Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09333


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Full Text
AIII IXITII ID1EI0 166
*x ai
Por tres nezes abantados 5$0{>0
Por tres meies vencidos 6$ 000
JJMAi&l tttAIM
QOiRTA FEIRA 10 M JDLBO D lili
Poranaoadantadol9J000
Porte fnmco para subscriptor.
8NCARRBGAD0C DI SBSCUPCO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, e Sr. A, da Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
do Oliveira; Haranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
jfAKllUAS DOS UUKHKIUS.
Olinda todos os diaa as O 1/1 horas do!dia.|
Iguarass, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Cirnar, AUinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pi d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px as quartas feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Dna, Barreiros.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiosparlem as 10 horas da manha)
EPHEMERIDES DO MIZ DE JULHO.
7 La ora as 11 horas a 56 minutos da tarda'
15 Quarto crescenta aos 28 minutos da manhaa-
21 La cheia aa 0 horas e 46 minutos da tarde.
29 Quarto mioguanU as 5 horas e 31 minutos da
tarde.
PBEAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas a 54 minutos da manhaa.
Segundo as 7 horas 18 minutos da tarda.
DIASDASBMAMA
8 Segunda. S. Procopio m. ; S. Priacilla m.
9 Terca. S. Cyrillo b. m. ;* S. Bricio b.
10 Quarta. S. Silvano m. ; S. Januario m.
11 Quinta. S. Sabino m. ; S. Sidronio m.
12 Sexta. S. Joao Gualberto ab. ; S. Nabor m.
13 Sabbado. S. Anacleto p. m.; Ss. Joel e Esdras.
14 Domingo. S. Boaventura doutor seraphico f.
AuuiWLas UU6 TKlBUNAKa UA CAP1TAL7
Tribunal do commercio; segundas a quintas.
Relaco: tergas, quintas a aabbadoa as 10 horas.
Pazenda: tercas, quintas e sabbados as 10horas!
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito do orphaos: tergas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do eivel: tere/as sexta o meio
da.
quartas sabbados a 1
Segunda Tara do ctrl:
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudico Faico Diaa; Babia
Sr. Jos M.rtin. Aires* Rio da J.nrtro. o S,\
Joao Psraira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O propietario do diario Manoel Figuefroa d,
Faria.na sus Traria praga da Independen*!, M
6 a 8.
PARTE OFFICIAL
Ministerio Imparto.
Decreto n, 1,119 del dejunho de 1861.
Aulorisa o governo a conceder dous a unos de li-
cenca ao parocbo Pedro Pierantony, e ao con-
selheiro procurador fiscal do thesoro Jos Car-
los de Almeida reas.
Hei por uem sancionar e mandar que se execu-
te a resolugo seguioteda assembla geral legis-
lativa :
Art. i. E' o governo autorisado para conce-
der ao psrocho Pedro Pieranlony dous annos de
licencs como os vencimentos da respectiva con-
grua para ir Europa tratar de sua saude.
Art. 2 E' tambem autorisado para conceder
dous anuos de liceoga com todos os aeus venci-
mentos ao conselheiro procurador-fiscal do the-
souro Jos Carlos de Almeida Arcas, para tratar
de sua saude onde Ibe coovier,
Art. 3 Ficam revogadas as disposigoes em
contrario,
Jos Antonio Saraiva, do meu cooselbo, mi-
nistro e secretario de estado dos negocios do im
perio, assim o leoha entendido e faga exe-
cular.
Palicio do Rio de Janeiro, em 1 de juoho de
1861, 40a da Independencia e do Imperio.Com
a rubrica de S. M. Imperador.Jos Antonio
Saraiva. Francisco de Paula de Negreiros
Sayo Lobato.
Traositou na chancellada do Imperio em 7 de
junho de 1861.Josino do Nascimento Silva.
Publicado na secretaria de estado dos negocios
do imperio em 10 de juoho de 1861.Jos Boni-
facio Nascentes de Azambuja..
Decreto n. 2,801 de 19 de junho de 1861.
Estabelece os casos em que os lazaretos recebe-
, rao enfermos*.
Considerando que os lazaretos forsm creados
para as pocas em que reioo nos porlos moles-
tias epidmicas, e que nSodevem funccionar co-
mo casas de caridade permanentes, hei por bem
decretar o seguinte :
Art. I. O hospital martimo de Santa Isabel,
e os demais lazaretos do imperio, s recebero
doentes quando reinar nos porlos molestia epi-
dmica, que nao deva ser tratada nos estabeleci-
mentos propriamente de caridade : ou qusndo o
goveroo julgar indispensavel.
Art. 2. O inspector de saude do porto do Ra
de Janeiro, logo que o hospital martimo de San-
ta Isabel deixar de receber doentes, indicar ao
governo quaes os empregados que devam per-
manecer no estabelecimento para sua guarda e
conservadlo, e quaes os que devam ser tempo-
raria de definitivamente despedidos.
De igual forma procedero os inspectores de
saude as provincias, em relago aos lazaretos
sellas existentes ; dirigindo se porm aos presi-
dentes das mesmas provincias.
Os empregados conservados excepgo dos
directores, vencero smente os respectivos or-
denados emquanto no hospital martimo e nos
lazaretos nao se admittirem doentes.
Os que forem despedidos temporariamente ven-
cero metade do ordenado smente durante dous
mezes contados da data em que se retirsrem dos
estabelecimentos, salvo se antes disso a sua pre-
senta for reclamada por existir no porto moles-
tia epidmica.
Os empregados conservados podero ser occu-
pasos em quaesquer obras que forem emprehen-
didas nos mencionados hospital e lazaretos, ven-
cendo nesse caso as respectivas gratlicaces.
Para que os empregados conservados perce-
bsm os seu3 ordenados devero cumprir as obri-
gacoes que Ihe forem proscriptas pelo director
do estabelecimento, a bem da guarda, conserva-
gao, e asseio do mesmo estabelecimento e das
suas pertencas.
Art. 3. O vapor da visita conduzlr os doen-
tes para o hospital da Misericordia, quando o ho-
pital martimo de Santa Isabel estiver fechado.
Jos Antonio Saraiva, do meu conselho,* mi-
nistro e secretario de estado dos negocios do
imperio, assim o leoha entendido e faga exe-
cutar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 19 de juoho de
1861, 40 da Independencia e do Imperio.-Com
a rubrica de S. M. o Imperador.Jos Antonio
Saraiva.
Ministerio da Justica.
Decreto n. 2,800 de 5 de junho de 1861.
Altera o art. 30 do decreto n. 806 de julbo de
1850 no que diz respeito as commissOes, de-
vidas aos corretores da praga do commercio do
Rio de Janeiro, sobre o caf e o cambio das
letras.
Hei por bem de conformidade com a minha
imperial e immediala resoluco de 22 de maio
ultimo, tomada sobre consulta da secgo de jus-
tiga do conselho de estado, decretar o seguiute ;
Art. 1. As commisses devidas aos corretores
da praga do commercio do Rio de Janeiro ficam
sendo, quanto ao caf, de 20 ris por arroba, me-
tade paga pelo vencedor e metade pelo compra-
dor, e quanlo ao cambio, de tresdezaseis avos
por cento sobre o valor das letras a cargo do sa-
cado- ou vencedor.
Art. 2* Pica revogado, nesta parle, o art. 30
do decreto n. 806 de 26 de julho de 1850.
Fanclsco de Paula de Negreiros Sayo Lobato,
do meu conselho, ministro e secretario de esta-
do dos negocios da justiga, assim o tenha en-
tendido e faca executar.
Palacio do Rio de Janeiro, aos 5 de junho de
1861, 40 da Independencia do Imperio.Com
a rubrica de S. M. o Imperador.Francisco de
Negreiros Sayo Labalo.
2.a secgo.Ministerio dos negocios da jusli*
ga, Rio de Janeiro, 4 de junho de 1661.lllm.
e Exm. Sr.Tendo sido presente a S. M. olm-
- perador o ollieio de 8 de maio do anno passado,
no qual essa presidencia submetle considera-
gao do goveroo imperial a deliberarlo que loma-
ra no confQiclo do jurisdcco que se deu nessa
capital entre o presidente interino do tribunal
da relaco e o juiz dos feitos da fazenda por cau-
sa da competencia para o preenchimeoto interi-
no do officio de escrivo. do mesmo juizo, vago
pelo fillecimento de Jos Marcelino Mendes dos
Reis, de declarar sera effeito a nomeago que fi-
zera o mencionado presidente do tribunal, visto
como o caso sujeilo era o de vaga, que se refe-
re o art. 10 l.do decreto n. 847 de 30 de agos-
to de 1851 ,e nao o de impedimento, no qual tem o
presidente da relago de designar, na forma do
art. 6.a do citadodecreto, uro dos escrivaes da re-
lajeo para servir provisoriamente o officio dos fei-
tos da fazenda, sendo que a dispostc.o do aviso
de 4 de oulubro de 1850, invocndomelo referi-
do presidoote interino, e do qual deduz a sua
competencia, de determinando que os escrivaes
dos feitos da fazenda sirvam tambem como es-
crivaes de appellago onde hourer relaco, nao
altera a natureza desses cargos,aem Ibes faz per-
der o carcter de privativos daquelle juizo ; hon-
re o mesmo augusto senhor por bem, deppis de
ouvir o conselheiro procurador da corda e a sec-
go de jstisa do conselho de estado, decidir, por
sua imperial e immediata resoluco de 22 do mez
ultimo, que proceden V. Exc. regularmente de-
clarando, de oenhum efeilo semelhante nomea-
cio : 1., porque vista dos arts. 1' e 6 do de-
creto supradilo, sd podem os presidentes das re-
tacos fazer as subtituicoes durante o impedi-
mento temporario, o qual nao se deu na ques-
to proposta, em que houve morlo, e por conse-
quencia vaga de um empregado a prover, hypo-
these que se res pelo art. 10 do decreto ; 2.,
porque todas e quaesquer fuoccoes que foram ou
liverem de ser annexadas aquetle officio, origi-
naria e principalmente creado para o privativo
juizo dos feitos da fazenda de primeira instancia,
como accessorias, devem seguir a sorte da parle
principal, conforme de direito.
O que lhe communico para sua intelligencia,
e para o fazer constar aos funccionarios de que
cima se trata.
Dos guarde a V. ExcFrancisco de Paula de
Negreiros Sayo Lobato Sr. presidente da pro-
vincia do Maranho.
3.a secgo.Ministerio dos negocios da justi-
ca.Rio de Janeiro, em 10 de junho de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Sendo mister, para conciliar
o justo rigor da lei com os principios da huma-
nidad?, que a imposigo da pena de agoutes aos
reos escravos tenha smente por fim a necessa-
ria punigo do delicio, sem o perigo da vida ou
prolongado e grave detrimento da saude do pa-
ciente, ha S. M. o Imperador por bem que V.
Exc. recommende aos juizes de direito desss
provincia a maior cautela a semelhante respeito;
advertindo-lhesque devem graduar a pena con-
forme a idade e robustez do reo, na intelligencia
de que, segundo afflrmam os facultativos, todas
as vezes que o numero de agoiles excede a du-
sentos, sempre seguido de funestas consequen-
cias ; e que deve suspender se a execugo do
castigo logo que o paciente, a juizo do medico, o
nao poder mais supporlar sem perigo.
Dos guarde a V. Exc. Francisco de Paula
Negreiros Sayio Lobato.Sr. presidente da pro-
vincia do Rio de Janeiro.Na mesma conformi-
dade aos presidentes das demais provincias.
2.a secgo.Ministerio dos negocios da justiga.
Rio de Janeiro, 13 dejunho de 1861.Illm. e
Exm. Sr.Tendo V. Exc, como o participou o
governo imperial em officio de 13 de abril ulti-
mo, declarado ao tenente-coronel Francisco F-
lix Correa que, tendo elle aceitado e exercido o
cargo de promotor publico da comarca de Cam-
po-Miior, nessa provincia, posteriormente a sua
nomeaco de supplente do juiz municipal do ter-
mo das Barras, renunciara por semelhante tacto
a este ultimo cargo, que, nos termos do aviso de
4 de juoho de 1847. nao compativel com o de
promotor publico, vista da repugnancia das res
pectivas funcges, houve por bem S. M. o Im-
perador, a quera Uve a honra de apresentar o
mencionado officio, mandar approvar o proce-
dimiento de V. Exc: o que lhe communico para
sua intelligencia.
Dos guarde a V. Exc. Francisco de Pauta
de Negreiros Sayo Lobato. Sr. presidente da
Tincia do Piauhy.
GOVERNO DA PROVINCIA. *
S de julho de 1861.
O presidente da piovincia]resolve, para cum-
primento do disposto no 1 art. 22 da lei
provincial n. 511 de 18 de junho ultimo, que d'ora
em diante seja regulada a porcenlagem que com-
pete ao thesoureiro das loteras pela seguinte
nandes de Albnquerque Mello, a quautia de oito
mil ris, em que importara as despezas feitaa
desde o 1 de abril at 10 de maio, ludo deste
anno, com o sustento do preso pobre na cadeia
de Ingazeira, Jos Francisco Raymundo.Com-
municou-se ao chefe de policia.
A* thesouraria provincial.Tendo considera-
gao ao que pondera V. S. em sea officio de hon-
tem datado, n. 302, autorso-o a tomar por em-
prestimo caixa do patrimonio dos orphaos, a
quantia de doze cootos de ris, com que poder
efiectuar o pagamento de igual quantia a irman-
dade da Santa Casa da Misericordia, ordenado
por officio desta presidencia de 4 deste mez, de-
vendo a caixa do patrimonio ser indemnisada
por essa thesouraria em prestaces mensaes de
tres eontos de ris.
Ao provedor da Santa Casa de Misericordia.
Para cumpriment do disposte no aviso circular
bri annira lembra aos Polonezes que Deus est! Foi lido, posto em discussao e ann
mu alto e os amigos mui longe; hojeque o Mo- parecer da commia? de fazenda nedi
mU*r Ihes part.cipa que apezar de suas sympa- macoes ao governo sobre wte'nra
thias tradiccionaes o goveroo francez nao acoro- '
Qoar esperaogas que nao poderia satisfazer, o
que quer dizer o Sxecle ? Que nova conducta
etta ? Franga, Inglaterra, estamos escutando ?
Ignoraos que a Franga e a Iogleterra responde-
rn] ? Nao sabis que ha um secuto, a Franga
chamou a Inglaterra para salvar a Polonia, e que
a Inglaterra respondeu : preciso da Austria e da
Prussia enSo da Polonia ; jamis sacrifico um
homem ou um real para felicidade alheia ; os
Polonezes nada teem para dar-me em troca de
meus sutsidios ; peregam l-pouco me importal
l?/"T,* JS* f 8eu "ml8 Pi'lmet>n. apresenladoTm seuao"do~8 do c'o7rente7 sobre"'
i^ao'hefepedrexro Ixvre, e responder-lho-ha :'estrada da Graciosa e outras da proSa do Pa-
ran. -
pprovado, um
iodo iofor-
BaptistaGalli.-.......pretengo de Carlos
Foi tambem lida, posta em discussao e appro-
vada, a redacgao do projecto que aulorisa a con-
cesso de licenga ao jaiz de direito Cassio Anto-
nio da Costa Ferreira,
Foram nova ment lidos, apoiados, postos
discussao e approvados, os seguintes
mentos pedindoinformages ao governo.
!, Do Sr. Paula Santos, apresentado na ses-
sao de 7 do correte, sobre o papel moeda em
circn-lago.
2. Dos Srs. Silveira da Motta e Zachsrias,
em
requeri-
Para restituir aos Polonezes a trra onde descan-
gam seus avs, seria mister brigar com a Prussia
do ministerio de estrangeiros, constante da copia e a Austria ; ora. eu preciso de urna e outra pa-
junta, convm que todas as vezes que forem re- ra contera minha excellente alliada a Franca
colhtdos aos estabelecimentos de caridade por logo, aten-se os Polonezes como puderem. Em
motivo de aheoaco mental subditos da nago summa, Palmerston tem razao. O imperador da
belga aem domicilio permanente nesta provincia, Russia fai na Varsouia cousa diversa do que a Io-
sejam semelhantes occurrencias commuoicadas glaterra na Irlanda, as Indias, em Corf ?
a esta presidencia, com as precisas informages. Eo que respondera e ministro ioglez ao prin-
O que recommendo V. S. cipeGoitschakoff se este lhe fallasse pouco mais
ito ao capitao do porto.Fago apresentar oujmenos uestes termos : Achais que o nosso
V. S. para serem inspeccionados os recrutas Joao ; procedimento um tanto brusco a respeito da Po-
Malachias de Souza e Antonio Filippe.Commu- lonia ; concordo em quo podia ser mais suave :
nicou-se ao chefe de policia. j porm sois menos desabridos a respeito da Irlan-
Dito ao commandante do corpo de policia. da ? Pozemos nos a premio a cabega dos homens
J a \ de exPedir i SU89 ordens afim de n Polonia como fizestes ni India ? Amarramos
que de hoje em diante e emquanto durarem as os Polonezes s duzias na bocea de nossos
sessoes do tribunal do jury desta cldade, nelle nhes como costume em Calcuta? Nao
se aprsente urna guarda do corpo sob seu cora- 'preparaos presentemente para melralhar os Jo-
> para a conduego e guardados presos nios, que nao conquistastes, como acabamos de
ca-
ves
3. Do Sr. Mello Franco, apresentado (ambem
em 8, sobre a estrada de Santa Cruz.
Foi tambem opamente lido, apoiado e adiado,
por pedir a palavra o Sr. Paes de Mondonga, o
requerimento do Sr. Spiridio, apresentado na
mesma sesso de 8, sobre o espancamento do es-
crivo de orphaos da villa de Porto de Pedras da
provincia das Alagoas.
O Sr. Siqueira Mendes mandn mesa o se-
guinte requerimento, que foi Hdo, apoiado, posto
em discussao e approvado :
o Requeiro que se pega ao goveroo, pela res-
pectiva secretaria de estado, o relatorio do vico-
presidente do Para, de 1853 sobre o estado rui-
noso da cathedral, acompanhado de todos os do-
cumentos que O instituirn).
ORDEM DO DIA.
Continuando a discussao do parecer com a
emenda apoiada, sobre as eleigoes do segundo
ft-S teem I1".?" UlgaHd0S C0Qf0rtDe 8mfici,0u me,rarh"0S h4b,tantes da Varsovia, queTo me: StatriTo da pro" nc a das AU.o7Tveio, "ui -
"mde dre" d."guada vara em officio de pos sao nossos por dlroito de conquista? O que I seguinte 9m^i\^.StMo9wMu!
iCta dT?HtaiBie0B"M ao ,uu ae d,reit0 pre" te?S?J ,mais d0.qu?Victor, E?ma.nueI ?as 1353-e psi ^^^ei'a^;
Que sejsm annulladas ambas as eleigoes pri-
oS?- iS^b .i a i r D DuasC Has ?e entretanto, mylord, vos accla-i
.? L8!^ mi h l Kda Ta e"earPor n,a,S.6,l:re.d" SarJnhB. e P "" d 6$ todo marias da parochia do Penedo
aviso expedido em de junho ultimo declarou- a matilha dos demol lores grita : Bravo I Ora, Orou o Sr. Arauio Lima
me o Exm. Sr ministro da agricultura, commer- por que razao, mylord, o que um bem na Ita- O Sr. Joao Alfredo reaitreu o encerramento da
co e obras publicas, para o fazer constar Vine. Ha ser um mal na Polonia ? Tendea a gloria de discussao, o qual foi apjrovado encerraa,en, da
2m4S StX. rt 3??^ 2 qflUHeXPlVmC- ?" n*. Eurla prme^ .demolidor- A' lQ8la- Procedeu-se depois votaCo' e foi approvado
m^ihm? maU> flDd0J 80Dre os 'ra oca a honra do principio novo, por outra. o o parecer em todas as suas concluidosi sendo
melhoramentos que vao-se conaeguindo na es-, direito da forga. Emprega-mo-lo na Varsovia; as emendas, rejeitadas urnas e preiudicadas
Irada de ferro desta provincia, e espera que con- o que tendes a dizer ? Em Franga, o Siecte a outras. prejuaicaaas
ttuue com zelo e a derida circumspecgio e pru- Opinin JVafonoJ, o Consttiuionnei, a Presse, a
dencia a fazer com que a empreza, cuja fiscali- \ Patrie, e na BeUica a 7n>endence, com um no-
sagao lhe foi commettida, proceda conforme as tavel conhecimenlo dos ioteresses de seus paizes,
obngages a que se ligou. | pozeram-se reboque da Inglaterra para applau-
Dito ao bacharel Antonio Joaquim Buarqoe dir os Garibaldi.Cialdini, Pianelli eoutros espin-
Nazareth.Ioteirado pelo seu officio de 11 do gardeadores e jusdem faria. Como vos aoela-
maram elles o direito da forga, de que se quei-
xam pois?
Mais em fim, mylord, eu sou bom principe ;
entendamo-nos : amis a Polonia, eu adoro a Ir-
landa ; amo a Corf, que, seguudo espero, nao
tardar em pertencer uo imperador meu amo.
mez ultimo de haver Vrac. passado naquella
data o oxercicio do seu cargo ao respectivo sup-
plente, por ter Qndado o seu quadriennio de juiz
municipal e de orphaos do termo de Santo Au-
llo, tenho a dizer-lne que o prazo dentro do
qual deve Vmc entrar no exercicio do cargo de
juiz municipal e de orphaos do termo das Ala- (Esperamos que a revolugo tenha desorganisado
goas, deve contar-se do dia em que findou o
seu quadriennio no de Santo Anto, porque an-
tes disso estava Vmc. inhibido de para all
seguir.
Dito ao gerente da Companhia Pernambucana
de Navegago Cost6ira.Por conta do ministe-
rio da juanea mande Vmc. dar psssgem para a
ainda mais o Occidente). Pois bem dai a Ulan-
da um parlamento nacional ; supprimi a fome,
molestia chronics dessa feliz parte dos estados
de S. M. Britannica. Reslituindo aos habitantes
o solo que lhes pertence e do que o despojasies
eta proveito dos vossos landlords, deixai .Corf
traoquillamente annexar-se Grecia, declaral
menos os collegios
provincia do Cear, no vapor que boje sahe para que de hoje em dianle a forga do direito, o res-
peito aos tratados devem retomar na Europa o
lugar que outr'ora oceupavam. Ento, porm. so-
mente ento, lereis o direito de tomar peifo a
causa dos Polonezes. Al l, leude a bondade
de nos deixar socegados. Tenha a imprensa re-
volucionaria de Franga o bom senso de compre-
hender que sao mais que ridiculas as suas home-
liasem favor da Polonia, pois nao (azemos seoo
imitar os seus hroes da Italia, e ella nao pode
querer que o que sublime em aples seja um
mal na Varaovis.
Nao vemos l o que lord Palmerston, forrado
de todos os vossos grandes homens do Siecle da
Opinin National, da Presse, etc., poderia res-
ponder a lgica cerrada do principe Gortschakoff.
Nao contis com a Inglaterra, mormente com
a Inglaterra unida Franga. As duas cagues
nao teem oeste mundo a mesma missao ; a pri-
os portos do norte ao sentenciado dquella pro-
vincia Luiz da Rocha de Oliveira, e a duas pra-
gasqueo vo escoltando.Officiou-se ao com-
mandante do corpo de policia para prestar as
pragas ecommunicou-se ao chefe de policia.
Portara.O presidente da provincia, atten-
dendo ao que lhe requereu o bacharel Joo Ju-
vencio Ferreira de Aguiar, promotor publico da
comarca de Goianna, resolve prorogar porquinze
das a licenga que obteve por portara de 15 de
abril ultimo.
Dita.O presidente da provincia tomando em
considerago o que lhe expoz o inspector da
ibesouraria provincial, em officio de hontem, sob
n. 301, resolve nos termos do art. 33 da lei n.
488 de 16 de maio do anno prximo passado,abrir
um crdito supplementar na importancia de
1749480 ris, para continuago no exercicio de
1860 a 1861 das despezas decretadas pelo 2
artigo 3o da citada le.Remetteu-se por copia
a thesouraria provincial.
Expediente do secretario.
Do dia 6 de julho de 1861.
Officio ao bacharel Gervasio Campello Pires
Ferreira, juiz municipal de Serinhaem.S. Exc.
o Sr. presidente da provincia, ficando inteirado
de haver V. S. no Io do correte assumido o
exercicio da vara de direilo dessa comarca, no
impedimento do 1 substituito ; assim Ib'o man-
da declarar em resposla ao seu officio dquella
dala.Communicou-se a thesouraria de fazenda.
Dito ao juiz municipal da primeira vara.o
Expediente do dia 6 de julho. <
Ao Exm. presidente da Babia.Communico
V. Exc. para os Bus convenientes, que segundo
participou-me o coronel commandante das ar-
mas em officio de hontem, falleceu nesta cidade
no dia 3 po correte, o major Jos Gomes de Al-
meida, que pertoncia ao 8 balalho de infama-
ra em guaraigo nessa provincia.Igual com-
monicago se fez thesouraria do fazenda.
Ao da Parahiba.Passo s mioa de V. Exc. a
inclusa copia do termo que assignou o ageole
fiscal dessa provincia, por occasio de lhe serem
entregues no arsenal de guerra diversos arligos
destinados ao corpo de guarnigo, e a respectiva
enfermara dessa provincia os quaes seguem no
vapor Jaguaribe.
Ao commandante das armas.Sirva-se V. S.
de informar acerca do officio incluso do Dr. che-
fe de polica, sob n. 613 de 5 do corrente, que
vai cobrindo as relagss em duplcala dos re-
crutas remeltidos pelo delegado de policia do
termo do Limoeiro.
Ao mesmo.Respondo ao officio que V. S.
me dirigi em 5 do corrente, sob n. 1,023, de-
clarando-lhe que j flz seguir para a capital do
Rio-Grande do Norte, o vapor Tpiranga, afim
de transportar para o presidio de Fernando, os
officiaes, pragas e sentenciados, que, tendo se-
guido com esse destino na barca nacional Atre-
vida, foram ter aquella proriocia onde arribou a
mesma barca.
Ao commandante das armas.Sirva-se V. S.
de informar acerca do incluso officio do presi-
dente do conselho administrativo para forneci-
mento do arsenal de guerra, de hontem datado,
sob n. 55.
A' thesouraria de fazenda.Em vista das duas
contas juntas que me foram remettidas pelo
chefe de policia com officio de hontem, sob n.
615, mande V. S. pagar ao teaeate Manoel Fer-
(
meira turca e sacrifica ao Turco os christos ; a
segunda ebrista e defende os seus correligiona-
rios contra o islamismo. Ha cem annos, a In-
glaterra condemnou a Polonia quo a Franga que-
ra salvar, e se a Franga tentasse he je urna di-
verso em favor dos Polonezes, a Inglaterra fe-
char-lhe-hia ocaminho.
Quanto a revolugo, nao se esquega ella que
foi com o auxilio das orgias de 1793 que a Rus-
sia acabou de esmagar a sua victima ; que desde
ento, nada foi tentado por essa mesma revolu-
go, chamada emancipadora dos poros, para ar-
rancar viole milbes de Polonezes das garras das
tres potencias, e que hoje a Russia v o princi-
pio novo : confirmar o seu direito de posse ; el-
^fw^lS^ZXSS^^JSSSr la "i0" eespingardeia na Varsovia pela razao do
nicar a V S. que segundo constou de participa-
gao do coronel Trajano Cezar Burlamaque, datada
de 2 do correte, falleceu no hospital de carida-
de do Natal, o sentenciado de justiga Lauriudo
Jos de Oliveira, que all se achava por ter arri-
bado a barca nacional Atrevida, que o conduzia
para o presidio de Femando.
Dito a thesouraria de fazenda.O Exm. Sr.
presidente da provincia manda communicar a V.
S. que em officio de 5 do corrente participou o
coronel commandante das armas ter o tenente-
coronel reformado do exercito Jos Antonio Pin-
to assumido o oxercicio do cargo de director in-
terino do hospital militar naquella data, ficando
exonerado o major Felippe Duarte Pereira que o
exereia.
Dito ao chefe do policia.De ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia, aecuso a recepgo
do officio que V. S. lhe dirigi em 4 do correte,
sob n. 611, participando haver concedido naquel-
la data a exooeragoque pedirm Manoel Joaquim
Gongalves Leal e Caetano Alves do Sacramento
Rosa, do emprego de guarda da casa de detangao.
Communicou-se a thesouraria provincial.
. COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
de Pernatnbnco, na eidade do
Recite, em 9 de julho de 1861
ORDEM DO DIA N. 119.
O coronel commandante das armas, faz publi-
co para sciencia da guarnigo, que approvou o
engajameoto que hontem conlrahio o soldado da
companhia fixa de carallaria desta provincia Ma-
uoel Celestino, para servir mais 6 annos, com o
remio e vantsgens marcadas no decreto e regu-
amenlo de 1 de maio de 1858.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvao.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvao,
alteres ajudante de ordens interino do com-
mando.
mais forte, assim como Victor Emmanuel em
Castelfi Jardo, em Gaeta, na Apulia e nos Abruz-
zios. O que tendea a dizer. Mais esta vez : se
bom na Italia, por que ser um mal na Polonia ?
X. DE FONTAINES.
(Le Monde.//. Duperron.)
INTERIOR.
EXTERIOR.
tQuo popular nao seria, diz o Siecle, urna ac-
cao qualquer da Franga unida Inglaterra em
favor da Polonia I Intervinde pacificamente, se
nao podis desembainhar a espada Esperamos
a voz que echoar primeira. Franga, Inglaterra,
estamos escutando, ea historia vos escuta I
Semelhante linguagem seria conveniente ha
quinze dias, quando as folhas diarias admira vara-
se com razao do Siecle. Mas hoje que a tmprensa
RIO DE JANEIRO
CAARA DOS SRS DEPLTAOS.
SESSO EM 17 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A'g 11 3/4 horas fez-se a chamada, e o Sr. pre-
sidente declarou aborta a sesso.
Lida e spprovada a acta, o Sr. l'secretario deu
conta do seguinte :
EXPEDIENTE.
Um officio do ministro do iaaporio, datado de
15 do correlo, participando ter expedido ordem
ao presidente da provincia de S. Paulo, para pro-
ceder-se a nova eleigo de eleitores na parochia
de Cagapava, pertencente ao segundo dislricto da
mesma provincia, em conformidade do que resol-
veu esta cmara.lnteirada. .
Outro do ministro da justiga datado de 14 do
mesmo, enviando cepia dos re la torios de diversas
autoridades relativos s ultimas eleigoes prima-
rias feilas no municipio da corte.A quem fez a
requiaigo.
Outro do ministro da fazonda, de igual data,
enviando copia da consulta da secgo de fazenda
do conselho de estado, sobre a lei provincial das
Alagoas, que decretou a cobranga de 10 O/o de
todas as madeiras sahidas da dita provincia.A'
commisso de assemblas provinciaes.
Um requerimento de Gamillo Luiz Mara, pe-
diodo providencias contra o modo porque actual-
mente se procede ao pagamento de exercicios fin-
dos.A' commisso de fazenda.
Julgou-se objecto de deliberago, e foi a im-
primir, um projecto da commisso de penses e
ordenados, approvando a penso concedida a D.
Escolstica Basilif de Seixas, irma do fallecido
arcebispo da Babia, marques de Santa Cruz.
Leu-se, e ficou adiado por pedir a palavra o
Sr. Villela Tarares, o parecer da mesma commis-
so devolvendo commisso de instruego pu-
blica a petico do Dr. Domingos Carlos da Silva,
oppositor da faculdade de medicina da Baha, em
que pede dous anuos de licenga para ir a Eu-
ropa.
Em consequencia foi declarado deputado o Sr.
Castello Branco, o qual prestou juramento e to-
mou assenlo.
Eotrou depois em discussao o parecer sobre as
eleigoes do segundo dislricto da provincia de Mi-
nas-Geraes.
Veio mesa a seguinte emenda do Sr. Sergio
de Macelo, que foi lida, apoiada e posta em dis-
cussao :
Emenda ao 4o quisito
de Pitaoguy e Dores.
A discussao ficou adiada pela hora.
Oraram os Srs. Simplicio e Araujo Lima.
Leu-se o parecer sobre as eleigoes do segundo
dislricto da Parahiba, que conclue da seguinte
maneira:
1.* Que se annullem as eleigoes primarias de
Cabaceiras, presididas urna pelo primeiro juiz de
paz e outra pelo terceiro. annullando-se conse-
guidamente as duas eleigoes secundarias nue all
tiveram lugar ;
2. Que seja cagado o diploma do eleitor do
Catle do Rocha, Jos Felippe Bezerra, que nao
estava qualificado, sendo substituido pelo primei-
ro supplente Manoel Alves Ferreira Maia, cujo
voto em separado deve ser cootado ;
3." Que se approvem as eleigoes primarlas
seguintes : a da Serra do Teixeira presidida pelo
primeiro juiz de paz ; a de Patos, presidida pelo
primeiro juiz de paz ; a de Souza, presidida pelo
quarto no impedimento do primeiro que nao quiz
comparecer, e do segundo e terceiro que se acha-
vam presidindo as eleigoes das novas parochias
de S. Jos de Piranhas e Csjazeiras;
4. Que se approvem as eleigoes primarias
das demais parochias do dislricto ;
a 5. Que se approvem as eleigoes secundarias
do collegio de Palos coroposto dos eleilores leg-
timos dessa parochia, e das de Santa Luzia e Tei-
xeira, e do de Souza que se procedeu no dia
designado pela lei, composto de eleitores validos
dessa parochia, e dos iocontestados de S. Jos de
Piranhas e Cajazeiras.
6. Que se conlem os votos dos eleilores de
Natuba, perteuceotes ao primeiro districto, mas
que de boa f e por ordem do governo notaram
englobadamenle no collegio de Campia-Grande,
do segundo ;
7; Que aejam reconhecidos deputados os
Srs. Dr. Antonio Manoel de Arago e Mello e con-
selheiro Antonio Jos Henriques.
Pago da cmara dos deputados, em 17 de
junho de 1861.Z. de Ges e Vasconcellos
L. A. L. de Oliveira Bello.R. F. de Araujo
Lima.
A ordem do dia :
Conlinuago da discussao sobre o parecer do
segundo districto de Minas, a crescendo tambem
a discussao do parecer sobre o segundo districto
da Parahiba, e primeira dos projectos n. 83 de
1850, e ns. 12 e 20 do corrente anno.
Levaotou-se a sesso s 3 e Ij2 horas da tarde.
SESSO EM 18 DE JUNHO DE 1861.
Preiidancio do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 horas e 3/4 fez-se a chamada e abri a
sesso.
Lida e approvada a acta, o Sr. Io secretario
deu conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Dous nfficios do ministro da justiga, datados
de 13 e 14 do corrente, enviando os decretos pe-
los quaes foram aposentados o juiz de direito Do-
mingos Jos Nogueira Jaguaribe, conselheiro An-
tonio de Cerqueira Lima, o desembargador Andr
Bastos de Oliveira, e bem assim o porteiro do
tribunal do commercio da corte Antonio Caelano
Miranda.A' commisso de penses e ordenados.
Outro, do ministro da marinha, datado tam-
bem de 14 do corrente, enviando o requerimento
do porleiro da escolado marinha Augusto Zacha-
rias da Fonseca Cesta, em que pede augmento de
ordenado.A' mesma commisso.
Oulro, do ministro de estraogeirds, de igual
data, enviando copia de varios documentos rela-
tivos a reclamagdes brasileiras e hespanholas, que
se acharara affectas a urna commisso mixta.A'
quem fez a requiaigo.
Um requerimento de Jos Antonio de Oliveira
e Silva pedindo que se torne effectivo o disposto
da commisso de penses e ordenados que o
mandou reintegrar em um lugar de juiz de direi-
to.A* commisso de penses e ordenados.
Outro, de Jos Thomaz de Freitas, guarda da
alfandega de Pernambuco, pedindo reparago da
aposentadora, que se lhe deu e que ae lhe con-
ceda urna penso.A' mesma commisso.
Outro de Jos da Motta Nunes, pedindo para
fazer acto do 1* anno da faculdade do Recife que
frequenta como ouvinte, precedendo exame de
geographia e historia.A' commisso de instrue-
go publica.
Foi lida, posla em discussao e approvada, a re-
dacgao do projecto deste anno, autorisando a con-
cesso de liceoga com vencimentos, ao juiz de
direito Antonio Borges Leal Castello Braoco, e
ao conselheiro Jos Bento da Cuoha Figueiredo.
ORDEM DO DIA.
Continuou a discussao do parecer sobre as elei-
goes do 2o dislricto da provincia de Minas, com a
emenda apoiada,
Foram lidas, apoiadas e postas-em discussao a
seRuintes emendas :
Da commisso: Que seja approvada a elei-
go primaria da reguezia de Nossa Senhora da
iWre do Indai.
nw,Sr* VU" Carlos : Que ,e* reconhecido-
eleitor pela parochia de S. Gongalo do Para, Mar-
tiuho Ferreira Guimares. ",r
Encerrada a discussao, proceden-w volaco
e fo1 approvado o parecer em todas as-soas con-
clftsoes. e bem assim a emenda da commisso-
sendo rejeiladaa as outras.
Em onseauencia, o Sr. presidente declarou
epuiados pelo referido districto os Srs- Theo-
phi o Benedicto Ottoni e Manoel Jos Gomes Re-
bello Hurta.
Orou o Sr Simphronio.
Eolrandoem discussao o parecer sobre as elei-
goes do 2o dislricto da Parahiba, velu mesa r>
requerimento doSr. Macario, que foi lido. apoia-
do, posto em discussao e approvado :
Requeiro que se adi a discussao de parecer
do que se trata, por 24 horas.
Ficou. portanto, adiada a discussao do parecer.
Entrou depois em 2a diwusso, e passou, 3
o projecto do senado de 1850, permiltiodo que a*
matriz da ilha de Paquete posaa possuir urna da-
ta de trras e duas pequeas casas.
Entrou em Ia discussao, e passou 1*. o pro-
jecto deste anno, dispensando as leis de amortisa-
cao em favor da irmaodade de Nossa Senhora da
loria do Outeiro, desta corte.
Eotrou em 1* discussao, que a requerimento
do f>r. Cama Cerqueira foi considerada unic, c*
projecteanno.autorisando a matricula do estojan-
te Gabriel Jos Rodrigues- dos Santos.
Vieram mesa diversas emendas, coneedendo
igual favor aos estudantes: Samuel Filippe de>
Souza Ucha.Googalo Vieira de Mello Prado, Jo-
s da Motta Nunes, Jos Pardeos Rodrigues Sei-
xas, Tiburcio Raimundo da Silva Tavares. Jos-
Fiel de Jess Leite, Galdioo de Freitas Travas-
sos, Francisco Luiz da Veiga e Valerio Ribeiro de-
Rezende.
Vieram mesa os seguintes requer mentos,.
que foram lidos, apoiados e postos em discussao r
principal commisso de instrmcgo publica pa-
ra dar o seu parecer sobre cada urna das preten-
goes sobreque nao tenha sido ouvida.M. Dan-
tas. D
a 2o Requeremos que sejam as emendas re-
mettidas commisso de instruego publica parav
ioterpr sobre ellas o seu parecer.Paes Brre-
lo. SilvinoCavalcauti.
3* Requeiro que, ouvido o director da escola
de medicina respectivo sobre a materia do pro-
jecto sob n. 5 da commisso de instruego publi-
ca, volte o mesmo projecto, que foi offerecido co-
mo emenda ao que se discute, afim de que em
vista do parecer do referido director e da legisla-
gao em vigor a commisso de instruego publica
reconsidere a materia e interponha de novo sobre
ella o seu parecer.S. Cavalcanti. n
a 4 Que vo commisso smente as emen-
das quecontiverem materia nova e a respeito da
quaes nao haja ella anda dado parecer.Gama
Cerqueira.
O Sr. Villela Tavarea Senhor presdeme, o
procedimento que alguna dos honrados membros
desta casa acabam de ter, offerecendo urna im-
mensidade de emendas ao projecto apresentado
pela commisso de instruego publica, atirn de
que seja admittido matricula e faga acto do pri-
meiro anno da faculdade de direito de S. Paulo
um estudsnte que tem por si, nao digo s equi-
dade, mas rigorosa justiga, de cerlo deve assus-
tar a commisso.
Parece que d'aqui por dianle deve tomar por
quia ser completamente indifferente s preten-
ges de estudantes que apparecem requerendo
casa, ou ento nao dar parecer sobre ellas ; por-
que se a commisso d-se ao trabalho de estudar
as quest68, indefere certas pretenges, e esses
pareceres sao approvados, isso trabalho perdi-
do : 'ahi a dous ou tres dias essas pretenges
renascem, j nao pelo orgo dos proprios inleres-
sados, mas pelo do membros desta cmara ; se
defere a alguma em que encontr justiga, e apre-
senta um projecto.... ah vem urna alluvio da
emendas, j se sabe, sempre favoraveis aos pre-
tendentes.
O Sr. C'lazans:Esto no seu direito.
O Sr. Villela Tavares :Ento j nao se quer
que a commisso estude, j nao se quer que a c-
mara aprecie os documentos que podem instruir
as novas pretenges, massim quede momento se
vote.... sem exame, sera nenhuma ioformago
previa, urna emenda que muitas vezes manda ad-
mittir matrcula das nossas faculdades de um
modo inconvenienle.com o escndalo da dispen-
sa dos estudos preparatorios, a estudantes, cujas
pretenges acabaram de serindeferidas.
Digo que isso arssusta-nos ainda, Sr. presiden-
te, porque eu como membro da commisso de
instruego publica, e os meus companheiros,
qusndo aceitamos esta honra que nos fez um dos
ramos do corpo legislativo, a cmara dos Srs. de-
putados, pensavamos que a casa, dando-nos os
seus votos para essa commisso, confia va nos
nossos pareceres, confiava no estudo que fizemos
sobre a queslo, e no juizo recio e escrupuloso
que por ventura dessemos sobre todas ellas.
O Sr. Leito da Cunha :Assim deve ser.
O Sr. Villela Tavares :Mas acabo de con-
veocer-me que a commisso de instruego pu-
blica urna mera formalidade, que nao preciso
que essa commisso seja ouvids sobro materia to
importante como aquellas deque tratam as emen-
das apresentadas na casa ; que o que- a commis-
so faz hoje, e approvado, amanba cahe por
Ierra ao sopro dos favores,* enUo direi aos meus
nobres companheirosestamos estudando debal-
de e escrevendo na rea.
O Sr. Calazans :Pens que a commisso nao
pode ler o dom da infallibilidade.
O Sr. Villela Tavares :Senhores, se a com-
misso, que, a excepgo de mim, composla da
homens to habilitados (nj apoiados quanto
excepgoj para bem comprehender e apreciar
as questes, cno est no caso de apresentar
um trabalho completo qe se sujeite deli-
berago da casa, pod-lo-ba estar o nobre depu-
tado ou qualquer oulro membro isolado da cma-
ra ? Nao digo que o nao esteja : julgo a cmara
toda composla de cidados muito habilitados ;
mastalvez que a afleigo, odesejo de favorecer a
alguem, nos leve de momento e sem reflexo a
formular aobre a perna urna, duas e mais emen-
das, para mandar matricular Pedro ou Paulo era
urna das faculdades do imperio, para mandar dis-
pensa-Ios dos exames preparatorios que ae exi-
gem as mesmas faculdades. Nao isio verdade?
O Se. Silveira da Motta :Sem expr at os
fundamentos.
O Sr. Villela^Tavares :A commisso de ins-
truego publica tem adoptado esta regra : inde-
ferir, como indeferido tem, a todos os estudantes
que, sem lerem feilo todos os preparatorios exi-
gidos pelos respectivos regulameotos das facul-
dades, requerem a matrcula do Io anno, fazen-
do previamente eiames desses preparatorias; mas
o lem feilo quando esses estudantes nao allegara
torga maior ou motivo forto e jestificado, pelo
qual deixauem de fazer em lempo exame do pre-
paratorio cuja dispensa pedem, comprometindo-
se a faze-lo antes do acto do Io auno.
Se os nobres deputados se derem ao trabalho
de ler no jornal que publica as nossas sessas to-
das quaniji petigoe de estudantes tem sido in-


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ftllfttO DI tiaiiOtJGO. QUIETA FE1RA 10 DI JtiLHO 1 llfil,
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eeridas ou deferidas, vero que estr'4-r regra cte, que nao poda fuer exame, e que te con-!eclptica pelo eixo H rbita do someto

I
que commisso tem seguido.
Mas. Sr. presidente, a coamssio o* podo lar
mesmo rigor com o esludante qua nio 88 ma-
tricula do primeiro airno das uossis faculdades;
nao porque nao lenha todos os seus preparatorios
feitos, oo por motivo que dependa de sua von-
tide, moa por urna especie de despotismo acad-
mica d fue t hoje nao tinha lido noticia.
Usaesludaote est habilitado com seis exames
preparatorio, reqwer ser examinado oo stimo
para malricular-se, o din olor da faculdade di es-
te despacho: Iadeferido I Tergasta-se: nao
ama equidade, oo parece que este estudoato
oo asta Bonaso de ser matriculado, fazend pre-
viamente esto exame, que eUe est habilitado
para faie-lo, que requeren em lempo para dar
ssa prora, mas que nao pode consegui-lo por-
que o direetur da faculdade nao quiz ?
O Sr. Rodrigo Silva: O director decidira as-
sim aem base alguraa "?
O Sr. Villela Tarares : Se o uobre deputado
quer rer, consulte os documentos.
A commisso enlendeu, pois, que' neste caso,
se nao por urna rigorosa justica, ao menos poi
equidade, se devia deferir a este estudaate.
alas, posto o projecto em discusso, o nobre
deputado pela Baha en leude quo devia otTerecer
como em-nda um outro projecto apreseotado pe-
la commiaso de insirucco publica, (avorarat a
um esludante do terceiro aono da Caiuldade de
direito do Recife.
Teado-se, porem, requerido que esta com ou-
tras emeadas fossem uovamento remanida
commisso para reconsidera-las, o nobre deputa-
do pela Baha, cioso de que ajaua emenda cania
sem ir bem apadriabada, e que leona a mesma
surte que talvez as oulras leu lia ni, e que no meu
entender desde j deviaoa ter, quer que todas el-
las conjuntamente com o projecto primitiva vo
commisso para de aovo aprecia-las.
De miuha parte declaro casa quo nao concor-
do com o adiamenlo, nem quanlo ao projecto
primitivo, aem quanlo a emenda ollerecida pelo
nobre deputado pela Baha, porque a respeilo
Je ambos os provectos, a comaiisso j esludou
as materias, j deu o seu parecer, e nao tem na-
da mais que ver. (Apoiados.)
Se a casa, porem, para votar mais consciencio-
saraenle, deseja alguna esclarecimentos sobre a
emenda do nobre deputado pela Baha, eu, que
pertenco faculdade de direilo do Heeife, e que
assisli a essa congregarlo perante a qual esse es-
tudaate requereu o seu direito, posso informa-la
como o facto se passou.
O Sr. Jos Fiel de Jess Leite era estudante do
terceiro anno da faculdade de direilo do Recife :
foi accommettido de grave molestia, e nao pode
por conseguidle (requemar com assiduidade am-
bas as aulas desse auno. Sempre que poda fa-
aer um esforc, ia s aulas; mas quaodo a mo-
lealia o embaragava, imposaivel era que elle pu-
desse cumprir este derer. Entreunto tere sem-
pre o cuidado de perguntar ao bedel qual o nu-
mero de faltas que liona oa clemela, a fin de
poder regulare esforco que fazie.
O beJel respondeu uma'dessas ultimas per-
guntasque de trila fallas ;vendo eolo que
anda poda dar cinco fallas nos das em que se
achasse nimio iacommodado, para nao solTrer
mais do que soffria, nao foi faculdade ; assim
ioi prucedendo, at que ehegou a ter trnta e oito
altaa, seguudo (alBruiou-lho o bedel ; o ento
tuY6 deu mais falta alguma. Muilo convencido
de que s liuha,. Iriota e oilo fallas, instruio sua
pelice, como mattdam os estaljios da faculda
de, com dous atiestadosdos mdicos que o assis-
liram, e, leudo pagoda matricula respectiva, re-
quereu congregacaij habililacao para o exame.
Nessa occasio um dos dignos lentes do terceiro
auno disse que o Sr. Jos Fiel de Jess Leite ti-
aha quarenta faltas na sua caderoeta; enirou
por coosequencia em durida ao que devia a coo-
gregaco acreditar, se na caderneta do bedel, se
na do lente respectivo. A congregarlo, por um
acto que a cmara comprehende, acreditou oa c-
lemela do lente ; por coosequencia nao pode
habilitar este estudante, islo a congregarlo
'ti iiiuu que elle lioha perdido osen anno, por-
que nao podia dispensar na lei.
Eu oo duvido oem por um momento que esse
estudante Uves-e com effefto dado as quarenta
faltas, mas o que verdadc que oa caderoeta
do bedel elle tinha tunta e oilo somente; o que
verdade que elle pagou a matricula, creado
em boa ( que s tinha triota e oito faltas. Ora,
neeta hypothese, sendo o estudante j matricu-
lado na faculdade de direito do Recife, leudo j
dado o seu 3o anno, nao sendo um estudite
inhbil, uo ser de eqaidade, deixe-me dizer
assim, n dispensa de urna falta para que. elle fa-
ca o seu acto do 3o auno? Eis aqu o parecer que
deu a commisso.
lias a commisso, sen h ores, para dar este pa-
recer, guiou-se por ventura por pro vas atiundel
Nao; guiuu-se nicamente pelos documentos com
que o estudante ioslruio a sua pelicao, a com-
misso examinou os attesttdos honrosos, dados
em favor deste estudante por tres leotes dos ma-
is conhecidos nesta casa, e do Sr. cooselheiro
Dr. Pedro Autran da Malla e Albuquerque; tam-
bera apreciou o alienado do director da faculda-
de. no mesmo sentido, e vista detaes e tantos
documentos, e lambem fazeodo parte della eu
quo saba pestes facios, enlendeu que era de equi-
dade deferir a esse esludante.
Mas, quando a commisso assim trata de urna
questo, assim defere urna pretengo, poder dar
cabimento a todas as emendas que se ten apre-
eentado aa casa, alguma das quaes, ou a mor
aarte das quaes verso sobre materia ja velha,
discutida, sobre pareceres quo j foram approva-
dos indeferindo as preteogoes cooslantes dessas
mesmas emendas ?
Sr. presidente, eu ha muito tempo estou um
pouco descrele a respeito das vanlageos da ins-
trueco publica do imperio, do- modo por que se
ella acha organisada. Nao a primeira vez que
tenho expendido aqu esta miuha opiolo. E se
as cousas continuaren! do modo por que ro, ac-
tuando sobre os nossos espirilos a favor, antes,
do que a rigorosa justica em assutuplo loimpor-
tante como o da iostrueco publica superior ; se
um paradeiro uo houvera essas prelences exa-
geradas e raecivas ao paiz, eu nao duvid'arei dar
e meu rolo para que se acabe urna das facnlda-
des de direilo e lambem urna das faculdades de
mediciaa ; nao duvUarei dar o meu voto para
que se organise urna uuirersidade ( apoiados,)
para que tenhamos um centro de nslrucco pu-
blica que trate de uoiformisa-la as doirinas,
no melhodo, no systema de ensioo, etc. cortan-
do se assim tantos abusos que rao constantemen-
te apparecend j. Uto seria oselhor do que a ac-
tualidade, em que, a respeilo da iostrueco dada
em nossas faculdades, a despeito dos seus estatu-
tos, a despeito de ludo que regulador da mate-
ria, cada um fazo que quer e ach bot, e lua-
mos com vicios e dereilos que s conveniencias
mandam calar. ( Apoiados. )
Eu nao sei de que servem os estatuios das fa-
culdades ; nao sei se dero considera-los como
meros conselhos ou como lei : se sao meros con-
selhos, ento, como a respeito de conselhos cada
um toma o que Ihe parece, deixemos que os es-
tudentea das faculdades, dos collegios das artes,
etc. facam o que oofctnderem ; que a seu turno
os professores uos exames facam tambem o que
entenderem, approvem u reprovem, conforme
as conveniencias.
Mas se os estatutos das faculdades sao ama lei,
e urna lei importante regaladora desses estabele-
cimeotos seienliQcos ; se esses estatutos eslabe-
lecem regras para admisso matricula daquel-
les que quizerem seguir os respectivos cursos,
cnlo (urca confessar que toda a dispensa do
corpo legislativo, que nao for firmada em um mo-
tivo muito forte, muito justificado, tende rea*
xacao dos esludos (apoiados, ) e, em vez de fazer
bem, faz um mal coosideravel ao paiz. S quem
lente de urna faculdade que est no csso de
apreciar o que vale urna dispensa de prepara-
tenes....
O Sr. Calazaos :S quem foi estudante que
pode apreciar qaanto rale urna injuslica em um
exame.
O Sr. Villela Tarares:.... saquen lente
que sabe apreciar o que um estudante mo no
arimeiro anno de urna faculdade, sem saber latim,
sem saber francez, sem saber phiiosopbia racional
e moral, e requerendo a cmara fazer exames
desees preparatorios antes do acto do primeiro
anno. Aquellea que se erapenham, que querem
votar per isso, devem lembrar-se que logo no
primeiro anno o estndante tem de lidar com ao
lores em fraocez, tem de lidar com o direito re
mano, que scrpto em latim, e deve saber ra-
-ciocinar peifeiteaeote para bem comprebender e
preciar eaaa fon te da legislaco quasi universal.
Seaboree, notai o mal que idea fazer com este
procedimeoto, que condemno, ao estudante,
na familia ou protectores, e sos interesses retes
do patz. O estndante nio sabe latim, nlo sabe
riacez; pona Biida dizer eo [pai, I familia,
seguir do carpo legislativo urna dispensa, elle se
compromette no flm do anno a facer exame des-
sas materias, etc. O corpo legislativo concede a
dispensa ; autorisa o goverao a mandar matricu-
lar esse estudante, fazend o previamente exame
de laes preparatorios.
A familia dease aldante suppre-o nos lepa-
res ern que ha esaas ealabelecimenlos cientfi-
cos ; nao (ac peqeeaas despezas; cesas detpezac
nao sao, cerno vssabeis, amente para o aaeea-
sario ; ellas sao tambem para os caprichos da ea-
luJacte. Entretanto ac s do anco vai faaer a
estudante exame de latim e de francez, sane re-
pro vado, perde todo o anno, augmenta a daepeza
da familia, Iracstoraa muas vezas oa calladade
seus pas ou protectores, empeiora a suc sorte,
etc. etc. O que lucra o paiz com isso ?
Agora por outro lado, seohores, se n$S esli-
vesseccos no caso de precisar da bornees launa-
dos as materias sociaes e jurdicas, na? maierias
medicas, eu adiara tal ou qual razao para o
corpo legislativo fazer essas concessoes ; mat
quando todos os anooa as nossas faculdades dea-
pejam urna immenaidade de hachareis em urnas e
oulras materias, quando a mor paite desses ha-
chareis nao querem sabir das nossas capitaes.
oem dos seus com modos, ni querem viver seno
pelos empregos pblicos, inoommodando o go-
verno todos os dias, e a seus amigos, para cea-
seguirem estes empregos ( apoiados ; ) quando o
paiz nao oeceasila raais desse graude numero de
hachareis formados em direito e medicina, faitea-
do alias gente para se applicar a oulros ramos de
conhectmenlos humanos; quaodo se d islo,
digo, que nos havemos aqu todos oS dias dar
dispensa para esludantes se formarem em direilo
e medicina ?
Senhores, da raaneira por que se tem procedi-
do at hoje, eu creio que, por um calculo que se
fizer, maisou menos approximado. oo fin de 30,
{0 ou 50 anuos toda a populaco beasileira das
nossas capitaes composta de hachareis forma-
dos....
Um Sr. deputado :E de ofUciaes da guarda
nacional.
O Sr. Villela Tarares :.... ninguem mais
deixar de ser doutor em direito ou em medi-
cina....
Um Sr. deputado :Ser urna felicidade.
O Sr. Villela Tavares Nao tal felicidade ;
o Estado nao precisa aomente de hachareis for-
mados em direito e medicina ; precisa lambem
de bomens que se appliquem ao commercio,
agricultura e as artes; precisa de homeos pro-
fessioiii.es as Gnancas; precisa de bons solda-
dos, bous marioheiros. etc., etc., de horneas em
fim que concorram para u progresso e ventura
do paiz, empregsodo-se em outros muitos ramos
do servico publico: cumpre-aos porlaolo dar
animaco a esses outros ramos, proporcionar
meios para que a populaco faca, por assim di-
zer, urna diver.-o, que se v uceupar de oulras
cousas ; que todo o pai de familia nao leona s
em mente formar seu lho em direilo ou medi-
cina...
Um Sr, Dopulado :Nem tem.
Outro Sr. Deputado :E' um sonho.
O Sr. Villela Tarares :O nobre deputado diz
que um sonbo porque uo lente; se o fusse,
luna de encontrar, como eu infelizmente tenho
encontrado, alguos mocos que, contra a sua von-
tade e vocaco, por obediencia nicamente a
seus pas, vo se matricular oos cursos jurdicos,
onde faze.u mo papel, pudendo faza-lo ezcel-
lente seguindo a carreira das armas oo abracan-
do qualquer oulra prosso.
Um Sr. Depultdo :A excepcao oo faz legra.
O Sr. Villela Tavares : Ha muitos neste
caso...
Um Sr. Deputado : Apoado.
O Sr. Villela Tavares:Tenho apresenttdo
algumas consideracoes para justificar o projecto
da cemmisso de instrueco publica, para justi-
ficar lambem a emenda apresentada pelo nobre
deputado pela Baha.
Quanlo s oulras emendas, -voto pelo reque-
rimenlo de adiamenlo; voltem 4 commisso :
estou persuadido que a mor parte deltas rersa
sobre materia j discutida, j volada ; mas, em-
m, nio quero que a cmara diga que a com-
misso de instrueco publica precipitada. Nes-
tas materias procederei sempre com maduro
exame.
Tenho concluido. ('Muito bam, muito bem.)
Vem mesa, lido. apoiadoe eutra lambem
em discusso, o seguate requerimeoto;
Kequeiro que, ouvido o director da escola de
medicina respectiva sobre a materia do projecto
n. 5 da commisso de ioslrueco publica, volte o
mesmo projecto que loi olTerecido como emenda
ao que se discute, am de que, em vista do pa-
recer do referido director e da legislacao em vi-
gor, a commisso de nsirucco publica reconsi-
uerea mileria e ioierpouha denovosobre ella o
seu parecer.Silvino Cavalcanti.
0 Si. Correa de Uliveira : Desejava saber,
Sr. presidente, se, nao havendo alguem com a
palavra.ao fiodar-se a sessao. fiear encerrada
a discusso do projecto e seus additivos com a
do adiamenlo.
O Sr. Presidente :Sim, seohor ; do regi-
ment.
O Sr. Correa de Oliveira ;Sr. presidente, urna
das orneadas, ollerecida por mim, tem por Um
conceder ao estudaote Tiburcio Raymundo da
Silva Tavares licenca para malricular-se oa fa-
culdade de direito do Recife.
O Sr. Presideule :Peco ao Sr. deputado que
se limite a tratar do adiameulo.
OSr. Cortea de Oliveira :Mas o projeclo nao
se discute esnjunctamente com o adiamenlo?
O Sr. Presidente:Nao, seohor.
O Sr. Corrfia de Oliveira .Eutao aguardarei
occasio opportooa para justificar essa emenda.
Oraru anda os Srs. Dantas,Silvino Cavalcanli,
Silveira da Motta4 conde de Baependy, Gama
Cerqueira, e Rodrigo Silva.
Indo proceder-se a volaco dos requerimeulos
reconheceu-se nao haver casa, pelo que ficou a
discusso encerrada e procedeu-se a chamada.
O Sr. presidente d a ordem do dia.
Levautou-se a sessao as 3 lr2 horas da tarde.
a affai
mente da
referida p'arallela i linha dos eqi*|noeo*)=afy
9 47.
A distancia perihelia (distancia'lc
parbola ao centro do sol, tomando
a distancia media do sol terra]=0,
a Seu mavimento directo. A patfagenf ao
perihelio leve lagar em 29 de saaio.a 11 atecas a
44 minutos da-oeite, lempo MA do He da
Janeiro.
Estes dadaa sesam ver eme o
ta-sa do aateaperoxima-aaaasMid
torra.
Alm d'isaa awcraaeenta>Hscmc cstromMM,
actor destac rbaarvacoea m sac distancia i:
torra dcc ser apenas dM4mtezac da la, c
queseado sua cauda de meto de cuca mi lacee de
tafeas de extended o se* ampendjsc vira tottrec
tocar a nessa almeephere.
mgnff^nr^V-"9-8--e-8t"-^*-yj*8*Jl8 aues_lo,es,oiie|idsde" iuiaa
Quaes sero as consequencias de semelhante
aconiecimento.? Que jnfloeBcia exercer sobre
a oossa alhraosohera ou sobre o reino animal a
caudado comet r" Pederemos ser aella envol-
vidos? Sari possivel que o cometa veoha
chocar-nos ?
llevemos a I tribuir ao cometa a estagao in-
nervosa -e irregular que tanto nos trrn prejudi-
horrorosa crise
se eompe essa
i aer-nes-ba ella
cado? Ser eifeito do cometa
porque estamos passande ?
m Um de que materia
cauda que parece ameacar-nos
fatal 1 *
Eis o, que os espirilos Traeos e extraos
sciencia procurare dar vulto, e 0 que convrn dis-
sipa r.
Os cometas sao astros que se movem em to-
das as direccoes, e descrevem rbitas ellipcas lo
alongadas que seponfundem com rbitas parab-
licas, e corlsm as dos planetas; oo seria partac-
to impossivel que se produzisse um choque entre
o nosso planeta e um cometa. As consecuencias
que se produziriam. segundo Laplace.seriam terri-
veis, e o annlquilamento completo das ragas e da
iodustria humana coroari a bra de daslruico
causada pelo choque do astro cauJalo. Se tra-
carmos sobre o papel as rbitas determinadas dos
diversos cometas peridicos, narece-nes ver na
verdade que a rbita da trra e cortada em varios
pontos por aquelles ; mas se reeclirmos, reco-
oheceremos nao s que essas rbitas eiistem uo
espago em planos diversos e desigual a en le in-
clinados, achando-se assim em distanciis consi-
deraveis ; como lo insignificante o roame quer
da Ierra quer do cometa em relaco ao eipaco em
que se movem quo seria quasi ridiculo admittir
que se pessam chocar ; ha talrez 580 mbes de
probabilidades contra
theso.
Alm disso, o ncleo do cometa
protegido Vpublico, :attendendo ao fim | Dr. Maooel Alves da CosU Brancaote.
B**t^f.f>i* *?J?*ima- I Dr- ,oao Nepomuceno Dias Fernandea.
yfidlermo do Villa Bella foram con-' Manoel Joaquim de Souza Vianna.
ea sCscao do mez prximo passado 9 Alexandre Jos de Barros.
i pena de morte, 2 gales perpe-
_/onos de priso simples.
Os condemoadss a morte sao :
Joo Pedro de Magalhies, naacsaida Serra Xa-
*da, atoas tsaacc. filho de MbaKaaes de Ha-
falhacc, Mcotode 42 anno, cacedo, estatura alta,
barba expeasa, as* peota do queixo, togedes.
Viaisc da Cruz, caboclo. aatural da
filho de Joat fMto daCraz,
iro. estatura vega lar.
Joaquim de Silva, sime-braace, natural
4a Serra Talhade, filho de Jos Juaqaim, idade
31 annos, casado, estatura regatar, barbado.
Joo Flix da Cruz, cabocle,natural dos Cari-
ris Novos, filho de Maooel Cardoso dos Santos,
rasado., Mistura regular, eem dn jj*4tor Heiuique da Silva, Mallo o Maia, abre-
Maooel Joaquim Fernaodes de Azevedc
Manoel Francisco Marques.
Os reos sao interrogados, e verssm os debates.
Proposto3 os quesiioa, iscam os reos absolvides
e a municipalidade conioasnada a pagar as cue-
las do procsso,
Levantou-se a aeoaao is 6 horas 4a tordo.
wcin.
DE JCNHO
C4IARA HSICIPAL DO
5a B0SO ORDOUmlA EM 26
DE 1841.
Presidencia do Sr, Reg e Albuquerui*.
Presente^ os Srs. Reg, Barata. Seve, Cesario
urna em semelb.ai.te hypo-
PEBNIUDIBCO.
REVISTA DIARIA.
Um amigo que ama as sciencias e que
ellas se dedica mais do que aquelles que sao
pagos para isso e que nada fazem, offereceu-nos
o seguinte resultado de suas observaces sobre o
cometa que actualmente aparece em nosso hori-
sonte. E' um bello trabalho que sentimos s
modestia de seu autor oo consinta publiquemos
seu nome, para ser devidameote aquilatado pe-
los homens da sciencia. Publicando-o, agrade-
cemos ao nosso amigp o offerecimento :
Ha dias que se observa no nosso hemispberlo
um cemeta que, segundo as apparencias, difiere
por seus elementos de lodos at hoje conhecidos,
podendo assim ser considerado como um novo
astro que yem augmentar ocalhalogo dos come-
tas, j lo precioso para as observaco desses
corpos celestes, ainda to ingertas e cheias de
contradiedes.
_ Temos em nossas mos alguna dados pre-
ciosos acerca desso astro brilhante que faz hoje
o objecto principal da cotiverssa dos nossos
saldes; julgamos portanto de ioleresse Commu-
nica-los s pessoas quo delles ainda nao tenham
conhecimeoto, acompanhando-os de algumas
consideracoes sobre o aspecto e natureza desses
corpos.
Nao escrevemos para sabios, nem somos as-
trnomos; tragamos algumis linhas, que en-
treteobam e calmem os espirilos prevenidos.
O cometa que temos em vista foi observado
segundo nos informam pela primeira vez por um
nutico francez em viagem para o nosso porto,
segundo suas ioformacoes, leve-o vista al a
vespera de sua chegada aqu.
Na corte o cometa fot visto em dias do mez
de juoho ultimo, durante noits serenas, que
deranr lugar atientas e minuciosas obser-
vaces.
O resultado dessas investigares fez coohe-
cer que se trata va de um cometa novo, al ento
iovisivel na Europa e na America do Norte.
Os elementos calculados com a possivel
exactido deram osseguintes resultados, dignos
de serem mencionados, pela particularidade de
seavisinharera dos que s ncontram no catha-
logo dos cometas para o de 1681:
< A inciinaco do plano de sua rbita sobre
ecliptica=8f 52* 5".
A longitude de seu a ascendente (ngulo
que faz a interseccio dos planos da rbita e da
eclptica com ama paraliela linha dos equino-
os, lirada pelo centro do st]=374 50* 8.
< A longitude do perihelio [ngulo que faz o
i plano tirado perpendicolarmenle ao plano da
. que obser-
vamos, e lalvez do leico do nosso globo, e leodo
sua cauda cinco milhes de extenso, oo admira
que a Ierra allraia urna parte desla, e que ve-
nha derraraar-se na nossa alhmcsphera.
E' um facto, porm, j to reproduzido, e
que nunca acarretou circurastancias desastrosas,
que nao poderemos suppo-lo digne de altenco.
A esta to importante questo, liga-se a da cons-
tituicao physica da cauda dos cometas. Se essa
cauda composta, como se diz, de um elemento
gazoso, perguntaro os timeralos, nao poder
esse elemento, introducido na nossa aihraosphe-
ra, trazer a destruico do reino animal ? Atienta
sua natureza e quantidade parece que sim. E
lemos visto mesmo homeos nolaveis susteatarem
esta idea, e servirem-se de circumstaocias de
pouco peso, como por exemplo a molestia de to-
dos os gatos em Weatphalia por occasio do co-
meta de 1668 i A sciencia, porm. nao tem dis-
cutido seriamente laes factos, que nao merecem
criterio.
Suppunha-se antigameoto que o cometa exer-
cia grande influencia sobie as estajees, e ainda
hoje as prevences populares do forca esse
prejuizo.
Uiis dizem que osraios luminosos que os co-
metas reflectero, ou a parte da candi que roca a
athmosphera elevam a temperatura; oulros veem a
causa dasestaces invernosas ou mesmo de um
espesso nevoeiro na cauda de um cometa que
derrama sobre a Ierra vapores aquosos que sli-
menlam as chuvas. E' precisamente o nosso ca-
so. O cemeta introduzio na atbojosphera urna par-
te de sua cauda gazosa, e easa coadeosou-se e
deu lugar s chuvas torreneiaesque temos lido ul-
mamente. is oque diz o vulgo, eis o qae tem
menos fundamento.
As observaces scienlificaa teem desmentido
todas essaa infundadas hypolheses. Tem-se vis-
to que M raios ralorificos que recebemos dos co-
metas nao coocortera em nada para a elevacode
tem pera tura, na ierra e que sao at demenor intensi-
dade que os da la ; o mesmo se tem verificado
para as maiores caudas dos cometas, quo teem
locado nossa athmosphera, deixaodo o nossoglobo
urna coosideravel distancia. Iguaes resultadas
leem tiio todas as demais hypolheses que teem
cahido.iogo que sao seriamente-saludadas, e cujo
desenvolvimento nocabivel no nosso escripio.
e Quasi sempre a appariacio de um cometa liga-
se idea de um desastre o de algum aconieci-
mento notavel. Homens illustres leem sido sec-
tarios de to errneo principio; e d'entre elles
destinguiram-se o medgo ioglez-Forster e o pa
dre Vieira, qne formularam longas descripces,
acompanhadas de eloqaentes observaces. Mav
os que se leem oceupado desse pieconceito, alias
prejudicial, estendein-.se por tal forma as suas
ditas coincidencias, que parecen ver as cousas
as mais insignificantes da rl Ja a influencia dos co-
metas, e perdemassim a belleza de todas as suas
theorias.
Dissipemos, pois, os terrores que nos causa o
hospede que paira sobra nossas cabecas, e que
nos mea;a com sua longa cauda. Deixeme-lo
proseguir em paz seu caminho, e Deus nos re-
serve ainda muitos annos de existencia para sau-
da-lona sua prxima volta.B.t>
Ache-se em exercicio do juizo de paz da pa-
rochia de S. Jos.o Sr. Eduardo Frederico Banks,
juiz do 2o anuo, em consequencia de impedimen-
to do juiz do 1.
As suas audiencias continuara nos mesmosdias,
em que eram dadas pelo seu substituido.
Por ordem da preaidencia de 6 do correte
foi autoiisada a thesouraria provincial a tomar
por emprestimo ao cofre do patrimonio dos or-
phos a quanlia de 12:0003, am de pagara san-
ia casa de misericordia idntica importancia.
Esse emprestimo dever ser satisfeito por pres-
taces mensaes de 3:0Op.
Por portara policial foram demittidos 03
guardas da casa de delenco Manoel Joaquim
Goncalves Leal e Caelano Alves do Sacramento
Rosa, por terem- n'o pedido.
O Exm. Sr. presidente, era cumprimento da
lei n. 511 de 18 de jonho prximo psssado, 1 do
erl. 22, deu a tabella que deve regular a porcen-
tagem do thesooreiro das loteras, cujo mximo
8 por cento, e o mnimo 4 por ceolo.
Em observancia do disposto na lei provin-
cial n. 511, que extingui os lugares de agentes
pagadores da repartiese das obras publicas foram
demillidos Feliciano Marques Vianna e Adelo
Antonio de Moraes, que exerciam laes lugares.
Na parle porm em que a mesma lei supprimio
o lugar de um eogenbeiro do numero do quadro
electivo, foi ella observada com a dispensa do
engenheiro Kamps.
Foram sopprimidos, por portara de 5 do
correte, os lugares de cpnaervador da obras da
casa de detengaj, delle sendo demitlido Jesuino
da Costa de Albuquerque Mello, e de apontador
de esludos graphicos da estrada do sul, de que
foi igualmente demittido Pedro Ramos Lieulher,
que o desemoenhava.
Tambem foram'extinclos os lugares de conser-
vadores do Io termo da es(rada do sul, do 4o da
estrada da Victoria, do 4o da airada do noria, e
finalmente da estrada do Monteiro. E em conse-
quencia dessa suppresso, foram demillidos Sal-
vador Barbalho Uchda Civalcanii, Joo Gaocio
Ribeiro do Amaral, Joaquim Isidoro da Silva e
Trislo Francisco Torres, que eslavam incumbi-
dos des referidos lugares.
Acba-te no exercicio de escrevenle do pa-
tro mor o escrevenle das ofRcinas do arsenal de
marinha, Porphirio Antonio Estoves da Silva, em
cujo lugar foi substituido pelo servente Olympio
Francisco de Paula Machado.
Consta que o eximio physico o Sr. LuizPis-
ler, cognominado 0 Re* do Fogo, que to ad-
mirsveis espectculos tem dado no theatro de
Apollo, conceder 4 caixa de cacorros da socie-
dade Uoio Beoefkento Martima um beneficio, o
qual se realisar dentro em poucos das.
Applaudimoa MB4 acto de faumaaidade do ca-
valleiro polaco, exercido em favor dos oecessita-
dos de uma corporaco beneficenle, a qual. oo
posseiodo grandes meios, se acha d'ora a vanta
obrigada a salvar da penuria a leus memores, e
s familias desles, em estado da indigencia.
Esperamos que esse beneficio teja sufficiejite-
I Foi segundo julgaaeoto 4 que responderam
estes reos como autores do asssssinato do sogro
da i.ro Joo ?dro de Magalhes.
Flix Jos de Lima, sime-braoeo, natural do
rio do Peixe, filho de Loureaco Ribeiro, idade 39
annos, casado, estilara regular, pouca barba.
Balbino, escravo de Amaro de Santiago Ramos.
Os coodero nados a gales perpetuas sao :
Miguel Ferreira do Rosario, pardo, natural de
Paje de Flores, filho de Joao Leite, idade 26 an-
nos, solteiro, alio, peuea barba.
Antonio Alves de Oliveira, pardo, natural de
Flores, filho de Simio de Oliveka, idade do 40
annos, casado, estatura alta, barba rapada.
Gabriel Archanjo de Lima, o condemnado
7 annos de priso simples.
O donando o delegado de polica de Villa
Bella que e inspector do quarteiro do Riacho do
Navio, capturasse o criminosa de moile Francisco
da Martinba, que com cutre de nome Antonio
Grande apparecia naquelle lugar, o inspector di-
iigio-se no dia 27 de maie passado com 12 ho-
meos para o lugar frequeatado peles menciona-
dos assassinos ; e dividindo a torca em 3 petrulbaa
de 4 horneas, collocou-as em differeoles pontos a
espera dos criminosos.
As 2 horas da tarde ouvio e inspector dous ti-
ros, e pouco depois um, e dirigindo-se para o
lugar d'onde vioha e som, eucoulrou Francisco
da Martinha motlo : e eoto soube que tendn uma
das palrulhas dado voz de priso a Franciaco e a
seu compaoheiro Antonio, que passavara arma-
dos, estes dispararan) as armas sobre ella, que
repellindo a sggreseo, resultou disso amorto
mencionada. ,
No dia seguinte paseando pelo mesmo lugar
uma patrulha de dentro do mallo lhe fizeram fu-
go ; verilicaodo-se ter sido faito pelo compa-
oheiro do morto, e per alguos parales do mesmo.
O Dr. juiz municipal do termo iostauron o com-
petente processo na forma da lei.
Foi prese pelo delegado de polica de Na-
zaretb, um individuo de nome Francisco Jos da
Silva, por crime de on*eoeas physicas graves.
Chamamos a allencao das autoridades com-
petentes para a manaira porque se traosgridem
asposturaa muaicipaes relativas aoa depsitos da
plvora para consumo. Determinando as postu-
ras que nao baja deposito superior a cen libras,
elles elevam-se muitas vezes s mil libras ; ac-
crescendo que esle facto se tem dado nos dep-
sitos que mais prximos ficem das ediGcices, ou
povoadoe.
Foram recolhidos casa de delenco us
dias 5. 6 e 7 do correte 2$ homens e 5 mulhe-
res ; livres 23, escravus 5 ; a otdem do Dr. ebefe
de policia 5; a ordem do Dr. juiz especial do
commercio 1 ; a ordem do Dr. delegado da capi-
tal 4 ; a ordem do subdelegado do Recife 6 ; a
ordem do de Santo Autooio 10, inclusive as es-
cravas Isabel, de Bento de tal, Mariana, de Jos
Mara de Mello, e Belisaria, de D. Anoa Mara-
nho ; a ordem do de S. Jos 1; e a ordem do da
Boa- Vista 3, inclusive o escravo Jos, pertencen-
le a Francisco de tal.
MORTALIDADE DO DU 9.
Manoel Bernard*o de Caslro, Portugal, 52 an-
nos, solteiro. Boa-Vista ; pulmonile.
Caetana, Peroambuco, 8 mezes, S. Jos ; pbly-
sica.
CHR0N1CA JUICURIA.
JIRY DO RECIFE.
3" SESSAO.
Dia 9 de julho.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. DR. JTIZ DE DIREITO DA
SESUNDA VARA CRIMISAL FRANCISCO DOCISGCES
DA SILVA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dio de Gusm&o Lobo.
Escrivao privativo, o Sr. Joaquim Francisco
de Paula Esteves Clemente.
Procedeodo o escrivao chamads, verificou-
se haverem comparecido 36 Srs. juizes de
faci.
E' declarada aberta a sessao, visto haver com-
parecido o numero legal.
O Dr. juiz municipal da 2.a vara, proparador
dos processos do jury, comparece ao tribunal e
o (Tereco para serem submeltidos julgamentosos
seguidles processos devidameote preparados e
regularmente instruidos :
Autora, a justica publica.Reo, Salvador Ge-
novez. (Art. 193 do cod. crina.;.
Autora, a juslig* publioa.Ro, Severino Cor-
leia de Araujo. (Arl. 192 combinado com o art.
33 do cod. crim.)
Autora, a jusvica publica Reos Jos de Santa
Anna Guerra e Joo Matheus Pereira da Silva.
(Art. 169.)
Autora, a jastica publica^-Bo, Carlos da Sil-
va. {Art. 201).
Autora, a justica publica.Reos, Antonio Vc-
tor de Si Brrelo, Joaquim Felicio de S Barre-
to, e Miguel, escravo do coronel A. P. de S Bar-
reto.
Autora, a justica publica.R, Francisco Jos
Martina da Coala. (Art. 284. Io)
Autora, a justica publica.Reo, Silvestre Pe-
reira. [Art. 201).
Autora, a juatica publica.Reo, Adolpho Luiz
de Souza. (Art. 167 264).
Autora, a justica publica.Reo, Maooel dos
AojosPorciuncula. (Art. 101).
Autora, a justica publica.Reo, Joo Ferreira
de Souza, coahecido por Bilo. (Art. 201 do cod.
crira.).
Autora, a justica publica.Reos, Urbano de
Souia Mello, Manoel Joaquim de Sam'Anoa, Se-
baslio Pereira do Nascimente.
Autora, a justica publica.Reo, Julio Rouler.
(Art. 201).
Autora, a justica publica.Reos, Beato Jos
de Sona Jnior, e Feliz Jos de Sena.
Autora, a justica publica.Reo, George Cur-
rey. (Art. 201).
Autora, a justica publica.Reos, Maooel Fran-
cisco do Nascimeoto, Franciscojde Paula Jnior.
Autora, a justica pblica-Reo, Joaquim Luiz
dos Sanios Villa-Verde.
Autor, Demetrio de Azeveio Amorim.Reo,
Marcolino da Silva Mindello.
Feita a chamada dos reos, autores e toslemu-
nhas a porta do tribunal, veriflcou-se neo haver
compareeipo Demetrio de Azevedo Amorim, in-
corrndo d'eaVarto na pena de laogamento, se-
gundo o regulameouo. 120 de 31 de Janeiro de
1812.
Em seguida, foram relevados das multas que
anteriormente Ibes haviam sido impostas.
Manoel Joaquim Fernandes de Azevedo.
Leandro Lopes Das;
Faustino Jos da Fonscea.
Feram igualmente dispensados de servir na
presente sessao judiciaria, os Srs. :
Heorique Bernardo de Oliveira.
Dr. Cosme do Si Pereira.
Marcelino Jos de Brito.
Faustino Jos da Fonseca.
Maooel Joaquim da Silva Ribeiro.
Entram em julgameato os reos presos Jos de
Stnt'Aona Gama e Joo Matheus Pereira da Sil-
va, aecusados peto crime de baverom perjurado
eomo testemunhas offerecidas pelo Dr. promotor
publico em o processo instaurado perante o juiz
municipal da 1.a vara contra Augusto Florencio
dos Santos, por crime de resistencia.
E' advogado dea reos, o Sr. Dr. Francisco Pinto
Peseta
Entrando-se no sorteio, sis escolhidos para
comporem o conselho de aeotooca, os seguintos
Srs. z
Manoel Romo Corris da Araujo.
J. H. Borges Diola.
Manoel Joaquim Rodrigues de Soaza,
Jos Pereira da Caoba Jnior.
Augusto Cecino Leis.
Antoaio Ignacio do Reg Mccciros.
isti sessao.
E' litia e approvada a acta da antecedeole.
Leu-se o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofcio do advogado, remetiendo o projecto
de postura para cumprimeato do contrato cele-
brado pelo governo da proviocia com Carlos Lui-
Cambronne.Posto em discusso, foram approvaz
dos todos os arligoa do mesmo projeclo, soffreodo
apenas o primeiro uma pequea alleraco ; man-
dou-se passara lmpo, e remeller ao Exm. pre-
sidente da provincia paraapprovar.
Outro do engenheiro cordeador, informando
sobre a petico de Antonio Luiz dos Saetee, que
pede para fazer um terraco em frente de sua pro-
priedade, sita no Calderero, em direceo dos ou-
tros existentes no mesmo lugar, declarando o
mesmo engenheiro que a preteqQo do supplican-
te nao est de cooformidade com a planta, que
manda cortar ditos terraco3, pelo que enteodia
que nao devia ser deferido, por que, avancando o
aliohameoto de um lado, como elle quer, do ou-
tro se poderia fazer sem nenhum inconveniente,
mas a casa impede que a estrada v em linha rec-
ta para o rio, salvo se para o futuro se procedesse
a desapropiiaco della, o que nao lhe pareca con-
veniente, pois nao se havis deixar de desapro-
priar dons terrajos para desapropriar-se uma ca-
sa grande, e de coosideravel valor.lntkfero-se.
Outro do mesmo, dizendo que indo dar cerdea-
cao para um sobrado em Fora de Portas, que vo
edificar Beltro & C. na esquina da travessa da
ra dos Guararapes, observara que o sobrado quo
Oca do outro lado da dita travessa acha-se bastante
arruinado, pelo que j eslava escorado, e constava
a elle engenheiro que seu proprietario pretenda
mandar construir por dentro um outro oitSo e ou-
lra frente para substituir a existente, conslrucco
que lhe parece muito irregular, pois que nao se-
ment a frente, como tambem ooito do mesmo
sobrado devem recuar, como determina a planta
da cidade, para se dar a largura conveniente a tra-
vessa dos Guararapes; o quecommunicava acama
ra para providenciar, pois que se o dito proprieta-
rio couseguissa construir a frente e o to por traz
dos existentes, e deotro do terreno marcado para
as ras, o alargameoto deltas viria depois a custar
caro a mesma cmara, que seria obrigada a fazer
uma desapropriaco. Ialeirada.
Outro do fiscal supplente do Recife, communi-
cando haver no dia 15 do corrente feito vestoria
no mesmo sobrado, constante da participaco
cima do engenheiro cordeador, de propriedaJe
das herdeiros de JoSo Athauasid Dias, dos quaes
tutor Francis:o Pereira de Brito, em cuja ves-
toria declarara os peritos achar-se o menciona-
do sobrado bastantemente arruinado, dizendo
maisfo dito fiscal que o sobrado pela planta da
cijade tem de ser cortado pelas duas frentes, e
que seus proprielarios talvez sabeodo disio, prin-
cipiaran) a fazer os alicorees do interior da frente,
que deita para o lado da travessa do chafariz, sem
duvida para reforjar a prele e fazer os reparos
prescriptos no termo, nao leudo para isso licen-
5a e nem cordeaco, pelo que havia o mesmo fis-
cal considerado o referido Pereira de Brillo io-
curso as penas po art. 2 das posturas addico-
naes de 13 de junho de 1855 ; conclua o fiscal
pedindo a cmara lhe declaraste se bem procede-
r considerando iofracco o facto referido.Quao-
to a primeica parle inteirada, e quanlo a segunda
que se respondesse que bem proceder multando
ao infractor.
Um requerimento do secretario desla cmara,
pe liado um mez de licenca com todos os venci-
mentospara tratar de sua saude.Concedeu-se.
Despacharam-se as peticoes de Adriano Ribei-
ro Rodrigues, Adtooio Luiz dos Sanios, Angelo
Custodio dos Santos, Emilia Mara Schefler, Joa-
quim Jos da Fonseca, Manoel Ferreira Acciole,
Manoel Joaquim da Paz, Marta da Assumpco Ca-
valcanti de Albuquerque, Thomaz Antonio Mon-
teiro, e levantou-se a sessao.
Eu Francisco Canuto da Boaviagem, oflicial-
maior a escrevi no impedimento do secretario.
Barros Reg, presidente.Reg o Albuquerque,
Reg, Henriques da Silva, Leal Seve, Mello.
CMARA MUCICIPAL.
Termo de contracto que faz o gaverno daprocin-
vincia com Carlos Luiz Cambronne.
Aos viote cinco dias do mez de seterabro de
rail oito ceios cincoenta e oilo, oeste palacio do
governo compareceu Carlos Luiz Cambronne, afim
de contratar eom o Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, auterisado pela lei provincial o. 443 de 2
dejuoho deste aono, o servicoda limpeza e escoa-
mento das aguas servidas das casas desla cidade
do Recife, e pelo mesmo Exm. Sr. foram estipu-
ladas as coddices seguintes :
Art. 1. Carlos Luiz Cambroooc, obriga-se por
si e por seus socios ou successores eslabelecer
sua casia um syslema completo de;iimpeza eescoa-
mentc das aguas servidas das.casas da cidade ho-
je existentes, ou que para o f'iluro forem edifica-
das dentro dos limites, que pelo governo lhe fo-
rera marcados era uma planta que ser para este
m organisada expeosasdo mesmo emprozario,
e que fiear fazeodo parte do contrato, que com
elle for-feito.
Art. 2. O systoma de limpeza dever compor-
se de um apparelho delatrina separador ioodoso,
que servir lambem para o escoamenlo das aguas
servidas dos respectivos predios, e deum syste-
ma de esnalisaco de ferro, ou de gres vidrado
interiormente, com dimetro interno, nunca infe-
rior i cinco polegadas, por onde os dirterentes l-
quidos devero ser conduzidos ao mar, ou aos
ros, podendo o eraprezario aproveitar-se da dis-
posicao do art. 10 do regulamento de 22 de do-
zembro de 1854.
Art. 3. Os canos de drivaco de cada la-
trina devero ser de gres vidrado interiormen-
te, de ierro ou de eutro metal para este fi n apro-
priado, e tero o dimetro interno de tres e duas
pollegadas, sendo a primeira dimenso para os
que passaodo por baixo das casas forem desem-
bocar nos canos das ras, e segunda para os que
estabelecerem a coramuaicaco entre os primei-
ros, c os apparelhos collocados as casas.
Art. 4. As letrinas com os competentes reser-
vatorios devero ser collocados em todas as casas
terreas, nos differentes andares do3 predios de
sobrados, e nos pavimentos trreos destes, sendo
escolhidos os lugares mais appropriados para tal
fim, do acord comosrespeclivosproprietarios ou
locatario*.
Art. 5. Cada apparelho de latras dever ter
um reservatorio de madeira com aros de ferro e
lampa deste ou de outro metal, e fechado her-
mticamente, para contar as materias solidas, s-
do o modelo ou desenho que dever ser apresen-
lado pelo emprezario approvaco do goverao
dentro de um anno da dala deste contrato.
Arl. 6. Este reservatorio dever ser de capaci-
dade a poder servir para orna familia de dez pes-
soas pelo espaco de quinze dias, pelo menos, e
ser foroecido pelo emprezario, sem que por isso
possa exigir paga alguma, Bcando tambem obri-
gado arepara-lo e substilui-lo por outro iodepen-
deotemenle de indemnisago.
Arf. 7. Todos os concertos e reparos nos en-
cana mentos, assim iaternos como externos de-
vero tambem ser feitos custa do emprezario,
salvo o caso de determinaco preveniente de mal-
fetorias, em que os reparos correro por coola
de quem os houver pralicado.
Art. 8. O casto de cada apparelho ser deter-
minado pelo governo da provincia de accordo
com o emprezario, conforme as informaces que
para este fim procurar o governo obler, alten-
dendo que neste prego nao dever ser incluido o
custo dos reservatorios, que sero fornecinos pelo
emprezario, como cima fica determinado.
Art. 9. Nenhum apparelho peder ser pelo em-
prezario exposto venda, e collocdo as casas
sem que lenha sido primeiramente examinado
por parte do governo ou da municipalidade, afim
de verificar-se se capaz de duraco, e est 00
caso de prestar o servico, que est destinado,
conforme o systema adoptado e o modeo appro-
vado pelo governo.
Art. 10. Alm do servico cima mencionado o
emprezario dever eslabelecer sua custa letri-
nas, e u ira ato rio* pblicos nos lugares determi-
nados pela cmara municipal, a qual lhe pagar
uma mcnealidede, segando c preco, que por am-
bas as parles for convencionedo.
Arl. 11. O era operario eslabelecer tambem os
convenientes apparelhos nos edificios pblicos ou
naqaelles em que funeciooarem repartieres pu-
blicas, correodo por conta das mesmas repaxii-
coea aa despeaos taitas com sale eatafcsseciato,
e com o sercice correspondente.
Art. 12. O emprezario peder tambem estabe-
leeer apparemos da luxe com reservatorios by-
draatlicos oes prestos das pescoas eme os qaize-
rcm, pagando cotas e prego que eom elle ajusta-
ren!, aem feo per teso acia aliacada a cecta
marcada patee servicoda ttmaesa em cada
caca.
Art. 13. Asas particulares fue ac scizerem
comprar as attpareUms poder o emproaoriu tor-
nece-las pagando os raesraos particulares, alm
da quola anona! marcada para o servico de lim-
peza, mais um dcimo do custo dos d'itos sppa-
lelhos. a
An. 14. Neste caso os reparos, cooeertos e a
substituido dos apparelhos correro por cauta
do emprezario, salvo se a deterioracao for causa-
da por malfeitoria das proprias pessaas, que del-
les se 8ervircm, que ento earregarao com as
despezas oecessaries,
. Art. 15. O emprezario ser obrigado a aprsen-
te dentro de um aono da data destes desechos,
ou modellos dos melhores e mais modernos sys-
temas de lalrinas e urinalorios pblicos, empre-
o governo possa escolher os que mais conveni-
entes parecerem.
Art. 16. Os reservatorios das materias solidas
sero removidos das casas, em que esliverem de
quinze, era quinze dias, quelquer quo ceja o seu
estado. O eropre2aro procedendo a necessaiia
dcsinecco os far remover convenientemente
em carros para o local destinado este servico,
sabstituio'lo-os oests occasio por outros limpos.
Art. ti. as letrinas de despejo so devero
lancar-se as materias feccaes, e asmaguas de
qualquer natureza de servico domestico.
Art. 18. O servico da limpeza ser executado
porquarleres, em que dever a cidade ser divi-
dida pela cmara municipal, ouviodo o empreza-
rio, e coas a approvaco do governo da pro-
vincia.
Arl. 49. Antes de se comecarem os trabalhos
dever o empresario appresentar approvaco do
goverao urna planta da cidade em escala sufii-
cienle, cinteado o trico da canalisaco eom os
respectivos perfis, e indicando os declives. Ne-
ohuma alleraco poder ser feita nesta planta
sem consenlimento do governo.
Art. 20. As extremidades do encanamento de-
vero ser fetas do modo mais aperfeicoade em
oso na Europa, e desembocaro em um nivel in-
ferior s mares baixas, sempre que islo for pra-
ticarel.
Art. 21. As alterages causadas quer nos appa-
relhos quer nos canos pela reediQcaco ou con-
cert dos predios devero ser reparados por con-
ta des proprielarios.
Arl. 22. 0 emprezario dever evitar que a
suas obras prejudiquem as caoalisasoes existen-
tes publicas ou particulares, devendo repor, e re-
fazer sua custa toda a dealocaco quo aellas fi-
zer, bem como as obras publicas, ficando enten-
dido que as obras que de futuro forem exeeuta-
das sero guardadas as mesmas regras para com
as do eraprezario.
Art. 23. Alm do^ servico assim mencionado o
emprezario far tambem remover de cada casa em
carros para isso apropriados p lixo e residuos de
cosioha, que as mesmas houver, inclusive os
animaes domsticos que nellas morrerem, laes
como ares, galos, pequeos caes, etc., mas nao
ser obrigado a remover o eslrume das estriba-
ras, nem animaes grandes, como caroeiros, ca-
bras, cavatios e bois. Poler todava faze-lo me-
diante ajuste com os ioleressados.
Art. 24. O servico da remoco do lixo dever
ser feito de dous em dous dias para cada casa, de-
vendo os carros neste servico era pregados pas-
sar todos os dias por todas as ras, fazeodo um
dta a remoco do lixo das casas de um dos lados,
e no outro a remoco do lixo das casas do outro
lado, teodo porm os moradores de ara lado o di-
reilo de fazerem remover nos mesmos canos in-
dependentemenle de paga qual juer animal do-
mestico, que Ihes venlia a morrer no dia em que
lhes se tizer a remoco do lixo do outro lado da
ra.
Art. 25. As familias que morarem era sobrados
devero mandar por em baixo no corredor da es-
cada, no dia e hora marcados, o lixo que deva ser
removido, as casas terreas porm e lojas, e
eraprezario o mandar buscar ao lugar em que
estiver ajuntado.
Art. 26. O emprezario dever tambem encar-
regar-se de fazer remover das ras o lixo e quaes-
quer outras cousas que devam ser removidas,
pagando-lhe a cmara municipal este trabalho.
Art. 27. De cada familia que empregar um s6
apparelho, receber o emprezario quanlia de
SJfOOd fs. annuaes, paga por quarteis vencidos,
por mez ou por anno, conforme o ajuste que fi-
zer. As familias de mais de dez pessoas, que ti-
verem necessidade de um reservatorio supple-
mentar, devero pagar mil res por cada remo-
co, que o emprezario ser obrigado, na forma do
art. 16, a fazer dentro de 2t horas depois do avi-
so dado para esse fim. Das que empregarem dous
apparelhos receber o emprezario 4U9OOO is., e
das que empregarem tres receber 52, pagos do
mesmo modo. Esla paga ser nao smenie pela
servico da remoco dos depsitos das maierias
feccaes, seno lambem pela da remoco do lixo,
que houver oas respectivas casas, nao sendo as
familias obrigadas a nenhuma oulra despeza, sal-
vo no caso do art. 13.
Art. 28. Se cinco annos depois da concliiso
dos lrabalh.03 se verificar que dentro do perme-
tro tragado, segundo o arl. Io nao podem ser*collo-
cados doze mil apparelhos, ter o eraprezario di-
reilo de exigir que a retribuic.au ann jal estabele-
cida no arl. antecedente, seja augmentada na ra-
zo da differeaga.
Art. 29. Nem o governo, nem a cmara maoi>
cipal se responsabilisam para com o emprezario
pelo pagamento do servico par elle reito, devendo
correr este pagamento por conta dos particulares,
com os quaes o emprezario dever exclusivamen-
te eniender-se esto respeito, excepto nos casos
dos arts. 10,11 e 26, nos quaes se observar o que
oelles determinado.
Arl. 30. O emprezario comegar os trabalhos
dentro do prazo de 18 mezes, e dever conclui-
los no de 5 annos. contados ambos estes prazos
da data da assignalura deste contrato.
Art. 31. Nao cumprindo o emprezario com o
quo fica determinado no artigo precdeme iucor-
zer na multa de 4:000S, imposta pelo governo, e
paga esta multa podet ser-Ihe marcado outro
prazo para o comego eu coucluso da obra.
Art. 32. Se este segundo prazo for vencido sem
que os trabalhos tenham sido comegados ou con-
cluidos, ser o contrato rescindido, perdendo o
emprezario todo o material que liver empregado,
assim como os trabalhos j feitos ; se porm estes
nao tiveremsido comegados pagar elle uma ou-
lra multa igual primeira, sendo sempre rescin-
dido o contrato, salvo o caso de torga maior, ou
circumstaocias extraordinarias reconhecidas pelo
governo.
o Art. 33. Os trabalhos sero comegados da ma-
neira e pelas localidades que forem determinadas
pela cmara municipal de accordo cora o empre-
zario, e com a approvaco do governo.
Art. 34. Dever ser franquiada ao emprezario
e aos seus preposlos a entrada rom aviso previo
d rinte e quatro horas, nos edificios pblicos, oa
particulares, em casas, reas, pateos, quiotaes
em que for necessaiio executar trabalhos para a
realisago do systema adoptado, ou concertos e
reparos de obras, procuran 10 o mesmo empreza-
rio combinar com os respectivos proprielarios ou
locatarios dos predios hora mais conveniente
sempre que islo for possivel.
Art. 35. Os proposlos do emprezario devero
andar munidos'de um titulo passado pelo geren-
te ou administrador da empreza, e aulhenlicado
pela policia, e sero obrigados a apreseota-lo
quando lhes for exigido para o caso da condigo
designada no artigo precedente.
Art. 36. Os moradores dos predios devero com-
municar sem demora empreza qualquer desa-
cato, que se der nos depsitos e canos perteu-
centes sua casa e morada, sendo responsaveia
pelo valor do concert quaodo se recoohecerque
taes desarranjos provem de malfeilorias delles.
Art. 37. Se o emprezario nao executar o ser-
vigo da limpeza em alguna dos quarteirea ou al-
terar o systema adoptado, ou oo cumprir as obri-
gacoes contratadas, incorrer em uma multa de
um quatro conlos de res, que lhe ser imposte
pelo governo ; pelas faltas commettidaa no ser-
vico especificado no regulamento, a infraegio da
auas disposicoes fiear o emprezario aujeito a mu-
la de dez cincoenta mil tis. Estas multas,
bem como as de que tratan os ajla. 31 a 32 sero


U*IO Di BUIPOQO. fcljdftft, *ElftA tf,M.4IU^aj^Ml

cobrados executiraotente cm favor dt cofres mu-
nicfcae*.
Art. 18. O empreiario preste r\oem o garanta
do MQtrato mi ilaaca de vinte costas de rifis na
occaeii da (asignatura do meeroo.
M 34. etaotetario podar transkerir apr-
senle contrato a urna oompanbia ou i qualqaer
individuo idneo ficando todava respoosavel pela
sua execuco e aujeito a tolas n obrigagdes que
lhe sao impostas re o governo ao quizer aceitar
o retponaabitidade da compaohia eu do individuo
m questgp:
Art. 40. O goTetno obriga-ge a conceder ao
empfezario, seus socios ou successores o previ-
legio exclusivo por trila annos a-contar do pra-
eo mareado para a conctusao das obras neceasa-
rias ao servico proposto.
Art. 41. Dentro do prazo do artigo precedente
ninguem mais ser permiltido enapregar outro
systeina de lalrinas, salvo os que jS se acbarem
asse-nlados antea da assigastura deate contrato o I
tima vez que prehencbam as regras hygtenicas.
Art. 42. O gmprezario gozar da isenco dos
imposlos proviociaes e municipaes a favor de!
tudo que perteocer empreza, e o governo da
provincia solicitar do governo geral igual isen-
nardo, e que o Sr. Custodio, quando mesmo hon-
vesse rececebilo essa. cirta,. devia recoohec6r o
engao e procurar saber 4o fian verdedeiro e
real ds iariraacs.
Se contra as certidSes competentemente pas-
sadasnos autosipodessem prevalecer s declara-
goes que posteriormente fizessem os escrives,
mor mente ojiando fundado* em causa que nun-
ca eiiet, como na do pretendido- fallecianeat
do adkrogad do 3r. Custodio, certa-mente na
se poderia contar flota a regularie'de dos pro-
cesaos jodlerarlo*."
O que cabia pois aoSr. Custodio consultar aos
advogados era, nao que lhea propoz, roas sim-
plesmente se as certides passadas nos auto* pe*
los respectivos escrives podiam ser destruidas
por declarages feitas posteriormente e s re-
quenmenlo do prejudicado, I eremos que setal
fra a proposta os advogados que a respondes-
sem nao duvidariam opinarem em sentido ne-
gativo.
Feitas pois estas consideracoes nao podemos
concluir sem levar ao cachecimente do publico
que todo o esforc que faz o Sr. Custodio com o
Hrn de vingar a lei, contra um infeliz preto,
que pelo fado porque o acensa o Sr. Custodio j
A noite chuvosa, vasto do quidrante do SE
variavel de intensidad at as 4 h que rondou
ara o terral.
sQ a* nmx.
Preaaaar a* 5 h. 18' oa sarda, altura 7, p.
Bainmar as 11 h 6' da manhia, altura 0.8 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 9 de ju-
lho de 1861.
Bobuno Stppl,
_j----------------uamsi
*oci M/iiato- no^alia d.
Parahiate nacionaf Sobralense,capitio Fran-
cisco Jos da Silva Retos, carga assucar e
ostros genero,
ffo houvemn entradas.
dilaes.
fio dos direitos geraes, Qcando o emprezario su- I fot castigado com 400 acontes, contento do Sr.
jeito aos regula meatos que o governo estabelecer Custodio e por ordem do respectivo subdelegado:
para prevenir abusos. quedepois do facto e do castigo sollado e de
Art. 43. O governo da provincia conceder gra- j ter sido o preto embarcado para o suido Irape-
tuitamente ou por foro os terrenos que puder
conceder na conformidade da lei, e que forera
precisos para o estabelecimelo dos armazens,
officinas, a mais dependencias da empreza, sen-
do previamente ouvido acerca da escolna do
lugar.
Art. 44. O governo dar osregulamentos con-
Tenientes para a excucao deste contrato, e empre-
gsr os meios necessarios para tomar effectivo o
em prego do systema em todos os predios cou-
dos no permetro marcado na planta de que trata
o art. 1.
Art. 45. Tendo o privilegio, todo o material da
empreza e de seu costeio, bem como animaes,
carroga3*a;anas, e edificios, armazens e officinas
oRm
consiroWSs no lugar designado pelo governo para
esse lm, cora tudo o que bouver em deposito,
dever car perteocendo cmara municipal,
sem indemnisagao alguma, sendo o emprezario
ou seus cessionarios obrigados a enlregarlludo em
estado de poder prestar servigo regular.
Art. 46. Se a municipalidade resolver conti-
iiuir o servido por contrato ser o emprezario ou
seus cesssijnarios preferido pelo mesmo prego a
outro qualquer, revertendo em favor da mesma
muaieipalidade o rea lmenlo que d'ahi re-
sultar.
Art. 47. Se para o futuro ou durante a eiecu -
gao dos trabalhos se reconhecer que foi omiitida
alguma disposigo oeoessana ou conveniente ao
som andamento da empreza, o governo e o em-
prezario concordarlo a este respeito e estbele-
cera o os artigos additiros e explicativos dos pon-
tos omissos, os quaes artigos ficaro fazeodo par-
te deste contrato.
Art. 48. Se no-vos apparelbos forem inventados
mais proprios para o servigo, a que se obriga o
emprezario, ser este obrigado adopta-las, sen-
do ajustado com o goveruo a indemaisicaj que
dever o emprezario receber pelo augmento de
despeza resaltante das alterages eligidas para
esse Qm.
Art. 49. Todas as quesloes suscitadas entre o
governo e o emprezario, ou entre estes os parti-
culares sero decididas por arbitros nomeados, um
por cada urna das partes, sent o desempatador
nomeado por ambas as parles ou a sorte em caso
de divergencia.
E pelo dito Carlos Luiz Cambronne foi dito e
declarado que aceitava as condiges cima esti-
puladas, e promettia bem e fielmente cumpri-laj,
ujeilanio-se as penas estabeleci Jas nesle con-
trato, assim como pelo commendador Joo Tinto
de Lem js, e negociante Jos Teixeira Bastos, que
estavam presentes foi dito pelo mencionado Car-
los Luiz Cambronoe.se obrigavam como fiadores,
o pnncipaes pagadores a satisfazer as mesmis
eondigoes e as penas em que incorresse o em-
prezario, para o que um e outro obrigavam e hy-
pothecavam todos os seus bens
E depois de lido este contrato que acharara
conforme foi elle assignado pelo Exm. Sr. presi-
dente da provincia, pelo emprezario e pelos seus
fiadores parante Francisco Lucio de Cintro, e Do-
mingos Jos Sones, como testerauonas, que tam-
bera assignaram
Eu Antonio Leite de Pinho, ofcial raaior da
secretaria do governo, es:revi. E eu Jos liento
di Cunha e Figueiredo Jnior, secretario do go-
verno o fiz escrever e subscrevi.Benvenuto Au-
gusto de Magalhes Taques. Carlos Luiz Cam-
bronne. Jos Teixoira Bastos. Joo Pinto de
Lemos.Francisco Lucio de Castro. Domingos
Jos Soares. Conforme.Antonio Leite de Pi-
nho. Conforme.Francisco Canuto da Boa-Via-
gem.Officisl maior servindo de secretario.
I rio o Sr. Custodio centinuou como c3iieirodos
i Srs. Amorim & lrmos por nao poueo roezes ; e
! que somonte depois de decorridos bastantes me-
1 zes e de ter sahido da casa commercial dos Srs.
Amorim & Irmaos foi qoe se iembrou de quei-
xar-se peraole a delegada desta cidade ora pelo
crime de ferimeotos graves, ora pelo de tentati-
va de morle, sendo contrariado oaquelle pelo
exarae a que se .proce leu, e pelos depoimentos
deguas proprias testemuuhas, e nesse por todas
as pegas dos autos.
O que procura o Sr.1 Custodio nao vin-
gar a lei, mas fazer impor ao infeliz perto
urna pena, nao satisfeito com a pena seve-
ra de 400 agoules que soffrera: o seu esfor-
go tanto menos louvavel quanto certa que
respaila um infeliz, que nao gosa da lber
dado e que por sua coodigo J foi dado
vinganga do sr. Custodia recebendo um cas-
tigo corporal, qno certamente nao soffreria se
livre fra e podesse sustentar os seus direitos
para com o Sr. Custodio, no terreno da igualda-
de em que ento estariam ambos.
O Imparcial
nambuce 5 de julho de 1861.Maooel Jos Pin-
to, serviudo de offlcial-maior.
Por ordem do lllm. Sr. inspector da alfan-
dega se faz publico que no dia ti do correte se
ha de arrematar am hasta publica, depois do
meiodia, porta desta reparticlo, de conformi-
dade com a disposigo do art. 756 do regolamen-
to da 11 le aetembro- nlliroo, 24 bsrris eoai 840
caadas de aguar lente, valor da caada 300 rs.,
total 252fl, urna lancha do valor de 60$, que fo-
rana apprehaudidas no- mar pelo guarda Antonio
Jos Rodrigues do Paula, na ocersio em que orto
VOfiSO; T ramos de or de parno a 80" re. cada
um. 880 rs. ; fv navalbas ordinarias a 160 rs.,
I#280 ; 1 capella de flor de panno por 320 rs. ;
I carlao com diverses retalhos de fitas de diver-
sas qualidades por 3f080: 12 duzias e meia de
pegas de fita para debrum de sapatos a 800 re. a
dura de pegas, 10*200; 13 pegas de fita de vel-
ludo eslrelta e de cores a 840 rs. a peca, 109920:
mais 6 pegas de fita de velludo de n. 12 a 800 rs.
a pega, 4*800; 31 pe;as de fila de garca estreita
a 610 rs., 19>840 ; 39 pegas de fita de "seda larga
a 1*000 a peca, 39*000; 1 cartio com 24 rolos de
condnztdas para bordo da barca nacional Aire-I fitas por4$00'; f dito'de dito com 17'rolos"oor
vida, sendo oerrematagao livre de direitos. 2*000; 12 masses de 5 pegas de Ola de aleooo
Alfandega de Pernambuco 6 de jolho de 1881. de cores a 500 rs o mago. 6*000 ; 3 libras de lata
Nao merece resposta seria um certo embroglio
que sob o titulo de correspondencia, e firmado
por um taberneiro, que se diz Portuguez ami-
go do Bratileiro coaspurcou as paginas deste
Diario.
Escriptor oeste estylo s no fundo de urna bo-
dega podiam ser forjados: elles revelara o pe-
dantismo e a inopia do seu autor, que suppoodo
formular a defeza, escreveu o libello aecusatorio
do seu protegido.
E na vordade, como responder a um tolo, que
nao coohece a contradigo em que cahe, quando
af[irma que Manoel Bento de Oliveira Braga, pro-
pietario alias de urna loja de ferragens com o
fundo de 30:0008000 nao tem crdito para as ca-
sas de grosso trato, e logo depois dizer muito se-
nhor de si, que Manoel Bento tirara o crdito
uessas mesmas casas ao seu amigo Lino Jos, que
alias nunca o leve ? 1 1 Por ventura quem nao
tem crdito ple tirar crdito a alguem r I 1
Como responder grosseira escapatoria do po-
bre vendelho, transformado em advogado, que
em defeza de um reo de polica alarma ser ver-
dade que fora com um chicote conversar como
seu credor, e que este puchando pelo chicote,
ficra squelle com um esloque em punho 11 Ora,
pode dar-se maior deslampa lo rio?
Com qua tengo podtria ir o dovedor conver-
sar com o credor, estando com elle bastante ini-
misado, armado de um chicote que cotitioha um
estoque? Seria para dar-lke marmelada, ou para
ver-se livre da divida por um meio mais espe-
; dito ? !
Senhor vendelho, outro ofTieo ; se nao liver
mais habilidade para vender alhos e linguigas,
Vmc. naufraga, e esse naufragio parece infallivel
porque j os credores Ibe batem porta ; pobres
trapicheiros I....
E se ellessouberem Vmc. verga ao peso de um
processo crime pela delegada do Recite e por um
motivo vergonhoso que naturalmente o far dar
com os ossos na deteoco, e fazer companhia ao
amigo ausente ? Eni'o, adeus ceblas, adeus
paios, adeus toucinho.
Um bicho com ollios de coruja, nariz de dogue,
esperteza de namb, que esconde a cabega e......
nao pode produzir seno parvoices, as quaes em
vez de attenuarem, patenteam melhor a orimi-
nalidade daquelle cm favor de quem so pro-
nancia

Firmino Jos de Oliveira,
l.'seeretaTio.
lllm. Sr. inspector da Ihesoararia pro-
vincial manda fazer publico, que o thesoureiro
da mesma thesouraria est autorisaio a pagar do
dia 8 do correte por diante as plices da divi-
da publica provincial, e oraiitidss em vi r tu de da
tei provincial a,354 de 23 de setembro de 1854.
E para constar se maodou affixar o presentee
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 6 de julho de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira d'Aununeiaeao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que o thesoureiro
da mesma thesouraria est autorisado a pagar do
dia 8 do correte por diaote, os juros das apoli-
ces da divida publica provincial, vencidas aten
ultimo dejunho prximo finda.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 6 de jolito do 1861.0> secre ario,
Anlenio Ferreira d'Annuociagao.
0 Dr. Bernardo Hachado da Costa Doria, official
da imperial ordem da Rosa, e juia de direito
da primeira vara do crime e interino da do
coramercio desta eidade do Recite de Pernam-
bitco e seu termo, por S. M. I., que Deus
guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edita! virem e
delle noticia liverea, que no dia 10 de julho se
ha de arrematar por venda a quem mais der, em
dar nove membros da assembla legislativa pro-1 Praga publica deste juizo, na sala das audiencias
vincial, conforme dispoe o art. 2a do decreto n. os objectos seguintes
2633 de Ia de setembro de 1860. Pago da cma-
ra municipal do Recife em sesso de 1 de julho
de 1881. Luiz Francisco de Barros Reg, presi-
dente.Francisco Canuto da Boa-viagem, official
maior servindo de secretario.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia, era cumprimento da ordem
O Ilira. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda faaer paklieo para couhecimento
dos inte reas dos o art. 48 da lei provincial n.
540 do-48 dojuabo do crrante anno.
Art. 48. E' permiltido pagar-se a meia siza
dos escravos comprados em qualquer lempo an-
terior a data da presente lei independentc de
revalidago multa, ama vez que os devedorea
actuaes deste imposto, o faga m dentro do ejerci-
cio de 1861 a 1862, os que nao o frieren) ficaro
sujeitos a revalidago e multa em dobre, sendo
um tergo para o denunciante. A thesouraria
far anounciar por edital nos primeiros 10 dias
de cada mez a presente disposigo.
E para constar se mandou anisar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Fer>
nambaco 8 de julho de 1861.O secretario,
A. j). d'Annuociagao.
A caara municipal desta cidade faz publico
para conliecimenlo doa seus municipes, e espe-
cialmente do corpo eleitoral, que o Exm. presi-
Jeote da provincia lbe communicou, que, em
virtude do 1" de art. 24 da lei de 12 da agosto
de 1834, convocar a aera assembla legislativa
provincial para reuoir-se na prxima sesso or-
dinaria de 1861, e que designara o dia 24 de no-1
vembro vindouro para neile 38 proceder eleicoj
dos seus membros ; devendo o primeiro dislriclo i
leu Maooellitarla Rodriguedu Ivasrimentiv
escrivav, o subscrevi. *
Bernardo Machado da Cotia Doria.
^^bw mamam. > amamal
Declaraces.
Urna armago de pinho, avahada por 150$, um
candieiro do gazdedous bicos, por 50*, am relo-
gio de brooze para cima de mesa por 89000, urna
mesa de pinho com quatro gavetas por 6*000, urna
maquina ds vidro para tirar fogo por 4g0O0, 32
bollas de borracha, a 160 cada urna 5*120, 11 pul -
seiras pretae de vidro a 1* cada urna 11*000, 19
do thesouro, de 6 de maio ultimo, manda fazer [duzias de pentes de chifre para alisar cabello a
publico, que Oca aberto, para o dia 29 de julho 1800 rs. a duzia 155200, 39 duzias de ditos para
prximo seguiste, novo coocurso para preenchi-1cabega a 1*500 a duzia, 58500. Urna e meia Ju-
mento dos lugares de praticante de alfandega! ra de ditos virados todos por 9*000 ; 20 magos
desta mesma provincia, comegando os exames s ; de filis de lioho de cores, a 400 rs o mago, 8* ;
10 horas da manhia sobre as seguales materias: 27 magos de dita branca a 320 rs., 8*640 ; 19
1.* grammatica da lingua verncula, leilura e j grozas de torcidas para candieiro 320 rs. a gro-
escripta correcta e correte ; 2 tbeori da es-: za, 6$080 ; 47 magos de carreteis de lianas de
cripturaco mercantil por partidas simples o do- 100 jardas a 240 o mago, 11*280; 13 ditos de
bradas, e suas applieaees ao coramercio, e a ad-1 ditos de 200 jardas a 50 o mago, 6*00 ; 7 meias
miaistragao de fazenda ; 3. arilhmetiea e suas-resmas de papel de peso a 1*200, 8*400 ; 31 cai-
xiahaa da linha de marca a 120 rs. a caixa 30720;
11.magos de cordo branco a la o mago 11*000 ;
40 grasas de assurios de chumbo a 640 rs. a gro-
sa, 25600
Communicados.
No Constitucional de sexta, 5 do correte mez,
fez o Sr. Custodio-iJos Pereira publicar urna
correspondencia com o fim de ver vingada a lei
respeito do langamenlo da aecusaco por elle
promovida contra o preto Manoel, escravo dos
Srs. Amorim & lrmos; e pretende apsdrioharo
seu bom direito com os pareceres de tres advo-
gados do foro desta cidade.
Amante da jusliga o conhecedor das oceurren-
cias que se refere o Sr. Custolio, nao podemos
resistir ao desejo de dar ligeira resposta com o
fim tambem de sor vingada a lei, e mantida a
deciso pela qual foi o Sr. Custodio langsdo da
aecusagio por nao ter ofTerecido o libello aecu-
aalorio dentro das 24 horas, que lhe foram as-
signadas.
Consta dos autos, segunde somos informados,
que por despacho do juiz preparador dos pro-
cessos foram assignadas as 24 horas para o Sr.
Custodio offerecer o libello aecusatorio sob pena
de langamento ; que Jo escrivo interino do jury
certificava haver intimado em despacho ao Sr.
Custodio ; e que devolvidos os autos ao ef-
feclivo, este certificara depois de muilos dias,
que por parte do Sr. Custodio nao lhe fora entre-
gue o libello aecusatorio.
Desta simples exposicao conforme com o que
consta dos autos claro que o Sr. Custodio nc
podia dexar de ser laoeado do direito de prose-
guir na aecusaco do preto Manoel ; e que o Sr.
Dr. juiz de direito da 2a vara, conformando-se
com o parecer do Sr. Dr. promotor publico ; nao
podia dexar de preferir a deciso, de que appel-
lara o Sr. Custodio,- e pela qual fra o Sr. Cus-
todio laucado da aecusago.
Anda quando Sr. Custodio nao houvesse sido
intimado para offerecer o libello dentro das 24
horas, como pretende, nao obstante a certido
do respectivo escrivo, desde que o primeiro a
reconhecer,que praie antiga ser publicado oo
cartorio o despacho pelo qual se asSignam as 24
horas ao autor para ofterecer o libello, lem de-
monstrado que essa praxe poda ser eitensiva ao
despacho que lhe assignou o termo de 24 horas.
Nao preciso porm recorre a essa praxe,
contra a qual se pronunciara es pareceres dos
advogados consultados pelo Sr. Custodio : preva-
leceu a doutriaa por estes abracada, pois foi o
Sr. Custodio intimado do citado despacho, se-
gundo certificara nos autos o escrivo que lile fi
cera a intimago.
Pretende porm o Sr. Custodio que essa inti-
mago que recebera fra para constituir outro
advogado,jpor ter fallecido o que se achava cons-
titaido nos autos e nao para offerecer o libello,
e em prova de saa alUgago firma-so u carta de
intimago que lhe fora dirigida pelo escrivo no
mesmo dia da data do despacho e na declarago
que depois, requerimenlo seu, flzera o rnesmo
escrivo.
O que porm ineootestavel que semelhsn-
te subterfugio de que langa mo o Sr. Custodio
nao pode prevalecer, nao s porque as certides
que os escrives passara nos autos nao podem
ser destruidas por dectarages que em sentido
contrario, depois o fra doa autos, queiram
paasar os mosmos escrives, como porque a pre-
tendida causa da lotimago que diz recebera o
Sr. Custodio nao tem & menor procedencia, e
era poda levar a escrivo interino expedir a
arta e menos a fazer crer ao Sr. Custodio que
devia attender ao seu cooteudo, como claramen-
te passamos a demonstrar.
Diz o Sr. Custodio, diz a carta de intimago
que o Sr. Custodio (Ara intimado para constituir
outro ad vagado por ter fallecido o advogado ceas-
titudo nos autos, o Dr. Leonardo Augusto Fer-
reira Lima : entretanto recorrendo-se aos autos
weriftea-ee qes o faHecido Or. Leonardo nuaea
(dra coookUtido nos autoa como advogado do Sr.
Custodio f! e taolo bastante para conhecer-se
que podia o escrivo expedir a carta de intima-
gao aa* o pretexto do (alladaieato do Dr. Le-
COMMOBMCIOo
Caixa Filial do Banco do
Brasil em Pernambuco
A directora em virtude do aviso de 8 de ju-
nho prximo passado, declara que ica prorogado
por mais 60 dias o prazo marcado pelo art. 4o do
decreto n. 1685 de 10 de novombro do anno An-
do, para a substiluigo das notas de 20* da emis-
so da mesma caixa, o qual Onda em 19 de se-
tembro vindouro.
Caixa Filial do Banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861.O secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferreira.
appltcagoes ao commercio, com cepeciaKdade a
reduego dos pesos e medidas nacionaes e es-
trangeiros, calculo de descont e juros simples e
composlos, theorias de cambios e suas applica- sa 25{600 ; 16 duzias de baralhos de cartas por-
gos ; 4.a noges de algebra ; 5.a tradueco cor- \ loguezas a 1*200 a duzia, 19*200 ; 14 duzias e
recta das linguas ingleza e franceza, ou pelo me- | mtia de ditas francezas a 2#, 29g000 ; 102 quar-
nos da ultima; 6.a principioa geraes, de geo- tetros de peuna de pato a 100 rs., 6*200 ; 91
graphia, de histeria do Brasil e de estatistica com- duzias de carios de clcheles a 600 rs. a duzia,
mercial 51*600; oito caixinhas de penoa de ago, a 320
Aquellos que pretenderen! ser admittidos ao ,rs- a caixa, 25*560 ; 15 masaos de conlas de vi-
concurso, devero previamente provar, que teem ^dro muidas t 600 rs. o mago, 9*000 ; 19 pares
18 annos completos de idale, que esto livres de de patinhos de menino bordados a }J o par,
19*000 ; qoarenta pares de luvas d.e seda de co-
res para senhoras a 320 rs. o par, 12*800 ; 6 li-
bras e meia de retroz de diversas cores a 39200
a libra, 20*800; tres.duzias e meia de podras de
escrever a 2* a duzia, 13000 ; 17 colariohos pa-
ra hornera por 1}7O0; 19 boneclos grandes e pe-
queos a 1-3 cada um, 19*000; 22 pares de sus-
pensorios a 80 rs., 1*760: 7 tocas de lioho em
mo estado a 160 rs. 1*120; ama duzia de fras-
cos d'agua de colonia por 6(000 ; 23 caixasde
pinho por 1*760 ; 11 grosas e meia de colheres
de ferro e lalo a 4* a grosa, 46*000 ; 9 duzias
de caixas de chifre redoudas a 50 rs. a duzia,
4*500 ; 5 duzias de ditas compridas a 1* a 4uzia,
5*"00 ; 36 vasos de porcelana de diversos lma-
nnos e qualidades a 1# cada uto, 361000 ; 4 du-
zias de tiveliuhas douradas para cinto a jO a
duzia, 8(000 ; 3 massos de cordo francez dou-
rado a 2 o masso, 6*000 ; 30 duzias de rozlas
de lalo dourado al(a duzia, 30*000 ; 6 caixas
de Flaodres usadas a 640 rs. 3*840 ; 122 pares
de dados por 10* ; 7 duzias e meia de thesouras
grandes a 2j a duzia, 15*000 ; 58 duzias e meia
de ditas pequeas a 1*200 a duzia, 70*200 ; urna
duzia e meia de pioceis para barba a 1(4(0 a
duzia, 2*160 ; 3 caixinhas de lacre fino por 960;
5 duzias e meia de caixinhas de obreia de cola
por 3*000 ; 8 grosas de botes grandes de ma-
dreperola a 4* a grosa, 32gOOO ; 6 duzias e meia
de rozetas pretas a 1g600 a duzia, 10(400 ; 9
grosas de anneis de vidro a 6* a grosa ; 543000 ;
40 patuaes por 8*00.); 17 tos de seda por 1* ;
63 massos de palitos de denles a 80 rs. o masso,
5J040 ; 3 duzias de tinteiros pequeos com tinta
a 40 rs. um, 1*450 ; um aguador de Flaodres
por 500 rs.; 5 caiiinhas de caluuga de chumbo
a 320 rs. 1*600 ; 3 tinteiros de porcelana por 5*:
3 apparelbos de louca para brinquedo de criauga
a 800 rs. cada um, 29400 ; 2 duzias do papel lisa
por 480 rs.; 3 duzias de caixas vasias para agu-
lhas por 240 ; 2 vidros de espelhus por 1*600 am-
bos ; 45 caixas com obreias por 1*800 ; 5 duzias
mifandega.
Rendimento do dia 1 a 8 150 400*604
dem do dia 9.......28.755J641
179:156(245
Hovlmento da alfandeea.
Volumes entrados com fazendas..
> > com gneros..
Volumes
>
sahidos
1
com
com
fazendas..
gneros..
104
161
-----265
104
120
------224
Descarregam hoje 10 Je julho
Brigue inglazEliza Jankenscarvo.
Brigue inglezSpycarvo.
Polaca hespanholaEsmeraldacarne de char-
que.
Sumaca hespanholaArlilla idem.
Polaca hespanholaIndiaidem.
Brigue portuguezConstantebatatas e ceblas.
Barca inglezaColinafazendas.
Recebe doria de vendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 8 11:098(109
Idem do dia 9......; 1:527*580
12625(689
Consulado provincial.
Rendimento do dial a 8 50 301(365
dem do dia 9.......1518;725
51:823(090
Moviraento do porto
Ot 0* o. u> g. r* 5" V ai c Horas.
< e> w Z B er e ca kthmosphera o es
a s S m 08 P5 en O Dirtccao. 4 ai a H e B
w m i s Inttneiiadi. ,1 U9 *
a s ~a 3 8 Wmknmhiit. 01 s o Dd i-I m o i
M M u *. en ce S Centifrado.
9 S J s 1 Hyf romttro. i
o o o O a s Cisterna hydr-mttrica.
-4 -J M a js 00 -4 -a r -5 franetx. ! i
g 1 g 8 ao M Inqlti.
culpa e pena, e que teem bom comportameoio.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 4 dejunho de 1861.Servindo de offi-
cial-maior. Lua Francisco de S. Paio e Silva.
A cmara municipal do Recife em virtude
da ordem circular da governo da provincia de 22
do crrenle, faz publieo para couhecimento de
seus municipes, que por aviso da secretaria de
estado dos negocios da fazenda de 4 deste mesmo
mez, se ordenara a thesouraria da fazenda que
procedesee nesta provincia a substituirlo das no-
tas de 100* e 200* primeira estampa, papel brao -
co, no lempo que decorrer de agora al o fim de
dezembro do anno correte, comecando do pri-
meiro de Janeiro proiimo futuro o prazo de 10
mezes para o descont mensal de dez por cento
no valor das mesmas notas.
Paco da cmara municipal do Recife em ses-
so ordinaria aos 27 de junho de 1861.Luiz
Francisco de Barros Reg, presidente.Francis-
co Canuto da Boa-Viagem. official maior servindo
de secretario.
Joo Bapti8ta de Castro e Silva, commendador da
ordem da Rosa, e inspector da thesouraria de
fazenda de Pernambuco, por S. M. I., que Deus
guarde.
Faco saber a todos os habitantes desta provin-
cia, que em virtude de ordem circular do the-
souro a. 39 de 4 do crranle mez se jubstituiro
nesta thesouraria, s horas de seu expediente, es
notas de 100* e 200 da Ia estampa, papel bran-
co. Esta substiluico se realisar desta data ao
fim de dezembro deste anno valor por valor ; do
Io de Janeiro de 1862 porm em diante se far
ella com o descont legal de 10 por cento em ca-
da mez, de modo que no Io deoulnbro do dito
anno de 1862 nao tero mais valor algum as re-
feridas notas.
Thesouraria de fazenda de Pernambuco 15 de
junho de 1861.
Joo Baplista de Castro e Silva.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm.Sr. pre-
sidente da provincia, de 28 de junho prximo
findo, manda fazer publico que no da Io de agos-
to prximo futuro, peraotc a junta da fazenda da
mesma thesouraria, se ha de arrematar, quem
por menos fizer, a obra a fazer-se com o corte da
barreira do alto da Maricota, avahada em res
4:290S000.
A arrematarlo seri feite na forma da lei pro-' de grosas
vincial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob ai j sem valor
clausulas especiaes abaiio declaradas.
As possoas que se propozerera a essa arrema-
cao comparecer na sala das sessoes da referida
junta, no dia cima mencionado, pelo meio dia
e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente a
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 4 de julho de 1861.O secretario.A.
F. da Annunciaco.
Clausulas especiaes para arremalacao.
Ia. A obra ser principiada 15 dias depois da
arremalaco e concluida no prazo de 4 mezes.
2*. O arrematante quando teaha de entregar a
obra, apreseotar o leilo da estrada, em estado
perfeito, tendo cuidado em que ao desappareca
a carnada de Ierra arenosa, com que feita a su-
perficie superior do mesmo leilo; e bem assim
que os vallados Qquem completamente desobs-
truidos, e com a prerfuodidade e largura que lhe
indicar o engenheiro encarregado da obra.
3a. A supercie do talude flear com estado
perfeito, formando um s plano, e se acontecer
que quando a escavaco chegue ao ponto deter-
minado pela inclinado marcada na planta pela
linha encarnada, houverem esbroamentoa, que
para regular a superficie dos taludes, tenha o ar-
rematante de facer maier escavaco do que a de-
terminada, ser elle obrigado a fazer.
V. O pagamento ser feilo em quatro preita-
coea iguaes, pagos mensalmeute, e urna vez que
se verifique achar-se feita urna parle correspon-
dente da obra.
5*. A Ierra laucada fora ser levada para as
partea baixas que houverem fra da estrada, nao
podendo aer amooloada de forma que poasa vir
para cima da estrada.
6*. O arrematante atteader a todas as reela-
maces do engenheiro, tendentes boa execuco
da obra, e bem assim no imposto a tal respeito
na lei n. 288.
7*. Nio aera atleodida reclamacie alguma por
parte do ar rematante, flcaaio ella responMvet
por qoMsquer circumataaciM accidenta** que
posaam pro vir durante a eseeoclo 4a obra, teja
qual for motivo, que a iam der lugar.
Conforme.O secretario. Antonio Femara ato
iwtwincaayie.
OlUm.gr. inspector da thesouraria de fa-
inada danta pravincia, em cumprimento de or-
den do Exm. Sr. preside*te da pro*inda.atoada
fazer publico qae so hao da arrematar por anta
da faceada incaoaul, no du 18 de corrate, por
1 mata da lama, na caaa em qtte fuaecionuu a ex-
tineta roparticao das trras publicas, meses, ca-
deiras a maia ufooeiima, aaeim coma ofcocto*- do
de papis de rebique por 2$400 ; 7 bonels de vel-
ludo e panno a 320 rs. cada um, 29240 ; 2 colos
e meio de galo por 6* ; 3 pentes de vulta para
arregacar cabello por 1*; 2 duzias de carreteis de
Milo a 1* a duzia, 2*; 798 eaiampas de santos de
diverses tamanhos a 160 rs. cada um, 127(689 ;
4 cagados por IgOOO; 101 eslampas grandes
a 320 rs. cada urna, 32$320; 4 duzias de cha-
ru tei ras de couro a 1* a duzia, 4*; 110 massos
de caixinhas de phospboros de cera,
; 3 pentes de tartsrnga a 2* cada um,
6( rs.: 17 duzias de pentes para piolhos a 1*600
a duzia, 27*200; 16 pentes de ditos ordinarios
por 1-3 ; 74 mascaras de diversas qualidades a
100 rs. cada urna, CgiOO ; 9 grosas e meia de li-
pis finos a 1*400 a grosa, 13*300 ; 2 grosas e meia
de ditos ordinarios a 800 rs. a grosa, 2(000; 9
relogios de menino, todos por 1*U00; 4 medidas
de seda para alfaiate, em caixa de madeira. a
600 rs. cada urna, 2*400; 117 grosas de boles
de louca a 120 rs. a grosa, i4|04O; 4 loneta de
baleia, de 2 vidros, por 2*000 ; 8 fecha Juras de
de lato, a 320 rs. cada urna, 2;.>60 ; 8 duzias de
alfioetes com pedra para grvala a 500 rs. a du-
zia, 4000 ; 32 folhetiobos escriplos por 1*000 ;
196 grosas de |bol5es de ac para caiga a 580 rs.
a grosa, 35*280 ; 1 caixa de seda para sapateiro
por 160 rs.; 2 libras e meia de la de cores por
9S00O ; 9 libras de linhas de novello a 500 rs. a
libra, 4*500; 5 pares de meias de seda prela a
1*000 o par, 5*000; 14 pares de ditas pequeas
a 640 rs. o par, 8*360 ; 2 grosas de canelas a
l$0O0 a grosa, 2g000 ; 102 grosas de marca de
boles de ago por 5(000 ; 14 caixinhas com isca
de cortica a 80 rs., 1*120 ; 12 bolsas para escro-
tos por 2J000 ; 13 escovas para facto a 320 rs.
cada urna, 4$I60: 4 duzias de carteiras de couro
a 33000 a duzia, 12*000 ; 76 duzias de caixinhas
de clcheles n. 1 a 500 rs. a duzia de caixas,
38$000 ; 3 cordes por 28000, 6(000; 3 duzias
de erriohos de limpar denles per I5OO ; 4 du-
zias de oculos de armsco ordinarios a 2*000 a
duzia, 8*000; 185 pe;as de fila assetinada a 160
relea pega, 28f000; 46 pegas de dila mais larga
a 240 rs. a pega, 11*040; 6 grosas de fivellas
para caiga a 5*000 a grosa, 30*000; O petas de
tila larga assetinada e lanada a 1*000 a pega,
9*000 ; 55 rosas decrteos de pedra a 120 rs. a
grosa, 6*600; 120 pecas de uta preta sarjada a
260 rs. a pega, 258200 ; 12 pegas de ota Larga e
lavrada a 8*000 e pega, 36*000 ; 9 camas do 12
cartees de franja de seda pela, estreita a 18000 o
cartu, 108fOOO; 6 pegas de tiraa o clcheles
para vestidos a 1*000 a peca, 6*000; 66 candes
de franja de la a 320 rs 16*920 ; 1 vidro de
bocea larga com urna porgao de cordaa de tripa
por 2*500; 2 cintos para horoem, em mo estada
por 820 ra. ; 1 duzia e meia de escovas para ca-
bega o 320 rs. cada urna, 5fTe6 ; 4 rosas de
agotbeites de pao a 1*000 a groa*. 4#O0 ; 11
aadrinaes pequeos com estampas a l'JO rs.,
1*320; Lomte dozie de esaelhinhoa com pe
por 3*000 : 15 pegas oto bico estretto a 1*000 a
pega, lMOfO 7 segal de randa lia* o 320 rs.a
peca. 2*240; 2 enfeiles de vidrilho para cabega a
1*000. 2*006; 1 deaiee de irtocseotM Brandes
por 2*400: 5 duzia de ditas paoaeoe a 1*000 a
lina a 1*500 a libra, 4*500; 1 carteo com diver-
sos pedagos de Ota larga por 3*000; 8 duzias e 4
caixas de chumbo para rap a 80 rs. eada urna,
8(000; 17 grosas 200 rs. a grosa, 3(400 ; 17 duzias a meia de bor-
des para violo a 1*006 a duzia, 17*500 j 60 du -
zias de ditos para vtoU a 240 rs. a duzia, 14(400;
7 duzias de caivetes de duas folhas a 3(000 a
duzia, 21*000 ; 1 duzia de cartas de alfioetes
por 1*060 i duzias de gaitinhas de pao s 400 rs.
a duzia, 2(000 : 9 grosas e meia de ernzes a 600
rs. a grosa, 5*700; 1 carlao com urna porgo de
Ola a retalho, por4|000; urna grosa da agulhei-
ros de folha por 58000; 49 rosas de boles de
ago grandes a pequeos a 320 rs. a grosa, 15$680;
2 e meia resmas de papel de peso com um pe-
queo defeito porlgOOO, 1 carteo cora em pou-
eo de renda sola por 2*000; 49 pegas de renda
estreita de 24 jardas a 60 rs. a jarda, 70(560 : 28
caixinhas de alfioetes francezes por 3*000; 15
caiiinhas de ilhoses a 120 rs. a caia. 1*800 ; 1
carto com um pouco de bico sollo por 10(000 ;
mais urna grosa de fivelinlias para sapatos por
200 rs. ; 3 duzias de caixinhas de raiz a 1(200 a
duzia, 8*600 ; 8 duzias,de creies pintados por
480 rs.; 15 calgadeiras de chifre por 1*200 : 2
machinas de imprimir beotiohos por 50J00 ; 1
duzia de lancetas por 960 rs.; 1 duzia e meia
detrancelins de borracha por 900 rs. ; 3 duzias
de pares de meias para menino a IgOO a duzia,
3*000; 3 duzias de pares de luvas de algodo por
3(000; 5 pares de ditas de fio da Escocia, por
1*500 ; 8 pares de seda prela para criauga por
2*500 ; 1 carto com um pouco de froco de seda
por 4*000; 4 caixinhas de papelo para costura
a 500 rs., 2J000 ; 3 ditas com vistas de papel a
500 rs., 1JJ500; 4 ditas vasias a 160 rs., 610 rs.;
1 grosa de fivellas estanhadas por 1*; 7 caixi-
nhas de creies para deseoho a 300 rs. a caixa,
28100; 4 duzias e meia de escovas finas para
deutes a 2*000 a duzia, 9*000 ; 12 carles de
tranca de seda com vidrilho a 3*000 cada crtao,
36(000 ; 3 ditas de ditas sem vidrilha a 3g000 o
carto, 9$000 ; 36 massinhos de tranca Qe cin-
co de la a 32o rs., 11(520; 1 pega de franja de
algodo por 1(280; 1 pega de bico ordinario por
1*000 ; 1 carto com um pouco de fita de vellu-
do de cores por 3(000 ; 4 duzias de atacadores de
vidro e de seda por 2(000 ; 1 carto rom um pun-
co de tranca de carac de la por 4*000 ; 3 espe-
lhinhos em caixa por 960 rs. ; 32 duzias de cor-
da de tripa para violo a 210 rs. a duzia, 7<80 ;
6 caivetes finos de 3 folhas a 500 rs.. 33000 ; 5
duzias e meia de thesouras entrefinas a 2(000,
11(000 rs. ; 127 cadernos de papel de diversas
qualidades por 5^080 rs. ; 116 folhas com di-
versas estampas miadas s 140 rs. cada una,
16*240 rs. ; 135 ditas finas a 350 rs., 43*200 rs. ;
4 estampas de mappas a 800 rs., 3(200 rs ,
160 ditas de diversas figuras, a 400 tis GgOOO ;
101 ditas grandes e tinas, a 1* cada urna, 101$ ;
8 alfineles prctos e 3 vollas de conta por 1* ; 1
groza 1|2 de boles de vidro para collete por 900
ris; 12 massinhos de migangas do vidro a 80
ris o msssinho. 960 ris; 8 duzias de caixas de
lamparinas a 400 ris a duzia, 3*200; 205 duzias
de botes para abcitura de diversas qualidades, a
320 ris a duzia, 65*600; 9 grozas e meia de bo-
tes para casaca, ordinarios, por 5* ; 5 grozas de
botes de vilro, a 320 ris a roza, I36OO; 15
grozas de ditos de seda, a 320 ris a groza, 4800 ;
14 duzias de ditos com vidrilho por 1(; 9 espe-
dios grandes de moldura prela a 1*, 9*; 2 gro-
zas e meia de boles brancos de panno, por 800
ris; 4 duzias da brincos e rozlas em caixa, a
1*200 a duzia. 4*800 ; 158 massos de 12 duzias
degrampos, a 400 ris o masso, 63*200; I duzia
de caixinhas de clcheles, por 40O ris; i espe-
Ihos pequeos, por 610 ris; 23pares de boles
brancos de metal para punhos, por 2$ ; 5 duzias
de pares de rozetas em caixa, a 500 res a duzia,
2*500 ; 28 pegas de fitas de algo lao, a 240 ris
a pega, 63720; 4 massos de cordo branco para
vestido, a 400 ris o masso, 1*600 ; 2 duzias de
boles de abertura com pedra, a 500 ris a du -
zia, por 1*; 2 livros em branco, diario e radia'
por 6* ; 1 diamanto para cortar vidro, por 1* ;
2 grozas de pares de argolas lisas, por 2*; 14
cartas de alfioetes grandes, a 10 ris, 1(400 ; 2
pegas de bico de prUa falsa, a 4*. 8(; 8 espe-
kbos de caixas de pao, a 500 ris, 4*; 8 duzias
de pares de meias de algodo para senhora, 1*600
a duzia, 12(800; 18 ditas para hornera, a IjOOO,
18* ; 24 massinhos de enfiadores de espartilhos,
a 240 ris, 5*760 ; 4 goliohas de cambraia, a 640
ris, 2*560 ; 15 entremeiosja l, 15* ; 5 ditas com
mangas, a 1*600, 8*; 1 duzia de pegadores de
lato, por 240 ris; 2 brinquedos de Flanires pa-
ra crianca, a 610 ris, 1*280; 1 groza de vero-
nicas de lato, por 320 ris ; 10 caixas de bfalo,
por 800 ris; 4 grozas de boles de seda para
colletes, a 500 ris 1 groza, 2J : 4 duzias de ca-
etas de lato, por 640 ris; 2 duzias de caiii-
nhas de grampos, por 800 ris ; 8 duzias de ve-
rnicas prateadas com argola, por 400 ris ; 21
redomas pequeas com vidro, por 800 ris; 2
carrinhos de Flandres para brinquedo de meni-
no, por 1*; 3 caixinhas com diversos brinjuedos
de madeira, a 320 ris, 960 jis ; 1 dita com di-
versas pegas de chumbo para oratorio, tor 320
Correio geral.
Existe na adminiatrago do correio desta cida-
de ama revista civel da relago do Rio da Ja-
neiro, em em que recorrenlea D. Francisca Bar-
reto de Jess e outros e recorridos D. Auna Roso
Mnrlins e o advogado Eduardo los de Moura co-
mo curador da prela Romana a seus llios, que
vai remetiida pelo escr'o Campello de Almeido
para 9 r entregue ao secretario da mesma rela-
go, a qua! deixou de seguir por falla de sello.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordena da directora e em cum-
primento do disposto no ari. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de no vembro do
anno findo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
subetituicao das notas de 20$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
Francisco Joao de Barros.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para foraecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos segu ntes:
Para forneciraento dos depsitos do artigos b-
licos das provincias de Alagoas, Parabiba e Rio
Grande do Norte.
800ccvados de chita para coberta.
3i30 varas de brim branco.
.1715 varas de algodozinbo.
Alagoas.
100 bonels.
100 grvalas.
100 mantas de la.
Parahiba.
208 bonels.
20S grvalas.
208 mantas de la.
Rio Grande do Norte.
189 bonets.
159 mantas de la.
Para o forte de Pao Amareilo.
1 livro com 200 folhas de papel almajo panta-
po cujo formato seja de meia folha.
2 castigar de lalo.
1 p de ferro.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fochada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manba do dia 12 do
carreute mez.
Sala das sessoes do conselho administraiivo,
para foroecimenlo do arsenal de guerra, 5 de
julho de 1861. Bento Jos Lamenha Linst
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Directora geral da instruc-
Qo rublica.
Fago saber a quem convier, de ordem do lllm.
Sr. Dr. director geral, que se acham vagas as ca-
deiras de inslrucgo elementar do 1." grao do se-
xo masculino de Una, S. Vicente, Buique, Santa
Mara da Boa-Vista e Ouricury ; pelo que sao as
mesmas cadeiras postase concurso, marcandorse
o prazo de 30 dias, a contar da data deste, para a
inscripgo e processo de habilitago dos opposi-
lores. na forma das instruegoes de 11 de iuoho
de 1859.
Secretaria de instrueco publica de Pernambu-
co 6 de julho de 1861 O secretario interino,
Salvador llenri jue de AlDuqu->rque.
Directora geral da iustruccao
publica.
Fago saber a quem convier, de ordem do lllm.
Sr. Dr. director geral, que se acham vagas as ca-
deiras deinsiruego eleraeotar do 1. grao do se-
xo femenino de S. Fr. Pedro Gongalves do Reci-
fe, de Santo Antonio do Recife, Iguarats. Seri-
iihem, villa de Garanhuns e Caruar; pelo qno
sao as mesmas cadeiras postas concurso, mar-
cando-se o prazo de 30 dias, a contar da data
deste, para a inscripgo e processo de babilitago
das oppositoras, oa forma das instruegoes da 11
de junho de 1859.
Secretaria da inslrucgo publica de Pernambu-
co 6 de julho de 1861.O secretario inleriuo,
Salvador llenri.jue de Albuquerque.
Santa casa de misericordia do
desif nados mencionada
Secretaria da thesouraria
de fazooa do Per-
eeeripeorio qno exisUam aaqaatU lepartoio. Oe duzia. 50900; S daiaiao da talheies, cabo de oseo
pretendentes devero comparecer ao di* o hora a 1)600 adaaria. BOO: 17 parea de esporas os
tusadas por 9#0O0 ; 15 espethos da moldura
preta com pos torneados a 1)500 cada urna, ris
ris ; 2 pegas de torgal de seda, por 1$ ; 2 ca-
lungas de massa, por 1) ; 8 casa es de pires e chi-
caras de porcelana com banha franceza em mo
estado, por 2#; urna porgo de frascos sem va-
lor; 23 duzias de rosarios de vidro, a 200 ris a
duzia, 4)600 : 9 duzias de dito de ago, a 320
ris a duzia, 2$880 ; 10 pegas de grades a I600,
I69 ; 4 massos de pos para denles, por 2$ ; 3 rea-
lejos, a 6j), 18g; os quaes sao pertencentes a
Joo Augusto Hoonques da Silva, e vo praga
por execugo de Vaz & Leal, e nao havendo lan-
zador que cubra o prego da avaliago, a arrema-
laco ser feita pelo valor da adjudicago com o
abatimiento da lei.
E para que o presente chegue ao couhecimento
de todos ser publicado e atinado na formado
estylo.
Recife, 27 de junho de 1861, quadragesimo da
independencia e do imperio do Brasil.
E eu Manuel Hara Rodrigues do Nascimento,
escrivo, o subscrevi.
Bernardo Machado da Costa Doria.
O Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, juiz es-
pecial do commercio desta cidade do Itecife de
Pernambuco e seu termo por S. M. Imperial,
que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem e
delle noticia tiverem. que no dia tO do corrente
mez, s 5 horas da tarde, ter lugar na loja de
miudezas sita na ra da Imperatriz n. 58, a arre-
matago de todoe os objectos existentes na mes-
ma, os quaes foram penborados a Joo Augusto
Heuriques da Silva, por execuco de Vaz & Leal,
deixando portanto a mesma arrematago de ser
eflectuada na sala dos au litnos conforme fra
j por editaos annunciada.
B para que o presente chegue ao conhecimento
de lodos, ser publicado na forma do estylo.
Cidade do Recife, 2 de julho de 1861.Eu Ha-
noel Mara Rodrigues do Nascimealo, escrivo o
subscrevi.
Francijco de Astis Pereira Rocha.
O Dr. Bernardo Hachado da Costa Doria, official
da imperial ordem da Rosa, e jaiz de direito
da primeira vara do crime, e especial do com-
mercio interino desta cidade do Recife, capital
de Pernambuco e seu termo, por S. M. I e C.
o Sr. D. Pedro H, a quem Deas gearde, te
Faga saber aos qaa o prsenle edital virara e
delle noticia tiverem, que no dia 10 de julho do
crrante anno e ha do arrematar por venda A
quem mais der, em praga publica deate juizo. na
asta da auditorias, urna casa terrea soeia-agua,
sita oa ru daa Calgadas u. 18, com um orla o
janella oa frente, urna sala o duas eamariuhas,
com 16 palmos de frente e 18 de fundo, avahada
por 500), a qual tai penh>rad.. por execuco de
Aoteai Pereira da Rocha Bastos contri Francis-
co Antonio das Chafa; a ano ha vendo laogador
qae cuate o proco da avaliago seri a arremata-
go ferta polo valar da adjudicago com o apati-
ta tato da lei.
para qoe chage ao conhecimento do todos
mandei paasar editase que acro publicados peta
imprenao o afiliados aoa lugares do coatume.
Dado e pascado nesta eidade o Recife, aoa SO
de janho do 1861, quadrageaimo da iudopaodea-
cia e do imperio do Braa.
llecife.
A lllma. junta administrativa da santa casa
de misericordia do Recife manda fazer publico
que no da 11 do correule, polas 4 horas da lar-
de, na sala de suas sessoes, ir praga o forne-
cimento de pao e bolacha, que houverem de con-
sumir os estabelecimentos de caridad' do diada
arremalaco a 31 de dezembro do correle anno.
Os pretendentes dirijam suas propostas em caria
fechada no dia e horas sprazados.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recife 5 de julho de 1861.0 escrivo,
F. A. Cavalcaoti Cousseiro.
A lllma. junta administrativa da santa casa da
misericordia do Recife manda fazer publico que
nao se lendo effecluado hoje a arrematago das
rendas da ilha do Nugueira, fra transferida sob
condices mais favoraveis para o da 11 do cor-
rente* pelas 4 horas da larde, na sala de suas-
sessOes.
Secretaria da santa casa de misericordia do Re-
cife 4 de julho de 1861.O escrivo,
F. A. Cavalcanii Cousseiro.
Santa casa da misericordia do
Recife.
A lllma. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife manda fazer publico aos
senhores irmos instaladores que anda nao pa-
garaai as respectivas joias, e que nao o fuerera
da data deste a 30 dias, que sero eliminados do
conformidade com o oCQcio da presidencia.
Secretaria da santa casa da misericordia do Re-
cife 5 de julho de 1861.O escrivo,
F. A. Cs ralean ti Cousseiro.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do coramercio da
provincia de Pernambuco se faz publico a vaga
do offici de corretor geral desta praga, hivida.
por iallecimento de Prudencio Marques de A-
morim.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 5 de julho de 1861.
Julio Guimares Ofcial-maior.
Santa Casa de Misericordia do
Recife.
A lllma. junta administrativa da santa casa do
misericordia do Recife. manda fazer publico que
nao se tendo effectuad hoje a arrematago das
rendas da ilha do Nogueira, ir novamenle a pra-
ga no dia 4 do prximo futuro mez de julho. Os
pretendentes devem organisar suas proooslas e
remelle-las a esta secretaria em carta fechada
00 dia cima mencionado, ai 4 horas da tarde.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 27 dejunho de 1861.
F. A. Civalcanti Cousseiro,
Escrivo.
A lllma. junta administrativa da santa casa
de misericordia do Recife manda fazer publico,
que no dia 15 do prximo futuro mez de jolho,
pelas 10 horas da manhia, na casa dos expostos,
far-e-ha pagamento as respectivas amas ; de-
vendo estas irea exompinbadas das enancas.
Santa casa de miaoriexdf a do Recife 28 de ju-
nho de 1861.O escrivo,
F. A. Cavalcaali Cousseiro.
Por esla subdelegada se faz publico que se
acham depositados um car alio castanbo, que no
dia 3 do corrate foi reraetiido peto inspector do
Peres, por o ter apprehendido, vagando sem
conductor e aer estrauho no lugar; outrosim foi
entregue a asta subdelegada um bode e urna ca-
bra (bicho) que foram remeltidos por Ignacio Joa-
quim Gongalves da Luz, por os ter pegado em
suas lavouras: quem so julgar com direito ao ca-
vallo comparega, qae provanlo lbe ser entre-
gue, e o bode e cabra, pagando a multa convan-
cionada as posturas municipaes Res serio en-
tregse
Subdelegada do 1* districto doa Afogados, 6 da
julho de 1861. O subdelegado, Josa Francisco
Garneiro Monteiro.
Por esta subdelegad* fu pubUco, quaso


w
DLLBK) 01 muOMIOOO. w QUAfiTA PE1RA 10 M lMO DE 1*41.
-i
cha d"r
^aitd m evio
sea

. a Hazlo, cora outroa
**i?rT.>-que foi remettido a este juizo pelo ios-
beclr de quarteirio do Giqui, por suspeito de
"8rTQt(Iflo, e ser descoohecido no lugr i quem
se julgsr coi dircito compare^ que provando
Iba ser entregue.
Subdelegada do 1 districto da freguezia dos
AfoRidos, "de julho de 1961. O subdelegado,
Jos francisco Caroeiro Menteiro.
Pela delegada de Tilla de Garanhuns foram
epprehendidos do poder de diversos ladres, os
aDimaes seguiutes : um cavallo alaa&o tostado,
cora um casco defeituoso, e urna pelladura sobre
o qaadril direito ; um dito meo, coro princioio
de pedrea pela cabeca ; 1 dito ruco cardo, [ riu-
ipiando a al*ejar, o qual trazia um chocalho
con correle de (erro ao pescoco; um dito ruco
pedrez, pequeuo e velho ; 1 dito caslanho ver-
melho, pequeo e bom amador de bixo a meio;
lfdito alasao castrado, velho e achacado ; as pes-
soas que se julgarem com direito aos referidos
animses, etguns dos ques supp6e-se terem sido
loriados ea provincia de Alagoas, apresealem-se
perante esta delegada competentemeote docu-
mentados para Ihes serem entregues.
Delegada da villa de Garanhuns 29 de junho
de 1661.Antonio Baplista de Helio Peixoto.
O abaixo asstgnado, juiz de pas do 2." au-
no desta freguezia de S. Jos do Recite, acha-se
no exercicio por impedimento do juiz de paz do
1.* anno, Haaoel Perreira Accioly.que por moles-
lia relirou-se para linlerior da provincia ; e pa-
ra que chegue i noticia de quem convier, faz cer-
to que as audiencias coruinuarao nos meemos
horas da manha. Recite 9 de julho de 1861.
Eduardo Frederico Banks.
SOCIEDADE BVNCVHU.
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Sacam e tomam saques sobre as pravas do Rio
de Janeiro, Maranhao e Para.
THEATRO
PE'
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
191 RECITA DA ASSIGNAT8A.
Quarta-feira, 10 de Julho de 4864,
Subir scena pel.t primeira vez neste thealro
o excedente e magnifico drama em 5 actos, ori-
ginal francez, -
PECCADORA.
DENOMINACO DOS ACTOS.
1 actoA fesla om S. Cluud.
2* actoA casa do artista.
3o actoO baile Muzard.
4o actoO Dlho em Vicennes.
5 actoO duello.
PERSONAGENS.
Andr Esteres, gravador...... Germano.
Polydoro Ardou................ Nunes. '
Francisco Tevenot, lente de
caladores d"frica.......... Valle.
Osear Turlubey................ Vicente.
Badichon, proptietario ........ Campos.
Thomaz Brouze, rico Austra-
liano ........................ Raymundo.
Pedro, joven camponez....'.... Teixeira.
Um creado do holel............. Santa Rosa.
Um com missa rio de polica.... Le te.
Mara, a Peccadora............ D. Maooela.
Bianca.......................... D. Carmela.
Marieta ........................ D. Jesuina.
Nathalia........................ i). Auna Chaves
Esperanza...................... D. Julia Gobert.
Genoveva....................... D. Leopoldina.
Homens e senhoras, mascarados, etc.
poca actualidade.
O primeiro acto passa-se em um jardim de S.
Cloud, O segundo em casa de Andr. 0 tercei-
ro dos saldes do hotel Armond, baile mascarado.
O quarto e quinto ea Vincennes.
Terminar o espectculo com a graciosa co-
media em um acto,
Os Irinos das Almas.
Comecar s 1% horas.
THEATRO
Para Lisboa e Porto,
ahir cora brevidade a barca portuguea For-
mla, de primeira marcha : para o restante da
carga e passageiros. para os quaes lera excelen-
tes commodos, trita-se com Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio, ou com o capitio a bordo.
Aviso martimo.
Thomaz Goiden, capillo da barca americana
Lagrange, arribada a este porto or forga maicr
precisa cerca de 35:0002 sobre risco martimo,
para satisfazer asdespezasnecessariasdo dito na-
vio : os pretendernos mandarlo as suas propos-
tas em carta fechada ao consulado americano na
ra do Trapiche n. 8.

COMPANHIA PERNAMBVGArU
DE
Navegado cosleira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
nto do Assu'. Aracaty, Ceara'.
O vapor Ignarass, commandante Moreira,
ahirl para oa portos do norte at o Cear no
dia 22 do correte s 4 horas da tarde. Recebe
carga at o dia SO ao meio dia. Encommendas,
passageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida
a 1 hora: escriptorio no Forte do Hattoi d. 1.
(DIlMlIDi
DAS
Nessageries imperiales.
Agencia ra do Trapiche n. 9.
At o dia 14 do correte espera-se da Europa
o vapor francez Navarre, commandante Vedel,
o qual depois da demora do costume seguir
para o Rio de Janeiro tocando na Babia, para
passsgens etc., a tratar na agencia.
0 Re do Fogo participa ao respeitavel publico
que em consequencia do mo lempo nao tem sido
possivel mostrar-lhe pela segunda vez os seus
diffitilimos trabalhos.
Aysos martimos.
Para o Rio de Ja-
neiro
A veleira barca nacional Iris seguir com bre-
vidade. Para alguma carga miuda, trata-se
com Antunes Guimaraes & C, no forte do Mat-
tos, trapiche do bario do Livramento n. 15, e
para escravos, com os consignatarios Aranaga
Hijo & C-, trapiche Novo o. 6.
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente o hiate na-
cional Santa Anna|: para o restante da carga e
passageiros trala-se com Gurgel & Irmos, na
rna da Cadeia do Recite, primeiro andar, n. 28.
Maranhao e Paii
O hiate nacional Rosa esperado nestes das,
eguir com brevidade para os portos indicados,
por j ter parte do carregamenlo engajado : para
o resto e passageiros trata ae com o consignata-
rio J. B. da Fonseca Jnior, ra do Vigano nu-
mero 23.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
n
Navegaco costeira a vapor
O vapor Pertinunja, commandante Moura,
segu viagem para os portos do sul de sua es-
cala no dia 20 de julho as 4 horas da tarde. Re-
cebe carga aleo dia 19ao meio dia.Encommen-
das, passageiros e dinheiro a frete at o diada
sahida 1 hora : escriptorio no Forte do Mattos
n. 1.
Leude*.
LEILAO
PARA ACABAR
DE
I loja de louca,
Na ra as Cruzes n. 41
com lunch.
(Sem reserva de prece.)
Quarta-feira 10 do hrrente.
O dono deste estabelecimeolo desojando aca-
bar com sua loja de lou;a da ra das Cruzes u.
41, far leilao no dia cima as 11 horas em ponto,
por interrenefte do agente -Cesta CarraIho, de nm
completo sorlimento de louca e vidros de todas as
qualidades xoino sejam apparelbos para cha e
para jantor, candelabros, lar.ternas, serpentinas,
jajros de todas as qualidades, cestas hamburgue-
sas, louca ordinaria ; o mesmo ageute convida a
todos os cheles de familias a comparecerem pois
nem sempre apparece deslas occasioes e a seus
numerosos freguezes a quem quer ter a honra
de offerecer-lhe um copolde serveja, em lotes a
vontade dos compradores.
Taiubeni
vender varios movis.
Ra do Imperador ii. 15,
Urna offleina de
marcineiro.
Quarta-feira 10 do crvente.
Antones vender em leilao a offleina de mar-
cineiro sita naquelle lugar composta de diffe-
rentes bancos com ferramenta completa, urna
porgo de foleado de jacaraqd, diversos moldes
e urna grande porcao de madeira entalhada, qua
ludo ser vendido sem reserva de prego, em lo-
tes a vontade do comprador, as 11 horas em
ponto.
A S im como
urna escrava de 30 annos de idale.
LEILAO
Grande queima
uovm.s.
O ageote Hyppolito da Silva declara ao res-
peitavel publico que autorisado pelos Srs. admi-
nistradores da rnasaa do fallecido Uaooel Anto-
nio dos Passos Oliveira val vendar por toda e
qualquer prego oa movis existentes ao arma-
zea sito na ra Nova n. 21, coosielindo em mo-
bilirtscompletas de mogno, ceregeiras, Jacaran-
da, guarda louca, apparadores, camas francezas
e muitos outros movis que ae tornara enfado-
nao mencionar, por tanto julga o agente cima,
que ser prudente que qualquer pessoa deva so
prevenir nesta occaaio, pois ludo ser vendido
socorrer do maitollo. Na mesma oceasio ae
venderao tambem as dividas activas do mesmo
estabelecimento devendo*ter lugar o leilao nos
dias 17, 18,19 do crrante mez, as lt horas em
ponto dos mencionados dias no referido ar-
mazem.
LEILAO
ROUPA,
DE
DE
Baha.
segu a sumaca cHortencia, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o reato da carga que lhe
falta e passageiros, trala-se coa Azevedo & Men-
<3e?, ra da Cruz n. 1.
Baha.
A escuna nacional Carlota, capito Luciano Al-
Tes da Cooeeicao, sane para a Baha em poucos
dias; para alguma carga que anda pode receber,
rata-ae com Francisco L. O. Azevedo, na ra da
Madre de Deus n. 12.
&^
mw
O patacho nacional Barros I, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-ge com viuva
Amona & Filho, ra da Cruz d. 45 ou com o
Rio de Janeiro
egoeam toda a brevidade a barca tMalhilde
por ter melado do aeu carregemeoto engajado :
para o reatante, irata-se com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche o. 14, ou com o capitio
Jos Feneira Pinto.
Um carro inglez, movis
e escravos.
Antunea far teilo de um rico carro inglez de
4 rodas pintado e forrado de novo, com arreioa
para dous cavallos, excedentes molas muito forte.
Bem como
difiere oles movis qne serio entregues por lodo
preco oblido para acabar, e boos escravos que
se venderao na mesma oceasio, cujo leilao ter
lugar quiota-feira 15 do correte s 11 horas em
ponto na ra do Imperador n. 73.
LEILAO
DE
Trastes, cabriole! e ca vallo
AS i 0 HORAS EM PONTO DO DA
Quinta-feira 11 do corrente.
O agente Pinto autorisado por um eetrangeiro
que relirou-se para Europa, (ara leilao sem re-
serva de preco dos objectos seguales urna ex-
cedente mobilia do mogno, guarda roopa, lava-
torio, espelho, mesa elstica, guarda louca, mar-
quezas, camas, carteiras para escriptorio, urna
burra, prensa para copiar cartas, louca e vidroa
pertencerjtes a casa de um rapaz solteiro e mui-
tos outros objectos que estreo i vista dos com-
pradores, no dia bata cima mencionado no
armazem da ra do Imperador n. 89.
Mosto ansas, eacasio expor a venda um ca-
briolet frsncez de 1 rodss com coberta, apenas
com 2 mezes de servico, um grande e bonito ca-
vallo e um carro de 4 rodas em uso.
O agente Hyppolito far leilao por conU e ris-
co de quem pe lencera sem reserva de prego de
100 caixas com massas perfeilamecte novas, no
armazem do Sr. Annes defronte da alfandega, as
11 horas em ponto.
8 na da Cruz numero 15.
LBILAQ
DB -
Gamas, commodas, .marque-
zas, lavatorios, to i le tes, ca-
deiras, secretarias, mesas,
apparadores, mesas elsti-
cas, carrinhos para meni-
nos, cavallinhos com molas
e "sem ellas, machinas para
lavar roupa, sor veteiras pa-
ra apromtar sorvetes em 5
minutos, objectos de folha
dourados para toilets etc.,
e muitos outros objectos
indispensaveis a urna casa
de familia etc.
Quavta-feiva XI do covvente.
Antunes far leilao no armazem da roa da
Cruz n. 15, dos objectos cima mencionados sem
reserva de prego algum para acabar, no dia e
lugar cima mencionados aa 11 horas em pento.
LEILAO
Quiata-feira 11 do corrate.
DE
tima taberna.
Na ra de Santa Rita n. 1.
O agente Camargo fara' leilao por
mandado do E.\m. Sr.Dr. juiz especial
do commercio, e a requer ment de
JoeJoaquim DUs Fernandes & Filho,
e outros, da taberna da ra de Santa
Rita n. 1, pertencente a Jos Joaquina
de Oliveira, no mencionado dia as 11
horas em ponto.
Avisos diyersos.
assciac ao np o 9 vAp Im a
$)*trnamttucAua
Quinla-feira, 11 do corrente, as 7 horas da
noite, haver sesso extraordinaria do conselho
director.
Secretaria da Associacao Typographica Per-
nambucana 9 de julho de 1861.
J. Cf.SAR,
_^_____________ Io secretario.
Missa.
As 5 1/2 horas da maoha de 12 do cor-
rente mandam dous amigoa do finado prr-
tico da costa do norte Joio Mirtina dos
Santos Cardozo celebrar, na matriz do
Corpo Santo, urna missa de rquiem pelo
repouso de sua alma, esperando que a ella
concorram todos aquellos que em vida lhe
conheceram as virtudes cvicas e moraesv
Roupa de familia indistiuctameote pegas grandes e pequeas. .
Roupa de navios, vapores, bospitaes. ,.........
Pecas grandes isoladamente, come lences, toalhas de mess, etc.
Roupa de doente de familia que nio seja fregueza......
Roupa misturada que alguem sem ser fregnez exigir que se lave.
LAVADA.
40 ris
70 b
100 >
120
80
LAVADAEEN-
GOMMADA.
160 ris
160 >
240
240
240
No preco dos engomnados de roupa de familia, exceptuam-se os vestidos, gollinhas, man-
guitos e mais objectos que orem guarnecidos de rendas, babados, patos, rifas etc., etc.. bem como
os cortinados He berco,cama, veranda, quesepagario segundo o sjuste.
Qualquer que exigir roupa somonte Uvada ou tambem eogommada com mais brevidade aue
a designada pagar mais 85 por cento sobre o preco. 4
dalavadaP"ogommardea815d" fUP" l"ada ""* Pr em qU8nt oil di" dep08 d. "*'' le, e
4.. aK rouP d "milla ser lavada em machina separada da dos hospitaess e as pessoas encarre-
daa do servico da roupa serio mulheres. ^ ---------
Os proprietarios pagaro qualquer peca que se extraviar.
nnrl JiHS?*? maDdartrouP receber um vale do numero de pegas com a declaraco do i*.
ff^^nl???'1.'..?.'?'? <*lt.?yi*yt F*,,? y1^ UWte ae oceasio de se entregar a
roupa prompta, sem o que esta flear depositada. 6
ajuste. e8Ubfl,eclinDU nearrega-se de rar nodoas de qualquer natureza, precedendo um
A entrega e o recebimento da roupa na casa de banhos no pateo do Carmo.
ATTENQAO
hi 2? d" 10,d0 correnlei ai* a diencia do Illm. Sr. Dr. juiz municipal di segunda vara, se
KtU^^ffivTKf^ Mr B,ta* Pr'5"' S8egUnle" PS?IU-SS2 a henc.
cimb.e.,.u.dde.UdTtaa m"udeeem8'000;:e8 D'32' '"' d Qm'' C 8ta' 7:50(5o00.d,U de "m iDd" D' *6, rU* d RaD8el' com sol8 coznha, quintal, cacimba meeira,
nn.il0?.!^!'8 ,de mind" n*-3, tB1 do Ranel. coznha fora, quintal murado, cacimba meeira. da
gqnado iTrE^mUiar7w'r, ^ qUaD, T7 r.D0mD80 S0ri" Pe" *. ^
Urna dita terrea n. 63, ruado Queimado, quintal murado. 4:000.
Urna dita terrea u. 21, ra do Queimado, quintal murado, 4500.
Urna dita terrea n. 23, ra do Queimado. quintal murado. 4.800$.
,,. .' induf.8 Bl,i"M c,a** la- 2l 23> P88am ao mosteiro de S. Bento de Olinda 20 an-
uuaes, ou iuj) cada urna.
CAVALLO
fgido.
fugio ou luitaram um caballo de car rodado
sujo bastante b.rriguo e novo! com o fcnhS
cortado da picadeira, ferrado no quaito esquer-
SL nqUjT ? pear e 0.lrou"ra a Impera-
tnz n. 46. loja de sapatos, ser.gratiflcado.
Ama.
O laboratorio de lavagem de roupa a vapor
teodo de dar brevemente comeco a seus traba-
lhos, precisa contratar mulheres para empregar
no servico da roupa, e algumas que saibam en-
gommar com toda a perfeico. Igualmente pre-
cisa de alguna homens e de um feilor para o si-
tio. A oceupacao das eogommadeiraa aera na ci-
dade, pudendo irem dormir em suas casas, das
lavadeiras no sitio. As antigs obreiras deem
pressa em se apresentarem para nao perder seus
lugares : quem se quizer contratar, apresente-se
na casa de banbos, no pateo do Carmo, as 9 ho-
ras da manha, e as A da tarde:
Na ra da Saudade n. 15, ala-
ga-se ou ven de-se urna preta de ptima
conducta, qne engomma e cosinha com
toda perfeico.
Precisase de urna coiinheira ou
um cosinheiro branco e de boa conduc-
ta : a tratar na ra do Viga rio n. 20.
Manoel de Souza Brasil, subdito porloguez,
vai ao Rio de Janeiro.
Aluga-se urna casa nova no melhor lugar
da Caponga, com varios commodos : a tratar na
roa das Cruzes n. 22.
Fugie na manha do dia 8 do 'correte o es-
cravo Cosme, crioulo, estatura regular, testa bas-
tante grande, com falta de dentes, representa ter
35 annos, muito ladino, fai eseravo do Sr. Joio
Valentim Vilella, e bailante conhecido nesta
praca, tem o officio de pedreiro e tambem emen-
de de cerapina, gosta de andar pelas tabernas por
aer muito dado a bebidas espirituosa!, levoa ves-
tido orna camisa de algodo, urna cale velha, e
um chapeo de feltro escuro tambem velho ; quem
o pegar, leve-oao sitio de Antonio Leal de Bar-
roa, estrada de Joo Fernandas Vieira, junto ao
Manguinho, que ser recompensado. '
Gratificaco.
No domingo 6 do correle, do thealro do Santa
Isabel at a rus da Florentina, perdeu-se usa len-
co do labyrintho ; a pessoa que O achow, que-
rendo restituir, pode leva-lo na roa Direita a. 76,
que se lhe dar os signaos e juntamente a gratifi-
caco.
Offerece-se para coziohare engommar, prefe-
r a do casa de familia: a tratar na roa da Roda
numero 15.
Vai praca de renda por dous annos a casa
sita na Capunga o. 37 por 200J por anoo, por
execuco de Domingos Bernardino da Cunha con-
tra Supra Frederico, pelo juizo de paz do 2. dis-
tricto da freguezia de Santo Antonio, depois da
audiencia do mesmo, as 2horas da tarde, quio-
ta-feira 11 do corrente.
Antonio Jos Goncalres declara que de hoje
em diante assignar-se-ha Antonio Goocalves Pe-
reira por haver pessoa com igual nom*.
Precisa-se de 6 a 8:000* a pr*mi com hy-
polheca em um eogeoho perlo desta praca: a
quem lhe convier, annuncie para aer procurado.
Eduard Jones relira-se para Inglaterra.
0 Sr. que deilou na caixa da administrarlo
do correio desta cdade urna carta para o Sr. Joa-
quim Rodrigues Carneiro Lea o, na ciiade de Cam-
pos, queira dirigir-se a mesma admiuistraco, afim
de substituir os sellos azues por preto, do contra-
ro deixar de seguir a mesma carta o seu des-
tino.
Tranquilo Jos Oas Fernandes vende a sua
taberna situada na ra da Passagem, entre
duas pontes, e com poucos fundos, bem afregue-
zada : os pretendentes dirijam-se a travessa da
Madre de Oeos n, 12, a tratar com Joa Joaquim
Dias Fernandes.
EscripturaQo mercantil,
por parlidaa simples e dobradas; na ra do Im-
perador n. 81. segundo andar, se dir quem a
pessoa que se acha habilitada, ou na ra Nova
loja de (erragens o. 33.
J. Wile e J. Roberts, subditos britnicos,
retiram-se para fora da provincia.
As pessoas que tem penhores em poder do
abaixo assignado, venbam resgata-los no decurso
oestes oitodias, do contrario sero vendidos con-
forme as avaliacoes para seu pagamento. Recife,
10 de julho de 1861 '
Alexandrede Barroa Albuquerque.
Aluga-se urna casa numero 6 da ra dos
Coelhos, junto ao sobrado do Sr. Aoacleto Jos
de llendon?a, na Boa-Vista : a tratar na ra do
Moudego, olaria n. 13, com Marcelino Jos Lo-
pes.
Robert Lightbowoe, inglez, vai a Furopa.
Aluga-se urna casa com aillo, sendo a casa
novj junto a ponte pequea da Baixa-Verde da
Capunga : quem quizar dirija-ie a ra do Raogel
o. 10.
Coral de raz
Vende-se muilo bom coral de raz, o fo a lj :
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Trapiche
BARIO o LIVRAMENTO
novo es-
para vestidos de senhora e
roupiabas de enancas.
Na loja d'aguia branca se enconlra um bello
sorttmento de franjas de seda, la e linho, bran-
cas e de corea, proprias para enfeitea de vestidos,
assim como urna diversidade de galio de seda e
linho, brencos e de cores, abortos e fechados, lar-
gos e estreitos at o mais que possivel, trancas
tambem de seda, la e linho, do difieren tes qua-
lidades, e os que de melhor gosto se pode en-
contrar em taes cousas: por isso quem precisar
de taes objectos, dirigir-se a dita loja d'aguia
branca, na ra do Queimado n. 16, que ser bem
servido.
Offerece-se um rapas de 18 annos para cai-
xeiro de taberna, armazem ououlro qualquer es-
tabelecimento ; na ra Direita, loja n. 35.
Precisa-se de um bom copeiro, sendo forro
ou captivo, com boa cooducta ; a tratar oa roa do
Vigario o. 2.
OfTerece-se um moco casado, sabendo bem
ler, escrever e contar, para eosinar primeiras le-
tras em algum engeoho porto da praca; quem
precisar, annuncie para ser procurado.
Chegaodo ao conhecimento do abaixo as-
signado que o capitio Manoel Francisco de Souza
Leo pretende vender ou arrendar seu eogenho
Jaguaribe, declara para que depoia ninguem se
chame a ignorancia, que o dito eogeoho Jagua-
ribe nao tem agua para moer ; seodo que ani-
mando-se o aeu proprietario o dato Sr, Souza
Leio a fazer urna lapagem ao rio Timbo1 para aa-
sim ter agua para moer, inounoou do tal sotte as
plantacdes do engeoho do abaixo aosignado, que
em continente o mesmo abaixo aaaiguado fez pro-
ceder a urna vistoria judicial, opeondo-ae a eata
hoatilidade contra aui propriedade. E' o que por
hora tenho a dizer. Timb 7 de, julho de 1861.
' Francisco de Paula Paos Brrelo.
A Exma. marqueta do Recate declara que o
annuncio publicado neste Diario sobre os terre-
nos foreiros nesta cidade do estincto vinculo do
Panizo, nio ao enteodem com os terrenos da
ra das Cruzes e ra do i S. Francisco, que em
partilha couberam a aeu genro o coronel Lame-
nha, com o qual oa aenhores donos dos predios
edificados em taes terrenos se devera entender o
ejustarem suas contas.
. 1 ,oio A1 Luxi" wtiraM para a provincia
do Para.
Largo da Assembla n. 15.
Ha continuamente para vender nesto novo i
tabelecimento o seguinle :
Cera de carnauba em porches ou a retalho.qua
hdade regular e superior.
Sebo do Porto em caixinhas de 1 a 4 arrobas.
Barricas com sebo do Rio Grande, em porces
ou a retalho.
Velas de carnauba pura, em caixinhas de 1 ai
arrobas.
Moios de sola, differentes qualidades, em por-
5oes ou retalho.
Courinhos curtidos.
Farinha de mandioca por 10500 a sacca.
Farello, em saceos grandes, por 3*800 o sacco.
Oocas hevpa-
nholas.
Vendem-se no armazem de Antunes Guima-
raes & C, largo da Assembla n. 15.
Vende-se a taberna da ra de Santa Thore-
za n. 39, propria para principiante por ter poucos
fundos: quem quizer dirija-se mesma, que
achara com quem tratar.
Em casa de Joo da Silva Paria, na ra da
Cruz n. 30, vende-se o seguinte :
Relogios de ouro e de prata dourada.
Vinho tinto Bordeaux em barris.
Vinho tinto Bordeaux engarrafado.
Vinho branco BorJeaux engarrafado.
Kirchs de Bordeaux engarrafado.
Absiolhio de Bcrdeaux engarrafado.
Cognac de Bordeaux engarrafado.
Licor de Bordeaux engarrafado.
Ameixasde Bordeaux em latas.
Concervas de Bordeaux em frascos.
Doces de Bordeaux em frascos. 9
Velas de espermacete para carro.
Attenco.
861M MU-36.
/. Bonnefond.
Acaba de receber um grande sorlimento de re-
logios americanos para pendurar e para deitar
sobre mesas, sendo de cordas de 8 dias a 15$ e
20j>. e de 24 horas a 5. 6, 9, a 12, aiansa-se ser
ludo de boa qualidade, assim como um grande
sorlimento de relogios de prata dourada a 25$.
patente suisso, e superior, bem regulado, a 30 e
Vendem-se.5 vaccas recentimente paridas,
e boas leiteiras, e 2 bois mansos de carroca e da
carros de alfanddga, ludo gordo : no sitio Torre
da estrada de Belem, pissando e igregioha deste
nomo, esqaerda.
Cambraias de co-
res a 320 rs. #
Cambraias estampadas a matyz, fasenda muito
fina, padrSes nao vulgares e inteiramente notos,
pelo birassimo preco de 320 rs. o covado : na
ra do Crespo n. 7, esqua que volta para a ra'
do Imperador, lojs de Gimaraes & Lima..
Gompra-se urna retula oom
3--Rua estreita do Rosario-3
Francisco Pinto Ozorio continua a col- 2
locar dentes artiQciaes tanto por meio de Z
molas como pela presso do ar, nao re- m
ceba paga alguma sem que aa obras nao *
os; liquem a vontade de seus donos, tem pos S
e outras preparaedes as mais acreditadas S
SJ para conservado da bocea.
Aos pas de familia.
D. Umbelina Wanderley Peixoto tem resolrido
continuar com o seu amigo collegio de ioatruc-
gao elementar do sexo feminino, o qual por ora se
acha estabelecido na ra da Gloria, pavimento
lerreo n.7. As pessoas que a quizerem honrar
conQando-lhe a educado de suas Qlbas, encon-
trarao celta pleoa solicitude e disvello. As men-
sa lidade sao de 5g000 pagos adiaotados,dando o
collegio papel, peona, linta e compendios. O
programma do ensino e o regimeo interao vo
ajiaixo transcriptos:
Escripia.Bastardo, bastardinbo e cursivo, pelos
autores de calligraphia mais acreditados.
Leitura.Historia sagrada, livros que conlenhsm
fbulas, regras de ctvilidade, preceitos de mo-
ral, e manuscripto.
Aritmethica.As quatro operares fundamentaes,
e o syatema mtrico e monetario do imperio.
Doulrina christia.Resomo das orajes e expli-
caQoes do calhecismo.
Trabalhos de agulha. Costura chaa, labyrintho,
bordados de marca, de matiz e de ouro.
A aula de manha principia as 8 horas e finda
ao meio dia ; e tarde das 2 at as 5.
De maoha :
Das 8 s 9 procede-se ao trabalho da escrpta e
correceo da mesma.
Das 9 s 10, leitura.
Das 10 s 11, contabilidade.
Das 11 al a sabida, doulrina chrisla:
A tarde toda destinada aos trabalhos de agu-
lha e exercicio da doulrina christia.
wMtwwmmk mam
?i
ammH-rnmirn mm i
GeorgeBrette Ricardo Cook, subdito inglez
seguem para a Europa. "
e
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B*
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es
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. veneziaoas e -
raios em ctma : quem Mvee, fallo na ra Direita, fi. B nara *or nroriirarlo
padana n.89, da viovt Maahado. Para 8er P^umao
Sabooeifs
d amerado, em caixinhas de louca a
500 rs. cada um.
Vendem-se saboneles de amendoa para barba,
cada um em ana caixinba da louca a 500 re. ; na
Ka do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Enlre-meios
os melhores que se tem visto-
A loja d'aguia branca receben um explendido
sorlimento de ntremelos de delicados bordados,
e gostos inteiramente novos, com differentes lar-
guras, do mais eatreito al mais de 1(2 palmo,
suas diversas applieaooo escusa dixer-se porque
todas as senhoras sabem : oa atoos sao de 2 a
5 a peca conforme a largura, e tal a bondade
delles que quem os vir e apreciar o bom, infalli-
velmente oa comprar: na loja d'aguia branca,
ti* roa do Queimado o. 16.
Mestre alfaiate.
Precisase de um meitre de alfaiate
cejm habilitacoes p^ra reger urna ollici-
ua da mesma arte, nao se olha a prec/>:
quem se julgar nesta circumstancias
deixe carta fechada nesta typographia
declarando a sua morada e o seu nome
com as iniciaes no subscripto da mesma
H ]
O Sr. Manoel Joaquim de Olivei-
ra Figueiredo morador na Capunga,
queira dirigir-se a esta typographia.
Nesta typographia precisase fal-
lar ao Sr. cadete Tude.
Josephina Lepoldina de Albu-
querque, n5o tendo podido conhecer a
pessoa que lhe presfou soccon o na noi-
tede 4 do corrente, quando na ponte
da Tacarana toi atacada por um indi-
viduo, que lhe roubou urna trouxa de
roupa, pede encarecidamente a essa
pessoa que se digne declarar por este
jornal a sua moradia, ou procura-la na
ra das Larangeirat n. 5, segando an-
dar, para que posia ella pessoaImente
agradecer o beneficio que recebeu.


DUftlft W fKBNlUlDCp. ^ l^M* JElftA^ JIILO DI Ul
~l
'
S NO PROGRESSO
: grande sortimento.
43 Ra Direita 45
Qaal sera a joven e linda pemambucana, que
nao procure animar esta estsbelecimento man-
dando comprar ama botina de gosto? Qual a
mi de familia, prudente e econmica que -Ihe
nao d preferencia pela qualidade e pre$o ? Qual
O cavalheira ou rapaz do positivo, que nao quei-
re comprar por 8, 9 e 10, o calcado que em outra
parte nao rendido se nao por 10, 12 ou 14?
Uendam;
Senhoras.
Botinas com laco (Jolj) e brilhantina. 5500
com lago, de lustre (superfina). 5500
coa laco nm pouco menor. 5000
aem lago superiores..... 59000
aem la;o nmeros baizos. 4*500
> aem lago de cor....... 49000
Sapatoa da lastre. ..:.'. 1$000
Meninas.
Botinas...........4S400
d para crianzas de 18 a 20. 3500
Homem.
a (Nantes) lustre. .;.... 108000
(Fanlen) couro de porco inteirissas lOflOOO
> Fanlen) bezerro muito frescaes. 9$500
diversos fabricantes (lustre). 98000
inglezas inteirissas. 9*000
> gaapeadas.....8*500
prora d'agua. 850
0 Sapates.
Nantesjola dupla.....: 5*500
urna sola.......... 5*G00
para menino 4$ e..... 3*500
Sapatea lustre.....j 5*000
Sapatos de tranca.
Portugueses de Lisboa finos.....1*000
Frsncezea muito bem faitos.....1*500
Alem disso um completo aorlimento do legiti-
mo e do rerdadeiro cordaao para botinas de ho-
mem ; muito couro de lustre, bezerro francez,
marroquim, vaquetas,- sjouroa preparados e em
bruto, sola fio, taitas etc., tudo em grande,
quantidade e por precos inferiores aoi de otrem.
Attenco.
*
Francisco Xarier Pereira de Brito, so-
licitador da fazenda geral. tendo exercido
por es pago de 8 annos o (Tirio de solicita-
dor de causas na cidade de Porto-Alegre,
adquirindo por isso urna grande pratica,
pretende aqui eocarregar-se do andamen-
to de qualquer causa nos differentes jul-
ios, despachar escraros e tirar passapor-
tea na polica, e promorer cobranzas. E
como tem na corte aua disposigao um
habilitado procurador tambera se encar-
rega de mandar agitar l o andamento de
qualquer pretenco parante as secreta-
rias de estado e thesouro, e de qualquer
causa que tenha de seguir por meio de
recurso para o supremo conselho.
Qualquer pessoa que se queira utilisar
de seu presumo pode o procurar das 9
horas da manha at as 2 da tarde na ra
das TriDcheiras u. 13, e fora deatas horas
na ra de S. Francisco, sobrado n. 72.
DE
i
ARMAZEM
36, ruadas Cruzes de Santo Antonio, 36,
Realejos.
Na ra da traressa da matriz de Santo Anto-
nio, sobrado de dous andares n. 14, concertam-
se realejos de todas as qualidades, tanto de tu-
bos como de palbetas.
Na ra do Imperador n. 47 tem um comple-
to sortimeoto de ricas molduras fiugindo Jacaran-
da para vender por prego muito barato.
&cte*i9i?:ie ais aftsieaeNsefeK
o carto elegantemente enfeitados, muito proprios
s no progresan
rs. cada tima, s
Largo da Penlia
Neste muito acreditado armazem de mol hados
continua a render-se oa melhores gneros que ha no mercado, tanto ern porco como a retalho, e
por muito menos prego de que em outra qualqaer parte, por serem viudos a maior parte dellea em
direitura, porconta do proprietario, por isso em vista dos pregoa doa gneros abaixo .mencionados
podero julgar todos os mais, afiancando-lhe a boa qualidade.
M^nteiga ingleza perfeltameate flor, 800 n. a ubra, em bar-
ril a 700 rs.
Nlantelga tr&HeeXa miih0r que ha no mercado a 710 rs. a libra.
Ca os meWioTes o^ue \ia no mercado v,nae_M, i qaaiidade a 3*000,
2* ditta a 28500, 3* ditta a 2*000, e preto a 18600 a libra.
Que JOS AamOllgOS chegadoa neata ultimo Vapor da Europa 2*800ra. ditoa che-
gados no vapor passado a 18800 e 1*600 rs.
"O.C1 JO pratO og aglhamique tam rindo a este mercado por serem muito frescaes a
640 rs. a libra e inteiro a 600 ra.
BoWo franeei. a 500 rs.
para menino, s no Frogresso.
Doce da csea de govaba a lf 0 Mlxa0i em porsao, 800r8.
Doce Ae Wperche em UUM de 2 libr muit0 enfeltadas a 1*200
no progresso.
naaTMelaaa imperial 0 ,ftmado Abrea, a de outroa muitos (abricantea da
Lisboa a 800 rs. a libra.
&.U101XaS IXaneezaS em fragco8 comv 4 abras por 3*000cada um, s o frasco val 1*
dittas portuguezts a 480 ra. a libra.
LataS eOHI boiachiahaS de Oda eo,u#ndo differentes qtalidades,
1*400, assim como tem lattas de 8 libras por 3g000, ditUs com 4 libras por 2&000 rs. s no
Progresso.
&aa ,de tOHiate em lat dt t iDra> por 900 rs. e em latas de 2Ilibrsa por 1*600 ra.
C0HSeT\aS fraHCei.S e Hg\ei.aS recantemente chegadas a 800 ra. o raa-
co em porcose faz abalimento.
Paseas em eaixinnas de 8 Unas meihorea que tem
Y mercado por serem muito grandes a 28800 rs. cada urna
ILspermacete snpetior Mm aTarla a 700 rs. a
abatimemto.
WetTa, maCarVaO e tailiatim a 400 r8. a libra em caitas de orna ar-
roba por 8*.
LataS eom pe'lX.e de pOSta das melhores qualidades que na em Portugal, como
sejam savel, coogro, sarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a 1*400 rs. cada urna.
YztonaS mnltO nOVaS a nm 0 barrili em garrafa a 240 rs.
Palitos de dente lixados ^ervejO das maia acreditadas marcas5*000 a duzia a retalho a 500 rs. a garrafa.
Y lO 1108 engaTraiadOS da9 guiutes qualidades, Porto, Feituria, ditto Bordeaux,
dilto Muscatel, a la garrafa ; tambem tem rinho dieres para 2*000 rs. a garrafa.
Y 111110S em pip>asem tomp08igo Porto, Fgueira.Liaboa, a 640 rs. em caada a 4*500.
Presunto de fiambre inglez. muUo n0T08 a goo a iibr..
1 rCZUlltO de LamCgO 0 que ha de Dom neste genero a 480 rs: m porcia a 400 rs.
l-llOUriCaS e palOS a 560 aUbr8| em barril com 6duzias de paios por lOgOOO.
Toncinno de Lisboa
DUARTE ALMEIDA & SILVA
A. F, Duarte Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus freguezes que tendo separado a socieJade que lin/ia com
seu mano, acha-se de noro estabelecido com dous acetados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razio de Duarle & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva: estes estabelecimentos offerecem grandes
vantagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se acharo montados como em commodidade de prego, pois que para isso resolveram os
propriotarios mandarem vir parte de seus gneros em direitura, afim de terero. semprecompleto sortimeoto, como tambem poderem offereter ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por cenlo do prego que possam comprar era odjra qualqaer parte, por isso desejando os proprietarios acreditarem
seus estabelecimen ios tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de Mros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encornrnendas, niesrao por pessoas pouco prsticas, ern quaTfitattw^d^iesestabtjlecimentos, quesero lao bem servidos como
se viessem p%sbalmenle, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncos^l itm fun lados as vanlagens que ofierecemos, pedimos a
todos os senhores da prija, senhores de engenho e lavradores que mandem ao menos suas encommandas a' primeira vez, afim de experimamar, certos
decontinuarem, pois que para isso nao pouparo os proprietarios forjas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarm nossos estabelecimen los;
abaixo transcrevemosalgamasadicoes-de nossos prt(o.s, por onde ver o publico que vendemos baralissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
MANTEIGAINGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e em barril a "50 rs.
MAJNTEIGA FRAMCEZA a relhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. em barril e meios.
CHA HYSSON E PRETO o melhor do mercada de 19700 a 3*000 e em porcao ter abatimento.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porc,ao a 800 rs.
P REZL'NTOS PORTUGUEZBS vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e inteiro a 460 rs.
CHOURICOS em barril de 8 libras a 49500 e ero libra a 700 rs.
SAG' E SEVAD1MIA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 83000 rs. a arroba.
AMEIXAS FRANCEZ AS em latas de 6 5 1[2 a 1 a libra e a 1*200 a realho.
PASSAS em caixinhas de oito libras, as melhores do mercado a 2*800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMACETE SUPERIOR sem jvaria a 700 rs. e em caixa a 660 rs.
CONSERVAS FRAJNCEZAS ItSGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACHINHA DE SODA de diversas qualidades, a mais nova do mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque do Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoria de 19200 a' 1 #300 a garrafa e a
13# aduzia. *
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 4*800 a caada.
FRASCOS COM FBUCTAS de todas as qualidades de Portugal de 1#200 a 2#00l>.
MARMELADA DOS MELHORES AUTORES DE LISBOA a 800 rs. a lata de libra e a 1500 de duas libras.
LATAS COM GELEIA DE MARMELLO a 19300 com duas libras.
LATAS COM PEIXE SAVEL eoutras minias qualidades, o mais bera arranjado que tem vindo a 19400.
CAFE' DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANHAO o melhor que se pode desejar a 3100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa e de 8#500 a 109000 a duzia.
CHARUTOS VERDADEIROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BANH DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
SERVEJAS DAS MELHORES MARCAS a 500 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
CAIXOES COMDOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em por$o a 900 ts.
AZEITE DOCE TURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJOS PRATO'os mais novos que ha no mercado a 650 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Genebra DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PALITOS LIXADOS para denles a 200 e 160 rs. o mago com 20 macinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feitos que ha no mercado a 280 rs. o mago.
PALITOS DO GAZ a 3*000 a greza e 280 a duzia de eaixas.
AZEITONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 1#200 o barril.
ALPISTA o mais lirapo que tem>iado ao mercado a 180 rs. a libra ea 58500 por arroba.
. Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimeoto de ludo tendente a molhados.
o mais novo que ha no mercado a 320 rs. a libra.
ilanYia de porco re ainada a mal9alTaqM pode h.ver 4so rs.mm em
barril a 440 rs.
Ymentloas de easea mole a 4S0 .
ment, s no Progresso do pateo da Penha n. 8.
Alm dos gneros aonunciados encontrar o respeitavel
udo quanto bom e barato.
a libra e em porQao se far algum abati-
publico um grande sortimeoto de
ROUPA feita aindamis baratas.?
SORTIMENTO COMPLETO
DI
iazendas c obras feitasj
RA
LOJA
E ARMAZEM
DE
iGes k Basto!
NA.
ft.ua do Quevmado
b. 4fc, tremte amateWa.
Constantemente temoswmgrandeeva-
rudo sortimento de sobrecasacaspretaa
W "no 9 de cores muito fino a 28,
408 e 35$, paletota dos meamos pannos
>Ug, 22g e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmoa pannos a 14, 16 18J, casa-
cas pratasmuitobem feitas edesuperior
panno a 28, 308 e 35. sobrecasacas de
caiemira de eore muito finos a 15, 16f
a 18g, ditos saceos das mesmaa casemi-
ras a 10$, 12 e 140, calcas pretas de
casemirafina para homem a 8, 9, 10/
e 12, ditas decasemira decores a 75,8,
e 10, ditas de brimbrancos muito
tina a 5f a 6, ditas de ditos de cores a
3, 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas corea a 4f e 40500, col-
letes pretos decasemira a 5 e6, ditos
de ditos decores a 4J500 e 5, ditos
tranco ida seda para casamento a 5,
ditos da 6$, coliete debrim branco a de
f ustao a 3, 3500 e 4, ditos de cores a
S9500e3, paletotspretosde merino de
aordo sacco e sobrecaaacoa 7f, 8 e9,
col tetespretospara luto a 4$500 a 5,
;as pretas de merino a 4500 e 5, pa-
11 etots de alpaca prefa a 3500 e 40, ditoa
sobrecaaaco a6,7e8f, muito uno col-
tetas de gorguro deaedadecoresmuito
boa fazenda a 38o0 e4S, colletesde vel>
lado de crese pretos a 7 e 8, roupa
pra menino sobre casaca de panno pre-
tos e de corea a 14, 15 16, ditos de
CMtsaira sacco para os meamos a 6500 e
i 7vdltos de alpaca preto saceos a 3 a
31500, ditos sobrecasacos a 5f 5500,
ialcas.de caiemira pretas e decores a6,
6J500 >?, camisas para menlBO a 90
a dazia, Camisas inglezas prega alargas
muito periora|32 aduziapari acabar.
Assim cerno temos ama officina deal<
fiiate onde mandamos etecutar todas as
obra osa bravidade.
mmmmmim mm^mmmm
Precisa-se de urna criada que sai-
ba cosnhar para casa de pouca fami-
lia : a fallar na roa das Cruzes n. 12,
segundo andar.
Nao lindo o Sr. procurador Balbioo res-
1 pondido a publicaco de 28 de junho prximo
- lindo, publicada por 3 vezes no Diario de P*r-
aambueo, de novo pedelhe o tulor dos meno-
re Laiz e Amalia, que declare a razio porque
s acha a 9 para 10 metes a jusiiQcaco da apo-
lice appellada pelo juizo -dos feitos para a rela-
co at boje sem resultado. Se o Sr. Balbino
tem motivs para nao procurar esta causa na te-
lado, naja de declarar para o anaanciaote ea-
carregar s nutro Sr. procarador, ou requerer ao
Illm. Sr. Dr. juis de orpbios, naca como primei-
ro zelador dos mesmos pugnar pelo direito doa
/ tu tela dos do annaneiinte como de juiti$.
. Joaquisa de Oliveira Mato relira-H para
Industria americana. ,
N. O. Bieber A C, successores,
ra da Cruz n. 4.
parlicipam ao publico que oovaraente receberam
urna grande collecQao de artigos da industria
norte-americans, como sejam :
MACHINAS
para cortar capim, para descarogar milho, para
moer milho e caf, para fazer farinha de milho
em finura igual a do trigo, para fazer bolachinha
de todas as qualidades em grandes porcoes, para
lavar roupa em 10 minutos, e para regar hortas,
jardim e baizos de capim, e decozer soceos, cou-
ro, etc., etc.
INSTRUMENTOS PARA AGRICULTURA.
Arados, cultivadores para limpar a trra, fac-
(des proprias e expressamenle feitos para cortar
canna, machados, machetes, enchadas, ps, as-
sim como urna immeosidade de ferragens finas,
bombas, carros de mao.
CARROS
elegantes e leves para douas e quatro pessoas,
com arreios para um e douscadallos : neste ge-
nero possuem igualmente desenhos de todos as
modelos e gastos, com os pregoa marcados e acei-
tam encornrnendas delles.
PARA USO DOMESTICO.
Obras de metaes principe prateado, em vista
igual i prata, e que nao prdem a cor, sendo :
apparelhos para cha ecaf, galheteiros, porta-li-
cores, bandejas, cestas para fructas, apparelhos
para fazer cha, ditos para cozinhar ovos, etc.,
etc., etc.
Colheres domesmo metal, faccas finas cabo de
msrfim, garfos, machinas pan torrar caf.
Urna immensidade Je obras defolha de Flao-
dres envernisadas para toilete, ditas de madeira
oecessarias para cozinha, taboas para lavar rou-
pa sem estraga-la, ferros econmicos para en-
gommar roupa. Costureiras. coodessas e balaios
para guardar roupa, urna infinidade de objectos
de phautasia proprios para gabinete de senhoras.
Caixas com ferramenla fina. Brinquedos, car-
rinhos para meninos. Chfala para dar appa-
rencia nova a mobilias.
de
Exposico
candieiros.
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmico*.
Nesta exposico de candieiros se encontrar
todo o sortimento de diversos lmannos proprios
para ricas salas, ditos para aalas interiores, ditos
para sala de jantar para qoartos, para cosinha,
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e outras muitas qaalidades
que com a vista deverao agradar ; assim como
todo e qualquer preparo para os ditos candieiros
se encontrar sempre a venda nesta expoaico de
candieiros na ra Nova n. SO, loja do Vianna.
*
% O medico ctrurgico Antonio Jos Fer- 0
{reir Alves, mudou a soa residencia para %
a ra do Queimado n. 10, primeiro andar. #
-
Caixeiro.
Precisa-se de nm menino de 11 a 14 annos de
idade, com pratica ou sem ella, para caixeiro de
taberna: no neceo largo n. 2.
Queso precisar de urna mulher de idade pa-
ra ama de urna casa de pouca familia, dirija-ae a
ra da Gloria n. 71, que achara com quenftratar.
Aluga-se para homem solteiro metade do
primeiro andar do sobrado n. 14, na ra do Quei-
mado : a fallar uo mesmo sobrado, das 11 horas
da manha a 3 da larde.
Aluga-se a casa n. 2 B di ra dt Apollo : s
tratar na ra do Aarora n. 30.
LOTERA.
Achain-se a venda os billietes e meios
b i ihe tes da lerceira parte da nona lote-
ra a beneficio da matriz da Boa-Vista
desta cidade, na thesouraria das lote-
ras ra do Queimado n. 12 primeiro
andar, e as casas commissionadas na
praca da Independencia n. 22 loja do
Sr. Santos Vieia, ra Direita n. 3 bo-
tica do Sr. Chagas, ra da Cadeia do
Recife n. 45 dos Srs. Poito & Irmao e
ra da Imperatriz n. 44 loja de ferra-
gens do Sr. Jos Vctor da Silva Pimen
tal.
A extraccao sera' impreterivelmente
no da sabbado 20 ddstPorrente mez, no
lugar e as horas do costume. As sortes
serao pagas a entrega das listas, na
mesma thesouraria das loterias. Abai-
xo vai publicado o novo plano appro-
vado pelo Exm. Sr. presidente da pro-
vincia para extraccao da mesma o qual
e muito mais agradavel por conter pro-
porciona I mente maior quantidade de
premios.
PLANO.
3000 bilhetes a 59.............. 15 0005000
Beneficio e sello de 20 por eco lo. 3:0OOO"M)
John Norlhall, subdito inglez, vai a Eu-
ropa.
Qusrla-feira 10 do corrente mez, depois da
audiencia do Sr. Dr. juiz municipal da segunda
vara, tem de serem arrematados, por ser a ulti-
ma prs;a, ama parda de 28 annos, com as habi-
lidades e achaques constantes do escripto que se
acha na mao do porteiro, e urna cria filho da
mesma parda, de 3 annos de idade, por execu^o
de Joaquim Antonio da Silveira contra Antonio
Gonfalvea da Silva.
Juizo dos feitos da fazenda.
a quinta-feira 11 do corrente, pelas 10 horas
da manha, na sala das audiencias, perante o
Illm. Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda, se ven-
der er prega a casa mei'agua, sita na ra da
Calcadas', avallada por 1:600$, prtencento a ir-
mandado do Senhor dos Martyrios da igreja do
Rosario do bairro de Santo Auloi.-io. por execu-
co que move a fazenda nacional contra a mesma
irmandade. Recife 6 de julbo de 1861.O soli-
citador, P. X. P. de Brito.
-Na camboa do Carmo n. 8, na loja do so-
brado do Sr. Dr. Dornellas, conzinha-se e engom-
ma-se com toda a perfeiejo, encarregando-se a
mesma pessoa de levar em suas moradas.
8
i
17^&*wmi^sV/*VaT TV7rf^Vei^iTaixcJ*-* ir***
ARMAZEM
DE
ROUPA F
i
I

O bacbarel Witruvio po-
do ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quinaque volta para
camboa do Carmo.
DE
Joaquim Francisco dos Santos, i
NiO RIJA DO QUEIMADO 40f
Defronte do becco da Congregar* letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o 3
que tem um dos melhores professores.
Ditos de setim preto
setim branco, 69 e
9
Precisa-se de urna ama escrava ou forra
para comprar e cozinhar ; na ra do Crespo nu-
mero 25.
Na ra do Rangel n. 67, primei-
10 andar, precisa-se de urna ama para
casa de pouca familia.,
Aluga-se um moleque.cozinheiro, e que faz
todo o servieo de casa ; na ra do Rangel n. 62.
Precisa-sede urna ama de leite : na ruada
Uoeda n. 5, primeiro andar.
Aviso.
Liquido.
12:0008000
Premio de............
Dito de............
Dito de................
Dito de <...........
Ditos de 1008........
Ditos de 40........
10'Ditos de 20........
21 Ditos de 10.........
958 Ditoa de 5........
1000 Premiados.
2000 Brancos.
1
1
1
1
2
5
5:000
800f
400
200
200
200
200
210
4:790S
---------12;000|OOt
3000 Bilhetes.
N. B. As sortes maior es de 400$ es-
tao sugeitas aos descontos das les.
O thesourero.
Antonio Jote Rodrigues de Souza.
Aluga-se o segundo an-
dar da casa u. 15 da ra do
Yigario: a tratar na ra do
Livramento n. 38.
Aluga-se um sitio no oito da igreja do Ro-
sirinbo com muitos arvoredoa de fruclo tudo da
melhor qualidade, com boa agua de. beber, es-
tribara, cocheira, boa casa de pedra e cal e com
muitos commodoa para familia : a tratar na ra
doa Coelbos n. 1.
Precisa-so de um caixeiro que do fianga
ana conducta : na ra Direita padaria n. 24.
Lava-ge e eogomma-se : na ra do Rangel
o. 46 1 andar.
Attenco
Aluga-se um sitio noa Afogidos, ra da S. Mi-
guel, junto a fabrica de sabo, com boa caaa de
vivenda, estribara, senzals para escravos, mui-
tos arvoredoa fructferos, e plantacio de capim :
para tratar nos Afogadoa com Alexandre Jos
Gomes, e nesta cidade com Joao Jos de Goureia,
rus do Queiosdo o. 29.
Quem precisar de um caixeiro com toda a pra-
tica de taberna, responsabilisa-se a tomar conts
por balaceo, e d fiador a sua conducta, e na fal-
la de taberna tambem faz'cobranQas, tanto ns
praca como para o msto : quem precisar^ara um
ou ontro negocio, pode procurar na taberna do
Sr. Aoiotiio do Reg Medeiros junto a fundico
de Santo Amaro.
Aluga-se o sobrado n. 16, sito no largo do
l'araizo, o qual tem commodoj para grande fami-
lia : a tratar na roa da Florentina n. 2.
Aviso. '
C. Colsoul, eogenheiro mechaoico se offerece
para ensinar as malhetnatiesa elementares, ritme-
Ibiea, algebra, geometra e trigonometra recti-
lnea. Dirigir-se na ra da Sanzalla }'elhi n.
100 1* andar.
Os>abaixo assignados declaram ao respeita-
vel publico e com especialidade ao corpo do
comsoercio, que tem dissolvdo.amigSvelmeote
a sociedade que linham na loja da ra da Cadeia
do Recife n. 41, quegyrava sob a firms de Gui-
maraea & Kego, desde o da 30 de junho prximo
passado, ficando a cargo do socio Guimaraea.a
liquidagodo activo e passivo d*'extincla firma..
Recife 6 de julho de 1861. Lu Ju* da Silva
Guimares.Joio Pereira Reg.
Os Srs. Joao Hypolito Meira Lima, Joaquim
JoeCoimbra de Andrade Jnnior, e Honorato Jo-
s de Oliveira Pigueiredo queiram apparecer ni
typographia da ra da Praia o. 47, para o ulti-
mtum de certo negocio que S. S. nao igooram.
Aluga-se um bom armazem na ra da Cruz
n. 29, tendo saluda para a ra dos Taooeiroa, em
boa localidade para qualquer eslabelecmpto .- a
tratar no paleo de S. Pedro o. 6.
Carvalho, Nogatei-
ra < C*,
saccam sobre Portugal e Ilha
de S. Miguel: na ra do Viga-
rio n. 9, primeiro andar, es-
criptoro. I
Casacas de panno preto, 40, 35 e 30000
Sobrecasaca de dito, 35 e 3000
Palitots de dito ede cores, 35, 30,
258000 e 20000
Dito de casimira de cores, 22000,
15, 12 e 9000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, llflOOO
Ditos de merin-sltim pretos e de
cores, 9S000 8000
Ditos de alpaka da cores, 5 e 3500
Ditoa de dita preta, 9, 7. 5 e 3500
Ditos de trim de cores, 5, 4500,
4JO0O e 3500
Ditos de bramante delinho branco,
62000, 5&000 e 4J0O0
Ditos de merino de cordao preto,
15000 e 8000
Calais de casimira preta e de cores,
12, 10, 9 e 6S000
Ditas de princeza e merino de cor-
dio pretos, 5 e 4500
Ditas de brim brance e de cores,
58000, 4500 e 2500
Ditas de ganga de cores 38000
Collctes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12, 9$ o 8000
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos a bordados. 6, 5500, 5 e 3500
5000
5000
Ditos de seda e
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7S000, 6000 e 5000
Ditos de brim e fusto branco,
3500 e 3000
Seroulas de brim de linho 2200
Ditas de algodo, 18600 e lfi280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 2500 e 2300
Ditas de peito de linho 68 e 3000
Ditas de madapolo branco e da
cores, 3, 2;500, 2 e 1800
Camisas de meias 1;000
Chapeos pretos de massa.francezes,
formas da ultima moda 108,8500e 70C0
Diloa.de feltro, 6, 5$, 4 e 2000
Ditos de sol de seda, inglezes e
franceses, 14, 128,118 e ?000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feilios, da ultima moda 800
Ditos de algodao 500
Relogios de ouro, patentes horl-
sontaes, 100, 90, 80 e 70000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hoaontaes, 408 30000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderemos, pulseiras, rozetas
anoeis $
Toalhas de linho, duzia 12000 e 10000 }

ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro,
IJuieo deposito ua botica de ^oat\u\m MarUiiVso
da Crai Crrela & G., ruado Cabag n. U,
em Periiambuco.
H. Thermes (de Chalis] anligo pharmaceutico aprsenla boje urna nova preparado de ferro
nanje de elixir de citro-lactato de ferro. '
de formulas lao
urna tal vrie-
com o
Parecer ao publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo
variadas, mas o homem da aciencia comprshende a necessidade e importancia de
dade.
A formula um objeeto de muiU importancia em therapeutica; um progresso immenso,
ando ella, maniendo a easeocia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para lodos os paladarea e para todos os temperamentos
a. ? Dum.er2sa8.preP"Coes de ferro at hoje coohecidas nenhuma rene tao bellas qualida-
Jf,l?0 lilf c,lro,actal,'?"?,- .A u sabor agradavel. rene o tomar-se em Jma pe-
21u.?J *er6 ua!,a f>*W e fcil dissolucao no estomago, de modo que completamente
!i is! r ? D", Proc,,uzir.Por cusa | tetina, que contem em sua composico, a constipadlo de
vantre lio frequentemente provocada pelas outras prepar5esferroginosas. n
nii-n7u S?0T-Mi4 d/dM em.nad?ua'n aciencia medicamentosas do ferro, que aendo urna
iTir1^ q?al I,?SdlSk se nai. ^f* *"P*r em sua clnica, de iocomparavel utilidade
qualquer formula que Ihe d- propriedadea taes que o ortico o possa preacrever sem receio. E* o
queconseguioopharmaceuticoThermeacomaprepracaodo citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o prtoMiro lugar entre as numerosas prepararles ferroginosaa, como o
atiesta a pratica de muitos mdicos distinctos que o tem ensaiado. Tem aido empregado como im.
?^IrT,t0n'V^olesU^sdeUoguidez(choroMP,,lda res; oa debilidade subsequeite as
nemorrhagiaa, naa hydropesiasquaapparecem depois daa intermitentes na incontinencia : de urinas
l..u,d"de^BMpe^ P'Pa hemorrhaaica na
convalescencia das molestias graves, na chloro-anenria daa mulheres grvidas, em todos oa casos
cdoq.a. t.''e^l!,vanhU,,?,IPObreCd0 U VCid Pl"f-i ffeceA. chron'icas, cachexia lube?!
cariaM.'CIOtf0M VP"*. <> venreos, onanismo e uso prolongado das prepancoeii me-
maH^l"Snf?rB<,'d?MndomuireM,,le,e nao o ferro a principal substancia de aue o
SCk.- d? l8DSr *. P"M flebelr. o ihor o citro-lacuto de ferro me"ce Suvome
5o fero! hn>ani4aoo portar descoberto um. formula pela quai se pode sem rece"8
o
usar
lUMnl


(5
MAMO DI KftfflaflOCO. **llin'tEUU4*fOBl M lttt.
nio Beoeflcente
* DOS
MARTIMOS.
De ordera do Sr. presidente scientico aos se-
nhqres socios efTectiw>* que do dia 10 do correte
hovera sessao extraordinaria da assembla geral
para tratar negocios de alta monta.
Secretaria da sociedade niao Beneficeote do
Mari timos, 8 de julho de 1861.
Baltbasar Jos dos Res.
1. secretario.
Soula, cutileiro e armeiro,
ru t das Cruzes n. 38.
Previne n todas as pessoas que tem concertos,
amelages e penhores, de os virem bascar -at o
lim deste mez, do cootrario sero vendidos para
M.-u pagamento. Continuar a amolar e reparar
quaesquer concertos tendentes a sua arte.
Consultas medicas.
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Gos- 3
me de S Pereira no seu escriptorio, ra |
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas *o
da manha menos aos domingos sobre: Jj
1.* Molestias de olhos.
2.* Molestias de coracao e de peito. $
3. Molestias dos ergios da geracao e O
% do anus. JE
*P O exame dos doentes ser feito na or- ffi
*$ dem de'suss entradas, comegando-se po- 9
Se rra por aquelles que sofl'rerem dos St
* Instrumentos chimicos,acsticos e op-
^ ticos sero empreados em suas cnsul- **
tajoes e proceder com lodo rigor e pru- j
j^ deucia para obler certeza, oa ao menos o
& probabilidade sobre a sede, natureza e
25 causa da molestia, e dahi deduzir o plano
5 de tratamento que deve deslrui-la ou
JB curar. ,
32 Varios medicamentos sero tambem
86 empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
g promplido em seus eff-itos, e a necesst-
f dad* do seu emprego urgente que se usar
** delles.
Traticar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda o qualquer opergo que
| julgar conveniente para o restabeleci-
orfe tueuto dos mesmos, para cujo oi se icha
Jpj prvido de urna completa collecgo de
tg instrumentos indispensavel ao medico
jjg operador.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para cozinhar e comprar : na ra do Imperador
. 37, segundo andar, entrada direita.
Q Joao Gorreia deCarvalho, al- A
45 filate, participa aos seus nume- Q
jj| rosos fregueses e amigos que mu- 9
^ dou a sua residencia da ra da ^
.;"* Madre de Dos n. 36 para a ra A
da Cadeia do Recite n. 58, pri- f&
metro andar, aonde o encontra- (M
rao prompto para dtsempenhar &
qualquer obra tendente a sua A
arte. t&
Msicas e pianos.
J. LAUMONNIER, na ras da Imperatriz n. 83,
acaba de recober pelo ultimo riMr da I topa
na bella collecjao de msicas pira piano ecan-
to, ios melreores autores e muUe eeootbida* ;
igualmente se eacontan em seu estabelecimento
ptimos pianos ; assim como faz todos e eou-
certos e afina os mesmos instrumentos em pouco
tempo e por presos commodos.
CONSULTORIO ESPECIAL
H0HE0PATHIC0
$
O
A&4NN
-.. u."
Altenco.
*\
Prccisi-s? de 4 a 6:000$ a premio prazo de
doze mezes, dando-se por seguranca hypotheca
em um engenho cora safra e fabrica : a pessoa
que quizer fazer este negocio, annuncie para ser
Gurgel&Perdigo.
Fazendas modernas.
4Jj Roc-bem e vendem constantemente su- St
a ;.'. riurt-s vestidos de blonde com todos os 0
S prepares, dtlos modernos de seda de cor tt
*|j e pretos, ditos de phantasia, ditos de 9
5| cambraia bordados, lindas lazinhas, ||
W carabraiade molernos padroes, seda de JJff
| quadriolios, grssdenaoles de cores epre- |g
tos, moreantique, siutos, chapeos, en- *r
Sf'.ites pin cab->ga, superiores botes, ?Q|
manguitos, pulreiras, lequas e extracto 5
de sndalo, modernos manteletes, tal- ||
mas compridas de novo feilio, visitas de 9
gorguro. luvas de Jouvin a 2500. fi
Muito barato.
Saias balao de todos os taraanhos a 4J, j
chitas francezas finas claras e escuras a *
280 rs. o covado, colxas de la e seda pa- ,*
ra cama a C; camisas para menino. Jtt
Roupa feita.
Paletol de casemira de todas as cores ?
a 10#, ditos finos de alpaca a C, ditos ||
de brim i i, chapeos pretos a 8$ o mui- ff
gS tas oulras fazendas tinto para senhoras *
a como para hornera por prejo ioteiramenle S
J| barato, do-se as amostras : na ra da jn
85 Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco y
2| Largo. g
CONSULTORIO ESPECIAL H0SE0PATH1C0
DO DOCTOR
SABINO O.L. PINHO.
Rua'de Santo Amaro (Muiido
Novo) a. 6.
Consultas lodos os das uteis desde as 10 horas
at meio efia, acerca das seguiutes molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
ras, moks'.ias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphilitieas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARUAClA ESPECIAL HOMEOPATHICA '
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus eifeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Stbino sao
unicament? vendidos em sua pharmacia ; todas
que o iotem fra delta sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
fidor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasieiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impreseo
assimtnarcado, emboraTenham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Precisa-se de urna ama que aaiba coziohar
tenha boa conducta : na ra do Hospicio n. 4.
-Arrenda-se o sitio que Coi da finada D. Ar-
chanja no Giqui, o qual tem ba otaria, grande
por^o de coqueiros, 2 vireirosde peixe e muito
terreuo pira plantaco e sola de vaccas : con-
trata-sa no mesmo ou na ra da Imperatriz n.
47, terceiro indar, das 9 do dia as 3 da tarde.
DO
DB. C\S\NOVV,
30--Hua das Cmzea-30
Nesleconsultoriotem sempra os aaaia
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Pars (astinturas) porCa-
tellan e Weber, por prego s razo a veis.
Os elementos dehomeopathiaobra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
ffecis.a.-se de urna criada portugueza para
casaQ| ^rfamilia : na ra Nova n. 83.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiao dentista, faz
todas as operaedes da sua arta e colloca
dentes artificiaos, ludo com a superiori-
dade e perfeigao que as pessoaa entendi-
das lbe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
1 re:isa-se de um forneiro que enteoda bem
de sua prollsso : na padaria da na Direita nu-
mero 69.
Aranaga Hijo&C. sacam sobre o Rio de Ja-
neiro.
O Dr. Joaquim da Silva Gusmlo
pode ser procurado para o exercicio de
sua prollsso medica a qualquer hora do
dia ou da noile, no largo do Garmo n.
5, primeiro andar.
semse
Urna pessoa que tem de residir fora desta
capital vende um grande sillo com excallente ca-
sa de morada ecom proporcoes para delle se ti-
rar bom rendimento ; e para facilidade do com-
prador nao pora duvida em receber sua impor-
tancia em fazendas ou molhados: contrata-se na
ra da Cruz n. 25, segundo andar.
O Sr. Jos dos Santos Moreira que
morou na ra do Rosario da Boa-Vista,
queira annunciar sua morada que se
Ihe precisa fallar.
Desappareceu no dia 13 do crrante, do si-
tio da S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com os
signaes seguintes : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido: roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio aciraa citado, ou na ra do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Aviso.
Os Srs. que sao devedores a massa fallida de
Ignacio Nery Ferreira da Silva Lopes, que leve
loja de miudezasem frente do largo do Livra-
menlo, sao rogados a virem satisfazer seus d-
bitos desta data at aofim do correte mez na
ra da Imperatriz n. 82, e aquelles que assim o
nao flzerem passado este prazo, sero chamados
por este jornal sem excepto de pessoa e para
que nao haja queixas se faz o presente aviso.
Recife 4 de julho de 1861.
O Dr. Ignacio Firmo Xavier, me-
dico, mudou a sua residencia para a ra
Nova de Santa Rita n. 7, com frente pa-
ra a ribeira do pei&e.
mfmtm
alQnetes de ouro e brilhantes.
Na ofneina pholographica da ra do Cabug o.
18, entrada pelo pateo da matriz, existem lindos
alflnetes rom brilhantes e ao gosto de Luiz XV,
para a colloca^ao de retratos; ha tambem urna
variada collecco de alfinetes de ouro com, e
sem pedras. O preco dos alfinetes com os re-
tratos variara de 16 a 200$. Ni mesma'Casi
vendem-se bellos espelhos com molduras doura-
das para ornar salas de luxo e tratamento ; bor-
las de seda para cortinados de janellas e para
quadros, assim como cordes para o mesmo fim.
Vende-se lulo a precos razoaveis e moderados.
Aviso a quem convier.
Julgando-me um pouco maisrestabelectdo, te-
nho de apresentar-me na presente sesso dos ju-
rados : o que me quizer confiar sua defesa, achar-
me-ha prompto, e pode-me procurar no eserip-
lorio na ra do Quelmado n. 41. #
Precisa-se de urna ama para o servico de
urna casa de pouca familia ; na praga do Corpo
Santo n. 17.
Osenhor
Caetauo Aureliano de Carva- ]
iho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a negocio que lhe
dizrespeito.
Ra do Queimado n. 55, loja de miudezas de
Jos de Azevedo Mai* e Silva, defrente do so-
brado novo, est vendando per haeatissimo prego
para acabar, algumas cualidades de fazendas, as-
sim como seja : franja de II* para vestido a tOO
ra. a vara, tranca de la com 10 varas a 200 rs. a
paga, pares de meias cruas para meninos de 3 a
6 annos a 160 rs., e de 6 a 10 annos a 940, linhas
de Pedro V com 200 jardas, verdadeiras, a 80 rs.,
novellos de linha (f gaz a methor qualWade que
ha nesta praca a 60 rs., lea tambem para 20 e
10 rs. cada no vello, e de corea a melhor que ha,
novellos grandes, a 40 rs-., carreteis de l'rnha do
gaz pretas com muita tioha a 900rs., baratis-
imo, caiaas con* ticoee para accea4er charutos a
40rs., eaixas com phosphoros de seguranca a 160
rs., groza de phosphoros do gaz a 18800/e*duzia
a 240, fitas para enriar vestidos e roopinhos a 80
rs., peces de bico, largura de 3 dedos, a 2, e va-
ra a 120, linhas de novello de odres1 per lodo o
prego, frasco d'agoade colonia muito superior a
400 rs., duzia de meias muito finas para senhora
a 3J, e par a 80, linhas de marear muito finas,
aovello a 90 rs., grvate* deiioho muito bonitas
a 200 re., pegas de tranca de la de todaa as co-
rea a 50 ra., tem um reate de eabooalea para
600 rs. a duzia, groza de botoes de osso para cal-
ca, pequeos a 120, e grandes a 240, sao muito
tinos, marcas par cobrir a 20 ra. a groza, 0 tem
tambem maiores para 6Oe80 rs., duzia de meias
cruas para homem a 2$400, muito boas para du-
rar, meias de cores para meninos pelos precos
cima, trsmaia do Porto muito boa, vara, a 80
100,190e 160 rs., fitas de linho brancas e deco-
res a 40 rs. a pega para acabn, grous de penas
deago a 500 rs., tem om resto e sao superiores,
frascos de opiata para lirapar dentes a 400 rs.,
copos cbm banha muito fina a 640, frascos de
bartha de urs a 040 e 500 ra., varas delaby-
riothos de todas as larguras e por todo a preco
para acabar, espelhos de columnas brancas a
195OO, pechinerra, carteiras para guarlar dinhel-
ro muito boas a 500 re., frascos com cheiro multo
finos a 500 rs., realejos para meninos a 20 rs.
cada um, baralhos portugueses a 160, e duzia a
18440, baralissimo, duzia de botdes madrepero-
la para paletot a 480, Carlas dn alfinetes para ar-
mador a 130, varas de franjas para cortinado a
200 e 240, muito barato, botdes de vidro com
p para casaveqnes de senhora, duzia a 240 rs.'
todas estas fazendas esto perfeitas, e vende-se
barato porque precisa-se aporar dinheiro para as
necessidades, e por isso toco fogo.
Progressivo
Progressisla.
Vende-se nos armazens do largb do Carreo n.
9, e ra das Cruzes n. 86, mantelga ingleza flor
da safra velha a 800 e a 1$, da nova chegada l-
timamente em barra ter ^batimento, afflahea-se
sor manteiga que outro qualquer nao pode ven-
der por menos de 1^440, (nao serviodo isto de
offensa aos nossos collegas.)
Na ra do Queimado, sobrado
amarello n. 31, loja de A. L-
Santos & Rolim,
vendera-se chales de merino finos com 14 quar-
tas bordadas de seda e ouro a 4|, ditos melhores
a 5#, ditos superiores a 6 0 70000.
Ruada Senzala iNovan.42
Venda-se am casada S. P. Jonhston.&C.
sellins e silbos nglezes, candaeiros a castigaes
bronzeados,lonas ngl&zas, fio davala, chicote
para carros, emomaria, arreios par carro de
um a dous eavalos ralogios da ouro patenta
nglar.
Graide pechincha.
A 220, 240 e 260 rs.
Chitas frsocezas de muito bonitos padrea e
muito bons pannos, pelo baratissimo prego de
220, 940 e 260 rs. o covado ; oa ra do Queima-
do n. 92, na loja da boa f.
Gangas franeezee muito fina com pndrea
oscuros a 480 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Nova pechincha.
Chitas largas francezas, covado a 200 e 240
rs., ciscados fraacezes, covado 180 re., cortes do
mesmo a 2,000 rs.: na ra do Queimado n. 44.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'sguia branca acaba de receber essa ao-
va e apreciavel agua ambreada, de un aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas golas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mui deleitavel, re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer deaap-
parecer esse hlito dessgradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto tenha della composigo. Cus-
ta o frasco 1$, e quem aprecia o bom naodeixar
certamente de comprar dessa estimavel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16. nica parte onde se achar.
Recommendaco aos Srs.#
deengenho
Panno azul de superior qua- -
[ lidade para roupa de escravos a J
I 900 el$. g
Attenco.
Fazendas baratas por todo
o preco para acabar : na ra
do Livramento n. 38; assim
como se vende a rica armaco
dessa loja.
MM
Armazenada
de Pars
DE
Magalhacs & Hiendes.
Ra da Imperatriz, loja armazenada de 4 portas
n. 56, reeebeu um bello sorlimento de fazendas
novas, a ser : la e seda de quadros para vesti-
dos a 640 o covado, novos vestidos brancos bor-
dados com babados i5) 6$*o corte, pegas de
bretanha de rolo a 2$ e 2500. pegas de cambraia
oss para vestidos 2$500, 3J e 3500 a pega,
chitas largas francezas a 240, 260, 280 rs. o cova-
do, ditas inglezas a 160,180 e 200 rs. o covado,
gollinhas e manguitos com bolaozinho a 3,de di-
versas qualidades, saias de balao para senhoras e
meninas com 30 arcos a 3. 3*500 e 45; do-ie as
amostras de todas as fazendas para veras quali-
dades. A armazenada est aberta das 6 horas da
manha s 9 da noile.
DA
VICTORIA,
NA
/?ua do Queimado n. 75,
Junto a loja de cera.
Nesta loja vendem-se as seguioies miudezas e
outras muitas por pregos baratos, s para quem
comprar victoria sempre contar :
Carles de clcheles francezes muito bons a 40
rs. o carto, e duzia a 400 rs.
Agulhas francezas muito boase verdadeiras a 120
rs. a caixa com 4 papis, e avulso a 40 rs. o
papel.
Agulheitas para enflar vestido a 40 rs. urna.
Linhas victoria em carretel com 200 jardas a 60
rs. um, e duzia a 640.
Ditas de 200 jardas de Alexauder a 900 rs. a
duzia.
Ditas de Pedro Vem carto, branca e de cores a
60 rs. um carto.
Ditas de meiada de peso verdadeiras a 240 rs. a
meiada.
Papis com cento e tantos alfinetes francezes a
40 rs. e papel.
AlQnetes de cabega chala grossos e finos a 120
rs. a carta.
Cordio imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Caivetes finos deduas folhas para peonas a 200
rs. um, e duzia a 2$
La de todas as cores para bordar a 6$500 a libra.
Pentes muito bons de baleia para alisar a 220,
240, 280 e 320.
Ditos transparentes tambem bons a 360 e 400 rs.
Enadoresde algodao a 60 rs. cadaum.
Meias cruas brancas e de cores para homem a
160, 200, 240. 280 o par.
Ditas brancas muito fio as para senhora a 20, 280,
320 o par.
Espelhos donrados para parede redondos e qua-
drados a 35500 cada um.
Talheres ]>ara crianzas
Vendem-se tarheres pequeos proprios para
criangas a 320 cada um : na ra do Queimado,
loja d'aguia branca n. 16.
Compras.
mogos e sa-
Ao publico.
Reshbclecido da grave molestia que portento
tempo me h: consumido, volto ao exercicio de
advogado e espero do publico o favor que sempre
lhe hei merecido. Em comraum com o Sr. Dr.
Joo Baplista do Amaral e Mello, os que se dig-
naren! procurar-nos achario sempre no escrip-
torio das 9 as 3 da tarde um de nos. Tudo em-
pentaremos para bem strvirmos aos que nos qoi-
zerem honrar. O nosso escriptorio 4 na ra do
Queimado n.41, ultimo sobrado que faz esquina
para o becco da Congregaco.
Or. Antonio Borges da Fonseca.
Precisa-se em um engenho perto
desta cidade eda via terrea.de urna se-
nhora para entinar a duas menina*
pnmetras letras e msica e-te taber
francez melhor tera' : na tua do Im-
rador n. 73, primeiro andar.
I. S. Gompertzesua mulher seguem para o
Rio de Janeiro.
Compram-se escravos, sendo
di>8 : na ra 4a Imperatriz n. 12.
Compra-se um moleqoe de 10 a 18 annos,
bem como urna escravinha de 14 annos, pouco
mais ou meaos, sendo boas pegas psga-se bem :
Ha ra da Imperatriz n- 9, primeiro andar.
Compram-se
escravos de ambos os sexos parase exportar para
fora da provincia : na ra Direita n. 66.
Compra-se urna casa terrea do pateo do
Hospital ou ra das Cruzes; a tratar-na ra lar-
ga do Rasario n. 20.
Compram-se 2 ou 3 babas meio usados ; na
ra da Imperatriz, loja n. 10, se dir quem quer
este negocio.
Compram-se moedas de auro de 209: na
ra Novan. 3,loja.
EAU MINERAL!
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
Vendas.
Yendem-e travs de boa qualidade,
e 50 palmos de comprido, e 12 pollegadas
de 40
de
tratar
grossura ; na estar.ao das Cinco Ponas,
com o mesmo don na mesma estace.
Polassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem coohecido e acreditado deposito da na
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vendar a var-
dadeira potasas da Russia, nova 6 da superior
qnalidade, assim como tambem cal virgem em
podra ; tudo por pregos mala barato do qua em
eetra qualqver parte.
ANOVALOJADO PAVAO
NA
Ra da Imperatriz n, 60.
DE
. a?ba de receer pel? uUim0 TPfr>cei as fazendas seguinlas, as quaea se vendemma
barato do que em outra qualquer parle : """'
Organdys de bellissimos padroes muito fiaos a vara 19.
GrofdeotpUs azul, cor de rosa e amarello fizenda fina e de muito corno o corado a 2a
Ditos Iavrados muito eoeorpado o covado a 2.
Mimos de seda da India o mais moderno para vestido o covado a 1280.
itoa de laa fina e ate padroes muito galantes a 800 rs.
Manteletes de fil preto com bico largo a 7f.
Ditos de fuslo branco muito bem enfeilados a 89.
Chales de merino estampados com lista desada muito finos. x
Tarlatauaa de todas as cores e muito fina a vara a 800 rs.
Cortes de tarlatanascom sslpicos cada um em seu carto a 6#.
Camisinhas com golas e manguitos pava senhora que tem bom gosto a 63.
Ditaa ditas com vivos decor a 49000 ra.
Um grande sottiment de saias bailo psra senhoras e meninas.
(Jar grande sorlimento de saias bala muito ricas com babados a 109.
Pecaa de caisas bordadas com 81|2 taras proprias para cortinado a 2500.
Lindos etapeoszinhos de merino bordados para meninos e meninas gosto ingles a 5a.
Cassas francezas belisslmos padroes a vara a 500 rs.
UMcompUta sortiaento dwebltae francezas encuna e a legTet a padfbea bonitos a 290, 240 990
___ a 980 rs. *
DrUs inulto superiores o sotado a 320 rs.
Ricos enfeiles com franja a bolotas para cabega de senhora.
Detod as fazendas aqu mencionadas sedeo as amostras deitaodo ficar penhor. assim co-
mo se maudam levar am casa das familias que quttetWB tintOn em coala e iabonitos gostos.
A loja da bantleira
va loja de funileiro da]
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos di Fonseca participa-a
todos os seus fregoeies tanto da prega
eomo do mato, e juntamente orespeita-
vel publico, que lomou a deliberago de
baiiar o prego de tolas as suas obras, por Z
cujo motivo tem para vender om grande X
sorlimento de bahs e bacas, tudo dd >
differentes tamanhos o de diversss cores S
em pinturas, e juntaraeute um grande
sorlimento de diversas obras, cootendo *
banheires e gamelas grandes e pequeas,
machinas para caf e camas de vento, o'
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 49 e peque-
nos a 600 rs., bacias grandes a 59 e pe-
queas a 800 rs,, cocos a 19 a duzia. Re-
cebe-se um offlcial da mesma offlcini
^. para trabalhar. _
Relogios.
Vande-se era casa de Johnston Pater A C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sorlimento de
relogios de ouro, patente ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variadade de bonitos trancelias para os
mesmos.
Attenco.
N. 43*.
Ra doAmorim.
Vendem-se saccas com milho muito novo, pelo
barato prego de 49500 e 5$.
Arados amencanose machina-
par a lavar roupa: em casa de S.P Jos
linston 4 C. ra davjnzala n.42.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos o9rn
enfeitesde conlinha.como dourados, e de lindas
fitas e flvelas, o mais fino que se pode encontrar
isto na loia Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Aviso.
Vende-se a escuna nacional Cigana, em
perfeito estado, forrada de cobre, completamen-
te apparelhada eprompta para navegar: trata-se
com Guilherme Carvalho & C. no seu escriptorio
ruado Vigaria n. 17.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway t Q., de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instrueces completas para se nsarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se veodem a SOOO.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommeoda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a reeebe-las por to-
dos os outros ; por isso quam quizer comprar
boas luvas escusa cansarle, dirigir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabo de marfm e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharao os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fm e madreperola a 29 e 2g500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ra m pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorli-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me Inora dos
com novos
aperfeigoa-
menlos, fazendo ptsponlo igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Enfeites a ga-
ribaldi
Huitos lindos enfeites a Garibaldi para senho-
ras a 80, ditos figindo palha porm de sedas a
89500 cada um, ditos de vidrilhos a lg800cada
um ; na loja da victoria, ra do Queimado nu-
mero 75.
Para acabar.
Cortes de casemira a 3j> e 2$.
Cassas francezas de gosto o finas em pegas pe-
queas, vara a 500 rs.
E umi infinidade de objeclos d'ouro, porcellaaj
as, vidros, perfumaras, miudezas. cortes de
colletes de velludo, gorguroes, camisas, caigas,
palitos, etc., etc., ludo por prejo em conta por se
receber directamente da Europa : na ra da Cruz
uo Recife, armazem n. 14.
Novo sortimento
de cascarrilbas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca reeebeu prximamente
um nova e lindo sortimento de cascarrilbas de
seda para enfeites de vestido, sendo de differen-
tes cores e largaras, e eomo aempre as est ven*
dendo baratamente a 2, 3, 4 e 55 a peca, precos
estes que em n en huma potra parle se achas, e
so sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
o na raer 16.
AttenQo.
Vende-se confronte o portio da fortaleza d.s
Cinco Ponas o seguinte : carrogas para bola e
cavallos, caninhos de trabalhar na alfandega, di-
tos de mi, toreador de caf com fogio, dobradi-
cas de chumbar de todos os tamanhos, bocea de
'fornalbaa para fornos, grandes teora duras ale
ferrolho e tambem rodas de carroga e carrinbos,
rodas para earrinhoe de mi, eixos para carro-
as e carrinbos, e outras quaesquer obras de
wroa
Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia blanca se encontra um grande
e bello sortimento dte grvalas le ddfferenUs gos-
tos e qualidades, e por pregos taes que em ce-
ahuma outra prtese acha. cono seis, grava ti-
rinas estrellas bordadas a 800 e 1 $, ditas pretaa e
de corea agradaveis a 1, 1*200 e lSjOO. ditas
com pontas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim m'sco a 1$5G0. Pela variedade do sor-
timento o comprador ter muitas de que se agra-
de : na ra **** a..^i.*^ is- ..? .-------
numero 16.
bom setim msco alflOO. Pela variedade do sor-
timento o comprador ter muitas de que se agra-
de : na na do Quelmado, loia d'eeuia branca
Bro 16.
Aos tabaquistas.
Lengos finos de cores escuras e fixas a imita-
gao dos de linho a 5# a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, ni loja da boa f.
Brim branca de linho muito oo a 19280 a
Tara ; na roa do Queimado n. 22, leja da boa f.
Riscadinhos de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na ruado Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
lii
4 fama triumpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE .
Guimardes & Vittwn
[Ra do Crespo numero 17.
Recebem continuadamente da Europa M
sedas, cambraias, lias, chapelinas de pa-
lha de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, sahidas de baile,saias a balao de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e pregos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabega de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
ostros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para horaeus
palelots, caigas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grava tas, lengos, so-
brecasacos. calgadoMelie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Quem duvidar vi ver
Quem duvidar v ver.
Levem dinheiro
Levem dinheiro
Levem dinheiro.
A 4<,4#500 e 5#.
Cambraia lisa maito fina a ff a pega com 81|2
varas, dita muito superior a b$, dita tambem
muito fina com salpicos a 49500; na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loia d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porgo de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as est
vendendo a 1$500 cada urna ; a ellas, antes que
se acabem, pois s as ha na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba, a melhor que tem
vindo a este mercado, a 8*500 a arroba, a prazc
ou dinheiro : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cife n. 7, ou na ra da Imperatriz n. 60, loja.
Veude-se em casa de N. O. Bleber 4 C.
Successores, ra da Cruz n. 4 :
Carrogas para boi ou para cavallos.
Carretas.
Carrinhos de mo.
Relogios americanos de ouro, prata e doura-
dos, igual em qualidade aos melhores relogios
inglezes,
Enfeites de flores para ca-
samentes e bailes.
Chegou para a loja d'aguia brinca lindos e de-
licados enfeites de flores Unas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vio a casamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os pregos sao Bf,
10 e 12. porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Farinha de mandioca, a me-
lhor que ha neste genero,
igual a de Muribeca.
E' muito barato vista da sua superior quali-
dade ; no armazem de Praga & Cabral, ra da
Madre de Dos n. 18, defronte da guarda da al-
fandega.
Luvas de finacamursa
para militares e cavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommeoda mui finas luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e as est
vendendo a 2&500 o par ; os senhores officiaes e
cavalleiros que as comprarem conbecerao que aio
baratas vista de sua finura e duragao, e para as
obter dirigirem-se ra de Queimado, loja da
aguia branca o. 16. Adverte-se que a quaatidade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
Campos 4 Lima na ra do Crespo n. 16,
tem para vender um rico sortimento de lazinhas
de cores a 640 rs. o covado, bem como lindas
fufas de cambraia para guamico de vestidos por
diminuto prego.
Objectos de ferro.
Camas de diversos fei-
tios para urna e duas pes-
soas simples e com cclxio
de mola, e com assento
de Una, lavatorios com-
pletos, bercos e*r* crian-
gas, mesas, sofs, cadei-
ras entra estas urna de apurado gosto frrala
de estofo de seda, guarda comida de rame, lam-
pos para prato e outros muitos arUgos de ferro
esunnaaos.
Crjslaes.
Como sejam candelabros, lanter-
nai, serpentinas, linternas com pen-
dentes brancas e coloridos, vasos
para cima de mesa etc.
djjs,
Muzicas.
Gi
Uealejos de diversos, tamanhos com SO pegas
proprios para por elle daosar-ae e com figuras
inaa em movlmeoto, caiaas com 10 a 12 pecas,
comoaejam quadrilhas, valsas etc., todos atea
objectos sao dos melhores fabricantes da Europa
vende-se todos alea objectos per eemmodo
prego pira fechar coalas: na ra da Cruz no la-
uta armazem n. 14.
Cera de carnauba.
Vende-ecerade carnauba de supe-
rior qualidade :a tratar ora Joa Sa'
Leitao Janiar, ra tj Trapiche a. t64


L
XMi *' qtoSOX FfilBAH*JULE* DI VUl.
(*
Cttot do sertas mufle boa e gorda i 280 R-
ore, tu porgio se far drffcreoc*: na raa da
llilrtt de Bea*Viata a.. |7, tabenr.
Avariado.
Madapolo largo e fino con pequeo (oque de
arara a 3)500 49, dito cuito fino a 5 a peca :
m ras do Crespo a. 8, loja do 4 portas.
Attencao.
Ha roa do Trapicho a. 48, em casa do Ros tron
Rooker & C, eiiate a bom lortimento do 11-
rrhas de cores e brancas em carretela do melbor
fabricante de Inglaterra, aa quaes a TODdem por
precos' mol razoareis.
Massinhos de coral
a 500 rs.
So na loja da aguia de ouro,
ra do Cafe ug n. 1B.
Vendem-se mojainho do coral multo Uno 500
rea o maaso.
Jos Das Brando.
5Ra da Linguela 5
O novo destino torra gneros por menos do mu
valor: superior manteiga iogleza a 1) a libra,
dita franceza a 700 rs.. chi preto a 1400, nas-
sas a 500, conservas inglezas e portuguezaa a
700 rs., aletria, talhatim e macarra o a 400 rs. a
libra, toucinbo de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas ata400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5jgBuzia. dita preta a 600 rs. a garrafa e
6S8OO a duzia. Unto en garrafa* como em meias,
ervilhas francesas e portuguezas a 720 rs. a lata,
apermacete de 4, 5 o 6 *m libra por prego mili-
to em eoota, rinho do Porto engarrafado fino
fvelho) a 1)500 rs vioho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornara enfa-
donho aos freguexea. (Dinheiro vista.)
Esfriadeiras
para agua.
Vendem-se esfriadeiras muito aira para agua a.
49 o par ; na ra do Queimado n. 75.
FNDICIOLOW-MOW,
Ra da Senzalla Nova n.42,
Resta estabelecimento contina a hivtr uaj
completo sor ti asento da moendas emeiss moen-
das para engenho, machinas da vapor a taizas
te farro batido a coado, de todos estamanhos
para dito,
A 12^000
a duzia de toalbaa felpudas superiores ; na ra
do Queimado n. 22. na loja da boa f.
Vende-se un sobrado de dous andares e
soto na ra de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzes n. 18.
AUentfo
Vendem-te caixoes vasios proprios
para bahuleiros.funilefeos etc. a 1 #280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que alii se dir' quem os tem
para vender.
E milito barato.
Manteletes de fil preto muito superiores a 8);
na roa do Crespo o. 10.
Damasco de seda.
superior a 3*500 ; na ra do Crespo n. 10.
; Liquidacao
|Rua do Queimado n.
10. loja de 4 portas. '
Vende-se as seguintes fazendas por '
menos prego 4o que em outra qualquer
parte, como sejam: .
Chitas francezas cores fixas a 220 e 240
Cortes de cassa franceza a 2000
Chalys de apurado gosto corado a 500 I
Cambraia de seda dito o corado a 440
Miraos do co dito o corado a 400 !
Chales com palmas de seda a I
ISOOOe 5000
Camtsinhas de cambraia bordada
para baptisado a 59000
Ditas de dita para senhora e com
, gollinha a 8J50O
Chitas inglezaa corea fixas a 160
I Esguiode puro linho arara a 800
Cambraia lisa muito fina a peca a 5(000
' Chales de merino bordado a 5000
1 Ditos de dito liso a 350O e 4S0OO
Mantas de setim larrado para se-
, nhora a 1J600
Meias para senhora a 3$, 3S500 e 48000
Ditis para meninas a 2$800 e 3J0OO
I Chapeos de sold seda para se-
nhora a 3^500 e 4J000
Guardanapos adamascados a du-
! zia a S500 o 8000
, Toalhas de lioho a duzia 5J000
Riscadinhos de linho o corado a 160
i Cortes de brim de linho de cores
I 25O0 e 2S800
Ditos de meiacasemira a 1S280 e 1S600
Panno azul fioorado a l#280e 1*600
Dito preto dito dito a 33500, 4 o 5$000
Cortes decasemira preta a 5J e 6*000
Cortes de dita de corea a 49 e 5$0O0
Cortes de velludo para collete
a i6O0 e 2&000
Ditos de gorgurao a 1J600
Briro branco de lioho trancado a 1/000
Paletotsde brim de cor pardo a 3g500
, Ditos de dito lona a 45500
Gravatiohas estreitas.
Vendem-se superiores gravatiohas estrellas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo haratis-
simo pre^o de 19 ; na ra do Queimado n. 22
loja da boa f.
E'de graga.
Ricas chapelioaa de seda para senhora, pelo
baratlssimo preco da 168 cada orna ; na ra do
Queimado o. 22, loja da boa f: (a ellas,que sao
poueas).
Cortes d vestidos brancos
bordados.
Veodem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 a 3 baados a 59: aa ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-aeuma carroca americana de meia
patente, sentada sobro molas, coberU por cima
Imitando cabrielet, propria para carregar ferino*
oa eutro qualquer genero com segranos, a um
bom cavallo arreiado proprio para o mesmo ser-
vido : a pessoaque a pretender, dirija-ie a s-
trada nova do Cachang. aa casa do 6r. Jos An-
tonio Villaseea, oa a taberna do. Sr. Fraeciaco
Antonio de Coito, sen proprio dao, que far to-
do negocio.
Grandes colchas
de fustio adamascadas, polo proco de 69 cada
um : na raa do Queimado a. 19.
Tachas e moendas
Braga Filho Se C, tem seropre no sen depo-
sito da raa da Meada d. 3 A, um grandesor-
mtnto do tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edrvin Maw a tra-
tar no mesmo deposito oa na roa do Trapiche
CINTOS
para senhora.
Sintos muito bonitos para senhora a 8$ cada
um. velas muito lindas para sinto a 1&200 cada
urna.; na loja da victoria, ra da Qneimado nu-
mero 75.
Luvas de Jouvin.
Na loj a Boa P, na rira do Queimado n. 22,
sempre se encontrarlo as superiores loras de pe*
tica de Jouvin, tanto para hornera como para se-
nhora, por serem recebidas por todos os vapores
vintfos da Eoropa, e se vendem pelo baratissiaio
prego de 2J300 o par: aa mencionada loa da Boa
F, na roa do Queimado n. 22.
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa,
os quaes se vendem pelo diminuto prego de 8
rada um : na ra do Queimado n. 39, loja de
portas.
Cal v ice.
A utilidade da pomada
indiana nao s de fazer
NASCER os cabellos, mas
tambera de dar-lhes forca
para evitar a calrice e nao
deixa-los embranquecer t&o
cedo como quando ella nao
fftr applicada, alm disto
sendo sua composicao for-
mada de substancias ali-
mentares, a absorpeo pe-
los poros da cabega nao pode ser nocir. De-
posito em Pernambuco, rna do Imperador o. 59,
e ra do Crespo n. 3, e em Paris, Boulerard
Bonne Nourelle. Prego cada frasco 39.
Barato.
^sWe-se na ra Direita n. 99 a libra de pre-
sunto a 320 rs. a libra do de Lisboa do ebeeado
ltimamente.
Fazendas
no armazem da ra do
Queimado n. 19.
Toalhas para rosto de prego 500 rs. cada urna.
Chita.
Chita franceza a 220 rs, o corado.
Cortes de casemira.
Finos cortes de casemira a 4S500.
Cobettas.
Cobertas de chita a I98OO.
Capellas brancas. X
Capellas de flores de lannja a 59.
Lences de panno
de linho pelo barato prego de 19900.
Algodao
de duas larguras a 480 a rara.
Grandes lences de bramante a 3$300.
Jaqus bordados
para meninos, fazenda muito fina, a 5g.
Sena costura.
Lences de panno de lioho fino a 39.
Baloes
de todas as qualidades e de duas saias.
Cambra i as de salpicos.
Modernas cambraias de salpicos e muito finas
a 09 a peca.
mmmmm etKieeteeieaeefeK
i
8
Attencao
SFazendas e rou-S
pas feitas baratas
g
_ PORTO
J48- Ra da Imperatriz48]
U Juuto a padaria franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
mente um completo e rariado sorlimento
de roupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e do cores a 89 e 3950O,
ditos forrados a 49 e 49500, ditos france-
zes azeoda de 109 a 6&500, ditos de me-
_ no preto a 69, ditos de brim pardo a
S8J800 e 49, ditos de brim de cor a 30500,
ditos de ganga de cor a 3*500, ditos de
alpaca de loa amarella a imitacSo de pa-
lha de seda a 39500 e 49. ditos de meia
casemira a 49500, 5g e 59500, ditos de
casemira saceos a 13J, ditos sobrecasacos
a 159, ditos de panno preto fino a 209,
22g, 289, ditos brancos de bramante a
39^00 e 49, calcas de brim de cor a 18800,
255OO, 39, ditas brancas a 39 e 49500, di-
tas de meia casemira a 39500, trUas de
casemira a 6*500. 7g500 e 99, ditas pre-
tas a 4|50O, 79500, 99 e 109, colletes de
ganga franceza a I96OO, ditos de fusto
188OO, ditos brancos n 2JJ800 39, ditos
de setim preto a 39500 e 49500. ditos de
gorgurao de seda a 49500 e 59, ditos de
casemira preta e de cores a 49500 e 59,
ditos de velludo a 79,8g e 99.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam ealcas, colletes, pa-
letots, camisas a 19800e 29, ditas deaslo
aS|500, chapeos franceses para cabeca
fazenda superior a 69500, 88500 e 10,
ditos de sol a 6$ e 69500, ditos para se-
nhora a 48500 e 59. Recebem-se algu-
mas encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a ter um con-
tra-mestre no eslabelecimenlo para exe-
eutar qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Ricos cortes de vestidos de seda de
Escocia de muito bonitos gostos a 149,
ricas gollinbase manguitos bordados (cro-
ch) a 38500, cambraia lisa de Escocia
com 10 raras a pega e rara de largura a
69, mussellna branca fina a 320 rs. o co-
rado, completo sortimento de chita fran-
ceza a 240,260 e 280 rs. o covado, ditas
inglezaa a 180 e 200 rs., cobertores de la
" a imitaco hespanhoes o melbor que ha
no mercado a 68, 79 e 109. lenjos bran-
cas para senhora multo grandes a 28200
a duzia e oulras multas fazendas por pre-
1 commodos..
{{Ruado Crespo n. 8, loja del
4 partas, admira a pe-j
chincha
Laa para vestidos fazenda que
outr'ora custava 8tO ri. o cova-
do vende-se a 240 rs., dao-*e
amostras cora penhor.
Coraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
500 rs. cada um : na ra do Queimado, loja dV
RuiahTanca o. 16.
240 rs.
Laas escuras de padrees moderaos o melhor
que tem epparecido, de lindas cores, a 240 rs. :
oa rna do Qaeimado n. 39, loja de 4 portas.
Lila preta,
boa fazenda, a 280 rs. e covado.
Cortes de casemira de cor fina a 48.
* eolkle de gorgurao, bonitos padrees, a
Panno fino superior, cor do areitona, a 49000 o
covado.
Casemira'preta fina a 29 o corado : na ra do
Crespo n. 10.
Sal do Ass.
Vende-se superior sal do Assa, a bordo do hie-
le cSaoto Amaro, fundeado defronte do caes do
Ramos : a tratar com o meslre a bordo, ou com
edono no trapiche do algodao.
Nova loja de fimileiro na ra
da Cruz do Ttecife n 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a todos os
seus freguezes e juntamente ao respeitarel pu-
blico, que tomou a deliberado de bailar o preco
de todas as suas obras, por cojo motivo tem para
vender um grande sortimento de hahus e bacas
de differentes tamanhos, e cores em pinturas ; e
jautamente um grande sortimento de rarias
obras, o que promette render o mais barato pos-
sirel, como seja bahus grandes a 49, e cocos
11 a duzia. Recebe-se um oficial do mesmo
oBcio para trabalhar.
Liquidacao
^Ruado Queimado loja del
4 portas u. 10. ^
I Vende-se panno de tupeiiorqua- ^
J lidadeprova de limao cor de ,
caf a 3$. S
J Dito verde a 3.
m Dito preto a 3#. g
@ Dito azul a 3/J|. 2a
@ SerouJas escossezas brancas a 2
9 10200 e1^300.
Ditas de linho a 2$600 e 30.
m Superiores manteletes de fil &,
^ preto a 60.
gg Camisas de Vinho inglezas duzia t
^ 300.
a Ditas dita dita duzia a 350.
Z Ditas dita dita duzia a 400,
5 Ditas dita dita duzia 450
^ Ditas dita dita duzia 500.
Balfles econmicos.
Chegaram loja n. 45 da ra da Cadeia do Re-
cite saias bal&o de gosto inteiramente moderno,
09 I*68 sao preferiris aos de a$o por serem
reitos Tle cordo; rendem-se pelo mdico prego
de 09 cada um.
SABAO.
Joaqulm Francisco de Mello Santos arisa aos
seus freguezes desta praga e oade fra, que tem
ezposlo renda sabo de sua fabrica denominada
Recireno armazem dosSrs. Trarassos Jnior
6 C, na raa do Amorim n. 58; masaa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito oseu deposito de reas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as da
composicao.
Thom Lopes de Sena
Ra Novan. 32
Recebeu em direitura de Franga bons
objectos de moda como sejam enfeites
de flores brancos e de cores para senho-
ra, capellas para noiras com ramo de
peiio e hombros.
Chapeos brancos e de todas as cores,
ditos para luto de seda e de crep, di-
tos de palha da Italia, ditos de ditos
para montara e passeio, ditos de palha
de cores para senhora o meninas, ch-
peoszioho de seda a Garibaldi para
meninos e meninas.
Toucas de seda ede merio bordado,
sapatinho e meiaa para meninos se
baptisarem.
Fitas de seda de todas as cores e
larguras e de diflereates qualidades, di-
tas cascarrilbas, fil de seda branco li-
so, dito de linho com salpico, sintos
com Arelas de ac bonitos e de bom
gosto.__________
Riqui8simos reatados de blondo com
2 saias e 3 babadinhos na primeara saia,
ditos de seda preto de 7 habados. reos
para chapeo de senhora o tocados para
os mesmos.
Recebe-se figurinos todos os 'meses e
faz-se reslidos com muita perfeico,
manteletes, capas e vestuario para me-
ninos se baptisarem e iudo mais quan-
to pertence ao toilete de ama senhora.
Nozes
sSJ a IrroW, e c ret.lho a 190 rs. a libra: rea-
oe-se no armazem progresio, largo da PeDhi no-
mero 8.
Attencao.
Ricos cartea de seda de lOOtJ, pelo diminuto
preto de 309 por ter um toquezinho de mofe :
no armazem de fazendas da ra do Queimado nu-
mero t9.
Gestos.
Vendem-se cestos grandes proprios para eon-
duegao de pao e bolacha, muito melhores que os
panacus pela sua forlidio e aturar imiito ; na roa
Direita, podara do Antonio Aires de Miranda
Guimaraea n. 69.
* Vende-se orna percie de harria rasios : a
tra Delicados chapeo-
zinhos p,ara baptisados.
i Na loja d'aguia branca so acha mui noroa e
delicados ebopeozinfaos para baptisados obra
mu perteita e bem enfeitada, sendo cada um em
aua bonita caixinha, pelo barilissirao prego de
P9, muguem deixar de oa comprar : oa loja d'a-
guia branca. roa do Queimado o. 16.
Vende-se porgao de quintaes de ferro em
rergalhoes qoadrados de rarias grossuras e
chumbo em barra ; no armazem da traressa do
Carioca n. 2.
Batatas
eB'Sos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
IgOOO rs. o gigo. e a 60 rs. em libras : rendem-
se nicamente nos armazeos Progresso e Pro-
gressista no largo do Carmo n. 9, rua das Cro-
cos n. 36, tambera tem grande porga o de quei-
jos prato que rendem a 560 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propna encommeoda a bem conhecida e prorei-
tosa opiata ingleza para dentes, cuja bondade
apreciada per todos quantos della tem usado, e
sera mais por quem quler conserrar asgengiraa
em perfeito estado, assim como a alrura dos
dentes; custa cada caixa 1^500, e por tal preco
so deitaro de comprar quando a nao acharem
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Escovas grandes
para carros, tapetes, etc.
Na loja d'aguia branca se encootra mui boas
escoras grandes com cabo, proprias para se lim-
par carros, tapetes, etr., e por 2g: ninguem dei-
xar de comprar urna escora de que necesiita :
na roa do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Fumo de Bor-
ba do Para.
Recebe-se por lodos os rapores do norte este
fumo, muito superior ao de arlebeque e america-
no, assim a competente palha de tanary para ca-
pa de cigarros : na rna da Imperatriz, loja nu-
mero 8*.
Feijao de corda
No armazem de Tasso lrmaos, ra do Amorim
numero 35.
| S vende barato, i
Ijv Acaba de chegar ao armazem i
W da ra da Cadeia do Recite D. '
S 8, um lindo sortimento de va- J
ras douradas imitando jacaran- ^
W da'proprias para molduras de *9
W espelbos, retratos e estampas pa- $
ra ornamentos de sala etc., as $$
ques se -vendem por diminuto 9
' preco.
Na padaria de Antonio Fernandos da Silra Bei-
nz, iua dos Pires n. 42, rende-se a muito acre-
ditada bolachinha quadrada, de agua, propria
para doentes ; e na mesma precisa-se de alugar
mensalmenle um escravo.
~".y,eD<,e"8* a CMa 'errea n. 24 da traressa do
Tambia do bairro da Boa-Vista : tratar com o
solicitador o Sr. Antonio Pinto de Barros, que se
acba aulonsado para tratar da renda.
Em casa de N, O. Bieber
C. successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Bordeaux em quartolas.
Dito Xerez.
Cognae em caixas de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, brinzaos e brins da Russia.
Cerveja escosseza (Edioburgh Ale.)
Pedrasde marmoro branca para consolos e mesas.
Polrora em barris.
Bnxofre em canudo.
Brilhantes
de todos os tamanhos: vendem-se em casa de
N. O. Bieber & C. successores, roa da Cruz n. 4.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est receotomente pre-
nda de um completo sortimento de enfeites da i
bom gosto para senhoras, sendo os aamadoa e i
delicados enfeites de tor$al com franjas e bodas
outros tambem de torcal de seda enfeitados com
aljofares de cores e borlla ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tai, todos ellos de um apurado gosto e poreiso.
es precos de 8* e 10 sao baratos rista da
obras ; alm destas qualidadaa ha outras para
3* e 4* : isso na rus do Queimado, tojo d'aguia
branca n. 16.
Veadem-se muito em conta quartola* de
muito boa qualidsde, proprias paca deposito d'a-
gua em casas particulares e sitios, o tambes or-
cao da toneis grandes de hoa madeira, que ao
ptimos para depsitos do mel, o pasa as diatiia-
coeados eogenhos, os quaes se renden a dinhei-
ro ou a preso, conforme se coorencionar: para
rere tratar, na traressa do Carioca, armazea nu-
mero 9.
Pechincha chapeos al
Garibaldi. Jf
Ricos chapeos de palha enfeitados da J
ultima moda pelo baratissimo preco de S
S 103 na ra da Cadeia do Recife n. 24,
Tarlataaa.
Vende-se tarlatana branca muito fina com 1
1)2 rara de largura, propria para reslidos, pelo
baratissimo preco de 800 rs. a rara ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Fil de linho superior.
Vende-ae superior fil de linho liso muito fino
a 800 rs. a rara : na ruado Queimado n. 22, na
loja d boa f.
Para luto.
Cassa preta fina com salpicos oa floree brancas
a 500 ra. a vara .* na ra do Queimado n. 22, lo-
ja da boa f.
"T Veodo-se o engenho Tiriri, sito no comarca
do Cabo, com aa proporcoes sefoiotes: dista da
estrada de ferro urna tegee, e porto para embar-
qoeoo diataocia do 24 bragas, com terreno pa-
ra grandes safras, o tem muitos terrenos para se
abrirem com facilidade, ha grande cercado e
muitas matas Este engenho novo e bem-obra-
do ; a tratar na raa da Praia 47, seguodo an-
dar, oo no engenho Cafando, sitio em distancia
de meialaga da eslaco oeOlinda com o abaixo
assignmd.Jom Paos Barrete.
Batatas.
Vendm-se gigos do batatas a 800 rs. cada um :
na roa das Cruzes n. 41 A, armazem da porta
larga.
Vende-se a taberna da praca da
Boa Vista a. 16 A, com todos os per-
tences: a tratar com Motta Irmao na
travessa 4a Madre de Dees armazem n..
Aranaga Hijo AG.,
vendem oncas de ouro : na ra do Tra-
piche n, 6.
4tenca ao barato.
Vendem-se pe;is de algodiozinho bom com
pouca arara a S, 2&500 e 39, chales de chaly
Bottsados para senhoras e meninas a 2)500 e 3),
assim como outras multes faaendas a precos ra-
zoaroia: na ra do Crespo n- 20 A.
Attentfo.
No armazem de Letellier Ferard, rna da Ca-
deia do Recife n. 14, rende-se :
Vinho Bordeaux em barricas, e meias.
dem idem em caixas de urna duzia.
Fascos com ameixas.
PB.MMACIA- -BARTIIOLOMEe
Raa larga do Rosara n. 36
Rob l'Affecteur.
Pilulas de Allexou.
Pilulas americanas.
Vermfugo iuglez.
Pilulas Bolloway.
Ungento Holloway.
Voodotn-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
quer parle: na ra larga do Rosario, n. 34.
&&mmmm $&$
1 Na loja de marmore |
Vende-se muito barato*
9
m
i
Para senhoras.
I Ricos restidos de seda moirantic.
f Ditos dito de dita grod-frre.
I Ditos dito de dita babadinhos.
' Ditos dito de dita dous folhos.
Ditos dito de dita phantasia.
| Ditos dito de dita bareja-babadinhos.
I Ditos dito de dita cambraia brancos bor-
W dados.
Ditos dito de dita pretos tecidos arellu-
0 dados.
Ditos dito de dous folhos babadinhos.
I Riquissimos vestidos de tarlatana brancos.
S Ditos ditos de blonde para casamentos.
-Ditos leques de madnpeola.
<9 Ditos ditos de sndalo.
9 Ricas pelerinas de renda e seda.
9 Manteletes do fil pretos.
9 Ditos muito ricos de velludo.
9 Ricos bournus beduinas para sabidas de
S bailes e theatros.
Ricos chapees de palha de Italia.
Ditos ditos de seda.
9 Gollrnhas, manguitos e camisinhas de to-
as das as qualidades.
9 Saias bordadas de algodao.
Ditas ditas de linho.
el Ricas sombriohas de seda muito modernas,
w Enfeites de flores.
a Ditos de froco.
m Ditos de fita.
Para senhoras.
? Casareques de laa.
2 Peotes de tartaruga.
2 Ditos de bfalo com enfeite.
f Ditos de dito sea enf.ile.
2 Chales de merino muito modernos.
r Ditos de cachemira bordados.
! Ditos de touquim.
2 Ditos de froto.
. Ricas mantas de blonde para casamento.
? Camilas bordadas muito finas.
? Meias de seda muito finas.
| Ditas de dita pretas finas.
| Enfeite de ridrilho preto.
Ditos de ditos de cores.
Leoi;os de labiiintho.
J Frouhas de labirintho.
' Toalhas de labirinlho:
| Lencos do linho bordados.
Gravatiohas muito modernas.
Plumas brancas e de cor.
Filas de seda de apurado gosto.
[ Franjas, cascarrilbas, tranca e rifa e fitas
estreitas de seda.
Para homens.
Paletots de panno fino. 9
9 Ditos de caseara. 9
9 Ditos de brim lona (brancos.) 9
9 Ditos de brim de cor. S
9 Caigas de casemira de cor e de padres de 9
: 9 muito gosto. 9
Capas de guta-percha. %
9 Perneiras de dita.
9 Caigas de dita.
9 Cap uches de dita: m
ejj Meias de cor. sa
9 Colletes de casemira. S
$ Ditos de la e seda. 0
sj Ditos brancos. sa
Ditos de relludo sreto. -^
dj Ditos de dito de cor. a
a Calgado Meli. S
@ Dito de raqueta. Z
SJ Dito de duas solas. 2
& Sapatos entrada baixa. Z
A Chancos de lontra. 2
m Ditos de castor branco.
^ Gnratasde renda a Garibaldi.
a Ditas de setim.
t Ditas de gorgurao e seda.
Colariohos dos mais modernos.
Camisas de linho inglezas.
a Ditas ditas francezas.
Para meninos.
Ricos restuarios de seda.
I Ditos ditos de lia.
Ditos ditos de fusto.
Ricas camisinhas bordadas para baptisado. \
f Ricos sapatinhoa enfeitados para bapli- 2
sedo:
I Bonetes de todas as qualidades.
J Chapeosinhos de palha de Italia.
' Casaveques de laa. w
Extracto de sndalo muito fino.
Essencia de sndalo muito fino. 9
Caixinhas de tartaruga. 9
' Carteirinbas de-apurado gosto.
Ricos jarros com banha.
0 Um grande sortimento de riqaissimos 9
9 quadros a oleo. 9
9 Ricos transparentes para janella. 9
9 Caixinhas muito ricas proprias para guar-
9 dar joias. 9
9 Banha muito fina a Garibaldi. #
# E outras muitas fazendas e perfumaras 9
9 que deixtmos de mencionar, por harer 9
9 um grande sortimento. m
***
Loja das seis portas em
frente do Livrameno.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 225, fazenda fina,
caigas de casemira pretas e de coros, ditas de
brisa e do ganga, ditas de brim branco, paletots
da bramante a 49, ditos de fusto do coros a 49,
ditos de estamenha a 4|, ditos de brim pardo a
3a, ditos de alpaca preta saceos o sobrocaseeos,
dolales de relindo pretoa e do cores, ditos de
eorguro de seda, grarataa de linho aa mais mo-
bornas a 200 rs. cada ama, collarinhoe de linho
ga Menta atoda, todas estas fazendas se ronde
parata paca acabar; a loja est aborta das 6 ho-
ras da m anba at aa 0 da noite.
Cortee do meia casemira de urna s eftr, fazen-
da superior, polo baratissimo prego de 2# cada
asa: aa rea do Qaeimado n. 42, na loja da boaf.
Attencao*
Vendem-se dous cabriolis noros, sondo um
pctSBMsaeale acabado, o entro em branco, por'
^J?^*0^* *! M P"t*der, dirija-se a
fM ato Jasraim n. S4, que achara coa quem
Ti^1!? de Inerinfl **pados a 2#500 : na
raa do Queimado n. 22, loja rato* fe.
Lindos cabazes
de palha fina, oucestinhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se acham mni lindos e
delicados cabazes de palha fina, ou ceslinbas en-
tenadas, proprias para as meninas de escola, ou
mefmo para Costura de senhoras, e custam 4 e 5a
0 que baratissimo rista da perfeigao e bom
gosto de taes obras, as quaes se rendem em dita
loja d aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Libras sterlinas.
Vende-se no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira <& Filho, largo do Corpo Santo.
Travessa do Pires n. 1.
Joseph Grosjeaa em sua ofQcina rende 1 ca-
briole! noro, 1 carro americano para 1 cavallo,
1 cabriole! em bom estado, que rende muito em
conta, assim con o encerado preto a 2300 o co-
rado, e comprando em pega ha de ser mais ba-
ra|MSMSaK9K-M9Qia -BfiKMSaMS
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calgados e fazendas e todos
estes fe vendem por pregos muito modi-
ficados como de seu coslume.assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feilos pelos ltimos figurinos a
* 26, 283. 30S e a 35jf, paletots dos mesmos
pannos preto a 16$, 18$. 20 e a 24*,
* ditos de casemira de cor mesclado e de
noros padres a 14. 16, 18. 20 e 24,
sd> ditos saceos das mesmas casemiras de co-
5 res a 9. 10, 12 a a 14, ditos pretos pe-
8 lo diminuto prego de 8, 10, el2S, ditos
* de sarja de seda a sobrecasacados a 12,
fij ditos de merino de cordo a 12, diios
o5 de merino chinez de apurado gosto a 15,
m ditos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 103
g ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de
i| seda fazenda muito superior a 45500, di-
55 tos de brim pardo e de fusto a 3&500, 4
e a 4S500, ditos de fusto branco a 4,
X grande auantidade de calcas de casemira
m preta e de cores a 7, 8, 9 e a 10, ditas
pardas a 3 e a 4, ditas de brim de cores
finas a 2g500, 3, 3500 e a 4g. ditas de
brim brancos finas a 4S500, 5$. 5S500 e a
6, ditas de brim lona a 5 e a 6$, colletes
de gorgurao preto e de cares a 5$ e a 6g,
ditos de casemira de cor e pretos a 4g5U
e a 5, ditos de fusto branco e de brim
a 3 e a 3500, ditos de brim lona a 48,
ditos de merino para luto a 4 e a 4S500'
caigas de merino para lulo a 4g500 e a M,
capas de borracha a 9. Paia meninos
de todos os tamanbos : caigas de casemira
prefa ede cor a 5J, 6 e a 7, ditas ditas
de brim a 2J, 3 e a 3500, paletots sac-
eos oe casemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 6 e a 7J, ditos de alpaca a 3
sobrecasacos de panno preto a 12 e a
14, ditos de alpaca ureta a 5, bonels
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios ricos restidos de cambraia feitos M
para meninas de 5 a 8 annos com cinco S
babados lisos a 8 e a 12$. ditos de goreu- H
rao de cor e de la a 5 e a 6, ditos de S
brim a 3, ditos de cambraia ricamente 35
bordados para baptisados,e muitas outras %g
fazendas e roupas feitas que deixam de Sr
ser meucionadas pela sua grande quanti- j
dade; assim como recebe-se toda e qual- 8
quer encommeoda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim **
lemos Un completo sortimento de fazen- S
das de gosto e urna grande orBcina de al- g
aiate dirigida por um hbil mestre que H
pela sua promptido e perfeico nada dei- S
xa a desejar. "
pechincha.
Sedinhas de quadros muito iocorpadas. cora-
do a 800 rs.
Golinhas de fusto bordadas com boto psra
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com botao a 500 rs.
Manguitos a balo com punhos e gola borda-
dos com botozinhos a 3.
Manguitos a balo com punho e gola a 2*500.
Baldes elsticos a 3 e 350
E outras mais fazendas muito baratas : os ra
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Fer-
reiros.
Vende-ae por 1:600 um mulato escuro
com 19 annos, muito sadio e fiel a toda prova ;
na rna Direita n. 74. se dir quem o vende.
Escravos fgidos.
Escravo fgido.
Do poder do abaixo assignado, fugio no da 2
docorrente urna escrara mulata de nome Valen-
tina, que representa ter 25 annos de idade, pouco
mais ou menos, cujos signaes sao os seguintes :
vesga dos olhos, estatura regular, cabellos cara-
pinhos, lerou restido de chita escura e chale de
merino azul ; tendo o abaixo assiguado havido
esta escrara por divida na comarca do Limoeiro,
suppoe que procure essa direcgo, ou a serra da
Paasira, onde natural: roga, portanto, a todas
as autoridades polkiaes e capiles de campo a
apprehendam e a entreguem ao abaixo assignado
nesta cidade do Recife, ra do Queimado n. 4J
A, que gratificar generosemente.
. A. Bezerra de M. Lira.
Fugio desde o dia 3 de juoho do correte
anno, da casa do abaixo assignado, o preto Tho-
maz, crioulo, lho do serlo de Mocbot, bonita
Agora, com alguns signaes de bexigas, denles li-
mados, tem os dedos da mo direita aleiiados
de urna machina de padaria, de idade, pouco
mais on menos, 26 annos, julga-se ter ido para o
dito lagar cima mencionado per j ter sido vis-
to oo mesmo lugar o anno paasado, quando fu-
gio a primeira rez neste lugar, como bem agora
a semana passada que oi risto no Serid, dizen-
do que se tinha forrado : pode-se, portanto, a
?ua!querpessoa que o pegar, lera-lo ra dos
veedores ns. 1 e 3, padaria, que se lhe dar
50fi degratifleaco, e se pagar as deapezas que
se fizer.JoSo Jacintho de AI. Rezende.
Escravo ugido.
Do engenho Garap, porto da villa do Cabo,
&usentou-se oo dia 27 de unho prximo passado
um mulato de nome Jacob, idade 20 annos, pou-
co mais ou meos, cosa os signaes seguintes:
estatura regular, corpo robusto, cabeca redonda,
cor arermelhada, cabellos ruivos, olhos vivos,
nariz regular, dentes perfeitos, cara larga, sem
barba, boa figura, falla bem e apressado, costuma
incolcar-se por forre, e gosta de andar bem ves-
tido, usa de chapeo de copa baixa, e junco na
mo, natural do Araoaty, e foi rendido no refe-
rido engenho a Srs. D. Aoaa Deifica Paes Barre-
to, em abril do anno passado pelo Sr. Jao Fran-
cisco Lautiano, rendeiro do engenho Serra : ro-
ga-sa a todas as autoridades policiaes e espitaos
de carnee do ap^ebeodarem o referido escraro,
e lera-lo ao dito engenho Garap, que se gratifi-
car generosamente a qajeai alli e aprsenla;.
__.


^(8)
dawo Dt *9MHmwcB: ^QomrKmtLk mitwmiPi 11
\
$
Litteratura.
Unta confidencia.
(KovtUa).
(Coorinuagao.)
Amada nao tinha deixado de suspeiUr as mu-
da:.gas em raim operadas. Minhas msoeirad pa-
ra com
estrellado, ao ruido 4" ondas do Rheno que pi-
reciam aderegadas rciotilUntes lentejoulas, as
ruina pasas ram etn minba imagiuacjo por urna
esplendida metarnorphose, e eoteiiaram-so dos
mala ricos ornamentos de minha fantasa.
Qaanda cWuei em Steintoergjcaa. a minha io-
rem cofflpan|v o aspecto trietenho do reino
castello muito impressiooou-nos. O co nao Ira-
deleterias que nao pouparam ninguem. No ac-
ceaso de urna ceajC aaisaMhropia, pde-se ima-
nar os amargos prerea de exjjfio, 0 crear a
usao de urna felicidade toda pessotl, vri das
mil cadeias que nos preodem ao solo natal. Mas
quando aa (ronteiras desappareceram atraz da urna
cortim de moquita*,quai^fcrJpfldiotnas re-
soam incessaotea#eo Si
jara ah as bellas cores limpiaos e transparentes a doce liogus materoas chega aos oossos ouvi-
das regi-is meridionies, os rochlos longioquos dos adulterada pur boceas eslrangeiraa, enlo
Iristemeole recortavara seus deathes ngulo- coaipreheodemo9 toda a magnilude do sacrificio,
eVa" Un^m-sTtoroa^ 0D as nuvens, a asgraodes rourathau uuaae um entorpec melo Irivencivel paralyaa o exer-
cocslraugidas, ou erara expanses de urna exal-
lacao extraordinaria qual succedia a mais com-
pleta frieza ; mas iltudia-sa completamente so-
bre os motivos de semelhaole proceder. Meu
gran le def*ito para com ella tfnha sido refrear
com demasiado rigor 03 sentimenlos que trans-
borJavaru em mioha alma. Fosse conceotrago
natural meu carcter, ou receio de crestar
com um sopro demasiado vilenlo essa flor de-
licada o frgil, eu a tinha amado com um amor
mudo e respeitoso. Niaguera detestara mais do
que eu essas maniteslages exageradas, essas hy-
perboles romanescas que sao a linguagem tradi-
cioaal das affeiges simuladas. Amada tomou
meu sileucio por frieza; ella coohecia o imor
por intermedio dos livros, e pelos livros tambera
sabia que aos primeiros enthusiasmos succede o
arrefecimento. Tendo-me supposto indifferente
desde o principio, nao se admirara de me ver
emitas rezes taciturno e severo depois de um
aono de vida commum. Eu comprehendia por
m:l sigoaes qoasi imperceptiveis que urna revo-
luto se operava nella. Suas illuses de moga
e.-ttvam aiiuiquiladas; ao sabir de sua familia,
tinha encontrado urna ternura igualmente pro-
funda, mas tarobem igualmente calma em appa-
rencia, e mais lyrannici. Embora amasse o
mundo moderadamente a solido em que eu a
liutn posto nao lhe poda ser sufllciente. O te-
C inlilirava-se em sui existencia. Eu a via
censagrar-se com especie de ardor desesperado
i* pralicas religiosas e car preza tongas horas
sobre seus desenhos ou sobre livros, como para
escapar s torturas de seu pensa ment.
Foi com um verdadeiro prazer que ella ouvio
minha resolucao. A visgem era o iocogoilo.
Erara aiada as emoges dos das passados qua
um renascer to vivas e to vigorosas em meio
s bellezas de urna nalureza longinqua. Partir
era renascer para a esperanga e para a vida. Es-
ta impresso era natural, porem mioha alma in-
quieta procurara outra explicago. Inteiraraeo-
te em lula com o meu eterno p9sadelo, via oeste
mesmo prazer por ella manifestado a justifleago
de meus receios o a sane jo de mioha cruel pre-
videncia. Sem duvida, cogitava eu cm minha
obcecgo mental, esta partida para ella a hora
do libertameoto e da salvago. Seu coragao lio-
n ?to e fiel, revoltado com a affeigo estranha
qie se insinuou em suis mais secretas dobras,
; aproximar-se com felicidade o instante em
que -e hao de despedagar seus lagos frageis para
relilui-la ao meu amor e ao seu dever.
O baro veio fazer-nossua visita de despedida,
eslava amavel e melanclico, mas nao me foi pos-
sivel prescrutar sobre seu semblante impenetra-
Tel se a polidez ou o coragao lioha dictado suas
expressoes pezarosas. Alguns dias depois parta-
mos para aAllemanha. Um lio meu, velho offi-
c:al bavaro no servigo da Franga tinha-me lega-
do urna modesta herdade oas bellas e pitlorescas
regides de Schwartzwal. Era urna antiga habita-
gao feudal desmantelada por muitas guerras des-
de o lempo de Rodolpho de Hapsburgo. A maior
parte do castello estava arruinada e so meu te o
signal que della restava no solo era um pavimen-
to de pedras enormes entre as cujas betas brota-
ti alguns ramiahos de relva. Somenle um raio
do edificio tinha permanecido intacto, e, gragas
&3 reparages que meu lio nao tinha poupado,
achava-se perfeitamente appropriada s necessi-
dades da vida moderna. Construido sobre roche
dos de basaltes, mirava-se as aguas do Rheno
que seu suppedaneodesenrolava sua fulgurante
esteira argentina, e de snas grandes janellas es-
culpturadas a vista podia alirar-se ao longe para
a* negras massas da floresta, para as aldeias es-
piirecidas na planicie, e as torres erguidas co-
mo sentinellas sobre os cumes das montanhas.
J: eu tinha por duas vezes visitado esses bellos
lugares historiados de legenda poticas, e du-
rante muitas noites excutando sobre o terrado a
eterna narragao das campanhas de meu lio,
ouha imaginsgo vagamundeava bem longe de
seus campos de batalha, e sonhara urna existen-
cia de calma e affeigo nessas ruinas cavallei-
rescas.
Era l que eu quera ir abrigar o repouso de
Amada e o meu ; mas olvidava que os mais en-
cantidores lugares sao impotentes para fazer
nascer a felicidade do hornera quando elle leva
em seu seio o immorredouro germen de seus
soffrimentos, e nada muda se elle mesmo nao
muda primeiro.
Desde a morte de meu tio, Steioberg era ni-
camente habilitado por um abego, antigo sol-
dado que repousava de suas guerras no meio de
sua familia e de suas flores. Era urna natureza
aema simples e franca, inteligencia pouco es-
clarecida, mas coragao expansivo e physionomia
sem mysterios, que primeira vista cooquisiava
uiia completa confianca. Exped ao bravo Max
crdens muito urgentes, e o excellente hornea:,
desejoso de fazer reluzir, se fosse possivel, o
brazo apagado de seu antigo amo, e de resti-
tuir Steioberg seu passado brilhantismo dupli-
cou de exactido e esforcos fim de receber oig-
Dameote sua nova csstella.
Nao sei se nos primeiros annos da vida, urna
luz sobrenatural alumia os objectos que se nos
apresentam dianle dosolhos, massempre, quan-
do lornei ver em urna idade mais avancada,
lugares cuja memoria ainda conservava, a reali-
dade achava-se muito inferior imagem gravada
em minha alma. Quando pelo peosamento eu
evucava as scenas de minha estada em Steinber-
go meus passeos nos bosques, minhas estiradas
conversages com o majora claridade de um co
que nao linbam o cu que enfeita as obra* uo-
aernas, elevavam-se sera magestade e sem pres-
tigio como ura tumuK) profanado. Um pressen-
timento lugubro atravpgsou-me o espirito, e eu
comprehepdi, era um relancear de vista, pelo
olhar que Amada Otava sobre a massa negra das
ruinas, que urna' egual impresso a tinha agita-
do. Eta fiordo meio da estremeca instincti-
va menta sobre sua hasto ao primeiro sculo das
brumas do norte
Encontramos na porta do castello o velho Max,
sua mulher e um fllhinha, menina gordiaha de
olhos' azues que nos fuera u a todas trez, ashon-
ras de urna recepgao solemne. O pobf uhlan
de bigode branco arregalava grandes olhos para
contemplar a minha bella viajante que, segundo
seu costume, aaudou-o com um sorciso encanta-
dor, e por esta generosidade inesperada, adqui-
ri imprescreptiveis direilos sua dedicaco.
Durante a viagem Amada se linha mostrado
quasi sempre alegre e jovial. Atienta Varie-
dade dos espectculos que sem cessar desfllavam
peraole oossos olhos, pareca gosar um prazer
real considerando esse movel panorama. Suas
inclinares de artista, que nunca a abandonaran!
cicio de nossas (acuidades.
Enlo apparece um tedio ioqualificavel, surgam
tristes e perpetuas)'recordacja>s. Os dias se IDr-
nam seculos.o lempo, Cao rpido emroubaro que
DOS amaraos.parece lar deixado cahir suas azis, o
dir-se-hia,que a vida escapa-se hora por hora,co-
mpurna vaga.co>4a pelas malhss de urna roda.
Nao tardei em saffrer, aem mesmo ter coosoien-
cia, os primeiros ataques do mal. 1 Os aymptomas
em breve se preclaaram ; mu, habituado aos ca-
prichos de mioha nalaireza, tomei-os por una
nova phase de mioha vida intima, e oceullei-os
minha compaoheira da aolido. Ah I minhas
relagoes eJ/am inuieis. O invizirel flagello ia es-
tender-se sobre ella e envolve-1. j ,
A temperatura le tinha tornado multo rigorosa
o Rheao carreava pedagos de gelo. um espasso
tapete de nev occullava com suas linhas bran-
cas as tristes cornijas de Steioberg, e confundin-
doem ai m coresvariadas dohorsoote cubra suas
esculpiuras com um vu de terrivel mooolonia
o sol nao se mostrara mais seuao com muito lon-
gos iotervallos, e se algumas vezes um paHida
raio alravessava as nuvens, era para fazer cin-
tillarao longe os picos brilhanles das montanhas.
lhe faziam cooservar em memoria os sillos mais Por um meio dia glacial, Amada, cujas inquieta-
nolaveis, e seus olhos adivinhavam com a pers-
picacia da sguia. as aguthas das cathedraes ainda
afogadas as oevoas azuladas do espaco os cam-
panarios rsticos elevavam-se ao co, semelhan-
tes modestas orcoes, no meio do trigo espes-
so, as torres foudaes reflecliam os raios do sol
os refraagiam as asperezas de suas ruinas, e o
brilhaot6 espelho dos arroios scinlilliva entre as
grandes arvores. Com tudo urna nuvem de tris-
tezas d estn lia-se algumas vezes sobre seu sem-
blante, e era quanto bastara para fazer referver
em minha alma o fel dos mos pensamentos;
mas este relmpago passara depressa, e a Ser-
nidada toruava apparecer. Euabandonava-me
rapidez da carreira com uraa especie de vo-
luptuosa indiffereoga, como o homem que so-
nhando sejulga precipitado do cimo de urna tor-
re, e que alravessa o espaco com urna especie
de prazer misturado de terror. Tinha finalmen-
te cantado a victoria despedagaodo todos os la-
gos que pudessem prender Amada qualquer
outra alma que nao fosse a mioha. De entao
avante ella era mioha s, o em meu ciume in-
sensato eu a carregava com um prazer de animal
selvagem para urna solido profunda onde dese-
java sepultar-me com ella. Este despotismo de
affeigo vos assombra talvez, a leudes raso ;
mas, em minha cegueira, era-rae impossivel com-
prehender oulro amor.
O primeiro mez de nossa estada em Steioberg
escoou-se sem muito esfurgo da nossa parte. A
novidade dos sitios encaolava a alma imoressio-
vel de Amada. Apesar de sua vivacidade meri-
dional, ella linha sempre sentido urna certa indi-
nago pela poesa sllam, e quando eu lhe tra-
duzia as phantaslicas balalas de Burger ou os
soohos de Galhe. parecia-lhe que era esta a sua
litteratura, e a harmona que mais documente
resoava em seu coragao. Todos os dias visitava-
mus alguma maravilla desconhecida nos arredo-
res do castello ; aqu era urna ctpella isolada
sobre um pedestal de rocha : ali um eco celebre ;
mais alm a fortalesa desmantelada de um bur-
grario, e cada pedra tinha sua historia, cada des-
troco relatava Iradicao de guerra e de amor. O
lbum de Amada nriquecia-sede paisagens e o
meu de cantos populare?, dosquaes tentava fazer
paludas e descoradas imilagoes
Entretanto aproxiraava-se o invern com seu
cortejo de desencantamentos e tristezas, o cu
obscurecia-se de navens,-os grandes bandos de
pausaros viajores passavam as alturas do esfur-
go, em busca de uro sol mais brando e de regios
mais hospilalelras ; a orla do horisonte desap-
parecia confundida com as oevoas do rio, a trra
gelada, rgida, endurecia-se sob oossos ps como
um pavimento de marmore, e, pela manha ao
levantar-mo do leito ; uraa espessa carnada de
gelo, erando minhas vidragas com seus brilhan-
les arabescos, eropanava-me a vista dos objectos
viziohos. Comecei a amar com extraordinario
ardor os sitios solitarios que me circumdavam.
O fri j vivo e estimulante medesperlava pela
maula como urna brisa saudavel, goslava de sor-
prender o sol aascente apenas emergindo recli-
nado em seu cochim de vapores e ao seu pallido
claro ia percorrercom o velho Max os sinuosos
declives da collioa ; ora puaha-me considerar
os bandos de patos selvagen que fendiam o ar
com suas azas pardacentas dizendo montanha
suas despedidas estridentes ; ora perdia-me em
urna contemplago muda, reassuroia, por assim
dizer, a posse da natureza, e senta as emoges.
dos meus primeiros annos revivecerem ao ruido
das arvores de Schwartzwal 1 das quaes o vento
do seplentrio trazia-me oseos longinquos.
Amada nao pareca enfeliz com a sua nova
existencia. Sua bondade inalteravel, a elegante
affabilidade de suas maneiras lhe tintara em pou-
cos das graogeado o coragao das pessoas que a
circumdavam. Max se teria feito matar por ella
e nao falla va de sua joven amaseraumen.hu-
siasmo ingenuo.
Passamos noutes deliciosas em nossj salo bem
aquecido, emviuaato a geada agoulava nossas ja-
nellas e fazia estremecer os ramos com um ruido
semelhsnle ao das vagas marulhosas. A calma
a regularidade de nossa vida pareciam redupli-
car a actividade do seotimento, e eu me suppu-
nha finalmente chogado ao termo ambicionado
de minhas agilages e de meussonhos. Mas ha
sobre a trra estraogeira nao sei que influencias
COLHETIM
OBATEDORDEESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
goes comfeavam a trahir-se, qaix dar alguns pss-
sos em torno do castello. Deitou sobre seus
hombros urna capa de pellas, descancou a mao
sobre meu braco e sahlmos. Havia vinte me-
tros do raio habitado de Steinberg um lango de
ruinas sobre o qual urna cegonha tinha feito seu
ninho e que nos gostavamos de visitar em nossos
passaios. Amada se interessava por esta familia
viajante e se aprazia em examinar seu retiro. O
habito ou o acaso ahi conduzio-nos enlo, mas
hara muito lempo que a habitago estava deser-
ta, a ninhada tinha voado, e o feito vario appa-
recia triste coberto por urna carnada de nev.
Amada moslrou-mo, e acompanhandocom o es-
pirito a viagem aventurosa dos emigrados : Sao
felizes, disse ella, reem o sol e o cu asul a.
Estas patarras eram muito simples, mas despe-
dagaram-me o coragao. Directas censuras ler-
me-hiam causado menos mal. Era urna revela-
gao de pesares desconhecidos, um abysmo de
soffrimeato que escancirava-se diante mim : as
angustias do exilio iam uuir-ae aos rigores do in-
vern para fanar esla flor meridional, trasplan-
tada para um clima to spero.
Nao live urna palavra para responder, e con-
tinuamos a fazer estalar sob o nossos ps a nev
crystallisada do caminho ; mas ao cabo do al-
guns minutos, um ligeiro movimento agitou os
membros de Amada. Ella aperloii vivamente a
capa sobre o peito e disse : c Tenbo fri, entre-
mos Foram os primeiros symptqmas ; de en-
lo em diante Amada decahia aensivelmente.
Seu temperamento frage a delicadesi de sua
alma a expunham indefeza a abalos muito vehe-
mentes, reabituada alhraosphera tepida, ao sol
vivificador do paiz natal, ella aomsumia-se de-
pressa no fro das montanhas, e o ar gelado que
respiran seus pulmes n'ellesia depor a desor-
dena e a morte. Acurescentae i estas causas
physicas, sufllcientes para despedagar urna frgil
natureza, o estado de soffrimento moral em que
eu a tinha mergulhado innocentemente, e o coos-
trangimeoto em que maotinhs sua vida, e poda-
reis explicar sem esforgo os rpidos progressos
do mal. Muito tarde compreheodi a falla immen-
sa que linha commettido ; quiz repara-la ; mas
era mister sem duvida que a puoigo fosse com-
pleta, e minha affeigo devia soffrer o castigo de
seu proprio excesso. Nao sel. si o arrependimen-
to apaga o crime, pelo menos nao fsz desapoa-
recer a lembranga. Quando recooheci as fuoes-
las consequencias de minha conducta, amaldigoei
as chimeras que tinha sacrificado a felicidade,
e, nos tres va nos de meu desespero, teria dado
meu saugue se me tivesse sido permittido resga-
tar por este prego a existencia de Amad*. Inu-
teis queixumes 1 nao dado aos vvenles pro-
longar a carreira dos que vo morrer, e a subs-
tituido das almas um segredo que a mylholo-
gia nao revelou.
A' principio tenlei distrahir Amada dacons-
cieoca de seu mal. Ella nao aahia mais. A
mulher do velho soldado atienta' aos meno-
res desejos da enferma, ijulava-me com sua de-
dicacao e experlmeotava fim de cura-la lodos
os recursos dessa medicina familiar, cujas pres-
cripges todos goslam de seguir anles de interro-
gar a sciencia ofjficial. Entretanto a situago
peiorava. O semblante de Amada minado por
urna dor latente afundava-se sempre progressi-
vamente e empallidecia olhos vistos; seus
ollares eram frooxos e empanados, sua phisio-
nomia estava revestida de urna expresso de
gravidade melanclica, e quando um sorriso bai-
lava em seus labios, esse sorriso tinha um quer
que fossa de amargo e maguado como a desaoi-
mago e a incredulidade.
Por muitos dias seus denles ebrneos apenas
descarrogavara-se para deixar passar a nutrigo.
Amada tinha feito principio heroicos esforgos
para disssimular seu mal, mas os desgostos so-
brepujavam sua caragem e meus olhos que exa-
minaran sobre suas feiges, com urna an-
ciedade mortal, a menos contraeco, o signal o
mais iraperceptivel, hariam luctar em vo con-
tra o soffrimento, e abater-se sobre si mesma
como urna planta quebrada.
Por urna superstigfo incoocebirel eu demorei
tanto quanto foi possivel a intervengo do medi-
co, fazendo a primeira experiencia com os recur-
sos da natureza, e recolando atemoriaar a doeote
sob pretexto de cura. Has como os cuidados
mais soUiflftos eram improficaos, mandei o ve-
lho Max prooolar o doutor Rail, que habitara
*ca eni.P8quana cidade da circumrisiobanga.
ai rolln sem Irazer resposta : o medic nao
eatara em casa; mas inacrareram imeu nomo e
morada.
todo o dia pasin-sn para mim en urna in-
quietago mortal. Esperara o doutor, nao como
um hornera, mas como um deus: parececia-me
que elle tioha a son de Amada' em suas mos ;
snppunha que um minuto soraente podia ser suf-
iciente para salva-la ou perde-la para sempre.
;Desie que um ruidosa fs'zia ouvir do lado do ca-
inho.'ia abrir a janalla, e escrutar com a vista a
immeosidade da distancia, depois tornara a entrar
desanimado o cahia sobre urna cadeira. Finalmen-
te ouvi um estrupido- de cascos de caralto, sahi
pressa, e avistei um cavalleiro de urna idade
avangada, com oculos de ouro'e embugado em
um grande capote que tamben cobria seu caval-
lo. Era o doutor Rarl. Saudou-me em fraocez
com urna accentuago germnica muito pronun-
ciada, e eu o eotroduzi em casa.
Quando tomou o pulso de Amada, meu cora-
gao estara inicuamente em seus olhos. Teria
querido sondar o sigoaL de nm peosamento so-
bre seu semblante ; mas nelle estar apenas
grarada a in difireos ou a incerteza. Determi-
nou algumas prescripces banaea, recommeodou
precauges que tinhamos ji tomado antes delle,
e eaderegou-nos muitas phrases Vagas que dei-
xavam-me tantos receios como esperanzas. Como
eu lhe pedia com instancia, quando o acorapa-
nhava at a porta, que me dissesse o estado da
doeote, elle diaae-me aem commover-se :
0 ar destas montanhas mui violento para
a saude da seohora. Ha muita probabilidade de
que nao resiata tal temperatura. Levai-a pa-
ra a llespanha, a Italia, onde vos aprourer com
tanto que haja sola nao glo. Conserva-la aqu
pronunciar sua sen tenga de morte. >
Esta brulalidade acabrunhou-me, mas era fran-
queza. Insist para conhecer fundo a rerda-
deira situago de Amada e suppliquei ao doutor
que me dissesse se ainda nao estava perdida a
esperanga. .
< E' um pouco tarde respondeu elle sem me
olhar, para neulralisar essas funestas influencias;
entretanto um clima mais temperado, o arda
patria e ajuda de Deus, que sabe curar contra
nossas previses, talvez teoham de concluir este
milagre. Mas part sem demora. Vossa hesi-
tagao perdera ludo, a
Quando rultei para junio de Amada, ella 0-
lhou-me cora um sorriso de irona.
< Que grande medico, disse ella, e que bons
remedios applicou-mel Dissimulei minba per-
turbacao e respond:
a Nao te rias desse homem Amada ; elle le
salvar. Mandou applicar-te um bom remedio:
vamos partir.
Partir, exclamou ella qnem o disse ?
Eoto repet-lhe, modificando as patarras
do medico ; e emquaoto me escutava, seus 0-
Ihos se snimaram, o saogue coraecou a pulsar-
Ihe as fonles, urna exallaco fugitiva restabe-
leceu suas torgas.
c Partir, dizia ella com urna voz vibrante, sim,
partir I Oh I abandonar estas montanhas fras,
este clima gelado,^este fatal sepulchro de Slein-
berg, tornar a ver o cu azulado, o sol, a Franga,
oosso bello retiro de Hautmont 1 Porque certa
mente para l que nos vamos, prosegiu com
um sorriso, e nao para a Italia ou parala llespa-
nha; eu me inaniria como aqui.
Amada lhe respond com o coragao delace-
rado, tu s a seohora e eu sou leu escravo ; pa-
ra onde ordenares, iremos :]oode desojares viver,
viviremos ; onde me mandares que morra, mor-
rerei I a
Tres dias depois estavamos caminho para
Franga. Chegando em Lyo, o sr do paiz, urna
temperatura mais branda, o pensamenlo de tor-
nar a ver em breve os lugares muito amados ps-
receram comegar produzir aua salutar influen-
cia. O appetite apparecia, a alegra fazia appa-
riges mais frequenles, e as illuses de minha
ternura, ousava j esperar urna prompta e com-
pleta cura. Assim somos formados; basta-nos
um raio de esperanga para nos offuscar, e urna
hora de calma para nos fazer descer da tempes-
tado.
Amada aenliu um prazer febril pondo o p em
seu quarto de Hautmont. Via-se entregue asi
i mesma, acreditiva na raocidade e na vida. Como
ella eu tambem acredilava, e acompanhava com
felicidade os progressos apparentts de seu bem
estar. Era a nossa existencia dos primeiros dias
que devia reassumir seu curso.
Esclarecido por urna cruel experieucia, eu lhe
consagrara, em lugar de urna affeigo desptica
e das ideas falsas que tioham feito mioha desgra-
ga, um amor mais expansivo e mais razoavel, e
delineando um quadro delicioso do futuro, abo-
la todas as suspeitas injustas, todos os ciumes
absurdos e calumniosos, todas essas flucluages
de sentimenlos em que meu coragao tinha tantas
vezes oscillado. 4
Voltava corrigido e curado, deixava pela vida
real a vida romanesca e chimenea em que estive
i ponto de perder-me, e de enlo em diante jul-
gava-me seguro de mim mesmo.
Mas a provanga tinha sido por demais violenta.
A ferida feita alma de Amada deixara um ger-
men, fatal, e quando eu sonhara dias futuros
hora presente, to consoladora e to lsoogeira,
ia abysmar-se para sempre as treras do pas-
sado.
Em brere vi reapparecer com terror symplo-
mas aterradores. Amada tioha caprichos que eu
nao comprehendia mais. Urna especie de volubi-
lidade iodescriptivel pareca domina-la, e a agi-
taeo que se infiltrava em suas vetas pareca im-
pelli-la de urna oceupago para outra sem tregoa
e sem descaogo.
Alguns instantes de leitura fatigavam, em-
prehendia mil desenhos que nao conclua ; vinte
rezes por dia pegava e largara seu bordado ; urna
tarde serena, um bello raio do sol douraodo o
cimo das arvores e fazendo resplandecer o hori-
SEGUNDA PARTE.
[ Conlinuarao. )
IX
Havia j urna meia hora que os dous esposos
percorriam junios as sombras aleas do jardim, e
Antonia nao tinha ainda achado um pretexto para
fazer a conversago recahir no ponto a que ella
pretenda chegar: em compensaco porra com
esse maravilhoso islincto de galantera, que pos-
suem as raulheres ainda as mais simples e inge-
nuas, desenvolva naquelle dia todas as suas gra-
ras e altractivos: o sou olhar, o seu sorriso, em
summa os seus menores movimenlos eram de urna
seduego irresistivel.
Em que pensas, encantadora menina ? per-
gunlou o conde vendo-a calar-so e car pensa-
tiva.
Na minha ignorancia, Luiz. A' medida que
avango no caminho da vida, esta se me torna ca-
da vez mais espantosa : pesa-me j ter aberioos
olbos luz I O claro que me offusca presente-
mente acaso preferivel obscuridade que me ro-
deava em outro tempo"? Nao o creio. A luz a
fadiga, o ruido, a animago : a obscuridade a
calma, o silencio, o repouso 1
A obscuridade, Antonia, a morte: a luz
a vida 1 Mas a que proposito te vem ao pensa-
mento taes receios? Os objectos que ora seapre-
sentara nossa vista nao sao de natureza a fati-
gar a imaginago 1 cima de nossas cabecas um
cu lmpido e resplandecer aos nossos ps
um tapete de flore.... em torno de nos urna at-
mosphera embalsamada cujo ar pnro respiramos
e faz em nossas veas percorrer urna doce langui-
dez 1.. a leu la'do finalmente com a sua mo en-
tre as las um homem que le ama com nm amor
incomprehensivel I Antonia, s muito injusta para
com a Providencia i
Sim, Luiz, verdade isso que dizes. Deus
muito bom para nos ambos.... para mim es-
pecialmente I Mas que queres ? Nao culpa mi-
nha se a duvida vem assim eorenenar a minha fe-
licidade I
A duvida, Antonia, o tormento das nato-
rezas invejosas, das almas ao mesmo tempo fri-
cas e orgulhosas ; e a duvida nnnea poder en-
(?) Vide Diario a. 153.
trar no ten coragao 1 Se, em lugar de achar-nos
ao abrigo das ruidosas vaidades do mundo, esli-
vessemos neste momento em um salo da Euro-
pa,julgaria que pretendes entrar n'uma dessas
discusses ociosas, to commuos na sociedade, e
que s tem por fim fazer brillar o espirito, e pas-
ear o lempo. Qual o objecto que desparta a tua
duvida ? Qual o acootecimento que motiva o teu
desalent ?
T, Luiz, que nao me deixas um instante,
sabes muito bem que neohum acconlecimento
estranho sobreveio na mioha existencia. Foi
uoicameote orna observago que fiz que me obri-
gou a fallar assim.
Que observago ?
Que quasi impossivel conhecermos a ver-
dade quando somos illudtdos por amigos e inirai-
kos. Os primeiros mentem por generosidade
com a iotengo de augmentar mais ou menos a
nossa ventura : ns segundos mentem por cobiga
ou vioganga. Nestas circunstancias qussi que
egual a falsidade que nasce de um bom ou de um
mu seotimento I
Assim pensas que eu tenlei on tent enga-
nar-te?
Fizeste mais do que tentar, Luiz, eoganaste-
me de facto 1
O conde olhou altentamente para a sua esposa-
eslava ella1 triste e sizuda.
Antonia, replicou elle logo, acaba a tua
confidencia. A franqueza a garanta do amor.
Crelo poder asseverar-te desde j que as minhas
explicarles dissiparo as tuas duvidas, e te mos-
trarlo que mejulgaate muito mal.
Duvido, Luiz: aeras t antea o primeiro a
convencer-te da tua sem razo, pois que s justo
e leal.
Vejamos.
A moga nao esperou por segundo convite, e
disse com graciosa vivacidade.
Deves estar lembrado dos receios qua vie-
ram oppor-se minha felicidade, qnando descu-
briste que era amor o que eu linha por ti, e
quando me confessaste que t tambem me ama-
vas. Pois foi nessa necasip que me Iludiste
com as expiieaces que ento me deste. O que
me disasste, Luiz ? Que a vida na Europa nao ti-
nha encantos para ti; que te haras expalriado
para livrar-le desses loucos e orgulhosos prejui-
zos; e que eu por conseguale nao devia receiar
que viesse perturbar a calma de tua nova exis-
tencia, e inspirar-te pezares, a recordaco do
mundo que deixaras flear aps ti. Nao foi lato
mesmo que me dissette ?
Sim. i
Ai de mim I O que tomarai por urna con-
vcgo eterna nao era mais do que devido a um
momento de enfado e desalent! Os prejuizos
proprios desses homem de cidade exislem em ti
ainda muito arraigados! > .
Esla aecusago, minha adorada esposa.....
sonte inspiravam-lbe ardens desejos depas-
seio ; depois, ao cabo de algn pasaos, en a via
seotar-ie inanida e pedir pira rollar.
Eu tinha perdido toda dirteco pessoal. Tinha
ficado tao amedrentado do imprudente abuso da
minha roolade, qua me deixava levar como orna
crianca, obedecendo s' manares phaotasias, aos
mais extraordinarioi caprichos da doente. Ella
ergueu-se urna manha, nao sei mesmo porque,
absolutamente desgostosa do campo :
Esta vida, dizia ella, se IfrV tornara insup-
portaye), se por iiHervallos-, e# nao lhe facultas-
te felizes mudangas Era mister todo cusi pas-
sar alguns das na cidade, respirar um outro ar,
ver antigs amigas, retemperar-se ao cootactoda
sociedade.'
Apoderei-me frenticamente da ultima taboa
de salvagao que se me apresen!*va, e deixamos
nossa pacifica solido com a esperanga de urna
prompta volta.
No caminho, apezar das precauge3 que toma-
mos, e mesmo com as portaa do carro fechadas,
Amada queixou-se de fri. Apenas chegamos
deitou-se, e o mal tomou repentinamente pro-
porges to terriveis, que perd a cabega e corr
como insensato casa de dous ou tres mdicos.
A situago pareceu grave: a eofermidade linha
acabado surdamenle sua obra e tocara 4 seu ter-
mo, que talvez tivesse adisntado o abalo da via-
gem e a mudanca de ar.
Esla revelacao fulmioou-me. Depois da espe-
ranga que eu tinha por muito tempo acalentado
em meu coragao. Oque aterrado com um tal en-
caroicamento da falalidade, e cousidere minha
existencia como acabada. Eslavam evaporados
meu futuro e meus soohos; adeus projectos de
aperfeigoa ment, reformas de carcter; minhas
bellas resolugoea tiuham viodo muito. larde ; ia
soffrer a pena das exagerages de men amor, ia
expiar no silencio e as lagrimas o despotismo de
mioha paixo.
Por espago de cinco dias Amada nao se levan-
lava. Seus labios recusavam toda nutrigo, e seu
mal que escapava analyse, minava aem cessar
sua consliluigo frgil e delicada. Curvado sobre
sea leito de dr, com os olhos seceos e com a
morte na alma eu passava noites inteiras son-
dando sobre seu semblante a allerago de suas
feiges.
Quera vos poderia pintar essas horas de crueis
alternativas,de despedacadoias incertezas? Mi-
nha expiago se estava effectuando : foi loriga e
terrivel.
A voz de Amada apenas se ouvia como um
brando sopro e suas.intooages pausadas torna-
varo suas palavras mais dolorosas mesmo do que
seu silencio.
Ainda me parece estar vendo essas scenas l-
gubres que faziam nascer a blasphemia no fundo
de minha alma, e me faziam duvidar da Provi-
dencia: o quarto sombro e triste, as janellas em-
pacadas por espessas cortinas, a chamma de urna
lamparioa alumiando o leito da muribunda eA;i
xando na sombra o fundo do quarto, o ruido'vjos
creados que iam e vinham abalados pelos tape-
tes, as conversas surdas dos visitantes, as per-
guntas em voz baixa das pessoas de casa, os
othares desanimados dos mdicos, emfim toda a
sombra confuso que preludia a morle, o exha-
lar do ultimo suspiro. Eu nao tinha mais o seo-
timento do lempo e dos lugares, e algumas vezes
suppunha debater-me nos horrores de um io-
qualificavel pesadelo. Pensar que va dianle de
mim, paluda, e expirante essa ere llura to espi-
rituosa tao bella, em quera se resumiam havia
bem pouco tempo mocidade e poesa, parecia-me
um esforgo superior minha razo; mas urna re-
flexo principalmente me alormentava: esta
transformado sbita quem era devida seno
mim? Tinha-me chegado o tempo de pagar com
lagrimaa de saogue a affeigo tyraooica e suspei-
tosa que linha faado em alguns mezes a flor de
minha esperanga.
O mal pro&redia sempre ; cada hora permillia-
me examinar ana marcha impiedosa.
Os mdicos, comprehendendo a inulilidade de
suas prescripges, nao ordenavam mais nada e
queriam nicamente alimentar at a exltncgo as
torgas esgotadas da muribunda. De vinte em vin-
te minutos eu apresenlava-lhe um copo de agua
moma com assucar ; ella engulia algumas gollas
o toroava detar a cabega sobre o travesseiro.
Amada lioha comprehendido a gravidade da
situago. Conhecendo as inclinages religiosas de
sua alma, desejava que ella recebesse as ultimas
consolares cbnslas ; mas nao ousava prevent-
la, e alm disso nao me podia habituar ao pensa-
ment de urna cataslropho to omnente. Amada
teve mais coragem ; antecipou-se e mandou cha-
mar um sacerdote. Foi urna scena despedazadu-
ra ; nao vo-la descreverei.
Quando as tristes ceremonias foram terminadas,
Amada espraiou seu olhar em roda de si com
urna expresso de vaga inquietaco.
Approiimei-nio desua cabeceira, tomei em mi-
nhas mos sua mo hmida e gelada.
Depois, erguendo os olbos para mim. e en-
treabrindo os labios com um anglico sor-
riso:
Pobre amigo, disse ella, miater dei-
xar-te 1
Nao live urna palavra respon ler-lhe, e vol-
tei a cabega para devorar meus solugos.
Amada aperlava sempre mioha mo, e duas la-
grimas bailavam em suas palpebras ; murmurou
ainda algumas palavras, que nao pude ouvir, e
depois acrescentou:
Agora ludo est acabado; s me resta par-
tir I
Amada, lhe disse eu, com urna exploso de
amargura, nao me falles deste modo I Teoho
commettido erros para comligo, repara-los-hei.
Semeei pezares em tua vida, hei de dissipa-los
com minhas lagrimas. Amada, vive para mim,
vive para o futuro I
Ella tentava responder, seus labios balbucia-
vam soos inarticulados ; roas pela direcgo de
seua olhos, pelo estremecimento de seus dedos
compreheodi que me estava ou viodo.
a Se fallardes ainda, me disse o medico ao ou-
E' infelizmente fcil, de prorar, atalhou a
moga immediatamente. O prejuizo, segundo t
mesmo me tena dito mais de cem vezes em nos-
sas prolongadas conversages, ou o pudor do
vicio, ou o orgulho da fraqueza. Ora, Luiz, se j
nao dominassem em ti os prejuizos das grandes
cidades, terias por ventura reprehendido ainda ha
pouco lo severamente a esse pobre Panocha
por aconselhar que nos afaatassemos do rancho
anles da chegada do marquez de Hallsy ? ,
Eu l.fugir diante do Marquez de Hallay 1
Eis aqni est, Luiz I To bom, lo com -
passivo e generoso, como s, te eocolerisas e
recusas escutar-me, a mimtua querida Anto-
nia, logo que se ergue e e faz ouvir a voz de
um prejuizo I E' provavel que o teu eocontro
com D. Heorique origine alguma contenda : es-
tremezo ao peosamento das consequencias que
d'ahi resultariam 1........ Se me amasses tanlp
quanlo repeles sem cessar, nao hesitaras um so
momento em sacrificar o teu orgulho minha
seguranga : porque, aa te accontecesse alguma
desgraga, nao (Icaria en sosioha neste mundo e
desamparada? Verdade 4 que se morreases nao
te havia eu sobreviver; mas em fim a morte po-
deria custar a vir, e quem me protegera at que
o tmulo meabrisse um refugio? Receias que o
mundo suspeite de tua coragem, e te chame fra-
co: receias que D. Henrique. de rolla a Europa
te desacredite entre aeus amigos; qua o teu no-
mo seja pronunciado entre os risos e motejos
desses ociosos que, como me dissesle, nao tem
outra oceupago seno maldizer dos ausentes, e
deshonrar uos aos outros 1 Luiz, se osjuizos
desse mundo que dizes ter despresado exercem
aioda em tuas resoluges to poderoso imperio,
como.queres que. te crea quando afflrmas que
ests della desligado por urna vez ?
Antonia era dotada.de urna lgica sa e robus-
ta, como o sao tastos os espiritos imminentemen-
ta hooeslos. O mancebo flcou por.alguns ins-
tantes sem atinar com urna resposta : o ioflexi-
vel bom senso de sua eapoza nao dava lugar aos
paradoxos e subterfugios.
-: Querida menina, diste elle finalmente com
a voz enternecida, o amor que me. tena faz-le
exagerada 1 Confundiste o prejuizo com a hon-
ra. Ora, a honra, minha Antonia; sempre a
mesma em todos, os pases, a mesma no velho
como no Novo Mundo, a mesma no Oriente como
no Occidente. A honra como a religio : fixa
e immutavel no seu esplendor. Se algumas
vezes .nos impe deveres penosos, tambem ou-
tras os compensa com prazer es e gosos nobres e
elevados! Desconhece-l urna vez'seria perder
o repouso para sempre.
O Sr. d'Hallay fez urna ligeira.pausa ; resta-
va-lhe provar, que a aua honra achar-se-hia
compromtlida se elle seg'uisse .os conselhos da
condessa ; essa explicago porna nao era fcil.
yido e puchando-ane pele braca, mata-Ia-heis.
Sahi deste quarto I af, -,
Deiiei-me lerar como m anmalo ; fecha-
ra m 1 porta quando sahi, e fiquei aoniquiilado
como o criminoso que espera sua sen tenga.
Em breve permittiram-me reassumir meu lu-
gar junto ao leito da muribunda, meus solugos j
nao eram de recalar: nfco senta nada.
A noile inteira passou-se as mesmas angus-
tias. Viote vezes'jufgoei chegado o momento su-
premo, e vinte rezes meu coragao abriu-se es-
perangas Ilusorias. Mao tormento lornava-se to
horrivel que quasi ousava desojar o termo como
ura livraraento.
Ao raiar da aurora, nm raio de sol penelrou
no quarto de agona, e passou pelos olbos da
muribunda. Seus olhos, meio fechados, agitaram-
se por um ligeiro estremecimento, e um suspiro
escapou de seus labios. Suppuz que o sol tivesse
produzido n'ella urna impresso dolorosa, e le-
vantei-me para fechar mais hermticamente as
cortinaa.
Quando lornei asentar-me AmaUa nao rerpi-
rara mais. g
Permanec tres horas junio della, reprimindo a
respirago, com os olhos pregados sobra seas
olhos oxtinctos, sobre seus labios descorados, na
esperanga de que a rida renasceria ainda, e a al-
ma fugitiva cousenteria, por compafxao para co-
ntigo, em reassumir oa ferros de sua priso. Mas
a esperanga foiioutil. Nenhum poder humano lo-
ria reanimado esses tristes restos. Em minha dr
s podia anniquillar-me, humilhar meu coragao
e calar-me.
Das horas que se aeguiram, s ficou-me urna
raga e sombra memoria. Tudo o que ria pareca
nm sonho e passara diante de meus olhos como
urna phantasmagoria lgubre.
Mas taes imagens nao se apagara : o silencio
do quarto mortuario apenas interrompido pelas
orages das mulheres, a luz das tochas, o odor
penetrante da cera, lodosos ruidos medoohosdos
supremos preparativos que se tem horror de ou-
vir, e que urna especie de curiosidade-rencirel
impelle escular, o canto dos sacerdolft, o es-
trupido dos pastos do cortejo, sceoai mortaes que
para sempre se estercolypam as almas e ahi
deixam tontos de lagrimas sempre prestes i
fluir I
Depois seguem-se as risitas silenciosas, a des-
filada dos convidados vestidos de luto, os apertos
de mo, os solugos comprimidos, e o que ha de
mais terrivel, o immenso vacuo fioal e o abati-
raento que succede aos primeiros abalos da dr.
Eis onde me tinha levado o amor tyraonico, o
amor fatal e devastador de qae eu tinha circum-
dado o nico objecto que delle me pareceu dig-
no. Muitas vezes lioha desdentado, fazendo or-
gulhosas comparages, a iodifferenga dos casa-
mentos vulgares.
Sem duvida minha superioridad ncontesta-
vel: outros se conlentavam com deixar viver, eu
matava. nica e preciosa affeigo que por me ter
feito sonhar o impossivel aterraodo-me com vaos
phanlaamas, coodemnara mioha existencia aos
rigores de um isolamento defloilivo, e acrescen-
tava amargura de meus soffrimentos o invenci-
vel aguilho do remorso.
Algumas vezes eu mesmo aterrado do papel que
tinha representado, tentava dissimular meu erro
oppondo sos gritos de mioha consciencia esta
desculpa banal dos fatalistas:
a Amada morreu porque tinha de morrer I
Razo eterna com quo se contentara as almas
fracas. Mas a verdade nao subsista por isso me-
nos ioabalavel e ameagadora. Tinha exigido ama
affeigo exclusiva, lirre todas as relagoes sociaes,
o que era contra a nalureza.
Com a cabega apossada de chimeras, cujo va-
lor exagerava, nao tinha lido confianga, e em lu-
gar de patentear meu coragao, que se teria desa-
nudado com urna s palavra, o tinha cuidadosa-
mente oceultado, tiuha enfraquecido a alma de
Amada na aolido, e a liona a fulgido com a mi-
nha apparente frieza e suspeitas sem motivo, pa-
ra arranca-la depois ao sol de sua infancia, sua
juventude, asi mesma, e murchar para sempre
essa flor ao sopro de um clima mortfero. Minha
obra era bella e grandiosa 1 Tinha ganho urna
bella victoria, e s me restava regosijar-me 1
No dia do enterrameoto, apezar da nevoa qua
me empanava a vista, sobre a estrada do cemite-
rio linha supposto recoohecer o baro no fnebre
cortejo, e esta figura enigmtica linha toroado
passar diaote de meus olbos no salo de visita,
nao sem deixar cahir ainda urna gotla de fel no
calix de meus soffrimentos.
Pouco tempo depois foi visitar-me sempre af-
favel e polido. Depois dos pezames do costume,
e das circumvoluges de palavras que sabia ma-
nejar com elegancia e destreza, annunciou-me
seu casamento. Esta noticia sorprendeu-me de
tal modo, que estire alguns minutos sem res-
ponder, e pude apenas dizer:
_ Sede feliz 1 > e isto com um lora to triste e
lo magoado, com urna iotengo to evidente de
terminar o peosamento com estas patarras:
Sde-o mais do que eu, que elle compre-
hendeu logo a agitago de minha alma, e aper-
lou-m a mo com effuso:
Faltar alguma cousa minha felicidade,
coolinuou elle: a preseoga d'aquella que m'a
deu.
A Qxidade de seu olhar nao permiltia equivo-
co ; e eu ousei fazer esta pergunta :
< Eoto Amada sabia dos rossos projectos ?
c Sem duvida, respondeu o baro admirado de
minha ignorancia, e poderia dizer que foi ella
quera tudo fez. loleressava-se riramente em
meu casamento, soube aplaioar os obstculos, e
era este o eterno asiumpto de nossas mysteno-
sas confidencias de Hautmont. Nunca tinheis lido
a curiosidade de pergunlar-lhe o aegredo das
nossas iierminaveis conversages? Suppunha-
vos mais suspeitoso.
Estas palavras eram ditas ingenuamente ; o ba-
ro, naturalmente pouco observador, apenas co-
ohecia de meu carcter as appareocias exteriores;
mas eu fiquei aterrado. Minha coodemoago os-
lara completa. (Con(tnuar-(e-na.)
Antonia aproreilou-se dessa pausa para pro-
seguir.
Luiz, o leu embarago e indecizo bem mos-
trara que queres aioda illudir-me desta rez I Pe-
des la sabedria argumentos que a boa f te
recusa. Bem Tez que ainda nao tens razo. Na
trra nao ha mais que urna honra, urna honra
que o igaorante e o sabio nao podem compre-
hender de duas maneiras differentes: mas essa
honra, Luiz, nao a raidade I Juro-te que
se o marquez de Hallay te dirigisse urna
injuria mortal eu nao procurara conter o
ten brago; dir-te-hia : Luiz, meu amado, ba-
te-te como um leo, lembra-te que defendes
duas existencias ao mesmo tempo, a tua e a mi-
uha; porque o golpe que te feriase ou te ma-
tasse, ferir-me-hia tambem a mim ou matar-
me-hia tamhem I
A minha linguagem le admira? Esqueces que
eu pertenco a essa raga hespanhola que mais que
qualquer outra sensirel ao seotimento da honra
verdadeira? Eu sinto que meu pae devia ser
borne bravo I Ohl como podeste julgar-me ca-
paz de aconselhar-te uraabaixeza? Nao, nao,
meu.Luiz, traoquillisa-te, jamis pedir-te-hei
qualquer cousa que faga corar a um cavalleiro.
Se commeltesses urna infamia merecerlas o meu
desprezo e eu quero antes ver-te morto do que
ter occasio de te despresar I
A voz da condessa vibrava com puro eolhusi-
asmo, seu olhar brilhava com altiva oobreza, o
seu porte revelara o ardor de um sangue gene-
roso: era assim admirarel na sua mocidade,
torga, e belleza.
Antonia, minba querida Antonia I Orde-
na, que eu te obedecereil Nao sou por ventura
leu escravo I exclamou o conde aportando sua
espoza ao coraco com iodisirel ternura.
A moga com urna agiltdade espantosa desem-
baragou-se dos' bragos de seu marid, e olhando
para elle com um sorriso provocador, lhe per-
guotou :
- Enlo, quando partimos, Luiz ?
Quando quizeres.
Neste caso seja immediatamente.
Foi sera espanto, mas com alegra que Pano-
cha soube da ora resolugo do conde: pelo
que empregou prodigiosa actividade nos prepa-
rativos da partida. Todria o crepsculo da
tarde comegara j a espargir por tudo a sua cla-
ridade dubia e indecisa, quando o hidalgo an-
nunciou que podiam pr-se a caminho. -
.1Nao temos tanta pressa, disse a condessa,
esperemos para amanha.
- Para que demorarmo-nos, Antonia ? per-
guotou O conde quando s acharara sos. Nao ha
muito parecas to impaciente 1 '
A minha impacieucia sempre a mesma,
Luiz ; porm quero que a nossa retirada nao ae
parees com urna fgida.
Obrigado, Antonia I .
No da seguinte as ultimas sombras da noi-
le desappareciam ante os primeiros claros
da manha, quando a pequea caravana deixou
o rancho.
Os dous esposos levavam em aua companhia
smente Panocha, e um peo. Duas muas de
carga conduziam os utensis necessarios para um
acampamento. O conde com o rosto meio oc-
cullo pelas dobras da sua capa, em que se lioba
envolvido, regulara a marcha do seu carallo
para ir sempre ao lado de Antonia. O mancebo
guardara profundo silencio.
Ests soffreodo, Luiz ? Perguntou a con-
dessa em voz baixa e iocliaando-se para elle.
Falla, diz a verdade I....
Tive torgas para obedecer-te. maa nao te-
nho para mentir : E' verdade, Antonia, soffro
muito I Esla fgida.... fgida, aim I porque a
nossa partida precipitada qualquer que seja o
nome que lhe queiramos dar, nao passa de urna
verdadeira fgida ; como dizia, esta fgi-
da irrita cruelmente o meu legitimo orgulho 1
Ao peosamento de que eu, conde d'Ambroo, me
salvo vergonhojsmente do enconlro com o Sr.
d'Hallay, lagrimas de raiva queimam as minhas
palpebras, sem todava molha-las I Deus me d
a torga precisa para consumar o meu sacrificio I
Nunca. Antonia, soffri tanto na minha vida I d
O olhar de apaixonado raconhecimenlo que a
moga liogou sobre o conde pareceu toroa-lo um
pouco maia tranquillo.
Para onde ramos? perguntou elle d'ahi
pouco.
Para a Bueoarista.
O que Bueoarista ?
E' urna herdade que os Apaches incendia-
ran! na sua nltima excurso as fronleiras.
E porque ascolheste esse lugar de preferen-
cia a outro qualquer? replicou o conie quasi
machinalmente, e com o tom de um homem que
procura distrahir os seus pensamentos importu-
nos conversando.
Por muitas razes, Luiz : em primeiro lu-
gar, porque as paredes desse rancho offerecem-
nos um abrigo, e em caso de necessidadeurna
defeza ; em segundo lugar porque a Bueoarista
est situada completamente distante do caminho
que derer seguir a tropa do Sr. d'Hallay. Em
outra qualquer parte correramos o risco de ser
encontrados pela genle dessa tropa.
O riaco 1 E' verdade, Antonia, tens razo I
Quando um homem se resigna i salrar-se,
justo que empregue tolas as precauges possi-
reis para a sua seguranga I
Luiz,'ests zangado commigo? As tuas par
lavraa exprimem a dor o o sarcasmo I
Amo-te, e te admiro, Antonia. Digo so-
monte que, submettendo-me i tua vontade nes-
Itas circumstaocias, contei muito com a minha
coragem. Ainda repito : Deus me d a forga
precisa para consumar o meu sacrificio I
O sol Tinha mostrando-se brillante e radioso
no horizonte : o dia promettia ser magnfico.
Basas ruinas, que d'aqui vejo, nao sao da
Buenavista ? perguntou o conde.
Sao, sim : d'aqui aum quarlo de hora te-
remos chegado ao nosso destino. Mas o que tem
Andrque nao caminha para diante ? O que o
faria car assim immovel no meio da estrada ?
Com elTeito o Sr. D Andr Morisco y Malmeta
tioha parado o seu cavallo, e, pondo-se em p
nos estribos pareca procurar distinguir com a
mo por sobre os olhos para resguarda-los do
reflexo do sol um objecto em grande distancia.
De repente voltou de rumo e metiendo vigorosa-
mente as esporas no cavallo, reunio-se em pou-
cos instantes aos dous joveos.
0 que isso, Andr? perguntou Antonia :
vens com um ar espantado I
Meu Deus I que estranha descoberla 1 res-
pondeu o Mexicano estendendo os Dragos para o
lado da Buenavista. Nao estaes veodo, senhora ?
Nao vejo nada, Andr.
Que, senhora I pois nao distingus aquella
columna de fumo que se eleva volteando no es-
pago ?
Nao... ah sim I agora vejo. E o que tem
isso?
O que tem ? Esse fumo significa que ha al-
guem na Buenavista. Ora, pergunto eu, qua
qualidade de gente poder achar-se a esta hora
naquellas ruinas ? Gente da peior qualidade sem
duvida...
Ho de ser provavelmente viajantes per-
dido!.
Nao possivel, senhora. Oa viajantes nes-
tas paragens sao muito raros, e nio teriam con-
fundido a estrada real queoonduz Ventana com
um desvio que vae ter Buenavista. Depois
disto viajantes perdidos estariam bastante inquie-
tos, e nao ficariam no seu acampamento proviso-
rio depois do sabir do sol em rez de ir procurar
o caminho. Nada ; o fogo, coja fumaga perce-
bemos d'aqui foi aceso por pessoas que fizeram
urna residencia daquellaa ruinas. Ora, para re-
sidir-se n'um lugar to isolado e desprorido de
todos os recursos, preciso que se seja absoluta-
mente obrigado a oceultar-se, ou que se medite
um mu projecto.
A perspectiva de um perigo tioha distrahido e
Sr. d'Ambron da sua tristeza.
Todas essas supposiges sao inuteis, dissa
elle. A realidade est em nossa frente : avan-
cemos I -
Juntando logo o exemplo palarra o mancebo
pos o carallo a trote largo : Antonia apressou-saV
em aegui-lo : e Panocha enrergonhado ds fraque-
za que mostrara diante de sua ama, e desejoso da
rehabllitar-ae, deitou o sea avallo a galope.
. (Coninuar-se-Aa).
PER*,- TYP. DI M. f. DI FARU.-lWt.


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