Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09332


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Full Text
lili IIITII IDIEIO 155
Pr (res mezes adiantades 5$0 Por tres mezes vencidos 6$000
TERCA FE1RA 9 M JULHO DE lili
Per aune adiantado 19)000
Ptrte franco para o subscriptor.
artCARREGADO* DA. 8DBSCRIPCAO DO NORTE
Parabiba, o Sr. Antonio Alexaodrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio If arques da Silra; Araca-
ty, o Sr. A, da Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Oliveira; Maranho, o Sr. Manoei Josa Mar-
tios Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Raaos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
.PARTIDAS DOS GUKKK1U.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas dojdia.l
Igcarass, Goianna a Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Ciruar, Altinho e
Garaohuns as tercas-feiras. ^
Pao d'Alho, Nazarath, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Pz as quartas(eiras.
Cabo, Serlnhem, Rio Formoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as O horas da manhaa)
EPHEMERIDES DO MIZ DE JULHO.
7 La ora as 11 horas a 56 minutos da tarda*
15 Quarto crescenta sos 28 mioatos da manba'
21 La eheia as 9 horas e 46 minutos da tarde.
29 Quarto minguanta as 5 hoiis e 33 minutos da
tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas a 6 minutos da manhaa.
Segando as 6 horas 30 minutos da tarda.
DAS DA SEMANA.
8 Segunda. S. Procopio m. ; S. Priscilla m.
9 Terca. S. Cyrillo b. m. ; S. Brlcio b.
fO Quarta. S. Silrano m. ; S. Januario m.
11 Quinta. 8. Sabino m. ; S. Sidronio m.
12 Sexta. S. Joao Gualberto ab. ; 8. Nabor m.
13 Sabbado. S. Anacido p. m.; Ss. Joel e Esdras.
14 Domingo. S. Boa ventura doutor seraphico f.
ENCaRREGADOS DA SUBSCR1PCAO DOSlil.
Alagoas, o Sr. Claudino Faleo Das; Baha,
Sr. Jos Martina Alna; Rio d. Janeiro, o Sr;
Joo Pareira Martina.
(AUDIENCIAS DOS TKIBUHaK UA OaFUaIT
Tribunal do commereio; segundas a quintas.
Relaco: tercas, quintas a sabbados as 10 horas.
Pazeada: tercas, qaintas>e sabbados as 10horas.
Juizo do commereio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: torgas e sextas as 10 horas.
Primeira Tara do airel: tercas a sextaaao meiol
da. I O proprieUrio do nuaio Manoei Pigaeiroa a.
Segunda Tara do ct1 : qaartas a sabbados a llFaria.na sus livraria praga da Independtni
hora da tarde: Ua 8.
eiol
EM PERNAMBUCO.
PARTE 0FF1CHL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 5 de julho.
OfBcio ao Exm. presidente do Rio Gra nde do
Norte.Pelo officio que V. Excq. se servio diri-
girme am 21 do mes prximo Godo flquei iotei-
rado de que o agente fiscal dos direitos dessa
nesls provincia, est autorizado a iodemnisar
caixa do corpo de polica da quanlia de 7J000 rs.
abonada ao soldado Nicolao Dias de Aodrade.
Communicou-se ao commandante do corpo de
polica.
Dito ao coronel commandante dss armas.De-
toIvo V. S. os papis relativos ao pagamento
que pede o teen te do 2o batalhao de infantaria,
Joao Adolpho de Souza Barreto, de gratificares
quelhe competem, por haver apresentado na
qualidade de recrutador, diversos voluntarios e
tecrutas para o servico do exercito, afim de que,
ouvido o commandante do 4 batalhao de arti-
lharia a p declare se o individuo de nome Ma-
noei Francisco da Silva seotou praga voluntaria -
ment nesse batalhao como seoffereceu. segun-
do consta de um dos alicatados annexo aos mes-
moa papis.
Por esta occaaiao chamo a attenco de V. S.
para a informtgo da contadoria da thesouraria
d6 fazeoda esenpta no verso do sea oOicio, n.'
869, e com a qual concorda o respectivo inspec-'
tencente ao 3a dislricto, recommendo rnui termi-
nantemente Vmc. que faga remetter imprete-
rivelmente at o dia 18 do correte a acta dessa
eleigo cmara municipal da villa do Cabo, onde
deve ter lugar a referida apurago geral no dia
20 deste tnez.
Dito,Ao director das obras publicas.Res-
pondeodo ao seu ofiicio de 3 do correnle sob o.
167, tenho a dizer que, de conformldade com a
lei provincial n.5Il, de quelhe remetli hoje urna
copia, deve Vmc. considerar desde o 1" do cor-
rente suppri.roidos os lugares de agentes pagado-
res dessa repartico, e por isso demittilos Feli-
ciano Marques Vianna e Anacleto Antonio de
Moraes.
Quanlo, porm, a segunda parle do citado of-
iicio declaro que com a dispeosa do engenheiro
Mettler K irnos fies aalisfeita a disposico da mes-
ma lei, relativamente suppresso de um dos
lugares de engenheiro.
Dito cmara municipal de Olinda.Ao officio
que me dirigi acamara municipal de Olinda em
27 de junho ultimo, requisitando a entrega dos
termos de seu patrimonio que por engao passa-
ram a pagar foros de marinha, respondo dizendo
para ser altendida semelhante requisigo mis-
ter que a mesma cmara satisfaga o que exige o
inspector da thesouraria de fazonda no ofiicio in-
cluso por copia.
Dito ao presidente da cmara municipal de Pao
d'Alho.Remetiendo Vmc. o incluso requeri-
mento de Antonio Googalves Carneiro Barros, re-
commendo-lne que apenas o recebar, faga reunir
tor; para que recommeode aos encarregados do cmara municipal dessa villa para que
recrutamento a flel observancia do disposto no tre com a mxima brevidade posaivel a informa-
art. 20 do regulamento do 1 de msio de 1858,' ca0 que lhe foi exigida por esta presidencia sobre
como indica a mesma contadoria. i uma representado do mesmo Barros, a qual para
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de mandar este fim foi remettida aquella cmara com despa-
pr em liberdade o recruta Jos Ferreira da Paz,
visto ter provado isengo legal.
Dito ao capito do porto.Remeti incluso
por copia o officio que me dirigi o engenheiro
W. Martineau em o 1* do correte, afim de que
V. S. atienda ao que elle requisita, providencian-
do para que sejam quanto antes removidos dos
lugares em que se acham, oa restos dus navios
?elhos, de que trata o citado officio. !
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Res-
pondo ao officio que V. S. me dirigi em o
1 do correnle remettendo-lhe por copia a infor-
marlo do inspector da thesouraria de fazeoda, da
qual consta terem-se effectuado os pagamentos
que autorisei por officio de 27 de junho ul-
timo.
Dito ao commandante superior do Recife.
Para resolver sobre a materia do seu officio, n.
80, de 18 do mez passado, preciso que V. S. me
declare se o guarda do 6 batalhao Zeferioo Mar-
tina de Carvalho se acha fardado, e desde
quando.
Dito ao mesmo.Devolvo i V. S. o incluso
requerimento do superintendente da estrada de
ferro desta provincia declarando em resposla ao
officio, n. 92, do 1 do correte que o guarda
Luiz Augusto Coelho Cintra pertence ao 3 bata-
lhao deste municipio.
Dito ao commandante superior de Nazaretb.
Fode V. S. mandar fazer os exercicios e revistas
dos balalhdei da guarda nacional sob seu com-
mando superior, como solicitou em seu officio, n.
116, de 14 de junho prximo lindo, observndo-
se nesse servico as prescripges legaes.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Para cumprimento do disposto no aviso da repar- cana mande dar passagem
tico da guerra datado do Io de junho ullimo, Persinunga, at Macci,
constante da copia junta, faz-se necesario que
V. S. informe como foi calculada, segundo o seu
officio, o. 149, de 22 de fevereiro deste anoo, a
quantia com que eotrou para o cofre o segundo
sargento do 4 batalhao de artilharia a p, Manoei
Jos de Castro Vianna, afim de eximir-se do
servigo.
Dito ao mesmo.Mande V. S.. conforme in-
dica em sua iofurmago de 2 do correte, sob n.
540. nao sd pagar ao alteres Joaquim Jos Luiz
de Souza os vencimentos, a que ti ver direito, re-
lativamente ao mez de juoho ultimo, mas tam-
bem passar-lhe nova guia, uma vez que elle re-
colha a essa thesouraria a que obteve.
Dito ao mesmo.Mande V. S. effectuar o pa-
gamento da quantia de 6559000, em que impor-
tou o reboque de bateles com areia, escavada no
porto desta cidade, feito pela companhia Vigilan-
te durante o mez prximo passado, e que solicita
o respectivo gerente no officio incluso por copia,
visto dever essa despeza ser comprehendida na
generalidade da ordem desta presidencia de 16 de
maio ultimo, e outras anteriores, relativas s des-
pezasiodispensaveis para a cootinuago das obras
do melhoramento do mesmo porto.
Dito ao mesmo.Mande V. S. realisar o paga-
mento dos ordenados vencidos pelo bacharel Pe-
dro de Alcntara Peixoto de Miranda Veras, como
juiz municipal do termo de Ouricury, e a que se
refere a sua informado datada de 2 desle mez, n.
538, em vista do attestado de exercicio, que in-
cluso devolvo, passado pelo respectivo juiz de
direito, que tambem para isto competente na
falta ou impedimento de outros funecionarios, a
quem a lei conferio essa aitribuic,o, nao subsis-
to0 batalhao de infantaria.
Cabo-Francisco Julio d'Azevedo. Engorgi-
tamento dos gaoglioes ioguloaes, cura-
Te!. Deve ser recolhido ao hospital para
tralar-se.
Os Srs commandantes dos corpos e companhiat
isoladas fagam recolher ao hospital as pravas qua
D'eate caso foram julgada*.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alferes ajudante de ordeno interina- do com-
maodo. -
INTERIOR.
tindo o outro motivo allegado peta contadoria
dessa repartico, e que poda obstar a realisago
desse pagamento, por ter sido concedida ao refe- j
rido juiz prorogago por mais tres mezes do prazo
marcado para apresentaco do seu titulo, como se
communicou a V. S. em officio de hontem da-
tado. I
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Respondeodo o officio de V. S. sob n. 297, e
dala de hontem, tenho a dizer que approvo a ar-
rematado do pedagio da ponte do Tapacur, a
qual foi e efectuad a por Jos da Costa Brando
Cordeire & Cato por 2-.250#000 reis, annuaes,
sendo fiadores os proprietahos Jos Francisco
Ferreira Cato e Pedro Ignacio Baptista Jnior.
Dito ao director das obras publicas.Trani-
mitto Vmc, para seu conhecimenlo e execugo
na parte que lhe toca a lei provincial n. 511 de
de 18 de junho ultimo
cho de 25 de junho ultimo.
Portara.O presidente da provincia, alten-
dendo ao que requereu Vicente Ferreira da Por-
ciuncula, pralicanle da administrsco do correio
desta cidado, resolve conceder-lhe 3 mezes de li-
cencia com vencimentos para tratar de sua sale
fura da cidade.
Dita.O presidente da provincia resolve con-
ceder ao Dr. Bernardo Hachado da Costa Doria,
juiz de direito da Ia vara, tres mezes de licenga
com vencimentos para tratar de suasade.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-ae com a proposta aprsenla a pelo director
da repartico das obras publicas em officio de 26
do juoho ultimo, resolve supprimir os lugares de
conservadores das obras da casa de detengo ede
apontador de estudos graphicos na estrada do sul,
bem como demittir do 1* desses lugares a Jesui-
na da Costa de Albuquerque Mello e do 2" a Pe-
dro Ramos Lieulhier.Fizeram-se as couvenien
tes commuoicages.
Dita.O presidente da provincia resolve, em
vista da proposta do director da repartico das
obras publicas de 23 de junho ultimo, nao s
supprimir os lugares de conservadores do Io ter-
mo da estrada do sul, 4" da estrada da Victoria e
4o da do norte, mas tambem demittir do 1 des-
ses lugares a Salvador Barbalho Ucha Cavalcan-
ti, do 2o a Joo Cancio Ribeiro do Amaral, e do
3 a Joaquim Izidoro da Silva. Fizeram-se as
participares necessarias.
Lavrou-se tambem portara supprimiodo igual
lugar na estrada do Monteiro, sendo por isso de-
mittido Triato Francisco Torres.
Dita.O Sr. gerente da compaohia pernambu-
de estado no vapor
a Rita Dulce Un a de
Albuquerque.
Expediente do secretario.
Do dia 5 de julho de 1861.
Officio ao inspector da thesouraria de fazenda,
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, manda
declarar V. S., que por despacho desta data
prorogou at o dia 15 do correte, o praso con-
cedido a Manoei Polycarpo Horeira de Azevedo
para apreseotar o seu titulo de escrivo do arse-
nal de guerra.
Dito ao mesmo. O Exm. Sr. presidente da
provincia manda communicar V. S. que em
officio de 3 desle mez partlcipou o inspector do
arsenal de marinha haver encarregado no Io do
correte, o escrevente das officinas d'aquella
repartico Porfirio Antonio Estoves da Silva de
exercer as unecoes de escrevente do patro-mor,
sendo substituido n'aquelle emprego pelo ser-
vente Olympio Francisco de Paula Machado.
Dito ao mesmo O Exm. presidente da pro-
vincia manda communicar a V. S. que em offi-
cio de 3 do correte, partecipou o coronel com-
mandante das armas ter silo o soldado Manoei
do Reg substituido no lugar de serente do
hospital militar pelo de nome Antonio Francis-
co de Carvalho, pertencente ao 4 batalhao de
artilharia a p.
Dito junta rivisora da qualificago da Boa-vista
do Recife.S. Exc, o Sr. presidente da provincia
manda aecusar a recepgo do officio que lhe di-
dirigio a junta revisora da qualicaco dos vo-
tantes aa freguezia da Boa-vista desta cidade em
29 de juoho ultimo, acompanhado da copia da
acta do resultado dos seus trabalhos, durante
. os cinco dias de sua sesso.
RIO DE JANEIRO
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
SESSAO EM 6 DE JUNHO.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 3/4 horas fez-se a chamada, e o Sr. pre-
sidente declarou aberta a sesso.
Lida e spprovada a acia, o Sr. lsecretario deu
conta do seguiote :
EXPEDIENTE.
Tres officios do ministro do imperio:
1." Datado de 4 do correte,enviando acta a da
apurago dos votos para um depulado pelo 3.
dislricto da provincia do Rio de Janeiro, para
preenchimento da vaga que deixou o Sr. minis-
tro da justica.A' commisso de poderes,
2." Datado de hontem envianlo um volume das
leis promulgadas no atino passado, pela assem-
bla provincial da Baha, com um extracto do
parecer da sec;o dos negocios do imperio du
conselho de estado sobre as leis ns. 835, 844 e
845.A' commisso de asserablas provinciaes.
3. Enviando o requerimento em que Gabriel
Jos Rodrigues dos Santos pode ser admitlido
matricula do 1* anno da faculdad de S. Paulo,
com os exames delatim e inglez feitos em 1858.
A' commisso de iuslrucgo publica.
Outro do Sr. baro de Maroim, datado de 2
do corrente, participando ter tomado asseoto no
senado.Id teirada.
Outro do Sr. deputado Sil veira da Molla, parti-
cipando nao poder comparecer sesso por se
achar doente.Inteirada.
Uma representado da cmara municipal da vil-
la do Curvello, da provincia de Minas, pediudo
que sejam as municipalidades exoneradas do pa-
gamento das custas judiciarias.A' commisso
de juslica civil.
Um requerimento da Sociedade Portugueza de
Beneficencia estabelecida na capital da provincia
do Rio Grande do Sul, pediodo para poder adhe-
rir quaesquer herancas ou legados e pussuir heos
de raz.A' commisso de fazenda.
Outro de Guilherme Luiz Bernardos, reclaman-
do contra a sentenca de conselho supremo mili-
tar que o condemnou pena de priso ; e decre-
to que o reformou no posto de capito.A'com-
misso de marioha e guerra.
Julgm-se objecto de deliberado e foram a <
imprimir para entrarem na ordem dos trabalhos i riodo."
Albuquerque, reparadamente com anas filhas
sem prejuizo do meio sold.Igual destino.
Outro do mesmo secretario datado de 3 do cor-
rente, participando igualmente que o senado em
sesso do Io do corrente approvou o requerimen-
to de um de seus membros para que se convide
esta cmara aflm de nomear uma romuilsso es-
pecial, que reunida cjm outra que o senado tere
d nomear, e composta da 5 membros, tome a
seu cargo examinar o art. 10 5 l8., 5# e 6, art.
11 9*. e arts. 15,16 e 19 do acto addiciooal, e
propdr um projecto de interpretado, cuja dis-
cusso principiar neata cmara.A' commisso
de constitulco e poderes.
Oulro ao presidente da provincia do Maranho,
datado de 25 de malo prximo passado, eoviaodo
o requerimento em que Raymundo Marcelino
Nunes Belfurt, official externo da secretaria de
polica, pede augmento de vencimentos.A'com-
misso de pensoes e ordenados.
Outro do Sr. Antonio Joaquim Cesar, deputado
eleito pelo 6a dislricto de Minas, datado de 14 de
maio prximo passado, enviando o seu diploma, o
participando nao poder comparecer por ora em
razo de se achar doente.A' commisso de po-
deres.
Um requerimento de Joaquim Capreiro de
Campos, pedindo para (azer acto do 1 anno da
Faculdad do Recife, que frequenta como ourin-
te, precedendo exames de inglez e geometra que
lhe faltam. A' commisso de ioatrucgo pu-
blica.
Julgou-se objecto de deliberado e foi a impri-
mir, o parecer da commisso deiostrucco publi-
ca autorisando a matricula de Jos Elias de Mou-
ra e Leovilgido Goocalres de Moura no 2* anoo
medico.
Foi ido e ficou adiado por pedir a palavra o
Sr. Luiz Carlos, um parecer da commisso de ins-
trueco publica, que manda archivar uma repre-
sentado da assembla provincial de Minas, pe-
dindo a crea;o na capital da provincia de um
conselho de exames para os preparatorios que se
exigirem nos cursos acadmicos do imperio, eque
esses exames sejam validos perante as Vacuida-
des respectivas.
Foi tambem lida, posta em discuaso e appro-
va a a redaccao do projecto deste anno autori-
sando a concesso de licenga ao cooselheiro Joo
Jos de Oliveira Junqneira.
Leu-se e ficou sobre a mesa para entrar oppor-
tunamente em discusso, o requerimento do Sr.
Paula Santos.
< Requeiro que se pe;am ao governo, pelo mi-
nisterio da fazeoda as seguinles informales :
c 1. Qual era a somma de papel do estado dos
valores de 1:0000, 2:000# e 5:000*. que existia em
circulago no fim do anoo de 1859.
< 2. Qual a somma desse mesmo papel e
desses mesmos valores, que actualmente existe
em circulsco.
c 3.* Qual tem sido a renda da alfandeja nes-
ta corta, quanto a direito deimportaco, nos me-
zes do Janeiro a maio do anoo corrente.
c 4. Qual tem sido a renda do sello propor-
cional nesta corte, no mesmo periodo.
c 5." Qual tem sido a renda do imposto sobre
a venda de escravos na corte, no mesmo pe-
Despachos do dia 5 de julho,
Reqturimmtos.
Antonia Clemencia de Sobral. Selle e volte.
Egydio Francisco das Chagas.Como requer,
fazendo o supplicaole previamente exame de ca-
pacidade.
Em BidoulacInforme o Sr. inspector da
thesouraria de fazenda.
Fraocisco Baptista de AlmeiJa. Informe o
Sr. juiz municipal da 2a vara.
Germano Francisco de Oliveira.Sellado este
e o documento que junta, volte.
Joaquim Jos Luiz de Souza.Dirija-se a the-
souraria de. fazeoda
Jos Gomes Pereira.Selle e volle.
Jos Vicente Los.Selle e volte.
Manoei Firmino Ferreira.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazeoda.
Dito ao agente fiscal do Rio Grande do Norte.-' crMn0el?"Smn,diHllNa9C,nent0-~ Inf0rme
indicados em seu officio de 27 de junho ultimo a
fim de serem enriados para o Rio Grande do Nor-
te na primeira opportunidade os objectos men-
cionados na relaco junta por copia, devendo Vm.
apresenlar-me a respectiva conta para ser salis-
feita.
Dito ao mesmo.Examine Vmc. por que pre-
90 se pode obter no mercado uma amarra de fer-
io do noventa a cem bragas de comprmanlo e
pollegada e meia de grossura, que requisita o
Exm presidente do Rio Grande do Norte.
Dito ao mesmo.Coovm que Vmc. v com
urgencia receber no arsenal de guerra, afim de
serem enviados para a Parahiba no vapor Jagua-
ribt varios objectos destinados ao corpo de guar-
nido e enfermara militar daquella provincia.
Officiou-se ao arsenal de guerra para entregar os
mesmos objectos ao gerente da companhia Per-
nambucana para a conducho delles.
Dito ao director geral da iostrueco publica.
Remello V. S. a inclusa tabella das diarias para
sustento dos educandos dos collegios dos orphios
das orphas, a um de que mande ouvir os m-
dicos desses estabelecimen tos a semelhante res-
peito, enviando-me o parecer por elles emittido.
Dito ao presidenta dos collegios ele'toraes do
3 dislricto.Convindo nao haver demora na
apuraco geral dos votos da eleico de um depu-
tado gral a que se proceden nesse collegio per*
guel dos Aojos Pires.-Selle e volle.
Manoei Nuaes de Mello.Informe o Sr. juiz
municipal do termo de Olinda.
Quitea Mara de Jess.Informe o Sr. ca-
pito do porto.
Rita Dulcelina da Albuquerque.De-se-lhe.
Thora Joaquim da Veiga.Selle e TOlte.
os seguinles projectoscom que concluem .dous
pareceres da commisso de pensoes e ordenados.
1" Assembla geral resolve ;
Art. 1.* Fica o governo autorisado para con-
ceder ao bacharel Antonio Borges Leal Castello
Braceo, jniz de direito da comarca de Oeiras, na
provincia do Piauhy, um anuo de licenca com
lodosos vencimentos de seu emprego, aflm de
que possa tratar de sua sau le, quer dentro, quer
fra do imperio.
Art. 2. Revogam-se as disposiQe em con-
trario.
a Sala das commisses, 6 de junho de 1861.
Francisco da Serra Carneiro.S. Cavalcanli de
Albuquerque.S. A. Pereira Franco.
2.a A assembla geral resolve :
a Art. 1 Fica o governo autorisado para con-
ceder ao bacharel Cassio Antonio da Costa Fer-
reira, juiz de direito do Rosario, na provincia
do MaraohSo, um ano de licenga, sem veoci-
meoto algum, para tratar de sua saude fra do
imperio.
Revogam-se as disposicoes em contrario.
Sala das commisses, 6 de juoho de 1861.
Francisco da Serra Carneiro.S.C. Albuquerque.
L A. Pereira Franco, a -
Sao lidas, postas em discusso e approvadas,
as redacQes dos seguinles projectos, para serem
remettidos ao senado :
1.a Approvando a peoso annual de 800g con-
cedida a D. Maria Amelia de Azambuja'Carvalho
de Moraes, viuva do encarregado de negocios do
Brasil na Blgica, Pedro Carvalho de Moraes ;
percebendo a mesma penso desde a data do
decreto que a coocedeu.
2.a Autorisando o governo para conceder ao
cooselheiro Fausto Augusto de Aguiar, director
geral da secretaria de imperio, um anno de li-
cen;a com o competente ordenado a contar do
dia 3 de maio do corrente anno, para tratar de
sua saude na Europa.
ORDEM DO DIA.
Contiouou a discusso do parecer sobre as
eleicoes do Ia dislricto das Alagas, com a
emenda do Sr. Beojamim apoiado na sesso de
hontem.
Veio mesa a seguiote emenda do Sr. Maca-
rio, que foi lida.iapoiada e posla conjuntamente
em discusso :
c 1.a Que se annulle a eleico paroehial de Ca-
maragibe per ter sido presidida por juiz incom-
petente, o Sr. Bernardo de Mondonga, que havia
perdido o lugar de juiz de paz e sido eliminado
da respectiva lista.
2.a Que se annulle igualmente a eleico pa-
roehial do Porto-Calvo, que foi presidida incom-
petentemente pelo commendador Jacintho Paes
de Hendonca, ji tendo perdido o cargo de paz o
achando-se no exercicio do commando superior,
aotempo a que procedeu essa eleico.
A discusso ficou adiada pela hora.
O Sr. presidente d a ordem do dia.%
Levanta-se a sesso s 4 e meia horas.
Achando-se na sala immediata o Sr. baro de
Mamangoape, deputado pelo Ia dislricto da Para-
hyba.foi introduzco com as formalidades do es-
tylo prestou juramento e tomou assento.
ORDEM DO DIA.
Continuou a discusso do parecer sobre as elei-
coes do Ia districlo das Alagas, e foi poato vo-
tos e approvado em todas suas concluses, sendo
regeitadas as emendas. *
Em seguida declarado deputado o Sr. Paes
de Mondonga, que prestou juramento e tomou
assento.
Eotrou em discusso o parecer sobre as elei-
coes do 2a dislricto de S. Paulo, que ficou adia-
do pela har.
Oraram os Srs. Zacbarias, Araujo Lima e Ne-
bias.
A ordem do dia a mesma.
Levanta-se a sesso s 3 1/2 horas da larde.
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
de Pernarabuco, na cidade do
Recife, em 8 de julho de 1S61
OREEM DO DA.
O coronel commandante das armas publica, pa-
ra conhecimenlo da guaraiejo, o resultado da
inspaeco de saude, que 4 5 do corrente se pro-
cedeu, n'este commando, s pravas abaixo men-
cionadas.
Companhia de artfices.
Soldado Gypriano Francisco Sulo.Ophtalmia
curavel. Deve ser recolhido ao hospital
para tratar-se. Esta prt;a est doente
no quartel.
Companhia de carallarla.
SoldadoManoei Celestino. Molestia nenhoma-,
Prompto para todo o servico do exerci-
to. Pode eogajar-se por ser bem con-
formado, robusto e sao.
SESSAO EM 7 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 3/4 horas fez-se a chamada, e o Sr. pre-
sidente declarou aberta a sesso.
Lida e approvada a acta, o Sr. Ia secretario
deu conta do seguiote
O EXPEDIENTE.
Um officio do ministro do imperio, datado de
hontem, participando que S. M o Imperador fi-
cou inteirado das pessos que actualmente com-
p5e a mesa desta cmara.Inteirada.
Outro do secretario do senado, datado de hon-
tem, participando terem sidosanecionadas as se-
guinles resolucoes: Ia, autorisando a natnralisa-
$o de Manoei da Costa Abreu e Antonio Jos da
Cruz; 2(, autorisando tambem a concesso de li-
cenca com vencimenlos ao parocho collado Pedro
Pieratoni, e ao procuradar fiscal do thesouro Jo-
s Garlos de Almeida Aras; 3a, autorisando
igualmente a naturalisaco de Antonio Jos' de
Azevedo ; 4*, reconhecendo cidado brasileiro a
Jos Goncalves da Silra.Igual destino.
Outro do mesmo secretario, datado da 5 do
corrente, participando tambem que o senado
adoptou e Tai dirigir saneco a resoluco que
approva o decreto pelo qual ss declara que a
peoso coacedida D. Anaa Joaquina de Mello e
SESSAO EM 8 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 horas e 3/4 fez-se a chamada e abri a
sesso.
Lida e approvada a acta, o Sr. Ia secretario
deu conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Dous officios do ministro do imperio datados de
6 do corrente enviando as actas da eleico pri-
mara das parochias de Jacuhy, Monte Santo, S.
Joaquim e Paraizo, pertencenles ao 5 districlo
da provincia de Minas-Geraes ; e a da apuraco
dos votos para deputados pelo mesmo districlo.
A' commisso de poderes.
Um requerimento de Profiri Dias dos Santos
Jnior, pedindo licenca para fazer exame de ana-
thomia descriptiva na faculdad de medicina da
corte, depois de approvado em lalim e historia.
A' commisso de iostrueco publica.
Leu-se, e ficou adiado por pedir a palavra o
Sr. Sergio, um parecer da commisso de pensoes
e ordenados, indeferiodo o requerimento em que
os empregados da secretara de estado de agri-
cultura, commereio a obras publicas, pedem ser
equiparados em vencimentos aos empregados da
secretaria do imperio.
Fot tambem lido, apoiado, posto em discuaso
e approvado o seguinte requerimento do Sr. T.
Oltoni pedindo informales acerca das eleic,es
do municipio neutro :
Requeiro que se pe$a ao governo pela repar-
ticao de Justina copia do relatorio que acerca das
eleices primarias do municipio neutro possa ter
dirigido ao governo o chefe de policia da corte e
os delegados, ou juizes municipaes que de ordem
do governo estiveram presentes s eleices de di-
versas freguezias, e especialmente o relatorio do
juiz municipal qua testemunhou na freguezia de
Santa Rita o processo eleitoral.
Leram-se e ficaram sobra a mesa, para entra-
rem opportunamente em discusso, os seguiotes
requerimentos, pedindo informacoes ao governo :
l. Do Sr. Junqueira, sobre a commisso mix-
ta anglo-brasileira reclamacoes de presas.
2.' Do Sr. Mello Franco, sobre o contrato ce-
lebrado para a conservado da estrada de Santa
Cruz.
3.a Dos Srs. Silveira da Motta e Zacharias, so-
bre trabalhos do engenheiro Chandler, acerca da
estrada da Graciosa, e outras da provincia do Pa-
ran.
4.a Do Sr. Spiridiao, sobra o espancamento
praticado no escrivo de orphios da Tilla de Por-
to de Pedras da provincia das Alagoas.
0 Sr. C. Ottoni desoja offerecer i considerado
da cmara um projecto de resoluco; e, sabendo
que nao podera entrar presentemente na ordem
dos trabalhos, requer que seja remettida i com-
misso respectiva.
Nao tem por fim a resoluco inserir na legisla-
rlo um principio novo, mas consolidar doutrina
estatuida pelo governo por virtude de delegado
do poder legislativo.
A lei de 26 de junho de 1852 commetteu ao
governo a tarefa de regular a fiscalisaco da se-
guranza, conttrucco, polioia e costeio das estra-
das da ferro ; e deixou dependentes de medida
legislativa as disposicoes que por ventura exce-
dessem os limites de penalidades proscriptos no
art. 1 14. E senda promulgado em consequeu-
cia desla autorisacao o regulamento o. 1,930 de
26 de abril de 1857, o orador oflerece uma reso-
luco approvando esse regulamento, o que de ap-
provco carece.
Pede i commisso que, examinando o regula-
mento, proponha com a possivel brevidade as
medidas que lhe parecem necessarias, dando oc-
caaio a que se abra debate sobre o objecto.
Julg que a discusso ser de grande vantagem
para esclarecer s opinio publica acerca da dou-
trina que, talvez por nova, tem sido mal apre-
ciada, tendo sido as erradas interpretares causa
de conflictos que muito convm evitar.
Allega que o regulamento e lei citados tornam
o servijo e policia das estradas de ferro comple-
tamente iodependente da jurisdiceo municipal,
e somente subordinada aeco e fiscalisaco do
poder ceotral.
Que esta doutrina conformo a boa razo e adop-
tada em todos os paizes que possuem caminhos
de ferro, explcita na legislaco especial que os
rege eolre nos.
Que por artigo expresso estas vias de com mu-
oicaco nao sao sujeitas policia municipal;
que_ no recinto da estrada e estacos a adminis-
traco tem o diieito de punir as infraccoes, pren-
der os infractores, regular arruamentos e recons-
trucedes, tendo a este respeito nos limites dos
terrenos de seu dominio as mesmas faculdades
que teem as ras publicas as cmaras muni-
cipaes.
Que em relaco a crusamentos de vias publicas
ao nivel dos trilhos, objecto sobre o qual se deu
ltimamente um conflicto entre a directora da
estrada de ferro do D. Pedro II, e a Ulma. cmara
municipal da corte, a doutrina do regulamento
ainda explcita, autorisando estrada de ferro a
atterrar a direceo dus caminhos ordinarios, pre-
cedendo conaenlimenlo do governo.
Que entretanto, applicada a doutrina ra
Formosa nesta cidade, a cmara municipal em-
bargou a obra, e comquanto o embargo fosse re-
vogado sem prestago de Ganga, porque reconhe-
ceu o juiz que neohuma interferencia caba em
tal negocio Ulma. cmara, appellou esta da
senteoga e o negocio ficou entregue ao poder ju-
diciario.
Allega que, levantado o embargo, se eslo
coostruindo no lugar do crusamento supprimido
ubras _essencidos ao servico da linha, rque nao
podero ser demolidas sem graves prejuizos.
O orador entra em outros desenvolvimentos em
demonstrado do nenhnm fundamento que assis-
te preteng&o da Ulma. cmara, e declara que
s por si essa preteogo nao o inquietara, nao
s porque confia na reclido da relaco do dis-
triclo, mas porque a Ulma. cmara nada oppe
citaco de doutrina to clara e positiva, seno esta
asseverago graciosa A cmara nao entende
assim o regulamento.
Que porm coBsiderou mais grave o conflicto e
mais serios os perigos, depois que lhe conslou que
a prelenco linha encontrado apoio na opinio
respeitavel de um ancio que o orador venera por
seu carcter, por sua iotegridade, por sua illus-
traco, o Sr. cooselheiro baro do Campo-Grande.
Acredita que S. Exc, se verdade que opinou
no sentido que alguem lhe attribuio pela im-
prensa, manifestou, talvez sem exame das dispo-
sicoes especiaes que regem a materia, impressdes
que podem ser muito justas, apreciados os fados
segundo as regras do direito coromum. Mas, po-
dendo a grande autoridade do nome de S. Exc.
favorecer erradas ioterprelages, deseja o orador
que se abra na cmara um debate que firme os
verdadeiros principios.
Declara que, sem julgar perfeito o regulamento,
er que o estadista que o promulgou prestara aos
caminhos de ferro importante servigo; e que
tambem por esse motivo ser til a promulgado
do acto legislativo que dar a ultima demo ao
Irabalho encelado.
Termina protestando que do fado de haver
qualificado de cerebrioa a pretengo da cmara
municipal, ninguem deve inferir que o orador
menospreze aquella corporaco. Que pelo con-
trario estima aiostiluico ; respeita a cmara
municipal do Rio de Janeiro recommendada por
notaveis tradicoes da historia patria, e mesme a-
credita na aioceridade e boa f das opinies de
cada um dos vereadores, com excepcSo nica-
mente de alguem, de cuja lealdade fados e do-
cumentos officiaes o aulorisam a duvidar.
Manda mesa o seguinte projecto de resoluco,
que vai remettldo commisso de obras publi-
cas :
c A assembla geral, resolve :
Artigo 1.a Ficam approvadas as disposicoes
do regulamento numero 1,930 de 26 de abril de
1857, que por terem excedido as faculdades con-
cedidas ao governo pelo decreto numero 641 de
26 de junho de 1852 flearam dependentes de de-
liberado do poder legislativo, na forma do artigo
Ia 14 da citado decreto.
a Art. 2.a O regulamento referido tem forca
de lei, ficando revogadis as anteriores em con-
trario.
O Sr. Fabio requereu que seja dado para or-
dem do dia seguinte o projecto que autorisa a
concesso de licenca com vencimentos aojuiz de
direito Antonio Borges Leal Castello Branco.
Consultada a casa decidi affirmalivamente.
ORDEM DO DIA.
Continuou a discusso do parecer sobre as
eleices do segundo districlo da provincia de Sao
Paulo.
Veio mesa uma emenda dos Srs. Zacharias e
Araujo Lima, que foi lida, apoiada e posta ton-
junctamente em discusso.
a Que approve-se a eleico primaria da matriz
de Sapucahy-merim.
O Sr. Cosa Piolo mandou mesa o seguiote
requerimento de adiamento, que foi lido, apoia-
do e posto em discusso:
Que se adi at segunda-feira a discusso do
parecer :
< Indo proceder-se votaco reconheceu-se
nao haver casa, pelo que ficou encerrada a dis-
cusso do parecer.
Oraram os Srs. Nebias e Martim Francisco.
O Sr. presidente d a ordem do dia.
Lerantou-se a sesso s 3 s' horas da tarde.
SESSAO EM 10 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Abaeti.
s 11 3/4 horas fez-se a chamada, e o Sr. Tice-
presidente declarou aberta a sesso.
Lida e approvada a acta, o Sr. Ia secretario deu
conta do seguinte
- EXPEDIENTE.
Quatro officios do ministro do imperio :
Tres datados de 8 do corrente, enviando as ac-
tas das eleiges primarias das parochias de Viseu,
Porto de Moz, Veiros. Pombal e Sauzel, da pro-
vincia do Par ; de Sania Helena, da do Amazo-
nas ; e de Sao Raymundo Nonato, da do Piauhy.
A' commisso de constituico a poderes.
Oulro, datado de 7-do mesmo-, enviando um
volume das leis provinciaes de Pernambuco, pro-
mulgadas no anno*passado, com o extracto do pa-
recer da seceo dos negocios do imperio do con-
selho de estado, sobre as leis nmeros 475, 477,
480, e 488.A' commisso de assemblas provin-
ciaes.
Outro do Sr- deputado Spioola, datado de hoje,
participando nao poder comparecer por se achar
doeote.Inteirada.
Dous requerimentos de Eduardo Peixoto Maga-
no e Jacintho AotonioTeiieira, pedindo terem
declarados cidados brasileiros. A* commisso
de poderes.
Outro dos crrelos a cavallo da secretaria da
fazenda, pedindo serem equiparados em Teoci-
mentos aos das outras secretarias de estado.A'
commisso de pensoes e ordenados.
Outro de Jos Fiel de Jess Leite, pedindo para
fazer acto do quarto aono da faculdad do Recife,
que Irequenta como ouvinte, depois de fazer
do terceiro que freqoeotou o anno passado. A'
commisso deiostrucco publica.
Outro de Jos Alvares Piolo de Almeida, pe-
diodo para fazer acio do primeiro anoo da facul-
dad de direito que frequenta como ournte, uma
vez que se mostr habilitado em inglez e histo-
ria.A' mesma commisso.
Outro de Joo Jos dos Santos Ferreira, pedin-
do para fazer exame de anatoma discripliva.
aflm de paasar para o segundo anno medico.-A'
mesma commisso.
O Sr. Pinto de Campos pedio que se mande o
seguiote projecto commisso de fazenda ; oque
foi' efetido pelo Sr. presidente :
A assembla geral, resolve :
o Artigo nico. Fica o governo autorisado a
salisfazer a\ quanlia devida pela fazenda publica
ao represeolante, competentemente habilitado,
do espolio do finado conde 'da Barca, em confor-
midade com a deciso du poder judicial: revo-
gadas para este fim as disposicoes em contra-
rio.
Pago da cmara dos deputados, em 23 de
julho de 1860.Joaquim Pinto de Campos.
Achando-se na sala immediata o Sr. Angelo
Amaral, deputado pela provincia do Amazonas,
foi introduzido com as formalidades do estylo,
prestou juramento e tomou asseoto.
ORDEM DO DIA.
Entrando em primeira discusso, que a reque-
rimento do Sr. Barcellos foi considerada nica, o
projecto que autorisa a concesso de licenca ao
juiz de direito Antonio Borges Leal Castello-
Branco, veio mesa a segninte emenda :
Depois da palavra provincia de Piauhy
accrescente-se e ao conselheiro Jos Bento da
Cunta e Figueiredo, lente da faculdad de direito
do Recife Figueira de Mello.
Posto a votos o projecto, foi approvado, e bem
assim a emenda.
Eotrou em discusso um artigo additivo. depois
de lido e apoiado, offerecido pelos Srs. Parana-
gu e Dio tas ; coocedendo igual favor ao juiz de
direito Cassio Antonio da Costa Ferreira.
Posto a Tolos o artigo additivo, foi approvado :
e sendo adoptado o projecto assim emendado,
foi remetlido commisso de redaccao para re-
digir em projecto separado o sobredito artigo ad-
ditivo.
Continuou a discusso do parecer sobre as elei-
ces do segundo districlo de S. Paulo, cem a
emenda apoiada, e ficou adiada pela hora.
Orou o Sr. Barbosa da Cuoha.
A ordem do dia a rxesma.
Levaotou-se a sesso s 3 3(4 horas da tarde.
SESSAO EM 11 DE JUNHO.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's II 3/4 horas da manhaa, fez-se a chama-
da, e o Sr. presidente declarou aberta a sesso.
Lidae approvada a acta, oSr. 1 secretario deu
conta do seguiute
EXPED1ENTF.
Quatro officios do ministro do imperio data-
dos de 8 do corrente.
1.a Enviando as actas da eleico primaria da
parochia de Touros, da provincia do Rio-Grande
do Norte.A' commisso de poderes.
2.a Accusando a recepgo da copia do parecer
da 3a commisso de poderes desta cmara sobre*
as eleices do 4a dislricto da provincia do Rio de
Janeiro. Inteirada.
3.a Declarando ter expedido as ordens neces-
sarias para proceder-se a eleigo de um deputa-
do pelo 1 dislricto da provincia de Sergipe, afim
de preencher a vaga proveniente de ter sido no-
meado senador do imperio o Sr. baro de Ma-
roim.Igual destino.
4. Participando ter solicitado do ministro da
fazenda a expedico de ordem para que ao de-
putado por Goyaz, Filippe Antonio Cardoso da
Santa Cruz se pague o subsidio do mez de maio.
Igual destino.
Outro do ministro da fazenda datado de 27 da
maio do corrente anno enviando, com os papis
relativos, copia da consulta da secgo de fazen-
da do conselho de estado, sobre a preteogo da
Jos Pinto Coelho e oulros herdeiros de Henriqua-
Pedro de Almeida pedindo pagamento da quan-
lia de 2:403(925 proveniente do saldo encontra-
do a favor daquelle finado, na tomada de suas
contas como pagador de despezas militares no
centro da provincia do Cear em 1855.A' com-
misso de fazeoda.
Outro de Daniel Pepn de Lemos, pedindo qua
lhe sejam tomadas as cdulas que doixou de le-
var em lempo competente ao troco, na impor-
tancia de 360$.A' commisso de fazenda.
Outro de Carlos Balestra Galli, pediodo a con-
cesso de loteras como iodemnisago do que diz,
lhe ser devido.A' mesma commisso.
Ontro de Jos Luiz da Carvalho, vigario da
freguezia do Rosario do Bocaim, provincia da
Minas, pedindo duas loteras beneficio da ma
triz.A' mesma commisso.
Outro de Antonio Pereira da Rocha pedindo ser
naturalisado cidado brasileiro.A' commisso
de poderes.
Um requerimento de Francisco Gongalves da
Araujo pedindo a gratifleaco de 50 por cent
sobre o ordenado a que tem direito, e que lha
compete pela aposeniadoria.A' commisso da
pensoes e ordenados. ,
Outro de Fernando Flix Gomes pediodo um
anno de licenga com todos os seus vencimentos
para ir tiatarde sua saude aonde lhe convier.
A' mesma commisso.
Julgaram-se objectos de deliberaco e foram a
imprimir para entrarem na ordem dos trabalhos,
trea projectos da commisso, de pensoes e or-
denados approvando as seguinles pensoes:
1.* De 36> mensaes a D. Candida Fraga Neves.
2 De 3009 annuaes ao capito reformado Joo
Francisco do Reg Barreto.
3.a De 500 rs. diarios a cada um dos guardas
nacionaes da Parahiba, Francolino Antonio Mar-
ques e Antonio Flix da Conceicao.
Outro, da commisso de inslrucgo publica,
autorisando a matricula do estudante do primei-
ro anoo da faculdad de direito de S. Paulo Ga-
briel Jos Rodrigues dos Santos.
Foi lido, posto em discusso e approvado una-
parecer da commisso de pensoes e ordenados
requisitando do governo os documentos relati-
vos as pensoes concedidas a D. Candida Rosa
Nunes, a Phillis Foirles e a D. Marianna Ricar-
da de Meoezes Daltro.
Veio i mesa o seguinte projecto :
a Assembla geral legislativa resolve :
c Art. 1.a As pessoas que exercerem mais d
um emprego publico, qualquer que seja a sua.
cathegoria ou denomioaco, s podero parceber
os vencimentos de um dos empregos, segundo
optarem, e a quinta parte dos de outro.
c Exceptuam-se :
1.a Os empregos que por lei expressa nao
podem ser conferidos seno a pessoas que exer-
cam outros tambem determinados por lei, po-
deodo neste caso o empregado accumular com o
l exercicio oa Teocimentos'de. ambos os empregos.


<*>
2.* As serventas interinas de empregos que
per lei devem lecahir em determinadas pessoas.
-continuando acerca deste objecto a observar-se e
legislago em vigor,
Art. 2o As pessoas que eiercerem um c
mais empregos, qualqutr que seja a sua cathe-
goria ou denominado e gozarem alm disso de
alguma apoeentadorii ou jubilagao, cam augei-
taa A regta estabelecida no art. Io e s podero
percatar sor inteiro os rencimentos de um dos
atpwajoa ou a apeeentsderie, eu jybilaco, se-
gundo optaren), e mais a quinta parte correspon-
dente a um dos outros empregos ou aposentado-
a, ou jubilagao, segundo o modo, porque te
liver verificado a opcao.
Art. 3* As pessoas a quem tiverem sido con-
cedidas mercs pecuniarias a tituio de tenga,
pensao ou sold de reforma, podero accumufar
por inteiro estes "encmenlos com os de qualquer
emprego que exercerem F. Octaviane.T. B.
OUooi.Saldanha Mariuho.-F. de P. da S. Lo-
bo.M. Helio Franco.
Requerendo o Sr. Odaviano, que o dito pro-
jecto seja remeltido a urna das commissdes da
casa que a masa julgar mais conveniente o Sr.
presidente, defeiindo a esse requerimento re-
mele-o commisso de constituigo e poderes.
ORDEM DO DA.
Continuou s discussao do parecer sobre as elei-
Qes do 2o districto da provtQcia de S. Paulo.
(Orou o Sr. Zacbarias.)
O Sr. Gomes de Souza requereu o encerramen-
lo da discussao que foi approvado.
Procedeu-se porlaolo a olago e foram appro-
vadas a Ia, 3* e 4* conclusoes e rejeitada a 2a,
sendo approvada a emenda do Srs. Zacnarias e
Ara ujo Lima.
Foram porlaalo declarados deputados os Srs.
Manim Francisco, baro da Bella-Visla e Fia-
minio Lessa ; que foram introduzidos, prestaran)
juramento e tomaram assento.
Enirou depois em discussao o parecer sobre as
leiges do 1 dislricio da mesma provincia que
ficou adiado pela hora.
Leu-se e foi a imprimir no Jornal do Commer-
ci para entrar na ordem dos trabalhos, um pa-
recer da commisso de poderes sobre as eleiges
do 2" districto das Alagoas, concluindo da se-
guinte maneira:
1" Que seja aonuliada a eleigo do Penedo.
2 (Jue sejam contados a Domingos Andr e
a Manoel Alberto, da parochia de Piassabuss,
os votos que llie foram turnados em separado, e
jue por conseguale sejam elles recoobecidos
eleitores.
3 Que sejam approvadas todas as outras
eleiees primarias e secundarias do 2o districto
elettor.il da provincia das Alagoas. .
4U Qae seja reconhecido e declarado deputado
o Sr. Manoel Joaquim da Mendonga Castello
Crneo. Sala das sesses da cmara dos depu-
rados ni 9 de junbo de 1861.A. da Costa Pin-
to Silva.R. F. de Araujo Lima.Z. de Ges e
Vascuncellos, divergente quanlo eleigo pri-
maria do 1 juiz de paz da freguezia do Penedo,
jue considero urna duplcala perfeilamenle ca-
raclerisada, e com restriegues oo que toca elei-
co primaria de Palmeira dos indios.
Orou o Sr. Rodrigo Silva.
O Sr. presidente d a ordem do dia.
Levantou-se a sessao s 4 horas da tarte.
a palavra o Sr. Ribeiro da Laz, o seguate reque-
rimento::
Requeri que se pega ao governo imperial, por
intermedio do ministerio do imperio.copia da cor-
respondencia havida entre o presidente de Mioas
o mesmo governo cerca doaomflicto estabele-
cido entre aa provincias de Minas e do Rio de Ja-
neiro por motivo da ceeeaco do contrato que aa
duas provincias linham, feilo para a cobraoga
dos direilos proinciaes sobre o caf, por occasiio
da eatabelecer-se o amigo systema de cobranga
por meio da avias pata o caf da provioeia de
Minas.Ferreira Lagt.
Foi floalsoaole lida e remettida a commisso
da polica a seguala indicagio :
Indica queja commisso de poHcia proaooba
s commisses que devam ser encarregadae do
exame do ornamento e coatas do novo ministerio
da agricultura, commercio e obras publicas.
Conde de Baependy.
ORDEM DO DIA.
Continuando a discussao do parecer sobre aa
eleiges do 1 districto de S. Paulo, com as
emeodas apoiadas, vfio & mesa a seguate emen-
da, que foi lida, apoiada .e posta conjuntamente
em discusio :
A' 5a coocluso : approve-se a eleigo pri-
maria da matriz de Mogy das Cruzes.
a A' 8a,coneluto : acrescente-se : coutando-se
os votos dos oito eleitores da parochia de Cam-
po Largo, na forma da declaracao feila pelos
mesmos.
a Se anoullar-se a eleigo primaria da Matriz
de Mogy das Cruzes anoulle-so tambem a eleigo
primaria da parochia de Aruj presidida pele
juiz de paz Francisco Miguel de Macedo.Flix
da Cunha. .
A discussao ficou adiada pela hora.
Orou o Sr. Rodrigo Silva.
A ordem do dia a mesma.
Levantou-se a sessao as tres horas e tres quar-
tos da tarde.
SESSAO EM 12 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 3/4 horas fez-se a chamada, e o Sr. pre-
sidente declarou aberla a sessao.
Lida e approvada a acta, o Sr. Io secretario
deu conta do seguinte.
EXPEDIENTE.
Um officio do ministro do imperio, datado de
'eje, participando ler expedido as ordena necea-
sarias ao presidente da provincia das Alagoas,
em conformidade do que resolveu esta cmara,
-opprovando a eleigo primaria do Io districto da
mesma provincia.inleirada.
Um requerimento de Antonio Joaquim do Car-
ia j e Souza, esludante da escola de medicina da
Curte, pedindo para fazer exame de anatoma,
depois de o fazer de historia.A" commisso d
inslrucgo publica.
Leu-se, e Qcou adiado por pedir a palavra o
Sr. baro de Porto Alegre, o parecer da commis-
so de peoses o ordenados, iodeferindo a pre-
tengo de Anna Joaquina Vieira, que pede urna
pensao.
Julgou-sa objecto de deliberago e foi a im-
primir-se em parecer da commisso de iostruc-
fio publica, autorisando o estudaute Jos Fiel de
Jess Leite a fazer exame do 3o e 4o annos da
faculdade de direito do Recife.
Foram lidos, postos em discussao e approva-
dos os pareceres da mesma conmisso:
Io Pedindo informagoesao respectivo comman-
dante sobre a pretengo do alumno da escola
rentral desta corte ; Felippe de Figueirda Faria.
2o Inleferindo a pretengo de Aureliano Hen-
rique Tosa.
ORDEM DO DIA.
Continuou a discussao do parecer sobre as elei-
ces do Io districto de S. Paulo.
Foram lidas e apoiadas as seguiutes emendas.
Ia Do Sr. Bello.a A's conclusoes do parecer
aceresceule-se o seuinte : que seja aooullada a
eleigo da parochia da S.
2a Do Sr. Rodrigo da Silva :
Era lugar da Ia parte da concluso 2a, dga-
se: Que se annullem as eleiges primarias das
freguezias da S e do O*.
o Em lugar de 2a parte da concluso 4o, dga-
se : Quo se approve a eleigo da freguozia de Ita-
quaqueciliba, presidida pelo juiz de paz Jos An-
tonio Rodrigues.
En lugar da Ia parle da concluso 5adga-
se que se approve a eleigo primaria da freguezia
de Mogy das Cruzes, presidida pelo juiz de paz
Donato Jos .Martn?.
A discussu ficou adiada pela hora.
Orou o Sr. Flix da Cunha.
A ordem do dia a mesma.
Levantou-se a sessao s 3 3/4 horas da tarde.
SESSAO EM 13 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
As l 3/4 horas fez-se a chamada, e oSr. pre-
sdeme declarou aberla a sessao.
Lida e approvada a scla, o Sr. Io secretario deu
conta do seguinte :
EXPEDIENTE.
Um oflicio do ministro da justiga, datado de 8
do correle, enviando copia da consulta da sec-
cao de justiga do conselho de estado sobre a lei
provincial de Sergipe n. 577 promulgada em 1859
que langa o imposto de 3$ e 5 nos passaportes
ce estraugeiros para dentro e foca do imperio.__
A's commisses de assemblas proviociaes.
Duas representages do gerente da companhia
brasileira de paquetes 'vapor pedindo na pri-
meira a reviso do contrato celebrado com o go-
verno em 17 dedezembro de 1859 ; e na segun-
da prompto e favoravel deferimenlo repmen-
tago que dirigi ao governo, e que foi sujeita a
deciso desia cmara pelo ministerio de obras
publicas, era que solicita como auxilio indispen-
savel existeuciada companhia, o adianlamento
de um semestre da subveaco, em dez prestages
mensaes.A'sjcommisses de fazenda, commer-
cio, industria e artes a primeira : e commisso
a que est affeclo o negocio a ultima.
Outra da.Assoclago Bemeitora Pernambucans
contra as disposiges do capitulo 8 artigos 31
35 5 do decreto n. 2711 de 19 dezembro de 1860
A commisso de fazenda.
Um requerimento do Dr. Joo Jacinlbo de
Alencastre, lente da faculdade de medicina da
Babia, pedindo um anno de licenga com venci-
znentos, para tratar de sua saude.A commisso
de penses e ordenados.
Ouiro de Augusto Cesar Sampaio, ajudante do
inspector da alfandega do Para, fazeodo igual pe-
dido.A' mesma commisso.
Outro de Francisco da Cunha Beltro e Arau-
jo, pedindo que Ihe sejam considerados validos
os exames de preparatorios feitos na faculdade de
Jireito do Recife, para poder mzlricular-se no
1 anuo da faculdade de medicina da corte..A'
commisso de inslrucgo publicz.
Foram lidos, postos em discussao a approvadoa
os seguinles pareceres :
. Da commisso de penses o oidenados,man-
flando ouvir o goveroo sobre a pretengo de Sa-
Instiano Jacinlbo de Andrade Peasoa, 4 escrip-
turaria do thesouro nacional, que pede proroga-
*aao0 !a llceD?" cora - L. commisso de mardha e guerra, indefe-
indo a pretengo de Gailherme Luiz Bernardes
que reclama conlra a senieoca que o condemnou s\
pena de pruio e contra o decreto que o reformou.
foi timbea Iido. e ficou adiado por pedir a pa-
a-'JI-i0- 0LU)nl Pare<5" commiatio de
constituigio, sobra offico do senado relativa*
men te nomeagao de urna commisso especial
a wme a seu cargo examinar direrios artigos
do acto addicional.
Foi igualmente lido apoiado e adiado por padk
SESSAO EM 14 DE JUNHO DE 1861
Presidencia do Sr. viieonde de Camaragibe
A's ll 3/4 horas fez-se a chamada, e o Sr. pre-
sidente declarou aberla a sessao.
Lida e approvada acta,
O Sr. Io secretario deu conta do seguinte
. EXPEDIENTE.
Um oflicio do ministro do imperio datado de 12
do correte, enviando as actas do Indai e Mo-
rada Nova, pertKucente ao segundo dislricto de
Mioas.A' commisso de poderes.
Do mesmo ministro, datado de hontem, parti-
cipando ler expedido as ordeos necessarias ao
presidente de Pernambuco, em conformidade do
que resolveu esta cmara, approvsodo as eleigdes
primarias das parochias que compera o quarto
districto da raesma prviocia.Ioteirada.
Outro do ministro da guerra, datado de 12 do
correte, enviando o requerimeoto com que o se-
gn Jo teoenle do corpo de artilharia de Malto-
Grosso, Clemenlino Jos Fernandos Guimares
pede ser transferido para a arma de iofantaria.
A' commisso de marinha e guerra.
Duus oflieios do secretario do senado, datados
de 10 do crrante, devolvendo a proposigo desta
cmara, queautorisa a aposentadoria do cirurgio
Joaquim Jos Ahes de Albuquerque, eocarrega-
do da enfermara de marinha da provincia de Per-
nambuco, por nao ler o senado podido dar-lhe o
seu coosenitmento ; a participando nao s que o
senado adoptou e vai dirigir aancgo a resolu-
co que autorisa a aposentadoria do juiz de direilo
baro de Coligipe, como tambem que> ao mesmo
senado cousiuu ler sido saocciooada a resolugo
que autorisa o pagamento do ordenado correspon-
dente congrua que vencera os parochos, a Fre-
derico S.wer Broon.Inleirada.
Maisdous do mesmo secretario, datados de 12
do correte participando que ao senado constou
terem sido sanecionadas as seguinles resoluges ;
approvaodo as aposentsdorias : do juiz de direilo
Luiz Alves Leite de Oliveira Bello : do juiz dos
feitos di fazenda da provincia da Baha, Andr
Cursino Pinto Chichorro da Gama ; do juiz de di-
reilo Angelo Mooiz da Silva Ferraz; e approvao-
do o decreto que declarou que a penso concedi-
da D. Auna Joaquina de Mello Albuquerque re-
partidamente com suas filhas, foi sem prejuizo
do meio sold.Inleirada.
Um requerimento de Saturnino Vieira de Car-
valho e outros, alumnos paisanos do primeiro e
segundo anno da escola de marinha, pedindo que
na lei de Gxago de Torgas se consigne urna dispo-
igo que modifique o rigor do artigo 47 do regu-
iameoto do 1 de maio de 1858.A' commisso
de marinha e guerra.
Outro de Antonio da Silva Ne'.lo, bacharel for-
mado pela escola central, pedindo ser oovamente
submettido a exame de pbysica, em que foi
approvado sininliciier. para poder defender these
e lomar o grao de doutor.A' commisso de ins-
lrucgo publica.
Outro de Aotoaio Jos de Carvalbo, pedindo
para fazer aclo do primeiro anno da faculdade do
Recife, que frequenta como ouvinte, depois de
approvado nos dous preparatorios que lhe fallara
A mesma commisso.
OSr. Mello Franco maodou mesa o seguinte
projecto que foi commisso de conslituigo,
pedido de seu autor, declarando que o deput'ado
nopoder aceitar emprego retribuido pelo estado
e de oomeago do governo desde a sua eleigo
al 6 mezes depois de linda a legislatura.
OUDEM DO DIA
Continuou a discussao do parecer sobre as elei-
goes do primeiro districto de S. Paulo, com es
emendas apciadas requereu o Sr. Jaguaribe o en-
cerramento da discussao que foi rejeitado.
Continuando, por tanto, a discussao do parecer
e emendas, procedendo-se a final votago, que
deu o seguinte resultado :
A Ia concluso do parecer foi approvada.
A Ia foi rejeitada quaoto freguezia da S, e
approvada quanlo de Nossa Senhora do O'.
As 3a e 4a foram approvadas.
A 5a foi approvada na primeira parte e proju-
dicada quanlo a ultima parle em relago Aruja
0 Haquaquecetuba.
As 6a, 7a, 8a e 9a foram approvaias ; quanto
s emendas, foi approvada a doSr. Bello, aonu-
laodo a eleigo da freguezia da S, e foram aa
mais rejeitadas urnas e prejudicadas outras.
Em consequeucia sao declarados deputados os
Srs. Jos Boiiifacio e Silva Carro, que sao intro-
duzidos. prestara juramento e lomam assento.
Orou o Sr. Zacharias.
Eutrou em discussao o parecer sobre as elei-
coes do segundo districto das Alogoas, que ficou
adiado pela hora.
Orou o Sr. Jos Angelo.
O Sr. presidente d a ordem do dia.
Levaotou-se a sessao s 3 t/4 horas da Urde.
SESSAO EM 15 DE JUNHO.
PreiJencio do Sr. visconde de Camaragibe.
A's 11 3/4 horas da maaha fez-se a chamada,
e o Sr. presidente declarou aberla a sessao.
Lida e approvada a acta, o Sr. Io secretario
deu conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um oflicio do ministerio do imperio, datado de
hontem, enviando copias- das actas da eleigo
primaria da parochia de Cuieth, perlencente ao
2" districto da provincia de Minas.A' commis-
so de poderes.
Outro do ministro da fazenda, datado de 12 do
corrente, enviando, aflm de se decretaren) es
fundos necessarios para o respectivo pagamento,
a sentenga pela qual foi cendemnada a fazenda
nacional a pagar a quaolia de 4:21.^368 a Ma-
noel Jos de Almeida pela desapropnaco de
parte de urna fazenda denominadaSanto Anto-
niosita na ilha do Bom-Jardim, escoliada para
servir de cemiterio durante a epidemia do cho-
lers-morbus que gtassou na provincia da Ba-
ha.A' commisso de fazenda.
Mais tresofflcios dos Srs. deputados Pareira
Franco, Carlos da Luz e Gama Cerqueira, parti-
cipando qua por incommodo de saude nao po-
dem comparecer sessao.Ioteirada.
Dous requerimento do padre Christiaoo Lo-
melino de Carvalbo e de Jos Maria de Oliveira
1 reitas, pedindo seren naturalisados cidados
brasileiros.A' commisso de poderes.
Outro do capito Joaquim Xavier de Araujo,
pedindo que seja derrogado o decreto de 17 de
fevereiro deste anno, que o reformou.A' com-
misso de marinha egerra.
Outro de Antonio Pinbeiro de Aguiar, pedin-
do perraissao para poder por em pralica o sen
methodo de leitura denominadoBacadaf.A'
commisso de inslrucgo pubca.
Julgou-se objecto de deliberado e foi a im-
primir o projecto dos Srs. Vuialo e Furtado, au-
oruaodo a naturalisagao de Manoel Carlos
Godinho.
.?/rUUo,U.Cunha PdMa do lu-
gar de 3 secretario. Consultada a casa decide
amrmavamente.
Veto mesa o requerimento do Sr. Junaueira.
pedindo oiormajoes ao governo acerca dos Ira-
IARIO DI f ERIAOUU). TEBCA FEIRA 9 DI Jl'LBp IB 1161
TYTT if*i
primarias e
balhos ds commisso mixta e raclamaeoes de
presas; o qual foi lido. apoiado, a ficou adiada
por pedir a palavra o Sr. Paes Bartolo.
Leu-se e foi a imprimir ao Jornal do Con-
mercio o parecer da commisso de podaaaa, sa-
br as eleicSes do 2 districto de Mo*, ao*
conclue da seguinte maneira :
c Io Que ae annulle o diploma do eleitas de
Rogas-Novas Antonio Octavias da Alvanage,
sendo reconhecido coma tat Jaaqjm Bornes
Sampaio.
2 Qa* saja raeonhecido afeitar pala fregue-
zia de Saoto Aotoaio do rio cima Jos Marta da
Cunha Jardisa*
a 3 Qua aa anaolle o desloma da eleitor de
S. Gongalea Martinho Feraafcra Guimares, sen-
do reconhecido tomo Ul Nicolao Francisco Calis-
te da Foasecs.
a 4o Que se aoprovem as eleiges
secundarias do 2 di.triri/|,
5a Que sejam recnnheridos deputados-os Sts-.
Theophilo Benedito,Oltoni, Francisco Alvares da
Silva Campos a Manoel Jos Gomes Rabello
Horta, maodando-se proceder a eleigo de um
deputado para preencher a vaga d deputado
fallecido Francisca Alvares da Silva Campo.
Pago da cmara, em 15 de junbo de 1861.
R. F. de Araujo Lima.Z. de Ges e Vascon-
cellos.L. A. L. de Oliveira Bello.
ORBM DO MA.
Continuou a discuaso do parecer sobre as
eleigdes do 2* districto das Alagdas.
Velo S mesa a seguinte emenda, que foi lida,
apoiada conjunclamente em discuaso:
Io Annulle-se a eleigo da parochia do Pe-
nedo, terminada pelo Io juiz de paz.
2a Addie-se o juramento da eleigo secun-
daria do collegio da Abbadia e manda-se ins-
taurar processo acerca do suborno denunciado.
3a Se cahir a primeira emenda e passar a
segmi-to addie-se o reconhecimenio do segundo
deputado, at a deciaao anbre a Abbadia.C.
Ottoni.
Oraram os Srs. Costa Pinto e Olloni.
OSr. presidente d ordem do dia.
Levaotou-se a sessao s 4 horas da tarde.
em menores dimen-
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Domingo ao escurecer vimos o cometa, de que
hontem tratamos.
Apparece do lado do oriente a vai esconder-se
para o occidente, descrevendo urna especie de
quarto de circulo no seu movimeulo apparente.
A respectiva cauda, que nolavelmente lumi-
nosa, cahe para o oriente.
Ja ha mais dias que tem sido visto tae> ho-
ras, segundo nos dizem algumas pessoas que o
observaran).
O seu desappareciraenlo da esphera tern-se
realisado por obra das 11 horas da noite.
Acha-se marcado o praso de sessenta dias,
a decorrer de 4 do correte pordiante, para a ha-
bilitado e a apresentago de requerimentos dos
prelendenles serventa vitalicia do officlo de
escrivo da provedoria de capellas e residuos do
termo de Goianna.
A vaga uesse officio lrnJo.se dado por impos-
sibilidade do respectivo serventuario Joo Jos
da Cunha Meoezes, o nomeado dever-lhe-ha
prestar a terga parte do rendimento do mesmo
officio, segundo a lotagao respectiva, na confor-
midade do que dise o art. 2* do decreto de 16
de dezembro de 1853, n. 1,294.
A thesouraria provincial hontem deu conie-
co ao pagamento dos juros das apolices da divi-
da publica provincial.
A junta qualiticadora desta freguezia de
Sanio Antonio termioou os seus trabalhos no dia
5 do correle, e tem de reunir-se oovamente uo
da 4 do mez prximo vindouro.
Os prejudicados devero enlo apresentar as
suas reclamacoes, nos cinco dias da lei.
Acba-se aberto o concurso para o provi-
mento das radeiras vagas de inslrucgo elemen-
tar do V grao do sexo masculino de Una, S. Vi-
cente, Boique, Santa Maria da Boa-Vista e Ouri-
cury.
O praso para a iuscripg.1o e processo de habili-
lago de trinta dias, e comegou a correr de 6
deste mez.
Cora igual termo, eslo tambem postas
concurso as cadeiras do sexo feminino de S. Fr.
Pedro GoiKalves do Recife, Santa Antonio de Re-
cife, Iguarass, Serinhem. Guranhuos e Caruar.
. .Ante-hontem pelas 11 horas da noite, sen-
lindo o capito Joo Antonio Leito que oo quin-
tal de sua casa, sita na ra da Esperanga n. 4
(freguezia da Boa-vista) estavam ladru-ts furtand
gallinhas, para all dirigi- se com uracamarada,
e com effeito os eocontrou, nao podendo prender
seao a um que se atrasou na fuga. O individuo
preso em flagrante com duas gallinhas, chama-se
Raymundo Pereira de Vasconcellos, que ha pou-
co chegou de Fernando, aondo estove cumprindo
sentenga.
Pelas 8 horas fla noite do dia 7 do corrente
passaodo pela ponte velha do Recife, um prelo*
em estado de embriaguez, e arrimando-seas gra-
des da mesma, succedeu perder o equilibrio,
quando chegou ao ponto aonde ba falla de gr-
dame e cabir ao mar.
O subdelegado da freguezia do Recife, que mora
prximo ponte, acudi com canoas e botes :
mas foi improficuo todo o seu trabalho, por que o
pobre prelo nao veio mais cima d'agua.
At esta data (8) nao se sabe qual a condico
ou estado do indivimo afogado, por que anda
uo appareceu o seu cadver.
Agora talvez se mande reparar o grdame da-
quclra ponte, que ba bastante lempo se acha ar-
rumado, assim como o pavimento da mesma
ponte.
Jo3ephioa Leopoldina de Albuquerque, mo-
radora na ra do Amparo, da cidade de Olioda,
drigta-se desta para aquella cidade na noite do
da 4 dolcorrente, levando urna trouxa com di-
versas pegas de fazoadas, e obras de cosan,
quando ao chegar poatede Tacaruna foi assal-
tada por um homem de cor parda, que ae apos-
sou da trouxa da roupa e tentou violenta-la, em-
pregando para isto ameagas; o quo nao coose-
guio, por ler apparecdo um homem, em compa-
nhia de urna malher e dous meninos. Temen-
do a presenga das pessoas que se aproximavam o
ladro fugio, levando a trouxa, e a roubada vol-
tou para esta cidade, leodo dormido em casa de
Joo Fernandos Marioho, na estrada de Santo
Amaro, que pelos signaes dados, recooheceu ter
sido o autor do roubo o parda Joo Francisco da
Cunha, sapateiro, morador na estrada da Taca-
ruoe, junto a ponle, e que fora visto ir seguindo
a roubada, quando passou pelo hospital dos La-
zaros.
O subelf gado da freguezia da Boa-Vista, tendo
noticia do occorrdo poz-se inmediatamente em
campo, e consegua capturar o referido Joo
Francisco, que anda levava dentro de um sacco
algunsdos objectos roubados.
O Sr. Dr. ehefe de polica fez hontem a sua
visita mensal casa de detengo, onde se demo-
rou desde as 10 horas da manha s 4 da tarde,
examinando aceradamente lado.
Ha ociosos nesta nosaa pequeea sociedade
que, por nao terem oque fazer, do-se ao desen-
fado de trazerem a populago em sustos por meie
de historias de roubes, que effectivaraente se nao
dero.
Ora o roubo de um medica, que condaziodo
para casa nm doaote, que deparara na rus, por
elle atacado e ronbado; ora tentativa deste
crime pralicada por um Chico certeira, etc., etc.
Ainda domingo espalhou-se urna destas noti-
cias, a todava ainda o prejudieado nao dea de si
procurando a punico do criminoso, e portante
commuoicando policiao occorrido.
E' verdade que algans factos se tem dado, of-
fansivos da propriedade individual; verdade
que temos presentemente nesta cidade alguna le-
rapios mui conhecidos, e que ha pouco chegerem
de Fernando ; mas isto nao autorisa a invenco
de historias nesse genero, que breve cahiri para
o de Mad. de Radchff com os seus castalios e al-
mas do outro mundo, parecendo at que ellas
creacem na proaorgo da actividade da polica,
desenvolvida para a preveocio e punigo do cri-
me com que assim sa folga.
E' preciso pois cessar essa grasa, que s tem o
flm de um desconceito, que todos devota evitar
por proprU dignidade. Denuncie-so e crime,
mas nlo se inventa a sna existencia;Hando as-
sim at occasio a enlibiar-se a energa da forca
publica. *
Informa-nes que na noite de 6 do cerran-
te appareeera aborta a cas- o. 49, sita na ra do
Padre Fionaoo, a pertencente ao patrimonio da
Santa Casa de Misericordia, sea sigoal algnm de
artombamento ; a qaaaaa um qnarto da meama
tora encontrada ota vasta excavacio, dando-se
o mesmo no quintal, p<
aoe*.
9tea-M qasi dahi Wrs, pois, tirado algum
CiS1 %'*'*cootinha oceulto em suas eo-
yg*i*>.j Vm foi esse o fim da excavago.
wmha^, amero quer que fosse o autor, com
dinheiro enterrado ?
Alguma alma lh'o vitia mostrea?
A retasada, cesa aehava-se despejada eu desoc-
cupada ha algsMxi tampo.
A aatnda da ferro rendeu, esa a mez pas-
tado, sjskMlia dV23:41998, lendo: &354|04O
de paaeasjewaa. t7tf4UO de bagagena. 370|7M de
aoimaeaatthH5#)U68 de mercadaiiea.
A barca partugueza Flor da Maia, sabida
para Porto, conduzio a seu bordo os paasageiros
seguinles:
Manoel Joaquim Mondes, Jos Manoel Leito e
Antonio Jos da Cruz.
O brigua nnxiugiiez CootUoU, viodo d
Lisboa, trouxe a seu bordo os paasageiros se-
guales:
Jos Gaspar Pestaa e sna 'senhora, Teribia
Valeriana, Francisco Allemao Barbosa, Vicente
PeresTaboado e Antonio de Medeiros Correa.
O hiate nacional Santa Anna, sabido para
o Aracaly, coaluzio a seu bordo os pasaageiros
seguales :
Mr. Matheau Camosio, Thereza Maria de Jess,
Jos Alves Teixeira, Manoel do Nascimento Fer-
reira da Silva, Francisco Xavier Mendea e Jos
Paulino de Medeiros.
MORTLIDADB DO DA 7.
Leonardo Dantas de Parias, Pernambuco, 30 an-
nos, solleiro. Boa-Vista, molestia interna.
Rila Maria da Conceigo, Pernambuco, 20 annos,
solteira. Boa-Vista, sipbilea.
Dia 8.
Mara, frica, 44 annos, escrava, Boa-Visla, gas-
tro interile.
Theodoro, frica, 40 annos, escravo, solleiro,'
Boa-Vista, coogeslo cerebral.
Maria do Carino de Jess, Pernambuco, 50 annoa
viuve, S. Jos, anasarca.
Joaquim Joa Laureo lino de Aquila Villa-Nova,
Pernambuco,: 28 annos, solleiro, Boa-Vista,
pneumonia-ehronica.
Mari, Pernambuco, t anno. Recife, convulgoes.
Isabel, Peroambuco, 4 anuos, Recife, coovul-
goes,
Msria Joaquina das Chagas, Pernambuco, 50 an-
nos, viuva, Boa-Vista, diarrha.
Paula, Pernambuco, 8 dias, escrava, Boa-Vista,
espasmo.
Maria, Pernambuco, 3 mezes, Santo Antonio,
pulmonite.
Leopoldina, Pernambuco, 8 mezes, Santo Anto-
nij, convulgoes.
CHROmCA_JUDICURIA.
TRIBUNAL 00 COMMERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 8 DE JULHO
DE 1861.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. DESEMBARGADOH
T. A. DS SOUZA.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Reg, Basto, Lemos eSilveira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sessao.
Foi lida a approvada a acta da antecedente.
EXPEDIENTE.
Ura officio de Amorim, Fragozo, Sanios & Com-
panhia, de 4 do conente, pedindo dispensa de
exercer o lugar de fiscal de Francisco Antonio
Correia Cerdoso, junto aos autos.Haja vista ao
Sr. deserobargador fiscal.
Foram presentes as cotaedes officiaes dos pre-
sos correntes da praca, relativas s semanas fin-
das. Archive-se.
Foi tambera presente o balaBcele do arraazem
de deposito administrado por Joo Baptista de
Medeiros, o do trapiche Ramos administrado por
Francisco Pereira Lemos, a do armazem de de-
posito de Manoel Antonio Ribeiro. Arcbi-
vem-so.
DESPACHOS.
Um requerimento de Sanios Caminha & Ir-
raaos e Joo Henrique de Almeida, pedindo en-
trega da carta de registro do biale Groiddo.
Satisfagan) o parecer fiscal.
Outro dd Manoel Ferreira dos Santos Caminha
e outros, sob a Brraa de Santos Caminha & r-
meos, pedindo que fosse registrado o contrato de
sua sociedade.Regslre-se.
Manoel Jos Leile, testameoteiro e invenlariante
dos bens de finado Jos da Silva Pinto.
Vista s partes em 10 dias improrogaveie.
Nada mais heuve.
PRESIDENCIA
SCOUNDA VARA
A SILVA.
JURY DO RECIFE.
3* SKSSAO.
Itia 8 ato julho.
DO EX*. SR. DB Jl'IZ DE
CRUHNAL SJUNCISCO
DIRB1TO DA
DOINGL'BS
Promotor publico^ a Sr. Dr. Francisco Leopol-
aaao de Gusmo Lobo.
Esorivao privativo, o Sr. Joaquim Francisco
de Paula Estevas Clemente.
Procedeodo o escrivo chamad, verificou-
s haverem comparecido 32 Srs. juizes de
ficto.
Foram dispensados de servir na presente ses-
sao, os Srs.:
Francisco Cavalcanti de Souza Leo.
Manoel Simplicio Correa Leal.
Jos Alexaadre Ribeiro.
Antonio Emfjsjdio Ribeiro.
Nao ha vendo comparecido numero legal, foram
sorteiados os seguinles juizes supplementares:
Santo Antonio.
Torquato da Silva Campos.
Pedro Jos Carlos da Silva.
Antonio Norberto dos Santos.
Jos Maria Machado de Figueiredo. /
Alejandrino Cortea Marques.
Joo Manoel Pinto Chaves.
Severiano Jos de Souza.
S. Jos.
Joaquim de Paula Lyra Flores.
Joo Francisco Bastos de Oliveira.
Antonio Jos de Vascencellos.
Manoel Maria de Souza Pimentel.
Manoel Joaquim Ribeiro.
Boa-Vista.
Antonio Teixeira Peixoto.
Joaquim Jos Raymuudo de Mendonca.
Recife.
Urbano Hamede de Almeida.
Manoel Francisco Marques.
Furam relevados das mullas anteriores,
sen ores :
Dr. Amonio Borges da Fonseca.
Francisco da Costa Reg Mooteiro.
Levantou-se a sessao s 2 horas da tarde.
os
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Qttesto
que
ele toral, Eleico
direeta.
VII
(Continuado do n. 152.)
Art 33. Em resultado das decisoes de .
trata o artigo antecedente, a commisso addicio-
nar so recenseamento geral, at ao mesmo sab-
bado designado no principio daquelle artigo, o
nome dos que forera novamente admittidos, e
eliminar o dequelles que forera excluidos.
1. As commisses publicaro por editaes.por
ellas assignadosque faro ler no domingo imme-
diato, missi conventual, e affixar as portas
das igrejas as alterages que no recenseamento
se houverem feilo.
2." At ao mesmo domingo, e proporgo
queforem resolvendo os diversos casos, entrega-
rao as commisses aos reclamantes que pro-
curaren!, as suas respectivas pelices de recla-
maco e documentos, com as decisoes motivadas
e assignadas.
3." O livro do recenseamento assim reforma-
do, como so determina neste artigo, estar pa-
tente por cinco dias, desde a segunda-feira im-
mediata at a quinta inclusive, desde as nove
horas da manha at s tres da larde, todas as
pessoas que o quizerem examinar; as quaes po-
derao delle lirar copias e faze las aulhenticar por
quaesques officiaes pblicos na forma das les.
TITULO VIII
Dos recursos para os juizes de direito.
Art. 34. Uas decisoes das commisses do
recenseamento sobre as reclamacoes que
peranle ellas tiverem sido interpostas, ha re-
urso para o juiz de direito da respectiva co-
marca.
1." Nos diversos bairros e conselhos das co-
utro de'BatuTJ'oi'veTi, pedindo que se fa- "CrS de Li-sba e f*2? *io comPeeolos para
gara as anuolages competentes no registro da :'!!!": "J.""*'. .l!^rill0A-?ufl.-D0? m"smos
barca Thereza /, que compraran) por escriptura
publica. Prestado o juramento e assigoado o
termo de obrigago de que falla o artigo 463, co-
mo fequer.
Outro de Joaquim Rodrigues Tavaresde Mello,
pedindo matricula.Satisfaga o parecer fiscal.
Outro Je Leandro Lopes Dias e Augusto Hygi-
no de Miranda, pedindo que se registre o contra-
to de sua sociedade.Registre-se.
Outro de Tasso Irmos, pedindo que se d bai-
xa no registro competente, de nao ser mais cai-
xeirodesua casa commercial, Joaquim Augusto
da Silva Grillo.Como requerem.
Outro de Manoel Alves Guerra, pedindo igual
providencia acerca de seus caixeiros Joo Alves
Guerra, Manoel Joaquim de Faria e Manoel Joa-
quim da Costa Carvalbo.Como requer.
Outro de Domiagos de S Pereira Jnior, pe-
dindo por certido a matricula de Manoel Gon-
galvesda Silva.D-se.
Outro de Domingos de S Pereira Jnior, pe-
dindo o registro da nomeaco que ajunta.Re--
gistre-se.
Outro de Joaquim Mauricio Gongalves Ramos,
pedindo por certido o registro da procurago
passada por Antonio Joaquim Ribeiro Bastos, no-
meando procuradores nesla cilade a Manoel la-
vares Cordeiro e a Jos Joaquim Dias Fernaades.
D-se.
Outro do agente de ilo Francisco Gomes de
Oliveira, pedindo que se mande registrar o co-
urn cimento que ajunta de haver pago o imposto
relativo ao anno financeiro comecado no dia Io
do corrente.Registre-se.
Outro de Francisco Mamede de Almeida, cor-
retor geral, pedindo o registro do conhecimento
do imposto de seu officio.O mesmo despacho.
Outro de Jos Gongalves da Silva Guimares e
Joo Pereira do Reg, declarando terem dssolvi-
do a sua sociedade sob a razo de Guimares &
Reg, e pedindo o registro disto.Regslre-se a
pelillo e anuuncie-se.
Outro de Lourengo de Freitas Guimares o Jo-
s Antonio de Freilas, pedindo o registro de seu
contrato social. Vista ao Sr. desembargador
fiscal.
Outro de Lourengo de Freitas Gnimaraes e Jo-
s Laurentino de Azevedo, pedindo o registro do
seu contrato.O mesmo despacho.
Sendo conclusos os autos de moraroria, pedida
por Jos Alves Fernandas, o tribunal nomeou os
credores Mooteiro Lopes & Companhia para fiscal
da mesma.
Sendo presentes os autos de moratoria de Se-
bastiao Jos da Silva, foram com visia ao Sr. des-
embargador fiscal.
SESSAO JUDICIARIA EM 8 DE JULHO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOS
SOUZA.
Secretario, Julio Guimares.
A meia-hora, o Exm. Sr. presidente abri a
sessao, achando-se presentes os Srs desembar-
gadores Villares e Silva Guimares e deputados
Reg, Bastos, Lemos e Silveira.
Lida, foi approvada a acta da sessao antece-
dente.
Foi lido um officio do Exm, Sr. conselheiro
presidente da relago, comraueicando achar-se
nomeado o Sr. desembsrgador Anselmo Francis-
co Perelti para funecionar como juiz no feilo em
que se averbon de suspeito o Sr. desembargador
Silva Guimares na sessao antecedente.
JULGA1MENT0S.
Appellantes, James Crabtree & Companhia
appcllados, Braga & Antunes.
Confirmaran) o accordo.
Embargantes, Azevedo Mendes ; embargado,
Antonio Jos Arantes.
Desprezaram-se os embargos.
Embargante, Francisco Jos da Silva Maeieira;
embargados, Tasso & Irmos, curadores fiscaes
da massa fallida de Novaesti Companhia.
Desprezaram-se os embargos.
A gg a a vos.
Aggravante, Miguel, Gomas da Silva : aggrva-
do, o juio. !^
0 Exm. Sr. presidente deu provimento.
DILIGENCIAS.
Appellanle, D. Merianna Dorotha Joaquina
appeado, Manoel Pereira Magslhes.
Vista ss partes.
Imbargantes, Francisco Santiago Ramos e sua
malher ; embargado, Elias Emiliano Ramos.
vais as partea.
Appelraite*, OHreirt & Guimares ; appellado,
bairros econselhos tiverem competencia paraos
negocios e processos orphanologicos.
2. O recurso interpe se por va de petco
em que se declarem os seus principaes funda-
mentos, feta ao juiz de direito respectivo, at a
quinta-feira prximamente immediata ao domin-
go ultiraameute mencionado, instruida com a
peligo de reclamago e mais documeotos que se
tiverem apresentado a commisso de recensea-
mento.
Art. 35. Dentro destes cinco dias, e nos dous
que se seguera at ao sabbado, decidiro es juizes
de direito estes jecursos, e os entrega rao aos re-
clamantes que os procurarem.
1. As decisoes dos juizes de direito sero
motivadas e notificadas, at quinta-feira da
semana seguinte aos recorrentes e recorridos.
2. At ao sabbado da mesma semana, as
commisses faro oo recenseamento todas as
ractificages determinadas nos despachos dos
juizes de direito, que lhes forem apresentados.
3." No domDgo immediato publicaro as
commisses por editaes.por ellas assignados, que
faro ler missa conventual, e affixar as portas
das igrejas as ractificages que oo recenseamento
respectivo se houverem feito em virtude dos re-
cursos de que tralam os artigos antecedentes
deste titulo.
4 Com estas ractificages ficam os rcense a-
ments provisoriamente concluidos; e se poder,
por elles proceder i eleigo.
TITULO IX
Dos recursos para as relaces e para o suprefUb
irib nal de justiga.
Art. 36. Das decisoes dos juizes de direilo ha-
ver recurso para a respectiva relago, o qual
ser ioterposto peraoto aquelle magistrado, den-
tro em cinco dias a contar da publicago do des-
pacho recorrido, e apresentado no tribunal su-
perior com todos os documeotos respectivos
dentro em quinze dias, a contar da interpo-
sico.
1. A peligo ser destribuida na relago
com os feitos da quarta classe ; e o relator a
mandar com vista ao ministerio publico, que
responder no praso improrogavel de vinte e
quatro horas.
2.' Fiodo esta prazo, o escrivo cobrar o
feilo, tVlo-ha concluso ao relator, e este o pro-
por logo em sessao publica com cinco juizes,
sendo a deciso lomada em couferencia por tres
votos conformes.
3. Se da relago se recorrer em revista,
ser o recurso ioterposto dentro em cinco dias,
contados da publicagao do acordao, apresentado
no supremo tribunal de justiga dentro em dez
das a coalar da ioterposigo, e decidido ahi em
cinco dias a contar da apresentago pela mesma
forma, e com preferencia todos os mais pro-
cessos. Nesles feitos nao tem lugar segunda
revista.
4. as relages ficar smente o traslado da
peligo, da cooflsso, oo cootestago do mioiste-
lerio publico e do acordao.
5. Estes feitos sero gratuitamente proces-
sades, e sem asaigoatura ou preparo. Para o
processo ejulgameoto delles haver:sessao todos
os dias, ainda em lempo de ferias*
Art. 37. As commisses de recenseamento fa-
ro nelle as alterages que pelos tribunaes judi-
ciaes forem julgadas, e constarem de senleocas
passadas em julgado, que lhes sejam aprsenla
das dentro do praso de tres mezes a contar da
ioterposigo dos recursos para as relages ; mas
os recursos de que trata o artigo antecedente nao
suspeodem o progresso das operages eleiioraes,
caso teoham eomegado.
1. As mesmaa commisses faro extrahir do
recenseamenlo, no estado em que elle estiver,
quando se ultimar o epurameuto dos deputados,
para um caderno, com termo de abertura e en-
cerramento, assignado pelos seus membros, e
por elles rubricado, urna relago de lodos os
cidados do seu conselho, habis para serem
eleitos deputados. Estes cedernos sero logo
remeltidos pelas commisses ao ministro a se-
cretario de estado dos negocios do reino, por via
dos respectivos governadores ciris, aflm de em
tempo competente serem presentes cmara dos
deputados com os mais papis da eleico.
2.* As mesmaa commisses, concluido afinal
o recenseamento, e feilas nelle todas as conrec-
ges, na forma deste decreto, enviaro aos presi-
dentes das respectivas cmaras, para ahi serem
archivados, os livros originaos da recenseamento,
as actas das suas sesses, e aa listas que se tive-
rem afuxado.
3. Por este recenseamento se faro toda*
as eieicoes para quaesquer cargos pblicos,
que tiverem lugar al qua esle ultimada a
reviso.
TITULO X.
Dos ctreutos eteitorats, da divisodas assemblas
primarias e de outros actos preparatorios da
eleigo.
Arl. 38. A eleigo de deputados faz-se por cir-
cuios eleiioraes.
Art. 39. O circuios elegem um deputado por
cada >.5afogea.
8 1. Se a fraego restaolo dos fagas de quel-
qtae* circula Leitoral fr igual eu auparior 1331
fogos, elegee-se-aa, mais um de potado.
Art. 40a O eunainenie de Portugal, aa albas
adjacentee, a- aa provincia ullramat-ioaa, sao para
este m divididas nos crculos que coaataaa do
raappa junto.
LT O numero de deputados qua compele
cada circulo eleitoral o que se acba designado
no mesmo mappa.
Art. 41. Os circuios dividem-s* em assemblas
eleiioraes :
1.* Esta diviso feita pelas commissdes de
reienceamento nos seus respectivos conselhos;
2. No mesmo decreto, em que a governo
desigoar o da para a eleigo, designar tambem,
com relago aos presos estabelecidos neste de-
creto, o dia em que as commisses devem proce-
der a esta diviso, quesera feita em conformida-
de com as regras seguales :
l.jTodo o conselho que neo eiceder de 2,500
fogos ainda que tenha menos de mil, constituir
de per si, urna s assembla, a qual se ha da
2J"*J nM ca"8 da cmara, ou em algum outro
edificio publico ou municipal da cabega do con-
selho que para isso Unha capacidade, ou, nao o
naveodo, oa igreja matriz delle ; w
2. Nos conselhos que excedarem aquello nu-
merode 2,500 ogos.hajicr as assemblas que fo-
rem determioadas pela commisso de recensea-
mento, com tanto que nenhuma se compooha de
menos de mil fogos, nem exceda a 2,500.
As parochias. ou povoages dellas," qu houve-
rem de se annexar, para constituirem cada as-
sembla, sero sempre as que mais prximas fi-
caiem, e a sua reunio ter lugar na igreia ou
edificio da mais central.
Art. 42. As determinages de que trata o arti-
go antecedente, contendo o numero das assem-
blas. seus limites, e lugar de reuoio, sero no
domingo prximamente anterior ao designado
por decreto especial do goveroo para se proceder
a eleico. annunciadas por editaes das commis-
ses, lidos pelos parochos as missas conven-
luaes, e afiliados uas portas das igrejas paro-
cbiaes, e nos mais lugares pblicos.
9 Uaico. Nos mesmos editaes ir declarado o
da e a hora em que as assemblas se ho de
re u or.
Art. 43. Havendo no conselho urna s assem-
bla preslde-lhe o presidente da commisso do
receosearaenlo. Ilavendo mais de urna assem-
bla, o presidente da commisso de receosea-
menio preside que se reuoir na parochia prin-
cipal do cooselho. e s outras assemblas presi-
dem os respectivos vogaes e os seus substitutos.
Se estes nao forem bastantes presidiro cidados
idneos nomeados pelas commisses de entre os
que desempeobassem cargos muoicipaes, ou se
achassem resenceados para vereadores.
nico. A parochia priocipal do conselho .
a da cathedral, e aoode a nao houver, a da igre-
ja matriz da cabeca do cooselho.
Arl. 44. As commisses de recenseamento en-
varao aos presidentes das assemblas eleiioraes
pelos menos dous das antes do domingo em qua
deve ter lugar a eleigo, dous cadernos dos elei-
tores qoe podem votar as respectivas assem-
blas que elles tiverem de presidir, e cobrar*
recibo de remessa.
1. Estes caderoos seio fielmente traslada-
dos do recenseamento definitivo, loro termos de
abertura a de encerramento, assignados pela
commisso, e sero por ella rubricados em todas
as suas folhas.
2." Poie-los-ha tambem rubricar o assigoar
o respectivo administrador do censelho.
Art. 45. As mesmas commisses enviaro
tambem aos presidentes da assembla antes do
comegar a eleigo, quatro cedernos com lermo de
abertura a matice*, na forma porque cima se
dispoz, para nelies se lavrarem as ectas da elei-
go dos deputados.
( Continuar-sc-ha.)
Communicados.
Impresses de urna noite.
O Sr. Germano Francisco de Oliveira, o princi-
pe dos artistas brasileiros, conquista todos os das
novo3 ttulos estima publica. Dirigindo hbil-
mente a empreza que seus esforgos foi confia-
da elle proporciona ao publico as noites mais
deleitosas,
A vsrWade dos dramas postos em scena, a
propriedade do apparalo scenico e a feliz dislri-
buigao dos papis desafiam as sympathias que no
seio da pepulaco tem creado o nosso artista-
principe.
Em urna das ultimas noites, deu a empreza o
apparatoso drama, original porluguez: 29 ou
Honra e Gloria. To conhecido e appladido
como ao publico o29. elle lem om si mesm
a mais feliz recommeodagV
Creaodo para si o generoso typo do velho sol-
dado de cegadores, que contava os ancos as ba-
lalhas e cada batalha por urna gloria, o Sr. Ger-
mano deu mostras de um eximio actor. Com-
preheodeu e desempenbou maravillosamente es-
se papel, que urna verdadeira creago lypica.
- O velho usurario Escopeta, distribuido ao Sr.
Nunes, leve urna feliz execugo. Bem caracteri-
sado coraos hbitos soldadescos, o Sr. Nunes foi
muito satisfactoriamente em seu desempenho.
A singela e encantadora Mara encontrou na
syrapathica D. Manoela urna interprete feliz. A
candura de sua Jinguagem, o engracado do porta
e lodos esses requisitos que urna actriz requer
encontraram-se na Sra. D. Manoela em um sr
admiravel de perfeigo
Desi'arte, correu em geral o drama sem defeito-
scenico. Eslava bem ensatado, e bouve cuidado
em fazer a illusfio do espectador.
Prosiga o Sr. Germano em sua carreira artsti-
ca, confiando que o genio encontra sempre admi-
radores, onde quer que elle se manifest.
t
COMMLKIIO
Caixa Filial do Banco do
Brasil em Pernambuco
A directora em virtude do aviso de 8 de ju-
nho prximo paseado, declara que fica prorogado
por mais 60 dias o prazo marcado pelo art. 4o do
decreto n. 2685 de 10 de novembro do anno fin-
do, para a subsUluigo das notas de 20t da emis-
so da mesma caixa, o qual linda em 19 da se-
te.nbro do anno vindouro.
Caixa Filial do Banco do Brasil, aos 5 de julho
de 1861O secretario interino, Luiz de Moraes
Gomes Ferreira. .
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 6 .
dem do dia 8......
123:4454118
26 955J4S6
150:400*604
Movlinento da alfandefea.
Volumes entrados com tazendas..
a > com gneros..
Volumes
a
sahidos

com fazendas..
com gneros..
96
73
------ 169
141
118
25
Desearregam hoje 9 de julho.
Bngue oglezSpycarvo a ferro.
Brigue inglezEliza Jankenscarvo.
Barca inglezaColinafajeadas.
Polaca hespanholaEsmeraldacarne de char-
que.
Polaca hespanholaIndiadem.
Sumaca hespanholaAr lilla idea.
lanaaortsftfsso.
Hiato nacional Doms Zrmdos.vindo da Parahiba
consignado a Maras 4 Irmos, maniestou o
seguiote :
128 molaos com 2,560 conrinho* de cabra, 5
ditos cosa 135 esleirs. 65 couroa salgados, 2
pacotas cera de carnauba e 160 aceiaa de sola ;
ordem de diversos e mais 5,000 sebea da
lenha.


uni di wwAtnro ?mct hura t m julho di i ni.
C*
-i--------------
Exportac&o.
Dia 6 de julho.
Patacho porloguez Mara, para Lisboa, carre-
garam :
Marques Barro* & C, 52 saccc-s com 260
arrobas de assucar.
Joio Pedro Rodrigues, lOsaceo* com 50 arro-
bas de dito.
Barca porlugueza Flor da Maia, para o Porto,
carregou :
Manoel Gomes de Campos, 1 barrica com 4
rrobis e29 libras de assucar crista lis* do.
Barca portugueza Fermos; para o Porto e
Lisboa, carregou :
Domingos Rodrigues de Andrade, 132 couros
salgados com 3,696 libras.
Barca franceza Adtlle, para o Havre, carre-
gsram :
Tissel Qreres, 759 couros salgados com 40,946
libras.
Baro do Ligamento, 134 couros salgados e
espitados, com 3,600 libras.
Birca [raneis Belty. para Marseille, carre-
garam :
Aranaga Hijo & C, 200 saceos com 1,000
arrobas de assucar.
MecebestorUt de rendas Internas
ajeraes de Pernanabaeo.
Rendimeuto do dia 1 a 6 8:8369253
dem do da 8.......2:261856
11:098*109
Consulado provincial.
Randimento do dial a6 41:584*275
dem do dia 8.......8:980j081
50 5648359
MoTimento do porto.
Navio entrado no dia 7.
Parahiba 4 das, hiate brasiteiro Dous Irmaos,
de 64 toneladas, capito JosJoaquira Alves d
Silva, equipagem 6, carga toros de mangue; a
Martina Irmaos.
Rio de Janeiro 15 dias, brigue nacional Felicida-
Joaquim Fra n-
de, de 275 toneladas, capito
cisco da Costa, equipagem 12, em lastro ; \ fiscal n. 4 (ponte da alfandega
E para que chegue ao conhecimento de todos <
maudei passar editaes, que serio publicados pela
imprensa e affixados nos lugares do costume.
Dada nesta cidade do Recife aos 6 dias de ju-
lho de 1861, quadragesimo da independencia e do
imperio do Brasil.
Eu, Manoel Maris Rodrigues do Nascimento,
escrivlo o subecrevi.
Francisco de Assis Pereira Rocha.
O Illm. Sr. inspector da thesourarla pro-
vincial manda fazer publico para couhecinento
dos ioteressados o art. 48 da lei provincial n.
510 de 18 de iunho do correte anno.
Arl. 48. E permittido pagar-se a meia siza
dos eacravos comprados em qualquer tempo an-
terior a data da presente lei independentc de
revalidacio e multa, urna vez que os devedores
actuaes deste imposto, o facam dentro do ejerci-
cio de 1861 a 1862, os que nao o Uzerem flearo
ujeitos a revalidaglo e multa em dobro, sendo
um terco para o denunciante. A Ibesouraria
far anounciar por edital nos primeiros 10 dias
de cada mez a presente disposigflo.
E para constar se mandn afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 8 de julho de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciaglo.
A cmara municipal desta cidade faz publico
para conhecimento dos seus municipes, e espe-
cialmente do corpo eleitoral, que o Exm. presi-
dente da provincia lhe communicea, que, em
virtude do Io do art. 24 da lei de 12 de agosto
de 1834, convocar a nova assembla legislativa
provincial para reunir-se na prxima sesslo or-
dinaria de 1861, e que designara o dia 24dono-
vembro viodouro para nelle se proceder a eleico
dos seus membros ; devendo o primeiro districto
dar nove membro3 da assembla legislativa pro-
vincial, conforme dispe o art. 2o do decreto n.
2633 de Io de seterabro de 1860. Pago da cma-
ra municipal do Recife em sesslo de 1* de julho
de 1861. Luiz Francisco de Barcos Reg, presi-
dente.Francisco Canuto da Boa-viagem, ofcial
maior servindo de secretario.
O Illm. Sr. inspector da aUandega manda
fazer publico para conhecimento do commercio,
que as embarcages do trafico do porto que car-
regarem o norte da alfandega deverao tocar no
trapiche denominadodo algodo ou no posto
para o exame da
Jos Soares Veloso.
Navio sahido no mesmo dia.
Porto, barca portugueza Flor'da Maia, capitn
Antonio Ribeiro Lopes, csrga assucar e mais
gneros.
JVa'vtos entrados no dia 8.
Liverpool 43 dias, brigue inglez Reliance, de 185
toneladas, capito W. J Roberts, eqmpagera
8, carga fazendas, e mais gneros ; Heory
Gibsoo.
Lisboa 44 dias, brigue portuguez Constante, de
258 toneladas, capito Augusto Carlos dos Reis
equipagem 15, carga vioho, batatas e mais g-
neros ; Thomaz de Aquino Fonseca.
Navios sahidos no mesmo dia.
Aracaty, hiate nacional Santa Anna, capito
Joaquim Antonio de FigueirSdo, carga diflfe-
rentes gneros.
Marseille. sumaca hespanhola Amelia, capillo
Pedro Bertrn, carga a mesma que trouxe do
Rio de Jaoeiro.
Rio da Prata, barca brasileira Imperatriz Vence-
dora, capito Augusto C. de S Pereira, carga
a3sucar e agurdente. ____________^_
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Horas.
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Ctntigrado.
carga e o visto do despacho ou guia que deve
acompanhar; as que carregarem no cae3 do Ra-
mos ou ao sul da alfandega at o trapiche da com-
panhia Pernambicana devero tocar para o mes-
mo fim no porto fiscal n. 3; e as que carrega-
rem em Trente do ancoradouro da carga e frau-
quia e dos postos fiscaes ns. 1 e 2 se approxima-
rio quantofor possivel a esses postos, de modo
que de bordo possaser reconhecida a embarcaco
polo scu nome, e notada ahora em que segu
para o navio carga, devondo o commandaute
do porto fiscal ir ou mandar verificar o despacho,
sempre que julgar conveniente. Os transgressor
res desta ordem ficaro sujeitos pena do artigo
398 do regulamento de 19 de setembro de 1860.
Alfandega dePeroambuco 4 de julho de 1861.
O 2." escripturario,
Maximiano Francisco Pcixoto Duarte.
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia, em cumprimento da ordem
do thesouro, de 6 de maio ultimo, manda fazer
publico, que Dea aberto, para o dia 29 de julho
prolimo seguinte, novo concurso para preeochi-
mento dos lugares de praticante de alfandega
desta mesma provincia, cotuegando os exames s
10 horas da manha sobre as seguintes materias:
1.a grammetica da lingua verncula, leilura e
escripta correcta e correte ; 2 a theoria da es-
cripturario mercantil por partidas simples e do-
bradas, esuas applicages ao commercio, e a ad-
ministradlo de fazenda ; 3.a arilhmetiea e suas
c applicages ao commercio, com especialidade a
g2 reducglo dos pesos e medidas nacionaes e es-
s trangeiros, calculo de descont e juros simples e
"* composlos, theorias de cambios e suas applica-
4 a noQes de algebra ; 5.a traducglo cor-
3

g | Hygrometro.
I* oo
~4
OS
OS
tn
O
| Cisterna hydro-
mtrica.
S S
Franca*.
o
ce
-- -Z 2 'Z *#
M OS
3 i
o i

c-
o
o
oges;
2 recta das lioguas ingleza e franceza, ou pelo me-
co (nos da ultima ; 6.a principios geraes, de geo-
K I graphia, de historia do Brasil e de estatistica com-
5! metcial
Aquelles que pretenderem ser admiltidos ao
concurso, deverao previamente provar, que leem
18 annos completes de ida le, que eslo livres de
i culpa e pena, e que teetn bom comporlamento.
Secretaria da thesouraria de fizenda de Per-
\ nambuco, 4 de junho de 1861.Servindo de offi-
; cial-maior. Luiz Francisco de S. Paio e Silva.
< A cmara municipal do Recife em virtude
da ordem circular do governo da provincia de 22
' do corrente, faz publico para conhecimento de
. seus municipes, que por aviso da secretaria de
estado dos negocios da fazenda de 4 deste mesmo
mez, se ordenara a thesouraria da fazenda que
procedesse nesta provincia a substituirlo das oo-
J tas de 1005 e 200* primeira eslampa, papel bran-
A noite clara at as 2 h que tornou-se de co, no tempo que decorrer de agora al o fim de
agoaceiros, vento SSE regular at as 3 h que dezembro do anuo corrente, coniecando do pri-
rondou para o terral. ( meiro de jaoeiro prximo futuro o prazo de 10
Em dias do mez passalo foi visto pelas 4 h 30' mezes para o descont mensafde dez por cenlo
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 4 de julho de 1861.O secretario.A.
F. da knnunciaco. >
Clausulas especiaos para arreaiaUcl.
Ia. A obra sera principiada 15 dias depoii da
arrematadlo e concluida no prazo de 4 mezes.
2*. O arrematante quando teora de entregar a
obra, presentar o leito da estrada, en estado
perfeito, tendo cuidado em que uao deiappareca
a carnada de trra arenosa, cora que feita a su-
perficie superior do mesmo leito ; e bem asaim
que os vallados flquero completamente desobs-
truidos, e com a profuodidade e largura que lhe
indicar o engenheiro encarregado da obra.
3*. A superficie do talude flear com estado
perfeito, formando um s plano, e se acontecer
qne quando a escavaclo chegue ao ponto deter-
minado pela reclinadlo marcada na planta pela
linha encarnada, bouverem esbroamenlos, que
para regular a superficie dos taludes, tenha o ar-
rematante de aier maioT escavago de que ade-
terminadi, ser elle obrigado a fazer.
*. O pagamento ser (eito em quatro presta-
(oes iguaes, pagos meosalmeote, e urna vez que
se verifique achar-se feita urna parle correspon-
dente da obra.
5a. A trra laucada fora ser levada para as
partes bailas que bouverem fora da estrada, nao
podendo ser amontoada de forma que possa vir
para cima da estrada.
6a. O arrematante altead r a todas as recla-
macoes do engenheiro, tendentes boa exocugo
da obra, e bem assim no imposto a tal respeito
na lei n. 286.
7a. Nao ser attendida reclamsQlo alguma por
parle do arrematante, ficando elle responsavel
por quaesquer circumstanciaa accidentaes que
possam provir durante a execoclo da obra, seja
qual for o motivo, que a isso dr lugar.
Conforme.O aecretario, Antonio Ferreira da
AnnunciaQo.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda dests provincia, em cumprimento de or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia manda
fazer publico que se hao de arrematar por conta
da fazenda nacional, no dia 13 do corrente, por
1 hora da tarde, na casaem que funecionou a ex-
tiocla repartilo das trras publicas, mesas, ca-
deirase mais utencilios, assim como objectos de
eacriptorio que existiam naquella repartidlo. Os
prelendenles deverao comparecer no dia e hora
designados mencionada casa.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 5 de julho de 1861.Manoel Jos Tin-
to, servindo de official-maior.
Por ordem do Illm. Sr. inspector da alfan-
dega se faz publico que no dia 11 de corrente se
ha de arrematar em hasta publica, depois do
meio dia, porta desta repartilo, de conformi-
dade rom a disposiceo do art. 756 do regulamen-
to de 19 de setembro ultimo, 24 barris com 840
caadas de agurdente, valor a caada 300 rs.,
total 252J, urna lancha no valor de 609, quo fo-
ram apprehendidas no mar pelo guarda Antonio
Jos Rodrigues do Paula, na occasiao em que erlo
conduzidas para bordo da barca nacional Atre-
vida, sendo a arrematac.3o livre de direitos.
Alfandega de Peroambuco 6 de julho de 1861.
Firmino Jos de Oliveira,
1.a secretario.
O lllro. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que o thesoureiro
da mesma thesouraria est aulorisado a pagar do
dia 8 do correte por dianle os juros das apoli-
ces da divida publica provincial, e omitlidas em
virtude da lei provincial n. 354 de 23 do setem-
bro de 1854. -
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretarla da ttiesouraria proviocial de Per-
oambuco 6 de julho de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira d'Anouneiaglo.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que o thesoureiro
da mesma thesouraria est autorisado a pagar do
dia 8 do corrente por diante, os juros das apoli-
ces da divida publica provincial, vencilas at o
ultimo de junho prximo findo.
E para constar se mandou affixar o preseute e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco6 de julho de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira d'AnaunciacJio.
Para fornecimento dos depsitos do artigoa be-,
lieos das provincias de Alagoat, Parahiba e Rio
Grande do Norte.
80a>covados de chita para coberta.
3430 varas de brim branco.
1715 raras de algodozinbo.
Alagoas.
100 booets.
100 grvalas.
100 mantas de lia.
Parahiba.
206 bonete.
208 grvalas.
208 mantas de lia.
Rio Grande do Norte.
189 bonets.
159 mantas de lia.
Para o forte de Pao Amarello.
1 livro com 200 folhas de papel almago pauta-
po cujo formato seja de meia folha.
2 castices de lati.
1 p de ferro.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
sitas propostas em carta fachada, na secretaria do
cooselho, s 10 horas da mannia do dia 12 do
correte mez.
Sala das sessdes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 5 de
julho de 1861. Bento JosiLamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
Directora geral da iastriic-
cao rubiica.
Fago saber a quem convier, de ordem do Illm.
Sr. Dr. director geral, que se acharo vagas as ca-
deiras deioslrucclo elementar do 1. grao do se-
xo masculino de Una, S. Vicente, Buique, Santa
Mara da Boa-Vista e Ouricury ; pelo que sao as
mesmas cadeiras postas coocurso, marcando-se
o prazo de 30 dias, a coolarda dala deste, para a
inscripelo e processo de habilitarlo
Campos.
Raymundo.
Teiieira.
Santa Rosa.
Leite.
D. Btaooela.
Declarares.
da manha um cometa ao Rmo de SE4S, que nao
foi possivel fazer-se raarcagoes pelas razo das
rumias nuvens; deu-se aepois o desappareci-
tnento at o dia 5 do correte, que tornou-se vi-
sivelas6h 45' da tarde ao Rmo de N4N0 e pr-
ximo a Ursa-maior, a sua grandeza de urna es-
trella de Ia ordom ; tem cauda nao muito larga
porm com a consideravel exteoso da 35 pr-
ximamente, o mevimento para o NO : as 8 h
liana de altura 26 prximamente.
OSCIIAf.AO DA HAR.
Preamar as 4 h. 30' da tarde, altura 7,2 p.
Baixamar as 10 h. 18' da manha, altura 0,7 p.
Observatorio do arsenal de marioha, 8 de ju-
lho de 1861.
Romano Stepple,
Ia tenente.
Eiitaes.
O Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, juiz de
direito .especial do commercio desta cidade do
Kacife, capital da provincia de Pernarabuco e
seu termo, por S. M. imperial e constitucional
o Sr. D. Pedro II, a quem Deus guarde etc.
Fago saber aos que a presente carta de editos
virem e della noticia tiverem, que por parte de
Prente Vianna & C, foi dirigida ao meu ante-
cessor a peticSo do theor seguinte :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz do commercio. Di-
zem Parete Vianna & C, que querem fazer citar
a Manoel Joaquim de Oliveira &C para que den-
tro em 10 dias que lhes serlo assigoados em au-
diencia deste juizo paguem aos supplicaotes a
quaotia de7:753$270 e seus juros, importe de
cinco letras mercanlis, vencidas e nao pagas, ou.
alleguem o que liver que os releve, sob pena de
serem coodemnados directamente no principal,
juros e custas, caso nlo confessem, visto que se
nao quizeram conciliar com os supplicantes ; e
posto que os supplicados estejam ausentes em lu-
gar incerto e nao sabido, requerem os supplican-
tes a V. Exc. que os admilta a justificar a ausen-
cia dos supplicados ; o que feito e julgado por
senteoca, se passo carta edital com o prazo da lei
para serem por ella citados para todos os termos
da causa esua execuQlo, arrematadlo etc. al in-
tegral embolso dos supplicantes com a psia de
revelia.
Pedem a V. Exc. defer ment. ER.M.-G.
Alcoforado.
E mais se nao conlioha em dita peticio aqui
transcripta, oa qual eslava o despacho seguinte :
Distribuida juslifiquem.
Recife 27 de maio de 1861.A. F. Peretti.
E mais te nlo- cootinha em dito despacho, por
torga do qual fora a mesma pelillo distribuida ao
eacrivlo deste juizo Maaoel Maa Rodrigues do
Nascimento : e teodo os supplioantes produzido
.suas testemonhas que justificaran) a ausencia dos
supplicados em lugares nlo sabido ; e subindo os
autos a coneluslo do meu antecessor, interino,
selles dera a senteoca do theor seguinte:
A' vista das testemunhat' produzidas por P-
rente Vianna & C para justificar a ausencia em
lugar nlo sabido dos negociantes Manoel Joaquim
de Oliveira & C.: mande porlanto que tejara ci-
tados por editos com prazo de 30 dias, e serlo
afiliados nos lugares pubUcos, e publicados pelos
jornaes ; e pague o justificte aa castas.
Reciia 22 de junho de 1861.Bernardo Macha-
do da Ceata Doria.
E mala se nlo continha em dita senteoca aqui
transcripta, em cumpriaaento da qual, referido
escrivo fez passar a praeeete tarta coa o prazo
de 80 dias, pelo qual otaras* aito e hei pe* cita-
dos oa supplicados, para que deastro do referido
prazo compsregam neete juizo para allegar sua
defeza, por todo o conteudo na peticao cima
transcripta, sob pena de pavaa ge ir a causa e aeua
termos a revelia ; portatela** a qualquer pea-
aoa, parante ou amigo dan referidos supplicados,
poder fazer acicate do que cime flea dito.
no valor das mesmas notas.
Pago da cmara municipal do Recife em ses-
slo ordinaria aos 27 de junho de 1861.Luiz
Francisco de Barros Reg, presidente.Francis-
co Canuto da Boa-Viagem.ofcial maior servindo
de secretario.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em virtude de ordem do Exm. Sr. presiden-
te da provincia, manda fazer publico, que no dia
11 do corrente, peranle a junta da fazenda da
atsela thesouraria, vai notamente a prace, para
ser arrematado quem mais der o pedagio da
barreira da ponte da Tacamos, avallado em 414$
annuaes.
A arrematadlo ser feita pelo lempo de dous
annos e 11 mezes, a contar de 1.a de agosto do
corrente aooo a 20 de junho de 1864.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
ta^o, comparecam na sala das sessOos da referi-
da junta, no dia cima declarado, pelo meio dia
e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aduar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de julho de 1861.O secretario, An-
tonio Ferreira da Aonunciaco.
Joao Baptista de Castro e Silva, commendador da
ordem da Rosa, e inspector da thesouraria de
fazeoda de Peroambuco, por S. M. I., que Deus
guarde.
Fago saber a lodos os habilaotes desta provin-
cia, que om virtude de ordem circular do the-
souro o. 39 de 4 do correte mez se substituirlo
nesta thesourarla, s horas de seu expediente, as
notas de 1009 e 2004 da Ia estampa, papel bran-
co. Esta subslituiglo so realisar desta data ao
fim de dezembro deste aooo valor por valor ; do
Io de Janeiro de 1862 porm em dianle se far
ella com o descont legal de 10 por cento em ca-
ds mez, de modo que no Io deoutubro do dito
anno de 1862 nlo terlo mais valor algum as re-
feridas Dotas.
Thesouraria de fazenda de Pernambuco 15 de
junho de 1861.
Joo Bsplista de Castro e Silva.
2a secgo. Secretaria do governo de Per-
oambuco, em 4 de julho de 1861.
Tendo sido declarado vago por decreto de 2 de
oovembro de 1859 o odelo de escrivo da pro-
vedoria de capellas e residuos do termo de Goian-
na.por impossibilidade do serventuario Jlo Jos
da Cunha Menezes, conforme foi communicado
por aviso do ministerio da juslica de 18 daquelle
mez : S. Exc. o Sr. presidente da provincia assim
o manda fazer publico, aDm de qua os prelen-
denles do mesmo officio se habilitem na forma do
decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851, e aviso
n. 252 de 30 de dezembro de 1854, e apresentem
seus requerimentos no prazo de 60 dias contados
desta data; certos de que o que for nomeado Qcar
obrigado a prestar quelle serventuario a 3a parle
do rendimeoto, segundo a respectiva lotagode
conformidade com o que dispe o art. 2* do de-
creto n. 1294 de 16 de dezembro de 1353.
Jlo Rodrigues Chavea.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provio-
cial, em cumprimento da ordem do Exm.Sr. pre-
sidente da provincia, de 28 de junbo prximo
findo, manda fazer publico que do da 1* de agos-
to prximo futuro, peraote a junta da fazenda da
mesma thesouraria, se ha de arrematar, i quem
por menos flzer, a obra a fazer-se com o corte da
barreira do alto da Maela, avallada em reta
4:290S000.
A arrematagao ser feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob sa
clausulas especiaos abaixo declaradas.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
go comparegam na sala das seseos da referila
junta, ao dia cima mencionado, peto meio dia
e competentemente habilitadla.
E para constsr se mandou afiliar o prosete a
publicar pelo Diario,
iQspec^o do arsenal de ina-
riha.
Faz-se publico que a commisslo de peritos des-
te arsenal examinando, na forma determinada no
regulamento balxando com o decreto n. 1,314 de
5 de fevereiro de 1854, o casco, machina, cal-
deiras, apparelho, mastreaceo, veame, amarras
e ancoras do vapor Camaragibe da companhia
denominada Vigilante, achou ludo em bom es-
tado.
Inspecglo do arsenal de marinha de Pernam-
buco em 5 de julbo de 1861.O inspector,
Elisiaro Antonio dos Santos.
Correio geral.
Existo oa admioistraglo do correio desla cida-
de urna revista civel da relaglo do Rio de Ja-
oeiro, em em que recorrentes D. Francisca Br-
relo de Jess e outros e recorridos D. Anna Rosa
Marlins e o advogado Eduardo Jos de Moura co-
mo curador da preta Romana a seus filhos, que
vai remettida pelo escrivlo Campello de Alroeida
para ser entregue ao secretario da mesma rela-
go, a qual deixou de seguir por falta de sello.
Correio,
A pessoa que no dia 30 do passado deixou (car
na reparligo do correio urna carta para o Sr.
Tito da Silva Guimarles, oo Rio de Janeiro, de-
vendo ir buscar o importe do sello, e como nao
voltasse deixou a mesma carta de ter o compe-
tente deslino.
Couscllio administratvo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumprimento ao art. 22
do regulamento de 14 de dezembro de 1861, faz
publico, que foram aceitas as propostas dos se-
nhores abaixo declarados.
Para o 2a batalhlo de infantaria.
Jlo Jos da Silva, 4 caldeiras estanhadas pa-
ra 50 pracas cada urna 35$000.
Para o arsenal de guerra.
Manoel Diogo Chaves, 00 duzias de taboss de
louro com 10, 12, e 14 polegadas do largura, e 25
27 palmos de cumprimento a duzia a 408000.
Jos Hygino de Miranda, 6 enxames de 25 pal-
mos de cumprimento 5g000, 2 mos travessas
de 30 palmos de cumprimento 59000.
Jos Rodrigues da Silva Rocha. 2 arrobas de
fio de algodao a libra 800, 500 vassouras de
palha com pus 95 ris. 100 ditas de jungo e
tambera com pus "345.
Joao Carlos Augusto da Silva, 500 caadas
medida nova de azeite de carrapato a caada
1640.
Jos Augusto de Araujo, 5 arrobas de oleo de
linhaga arroba 78600.
Jos Josquim Pimenlel Pereira, 3 oaixas com
vidros de 12 14 polegadas 168000
Para o hospital militar.
Jlo Ignacio Ribeiro Roma.Nos medicamen-
tos que foram requisitados por 1:1508000 sob a
condiegao do serem entregues oa botica do mes-
mo hospital no dia 16 do correte.
O cooselho aviza aos mesmos seohoresquede-
vem reeolher os objectos comprados oo dia 12 as
10 horas da manha na secretaria do mesmo
conselho.
Sala das sessoes do conselho administrativo
psra fornecimento do arsenal de-guerra 8 de ju-
lho de 1861.
Francisco Joaquim Pereira Lobo.
Coronel vogal aecretario interino.
Gaixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no art. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno lando, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 meses a contar desta data, a
substituicao das netas de 20# da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar*
co de 1361.O-secretario da directora
Francisco Joao de Barro.
CataUa aHaHaalaSialla-B.
O conselho administrativo, para fornocmonto
do arsenal de guerra, tem de comprar os objet
tostarles:
lores, na forma das instrneges de 11 de junho
de 1859.
Secretaria de iostrucglo publica de Pernambu-
co 6 de julho de 1861O secretario interiuo,
Salvador Henrique de Alouquerque.
Directoria geral dainstrueco
publica.
Fago saber a quem convier, de ordem do Illm.
Sr. Dr. director geral, que se acham vagas as ca-
deiras de instruegao elementar do 1. grao do se-
xo femenino de S. Fr. Pedro Gongalves do Reci-
fe, de Santo" Antonio do Recife. Iguarass. Seri-
nhem, villa de Garanhuns e Carnar; pelo qne
sao as mesmas cadeiras postas concurso, mar-
cando-se o prazo de 30 dias, a contar da data
deste, para a inscripelo e processo de babilitago
das opnositoras, oa forma das instrucgdes de 11
de juoho de 1859.
Secretaria da iostrucglo publica de Peroambu-
co 6 de julho de 1861.O secretario interino,
Salvador Heorique de Albuquerque.
Santa casa de misericordia do
Recife.
Alllma. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife manda fazer publico, que
nlo se tendo effectuado hoje a arrematadlo das
rendas da ilha do Nogueira, fra transferida sob
condices mais (avoraveis para o dia 11 do cor-
rente, pelas 4 horas da tarde, na sala de suas
sessdes.
Secretaria da santa casa de misericordia do Re-
cife 4 de julho de 1861.O escrivlo,
. F. A. Cavalcanti Cousseiro.
A Illm. junta administrativa da santa casa
de misericordia do Recife manda fazer publto
que no dia 11 do corrente, pelas 4 horas da lar-
de, na sala de suas sesses, ir pr.iga o forne-
cimento de pao e bolacha, que houverem de con-
sumir os eslabeteciraentos de caridade do dia da
arrematarlo a 31 de dezembro do correte anno.
Os pretendeotes dirijam suas propostas em carta
fechada no dia e horas aprazalos.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recife 5 de julho de 1861 .O escrivlo,
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
Santa casa da misericordia do
Recife.
A Ulms. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife manda fazer publico aos
seohores irmaos instaladores que ainda olo pa-
garan as respectivas joias, e que olo o fizerem
da data deste a 30 dias, que serlo eliminados de
conformidade com o officio da presidencia.
Secretaria da sania casa da misericordia do Re-
cife 5 de julho de 1861.O escrivlo,
P. A. Cavalcanti Cousseiro.
Acha-so nesta subdelegada duas colheres
de prata para sopa, as quaes foram encontradas
oa occasilo de urna busca dada em urna casa por
objectos furtados : a quem as mesmas perteoce-
rem, dirija-se a esta subdelegacia, que dando os
sigoaes, ihe serlo entregues.
Subdelegacia da fregu* do Pogol.* de julho
de 1861.Jos Googalvcs Porciunculs.
Tribunal do cominercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico a vaga
do officio de correlor geral desta praga, luvida
por fallecimento de Prudencio Marques de A-
morim.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 5 de julho de 1861.
Julio GuimarlesOfficial-maior.
Tfadichon. proprietario ........
Thomaz Rrouze, rico Austra-
liano ........................
Pedro, jovan camponez........
Um creado do hotel'.............
Um commissario de polica....
Mara, a Peecadora.............
Bianea.............,------....... D. Carmela.
Marieta........................ D. Jesuina.
Nalhaha....................... D. Anua Chaves
Esperanga...................... D. Julia Gobert.
Genoveva....................... D. Leopoldina.
Homens e seohoras, mascarados, ete.
poca actualidade.
O primeiro acto passa-se em um jardim de S.
Cloud, O segundo em caga deAndr. Otercei-
ro nos saldes do hotel Armond, baile mascarado.
O quarto e quinto en, Vincennes.
Terminar o espectculo com a graciosa co -
media em um acto,
Os Irmaos das Jalmas.
Comegar s 7X horas.
THE iTRO
Ero consequeneia da orcheslra ter tocado no
thealro de Santa Isabel, fica transferido para ter-
ga-feira 9 do corre-ote o espectculo a beneficio
do re i de fogo, annunciado para o dia 7, o qual
ser imprelerivelmente.
O resto dos bilbetes acham-se venda na ra
Nova, casa do Sr. Thom Lopes de Senna, ra do
dos pposi- i Crespo, loja do Sr. Falque, e no theatro.
Avisos martimos.
Para o Rio de Ja-
neiro
A veleira barca nacional Iris seguir com bre-
vidade. Para alguma carga miuda, trata-se
com Anluoes Guimarles & 0., do forte do Mal-
los, trapiche do bario do Livramento n. 15, e
para escravos. com os consignatarios Aranaga
Hijo & C trapiche Novo o. r.
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente o hiate na-
cional Santa Anna2: para o reslaote dacarga e
passageiros trata-se com Gurgel & Irmaos. oa
rna da Cadeia do Recife, primeiro andar, n. 28.
HaranliaO e Para.
O hiale nacional Rosa espetado nestes dias,
seguir com brevidade para os portos indicados,
por j ter parte do carregamento angajado : para
o resto e passageiros trata se com o consignata-
rio J. B. da Fonseca Jnior, "ra do Vigario nu-
mero 23.
B hia.
Segu a sumaca Hottencia, capillo Belchior
Maciel Araujo ; para o resto da carga que lhe
filia e passageiros, trata-se com Azevedo & Men-
dos, ra da Cruz n. I.
Baha.
A escuna nacional Carlota, capito Luciano Al-
ves da Conceiglo, sahe para a Bahia em poucos
dias ; para alguma carga que ainda pode receber,
trata-se com Francisco L. O. Azevedo, na ra da
Madre de Deus n. 12.
com viuva
ou com o
O patacho nacional Barros 1, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-se
Amonio & Filho, ra da Cruz n. 45
capito a bordo.
" "i
Ra da Cruz numero la.
Continuacao do leilao
DE
MOVIS.
Para acabar.
Terga-feira 9 do corrente.
Aotunes continuar a vender sera reserva de>
prego algum em lotes a vontade do comprador
urna porga o de movis como sejam cadeiras ham-
burguezss, com modas, camas, mesas, toiMes.
lavatorios, sofs, secretarias, mesas elsticas ele.
todo ao correr do roartello, no dia e lugar cima
designado as 11 horas em ponto,
Ba do Imperador n. 15,
lalbisdi
DE
Urna officina de
marcineiro.
Quarta-feira 10 do Crrente.
Aotunes vender em leilao a officina de mar-
cineiro sita naquelle lugar composta de diffe-
rentes bancos com ferramenta completa, urna
porgo de foleido de Jacaranda, diversos moldes
e urna grande porgo de madeira entalhada, qua
tudo ser vendido sam reserva de prego, em lo-
tes a vootade do compredor, as 11 horas em
poato.
Asirim como
urna escrava de 30 aonos de idade.
LEILAO
DE
Um carro inglez, movis
e escravos.
Aotuoes far leilao de um rico carro inglez de
4 rodas piutado e forrado de novo, com arreios
para dous cavallos, excellenles molas muito forte,
Bem como
differeotes movis qne serlo entregues por todo
prego oblido para acabar, e bons escravos que
se venderlo na mesma occasiao, cujo leilao lera
lugar qutnta-feira 15 rio corrente s 11 horas em
ponto na ra do Imperador n. 73.
LEILAO
DE
Trastes cakiolet e cavallo
AS lOHORfVS EM PONTO DO DIA
QuinLa-feira 11 do corrente.
O agente Pinto autorisalo por um estrangeiru
que retirou-se para Europa, far leilao sem re-
serva de prego dos objectos seguiotes : urna ex-
cedente mobilia de mogoo, guarda roupa, lava-
lorio, espelho, mesa elstica, guarda louga, mar-
quezas, camas, carteiras para escriptorio, urna
burra, prensa para copiar cartas, louca e vidros
perteoceDtes a casa de um rapaz solteiro emui-
tos outros objectos que estarlo vista dos com-
pradores, no dia e hora cima meociouado aa
armazem da ra do Imperador o. 39.
Nesta mesma occasiloexpor venda um ca-
briolet francez de 2 rodas com cober'-. xpenas
com 2 mezes de servico, um grande e bonito ca-
vallo e um carro de 4 rodas em uso.
Santa Casa de Misericordia do
Recife.
A Illraa junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife, manda fazer publico que I
nao se tendo effectuado hoje a arrematagao das I
rendas da ilha doNogueira, ir novameotea pra-
ga no dia 4 do prximo futuro mez de julho. Os
pretendenles devem organisar suas propostas e
remetle-las a esta secretaria em caria fechada,
no dia cima mencionado, as 4 horas da larde.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 27 de junho de 1861.
F. A. Cavalcanti Cousseiro,
Escrivlo.
A filma, junta administrativa da santa casa
de misericordia do Recife manda fazer publico,
que no dia 15 do prximo futuro mez de julho,
pelas 10 horas da manhia, na casa dos expostos,
far-se-ha pagamento as respectivas amas ; de-
vendo estas irem acompinhadas das criangas.
Santa casa de miseriordia do Recife 28 de ju-
nho de 1861.O eacrivlo,
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
SOCIEDADE B\\C\RU
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Sacam e tomam saques sobre as pracas do Rio
de Janeiro, Maraohao e Para.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZAGERMANO.
19a RECITA DA ASSIGNATURA.
Quarta-feira, 10 de JulDft.de $61
Subir 4 acea pela primeira vez ueste theatro
o excellente e magnifico drama em 5 actos, ori-
ginal frsneez,
J8
Rio de Janeiro
segu com toda a brevidade a barca Malhilde
por ter melado do seu< carregamento engajado :
para o re3lante, trata-se com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14, ou com o capillo
Jos Ferreira Pinto.
Para Lisboa e Porto,
sahir com brevidade a barca portugueza For-
mse, de primeira marcha : para o restante da
carga e passageiros. para os quaes tem excellen-
les commodos, trata-se com Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio, ou com o capillo a bordo.
Aviso martimo.
Thomaz Golden, capillo da barca americana
Lagrange, arribada a este porto por forga maif,r
precisa cerca de 35:0OOft sobre risco martimo,
para salisfazer as despezasnecessariasdo ditona-
vio : os pretendeotes maodarao as suas propos-
tas em carta fechada ao consulado americano na
ruado Trapiche ri.8.
LO
O agente Hvppolito da Silva vende-
r' na porta do armazem do Sr. Anne?,
na porta da alfandega sem reierva de
preco algum 100 caixas com masses
perfeitamente novas : terca feira 9 do
corrente as 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
CMIPANHU PERN4MBIICa!\A
No dia 9 do correte depoir da audien-
cia do juizo de orphlos denitivarnenta vai a
praga pela renda annual, e por tempo de lava
annos, a casa terrea o. 59 na ra de Santa Rita
Nova, a requarimento de Joao Antonio Lopes
Chaves tutor do orphlo Jos lilho dos fallecidos
Joao Jos Tavares e sua mulher, tendo dita cpsa
duas salas, 5quartos, cosinha fora, graode quin-
til murado com cacimba, leiheiro e dous portoes
sendo uro de porta larga para carro, e deitam
para a ra Nova de Santa Rita cuja casa est
arreodada por 240# aonuaes.
Attenco.
DB
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu'. Aracaty, Ceva .
O vapor Iguarass, commaodante Moreira,
sahir para os portos do norte at o Cear nc
dia 22 do corrente s 4 horas da tarde. Recebe
carga at o dia 20 ao meio dia. Eocommendas,
passageiros e dinheiro a frete at o dia da sahide
a 1 hora : escriptorio no Forte do Mattos o. 1.
Leudes.
LEILAO
PARA ACABAR
DE
Hoja de louca,
Previoe-se ao Illm. Sr. administrador da mee
do consulado para que sendo S. S. lio distinct
zelador da tazenda nacional lance suas vistas sob
as tratlcancias que segundo por ahi se diz anda
praticando o Sr. Luiz Jos Marques 1 Oh I que o
homem ainda depois de morto ha de dar couce t
pois querem saber o*que elle aodou lazando?
anda falsificando os conhecimentos que em lem-
po competente passou aos seus contribuinles,
trocan lo-lhes por outros novos em cujos faz se-
guado consta urna grande diminuiglo na quan-
lidade das caadas afiro de prejudicar a colecta
futura e ver ae por tal meio lhe torna cahir na
sua assas insaciavel boquioha o inesgotavel re-
bugado 11 E querem tambem saber porque pre-
go elle quer beneficiar os seus amigos labernei-
ros? falla-se que 5# por cada bilhete falsifi-
cado 111 A lerta pois, Sr. administrador, os
vcndelboes querem ser todos collectados pro-
porcionaldieDte, querem que a fazenda cobre
delles um tributo rszoavel, mas nlp desejam
mais ser protegidos pelo encyclopedico socio de
suas casas commercises 1! I
Nao lando o Sr. procurador Balbino res-
pondido a publicaglo de 28 de junho prximo
findo, publicada por 8 vezes no Diario de Per-
nambuco, de novo pedelhe o tutor dos meno-
res Luiz e Amalia, que declare a razio porque
se acha a 9 para 10 mezes a justiQcago da apo-
lice appellada pelo juizo dos feilos para a rela-
glo at boje sem resultado. Se o Sr. Balbino
tem motivos para nao procurar esta causa na re-
laglo, haja de declarar para o annuDciaote en-
carregar a outro Sr. procurador, ou requerer ao
Illm. Sr. Dr. juiz de orphlos, para como primei-
ro zelador dos mesmos pugnar pelo direito dos
tutelados do annuncianle como de justiga.
Joaquim de Oliveira Maia relira-se para.
Lisboa.
Na
PECCADORA.
DlNOMINAgAO DOS'ACTOS.
1 octoA fasta em S. Cloud.
loA casa do artista.
HaO baile Muzard.
'O firho em Vicermes.
O dneilo.
PEttSONAGENS.
Andr Estares, ajravador...... Germano.
Polydor Ardou................ Nanea.
Francisco Tevenot, tenente de
paln* Osear Turluboy................ Vicenta.
ra as Cruzes n. 41.
COM LUNCH.
(Sem reserva de preco.)
Quarta-feira 10 do corrente.
O dono deste estabeleclmeoto desejando aca-
bar com sua loja de louca da roa das Cruzes n.
41 far leilao no dia cima as 11 horas em ponto,
por interrenglt do agente Coala Carvalhe, de um
completo aortimento de louc,a e vidroa de todas aa
qualidades cont sejam-apparelhos para cha e
para janlar,cjodeUbros, lanternas, serpentinas,
jairosde toditas qualidades, cestas hamburgue-
sas, louca ordinaria ; o mesmo agente convida a
lodos os chefes do familias a coraparecerem pois
neta sempre apparece deataa oocaaiea e a seus
numerosos freguazea a queaa quer ter a honra
de offerecar-lhe um copo.de ser ve ja, *m lotes a
vontade doa compradores.
Tambern
vender! vario* raoveie.
CAVLLO
fgido.
Fugio oufurtaram um carallo de edr rodado
sujo, bastante barrigudo e novo, com o focioho
cortado da picadeirs, ferrado no quarto esquer-
de : quem o pegar e o trouxer a raa da Impera-
triz n. 46. loja de aapalos, aera gratificado.
a ra da Saudade n. 15, ala
ga-se ou vende-se urna preta de ptima
conducta, qne engoma, e cosinha com
toda perfeito.
pYeciw^ie de urna cocinheira ou
um co$nheirO bratteo e de boa conduc-
ita : a tratar na ra do Vigario u. %0,



w
DLLBK) DI rifiHAHIDOGu TUCA FElfti 9 M JLHO DE 1811
Consultorio medico cirurgico
&~B;13 AIIIl GLiOMxV CASA BO \3NU3lO--3
Consulta por ambos os syslemas,
Cm consequencia da mudanza para a sus nova residencia, o proprietario deste eitabeleci-
ttenlo acaba de fater urna reforma completa em todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios doseu estabelecimento nao se confundam com os de
nenhum outro, visto o grande crdito de qe sempre gozaran e gozam ; o proprietario tem tomado
a precaucao de inscrevero seu nome em todos os rtulos, aereada ser considerados como falsifica-
Coa iodos aquelles que forem presentados sem esta marca, e qaando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conta assigoada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Outro sim : acaba de receber de Franca grande* porgao de lindura de acnito e belladona, re-
medios estes de summa importancia e cujas propriedades sao lio conhecidas que os meamos Srs.
mdicos altopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsos qur em tubos qur em tiocturas cuslaro a 1> o vidro.
O proprietario desle estabelecimento anouncia a seus clientes e amigos que tem commodos
sufficieutes para receber alguna escravos de um e outro sexo doentes ou que precisem de alguma
operacao. amaneando que serao tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquelles que item tido escravos na casa do annunciante.
K siluaco magnifica da casa, a commodidade dos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto Testabelecimento dos doentes.
As pessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lo de manha al 11 horas
e de tarde das 5 em diante, e fora destas horas acharao em casa pessoa com quem se podsrio en-
tender : ra da Gloria n. 3 casa do Fundo.
- ____________________ Dr. Lobo Moicozo.
Grande laboratorio a vapor
DE
ROUPA,
DE
111, mu
LWADAEEN-
GOMMADA.
160 ris
160
240
240
210
Roupa de familU indistinclamenle pecas grandes e pequeas. .
Roupa do navios, vapores, hospitaes...........
Pecas grandes isoladamente, como lences, loalhas de mes, etc.
Roupa de doente de familia que nao seja fregueza......
Roupa misturada que alguem sem ser freguez eligir que se lave.
No preco doseogommados de roupa de familia, exceptuam-se os vestidos, gollinhas man-
guitos e mais objeclosque forem guarnecidos de rendas, babados, pafos, rfasete, etc., bem como
os cortinados de berco, cama, varaode, quesepagaro segundo o juste.
Qualquer que exigir roupa someote lavada ou tambem engommada com mais brevidade ae
a designada pagar mais 25 por cento sobre o prego.
O prazo da entrega da roupa lavada ser por em quanlo oito dias depois do recebimento, e
A roupa de familia ser lavada em machina separada da dos hospitaess e as pessoas encarre-
das do servico ds roupa serao mulheres. Fauoa himho
Os proprietarios pagaro qualquer peca que se extraviar.
-.. porte da lavagem. o qual ser restituido com o competente importe na occasio de se entreear a
roupa prompta. sem o que esta ficart depositada. entregar a
ajuste estabe,ecimen' "ega-se de tirar nodoas de qualquer nalureza, precedendo um
A entrega e o recebimento da roupa na casa de banhos no pateo do Carmo.
Escravo lugido.
Do engenho Garap, perto da villa do Cabo,
ausentou-se no dia 27 de junho prximo passado
um mulato de nome Jacob, idade 20 auoos, pou-
co mais ou menos, com os signaes seguinles :
estatura regular, corpo robusto, cabeca redonda,
cor avermelhada, cabellos ruivos, olhos vivos,
nariz regular, dentes perfeitos, cara larga, sem
barba, boa figura, falla bem e apressado, costuma
inculcar -se por Torro, e gosta de andar bem ves-
tido, asa de chapeo de copa baixa, e junco na
mao, natural do Aracaty, e foi vendido n refe-
rido engenho a Srs. D. Anna Dellna Paes jarre-
to, em abril do anno passado pelo Sr. Joao Fran-
cisco Laurweo, rendeiro do engenho Serra : ro-
ga-se a todas as autoridades policiaes e capifaes
de campo de apprehenderem o referido escravo
e leva-lo ao dito engenho Garap, que se gratifi-
car generosamente a quem alli o apresentar.
Precisa-se de una ama escrava ou forra
para comprar e cozinhar ; na ra do Crespo nu-
mero 25.
Na ra do Rangel n. 67, primei-
ro andar, precisa-se de urna ama para
casa de pouca familia.
Soulan, cutiieiro e armeiro,
ru t das Cruzes n. 38.
Previne a todss as pessoas que tem concerlos,
amolaces e penbores, de os virem buscar at
lim deste mez, do contrario serao vendidos para
seu pagamento. Continuar a amolar e reparar
quaesquer concertos tendentes a sua arte.
Tendo-se perdido na manha do dia 5 do
correte mez 6 conhecimentos de decima embru-
Ihados n'um papel pardo, sendo 3 pertencentes a
Ignacio Nune3 de Oliveira, um aos herdeiros de
Manoel Antonio Coelho de Oliveira, outro aos
herdeiros de Antonio Jos Dias, e outro aos her-
deiros de Bento Jos da Silva Magalhes, e mais
3 codhecimentos de foros da ca ai ara municipal de
Olinda em branco, e sem assignatura do respec-
tivo procurador : roga-se a pessoa que os achou
o especial favor de entrega-Ios ao Hvm. vigirio
da freguezia da Boa-Vista, que est autorisado a
gratifica-la ; adverltndo que os donos dos conhe-
cimentos de decima j eslo avisados para nao
pagaren senao ao abaixo assigoado.
Jos Joaquim Xavier Sobrera.
O laboratorio de lavagem de roupa a vapor
tendo de dar brevemente comeco a seus traba-
Ihos, precisa contratar mulheres para emprega
no servico da roupa, e algumas que saibam en-
gommar com toda a perfeiclo. Igualmente pre-
cisa de alguna homens e de um feitor para o si-
tio. A oceupago das engommadeiras ser na ci-
dade, podendo irem dormir em suas casas, jJas
lavadeiras no sitio. As antigs obreiras deem
pressa em se apreseotarem para nao perder seus
lugares : quem se quizer contratar, apresente-se
na casa de banhos, no pateo do Carmo, as 9 ho-
ras da manha, e as 4 da tarde:
A luga-se um moleque cozinheiro, e qne fai
todo o servico de casa ; na ra do Raogel n. 62.
Precisa-se de urna ama de leite: na ra da
Moeda n. 5, primeiro anJr.
Aranaga Hijo & C ,
vendem oncas de ouro : na ra do Tra-
piche n, 6.
4lcnca ao barato.
Vendem-se pegas de- algodozinbo bom com
pones avaria a 2&, 2S500 e 3, chales de chaly
matizados para senhoras e meninas a 20500 e 3$,
assim como outras muilas fazendas a precos ra-
zoaveis: na ra do Crespo n- 20 A.
o
t
Atts Vendem-se dous cabriolis no vos, sendo um
perfeitamente acabado, e outro em branco, por
prego coramodo : quem os pratender, diriji-se a
ra do Jasmim n. 24, que achara com quem
tratar.
Vende-se por 1:6009 um mulato escuro
com 19 annos, muito sadio e fiel a toda prora :
na ra Direita o. 74, te dir quem o vende.
Vende-se urna preta de meia idade, boa
cozinheira, que ensaboa e lava de brrela : na
ra Direita n. 93, primeiro andar.
Chales de merino estampados a 2#500 : ua
roa do Queimado o. 22, loja da boa f.
9
3--Rua estreita do Rosario3
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio de
molas como pela preaso do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras -nao a
aquem vontade de seus donos, tem pos g
e outras preparares as mais acreditadas t
para conservado da bocea.
Aos pais de familia.
D. Umbelina Wanderley Peixoto tem resollido
continuar com o seu amigo collegio de instruc-
go elementar do sexo feminino, o qual por ora se
acba estabelecido na ra da Gloria, pavimento
terreo n. 7. As pessoas que a quizerem honrar
confiando-lhe a educa-jo de suas Albas, encon-
trarlo nella plena aolicitude e disvello. As men-
salidades sao de 5g000 pagos adiaotados.dando o
collegio papel, peona, tinta e compendios. O
programma do ensino e o rgimen interao vo
abaixo transcriptos:
Escripia.Bastardo, bastardinho e cursivo, pelos
autores de calligraphia mais acreditados.
Leitura.Historia sagrada, livros que cootenham
fbulas, regras de civilidade, preceitos de mo-
ral, e manuscripto.
Aritmethica.As quatro operaces fundamentaos,
e o systema mtrico e monetario do imperio.
Doutrioa christa.-Resumo das orages e expli-
cagoes do cathecismo.
Trabalhosde agulha. Costura cha, labyrintho,
bordados de marca, de matiz e de ouro.
A aula de manha principia as 8 horas e finda
ao meio dia ; e tarde das 2 at as 5.
De manha :
Das 8 s 9 procede-se ao trabalho da escripia e
correcgo da mesma.
Das 9 s 10, leitura.
Das 10 s 11, contabilidade.
Dss 11 atea sahida, doutrioa christa:
A tarde toda destinada aos trabalhos.de agu-
lha e exercicioda dou trina christa.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
Importante
Aviso
Na loja de4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mantode roupas feitas, paracujo fim tem mon-
tado urna officina de altaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desecipenhar toda e qualquer obra que se lhe
encommende ; poT isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidad ras
Illffis. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, farddes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que fem os liguemos que de
l vieram ; alm disso faz-se mais casaquiahas
para montara, fardetas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
goato da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
ronhecidas al hojo, assim como lem muito ricos
desenos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiangando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nlo se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'onde
veio o mestre. pois espera a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.

i
I .-'
O bacharel Witruvio p-
I de ser procurado na ra
I Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
I
i

Unio Beaelcente
DOS
MARTIMOS.
De ordem do Sr. presidente scientifico aos se-
nhores socios effectivos que no dia 10 do corrente
haver sesso extraordinaria da assembla geral
para tratar negocios da alta monta.
Secretaria da sociedade Unio Beneficeote dos
Martimos, 8 de julho de 1861.
Balthasar Jos dos Res.
1. secretario.
Ueneo.
No da 10 do correute, finda a audiencia do
Iljm. Sr. Dr. juiz municipal di segunda vara, se
ho de arrematar por venda, por ser a ultima pra-
ca, os seguinles predios, pertencentes a heranga
do finado Joo da Silva Moroira :
Metad de urna casa de tres andares o. 32, ra
do Queimado, com solo, quiolal murado, cacim-
ba, avaliada dita metade em 8:0005.
Urna dita de um andar n. 46, ra do Rangel,
com aotao, cozinha, quintal, cacimba meetro.
7:500*000. '
Urna dita de um andar n. 3, ra do Rangel, co-
zinha fora, quintal murado, cacimba meeira, da
qual usufructuario do primeiro andar, em quan-
lo vivo for Domingos Soriaoo Pereira Simes, se-
gundo a verba testamentaria, 7:000$.
Urna dila terrea n. 63, ruado Queimado, quin-
tar murado, 4:0009.
Urna dita terrea n. 21, ra do Queimado, quin-
ta] murado, 4.5O0J.
Urna dita terrea n. 23, ra do Queimado. quin-
tal murado, 4 800.
N. B. As duas ultimas casas (ns. 21 e 23) pa-
gara ao mosteiro de S. Bento de Olinda 20* an-
nuaes, ou 10$ cada urna.
Attenco.
,5.fH,-Wde?ed'd# *W P10 diminuto
prego de 30 por ler um toqoezinho de mofo :
no armazem de fazendas ds ra do Queimido nu-
mero 19.
Armazenada
de Pars
DE
Jlagalhacs k Alendes.
Ra da Imperatriz.loja armazenada de 4 portas
n. o6, recebeu um bello sortimento de fazendas
novas, a ser la e seda de quadros para vesti-
dos a 640 o covado, novos vestidos brancos bor-
dados com babados a 5 e 6 o corte, pegas de
bretanha de rolo a 2 e 2500. pegas de cambraia
finas para vestidos a 28500, 3g e 3500 a pega,
chitas largas francezas a 240, 260, 280 rs o eova-
do, ditas nglezas a 160,180 e 200 rs. o covado,
golliohas e manguitos com bolozioho a 3,de di-
versas qualidades, saias de balo para senhoras e
meninas com 30 arcos a 3, 3500 e 45; do-ie as
amostras de todas as faieodas para veras quali-
dades. A armazenada est aberla das 6 horas da
manha s 9 da noite.
Nozes
a 3$ a arroba, e a retalhb a 120 rs. a libra: ven-
de-se no armazem progresi, largo da Peohi n-
mero 8.
Tarlataaa.
Vende-se tarlalana branca muito fina cora 1
1|2 vara de largura, propria para vestidos, pelo
baratissimo prego de 800 rs. a vara ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Fil de Unho superior. .
Vende-se superior fil de linho liso muito fino
a 800 rs. a vara : ns ra do Queimado n. 22 na
loja d s boa f.
Para luto.
Cassa preta fina com salpicos ou flores brancas
a 500 rs. a vara .* na ra do Queimado n. 22. lo-
ja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitas de
seda, nao so pretas como de cores, pelo baralis-
simo prego de 1 ; na ra do Queimado n. 22
loja da boa f. '
E'de graca.
Ricas cbapelioas de seda psra senhors, pelo
baratissimo prego de 16 cada urna : na ra do
Queimado n. 22, loja da boa f: (a ellas.que sao
poucas).
Cortes de vestidos brancos
bordados.
Vendem-se ricos cortes de jestidos brancos
bordados com 2 a 3 bahados a a : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vendem-re travs de boa qualidade, de 40
e 50 palmos de comprido, e 12 pollegadas de
grossura ; na estaco das Cinco Pona, a tratar
cesa o mesmo dono na mesma estagio.
Grandes colchas
de fusto adamascadas, pelo preco de 61 cada
urna : na roa do Queimado c. 19,
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nagoes
podem testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delta fizeram tem seu carpo e
membros inteiramente saos depois de haver em-
pregado intilmente ou tros t rala raentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatan, todos os dias ha rauitos annos; e a
maior parte dellas sao to sor prndenles que
admiran os nedieos nais celebres. Quantas
pessoas recobraran con este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernis, depois dedar
permanecido longo tenpo nos hospiues, o toe
devian soffrer a amputago Dellas ha mui-
cas quehavendo deixado esses, asylos de pade-
tinenlos, para se nao subneterem a essa ope-
rajo dolerosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecinento declararan estes resultados benfi-
cos diante do lord eorregedor, e outros magis-
trados, afin de nais autenticaren sua a firna-
va.
Ninguen desesperaria do estado de saude s
tivesse bastante confianca para encinar este re-
medio constan lente seguindo algan tenpo o
traumento que necessusse a natureza do na),
cujo resultado seria provar inconteeuvelnente.
Que ludo cura. t
O ungento he til, mais particu-
naente nos seaptlntes casos-
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfernidades da culis
en geral.
Ditas de anu.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Incbaees.
Inflammacao do figado.
Vende-se este i
geral de Londres n
Inflaujmagio da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queinadelas.
Sarna.
SupuracSes ptridas.
Tinha, en qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulages.
Veas torcidas ou no-
das
leciraento
loja
veas wroidas ou no-
gado, dss as pernas.
ungento nojr elecnentc
i. 244, Sor %e na loja
de todos os boticarios droguisl futras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Ha vana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinha conten
una instruccao en portugus para explicar o
modo de faxer uso diste ungento.
..T. Os Sr. abano detlsrados sao rogados
dmgir-se ra Nova n. 18, a negocio de seus
especiaes interesses.
Antonio Carlos Frederico Sera.
Antonio de Medeiros.
Americo Xavier Pereira de Brilo.
Antonio Jeronymo Pinbeiro.
Antonio Albuquerque de Hollanda Cavalcanti.
Antonio Claudino Alves Gomes.
Americo Vespucio de Hollanda Chacn.
Antonio Francisco da Cunha.
Antonio Machado Biltencourt.
Antonio de S Serro.
Alferes Antonio Ferreira Pinto.
Antonio Joaquim Fernsndcs de Azevedo.
Antonio Luiz Vieira.
Agostinho de Silva Guimarles.
Antonio Gioga.
A viuva de Manoel Carneiro Leal.
Bernardo de Alemo Coelho.
Bento Antonio Domragues.
Belarmina Maria de Conceigo.
Caelano de Barros Wanderley.
Christiano Rodolpho.
Constancio Gamillo Cesar.
Cesario Aurelano Ventura.
Cal Soares.
Dr. Anlonio Joaquim de Figueiredo Seabra.
Dr. Jos Francisco de Arruda Cmara.
Dr. Francisco Alfonso Ferreira.
Dr. Polycarpo Cesar de Barros:
Dr. Antonio Borges Leal.
Domingos Augusto da Silva Guimaraes.
Eustaquio Jos da Fonseca.
Francisco de Paula Oliveira Haciel.
Flix Cavalcanti de Albuquerque Mello-,
Filippe Diniz Cavalcanti.
Francisco de Salles Alves'Corres.
francisco Jos Virino.
Francisco da Rocha Maia.
Francisco Carrilho.
Francisco de Salles Cordeiro Lins.
Francisco de Paula Albuquerque Maraoho.
Francisco Jos Alves de Carvalho.
Galdino Lopes de Oliveira.
Jorge Donnely.
Joao Paulo Ferreira.
Joo Ferreira da Fonseca.
Joaquim Correa de Arauje.
Jos dos Santos de Oliveira Mondonga.
Jos Joaquim de Figueiredo.
Jos Ignacio Rodrigues.
Joo Jos Capistrano.
Joo Leite do Rodoval.
Joaquim Tavares de Mello.
Joaquim dos Santos Barraca.
Jeronymo Jos da Costa.
Jos Lourengo de Carvalho..
Jos Cicilio Caroeiro Monteiro Jnior.
Jos Romualdo Gomes.
Joo Theoorio de Albuquerque.
Joao Ozorio de Gastro Maciel Monteiro.
Jos do Reg.
Jos Leite de Albuquerque.
Joo Francisco Jos do Sacramento.
Joo da Cunha Henriques.
Jos Caetsno Thaiter.
Jos Goncalvesde Miranda.
Isabel Rebolga de Assumpgo Oliveira.
Lino Pereira da Fonseca.
Luiz Candido Carneiro da Cunha.
Luiz Antonio Alves de Andrade Gueiro.
Lourengo Justioiano Pereira dos Saatos.
Luiz Francisco de Belem.
Manoel Joaquim Correa da Silva.
Manoel Joaquim de Paula Silva.
Manoel Joaquim de Mello.
Manoel Jos Fluza.
Manoel Caroeiro.
Manoel da Ressurreicao.
Manoel Joaquim do Reg Barros.
Ulympia Senhorinha da Silva.
Padre Pedro Barbosa Freir.
Sebastio Antonio Paes Brrelo.
Theodoro Wander.
Attenco.
Francisco Xavier Pereira de Brito, so-
licitador da fazenda geral. tendo exercido
por espago de 8 annos o o Oficio de solicita-
dor de causas na cidade de Porto-Alegre,
adquirindo por isso urna grande pratica,
pretende aqui encarregar-se do andamen-
to de qualquer causa nos differentes jui-
zos, despachar escravos e tirar passapor-
les na polica, e promover cobrancas. E
como tem na corte sua disposicao um
habilitado procurador tamben se encar-
rega de mandar agitar l o andamento de
qualquer pretenco perante as secreta-
rias de estado e thesouro, e de qualquer
causa que tenha de seguir por meio de
recurso para o supremo conselbo.
Qualquer pessoa qu se queira utilisar
de seu prestio pode o procurar das 9
horas da manha ata as 3 da Urde na ra
das TriDcheiras n. 13, e fora destas horas
ra de S. Francisco, sobrado n. 72.
J. FERREIRA VILLELA,
ia3!iai\!ra3!rA a>A!Y&!ir,jr8?& Ra do Cabuya n. 18, primeiro andar, entrada
pelo pateo da matriz.
POR
Ambrotypo e par melainotypo, sobre panno encerado, proprios
*apa romotteipn-so dentro de cartas.
Sobre malacacbeta ou talco, especiaes para alflnetes
i.. ou cassoletas.
Hetratos transparentes, ofterecendo o mesmo retrato dnas vi tas. orna
em cores outra em preto e branco.
APPROVACiO E AlTORISAClO
DA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
tmtm mmmtz
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
AS CHAPAS MEDICINAES sao nuto conhecidas no Ro de Janeiro e em todas s oro
vincas deste .mpeno han.sde 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas quee tem So
as^enfermaras abano esenptas, o queseprova con numerosos attestados que existen de oes!
oas capazes e de disunecoes. lw ae P^
Con esus CHAPAS-ELHCTRO-MAGfBTicAS-EwsPASTicas obten-se una cura radical ein-
f.l.velen, todos os casos da inammaco ( cansado ou falta de respiracao ), sejan internas ou
externas como do ligado, bofes, estomago, bago, rins, ulero, peito, palpitajio d lr,l Kar-
ganta, olhos, erysipela, rheumausmo, paralysiae todas as allecgoes nervosas, ele ele fcYl
nenie para as difiranles especies de tumores, como lobinhos escrfulas etc., seja qual for
tamanhoe profundeza pormeio da suppurago serao radicalmente exUrpados, sendo o s^a
uso aconselhado pelos habis e distinclos facultativos.
As encoramendas das provincias devem ser dirigidas por escripio, tendo todo o cuidado
defazerasnecessanas expheages,^ se as chapas sao para homem, senbora ou cianca, decla-
rando a em que parte do rorpo existe, se na cabeca, pescoco, brago coxa, perna, pe, o Tronco
do corpo, declarando a conferencia: e sendo inchages, ferdas ou ulceras, VSCSil
tamanho era umpedaco de ppele a declarago onde exisiera, afin de que as chapas pomn
ser ben applicadas no seu lugar. 4 -uapas possam
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas; serio acompanhadas das competentes explicaces e tambem de todos os acces-
sonos para a collocagao dellas. acce3^
||9 Ra do Parto ||)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Ra do Queimado botica n. 15.
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DIARIO DI fERNAMBUCO. TERCA FIA 0 I JULHO DI 1861
(*)
Calcado
grande sortimento.
45 Ra Direita 45
Qyal ser a joven e linda pernambucana, que
sao procure animar este estabelecimento man-
dando comprar urna botina de gosto? Qual a
n>i de familia, prudente e econmica que lbe
nao d preferencia pela qualidade e prego ? Qual
o cavalheiro ou rapaz do positivo, que nao quei-
r'e comprar por 8, 9 e 10, o calcado que em outra
parte nao veadido se nao por 10, 12 ou 14 r
allendam ;
Senhoras.
Botinas com laco(Jolj} e brilhantioa. 55500
com lago", de lastre (superfina). 59500
com lago um pouco menor. 5*000
> sem lago superiores..... 59000
sem lago nmeros baixos. 4*500
sem laco de cor....... 49000
Sapalea de lastre. ; 1*000
Meninas.
Botinas.... *.....48400
para crianzas de 18 a 20.
Homem.
39500
>
s

(Nantes lustre. .;.... 108000
(Panten couro de porco inteirissas lOjIOOO
(l'anieo bezerro muito frescaes. 9$500
diversos fabricantes (lustre). 98000
inglezas inteirissas.....99000
g&speadas.....89500
prora d'agua. 85500
Sapates.
Nanles, sola dupla.....: 59500
urna sola......... 59G00
para menino 4$ e..... 39500
Sapates lustre.......... 59000
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos.....2*000
Francezes muito bem faitos.....19500
lem disso um completo sortimento do legiti-
mo e do verdadeiro cordavo para botinas de ho-
mem ; muito couro de lustre, bezerro francez,
marroquim, vaquetas, couros preparados e em
bruto, sola do, taias etc., tudo em grande,
quantidade e por precos inferiores sos de outrem.
O abaixo assignado faz sciente aos herdei-
ros de urna psrte do engenho Pereira Grande de
Tirem receber do mecmo abaiio assignado a par-
te que lhe pertence da renda do mesmo enge-
nto munidos dos seus competentes ttulos. Eo-
genho Pereira Grande, 1 de julho de 1861.Por
meu pai Bento Severiano da Fouseca Pitta, Pe-
tronillo Pitta de Albuquerque.
Precisa-se de urna ama para o servico in-
terno de urna casa de pouca familia : no pateo
da matriz de Santo Antonio, sobrado n. 14.
Precisa-se de urna ama, preferindo-se es-
cravs, para o servico interno e externo de urna
casa de pouca familia : a tratar na ra das Cru-
zes n. 20, segundo andar.
S NO PROGRESSO
DE
p. msm,
Largo da Penha 8
Neste muito acreditado armazem de mol hados
continua a vender-ae os melbores gneros que ha no mercado, tanto em porcao como a retalho, e
por muito menos preco de que em outra qualquer parte, por serem vindoa a maior parte delles em
direitura, porconta do proprieta rio, por isso em vista dos presos dos gneros abaixo .mencionados
poderlo julgar todos os mais, afiancando-lhe a boa qualidade.
Nianteiga ingleza peTleitamente flor, 800 a ubn, m bar-
ra a 700 rs.
M.&Hteiga raiieeza a mhor que ha no mercado a 7*0 rs. a libra.
C\ia os me\\voves que lava 110 mercado Tende-se a r quaiidade a 39000,
2a ditta a 20500, 3a ditta a 29000, e preto a 18600 a libra.
QUeijOS UaiAeiigOS chegados oeste ultimo vapor da Europa i 29800 rs. ditos ehe-
gados no vapor passado a 1800 e 19600 rs.
\|\ie\JO pratO os meih0res que tsm vindo a este mercado por serem muito frescaes a
640 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
i^ li><^ K; a
DUARTE ALME1DA & SILVA
o carto elegantemente enfeitados, muito proprios
s no progresso
rs. cada urna, s
da
Realejos.
Na ra da travessa da matriz de Santo Anto-
nio, sobrado de dous andares n. 14, concertam-
se realejos de todas as qualidades, tanto de tu-
bos como de palhetas.
Na ra do Imperador n. 47 tem um comple'
to sortimento de ricas molduras fugindo Jacaran-
da para vender por prego muito barato.
xceteNMKew ms aneieeittnseies
ROUPA FEITA AINDAMIS BARATAS.]
SORTIMENTO COMPLETO
m
lazendas e obras feilas.1 industria americana.
KA.
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges k Basto!
NA
ana do Queimado
n. 46, frente amareila.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacaspretas
de panno e de cores muito fino a 289,
30$ e 359, paletots dos mesmos pannos
a 208, 22g e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149,169 188, casa-
cas pretasmuitobem feitas ede superior
panno a 289, 30$ e 359, sobrecasacas de
casemira d core muito finos a 159,16$
a 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, lzj e 14$, calcas pretas de
casemira fina para bomem a 89, 99, 10/
e 12, ditas de casemira decores a 7$,89,
99 e 109, ditas de brimbrancos muito
fina a 5$ 69, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
letes prstos de casemira a 59 e 69, ditos
da ditos decores a 4$500 e 59, ditos
branco ida seda para casamento a 59,
ditos de 69, eolletes debrim branco e de
fusto a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paletotspretosde merino de
cordo aacco e sobrecasaco a 7f, 89 e 99,
eolletes pretos para luto a 49500 #59,
cas pretas da merino a 49500 e 59, pa-
I etots dealpaca preta a 39500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 69,79 e 8$, muito fino col-
lates de gorguro desedadecoresmuito
aoataranda a 3^800 e4$, eolletes da vel-
ludo de cores e pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de pan no pre-
tos e de cores a 149.159 169, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
19500. ditos sobrecasaeos a 5$ e 59500,
8 alcas de casemira pretas edecores a69,
6$500 79, camisas para menino a 209
a duzia, camisas inglezas prega alabas
muito superiora|329 a duzia para acabar.
. Assim cmo temos urna officina deal- *
({lateondemandamos executar todas as -,
obras com bravidade.
Aluga-se urna boa escrva cosi-
nheira: quem a pretender dirija-se a
travessa das Barreiras na Boa-Vista ca-
Sr n. 2.
Bollo trancez a 500 rs.
para menino, s no Progresso.
Doce da casca de guiaba a 18 0 Mixl0i em porcao a soors.
Hoce de Wperclie em latta, de 2 libras multe enfeitadas a 19200
no progresso. .
WlaTMeVada H\peTa\ d0 .ram,do Abrea, e de outros muitos fabricantea
Lisboa a 800 rs. a libra.
\Hie\XaS iraiieezaS em [ragcos com 4 libras por 39OOO cada um, s o frasco val 19
dittasportuguezts a 480 ra. a libra.
LataS COHI bo\ae\lAlaaS de Soda tonUndo differentei qaalidades, a
19400. assim como tem lattas de 8 libras por3$000, dilUs com 4 libras por 2$000 rs. s no
Progresso.
ftla$a ,de tomate em iatasde l libra, por 9OO rs. e em latas de 2libras por 19600 rs.
CoRServaS franCClAS e Bg\exaS rec,ntemente chegadas a 800 rs. o fras-
co em porcaose faz ab ti ment.
PaS>aS em eaixilvaS de fc UlltaS 4S melhores que tem vindo a este
mercado por serem muito grandes a 2$800 rs. cada urna.
ILspermacete SUUeYOT Mm aTaria a 700 rs. a libre, em caixa se ar algum
abatimemlo.
VletTa, maCaTTaO C talbatlm a 400 rs. a libra em calas de ama ar-
roba por 8*.
LiataS COm peiXC de pOSta aa melbores qualidades que na em Portugal, como
sejam savel, coogro, sarda, peixe espada, vezugo, etc. etc. a 19400 rs. cada urna.
\/.%tOUaS mUltO HO\aS a ,320o rf. 0 barril, em garrafa a 240 rs.
Palitos de dente lixados em molh08 com jrj macaos por 200 rs.
aerveja ,ja8 ma8 aCreditadas marcas 59OOO a duzia t retalho a 500 rs. a garrafa.
\ lttlVOg eilgarraiadOS da8 8eguintesqualidades, Porto, Feituria, dilto Bordeaux,
ditto Muscatel, a 19 a garrafa ; tambem tem vinho r.heres para 29000 rs. a garrafa.
Y llllVOS em Ppaem tomposic.o Porto, Fgueira,Lisboa, a 640 rs. em caada a 49500.
Presunto de ambre inglei. muit0 nOT081 m., Hbr.
V reZWUlO de L.ai\\egO 0 que ha de bom negle genero a 480 rs: em porcae a 400 rs.
V.boUrinas e paiOS a 560 rf> aiibra| om barrii com 6dzUi de paios por 10$000.
X oneinbo de Lisboa mai8 n0T0 que ha no n4rca a 320 rs. a ntr.
Banba de porco Tenada a mai8aivaqme pode h.ver a4so rs. a mm em
barril a 440 rs.
\mcndoas de casca mole a 480 a librt, em pors5o 8e ara aigum abati-
ment, s no Progresso do paleo da Penha n. 8.
Alm dos gneros annunciados encontrar o respeitavel publico um grande sortimento de
udo quanto bom e barato.
LOTERA.
Achamse a venda os bilhetes e meios
bilhetes dalerceira paite da nona lote-
ra a beneficio da matriz da Boa-Vista
desta cidade, na thesouraria das lote-
ras ra do Queimado n. 12 pr i metro
andar, e as casas commissionadas na
praca da Independencia n. 22 loja do
Sr. Santos Vieia, ra Direita n. 3 bo-
tica do Sr. Chagas, ra da Cadeia do
Recife n. 45 dos Sis. Poito & Irmao e
ra da Imperatriz n. 44 loja de ferra-
gens do Sr. Jos Victor da Silva Pimen
tal.
A extraccao sera' impreterivelmente
no dia sabbado 20 do crtente mez, no
lugar e as horas do costume. As sortes
ser fio pagas a entrega das listas, na
mesma thesouraria das loteras. Abai-
xo vai publicado o novo plano appro-
vado pelo E.vm. Sr. presidente da pro-
vincia para extraccao da mesma o qual
e muito mais agradavel por conter pro-
porcionalmente maior quantidade de
premios.
PLANO.
3000 bilhetes a 59.............. 15:0009000
Beneficio e sello de 20 por cento. 3:0090000
A. F, Duarte Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus freguezes que tendo separado a sociedade que linha com
seu mano, acha-se de novo estabelecido com dous acetados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquina Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silvs; o primeiro na razio de Duarte & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva: estes estabelecimentos oSerecem grandes
vantagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se acham montados como em commodidade de prego, pois que para isso resolvern) os
proprietnrios mandarem vir parle de seus gneros em direitura, afim da terern semprecompleto sortimento, como tambem poderera otTerecer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por cento do preco que possam comprar em outra qualquer parle, por isso desejando os propietarios acreditaren!
seus estabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j podar ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco praticas, em qualquer um dcsies estabelecimentos, quesero to bem servidos como
se viessem pessoalraenle, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que oflerecemos, pedimos a
todos os senhores da praca, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeira vez, afina de experiroantar, certos
de continuaren!, pois que para isso nao pouparo os proprielarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos estabelecimentos ;
abaixo traosersvemos algumas adices de nossos pracos, por onde ver o publico que vendemos baratsimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
MANTEIGA INGLEZ4 especialmente escollhida a 800 rs. a libra e em barril a ?50 rs.
MAJNTEIGA FRANCEZA a melhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. em barril e meios.
CHA HYSSON E PRETO o melhor do mercada de 1&700 a 39000 e era porcao ter abatimento.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e era por^o a 800 rs.
PREZUNTOS PORTUGUEZES vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por lib-a e inteiro a 4G0 rs.
CHOURICOS em barril de 8 libras a 49500 e em libra a 700 rs.
SAG' E 'SEYADINHA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 83000 rs. a arroba.
AMEIXAS FRANCEZ AS em latas de 6 e 5 1(2 a 19 a libra e a 192C0 a retalho.
PASSAS em caixinhaa de oito libras, as melhores do mercado a 29800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMAGETE SUPERIOR sem avaria a 700 rs. e em caixa a 660 rs.
CONSERVAS FRANCEZAS I1NGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLAGHINHA DE SODA de diversas qualidades, a mais nova do mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque d Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoria de 19200 a 1*300 a garrafa e a
139 a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa e de 39800 a 49800 a caada.
FRASCOS COM FKL'CTAS de todas as qualidades de Portugal de 19200 a 2900O.
M RMELA DA DOS MELHORES AUTORES DE LISBOA a 800 rs. a lata de libra e a 19500 de duas libras.
LATAS COM GELEIA DE MARMELLO a 19300 com duas libras.
LATAS COM PEIXE SAVEL ecutras rauilas qualidades, o mais bem arranjado que (em vindo a 19400.
CAFE' DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANHO o melhor que se pola desejar a 39100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEATJX de boa qualidade a 800 e la garrafa ede 89500 a 109000 a duzia.
CHARUTOS VERI)ADEIROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BAMIA DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar nene genero a 480 rs. a libra e 460 em barril.
SERVEJAS DAS MELHORES MARCAS a 500 rs. agarrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19?50 a caada.
CA1XOES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em porcao a 900 rs.
AZEITE DOCE PURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJOS PRATO os mais novos que ha no mercado a 650 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Genebra DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PALITOS LIXADOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 roacinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feilos que ha no mercado a 280 rs. o mago. "
PALITOS DO GAZ a 39000 a greza e 280 a duzia de caixas.
AZEITONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 19200 o barril.
AL PISTA o mais limpo que tem Vindo ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.

N. O. Bieber A C, successores,
ruada Cruz u. 4.
participan) ao publico que oovamente receberam
urna grande collecgo de artigos da industria
norte-americana, como sejam :
MACHINAS
para cortar capiro, para escarolar milho, para
moer aino e caf, para fazer farinha de milho
em fioura igual a do trigo, para fazer bolachinha
de todas as qualidades em grandes porcoe?, para
lavar roupa em 10 minutos, e para regar hortas,
jardim e baixos de capim, e de cozer soceos, cou-
ro, etc.. etc.
INSTRUMENTOS PARA AGRICULTURA.
Arados, cultivadores para limpar a trra, fac-
Qes proprias e expressameole feilos para cortar
esnna, machados, machetes, eochadas, ps, as-
sim como urna immensidade de ferragens Unas,
bombas, carros de mo.
CARROS
elegantes eleves psra douas o quatro pessoas,
com arreios para um e douscadallos : neste ge-
nero possuem igualmente desenhos de todos as
modelos e gustos, com os precos marcados e acei-
tan) encommendas delles.
PARA USO DOMESTICO.
Obras de metaes principe pnieado, em vista
igual prata, e que nao perdem a cor, sendo :
apparelhos para cha e caf, galheteiros, porta-li-
cores, bandejas, cestas para fructas, apparelhos
para izer cha, ditos para cozinhar ovos, etc.,
etc., etc.
Colheres do mesmo metal, faccas finas cabo de
msrfro, garfas, machinas par* torrar caf.
Urna irumensidade Je obras de folha de Flao-
dres envernisadas para toilete, ditas de madeira
necessarias para cozinha, taboas para lavar rou-
pa sem estraga-la, ferros econmicos paraen-
gommar roupa. Costuren-as, condensas e balaios
para guardar roupa, urna innidade de objeclos
de phantasia proprios para gabinete de senioras.
Caixas com ferrameota lina. Brinquedos, car-
riuhos para meninos. Chfala para dar appa-
rencia nova a mobilias.
Manoel Jos Pereira retira-se para o Rio de
Janeiro
John Northall, subdito inglez, vai a Eu-
ropa.
Quem precisar de urna ama para casa de
homem solteiro, para cozinhar e engommar, o
que faz com perfei^ao, dirija-se a ra do Hospi-
cio n. 48.
Qaarta-feira 10 do corrente mez, depois da
audiencia do Sr. Dr. juiz municipal da segunda
vara, tem de serem arrematados, por ser a ulti-
ma praca, urna parda de 28 aonos, com as habi-
lidades e achaques constantes do escripto que se
acha na mao do porteiro, e urna cria filrio da
mesma parda, de 3 aonos de idade, por execuco
de Joaquim Antonio da Silveira contra Antonio
Gongalves da Silva.
Juizo dos feitos da fazeuda.
Na quiola-feira 11 do correte, pelas 10 horaa
da manha, na sala das audiencias, perante o
Illm. Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda, se ven-
der em praca a casa mei'agua, sita na ra da
Calcadas, avallada por 1:600$, pertencente a ir-
mandado do Senhor dos Martyrios da igreja do
Rosario do bairro de Sanio Antonio, por execu-
co que move a fazenda nacional contra a mesma
irmandade. Recife 6 de julho de 1861.O soli-
citador. F. X. P. de Brito.
Na camboa o Carmo n. 8, na loja do so-
brado do Sr. Dr. Dornellas, conzinha-se e engom-
raa-se com toda a perfeico, eocarregando-se a
mesas pessoa de levar em suas moradas.
Os abaiio assignados fazem sciente ao res-
peitavel corpo do comoriercio desta praca, que
compraram ao Sr. Manoel Leo de Castro a sua
padana sita em Santo Amaro, e quem se julgar
cora direito a mesma, queira apresentar-se no
prazo de tres das, a contar desta data, em Santo
Amaro, na mesma padaria. Recife 8 de julho de
1861.Bernardo Liiz Ferreira LoureiroAnto-
nio Ferreira de Lima.
ROUPA F
DE
Joaquim Francisco dos Santos
40 RA
AD040I
>o;
Defronte do becco da Congregace letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feila de todas as p^?
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o gg
Quarta-tetra l do correte te-
ra' lugar a celebrado de urna
missa e um memento as 8 horas
da manha na ordem terceira de
S. Francisco, por alma de Pru-
dencio Marques de Amorim, as
pessoas que toram amigas do fal-
lecido sao convidados a assistir a
esse po acto pelo que lhes sero
muito gratos 1). Maria Francisca
Marques de Amorim e Antonio
Marques de Amorim.______________
de
Precisa-te de urna criada que sai*
ba cosinhar para casa de pouca fami-
lia : a fallar na ra das Cruzes n. 12,
segundo andar.
ExposicAo
candieiros*
Candieiros econmicos
Candiiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Cmdieiros econmicos.
Nesta exposico de candieiros se encontrar
todo o sortimento de diversos lmannos proprios
para ricas salas, ditos para salas interiores, ditos
para gala de jantar para qnartos, para coainha,
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e outras muitas qualidades
que com a vista devero agradar; assim como
todo e qualquer preparo para os ditos candieiros
se encontrar sempre a venda neita exposico de
candieiros na ra Nova n. SO, loja do Vianna.
$.#.
% O medico cirurgico Antonio Jos Fer-
8 reir Alves, mudou a sua residencia para %
a ra do Queimado n. tO, primeiro andar. A
-
Caixeiro.
Precisa-se de um menino de 12 a 14 annos de
idade, om pratica ou sem ella, para caixeiro de
taberna: no becco largo n. 2.
Quem precisar de urna mulher de idade pa-
ra ama de urna casa de pouca familia, dirija-se a
ra da Gloria o. 71, que achara com quem tratar.
Aluga-se para homem solteiro melada do
primeiro andar do sobrado n. 14, na ra doQaei-
mado : a fallar uo mesmo sobrado, das 11 horas
da manha s 8 da tarde.
Aluga-ae a casa o. 2 B da ra de ApOP
Iratar as ra do Amorim n, 39,
Liquido.
1 Premio de............ 5:000*
1 Dito de............ 8O0S
1 Ditodo................ 400*
1 Dito de ,........... 200* '
2 Ditos de 1008........ 200*
5 Ditos de 40*...'..... 200*
10 Ditos de 20*........ 200*
21 Ditos de 10*......... 210*
958 Ditos de 5*........4:790$
12:000*000
1000 Premiados.
2000 Crneos.
12:000,000
3000 Bilhetes.
N. B. As sortes maiores de 400$ e$-
tao sugeitas aos deseo ritos das leis.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Aluga-se o segundo an-
dar da casa n. 15 da ra do
Vigario: a tratar na ra do
Livramento n. 38.
Aluga-se um sitio no oito da igreja do Ro-
sirinho com muitos arvoredos de fructo tudo da
melhor qualidade, com bot agua de beber, es-
tribara, cocheira, boa casa de pedra e cal e com
muitos commodoa para familia : a Iratar na ra
dos Coelbos a. 1.
Precisa-se de um caixeiro que de flanea
ana conducta : na ra Direita padaria o. 24.
Lava-se e eogomma-se : na ra do Raogel
n. 46 Io andar.
Attenco
Aluga-se um sitio nos Afogsdot, ra da S. Mi-
guel, junto a fabrica de sabio, com boa casa da
vivenda, estribara, senzala para escravos, mui-
tos arvoredos fructferos, e plantaco de capim :
para tratar nos Afogados com Alexandre Jos
Gomes, e nesta cidade com Joo Jos de Gouveia,
rus do Quoimsdo n, 39,
Aviso.
Quem precisar de um caixeiro com toda a pra-
tica de taberna, responsabilisa-se a tomar conti
por balanco, e d fiador a sua conducta, e na fal-
ta de taberna tambem faz cobrancas, tanto na
praca como para o mato : quem precisar para um
ou outro negocio, pode procurar na taberna do
Sr. Antonio do Reg Hedeiros junto a fundirlo
de Santo Amaro.
Aluga-se o sobrado n. 16, silo no largo do
Faraizo, o qual tem commodos para grande fami-
lia .* a tratar na ra da Florentina n. 2.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
e fazer todo o servico de casa : na ra do Galdei-
refo, taberna n. 60.
Aviso. '
C. Colsoul, engenheiro mechanico se offerece
para ensinar as malhemalicas elementares, aritme-
thica, algebra, geometra e trigonometra recti-
lnea. Dirigir-se na ra da Sanzalla Velhi n.
100 1 andar.
Os abaixo assignados declarara ao respeita-
vel publico e com especialidade ao corpo do
commercio, que tem dissolvido amigavelmente
a sociedade que tinham na loja da ra da Cadeja
do Recife n. 41, que gyrava aob a firma de Gai-
marea & llego, desde o dia 30 de jucho prximo
Fiassado, tlcando a cargo do socio Guimarea a
iquidaco do activo e passivo da extincta firma.
Recife de julho de 1801. Lo Jos ds Silva
Guimara.es.Joo Pereira Reg.
Os Srs. Joo Hypolito Meira Lima, Joaquim
Jos Goimbra de Andrade Jnnior, e Honorato Jo-
s de Ollveira Flgueiredo queiram appirecer ni
typographia da ra da Praia n. 47, para o ulti-
mtum de certo negocio que S. S. nao ignoram.
Eseripliiraco mercantil
por partidas simples cu dobradas, ou copiar
quaesquer papis ; no pateo de S Pedro n. 12,
ae dir quem ou na ra do Queimado, loja de
ferragens n. 30.
Aluga-se um bom armazem na ra da Cruz
o. 29, Undo sabida para a ra dos Tanoeiros, em
boa localidade para qualquer estabelecimento : a
tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Carvalho, Noguei-
ra & C,
saccam sobre Portugal e lina
de S. Miguel: na ra do Viga-
rio n. 9, primeiro andar, es-
criptorio.
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 40, 35* e 305000
Sobrecasaca de dito, 35* 30*00
Palitotsde dito ede cores, 35*, 30*.
25$000 e 203000
Dito de casimira de cores, 22J00O,
15*. 12* e 9JJ00O
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, llgOOO
Ditos de merin-sllim pretos e de
cores, 9$00O 83OOO
Ditos de alpaka ds cores, 5 e 3*500
Ditos de dita preta, 9*. 7*. 5 e 3*500
Ditos de brim de cores, 5, 4*500,
48000 e 3*500
Ditos de bramante de linha branco,
6S000,5*000 e 480OO
Ditos de merino de cordo preto,
15*000 e 8*000
Calsss de casimira preta e de cores,
12*. 10, 9* e 6g000
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 5* e 4*500
Ditas de brim branco e de cores,
58000, 4*500 e 2*500
Ditas de ganga de cores 3$000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12*. 98 8*000
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos a bordados. 6*. 5*500, 5* e 3*500
Ditos de setim preto
Ditos de seda setim branco, 6 e
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 78000, 6*000 e
Ditos de brim e fusto branco,
3*500 e
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodo, 18600 e
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 2*500 e
Ditas de peito de linho 68 e
Ditas de madapolo branco s ds
cores,*, 1*500, 2* e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 108,8*500 e
Ditos de feltro, 6*, 58, 4* e
Ditos de sol de seda, inglezea e
francezes, 14*, 128,1*1 e
Collarinhos de linbo muito finn.
novos feitios, da ultima mod
Ditos de algodo
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaea, 100*. 90*, 80* e
Dito* de praia galvanisados,
tente hosonlaes, 408
Obras de ouro, aderemos e meioa
aderecos, pulseiras, rozetas e
anneis
Toalhas de linho, duzia 12*000 a
5*000 h^k
5*000
3*000
23200
1 g*28
ELIXIR DE SALDE
mJkf53
Citrolactato de ferro,
YL meo deposito na botica de Aoa<|um MavUuio
da Cruz Correia & C, ra do Cabug n. 11,
N en Peniamouco.
II. Thermes (de Chalis) anligo pharmaceutico aprsenla hoje urna nova prepsraco de ferro,
com o uome de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas to
variadas, mas o homem da sciencia comprahende a necessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
A formula um objeclo de muita importancia em therapeutica ; um progresso immenso,
quando ella, maniendo a essencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
ilades, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
Das numerosas preparages de ferro at hoje conhecidaa neuhuma rene to bellas qualida-
des como o elixir de citro lactato de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quena dose, o aer de urna prompta e fcil diasoluco no estomago, de modo que completamente
assimilado; e o nao produzir por causa da lactina, que contem em sua composico, a conslipagao de
vanlre to frequentemenle provocada pelas outras prepancoesferroginosas.
Estas novas qualidades em nadaalltram a sciencia medicamentosas do ferr, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispensar em sua clnica, de incomparavel utilidade
qualquer formula aue lhe d propriedades taes que o ortico o possa prescrerer sem receio. E' o
que conseguio o pharmaceutico Thermes com a prepsraco do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparares ferroginosas, como o
atiesta a prsti(a de muitos mdicos distinctos que o tem ensatado. Tem sido empregado como im-
menso proveilO' as molestias de languidez (chlorose palhdas cote) na debilidade subsequetfte as
hemorrhagias, as hydropesiasqueapparecem depois das intermitentes na incontinencia : de urinas
por debilidade, as perolas brancas, na escrophula, no rachitismo, na purpura hemorrhagics, na
convalesceocia das molestias graves, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos os casos
em que o sangue se acha empobrecido ou viciado pelas fadigas affecedes chronicas, cachexia tuber-
culosas, cancrosa.syphililica, excessos venreos, onanismo e uso prolongado das preparscoes mer-
curiaes.
Estas enermidades sendo mui traqueales e sendo o ferro a principal substancia de que o
medico tem de lancar mo para as debelar, o aulhor do citro-lactato de ferro merece louvores e o
reconhecimento da humanidade por ter descoberto urna formula pela qual se pode sem receio usar
do ferro,


()
HiSIO l MUIIBCO TEflCi FDltA ftl 3ULHO DI 1M1.
Msicas e pianos*
J. LAUMONNIER, na ra da imperatriz n. 23.
acaba de recober pelo ultimo vapor da Europa
urna bella collecgao de msicas para plano e can-
to, dos melbores autores e mimo escolhidas ;
igualmente se encontra era seu estabelecimento
ptimos pianos ; assim como faz todos os con-
ferios e ada os roesmos instrumentos em pouco
tempo e por presos commodos.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para coiinhar e comprar : na ra do Imperador
d. 37, segundo andar, entrada direita.
ff CONSULTORIO ESPECIAL
g| UOMEOPATHICO
DO
DB. CASANOYA,
30-Roa das Crnzes*-30
Nesteconsultoriotem sempre os mais
novos e acreditados medicamentospre-
paradosem Paris (astinturas) porCa-
tellan e Weber, por pregos razosveis.
Os elementos dehomeopathiaobra.Te-
commendada & i nlelligencia de qualquer
pessoa.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEIIIR1.
A directora do Gabinete Portuguez de Le tura
ionio lie (indar a sua gerencia administrativa,
pede aos senhores accionistas e subscriptores
que esto em debito para com o Gabinete, at 30
do mezdejunho, o cumprimento do que dispe
o 2. do art. 13 e 1. do art. 14 dos estatutos,
sem o que nao podero gozar das regalas e di*
reitos que Ihes conferem os mesmos estatutos.
Secretaria do Gabioete Portuguez de Leitora
aos 28 dejunho de 1861.
Antonio Baplista Noguiera.
1. secretario.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
mi
mr
= Joao Correia de Carvalho, al-
$< faiate, participa aos seus nume-
^ vosos freguezese amigos que mu-
@ dou a sua residencia da ra da
^ Madre de Dos n. 36 para a ra
^ da Cadeia do Recie n. 58, pri-
gi meiro andar, aonde o encoutra-
^ rao prompto para desempenhar
;gf qualquer obra tendente a sua
d'. arte.
>3>@$a

Alten^o.
Precisa-se de 4 a 6:000$ a premio prazo de
doze mezes, dando-se por segurauca hypotheca
em um engenho com safra e fabrica : a pessoa
que quizer fazer este negocio, annuncie para ser
procurado *
GurgeliPerdigo,
g Fazendas modernas.
| Recebem e vendem constantemente su- ffi
r periores vestidos de blonde com todos os $
$f prepares, ditos modornos de seda de cor 8
e pretos, ditos de phanlasia, dilos de w
i*| cimbrara bordados, lindas lazinhas, |k
*> cambraia de molernos padroes, seda de JS
J2 quadrinhos, grssdeoaples de cores e pre- *
II tos, moreanlique, sintos, chapeos, en- .
j feiies para cabega, superiores, botoes, &
C manguitos, pulceiras, leques extracto 5
P de sndalo, modernos manteletes, tal- S
* mas corapridas de novo feito. visitas de <&
rt gorgmjo, lovasdejoovio. a 29500. St
Muito barato. sg
sf Saias balo de todos os lmannos a 48, fi
JJj; .chitas francezas linas claras e escuras a wm
cE 2S0 rs. o covado, eolias de laa e seda pa- *T
a ra cama a t>~ can.isas para menino. $t
|| Koupa ftiita.
Jj Palt>tot de casemira de tojas as cores i
%g a 1(1$, ditos finos de alpaca a 63, ditos Ig
rt de brim a 4JJ, chapeos prelos a 83 e mui- 9
*fi tas oulras fazendas tinto para senhoras 3|
g como para homcm por pre;oiotciromenle &
*3 barato, do-se as amostras : na ra da ll
C Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco o
CtASLL I'ORIO ESPECIAL H0HE0PATH1C0
DO DOUTOR
SABINO O.L PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
. Novo) n. 6.
Consultas lodos os das uteis desde as 10 horas
at meio da, acerca das seguales molestias :
molestias das mulheres, Molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphililicas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas conseqtttncias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMKOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados sorn todas as cautelas necessarias, in-
failiveis em seus effeilos, tanto em tintura, como
cm glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
siveis
N. B. Os iftlicjoic-ulos do Dr. Stbiiio sao
uuicamente vendidos em sua pharmacia ; lodos
que o forem (ora della sao falsas.
Todas as carteirai sao acompanhadas de um
mpresso Lom u,u omblema em relevo, teudo ao
redor as seguales pat.vras : Dr. Sabino O. L.
I iQho, medico brasileiro. Esi emblema posto
igualmente n lista dos medicamentos qut se pe-
da, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Precisa-se de urna ama que saiba coziohar
e engommar, para casa de pouca familia, e que
tenha boa conducta : na ra do Hospicio n. 4.
Arrenda-se o sitio que foi da finada D. Ar-
ehanja noGiqui.o qual lem boa olaria, grande
porcao de coqueiros, 2 viveirosde peixe e muito
terreno para plantario e solta de vacos : con-
trata-se no mesmo ou na ra da Imperatriz n.
47, lerceiro andsr, das 9 do dia as 3 da tarde.
Ao publico.
Restibelecido da grave molestia que portanto
tempo me ha consumido, volto ao exercicio de
advogado e espero do publico a fvor que sempre
Ihe hei merecido. Era commura cora o Sr. Dr.
Joao Baptisla do Amaral e Mello, os que se dig-
naren! procurar-nos acharao sempre no escrip-
torio das 0 as 3 da tarde um de nos. Tudo em-
penharomos para bem servirmos aos que nos qui-
zerem honrar. O nosso escriplorio na ra do
Queimado n. 41, ultimo sobrado que faz esquina
para o becco da Cougregaco.
Dr. Antonio Borges da Fonseca.
Precisa-se de urna criada portugueza para
casa de pouca familia : na ra Nova n. 33.
Joaquim Nunes da Silva, subdito porlu-
guez, retirase para o Rio de Janeiro-
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra do Burgos n. 7 ; a tratjr na ra da Senzala
Nova n. 4.
Aluga-se a padaria da Iravessa do Pires na
Boa-Vista, com todos os prtences, cylindro,
masseiras, tendedeiras, cabido, ptimo e grande
forno, sala com armaco, caixes, 2 balancas e
ppsos, candieiros ; a tratar na ra da Senzala
Nova n. 30.
Guilherme Breone, subjito prussiano, re-
tira-so pira o Para
Aluga-se urna casa com sitio, sendo a casa
nova, junto a ponte pequea da Baixa-Verde da
Capunga ; ijuem quizer, dirija-se a ra do Rao-
ge 1 n. 10.
Precisa-se em um engenho perto
des'ta cidade e ia via ferrea.de urna e-
nhora para ensinar a duas meninas
primeiras letras e msica e se souber
francez inelhor sera' : na ra do Im-
rador n. 73, primeiro andar.
I. S. Gomperiz esua mulher seguem pira o
Rio de Janeiro.
I
8
Frederie Gautier, cirargio dentista, f*
todas as operaces da sua re e colloca
dentes artificiaes, ludo com a superiori-
dade e perfei;ao que as pessoas entendi-
das lha reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
Precisa-sede um foroeiro que emenda bem
de sua prefisse : na padaria da ra Direit* nu-
mero 69.
Aranaga Hijo & C. sacam sobre o Rio de Ja-
neiro.
O Dr. Joaquim da Silva Gusmo
pode ser procurado para o exercicio de
sua proQssao medica a qualquer hora do
dia ou da noite, no largo do Carmo n.
5, primeiro andar.
I
Dr. Debroy, dentista, successordo Sr. Pau-
lo Gaignour, avisa ao respeitavel publico quo che-
gara em Peruambuco no mez de abril ou at
junho.
Urna pessoa que tem de residir fora desta
capital rende um grande sido com excllente ca-
sa de morada ecora proporces para delle se ti-
rar bom rendimento ; e para facilidade do com-
prador nao pora duvida em receber ua impor-
tancia em fazendas ou molhados: contrata-se na
ra da Cruz n. 25, segundo andar.
O Sr. Jos' dos Santos Moreira que
morou na ra do Rosario da Boa-Vista,
queira annunciar sua morada que se
Ihe precisa fallar.
Desappareceu no dia 13 do crrante, do si-
tio de S. Jos do Maoguinho, o escraro crioulo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com os
sigoaes seguintos : cabellos brancos, alto, secco
docorpo, e usa alpargatas ; este escravo (o pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido: roga-se
a todas as autoridades policiaes e a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche o. 15
a Jos Teixeira Basto.
a val os de trato e carros
de aluguel.
Na cocheira da ra do Imperador n. 12, fom
entrada tambera pela travesea do Ouvidor, rece-
bem-se cavallos de trato a 1$ por dia e noite. e
bem tratados; assim como aluga-se carro por
metade do preco, porque se aluga em oulra
qualquer parte, com asseio e promptido, como
se poder verificar, com tanto que soja a dinhei-
ro vista.
Aluga-se o primeiro audar da casa n. 18 da
ra da Cadeia do Recife ; a tratar na mesma loja
da dita casa.
Aviso.
Os Srs. que sao devedores a massa fallida de
Ignacio Nery Ferreira da Silva Lopes, que leve
loja de miodezas em frente do largo do I.ivra-
menlo, sao rogados a virem satisfazer seus d-
bitos desta data at ao fim do correte mez na
ra da Imperatriz n. 82, e aquellos que assim o
nao fizerem passado este prazo, serlo chamados
por este jornal sem excepQlo de pessoa e para
que nao haj queixas se faz o presente aviso.
Recife 4 de julho de 1861.
Precisa-se alugar duas prelas para vender
na ra : a tratar na ra da Senzala Velha n. 36,
primeiro andar.
O Dr. Ignacio Firmo Xavier, me-
dico, mudou a ^ua residencia para a ra
Nova de Santa Rita n. 7, com frente pa-
ra a ribeira do peixe.
8lfMffi)|
alflnetes de ouro e brilhantes.
Na officina pholographica da ra do Cabug o.
18, entrada pelo pateo da matriz, existem lindos
alflnetes rom brilhantes e ao gosto de Luiz XV,
pera a collocacao de retratos ; ha tambera urna
variada collecgao de alflnetes de ouro com, e
sem pedras. O preco dos alunles com os re-
tratos variara de 16jj a MOf. Ni mesma casa
midem-se bellos espelhos com molduras doura-
das para ornar salas de luxo e tratameoto ; bor-
las de seda para cortinados de janellas e para
quadrop, assim como cordes para o mesmo fim.
VenJe-se lulo a pregos razoaveis e moderados.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 37 da
ra do Amorim a tratar na ra da Cadeia n. 62,
segundo andar.
Aluga-se o armazem e primeiro andar do
sobrado n. 33da ra da Praia de Santa Rita; a
tratar no mesmo primeiro andar.
MM,
Precisa sede urna ama para o serrigo de urna
casa de pouca familia : na ra larga do Rosario
o. 21, loja de calcado.
John Kerapseed, subdito ameriemo, retira-
se para os Estados-Unidos.
Aviso a quem convier.
Julgando-me um pouco maisrestabelectdo, te-
nho de apresentar-me na presente sessao dos ju-
rados: o que me quizer confiar sua defesa, achar-
me-ha prompto, e pode-me procurar no escrip-
lorio na ra do Queimado n. 41.
- Precisa-se de urna ama para o servico de
urna casa de pouca familia ; na praca do Corpo
Santo n. 17.
Oseahor
Cae tao Aureliano de Carva-
lho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a negocio que Ihe
diz respeit.
Compras.
Comprara-se escravos, sendo mogos e sa-
dios : na ra da Imperatriz n. 12.
Compra-se um moleque de 10 a 18 annos,
bem como urna escravinha de 14 andos, pouco
mais ou menos, sendo boas pecas paga-se bem :
na ra da Imperatriz n- 9, primeiro andar.
Compram-se
escravos de ambos os sexos parase exportar para
fora da provincia : na roa Direita n. 66.
Compra-se urna casa terrea no pateo do
Hospital ou ra das Cruzes; a tratar ns roa lar-
ga do Rasario n. 20.
Compram-se 2 ou 3 babs meio asados ; na
ra da Imperatriz, loja n. 10, se dir quem quer
este negocio.
Compram-se moedss de auro de 209: na
ra Nova n. 3, loja.
Vendas.

Vende-se urna carroca americana de meia
patente, sentada sobre molas, coberia por cima
imitando cabriole!, propria para carregar farinba
ou outro qualquer genero com seguranza, e um
bom cavsllo arreiado proprio para o mesmo ser-
vigo : a pessoa que a pretender, dirlja-ae a es-
trada nova do Cachang, na casa do Sr. Jos An-
tonio Villaseca, ou a taberna do Sr. Francisco
Antonio de Cello, seu proprio dono, que far to-
do negocio.
Rival
sem segundo.
Ra do Queimado n. 55, loja de miudezas de
Jos de Azevedo Maia e Silvia, defronte do so-
brado novo, est remiendo poT baratissimo preco
para acabaT, alguraas qualiriades de fazendas, as-
sim como seja : franja de laa para vestido a 100
rs. a rara, traoga de laa com 10 varas a 200 rs. a
riga, pares de meias cruas para meninos de 3 a
anuos a 160 rs., e de 6 a 10 annos a 240, linhas
de Pedro V com 200 jardas, rerdadeiraa, a 80 rs.,
novellos de linha o gaz a melhor qualidade que
ha esta prsga a 60 rs., tem tambem para 20 e
10 rs. cada novello, e de cores a melhor que ha,
novellos grandes, a 40 rs., carreteis de linha do
gaz e pretaa com multa linha a 200 rs., barata-
sime, oaixas con tiedes para accender charutos a
40 rs., caixas com phosphoros de seguranga a 160
rs., groza de phosphoros do gaz a 25800, e duzia
a 210, fitas para enflar vestidos e rouprnhos a 80
rs,, pegas de bico, largura de3 dedea, a 2)( e va-
ra a 120, linhss de novello de cores per lodo o
prego, frasco 'aguade colonia muito superior a
400 rs., duzia de meias muito finas para senhora
a 3S, e par a 280, linhas de marcar muito finas,
novello a 20 rs., gravatas de lioho multo bonitas
a 200 rs., pegas de tranga de laa de todas as co-
res a 50 rs., tem um resto de sabonetee para
600 rs. a duzia, groza de boles de osso para cai-
ga, pequeos a 120, e grandes a 240, sao muito
finos, rearcas para cobrir a 20 rs. groza, e tem
tambera maiores para 60 e 80 rs., duzia de meias
cruas para homem a 24C0, muito boas para du-
rar, meias de cores para meninos pelos precos
cima, tramoia do Porto muito boa, rara, a 80,
100,120e 160 rs., fitas de linho brancas e de co-
res a 40 rs. a pega para acabar, grozas de penas
deago a 500 rs., tem um resto e sao superiores,
frascos de opiata para limpar deoles a 400 rs.,
copos com banha muito fina a 640, frascos de
banha de urso a 640 e 500 rs., taras de laby-
rilhos de todas as larguras e por lodo o prego
para acabar, espelhos de columnas brancas a
1&500, nechiocha, carteiras para guarlar dinhei-
ro muito boas a 500 rs., frascos com cheiro muito
fios a 500 rs., realejos para meninos a 20 rs.
cada um, baralhos portuguezes a 160, e duzia a
15440, baratissimo, duzia de botoes madrepero-
la para paletot a 480, cartas dn alfineles para ar-
mador a 120, varas de franjas para cortinado a
200 e 240, muito barato, botoes de vidro com
p para casaveques de senhora, duzia a 240 rs.'
(odas estas fazendas eslao perfeitas, e vende-se
barato porque precisa-se apurar dinheiro para as
necessidades, e por isso toco fugo.
rogressivo
Progressisla.
Vende-se nos armazens do largo do Garmo n.
9, e ra das Cruzes n. 36, manleiga iogleza flor
da safra velha a 800 e a 1, da nova chegada l-
timamente em barrister abatimenlo, afuanga-se
sor maoteiga que outro qualquer nao pode ven-
der por menos de 1*440, (nao serviodo isto de
offensa aos oossos collegas.)
Na ra do Queimado, sobrado
amarello n. 31, loja de A. V
Santos & Rolira,
vendem-se chales de merino finos com 14 quar-
tas bordados de seda e ouro a 4f, ditos melhores
a 5$, ditos superiores a 6 e7$000.
Ruada Senzala Woya n.42
Vende-se em casada S. P. Jonhston A C.
sellinse silhoes nglezes, candeeiros castigaos
bronzeados,lonas nglezes, fio devela, chicote
paracarros, emomaria, arraios par carro da
um dous cvalos relogios de ouro patenta
nglez.
Grande xposigo
DE
balaios finos.
No deposito da ra estreta do Rosario n. 11 e
juntamente no salo para familias est vista de
todos que quizerem honrar este estabelecimento
tanto para o sorvete como para escolherem eolre
a grande quaolidade de balaios muito finos da
Italia, como sejam para costura, para compras,
para meninas, para roupa engommada, e para
se darem com mimos,assim eomo carrinhos para
meninos, e calungas de todas as qualidades. co-
mo seja jongalamaste e muitos oulros objeclos
proprios para familias.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para rendar a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
pechiacha.
A 520, 240 e 260 rs.
Chitas francezas de muito bonitos padroes e
muito boos pannos, pelo baratissimo prego de
229, "240 t 260 rs. o covado ; na roa do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
iisDgas francesas muito finas com padroes
oscuros a 480 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Nova pechiacha.
Chitas largas francezas, covado a 200 e 210
rs., riscados francezes, covado 180 rs., cortes do
mesmo a 2,000 rs.: na ra do Queimado n. 44.
Agua am breada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de reeeber- essa no-
va e apreciavel agua embreada, de urr aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas golas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando dlsso que
refresca e conserva o rigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-
parece esse hlito desagrada vel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a naralha
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto tenha della composigo. Cus-
a o frasco 19, e quem aprecia o bom na'o deixar
eerlamente de comprar dessa estimavel agua em-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parte onde se achar.
Recommendaco aos Srs.#
de engenho
Panno azul de superior qua-
f lidade para roupa de escravos a W
900 e i$.
Attencao.
Fazendas baratas por todo
o preco para acabar: na ra
do Livramento n. 38; assim
uomo se vende a rica armaco
dessa loja.
(c
DA
VICTORIA,
NA
/?ua do Queimado n. 75,
Junto a loja de cera.
Nesta loja venJem-se as seguinies miudezas e
oulras muilas por pregos baratos, s para quem
comprar victoria sempre contar :
Cartoes de clcheles francezes muilo bons a 40
rs. o carlao, e duzia a 400 rs.
Agulhas francezas muito boase rerdadeiras a 120
rs. a caixa com 4 papis, e avulso a 40 rs. o
papel.
Agulheitas para eofiar vestido a 40 rs. urna.
Linhas victoria em carretel com 200 jardas a 60
rs. um, e duzia a 640.
Ditas de 200 jardas de Alexauder a 900 rs. a
duzia.
Ditas de Pedro V em cartao, branca e de cores a
60 rs. um carto.
Ditas de melada de peso rerdadeiras a 240 rs. a
meiada.
Papis com cento e tantos alflnetes francezes a
40 rs. e papel.
AlOoetes de cabega chata grossos e finos a 120
rs. a carta.
Cordao imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Caivetes finos deduas folhas para peonas a 200
rs. um, e duzia a 2$
Laa de todas as cores para bordar a 6$500 a libra.
Pentes muilo boos de baleia para alisar a 220.
.240, 280 e 320.
Ditos transparentes tambera bons a 360 e 400 rs.
Enfiadore de algodao a 60 rs. cada um.
Meias cruas brancas e de cores para homem a
160. 200, 240, 280 o par.
Dilas brancas muilo fioas para senhora a 210, 280,
320 o par.
Espelhos dourados para parede redondoe e qua-
drados a 3j500 cada um.
Talheres para crianzas
Vendem-se lalheres pequeos proprios para
criangas a 320 cada um : na ra do Queimado,
loja d'aguia branca n. 16.
EAU H1INERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticaf ranceza ra da Cruz n. 22
ANOVALOJADOPAVAO
NA
Ra da Imperatriz n, 60.
DE
Acaba de receber pelo ultimo rapor francez as fazendas seguinies, as quaes se vendem mi
barato do que em outra qualquer parte :
Organdys de bellissimos padroes muito finos a rara 19.
Groidenaples azul, cor de rosa amarello fizenda fina e de muilo corpo o covado a 2a
Ditos larradoa muito encorpado o covado a 2&.
Mimos de seda da India o mais moderno para vestido o covado a 1230.
Ditos de la fina e de padroes muito galantes a 800 rs.
Manteletes de 616 preto com bico largo a 7#. m
Ditos de fasiSo brinco muito bem enfeitados a 89.
Chales de merino estampados com lista de seda muito fiaos.
Tarlatauas de todas as cores e muito fina a rara a 800 rs.
Cortes de tarlatanascom salpicos cada um em seu cartio a 69.
Csmisinhas com golas e manguitos para senhora que tem bom goalo a 69.
Ditas ditas com riros de cor e 49000 rs.
Um grande sortimento de saias balao para senhoras e menina.
m grande sortimento de saUs balas mallo ricas com babados a 109.
Pegas decassas bordadas com 81|2 vara* proprias para cortinado a 2J500.
Lindos cnapeoszinhos de meriobordados para meninos e meninas gosto inglez a 5S.
Cassas francezas belisiimos padrea a rara a 500 rs.
sTeM^S^KS^ Pm ,eDhr" mwin"
Umcomp^wrHmWmdecWlaifraneezM^eturuealefresepadrBes bonitos a 220, 240, 260
Bitas muito superiores o corado a 320 rs.
Ricos aleles om franja e tellas para cbeos de senhora.
De todas as fazendas aqu mencionadas se do as amostras deixando ficer penhor assim eo-
mo se mandara (erar em casa das familias que quizerem fazendas em coala e debooitos gostos.
A loja da bandeira
{Nova loja de funileiro daj
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos di Fonseca participa a
todos os seus freguezes tanta da praga
I- cmodo mato, e juntamente orespeita- 2
re publico, que tomou a deliberagao de m
. baixar o prego de tolas as su as obras, por
cujo motivo tem para render um grande if
sortimento de bahs e bacias, tudo do
diferentes tamanhos o de diversas cores S
em pinturas, e juolameute um grande *
sortimento de diversas obras, contendo *
banheiros e gamelas grandes e pequeas,
machinas para caf e camas de rento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 4$ e peque-
nos a 600 rs., bacias grandes a 59 e pe-
quenas a 800 rs., cocos a 19 a duzia. Re-
cebe se um official da mesma officina
para trabalhar.
Relogios.
Vende-se emeasa de Johnston Paler 4 C,
ra do Vigario n. 3 om bello sortimento.de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
Attenco.
PC. 43*.
Ra do Amorim.
Vendem-se saccas com milho muito novo, pelo
barato prego de 4)500 e 5?.
Arados amertcanosemachina-
par a lavar roupa :em casa de S.P. Jos
linston & C. ra da>enzala n.42.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeites de continha, como dourados, e de lindas
filas e fivelas, o mais Ano que se pode encontrar ;
isto na loia Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Aviso.
Vende-se a escuna nacional Cigana, em
perfeito estado, forrada de cobre, completamen-
te apparelhada eprompta para navegar: trata-se
com Guilherme Carvalho & C. no seu escriplorio,
ra do Vigaria n. 17.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os oulros medicamentos dos celebres
Drs. Radway 4 C., de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as inslrucges completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se venem a 1000.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouviu, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a reeebe-las por to-
dos os oulros ; por isso quam quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabo de mar fin e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cjdo de mar-
fim e madreperola a 29 e 2S>00 cada urna. Com
urna escuva assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me lh ora dos
com noros
aperfeigoa-
menlos, fazendo pesponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trobes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Enfeites a ga
ribaldi
Muitos lindos enfeites a Giribaldi para senho-
ras a 8, dilos fingindo palha porm de sedas a
85500 cada um, ditos de ridrilhos a lg800 cada
um ; na loja da victoria, ra do Queimado nu-
mero 75.
Para acabar.
Corles de casemira a 3# e 29.
Cassas francezas de gosto o finas em pegas pe-
quenas, rara a 500 rs.
E urna infinidade de objeclos d'ouro, porcela-
nas, ridros, perfumaras, miudezas, cortes de
colletes de velludo, gorguroes, camisas, caigas,
palitos, etc., etc., tudo por prego em conta por s
receber directamente da Europa : na roa da Cruz
no Recife, armazem u. 14.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas da
seda para enfeites de vestido, sendo de differen-
tes cores e larguras, e como sempre as est ren-
dendo baratamente a 29, 3,4 e 5J a peca, pregos
estes que em nenhuma outra parte se acham
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
Attenco.
Vende-se confronte o portio da fortaleza das
Cinco Pontas o seguinte : carrogas para bois e
cavallos, carrinhos de trabalhar na alfandega, di-
tos de mao, torrador de caf com fogao, dobradi-
Ss de chumbar de todos os tamanhos, bocea de
rnalfaas para foroos, grandes fechaduras de
ferrolbo e tambem rodas de carroga e carrinhos,
rodas para carrinhos de mi, eixos para earro-
cas e carrinhos, e outras quiesquer obs de
ferros.
%
Milita grvala ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de gravatas de differentes gos-
tose qualidades, e por pregos taes que em ne-
nhuma outra prtese acha, como seja, gravati-
nhas estreitas bordadas a 800 e 1$, ditas pretas e
de cores agradareis a 19, 1200 e 19500, ditas
com pontas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim maco a1|5CO. Pela variedade do sor-
timento o comprador ter muilas de que se agra-
de : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numerol6.
Aos tabaquistas.
Lengos finos de cores escuras e fixas a imita-
gao dos de linho a 59 a duzia ; narua do Quei-
mado n. 22, ni loja da boa f.
Brim branco de lioho muito fino a 19280 a
rara ; na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Riscadinhos de linho proprios para obras
de meninos a 200 ra. o corado ; na ra do Quei-
mado o. 22, loja da boa f.
gfitedieeie ateftieau emwtmi
i
4 fama truinpha.
Os bartenos da laja
Encyclopedica
DE
Guimardes A Villar.
Ra do Crespo numero 17.
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, las, chapelinaa de pa-
lha de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, taidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e pregos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeiles de
diversas qualidades para cabega de se-
nhoras, spartilhos de molas e muitos
outros objeclos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, caigas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lengos, so-
brecasacos, calgado Helie e muitos ou-
tros objeclos.
Vendem baratisskno
- Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Quemduvidar v ver
Quem duvidar v ver.
Levem dinheiro
Levem dinheiro
II Levem dinheiro.
A A$f4#500 e 5$.
Cambraia lisa muito fina a 49 a pega com 8 Ii2
varas, dita muito superior a 5$, dita tambem
muito fina com salpicos a 4#5O0; na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loia d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porgo de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as est
rendendoa lj>500 cada urna ; a ellas, antes que
se a cabera, pois s as ha na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba, a melhor que tem
vindo a este mercado, a 8&500 a arroba, a prazc
ou dinheiro : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cife d. 7, ou na ra da Imperatriz n. 60, loja.
Veude-se em casa de N. O. Bieber & C.
Successores, ra da Cruz n. 4 :
Carrogas para boi ou para cavallos.
Carretas.
Carrinhos de mo.
Relogios americanos de ouro, prata e doura-
dos, igual em qualidade aos melhores relogios
inglezes,
Enfeites de flores para ca-
samentas e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vo a casamentos e bajles, e ser-
vem igualmente para passeios. Os pregos sao 89,
10 e 12. porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Farinha de mandioca, a me-
lhor que ha neste genero,
igual a de Muribeca.
E' muito barato vista da aua superior quali-
dade ; no arnazem de Fraga 4 Cabral, ra da
Madre de Dos n. 18. defronte da guarda da al-
fa ndega.
Luvas de finacamursa
para militares e cavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de aua
encommenda mui finas luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e as est
vendendo a 2500 o par ; os senhores offlciaes e
cavalleiros que ascomprarem conhecero que sao
baratas vista de sua finura e durago, e para as
obter dlrigirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16. Adverte-se que a quaolidade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
Campos & Lima na ra do Crespo n. 16
tem para vender um rico sortimento de lazinhas
de cores a 640 rs. o covado, bem como lindas
toras de cambraia para guarnigo de vestidos por
diminuto prego.
Objeclos de ferro.
Camas de diversos fei-
tios para urna eduas pes-
soas simples e com colxao
de mola, e com asiento
de lona, lavatorios com-
pletos, bergos para crian-
gas, mesas, sofs, cadei-
5. ..ifr5 est8 uma de apuradn es,o foa
nLe?r?,,L8ed, g.U"da Cmda de "O- "-
SsuShSS. B mul08 ,rllgos de erro
Crystaes.
Como sejam candelabros, lanter-
nas, serpentinas, linternas com pen-
dentes brancos e coloridos, rasos
para cima de mesa etc.
Muzicas.
Realejos de dirersos tamanhos com 80 pecus
proprios para por elle dansar-se e com figures
finas em movimeoto, caixas cam 10 12 pecas,
como sejam quadrilhas. walsas etc.,.todos ema
objeclos sao dos melhores fabricantes da Enrona
e vende-se lodos estes sjectM por eommoflo
prego pira fechar contas: na roa da Cruz no Re-
cite armazem n. 14.
Vende-se cera de carnauba de supe-
rior qualidade : a tratar com lote Sa'
LeitSo Jnior, ra do Trapiche a l&.
_-


DUftlO 31 MUUM1BCO. TJttA FEIRA t ftl JULHO DI 1M1.
Pechineb.
Gane do sarta nuil* boa a garda: a 980 li-
bra, en utrcla se (ara diTerenca : na ra da
Matriz da Boa-Vista n. 27, tabana.
A variado.
Madapolo largo e fino eom pequeo toque de
atara a,3*508 e 4, dito muito fino a 5 a peca :
na ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Attencao.
Ha ra do Trapicha n. 46, em caaa da Roetron
R*ker 4 C, aate a bom eortiment de>ll-
nfcas.de corea e brancas am earreteis do melhor
M assinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do Catug n. 1B.
Vendem-se maisinho de coral muito fino a 500
raa o masso.
Tachas e moendas
Braga Filbo de C., tem serapre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandesor-
labricanteieingiaur,., M f oe y;a9 p0, ** d 1 Moeda n. 3 A, um grandesor-
precos mui razoaveia. manto de tacnas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwi n Maw a tra-
tar no memo deposito on na ru do Trapiche
n. I.
CINTOS
para senhora.
Siatoa muito bonitos para senhora a Sfi cada
um, Arelas muito lindas para siato a 1S200 cada
urna; na loja da victoria, ra da Qoeimado nu-
mero 75.
A 8#000.
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa,
os quaes se Tndem pelo diminuto preco de 85
cada um : na ra do Queimado n. 39, foja de 4
portas.
Cal v ice.
A utilidade da pomada
indiana nao s de fazer
NASGER os cabellos, mas
tambem de dar-lhes torga
para evitar a calvice eno
deixa-Ios embranquecer to
cedo como quando ella nao
fr applicada, alm disto
sendo sua composico for-
mada de substancias ali-
mentares, a absorpcao pe-
los poros da cabera nao pode ser nociva. De-
posito em Pernambuco. ra do Imperador n. 59,
e ra do Crespo n. 3, e em Pars. Boulevard
Bonne Nouvelle. Preco cada frasco 3.
Barato.
JSKDTO
DESTINO
DB
Jos Das Brando.
J>Ra da Lingueta 5
O novo destioo torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza i 1} a libra,
dita franceza a 709 rs.. cha preto a 19400, oas-
sas a 560, conservas inglezas e portuguezas a
700 rs., aletria, talharim e macarra o a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 154(10, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5 a duzia. dita rela a 600 rs. a garrafa e
69800 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas rancezas e portuguezw a720rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 am libra por prego mui-
to em conta, vioho do Porto engarrafado Uno
frelho) a 1500 rs-, vlnho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagra branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitoa gneros que escusado
menciana-los, que do contrario se tornava eoa-
doho ao3 fregueies [Uiohoiro vista.)
Esfriadeiras
para agua.
Vendem-se esfriadeiras muito alva para agua a
40 o par ; na ra do Queimado n. 75.
DA
rUNDIClO LOW-MOW
Rna da Sea zalla Jfova d.42.
Ndsta estabalecimento contina a havar um
completo sortimento de moendas emeias moen-
das para engenho, machinas da vapor a taixas
te farro batido a coado, da todos os lmannos
para dito,
Exposicao de bichas.
No deposito da ra eslreita do Rosario n. 11,
vendem-se bichas a 500 rs. cada urna, e aluga-
das muito em conta, motivo este pelos propie-
tarios estarem com 10,000 bichas em deposito, e
garante-se a qualidade a qualquer pessoa que
comprar ou alugar.
Exposico de queijos,
Na ra estreita do Rosario n. 11, deposito de
8odr& C. est feita urna exposico de queijos a
saber, queijos do Serid moMo frescos, londri-
nos, do Reino, das Ilhas a 400 rs., de prato,
suisso a 400 rs.. presuntos inglezes, e outras
muitas cousas que s vista dos (reguezes.
A12#000
a duzia de toalhas felpudas superiores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andares e
soto na ra de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzes n. 18.
Ven^e-se na ra Direita n. 99 a libra
sunto 320rs. a libra do de Lisboa do
ltimamente.
de pre-
chegado
Attencao
Vendem-se caxOes vasios proprios
para bahuleiros.funileiros etc. a 1$280:
quetn pretender dirija-e a esta tipo-
graphia, que ah se dir* quena os tem
para vender.
E' muito barato.
Manteletes de Gl preto muito superiores a 83 ;
na ra do Crespo n. 10.
Damasco de seda.
superior a 3&500 ; na ra do Crespo n. 10.
Fazendas
no armazem da na do
Queimado n. J 9.
Toalhas para rosto de prego 500 rs. cada urna,
Chita.
Chita franceza a 220 rs. o covado.
Corles de casemira.
Finos cortes de casemira a 4500.
Cobettas.
Cobertas de chita a I58OO.
Capellas brancas.
Capellas de flores de laranja a 5$.
Lences de panno
de linho pelo barato prego de 1*900.
Algodao
de duas larguras a 480 a vara.
Grandes lences de bramante a 30300.
Jaques bordados
para meninos, fazenda muito fina, a 5$.
Sem costura.
Lences de panno de linho fino a 3.
Baloes
de todas as qualidades e de duas siias.
Cambraias de salpicos.
Modernas esmbraias de salpicos e muito finas
a o a peca.
Attencao
[Fazendas e rou-]
pas feitas baratas
NA LOJA DE
Liquidac
- m m
Rua do Queimado n.|
<| 1 0. loja de 4 portas.
Veode-se as seguales fazendas por |
t menos preco do que em outra qualquer @
S| parte, cerno sejam : t*
l Chitas rancezas cores Qias a 220 e 240 '
W Cortes de cassa franceza a 2000 W
( Cbalys de apurado gosto covado a 500 f
jfe Cambraia de seda dito o covado a 440 a
^ Mimos do co dito o covado a 400 V
9 Chales com palmas de seda a
a S* 2*000 5
-* Camlsiuhas de cambraia bordada
para baptisado a 5j>000 WF
p Ditas de dita para senhora e com i-,'-.
g gollinha a 33500 S
P Chitas inglezas cores fizas a 160 9
9jf Esguio de puro liaho a vara a 800 @
| Cambraia lia muito fina a peca a 5S000 fe
5 Chales de merino bordado a 5*000 }
W Ditos de dito liso a 3*500 e 4$000 V
Mantas de sem lavrado para se- fijfe1
m, "hora a 1600 4
2g Meias para senhora a 38, 3*500 a 40OO- w
fP DiLs.para meninas a 2Jb00 e 3g(J00 f|
Chapeos de sol da seda pata se-
nhora a 3*500 e 48000 l
w Guardanapot adamascados a da- W
^ zia a 2*500 e 3JJ000 |
a Toalhas da linho a duzia 5*000 |
* Riscadinhos de linho o covado a 160 "
9 Caries de brim de linho de cores A
A a 3*500 e 28800 n
Ditos de meia casemira a 1*280 a 1*600
V Panno azul rio covado a 1*280 a 18600 W
@ Dito preto dita dito a 3*500, 4* a 58000 A
a Cortes de casemira prela a 5* a 0*000 2
f Cortea de dita de cores a 4* e 5*000 *P
9 Cortes da velludo para collete
S Dll >e gorgurao a 136OO !
V Bnra branco de liaho transado a 1/000 W
Sb Paletots de brim de cor pardo a 38500 9)
Z DUoa da dito lona a 45500 j
Vende-se am hodo e grande sitio na estra-
da do Monteiro, no Sr. Dr. Doria eom urna encllente casa de viven-
da, senzala, coebeira e estribaria.mutto boa agua,
immensas e variadas arvores frucliferas, e duas
baixaa de capia : uem e pretender, dirija-se ao
pateo a Santa Cruz n. 24, seguodo andar, para
tratar : iflanga-se que o prego razoavel, pois
com o duplo nao se faz urna casi semelhante.
48- Ra da Imperatriz48]
Junto a pallara franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
m ment um completo e variado sorlimento s
Sde roupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
de alpaca preta e de cores a 3* e 3*500,
ditos forrdos a 4* e 4*500, ditos france-
a zes fazenda do 10* a 69OO, ditos de me-
3 ri preto a 6*, ditos de brim pardo a
a 3g800 e 4*. ditos de brim de cor a 3*500,
I ditos de ganga de cor a 3j500, ditos de
K alpaca de la amarella a imitado de pa-
I Iha de seda a 3*500 e 4*. ditos de meia
S casemira a 4*500, 58 e 5*500, dito3 de
J casemira saceos a 135, ^os sobrecasacos
II a 15, ditos de panno preto fino a 20*,
228, 28*. ditos brancos de bramante a
li 3500 e 4, caigas do brim de cor a 1J800,
{ 2g500, 3*, ditas brancas a 3* e 4*500, di-
tas de meia casemira a 3*500, ditas de
casemira a 6500. 78500 e 9*, ditas pre-
tas a 48500. 7*500. 9 e 10*,- colletes de
ganga franceza a 1*600, ditos de fuslo
2-5800, ditos brancos a 28800 e 3*, ditos
de setim preto a 3*500 e 4*500, ditos de
gorguro de seda a 4*500 e 5*. ditos de
casemira preta e de cores a 4*500 e 5*.
ditos de velludo a 7*. 88 e 9*.
Completo sortimento de roupa para
meninos como sejam calcas, colletes, pa-
letots, camisas a 1*800e2*.ditas defusto
28500, chapeos francezes para cabeca
fazenda superior a 6*500, 88500 e 10*.
ditos de sol a 65 e 6*500, ditos para se-
nhora a 48500 e 5*. Becebem-se algu-
mas encommendas de roupa por medida
e para isto tem deliberado a lar um con-
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a aua arle.
Fazendas.
Ricos corles de vestidos de tedi de
Escocia de muito bonitos gostos a 14*.
ricaa golliobase manguitos bordados (cro-
ch) a 35500, cambraia lisa de Escocia
com 10 varas a pega e vara de largura a
6*, mussellna branca fina a 310 rs. o co-
rado, completo sortimento de cbita fran-
ceza a 240.260 e 280 is. o covado, ditaa
inglezas a 180 e 200 rs., cobertores de la
a imitacao hespaohoea o melhor que ha
no mercado a 68, 7* e 10*. lencos bran-
cos para senhora muito grandes a SfSOO
a duzia e outraa multas fazendas por pra-
commodos.
Luvas deJouvia.
Na loja da Boa F, na tus do Queimado n. 22,
sempre seencenlraro as superiores luvas de pel-
lica de Jouvio, tanto para horneas como para se-
nhora, por serem recebidaa por todo os vapores
vindos da Europa, e se vendem palo baratissimo
prego de 2f 500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
Ra to Crespo n. 8, loja de
4 portas, admira a pe-
chincha
La para vertidos fazenda que
outr'ora custava 81 0 rs. o cova-
! do vende-ae a 240 rs., dao-se
i amostras com penlior.
lilaw9iS5^-'ewM8flK5l6i69i85l6Bi
Coraes lapidados
a500rs. o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
500 rs. cada um : na ra do Queimado, loja d'a-
Ruia branca o. 16.
240 rs.
Las escuras de padrees modernos o melhor
que tem apparecido, de lindas cores, a 240 rs. :
na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas.
Lila preta,
boa fazenda, a 280 rs. o covado.
Cortes de casemira de cor fina a 4fl.
Ditos de collete de gorguro, bonitos padroes, a
2$000.
Panno fino superior, cor de azeilona, a 4*000 o
covado.
Casemira preta Gna a 2* o covado : na ra do
Crespo n. 10.
Saldo Ass.
Vende-se superior sal do Ass, abordo dohia-
te Santo Amaro, fuodeado defronte do caes do
Ramos : a tratar com o meslre a bordo, ou eom
e dono no trapiche do algodao.
Nova loja de fimileiro na ra
da Cruz do itecife n 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a todos os
seus freguezes e juntamente ao espeitavel pu-
blico, que tomou a deliberado de baixar o preco
de todas as suas obras, por cujo motivo tem para
vender um grande sortimento de bahua e bacias
de differentes tamaohos, e cores em pinturas ; e
juntamente um grande sorlimento de varias
obras, o que promette vender o mais barato pos-
sivel, como seja bahus grandes a 4*, e cocos
18 a duzia. Recebe-se um official do mesmo
officio para trabalhar.
Lijiiidacao
^Ruado Queimado loja del
4 partas u. 10. ^
*Dl Vende-se panno de supeiior qua- ga
@ lidade prova de limao cor de f&
| cafe a 3|. g*
@ Dito verde a 5^.
@ Dito preto a 3^. Z
@ Dito azul a o*,'. g
@ Seroulas escossezas brancas a S
9 1^200 e ipOO.
am Ditas de lmho a 2s600 e 3$.
2 Superiores mantelete de fil 2
m p,eto a w-
m Camisas de linho inglezas duzia a
am Ditas dita dita duzia a 35j|.
a Ditas dita dita duzia a40#,
Ditas dita dita duzia 45^
M Ditas dita dita duzia 5(>f.
Baldes econmicos.
Chegaram loja n. 45 da ra da Cadeia do Re-
cite saias balo de gosto inteirameote moderno,
os quaes sao preferiveis aos de ac por serem
fetos -le cordo; vendem-se pelo mdico preco
de d* cada um.
SABAO.
Joaquim Francisco de Helio Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de fra, que tem
exposto venda sabo de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amonm n. 58 ; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feilo o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como aa d
composiQao.
Thom Lopes de Sena
Ra Novan. 32
Recebeu em direitura de Franca bons
objectos de moda como sejam enfeiles
de flores brancos e de cures para senho-
ra, capellas para noivas com ramo de
peito e hombros.
Chapeos brancos e de todas 7 cores,
ditos para luto de seda e de crep, di-
tos de palha da Italia, ditos de ditos
para montaa e passeio, ditos de palha
de cores para senhora e meninas, ch-
peoszinbo de seda a Garibaldi para
meninos e meninas.
Toucas de seda ede meriu bordado,
sapatinho e meias para meninos se
baptisarem.
Fitas de seda de todas as corea e
larguras e de diflereates qualidades, di-
tas cascarribas, fil de seda braneo li-
so, dilo de linho com salpico, sintos
com flvelas de aro bonitos e de bom
gosto.
Riquissimos vestidos de blonde com
2 saias e 3 babadinbos na primeira saia,
ditos de seda preto de 7 babados, veos
para chapeo de senhora e tocados para
os mesmos.
Recbese figurinos todos os mezas e
faz-se vestidos com muita perfeicao,
manteletes, capas e vestuario para me-
ninos se baptisarem e todo mais quan-
to perience ao toilele de urna senhora.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recentemente pro-
vida de nm completo sortimento de enfeites der
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e I
delicados enfeites de torcal com franjas e borlas
outros tambem de torgal de seda enditados com
aljofares de cores e borlla ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos elle* de um aparado gosto e perfeicao
os precos de 8 e 109 sao barates i vista das
obras ; alm destas qualidadea ha outraa para
39 e 49 : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca d. 16.
Vendem-se muito em conta quartolas de
muito boa qualidade, proprias para deposito d'a-
gua em casas particulares e sitioe, a tambem por-
cao de losis grandes de boa madetra, que alo
ptimos para depsitos de mal, e para aa distila-
$des dos eogenhos, os quaes se vendem a dinhei-
o ou a prazo, conforme se convencionsr: para
ver tratar, na travessa do Carioca, armazem nu-
mero 2. ,
Escravos bons.
1 escrava de 25 aonos de idade, elegante figu-
ra, conducta afianc.ada, insigne enjroramadeira,
1 moleca de 18 annos de idade por 1:800, 1 dita
de 20 annos de idade, 1 mulata da melhor con-
,!* Irta welher engommedeira, 1 dita de 25 anooa de por
w, 1 moleqiM pe^ de 80 aonos de idada, 1
negro de 40 annos, 1 escrava de meia idade boa
coznheira por 503000: na ra das Aguas-Ver-
des n. 46.
Gestos.
V endem-ae cestos grandea proprios para con-
ducho de pao e bolacha, muito malborea que os
panacu* pela sua fortidao e aturar muito ; na ra
Uireila, padaria de Antonio Alvee da Miranda
Guimaraea n. 69.
Vende-se urna porsao de barra vasios : a
tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui novoa e
delicados chapeozinhos pars baptisados obra
mu pereita e bem eofeitada, sendo cada um em
sua bonita caixioha, e pelo baratissimo preco de
6, ninguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia braoca, ra do Queimado n. 16.
Vende-se porcao de quintaos de ferro em
vergalhoes quadrados de varias grossuras e
chumbo em barra ; no armazem da travessa do
Carioca n. 2.
Batatas
em caos de 1 arroba, chegadas diurnamente, a
lgOOO rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
se nicamente nos armazens Progresso e Pro-
gressista no largo do Carmo n. 9, e rus das Cru-
zes n. 36, tambem tem gvande porcao de quei-
jos prato que vendem 560 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommeoda a bem conhecida e provei-
tosa opiata ingleza para denles, cuja bondade
apreciada por todos quantos della tem usado, e
sera mais por quem quizer conservar asgengivas
em perfeito estado, assim como a alvura dos
denles; cusa cada caixa 19500, e por tal preco
s deixarae de comprar quando a nao acbarem
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Escovas grandes
para carros, tapetes, etc.
Na loja d'aguia branca se encontr mui boas
escovas grandes com cabo, proprias para se lim-
par carros, tapetes, etc., e por 29: ninguem dei-
xar de comprar urna escova de que necessita :
na ra do Queimado, loja d'aguia braoca n. 16.
Fumo de Bor-
ba do Para.
Recebe-se por todos os vapores do norte este
fumo, muito superior ao de arlebeque e america-
no, aseim a competente palha de tanary para ca-
pa de cigarros : na ra da Imperatriz, loja nu-
mero 82.
Feijao de corda
No armszem de Tasso lrmos, ra do Amorim
numero 35.
S vende barato. S
m Acaba de chegar ao armazem
9 da ra da Cadeia do Recie n. '
. 8, um lindo sortimento de va- *
ras douradas imitando jacaran- 41
W da' proprias para molduras de H
W espelhos, retratse estampaspa- @
# ra ornamentos de sala etc., as %
9 que' se vendem por diminuto 9
preop
Na padaria de Antonio Fernandos da Silva Bei-
riz, ruados Pires n. 4S, vende-se a muito acre-
ditada bolachinha quadrada, de agua, propria
para dpeotes j n mesma precisa-se de alugar
mensalmenle um escravo.
Vende-se a casa terrea n, 24 da travessa do
Tambi do bairre da Boa-Vista : a tratar com o
solicitador o Sr. Antonio Pinto de Barros, que se
acha autorisado para tratar da venda.
Em casa de N, O. Bieber
C. successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Bordeaux em quartolas.
Dito Xerez.
Cognac em cairas de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, brinzaos e brins da Russia.
Cerveja escosseza (Edinburgh Ale.)
P6dra8d"e marmore branco para consolos e masas.
Plvora em barris.
Enxofre em canudo.
Brilhantes
de todos os tamanboa: vendem-se em casa de
N. O. Bieber&C. successores, ra da Cruz n. 4.
Pechiocha chapeos aj
Garibaldi.
Ricos chapeos de palhs enfeitados da
ultima moda pelo baratissimo preco de
109 : na ra da Cadeia do Recife o. 24.
Vendem-se dous tanques de ferro proprios
para depsitos de lquidos : para ver, no trapi-
che Baro do Livramento, largo da Assembla n.
15 : a tratar na ra da Cadeia n. 6f. segundo
andar.
Vende-ae muito em conta o engenho Flor
da Cana, com canas para 800 a 1,000 paes de as-
sucar, com terraa proarias para toda planta m
grande qaanlidade, ama machina de descarocw
algodao com agua, ludo na provincia das Ala-
gooas: quem pretender, v & casado Joaquim
da Cuaba Mendos, em Macei, e com o proprio
dono na povoacao do Arrosto, municipio da Aia-
laia.e aqui o negociante Perro di Maia infor-
marao.
~ Vende-se o engenho Tiriri, silo na comarca
do Cabo, com as proporces seguintes: dista da
estrada de ferro urna legoa, e porto para embar-
que em distancia de 200 bracas, com terreno pa-
ra grandes safras, e tem muitos terrenos para se
abrirem com facilidade, ha grande cercado e
muitas matas. Este engeoho novo ebem obra-
do ; a tratar na ra da Praia n. 47, segando an-
dar, ou no engenho Cafund, sitio em distancia
de meia legoa daeslaco deOlinda com oabaiio
asslgnado.Joo Paes Brrelo.
Batatas.
Vendm-se gigos de batatas a SOQ rs. cada um :
na ra das Cruzes o. 41 A, armazem da porta
larga.
Vende-se a taberna da praca da
Boa-Vista n. 16 A, com todos os per-
tences: a tratar con Uotta Irmao na
travessa da Madre de Dos armazem n..
Attenijao.
Vende-se ou aluga-se ama canoa nova, est
acabiodo o calafeto, pega 1.500 lijlos de alve-
naria groase : na ra Direita dos Alogados n. 13.
Vende-ae na ra do Bruna n. 35, por prego
commodo, 5 cadeiras, 2 consolos, 1 lavatorio, 1
mesa grande, 1 dita pequea, 1 soja, 1 marque-
sa, tudodeamarello, 1 cama de angico para ca-
tado, 1 dita de ferro para solteiro, 6 cadeiras
americanas, 2 parea de lanternas com ps de
crystal.
Menco.
No armazem de Letellier Ferard, roa da Ca-
deia do Recife o. 14, vende-se :
Vinho Bordeaux em bsrricaa, e meias.
dem idem em caixas de urna duzia.
Faacos com ameixas.
PHABMCIA-BARTHOLOHEO
Ra larga de Rosario n. 36
Rob l'Affecteur.
Pilulaa de Allexou.
Pilulas americanas.
Vermfugo \nglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloway.
Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
quer parte : na ra larga do Rosario, n. 34.
| \a loja de marmore
tVende-se muito barato
Para senhoras. m
Ricos vestidos de seda moirantic. 9
9 Ditos dito de dita grod-fric.
Ditos dito de dita babadinhos.
Ditos dilo de dita dous folhos.
Ditos dito de dita phantasia.
Ditos dito de dita bareja-babadinbos.
Ditos dito de dita cambraia brancos bor-
dados. dj
Ditos dito de dita pretos tecidos avellu-
dados. #
Ditos dito de dous folhos babadiohos.
Riquissimos vestidos de tarlatana brancos.
Ditos ditos de blonde para casamentos.
Ditos leques de madnpeola. 9
Ditos ditos de sndalo. fj
Ricas pelerinas de renda e seda. 9
Manteletes do fil pretos. 9
Ditos muito ricos de velludo. 9
Ricos bournus beduinas para sabidas de
bailes e theatros. Q)
Ricos chapeos de palha de Italia. ef
Ditos ditos de seda. fg
Gollinha?, manguitos e camisiohas de to- aj
das as qualidades. aj
Saias bordadas de algodao. @
a) Ditas ditas de linho. ^
U) Ricas sombrohas de seda muito modernas, $
m Enfeites de flores. a
q Ditos de froco. @
9 Ditos de fita. q
Para senhoras.
8* Casaveques de la.
Pentes de tartaruga.
_. Ditos de bfalo com enfeite.
r Ditas de dito sem enf'ite.
2 Chales do merino muito modernos.
Ditos de cachemira bordados.
' Ditos de touquim.
f Ditos de froio.
Ricas mantas de blonde para casamento.
Camilas bordadas muito finas.
Meias de seda muito finas.
| Ditas de dita prelas finas.
| Enfeite de vidrilbo prelo.
| Ditos de ditos de cores.
J Len;os de labiiintho.
Froohas de labirintho.
Toalhas de labirintho-
' Lencos de linho bordados.
* Gravatinhas muito modernas.
J Plumas brancas e de cor.
1 Fitas de seda de apurado gosto.
* Franjts, cascarribas, tranca e rifa e fitas
estreitas de seda.
Para homens.
Paletots de panno fino.
Ditos de casenira. ft
Ditos de brim lona (brancos.) #J
Ditos de brim de cor.
% Caigas de casemira de cor e de padroes de
muito gosto.
Capas de guta-percha.
( Perneiras de dita.
40 Calcas de dita.
A Capacboes de dita:
9 Meias de cor.
A Colleies de casemira.
@ Ditos de la e seda,
aj Ditos brancos.
9 Ditos de velludo preto.
9 Ditos de dito de cor.
9 Calcado Meli.
9 Dito de vaqueta.
0 Dito de duas solas.
9 Sapatos entrada baixa.
Chao eos de loolra.
H Ditoa de castor branco.
g Gravatasde renda a Garibaldi.
^ Ditas de selim.
g Ditas de gorguro e seda.
Colarinhos dos mais modernos,
j Camisas de linho inglezas..
a Ditas ditas francezas.
Para meninos.
Ricos vestuarios de seda.
* Ditos ditos de la.
g Daos ditos de fuslo.
* Ricas camisiohas bordadas para baptisado.
I Ricos sapatinhos enfeitados para bapti-
sado.
| Bonetes de todas as qualidades.
* Chapeosinhos de palha de Italia.
Casaveques de la.
* Extracto de sndalo muito fino.
9 Essencia de sndalo muito fino.
Caixinhas de tartaruga.
I Carteirinbas de apurado goslo.
| Ricos jarros com banha.
J Um grande sortimento de riquissimos
quadros a oleo.
Ricos transparentes para janella.
) Caixinhas muito ricas proprias para guar-
dar joias. s
Banha muito fina a Garibaldi. 9
E outras muitas fazendas e perfumaras 9
que deiximos de mencionar, por haver 9
um grande sortimento. 9
999 999
Loja das seis portas em
frente do Livramento, *
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22}, fazenda fina,
caujas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de fusto de cores a 43,
ditos de estamenha a 4$, ditos de brim pardo a
39, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
dolletes de velludo pretos e de cores, ditos de
eorguro de seda, gravataa de linho as maia mo-
bernas a 200 rs. cada urna, collarinhos de linho
ga uliima moda, todas eatas fazendas se vende
parato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manha at as 9 da noite.
Cortea de meia casemira de urna s cor, fazen-
da superior, pelo baratissimo precb de S cada
um: na rna do Queimado n. 33, na loja da boa te.
Por baixo da bo-


t
Lindos cabazes
de palha fina, ou cestinhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se acham mui lindos e
delicados cabazes de palba fina, ou cestinhas en-
feitada8. proprias para as meninas de escola, ou
mesmo para costura de senhoras, e custam 4 e 5a
0 que baratissimo vista da perfeifo e bom
f;osto de taes obras, as quaes se vendem em dita
oja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Libras steiiinas.
Vende-se no escriptorio de Manoel Ignacio do
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Travessa do Pires n 1.
Joseph Grosjean em sua officina vende 1 ca-
briole! novo, 1 carro americano para 1 cavallo,
1 cabriolet em bom estado, que vende muito em
conta, assim como encerado preto a 2300 o co-
vado, e comprando em peca ha de ser mais ba-
rato.
15 95 9t' 5S5 9IQ 9S$13 d$995 XE
Acaba dei
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS REG i
Na ra Nova junto a Con-
ceiciio dos Milita-
res o. 47.
Um grande e variado sortimento de-
roupas feitas, calgados e fazendas e todos
estes sa vendem por preQos muito modi-
ficados como de seu costume.assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
26, 288, 303 e a 358, paletots dos mesmos
pannos preto a 16J, 18J. 20 e a 2i,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novoa padroes a 14. 16, 18, 20 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9, 10, 12 e a 14, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 8, 10, e 12g, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12,
dit03 de merino de cordo a 12J, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 15,
ditos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10tf,
ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 45500, di-
tos de brim pardo e de fu9lo a 3500, 4
e a 4500, ditos de fusto branco a 4,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7, 8, 9 e a 10, ditas
pardas a 3 e a 4, ditss de brim de cores
flnasa2S500, 3. 3500 e a 4g. ditas de
brim brancos finas a 4500, 5$. 5500 e a
6, ditas de brim lona a 5 e a 6$, colletes
de gorguro preto e de coras a 5$ e a 6J,
ditos de casemira de cor a pretos a 4g50
e a 5, ditos de fusto branco e de brim
a 3 e a 3500, ditos de brim lona a 4J.
ditos de merino para luto a 4 e a 450',
calcas de merino para luto a 4g500 e a 5',
capas de borracha a 9. Para meninos
de todos os tamanhos: caigas de cisemira
prefa eda cor a 5$, 6 e a 7, ditas oitas
de brim a 2J, 3 ea 3500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 6 e a 7$, ditos de alpaca a 3,
f sobrecasacos de panno preto a 12 e a
14, ditos de alpaca preta a 5, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e a I3f, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 5 e a 6, ditos de
brim a 3, ditos de cambraia ricamente
bordados para baplisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommeoda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiale dirigida por um hbil meslre que
pela sua proraptido e perfeicao nada dei-
xa a desejar.
i
8
i
pechincha.
Sedinhas de quadros muito iocorpadas. cova-
do a 800 rs.
Golinhas de fu9to bordadas com botao para
senhora a 640 rs.
Ditas de dilo lisas com botao a 500 rs.
Manguitos a balo com punhos e gola borda-
dos com botozinhos a 3.
Manguitos a balo com punho e gola a 2JJ500.
Baloes elsticos a 3 e 3500
E outras mais fazendas muito baratas : os ra
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Fer-
reiros.
Escravos fugkJoT
eca.
Vendem-se chitas francezas escuras e claras a
220 rs. o covado : na ra do Queimado n. 6, por
baixo da noneca.
Escravo fgido.
Do poder do abaixo assignado, fugio no dia 2
do correte urna escrava mulata de nome Valen-
tina, que representa ter 25 annos de idade, pouco
mais ou menos, cujos signaes sao os seguintes :
vesga dos olhos, estatura regular, cabellos cara-
pinhos, levou vestido de chita escura e chale de
merino azul ; tendo o abaixo. assignado havido
esta escrava por divida na comarca do Limoeiro,
suppde que procure essa direceo, ou a serra da
Passira, onde natural: roga, porlanto. a todas
as autoridades policiaes e capiles de campo a
apprehendam e a entreguem ao abaixo assignado
nesta cidade do Recife, ra do Queimado n. 46
A, que gratificar generosamente.
A. Bezerra de M. Lira.
Fugio desde o dia 3 Ae junho do correte
anno, da casa do abaixo assignado, o preto Tho-
maz, crioulo, filho do serto de Mochlo, bonita
figura, com alguna signaes de bexigas, dentes li-
mados, tem os dedos da mo direita aleijados,
de urna machina- de padaria, de idade, pouco
mais ou menos, 26 annos, julga-se ter ido para o
dilo lugar cima mencionado por j ter sido vis-
to no mesmo lugar.o anno passado, quando fu-
gio a primeira vez nesle lugar, como bem agora
a semana passada que foi visto no Serid, dizeo-
do que se tinha forrado : pede-se, portaoto, a
qualquer pessoa que o pegar, leva-lo ra dos
Pescadores ns. 1 e 3, padaria, que se lhe dar
50g degralificago, e se pagar as despezas que
se flzer.Joo Jacintho de M. Rezeode.
No dia 4 de junho prximo passado fugio
do sitio da viuva de Joo Ferreira dos Santos,
na Passagem da Magdalena, a estrava Ignez,
crioula, de 40 annos de idade, estatura regular,
cor fula, tem um dos dedos da mo direita alei-
jado, muito regrisla, esta escrava foi do enge-
nho Poeta, suppe-se que ella anda para o lado
dos Remedios ou Afogados : quem a apprehen-
der, queira lava-la ao supradilo sitio, onde rece-
ber sua recompensa.
No dia 26 de julho fugio do engenho das
Matas, comarca de Cabo, o eseravo por nome
Temoteo, de idade de 25 annos, crioulo, verme-
Iho, biixo, com marcas de bexigas na cara, com
um p aleixado, grosso do corpo, pouca barba,
cabellos nos peitos, muito mentiroso ; esteve em
casa do Sr. cirurgiao Jos Francisco Pinlo Gui-
mares se curando do dito p que boje aleija-
dodelle : roga-se a todas as autoridades ou ca-
piles de campo a apprehenso do dito escravo,
e podende entregar nesle engenho, ou na ra do
Collegio om casa do Sr. Dr. Ignacio Joaquim de
Sou Lelo, que serio recompensados.


(8)
DIARIO DI HRRAMBUCO. TERC* "IRA t DI JULHO DE 1811.
perangas que se affuodem, debaiio de tomos ps I nhas noites de trabalho, parece-rae ouvir un en-
lima confidencia.
[NovtUa).
(Continuac5o.)
como "um rancho de pastaros nos regos carados
no outomno; onde contagies com a religio das
recordaces s acharis indifferenga e desdem,
e, talvez fatigado de rossas tentativas, vos isola-
reis reconceutrando-vos em vos mesmo como a
sensitiva que se fans.
Ergnei a tabeen, horoem deponcaft Que
eslranha allucinago de vosso orgulhu vos faz
acreditar em vossa solido? De que barro sois
Depois fui Hespanha com seus brilhanles
caprichos mounscos, Burgos e SeviUia, Cordova j formado para quererdes ser superior aos outros
e Alhambra : fu soar sob nieus pnssos o Paleo dos homens, e que celeste prerogativa VJeu-vos o di-
Lees, e fui perguntar aos claustros deserlos o
segredo da vida monstica. Calcnlei com a vista
a aliura das summidades e da abobada das ca-
thedraei. Archeologo improvisa lo, esludei a
linha diagonal e abobada, os esplendores da
arlo gothica e as plianlasias do estylo bysantino.
Contri as molduras dos espitis, os lavores das
reito de crear para vos um retiro olympico afas-
tado delles, d'onde vus compadecis da peque-
nhez de vossos semelhnntesl Prosegu vossa
viagero, peregrinos que desanimaos com os pri-
meiros enfados docarainho. Muitas outras al-
mas como a vossa, ignoradas por vos, vos cha-
mam talvez sem o saberem, e lambem sacrifican)
cornijas, e gaslei longas horas em decifrar algo-1 em seu isolamento ao deus incgnito que vene-
mas letras sobre rumas. Porm depois meus
ollios se fatigaram de tantas imagens; urca in-;
vensivel necesssdatio de repouso apoderou-se
de mim, e sentia emogo que soffre sem duvida
o passaro do mar arrebatado pela tempestado,
qii'iio suas azas comecam enflaquecer e nao
avista no horisonte seno o azul do firmamento
que parece unir-se com as vagas.
Eato a viagem nao produzio em mira mais de-
que um indescriptivel desgosto. Martyr volun-
tario arraslava-me de cidade em cidade com in-
difTereoga e desprazer. A novidade dasseenase
dos lugares, outr'ora imagioada em sonhos, nao
era para mim mais do que urna causa de ussi-
dao. Jtioha visto muitas maravilhas e sabia
de cor as galerias.de quadros e estatuas, os luga-
res formosos, qual o melhor ponto de vista para
admirar-se ss ruinas. Encontrar em toda a parte
semblantes indiferentes, estar sempre circunda-
do de um mundo banal de creados, estafetas,
holelleiros, repartir minha comida cora o es-
trangeiro dosconhecido, todas as noules entrar
om um quarlo vulgar e sem recordaces, lar que
nao encerrava meus deuses domsticos, essa exis-
tencia lio variada e comtudo to montona do
viajor pesava em minha alma e diffundia um veo
sorabrio diaote de meus olhos. O ruido dos ci-
vallos se me tornava iosuporlavel, o eterno sino
das mezas de hospedarla despedazava-me o ou-
vido, e tardava-me ouvir os guias acabar as la-
daiabas que eu lhes pagava.
Nessas horas de cansado moral e phisico, me
punha souhar urna vida encantadora, vida de
isolamento e de retiro; phantasiava em mioha
imaginario um asyio bem quieto onde deixasse
corrrer minha existencia na rolina do habito.
Mas depois tioha horror de estar s, e embelle-
zava minha phantaslica ermida com a presenga
de um ente amado. Pareca-me que se o co
apreseotass6 um da meus olhos urna mulher
cujo coracao pulsasse accorde com o meu, me
consagrara ella com un amor immenso edes-
sesperado, como o supremo recurso, a nica es-
peranza de minba vida.
Eolo minha iraaginagao fechara suas asas ;
enlao meu pensamenlo vagabundo e cosmopoli-
ta abaleria para sempre sempre seu vo; eu en-
trara na vida real, e, fatigado de errar solita-
rio e perdido sobre cumes insccessiveis, procu-
rara meu ideial na vereda vulgar onde outr'ora
s va indifferenga e tedio. Mesmo a ioteosida-
de de affeigo que votava a um phantasma me
sulorsava crer que se algum dia elle se encar-
nasse em urna creatura viva, eu nao teria cusi
era depositar nella todos os elementos da felici-
dade humana de que me fosse dado fruir. Olvi-
dara que as affeices as mais vivas se tornara
muitas vezes asmis lyrannicas e despeJagam
com seus mesaos excessos o objecto de sua es-
culla.
Aquella que eu procurava appareceu-me. Cha-
mava-se Amada. Renuuciei s miohas antigs
theorias sobre a solido e suecumbi sob o peso
do encantamento. As condges secundarias de
nascimeolo e fortuna estavam equilibradas, nao
tire trabalho em ser admettido em sua familia.
Esludei seu carcter, observei com prazer a dis-
tioeco de sus inteliigencia, suas inclinac-s ar-
tsticas, a sympathia natural que me manifesta-
ba. Delioei os mais risonhos projectos de fu-
turo e julguei ter feixado para sempre a versali-
lidade tumultuosa de minha alma. Mais alguns
mezes e Amada tinha o meu nome.
Durante osprraeiros lempos de meu casamen-
to pareceu-me ter alcangado urna victoria defi-
nitiva sobre as fragefidades de m*i carcter. O
vacuo que s me tinha deixado terrVr e fadiga de-
pois dos aonos de goso amargo Vde homecida
voluptuosiJade, parecii estar preenhido em tor-
no de mim. Minha vida tinha .um destino, e
meu coracao nao errava como um navio s ra
bussola, sobr as vagas incoloras do tedio. Essa
faculdade de amar, innata em minha alma e to
expansiva que abracava outr'ora anatureza iutei-
ra em um amplexo insensato, estreitava-se por
assim dizer, econcentrava-se em um s ente. Se
a solido lera seus encantos, lera principalmente
temiveis perigos, e muito for'e a alma que nao
suecumbe suas prfidas sedueces. Isolar-se
do resto dos homens nao vrtude, orgulho.
Sem duvida ha organisaces delicadas, almas
predestinadas ao marlyrio, s quaes as relaces
da sociedade prometiera muitos soflmenlos;
mas a Providencia uo quiz em sua bondade, que
esta dor Ccasse sem conipensaco ; creou para
essas almas frageis prazeres desconhecidos, que
nao percebem os sentidos grosseiros do vulgo. E'
melhor, portanto, que cada um acceite sua tre-
la. Talvez tenhaes amigos que vos illudsm, es-
FOLUETIM
OBATEDORDE ESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
raes. As perfeiges e eoermidades da natureza
forara repartidas com todos, e ninguem deve re-
geitar sua parto do fardo commum.
Estas reflexes, que alguns anoos antes ter-
rae-hiam parecido um idioma incomprehensivel,
accommelliam tropel o meu espirito quaado
minha vida assumiu um curso mais real, e dei-
xei, por mais humanas regies, as espheras Invi-
siveis em que se perdis minha alma na tristeza e
no nada.
Infelizmente, tinha por muito lempo acalenta-
l do em meu coracao a bella serei que me encan-
ta va, esse sonho "egosta e cruel, que, longe de
cicatrisar as ulceras de minha organisaco, as tor-
nava mais vivas e mais pungentes. Nao era mais
lempo de renascer para urna existencia nova.
Chimenea viajor, faminio de ar e de espago, eu
nao levava para a lula do mundo em que ia en-
trar mais do que ama excilago feblrl e mortal.
Infeliz daquelle que concentra e contera em si
mesmo suas faculdades expansivas, porque morre
ou mata.
Lutando contra a nalureza, tenta segregar-se
das affeices, e a imagem do bem de que se elle
riva.avulta na ausencia em lugar de anniqu.il-
ar-se, e quando finalmente inanido pela lula,
pode destinguir ao longe urna esperanza, faz del-
la sua bussola nica, sua religio e sua estrella.
Naufrago que o vento irapelle, suspende-se al-
ga florida do arrecife, e a arrasta comsigo em sua
queda. Quanto mais venturoso seria ello se tives-
se buscado o porto aO primeiro muimurio do lon-
gincuo furacao, e se, resislindo vaga gemebun-
da, mas traicoeira, nao se tivesse deixado levar
para as regies do alto marl
Nunca experimentei os delirios e xtasis das
unies juvenis.
O amor que estava guardado cm minha alma
era profundo, mas serio e devastador. Nao tinha
as sinuosidades do rio de Tendro, e teria pareci-
do bastante selvagem s heronas do Grande Cy-
ro. Como coosagrava-me todo iotetro este
amor, tambera quera tuio esperar d'elle, e, em
vez da affeigo calma e pacifica qoe soment po-
da embellezar oossas duas existencias, eu ape-
nas levava para a communhao da vida urna pai-
xo concentrada e exclusiva, que devia consumir
seu objecto. Fugi dessas affeices despticas, al-
gumas vezes mais perigos-s do que o odio, ter-
nuras que servem de peso ao bem amado, e por
sua mesma etagera^o s servem para o impel-
lir sua ruina.
Amada nao era perfeita : a perleicao s habita
na imaginaco dos poetas. Masera urna natureza
affavel e expansiva, amante e dedicada, nascida
para a felicidade e para um outro arnorquo nao o
meu. Tinha silo superficialmente educada como
sao todas ss mocas da nossa poca, mais proprias
para brilharem na sociedade do que para cmbel-
l?zarem o retiro de um solitario; mas temperava
com sua bondade e com a exquisita sensibilidade
de sua alma, o que havia de mundano as gra-
bas de sua pessoa. Imaginaco potica, como eu
alTrticoada s bellezas da natureza, porm com
mais ingeouidade e singeleza, tambem ella ama-
va duas artes que adoro, a msica e a pintura.
Nao vos descrevo sua pessoa emquanlo ao physico
Os encantos da materia sio muito pouca cousa
porque nao permanece d'elle o mais ligeiro ves-
tigio em baixo do tmulo.
Os das de Amada, como os meus, repartam-
se entre os deveres do mundo, no qual eu tinha
reeutrado por ella e para ella, algumas relaces
de amizade de infancia, nossas interminaveis
conversares, e suaj oceupaces favoritas,
xame de melodas tristes e docorosas volitar co-
mo sombras sobre o piano abandonado, e sus-
pendo a cabega para prestar attenco 4 to mys-
teriosos coocerlos.
Durante o esli divamos juntos longos passeios
cavallo. Era para nos um lempo feliz o quegas-
tavamos em affastar*nos da cidade desapparecen-
do nos camiones sinuosos, debaixo da copa das
arvores ou seguindo, entre os salgueiros e vimes
as margens escarpadas do rio.
Era principalmente nesses momentos que Ama*
da era bella. A frescura do ar dos campos ani-
ma va sua tez e dava mais expressoao seu olhar.
Pareca aspirar com delicias essas emanares vi-
vificadoras, nutrir-se com o ar e com o espaco ;
como um passaro viajor, dir-se-hta que tinha
pressa de saborear todos os puros gozos da na-
tureza para abaler a ara e depois morrer. Muitas
vezes uossas conversarles teodo prolongado por
demais o passeio, noite nos sorprenda longe
do castello e vamos os fulgurantes claies do
cu extioguir-se na brama dos valles. A cidade
apparecia no horisonte denticulada com as agu-
lhas de suas torres, e seus zimborios: ento aper-
tavamos o passo & dosos carallos e passavamos
como sombras entre os carvalhos e os espiahaes.
Ento Amada assemelhava-se urna prioceza da
balata allema, cagando o veado ou o javali jun-
to as torres de um conde palatino.
Tinbamos resolido umdifcil problema: acha-
ramos a poesa no casamento, o s dependa de
mim conservar por muito lempo esses elementos
de felicidade.
Durante muitos mezes consegu-o ; abandona-
va-rue sem reserva essa nova existencia que
parecia-me ser urna ressurreico. Sentia-me vi-
ver em outra vida, e meu corago pulsara em um
outro coragao. Esta situsgao calara-nio leve lou-
ga durago. Bu ia soffrer a pena de raninas chi-
beras e loucuras; j urna agitagao desconhecida
comegava ensinur-sa como urna serpente por
baixo das flores de minha vida presente. Sendo
impossivel encontrar verdadeiros soflrimeotosem
torno de mim, tinha escondido o germen fatal em
meu seio. o a felicidade que linba sonbado se
devia assemelhar esses fructos fabulosos do
lago Asfallite, que apenas doixavam cinzas na
bocea do viajor. Mioha fronte se tinha tornado
mais sombra e mais severa ; minha palavra dif-
ficil e embaragada, sentia caprichos de solido e
retiro: o ciume me tinha mordido no coracao.
SEGUNDA PARTE.
Os elogios que Amada oblinha no grande mun-
do pelas gragas de sua pessoa e de seu espirito,
causaram-me principio os ntimos gozos de um
amor proprio lisongeado. Desde que o invern
despoja va nossas arvores e ensombrava nossos ho-
risontss, iamos para a cidade, e nao havia reu-
nio elegante onde nao coosiderassem urna obri-
gago convidar-nos.
Esta vida era contraria minha natureza, e pa-
reca muito extraordinaria para um solitario, mas
eu me dedicava ella sem muito trabalho, eera
largamente indemnisado de meus enfados pelos
murmurios lisongeiros que de ordinario acolhiam
aquella que tinha orgulho de ouvir aonunciar com
o meu nomo em grandes e brilhanles sales. A'
claridade das luzes no meio das flores e dos es-
pelhos.com seusoroatoi simples, mas distinctos,
o semblante de Amada resplandeca com urna
belleza soberana, e eu considerava vidamente
todos os olhos filos sobre ella. Todava estas ho-
menageos frivolas, estes triumphos constantes
acabaram por fatigar-me.
Pareca que Amada dava demasisdo aprego
urna renda, um collar da perolas, um laco de
fita ; que a meloda de urna msica voluptuosa
produza em todo o seu corpo urna agitacjlo peri-
gosa ; que prefera estas horas to variadas, mas,
por assim dizer, to vasias, s nossas simples con-
versarles do castello de Hautmool, gravadas em
minha memoria como o ideal de ama ventura pas-
sada.
Quando o ruido dospassos agitava o pavimento,
quando as cabegas radiantes e ornadas de flores
gyravam em torno mim em ama harmooiosa
cadencia, eu acompanhiva com a aociedade, no
meio dos grupos, o semblante risonho de Ama-
da, e sentia emoges ioexplicaveis vendo-a dou-
dejar no torvelinho do baile nos bragosde um
desconhecido. A autordade com que eu acolhia
suas inclinages artsticas, dedlcou-se com paixo
ao mor de anas flores, e foi procurar os prazeres
do passado na senda por onde ji linhamos anda-
do. Mas, como 6 impossivel que a alma a mais
bem temperada nao desfalloga no isolamento,
Amada tinha algumas vezes tristezas que me tor-
turavam, e pozares comprimidos cujo silencio eu
devorava com amargura.
O mundo, que saudava Amada com os seus
mais graciosos|sorrisos, em breve esqueceu-a. Nos
prazeres de urna sociedade frivola nada passa
mais depressa do que a recordago de "um au-
sente. No campo pouca gente nos ia ver, e era
sempre negocio. Perdido no meio dos bosques,
o castello de Haulmonl pareca por si mesmo re-
cusar-sa receber visitas,* e achava-se afastado
das grandes estradas de communicago.
Havia com lude alguma distancia urna habi-
tacao antiga mas arruinada, conhecida com o no-
me da Molla, onde vivs, quasi como camponez,
com sua mulher e um criado, um velbo cavallei-
ro de S. Luiz, que tinha o titulo de conde. Tinha
servido noa exercitos do roi na poca em que mea
pae estava na esquadra, e se bem que os acasos
da guerra nunca os tivessem aproximado um do
outro, esta simples coincidencia nao tardou em
tornar mais intimas as relaces de simples civi-
lidade que a principio tinhamos entretido. Este
velbo, ultimo represntenlo de urna sociedade
que vae exoguindo-se todos os das, dizia re-
cordar-se vista da bella visitaste que eu algu-
mas vezes levava sua mulher, das bellezas da
antiga socodade e da galantera tradicional entre
os fldalgos francezes. Obaroseu fllho fazia mui-
to ruido nos sales onde por tanto lempo eu ti-
nha devorado mea despeito acompanhaado Ama-
da. Era um homem do melhor tom, e emprego
de proposito esta palavra, porque elle tinha lodos
os defeitos e todas as qua'idades que de ordinario
implica esta expresso. Nao se poda dizer que
4be ialtasse inteliigencia ; falla va com elegancia
e facilidsde, nunca deixava afrouxar a cooversa-
go, e sabia hbilmente desfargar debaixo de urna
onda de palavras harmoniosas o pouco fundo de
seu espirito. Tinha sobre todas as cousas conhe-
cimentos superflciaes, mas possuia o maravillo-
so talento de tirar delles o melhor partido e de
passar aos olhos do vulgo por um horneen de urna
verdadeira distioego.
Natureza fria, com apparencias sympathicas,
reservado e ceremonioso, seduzia os que somon-
te encarara o envolucro sem penetrar no fundo
do carcter. Eu censurava-lhe urna affectago
quasi femenina, ede fado, o corte de um colla-
rinho e o n de urna grvala, eram para elle ne-
gocios de estado. Em urna palavra, era um per-
feito cavalleiro.
Na poca em que entroduzido bem contra a
minha vontade, nos prazeres da sociedade, eu ti-
nha sido iniciado meu pezar em suas pequeas
chronicas, tinha ouvido pronunciar mais de urna
vez o nome do baro, proposito de um brilhan-
te casamento annunciado pelas mil boceas dos
confidentes officioss ; depois, esses ruidos ti-
ntura cabido por si meamos, e romo nao liiha
8ufDcientemente feito a aprendizagem do mundo
para me interessar nos negocios de outrem,nun-
ca mais me oceupei delles.
De ordinario o baro, entregue com todo o fu-
go appareote de sua natureza as sedueges da
vida, (azia Moetta muitas raras visitas, e quando
14 ia saudava seus paes, e lhes narrava com um
tom leviano os acontecimentosdns ltimos bailes,
vrs de poltica com
aauarella e o piano. Eu tinha conservado de mi-;03 mais brilhanles cavalleiros graugeou-me urna
reputagao de incivil, que multo me irritoa ; as
visitas se tornaram mais raras, os novus lagos to
ligeirameote atados se despedagaram ; vi dimi-
nuirem os convites. Ento prolooguei nossa es-
tada nos campos.
nha vida de rapaz urna repugnancia instinctiva
contra o piano e o considerava o flagello das
grandes cidades. Quantas vezes tinha sido revo-
cado de meus sonhos, despertado da impetuosi-
dade vagabunda de minha imaginago pelo ruido
que fariam mosinhabeis martellando eternas va-
riages I
Porm Amada me tinha sabido reconciliar com.
este instrumento como o mundo. Todo ioteiro
senlimenlo e poesa quando rila sentava-se ao te-
clado, e quando as nulas brancas e pretas abai-
xavam-see suspendiam-se incessantemente sob
o perpassar scintillante de seus dedos, se me afl-
gurava que as portas douradas da illuso se rea-
bran diante de meus olho3, e escolavacom urna
especie de anesthesia, simultneamente dorida e
voluptuosa, os sonhos vaporosos da poesa alle-
ma.
Esta poca est hoje bem distante de mim, e
comludo essas horas de bengo e harmona dei-
xaram-me to profundas recordaces, que mui-
tas vezes anda hoje, durante o silencio de mi-
f Conlinuacao. ]
VIII
Passou se um mez : o conde e a condessad'Am
bren embevecidos no seu amor viviam por as-
sim dizer n'um paraizo : a sua felicidade exceda
o spogeu das alegras humanas I
Quanto a Panocha, se bem que o episodio do
relogio de repetigo tivesse^modificado o seu gro-
tesco pesar, todava nao se'achando com torgas
para assislir aos transportes dessa la de mel,
partiu para Guaymas com a intengo de ali demo-
rarle acuitas semanas. Os recem-casados nem
mesmo se haviam apercebido da ausencia do
hidalgo.
De tempos a tempos urna vaga e fugitiva ex-
presso de tristeza apparecia nos olhos hmidos
e aveludados da condessa, que interrogada com
anciodade por seu marido responda :
Luiz, a immensidade da minha ventura me
assusla, e faz-me receiar pela sua durago. Pa-
rece-me que tanta felicidade nao possirel go-
zar-se nesle mundo por muito lempo I
Urna terna caricia era sempre a resposta do
conde, e esta resposta tinha em si o dom de
persuasiva eloqueocia, porque o riso voltava logo
aos labios da condessa.
O joven par achava-se no trigsimo dia do seu
casamento mesa do almogo quando Antonia sol-
tando um grito de espanto levantou-se vivamen-
te e correu para a porta.
Luiz, disse ella, toma a la carabina, e vem
c depressa.
O que acouteceu T pergunlou o conde as-
sustado.
Nao estas vendo como os meus pombos
voam espavoridos de um lado para outro ? Tal-
vez seja um gavio que vem todos os das pou-
zar junto ao rancho, e que entre elles lem feito j
numerosas victimas. Olha... o que le dizia eu?...
Ali est elle....
Onde, Antonia 1
Ali.... empoleirado sobre o ramo secco da-
quella arvore que vou mandar derribar, porque
faz muita sombra, e mata assim as miohas Adres,
J viste? Ali est a a ve de rapia.... Vinga,
livra os meus pobres pombiohos I....
Ainda Antonia nao tinha acabado, e j o conde
fazia fogo ; o gavio ferido em cheio cahiu imme-
diatamenle fulminado.
Victoria I exclamou a condessa batendo as
mos alegremente Como s deslro, Luiz I Va-
mos apanhar a victima : o seu corpo, dependura-
do no ramo mais alio que houver, servir para
afastar os bandidos da sua especie, e ser um
exemplo para elles.
O conde seguiu sua eaposa zombaodo alegre-
mente do prazer infantil que ella moslrava por
urna cousa to insignificante.
O visivel descontentamente que Amada sentia
dessas velleidades de solido atemorisou-me e
fez-mo pensar que se eu quizesse conservar seu
corago ioteiro, devia impreterivelmente arran-
ca-la & atmospbera tepida e languinbonta dos sa-
ldes, afasta-la dos prazeres que a captivavam, e,
para abriga-la das tempestades da paixo, eocer-
ra-la em Haulmonl como urna planta em urna
serra.
Com seu carcter fcil. Amada nao leve trabalho
em inventar compeosaedes para si. Amava o
mundo por elegancia natural, por tradicio de fa-
milia, mas nao nutria esse amor desenfreiado do
luxo e da ostentago que mancha tantas vezes os
mais noDres coracoes de mulheres. Pareceu ha-
bituar-se ao retiro, deu um mais livre impulso
deixava escapar algumas pala
reticencias de diplmala, e dava-se pressa em
metter-se no :carro para reentrar no fogo das
agitagoes e intrigas que encarava como seu ele-
mento.
Depois de nos termos retirado para Haulmont,
pareceu-me que suas visitas iam se tornando
mais frequentes ; mas principio nao experimen-
tei desconfianga alguma. Penetrante e viva. Ama-
da tinha perfeitamente comprehendido outr'ora
as ridiculas frivolidades desde carcter, e st ti-
nha-o muitas vezes espirituosamente chasqueado
diante delle e de mim, em alguns encontros. Ella
odenominava seu jornal de modas, porque elle
vinha regularmente, urna vez por mez, com um
escrupuloso acabado de toilette, apresentar-lhe
suas homenagens. Esta definigo me baslava,
porque os jornaes de modas me tinham sempre
parecido de urna innocencia perfeita, oquepro-
vavelmente um erro.
Entretsoto, com o correr do lempo, em nosso
deserto, suas assiduldades me desagradaran),
Debaixo dos passeios do nosso jardim onde
passeavamos algumas vezes, elle conversando
sobre tudo e eu o escutando muito-pouco, pare-
cia-me sorprender entre Amada o elle um se-
gredo que s elles coohecism, e do qual s
mente o pensamenlo dava tratos meu corago.
Toroei-me suspeitoso ; tratei-o com frieza ; sua
pollidez nao desanimou, somente foi menos ex-
pansivo para commigo, guardn para Amada
suas mais delicadas cooversages, e seus mais
sympalhicos sorrisos. Amada eacutava-o com
complacencia : eu nao era mais senhor de mim.
Quando elle comegava sobre o terrado diante de
urna cesta de flores, oo sei que melanclico pa-
la vrorio, sobre o azul do firmamento e as estrel-
las, eu sentia terriveis desejos de dirigir-lhe
urna declarago menos romntica, porm mais
precisa, e vedar-lhe para sempre a entrada de
minha casa. Um reflexo de razo, o senlimenlo
das conveniencias sociaes rae suslinham, mas
minha cabega nao me perleocia mais.
Eujtioha notado ama extraordinaria coinciden-
cia ; quasi sempre na semana que subsegua i
visita do bario, Amada retira va -se para seu quar-
lo afim de escrever. Muitas vezes encontrava eu
suas cartaa negligentemente espalhadas sobre
urna mesa. Eram enderezadas amigas de in-
fancia, e s mais das vezes urna moga frivola e
va, como o baro, e pela qual Amada, em con-
sequeucia de inexplicavel capricho de afflnidades
naturaes, sentia, pesar da superioridade de seu
esoirito e das tendencias opp'stas de seu carc-
ter, urna verdadeira sympathia. Amada conten-
lava-se com me explicar estas frequentes corres-
pondencias pelo ocio intermioavel da solido, e
eu me esforgava por satisfazer-me com esta ra-
zo. Com tudo, estas cartas me impacienlavara.
Segundo minha memoria me recordis, o nome
dessa moga se tinha achado envolvido, nos me-
xericos de salo, em nao sei que intriga muito in-
nocente alias, mas quo revelava urna alma ro-
manesca e um certo cabedal de vaidade. Tive a
loucura de suspeitar que Amada, em quem a lo-
quacidade do baro* deapertava, talvez, senti-
mentos oceultos e at ento desconhecidos, tinha
escolbido esla cabega leviaoa para confidente de
seus erros. Ter-me-hia sido possivel fazer urna
supposicao mais natural e razoavel : nao a fiz.
Revolv em meus dedos estas missivas myste-
riosas, tinha tentages horriveis de despedagar o
sello que somente se oppunha revelago do
enigma, e, para tornar ao senlimenlo de minha
dignidade, eram-me misler esforgos sobrenatu-
raes.
A's minhas primeiras perguntas Amada res-
ponda com um sorriso: Sois bem curioso, di-
zia ella, queris saber de una correspondencia
entre duas amigas de collegio. Que penetrante
diplmala I > Eu tambem sorria, mas conserva-
va meus receios, e tinha momentos de inexpri-
mivel angustia. As visitas do baro pareceram
diminuir--se ; mas tinha-se tornado mais serio, e
seu espirito pareca echar menos recursos para os
brilhanles fogos de artificio de sua conversago.
Tive medo desta mudanga. Desde o momento
era que desliogui alguma cousa de serio em um
homem que at esse dia tinha considerado como
a frivolidade personificada, suppuz-me perdido.
Infelizmente comprimi minhas inquietages em
meu peito. Recejando um muito grande escn-
dalo, nao ousei atacar de face a questo ; as
theorias pessimistas de mioha mocidade reassu-
miram seu imperio : desejei tornar mioha alma
io JiflVrente injustiga da sorte, e enfraquecer
este amor cujo excesso envenenava minha vida.
Tinha-me tornado triste e pensador, corraos
campos o dia inteiro, tontava adormecer meus
receios no movimento e agitago, quando urna
circumstancia quasi insignificante reoovou todos
os meus supplicos e decidiu para sempre do meu
destino.
Pelo fim do mez de setembro, tinha eu partido
para a caga, afim de escapar s miohas inquie-
tages e fugir mim mesmo. A corrida foi lon-
ga e penosa. Costa va dessas fadigas do corpo
que me pareciam domar a dr, e urna especie de
febre de independencia se apoderava de mim,
desde que poda respirar o ar livre com toda a
forga dos meus pulmes, e abrir urna vereda atra-
vz da inextricavel enredada dos arbustos. Tinha
batido sem muito proveilo urna vasta campia
muitas vezes explorada, e o dia desappareceu,
quando aioda eu estava muito longe de casa.
Quando toraei o partido de retirar-me, grossas
(*J Yide Diario d. 153.
Nao to insignificante como suppes, Luiz,
disse ella com ar mysterioso. Ah I j ah ests
todo desejoso de conhecer a brilhante empreza
que executasle sem o saber.
O caso que nao posso saber em que rae
enche de gloria o fim trgico de um passaro in-
feliz, anda que culpado I
Vou dizer-te a importancia extraordinaria
que ligo morie desse gavio, especialmeate sen-
do ella feila portuas mos I
A condessa pronunciara estas palavras com um
tom mais serio do que o exiga a futilidade do
objecto. '
Luiz, conlnunu ella depois da curta pausa,
oo ignoras que a nica cousa, que perturba a
mioha felicidade, a grandeza dessa mesma fe-
licidade : nao ouso crer na sua durago, porque
seria um cu na trra I Este pensamenlo me faz
supersticiosa I Como os meninos, que interrogara
as flores, eu descubro presagios por toda a parle ;
de sorle que um aconleciraento qualquer ftil e
insignificante para as pessoas sensatas, a mim I
causa alegras excessivas ou tristres pesares. De
ha muito lempo que noto a persistencia desse ga-
vio em explorar os arredores do rancho, e isso
tal impressao me fez qne encarava essa ave si-
nistra como um inifaigo pessoal : vinha-me a
idea que invejava ella a nossa tranquilla felicida-
de, e procurava um meio de mudar em lagrimas
os nossos sorrisos. Muitas vezes procurei mata-
la, masdeballe; dir-se-hia que, conscia das mi-
abas intengas, acautelava-se de mim, pois que
punha-se sempre fra do alcance da minha cari-
bina. As suas azas encobria -me o sol como ama
sombra fnebre e fatal: en;fim acabei por ter me-
do. Esperava com impaciencia pelo momento
era que podesse mostrar-te essa ave maldita :
quera ver se poderias abater o nosso ioimigo
commum, ou se elle zombaria tambem impane-
mente da tua destreza. A experiencia foi em leu
favor, Luiz I O meu corago pula de alegra e
contentameato, porque agora sei que, se eu suc-
cumbir, nao leras tu a mesma sorte I
O olhar de apaixonadaadmirago, e de ineffa-
vel ternura, que o conde lngara sobre a sua es-
posa, desde que esta comegou a fallar, fizera-lbe
o rubor subir s faces.
A condessa leve como urna especie de ver-
gonha dos motejos, que via j errar sobre os la-
bios do seu mando ; e pois mudando sbito de
lm accrescentou logo com ar jovial
Luiz, leoho pressa em contemplar aos dos-
sos ps o terrvel gavio que tantos sustos me
causou 1 vem....
E sem esperar a resposta do conde atirou-se li-
geira e graciosa como urna corga oa direcgo em
que cahira a ave de rapia.
Oh I que passaro hediondo exclamou ella
estremecendo de pavor i a morte oo lhe dimi-
ouiu o odio e altivez... com os olhos aioda abor-
tos parece desafiar-me, e*raeagsr-me I....
Querida Antonia, disse o Sr. d'Ambron at-
trahindo-a brandamenle ao seu peito, amas pa-
lavra basta para demonstrar-te que sao falsos e
illusorios os leus presagios ; oo annunciam ellos
a la derrota e o m-eu triumpho ?
Sim, Luis : e ento ?
O mancebo cootemplou sua mulher com orgu-
lho, e enteroecimento, e apoiando os labios so-
bre a sai fronte alva e lisa como um marmore de
ICarrara, lhe disse.:
golfas de chuva comer-rara cahir ; apressei o
passo, evitando do melhor modo que me era pos-
sivel os regalos e barrancos, e, na volta de um
camioho, vi fulgurar ao longe a luz das jancllas
do castello, scintillando como urna grande estrel-
la sobre a massa negra dos carvalhos.
Ter-se-hia dito um pharol no meio das brumas
do espago. Um senlimenlo de felicidade apode-
rou-se de mim ao aspecto deste claro solitario
que vigiava ao longe como um olho aberto sobre
o silencio e o repouso dos campos. O caminho
foi vencido em alguns minutos; era breve fazia
en gemer sobre os gonzos a grade do jardim e
'sub a escada. Passando diante da janella do
salo, as cortinas atestadas deixaram-me atrar
urna olhada para o interior. Um fogo vivo e cre-
pitante de ramos seceos chammejava na chamin,
projectando sobre os vidros suas sombras e seus
reflexos fantsticos ; a lampada estava collocada
sobre o roosolo ; Amada, sentada e com as cos-
tas volta das para a janella, briocavacom uro pa-
ra-fogo, e defroote dola, fallando calorosamen-
te, gesticulando em urna cadeira de bracos, re-
conheci o homem que eu tema.
Deitei no chao o meu fardo e enlrei: Amada
fez-me urna mullidlo de affecluosas censuras, e
mil gracejos innocentes sobre miohas phantasias
de Nemrod. O baro fiel sua polidez banal
deu-me um apeno de mo que me fez estremecer,
como se me tivesse passado entre os dedos a
pella de urna serpente. A conversago recome-
gou movel e variada. Amada tinha urna liber-
dade de espirito que me admirava, era quanto eu
estava sull'ocando-no salo. Com os olhos fixos
sobro as caprichosas chammas quelambiam com
suas linguas azuladas a casca da madeira, oo
me era possivel ligar duas ideias. Invenlei um
pretexto e retire-me. Meu rosto estava aflo-
gueado, meu corago palpitava violentamente;
e andei vagueando pelas ras do jardim sem sa-
ber para onde ia.
E tu eres, Antonia, qua eu posra existir
sem ti ?
Antonia estremeceu como a sensitiva tocada
porum raio do sol : sobrehumana alegra illa
minou-lhe o semblan te,e com a voz que exprima
a f divina do amor puro sem limites, res*
pondeu :
E' verdade, Luiz 1 se eu morrease morro-
nas tambem. Teas razo, os meus presagios
nao sao verdadeiros I
O conde d'Ambron, depois de ter apaohadoo
gavio, ia retirar-se quando estranho phenome-
oo atlrahio sua attenco, e f-lo parar nova-
mente. A bala da sua carabina depois de ter
ferido o passaro foi pregar-se no tronco da arvo-
re : do buraco qua ali fez corra abundante um
liquido de urna cor braoca amarellenta, e que
podia-se muito bem comparar com o leite gros-
so e puro das vaccas touriuas em abundantes e
verdes pastagens.
O conde ia tocar com o dedo nesse licor ve-
getal, quando Antonia agarrando-lhe DO braco
com extrema vivacidade, exclamou :
Suspendo, Luiz : veneno isso que vaes
tocar....
Veneno ? disse o conde com um tom de
incredulidade.
Sim, Luiz, e o veneno mais espantoso e
infallivel de todos os que existem as florestas
da Sonora I
O Sr. d'Ambron examioou com attenco a ar-
vore dotada de propriedade to fatai: era ella
de prodigiosa altura, e apresentava o aspecto da
mais bella vegetago ; as folhas eram largas e
booitas, o tronco desde a base at o come era
coberto por urna especie de casco formado de
grossos espinhos mais redondos que agudos na
extremidade, e com o cumprimeoto de cinco a
seis liohas.
Nesle caso, observou o conde, se eu to-
ca-se com os labios neata onte impura cabia
fulminado 1
Nao ; mas guardaras dentro de ti ora ger-
men de morte que nenbum remedio baveria que
podesse destruir. A aegio deste veneno, que
infelizmente tem muitas vezes servido ao crime.
infallivel como te disse; porm acaba com a vida
sem violencia, sem dores, e conduz ao somno
eterno por longas e inveociveis modorras, sem
deixar vestigio ajgum ; elle erapregado quasi
sempre pelos Indios : ha quem pretenda que
alguns pelles-vermelhas conbecem o antidolo
que lhe proprio ; se certo que possuem este
segredo aiuda nao o qoizeram infelizmente re-
velar.
E que nome tem esla arvore que, se me
oo engao, muito commum na Sonora?
Ignoro ; s sei que chamo seu sueco
leche de palo (leite da arvore.)
Na verdade, mioha adorada Antonia, disse
o Sr. d'Ambron depois de curto silencio, se como
o leo o meu espirito seioclioasse aoa Indios pro-
pheticos, a descoberta desta arvore despertara
em mim tristes peosameotos : nislo verla um
presenlimento, e um aviso I....
Que aviso ?
O de nao entregar-me tio inleiramente
como fago minha felicidade. As bellas flores
lio verdes deata arvore por ventura nao rece-
bem o seu perfume e frescura n'uma seiva en-
venenada ? Isto quer dizer que a aotte anda
sempre junio da vida, e o desespero junto da
alegra I....
E' verdade I O desespero acompanha a ale-
gra sempre de perto 1 repeli Antonia pensa-
tiva.
E por isso que as tempestades vem aps
os bellos das I accresceotou o Sr. d'Ambron
sorriodo. Mas sao verdades estas to baoaes,
mioha querida Antonia, que a fallar seriamente
oo valem apena de annuviar-se assim o teu
semblante I E demais, se o nosso co agora to
puro e brilhante deve algum dia perturbar-se e
sombrear-se, oo seremos advertidos com ante-
dencia? E nao to gran Jo vantagem termos
lempo de preparar-nos para a lula ?
Como assim ?
Por ventura nao s dotada de urna presci-
encia infallivel e maravilhosa ?
Antonia sacudi a cabega lentamente.
Oh 1 j fui, respondeu ella : hoje nao I
Desde quando perdeste essa faculdade pre-
cios ?
A conJessa com os olhos semi-abertos, como
se oo podesse sustentar o olhar de seu marido,
e com a voz que se pareca mais um surdo mur-
murio, posto que vibrasse de ternura, replicou :
Desde que a /ilha da Virgem toroou-se coo-
dessa d'Ambron I
Os jovens e felizes esposos se dirigiam para
casa afim de concluir o almogo ioterrompido pela
apparigo do gavio, que D. Luizconduzia mor-
lo em urna das mos.
Para que te pes a considerar assim este
gavio ? perguntou o conde. Tranquillisa-te,
Antonia, os leus pombos nada mais podem re-
celar do seu bico agudo, e das suas garras de-
voradoras : est morlo, e bem morto. Vs ?
a bala pegou-lhe bem em cheio ?
Nao penao ji nos meus pombos, Luiz : a-
choque....
Acaba : achas que ?....
......esta ave de rapia parece-se com
miss Mary. Oh 1 Luiz, supplico-se, proseguio
Antonia com vivacidade sem dar ao mancebo
lempo de replicar, nao penses que digo isto por
maledicencia. Nao tenho rancor i D. Mara ;
lastimo-a de corago, por que sei que ella te
arna....a seu modo, verdade ; mas erafim
sempre te ama : nao quiz zombar delta, nem rl-
dicularisa-la a teus olhos. Reconhego que
muito linda, com quanto de urna belleza que
me nao agrada, mas que nao pode ser contesta-
da I...: Luiz, fecha os olhos deste gavio ; es-
tou com medo I
la o conde tranquilizar a sua esposa sobre os
seus chimeneas receios, quaado ella apoiou
fortemeote sua linda mo no braco delle, fazen-
do-lheao mesmo lempo signal para quesecal-
lasse, e pareceu escutar com extrema attenco
um ruido distante.
Eitaz ouviado ? disse em voz baixa.
Nada absolutamente, respondeu o Sr. de
Ambron; mas, accrescentou logo sorrindo, isto
prova urna couia, que os meus ouvidos nao sao
tio delicados e sensiveis como os leus, mioha
encantadora selvagemsinha; por que realmente
a tua educagio te deu alguma cousa de seme-
| lhante aos pelles-vermelhas e aos mateiros.
i Porm que ruido esse que te commore tanto ?
I A corrida de algara urso espantado?
Nao, o galope de um cavao.
O vento fro, ac gottaa da chava me agootavana
o rosto, e eu os recebia com delicia, como para
resfriar o sangue que me pulsava as fontes. O
sol impregnado das aguas ceda sob meas pas-
aos, e impedia-me camiabar, mas nada sentia,
nada via caminhando para adianle como um en-
sensato e preza das mais crueis agitagoes. Fi-
nalmente cahi de caosago sobre um banco.
Eu mesmo muitas vezes, ao voltar de urna
grande cagada noile tinha recebido boapitalida-
de no castello da MoUa. A visita do baro nada
tinha de inslito ; mas no estado de excitago em
que me achava nao me era possirel explicar sua
presenga seno por urna trahigo. Dizer todos
os pensamentos que atravessavam-me o eapirito
nessa noite fatal ser-ms-hia impossivel. Tal
o mais lemivel efleito das paixes ; ellas que-
brante m o juizo e entregara a raso indefeza
todos os tresvarios do corago. Conhecia a alma
altiva de Amada, e essa altivez vedava-me quil-
quer suspeita ; mas nao lhe poda perdoar ser
bella, amavel, risooha para outro fue oo fosse
eu. Cada um de seus mimosos gracejos voltava-
me constantemente i memoria, penetrante como
urna lamina de ago. Nao perguntava minha
consciencia se eu mesmo, n'aquelle instante, pa-
ra obedecer s simples exigencias da polidez,
oo tratara urna mulher estraoha como ella aco-
lhia o baro ; tal pergunta nao me occorra : seu
sorriso parecia-me urna extorso i mim feita, a
suppuoha-me chegado ao momento em que so-
mente urna resolugo heroica poderia restituir a
traoquillidade i minha alma.
A noite eslava escura e chuvosa ; as arvores
verdes, sacudidas pelo vento, juncavam a trra
com seus fructos, a humidade golejava do tron-
co dos carvalhos, um calafrio fez-me estremecer
a carne e despertou-me de meu torpor. Quando
voltava para o castello, ouvi o rodar de urna
carruagem embaixo do declive: o baro tiuha
lermiaado sua visita. Eotrei silencioso e taci-
turno e durante toda a noite nao me foi possivel
conseguir fechar olhos. Mil expedientas me oc-
correram ao espirito. Despedir o baro era vio-
lento e ridiculo: desnjava a todo cusi evitar as
aceas do melodrama. Resolv fazer urna via-
gem e levar Amada ao norte.
Se me tivessem dito que Amada cogilava em
violar seus deveres, esta revelago ter-me-hia
parecido urna blasphemia, e desgragado daquelle
que com ella rae tivesse vindo magoar os ouvi-
dos I A elevago de seu carcter, sua franqueza
comigo, o pouco ou nenbum mysterio com que
envolva suas entrevistas com o bario, afugeota-
vam at a mais ligeira sombra de ama imputago
calumniosa. Mas que me importava urna fideli-
dade legal se seu corago j nao me pertencia I
Por muilo lempo appliquei-me saber se Ama-
da votava ao baro, nao digo amor, mas somen-
te urna especie de sympathia, o se por elle sen-
lia alguma inclinagio. Sem duvida eu a tinha
contemplado muitas vezes, s e pensativa, re-
costada ao terrado no meio de suas flores e dei-
xando vaguear seus olhos ao acaso, como se sua
alma nao lhes podesse mais dar direcgo, e, as
inquietas agitagoes de meu corago, tinha julga-
do adivinhar um termo suas vistas, fixar uro
alvo seus desejos...E todava era muito natu-
ral que em um castello perdido no meio dos cam-
pos, nao tendo outra sociedade alem dos passa-
ros do cu, urna mulher jovem e espirituosa,
cora um gru de poezia na cabega, algumas ve-
zes se abandooasse essa somnolencia interior
que o espectculo da nalureza favorece, combi-
nado com a monotooia da solido. Mas se ver-
dade que Amada senlio urna amisadeapaixonada
pelo barao, se seu corago ao rodar do carro no
pateo, se sua linda mosinha branca estremeceu
de prazer rogando sobre o brago desse homem
emquanto junto delles eu dissimulava sob urna
jovialidade forgada meu cime e meus tormen-
tos, a culpa minha s. Fui eu que, subtra-
hindo minha Amada ao mundo que ella encanta-
va com sua belleza e sua graga, expondo-a
influencia de urna vida moma e contemplativa,
tinha, talvez, feito nascer em sua alma a neces-
sidade de emoges desconhecidas, e cavado
abysmo em que devia precipitar-se a nossa feli-
cidade.
Ora Que grande cousa para assustar I
Nao gracejes, Luiz ; esse cavallo que pare-
ce devorar o espago com incrivel rapidez
Tordo I
Ah I Tordo ? Se queres que partilhe do
leu susto, diz-me quem esse Tordo...
Nao sabes ? E' o cavallo favorito de Aodr.
Ento 1
Eolo ? Para que Andr, que preza extraor-
dinariamente o seu cavallo, se resolva a faze-lo
correr assim, presiso que o ameace algum pe-
rigo grande. Comprehendes agora ?
- Com effeito I E' como o ribombo de um
trovo 1 ... Que animal precioso que esse Tor-
do... e que cavalleiro excellente o tal Panocha!...
ah I j vou percebendo___ Ei-lo I ... Que sal-
tos I galga agora urna cerca de oito ps pelo me-
nos... depois o leito de um ribeiro I ... Desle
modo o teu jockey quebra o pescogo. Oue bella
acquisigo para o que na Europa se chama um
Steeple-chase I
O conde fallava ainda,quando Panocha chogou
porta do rancho, e esbarrou o cavallo, que do-
brou sobre as curvas. Essa manobra to con-
demoavel pelasteis da equitago um habitoes-
sencial dos Mexicanos : e para admirar que
contra todas as regras da sciencia to pernicioso
costume nao estrague realmente a bocea, nem as
curvas do animal I
Andrde um palo poz p em larra... O seu
rosto que nunca eslivera to empallidecido ex-
prima profunda commogo.
Adiantou-se logo para o joven par : arrancou
violentamente um punhado dos seus cabellos,
deu dous murros no peito, e poz-se a levantar
alternativamente as mos para o co. Dir-se-
hia que era um telegrapho enternecido, e prestes
a chorar.
Que novidade Irazes, Aodr? perguntou
Aotonia.
Ah 1 senhora condessa, estamos todos per-
didos Eu em primeiro lugar, vos em segundo,
e o Sr. conde em terceirp.... Elle nao corre pes-
soalmente algum perigo, a oo ser___emtira nao
importa I ... Pujamos, minha chara senhora, fu-
jamos lodos...
Mas porque ?
Ah I sim, verdade ; esquecia-me dizer...
que estou to perturbado 1 ... Se elle estivesse
s, faria tanto caso delle como de urna haslezinha
frgil... mas elles sao cera, duzentos, mil, dez
mil... emfim um exercito de quem elle o ge-
neral, o chefe supremo.
Em oome do co, Aodr, quem esse elle ?
De quem fallas la ?
E de quem queris que falle seno delle...
D. Heorique, marquez d'Hallay I
O marquez d'Hallay 1 exclamou Antonia,cujo
semblante cobrio-se de urna pallidez mortal. On-
de est elle ?
Em Guaymas,senhora condessa,em Guaymas;
onde desembarcou bonlem com urna tropa de
bandidos armados. A cidade, quando a deixei,
Qcou oa maior coosteroagio 1 Qual fecbava a sua
loja, qual entrincheirava a sua casa, qual prepa-
rava-se para a defeza 1 Mas nsda I trabalho per-
dido I O exercito do marquez traz pegas de arti-
Iharia, e urna quanlidade enorme dellas.... di-
zem que sao cinco ; eu s vi duas.
E o marquez vio-te?
Dos me livre 1 Ento nao estaa eu aqu;
Hoje que o lempo tem arrefecido mioha exalta-
go, reconhego a verdade, e posso julgar-me
com urna justa severidade. Mas que raso po-
deria fazer ouvir sua voz urna alma sacudida
pelo sopro da paixo? Esforgava-me por arran-
car-me s minhas preoecupages, e o mal conti-
nuava a delacerar-me o corago. O triste estado
que estava reduzida minha alma trahia-se no
exterior por um enfraquecimenlo physico. Um
ardor febril agitava meu sangue, e, em meio s
conversages as mais animadas, sbitas melan-
colas de mim se apoderavam, faziam morrer-me
a palavra sobre os labios, e empallidecer-ma o
semblante. Teria anhelado obter de Amada urna
explicago; mas, inimigo do barulho e do es-
cndalo, receiava tocar em urna (al questo, e
toda a mioha coragem somente conseguio aven-
turar iosinuages tmidas, palavras de um senti-
do dubio que nunca tveram resposta.
( Continuarse-ha.)
ter-me-hia j mandado fuzilar. Que desgraga que
uo me tivesseis deixado concluir em outro lem-
po a mioha victoria 1 Era to fcil I.... Em su ra-
ma o que est feito est feito 1
Sim, sim, nao ha um minuto a perder 1 ex-
clamou Antonia com espanto visivel. Curapre
fugir.
O conde d'Ambron, que at ento se conserva-
ra sileocioso, tomou por sua vez a palavra. Seu
semblante era grave e severo.
Sr. Andr, disse elle dirigindo-se Panocha
com um tom de altiva frieza que Aotonia at en-
to nao lhe conhecera, e que a fez estremecer;
Sr. Andr, vosso medo ridiculo vos faz perder
razo. Se o marquez vier ao rancho da Ventana,
que perigo pode resultar i urna mulher da sua
presenga ? O Sr. d'Hallay Francez e gentil-ho-
rnera : nao pretendo garantir a honestidade da ex-
pedigo que elle dirige, e commanda ; porm
creio que posso responder pela sua conducta para
com a senhora condessa. Os Francezes, meus
compatriotas, sabem melhor que ninguem as at-
teoges e respeitos que se devem fraqueza e
dignidade das mulheres. Alem de que, se o mar-
quez d'Hallay, o que nao devo presumir, esque-
cido do seu nome e nacionalidade, ousasse levan-
tar a voz em presenga da Sra. d'Ambron, por
ventura nao estou eu aqu para a defender e vin-
gar ? Pelo quo vos diz respeito acreditae que, se
elle nao vos tivesse perdoado a facada que lbe
destes, teria tomado urna vioganca terrvel antes
de relirar-se do rancDo. Demais ficae tranquillo :
o que urna vez prometti nunca esquego. Disse-
vos que em paga do servigo asslgoalado que pres-
tantes condessa o meu brago e a minha bolsa
estariam sempre vossa disposgo. Se o mar-
quez quizer maltratar-vos, ento, segundo a posi-
go em qua elle vos collocar, defender-vos-hei
come- amigo, ou proteger-vos-hei como meu
criado.
Nada, senhors, sou vosso criado, porque re-
cebo salario de vossa mi, disse vivamente Pa-
nocha, que prefera ser antea protegido do que de-
fendido. Ainda se toaseis um simples caballero a
cousa seria outra ; mas sois um conde, e um hi-
dalgo pode sem aviltar-se servir um conde.
Nao obstante, direi sempre com vossa permissio
que devemos fugir, isto afaitar-nos : o parti-
do mais prudente...
Antonia entr'abriu os labios para apoiar o pa-
recer de Panocha, mas arrependeu-se logo : com-
prehendeu perfeitamente que o Sr. d'Ambron res-
poodendo ao Mexicano quiz evitar i ella o dissa-
bor de ama recusa dada em presenga de um su-
balterno.
Luiz, disse-lhe com a voz acariciadora a
depois de um penoso silencio, queres acorapa-
nhar-me ao jardim ?
Estou is vossas ordens, mioha amiga, res-
pondeu o Sr. d'Ambron.
As cores voltaram is faces de Antonia. As
mulheres, quando sabem que sao amadas apai-
xonadamente, depoaitam extrema coofianga aoa
recursos de ama conversago intima para o bom,
xito dos seus projectos.
(Continuar-e-rio). -
PltN,- TYP. p\ U. f. DI FARU.-lMl,


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