca-
rcter provisoria, a coovm, de accordo com as
melberaa autoridades na materia, aobslllui-los
nisterio recua diante di propaganda, o que pode-
r fazer sobre este objecto ? Pareca qua antea
se devia procurar fazer com que a opinio des-
vairada entrasse nos devidoa eixos, do que coa-
correr para que ainda mais se transrie passaodo-
se com s propaganda. #
E' preciso nio viver de expedientes : se estes
forera procurados as circumslaocias am que oes
acharaos, legaremos aoe vind me. Se as grandes obras emprehendidas, as es-
tradas de ferro, aaaubveuge para a navegacio
a vapor sao indispaosaveis ; se oao se pode pres-
cindir do pessoalsjsM existe, falle-se claro ao po-
vo, diga-so-lhe sosa rebuco o que preciso, cos-
te o que cuslar ; nio voltar aos lempos do popel
moeda, de emissao despotices e dos empreattOMM
para occorrer aos dficits.
Explicar agora que quando fallou em m f
oo teve a menor intengo de desairar o nobre
senador peto Par. O nobre senador muito
versado nestss materias; todava, s pelo desejo
de maltratar o orador, sustentou que no exercicio
passado se bavia gasto cincuenta e lanos mil con-
tos de ris, valendo-se, para chegar a este alga-
ritmo, do expediente de sommar as quantiss vo-
tadas no orcamento da despeza com o valor dos
crditos abarlos. Se o orador o acompanhasse
neste campo, poderia dizer qne o nobre senador
pelo Para fez mais, porque no exercicio de 1857
1858 teve 25,735:825 das despezas decretadas
na lei do orgarnento ; leve mais 12,769 1555 de
crditos extraordinarios pela lei n. 939 e alm
disto abri o governo crditos supplementares no
valor de 9,801 966#. Portanto, se prevalecesse
a arithmeiica do nobre senador pelo Para; seguir-
se-hia que s sua admnislraco havia despendido
no exercicio de 1857 a 1858 a somma de ris
58,356.946*000.
Entretanto a despeza real foi de 51,755:0658906
porque dos 35.785:825$ decretados na lei do or-
camento n. 8S s foram despendidos............
26,211:5325158. E nao ha quem entenda destas
cousas que nio saiba que nao se pode fazer a
conla aosonus reaes de um exercicio sommaodo
as despezas decretadas, por que muitas deltas
oo se effecluaro, de forma que muitas vezes a
despeza do exercicio oo igual, antes muilo
menor, do que a somma dos crditos abertos e
das despezas votadas.
O nore senador sabe perfeitameote deltas cou-
sas, e foi levado desta conviego que o orador
disse que a sua argumentarlo nao moslrava
boa f.
Declara que fez ludo quanto era possivel para
reduzira despeza publica ; mas os empenhos que
achou contrahidos erara muitos Entretallo a
Providencia, que escreve direito por meio de re-
gras tortas, felicitara sobremaoeira o paiz se le-
vasse o nobre senador pelo Para ao mioislerio ;
pelo menos S. Exc. seria o melhor defensor do
orador. Sabe que o nobre sead t tem as melho-
res inlenges; respeila-o tanto que nio tocou em
regulamentos do seu ministerio que excitavam
clamores da classe agrcola, sera proceder com o
maior escrpulo ao exame dos fados, sem espe-
rar que a experiencia moslrasse que deviam ser
alterados : o orador levou a sua resistencia neste
ponto a tal extremo que lhe fez perder a amza-
de de amigos que presava.
Nao sabe onde possi encontrsr-se legislago
fiscal que nao seja tazada de vexaloria. Pela sua
parte quizera poder por em execugo as suas
ideas sobre direilos de exportago e mporlscao;
seria porm um grande desservigo ao paiz pro-
palar a sua maneira de pensar sobre este assump-
lo. agora que se trata de dolar o paiz de grandes
obras, de estradas de ferro, ele. E' de esperar
que venha tempo em que se poser tocar neslas
materias, sem correr risco de deixar entrever ao
paiz cousas que nao sejam possiveis.
Nao bssta declamar contra uma legislago, la-
xando-a de vexatoria ; cumpre indicar os pontos,
as disposiges de que resultam laes vexames.
Declara que est prompto a reuoir-se com os
nobres senadores que se sentam do outro lado
para votar, se o,ministerio achsr islo bom, pela
abolig'dos impostos addiciooaes volados as
leis do anno passadu ; e bem assim a votar por
qualquer reduego de despeza. Indique porm
o nobre senador pelo Para quaes sao as despezas
que devem ser reduzidas.
O Sr. Dantas :Eu direi quaes sao.
O Sr. Ferraz entende que nao convm que o
nobre senador pelas Alagas se encarregue desta
tarefa ; pode enxergar-se nisso um epigramma,
porque o nobre senador pelo Para o mais pro-
prio para emeltiaole misso como mais enten-
dido nestes assumplos. 0 orador es'- prompto
a ajuda-lo, at para comegar-se j a por em pra-
tica o principio da iniciativa, to sustentado pelo
nobre senador por Minas.
E' iudispensavel que o senador pelo Para se
preste a fazer a synopse das redueges que sao
pussivei?. Seja qual fr o resultado, uo pode
ficar mal ao chele da liga dos conservadores des-
comes e dos liberaos exclusivos (posto que nun-
ca considerou o nobre senador liberal, e sim uro
dos maiores conservadores que tem visto) tentar
obter uma reduego das despezas publicas. Pi-
car com a sua conscencia tranquilla, e quando
entrar para o ministerio achara preparado um lei- j
ti de rosas, porque j levar o seu programma
foilo, nao perder lempo em asseotar nelle.
Convida pois o nobre senador pelo Para para
fazer ao paiz esle bem que lhe aproveilar mais
do que todas essas diagramas que nao do resul-
tado algum ; eest prompto para ajuda-lo como
seu escrevenle, escrevendo a lista das redueces,
dos corles do despeza que o nobre senador pode
fazer.
Concluindo, declara que nao sabe para onde se
volte : de um lado o aecusam de fraco, cobarde ;
do outro o laxara de violento ; ainla de outro o
censuram por nio se importar com a opinio pu-
blica. A verdade que o orador nao pode ser
aecusado de fraco, de cobarde, no sentido em que
se exprimi o o'-bre senador pelas Alagas ; as-
sim como oo pode ser laxado de violento, como
o provam lodosos seus hbitos. Quanto a oihar
com in iilTerenga para a popularidade, tambera
grande injusliga, porque o orador est convenci-
do que a popularidade oo essa nuvcm que os
nobres senadores a braga ni por Juoo ; pelo meos
nio essa a que ambiciona, e sim a que resulta
da opinio esclarecida. Cheio de conviego de
que um principio bom, proveitoso socieda-
de, vai pordiaotena sua execugo, oo havendo
propaganda que o possa fazer recuar.
Assim, tem a coosciencia por si. Julga que
fez o que devia. Seno fez tudo, pelo menos es-
t persuadido que preparou muitas facilidades pa-
ra os seus successores. Nio ter'a opinio do no-
bre senador pelo Para, mas tambem nao essa a
que deseja ; a que ambiciona a opinio dos jus-
tos do paiz, a opinio do futuro.
0 Sr. Ferreira Pena, asseguraodo o seu apoio
ao ministerio, chama a aitengo do governo pa-
ra diversos assumplos que considera importantes,
como a necessidade de uma lei interpretativa do
acto addicional, inconveniencia das delegagoes,
etc.,
O Sr. Jobim faz breves consideracoes sobre s
colonisago e abaslecimento d'agua polavel po-
pulado da corle.
O Sr. Vascoocellos, nao querendo demorar a
votago da resposta falla do throno, desiste da
palavra, reservaodo-se para a 2a discusso.
Vertilcando-se nao haver cese, o Sr. presiden-
te declara encerrada a discusso, e d para ordem
do da da seguinle sesso as materias j desigoa-
cuco no desenvolvjmento pratico da seus cora-
promissos nos sao conhecidas.
A casa de saude dos Drs. Ramos & Seve fas-so
por tanto recommeadavel, e preenche o fim de
sua exiatencia, tanto mais quanto d espago s
differeotes cla-sses sociaes que possam carecer de
tratamento all, com as devidas segregagea em
enfermaras.
Levando 3*000 por dia aos doentes de pnmeira
classe. 29500 aos criados e marujos, e 29000 aos
eecravos, mediante esta retrrbuigio pecuniaria
cortamente mdica, os enfermos alm de casa,
tees ali.mdicos, remedios, dieta, roepa e outros
aceessonos precisos so estado da molestia.
Sob laes apreciaces, pois, evidente a impor-
tancia deseo eetabokocimeoio; qao asthn faz-se
credor do acolho de nacin jos e esrnngetros.
Acha-se correr o prezo de trinta das,
marcado para o pagamento das joias daquelles
irmos insultadores da Santa Casa da Misericor-
dia, que o nio fizeram aioda, aob a cominago
de serem eliminados os que deixarem de realisar
esse pagamento.
EsU resolugo ds junta administrativa basea-ae
em acto do governo da provincia.
Terca-feira tenlou suicidar-se uma parda
moradora na ra Bella, por meio de estrangurago
deixando-se cahir na cacimba do sea quintal pen-
durada por uma corda, que amarrara ao pes-
clo.
Tendo sido soccorrids lempo, nao realisou o
funesto iotenlo, que a levara aquelle acto de des-
espero, cuja causa ligara algumas informaces
que temox, s suggcstes do cime.
Acha-se exmelo o lugar de ecnomo do
gymoasio, cujas funeges foram accumuladas
aquellas do respectivo secretario.
Amaohia dte ter eomeco, perante a fa-
culdadede direito, a defezs dastheses olferecidas
pelo bacharel Joaquim Jos de Campos com o fim
de doutorar-se.
Poram sorteados para a arguigo os lentes Drs.
Figueiredo, BacAists, Aprigio. Loureiro, Tarqui-
no, Aguiare Nascmento Portells.
Augurando um vantajoso resultado jo Sr. ba-
charel Campos pela inteligencia de que dispoe,
desejaremos todava que o exilo corresponda ef-
ectivamente s nossas fundadas previses, sec-
cionando assim o conceito que sobre elle for-
mamos.
Foi noraeadd Antonio Andr Cavalcanti de
Albuquerque para exercer provisoriamente o car-
go de partidor e avaliador do termo de Goianna,
na conformidade do artigo 1 da lei provincial
numero 504 de 29 de maio prximo passado, o
nos termos do artigo 6a da carta de lei de 3 de ou-
tubro de 1834, segundo a etplicagio dada pelo
aviso do ministerio da juatica de 14 de maio de
1860.
Por portara de 8 do corrente feram aberlss
differenles crditos supplementares. para occor-
rer as despezas de algumas verbas deorgamento
do 1860 1861, cujo votado foi insuficiente.
O capilo do brigue inglez Alliance, entra-
do hontem de Liverpool, refere que no dia 18 do
passado, na latitude N. 7o 47' e longitude W. 2i
48', avistara tres vapores de guerra americanos,
dou3 armados barca e um lugre, o que esle,
lendo acendido o vapor aproara ao brigue, a lira
de reconhecer sda nacionalidade, e que, apenas
so certificara ser de nago ingleza, se retirara,
proseguiodo seu caminho.
Ao entrar do nosso porto, virou a barcaga
Linda, de oe, queo'alli vioha carregada de as-
sucar.
A sociedade Instituto Po e Li llera rio pro-
cedeu no da 4 do corrente, eleico de seu pre-
sidente e tbesoureiro honorarios, sahiodo eleitos
para o primeiro cargo o Sr. Dr. Jos Antenio da
Figueiredo, e para o segundo o Sr. Dr. Antonio
Rangel de Torres Bandeira.
Foram recolhidos casa de detengo no dia
8 do corrente, 5 liomeos.li-res e 2 escravos ; a
ordem do Dr. chele de polica 5, inclusive o pre-
lo Angola Manoel, escravo de Diogo Jos da Cos-
ta Leite ; a ordem do subdelegada do Recite 1;
a ordem do de Saoto Antonio 1, que o crionlo
Manoel, escravo de Thereza de Jess Leite.
Foram recolhidos mesma no dia 8 do dito
mez, 4 homens e 4 mulheres, sendo 5 livres e 3
escravos, a saber: a ordem do subdelegado do
Santo Antonio 1, que a preta Mara, escrava da
Segismundo da Cosa ; a ordem do de S. Jos 4,
inclusive o preto Luiz, escravo de Jos Buarque
Lisboa ; a ordem do da Boa-Vista 2; e a ordem
do dos Afogados i.
0 cter nacional Emma, sahido para Pene-
do, levou de passagem Joaquim Pedro da Costa
Horeira.
A barca nacional Iris, sahida para o Rio de
Janeiro, levou de passagem Senhorinha de Asse-
ca Leal de Rezende e 13 escravos a entregar.
Matadoro publico.
Mataram-se no da 7 do corrente, para o con-
sumo desia cidade110 rezes.
No dia 8-109.
No dia 9102.
Mortalidade no da 10.
Diogo, Peroambuco, 49 annos, escravo, casado,
Boa-Vista, ulcera eancrosa 00 anus.
Felippa, Peroambuco, 80 annos, solleira, Santo
Antonio, diarrha.
Antonio Tavares Cordeiro, Portugal, 35 anno?,
solteiro, Boa-Vista, hydropericardite.
Joo Carroll Jnior, Peroambuco, 18 annos, sol-
teiro, Recife, convulses.
* j 1 .*' W il| VUIHVJS LS1U4C.
das, principiando pela votagao em 1 discusso do, Luiz Alvesda Porciunculs.
projecto de resposta falla do Ibrono,
sao fieou encerrada.
cuja Levanta-se a sesso s 21/4 horas da tarde.
CHRONICAJUDICIARIA.
* JftY DO RECIFE.
DIREITO DA
D0M1SGUES
3* SESS.4.0.
Dia O de julho,
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DR. JC1Z DE
SEGUND.V VARA CRIMINAL FRANCISCO
DA SILVA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dino de Gusmo "Lobo.
Escrivo privativo, o Sr. Joaquim Francisco
de Paula Esteves Clemente.
VeriQca-se estarem presentes 36 jurados.
Foi dispensado de servir na presente sesso o
Sr. Luiz de Franga Mandes da Silva.
Foram relevados das multas os Srs. :
Joaquim Jos Raymuudo de MendoDca.
Joaquim Clemente dos Santos.
Sao multados em 20j aquelles iuizes de fado
que nao compareceram aos trabalhos, havendo
sido notificados na forma do estylo.
Entra emjulgamento o processo em que reo
Adolpho Luiz de Souza, pronunciado a priso o
livramento como incurso nos arts. 167 e 264,
4. do cod. crim. Fra-lhe imputada por mate-
ria de aecusago a autora de cartas aitribuidas
ao reo, pelas quaes pedir este varias pessoas
desta cidade esmolas para varias festividades,
como a de Sanio Amaro, S. Sebaslio e outras,
dizendo-se procurador das mesaras festividades.
Por meio d'esto artificio engaoso, digno sera
duvida de uma punigo correctiva, conseguir o
aecusado que algumas pessoas lhe dessem peque-
as esmolas de 2{000 1
Procedendo-se ao sorteio do conselho de sen-
tenga, foram escolhidos os Srs, :
Jos Feliciano Machado.
Manoel Romio Corris de Araujo.
Jos dos Sanios Neves Jnior.
J li. Borges Dioiz.
PERNAWBUCO.
REVISTA DIARIA.
As casas de sale, 00 estabelecimentos que se
prestam ao tratamento de doentes, sob a direcgo
de profeasionaes na materia mediea, uma des-
sas necessidades urgentes que muito imporlam
commodidade das sociedades, por pequeas que
sejam estas.
Mas quando pela situagae geographica acha-se
um povo qualquer em relaces immedialascom
outros, sendo os seus portos ,todos os das fre-
quentados por estraogeiros, essa necessidade
constilue um dever de existencia para taes esta-
belecimentos, impondo a respectiva creago aos
profeasionaes 1 que asaim facullam hospicio, tra-
tamento e atimeotacio momees procos aquel-
lea que carecerem disto.
Pensaado assim, e tendo attenco ao nosao es-
tado social, nio podemos deixar de cornprazer-
nos com a realisago desss idea
entre nos, que
acha-se traduzdaem facto por alguns estabeleci-
por impoatoa muros, que nao estojara aujeitoa mentes desta natureza existentes nesta cidade-;
a grandaolmloolcio, ou meemo totsl cessaeao e eacrevendo eaus linhas, occorre-ooe meodo-
de renda, dadaa cutas circumataocias, como uma .nar particularmente aquelle dirigido pelea Dra.
guerra externa, etc. Entretanto, desde que o mi- j Ramos & Sote, coja regularidade, arder e exe- attenaaotes.
MauoeliJoaquira Rodrigues de Sonza.
Alexandre Jos de Barros.
Jos Pereira da Cunha Jnior.
Joaquim de Paula Lyra Flores.
Augusto Coelho Leite.
Leopoldo do Reg Barros.
Gamillo de Lellu Peixoto.
Deferido o juramento e feila a leitura do pro-
cesso, versara-se os debates, sendo a defeza in-
cumbida ao Dr. Antonio Luiz Cavalcanti de Al-
buquerque, que deu proras em sobejo do seu ta-
lento oratorio.
Resumida a discusso, foram propostos ao jury
os seguiotes quesitos :
1.* O reo Adolpho Luiz de Souza, em das do
corrate anno, dizendo-se procurador de varias
feslaa religiosas, dirigi algumas pessoas cartas.
em as quaes lhe pedia dioheiro, servindo-sa
d'esl'arte de um artificio "fraudulento ?
2. O reo recebeu de tartas pessoas certas
quantiss titulo de esmolas para testas ?
3.* O reo assignou essas cartas com oa nomos
de varias peasoas, sem que estas em tal procedi-
meolo conviessem?
4.* Existemcircuinstancias atlenuaotes favor
do reo ?
Recolheado-se aaja das conferencias secre-
tas, o jury responden ao
1." quesito: Nao ; por 9 votos.
3.* quesito : Sim ; por unanimidade.
3.* quesito; Nao ; por 9 votos.
4. quesito; Nao : nao exislem circumsUucias


4
1ABIO NMUttMW: fe QIBW* MMA 11 DE JUIBO D 1861.
W
Em Tista das decisSes do jury, o juiz profano
a sentenga, que absolveu ao reo, e appellou para
o superior tribunal da relagio.
Sendo a tora pouco adiaotada, (2 1(2 horas da
(arde), entra eaa Julgamento ura ontro processo,
instaurado em margo do crreme aooo, pelo sub-
delegado de S. Jos contra o Inglez George Cur-
ry, aecusado pof crirae de oTensas phyicis le-
ves perpetradas na pessoa (la Severieo de Araujo
E' aivogado do reo o Dr. Domingo? Moaieiro
Peixoto, juiz municipal de um dos tera^pte Ma-
rahio, e que esta entre ns com lleeegaino go-
Terno. 0 Dr. Peixoto aproveita algumas horas
vagas para consagrr-se 5 missao nebre de ad-
Togado.
Accordaalo-se as partes em que servase o
mesmo conselho, ol-lhe deferido uovo jura-
mento.
E' nomeado interprete do reo o Sr. Innocensio
Xavier Vianna.
Proseguem os debates.
Finalmente t o reo absolrido, sendo adiada a
sessao para hoje, em que dever entrar em julga-
meuto o roo Joao Ferreira do Souza, conhecido
por Dilio ou Cora-Vermelha, e que trar por
adrogado ao Dr. Antonio Luiz Cavalcaoti de Albu-
querque:
Communicados
A questao da guarda nacional, relativamente
ao aviso de 27 de maio prximo passado, urna
questao de principios vigentes E qnando se
discute urna questao de principios, nao se deve
tratar de pessois, por que o resultado pdr mais
longe o que se busca conseguir, sendo que alm
disto a questao de pessoa sempre odiosa, e
abominare!.
S. Exc, o Sr. viscoola da B>a-vista, negou
sua assiguatura represeotago da guarda nacio-
nal, como disse o redactor dos Fados Diversos
do Constitucional, de 9 do correte nao pelas
razos por elle ponderadas, mas por motivos cons-
tantes da mesan represeotago, que alias coo-
sistem em uio estar ella concebida em termos
moderados, conforme a lei.
tanta razo te ve S. Exc para oegar sua as-
signatura, quanto o offidal encarregado de ble-
la, foi e primeiro reconhecer a justa repugnan-
cia de S. Etc., em fa:e da referida represent-
balo, que fui lida conjuntamente com a resposta
de S. Exc, entre diversos offlciaes.
Por tanto roga-se ao illustre redactor dos Fac-
to Diversos, sa digne suspender o seu jaizo so-
bre taes particularidades, pois que perlencem
ellas a lei dos acoatecimeotos acerca dos quaes
nao temos o poder de estreitar-lhes, ou recuar-
Ihes ps limites.
O cabo arlilhtiro.
COMMafcttCIJK
Caixa Filial do Banco do
Brasil em Pernambuco
A directora em virtude do aviso de 8 de ja-
aba prximo passado, declara que ca prorogado
por mais 60 das o prazo marcado pelo art. 4 do
decreto n. 1685 de 10 de novembro do aono fio-
do, para a substituigao das notas de 209 da emis-
eao da mesma caixa, o qual Qoda em 19 de se-
terabro vindouro.
Caixa Filial do Banco do Brasil, aos 5 dejulho
de 1881.O secretario interino, Luiz de Moraes
tiomes Ferreira.
gre, 1 csixote doce, 1 dito massa de tmalos, 2,
ditos chocolate, 2 dito* orxata, 3 ditos- frustas
seccas ; a Marcellino Jos Gongalves da Foole.
20 saceos farello ; a Jos Pereira da Cacha 4
Filhos.
i caixa espirito de vlnho ; a Julio & Conrado.
3 barris paios, chongas e presuntos, 4 caitas
batatas, 1 dita cebla, 1 volume cama de ferro,
2 grades. 1 baoquin-ha e 1 retalie, 1 baba roupa
de oso ; a Moreira Duarte.
Exportarlo.
Dia 8 de juitad.
Barca ingleza Ganges, para Falmouth, carrega-
ram :
Krabbe Whately & C, 1,600 saceos com 8,000
arrobas de assucar.
Brigae bjaseiro Maria & Alfredo para Mar-
seiba, carregaram :
Carvalho Nogueira & C, 1000 sacos com 5,000
arrobas e 13 libras de assucar.
Polaca hespanhola Despejada, para o Rio da
Prata, carregaram :
Amorim Irmaos, 566 barricas com 4.657 arro-
bas e 24 libras de assucar.
Polaca hespanhola Mareelita, para o Rio da
Prata, carregaram :
Amorim & Irmaos, 150 barricas com 1,169
arrobas e 18 libras de assacar.
Galera franceza Adelle, para o Havre, carre-
garam :
F. Sauvsge & C 400 saceos com 2,000 arrobas
de assucar.
Patacho portuguez Maria, para Lisboa, carre-
garam :
Delphino de Azevedo Villa-Rouco. 32 barricas
e 53 paneiros com 315 arrobas e 24 libras de
gomma.
Palmeira & Beltro, 51 couros salgados com
1,288 libras.
Dia 9.
Galera franceza Adelle, para o Havre, carrega-
ram :
F. Sanvage 4 C 200 saceos com 1,000 arrobas
de ass-icar.
Guilherme Carvolbo & C, 20 saceos com 46
arrobas e 14 libras de algodao.
Barca ingleza Ganges, para Falmouth, carre-
garam :
Krabbe Whately &C, 950 saceos com 4,750
arrobas de assucar.
Brigue*francez Betty, para Marseille, carre-
garam :
Aranaga Hyjo & C, 700 saceos com 3,500 ar-
robas de assucar.
Barca portugueza Formosa, para Lisboa, carre-
garam :
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, 700 saceos
com 3,500 arrobas de dito.
Beccbedorla de rendas internas
ge raes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 9 12.625^689
dem do dia 10....... 735^17
13:361*406
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 4 de julho de 1861.O aocretario,
Antonio Ferreira d'Auouociscio.
O lilao. Sr. iospeetor da thesouraria pro-
vincial manda tazar publico para couhecimento
dee ntereaaaoe o art. 48 da lei provincial a.
MO de!8 deiunhedo crrante anoo.
Art. 48. E permiitido pegar-ae a meia sha
dos aerares comwados em qualquer lempo an-
terior a data da presente lei adepeadentc de
revaiidecio a asalta, asna va* qoe as davadores
adoses oesteimoosto.e fagam dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, os que nao o flterem fleario
ujeitos a revalidacao a mulla em dobro, sendo
um terco para o donoa otoslo. A thesouraria
Ur anouiciae pac ditalaos primeiro 10 dias
de cada mez a presente dispoaicfio.
E para constar se Bandeo afinar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 8 de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciaco.
A cmara municipal desta cidade faz publico
para conhecimento dos seus municipes, e espe-
cialmente do corpo eleitoral, que o Exm. presi-
Jente da provincia lhe communicou, que. em
ta-feira 11 do corrente, de-
pois da audieocia. Da sala dos
mesmos.
O Illm.. 9r. Inspector da tbesonraria pro-
vincia! manda fazer publico, que o thesoureiro
da mesma thesouraria est aotorieodo a pagar do
dia 8 do frrente por diante asapotices da divi-
da publica provincial, e omittidas em virtude da
lei provincial n 954 de 23 de seterntro de 1854.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria proviocial de Per-
nambuco 6 de julho de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira d'Anouneiago.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que o theonureiro
da mesma thesouraria est autorisado a pagar do
dia 8"do corrente por dlante, os juros das apoli-
ces.da divida publica provincial, vencidas al n
ultimo dejunho prximo finde.
E para constar se mandou affixar o preseute e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
virtude do Io do art. 24 da lei-de 12 de agosto buco6 dejulho de 1861.O secretario.
de 1834, convocar a nova assembla legislativa
provincial para reunir-se na prxima sessao or-
dinaria de 1861, e que designara o dia 24 de no-
vembro vindouro para nelle se proceder a eleigo
dos seus membros ; devendo o primeiro districto
Antonio Ferreira d'Anouneiago.
Deelaraeoes.
dar nove membros da assembla legislativa pro-] liOrrPlll ^Prll
vincial. conforme dispe o art. 2 do decreto n. VIVI ^*v O^1 *"*
vincial, conforme dispe o art. 2a do decreto n.
2633 de 1* de setembro de 1860. Pago da cma-
ra municipal do Recite em sessao de 1 de julho
de 1861. Luiz Francisco de Barros Reg, presi-
dente.Francisco Canuto da Boa-viagem, official
maior servindo de secretario.
A cmara municipal do Recife em virtude
da ordem circular dogoverno da provincia de 22
do correle, faz publico para conhecimento de
Existe na administrago do corrcio desta cida-
de urna revista ciel da relagau do Rio de Ja-
| oeiro, em em que recorrentes D. Francisca Bar-
' reto de Jess e outros e recorridos D. Anua Rosa
I Martina e o advogado Eduardo Jo? de Moura co-
mo curador da preta Romana a seus filhos, que
' vai remetlrda pelo escrivo Campello de Almeida
' para sr entregue ao secretario da mesma rea-
seus municipes, qae por aviso da secretaria de ;?ao, a qual deixou de seguir por falta de sello,
estado dos oegocios da fazeoda de 4 deste mesma j CzXa filial do DailCO dO BraS
mez, se ordenara a thesouraria da fazenda que .
procedesse nesta provincia a substituigao das no- ; 6111 1 6rilll) DUCO.
tas de 100 e 200* primeira estampa papel bran- ; p d directora e em cum-
co.no lempo que decorrer de agora al o fim de "7"jr W'.^*MM* "~
dezembro do aono corrente, comegando do pri- primento do disposto no ari. 4 do de
meiro de Janeiro prximo futuro o prazo de 10 CretO n. 2685 de 10 de novembro de
mezes para o descont mensalde dez por cento c j ____ j j j.
no valor das meam.s notas. ^anno fiado, va i-se proceder dentro de
Paco da cmara municipal do Recife em ses- prazo de 4 mez.es a contar desta data, a
sao ordinsrla aos 27 de junho de I861.-Luiz _,UDttucao das notas de 20A da emUtO
Francuco de Barres Reg, presidente.Francis-
co Canuto da Boa-Viagem, official maior servindo da mesma caixa.
de secretario. S Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
Joao Baptista de Castro e Silva, commendadorda CO de 1861-----O secretario da directora
ordem da Rosa, e inspector da thesouraria de Francjco Joao de Barros.
fazenda de Pernambuco, por S. M. I., que Deus 1 Conselkao Imlnistrativo.
guarde. q CODseino administrativo, para forneciraento
Fago saber a lodos o Ranles desta prom- do Jrsenal de gwn^ teffl /^^^ 03 objec.
tos seguintes
da 3 do correte foi rerneltido pelo inspector do
Peres, por o ter apprehendido, ragando sem
conductor e ser estranho do lugar; outrosim foi
entregue a esta subdelegada- um bode e urna ca-
bra (bicho) que foram remelrdos por lgoaelo Joa-
quim Gonyalres da Luz, por a ter pegado em
suas lavouras: quem se julgar com dircito ao ca-
vallo comprela, que provaodo lhe ser entre-
gue, a ao bode e cabra, pagando a multa conven-
cionada as posturas snuoicipaes lhes serao en-
tregues.
Subdelegara do 1* districto dos Afosados, 6 de
julho de 1861. O subdelegado, Jos Francisco
Carneiro Monteiro.
Por esta subdelegada se faz publieo, que se
acha depositado um cavado allszSo, cora outros
signaes, que fui remtalo a este juizo pelo ins-
ipector de quarlelro do Giqui, por suspeito de
ser furtado, e ser desconhecido no lugar: quem
se julgar com direilo compueca, que provando
lhe ser ontregue.
Subdelegada do 1 districto da freguezi dos
Afogados, 7 do julho de 1861. 0 subdelegado,
los Francisco Carneiro Monteiro.
I Pela delegada da villa de Garanhuns foram
kpprehendido3 do poder de diversos ladres, os
animaes seguintes : um cavado alaso tostado,
com um casco defeituoso, e urna pelladura sobre
o quidril direito ; um dito rugo, com principio
e pedrez pela cabeca ; 1 dito ruco cardo, pria-
ipiando a alvejar, o qual traiia um chocalho
om corrente de ferro ao pescoco ; um dito tuqo
edrez, pequeuo e velho ; 1 dilo castanho ver-
elho, pequeo e bom andador de baixo a meio ;
lldito a!as3o castrado, velho e achacado ; as pes-
abas que se julgarem com direito aos referidos
animaes, alguna dos quaes suppe-se terem sido
furtados na provincia de Maguas, apresentem-se
pirante esta delegada competentemente docu-
mentados para lhes serena entregues.
Delegada da villa de Garanhuns 29 de junho
de! 1861.Antonio Baptista de Mello Pdxoto.
SOCIEDAOE BMGI1I4-
Amorim, Fragoso Santos
(fe Companhia
Sacara e tomara saques sobre as pragas do Ric
de laneiro, Msraohao e Para.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
At o da 17 do corrente esperado dos portn
do norle o vapor Cruzeiro do Sul, commandan-
te o capito de mar e guerra Gervazio Mancebo,
o qual depois da demora do costme seguir pa-
ra os* portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor peder conduzir, a qual devela
ser embarcada no dia de sua chegada at aa 3
horas da tarde, encommeadas, passageiros edi-
nheiro a frete at o dia da sabida as 4 horas:
agenda ra da Gnrz n. 1, escriptorio de Azeve-
do i Uendes.
THEA.TRO
DE
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
MPVinS &VAMMB.
O vapor nacional Paran, commandante o ca-
pito tenente Jus Leopoldo de Noronha Tor-
rezao, esperado dos portos do sul al o dia
15 do corrente, o qual dr pois da demora do cos-
lume seguir para es porios do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder eonduzir a qual deverS
ser embarcada no dia de sua chegada al as 3
horas da tarde, dinheiro a frete, encommendas e
passageiros at o dia da sahida as 4 horas : agen-
cia ruada Cruz n. i, escriptorio de Azevedo &
Mendes.
4
Consolado proviocial.
Rendimento do dial a9 51:8'3060
dem do dia 10.......3:500)456
55.323J516
jaVIlaodegra,
Rendimento do dia 1 a 9 .
dem do dia 10.....
179:1569215
25 338J725
204:494*970
Uovlmeoto da alfaodegra,
Valuoies entrados com fazendas.. 132
> com gneros.. 385
Volumes
a
sahidos

com
com
fazendas..
gneros..
-----517
186
178
------364
MoTraento do porto
Minos entrados no dia 10.
LiverpoolSO dias, barca ingleza Sarah, de 373
toneladas, capitao W. A. Taw, equipagem 15,
carga fazendas e mais gneros ; a Johoston
Pater & C.
Rio Grande do Sul23 dias, patacho nacional
Apa, de 171 toneladas, capillo Joo Jos Har-
tins, equipagem 10, carga 7,000 arrobas de
carne ; a Amorim Irma >s.
Navios sonidos no mesmo dia.'
Penedocter nacional Emma, capito Jlo An-
tones da Silveira, carga sal e carne seces.
Rio de Janeirobarca nacional Iris, capito Jos
Joaquim da Silva, carga assucar e agurdente.
o* ce
Horas.
Descarregam hoje 11 dejulho
Polaca hespanholaEsmeraldacarne de char-
bue.
Sumaca hespanholaArlilla idem.
Polaca hespanholaIndiaidem.
Brigue inglezBliza JankenscarvSo.
Brigue inglezSpycarvo.
Barca inglezaSarah farinha.
Barca inglezaColinamercadorias.
Brigue portuguezConstanteidem.
lmportaco.
Brigue portuguez Confiante, vindo de Lisboa,
consignado a Thowaz de Aquino Fooseca, mani-
festou o seguinle :
55 pipas jo 210 barris vinhos, 40 ditos e 25 pi-
pis vinagre, 10 barris azeile de oliveira. 70 ditos
toucinho, 60caixas cera om velas, 50 barris fa-
rinha de trigo, 20 barris carne ensacada ; ao con-
signatario.
10 pipas vinagres, 170 barris toucinho, 20 ditos
baaha,69 ditos azeile de oliveira, 30 caixas cera
em velas, 384 lages de cantara ; a F. S. Rabello
Si Filho.
100 saceos semea : a Jos Maria de Oliveira e
Silva.
20 barris vinagre, 5 ditos vinho, 3 volumes
passas ; a Augusto Carlos dos Res.
20 barris e 2 meias pipas azeile, 7 barris vi-
nho, 50 ditos cal de pedra ; a Manoel Ignacio de
Oliveira.
4 barris cera em grume ; a Antonio Lopes Ro -
drigues.
1 caixo imagens ; a Bastos & Lemos.
10 barris vinho ; a Antonio Joaquim de
Campos.
8 pipas. 65 barris e 40 ancorelas vinhos; a
Krabbe Whately.
50 caixas batatas; a Jos Fernn les Ferreira.
4 fardos sabugo ; a 51aooel Jos de Souza.
2 caixoes com urna mesa elasfica de vinhatico ;
a Jos Antonio de Carvalho.
1 caixa drogas, 1 dita mao, 1 dita oleo de
aniz, 1 dita dito de lima ; a Joaquim de Almeida
Pinto.
2 caixas vidros, 2 volumes drogas ; a Joo da
C- Bravo & C.
1 caixa chinellas de Orello ; a S. Serafim da
Silva.
10 siccos comioho, 10 ditos erva-doce ; a Ara -
naga Filho &C.
2 caixas chiaellas de orello; a Pinto & Ir-
mao.
1 caixa man, 5 birris, 2 caixas e 1 lata dro-
gas e leos medicioaes; a viuva de Antonio Pe-
dro dasNeves.
50 barris azeite doce : a Mota & Irmo.
2 ditos dito dilo; "a Manoel de Mallos Ma-
chado.
20 saceos farello ; a Manoel Goncalves da Silva.
7 pipas e 15 barris viuho; a Ferreira 4 Mar-
tins.
1 barril presuntos e carne ensacada ; a Miguel
Jos Barbosa Guimares.
5 pi^as vinho ; a Antonio Jos Arantes. .
1 barrica fezes de ouro, 1 ciixa drogas medici-
naos, 1 dita espirito de alfazema e canella, 1 caixa
agus de flor, 1 lata de azeite ; a Joaquim M. da
Cruz Correia & C.
1 caida pastas de algodao, 1 caixinha ferros
de engommar ; a Jos Maria Castello Branco.
1 caixolinbojeidros ; a Fr. A. Barbosa.
520 caixas aVatas; 192 ditas passas, 38 ditas
ceblas ; a Luiz Jos da Costa Amorim.
2 ancorlas vinho, 1 caixo peneiras; a Joo
Antonio Carpinleiro e Silva. -
1 barril vinho ; a Bastos S Lemos*
2caixas el lata ramos, 3 babea e3condessas
roupa; 1 retrato a oleo; a Jos Antonio de Car-
valho.
25 saceos (arelo ; a Justino Antonia Pinto.
2 caixotes um oratorio com imagens ; a Sebas-
tiao Jos da Silva.
85 saceos (aralet 50 barris cal, 15 ditos vinagre ;
a Francelliuo Isidoro Leal Si C.
150aaccas trelo, 50 barris toncioho, 60 caitas
batata* ; a Francisco Leiz de Oliveira Azevedo.
2 barris paios e chontas ; a Jos Joaquim Mo-
fe ir a.
3 caixotes pane* de louca, 1 dito brochas ;
Joaquim Ignacio Ribeiro Jnior.
38 motaos cbelas ; a Vicente Ferreira da
Costa.
1 caixa livros e avellanos; no padre Jos An-
tonio dos Santos Leasa
25 saceos semen ; a L. A. Siqoeka.
30 narria azeite de oliveira ; a viuva Amorim
A Fleos.
S ditas rioho. 5 ditos azeite da oliveira. 10
ditos toucinho, 10 ditos caourijas, 10 ditos vina-
n
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metrica.

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= SE
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i
A noite nublada, vento fresco do SE e assim
amanheceu.
OSCILADO Da HAR.
Preamaras6h. 6' da tarde, altura 6,p. 8
Baixamar as 11 h 54'da manha, altura 1.
Observatorio do arsenal de marinha, 10 de ju-
lho de 1861.
RonAito Stepplb*
m 1* tenente.
Editaes.
Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha official
da imperial ordem da Roza e juiz especial do
commercio desta cidade do Recife de Pernam-
buco e seu termo por S. M. I. que Deus guar-
de etc.
Fago saber aos que o presente edita! virera, e
dalle noticia liverem, que a requerimento de
Patn Nash & C. acha-se aborta a failencia de
Antonio Joaquim Machado Braodo, pela sen-
tonga do theor seguinte avista da petico de fa-
llas 2, ttulos que a acompanharam, e bem as-
sim dos ttulos de folhas 18, 19 e 20 hei por jus-
tificado o arresto : e por que com esses ttulos e
a ausencia de Antonio Joaquim Machado Bran-
do, eomaierciante estabeleddo com loja de miu-
desas na ra Direita n. 73, esteja provado a ces-
sago de seus pagamentos, declaro dilo Brando
em estado de qaebra, e fizo o termo legal da
existencia desU cootar do dia 25 de abril pr-
ximo pausado. Nomeio curadores fiscaes os ere-
dores Patn Nash & C, e depositario o credo-
Joio Baptista Fragoso ; e pelos primeiros prestar
do o juramento do estylo, e pelo segundo assig-
oado termo de deposito, o escrivo remeltcr co-
pia da presente seuteaca do juiz de paz compe-
tente para a apposicao de sellos que ordeno se
ponham em todos os livros, papis e bens do
fallido. Feito o que e publicada a presente nos
termos dos arts, 812 do cdigo commercial e 129
do regnlamento n. 738 se proceder s ulteriores
providencias que o referido cdigo e reglamen-
to determinam.
Recife 1 de junho de 1861.Anselmo Fran-
cisco Perelti.
E mais se nao cootinha em dita sentenca aqu
transcripta ; e sendo notificado o deposHaejo no-
meado para assignar o devido termo, declarou
nao aceitar; tora portento de novo nomeados os
credores Monteiro Lopes & C.
E para qae t mesma senteoga lenha o seu in-
teiro cum pri ment convoco lodos os credores
presentes do dito fallido, para comparecerem na
sata dos auditorio oo da 11 da crrente mes s
10 horas da maahaa, a fim de se proceder a no-
meaco de depositario ou depositarles que bao
de recebar e administrar provisoria mente a cata
fallida.
E para que o presente ebetue ao conheciman-
lo de todos, ser publicado ns forma do estylo.
Cidade do Recite, 9 dejulho de 1861.
Francisco de Assis Pereira Bocha.
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumarrianeata da resolugao da junta
da fazenda, manda faser publico que a arre mala-
ca o da ianpreenio dos balaogos, orcamentos e rs-
atorio da mesma thesouraria foi transferida para
o He II do coi rente.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
ca, que em virtude de ordem circular do the-
souro a. 39 de 4 do corrente mez se substituiro
nesla thesouraria, s horas de seu expediente, as
notas de 1009 e 2004 da 1* estampa, papel bran-
co. Esta substituigao se realisar desta dala ao
fim de dezembro deste anno valor por valor ; do
1 de Janeiro de 1862 porm em diante se far
ella com o dosconto legal de 10 por cento em ca- :
da mez, de modo que no 1" deoutubro do dito '
aono de 1862 nao tero mais valor algum as re- '
feridas notas.
Thesouraria de fazenda de Pernambuco 15 de
junho de 1861. j
Joao Baptista de Castro e Silva.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm.Sr. pre-
sidente da provincia, de 28 de junho prximo
findo, manda fazer publico que no da Io de agos-
to prximo futuro, perante a junta da fazenda da
mesma thesouraria, se ha de arrematar, quem
por menos fizer, a obra a fazer-se com o corte da
barreira do alto da Maricola, avahada em ris
4:290S000.
A arremalagao ser feita na forma da lei pro-
viocial o. 343 de 15 de maio de 1854, e sob is
clausulas especiaes abaixo declaradas.
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
to comparegam na sala das sos-Oes da referida
junta, no dia cima mencionado, pelo meio dia
e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 4 de julho de 1861.O secretario.A.
F. da Annunciagao.
Clausulas especiaes para arreraatago.
Ia. A obra ser principiada 15 dias depis da
arrematago e concluidn.no prazo de 4 mezes.
2*. O arrematante qrondo tenha de entregar a
obra, apresentar o leilo da estrada?em estado
perfeito, teodo cuidado em que nao desapparec.a
a carnada de trra arenosa, com que feita a su-
perficie superior do mesmo leito ; e bem assim
que os vallados fiquera completamente desobs-
truidos, e com a profundidade e largura que lhe
infftrar o engnheiro encarregado da obra.
3a. A superficie do talude flear com estado
perfeito, formando um s plano, e se acontecer
que quando a escavago chegue ao ponto deter-
minado pela inclinaco marcada na planta pela
linha encarnada, houverem esbroamentos, que
para regular a superficie dos taludes, lenha o ar-
rematante de fazer maior escavago do que a de-
terminada, ser elle obrigado a fazer.
4a. O pagamento ser feito em quatro presla-
ges iguaes, pagos mensalmente, e urna vez que
se verifique achar-se feita urna parle correspon-
dente da obra.
5a. A trra langada fora ser levada para as
partes baixas que houverem fra da estrada, nao
podendo ser amontoada de forma que possa vir
para cima da estrada.
6a. O arrematante attender a todas as recla-
mages do engenheiro, tendentes boa execugo
da obra, e bem assim no imposto a tal respeito
na lei n. 286.
7a. Nao ser alteodida reclamago alguma por
parte do arrematante, ficanlo elle respoosavel
por quaesquer circumslancia3 accidentaos que
possam provir durante a exec icao da obra, seja
qual for o motivo, que a isso der lugar.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciaro.
Por ordem do Illm. Sr. inspector da alfan-
Para fornecimenlo dos depsitos do artigos b-
licos das provincias de Alagoas, Parahiba e Rio
Grande do Norte.
800ccvados de chita para coberla.
3430 varas de brim branco.
1715 varas dealgodozinho.
Alagoas.
100 bonets.
100 grvalas.
100 mantas de la.
Parahiba.
208 bonets.
208 gravatas.
208 mantas de la.
Rio Grande do Norle.
189 bonets.
159 mantas de la.
Para o forte de Pao Amarello.
1 livro com 200 folhas de papel almago pauta-
po cujo formato seja de meia folha.
2 castigaes de lalo.
1 p de ferro.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente aa
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manha dodial2dd
correte mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra,' 5 df
julho de 1861. Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
Directora geral da instruc-
o rublica. .
Fago saber a quem convier, de ordem do Illm.
Sr. Dr. director geral, que se acham vagas as ca-
deiras deinstrueco elementar do 1. grao do se-
xo masculino de Una, S. Vicente, Buique, Santa
Maria da Boa-Vista e Ouricury ; pelo que sao as
mesmas caoeiras postas concurso, marcando-se
o prazo de 30 dias, a contar da dala deste, para a
inscnpgo e processo de habilitago dos opposi-
tores. na forma das instrueges de 11 de junho
de 1859.
Secretaria de instruegao publica de Pernambu-
co 6 de julho de 1861O secretario inleriuo,
Salvador Uenrique de Albuquerque.
Directora geral da iustrucco
publica.
Fago saber a quem convier, de ordem do Illm.
Sr. Dr. director geral, que se acham vagas as ca-
deiras de instruego elementar do 1. grao do se-
. xo femenino de S. Fr. Pedro Gongalves do Reci-
fe, de Santo Antonio do Recife. Iguaraas, Seri-
nhaem, villa de Garanhuns e Caruar; pelo qne
sao as mesmas cadeiras postas concurso, mar-
cando-se o prazo de 30 dias, a contar da data
i deste, para a inscripgo e processo de babilitago
das oppositoras, na forma das instruccoes de 11
de junho de 1859.
1 Secretaria da iostruego publica de Peroambu-
I co6 de julho de 1861.O secretario interino,
i Salvador Ilenrique de Albuquerque.
Santa casa de misericordia do
Recife.
Alllma. junta administrativa da santa casa
de misericordia do Recife manda fazer publico
que oo dia 11 do corrente, pelas 4 horas da tar-
dega se faz publico que no dia 11 do corrente se i de, na sala de suas sesses, ir praga o torne-
ra de arrematar em hasta publica, depois do 'cimento de pao e bolacha, que houverem de con-
meio dia, porte desta repartigo, de conformi- [ sumir os eslabelecimenlos de cari jade do dia da
dade com a disposigo do art. 756 do regulamen- i arrematago a 31 de dezembro do corrente anno.
to de 19 an> setembro ultimo, 21 barris com 840 Os pretendientes dirijam suas proposlas em carta
caadas W aguar lente, valor da caada 300 rs.,
total 252#, urna lancha no valor de 609, ^ua fo-
ram apprehendidas no mar pelo guarda Antonio
Jos Rodrigues do Paula, na occasio em que ero
conduzidas para bordo da barca nacional Atre-
vidas, sendo a arrematago livre de direito?.
Alfaudega de Pernambuco 6 de julho da 1861.
FirminoJos de Oliveira,
1.* secretario.
0 Dr. Bernardo Machado da Costa Doria, juiz de
direito da primeira vara criminal e substituto
da do commercio nesta cidade do Recife e seu
termo, capital da provincia de Pernambuco,
por S. M. I. e C. o Sr. O. Pedro II, que Deus
guarde, etc.
Fago saber que no dia 6 de julho do corrente
anno se nao de arrematar em praga publica deste
juizo por venda quem mais der, na sala das au-
diencias, os objectos seguintes, que foram peuho-
rados a Antonio Jos da Silva Guimares, por
execuco que contra esta movem Henry Forster
Si C.: 1 balco de madeira de pinho, pesos de
duas arrobas at meia libra, 1 balanga grandee
1 dita pequea, 1 caixo grande para deposito d-
bolachas com 4 repartimentos, 1 relogio de pare-
de, 1 carleira com um gaveto, 1 cilyndro de
tragar massas, 1 maceira, 1 cabide de botar mas-
sas, 10 balaios de condueges, 100 toalhas, 1 pa-
neira. 100 folhas de fiandres, avallado tudo em
3000000 ; 1 relaco de dividas na importancia de
18M86J836, avallada em *:000000. Os objectos
aqui mencionados aerio arrematados na falla de
licitantes pelo prego da ajudicagio com o respec-
tivo abatimento da lei.
E pira que todos teahaaa conhecimento do pre-
sente, meudei psssar editaos qae serio aluzados
nos lagares do cosime e publicados pela im-
prensa.
Dado e paseada nesta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco. aos 92 de janho do
aooo da rtaaeimeato de Nosso Seahor Jeous Ghris-
to da 1861, 40* da-ionepeodeoeia a do imperio
do Brasil.
fechada no dia e horas aprazalos.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recife 5 de julho de 1861.O escrivo,
F. A. Cavalcanli Cousseiro.
Santa casa da misericordia do
Recife.
A 111raj. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife manda fazer publico aos
senhores irmaos instaladores que anda nao pa-
garam as respectivas joias, e que nao o fizerem
da dala deste a 30 dias, que sero eliminados de
conformidade com o offlcio da presidencia.
Secretaria da santa casa da misericordia do Re-
cite 5 de julho de 1861.O escrivo,
F. A. Cavalcanli Cousseiro.
Tribunal do commercio*
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico a vaga
do offlcio de corretor geral desta praga, havida
por fallecimente de Prudencio Marque* de A-
morim.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 5 de julho de 1861,
Julio GuimaresOffidal-maior.
Santa Gasa de Misericordia do
Recife.
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
20a RECITA DA ASSIGNATdA.
Sabbado 13 dejulho.
Subir scena o interessantee muito applaudido
drama em 5 aclos e um prologo, escripto pelo Sr.
Lj A. Bourgain, autor do Mosteiro de Sanl'Iago,
l.uiz de Camoea, Casa Maldita e outros,
PEDROCEM
QIM\ TEVE E AG0R4 NlO TE!H
PERSONAGENS.
Pedro................. Germano.
Loureogo............. Vicente.
Padre Mena.......... Valle.
Joo Goncalves...... Nunes.
Manoel Ribeiro....... Leite.
Traocozo.............. Raymundo.
Serapio.............. Santa Rosa.
Andr................. Teiteira.
Mathias.............. Campos.
Maria................. D. Manoela.
Josepha.............. D. Anna Chaves
Mahanna.............. D. Jesuina.'
Thereza .............. D. Carmela.
Malvina............... D. Leopoldina.
Convidados, sollados, etc., etc.
Porto.Reinado de D. Jos I
Terminar o espectculo com a nova comedia
em um acto,
U sidos de camiogem
PERSONAGENS.
Chabourl, medico.... Raymundo.
Osear Duresnel........ Vicente.
Morel, cocheiro...... Tdreira.
Molot. amigo de Cha-
bourl.............. Campos.
Hortencia, mulher de
Chabourl.......... D.Carmela.
Palmira, sobrinha..... O. Anna Chaves
Carlota, creada........ D. Jesuina.
Comcgar s ly horas.
"grae"
E
Extraordinario
baile
NOS
Saloes do caes de Apollo
Sabbado, 13 de julho.
Em favor de Antonio Teixeira dos
Santo. .
A horas do costme ter comego esle diverti-
mento, tocando a apreciavet banda do 4" balalho
de artilharia a p diferentes bellas msicas para
as dancas.
O sallo estar primorosomente adornado e ilu-
minado como de costume.
Um crescido numero de seohoras abrilhantar
este baile, bem como se espera o com pared men-
to de mni distinctos cavalleiros.
Ser cumprido d risca o regulamento. poli-
cial.
Entradas para as senhoras, gratis ; e para ho-
mens 2)000.
O-patacho nacional Barros 1, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : Irata-se
Amorim & Filho, ra da Cruz n. 45
capito a bordo.
com viuva
ou com o
r
Rio de Janeiro
segu com toda a brevidade a barca Mathilde
por ter metade do seu carregamento engajado :
para o restante, trata-se com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14, ou com o capito
Jos Ferreira Pinto.
Araeaty.
Para este por'o seguir brevemente o hiate na-
cional Sania Anna;: para o restante da carga e
passageiroslrala.se com Gurgel l Irmaos. na
ma da Cadeia do Recife, primeiro andar, n. 28.
B-ihi a.
Segu a sumaca Hortencia, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lita
falla e passageiros, trata
des, ra da Cruz n. 1.
se com Azovedo & Meu-
COMPANHIA PEUY1MDIC\\A
DB
i\avegaoao costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu*. Araeaty, Ceara'.
O vapor Iguarasi, commandante Moreira..
sahir para os portos do corte at o Cear no
dia 22 do corrente s 4 horas da larde. Receba
carga at o dia 20 ao meio dia. Encommendas,
passageiros e dinheiro a frete at n dia da sahi3a
a 1 hora : escriptorio no Forte do Maltos o. 1.
DAS
Messageries imperiales.
Agencia ra do Trapiche n. 9.
Ateo dia 14 do corrente espera-se da Europa
o vapor francez Navarre, commandanta Vedel.
o qual depois 1I3 demora do coslume seguir
para o Rio de Janeiro tocando na Rabia, para
passagens etc., a tratar na agencia.
Avisos martimos.
COMPANHIA PERNAMBCANA
DB
Navegaco costeira a vapor.
O vapor Persinunga, commandante Moura,
segu viagem para os portos do sul de sua es-
cala no dia 20 de julho as 4 huras da tarde. Re-
cebe carga al o dia 19 ao meio dia. Encommen-
das, passageiros e dinheiro a frete at o dia da
sahida 1 hora : escriptorio no Forte do Maltos
n. I.
r
Leioea.
LEILAO
DE
Esta praga foi transferida
p r despacho do Exm. Sr. Dr.
juiz do commercio para quia-
A Illma. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife, manda fazer publico que
nao te tendo effectuado hoje a arrematago das
rendas da liba do Nogueira, ir novamente 1 pra-
ga no dia 4 do prximo futuro mez de julho. Os
preteodentes daveaa ergaoisar aaao pronosUs e
remette-las a esta secretara em carta fechada,
no dia cima mencionado, as 4 horaa da tarde.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 27 de junho de 1861.
F. A. Cavalcanli Cousseiro,
Escrivo.
A Olma, junta administrativa da santa casa
de misericordia do Recite manea fazer publico,
de julho,
REAL COMPAMIIV
DE
Paquetes ioglezes a vapor.
Al o dta 15 deste mez espera-se do sul o va-
por Tyae. commandante Weolcet, o qual de-
pois da demora do costume seguir para Son-
tharopton, tocando -nos portos de S. Vicente e
Lisboa : para psssagens etc., trata-se com oa
ageoles Adamson, Howie & C, ra do Trapiche
Rovo o. 42.
N. B. Os embrulhos s se recebem at duas
horas antes de se fecharem as malas, ou pagan-
do um patico alm do respectivo frete, urna
hora antea de se fecharem as malee.
Baha.
fftf
Quiuta-feira.il do corrente.
O agente Evaristo far leilao de 100 caixas com
batatas novas de Lisboa, as 11 horas do dia no
armazem do Aones.
LEILAO
3. .mu *, cu *.,u. Estjsrsywss: je;-.*-
Sania cata de miaewcirdia do Recife 28 de ju-
nho de 1881.O escrivo,
F. A. Cavilcanti Consseiro.
Por estn subdelegada se taz publico eue se
acham depositados um carello caslanho, que no
A escuna nacional Carlota, capito Luciano Al-
oes da Coooeigao, sabe peca a Bohia ea poucos
dias ; para alguma carga que anda pode receber,
anata m com 1'raoaaco L. O. Azevedo, na ma de
Madre de Deus n. 18.
Para Lisboa e Porto,
seWr coas brandado Oaano partogueza For-
mla, de primeira marcha : pesa o resiento da
carga e passageiros. pete oe quien tem eveeHen-
as com modos, trata-se com Manee* linete de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio, on com o cnejMio e bordo.
O agente Hyppolito com aulorisago far lei-
lao de o m predio terreo sito na ra do Hospi-
cio, no qual presentemente mora o Sr. Dr. Re-
le lleves jen 10 e casa onde foi o collegio do Bom
Conselho, leuda boas talas, quaitos, quintal mu-
rado, cacimba etc.: regunda-feira 15 do correte
e lt horas ea poeto, 00 sea escriptorio ra da
Cadeia o. 48. primeiro andas.
Os Sr. preteeatenaeo podero entender-se com.
o mesmo agente para os esclarecimentoa pre-
daos.
LEILAO
DE
Um carro inglez, movis
e escravos.
Antunu tara leilao de om rico eerm*taglez de


X*
DUBO fif PifiiDO. QUlSf A fERA 11 D JULHO DE i6tl.
4 rodas pintado e forrado d aovo, com arrelos
para dous carallos, excellentes molas muito forte
Bem como
differeales movis qne serio entregues por todo
pre?o obtido para acabar, e bous escravos que
se vendero a mesma occaaiao, cojo Ictlao ter4
logar quinta-eira 15 do correle s 11 hotas em
ponto oa ra do Imperador o. 73.
LEILO
DE
Trastes, cabriolet e cavallo
AS 10 HORAS EM PONTO DO DIA
O agente Pioto autorisado por un estrangeiro
que retirou-se para Europa, far lelio sem re-
serva de prego dos objectos seguiotes : urna ex-
cellente mobilia de mogoo, guarda roupa, lava-
torio, espelbo, mesa elstica, guarda louc.a, mar-
quesas, camas, carteiras para escriptorio, urna
burra, preosa para copiar cartas, louca e vidros
perler/ceotes a casa de um rapaz solteiro emui-
tos outros objectos que estaro vista dos com-
pradores, no dia e hora cima mencionado no
armarem da ra do Imperador n. 39.
Nesla mesma occasiao espora a venda um ca-
briolet fraocez de 2 rodas com coberts, penas
com 2 mezes de servigo, um grande e bonito es-
vello e um carro de 4 rodas em uso.
LEILAO
Grande queima
DE
MOV
a
O agente Uyppolito da Silva declara ao res-
peitavel publico que autorisado pelos Srs. admi-
nistradores da massa do fallecido Hanoel Anto-
nio dos Passos Oliveira vai vender por todo e
qualquer prego os movis existentes no arma-
zem sito na ra Nova n. 22, coosistindo em roo-
fciliascompletas de mogno, ceregeiras, Jacaran-
da, guarda louga, apparadores, camas francezas
e muitos outros movis que se tornara enfado-
nbo mencionar, por tanto julga o agente cima,
<|ue ser prudente que qualquer -pessoa deva se
prevenir nesla occasiao, pois tudo ser vendido
ao correr do marlello. Na mesma occasiao se
Tenderlo tambera as dividas activas do mesmo
estabelecimento devendo ter lugar o leilo nos
dias 17, 18, 19 do correte mez, as 11 horas em
ponto dos mencionados dias no referido ar-
mazem.
Ra da Cruz numero 15.
alalia
DE
Camas, commodas, marque-
zas, lavatorios, toiletes, ca-
deiras, secretarias, mesas,
apparadores, mesas elsti-
cas, carriuhos para meni-
nos, cavallinhos com molas
e sem ellas, machinas para
lavar roupa, sorveteiras pa-
ra apromtar sorvetes em 5
minutos, objectos de iolha
dourados para toilels etc.,
e Tiuitos outros objectos
indispensaveis a urna casa
de familia etc.
(Juarta-feira 11 do crvente.
Antunes fari leilo no armazem da ra da
Cruz n. 15, dos objeitos cima mencionados sem
reserva de prego algum para acabar, no dia e
lugar cima mencionados as 11 horas em pento.
LEILAO
ASS0CIAQA0
Quiuta-feira 11
DE
do correrte.
Urna taberna.
Na ra de Sania Rita n. 1.
O agente Camargo fara' leilo por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio, e a requerimento de
Jos Joaquim Dhs Fernandes & Filho,
e outros, da taberna da ra de Santa
Rita n. 1, pertencente a Jos Joaquina
de Oliveira, no mencionado dia as 11
horas em ponto.
'Vl
Avisos diversos.
DE
Soccorros Mutuos
*
E
Lenta Emancipaco dos Captivos.
Domingo, 14 do corrente, haver sesso gera)
da mesma sociedade, para que de ordem do Sr.
presidente sao convidados os senhores socios pa-
ra comparecerem as 10 horas do dia, na rus das
Triucheiras, em casa da morada do Sr. thesou-
reiro.
Secretaria da Associaco de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco dos Captivos 10 de julho
de 1861.
Galdino Jos Peres Campello,
1. secretario.
S. Jos da Agona.
O secretario da irmandade convida a todos os
seus irmaos a comparecerem domiogo 14 do cor-
rente, pelas 9 horas da manha, oo consistorio
da mesma irmandade, aflm deem mesa geral
eleger os novos funecionarios que tem de reger a
irmandade no futuro antro de 1861 a 1862, assim
como tambem pede aos mesmos irmaos a compa-
recer terca-feira 16 do corrente para assistir
a testa e Ta-Deum de N. S do Carmo, e do do-
mingo 28 do mesino para assistir a festa e Te-
Deum do nosso patriarcha S. Jos. Consistorio
da irmandade 10 de julho de 1861.
Manoil Francisco dos Santos Silva.
O abaixo assignado avisa a quem interessaj
posss, que tem contratado a venda de sua taber-
na n. 114 sita na ra Augusta : quem com direi-
lo se julgara ella, apresente-se no prazo de tres
dias. Recite 10 de julho de 1861.
Joo Nepomuceno Pereira dos Santos.JJ
Aos Srs consumi-
dores de gaz.
Tendo chegado ao conhecimento dos
emprezarios do gaz, que alguns consu-
midores tem sido logrados por pessoes
que ol'erecendo-se de melhorar ou con-
certar os bicos de ga? de suas casas c
levando-os sob este pretexto nunca mais
voltaram, os emprezarios tornam a an-
nunciar, para bem de seus freguezes,
que nao ha machinista ou pessoa algu-
ma autorisada de, a pedido do dono,
concertar, nem mesmo examinar bicos,
ou outro qualquer tpparelho de gaz, e
que o nico meio de obter concertos,
alteradlo ou exame por via do caixei
ro que esta' sempre no escriptorio da
empresa na ra do Imperador n. 31
durante s horas ae negocio, e quando
fora dellas na casa de sua residencia
ra do Aleen m sobrado n. 2.
Declarara mais, que como elles sao
responsaveis pela boa accao das suas
obris recusara de fornecer gaz por
qualquer bico ou intermedio que nao
soja de sua fabrica.
Tomam esta occasiao de repetir par-
te do art. 6 das instruccoes iscaes a sa-
ber Havendo cheiro de gaz em casa
mandaro dar parte immediatamente
nos depsitos ou no escriptorio da em-
preza pedindo a devida observadlo
desta instruccao declaram que o consu-
midor faltando a ella cahira' sobre el
bre elle a responsabilidade das conse-
quencias
Precisa-se alugaruma preta que tenha ha-
bilidades, seja fiel eiotelligente e agradando nSo
se duvida em compra-la : na ra da Cruz do Re-
cite n. 33, segundo andar.
Resposta.
> iuior d
para si que
zentas bragas de*e conversar comigo por este
Diario, a respeito de estado da appellaco de
seus tutelados. Ora com eifeito, em abono da
verdade nao ba nada mais econmico e menos
contingente do que um visinho conversar com
outro pelo Diario. Mais en, com quanto re-
cooheca de muito mister esta via de conversarlo
descoohecida na culta Europa, nao eslou resol-
vi aceita la, porque desde que oa meus consti-
luintes deixaram de pagar o meu honorario, que
deixeide assigoar o Diario, e porisso nao ac-
ceito a conversado. Sem embargos diriji-se o
tutor dos orphos, Luiz e Amelia, aos Srs. de-
sembarga dores, visto que appellaco dos seus
# cku a nt h u c a u A
Quinta-feira, 11 do corrente, as 7 horas da
noite, haver sessao extraordinaria do conselho
director.
Secretaria da Associaco rypographica Per-
oambucana 9 de julho de 1861.
J. Cesas.
1" secretario.
Precisa-se de umaacreada: na ra da Craz
a. 12.
Precisa-se de dous amasssdores qu enten-
dam perfeitamenle do tralieo de padana a tratar
na ra do Rozario Larga n. 16.
, O cha. j desembarcou, e acba-se a venda
oo armazem de Barros & Silva.
Attenco.
A abaixo assignada faz publico que sen mano
Jos da Cruz Santos por cireumstancias deixa de
er seu procurador, e por isso nenhuma gerencia
msid tem em seus negocios, icaodo sem vigor
qualquer procurarlo que tenha em seu poder,
paseada pela abaixo assignada ; e para que nin-
guem e chauje a igaoraoeia, faz o presente an-
ouncio. Recita 11 de julho de 1861.
Hara Joaquina dos Santos Abreu.
rado em julgar a appellaco' de" seus tutelados
qual se acba oo superior tribunal a nove para dez
mezes.
O abaixo assfgnado ten lo feito abstencao
da heranca de aau finado pae em favor dos cre-
dorej deste, e havendo igualmente realisado a
entrega de todos os seus constantes dos balan-
eos de sua casa commercial a admioistracio no-
meada para a liquidarlo da mesma casa, declara
que nao rcsponsavel por debito algum contra-
tado por aquelle.
Dr. M- Busrque de Macedo.
I* -r~'f JkT*Vj
Claudio Dubeux proprietario das linhas de
mnibus faz sciente que relira por ora os mni-
bus seguales o de Jaboato, e no dia 15 do Cor-
rente o de Olinda cando to somente um cujo
partir do Recife de manha as 6 111 horas e
volta as 8, de Urde as 4 e volts as 6, do Recife
de larde para osApipucos 3 1|2, 4, 5 e5 Ir de
Apipucospara o Recife da manha as 7, 7 lij,
8. e8 1[2, mais prximo a festa se augmentar as
linhas.
Avadados.
Vende-se.
Faz se todo negocio com urna qiiarla parte do
sitio e casa da vivenda no lugar do Peres fregue-
zia dos Affogados, sendo a casa edificada a 4 para
5 annos, de pedra e cal muitas arvores frncliferaa
novas, cacimba principiada de agoa doce estri-
bara & & tendo a casa 4 qoartos duas salas co-
zinha fora, e porteo : a tratar na ra do Quei-
mado o. 47.
Vende-se a taberna da praca da
Boa-Vista n. 16 A, com todos os per
tences : a tratar com Motta & Irmao,
na travessa da Madre de Debs armazem
numero. .
veode-se um lindo e grande sitio na estra-
da do Maoguinho, no qual est residindo o Ex.
Sr. Dr. Doria, com urna excellenle cass de vi-
venda, senzalls, cocheira e estribara, mullo boa
agua, immensas e variadas arvores fructferas, e
duas baixas de capim : quem pretender dirija-se
ao pateo da Santa Cruz n. 24, segundo andar,
para tratar Afian;s-se que o prco razoavel,
pois com o duplo nao se far urna casa seme-
lhante.
luja de fazeodas Goa^l
DE
Martinho de Olivei-
ra Borges.
Ra da Gadeia do Recife b. 40.
Vende-se o seguate : '
Cortes de seda de cores com pequeo
toque de mofo a 20$, 30J, 40 e 50g.
Casaveqxes de cambraia bordados com
Otas de 8$ a 12#.
Cassas de casemira e merino de cores
para senhora de lOg a 155.
Camisinhascom manguitos e golla bor-
dada de 49 a 6$.
Casaveques de fusto branco e de cores
de 6tf. 88 e 10$.
Gapaa de fil de seda preta com rendas
e vidrilhos de 12$ a 20$.
Gollinhas de traspasso arrendadas e bor-
dadas de 3$ a 59.
Manguitos de seda de cores de 109 a 15.
Manteletes de cambraia bordados com
fitas de 89 a 10.
Manguitos de pafos com fitas de 39 a 49.
Manguitos bordados de ponto inelez de
2g. 39 e 49.
Vestidos de barege de l e seda a 109
e 159.
Ditos de cambraia brancos bordados de
159,209 e 25J>.
Sedinhas de quadros com pequeo to-
que de mofo a 640 rs. o covado.
Grosdeuaples de cores com igual toque
a 1$ o covado.
Na mesma loja encontraro muitos
ohjortos f gosto e em pertaito estado.
Vende-se o sobra Jo de dous andares da ra
da Senzala Velha n. 54; o armazem est arren-
dado a um negociante para deposito de fazendas,
e o sobrado seare tem encontrado alugador por
otlerecer bastantes commodos, largo e tem fun-
dos de ra a ra, exislindo no lado de detraz um
telheiro que est arrendado para agougue, e per-
lence a mesma casa ; os fundos teem tal exterj-
sio que do espaco a edificar-se na outra ra
outro sobrado, fleando meio ainda terreno para
quintal de ambas as casas ; vende-se por preco
com modo, pois seu dono tem que remir alguns
compromissoa : a tratar na ra do Imperador
n. 51, primeiro andar.
Batatas.
Vendem-se batatas novas ltimamente chega-
das de Lisboa a 39 a caixa que tem duas arrobas :
na ra da Madre de Dos n. 20, e travessa da
Madre de Deoi n. 10:
REMEDIO INGOMPIRAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as na?oes
O tutor dos orphaos"Luiz e Amelia entendel PJfm te8tnfunh v"des deste remedio
ira si que morando disunte de mira urnas du- incropvele provar emeaso necessarto, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu earpo e
membros inteiraraente saos depois de havsr era-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, que Ih'as
relatara lodos os dias ha muitos annos; t a
maior parte dellas sao to sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran) com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospiues, o lee
deviam soffrer a amputado 1 Dallas ha mui-
- que
tutelados esl correodo a reviso e 'saibam dig-
simos senhores a razio porque se tem demo- cas que havendo deixado.esses, asylos de pade-
liraentos, para se nao subraeterem a essa ope-
raco dolorosa foram curadas completamente
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gu mas das taes pessoa na eufusao de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afira de mais autenticaren) sua a firraa-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude sa
tivesse bastante confianga para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
iratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar ncontestavelmente!
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguntes casos.

s
A 2,500!
e 3,000!!
Pegas de algodo com 20 jardas teodo
um pepueno tique de avari a 29500 e
39 : na ra do Cresoo n. 17, loja de Gui-
mares & Villar.
t
m
Aviso.
A pessoa qe comprou na ra Nova n. 22 urna
flauU ha mais de oito mw, we deixou um
relogio de oaro para concertar, pre?o ajustado da
flauta e do concert 419, faca o favor de vir bus-
car o relogio na prazo da oito dias, e nao o fe -
zeodo serS vendido para pagamento.
Aluga-seum Urceiro andar na travesea da
ma do^Vigano n. 3. proprio psxa rapaz aoltelro,
Pedro Saaraa de Amorto, menor, lateral
do Atsu, retira-ee para Europa.
Na ra do Queimado d. 31 quer fallar-sa ao
Sr, Mainel do laicimento Silva Bulos a nego-
cio mu.
Para casamento.
0 Riquissimoa cotes de blondo para ves- 0
dfe tidos de casamento : na ra do Crespo n. d
# 17. loja de Guimar&es & Villar. Z

Vende-se por 1:6009 om mulato escuro,
com 19 asnos, muito sadio, fiel a toda prora e
official de ajfaiate; na ra Direita o. 74, se di-
r quem o vende.
fioio fraocez,
No Bazar Peruambucano
deposito de tabaco, charutos
e cigarros vende-se o supe-
rior rap fcancez chegado l-
timamente : na ra larga do
itosario n. 30,. de Joaquim
Bernardo das Res.
Inflaramaco da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
QueimadeUs.
Sarna.
SupuracSes ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Diceras na bocea.
do ligado.
das arliculaces.
Veas torcidas oa
das as pernas
no-
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeea.
-das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas de anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces.
Inflammacao do Ggado.
Vende-se este ungento [no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras oes-
sois encarregadas de sua venda em toda *
America do ral, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha cootm
urna nstraeco em portugus para explicar o
modo de fazar uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ma de Cruz n. 82, em
Pernambnco.
O laboratorio de lavagem de roupa; a vapor
teodo de dar brevemente comeco a seus traba-
lhos, precisa contratar mulheres para empregar
no senrfeo da roupa, e algumas que saibam en-
gommar com toda a perfeico. Igualmente pre-
cisa de alguna homeos e de am feilor para omi-
ti. A oceupaelo das angommadeiras ser na ci-
dade, pudendo irem dormir em suas casas, das
lavadeiras no sitio. As antigs obreiras deem
presas em se spresenlarem para nao perder teas
lugares : quem se quizer contratar, apresente-se
oa essa de banhos, no pateo do Carmo, as 9 ho-
ras da manha, e as 4 da tarde:
Aluga-se urna casa nova no melbor lugar
da Capunga, com varios commodos: a tratar na
raa das Cruzas n. J2.
Importante
Aviso
Na loja de".4 portas da ra do Queimado q. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mrntode roupas feitas, para cujo iim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando enrarrega-
do della um perfeito mestre viudo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se The
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. offlciaes tanto da armada como do
ezercito.
Faz-se fardas, fardos com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damenlo todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem es figurines que de
14 vieram ; alm disso faz-se mais casaquinhas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Sre. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha de oaro ou prils, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadorea e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hojo, assim como lem muito ricos
desechos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
que por tudo se flca responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'onde
veio o mestre. pois esptra a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
A 2#000.
Caixas com massa propria para casas a 29 : no
armazem do Sr. Anoes defronle di porta da al-
fa ndega.
Attenco.
*
Vende-se ou aluga-se ums canoa nova de ama-
relio muito bem construida, pega 1,500 lijlos :
na ra Direita dos Afogados a. 13.
0 pavao da ra da Impe-
Iriz n. 60.
Loja de Gama Neste estabelecimento existe um completo sor-
limento de fazendas proprias para senhora e ho-
rnera, etc., etc.
Para senhora.
Ricos enfeiles com franja e. borlotes a 5 e 85OOO.
Grosdenaples de cores muito encornado, cova-
do 2&000..
Ditolavradode muito bom gosto, covado, 2g80.
Organdys, bcllissimos padres, vara a 960 rs.
Mimos do co, fazenda muito moderna, covado
a 1200.
Manteletes de fusto branco muito finos e bom
gosto a 8$00.
Diios de fil preto e capas a 7$.
Tarlatanas de todas as cores, vara a 800 rs.
Camisetas com gollinhas e manguitos a 3$.
Ditas com gollinhas raujlo finas a 5JJ.
Gollinhas para senhorW e meninas, de fusto
a 640 fs.
Ditas proprias para senhoras e meninas, bordadas
a 800 rs.
Ditas (..roprias para senhoras, muito tinas, a lj.
Para homem.
Palelots de casomira de cores a 16$.
Ditos prelos de panno rauilo fino a 16$. *
Ditos ditos de dito a 18?.
Ditos de casemira e panno muito fino a 20j.
CMcas de casemira muito superior a 8J.
Ditas pretas muito finas a 85.
Colletes de velludo, setim, gorguro $
Chapeos de sol de seda a 6g.
Caigas de ganga franceza a3f.
Ditas muito encorpada de bros a 29.
Damasco de la com 6 palmos de largura proprio
para cocera, ou para mesas e pianos, etc.. etc.
Muitas outras fazendas deixamos de mencionar
os precos para nao enfadar, bem como um gran-
de sortimento de tiras bordadas muilo finas, chi-
tas francezas de todas as cores e qualidades, e
tambem inglezas, saias balo para senhora e me-
ninas, cassas e cambraiasde todas as qualidades,
grosdenaples pretos de superior quslidade ; do-
se as amostras com penhor ou se msndam levar
em casa das familias que quizerem fazendas ba-
relis. O pavo est na porta.
cobertos e descobertosr pequeos e grandes, da
ouro patente inglez, para homem e senhora da
na dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo u'limo paquete inglez : em casa da
Sonthall Mellor A C.
Offerece-se um pequeo de iJadh de 12 an-
nos para caixeiro de loja de miudezaaT fazendas
ou calcado : na ra de S. Francisco n. 4.
Grandelaboratorio a vapor
ROUPA,
DE
Myya. mim 4 c.
Roupa de familia ndistinctamente pegas grandes e pequeas.
Roupa de navios, vapores, hospilaes.........
Pegas grandes isoladamente, como lenges, toalhas de mes, ele
Roupa de doente de familia que nao seja fregtieza. .' .
Roupa misturada que alguem sem ser freguez exigir que se lsve!
LWADAEEN-
GOMMADA.
160 ris
160
240
240
------------------------------_________.....____ 240
No prego dos engommados de roupa de familia, exceptuam-se os vestidos eollinhaa man"
gitos e mata objectos que forera guarnecidos de rendas, babadoa. patos, Mu Vil' etc bem como
os cortinados de bergo.cama, varaoda, quesepagarao segundo o ajuste. '
. i^xVrsii^\ss^:'^tambem eDgomniada co,n mau bre"d-de
da lav.?aPeaengommadeag15d rUPa I""d" "* Pf em qUaD, U di" dePoi do "cebimento, e
das iowWP^StSZS m4ChD' 8ePar,da d" d8 h0SpUae" 6 3S Pe"" enC"re"
Os proprietarios pagarlo qualquer pega que se extraviar.
nnrt* StSSSS! que mandarfr<>aP receber um vale do numero de pegas com a declarada do im-
SSArv-v q^,.^addSu5rpelente i0Dporte na occaaio ttBSF;
ajuste estabelecmeDt0 eega-se de tirar nodoas de qualquer nalureza. pre^edendo um
A entrega e o recebimento da roupa na casa de banhos no pateo do Carmo.
{ 5-Rna estreita do Rosario-3
tx Francisco Pinto Uzorio continua a col-
9 locar dentes artificiaes tanto por meio de
H molas como pela presso do ar, nao re-
g ceba paga alguma sem que as obras nao J
^ fiquem a vontade de seus donos, tem pos
^ e outras preparagoes as mais acreditadas S
^ para conservago da bocea.
GeorgeBrette Ricardo Cook, subdito inglez,
seguem para a Europa.
3&&-
*

?
raiJTTTT
Missa.
As 5 1/2 horas da manha de 12 do cor-
rete maodam dous amigos do finado pra-
tico da costa do norte Joo Mirtins dos
Santos Cardozo celebrar, na matriz do
Corpo Santo, urna missa de rquiem pelo
repouso de ana alma, esperando que a ella
coocorram todos aquellos que em vida Ihe
conheceram as virtudes cvicas e moraes.
Na ruadtSaijdat^i775, ala-
garse ou veode-se urna preta de ptima
conducta, qne engorxtma e cosinha cora
toda perfeico.
Precisase de urna cosinheira ou
um cosiuheiro branco e de boa conduc-
ta : a tratar na ra do Vigario n. 20.
Msooel de Seuza Brasil, subdito portuguez,
vai ao Rio de Janeiro.
Fugio na manaes do dia 8 do corrente o es-
cravo Cosme, crioulc, estatura regular, testa bas-
tante grande, com falta de denles, representa ter
35 annos, muilo ladino, fui escravo do Sr. Joo
Valentina Vilella, e bailante conhecido nesla
praca, tem o ofllcio de pedreiro e tambem emen-
de de carapina, gosta de andar pelas tabernas por
ser muito dado a habidas espirituosas, levou ves-
tido urna camisa de algodio, urna caiga velha, e
um chapeo de feltro escuro tambem reino ; quem
o pegar, leve-oao lio de Antonio- Leal de Bar-
ros, estrada de Joio Fernandes Vieira. junto ao
Manguinho, que aera recompensado.
Gratificado.
No domingo 6 do corrente, do thaalro de Santa
Isabel atea raa da Florentina, eeedeu-se um len-
co de labyriotho ; a pessoa que o aebou, que-
rendo restituir, podo leva-lo na ra Direita n. 76,
que s lbe dar os signaes e juntamente a gratiQ-
caglo.
O agente de leloes Jos Mara Pestaa faz
publico, prevenindo especialmente ao corpo de
commercio desta praga, que desde o dia 10 do
junho prximo passado, despedio de seu cai-
xeiro a Manoel Domiogues da Silva Jnior por
falta de iidelidade, e at grave abuso de confi-
anga, j por haver subtrahido avultadas quan-
lias recebidas dos seus devedores, j por haver
feito vendas de objectos do seu armazem de lei-
loes sem dar conta dos respectivos valores : pelo \
que desde j protesto contra o mesmo, em I
quanto vou proceder judicial e ~crimiaalmeoto '
pela responsabilidade dos factos conhecidos e
plenamente justificados por propria confisso do
dito seu ex-caixeiro e documernos que subeija-
mente os coraprovao. Recife 10 de julho de
1861.
Predios na ra do Apollo.
Em consequencia da grave molestia da catara-
ta de que soffre Antonio Botelbo Pinto de Mes-
quia, ha longos annos estabelecido e residente
noaia praga, f-se elle forgado a sujeitar-ae a
urna operago, oa esperanga de readquerir a vis-
ta quasi perdida ; mas antes disso dse ja saldar o
aeu passivo j directo, j indirecto por eodossos
a Francisco Antonio Correa Cardozo, porque uo
obstante este ter obtido moratoria de seus credo-
res, todava se exige do mesmo Mesquita o promp-
to pagamento 'aquelles ttulos de divida do
mesmo Cardozo (em que figura a firma do anoun-
cianle) cujo activo alia mais que snfficienle
para fazer face a seu respectivo passivo. Fara
desquitir-se por tanto de semelhaote desejo, pro-
pe-se Mesquita a vender os predios que poseue
na ra do Apollo ns. 24 e 26, que fazem frente
para a mesma ra e fundos para o caes ; estes
predios foram ccoatruidos pelo proprio dooo, com
escoltadas madeiras, e mais materiaes acabados
com a maior perfeicjio e seguranca, e constara
de dous grandes armazons com 350 palmos de
comprimenlo, e ficam sobre o caos; tendo os al-
tos do predio n. 26 no 1 andar 4 salas, 8 quar-
tos, grande cozinha e esgoto para aa aguas e des-
pejo ; no V andar 2 salas, 3 quarloa e Wrraco ;
oo solio sala de janlar, dispensa, 4 qoartos, gran-
de cozinha, baca e canoa de cobre paia esgoto
das aguas e despejo : os altos do predio o. 24,
tem no 1 andar 2 salas, 3 quartos, e outro ao-
d>r em para Helo no fundo, com sala de jantar, 5
quartos, grande cozinha com baca e canos de co-
bre para esgolos das aguas ; no 2* andar os raes-
mos commodos que no Io. tendo mais um gran-
de sollo no sobrado da frente com sais, quartose
cozinha, e um pequeoo solio no sobrado do fu-
do: estes predios foram acabados em 1858.
Na ra das Cruzes, casa terrea n. 12 fre-
guezia de Santo Antonio, empalha-se as obras
mais baratas do que em psrte nenhuma, e ven-
de-se junco e palha apparelbada por prego maia
commodo que em outrs qualquer parte.
Rectificaco.
Anna Clementina Pereira dos Santos, tendo
visto no extracto dos trabslhos dojuryde9do
corrente publicado no Diario de 10 o oome in-
teiro de seu marido, Joaquim Luiz dos Santos
Villaverde, incluido entre os dos reos que teem
de ser julgados na sessao actual, vem pelo pre-
sente reclamar perente o publico contra esse
equivoco, fazendo certo que isso se enlende com
outre individuo do mesmo noroe [menos o cog-
nome Villa-Verde), e nao com o marido da an-
nuncianto que nao tem crime senio a infelicidade
de ter fallido.
gRua do Crespo n. 8, loja def
4 portas, admira a pe-j
chincha
Laa para vestidos fazenda que
Soutr'ora custava 81.0 rs. o cova-
do vende-se a 2i0 rs dao-se
amostras com penhor.
Attenco.
Fazendas baratas para acreditar a loja na ra
do Queimado n.9 : chales de laa estampados e
Onos a 6,000 rs.. ditos de froco a 3,200 rs.. tenho
um dito de toquim preto que vendo por lodo o
prego, chitas francezas escuras a 200 rs. o co-
vado, ditas a 240, 280 e 320 rs. o covado, cas-
sas filias a 480 rs: a vara, orgaody a 560 a vara,
chapeos de sol de panno grandes baleiat a 3.000
rs., ditos do sol inglez a 11,000 rs., grvala de
sedas a 320 rs.; quem livor vontade de comprar
fazendas baratasva ruado Queimado n. 9, na
loja de J.Antonio da Silva Marques, que'nao
sane sem fazendas, pois est disposto a vender
por todo prego para apurar dinheiro.
Gneros baratos.
Caf a 200 e 260 rs. a libra, arroz a 100 rs.
gomma a 80 rs., passas a 500 rs., vellas de car-
nauba 40O e 440 rs., espermacete a 680, banha de
porto a 440, serveja a 400 e 500 rs., garrafa de
azeite decarrapato a 440 rs. : na travessa do pa--
leo do Paraizo n. 16, casa de pintada de ama-
relio.
Farello a 2,600
a saeca : na travessa do pateo do Paraizo n 16
casa pintada de amarello.
Ittenco.
Chegando ao conhecimento do abaixo assigna-
do que o capilio Hanoel Francisco de Souza Leo
pretende vender, ou arrendar seu engenbo Ja-
guaribe, declara para que oinguem se chame
ignorancia, que dito engenho Jaguaribe nao lem
agua para moer, sendo que animando-seo seu
proprietario o dito Sr. Souza Le3o a fazer urna ta-
pagem no rio Timbo para assim ter agua para
moer, innuodou de tal sorte as plantages do ea-
genho do abaixo assignado, que incontinente o
mesmo abaixo assignado fez proceder urna ves-
loria judicial, opponto-se a esta hostilidade con-
tra sua propriedade. E' o que por hora tenho a
dizer.
Timb 7 de julho de 1861.
Francisco de Paula Paes^Barreto.
Caixeiro.
Casa na Parahyba.
Na mesma conformidade cima vende tambem
sua casa sita na ra das Convertidas n. 13 na ei-
dade da Parahyba, sendo construida de lijlos,
com fundos para outra rus, com quintal. Exis-
lindo dentro da mesma casa urna loja da fazen-
das : quem prelonder qualquer dos predios ci-
ma mencionados dirija-se i ra ds Cadeia do Re-
cife n. 64 2* andar, a fallar com aeu proprietario
Antonio Botelbo Pinto de Mosquita.
< aixeiro.
OTerece-se para caixeiro de quilquer estabe-
lecimento um mogo com pralica de Inicio e roa,
o qual di bons fiadores a ana conducta : quem
6recitar, dirija-se a ra da Cadeia do Recita n.
, armazem.
Mrs Vass retira-se para a Babia.
Offorece-se um mogo portuguez para caixeiro
de taberna com alguma pratica ; a tratar na ra
do Crespn. 21.
No dia 3 do correle fugio da torro do sitio
de Antonio Machado Gomes da Silva seu escravo
Raimundo, mulato claro, de 16 a 18 annos, pou-
co mais ou menos, bonita figura, com falta de
dentes na frente : quem o encontrar, dirija-se ao
ra.esmo sitio, ou a ra da Cadeia do Recife, na lo-
ja de Alvaro & Uagalhes.
SOCIEDADE
ISSTITlTt PI E LITTERARIO.
Hoje haver sessao do conselho directorio para
tratar-se de negocios tendentes a sociedade, para
o que convida-se todos os socios.^
Secretaria do Instituto Pi e Lilterario em 11 de
julho de 1861.
Oiympio de Freitas,
1. secretario.
Offerece-se urna ama portugueza para cozi-
nhare engommar: na ra do Sebo n. 35.
Ricardo Harria e sua mulbnr vio a Bahia.
O Sr. Hanoel Aires Vianna tenha a bonda-
de de se dirigir ra da Imperlas/ u. 29, a ne-
gocio, ou declare por esta iotha^"Tua morada.
SOCIEDADE
UiMlO BENEFICENTE
\ DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Kan Pernambuco.
Por ordem do Sr. presideal*convido a lodosos
socios eflectivos para comparecerem no domiogo
14 do corrente aa asta das aessoes, s II horas
ds manhaa, para a sessao ordinaria daassembla
geral.
Secretaria da sociedade niao Beneficenie do
Arli8 de 1861.
Joao Jos Leite Guimares.
1." secretario.
Attenco.
Algum senhor estrangeiro ou mesmo
nacional que precisar de um bom cos-
nheiro para casa particular dirija-se ao
Recife ra do Cordniz n. 4.


DIARIO DI PERNABBUCO. QllNTi FEIRA 11 E JULHO DI 1861
i
(*)
Aos pais de familia.
D. Umbelina Wanderley Peixoto tem reaohido
continuar cura o sea antgo collegio de instruc-
o elementar do sexo (eminino, o qual por ora se
acha estabelecido na ra da Gloria, pavimento
terreo n. 7. As pessoas que a quizerem honrar
confiando-lhe a educarlo de auaa filbas, encon-
trarlo nelln plena solicitude e disvellu. Aa men-
salidades sao de 5f000 pagos adan lados, dando o
collegio papel, peona, tinta e compendios. O
programma do ensino e o rgimen interao vo
abaizo transcriptos:
Escripia.Bastardo, bastardinho e cursivo, pelos
autores de calligraphia maisacreditados.
Leitura.Historia sagrada, livros que cootenham
fbulas, regras de civilidade, preceltos de mo-
ral, e manuscripto.
Aritmelhica.Asquatro Operscoes fuadamentaes,
e o systema ntrico e monetario do imperio.
Doutrina chnslaa.Resumo das oracoes e expli-
cares do cathecismo.
Trabalhosde agulha. Costura chaa, labyrintho,
bordados de marca, de matiz e de ouro.
A aula d manhaa principia aa 8 horas e linda
ao meio da ; e tarde das 2 at as 5.
De manhaa :
Das 8 s 9 procede-se ao trabalho da escripia e
correcQo da mesma.
Das 9 s 10, leitura.
Das 10 s 11, contabilidade.
Das 11 al a sahida, doutrina christa: *
A tarde toda destinada aos trabalhos de agu-
lha e exercicio da doutrina cbrislaa.
Chegando ao conhecimento do abaixo as-
signado que o capillo Manoel Francisco de Spuza
l.eao pretende vender ou arrendar seu engenho
Jaguaribe, declara para que depois niuguem ae
chame a ignorancia, que o dito engenho Jagua-
ribe nao tem agua para moer ; sendo que ani-
mando-se ao seu proprietatio o dito Sr. Souza
Lelo a fazr urna tapagem n rio Timb para as-
sim ter agua para moer, innundou de tal sorte as
plantaces do engenho do abaixo asaignado, que
em continente o mesmo abaixo assiguado fez pro-
ceder a urna vistoria judicial, oppondo-se a esta
hostilidade contra sua propriedade o que por
hora tenho a dizer. Timb 7 de julbo de 1861.
Francisco de Paula Paes Barreto.
CAVILLO
fgido.
Fugio ou furtaram um cavallo de cor rodado
sujo, bastante barrigudo e novo, com o focicho
cortado da picadeirs, ferrado no quarto esquer-
ro : quem o pegar e o trouxer a ra da Impera-
trz n. 46, loje de sapatos, ser gratificado.
PHNNH M9 PNH MMONM
Attenco.
Frfhcisco Xavier Pereira de Brito, so-
licitador da fazenda geral. tendo exercido
por espago de 8 anuos o officio de solicita-
dor de causas na cidade de Porto-Alegre,
adquirindo por isso urna grande pratica,
pretende aqui encarregar-se do andamen-
to de qualquer causa nos differenles jul-
ios, despachar escravos e tirar passapor-
tes na policia, e promover cobranzas. E
como tem na corte sua disposigo um
habilitado procurador tambem se encar-
rega de mandar agitar l o andamento de
qualquer pretendi perante as secreta-
rias de estado e tnesouro, e de qualquer
causa que tenha de seguir por meio de
recurso para o supremo conselho.
Qualquer pessoa que se queira utilisar
de seu prestimo pode o procurar das 9
horas da manhaa at as 2 da tarde na ra
das Triocheiras n. 13, e fora destas horas
na ra de S. Francisco, sobrado n. 72.
Realejos.
Na ra da travessa da matriz de Santo Anto-
nio, sobrado de dous andares n. 14, coocerlam-
se realejos de todas a* qualldades, lauto de tu-
bos como de palhetas.
Na ra do Imperador n. 47 tem um comple-
to sorlimenlo de ricas molduras Ougindo Jacaran-
da para vender por prego muito barato.
^eiewHBSie ^ ma&mmemm
SO NO PROGRESSO
DE
f. mmm
Largo da Penha 8
Neste muito acreditado armazem de mol hados
continua a vender-se os molbores gneros que ha no mercado, tanto em porgo como a retalho, e
por muito menos prego de que em outra qualquer parte, por serem viudos a maior parte driles em
direitura, porcontado proprietario, por isso em vista dos pregos dos gneros abaixo mencionados
poderlo julgar todos os mais, aliangando-lhe a boa qualidade.
MLairteiga tagleza perfeitameute lio* m rt., librii t em bar.
ril a 700 rs.
Nl&nteiga fraueeza
vende-se a Ia qualidade a 3*000,
milhor que ha no mercado a 720 rs. a libra.
Clia os me vliores que lia no mercado
2a ditta a 28500, 3a dilta a 29000, e preto a 18600 a libra.
^}UeijOS uamengOS ebegados oeste ultimo vapor da Europa S 2*800rs. ditoi ehe-
gados no vapor passado a 18800 e 1*000 rs.
VUCIJU |>rni|| og meihore8que Um vindo a este mercado por serem muito frescaes a
640 rs. a libra e ioteiro a 600 rs.
Botto francez a 500 rs.
o carto elegantemente enfeilados, muito proprios
s no progresso
rs. cada urna, s
para menino, s no Progresso.
Hoce da casca de goiaba, ,# 0 caixIOi em p0rSo. soor.
UOCe de VlperCUe em liUa, de 2 libras muito enteladas a 1**00
no progresso.
maTmelaila impeTial d0 afamado Abre, de outros muitos fabricantes de
Lisboa a 800 rs. a libra.
\meixas iraneezas em ragcos com 4 libr por g^cada uaii I 0 fra8C0 val 1}
dittas porluguezs a 480rs. a libra.
Latas eom boiaeniahas de soda eonUndo di(Terente8 aualidades, a
1*400, assim como tem lattas de 8 libras por 38000, dittts com 4 libras por 2fi000 rs. s no
Progresso.
Wia$a ,10 tomate em iata8de l libra, por 900 rs. e em latas de 2libras por 1*600 rs.
Conservas fraileis e iuglezaS rec,ntemente cheg.das a 800 o fras-
co em porcaosc faz abilimento.
Passas em eaixinlias de 8libras as melhore8 qu, tem Tndoae8l,
mercado por serem muito grandes a 2g800 rs. cada urna.
^spermacete superior 8tm avaria. 700 .. 1bra, em CUa 8e r algum
abatimeoito.
WeirVa, maearrao e talnarim 400 r. ibr.. em cix.. de... .r-
roba por 8.
Latas com peixe de posta da8 melbore8 qoalidadesquena em Portugal> 50mo
sejam savel, congro, sarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a 1*400 rs. cada urna.
iVztitOUaS mUltO UO\aS a 1#200 0 barril, em garrafa a 240 rs.
Palitos de deute lirados em molh08 com ^ macinh08 por 100 r,
Srvela da8 ma8 acredilada8 marcas 5*000 a duzia retalho a 500 rs. a garrafa.
W lttUOS engarraladOS d8 8eguintes qualidades, Porto. Feituri, ditlo Bordeaux,
ditto Muscatel, a lfa garrafa ; tambem tem vinho f.lieres para 2*000 rs. a garrafa.
l llUOS em pipaaem tomposislo Porto, Fgueira.Lisboa, a 640 rs. em caada a 4*500.
Presunto de Hambre in glez muit0 noyos. m a libra.
Prczuuto de Lamego 0 que ha de bom nesl6 genero a 480 em porsaa, 400 ts#
.nouri^as e paios a 560 rs# aIibra> em barril com 6duzla8 de paios por 10S000.
X ouelnno de Lisboa 0 maia n0T0 que ha no mercad0,320 ri.. libri.
Bauba de porco reuada a
barril a 440 rs.
A.mcniloas de csea mole
mais alva que pode hiver a 80 r.. a libra em
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALME10A & SILVA
A. F, Duarte Almeida, soeio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus freguezes que tendo separado a sociedade nu#ln/ia com
seu mano, acba-se de novo estabelecido com dous acetados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza e o Sr
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razo de Duarte & Souza, e soguado na de Duarte Almeida & Silva: estes estabelecimentos oflerece'm grandes
vantageni ao publico, nao s na hmpeza e asseio com que se achara moudos como em commodidade de prejo, pois que para isso resolvern os
proprietanos mandarem vir parte de seus gneros era direitura, afim de lerera semprecompleto sorlimenlo, como tambem poderem ofereter ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 porcenlo do pteco que possam comprar em outra qualquer parle, por isso desejando os proprietarios acreditaren
seus estabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim i peder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco prsticas, era qualquer um dostes estabelecimentos, quesero to bem servidos como
viessem pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oflerecemos, pedimos a
lodos os senhores da prar^a, senhores de engenho olavradores que manden) ao meos suas encommendas a* primelra vez, afim de experimentar, certos
de continuaren!, pois que para isso nao pouparo os proprietarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos esiabelecimentos
abaixo transcrevemos algumasadigoes de nossos prtcos, por onde ver o publico que vendemos baratissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros. '
MANTEIGA INGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e em barril a 760 rs.
MANTEIGA FRAWCEZA a melhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. era barril e meios.
CHA. HYSSON E PRETO o melhor do mercada de 1*700 a 3*000 e era porcao ter abatimento.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porgo a 800 rs.
PREZUNTOS PORTGUEZES vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por lib*a e inteiro a 460 rs.
CHOURICOS em barril de 8 libras a 4*500 e em libra a 700 rs.
SAG' E SEVADINHA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 8#000 rs. a arroba.
AMEIXAS FRANCEZAS em latas de 6 e 5 1[2 a 1 a libra e a 1*200 a retalho.
PASSAS era caixinhas de oito libras, as raelho es do mercado a 2*800 e a 500 rs. a libra
ESPERMACETE SUPERIOR sera averia a 700 rs. e em caixa a 660 rs.
CONSERVAS FRAJNCEZAS IUGLEZAS E PORTTJGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACHINHA DE SODA de diversas qualidades, a mais nova do mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque do Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoria de 1*200 a 1*300 a garrafa e a
13* a duzia. \
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de SOO a 600 n. a garrafa e de 3*800 a 4*800 a caada.
FRASCOS COM FRUCTAS de todas as qualidades de Portugal de l-200 a 2*001.
M RMELA DA DOS MELHORES AUTORES DE LISBOA a 800 rs. a lata de libra e a 1*500 de duas libras
LATAS COM GELEIA DE MARMULLO a 1*300 com duas libras.
LATAS COM PEIXE SAVEL ecutras muilas qualidades, o mais bem arranjado que tem vindo a 1*400.
CAFE' DO RIO o melhor que ha a 240 rsi a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANIIO o melhor queseple desejar a 3*100 por arrobae a 100 rs. a librar
VINHO BORDEATJX de boa qualidade a 800 e 1* a garrafa ede 8*500 a 10*000 a duzia.
CHARUTOS VERDADEIROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 2* a 3*800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BANHA DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar nene genero a 480 rs. a libra e 460 era barril,
SERVEJAS DAS MELHORES MARCAS a 500 rs. a garrafa e 5*000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 1*850 a caada.
CA1XOES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 1* e em porSo a 900 rs.
AZEITE DOCE PURIFICADO a 800 rs. agarrafa e 9*000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 1*000 a garrafa e 10*000 a duzia.
QUEIJOS PRATO os mais novos queba no mercado a 650 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Genebra DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco n 6*800 a frasqueira com 12 frascos.
PALITOS LIXADOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feitos que ha no mercado a 280 rs. o mago.
PALITOS DO GAZ a 3*000 a greza e 280 a duzia de caixas.
AZE1TONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 1*200 e barril.
ALPISTA o mais limpo que tem vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 5*500 por arroba.
Alera dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
Juizo dos feitos da fazenda.
a 480 rs. a lihrn
ment, so no Progresso do pateo da Penha n. 8.
Alm dos gneros annunciados encontrar o respeitavel
udo quinto bom e barato.
om p publico um grande sortimento de
Na quinta-feira 11 do correte, pelas 10 horas
da manhaa, na sala das audiencias, perante o
j Illm. Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda, se ven-
der em pra a casa mei'agua, sita na ra da
Calcadas, avaliada por 1:600*. peitencento a ir-
mandade do Senhor dos Marlyrios da igreja do
Rosario do bairro de Santo Antonio, por execu-
Icao que raove a fazenda nacional contra a mesma
puandade. Recite 6 de julbo de 18r>l.O soli-
citador, F. X. P. do Brito.
[ROIPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.]
SORTIMENTO COMPLETO
DI
IFazeodas e obras feilasj
NA.
LOJA E ARMAZEM
iGes i Bastol
NA
Ra do Queimado
a. 4$, frente amaveWa.
Constantemente temosumir.randee va-
riado sortimento desobrecasacaspretas
^ Panno e de cores muito fino a 28*.
30j e 35*, paletots dos mesmos pannos
a zOg, 2$ e 24g, ditos saceos pretoa dos J
mesmos pannos a 14*. 16* 18f, casa-'
cas pretasmuito bem feitas ede superar
panno a 28*. 30$ e 35*. sobrecasacaa de
casemira da core multo fios a 15*. 16J
a I8g, ditos saceos das mesmas casemi-
rasalOS, 12* e 14$, calcas pretas de
casemira fina para bomem a 8*, 9*. 10/
e 12, ditas de casemira de corea a 7f,8*,
9* e 10*. ditas de brim brancoa muito
fiaa a 5f 6*. ditas de ditos de corea a
3, 3*500, 4* e 4*500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4J500, col-
tetes pratoide casemira a 5* e 6*, ditos
da dito* decoras a 4g50O 5*, ditos
branco da seda para casamento a 5*,
litoa de 6*, eolle tes de brim brancoa de
'usto a 3*. 3*500 e 4*. ditos de cores a
Z*500e3*, paletotspretoade merino de
ordao aacco e sobrecaiaco a 7f, 8* e 9*,
collatespretos para lulo a 4*500 5*,
(as pretas de merino a 4*500 e 5*, pa-
l etots de alpaca preta a 3*500 e 4|, ditos ;
sobrecasace a 6*,7* e 8f, muito fia col-
latas de gorgurao de sedade corea muito
boa(asndaa3*800 e4ft. coetesda vel-
lado de crese pretoa a 7* e 8*, reupa
para menino sobre casaca de panno pra-
tos e de corea a 14*. 15* 16*. ditos de
casemira aacco para os mesmos a 6*500 e
7*.ditos de alpaca pretos saceos a 3*
1 1*500. ditas sobreeaaacoa a 5f e 5*500,
calcas da casemira pretas ede cores a 6*,
$500 7*. camisas para menino a 20*
a duela, camisas ioglezas pregas larga*
muito taperiora|32* aduziapara acabar.
Assim como tamos urna officina de al-
udate onde mandamos recular todasaa
obras eom brevidade.
Industria americana.
N. O. Bieber A C, successores,
ra da Cruz n. 4.
parlicipam ao publico que novamenle receberam
urna grande collecco de arligos da industria
norte-americana, como sejam :
MACHINAS
para cortar capiro, para descarocar milho, para
moer milho e caf, para fazer farinha de milho
em finura igual a do trigo, para fazer bolachinha
de todas as qualidades em grandes porcoes, para
lavar roupa em 10 minutos, e para regar hortas,
jardn) e baixos de capim,e decozer soceos, cou-
ro, etc.. etc.
INSTRUMENTOS PARA AGRICULTURA;
Arados, cultivadores para limpar a Ierra, fac-
edes proprias e expressameole feitos para corlar
canna, machados, machetes, enchadap, ps, as-
sim como urna immeosidade de ferragerjs finas,
bombas, carros de mo.
CARROS
elegantes eleves para douas o quatro pessoas,
com arreios para um e douscadallos ; neste ge-
nero possuem igualmente desenhos de todos as
modelos e gastos, cpm osprecos marcados e acei-
tara encommendas delles.
PARA USO DOMESTICO.
Obras de metaes principe prsteado, em vista
igual prata, e que nao perdem a cor, sendo :
appardhos para cha e caf, galheleiros, porta-li-
cores, bandejas, cestas para fruclas, apparelhos
para fczerch, ditos para cozinhar ovos, etc.,
etc., etc.
Colheres do mesmo metal, laceas finas cabo de
msrfim. garfos, machinas pan torrar caf.
Urna immensidade le obras de folha de Flan-
dres envernisadas para toilete, ditas de madeira
oecessarias para cozinha, taboas para lavar rou-
pa sem estraga-la, ferros econmicos paraeo-
gommar roupa. Coslureiras, condessas e balaios
para guardar roupa, urna infinidade de objeclos
de phautasia proprios para gabinete de senhoras.
Caitas com ferrameota fina. Rrinquedoa, car-
narios para meninos. Chfala para dar appa-
rencia nova a mobilias.
LOTERA.
Acham-se a venda os bilhetes e meios
bhetes da terceira parte da nona lote-
ra a beneficia da matriz da Boa-Vista
desta cidade, na thesouraria das lote-
ras ra do Queimado n. 12 primeiro
andar, e as casas commissionadas na
praca da Independencia n. 22 loja do
Sr. Santos Vieita, ra Direita n. 3 bo-
tica do Sr. Chagas, ra da Cadeia do
Recife n. 45 dos Srs. Poito & Irmao e
ra da Imperatriz n. 44 loja de ferra-
gens do Sr. Jos Victor da Silva Pimen-
tal.
A extrac no dia sabbado 20 do corrente mez, no
lugar e as horas do costume. As sortes
serao pagas a entrega das listas, na
mesma thesouraria das loteras. Abai-
xo vai publicado o novo plano appro-
vado pelo Exm. Sr. presidente da pro-
vincia para extraeco da mesma o qual
muito mais agradavel por conter pro-
porcionalmente maior quantidade de
premios.
^ PLANO.
3000 bilhetes^ 5*..............
Beneficio e sello de 20 por ccnlo.
' o lando o Sr. procurador Balbirio res-
pendido a publicarlo de 26 de junho prximo
Onda, publicada Apr 3 vezes no Diario de Par-
ata tabuco:, de noro pede-lhe o tutor dos meno-
res Luiz e Amalia, que deelare a razio porque
ee acba a 9 para 10 mezes a justillcaQo da apo-
lie* appellada pelo juizo dos feitos para a rela-
$o at hoja sem resaltado. Se o Sr. Balbino
tem motivos para nao procurar esta causa na re-
lajo, baja de declarar para o annunciante en-
carregar a ootro Sr. procarador, ou requerer ao
Illm. Sr. Dr.'juit de orphos, para como piimei-
ro zelador dos mesmos pugnar pelo direito dos
tutelados do annunciante como de justica.
Joaquim do Olivera Maia relira-se para
Liatoa.
de
ARMAZEM
DE


I
O bacharel Witrcvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do (armo.
9
i



15 000*000
8:00*0000
Expsito
candieiros.
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiroe econmicos
Candieiros econmico*.
Nesta exposicao de candieiros se encontrar
todo o sortimento de diversos tamanbos proprios
para ricas salas, ditos para salas interiores, ditos
para sala de jantar para quartos, para cosinba,
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e outras muitas qualidades
que com a vista devero agradar ; assim como
todo e qualquer preparo para os ditos candieiros
se encontrar sempre a venda neata exposicao de
candieiros na ra Novan. SO, loja do Vianna.
)*
U O medico orurgico Antonio Jos Fer-
reira Alves, mudou a sua residencia para
a ra do Queimado n. 10, primeiro andar.
Liquido.
1 Premio de............ 5:000*
1 Dito de............ 800S
1 Ditode................ 400*
1 Dito de ,........... 20l>9
2 Ditos de 100$........ 200*
5 Ditos de 40*........ 200*
12:000#000
10 Ditos.
.21 Ditos'
958 Ditos
de
de
de
20*........
10.........
5*........
200*
210*
4:790|
i.
Caixeiro .'
Precisa-se de um menino de 12 a 14 annos de
idade, com pratica ou sem ella, para caixeiro de
taberna: no becco largo n. 2.
Quem precisar da urna mulher de idade pa-
ra amada urna casa de pouca familia, dirija-se a
ra da Gloria n. 71, que achara com qaem tratar.
Aluga-ae para homem solleiro melade do
primeiro andar do sobrado n. 14, na rus do Quei-
mado : a fallar uo mesmo sobrado, das 11 horas
da manhaa i 3 da tarde.
Alaga-te a casa o. 2 B da ra de Apollo : a
tratar na ra do Aurora a. 30,
1000 Premiados.
2000 Brancos.
12:0005000
3000 Bilhetes. -
N. B. As sortes maiores de 400$ es-
tao sugeitas aos descontos das leis.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
OSr. Manoel Joaquim de Olive-
ra Figueiredo morador na Capunga,
queira dirigiese a esta typographia.
Precisa-se de um caixeiro que d fianza
sua conducta : na ra Direita padaria n. 24.
Lava-se e engomma-se : na ra do Rangel
n. 46 a"ndar.
Attenco
Aluga-se um sitio nos Afogsdos, ra de S. Mi-
guel, junto a fabrica de sabao, com bea cata de
vi venda, estribara, senzals para escravos, mui-
tos arvoredos frucjiferos, e plantago d capim :
para tratar nos Afogados com Alexandre Jos
Gomes, e nesta cidade com Joao Jos de Gouveia,
ra do Queimado n. 29.
Robert Lightbowne, ioglez, vai a Europa.
Aluga-se ama casa tom sitio, sendo a casa
novt junto a ponte pequea da Baixa-Verde da
Capunga : quem quizer dirija-ie a ra do Rangel
n. 10.
Furtaram urna cabra (bicho) toda preta,
com chifre e est prenhe ; a peaaoa que dar no-
ticia della na rus Auguslan, 67, ser recompen-
sada.

8
9
Precisa-se de urna ama escrava ou forra
para comprar e cozinhar ; na ra do Crespo nu-
mero 25.
Na ra do Rangel n. 67, primei-
i o andar, precisa-se de urna ama para
casa de pouca familia.
Aluga-se um moleque cozinheiro, e que faz
todo o servido de casa ; na ra do Raogel n. 62.
Precisa-sede urna ama de leile : os ruada
Moeda n. 5, primeiro anJar.
Aluga-se o sobrado n. 16, sito no largo do
Faraizo, o qual tem commodos para grande farai-
ia .* a tratar na ra da Florentina o. 2.
Precisa-se de 6 a 8.000* a premio eom hy-
potheca em um engenho perto desta praca: a
qum lhe convier, anDuncie para ser procurado.
Eduard Jones relira-se para Inglaterra.
Tranquilo Jos Dias Fernandes vende a sua
taberna situada na ra da Passagem, entre as
duas pontea, e com poneos fundos, bem afregue-
zada : os pretenderles dirijam-se a travessa da
Madre de Dos o, 12, a tratar com Jos Joaquim
Dias Fernandes.
Escriptura^o mercantil,
por partidas simples e dobradas; na ra do Im-
perador n. 81, segundo andar, se dir quem a
pessoa que se acha habilitada, ou na ra Nova,
loja de ferrageos n. 33.
J. Wile eJ. Roberts, subditos britnicos,
retiram-se para fora da provincia.
As pessoas que tem peuhores em poder do
abaixo assignado, venhara resgata-losno decurso
destes oito dias, do contrario serao vendidos con-
forme as avaliaedes para seu pagamento. Recife,
10 de julho de 1861
Alexandre de Barros Albuquerque.
Aluga-se urna casa numero 6 da ra dos
Coelhos, junto o obiaUu uo >r. Anacido Jos
de Mendonca, na Boa-Vista : a tratar na ra do
Moodego, olaria d. 13, com Marcelino Jos Lo-
pes
Os Srs. Joo Hypolilo Meira Lima, Joaquim
Jos Coimbra de Au )ra Je Jnoior, e Honorato Jo-
s de Oliveira Figueiredo queiram apparecer na
typographia da roa da Praia n. 47, para o ulti-
mtum de certo negocio que S. S. nao ignoram.
Aluga-se um bom armazem na ra da Cruz
n. 29, tendo sahida para a ra dosTanoeiros, em
boa localidade para qualquer estabelecimenlo : a
tratar no pateo de S. Pedro o. 6.
Carvalho, Noguei-
ra & Ca,
saccam sobre Portugal e liha
de S. Miguel: na ra do Viga-
rio n. 9, primeiro andar,
criptorio.
ROUPA FUTA
DE
oaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEMADO 4
Dgfronte do becco da Congregaco letreiro verde.
|Neste estabelecimenlo ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melbores professores.
Casacas de panno preto, 40*, 35* e 30*000
Sobrecasaca de dito, 35* 30*00
Palitotsde dito ede cores, 35*. 30*.
25S0Oe 0*000
Dito de casimira de cores, 22*000,
155, 12* e 9*000
Ditos de alpaka preta olla da vel-
ludo, 11$000
Ditos de merin-sltim pretos e de
cores, 9$000 8*000
Ditos de alpaka de cores, 5* e 3*500
Ditos de dita preta, 9*. 7*. 5* e 3*500
Ditos de brim de cores, 5*. 4*500,
4$000 3*500
Ditos de bramante da linho branco,
65000, 5*000 e 4 $000
Ditos de merino de cordo preto,
15*000 e 8*000
Calsas de casimira preta e de cores,
12*. 10*. 9* e 6g000
Ditas de princeza e merino de cor-
dio pretos, 5* e 4*500
Ditas de brim branco a de cores,
5S000, 4*500 e 2*500
Ditas de ganga de cores 3$000
Colletes de velludo preto e de co-
rea, lisos e bordados, 12*. 9$ a 8*000
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 6*. 5*500, 5* e 3*500
Ditos de setim preto 5*000
Ditos de seda a setim branco, 6* e 5&000
Ditos da gurguro de seda pretos e
de cores, 7tJO0O, 6*000 e 5*000
Ditos de bnm e fuslao branco,
3*500 e 3*000
Seroulas de brim de linho 2'00
Ditas de algodo, lg600 e 18280
Camisas de peito de fuslao branco
e de cores. 2*500 e 2*300
Ditas de peito de linho 68 e 3*000
Ditas de madapolo branco da
cores, 3*. 2*500, 2* a 1*800
Camisas de meias ljOOO
Chapeos pretos de massa.fraocezes,
formas da ultima moda 108,8*500 e 78000
Ditos de fellro, 6*. 5$, 4* e 2*000
Ditos de sol da seda, inglezea
francezes, 14*, 125, US e 7*000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feilios, da ultima moda *800
Ditos de algodo *500
Relogios de ouro, patentes hor-
sootaes, 100*. 90*, 80* e 70*000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 408 30*000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulseiras", rozetas
anneis |
Toalhas de linho. duzia 12*000 10*000
ELIXIR DE SAUDE
Citrolactato de ferro
es-
A Exma. marqueza do Recife declara que o
aonuncio publicado neste Diario sobre os terre-
nos toreiros nesta cidade do extiocto vinculo do
Paraizo, nao ae entender com os torreaos da
ra das Cruzes e ra de S. Fraocisco, que em
partilha couberam a seu genro o coronel Lame-
nh, com o qual os senhores danos dos predios
edificados em taea terreos se devem eatender
/justarem auaa cootas.
Jlo Alves Luzia retira-se para a provincia
do Par!.
Offerece-ae um mogo casado, sabendq bem
11er, escrever e contar, para enslnar primeiras le-
tras em algum
I precisar, anuncie
f
Vnico deposito no. botica de I oaquim Martina o
Cruz Correia & C, ra do Cabug u. U,
em Fernamnueo.
y. Thermea (de Chalai) antigo pharmaceutico aprsenla hoje urna nova preperaclo de ferro,
com o nome de elixir de citro-laclato de ferro.
Parecer ao publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas tic*
vanadas, mas o homem da scieocia compraheade a necessidade e importancia de urna tal vari-
dade.
A fu tt lila i va aIiIbiI Ja ..;_ -------- bbbbbbb^bbbbI
progresso mmenso.
A, formula um objecto de rnuita importancia em therapeutica ; nm F,
quando ella, maniendo a eaaeocia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
i Jadea, para todos os paladares e para todos oa temperamentos.
Dai numerosas preparares de ferro at hoje coohecidas nenhuma rauoe lo bellas qualida-
des comO o elixir de citro lactato de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em uma pe -
l^ftl?'*?" *"*** b*i*}^&o*outomHO,i9 modo que completamente
lit;.l'102ro ,Iir P0r eVM d.a lactin 1ue conlem etn oopoaico, a constipaco d-
vantreObfrequentemente provocada pelas outras prepancesferrogiDosa.
.!.., E"noTM14lM em nadaalteram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo ama
J.?i",.P#L2?."L^ sua clinlca, de incomparavel utilidad
21 -0""' ?ue lhe df, PrPrie,J que conseguio o pharmaceutico Thermea com a preparado do citro-lactato de ferro. Assim esto
meduamnto oceupa hoje o primeiro logar entre as numerosas preparacc.es ferroginosas, como o
In "JJ:T de n9*0'* Obelos que o tem ensaiado" Temado empregsdo ioSoim.
h^rXS^n""0lM8d,"uMei obloroaepallidai cores; na debilidade subaequeVte as
?,?I&'fU,,'1 D" Mropesuaqueapparecem depois das intermitentes DatacontinencU: da urina!
por debiUaade. as perolaa brancas, na escrophula. no rachiUsmo, a. purpura hemorrhaaira f
^n^Ta% nSLe8U" r.-" chloro-.nenri. das mulherea grid.a, em"5S f oi aaol
Za\ IZ2E1 fv"CMn.?B,pbreCld0 TcUd0 P*1" fadM affe*?6e cbroB'icas Sch.iU tbj?!
brises cancroM'8yPhiUUca. cesaos veaereoa. onanismo e uso prolongtdo das preparaba oS-
- medico^^^^^^ d
JeTr^^^


MiRIO DI rERRAMICO QUlflYi IRA 11 M JULHO DI mi-.
lin!i Msicas e pianos.
* jBL'MJIJIM. J. LA.UMONNIER. na ra da Trnneratriz n. 2
Gfferece-se para cozinhare engommar, prefe-
riado casa de familia : a tratar na ra da Roda
numero 15.
Vai praga de renda por dous bobos a casa
sita na Capunga n. 37 por 2OJ por anoo, por
execugao de DomingosBernardiao da CuDba con-
tra Supra Frederico, pelo juizo de paz do 2." djs-
trictu da freguezia de Santo Antonio, depois da
audiencia do mesmo,.as 2horas da tarde, quin-
td-Ceirall do correte.
*~ Aranaga Hijo & C. sacam sobre o Rio de Ja-
neiro.
Soulau, cutileiro e armeiro,
ru#das Cruzes n. 38.
Previne a todas as pessoaa qoe tero conceitos,
amolages e peuhores, dos virem buscar ateo
m deste mez, do contrario serio vendidos para
seu pagamento. Continuar a amolar e reparar
quaasquer concertos tendentes a sua arte.
ijtaiBflBMMii anataais eaaMMMI
IWDWWniIlBWe'Bral Val Vil mmt9 ctcBW "^
Consultas medicas.
Serlo dadas lodos osdias peloflr. Cos-
me de S Pereir.a no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde'as 6 at as tO horas
da manhia menos aos domingos sobre:
1. Molestias de o 1 los.
2." Molestias de corceo e de peilo.
3." Molestias dos orgos da geracao e
do anus.
O exame dos doeutes ser feito na or-
den, de su js entradas, comec.ando-se po-
rra por aquelles que sofTrerem dos
olhos
Instrumentos chimicos,acsticos e p-
ticos serao empreados em suas consul-
g t.i;es e proceder com todo rigor e pru-
Ci dencia p ira obter certeza, ou ao meaos
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos serio tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
3E teza que tem de sua verdadeira qualidade,
2 promptidao em seu effeitos, e a necessi-
a| dade do seu emprego urgente que se usar
X delles.
ai Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
55 doenles toda e qualquer openco que
M julgar conveniente para c restabeleci-
,x5 meato dos mesmos, para cujo fim se acha
g^ prvido de urna completa collecgo de
o instrumentos indispensavel ao medico
X operador.
nf 'fr* aigfl inn ->flMi-iTTni 1 ama iim mitin 88
Precisa se de urna ama forra ou captiva
para cozjohar e comprar : na ra do Imperador
n. 37, segundo andar, entrada direita.
@ Joao Correia de Catjvalho, al-
g faiate, participa aos seus nume-
^ rosos freguezese amigos que mu-
^ don a sua residencia da ra da
1^ Madre de Dos n. 56 para a ra
da Cadeia do Recite n. 38, pri-
^ meiro andar, aonde o encontra-
^ rao prompto para desempenhar
qualquer obra tendente a sua
O arte-
>$1
ltenla o.
Precisi-se de 4 a 6:000J a premio prazo de
doie mezes. dando-se por sMuranca hypotheca
eni Dn engenho com safra e fabrica : a pessoa
que quizer fazer este negocio, annuncie para ser
procurarla
I Gurgel&Terdigao. |
|f Fazendas modernas, aj
9 Recebem e venlem constantemente su- $fc
periores vestidos de blonde com todos os 8>
| preparos, ditos modernos de seda de cor 22
g e pretos, ditos de phaulasia, ditos de *
3j cmbrala bordados, lindas lazinhas, S
*P cambraia de molemos padroes, seda de 2
%> quadrinhos, grssdeoaules de cores e pre- i
% tus, moreantique, sintos, chapeos, en- *F
S faites para cabega, superiores botoes, ^
manguitos, pulceiras, lequ.>s e extracto S
$g de sndalo, modernos manteletes, tal- 2
* mas compridas de novo faitio, visitas de 5
9 gorgurao. luvasde Jouvin a 2J500. %t
Muito "barato. i
*f> Saias balo de lodos 03 taraanhos a 4$, *{
4g chitas francezas finas claras e escuras a ||
2> 280 rs. o covado, colxas de la e seda pa- "
S| ra cuna a 63 camisas para menino.
8 Koupa feita. gg
H Paletol de casemira de todas as cores js
3 a 10$, ditos fiaos de alpaca a 6g, ditos m
2 de brim a 4#, chapeos pretos a 8$ e mui- &
i tas outras fazendas tinto para senhoras ll
5g como para homem por prego ioteiramente -
|g barato, do-se as amostras : na ra da
Cadeia loja n. 23, confronte ao Recco
7j) Largo.
CONSULTORIO ESPECIAL H0ME0PATHH10
no DOCTOR
SABINO 0. L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas lodos os dias uteis desde as 10 horas
at meio da, acerca das seguales molestias:
mtoletlias das mulheres, molestias das crian-1
as, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-1
leslias syphililicas, todas as especies de febres,;
fibres intermitientes esuos consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOHEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas oocessaras, in-
alliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos oreos mais commodos pos-
6iVeis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sttino alo
nicamente vendidos em sua pharmacia; todos
que o forem (ora della sao falsas.
Td! la as carteiras sao acompaohadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes*palarraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos qu* se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
mo do Dr. Sabino sao falsos.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
e engommar, para casa de pouca familia, e que
tenha boa conducta : na ra do Hospicio n. 4.
J. LA.UMONNIER, na ra da Tmperatriz n. 23,
acaba de receber pelo ultimo vapor da Earopa
urna bella coItecQao de msicas para plano e can-
to, dos melbores autores e muito escolhida ;
igualmente se encontra em seu estabelecimento
ptimos pianos ; assim como faz todos os con-
certse afia os mesmos instrumentos em poseo
lempo e por precos commodos,
CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATHICO
DO
DB. GASANOVA,
30--Rna das Cruzes--30
Neste consultoriotem sempre os mala
ao vos e acreditados m dicamen tos pre-
parados em Paria (astinturat) porCa-
tellan e Weber.por preco? razoaveis.
Os elementos dehomeopathiaobra.re-
eommendada intelligencia de qualquer
pessoa.
Precisa-se de urna criada portugueza para
casa de pouca familia : na rus Nota n. 33.
2 "*! mam saw IWwKIWlW WSmWtTmmwf**
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiao dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
dentes ariciaes, tudo com a superiori-
dade e perfeico que as pessoa entendi-
das 1 he reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
Precisa-sede um forneiro que enteoda bem
de sua profissao : na padaria da ra Direita nu-
mero 69.
O Dr. Joaquim da Silva Gosmio
pode ser procurado para o exercicio de
sua proQsso medica a qualquer hora do
dia ou da noite, no largo do'Carmo n.
5, primeiro andar.
O Sr. Jos dos Santos Moreira que
morou na ra do Rosario da Boa-Vista,
queira annunciar sua morada que se
llie precisa fallar.
Desappareceu no dia 13 do corrente, do si-
tio de S. Jos do Maoguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com os
signaes seguintea : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas : este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'oode veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio anima citado, ou na ra do Trapiche o. 15
a Jos Teixeira Basto.
Rival
sem segundo.
Ra do Queimado n. 55, loja de miudezas de,
Jos de Azevedo Maia e Silva, defronte do so-
brado novo, esta vendendo por baratissimo preco
para acabar, algumas qualidades de fazendas, as-
sim como seja : franjado lia para vestido a 100
rs. a vara, tranca de la com 10 varas a 200 rs. a
pega, pares de meiaa cruas para meninos de 3 a
6 annos a 160 rs., e de 6 a 10 annos a 240, linhas
de Pedro V com 200 jardas, verdaderas, a 80 rs.,
novellos de linha do gac a meihor qualidade que
ha nesta praga a 60 rs., tem tambem para 20 e
10 rs. cada novello, e de cores a meihor que ha,
novellos grandes, a 40 rs., carreteis de linha do
gaz e pretas com muita linha a 200 rs., baratis-
simo, caixas com liedeapara acceuder charutos a
LO rs., caixas com phosphoros de seguranza a 160
rs., groza de phosphoros do gaz a 2$800, e duzia
a 210, filas para enriar vestidos e roupinhos a 80
rs., pegas de bico, largura de 3 dedos, a 29, e va-
ra a 120, linhas de novello de cores por todo o
prego, frasco d'agua de colonia muito superior a
400 rs., duzia de meias muito finas para seohora
a 3$, e par a 280, linhas de marcar muito finas,
novello a 20 rs., grvalas de linho muito bonitas
a 200 rs., pecas de tranca de la de todas as co-
res a 50 rs., tem um reato de s a boceles pan
600 rs. a duzia, groza de botoes de osso para cal-
ca, pequeos a 120, e grandes a 240, sao muito
finos, marcas para cobrir a SO rs. a groza, e tem
Umbem maiores para 60 e80 rs., duzia de meias
cruas para homem a 20400, muito boas para du-
rar, meias de cores para meninos pelos precos
cima, tramoia do Porto muito boa, vara, a 80
100, 120 e MO rs., fitas de linho brancas e de ca-
res a 40 rs. a pega para acabar, grozas de penas
de ajo a 500 rs., tem um resto e sSo superiores,
frascos de opiata para limpar dentes a 400 rs.,
copos com banha muito una a 640, frascos de
banha de urso a 640 e 500 ra., varas de laby-
rinthos de todas as larguras e por todo o preco
para acabar, espelhos de columnas brancas a
1&5O0, pechiocha, carteiras para guar Jar dinhei-
ro muito boas a 500 rs., frascos com cheiro multo
finos a 500 rs., realejos para meninos a 20 rs.
cada um, baralhos porluguezes a 160, e duzia a
18440, baratissimo, duzia de boloes madrepero-
la para paletol a 480, cartas dn alfinetes para ar-
mador a 120, varas de franjas para cortinado a
200 e 240, muito baralo, botoes de vidro com
p para casaveqoes de senhora, duzia a 240 rs."
toda> estas fazendas esto perfeilas, e vende-se
barato porque precisa-se apurar dinheiro para as
oecessidades, e por isso toco fogo.
P
1
Aviso.

Os Srs. que sao devedores a massa fallida de
Ignacio Nery Ferreira da Silva Lopes, que leve
loja de miudezas em frente do largo do Livra-
menlo, sao rogados a virem satisfazer seus d-
bitos desta dala al ao fim do corrente mez na
ra da Imperatriz n. 82, e aquelles que assim o
nao Gzerem passado este prazo, sero chamados
por este jornal sem excepgo de pessoa e para
que nao traja queixas se. faz o presente aviso.
Recite i de julho de 1861.
O Dr. Ignacio Firmo Xavier, me-
dico, mudoua sua residencia para a ra
Nova de Santa Rita n. 1, com (rente pa-
ra a iLciiu do peixe.
RfrUfQS
ahinetes de ouro e brilhantes.
Na offkioa photographica da ra d Cabug n.
18, entrada pelo pateo da matriz, existem lindos
alfinetes com brilhaulese ao gosto de Luiz XV,
para a collocaco de retratos; ha tambem urna
variada collecgo de alfinetes de ouro cora, e
sem pedras. O prego dos alfinetes com os re-
tratos variam de 16jj a OOg. Ni mesma casa
veudemrse bellos espelhos com mjfduras doura-
das para ornar salas de luxo e tratamento ; bor-
las de seda para cortinados de janellas e para
quadros, assim como corJdes para o mesmo fim.
Vende-se lulo a prego razoaveis e moderados.
Aviso a quem convier.
Julgando-me um pouco mais restablecido, te-
nho de apresentar-me na presente sessao dos ju-
rados: o que me quizer confiar suadefesa, achar-
me-ha prompto, e pode-rae procurar no escrip-
torio na ra do Queimado n. 41.
rogressivo
Progressista.
Grande pechiocha.
A 220, 240 e 260 rs.
Chitas francezas de muito bonitos padroes e
muito bons pannos, pelo baratissimo prego de
220, 240 e 260 rs. o covado ; na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Gangas francezas muito final com padroes
oscuros a 480 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de urr aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer de&ap-
parecer esa balito desagradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o.rosto tenha della composicao. Cus-
a o frasco 1J), e quem aprecia o bom nodeixar
certamnte de comprar dessa eslimavel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado o. 16. nica parle onde se achara.
mmmm m^mm^ mwmm
Recommendaco aos Srs.'g
H de engenho
Panno azul de superior qua- -
J lidade para roupa de escravos a '
JJ 900 e 1$.
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimade n. 22,
sempre seencontraro as superiores luvas de pel-
lica do Jouvin, tanto para homem como para se-
nhora, por serem recebidas por todos os vapores
viodos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
prego de 2J500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
Pota da Rossia e cal de
Vende-se nos armazens do largo do Carmo n.
9, e ra das Cruzes n. 36, manteiga iogleza flor
da safra velha a 800 e a 18, da nova chegada l-
timamente em barris ter abatimenlo, fllanga-se
ser manteiga que outro qualquer nao pode ven-
der por menos de 1&440, (nao serviodo isto de
odensa aos nossos collegas.}
Na ra do Queimado, sobrado
amare I lo n. 31, loja de A. L*
Santos & Rolim,
vendem-se chales de merino fios com 14 quar-
tas bordados de seda a ouro a 41, ditos melhores
a 5J, ditos superiores a 6 e7JOO0.
Kuada Senzala Nova n.42
Vende-ss em casa de S. P. Jonhston & C.
sellinse silhoes nglezes, candeeiros e castiga!
bronzeados,lonas nglezes, fio de vala, chico^
para carros, amontara, arrejos para carro 1
ira dous cvalos relogios de ouro patenta
nglez.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por precos mais baratos do que em
outn qualquer parte.
DA
senhor
Ao publico.
Resltbclecido da grave molestia que portanto
tempo me ha consumido, volto ao exercicio de
advogado e espero do publico o favor que sempre
Irte bei merecido. Em com mura com o Sr. Dr.
Joo Baptista doAmaral e Mello, os que ae dig-
oarem procurar-oos acharo sempre no escrip-
torio das 9 as 3 da larde um de nos. Tudo em-
penharemo para bem servirmos aos que nos qui-
zerem honrar. O nossa escriptorio na ra do
Queimado n. 41, ultimo sobrado que faz esquina
para o becco da Cougregacao.
Dr. Antonio Borges da Fonseca.
Precisa-se em um engenho pe to
desta cidade eda via ferrea.de urna se-
nhora para ensinar a duas meninas
pnmeiras letras e msica e se souber
francez meihor sera' : na ua do Im-
rador n. 73. primeiro andar.
. CHferece-sa um rapas de 18 annos para cai-
xeiro de tabersa. armaran on entro qualquer es-
tabelecimento ; na ra Direita, loja n. 35.
Precisa-se de um bom copeiro, sendo orro
eu captivo, com boa coaducta ; a tratar na roa do
Vigario n. 2.
Caetauo Aureliano de Carva-
Iho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a uegocio que lhe
diz respeito.
ftlestre alfaiate.
Precisase de um metre de alfaiate
com habilitar/es pira reger urna oflici-
na da mesma arte, nao se olha a preco :
quem se julgar nestas circumstancias
deixe carta fechada nesta typographia
declarando a sua morada e o seu nome
cemas iniciaes no subscripto da mesma
G. B., para ser procurado.
Armazenada
de Paris
DE
IHagalhaes & Mendes
Ruada Imperatriz,loja armazenada de 4 portas
n. 56, recebeu um bello sorlimento de fazendas
novas, a ser : la e seda de quadros para vesti-
dos a 640 o covado, novos vestidos brancos bor-
dados com babados a 55 e 6-3 o corte, pecas de
bretanha de rolo a 2$ e 2*500. pegas de cambraia
finas para vestidos a 25500, 3g e 3500 a peca,
chitas largas francezas a 240, 260, 280 rs. o cova-
do, ditas Inglezas a 160,180 e 200 rs. o covado,
gollinhas e manguitos com botozioho a'3j>,de di-
versas qualidades, saias de balSo para senhoras e
meninas com 30 arcos a 3, 3*500 e4J; do-se as
amostras de todas as fazendas para veras quali-
dades. A armazenada est aberla das 6 horas da
manhaa s 9 da noite.
VICTORIA,
NA
/taa do Queimado n. 75,
Junto a loja de cera.
Nesta loja ven om-se as seguioies miudezas e
outras multas por pregos baratos, s para quem
comprar victoria sempre contar :
Cartes de clcheles francezes muito bons a 40
rs. o carto, e duzia a 400 rs.
Agulhas francezas muito boas e verdadeiras ion
rs. a caixa com papis, e avulso a 40 rs. o
papel.
Agulheilas para enfiaa^vslido a 40 rs. urna.
Linhas victoria em carretel com 200 jardas a 60
rs. um, e duzia a 640.
Ditas de 200 jardas de Alexauder a 900 rs. a
duzia.
.Ditas de Pedro V em carto, branca e de cores a
60 rs. um carto.
Ditas de meiada de peso verdadeiras a 240 rs. a
moiada.
Papis cora cento e lanos alQneles francezes a
40 rs. e papel.
AlQneles de cabega chata grossos e unos a 120
rs. a carta.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Caivetes fios deduas folhas para peonas a 200
rs. um, e duzia a 2$
La de (odas as cores para bordar a 6500 a libra.
Peotes muito bons de baleia para alisar a 220,
240, 280 e 320.
Ditos transparentes tambera bons a 360 e 400 rs.
Enfiadores de algodo a 60 rs. cada um.
Meias cruas brancas e de cores para homem a
160. 200, 240. 280 o par.
Ditis brancas mnito fioas para senhora a 250, 280,
320 o par.
Espelhos dourados para parede redondos e qua*
drados a 3#500 cada um.
Talheres para criancas
Vendem-se talheres pequeos proprios para
criancas a 320 cada um : na ra do Queimado,
loja d'aguia branca n. 16.
>Xi^-M^^X<^K
EAU MINERALE.
NATURALLEDE vichy
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
Compras.
Compram-se escravos, senda mov-os e sa-
dios : na ra da Imperatriz n. 12.
Compra-se um moleque de 10 a 18 annos,
bem como urna escravinha de 14 annos, pouco
mais ou menos, sendo boas pegas paga-se bem :
na ra da Imperatriz n 9, primeiro an lar.
Compram-se
escravos de ambos os sexos parase exportar para
fora da provincia : na ra Direita n. 66.
Compra-se urna casa terrea no pateo do
Hospital ou ra das Cruzes; a tratar na roa lar-
ga do Rasado n. 20.
Compra-se urna rotula com venezianas e
raios em cima : quem tjver, falle na ra Direita,
padaria o. 89, da viuva Machado.
Compram-se moedas de auro de 20$: na
ra Nova n. 3, loja. ____
Vendas.
Vendem-e travs de boa qualidade, de 49
e 50 palmos de comprido, e 11 pollegadas de
grossura ; na esta cao das Ciaco Ponas, a tratar
com o meamo dono na mesma estagao.
Nova pechiocha.
Chitas largas francezas, covado a 200 e 240
rs., riscados francezes, covado 180re., cortes do
meamo a 2,000 rs.: na roa do Queimado n. 44.
Vende-se orna canoa nova anida do esta-
leiro, e tambem se troca por lijlos,muito proprla
para eooduegao de capten, ou para carregar bar-
ro para otarias : quem pretender, dirija-ae a ra
do fttem n. 55.
Vende-se o deposito da ra do Aragao n.
26, o qual tem poneos fundos: a tratar no mesmo.
ANOVALOJADOPAVAO
NA
Ra da Imperatriz n, 60.
DE
MilA &SIDLVA,
h.,.* a*ba de reC9,er oe, nKmo "porfraacez ai fazendas seguales, as quaes se vendem ma
barato do que em outra qualquer parle : .nuuuiiaj
Organdysde bellisstmos padroes muilo finos a vara 1$.
Grotdenaples azul, cor de rosa eamarello uzeada fina o de muito corpo o corado a 2
Ditos lavradoa muito encorpado a covado a 2J>. *#.
Mimos de seda da India o mais moderno para vestido o covado a 1*>280.
Ditos de la fina e de padrees muito galantes .800 rs.
Manteletes de fil preto com bico largo a 71.
Ditos de fustao brinco muito bom eofeitados a 8$.
Chales de merino estampados com lista de seda muito finos.
Tarlatauas de todas as crese muito fioa a vare a 800 rs.
Cortes de tarlalanaa com lpicos cada um em seu carto a 6J>.
Csmisinhas com golas e manguitos para senhora que tem bom rosto a 6.
Ditas ditas com vivos de cor a 4*006 rs.
Um grande sorlimento de saias balio para senhoras e meninas.
Um grande sorlimento de saias bailo muito ricas com babadas a 10.
Pecas de casias bordadas com 81(2 varas proprias pira cortinado 31500.
Lindos chapeoszinhos de merino bordados pin meninos e meninas goslo iufflez a 5
Cassas francezas bellsimos padroes a vara a 500 n.
Assiim co^bo 1^f^^tae1gjr^i2 5JJJBl1" muUo ^"^ ** e menin.s .
Um conplgo srmeuto de cWs francezas escures e a legres e padrSes bonitos-a 290, JW, 266
Ditas muito superiores o corado a 320 re.
Rico enfeltei com franja e bolotas para cabega de senhora.
... to" ".'azen mo se mandan levar m casi das familias que qulzerem fazendas em conta e debonitos gostos.
A loja da baodera
[Noya loja de funileiro da:
ra da Cruz do Recife
numero 37.
f
8
Manoel Jos da Fonseca participa a
todos os seus fregueses tanto da praga
como do mato, e juntamente o respeita-
vel publico, que tomou a deliberago de
baixar o prego de tolas as suas obras, por
cujo motivo tem para vender um grande
sorlimento de bahi e bacas, tudo dd
diferentes tamanhos o de diversas cores
ara pintoras, e juniameute um grande
sorlimento de diversas obras, cootendo
banheires e gamelas grandes e pequeas,
machinas para cif e camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 41 e peque-
nos a 600 rs., badas grandes a 55 e pe-
queas a 800 rs,, cocos a 1 a duzia. Re-
cebe-se um official da mesma officini
paratrabalbar.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paier de C.,
ra do Yigario n. 3 um bello sorlimento de
de !
relogios de ouro, patentefclez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
Arados americanosemachina-
paialavarroupa:emcasa deS.P. Jos
hnston & C. ra daSenzala n.42.
Calcado
45
grande sortiment.
Ra Direita 45
Qual ser a joven e linda pernambucana, que
nao procure animar este estabelecimento man-
dando comprar urna bolina de gosto? Qual a
mi de familia, prudente e econmica que lhe
nao d preferencia pela qualidade e prego ? Qual
o cavalheiro ou rapaz do positivo, que oao quei-
e comprar por 8, 9 e 10, o calgado que em ootra
parle nao vendido se nao por 10, 12 ou 14?
atteodam ;
Senhoras,
B otinas com lago (Jolj) e brilhantina. 5*500
com lago, de lustre (superfina). 50500
com lago um pouco menor. 5000
sem lago superiores..... 59000
aem lago nmeros baixoa. 49500
sem lago de cor....... 49000
Sapatos de lustre. ; I9OOO
Meninas.
Botinas...........45400
para criangas de 18 a 20. 89500
Homem.
lustre. ...... i0$000
couro de porco inteirissas 10S000
9$500
I



>
Nantes
Panlen
Fanien
bezerro muite frescaes.
diversos fabricantes (lustre). 9J00O
Inglezas inteirissas..... 99000
gaspeadas..... 85500
prova d'agua. 8J500
Sapates.
Nantes, sola dupla.....: .
urna sola........
para menino 4J e .
Sapates lustre.........
Sapatos de tranca.
Porluguezes de Lisboa finos.....29000
Francezes muito bem feilos.....19500
Alem disso um completo sorlimento do legiti-
com bo edo verdadeirocordavo para botinas de ho-
5SS500
59C00
35500
59OOO
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
ehegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeites de continha, como dourados, e de lindasjiJiem ; muito couro de lastre, bezerro francez,
fitas e flvelas, o mais fino que se pode encontrar Tmarroquim, vaquetas, couros preparados
isto na oia Aguia de Ooro," ra do Cabug n. 1 B!
Cera de carnauba.
Veqde-se cera de carnauba de supe-
rior qualidade : a tratar com Jos Sa'
Leitaj Jnior, ra do Trapiche n. 15.
J eliegou o prompto
I alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Badway 4 C-, de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem he-
garara as inslrucges completas para se usarem
estes remedios, contendoum ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se vendem a 18000.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
proprla encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a reeebe-las por to-
dos os outros ; por isso quem quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirigir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabo de mar fim e mad repero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
3o bom, mui delicadas escovas de cabe de mar-
im e madreperola a 29 e 2g500 cada urna. Com
urna escuva assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Carissa vin-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto sorli-
mento das me-
lbores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me (horados
com novos
aperfeigoa-
menlos, fizendo pasponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparas para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carrilels, liaba de todas as cores tudo
fabricado exprassamente para as mesmas ma-
chinas.

Enfeites a ga-
ribaldi.
Huitos lindos enfeites a Garibaldi para senho-
ras a 89, ditos flngindo palha porm de sedas a
89500 cada um, ditos de vidrilhos al$800cada
um ; na loja da victoria, ra do Queimado nu-
mero 75.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia orauca rocabeu prximamente
um novo e lindo sortimenlo de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de difieren-
tes corea e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a *$, 3, 4 e 5$ a pega, pregos
estes que em nenhuraa outra parte se acham, e
s sim na ra do Queimado, toja d'aguia branca,
onumer 16.
Attenco
Vende-se confronte o portio da fortaleza ds
Cinco Pontas o seguiote : carrogas para bois e
cavallos, carrinhos de trabalhar na alfandega, di-
toa de mo, torrador de caf com fogao, dobr'adi-
cas de chumbar de todos os tamanhos, bocea de
tomalhas para tornos, grandes fecbaduras de
ferrolho e tamben rodas de carroga e carrinhos
rodas para carrinhos de mi, eixos para cirro-
cae e carrinhos, e outras quaesquer obras de
ferros.
Luvasde flnacamursa
para militares e cavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda'mui oaa luvas de camursa, o que
de meihor se pode dar nesse genero, e as est
vendendo a 29500 o par ; os senhores oflldaea e
cavajleiros que as comprarem conhecerao que sao
baratas visla de sua finura e duragao, e para as
obter dirigirem-se i rua aguia branca o. 16. Adverte-sa que a quaatidade
pequea por hora, e por Isso nao demorem.
Cirtpos & tima na ra do Crespo n. 16,
tem para vender um rico sortimento de llazinhas
de cores a 640 rs. o corado, bem como lindas
toril de cambraia para guarnlcao de vestidos por
diminuto prego. r
e em
bruto, sola fio, taixas etc., tudo em grande,
quantidade e por precos inferiores aos de outrem.
Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimenlo de grvalas de differentes gos-
tose qualidades, e por pregos taes que em ne-
nhuma ootra prtese acha, como seja^ravati-
nhas estreitas bordadas a 800 e 1$, dita^retas e
de cores agradaveis a 1#, 1J200 e IjJoOO, ditas
com ponas bordadas e matizadas, e lisas de nfti
bom setim msco a lg500. Pela variedade do sor-
timento o comprador ter muilas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Aos tabaquistas.
Lencos finos de cores escurras e fixas a imita -
gao dos de linho a "a duzia ,- na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Brim branco de linho muile fiuo a 1*280 a
vara ; na rea do Queimado n. 22, loja da boa f.
Riscadinhos de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na ra do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
ItieaBHie mmmm mmmu
4 fama Iriuapha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimardes & Villar.
Ra do Crespo numero 17.L
Becebem continuadamente da Europa M
sedas, cambraias, laas, chapelinas de pa-
lha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, tahidas de baile.saies a balao de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e pregos, chitas fran-
cezas muito bonitas e Anas, enfeites de
diversas qualidades para cabeca de se-
nhoras, espartilhos de molas' e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
lodos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, caigas, colletcs, chapeos, cami- 3
sas, seroulas, meias, gravatas, lencos, so- S
brecasacos, calgado Melie e muitos ou- H
tros objectos. |E
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Quemduvidar v ver
Quem duvidar vvr.
Levem dinheiro
Levem diuheiro
Levem dinheiro.
A 4|, 4500 e 5#. '
Cambraia lisa muito fina a 4# a pega com 8 Ii2
varas, dita muilo superior a 5J, dita tambem
muito fina com lalpicos a 4*500; na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senheras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porgao de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoraa, e as est
vendendo a 1*500 cada'uma ; a ellas, antes que
se acabem, pois s as ha na loj d'aguia branca
ra do Queimado n. 16.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba, a meihor que tem
vindo a este mercado, a 8*500 a arroba, a prazc
ou i dinheiro : a tratarse ra da Cadeia do Re-
cite b. 7, ou na ra da Imperatriz o. 60, loja.
Vende-se em casa de N. O. Bteber & C.
Successores, ra da Cruz n. 4 :
Carrogas para boi ou para cavallos.
Carretas.
Carrinhos de mi.
Relogios americanos de ooro. prata e doure-
iniees m quali,K,U ,M me,hore8 relogios
Enfeites de flores para ca-
samentos e bailes.
Uotdos enfeites de flores fina, feitos com mnito
gosio e a ullima moda, sao mui proprios para as
eahorai que vao a calamentos e bailes, e ser-
ram igualmente para passeioa Os pregos ao 8*.
i" e l porm ra que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
o Queimado. toja d'aguia branca n. 1.
Farinha de mandioca, a me-
ihor que ha neste genero
igual a e Muribeca.
p multo barato vista da ana superior qaali-
?, .? .no *rI,B *f6 & Cabral, ra da
Madre de Dos n. W, defronte da guarda da al-
tana ega.
T


DUIIO 31-ristiUMBOGO. QUISTA FEIRA 11 DI JULHO DI 1861.
(*
Oflcas hespa
nholas.
Vendem-se no armaxem de Antones Guima-
res & C, largo da Atserotla n. 15.
Vende-M a taberna Ja ras de Sania There-
za d. 39, propria para principiante por ter poucos
fundos : quem qoizer dirija-se mesma, que
achara com quem tratar.
Em cata de Joio da Silva Paria, na ra da
Cruz b. 30, vende-se o seguinte :
Relogiosde ouroede prata dourada.
Vinho tinto Bordeaux em barra.
Vinho tinto Bordeaux engarrafado.
Vinho branco Bordeaux engarrafado.
Kirchs de Bordeaux engarrafado.
Absinlhio de Bcrdeaux engarrafado.
Cognac de Bordeaux engarrafado.
Licor de Bordeaux engirrafade.
Ameixas de Bordeaux em latas.
Concervas de Bordeaux em frascos.
Doces de Bordeaux em fraseos.
Velas de espermacete para carro.
Attencao.
Na ra do Trapiche n. 46, tm casa de Rostron
Rooker & C, exiate um bom sortimento de 11-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricaste de Inglaterra, as quaes ae vendem poi
pregos mui razoaveis.
E' milito barato.
8;
DESTINO
DE
Manteletes de'fil preto muito superiores a
fea rna do Crespo n. 10.
Damasco de seda.
superior 3*500 ; na roa do Crespo n. 10.
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da a guia de ouro,
rua do'Cabug n. 1B.
Vendem-se massinho de coral muito Ono a 500
res o masso.
Tachas e moendas
Braga Filho & C, tem serapre no seu depo-
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grande sor-
monto de tacllas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapiche
CINTOS
para senhora.
Sintoa muito bonitos para senhora a 3$ cada
um, fivelas muito lindas para sinto a 1S200 cada
urna; na loja da victoria, rua da Qneimado nu-
mero 75.
A 8#000.
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa,
osquaesse vendem pelo diminuto preco de 85
cada um : na rua do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
5
Jos Dias Brandao.
Rua da Lingueta 5
O novo deslioo torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza a 19 a libra,
dita fraocezaa 700 rs.. cha preto a 18400, nas-
sas a 560, conservas inglezas e portoguezas a
700 rs., aletria, talharim e macarra o a 400 rs. a
libra, touciobo de Lisboa a 320 rs. a libra, baoha
de porco refinada a 480 rs latas cora peixe de
postas a 19400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 59 a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
68800 a duzia, Unto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portuguezis a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em coota, vinho do Porto engarrafado fino
fvelho) 9 1JJ00 rs vinho de Lisboa e Figueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-Ios, que do contrario ae tornava enfa-
donho aos freguezes (Dinheiro vista.)
Esfriadeiras
para agua.
Vendem-se esfriadeiras muito alva para agua a
49 o par ; na rua do Queimado o. 75.
LGt%Cl
Calvice.
Vendeni-so 5 vacca* roeentimente paridas,
e boas leiteiras, 2 bois mansos de carroca o de
carros de alfandega, todo gordo : no sitio Torre
da estrada de Belem, eassaodo o igregiaba deite
nnme, eaquerda.
na
FUNDICO LOW-MOW,
Rua da Scuzalla Nova d.42.
lesta astabelecimento contina ahaverum
completo sortimento de moendas emeias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixu
te ferro batido e coado, de todos ostamanhos
para dito
A12#000
a duzia de toalhas felpudas superiores ; na rua
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andares e
soto na rua de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzes n. 18.
AltCDCO
A utilidade da pomada
indiana nao s de fazer
NASCER os cabelles, mas
tambern de dar-lhes for(a
para evitar a calvice enao
deixa-los embranquecer tao
cedo como quando ella nao
for applicada, alm disto
sendo sua cmposico for-
mada de substancias ali-
mentares, a absorpcao pe-
loa poros da cabera nao pode ser nociva. De-
posito em Pernambuco, rua do Imperador n. 59,
e rua do Crespo n. 3, e em Paris, Boulevard
Bonne Nouvelle. Prego cada frasco 3.
Fazendas
no armazem da rua do
Queimado n. 19.
Toalhas para rosto de preco 500 rs. cada urna.
Chita.
Chita franceza a 220 rs. o covado.
Cortes de casemira.
Pinos cortes de casemira a 4;500.
Cobeitas.
Coberlas de chita a 1$800.
Capellas brancas.
Capellas de flores de lannja a 5$.
Lences de panno
de linho pelo barat'o prego de 1*900.
Algodao
de duas larguras a 480 a vara.
Grandes lences de bramante a 3JJ30O.
Jaqus bordados
para meninos, fazenda muito fina, a 5g.
Sera costura.
Lences de panno de linbo fino a 30.
Baldes
de todas as qualidades e de duaa saias.
Cambraias de salpicos.
Modernascimbraias de salpicos e muito finas
flLMMB ejSJSJHMSJBMMj
anaiiM awaanv *
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a l.S'280:
queui pretender dirjase a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem os tem
para vender.
Liquidacao
Rua do Queimado n.
10. loja de 4 portas, g
Vende-se as seguinles fazendas por
Sgp menos preco do que em outra qualquer |$
A parte, como sejam : ^
JE Chitas francezas cores fixas a 220 e 240 j
W Cortes de cassa franceza a 2J000 %&
@ Chalys de apurado gosto covado a 500
^ Cambraia de seda dito o covado a 440
* Mimos do co dito o covado a 400
@ Chales com palmas de seda a 8S
gfe l{600e 25000 ga
? Camtsiohas de cambraia bordada
ffl para baptisdo a 55000 m
% Ditas de dita para senhora e com p.
2 gollinha a 35500 S
w Chitas inglezas cores fixas a 160 5
gp Eguio de puro linho a vara a 800 f|
A Cambraia lisa muito fina a pega a 5000
5? Chales de merino bordado a 59000 ;
W Ditos de dito liso a 39500 e 4$000 <3
&, Mantas de setim lavrado para ae-
efe nhora a 1J600 3
y Meias para senhora a 3S, 3j500 e 4a(i00
P Dit.s para meninas a 2g800 e 38090 ^
A Chapeos de sol de seda para se- g
nhora a 39500 e 4S000 \
W Guardanapos adamascados a du-
tk zia a 2J500 e 39000 &
*s Toalhas de linho a duzia 59000
' Riscadinhos de linho o covado a 160 9
9 Corles de. brim de linho de cores @
A a 29500 e 28800 &
: Ditos de meia casemira 19S80 e I96OO fj
W Panno azul fino covado a 19280 e 1|600 %
Dito preto dito dito a 39500, 49 o 5J000 M
x&. Cortea de casemira preta a 59 e 69OOO j
^ Cortes de dita de corea a 49 o 59000 H
|jp Cortea de velludo para collele
gk a I96OO e 29000 m
l Ditos de gorgoreo a 1J600 J
SB Brim branco de linho trancado a 1/000 K
g& Paletots de brim de cor pardo a 3S500
a Ditos de dito lona a 48500 *
AttencAo
jFazendas e rou!
pas feitas baratas
NA LOJA DE
Gravatiohas estreitas.
Vendem-se superiores gravatiohas estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de 19 ; na rua do Queimado n. 22,
loja da boa f.
E'de graca.
Ricas chipelinaa ato seda para senhora, pelo
baratisaimo preco de I69 cadi urna : na rua do
Queimado n. 22, loja da boa f: (a ellas.que sao
poucae).
Cortes de vestidos brancos
bordados.
Veodem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 a 8 bibados a 5}: na rua do
Queimado n. 22, m loja da boa f.
Grandes colchas
de fustao adamascadas, pelo prego de 6f cada
urna : na rua do Queimado a. 19.
J48- Rua da Imperatriz48]
S Junto a padaria franceza.
H Acaba de chegar a este estabeleci-
jf ment um completo e variado sortimento
de reupas de diversas qualidades como
g sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 39 e 39500,
'% ditos trridos a 49 e 49500, ditos fraoce-
Mzes fazenda de 109 a 6o500, ditos de me-
rino preto a 69, ditos de brim pardo a
38800 e 49, ditos de brim de cor a 39500,
ditos de gaoga de cor a 3;5O0, dites de
alpaca de la amarella a imitago de pa-
lha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 5$ e 59500, ditos de
casemira saceos a 13f, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto fino a 209,
22$. 289, ditos brancos de bramante a
1| 39500 e 49. cilgas da brim de cora 18800,
*m 28500, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, ditas de
mm casemira a 69500, 78500 e 99, ditas pre-
H tas a 48500, 79500, 99 e 109, cohetes de
a ganga franceza a I96OO, ditos de fustao
8 1800, ditos braocos a 28800 e 39, ditos
j de setim preto a 39500 e 49500, ditos de
gorguro de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e-59,
ditos de velludo a 79,88 e 9f.
Completo sortimento de roupa para I
meninos como sejam calcas, rolletes, pa-
letots, camisas a 19800e 29, diUs de fustao
a29500, chapeos franceses para cabega
fazenda superior a 69500, 88500 e 109,
ditos de sol a 6$ e.69500, ditos para se-
nhora a 48500 e 59. Rece be m-se a Igu-
alas encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um eon-
tra-mestro no estabelecimento para ere-
cutar qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Ricos cortes de vestidos de seda de
Escocia de muito bonitos gostoa a 149,
ricas gollmhas e manguitos bordados (cro-
ch) a 3f500, eambraia lisa de Escocia
com 10 varas a peca e vara de largura a"
69, mussellna branca fina a 330 rs. o co-
vado, completo sortimento de chita fran-
ceza a 240, 260 e 280 rs. o covado, ditas
inglezas a 180 e '200 rs., cobertores de la
a imilacao hespanhoea o melhor que ha
no mercado a 6g, 79 e 109, lencos bran-
cos para senhora multo grandes a 2|tO0
a duzia e outrae multas ftiendas porpre-
commodos-
Nozes
a 3$ a arroba, e a retalho a 120 rs. a libra
de-so no armazem progresio, largo daPenha nu-
mero 8.
Atten Ricos certes de seda de 1009. pelo diminuto
preco de 309 por ter um toqttezioho de mofo :
no armazem de fazendas da rua do Queimado nu-
mero 19.
Aranaga Hijo A C-,
Ten. vendem oncas de ouro : na rua do Tra-
piche n, 6.
Cestos.
Gomes lapidados
o masso.
de coraes lapidados a
do Queimado, loja d'a-
a 500 rs
Vendem-se massinhos
500 rs. cada um : na rua
guia branca o. 16.
240 rs.
Lias escaras de padrdes modernos o melhor
que tem apparecido, de lindas cores, a 240 rs.:
na rua do Qneimado n. 39, loja de 4 portas.
Lila preta,
boa fazenda, a 280 rs. o covado.
Corles de casemira de cor fina a 4$.
Ditos de collete de gorguro, bonitos padrees, a
29OOO. 00. K
Panno fino superior, cor de azeitona, a 49OOO o
covado.
Casemira preta fina a 29 o covado : na rua do
Crespo n. 10.
Saldo Ass.
Vende-se superior sal do As, a bordo do hia-
to Santo Amaro, tundeado defronte do caes do
Ramos : a tratar com o meslre a bordo, ou eom
e dono no trapiche do algodo.
LiquidacaO
I^Rua do Queimado loja del
@ 4 portas 11.10. g$
Vende-se panno de supe ior qua- %
^ lidadeprora de limao cor de g
g caf a 3#. tt
% Dito verdea 3$. m
*3$ -Dito preto a 3#. ^
^ Dito azul a Z. ^
@ Seroulas eseosezas branca a m
9 1^200 e ipOO.
^ Ditas de linho a 2#600 e 3^. g
3 Superiores manteletes de fil m
@ ^ preto a 6^.
gg Camisas de linho inglezas duzia S
1 .30$.
^ Ditas dita dita duzia a 35$.
$a Ditas dita dita duzia a 40$,
S Ditas dita dita duzia 45$
*ig Ditas dita dita duzia 50$.
Vendem-se cestos grandes proprios para con-
duccao de pao e bolacha, milito melhores que os
panacj pela sua fortido e aturar muito ; na rua
Direita, padaria de Antonio Alves de Miranda
Guimarcs n. 69.
Vende-se urna porc&o de barris vasios : a
tratar oo pateo de S. Pedro o. 6.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui novos e
delicados chapeozinhos para baptisados obra
mui perfeita e bem enfeitada, sendo cada um em
sua bonita caixinha, e pelo baratisaimo preco de
69, ninguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, rua do Queimado n. 16.
Vende-se por;o de quintaes de ferro em
vergalhoes quadrados de varias grossuras e
chumbo em barra ; rro armazem da travessa do
Carioca o. 2.
Batatas
em gigos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
1S000 rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
se nicamente nos armazens Progresso e Pro-
gressista oo largo do Carmo n. 9, e rua das Cru-
zes n. 36, tambera tem grande porcao de quei-
jos prato que venlem a 560 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda a bem coohecids eprovei-
tosa opiata ingleza para dentes, cuja bondade
apreciada por todos quantos della tem usado, e
ser mais por quem quizer conservar asgengivaa
em perfeito estado, assim como a alvura dos
denles; custa cada caiza 19500, e por tal preco
s deixaro de comprar quando a nao acbarem
mais na loja d'aguia branca, na rua do Queima-
do n. 16.
Escovas grandes
para carros, tapetes, etc.
Na loja d'aguia branca se encentra mui boas
escovas grandes com cabo, proprias para se lim-
par carros, tapetes, etc., e por 29: ninguem dei-
xar d comprar urna escova de que necessita :
na rua do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Fumo de Bor-
ba do Para.
Recebe-se por todos os vapores do norte este
fumo, muito superior ao de arlebeque e america-
no, aseim a competente palha de tanary para ca-
pa de cigarros : na rua da Imperatriz, leja nu-
mero 82.
Feijo de corda
No aromen) de Tasso lrmos, rua do Amorim
numero 35.
Ateoca ao barato.
Veodem-se pegas de algodaozioho boas com
pouca avaria a 29, 2J500 e 39, chales de chaly
matizados para senhoras e meninas a 29500 e 39.
assim como outrss muitas fazendas a pregos ra-
zoaveis : na rua do Crespo n- 20 A.
Cambraias de co-
res a 320 rs.
Cambraias estampadas a matyz, fazenda muito
fina, padrdes nao vulgares e inteiramenle novos,
pelo baratisaimo prego de 320 rs. o covado : na
rua do Crespo n. 7, esquina que volta para a rua
do Imperador, loja de Guimaraes & Lima.
Saboneles
de amendoa, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-se saboneles de amendoa para barba,
cada um em sua caixinha de louca a 500 rs. ; na
rua do Queimado, loja 4'aguia branca n. 16.
Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
quer parte : na rua larga do Rosario, n. 34.
@t0 *

0
Na loja de marmore
Vende se muito barato*
W mi
Lindos cabazes .
de palha fina, ou cestinhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia -brinca se acham mui lindos a
delicados cabazes de palha fina, ou ceslinhasen-
feitadas, propras para as meninas de escola, tu
mesmo para costura de senhoras, e custam 4 e 59,
0 que baratissimo vista da perfei;o e bom
gosto de taes obras, as quaes se vendem em dita
loja d'aguia branca, rua do Queimado n. 16.
Libras sierlin'dS.
Vende-se no escriptorio de Hanoel Ignacio de
Oliveira 4 Filho, largo do Corpo Santo.
Traversa do Pires n 1.
Joseph Grosjeaa em aua ofcioa vende 1 ca-
briola novo, 1 carro americano pfra 1 cavalio,
1 cabriole! em bom estado, que vende muito em
conta, assim cono encerado preto a 29300 oo-
vdo, e comprando em peca ha de ser mais ba-
rato.
Acaba dei
chegar
ao novo armaxem
DE

*m
Balfles econmicos.
Chegaram loja n. 45 da rua da Cadeia do Re-
cite saias balao de gosto inteiramente moderno,
os quaes sao preferiveis aos de ac por serem
feitos de cordo; vendem-se pelo mdico prego
de 39 cada um.
<^>
aos
tem
SABAO.
Joaqulm Francisco de Mello Santos avisa
seus freguezes desta praga e oade fra, que
exposto venda sabao de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
4 C, na rua do Amorim n. 58; massa amarella,
csstanha, preta e nutras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
enmposicae.
Thom Lopes de Sena
Rua Novan. 32
Receben em direilura de Franca bons
objectos de moda como sejam enfeites
de flores brancos e de cores para senho-
ra, capellas'para noivas com ramo de
pfito e hombros.
Chapeos brancos e de todas as cores,
ditos para luto de seda o de crep, di-
tos de palha da Italia, ditos de ditos
para montara e passeio, ditos de palha
de cores para senhora e meninas, ch-
peoszioho de seda a Garibaldi para
meninos e mepinas.
Toucas de seda ede merino bordado,
sapatioho e meias para meninos se
ba plisaren).
~ Filas
9
#
S
| S vende barato.
Acaba de chegar a o armazem
*. da rua da Cadeia do Recife n.
8, um lindo sortimento de va-
ras douradas imitando jacaran-
da' proprias para molduras de
espellios, retratse estampas pa-
& ra ornamentos de sala etc., as
@ ques se vendem por diminuto
preco.
i
m
Cl
de seda de todas as eores e
larguras e de differeBtes qualidades, di-
las cascarrilhas, fil de seda branco li-
so, dito de linho com salpico, sintos
com fivelas de ac,o bonitos e de bom
gosto^___________________ __
Riquissimos vestidos de blondo com
2 saias e 3 babadiobos na primeira saia,
ditos de seda preto de 7 babados, veos
para chapeo de senhqra e tocados para
os mesmos.
Recobe-se figurinos todos os mezes e
faz-se vestidos com muita perfeicao,
manteletes, capas e vestuario para me-
ninos se baptisarem e ludo mais qaan-
to pertence ao loilete de urna seohora.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva Bei-
riz, rua dos Pires n. 42, vende-se a muilo acre-
ditada bolachinha quadrada, de agua, propiia
para doeotes ; e na mesma precisa-se de alugar
mensalmente um escravo.
Vende-se s casa terrea n. 24 da travessa do
Tambl do bairro da Boa-Vista : a tratar com o
solicitador o Sr. Antonio Pinto de Barros, que se
acha autorisado para tratar da venda.
Em casa de N0 O. Bieber
C successores, rua
da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Bordeaux em quartolas.
Dito Xerez.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, brinzos e brins da Russis.
Cerveja eacosseza (Edinburgh Ale.)
Pedrasde marmore branco para consolos e mesas.
Plvora em barris.
Enxofre em canudo.
Brilhantes
todos os tamaohos : vendem-se em casa de
N. O. Bieber & C. successores, rua da Cruz n. 4.
IPecnincha chapeos a
Garibaldi.
Ricos chapeos de palhs- enfeitadoa da
ultima moda pelo baratissimo preco de
10$ : na rua da Cadeia do Recife n. 24.
Para senhoras.
I Ricos vestidos de seda moirantic.
Ditos dito de dita grod-fric.
9 Ditos dito de dita babadinhos.
f Ditos dito de dita dous fulbos.
Ditos dito de dita phaotasia.
Ditos dito de dita bareja-babadinhos.
Ditos dito de dila cambraia brancos bar- j
dados.
itos dito de dita pretos tecidos avellu-
, dados. 9
tos dito de dous folhos babadinhos.
0 Riquissimos vestidos de tarlatana brancos.
# Ditos ditos de blonde para casamenlos. 9
9 Ditos leques de madppeiola. O
# Ditos ditos de sndalo. 9
Ricas pelerinas de renda e seda.
# Manteletes do Al pretos.
Ditos muito ricos de velludo. 9
9 Ricos bournus beduinag para sabidas de 9
9 balese thealros. 9
9 Ricos chapeos de palha de Italia. (i
# Ditos ditos de seda. #
0 Gollinha?, manguitos e camisiohas de to- O
# das as qualidades. 0
fjS Saias bordadas de algodao. O
% Ditas ditas de linho, Q
H Ricas sombrihas de seda muito modernas, 9
M Enfeites de flores. %
Ditos de troco. $
Ditos de fita. djg
Para senhoras.
Casaveques de la.
Pentes de tartaruga.
Ditos de bfalo com enfeite.
Ditos de dito sea eof-ile.
Chales de merino muito modernos.
Ditos de cachemira bordados.
Ditos de touquim.
Ditos de fro:o.
Ricas mantas de blonde para casamento.
Gamitas bordadas muilo Anas.
* Meias de seda muito finas.
1 Ditas de dita pretas finas.
t Enfeite de vidrilho prelo.
Ditos de ditos de cores.
' Lengos de labirintho.
J Froohas d labirintho.
Toalhas de labirintho-
' Lengos de linho bordados.
Gravatiohas muito modernas.
9 Plumas brancas e de cor.
J Fitas de seda de apurado gosto.
* Franjis, cascarrilhas, tranca e rifa e filas
estreitas de seda.
Para homens.
9 Paletots de panno fino,
a) Ditos de case ir ira.
ejp Ditos de brim lona (brancos.)
9 Ditos de brim de cor.
9 Calcas de casemira de edr e de padrdes de
9 muilo gosto.
9 Capas de guta-percha.
0 Perneiras de dita.
flS Calcas de dita.
Capuches de dita:
ajj Meias de cor.
aj Colletes de casemira.
a} Ditos de la e seda.
ff Ditos brancos.
Ditos de velludo preto.
Ditos de dito de cor.
Q Calcado Meli.
^ Dito de vaqueta.
gj Dito de duas solas.
0 Sapalos entrada baixa.
0 Cheos de lontra.
0 Ditos de castor branco.
^ Grvatasde renda a Garibaldi.
^ Ditas de setim.
a Ditas de gorguro e seda.
Colarinhos dos mais modernos.
Camisas de linho inglezas.
Ditas ditas francezas.
Para meninos.
J Ricos vestuarios de seda.
J Ditos ditos de la.
| Ditos ditos de fusilo.
| Ricas camisiohas bordadas para baplisado.
Hicos sapatinhos entitados para bapti-
sdo:
' Bonetes de todas as qualidades.
j Chapeosinhos de palha de Italia.
J Casaveques de la.
2 Extracto de sndalo muilo fino.
* Essencia de sndalo muito fino.
9 Caixinhas de tartaruga.
I Carteirinhas de apurado gosto.
9 Ricos jarros com banha.
9 Um grande sortimento de riquissimos
9 quadros a oleo.
9 Ricos transparentes para janella.
0 Caixinhas muito ricas proprias paraguar- 9
9 dar joias. 9
9 Banha muito fioa a Garibaldi. #
9 E outras muitas fazendas e perfumara! 9
9 que deiximos de mencionar, por haver 9
um grande sortimento. as
99
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia bracea est recentemeate pr-
vida de um completo sortimento de enfeites de
boro gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torcalcoos franjas e borlas,
outros tambern de torcal de seda enfeitadoa com
aljofares de cores e borlota ao lado, outros de
froco igualmente enfeilados com aljfar, e borlo-
las, lodos elles de um apurado gosto e perfeicao,
os pregos do 8) e 10$ sao baratos vista das
obras ; alm deslaa qualidades ha outras para
3} e 49 : isso na rua do Queimado, loja d'aguia
branca n. 18.
Vendem-se muito em conta quartolas de
muito boa qualidade, proprias para deposito d'a-
gua em casas particulares e sitios, o tambern por-
cio de toneis grandes de boa madeira, qoeaao
ptimos para depsitos de mel, pira as distila -
;das dos eogenbos, os quaes o veodem a dinhei-
ro ou a prazo, conforme ae conveacionar: para
ver e tratar, na travessa do Carioca, armuen nu-
mero 2.
Vende-se o engenho Tiriri, sito na comarca
do Cabo, com as proporcoes seguinles: dista da
] estrada de ferro urna legos, e porto para embar-
que em distancia de 200 bracas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muj'tos terrenos para se
abrirem com facilidade, ha grande cercado e
muitaa matas Este engenho novo ebem obra-
do ; a tratar na rua da Praia n. 47, segundo an-
dar, ou no engenho Cafund, sitio em distancia
de meia legoa da esla;o de Olinda com o abaixo
assignado.Joo Paes Barrete
Trapiche
B4R0 o LIVRANENT
BASTOS & REG
Na rua Nova junto a Con-!
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de <
roupas feitas, calcados e fazendas e todos !
estes se vendem por pregos muito modi-
ficados como de seu coslume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos Ggurinos a
265,285, 309 e a 333, paletots dos mesmos
pannos preto a 165,18|, 205 e a 24,
ditoa de casemira de cor mesclado e de
novos padresa 14$. 16$, 18,20 e24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9, 10, 12 o a 14, ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 8, 10, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12,
ditos de merino de cordo a 12, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 15,
i ditos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10,
| ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de
i seda fazenda muito superior a 450O, di-
| tos de brim pardo e de fustao a 39500, 4
i e a 45500, ditos de fustao branco a 4,
, grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7, 8, 9 e a 10, ditas
pardas a 3 e a 4, ditas de brim de cores
finas a 2$500, 3, 3500 e a 4gt, ditas de
brim brancos finas a 4500, 5J, 5500 e a
6, ditas de brim lona a 5 e a 6$, colletes
de gorguro preto e de coras a 5$ e a 6$,
ditos de casemira de cor e pretos a 4g5
e a 5, ditos de fustao branco e de brim
a 3 e a 3500, ditos de brim lona a 4$.
ditos de merino para luto a 4 o a 45500,
caigas de merino para luto a 4J500 e a 5J,
capas de borracha a 9. Pata meninos
de todos os tamanhos : caigas de casemira
prefa ed* cor a5$, 6 e a 7, ditas oitas
de brim a 2$, 3 e a 35500, paletots sac-
eos ae casemira preta a 6g e a 7, ditos
de cor a 6 e a 7g, ditos de alpaca a 3,
sobrecasacos de panno preto a 12 e a
14, ditos de alpaca preta a 5, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
Eara meninas' de 5 a 8 annos com cinco
abados lisos a 8 e a 12$, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 5 e a 6, ditos de
brim a 3, ditos de cambraia ricamente
bordados para ba plisados,e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; ssim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este Dm
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
v faiate dirigida por um hbil meslre que
I pela sua promptido e perfeigo nada dei-
Ciia desejar.
pechincha.

s
muito iocorpadas, cova-
com boto para
Sedinhas de quadros
do a 80O rs.
Golinhas de fustao bordadas
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com botao a 500 rs.
Manguitos a balo com punhos e gola borda-
dos Com bolaozinhos a 3.
Manguitos a balo com punho e gola a 2500.
Baloes elsticos a 3 e 300
E outras mais fazendas muilo baratas : na rua
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Fer-
reiros.
Coral de raz
Vende-se muito bom coral de raz, o fio a i :
na rua do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
para vestidos de senhora e
roupinbas de criancas.
Na loa d'aguia branca se encontra um bello
sortimento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e de cores, proprias para enfeites de vestidos,
assim como urna diversidade de galn de seda e
linho, brancos ede cores, aterios e f. cha dos, lar-
gos e eslreitos ale o mais que possivel, Irangas
tambern desuda, la e linho, de dilTerentes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas : por isso quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na rua do Queimado n. 16, quesera bem
servio.
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender neato aovo es-
tabelecimento o seguinte :
Cera de carnauba em poreea ou a retalho, qua-
lidade regular e superior.
Sebo do Porto em caixinhas do 1 a 4 arrobas.
Barricas com sobo do Rio Grande, em porcoes
ou a retalho.
Velas do carnauba pura, em caixinhas de 1 a 4
arrobas.
Maioa de sella, difiranles qualidades, ou por-
gos ou retalho.
Coorinhos curtido*.
Farnha do mandioca por 1|500 a aacca.
f arello, en surcos grandes, por 31600 o sacco
Loja das seis portas em
frente do Lvramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 4, ditos de fustao de cores a 49,
ditos de estamenha a 4$, ditos de brim pardo a
3, ditos de alpaca preta aaccoa o sobrecasacos,
doiletes de velludo pretos e de cores, ditos do
corguro de seda, grvalas da linho as mais mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinhos do linho
ga uliima moda, todaa ostaa fazendas so vende
parato para acabar; a loja eat aberta das 6 ho-
ras da manha at aa S da noite.
Corles de meia casemira de orna s cor, fazen-
da superior, polo baratissimo proco do 2 cada
um: na rua do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Mtenco.
Vendem-se dona cabriolis notos, sondo um
ponfeUaniente acabado, o ostro em branco, por
prego com modo : qoem os prateoder, dirija-se a
rua do Jasmim n. 24, que achara com qoem
tratar.
Chales de merino estampados a 3*500 : na
tw de Queimado n. 3B, loja da boa fe.
Entre-meios
os melhores que se tem visto.
A loja d'aguia branca recebeu um expendido
sortimento ae ntremelos de delicados bordados,
e gostos inteiramente novos, com difierentes lar-
guras, do mais estrello al mais de 1|2 palmo,
suas diversas applicacoes escusa dizer-se porque
todas as senhoras sabem : os pregos sao de 2 a
5 a peca conforme a largura, e lal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o bom, iofalli-
velmente os comprar: na leja d'aguia branca,
na rua do Queimado o. 16.
Eseravos fugioos.
.Escravo lugido.
Do engenho Garap*perto da villa do Cabo,
ausentou-se no da 27 de jonho prximo passado
um mulato do neme Jacob, idade 20 annos, pou-
co mais ou menos, com os signaes seguinles :
estatura regular, corpo robusto, cabeca redonda,
enr avermelhada, cabellos ruivos, olhos vivos,
nariz regular, dentes perfeitos, cara larga, eem
barba, boa figura, falla bem e apressado, costuma
incolear-se por forro, e gosta de andar bem ves-
tido, usa de chapeo de copa baixa, e junco na
mo, natural do Aracaty, e foi vendido no refe-
rido engenho a Sra. D. Anna Delfina Paes Brre-
lo, em abril do anoe passado pelo Sr. Joio Fran-
cisco Lautiano, rendeiro do engenho Seira : ro-
ga-se a todas as autoridades policiaes e espitaos
ye campo de apprehenderem o referido escravo,
e leva-lo ao dito engenho Garap, que so gratifi-
car generosamente a quem all o apresentar,


(8)
DIARIO 01 illlUMBUGO. QUINTA FEIRA 11 DI JLHO DE 1861
Litteratura.
lima confidencia.
[Novtlla).
( ConclusSo. J
Tal era o assuaiplo dessas eonversiges para
, mim (errireis e mysteriosns, que, desfiguradas
pela exallago de minha alma, tinham plantado
a perturb.iQ.io em minha vida, e lanzado Amada
do lumulo. Assim so me patenleava toda inteira
a leviandade dos meus juizcs. Ttoha recorrido
ao exilio quando urna s patarra poda salvar-
me. E essa palavr.i porque Amada nao a diste?
E' o segredo que levou comsigo para a oulra
existencia. Nunca eu lhe linha feiio perguntas di-
rectas ; ella nao adevinhara os motivos de mi-
nha iraosformago, e lalvez, esperassa lazer cea-
sar, coro urna ponta de cime a frieza illusoria
que velava os tormentos de minha paixo.
tita luz tarda, que alumiava aem piedade os
abysmos de minha loucura, causou-me entretan-
to um estremecimenlo de prazer; pelo menos as
vmveris da duvida estavam dissipadas. Amada
era restituida minha memoria lo bella e to
pura como eu a linha imaginado; e a sombra de
um sentimento prohibido nao tinha embacado o
brilho de sua alma. Tal era atla a energa de
meu amor que prefera conhecer toda a extenso
de meu erro, e demonstrar-me claramente minha
injusticia e crueldade.
Por muitos mezes estire sem tornar i por ps
en nossa pobre ermita de Hautmont. Esta mo-
desta habitagao, que havia abrigado tantos sonhos
inuteis, erguia-se em minha imaginago como um
espectro fatal. Eu a tornava a ver em meu espi-
rito, elevaodo-se moroo e solado sobre a colima,
e suas muralhas, suas estacadas, seus tectos sem
fumaga pareciam fazer-me urna eloquente accu-
sago. Arrepeodia-me cora lagrimas da ter feilo
ui; deserto por culpa minha deste ninho de mi-
nha esperiDga e de minha felicidade. Em outras
pocas, quando nenhum mal real me tinha ful-
minado, me aprazia alimentar urna dur ficticia ao
ruido dos grandes carvalhos, e crer-me o tois
infeliz dos homens, percorreodo com a vista, do
terrado de minha casa, atravez dos campos, as
sinuosidades do regato, e as ondulages dos chou-
pos. Mas depois da catastrophe que em minha
vida tinha cavado um vacuo tao horrivel, estes
bellos lugares, essas piisagens piltoresoas me 'a-
ztam horror. Estranhos caprichos do corago hu-
mano I Exlstem almas para as quaes os lugares
se embellezam com a memoria de um ser ama-
do, para mira porm, e ers urna justa consequen-
ca de meu erro, esla memoria, por mais suave,
por mais adorada que fosse, era urna fonte de
terrores invenciveis. Muitas vezes durante as va-
garosas e penosas horas de urna noite de insom-
nia, eu passava o repassava por esse fatal cami-
nho. Como sao amargos para o corago os pra-
zores ntimos da familia, quando ja tem desappa-
recido, e que trago iodelevel deixi sua recorda-
go I Tornar a ver oscarainhos sinuosos que jun-
tos tiuhamos percorrido, os bosques longincuos
onde por das de outomno ella goslava de fazer
estalar as folhas seccas debaixo dos pos de seu
cavallo, as humildes egrejas campestres onde
mais de urna vez a palavra de um Fenelon rus-
tico tinham feito apparecer em nossos labios um
s -friso simullaoeo. Mil detalhes insignificantes ou
mesmo pueris, pueris para os iodilTerentes, mas
nao para mim, se atropellavam em multido em
meu peosamento e faziam estorcer se minha alma
ex torturas infinitas. Comprehendi que me se-
rta impossivel habitar essa morada vasia, e deci-
d.-me a vender a herdade paterna.
J o sabis, nao conheci minha familia. Nao
senta, pois, no fundo de minha alma essas ca-
deias indeslruclireis que prendera o hornera ao
sel) de seus antepassados. EJilaes foram prega-
dos as paredes, eanouncios nos jornaes. Como
a he.dade, apezar de sua pouca extenso, devia
sua posigo e ferllidade algum roputago no
paiz, foi-me fcil prever que o pequeo castello
de Hautmont nao tardara em receber um novo
senhor.
Ento reoovaram-se as contradicges. Tinha
subscripto venda com iodifferenga e desprazer
de um homem segregado de todas as cousas, e j
me suppuuha tao infeliz que mi pareca poder
permanecer insensivel qualquer outro pesar.
Entretanto o corago se me eotumcsceu, quando
sendo publicada minha resolugo. fizeram-me
olgumas proposlas, e urna angustia inexprimivel
se apoderou de mim e com o pensamento do fu-
turo. Outros iam passeiar felizes e contentes,
debaixo desses bosques esmeraldinos qne me re-
cordavam tantas lagrimas ; umilamilia desco-
nhecida ia reromegar no meio dessas sombras, os
bellos sonhos, auo tinhamos feito, e vozes de me-
ninos frescas e argentinas iam talvez dispertar 03
ethos desses bosques onde meus ouvidos s ti-
nham escutado gemidos e solugos. Essas reivas
so deixariam calcar por outros ps, e essas flores
e?sas flores ingratas que Amada tinha querido
como s irmaas desua alma, desabrochariam bel-
las e perfumosas, para outras ruaos que nao as
suas. A eterna fecundidade da natureza es-
plendida, mas ha das em que parece b^m impie-
dosa. Essa divindade de duas faces tem lagrimas
para o? que choram, sorrisos para os que espe-
ran! O estremecer das arvores de meu jardim
resoaria meu ouvido com um echo de cemite-
rio, em quanto outros, na mesma hora achariam
encantos nesse murmurio, e pareciam ouvirem
suspiro de amornesses sons inarticulados.
Depois de idas e viudas de conferencias inCni-
ta3 s quaes eu s assistia corporalmente, o do-
minio de Hautmonl foi vendido. Um mez antes
da chegada do novo possuidor, quiz tornar a ver
essas tristes solidoes, para levar comigo, se fosse
FOLHETIM
OBATEDORDEESTRADA
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
IX
{ Continuacao. )
O Mexicino teria apenas andado urna distan-
cia do cem passosquaodo parou de novo. Aca-
bara de ver urna especie de gigante sabir das
ruinas da Buenavista, e csse gigante trazia na
mo urna longa carabina, circunstancia esta ag-
gravante e que dava muilo que pensar ao hi-
dalgo.
A apparigao to pouco sympathica a Panocha
fora egualmente percebidapelo Sr. d'Ambroo,
com a ifferenga de que neste produzira um effei-
to muito diverso; em lugar de parar o cavallo
deu-lhe de esporas, e avancou para diaote, de-
pois de ter pedido condess que o nao seguase,
e esperasse-o ali.
Antonia custo obedeceu a essa recommenda-
gao, aioda que s em parte, pois foi logo reunir-
se a D. Aodr que havia prudentemente posto o
seu cavallo a passo.
Porque nao acomjianhas a leu amo? per-
guotou 'illa com um loan de reprehenso.
Panocha indtreitou-se no sellim, curvou o bra-
go esquerdo, e apoiaodo o punho sobre o cabo
do seu fico, respondeu :
Senhora, sou corajoso, mas nao impruden-
te !...Alem de que se accontecesse ao Sr. conde
alguma desgraga quem vos defendera ?
Urna desgraga 1 exclamou a moca empalli-
decendo.
E porque nao ? A bala de urna carabina nao
respeita a um conde assim como nao respeita a
qualquer outro homem. O chumbo nao tem en-
leodimento, nem est para cortesas.
Fazos me estremecer, Aodr I Nao puxes
assim a redea do teu cavallo: recuas em vez de
avaogar 1 Quem poder ser esse homem que vis-
ta daqui ?
Nao pode ser cousa boa, senhora : mas nao
Importa I O caso que elle estejs s. Quem sa-
ne se o Sr. conde nao vae achar-se no meio de
urna tropa de bandidos? Eolio? Vede ali urna
outra pessda.. Bem recetara eu que o homem da
carabina oo eslivesse s na Buenavista I...Quem
ser o outro? Estar tambera armado? O sol
que me bate de frente nos olhos impede-me de
distinguir bem..-Parece...
Panocha ioterrompeu-se no meio da sua phra-
se, e soltando urna exclamaco de alegra, con-
tiouou :
. Ah I o Sr. conde comprehendeu finalmente
ainconsequencia da sua conducta : para o caval-
lo como eu ; ti-lo que volta tambera como eu.
e vem reuoir-se a nos.
possivel, todo o luto desses lugares, e todas as
emanages do paseado. Senta urna especie de
voluptuosidade cruel em pensar que ia 1 eco ne-
gar a fatal e ottima viagem de minha Amada, e
nai aupersliges de minha dor ousva acalentar a
romanesca espersoca de nells tambem encontrar
a morie. As desgracas que te invoca nunca
chegam.
Passando dianle de urna casa de campo habi-
tada, avstei em um pequeo jardim, debaixo de
um tecido de cipos floridos, um grupo que me
fez estremecer : urna moga bella e risonha, sen-
tada ao lado de um velho e de urna filhinha, per-
corra com a vista um livro* ornado de gravuras r
a menina deslrahida de seus dsenhoa pelo ruido
de meu carro, nao perda os ovados de visti, e
o av devorara com os olhos, com urna expresso
.de ternura mal conlida, a cabecioha loira onde
estava deposilido tanto amor e esperanga. A in-
tuico prompta para as almas que soffrem. Este
espectculo, rpido como o relmpago, peoetrou-
me no corago. Nio olhei mais, nio pensara,
dorma menos anda, e entretanto parece que a
acii'idade do pensamento ficou piralysada em
mim. Com urna Qxidade estpida, via desfilaren,
diaote de mim as arvores, os postes, os montes
de pedras do caminho. Como una materia iner-
te suppunha fazer um todo com a materia que me
levava. a eoergia da dor linha leito parar o seo
tmenlo.
Quando apevi-me do carro que me liuha con-
duzido al junto da colima de Hautmont, o as-
pecto da pai8agem bastante conheci ia restituiu-
me mim mesmo e dispertou a aclividade de
meus seolimentos. Tinha os olhos seceos, e an-
dar curto e apressado. Transpuz como movido
por molas, a avenida de carvalhos que serpeava
al o cume da collina, deixando tresmalhar um
olhar sobre os grandes bosques onde por tantas
vezes tinha cagado, e sobre a empoada fila do
caminho onde nossos caballos tinham pouco le-
vantado tantas nuvens de poeira. Muitas vezes
tinha eu admirado em dilTerentes alturas o gran-
de panorama que se desenrolava meus olhos ;
tinha horas de extase ao sol poente. 5 ver as co-
res purpureas do ecu orladas de nuveos cor de
violeta do horisonte, e meus olhos se fitavam com
delicia sobre as ardores da eocosla, fresca e bri-
Ihaote esmeralda no meio de um circulo de po-
dra. .0 habito fez-me volver os olhos no momen-
to era que chegava ao cume. Singular prisma
da dor 1 A plaoicie pareceu me triste e monto-
na, os grandes carvalhos torciam seus bragos
com gestos hediondos, os ouieiros manchavam o
azul esbranquigado do espago, e o ruido dqjifWs-
ques que o vento levava-me de -vez e.tp qi^Bo,
linha meus ouvidos um som como de um canlo
de morte. E' um grande podor o que posse a
alma de assim transformar seu grado as appa-
rencias do mundo exterior, e de impor nature-
za, segn 10 seus proprios goslos ou suas triste-
zas, vestidos de festa ou de luto.
Passei dous dias em Hautmont. Logo ao entrar
em casa, um calafrio ai>oderou-se de mim. Pa-
reca-me iranspor o limiar da morte. Se triste
tornar ver sombra e arruinada a habilago on-
de se escoaram os aanos jurenis na tepida at-
mosphera da familia, talvez mai3 amargo aioda
visitar o fogo apagado antes que o lempo teuha
resfriado a cinza. O querlo de Amada tinha so-
bretodo um aspecto trislonho. Desde o dia fatal
nada linha sido nella mudado. A agulha da peo-
dula immovel no quadranle, pareca dizer que o
lempo nao caraioha mais para os morios. As cor-
tinas enfeiladas de pequeas flores que Amada
linha artsticamente collocado as janellas, ti-
nham conservado as oscillages de suas dobras.
Sobre os movis estavam ospalhados mil peque-
nos objectos na desordem de urna partida preci-
pitada.
Foi l que enconlrei sobre urna mesa de tra-
balho esla aquarella que ha pouco fazia-vos ad-
miragao.
Algunsdas antes de minha desgraga, cacando
as margens do rio, linha eu matado um marlio-
pescador. Quando enlrei ao crepsculo da tarde,
Ama ia estava oceupada em pintar. Vendo as zas
azues do passarinho, que eu colloquei diaote del-
la, sua cabega luzidia, os olhos muribundos, ea
peougera eosarrguentada pelo chumbo, Amada
que detestava a caga, e algumas vezes me trata-
va de brbaro, olhou minha victima com com-
paixo:
Pobre passarinho, disse sorriodo, quero-te
fazer reviver.
E 00 da seguinte comegou esta aquarelU en-
cantadora, que a morte nao lhe permittiu acabar.
A caixinha de tintas estava abarla, o copo de
agua intoiramente cheio, e a fulha de pergami-
nho espera va alguns ltimos tragos de pincel que
Ruaca mais hatiam de receber.
Um bordado nao acabado, algumas brochuras
marcadas de signaesinhos estavam poslos sobre
cadeiras como esperando a mo o os olhos da
moga ; mas a mo eslava envolvida as dobras
da mortalha, e os olhos dormiam seu ultimo som-
no Reuni piedosamente, direi mesrao com su-
perstigo todas essas reliquias queridas. E' mister
ter ajumado lio trisles despojos para compre-
hender-se com que mixto de felicidade e lerror
ajunla-se esses objectos onde parece revivescer
urna memoria adorada.
Havia perlo da janella, exposta aos mais ar-
dentes raios do sol urna planta extica, cuja flo-
rescencia Amada esperara impacientemente. A
pobre flor tinha desabrochado no quarto solitario
mas por falta de agua e dos desvelos, fanava-se*
sobre seu tronco. Colhi-a eguardei-a. Veudo-a
julgastes lalvez ser ella urna recordagao de feli-
cidade, e construales talvez sobre esta base fr-
gil todo o romaucede minha existencia. Bem vi-
des que sua historia muito simples. Quasi sem-
pre as flotes murchas sao o emblema do prazer
passado, cojo encanto ephemoro perfeiUmeote
i*] Vide Diario a. 156.
Antonia nao escutava o que dizia o Mexicanb ;
inclinada para diante sobre o seu sellim, fixava
com olhar ardenta apezar do brilho do sol a se-
gunda pessoa, que acabava de moslrar-se as
ruinas da Buenavista.
De repente um doloroso suspiro sahio-lhe do
peito, e cravando com forga as esporas no caval-
lo laogou-se a galope.
Tinha reconhecido miss Mary 1
Laiz, disse ella alcangando o Sr. d'Am-
broo^ a Americana, no? Nao tinhas razo
em nao acreditar nos presagios. A apparigao do
gavio, como vs, era com efleito um aviso I
Agora para onde varaos?
Para a Ventana, respondeu o mancebo com
tom que denota va firme resolugo. Mioha ado-
rada Antonia, continuos elle aem dar lempo a
moga de replicar, pego-te que nao busques ta-
zer-me mudar de parecer; seria isso para mim
um verdadeiro e profundo pezar, porque ver-me-
hia forgado a resistir s Idas supplicas. A mi-
nha retirada precipitada do rancho foi urna fra-
quesa : toroar-me firmo no projecto de nao vol-
lar ali seria agora urna deshonra I
Deshonra, Luiz I...E porque?
Porque miss Mary me recouheceu ; ha de
sem duvida encontrar-se com o marqoez, e eu
nao quero nem posso dar ao Sr. d'Hallay o direi-
lo de gabar-se de que fugi diaote delle. Acredi-
ta-me, mioha querida menina, urna cousa
bem doploravel o vermo-nos obrigados a atestar-
nos, aiods que accidentalmente, do camiuho do
restricto dever I Urna fraqueza na vida nunca
vem solada : arrasla-nos sempre fatalmente pa-
ra alem das concesses que julgamos poder fa-
zer nossa conscie'ncia, e torna-se a base de
urna existencia tormentosa I
Antonia escutava a sen esposo pensativa.
E' verdade, Luiz I respondeu ella.
O suspiro com que a condesas acompanhou es-
tas palavras provava antes obediencia que con-
vlcgo.
Porem jura-me, Luiz, conlinuou logo com
vivacidade, jura-m que, se o Sr. d'Hallay vier
a Ventana, nenhuma alluso fars ao passado,
nem lhe fornecers pretexto algum de conlenda.
Juro.
Nao foi sem um certo embarago que o Sr. d'Am-
bron deu ordem a Panocha para mandar follar
as muas da carga, pois receiava as reflexoes e
ergunlas do Mexicano. Com efleito nio se il-
uda.
Voltar ao rancho I exclamou o hidalgo sem
oceultar o pasmo e cootrariedade que lhe causa-
va essa resolugo do conde. Tendea pensado
bem no que ides fazer, Sr. conde ?...A gente do
marquez, impaciente por dar comego sua ex-
pedigo, hoje mesmo se ha di ter posto a cami-
nho: amanha chegaro i Ventana. Permitti
que voa observe...
O conde dirigi a Antonia um olhar de invo-
luntaria reprehenso, e voltando-se para o Me-
xicano disse-lhe com a' voz breve e imperiosa :
Obedece!.
Panocha Intimidado calou-se e obedeceu.
Durante o resto do trajelo nem urna s pala-
vra trocaram entre si os viajantes. Antonia ob-
symbolisam. Esta mais triste sioda porque t
flor da morte.
Porum momete interrompeu sua historia co-
mo opprimido com o peso das recordagdes. Sua
narrago o linha transfigurado ; o singue enru-
becia-lho as faces ordinariamente paludas e ca-
vas, e na rbita do seus olhos erilhava urna scen-
telha desusada. Havia gVande differenca deste
narrador agitado e tremente para o calmo biblio-
philo da vespera. Meus olhos uno podiam des-
viar-se desse nobro 6 austera semblante. Elle
adevinhou mou pensamento, e um lgeiro sorri-
so rogou-lhe os libios; mas conlinuou :
Sempra Uve o coslume de analysar o estado
'de minha alma e esla faeuldado funesta que so-
mente me esclareca sobres profundeza dos abys-
mos sem me permillir stulha-los. raras vezes me
deixou memo no meio dos maiores males. Toda-
va, ser-me-hia dilficll relatar-vos miohas ira-
presses durante os dous dias que passei na her-
dade de HautrooBt. Eu tinha muilo escarnecido
das historias dos espirilos e dos phaolasmas com
que a credulidade rustica povoava os contornos
do castello. Meu corago nao era cortamente
d'aquelles em que a superstigo deita raizes, e sa -
hia muilo bem que minha pobre Amada nao ha-
ra de suspender a lousa de seu lumulo. Pois
bem; apezar do que urna razo impiedosa me
podia dizer, soffn nesU dous dia, talvez as ho-
ras mais terriveis de minha vida. A morte en-
cerra myslerios tao-obscuros que sempre aterra-
r anda os msis bravos-, e a mais altiva coragem
nao podor fugir de seus terrores.
Durante o ultimo dia reuni pamente todos os
objectos que nao devam mais deixar-me, e, ape-
zar do estado do meu espirito, nao pude esqui-
vr-me tratar de algumas disposiges definiti-
vas com o homem de negocios da casa. Quiz dar
aioda um passeio pelas arvores do jardim, e pelo
pequeo bosque de carvalho que lhe succedia. A
no te sorprendeu-ina nos outeiros. As sombras
dos rochedos confundiram-se, a bruma suspen-
deu-se da trra e enrolveu-mo com um vu azu-
lado. Apertei o passo. As arvores desappareciam
atraz de mim como phaolasmas, as folhas que
rogavam-me quando passava produziam em mim
ama sensago extraordinaria. Nao me era possi-
vel comprehender a oppresao que me aflligia.
O grito do um cao de viga quo ladrava no valle,
fazia-me estremecer, e s respirei pondo o p no
limiar de minha porta. Urna lampada arda no
vestbulo, onde a velha creada, curvada pelo
somno sobre seu livro de horas, esperava pacien-
temente archa volta. Dei ao meu creado miohas
ultimas ordens para a partida no dia seguinte, e
fui para o meu quarlo.
Minhas malas estavam promptas; senli um
profundo vacuo vendo as paredes despidas de
quadros e livros, e comprehendi melhorque nun-
ca o que ha de pungente no exilio. Caogado* do
lidar do dia, torturado pelas emoges sentidas,
atirei-me na cama, onde o somno nao lardouem
sorprender-me, mas o somno pesado e doloroso
dos mus dias, mais fatigante talvez do que a vi-
gilia. Por meia noite comegou soprar um ven-
to forte ; as elevages o veoto sempre tem um
som grandioso e majestoso, insinaa-se nis ar-
vores como em canudos de orgo, e lira da fo-
lhagem robusta dos carvalhos lorigas e monto-
nas resonancias. Dorma aioda com um meio som-
no acalentado por este murmurio, no qual mi-
nha imaginago juvenil achava outr'ora tanta
poesa, quando um ruido despertou-me brusca-
mente ; pareceu me que urna forma branca es
lava em p no meu quarto, e meu ouvido pare-
ceu doslinguir o rogar de um veslido pelo pavi-
mento. Meu corpo cubria-se de um suor fri.
Nunca tal sensago me tinha agitado. Nao era
mdo ; sei expr minha vida ; e nesse momelo
nao hara razo para ter amor ella Que mal,
alm disso, podia eu esperar de minha pobre
Amada, se sua sombra livesse viudo realmente
visitar-me em minha soliio? Todava tretnia.
Levantei-me, accendi urna vela e todo o prestigio
desappareceu. Urna ventana tinha aberlo minha
janella, e as cortinas que fluctuavam ao claro da
la eram a nica apparigao do quarto. Approxi-
mei-me da janella ; grandes nuvens passavam e
repassavam diante da la cercada de urna aureo-
la, presagio da chuva, e os carvalhos sacudidos
pelofuraco, curvavara e reerguiam seus ramos
negros com as alternativas do fluxo e refluxo. a
lembranga desla noite tempestuosa, contemplada
do alto de um castello deserto e no estado de es-
pirito em que me achava ficou to presente mi-
nha memoria, que parece-me v-la no momento
era que vos fallo. Foi minha ultima noite de
Hautmonl.
Tinha exhaurido minha aensibilidade durante
essas horas de angustia. Smente ficou-me urna
iodizivel fadiga no dia seguinte, e em qaanto
meu carro fazia estalar pela ultima vez as pedras
do caminho, vi affastar-se com a iodiffereuga de
um estranho, esses bellos lagares que me recor-
davam tantos prazeres e amarguras. Ao sahir
da encosta, deilei a cabega pela portioha para
abragar com um olhar supremo os ledos do cas-
tello, os grupos de arvores que o cercavam, e os
tpeles de verdura e trras arroteadas que se
esteodiam seus ps. Neste momento pousou
sobre os regos na orla do caminho um desses
grandes bandos de pombos brancos que eu tanto
goslava de seguir com a vista durante minha in-
fancia. O ruido dos cavallos os espaolou parti-
rn) todos com um vdo rpido e desappareceram
como urna nuvem ondeando atraz de urna dobra
de colima: assim voava todo o meu passado.
Nunca mais tornei i ver Hautmoat nem Sleia-
berg. Escolhi para mim esla habitago as por-
tas da cidade, porque calma e retirada. Meus
dias aqu se escoam sem affeigo e sem esperan-
ga. na solido em que tenho procurado viver.
Durante alguna nnos a memoria de Amada ater-
rava minha alma como um phanlasma. O tem
servava furtivamente e com aociosa atteogo o
semblante do conde. Por duas ou trez vezes es-
Iremeceu e tornou-se paluda, pois que vira pas-
sar como que um brilho de altiva e generosa co-
lera pelos olhos do mancebo.
Panocha estava tranquillo : tinha formado com-
sigo mesmo a rtsoluco de afastar-se do rancho.
X
No dia que se seguio ao da chegada dos aven-
turemos do marquez d'Hallay s costas mexica-
nas o caminho que vae de Guaymas a Ventana
apresenlava ao despontar do dia um aspecto to
piltoresco como estranho e animado, produzido
pela marcha da (ropa heterognea que formavam
esses aventureiros.
Aquello pequeo exercito composto de uns
duzeoios homens contava as suas leiras gente
de lodas as nages, desde o astucioso e misera-
vel Chioez al o robusto e brutal Keoluckianu:
os Francezes porem eram em maior numero que
todos os outros.
O viajante que por casualidad se eocontrasse
na estrada com essa multido indisciplinada, e
estrepitosa cerlamente nao hesitara um s minu-
to em voltar de rumo e fugir a todo o galope. De-
pois das grandes expedigdes dos Bacaneirot ds
ilba de S. Domingos, expedigdes que se tornaram
celebres pelos seus successos fabulosos, nao tinha
mais calcado o solo da America hespaohola ou-
tra reuoio egual de bandidos.
Os venlureiros pela mor parle embriagados
anda da ultima orgia consumada na vespera
noute, com que celebrsram a sua entrada em
campo, cantavam, ou para melhor dizer, berra-
va ra cnticos patriticos de suis nages. A Mar-
seillaise, o God tawe lhe Queen, e o Yankeedoo-
dle, formavam um concert dos mais discordan-
tes e desagradareis. Pelo que vinham aos olhos
lagrimas de eoleroecimento a muitos. Americanos
elles, que sao de ordinario fros e impasaireis I
J livemos occasio de dizer que os cidados
dos Estados-Unidos sao em extremo seosiveis o
som da voz humana, e dos instrumentos de co-
bre, com tanto que vozes e instrumentos nao te-
nham harmona nem soem bem. Ora, daquella
vez eram elles servidos a medida dos seus de-
sejos.
Se essa tropa do marquez d'Hallay apresenla-
va incrivel diversidade de vestuarios, oflerecia
porm certa uniformidade no armamento. Cada
um, com bem poucaa excepges, trazia um faco,
pistolas, e urna carabina. Quanto aos Chinezes
traziam cassarolas e pequeos cal-ieires de ferro
porque preciso saber que essea Olhos do celes-
te imperio haviam seguido os expedicionarios na
qualidadb de seus cosnheiros. Os Cbinezts nao
sao iosensireis i gloria, mas preferesn achar-se
em frente de urna panella fervende.
Viote muas carregavam toda a bagagem pre-
cias ; outras des conduziam pequeos bsrris con
iolvora, e saceos de couro coolendo balas. Quan-
o a artilbaria que tanto havia espantado e admi-
rado aos habitantes de Guaymas reduzia-se a um
nico e pequeo cinho.
Dos dusentoa aventureiros sob as ordens do
marquez, somenle uns triota vinham montados;
todos os outros segui am a p. O Sr. d'Hallay
po que nio tem minorado seas pezares,|tem pe-
lo menos diminuido sua amargara. Creei para
mim urna vida nova, e eurvei minha alma vaga-
buada as leis vulgares do habito. Tornei en-
trar no isolamento que tioha feilo a alegra e a
desgraga de minha mocidade; maa instruido por
nwus proprios erros, nao trouxe para esta ermi-
d meu ceg desprezo da humanidade. Meus er-
ros pelo meos me enslnaram ser indulgente.
Era muito -tarde para recomegar a ida do cora-
i*o alm disso qualquer affeigo nova ter-me-
hin parecido urna profanago e um crime. Fui
procurar a consolago, sono o esquecimento, no
meio dos livros, e o estuJo tem preenchido o
vario de minha existencia. Consagro s biblio-
thechas a exactidSo de um neo>hito. A liliera-
tura, a historia, a lingistica occaoam meus ins-
tantes, e quando a sciencia humana inefficaz
para sstislazer-me, procuro meu refugio na sci-
eocia de Deus, e na meditagao do infinito.
Eis, coulinuou o velho a historia que espera-
veis. Evoquei diante de vos recordages bem
trisles, mas em minha idade, proseguio com um
sorriso, que recordages nao o sero? c Agra-
deci-lhe com effuso, e por algum lempo per-
manec anda :onsiderando-o sem dizer palavra.
Nosso mutuo silencio assemelhava-se i calma-
rla que segu a tempeslade. Por muitas vezes
voltei ver o solitario em seu retiro. Recebeu-
me sempre com essa disliocgo natural e esse
perfume que sao como que a ultima heranga das
gerages que se extinguen. Mas suas conversa-
goes pareciam respirar meaos abandono e fran-
queza : ter-se-hia dito que se arrependia de ter
introduzido um profano no sanctuario de sua al-
ma, ou que minha presonga recordava-lhe mui-
to vivamente o passado. Hespeitei seus escrpu-
los, e miohas visitas se tornaram mais raras.
Depois, urna longa ausencia quebrou completa-
mente nossas relages. No momento em que
escrevo estas linhas nao sei si a morte domou
finalmente essa imaginago enferma e acalmou
essa alma que devorava-se a si mesma no silen-
cio e uos soffrimentos.
Ebxesto Rocha.
[Revue Conlemporaine.G. l'imentel.
Fidclidade at a morte.
[Esbogo do genero do lio Ado.)
Pobre Pbilax I um ceg instincto te guia ; nao
sabes o que fazes I
capitulo 1.
Vera, Pbilax. vem descaogar tua cabega so-
bre meus joelhos 1 dizia urna linda donzella, mi-
oha parenta, vendo chegar urna cadellnha de
pello comprido e macio, raslejaodo estovada-
mente ao redor do parque. Vem, chara Phi-
lax I
O animal obedece, vem deilarsua bella cabega
sobre os joelhos da encantadora meoioa, que a
chamava, fhando-a com olhar iotelligente.
Diz-me, Philax, conlinuou ella, affagando-a
com a delicada mo, anouncias-me a visita de teu
senhor? Onde est elle? Procura-o. procu-
ra-ol....
A'estas palavas^ o animal comega correr, e
logo ouvem-00 gair ruidosamente, quando ou-
ro-se urna voz de homem que grilava imperio-
samente :Paz, paz, Philax 1 procurando mode-
rar to louca alegra.
Eu bem sabia que Elienne nao podia estar
looge I disse ento a donzella, e com seu traba-
Iho na mo, correu para o lado d'onde vinham os
latidos.
Inmediatamente ella appareceu radiante, ao
lado deum rapaz que linha sua pequea mo en-
tre as d'elle.
Tua cadella trahiu-te, Elienne, disse ella,
laogando-lhe um lerno olhar cheio de amor e
felicidade. Elienne apresento-te meu primo
Ado proseguiu moslrsndo-me a" joven um
pouco embaracado com a preaenga de um es-
tranho.
No entretanto, dirigiu-se para mim e disse-mo
com um modo mui cortez:
Tonho muito prazer em conhecer-vos mi-
nha Clotilde tem-me fallado em vos muitas
vezes.
Deus sabe o que eu respond, porque um sen-
timento semilhante ao ciume atravessou-me o
peilo ouvindo-o dizer:minha Clotilde I
A fiel Philax segua agora tranquillamente lo-
dos os passos de seu senhor ; parecia atienta
todos os seus gestos e palavras : seu zelo foi Im-
medistameote posto a prova: Philax, atlengo I
traze, lhe disse Etienne, o animal affasiou-se
promptamente correodo pelo caminho que alra-
vessava o bosquesinho, eoquanto Elienne dizia a
sua Clotilde (olloso pronome que irritava-me ao
ultimo ponto;1 :
Quiz causar-te urna surpress, hoje que com-
pletas dezenove annoss e desejo que Deus te d
felicidade e alegra em quanto viveres, minha
querida....
Eu s desejo ser feliz para ti, e comtigo 1
disse ella aproximaodo-se delle.
Etienne rodeou com o brago a delicada cintura
de Clotilde, e depoi um terno beijo___sobre a
fronte, pensaes vos, charo leitor? em verdade que
nao; porm, sim sobro os labios. Era vossa
preaenga ? Ah I sim. em minha presenga, e sabei
que eu era primo e amigo desla bella joven de
dezenove annos, que ea tinha viote, e que nao
era santo, e comprehendereis quanto me seria
agradarel presenciar lodas estas cousas e ser tes-
lemunha da felicidade de outrem I
Cada beijo que este feliz amante dava nesla
linda bocea, causava-me urna commogo penosa
e semilhanle que se expeiimenta quando se
quer cheirar urna flor, eque um espioho nosfere
o nariz no momelo em que contavamos aspirar
um embriagante perfume ; a decepgo em que
vos fallo alm disto, o efleilo moral ou physi-
co de urna volta mui commum, que pela mioha
parte, tenho visto praticar mais de orna vez, em
mais de urna scena, por habis pelotiqueiros.
Nao echando nada que melhor me disirahisse
da vista deste par amoroso, contemple! alterna-
tivamente as verdejantea campias e o ciraio fle-
xirel das larvores, depois procure! em todas as
miohas algibeiras algum caivete, com inteng
bem determinada de gravar meu nom na cut-
cula rugosa da arvore mais prxima, afim de vol-
tar polidamente as cosas para a companhia ; de
repente Philax appareceu (bravo Philax) liazendo
entre os deotes um grande embrulho; os mudos
protestos dos amantes cessaram, e Etienne orde-
nou ao animal que depozesse o embrulho aos ps
de sua querida ; o que 00 mesmo instante exe-
cutou-ae.
Cara Clotilde, disse Eiieno, a fidelidade
que traz sua ofleienda a minha noiva I
A joven abri vivamente o embrulho, e lirou
delle um magnifico chale de cachemira branca.
Oh I quanto bello I Obrigado oorigado 1
meu caro Etienne I exclamou ella saltando de
alegra.
E voltando-se para mim :
Olha, admira, Ado, disse minha prima :
viste nunca um chale mais bello?
Vendo ento que as almas ethereas dos dous
amantes haviam des:ido para a trra, e quereodo
provar que nao estava embaragado nem colrico,
(eu estava urna e outra cousa ao mesmo lempo)
sahi do meu escondrijo, escondrijo em que esla-
va occullo someote para mim, quero dizer, vol-
tei-me para o lado do feliz par, e comecei a exa-
minar e a elogiar o chale com ares de conho-
cedor.
Com effeilo, est magnifico I disse eu, estas
rosas eslo perfeilas, e tambem estas anemones,
o mais estas....
Porm, Clotilde interrompeu-me e abracando
o seu amaute:
Obrigado) obrigado, e ainda obrigado I ex-
clamou ella, e a cada obrigado eu senta ama no-
va commogo elctrica, tanto que resolvi-me a
vollar para a mioha arvore e cooliauar meu 1ra-
balho interrompido.
iE' possivel, exclamar, cheia de pdico assom-
bro a senhora ou a honesta doozella que l esta
pagina, possivel que se bartele assim a digni-
dde da mulher, e que se abrace assim sem co-
rar, em presenga de um estranho, um joven, e o
quie ainda peior seu nbivo 1....
.Patrejanto, agora que eu pens nisto a sangue
fro, nao vejo pela minha parle nada digno de
ceosurs, porque em flm Etienne e Clotilde eram
noivos e seus banhos se proclamavam na egreja ;
e pelo que diz respeilo ao estranho, farei notar
que eu era primo de Clotilde, e que a sorle do
primo, em seanelbanies circunstancias, tor-
nar-se urna arvore, pedra ou oulra qualquer
cousa privada da razo ou do sentimenio. Sao
bellas as prerogativas que goza um primo de urna
bella jovem, nao verdade ?!
Etienne era tenente da guarda, como dizia
desvanec lamente sua me, a nobre viuva de
Roseostam ; era um bello mogo, de boos modos
e que, apesar de sua mocidade, linha j obtido
na corte a dignidade de gentilhomem da cmara,
ainda mais assegurava-se geralmente quo urna
chave de camarista lhe estava reservada ; e alm
disto era muito rico.
Clotilde mioha prima materna, era nobre
tambem; porm ao contrario de Etienne era
pobre. Torasa, o domioio de seu pae, era, na
verdade um graude seohorial dando o juspatro-
natos sobre as parochias de Torasa e Mageosta ,
este dominio tioha um parque ioglez, dous vi-
veros e um ootavel quarto destacado, do qual
Nicodmos Tessira tragara o plano, porm nao
obstante lodas estas vanlagens, era urna deminu-
ta heranga, que mal chegava para as despezas
de seus proprielarios.
O marido de minha lia, o capito de armada
Terkenkol, era um bravo gentilhomem campo-
nez; que administrava pessoaimenle suas trras,
que corra todo o dia dos prados aos bosques, e
di vrtia-se de manha al a noite com Pedro e
Thiago em discorror vastamente sobre a colheita
e o lempo, isto fazia com quo o capito Torasa
como todos o chamavam livesse grande popula-
ridad*! e que na comarca todos o amassem, afora
todava o senhor cura que, para obter o curato
leve de resignar-se a fazer o sacrificio das suas
melhores prerogativas em favor do senhorio.
Entretanto os dous jorcos, e eu em seu segui-
meBlo, entravamos en, casa; era noite, olio
Simo fumava seu cachimbo no pateo e divir-
tia-se em ver entrar o gado.
Aona Siioa I gritava elle no momen'o em
que passavamos o porto, Aona Stioa, vede o
que tem Grilla no p.
Depois vando-nos :
Ah! eis Elienne 1 Boa noite, Etienne I Me,
conlinuou gritando para casa, Etienne est
aqu I
A velha senhora veio at- a porta ; era aioda
urna bella mulher.
Diziam geralmente que eu me parecia muito
com ella.
Ambos apressaram-se a receber o caro Etien-
ne, elle que ia, como dizia constantemente meu
lio, restituir a considerago da familia, fazendo a
felicidade de Clotilde.
Oh! diz aioda o velho, eis tambem Philax
com vosco, e o di>b.o me leve, seno lhe com-
praste urna colleira nova, e na verdade pare-
ce-me urna soberba colleira toda forrada de
marroquim encarnado? Que palavras sao estas
que euvejo ahi escripias ?......
Sao pouco mais ou menos ao que se liam
no anoel de casamento da princeza Catharina
Jagellonica, responden Etienne.
Catharina Jag... Quem era ella? perguntou
o capito.
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Eram quatro horas da tarde. Os aventureiros,
pariindo de Guaymas ao despontar da aurora le-
vavam j urnas doze horas de caminho: o que
mostra que a marcha era muito retardada.
Nao vos parece, meu charo marquez, dizia
ao Sr. d'Hallay o mesmo Fraooez que lhe havia
emprestado as pistolas na noute do duello no es-
tabelecimeuto da Polka com o explorador de mi-
nas Jenkins ; nao vos parece que um pouco lon-
ga a nossa primeira marcha; que a fadiga poder
arrefecer o enlhusiasmo dos nossos e, o que mais
, por alguns na impossibilidade de continuar o
caminho ?
-A vossa observa gao, meu charo senhor.,
muilo justa, e j se apresenlou ao meu pensa-
mento ; duas razes porm me determinaran! 9
nao fazer caso della : a primeira que a nossa
estada em Guaymas foi assignalada a todas as
autoridades militares do departamento da Sonora,
e o general commandante convoca neste momen-
to lalvez as tropas e milicias para marchar con-
tra nos.. Sei muito bem que fcilmente passa-
riamos sobre os cadveres desse exercito, mas
acbo que melhor ser nao empeobarmo-uos em
lulas esteris : pois soando a hora do verdadeiro
combate nao teamos forgaa sufficieoles para dis-
putar nossa vida aos Indios. Demais seria pre-
ciso transportar feridos, por quanto o exercito
mexicano poderla eslropiar-nos urna meia duzia
de companheirosdurao| a batalha, especialmen-
te se essa batalha se proloogasse dous ou tres
dias, o que retardara a nossa marcha, e exigira
o em prego de aoimaes de que precisamos para
outros serrigos. Quanto segunda razo que me
fes accelerar a marcha, ella mais deeisiva ain-
da que a que veoho de expor ; porm deve ficar
em segredo at amanha. A menor iodiscrigo
poderia perder ludo.
__O modo porque o marquez deu estas explica-
res, isto elevando gradualmente a voz e fal-
lando pausadamente, de sorle a despertar a at-
teogo e ser ouvido por todos os Francezes que
o rodeavam, fazia suppor que elle obedeca a um
pensamento intimo, e snimava um projecto pes-
soal e reservado. Havia alguns instantes que
parecia interrogar o horisoote ; e apenas acabou
suas explicages, tornou apressadamenle :
Senhores, urna conferencia importante exi-
ge a minha presenga a alguns passos d'aqul.
Nao vos preoecupe a minha ausencia moment-
nea, e nem tenhaes o incommodo de esperar-
me. Serei comvosco em poucos instantes.
Esem esperar urna resposta cravou as esporas
no cavallo, e afastou-se galope.
Dous minutos depois o marques achava-se jun-
io de miss Mary e de Canadiano Grandjean. A-
penaa leve tem00 de saudar a Americana, e foi
logo pergontando :
Kmao ?
Miss Mary encarou o marquez antes de respon-
der : depois, com urna voz que exprima ao mes-
mo lempo o pesar e a irona, disse :
Demorastes-vos muilo em S. Francisco, se-
nhor.
Ao contrario.
Que significa esta palavra miss Mary? Pro-
nunciaste-a de urna maneira toda particular.
Significa, marquez, qae a residencia da
Ventana nuoca foi to agradavel senhorita An-
tonia como agora.
Por que ?
Porque ella nao est s.
Ah I nao est s? E com quem esl ? com
o Sr. d'Ambrom talvez, nio ?
A Americana fixou de novo sobre o marquez
os seus olhos brilhantes e arden te?, e disse-lhe
com a voz lenta e enrgicamente accentuada :
A condess d'Ambron conhece bem os seus
deveres, e ama muito seu marido para poder
viver longe delle.
Esta resposta produziu extraordinario effeit
no Sr. d'Hallay: seu rosto tornou-se branco co-
mo o marmore, os labios agltavam-se, como que
movidos por urna contraego nervosa, e as extre-
midades das sobraocelhas se tocaram, produzin-
do um tecido de veias desmesuradamente pula-
das que sulcavam-lhe o meio da testa.
Houve um silencio de um minuto, que foi in-
terrumpido pelo marquez.
Fallastes seriamente, miss Mary?
Encarae-me bem, senhor, respondeu a
Americana com a voz surda, encarae-me, e, se
depois duvidardes aioda da miaba veracidade,
porque nunca anisetes I
O Sr. d'Hallay reparou eoto em miss Mary,
pois, na impacieocis de ter noticias de Antonia,
mal linha olhado para ella : um grito de espanto
aoltou-se-lhe dos labios.
A mudanga que se havia operado na America-
na era extraordinaria : quasi que nao podia ser
conbecida.
Os contornos arredondados de seu semblante,
outr'ora to placido, tinham cedido o lugar li-
nhas angulosas de urna energa sombra, por as-
sim dizer : urna cor desmaiada tinha extinguido
o frescor das suas faces, e o sopro da paixo ar-
roxeado a rosea cor dos seus labios.
Achaes-me bem mudada, nao assim, Sr.
d'Hallay? replicou ella tristemeote ; oh I por-
que tenho soffrido muito I Os estragos que apr-
senla o meu ser physico em nada sao compara-
dos com os do corago I
A* vos mesma deveis imputar a vossa dea-
graga, miss Mary, disse o marquez d'Hallay com
um egosmo que tocara de perlo a crueldade. Se
tivesseis cumprido fielmente a promessa que me
Sxestes, esse casamento nao se teria effectuado.
Permitti-me, porm, notar que, em face de um
successo to grave e decisivo, nao tenhaes sabido
consagrar aegao urna parte desea energa que
dispensasles ao aoffrimento I...
Isto quer dizer em outros termos, marquez,
que eu devira ter conjurado o destino, commet-
tendo um crime ? perguntou a Americana com
urna violencia contida.
Nao digo um crime, porm......
Nao regateemos sobre o valor de urna pala-
vra, interrompeu misa Mary. Oh I nio pensis
que quero moslrar-me aos vosso olhos melhor
A primeira mulher do rei Joio 3o.
Ahi ah agora me lembro, disse o capito,
era, segando creta, urna polaca.
"~ Precisamente, caro tio, disse Etienne sorrin-
do-se, ella era da Polonia, era urna ootre e bella
dama, cojo relrato v-se na galera de Griffolen,
logo que quizeram separa-la de sen espozo, por
nica resposta moslrou sen annel do casamento
no qual se lia: Smente amorte/ era urna elo-
quente e terna resposta. Eu a seu exemplo flz
gravar na colleira de Philax eslas palavras : Fiel
at a morte, pois quero fazer prsenle deste
animal aquella que bem depressa tem de ser
mioha mulher.
Fiel at a morte repeli vagarosamenle o
capito espalhando no ar grandes baforadas de
fumo: Depois disse sbitamente: Mae, a ceia est
pronipU, sinto um grande buraco no eslomago,
que diabo 1....
Pozemo-nos a mesa, a comida era frugal e
simples, presunto qnente com batatas, morangos
com crme. e alm disto bolos com groselhas. Os
polvos conversavam sobre amor e fidelidade.
isolamento e felicidade, em quanto o tio Slmo
recompeosava-e com a interesante historia do
seu cavallo favorito Slieroa que o veterinario
marlyrisra na cidade, e depois de julgado per-
dido, Marlim Sthraetorp curara-o completamente
por meio de um ungento milagroso.com o qual o
mesmo Martim fazia ainda todos os dias muitas
curas repentinas e maravilhosas, prova, conclua
judiciosamente o capito de que os mdicos do
campo sabem muito mais do que os doutores de
Slockolm, nao s para curar o gado como tambem
para curar os borneas !....
Acabada a ceia, os jovens cootinuaram a con-
versar em segredo. Que diriam elles, meu Deus!
em loda a noite, alm de todo o dia? De balde
o perguntava ento ; depois chegou um lempo
em que eu tambem amante e noivo, explicara
melhor o oegocio I
O tio Simo e a ta bem depressa sentiro-se
com somno; preciso dizia esl, nao desperdi-
gar intilmente o tempo, e deitarmo-nos
cedo.
O somno de an tes da meia noite. o somno
que descanga, acrescentava ella.
E aiuda :
As horas ds manhi sio as melhores pan
o trabalho.
Estas duas mximas separaram a companhia.
Elienne ao relirar-se disse a Clotilde: esl
canvencionado.a derisa de Catharina Jagellonica
ser a do nosso annel de casamento: Smente
a morte poder separar-nos I >
Smente amorte I repetiram 'elles junta-
lamente.
Depois tambem :
Teu al morte I
E muitos protestos semelhaotes.
Comprehendi que fra este assumpto a objec-
to de sua conversagao.
Eu partilnava do quarto de Etienne, apenas
ahi chegamos, o noivo de mioha prima propoz-
me vivermos d'ora em diante como irmos e
amigos. Inclinei-me com reconhecimenlo ; ver-
me tratado como um irmo por um baro, um
lente gentilhomem da cmara Era urna
grande honra para um simples aspirante de ta-
bellio na corte real de Swa, cuja ambigo li-
mitava-se em obter alguma delegago secunda-
ria ou cousa semelbante.
Ohl irmo, disse-me meu novo amigo
despindo-se. espero que Acaris para as nupcias?
Esla Clotilde urna encantadora eterna menina!
....Com ella minha felicidade esl segura;
to bem educada !....lem to bom corago I...
Philax I meus sapatos?
Eu responda a tudo islo do melhor modo aua
podia. *
Conversamos ainda muito tempo.e a medida que
a noite se aliantava, meu novo irmo tornava-so
maispoelico.e expansivo, recitava extensas poesias
de todos os poetas que tem escripto sobre o amor,
e Deus sabe quo crescldo era o seu numero 1
Todava meu compaoheiro nao lardou a adorme-
cer no meio de seus peosamentos amorosos; em-
quanto a mim esta longa conversagao tirou-me o
somno inteirsmente.
O relogio deEtieooe estava junto ao meu so-
bre a mesa, seu tic tac era desigual e confuso :
sentia-me inquieto, e nervoso, e este ruido des-
corde augmentava-me a indisposigo. Quando
se vela na obscuridade, necessariamente reflcte-
se, e eu cujo espirito vacillava entre o somno e
a vigilia, reflectia e sonhava ao mesmo lempo.
Ouvindo o movimento irregular desles dous
relogios, parecia-me ouvir as palpitages desi-
guaes do dous corages, veio-me urna idea, que
ao depois, se apresenlou ao meu pensjmeato por
mais de urna vez.
Raramente, dizia eu, dous relogios, batem ao
mesmo tempo um tic tac completamente egual,
ainda que o seu autor livesse a inteng de dar-
Ihes urna marcha uniforme, pois que os destina-
va para marcar ao mesmo tempo, a melma hora,
e ousamos esperar que dous corages, que duas
almas estejam sempre em perfeita harmona,
quando sabemos que o grande Creador, Deus,
nao quiz que nenhumas de suas obras fossem se-
melhantes completamente ?l Quando que j
vimos no cu duas nuvens semilhantes, nem en-
tre aa plantas duas folhas que tenham a mesma
forma e que sejam perfeitamente iguaes ?
Isto nao era na verdade pensamento que
conviesse a projectos de passatempo para um
casameolo ; porm eu nao era o noivo, e de
mais, esta idea como lodas as ouiras que me
passavam pela cabega neste momento, tornavara-
se cada vez mais confusas....e confusas flearam.
( Continuar-se-ha.)
do que sou. A vossa paixo por Antonia vos de-
ve dar conhecer o meu amor pelo conde! Esse
crime qua me censuraos por nao ter imaginado
nao s rae veiu ao pensamento, como tambem
resolv commett-lo.
Quem me impediu?
E quem vos impediu? O Sr. d'Ambron nao
sahe um s instante do lado de Antonia... e para
chegar ella, seria preciso exp-lo tambem l
Alm de que aioda nao est tudo perdido. Esso
casamento insensato nao tem a le por si... O
conde, no seu ardor e impaciencia, esqueceu-se
das formalidades que sos podiam legalisa-lo.
O conde e8irangeiro, e a bengo de um sacer-
dote mexicano nao pode supprir o acto civil, pelo
qual compete somenle ao cnsul da Frangasanc-
ciooar essa unio. Antonia nao mulher, mas
sim amasia do conde!
i?.~iMiS3 Mary' mal conheceis o Sr. d'Ambron I
t elle a persooificago do orgulho I No intuito
de moslrar-se superior aos outros homens; nao
recaar jamis parante a execugo de um jura-
mento, ou de urna promessa. quaesquer que pos-
sam ser as consequencias da sua obstinaglo. Sup-
poe que todo o universo tem os olhos pregados
sobre elle, e que urna retraclago da sua palavra
o fana descer do alto do pedestal em que se iul-
ga collocado I 1 ^
Bem sei que o conde a honra e alealdade
era pesioa, disse a Americana com enlhusiasmo-
e nao admira, marquez, que vos nao possaes
comvrehender, nem apreciar o seu carcter. Fi-
ca^ persuadido do urna cousa : no dia em que o
conde d'Ambron tiver motivos para corar e en-
yergonhar-se de Antonia, nao hesitar em usar
do beneficio da le, que permittiria salvar a sua
honra I... Mas estamos perder um lempo pre-
cioso, senhor I... Fallemos do nosso negocio___
Nada mais tenho que dizer-vos. Encontrei
era Guaymas a carta que conveocionasles comigo
deixar ali ficar para ioformar-me do lugar em
que vos poderia eocootrar. Eis-me aqu. Aca-
baos de dizer-me que nao cumpristes o vosso
compromisso : a especio de pacto que nos ligara
temporariamente est por conseguate desfeito
eu tomo a minha plena liberdade de aego.
N'este caso, vossa inteng reviver a enli-
ga conlenda de S. Francisco ?
Talvez.
Provocar o conde novamente ?
E' provavel.
Mata-lo tambem ?
E' sabido, miss Mary, que quando dous ho-
mens, como ea e o conde d'Ambron, se encon-
trara no terreno do combate, um ha de por forga
suecumbir. Ora, escusado dizer-vos que eu te-
nho extrema confianca na mioha destreza, e
muilo boa f na minha estrella I
(Continuar-tt-ha. )
PKW.- TYP. DI.M. F. DI FARU.-I80I.


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